Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02322


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. II.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500
DIARIO
SABBADO 14 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
PERNAMBUCO
EXCARREGADOS DA SUBSCRIIM: AO\
Reeife, n proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
, ni'iro, q Sr. joo Pereira Martins; Rabia, o Sr. F.
Itotprad ; Maeei, u Sr. Joaquim Bernardo de SIoii-
donca; Panhiba, o Sr. JosHodiiguesdaC.osla; Na-
tal, o Sn-joaquim Ignacio Pereira: Avacaty, o Sr.
t Antonio de Lomos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 1-5000 firme.
Parts, 345.
Lisboa, 93 por cenlo- *
Aecesdo baneo 5 0/fj de premio.
da eompaidiia de Belierihe ao par.
da compaidiia de seguros ao par.
Risconto de fcllras 10 a 12 0/0 de reale.
METAES.
Oui-o. Oreas hospanholas. 283>500 a 29SO0O
Moodas do 659400 velhas. 1000
deffiMOO novas. K??000
de 5000...... 93000
Piala. Palaeocs brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... ti?800
PARTIDAS DI CORREIOS.
Oliniln, lodos os dias.
I'aruar, Bonito e Garanhins nos dias 1 c 13.
Vi|Ja Bella, Boa-Visia, Exi'.c Orirury, a 13,e 28.
Goianna c Paraliib:., scguntase sextas feiras.
Victor,it, e Nulo), as qiiinliseiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 'i horas o 30 niimlos da larde.
Segunda s i horas c 54 muios da inanhaa.
Al'MEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qiiiittasfeiras.
Rolarn, tercas feiras e sa libados.
I'azeuda, Ierras e sextas feiras s 10 bolas".
Juizo de rphaos, segundas c quimas s 10 botas,
f." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quarlas e saldados ao meio dia.
Os Trihuliaes de Justiea eslao fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
F.PIIF.MERIDES. .
Janeiro G Quarto crescenfc a 1 hora, 29 mininos
e 4 segundos da nianha.
14 Liiacheia as (i hora, 42 minutse
12 segundos da inanhaa.
22 Oteado minguanle ao 38 miunlos e
48 segundos da inanhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. Ss. Juliao eBasilissa sua esposa ni.
10 Terca. S. Paulo 1. eremita ; S.(ioncal de A.
1J Ouarta. S. Hygiuo P. M.; S?. Salvio.'e Severo.
12 Quinta. S. Satyrob. m.: Ss. Anadio, e. Zotiro.
13 Sexta. S. Hilario b. ; Ss. Hermilo e Stroconio.
14 Sabbado. S. Flix ni.; S. Macrinajr.; S. acio.
13 Domiii.no. 2. depois de Reis. O SS. Nonio de
Jess ; S. Amaro ah. ; Ss. HabacuccMiqueas.
PARTE 0FF1CUL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedleat de da 12 de Janeiro de 1854
OllicioAo Eira, presdeme do Par, remelteudo
copia do aviso da reparlicio da guerra de 31 de mi-
tubro ultimo,Visto existir naquclla provmcja oha-
Ulhao It de infantaria a que pertence o cadele Ben-
janiim Rodrigues da Costa, que,segundo consta lo
Hitadoiviso, nbteve cenca para ir a curte esludar o
curso da respectiva arma na escola militar.
. DitoAo inspector di Ihesouraria de fazenda. di-
zeudo que, visto achar-sc engolado o crcdilo lixado pa-
ra as desperas da rubricaejercito do ministerio da
guerra em o presente ejercicio, o autorisa a mandar
dispeuder a somma que fik iiecessaria para occorrtr a
semelhanles despezas, c que o govcrno imperial rc-
solva a rspede o que entender mais conveniente.
Dito Ac presidcnle do conselbo administrativo,
dzendo.em primeiro lugar, que aquelle conselbo de-
ve sobr'oslar al segunda ordem na. compra dos re-
medios e utensilios pedidos para a enfermara do pre-
sidio de Fernando, c em segundo lugar, que pode o
tose! lio ajustar com alsum macbiuista a rundido
dngral de brnuze, requisitado pelo cirurgiao encar-
regado do hospital regimenlal desla provincia.
Hilo Ao inspector da Ihesouraria provincial,
inteirandn-u de liaver concedido mais Odias nq.ro-
roaaveis de licenca com ordenado, ao amanuense da
secretaria do geverno desta provincia Joo Baplisla
Ferreira d'Aiinunciaco, a contar do dia em queso
lindou a licenca que Iho foi concedida para tratar
de sua saUdc.
Dito Ao commissario varrinador, ifizendo que,
para pudor satisfazer a reqnisicao do Exm. presiden-
te do Cear, faz-se misler quo S. me. envi algumas
laminas de puz vaccinino, alim de que sejam para
all remedidas.
Dito A cmara municipal desta cidade, dJzrn-
do que pode proceder a apuraran dos votos para de-
pulados a assembla provincial, c declarndole
segundo consta, nao se fez ele;5o alguma no collcgio
de Calimb e que anda nao recebeu a secretaria do
overeo a copia da acta da eleirao de Igtiarass, que
foi devolvida ao scretario do collegio para exlrahi-
la na forma ila le; e-que passa a exigi-la.
Dito Acamara municipal de Goianna, decla-
rando quo opporlunamenlc remetiera a assembla
legislativa provincial a conta. da reeeiln e despeza
daquetla cmara no anno lin'anceiru de l>2a 1833,
0 beTi assim o orcamcuto para o de 1851a 55, aconi-
panbado de lodos os documentos a que se refere o
seu ofticio de 12 de dezembro ultimo. '
Dito A cmara municipal de Santo Antao, di-
zendo que, com o seu ofllcio de 5 do correle oram
apresenladas as coalas dereceila c despega daquella
cmara, do anuo de I8~bS a 1833. a retacan dos ileve-
dores e o on-anicnto para o anno de 1854 a 1833,
acumpanbado' de documentos, o que ludo ser levf-
du ao coiiliecimenlo da assemfila legislativa pro-
vincial.
-*>*<<-r>
COMISANDO DAS ARMAS.
Qoarul ceneral de commando das armas de
Pemambuco, aa cldade do Eccire, em 13
dejuetro de 1854.
CBBIK SO SXA K. 5.
O marecbal de campo coinmandante das armas,
determina que se sohresteja na execucao do av
licio-. O proprictario della lira o primeiro benefi-
cio, os operarios que a manipulara! c a exceularam
gaiihain o premio ila mao d'obra. O Complexo des-
tes lucros conslilue a prosperidarie geral que o ma-
nifesla debaixo de mil formas diversas e o ramifica
por mil canaes. O consumo do qualquer natureza
ausmeota, as relajos se activam, as necessidades se
mulliplicum, as rendas particulares e as rendas do
oslado se elevam ; ha nrosueridade porque ha* Iraba-
llio para todos os bracos, mercados para todas as pro-
ducroes. Quando um pnvo compra muilo nosoulros
e Ibes vende pomo, o.numerario passa das suas
inaospara as roaos daquelles que lbe vendem, co
abaslecimcnto, ecom esta potencia, crdito, influen-
cia moral e material. ,tm povo que crea mercados
para si. conquista nina immensa importancia.
lima grande nacau, a'Despula, c-sa Ierra to
frtil c tao fecunda est em nsperas de ser dotada
com iiin syslema de communicac,es rpidas que lia
le tirar da longa immobidade, em que vivero, os nu-
merosos elementos de riqueza do paiz, e desenvol-
ver em proporces cousideraveis as grandes indus-
trias. Para fallar smenle das provincias de (iison
e de Santander lia jazidas do carvao de pedra que ri-
vaBsa com ocarvo mineral de New-f.aslle, e que
alimentan) Malaga. CaHtiageua e Adra, ha bellos
eslabelccimcnlos melallorgiciM, minas do ferro, de
c.dire, de mercurio, sera fallar de olees, de vi-
iikw, ele, *
Um projeclo de le relativo aos caminhos de ferro
foi apresentado s cortes.Hojc trala-se de regula-
risar e activar a construccilo de vius frreas, de al-
Irabir para sta empreza os capitaes consideraveis de
que ella precisa, assettorando-llies a rotribuirao le-
gitima que Ibes be devida, e o carcter de iiiviula-
bilidade que cxigeui par sua natureza, -e o apoio de
garandas pela sanecao da le dos juros creados
sombra de disposice*, cmanava.de urna autorizado
legitima.
L:m enlbusiasmn industrial notavel se maoifcstou
ha cousa de oilo para dez anuos na pennsula, eo
espirilo bre os caminhos de ferro. Numerosas companhias
se leni formado successivamente, para a construccio
de uui Humero cousideravel de vas, frreas, unas
concedidas pelo goyernu com subvenc.Oes, oulras con-
cedidas a jiarticnlares, scoi subvenclo e sem inle-
resse ; varias deslas vas eslao concluidas e prestes a
se-lo; nutras lautas eslao comeadas, e acerca do
oulras lanas se estao fa/endo os esludos respectivos.
Segumlo as leis de 1830 as subveiiroes conslitiiem
um capital dado peto govcrno, que junio ao capital
ministrado pela campanilla be desuado conslruc-
cio da estrada. Os juros seelevama seis por ceuto
do*capital e a um por cenlo desuado ao fundo
de amortisaro. Durante lodo o lempo da cous-
trurc;n el camiiibo esles -juros dexem ser salis-
feitos pelas caixas do estado ; desde u romero
da explorar^! o de una estrada, ilcvem ser perci-
bidos sobre as reccitas ; no caso de in-ullirienria de
producto o estado completa as sommas necessarias,
mas em cambio, se lia excedenle, volla para o llie-
souro publi.ai.
A le delinitiva, que deve ser volada pelas corles,
continua tudas as concess tes feitas ate boje, colloca
os caminhos de ferro no dominio publico, e os clas-
silica em liiilms de prm<;ira, de segunda e fie lercei-
ra ordem. Os cauiiibos ser.ln construidos ou por
cunta do-estado.'ou por emprezas particulares, s
qoaes se ciio.-cde pnr um lempo determinado o pro-
ducto do uso. O gbverna'eshrTrolarjsado a conceller
o lempo e doraeo da garanda dos juro, nao deven-
do exceder de 35 atinas, a contar do dia em que o
caminho ou algunia das suas sececs for enlresuc ao
uso.
Depois da expirarn dos prazoi da concesso, ou
em outrns casos de caducidade, o governo substitui-
r a emprc/a em lodos os direitns de propriedade do
terreno o ile iralwllins, e entrar imiiiedialamenlo
no nozo do caininlio deerro com toilas as suas de-
pendencias, cslares, embarcadoinos, desembarca-
douros, e os cus producios. Durante oscinco ao-
a expirac.lu da concesso. o go-
iso de
licenca, concedida-ao Se. atieres do segundo lala-1 nos que prcccdcreii
llio de infamara Mnoel Bapfista Uibeiro.de Faria perno lera o dircilo de apossar-sc los producios li-
pa, a ir a c-.rte do Rio de Janeiro tratar de negocios i l""'"^?1 caujnbos ,e cmiserva-lo-i em bomestado,
: sua familia, como foi declarado em a ordem do
dia numero 41 de 4 destemez, emquanW esle Sr.
official nao lizer formal entrega da segunda coiupa-
nlmi do incsnio lialalliao, que commaiidava, no sen-
tido das ordeus que nesta data se expediram do res-
peeiivo Sr. coronel commandanle. Assignado Jo-
t Fernandes don Santoi Perora. Conforme,
''andido l*al Ferreira, ajudaiiie de ordeus en-
carregailo do detalhe.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO VE
PERNAMBUCO.
Pars 19 de dezembro de 1853.
Jletpanha. Para estabelecer nlgurnas verdades
que passam desapercebidas niravez o principio prosaico do bem e do mal na vida dos
povos, pode-so dizer com toda a pericia que lie es-
pecialmente |ior meio da eiportnco que um povo se
enriquece. E de que se compoe esta ixporlarao ?
Dos productos rolbi'dos ou fabricmlos no-territorio
nacional. O pro lucio quo he vendido ao estrangei-
rn deve dar ao povo vendedor nao sii o valor iilrin-
scco, miso valor do Irabalbo aercola ou industrial
de que elles tem sido o lijcclo antes .le trauspor a
fronteira. Urna mercadura exporlada be nina mer-
vadoria obre que se rcalisou diversas se a esapreza niio salislizer esta iihrigagao. He con-
cedido a to las as emprezas os teiTenos do dominio
publico, a faculdade de cortar madeiras para quei-
mar, pastos, a pTinisso de abrir carreiras, de abrir
fncailas as florestas da estado, a iseneo dos ilirei-
los de alfaudcsas, de portos, de pharnes, de pfirlay-
goz, ile pontos, de passagem, a facutdade exclusiva
de pcrcelier os direitos de pedagio e de transportes.
Dar-sc-ba que a Ile-panba consiga o inmenso, be-
neficio deque temos fallado ? Anda niio sabemos,
As commisses se cnnslituiram no congresso, em al-
guma a discusso lia sido mu animada, cae prin-
cipio versou sobre a qucslao desabor se a qoal dos
dons corpas legislativos perteureria a prioridaile pa-
ra o exan" e para a discusso do projeclo de lei. M.
M. Vicloria de t.ecca e libagon apresenlaram ao so-
verno da rainlia um prolexlo soltimue contra o de-
crelnreal de 31 de oultihro passado, relativo ao c-
miidio de ferro do norte, cbnsiderando-o como op-
poslo aos direitos das coruotasoes e dos particulares,
em favor de qiietn fofa feila a prime ira concessjn.
Por oulro lado, a liga que lia doos anuos se operou
entre os progresislas e os pretendidos con-ci-vado-
res aproveit"u-se da occasiao desla discnssiio dos ca-
minhos de ferro, para desenvolver nuil fon-a estu-
penda' contra o governo actual. Perante urna crso
lalvez iminiicnle, o: ministros se moslraram dis-
poslus a resistir H oppnsi;o. Mas a 9 de dezem-
bro, depois de dous discursos inui nolaveis, a op-
posic.no, que j tintn tomada o seu partido volou
coolra o poder. Depois dosle voto hostil da cmara
alta, a rainha declaran que o sen gabinete Ihe mere-
cU ronlianca, e baixon o dcrelo segnirrtp : Usando
da prerogaliva quo me he concedida pelo artigo 26 I scisao das potencias cm douicampos; esle recejo
da i-onsiiiuir.Ki ja mouarcliia, e de accordo com a
opiiiao do ineu conselbo de ministros, decido que as
sessoes das corles tiquem suspensas.Todos os sena-
dores funcrionarios que volaram contra o govcrno
esto para ser demididos.
Poitiijoi.Escrevein-nos de Lisboa que as ma-
goas dajnorle da rainha se manifeslaram por toda a
parle lio profundamente como na capital. os cam-
pos a gente mais 'pobre poe fumo ao chapeo, c as
cidades eram insultados os individuos que nao tra-
javam loto. Os signaes da dor publica sao unnimes
e espontaneo--. Todos os partidos tem lestemunha-
dorespeito pela memoria da rainha. Empresenta
do novo regente que parece dever abrir urna nova
era para Portugal, nao aera destituido de iuteresse
iluer-lhe alguma cousa acerca da sessao legislalira
de 1833. Poucas sesses tem sido tilo laboriosas, tao
fecundas em Iralialliosqueprepararan!. .V.alioliraoda
Roda para a venda dos se's, a exliuccan dos pdvi'
legios da companhia de viudos d alt Douro, ope-
raram a emanciparao dos cious mais consideraveis ra-
mos do commercio ,ic exporlacao. Introduzio-se o
systema mtrico, urna reducido das inri las ..las al-
ian, lesas facilitn a impurlac.io do cortos productos,
e proporciouou um novo alimento ao Irabalbo indi-
geua. A conversao forjada de (odas as rendas a
nica laxa de tres por cenlo, prevenio una crise li-
nanceira imminente, de tal surte, que a quola dos
turnios portugueses subi cm toda a parte e tem con-
servado urna tendencia ascencional, e finalmente,
duas grandes vas frreas vao dar a Portugal impor-
tantes communieacoes. O alvo geral destes actos pra-
licados prediz urna dala seria nos destinos daquclle
paiz, d'ora cm vanie associadn s emprezas do espi-
rilo moderno o ao movimcnlo geral c regular da Eu-
ropa. /
Quetlao do Oriente. Os negocios de Constantino-
pll parecem entrar em um [.liase nova; a diploma-
cia que cnnlitiunos seiisoslorcns, ifiiin (empo dado-
parece dever .realisar a sua larda. Todava as nego-
ciacGes de paz niio so as nicas que devem agitar ;
as hostilidades continuam por falta de armisticio. No
casoem que a poltica conciliadora soffra um rovez.
o que he contra tinta a.especlaliva, nina conjunctura
mu grave vem ministrar u sen contingente i'is even-
tualidades da guerra, islo he ; o procedimento da
Servia para com a Russia o a Porta. A situado ge-
ograpiuca desle paiz, a sua vizinbanca com as popu-
lacucsslavassujeilas Austria, pwler ler urna n-
P.ueucia seria e ocrasionar complica^oes ; e os pensa-
dores devem adiar nisso nm assumpto para graves re-
flexdes. Dar-se-ba que os Turcos que progrediram
na Europa desde o seculo XV at XVII, que recua-
ram desde o XVII at os nossos dias, lenliam a ver
ueste periodo decadente do seu poder, a Servia, seu
anligo baluarte contra a Austria, fallar sua missAo
protectora, econservar-se neutral na esperlaliva de
una iiacioialidade complclamente indepeudente?
lie o que talvez podem presagiar os termos em que
o principe Alexatidre l'ieorgewikchrespondeu nota
da Sublime Porta : Magestado imperial, julgo dever
dar a resposla seguinte carta que me dirigi o mi-
nistro dos negocios estrangeiros de V. M. a28deou-
lubro passado:
O goverrio servio sempre eslara dispostn a coadjo-
var a Porta, segundo periuiltirem o's tratados exis-
tentes, mas nunca elle s^-pnilcrsujeilar a urna cou-
sa que Iho pareja ncompalivol com o seu dever.Es-
ta circiiniilancia se aprsenla ueste inomculo, emque
una diuerenea mui hsjjentavel lem lugar entre V.
M. eo poderoso czir. Osal que o co considere cs-
la lula van Lijosa a V. M.Mas o governo servio nao
poderia associar-se a uinajulaqiie appareceu entre
asduas potencias protectoras da Servia.- podeadop-
lar una poltica de ueulrali l.i.lc e de imparrialidade;
llalli resulla que o ouvcriM serbe niio pode penniltir
que aluuin corpo a> tritios (|-ansponlia as soaslron-
leiras filra islo violar a pulilica quo as circum-lancias
IJieordenain. O governo de V. M.ser.i obrisado a
reconhecer que a esle respeito o governo servio s al-
lende aos ronselbos da moderadlo, os qur.es sempre
Ihe bao de servir do auia.Para dar mais energa
sua poltica de neulralidaile elle ordennu a todos os
habilautes do principado que estivessem sempre
prnmptosa executar a* suasordens, quando o^overno
llms Iransmittir. Digne-sc V. M. aceitar como sem-
pre os protestos da minlia sincera dedcaco.
Presentemente as provincias dexaram de ser o
Hiealro da atierra, he no mar que as hostilidades lem
u""*i.- 9 ll0vembBo o almirante, principe
Menschilloll enmmiinicou que o vapor de guerra
lllaimir, capiaoButakotr.quesaliira para cruzar,
entrn a / de dezembro com duasprezas em Sebas-
topol, mua.un navio a vapor turco, trazendo a bor-
da um can e-aninlo-de cobre perleueente ao gover-
no turco ; a mira,nm uaviu egvpcio lamber de
suerra com 10 pecas. A :!(! do iiovembro, o alm-
,ranle ru-so ftrbimoir frenle ile ti navios delinha
forcou a entra la ilo ancormloiiro de Simipe, edes-
iruion'uincombatedeiTMa hora 7 fragatas, 2 cor-
velas, I barca aapor, c ^Iranspurles.
A fragata menos daunilcada one osKussns rondn-
ztram a Mb*dopoldeviaser etregne as ondas do
mar. e Ornan Pacha com asua commiliva Iransporla-
dos no n.-nio do almirante.
Ao passo queos Rossos lravain urna desforra ver-
dadera ,io negocio de Ollentz, a unio intima da
rranca c da Inclaterm cunseguio que os inlercsscs
europeus cuncordassem n'uma aceito coiiimum. Sem
embargo das phascl diversas que se devem alraves-
sar ale a solnco completadas dilllruldades, naecor-
do allameule manifesuido da parle da Austria e da
frussie*pm os gabinetes de Pars o de Londres, be
suIHcieme para applacar de ora em vante as inqoie-
ajocs que bflo conservado os espritus em suspciisn,
ha cousa de dez mezea. 0 venladeiro perico da si-
tnatao consista ccrlamenle na poss|iilida FOLHETIM.

"A
1
0 DQE DE ATHEHAS. < )
(Pele aaaremec de Foadras.)
VIII
f ffonlinuaeBo. )
l.udoviro e Taddeu eram os dous melhores ilisci-
TMilos da fabrica de Ogni-Saiili. Elles tinhain ad-
quirido pela Ai applicai;jo e boa conducta os lima-
res de ebefes de ullicina?.
I.qdovico de um carcter firme c arrebatado tinha
ronirahido urna especie deexallacu depois da prisflo
sle seu pai.
Elle toruou-se bicilurno, e na palavras quo Ihe
wcapavam, deixava ver urna viva irrilariio contra o
tiuque : duba ate entrado na conspiracao dos nobres.
Seu eoracao generoso o fizera amado de sens ra-
maradM, e una inlclligencia Ihe allrahini a confian-
"* dos Pdres, por ordem ilosquaes liuha ido a Klan-
cres ealnelaleira fazer compras consideraveis de
lipara a fabrica.
1 addco, nuil mnrii e de om carcter menos reso-
luto que sen uao, ,. com eCT() dc ,p ,.
;na.lo a ad.ir-l em lll(J pro(.,lrav., sfauif scn
IZEfcZ SSS"'? com "< eo'imenos e opi-
im.es. Sciigemobranaee aleare procurava muilas
Yjes desvia- o de JuaMopi^ia, medilacfles.
* iNo da da fesla de Sa.rtS>.Maria, como'amr liarle'
dosaprendizessedispunliam a as^isiir a elIaT Tad-
deo^rogou ao .rrnao para remjuulo, esperando lis-
Flaviu allrahio sua allenrilo. F.m ni ,.ni a r
...anua, elle, ouviram um inihC gjgj,* g
lea amo esl alli na pnrla I'allor-le. 'ur
Nesse momento a desorden) comern. \ mulher
tinha desapparecido, e a moca que elles lano tiuvia,,,
admirado como se a'dmira a belleza aos vinle aimIM
lornou-se mais que nunca o objeelo de suas nbser-
vacftes.
Kllessegiiiram-na com os olhos. e quando ella sa-
ino do jardiin acompanhada da falsa Cntliarina, fa-
ma em seu seguimenlo ; pois a ra pela qual lom-
ea cnmtuzia a fabrica de Ogni-SuRli, onde mora-
vam. Anda nao dnbam perdido Ilavia do vista,
quando o solucos de urna mulher allrahiramniies a
,il(eiu;ao : elles reconhereramOilhariiia...Susprilan-
alo a verdade, razem-lhe signa! de segui-los, apres-
.sain a passo, e arraucam a mocj a sen roubador.
Mas claridade da lanterna que llumia o lintel,
Lniloviru reconlieceu C.ualliero un bomem que es-
aendia ja os bracos para agarrar a presa.
, Nada pode pintar a udig.iacao .le Vlavia, quando
runheceu o autor do alternad, do qual escapara de
ser victima. Seu pudor oflendido pedia* vinaanea ..
Mas co.tjo descubrir scmclbanlc disolto a seu iia"
Excitando seu resen I miento contra o duque, ella ex-
|Hiiiba-o a urna perda rerla! ,
A fitha de f.utilielmi encerrou em si mesma csse
segredo fatal, e Gualdero lornou-se mais odioso que
nunca a seus. olhos.
IX
Os Florentinos amavam os jogos c as festas. O du-
que de Alhenas com o intuito de desviar a attencilo
publira de seu governo comprazia-se em darespc-
aculos e diverdmenlos ao povo.
I
>
Cf Vidc Of'an'o n. 10,
Para cincnrdar sua poltica com sua a\areza, elle
lililiii instituido um roucurso, no qual os dillcrentes
bairros da cidade poiliavam em magnificencia e no-
viiade /estas, que se davam niutuainenle.
Os premios marcados eram smenle Itouorilros ;
ma3escilavaniasri\allHdes dos bahilanles de cada
parle da cidade, meiu sagaz de erigirle cm dislri-
bifldor dos prazeres pblicos sem supporlar os gastos
dclles.
O bairro de San-1-rcdiano tinha-se distinguido em
(o.los os lempos pela originalidade de seus divcrli-
menlos.
Urna manilas, pelas seis horas, um arauto passeia-
va pelos ras dzendo quelles que quizessem ter no-
ticias do nutro mundo, que fossem bocea da mulo
a ponto de la Caraia oo ao caes do Arno.
Este aviso excilou vivamente a curiosidade da mul-
lldilo, para a qual a novidade he sempre um prazer.
r jVpenas o sol escoiuleu-se por Iras do horisonte,
lodo o povo dirigo-se para o lugar marcado. Ahi se
ofi'erecia um esppclaculo inaudito.
Barcas forradas de prelo presas na ir.argem ou va-
gando lentamente no rio representavam diversas sce-
nas do infernos.
Em orna apparecia urna dansa de esqueletos, que
por una actividade inressanle depois da morle ex-
iavam a macean em quo luham vivido no mundo,
lyriadas de nisoctosziiuiam em lornn dclles vexan-
do-os e piCando-os, c os esqueletos dauravam sem
descanco, sem quexarem-se, nein defeiidcreai-sc.
Em oulra liana estavam, mi meio de una chamma
deslumbrante, as almas de Electro, de Camilla, de
Penlliesilea e da afiecluosa Julia ao lado da de Cor-
nelia, de Camilla, de Marcia e4e Lucrecia.
Em face dessas heronas appareciam Junio Rrulo,
Herarlilo, Zefioii, Anavagoras e Thales. Todos li-
nham vestuarios graves, e sua altiliidc, seu odiar,
suas loicesrespilavam a serenidade, a nobre paz de
om pe.smenlo irreprehensivel, de una vida bonra-
dariieilte passada.
Todos oiivaiii as palavras de Calilo, de Sneca, de
Aristteles e de Pialan, os quaes sentados em um es-
trado luminoso conversavam juntos em urna Imana
l.armoiiiosae rimada, maneira de recitalivo lento e
cadenciado.
Mais tonge vagava urna barca ligeira... n vento in-
coa sins velas llexiveis c transparente. Quatro mu-
mcrcioccupam-na vestidas de prelo, lodas sao for-
mosas, louas cborain...
.'*"* P demonios horrives gritam, urram e
.,.' ''; "", oepois com suas mos callosas e caliellu-
dcslinadosa" "lro 5' CSSCS corl>"i linuos -e deliCi"l"s
a^uf!i?*S vivido para amar.
rsesSumninaair;(lolro U(?uutc
felX,r?!..d.e,,e,np0teHe.
Pouca depois urna nova barca rende a onda aaila-
K parece e.trege ao capricho da correnle. Ncl-
a vc-m-se ...slrumenlos de aopB|icn e ch.unn.as.....
O ar he alroado de gritos e acceiifas de rurur
Caronte, velbo de cabellos branc.,,. es| a^aMo
naexlreimdue da barca; mas parece abandona-la
ao arbitrio do vento. O suor corre-lhe da fronle
nina grande tristeza cobre-lbe as feicoes... cotas de
mague mancham sua tnica branca..". Na frente is
Turias encostadas urnas s oulras Irancaui indolenlo-
menle comas de serpeles, e responden! a rada que-
\a, a cada urro por una risada wlridetile.
lesappareccu. As mesmas indueo, os mesmns de-
sejos aiiimam a Franja, a Inglerra, a Austria r. a
Prussia ; e um protocolo assigsado em Vienna, a .3
de dezembro de 18.33, n'uma conferencia que asss-
liram os rcprcseiilaules das quaro cortes, alleslam a
resolucao coinmim em que cio. Restabelecer a
paz entre a Russia o a Parla midiante condii;oes hon-
rosas para as duas parles, marier a integridadu ter-
ritorial do imperio otlomano, 'cuja existencia inde-
penden le segundo os limites qie os tratados Ihe tem
assignado, he cerlameutc unn Jas condices essen-
ciaes do equilibrio encopen, til lie o alvo duplo -que
as qualro potencias pretendem conseguir. Averiguar
se a guerra actual nao poderii occasionar muditica-
c.es uu estado de posse que o lempo (em consagrado
no Oriente, he res'.ringir o campo e reiluzir a dilfc-
renca occorrida entre o gabiaele de S. Pelersburgo c
a Sublime Porla, a termos que permitlirao diplo-
macia europea excrcer urna ac1o efficaz e reslabele-
cer-soh a sua garanta collectiva urna paz solida en-
tre a Russia e o imperio otlomaiio. As negociadnos
comerariio pela nomeacao oe dous plenipotenciarios,
om pela Turqua, o nutro pela Russia, que se reuni-
rse com oavilas quatro potcicias. Allirmam que lord
RedclifTenvioii a Londres umslespacho telegrapbico,
aiinunciando que a porta ottomaoa desoja a paz. e
que pretende encelar ifovas nfg'.cacfles com lano
que se lbe conceda tn condices favoraveis.
Ouanto ao que diz respeito a guerra dos Knssos e
dos Turcos na Asia, as nolicis s3o extremamente
contradictorias.
r Franca. Deu-se um fac quo inleressa nao
Iran.ji ollicial. niio poltica aclul, apoltica ab-
solulainenle contempornea, mas que opprime com
um peso enorme a poltica de expectativa ede even-
tualidade, a fusilo. Esta reuiiio dos dous ramos
da casa de Bo.urbon n'ama coiumunilade de princi-
pios, de designios ede inleressesde fe desmentida,
lio reclmenle boje nm faci consumado. O duque
de Nemours, chefe clual da familia de Orlcans par-
ti para Allemanha, residencia de exilio do conde,
de Chambord, e ah, concesss mulitas consolida-
ran! uina alliaiica de ora em vante definitiva. To-
dos os (ilbos de cl-Cci l.uz l-'ilippc reconbcccram a
leailimida le dos direilos de llenriquc de lioiirlinn ;e
se obrigaram a renunciar, durante a vida dclle, a
fuaesquer preten;oes ; esle pela sua parle esquecen
uilo i]uan lo tinha causado a desunio das duas fami-
lias ha 60 anuos, o pai do duque de Orlcans. l-'ilip-
pe Egalil, o procedimento do duque de Orlcans,
liosso ultimo re lio lempo da re-.taurac.au. o os de-
zoilo annos decorridos de 1830 a 18IH.-.- Agora Ai.ha
um proteo Ionio binge da Ierra de Franca ; c pondo
de partea importancia poltica de seinelh'anlc aconle-
cimento, ha alguma cousa grande c importante nesta
reconciliacAo dosdbus ramos da familia real de Ktan-
ca, nesta alliancine lodos os neiiw francezes de llen-
riquc IV, no solo do exilio ; ha ncslc faci sublimes
licoes de um ensino grave.
I.'m faci ciiinmercial mu notavel he o grande pro-
gresso na cultura do alaodiioilas nossas colonias de
Alaeria. Por loda a parte os ensaios lem sido con-
sideraveis, _c honran o ardor desta nova conquista
(la prodiicciio colonial. Os colonos pretcndeni v\<-
|dicar-se no anno seguinte coro enlhusiasmo e n'uma
niaior estencao, A esla endura, Urna das esperancas
la prosppridade das nossas pnssessocs d'Africa. O ter-
reno be lao propicio, que exislem certas localidades
nm que a primeira rolbeila j se acha hojo quas n-
leiramcntc terminada, e as plantas anda dieras de
vi laudado, de seva e. guarnecidas de numerosas cap-
ulas aniiuiiciain segunda colheita para o lim do
inez.
Cilteratura. Xestc lempo de prnduccaolillera-
a, nina elasse notavel he a que denominaramos vo-
luntariamente a prc'iccuparao' das obras completas.
I*o meio dos livros uovos exislem antes livros reno-
vados do que realmenteajShvnu. t m dia liavemosde
laliar dos nossos joveus auto'res ; mas entre es* mzls
No meio dos gritos das vctimas, e das risadas el
depois mergulba no lodo os parricidas e assassiuos...
Alas qiiem he essa miilbet trigueira e dbil, qi
cuna sosmba um balel :... Ella esla coberla de en-
reilcs de ouro e prata ; (lores e pedras hrilham em
sua rronle baixa e deprimida.....Todava urna dor
vilenla, cuma febre ardente parecem abraza-la c
cousumi-la... Debaixo de seus atavos urna serpenle
venenosa rne-lhe o coraco : nada pode applacar o
fogo que a devora^.
Ella lem os olhos ardenles c as faces cavadas ;
seus labios finos e aperlados, seu nariz aquilino, e
se" lueix%alrevido uao^jo fallos de expressito.
Ella he moca, magra e descarada. Seus olhos per-
correm a raulldSo, e dissmulando i dr que a ma-
ta, sorri para as chapas que verlem sangue; para os
ollios.que cboram... Niio a reconheceis '.... lie a In-
veja a qual tendo os olhos inflammados eos labios
lvidos, procura derramar seu veneno mesmo alm
do tomuln...
Oulras barcas olterociam aos espeeladores scenas
de suplicio, c as aguas do ro, vermellus pela clari-
dado cor de sangue das tochas e das ehammas, refiec-
tiam tremendo osjuizeseas victimas, os algozes e
os castigos.
Emqnanto os Florentinos espantados e curiosos,
com os olhos fixos, o pescoco estendido e a bocea
aberla, applaudiam essa fesla fnebre, o duque de
Alhenas retirado em uina casaaaystcriosa da runde
la Zecca, ceiava alegremente roj dous de seus com-
panbeiros de prazer, e os instrua no drama que iam
reprcseiilar.
A rea liuh^sido longa, eas libaces frequenles.
.loando a duque vio que seus convidados estavam
bstanle animados pelos vapores do vinho para mos-
Irarem-se atrevidos e temerarios para com e contra
lodos, commiinciiu-lhes a empreza que quera ron-
lia'r-lhes, dslribuio os papis, e lodos prometleram
obediencia a tualtiero;
Pouco depois elles robriram o rosto com una mas-
cara, e acompauhados por soldados da guarda estran-
geira c por criados do duque, armados de lochas,
po/eram-sc a caminho.
Gualdero da varanda segu-os com os olhos al
desapparecerem... Eniao um sorrso infernal se des-
lizo ii pelos labios do duque, o qual dcsceu, ediri-
gio-sc para o lado do palacio dos Priores, onde por
sua ordem liiglielini o esperava ha urna hora para
conferircmsobre os-negocios do eslado.
A noile era de preferencia esndhida pelo duque
para suas entrevistas cam seus rnulidciites.
(iiigiielmi tinha, lia mullos dias, concebido seras
inqiiielaccs sobre a agitado, que se manifestava
em Florenca. Os excessos de t'.ualliero. e o aboso
que elle fazia do poder irrilavam vivamente os ci-
dadaos de todas as classes, c'o clamor publico, per-
cursor da tcmpcsladc, revelara oaecrdo dos parti-
dos cm sen descoiitentamento a despeito da vigilan-
cia inquisitorial de (iualliero.
Cedendo voz da prudencia, Guglielmi tenlou im-
par silencio s suas proprias paixoes, c reler o du-
que no declivio cmqoc corria ; porm nao era mais
lempo:
A influencia do corlezo nao lem poder senao so-
bre as inclinaces dominante- do senhor : no da em
que elle lembra-se de rombal-Ias, tem renunciado
ao favor.
Torno a dzer-le, Guglielmi, disse Gualdero ao
de, paginas omitlidas das .Vitas Confidencia* al-'
guias notas de mais que recolheremos entre as notas
testa melodiosa s> mphonia, um sonlio que conhece-
remos entre os sonbiis dessa bella primavera de poe-
ta ; nesla obra a inda sean encoiilr.i em toda a su-
I.iiini.la.le do seu sopro inspirado, o cantor'das Me-
ditarse Potica* da Harmonas, mas ja se Ihe re-
c.onhece a veia fecunda ; ha particolarineule um can-
to intitulado os Cacalleiros, ingenuo como urna ve-
Iba bailada, maravillo.-1 e palhclira Irislorin dos
lempos heroicos, que parece urna fulhinha destaca-
da do bello livro dourado dos nossos legendarios, po-
bres amores do llermioe e de Trislan, duas bellas
meninos, que o nascimciito separado, e que a Hecha
escapada colera desvairada do'velbo castellao re-
ne para orna vida mclbor.
Tktalro*. Nesla quinzena, o Maupral de Geor-
ge Sand representado no Oieon, emhnra digam la o
que quizerem, obleve o mafs notavel Irumpho. He
a fbula eterna de Leo Amoroso, tratada com a
originalidade de roucepcjlo, com o estylo incompa-
ravel do ilumnenle autor. A obra theatral sabio lo-
da de um dos seus mais bellos livros.
.Vuiii anlian castcllo iuaccessiiel, vivem sete ir-
mSos da familia dos Maunrat* com uns vinle ban-
didos, urna legiilo inteira de demonios. No meio
deste ninbo de salteadores onde lodos os das elles
conlam rapias c orgias. Bernardo de Mauprat, fi-
llio orphao dooitavo Mauprat, em lodo o vigor dos
seus vinle anuos de idade, experiinenlim a influencia
n dos seus sale dos. lie robusto, vUita o districlo,
bebe e se embriaga; mas a embriaguez he o nico
vicio, cuja mancha Joau Torio, o mais velbo da fami-
lia, lbe lenba podido imprimir, s coniece as m'ii-
Ibcres que frequentam a rocha Mauprat, conservou-
se casto por desprezo e por desgnslo. Ha lamhem
oulro lo, ocavallariolluberl de Mauprat. um Mau-
prat da corle, que em lempo qoiz adoptar o orphao
para subirabi-lo falal influencia da sua raei, e
que hoje lem nina tilha chamada E linee de Mauprat.
a nossa joven herona.
Ubi ilia cavalleiro esl na caga. Joiio Torio faz
laes artes que Edme monta n'um cavado. Ao sa-
bir da Torre Mauprat, ella se perde c he arraslada
para aquelle lado. Elle tem para si, que depois
de ter posto o p sobre o lindar daqnelle an-
tro, ella estar deshonrada e deve dar a mao de es-
posa ao primo, c a sua mmensa fortuna. A as!u-
cia triiimpha : Edme conduzida sobre o cavado,
chega sem saber i caverna dos Mauprat, n'uma sa-
la, onde Bernardo acorda do somiio da embriaguez.
halada por elle como uina mulher perdida, ella se
irrita, exige que a respeilem. Estimava a sua re-
putaco a ponto de preferir morrer a ser vista na-
qiiellalioiiiinavel caslello. Quando disse como se
cliamava, Bernardo afondo sauda-a, remullere uina
forca nova, admi.ra-n, e passa a ama-la. Ao passo
que elles permaueceiii alli, a torre Mauprat he ala-
cada pela frca do'dislriclo, e-esl para desaliar
no meio das.cbainraas sobre o corpo dos caslelles
crvados de bailas. Bernardo livra a prima do pe-
rgo que ameaca-a, e ambos ebegam casa do ca-
valleiro que revive o seu ahligo projeclo deadop-
(3o.
He no-te ponto que noneca a obra de Edmee. el-
la ama Bernardo, e pretende fazer dclle um fldalgo
e reslituir-lhe o lugar na sociedade. Procura do-
mar csse espirilo impetuoso que s se submellc ao
seu jugo, e ser para elle o suave precedo, a lei ama-
da, a razan adoravel. Esla lie que era a mais deli-
ciosa parto do romance, esta foi talvez a menos
transportada para o drama.
O joven primo promede aceitar ludo quanlo o in-
commoda, aceitar o estado que o humilhn, as conve-
niencias da sociedade qoe o morllicam. Mas o poder
deM. Dclamarclic, uui lidalgo que aspira a mao da
herona, o torna zelosn. brutal c cobanlcjpara com
Edme. Depois .!c todas as suas revollas, Ueniardo
para se rehabilitar aosodios dele
! sua existencia vai fazer a anona
nunca se demora no campo ; um motivo omnipoten-
te que detem lodosos anuos os caslelhlcs em suas ha-
bil.-ic.oes at o nielado de Janeiro, he o primeiro dia
do auno. Os presentes, sao immensos em Paris : de-
ve-se dar alguma cousaa lodo aquelle que se encen-
tra desde o porleiro al o alimpador de ilumine,
perrurrem-sc lodosos andares da casa, e os amigos, e
os fmulos, e as familias, e todos os lilhos do aenero
humano. Resulla dab que a sociedade moslra a-
penas,a pona do nariz anles desla poca, por causa
desle feliz syslema de economa inis acreditado de
todos os systcmas.
lleno campo que se deve procurar a sociedade. lia
algumas semanas represeularam-se comedias em ca-
sa da condessa de Mozel. no rastetlo de l.iay. Ha
represenlaccsem Dangcemcasa de M. Delagrange,
os papis do mulher jiao representados pela duque- .
za de Isleric : a poni de cancar fn'vej.i a Mad. Rose- lla- "vegOU-fle lodo 0 da 28, a 29 c!
Cheri, pelo conde Erneslo de Magneux, pela prince-
za Nadinc I.abenoll que se engajou como apai Mina-
da. Os salees da princeza de Craou eslao fcchadds
esle invern."
Inglaterra. -1- Abrir a inhiba carta para eommu-
nicar-lhe um despacho telegrapbico de Londres que
nos Iraz urna noticia totalmente imprevista, e acerca
das coiiscquencias anda nao podemos exprimir
porextenso a nossa opimao.
Londres sexla-feira l(i de selcmbro de 18.13.
Lonle Palmcrslon den a sua demissao de minis-
tro d inlerinr.
O nobre Lord recusou aceitar o novo bil de refor-
ma cleilural, propostopor Lord John Russcl no seio
do gabinete.
Lord John Russcl subslilue lord Palmcrslon na
pasta do interior.
.y' recepcao de urna noticia desla nalureza, o pri-
meiro pensamenln que occorre, he quo espanta que
um bomem de eslado, o promotor das ideas liberaes
no cominele, se retire perante urna mocan liberal
para o seu paiz.
Todava a rellexao pode mostrar que scmelhanle
comportamenlo hmenos inconsequenle do que pa-
rece primeira vista. E a crise ministerial que po-
deria provocar esta retirada efleetnada no momento
ila abertura da sessao do parlamento, he das mais
graves acerca dos grandes inleresses que conservar
em suspendo o equilibrio europeii. M. G-
l ; a 15 foz do lago Campia; a 16 ao Parana-
merim do Guajaratuba, por onde andou-seo dia 17,
em que sabiu-se no rio l'urs, e a 18 no Chapeo.
A 19ficou-se^baixodo-Taniiier)r, lugar emque
os indios Muras tiveram amigamente maloca; nu
dia 20. navegou-se, ea 21 chegou-se ao sio do
Hygmo ( homcm de cor ) que habita no Purs,
onde esteve-se o dia 22, ciegando a 23 as praias
do Taboca I. A24'f-se al cima do l'aran-
pixuua; a 25 ebegnu-se ao "Itaituba, rocliedos: a
20 as praias do Quati; a 27, fronteiro ao Arim,
liioar em quqdk esui fundando urna nova. aldeia.
Passou-se ueste dia a foz dlai
INTERIOR.
velhos exislem alguns que. por seren indolentes, na America. Volla no posto"1
nunca escreveram senao a certas horas, e que eslao
hoje renovando em todas as publicac/ies peridicas o
que haviam hincado na estrada ao vento da phanta-
i-ia, obras caprichosas, inspiradas pela impressao do
momento, e Fugitivas como ella ; ou cnto existem al-
suns que depois de lerem erigido gloria litleraria
la Franca monumentos immorlaes, vilo abrindo com
mSo inlerneciila o secrcilo de um velbo inovcl. onde
licaram escondidas py- muilo lempo, em 'virtude de
um escrpulo piedoso, as mais candidas e mais puras
onfissoes das suas lernas amadas, nspirariios inti-
mas da juveutude, luliinlias escripias em loda a ri-
queza das primeiras seosacoes, sem preoccupacocs
estranhas, paainadas hoje publicadas c lidas enm e-
niocao, todas estas prlucfes vivas, levianas, ufan-
tes -. palhelicas, completam a physioiiomia do espiri-
to francez nesta primeira metade do seculo XIX.
Humildes parielarias e grieiosos cipos, ellas vom li-
gar-se para desafiar o lempo dos grandes c graves
ti aliadlos dos nossos contemporneos ; novidades pa-
m as novas geracoes, nao produzem um immeuso ef-
feilu, suas recordaces para as mais antigs sao san-
dalias por ellas como una rala evocaran, que lies
permute segurar om mntenlo pela pona das azas a
bella mocidade desmatada.
Em o numero desles livros novos de antiga dala
exislem alguns que parlioalarmenle excilam nteres-
s pelo grande mime quecos assigna e pelas obras
immorlaes que sao suas irmaas mais seibas ; encer-
rara alguns (raijos desronheridos ,le una grande liau-
ra, alguns capilulos inditos de urna existencia mui
enaltecida por lodos, algumas liabas conlidenciaes
de lima peona gloriosa, alanos acecidos mo ouvi-
doa de uina lyra barmoniosa. Entre ellas, cilarci
upa unta mui pequea,; in 32, que deveria ser urna even
lualidade litleraria ; sao versos-lie Lamartine,Us
/rugmentos de um mema da fita primeira machia-
^valido ao entrar em seu gabinete de Irabalbo, onde
esle o esperava, be preciso usar de rigor para rom
os descontentes ; he preciso punidos ou afiasla-los-
Senhor, isso he lacil quanlo aos nobres e liur-
guezes; mas o povo...
O povo ama-me, tomou o duque, don emprego
as classes inferiores c festas | innllidao : os soldados
francezes rralern.sain com ella, e pago snas orgias...
que mais querem .'
A liberdade, senhor..... e os ganfaloneros es-
tilp despojados de suas handeiras; os decretos que fa-
vorecem as arles e os ofllcos eslao annullados: o
palacio publico esta convertido em fortaleza, sem que
a leioaulorise: os casas viznhas foram derribadas
por ordem de vossa seiilwria, e todava os propriela-
rios nao receberam nenhuma indeniiar5o. O pa-
lacio d.e Slrozzi esl ameacado de 1er a misma sorle:
a comrmii.hao de inleresses flne o povo i nohreza, e
torna mais poderoso o parfido dos descontentes.
as eu imponho tribuios aos biircuezcs ricos,
aioio de prererencu cm .-asa delles'a minha genlc de
guerra ; islo agrada aos grandese populara, a qual
osaborrcceeiiiveja... Demai., acrcsccnlou elle dc-
poi de um Instante de silencio, e com un ar de al-
tivez, mmha alUanca com Mistino de Scala, mar-
juez de Este c sanhor de Bolonln, poe-nie ao abrigo
da Inconstancia e das exigencias dos Florentinos
Senhor, lornou Guglielmi, os Florentinos tem
as vezes accessos de verligem, e' enganam-se sobre
seos verdadeiros inleresses ; porm nao amam os lv-
rannos, c essa alliauca pode vir aserperigosa pa'ra
vossa senhona... b
Oh! que me mporlaiii.inlerroinpeu o duque
contar irado, os caprichos de um pimhachide lourns
que fallam sempre em liberdade sem t-la iamais
comprebendido!.....Km que lempo a liberdade a
pessoa, e ale a vida dos ridados faram raspefladas
cm Florenca? As acias do execulor da repblica ai.i
eslao para darem teslemuiiho da justca que prote-
gen sempre a Miiganca e legtimou a calumnia- des-
sas leis, que sempre concebidas pela violehci.i no
meio das lempeslades foram em todos ns lempos tao
injustas quanlo arbitrarias. Cada parddo vencedor
erigindo-secm legislador lem feto um novo codi-o
em sua vanlagcm sem occopar-se do interesse eom-
uinni; entregues incessanlemenle a uma agitacao fe-
bril, os Florentinos nao tein'conhecido da liberdade
senao os excessos; a vinganca e a injuslica bao ser-
vido de base em lodos os lempos s suas leis, bem
como n sua pretendida liberdade individual...
Elles podem, pois, siibmelier-se ao poder de um
senhor, visto que bao vivido sempre debaixo do in"
ao de om partido... Emfim estob caneado de con-
lemponsar; he prenso que vaipns di'reilo ao mal
para destrui-lo, aiudq quando deva derimar os re-
be des. He preciso para cmliec-los ter espines por
titila u parle, homens, miilheres, padres, esludanles
e lazer que cnntraiain amizades no interior das fa-
milias ; he preciso estabelecer adunca entre o povo
e os burguezes, e excla-los delaejio, fallando as
suas paixoes antes de que a seus inleresses..
Desgrasados dos descontentes! Desgracados dos iui-
miaos de (iualliero !
O duque levanlou-se, e poz-sc a passear entregue
a uma viva agitacao.'
Os olhos penetrantes de Guglielmi nao o perdan)
le vista, e julgaudo quo o momento nao era favora-
vei para continuar seus conselhos salutares, mudou
de conversaco.
Sciiuor, o nolarin Pielro Malava esla anda
preso. que deve-se fazer dellet
Milimcl ic'.-lo a novo inlerrogalorin : pnn-lo de
morle, se confesar, deslerra-lo, se persistir cm ne-
AMAZONAS
FALLA dirigida a' assembla legislativa pro-
viecial do Amazonas no dia 1 de outubro
de IS53, em que se abri a ana segunda ses-
sao' ordinaria pelo presidente da provinc.o,
o conselhelro Hercnlano Pereira Peana.
COKTIXUACio DO NUMERO ANTECBDBNTE.
Honrado rom a nomeacao de 5 de maio do cor-
rcnteaiino, que o Exm. Snr. presiden da prnvin-
oia se dignou fazer de mim para ir explorar o rio
l'unis, munido das competentes nslrucciies, part
"osla cidade da Baria na tarde de 10 de" maio, cm
duas canoas tripoladas por dozc indios, e aconr|ia-
nbado de um rabo de esquadra n doze praras ar-
madas e inun ciadas, e viagei at o lago Curupira,
adjacente a esta cidade na distancia de doze horas
de \iagem, pois s sois da tarde de 11 foi que
chegiiei a esse lago, onde demorci-me al 13, por
ser preciso prepararas toldas das canoas. Sahi
no dia i pela inaithaa, c o anoiteccr estova dan-
seu cavado hoiivesse cansado, p ira um instante, to-
do delirante, dianle da rocha Mauprat. e vclevan-
'ar-se diante de si a sombra de Joilo Torio ; chega
Edmee, que algumas vezes ia > sitar aquellas ruinas,
ouve-se um liro, ella cabe ferida ; Bernardo he ac-
cusado docrime, oiga que a prima j nao o ama,
nao procura defender-se. Enlretantn se descobre
que foi Joilo Torio, escapo como por milagre a mor-
le, que tentara este cobarde assassinato por vingan-
ca. Heanlo he sempre amado, c se casa com Ed-
mee. Ha em loda a acra duas creaces originaes,
Paciencia, um philosopbo primitivo, Maicasse, um
matador de doniuhas, que tahez segundo as neces-
sidades do drama lomaram demasiada importancia.
Esta obra permanecer como uma das mais drama-
malicas de George Sand.
No Ihealro' francez a repelicao de l.uiz XI de Ca-
simir etavigne foi para Bcauvallet a occasiao para
mostrar o seu grande tlenlo, e fazer desla grande
figura uma creacao imlavel. Falla-so em uma repre-
senlarn cm beneficio de MadamasellcGeorae, ser
a ultima apparicao, o ultimo adeos da bella aclriz.
Novaudevlleos Orphetmes de l'atneige, tirado
de Genoveva, o romance de Lamartine, servio de
entrada noyamenle a Madamasellc Pase, a come-
danle graciosa. No vareles Madamasclle Dejazel
se renova lodas noiles pos Tren (laroto*.
(Joanlo niu.ia, o theatro italiano seda/ a innlli-
dao com /. I'urilaiii de llellini, inaravilboi.-imciile
interpretados por ntndamessclle Frezzolini. Marn e
Taiuburini. A Grande Opera esl preparando urna
nova obra de Ol. Gounod Confrec para madameselle
Criivelli. A Opera Co/niune prepara o Elaclc do
.Nord. uma obra indita deMcyeibeer.
./ Sociedade n.socrafica.-PararalIardestagente
a larefa actualmente se vai tornando cada vez mais
diflicil, a socied.ade ari-locralica hoje mais do que
dele anjo adorado da. 4^ 0Ja qi. auoita,
rra da independencia ... ,
decaplo, e como o <"a '0 clic;ou-'Se ao l.aldeirio: a 17 foz
do furo Arjpap: a 18 ao sitio de Jos Antonio
Barroso; a 9 uta pouco cima do lago do Calado;
a 20 ao lago Manarapiiru', onde foi preciso demo-
rar al IV para cqneertar-se as ferragens do leme
de uma das caiiaSTrne se haviam partido. No dia
24 continuando a subir Solimocs, chegou-se de-
fronte da ponU de cima da iflia do Marreco; 110
dia2aao baixo l'aralary, a 86 no l'aranamerim
do igual nonie, pelo qual navegou-se al o' dia 29,
passandoo lago Berun ( detilro j do rio Puns)
no dia 30, e no dia 31 a Joz do lago Caslaulia.
fronteiro ao Beniry, a direila, stibindo o Purs,
esl o Paranamerim de S. Thom.
Junbo.No dia 1. d'eslc mez navegou-se ate
1 pona de cima da illia do Nana, passando-se o la-
,'i> da Estopa, que ica direila subindo, j ao fe-
char da noile. No dia 2 alcaiieou-se a foz do lago
Matilias, |iassaudo-se as boceas dos lagos Surra e
L'bim. No dia 3 cjiegou-sc Paricatuba, onde
existia um destacamento^passando-se n'csse dia,
direita, as boceas dos lagos Cuiua, Cana, Tapuni,
e Xaviana. lieando este a esquerda. Ni'esle ponto
demprou-se a viagem al o dia 5, para preparar-se
a tolda de outra canda. No dia 6 seguindo ebe-
gou-se foz do lago l'aiapu, feando csquenla
,a do Oulro Paricatuba; no dia 7 praia Carapan ;
no dia 8 ao-lago Uarum, esquerda: a 9 ao l'a-
ranamerim do Jan- pelo qual navegou-se os dias
lOell; a l<2 aoParanamerim do macaco; a 13
ao Sabia; a 14 ao lago da Taboca, que fiea diroi-
ago Jacar,- esquer-
jou-so a
praia do Paxiba, e a 30 foz do Tauri grando.
Passou-se a foz do lago Manary; a esquettla, e a
do Tauary, a direita. A viagem de todo este mez
nao foi interrompida por occuitencia alguma extra-
ordinaria, apenas teve-se de soflrer mudas chuvas,
e niit.i praga.
Jumo. No dia 1. d'este inez ebegou-sc tpraia
real de Tauan, a es<[uerda. Navegou-se os dias 2,
3 c 4, e no dia 5 ebegou-se a praia do llu. Durante
esta viagem fugiram 8, gentos Muras, que io scr-
vindo de tripolaeo, teve-se de ficar abi tres dias,
isto he, desde o da 2 al a; e fi preciso mandar
pedir auxilio de gente a aldeia do Arim, o qual
me foi prestado i>elo iudio Tuxaua Mary. Seguio-
se por lauto no dia 3, ebegando a G na praia do
Jabur: a 7 cslava-se defror.te do furo Mualtaii, a
8 na foz do furo Caiaup; a 9 na foz do rio T-
pana, que ficaa direila; no dia 10 -chegou-sea
praia do Macuquirv; a 11 do Aramia, pssando-
se pela foz d Pamahary que ca a direita; a 12a'
praia do Mapualian; a t3 na do Piicntiliaii ;a 14
na do Gauareban; a 15 a cima do Capihau (lago);
a 1C na praia do Judian: a 1-7 abaixo do lagoCa-
quataban, onde bouveram jangadas de indios Puri-
purs; a 18 na praia Arapap, passando-se as bo-
cas dos ros Mucuii c Caqualahan jesquerda: na-
vegou-se ao, longo d'esia praia os dias 19, 20 e 21, '
ehegando-se e 22 na praia do Auhoncny, a 23 na'
do .liarim; a 24 de larde na do Cucianhan; passou-
se ueste da a foz do rio Apituhan: no dia 23 na-
vegou-se ao longo da praia, e a 26 chegou-se a do
Mapuahan; a 27 a do Assahituba, onde passou-se o
dia 28 para concertar uma das canoas. No da
29 ficou-se abaixo do Pacib, passanjo-se a foz do
rio Mary, e a 31 chegou-se do Jurihan. A via-
gem durante todo esle inez foi feila regulai-menlc,
pois nao hoHve cousa alguma alein da fuga dos in-
dios Muras, c da'necessidade de concertar a canoa,
que obslasseoseu curso. Algumas vezes navegava-
se al meia noile, outras nao, e outras parlia-se
tard em coiiscquencia da neblina, que s se dissi-
pava co'm o sol das 8e 10 Iwrasdo dia.
Agosto.No 1. deste mez ebegou-se a'praia Ju-
nicu ; a 2 a do Capim; no dia 3 adoSitualian ; a
4 a do Terrba.n ; a 5 a, do C.atarrban ; a 6 a do
Boto: passou-se n'esle dia a pona do Calal, a
direita : a 7 rhegou-sc praia do Maquilaban, e
passou-se a foz do Cunliuaryhau ; a 8 a praia do
irojdo furo do Vranduba, onde pernoitou-sc, por
nao sor possi'vel vara-lo, o que efleetoti-ao no dia
ajtoiloiLuainru daJaode^ -----Papujan ;^passaius;.u'ess dia iuis.j-ecios..aos
gar. Ja le disse que esse bomem he associadn us in-
trigas dos Adimart e dos Fresrobaldi. lie misler que
0 rigor de seu castigo siria de exemplo a seus clie-
fes'; bem sabes que elles me odciam...
Sim, senhor, lornou Guglielmi com calor, e o
futuro do po.ler de vossa seohoria em Flornra nao
ser assegurado senao depois do ter extirpado do solo
da patria essa casta indomavel e orgulliosa. Mas para
o golpe ser seguro convem apanbar os inimigos do
vossa senhoria em conspirarao flagrante, alim de que
a vinganca possa ler as apparencias da justiea... En-
tan extermine essas familias rebeldes, c o povo ap-
plaudir.
Podes descansar em mim, interrumpen o du-
que apertundo convulsivamente o braco do valido.
Hei de moslrar-Ibe que Gusllicro uao tica airas de
seus inimigos.
Depois de pronunciar calas palavras, o duque guar-
dou o sleioio, e conlnuou a passear. Elle tinha a
barba em desordem c o olhar vago..... Kepentina-
meule paj-011, e passando a mito pela fronte paluda e
lustrosa, disse em voz haixa : .
Basta, fallemos em outra cousa...
E sorrindo de urna maneira eslraula acrcsccnlou:
Quero preparar-me para passar urna boa noite!
Ditas estas palavras, lornou a calar-se, e cabio em
uma mcdilacao profunda.
Vendo-o assim absorto, Guglielmi levautou-se pa-
ra sabir.
Espera, disse o duque lomando a si da dis-
iiaccao. lemos anda que conversar... Espera... ago-
rn me lembro...
Entretanto que pronunciava estas palavras sem
seguimenlo, elle occullava mal sua agitacao. Seos
odios dirigiam-se ansiosamente para ap'orta. elle
pasma a pasaos largos, 011 parando dianle ile uma
janella lancaya um olhar irado pelas Irevas da ra.
lima especie de impaciencia e de colera se roela-
va em seus movimenlos.
Esse eslado de inrominodo durava ha lgiim lem-
do, qnando a pesada porta que separava o gabinete
da galena abrio-se brandamciile, e apparereu a ca-
bera de Francisco, camarista e rnnldeule subalter-
no do duque... lmmedialamenteuallcro dirge-se
a elle... Francisco dz-lhe algumas palavras, o du-
que segue-o e a porla fecha-se novamente... Fican-
do sozuiho, ,uglielmi como hom corlesao leve pa-
ciencia, e bem que *hora fosse adiantada, esperou
com resignacao a volla do senhor.
Um hornero aeabava de entrar no quarto parliru-
Ijir de f,ualliero : seos vestidos estavam em desor-
dem, seos cabellos e fronle bandados em suor. suas
maos c o cabodoseiipunhal manchados de sangue...
Iiidoainiiiiiciavaiielle a perturbarn e o lerror...
l)eivemo-lo dar conta *ie sua inissAo, e voltcmos a
Marco.
... XI
A ininuzade que Marco Frescobald vota\a a
t.ualtiero.de llrieniie era hereditaria. Sen pai Lo-
renzo Frescobaldi, gbelno exaltado, depois da ba-
jadla de Monle-Apcrli, lio fatal ao eu partido, duba
ido a liespanba para olferecer seus serviros ao re
de Aragao, casando-se la com Dona Mercia de Mena,
dama de honor de Constancia de Arago, inuaa de
Manfredi.
O eoracao flel de Dona Mercia conceben logo uma
aversao profunda i familia de Carlos d'Anjou. usur-
pador dos direitos da rainha do Aragao. e esse sen-
timento eslendia-se nclla a todos os partidarios do rei
do aples.
Rgida no odio como dedicada na alfeicao, Dona
Mercia nao desprezou nada para coinmiinicar a seu
lilliousresenlimenlas ardenles que nutria 110 cofara,o,
denominados Gumariiihan ; a 9 a praia do Curiana
passou-se o lago Learinhan, a direila; a 10a praia d;>
Ouary, passando-se a boca do lago Tuniehaii, e bar-
reirs de |icdras. No dia 11 cliegon-se f praia" do
Mainuriban-merim, que licaa direita ; a 12 a praia
do Gamiihim ; a 13 a do Itaripu ; a 14 abaixo
do Caoadu, a 15 a praia do Cuajara, a 16 a do
Arul ; a 17 a foz do Paniny ; a 18 a praia do
Parahaau ; a 19 a foz do Cliinuny. Desle rio se-
gu uma praia grande, ao longo da qual navegou-se.
20, 21, 22, 23, 24, 25,ebegando-se da Pedrei-
ra no dia 26. A 27 passou-se oulra praiagraudc,
pela qual, navegou-se al 31 do mez. Nao bbuve.
uccorrencia alguma exlraordinaria durante este mez,
apenas a viagem foi gradualmente lornando-se mais
dtllieullosa por ir eslreilando o rio, e achar-sc muilu
obstruido de paus &, o ser uio tortuoso, que mili-
tas vezes aconteceu andar-se um dia lodo e a noile
eslar^socom [touco a vaneo pelas grandes voltas.
Selcmbro.Conlinuando a subir o rio, nave-
gou-se os dias 1, 2, 3, e no 4. passou-se a foz do
Igarap Macuiany, em que dizem habitar urna bor-
da do gemios da tribu Jamaroadi; antronophagos,
em numero de quatroccnlos talvez. Assim nave-
gou-se al o da 11, em que passou-se oulro iga-
rap Euac.i, a esquerda, em que igualmente habilaiii
muilos indios Jamamadis. Na foz d'este igarap,
e em urna.praia prxima eslava um acampamento
de mais de cen pessoas que acabaran! de reconcen-
Irar-se por ter dado o repiquete. No dia 12 pas-
sou-se a foz do rio Canaquiry, cujas vertcntcs ruis-
Marco era corajoso, cultivara as ledras e fazia ver-
sos. Gostava de lr os obras i!e Danle, de Petrarca e
dosoutros polas italianos, que nossa poca trata-
r.-im da uatoreza do amor.
Exaltado por essas pinturas vivas, sensiveis e per-
fumadas do amor" divino, elle dola lomado dessa
paixo um scndWciito que participara do platonis-
mo, impregnado da violencia da poca.
Sua cpragem e seu espirito diueriam da coragem e
do espirito dos Florentinos por um lom cavalleirosoe
altivo, que elle lomara da Hespanha e do sangue
materno. Manifestava um profundo desdem pelo
commercio e pelos usurarios, burguezes ricos de
Florenca, designados pelo povo coma denominaro
de pupolani grarni.
A rcpulso que Marco Jhes leslemunhava. gran-
geava-Ihe a sympatlua das classes inferiores, is quass
eslava associadn em seu descuntenlamenlo contra o
governo de Gualdero.
Emquanlo o duque de Alhenas caminbava rpida-
mente para o alvo de sua ambicio, Marco o tinha
seguido passo a passo maniendo no espirilo dos Flo-
rentinos o rollo da liberdade.
Anles que Gualdero fosse nomeadb principe de
Florenca,.linha-sc formado j na nohreza um parti-
do determinado a cmnbaler seus. projeclos lyranni-
cos. Esse partido havia adoptado o nomo de .llighieri
so conbecido pelos socios, e era es:,e o santo escolbi-
dp em honra de Dante, gibelino ardenle, inmigo
do valido da casa d'Anjou o do goveruo dos burgue-
zes. A admirarlo que os jovensYidalgos professavam
pelo Ilustre poeta desterrado, excitava anda mais
sua indgnacao contra o partido, que o condemnra
injustamente.
Desde a larde emque Marco encontrara Flavia na
fesla de Nossa Senliora. havia procurado debalde a
occasiao de lomar a v-la. Seu pai irritado pela re-
cusa que ella runlinuava a oopdr sua unio rom
llisdnmni, e allribuindo-a a alguma influencia de.
fra, tinha exigido que appareresse raras vezes em
publico.
Nessa noile Frescobaldi havi.-i-se dirigid para a
habitarn de Guglielmi. A noile eslava escura, as
ras desertase silenciosas, a fesla infernal, allrahin-
do a inulli lao. dava-lhe a liberdade de approximar-
se da casa de seu inimigo sem receio de ser visln.
Marco senta um incommodo indeflnivel : suble-
vaco de que elle era diere achava-sc completamente
organisada. J.-i os conjurados do exterior liuhan o
santo, os rommaudaiiles dos partidos estavam preve-
nidos, bem como os goiifabmeiros do Espirilo Santo,
ondedeviacomerar o movimcnlo. Os Strozz. os
Mancini, os Kossi o o proprio arcehispo de Floren-
ca estavam 110 numero dos associados.
A revolla devia rehenlar dab a dous dias na rasa
dos Albizzi, onde o duque havia de ir assislir a.uma
corrida de cavados.
Nao lonan da casa de sua amanta Marco eiilrega-
va-se aunia prcorcopacilo pcnivel.
Trtimpliarei! dizia elle romsgo oraulbosa-
niente. I.ivrrei Florenca do Ivranno Mas... en-
ttioHavi.i est perdida para mim !... Mismo agra-
ciando sen pai, levo renunciar a ella... Guglielmi
nao me perdoar jamis o ler derribado seu idolo c
seccado a foote de sua riqueza... Dentis en o abor-
rece .' Mercader altivo, corlean vil, para o qual o
lucro faz vezes de honra... de que le serviro las
riquezas'.' Poderao ellas nunca purificar a fonle em
que as tiraste ?.... Tila ar'roaancia Largueza peder
substituir a consideraran eorespelo de que s des-
tituido '.'... K todava he leu sangue que circula lias
veas de Plavia !... de Flavia cheia de nohrnza e de
gratas'.... Oucrida alma !... amanhaa talvez dir-
te-bei o ullimo adeos !... e minhas esperancas lan-
cada ao vento da adversidade. se dissipariin como a
nevoa matinal ao fogo devorante do sol!...
A esla idea um deslenlo profundo apoderou-se
de Marco.
Liberdade 1 liberdade! quanlo me cusas ca-
ro dizia elle contemplando as grades que goirda-
vam a moca. Dos do meus pas Dos que guar-
dasas margeos profundas que o Arno banha com
suas aguas aquece em men eoracao o amor Ja pa-.
Ira, eajuda-mc no momento em que vou sacrilicar-
Ihe aquella que apoderou-se sle minha alma Daqui
a pouco ah quero sabe? levarei para lenginquas
praias, lalvz para sempre, tua imagem e minha
dor I... lalvez mesmo... a morle...
Marco ficou alguns instantes absorto cm seu pen-
samcnlo; mas sua alma enrgica "So lardou a seu-
lir o santo amor ila patria despertar nclla.
-Genio protector desses muros gloriosos I lornou
elle com um moviroento de enlhusiasmo, aos quaes
devo a vida e aos quaes farei talvez brevemente mi-
nhas despedidas, dissipa estes funestos presagios e
recebe de novo meas juramentos!...
Nesse oslante Marco avislou alguns homens na
ponle, os quaes vinham precedidos de lochas acce-
sas, vestidos de Irages militares e bem armados. Des-
lumhrados pela luz das locha's, elles passaram por
dianle de Frescobaldi sem vc-lo.
Marco na cscnridSo encoslra-se fonle quo havia
no caes da ra Guchiard'uii. e deixando-os passar,
seguio-os com a vista.
Emquanloesses estrangeros conlinuavam sen ca-
minho dir.gindo-se para a ra, o mais moco dotan-.
cbo disse a nm de seus cantaradas :
Estamos certamenle fazendo un triste pa-
pel '
Eia! luavez chegar.i amanhaa, responden o
oulro, o qual embocado em um capole ruivo c leudo
na caneca uma barretina preta pontnda e ornada de
urna pluma encarnada, pareca ser o rhefe da Iropa.
Ajiidando o senhor a satisfazer suas phanlasas, cmiii-
pramos o direilo de satisfazer as nossas.
Os interlocutores passavam nesse momento pcrlo
de Marco. f
Certamenle... se a moc for bonita, nao res-
pondo por nada, pela minha parte, disse o maior da
Iropa, especie de gfganle, coja lez abrazada, rosto
chato e voz resoluta revelavam a origem germ-
nica.
Cala-te. palife I iitterrompeu .. segundo inler-
Ir.culor. Se livores a desgrara de locares em um de
seus cabellos, comigo le lasele liaver.
Ouve-me, lornou o Allemo, nao me anteares,
porque cu poderia lambem...
Eia paz exclamou o mais moco.
O Germnico nao fez caso dessa ordem, e conli-
1111011 ergneiido a voz.:
,. "7 ?il" Prquc pareces desprezar os Allemcs !
lodavia nossos serticos \ .tem bem os dos Franrc-
zes: pergunla isso 00 duque !... e se elle nos pagas-e
nielhor...
Toma mizeravel, e fazo leu cilicio, lornou o
homcm do capole ruivo alirandn-lhe uma bolsa.
Muilo bem respondeu o Germnico apa-
nhando a bul-a no ar, isso he que be fallar como
gcntilbomera.
Desde as primeiras palavras desses descouhecidos,
Marco atacado do um temor iiislinclivo por Flavia,
tinha-osseguido em distancia. Inquieto e curioso
por descobrir sen projeclo, onlinuoH a andar aps
dclles, sem duvidar mais de suas inlenroes, quando
os >o parar dianle da casa de Guglielmi...
CConf(/mar-sc-/io.;
*
. \

-


DIARIO DE PERMMBUCO SJBBJ.DO 14 DE JANEIRO DE (854.

cent nos campos Jo riu Madeira. Nesie rio avistou-
sc dejaseis (Ibas, e cascas eom Indios da irib Ca-
namary (aulropuplugos), os quaes nos vieram logo
encontrar; eram o lodo 63 pcssoas. Por un In-
dio qui; ia ua expedico, que l'allava um pouco da
giria d'esla tribu, soube-se quodepois de conferen-
ciaren) eutresi pretendian ao anoitecer sorprender
as canoas eiu i|uc navegava a expedico, malar a
lodos, c roubar ludo quanlo achassom. Sendo avi-
sado d'esto plano, tiz sabir para o largo as Canoas,
o preparar o destacamento para repellir qualquer
nggrcSsSo que leiitassoni fazer durante a noite.
Pela madrugada conseguio-se dispersa-los, coniprau-
do-se antes suas.ucchas e curabis, o dizendo-lhes
que anda vihha outra canoa airaz, e que ellos fos-
sein ve-la.
No dia 18 chegou-se primeira maloca dos In-
dios Cucamas: no dia 23 aportou-se a segunda, e
lio dia 29 na lorceira, e eonlinuou-se a viagem j
muito diflicultosa lodo o dia 301
Outubro. No dia 2, depois de andar-se o dia
I. chogou-se a quarla maloca dos Cucamas : no dia
i quinto maloca ; no dia 6 sexta ; e no da 9
a stima.
Estes Indios amalocados aos trinla, quarenla, e
nucoenta, viven exclusivineutcdas snas plantaces
di' aipim e bananas de que se sustentan), e da caca".
S.10 alvos, b-'ui feitos os bomens (as mulbercs nao
vio-se nem urna porque as esconden), salvo as ve-
Ibasj, c tem o beico inferior furado : vestem-se de
ponebe. .
Nc- temferramentaalguma estes gemios, e mui-
lo satisfeitos ticaram com alguns machados que. se
lites deu. Empregam esta fcrranienta na construc-
(..iu das suas iibs, porque as plantaces fazem-uas
forc de fogo.
l'icaram muito salisfoilOs quando virao-nos ehe-
gar, porque uutica tinhara visto gente civilisada ;
apenas davao notici de pomos de \4$oa$ que ti-
nhaaj visto'as cabeceirasdo rio Juru.
Muitos d'estes Indios queriara desccr com a ex-
jiedicao, mas por estar a acabar a fai inha que.se ti-
11I19 levado, hesite iraze-los, principalmcnie i>oy
quesendo o principal alimento delleso aipim, e
banana, e nao havendo por longas distancias estas
plantas, necessariamente teriam de soiTre.r.
A ivem constantemente perseguidos pelas tribusja-
uamarye, Apurins c Oainomaris^antropophagos,
que se uucm para persegu-los, roubarem-nos, c
nialarcm os que encomram para sustento.
Fallara por tal modo os Cucamas, que nos pare-
cen) sorem Indios pertencent^ a Bolivia, porque
entre a giria percebem-se palavras hespanholas, co-
mo rliamarem ao machadoachaao terrado
machetafacacuchillo &.
Nao foi nossivel,seguir d'esla maloca para cima,
por que o ro era lao estreilo, e tao obstruido, que
nao dava passagam, neiti mcsro a pequeas ca-
nas.
Regressou-se por tanto no dia 10 fazendo viagem
>cguida, aportou-se nesla capital no dia 30 de 110-
veinluo, pelas oito lloras da noile.
Finalmente^ra toda esta longae penosa viagem nao
leve-se de deplorar sinislro algum.
Barrado Rio Negro20 de dezembro.de 1852.
Serafim da Stlva Salgado. Conforme.
nlllcal maior servindo do secretario, Gabriel Anto
nib Ribciro Guinaraes.
Explicacao de algn* vocabulos empregados
nesle fotetro
Catea- 0 tegumento' externo,* 011 casca de
grandes arvores de certa qualidade, e principal-
menle do jutahi, de que os Indios se serven) para
a navega.;), coseudo as extremidades eom cipo
e dando-lhe a Jornia de una canoa. Ha algu-
mas de tacs dimnscs que carregam cincoenta pes-
soas.
Curabi. Flecha envenenada.
Furo. Atallio entre dous pontos do mesmo
ou de diversos ros por dentro do malo, que se
alaga com a sua cchente.
Oira. O dialecto particular de cada jiaco
ou tribu de indgenas.
igarap. Regato, que se toma caudaloso e
iiavegave eom a endiente do rio em que desem-
boeca. '
Faran-merim. Braco do om grande rio,
que pereorreodo certa distancia torna a entrar no
leito principal.
7 nxua O principal, ou- Muioral do cada
aloVa, ou maloca de Indios.
Vb. Canoa feita de um s pao.
Relaorio de Joo Rodrigues de Medeiros so-
bre a exploraco do Rio bacaxis.
lllin. e Exm. Snr. Tendo sido encarrega-
do pelo antecessor .de V. Ex., por officio de 14
de abril do anno passado, de dirigir urna explo-
rando pelo rio bacaxis, airavessnado as campi-
as ipie medeiam entre as vertcntes deste io e
orlam o rio Tapajs, fim de abrir-se urna va
le communicaao, que dsse transito menos pe-
noso ao commcrcio de Malto Grosso, fora dos ris-
cos e perigos que offerecera as i ni mensas- caxoci-
as, que vedam nesse rio o livre transito, recebi
instrueces do mesmo antecessor de V. Ex. em
20 desse mez, e segu desta capital para a villa
le Maus, onde sou residente, a preparar a ex-
pedico, No dia 12 do maio, depois de me ha-
\urcni sido promptamente prestadas vinle e cinco
|vracas da guarda policial, armadas, e municia-
das, das quaes adoeceram tres, o os trabalhadores,
que foi- possivel pbter, part em demanda da al-
dea de bacaxis. que est situada foz do rio
de idntico nom, aonde me era. indispciisa\cl
mfazer de mas trabalhadores, por isso que os que
em Manes me havio sido prestados, nao" ero
snfficieiiies, alein de ter ah de receber alguns pra-
ticos; que me conduzissem por va inais segura e
menos delongada, as campias.
0 zeloso e obediente director desta Aldea, deu
cumplimento logo e logo as ordens superiores,
que eu levava, e prestou-me mais doze Irabalha-
dores e dous pratcos, um dos quaes foi o A-
danlo do respectivo Principal.
Fui acoirmiettido d'enfermidades, que me obri-
garam a retroceder villa de Manes, afin de ine-
diear-me, mas nara que o servico que me esla-
va conliado nao soffresse, Oz seguir o sargento
da guarda policial Filippe Pinheiro. que com-
niindava a lonja, .com ordem Je esperar-me no
local onde o pralico indicasse, devendo alii for-
mar abarracamento, e tentar algumas exploracdes
a chega as campias de Tiacoro.
Adiando-me j estabelecido. de miulias enfer-
midades, sahi da villa de Maus a 16 de julho,
c subindo polo bacaxis a 20, enlrei pelo allluen-
te Crauirj- _" mu difflcil de havegar-sirpelas
rortes correnlczas, que se anlepoem a navegaeao,
v |idas tortuosidades de seo curso; a 11 do ju-
lho. coni cinco das de peuosa viagem, chegiie
ao focal do nbarracaraeulo onde eslava parte da
i-omitiva ; por qno outra parte havia sabido i fa-
zor atgumas tentativas de exploraco. No da 17
ile julho chegou a expediao, que havia sabido,
descorocoada por causa dos muilos oiteiros, ria-
chos, c uaniaiios que encontraran) fio trajelo, de
I lis Refoila de eoniosti\eis, e depois de algum des-
canco, fiz sabir em differente rumo, c depos de 3
das de viagem conseguiram encontrar urna maloca
de Indios'Mondurucs quasi a raargem do rio Ta-
pajos. Tentando obter eselarecimentos do respee-
. UvoTuxaua, soiiberam'que na rnargem opposla do
dilo Tapajs bavia gente que |iodia dar explicaces
etc. E consegundo vehculos, se transportaram
a outra margen), e com efleilo ahi encontraram gen-
te, queosgukni nos campos, flnde se'acham varias
malocas de Mondurucs. Indagando do Tuxaua
souberam os exploradores, queno-era possivel ehe-
garem ao rio Afinos, por lerem anda de passar
tres rmidavesca\oeiras,dovaradouros, cortadas
de muilos hraeos, que imppssibilitam o transito "por
ierra. No esboco que sob numero 1 tenho a hon-
ra deapresentara V. Exc, se acham delienadas as
caxoeiras, o ponto em que sabio maigeni do Ta-
pajs a expediao, e os bracos ou rios, us maio-
rese oulros menores, que cursa m em direcews di-
versas o centro. Outro obstculo, e o mais insu-
peravel sao, aagnndo informaram os Tu xauas Mun-
duracs, os Indios selvagens das tribus Araras
l'ariniiniins, Matauaut, Jurus, Pirianaus etc. qu
nao coiiseniem, nem que os demais gentos transi-
tes suas matas. Os obstculos que arriscadamen-
te, e com diffcil trabalhoe tiveram de superar na
exploraco de que venbo de tratar, me induzcm a
crer, que, he mpralicavel a abertura da va de
rommunicaco, que so a obediencia ao antecessor
de V. Exc. me obrigou a llar; nao s pelas irre-
gularjdadcsdo terreno, densas matas, graudes pan-
tanos, elevados e irregulares oloiros, immensos ria-
chos ; como pela grande quantidade do gentos bra-
vios, das tribus citadas, e d'oulras umitas que in-
festa m csses campse essas malas, por onde s com
grande numero de bracos c niaiores recursos do que
os quo tive se poderla teiilar-algiima exploraco,
que em resultado final sempre dara a mprocu-
dade da medida. Talvez que de 11111 ponto superior
as caivoeirasdo Tapajs se possa dirigir urna estra-
da as vertcntes do rio Machados, que desagua no
Madeira^ mas quaudo isso fosse pliisicamenle pos-
sivel, que valora ao commcrcio das duas provincias
Malto Grosso, o osla, as sommas enormes que,
alen) do riscos de vida, se dispendessem para con-
scgui-la ?
Ha opiniocs, que me parecem, pelo conhecimen-
lo que tenho do local, que be mais fcil, e menos
dispendiosa, e arriscada a abertura de urna via de
communicaco do rio Cuiab para as cabecciras do
S. Manocl; mas que melliorament traria isso ao
commcrcio, si este rio desagua abaixo das tres' ul-
timas caxoeiras E, alem disto, nao he o com-
mercio da provincia de Mallo Grosso lao importante,
que reclame a abertura de urna via de communca-
eo, que s com muitos contos de res, muito tra-
balho, e fadigas e persevoranca se poder conse-
guir.
Aprcscntaram'sc muitos Tuxauas com seus vas-
salos, c, como sao na generalidade lodos os indge-
nas, comccaiam a exigir cousas, brindes etc. dema-
neira que, para agrada-los, nao s os tralei com to-
da a afablidade, como distribu por clles brindes
como me foi ordenado polo Exm. antecessor de V.
Exc. no art. 5. das inslruccoes.que me transmitlio,
e mossas davidas tive de dspender, do que me fora
prestado, a somma, que va sob o competente ttulo
consignada na inclusa oonla.
N Nao marquei rumo de agulha o trajelo fcito
cm tolla a exploraco, por que tal instrumento nao
possuia, nem me foi prestado, sem duvda por nao
have-lo.
Na relacao sob numero 2 encontrar V. Exc. o
remanesceute dos objectos, quo recebi na iesoura-
ria, os quaes peco a V. Exc. que mande, arrecadar ;
expedindo suas ordens s autoridades de Maus pa-
ra tomaren! coma de tres canoas compradas para a
expedico, c que por me nao seren prestados os tra-
balhadores querequisitei, eV. Excmandou que so
'me dessem, nao as trouxe.
Eis fielmente ludo quanlo fiz, e so nfais nao fiz
foi pelos motivos expostos-
Dignc-seV. Exc. de relevar os dofoitos e lacunas
que por cerlo encontrar nesla succinta exposiejio,
que deven* ha mais tempo te-la apresentado a V.
Exc. a nao tereu sido accommellido de grave enfer-
inidadc, que quasi me reduz ecgueirj.
Tenho cumplido o meu dever.
Daos guarde a V. Exc Barra do Rio Negro 9
de fevereiro de 1853. Illlm. eExm. Sr. doutor
Manpel Gomes Correia de Miranda, primenro vice
picsidente desta provincia. Jo&o Rodrigues de
Medeiros. Conforme. O oiticial maior ser-
vindo de secretario, Gabriel Antonio JUbeiro
(i ui maraes-
Lista das nafdes ou tribus indgenas eonhecidas
na provtn ia do amazonas. Com designacao
dos rios, em cujas margen* residem, ou
donde sao oriundas, e das povoaees que
d'ellas procedem.
Gepo.
Guaran.
Guajuro.
Guanevena.
Guariba.
Guina.
jGuiiira.
tlialiana.
llliaua iialii.
llupiu.
lea.
Irij.
* Iiariana.
Ilalapri.
.lacnula.
Janiim.
Japur.
J.iuhi
Juma.
.Iliqili.
Juri.
Juiiinaua.
'Juru.
* Jurupari.
Mabi.
Mac.
Maeueuona.
Macuman.
Macuxi.
Madauacii.
MameiiK.
Japar.
Miamund.
Miicajahi.
Brurur.
Padauaii, Arac.
. AracS.
Marac-
lnab.
Japur
lea, Japur.
L'aupez.
Madeira, Capan.
Japur, Apapoiis.
Padauari.
S. Fernando.
Coari.
Japur.
Madeira,
Coari,
Juru.
TctTo.
Maripi.
Pur?,
Teffe,
Manaos
Madoia.
Japur.
.Solimes.
l'aupez.

Japur.
Japur, aupez,
Ciuaburi, Padau-
ari, Urubaxi.
L'aupez!
Japur.
Malui, Praria,
Saraur.
l'.analmn.
Japur, Tiqui,
L'aupez..
Negro, liarir,
Mabbi, lruba-
xi, Ajuana.Inu-
ixi, Xiura,
I lili i.-i.
Ararelama,Coari,
Itacoatira, lte-
rendaua, Paraua-
ri o TelTe.
Malura, Maripi,
l'aiauari, S. Fer-
nando, Javar.
Tabatinga, Teffe.
Coari. *
Maripi, Casla-
nbeira, Curiana,
Iparan.
Nages.
Ans.
bacaxis.
Abanas.
Acara pi.
Achouari. v
Adoiri
Agaroni.^
Amarina.
Ambu.
Andni.
Ancaqui.
Apiana.
Aniconj.
Aoaqui.
Apenan.
Aponari.
Apotos.
A raic ;i.
Arara.
Araru.
Ajanan.
Aricunane.
Arrflini.
Arin.
Ariquna.
Aruaqui-
Anilla.
Assauiani.
Aturahi.
Aucruhi.
Baca.
Buenna.
Baibucu.
Baibiri.
Bu 11 ilia.
Bai.
Rios-
Padaudri
bacaxis.
Japur.
Parim.
Juru.
Japur.
Branca.
n
Japur.
A ni I i ui.
Anili.-.
Apaporis.
Madeira.
Caiiaiinj.
Juru, Jutah
Madeira.
Nhamund.
Povoacda-
Itacoatira.
Tcff.
l'aiauari Caicara,
Andira.
Sarac
S. Matliias.
Itacoatira.
Itacoatira.
Fonlc-Boa.
Ara retama.
Caicara.
Madeira.
la I a 1 ni.
Juru.
Madeira.
Mina. Cana Imii. Alara lula lias l'.n-
Majar. aua.
Madeira. <^rarclania.
Aneuene, \aua-
piri, eUatum. Jab.
Juru.
lxi.
Tacul.
Aucruhi.
Sanca.
Juru.

leona, lxi.
Japur.
Bari.
Bauari.
' Bauna.
Baxiuar.
Boanari.
Bug.
Brurur.
Caboquena.
Caburiccna.
Cacalapuia.
Cadananurilaiia. Icana.
Madeira.
Juru.
Icana.-
Juru. "
I aupe/..
Jutahi, Juru.
Brurur.

I'.al 11111.
lea.
Guia,Lama.Longa
Manaos, Mabb,
Saiita'Aima, S.
Fillipc, S. Mar-
celino.
Araretama, Ba-
raro, Caboque-
na, Caldas, Ca-
manan, Camun-
dc, Caslanbra,
Cumara, Curia
na, Fumas, La-
ma-Longa, Lo-
rcto, Manaos,
Marina, S. Ga-
briel, Maracabi.
Mangcrona.
Manda na.
MarabiUina.
Marau.
Alaria runa.
Marnuacii.
Mam.
Malurau.
Mauai.
Mau.
Alan\.
Mavurna.
Meildo.
Mcpuri.
Alelinu.
Alianha.
Moeiuon.
Moraana.
Munduruc.
Mura
Murun.
Muruvcnj.
Oiac.
Opocca.
Orumano.
Pacuna.
Pacuri.
Palpnnui.
Pamm.
Pandilla.
Pao.
Parab.
Paranuam.
Paraviana.
Panana,
Parintintin.
Pariqui
Pass.
Aracari, Bararo,
r.alniqnena, C.u-
mar,Tlacendaua,
Jah, Lama-Lon-
ga, Mariu, Teffe,
Marabilanas.
Cicara,Fonteboa
Teff, Parauari,
Tupi namba rana,
Lusa, Canom.
Japur.

Negro.
Juru, Jutahi,
Javar.
Japur.
Juru,

Juru, Jutahi.
Japur.
Mau.
Japur, Curid-
lana.
Jutahi, Aucruhi,
Javar.
Kic.
Japur, Mara,
Cubali, Curu-
riaii.-. Maripi, Casta;
nheire, Curiana
Juma.
Japur.

Jutahi, Javar. Foiitc boa.
L'rari,Tupinam-
barana.
Uaraici'i. ,
Uaranacoace-
na.
liariparen.
lialiu.
liameeea. .
Uauficz.
Jutahi, lavari.
Uaranacoi.
Ipnia.
leror.
Juru.
L'aupez.
Lereqiicna. hie, Icaia.
gina.
L'mau
" Uovodeny.
Uraric.
L'rinan.
Urub.
L'rup.
Xiua,

Xaper.
Xomana.
Ya meo.
Yauua
Aracari.
I'.oan, Coari,
Iparan, Pa-
rauari, S. Isa-
bel.
Marina, S.
Maicellino.
Juru.
Japur.
Icana.
Aucruhi.
L'aupez.
Juru, Juahi.
Madeira Ararelama.
Japur. Fonte-boa, S.
Fernando.
Mucajabi Teff.
lea, Japua. Matura? Fon-
te-lioa, Java-
r, Maripi.
Javar.
Japur Teffe, Para-
uari.
A Testa do santo, depuia rara africana, eslave bem
soflrivpl, c. posso mesmo dize-to, lina, se atlenderas
posses dos devotos. A procissiio lamliem esleve boa,
e Uve occasia de ver aimiiihu (ile carne) cor de
azeviclie, que luziam ou negrejavam excellenlemen-
le. > mica pensei que liouvessem aojos tostados, au
porque julguc os prelinhos de outra especie essen-
cialmenle difireme da niinlia, como o fazem os ini-
migosda biblia; mas porque estou na anliga crenca
que me ensinou urna velha simi-lheologa, de que 09
preludios licam alvos no eco. A moderna lem feitn
grandes descoberlas.
N'cslc momento dizem-me, que lionlem na ra da
Alagoa, especie de cil, desla cidade, um caruiceiro
charinara a um individuo. Ignoro os molivos, a
11A11 seren os ile instinclo do Churinada dos Miste-
rios de Pari9.
O rondador da profundidade do ventre silicio mu-
dou-se para evitar tomar conliecimento com o novo
chele de policia. Amia aqu um ratSocom um pa
no de ralocira de appanbar thuggt. leos queira
que a descoberla vingue. I
Nenhuma alleracao commercial lenbo a communi-
car-llie. Na primeira dar-lbe-liei algumas noticias.
Nao posso ser mais exlcnso desla vez. Ssude e
ventura, e que se Ihe triplique o numero dos cor-
respondentes, Ihe.desojo, por Iant09 anuos, quanlo*
conloa Mal i usa lem, que foi quem leve ajionra de
viver por mais lempo ncslc val de lagrimas.
Yaura Madeira
Yucna Japur.
N. B. Os inmies das nacuesque lem o signal *
foram accresctuilados r. lista inserta no diccionario
lopographico, histrico, e descriptivo da comarca
do Alio Amazonas, seguido informaeoes dadas pe-
lo actual missionario los ros Uaps, e Icana.
fre Gregorio Jos Marii de Bene.
Os .nomos indgenas u primitivos das princpaes
povoacoes da provincia eslo boje substituidos por
oulros que se llies deu piando foram elevadas ca-
tegora de lugar, de paiochia, ou de villa.
Manaos be a cidade da barra do Rio Negro; Tu-
pinamliaYana ( depois vita Nova da Ranha ) villa
Bella da Imperatriz ; Lujea a villa de Maus; Sa-
rac a villa de Silvcs ; Tel a villa d'Ega ; Marina
a villa de Barcellos.
Amazonas, Soli-
nioes.
Japur.
Inana.
Majari, Parim.
Icana.
Padauari.
Icap.
Tiipinainha ra-
na, Maus Ca-
nom.
Amala ri.
Fonte-boa.
Sarac.
Juma.
Madeira.
Japur, L'aupez.
Javar.
Juru.
Jupan. ,
Branco.
-
Tonantins
pura.
Ja-
Cainboba.
Capucna.
Carahiahi.
" Cora pana.
Caribe. "
Catauix.
Solimes,
lxi.
Arara, Cerero.

Laupe.
Yauapr, Cau-
abori, Branco.
Madeira," Capa-
n, Purs, Ju-
ru.
Ilarendua.
Matura, Fonle-
Boa.S.Femando.
Javar, Tabatin-
ga-
Sarac,
'lana.
Aracari,
daa.
Itaren-
ltaren-
Amazonas, Ma-
deira.
Caluma, Yaa-
piri.
Ic, Japur.
Calu|una. Juma, Jutahi,
Canana. Juru.
Cauaxi. Juru, Jutahi
Cauiar. Japur. .
Cauvicena. Tonantins, lea,
Japur.
Cericum. Yauapiri.Lalun:
C.hanila. Javar.
Chibar Juru , Jutahi.
Chiinana. ' Javar.
Cir.
Clima. Japur.
Cociiriina.
Cocrna. Japur.
Coeuna. Cau|icz.
Colino. Aucruhi, Coma-
lia, Javar.
Comaui.
Comalia. Comati.
Corctn. Apaporis.
* CiiIk''OS. L'aupez.
Ciimneuman. Japur.
Cumuram. Solimes.
Cunamna. .Inlalii.
Cunuri. Nhamund.
Curano. Maravi.Inalni.
Curani. Curina. Japur.
Juru.
Curuax. Madeira.
Cuxiura. Cauaburi.
Decana. Gemi- Invar, Uauper, Juru. Jutahi.,
Coar, Parauari.
Caicra
Matura, S.
nando.
Parauari
Teff.
Coa n,
Fer-
Paxiana.
Payaba.
Pavana. -
Pefiai.
Perid.
' Picassu-lapuia.
Pions.
' l'i rala [ma.
Procoto.
Pumaca.
Purenum.
Pnrupur.
" Quat).
U lien, 1 naca.
Quibana:
Oninhn-.
Sai ni la rn.
Sanar.
Sapop.
Ser.
Scilaln.
Serecum.
Seuabohi.
Siussy.
Slirao.
Sotaan.
Taboca.
Tac.
Tagari.
Taiiuialia.
Tapaxana.
Tapicari.
" Tapi-ira.
Tariana.
Tarum.
Teciima.
Branco.
Ira.
Japur.
>>
Uaupez.
Icana.
aupez.
liraricoera.
Juma.
Japur.
' Purs.
Icana.
Japur.
Juru.
liraricoera.
Juru.
Mucajabi.
Madeira.
La tuina.

Japur.
leana.
Solimes.
Juru.
Japur.
Branco.
Nhamund.
Japur.
Jutahi, Javar.
Mucajabi.
L'aupez.
Japur, L'aupez.'
Negro.
Ini,ahi, Aucruhi,
Javar, Solimes,
Aracari, Tu-
pinamba-
rana.
S. Fernando,
Matura.
Jalap.
Itacoatira.
Bararo, Cai-
cra, Coari,Cu>
mam, Fonie
boa, Manaos,
Maripi,* Ma-
rina, Parau-
ari, S. Fer-
nando, S.
Paulo, i
-. *
Fonte-boa,
Femando.
S.
Coari.
TupinJinba-
raua.
llacoJtiro.
Coari.
Jah.
Teff.
Jah.
Ilaren-
dua.
Sarac
Tcll'e.
Maracabi.
liactiatira.
.Caldas.
Timanara,
Tnipied.
Tora.
Toca no.
" Tucamlira.
Tuciiniji.
Tumbira.
Tupiv.
Tururi.
Lacarau.
Laium. -
Uaiunana.
Uaiupi.
Ij'aiur.
Uamani.
I .'ana na.
Uani.
L'apixana.
Canpez. .
Juru, Julalii.
.Madeira.
Uaupez.

I rariooera.
lea,Ja pura.
Madeira.
Juru, Julali.
Ajuana.
Branco.
Juma, Jutahi,
Japur, Uaupez.
Japur.
Branco.
Fonte-boa,
Javar, S.
Jos, Teff.
Araretama,
I lacia liara.
Fonle-boa,
S. Fernan-
do.
Ilaeoatira.
Caicra.
Teff, Coari.
Coari.
Tu pinaii iba rana.
CORRESPONDENCIA DO DIARO SE
> PERNAMBUCO,
Parahlb 9 de jaaerro de 1854.
Se Vine., meu amigo, eslivera, onde nesle mo-
mento estou, cerlamente que nao pesara na penna
para entrar no misler de noliciu-o. Talvez qne pelo
emblema do papel em que esta he escripia tenlia co-
ndecido, que nao eslou no meu iiii.pots sendo elle, o
emblema, urna balanca parece que necessariamenle
deve perlencer a homcm da justica. Quanlo a pri-
meira parte tem razao e pode ser um Apollo; mas,
se lirou a segunda consequencin, espichou-se, como
se diz rscholaslicamente, c espichou-se solemnemen-
te. Tanlo enganam as apparencias!'? Veja como
anda o mundo as avessas. Estou, he cerlo, fra de
meus penates; mas o papel perlence a homem de
opada, e, com um pequeo irabalho, capaz de cor-
lar quantos nt gordio* possam apparecer'por esle
mundo de ineu Dos. Se en Ihe pilho a espada com
a batanea do emblema do papel, e urna vizinha tjue
nesle momenlo saca melodiosos sons de um violao,
comporia orna linda astrea, nao cega, mas com dous
nllios capazes de allumiar o mundo.....
Ago/a atiendo a que est animado por saber qual o
Ede, em qnc, se por venluia acachara, nao noti-
ciara, nem anda ao Grao Terco. Estou quasi guar-
dando segredo.... Mas emGm nao posso occultar-lhe
nuda-, Eslou em casa de um aiiinaf com um medi-
co i cabeceira, que, ao contrario dos oulros Dypo-
rrales, cania como urna sereia. J sabe que nao lem
elle inlenciics hostis, porque nesle momenlo nao es-
creve o fatal recipe.
Tenho ao lado urna joven que com seus bellos gar-
ganteados me faz esqueccr por momentos, e mesmo
soffrer com resignadlo os enthusiasmos do Dr. Em-
lim aclio-nie em urna apreciavel snciedade, ou reu-
niao de familia, onde cada om brinca e diverle-se,
como pode, n'uma dessas sociedades, que conduzem
m homem ao edn delicioso, onde se esquece as a-
marguras desta vida atribulada. He misler muila
Torca de sonlade para serrar os.ouvidos aos encantos da
harmona, os olhos aos atraclivos da belleza, e eocar-
oerar o espirito, permitla-me a espresso, na limitada
esphera de um chrouisla em'paiz mesquinho de acon-
lecimentos.
Seja ou nilo herosmo no seu lauto, esse meu pro-
ceder, eu entro em malcra porque nao quero Ira-
var quesles com os rigoristas, principalmente ques-
lOesque oflendem miuha laosusceplvel modestia.
Eslou quasi arrepeodido do que Ihe disse em mi-
nha ultima a respeilo da supressao dos das santos,
embura o Gzesse 110 estylo joco-seritf, porque coosta-
me, que l para parles do Fagndes, algons dos an-
tigs hroes da lei do censo se preparan) para reno-
var a tragedia sdb pretext da dita supressao; e eu
nao quero que me constiluam solidario em pensamen-
to cora os laes milUintes, que tetsm mais Je amantes
de desordeis, do que de fanticos pelas anliguidades
religiosas.
Se a senhora policia lomar o negocio em concide-
racao, por cerlo que me pOe em calcas pardas; mas
eu, nesle caso, tere de allegar a excepcao perempto-
ria de que os Fagundenses ho leem seu Diario.
Eu, pelo mo coslume dos velhos, nao quero qae
toquem as saudosas recnrdacOes de minha anligui-
dade, e quando o fazem. lico quasi Jora de mim; c
entao nao respondo mais pelos resultados. Dada es-
sa desculpa, ou como Ihe qAeiram chamar, tornemos
i materia.
Esquecia-me, e anda liego a lempo, de dar-lhe
os parabens peto auxilenlo do seu Diario, que est
heje com propornies alhlel'ics, e sem duvida o pri-
meiro jornal do imperio. Receba, porlanlo, meus
emboras, e. eu lambem os dou a mim mesmo, pois
tenho largo espaco para minhas missivas, que s ve-
zeslem dimensesde testamento de Itraelia.
ltimamente em Alagoa Nova houve urna campa-
nha brilhanle. Foi preso om criminoso de moa|e,
c recorhido fraca cadeia daquella villa. No segun-
do dia, noile, e nao muilo tarde, um grupo de ho-
mens cavallo e armados como" os doze pares de
Franca, apresenlou-se na lal cadeia honoraria, e
golpes de machado, fez urna porta suflicienle sahi
da do amigo preso, que nao se fez de rogar, e foi-se
mudando, como o ajudaram.
Afllrma-me o Merelcs, que os vizinhos, que acu-
dirn) ao barulho, bem louge de Ihes" porem emba-
rac/ns, applaudiram coai risolas o denodo dos laes
campeoes; que, concluida a empreza, tambera se
mtidaram impunemente.
E o que Ihe parece a lal historia'.' Pois nao lieaj.
guma do Tranclo, he historia real e verdadeira,
lanto quanlo o he estar eu nesle momento a escre-
ver-lhe.
l)iz-me o Mereles, que nao se engaa no direto
criminal, que esse fado he criminoso esujeito i al-
eada do juiz de direilo cara passaiem pelo munfcipal,
segundo urna nova lei, que elle l sabe.
Admirar-se-ha de ertar aqu comigo o Mtc!l_ ,
masseassim he, sem duvida se esquece de qne a ubi-
quidade e a mulli-xciencia sao qualdades esseuciaes
daquclle amigo, que chegou honlem dseu passeio
festivo.
Afora o que levo dito, nenliumaa-outras oceurren-
cias (eem apparecidn, dignas de menriio, pela repar-
lico Ihuggal e suas dependencias.
.Depois de tres das de baldada espera chegou hon-
lem o vapor .San Salcttdor, e veio a sea bordo o nos-
so chefe de policia, Dr. Silverio. Eu vi-o passar e
sympalhisei com elle i.primeira vista. Pode ser que
rae engae; mas minhas primeiras impresscs quasi
sempre sao verdadeiras.
Dos queira que elle seja feliz no seu exercicio, e
que possa dar fim sociedade lhuggalx e dos permu-
tantes dos quadrupedes alheios sem ronsenlimenlo
de seus dimos.
As nolicias da corle pouco nos nleretsam, a nao
ser a descoberla dos fabrcenles das iiolinhas, que
lem querido aclimatar esaa productiva industria.
Atiajgoras na estranja sesahia fazer cousinhas
laes ; roashojp, que dos ladriie ptnem tu eruzes.
por ser o secuto das luies, niio lemos uecessidade de
incommodar os vizinhos para ganhar muito era pou-
co lempo.
Eu lenhomeiis palpitos de que por aqu lambem
os algumas machinas das cujas.
Se nao fora a indiscreta curiosidade da senhora
policia, cerlamente q.ie nao havia- melhor meiode
vida; mas cm nutro lempo (loo anliga he aindis-
cricao da lal senhora) j dizia velha que olastima-
va por nao ter um meio de vida, um ladrao, que ora
conduziam Torca! cala-le tolo, que ptimo meio de
vida era o meu, mas nao me deixam continua-lo.
C.erlameulc. que o lal ralio tintn carradas de razao.
Nao sei o como, sendo a industria permiltda ao cida-
diio, se pOe embargos a urna del las, que o ha como
qualquer outra productiva.
A queslao greso-russa por aqu (em feito pouco
furor, a ho ser na classe dos agriculloies.
Honlem foi um dia de grande foi sanca para o po-
yo nesla capital, onde elle, soberano como he, quiz
fazer urna especie de recapitularlo de loda a fesla.
Approveitou a festividade e procissio do miracu-
loso San Benedicto, e gritn, bradou, roncon e in-
commadou a sen talante sem o menor erabaraco.
DEPLTAOS PROVINCIAES SEGLMMI A APU-
RAC.\0 FEITA PELA CMARA MUNICIPAL
DESTA CIDADE.
1 Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcanli
de Alhuquerquc
2 Antonio Alvcs de Souza Carvalho
3 Padre Leonardo Autunes de Meira Hen-
riques
Desembargador Jerunymo Marliniano I i-
gueira de Mello
5 Antonio Epaminondas de Mello
6 .Manuel Jos da Silva Neiva
7 Francisco Carlos Braudao
K Jo iqum Pires Machado Porlella
9 Sebastiodo Reg Barros de Lcenla
10 Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcanli
11 Manocl ClemenlinoCarneiro da Cunha
12 Padre Vicente Ferreira de Siqueira Varejao
13 Francisco Xavier Paes Brrelo
14 Jos Pedro da Silva
15 Aprigio Jusliniano da Silva Guimarcs ,
IG Padre Joaqun) Pinto de Campos
17 Caelauo Xavier Pereira de Brito
18 Theodoro Machado Freir Pereira da Silva
19 Dr. Francisco de Paula Baplisla
20 Manuel Joaquim Carneiro da Cunha
21 Antonio Jos de Oliveira -
22 Augusto Frederico de uliveira
^J2:l l.uiz l-'lippe de So.,za l.eilo
JA Rodrigo Castor de Albiiquerqne Slaranliao
25 Padre Marcal Lopes de Siqueira
26 Francisco Haphnel de Mello Rogo
27 Francisco do Reg Barros Brrelo
28 Lourenco Francisco de Almeida Calanho
29 Francisco de Assis de Oliveira Macicl
30 Joao Francisco da Silva Braga
31 Jos Francisco da Cosa Gomes
32 Silvino Cavalcanli de Alhuquerquc
33 Joao Jos Ferreira de Aguiar
3+ Cosme de S Pereira-
35 us Mara Moscnzo da Veiga Pessoa
36 Desembargador Caclano Jos da Silva San-
tiago
37 Francisco Joao Carneiro da Cunha
38 Jos Quintno de Castro J.e3o
39 A ugoslo de Souza I .ea o
40 Caclano Eslellla Cavalcanli Pessoa
II lunario Joaquim de Souza 1.cao
42 Abilio Jos lavares da Silva
43 Joaquim de Souza Reis
h\ Domingos de Souza Leio
ii Antonio Coelho de S e Alhuquerquc
46 Manoel Francisco de Paula Cavalcanli de
Albuqnerque
47 Jos Maria Freir Carneiro
48 Jos Rodrigues do Passo
49 Joao Vicente da Silva Cosa
50 Francisco Gomes Vellozo de Aibuquerque
I.n
51 Padre Antonio Francisco Goncalves Gui-
maraes
52 Antonio Rangel de Torres Bandeira'
53 Joaquim Pires, Goncalves da Silva
54 Padre Franrisco Rochad Pereira
Medeiros
55 Tenenle Bernardo Pereira da Carino
56 Manuel de Alhuquerquc Mediado
57 Florencio Jos Carneiro Mofcteiro *
58 Bento Jos da Costa Jnior
.59 Anlouio l.uiz Cavalcanli de Alhuquerquc
60 Angelo Hcnriques da Silva
61 Padre Venancio Henriques de Resende
62 JoAo Valenliin Vilella
63 Antonio Carneiro Machado Rio
64 A dolan Antonio de Cuna Freir
lint de
803
800
743
714
697
690
685
680
663
600
575
569
557
551
549
549
542
533
524
519
517
506
506
498
485
484
482
482
474
464
463
462
459
447
438
431
428
425
424
419
412
409
407
398
395
395
391
383
381
371
370
366
365
365
354
354
351
347
321
314
308
296
293
293
CMARA MNICIPLA DO RECITE.
6. SESSO ORDINARIA DE 15 DE DEZEM-
BRO DE 1853.
Presidencia do Sr. bariio de Capibaribe.
Prsenles os Srs. r. S Pereira, Mamede, Reg,
Oliveira, e Carneiro, abrio-se a sessao, e foi lida a
acta da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do fiscal de Sanio Antonia, pedindo-so
mandasse pagar ao cirurgio Joao Domingues da Sil-
va; a importancia de 3 exames sanitarios que feznos
dias 9 e 28 de outubro ultimo.Mandou-se pallar
mandado.
lima informaco que esta- do fiscal de
S. Jos, relativa a pelicao de Bellarmiiio Al ves de
Arocha. requerendo que a pra^a pisoria de fari-
nha daquella freguezin v3ltaase para o sen anligo lu-
20.Hennque, Jiranco, idadeseis mezes..
dem.Manoel, pardo, escravo, idade seis mezes.
dem.Amalia, branca, uascida em 4 de agosto
de 1851.
23.Pedro, pardo, .lade duus mezes.
dem.Crispim, prclo, escravo, nascido em 25 de
outubro deslc anno.
dem.Augusta, branca, nascida em 31 de agosto
de 1850.
27,Maria. parda, escrava.^oascida cm 2 de outu-
bro do corrcnle anno. r
Ideip.Guilherme, semibrauco, nascido em 3 de
fevereiro do correle anno.
dem.Manoel, prclo, escravo, nascido em 3 de
marco de 1852.
dem.Leandro, branco, nascido em 23 de maio
do correle auno.
28.Felismina, prcta, idade anno e meio.
dem.Jacinlho, pardo, esclavo, nascido a 12 de
selemhro do crrenle anuo.
29.Maria. prela, cscr'ava, idade dez anuos,
dem.Cesarlo, pardo, escravo, nascido no do
corrente mez.
Ao lodo 33.
S. Antonio 5 de Janeiro de 185.
O vrgaro, / enancio Henriques di fetende.
REtACAO DOS BAPTISADOS NA MATRIZ DE
S. ANTONIO DO RECIFE NO MEZ DE DE-
ZEMBRO DE 1853.
Dias 3.Antonia, parda, nascida em 3 de feverei-
ro do corrcnle anno. *
4.l'inbelina, branca, nascida em 19 de outubro
deste.
dem.Gaudino, braned, nascido em 1 de mareo
de 1850.
dem.Olimpia, branca, nascida em 21 deselem-
bro de 1852.
dem.Maria, parda, escrava, nascida em 29 de
outubro do crrenle anno.
dem.Jos, branco, nascido cm 22 de setembro
do corrcnle.
7.Alaliba, branco, nascido em 25 de marc,o do
corrente'.
8.Amalia, parda, idadeseis mezes.
dem.I.auriida, branca, nascida cm 14de oulu-
bro desle auno.
dem.Adolplio, branco, nascido em 13 de abril
desle anno.
8.Jos, branco, nascido em. 7 de outubro do cor-
rente anno. <
dem.Thomaz, branco, nascido em 31 de outubro
desle auno.
10.Jeronca, prela, escrava, nascida em 15 de
agosto desle auno.
11.Flora, parda, idado quinte mezes.
dem.Emilio, branco, nascido em 28 do setem-
bro deslc anno.
dem.Isabel, parda, escrava, nascida em setem-
bro de 1852.
dem.Anna, parda, nascida em 5-de agosto do
correle anno. ..
dem.Salyro, pardo, idade dez mezes.
11.Henrique, branco, nascido era 11 de feverei-
ro desle anno.
12.Francisca, prela, nascida em II de abril des-
le anno.
13.Anna, branca, idade dez ineltes.
dem.Gemiiiana, branca, nascida em 17 de de-
zembrode 1836.Sanios leos.
dem.Jucundiuo, branco', nascido cm 21 de jn-
Iho desle crrenle auno.
16.Decio, branco, nascido em 15 de outubro do
correle.
17.Manoel, pardo, nascido em 28 de junho desle
anno.
dem.Afionso, pardo, idade oito mezes.
18.Rila, parda, escrava, idade mezes.
dem.Joao, branco, idade dous mezes.
dem.Pedro, branco, nascido em 6 de uovembro
desle anno.
dem.Mara, branca, nascida em 9 de outubro
de 1852.
18.Rosa, branca, nascida em 29 de junho de cor-
rente anno.
23.Benedicta, branca, nascida em 26 de julho
de 1852.
21.Amaro, branco, idade dez mezes.
25.Trifina,' branca, nascida em 13 de selemhro
desle anno.
dem.Manoel, pardo, nascido cm 29 de dezem-
bro de 1852.
dem.Francisco, branco, nascido em 2 de de-
zembro de 1852.
dem.Carila, branca, nascida em 18 de outubro
do correle anno.
dem.JoSo, branco, nascido em 11 de novembro
do corrente anno.
29.JoSo, branco, nascido em 21 de.novembro do
corrente anno.
30.Mara, branca, nascida cm 29 de fevereiro do
corrente.
dem.Francisco, pardo, islade um anno.
31.Francisca, parda, escrava, idade 44 anuos.
Sanios leos. -
dem.Olimpia, parda, nascida em 29 de outubro.
do corrente anno.
dem.Climerio, branco, nascido cm 31 de julho
de 1847.
'dem.Jos, pardo, idade cinco mezes.
dem.Joaquim, pardo, escravo, nascido em24do
agosto-desfe anno.
dem.Jeronymn, pardo, escravo, nascido em 30
de selemhro deslc auno.
Ao lodo 47. *
S. Antonio do FlrciTe 5 de Janeiro de 185-1.
O vigario, renuncio Henriques de Resende.
SEFARTICAO' DA POLICA.
Parta do da 13 de Janeiro. ,
lllm. c Exm.Sr.Participo a, V. Ee. quedas
partes '-'nje recebidas nesta reparlicao. cousla terem
sido presos: a ordem do subdelegado da ffcgneziade
S. Anlpnio, a parda Francisca Borges da Fonseca,
por crime de rcduzrr \ escravidao pessoa livre: cr-
dem do subdelegado da freauezia de S. Jos, o p're-
to Paulino, escravo de Jos Lourengn de Gouvein, a
requisicao desle; e i ord cm do subelegado da fre>-
guezia da Boa-Vista, oportuauez Manoel de Souza
Teiieira, o crioulo Joaquim Ferreira <|os Arijos, e o
pardo Manoel Leandro, lodo* sem declaraco do mo-
livo. e esemo pardo Joao, a rcqoermenlo- do se-
nhor.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria-da policia de
DIARIO DE PH.IH.WUC0.
So lemos recu*do pcranle riespeza alguma para;
melhorar aparte moral e material da nossa empreza
quer nopaiz.qur no estrangoiro. Ja possoimos do-
us correspondentes m Pars, es quaes cumpram suf-
flicionlemenle as raipeclivas obrigarOes. Entretanto
oulroescriplor elegante e de alia reputariiolilleraria
nos propoz urna lerceira correspnndeiicia,que nao he-
sitamos aceitar, visto o iulercsse que a variedade da-
noticias c do bello estylo em quo sao redigidas, ha de
offerecer neccssariainente aos Icilores, A primeira
correspondencia do nosso terceiro eoltaborador cm
Pars, j foi publicada em o uumero 3 deste jornal,
e boje publicamos a segunda.
gar, visto se achar concluida a obra doquarleirao da I |ernambuco 13 de Janeiro de 18.,*,Itlm. e Exm.
ribeira Desnarhouse delarandrt tu^utii-h-wn cf Sr' c"soll|e"'o Jse Denlo da Cunha c Figueiredo,
nueira uespaciiou-se.declaranao queseaclia)a er- | pragije,lle oa ,0Vincia.O desembargador Cae-
feciuadoo regreuo d^praca. tanoJotida Sida Santiago, ciiefe de polica iu-
ro apprnvado um parecer da com'rnissao de poli- terino.
cia, dizendoler examinado e adiado no caso de se-
ren approvadaj, a* coalas de receilae despeza muni-
cipaes, perlencenles ao mez de novembro ulllmo, ve-
rificando ler passado para o exercicio do mez corrcn-
le um saldo de 3:5605rill rs., ja Consumido em des-
pezas, rujos documenlos.disse, Ihe foram prsenles.
A' vista da pelirao de Joao Manoel de Seqneira, re-
querendo que se Ihe marcaase o praz de Stmezes,
para remover a lenha da na da Concordia, a cmara
concodeu-lhe melado do lempo requerido, reforman-
do assim a sua decisao do 13 do corrente! e mandn
expedir ordem lerminanlc ao fiscal de S. Antonio,
para nao consenlir que se acrumule mais lenha ua-
quelle lugar.
Esleve em praca a obra da parede de divisas do
quarleirao da ribeira,acabado de rcconslruir, e ados
reparos da ponlesinha da Tacar una, sendo urna e un-
ir arrematada por Manuel da Paixo Paz, aquella
porlOUSOO rs., e esla'por 167*>00 rs., sob Cian-
ea deAulonio Bnlelho Piulo deMesqnila, e Antonio
Francisco Correa Cardozo.Resolveu-se que se ofli-
ciasae ao Exm. presidente da provincia, propondo a
alleracao da planta da llapanga, indicada no pare-
cer da rommissilo especial, lido e approvado em ses-
sao de 30 de novembro ultimo. '
Despacharam-sa as petiroes de Anselmo Ferreira
Camara.de Bellarmino Alves de Arocha, do desem-
bargador Caelano Jos da SllvaSauliauo.dc Fran-
cisco iimcalvcs Aleixo. de Joao Manuel de Soqueir
de Joao l.uiz Ferreira Ribciro. de Manoel do C;
Ribciro, da viuva Quinleiro & Filhos, e levanlou-se
a sessao.
u, Manoel Ferreira Accioli a previ no impedi-
mento do secretario.Declaro em lampo que o pra-
zo concedido a Joao Manoel de Seqneira para a re-
mocho da lenha, he de 3 mezes e u3o de 4, como por
engao se disse cima. Accioli o deelarei.Barao
-de Capibaribe, presideule.ilarrot Brrelo.Cu-
metro.S Pereira.I taima.Oliveira.Reg.
Mamede.
Temos muito prazer em publicar a seguinle caria
que he mais una prova de que a liomceopalhia lo-
dos os dias enriquece suas fileirascm iiovos prosely-
los, que mi a vao applicando com o mainr successo,
Ou vao recebendo os beneficios das applicares de
seus remedios.
Resta-nos snpplicar instantemente ao lllm.Sr. Ilr.
Barala, e aos oulros qne como S. S. s:lo dolados de in-
lelligencia e compreheusSo.quc nuoarrefecam do ar-
dor com que sededican ao bem da humauidade ;s
Dos pode recompensar tan bas ulenrfies e sublimes
esforjos. Receba pois o Sr. Dr. Barata nossos sin-
ceros agradecimentos polos grandes beneficios que
vai fazendo aos seus scmelhanlcs.e pelo immensoser-
Bernardo Antonio de Miranda, meu presado e leal
amigo.
Cumpre-me por lanto pedir no meu amigo, que ce-
dendodesna natural modestia constela que en me
explique, anda que resumidamente, sobre esle
ponto.
Achava-me en no no Rio de Janeiro, qnaudo me
foi dilo pelo meu amigo o Exm. Sr. Dr. Paula Bap-
lisla, que recebera do Sr. Miranda urna caria, naquat
Ihe pedia que me dissesse : qne elle Ihe linha dado
ordens para me supprir de lodo dinheiro que eu all
precisasse ; roas sendo Dos servido, que os meus
recursos de eniao chegaseem para prever as minhas
necessidades na corle, nao Uve occasiaoje valer-me
de seu generoso ellerecimenlo, o qual empre me sera
lembrado ; mas nao he este sement o IcilemunJio
de verdadeira amizade o affeiro, qne elle me Tcm
dado.
Apenas retiroorse fom a sna Ilustre familia para
o seu engenho do Brum, aonde cosluma passar o es-
lo, dignou-se elle mesmo de me ir huscar'a minha
casa, cenduzindo-me couisigo em um carro sua, do
referido engenho, aonde fui recebido e acolhidopor
elle e tuda sua familia, durante o espaco de quasi
dous mezes, que nella resdi, com lao vivas e since- .
'is deinonslra(;Oes de amizade e inleresse pelo meu
reslabelecimenlo, que anda eu nao sei bem decidir,
se seria melhor guardar silencio sobre esle assumple,
ou publica-lo sem puder detalladamente descreve-lo;
mas o silencio poda ser traduzido por urna intmslruu-
sa ingratniao, e a pulilica<;ao aquem da verdade para "
quem lano a deseja manifestar, prova apenas (eu o
/econheeo: a minha insuficiencia para urna fiel eexac-
la descripcao dos enlimentos que mais honram ecn-
nobrecem o corarao humano, e nesle caso fcil rae
foi resolver por um dos lermps dn dilerama.
Todos os que me conhecem sabem que cu sou de
um* profunda ignorancia n'arle de dissimular ; e
cerlo ile que ninguem ina far a injuslica de pensar
diversamente de mim. declaro pnr mim. e por toda a
minha familia', ftn resumo dos favores que tenho re-
cebido do meu amigo, e do meu eterno reconhci-
menlo por elles ,que o melhor pai seria aquello que
tanto se inleressasse pe* aade de seu (illin, quanlo
o Sr. tcnciite-coronel Miranda ie interessou pela mi-
nha.
E porquc,senliores redactores, quiz a Providencia,
que en nao podes-e retribiiir-lhe por um modo equi-
valente os numerosos obsequios que Ihe devo.'peco-
Ihes encarecidamente a insercao deslas linlnw no seu
Diario, e ao Sr. Miranda e a loda sua familia, que
as receba como urna effusao da minha alma, c inle-
pretaeo genuina do meu aaradecimenlo.
Sdu sinceramente, senhores redactores, seu a mi-
go e obrigado. .Vendes da Cunha.
--------Vf.VH%v---------
Srs. Redactores.Havendo presenciado os tac-
tos occorrdos, o pracados na ra do Trapiche do
ba'irro do Recife por alguns Porluguezes, em virtude
da vinda a este porto do patacho portuguez Arro-
gante procedente da ilha de S. Miguel, despacha-
do logalmente para o do Rio de Janeiro, com esoala
por esle do-Pernambuco, com passageiros para um
o outro porto, e leudo visto a inqualilicavel animo-
sidade com que lem sido invertidos era diversos ar-
ligos publicados ueste Diario os actos e o proce-
(limeiito por tal motivo do cnsul de Portugal es-
ta provincia, o Sr. Joaquim Baplisla Moreira, en-
lendi nao dever,ficar silencioso, e ao contrario re-
ferir essas oceurrencias como as presencie^ o mas
de que sou sabedor, para que as pessosis asumas-c
Ilustradas de qualquer na^ao possam fazer o seu
juizo imparcial, e. avaliar modo infiel c odioso
cnn que, quer em particular, quer em publico ha
de proposito desfigurado tudo meia duzia -de loncos
e intrigantes, e oulros tantos inimigose desafeicoa-
dos'jjraiuilos dogr. Moreira, ou invejosos da sua
posifao, vendo assim um meio asado de arrestar
a lins reprovados os portugoezes incautos, na sup-
posicao de conseguirem a salisfacao de seus depi-a-
vados planos de ha muilo combinados.
Tendo cliegade s aguas desle porto na larde do
dia 27 do passado o navio referido, deu fundo no
lameiriio, vindo Ierra mais tarde o seu capitao, e
o sobrecarga para se enlendereiu im os correspon-
denles do navio nesto porto, depois do que segui-
ram para bordo ; passava j das G horas. Jio dia
seguinle (28; foi o Sr. cnsul informado que o pa-
tacho trazia a seu bordo um numero de passageiros,
que nao eslava de aecurdo com a sua lotaeao, e
tendo verificado por diversas possoas a verdade de
quanlo se Ihe havia dito, ofliciou ao Sr. capitao do
porto para.que pela sua parle mandasse proceder a'
una vistoria no navio sobre certos determinados
quisitos ; oque foi promptamente fcito, indo para
esse fim a bordo do navio os Srs. 1 lente da ar-
mada Ricardo da Silva Noves, ajudante do mesmo
Sr. capitao e patrao mor Jos Faustino Porto;
communieando oiicial e dnpois verbalmenle o Sr.
cnsul esla sua medida ao capilo do navio, aos
consignatarios quando se apresentaram no consulado
cora os papis e documentos de bordo pettoncentcs
ao patacho: intimando ao primeiro, e exigindo dos
segundos outras mais providencias, que julgoune-
cessarias, nao si pa regubrdade no desembarque
c conveniente accommodacao dos passageiros, que
tivessem de desembarcar, ou quzessem aqu icar;
como para poder dar cumplimento s ordens, que
a tal respeilo tem do governo de S. M. Fidelis-
sma.
Dando o Sr. capitao do porto resposta no dia 29-
ao oflieo do Sr. cnsul, eom o parecer por' copia
daquclles peritos, deu este conhecimenlo delle ao
capitao do navio o seus consignatarios para queso
cumprisse quanlo aquelles julgavam necessario fa-
zer, isio : que se desembarcasse pelo menos una
quarta parto dos passageiros, que o navio havia
auiduzido, o que feito, eram de opinio que o vaso
linha esporo e siificienie alojamenlo para as mais
pessoas que licavam a bordo; o bons e baslantos
niaiitimenlos e aguada para o seu sustento ato ao
Ro de Janeiro, ou anda para urna viagem mas
longa.
No dia. 30 pela manha constou que algumas
pessas se i]ueixavam do Sr. cnsul na supposiro
de nao lerem havido providencias, e tendo-ine diri-
gido ao consulado ahi fui sabedor, o tive as pravas
de quanlo deixo referido, mostrando depois o Sr.
cnsul em reseado asrdeos, que lem do govenio
portuguez sobre esle assompto ; pelo "que endo-se
verificado odesembarqne demais de90 passageiros
de ambos os sexos, numero excedente quarta par-
te dos que condiizio da ilha de S. Miguel o dilo pa-
tacho, nada mais cumpria fazer ao Sr. cnsul, que
dar seguimento ao despacho do navio para o Rio
de Janeiro, estando para essejfnii o consignatario
n cliancellara do consulado, onde depois clie-
gou o capitao do navio. I'ui entao (era quasi
meio dia) quo principiaram ajuntar-se algumas
pessoas, as quaes eiilendendo-se com o Sr. cnsul
lies explicou esto as providencias necessarias, o
convenicnles qe tinha dado, e que nada mas po-
da ou tiuha a fazer; coni o que se retiraram patv-
cendo convencidas do que se lhes havia dito. Mais
larde voltou urna pessoa ao consulado, e deolarou
alio o lmm som, que una das passageiras do navio-
se ochava em um prostbulo, c. inmediatamente o
Sr. cnsul dou os pasaos necessarios para que por
parle da polica fosse varejada a casa apuntada, o
que se fez logo por inlervenco do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira, subdelegado do Recife, o
RELACAO DOS BflOTISADOS NA MATRIZ DE
S. ANTONIO DO RECIFE EM NOVEMBRO
DE 1853.
Dias I.Palrcmiano, pardo, nascido em 13 de ju-
iho deslc auno. .
dem.Adelina, branca, nascida em 23 de selem-
hro de 1852. *
3.Dellna, parda, idade 3 annns.
5.Wiz, pardo, forro por caria naj olas, nascnlo
em l.i de jaucirn deste anno.
demMaria, parda, nascida em lfi de maio des-
te auno.
ti.Brisida, preia, escrava, nascida em 8 de ou-
lunro desle guillo.
dem.Dina,
maio deslc.
dem. Julia, branca,
deste.
dem.Rento, branco, nascido cm 12 de feverei-
ro dilo.
10.Joaquim, branco, nascido em 30 de oulubro
dilo.
13.Quitea, parda, escrava, nascida emC de se-
tembro dilo.
dem.Ignacio-branco, nascido em li de oulubro
dilo-,
dem.Alberto, bronco, nascido em 9 de feverei-
ro dito.
dem.Luiz, prelo, escravo, nascido em 27 de ju-
lho dilo.
prela, escrava, nascida era 15 de
nascida cm 6 de agosto
mortal Samuel liahiiiieinuu, esc cora os pequeos
recursos de nossa apnuca.Ja nlelligenciae nenhuma
inslrucra.) pdennos ser ulil em alguma cousa a S.
S. ou a outro qualquer cpie se digne honrar-nos rom
su8s cartas, leremoso m aior prazer era responde-las,
como couber cm nossa* tercas.
Consultorio honia-optatliico ra dn Collegio n. 25,
primeiro andar.^Dr. /.ofto Moscozo.
lllm. Sr. Dr. Pedrc- de Mliayde Lobo Moscozo.
Perenne saudc, e lodinos hens que o possam feli-
citar sinceramente an'nelo a \. S. Dirigiiido-me pe-
las sabias doulriuas d-j Jahr, e jodiciusts explicaces.
que V. S. se dignou dar minha consulla, tenho
applcado o remedio hoimeopalhico ua bolica, que
mandei comprar a V. S. coni o mais feliz resultado :
hej curado molestias amulas, e crnicas assas |ierigo-
sase mesmo algumas, que j hiiviam esgotano uniros
meios curativos, rumo de indo posso dirigir, sendo
preciso, a V. S. iinntestavc* documentos daqucllas
familias, que lem gozada do sal litar heneliriq da lio-
mipopathia. Nopdo a humauidade ileixiir"de tri-
butar rcconhecidoK encomiosa um too proficuo sxs-
tema, ceua V. S. pela benignidade e franqueza,
com qiic se presta para tirar todas as din idas que se
me ollerecerem, que serfio umitas er consequencia
da minha, quasi llalla, ioslrucro inoilica, que pro-
curarei augmentar com os esludos, que. forera
compalivcis com minha prolissao agrcola. Quanlo
cima allirmo, nao deve sersuspeilo, porque nenhun
inleresse percebe, alm das fadigas e despeza, rece-
bendo cm recompensa rnente o agradavel prazer de
ser ulil a meus seroelhantes. Prncurarei occasi.'
de palentear a V. S. meu sincero rcconhefimf'lo-
Permuta que en me-assigne rom o maior respeilo c
considerarlo. De V. S_. dlseipnloamanlevaiieTadof
criado c obrinadssimo.Ferpando IturaladaSHra.
Engenho Japaranduba 10 de Janeiro -le 1851.
dem.Maria, branca, nascida em 11 de junho
dito.
11-Bernardlno, sem i lira neo, nascido cm 31 de
agoste dilo.
dem.Anna, parda, nascida em 31 de julho
dilo.
15.Fumino, pardo, nascido em 8 de outubro
de 1852.
dem.Izidro, preto, escravo, nascido em I de se-
lemhro do crlenle anno.
CORRESPO\I)EMIAS.
Srs. Redactores.-Rio sao ocr.ullos aos meus ami-
gos, e as pessoas que me conhecem, os meus soun-
menlos nervosos desde 1850. por causa dos quaes rui
ao Rio de Janeiro, aconselhado por alguns protessn-
res de medicina ; mas posso alirmar-lhes, que vollei
no mesmo estado em que daqoi sahi. H"je pnrm
acho-roe complelameiite reslahellecido, o glorio-me
de confessar que. mediante a prulecao divina, devo
o raen reslabelecinieuto ao lllm, Sr, lenenle-cqronel
v*
vqo que prcsla o scienci, inspirada por Dos ao im- qUal lambem j linha sido avisado Mr-'tercoiia
pessoa, e fazendo conduzr para a casa .do consu-
lado a passageira ein queslao, onde declarou tantas
qnantas vezes Ihe foi perguiilado, e pcranle mais de
30 pessoas lor alm de 18 anuos de idade, bayef
embarcado por inuilo sua vbntade, o nenhuma
violencia ler soffrido ; accreS'enlando querer segntr
para o Rio de Janeiro eom as suas coiupanheiras de
bordo.
Esle fado; pprm, que prate ler sido denuncia-
do publicamente para se poder especular, o ebegar-
se conclnsaci?o plano antea paila mente assentado
senioa novos e\ploradoros, os quaesjunlando-se'a
aigfms dos primeiras, quo j hayiam estado na por-
ta e casa do consulado, para ahj se dirigiram apr.-
senuindo o aspelo de um perfoilo inolim, dizendn
improperios, lanc.-indo ameacas, e fazendo ial 3S.
suada, que mais paieciam Imnuyis loucos, do que
pessas, quedeviaiii prezar-sc e respeitar a autori-
dade conciliadora e officiosa do sen cnsul, a cuj.is
aelos devem dar loila a forra moral de que neoossi-
liiin.wiiida iiiesniu quamlu as eclamacoes que Ihe
dirigiam fossem justes, legaes e f.las m regia.
Nesle oslado de agitanan, julgou o Sr. consol
conveniente o auxilio de alguma forea policial pa-
ra con ter os amotinadores e evitar'desaguisados e
secnas desagradaveis, para qufrso prcpainvain al-
guns dos reunidos, pois leudo nesse enlrrlaiilo en-
trado na casa do consulado o sobrecarga dn navio,
nao s foi insultado porte da enlrada, mas anda
ehegaraiii a pr-tSe as mos, preludiando assim
as boas disfAifOa em que se arhqvam esses
homens pacifico* de tudo conseguirem pelo*
meios brando*! /
Algumas dessas pessoas qe se liaviam reunido
na ra, subiram ao consulado, e fazendo, nao re^
rlamacoes fundadas ou observaces justes, mas exi-
scncial, ou antes imposieocs desarrazoadas laes co-
mo ; a entrada do navio para dentro do porto, n
desembarque de todos os passageiros, mesm con-

K
i f
;i
, >



V
A
*%:,



ira sua vontadc, e anda depois a prisao do cap-
lio o do sobrecarga ; lhcs repeli o Sr. cnsul o
une- ja por mais de urna vez lhcs hava dito, polo
que retiraram-se mal contentes; declarando da ul-
tima vez aquelle quo parecia dirigir os reunidos, quo
Mes iam buscar providencias em outta parte.
Lrestendo as exigencias a rospeitu dos dous, para
<[ucm se pedia a prisao, porque talvez fosscm tidos
o navidos nos nimos exaltados de algunsdos reu-
nidos como reos de enormes crtmes, para os quaes
wohouvesse mais appello, foi iieressario e pruden-
te acaiitelar o sobrecarga do novo insulto, ou an-
da do maior atlenlado ; oblando o !jr. cnsul que
aquelle fosse acompanhado alea capitana do porto
(onde devia os|iorar o capilao do navio) pelo Sr. 1
lente Silva Ncves, a quem o Sr. cnsul peilk) o
uso de todas as suas Mas maneiras para com a
gente reunida na na, afim de que no estado de
exaltante ara que alguma dclla' se acbavao se nao
desse o mais pequeo pretexto a algum acto pre-
meditado, ou accidenta, que tivesse de ser lamen-
tado polas possoas sensatas. Posto o sobrecarga n
capitana do porto, nao sera vozeria c assuada
los reunido;, julgaram estes que a occasiao se lhes
Havia escapado de conseguirem os seus desejos, e
entao novas evidencias foiam feitas, que liveram o
niesmo resultado ; e como falla do una victima
rioviam procurar oulra, rochio a esculla no capi-
llo do navio, de quem geralmente so dizia bem,
como ouv a diversos passageiros ; sendo preciso
que desde a sua sabida do consulado at a Capita-
na do porto, onde cinbarcou com o sobrecarga
para bordo, hissn garantido pela polica, nao tos in-
sultos e gritos ameacadores com que ossa multidao
ilesordcnada o brindava bocea ebeia, mas de al-
gum alfea&do, como eJIes pareciam desojar, o
querer levar a effeito, pois que unt individuo ja
se acbava com urna podra empalmada. Seguindo
o capitn con o sobrecarga para o navio, logo apcis
foi tamban o Sr. cnsul, com mais duas pessdas,
para per si niesmo ver se liavia algum passageiro
mais, que quizosse desembarcar nesto porto, alm
dodocnle que vc'io para trra ; c apenas un menor
ftwstrou osse desejo, que foi reprimido por sua pro-
jiria mai, a (pial querendo seguir para o Rio de
Janeiro nao conseniio desligar-se da sua compa-
nhia; logo o navio se .dirigi para sau destino.
No ctanlo que se davam esuis ultimas occor-
rencias, os ebefes dos pronunciados desengaados
da sua impotencia contra o Sr. cnsul no cumpli-
mento do suas obrigaces, enlenderam devor diri-
gir-so vDrhalmenlc,. e depois encaminharer urna
n^reseiilaoo escripia ao Sr.\ice-consul de S. M.
Britnica, como se este funeciouario, ou outro
qualquer da mesma gerardiia, tivesse o dimito de
nlervir as decisoes (anda que injustas fosicra) de
um consulado estraiilio, legalmenie representado
pelo seu respectivo chefe, fazendo aquclles com ,se-
mefliatite procodi ment urna offensa a prinieira au-
toridjiteda provincia, em qnem deViara confiar, o
cumpria recorrer em caso extremo.
Os homens sisudos e inielligenles, despidos de
provencao, que rarain a devida annlvse, e qualifi-
quem toda esta serio de despropsitos, se nao lou-
ciiras, que so podiam ser praticados ou pela nex^i
perieiicla e nseusatez, ou [icla m f de homens
ignorantes, exaltados ou malvolos ; |>or cujas con-
sequenrias, a nao ser a modoracao e prudencia do
Sr. Moreira c das autoridades do paiz, tal vez nos
tivessemos hoje a lamentar em Penis mbuco algu mas
desgranas. Tome cada um sua parlo na.gloria,
que Ihe deve caber de to boas aceoes; que cu te-
" s em vista referir e nao commentar!
f. L.
Pernambuco, 12 de Janeiro de 1854.
PllBLICAOES A PEDIDO.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBADO 14 DE JANEIRO DE 1854.
3 caijas e 2 fardos tecidos de algodao a Fov Bro-
thers. *
5 fardse* caias tecidos de algodAo :a James
Ryder & C.
> cnivas e 1 gigo ferragens ; a J. J. Ravootl.
2 saceos amostras a diversos.
CONSULADO (JEMAL.
Iteiidimento do da 1 a 12 ... 8-87->*858
dem do da 13........' 1:833*53
10:7088310
PIVERSAS PROVINCIAS.
Kendimeiilododia 1 a 12.....1'732SiOG
dem do da 13 f......' 1969293
1:9289699
Expc
OSf. bacharet Joaquim Baptiza Moreira, ofll-
ciando 10 noveno porluguez em 12 de abril de
1830 acerca dos Porluguezes fallecidos em Pernam-
buco, concluio o referido seu offieio com ele tpico,
trecho, ou cousa que o vallia, c que vai sem consa
que duvida faga /logo a I'. Exc. se digne mandar
P>">licar o mencionado mappa para conhecimenlo
dos fallecidos, ele.....
(fiazelados Tribunas de Lisboa n. 1210 do 13
ejulho de 1850.)
Ora, eis-ahi esta o modo como procede um bom
cnsul, que qner dar publicidade a lodos os seus se-
to, e ao mesmu lempo pretende que cheguc no co-
uliecimenlo dos morln, que elle* falleceram, e que
ce esli ao cufcdo do Sr. cnsul!:!
maim
Senhor.Depois de dar a V.S. os parahens.por ler
relio a viageni mais rpida de que ha menora, entre
Livwijpol a Pernambuco, (do 18 dias e 15 horas ) lo-
cando em Lisboa e S. Vicente, a fim de receber cur-
van, prefazen.lo assim urna demora de dous das e 6
horas; nos abaixoossigiiados, passageiros pelo vapor
fratileira, aproveilamo-nos desla occasiao antes de
res tepararmos para salisfozer a um desejo natural,
eJf'mir "s "sos senlimentos, pela allncao que
""f "J* a bor"j do vapor, e que as mais das vezes
fcra do nostn alcance poder rclribuir pessoal-
menle; porm como um corpo collrclivo. somos uua-
nime em lestemnnhar a nosi aralidao ; pedimos
per lano que V. S. aceite este memorial como indi-
cando ostiossos wntimentos de sratidilo como o ni-
ca tributo que actualmente esl ao nosso alcance.
^ Uettjamot ioceramente agradecer a V. S. pela at-
leaco e corlezia quo nos lem mostrado, o pela iu-
rawavelvigilancia na navesarSodo navio, oque lo-
dos admiramos. Isualmcule Ihe desojamos todas fe-
licidade* e prosperidades, eque a nova eemprchen-
dedora coropanhia a que pcrlence o Braleira. pos-
ja apreciar o seu talento nutico e comporlamenlo af-
aeel^doiiiesrno nio trforro com urna recumpensa ampia e justa. Antes
porem de nos despedirmus de V. S. teios un dever
a rumprir que nus he muilo grato, c que nao be in-
'f,1"??1'**..0 rJ,lcr,"1>s menta delle em urna caria
VigidJaV S.
i_aummame>ilc nhrlgailos a companhia, pela
W*tacee de muilus mellioramenlos modernos nos
cummodo do vapor, chamando altenrao especial s
easws de bando e casa de gelo, eao asente da compa-
nhia, petaiprosfusao com que o navio ha sido sup-
E?-S_*'ir* rr*no para a commodida.le dos
pawaEeinM. lia cutre nos alguns que tcm alLravessa-
tooatlanlicosrit ou sele vezes, e nodem atseverar
"*" ,na', "sradavel que amis ten-
ia feile, com muilo prazer nos subscrevemos. (as-
-guauee Viscondo de Miraaaia. John Hu Aogo. riirclicrer*-ll. Winter. Fraucisco.le
a.Al re Joso Alvcs Jos l'ercra Barboza.
Joaqnmt Alvet Moreira. Jos Piulo tioncalv
garlea II. Crakrr.Jantes L. Morgan!II.
A. Knoop\Win. olderK. II. Bland.I)r. A.
Jrrate, Com, de S. M. Multan ti. S. Milics.
Pernambuco 21 de Janeiro de 18i.
GOMMERCIO.
rRACA DO RECIPE 13 E JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac,ocs oflicines.
Cambio obre Londres a 28 d. 60 d)v.
Ho sobre Parsa 345 rs. por franco.
Deseadlo de letras de 1 a 2 mezes12 por cont an
anno.
ALFANDEOA..
Reedimenlo do da 1 a 12. 113:92S51
dem do da 13....... 11:3219117
_,iortacao*.
Parabiba, luale nacional fc'jwdlafiO, de 37 tonela-
das, co.,d,ui o seguinle : 6 volumes fazeudas,
25r!un abCbBbUOKIA Dli IlE.NjAS INTERNAS CE-
RALs, DE PERNAMBUCO.
Rendimenln do da 13 "2.VM17-
CONSULADO PROVINCIAL.
Ren.limenlo do da 1 a 12.....18:2169220
dem dod.alJ........ 99:ia039
19:23992.)9
MOVUVIENTO po PORTO.
.Vacio entrado* nn Pirans-* dias, lancha brasileira *; da> Onda*,
le 29 tonelada, meslrc Manoel Bernardo Jos da
l.osl,r, equ.pasem 4, carga assucar ; a Joao da
. i ainlia Guimares
GrMnock59 dias, galera incleza VUemmt Sadon,
de .>1 toneladas, capilao Enos Huahes. equipa-
, gem 2*. carga carvo ; a Deane Youle & Compa-
nhia. Seguio para a Babia.
Londres50 dias, palacho \ns\er.IUizard. de 131 lo-
nchlas, capilao Atkins, equipaein 10, carga la-
hoado e lijlos; ao capilao. Seguio para Austra-
lia, sen destino.
e Naci* fallidos no memo da.
Havre(alera Tranceza Grande Pattline, com a
mesma carza que troaxe. Suspendan do lameiiMo.
New-BcdfonlBarca inelcza liriksliiir. com a mes-
ma carga que Irouxc. Suspendeu do lameirao.
FahnoHlhBarca nprlusucza Mara Jos, capil.lo
Jos Ferreira Lessa, caraa assucar.
Rio de Janeiro Brigue bcasileiro Firma, capilao
Cielo Marrolino Gomes da Silva, carga vatios g-
neros. Passageiro, Abilio Cesar Ribeiro, Sebas-
tian Martn de Azevcdo. Valerio Serapiao Mar-
tin de Azcvedo e 4 escravos com passaporles a
cnlrecar.
demPalacho brasileiro .y. Francisco, capilao A-
Cosliuho Ncry da Silva, carga varios gneros.
Conduz3 escravos a onlrezar com passaporles.
Para pelo MaraiibaoPatacho brasileiro Jiaephina,
capilao ChristovAo Hcnriqnes Andrs, carga va-
rios gneros. Passageiro, Bernardo Fernandes Vi-
anna. .
EDITAES.
125:24-19073
W Deitarregam hoje 11 de Janeiro.
arca nericBna T Minewta farinha c bolach-
nhas.
Barca frauceta y0e mercadorias.
arca iiurleca /io;id,_,|em
IJrle inglez Delle bacalhao.
lia nacional Duridom r- gneros do paiz.
Importacao .
Barca ingleza fhondda, viuda de Liverpool con-
siguada Johnstoo Paler & Companhia, manifeslou
o seguinle :
33 barrios agua de soda, 23 ditas limonada a
Schramm Whaielev & C. ""'.'"'da
73 gigos, 22bamca el cesto lonra, 2barricas cn-
lilaria, 10 molhos ac ; a E. II. Wvalt & C.
75 barris manleiga ; a Holh A Bidoulae.
i fardo lecidiis de la* ; a James Craldree & Com-
panhia.
8 paroles tecidos de altodo e laia, 21 fardos e i
ecidos de alsodAo, (U caizas e I fardo lcelos
* iiirtio, I cana handeijas, 50 barris manleiza ; a
Jolmslon l'alrr ti:.
W lonetadas rorro brulo ; n C. Slarr & C.
aIC'"1e* 'eci',os,io M. W fardos e 22 raizas leei-
'?o, | eaiza lencos do seda, 1 da vellu-
do. iditatccdosdelinh,; Plo Nash & C.
t !H 7 b?,idn- m rreiros de ferro, 1 bar-
?? t^T*.*'"" S'^" ferragens, 1 mu-
rlmldemun.eao,1 g.gocoiervas;a S.|P. Joliiw-
1 cala conservas; a Bt. j^;,.
31. barricas eerveja a caizs quinqu.lh.rias 3
fa*terMosde algodao ;a Adamson t,o"ie&
borricas envadas ; a A.V. daSilva Barroca.
a>autoe 1 ceslo huir, 6 tardos 3cayas lendnc
de aiKudo; a Mr. Calmonl fi, C. # 'd0S
21 fardo*, e 41 raizas Uflos d atco.|n_ j.-,
ted*a de linlio, 31 caivas miudeza, Va h! iban&
20 toneladascarvo de pedra ;ao capilao M. Co-
aachie.
rse
ili
ry O Il!ni. Sr. inspector da ihesouraria provin-
cial, em cuinprimenlo da ordem do Ezm.'&r. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
lia 26 de Janeiro prozimo viudouro, vai uovainenle
a prara, peranle a jimia da fazenda da mesma the-
ouraria, para sereinarrematados a quem pormenos
lizer, os Irabathos da conservacao da estrada da
Victoria, avahados em 5:5179600.
A arrematacao ser fcita por lempo de um anno, a
contar do da "cin que o arrematante lomar conla
da estrada, e sob as eondicies abaizo copiadas.
As pessous que se propozerem a esla arremataran,
cernina recan na sala das seasdes da mesma junla," no
lia cima declarado, pelo ineo dia, compelenlc-
menle habeliladas.
E para constar se mandou a(lkar o prsenle c
publicar peto Diario.
Secretoria da thesourarij provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1853. O secretario, A,
Ferreira d'Annuneiacao.
Clausulas e'speciaen para a arrcmalacSo.
1. Os Irabalhos da conservaran pcrmaneiiled es-
trada da victoria serao osenla .los de conformidad?
coni o orcamenlo approvado pela dirceloria em con-
sclho, e apresenlado a approvacao do Eim. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um auno, c na
importancia de 5:5178600.
*'*<>ilgarnento da importancia d'arrem ala rilo
era dividido em prestares mensaes de urna duod-
cima parle, vista do cerlilicado passado pela di-
rectora das obras publicas.
3. Para tu'do o que nao esliver determinado as
presentes clausulas e no orramentn, sesuir-se-ha o
que dispOe a lei provincial n. 286.Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuinprimcnlo da resolucao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que nodia 26 de Janei-
ro prximo vindouro.vao iiovamcnle praea para se-
ren arrematadas a quem por menos lizer," as obras
necessarias a fazer-se junto ao acude de Cnruar.
avahadas em 1:9809000 rs.1
A arremetaco ser l'eila na forma dos- arls. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiae abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparegam na sala das sessoes da mesma junla! no
dia cima declarado, pelo mcio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 11 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
Clausulas eipectaes para a arremaaedh.
1.a As obras necessarias a fazer-se junion acude
de Caruaru pora evlar-sc as fillrasdes. serao ezecu-
tadasderonrnrnudadocomo orcajnenlo approvado
pela directora em conselbo p apresenlado a appro-
vacao doExni. Sr. presdanle da provincia na im-
portancia de 1:9809000 rs. ,
2. As obras principiariio no prazo de um mez c
terminarao no de dous, contados conforme o art. 31
la le n. 286.
3.a A imnorlaucia da arrcmata'co sera paga em
duas preslaroes iguaes, sendo a pvimeira qunndo
homer reilo a melado das obras,easeaunda na orca-
siaoilo recebi ment.
4." Para ludo o mais que nao esl esperflicado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha a le n.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
OHIm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlojla resolucao da junla da fa-
zenda, manda larcr publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vui novainenle a pra;a para
ser arremajado a quem mais der. o rendimenlo do
imposto do dizimo do gado cavallar nos municinios
abaixo declarados:-
Liinoeiro, avahado animalmente por 589000
Brejei, por 3(1;}000
Boa-V isla etxu, por 1S89000
A arrematasao sera Celia por lempo de tres anuo,
acontar do 1. de julho de 18531 UO do juuho
Os licilanles coiiiparcr.am na sala das sessoes ua
mesma junta, nodia ocima declarado, pelo mcio dia",
com seus fiadores compelenleincnlc habilitados.
t para constar se mandou aflixar o presente o mi-
Micafrpelo flirt. ^ '
i Sec[S,i,'i" ,U Ihesouraria provincial de Pcruara-
buco 17 de dezembro de 1853.O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
. ~ O '"'" Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuinprimenlo da orderrr do Exm. Sr. pre-
sdeme da iucia de 22 do correle, manda fa-
zer publico, quo nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindonro, peranle janla da azenda da mes-
ma Ihesouraria, se ha dearremalar quem por. me-
nos lizer. a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Pajeu de Flores, avahada em 4:0018000 rs.
A arrematadlo ser feila ua forma doa arls. 24e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de malo de 1851, '
esob as clausulas esperias abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremala-
rao, comparecen! na sala dassesses da mesma jun-
ta, nos das cima declarados pe meio dia, comne
lenlemenle habeliladas.
E para couslar se mandn aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 34 de dezembro de 1853O secretario,
-Inloiiio Ferreira- WAnnunciaeao.
Clausulas especiaet para a arrematacao.
1," As obras di-le acude sei.lo fcilas de confor-
inidade com as plantas c orcamenlo, appresentados
uesla dala a apiirdvacao do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:001801)0 rs.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, c seriio concluidas u de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arrematarlo ser paga
em Ires preslaee* da iiianeira seguinle : prime ira
dos dous quiilos do valor lolal, qiiando li\er con-
cluido ametde da obra ; a seziiuda iguala primei-
rn, depois Me wvrdd o tefnio de recebimenlo pro-
visorio ; a lerceira llnalmenle, de um quinto depo-
. O arrematante ser lbrlgadu a communiear a
repariirao da obras publicas com antecedencia de
MI das, o dia iixo em que lem de dar principio a
exce.ur.ao "M obras, assim como Irabalhar se-
guidainenle rluralile 15 dias.alim de que possa o en-
genlie.ro cncarregado da obra assislir aos primeiros
traballios.
5.a. Para Indo o mais que nocslivcr^specilicado
as prsenles clairsulas. seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. _O secretario, Antonio Ferreira
d'Annuneiacao. y
O iOm.fr. inspector da Orsouraria provincial,
em cump-imcnlo da ordem^oo Exm. Sr. presidente
da provincia, manda lazcr-publico que.no dia 19 de
janeire prximo vindouro, peranle a junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria, vai aovamenlc a pra-
c,a para ser arrematada ,a quem por menos lizer, a
obra do concert da cadeia da tilla ao Cabo av'a-
liadoem 8258000 rs.
A arrejnalncao srr feila na forma dos artigo 24
c 27 da lei provincial n. '.86 lie 17 de maio ie
t85f, e sob as clausulas espefliaes abaixo copiadas.
As possoas que so prupozerain a esla arrematarlo
coniparei;am.na s*la.*rsSs'sses da mesma junla,"no
dia cima declarado, pelo meio dia, compeleute-
inenle liabililadas.
E para constar se maudou.aflixar o prsenle e
.le
l da
publicar pelo Oario. Sccrclaria da Ihesouraria
provincial de PernambucoISdedezcmhro de 1853
O secretario, Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
t. lamillas especiacs para a arrematacao.
1. Os liabalFios da cadeia do villa do Cabo far-
se-hao de confornudade com o orcamenlo approva-
do pela directora em cunselhu, c apresenla.lo.aan-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia na
imporlaucia de8250(K) r. f
i -;.0.iirreinala"lc ue lo das, e dever conclui-las no de Ires mezes
ambos contados de conformidade com o arli"o 31
da le n. 286. 8
3. O arremalanle seguir na exccuco ludo o que
llie lor nresrripto pclocngculiciro respectivo, nao
so para boa exccuc.lo do trahalho. como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lemjio para o servir
publico todas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrcmatariio
vcrilicar-se-ha em duas preslaroes iuuaes: a pri-
meira depois de feilos dous (cn;os da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o termo de recebimenlo.
5.,NiIo tmver prazo de responsabilida.le.
6. Para ludo o que nflo se aclia determinado as
prsenles clausulas, nein no orramenlo, seguir-se-
ha o que dispOe a lei n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Anminciarao,
O lllm. Sr. inspeelor da Ihesuuraria provin-
cial, em cumpriiiieulo da ordein do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do correle, manda lazcr
publico, que nodia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novainenle a piara para ser arrematada a quem
por menos lizer. a obra do melhoramenlo do rio
dcGoiauia, av aliada em 50:6008000.
A arrcinalaro ser feila na forma dos'arls. 21 e.
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,'
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas queso propozerem a esta arremataran,
compareram na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado, pelo meio dia, compelen-
teinenle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853-----O secrelario, An-'
Ionio Ferreira d'.Umuncianio.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras do melliurainenlo do rio de Goianna '
rar-se-haD de conformidade com o-orramento, plan-
tas e perlis, approvados pela dirceloria em conselbo,
o aprsenla.!.! a appruvarao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 50:6008000.
-. O arremalanle dar principio as obras uo pra-
zo do ires mezes e as Concluir no de tres anuos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
3.a Durante a execuciio dos Irabalhos, o arrema-
lanle sera obligado a proporcionar Irausilo as ca-
mebarcacas u pelo canal nbvo ou pelo trilito ac-
tual .lo rio.
-1." O arrematante seguir na excenrao das obra,
a ordem do trabalho que Ihe mr determinada pelo
eiiBenheiro: '
5.a O arremalanle ser obrigado a aprescnlar no
Um do primero anuo, ao menos, a quarta parlo "das i
obras prompla e onlro lauto no li.n do segundo an-
uo, e Tal ando a qualquer dessas condicOes pagar
urna mulla de 1:0008000. *^ !"<"
_ Cpnforme. o secrelario, Antonio Ferreira
d Annunciaeao.
O lllm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provin-
cial em cumpr.menlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do crreme, manda fazer
publico, que nos das 17. 18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranle a junla da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se lia de arremalar a quem por menos fl-
zer a obra denominada do Tanquhibo na cidade de
Goianna, avahada em 4:0028:t20 rs.
A.arrematacao ser feila na loinm dosarls. 21 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 18.51, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalarao
compareram na sala das sessoes da mesma junta.os
(lias cima declarados pelo meio dia, competente-
mcnle habilitadas. "
E para cemlar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezembro de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSti.
Clausulas especiaes para ti. arrematacao.
1.a As obras dos reparos a fazcr-Sc no'lugar do
lanquinlio qa cidade de Goianna, serao ejecuta-
das de conformidade com o orramenlo nesla dkla
apresenlado a approvacao do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia de reis 1:0028320.
2. No prazo de 30 dias seriio principiada as
obras, e concluidas no, de seis mezes conlados secun-
do o regulamenln.
3. A importancia desla arremalarao ser pasa
na forma do rezulameulo n. 286.
4. Para ludo mais que nao. esliver determinado
as prsenles claGuilas sBuir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
O lllm. Sr. Inspector da Ihesouraria" provin-
cial, em cumprime.....da resolucao da junla. manda
fazer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin-
douro. vai novamente .prara para ser arrematada
peranle a mesma junla. a quem p.r menos lizer, o '
obra do aburo c einpedraincnlo da primeira parle do
,H.",l?JrlIa'";u """'^'rtula do norte, avahada em
28:09b8887 r.
A arremalaeSo ser eila na forma dos artigos21 c
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarflo,
compareram na sala das sessoes da mesma junta,* no
I'i "ar." 'Ieclara,l' l,el meio Jia, compelenleraei.-
l^lialiniladas.
E para constar se mandou affizar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diaria. r '
Secrelajia^da ibesnoraria provincial do Pernambu-
co 9 de Janeiro de mu*, O ecrelario,
, -Inlonio Ferreira d'Annunciaeao.
i-tmmlas espetiaespara a arremalarao'.
l. Juta obra ser feila de conformidade com o or-
cameulodppro.adopela directora em conselbo, e
nesla dala apresenlado4! appnrVacao do Exm. Sr.
presdeme da provincia na-iiiiporlanciadc28:09&"-887
res.
' 2. O arrematante dar principio as obras no prazo
! f.US m"es* Wcluira no prazo de quinze
mezes ambos ceBUdos de conformidade com o artigo
Jl da le provincial n. 286.
3.a_I)esde-a euli-ega provisoria da obra ale a enlrc-
Sa ileliuiliva, sera o aiTcmalanle ol.rigado a conservar
a estrada setiipie em bom estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas emprgados constante-
mente iiesleserviro.c far immedialamcnte qualquer
reparo quellie for determinado pelo engenheiro.
..OpaRainenlodcsU obra sera Tcilo emqualro
preslaroes jauae : a primeira depois de feiloo Ierro
*ras do lauro: a segouda depois de complcl-
uos os dous tercos: a lerceira .piando "
3
.
2." Eslas obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluida uo de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n.286.
3." A importancia desla arrematacao ser paga
em Ires prcsIacOcs da maneira seguinle: a pri-
meira dos dous quintos do valor lolal, quaudo liver
concluido a meta.le da obra ; a segqBda igual a pri-
meira, depois do lavrado o leriuo de recebimenlo
provisorio ; a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do rerrhimcnladefinitivo.
4. O arremalanle ser obrigado a communiear a
reparlirfto das obras publica com antecedencia de
30 dias o dia ilxo, em que lem de dar principio a
exerurilo das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim deque possa o enge-
nheiro cncarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
mis prsenles clausula seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario.
Antonio Ferreira cCAnnunciaeao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
eiji cumprimenloda resolucao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que uo dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, peranle a, mesma junla, vai nova-
menlc praca para ser arrematada a quem por me-
nos lizer. a obra do acude da povoaro de Bezer-
ios. avahada em 3:8145Q0 rs.
3:8148500
A arremalarao ser feila na forma dosarls. 2i c
2i c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a osla arremata-
rlo, compareram na sala das sessoes da mesma jun-
la no dia cima declarado, pelo mcio dia, comne-
lenlenicnle habeliladas.
E para constar se mandou allixar o presento c
publicar pelo Secretaria -da Ihesouraria provincial de Per-
nainhncp, 24 de dezembro de 1853O secrelario,
Antonio Ferreira a'Annunciaeao.
( lausulas especiaes para a arremalaeSo.
1. As obras desle acude, serao lejas de confor-
midade com a planta e orramenlo, approvados pe-
la directora em conselbo, o apprescnlados a appro-
V!?}? -(l Exm- Sr- presidente, importando em
o.o M^jomi rs.
2.a O arremalanle dar comeen as obras no pra-
zo de 30 dias e terminar no de se9 mezes, conta-
dos segundo oarl. 31 da lei n. 286.
''.a,P.i,i,!!nmD"u"la importancia da arrematacao,
ser dividido em tres parles, sendo una do valor de
dous quintos, quando bouver feilo melade da obra,
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira. de um quinte, depois de um
anno, na oecasi.ta da entrena definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, egnir-se-ha o que deter-
mina a lei n. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnanciarSo,
O lllm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincia
em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda azer publico, que no dia 23 fevereiro prximo vindouro. vai envanenle a prara
para ser arrematada, a quem por menos lizer, a obra
dos runcertos da cadeia da via de Garanhuns, ava-
hada em 2:2198210 rs. A arrematacao sera feila na
forma dos artigue 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 1 / de maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
Aspessoas que se propozerem a esla arremalarao,
compareram na sala das scssOes da junla da fazenda
da mesma Ihesoiirafa, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secrelario.
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
Clausulas especiaes para a arremalaefio.
1. Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-bao de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em conselbo, e apresenlado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2498280 rs.
2. O arremalanle dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever conclui-las no de seis
mezes. ambos contados na forma do artigo 31 da le
n. 286.
Para o Rio de Janeiro vai saliir com
a maior brevidade ttossivel a lindo e vel-
leiro patacho nacional BomTJesus do
Igual lie capitao Manoel Joarfdim Lobato:
quem no mesmo tjuizer corregaro'u ir de
passagem e embarcar escravos a frete,
dirija-seao capitao, napracado commer-
cio,oti a Novaesi Companhia : na ra do
Trapiche n. 54, primeiro andar.
Para a Babia seguir breve, a escuna nacional
Titania, capilao Antonio Francisco Ribeiro Padilhn:
para carga e passageiro, trata-so com os consignata-
rio Anlonio de Almeida Gmnes & Companhia, ua
ra da Cadeia do Becife n. 47, primeiro andar.
Para Lisboa a barca porlugueza Cralidao pre-
(ende sabir com brevidade : quem netla quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que. lem acetados
rommodos, enleuda-se com os consignatarios P.[de
Aqtiiuo Fonseca & Filho, na rita do Visorio n. 19,
primeiro andar, ou com o capilao ra praca,
Ceara', Maranho c Para'.
Segu empouros dias o brigue escuna Laura, por
ler a maior parle, dacarga prompla : o restante c
pnssagoiros, para os quae oficrece ptimo commodo,
hala-so com o consignatario Jos Baplisla da pon-
iera Jnior, na ra Para a Babia sabe na presente semana a escuna
nacional Tamega, m recebe carga miuda. e para a
qual lrala-se rom os consignatarios Novaes & Com-
panhia. na rila do Trapiche II. 34, primeiro andar.
Para a cidade do Porto segu viagem em pou-
cos dias, o bcrganlihn porluguez .S. Manoel I, ca-
pullo Jos Francisco Carneiro ; lem exrellenlcs
rommodos para passageiro : quem nellc quizer ir
de passagem, dirija-se ao capillo ou a seu consigna-
3.a O arremalanle seguir nos seus Irabalhos ludo
o qiie_Hielbr determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa 'execurao das obras, como em
odem. de nao inulilisar ao iiicsmo lempo para o ser-
Vieo publico lode's as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremalarao,
Bear em Ires preslacf.es iguaes ; a l., depois
de feila a melade da obra ; a 2.. depois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega definitiva.
o. O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes,
6.a Para Indo o que nn esliver .determinado as
prsenles clausulas nem no orramenlo. seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n.286.
Couforme. O secretario,
Anlonio Ferreira da Annunciaeao. -
DECLAIAjO'ES.
._.i_. .. .,,, ipiomiu forcm receb-1
uas provisoriamente : e a quarta depois da entrega i
dehniliva, qual lerti lugar um auno depois do rece- !
bimcnlo provisorio. J$ i
5. Para ludo o mais que nao esliver determinado
na,Bpreseute*claiisulas. seguir-se-tia o qi18..dilpoe a
respeito.a le provincial n.'28t>. m
Conforme.O secrelario, .
n sii Antonio Ferreira mpnunciarao.,
.T """" Sr- inspeelor da Ihesouraria provin-
cial em cun.primento da ordein do Exm. Sr. presi-
h, fo ? Pr"v,"c,i'- ",a"''a fa-r puWjco, qir no
a 19 de Janeiro prximo vindouro, peranle a nu-
la da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha' de arre-
malar a quem por.menns lizer, a obra dos concerlos
2.75#5oO. '"* ^ S^Men'' ava,iaa e
A arrematacao ser folla na forma dos arls. ->Ve
-' da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
rn,nLPe9S0;'S qUe se I*"!*' a esta arremalarao
coinparecaiu na sala Has sessoes da mesma j.iii'la,
^'022nh9*'m*dia- c?"",e,cu-
p-IC'eWJr/a! manJuu air,wr u prcsenlcc
h?SC,?,ii" d?.U,fsuraria provincial de Peruam-
2 1de ,,n"",br,> da 8-5.I. O secrelario, An-
lomo Ferreira d'Anmnciacao.
i F'a"",lttte*l**e' Para "arrematacao.
r-.rU. ix eo!'cer,0 # cadeia da villa de Serinhaem
.ir-e-n.te de conformidade com u orcamenlo, ap-
provado pela direclria em conselbo e apresenla-
do a approvacao do Exm. gr. presidente da pro-
vincia, na importancia .le*:7530 -.a O arrematante dar principio a obias no pra-
zo de um mez, c dever concluidas no de seis me-
zes^ambos contados na forma do ailigo"!! da lei
....*'*ii ,arrc,";"ill,lc seguir nosilrabalhos ludo o
que me lor determinado pelo respectivo engenheiro,
nao so para boa execurao das obras, como em or-
dem de nao Inulilisar ao mesmo lempo, para o servi-
Publico,tedas as parles do edificio.
." O pagamento da importancia da arremalarao
tera lugar em Ires preslaroes igttaes : a primeira de-
pois de teila a melade da obra; a segunda depois da
entrega provisoria^ a lerceira na entrega definitiva.
'' 1 prazo da responsabilidade ser de seis,
mezes.
6. 'Para Indo o mais que nao se arlia determina-
do lias presentes clausulas, nem no nrrarnent. se-
rnir-se ha o que dispde a lei pre.viuriai q, 286.
i.oniormc. O secrelario Antonio Ferreira d" ln~
nwic-iaro.
O lllm. Sr. inspeelor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3.1o correnle, manda fazer publica,
que no dia26 de Janeiro prximo vindouro, vai m>-
vamcnle a praja para ser arrematada quem por
menos fizer, a obra do acude de Paic de Flores,
avahada enr3:iyOS0O0*rs.
A arreniilariio ser feila na forma dgs arls. e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de' 1851,,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiada.
. As pessoas que se propozerem a esla arrematacao,
compaierain na sala das sessoes da mesilla Ihesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habituadas.
E para constar so mandou aflixar o presente erti-
blicar pelo Diario. V
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernal n-
buco, I i de dezembro de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Aiinunciaeio.
Real companhia de paquetes inglezes
a' vapor.
No dia 21 desle mez
es|iera-se do sUl o va-
por Tliames, com man-
dante Slrull. o qual
depois da demora do
cnstumepseguira para a Europa: para passageiros
lrala-se com Adamson Howie i Com.anhia, agentes
da mesma ; na ra do Trapiche Novo'n. 12.
Coinpaiila de Liverpool.
2>- Noda 10. espera-sedosul qv.ipor Luri-
"a' lana, commandaote James Brown : depois
da demora do costume seguir para a Europa. A-
genrui em casa de Deane Voulc & Coinpanliia, ra
da Cadeia Velha n. 52.
*Sr. director do lyten desta cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesure Ivceu
aeham-se aberlas do dia 15 al o'lm do correnle,
e no dia 3 de fevereiro viedouro lem de principiar
o Irabalhos. Dirceloria do lyceu 10 de Janeiro de
18.*.O amanuense, Hermenegildo Ma.'cellino de
Miranda. *
tictes franceses a Vapor, entre Marse-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
'Avenir, destinado
a sabir de. JUIarscllia
para a Babia e Kiode
Janeiro,esperir.-se ues-
te porto.
Passagem para o Rio de Janeiro, cmara de rl
200 rrancos, cmara de proa 150 fraleos.
Passagem para ;i Babia, cmara de re 100 rancos,
cmara de proa 7-5 francos.
Acomida eos '.inhos estao comprehond.Jis ues-
tes procos.
Quojni pretender dirija-se ao escriploro-de N. O.
Ilieber & C. ra. da Cruz n. 4.
Para conhojimcnlo de quem possa i .tileressar,
selaz publico, que pelo capataz da estacar do Cune,
foi remedida a esla repartirn nina jang da de pes-
ria que alli fofa lomada a uns individu os suspei-
Pacii
latn.
LEILAO.
O agente Oliveira far leilio de urna armaroo
nova de amarello, toda pariiusada. cnvci nisada, c n-
vidracada, propria para teja de Uzeadas ou outro
qualquer .cstabclecimenlo. a qual se. vender por
qualquer preco, assim como cerca de 00 figuras de
porcelana .Inoradas: sabbado 14 do crrenle, an
mcio dia em ponto ; no armazem silo no aterro da
Boa-Vista n. 3.
AVISOS DIVERSOS.'
.. suspe
pieveiundo-se que de hoje a :H) .lias, bao appa-
recendo dono,,!* ra vendida na portarlo al jioxarifado
do arsenal de m arinha, para salisrazcr-se s despezas
que se hoiiverein relio. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 do Janeiro de 185 4.No im-
pedimento do secrelarioJoSo Haberlo .,onusto da'
Stlca.
O arsenal de marinha admille os o, oerarios se-
guintcs: Para a ollcina decarpinleiros, n'uus apren-
.h'es de sexta classe, dous ditos de selima dita ; para
a de catrinas, dous mancebos de lerceira classe. 3 di-
tos de quarta dila, dou aprendiz.es de quinta .lite, e
um dito de decima dila ; para a de cala tiles, um
mancebo de lerceira classe e liin aprendiz (Je decima
dita ; para a de polieiros, qualro aptendizesl de nona
c asse : para a de pedreiros, um aprendiz ule stima
clisse. e vinte e dous serventes livres. Secn-taria da
iiispeoro do arsenal de marinha de PernatnJmro* 3
de Janeiro de 1854.Xo impedimento do secretario,
Manuel Ambrozio da ConceicSo Padillia,
O lllm. Sr. caalu do porte, para tornar effoc-
livas as dispnsirOcs do regulameulo das c/.pilanias dos
porim, mandado por em exccuco pelo' decreto im -
perial de 19 de maio de 1816, manila, para conlieci-
ment dos interessados, publicar os ar'.igos seguinles
do mesmo regulamcnto.
Art. ll.IS'inguem poder dentro do lilloral do por-
to, ou soja na parte reservada para '.ogradouro pu-
blico, ou seja na parte que qualauel- lenha aforado,
construir mbarrarao de robera, ouvf.izer cavas para
as lahriRir encalhadas, semque, depTis da licen.o da
respectiva cmara municipal, oblen ha a docaiiilo
. o porto, o qual a nao dar sem ler examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum daino no porto.
Art. 13. \ir,gucm poder fazer tenos im obras
no l ii lora I do porto, ou rios navegan ii,em que lenha
obli.lo Iic-mea da cmara municipal. e pela capitana
do porte,seja declarado, depoi de teilos os devidos
exames, qn- nflo prejudiram o bem estado do porto,
ou nos, aluda nursiug os estele*] ment na.ionaes
da marmlKi de guerra., os logiail.oros pblicos, sob
pena de deuinlirao das obras, e nuil la alm da iiuteni-
llisarao do daino que liver ra'nsao o.
Art. 1f. Ninguem poder .lepo silar madeiras na
prains nem conservar licitas, ou no s raes por inaisjje
cinco dias. ancoras, pecas de artill.iaria, amarras ou
oulrns quaesquer ulijerbis qne ciuliararem o transito
c senulao publica, anda que Imuha liren.a da ra-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenc.i o c.-.pilan do porto sem
irejuizo da sobredila servido, sise poder fazer da
hlenle da prcamar das aguas vis as para cima. Os
conlravenlorcs, alm da mulla a que forern sujoilo
pelas posturas da respecliva rain: ira municipal, sero
obngados a fazer escavar qualquer rea, que se acu-
mule em detrimento do porte.
Secretaria da capitana do"poelo de Permmburo 3
# l.....iro de 1853.No inimtimcnlu do secrelario,
rlaiwrl Ambrosio da Conceiriio l'adilhu.
O conselbo de qualilicaeSjo da freguezia deS.
Jos faz ,i sua quarta seflfiln no dia 16 do correte
mez as horas cstabelecidas ; o dahi em diaulc conti-
nuar os seus Irabalhos.
Os Srs. que se acham encarregados de pagar
asignatura* desle Diario, de pessoas de oulras pro-
vincias, queiram manda-las reclifkar.para nao baver
iolerrupcao na remessa.
LOTEKIA.DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000s000 de rs.
Segunda feira 16 do corrente deve
chegar do Sttl o vapor Lusitana, conduc-
tor da lista da lo i cria 6. do Estado Sani-
tario, cujos hilhetes aeliam-se a venda.
LOTERA DA IRMANDADE DO L1VRA-
MENTO.
Hoje, us horas- do costume, andam as
rodas desta lotera, no consistorio ta igre-
ja da mesma Senhora;, ubi {>ecfueno ntt-
mevb de billietes inteiros eiu^restam estao
a venda na loja do Sr. Fortunato, na pra-
ca da Independencia e na ra do Livra-,
ment botica do Sr. Chagas. O tliesou-
reiro, Joao Domingues da Silva,
Na ra .lo Rangel n. 48 precisa-se comprar nma
boa negra que saiha vender na ra ; e t'ambem se
alnga nina ou duas, pagando-sebem.
Precisa-sc de um feilor para sitio : na ra lar-
ga do osario n. -I, segundo audar. '
Es'la para alugar o segundo andar do sobrado
n. >/ da ra do Vigario : quem pretender,?ttiriia-sc
ao armazem do mesmo.
Roubaram do abaixo zssicnadn, no dia 24 para
> de dezembro prximo passado, na occasiao damis-
sa de Natal, urna carleira de cor roxa, cdntendn den-
tro da mesma 493(101) rs. em sednlas, um hilhetein-
leiron.1i6j,m meio .lite 1,17'J. outro meio dilo
je um vigsimo, cujo o don nao se recorda do nu-
mero lodos, da toleria da irmandade do Nossa Se-
nhora do l.ivramento que tcm de correr hoje ; por
isso previne-se ao thesoureiro da mesma lotera, caso
saia premiado o bilhele inteiro, de oapprchendr al
que o dono o juslilique, pois que o meio 1,179 ha ou-
Iro igual.
Manoel de llollamla Cacalcanli te Albuaitcrque.
' Nn dia 12 do correnle desappar.eceu da ra do
Queimado n. 1, um escravo por nome Joaquim, cri-
oulo, alio, r.heio do corpo, pos chatos, cor retia <
levou ceroula azul, e chapeo de codro, pode lerdo idade ponco
mai ou menos 20 aunos : quem o entregar na ra
do Queimado n. 1, a (aspar Antonio Vieiri (iiima-
raes quem nerlenee, no ISom Jardim, ser recompensado.
Aluga-se rcasa terrea n.19 do pateo do Trro,
propria para negocio: a tralar no aterro da Boa-Vis-
ta n.'fi, loja de alfaiate.
Quera annunciou querer comprar urna tipoia,
dirjale ra da Alegra, rasa n. 34, d Marcelino.
Precisa,sedenm menino de H a 14 anno, pa-
ra caixeiro de taberna, embora uo tetina pralica :
na ra de S. Hnralo n. 25.
Aluga-se ou vetide-se. una escrava perfeilaen-
gommadeira, e propria para todo servir de urna ca-
sa : quem a pretender, dirija-se ra do Sev pri-
meira casa terrea com snlo.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
c externo de um| casa de pouca lamiiia, quo nao le-
nha vicio, e se .te a conhecer ; na ra Augusta n. 17.
Tendo apparecido no Diario n. 7 de 10 do ror-
rete, na parlripacao oicial do Sr. desembargador
chele de polica, ler sido preso Anlonio Pereira da
tanas |.elo subdelegado de Murijvxa, por tentativa
de morir, declaro ao publico, que seinelhanle parti-
ciparlo nada tem com o abaixo assignado de igual
nome, commercianle bem conhcci.lo nesla prara, -
llio.lo finado Sr. Lu Pereira de Parias, e mo'rador
na Boa-Vista, ra dqSebo n. 27/
Aiinio Pereira de Furias.
tmnta
_... medicina, @
@ mudutFsu;. residejcla1|fera a na larga do lio- &
^ sario oulr'ora doafliiarteis. sobrado n. 22, pri-
gl ineiro andar, e ah contina a exercer sua pro- $5
f.j lis-o. para o que podo ser procurado avq.wl- >p
;; quer hora do dia c da noile, lauto para den-
;.; Iro^oino para fpra da cidade.
A abaixo assignada avisa ao resbeitavcl publi-
co, quo ninguem contrate negocio atgum rom os
bens de seu casal, com Manuel lime de tarros, mo-
rador no engenho Pao d'Arco, freguezia do Porto
Calvo, provincia de-Alagoas, cujo Sr. he marido da
abaixo assignada, e como a abaixo assignada esl
apartada de dito seu marido, e trata de .hundo, por
isso que qualquer negocio ser de nmlmni effeito
sem que se nao linde este divorcio, e para se nao cha-
niaiein a ignorancia, faz o presente aiinuncio:
Anua Benedicta IFanderleij.
Pergunla-sc aos Srs. B.R. se um subdelegado
pode commuucar-se com nm desertor de tropa de
lulia, a ponto deste lite trabalhar, e igualmente que
crime marra a lei a urna tal au|oridade; com a res-
posla liear intcirado e pergnntar oulras colisas.
O perguntador.
Qnem precisar de urna porrao de barricas va-
sias, cnlre ellas de farinha, bacalho e manlciga
querendo comprar, dirija-e ra da Cruz n. \9,
relinaco de assucar ; e mais urna, porrao de garra-
fas vasias. ,
O Srs.. Drt Bernardo tiarte Brandao Jonior,
Caelano Gaspar Lopes Villas Boas, e Bufino Gomes
daionceca.eaSr. 1). Thcreza Francisca Vianna,
lem carias na praca da Boa-Visla sobrado n. 10.
Ausenlou-se de casa de sen senhor no dia 11 do
crtenle, urna preta de nome Espcranra de uaro
Benguella, representa ter trinla e tantos a'nnos, e lm
os siguaes seguinle : alia reforea.la de lodo corpo,
bem feitede p.s e mSos, cosas largas e lizas, um
lano barriguda, o que nao moslra quando tras o ves-
tido sollo, tem o costo abocetado e mais fulo do que
ctforpo, o que indica ler (ido rrialda.de muilo mais
pbr ler o branco dos olhos amarelSjjo, e com nodoas
escura, cabellos corlados de punco, cogote rapado
de navnljia, tem andar moderado, fallas mullo bran-
das, moslra um aspecto sisu.lo e de respeito, falla
11111 I.inte presa s quaudo diz sim, ou senhor, levou
vestid d'algodio azul claro, camisas de algodaosl-
nho ou madaajolao panno da Cosla-j iurrado, levou
mais alguma roupa, o pode ler mudado de vestido,
porem quem examinar a pequea truxa ha de adiar
0 tal vestido azul, sendo que nao o lenha no corpo,
anda sem tabuleiro ; esla preta foi de Iguarass e foi
\eiuiidaiio Recite a Anlonio Ricardo do Rego.e
por este a l.mbelina da Silva Queiroz, conste teres-
la.lo fgida muilo lempo em poder desla senhora, c
que foi adiada acantonada com um mualo fura des-
la praca : roga-se por lanto as autoridades policiaese
capiles de campo, e mais pessoas que por acaso a
encontraren) leva-la ou mandar ao Recife na roa dos
Martvrios n. 3fi taberna, ou rccolbe-la cadeia des-
la cidade:,o portador que a levar ser generosamente
recompensado.
Antonio Pereira Vianna, subdilo porluguez,
vai a Babia tralar de seus negocios.
E3l,,aMe UIB* canoa que pegue em 1,200 a
1 ,->00 lijlos, e que esteja em hnm estado, com ca-
noeiro ou sem elle: qnem liver mide dirigir-se 1 ra
dos Quarteis n. 18, que achara com queui tralar.
Na ra das I.arangcrSs 11. 22, loja. loma-sc
conla de roupa para lavar e engommar, por preco
commodo. fc .
Precisa-se de um bom feilor : 110 sitio da Ca-
pella da Casa Forte.
, ~, ":H* PremlP qualia de 2:0009000 rs. so-
bre livpotheca em ben de raiz nesla praca, pelo
lempo de um anno : quem precisar annuncie.
Ollerecc-se urna criada branca para casa de ho-
rnera solleiro, a qual engomma e administra, o faz
oulrosservicosqne uiio forcm pesado, preerndo-se
eslrangeiro : dirija-se ponle de licba, casa do Sr.
Jolinslon.
Precisa-se de, um amassador : na ra larsa do
Rosario, padaria iu4S. w1 '*^
Ollerecc-se para criar, urna ama deleite, par.la.
muilo moca, e casada : quem pretender, dirija-se
roa da Cruz n. 31. ^av
Bichas.
Alugam^e.cvendem-se bichas : na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
O r. Joaquim de Oliveira c Souza ensilla a
Iraduzr, fallar e e crever a lingu franceza : na ra
do AragSo n. 4.
Arrenda-se nm engenho d'agua, situado a urna
legua e meia desla cidade. tpm porto de embarque e -
proporrocs para safrejar 1,300 pes annuaes, leudo
alem disto excellenles haixas para capim, boa borla,
ptima casa .levvenda, e Imlas as mais obras e oIB-
cinas de alvenaria e em perfeito eslado de eomerva-
Co ; nogocia-se lambem a safra pendente, alguns
bol e vaccas. quarlos. caimas e earrocas, ludo novo,
ou em bom uo : o pretendemos dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cahral Cantanil.
Clausula! esfftciaes para a arremalaeSo.
1." As obras desle acude aereo feitas de confor-
midade com as plantas e orcamenlo apresenlari. a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia ua
importancia de 3: MJOOOrs.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade a escuna Sociedadc Feliz,
capilao Joaquim Antonio, (encalves Sanios recebe
carga a rele c esrravos. a Ixalar com C.aetaim Cvria-
co da (.. M. ao lado do Cot,-rioSanio, hija as mscame*
11. 2i, ou com o cupituo, "
Contiiiaa a estar fugido, desde 25
de dezembro p. p., o escravo pardo de
nome Jos, de idade de 16 anuos, pouco
mais 011 menos, cor bastante descorada,
por Machar doente eem uso de remedios;
levou vestido calca de brim trancado
branco, camisa de riscado cor de rosa, ja-
(|itcta parda echapeo de pello de seda :
(piemoappreliender leve-o ao seu senhor
na ra de Apollo, armazem 11. 20, que
sera' bem recompensado.
Aluga-se nina escrava, que enlenda perfeila-
mente de engommar e fazer o servico interno de
nina Casa; como lambem um moleqe de 12 al
anuos, proprio para o servico de casa; promelte- bom Iralamentn c nao se |ioe duvida ao nagameiilu :
quem liver dirija-se ao consulado anirricano.
O padre Joao .los da Costa Ribeiro abre a sua
aula de grainraaiira latina a l do roneule, na ra
do Qiieinia.lo n. 37.
Prcrisa-se de nina ama de leile, forra 011 cap-
Uva, nilo leudo lilhos: no aterro da Roa Vista 11.1(1.
O abaixo assignado, faz publico que a matricu-
la d'aula de lalm da ireguezia de S. os do Recite,
arha-se .-iberia do dia l.j do correnle em .liante, e
que no dia 3 de fevereiro vindouro principiaran os
Irabalhos.O professor,.Manoel Francisco Coellio.
O thesoureiro cncarregado da procissilo dos San-
ios Reis, qne foiannuuciada para odia 15 docorrenle
avisa ao respeilavel publico e as irmndades convi-
dadas par a mesma procissao, que em rousequenria
de ser o dia i. a testa de S. Amaro e nesse dia nes-
sa cidade pouoos habitantes exislirem ; por isso tem
determinado mudar a dita procissao para domingo 28
do correule. O llicsonreiro, Secerino da Costa
Lisboa.
Ausenlou-se a 8,.lo corrente o pelo. JqSodena-
rao Mnlangue, que reprsenla ter 50 anuos, o qual
he condecido por Joao Novo, lem altura e corpo re-
gulares, pouca barba, falta de cabellos no centro da
cabera, em um dos ladea sobre ascoslellas um lobi-
nho do lamanho de nm limao, he rendido da i^rilha
dircila e usa de funda : quem o pegar leve-o a praca
da Boa-Vista sobrado 11. 10, ser generosamente gra-
tificado.
Traspassa-se pela quanlia de 1.505000 rs., o cn-
gajamenlo d urna preta, a qual lem nina cria de 3
mezesetcm muilobom leile: apcwoaque pretender
Uinja-sc praca da Itea-Visia 11.10.
. A PUBLICA.
O abaixo assijjnado pharniaceu-
I .tico approvado pela aculdade de
medecina doRio de Janeiro, ten-
t do comprado a botica da ra No-
j va desja, cidade n.-5, que foi do
. IikrIo Joaquim Jos Pinto Gui-
I maraes, e com sociedadc na mes-
ma, com o pliarmaceutico appro-
vado Antonio AariaJlarques Fer-
reira, faz publico a seus li-egue-
zes e a quem TOnvier, cra xieua
o adianto smpre prompto a qual-
quer liora para aviar toda eqtial-
quer receita, para dentro, ou lo-
ra da cidade, com a maior preste-
za e lidelidade. |>or achar-se sor-
tido das melliores e mais recentes
drogas ltimamente chegadas.
Jos da Cruz Santos.
. O abaixo assignado' suppfte nada dever a pes-
soa alguma, enli elanto quem se julgar seu crednr,
aprsenle suas contas at o dia 30 do correnle. assim
como adverte a todas as pessoas que liverem penhores
na milo do abaixo assignado o vir lirar ate o mencio-
nado dia 30, do cnnlrario serao vendidos pera o seu
pagamento.Lui: Thom Conzaga Jnior.
Aluga-se um molequedc17 anuos, para servi-
Co de casa : na ra de S. Gonjalo n. 12.
Per.leu-se um recibo passado pelo finado Joao
di Alternan Cisneiro da quanlia de 12Og03O r., im-
porte de urna lelra que recebeu para mandar cobrar
do Uazilio Gomes Pereira, sacada por Francisco Ma-
noel de Freitas, e aceite pelo mesmo BaMlio : quem
a acbon, querendo entregar, dirija-se i roa do Cal-
deirciro n. 91, que ser recompensado, pois lu pro-
vas sufllcicntcs.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que seiba bem engommar c rozinliar, e para
lodo o mais serv? qVm pretender, dirija-seaSo-
ledade, rasa terrea n. li, defronje da nadarla n. 11.
Pegou-se urna muala que diz rhamar-se Rav-
muiida, meia estatura, cheia do carpo, e clara. ea>
hello corrido: quem fr seu senhor, dirija-se run
do Jogo da Rolla, casa do capilao de campo Ma-
noel Feliciano do Nascimente.
Precisa-se de urna nma para casa de homem
solleiro, qio saiha rozinliar e engommar. c paga-se
bem : quem quizer aonuurie.
Perdeu-se a 7 do rorrenle, desde a rua do Ca-
b.ig.i em seguinenlo alea Roa-Visla, nina pulseira
de cornalinas enramadas, enriada enmuro, leudo
junio ao feixo duas cornalinas pen.lnradas : q'urn a
liver adiado quizei levar ra Nova 11. lio, segun-
do andar, ser recompensado.
O abaixo assignado niudou sua aula de priioei-
ras ledras para o largo do Terco 11. 2(i, e ah seulle-
rere para o misino da inslriirrao primaria aos pais de
familia que quizereni Ihe confia* a c.lucarf.o de seu*
lilhos. Recebe lambem pcusioiiislas e ine'ios pensio-
nislas, mediante urna pagarazoavel, prometiendo es-
forcar-sc quanlo em si couber, alim de bem deseiu-
penbar Uto ardua inisso.
Simplicio da Cruz Ribeiro.
Aluga-seuma rasa com commodo para fami-
lia, na povoarao do Cachang, assim samo se vende
Ininltem.se apparecer quem compre: a Water ua ra
Ihreila n. 106.
Manoel Joaquim Ramos e Silva convida os
credores do Sr. Francisco .Mamte de Almeida J-
nior para aprr*entarom seus lilulos, ou conla do
Uue o mesmo Mamede Ibes lie devedor, no prazo -le
8 dias contados da dala desle annuncio. alim de co-
nhecer-se a quanlo mutila seu debite, e lralar-se da
maneira de fazer seu pagamento.
Na noile de 10 do correnle. fugio na fiirlnram
do sitio que tica defronte do sitio do Sr. Beulo da
Coste, na ponte de Uchoa, um cavallo de sella, ara,
nao gordo, pequeo, e que lem andares: quem do
niesmosouher, 011 der noticias, quena avisar nos di-
lo si lio, ou em Olinda, no collegio dos orphos ; II-
ca-se obrigado c paga-se qualquer depeza ou a-
chado.
H0-
^ CONSCLT01UO -CEMItAL
^ MEOPATIIICO.
(^ N- 11 Ra das Cr.r/.es N. 11
( *" da manhaa al as > horas da larde.
Visites aos domicilios das 2 horas em
diante.
as moleslias agudas e graves as visites '
serio feitas a qualquer hora do dia ou da j
noile.
As senhora de parlo, principalmenle*,
sero sorrorri.las com religiosa promp-
tido. *
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Dinheiro.
No pateo do Carmo n. 17, se dir quem d dinhei-
ro a juros,com penhores de ouro.
Furlaram no .lia 10 docorrenle mez um caval-
lo bastante apparclhado e com frente aljerta. qualro
ps calcados, um pequeo achaque na nulo direila, a
cabera acanierrada, urna tomadura de sellm no lom-
bo : rega-sc a lodas as auloridades policiaes que o
encontrar o mandem entregar ama de Apollo.na co-
clieira de Jos Pinto Ferreira, que serao generosa-
mente gratificadas.
I). Cica Francisca da Silva Coutinho participa
ossenhorespais de familias, e principalmente aos
de suas almonas, que no dia 12 do correnle princi-
pian! os Irabalhos de sua aula particular, na ra Ui-
rcila, sobrado numero 43, segundo andar. A an-
niinciantc acha-se habilitada com a (renca do Exm.
Sr. presidente da provincia, em conformidade com
o disposto no artigo 38 do regulameulo provincial de
1:2 le maio de 1851. Recebe alumnas pensionistas,
e ineias pensionistas, eoeusinode sua aula consta de
seguinle : ler, escrevrr,, cantar, grammalica nacio-
nal, arithmeljra, doulrina chrisi.a, labvriulhar. ce-
zer, marcar, e bordar de dillercnlrs modos, musir o
fazer flores. Protesta ans senhores pais de familias
que se quizercm utilizar de sen presumo, que eru-
pregaru lodos os meios que esliverem ao seu alcanco
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao
se furtar a trabalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.-
Terca-feira 10 do corrente. pelas 7 horas da ma-
nhaa, sahindo um mualo de nome Joao do abaixo
assignado, para comprar pao e oulros objeclos para
.a-H. como tinha do cosime, comprnu os que GCavacn
mais perlo e Irouxe^B para rasa,.e indo depois bus-
car o pao, em urna padaria no pateo da Santa-Cruz,
nao voltou mais al agora, dizendoo padeiro que la
nao fdra. Era de muilo boa conductn, sem vicio al-
gum. e pouco conhecimenlo linda desta praca. por
que lia pouco lempo veio do Apiidi,scrlodoRi'oGr8.n-
dedoNorte,donde he filho.chavinsi.loeompradoa!Ma-
noel Joaquim Pasconl Ramos. Suppe-sequeserasido
scduzido e furlado, por que he muilo simples, e um
poqr.o aloleimado ; reprsenla ler 18 annos pouco
mais ou menos, cheio do .corpo, estatura ordinaria,
roste redondo, inleiramenle imberbe, olhos pequeos
e vivos, (esla peqoena, a qual franze muilo qgande
alna orisoulalmeiilc, cabellos carapinhos, bocea pe-
quena e bons denles, sem seren limados, e ps gran-
des ; levou vestido camisa de algodao riscado, com
nina ou duas pregas largas no peito, calca do brim,
(raneado d'algodao azul, e chapeo de massa branco?
de abas largas : gratilica-se bem a quem descohrir.
Gustavo Jos do llego.
ROB-I-AFFECTEUR.
O nico aulorisado por deciso do cnseUto real
e decreto imperial.
Os medico dos hospifaes reconunendam o arrobe
I.allccteuv, como sendo o iiniro aulorisado pelo, go-
vernoepeia Real Sociedade de Medicina. Este nie-
diramenl, em secrete, est em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccoe da
pene, impingens, as couSequenciae das sarna, ul-
ceras, e os accidentes dos |rtos, da idade critica c
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
ratharros, da bexiga, as conlraecoes, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecefles ou de
sondas. Como anli-sv phllitico, o arrobe enra em
pouco lempo os lluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem incessantes sem rousequenria do emprego da co-
paiba, da cubeba, 011 das injercoes que represeu-
lamo virus sem neutralisa-lo. O arrobe l.a(Tccteuv
he especialmente reconimen.la.lo conlra as doencas
inveteradas 011 rebeldes a mercurio c ao iodurto
de potasio. Ve'nde-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Anlonio Feliciano Alves de Azevedu, pra-v
ca de t. Pedro n. 88, onde acaba de cliegar urna
grande porrao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das direclamenle de Pars, decasa do Sr. Ilovveati-
l.alVerteUv 1. ru Mirl.ev A l'ari. Os rormiilarios
d:mi-se graiis nn rasa do agente Silva, na praca de
U. Pedro 11. S2. Nn Porlo, em rasa de Joaquim
Araujo; na Babia, l.ima .V Irmos; em l'eruam-
hiirn. Snuiii; Rio de Janeiro, lincha cV Filhos, el
Monora, loja de drogas: V illa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Coulo & L.
Oa martyres peraambueazios, victimas da Jl-
berdade, naa duas re*oluco'as ensaladas em
1710 c 1817, por um laso pcraaatbaeano ( o
padre Joanim Siaa BEarns.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle .leste im-
portanteo curioso trabalho. ale boje indito. Ue a
biagraplua de todos os periiambiicanos prceminen-
le que enlraram, ou de qualquer modo se compr-
me! cran na revolueo dos mscales, e na da pre-
lendida repblica de 1817, escripias as acrre
ue laes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre los nossos dias. c que ainda hontem ronheceraos
lodos na congregacao do oralorio de S. Fippe .Nc-
ry, como um dos ltimos, e mais eslimavris mem-
bros deesa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
deixa-.no> ver esses caraclere* luz Sever com que
os encara, descnhan.te-os a grandes traeos ; e tero
elles sem duvida um ramio inereririienlo para a
poslcridadc, quando os bou ver de julgar serene :__
u desalinho do historiador.
Nao ha Tamilia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico n.lo diga respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : ronlem mais de (00 arlgos.
Acha-se a venda no pateo do Collegio. ofllcDa Je
encaileruacao.
*-
-.*%
A

,*T(S---



- --. -:;
DIARIO DE PERNAWBUCO SABBADO 14 DE JANEIRO DE 1854.
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o cardeal patriarcha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vio puhlicir-se peln primeira vez as obras com-
(lelas ilu virtuoso e sabio prelado, o cardeal patriar-
< lia de Lisboa,Saraiva tic S. I.ni/. |
'1-edilor, herdeiro dos seus mannscriplos.ciilendeu
que prestara relevante servido s letra* patrias, eol-
ligindo e enmmunicando pela impressio os Irabalhos
de un cscriptor recente, que lano nomo nlcaneou,
inerecendo-o pela castidade c elegancia do estylo,
l>ela importancia dos assomptos, e peln fervoroso cul-
to das glorias nacionnes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica cinlellectual.
Mesmo qnando os lacos do sangue, e a gratulan c
saudade, devidas, memoria de mu tio extremoso c
desvelado, o nilo obrigassem a empreear n'esla ed-
rao o maior esmero, a dea de additar" as pajinas lia
litleralura contempornea eom tan vastas e inleres-
sanles coniposiQOes, Iraoadas as diversas provincias
do saber humano, bastara para Ilie espertar o zelo,
e redobrar a vigilancia.
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva do S. l.uiz nma
parle arha-se anda indita, e he a maior;* onlra
encontra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das (ciencias, iqualoriginariamente Coi des-
tinada, ou corre avulsa era brocluiras estampadas
por ordem e custa da disliiirla corooracao, eu em
lint VA -i I..-, na u^aJF. K< I ......i... ...I. n..R1l....
Precisa-se de umcuzinheiro ferro ou captivo, e
lamben) urna prela para engommar, epara o servico
iulernode nina casa ; dirija-so ra do Trapiche n. 8.
RETRATOS PELO BLECTHOTYl'O.
No atent) da Boa-Vista n. i,
lerceiro andar.
A. r.etlarle tendo de se demorar punco
lempo nesla cidaile, avisa ao espcilavel pu-
blico que quizerulilsar-e de scu presumo,
de aproveilar os ppucos dias que tcm de re-
sidir aqui ; os retratos serSo tirados com to-
da a rapidez e perfeirao que se piledesejar ; g
ii> eslabelecinieuto lia relalos a musir para
as pessoas que quizerem examinar, c est a-
berlo das 9 horas da manhaa ale as da
larde.
l'ommateau, no aterro da Boa-Visla n.16, avi-
sa aosamanlesde cachimbo, que recebeu ltimamen-
te fumo novo da primeira qualdade, e que lamben)
lem por vender cachimbos de todos os gestos.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO KESTA
CID ABE.
Paulo Gaignou, dentista receben agua dcnli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
llior que tcm apparecido, (e tcm muitos elogio* o
seu autor,) tema propriedade de conservar a bocea
das dores de denles: lira o
tiin vio a luz eui peridicos Iliterarios, ciija publica- cheirosa o preservar
co cessou ha muilo. O editor, para a reimpresso^ gosto dcsagradavel que d em eral o charuto, al-
eencorporacao de lodos os cscriplo* na collecciio das sumas gotas desla n um copo d'agua sao suflicieh-
obras completas, alcancou a prompla acquiescencia
da academia dasseicncias, que limbrou por este mo-
do em ajunlar as antigs urna nova prosa de consi-
dcrarjio pelo Ilustrado socio, que leve a honra de
ser seu vicepresidente lano lempo.
As obras rompalas do sabio prelado abrangem va-
riadas materias, que porsuas especialidades podemos
redu/.ir a tres classes principaes:Memorias hist-
ricas e clirouologicasmemorias c cstudos filolgi-
cose miscellaneascomposlas de noticias ecclesias-
licas, biographias de alguus varoes nolaveis portu-
guezes, e emlim de Irabalhos acerca de objeelos di-
plomticos, archcologcos,pe muitosoutros ramos.
A publicaran principiar pelasMemorias Histri-
cascomprehendendo. o primeiro volume os cstudos
e ensaios sobre diflerenles pontos histricos em di-
versas pocas de Portugal. Succcssivamenle conti-
nuarlo a sabir ossegunles, se a edicto obtiver a a-
reilaclo que se lisonjear de merecer aos cultores
das letras e glorias patrias, formando finanlo pode
calcular-se) urna serte de onze a doze lomos de oiavo
francez, c 400 paginas de testo cada tomo.
A edicao ser acompanhada de um juizo critico,
escriplo peloSr. I,. A. Rebello daSilva,'ede urna
concisa noticia da vida do dislinclo prelado, feila
pelo editor Antonio Correa Caldeira.
Assigua-se para a colleccao completa as lejas da
viuv Bertrand e F'ilhos, aosMarlyris; e na do Sr,
Martins Lavado, na rija Augusta n. 8.
Preco de cada volume por as-
sgoatura.....'.......100 resfortes.
AvnJso. ........1Q920
Deenra-se que o volume on voluntes, que conlive-
rcm oensaio sobre alsuns syuonimos'da lingua por-
Iligelae os (ilosariose alguus outros Iruba-
I los nao sero vendidos em separado.
Subscreve-se em Pernambuco na livraria n. 6 e 8
da prara da Independencia, sendo o pagamento na
orcasiao da entresa.
AVISO AO CMMERI07
Os abaixo assignados contiriuam
a franquear a todas asclasseem
geral 08 seus sortimenlgs de f'n/.en-
das por baixos picos nao' me-
.nos de urna peca., ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no sen armazein da
piara do Corpo Santo, esquina da
ma do Trapiche n. 48., Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos a vi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no da 5 do crvente mez a
sua loja.defazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos seifliores Jos Victori-
no de Pava e Manoel Jos de Si-
epieira Pitanga, para venderem
ir atacado e a retal lio.
5a ra das Cru/es u. 40, taberna do Campos,
veodem-se as melhores e niais modernas bixas
hambu'rguezas, e aluga-sc, tanto por junto, como a
retalho, por precos razoaveis.
Precisa-se fallar com o'Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Puliente!; na ra da Cadea de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
Joao Jos de Carvalha Moraes
faxscienlea qaem inleressar possa, que desla data
em diante, lem enrarreaado da arrecadaco e cobran-
za de sua casa, ao seu iilho Joao Jos de Carvalho
Moraes Jnior, e aoSr. Antonio da Costa Kibeiro e
Mello, aos quaes conferio os poderes para isso neces-
sarios.
JosTeixeira Bastos comprou por conla e or-
dem do Sr. Jos Francisco da Silva, de Sergipe, o b-
lliete de n. 3860 da primeira parte da sexla loteria
a favor das obras da igreja de Nossa Senhorado Li-
vramenlo; e por conla e ordem do Sr. Francisco Tei-
xeira Bastos, o bilhele da mesma lotera de n. 3858.
Precisa-se de urna criada para o servico inter-
no de urna casa de pequea familia ; paga-te bem :
na ra de Apollo n. 20.
Precisa-se de urna ama : na ret do Hospicio,
casa n, 17.
AVISO JURDICO.
A segunda edicto dos prmeiros elementos para
lieos do foro civil, mais bem corrigfla o acrescenla^
da, nad so a respeilo do que allcrou a le da refor-
_ ma, como acerca dos despachos, interloculorias e di-
linilivas dos julgadores ; obra essa (o intcrcssanle
aos principiantes em pralica que Ibes servir de fio
conductor : na prara d Independencia n.6 e8.
Traspassa-se o arrendamenlo da luja e primeiro
andar do sobradu da ra du Collegio n. is : 1ra-
la-se na ra do Qucmado, loja do sobrado amarello
n. 29.
Madama Routier, modista franceza,
ruNova, n. 58,
lem a honra de aununciar ao rspeitavel publico.
que acaba de receber de Franca um lindosorljmento
do chapeos de seda'do ultimo gosto, manleleles pre-
tos e de cores, romeiras de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para veslir-se |Kir baixo de pa-
lito, chales prctos, camisiuhas para senliora, man-
guitos bordados, mantas prelas de seda a imilaca'o de
blonde, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilhos, laques, grosdenaples prelo
muilo fino, selim macan prelo, chamalotc prelo, en-
Ircmeio bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
les de babados do vestidos de diversos desenhos, um
sorlimenlo de plumas para chapese toncados, vesti-
dos de blonde para noivas, flores de larangeira, ca-
pellas muilo finas, ricos chapeas de feltro para mon-
tara, chapeos de palha da Italia muilo finos, lindos
chapeosinlios de seda para meninas, lencos de mo,
leucinhos de seda para pesclo de senhora, bicos de
blonde verdadeiros. c do diflerenles larguras ; na
mesma casa fuzem-se vestidos de baile e casamento.
Mifeites para cabera, chapeos, e em geral as modas
rom mais perfeirao de que nunca, e prero muilo ba-
rato.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vejude-se um completo sortimento
da fazendas, linas*e grossas, por
p" reros ma,is baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como- a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento,
ahrio-sc de combinaeap com a
maior parte das casas cmmerciaes
jnglezas, francezas, allemSas e suis-
sas, para vender fazendas mais-em
conta do que se tem vendido, epor
isto orerecendo elle maiores van-
tagen do que outi-o qualquer ; a
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
eus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collc'gio n."2, d
Antonio, Luiz dos Santos S Rolim.
tes; tambera seachar pdentifrice excellente para
a conservaca dos denles : na ra larga do Rosario
3G, segundo andar.
COMPRAS.
Goinpram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao,, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se o Jornal do Qommercio de 4 de ju-
n lio. e os s ii pllemen los de 8 e 10 du mesmo mez, do
auno passado: quem liver, dirija-se ra do Crespo?
loja n. IG.
Compraro-se os Diariot de Pernambuco ns.
199, 249, 287 c 292 de 5 de selembro, 5 ,de novem-
bro, 20 e 26 de dezembrn de 1833 : jia ra do Tra-
piche n. t, esquinada prara do Corpo Santo.
VENDAS
ALlMAk.
Sabio a' luz a iolhmha de algibeira,
contendo alm do kalendario o-regula-
mento dos emolumentos parocliiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 eugenlios, alem de outras noti-
cias estatislicasi 0 acressimo de traballio
e dispendio nao permittiram ao edictor
vcnde-lo pelo antigo pree, e sm por
iOO rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6' e 8 da prara da Indepen-
dencia .
I Vende-so urna casa Ierren com 'salas. I! quar-
tos, cozinha fiira, quintal murado, na ra dos Pesca-
dores n.6: os pretendenles prncurein na'rua Au-
gusta, cara terrea n. 60, para ajuslar.
Rape deLisboa#.
Chegaram neste vapor frascos de rape'
de Lisboa, e vendem-se pelo diminuto
preco de ."i.oOO rs. : na loja da ra do
Crespo n. i.
P01ASSA.E CAL.
Vende-se polassa da Russia c America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por prcro mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
chen. 1.1, armazem de Rastos'lrmaos.
DEPOSITO BE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior, potassa da Russia, elie-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, dequalidade bem conhecida,
assimeomo cal em pedia, chegada no ul-
timo navio.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidadp.
Tasso Irm;:os avisan) aos seus freguezee, que tem
para vender farinb* de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado. '. '
Vende-se um terreno foreiro a marinha, con-
lendo qnalro frentes, o situado no bairro do Santo
Antonio desla eidade : a Iratar com JUauoel Luiz da
Veiga, que dir quem vende.
Vende-se urna casa com solo,em chao proprio,
na travessa do ('.armo n. i : a '.rtlar na roa eslreita
do lio-ario n. 20.
Vende-se ou faz-se qualquer necociocom oes-
labelecjmenlo do hotel da ra doTrapiche n. : a
fallar com o corrector geral M. Cameiro.
Hoje 14 do corrente acba-se aberta
a loja da ra do Queimado n. 5, na qual s-
tarao e\postas a venda, as bellas pecliin-
cbas, asq^uaes se venderSo por menos do
seu valor, para acabar, adyerte-se que o
sortimento lie completo, e qualquer pre-
tendente deve vir munido dos competen-
tes cobres. '
FAMA.
No aterro da Boa-Vistan. X,
lem novo sortimento de queijos. presunlos do Porto,
linguicas de Lisboa, viuho superior de todaf as qua-
lidades, e todos os mais gneros perlencenles a mo-
tilados, de superior qualdade, e por preco muHo
commodo.
Vendem-e manuaes doscouiposi-
tores de msica, cheles de orchesfra ede
banda militar, tratado metliodicoda bar-
moma dos instrumentos, das voze&e de tu-
do o que lie relativo a' coraposicav direo
caoe e\ecucao da musica, pelo mestreda
(apella de S- M. o re da Blgica; bem
como cravelhns e cavalletes para rabeca
e rabeefio, etc. 4
SfiPCRIORES UVAS DE PELUCA.
Vendem-se luvasde pellica branca e de cor de can-
na, para homeni c senhora, os mais superiores que
lem vindo a osle mercado : na ra do Queimado lo-
ja n. 49, assim cuino ditas de ponto ngleirpara ho-
mem a 800 rs. o par.
Em casa de Rotlie & Bidoulac, vendem-
se quatra pianos de ptimo lotn a preco
commodo, para fechar 'coritas: ua ra
do Trapichen. 12.
No cscriplorio de Rothe c Bidoulac,
na ra do Trapiche n. 1L2, vende-se o se-
guinte:
Ferro iuglez,
Dito tmitacao. *
Dito da Suecia.
Folha de F.landr.-.
Arados dCTerre.
Machinas para assucar..
Acp de Miluo.
Col
Fazendas baratissimas, na nova loja da
ra do Crespo re. Ii, de Dias & Lemos.
Corles de chitas fraucezas muilo linas de (odas as
cores, de f2covHos cada corle, com nina pequea
lislra ao lado, l'a/.e*ida do ultimo aosto a 2S000 cor-
le; ditos de^adres mudinhos. fa/enda nmilafllia,
com 1:1 i-ovados a 2s:i00 o corle, ditos de rassa com
ramagem de cor, fa/enda de milito boin gosto, a }
cada corle, cassas fraucezas escuras, cor mullo lixa,
a:120 rs. a vara, chitas escuras, cores lisas, de diver-
sos padrees a 160 rs. o covado, algodfio entranrado
mcsclado, muilo encorpado, fa/enda de uina s cor,
prapria para o servido decampo, a 180 rs. o covado;
brim entrancado de Hubo' todo amarello, proprio pa-
ra cal^a e palitos a 480 rs. o"*evado; dito de cor, Ca-
lenda muilo superior da puro liulio e riquissimos
goslo a 18600 avara; cobertores de algodo iodos
brancas, da fabrica de Todos os Santos da Babia, a
6i0 rs. cada um; meias de algodno cruas, muito en-
corpadas. a 2i0 rs. o par; alpacas prelas c do cores
muilo finas, a 800 rs. n covado; merino prelo para
19800. 2i00. 28800 e 3S200 o covado: assim cunto
muilas outras fazendas por baixos precos, de tudo se
ISo amostras, deisando seus compelenles penbores.
Com pequeo toque de a varia a 2S, 2.S00
e ojOO!
Na loja da roa do Queimado n. 17, ao p da boti-
ca vende-se madapoln com nm pequeo [oqnede
averia a 29, 29100 e a SJOOO, sendo fa/enda lina.
lencos de seda da cores |ielo diminuto preco de lis
cada um, c oulras fazendas por proco mais barato
do que em entra parte.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, mmas superior que ha e por mdico preco:
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Vinho Rordeaux.
Brunn Praegcr & Companhia, roa da Cruz n. 10,
rcreberam ujtunamente Si. Jiilien e M. margo!, em
ca xas de uina duzia, que se recommendam por suas
boas qualidades.
Vende-se um moleque hora canociro : quem
pretender, diiija-so a Fra de Portas, nu estaleiro de
Tlioma/. Jos das Noves.
Vende-se um piano em mcio uso, autor inglcz:
no alcrr da Boa-Visla n. ."ti, segundo andar.
BOTICA.
COTRAL II0HE0P4THICA
51 ra da Cadea do Reci/e, i. andar 51.
Dirigida pelopharmacemico approvado,
e profeuor em homeopatbia Dr. F.
de P. Pires Ramos.
Nesla botica se encontram os melhores e
mais acreditados medicamentos homcepalhi-
cos, quer em glbulos, qur cin tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exaell-
dio, pelo pharmaceulico approvado c profes-
sor em homcopalhia Dr. Pires Hamos, sob as
g.indicac.Oes do Sr. l)r. Sabino, com quem ha
praticado ha i annos,todas as regras da phar-
maria homnpalhlca. i
Os medicanieulos desla holica, cuja efllca- '
cia lem sido verificada na longa pralica do !
Sr. Dr. Sabino, c reconhecida por todas as.
pessoas, que delles lem feilo uso, exercem
urna grande vanlagem, sobre todos os que
por ahi se venden, a qual consiste tanto na,;
. promptidao dos seus ^clVejtos, como na qua-
ldade de se conservrem mnlo lempo sem
soQ'rerem a menpr alteraco ; o que os (or-
na muilo recommciidaveis, priucipaimenlc !
para o malo, onde ncm sempre ha lacilida-
de da provisao de novos nicdicanienlos.
Exislcm carteiras de medicamenlos em
tubos grandes de fino crvslal de diflerenles
precos, desde 129000 al 121)9000 conforme o
numero dos medicamenlos, suas dyuaini-
saces, e riqueza das caixas.
Cada vidro de (inlura da quinta dv-
namisacao ......... 2SO0O
Cada lubo de medicamento 19000
V. .O Sr. Dr. Sabino Olegario lange-
ro l'iuho se presta a dar csclarccinientos a
todas as pessoas, que compraren! medica- i
menlos nesla botica, na ra das Cruzcs. n.,
1t.
ANTIGUIDADE E SUPERIOHIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE RRISTOL
sobre
A SALSA PAHRILliV lli: SAMS.
Attencao'
A SALSA PAKRILHA DE HKISTOI. dala des-
de 18.(2, e (eiti constaolenicnte manlido a sua re-
pulaiSo sem necepsidade de recorrer a pomposos
aiinuncios, de que as preparacocs de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTl'l. lem
provocado infinitas iqvcjas, c, entre oulras, as dos
prs. A. R. D. Sainis, de New-York, preparadores
e proprictarios .la salsa parrilha conhecida pelo li-
me de Sands.
Esles genitores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, ecomo nflo o podessem oblcr, fa-
briiaram una imilaeSode Bristol.
Eis-aqui a cari que os Srs. A. R. D. Sands cs-
creveram ao Dr. Brislol no (lia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, r.
Nosso aprecia\el senhor.,
Em todo o anuo passado- lemos vendido quanli-
dades ronsideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vme., e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
aquellos que a lem usado, jaleamos que a venda ida
dila medicina se augmentar muili*$imo. Se Vine,
quizer fazer um concento comnosco, eremos que
nos resaltara muita vanlagem, lauto a nos como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vine, nos responda
sobre este assumplo, e se Vine, vier a esta cidde
daqui a um mez, ou consa semellianle, feriamos
muilo prazer em overcm nossa botica, ra de Fol-
ln, n. 79.
Ficatn is ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CXCLUSAO".
1. = A anligaidade dasalsa parrilha de Brislol lie
claramente provada, pois que ella dala desde .1832.
equea de Sands s appareceu em 182, poca na
ual este droguista nu pode oblcr a agencia do Dr.
ristol.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Jba de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, cm frente ao cliafariz.
(iUAItD NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17. Ven- W.
do-se loifa a qualdade de objeelos para o far- S$
(lamento dos scubores olliciaes da guarda na- fig
'& C.'";|'> assimeomo para primeira e segunda j;
^ linha, ludo por muilo commodo preco.
NO CONSULTORIO HOMEOPAT11ICO
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
\ende-se a melbor de todas as nln as de medicina
Iiomopalhica %sf- O NOVO MANUAL DO DR.
G. II. JAIIIt JSX Iradiizido em porluguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: quatro volumes em ador-
nados em dous. 209000
0 4. volume conlendo a palhogenesia dos 1-M
medicamentos que nao foram publicados sahir mui-
lo breve, por estar muilo adi.miada sda impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia. ele. etc. encadernado. 49000
Una carleira de J.'i tubos, dusmelhores e mais bem
preparados glbulos homcopalhicos com as duas
obras cima.......... 409000
Urna dila de :iti luhos com .as mesmas 459000
Dila, dila ''. 48 tubos....... 509000
Dita de 144 com as ditas....... IOO5OOO
Cartcirasdc 24 tubos pequeos para algi-
tfceira............ 109000
(Ditas de 48 ditos......... 203000
Tubos nvtiUos de glbulos..... 19080
Vendcm-scem casa de Me. Can ion t & Com-
panhia, na praca do Corpo Sanio n. 11, o seguinte:
Alnga-sc urna ama que Ipnha muilo bom Icile,
sendo forra ou capliva, e sem Iilho : quem esliver
iipslas cirrumstancias, dirija-se ao pateodo Hospital
do Paraizp, sobrado n. 2G.
Os socios do gabinete porluguez de Icilura em
Pernambuco, esli obrigados a conservar em admi-
nistrara daquelle estabelecimento' as pessoas nias
respeilaveis que hnjam enlre os seus socios; c depois
dusacontecimentos do patacho porluguez Arrogante
estarao nesle caso os Srs. Juaquim Baptista Moreira e
Minuel Jos Alves f A c#nserva-los a sociedade
degradar e perder o respeilo que merece aquella
insliluicAo de moralidade e bem da humanidade.
Agencia de passaportes.titulos de residen-
ciae folha corridas.
Claiidino do Reg Lima, despachante pela repar-
lirau da polica, despacha passaporles para denlr e
futa do imperio, Ututos de residencia para eslrangei-
ros e folhascorridas: na ra da Praia n. 13,primeiro
andar.
"irrT^Tir*
^^^ C. STARR & C.
respeitosamenle annunciam que no seueilenso
lalieloeimento em Santo Amaro, continua a fabricar
cora a maior perfeirao e promplidao.loda a qoalidade
de marhinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tcm
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
tanarua do Brum,,alraz do arsenal de marinha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
Alli acharan os compradores um completo sorti-
mento de mocitdas .de canna, rom lodos os mclho-
ramenlos (alguns delles novos c originaes) de que
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor dcbaixae alta presso,
laisas de todo lamanho, lauto batidas com o fundidas,
carros de mo e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to. Tornos de ferro batido para fariuha, arados de
ferro da mais approvada construcc,5o, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
inflnidade de obras de ferro, que seria enfadnlio
enumerar. No mesmo deposito exislc urna pessoa
inlelligen'.e c hahiliUlda para receber todas as ea-
commendas, etc., ele, que os nnnunciaiitcs contan-
do comacapacidadede suas ofllcinas e marhinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, erfeico, e exacta
conformidadacom osmodelos 011 desenlio*, e inslriic-
ces que I he forera forneeidas-
VINHO DO PORTO. MUITO TINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no arrr.azem da ra
do Azeite de Peixe n. 14-, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 54.
Vendem-se 16 cscravos mocos, entre ellos 2 lin-
dos molecotes de muito boa conducta, 1 esclava, cri-
olita, que engomla, cose, borda, faz lahvriulhn e
marca, e outras varias esclavas : na ra Direita n. 3.
FAZENDAS; RA-RATAS.
Na nova loja de portas, na ra do Li-
vlamento n. 8, ao p do armazem de
luca.
Vende-se chita Una de cores lisas, o covado, 160,
corles de chita f.ancerade bonitos goslos.a 29000 rs.,
chita de coberla, o covado, a 200 rs., cortes de rassa
de 3 barras, a 29400, dilos sem barra, a 23000 rs.,
lindas cassas de cores ijjuiln fin.as, rica fazeuda or-
gaudi, camisiuhas de cambraia bordada para senho-
ra J ha muito poucas,- pannos c ea-einnas prelas,
por preco mailo em conta, e out.ras muilas fazendas
que se achara patentes.

ESTOJOS PARA SENHORS.
Vendem-se delicadissimcis estojos para
senioras, recebidos pelo penltimo navio
vindo de Inglaterra, a,onde elles teem tj-
do muito apreco, nao s por seren de
gosto muito moderno, como pela si
perior qualidade :' na ruando T
Novo n. 18, escriptorio ile'Edua
Wyatt.
Vende-se nmgrandcsilin iLiesIrada dos Afile-
los, quasi defrouleda igreja, o iiual lem muilas ar-
vores de fruclas, Ierras de plantarnos, baixa pora
capim, e casa de vivenfla, com. basta ules comino-'
dos: quem otretender dirija-se ao mesmo sitio,*
etitender-se com o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquita Pimenlel, ou a rna diCrespo n. t:l, no
escriptorio do padre Antonio d Cunta e liguei-
redo.
ARADOS DB F15RRO.
Na fundicjto' de C. Starr. &-'Jm
SiiDto Amaro acba-se p?a vende|tei.-
dos de ferro de, superior <|tialidade.
No armazem de C. i. Astley iV Com-
panhia, na ra do Trapiche* n. 3, ha
para vender o seguinte :
flaJagcas decimaes de 00 libras.
Folha 4e ierfo.
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaca em latas de o galoes.
Cliamjwgne, marca A. C.
Oleados j)ara mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calis d vidro ordinario.
Formas deolha de ferro, pintadas, para
fabrica deassiicar.
Coixlao de linbo alcatroado.
Palha da ludia par:i empalhar-
Aro de Milao sortido.
Carne devacca em salmour.
Fin sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
rmtKfmpemi?mmm/iWi mm
Deposito de tecidos da fabrica M
de todos os Sntos, na Baha, p
g Vende-se em casa de Domingos Alves
g. Matheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
| primeiro andar, algodo transado daquella
tt\ fabrica, muito proprio para saceos e rou-
f. pade eseravos, assim como fio proprio para
J8| redes de pescar e pavios para velas, por
M preco muito commodo.
*mmtmmim mnwssm wm
FUNDICAO' D AURORA.
Na luudieao .1'Aurora acua-se conslanlenienle nm
completo sorlimenlo de machinas de vapor, lauto
d'alla romu de haita pressao de inodellos os mais
approvados. Tambom se apromplam de encominen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presleza> Habis omciaes serao mandtulns
para as ir assenlar, e os fabricantes como tem de
costumeafianram o porfiloIrabalho dolas, e so res-
ponsabilisam por qualqner defeilo que possa nellas
apparecer durante a primeira salra. Muilas machi-
nas de vapor construidas nesle cstahetecimenlo tem
estado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eal 10 anuos, o apenas lem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas al nenbiins ahsolulanien-
te, accrescendo que o ronsummo do ronbuslivcl he
mu inconsideravel. Ussenhores deeugenho, pois,
c oulras qunesquer pessoas que precisarem tic ma-
chinismo silo rcsiHjilosamenle convidados a visitar o
eslabelecimenlo em Santo Amaro.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
tou & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualdade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem, e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberla tle cirros.
Relogio8 de uro patente inglz.
2.= A superioridade da salsa parrilha de Brislol
lie incontestavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porro de outras prc-
paraces, ella lem mantido a sua reputarn em quo-
i ii toda a America.
As numerosas experiencias feitas rom o uso' da
salsa parrilha em tejas as i-ntenuidades originadas
pela impureza dosangue, eo bom exilo obtido nes-
1.a corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peinlo era sua clnica, c em sua
afamada casa de san le.na Gamboa, pelo lllm. Sr.
Dr. Saturnino de Olveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes ellicazcs da salsa par-
rilha de Bristol vende-se a 53000 'o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a holica
franceza da roa da Cruz, cm renlc ao cliafariz.
Muita barato.
Vende-se urna coniinoda com seerelaria de Jacaran-
da, a qual tem bastantes roramodidades, nma cama
re casal da mesma imMcira, com todos os perlenres, e
em bom estado ; um caUao para conduzir jantares,
(lons lados de armaran guarnecida |>ara qualquer es--
labelocimeulo, os quaes sSo raudaves sem se des-
mancharen], um tonel para aguarcTenlc, um par de
conchas de pao para halanca grande, dous bracos pe-
buenos de dila. um candi otro novo dejatilocom tres
lozes, ludo limito em conla : no atorro da Boa-Visla
taberna n. 49.
Vende-se urna taberna com pantos fundo. : na
ma larga do Rosario da Boa-Vista n. 0:!.
Na na das Cruzes n. 22, vende-se nina mulata
le bonita Tigura, quecngtiinma. cozinha, cose chao,
lava de sabo ; e urna linda crioula de elegante fi-
gura com as mesmas habilidades.
Espirite a I #600 rs. a caada,
vende-se na ra do Collegio n. 12. *
\ elas de espermacete.
Vendem-se velas de espermacete de superior qua-
lidadc, do ti em libra, viudas da America : ua rna
do Trapiche >ovo n. M. *
Charutos linos de S. Flix.
Na rita do Queimado, n- 19, tem chel-
eados agora da Rabia, os verdadeiros
fcharutos deS. Flix, daacreditada fabri-
ca de Rrandao, os quaes se vendem por
preco mais commodos do que em outra
pal-te.
Primas para rabeca,
ii -10 rs. cada urna, muito novas : na ra do Quei-
mado, loja n.49.
Couro de lustre
ilc boa qualdade; vende-se por menos do queem
nutra qualquer parle para liquidar cuntas: na ra da
'Cruz n. 10.
Vende-se um carro novo de i rodas, para um
i?dous cavallos; para ver o Iralar, na cocheira da
ni Nova por baixo da casa da cmara municipal.

Pianos..
Os. amadores da msica ar ham continuadamente
em casa de Brunn Praeger &C umpanhia, rutila Cruz
ii. 10, um grande sortimento il,c pianos fortes e forlcs
pianos.de difler las vozes, que vendem por mi lieos precos; assimeo-
mo loda a qualdade de ns trunientos para musir.
Obras el e ourui
como sejam: aderecos e me ios dilos, braceletes, brin-
cos, alunles bulos, annei s. crrenles para relogios,
etc. etc., do mais moderno aosto :*vendcm-se na ra
da Cruz n,. 10, casa de Bru un Traeger & Companhia.
Vende-se gra\i i ingleza de verniz
[>reto, para limpar l irreios de carro, he
ustroso eproj^i d'agt la, e conserva mili-
to ocoui'o : no arir-jazem de C. J. Astley
& Comp.inliia, na ra do Trapiche n- &
vinho de Marseillcein caixas de 3 a.6 duzias, lnhas
em novellus ecarreles, lo en era barricas muilo
grandes, ac de railaosortido, ferro inglcz.
Vendem-se [lanos forlcs de superior qualMa-
de, fabricados pelo mclhor autor hamburgoez na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Lqp-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeleciftfl^cmtinW^rba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
clnas de vapor, e tai\as de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENIIORE6 DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhqramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
-V. O. Rieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. i:
A compra he boa.
Vende-se a taberna, sita no horco da l.ingoela, n.
3, com poucos fundse bem afreguezada para o mar,
mallo e Ierra, para liquidaran da mesma ; c se^l'az
lodo negocio com o comprador.
Vendetn-se 9 pipas ferradas, promptas para
azeile : adiaiile da fabrica de viuagre n. 17.J
__ Vende-se a taberna da ra de Sanio Amaro n.
28, por son dono querer retirar-so pata fra, e como
se diz que o dono que ji foj pretende segunda vez
possui-la, roga-se-llie que pode comparecer para fa-
zer negocio, pois com elle se faz lodo negocie mais
favoravel cm componsacilo dawamizade que exislia e
anda existe entre ocumprad^f o vendedor, ejunla-
menle porque nao ignora o preco dos objeelos e per-
lenecs ; assim como a taberna se acha desempenhada
no todo, deixando de conlrahir divida da dala deste
emdianle;e lodos aquelles que forem devedoresa-
dila taberna lenliam a bondade de vir pagar no pra-
zo de tres dias, do contrario cobrar-se-ha judicial-
mente, e quera liver alguma cousa empenhada, lio
dito prazo ir tirar, do contrario serao vendidos os
objeelos para nao perder tudo, porque neuhum del-
les he equivalente a quautia por que foram,empe-
nhailos.
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000
Na rasa feliz dos quatro cantos da ra do (Juema-
do n. 20, vndem-se os muilo felizes blbeles, rocos,
miarlos, oitavos e vigsimos da sexla loteria do Esta-
do Sanitario, cuja lisia deve chegar no dia 16 ; a el-
las, que estilo no resto.
Na ra do Amorim n. 3G, vendem-se os segun-
(es refrescos, sendo : xaropes de
Maracnj Cfpil
(iroselhas Tamarindos
l.aranja Liman
I.ima Pitangas
Caj Vinagre
Ce re jas I! a mi jar ollas
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife
armazem n. 12, ha para vender muilo nova poUssa
da Russia, americana e brasileira.em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualdade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qaalquer parte, 'se aflimcain
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lamhem ha barris corneal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados. ,
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Rordeaux: engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafleitlin
& Companhia, na da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
iiltuo, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. V7
andar.
piineiro

SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente cm Pernam-
buco de B. J. I).Sands, chimbo americano, faz pu-
blico que tcm clicgado a esta praca una grande por-
cao d frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que'se dovem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas rousequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamenlos falsifica-
dos c elaborados pela m3o daquclles, que anlepocnf
seus interesses aos males c estragos da humanidade.
Portanlo pede, para que o publicse possa livrar
desla fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
*lc Sands da falsificada e recenlemenle aqni chega-
lo nicamente em sua botica, na ra da Cu'necican
panlia cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, c seachar sua firma em ina-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
<$)
Os mais ricos e u uiis modernos cha-
peos de senhoras sa enconlram sempre
na loja de raadanii Tf icaid, [ior nm preco
mais razovt de qu=. era qualquer oulra
parle.

'4'
Vendem-se relogio de ouro, pa
('A ten-te inglez, por .commodo pre-
tP co: na ra da Cruz n. 20, casa de
@ L. Leconte Fe'ron & CmpanhiA. ^i
Barricas vasias.
Vendem-se 400 barricas Vasias- que foram'de ari-
nha de trigo : na padaria o. 48 da ra larga do Ro-
sario.
A 0,600 o par. .
Sapatocs do. lustre para homem, obra muilo boa, a
3-5000 rs. o par : no aterro da Boa-Vista, loja de cal-
cado n. j8, junio ao sellero.
A 800 rs. e 520.
Frascos grandes rom agua de Colonia, a 800 rs., e
saboncles de amendoa. a 320 rs.: no alecro da Boa-
.Visla o. 58.
A 2,800 para acabar.
Borzcguins gaspiados para -onliora. a 2->SJ>rs. o
par : no aterro da Boa-Vsta,loja n. 38, junto aosej-
leiro.
Vendem-seaialeijus de muito hora gosto, c por
barato preco : na ra do Eucaiilamei)lo n. 11.
Vendem-se saccas com farelln, ebecado lti-
mamente da America, por barato preco! m caes do
Hamos u. 10, e na ra do Trapiche n. 8. .
Vende-se no armazem de James
Hallidav, na ra da Cruz n. 2, o segan-
te : sellins inglezes, ditos ditos elsticos,
silboespara montarla de senhora^cabeca-'
das de couro branco, Un&rnas para
carro ecabriolet, arreios para dito de 1 c
2 cavallos, molas para dito, de o lblhas,
eixospara dito, de patente,'caadeliibros
Laja l'itomhas
Anana/. liinjas
e muitos oulro;.
Na ra do Vigarion. 19, primeiro andar, Ion)
Venda a superior flanclla para forro dcscUius, che-
gada recenlemenle da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada n
biale Lusitano, vindo ulUmamt-ntc de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 30.
leo de linhaca em botijas.
Vende-se a jOOOrs. rada urna botija, e por me-
nos sendo em pore^lo : jia ra da Cadeia do Recife h.
47, primeiro andar.
Palitos e tolhas-
Vendem-se palitos de' brim de linho de cores,
bem feilos, ,i ;fc e ..'j cada um ; loalbas de panno
de linbo ilo Porto, pruprinspara rosto a800rs.cada
urna e a > o duzia; e panno adamascado'de duas
larguras e.boa qualdade para loalllas de mesa a 29
a vara: ua ra da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
ra da Cadeia do Recife u. 47, primeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 1.1, segundo
ailar, boas obras de labyrinlho feilas uo Ararat),
constando de tallias, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.

p.VVIDWIM.I.VM BOWMAN, ensenbeiro ma-
chHisla e fundidor de ferro,..mui respeilosaineule
annuncia aos senhoros proprietarios de engcntios,
fazendeiros, e ao respeilavcl publico, que o seu esi-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na rna do Brum passando o rhafaiiz, contina era
cjleclivo exerelco, ese aeha complelamcnle montado
eom apparetbos da primeira qualdade para a.per-
feila confeocio as maiores pecas de raachinismo.
Habilitado para-emprehender quaesquer ohrasd
spa arle, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para as se-
pililes, por lerdellas grande sorlimenlo ja' promp-
to, em deposito na mesma fundirs, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas m pniz eslrangeiro, lantoem preco como em
qualdade de materias primas e ma de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construas.
Moendas de canna para engenhos de todos os ta-
mauhos, movidas a vapor por agua, nu animaos.
Rodas de agua, moinhos de vento e -erras.
Manejos independenlespara cavallos.
Rodas dentadas.
AguiKioes, bronzes e ctiumaceiras.
CayilliOcs c parafusos de lodos os lamanlos.
Taixas, paros, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a raao ou porani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de foga c foruos de fariuha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro c de bronze.
ninbas para cacimba e de repuxo, movidas a
ma, por animaes nn vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensashvdraulicas ede parafuso.
Ferrageus pap navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e port0.es.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maO carados de ierro, ole, etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' seral-
mcnle reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes e 'dese-
nhos remedidos pelos senhores que se dgnarem de
fazer-llic eucomuiendas, aproveitaodo a orcasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia eom que lem sido por elles bom
e assegur-lhes que tvao poupara esforcose dilii
cias para continuar a merecer a sua confiaba.
' Na ra do Trapiche n. 14. primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de Ivrio florentino, o ,
melhor artigo que se eonhece para impar Ovdenlesy
hraiiquere-os e fortificar as gengivaa, deixando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de niel
para os cabellos, limpa a caspa, e dlhe mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmelico para
sarar sardas, rugas, e cmbellezar o rosto, assim co-
mea tintura imperial do Dr. Brown, esla f M*ra-
co faz os cabellos ruivosou hraucos.complellrneiilo,
prelos e macios, sem damuo dos mesmosJSHb por
precos commodos.
Vendem-se pregos americanos, m-
barris, proprk para barricas de asu-
car, e aivaiade dezinco, superior qtrali-
dade, por presos commodos.: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
BKVa^itta^^.
Diccionario dos termo* de medlciaa,
cintris anatoma pharmacia *
etc. etc.
Sabio i luz esla obra indispeusave't a todas
jas pessoas que se dedicara ao ealodo de
| medicina. Vende-se por 49 ., eaeaderw
do, no consiillorio do Dr. Moscozo, ra do
Collegio. n. 25, primeiro andar.
de bronze de o, \ e 51 u/es.

V3* ^.^sS!
Dcpoiito da fabrica de Todos o* ; lantof na Baha.
Vende--se, cm casa de N. O. Biel icr & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado c l'aquella fabrica,
mui lo proprio para sarcos (lo assucar c roupa de es-'
cravos, por preco commodo.
Vciktem-selonas,brinzaft, bri use meias lo-
nas da Rusia: no armazem de >". O. Bieber &
Companhii i. na ra da.Cruz n. 4.
' l'aixas para enges: thos.' j
Na fundicao' de ferro de D. Vr|
Bowman u, Ma ra do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de tai.xs s de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea,j quaes acham-se a venda, por
pre^o commodo e com pr> jmptidao' :
embarca in-se ou carregam-st: em carro
sem deipeza :to comprador.
-i- Vejide^-e^'felogios de ouro
lente itlez,
a esteTmfei
(abricaiite
sel Melloi-s
MADAPOLAO' BOM, A 3200.
\rendeni-se pocas de madapoblo de boa qualdade,
com pouca averia : na ma da
primeiro andar.
na rna da Cadeia Velha n. 2i,

t
#/
pa-.
melhores cpie tem vindo
>, e do mais sicreditado
iverpool: era casa de Rus-
nhia, na ruac da
Cadeia do Recife, n. 56.
Atenciade Edvrln Maw.
Na roa de A pollo n. (i, armazem de Me. Cal moni
cV Companhia", 'cTia-sc conslantemento bous isorli-
menlos de-laiiCis do forro coado e balido, laul o ra-
sa como fundas, moendas iiicliras todas de fern > pa-
ra animaos, ago|i, etc., ditas para a Vinar em m. tdci-
ri de todos os ta.manhoscmodelos smais modernos,
machina horiso ital para vapor com forra de
i cavallos, coms, "passadeiras de .ferro* estn!'indo
para casa de pufrgar, por menos preco que us de co-
orc, esco vens g ra navios, ferro da Suecia, e Jo-
I lias de II and re- ; ludo por barato preco.
Mo inhos de vento
"ombembasdere puxopara regar borlase Imitas
decapim.nafiini licaule II. W. Bowman: na ra
do Brum us. (i, 8 ell.
Vende-se um resto de eNemplares'
da obra Ha] ihael, pagfeas da juventila
de por La i nartine, vei-sat) portugiie-
za do l).,;u\( Cuido y Spano : na rita"
doTrapiche n. 1--, jirimeiro andar.
~~ No paleo do Carmo, taberna n. 1 vende-so
muito boa alotria, a 210 rs. a libra.
Na ra ta.Cade -ia do Kecife n. 00, arma-
zem de Henrif[iie (bson,
yendem-se relogios de ouro desabnete,' de palenlc
inslez, da mclhor i pialidade, c fabricados cm Lon-
dres, por preco core uado.
A 7$ 200, e 6S400.
Na loja de lvros i le Joiio da f'.osla Dourndo, no
largo do Cftllegio, ve, odem-se hillieles e meins bilhe-
es da lotera da irmai idatle de Nossa Senhora do lv
vramenlo, que corre i mprclerivelmcnlc no dia li do
crrante.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prt >va d'agua ; na na do Trapi-
cho n. 3.
Vendem-se com p oOco uso os litros seguintes:
Historia; Sacra?, Kabul, e Pluedri. Saluslius, Virgi-
lii Rudei. Horalii Carnn na, Tilo Livius.Epistola Ci-
ceronis, Cceronis Oralii mis. Ordo verborum Salus-
lii, History of Rome (p or taldsmilhs),' dita (todita
(por Thomaz Morell, II lomsoii I he Soasons, Vecar
of Wakerteld, Jonhson I 'aiI i Milln. Breves Noooes
de Potica (por Vellez), Historia .Sagrada (por Ber-
n.irdino coileccos do p> ohl ema : no alerroda Boa-
Visla, toja de onrves n. 08.
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superioi'potassa, fa- (
bricada no Rio de Janeiro, che- (
gada recentemente, recomfnen- i
da-se aos senhores de engenho os ,
seus bonelleitos ja'experimen- l
tados : na ra ta'Cruz n. 10, ar- '
mazem de L. Leconte Perbn a
Companhia.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda decore, enfetados,
proprios para meninas e meninos o 5$( cada um
manleleles prelos e de cores com coeles e sem elles-
por precos commodos: na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 50.
Vende-se CA UNE DE VACCA e ife porco de
Ifamhurgo. em barris de 280 libras ;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, haveudo poneos gigos de resto, que se venderao
para fechar, a 248000 s. ;
AC.O DE MII.AO sorlido;
TAPETES DE LA, lano em pera como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores e muilo em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.";
OI.EO de linhaca em latas de cinco galoes : en!
casa de C.J. Astley 5 Companhia, ra do Trani-
clie n. 3.
i' Na ra do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, on a
prazo, um sortimento de chapese ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de mas'sa, de seda de-varias
dualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacioaes, plumas pretas
para chapeo* de senhora, fundos e lados
para chapeos, courihltos. com setim, li-
vellas, litas para ai rocho e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
CHICOTES IMLEZES PARA CARROS
Vendem-se chicotes ingles para car-
ros, recebidos directamente de nm dos
melhores fabricantes deste artigo, por is-
so garante-'se sua superior qualidade: ua.
ra do Trapiche Novo n. IS, escriptorio
de Eduardo H. Wyatt.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos demursulina fina de cores
com barra, fazenda nova a 53 o corte; ditos de ISa
c1 seda eharege modernos a i) o corte de 12 ova-
dos; dulas e cassas francezas novas a 321 ns. o co-
vado e ftl rs. a vara; e oulras muilas fazenrta* por
baratos preces: na 'roa da Cadeia do Recife, lua
n. j0. '
TARA NAO'ENTRAR EM BALANCO.
Vendem-se aissas rances escuras,
cores fixas, muito linas, e de bonitos pa-
dres,a520rs. a vara ; dam-se amostras
tra/endo penbores : na ra do Crespo
11. 1 i, loja de Jos Francisco Dias.
Na ra do Vgario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em anime e em vdlas mm Iwm sorti-
mento de superior qual! date $ ci\

CAPACHOS uRANBES E Pi^tE^OS.
*e" lima-
mente. srMnfes e peque u-ermli-
600, 700 800 rs. cad; femado
loja de raiudezas 1 ^P
Tendere para pagamento dos cr
sal do fallecido Manoel l.niz da Ve de so-
brado com alguns viveiros de peixc, na cidarie nova
de Santo Aoiarinho : a Iratar com ManoelLuiz da
Vende-se um armazem de sal, ua ra Imperial
U. b:3 : a tratara mesma ra n.
psito de vinho de cham-
ne Chateati-Ay, primeira qua
de, depropriedade do condi.
5 Slareuil, ra da Cruz do Re-
_fe n: 2este vinho, o melhor
'^'de todaTTchampagne vende-
&'' s<* a ^^'^00 rs. cada caixa, aclia-
1' se iiniinietite emcasi de L. Le-
$) comte Feron & Compajiba-i N. B. W)
@) As caixas sao marcadas a logo ^
{$) Conde deMai$ul eos rtulos @
^ das garrafas sao azues. (f&
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, eque levara
tres arrobas-cada urna : ventfem-se muito em conla
para fechar.:nq ra do Trapiche n. 3.
Na rita do Vigario 11. 10, primei
10 andar, tcm para vender diversas mu-
sitas para piano, violSo e (lauta,, como
$cjam,quadrlhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo jiiodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vende-se ou troca-sajior eseravos urna casa ter-
rea, na na da Praia de, Santa Hila. n. 44 : a tratar
ua ra dos Martirios 11. 14..
Vcnde-sc um pardo ptimo spateirn c iioliei-
ro, o 11111 prelo 111050; da-se barato.por precisar de
um pequeo curativo, o qual lie de boa conduela : na
ra da Gloria n. 7.
Veudera-se bilbeles e meios blbeles da loteria
I do l.ivramenlo que corre s.ihhado, 14ilo concille :
na praca da Independencia u. 37 e 8tt.
lnioiros (1.J0O
Meios. 39200
Vende-se
um mualo, bonita figura, bom spateirn', e carreiro:
na rna de Nogueira,. sobrado 11. 30.
. Vende-se a hiberna 11. !) do paleo do Terco,
com poucos fundos, a ilinliciro 011 a prazo, daudo-se
boas iirraas : a Iratar na mesma.taberna.
Vende-se um escravo, prelo cabra, orinlo, de
idade de 21 anuos, sabe fazer lodo o servico de uina
tasa de familia, he alfaiale, sabe bolear, he bom pa-
:c!ii, cozinha mui soUVivelnieule al de Ionio, relina
I jciu assuciir, nunca fugio e nom se embriagou : unom
1 i pretender, procure na ra Nota, loja de fazendas
1 lO (od,mi! I). II.
TAIXAS DE,FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambera, no DEPOSITO na
irua do Brum logo na entrada, e defron-
l:e do Arsenal de Marinha ha' sempre
1 un grande sortimento de taiclias tanto
ele fabrica nacional como estrangeira,
Ivtidas,' fundidas, grandes, pequeas,
1 a/as, e fundas ; e em ambos os logares
e \istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres le Bespeza: Os
p recos sao' os mais commodos.
Na ra da Cruz1 ti. 13, segundo andar, ven-
dem-se 170 pares de coturnos de couro de luslre,
4(1 0 dilos branco, c ">0 dilos de liolins; ludo por
pr feo commodo.
ATTBXCAO'.
Cunha & Amorim, na na da Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bous," pennas de orna, e velas de car-
nauba, a 19500 o cont.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade; com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adaimon Howie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42.
ESCRAVOS FGIDOS.

inte e
.'sino
la pelo Sr.
Sfeijniz
^^^fcin-
m denle na
B
^ to Col
Charutos superiores
la ra Nova n. 2, loja de Augus-
Desapparcceo na noite de "o>
acscrava, cabra, de nome
tantos anuos, t I lia do Kii
da capital, a
Jos Antonio Hastos, em oUfj
Sor ordem da senhora U.
nptisla, viuva do llnado_n
e diroinj naqnella cidade ;
es: cor cabra, altura regali
bellos corridos c aparad
frenlo:qiiem a pegar ou delln der noli, i
llorosamente gratificado, nu alerro da Boa-Visla 11.
4j, ou na ra do Collegio n. t.
So dia 0 de Janeiro corrente usen>u-se da
ra llireita, sobrado n. Gi, segundo andar, o prelo
velbo de nonio Benedicto, de estatura rrgblar ebeio
ilo corpo, moco, o com a falla trmula ^Tevou ni-
camente eaihisa do algodo, calca de casemira ama-
rolla, cor de laranjaj velha. chapoJepello bran-
co lamhem bstanle velbo. Esle negro gosla de 1ra-
balhar em sitio, e de tirar slrAs c miaiamuhs para
as parles de Campo Grande : quem o apprehender.
leve-o a referida casa cima, que sera recompeu-
sado.'
,, chariitos"da Bahia.poiyniiito har-
iji to preco. S
' Desappareeeu em dezembro prximo passado,
le-/ vendem-se sunei linos S "'" w,ira dL' "omo EIii,, iez. vena ra ^ C(, |||a|s u me|1(ls es,Hluta ordjIlariai groS50 do'}r_
po, cabello carapinhado, feices regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com urna cicalrii redonda na cs-
padua direita, e oulras antigs de castigos que le-
ven, consta estar 110 Barro Vermelho junto aos Afo-
sados : quem o appreliendor, leve-o ao Dr. Lopes
Ncllo, na ma .Nova, que ser recomp
Desappareeeu no dia l bro prximo
passado. um escravo de nome Lour f, cara lia,
baixo e grosso, falla de denles na.f e, pernas gros-
sas c cabelludas: quem o apprehender, lee-oaessa
praca 0111 casa do Sr. Manoel Ignacio de Olivcira,
na pra<;a do Corpo Santo n.6, que ser generosamcii-
le recompensado ; ou ao e#geiilio Levada, ua pro-
5?>@ ase ^ss
Charutos de Havana".
Vendem-se vertladeiros cliarulos;delIavana por
preco muito conimado : na ruada Cruz, armazem
"i^-
Oleo Essencial, ,>
para impedir a cabida de rabeJWr faze-lo crescer
e limpar a caspa, a .VIO rs. cada vidriubo : ua ra
do Kangel botica n. 8.
Vende-se a casa Icrrea n. 64,jla ra da As-; vincia das Alagoas, freguezia de Camaragibe, ascu
surapciio : a Iralar uo alerro da Boa Vista loja proprietano Thomaz Jos de GusmaOUra.
" 1 8. Fugio do engenho San-Jos, a "de Janeiro Ido
corrente anuo, o escravo Pedro, de narau Catango,
baixo, grosso, feio, nariz chalo, rosto bstanle picado
de hexigas, bem barbado, com fallado denles na fren-
te, raaos f ps grandes, e lem os dedos .grandes dos
pos vollados: quem o apprehender e leva-lo a0 di ti.
engenlio, receber .(ft'KKl rs. do seu senlior Francis-
co Juaquim da Bocha Falclo. .
Fugio do enaenbo San-Jos, a 13 de niilubro de
18X1, a escrava Calharina, crioula, que re|>resenla,
ler.Ti annos de idade, cr.preta, alta, secra, rosto
comprlo, testa canteada, nariz chalo, heleos (rus-
sos, pos srandes, e lem as rusias da mo direila nni.i
cicatriz de lerida : quem a apprehender e leva-la ao
ilil<> engenho, rerebera a gratificarao de SOgOW
is. de scu senlior Francisco Juaquim da Rocha Fal-
can.
Desappareeeu no din l de novembr do annn-
passado o prelo Ka>niuiTdo,.rrionlw, fllho do Ico, do
id.ole "1 anuos. poWo mais 011 menos, cor fula, cara
larca, beiros crossos, barba cerrada, estatura legular.
. rendido de urna vcrilba, poueo volnniosa, be imiili
I ladino, ediz saber ler, he aniign de sambas, ondoili-
GANTOIS PA1LHETE & COMI'A-
I NIHA.
Conlinua-se a vender nu- deposito geral da @
rna da Cruz n. o excellente c liem con-
cniliiiulo rap areia prela da fabrica de dan-
@ Inis Pailliete i\ Corapauliin, da Babia, i'iii
grandese pequonasporces, |wlu prero eslabe-
1 ;@SI5
MOENDAS SUPERIORES!
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de*ferro, de um
rnodello econstrucco muito superiores.
S\LS\ IVVRK1LHA.
As numerosas, oxi>erencas feilas rom o uso da
salsa parrilha 0111 todas as onfermidados. orisinadaa
pela iiiipiire.a do sangue, o o bom ovil obtido na
rorle pelo lllm. Sr. Dr. Sigaud. presdanle da aca-
>7liT
verle-se locando llaulini ; o mencionado prelo fot
capturado em o engenho Taparari d'eiide turuou a,
fngir 110 lira de 4 dias : quem o pegar, queira levav
a ra Direila. n. 78, que dar-sc-lia paga geuerosa.
demia inHieraide medicina, polo Ilustrado ,Sr. Dr. Desapparficou no d!a2S de novembro um mo-
Anlonio Jos l!ei\olo cm slia clnica, e era sua afa-
mada casa de sande ua (iainboa. polo lllm. Sr. Dr.'
Saturnino de Olivcira. medico h' exercilo c por va-
rios outros medico, lortniliom boje de proclamar
altamente as virtudes eflirazos da ,
SALSAi PARKII.HA J9
de
BRISTOL.
No|a.__fa,|a garrafa roiuVni duas libras do liqui-
do, e a salsa parrilha de Brislol he garantida como
puramente vegetal sera mercurio, iodo, polassium.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, 0111 frente ao cliafariz.
loclo do uosieaVnlouio, que representa ler de ai a
i'i anuos, com os signaos scsuinles : eslalura regu-
lar, secco do corpo, com principio de barba, lornan-
do-se muito condecido por ler snfl'i ido pa cabera
urna impigem da qual do roeie da cabera para nuca
licou com muita falla de cabellos ; lem ambos 0$
ps lorio* para dentro, e muilo ladino : roga-s a
todas as autoridades idiciaes e eapitae* de campo,
que bajam de asarr"-'0 lffv*r a" sit^c^rtsu* ao
hospital dus lazar*, ou ao mesu tmpilal, que serilo
geneosaiiieule recompensados.________
P^.-Ttf. Hr Parla.-18Mr
/. .
s. -


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ELI51K005_XV8BIX INGEST_TIME 2013-03-27T14:47:38Z PACKAGE AA00011611_02322
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES