Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02323


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Full Text

ANNO XXX. N. 12.
SEGUNDA FEIRA 16 DE JANEIRO DE 1854. -
'

.
\Por 3 mezes adiantados 4,000
l?or 3 mezes vencidos 4,500
Por Anno adiantado 15,000:
Porte Tranco para o subscriptor
ENCARREGADOS DA\^l"BSCRiri:AO\
Recife, o proprielario M. F. cV Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martin; Ba1ia.o Sft, F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim BorrUrdPdo Mei-
donca; Parahibu, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-.
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty.jvSf.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 15H)00 lirme.
Lisboa, 95 por rento.
Rio de Janeiro, de 11/2 a 2 por O/o de pr.
Aeros do banco 5 O/o de premio.
da rompanhia de Beberibe ao par.
da eompanbia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 1/8 de rebate.
Ouro.
Prata.
METAES.
(Incas bespanbolas. 289300 a 29?000
Mocdas de 6$400 velhas. 109000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Patanes brasileiros..... 19930
Pesos rolumnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CURREOS.
Olinihi, finios US dias.
Cnruar, Bonito o Garanbuns nos dias1 c lo.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e ricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sedas eiras.
Victoria, e Natal, as quintas fciraS.
PREAMAR DE 1KUE.
Fruncir s (i horas o (i minutos da manhaa.
:is 6 lioras e 30 minutos da tarde.
Segunda
AIDIEXCIAS.
Tribunal do Commrrcio, segundas e quintas feirfS.
Heladio, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.' vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
." vara do eivel, qnartas e sabbados ao meio dia.
Os Tiibutiaes de Justira esto fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
KPHEMERIDES.
Janeiro 6 Quarlo crescente a"1 hora, 29 minutos
c 4 Segundos da manhaa.
14 La clieia as 6 horas, 42 minutos e
12 Segundos da manhaa.
22 Quartu miuguanle ao 38 miimlos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS da semana.
16 Segunda. Ss. Berardo, Aeureio, c Olbon imu.
17 Terca. S. Anteo ab. : Ss. Eleusippe e Lunila.
18 Quarta. ACadeira de S. Pedro Ap. emBoma-
19 Quinta. S. Canuto rei m. ; Ss. Audifas e A.
21 Sexta. S. Fabio p. ni. ; S. Sebastian ni.
22 Sabbado.S. Igiiez y. m. ; S. Pctrouolo ni.
23 Domingo. 3. depois de Rejs. Ss. Vicente u
Anastacio ifun.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Prof nmnu para nano' real xtraerdlnarU
do jaramente da Sma Maf estada el-rai ra-
ime.
Artigo A sesso real em corte* geras, reun Jas
ambas as cmaras na sala das sessOes dos Sr-. de-
pulados da naci portuguesa, para ojurarneul de
Sua Magostada el-rei. regente, (era logar, no pala-
cio das corles, no dia 19 do correle mez, pela uma
hora da larde, assslindo a esse acto S. M. el-rei o Sr.
D. Pedro V, e o serenissimo Sr. infante 1). LuizPhi-
lippe, na qualidade de condeslavel do reino.
Art. -' Sern convidadas S. M. a imperalriz do
Brasil, viuvi, duqueza de Braganca. e sua alteza
real a leinima senhora iofaula 1). Isabel Hara,
para assislirem a solemoidade.
O mordomo-mr lomara as disposic/ies ne,cessaras
para a levida recopcao deslas augustas* perona-
geot.
Art. 3. Os pares e depulados, previamente con-
vocados'pelos presidentes das respectivas cmaras,
estareo redmdos no palacio da corte, etn Irage pro-
rio do (2o solemne ceremonia, pela hora do meio
a ; e, medida quo chegarem, entrarn na sala,
tomando o lugar que Ihes compele.
Art. i- O presidente da cmara din dignos pares
do reino, oceupar utria. cadena no estrado pequeo
abaixo do ultimo dearo do llirono direila, seguin-
clo-se os mate pares do reino, do tnesmo lado e os de-
pulados esquerda do throno.
Em iienliuma das cmaras llavera precedencias.
Art. 5. Logo que as cmaras Urcrem oceupadong
seas respectivos lugares, o presidente Hornear urna
depularao de doze pares e daza depulados, para,
desde a porta do palacio, acomuaiihar. no cortejo, a
SS. MM. e alteza, indo os pares i direila e os depu-
lados a esquerda.
Arl. 6- Desde o vestbulo do palacio ale porta
do saldo das cortes, se achara postada em alas a guar-
da real dosarcheiros.
A porta da sala de entrada eslarilo dous repostei-
ros, auxiliadas per archeiros. allm de reconliccerem
as pessoas do corteja, que poJem ler entrada, e Ibes
indicaren) os lugares era que devem esperar "'SS.
MM.
a inlegriil.de do reino, observar e fazer observar a
constituido poltica da nacao porlugUeza e mais leis
do reino, e prover ao bem sera) da nacao quanlo
em miin coiiber. Juro igualmente guardar fideli-
dade a el-rai o Senbor DOM PEURO QUINTO,
meu sobre lodos mulo amado e presado ti 1 lio. e en-
treg.r-He o governo logo que chegue mainridade.
Art. 13. Finda esla -olemnidade. o cortejo sabir
da sala, e se pora em marcha na devida ordem.
Quando SS. MM. desceren) do throno, o avo dosere-
nissimo infame receber das maos de S.A^esle-
que real," e o mordomo-mr, o alfercs-mr cm mei-
rinho-mr',' largando as suas insignias no lugar onde
as receberam, acompaoliaro no cortejo, ato i porta
do palacio das corles, a SS. MM. e alteza, que oro
precedidos pela deputacao das cmaras, segundo o
modo pralicado no aclo da recepeo.
Art. II. As fortalezas c embarcantes de guerra
portuguesas devero salvar, lauto a i-bogada de SS.
MM.. e no acto do juramento de el-rei regente, como
i sabida dos mesmos augustos senhores do palacio
das corles; fazendo-se para este elleilo os sjguaes do
coslumc por meio de gyrandolas de fogueles lauca-
das ao ar uo largo daquelle palacio.
Art. 15. Ao mordomo-mr incumbe designar o
moco ruleteo, os mocos da cmara, reposteirns e mais
em prosado* da casi real, que forem necessarios para
fazerem o servic/- que, por esle programma, Ibes he
encarregado.
Ar(. "' O estribeiro-mr receber asordensde
S. M. el-rei regente, a respeito do.eslado em que SS.
MM. eS. A. o serenissimo infanle condeslavel de
reino, bao de ir s corles.
Arl. 17. Ao capitn da guanta real pertence fa-
zer postar convenientemente a guarda do seu com-
inando para lodo o servicp da sesso real; d.odo-lhe
ordem para auxiliar os reposteirns na regularidade
da funcro, c obstar a que no palacio das cortes en-
tren) pessoas que nSo estejam munidas de bilbeles
de ndinissan. '
Arl. 18. O mcslre-sala indicar -is pessoas do cor-
lejo o lugar que nelle Ibes conypeic lomar.
Art. 19, As pessoas que se a-preseularem muquas
de bMieles de admisao, teraO entrada no palacio
dils corles; sendo absolutamen le prohibida que
seui elles ah concorrerem para o mesmolim.
As seriboras deveran ser conda^MajirWunas e
galeras pelos repostefros encarregados desse servico.
Os bilbeles de .dmisso, recebidos pelos reposlci-
Oulros dous reposleiros eslarao all encarregadea ros, ser5o restituidos ao ministerio do reino, por or-
de couduiir alteruadamenle os pares e depulados dem do mordomo-mor.
da sesso
eos logares, que eslo destinados na sala
real. -*
Doos porleirng da canna, conduziro successiva-
meule os membros do corpo diplomtico respecti-
va tribuna.
Art. 7. Na sala de entrada, do palacio das corles',
immediata ao vestbulo, seaeharao os reis d'armas.
ara utos e passavantes com as suas cotas vestidas e
sis porlelros da canna com as inassas de pra'a, as-
sim como a msica da casa real, que deve tocar lugo
que SS. MM. chegarem. e enlose pora o cortejo
immedialamenlc em marcha pela ordem segu uto :
I' Os seis porteros da canna ; -, os reis de
armas ; 3\ o passavanles; 4-, nsaraulos ;
*, oa mofos da real cmara ;6-, os guirda-roupns
e o porteiro condes, os ministros de estado honorarios, os nlli-
ciaes-mres Ja caaa e ajudanlcs de campo de el-rei e
ot grandes do reino,indo os ofliciaes-mres es-
querdn e ol Ululares direila; 8', o vedar, o mes-
Ire-saU, o porteiro-ninr, o meirinho-mr, o capilao
da guarda real, o estribeiro-mr e o mnrdumo-mr
no seus competentes lagares; 9-, o conselho de
estado ;III, o ministerio.
Seguir-se-ha a deputar/n das duas cmaras, indo
logo depois SS. MM. alteza.acompanhados dos
dgnitarios, que nesse |dia esliverem de servico aus
mesmos augustos senhores.
Art. H.- A entrada ua sala da sesso real, o ayo
deS. A. o serenissimo senbor ifaule condeslavel do
reino, Ihe aprcsenlar o estoque real, o na,mesilla
occasao o luordonio-rmir, o atferes-mnr o meiri-
nho-nir leujfcrao as suas insignias das raaos duJ es-
pectivos lSsos da real cmara, que as hSo de ler
receido di competentes, reposleiraa, e continuando
todos uos us lugares, acompanharo a suas ma
- gestades.
Arl. 3
araulos i
sesaSo rea
O porte
lar entrar
da, sendo |
Os mocj
res, oftlcia
(ornara b| I
lliro i
O siaftnissimo senlrac Bfante condeslavel lica*
em p com o esloque levantado, e a-direila no estra-
do grande do throno.
O alferes-mr com a bandeira desenrolada, no
inesmo estrado do lado esquerdo.
O vedor e eslribeiro-mr, o capillo da guarda real,
e o meirinho-mr no degro iminedialo; os dous pri-
mearos direila; o lerceiro equartoesquerda.
O porteiro-mr e o meslre naj* outro degro ;
e-do mesmo modo o primeiro direila, e o segundo
a esquerda.
Tomarao lurar, prximo das caderas reaes, o raor-
domo-mr i direila do thronu, e os diguilarius de
servico a SS. MM. e o ayo de S. A. esqoerda.
Os ministros sentar-se-hao em Trente do throno. -
Art. 10. Antes de SS.: MM. snbirem os degraos di
lirono serao as caderas reaes desoahertas pelo repos
leirn-mr, e por um dos odiciaes-mres para isso
nomeado.
Arl. 11. l.ogo que SS. MM. tomaren) assenlo no
Ihrono, bao de aaseutar-sc os dignos pares e senhores
depulados.
Arl. 12. O presidenteda cmara dos dignos pares,
coadjuvado anlao por um moco lidalao. apresenlar
a S.li. el-re rcgcille os.saarados cvangelbos, sobre
os qua-a o mesmo augusto senbor ha de reiterar, em
eoiiformidade das leis e da sua real proclamarlo de
1 de DOvembro ultimo, o juramento seguine:
* Juro maitter a rehgiao catholica apostlica romana,
s porteros da canna, reis de. armas,
lassavanlcs, licarao a eulrada da sala da
da cmara litar aporta para nao dei-
nSo aquellas pessoas que liverem entra-
nra isso assliudo pelos porteros da caima.
| da real cmara, guarda-roupas. tilula-
#j-mres da' ,easa ecooselbero deestado,
bgar dos don* lados de ultimo degrao do
Vae,o dasNecessidades 12 de dezembro de 1853.
Rodrigo dii Foiucca Magattiet,.
COATES
CMARA DOS SEXHORESDEPLTADOS
tSESSAO DE 15 DE DEZEMBRO DE 1S53.)
Presidencia do lijm. .Sr. SilctTSanches.
Sendo um quarlo depois de ineiodia, verilicou-se
pela chamada, fcla pelo Sr. secrelaritjTavares de
Macedo, cjtareiii presentes (i Srs. diputados.
O Sr. vire-secretario Casia da Sla leu a acta da
ullma sesso (13 de agosto), que fi approvada sem
reclamarlo.
O Sr. secretario Tacares de Macedo den eoula da
segunde
CORRESPONDENCIA.
1. A seguiHle caria regia :
Julio Gomes da Silva Sanches, do conselho de
Sua Magcstade, minislro e secretario de estado ho-
norario, presiden le da enmara dos Srs. depulados da
naeSo portigueza. Amigo: Eu el-rei D. Fernan-
do, regente em nonie. do re, vos envo muilo sau-
dar.
Foi disposicao do Allissimo chamar para si a Sua
Masestade Kidelissiina a Sr. D. Mara II, rainha
de Portugal, ininhn muilo amada e presada esposa !
o Tan profundo golpe, excitando a mais intensa
dor no corarao Ha real familia, redonda ao estado
de viuvez e orplflndade, cncheu de pranio e magoa
a na^ao inlcira, que reconhecia na sua rainha a in.li
extremosa dos Porluauezes, b symbolo da gloria na-
cional, e o modelo de grandes virtudes domesticas.
Chegara Sua Magestade ao termo da sua gravi-
r i"i '. lle noven,b,'o ultimo, mas soblevindo
dilliculilades uo parlo, que obrigaram os facoltlali-
vos a exlraliir-lhe morlo um inranle, acooteceu des-
graradamenle qu a rainha, exf ausla de lodas as
forvas vilaes, vesse a render a alma ao Creador no
da l.i daquelle mR, pelas ti;, horas da manhaa,
'flepois dehaverrecebido.com amaior piedade ebris-
laa, os Sacramentos da Igreja.
Achava-se entilo presente nesle paco o conselho
de eslado, que, sendo admitlido ajieijar a augusta
rntlo ila rainha fsllecida, veo reunir-se junto a mim.
Aln Ihe ticelarei, que, em Wo doloroias crcuinslan-
cias, me va abrigado, pelo preeeilo das leis, a entrar
B ejercicio da regencia do reino," durante a mino-
rxlade sobre Untos muilo amado e presado lilho, debaiso do
juramenio, que devia prestar por meio de urna pro-
ilaniar.lo na ausencia das cortes, c que eu ratificara
perante ellas na sua prxima renniao, mam restando
tambein ao conselho de eslado, nesse aclo, que en
tmha resolvido confirmar o ministerio, anleriormen-
Ic nomeado pela rainha, innlia augusta esposa de
gloriosa memoria.
o juramento que, na conformidade dos artigos 76 e
97 da carta constitucional da monarrhia, e do lis-
posto na le de 7 do abril de 1816, ja preslei pela rai-
nha proclamacao no aclo de assumir a regencia.
A' sesso do juramento real ha de; assislir Sua
Magestade El-rei o Sr. I). Pedro V, devendo Sua
Alteza o Serenissimo Infante I.uiz exercerahi as
funcres de condestavel do reino.
Antes, porcm. dessa solemnidade lenciono eu
assislir com meus augusto fillios s exequias solem-
nes, que, pelo eterno repouso da alma da rainha,
minba muilo amada e presada esposa, de saudosis-
sirna recordaran, se hao de celebrar amanha, 16 do
correte, pelas 11 horas do dia, na real igreja deS.
Vicente de Fra, onde estarn lomadas as disposiroes
convenientes para serem all rerehidos os membros
das cmaras legislativas, que concorrerem aos olli-'
cios religiosos.
O-^ue ludo me parece u par lie i par-vos para ser
presente na cmara dos seahores diputados da nariio
portuguc/.a. Escripia no paco das Necessidades, em
15 de dezembro de 1RVJ.Re, regente. Rodrigo
da Fonseca Magalhue*. Para Julio GomesdaSil-
va Saucbes, do conselho de Sua Mageslade, rrinis-
Iro e secretaria de eslado. honorario, presidenteda
cmara dos senhores depulados da nacao porlugue-
za, amigo.
(A cmara mio a tritura desta carta regia, es-
tando em pe, e com as demonstrares da mais pro-
funda dor.!
2. l'm ofticio do ministerio do reino, acompanhan-
do os documentos seguinles :
1. l'm dos aulhographos do aulo do nascimenlo,
haplismo e fallecimento de Sua Alteza o Serenissimo
Sr. infante I). Eugenio Mara, de 15 de novembro de
1853.
. Um dos aulographos da acia da sesso do con-
selho de eslado, que no mesmo dia leve lugar no
paro das Necessidades, por. oceasio do fallecimento
de Sua Mageslade Fidelissima a Senhora D. Mara
II, rainha de Portugal, Algarves. etc.
3. Urna copia da proclamacao de 15 de novembro
de 183. pela qual Sua Mageslade El-rei. o Sr. O.
I ern.-.mlo. assiimio a regencia do reino, debaixo do
juramento da lei, durante a muoridade de Sua Ma-
geslade Ei-rei, successor da'vorda o Sr. D. Pedro V.
4. Urna copia do termo de entrega do augusto ca-
dver de Sua Mageslade Fidelissima a Sr. D. Maria
II. de 19 de novembro de -1853, no real jazigo dos
principes da serenissima casa de Braganca, eni S.
Vicente de Fra. *
5. Urna copia do termo de entrega do augusto ca-
dver de Sua Alteza o Serenissimo Infante D. Eu-
genio Maria. de 20 de novefuro de 1853, no mes-
mo real jzigo. Para o archivo.
O ir. Presidente:Senhores, faz boje justamen-
te um raez quesuccedeuo funestissmo acnnlecmcn-
lo que, pela caria -regia que acabaes de ouvir, nos
he commiinicado. Faz boje um mez que morreu a
lilha do inmortal Sr. I). Pedro IV, em quem elle
abdicara a corda de Portugal; a jirimeira rainha
constitucional desles reinos; aquella que, nem mes-
mo no meio das dissenees que houve durante o seu
reinado, jamis leve o pensamenlo de fallar ao jura-
mente, que prestara,- de reger o reino em conformi-
dade das iiLstiioicOcs liberaes. Morreu, faz boje um
mez, a S.* D. Maria II, e na idade de 34 anoos....
Sendo esle o primeiro dia da reunan da cmara
depois de lo funeste aconlecimenlo, sem duvida el-
ls quema, que lamben) a sua primeira resolurao
seja a de se consignar na acta, que por IRu grande
ca lamidadi: se acha penetrada du mais profundo sen-
limeiilo, da mais acerua.dor.
Creio qae loda a cmara que assim o sent quere-
rque se laca esta rnusisiiaeao na acia ; c nesse caso
' declarar-sc-ba que foi por unauimidide (apiados
geraes.)
Mas a cmara nao ha de querer limitar-se s esla
manfeslaeo. Querer igualmente que depois da-
qiiclU sua resolurao. os seus primen os actos sejam
o ir siL'iiilicar a Sua Magestade El-rei regente, e El-
rei o Sr. D. Pedro V, a dor e o senlimento de que
est possuida, e assislir amanilla s exequias que,
por alma da mesma augusta senhora, se ho de ce-
lebrar ^ apiados geraes.)
Vislo.pois.que a camera convera em tudo islo, con-
signare ua acia o que indicado e resolvido foi, eeu
pasSo a nomear orna graude depularao, nao so para
ir boje mesmo (se por ventura o Sr. ministro do rei-
no'que so acha presente, disser que SS. MM. a po-
dero hoja mesmo receba significar a SS. MM. o
senlimento dor da cmara Jjjas tambera para as-
sislir amanilla s exequias. 4n nnmeio a deputa-
rao para me conformar cornos eslv los ; eslou, po-
rm, cerlo de que lila a cmara se" reunir a ella,
para um e outro acto (aiioiaa^ntraet.)
O Sr. Ministro do reino (Fonseca Maaalhaes :
Eu estob autorisado par ler a honra de partici-
par a V. Ex. e caMa qaeS. M. El-rei regente.
e-S. M. El-re I). I'edfb'V, recebapiw a deputac.an
da cmara dos Srs. depulados a qualquer hora que
ella se aprsenle esla larde mesmo.
O Sr. Prndenle: A grande depulaco ser
composta, alni da mesa, dos Srs. Manoel Joaquim
Cardozo OjJteJlo Brancn, 1). Rodrigo Jos de Blene-
zcs, Jos Silvestre Hihciro, Custodio Manoel Gomes,
Jos Eduardo de MgalliaesCoulinlio, Antonio Ma-
na Barreiros*Arrohas, Antonio Jos Aniones tioer-
res ; duque da Tercena, niarquez da Fronteira, vis-
cunde de enagazil, I). Carlos Mascareiihas, conde
de ayillez, bar'ao dePernes, viseme de Balscmo,
baro das Laraugci ras, I). Pedro de Mene/.e-, bario
da Luz, viscmiile de Laborim, marquez das Minas:
e dos Srs. depulados, Julio Gomes da Silva San-
ches, Jos,; de Pina Freir da Fonseca Antonio de
Azevedo Mello e Carvalho, visconde da Junqueira,
Manoel Antonio Yellez Caldeira, Amonio Jos
d'Avila, Elias da Cimba Pessoa, Joao Pedro de Al-
meida Pessanha, Jos Silvestre Ribeiro, Amonio
Pedro da Silva e Mcnezes, D. Amonio Jos de Mel-
lo e Saldanha, c I). Antonio de Mello Brayner; a
lim de, na conformidade do mesmo programla, ro-
infanli e D. I.uiz Filli>e.
Pela tima ora da larde entraram na sala da
cmara SuasMagcstoes e Alteza, precedidas da de-
pularao das duas cmaras reunidas, e acompanha-
das da corle, c -mais pessoas, que, em observancia
15 de novembro prximo passad98publicada nu Dia-
10 do (ioverno do da seguinle. cujo aulhographo
sendo depositada no archivo da Torre' do Tombo, ha
de ser remcltido, por copia aulheiilica, com quaes-
Ihrono serao as caderas reaes *>sc**erUs pelo repos- quer oolros documeulos correlativos, a cada una das
(pirn-mnr. o nnr um im nf1ti*tnatf_itii>rrw miro d .. i i i **
FOLHET1M.
0 DUQUE DE ATHEMS. )
(Pelo Banfuea de Foudras.)
. xn
" humem de capole pardo, dirigindo-se para a
porta com passo firme e deUherado, levanta a aldra-
.l'"' deli-a cahir"pe*iljTnele, c pede qu
'lata orms nillrl ntlrnil.h.ln ,1
e Ihe abram.
cmaras legislativas para Seu coulieciineiilo.
Agora que as corles geraes da nacao portugue-
1 adiadas ate ao dia de boje, v.lo continuar os seus
lr.sblbo parlamenlarcs, nao querendo eu retardar
a sVtiafacao de um dever legal, hei por bem resol-
ver^eui nnme do rei, que no dia 19 destemez, pe-
la u\pa hora da tarde, baja sesso real extraordina-
ria nV palacio das cotes, reunidas ambas as cama-
ras na sala das sessoes da cmara dos Srs. depulados,
para que, no centro da representado nacional, e
as maos do presidente dos digno pares do reino,
posa eu. na qualidade de regente do reino, ratificar
Veremos, respondeu o Allemao. E Marco sen-
do no mesma instante um punhal fri penetrar-lhe
ua carne da espadna.
Parem! parem grilava o homem de capole
pardo, o qual nao lomava parle no cmbale,, limi-
(ando-sc apenas a aparar os golpes de Marco.
O Allemao ferido por Marco lanrou-se com furor
conlra seu adversario, quando senlio-se repellido pe-
lo Jiomem de capole nardo.
Basta ja dUse! exclamou este ullimo com n-
dignacao. \ ossej'eslao azendo um ollico de saltea-
dor. I m homem brioso s combate com
ormia na outra exlremidade da casa, e s uaes... Nao quero que digam que um
e* em sonho. Catliarina que, recoslada em
te poltrona de couro, esperava1 volta do
leda porla, levantou-se assustada a essa
w .^ativa de chamar.
-tZt. *itu> de (iuglielm ella nao deva
aiirir senSo a um fcnai
qae acabara de ..** ,
convenciouadu, e o rumor
> clava longe da Iranquillisa-la.
M", o homem de capole par-
f
Depon moderando e vo"eu'ar u meu ma"-
brando: contiunou em tom
Yenlio da parle doscnluir r..,.,i:.i_- .
est para dar a Lima .a Dos, f,S r sua lilha antes de parllr para o outro m S S" e
Catliarina ficou immovel e nalniam V"
Era sso verdade? e que deva ella fazer' done'1"-
o criado de confianca de sen .uno. liiiba-iVa,'21*1'
nhado ao palacio, e ella eslava s com Flavia iiJ'''"
na acaso, brindo, expor esse Ihesouro, uu fallar
a sen dever, resislindo a ordem, ialvez fiel, que M^
voz Ihe anuiiuciavaV
i Despacha-te, velha feilieeira, exclamou o Alie-
mito, o qol eslava impacieate por cumprir sua nhs-
sio, du conlraro o diabo cxo vira visitar-te esla
oile da parte de leu charo amo.
Esla laeecia de soldado foi acompanliada de urna
g.irgalbada brulal, e ao mesmo lempo elle ahalou
viotcnlamenle a porla.
A impaciencia do Allemao apoderou-se lambem
do reste da tropa. Com o cerebro anda aumado pe-
los vapores do vfciho, lodo entraram a dar golpes
vigorosos cantando em choro a amiga canrao los-
caua :
Apri, apri ce^-coni
II lempo passa
E anche l'amore, ele. .^
Repentinamente urna voz de trovo exclamou :
Parem, malvados 1
E Marco cabio sobre ellcs com a espada na na o
ceanooanjo exterminador... .
Os criados largam logo as lochas e fogem : um
rombale enrarnicado Irava-se as trovas.
Atacado de lodas as parles,, Marco dava em lorno
de si como um furioso.
. Miseravelcanalha exelamava elle, -vis escra-
vos de um lyranno devasso I NSo vos deixarei ofien-
der a honra dessa moca !
, <) Vid Otarios.II.
-
armas
que
Hippolvio de Saiie,jalla isreg'ras da cavan
Affaslem-.se, a mim compele sustentar o combate.
E vendo que Marco ferido no hombro direito li-
nha a espada? na m.1o esquerda. acresreolnofr
Senhor, jiara haver igualdade vou servir-me
lambem ila mao esquerda.
EnlAu comerou o com jale singular. Marco proru-
roo responder ao dcsafui de seu adversario. .4 mas o
corpo corvon-se-llie, eToi de balde que lentou le-
vantar oipuntial ; o sanaiie que Me sabe da ferida,
esgola-o e lira-lbc as forras.
Ilppolvto em p espera que Marro se reanime pa-
ra vingar seu senbor; porquauto recuuhecOra o ini-
migo mortal do duque de Alhenas...
Acordada polas vocferaces e pelo estrepito das
armas, Fia va sabe do lqilo, vesle-se pressa, e des-
ce com precipil.icao.
Ella (lio duvida que seu pai lenha -ido atacado ao
entrar.-., mas, bem que o rumor j livesse cessado,
a maca acha Calharina Iremendo de susto, e sem
atrever-se a olliar para fura, pois havia compreheu-
ddo lodo, e esperava com urna angustia' nexprimi-
"el o lm da dispula, a qual o medo fazia-lhe anda
resuar nos ouvdos.
r",90e acontecen"!... Onde esl incupai? excla-
a,0 lluvia avislaiido-a.
te iu> yn 'le "sponder Calharina abri brandamen-
nesJ '^"'Suiibo que havia junio da porta, oque
quem pc.'r" de''crlur',i"-'50 servia para recenhecer
A ntiii i ''t'1 ii)i t'iiSii.
nado is .?? v" clara- UIU wto fresco (ola dssi-
Ft oz V lu" WHW uo firmamenl.......
blante paludo e oen, ^ rcchecer o sem-
lendidu no meio dTrua fDMn8deB,*do ,le Marco <-
^ImM^rcolsuaV^-^.loopI'd
Seu corpo esl ensanguentait., .... < *'
da, sen rosto coher.o de uml'tllfi ^L'S "Cha-
FI.vi.pO. a mo sobre o pe?lo doS'"'^
rcspiriainda. '"""' tlle
Ento una coragem desconhecida anodi.r-i .i-,
moca, eUa sent que loda a demora he Vui.es-i ,h.
ma Calharina cm seu soccorr, e levanta essaVabcc
Flavia nao he mais essa moca delicada ,- fra.,i
Ella loruou-se forte, nada a intimida, uada lhe
sitie, he urna alma enrgica suslida por una v.uiade
ic Todas estas dcclararoes foram levadas a'efleilo, reiro, Carlos da Silva Mava, Jacinlho Pereira Car-
iado coustante da mnhas*eal proclamac-ao de nfiro.
Em vista da declararan que acaba de fazer o Sr.
minislro do reino, ser bom fixarmos urna hora em
que nos reunamos, para irmos ao paso ; e parece-me
que poder lixar-se a das duas horas ( apoiados.)
As exequias em que ha de comparecer ..grande
deputacao, ou antes toda a cmara, le rao lugar s 11
horas da manhaa, em S. Vicente de Fra. Ecomo
seguramanle, a cmara nao quereri^ que boje se fa-
ram maisalguus Irabalhos, levaularei a sesso. de-
clarando que a nao lia nu tabbado. afirn dote arran-
jar a casa para o juramente de el-rei regente, que
ha de ler lugar na segunda-feira; hem na terea-iei-
Ta, por nao poder anda nesse da eslar desarmada
a casa.
Por conseguinte a primeira sesso da cmara he
na quarte-fera :l.evnulou-se a sesso. Era urna
hora da larde.
CAMAMA DOS DIGNOS PARES.
EXTRACTO DA SESSA'ODE 15 DE DEZEMBRO.
Presidencia do Exm. Sr. Cardeal Patriarcha.
Secretariosos Srs, Margiochi,
Visconde de llenagazil.
t'.lfiittiam os Srs. ministros do remo, e da jus-
tira.)
Pela urna hora da larde, lendo-se verificado a pre-
senra de 38 dignos pares, declarou o Exiu.Sr. presi-
dente a berta a sesso.
O Sr. PresidenteMeus Srs.Me ale o primeiro
momelo, em que se acha reunida a cmara dos dig-
nos pares, depois do tristissimo dia em quo Dos foi
servido levar da vida presente a nossa augusta rai-
nha a Sr. I). Maria II, desempro saadosissima me-
moria (muito* apoiados;.Este inesperado e doloro-
sissimo acontecimento, que encheu de tristeza e dr
todos os Porlngueze, ecobrio de lucto loda a monar-
chi., causn sem duvida o mais profundo sentlnrSn-
lo, c a mais acerba e duradoura saudade a lodos os
dignos pares, que de mais perto conheciam as indi-
las \ ii ludes de S. Mageslade; que mais altamente as
apreciavam c veneravam como precioso penlior da
paz, ila ordem, moralidade, prosperidade, e justa l-
berdade nacional; e que por sua real munificencia e
li beral i da le foram cumulados de nierces, e consllu-
dos ua alta calhegoria poltica, a que leu augusto pai.
o inmortal dador da carta, elevou esta cmara (ten-
saejio)... j
Eslou persuadido que lodos os dignos pares de-e--
jara aproveilar este primeiro inomenlo,para fazer urna
soleinue luauireslacao de sun irofund* dr, e vivs-
sima saudade (muilos applausos) : ..por isso propo-
nho :
1. tjue desde ja se vote, e consigne na acta esla
solemne cipressSo da pugentissima ddr, e acerbissi-
ma soudade, que a cmara sent, e sentir sempie
pele iiil'aiislissiino fallecimenlo de sua excelsa, vir-
tunsissima c muuilicenlissima rainha ivirissim'is a-
poiadosj. [.
2. Que depois de lidaa correspoudeocia se nomeem
asdeputacoes nece-sarias para as funci;0es e adosa
que a camaujliver de coucorrer eip virlude da mes-
ma correspondencia.
3. Que nesfa sesso nao se trate de oulros alguns
objeetns elranhos aos tristes senlinienlos qoe oceu-
pam os nimos de lodosos dignos pares (apoiados re-
pelidos) : mas que urna grande depulasilo desta* c-
mara, com todos os mais dignos pares que a quizerem
acompanhar (apoiados), v inmediatamente render,
com o maior respeito, a Suas Mageslades a homena-
gem de scusjuslissmos e sentidssimos psames, e os
prolestos solemnes desea fidelidade, amor, e dedica-
cao (apoiados prolongados!. *%
Proponho por lauto a uma volaco da cmara as
3 proposiuie. que formulei.
Estas [impostas foram unnimemente appro-
va las.
Leu-se a acia da ultima sesso .,'13 de agoste), con-
lra a qual nao honve ierlamaro.
Leu-se o expediente, qoe leve o competente des-
lino.
A'. II. Dar-se-ha conla do mesmo n'uiu dos prxi-
mos nmeros do Otario, por causa da sua muila" ex-
tenso.
I.ida a caria regja, disse
O Si: Pre rer que estacarla reeWSej!: na integra irauscripla
na acia (apoiados geraes).
Conlinuou a leitiira.
Depois da correspondencia';
() Sr. SecretarioTenho tamhem aparticiparque
Sr. uarlc l.ettao nao p*..le comparecer por motivo
de Jloenra.
O Sr. Minislro do A'ciuoeEu lenho que fazer
igual p.irlicipacao, relativam.'ule ao diguo par o Sr.
Silva Carvalho.
U Sr. PresidenteComo esl volado que uma
grande depularao v fazer us cunipriaienlo de pta-
me; a SuasMagcstados, creio que o Sei. Minislro du
Kcino, saliendo certamenle quo muitos dignos pares
tinham este desjo, consultara ja,, e receberia mesmo
as ni den, de S. Macestado orei regente, sobre o da"e
hora em que esta deputacao se poder .presentar nu
pa?o, para ser recebida.
O Sr. Ministro do ReinoS. M. fez-uie a honra
de participar que receberia a qualquer hora, que se
Ibenprcsenlasse, a deputaraa da cmara dos dignos
pares ; pois que fura prevenido por mim, e creio que
lambem por V. Exm.de que a mesma cmara que-
rerla certamenle (logo que se reunisse) fazer esla
manifestarlo de seus puros sentimentos de fidelida-
de, c de dedicacao.
O Sr. PresidenteParece-rae que Ialvez a cmara
queira que a mesma depulaco, que r agora ao pa-
ro, seja a que lambem v ainaiihaa s exequias t apoi-
ados geraes). Nesse caso, e segundo o que ja esl
approvado por loda a cmara, nao temos agora mais
que fazer seuo nomear essa depulaco,
O Sr. Visconde de llenagazilX depulaco he
compusla do Exm. Sr. presidente, dosdignos pares,
duque da Terceira ; marquezes, deCwlello Melhor,
-Fiealho, Fronteira, das Minas, d. Vallada ; arcebis-
pn de Palmyra ; Condes, das Alcjaons, d'Alva, do
Casal, e dos dous secretarios. I
O/fm.' Sr. PresidenteFiera, os dignos pare*AMa prevenidos de quo a sesso real he na segunda-fei* ; *,
e a ordinaria na quarla-feira, sendo a ordem do lia rPiMade, sal
desla, a qdfe ja eslava dada para boje. EsllcvanlaJ s;, uionuiiMjhtajt irrofraaavcis,
da a sesso.
t'ram guasi duas horas.
----.-*~>h*---- I
ACTA DA SESSO'REAL DE 19 DE DEZEAP
BRODE1853.
Acbando-se reunidos pela hora do meio dia, do
dia 19 do dezembro de 1833, ua sala das sjssoes
da cmara dos Srs. depulados da inicuo rorlugueza,
os dignos pares do reino, e os Srs. depulados da na-
cau poilugiieza, o eminenlissimo Sr. cardeal Patri-
archa, presidenteda cmara dos dignos pares, abriu
a sesso, e, na conformidade do prograinina, appro-
vado por decreto de 12 de dezembro do dito anno,
nomeou urna deputacao, com|Kisla dos dignos pa-
-em pranto e lucio toda a nacao portugueza, que tan-1 por algum lempo, dessa obra ; agora, porra, que
to amava a sua excelsa e virtuosa rainha. Iem PPecido mais algoiis Indios, e que vo co-
As corles^goraes, e toda a nacao portugueza
reconhecem, altamente .precian), e venerara as su-
blimes virtudes, e nclitos dotes de Vossa Magestade:
i! por isso esperam com a maior e mais justa con-
lianca e'certeza, que Vossa Mageslade hae cumplir
religiosamente as solemnes proinessas desic sagrado
juramento : ha de ser eureiuw, sabio, o glorioso
defensor da relisio ratliolfta apostlica romana,
das institnices polticas do estado, o da dignidade,
independencia .prosperidade e gloria da nacao :
ha de procurar com o mior.desvelo e etTicacia no
curio espajo de lempo, quedecorre at a maioridade
.,de el-rei o Sr. 1). PEDRO V., lorna-lo de rMa
" WPmais dighfj do glorioso throno de sus anicpassa-
dos, augmentando-lhc, e a^ierfeiooando-llie os seus
j vasfissimos conbciiiientos, reaes virtudes, c ad-
miraveis qualidades com sabias lices, conselhos, e
cxemplos ; ccom incessanies recordacaes das emi-
uo referido programma, deviam assislir. sesso. nenies virtudes de sua excelsa mi, e de seu immor-
tal avn o S. D. PEDRO IV. anibos de saudosissi-
ma memoria : ha de cm (iin conseguir com o favor
especial proteccio de Dos o complemento de seus
desejos, desvelos, e nobre cnipcnlio, entregando o
reino a el-rei, seu augusto lilho, no goso de piona
paz, na posse do suas preciosas liherdades, c no
justo o pacifico progresso de todos os melboramen-
tos necessarios para a maior, e mais solida felicida-
de de lodos os cidadaos portuguezes.
a As curies geraes muilo agradocem a honrosa
confianca, que Vossa Mageslade nellas deposita ; e
gratas c liis ao honroso conceilo, e nobre appello
de Vossa Mageslade, ellas emprogaro todas as suas'
forras, todo o seu zelo para prestarem, dentro de
suas altribuicocs constilucionaes, a justa cooperar
|que for nceessaria para se alcancarcm os beneficios
que V ossa, Magestade lauto deseja, c a uacao es-
rra.
oDigiie-se Vossa Mageslade acceiUar benigna e
graciosamente esta sincera ej^iresso dos senli meti-
los do fidelidade e devulissima dedicacao, que os
pares do reino e depulados da nacao portuguezq
consagrain ael-rei o Sr. D. PEDaW V, a VossaMa-
[esiade, c a toda a n>al familia. Sala dasesso geral
dascrtes geraes da nacao-|rtugiieza, 19 de dezem-
hrodel853. <".. cardeal palriarclia, prcziden-
Concluido esle discurso, Suas Mageslades c alte-
za, o Sr. infante : Luiz, sahiram da sala da c-
mara, precedidas da mesma depulaco, o aeompa-
nhadas do cortejo determinado pelo referido pro-
gramma. Pela urna hora e meia da tarde fechou
o eminenlissimo Sr. patriarcha a sesso. E cu,
Francisco Siines Margiochi, parada reino, sccrula-
rio, liz escrever esla acta, que assigno e subscrevo.
G., cardeal patriarcha, presidcnlc'-Viscon-
de de Benagazii, par do reino, secretario
Francisco Simos Margiochi, par do reino,
secretario. (Diario do Governo de Lisboa.)
de Calhari-
mes-
de seu
firme. Ella loma o corpo de Marco nos hombros, re-
commeuda a Calharina que o sustente, c volta pura
a casa com seu'precioso fardo...
XIII
No andar terreo havia um quarlo inhabitado ba
muilos annus, o qual fra o anligo aposente da mi
de Flavia. A entrada desse lugar era prohibida a
todos, excepto. Calharina, a qual tinha recebido or-
den) deCuglielmi para visila-lo e consrvalo como
se sua ama uoceupasse anda.
Foi ahi que a moca depoz Marco: poda acaso Ca-
Iharn. recusar consa alguma a Flavi. ? Demas b
perigo era inminente... Guglielmi eslava para cli e-
gar, aera mislera lodo o custo oceultar Frescobal-
di aos seus olhos.
Pondo de parle a inpnizadeque exista entre elles,
como justificar no espirito de Accesi a conduela de
li escobaldi nesse combate '.'
Nao podeudo conhecetaenaomui mperfeilamenle
as circuinslaiicias que o tiiiliaiii motivado, Gugliel-
mi descoufiado e suspeiloso nao o interpretara como
uma tentativa mallograda da parte de Marco conlra
a honra de sua lilha ? De sua parle, Marco era mui-
to altivo para procurar juslfirar-se perante iimjio-
mein que desdenhava n odiava ao mesmo lempo.
Comprelieiideiido ludo o perigo que havia ua reu-
niSo do pai e do amante, Flavia lonioii loda. as pre-
cauro/s possiveis para encobrir a presenca de Marco
em casa daquelle.
O ferido nao dava ainda nenhum signa! de vida.
Ajoelhada junio du lelo com os olbos filos em suas
feices animadas, Flavia enlregava-sc ao quando a aturaba Ihe aonunciou a chegada de seu
pai...
Catliarina fechou logo a porla do quarlo em qu
se achavam os dous amantes, c foi abrir ao amo.
O semblante de Guglielmi eslava sombro. Al.
entao elle linha animado a lyrannia de Guallier.j :
mas aborreca seus vicios.
Arousrlhaiubji-lhe. vista do perigo, que moilc-
rasse as medidas arbitrarias empregadas contra o
povo, elle procurava justificar a.seus propiios olbos
sua coraplicidade, oersuadiudo-se de queseo di ique
linha perdido a pOpularidade, isso era tlevid o ao
Iransburdamenlo de seus vicios, e nao aos ac'.os de
rigor de seu governo.
Guglielmi nao linha lomado a ver o duque. De-
pois do tenga espera um criado viera preveni -lo de
que poda relirar-se, pois sua seiihoria nao v ollaria
mais. Por mais habituado que eslivesse Gu glielnii
Ivrannia, elle nao-.poda esquerer-se de qu e linha
vivido livre, e morda o freio a cada signal d e servi-
dao passiva que Ihe era imposta.
Essa despedida, esse raysterioda parle do duque o
haviain ollendidu. Acoslumado a ser sem pre apn-
sultadu sobre os negocios do Estado, era a primeira
vez que Gualliero cncobna-lhe um segredo.
Guglielmi era zeloso de sed favor, o qual era o pe-
destal de sua fortuna e de seu poder; mas c uando ao
vollar para casa, repassava pela memoria (0 dos os ac-
tas de baixeza com que havia comprado a grara do
duque lornava-se taciturno e de mo bu mor," e se
acouiecia uJo Ihe darcm essa: obsessOes la, hottosas o
real. Tendo Suas Magestades tornado assenlo fl
iroiio, o eminenlissimo Sr. cardeal patriarcha api
sentou a Sua Mageslade el-rei, regente, os sagrados
evangelhos, sobre os quaes o mesmo augusto Sr.
reiterou o scguinlejuramenlo Juro manlea re-
ligiao catholica apostlica romana, a titegridade
do reino, observar, c fazer observara constituico
polilica da nanan poKucza, c mais leis do reino,
o prover ao bem geraida nacao quanlo etn mim
coubcr. Juro igualmente guardar fidelidad|S el-
rei o Sr. D. Pedro 5. meu sobre todos muito ama-
do e presado filho, e cnlrogar-lhe o governo logo
que chegue maioridade.
Pind este juramento, Sua Mugesladc eWci re-
gente, dirigi s cmaras a seguinle ajlocuccao.
Dignos pares do reino, o Srs. depulados da
nacao portugueza :
Depois do fiinestissimo golpe com que apiqu-
\e divina providencia ferir o met corai;o, deixr';
orphaos os meus queridos* lillms, e gubfnersa em
luci a generosa naro porlugueza, que tanto amava
a sua virtuosa rainha, o primeiro inuinnlo de Uni-
tivo minba dor lie esle, em que me vej no seio
da represent.ieo nacional. Em sua presenca acu-
de reiterar o solemne juramento, iletenxnnado
constituico da mouarcliia ao regente do reiuo,
durante a meiioridade de rei.
Esle juramento sagrado ser por mim religio-
samente cuniprido.
#P Os meus continuos e sinceros cuidados se ein-
pregaro todos no bem e felicid.de dos suliditos de
el-rei o Sr. ]). Pedro V. a cujo lado me vedes.
?io curio cspar,o de lcm[io que se iuterpe
daqui sua maioridade, ser o meu maior desvelo
ilar-lheTiccs de pai, e conselhos do amigo, para se
tornar de cada vez mais digno de oceupar o throno
glorioso de seus augustos ntepassados. Nao cs-
sarei de recnrdar-lbe aslUnibenlcs \iludes ,|e sua
excelsa hii, e de sen inmbrtal av o Sr. II. Pedia
V, ambos de saudosissima memoria.
Entrelanto, confiado no favor de Dos, ena cf-
fuaz cooperacio do* reprosofllaiues da iiai;o portu-
gueza, eS|iero'cntiugar o reino a Sua Magestade el-
rei", meu augusto Hlio, no gozo de plena paz, ua
posse das sitas porosas liberdades, c no progresso
dos melhoranienlos industaiaes e administrativos,
necessarios para o bcm-clar de lodos os cidadaos
portuguezes.
Finda esla allocucao, o cmiienlissiino dr. car-
deal patriarcha, dirigindo-se rasiieMamenle ao
throno, proferio o seguinle discurso ; '
Srs. As-cortes geraes da nacao jiorlugueza, reuni-
das tiesta sesso real, ouviram con respeitosa atteoj|
Sao, c profundo reconheciment o solemnejura
lo, que Vossa Mageslade acaba de reiterar na sua1'
presenca,:,ein conrurmidade com o artigo 97. da
caria constitucional da monarrhia ; o bem assim
a real alIoStueii, que Vossa Mageslade foi servido.
dirigir-Ibes como representantes da nacao.
Estes solemnes actos platicados, com tanla soli--
ciludo e sincera effusao do real coracao do Arasa
ao padroes indoleveis,- que alteslaiu a,
|,piedade, sabedoria, e virtudes de Vossa Mageslade:"
que manifeslim o-
eslrenioso e ilitislrado amor, que Vossa ^lagestad
consagra nao su a El-rei o Sr. II. PEDRO V., seu
sobro"todos muilo amado e presado lilho, mais ta-.-
bem generosajaaco portugueza, e sinstjlwcocs.
quejbeassegurfsiirajsialilienlaile : su preciosos
pnlwresde paz, uio, seguranca,; e felicidade de
todos os portuguezes: sao em im seguros e ma-
gestosos fiindatnentos enu|uu se assenlam e se l"u-
mao lau faustos auspicios, e.fciu cotisoladoas espe-
raneas, quecom justa raBTT Vossa Magestade, o
tmbenlas corles geraes, senlem na sol
desiedia o primeiro momento de unitivo profun
magoa, e dolorosissima saudade, que Iem repassac
o real coraco de Vossa Mageslade, e submergido
INTERIOR.
fruclo que e-perava dellas, ou vollar elkfiara casa
com um desgoslo de corte, a Iramifliacao que senlia
lornava-se pungente como um reraorso.
A maneira, pela qual o duque mandara despedi-lo,
fazia-o temer uma desgrana, e sua altivez tanto quan-
lo sua ambicu soffria anlecipadameiitc as couse-
queucias de seus conselhos imprudentes.
Antes de deitar-se, Guglielmi subi, segundo seu
costume, ao sen observalorio.
Tornando i, si, o primeiro ohjeclo quese ipreseu-
luu aos olbos de Marco foi Flavi.-ajoelhada junto do
leito, coberla ainda com m ooranco em desor-
dem, llucliiando-lhe sobre o peilo os lindos eabellns,
e leudo o semblante paludo, e os olbos banrraos em
lagrimas...
A essa visl., Marco julgou ler p.ssado para as re-
gies ethereas, ondea iinasem de Slavia como uma
estrella brilhaiile apparecia-llio no meio dos ares....
Mas a alegra expansiva da moca o fez Ingo entrar na
rcalid.ule.
ma (locura inelavel apoderou-se dos sentidos do mas que uo pode comnrar-le lelo orero de sua
Immedialamenle faz um esforro para levantar-se.
Flavia adeyinhaudo soa intencan, procura rel-lo -r
mas elle resistindo s suas lagrimas e a seus rogus-
diz :
S a morle poderia reter o corpo de Marco en
casa de seu inimigo ; um Frescohaldi nao pode res-
pirar o mesmo ar que Guglielmi de Accesi...
E levantandoe tomn o gibao, eo pon bal ainda
linio desanime que Calharina apanbara na ra. Mas
Marco presuma muito de suas forras ; depois de al-
guns pussos, a dr da ferida o fez tornar a cahir em
una cadera. Flavia acudi, e fazeudo-lheuraa ala-
dara do lenco, disse-Ibe :
Partirs ainda, ingrato !
AsTeires alteradas da moca e seus olhos afogados
em lagrimas desperlaram o amor de Marco.
Flavia I...disse elle com uma emerjo que esfor-
cava-se ainda por venrer. Crealuraador*avel.'...enco-
bre-me leus encantes ...desvia de mim leu olliar !...
|>oupa um infeliz que daria porli mil vezes a vid.;
mancebo, e suspenden por alguns justantes tudo
senlimento estranho ao amor que senlia por Flavia.
ao passo quo esla responda com lestemunhos inge-
nuos dejeniraaos impulsos symp.lhicosde sen co-
racao.
Itepentinamciile um rumor surdoe profundo gou-lhe aosonviilos, e fo seguido de um mariilho se-
melhaute nos gemidos das ondas impelilas pela tem-
pestado, de gritos, de queixas e de gemidos...Ateiius.
iiisiantes de|Hiis ludo extinguio-se, e toruou a reinar
o silencio. r
Flavia linha escondido a caber, nas mos, nu-
il ua nlo Marro meio levantado, com os ouvidos alleu-
'os e os olhos inllammados procurava em vo cum-
irebemler esse incidente estranho.'
(.loando cessu o rumor, una lembranra doloros.t
e confusa se Ihe apresentou i memoria.
O combate da noile...seus amigos...a palavra dada
para a sublevadlo dahia dous dias, assaltarau-lhc ao
mesm irinpn u espirito.
Flavia tremen com esse inslinclo de mulher quei
ama, senlindo que a alma de Marco aparlava-se deli.i
com o pensamento.
Graras cscuridao. os golpes dos miniaos dados a
acaso nao tinham ferido gravemente a Marco. Sua
ferida era leve; mas careca de ser (ralada com'mais
arte do qu Catliarina tinha podido fazer. Fresco-
haldi manifeslava uma irnlaco, que poda ser-lhe,
funesta.,.e Ialvez mesmo Irahi-lo...Guglielmi eslava:
cm casa, o menor rumor despertara suassuspeitas, e
Marco eslava perdido...
Flavia o observava eslremecendo, ao passo que en
sua exaltarn Marco novia os amigos cliaruarero-iio.
da parle de fora. Elle pedio a Flavia que ihe con -
tasse o que se linha passado depois que perder o >
sentidos, e ero que lugar se achava.
A lilha de Guglielmi p4 a maoznha sobre os labios
do amante para interrompe-lo, e disse-Ibe com voz
branda e tmida:
Nem uma palavra ...Nissoha risco de vida l....
Marco laucn um olliar em lomo de si,e as c as
lornaram-se-lhe claras; elle eslava em casa de ln-
c.lielmi..
honra
Depois deslas palavras, Marco ficou alguns instan-
tes immovel com a cabera aperlada enlre as maos.'...
Kepenlnamente lcvaiilanda-se de novo, elle dirigi-
se para a porla, enlrelanlo- que Flavia paluda e si-
lenciosa segoia-o rom os olhos sem rele-lo.
.No mniiieiilo eiu que Marro ia passar o linnar da
parla, pouro l'altouque nao derrbasse Catliarina. :i
qual tremendo cu-Mar a curiosidade ile llcppo nao
ousra entrar no quarlo mvsleroso, c lirra n. entra-
da da sal..
.Santa Vrgem disse ella cm voz haiva e fa-
zendo o signal da cruz, Mpn senhor '.'...nao pode
ser !...() senhor uo pode sabir Em lomo da ca- a
andam rondando mis homens que parecera-me de ni
caladura: se elles o atacaran no eslado em que se
acha, nao poder defedder-se.
Tenho anda um braco bom disposto, boa mu-
Iber, disse-Ibe Marco allaslando-a do camnho.
A.leo.-! muito ohrigado pelos seus cuidados!...
Mas !...Sania Maria ...Elle vai expor-se a si?r
mnrlo f De que servio te-losalvadu no meio de lan-
os perigos'.'...Meu Dos! leude piedade delle l'or-
que desla vea nsei quem o lvraru...
Calharina cnuliuuava assim suas lamenlaroes ea<
voz baixa, segundo a Marco de perto com o maco de
chaves na mo.
Como he cslouvado vai andando sem lenificar-
se ao menos de que a porla esl fechada Antes de
abrir, a ala auoutou-se a laucar um olliar pela ra...
O di. comecava a despuntar.'
Elles esto anda all! -disse ella. Foi sem du-
vida ess. tropa de demonios que anda .agora me fez,,
medo com* sita vozerla...Felizmente meu amo eslava
dormitlo...no conlraro teamos tido uma bella fes-
la...Elles estilo examinando a casa,'Dos me per-
doe !...Como sao Icios com seus capoles pretos. e seus
ca pellos de litas brancas 1 I'arecem esbirros dd Sanio
Ofticio...
A estas ultimas palavras Marco sorrio, e sua phy-
sionoma auimou-se.
Eslou salvo, disse elle tomando vivamente a
chave das maos de Calharina e abriudo a porla.
PARA'.
arra do Rio Xegro, 11 de novembro de i 853.
Vou roiiieear a cumprir minha prouiessa de dar-
Ihc noticias destyprovincia. O mez passado nao ti-
ve lempo para coordenar cousa alguma para esse
fim. Cotnecarei, portante, pelo
Corpo legislativo.Kecnmecados os (r.balhos le-
islalivos, app\receram alguns iifdenles pouco
agradaveis. N3* se pode atlrihuir sso seno a res-
quicios de preconceilos e que ainda germinan! nos
nimos, em consequeucia dos aclos que alguns ho-
mens menos discretos praUcram o anno passado;
mas dnrou felizmente mui pnuco lempo esse estado
de cousas, nao s porque o Ilustrado administra-
dor da provincia procurou conciliar os nimos arre-
fecidos, ou que se am arrefecendo, como porque
com a retirada discreta do conego Azevedo da pre-
sidencia, cessou o principal motivo das dissensoes.
Occuparam-s, portante, depois desse incidente, os
nossos legisladores suriamente das conveniencias da
provincia; fizeram alguiuas leis de palpitante ne-
cessidade, ede que podem provir ptimos efleilos,
quaes a que creou novas caderas de nslrurrao pri-
maria em diversos lugares; que permitlio o com-
mercia de canoas chamado de regateo ; que creou
uma cadera de msica vocal e instrumental; que
sentou dos dreilos provinci.es o gado vaceum e ca-
vallar creado qu imporlado-na provincia ; queisen-
la os efleilos das olarias, que houvercm de montar-
se ; quwpprovou o contrato feito com o meslre da
fabrica^Se chapos de palha chamados do Chile; e
finalmente a lei do orramenlo conlendo variadas
disposiroes, tendentes ao melhoramcnlo da arreca-
Majao li-calisaco e dislribuico das rendas. Nao
se |iode exigir muila cousa de uma assembla que cn-
meca sua vida, em uma provincia nascenle, cujas
rendas sao calculadas, un mximo, cm 30 eolitos de
ris. fio dia 3 deslc, portante, encerraram-se os
trahalhus legislalivnsem perfeta paz.
Otaria produca!.Esteeslabelecimenlo que po-
de vir a ser balante rendoso provincia e til aos
particulares, vai lendo, porm, vagaroso andamen-
to ; mas medanle as fw-ovidenciaj que a presidencia
Iem dado, be de esperar que em pouco lempo esteja
elle em eslado de peder dar cometo a algutnlraba-
Iho.
A falta de Irahalhadores cansou o entorpeclmenlo.
nhecendo que a par do tr.iballio recebem a paga, tai-
vez datappareca o pessimo cosime de evadirem-se,
muila. vezes quando mais eram precisos, deixando a
obra em abandono.
Frouleiro ao local do cstabelecimeolo, emui pr-
ximo, ha excedente barreiro qoe pode sem grande
custo aumentar as necessidades da olaria. Amiga-
mente (no lempo do imroortal Gama) ja busa*r-se
barro em grande distancia desla captol, e com gran-
des detengas ; agora uo hade acontecer isso.
Sasegaro do Solimes at Nauta. Nngnem
ignora que pela primeira vez vio-se nesle anno de
de 1853, em o mez de setembro sulcar as aguas do
rio Sol imes. e zombar de suas impetuosas corren-
tes, o vapor Maraji-fri eompanbia de uavegaco do
Amazonas. Esse vehculo da eivsacao foi hem re-
rehido pelos nossos irmios do Per, qne viram nel-
le o precursor da civilisacau e fuluro deseuvolvi-
meiilo desses imniensos serl es, que anda jazem in-
cultos e habitados pelas, feras, ou por homens em
condiro. um pouco menos desfavuravel da desel-
les. Kesentiu-sc o vapor de alguns embarazos pro-
venientes da falta de providencias para a promplili-
caro de comoustivel; mas. en) verdade, nao foram
tantos quaulos era de presumir-.se, em vista das cir-
cumstanci.s do paiz : segunda viagem deve ser
acompauhada de menor numero desses obstculos, e
as demas iro successivamenle disopanilo o erros ,
e moslraiido o quanlo he otil industria, civilisa-
ro e #iqueza d; um povo a navegacao a vapor.
Colonisriiu Cutliechce. A colonisaoo, pri-
meira necessidade desla vasta provincia, anda est
por comecar; a cathechese vegeta, e vegetar por
lougo lempo, em quauto o missionarios nao com-
prehen.lerem, cuse seu dever he chamar ao gremio
da religiuo e da civilisacjo esses nossos irmaos,
que vivem errados nas trevas, e nao culhcchitar a
salsa, o oleo, a castenha, c oulros productos dolra-
hallm delles. lia inleli/ineute exemplos desle svs-
lema de cathechese No Per ja se olha com mais
allencao para esse importante ramo do servico pu-
blico. All cuda-se seriamente da colpnisaco es-
Irangeira. Em l".avallo-Cxo existe.uma colonia de
centoe (antes individuos, uns artistas e oulros agri-
cultores. O respectivo governo ha tomado providen-
cias protectoras,^ afirn de convidar a emigrarSo de
colonos. O Sr. Shuls, cavalleiru inleressante,%-
gue agora para essa capital, para d'ahi ir Europa
engajar al 13,000 colonos por conta do governo pe-
ruana. Elle el). M. Ijurra sao os principies agen-
tes, e a cansa da existencia dos colonos, qoe j. se
acitara em Cavallo-Cxp, etc.
O no-so Amazonas, soberbo e magesloso, com ca-
pacidade para abracar a criaro de 100,000 colonias,
ainda esla para pajssoir a primeira : depende esse
beneficio dosesforros da eompanbia de Navegando do
Amazonas. Deas queira que ella ieconhera* em-
quanlo he cedo as vaqlagens que para o fuluro pode
resulla-lhc do eslahelcimenlo de colonias nas mar-
geos do Amazonas, e'seus adluentes.
/lio X'egro .Vapor. Ainda quando passou oMara-
jti exislia sobre o recite em que nautr.gou ; o seu
estado he desanimador.; os homens pralicos e co-
nhecedores allirmam que apenas poder-se-ha salvar
svaldeiras os cijlindros e o eixo, mas d casco nao. '
Eu son un pnuco inclinado a este modo* de ponsar,
"eos permita que me engae. '
Uaarda Nacional. Anda nao foram nomeado- os
.ciaes do Batellio do municipio da capital ;"es"pe-'
ra-se, porm, que anlesdonovo anno appareca essa
california :q:iautes pretendeules nao ha. e quanlos
nao ficaro descontentes? lle mui ditlieil de con-
tentar a todos, porque lodos se julgam com iguaes
habililaees para atiogirera ao mesmo lim, ou antes,
nimr.os sao osqnesc emihecera.
Pesias publicas. O a un versara ualalicio de S. M.
o Imperador, foi solemnisado com bastante rjgosijo :
huuve'Te-Deu'm, cortejo i efigie do mesmo augusln
senhor; anoilo illurainaram-se quasi tedas as casas
da capital; em a arcada que se armou no largo do Pe-
louriuho, a (indo altluio grande concurso de expedi-
dores, S. Exc. o Sr. conselhcirndeu um e.vplendido
cita a que assisliram 78 pessoas, sendo a depulaco
provincial, alguns vereadores. a ollicialid.de do es-
taiio-maiorda guarda nacional, e do exercito, e ou-
tros.cid.daus.
liverrs. Esle he o paulo deminha raofiua. Oeein
esl por estas aburas, e Iem familia sustentar, por
sem duvida que deve dor-llic cuidado os raeios de
subsistencia.
Nunca eslivemos to fallosde vveres. Seuo chc-
ga mais depressa o Marojo acabava-se a manleiga, o
pao. o assuc.r ; \c, &c, voll.ri.mos ao marro,
abril, emaio de 185^. A tartaruga, que costumava a
afluir, noappnrecehe mais fcil achar-se lioje urna
agulha em paXheiro ncsla capital, doque uma larta-
ruga para se comprar para mondar a um amigo des-
sa : islo aconleceu-rflc precisamente. O peixe tpira-
ruc) esl caro e nao sei se abaixar de pre^o, por
que. lal gomma-elaslica, Iem feln rom quo oa pesca-
dores se trausfnrmeni em tiradores de leite, a fabri-
cantes de borraxa.
O ultimo boi, magra e velha, que restava dos viu-
dos na ullim barcada do Kio Illanco ja cumprio
sua sorte, morreu deix.ndo-nos emalvn Agora, pa-
ra comermos carne s nos resta a alma generosa do
nosso patricio lleiirique que de vez cm quando
senlencea um vilello d'enlre alguns que (em nas pro-
ximidades desla capital, e regala agente com uma
iseasinlia de carne, com que utamos as saudades,
ou antes intcrronipemos a prhaco delta. Dizeni que
la para o mez que ha de vir, chegar um halelo cora
bois do Rio Branco. Esses eslao muilo magros, e fra
do nosso alcance. Oavti meia noite, e ja nao nosso
com o soinnu ; para onlra serei mais breve. %
(Correspondencia do Treze de Mato.)
------^s-------
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO BE
CU
k
Esla lornnu a fechar-se, e Muco desappareeeu dei-
xando Calharina estupefacta uo mesmo lugar.
SaUo ...repeli ella entre os denles. Salv.
Na verdade esse pobre mancebo eslar lonco ?...Sem
duvida he o efleilo da febre. Dcos o proteja !
XIV
Quando o duque depois deafarlar-se de Guglielmi
souhe do mo xito da lentaliv. que ordenara, enlre-
gou-se mais vilenla colera, reprehenden duramen-
te aos seus salelliles por lerem-se deixado iulimidar
por um s homem, aecusou-os de cobarda e hannio-os
de -oa presenca.
Frescobaldi impulava-lhe o infame allenlado que
arabava de inallograr...s iuform.cSes dadas pelos
seos emissarios nDo deixavam-lhe nc^hum;. duvida
sobre esle ponto.
As palavras insultantes que Marco proferir du-
ra o le a lula, hatiam sido fielmente referidas uGual-
tiei o e excilavan em seu curago um amargo resen-
tinieuto. Na)) era mais a moi-a que elle lamenlava,
nao era ocime nem o mo successo de seu projectu
criii'jnosu que o aturment.vam : era o triumpho de
seu inimigo, que o huroilbav. profundamente.
I.ogo que pude lomar imperio sobre si, ello pedio
novas explcacoes a Hppolyto, e souhe que no mo-
mento em que Marco Frescohaldi chira, o rumor
causado por algitmas pessoas, que passavam na na
viznlts, ohrgra seu adversario a relirar-se sem cer-
lilicai-se se viv, anda.
Iiuracdialamenlc o duque deu ordem de vollar ao
lugar do combate para levar Marro morlo ou vivo.
Como j sabemos, este linha desapparecdo. Edlio
uma desconlianra enlrou no espirite de Gualliero...
Ter-se-hia"achido Frescohaldi: com bastante forra
para zanhar a casa, on leria sido carregado por una
mo amiga'.' Que fazia elle a porla de Guglielmi du-
rante a ausencia deste ? Nao seria por -amor da mo-
ca ?... e nao lena sido recolhidu por eltor?... Ah se
assim fosse, exclamou Gualliero, mais Ihe Valeria ler
sido morlo !
A tesla infernal prolongava-se ainda. Os Floren-
linos nao podiam fartar-se de uro espectculo lo va-
riado quanlo novo.
Nos paizes meridionaes faze^oluiilariamente da
noite dia. llera que a eslarao eslivesse um pouco
adiantada, o ar era fresco e as illuminaces brilhan-
tesquealravessavam o rio em todos senldos loma-
vain novo esplendor da pronria escurdao da noile.
Nurfta o povo tiuba assislido a uma fesla tao bella.
Onze huras acabavam de dar no relogio do velho
palacio, quando Gualliero embudado em um grande
capote pardo, com o rosto coberlo de uma mascara
e acompaubado de seu fiel Francisco e de uma forte
guarda disarcada, eucaminhou-se para a ponte de
la Caraia.
Nao era um prazer que o duque ia procurar ah;
favorecido pelo es,disfarce, elle esperava obler in-
formaces uleis sua seguranca.
Apezar da seguranza que alTeclava e da negligente
frivolidade de sua conducta, lodos os dias o tainbur-
ro () ilesrohria-llie novos ronspiradores._
luqiiieto.desciite e irritado contra os Florentinos,
PERNAMBUCO.
Para' 2 de Janeiro de 1854.
Pela urftma barca nao Ihe escrevi por me adiar
fra da capital na oceasiadem queclla diego a es-
te porlo. Ser iior isso um pouco mais estensa do
Guajticro passav. a vida cm vingar "njiSaSs, e se ra-
zia uma vez o bem era por um calculo favoravel ao
seu poder e ao seu orgulho.
lnsaciavel em seus desejos e implacavel era seus
odios, elle eslava sempre dominado em segredo pelo
temor de perder a autoridade ; pois, mo grad seu,
senlia que o que he violente nao Iem durarlo.
. A' medida que Guailiero camiuhava o nimoraiig-
menlava, e antes que podesse chegar ponte, foi
del ido pela ni nll jdo. l'm cerlo numero de especta-
dores, f ixando o lado do rio, hava-se collocdo cm
crculo em lorno de um borne) de urna estatura ele-
vada, o qual encostado parede cam os olhos -lites no
firmamento estrellado, pareca annuiiciar algnmj no-
ticia importante.
Elle eslava vestido de una tonga tnica preta. que
o cabria ale ao ps. Sapalos encarnados, um barre"t
le puntudo da mesma cor, com abas retorcidas, e um
penacho prcto complet.v.ra seu vestuario.' Yia-sd
suspenso ao pescoro um pequeo alobo do ac ipar-
chelado de estrellas de ouro e dos signos do Zo-
diaco.
Florentinos, meus irmaos 1 exclamou elle para *
a mullidao, uma grande desgrana nos meara !... A >
constellacdodoSagillarioappareceno meio de um
circulo negro! Mas a hora da redempcSo nao esl
longe, e a liberdade do povo nao pode dizer-*e
nunca que fusta caro A estrella do impostor em-
pallntece, o raiu vai cahir Dos u ordena !
Gualliero tinha-se a|iproximado nseiisivelmenle
do teiliceiro com a esperanQa de discernir melhor
Su*St|nle"oes' parando que medida que se
adianlava, toda a llenro desle tvava-sc nelle, o
duque nao iluvidou que, ape/.ar Je seu disfarce, elle
o livesse reconhecido.
l'ersuaddo de que era algum dos espines de que
enchia asruasde'lorenr.i, o duque procurou ap-
proximar-se mais. Levado pela mullidao, elle aden-
se enilim pcrlo do prophela ; c licou cheio de sor-
prez, e de indigu.ic.ao, quando clarid.de das to-
chas que ornavam a margem do ro, leu distincla-
mente estas palavras escripias em crego em roda do
globo pendurado ao pescoco do feilicoiro : O ty-
ranno ser expulso e Floreara tornar a ser
livre.'
Entao Gualliero nao podeudo conler o furor, che-
ga-se a elle seguido de seus guardas disfarcados,
agarra-o pelo pescoco e exclama procurando tirar-Uto
a ni.i-cu a :
Florentinos! em nome do duque de Alhenas
prendo esle impostor
No mesmo testante ouve-se um rumor profundo,
como o desmoronamenlo de uma moirtanha .' L'm
grito lerrvel composte de mil grilos retumba, a
agu. agila-sce ferve... Durante alguns instantes os
soluros e os clamores de agona eleram-se cima do
no... Mas pouro depois succede um silencio de mor-
le.... A ponte de la Caraia acabava de cahir no Arno
com os espectadores, que em suas fracs arcadas as-
sistiara fesla infernal...
(Contimiar-se-ha.j

Cuxa onde se depuuham as denuncias.
3?
\
-


DIARIO DE PERMMBUCO SEGUNDA FEIRA 16 DE JANEIRO DE 1854.



*
que de costume esta minha missiva, e contera no-
ticias locaes das duas quinzenas, ou as ocrurrencias
de todo o mez de dezembro.
Aqui tera ehegado por fraecoos cni divorsas bar-
' cas o 11. batalbao de .caradores, vindo de algu-
nias das provincias do sul, por onde so achava des-
tacado. Est bem fardado o disciplinado. Por
ora conserva-so nesta cidade, fazendo servico; po-
rm, segundo oucp dizer, ter em breve de seguir
para a provincia do Amatnos, anude nenhuma
tropa existe, a nao ser um diminuto destacamento
do 3 de arlilheria, que faz all a guarnigao da ca-
pital, e portanto insuficiente para supprir as gran-
des urgencias daquella iiascente provincia, to cer-
rada de vizinhos importunos e ambiciosos. Ho
urna necessidade ir todos rccnhccida habilitar ;\
:h I mi lustraran daquella porro do imperio com as
precisas torcas para rcpellir a audacia de algumas
.las republiquelas visinhas.- Por isso, a ser exacto o
boato que corre, pbsso aaiicar-lbc, que ser essa-
medida ura verdadeiro e relevante servico, que o
governo imperial presta ao paiz, pelo qua enlcndo,
quo dever perceber merecidos elogios, pois nao
liaste crear-se urna provincia, lie preciso nao se
eaquecerem del la.
Como Ibe participei, s comecou a funecionar o
jury dcsta capital a 22 do novembro por falta de
numero de jurados, comquanto tivesse sido con-
vocado para 18, e encerrou os seus trabalhos a 7
de dezembro. Julgou este tribunal doze processos,
contendo quiuze reos, sendo dous por homicidio,
umpor tentativa de morle, quatro por fermentos,
tres por motiv de roubos, tres por perjurio, um por
falsidade, e um por offensas pbysicas. Oestes fo-
ram sentenciados a pena ultima um, a gales tres, a
priso perpetua um, a prisao temporaria sim-
ples, tres, a prisas temporaria com trabalho
um, e absolvidos seis. Ojniz appcllou de urna
das sentcncas proferidas, dizem os entendedo-
res que immereBHamente. A relacao do dis-
tricto aquilatar em sua sabedoria semelhante pro-
cedimento do juiz de dircilo, presidente do tribu-
nal, que era o Dr. Franciso Jos Furiado. e
cu reservo-me para enta o poder julgar.
Em consequencia do apparecimento do cholera
morbus era maior escala, ou sb o carcter epid-
mico em alguns paizes da Europa, adoptou o go-
verno da provincia, por proposta do provedor da
sade do porto, algumas providencias sanitarias,
aconselhadas pela pratica do todos os lempos, e lu-
gares, afim de evitar a importaran de tao devasta-
ilor mal entro nos. Por semelhante motjpo aqui
ii\einos em quarentena no mez passado alguns na-
Vios mercantes inglezes e hamburguezes proceden-
tes de portos infeccionados, os quaes fram ancorar
na enseada da fortaleza da barra,.aonde se conser-
vramos observacao por espaco de 12 dias, findos
os quaes vieram desimpedidos para o ancoradouro
da descarga. A questao da conveniencia ou des-
conveniencia das quaremenas tem sido muito de-
batida em nosses dias pelos professionaes, mas an-
da est por decidir. Portanto nao sei o valor real,
que possa merecer urna tal providencia* rigorosa-
i mente observada por algumas nacoes, inui relaxada
pola maior parte,'nida por outjas, sendo dcste
numero as mais Ilustradas. Nesta incerteza mui
acertadamente andou o Exm.'Sr. fego Barros
em acqiu'esccr ao emprego desse c de outros meios
preventivos, lembrados presidencia por;aquelle
etnpregado da repartirlo da sade, embora seja fcitn
aqui esse ramo de servico publico o mais imperfei-
ta e incompletamente, que lie. possivel, tendo de
quarentema s o nome, e nada mais. Pens,
segundo tenho lid pelos jornaes, que o mosmo
acontece as nutras provincial.
Eslao armados tprornplos para navegar os dous
vapores peruanos, deque Ihe tenho fallado porvezes.
O Ttrado, que he o maior, fez a sua prmeira
viagem de experiencia a mei torca no dia 20, do
passado era- frente desta capital, desde o arsenal de
iiiarinha at alfandega, o a 22 subi pelo rio
Moj com quasi toda a sua torca al ao engenhp
Jaguarary, levando aseu bordo* o Exm. presider*
te da provincia, commandante das armas, secre-
tario do governo, ajudante d'ordens, muits se-
nhoras e cavaleiros convidados para este passeio.
Voltou de noite sem o mais leve transloruo. Fa-
zia posto ver a velocidade, com que aquella cm-
barcacao canjava por entre as serenas aguas dos
nossos nos, despedindo por hora 10 millias 11. ca-
miuho. A embarrarn na apparencia est linda,
c bem arranjada, promette porm pouca duraran
pela in qualidade das madeiras mpregadas.
oulro vapor, denominado Guaijga, norestes dias
far tamben a sua viagem experimental, c talvez
al melado desle mez possam ambos seguir para o
sen destino.
O ex-presidente Dr. Cunta foi agraciado pelo
imperador dos Francezes com o habito de cavallei-
ro da legio de honra, em remunerarlo, segundo
dizem, de haver-se prestado como presidente da
provincia, que entilo era a 15 de agosto passado,
para que o Te-Deum < baile, que nesse Sa aqui
deu o cnsul francez em honra do apolcao III,
fosse revestido de todo o carcter official e da maior
soleranidade e esplendor possivel. Foi um obse-
quio pago com outro obsequio. Os desaffectos
porm do Dr. Cunha, parciaes como o sao, nao
tem querido ver nessa "graca urna simples demons-
iraijao de cortezania, e tem-sc mordido do raiva
com este acto de considerac/io, que por seu boin
sonso elle soube merecer daquelle soberano. To
csappontados icaram, que se podessem, deslcrra-
riam o destemido Napoleo l para os peneds de
8. Helena!
A UQSsa assembta provincial no*oltimosquinzc
dias de sua vida poltica sahio do lethargo em que
jazia, e muitas leis despachou. Mas se nao fra
umajprorogacao de cinco dias, que a presidencia
eutendeu razoavcl conceder para lhe prolongar a
existencia, ter-se-ia verificado omeuprognostico,co-
jno lhe communiquei em a passada corresponden-
cia, islo be, ficariamos ainda segundo anno sem
leis de ornamentos provincia] e municipal, o que
por sem duvid seria um gravissimo mal para os
inleresses da provincia ; e dar-se-ia entao oasr
, candaloso, o talvez primeiro excmplo de haver urna
assembla provincial funecionado em duas sessoes
inteirns sem decretar aquellas duas leis, cssenciaes
nossa existencia constitucional e to recommen-
dadas pelo acto addicional, havendo no entanto os
sous membros julgado acertado perceber os respec-
^ tivos subsidios.
i. O Exm. Sr. Reg Barros comquanto conhe-
cesse o pouco ou nenhum Sao, que, a maioria
^os actuaes legisladores fazia da elevada e impor-
tante commissao, que Ibo fra confiada polu povo,
dosperdicando o precioso'lempo em perfefta desi-
dia, quiz comtudo por seu lado, que por sua iu-
lliMicia e aiitoridade se podesse remediar tao es-
ranho' irrcprehensivcl procedimento ; e por essa
razo prorogou a assembla por mais cinco dias
ot 28 do passado, dia em que foi ella encerrada
Je direito, e nao de facto, porquanto nem nesse,
ncm no antecedente, houve sesso, como aconteceu
em muitos outros anteriores.
Teve occasiao pois a asscmblca de enderezar
presidencia, ainda que a muito custo, as duas re-
feridas leis de orea monto, que cm breve sero
publicadas. Alm destas, algumas mais enviou
sanecao, quas todas de alcance muito secundario.
-Digo quasi todas, porque duas se observam entre
ellas de inleresse real, urna providenciando sobre
colonisac,ao, e outra sobre navegacao a vaporante
esla capital c a ilha de Maraj, cidade de Cantuta e
villa da Vigia. Permita Dos que nao fiquem
ambas lettra morta, como a lanas oulras' tem suc-
cedido, todas ue alto inleresse, porm que foram
dictadas antes de lempo, nao estando ainda a pro-
vincia preparada para as receber, nem mesmo ha
vendo testada governanca quem lhes sonbesse dar
o devido desenvolvimenio. Nao acontece agora
nesta parte o mesmo, porque ludo esperamos da
aclividade, zelo, inlelligencia e bens dsejos do ac-
tual adminis'rador da provincia, e confiamos que se
empenhar em secundar e corac de bons successos
os grandiosos fensamcntns da assembla. Caber-
lhe-a por isso nao pequea gloria, r um renomc,
que se repeftutir por toda a posteridade.
0 presidente negou a sanecao a duas deisas leis,
urna sobre creacao de um novo municipio coma
designacao dos seus limites, |ior entender qUe seme-
lhante viso de limites era prejudicial ao bem es-
tar io% moradoms daquelles districlos, c tambem
por nao enxergar ut.lidad alguma publica na crea-
cao de tal municipio; e outra, sobre navegacao a
vapor, por abranger nulinha de navegacao os dous
pontos de Braganca\Macap, porquanto o pri-
meiro acha-se situado na costa fra. das embocadu-
ras dos ros Amazonas e Tocanlins.'e s assem-
blcas provincias nao he permildo legislar sobre a
navegacao cosleira, mas nicamente sobre a das
suas aguas interines com a limitagao do 8- do
art. 10 *da reforma constitucional, o o segundo
comquanto nao estoja especiricadamenle designado
no contrato da companbia de navegacao o commercio
do Ama/.onas como um dos de sua escala, todava
deve-se suppor incluido no sou privilegio por estar
inconteslavelmente om una das margens daquelle
rio.
Comoj em outra occasiao Ibo participei, foi o
projecto da nova provincia oyapokica, apresen-
lado na cmara dos Srs. deputados, muito mal re-
bebido por toda a populacho desta provincia do
Gro-Par, o os senlimenios lizrarr. echo no re-
cinloda suu asscmbla provincial, a qual aceilou a
luva hincada na arena da discusso, e por seme-
lhante motivo entciuleu em aua alia sabedoria, que
doveria enderecar aos supremos poderes do estado
mensagens tendentes a demonstrar a improflcuidade
e inulilidade de una tal lembranca. Transcrevo-
Ibe integralmente o contedo damensagem dirigida
cmara dos deputados e ao senado, e n'outra oc-
casiao Iho mandare! a que por igual razao foi leva-
da perante o throno de S. M. o Imperador.
Augustos e dignissimos senhores representan-
tes da Eac,0-A assembla legislativa provincial
do Gram-Para" julga do seu rigoroso dever dirisir-se
a assembla geral legislativa para mui respeitosa-
mente pedir-lho a regeico do projecto offerecido na
Augusta Camar* dos senhores deputad., em sesso
do 1. de jjtjho nltmo, com p lim de elevar ca-
thegoria d provincia todo o territorio coiiprelieri-
dido entre os rios Nhamunu, Amazonas, Ocano
atlntico, e os limites sejtentrionaes do imperio.
No pensar desta assembla asse projecto he in-
justo, improfcuo c altamente prejudicial aos in-
leresses da provincia do Gram-Par.
A constituicao, poltica do imperio, garawitido
no art. 2, a diviso territorial, simiente aulorisa
a subdiviso, quando assim o pedir o- bem do Es-
lado. To momentosa e melindrosa se tem julga-
do esta ricdida, que apesar da reconhecida mper-
feir.ao da divisao territorial do Brasil, muitos anuos
decorrerm antes que se cuidasse cm subdividir esta
provincia. Entretanto, desdo 1850 al hoje, ella
tem soffrido ncm menos de duas desmcmbrac6es,4
sendo amcacada agora de urna terceira ainda, que
nio tem em seu favor razo alguma de utilidade ou
conveniencia.
As d;visoes lerriloroes nao sao arbitrarias.
Quanco se trata j urna medida to importante,
mo lie a subdiviso do territorio de urna, provm-
do inventor, o qual nao lendo forras para exerc-la,
nao quer divulga-la sen um privilegio.
Foi sem duvida persuadido de que se achava in-
cluido cm alguna das hvpotheses figuradas o i m-
petrante Norris, <]p o governo da vossa magestade
imperial deliberou-S),' a fazer-lhe to gigantesca con-
cesso. Entrlar.to, Senhor, fcil produzir pro-
va plena de que sendo iuexata a supppsieo do go-
verno de vossa magestade imperial, nao eslava o
mencionado Norris em circunstancias de merecer
tal graca.
Helevoa alia sabedoria de vossa jmtgcstade im-
pcrial, quoesta assembla legislativa fasa urna suc-
cinU oxposiQp acerca da mercadoria solire quo
versa o concedido privilegio.
Ha muito que heconhecida pelas dmiominaroes
de borracha, gamma eastica ou caoutehouc a
seva lctea concrescivl de urna arrore da familia
das Euphorbiaceas, conlierida na Phylhogra|iliia
brasilcira pelos nomes do Hevea guiannensit (Au-
ble) e Syphonia elstica (Manas) a qual mais
commummeiite vegeta nos lugares baixos e sujeitos
s inundaees Ouviaes na quadra hybernos3.
Conheoidas o divulgadas apenas as principaes pro-
priedadesdesse sueco depoisde concreto, isto, sua
admiravel elasticidade e perfeita impermeabilidade,
foi at certo tempo empregado exclusivamente
no fabrico do sapatos, seringas o oulras obras, em
que taes propriedades ero requeridas.
Brevemoute, porm, desopbro-lhe a industria
manufacturera novas e variadissimas applicaces,
aproveitando-se de sua fusihilidade facilima, e com-
pleta soluliilidade no ellier e na essencia de thereben-
tina; c d'ahi proven a ad mi nivel exlracQo,- que
ltimamente tcm.tido, c que deu origem ao rpido e
progressivo cresmento da renda publica desta pro-
vincia.
A supperabundancia de tao precioso vegetal, a fa-
cilidade da preparacao de seu producto a r- gom-
ma, elstica ;, e o alto preco a que nestes lti-
mos lempos tem ehegado sobretodo nos mercados de
Inglaterra o dos Eslados-L'uidos, ten induzido a
Urna grande parle de nossa popularn a empregar-
se nossa especie de industria extractiva, apesar
dos incommodos que tem de sujeilar-se, proveni-
entes j da carencia dos gneros de primera neces-
sidade, j da haliiiaeo em lugares hmidos, mal
rejados, e por consequencia insalubres; j filial-
mente da influencia malfica dos vapores do fruclo
o palmeara denominada Urucury, com quo he cos-
tume dofumarcm as carnadas de gomma-elaslica l-
quida, para apressarem a sua coagulado-
H poucos annos, que um acontocimenlo fortui-
to fez descobrir, que o lcali voltil goza da pro-
,V
cia.be indispensavcl imprimr-lhe o carcter de pnodade de conscnur hquido por tempo indetermi-
generaldade, patenteando com toda a evidencia a|"ado succo lacte0 (l" '"'oui^iur, o qual rcadqui-
sua utilidade, e necessaria conveniencia. Taef^[i!ua oagulabilidade pelT simples evaporaco
circumstancias s podem existir, ou quando o ler-
dainjelc reactivo. Houve logo quem fizesse para
os Estados-Unidos varias remessas dessa droga por
semelhante modo preparada ; e os resultados foram
la satisfactorios, que em vez de um dallar, que
valia cada libra da gomnia elstica concreta, nao
ialtoa quem offerecesse um o meio a dous dallan
por igual eso da liquida.
Quasi em'seguida dajuilgarisarao de tao prospe-
ra noticia, soubu-M! nesla capital con o mais pro-
ritorio he muito extenso e rauilo populoso, ou qu.n-
do parte dellc demora to distante da sede do go-
verno, que se torna a aeco desle improficua j pe-
la falla, j pela ditliculdadc ds vias de communi-
caco. Oulras quaesquer razos, jjue se possam
dar, sao de importancia secundaria.
Esta provincia, [oslo que lenha extenso territo-
rio, nao possue comtudo suflicicnte populagff por
ser -urna das menos popadas do imperio. Mas? wa[ havK, p0,.m ^ ^j^j,, privlegio _
l"Jlj fundo posar, que o governo de Vossa Mageslade im-
''' perial havia por un mal ponderado privilegio sa-
tendo ura tem.ono eorttdo era lodos osseutulos. de cl.ific;lJll (l ^ C5lar^,X ao de um m indivi-
muitos rios navegarais, a accao governativa nao he i
contrariada, pedjDdo fcil eproiijtamontescrcxer-
cida cm todas af?uas localidades.
A mingoada populacattjesla provincia foi des-
falcada de 60 a ftmilTSS)itantes pelas leis n. 582
de 5 de setembro^de 1850, e ;i. 039 de 12 de ju-
nho de 1852. Tirar-llie ainda 25 30 mil almas,
e nao pequeo territorio, ser enlorpeilcr o seu pro-
gresso stno anniquila-lo por muito lempo.
A inconveniencia e injuslica da subdiviso. pro-
jectada est confessada, quando ingenuamen-
te assevoram, que o territorio, que nos prctendem
tirar, encerra todas as riquezas i!e que se ufana es-
ta provincia; oque a populaco de 25 a 30 mil
habitantes, con que dezejan creara Oyapockia,
seria diminua e inconveniente em qualqiier outro
territorio io centro do imperio. Polavras seme-
Ihanlcs condemnam a medida, porque torna-se im-
possivel sustentar um principio de utilidade, 'que
soffre modificao absoluta conforme sua aflicacao
nesta ou naquella provincia.
O fundamento-de poder ser usurpada ao Brasil a
navegar,o do Amazonas por qualquer naoSo pode-
rosa auxilia a opinio desta assembla; pois que
nao ser com a diminua populago de 25 a 30
mil almas, que poder a nova provincia-do Oyapo-
ckia resistir con vnulageiii a urna, ipvasao futura,
E se to insignificante populaco he incovenieiito
para ser elevado o seu territorio a caihegoria de
provincia, era qualquer jiarte do iinperi), com
maioria de razc devem augmentar as inconvenien-
duo, cortado os meios do todos ganliarem para um
s lucrar 1 1,
E pois, Senlior, esi manifest, que sorprcen-
dcrairt^jboa f do governo de Vossa Magestade em-
|ierial,"p quo a doscoberte do fabrico da gomma-elasticaTO
estado liquido nem roquer grandes capilaes adian-
tados, ncm offerecc probabilidades de outro resul-
tado qnc nao seja um lucro avultadissimo ; 2.* me
nao he urna dcscolierta nica mente condecida do in-
dividuo, que se inculca inventor, nem se precisa-
vada divulgarn do seu pretendido segredo para
ser do todos conhecido, e por todos aproveitado.
Por nenhum. Ululo tal descoberla mereca ser
privilegiada.
Ou ella pericnce aodito Norris, e nesle ciso nao
requerendo sacrificio algura para sua rcalisaco,
empregasse-a muito embora, com o possivel segre-
.do, o tirasse todos os beneficios que podesse, mas
sen se privar algucm de para o futuro acertar
com o mesmo processo, e aproveita-lo pela sua ex-
trema simplcidade : ou a descoberla he de ou-
tros (o que todos sabem) c hoje do dominio publi-
co, e neste caso o privilegio he summamente injusto
ea sua aequisiijo moralmcnte reprovada.
En todo o caso, Senhor, nao ha se quer vislum-
bre dcequidade, econmicamente fallando,<[ue jus-
tifique a subsistencia de semelhante medida. O
heu finyaao he outro seno assegurar immerecida-
jnenle a conimerciaiile. leon- Lee Norris um mo-
nopolio rnmmodo, lucrativo e privilegiado, e cons-
tituir um eslrangeiro foniecedor nico de um gene-
pass) he que devenios temer con mais fundamento
una invasao futura, sem pssuir entao os meios
necessarios e ndispensaveis de a epeHir'-vantajosa-
mnte. Tal medida nao tfef outro resultado im-
mediato mais do que fazer de una provincia fraca
duas fraquissimas.
A existencia _df um presidenlee ontrns autori-
dades em Macara nao operar o milagro de elevar
de repertte'a diminua popularan da Oyapockia, a
punto do turnar respwtavel, at dn eslrangeiro am-
bicioso, essa nova provincia. Muilos anuos deeor-
rero ainda sem que esse territorio se pov* duran-
te outros tantos seremos fracos, e nc possuiremos
meios de nos triluitarcm respeito as naces fortes e
emprehendedoras. Por conseguinle esta assembla
nao pode comprelioBdcr como o recri de urna fu-
tura invasao esfrsngeira torne acertada a subdiviso
do territorio umearado, quando ho gcralmenle ad-
mitiido, que a vniao ho principio do forra em todas
as associaeoes polticas.
fcta assembla faz justicii.ao patriotismo e illus-
iracao dos nobres deputados,-*' que assignaram o pi
jcto de que se traa: o asta persuadida de que p
oceupados deniasiailamento por perigos futuros, se-
";narios, nao atlcndeam. que a medida
nf
cias e contrariedades, iratando-se da creacao de urna
provincia que i ser limite do Brasil. Dado esse nar.onal eu,xador arbitrario do pi-ero do maior
TI Jamo de commercio desta provincia.
\ Sao estas em resumo as consideraces, que. a
assembla legislativa provincial do GrajfcPars jul-
gou do seu rigoroso dever levar ao alw*.conl>eci-
mento de Vossa Mageslade Imperial acerca -dos in-
convenientes, que acompanham a concessao do
privilegio exclusivo, para a preparacao e exportacao
da, gomma-elastic% liquida ; e confia na paternal
t-nHiritudede Vossa Mageslade Imperial pela prospe-;
lda remedio s siras to respeilosas rtSo'justas recla-
'fflncocs.
* !3*
evo arresceniar, que nao ha hoje pcssoa al-
guma, que ignore o meio de preservar o leite de
seringa no seu estado de virgimlade ou pureza, ad-
diriOnando-lhe algumas goltas de ipirito de ourina,
ou sal ammoniaral, ou alkala voltil, oucm oxprev
sao chimira, de sub-carbonato d'ammonia, afim
de o conservar liquidq-^ffoi o accaso quem fez
descobrir esto preciofo reageiite rliilniro, quo por
alguns annos tem sidrJrrffil avahado, e que s agora
a ser devidamente apreciado,' como soc'
r em quasi todas as descoberlas curiosas, c
mesmo algumas transcendentes. Um pobre tapuia,
que por va do regra he a gente que mais particular-
mente se oceupa neste precioso ramo de industria
fabril, havendo n'uma nianha picado grande nu-
meru de arvores, e extrahido maior porro de leite
do que seria capaz de fabricar nesse dia cm sapa-
los, coldres ou folhas, que sao as formas que mais
usualmente se coslumam dar borraxa, vollou
sua palhoca afim de dar cornejo tarefa, o nao
possuindo vazjlhas, aonde guardar podesse a porgao
de leite, que lbc sobrav a, laneou mo de uns velhos
ecarunchosos ourinnes que estevam abandonados a
um canto, e nelles depositoii o leite, que de so%ra
havia, sem inais nisso pensar, pelo contrario hrm
persuadido de que nao tardara en ve-lo coagulado,
c |rianto inutilisado para o seu servido. Mas
qual nao fci a sua admirarn em o dia seguinte e
nos successivos, quando observou que o Icile nao
coagulava, como era de costume succeder, dentro
das primeiras doze a vintc horas.
. Comquanto fosse elle um ignorante .rotineiro,
nao desprezou todava a li^o do feliz accaso, e
Iratou de descobrir a razo de to cstranho pheno-
meno. Immcdiatamente lhe assaltou ao pensa-
ineiite, que seria a ourina, talvez choca, quem ahi
operava, e para logo lanrou urna x.'quena porc
della "em urna dada qhtidade do leite, e esse lam-
bem nao coagulou, c por ntuilas semanas se con-
servou perl'eilamente liquido I A experiencia di-
vulguu-se, a seieiiera ajioderon-sc della r a|rfei-
tjoou-a ; ehoje lie faoto cosummado, ede lodos sa-
bido, do mclhodo, ou n8do*de reler no estado li-
qiiido 0 leite, ou gomina-rezina da seringucira.
Bastaiu algumas poucas oitavas de espirito de
tirina para oblec muitas libras daquul.la seiya no
estado liquido, assim conservada por tempo ipde-
terminado, n transporta-la para lugares longiquos.
Na falta deste rcagente'empregam. os nossos indios
ourina choca, e mesmo nao choca, quando quercm
apenas guardar do um dia para outro.
Este privilegio tem causado extraordinario abalo
nocorpo commerrial dcsta prara, c todo elle esta
com osolhos filus na subirn, que o governo impe-
rial dar a tao melindrosa pendencia- Qu3iiio a
mim tenho como certa, que elle.
proposta, sobre insuficientepara impedir um alten-,
lado eslrangeiro, hernia clamorosa injuslica contra
esta provincia. Por isso a assembla legislativa
provincial do Gram-Par confia que os augustos
e dignissimo senhores representantes da Naco liao
de regeilar o referido projecto, se antes os seus il-
ustrados autores o ho retiraran, como he- de es-
perar do seu patriotismo.
Tambem a assembla nao deixouem olvido a im-
portante quistan do privilegio sobre a extracro
exportacao do leite de seringa, cu gonrma-elas-
tica liquida, concedido pelo governo imperial ao
cidadu americano Norris de que lite fallei na mi-
nha ultima rorrespondencia. Contra semelhante
concessao representon a asscmblca ao governo em
termos enrgicos efrizaulcs. Vmc. ter a bondade
de inserir cm seguida o memoriala qtg me rafiro,
para que o publico tenha cabal conbectn)rtito desta
gravissima questao, que tao de porto, affecla os ver-
dadeiros,inleresses desta valiosa provincia.
Senhor. A assembla legislativa provincial
do Gram-Par tera a honra de dirigir-sc a Vossa
Magestade Imperial, afim dmui respetosamente re-
presentar contra o.decreto n. 1224 de 31 de agos-
to do crreme anno, polo qual o governo de vossa
Mageste.de Imperial, llaqurada a sua boa f por
infurmares inexactas, se dignou conceder ao eom-
inerciante-araericano, enry Lee Norife privilegio
exclusivo por cinco annos para manufacturar e ex-
portar borracha ou gomrua-clastica no estado liqui-
do por uni^processo rhymico de sua supposta inven-
gao.
Semelhante privilegio, alm de constituir urna a-
nomalia das regras iuvariaves da scieucia econmi-
ca, produz de inaM mais como corollario o des-
falleciment, scnao^iial aniqillaco da nossa pr-
meira industria, e por conseguinle graves prejuizos
ao commercio hoje imporlantissimo desta provincia.
Com' rlfeito, Senhor, he doulrina corrente e um-
versalmente admittda, que a liberdade industrial,
principio fundamental da sciencia dos inleresses
mafetiaes dos pavos civilisados, nao pode em gcral
substituir, eoarotada i|i"i ;;r a sua condi^o essertf
cial aconojrfjcia. v
geral tem agradado a todos quantos o tem procura-
do, e pareco ser dolado de summa prudencia, c
bondade.
A mesma barca conduzio para o Rio sou ante-
cessor o cx-commandanie das armas Queiroz Car-
reia, o qual deixou nesta provincia muitos
amigos o merecen a estima gcral pela dedicaco e
ffinco, com que de craro se oceupou de todos os
ramos do seu alio emprego. Maior foi ainda a ova-
gao e respeito tributado por a parte sensata, c ho-
nesta dos habitantes desta capital, quando viran as
manciras descomraunacs, e brutees porque foi
aggredido to injustamente aquello militar por mcia
duzia de inimigos politices implacavcis, a qnom o
Sr. Queiroz Carreia leve a desventura de nao
agradar. Do que acabo de avanrar, poder V. S.
ronfirniar-sc, lendo as correspondencias do Cor-
rci Mercantil, remcitidas desta'provincia para
corte, e consultando os lipmcns imparciaes desta
capital para lhe declararen, se por ventura tem al-
gum vislumbre de verdado us continuados ataques,
de que foi alvo aquelle cidado.
A fortaleza de Macap, nica talvez que no im-
perio mereca as honras do boa praca dr guen-a, sal-
vou nos dias 7 de setembro,- e 2 de dezembro ulti-
tiraos, cousa queja havia muitos c esquecidos an-
nos nao era possivel praticar cm consequcircia do
seu mu estado. Salvaram suas liaterias com 46
boceas de fogo assesladas, e ainda oulras mais po-
dero em breve fazer o mesmo, logo que estejam
enllocadas em seus respectivos lugares, como se pre-
tende. Alem disto possue aquella fortaleza um
parque ligeiro de bronze, destinado a fazer surtidas
fra dos seus muros, quando necessario seja.
Nao he porcm islo bastante para ella ficar cin esta-
do de defeza ; de muito e muito ainda carece para
altingir a esse ponto de perfeico e bom seria, que o
governo de S. M. lancasse as suas paternaes vistas
para olla, e para o lugar da bocea do Amazonas
aonde est fundado este collossal baluarte. Muito
conveniente seria que, no porto de Macap ancoras-
se um bom vaso de guerra cm oslado de prestar va-
liosos servioos, quando delles se chegasse a carecer :
ou que mesmo se occiipassc en cruzar as suas
proximidades;que na dita praca eslivesse aquartela-
da urna respeitavcl forra do tropa capaz de a guar-
necer ; que a mesma prara fosse commandad por
um afficial superior iniclligcnlc, e da arma de arti-
Iharia; e'finalmente que aquella villa, boje bs-
tanle decadente, fosse auxiliada com urna boa emi-
graQao, destinada especialmente para a lavoura.
o pense, que scmelhantes providencias sao suge-
ridas por va do medo, que por ventura possa ha-
ver despertado em meu animo a noticia da invtsao
dos Americanos, nao. Porque semelhante brava-
la de meia duzia de aventureiros nunca me prcoc-
cupou, nemeu posso persuadr-mc, de que o go-
verno Ilustrado dos Estados-Unidos baja de acoro-
coar lo reprovada emprza, sujeitendo-se ao enor-
me risco de poder perder o seu terceiro consumidor,
com o qual at hoje tem entrelido as mais leaes, o
sinceras relarors de amizade. O qiB" porm me
anima ^desenvolver aquellas breverconsideraecs,
be o desojo que nutro de ver prosperar esto bello
paiz. J que Iba fallei da invasao dos Americanos
no Amazonas, devo declarar-lbc, que semelhante
noticia nenhuma impressao tem causado nesla pro-
vincia, ncm o povo em scmelhente cousa cogita.
Se o governo algumas medidas de vigilancia tem
adoptado, conducentes repcllir o arrojo de alguns
atrevidos aventureiros, que possam vir incommo-
dar-nos, o povo por outro lado a tudo he indll-
rente, olha com desprezb para urna tal temeridade,
e de nada se arreceia.
O actual presidente da provincia tem sabido ca-
ptar o respeito e a estima publica, porque alem da
ffca moral,quo a sua proverbial, nrobidadee a influ-
encia du seu nome s de persijjeriam capazos de in-
cu tira, todos osa-nos da sua administrado, indepen-
deiiledo outros esfnrcos, tem de mais aliado a essa
incalculavel vantagem ama extraordinaria aclivida-
de na gerencia dos negocios da provincia, um de-
cidido zelo pelo servico publico, e um inexplicavel
('esejo de promover o progresso, o a felicidade de
porcao do imperio que f'.i confiada as seus r
dados. .
Rene ainda oatrs circumstancias a grande
fortuna do ser urbano, delicado e despida de fa-
tuidadades fazendo se accessivel a ledos quanles o
precuram, fruclo da longa experiencia da vida pu-
blica, c constante trato do mundo. Por em quan-
to nenhumas queipas tem aparecido das suas deci-
soes, guarda a maior imparcialidade possivel, res-
peito as crencas polticas de cada um, e s faz jusii-
ca. As obras publicas csto muito debaixo das suas
vistes, econlo, que llies dar grande dcscnvolvimen-
to. A provincia acalla de lhe llover um importan-
tanto servico com a resolucao que tomou, do man-
dar bater um mocambo amigo em Mucjuba a oito
ou dez leguas de distancia desta capital, para o qual
de continuo se evadan os nossos escravos.
DesUicou para esta comarca de diversos corpos
150 pracas, eordenou o ataque. Infelizmente os
negros foram prevenidos por alguem que com elles
negocia e poderan escapar-se, sendo apenas apre-
hendido um, que tem feito ponderosas revelacoes
polica. Com quanto esta diligencia nao fosse bem
correspondidaj.todavia nao pequea vantagem se
tirou della pot desalojar aquelles bandidos, e ame-
dronla-los, de forma que j em virtude disso alguns
Jem apresentado a sous senhores.
Por outru lado os acouladores de escravos fugi-
rdos, nao contando, como alagora, com*o desprezo
m nutoridade publica, desanimarauf em seus infa-
mes clculos, particularmente vendo que o governo
be empenha'cm garantir o direito de propriedade, w
aseguranca individual; e por issoesfriarn era a ali-
ciar e proteger os escravos rebeldes e insubordina-
dos. Consta-mc que oulras providencias mais vo
ser centallas com o m de aniquilar completa-
tamenlc aqnelle ninho de prpfugos.
Esta medida tem sido unnimemente applaudi-
da, c mil heneaos tem atrahido sobre a pessoa do
presidente, tanto mais, quanto be sabido que, ha
porto de tres annos, tem sido incessantcs as recla-
clamacoess transadas presidencias, pedndu-sc pro-
videncias para destruir aquelle quilombo, o que
baldadas tem sido todas os esforcosdesenvolvidos pu-
ra obterTO tal remedio. Folgo muito de ter de
dar-lhe tao boas novas do seu lustre patricio, pois
si que com isso muilo se'ufana, c muilo mais ain-
da folgo por ter a ventura de o possuir nesla boa
ierra.
A -42 do passado, regrcssuu da ciclado da Bar-
ra do Rio Negro o vapor Maraj, deixando a pro-
vincia do Amazonas em completo socego; e no ca-
minho da fruino'oVjmujtos melhoramenlos mate-
riaes, emoraes devidos habilidade, caos exforcos
de seu actual presidente FerreiraPena. A assembla
provincial havia encerrado os seus trabalhos, depois
de ter fiinccionad(Hom muita calma e ordem, pro-
mulgando algumas leis de capital nteresse para
aquelle paiz, as quaes se revela a cjda linha o de-
do do Ferreira Pena. Honra lhe seja feila por tao
assignalado favor e servico. Entre oulras merece
especial menso a lei, que facultouo livre commcr
ci en canos, chamado regatees, o qual era all
quando romarca, prohibido por urna lei desta
provincia, c que desgraradamente ainda vigora em
a nossa ; mas o Ferreira Pena como 6om econo-
mista que he, sube despreza-la, e ordenou que
fosse revogada. Semelhaiile le he a vergonha da
nossa assembla, o o rotralo vivo da sua ignoran-
cia.
Ha mui bem fundadas esperanras, de que na
prxima legislatura dcsta provincia ser ella lam
hem revogada. O vapor Rio Negro comecava ana-
dar, porque as aguas do rio cresciam, ej havia saf-
ado um pouco d'eulreduas ou tres das moustruosas
pedias, em que so achava encalhado. Consta-nos
(pie ficar em Saiiarm para obteros concertos, e
reparos necessarios, ou pelo menos os mais recla-
mados.
Fechare! este minha carta, que j vai longa,
desejando-lbe boas feslas, e un auno prospero evrn-
turoso Adeos.
podemos ver com bons olhos [separar-se a devocao
dos santos, daquella que devemos a nos mesrons. No
natal, per excmplo, a devocao do Deos-mcnino, nao
repelle e$sc culto, que junio do presepelhe tribua-
nlos com as nnssas qaadrilhas, c o quo he mais, com
essa ceremonias gastronmicas, as quaes o leilao e
o per sao as principaes victimas, nesse holocausto
de remola especie. As oilavas do natal, na nova ta-
bella dos feriados da.S. S. quasi que arrancn toda
a influencia a esse- rollos temeos____
_ Durante a actual fesla, a emigraran para fura da
cidade tem sido maior do que a dos nllimos annos.
Entre: todos os lugares aonde a reuniao dos patuscos
lem sido maior, lie do ceno, no Culim ; nao s por-
que, arredado da capital obra de qunlro milhas, en-
contrare alto urna pureza dar verdadeiromeiite salu-
lar, comp porque, possuindo um exrellente rio^^m.
cojo lianlio de todo desapparcre a calmo da eslacao
em que nos acharaos aquella loralidade lorna-se
prnpriaincnic fallando, hem igual nm desses arre-
baldes, la nessa provincia lao {abados, como ol'^o
ou Monleiro, Por c so nos falta a arte, pois a nalu-
re/.a a lemos di sobra.
Consinla, agora, que o felicite, bem como a
lodosos seus leitnres, pela boa sabida do velho anno
desses 365 dias que l cabiram no abysmo do pas-
sado c pelas melhores entradas do novo, que ago-
ra apenas contando 5 dias de existencia depois de
esgoladas as 8,640 horas que Ibe ral lam. sera to ve-
lho como esse que acabon ... Permita Dos que lo-
dos noslenhamos paze sade: com essesdous bens
talvez os nicos reaes nesla vida ludo o mais se
alcanrar fcilmente .
Passamoe s noticias:
Antes d ludo, digamos algumas palavras sobre a
defunla assembla provincial. Essr representarlo
queso merece tal nome, depois que o governo nella
teve a maioria, ou entilo sement depois que ao
passar a lei doorc,amenlo, a fiilrella de ludo a aban-
donou encerrou os seus trabalhos no ultimo dia do
mez prximo passado, depois de hiver confecciona-
do algumas leis proveilosas provincia, como entre
oulras seja a que fuou a forca policial e ornamento
sa sania casa da Mizericordia ..
A respeito da lei do orcamento, Vmc. deve saber,
que sendo ella apresenlada pela respectiva commis-
sao loda composla de gente da Estrella nessa oc-
casiao iiram enviadasmesa,assignadaspelos Ors.An-
lonio Marcelino. Jos Assenso, Jos Sergio, Jos 1.a-
maigner Vianna e senador Viveiros, algumas emen-
das alterando em grande parle a receila provin-
cial.
Essa emendas que nao agradaran i Estrella, pro-
duzirim entre os seus membros una viva agilac.5o.ln-
formado dooccurrido, oMariani inmediatamente or-
denou para esse mesmo dia, um concilibulo dos seus
adeplos, a lim de se decidir qual deveria ser o proce-
dimento a empregarem semelhante coolralempo. De-
pois de luugos debates, vendo o iheslre que a Estrel-
la se achava em minora na assembla resolveu, que
depois de serem baslantemente atacadas as emendas
apresenladas pela maioria, se voiasse em seu favor;
porque realmente ellas iam de accordo com as neces-
sidades da provincia. Mas, no dia seguinte, bem ce-
do, o muito conhecido Dr.'Tavares fez comparecer
por ordem do Mariani.no cortijo da /.'frc/H,todos os
deputados da opposicao rs/i-c/urfa.qucmaisse liaviam
distinguido as descomposturas arrieiraes contra o
E\in. presidente. Entao a abelha meslra, depois de
um longo prembulo, declarou, que lendo meditado
toda aquella noite sobre as taes emendas, linha re-
solvido que ellas nao dev iam passar de maneira al-
guma nao devendo desse modo ser votado em ter-
ceira diseii.saoo orcamento : o que seria cousa bem
fcil de conseauir-s'e, fallando cada um dos estrella-
dos por espaco de varios dias, ainda mesmo quando
na forma do cosame, dissessem milita asneira ; por-
que dessa forma e fugindo mesmo todos, quando
s coma maioria nao podesse haver casa por falta de
compareciinenlo de alguns de seus membros in-
fallivelmeiite se gaslariam os poucos dias uteis' que
resta vam no mez, sem jamis poder ter lugar a vota-
co I.embrou mais que, d'uma tal medida, rc-
sultava alm da vantagem de se poder descompor o
presidente c seus partidarios, a de poderem elles, de-
pois de Tediada a assembla, negar a existencia da
maioria governista : pois que se assim nao fosse, teria
porcerlo passado a 1^do orcamento
'PP
Hussia, nai questao com a Porta. Consta-me que o
partidario da primeira destas potencias, ficou maises-
covado doque o da outra. A cousa ira mais, sea
diplomacia alguma cousa armada de dous circums-
l a ules. nSo chamasse cada um dos belligerantes pa-
cifica sede dos respectivos balcoes...
Jlontem leve lugar o beneficio da Carmclla. nqnal
esleve bstanle concorridoN5o fallaram flores, ap-
pliusof e cumprimenios, que nao fossem prodiealisa-
dos aessa distincta actriz. Acomeda que levou
scena, foi a tendedora de Perui, alm disso repre-
senlou-seo dilectante. Houve tambera a ariaCo-
lumellacantada pela beneficiada.
Aqui paro, porque apezar de velho, vou cantar es
Reis. Esle dia he um dos de minha maior devoejo.
A alfandega rendeu durante0. mez ltimamente
findo : 73:3509677.
E o correio 6W#970.
PERSAMBICO.
Todos a una roce, applaudiram o gigantesco plano
do meslre; e foi era seguida indigitado o celebrri-
mo Dr. JosMarlins para dar principio sua execu-
to.
Reunidos na sala das sessoes lodosos deputados,
depois de passada a hora dosrequerimenlos, entrn-
dole na ierceira^discussan do orcamento, pedio o tal
Marlins a paiavra, e logo em seguida Czeram o mes-
mo mais f deputados estrellados, cujos nomes foram
logos escriplos. '
Grulhon o Jos Marlins durante loda sesso fi-
ca ndo com a paiavra para o dia seguinte, protestan-
do sempre que elle so desejava a discusso, e nunca
a ir le la r a questao como lhe d iziam alguns mem-
bros da maioria.
No dia seguinte, reunidos todos os estrellados na
secretaria da assembla, e fallando alguns da maio-
ria. recusaran! entrar na sala, lira de nao se poder
trabalhar naquelle dia : essa lctica elles o pode-
ram mais repeli-la.porque plano j cstava desco-
berto. Massou o Marti ns a casa e as galeras duran-
te I res sesses'; sendo que n'uma dellas estenden-
se als 6 horas da tarde.....Quando ao orador
Iheseccava a musa, pedia licenca para descancar al-
guns minutos ; oulras vezes, pedia cerlos documen-
tos da secretaria para ganhar tempo nao s emquan-
to se procuravam, como tambem emquaiito os lia e
relia, e commentava-oscom todo o vagar. Por mui-
tas vezes pedia maioria, que se cooservava calada,
que lhe desse apartes, etc., etc. 1II
No dia ti, antes deen Irar-se na ordem do dia, a
de ser concedida a paiavra ao lal Mirabeau, o qual1
lencionava ainda fallar mais alguns dias, poisquedi-
zia elle, ainda nao eslava no meio do seu discurso ,
pedio o deputado da maioria, Marianno Pinto, a pa-
iavra pela ordem ; e depois de demonstrar que orin-
iento da minora era nicamente prolellar a discus-
so, reqnecem que fosse a casa consoltada para de-
cidir se eslava ou nfieiuflicientemenle discutida a
lei do ornamento.^JBKrequerimenlo praduzio um
grande alvoroco u* lado da opposicao, que lentava
tornar a sesso tumnuoaria ; porm, fazendo o pre-
sidente eslabelecera ordem, consullou''easa sobre o
requerimenlo em quejido, o qual foi approvado.
Vendo os eslrelladns por trra todo oseu plano, to
beni combinado, enlregaram-e ao desespero ; e de-
pois de innmeros insnlfos dirigidos ao l)r. Brrelo,
presidente da cas,e maioria, distinguindo-se por
suas expresses grosseiras e s pro prias de honiens de
pouca educaran, os Srs. Varella e Barradas, relira-
ram-se elles protestando naofallarem muf. .. Em
seus gestos descomiunaes.cm seus soo quasi inarti-
culados, ao ver-sc assim os estrellado, djz-ae-liia
que acabavam elles de entoar dansando amacrbe em
roda do cadver da Estrella.
O Mariani ao saber do protesto que, sem sua con-
sulta, liaviam feito os seos mimosos escravos, consta-
me, que tanto se desesperen, que portees dias nao se
apreseolou a pessoa alguma que o procurava.
Nesses tres dias a ave sinislrae agoureira, enca-
fuou-se na loca ... De sua fronte de erl que em-
baas lhe havia de cahir o suor da extremaangus-
lia e do desespero, condensado no recipiente da-
quella caheca de crneo baixo ede largas supracilia-
res... Jftridonemorle com o ultimo sopm de sua
importancia polilica, mesmo para com aquelles de
seufcscravos,que:Hieeram tan obedientes, consta-me
REQFE 14 DE JANEIRO DE 1854.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Parece que estamos na poca em que o nasccr da
Cancula corresponde ao do sol: o calor que nos
abraca tem ehegado a um grao de intensidade ver-
daderamente insuportavel, ese nos nao acudir a
chuva, nao sabemos o que ser desta cidade nos pr-
ximos mezes de fevereiro e raarjo. Al o prsenle'
nenhuma alleracan notavel na sade publica lem
assignalado a passagem do anno de 53 para o de 54;
as molestias caminham na sua rbita ordinaria, e a
morlalidade conserva-se regular, com mu poucas
variaees as diversas semanas por que havemos pas-
sado. He urna felicidade, que s Providencia de-
vemos agradecer, porque ella vela obre nos, e nos
preserva dos males, a despeilo das numeras causas,
que conspiram contra a salubridade desta trra.
a Sempre puvi dizer, senhor, que o calor era om
inimigo incommodo, mas que o fri era um inimigo
mortal i: assim replicava Hoileau ao seu amo Luiz
XIV, qoando este reparava em andar sempre o poe-
ta pesadamente vestido durante a campanha do
Franco-Condado, ento que os ardores do sol mais
vivamente se faziira sentir no exerciio fraiicez. A
oito graos do equador e na cidade do Recife, ne-
nhuma applicacao pude ter alinguagem do salyri-
co ; e nos mezes de dezembro a marco s o inverso
della pode ser verdadeiro: entre nos o fri he raras
vezes incommodo; mas o calor he quasi sempre mor-
tal, porque gera ou desenvolve lerriveis epidemias
e molestias, que muitas vezes levara ao tmulo, sem
appello nem aggravo para a senhora medicina.'
No domingo, 8 do corrente, teve lugar, na matriz
de Santo-Antonio, a fesla do Senlior da Boa-Sen ten-
ca, promovida, como de coslume, pelos tonsurados,
que na mesma igreja servem. Houve vesperase Te-
Deum; e loda a solemnidade foi feita com magnifi-
cencia e esplendor, que nada deixaram a desejar aos
que aman a pompa do nosso cullp, verdaderamen-
te augusta e locante. Nenhum meio mais digne nem
mais louvavel, do que este, podem escollier os que se
dedican ao servico do aliar, para exercrem a sua
aclividajj^irosigam, portento, os nossos aspirantes
ao sace-docio n> -ua bella devocao, e nao faltar
qgem os auxilie e sustemte, nem qoem os anime e os
'S dia 1-2 chegoa da Eoropa a barca de vapor Bra-
sileir\t trazendo por noticia mais notavel a derrote
sofTrid;a pelos Turcos cm Sinope, e a tibieza que em
tal cnoJuuuMie manifestaran as potencias protecto-
ras do imperio de cresceote, claramente apercebida
a ira vez de alguns arrutes de Luiz apolcao. O in-
cendio da marinba torca em Tchism, foi o grande
golpe com que no secute passado preparan o governo
moscovita os seus triumphos sobre a Porta : hoje a
derrota de urna flotilha em Sinope, parece o prelu-
dio dos successos que ho de coroar seus projeclos de
conquista, c Antes de dous saclos,' dizia o aolor das
Cartas Persianas fallando da Turqua, antes de dous
seculos ser este imperio o thealro dos triumphos de
algum conquistador ; e a prnphecil lem-se retli-
sado solTrvelroante. O imperio de Mahomet he urna
anomala nranio di Europa civilisada; mais cedo
oo mais tarde, deve portento a cruz substituir b
cresceote.
Alm daquelle acontccimenlo, outra oceurrencia
notavel veiocomplicar ainda mais a siluac^oda Tur-
qua : a Persa por sugesloes do czar acabava de de-
clarar guerra ao imperio moribundo. O drama pare-
ce encaminhar-sc rpidamente para sua soluco.
Na Inglaterra dava que fallar a retirada de lord
Palmerslon do gabinete, sem que se soubesse anda
ao certo qual a verdadeira cansa de semelhante pro-
cedimento. Nos grandes negocios, diz certo histo-
riador, ha sempre um pretexto que se moslra, e urna
causa verdadeira que se occulta. Nesle caso nos pa-
rece estara retirada do nobre lord : dizia-se que el-
le sahra por nao 1er querido concordar com a nova
reforma eleitoral proposla por lord John Russel; en-
tretanto Palmerslon he considerado conao represen-
tante das ideas liberaes.eo-bil de John Russel nada
tem de retrogado. Deixemus porem a Europa, evol-
temos a nossa provincia.
Pof carta recebida da comarca da Boa-Vista, cons-
ta-nos que all haWaui apparecido algumas chovas,'
mas escassas e parciaes, sendo anda bem sensiveis os
efieilos da scea. No dia 8 de onubro prximo pas-
sado, s 8 horas da noite, fra assassinado na povoa-
rflo de Cabrob, Vicente Ferreira de Oliveira, por 3
escravos de nomes Jos Baip, Cyriaco e Vicente,
pertencentesa Manoel Joaquim Guimares. Na oc-
casiao do conflicto Iravado entre a victima eos assas-
sinos, acudi o inspector de quarleiro, o qual lentou
prender o escravo Jos Baao. resislindo esle, dis-!
pararam-lhe um tiro, que o deilou morto : os outros
dous puzeram-sc em fuga. Por diligencias do pro -
motor publico da comarca, queacompanhado do al-
teres Marques dirigio-se ao thealro do crme, foi ins-
taurado o competente processo, seado pronunciados
os dous escravos, Cyriaco e Vicente, e tambem o se-
nhor, que diziam.ser o mandante, e aehava-se refu-
giado em Paje de Flores.
Enlraram durantera semana 16 cmbarcaces,'e sa-
hiram -20. f?
Rendeu a alfandega 85 ,.Vsi--7i>3 rs.
Falleceram 40 pessoas: sendo 10 horneas, 9 mulhe-
res e 15 puvulos, livres ; 3 homens e 3 mulheres
escravos.
um concurso numerosode pesso e gerarchias.
A dor, diz a imprenta Lei, e,;, saudade etlam-
padas nos rostos dos que concoijreram a ceremonia
fnebre, eram a sincera homenagrem que se preslava
as virtudes da augusta filha do iinperador.
a Aquelle nome, invocado om enlhusiasmo as
amarguras do eilio, e no ardr das balalhas que se
p*eleijaram pela liberdade, afer recordado sempre
pelos Porlugoezes como om jfnodello de recio e da-
dicacao pelas glorias da palria e saudado respeito-
samente como um lypo de toldas as virtudes sociaes c
domesticas.)) /
Na Hespanha foram sqfspensas no dia fO de de-
zembro as sessoes das crtyes. por decreto da rainha
Isabel, datado da vesperal
Eis aqui o que relativamente a esse paiz se I na
necolucuo de Setembro de 17 do mesmo mez.
Com atraso de um correio recebemos os joroaes
de Madrid do dia II, foliando os do dia 1 que
deviam chegar hoje. f
No sa libad o 10 as 2 mehos um quarlo da tarde.abri o-
sea sesso do congresso : poucos minutos depois to-
mou asseuto no banco ministerial o presidente do
conslbo, Irajando "rancie uniforme.
.- Termiflna a leilura da acia anterior, pedk a pa-
iavra o Sr. Allende Salazar.que foi ajudante decam-
pado duque da Victoria (Esparlero), e com a sua cos-
lumaoa energa nalhemalisou em breves palavras o
escarneo, qoe em seu entender, se est fazendo do
systema Irepresentalivo. Inlerrompido dwis vezes
peto presidente da cmara, na emissao do seo pensa-
mento, o orador conseguio, sem embargo disso fazer
resoarno templo das leis aquelle protesto do direito
contra a omnipotencia ministerial, que em seguida
st radpzio no real decrete que o Sr. conde de S. JLuiz
leu da tribuna, e he do Iheor-seguinte :
a Usando da prerogaliva queme faculta o rt. 26
da constituiente da monarchia, e conformando-me
com o parecer do meu conselho de ministros, heipor
bem 'resolver que sejara suspensas as sessoes das
corles.
Dado no\iaco aos 9 de dezembro de 1853.Com a
rubriea da rainhaO presidente do conselho de mi-
nistro, Luiz Jos Sarlorius.
Em virtude desta delerminacSo suspenderam-se as
sessoes dascrles : o interregno parlamentar nao tem
termo prefixo no decreto.
Os jornaes abslera-se de cnmmeolarios, porque a
posijao da iroprensa hespanhola, he precaria esujei-
ta a prompta represso.
I.-sejio Tribuno :
a Urna das raines mais capilaes que o Sr. Sartorios
adduzin no discurso que pronuncien no senado para
soppor que nHo devia constitneionalmenle deixar o
poder, se a volaco da cmara lhe fosse contraria, foi
que sendo composla a opposicao de elementos hetero-
gneos, elle ministro que julgava representar o pen-
samenlo-mais genuino do partido moderado, centava '
com a maioria do congresso.e tambem no senado, cli-
mnando-se os votos dos progressistas. Esta razoque
entao allegava o presidente doconsellie com ignoran-
cia completa, como depnisse vio, dos elementos que
lhe eram adversos, licou destruida pela sua base. .
(( I-'azendo urna aoalyse do* votos que formam o
ennjunelo dos 105 senadores,que lito mal parado dei-
xaram o ministerio,resulta a seguinte demonstrado :
Volaram a favor do parecer da maioria da .com-
missao 85 membros da grandeza e titulares de Cas-
tela, a saber:
Moderados da opposicao. ....... 48
dem ministeriaes..........35
Progressistas ...........2 '
Maioria pela opposicao moderada.....13",
Tomaram parle ni volaco 57 generaesde todas as
graduarles n saber :
Moderados da opposiijio........27
Idm ministeriaes..........21
Progressistas............9
Maioria pelo ministerio. ....... 6
Por decretos do dia 10 foi exonerado de director
geral de cavallaria o lente general, D. Jos de la
Concha, e nomeado em eu logsr o marclhal decam-
po D. Manoel Arizcuq ; exonerado de director geral
da repartirn de sade militar o tenenle general l).
Antonio Ros de Olano, sqpdo substituido pelo marc-
chal de campo I). Ramn Boi&nez.
Domesmo peridico transcrevemos o discurso que
lord Slralford Redclifie, embaixador inglez junte
Porta Ultomana, diriaira ao sultSo na occasiao de
apresentar-lhe os ofliciaes da esquadra ingieza, e
bem assim a respesta que esle lhe dora.
a Apreseotendo a V. M. I. o almirante f os cheles
da esquadra, que a minha excelsa soberana, "a pedi-
do d V. M. e de accordo com o imperador dos Fran-
cezes, poderoso< adiado de S. M.- britnica, enviou
para proteger os direilos e independencia desle im-
perio amigo, ciimpro um dever to honroso quanto
salisfatorio para elles e para mim.
A sua preseoca aqu em urna circumstancia to
extraordinaria moslra quanto V. M. e o seu governo
tem presado a amizade e contado com as svmpalhias
da naco britnica.
a Sentimentos generosos e que tendem a cstreilar
forlemente a amizade dos dous estados, tem grandes
motivos de accrescentamentos na benevolencia justa
e Ilustrada, desenvolvida na polilica administrativa
de V. M. I.
Nflo he smente na manutenco com xito de
um grande principio enropeu que o governo britni-
co achara a recompensa d" Iodos os sacrificios,que
lenha de fazer.conlribuindo para proteger a Turqua
contra urna aggressSonao provocada :vela com igual
firmeza pela prosperidade e forja, qup V. M. nao .
pode deixar de adquirir em toda a eJEtJisSo dos teus '
dominios, pondo em pratica um systema de progres-
so completo, ainda que gradual, para com todas as
clas'ses e.por bem dos seus subditos.
vel
C.onlinoemos com assembla, depois d'aquella
scena realmente escandalosa, contnuou a casa a fune-
cionar, procedifio volacito das emendas do orca-
mento na maior calma possivel.
Nos poucos dias uteis, que houveram, anda a as-
sembla desembarazada daquellas pstulas, pude le-
var ao cabo todos os projeclos de que a principio lhe
fallei.
No dia 31 do mez prximo passado, como j fica
dito, encerraram-se os trabalhos sem que vollasse
casa um so estrellado, depois da derrota do da 14.
Por occasiao de approvar-se a folha, a assembla
msnduu snppriiiiir u subsidio aos deputados, que se
REPABTICAO' DA POLICA.
Parta do din 14 de Janeiro.
Illra. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
partes hoje receblas nesta reparlirilo. consta t'.-rem
analmente que cllgsahira de seu escondrijo como, sido presos: a ordem do subdelegado da fregueziade
Kodn, das niyas, mais abatido, porm mais terri- S. Antonio, o pardo Manoel, escravo de Joao Fran-
cisco Pessoa, para correcto ; ordem do subdele-
gado da freguezia da Boa-Vista, o prelo escravo An-
tonio, a requisico do senhor; e ordem do subde-
legado da freguezia de Jaboalao, o pardo Filippe
Antonio, para averiguaedes policiies.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 14 de Janeiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figoeirdo,
presidente da provincia.O desembargador Cae-
tano Jos da Silva Santiago, chefe de polica in-
terino.
Illm. e Kun- Sr.Levo ao conheciroeoto de V.
Exc. a inctuSa copia da rclaeo dos criminosos, que
o mea de dezeBabro lindo, foram capturados pelo
liaviam retirado desde o da 14 emdiante. Isso fui delegado do lernwu'e Flores, o maior Joao Nepomu-
um novo desapontamenlo para os taes suseilos, mor- ceno da Silva Portella, a qual aconwnhou o ofcio
mente para aquelles, que j liaviam rebatido os cal- de participaran que o mesmo delegado me dirigi em
1a de julgar este
, negocio com aquellajustica, t> sabedoria, quecos-
Este, assemo, provada praticamente at eviden- luma manifestar em todos us sous actos, c nao me
l'.ia im, 1. li/.i une .'Vi-elleuna nvanofscliirniriic o,f_ .....1... ,..r. .. 1.....1 .........^ J- ... .^ .,-.J. ....-,.:,,.
cia nos paizes por excellcucia mannfactureiros, sof-
fre todava, mnguem o ignora, exrepcio em dou;
casos somonte especiaiissiraost 1. quando una
descobeita'requer para ser levada a effeito capilaes
adianiados, e offerece probabilidades de considera-
veisperdasno priucipio ; 2. quando urna dscc>-
berta de summa utilidade he conhecida unicameme
acobarda a lembranca, de que a conlenda suscita-
da soja entre o Brasil eos Estados-Unidos. Tenho
consciencia de que o noso governo saber susten-
tar, como tem feito em lautas unirs occasics, a
sua dignidade, e a honra e inleresse do paiz.
A ultima barca do sul inraxc-nos o actual com-
mandante das armas Fonteta Galvao, que era
Maranhao" 6 de Janeiro de 1354.
Ainda mergulhado no pagodal ambiente, que
coinsigo trazem as despedidas ao anno velho e as sau-
dades ao novo, he quo lauco mito da penna para lhe
dirigir a presente Calcule pois Vmc, com que
boa volitado vou satisfazer a tarefa do cosime ; mor-
menlc quando, gozando da amenidade do potico
Culm, mal tenho algurmivagas noticias da cidade,
que me sao remetudas, ou pelos jornaes ou por um
dos raeus collegas da reparlijao, que deve de certo
estar bm zangado por nao haver alcanzado urna li-
cenca igual a que eu tive 1 O santo papa, com as suas
reducces de dias santos, veio na verdade produzir
um alarma as fileiras de na. outros os carrancas
que, aferrados aos usos dos nossos aatepassados, nao
colados gimbos !
Nao se admire do que lhe digo, quatro delles com
pequeo rebate sei que venderam o subsidio do resto
do mez, essa especie de cambista que se encentra
por (oda a parle! !. Que teme que demonstra-
rpalpavel dessapalrioterie, que auima os homens
estrella !! 1...
Esse fado creio que he virjem nos annaes das ban-
dalhciras humanas...
- Em das de semana passada, depois de urna peque-
a conlenda em Ierra, o imperial marinheiro Jos
Ribeiro a bordo do Guararapes, assassinou o i. ma-
rinheiro do corpoda armada,Manoel remandes, en-
terrando-lite ama faca no coracAo, quando o infeliz
achava-se entregue ao somno.... O assassino conser-
va-se preso, e o processo ja foi instaurado.
I'ara a colonia militar do 1 iurupv acaba deser no-
meado director o coronel Junqueira. Aquella colo-
nia com que vamos ser dotados em urna parle to
importante de nosso territorio, devema-la sem duvi-
da ao genio incansavel deS. Exc, que (emem mira
fazer realisar o maior numero possivel dease meio lo
gario ao nosso engrandecimepto industrial e mo-
l. A escolha do Sr. Junqueira nao poda ser mais
em acertada.
Esse velho militar, dotado de todas as excellontes
qualidades exigidas para um hornera de sua prolissao,
rene alm disso urna longa experiencia da loralida-
de, para aonde va; fundar a colonia de que se trata.
Sua Exc. consla-ne que acaba de ornciar a S. Exc.
Kv d '., afim de que esle lhe aprsenle um sacerdote,
que por lodos os lados mereca ser o capellao daquella
colonia.
Cousla-me que se espera do governo geral a aulo-
risaco pra se formar urna companbia de pedestres,
a qual deve em grande parle ser empregada no tiu-
rupy.
O abastado fazendeirodo Tury, o Sr. Bitencuurl,
consta-me que acaba de pedir (cenca ao governo pa-
ra mandar contratar nos Acores 100 ctenos, creio
al. queollerece de graca passagem esses individuos.
Sr. Bitancourl, a exemplo do Sr. Torqualo, com
a sua colonia de Sania Isabel, quer fazer este pro-
vincia um igual beneficio. Sua Exc. pelo que me
di#o meu amigo de reparlico, a firmn as bases em
que se deve assenlar essa 3.a colonia, com quedentro
em pouco se deve contar no lempo da actual admi-
nistraran, atm dos 100 Porluguezes ja engajados,
que devem aqui chegar por todo o correr du mez pr-
ximo futuro, para a ubra do Arapapahy.
Honlem.na l'raia Grande, dous qoilandeiros fo-
ram-se s unhas por causa d'uma discusso, que ver-
sara -obre a probabilidade ou no do triumpho da
iropan
gano 1
dala de 2& do referido mez.
Dos guarde V. E\c. Secreteria da polica de
l'ernambuco 14 de Janeiro d 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha o Fiaueiredo,
presidente da provincia. O desembargador Cae-
tano Jos da Silca Santiago, chefe de poiic.a in-
terino.
Relacao dos criminosos capturados na comarca'de
Pajei{, desde o de dezembro do corrente anno.
Manoel Jos de Araujo, enme de morle e resis-
tencia, sequaz de Jos Antonio, caplurado>noCur-
ral dos Bois, provincia da Babia.
Joaquim Carlos Peixoto de Aleucar, sequaz de
Jos Aolonio, capturado, idem.
Jos Claudino da Silva, sequaz de Jos Flix, cap-,
turado, iJem.
Jos Filippe de Santiago, sequaz de Fre Caetano,
capturado, idem.
Maiheus Jos Rodrigues, da Silva, por soltura de
presos na cadete de Tacaral, capturado, idem.
Amaro Jos Guies, sequaz de Francisco Firmo de
S, capturado no sitio do mesmo com urna grana-
deira.
Manoel deSouza Leal, fazendaGrande antiga Flo-
resta, cum um clavioole, estoque, vadio, para re-
mita.
Jos Barbosa dos Santos, idem, pur entregar a cri-
minosos um desertor que ronduzia para me ser en-
tregue, cujo desertor acha-se j capturado.
Jos Paulo de Souza, idem, idem.
Manoel Filippe de Santiago, preso pelo subdelega-
do de Ingazeira, crme de morte no lugar Mimoso,
termo de Caruan.
Jos Filippe Franklin, dem, idem.
Delegada na villa Bella 29 de dezembro de 1853.
Zoilo Sepomuceno da Silca Portella, delegado.
DIARIO DE PERMMBUCO.
Das gazelas porluguezas que nos trouxe o Brasf-
leira, as quaes smenle antes de honlen (14) nos che-
garam as mHos, transcrevemos a acia da sesso real
que leve logar ero- Lisboa a 19 Je dezembro prximo
passado, o programla que para ella publcou o go-
verno, e bem assim as acias das sesses que no dia
15 celebraran a cmara do deputados e o senado de
Portugal, o qoe ludo os lelores acharao em oulro
lugar desla folha. ,
N da 16 do mesmo mez de dezembro, celebra-
rtm-se em S. Vicente de Fora as exequias solemnes
Ko descanco eterno da rainha fallecida a Sr. D.
ria da Gloria, assislindo a real familia, a corte e
(i Sem embargo, a esperance que nif abandona,
como o objeclo mais immediato da sua ci| perarjlo ef-
fectiva, he a paz; porm, nao orna paKi'lusoria e
precaria, mas aquella que por meios s -o fixar '
em bases solides, honrosas, e sem injusl, f para com
oulra qualquer potencia, os direilos de: leraoiade
V. M. e a independencia do seu impe
Obter a paz por estes termos e owa.' breve pos-
sivel he, segundo devo suppor, o vivo sejo de V.
M. como-lamben o objeclo principal atdenlemente
recommendado pelos seus sitiados. Mui salisfatorio
seria para mim saber que esle objeclo he devida-
mente apreciado, e receido om espirito,de raode-
racao pelos ministros de V. M. "\
"O sultao rcspond.eu a lord HedcliOe nestes termos:
a Principio por agradecer ao embaixador de S. M.
II. dar-rae o gosto de coohecer o Sr. almirantee Srs.
ofliciaes da soa esquadra.
a as circumstancias actuaes, a prasenca da es-
quadra ingieza aqu, sobo commando deui
ranle tilo dislinclo.he urna prova evidente da amizade
de S. M. a cainha, de Gra-Brelanha,minha poderosa
al liada, e rogo ao embaixador se sirva manfestar-lhe
os meas sentimentos de reconhecimento.
a Tendo mostrado Inglaterra .em muilas cir-
cumstancias,numerosas provas de beuevole
com o'meu imperio, nao duvido que rebate-I QT-lo-
dos os meios as prelenc/ies injustas da fUNfla, que
laquem a rainha independencia e a fwMHados
meusdireitos. O mundo todo verjas inmensas van-
tagens que podem resultar de urna poleneia forte e
benvola como a Inglaterra, edas svmpalhias de um
povo justo, Ilustrado, e generoso como a nacso in-
gieza.
a Pelo que respeila pazo meu governo desoja
tasto como os mais, mas que seja' honrosa, e compa-
tivel com es meus direilos soberanos.
Quanto ans melhoramenlos e prosperidade dos
meus subditos, S. Exc. est no caso, como nenhuma
outra pessoa, de coohecer os meus sentimentos nesle
poni.
O cholera acha-se em Pars. Eis aqui o qae a es-
le respeito transcrevea Imprenta e Lei deWnperio-
dico de medicina daquella capitel:
(I cholera que lem diminuido em Inglaterra,
augmentando em Pars. No dia 27 de novembro con-
tavani-se 15 casos novosnos hospilaes : 00 di 28 su-
birn a 31, e no dia sesuinle houveram 9. Quan-
to aos casos solados fora dos hospilaes, 'sabemos que
110 dia 28 se registraran! na repartirlo competente i
mortes procedidas do cholera. Otypho reina lam
na capital, e quando na sua carrira se Iho ajun1
symptomas de cholera, quasi sempre acaba a doei
pela morte.
Pude julgar-se da influencia do estado anterior na
graydade do cholera pela seguinle/tDservafao.
No dia 28de novembro eiiirramouaprejenteram-
se as salas do hotel Dieu 8-2 casos. Desle trinta
recahiram em pessoas que j anleriormenteeslavaui
doentes e 28 foram mortaes.
As oulras 32 vieram do fra e s 8-falleceram,
Eis um resumo estatislicos do cholera em Pars
al o dia 28 de novembro inclusive. Adraitlidvs nos
hospilaes de beneficencia, 116 ; atacados nos meamos
57 ; total 192. Morreram nos hospilaes 79 ; em suas
casas 42 ; em Berc 1G ; total 1.37.
Nos departamentos nao fu uolicia de ter appare-
cido ainda o^cholera.
Pelo vapor Imperador, ehegado lioiilem dos por-
tos do norte, recebemos noticias do Amazonas at 15
de dezembro passado, do Para at 31, do Maranhao
at 5 do corrente, do Cearat 10, do Rio Grande do
Norte e Parahvh'a at 14 do corrente.
Reina o socego em todo esse lado do imperio.
A carta do nosso correspondente do Pai qua
deixamos exarada en oulra parte, e bem assim a cor-
respondencia particular do Treze de Maio, escripia
da capitel do Amazonas, que lao bem transcrevemos,
inleirarao sullicienlemenle os nossos lelores do esta-
do em que se acham casas duas provincias, e de todas
as particularidades que nellas haviam oceorrtdo dig-
nas de serem mencionadas. Nada nos resta portento
a dizer n'este lugar.
_ Quanto ao Maranhao wferimo-nos do mesmo
modo a carta do uosso correspondente; mas cabe-nos
addiciopar-lhe aqui as segoinles noticias:
L-se no f'rooresso de 4 d Janeiro corrente:
Acha-se cm servico quasi activo a guarda na-
cional.
(i Foi nomeado inspector da instraccao publica
da provincia o Sr. Dr. Caetano Jos de Souza.
Entendemos, que a nomeaco recahio em pessoa
idnea: e que.o governo acertado andou naeacolh,
que fez do Dr. Caetano para a inspectora de ins-
truccao.Moco de talentos e illustraejio, de pru-
dencia e honestdade, ha de querer cumprir cora os
deveres, a que se sujeita com o cargo que aceilou,
* que trabalhar por trazer a reparlicao debaixo de
toda a ordem c regularidade.
n Chegaram presos a esta capital 9 indias selva-
gense julga-se que foram elles, que atacagm. a fa-

/-
'*
V,
^KF9



Y
V
Zenda do Sr. lenente-coronel Vaz, e lhe malaram 2
cscraTos.Por ora aiuda os indios nan foram in-
terrogados por falla de interprete.
Por alguinas fazendasdo AltoMearim, uosls
ultimas semanas, tera apparecido urna quantidade
inunensa de indios.Peno da fazenda do Sr. Joa-
quim d Moraes Reg, existe una aldea com mais
dedous milAcham-se em paz e dcscobriram,
que peno havia um campo proprio de criar, com
um grande lago: por cujas informaces alguns la-
vradores mandaram por seus fmulos verificar a
exaetidodo que diziamos individuos: eveio-se ab
conheciraento da sua voracidadeEstio pois os la-
Pvradores do Alio Mearim com o que mais necessi-
lavam, que cram campos, aonde podessem recolher
o gado no tempo do invern,He de ulilidade in-
calculavel senilebanle.acJ.iado.
< A continuar a secca por alguinas semanas, a
provincia ter de coiuinuar a gemer na penuria de
gencros.de primara, necessidade.A coUieita de
arroz, foi pessima, Ido algodo m-ea dosen-
Senbps deassucar em geral diminuta.Os preces
dos gneros continuara subidosmotmento o do as-
sucar
- No Cear encerro-se, no da 24 do passado, a
aseerabla legislativa^ depois de haver tido tres dias
le prorogaJo para concluir a lei do orcaroenlo pro-
acre!, cojo projecto recusara aanecionar a presi-
dencia. A asserabla annuio as rellexoes que moti-
varan) essa recusa.
No dia 26 de dezembro recebeu o feilor do sitio
Villa-Velha, perlencenle ao Sr. ouveia, una Taca-
da nos peitos, dada por um escravo do mesmo sitio.
O criminoso evadio-se, e a victima dava esperancis
de salvar-se.
Havia chegado a cidade da Fortaleza urna compa-
nhia dramtica dirigida pelo Sr. Gnimares, com o
fim de dar algumas recitas no theatrinho Thaliertte.
Os dias do Natal passaram-se n'aquella capital, e
nos seos suburbios sem novidadealguma contra a or-
dem publica e segnranca individual.
, Da-Parahiba, uuica provincia do. norte d'onde
ha muito nao libamos gazetas, recebemos d'esta vez
tres amaros do Argos Parahibano. Delles consta
que Tora astassinado no termo do Pilv, no dia 10 do
passado Jos Thomaz Pereira de Castro, recebendo ao
sabir da porta de sua casa na fazenda Chaces ,
um tiro de bramarte, disparado de um pomar que
exista em freute. O infeliz achava-sc em urna ida-
de avancada, e pelo seu estado de cegueira so coro-
paixoinsprava: dizia-sa mais que nem inimigos
tioba.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA
\
\
U
CORRESPONDENCIA.
e redaclorts do Diario de Pernambuco.
,ue lizessemos do Illm. Sr. Dr. Joaquim Bap-
1*1 oreira, cnsul de S. M. F. nesla cidade, o al-
ieno de que elle he digno, qur quanto s suas
idas de homem particular e de um perfeito
toiro, qur quanlo a sua conducta no exerccio
uoccoes de sen cargo, exercendo-as com pru-
a, honradez e pfobidade, com tudo nao quize-
lir juizo sobre as oceurrencias ullimamenle
o negocio do patacho Arrogante, sem que
idos dessas oceurrencias nos fleasse Iran-
Kiencia, a certos de que o quedissesse-
leilo quanlo ao fado casaste com o que
a elle guiado pela sentimento da sua
de, e pelo zelocom querosluma cum-
seus deveres, aiuda as mais difliceis circums-
ineias. Para emittir o uosso juizo calma, e desa-
paixonadimenle seguimos com atiendo a polmica
que por oecasio de tal oceurrencia se Iravou em seu
bem conceituado jornal, atacando uns e deffendendo
ilros, o procedimenlo do dito Sr. cnsul, e resul-
a leitara que se firmasse o nosso juizo a res-
w negocio arrgame, do modo a nSo po-
derroos recusar a raanifestacao delle pela imprensa,
ir assim um publico testemunho em prol do
oonario que nao recuou ante perigos, e que sem
cooteropla$ooJ camprio rigorosamente seus deveres.
Aexposlco clara e verdica publicada em seu
Diarto de hoje. dispensa commentirios c faz trium-
phar a verdade.
E detsa exposicao se v que o dito Sr. cnsul fez
Humanamente quanto era possivel para acalmar o
espirito sedicioso de alguns de seus'patricios, que
sem allencso as Jis do paizemque residem eiem res-
peito i autoridade legalmente constituida deram o
mais triste exemplo de sua desmoralisacao e desva-
noi.
< .cnsul dan por si, e immediatamente todas
ues que o caso reclamara, mandando vis-
tonar o navio quanto a son capacidade, -emquanto
,1 qnalidade dos alimentos, e se conrormando com
o parecer da capitana do porto, ordenou que se
z, quanto all era recommendado,
pya que navio segaisse sua viagem sem re-
Tg0 d" Mude oXl da viu* dos Pass<|-
gefkes. Effeclnado o desembarquo de grande par-
le do colonos, e tomadas as deroais providencias
que mais poda fazer o Sr. cnsul, que nao excedes-
se 01 seas deveres.'
den do seu goveruo foram campridas, a mo-
rahdade e humanidade foram religiosamente obser-
vadas.
Se de alguma cousa he culpado o Sr. eonsnl, foi
de nao haver reprimido esse pronunciamenlo de seus
os m paiz strangeiro contra si e contra a boa
ordem, de modo mais severo, e conforme as leis que
regemao Brasil.
L amos que alguns Porto guezes desta cidade
to triste ejemplo, quasi que pondo o
aa dura alternativa de exigir contra elles
medidas da rigor, garanlindo-se do seo foror pela
coadjovaeao das autoridades do paiz, oo de eonvir
em suas desarrapadas e loucas preleocOes manifes-
tadas por modos.
Com estas simples observacoes, quanto ao negocio
arrogante: damos um testemunlio de nossa approva-
cao ao procedimenlo regular e digno do Sr. cnsul.
Queiram, aenhores redactores, dar publicidade a
estas lindas, que obrigarSo ao sen assignanle, etc.
O Justo.
meira sorle branco de 28600 a
28650 rs.; segunda de 29500 a
25550; terceira superior de 29400
a 28450; lerceira regularde 29300
a 23.J0 ; quarta de 29200 a 29250;
quinta e sexta de 29000 a 29100
rs. por arroba ; e o mascavado cs-
colhido a 18700 rs., o regular de
18580 a 19600 rs.
Couros ... Continuara procurados de 155 a
160 rs. por libra os seceos sal-
gados.
Alcalrao sueco Vendeu-se a 12SO0O rs. por barril.
Bacalhao O ultimo carregamento que tire-
mos dizem ter sido vendido de rs.
129500 a 128600 por barrica ; ea
retalho regulou de res 129500 a
139500, sendo hoje o deposito de
" 12,000 barricas.
Bolachmha-------Vendeo-se de 48700 a 49800 rs.
por barriquinha americana.
Carne secca- A do Rio-drande vendeu-se de
29000 a 48200 rs., e a de Buenos-
Ayres de 29200 a 39400 rs. por
arroba. Da-priraeira ficaram em
ser 4,000 arrobas e da segunda
16,000
CibM......Wem a 38500 rs. por quintal dos
do linho patente.
c,la......;rldem de 18680a 29300 rs. por li-
bra do Uvsson.
Fannha de Irigo- Nao ha de Rchmond". Vendeu-
se a de Baltimnre a 229000 rs. ; a
de Philadelphia de 228 a 24S000 ;
e a de Trieste a 218000rs., fican-
do em deposito de 12 a 13,000
barricas.
Garrames Venderam-se a 950 rs. cada um
empalhado.
Qucijos ----- dem de 1700 a 198OO rs. os fla-
mengos.
Taboado---------dem de 248000 a 329000 rs. a du-
zia do ceceo.
Freles-------- Contina a falta de navios, e mes-
mo desconfia-se na chesuem em
quantidade tal que os faga baixar.
*J:\,. PJBamen, "> importancia d'arremaUrao
sera dividido em prcslacdes mensaes de urna duod-
cima par e, n vista do certificado passado pela di-
rectora das obras publicas. F
X Para todo o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas o no orcamento, seguir-se-ha o
que dispe a lei provincial n. 86___Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira d'Annuniriao.
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provin-
cial, em cumprimeiilo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no da 26 de Janei-
ro prximo vindouro.vao novamenle a piara para se-
ren arrematadas a quem por menos fizer, as obras
necessanas a fazerse junto no acude de Giruar.
avahadas em 1:9808000 rs. .
A arremeUeo ser feila na fitna dos arts. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851
e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacSo,
comparei;am na sala das sessdes da mesma junta, no
da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annuncia$ao.
Clausulas especiaes para a arrema tamo.
1.a As obras iiecessarias a fazer-se junio o anide
deCaruaru para evtar-seaslillrases, serao execu-
aas de conlormidade com o orcamento
16 DE JANEIRO DE 1854.
pela directora em conselho eapreseutado a*
approvado
,._ >...v.>u.la o, iuiiemu capresemaao a apnro-
vataodoExm. Sr. presidente da provincia naT im-
portancia de 1:9808000 rs.
2-a As obras principiarao no prazo de um mez e
lormiiiaru no de dous, contados conforme o arl 31
da lei n. 286.
3." A importancia da arrematado ser pasa em
las preslaces iguaes, sendo a primera quando
liouver feto a melado das obras.easegunda na occa-
siao do recebimenlo.
4.a Para ludo o mais que nao esl especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-lia a lei n.286
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Illm. Sr. inspector da lliesouraria
l)o assucar para o Canal e porlos cial em cumprimenlo da resolucao da junto da a-
nslezea a 9a s. e 5 nnr rnnin- zpiuI.i iun,i,[.___i.i:._ ___*._ J.. ,, .ld ld
1 qualidade
inglezes a 95 s. e 5 por cenlo
para o Canal e Continente de 100
a 105 e 5 porcento: e para Mar-
sellia a 90 f. e 10 por cenlo.
llcsconlos Hebatocam-se letras do 2 a 4 nie-
les de 12 a 12 J por cenlo a6
anno.,
Ficaram no porto I* embarca^oes, sendo : 2
americanas, 22 brasileirVl 1 belga, 3 francezas, 1
hespanhoia, 1 liamburri gueuse, 4 portuguezas, '. sueca.
PAJTA,
dos preros torrentes do mueai, algodao', e mais
gneros do paiz, que e despachara na mesa do
consulado de Pernanbueo, na semana de 16
a 21 de Janeiro de 1854.
Assucar emcajxas branco

mase.
bar. esac. branq
masca
:B refinado .
Algodo em pluma de 1.4 qualidade
b n 2."
> 3. B
>> em cargo ......
Espirito de agurdente.......caada
Agurdente cachaca........
de canna.......
reslilada.....T.~. s
Ocncbra............... B
. "................botija
Licor ............... caada
. '...........garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alquelre
em casca...........
Azeile de mamona.......
b mendoim e de coco.
de prive. ......
Cacan
caada
alqueire
a
B




alqueire
!$
cenlo
B
CMMERCIO.
FRACA DO RECIFE 14 DE 'JANEIRO AS 3
BOBAS DA TARDE.
ColacGes offlciaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 d|v.
, ALFANDEGA. '.
Hendiroenlo do dia 1 a 13. .
dem do dia 14 ... ,
125:2448073
12:3489697
1:17:5929770
Detcarregam hoje f6 de Janeiro.
a trncela Jos mercaduras.
(MBfcaMBHKueza' Gratuito lagedo.
Barca americanu Minesota- o reslo.
Brigue ioglez Belle bacalho.
mal Parahibano. gneros d paiz.
Escana brasileira Laura idera.
Importacao .
inguez Belc, vindo de Terra-Nova, con-
signad! Me. Calmont & Companhia, maufeslou o
seguinte :
2,350 barricas bacalhao; aos mesmos consigna-
tinas. -
wcional />aran6ano, vindo do Araealv,
manifeslou o seguinte :
* cera de csraaba, 1,445 eourinhos de ca-
laecas fejao, 411 couros salgados, 1,138
Ms, lcooro de garrote, 220 esleirs, 15
gamma, 25 caixas velas, 3 caixoes e 1 fardo
sapalee; 1 barrica sebo ; a Camillo & FMhos.
s fejao, 21 ditas cera de carnauba ; a Joa-
qun Fraacieco de Alem. '
CONSULADO GERAL.
dia 1 a 13 ... 10:708J310
..... 1:9720056
Farinha de mandioca.
milho ....
aramia .
Fcijo..........
Fumo boro.......-
ordinario.....
b em folha bora .
-B i ordinario
reslolho.
Ipecacuanlia......
Gomma. ... .....
Gengbrc.....".".!]".!".! ."".""ffi
Lenha de achas grandes......
pequeas.......,
b loros............
Prancliasde amarello de2 costados. .
a >i Iouro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c c 2 }i a 3 de 1. : .
i de dlo uanaes. .'......
Costadiuho de dito.........
Soalho de lito.......... \
Forro de djlo............[
Costado de louro. .
Costadinho de dito.
Soalho de dito .
Forro de dito. .
b cedro. .
Toros de lalajuba. .
Varas de parreira..
" b aguilhadas
quiris.
dem do dia 14.
12:6809366
b.-hi.-,BV5.RS.AS PHOVINCIAS.
Kendimentodo da 1 a 13 *.
Ideal do dia 14 '
9289699
1378489
2*668188
Exportarlo'.
Bal.ia, escuna brasileira Tameja, de 116 tonela-
irMliiTi,,BlL: ~ 67,bJrrMS hrinta d'e
tngo, a caixoes latos de marmelada, 1 cai,a 0ilra,
itsrAvT*mot'8 ro,o, cl,,pos ^5"
Baltimore, hiato americano Rosumoni, de 150 lo.
SnlSla """1?;- 2-600 "o* com
8,ww ambas de assucar, 432 couros com 13,110
BECISBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
.ai .*?*/* PERNAJBUCO.
Headimento do dia 14..... 978060
ON9LADO PROVINCIAL.
Reaaimentododia 1,13.. 19.-23992.-.9
dem do da 11..... 835J5M
f
20:0748770
PRAVA bO RECIFE 14 DE JANEIRO DE 18-34.
AS TRES HORAS DA TARDE.
p^j. Revista semanal.
Cambios Swoa-se sobre Londres a 28 d. por
18000 a 60 dias visto, sobre Pars
' de S40 a 345 rs. por f. a 60 d. v.. e
sobre o Rio-de-Janeiro de 1 >, a 2
per canto de premio a 15 dias vis-
ta, contra 3Q dias de demora de
pagssaenlo nesla praca.
Algodo .... a entrada contina diminuta, sen-
do a desta semana de 156 saccas ;
Kas em compensaran as vendas
foram de nenliuma importancia, e
a primera sorle hoje nao obtem
luis-de 58600 rs. por arroba.
Assucar Ha poneos compradores em cqnse-
quencia de aeharem aspreeos al-
tos em relacionas da Europa, e
da alta dos fretas pela MU de na-
arim : pri-
Aves araras........
papagaios......
Bolachas ...........
Biscoitos.......... .
Caf bom..........
b reslolho......
b com casca......; ,.
b moido.......'-'
Carne secca .... fufo fift
Cocos com casca......
Charutos bons........
b ordinarios.....
b regala c primor .
Cera de carnauba.......
b em vas '/.......
Cobre novo man d'obra. .
Couros de bol saleados.....
espix^dos.......
verdes........
de on<;a.......
b de cabra corlidos;
Doce de calda ..:...,. .
b b goiaba.......
b secco ........
@
28300
19900
1.3600
29300
19"00
29560
68000
58600
59200
19500
9500
9320
9(00
9300
MK>
9180
8100
9180
49i00
13280
9720
19200
182S0
59000
Estopa nacional......., .
b estrangeira, mi d'obra. .
Espanaderes' grandes.....".....um
pequeos..'........
.... alqueire
urna lOatKKI
um :i000
p @ 4480
b 68100
b 59000
294IM)
b 39600
b 69400
b 38600
ceiito 29100
19200
b 8600
29500
;i 69000
b 89000
' 8160
b 8160
b 9160
b 9090
b 158000
b 8180
b 8240
b 9200
b 9360
8280
19000
19000
28000
I9OOO
29OOO
29OOO
r9000
49000
60000
29000
89000
49OOO
38000
259000
29000
25OOO
19600
9600
99OOO
urna 129000
o- 78000


B

208000
IO9OO
79.JO0
69000
39.500
zeuda. manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vi novamenle a praca para
ser arrematado a quem mais der. o rcodimenlo. do
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
abaixo declarados: .
Limoero, avaliado annualmenle por 589000
Brejo por :mm
Boa-\islaeExn,por 19H9O00
A arrematacao seri feila por lempo de tres unos,
acontar do 1. de jullio de 1853 30 de junlio de
1856.
Os licitantes comparecam na sala das sessoes da
mesma junto, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores competentemente habilitados.
E para conslar se mandou aflixar o presenlee pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembt-o.de 1853.O secretorio,
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
. O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, om cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da incia de 22 do correle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, perante janla da fazenda da mes-
ma lliesouraria, se ha dearremalar i quem por me-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Pajeu de Flores, avaliada em 4:0049000 rs.
Aarremalarao sera feila na forma dos arls. 24 e
Zl da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
do, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta, nos das cima declarados pelo meio dia, compe
lentemente habeliladas.
E para conslar se mandn aflixar o presente e
pubcar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 do dezembro o> 1853.o secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao. ,
Clauulas especiaes para a arremtacilo.
\,' As obra? deslc ac,ude serao feilas de confor-
midade com as plantas c orcamento, apprescnlados
nesla data a approv.ir.ao do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0048000 rs.
2." E-das obras deverSo principiar 110 prazo de 2
mews, e serio concluidas no .le 10 mezes, acontar
conforme a le provincial m 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em tres prestocoes da manera seguinle : i prime ira
dos dous quintos do valor tptal, quando liver con-
ciuiilo amelade da obra ; a segunda igual a prime-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
do recebimenlo definitivo. '
4. Oarremalante ser obrigado acommunicar a
reparticao da obras publicas com anlecedencia de
JO .lias, o da fizo em que tem de dar priucipio a
exejucao das obras, assim como trabalhar se-
goidaniente durante 15 das.atim de que possa o en-
senhmo eocarregado da obra assslir aos primeiros
apresenlado approvacao do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia de reis 4:0028320.
2. No prazo de 30 dias serao principiadas as
obras, e concluidas no de seis mezes contados secun-
do o rcgutamenlo.
3." A importancia desta arremalacao sar paga
na torma do regulamenlo n. 286.
4.a Para tudo mais que uno esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da' Ihesouraria' provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta, manda
razer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin-
douro. vai novamenle praca para ser arremalada
perantea mesma junta, a qaera por menos fizer, a
obra do aterro e empedraineulo da primera parle do
28-0!M>887ars''U ^ eS'r*da d n0^'e, aValiada em
A arremalacao ser feila na forma dos artigos 24'e
-T da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, "e
sol) as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala -as sessoes da mesma junta, no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
' E para constar se mandou aflixar o presento, e pu-
blicar peto Diario. e
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." Esto obra-sera toito de conformidade com o or-
camento approvado pela directora em conselho, e
nesla dala apresenlado a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provinciana imporlanciade28:09(>9887
2.a O arrematan le dar principio as obras no prazo
ne dous mezes, e os concluir 110 prazo do quinze
mezes, ambos contodos de conformidade com o rtico
il da le provincial 11. 286.
3.-al,.esde a entrega provisoria da obra ale a enlre-
c delinitiva, sera o arrematante obrigado a conservar
a cslrada sempre em bom estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas empregados conslante-
mcnic ueste servco.e far inmediatamente qualquer
reparo que lhe for determinado pelo .engenheiro.
, U pagamento desta obra ser icito em quatro
EhEfJ&ET:' p"meiT" dePis ,le fei, ler
d,o n, ,li",C: a,se8"ndi' dP" de completa-
dos os dous torcos: a lerceira quando forera recebi-
dl?i1iv!,90r""ne,n,e: r^ma dePis da iraga
del, 1 va, a qua lera lugar um anno depois do red-
bimento provisorio.
na, nr.2!d? "'i3'8 que nao wliver 'lelermnado
na, prceBtes clansulas, segur-se-ha o que dknoe a
respcilo a lei provincial n. 286. ^
Conforme.O secretorio,
n nim nto!tio Ferreira aVAnuunciac.ao.
i'mJ."Sprl0r !,a ll,esuraria provin-
'"'em doExm.'Sr. presi-
trabalhos.
quintal
. duzia
B
:i?2oo
23200
39OOO
I320O
19280
19600
9960
um obras rodas desicupira para carros, par 408000
B
Melaco......".
Milho .". ... .
Podra de amolar. .
b b liltrar. .
B B relilos .
Ponas do boi. .
I'iassaba......
Sola ou vaqueta .'.
Sebo em rama .
Pelles de rarneiro
Salsa parrilha. .
Tapioca......
L'nhas de boi. .
Salmo.......
Esleirs de per per i
Vinagre pipa. .
b s
. caada
alqueire
, urna
.
. B
. rento
. molho
. meio
. @
-. urna
. reato
.
urna
168000
8150
19120
8640
69000
8800
39600
8320
29OOO
59000
9180
188000
9200
9080
9160
30-3000
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vacio entrado no dia i 4.
Aracaly14 dias, hiato brasileiro Parahibano, de
27 toneladas, mestre Estocio Meiidcs da Silva
equipagem 5,carga couros, sola e mais gneros!
o ,- ani c-vr?co,da Costa Moreira. Passageiro,
Balbiuu Pinto BandWa.
A'acto sahido no mesmo dia.
PorahibaHiato brasilero.xa lao Francisco da Costa, carga varios gneros.
A'acto entrado no dia J5.
Para e portos intermedios12 dias e 4 4 horas, va-
por brasileiro imperador, commanda'nte o capuio
lenle Gervaziu Mancebo. Passageiros: para esta
provincia Martiniano da Silva Pereira, Antonio
Joaqoim Gomes, Vicente Ignacio Pereira e 1 cria-
do, Thomas William, Manuel Pereira de Araujo e
. 1 escravo (.entregar ; para o sul. o Dr. Luii An-
tonio Vieira da Silva, Marrolino Perdiga* Ribei-
ro, 1 sargeulo, 16 recrutas para o exercilo, 2 para
a marinha e 25 escravos a entregar.
iSacios salados no mesmo dia.
BaltimoreMale americano Rosamond, capilo N.
L. Ells, carga assucar.
BabiaEscuna brasileira Tamega, capitoo Manoel
das Santos Pereira e Silva, carga varios gneros.
EDITAES. :
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
CI eln,camPr'n>ento da ordem do Exm. Sr. pr-
ndente da provincia, manda fazer publico, que no
oa o de Janeiro prximo vindouro, vai novamenle
Lf' 'peraDte a Jun'a da Tazenda da mesma Ihe-
nr "' ParB,Mren'arrematados a quem pormenos
%^ri? l!!rWihoi da- co'"wvacao da estrada da
Victoria, avahados em 5:5178600
eonliVuTto1!m*r,i re'a *Pr ^mp de am "nno-
com'paS=K"SrS!LT3
m'eanto,haabe1itod^d- ^ "> dia- -S^
pnblicTpeto^ar," maD,,0U a Secretaria da lliesouraria provincial d* Pomam
buco 17 de dezembro de 1853? o Ji%torto T
Ferreira Annunciacao. secreiario, a.
tJ. 0!v?^'hosda-CODSeFvataoPermanenled. es-
iom !ILC 7a Sera e"c0' ^ conrormidade
Libo T,Cn ? a.PPr0Viid,> P" directora em con-
seluo, eapresentodo a approvacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo tempo de um annu e na
iroporlwcj de 5;7860O, ^ "" e na
------------- -- %, tt vio 111.111.
.onrorme. O secrelario, Antonio Ferreira
a Annunciacao. ?*
Olllm.Sr. inspector da (hesonraria provincial,
era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publicoque.no dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, perante a junla da fa-
zenda da mesma lliesouraria, -vai novamenle a pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ava-
llada em 8259000 rs, '
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de
loo!, c sol as clausulas especiaes abaixo copiada..
As pessoas que se propozerem a esla arrcniafarJo
comparecam na saladas sessoes da mesma junla,'no
da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou aflhar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pen.ambocoISdedezembro de 1853
O secretario, Antonio Ferreira a?Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. Us trabalhos da cadeia da villa do Cabo far-
se-hao de conformidade com o orcamento approva-
do peia_directora em conselho, c apresenlado asp-
provacao do Exm Sr. presidente da provincia na
importancia de 8259000 rs.
2. O arremalaiitodar principio as obras no prazo
de lo das, e devern conclui-las no de (res mezes
ambos contodos de conformidade com o artigo 31
3. O arrematante seguir na execucao tudo o que
lhe tor prescriplo peloengenlieiro respectivo, nao
so para boa ejecucSo do trabalbo, como em ordem
de nao imilil.sar ao mesmo tempo para o servico
1 n BS P8rlCS d0 e,,'ficO.
*..0 pagamento da.importancia da arremalacao
\erilicar-se-lia em duas prestocoes iguaes : a pri-
mera depois de fcilos dus torcos da obra, e a se-
gunda depo.s de lavrado o tormo de reebmenut
o. Piao llavera prazo de responsabilidade.
nrLfl* '.Ud ? que nao *" *c,ln determinado as
^tifffoTg uramen,' se8Uir-se-
^nSa^, ,eCre'arO' AHt0ni Fer"ira
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
ni' ?m mPr!m" da ordem do Exm. Sr. pre-
duu anP,rV"a-"ie,^,,c' correnle- ma"d raw
publico, que no da 26de Janeiro prximo vindouro,
va, novamenle a praca para ser arrematada a quem
nrmenos fizer a obra do melhoramento do n
de tioianna, avahada em .50:6009000.
v-a a.rr.en"lla.r5o ser feila na forma dos arls. 2i e
fJi3 ,pr0VI,nc,al 'm de 17 de maio de 1851,
e sobas clausulas especiaes ahaxo copiada
comr^m <>uese1ProP omparecam na sala das sessoes da mesma jimia
meio dia, competen-
cia!, em cumprimenlo daord
denle da provincia, manda fazer publico, que no
l.** dc-|ane4,ro Proximn *',louro, perante a iun-
mn.ar a da ^ mCSmi ,h.esoura"a. ha doVnl
da LaT* >0r.men,S fff >bra dus *'
2:7508000. Ser,nllaem' vallada em
.7T^arimaUsi0 sera fci,a na forma dos arls. 24'e
. provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
cmn pesso>s I"6 M propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junto
temt,eaKi.addea's?ra,'<,'Pe'0,ne0 da' Cmpe,enl
pUb.icrraPec.xrjm,ndoa am'prn,ee
hnrfrf4ai'a!ll,""'?ouraria Provincial de Pernam-
7.?.v J e de"mbro de ,853- <> secretario, An-
tonio ferreira d Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
rJ.ll 1 co!,cerl? da deia da villa de SerinhSem
lar-se-nao de conformidade com o orcamento, ap-
provado pela directora em conselhe'c apresenla-
do a approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
:ia, ua importancia de 2:7509000.
* a. O arrematante dar principio asobias no pra-
zo de un mez, e dever conclu-las no de seis me-
lc; j1mbos contados na forma do artigo 31 da lei
** O-arrematante seguir nos trabalhos tudo o
que lhe for determinado pelo respectivo engenhero,
nao so para boa execucao das obras,' como em or-
dem de nao innlilisar ao mesmo tempo, para o servi-
SO Publico, todas is parles do edificio. ,
*i O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar em tres prestocoes iguaes: a primera e-
pois de tolla a metade da obra ; a secunda depois da
enircga^provisoria;e a terceira na entrega definitiva.
>" O prazo da responsabilidade ser de seis
mezes. ,
6." Para tudo o mais.que nao se acha determina-
no as prsenles clsusulas, nem no orcamenlo, se-
aair-se-lia o qi-.e dispe a lei provincial n. 286___
Lonrorme. O secrelario Antonio Ferreira o"An-
nunciacao. .
lera lugar em tres prestocoes iguaes; a 1.a, depois
de feila a metade da obra ; a 2., depois da entrega
provisoria ; c a 3.8, na entrega definitiva.
5. O prazo de responsabilidade scr.i de seis me-
zes,
6. Para luda o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no ornamento, seguir-sc-ha
o que dispOe a respailo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferrira da Annunciacao.
Pela administrarlo' da mesa do consulado 'se
faz publico, que no dia 19 do correnle, a 1 hora da
tarde, se bao de arrematar em hasla publica, a .porta
da mesma, 3 saccas de algodiio com 11 arrobas e 27
libras, no valor de 698112 rs., apprehendidas por'o
feilor conferenle Jos Aflonso Ferreira, por falsifica-
cao 110 genero.
Mesa do coosuiado de Pernambuco 14 de Janeiro
1854. O administrador,
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
__
THEAIRO DES. ISABEL.
OlARTA RECITA PASTORIL,
EM
BENEFICIO DA COMPANHIA JUVENIL
T1IALIENSE EUTERPINA.
Terca-feira 17 de Janeiro de 186*.
Logo depois de execulada urna eicellenteouvc.rlu-
ra, subir a scena o melo-drama simi-suero, dividido
em 5 quadros,
A REVELADO' DO MALICIO
DO
DEXARACOES.
mandn aflixar o presente e
- sessoes
no da cima declarado, pelo
(emente habilitadas.
E para constar se
publicar pelo Diario.
h!f?7aJV,a 1lJeso"rarii provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira d' Annunciacao.
Clausula especiaes para a arremalacao.
1. As obras do melhoramento do rio de Goianna
ar-se-bao de conformidade com o orcamento, plan-
tas e perfis, approvados pela directora em couselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 50:6009000.
, O arremtame dar principio as obras no pra-
zo de Ires raezes o as concluir 110 de Ires annos
ambos contados pela forma do arligo 31 da le u
286.
3. Durante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tanto sera obrigado a proporcionar transito as cano-
as e barcacas ou pelo eanal novo ou pelo Irilho ac-
tual do rio.
4. O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do trabalbo que lhe for determinada pelo
engenhero. r
5. O arrematante ser obrigado a apresenlar no
um do pnmeiro anuo, ao menos, a quarta parle das
oras prompta o oulr tonlo no lim do segundo au-
no, e faltaudo a qualquer dessas coudires pacar
urna mulla de 1:00081)00.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm.' Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pres-
deme da proviucia de 27 do correnle, manda fazer
publico, que nos dias 17,18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranle a junla da fazenda da mesma llie-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Tanquinbo na cidade de
tjoianna, avaliada em 4:0029320 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiados.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta,os
das cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandoo aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezembro do 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremalacao.
'' As obras dos reparos a fazer-se no lugar do
I anquinho na cidade de Goianna, serao executa-
das de conformidade com o orcamento iesla d&la
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenle
da provincia de 3 do correnle, manda fazer publico,
que no dia 26 de Janeiro prximo \ indouro, vai no-
vamenle a praca para ser arrematada ,a quem por
menos, fizer, a obra do acude de Paje de Plores,
avaliada em 3U909000 rs.
A arremalacao ser feto na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial 11. 287 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma Ihesou-
raria no dia rima declarado, pelo meio dia, compe-
lontemento habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1853. O secretarlo,
Antonio Ferreira a"Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
il.'Ai obras dcsle acude serSo toilas de confor-
midade com as plantos e orcamento apresenlados a
approvacao do Exm. Sr. presidenle da provincia na
importancia de 3:1908000 rs.
2." Estos obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de de'z mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em tres preslaces da manera segule: a pr-
meira dos dousqunlos do valor total, quando lver
concluido a melado d3 obra ; a segunda igual a pri-
mera, depois de lavrado o termo de recebimenlo
provisorio ; a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4." O arremtenle ser obrigado a communicar a
reparlicao daobras publicas com anlecedencia de
30 dias o dia fUo, em que tem de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nhero cncarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulad se&uir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira cC Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
era cumprimenlo da resolucao da unta da fazenda,
manda fazer publico, que no da 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, peranle a mesma jimia, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por me-
nos fizer, a obra do acude da povoarSo de Bezer-
ros, avaliada em 3:8549500 rs.
A arremalacao ser frita na forma dos arls. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qnc se propozerem a esta- arremata-
cao, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta no da cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habclitadas.
E para couslar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de1 dezembro de 1853. O secretorio.
Antonio Ferreira d'Annunciacao,.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
i. As obras deste acude, serao feilas de confor-
midade com a planto e orcamento, Spprovados pe-
la directora em conselho, e appresenlados a appro-
V'j?L-l2 E*m- Sr- Presidenle, importando em
0.0149-XI rs.
2. O arrematonte dar comeco as obras no' pra-
0 de 30 das e terminar no de seis mezes, conta-
COKREIO GERAL.
As malas que lem de condazr o vapor Imperador
para os portos do sul, prncipiam-se a fechar hoje
vlb) ao meio da, e depois dessa hora al o momelo
oe lacrar, recebe-se correspondencias com o porte
duplo. *
A thesooraria provincial, em cumprimento do
ordem do Exm. Sr. presidenle da provincia de 10 do
crreme, lem de compraros objeclos abaixo declara-
dos para o cotpo de polica.
Secretariado corpo.
1 sinete d armase seus perlences.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, ter-
sura 1 ditos e 14 polegadas de fundo.
2 mesas com gavetas para escripia, cumprimento 8
palmos, largura 5 ditos.
2 escrivaniuhas de metal.
12cadiras de pnlhinha.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, coraprimcnlo 12 pal-
mos, largura 5 ditos.
Ocadeiras de palhinlia.
6 mochos.
2 escrivaniuhas de metal.
Estado-maior.
1 mesa grande, comprmento 12 palmos, largura
1 dito pequea com gavcla conipriineiilo 6 pal-
mos, largura 4 dilos.
2 marquezas de palhiuha.
12 cadeirasdcdila.
1 escrivaninha de metal.
2 lanteruss de bronze.
1 lallia para agua.
1 pucaro de cobre.
. Guarda do quartcl.
1 barra de madeira. .
^ 1 mesa pequea, comprmento 6 palmos, largura
1 larimba.
1 candieiro decobre.
1 lina para agua.
1 pucaro de cobre.
ReparlU-o do quartel-meslre.
1 mesa com gavcla, comprmento 6 palmos, lar-
gura 4 ditos. v-"-
2cadeirasdepalhinha.
i marqneza dita.
2caiioes grandes para fardamenlo. cumprimenlo
palmos, largura 4 ditos, altura 4 ditos.
1 escrivaninha de metal.
4 sari I bus de 50 armas cada um.
Para cada companhia.
1 ca.xao grande para fardamenlo, comprimeoto 8
palmos, largura 4 ditos, altura 4 dilos.
nm1-eSiHSpequ,e!;a.s com avc,M 'emprmenlo 6
palmos, largura 4 dilos.
2 lamboretes.
2 (jnas para agua.
2 ps de ferro.
2 carrinhos de mao.
2 pucaros de cobre.
2 barras de madeira.
2sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para condcelo d'agoa.
As pessoas a quem convier vender toes objeclos, a-
presentem suas proposlas em cartas fechadas na se-
cretaria da mesma Ihesouraria, al 26 do correnle,
anvertindo que os objeclos de madeira, serao- todos
oeamarello.
Secretoria da'thesooraria provincial de Pernambu-
co 14 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Conselho administrativo. I
O conselho administrativo faz publico, cm cum-
primento do art. 22 do regulamenlo de 14 de dezem-
uro oe nsatt, que foram aceitas as propostos de Joa-
qun) Jos Das Pereira e Antonio Pereira de Olivei-
ra Kamos, para fornecerem : ,0 primeiro 55 esleirs
depalhadecarnaiiba,a20O-rs.; o segundo 59 gr-
valas de sola de lustre, a 360 rs.; 50 bonetes para
-cr,AaS' 1930-i 9 dilos para a cavallaria. a
'*.,? .9W Parcs de clcheles grandes, por 189
rs. 3 bandas de toa, a 38000 rs. ;4 peCasde fita pa-
ra simas, a 09500 rs. ; e avisa aos referidos vendedo-
res, que devem rccollier ao arsenal de guerra ossu-
pradilns objeclos,' no din 17, do Correnle mez.
Secretaria do conselhoadmiiiislralivo para fnrne-
cimenlo do arsenal de guerra 14 de Janeiro de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretorio.
Real companhia de paquetes inglezes
-a' vapor.
No dia 21 desle mez
espera-se do sul o va-
por Thames, coinmau-
dante Strutl, o qual
depois da demora do
eos umeKseguira para a Europa: para passageiros
trata-so com Adamson Howie & Companhia, agentes
da mesma ; na sua do Trapiche Novo 11. 42.
Companhia de Liverpool.
S'K No da 16, espera-se do sulo vupor $uf-
"""* lana, commandanle James Brown : depois
da demora do cosame seguir para a Europa. A-
gencinemcasade Deane Voule & Companhia, ra
da Cadeia Velha n. 52.
O Sr. dreclor do lyceu desla cidade manda
lazer publico, que as matriculas do mesmo Ivceu
acham-se aberlas do dia 15 ale o fim do correnle,
e 110 da 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
os [rabal ios. Directora do Ijceu 10 de Janeiro de
ro->4. O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
Paquetes francezes a vapor, entre Marse-
llia e*ttip de Janeiro.
O paquete a hlice
L Avenir destinado
a sabir de Marselha
ara a Rabia e Rio de
aneiro,espera-se nes-
le porto.
Passagem para o Rio de Janeiro, cmara de re
:2(X) Trancos, cmara de pr6a' 150 francos.
Passagem para a Baha, cmara de rlOO francos,
cmara de prda 75 francos.
A comida e os viuhos estao compreliendidos ues-
tes pref os.
Quem pretender drija-se ao 'escriptorio de N. O.
Bieber & C. roa da Cruz n. 4.
Em seguida llavera mais um acto lodo preenchi-
do d'drielas caotodas pela mesma companhia.
para fimo divertimenlo coma excellenle dansa
chiueza, coraposijao do Sr. De-Vecchv, intitulada,
AS DOZE CHINAS
m SEIS BRIN01EDOS.
He est o divertimenlo quo a companhia juvenil
oflerecc ao Mostrado publico desta*idade, de quem
espera a sua phlanlropica proteccTo, em um acloque
tornara a mesma companhia elernamente grata.
avisos martimos!
(BRETE PORTLblEZ DE LEITliRA.
MOVIMENTO LITTERAHIO.
do amzto da 1853.
Jvros sahidos.
Janeiro a marco.......1233
Abril a junbo.........jhQ7
Julho a selembro. ...'..-". 2J6S
Oulnbro a dezembro.....2434
------ 8239
.rTos entrados.
Janeiro a marro.......1230
Abril a junbo.".......1822
Julho a setembru......2582
Oalubro a dezembro.....2312
Total. 16191 volumes.
Frequenci.
Janeiro a marco......1018
Abrlajunho.......2072
Julho a selembro......1610
Oulubro a dezembro. 2142
7955
Para o Rio de Janeiro vai sahir com
lynaior brevidade possivel o lindo e vel-
leiro patacho nacional Bom Jess do
qual he capitaoManoel Joaquim Lobato:
quero no mesmo quizer corregarou ir de
passagem c embarcar escravos a frte,
dirija-se ao capitao, na praca do coinmer-
co, 011 a Novaesik Companhia : na ra do
Trapiche n. .">4, primeiro andar.
Para Lisboa a barca porlugueza Gratdao pre-
tende sabir com brevidade: quero nella quzer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem aceiados
commodos, cnlenda-se com os consignatarios I'.tde
Aquino I/onseca 4 Pilho, na ra do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o capilo r.a praea.
Cera', Maranho e Para'.
Segu empoucos das o brigue escuna Laum. por
ter a maior parto dacarga prompla : o restante e
passageiros, para os quacs offerece oplimo commodo,
irata-se com o consignatario Jos Bapiisla da Fon-
seca Jnnior, na ruado Vigario n.4, primeiro andar,
"a prsenle semana a escuna
Total 94-12 pessoas.
A bibliothera contm boje 2275 volumes.
Recite 31 de dezembro de 1853.
M. J. da Rooha.
Segundo secrelario.
Gratiica-se generosamente
a quem der noticia ou apprehender m cabra ja
idoso, baixo, piulando os cabellos, olhos peque-
nos e fundos, nariz chalo, bocea grande, rosto chu-
pado, pes regulares, mas de dedos arrebitados, dia-
m-se Ambrosio, sabe matar boi, e lem fgida outras
vezes e exerddo o nOico de cortador em Gaianna,
ledras de Fogo enutras povoaroes ; fugiodoi
nho Terra Nova, para ah dveni ser comhiziiio
por quem quizer receber a sraiilicaco que se offere-
ce, ou .i eua Nova n. 42, defronte da Cneajc*).
JOS DEVECCIIY E tl'IZ CA1
participam aos seus discpulos, e a* pessoas
que qnizerem tomar lijoes de dansa. que a
sua sala se acha abcrla desde o dia 16 do cor-
renle em diante, todas as segundas, qorlas,
e sextas-reirs, desde s7 horas da noile al
as 9: na roa da Cadeia de Santo-Antonio 11.
16, primeiro aodar.
Para a Baha sabe
nacional ramega, so recebe carga miuila, e para
qua Irata-se com os consignatarios Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche 11. 34, primeiru andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu na da 21 do correnle a escuna Sociedad
Feliz, capitao Joaquim Antonio G.dosSanlos; anda
p...erecebercargaa freto: a Iralar com Caetano
Cj naco da C. M., ao lado do Corpo Santo, toja de mas-
sames n.2.>,(Oll com o capitn.
,r;Para ?. ciaad?,00 ^rlo segu viagem em pon-
eos das, o berganlilm porlugnez S. Manoel l, ca-
ml 5e 1'rancisco Carneiro ; lem exeellenles
commodos para passageiros : quem nelle nuzer ir
de passagem, dirija-se ao capilgo ou a sea consigna-
torio.
LEILAO
Tasso Irmao, fazem leilab de 143 barricas
rom rarinha primera qualidade avariada, descarre-
gadas do brigue nacional Sorle, chegado ullimamen-
le de Frieste : lerca-feira 17 do carrenlc as 11-horas
da manliaa, defronlcdaescadiuln da alfandega.
AVISOS DIVEHSOST"
8O09
4008
200S
1003
508
10
.---.....--..mezes, conta-
dos segundo o art. 31 da lei n. 286.
V O pagamento da importancia da arremalacao.
sera dividido em Iresparles, sendo uma do valor de
dousqunlos, quando houvcrfelo metade da obra,
oulra igual a primera quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira. de um quinto, depois de um
anno, na occasi,1a da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha oque deter-
mina a le o. 286.Conforme.- O secretario,
.-. ^n'?'l!0 Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provincia
cm imprmenlo dn ordem do Ezm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novamenle .1 praca
para ser arrematada, a quem por menos lizer, .1 obra
dos concerlos da cadeia da villa de (aranhuns, ava-
hada em 2:2498240 rs. A arremalacao sem feila na
torma dos artigos 24 e 27 da lei provincial 11. 286
de 15 de maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
Aspessoas que se propozerem a esla arremtenlo,
comparecam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria d lliesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretorio,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
rar-se-hao de conformidade com o m ramelo appro-
vado pela direclora em conselho, e apresenlado a
de 219=yH0 E,m' Sf' presiue"'e' "a D,Portoncla
2. O arrematante dar principio asobras no pra-
zo de dous mezes, e dever conclu-las un de seis
"e-2Rfi am co"tedos na forma do arligo 31 da lei
3' srrcmalanto sezuira nos seus Irabalhos tudo
o que.Ihe for determinado pelo respectivo engenhe-
ro, nao so para boa xeciic..1o das obras, como em
ordem de nao inuli lisar ao mesmo tempo para o ser-
vico publico lodos as parles do edDco.
1. 0 pagamento da luporlanria da arremaU<3o,
Para conhecimente de quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da eslaco do Cupe,
foiremellida a esta repartirlo rana jansada de pes-
cara que all fra lomada a uns ndividnos suspei-
tos ; prevenindo-se que de hojea 30 diasj nao appa-
recendo dono, sera vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marinha, para salsfazer-se as despezas
quesehonverem feto. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoao Roberto Augusto da
Silva. "
O arsenal de marinha admitle os operarios se-
guimos : Para a oltlcina de carpinleiros, dous apren-
diz de sexta classe, doris ditos de stima dita ; para
a de carpinas, dous mancebos de lerceira classe. 3 di-
tos de quarto dito, dous aprendizes de quinto dita, e
um dito de decima dita ; para a de calafates, um
mancebo de terceira classe e um aprendiz de decima
dita ; para a de polieros, qaatro aprendizes de nona
c asse : para a de pedreiros, um aprendiz de selima
classe, e vinte e dous serventes livres. Secretarla da
inspeccito do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceico Padilha.
O Illm. Sr. capilo do porte, para tornar effec-
livas as disposic&es do regulamenlo das capitanas dos
porlos, mandado por cm execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1816, manda, para conlieci-
menlo dos interessados, publicar os arligos seguiules
do mesmo regulamenlo.
Arl. II.Ningnem poder dentro do lilloral dopor-
lo, ou seja na parte reservada para logradeuro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha atorado,
construir emban-ariio de robera. 011 fazer cavas para
as fabricar cncalhadas, sem que,-depois da lireucn da
respectiva cmara municipal, ohlcnhu a do capilo
do porto, o qual a nao dar sem tor examinado se po-
der ou nao resultar dalii algum damno ao porto.
Art. 13. Ninguem poder fazer aterras ou obras
no lilloral do porto, ou ros iiavegaveis-.sem que tenha
oblido licenra da cmara municipal, c pela capitana
do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bom eslado do porto,
011 rios, anda mesmo os eslabelecimenlos nacionaes
da marinha de guerra o os logradooros pblicos, sob
pena de demolico das obras, e molla alem da indem-
uisacflo do damno que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar ncllas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pesas de artilharia. amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracen! o transito
e servido publica, anda que tenha licenca da c-
mara municipal. Equando pareo deposito e demo-
ra de toes objeclos der licenca o capilo do porlo sem
prejuizoda sobredila servido, s se poder fazer da
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alem da multo a que forem sujelos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, serao
obrigados a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porlo.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretorio,
Manoel Ambrosio da Conceico Pa-lilha.
O conselho de qnallficaco da fregueziadeS.
Jos faz a sua quarto sessao 110 dia 16 do correnle
mez as horas eslabelecidas ; e dahi em diante conti-
nuara os seus irabalhos.
Prceisa-se alugar uma prela escrava que corintio
c eugomme,sendo que nao lenha vicios, nao se duvi-
da dar dous ou Ires mezes adianlados, caso agrade -
aquem convier este negocio drija-se a praca da In-
dependencia toja n. 6 e,quc alii se dir quem o faz.
Resumo dos premios da primera parte da serla lo-
tera aa tgreja de N. S. doXirrament desta
"^e-e^lralnda em 14 de Janeiro de 1854.
^"mS' .....6:000
1299........... .r-nmS
2969-3919 ....
2522 ...
28341.505; .' .* .' ; ; ;
2680.3036140212201446
Oji2674215219541307 )
20032048 .......)
34711425290913571684;
,E!I-\S25- 6r>- 38133961
1^2J61-2807-1785-1286 >
3948-3570-4151 ivi ja-j.
1327182026402,5472713
7833614212910142662 (
2811266-2780-3198-110l)
Algumas patarras ao .amigo brasileiro.
Comoportiiguez nb devo dexar passar desaperce-
bido a correspondencia do amigo do Sr, cnsul, que
alucinado poressa sympalha e amizade que lhe con-
sagra, bem injusto foi para com os Porluguozes, que
cnvergonbados.e condnidos pelos padecimenlos de
seus compalriolas imploravam socCorro ao cousul de
sua nacao, o que s quando viram que ncnbnm caso
se razia de seus rogos he que, se euchendo de in-
dignado, censuraram laoescandaloso procedimenlo-
mas isso em termos tees que nao mereciam a censura
que aalucinacao do amigo do Sr. cnsul Ihestaz.nem
lao pouco llie podem caber os mmies de luzilanos de-
generados, nem compararlo podem ter com pugillo
e o mais que S. S. assentoudizerahomens.quecbeios
dephilanlropiaengiam que o represntenle de seu
paiz, cumprmdocom o seu dever, pozesse em execu-
cao as leis da nacao a que pertence, nem dignos sito
donme de ingratos,, por pugnarem contra o mais
escandaloso aclo: peine S. S. melhdr, ponha do par-
le essa afleicao.econhecer so o Sr. Joaquim Baptista
Moreira como cnsul da nae,oporlU2i)eza,lie indigno
iteres tao grandes elogios, deqne talvez ninguem se-
naoS. S.,o achedigno; quemnoscontestar senao S.
S. que foram qualrocentos e tantos os passageiros do
pelacho portugaez Arrogante, e nao 73 como S. S.
assevera, dizejido que as informaces colindas ares-
peito do tocto, lhe veram de fontes mulo puras, no
enlretonloque o Diario d com 276, nao fallando na
cqu.pagem que s3o 44 : logo se .a capilania do porlo
assenlou ser ncccssarodcsbaslar a quarta parle do nu-
mero 273, quantos nao seria necesario tirar sendo
o numero de qualrocenlos e lanos? s nesle bocad-
nho, vejas. !. que conlrariedade nao seriam bem
autnticos os escarnalos pralicados pelo malvado ca-
pitao Simios e consentidos pelo cnsul, se elle qui-
zesse bem cumprir com osen dever, nao Unha tontos
motivos para sso.alm da portara de 19 de agosto de
1812, que previne com todo o rigor toes escndalos,
e quando quizesso obrar arbilrariamonte, que como
agente consular o poda fazer, naoleria ao depois ex-
traordinarias provas para sua deteza, acaso ji nao li-
nha obrado arbitrariamente e contra todas as leis
com alguns seuscompalrolas.que mandou torca pa-
ra Mossamedes.enlo para que tantoescrupuloquan-
to mais o procedimenlo muito atroz como foi prova-
do por alguns passageiros de, patacho Arrogante, do
brbaro capilo Sanios, estara smente as penas
que marca a portera de 19 de agosto do 1842 ? nao
incurren elle na pona de reo de polica e por isso
sugeito a todo o rigor dalei?lique S. S. certo quede-
ve dexar de se cegar tanto para que rorihormcnle
conheca quam justo foi o clamor dos l'orluguezes, e
so S. S. assenta que fados toes como os que ha das
presenciamos so dignos de todos os elogios para a-
quclle que os consenlio. Nsos Porluguezcs aman:
les da civilisaro os reprovamos, e quando oulras
queixasuSo tivessemos desle que nos reprsenla, essa
era suffieienle para que lodo o Porluguez hradasse
que nao liuha quem os representasse, e qne por
isso devem recorrer ao seu augusto monarcha, afim
de que conhecendo a razo que nos assisle, acolha as
nossas supplicas, e nos d uma prova de quanto ama
sincero os seus subditos. Agora se pela nacao nao
estar no auge de prosperidade, alguns de seus repre-
sentantes assentam que devem se deleixar, esque-
cendo-se do juramento que prcslaram, e que nao sao
s as grandes esquadras e exercilos que lornam a na-
C3o respeilada, nao temos nos disso lanas provas, os
nossos compalriolas d'A frica -nos moslrar.ini que
era o valor e nao o numero que os fazia respela-
lados ; o grande Pombal c outros mnilos hroes nos
no lem dado lanas provas? acha S. S. acedado que
se tenbam abalado as naroes para por fimescravatu-
r.i negra, e que se estebeleca 110 Brasil quas os mes-
mos mercados de Constoulinopla, isso nao ho proprio
de S. S. c s a cegueira em qne est da grande ami-
zade que consagra ao cnsul, he que lhe poderla as-
sim oscurecer razan: socemie S. S. as snas idea
consulte reahncute sua conciencia,c veja se o eonsnl
de Portugal iirhovalliaiiilo-so cum estes escandalosos
rontecimenliis.tonibem nao eociiovalliou a nacao que
representare a lodosos Pnrliiguezes; mas reste-nos a
gloria que mostramos quo de lodo o coracao repro-
vamos tees escndalos; por fin o Sr. cnsul assenlou
que nao era pouco o nenhum caso tor feto das nos-
sas supplicas Iralou de nos ridcnlarisar, revislindo-
se de cumplidor deordens.promelte-nos mandar en-
Na noite do dia 13 do crrante, fogio do lugar
de Sania Anna, uma preto, crioula, de nomo Mana,
com idadesie 16 annos, altura regular, carpo secco,
bem prela, e cabello corlado, estando a testo e o tou-
lisso rapado a navalha, denles alvos, c bem
cnla : ievou vestido um vestido velho deriscade
e panno da Costa, e se suppsc 1
fe, ou Cas Forte : roga-
sua apprehenso, eas pessoas parlieoJarr-
nerosamente recompensadas, levan
andar do sobrado n. 22, da rua
Gratificarlo de Q#pt)<
Em das do mez de'selembr
gio do engenho Aarlicnm, proprieda
bao Ramos da Silva Vasconct cravo, cri-
oulo, fulae bem avermelhado, de nome Claudio,
bem retorcado, representa ter 20 anuos, lemair.
nal decieatriz bem saliente no 1
que den querendo degolar-se na
foi do Sr. Jos de Seabra do en
ro, e foi visto depois da fuga em S.
posa, eem Bezerros, na fazenda do g
tonto Jorge, dizendo dirigir-se p;
Jos Pedro, das Cages : quem
engenho Araticwn, a entregara
Nova n. 42. defronte da CooCeiel
receber 508000 rs. razoavel das despezas.
Pede-ss ao Sr. Jos Marques Jaa
pouco lempo de Maranho. tenha a baajaa 4
parecer na roa Direila n. 89, que se prer
visto nao se saber a sua......pin '',
Aliign-se nm sobrado de um andar
sa da roa dosQuarlcis n. 33, a tratar o'a
zes n. 20. .,
i-eap
cozmhar, e fazer o mais servico de casa, mas -nu
jade meiaidadee boa conducto : na roa ok
n. 52.
Quem liver carrocas de um boi em h
on novas para vender, annuncie, ou partlpe]
loja da rua do Caespo, daesquiua que t^^^
Francisco : quem tiver bpis para as mesmasl
tambem secompram.
Precisa-se alugar um preto de boa condu
para todo o servico de uma casa de pouea familia, pa-
gando por da, semana, on mez, conforme convier :
na rua Nova, taberna 11. 65.
GRANDE MASCARADA A CA-
VADLO.
Alerte rapazada!..... O carnaval est nos batendo
a porta e he preciso recebe-te com os divsctiroeulos
dn cosliune, Remullidos em lal lempo. O grande '
ropo do anno passado vus convida a Iralar dos ar-
ranji com tempo ; elle recebe m sen seto todos os
marcarasque se lliequizcremreunir para o passeto
las ras desta cidade e onde mas 'se quzer Ir. dos
tres das de divertimentos, cujo programraa se ha de
annunciar. Adver(e-se que s he permittldo aos
inascaras o uso de armas fingidas, de^po, papello,
ele. llavera nos mesmos mascaras un grupo de ea-
valteiros para correr as cavalhadas burlescas, com
msica e foguetos, e para estes lica aberja ama assig-
natnra de 58000 rs, pago ao receber o respectivo
cartao, sem_oi qual nao entrar mascara algum na li-
ce, permillindo-sea cada assigoante trazar um pa-
gem, arlequim, bobo,etc; assigna-se na rua do Quei-
mado n. lo. Os senliores mascaras a p que quize-
rem dansar na rua, terao masica, mas serlo sujelos
a um director.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
comprar na roa o cozinhar : na rua Nova, loja nu,
mero., '
Na rua do Rangel n.48 precisa-se comprar uma
boa negra que saiba-vender na rua ; e tambem se .
alnga nma ou duas, pagandu-se bem.
. T p.recis?"se de nm feilor Para sitio: na rus lar-
a do Hosano n.22, segando andar..
n ^ ^S,i' pa? $?*" se8n<< andiV do sobrado
n. i da rua do Vigario : quem pretender, dirija-so
ao armazem do mesmo.
Precisa-sede um menino de 12 a 14 annos. pa-
n. r.'!lTOadel}at><"'> e">bora nao tenh, pralica :
na rna de S. oncato n. 25.
nJT A\D?a",e ou *ende-se ama escrava parfeite cn-
gommadeira, e propria para todo cervino de.oma ca-
sa : quem a pretender, dirija-se a rua do Seve pri- ,
meira casa terrea cora solio. ,
Precisa-sede irma ama para o servico interno
e externo de uma casa de ponca familia, queno le-
nha vicio, o se d a conhecer; na roa Augusta 11. 17.
lendo appareeido no Diario n. 7 de 10 do cor-
rele, na^articipacao official do Sr. desembarga
cuele de polica, ler sido- preso Antonio Pereira da .
r-arws pelo subdelegado de Muribeca, por tentativa
de morte, declaro "So publico, que semelhanfe parti-
cipado nada tem com o abaixo assignado de igual
nome. commercianle bem conhecido nesla praca, II-
," fi?r?do Sr- Ld" Perei" de ^ras, e morador
oa Boa-Vista, roa do Sebo n. 27.
Antonio Pereira deFariat.
Igoaco Firmo Xavier, Mr.' em medicina, ,
mudon sua residencia para a rua larga do Ro- i
@ sano oulr'ora dos quarlois, sobrado n. 22, pri- i
ineiro andar, e ahi conliniaaexercer sua pro-J
fissao, para o que pode ser procurado a qual-A
quer hora do dia e da noite, .''tanto para'den- S
*> tro como para fra da cidade.
Irar o patacho, e foi secundnos consta dar-lho pres-
ea sabida !! agora, diga-nos o amigo do Sr. cnsul,
he esse o papel que o represntenle de uma nacao
lleve representar!! lire S. S. a venda que o prive
de conhecer a razao.e tenho toda a certeza que a pe
sar de ser brasileiro e amigo do Sr. eonsnl. ha de par-
lilhar dos meas senlimenlos, afim de conlrecer quao
escandaloso foi o fado que em nossos dias presen-
ciamos. S. S. he brasileiro e a maior parto de seus
compatriotas bem lem mostrado qoio sao dignos de
eslima pela reprovar*n eOm qae olham para tees es-
cndalos, o meu fim foi smenle mostrar que os moas
compatriotas nao erain diguos dos epithetos que S.
S.lhes dirigi, devendo altribur smente a peque-
nhezdos meus conlierimentos se cm algumas das rot-
abas cxpresses o oliendo.
Recite 13 de Janeiro de 185*.
Ol'ortugue: vigilante.
Sociedade Recreio da Tamarineira
A direccao avisa aos senhores socio,
que boje 1 ti do corrente, llavera' uma
reuniaogeral, na rita do Torres, casa n.
*J s seis horas da tarde em ponto.
Quem precisar de uma porco de barricas va-
sias, entre ellas de farinha, bacalhao e manteiaa
querendo comprar, dirija-se 0 roa da Craz *. &!
refinacao de assucar ; e mais uma, porcia de garra-
fas vasias.
Aluga-se nma escrava, que entend perfeita-
mentc de engommar e tozer o servfco interno de
uma essa; como tambem um moleqoe de 12 a 15
annos, proprio para o servico de casa; prosnette-se
bom tralamemo e nao se poe dovida ao nagameulo -
quem liver drija-se ao cousalado americano.
O padre Joao Jos da Coste Ribeiro abre a sua
aula de graromalica telina a 16 do correnle. na rua
do Queimadoji. 37. -
. Precsa-se de uma ama de leite, fdrrn on cap-
tivk, nao tendo tilhos: no aterro da Boa Vista n. 40. -
O abaixo assignado. fal publico qua a mairicn-
la d auto de- latim da freguezia de S. Jos do Recito,
acha-se alierta do dia'15 do corrente emdianlc.c !
que no da 3 de fevereiro vindouro principiarao os
trabalhos.O professor,anoei Francisco Coelho.
Othesoureiro encarreeado da procissao (tosan-
los Res, que foiannunciada para odia 15 docorrente
avisa no respeitovel publico c as irmandade convi-
dadas par .1 mesma procissao, que em consequencia
de ser o dia 15 a fesla de S. Amaro c nesse dia nes-
sa cidade poneos hahilanles oxistirem ; por isso tem
determinado mudar a dila procissao pnra dominso 28
do corrente. O ihesonreiro, Severiiw da CoUa
Lisboa.
Traspassa-se pela quantia de IJOJOOO rs.. o en-
gajamenlo d'uma preta, a qual tem uma cria de 3
mzase lera muito bom leile : a pessoa que pretender
dirija-se p/jjca da Boa-Vista 11. 10.
SALSA PARRUA.
_____ DE
As numerosas experiencia? feilas com u uso da
salsa parnUiaem todas as enferndado, originadas' '
lela impureza do sangue, e o bom' xito ubido na
corle pido IU111. Sr. Dr. Sigaud, preaideuto da aca-
demia imperial de medicina, peto illustrado Sr. Or.
Antonio Jos Penlo em sua clnica, e em sua afir-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr Itr
Salurujno do Olwira, medico do exercilo e |mr va-
nos orteos mdicos, pcrmllem hoje de procla
allamelc as virtudes eh'cazes da
SALSA PAHRILIfA
de
BRISTOL.
Note.Cada garrafa conlem doas libras deliqu
do, e a salsa narrillia de Bristol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, ido, pnlassiuin.
O deposito desta salsa mudnu-se para a boici
franceni da rua da Cruz, ero frente ao diafariz.


DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIR 16 DE JANEIRO DE 1856.
Na ra das Cruzes d. 40, liberna do Campos,
vciulem-ae ai melbore- e mais modernas hixas
hamborguexas. e aluga-se, lano por junio, como a
mallio, por pregos razoaveis.
AO Cpfiff
Osabai.vo assignados continuum
a franquear a todas a classes em
geral os sen* sortiinentos de fa/.en-
das por baixos-precos nao' mo-
no de urna peca ou nina Suzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapich, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezet. Os rennos avi-
sa ao respeita vel publico que abri-
ram no da 5 do corrente mez a
sua loja defazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senbore Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos' de Si-
queira Pitanga, para venderem
\ por atacado e a retalho.__________
Preeisa-se fallar cora o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pirnentel; na roa da Cadeia de Sanio An-
louio n. 30, a negocio.
Joao: Jos de Carvalho Moraes
faz acienle a quem inleressar possa, que desta dala
em diante, lem encarreaado da arrecadagif o cobran-
Caite tM casa, ao seu filho Joao Jos de Carvalho
Moran Jnior, o aoSr. Antonio da Costa Ribeiro e
Mello, aos quaes conferio os poderes para isso neces-
sMrio*.
Precisa-se de urna ama : na ra do Hospicio,
casa n. 17.
Traspassa-se o arrendamenloda loja e primeiro
andar do sobrado da roa do Coltegio n. 18: Ira-
la-se na ra do Qoeimado, loja do sobrado amarello
. .
Madama floutier, modista franceza,
roa Nova, n. 58,
em a honra de annunriar ao respeilavel publico,
que acaba de receber de Franja um lindosorlimenlo
de chapeos de seda do ultimo gosln, manteletes pre-
tos e de cores, romeraa de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para veslir-sc por baixo de pa-
ulo, chales pretos, camisinhas para senhora, man-
guitos bordados, mantas pretas de seda a imilago de
bloude, vestuarios de seda para meninas, ditos para
neniaos, espartlhos, leqoes, grosdtnaples prelo
milito fino, setim maco preto, chamalote prelo, en-
Iremeio bordado, calcas bordadas para meninos, cor-
lee da babados de vestidos de diversos desenlios, nm
sorlimenlo de plumas para chapeos e (Ducados, vesti-
dos de Monde para noivas, flores de larangeira, ca-
paila* multo finas, ricos chapeos fle feltro para mon-
tara, chapeos de palha-da Italia inuito fios, lindos
chapeosiiihos de seda para meninas, lencos de mao,
ieucinrAs da teda para pescoco de senhora, bicos de
Mande verdadeiros, e de diflerentes larguras ; na
^ memii casa faiem-se vestidos de baile e casamento.
"* afiles para cabera, chapeos, e em geral as modas
coaa ruar perfeirio de que nunca, e prego muito ba-
rato.
Alaga-se urna ama que tenha muilo bom leile,
seado forra a captiva, e sem filho': quem estiver
MUncias, dirja-se ao paleo do Hospital
do Panizo, sobrado n. 26. "
socios do gabinete portugez de leilura em
, Pernanibuco, eslo obrgidos a conservar em admi-
nistrarjo daquell estabelecimento as pessoas mais
respeilareis qne hajarn. entre Os seussocios; e depois
B teeiataotosdo patacho portugez Irrogante
starSo nesle caso os Srs. Joaqoim Baplisla Moreira e
MtgaeiJos Arres? A conserva-Ios a sociedade se
r e perder o respeilo que merece aquella
' institu cao de moralidade e bem da humanidade.
recisa-se de umeozioheiro ferro ou captivo, e
la preta para engommar.e para o serviro
interno de ama casa; dirija-se rua|do Trapiche n. 8.
Pommiteau, Do aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
~***a-mamanlesde cachimbo, que receben ultimaracn-
te fumo novo da primeira qualidade, e que tambem
lem por vender cachimbos de lodos os goslos.
CONSULTORIO CENTRAL HO- f$
MEOPATHICO. ||
N. 11 Ra das Cruzes N. 11
Consultas todos os das desde as 8 horas
da mantisa at as 2 horas da urde.
Visitas aos domicilios das 2 lloras ero
diente.
Ras molestias agudas e graves as visitas
serlo feitas a qualqner hora do dia ou da
[noile.
As senhoras de parlo, principalmente,
! serlo soccorridas com religiosa promp-
: lidio.
Dr.-Sabino Olegario udgero Pinho.
O abaixo assignado suppe nada dever a pes-
soaalguma, enlrelanto quem sejulgar seu credor,
aprsente suas conlas ale o dia 30 do corrente, assim
como adverte a todas as pessoas que liverem penhores
na rolo do aballo assignado os vir tirar at o mencio-
nado dia 30, do contrario serao vendidos pera o seu
pagamento.Luis Thomi Conzaga Jnior.
O abaixo- assignado mudou sua aula do primei-
ras lellras para o largo. do Tergo n. 26, eahispofle-
rece para o ensino da iustrucgSo primaria aos pas de
familia que quizerom llie confiar a educarlo de seus
filhoa. Recebe tambem pensionistas c raeios pensio-
nistas, mediante urna paga razoavel, promelteudoes-
forgar-so quanlo.em si couber, alim de bem desem-
penhar lao ardua misso.
Simplicio da Cruz Ribeteo.
Aluga-se urna casa com commodos para fami-
lia, na povoagao do Cachang, assim como se .vende
tainbem.se apparecer quem compre; a tratar na ra
Direila n. 106.
Manoel 'Joaquim Ramos e Silva convida os
credores do Sr. Francisco Mamede do Almeida J-
nior para apresentarem seus ttulos, ou conlas do
que o mesmo Mamede lhes he devedor, no prazo de
8 das contados -da data deste annuncio, alim de co-
nhecer-se a quanto monta seu debito, e tratar-se da
mancira de fazer seu pagamento.
Antonio Pcreira Vianna, subdito portugez,
vai a Bahia tralar fJe seus negocios.
Aluga-se urna canoa qne pegue em 1,200 a
1,oOO lijlos, e que esteja em bom eslado, com ca-
noeiro ou sem elle: quem liver pode dirigir-se ra
dos Quarleis n. 18, que achara con. quem tralar.
Na roa das Larangciras n. 22, loja, toma-se
conla de roupa pera lavar e engommar, por prego
coramodo.
Precisa-s de nm bom feilor : no sitio da Ca*
pella da Casa Forte.
D-se a premio a quanlia de 2:0008000 rs. so-
bre hypotheca em bens de raz nesta praga, pelo
lempo de um auno : quem precisar annuncie.
Oflerece-se urna criada branca para casa de ho-
rnera solleiro, a qual engmma e administra, e faz
outros servgos que nao forem pesados, preferindo-se
eslrangeiro : dirija-se i ponte de Ucha, casa do Sr.
Jolinslon.
Precisa-se de um amassador : na ra larga do
Rosario, nadara n. 48.
. AO PUBLICO.
O abaixo assigrtado'pharmaceu-
tico approvado pela faculdade de
medecina do Rio de Janeiro, ten-
do comprado a botica da ra No-
va dsta cidade n. 55, que foi do
finado Joaquim Jos' Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pharmaceutico apuro-
vado Antonio Mara Marques Ferr
reir, faz publico a seus fregue-
zes e a quem convier, que nella
o acbarao sempre prompto a qual-
quer hora para aviar toda e qual-
qner receita, para dentro, ou fu-
ra da cidade, com amaior preste-
za eudelidade, por achar-se soi^-
tido das roelhores e mais recentes
j,drogas ltimamentecliegadas.
Jos da Cruz Santos-
Os Srs. Dr. Bernardo Dtiarle Brandlo Jnior,
Caetaoo Gaspar Lopes Villas Boas, e Rufino Gomes
da Fonceca, e a Sr. 1). Thereza Francisca Vianna,
tem carias na praca, da Boa-Vista sobrado n. 10.
. Aviso
Fugio no dia 18 de dezembro prximo pastado da
roa da Aurora n. 56, onde mora Domingos Anlunes
Villana, o seu escravo crioulo denome Lucio, ofticial
de sapaleiro, eseus signaes silo os segu rites : ida-
de 25 annos, baixo e muilo grosso do corpo, rosto
redondo, pouca barba, olhos grandes e bocea regular,
beicos grossos, bastante espadaudo, bracos e peritas
grossas, maos bstanle calejadas do trabalho, muilo
regrisla e civilisado, ps curtos e grossos, quando an-
da nao asscnla a planta do p direilo no chao, e sim
de urna,banda, por geilo que lomou e nao deixa de
piuar pela perna, lie quebrado, e lem um escroto
bastante incitado, em razao do erysipella que Ihe da
conlinuadamenle : Irabalhava na oseada do mesmo
sobrado, e como se julaa l:r embarcado ou estar oc-
culto em alguma casa.lrabalhando pelo seu oflicio;
por isso roga-se as autoridades policiaes ou capilcs
decampo, ou qualquer pessoa que o vir, o mande
capturar elevar a seu senlior, no referido sobrado,
ou na roa Nova, loja de movis n. 67, que ser bem
recompensado.
Na ra eslreita do Rosario n. 7, se dir quera
da dinheiro a joros com penhores de ouro.
COMPRAS.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO ESTA
CIDADE. *
Paulo Gaignou, dentista recebeu agua denti-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
Ibor que lem apparecido, (e tem muitos elogios o
seo autor,) tem a propriedade de conservar. a bocea
eheiroaa e preservar das dores de denles: tira o
gosto dcsagradavel que d em eral o charuto, al-
gunas golas insta b um -copo d'agua sao suflicien-
aes; tambera se achara pdeutirrice excellenle para
a coowrvaca dos denles : na roa larga do Rosario
u. 36, segando andar. L^L^LT^
Tarca-fcira 10 do crranle, pelas 7 horas da ma-
nilla, sahndo um mulato de nome Joao do abaixo
assignado, para comprar pao o outros objectos para
rasa, romo lioha de costume, comprou os que ficavam
mais perlo e Irouxe-os para casa, e indo depois bus-
car o pao, ara urna padaria no pateo da Santa-Cruz,
nao voltou mais at agora, dixeudo o padeiro que l\
nao fra. Era de muito boa conduela, sem vicio al-
gn, e poaco conhecimenlo tinha desta pra^a, pur
qne liapouco lempo veiodo Apudi,serlaodoRioGran-
dedoNorte,dondehe fllho,ebaviasidocompradoaMa-
BaeiJoaquis* Pascoal Ramos. SuppOe-se quesera sido
aadnxido e furtado, por que he muito simple, e uro
jbouco atoleimado ; representa ter 18 annos pouco
manan menos, cheiddo carpo, estatura ordinnra,
rosto redondo, ioleiramenle imberbe, olhos pequeos
e vivos, testa pequea, a qual franze muilo quando
olha orsontalmente, cabellos carapinhos, bocea pe-
quena e bons denles, sean serem limados, e ps gran-
de*; levoo vestido camisa de algodio riscado, com
urna on duas pregas largas uo peito, caiga de brim
trancado q'algodio atul, a chapeo demasa branco,
de abas largas: gralilica-se bem a quem descobrir.
ustaco Jote do Reg.
Furtaram no dia 10 do corrente mez um aval-
lo bastante apparelhado e com frenle-abcrta, quatro
paaaleados, um pequeo achaque na maodireila, a
rabera acarneirada, urna tomadura de sellim no tom-
bo : luga ao a todas as autoridades policiaes que o
encentrar o mandem entregar na ra de Apollo,no co-
' cheba de Jos Pinto Ferreira, que serSo generosa-
mente gratificadas.
D. Cita Francisca da Silva Coutinho participa
aosteahores pas de familias, e principalmente aos
de suas alnmaas, que no dia 12 do crranle princi-
pian! os trabalhos de sua aula particular, na ra Di-
reila, sobrado numero 43, segundo andar. A an-
nunciauteacha-se habilitada com a Uceara do Exm.
Sr. presidenle da provincia, em couforroidade com
u disposto no artigo 38 do regulameulo provincial de
42 de majo de 1851. Recebe alumuas pensionistas,
e meias pensiooislasreoensiuoje sua aula consta de
seguiole : lr, screver, contar, grammalica nacio-
nal, arilhmelica, dolrina christa, labyriuthar, co-
zer, atarear, abordar de diflerentes modos, msica o
fazer flores. Protesta aos senhores pais de familias
qne se quizerem utilizar de sea*' prestimo, que em-
pracar todos osraeios que esliverero ao seu alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao
se hartar a trabalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidadas.
AO PLBLICd.
No armazem de fazendas bara-
ta*, roa do Collegio n. 2,
vende-e um completo sortimento
de fazendas, iinus e grossas, por
preros mai baixos do qu em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
^oes, como a retallio, afliancaudo-
se ao compradores um so preco
para todos : e*te estabelecimento
ahrio-e de combinarlo-- com a
inaior parte das casas commerciaes
inglezas, fruncezas, allemias e suis-
iai, para vender fazendas mts em
I- conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores va-
tagens dque outro qualquer ; o
propetario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos OS
seus patricios, e.ao publico em ge-
ral, para que vnbam (a' bem dos
leus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos Rolim.
Compram-se ossos' a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Comprante os Diario) de Pernmbuco ns*
199, 249, j287 e 292 de 5 de setembro, 5 de novem"
bro, 20 e 20 de dezembro de 1853 : na roa do Tra-
piche n. 48, esquina da praca do Corpo Santo.
VENDAS
Bichas.
Alugam-seevendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a roa das Crines o. 10.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Salta ensina a
traducir, rallar e escrever a liogaa fraocez; na ra
do Argio n. 4.
AIAJUUK.
Saluo a' luz a folbiiiba de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parchiaes, o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, alm de outrs noti-
cias estatsticas. O acressimt de trabalbo
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
100 rs. ; vendendo-8e nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se no armazem de James
Hallidy, na ra da Cruz n. 2, o se-
guinte:
Sellins inglezes.
Dtbs ditos' elsticos. ,.
Silhoes para montara de senhora.
Cabaladas de coro branco.
Lantei-nas para carro e cubrile!.
Arreios para dito de 1 e 2-cayallos.
Molas para dito, de 5 folhas.
Ei.vos para dito, de patente.
Candelabros de bronze de 4 e "> luzes.
Grande sortimento de pannos linos e
casemiras-
iin"*?6 Pana" fino preto superior a 2)800,
43000. 09500, e (5500 rs, o covado, ditoazul proprio
para fardas de guarda nacional a :t>200 rs., casemi-
raj pretas muilo finas a TjOOO, 953OOO e 11)000 rs.,
ditas setim muilo superiores a 14j00 rs. ,0. corle,
ditas de cores, padres novos a 5)000 rs., setim pre-
to macnu muilo superior a 3)000, 3)500 e 4)500 rs.
0 aovado, corles de colleles de fuslao d cures a 800
e 1)200 rs., ditos de gurauro de seda a 2X000 rs.,
alpacas finas a 640,720, 1)000, e 1)200 r. o covado,
superior princeza a 800 rs. o covado, dita muito fina
a 360 rs., merino muito lino a 3)000 rs. o.covado, e
oulras minias fazendas que se venderlo tralas: na
rua^o\a, loja nova d. 16, de Jos Luiz Pereira &
lilho- "
FAZENDAS BARATAS.
.oy*?^"1-88 clli,afi"as decores fixas a 120, 140,
180, 200, e 240 rs., corles de barra a 2)400 e 3)000
rs., cassas francezas de barra a 2)200 e 2)800 rs. o
corle, chlesele algodaa a 1)280 rs., ditos de algodao
e seda a 2)000 rs., ditos de la e seda a 3) e 4)000
ra., ditos muito linos a 5)000 rs., lencos de seda para
senhoras a 2&000 e2)400 rs., manteletes pretos e de
cores com colleleesem elle a 12)000 e 15)000 rs.,
cambraias francezas padres novos a 600 rs. a vara,
cambraiasabertos brancas e decores a 3)200 rs. o
corle, vestidos brancos de barra e bordados a 4)000
rs., dilos de 1 e 2 babados a 4)500 rs., ditos de Ires
a cinco babados a 5)000 rs., e oulras rouitas fazendas
quese vendern baratas: na ra Nova, loja nova u.
16, de Jos Luiz l'ereira ^ Filho.
Vende-se a taberna sita na roa de S. Francisco
n. 68 : a tratar na mesma.
RA DO QUEIMADO N. .1.
\ endem-se capotes de panno azul,horrados de bac-
a a 4)000 rs., cassa chita a 320 rs. a vara, brreles
de seda pretos para padre a .500 rs., grvalas de setim
com mola a 1)000 rs., cortes de cambraia de cor pa-
ra vestidos a 2)000 rs., cortes de brim bordados para
collelo a 2)000 rs. inanleleles de seda coei um pe-
queo toque de mofo a 6)000 rs., mantas ue seda a
6)000 rs., chales de lita a 1)600, bonetes com pala
bordados para homeus e meninos pelo barato preso
de 160 rs. cada um ; e oulras mu i las fazeudas por
baixos pregos para acabar.
Espirito de 5G gra'os a IjjffiOO
*0 Ia'500
vende-se narertilacaoda-praiade Santa-
Rita. v
Barateiio na ,rua do Queimado
n. 50.
Leja nova de Antonio Augusto & Carvalho Mari-
nho, vendem-se lencas de seda a 1)200 r., capoti-
nhosde seda para senlioras, um bom sorlimenlo de
corles de cambraia de barra a 2)500 rs., dilas sem
barra a 2)000 rs., lindas cambraia's francezas de co-
res muito linas, corles de cambraia de seda com ba-
bados, e oulras mnitas fazendas que se vende por pre-
Vende-se urna casa lerrca com 2salas, :l quar-
los, co/.inlia fra, quintal murado, n ra dos Pesca-
dores 11. ti: os pretendeutes proeurem na ra Au-
gusta, cara terrea n. 60, para ajustar.
Rap de Lisboa.
Cliegaram nes,te vapor frascos de rap
de Lisboa, e vendem-se pelo diminuto
preco de 5,500 rs. : na loja da ruado
Ctespo n. \.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Uussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por prego mais com modo que em
outra qualquer parte : na na do Trapi-
che n. 13", armazem de Bastos Irmaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, lem superior potassa da Russia, che-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, d qualidade bem conhecida,
assim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio-
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso trmos avisam aos seus freguezes, qne lem
para vender farinha de trigo chegada Diurnamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado. -'
1 VenaMe um lerreno foreir a marinha, con-
tendo quatro frentes, e situado no bairro do Santo
Antonio desla cidade : a tratar com Manoel Luiz da
> eiga, que dir quem vende.
Vende-se ou faz-se qualquer negocio com o es-
labelecimenlo do hotel da ra do Trapiche 11. 5: a
fallar com o corrector geral M. Cameiro.
Hoje 16 do corrente aclia-se a berta
a loja da ra doQoeimadon. 5, na qual es-
tarao expostas a venda, as bellas pechin-
chas, asquas se veiiderao por menos do
sen valor, para acabar, adverTe-se que o
sortimento he completo, e qualquer pre-
tendente deve vir munido dos competen-
tes cobres.
FAl^A.
No aterro da Boa-Vista n. 8,
lem novo sortimento de queijos, presuntos do Porto,
linguicasde Lisboa, vinho superior de lodas as qua-
lidades, e lodosos mais gneros pertencentes a mo-
ldados, de. superior qualidade, e por preco muilo
commodo.
Y6"**0-81-' manuaes dos composi-
tores de msica, chefes de orchestra e de
banda militar, tratado methodico da har-
mona dos instrumentos, das vozes e de tn-
do o que.be relativo a' composicao, direc-
Cao e execucao da msica, pelo mestreda
capella de S- M. o rei 3a Blgica; bem
como cravelhas e ca valides para rabeca
e rabecao, etc.
SiPERiORES MUS DE PELLICA.
Vendem-se luvjs de pellica branca e de cor de can
na, para homem e senhora, as mais superiores que
lem vindo a este mercado : na ra do (Jueimado lo-
ja n. 49, assim como dilas de ponto inglez para.ho-
rnera a 800 rs. o par.
Em casa de Rothe & Bidoulac, vendem-
se quatro pianos de ptimo tom preco
commodo, para fechar contas: ua ra
do Trapichen. 12.
No escriptoro de Rothe e Bidoulac,
na ra do Trapiche n. 12, vende-se o se-
gttinte:
Ferro inglez,
Dito imitaco.
Dito daSuecia.
Folha de Flandres.
Arados de ferro.
Machinas para assucar.
Acode Miln. '*
Cabr em vergunha. >
Fazendas baratissiuias, na nova loja da
ra do Crespo n. 14, de Dias & Lemos.
Cortes de chitas francezas muito finas de lodas as
cores, de 12 covados cada corte, com nma pequea
lislra aojado, fazenda do ultimo goslo a 2t-00 o cor-
le; dilos'de padrfies miudinhos, iazendn muilo fina,
com 13 covados a 2)300 o corle, dilos de oassa com
ramagem de cor, fazenda de muito bom goslo, a'2)
cada corte, cassas francezas escuras, cortruuitu lixa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores lisas, de diver-
sos padres a160rs. o covado, alsndilo enranrndo
mesclado, muilo encorpado, fazenda de urna s"cor,-
prapria paYa o servido de campo, a 180 rs. ocovadojj
brim enlrancadn de linho todo amarello, proprio pa-
ra calca e palitos a 480 rs. o covado; dito de cor, fa-
zenda muilo superior da puro linho e riquissimos
goslos a 1)600 a vara; cobertores de algodao todos
brancos, da fabrica de Todos os Santos da Bahia, a
C50 rs. cada um; meias de algodao cruas, muilo en-
corpadas, a 250 rs. o par; alpacas pretas e de cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
1)800, 2)400, 2)800 e 3)200 o covado: assim como
mnitas nutras fazendas por baixos precos, de ludo se
do amostras, deixando seus competentes penhores.
Com pequeo toque de avaria a 2jf, 2/jiOO
e 5$0JO!
Na loja da roa do Queimado n. 17, ao p da boti-
ca vende-se madapoln com um pequeo toque de
avaria a 2), 2.3100 e a 3)000, sendo fazenda fina.
lencos de seda da cores pelo diminuid preco de I)
cada um, e oulras fazendas por preco mais barato
do que era olra parle.
Cal de Lisboa.
,' Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o mais superior que ha e por mdico prejo;
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Vinho Bordaux.
Brunn Praeger & Companhiy,rua da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margol, em
raixas de urna duzia, que se rccommeudara por suas
boas qualidades.
Vende-se um pianocm meio uso, ajilor inglez:
no aterro da Boa-Visla n. 3t, segundo andar.
=
Espirito a l.slilll) rs. a caada,
\eudc-se na ra do Collegio 11. 12.
Velas de espermacete- ,
Vendem-se velas de espermacele de superior qua-
lidade, de 6 em libra, viudas da America: na ra
do Trapiche x ovo n. 8.
Charutos linos de S. Flix.
Na ruado Queimado, n. 10, tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do qne em outra
pal-te.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na ra do Qoei-
mado, loja n. 49.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parte para liquidar contas : na ra da
Cruz n. 10.
Vende-se um carro novo de'4 rodas, para um
edous cavallos; para ver c Iratar, na cocheira da
ra Nova por baixo da casa da cmara municipal.
Pianos.
Os amadores da msica arham continuadamente
em casa de Bruno Praeger Companhia. na da Crtiz
11. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianosido diflerentes modellos, boa conslruccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos preros; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouru.,
como sojam: ulereos e meiosdilos, braceletes, brin-
cos, altiiieles, botes, aunis, crrenles para relogios,
etc. etc., do mais moderno soslo : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger fi Companhia.
Vende-se graxa ingleza de verniz
ireto, para limpar arreios de carro, be
ii8troso eprova d'agua, e conserva mui-
to o couro : 1:0 armazem de C. J. Astley
&SSSSSSSSSSSS 2
7) Os mais ricos e mais modernos cha- p9
1A peos de senhoras se encontram sempre v
^2 na 'Ja <'e madama Theard. por um preco jjj'
ify mais razovel de que em qualquer oulra (g;
Sepoaito da (abrios de Todos os Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Beber <5 C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se lonas,brinzaO, brinsn meias lo-
nas da Uussia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. ,\V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o cliafariz continua hver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea,' as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prbmptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendm-se relogios de ouro, pa-
tente inglez,' os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus^
el Mellors & Companhia, na ru da
Cadeia do Recife, n. 56.
Akenca de Ed\in Maw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado c batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., lilas para a nnar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
* cavallos, ccoay passadeiras de ferro estanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco.
Moinhos de vento
eomhombasderepuxopara regar luirlas? baixas
decapim, na fundicao de D. \V. Bowman: na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Vende-se um resto de exempTares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de L). Carlos Guido y Spaup : na ra
do Trapiche n: 14, primeiro andar.
No paleo do Carme, taberna n. 1 vende-se
muito boa alelria, a 240 rs. a libra.
Na ra da Cadeia do Recife ri. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sahouete, de patente
inelez, da melhor qualidade, e fabricados era Lon-
dres, por preco commodo.
A ."{200, e <$i00.
Na loja de livros de Joo da Costa Donrado, no
largo do Collegio, vendem-se bilhetes e meios blhe-
es da lotera da irmandade de Nossa Senhora do Li-
vramento, que corre imprelerivelmenle no dia 14 do
corrente.
. Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro., lustroso e prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iba de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao cliafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
a
DR. P.A.LOBO MOSCOZl.
Vende-se a melhor de lodas as obras de" medicina
Tiomcopalhira tsr O NOVO MANUAL UO DR.
(i. 11. JAHIt _E Iraduzido em porluguez pelo
r.P. A. Lobo Moscozo: quatro volumes encader-
uados era dous. 208000
0 4. voliime conlendo a palhogenesia dos 144
medicamentos que tifio forana publicados saldr mui-
lo breve, por estar muilo adiantada sua impressSo.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia. ele. ele' encadernado. 48000
Urna carteir de 4 lubos, dosmelhores e mais bem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
obras cima .'...... 408000
Unta dita de 36 lubos com as mesmas 438000:
Dita, dita -. 48 lubos....... 508000
Dita de 144 com as ditas ....... 1008000
Carlcirasde 24 tubos pequeos para algi-
beira.......'..... 108000
Ditas de 48 dilos......... 209000
Tubos avulsos de glbulos..... 1501)0
Vendera-secm casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praja do Corpo Santo 11.11, o seguinle:
vinho de Marseillcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em nnvellos ecairelis, bren em barricas muito
grandes, aro de milaOsorlido, ferroinglez.
Vendem-sc pianos fortes de superior qnalida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburguez na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42..
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollaiidezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar,"acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade,. de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia/ N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
, das garrafas sao azues.
Oleo Essencial,
para impedir a cabida de cabello, faze-lo rrescer
e limpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinbo : ua ra
do ltangel botica n. 8.
Charutos superiores
Na ra Nova n. 2, loja de Augus- ]
9 to Colombiez, vendem-se superinos sj
charutos da Bahia, por muito bara- "
g-to preco..

Charutos de Ha vana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muito commado : na ruada Cruz; armazem
n. 4.
DAVID WILLTAM ROWMAN.^PHno ma-
chinisla e fundidor de ferro, mui respeitosamenle
anuuncia aos senhores proprielarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esla-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafariz, contina em
electivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita confeccaO das maiores pecas de machinismo.
Habilitado para emprehender quasquer obras da
sua arte, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attenra publica para as se-
suinles, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas ein sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, tanto em preco como ero
qualidade de materias primas e raa de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor constrnca.
Moendas de caima para epgenhosde lodosos l-
mannos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independenles pa'a cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzes chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de lo/los os tamanhes.
Taixas, paroes, crivos e b cas de [ornaIba.
Moinhos de mandioca, n ividos a maO ou por ani-
maes, e prensas para a dita '
Chapas de fogade tornos lefarinha.
Canos de ferro, tomciras !e ferro e de bronze.
Bombas para cacimba de repxo, movidas a
maO, por animaos 00 vento |
Guindastes, guinchse 1 cacos.
Prensas hidrulicas et diXparafuso.
Ferrase ns para navios, cirros e obras publicas.
Columnas, varandas, graks-e porlOes.
Prensas de copiar cartas ekllar. ,
Camas, carros d maSeandosde ferro, etc., ele.
Alm da superioridade djas suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
amaisexarta eoiiformidadffomos moldes e dese-
nhosrcmcllidos pelos sen ores quese dignarem de
fazer-lhe encommendas, a tabellando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numrosos "TTmiaus e freguezes
a preferencia com qne tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara eslbrcos e diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-s -riquissimos oleados para
as'soalhar salas, tanto emqualidade, com .0
no escolhido gbsto d desenlio : no ar-
mazem defazendas de Adam'tonHowie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42-
NoarmazemdeC. J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. 3, ha
para vender o seguinte : I .
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de lindara em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro desalas.
Copos e calis de vidro ordinario.
Formas de (olha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Cordao de liho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Mil5o sortido.
Carne devacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazariras e clavinotes.
boi f
6*009
18000
30000
co commodo.
Veude-se nma escrava Ue uaco Angola: ua
ra da Senzala Novan. 22.
BOTICA
CEWRAL HMiEOPATHICA
">t ra da Cadeia do Recife, 1. andar 51.
Dirigida pelopbaraaaceotico approvado,
e profeuor em homeopathia Dr. F.
de P. Pires Ramos.
Nesta botica se encontram os melhores e
mais acreditados medicamentos homopalhi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exach-
dao, pelo pharmaceutico approvado e nrofes-
sor em homopalhia r. Pires Ramos/sob as
indicacoes do Sr. l)r. Sabino, com quem ha
praiicadn ha 4 anuos,todas as regras da phar-
raacia homopathica.
Os medicamentos desta botica, cuja eOica- '
cia lem sido verificada na longa pratica do !
Sr. Dr. Sabino, e reconhecida por lodas as
pessoas, que delles tem feito uso, exercem
urna grande vantagem, sobre lodos os que
por ahi se vendem, a qual consiste tanlo na
promplido dos seus ,elfeilos, como na qua-
lidade de se conservaren) mnilo lempo sem
sonrerem a menor alteracilo ; o que os tor-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o mato, onde uem sempre ha facilida-
de da provisao de novos medicamentos.
Existem carleiras de medicamentos em
tobos grandes de fino crvslal de differentcs
precos, desde 128000 ale 1208000 conforme o
numero, dos medicamentos, suas dynami-
sares, e riqueza das caixas.
Cada vidro de tintura da quinta dv-
namisaeao.....'.".". 2&000 i
Cada lubo de medicamento 18000 I
, N. .OSr. Dr. Sabino Olegario l.urtge-
ro Pinho se presta a dar esclarecimenios a
todas as iiessoas, que compraren! medica-
mentos nesla botica, na ra das Cruzes. 11.
11.
ESTO JOS PARA SENHORAS.
Vendem-se delicadsimos estajos para
senhoras, recebidos pelo penultimo navio
viudo de Inglaterra, aonde elles teem ti-
do muito apreeo, nao s por serem de
gosto muito moderno, como pela sua su-
perior qualidade : na ra do Trapiche
.Novo 11. 18, escriptorio de Eduardo H.
Wyatt.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Vendem-se 16 escravos mocos, entre elles 2 lin-
dos molecoles de muilo boa conduela, 1 escrava, cri-
oula, que engomma, cose, borda, faz lahvrinlho c
marca, e outras varias escravas: na ra Direila n. I!.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de botina; ludo por
preso commodo.
Vendem-se cora pouco uso os livros seguinles :
Hitoria? Sacra?, Fbula? l'lnrdri. Saluslios, Virgi-
lii Kudei. Iloralii Carmina, Tilo I.ivius.Epistola Ci-
cerouis, Ciceronis Oralioncs. Ordo verborum Salus-
tii, Mislory of Home (por (ialdsmiths), dita de dita
(por Thomaz Morell Thomson the Soasos, Vecar
of Wak'eQeld, Jonhson Pails Milln, Breves Noces
de Potica (por Vellez), Historia Sagraj (por Ber-
nardino), collccoes de problema : no aterro da ltoa-
Visla, loja de ourives 11. 68.
ANTIGIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
1 sobre
A SALSA PARRILHV HE S\M)S.
Attencao'
A SALSA-PARHILUA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e lem constantemente mantido a sua -
putafo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparacOcs de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas. e, entre outras, as dos
Srs. A. R. I). Sands, de New-York, preparadores
e proprielarios da salsa parrilba conhecida pelo no-
me de Sands.
Esles senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilba de Bristol, e como nao o podessem obter, fa-
bricaram urna imitacao de Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
ereverain ao l)r. Bristol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
.Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &e.
Nosso apreciavel senhor,
Em lodo o anno passado lomos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas cirtuden
aquellos que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muiliistmo. Se Vmc.
quizer fazer um contento coninosco, eremos que
nos resultara muita vanlascm, Unto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpio, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhaute, leriamos
muito prazer em o ver em nossa botica, ra de Ful-
ton, U.79.
l-'icam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. V. S.vNS.
CONCLUSAO'.
1.c A anliguidade da salsi parrilha de Brislol he
cutamente provada, pois que ella dala desde 18.12,
e que a de Sands s apparereii em 1842, poca na II
qual esle droguista nao pode obler a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
lie incnnteslavel; |rhs que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, c de urna porco do mitras pre-
parardes, ella lem mautidu a sua repulacao era qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilascomo uso da
salsa parrilha em lodas as cnl'eriridades originadas
pela impureza 1I0 sangue, e o bom exilo obtido nes-
la crle pelo Illm. " academia imperial de medicina, pelo i Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos PeisolO em sua chuica, e em sua
afamada casa de saudo na tjamha, pelo Illm. Sr.
Dr. Saluruiuo.de Oliveira, medico do exercito, e
por .varios outros mediros, permiltem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes efficazes da salsa par-
rilha de Brislol vende-se a .">80l)O o vidro.
O deposilo desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz., em frente ao cliafariz.
msmimmmQtimmwMm
GUARDA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven-
de-se toda a qualidade de objectos para o far-
dameoto dos senhores olliriaes da guarda na-
cional, assim como para primeira e segunda
linha, ludo por muito commodo pre^o.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agenle em Pernm-
buco ile II. ,1. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chocado a esla praca urna grande por-
ro de frascos de salsa parrilha de Sands, que sito
verdadeiramenle falsificados, e preparados, no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaolelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir. ueste
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre costumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e_elaborados pela mo daquelles, quo antepocm
seus inleressesaos males e estragos da humanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sita botica, ua ra da ConceicAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receitnario que acom-
panha cada frasco, leg enibaixo da primeira pagina
seu nome impressu, c se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Barricas \asas.
Vcndem-se 400 barricas vasias que forara de lari-
nha de trigo : na padaria n. 48 da ra larga do llo-
sari0- _%$ <,M--
A 3,600 o par.
Sapalesde lustre para homem, obra muilo boa, a
3600 rs. o par : no aterro da Boa-Visla, loja de cal-
jado n. 38, jonto ao selleiro.
A 800 rs- e 520. .
. Frascos grandes com agua de Colonia, a 800 rs.. e
sahoneles de amendoa. a 320 rs.: no aterro da Boa-
Vista n. 58.
A 2,800 para acabar.
Borzeguins gaspiados para senhora, a rSOOrs. o
par : no aterro da Boa-Vista,loja n. 58, junio ao sel-
ieiro.
Vendem-se saccas com fareUo, chegado lti-
mamente da America, por barato preco: 110 caes do
Ramos 11,16, e na ra do Trapiche n. 8.
^ Vendem-serelogiosdeouro, pa
. ten-te inglez, por commodo pre-
Tf co: na rita da Cruz n. 2j0, casa.de
L. Leconte Feron & Companhia.
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se sttpeiiorpotassa, fa- ^
bricda rio Rio de Janeiro, che- ft
gada recentemente, recommen- zgt
da-se ao> senhores de engenho os 3f
seus bons eil'eitos ja'experimen- S
tados : na ra da Cruz n.20,ar- ^
razem de L. Leconte Feron & \
Companhia.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife .
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequenos bar-
ris de 4 arrobas; a bon qualidade e proco mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se afiiancam
aos que precisarem comprar. f (ambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegidos.
>
- MADAPOLA0' BOM. A 3S200.
Vendem-se peras de madapohlo de boa qualidade,
com pouca avaria : na roa da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica d assucar,pintadas, eque levam
tres arrobas cada urna : vendem-s muilo em conta
para fechar : na ra de Trapiche n.:).
Na ra do Vigaro n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tckes, modinhas, tudo moderniwimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vende-se um escravo, preto cabra, crioolo, de
idade de 21 annos, sabe fazer lodo o servir de urna
casa de familia, ha alfaiate, sabe bolear, he bom pa-
gana, cozinha mui soflrivelmenle at de Torno, retina
bem assucar, nunca fugio e nem se embriagou : quem
o pretender, procure ua ra Nova, loja de fazendas
do Gadault n. 11.
? A compra he boa.
Venderse a taberna, si la 110 becco da Lingoela, n.
3, com poucos fundos e bem afreguezada para o mar,
mallo e Ierra, para liquidaran da mesma ; e se faz
lodo negocio com o comprador.
Vende-so a taberna da rua de Santo Amaro n.
28, por seu dono querer relirar-se para fra, e como
se diz que o dono que j foi pretende segunda vaz
pssui-la, roga-se-lhe que pode comparecer para fa-
zer negocio, pois com elle se faz lodo negocio mais
favoravel em compensarlo da amizade que exista e
anda existe entre o comprador e vendedor, e junta-
mente porque nao ignora o prer,o dos objeelos e per-
lences ; assim como a taberna se acha desempenhada
no lodo, deixando de contrahir divida da data deste
em dianle; e todos aquellos que forera devedores a
dila taberna tenham a bondade de vir pagar no pra-
zo de tres dias, do contrario cobrar-se-ha judicial-
mente, e quem tiver alguma cousa empenhada, no
dito prazo ir lirar, do conirario serao vendidos os
objeelos para nao perder ludo, porque iienhum del-
les he equivalente a quanlia' por que foram empe-
nliadds.
OTERIADO IlO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000
Na rasa feliz dos qualro ranlos da rua do Queima-
do 11. 'jo, vendem-se os muilo felizes bilheles, meios,
quarlos, oilavos e vigsimos dasexla lotera do Esta-
do Sanitario, ruja lista deve chegar lio dia 10; ael-
las, que eslao no reslo.
Na rua do Visarlo n. 19, primeiro andar, lem,
venda a superior Amella para forro desellis, che-
gada recentemente da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris rom cal cm pedra, chegada no
hiale Lusitano, viudo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, A 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-ae a 58000rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porcao : ua rua da Cadeia do Recife n,
47, primeiro andar.
PalitS e lunillas.
Vendem-se palitos do brim de linho de cores,
bem fetos, a 39 e '15 cada um ; toalhas de panrlh
de linho do Porlo, propriaspara roslo a 800 rs. cada
urna e a % a duzia; c panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de meta a 2J>
avara: ua rua da Cadeia do Recife, loja 11. 50.
Cola da Baha.
Veude-se superior cola, por preco commodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labymilho feitas 110 Aracaly,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
sais, ele.
Vende-se a casa terrea n. 04, da rua daAs-
sumpr,io: a Iratar uo aterra da Ba Vista, loja
U. 18.
ATTENCAO1.
Cunha'& Amorim, na rua da .Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba' nova, cou-
ros de cabra bons, peonas de ema, e velas de car-
nauba, a toJOO o ceoto.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordaux engarra-
fado; vende-se em & Companhia, rua da Cruz n. 38.
Vende-se arroz' graudo do Mara-
nho, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar. .....-
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinle :pasta de 1} rio florentino, o
melhor artigo^e se ennhece para limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
gosto na bocea agfadavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa e da-lhe mgico
lustre; agoa de pcrolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivoson brancos,complelamehle,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
precos commodos,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, -m-oprios- para barricas de assu-
car, e alvaiade -dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
DA CR
No consultorio do proft opalha
(iosset Bimont, acham-se
seguinles:
Segunda ediccao dea elemente!
mopalhia ; revista consideravel
augmentada, e redigida de proposito para T
os principiantes que quizerem de "~
experiraenlar a nova medecina. .
Tratamenlo homopalhico das"
molestias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo.....
Palhogenesia dos medicamentos
homopalhicos brasileiros e poso-
logia homopathica, on admius-
Iraco das doses..........
OBRAS EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
cina ................10900(1
Organon da arte de curar. 73000
Tratamenlo das molestias chro-
nicas...............18*000 |
Novo manual completo de Dr.
Jahr................141000 I
Memorial do mdico homopa-
tha ....>..........
Medicamentos.
Urna carleira com os 24 princi-
par medicamentos (lobos grandes,
e a segunda ediccao dosElmenlos
de liomopathia. .
Una carleira com os 24 princi-
paes medicamentos .
Grande sortimento de carleira
de lodos os lmannos por k^^H
commodittimos.
1 tubo de glbulos aX^^H
1 frasco de > onca de liotora
esculla.....
3*000
llccionarlo do* taras** d* *dli
ctnur'U miaili phanaacU ,
te. etc. ...........
Sabio loe esta obra indispansavel a lodas
as pessoas que se dedioam ao esludo de
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderna- '
do, no consultorio do Dr. Moscozo, ruado
Collegio. n. 5, primeiro- andar.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeilados,
proprios para meninas e meninos a .V) cada um ,
manteletes pretos e de cores com colletes e sera elles;
por precos commodos: na rua da Cadeia do Recife,
loja n. 50.
Vende-se CARKE DE VACCA e de porco de
Hamliurso. em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, havendo poucos gigos de reslo, que se vendero
para fechar, a 218000 rs. ;
AC DE MII.AO sortido ;
TAPETES UE LA, tanto em peca como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores e muitoem conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de linhaca em latas de cinco galoes : em
casa de C. J. Astley & Companhia, rua do Trapi-
che n. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a
prazo, orn sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varas
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massa! para ditos, bonetes
para guardas nacionae, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim,. li-
vellas, litas'para arrechos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
SlilcOTESWiLEZES PARA CARROS
Vendem-se chicotes inglezes para car-
ros, recebidos directamente de um dos
melhores fabricantes deste artigo, por is-
so garante-se sua superior (piahdaae: na
rua do Trapiche Novo n, 18, escriptorio
de Eduardo H. Wyatt.
Vestidos modernos.
Vend.em-se vestidos de mursuliua fina de cores
com barra, fazenda nova a 58 o corte; ditos de la
e seda e barge modernos a 9$ o corle de 12 cova-
dos ; chitas e cassas fraucezas novas a 320 rs. o co-
vado e 010 rs. a vara; e outras umitas fazendas por
baratos pregos: na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 50.
N> rua do Vigaro n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera cm eruiue e em velas com bom sorli-
menlo do superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
CAPACHOS GRANDES E PEDIMOS.
\ endem-se capachos compridos chegados ltima-
mente, grandes e pequeos, pelo diminuto prego de
600. 700. e 800 rs. cada um: na rua do Queimado,
loja de miudezas 11.49.
Vende-se para pagamento dos credores do ca-
sal do fallecido Manoel Luiz da Veiga, a casa de so-
brado com alguns viveiros de peixe, ua cidade nova
de Sanio Aniariuho : a Iralar com Manoel Luiz da
Veiga.
Vende-se um armazem de sal. na rua luqienal
11. fi3 : a tratar ua mesmajea n. .vi.
FUNDICAO'
Na fundicao d'Aurora ach
completo sorlimenlo de m
d'alla como de baixa presso _
approvados. Tambem se aprorupl
da de qualquer forma que se po
inaior presteza. Habis omciaes
para as ir asseular, e os fa
costume aflancam o perfeito Ira
ponsabilisam por qualquer defe
apparecer durante a primeira saIra. 1
as de vapor construidas neste es(
estado em constante serviro nesta'
eat 16 annos, e apenas tem
cantes reparos, c algikmas al
te, accrescciido que o consumrao |
mui inconsideravel. Os senhores'
e oulras quasquer pessoas que
chinsmo sao respeitosamenle
estabelecimento em Sanio An
ESCRAVOS FUGODOS.
Ausenlnu-se de casa de seu senhor no dia 11 do
corrente. urna preta de nome Esperane* de nncio
Benguella, reprsenla lr trinla e lanos annos, e lem
os signaes seguinles : alia reforc.ada de todo corpo,
bem feita de ps e maos, cosas largas e lizas, um
tanto barriguda, oque nao mcMraquando lrasO
lidosollo, tem o roslo abocerado e mais fulo do
o corpo, otjue indica ter lido frialdade muilo niaj
por ler o branco dos olhos amarelaco, e com ni
escuras, cabellos cortados de pouco. cogote rapm
de navelha, tem andar moderado, fallas muilo bra
das, mostra um aspecto sisado e de reipeito, faJ
um tanto presa s quando diz sim, ou senhor, levou
vestido d'algodao azul clara, camisas de algodosl-
nbo ou raadapolao panno da Costa j surrado, Je_vou
mais alguma roupa, e pode ler mudado de vestido,
porem quem examinar a pequea Irox ha de achar
o tal vestido azul, sendo qu nao o leta no corpo,
anda sem labuleiro ; esla preta foi dalguaras e foi
vendida no Recife a Antonio Ricardo do Rego.e
por esle a Umbelina da Silva Queirw, cousta ler es-
lado fgida muito lempo em poder desta senhora, e
que foi achada acantonada com um mualo lora dea-
la praga : roga-se por lano as autoridades policiaes e
capites de campo, e mais pessoas que por acaso a
enconlrarem leva-la ou mandar ao Recife na roa dos
Martyrios n. 36 taberna, ou recollie-la i cadeia des-
la cidade: o portador que a levar ser generosamente
recompensado.
Continua a estar fgido, desde 2a
de dezembro p. p,, o escravo pardo de
notr/e Jos, de idade de 16 annos, pouco
mais ou menos, cor bastante descorada.
tior se achar doente eem uso de remedios;
evou vestido calca de brim trancado
branco, camisa de riscado cor de rosa, ja-
qUcta parda e chapeo de pello d
quem o apprehender leve-o ao le-
na rua de Apollo, arnufzem n. 2 B, que
sera' bem recom|iensado.
Ausenlon-se a 8 do correnta o prelo, Joo de na-
gao Mulangue, que representa ler 50ranos,'o qual
lie condecido por Joo Novo, tem altura, e corpo re-
gulares, pooca Jjarba, falla.de cabellos no centro da
cabera, em um dos lados sobre as coslellas umlobi-
nho do lamanho de um limito, he rendido da verilha
direila e usa de funda : quem o pegar ieve-oa praga
da Boa-Vista sobrado 11. 10, ser generosamente gra-
tificado.
No da 12 do corrente desapparecA-da-rtia- __
Queimado n. I, un escravo por nome Joaquim, cri-
oulo, allo.cheiodo Corpo, ps chatos, inta ;
levou ceroula de algodao da trra, camisa de algodao
azul, e chapeo de ectaro, pode ler de idade pouco
mais ou menos 20 aunos : quem o entregar ua roa
do Queimado 11.1, a Gaspar Antonio Vieira Guima-'
raes (J Compaphia, ou a Justino da Molla Slvelra, a
quem perlence, no Bom Jardirn, ser recompeusado.
Desappareceu na noite de 9 para 10 do corrente
a escrava, cabra, de nome Filppa, de idade vinle e
lautos annos, lilha do Rio tirande do Norte, mesmo
da capital, a qual escrava foi aqu vendida pelo Sr.
Jos Antonio Bastos, em oulobro prximo passado,
Eir ordeni da senhora D. Senhorinha de Almeida
aplsla, viuva do filiado Dr. Baptisla. que foi jniz
de direilo naquella cidade ; os signaes sao os seguin-
les : cor cabra, altura regular, corpo reforgado, ca-
bellos corridos e aparados, e falla de um denle na
frente: quem a pegar ou della der noticias, ser ge-
nerosamente gratificado, no aterro, da Bca-Vistan.
45, ou na roa do Collegio u. 9.
No dia 9 de Janeiro correle ausentou-se da
rua Direila, sobrado n. 64, segundo andar, o relo
velhode nome Benedicto, de estatura regular, clicio
do corpo, moco, e com a falla trmula ; levou ni-
camente camisa de algodao, caiga de casemira ama-
relia, cor de laranja j velha,e chapeo de pello tran-
co laruhem bstanle vetho. Esle negro gosta de Ira- .
balitar em silio, e de lirar ostras e iiuaiarftns para
asparles de Campo tirande : quemo pprehender,
leve-e^a referida casa cima, que ser recompen-
Desappareceu em dezembro prximo passado,
um cabra de nome Elias, de idade de 28 annos, pou- -
co mais ou menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, (ciees regulares, cara laf-
ga, falla pausada, com urna cicatriz redonda na es-
padua direila, e oulras antigs de castigos que le-
vou, consta estar no Borro Veunelho junio aos Ah-
ijados : quem o apprehender, leve-o ao l)r. Lopes
Netto, na 1 ua Nova, que ser recompensado.
- Desappareceu no dia 15 de setembro prximo
passado, nm escravo de nome Lourengo, cara larga,
baixo e grosso, falla de denles na frente, pernas gros-
sas e cabelludas : quera o apprehender, leve-o a esa
praca em casa do SrL Manoel Ignacio de Oliveira,
ua praca do Corpo Santo 11.6, que ser generosamen-
te recompensado ; oii ao engenho Levada, na pro-
vincia das Alagoas, freguezia de Camaragibe, a seu
proprietario Thomaz Jos de liusmao Lira.
Fugio do engenho San-Jos, a 13 d outubrode
185:1, a ccrava Calbariiia, crioula, que representa
ler :)5 annos de idade, cor preta, alia, necea, rosto
comprido, testa canteada, nariz chalo, beros gros-
sos, ps grandes, e lem as cutas da mo direila urna
cicalriz de ferida : quera a apprehender e leva-la ao
dito engenho, recclwr a graliAoigSo de 50JKKI0
rs. de seu senhor Francisco Joaquim da Rocha Fal-
cao.
Desappareceu no dia 14 de novembru do auno
passado o prelo Raymundo, crioulu, filho do Ico, de >
idade 25 aunos. pouco mais ou menos, cor fufa, cara
larga, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de urna veriltia, pouco volumosa, he muito
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-se tocando flaulim ; o mencionado prelo foi
capturado em o engenbo Tapacar d'onde tornou a
fugir no flm de 4 dias : quem o pegar, queira levar
a rua Direila n. 78, qsedar-se-lia paga generosa.


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