Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02321


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Full Text
\

V
Por 3 mezes adiantado 4,000
Por 3 mezes venados 4,500
SEXTA FEIRA 13 E JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

ENCARREGAIKIS DA Sl"BSCRIPC:AO\
Recite, 0 proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Marti ns; Baha, o S. F.
Duprad ; Macelo, o Sr. Joaquim 6011131x10 de Mcn-
donra; Parahilxi, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Amonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por i!f>000 firme.
Pars, 345.
Lisboa, 9a porcenlo.
Aeros do banco 5 O/o de premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da com|>anhia de seguros ao par.
Disconlo do lctlras 10 3 12 0/0 de rebate.
METAES
Ouro. Oiuas hespanliolas. 285S500 a 29i9000
Moedas de 69400 velbas. 109000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Oliiula, lodos os dias.
Caruari, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 13.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna o Parabiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
PREAHAR DE IIOJE.
Primcira as 3 horas c 42 minutos da .tarde.
Segunda s 4 horas o 6 minutos da nianha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comnicrcio, segundas o qiiinlasfeiras.
Ilclaco, trras feiras c sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo le rphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civeJ, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civcl, qnartas c sabbados ao roci dia.
Os Tribunaes de Juslica eslao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
EPHEMERIDES.
Janeiro 6 Quario crescenlc a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manha.
14 La cheia as 6 horas, 42 minutse
12 segundos da manha.
22 t.inaii" minguanlo ao 38 minutos c
48 segundos da manha.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos c
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. Ss. Julio cBasilissa sua esposa ai.
10 Tetra. S. Paulo 1."eremita ; S.fioncalodc A.
11 Quarta. S. Hygino P. M.; Ss. Salvio.'c Severo.
12 Quinta. S. Satyrob. m.; Ss. Arcadio.c ZoBCO.
13 Sexta. S. Hilario b.;" Ss. Hermilo e Stroconio.
14 Sabbado. S. Flix" m.; S.Macrinajv.; S. Dacio.
15 Domingo. 2." depois de Res. O SS. Nome de
Jess ; S. Amaro ab. ; Ss. Habacuc e Miqueas.
PARTE 0FF1CIAL.
OVERKO DA PROVINCIA.
TiapeaiaMa te ili 11 li Jaaetr a da 1864.
OMefo Ao Exm. marechal commandante da ar-
mas, diiendo ficar inteirado de haver S. Exc. nome-
.ado interinamente o tenenle reformado Luiz Jerony-
im Igueio dos Santos, pira commaiidar a fortaleza
fe Iteam, fawfndo reverter para o empreo de
ajiidaote da mesma fortaleza, o alteres reformado
Joaqaim Jos Pereira ViaBna.Communicon-se
Ihesoararia de fazenda.
DitoAoEsm. director geral da instruccao pu-
blica, para propor ama pessoa idnea para interina-'
mealeregera cadeirade primeiras lellras dosexote-
minino da tilla do Bonito,
DitoAo chele de policia, diiendo que, com co-
pia c^e remelle da itirorrcacjio du inspector da the-
soarara de fazenda responde aoofllcio de S. S. de
2 do correte, eobrindo o pedido que devolve dos oh-
jeclM precisos para o expediente daquella repartido
no I. semestre deate anno.
DitoAo inspector da Iherouraria provincial, in-
(cirando-o de haver autorisado ao director das obras
pafclitai a comprar para a obra da rasa de detengo,
30 mil pregos de ssoalho a 2S20U rs. o milheiro, 20
mude batel pequeo a 1900 rs. ; 20 mil caibraesa
9700 rs. ; 30 mil ripaes da terrea 19300 rs. ; 10mil
ripacs do Beino a 1(100 rs.; 8 arrobas ile palmares,
e de eaoslruecao a (90 rs. a libra, 10 libras de pre-
jas de rame sortidos a 400 rs. cada urna, e bem as-
alta daas dalias de ps de ferro.C.oncedeu-se a au-
1aritac,o de que se trata.
DitoA cansara municipal desla cidade, duendo
qae, para que aiguns posseiroa de terrenos de mari-
fca su ra do Sol, possam fazer a parle que Ibes to-
ca do respectivo caes, faz-se preciso que a mesma c-
mara tambem mande fazer qaanto antes que fica
a frente da orara 4a Capim naquelle lugar, enle-
eodo-se para esse fim cent os mencionados posseiros.
Caawanlenu-se a Ihesouraria de fazenda.
PORTARA SOBRE SIJBSTITIIICQ*;.
O presidente da provincia, em execuro H dispos-
to ao 10 do artigo 211 dn regulamenlo ti. 120 de
31 de janeiro'de 1812, designando a orden pela qual
os juizes municpaes deverao sabslituir no crrente
armo os di direilo das diversas comarcas, determina
que se observe o segainle :
Aarl-1
Comarca do Reci,
Primeira vara crime.
1.' o juiz monicipal da primeira vara.
*. oda segunda vara.
3.' o de Olinda.
4. o de Igoarase.
Secunda vara crime.
o juiz municipal da segunda vara,
o da primeira vara,
o de Olinda.
o de Iguarass.
Vara civel.
i.* jai* municipal da primeira vara.
8.' da efund vara.
3.- de Olinda.
< odelguarassii. ,
Comarcado Bonito.
1." o jan municipal de Cntaro.
2.* o do Bonito.
a#- Comarca a Boa lista.
joiz monicipal da Boa Visla.
o doOuricurv.
Comarca do Rio Formoso.
o jniz municipal do Rio Formoso.
de Barren os.
Contare do Brejo.
o juiz municipal do Brejo.
de Cimbres.
Art. 2.- Na* dentis comarcas que nao vio especi-
ficada* por conterem um s juiz municipal, ser este
tabslilulu do juiz de direilo. e assim tiesta como
as atrs, sentpre que as juizes nuincipaes eslve-
rem impedidos, substituirlo aos de direilo os seus
sapoteles, seguindo-se para a preferencia das tur-
as**, Itavendo mais de urna a ordem em que foram
collocados os juizes.
Art. 3.- Continuara em observancia o mais que
M determinado lia portara de 28 de Janeiro do auno
da 1830, e que nao se acha contrariado pela nre-
acate. I
Palacio do governo de Pernambucn, 7 tic Janeiro
de 1854 Jote talo da Cttnha e Figneiredo.
i.-
X-
4.-
I.-
!.
r
. I.-
a.-
EXTERIOR.
SO de dezembro de 185S.
O grtade saeeesso da quin/ena he o combate de
Siaane. Urna ftotlha tueca composta de 6 fraga
tos, 3 corvetas e 1 navio a vapor, que ia levar Asia
trapa* manieres fore obrigada a refuziar-seno por-
to da) Siaope. onde flcou delida por um violento ven-
to norte. Um navia austraco o Lloyd. deu parle da
occurrenciaao almirante russo Makimoff, o qual dei-
a Sebastopol com 6 navios de litilta, 3 de primeira
calliegoria, 5 fragatas e 1 navio a vapor. Depois de
i horas de nm combale encarnicado, a flolilha turca
be. completamente destruida, e sman Paclt feilo
presioneiro. Os maiores navios turcos que foram
destruidos linbam cada um800 liomens a bordo ex-
clusive os arlillieiros, o urna quantia consideravel de
dinlteiro,perto de vintc milhes de francos. Como
se pode prever, esta noticia causou profunda sensa-
co em Franca e em Inglaterra. A final, dizemque
be chegado o momento para ns adiados da Turqua
lite prestaron nm soccorro eflicaz c enrgico; as es-
qi-adras combinadas se preparam para entrar no
lar-Negroe tomar tima desforra completa desses cor-
sarios... A illusao lia sitio de curia duraco. Um
desfiacbo deMarselba de 15 nosantitincia que os na-
\ios/lelnhaiinii o A/o^adortinham partido paraSi-
* J-nope, condtizindo meilicos para tratar dos ferdos; e
que o Charluiiuigne e urna frazala iin;leza Itavam
entrado no Mar enro para cother informaroes. O
que lite parecen) elos valentes protectores que cru-
zan) os bracos emqunto o fraco lie espancado ; e
quando este lites lida : acudam-me eslao-me as-
sassinantlo respeadem-lhe : tenha paciencia i esta-
mos iralando de arranjar os seus negocios ?... Mas o
infeliz que os salteadores vem multar al na sua pro-
pria habitarn, nao precisa de um labelliao para es-
crever a sua ultima vonladc, s,lo os proprios salteado-
res que se encarregam ilodivitfir a Itcranra. Que <\z-
nifica essa esqaadra defronte de Constanlinopla ? Es-
pera eliasoccorrer os Turcos, quando elles cahirem
exhaustos nesla lula suprema Dizem que ueste
caso ser mais fcil conseguir-se a paz. Mas com que
coti'.licGes 1 A cusa da inlegridadc to imperio Otto-
maito, que as srandes [tolencas se eahavam de fazer
respeilar. A Russia conservar a Moldavia e a Va-
larlii.t : aera a sua primeira etape anles deConstanti-
nopla. Eulo de que serviram todasessas fanfarro-
nadas, ludas essas trocas de notas e de protocolos ?
Tudo islo s lem servido para prnVar grande impo-
tencia. Mas lie iaconteslavel que todo o crime lem
nm castigo. A tiatnlonam um alliado fraco, porque le-
mem um vizinlio poderoso, a quent permiltem aug-
mentar a forra.que elle no primeiromomenlo emprc-
gar conlra outros.
<) cmbale de Siuope fui sabido no mesmo dia cm
qu ?s potencias novamenle reunidas em Vietina
iinndiivam as sitas ultimas notas collectivas para
Conslantinopla. V"eio dar um desmentido sngrenlo
a todas osses hypocrisias diplomticas. Mas aquelles
Srs. deviam ter previsto este resultado, quando disse-
ram que *s hostilidades nao impediran! que elles
contnuasseni os seus esforcos conciliadores. Anda
vo continuando com os seus palavriados e garalujos,
bascados comosempre nos reiterados protest* dadot
por carias vezet por S. M.o imperador da fussia,
excluindo da parle deste augusto soberano a idea
de pretender, tintar a inlegridadc de imperio Olio-
mano, (.litando lerb fim lodas eslas mentiras ? Tai-
vez alguein diga como llazilio no Barbeiro de Seci-
Uia : que se engaita aqu'.'
Por agora, fora dflicil saber precisamente a op-
nio do aoverno francez. O Momteur se saliste/
com inserir, sem commenlaro, o despacho que an-
nunciava a batalha de Snope. Os jornaes semi-of-
ficiacs procuram de algoma sorte desnortear a op-
ni.io. O proprio imperador guarda o seu mutismo
habitual, ou porque ng quera dar a conhecer o seu
pensamenlo, ou porque mo sai ha anda que partido
deva tomar, o que parece mu provavel. Todava es-
las mesinas incertezas indicara que, hoje mais do que
niinca.clle se inclina em favor da paz. O imperador,
desdequese realisou a l'uso mnnarcltica, lem ettfra-
querdo muilo tas snas veleidades hellicosas. Com
razo receia urna guerra, a qual, se ftir infeliz, pode
dar aos partidosorcasian para levantaren! de novo a
(alioi.a e estenderetn a mo a rfeleza decahida. Ja
dl/pin que os ftfcionistas li/erain com que o conde de
Chambord aceilasse a handeira Iricolor com as tres
flores de lyz a velba Frailea com a Franca nova. Seria este um
golpe de meslrc : com eflelo a handeira branca nao
he popular e os lyz s poderao entrar outra vel em
Franja sombra da handeira tricolor."
Na Inglaterra, o combale de Siuope arrancn um
Aurra de imprecarn conlra a Russia. De nada me-
nos se tratava do que enviar esquadras para incen-
diaren) os porlos russos do Mar Negro e deslruirem a
sua marinha. Mas o governo, i maneira to seu al-
ijado das Tuilltcrias, nao parece estar decidido a se-
guir conselhos (ao vigorosos. No da seguinle ao
que esta noticia fra condecida em Londres, Lord
l'alinerslon den a sua demssao. Osjurnaes ininis-
leralislas deram por motivo uina divergencia de o-
pinilo com os seus collegas acerca da reforma eleito-
ral: mas julga-se que islo nao passa de um pretexto.
Lord r.ilmersloii era no gabinete nale o nico re-
prese titanio do parldo da guerra; e he provavel que
elle des-e a sua demssAn em consecuencia dos seus
collegas se terem rectsailo de dar orna direccSo mais
enrgica aos negocios do Oriente. Ha mezes'que el-
le linda lomado esle partido ; mas os seus collegas
Itaviam insistido com a ranlta para que nilo aceilas-
se a sita demisso, recejando que elle senao elevasse
pcranle opiniao publica. Lord Palinerslon tem al-
lianr.ss com os Torics, e espera vottar com elles ao
poder, cm qualiiladc de chefe do gabinete. O actual
ministerio caitiri certaniente dianle dn parlamento,
poslo que lite seja dillicil chegar ale a abertura das
cmaras.
Os jornaes inglezes chegados esta raanbaa' em Pa-
rs, aflrmam a recepsao de despachos de Constanli-
nopla, os quaes annuiiciam que, depois do combale
de Siuope, as esquadras franceza e ngleza haviam
entrado no Mar Negro. O proprio Times alianra o
facto. Em Paris nao se acredita muilo ueste
roLHi: rni.
0 DDQDE DE ATHENAS. )
(Tato asaramaz ato Paadras.)
VI
( Continuadlo. )
Apenas vio-se aenliur do poder, Gualliero cesa
de eaastranger se.
Caawcaa por affaslar os cidados que coslumavam
* l'.', sapprmio o* ganfaloneiros, e rasgou as ban-
/
Depois assignou ama allanca com as cidades vizi-
comprimir, se preciso fosse, os desconten-
to de Plorenca.
vea sea poder fortilicado, elle enlregou se
atoa eus inslinclos dominantes: a Ivrannia.
*""** riqaeas, a devassidflo.
i *aa guarda, creou urna tropa de salelliles
oitocentos liomens Bourautese Fran-
oes merceurios, que percorrian a Italia, e serviam
a ajatem mais lites ouerecia.
rodeado de seos validos, e dos prenles
Man para junto de si, Gualliero entregava-
"T0"?' r"140 a,acav'< em attenrao a
baara da* ramillas, c permiltu a seus silellites iodos
a* lceseos.
Bases ministros da desordem provoravam "a moei-
dade a resolta contra a moral, e ronvidavam-na para
sH bjaqueles, afim de faz-la coiiiral.tr o cosi do
laso e da prnlusao.
* Florenlin.is, esquecendo-se da liberdade, nao
s aalaaetliam-se lei de um h ramio, masadopla-
vaattaas modas, seusrostumes.'e seus vicios.
Cemtieri Bistlomini, coiiiu Guglielmi de Accesi,
era valida de tinaltiero. Ambos faziatn parle dess
* burgaezia, que linha composlo o governo dos
Pvttaidor de ama riqueza inmensa, Bisdomin era
egoetaale por excellencia. Ellecommerciava com
anda otero, emprestava dinhero sobre hypo-
t aos principes e nos res, e {fatba sabido lornar-
* "eeatsario' a Gualliero pelo Sou crdito, e pela
** latolwgeacia dos negocios.
lomiai amava Flava. Al eniao os Itabltis de
dependente, pessoal e dssolula o linham
aaaauaa *)a casamento.
squecer os encantos que o captiva-
eile entrega, ,-je enrei|0 ,|9 ,iesocios e (|
Nnragas.
!2 \1 ^T'* "* renniao, e sua belleza
fi .^r,,*am P'nixa" ,lc Cerrctieri.
. r* % felieitladenein repottso sem el-
la! drsserile cmstgo. IU ^^ b
crealara *eja *ninba. ^
Ecorreo casa do duque para petlir-lhe que n-
torpozesse sua influencia ,m ^ r afln. de ob-
tor de titiglielmi a mao da fllha.
^?"" Buar*u silencio algn, instantes; pos
aava nao aprassar-se jamis, quando linha de
desraanr sea pensamenlo.
aatomto' inquieto esperava a resposla : elle co-
-aateta a duque bastante, e pddd perceber. atravez
desea ar pensativo e preoecupado, urna comhinacao
? artaoaa, a proveilo pessoal, incompalivel com o
fado. Em ultima mal) se. anda quando esle facto
fowe veriladeirn. nao teria hoje grande signifteaco.
Se as esquadras entraram no Mar Negro, talvez fosse
smenle pira dar um passeio recreativo e Iludir a
opiniao publica. Nao acreditamos na franca inter-
vencao da Inglaterra e da Franca seno depois de se-
ria batalha naval. Em poltica, como sempre acon-
tece s se devem admltir os factos consuma-
dos.
Enganamo-nns extraordinariamente, quando acre-
ditamos que o facth do se mandar um embaxador da
ordem militar para Constanlinopla, atipunciava da
parte do aoverno francez i nlencoes bellico.as.
O general Baraguay d'IIilliers, se dermos crdito
as miMTices dos seus amigos, se gabara ao partir
que faria os Turcos mm-er-st. Parece que elle qnii
cumprir i palavra". Os despachos deKeschid Pacha,
eslao cheios de recriminaees conlra o nosso em-
hatvador qttequer iinpor ao sullao todas as siduces
pazilicas que chegam deVienna.de Londres e de
Paris i Constanlinopla. Amanha ou depois danta-
nhaa se aguarda a resposla da Porla, nota conecti-
va enviada de \ enra a 5dcsle mez. He potico ve-
rosmil que o negocio de Snope Icnha poslo o sultn
de liuin humor ; e o general Baraguay d'Hilliers le-
ra necessidade de toda a sua eoragem para obrigar o
sultao a commeller urna infamia.
Ld-se no Moniteur o seguinte:
a He por erro que algnmas pessnas se serven),
respeito dos altos funectonarios do estado eda corda,
da qualilicarao de Monseigneur, (alleza.)JEs(e titu-
lo s pertence aos principes franceses e aos principes
da familia imperial.
M. de Maupas, .-ministro da polica, actual-
mente embaxadoT de aples, decididamente nao
se lem havido bem com el-rei Bomba. Ha cousa de
dous mezes o governo francez, por meio da nter-
ventando governo napolitano, enva ofiieiaes para
assislir a grandes monobras militares que deviam ter
lugar em aples. Sabe-se que no numero desles
ofiieiaes se achata o capilao Ducasse, ajudanle de
campo do priucipe Jeronyrao, autor das memorias do
re Jos; memorias em que o re actual he tratado co-
mo merece, islo he, mui speramente. O governo
napolitano descobre un tnlencio ollensiva na esco-
Iha deste offlcial, e como se nfto sinla bstanle forte
para faer urna estralada, pretexta que o navio que
camina os ofiieiaes francesas para aples, conlm
mercaderas inglezas (presentemente o cholera est
em Londres) e osubmette a urna quaretennr rigoro-
sa. Quandoo* ofiieiaes liveram liberdade para en-
trar em aples as grandes manobras esto va m
terminadas... Alcam grandes gritos, e vendo que
M. de Maupas nao os apoia com bastante energa,
yollam para Pars, e se queixam ao imperador do
insulto qiich.tviam reeebido. O imperador immeda-
limenle ordena a M. de Maupas que se retire para
Roma t que el-rei de aples nos d reparac.o.
Depois tle algumas semanas de conferencias el-rei de
aples demitlio aiguns empregados subalternos ,
mui innocentes, sem dUvida, o nosso embaixador
voltou para o sen posto. Mas a boa inteligencia nao
fra de lotiga duracan.ca leima aj tomando um ca-
rcter mais serio. O governo napolitano sempre o
seu pretexto do cholera) obriga os Francezes a urna
qtiareiilena que lie mui nociva ao commercio. Desl'-
arle vao continuando as queixas conlra esta medida
que nada justifica. M. qtier,merecer a censura de fraque/a que '} se lite di-
rigi, ha feilo enrgicas representaes a el-rei de
aples, e dizem que o governo francez envin um
navio dn estado para dar apoio moral ao nosso em-
baixador. Acnnselhamos a el-re de aples que se
deixe de fanfarronadas : a fusoindspoz de'alguma
sorte Napoleo III contra os Bourbous. Finalmente
se devemos dar crdito a algumas correspondencias
particulares, o procedimentode el-rei de aples nao
he lo tlesarrasoadn como parece i primeira visla. A-
inda exislem em aples partidarios de el-rei Mural,
cujas sympalhias se disperlaratn coto a restauraran
da d) naslia uapoleumna. O principe Mural ha de
ter em lorno de si nm grande n omero de exilados en
de aventuraros italianos que o persuadan) a recon-
quistar o lliroini de seu pai. Ate he mais que pro-
vavel, que aiguns agentes secretos j preparen) as
Mas halerias, na eventuatidade de nina guerra geral
que iiil'.'illivelmcnle tcansformaria a carta da Europa.
Eslas supposicoes potlem explicar as medidas que
el-rei ile aples-toma a respeito dos nossos naci.
uaes; e ueste caso mo Ihe podemos querer mal.
Anles de deixar a Italia, dir-lhe-hei que, depois
tle alguusdias.se traa da evaettacao em commtim dos
estados romanos pelas tropas fraiieczas e austracas.
Um tratado secreto fixou esta occupaeao por 3 aonos;
o termo est para expirar, e o papa dclarou que s
quera ser guardado por soldados italianos. El-rei de
aples esl tralandode organisar um exercilo de
20,000 homens que prometiera a Po IX no lempo
da sita residencia forrada em Gaele. Estes soldados
tomarootope pontificio e formarn com os 12,000
soldados romanos o exercilo do Santo Padre. Ha
muito lempo que os esforcos da diplomacia austraca
tem por fim lancar-nos fra da Italia. Al he prova-
vel que a promessa desla evacuarn lenha sido urna
das condires desla especie de alliaiica que se acaba
de concluir entre os gabinetes de Venna ede Pars.
Mas ser franca esta promessa de urna e. oulra par-
te 1 He permttido duvidar-se delta. He do'inte-
resse da poltica napolen i imsmenle retirar o nosso
exercilo dos estados romanos, quando a paz estiver
bem firmada ; e destacadamente, nada indica que
essa hora esteja prxima.
A llespanha vive sempre agitada por esses conflic-
tos enlre o poder real e o poder parlamenlar.que pre-
cedem os golpes tle estado e as revotucoes. m cou-
sequencia de um voto hostil do senado na questao
doscaminhos de ferro, a ranlta suspendeu assesses
das corles. No dia seguinte fora demillido grande
numero de altos funecionarios cvis e militares. Tra-
tou-se de prender Narvaez e o duque de Monlpenser
que esnspetla ciar i frente dn partido rnnsliliicio-
() Vida Diario a. 9.
ciimprimenlo de seus desejos. Por mais hbil que
eja o senltor, he raro que seu pensamenlo nao este-
ja ii merc do escravo '. Cerretieri linha visto bem.
"(iualliet o quera a lodo o cusi pussuir Flava de-
pois que', deslumhrado pela sos belleza, lano a ad
mirara no dia da grande reunio. -
Mules ineios linham \ sido propostos e rejeitados
no coiisclho de seus companheirosde prazer;maslo-
dos os seus expedientesencoiilravam um obstculoin-
vencivel no carscler severo o vilenlo de Guglielmi.
Essc-pnijeclii lluvia sido adiado; portn, reprimin-
do seus desejos criminosos, Gualliero lornou-se mais
ardenle na procura dosmeiosde satisfaz-tos.
A conlisso de Bisilomini revoltou o duque, e a
idea de v-lo possuidor tranquillo tlessa formosura,
que elle cohicava com tanlo ardor, acendeu-lhe o
cintile. As perfeiees de Flava vinham de urna em
una olferecer-se sua imaginaran: sua paixtlo irri-
tada redohra va de violencia.
Todava o duqao linha inolivos poderosos para
n upar Bisdomin, e como sabia domiuar sitas pai-
xes, segundo s circunstancias, disseao valido cum
ar pensativo:
Logo conversaremos sobre leus negocios tle co-
racao ; fallemos agora sobre os do estado. Fui avisa-
do de que se prepara urna conspirarlo, e para frus-
tra-la careno de dinhero, e o lltesouro est vasio.
Cerrelieri, lemos necessidade de ti..... Dous mil flo-
rins tle ouro. nada mais.
Bisdomin sabia que quando o duque exprimia-se
de una maneira 13o clara era perigoso recusar-lhe ;
assim no cuido mais senao em tirar o melhor par-
tido possvel de sua postean.
Mas, seiilnii, para serv-Io ser-me-lta neeessa-
ro retirar fundos, que achaiu-se empregados rom
grande inleresse.
Inleresse! inleresse! met charo, nao se deve
merradejar com a repblica, quando Irala-se de sua
salvaran... Pois bem! mais larde procuraremos um
meio ile iuilciiihsar-te.
Cerretieri a ha no u a caliera, o di-e :
Seuhor, Icnho visto ncsles ltimos lempos al-
gnmas pessoas depois de haverera adiantado fundos
ao eslado sem enndiees, nao recobraren! nada de seu
dinhero; como por exumplo os Pelruzzi e"tanlos
oulros.
A casa dos Peti uzzi era urna das que linham dado
fundos para a guerra contra Lncca, e cujos crditos
tiualliero auniquilra.
Lma leve ruga na fronte deste, e um olhar obli-
quo roramistia ,i,,ici resposla.
Btsdomiiii cniiin,.....: ,
Todava se vossa senhoria quer fazer-me um
abate sobre os dtreilos le m.eu carregamento do Le-
vante, o negocio pirfer arranjar-se.
yuem pede nao d, respondeu Gualliero com
mao humor.
Bisdoniiui lornnu :
E se eu...
Nada de ttudicao I iilerrompeu o duque en-
Ireganilo-se a um movimcnlo de impaciencia, do
contrario nao me mellerei em leus negocios.
S Icnho algumas palavras quc dizer-le ainda:
tiuglielini he genero^, c ama a ftlha icrnamenle.....
Flavia por mullter e um bello dol!
' (jualliero mttdoii enlo'de tom, e balendo l.nni-
liarmenle no dombro de Cerrelieri, acrescenlou com
jovalidade : ,
Meu velho amigo, sem duvda com|irehemles
asvanlagens dessa tratisic.lo? Ah I...
Seja fcila a vnnlade de vossa senhoria, respon-
den (i valido com ar rcspeiinsu.
nal. As nossas proprias cazelas minisleraes aconse-
lltam ao governo hespanhol um golpe de estado con-
lra as,-orles: mas anda hesilam; eslas emprezas sao
sempre mui arriscadas. A ranlta de Hespanlia esl
grvida, c sem duvida esperam as ceremonias para
locar fogo'i mina, o que requer urna caheea fra, e
peruas bem desembarazadas, na hypolhcse de mo
exilo.
O principe de Cassinn casou-se com urna filh.i de
el-rei Jos, da qual ha muilo lempo est separado de
facto. Ha muito lempo que elle persegue o impe-
rador para que tara annular o seu casamento. Mas,
segundo o senalus-consulto que regula atlribui-
cnes da familia imperial, o -uado s pode baixar
decretos de divorcio acerca dos principes da familia
imperial, e o principe de Calino apenas he memhro
da familia civil do imperador. ConsiHtnu-se M. Du-
pin sabr esta questao delicada, e o celebre juriscon-
sulto achou meio de arranjar o oegocio: o decreto
ser proferido, mas nao ser publicado. A respeito
de M. Dtipin, parece que elle est furioso ueste mo-
mento. Depois ilo discurso ullra-iiapdleonina que
elle pronunciara por orcasiao da inaugurarn do mo-
numento do marechal Noy, foi nomeado senador;
mas a nomeacao ainda nao apparecen no ManUcur.
Poiseomo! nnmeam-me senador, e no lem animo
de ptililica-lo! Eslou perdendo 2,500 k. por mez.
O furor da agiolagem se ha elevado a um poulo
sem exemplo, mesmo no lempo, da regencia e nos
ltimos anuos do reinado Je Luiz-Filppe. A pol-
tica nao he maisque um pretexto para o jogaddr da
aira ou da baixa. As pessoas bem informadas ex-
ploran! as noticias, e at as inventan) em caso de ne-
cessidade. Todos querem enriquecer era 3 horas.
Quando alguem repula esta necessidade um princi-
pio, a final tem poucu escrpulo cercar dos meios de
salisfaze-la. N'um governo em que o favor he ludo,
qtianto maisi gente est periodo sol, quanlo mais
Ihe senle os raios. Assim, nao se poderiam contar
todos os mi Hies que tem sido devorados pelos vali-
dos do imperador, por va de|concea1oes de camuhos
de ferro, e de lodas as grandes emprezas industriaos
que requeren) a aulorisacn do governo. Eis aqu
urna ancdota que prova al que ponto pode chegar
esla febre de explorarlo. Um iinlasirial pretende
fundar unta sociedade que exige un capital conside-
ravel : envia o respeclivo projeclu ao imperador, pe-
dindo-lhe urna audiencia para Ih'o desenvolver: a
idea parece agradar ao imperador, e elle ordena que
se envi urna carta de audiencia ao industrial; um
dos corte/Sos que se acha presente nesla occasio,
prev um bom negocio, intercepta a carta, e envia
um agente seu ao industrial para dizer-lhe que urna
personauem influente para como imperador Ihe af-
liaiifa a aulorisaeao que sollicita, setiuzer fazer I-
gum sacrificio. O industrial espantado consulla um
dcpulado que o obriga a marcar o lagar em que deve
ter tuna conferencia com esta persoaagem, o que se
verilicou. O dputado se oceulta em nota alcova
contigua ao gabinete do industrial. He modo que po-
de-seolivir loda a conversa. Depois de aiguns de-
bates acerca das Itrvas exigidas, concordara na peque-
ua quantia de d milhoes! O industrial pede smen-
te urna garanta escripia a est alta tersonagem, que
seduzida pelo (res milhoes nao fez rogar. O indus-
trial tle posse do escriplo, levanta-se e diz:Vmc.
he nm ladran! e o Sr. depulado que- ouvin tudo dar
cuida ao imperador. A alia persorrz.em petrificada
supplicott para que o nao delassem a perder. Espe-
ramos que elles nao lenbatii a fraqvea de se deixa-
rem iiiternecer. -
Segundo parece, a nossa colonia penitenciaria de
Cayenno se teda ii'nm eslado deplravcl: os desgr-
sanos tleportadtts ahi morrem como; moscas. O go-
vernador que actualmente esla cm fraris, leve urna
audiencia do imperador e Ihe fez ut) quadro snislro
da colonia, reclamando em nnme da humandade,
que fosse transplautada para mu .clima menos mor-
tal. M. Ducos, ministro da marinUa, que se achava
presente nesla audiencia, dhse algumas palavras pa-
ra apoiar o governador tle Cayenne. O imperador
toreen os bigudes sem responder, o que equivale a
lima recusa. M. Futir riel ion (he o nome do gover-
nador) dclarou enlo ao imperador que se nao sen-
lia com torras para exercer por mais lempo funerales
lo dolorosas, e pedio-lhe que se dignasse de aceitar
a sua demisso. O imperador lores outra vez os bi-
godcs, e disse a M. Ducos: Sr.ministro, procureprn-
ver o lugar de M. Foiirrchon. Depois de aiguns
das o cap lo de fragata Botinard substiluio, como
governador da colonia, ovice almirante Fourrchoti.
Urna carta de l'ou toisn d tristes promenores acer-
ca de uina tentativa de evaso no Monte S. .Miguel.
Um detento poltico, chamado Riccarin, oul'ora
mecnico em Paris, lentou evadir-se. Fizera urna
corda de 130 pos de comprjmenlo. e a linha alado a
um varao de ferro que prende ao muro a gnarila
onle eslo os guardas que vigiara os prsoueiros em
quanlo tomam fresco. No momenlo em que o guar-
da eslava de cosas, Riccarin lancou a corda por tras
da murallta, que naquelle lugar domina os rochedos
de quasi cem pes de altura. Ignoramos o que entilo
se passou, mas no dia seguinte o cadver do infeliz
prisioneiro foi encontrado sobre os rochedos, com a
cabera quebrada. Verilicou-se que Biccarin linha
litio a precauco de cobrir corda com laa a fin de
evitar o calor que devia desenvolver o alrclo, e que
para o mesmo fim envolver as maos com urna espe-
cie de luvas mui grossas delinhu. Parece que isto
nao foi sufliciiilc, e que o infeliz foi obrigado a lar-
gar a corda.
O lllho do duque de' Cassigliano, cujo casamento
com urna das filhas da rainha Mara Chrislina j Ihe
annunriei, acaba de morrer de urna febro typhoiile.
Urna caria parlicular de Madrid diz que M. Tur-
gol, o embaixador de Franca, se balera em duelln
com M. Soul, mnislro americano, e que elle licara
mu gravemente ferido. Anda se nau sabia positi-
vamente o motivo deste duello.
Depois acrescenlou :
Terei entao amanbaa urna resposla favoravel
de Guglielmi ?
Sem duvida.
Obrigado, senhor ; ale amaiilia.
Vil
Na ra do hairro de Ogni-Santi indo para a por-
la dos prados achava-se a fabrica dos Padres humi-
Ihados ile San-Miguel de Alexandria, os quaes de-
dicavam-se ao humilde Irabalho de cardadores de
lia.
Desde a origem de seu eslabelecimenlo, os frailes
oceuparam-se em formar aprendizes.-e fundaran) por
esse meio o mais bello ramo de commercio de Flo-
ren 5a.
Os symlicos dessa arle gozavam de gratule hon-
ra, e sanecionavam os Iratados de paz com suas as-
sigualuras.
Modestos e magnficos ao mesmo lempo osPadret
liumilhtidos coutrbuam pelo seu Irabalho para a
prosperidade de Florencia, uutriam grande numero
de breteos, faziam esmolas, contribuan) para as
despezas do eslado, e raimoseavam a cidade com mo-
numentos nleis.
Nao longe da fabrica de Ogni-Santi, as margens
do Arno, va-se junto da capel la de Santa-Mara um
jardim sempre coberto das mais bellas llores. Esse
jan]m era obra das moras da cidade, as quaes re-
partan! entre si esse cuidado piedoso.
Todos os annos, no primeiro dia de maio, ellas
reuniam-se nesse lugar para celebraren! atesta de
Nossa Senhora, e ganharem indulgencias, sem duvi-
da para seas peccados futuros.
Depois da raissa, acompanbada pelos cnticos in-
genuos dasjovens adeptas, estas danravam urnas
com as nutras, e do tanle quando o ol pondo-se re-
llecla lias aguas do no una parle da cidade, as ti-
tilas dos ricos bi.rgiie/fs de Horrura moslravam sua
destreza disputando enlre si o premio no jugo da pe-
la. Nobres mancebos de lodos ys par idos iam a ca-
vallo para a planicie, afim tle contemplaren! esse es-
peclaculo: o burro do Espirilo-Sanlo concorria em
iiiiillidn para applaudi-lu.
Nesse dia havia mais gente que de coslume. Mi-
niares eslrangeiros recentenieiite empregados 110 ser-
vico do principe assislam aos jugos remitimos.
Em lodas as reunios, nos espectculos pblicos,
os homens principaes dos partidos inmigos, os mili-
tares e os nobres, collocavani-se distantes uns dos
oulros.
Desta vez os r'ccem-ehegados oceuparam um lado
do prado, e os gibelinos o oulro ; os guelphos, poslo
que a elevaran de Gualliero fosse obra sua, por um
resto de altivez republicana, nao se linham reunido
aos salelliles do lyrauno, ,e haviam-se collorado uns
longe dos oulros na ntargem opposla do Arno.
A naltireza resplandecente e adornada como urna
noiva, brilhava com todas as grabas da primavera.
As flores desabroxavam ao sol, e embalsamavam o
ar com perfumes embriagadores, que lembravam aos
sen 1 idos encantados o que oulros j linham dito:
Florenca'ho urna filha dos campos.
Um grande numero de barcos levava pelo Arno
os curiosos, os quaes indolentes e recostados gozavam
do ar, do aroma das flores, do sol, da correte que os
ennduzia e da felcidade de viver.
Flavia allrahia lodos os olhos pela sua belleza.
Ella linha com snas companheirash Irago usado nes-
se diverlmcnlo favorito das mu Hieres de Florenca.
Sua rabera eslava adornada de um turbante bran-
ro separado em sua fronte alva e intelligenle por
tluas paslaa de cabellos negros como a noile. Urna sa-
marra tambem branca e mull larga cobria-lhe o
corpo, e dava aos seus movimeulos urna liberdade
completa. Largas filas do mesmo panno bordadas des-
cam-lhc dos hombros at aos pes; mangas compriiias
c prelas garantiam-lhe os bracos dos accidentes da
lula, e seus ps ageis e mimosos achavam-se melli-
dos em unas chinellinlias mui pouludas, segundo
moda da poca.
Olalhe airoso de Flavia, seu ar nubre e sua graea
Ingenua caplivaram todos os olhos.
Nnguem melhor que ella sabia aparar a pela
00 ar.
Neuhuma de suas companheiras previa como ella
as lindas curvas, uem os ngulos que devia descrever
a pela depois do impulso dado pela sua adversaria.
Apenas ella era hincada, Ffiva com a celeridade
da aguia.qub cabe sobre apresa, aalrancava e le-
vanlava com lauta graga quanta destreza autes que
tornasse a sallar no chao. Algumas vazes, como que
querendo insultar sua inimiga, a moca vollava as
costas pela no momento em que esla parta; mas
nclinando-se com delicadeza e jiromptidao apara-
va-a cora as cosas da mao, e lurnava a lanca-la for-
lemente no arsem esforco, sem violencia, com Iran-
quillidaile, e como se a pela (ivesse viudo procura-la
por si mesma.
Titiham sido marcados premios: a cada victoria
os applausos reniam no jardim, e o nome de Flavia
mislurava-se lias acclaraaroes.
Marco orgulhoso e embriagado com os successos da
amante, e nao podendovoccullar as emoc,oes de seu
Trata-se da sagrarn do imperador, posto que a
poca ainda nao fosse designada ofcialmente. Os
tragesdos nfliciacs e tas pessoas da servido que de-
vem figurar na ceremonia, eslo concluidos. Na falla
do papa que nao parece estar decidido a vir i Frail-
ea, contenlar-se-bao com o arcebspo de Paris.
A 8 de dezembro, n. imperador devnnaugurar o
novo houlevaril de Strasbourg que vaidjo boulevard
de S. I tenis ao abrgadouro do canilnlio de ferro de
Strasbourg: linh-se levantado tima tenda coberla
com h indeiras tricolores para recehe-lo ; mas elle
nao foi. Disseram-me que pela manha dVpolteia
fizera algumas prsoes.qtie a informaram de um pro-
jecto de assassinalo contra a vida do imperador.
A inaiiguraco s leve lugar seis das depois e de
improviso. Quandoo imperadorem'algum lugar publi-
co he anntinciado de.anlemao, estamos certos de que a
polica ha de fazer prisoes; qtier sejam justas ou
injustas.
Falla-se seriamente de urna rletlida adminislrali-
va, que faria de Paris urna cidade to grande como
Londres ; derrihar-sc-iam as barreteas al o recin-
to fortificado : o que englobara lodosos suburbios,
isto he, mita popularao de 300.000 almas, poucu
mais ou menos.; Q imperador possue muilos parti-
darios uos suburbios que esla medida lh'os tirara.
.- -22-
Se dermos crdito s milicias de Constanlinopla,
que nos chegam pelos jornaes'inglezes, na conferen-
cia havida na cinhmada ingleza, por occasian da
receprn da milicia do desasir de Siuope, o almiran-
te Dundas insisti forlemenle para que a frota com-
binada enlrasse 110 mesmo 'instante, afim de alalhar
a frota russa que, em conseqitelicla ;do vento norte,
s podia enlrar por Sebastopol; mas esla opiniao f-
ra rejeilada pelo general Baraguay d'Hilliers, ou
por causa das suas instrurrocs, ou por causa ih> seu
carcter iuvejoso e contradictorio. J nao ha du-
vida cerca ta entrada das Trolas combinadas no.
mar Negro ; mas ser para ajudar os Turcos a toma-
rem urna desforra de Snope'! ainda duvidamos.
No ctanlo os Russos cantara Tc-Dcum para ce-
lebrarem a sua victoria.
L-^e nos jornaes de San-PeleTsburgo, que por
occasio da victoria ganhada a I deste mez sb o
commando de Achaiysik pelo lenenle-general, o
principe Andromikoff, c da destruirn da esquadra
de Osnian Pacha no aiicradouro de'Snope pelo vi-
ce-almiranle NachimofT, canCru-ueum Te-Deum na
capella-mr da curte da Russia. em presenca de SS.
MM.. II.. e da familia imperial. Os. memhros do
conselho do imperio, os senadores, os ministros, a
corle, os oHiciacs-".eueracs de trra e mar assstiram
a esla ceremonia, que fdi acompanbada por unta
salva de itrlilharia, dada na fortaleza, de Sau-Peters-
burgo. Na manha dn mesmo da, e havia cantado
um Te-Deum em lodas as grejs.'A noile, acida-
de e os lltealros estavant Iluminados.
Parece qne os Turcos cenlinuam a conservar-se
sempre na margen) esquerda do Dauuhio. ape/.ar dos
esfumos ilus Russos paraos expcllir dalti. Falla-se
em um combale enca'rnicad que leve lugar a 3 e a
4de dezembro nao longe tic Kalafat, no qual os
Russos perderam i,000 homens. Oulros despachos
aununciam um desbarato dos Turros. Da-se sempre
grande confusao: todava se pode concluir desle
facto qne os Russos nao lem coiisei-iiido'expulsar os
Turcos da pequea Vallarltia......
Os jornaes ministeralistas tiesta manhiin fallara
em urna lenlativa de nsurreijo que devia ai relien-
lar em l.yon, em a noilo. de -t9 para 20, e quo sera
principiada por una dinomlracAo militar, llesile
dez horas dn noile, os peqneirosposlos foram evacua-
dos, os poslos importantes reforrados; inspectores
de quarteirfto armados de clavinotes foram colloca-
dos de vdela; mas nao apparereu signal algum de
insiirreicao. A auloridade allrbuio o aborto do
projeclu s medidas enrgicas de precaurilo que ha-
\a lomatki. Nao sabemos at que ponto a aulori-
dade lia sido informada. O Courrier de Lyon nao
lem chegado a Pari, o que aonuncia alguma cousa
nias importante. Finalmente o marechal de Cas-
lellane que comtbanda em Lyon he nm homeiti mui-
lo original. A' meia-noilei quando a guarnirn
ilnrnie. elle gosla de mandar locar a rebate, como
n'um acampamento de guerra. ,
INTERIOR.
AMAZONAS.
FALLA dirigida a' assembla leilslati pro-
vincial do A matn as ao da 1 de outnbro
de 1853, em qua se abri a sna secunda se>-
aaa' ordinaria pala presidente da provtneio,
o cotuelheiro Rereolaao Peralra Fenna.
cofrnsOACio do numero antecedente.
Eitatistica
O ensaio corografico de Buena, concluido
cm 1833, e impresso em 1839 contera urna taboa
numrica da populaco da comarca do rio Negro,
que se resume da maneira seguinle :
Ros. PovoacOes. Foqos. Habitantes livres.
Negro. 26 552 8031
Branco. 3 47 097
l'aups. 1 11 122
Xi. 1 6 40
Amazonas ( ali;
Tabatinga.) 13 870 5205
Madeira. 2 3G 601
Canum. 1 180 366
Maura 11. 1 282 1689
Furo Uarir. 1 17 253
No meio da mullidao, Flava cheia de terror abra-
ca-se com urna de suas companheiras, e deixa-se le-
var pela onda to povo que a arrasla..... Repentina-
mente ella senle urna mo pousar em seu hombro.....
Lm pequeo grito Ihe sahedo peilo : ella volta a ca-
bera e vCalharina envolla em seu mani .ieculti-
mala com capello... A aia lanca-lhe immedialamen-
te um manto sobre a cabeca, e arrasla-a longe da
mullidao para a margem esquerda do Arno...
. No momenlo em quo Flavia alravessava o canto
do caes, avista ao longe Marco, o qual vinha a toda
a pressa, esperando sem duvida chegar ainda a lem-
po para salva-la do meio da desordem.
A moca parou; mas sua companheira, (ravandn-
Ihe do braco, puxa-a para o lado do rio... ella senle
no mesmo instante as dobras do manto caliirem-lde
sobre o rosto, e o jardim de Santa-Mara desappare-
cen de seus olhos... A parle da cidade que alraves-
savam eslava deserta, e o povo luha-se dirigido pa-
ra o lado da praja dos Carmelitas.
Era j noile; os barcos linham desapparecido, e
as margens do ro s eram esclarecidas pela clardade
das eslrelhis.reflectlas pela agua.
Ao longe apparecia o pharol da Trindade. Flavia
Mua companheira caranliavam em silencio.
A moca, ainda trmula, agarrava-se ao manto de
sua conductora e apressava o.passo; mas, conlra seu
coslur.e, Catharna mostrava mais ligeireza do que a
propria Flavia.
I almila.
Jtap.
1
1
51
18
22
2047
332
485
17:881
962
Escravos cm toda a comarca
Total, exceptuados os Indios
selvasens W:843
saio ) desvanecerm-se os lugares de S. Marcelino,
da Coneeico, de S. Filippe, c de S. Marlinho do
Bio Branco, c a villa de S. Jos do Javar no So-
limoes. As villas c mais povoaces que ainda per-
manecen) aprcsentaiii-se mui pouco fornidas de ha-
bitantes : nao ha laborf de populaco d'esla comar-
ca que nao patentei de auno em auno um decrc-
mento seusivel : v-so nade 1821 o uumero de.
34:692 habitantes ; ua de 1825 o de 32;732 na
de I827odel6:403 ;enadc 1831 o de 16:2)3;
c por consequencia n espaco de 10 annos a popu-
larao mediterrnea perdeu 18:479 moradores, per-
da que se diz occasionada da deserco dos Indianos,
do contagio das sezes, c bexigas c das correras
dos Muras.
No anno de 1788 o numero de fogos do co-
marca pra 29:568 : perdeu ella 27:521 no lempo
volvido entre o indicado anuo, e o de 1832
0 Sr. doutor Joao Antonio de Miranda, tratan-
do d'esle assumpto no relalorio, que apresontou a
assembla legislativa provincial do Para cm 15 de
agosto de 1840, observara que ao Alto Amazonas
urna s lista Ihe nao linha sido emetlida, ; mas
calculando loda a populaco da provincia cm du-
zenlos mil habitantes, ;posto'que at certo tempo ti-
vesse decrescido consideravclmonfe, dava a esta co-
marca, segundo a opiniao de muitas pessoas, trinta
a quarenla mil.
0 autor do diccionario lopographico histrico
descriptivo da iomarca do Alto ymozonas, j
por mim citado, contestando em parte os clculos
de Bacna", ponderando que a extineco ou desap-
parecimento de muitas babitaces, oulr'ora exis-
tentes cm certos lugares nao pode considerar-se co-
mo prova ilo dccrcsci ment da populaco, por ser
conhecido que os moradores tem mudado a sua re-
sidencia para as cabeceiras deinniimeros lagos, rios
e Sarapes, c rccoiilicccndo Cnalinente a impossibili-
dade dutim arrolamenlo exacto, aprsenla como re-
sultado da sua propria obsorvaco, c das Tracas c
Incompletas noticias que cofriecou a colligir cm
1810 um mappa de toda a populaco n'aquella
poca, excepto os selvageus, com dstinecao das
classes, ou racas de que tle compou, a a saber : Urli-
cos naluraes do paiz e mui poucos eslrangeiros;
mamelucos que sao c- apuro da rara indgena por
sua unio com os brancos ; iudigenas genuinos nas-
cidos no gremio da sociedade ; cafuses ou caribo-
cas, que sao a dogcnerac.o da raga indgena por sua
unido com os. negros t e estes ltimos.
0 referido mappa resume-se uos scguinles alga-
risnms .
Amazonas......
cwlimcs ........
Baixo Rio Negro. .
14:766 liabiiantos.
Rio Branco.
Alio Bio Negro.
5:865
14-899
1:070
3:984
Brancos. Mamelucos ...... . 40:584
. 3:454 10:871
Indgenas. Mesticos Escravos. |[ Por 100 i r Brancos. Mamelucos.. Iudigenas. Mesiieos. Escravos. .. 23:339 1:980 940
40.584
9 26 58 4 3
100
Fogos. . ...... 4:530
Em outubro de 1849 aprcscnlou o Sr. conselbei-
ro Jernimo Francisco Cocido assembla provin-
cial do Para um quadro esfitislico da populaco de
toda a provincia no anno du 1848, organisado
visla dos mappas feitos em cada freguezia por urna
commissocompostado vigario, juizde paz, e subde-
legado de policia : segundo esto documento o terri-
torio, que actualmente forma a provincia do Ama-
aigutita cattcao toscana ; porque elles eslavatn ale-
gres, o repottso ia substituir o Irabalho.
Meu padre, os pacoles de la eslao promplos ;
para onde devo dirigi-los 1 pergunlou um aprendiz
a um dos padres que inspeccionavain os Irabalho,
aprescnlando-lhe urna penna e elguns carine..
Escreve, respondeo-lhe o padre:
N. 1. Escarale. A Malla para fazer cruzes de ca-
valleiros.
N. 2. Pardo escuro. A Fez. Turbantes e capas.
. 3. Roxo terreo. A Granada. Capoles c cal-
edes.
zonas, exceptuadas as freguezias de Tabatinga o
Moura, das quaes nao foram remullidos os mappas,
c as de Morcira, Carino, Santa Isabel e Carvoeiro
por se acharem despovoadas, continba :
Homens Iivres,.......11:029
Mulhcres.........., 10.953
Escravos.
Escravas.
348 362 710
22:692
80
2:185
Eslrangeiros de um c de oulro
sexo. .-.-......
Outro mappa organisado cm 1851 peloSr. dou-
tor Fauslo Augusto de Aguiar, restira mido a popula-
Cao por comarcas, aprsenla quanlo ao territorio da
nova provincia, sem excepeo de freguezia alguma,
o seguinte resultado.
Homens linos......". 14:591 Mulheres......... 14:457 29:048 750
Escravos. ....... 3 42 Escravas........ 408
Total. .... V..... 29:798
Estrangciros de um e de.on- 106

tasas habitadas ..... 2:169
Da compararlo dos ressenceamenlos dos dous an-
no#resulta a differenca para mais em 1851 de'
7092 pessoas livres, ( inclusive 26 eslrangeiros, )
e quarenla escravos ; e para menos de 16 casas ha-
bitadas.
O meu antecessor, fazendo menso d estes 2
mappas no seu relatorio de 30 de abril de 1852,
notou que o de 1851, com quanlo mais completo
que o de 1849, era-ainda sensivelmcnte omissoa
rcspeiio dos indgenas, pois que deveria ter com-
preliendido pelo menos o consideravel numero dos
que se acham domesticados das tribus Maus dos
rios Mamurij ejAndira.-MundurucS dos riosAbaea-
xis, Canum e Murumurutuba ; Uarauaquis cPari-
quis do rio jatum ; e Muras dos rios Madei- .
rae Purs, das povoaces lo Amalary e Uauls, e
ddLagos Manacapui e Manaqir)-, crae se acham
em torno c prximos d'esla capital,.e oulros quo
residem nos rios e lagos ainda mais distaufcyej era '
povoaces a tm estabelecimentas de lavoura ou da-
dos a pesca ele.
A seren incluidos, ( acresceiHa elle ) como
pens que devem ser, lodos csses habitantes naluraes
desta provincia, pelo menos aquelles que se acham
baplisados e j de alguma sorte uteis a sociedade,
eatou que o quadro da sua populaco poder ser
elevado a mais de cem mil pessoas, sem se inclui-
rem as hordas barbaras, orrantes e ainda desconlic-
ciilas. 11 ,
ApreseBiamlo-vos os resultados d'estes diversos
recenseamentos e clculos, eu muilo estimara adiar-
me habilitado para discriminar os que fssem mais
aproximados a exactido : mas a nica cousa que
posso conscicnciosainenie dizer he que nenhum
dellesinspira conflanca, aquemobserva que todos
os obstculos' que nos paizes mais cultos encontram
os trabalhos eslatalislicos accrescem n'esla provin-
cia outros milito?, que lbe sao peculiares, ecada
qual mais grave, 1 saber : as enormes distancias
que soparam as babilitacocs, a falla absoluta de re-
gistro dos baptismos, casamentes e bitos as paro-
cbias onde na tem existido desde muilos annos um
s sacerdote que administre os sacramentos, a fa-
cilidadecom que os Indios mudam o seu domicilio,.
c at os nomes pelos quaes sao conhecidos anles do
baptismo, a ignorancia d um grande numero de
ebefes defamilias, que nem sabem fazer astistasdas
pessoas, que moramnm sua companhta, eflnalmenic
a inobservacia.das leis poHciaes em muilos distric-
tes onde he dflicil adiar quem- exerca os cargos de
subdelegado, juiz de paz, e inspector de quarteiro.
Em taes/circumstancias julgoapoder-se affirmar
que, se um ou outro membro das commissoes paro-
diiaes tem tratado de cumprir as ordens do governo
respeito da estatistica, Hmitou toda a sua diligen-
cia a escrever nos mappas o que ouvio dizer vaga-
mente, ou quaesquer algarismos tomados a.smo,
e nao a expressao de um arrolamento mais ou me-
\ i. Ruivo. A Alexandria.
I na maliuada infernal veio
Pouco depois ella arrasloti-a 13o rpidamente que
_ a moca n,lo pode:tdo acompanha-la, diz-lhe que pa-
coracao aos amigos que o rodeavam, linha-se relira- re... era vez de responder, sua companheira apressa
ilo, e misturado com a mullidao segua com a visla | anda mais o passo!...
aliliade Ouglielmi, eontemplava suas posees e Catharna! diz-lhe Flava com voz enlrecorlada
seu Huno semblante animado pela lula e pela gloria, i peta sorpreza, pelo medo e pela fadga.. Catharna'
acompanliavaa em sua velo/, carreira, respirava com pft!... esen corpo curvava...
ella, e prncurava com avidez tnn olhar, um signal
tle lemhraura; lodavia urna especie de desgasto vi-
uda eiinfundr-se com essas etnnces diversas.
A alegra orguldosa de um amante vendo applau-
tlir sua amada raas vezes he isenla de amargura : o
gozo que ella d aos oulros parece-lhe um roubo
feilo sua propria felcidade.
0 sol linha desapparecido. As milis c as aias iam
cobrir com seus mantos as 111 aras animadas earqu-
janles, quando os militares eslrangeiros aasenlados
na campia levanlam-se repentinamente, e dao mus-
irs de laucar mSo das armas... Os gibelinos collo-
cados em face delles tirara iminedialamenle seus pu-
nhaes... Mareo procura Flavia com os nidos; mas en-
volvido por um grupo de soldados perde-a tic vista
e procura em vo abrir passagem... Emutn instante
as armas brilham por loda a parle, a desordem e o"
medo cl.cgam ao seu auge..,
Em Florenca lodos os bracos eslavatn entao promp-
los para a guerra ; um geste, urna palavra, um 1110-
vinion lo subleva va a rulado; cada um punha-se ua
defensiva, ou alacava para prevenir o alaque.
1 na vez desembainhadas as armas, conlinuava-se
a guerrear; o povo amotinado grilava segundo saas
afreicocs ou seus odios: Morram os gibelinos! Viva
Gualliero! Morram os eslrangeiros 1 Vivara os
guelphos!
E essas palavras acompanhadas alternadamente tle
mprecaces e de insultos misturavam-se com o san-
g
uc, cm os gritos de aini5.n0 e com a malaiicn.
O jardim tle Sanla-Maria linha sido imadido ; as
nocas levadas pelos pas refugiavanv-se as casas vi-
/tilias, ou ron iam i loda a "pressa para a cidade.
I.ogo que a mullidao comecnu a enlrar no jardim,
Flavia proruroii com a visla Calharina; mas esla li-
nda desapparecido.
Kesle lisiante una clardade varillante apparereu
nn rio... No mesmo tempo o rumor tos remos chegoii
.ios onvidns das tluas mulheres, e depois estas pala-
vras disiinrijs rr peludas pelo echo :
.Somio io! Silcio '.... per ubbidirlo!
Bravo! exclama urna voz masculina e accen-
tuada junto de Flava.
A moca d um grito... Immedialamente aquello
que ella tomara por Catharna lapa-lhe a bocea com
a mo, e passandu-lhe um brac,o nervoso pela cinlu-
ra, carrega-a e dirige-se a grandes passos para a
barra...
No momenlo era que a filha de Guglielmi inani-
mada passava dos bracos de seu rouhador para os de
um manijo cor pllenlo, do rosto Irigueiro e snislro,
que al eniao eslivera no fundo da barca, dous ho-
mens lancam-se sobre a falsa Calharina, derribara-
11a, apoderam-se de Flavia e desapparecem com
O homem que ficava na barca era Gualliero de
Brienne, e o conductor da moca, o confidente dodu-
que llippolvlu de Saucv.
"VIH
pilo horas da noile acabav.nn de dar, e ludo esla-
va ainda em mov imetilo ua ufneina da fabrica de
Ogni tanti.
Apremlizes e religiosos todos trabalhavam ; mis
com a pi na mao, enterrados em montes de la bru-
ta, preparavamo Irabalho do. dia segainle paraos
adores ; qutros cora os bracos atetados at aos coto-
velos em linas cheias de lnla, mudavam em ricas
cores .1 alvura duvidosa das lilas da Serra Morena e
das monlanhas da Escocia.
l'erlo da porta os batedores raziam resoar o ar
com o rumor cadenciado de snas pas, acompanhan-
do-u de risadas misturadas- com o caulo ingenuo de
nterromper o reli-
gioso.
Vociferajes ejuramentos atram o ar, 10 passo
que os golpes de p cltovem 110 uieio da mullidao dos
aprendizes, os quaes sapalcam, saltara e batero-se
fra da fabrica.
Os padres acodera para restabelecer a ordem.
Emqunto essas scenas passavam-se em urna sala
baixa, que servia de ofiicua aos obreiros, em um
qttaajo do andar superior, estendida sobre um leito
provisorio feilo de 13a, Flavia linha recobrado os
sentidos. Pouco distante delta aiguns religiosos 00-
cupavam-se em arrumar as pecas de panno termi-
nadas no da.
Como pilern os Florentinos sollYer taes infa-
mias tliza Calharina tremendo de colera acocorada
junio do leito de sua ama. Malvados !... mizera-
veis !
Se s dependesse de mim, Florenca seria bre-
vemente lvre responden com voz surta um joven'
aprend/ de leirde. pronunciadas e espadnas alhleli-
cas, ornipado com tira seu cantarada em levantar a
cabeceira da moca.
He vagar, eslouvado! tlisse-lheum tos padres.
Nossa mi" io he fazer prosperar o commercio tle Flo-
renca.
Sim, respondeu o aprendiz ahaixando-a voz, e
conservar-lhca liberdade!...
A liberdade exclamou o padre sacudindo vi-
vamente os bracos sujos tle lnla verde, a liberdade
caminha por si mesma, meu filho. Como a verdade
eosol, ella'sabe affaslar as Irevas que a cabrera,
quando o intmenlo he chegado, e pairar sobre o
paiz que soffre. Deixa-a obrar, ella nao carece tle
ti, e tu s necessaro aos pilares da ponte de la Ca-
rato, cuja construct-ao esl parada por falta de fun-
dos para termina-la.
O mancebo, reprehendido pelo religioso, conli-
iiitava a oecupar-se de Flava...
Irmjo, iraze mais um pacole... Esl hein, sig-
nora '!
Flava asseula-se e diz-lhes com voz commovda :
Mingada... obrigada, meussenhores.
Agora, se quer, vou chamar o padre prior, dis-
se um dos aprendizes.
Nao, responden Flavia levantando-se. Eslou
melhor, muilo melhor... Smenle, acrescenlou ella
hesitando, peco-1 be que meacompanltera at casa
de meu pai...
Nunca pensamos em dcia-la voltar sozinha,
signora, lornnu o mais velho dos dous mancebos.
,O senhor conheceu bem o infame ? pergunlou-
Ihe Flava corando vivamente.
Sm, reciinberi-o, disse o aprendiz com voz
sombra... Mas, seu nome... sd bei de dizer a elle
mesmo no da em que me frpernilldovinga-la.
Vingar-me como se chanta Vmc. "
I.udovico Malavia, e esle he meu irmaoTad-
deo.....
Depois sacudindo a cabeca com ar de impacien-
cia, como se quizesse aflugentar um pensamenlo im-
portuno, o aprendiz acrescenlou :
. T ,M?S lemP corre nue bairro devemos con-
duz-la *
Dizendo estas palavras, Ludovico foi lomar seu ca-
pole de capello e seu punhal.
Flavia lembrou-se entao que Petro Malavia, no-
tario, era amigo e conselhero de Marco, gibelioo de
corarao, e posto incommuncavel ha alguus das como
cmplice de conspiraco contra o duque... lm temor
apoderou-se delta...Dizendo-Ilies o lugar de sua re-
sidencia, os dous Malavia iam aber seu notne...Esse
rime detestado, e cmplice no dizer dos Florentinos,
das rigores do Gualliero, uao iria expo-la a novos pe-
rigos ....lodavia o aprendiz pareca associa-la sua
vinganca conlra seu roubador....Scr-llie-ha entao
commum esse uimigo ?
Catharna pz lim s indecisOesde Flavia dizendo
aos aprendizes :
Meus filhos, ponhamu-nus a caminho. Vosss
au tardarao em ser recompensados de sua nobre ac-
tu por meu amo. O senhor Guglielmi he um ho-
rnera econmico em suas despezas ordinarias: mas
grande e generoso em suas dadivas.
Guglielmi I exclamou Ludovico nterrompeii-
db-a...Quem '...Guglielmi ?... ^
Sim! sim !...elle mesmo! respondeu Calharina
encantada ao mesmo lempo pela sorpreza do apren-
diz, e pela populardade de seu amo, reconhecido
logo. Mm, o senhor Guglielmi de Accesi, minslrn
lavorite de sua senhoria o duque de Athenas...Toda-
via sedevo dizer mnha opiniao, estimara qne assim
nao fosse...mas emfim. he seu merecimenlo que Ihe
da lana honra.
Catharna, deixaudo-se assim perturbar pelas di-
versas impresses de seucoraciio, romeravaa alrapa-
Idar-se em suas conclusftes, o passo que sua joven
tima alenla segua com a visla os movimentos vio-
lentos da ph>sionomade Ludovico.
Quando a aia acabou de fallar, ella abaixou os
olhos, e conservando esse porte digno que dava-lhe
lano poder, espern em silencio a decisao dos man-
cebos, os quaes com a indignacao piolada ao rosto
consultavam-se com a visla...
Os dous rmos nao larrfaram em enlenderem-se.
Ludovico filou os olhos em Flavia, e lodo o ardor de
urna alma joven e generosa brilhou em seu olhar.
A pallide/. da lidia de Guglielmi, seuar seteno e
nobre enteriiecerain-no e perlurbaram ao mesmo
tempo.
Sgnora, disse-lhe elle com voz commovida, mas
cujo accenlo varonil e profundo revelava urna naln-
reza enrgica, ae o que fizemos eslivesse aindaxpnr
fazer, nlo desliaramos...Anda que seu pai li*ese
de derramar o sangue do meu, nossa vinganra seria
salisfetla dizendo-lhe algum dia : k Para lisongear .1
i.ualliero lu te manchaste com um crrae....Salve
lita hlha da deshonra arrancando-a dos bracos de
1 ttalliero
Uizendo eslas palavras, Ludovico tomou o braco
ua mo^a, colirio a cabeca com o capello e pz-se a
caniiuho seguido de seu iarao, e de Catharna.
Chegando entrada da ra, o aprendiz parou, e
disse i Flavia.
Sgnora, nao posso ir mais adianle ; siga com
sua companheira ; nao a perderemos tle vista senao
quando -entrando em rasa, nossas cuidados se torna-
ren) inuleis.
Flavia, profundamente locada de tanta generosida-
de, agradecen aos dou9 irmaos, e um instante depois
eslava em casa. Continuar-se-ha.)


nos completo. E A'isto encontram-se provas lan-
o nos quadros j publicados, como nos que lem si-
do ltimamente enviados a presidencia, vendo-se
. g. em urna parochia o numero de 124 mullieres
e 2071 meninos, om oulras quasi duplicado, ou
rcduzido melade o total da populacho no espado
do dous ou tres annos, sera ralao alguma conheci-'
da que explique estes factos; e em outra finalmen-
te o numero de I i casas habiIdeas por 5l0 pessoas,
sendo alias notorio que toda essa genio vive disper-
sa em pequeos sitios.
Faltando-nos pois inteiramentc os dados qne se-
riaiu necessaros para conhecer a populago de toda
i provincia, liem se v que so por estimativa pode-
remos avalia-la, o se eu tomo por bases de un tal
iliiil" algunsmappas parochiaesque reputo menos
inexactos, o estado em geral das principaes povoa-
roes c seus arredores, o movimento do coinmercio
t da iwvegaro, a importancia da arrecadacao de
n-rtos imposlos, as nformacoes qne me lem dado
* directores das aldeias, as listas dos meninos que
frequemara as escolas, e as doscidadaos qualilicados
raanles, jurados, guardas nacionaeo, e trabalhado-
res, vejo-mu obrigado a discordar da opinio, alias
nspeitavcl, do mcu illuslre antecessor, acreditando
que a totalidade nao ebegari a 29:798, como se
v do mappa geral de 1851, se nao fosse computa-
dla urna grande parto dos Indios que elle raencio-
nou, e que cu inclu na terceira elasse quando fal-
lei da catechese.
Do ultimo mappa da freguezia da Barra, quo
"imprehende, como sabis, ludo o municipio desta
capital, consta que o recenceamento de 1852 deu
o seguintc resultado :
Homens livres........... 2,200
Mullieres .......... 2,549
Esclavos............. 144
Escravas.............. 188
DIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FE1RA 13 OE JANEIRO DE 1854.
fazer conlieeidas as deliberaeocs, da administraco,
fie que boje nao lia noticia na maior parte da pro-
vincia, sen-indo lambom d auxilio existencia da
pequea lypographia em que se imprime dila fo-
llia, cujo proprietario j me lem por vozos manifes-
tado a intenso de auseniar-sc por nao Instar o seu
rendimento para fazer face despeza. Se isto se
verificar ter a presidencia de ver-se crabarae^da,
nao podemlo dar publicidade a cortos actos, como
lie indispcnsayel, e recommendado por expressa dis-
posicao de varias leis, ou obrigada a manler outra
officirra por conta da fazenda, o que ser inuito
mais oneroso.
Fazenda Provincial.
0 scguinie quadro moslra como se ada orgaui-
sada a administraco da lazenda provincial.
l'orccntagom. 4 por cento da renda arrecada-
da pela rcparlica'o, divididos em 12 partes.)
Empregados. Ordenados.
1 Administrador. 6009000
1 l'rimeiro cseriplurario 4009000
2 Segundos 3009000
1 Amanuense..... 2409000
1 Thesoureiro (sendo
1209 para quebras). 5209000
.1 Agente fiscal. 3009000
1 Porleiro......2409000
2 Guaras a.....2209000
Quotas.
3
2
1
1
2
Total.
Eslrangeiros de un e de oulro sexo.
5,081
51
Baptismos.
Casamento*
bitos .
(.asas habitadas.
346
58
73
178
Comparados estes algarismos com os do majipa
ile 1851 resulta a difTcnenea para mais em 1852
de 1162 habitantes livres, (inclusive 27 eslrangei-
ros) 98 escravos, c 8 casas habitadas..
De urna nota que me foi cmmunicada pelo re-
verendo vigario consta, que houve desde o 1. de
Janeiro al o fim de agosto do crreme anno :
Baptismos.............
Casamentes .'....."...
bitos...............
290
38
46
benito dos limites da cidadeexistem :
Igreja. .............. 1
Casa da cmara municipal c cadeia
publica............. 1
Ouarteis.............. ,2
lisa da" thesouraria, pertencente
naci i.........'. 1
Dita da recebedoria pertencente nagao .1
Casas- particulares, terreas e cobertas de
tenia*............. 89
Ditas de sobrado......!..., 8
Ditas em constnicco........ 12
Ditas terreas, cobertas de palba..... 122
Ditas r> em conslrucco..... 6
Numero lolal dos .edificios......,
Typographia...........
Cartorios.............
Botica...............
Lujas de fazendas, bebidas e oulros g-
neros .............
Padaras..............
Oflieina de marcinciro........
Ditas de alfaiale ....'......
Ditas do sapateiro..........
Dita de ourives...........
Ditas de ferreiro..........
243
1
1
1
35
2
i
3
3
1
2
Pelas peiores casas paga-se ordinariamente o alu-
guel roensal de 4 a 69000 ; pelas melhores 159
a 239000, havendo tambem algumas de 309000 ;
e ni-nliumu dellas se acha desoerupada.
limitando-me por agora estas incompletas in-
lormacoes, devo tadavia asseverar-vos que no meio
das dilliculdades, que lenho apoutado, conlinuarei
a fazer quanto esliver meu alcance, afim de que
progridam os trabalbs estalistiros, anda que reco-
nheca que so depois de mutos anms, e cnsta de
muitos esforeps e fadigas conseguiremos que elles
se tornera lao ampios e exactos como he neeessarib,
lra que possam esclarecer e dirigir a publica ad-
ministraco no desempenho dos seus diversos en-
cargos, e attribuices.
Seeretaria da presidencia.
Acha-se esta repartcao organisada a forma da
le provincial de 18 de outubro de 1852, cons-
tando o seu pessoal, alm do secretario, de u'm of-
licial maior, um oflicial, dous amanuenses, e um
porteiro.
O secretaria vence o ordenado de 1,6009000
pago pelo cofre geral, o oflicial maior 7009000, o
oflicial 500900O,'*caja um dos amanuenses 4509,
mais 509000 de gratificacao o que servo de archi-
vista, e o porteiro 4009000. Os emolumentos
sao distribuidos pdr todos elles em partes iguaes, e
a sua importancia animal pondera ser oreada em
2509000.
De todos os trabalhos feitos desde a iuslallco
da provincia at o fim do anno de 1852, do estado
da repartcao, edas faltas que sen lia deu minucio-
sa cortta em um relalorio appresentado presiden-
cia com data de 44 de feverciro ultimo, o digno se-
cretario actual, que pouco depois parti para
corto, afim de tomar assento na cmara dos depu-
tados.
O cgulameiito em vigor aparece-me adequado
s necessidades e conveniencias de servico, e este
lem sido feito com a presteza c regularidade que
|iermilte a pouca pralica do maior numero dos em-
pregados ; mas a tabella dos emolumentos devera
ser alterada na parte em que lixa a quantia de-109
rs. por qualquer patente de oflicial da guarda nacio-
nal, por nao estar de accordo com a disposicao do
art. 57 da lei do 19 de setembro de 1850, que
manda cobrar a quinta parte da quantia equivalen-
te ao sold mensal, que competir aos offlciaes de
linha de iguaes postos.
Tendo-ine constado que no archivo da cmara
municipal da villa de Barcellos exisliara mnilos
papis pertencenles s reparticoes da amiga capita-
na do Rio negro, apressei-me a manda-Ios recolher
secretaria da presidencia, incumbindo esta com-
missao pessoa de eonfianca.
Vieram com effeito varios massos e livros, mas
ainda nao tive otempo preciso para verificar se en-
tre elles existe m alguns que possam inieressar ao
governo, ou a nossa historia, e especialmente s
quesloes de limites. Talvez que os mais preciosos
fossera infelizmente aquelles que em 1832 as cham-
mas dcvnraram com a casa da provedoria desta capi-
tal, ou que aqu se venderam apezocomo imitis!!!
Na secretaria do Para exislem muitos documen-
los, quedeverao passar para a desta provincia, por
versarcm sobre negocios que hoje I lie pertencem,
e eu procurarei obte-los por copia, quando nao pos-
sam vt os autographos.
Devo informar-vos que a quantia de 3509000
consignada na lei do orcamento para o expediente
e mobilia da secretaria esgotou-se no fim de agosto
prximo passado, sem que se comprasse mobilia
alguma, nao obstante terhavido teda a possivel.eco-
noma.
Aimpressaode varias pecas offlciaes absorveu
boa parte daquella somma, 'u nao liavia meio de
evitar; nem de adiar a salisfaco dessa necessidade
sem prejuizo do servico.
Esperando pois que a asscinbla se digne conce-
der o crdito preciso para taes despezas, a que se
deve aecrescentar a da impressio das leis provin
caos, mpropriamenle incluida em outra verba do
nreamento, aproveito a occasio para tambem ponT
derr a conveniencia de alilorisar-se o pagamente
de um ceno numero de exemplares da nica folha
quo ha nesla cidade, e que publica os actos das di-
versas reparticoes, para seren distribuidos aos prin-
cipaes funecinarios. '
Esta medida ter os uleis fins de insirui-los
rattas vezes no cumprimanto de seus deveres, e tle
Fra da capital continua a arrecadacao a ser fei-
ta pelas mesmas colleciorias que estavam creadas
antes da nsiallacao da provincia, a saber : era villa
Bella da Imperalriz, Maus, Silves, Ega o Barcel-
los, c mais freguezias de Serpa, Cauum, Borba,
Coary ou Alvellos, Moura, Moreira e Marabitanas.
O regulamento do 20 de agosto, c a lei n. 10
de 3 de novembro de 1852 determiiiam que na ar-
rocadaco, fiscalisueao e cscripturajo das rendas
sejam observadas todas as disrxisiroes das leis e ro-
gulamentos promulgados na provincia do Para at
o fim do anno de 1851, que nao so acharem ex-
pressamente revogadas ; mas o sen-ico das referidas
estaces encontra anda cstorvos que nao possivel
aemover de repente.
A umitas das pessoas uomeadas para os novos
lugares fallava a necessaria pralica de reparticoes
de fazenda, e ainda que o governo se esforcasse por
escolher em oulras provincias empregados j conlie-
cidos pnr sua aptido, elles nao quererian vir aqu
residir com os vencimentos marcados ; as collecto-
riasdo Coary, Barcellos. o Marabitanas acbam-so
vagas por nao haver quem as acceite com a dimi-
Lnuta porecntagem que podera render ; dos actuaes
collcclores inslam alguns pela sua demissao, alle-
gando esta iiiesma c mitras razos allendiveis ; e IV.'-
guezias h onde nao se cnconiraria um individuo
em circunslaucias de servir o cmpFego, ainda que
se I lie desse toda a ronda que houvcssede arrecadar.
Aueiidcndo-sc alcm de todo islo impossibilida-
de de rualisar as. flaneas que a lei exige, parece que
a arremataco dos imposlos ser o nico meio de
obter alguma arrecadacao em taes lugares, mas eu
'confesso que sentiria a maior repugnancia a con-
tratos, que dando fazenda provincial o nteresse de
urna insignificante quantia autorisassem os arrema-
tantes' para escorchar o povo.
Na propa capital senle a administraco a falla
do pessoal c material indispensavol para fiscalisar a
arrecadacao e prevenir os extravos, sendo man fes-
te que dous nicos guardas tam parcamente retri-
buidos, e sem urna embarraran ao menos para as
raudas, nao podem vigiar o extenso littoral, que em
qualquer parte offerece facilimo desembarque, nem
ter a independencia precisa para o fiel desempenho
dos seus arduos e melindrosos deveres.
Aceresce ainda a nao estar feita a cbinpilacao
dos icgulamentos recommendada no art. 34 da lei
n. 10, o que obriga os empregados c os contribu-
imos-a consultar frequentemente a legislaco do
Para, que nem lodos possuem, nascendo d'ahi du-
vidas, delongas, c finalmente' dccisOes incuriaes. ,
He certo que a lei citada prescreve as principaes
reglas para a arrecadacao ; a experiencia porem
va mostrando, e com toda a franqueza vo-lo devo
expov, me alguits de seus preceilos peccam por am-
biguos, oulros por inapplicaveis s circunstancias da
provincia, (outros finalmente por muilo onerosos ao
commaco.t
A.tabella dos gneros sujeilos ao. dizimo comprc-
hende objectos de um valor tam diminuto, que os
respectivos direitos mal podero compensar o traba-
Iho e despeza da arrecadacao, como por exemplo,
os arcos, cuja especie nao est declarada, os ftaneos
uaups, e as zarabatanas. sen indo entretanto
disposicao da lei ( a nao ter do fiear sempre poster-
gada com scnsivel detrimento da moralidade publi-
ca ) para embaraoar o pequeo commercio, e para
afugentar os pobres Indios, om cujas maos se acha-
rem esses productos da sua industria, que o empre-
gado fiscal dever ferrosamente apprehender.
*A niesina tabella deixou de mencionar alguns
gneros que anteriormente pagavam o dizimo, como
v g. a piassava, sem que se conheca o motivo da
excepcao, neluindo entretanto oulros que nao sao
produzidos nem fabricados na provincia,' o que
contribuio para que a administrarn da fazenda
contnuasse inadvertidamente a.obswvar no corren-
te anno a mesma pauta que esteve em vigor no de
1852.
0 imposto de 19000 rs. sobre cada pote de raan-
leiga de ovos de tartaruga, alm do de duzentos
reis para a cmara do municipio em cujas praias
for fabricada, he tao gravoso que s pode justifca-
lo a necessidade de favorecer a propagacao d'aqucl-
les uteis animaes, fazendo diminuir a desordenada
matanca e estrago que soffrem por causa d'csse com-
Colleciorias....... 259272
2. Dizmo de miunras :
Adra. ."......... 1:5I9957
C0'1*1- ........ 3669320
3. Meio diziuio
Ad(D. ...**......r
Coitect... :......
4. Mil reis por pote de manleiga
de ovos do tartaruga :
Adra-. .*.......
Collecl...... ...
5. Seis rail ris por cada cavado
na capital e villas :
Adra..........
Collecl..........
6.25 por cetito sobre o coiisum-
mo da agoardente do paiz :
Adm...........
Collecl. .'........
7. Centris por frasqueira de be-
bidas espirituosas......
8. Dez mil ris sobre casas era que
sevendembebidasesperiluosas;
Adm............
Collecl........... .
9- Duzentos mil ris sobre casas de
de negocio fra da cidade, etc. 9
10. Dez mil ris sobre casas em ;
que se venderem bijouterias, etc. 9
11. Yinte cinco mil ris sobre canoa
de commercio lcito:
Adm .,.......... 2509000
Collw-i- *......... 6509000
12. Mil ris annuaes por tonelada
de erabarcacao de commercio in-
terno :
Adm............. 1:0039222
Collecl..........; 5119000
13. 10 por cento das heranras o le- '
gados, ele:
Adm...........
Collcct.........
2:9739166
1:966441
1:4579750
677*000
69000
:>ll800
5509200
3009000
709000
15-5 por cento nagompra o venda
de escravos :
Adm.............
Collcct............
15. 10 por cento sobre o provinien-
lo de empregos provinciaes.
Adm.. .........
Collcct. '.........
16. 2 por cento das flaneas crimi-
naos:
Adm .............
Collecl.........
VI. 69400 por cscravoque sabir
da provincia :
Adm............ .
Collcct............
18. 209000 ris por armazem de
motilados ou soceos:
Adm.............
Collecl............
19. 109000 ris por loja de fazen-
da ele. :
Adm.............
Collet............
20. Restiluices, reposicocs c al-
cances. ...,......'.
21. Quinhentos c quarenta ris por
cada pessoa de iripolacoctc. :
Adm. ........
Collcct. ..........
22. Imposto sobre patentes de ofli-
ciaes de ligeiros.........
23. Multado 1:0009000 rs. sobre
plvora ........
24. Multas diversas.......
25. Producto de rendas nao clari-
ficadas;
Adm.............
Collecl. ...........
519238
9
2599850
419250
334#B9*
279000
9
199200
129800
209000
9
2809000
'2309000
2319400
729900
9
9
319760
49320
Importou a despeza eflecluada no
mesmo semestre] ** .
Dita que ficu por pagar. .
14:7379824
9:7209802
1.2719727
10:9923529
Saldo
3:7459295
mercio; e deve-sc recear que para illudir a le re-
corrain alguns exportadores a urna fraude de diflicil
veriliearo, manifestando tal manteiga como de
peixe-boi, que s paga o dizimo.
A disposicao do 1. do art. 14, que regula o
processo nos casos de extravio, nao lie tao dar
como conviria que fosse sobre as differencas de qua-
lidade do genero manifestado, nem sobre a quota
que dever caber ao conferentc quando se cobrar o
dobro dos direitos.
Finalmente o art. 19, quo manda cobrar n'esta
capital, em villa Bella, e em Maus o dizimo e meio
dizimo de lodos os gneros que sahirem da provin-
cia, aleni de privar da principal parle da porecnta-
gem os collectorcs dos lugares do interior d'onde se
faz a exportaco, ede tirar-lhes assim todo o inte-
resse que- poderiam ler em. fiscalisa-la no actodo
embarque, ou ha de fiear sem exocuco, limitndo-
se as diligencias dos empregados a.va formalidade
de umwisiolancado sobre os manifestos e guias,
ou causar os maiores embaracos, c prejuizos aos
commerciantes, obrigando-os a descarregar as ca-
noas, e a depositar os gneros as praias era quanto
nos pontos designados nao houver urmazens, pon-
tos, guindastes c outras facilidades para o embarre,
desembarque e conferencia.
Semelhantes disposcoes deveriam a meu ver,
fiear resenadas para os regulamcnlos do governo,
que atlendendo as diversas circumslancias de cada
um dos districtos, e estudando os usos, as particu-
laridades e as conveniencias da navegado fluvial,
pedera ensear varias medidas, al que a experien-
cia fizesse conhecer as que raelhor conciliassem os
interesses da fazenda com a presteza e suavidade da
execucao.
Para conseguir tao grandes vantagens sera ne-
cessario marchar de accordo com a administraco
provincial do Para, auxiliando-se reciprocamente
estasduas provincias na.fiscalisaco deseas rendas, I
e quando tivermos dados para bm calcular o valor
da exportaco da do Amazonas, podera talvez tornar-
se muilo mais fcil e menos dispendiosa a eobranca
dos direitos que lhe eorresponderem, adoplando-se
um convenio semclhante ao que ltimamente cele-
braran) as provincias do Rio de Janeiro c Minas
(leraes sobre o imposto do caf.
Os halanros que vosforo apresenlados na ante-
cedente sesso, e os que acompaidihm este rclatorio
mostrara que a receila de todo o anno de 1853,
proveniente dos impostes decretados pela lei provin-
cial do Para de 16 de novembro de 1851, impor-
tou em rs. 24:2889413, ea despeza (feila-pela
maior parle cravirtudede deliberaroesda presidencia
na fallado lei que a lixasse) em rs. 24:2479451,
(cando por pagara diversos aquanliade2:3099885
segundo o quadro que me foi remctlido pelo admi-
nistrador da fazenda.
Da seguintetabella consta o resultado conhecidoda
arrecadacao desde o 1. de Janeiro do corrente anno,
em que comocou a ter vigor a actual lei do orea-
mente, al o Om de junho :
1. Decima dos predios urbanos:
Pelaadm'wistraco...... 2839665
Releva observar que no semestre, a que me re-
firo, deixou a presidencia de fazer algumas despe-
zas autorsadas pela le do orcamento; se porm
todas ellas tivcssem sido realisadas por consignaces
mensacs nao exccderiain a recata.
Dos bala^icetes de julho e agosto consta que nestes
dous mezcs'arrecadou-se a quantia de 4:2629598;
c posto que nos qiialro seguintes devo ser menor,
como oidinariamente acontece, a exportaco dos
gneros cujos direitos, mais avullam enlre os ac-
tuaes ini|)ostos, parece fra de dvida que a renda
totaldo anno cxcedei a somma de 25:4309000,
em que importa a despeza uvada pela lei.
Correiot.
Postoque dependam xclusivaracntedos poderes
geraes as providencias de que possa precisar a re-
particao dos correios, conhecendo quanto interessa
aos habitantes da provincia o senico que ella pres-
ta, nao julgo desnecessario informar-vos do seu
actual estado.
A administraco compoe-se de
1 Administrador c Ord. Oral.
thesoureiro. 3759 1259
1 Ajudante contador. 3009 1009 vago.
1 Praticante porleiro. 2259 759
1 Carteiro......(diarios) 600 rs.
^ Ha agencias creadas as villas, (excopto a de
Silves) e as freguezias de Serpa e Borba, e esto I
todas, menos a do Barcellos, a cargo dos respectivos
collectores, que percebem 50 por cont dos portes
arrecadados, vencimentoesteque certamentenocon-
vidaria a servir qualquer outra pessoa que nao ac-
cumulasse algum em preg publico.
Cumprc porm notar que o recebimento e remes-
sa da correspondencia s he regular entre esta cida-
de, Serpa c Villa Bella da Imperatriz, onde tocara
os paquetes de vapor: a villa d'Ega e todos os ou-
tros povoados do Solimoes atTabatinga cornecaran
a gozar de igual beneficio, posto que monos fre-
quentemente, com o ostabelecimento da navegaco
na segunda linha, conforme p contrato da compa-
nhia ilo Amazonas; rom os demais pontos da pro-
vincia mantm-sc a communicaco, ora mu promp-
la, ora muilo morosa, por meio de embarcjices
particulares, ou das que os commandantes das fron-
teiras e destacamentos mandam capital em diligen-
cias do servico militar.
O meu antecessor havia cstabeiecido diversas
linlias de correios, como se v das inslniccpes que
expedio era 6 de feverciro, 3 e 29 de mareo e 8
de mato de 1852, mas o servico dellas cessou no
corrente anno por nao haver a lei do orcamento au-
torisado a coninuaco d3 despeza, que se fazia [telo
cofre provincial.
O quadro abaixo transcripto mostra finalmente
o numero total dosollicios, cartas e macos" de jor-
naes recebidos, c remettidos fela administraco des-
de odia 2 de Janeiro ile 1852 (immedialo ao da
inslallaco da provincia), alo o fim de junho do
corrente anno-:
Total
3-727
189
90
103
61
472
57
nulas no anno de 1852, veris que a presidencia nao
tem-se descuidado da luaxxecuco na parte que lhe
toca.
S e me olTerece pois naccresceular.que a falla de
conhecimento da legislaco do Pai ainda em vigor
oppOe ao exercicio das cmaras miinici[>aes, e de ou-
lras reparticoes nuvamenle creadas os mesmos emba-
razas que j nolci tratando da adrainislracao de fa-
zenda.
Toda essa legislaco consta de 219 actos, a Yra os
regulamenlosda presidencia, e, oa porque n5o fossem
d all distribuidos em devido lempo a cada uina das
autoridades da comarca do Amazonas, ou porque
limosse negligencia dos fniimnn.irios incumbidos
de guarda-Ios uos cartorios e oulros archivos pbli-
cos, he certo que mu raras collecces exislem com-
pletas, e na mesma cidade de Belein ser diflicil ob-
le-las.
Muitos desses actos nao tero de ser aqui observa-
dos, mas para conbecer-se isto mesmo be necessario
reve-los todos, e mandar fazer uhm nova cilicio dos
que deverem subistr inlegralmenle, ou com as
emendas que a assembli em sua subedoria jnlgar
adequadas.
N'esle trabalbo convira seguir a pralica estabeleci-
da pelo governo geral, formando da legislaco de
cada anno um tomo,dividido em tres partes.das quaes
a I.-' com prebenda os actos legislativos, a 2." o re-
gulamentoe expedidos pela presidencia, e a 3.a os
oflicios eu portaras, que explicarem ou fixarem a
intelligencia de uuse outros. O producto d'estas col-
lecsoes, quando vendidas a particulares, dever fa-
zer parte da renda provincial.
Cmaras municipaes.
Julgando nao deier enlreler-vos com reflexoes so-
bre os defeilosda lei regulamentar destas corporales
administrativas, que hoje completa os seus vinte t
cinco annos, por competir aos poderes geraes qual-
quer reforma que por ventura seja necessaria, limi-
to-me a repetir aquillo mesmo de que j deveis estar
convencidos pela experiencia, isto lie, que apezar de
lodo ozelo dos vereadores nenhuma dellas pode con-
seguir os utilissimos fins da sua instituirn, por fal-
tarem-lhe os meios precisos para as despezas que de-
ven) fazer, o que bera mostram os balances e orca-
menlosque bao de ser-vos remellidos pela secretaria
da presidencia.
Em virlude da facnldade concedida no art. 1-2 da
lei de 11 de novembro de 185-2 augmentei com as
quantiasabsolutamente necesarias os crditos aber-
los s, cmaras da capital e Maus para fulas io
culto-aicino e religioso publico, lu:et nos caieUu,
sustento e te$luario dos presos pobres,como cons-
ta das portaras de8 e 20 de agosto que farel igual-
mente apreseutar-vos. fiao havendo porm dinheiro
algum dispouivel no cofre da cmara da capital,
nem esperanca de prompla realisarao do que he pre-
ciso para o sustento dos presos, presumo que essa
despeza ter de ser feita pelo Ibesnuro provincial ala
o Gm do correle anno, e talvez nao bastem os 2008
rs. cousigoado's no artigo (!. S % da lei numero
10.
Aqui termina, seuhores da asscmbla legislativa
provincial, a expjsirao dos assumptos que pareceu-
me conveniente submetter por este meio ao vosso co-
nhecimento.
Se nao aprecie' exactamente o estado da provincia
e suas necessidades, se algumas providencias que
lemhro nao sao acertadas, se este pequeo Irabalho
nao satisfaz aos vossos desejos e ao precei lo da consti-
luicao, espero que relevis as miabas fallas, reconhe-
cendo que nellas uo teve parle a vontade.
Nobre e sublime he a larefa de que vos aehaes dig-
namente encarrezados; dimcil, porm gloriosa.a car-
reira aberta dianle dos vossos pasaos. Sois os pri-
meiros legisladores de urna provincia, que ainda co-
berla de magestosas florestas virgens contem em seu
seio todos os elementos, todas as condic&et do aaais
venturoso porvir, e se, como firmemente creio, li-
verdes por unicoalvo o bem publico, e por princi-
pal empenho decretar leis que correspondan! aos
verdadeiros interesses dus vossos constituiotes, que
lornem infatlvet a educacao civil e religiosa da mo-
cidade. que fomcnlcm a industria e o commercio,
que promovam o augmento da popularan, convidan-
do o estrangeiro pacifico e laborioso a vir gozar n'es-
le paz tao favorecido pela divina providencia, as
vantagens que ll.e aliinram as immortaes instiluicAe
juradas pela oacao brasileira, o a sabedoria e magoa-
nimidade do sea augusto chefe, os applausos e as
heneaos dos contemporneos, e um lugar distincto na
historia da nossa palria serao as r econ pensas de vos-
sas meritorias fadigas
Quanto a mm. seuhores, baldo de expressesque
possam significar todo o meu reconhecmenlo s ds-
tinclas provas de estima o eonfianca que me tem da-
do os generosos habitantes da provincia do Amazo-
nas, prcvalern-nii- d'esta occasiao para confessar pe-
la maneira a mais solemne que, dedicando-ine inces-
antemente ao seu servico, e desejaudo-lhes tanta
prosperidade como a propria trra onde tive a fortu-
na de ver pela primeira vez a luz do da, nada farei
sena cumprir o iaas agradavel dos meas deveres.
Palacio do governo da provincia do Amazonas na
cidade da Barra deRio Negro, 1- de outubro de 1853.
O presidente da provincia, llerculanu Ferreira
Penna.
Relalorio de Sera/im da Silca Salgado, sobre a ex-
plorapo do Rio Purt.
Illm. e Exm. Sr.Tenbo a honra de apresentar a
V. Exc. o relalorio da viagem que liz d'esla ca-
pital at a stima Maloca dos Indios Cucamas,
no rio l'urs, pelo qual naveguei, subndo quatro
raezes e dezenove dias. Junto achara V. Exc. igual-
mente urna relarin dos. objeclos que ilispendi duran-
te essa longae penosa viagem, e outra do restante
dos brindes, e dos de mais utensilios, que me foram
prestados para poder seguir.
Permilta-me V. Exc, que pondere a falla em que
eslou de satisfazer ao Tuxaua .Mamoril, e ao indio
Baid, Purupur, que me acompaoharam n'essa via-
gem, e a quem ainda nao salisfiz salario algum. Ao
primeiro satisfarao alguns brindes e roupa, e ao se-
gundo menor pori3o. Fica-me pesar de nao poder
melbor satisfazer a eonfianca, que o Exm. antecessor
de V. Exc, deposilou m miin, e de nao ter podido,
pelos motivos ponderados no roteiro, chegar a algu-
ma povoara boliviana, que pens nao haver mar-
gem do rio Purs, porque da stima Maloca dos Cu-
camas, onde ebeguei, he o rio 15 eslreilo e obstrui-
do, que impossivel lie navegar-se alm d'esse lugar
em muilo maior distancia, ainda na poca das en-
dientes.
Releve V. Exc. benignamente a imperfeico do
meu Irabalho, e digne-se de recebe-lo com as expres-
ses do fiel respeilo e acatamenlo, que tributo a
V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. barra do Rio Negro 20 de
dezembro de 1832.Illm. e Exm. Sr. Dr. Manoei
Gomes Correa de Miranda. D. 1.-vice-presidente
da Provincia. Serafim da .Silca Salgado. Con-
forme.O oflicial maior servindo de secretario, Ga-
briel Antonio Ribeiro Guimares.
Conlinuar-se-ha.)
A-pedir o son soccorro.
X.
Como somos conhecidos
Cont com toda a atlencSo;
E por soa nterve ora o
Quasi que j anlevejo,
Que consigo o que desejo.
XI.
Tenbo j feito promessas
A' este, e quelle santo;
Tenbo feito ludo quanto
lem-me as bruxaseusinado,
Sem me temer do peccado.
XII.
Meu Santo Antonio j fica
Separado do Menino;
E alm disto com o destino
De ser medido no poro,
Com agua al ao pescoro.
XIII. "
Tenho, portante, esperanzas
De achai grara entre as donzellas;
Oh, que se eu alcanro dellas
t) fallar na lingoa sua
Muitos podres vio p'r'a roa.
XIV.
J por ler a lngua olla
Sod'r outr'ora um castigo;
Sabe qual foi? Eu Ih'o digo:
O huniem do Caduceu
Em pedra me ronverteu,
XV.
Mas, que pedra, mea amigo,
Pedra que ludo descobre; .
0 ouro, a prala e o cobre,
Hilando he em mim tocado
A ninguem deixa engaado.
XVI.
Como o castigo foi esse,
Nao perdi o mo costume
De, quando sei, por lume :
Pois, como sabe mui bem,
>"o sou bab de ninguem.
XVII
Ora, pois, se for feliz
Nesla minha pretenco,
Promelto-lhe, amigo, enlo
une il'aqui de vez em quaodu
1 uia caria em veno mando.
XVIII.
Mas, quero tambem agora
l'or-llir a minha condico:
Eu c nao (eolio altencao
Ao praieiro, ao saquarema;
Iodos comprehende mea thcni.i.
XIX
Se lhe serve esse negocio,
Diga-m'o sem flngimenlo;
Nao ten ha conslrangimento:
Poi eu sou por nalureza
Muito amigo da franqueza. (*)
* ^"-
Tremei, o sucios, tremei,
Vou afinar a rabeca:
Tudo ha de levar a breca.
Quem I i ver sua mazella
l'onha-se j em cautella.
O Balo.
(Carta pai ticular.)
pilal doreino, a ser cercada, como em 1818, por
urna linha de defeza contra um ataque por mar, e af-
firmava-se que um corpo de arlilhari* j tinlia reee-
hido ordens para emprehender as obras necesarias.
Pallava-se lambem de um; concentrarlo de tropas na
ilb.i de Zelandia.
A Austria, que nesles ullimos lempos se lem mos-
Iradn quasi serva da ltu-sia. acaba de exigir da Con-
federado Germnica, uo s a observancia de urna
estricta neulraldadesobre a questo do Oriente, se-
uao tambem que essa neutralidade tenba certo ca-
rcter e que esse carcter seja ella Austria quem o
determine. Entretanto o panslavismo vai causando
inniiietarao em Vienna a ponto do governo austra-
co j ler recommendado aos seus agentes as partea
meridionaes do imperio, que redobrem de vigi-
lancia.
- Em Badn o conflicto entre os ecrlcsiascos c o
poder civil contina de ambas as parles com a mes-
ma acrimonia que d'antes. A freguezia de Santo
Agoslinho em Briesgau foi posta debaiao de inter-
dicto pelo arcebispo de Friburgo. A igreja acha-se
fechada, nenhuma especie de culto he nella celebra-
do. O deao de Sanio Estevo, em cujo poder se
acliam as chaves da igreja sepultou nella, sobre sua
responsabilidade, um cadver, roas recusou fazer
dous casamentos. Os parochianos de Sanio Agosli-
nuria e genero de males: ooncluie eleimosunam i*
corde paupens, el hwc pro te exorabil ab omni
malo. Ecc. Cap 29, v. 15. A csmola, diz S.
Jo3o Uinsoslomo, Talla ao Allissimo em nosso favor,
nao como supplicanle, mas como rainba : vos, por
lano, que cerris os nuvidos para nao escalar os ge-
midos, os gritos da pobreza, quando naa vnssas af-
flircoes mplorardes o soccorro divino, invocardes
em vosso favor a mizeraco de Dos, osles rogos e
clamores tambem nao serao ouvidos e escalados pe-
lo mesmo Dos. Qui oblurat aurem suam ai cla-
morem pauperis, el ipsi clamabit el no* exaudie-
lur. Prov. Cap. 21 v. f:t.
M/eravel siluarao he com efleito a de um avaren-~-
to! Ksle ente vil e digno de soberano drsprezo, que
nao curva os joelhos senao ao torpe dolo de sua fa-
zenda ; que adora e venera como Dos, o Ihesouro
que tem recluso em chapeados cofres; a lem por
cu norle mudar incessanlemenle na pestilente es-
cola da avaricia, a artificiosa arle de bronzear ora-
cao aos hrados, aos suspiros dos mizeraveia;- nadir
move seu empedernido neilo para enxergar o pranlo.
cobrir a nudez, malar o fome e salvar a innocencia
de lanas victimas, porque julua desfalcar e subtra-
bir a grande somma que lem aterrolhado na rea da
sua srdida usura. Ah! quo foneslo nao ser o vos-
so flm, e perigosa a vossa salvacSo! i Este fatal dse
nho estao, pois, prvanos de toda a msIruecSo rej- lino se acha claramente expresso por San Lucash-
giosa, e os liis raorrem sem lhe serem administrados mais fcil passar o camello pelo lando de urna aeo.
DIARIO DE PEKMIBICO.
os soccorros que a igreja soe prestar-lhes na ultima
hora.
O arcebispo insiste em suspender os padres que
recusam obediencia implcita as suas ordens, e o
governo do gram ducado, pela sua parle, contina
lambem a empregar medidas coercivatcontra os pa-
dres que obedecer s ordens do arcebispo.
Na China os insurgenles conservam-se ainda na
posse de Kanghai, mas foram derrotados pelos impe-
rialistas em Amoy.
Na India as noticias de Burnah sao mais satisfac-
torias. Pega achava-se tranquilla.
_ Nos Estados-Unidos abro-se o congresto no dia
5 de dezembro, no dia 6 foi lida a meiwagem do
presidente, a qual por ser extensa daremos em ou-
tra occasiao, do dia 8 al 12 nenhuma das rasas do
congresso se reuni em sijnal de respeilo memoria
do honrado William Rufus King ex-vice-presidente
dos Estados-Unidos e presidente do senado, roorto
a 18 de abril do auno prximo passado.
Nenbuma alterarn linha bavido na poltica do
paiz, entretanto o gnvernador de Cuba receioso de
outra expedirao eslava adoptando medidas vigorosas
para preveni-Ia.
Nova Orleans parece que est con lemnada a ser
despovoada pela peale ; apenas a ultima victima da
febre amarella acabava de ser sepultada, cis que um
novo llagello relenla alli, teiiile. j morlo 211 pes-
soas ; esse lia sello he o cholera.
Carlas do Mxico notician) que'200 homens arma-
dos de S. Francisco, desembarcaran! em 1.a Paz na
Baixa California e seapossaram da cidade.
Do Per sabemos que o governo achava-se em cri-
licas circumslancias. Uma^nsurreicao linha tido la-
gar no norle da republica,,e alm dissp o territorio
da mesma fra invadido pelo exerclo balivaoocom-
mandado pelo general Bel/u. O presidente do Per
resolveu sabir a campo contra os Bolivianos.
Em Londres os consolidados flearam a 941|2eos
cinco por cento brasileira, de 98 a 100.
Nada sabemos de Portugal, porque nem gazelas,
nem cartas recebemos.
Recbidos. Off. Cari. /of-n.
Da corte e pro-
. vincias . 082 2:000 7 i .">
Ha agencia de
Villa-Bella. . 125 ti i __
Maus. 01 29 * __
Serpa. iC 57 ---
Borba. 32 2 __
d'Ega. 373 97 __
Barcel. 35 22 ---
TOVMBICO.
1:056 2:298 7*5 4:C!)9
Remellidos.
Para a corte e
provincias. 1:631 2:U2
Para a agencia
de Villa Bella. 181 72
Maus. 73 57
Serpa . 17.1 39
Borba. 121 17
Ega. 227 80
390 4:480
17
12
270
112
212
138
325
1G3
2:560 2:727 41* 5:706
Rxecuto das lett provindaet.
Confrontando a que neste relalorio fica. exposte a
respeilo do estado dos diversos ramos da adminislra-
cSo com as disposioSes das Jis provinqiaesi, nromul-
(OMARCA DOLIMOEIRO.
Villa do Llmaelro 7 de Janeiro de 1854,
I.
Sua caria recebi,
Em que m.e pede voss,
Que fielmente lhe d
Conta do que vai por c,
Seja a cousa boa ou na.
II.
Sim, seuhor, mcu charo amigo,
Eslou promplo ao seu dispor;
Mas he costoso o favor,
Com aquella condico,
De que vosse faz menean.
III.
Tlar-lhe noticias em verso
Eu que nunca versos liz/
Veja o preceilo que diz
Nao lomars nada peilo
Se vires le falla o geilo.
IV.
Cuida vnss porrenlura
Qae a ser porta he folguedo '.'
He cousa que melle medo:
Quem nao o livor nascido
'lem o seu lempo perdido.
V.
E demais, eu sou j velho,
A* musas sao raparigas;
E, como laes iuimigas,
E destas sem lealdarte
lia senle de minha idade.
VI.
Olhecm que enlaladella
Me tem vosse enllocado !
. Quero servi-lo d'um lado,
Vejo-me d'oulro sem veia
Por mais poetas que lea.
VII.
Mas agora be que eu descubro
Do seu pedido a razo;
Os fados que aqui se do
Sao c foram sempre taes,
Que devem ser immortaes.
VIII.
Em proza sendo narrados
Ah, morrem no mesmo dia;
He simiente a poesa.
Que lem a capacidade
I i'os levar i elerndade.
IX.
Assim, pois, cobo mohec
A ra/ao, de que est ebrio, -
la de nada me arreceio;
A' Apollo breve corro
Pelo vapor Brasileira entrado honlem de Liver-
pol va Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicente, re-
cebemos as cartas do nosso correspondente de Pars,
Sue ficam transcriptas em oulro lagar desta folha, e
em assim varias gazetas joglezas que alcaiiram al
24 de dezembro prximo passado.
Mui importantes sao as noticias que nos Irouxe es-
se vapor, mas entre ellas sobresahem sera conlra-
diccao ) da deslruican de urna esquadrilha turca pe-
los Russos no porl de Sinope, a da matanca que se
Ihe-seguio, a d incendio de parle da mesma cida-
de, e da retirada de lord Palmerston do gabinete
britnico occasionada, corno geralmenle se pensa,
por estes acontecimentos.
As esquadras reunidas da Inglaterra e Franca re-
ceberam ordem de penetrar no mar Negro, dizem
nos que para ajudarem os Turcos a destru rem a es-
quadra russa, surta em Sebastopol em desterra do re-
vez que sourerara em Sinope; dizem oulros, e ere-
mos ser isso o mais provavel, que para simplemen-
te opporem-se a que os navios do czar ataquem os do
sultio ; mas seja para que llm for, como he sabido
que o imperador Nicolao communicra que conside-
rara como urna declarar de guerra a entrada de
qualquer navio de guerra inglez ou francez no mar
Negro, a questo do Oriente vai entrar em urna nova
phase, c a guerra mui provavel se tornar geral.
Bem que o governo inglez nao pareja por agora
mui disposto a por-s? em lula com a Russia, toda-
va Uuiz Na polea o ficou lao indignado ao receber a
wliciajda matanca de Sinope, que affirmam chegra
a dizer que ainda que a Franca tivesse de achar-se
so nessa lu'i, elle nao recuarta.
E com elleito no ministerio da guerra em Paris se
esli preparando planos para a organisacao de 42
divises, as quaes darn urna torca eflecliva de
600,000 homens; mas urna cousa ainda este por
saber-se c he ; onde achara o'governo francez o di-
nheiro necessario para per estes planos em execu-
cao.
O imperador Nicolao de -na parte lambem nao
perde de vista a I.uz Napoleao, para o qual nunca
olhot com bous olhos, sobre tudo depois que encon-
trn nclle o principal impedimento i execucao de
seus projeclos ambiciosos sobre a Turquia ; por isso,
querendo suscitar-lhe embaracos, (rabalhoo, segun-
do se diz, por meio do imperador da Austria para
que se eflecluasse a reconciliaco dos dous ramos da
familia Bourbon, a qual com elleito Uvera ltima-
mente lugar, como j sabem os leilores, fazendo as-
sim que no dia do perigo Luiz Napoleao se veja s
com scusjparlidarios, lendo contra si OS legitimislas
e orleanislas hoje reunidos, e alm disso os republi-
canos, os quaes cerlamente nunca lhe perdoarao o
golpe de estado de 2 de dezembro de 1851.
Na Asia os Russos tem lambem ltimamente obli-
do pelas armas algumas vanlageos, bem que pouco
considera veis, sobre os Turcos ; mas urna conseguio
a sua diplomacia da qual podem lrar immenso pro-
veiio. O X da fersia, a instigado da Russia, de-
ciarou guerra Inglaterra e Turquia, e sahio de
Tehern frente de 30,000 homens de cavallaria.
1,000 peca de artiDiaria e 3,000 camellos carreja-
dos de mimices para dar principio as hostilidades.
Bem que lord Palmerston tivesse resignado a pas-
te que oceupava no gabinete britnico, todava essa
vaga-nao linha sido ainda preenchida. Correu por
algum lempo em Londres que o nobre lord seria
substituido ou por lord Panmure, ou por sir James
Graham, ou por sirCeorge Grey, mas parece que
nenhum desles Srs. est disposto a tdmar sobre si
na quadra aclual lao grande responsaliildade. O
primeiro relirara-so para a Escocia, o segundo de-
clarou o Herald.'nao quer deixar o almirantado, e o
lercciro escusou-se allegando o estado pouco salisla-
torio de sua saude.
O que parece mais provavel he qne lord Palmers-
ton vollara oolra vez para o ministerio, e mesmo o
Morning Herald annuncira como positivamente
aflinnado que o nobre lord j se linha a isso compro-
mellido,
O AdcerlUer poblicou lambem que tinha as-me-
Ihores razoes para crer, que influencias particulares
haviam sido empregadas ou iam 'ser empreeadas
para induzirein o nobre lord a vullar ao ministerio,
enlrclaiilo o Standard diz que nao julga digno de
crdito o boato ltimamente espalhado a este respeilo
se nao soba condicilo desacceder elle a lord Alar-
deen como primeiro ministro.
A rainha de Hespanha eslava em vesperas de ter o
seu bom successo; ella ordenoo que as pessoas que
em razan de seus empregos devam assistr a este ac-
to, se apri'M'iilassem de gala e nao de lato, o qual da-
quelle momento em dianle ficara suspenso (o lulo
pela sentida morte da Senhora t. Maria da do-
ria.)
O Heraldo annunria que o governo hespanholpre-
tenda solemnisar o bom successo da rainha Isabel,
concedendo amnislia a todas as pessoas presas ou exi-
ladas por crimes politices.
No Piemonte abrio-se a se*ao do parlamente no
dia 19 de dezembro, sendo o discurso do re ardente-
ineule applaudido.
S. M. congrlulou-se com a nacio picmonleza pe-
te seu bom senso, e recommeudou ao parlamente que
animasse esse espirite de unan, por meio do qual o
governo poda adiar terca sufllcente para manler
intacta a digo idade do paiz.e preservar o nobre prin-
cipio da independencia nacional de qualquer insul-
to. O rei concluio o seu discurso pela maneira se-
guinte :
leude eonfianca em mim, e por nossa uniao co-
roaremos o grande edificio levantado pelas mima de
meu pai, e que as minhas bao de defender e preser-
var. -
Aoretirar-se da casa do parlamente, Vctor Em-
manuel foi saudado pete povo com as mais ardenles
acclamacoes.
A cmara dos depulados aclia-se composla da ma-
neira segninte: niini-leriaes, 12:1; opposicao es-
querda, 40; dita dimite, 15 ; duvidosos, 2(i.
O ministerio tem pois ama grande materia, o que
he urna feliridade para o l'iemonte, por quanto he
remoller ido que o actual ministerio presidido pelo
Sr. Cavour he a melbor garanta possivel, se nao he
a unir, para a salvaciio do governo constitucional
naquelle paiz.
Na Dinamarca porem nao lem sempre reinado
grande harmona enlre o governo e a dieta. Na ca-
ntara dos depulados (Folkslhing) lem bavido sessoes
violentas e tempestuosas. Em ama deltas o primei-
ro ministro, o Sr. Oersted, julgando-se insultado por
um depulado requeren que o presidente o chamasse
ordem, e sendo-lhe Isso recusado, sahio ila cmara
furioso ; mas no da seguinte o Sr. Oersted disse ah,
que com quanto, depois do que se passara, nao lives-
se esperauras de que a dieta cedesse, ou confor-
masse seus votos com os desist ios do gabinete, loda-
via nao linha dilHculdadeem declarar que o governo
n3o tentara levar a elleito o seu projecto contra a
vontade dos represntenles da naci, e que se os
dous poderes do estado nao podessera chegar a um
accordo o slatu quo seria conservado.
Este acto de moderaran da parte do governo dina-
marqus parece que produzio bom resultado sobre o
espirito da dira, por quanto noticias posteriores in-
formam-uos qne as duas cmaras iam Irabalbando
em soflrivet harmona com o gabinete, e que ambas
linham volado o orramenu e o projecto sbreos a-
panasios conforme o desejo do governo.
Corra em Copenhague que aquella cidade, a ca-
GOlltIGABO.
Ante omtda, aut$m mulvnm in tobl
melipsis charitatem continan ha-
benlet: quia chantas operit multi-
tudinem peccalorum.
S. Pedro. Epi(.^,cap. 4. 8.
Nada no mundo vemos que possa ejslir por si ,
independenlemenle do soccorro e auxilio de otrem.
Os astros, por exemplo, esses corpos celestes que gv-
ram sobre oossas caberas, lem urna mais ou mefios
dependencia, urna mutua correspondencia :
Iba, do que o avarenlo enlrar no reino de eo fac,
lius eit enim camelum per foramen acut Iraruire-
quam witem inlrare in regno Dei. Ues*ngana-
vos homens allerrados a esse metal dourado. qUe com
elle vivis, com elle dorms o somno da usura; um
da tereis de deixa-lo; sabis que a vida humana
lem um lermo que.se nao pode nllrapassar; mas
qual seja elle para os homens que ora vivem, ou'pa-
ra o futuro viverem ? Serji de um anU0i de un, me7
deumdia? lalvez nem lano; urna aliada espada
esta pendente 1>or um dbil fio sobre vossa caneca,
e pode ser esle mesmo instante, aquel le em que esse .
fio se quebr I E enlo, tantos dias, mezes e annos
que consumsles para adquirir essa fortuna cdllossal
com mesquiihez, e avullados lucros, cravando qui- -
c o agngado punhal em vossa consceucia, n'nm ins-
tante, n'iim momento, vossos successores, vossos lier-
deiros que nenhuma fadiga empregaram para sua ac-
quisi(3o, serao de cerlo prdigos, em espontneos divi-
dendos, pastelillo superllmmente em bailes.Ihealros,
osos, ele.; ludo em summa esvaeeer, bem como *
bellacoliimua de nuvciisacoilada pelo vento,on antes
ser enlregoe a um completo aniquiiamenlo e desola-
jao, como um soberbo palacio consumido rpida-
mente pete fogo.
Equiparemos aaora o desastroso successo que tem
a fazenda do altivo avarenlo. cora a sorle do honaem
honesto e compassivo, que de pouco que adquire pe-
la sua industria ou arte, reparle expontancamente o
snreorre a humanidade. Este horneen dotado de um
coraao piedoso e complaeenle, cora a mira no pen-
samenlo do grande Santo Agoslinho equando diz que
os (hesouros dos pobres estao fundados sobre o ali-
cerce dos bens dos ricos superfina dkilum neces-
rariapauperum; esle verdadeiro chrislso que e-
lendeu sempre a mao benfica para a indigencia;
que sempre milisou a dor punsente da viuvez des-
valida, soavisou a afuiccao da orphandade desampa-
rada, que sempre fbi um arrimo seguro do seu sc-
melhante entre os bracos da inopia ; este hornera ca-
ridoso nunca achou desfalque na sua fazenda; nun-
ca couheceu diflerenra nos seus lucros; ao contraria
vio sempre o progresso,- e florescimento de suas lici-*
tas negociares ; um augmente consideravel em sua
fortuna: setfs bens j na posse de seus filhns, edes-
cendentes, abi exislem intactos em boa guarda e con-
servacio; porque o lucro desse capital servio muilas
vezes de lenitivo ao mizcravcl que de consternado
verta copiosas lisrimas. Esses soccorros, essw be-
neficencias, unidas as deprecamos e snpplicas do re-
cipiente, parece que suturan ab co, lucaram o solio
do Allissimo, e lizeram chover hrnriios celestes sobre
a fazenda do home'm honesto c carillo.
Em verdade, as parcellasqoe salirain desse capi-
tal applicidas a beneficencia, jomis poderiam cau-
sar desar, ou sublraccao, vislo como as sagradas Ict-
Iras nos afirmara que, aquelle que soecurrer ospo-
. a la,
as estrellas errantes ou planetas opacos, receben) cla-
ridade do luzente sol, este como um slobo inmenso [ brei< no sentir por islo falla, e o que desprezar o
de fogo aqnenla e alumia lodos os coros auc o cer-' nece*!'tadoquesupplica1 sustenta a mesma indaen-
cara, e em cujo centro elle esta como foco rommum
de todos os oulros astros. V-se a aurora dispertar
das Irevas, o iris sabir das nuvens ; a perola da as-
querosa concha: observa-se a luz depender do ar,
esle e o calor serem indispensavel para, o movi-
menlo vital : conhece-se que a Ierra predsa de
cultura para ferlilisacn; a cuitara promplifi-
cada exige a sement para fecundar seas arbustos ;
estes necessilando de aduno e frescor para dar bellos
fruclos e pomos, que lem de ser urna parte alimen-
tosa dos homens ; esles, em summa, unidos por Ua-
naes sortees devem reciprocamente amar-se, pres-
tando mutuos soccorros acompanhados de aflabilida-
de, ternura, urbanidade, complacencia, em urna pa-
lavra, de lodos esses ramos benficos que nascem da
frondosa e fecunda arvore caridade.Este pala-
vra expende urna idea sublime, idea que jamis se-
r entregue ao simples olvido, porque revela o amor
que devemos consa&rar a lieos e ao prximo'; amor
que tanto mais se augmenta e iguisa-se para com o
Soberado Celeste, quando he desempenhado com o
prximo um desses actos heroicos e benficos que tem
como centro commum a caridade, quando este, po-
rm, nasce, segundo* diz o apostlo, de um corarlo
puro, de urna boa eonscienria e de fverdadeira :
chantas de corde puro, el consciencla bona, el fi-
de non ficta.
Nio ha homem algum por mais abastado e pode-
roso que se considere, que nao dependa, para vver
no mundo, da coadjuvacao de oulros homens. As
commodidadeV e servidos que a riqueza pede pres-
tar-lhe, a nada monlam em viste das diligencias da
amizade. dos aliases da ternura, da boa vontade e
a flcic.au de om coracao ara lo, da raudo ra e goslo enm
se eipressam e reconlam as boas aeces do bemfei-
lor, o homem, a quem aquelle eslendera o braco do
valimenlo e caridade.
Jess Christo, laucando os primeiros fundamentos
do seu ensino. mui positivamente declarou c reno-
vou assim a lei da caridade : amars a leu prxi-
mo como a ti mesmo ; explicou em que consista es-
e amor, quando diz fazei aos oulros o que que-
ris que elle vos facam ; e depois aprsenla o re-
mate de todo preceilo : amai cotsos inimigos, afim
de que tos tejis filaos do Pai celeste, que faz bem
a lodos, bons e mos '!
He verdade que Dos nao prururuu eslabelecer a
caridade s com os seus preceilos e com suas pala-
vras ; reforcou-a com exemplos, dando provas nao
equivocas do quanto era sublime esta virlude, que
ellese comprazia de exerce-la.
Nos tres primeiros ltimos annos de sua preciosa i
vida elle aprsenla nma prodigiosa serie de exemplos
de caridade : poda, com efleilo, em qualidade de
Senhor Supremo do universo-, sbitamente mudar o
leilo dos rio c dos mares ; converler. os valles em
montes, estes em valles ; alterar o luminoso curso
dos astros ; fazer cahr nuvens de raios sobre os in-
crdulos e impos; mas nao, elle como aulor sobe-
rano da caridade, obron de outra maneira asss lou-
vavel; seus milagres eram oulros tantos actos do be-
nevolencia, bem como multiplicar o pao c peixes pa-
ra alimento das turbas ; em curar os enfermos, em
dar vista aos ceso, introducir vida no imperio
da morle, e ainda mesmo nos ullimos paroxismos pa-
ra entregar o espirite ao Eterno Pai, pendente da
cruz, entre agonas, poda, se quizesse, fazer cho-
ver do co fogo abrazador sobre seus perseguidores,
caqui dat pauperi non indigebit. qui dnpicit de-
precanlem, sustinebit penuriam. Prov. 28, v. 27.
Que vaniacem palpitante para o homem bemfazejo!
A caridade. diz um bello escriplor o conselheiro Bastos, em seus discursos religiosos, j,e
a grai;a da parte do rico, do poderoso que a faz ao
pobre, ao desvalido em nome de Dos; lie Rraca da
parle do pobre, do desvalido que oblein de lieos, em
favor do rico, do poderoso; be alegra para quem a
faz, e para quem a recebe; he um verdadeiro jubilo
na Ierra para cuja felicidade concorre, e no co que
he a.sua recompensa. A raridadcom efleilo, essa
sublime virlude emanada do co. cnsinada e prali-
cada por Jess Chrislo, he o sol vivificador, cujos
raios Iluminan) todas as cousas, e cajo ardor excita
o coracao humano a produzr essas acedes philan-
Iropicas, esses actos generosos, e benfico qae es-
pantara e .-o-prcudem ao avaro e libertino. Ho
ueste igneo diammejanle que o corceo conformado
recebe aquella energa, qoe corla todas as difliculda-
deseheroicamente Irumpha de todas obstculos; e
be por islo que vemos o i ni mi so impedido per essa
terca interna, ejercitando com o seu adversario e
furioso emolo, a celeste virlude da caridade; o alhe >
para com ocbWslao. o brbaro para comoseya, o
protestante para com o religioso: foi em verdade, aa-
le fogo di caridade fraternal que owveti ai fibras do
coracao do Samanta uo para se compadece do Jadeo,
roubado eferido pelos ladrees e sal leaderes, deshu-
manamente dereliclona estrada por morto;foi a ehara-
ma da caridade que o inflammou para laucar uas ul-
ceras do infeliz, azeile e vinlio, como balsamo sala
lar, conduzi-lo no seu ginele para a estalagem,
aar adianladas as despezas, recoinmendando um__
(ralamente como a si proprio. Desta grande lico que
nosminislra a escriptura sacra, se evidencia que,
sendo a caridade o fundamento solido da lei evang-
lica, para desempenha-la com o nosso prximo, uo
basta eompadecer-mo-nos das suas mizerias; he mis-
tar sorcorre-Ios rom obras; ella nao lie ocrosa, ero
estril, mas opperaliva, e fecunda segundo as proprias
tercas. A caridade he por lano, o grande la$o da
ordem social, a reparadora da mizeria, a espiacSo
da falta or si nal, na phrasu de um orador sagrada ; a
mediacao sublime enlre adegradaco daraca humana;
o progresso, a immortalidade promettida.e ao mesmo
lempo o nras doce diw raovimeplos da alma. JUi
pensamente do doulo conselheiro Bastos. Eslendi _
diz S. Gregorio Nani.iazeuo, a vossa caridade, a' le-
das as idades. a (odas as condicSes, elia seja a ali-
menladora do orpho, o%islentaculn dos velhos, o
defensor dos fracos, a consolai-o de lodos o males,
o posto seguro dos desgranados. Depois da palavra
Dos,diz um philosopho, a palavracaridade--
deve oceupar o prmern lugar em todas as linguks
humanas; e un principe paso atirmava: devenios
persuadir-nos que o da, em que nao fizednos bera a
alguem, e em que nao excrcilarmos a caridade. be
dia perdido para nosA'emini benefeciiiem prdidi.
A csmola lilha da caridade chrislaa he redmente
a moeda mais preciosa, de mais subido quilate com
que fcilmente .se pode comprar a heranca do co;
he balsamo salutar, he nctar cicatrisanle que der-
ramado sobre as asquerosas ulceras dos pobres, Ibes
mitiga as dores no seu padecimento.
lieos mui positivamente mandava os abastados
raelilas que acudissem indigencia do seu irmao ;"e
em l/.ai.is, elle preccilua que se deve repartir, do que
IV, "".IH ^. H- ...lilil....... '. .
porm o contrario de ludo obtou, rogando antes com llvc,rn,os. m fl"f tem teme, que se deve cubrir a
u Eterno Pai, que Ibes pr- nu7" '" "Mpado, e ja mais se devo ser indifle-
voz j halbucianle a seu lilerno l'ai, que liles par-
doasse ludoqaanlo delles havia solTrido.
Esta divina virlude que desceu do co com Jess
Chrislo, fonle de tedas as oulras,.ou fragoa onde to-
das as mais se purifican) eacryslam, he a que boje
se v emtoial mennspreso e marchando paripassu
para seu arrefecimenlo. L'm grande numero de'
viuvas, de desvalidas sem haver dellas pequea com-
mizerarao ; um senlenario de orphaos desampara-
dos sem se Ibes prestar o mnimo soccorro ; militares
de memURos, percorrendo as ras da cidade, sem re-
ceber lalvez de um fiel, o indispensavel para malar
a fome desse dia para elle lo amargo; ao passo que
se descortinara profusfies, disperdicios em bailes, sa-
raos, sumpluosidadcs, riquezas, avulladas soturnas
nflerecidas e applicadas a Ihealros, jogos, passa-lcm-
pos, ele, ele. Quanlas vezes bale porta de al-
guna desses potentados (nao sendo esta expresso ge-
nrica, recniliecetuos enlre nos homens ricos, e de
media posirao, em cujos coraces lem feito morada
rente s snpplicas do prximo afflicto quando traga
amargos dncalix da infelicidadc.
A esmola, na linguagem de Tobas, he agua que
lava a alma de tedas as nudoas do peccado, c faz que
as liberalidades dos ricos siibam como uuvemdciii-
censo ao Ihrono do Pcusvivn ; a esmola em summa, he
que apaga os neceados, assim como a agua o fogo
/o;ieii ardr.utem exlinguitaqua,et eleimosyna resist
pecealis. Ecc. c. 32 v. 33.
Releva porm notar que a bnneficencia, a esmola,
e os aclos de caridade devem ser prestados sem re-
Iricco a bous, a mos, a agradecidas, a ingratos, ao
amigo, e ao adversario.' Faze bem a lodos, ( diz o
axioma do sabio] aos amigos para oa conservar, un
inimigos para os reconciliar, bene/aciendum amicis
ul consercentur, inimicis vt reconcilientur.
Poder-se-ha dar o nomo *de caridade christaa a-
quelia esmola, on coadjuvacao que o homem abasta-
do presta para o culto divino, para brilhantismo da
a caridade e beneficencia) urna viva desolada, que u,na feslividade, nao por amor a esla,e sement por-
ten) por vezes Iragado amargos no calix da infelici- i fl"e foi solicilada pelo juiz, ou encarregado de lal
dade e inopia, Ihe.presenladncamenlos aulhenticos temnidade, de quem era especial amigo!!! Po-
e comprobatorios do seu misrrimo estado, e a'hi ro-1 der-se-ha chamar caridade cliristea, aquelle subsidio
ga. supplica-lhe urna esmola para alimentar seus li-
lhos, victimas do croel efleito da teme; eaquelle aoas de cslieitas relajees e parentesco, que recom-
!nio pode mendam-lhe sua proteceo e valimenlo".' Ser cari-
que d. viqva porque lhe aprsenla carias de pes-
(V Dando publicidade a caria supr.i. claro fica
que aceitamos as coDdices proposlas,Os RR.
ente despido de compaixao lhe respondenao po
ser, senhora, o negocio anda mo, pouco ou nada
se recebe ; nao ha por ora dinheiro! Sobe a triste
viuva, corada de peijo c vergouha, as escolas de ou-
lro igual potentado, faz-lhe a mesma supplica, e
nao querendo esle dar uina resposla terminante, diz:
boje nao pode ser, amntela sim,terna a pacien-
te no dia designado, e recebe um meio desengao
ainda nln pode ser a tal he a sua procrastinarn
que revela um completo niio querer soeenrre-la
e rom o que desengaada lira a desdlosa matrona,
carpndn sua dor, rollocando-se desl'arle n'nm es-
lado de desesperarn!
Nao be sonieute a viuvez eorpliainlailc que tem
recebidn rrueis golpes da aliada espada da avaricia ;
ella tara igualmente mutilado a intima mendiguez.
Quanlas vezes chega porta desses opulentos sober-
bos, sentados em sumpluosas mesas, um ceg, um
mzeravel leproso, pedindo-lhes urna esmola pelo
amor de Dos, e elles na fervescencia de seu banque-
te, nao Ibes move o coraran para tiraren) dessa lauta
mesa urna micalia de pao para saciar o faminlo que
lhe implora una decisiva e le 'minante re-posta
sabe de seus labios perder !! Ah homens abas-
tados porm iuiquos, quanto sois mizeraveis e
rrueis!
Se podis favorecer a indigencia e nao queris,
vos constitu-vos desta sorle causa motora do seu a-
uit|iiill imenlo, e total desolacao. Quem, pudendo,
diz o grande 1.a aleonis, nao soccorre o seu Irmao
afilelo, he inimigo delle; quem. pudendo, n.1o oulre
o seu irmao, que lem fome, he seu matador! Se
sois, pois, mesquiedlos com o vosso seniellianle, le-
niettdo rahirdes em pobreza : se nao prestis auxilio
ao necessilado, senao repariis camotas, recejando a
diminuirlo de vossa fortuna, .1 -ensaiiai-vos, podis
fiear pobres pelas vossas dssipar.oes, pelos vossoj
disperdicios, pelas vossas incontinencias e delirios :
o auxilio que prestantes aos pobres, nao diminuir
vossa fazenda ; aquelle quo succorrer os pobres, diz
o sagrado cdigo, nao sentir por isso falta : qui
dat pauperi, non indigebit. Prov. Cap. 28, v. 27.
Introduzi a esmola no seio do pobre, e tereis nella
urna eflicaz proleclora para arredar de vos toda a pe-
dade propriamente dita,a esmola que d ao mendigo,
porque esle (ove a felicidade de chegar a sua porta
no ensejo em que se achava cercado de amigos e cor-
Icsoes, eahi quzesse mostear sua generosidade si-
mulada.
Niio por cerlo, estas beneficencias, estas asmlas
alem de serem pocamente Adidas, sao arrancadas a
furliori, por clrcumtanri,is. ou deflerencia e alten-
cao, a esse ou aquelle individuo, e nao rom aquella
esponlaneidad e fim smenle de soccorrer a huma-
nidade; nenhuma mimbra ten) de caridade, visto co-
mo, segundo o apostelo, ella deve ser nascida de um
coraran puro, .te Ima consciencia, c f verdadeira
char'itas de corde pura, el consciencia bona, el fide
non ficta.
A rompaiv.To he um dever que a nalureza impe,
que a ordem social exige, que o Evangellio manda,
3ueos exemplos de Jess Chrislo persuaden). Dos
sem reslricrao e diflerenra a bous, mos, a
grandes e pequenos, a innocentes, criminosos, aos
3ue o adoram, e aos que o blasfemara. Eis o zenilh
a beneficencia Nao pode chegar a maior altura a
caridade chrislaa ; dar sem limites, sem escolha.iem
diflerenra, he dar justamente como Dos I Se Dos
com efleilo, fizesse favores s aos bons, poneos homens
adiara que prodigalisas.se esta merco. Se o solalu-
iiitasies a casa dos justes, quanlas babilacOes fica-
riam em Irevas Se a ebuva regase soscamposdos
potentados e do virtuoso, quantos oulros terrenos nao
fieariam seceos e ridos! Para lodos Ueos fazluzir o
sol, a todosainauda elle agua do co ; porqae o faaer
bem, he dar, e dar a todos be grandeza divina, a
qual s pode ser imitada pelos ricos e abastados da
Ierra, por aquelles a quem a forluna lem esiendido
sua mi benfica, e prodigasado saos favores.
O homem bemfeilor universal sem dislinccao de
pessoas por teda a aclividade de sua esphera, be tra-
tado glorioso dos elementos e dos asiros ; he ar cun
que lodos respiram, he Ierra que sustenta a lodos, he
agua que a lodos mata a sede ; he fogo que a lodos
di calor ; he planta maior que a mitacSn do sai so
Zodiaco enche lodas as casas da resplandores; he luz
do co que nao menos e occuna em pratear os nbei-

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x .-:


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 13 OE
JANEIRO DE 1854.
UMI
ros que os rios, dourando simullaneamenle com os
palacio dos res, a choupana dos pastores; o homem
emiim cotlocado na pmieCo mais hnlhanle da socie-
dade, anda mesmo que falle urna linguagem angli-
ca-, que o mu mando estejam os destinos da nagao,
nada serla nenio exercitasse caridade ; tcnha elle
mesmo o dom das professias e milagres ; lenha con-
eemao por descortinar futuros, dissipar trevas ; tenha
imperio sobre a natnreza, em alterar uas leis, dispr
* ** arbitrio dos astros, dos vento, e das ondas, se
* desempenhar a caridade co.n o seu prximo nao
sera mais do que um ente vil e gnobil, digno da so-
berano desprezo, ou antes analhemalisacio. Poder-
se-Ka imputar este raciocinio a um simples rasgo de
imaginacao.melhnmorfose, ou h\perbole sola do fo-
rjo da exagerado "' Nito, compulso o cdigo sagrado,
e ah descubro armas poderosas em prol desla asser-
cee. Ouvi a maravilhosa e persuasiva carta dirigida
pelo apostlo aos lialiitanles de Corinthio, com a
qualsobremaneiraos instrua na caridade. Esta elo-
qaenle narrado vem terminar e servir de chrismaao
aasamptn que se discorre. Quando eu, diz elle, fl-
tate toda* as linguas dos homens, e dos anjos, se
a* livesse caridade, nito seria mais que um bronzo
sotado : quando eu livesse o dom de professia, pene-
trasae lodos os myslerios, livesse urna nerfeita scien-
cta d todas a cousas; quando eu livesse toda a f
possivel, efoeae capaz de Iraiisporlar roontanlias, se
nao livesse caridade nao seria nada : e quando hou-
vesse distribuido todos os meus bens pelos pobres, e
entregando mea curpoas chainmas. se nao livesse ca-
ridade, ludo Mo de nada me servirla. Si UnguU
kominum loquar, et angelorwn charitalem non
habeam factnmsumtelul as sonans...Epist. ad Co-
rilh, cap. 13.
boque se lem expendido he coucludenteque o ho-
mem, que segundo asnina forras, nao forcomplacen-
te das mizerias do seu prximo, nao he por tanto ca-
ridoso; quem nao he aridoso nao pode amar perfei-
(amenle a Dos, quem nao ama a Dos ejste entre
es sombras luctuosas da morte ; suas virtudes sSo Hul-
las, suas melhores obras sao romo os fructos daquella
arvore que se encontra junio ao mar morto, bellos
vista, mas que colhrndo-os nao se acha enlre as
maos mais que um p llgeiro e negro quo o vento le-
va, O eme pois de caridade, segundo o abhade ce
Aqnila oo seu diccionario Iheologico. da-se ao amor
de Dees, porque este amor he devida a um ente c\e
ant valor infinito que nos deve ser infnitamenle
amavel: os actos de caridade ou de amor de Dos
sao aeceasarios a todos os homens p.ir urna necessidn-
de ao reeeilo, e de preceito especial conforme. a o
primal maadaraento : diliges Dominum Deum Ui-
am..el proiimura suum licut te ipum ; amar o pr-
xima tamo a si proprio, he o apogeo da beneliccuc ia
a crytol do herosmo, he a cousa maior que lodos os
Mocoslos e sacrificios segundo se exprime S. Ma r-
ees. Diligere proximum (anqoam se ipsum, maj us
eat amnibus holocaustomatbus, et sacrificis. M. C.
Senhores Redactare*. No Liberal Pcrnambu-
canoel do correnle, eolrc as diversas calumniis c
mlridadm rom quese acensa a administracao da pro-
vincia, deparei com um Ireclio.segundo o qual snu a-
pre tentado como emprezario do theatrode Santa Isa-
bel, tbrirjldn com o nome do Sr. Manoel tioncalves
Cam qoanlo as patavras do Liberal nenlmnia im-
prems pomam causar no espirito publico, visto que
alia neo apresentou mais leve sombra de verdade.
apestas se referi a mero.' boato/', devo todava, por
amar da verdade.protestar contra urna asserco inlci-
ramenle falsa : e, ja que o autor do artigo, a que
me refiro. ha lio fcil em arraslar o crdito alheio
si tetra da envida, vou provoca-lo para que apresen-
la ama prava sequer de que lenho parle na empreza
do rhaalro. He verdade que nutro desde muito re-
lacAet de amiude com o Sr. tioncalves Agr, e dese-
je tinemmeole a sua prosperidade : mas dahi nao
poda ninguem induzir urna suspeila lAo infun-
dada e leviana como essa do lberal l'ernambu-
eena.
A circemstancia de ser eu eunhndn do administra-
dor da provincia, he um motivo bastante forle que
lenho para desejar-lhe toda a prosperidade. em lo-
ma- ele comprometate honesto concSilo de que elle
lem tempre gozado em sua vida publica.
Nanea me passou pela lemb anc pretender a em-
preza do thealro, e nem me bz eonta lomar a me-
nor parle em semelhaiite encargo : mas. entretanto,
eamoetdadaoa fllho da provincia, reconheco-me com
o direilo de solicitar qualqner vantaaem legal; o is-
la acide fazer Indas as vezes que me convier.
Fiane, porm, cerlo o redactor do Liberal, de que
teahe bastante senso e criterio para nao coi locar em
dMcalladei o actual presidente da provincia.
Son, Senhores Redactores.'etc.
Antonio Jos Duarle.
Reeife ti de Janeiro de 185*.
HILICA(A0 A PEDIDO.
Para poupar trabalho n alguem se publica a se
carta remedida para Lisboa pelo brigue En-
Assignaluras destruirao os fados'! o sao
at lesltmunhas que os presenciaram '.' lem
, an necessario chamar a terreno, assignar um
_ tt casta muilo menos enlre certas pessoas '! que
lar ama Vaaeulpa.Eis a caria.
IHm. Exm. Sr. deque d Sal lanha. presidente do
roneriko de ministros.atis nm escndalo em o Bra-
sil casa a ante se chama eteracalura branca. Opa-
partagaez Arrogante de IV) toneladas, (as 203
sea arranjada*como ootras mallas coosas se arranjam)
vea de S. Miguel com t28 paaaageiros e 19 pessoas de
tripalacio, e daqui seguio para o Rio de janeiru.
V. Exe. cabera lodo* promenores pelo paquete de
18 eo corrale, ibera de malla immoralidade edes-
haaaaamtade : liaver qoeixas e wphysmas.
Mm teroeonsulado por tugue; agu (os dousseus
emprtfaios) cumprido com at orden do seu gorer-
H* T Todos veem qoe nao, todos esperam remedio a
lana intamia e lana conivenefa, ou lero de desos-
maerem em o Brasil Portuzuezes. Muilas
mTse fazom, e se nao poden) levar bem jusli-
i presenra de V. Exc, por issn licam impu-
aaa, ama cala foi lao patente que nao admitte a me-
aer aeeceipa, seria omiiur.......
Crimea lao prevenidos por ordem do governo por-
loguez, lie lainentaves por lodo osvolos da humgni-
ilade.coalra osquacs a iinnrensa porlugneza mais le-
neuibradado have-los-ha rMaa qu castigo lento os
(Ipaeoa? eis oque eu nao asi, lalvez nenhum. lie
V. Exc. Criado tubmisso.
I'ernarabuco 2 de Janeiro de 1851.
dos de algodao, 1 dita ditos de seda o laa ; a 11.
Uibson.'
5 calas livros ; ao Exm. presidente da provincia.
1 caxa chapeosebonetespara menino-,I dita crys-
taes : a I,. Schuler & Companhia, '
40 barris e 20 meios dilos manleiga ; a Schramm
W'hately & Companhia.
1 caxa livros; a Francisco dos Sanios.
56 barris e50 meiosditus manleiga : a Domingos
Alves Mallieus.
1 caixa botOes de gata e roadreperla ; a M. J.
Carneiro.
85 barris e 105 meios dilos manleiga, 1 caixa cal-
cado ; a Johnston Paler & Companhia.
i dita tecidos de seda. 2 ditas dilos de algodo, 7
ditas marinares, 1 dita utensilios, I dila pentes e es-
covas, 1 dila camisas de algodo ; a J. II. Uansley.
135 barris 90 meios dilos manleiga, 25 caixas quei-
jos, 1 dila loucas para meninas, 1 dila grampas de
laiao, 1 dita caixas de papelo vasias. 2 ditas chapos
de sol de algodao, I dila dilos de seda, 1 dila quin-
quilharias, 2 dilas chapeos. 1 dila com ama machi-
na ; a V. Lasne.
" fardos livros ; a Ricardo de Freilas,
50 gigos champagne ; a Me. Calmont & Com-
panhia.
2 caixas com I carro; ao l)r. Sarment.
25 barris e 25 meios ditos mauteiga; a Rosas Braga
& Companhia.
2 fardos pannos ; a M. J. Ramos e Silva.
I caixa chapeos para senhoras e perfumaras ; a
Buessard Millocheau.
1 dita relogios e aviamenlos para relojoeiro ; a A.
Laca/e. j
e ditas pelles preparadas. 1 dila briuquedos. I dila
Otas de seda ; a Dmosse l.eclerc & Companhia.
1 dita perfumaras, i dita chapeos, 1 dila pentes e
caixas para rap, 1 dita morrearas e quinquilleras,
1 dita mercaduras, 1 dila candieiros de cobre ; a J.
H. Deuker.
1 dita chapeos de sol de seda e algodao, luvas de
seda ; a Cals Freres.
4 fardos lecidos de algodao e lnho, 1 dito tecidos
de la, 1 dito teneos de algodo, 2 ditos bonetes de
algodo, .Iditos seda, 2 ditos papel e instrumentos de
msica, I dilocorrentes e harbellas de ferro, 1 dilo
perfumaras e objectos para rabellereiro, 1 dilo can-
dieiros de cobre e suspensorios, I dilo chapeos de sol
de seda, 1 dilo brinquedos e perfumaras, 1 dilo le-
cidos estampados, 2 ditos obras de ferro, I dilo flan-
tastc mercearias, 1 dito casliraes de vidro e rasqui-
nho, 2 ditos inslrumenlos de msica, 2 caixas en-
fcles. I dita inassas para chapeos, 1 dila armares
para chapeos de sol, 4ditas agua de Colonia, I dila
malas de conro e palitos de riscado, I dila chapeos
para homem, I dita objectos de cama, tdila modas,
3 mbrulhos amostras; a F. Sauvagc & Companhia.
2 caixas papel, 1 dila cartoes, 8 ditas mercearias,
2 dilas porcelana, 3 dilas perfumaras, tdila.com
urna burra, 1 dila com camas de ferro, t dila obras
de funilero. t dita capsulas, t dita massas, t dita
hronze, .'I dilas lacre, I dilaohjeclos de escriptorio,
9 dilas brinquedos, 5 ditas espedios. 1 dila tecidos
de la e bjoulerias falsas, Wburra le ferro, 4 ditas
mercearias, perfumaras e oBreias; a F. Pinto & Com-
panhia. '
I dita fructas seccas, biscoitos e brinquedos, 1 di-
la chapeos para senhoras e olales ; a Chapron &
Berlrand.
30 barris e 15 meios dilos manleiga ; a Tasso &
Irmo.
7 pecas ferro fundido para machina, 1 porla de di-
lo dilo, 6 pojas embutidas em madeira, 25 caixas
obras de ferro fundido e cobre ; a Gustavo Jos do
Reg.
1 dila camisas, 1 dila roupa feila, t dilas chapeos
para homem, 4 ditas mercearias, 4 dita seda, 3 ditas
panno, t dita bonete, 2 dilas modas, It dilas trastes ;
a E. Burle.
I dila modas. 4 ditas pelles preparadas, 2 ditas a-
meixas seccas, 1 dita estampas, (i barris azeite, 6 cai-
xas obras de chumbo, 1 dila modas, enfeiles e luvas,
6 ditas chapos, t dila chapeos de sol de algodao, 1
dila arcOcs escovas e chicotes, 15 dila papel, 1
dila papel e instrumentos mathemalicos, 1 dita ba-
nheiro e perfumaras, 2 dilas vidros. 2 dilas fazenda
de algodo, I dila r.iupa feila, 1 dila drogas,2loneis
vinho tinto, I caixa caixas de rap, I dila calcado,
livrose papel. 1 dita com chafariz, i dila ignora-se,
6 ditas louca. 1 dila modelos de pona e cabrestos. I
cmhrulho amostras ; a 1.1 l.ecouie Feron & Compa-
nhia.
10 barris alvaiade, 1 caixa azeile de vitriolo, 5 di-
tas drogas, 1 barril 4 gigos vidros. i caixa e 9 barris
tinta, 1 dita sai de glauber ; a .1. l.oum.
1 escada de madeira com corrimus de ferro, i di-
ta galoes, t dila bonetes, t dila lecidos de algodo, 1
dila arreios e eslampas, 2 dilas vidros. <; ditas porce-
lana, 4 ditas objectos de lvrciro, 4 ditas chapos. 1
dila com um (orno, 1 dita com urna horra, I dita
arligos de selleiro, 3 dilas obras de funileiroe vidros
de laiilerna, 1 dila globo lerrc-lre, I dila inslrumen-
los de msica, 1 dita lecidos de seda, 1 dita terrina
de ligado. 1 dila lanlernas, 1 dita lecidos de la, 2 di-
las ralbado ; aJ. P. Aduar & C.
35 dilas qdeixns, 4 ditas papel de peso, 200 gigos
cerveja, 100 barris e 100 meios ditos manleiga, 4 cai-
xas tecidos de algodao; a J.K. Lasserre & Compa-
nhia.
4 dilas pianos ; a V. Aync,
1 dita ferramenta, I barril moiuhos ; a J. Bur-
gois.
18 fardos drogas ; a B. F. de Souza.
t cmhrulho amostras ; a fachado Pinheiro.
1 dilo amostras ; a ManoeTjos Alves.
t caixa ignora-se ; r F. de AejrfrnO'Fousera.
CONSULADO GERAL.
Rendmeulo do dia 1 a 11 6:985?>5H0
dem do dia 12........1:8879274
A arremelaco ser feila na forma dos rls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de mao de 1851,
e sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qnese propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado, pelo mcio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandnu afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i.* As obras necessarias a fazer-se junio ao acude
de Caruar para evilarrseasillratOes, seiito excu-
ladas de cnformidadc como ornamento approvado
pela direrliiria em conselho c aprcscnlado a appro-
vaco doxm. Sr. nresidente da provincia na im-
porlancia do 1:980900 rs.
2. As obras principiaro no prazo de um mez e
terminarn no de dous, contados conforme o art. 31
da lei n. 286.
3.* A importaucia da arremataco sen) paga em
duas presta;6es igua'es, sendo a priroeira quando
houver feito a melade das obras,casegunda na occa-
siao do recebimento.
4." Para ludo o mais que nao esl especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha a lei n.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O IHm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento da resolurao da junta da fa-
zenda. manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenlc a praca para
ser arrematado a quem mais der. o redimenlo do
petante a mesma junla. a quem por menos fizer, a
obra do ai"rro e empedraroenlo da primeira parle do
primeiro lanro da estrada do ttiorte, avadada em
2S:(W(to887 rs.
A arremataco ser feila na forma dos arligos 24(e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematadlo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
ilia cima declarado, pelo mcio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar M mandou aDixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Peruanihu-
co i) de Janeiro do 1854. O ecrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. Esta obra ser feila de ennformidade com o or-
ramenio approvado pela directora cm conselho, e
Desla data presentado a approvacao do Exm. Sr.
presdeme da provinciana importancia de28:096-;887
ruis.
2. O arrematante dar tirincipio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de quinze
metes, ambos contados de conformidade com o artigo
31 da lei provincial n. 286.
3. Desde a entrega provisoria da obra al a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
a estrada sempre em bom estado, para u que dever
ter pelo menos dous guanes empregados conslaule-
menlc nesteservicn.e faM inmediatamente qualquer
reparo que Ihe for determinado pelo enge|hero.
4.a O pagamento desta obra ser feilo cm qualro
preslacoes icoacs : a primeira depos de feilo o lerc,o
das obras do lauro : a segunda depois de completa
imposto do ilizimo do gado cavallar nos municipios dos os dous I reos : aterceira quando forem recebi-
ahaixodeclarados: das provisoriamente : eaquarla depois da entrega
1 iii'oisirrx ai iIii.Ia finntiilmnnl n nitr ".tfcllliil ilnlinil!>n_______ __.' I______..... -,...> .Ia>w,- .1-. J
I.imoeiro,avalado animalmente por 58S000
Brejo, por 5O90U0
Boa-Vista e Ex, por 1989000
A arremataco ser feila por lempo de tres anuos,
acontar do I. de julho de 1853 i 30 de junliu de
1856.
Os licitantes comparecam na sala das sessoes da
mesma junla, no dia cima declarado, pelo meto da,
com seus fiadores competentemente habilitados.
E para constar se mandn afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario*.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezemhro de 1853.O secrelaro,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O 111.n. Sr. inspeclur da thesouraria provin-
cial, em cu in primen lo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da niria de 22 do crrenle, manda fa-
zer publico, que nos das 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, perante junla da fazenda da' mes-
ma thesouraria, se ha de arrematar i quem por me-
nos fizer, a obra do acuite na Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, avalada em 4:0043000 rs.
A arremataran ser feila na forma dos arls. 24e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
cao, comparecam na sala dassessOes da mesma jun-
la, nos das cima declarados pelo meio da, rompe
lenlemente haheliladas.
E para constar se mandou aflixaP o presente e
publicar peto Diario.
. Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 44 de dezembro de 1853.O secretario.
Antonio Ferreira a"Annunciacao.
definiliva, a qual lera lugar um anno depois do rece-
bimcnlo provisorio.
5. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispoe a
respeito a le provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O IHm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
i da 19 de Janeiro prximo vindouro, perante a jun-
ta da Tazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arre-
| malar a quem por menos fizer, a obra dos concertos
] da eadeia da villa de Serinhaem, avahada em
i 2:7503000.
A arremataran ser feila na forma dos erls. 2i|e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam lia sala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio da, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira a" Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
I > Os concertos da cadeia da villa de Serinhaem
far-se-hao de conformidade com o orcamcnlo, ap-
provado pela directora em conselho e aprcscnla-
do a approvacao do Eim. Sr. presidente da pro-
vincia, un importancia .le 2:750*000.
2." O arrematante dar principilas obias no pra-
' ari
Clausulas especiaes para a arremataco. zo de um.mez, e dever conclui-laff no de seis me-
1," As obras deste acude serao feitas de confor-
midade com as plantas e oreamento, appresentados
nesla data a approvacao do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4KMS00 rs.
. 2." Estas obras everao principiar no prazo (le 2
mezes, e sero concluidas no de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n.286.
3.a A importancia desla arremataco sera paga
em tres preslacoes da maneira segu ule : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido amelade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
do recebimenlo definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a communicar a
reparlirao da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia filo em quo lem de dar principio a
exorne,io das obras, assim como (rabalhar se-
guidamente durante 15 dias.alim de que possa o en-
geuheiro encarregado da obra assislir aos
trabalhus.
zes. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
4.a O arrematante seguir nos trabalhos todo o
que Ihe for determinado pelo respectivo engenheiro,
nao s para boa execucao das obras, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo lempo, para o servi-
eo publico, todas as parles do edificio.
4.a O pagamento dajmporlancia da arremataco
ter lugar em Ires presfaees guaes: a primeira de-
pois de feita a melade da obra; a segunda depois da
eidrega provisoria;e alerceira na enlrega definitiva.
5." O prazo da responabilidade ser de seis
mezes. .
6. Para ludo o mais que nao se acha determina-
do as presentes clausulas, nem no orcamenlo, se-
guir-se-ha o que dispoe a lei provincial n. 286.
Conforme. I > secretario Antonio Ferreira d"An-
nunriacuo.
JtWllm. Sr. inspeelorda Ihesouraria provincial,
primeiros cm cumprimento da ordem do Exm. Sr: presidente
da provincia de 3 do correnle, manda fazer publico.
5.a. Para lado o maisque noestiver especificado que no da. 26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
,82!85i
. DIVERSAS PROVINCIAS."""
Rendiraentododiala It.....1:6319130
dem do dia 12....... 1019276
1:7329106
COMMERCIO.
MACA DO RECIPE 12 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacfie ofllciaes.
Cambio sobre Parsa 310 rs. por f. 611 d|\.
Dito obre o Ro de Janeiroa 11|2 -por ceniode des-
cante.
Descont de letras de 3 a 4 mezes1 1(8 por cenlo
aa anoto. *
Aewear mascavado escolhidoa 19600 c 1J650 rs.
por arroba.
ALFANDECA.
Readhaeato do da 1 a 11. .
dem de dia 12.....
Exportacao".
Maranllao Para, patacho brasileiro Josephina,
de 119 toneladas, couduzio o seguinle: 1,010
barrqunhas.assucar, 1 caixao espanadores, 1 dito
perlences de ferro para um Torno, 2 tambores de fer-
ro fundido, I calile oleo de ricino.
Buenos-Ayres por Montevideo, polaca hespanhota
Chronometro, de 206 toneladas, couduzio o seguin-
le :200 berriqunhas e 650 barricas coro 8,186
arrobas e 12 libras de asscar, 4 pipas com 7,200 me-
didas de agurdenle.
Rio de Janeiro, patacho nacional S. Francisco,
de 105 toneladas, cundozio o seguinle : 870 bar-
ricas baealho. 23 fardos cravo da India.
ECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
. RAES DE PERNAMDCO.
Redimenlo do dia 12..... 9019180
CONSULADO PROVINCIAL.
Redimenlo do dia 1 a 11 16:7669424
dem do da 12........1:4791796
102:4328818
11-.19091 :w
II 3:922895i
Detcarregam hoje 13 de Janeiro.
Barca americana Minesota farinha e bolachi-
nlias.
Barca franteza Jos mercaduras.
Brra brasileira Sorle familia.
Brigue inglezSprag carvo.
Barca inglcza Monda mercadoriis.
Hiale nacional DucidoM seeros do paiz.
Brigue hamburgus Hcrrictl Molhj botijas
vasias.
Importacao
Uiale Duridoso, vindo do Aracaly. consignado a
Jee Manoel Marlins, manifeslou o seguinle :
205 laceas cera de carnauba. 46 ditas feij.lo. 15
caitas velas, 1321 meios de sola, 53 saccas gomma,
334 esleirs de palha, 34 molhos de couro de cabra,
1 pecle e 1 fardo pennas.de ema, 1 pacole chapeos
de palha, 12 molhos cojriuhos, 2 fardos sapatos, 500
v ;*ordem- '
inglez llraseira, viudo de Liverpool, con-
"e""* Deane Youle & Comnatliia, rrrauifestou o
seguate: ir. > 1
1 embrulho amostras; a A. C. de Abreu.
2 dilos dilas; aE. II. \VI
1 dilo dila ; a \\. n,ovle
illa ; a Raw- Meors r Companhia.
18:2469220
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 2S6, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm cumprimento da ordem-do Eira. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que.no dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, perante a junla da fa-
zenda da mesma thesouraria, vai novamenlc a pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer, a1
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ata-
liadaem825SOOOrs.
A arremataco ser feila na forma dos arligos 24
e. 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaim copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na saladas sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo mcio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de PemambucoISdedezembro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira a"Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. Os trabalhos da cadeia da villa do Cabo far-
se-hao de conformidade com o oreamento approva-
do pela directora em conselho, e apresenlarlo a ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia lia
importancia de 8259000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de 15 das, e devera conclu-las no de Ires mezes,
ambos contados de conformidade com o artigo 31
da lei n.^286.
3. O arrematante seguir na execucao tudo o'qpe
Ihe for prescriplo pelo engenheiro respectivo, nao
s para boa execucao do trabalho, como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lempo para o servico
publico todas a* parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremataco
verificar-se-ha em duas preslacoes guaes : a pri-
meira depois de feilos dous (eros da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o termo de recebimenlo.
5. N'3o baver prazo de responsabilidade.
6. Para tudo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas, nem no orcamenlo. seguir-se-
ha o que dispoe a lei n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
(t Annunciacao,
O lllm. Sr. inspector da thesourth-ia provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm! Sr. pre-
sidente da provincia de26 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26de Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra do melhoramento do rio
de Guiauna, avallada em 50:6003000.
A arremataco sera feita na forma dos arls. 24 e
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacios entrados no dia 12.
Liverpool e porlos intermedios.8 dias, vapor in-
glez Brasileira, commandante H. J. Cox. Pssa-
geiros para esla provincia, Alexandre Jos Alves
el lillio menor, Joaquim Marlins Moreira. Fran-
cisco, pardo, de idade 16 anuos. Segaio para os
porlos do sul, conduzindo Os passageiros de^ta pro-
vincia, I.uiz de Siqucra Lima, Slanoel Cavalcan-
li.de Albuquerque e 1 criado, Christiano E. Au-
gusto Vlnassa. ,
Terra Nova29 dias, brigue inglez Belle, de 199
toneladas*, capiuto Jantes Bruun, equipagem 14,
carga baealho ; a Me. Calmnt & Companhia.
LiverpoolJO dias, barca ingleza Cruzader, de 311
toneladas, capiloThomaz Hunlcr, equipagem 15,
carga fazendas e mais gneros; a C. J. Aslley &
Companhia. *
Natos sabidos'no mesmo dia.
Buenos-Ayres por Montevideo Polaca hespanhoU
Chronometro, capilao Antonio Casis, carga ass-
car e agurdente.
FalmouthBarca porlugucza Flor daSaia, capi-
lao Jos de Azevedo Canario, carga assucar.
CotinguibaSumaca brasileira Flor do^Angelim.ca-
pilo Bernardo de Souza, caiga varios gneros.
Passageiros, o Dr. Lourencn Jos d Silva Santia-
go e sua familia, Ignacio Jos t.onrenco de Olivei-
ra e Joaquim Lelle da Custa Belem.

1 dito dita; a Me. Ulmonl 4 Companhia:
1 cana dita ; a lloslron Rooker & Companhia.
I dita com 1 apparelho ; a A. P. Yonle.
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de1~85l, 'enleipenle habeliladas.
e son as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataco,.
comparecam na sala das sessoes da mesma junta
no dia cima declarado,' pelo mcio dia, competen-
temente habililadas.
E para constar se mandou afiliar o prsente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bucp, 17 de dezembro de 1853. O secretario, en-
tonto Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para d arremataco.
1.a As obras do melhoramento do rio de Goianna
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo, plan-
las e per lis, apprnvados pela directora em couselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presiden-
te 4a provincia, na importaucia de 50:6009000.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de Ires mezes e as concluir no de Ires anuos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei o.
286.
vamenle a praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra do acude de Paje d Flores,
avaliada em 3:1909000 rs.
A arremataco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de mao de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propoaerem a esla arremataco.
comparecam na sala das sessoes da mesma thesou-
raria 110 dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1853__O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao.
Clausula' especiaes para a arremataco.
1.a As obras deste cude sorSo feitas de confor-
midade com as plantas e orcamenlo apresentados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:1903000 rs.
2.a Estas obras deverao principiar 110 prazo de
dous mezes. e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desla arremataco ser paga
cm tres preslacoes da maneira seguinle: a pri-
meira dos dous quintos do valor total, quando liver
concluido a metale da obra ; asegunda igual a pri-
meira. depois de lavrado o termo de recebimenlo
provisorio ; a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar a
reparlirao das obras publicas com antecedencia de
'30 dias o dia Oso, em que lem de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalbar seguida-
mente durante 15 dias, alim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
trabalhos. >
5.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme*.O secretario,
Antonio Ferreira O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resolurao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, perante a mestna junla, vai nova-
mente prac* para ser arrematada a qaera por me-
nos fizer, obra do acude da povoaro de Bezer-
ros, avaliada era 3:84-19500 rs.
A arremataco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessuas que se propozerem a esla arremata-
cao, comparecam na sala das sessies da mesma jun-
ta 110 da cima declarado, pelo meio dia, compe-
3.a Durante a execucao dos trabalhos, u arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as cane-
as e barraras ou, pelo canal novo 011 pelo trilho ac-
tual do rio.
4.a O arrematante seguir na execucao das obras,
a ordem do trabalho que Ihe fe- determinada peo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a presentar no
fim do primeiro auno, ao meuos. a quarla parto das
obras prompla e oulro tanto no fim do segundo an-
EDITAES.
/
! \n* Ti '" ,' Ssdw & Companhia.
lto ditas; a L. Lecomle Ver,, & Companhia.
ez. Jos, viuda do RVre, consignada a
J. R.Lasserre4 Companhia,,manifestou 0seguinle
t8 cateas lecidos de algodao, 2 ilim, pannos ,0 ,,1
las amalla*, 3 ditas sedas. 1 harnea queijn,, 1 ra_
xa*chales de algodao, t dita lecidos de laa, Y lilas
leeiaasde laa e algodao, I dila lecidos de ca e algii-
de, .1 emhrulhos amostras ; a J. Keller \ Coru-
paahia.
t rain chapos de sol de algodao, 2 dilas marcianas
fina ; a Manoel Gnnral ves da Silva.
1 dita camas e lecidos de algodao ; a I.uiz Antonio
ae stcjoeira.
6 barricas queijos, 1 eaixo caixas para iap; 50
harria e 50 meios dilos manleiga; a ordem.
* raiiOea e 1 fardo lecidos de algodo, 4 caixas le-
eiaos de liaba e algodao, 10 dilas diales de algodo
,"**!< *' lecidos-de laa, 1 dita lecidos de seda e
abmffi"i13 ditas chales'e algodao, 3 emhrulhos amos-
tra ; a SchafBeilliii & Companhia.
3 caixas seda# 100 barris e 100 meios dilo* man-
leica. Acaixas pelles. 4 ditas meias, 5 .lilas pannos, 1
umbrtil 11 e 2 caixinhas amostras; a N. O. Ilieber &
Oaapantii*.
0 berris a 40 meios dilos manleiga ; a A. A. R.
Izaac.
3 fardos, 1 caixa cassas, 1 dila sedas, 1 embrulho
amostras; a Tima* Moosen & Vinassa.
SO barris e 50 meios dilos manleiga ; a Oliveira &
rmeos.
1 embrulho bolees domados; a J.. Piulo de Lemos
Jaaier.
1 caixa a* de seda. 2 ditas sedas, 3 ditas tecidos
de li*. 4 dita dilos de algodo, 1 dita indispensavels,
1 todo pannos, 1 dito chapeos de sol de senhora e
florea, 3 mbrulhos amostras; a Brunn Praeger &
Companhia.
35 barril e 25 meios dilos manleiga, 2 caixas ie<--
E para constar so mandou afiliar o prsenle
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Awiunciairao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1.a As obras deste acude, seraoTcilasd'e.xfOnfor-
midade com a planta o orcamenth. approvsdos pe-
la drecloria em conselho, e appresentados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente, importando em
3:t4500 rs.
2.a O arrematante dar romeen as obras no pra-
zo de 30 dias e terminara no de seis'mezes, conta-
dos segundo o art. 3t da lei n. 286.
3.a O pagamento da iroporUincia da arremataco*
ser dividido em Ires partes, si-ndn urna do valor de
dons quintos, quando houver feilo metade fla obra,
outra igual a primeira quando entregar provisoria-'
mente, e a terceira, de um quinto, depois de um
anuo, na occasiaa da enlrega definiliva.
4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
uas presentes clausulas, ses:uir-se-ha o que deter-
mina a lei n. 286.Conforme. (I secretario.
Antonio Ferri'lra WAnnunciacno.
O Illm. Sr. inspeclor d.a Ihesouraria provincia
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qus no dia 23.de
fevereiro prximo vindouro. vai novamenle a praca
para ser, ai rematada. a quem por menos lizer, a obra
dos concertos da cadeia da villa de Garaohuns, ava-
liada em 2:2499210 rs. A arremalacao ser feita na
Para as escolas de primeira' tetlrasdn segundo bu-
lalhiio de infantaria e guari de aililliaiiaatW.
Papel almarn. resmas; 21, papel de peso, ramas,
5, peonas do g'anco 1,025, tinta prela para escrever,
garrafas 13, tabeadas 70, rea pretil un escripia,
garrafal, apis 120, tiuleiros 16. arie^ps II, cai-
vetes 8, pedras de lonsa 30, crees para as mesmas
110, cartas do a be 70, cathecismos -'f-grnminalicas
portuguezas 20, pedras para amolar caivetes2, Iras-
lados de linhas reclase curvas 20, dilos de "bastardo
20, dilos debastardinho 10, ditos de cursivo 10.
Para as piaras do segundo batalliao de infantaria.
Bonetes 53, chouricas de laa branca, pares 90,
grvalas de sola de lustre 10, esleirs 53, spalos,
pares, 53.
Para a companhia de artfices.
Chouricas de laa encarnadas, pares 70.
Para o oilaco batallio de infantaria estacionado
na piocincia das Alngous.
Boneles 337, panno verde escaro entrefino para
337 sobrerasacas. 50 frdelas e 337 calcas, covados
1,603, holanda de forro, covados 1,425, brimjiso
para 377 frdelas c 4l0calcas, varas 1,993, algodo-
zinho para 4l0camisas. varas 1,025, hnloes braucos
de osso, grosas 25, ditos prclos de dilo, grosa9 10,
clcheles prelos, pares 387, mantas de la 50, pares
de -palos 416, esleirs 410, cordita de laa preln. va-
ras 2.485, por lislras de couro de luslre em 112 bo-
netes que as lem de panno verde.
Para o nono batalhao de infantaria de linha.
Brim braneo liso, varas 1,095, algodao/.inho para
438 camisas, varas 1,095, holes brancos de osso,
grosas 28, esleirs 438, sapatos, pares 439.
Para o hospital regimental.
1 rorlialer de exploraran I, caia rom 8 lancetas 1,
dila com ferro para evalso dos denles 1, dita com
ventosas de bomba 4.
Para prorimento dos armazen* do arsenal.
Pennas de ganen 800, Una prela, para escrever,
garrafas 40, obrea, macos 40.
Para o meio batalhao do Cear.
Dneles 188. As pessoas a'quem convier vender
lacs objeclos, apreseulem suas propostas em carta
fechada, na secretaria do conselho administrativo, as
10 horas do dia 19 do correnle mez. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra 12 de Janeiro de 1854.Jos de Brilo
Ingle:, coronel, presidente.Bernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal e secretario.
Real companhia de paquetes inglez es
a' vapor.
No da 21 desle mez
espera-se do sul o va-
por-Tames, comman-
inle Slrult, o qual
depois da demora do
rostume,seguir.para a Europa: para passageiros
Irala-se com Adamson Howie & Companhia, agentes
da mesma ; na ra do Trapiche Novo n. 42.
Companhia de Liverpool.
_}, No dia 17, espera-se do sul o vapor Lnsi-
"fis* lana, commandante James Brovvn : depois
da demora do cosame seguir para a Europa. A-
genria em casa de Deane Yonle c\ Companhia, ra
da Cadeia Velha n. 52.
O Sr. director do lycen desta cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo lyceu
arham-se aberlas do dia 15 al o fim do correnle.
e no dia 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
os trabalhos. Uirecloria do lyceu 10 de Janeiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
Paquetes france/es a vapor, entre Marse-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
L'.lcenir, destinado
a sahir de Marselha
para a Baha e Rio de
Janeiro,espera-se ues-
te porto.
Passagem para o Rio de Janeiro, cmara de r
200 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara de re 100 francos,
cmara de proa 75 francos.
A comida e os vinhos eslao comprehenddos nes-
l'es preros.
Quem pretender dfrija-se ao escriptorio de N. O.
Bieher & Ca roa da Cruz n. 4.
Para conhecimento de quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da eslaco do Cupe,
foi rernetlida a esta reparlirao una jangada de pes-
cara que all fura tomada a uns individuos suspei-
'.os ; prevenindo-se qoe de hoje u 30 diasj nao appa-
recendo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marirdia, para salisfazer-se as despezas
que se I1011 verem feito. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretario./ Sitas. *
O arsenal de marinha a I mi lie os operarios se-
gundes : Para a officina de carpinleiros, dous apren-
dizes de sexta classe. dous ditos de stima dila ; para
a decarpinas, dous mancebos de terceira classe, .Idi-
tos de quarla dita, dous aprendizes de quinta dila. e
um dilo de derima dita ; para a de calafates, urfi
mancebo de terceira classe e 11maprcndiz.de decima
dita ; para a de polieiros, quatro aprendizes de nona
classe : para a de pedreros, um aprendiz de sclima
classe, e yinle e dous serventes livres. Secretaria da
inspcrcao'do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrnzioda Conceirao l'udilka.
O Illm. Sr. capilo do porto, para tornar effec-
tivasasdsposicoes do regulamenlo das capitanas dos
porlos, mandado por em eiecuc.ao pelo decreto im-
perial de 19 de malo de 1816, manda, para conheci-
mento dos interessados, publicar os arligos seguiutes
do mesmo regulamenlo. ,
Otrl. 11. Ninguem podcni dentro do I it toral do por-
to, ou seja 11a parle reservada para logradouro pu-
blico, ou -leja na parte que qualquer tenha aforado,
construir emba cacao de coberta, ou fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da licenra da
respectiva cmara municipal, oblcnha a do capilo
do jKtrto, o qual a nao dar sem ter examinado se pe-
der ou nao resultar dahi algum damno ao porto.
Arl. 13. Ninguem. poder fazer aterros ou obras
no Illora 1 do purlo.ou ros navegaveis.sem queleuha
oblido licenra da cantara municipal, e pela capilania
do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam a bem estado do porto.
ou rios, anda mesmo os estabefecimenlos nacioiiaes
da marinha de guerra o os logradouros pblicos, sob
pena dedemolico das obras, e mulla almda indem-
nsaeao do damno que liver causado.-
Art. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlilharia. amarras ou
oulros quarsquer objeclos que einbaracem o transito
e servid publica, anda que tcnha licenra da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenca o capitn do porlo sem
prejuizo da sobredita -en idao. s se poder fazer da
hlenle da preanvar das aguas vivas pai cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrados a fazer escavar qualquer arca, que se acu-
mule cm delrimenlu do porto. .
Secretaria- da capilania do porlo de Pernambuco 3
e' de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
assisnaluras desle Diario, de pessoas de oulras pro-
vincias, queiram manda-las rectificar,para nao haver
inlerruprao na remessa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000.-5000 de rs.
Segunda leira 10 do corrente deve
cliegar do Sul o vapor Liizitana, conduc-
tor da lista da lotera 6. do Estado Sani-
tario, cujos bilhetes achum-se a venda.
Marcolino de Borja Geraldes faz c-
ente que, oSr. Manoel Lopes Rodrigues
(uimares deixou desercaixefro da sua
casa desde|odia 12 do correnle.
O anniinciaute que procura a Cy-
iriano Antonio de Audrade tem de acha-
0 na ra Nova n. 18, loja de alfaiale.
Antonio Pereira Viann, subdito portugaez,
vai a Baha Iralar de seus negocios.'
Aluga-se urna canoa que pegue em 1,200 a
1,500 lijlos, e que esleja em bom estado, com ca-
noero ou sem elle: quera liver pode dirigir-se a ra
dos Quarleis n. 18, que achar com quem tratar.
Na ra das I.arangeiras n. 22, loja. toma-se
cunta de roupa para lavar e engommar. por preco
coramodo.
Precisa-se de um bom feitor : no sitio da Ca-
pella da Casa Forle.
D-se a premio a quanlia de 2:0005000 rs. so-
bre hypolheca em bens de raiz nesla praca, pelo
lempo de um anno : quem precisar annuncie.
No dia 9 de Janeiro correte ausentou-se da
ra Direita, sobrado n. 64, segundo andar, o prelo
velho de nome Benedicto, de estatura regular, cheio
do eorpo, moco, e com a falta trmula ; levou ni-
camente camisa de algodao, calca de casemira ama-
relia, cor de laranja.j velha.e chapeo de pello bran-
co tamhem bastante velho. Esle negro gosla de Ira-
balhar em silio, e de tirar ostras c guaiamuns para
as partes de Campo Grande : quem o apprehender,
lev e-o a referida casa cima, que ser recompen-
sado.
O proprietario do silio Slaroim, cm Po-ama-
rello, faz publico, que nao antorisou a professorado
collegoda Soledade para Iralar negocio algum com
quem quizesse soltar gado em sua propriedade, pelo
que Tirar de nenhum eOeilc* qualquer negocio que
com ella houverem de fazer, nao s sobre este, como
sobre qualquer objecto; o que se faz, publico por ter
apparecido no Diario de Pernambuco de 9, 10 e II
um ununcin esle respeilo.
Francisco Carneiro Machado Rios.
Offerecc-se urna criada brauca para casa de ho-
rnera solleir, a qual engomma e administra, e faz
oulros serviros que nao forem pesados, preferlndo-se
eslrangeiroj dirija-se ponte de licba, casa do Sr.
Johnston.
Precisa-se de um amassador : na ra larga do
Rosario, padaria 11.48.
Ofiercce-se para criar, urna ama deleite, parda,
muilo moca, c casada : quem pretender, dirija-se
ra da Cruz n. 34.
wm*m* \mm*,
. AO PUBLICO.
O abaixo assignado pharmaceu-
tico approvado pela 'aculdade de
medecina do Rio de Janeiro, ten-
do comprado a botica da rita No-
va desta cidade n. 55, que foi do
tinado Joaquim Jos Pinto Gtti-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pharinaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer-
reira, faz publico a seus fregiie-
zes e a quem convier, que nella
o acbarao sempre prompto a qual-
quer hora para aviar toda e qual-
quer receita, para dentro, ou f-
ra da cidade, com a maior preste-
za e iidelidade, por acbar-se or-
tido das melhores e mais recentes
drogas ltimamente chegada.*.
Jos da Qruz Santos-
AVISOS martimos.
no, e fallando k qualquer dessas cnndicOes pagar forn.-a dos arligos 24 o 27 da lei provincial 11. 286
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da proviucia, manda fazer publico, que no
dia 26 de Janeiro prozimo vindouro, vai novamenle
a praca, perante a junla da fazenda da mesma the-
souraria, para serem arrematados a quem por menos
fizer, os Irabalhos da ronservarao da eslrada da
Victoria, avahados em 5:5173600.
A arremalacao ser feila |n>r lempo de um anno, a
conlar do dia em que o .irremalaulp 1
da eslrada, e sob as condices ahaivo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataco,
comparecam na sala dassessOes da mesma junta, no
da cima declarado, pelo meio da, competente-
mente haheliladas. .
E para constar se mandou aflUar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
nnen 7 de dezembro de 1853. O secretario, A.
ferreira a"Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
'' 'j8'rabalhos da conservaeflo permanenled es-
Irada da Victoria seriio execulados de conformidade
com o oreamento approvado pela drecloria cm con-
selho, e apresentado a approvacao do Eim. Sr. pre-
sidente >la provincia, pelo lempo de um anno, e na
importancia de 5:5t736a*L
%* O mmenlo dTimporlancia d'arremataco
sera dividido em prestaera; mensaes de urna duod-
cima parle, a vista do certificado passado pela d-
recloria das obras publicas.
3. Para ludo o que nao esliver determinado as
presentes clausulas e.no nreamcnlo, seguir-se-ha o
que dispoe a le provincial n.286.Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolurao d junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no da 26 de Janei-
ro prozimo vindoaro.vSo novamenle a praca para se-
rem arrematadas a quem por menos fizer[ as obras
urna multa de 1:11:111.711:111.
Conforme. O secretario
d' Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Etm.aSr. presi-
dente da provincia de 27 do correnle, manda fazer
publico, que nos dias 17,18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranle a junta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Taiiuuiubo
em que o arremtame lomar con la '""una, avahada em J:(H)2M2I rs.
A arremataco sera feila na forma dos arls. 24 e 1
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e 1
soh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junla,nos
dias cima declarados pelo meio dia, coni|ieleiite-
raenle habilitadas.
E para constar se mandou aflk.ir o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihosouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para arreinataco.
1 .a As obras dos reparos a fazer-se no lugar do
Tanquinho na cidade de Goianna, sero executa-
das de conformidade com o orcamenlo nesla d..i
apresentado i approvacao do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia de res 4:0029320.
2.a No prazo de 30 dias serao principiadas as
obras, e concluidas no deseis mezes contados segun-
do o regulamenlo.
' 3.a A importancia desla arremalacao ser paga
na forma do regulamenlo n. 286.
4." Para ludo mais que nito esliver determinado
uas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
.. cial. em cumprimento da resolurao da junla, manda
necessarias a fazer-se junio ao acude de Caruar, fazer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin-
avaliadas em 1:9809000 rs. douru, vai novamenle i praca para ser arrematada
de 17 de maio do 1851, e sob as clausulas especiaes
Antonio Ferreira abaixo. copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sesses da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mndiva affixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernani-
1.1 cidade de | buco 30 de dezembro de '1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiaciio.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1.a Os concertos da cadeia da villa de t.aranhuns,
far-se-hao de conformidade com o oreamento appro-
vado pela drecloria en conselho, e* apresenlado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, na imporlaucla
de 2:2499280 rs.
2.a O arrematante dai-i principio asobras no pra-
zo de dous mezes, e dever conclu-las no de seis
mezes. ambos contados na forma do arliso 31 da lei
n. 286.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
e que Ihe for determinado pelo respeclivo engenhei-
ro. uao- s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico Indas as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremataco,
lera limar em tres preslacoes suaes ; a I.a, depois
de feila a metade da obra ; a 2.", depois da enlrega
provisoria ; e a 3.a, na eulrega definitiva.
5.' O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6.a Para ludo o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no orcamenlo, scauir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Para o Rio de Janeiro vai sahir com
a maior brevidade possivel-o lindo e vel-
leiro patacho nacional Bbtn Jess do
qual he capitao Manoel Joaquim Lobato :
quem no"mesino quizer corregarou ir de
passagem e embarcar escravos a lele,
d irija-se ao capitao, na praca do commer-
cio, 011 a \uvaes& Companhia : na ra do
Trapiche n. ~\A, primeiro andar.
Para a Babia seguir breve a escuna nacional
Titania, capilo Amonio Francisco Kibeiro Padilha:
para carga e passageiros, Irala-se com os consignata-
rios Antonio de lmeida (jomes & Companhia, na
na da Cadeia do Reeife n. 47, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade 3 escuna Sociedade Feliz,
capilo Joaquim Antonio tioncalves Sanios, recebe
carga a frele e escravos. a Iralar com Caetann Cyria-
co da C. II. ao lado do CorpoSanto, loja as massames
1. 25, ou com o capilo.
Para Lisboa a barca porlugneza (iralidao pre-
tende sahir com brevidade: quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem acetados
commodos, enlenda-se com os consignatarios P. de
Aquiuo l-'ouseca \ FII10, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilo ra praca.
Ceara', Maranhao e Para'.
Seguo empoucos dias o brigue escuna Laura, por
ter a maior parte dacarga prompla : o reslanle e
passageiros, para os quaes offcrer.e ptimo commodo,
Irala-se com o consignatario Jos ttaplisla da Fon-
sera Jnior, na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
Para a Baha sabe na prsenle semana a escuna
nacional Tamegn, so recebe cama niiuda, e para a
qual Irala-se com os colisignalarlos Nova* Com-
panhia, na ra do Trapicho 11. 34, primeiro andar.
Para a cidade do Porto segu viagem em pon-
eos dias, o bergantilm pnrlugaez .N\ Manoel I, ca-
pilo Jos Francisco Carneiro ; lem xcellcnlos
commodos para passageiros : quem nellc quizer ir
de passagem, dirija-se ao capilao ou a seu consigna-
tario.
O ahaixo assignado sappoe nada .lever a pes-
soa alsuma, entretanto quem se jutgar seu credor,
aprsenle suas conlas ate odia 30 do correnle, assim
como adverle a ludas as pessoas que t verem penhores
na mito do abaixo assignado os vir tirar at o mencio-
nado da 30, do cnnlrano sero vendidos pera o seu
pagamento.Luiz Thvm Conzaga Jnior.
Jos Antonio da Conha & IrmSos mbarcam
para o Rio de Janeiro, a chamado do sea senhor o
Dr. Jos Joaquim tiuimnrSes, o escravo Isaac, cri-
oulo.
Alusta-sc um mnleque de 17 annos, para servi-
do de casa : na ra de S. (ioncalo n. 12.
Perdeu-so um recibo passado pelo finado Jo3o
d: Alloman Cistteiro da quanlia de 120$330 rs.. im-
porte de urna le ra que recebeu. para maridar cobrar
de Bazilio liomes Pereira, sacada por Francisco Ma-
noel de Freilas, e aceila pelo mesmo BWlo : quem
a achou, qnerendo entregar, dirifn-se i roa do Cal-
deireiro n. 94, que ser recompensado, pois ha pro-
vas sufficientcs.
Precisa-se de urna ama para-casa, de penca fa-
milia, que saiha bem engommar e cozi.uhar, e para
lodo o mais servico : quemfjrelender, dirija-se a So-
ledade. casa terrea 11. 44, defronte da padaria 11. II.
Precisa-se de urna ama. que saiba coziuhar e
fazer lodo o mais servico de urna casa ; no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Pegou-se urna muala que diz chamar-se Hay-
muuda, meia estatura, clieia do carpo, e clara, ca-
bello corrido: quem for seu senhor, ditija-sea ra
do Joan da Bolla, casa do capilao de campo ola-
noel Feliciano do Nascimenlo.
Precisa-se de urna ama para casn de homem
solleiro. que saiba cuzinhar e eggomiciar. e pagu-se
bem : quem quizer annuncie.
Perdeu-se a 7 do corrente. desde ,a rus do Ca-
bug em seguimento al a Boa-Vista, urna pulseira
de cornalinas encarnadas, enfiadas em ouro, lendo
junto ao feixo duas cornalinas pendnraclas: quem a
liver adiado e quizer levar ra Nova a.. 60, segun-
do aadar, sera recompensado.
O abaixo assisnado mndou sua aula de primei-
ras lettras para o largo do Terco n. 26, ahi soofTe-
rece para o ensino da nstrocrAo primaria aos pas de
familia que quizeremlhe confiar a eduearao de seus
filhos. Recebe lambein pensionistas e meios pensio-
nistas, medanle urna paga razoavel. prometiendo es-
forcar-se qoanto em si couber, afim. de bem desem-
penhar lao ardua misso.
Simplicio da C.'uz Ribeiro
Precisa-se aluzar inensalmenle um prelo fiel e
robusto para o servico de armazem : quem liver, di-
rija-se fabrica de vinagre, na ron Imperial.
O Dr. Joaquim de Oliveira o Souza ensina a
Iraduzir, fallar e escrever a I inzu; franceza : na ra
do Arago n. 4-
Arreada-se um engenho d'a za, situado a una
legua e meia desla cidade. com p< irlo de embarque e
proporcocs para safrejar 1,500 p es annuaes, lendo
alm disto excedentes haxas para capim, boa borla,
ptima casa de \ venda, e lodas as mais obras e offl-
cinas de alveuaria e em perfeilo estado de conserva-
Co ; nogocia-se lamhem a safra pendente, alguns
bois e \arcas, quarlns, canas e < arrojas, tudo novo,
ou em bom uso : os prclendciit es dirijam-se ao Sr.
lznacio Francisco Cabral t'.anl.-v.iil.

CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPATHICO.
Ji. II Ra das Cruzes N. II
Consultas Indos os dias- desde as 8 horas
da manbaa al as 2 horas da tarde.
Visitas aos domicilios das 2 horas em
dianle.
as molestias agudas c-graves as visitas
sern feitas a qualquer hora do dia ou da
uoile.
' As senhoras d parto, principalmente,
I seriio sorrorrdas com religiosa promp-
lido.
I Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
LEILOES
Dinbeiro.
No pateo do Carmo n. 17, se dir quem d dinhei-
ro a juros,com penhores de ouro.
Furlaram no dia 10 do correnle mez nm caval-
lo bastante apparelhado e com frente aliena, quatro
pes calcados, nm pequeo achaque na mito direita, a
cabera acarneirada, urna tomadura de sellmno lom-
bo : rega-sn a lodas as autoridades pnliciaes que o
Bichas.
Alugam-seevndem-se bichas: na praja da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
__I), Clea Francisca da Silva Coulnho participa
aos senhorespats de familias, e principalmeule aos
desuas alumnas, que no dia 12 do correnle princi-
pian! os Irabalhos de sua anla particular, na ra Di-
reita, sobrado numero 43, segando andar. A n-
nuncianle acha-se habilitada com a licenca do Exm.
Sr. presidente da provincia, em conformidade com
o disposto no arligo 38 do regulamenlo provincial de
12 de maio de 1851. Recebe alumnas pensionistas,
e meias pensionistas, e o ensino de sua aula consta de
seguinle : lr, escrpver, contar, grammaliea nacio-
nal, arilhmelira, douirina christaa, labyrinthar, eo-
zer, marcar, e bordar de differenles modos, msica o
fazer flores. Protesta ans senhores pais de familias
que se quizerem utilizar de sea presumo, qae em-
prear todos os meios que eMiverem ao seu alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao
se Mirlar a Irabalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
LOTERIA DA IRMANDADE DO L1VRA-
MENTO.
Sabbado, 14 do corrente, as horas do
costume, andam infallivelmente as rodas
desta lotera no consistorio da mesma
igreja. O thesoureiro assevera ao respei-
tavel publico que, tiesta vez nao hatera'
transferencia ainda que restem bilhetes
por vender-se; o pequeo numero que
existe esta' a venda nos lugares do cost-
me. O thesoureiro, Joao Domingues da
Silva.
Terca-feira 10 do correnle. pelas7 horas da ma-
nila, sahindo um mualo de nome Joo do abaixo
assignado, para comprar pao e outros objeclos para
casa, como tiuha de cosime, comprou os que ficavam
mais perlo e trooxe-os para casa, e indo depois bus-
car o pao, em urna padaria no pateo da Sauta-Cruz,
nao vallen mais al agora, dizendo o padeiro que l
nao fora. Era de muilo boa conducta, sem viejo al-
gum, e ponco conhecimento linha desla praca, por
qoe liapouco lempo veiodo Apiidi.serlodoRioGraii-
dedoN'orlc.donde lie rilho.ehaviasidocompradoaMa-
noeljoaquim Pascoal Ramos. Su ppoe-se qne ser sido
seduzido e furlado, por que he muito simples, e um
pouco aloleimado ; reprsenla ler 18 anuos pouen
mais ou menos, cheio do corno, estatura ordinaria,
rosto redondo, inleiramenle imberbe, olhos pequeos
e vivos, testa pequea, a qual franze muilo quando
olha orisonlalmenle, cabellos carapinhos, bocea pe-
quea e bons denles, sem serem limados, e ps gran-
des; lcrou veslidc camisa de algodo riscado, com
urna 011 duas pregas largas no peilo, calca de brim
(raneado d'algodo azul, e chapeo de massa branco,
de abas largas: gralifica-se bem a quem descobrir.
('. us taco Jos do Reg.
Tia estrada de J0S0 de Barros, desde o sirio do
Sr. Braga al o do Sr. Azevedo, perdeu-ae ama caixa
de tabaco de lartaruga redonda, lendo sobre a lampa
urna pequea chapa de ouro, tambem redonda, com
as iniciaes J. B. V. tem ama pequea falha
no fundo, de urna queda que levou: roga-se a quem
a achou entregue noalerroda Boa-Vista, cm casado
desembarsador Bernardo Rebollo da Silva Pereira,
que sera* gratificado.
O collegio S. Francisco Xavier, erecto na
Capunga.
Termo de exame.Aos 16 dias do mez de dezem-
bro de 1853, em presenta do Hlm. Sr. Dr. Loorenn>
Trigo de Loureiro, como presidente, sendo examina-
dores os Illms. Srs.-nrores.sor publico da freguezi de
Sanio Antonio, Miguel Archanjo Mindello, e o pro-
fessor parlc'ular Jos Duarle Clislo. procedeo-se ao
exame dos alumnos Joaquim Ricardo Monleiro de
Paiva e tuiz de Hollanda Cavalcanti de Albaqoer-
que, os quaes sahiram approvado plenamente, lan-
do respondido satisfactoriamente s materias do se-
gundo grao ; pelo qoe podem gozar da rnedalha cor-
respondente, concedida pelo despacho do Exm^pre-
sidute desta provincia em 7 de onlubro de 1851, e
para constar assianamnso presente. Dr. Loorenrii
Trigo de Eoiireiro, Mizuel Archanjo Mindello. Jos
Duarle Calislo e Francisco de Freilas fjambos, direc-
tor. Com efieito. ns examinandos brilharam sobre
adiar a circumferencia, superficie c solidez da es-
phera porqualquer apotema;medifo de paralle-
ogramos, provd pela divisitn em tringulos, e ad-
disn das superficies deste*, clculos de regra urea,
operacoes de complexos, qur por fraccoes ordina-
rias, qur por decimaes, qur por partes alicotas, etc.
etc. O collegio se abri no dia 9 de Janeiro para re-
ceber alumnos internos c externos.O Urector.
ANTIGU1DADE E SUPERIORIADE
DA
SALSAARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARIUL1IA DE SAPiS.
Attencao'
A SALSA PARRII.HA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e tem constantemente mantido a sua re-
putaeo sem necessidade de recorrer a pomposos
annoncios, de que a% prcparacOes de merilo podem
dispensar-so. O successo do Dr. BRtiTOL lem
provocado infinitas ovejas, e, entre oulras. as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e pfbprielaftta da salsa parrilha conhecid* pelo no-
me de Sands.
Estes senhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha d Brislol, e como nao o podessem obter, fa-
briraram urna imilacao de Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. I. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia.20 de abril de 1812,'
e qoe se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Em todow) auno passado temos vendido guanli-
dailes consmeraveis do exlraclo de Salsa parrilha dr
Vmc. e pelo qneonvimos dizerde suas virtudes
quelles que a le*m usado, julgamos qne a venda da
dita medicina se augmentar muilissimo. Se Vmc.
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos resultara muita vanlagem, "tanto a nos como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vmc. nos responda
sobro esle assumplo. e se Vmc. vier a esla cidade
daqui a um mez, 011 cousa seznelhante, leriamos
muito prazer ra o verem nossa bolica, ra d Ful-
lon, n.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assianados) A. R. D. SaDS.
COXCLUSAO'.
1. A anlignidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
eque a de Sands s npparccenfem 1842, poca oa
qual este droeuista nao pode obter a agencia do Dr.
Brislol.
2. A superoridade da salsa parrilha de Brislnl
he incontestavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna poreao de oulras pre-
paraees, ella tem mantido a-sua reputacao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o oso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas*
pela impureza do sanzue, e o bom xito oblido nes-
la corte pelo Illm. *r. Dr. Sigaud; presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixolo oni sua clnica, c rm sn
afamada casa de saude na tiamba, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios mi Iros mdicos, permillem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes efficazes da salsa par-
rilha de Brislol vende-s'e a jsjOOO o vidro.
O deposito desla salsa modou-se para a bolica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
BOB 1.AFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos huspilaes recommendam o arrobe
Laffecleuv. como sendo o nico autorisa'ilo pelo go-
verno e pela Reat Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, esl em uso na marinha real desde mais
de 60 linios; cura radicalmente em ponco lempo,
com ponen despeza. sem mercurio, as aflecroes da
pello, mpingens, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convra aos
calharros, da bexiga, as contaceoes, e fraqneza
dos orgos, precedida do abuso das ingeccoes ou de
sondas. Como anti-sv pbilitico, o arrobe cara em
ponco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, qne vol-
vem incessantes sem consecuencia do emprego da co-
paiba, da cobeha, ou das injerc/Jos qne represen-
lam o virus sem neutralisa-16. O arrobe l.afiecteuv
he especialmente recommendado contra as doencas
inveteradas on rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se cm Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde arahai de cliegar urna
grande poreao de garrafas grandes e pequeas, rin-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovveau-
,y-


DEGLARA'O ES.
O conselho adminislral ivn em virlude da aulo-
risaran do'Exm. Sr, presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguiules :
O agcnlc Oliveira far leilo de nina amiarAo
nova de auiarello, loda parafusada, eiiveruisada, een-
vidracada, propria para loja do fazendas ou oulro
qualquer cstabelecimcnto, a qual se veeder por
qualquer preco, assim como cerca de 90 fguras de
pincel 11 na domadas: sabbado I i do correnle, ao
mcio illa em poni ; no armazem sito no .Ierro da
Boa-Visla 11. 3.
LEIO DEFVZEMVVS INGLEZAS.
A PRAZO DE 12 MEZES.
Barroca & Castro continuam o seu lei-
liio de fazendas, hoje, 13 do corrente, pe-
las 10 horas da munhaa^ 110 sei arma-
zem da nm da Cadeia do,-Rcl'e i. i.
AVISOS DIVERSOS.
encontrar o mandem euirelar na ra deApollo.na co- ,.affecIcnv 12 rQC Ri,,hev .-, ,,.,r|s. ()s r,irilluI,1rios
cbeira de Jos Piulo teneua, q-je serao generosa- ._..- ___*?__: ___o^
mente aral.ficadas.
Alu-.i-o' urna casa com commodos para fami-
lia, na povoaco do t^acbaiig, assim como se vende
1.1n1l1n11.se apparerer quem compre; a Iralar na ra
pireita n. 100.
Manoel Joaquim Ramos e Silva convida os
credores do Sr. Francisco Mamcde de Almeida J-
nior para apresentarem seus ttulos, ou contas do
uuc o mesmo lilamede llies he devedor, no prazo de
8 dias contados da data deste annuncin. afim de ro-
nheccr-se a quanto monta sen debito, e Iratar-seda
maneira de fazer seu pagamento.
Avisa-so pela ullima vez aos cre.lores do falle-
cido Joo Kiersheim, dono quo foi do Hotel da Barra,
de entregaren! suas contas na ra da Cruz n. 10. cer-
los de qua nao o fazendo nesles Ires dias, nao serao
mais consideradas.
dam-si ero lis era casa do senle Silva, na praca de
I). Pedro 11. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Babia, l.ima ^ limaos; em Pernam-
buco, Soum; lo de Janeiro, Knrha & Filhwj el
Moreira, loja dedrozas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magales l.eile; Rio-tirande, Francisco de Pau-
la Cont ft (..
Os raartyres pernambucanos, victimas da II-
berdade, as daas rnotaco'ei ensalada em
1710 c 1817, por nm laso pemambacaao ( o
padre Teaqnlm Da Martina.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle, (leste im-
portante c curioso Irabalho, al hoje inedilo. He a
biosraphia de lodos os pernambucanos preeminen-
tes que entraran), ou de qualquer modoso compro-
metieran! na rev olui;o dos mscales, c na da pre-
tendida repblica de 1817 escripias as aceites
Agencia de passaportes.titulos de residen- de laes homens no silencio do gabinete, por um ,.a-
Oa Srs. qne se aeham cncarregadci de pagar
ciae folhas corridas.
Claudino do Kcsv l.ima, despachante pela repar-
lirao da polica, despacha passaporlcs para dentro e
fra do imperio, lilulos de residencia para eslrangei-
ros e folhas corridas: na ra da Praia n. 5.1,primeiro
andar.
Na noile de 10 do correnle. fugio ou furlaram
do silio que flca defronle do silio do Sr. Bcnlo da
Cosa, naponlede Ucha, nm cavallo de sella, ara,
nao gordo, pequeo, e que lem andares: quem do
mesmo suuber, ou der noticias, queira avisar nos di-
lo silio, ou em Olinda, no collegio dos orplmos; li-
ca-se obrigado e pog-so qualquer despeza ou a-
chado.
dre dos nossos dias. e que ainda honlem conhecemos
lodos na conzrpzaco do oralorio de S. Filip|>e Ne-
r>, como um dos ullimos, e mais estiinavvia meni-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
deixj-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a zrandes traeos; e lerao
ellos sem duvida um grande merecimento para a
posleridade, quando os houver de julgar serene :
o desalnho do historiador.
Niio ha familia em Pernambuco a quem esle pe-
quenodicciou.irio hislorico nodiza respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso ao ulerease vi-
vamente : contem mais de 600 arligos.
Arha-se a venda no pateo do Collegio, oflieina de
encaderpaco.


4
PROSPECTO.
Obras coirpletas do virtuoso e sabio
prelado, o cardeal patriarcha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.'
Vao publicar-sa pe primeira vez as obra* cum-
lelas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal palriar-
iiii de Lisboa, Saraiva Je S. Luiz.
O editor, herdeiro dos seus manuscriplos.enlendeu
que prestara relevanle servs i lelras patria, col-
ligindo e communicaudo pete impresso os Irabalhos
deum escriplor recente, que lano nome alcancen
mereccndo-o pela caslidade e elegancia do esl\lo'
pela imporlancia dosissumptos, e pelo fervoroso cul-
to da glorias nacionaes, amor e cnidado" coostante
aa sua vida patritica einlellectual.
Mernio quando os laeos do sangue, e a gratidao e
saudade, devidas a memoria deum lio extremoso e
desvelado, o nao obngassem a empregar n'esla edi-
cAo o maior esmero, a idea .le addilar as paginas da
l.tteraturacontempornea comino vastas e inters-
sanies coropos.coes, traeadas as diversas provincias
c'^otara'"i^Sara'>arall'eesPef'r "lo,
.nrle,alrbHbh?d1 ar,'a,SaraWa ,,e S' Lui* """
enconlrn "^'"da'ned,la,e he a maior; .oulra
fm?.". '"""ada Pelas memoria da acade-
I scieucias. aqual originariamente foi des-
uada, ou corre avulsa em brochura estampadas
por ordem e a custa da dislincla corporajao, ou em-
i m vio a luz em peridicos litleiarios, cuja publica-
Cao cessou 1.a moilo. O e.litor, par a reimpressAo
e eneorporacao de todos os escriptos na collecrao das
oras completas, alcancou a prurnola acquiescencia
oa academia das ciencias, que limhrou por este mo-
flo em ajuntar as antigs una ova prova de consi-
leractopeloilluslrado socio, que .leve a honra de
ser seu vicepresidente tanto lempo.
- As obras rompalas do sabio prelado abrangem va-
nadas malerias, que porsuas especialidades podemos
reduzr a Ir classes principaes Memorias hist-
ricas e chronologicasmemorias c estado filolgi-
cose miscellaneascomposlas de noticias ecclesias-
ucas, biographiasde alguus vares nnlaveis portu-
gtiezes, e emflm de Irabalhos cerca de objeclos di-
plomticos, arcbcologicos, e de muilosouros ramos.
A publicacao principiar pelasMemoria Histri-
cascomprehendendo o primeiro volume osestudos
o ensaios sobre diferentes pontos histricos em di-
tenas pocas de Portugal. Successivamente conli-
nuarao a sahir osseguintes, sea edirao obliver a a-
ceuarao que se lisongear de merecer aos cultores
Jas tetraeglorias patrias, formando (quanlo pode
calcular-se) urna serie de onze a doze tomos de oilavo
iraucez.eOO paginas de texto cada tomo.
A MicAo r;i acompanhada de um iuizo critico,
escrtpto peloSr. L. A. Rebeilo da Silva, o de urna
concisa noticia da vida do dislinclo prelado, feila
pelo editor Antonio Correa Caldeira.
Assigna-se para a colleccao completa as loias da
viuva Berlrand e Filhos. aosMarivris; e na do Sr
Martiui Lavado, "na ra Augusta 8.
"rejo de cada volume por gs-
........imO ris-fortes.
DIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA 13 DE JANEIRO DE 1854.
Precisa-se de urna ama para lavar, engommar,
e comprar na ra, para casa de um hoinem solteiro :
ua ra da Solcdade n. 33.
Aluga-se urna ama que leuda muito bom leite,
sendo forra ou captiva, e sem lilho : quem estiver
testas circumslancias, dirija-se ao paleo do Hospital
do Panizo, sobrado n. -J6.
Os socios do gabinete porlugez de leituracm
Pernambnco, eslao obrigados a conservar em admi-
nistrado daquelle eslabeecimcnlo as pessoas mais
respeilaveis que hajam entre os'seussocio; edepois
dos acontecimenlos do patacho porlugez Arrogante
estarao nade caso os Srs. .1 oaquim Baplisla Moreira e
Miguel Jos tUves? A conserva-Ios a sociedade se
degradar e perder o respeito que merece aquella
instituicao de moralidarie e bem da humanidade.
A QUEM CONVIER.
Tiram-se passaporles,folhas corridas,litulos deresi-
dencia e escriploracao simples, com promplidao e
1 mi pe/a : nn ra do Crespo, loja de miudezas de An-
tonio Domingues Ferreira, ou na ra do Collegio,
botica n. ti, ah achar pessoa habilitada com qem
tratar, pelo mais mdico preco que oulro qualquer.
Manoel da Cosa-Barros relira-se para Lisboa e
porto do norte.
Precisa-sede urna ama que di fianra a sua con-
ducta, para lomar conta de urna casa de homem sol-
leiro estrangeiro : a quem Iho convier, dirija-se
ra Nova n. 11, primeiro andar.
RETRATOS PELO ELECTROlTPol
No aterro da Boa-Vista n. 4,
terceiro andar.
A. I.ellarle leudo de se demorar poco
lempo Desta cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico que quizer ulilisar-se de seu presumo,
de aprnveilar os poucos dia que lem de re-
sidir aqu ; os relratos serao lirados com lo-
j da a rapidez o perfeicao que se pdedesejar ;
- noeslabelecimento ha relalos a mostra para
as pessoas que quizerem examinar, e esl a-
berlo das 9 horas da manliaa at as 4 da
larde.
Avulso.
10920 B

Declara-te que o volume ou volume, que contive-
rcm oensaio sobre algn synonimos da lingua por-
hTi^-w~^,*rios-e alSuns ""> Iriba-
inos nao serao vendidos em separado.
a.S*a*ve-,se,e,nPernimbuco na livraria n. 6 e8
da praca da Independencia, sendo o pagamento
.occniiioda entrega.
AVISO AO COMMERl,
Os aba i.\ o assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos presos, nao' me-
nos de urna peca, ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajusfar : no sen arinazcm da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. ;Ros-
tron Rooker di CompanLia, nego-
ciantes ingle/.es. Qs meamos avi-
so ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja defazendas dama do'Cl-
legio e Passcio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no dePaiva e~ Manoel Jos de Si-
quena^Pitanga, para vendern
I por atacado e a retallio.
Na ra das Cruzes n. Ul, taberna doCampos
vendem-se as melhorcs e mais moderna bizas
liamburguezas, e aluga-se. lano por julo, como a
relalho, por presos razoaveis.
Prcisa-se fallar com oSr. Francisco gnacio da
tmara Pntente!; na ra da Cadeia de Santo An-
tonio u. 30, a negocio.
Jofio Josti de Car^aUo Moraes
razscienleaqneminteressar possa, que desta data
em diante, (em encarreaado da arrecadacSo e cobran-
de na casa, ao seu llllio Joao Jbs de Car\alho
Moraes Jumor, caoSr. Antonio da Costa Hibeiro e
Mello, aos quaes confero os poderes para isso neces-
Jos Teixeira Bastos comprou por con la e or-
dem lhele de n. :mi) da primeira parte da sexta loleria
a Tavordas obras da igreja de Nossa Senhorado Li-
vramento; e por conta e ordem do Sr. Francisco Tei-
xeica Bastos, o bilhele da mesma loleria de n.'3858.
Precisa-se de urna criada para o servico inter-
no de urna casa de pequea familia ; paga-se bem:
na ra de Apollo n. 20. 9
Of abaixo assignados dissolveram a sociedade
que unharn na loja de miudezas, na ron larga do Ro-
?"? ,43J,8Jqaal Ryrava sob rmn de Croz & Bislos.
desde 31 de dezerobro do anuo prximo passado, -
canrlo todo o activo e passivo da mesma a cargo le
Jos L. Cruz.Jote ourenco da Cruz, Seraphim
Alvet da Rocha Batios. r
Precisa-se de urna ama : na rna do Hospicio,
casa n, 17. r '
Hretisa-se fallar cora o Sr. Bcrnardno Nones,
da Conceicao e Costa, a negocio : na ra da Concei-
'.''10 11. 6.
Precisa-se comprar urna osera va do 18 a 20 an-
uos de idade, que saiba perfei lamente coser, engnm-
marefazerlabyrinlho, euro preto de meia idade,
que entenda de borla, e que ejam de afiancada ;on-
. duela e sem molestia: jucm os liver dirija-se ao Ho-
tel Francisco para tratar.
Precisa-se por aluguel de urna prcta eacrava que
saina1 tratar de enancas : quem a tiver e qoizer alu-
gar, dmja-se ao sobrado da ra de S. Francisco n. 8.
AVISO JURDICO.
A segunda edieco dos primeiros elemenlos para
tico do foro civifc mais bem corrigida eacrescenta-
da, nao s a respfilo do que altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, inlerloculorias e di-
bnilivas dos julgadores; obra essa lao interessanle
aos principiaules em pralica que Ibes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n.b'.eS.
Traspassa-e b arrendameiilo da loja e primeiro
andar do obrado da ra do Collegio n. 18 : tra-
la-sena ra do Queimado, loja do sobrado amarello
n. 29.
Precisa-se de umcuzinheiro forro ou captivo, e
tambera urna prela para engommar, e para o servico
interno de urna casa; dirija-se i ra do Trapiche n. 8.
Pommatean, no aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
sa aosamaulcsde cachimbo, que recebeu ltimamen-
te fumo novo da primeira qualidade, e que lambem
lem por vender cachimbos ATTENCAO, L'MCO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
1 aulo Gaignou, dentista recebeu agua denli-
rnce do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
llmr que lem apparecido, ( e tem muito elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cbeirosae preservar da dores de dente: tira o
gosto dcsagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas gotas desta n um copo d'agua sao suiucien-
les; lambem se achara p dentifricc excellente para
a conservacao dos denles : na ra larga do Rosario
o. 00, segundo andar.
Lava-se c engomma-se com perfeico por pre-
50 commodo : as Cinco Pona 11. 43.
Na ra Direila n. 5.1, precisa-se de urna ama
que saiba cozinbar. preferindo-se de meia idade.
Aluga-se um bom sitio no lugar do Cordeiro, i
margena do Capibaribe, com boa casa d viveuda,
estribara para 3 cavallos, casas para prelos e eilor,
pomar e jai il un, awiui como baixas para capira : na
ra do yueimado n. 30. ou no armazem de Barroca
& Castro, na roa da Cadeia n. 4.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da ilruminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
. Compra-se nm pao para rede cora sua comoc-,
ente serpentina, nova ou mesmo usada, em bom es-
tado ; quem liver, e querendo destazer-se desse ob-
jeclo, dinja-se ra de Horla n. 90, ou aunuocie
para ser procurado.
Compra-se o Jornal do Commercio de 4 de ju-
nno, e os supplementos de8 e 10 do raesmo mez, do
aiuio passado: quera tiver, dirija-se roa do Crespo,
lo|a n. 16. r
VENDAS
l'iujj^idas baratissimas, na nova roja da
rna do Crespo 11. 14, de ias & Lomos.
Corles de chitas fraucezas muito finas de lodas as
cores, de l^ovados cada corle, com una pequea
lislra ao lado, fazenda do ultimo gosto a 2J00 o cor-
te; dilos de pjdroes miudinhos, razenda muito lina,
cmn 13covadis_ a 2-300 o corle, ditos de cassa com
ramagem, de cor, fazenda de muito bom gusto, a 29
cada corte, cassas francezas escuras, cor muito lixa,
a 320 rs. a vara, rhilas escuras, core fixas, de diver-
sos padrees alliOrs. ocovado, algndao enlrancado
mesetado, rcuito encorpado, fazenda de urna s cor,
prapria parao ervico decampo, a 180 rs. ocovado;
brim enlrancado de lindo lodo amarello, proprio pa-
ra calca e palitos a 480 rs. o covado; dito de cor, fa-
zenda moito superior da puro linhn e riqUissimos
aoslos a 1*600 a vara; cobertores de algodao lodos
brancos. da fabrica de Todos os Sanios da Bahia, a
CIO rs. cada um; mcias de alzodilo crua, muito en-
cornadas, a 240 rs. o par; alpacas pretas e de core
muito tinas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
1SH0O. 29100, 29800 e :R}200 ocovado: assim como
minias nutra fazendas por baixos precos, de tildse
dao amostras, deixando seus competentes penhores.
Com pequeo toque de avaria a 2,s, 2,s"100
e 5^000!
Na loja da rna do Queimado n. 17, ao pe da boti-
ca vende-se madapoln com um pequeo loque de
avaria a 29. 29100 e a 39OOO, sendo fazenda fina,
lencos de seda da cores pelo diminuto preco de 19
cada um, e oulras fazenda por prejo mais barato
do que em oulra parle.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barr com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o mais superior que lia e por mdico precoi
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Vinlio Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, roa da Cruz 11. 10,
teceberam ullimamenle St. Julicn e M. margol, em
caiias de urna dnzia, que se recommendam porsuas
boas qualidades.
Vende-se urna propriedade de Ierras junto a
ponte dos Remedios : quem pretender, falle a I.r.iz
-.arlos da Costa Campello, no mesmo lugar, ou com
Manoel Antonio de Jess nesla praca, ra dosOuar-
lei n. 18. r *
Madama Roufier, modista franceza,
rna Nova, n. 58,
lem achirara de annunciar ao respeitavel publico,
qne acaba de receber de Franca um lindo sortimeuto
de chapeos de seda do nllimo gosto, manteletes pre-
los e de cores, romeiras de cainbraia com mansas
bordadas, preparadas para veslir-se por baixo de pa-
lilo, chales prelos, camisinhas para senhora, man-
gnos bordados, mantas pretas de seda a imitacao de
blonde, vestuarios de seda para meninas, ditos* para
meninos, espartilhos, Ieques, grosdenaples preto
muito fino, setim maco prelo, chamalole preloeu-
tremeio bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
les de babado de vestidos de diverso desenhos, um
sorlimeoto de plomas para chapeos e loucado vesti-
dos de blonde para noivas, dores de larangeira, ca-
pellas muito finas, ricos chapeos de feltro para mon-
tana, chapeos de pallia da Italia muito finos, lindos
chapeosinhos de seda para meninas, lencos de mo,
lencinhos de seda para pescoco de senhor, bicos de
blonde verdadeiros, e de ditlerenles larguras ; na
mesma casa fazem-se vestidos de baile e casamenlo.
enfeiles para cabera, chapeos, e em geral as modas
com-mais perfeioao de que nunca, e prejo muilo ba-
rato.
AO- PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um" completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
eOe, como a retalbo, affancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se .de combinaco com a
maior parte das casas cmmerciaes
nglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
setts patricios, e ao publico, em ge-
ral, para'que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz aos Santos & Rolim.
jr O collegio Santo Alfonso principia os seu Ira-
balhos no dia 9 do corrente : nelle ainda podem ser
admlidos alguos pensionistas e meios peosioDilas.
cl. ,, ALIABA.'.
saino a luz a folhinba de algibeira,
contendo alera do kalendario o regla-
mento dos emolumentos .parocliiae, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, ale'm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalbo
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um moleqoe bora canoeiro: quem
pretender, dinja-se/a Kra de Porlas, no eslaleiro de
Thomaz Jos da Nev.
A ,600o par.
; JJS"0*8 lle lus,re P8 ''oniem, obra muilo boa. a
*>bO01?, o par : no alerro da Boa-Vista, loja de cal-
?ado n. 8, junto ao jelleiro. '
A 800 rs. .320.
Frascos grande com agua de Colonia, a 800 rs., e
jabonetes de amendoa, a 320 r* no aterro da Boa-
I Mu lia OB* t *
A 2,800 para acabar. .
Borzegnins gapiados para senhora. a 29800 rs. o
leiro n da Boa"VisU'1Ja 58.Juuto aosel-
nnT. V^Dfrte um,P'aD0 ">eio uso, aolor inglez:
no aterro da Boa-Vistan. 34, segundo andar.
A compra be boa.
Vende-se a laberna, sita no becco da Lingoela, n.
3, com poucos fundse bem afreguezada para o mar,
mallo e Ierra, para liquidac.au da mesma ; e se faz
lodo negocio ora o comprador.
Vendem-se 9 pipas ferradas, promplas pira
azeile : admite da fabrica de vinagre u. 17.
Barricas vastas.
Vendem-se 400 barricas vasias que foram de fciri-
nha de trigo : na padaria n. 48 da ra larga do Ru-
Vende-se a taberna da ra de Santo Amaro n.
*,i por seu dono querer relirar-se para fra, e como
se diz que o dono que j oi pretende segunda vez
pouui-ia, roga-se-llie que pode comparecer pj.ra fa-
zer negocio, pois com elle se faz todo negocio mais
ia\oravel ejn compensaco da arozade que e cislia e
ai'iua enste entre o comprador e vendedor, r, junta-
mente porque nao ignora o prejo dos objecl os e per-
letices ; assirocomoa laberna se acliadesen,nenliada
nc.iodo, de.zando de conlrahir divida da dala deste
A lltl: C.l010S ^\ que forem "'evedores a
dita taberna tenham a boHade de vir pc.aar no pra-
zo de tres das, do contrario cobrar-se -ha judicial-
^,?;atq"em,-"ver,i,lguma cousa empenhada, no
hir. '" Lrar' *? conlrario ** vendidos os
"bjeclo, para nao perder ludo, porque nenlium del-
o"ados?qU'Va 8 qUaDUa m<'ae ''""'empe-
LOTERIADO HIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000
.Ji" SM w|f aM 1ualr<> *"* da ra doneima-
n "',;? vf ldem-s* ."" fezes bilheles, meios,
3*Ir?.' !,avos.e,vl3esimos da sexta lotera do Esta-
do sanitario, cuja lisia deve cb.egar no dia 16; el-
las, que eslao no resto.
Vende-se um relogio de ouro orisontal em
eonta :a ra do Collegio n. 8. onsomal> eni
FAMA.
No aterro da Itoa-Vista n. 8,
tem novosorUmentode qieijo, presunlo do Porto,
inguisade Lisboa, vinhn superior de lodas a qua-
Uades, e todos os mais genero pertencentes a mo-
tilados, de superior qualidade, e por preco muilo
commodo.
Vendem-$e manuaes dos composi-
tores de msica, cheles de orchestra e de
banda militar, tratado methodico da bar-
moma dos instrumentos, das vozes e de tu-
do o que he relativo a' oamposicao, direc-
cSoeexecucaoda msica, pelo 'mostr da
capella de S. M. o rei da Blgica; bem
como cravelhas e avlleles para tabeca
e rabeco, etc.
SUPERIORES LUYAS DE PELUCA.
v endem-se luvas de pellica bi-anca e de cor de c
na, para homem e senhora, as mais superiores q..c
tem vtndo a esle mercado : i,,, ra do Queimado lo-
mm JO?"" cumo dilas e P0"10 'Klez Para l>o-
mem a oui) re, o par.
CAPACHOS (RAIDES PEQUEOS.
> endem-se capachos coropridos chlgados ullima-
menle. gandes e pequeos, pelo diminulo preco de
rs. cada um:_ na ra do Queimado,
mmEmwmmmm
BOTICA
CEKTRAL HOSEOPATHICA ,
51 ra da Cadeia do fecife, 1. andar 51.
Dirigida pelo phafbacentico appmado,
profetsor em homeopachla Dr. F.
de P. Pire Ramo.
Nesla botica se enconlram os melhores e
mais acreditados medicamentos homopathi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa etacti- ;
dao, pelo pharmaceulico approvado e profes-
sor em bomopathia Dr.Pires liamos, sob as
indicacoes do Sr.r. Sabino, com quem ha
praticado ha 4 annos.todus as regras da phar- j
macia homopathica. -
Os medicamentos desla bolica, cuja etllca-
cia lem sido verilicada na longa pralica do
Sr. I)r. Sabino, e reconhecida por lodas as
pessoas, que delles (em feilo uso. exercem
urna grande v antai:ein, sobre todos os que
por ahi se vendem, a qual consiste lano na
promplidao dos seu .elfeilos, como na qua-
lidade de se conservarem muito lempo sem
soflrerem a menor alterarlo ; o que os tor-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o mato, onde nem sempre ha facilida-
u ''a provisao de novos medicamento.
Existem carteiras de medicamentos em
tubos grandes de fino cryslal de dillerentes
precos. desde 12JJ000 al 120|>000 conforme o
numero dos medicamentos, suas .dynami-
saees, e riqueza das caixas.
Cada vidro de tintura da quinta dy-
naruisaco........2SO00
tadi. tubo de medicamento I50OO I
* B.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro l'inho sepreslaa dar esclarecimentos a
lodas as pessoas, que compraren! medica-
mentos nesla bolica, na ra das Cruzes. n.
osg35sag?^ EBBBaSR ~m
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barisde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do^zeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companliia, na
ra do Trapiclien. 54.
Vendem-se 16 escravos mocos, entre elles2 lin-
dos.molecoles de muilo boa conduela, 1 escrava. cri-
oula, que engomma, cose, borda, Taz lahvrinlbo e
marca, e oulras varias escravas : na ra Uireita n. 3.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 5 portas, na ra do Li-
vramento n. 8, ao pe .do armazem de
louca.
Vende-se chita una de cores fixas, o covado, 160,
1 Mirles de chita franceza de bonitos gostos.a28000 rs.
chita de coberla, o covado, a O r., corle de cassa
ele 3 barras, a 2i00, dilos sem barra, a 28000 rs.,
I indas cassas de core muilo finas, rica fazenda or-
gaudi, camisinhas de cambraia bordada para senho-
ra (ja ha milito poucas) pannos e casemiras pretas,
por preco muilo em conta, e oulras muitas fazendas
i|ue se acham patentes. ^
ESTOJOS PARA SENHORAS.
Vendem-se delicadsimos estojo* para
enhoras, recebidos pelo j>enuItimo navio
vmdo de Inglaterra, aondt elles teem t-
do muito apreco, nao s por serem de
gosto muito moderno, como pela sua su-
perior qualidade : na ra do Trapiche
Novo n. 18, escriptorio de Eduardo II.
Wyatt.
Vende-se um grande sitio na eslrada dos Aluic-
los, quasi1 defronte da igreja, o qual lera muitas ar-
vores de ructas. Ierras de planlacoes, liaisa para
capim, e casa de vivencia, com bastantes commo-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
eiitender-se com o Sr. Aulonio Manoel de Moraes
Mcsquila Pimentel, 011 a ra do Crespo 11. 13, no
escnplorio do padre Anlouio da Cunha e Eiauei-
redo. *
ARADOS DE FERRO.
Na fandicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
No armazem de. J. Astlev & Com-
panhia, na ra do Trapiche" 11. o, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 fibras. !~
Folha de ferro. *
Ferro deverguinha.
Oleo de linhara.em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formasdeolha de feno, pintadas, para
fabrica deaygucar.
Cordao de Hubo alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Cai-ne devacca em ahnoura.
Um sortimento de. pregos.
Lonas da Rttssia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Muito barato.
Vende-se urna enmmoda com secrelaria de Jacaran-
da, a qual tem bastantes commodidadeS, una cama
de casal da mesma m2dera, com lodos os pe lencos, e
em bom estado ; um caixao para cundnzir janlares,
dous lados de armacau guarnecida para qualquer es-
labeleciinento, 09 qoaes 3o mudavei sem se des-
mancliareiu, um tonel para agurdenle, um par de
conchas de pao para bnlanca grande.dous bracos pe-
queos de lila, um candieiro novo de laiao com Ir*
luzes, ludo muito em conta : no aterro da Boa-Visla-
taberna n. 49.
Vende-e urna laberna com poneos fundos : na
ra larga do Rosario da Boa-Visla 11. 53.
~ N ruadas Cruzes n. 22, vende-se urna mulata
de bonita figura, que engomma, rozinlia, cose chao,
e lava de salan ; e urna linda crioula de eleganle fi-
gura com as mesma habilidades.
m 28 ~ <$>
g RA DAS CRUZES.
(g) No consultorio do professor homopalha ^
<'"sset Bimonl, acham-se i venda as obra Z
segumtes: (gi:
(^ Segunda edicto dos elemenlos de lio- (
yf^ meopalhia ; revista cousideravenente "JZ
W a'.iameiilaila, e rcdiuffla ile proposito para 6S)
<, os principiantes que quizerem de boa f A
7fi\ esP.elen,8r a nova medecina. 68000
S^9 Trnramento hnmopathiro das
(, molestias venreas, para cada um
w poder ^) Palbogonesia dos mcdicamenlo
/A homopalhicos brasileiros e poso-
w logia homopathica, 011 adminis-
(Ok traejio das noses..........
JZ OBRAS EM FRANCEZ.
a. Diccionariocomplelo de mede-
ga ci"..............
K' Organon da arle de curar. .
Qp Tratamenlo da molestias chro-
nicas .............. ,
am. ^0T" manual complelo do Dr.
(g) Jahr. -...............
Memorial do medico homopa-
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sums: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
(LARDA NCIONAL7
Na praca da independencia n. 17, ..
de-se toda a qualidade de objeclos para o far-
damenlo dos senhores ofliciaes da guarda na-
cional, assjm como para primeira e segunda
linha, ludo por muilo commodo preco;
19000
3000
109000
73000
NO CONSULTORIO HOMEOPATIIICO
do
DR. P. A. LOBO MOSCOZO/
\ endo-se a melhor de lodas as obras de medicina
nomopalhica ssr O NOVO MANUAL DO DR.
11. H. JAHR J3t tradnzido em porlugnez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: qualro voluntes eucader-
nado em dous. 209000
O 4. volume contendo a palhogenesia dos 144
medicamentos que ni o foram publicados sahir mui-
lo breve, por estar muilo adiantada sua impresso.
Diccionario do termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmae.ia. ele. etc. encademado. 48000
lima carleira de 24 tubos, dos melhorcs e mais bem
preparado glbulos homopaihico com a duas
obras cima......... 408000
Urna dita de 36 tubos com as mesmas 438000
Dila, dila .le is tubos....... 50000
Dita de 144 com as dila......1008000
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira..... ....... IO5OOO
Dilas de 48 ditos...... .
Tubo avulsos de glbulos ....
Iba
Medicamentos.
Urna carleira com os 24 princi-
paes medicamento (tubos grandes)
e a segunda eclin.flo dos Elementos
de liomopalhia..... .
Urna carleira com os 24 princi-
paes medicamentos.....
Grande sortimento de carteiras
de todos os tamaitos por precos
commodusimos.
i tubo de glbulo avulsos .
1 frasco de J onca de tintura a
escolha....._-.
188000
148000
38000
205000
10S000
500
18000
Veudem-se2carrocas bem conslruida, 1 mui-
to grande com 4 rodas, a qual carrega 250 arrobas,
pouco mais ou menos, e a oulra pequea, araba no-
vase muito leves: a Iratarna ra de Apollo com Ma-
noelI Joaquim de Souza.ron fronte ao deposito de ferro
dos Srs. Me. CabmonUV Companhia, 011 no armazem
da ra da bcnzalr Velha, confronte ao Sr. Marlins.
pintor. '
Espirito a 1.S600 rs. a caada,
vende-se na ra do Collegio n. 12. .
Vedeui-se azuleijos de mnito bom gosto, e por
barato preco ; na ra do Encanlamonlo n. 11. .
Vendem-se saccas com farello, chegado lti-
mamente da America, pnr barato prec,o: no caes do
Ramos 11.16, e na roa do Trapiche 11.8.
Velas de espermacete.
\ endem-se velas de espermacete de superior Iidade, de 6 em libra, vindas da America': ua na
do trapiche .Novo n.8.
1 Vende-se marmelada nova, chesada de Lisboa
ullimamenle, em latas de 4 e 2 libras, por preco
commodo: na ra da Scnzala Nova n. 4.
Charutos linos de S. Flix.
; Na- rita do Queimado, u. 19, tem che-
gados agora da Bahia, os verdadeiros
charutos deS. FelLs, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo nova : na ra do Ouei-
mado, loja n. 49.
Couro de lustre
de boa quilidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parte para liquidar contas : na ra da
Cruz n. 10.
Vende-se um carro novo de 4 rodas, para um
e dous cavallos; para ver c Iralar, na cocheira da
ra fvova por baixo da casa da cmara municipal.
Pianos.
Os amadores da msica acham cnnlinuadamenle
em casa de Brunn Praeger & Companhia. rna da Cruz
o. 10, um grande sortimento de pianos fortes a fortes
pianos.de dillerentes modellos, boa construccau e bel-
la vozes, que vendem por mdicos precos; ssim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
corno sejam: adereces meios ditos, braceletes, brin-
cos, allinetes, boloes, anneis. corrente para relogios,
me. etc., do mais moderno aoslo : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se um qoarbio dovo para carga : na roa
da Praia, armazem n. 18.
Vende-se gra\a ingleza de verniz
preto, para limpar aneios de carro, he
lustroso e prova d'agua. e conserva mili-
to o couro,: no arrqazem de C. J. Astley
& Companhia, na rita do Trapiche n. o.

Os mais ricos o mais modernos cha-
peos de senhora se enconlram sempre
na'loja de mudara Theard, por nm preco
mais razovel de que em qualquer oulra
parte.
18000
Vendem-se em casa de Me. Calmont I Com-
panhia na 1 iraca do Corpo Santo n. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linha-
em novel los ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, a^o de milaosortido, ferro jnglez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor bamburguez na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. .
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorament do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-Io no idioma portugus, em casa de
N. 0^ Bieber <& Companhia, na ra da
Cruz, n. \.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMKNTO.
Casa da esperanca, ra do Quehnado
n. 01.
Nesla casa e nos lugares do costme est i venda
um completo sortimento de cautelas da lotera cima,
cujas rodas aiulam no dia 14 do corrente infallivel.
Bilheles 68000
Meios 3J000
. Ouarlos V 1>7QQ
Decimos -3600
Vigsimos jjoo
Vende-se um do melhores cavallos que tem
apparecido, grande, novo, ruto, com lodos os anda-
re e muito fogoso : trata-se com Guilherme Selle,
ruadoBaiigel n. 45. ou na cocheira do Izidoro, de-
fronte do porto da rifa Nova.
Na fabrica brasileira de artificio de fogos, ven-
dem-se fogueles do ar construidos na mesma, que ho-
bem regular como qualquer.com tres bombas.a 18500
rs. a duzia : na Soledade, ra de Joao Fernandes
Vieira.
lotera da IRMANDADE de n. s.
DO LIVRAMENTO.'
Casa da lama.
No aterro da Boa-Vista n. 48 e 58, vendem-se
ouarlos. decimos e vigsimos da lotera de Nossa Se-
nhora do Livrameolo, a qual corre sabbado, 14 do
corrente mez.
, Meios bilheles 38100
Otarlo 1g7()0
Decimos > 8800
Vigsimos 8400
Na ra do Amurim n. 36", vendem-se os seguin-
xaropefde
2W00 les refrescos, sendo
Maracuj Capil
tiroselhas Tamarindos
Laranja LimSo
Lima Pilangas
Caj Vinaerc
Cerejas Banbarollas
Caja Pi lombas
Auanaz tiinjas
e muito outros.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recenlemente da America.
v w SAISA PARRI.H4.
Vicente Jos de Brilo, nico asente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegad a esta pr.1ca una grande por-
So de frascos de salsa parrillia de Sandsi que sito
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se deveut acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequenca que
sempre roslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mflo daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Perianto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada* e recenlemente aqni cliega-
da ; o aniiuncianlc faz ver que a verdadeira se ven-
de tnicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do liedle n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, c se achara sua firma em ma-
nusrriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada, no
hiale Lusitano, vindo ullimamenle de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo, em porcao : na roa da Cadeia do Recile n.
47, primeiro andar.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palils de brim de-liuhn de core,
bem feilos, a 38 e 1?j cada um ; toalhas de panno
de lioho do Porlo, prodlas para rosto a 800 rs. cada
uma.e a 08 a duzia; e panno adamascado de dua
larguras boa qualidade para toalhas de mesa a 28
a vara: na ra da Cadeia to Itecife, loja o. 50.
Gola da Bahia.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
ra da Cadeia do Recite u. 47, primeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho hitas no Aracalv,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
sai, pie. *. .. Jfc_-. .. ...
'OTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
annazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, amencana e busilira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e preco mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, K afflanram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lambem ha b: cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente <
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Scliafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se arroz enjgudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47
andar.
primeiro
Na roa do Trapiclie n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta deyrio florentino, o
melhor artig qne se confiere para limpar os denles,
brunquece-os fortificar as gengivas, deixando bom
aoslo na bocea e agradavel cheiro; asna de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e da-lhe mgico
lustre; agua de perola, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o torio, asina co-
rno a Untura imperial do Dr. Brow, 'esta prepara-
cao laz o cabello rnivosoa braucos.complctamentc,
pretos e macios, sem darano dos mesmo, Indo por
precos commodo. ^
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e ajvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.

Blcdaeuiro
clnufU aaatoaa plfinault 1
te. te.
Sabio n luz esla obra indispnuavel a lod!
Je90 ,?e se dedicara ao estado le
do no consultorio do Dr. Moscozo, ruado
Collegio^ii. 2o, primeiro andar.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de core, entenados
prepno para menina e meninos a1% cadk um'
ma nlele.es prelos e de cores com collete?e sra eReV
Vendem-se relogios de ouro, pa (ST,
ten-te inglez', por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de W
L. Leconte Feron St. Companhia. (^
Vendem-se saccas de farinha de
mandioca, superior, chegada ltimamen-
te do Rio de Janeiro: no largo da Assem-
bla n. 4.
Vende-se no armazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o seguin-
te : sellins inglezes, ditos ditos elsticos,
siUioes para montara de senhora, cabeca-
das de couro branco, lanternas para
carro e cabriolet, arreios para dito de 1 e
2 cavallos, molas para dito, de 5 folhas,
eixos para dito, de patente, candelabros
de bronze de o, \ e 5 luzes.
MADAPOLAO' BOM, 438200.
Vendem-se pecas de madapoln de boa qoalidade,
cora pouca avaria : na rna da Cadeia Velha n. 21,
primeiro dVidar.
Deposito de toados da fabrica
de todos os Sntos, na Bahia.
Vende-se em casa de Domingos Alves
.Malheus, na rua da Cruz do Becife n. 52,
primeiro andar, algodao transado daquella
fabrica, muito proprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
rales de pescar e pavios para velas,
previo muito commodo.
por 1
600, 700
loja de miudezas n. id.
Lm casa de Rothe diBidoulac, vendem-
se quatro pianos de optLmo tom a preco
commodo, para fechar contas: na ra
do Trapichen. 12.
No escriptorio de B otlie e Bidoulae
na rua do Trapiche n. 12, vende-seos^
guinte:
Ferro inglez,
Dito imitacao.
Dito da Suecia.
Folha de Flandres.
Arados de ferro.
Machinas para assucar*.
Ac de Hilao.
Cobre em verguinha.
FUNDICAO' D*AURORA.
Na fumlicao d'Aurora acha-se constantemente um
complelosorlimenlo de machinas de vapor, tanto
d alta como de baia presso de modellos os mais
approvados. Tambera se apromplam'de encontmen-
da de qualquer forma que se possam desejar cora a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como tem de
coslume afianc-am o perfeito 11 aballio Helias, o se res-
ponsabilisam por qualqncr defUto que possa licitas
apparecer durante a primeira salra. Muilas machi-
nas de vapor coi.wlruidas neste eslalielecimenlo lem
eslado em conslaulc servido nesla provincia 10, 12,:
eal 16 anuos, e apenas tem exigido mui insignra-
canles reparos, e algumas al nenhuns absolulauten-
te, accresceindo que o consumlo do conbustivel he
mu mconsideravel. Qs senhores deensenho, po'is,
e mi iras qu. n.scpier pessoas que precisaren! de ma-
chinismosao respeitosamente convidados a visitar o
estabeleciimenlo em Sanio Amaro.
Vende-se em casa de S. P. Jolms-
ton & Companhia, n*rua da Senzala No-
va u. 42.
Vinho de Porto, superior qualidade, en-
garran ido.
Vinho Chery, ern barris de qtiarto.
Sellins pa ia motitaria, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez..
Deporito d* r.brioa de Todo* o Santo na Baha.
> ende-se, em casa deN. rlieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muiloproprioparasaccosdcassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-selonas.brinzaS,hrins meias lo-
nas da Rnssia : mi armazem de N. O. Bieber A
Companhia, na ru a da Cruz n. 4.
Taixas. para engenhos:
Na fundicao' de feno de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passun-
3S a^chafaiiz continua baver um
complelo" sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se 011 carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se nJogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vhido
a este mercado, do mais acreditado
fabricante de Liverp col: em casa de Rus-
sel Metlors & Companhia,' na rla da
Cadeia do Becife, n. 56.
Agenciade J Bdwla Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
meuios de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas i nc litas lodas de ferro pa-
ra aniniaes, agoa, etc., dilits para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forca' de
i cavallos, cocos, passa deiras de ferro estanhado
para cas de purgar, por menos preco que oi de co-
bre, esro vens para nav ios, ferro da Suecia, c fo-
lhas de flandres; ludo pe >r barato preco.
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopai a regar borlase baixas
dc.apim.iiafuiidicade 1. W. Bnwman: na rua
do Brum ns. (i, 8e10.
9 De])osito de vinho de cliam- tt
($) pagne CIateau-Ay, prinwiraqua- Q
^ lidade, de propriedade do condi A
,^j de Mareuil, "rita da Cruz do Re- *
? cife n. 20: este vinho, o melhor ]
O de toda a champagne vende- W
f) se a 36000 rs. cadacaixn, acha- ^
(O* sc u,,'camente emeasi-de L. Le- -
9 comte Feroh&-Companhia. N. B. W
W As caixas sao marcadas a fpgo k
S Conde de Mareuil- e os rtulos i
{ das garrafas sao azues.
Frascos do vidro com rolha do mesmo ; ven-
dem-se na rua larga do Rosario n. 36 ; lia de dilleren-
tes tamanhos e baratos.
VendenAe figos novos, a 1:20 rs. libra ; na
Boa-A isla; uos quatro quautos, taberna de baixo do
sobrado n. 1.
Na rua do Queimado, loja de frragns
n. .10,
vende-se o seguinte :bacas de lalaode lodos o ta-
manhos, linas feclfaduras de porta para embutir, su-
perior folha de Flaudres, chapa de lalo de lodas as
grossuras, dilas de ferro gah anisadas proprias para
tanque, bules e cafeleiras de metal principe, facas e
Srfosconi o cabo do mesmo metal, ludo por muilo
toavel preco.
Vendem-se cerca de 800 formas do
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fecbar : na rua de Trapiche n. 3.
-i- Na rua do Vigario n. 1%, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, f 1 uadrilha8, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modei'nissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Vende-se ou troca-sa por escravos urna casa ter-
rea, na ruada Praia de Sania Rila 11. 44 : a tratar
na rua do Mari j rios o. 14.
Vende-se nm pardo oplimo spalciro c bolie-
ro, e um prelo moco; -se baralo por precisar de
nm pequeo curativo, o qual he de boa conducta :na
rua da Gloria 11. 7. 1
Vendem-seUlbeles o meios liillietes da loleria
do l.ivr.'imenln que cone sabbado, 11 do correnle :
na praca da Independencia n. 117 e :i'.l.
luleiios 6*100
Meios :t520l)
Vende se
um mualo,.bonita figuja. bom sapaleiro, e carreiro:
ua rua de Nogueira, sobrado 11. 39.
Vende-se a laberna n. 9 do paleo do Terco,
com poucos fundos, a dinheiro ou a prazo, daudo-se
boas firmas : a Iralar na mesma taberna.
Vende-se um escravo, prelo cabra, crioulo, de
idade de 21 ahnos, sabe fazer todo o servico de una
casa de familia, lie alfaialc, sabe bolear, lie bom pa-
Kem, cozinha mtti solfrivclmenle al de forno, relina
bem assucar, nunca fugio e nem se cmbriaaou : quem
o pretender, procure na rua Nova, loja de fazendas
do liadanlt n. 11.
n.VVIDWILl :eaBRra-
cliinisla e fundidor de ferro leilosamenle
anuuiicia aos senhores proprieUrios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o rliafaiiz, contina em
eReclivo excrcicio, esc acha coinplclamenle montado
com apparelbos da primeira qualidade para a per-
feila confeccao das maiores pecas de macliinismo.
Habilitado para em preliend er quaesqner obras da
sua arle, David William Bowman, desoja mais par-
ticularmente chamar a attenra publica para as se-
gundes, por ter deltas grande* sortimento ja' promp-
to, ertl deposito na mesma fundicao, as qoaes cons-
truidas em sna fabrica podem competir cora as fabri-
cadas em paiz estrangeiro,. tanto em preco como era
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor cnnstrucaC.
Moendas de raima para engenhos de /lodos os la-
manhos, movidas a vapor por agua, ou aniniaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independentcs para cavallos.
Rodas dcnladas.
Asuillioes, bronzes e chumaceiras.
Cayillies e parafusos de lodos os tamanhos.
Taixas, parces, crivose bocas de fornallia.
Moinhos de mandioca, movidos a mao o maes, e prensas para a ditt.
Chapas de fosaste tornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de Trro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuio, movidas a
mao, por animaes on vento.
Guindastes, guinchse macacos..
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Fcrragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maSe arados de .ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' gcral-
menle reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta conformidade com os molde e dese-
chos remetdos pelos senhores que se dignaren) de
fazer-lhe encommendas, aproveilando a occasia pa-
ra agradecer aos ses numeroso amigos e freguezes
a preferencia com que lera sido por elles honrado,
e assegur^lhes qne nao po upara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua con'fiauca.
Vende-se um r esto de exemplares
da obra Raphael, p aginas da juverlu-
de por Lamartine,.. versaO portugue-
za de D. Carlos (ittitlo y Spano : na rua
do Trapiche'n. 14, primeiro andar.
No paleo do Carmo, t tierna n. 1 vende-se
muilo boa atelria, a 210 rs. a libra.
Na rua da Cadeia do R ecife n. 60, arma-
zem deHeuriq ue Gibson,
yendem-se relogios de miro d e sahonele, de patente
inelez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
A s200, e GOt).
Na lojadelivro de Jotio da Cosa Dourado". no
largo do Collegio, vendem -se bilheles e meios bilhe-
cs daJoleria da irmandadi de Nossa Senhora do l.i- j na do Brum loffO na entrada,
vramento, que corre unpn ;lenvelmcnle no dia 14 do'
corrate.
Vende-se grasa de rernil pa ra limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. 3.
a;
v endem-se rom poi ico uso os livros seguinles:
Historia* Sacra?,.Fahul.it Plianiri, Sahislins. Virgi-
lii Rudei. Horalii Carmii ia, Tilo l.ivius.Epistola Ci-
ceronis, Ciceronis Oralio nes. 1)rdo verborum Salns-
lii, Hislory of Rome (por Galdsmiths), dita de dita
;^"- .milz More"l* 4" liomson Hu Soasons, Vecar
of vvakelicld, Jonhson Pails Millom, Breves Nocoes
dePoetiea(porVellez), Historia Sagrada (por Ber-
nardinoj, coileccGes de] problema : vo alerro da Boa-
Vula, loja de ourives i* .lis.'
TAIXAS DE FERBO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tamban no DEPOSITO na
e defron-
te do Arsenal, de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeir,
batidas, fundidas, grandes, pertuenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para caregar ca-
noas,' ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 50 dilos de liolins; ludo por
preco rommodu.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
\ bricada no Rio de Janeiro, che-*)
i gada recentemente, recommen-
I da-se aos senhores.de engenho os
' seus hons effeitos ja'experimen^J
' tados: na rua da Cruz n. 20,-ar-,(
f.mazem de L. Leconte Feron &]
) Companhia.
ATTENCAO'.
Cunha & AmorinipSa rua da Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra hons, pennas de ema, e velas de car-
nauba, a I9500 o cento.
OLEADOS INGLEZES.
Vendpm-se riquissimos; oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade.com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Hovvie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n.42.
Vende-se CARNE DE VACCA.- de pon de
t.HAMPAG.\E de marca conhecida e verdadei-
ACODEMILAOsorlid'o;
1A PETES DE L,U, Unto em peca car ,11o. '
P\7lE,Dnta''d-eb0n^ Km^nu:
OFn d?,,^68^ orrarcSeWfc ele.;
LEO de linhaca em talas de ci tUes m
che n.e3C' As"ey & C'-P-M-. ^toT~
j Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se ppr barato p-eco, oa a
prazo um sorUmento de chapeos e Ou-
tros objectos de chapeleiro, consistndo
em chapeos de massa, de seda
qualidades, e a gomma laci-e, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardar nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundse lados
para chapeos, com-inhos com setim, fi-
vellas, fitas para rroenos e debiom,
tranras e outros mullos objectos de cha-
peleiro.
cmnsiNfiiiZKPm(iiiw
Vendem-se diicotes inglezes para
ros, recebidos directamente de nm dos
melhores fabricantes deste artigpipOr is-
so garante-se sua Superior qualidade: na
rua do Trapiche Novo n. 18, escri
de Eduardo H. Wyatt.
Vestidos modernos.
Y endem-se vestidos de mursnlina fina de cores
com barra, fazenda, nova 5 o corte; dito, de laa
e seda ebarege modernos .9 o corte de 12 cova-
v^'.ffio ecassasf"">eea novas a 320 rs. oco-
vado e 610 rs. a vara; e oulras muilas fazendas por
'" Cadeia do Recife, lij
liara los precos: na roa da
u. 50.
PARA NAO'ENTRAR EM BALANQO.
\ endem-se cassas francezas escuras
cores hxas, muito finas, e de bonito pa-
droes,a320i-s. a vara ; dam-se amostras
trazendo penhores : na rua do Crespo
n. 1 i, loja de Jos Francisco Dias. .
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
hI,Vnrer'Cl'eSad0 ?a LUba P^olemenle pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello rnnilo
novo, cera em srume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissiroa.
ESCRAVOS FGlDog
Charutos superiores
S Na rua Nova n. 2, loja de Augus- f
@ tp Colombiez, vendem-se superhnos at
charutos da Bahia, por muito bara-
to preco
Charutos deHavana.
Vendem-se verdadeiros charutos -de Havana por
preco muilo coramado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
Oleo Essencial,
para impedir a cabida de cabello, faze-lo crescer
e limpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinho : na rua
do Rangel botica n. 8.
' Vende-se a casa terrea n. 61, da rua da As-
sumpr.o: a iralar no alerro da Boa Visla, loja
D.18.
cantois pailiikit: & coma-
Z NHIA
Conlinua-sc a vender no deposito aeral da
rua da Cruz n. 52, o Mediente e bem init-
@ ci'iluado rap areia pela ila fabrica delian-
Ibis Pailbele & Companhia, da Baha', em
f grandes e pequenasporroes, pelo precoeslabc-
@ lecdo.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
inodello e construccao muito superiores.
SALSA TAMILHA.
he
As numerosas experiencias fcilas rom o uso da
salsa parrilba em lodas as fptfcrmldadcs. orrinadas
pela Miipurcza do sangue, e o bom evito ublido na
Desappareceo na noile de 9 para 10 do corrente
a escrava, cabra, de nome Filippa, de ids^^l
tantos anuos, filha do Ro Gra'nde do Nor,1
dacapilal, a qual escrava foi aqu vendida pete
Joy Antonio Bastos, em outobro prximo pamdo
por orden, da senhora D. Sei.liorinha de'i
Baplisla, viuva do finado Dr. Baplisla, qne foi ji
de eilo naqnella cidade ; os signees sao os seg
ti nf "5"' *Hura reuUr' ""T* wmreaiS. ea-
helios corridos e aparados, e falla de un dwlena
frente: quem a pegar 00 della der nooifc-w 1*.
..erosamente gratificado, no alerro da BmMmT
4.), ou na rua do Collegio n. 9.
JT "ST*"", *Z?ia J> de r"ero de 185* ora
preto. enotilo, eonhecido por Antonio Paleto, baixo
e groase, ponca barba, idafc 26 annos, e parece mais
moco, tenr urna qnelmadura na'mo direila'.una
dentada de cachorro em cada braco, toca guitarra c
fa*M '."U ." 90C,ed,!",e ue l'-quccosloi-ia na, suas
fgidas andar no logar de Barro VermeO, Ca-
marag.be eO.qui.jfol preso ha poneos dias na
cidade de Ol.nda, intimia-** de forro: o, capi|a>
decampo podem mandar entregar nqRecife. naPou-
le \elha da Boa-Vista, casa do Sr; Jorei CffneirT
irancez, que serao generosamente recompensado.
Ausentou-se de casa oprelo Joaquim, barbado,
alio, gordo, linio, parece crioulo, mas ltedtAngol,
foi captivo do rllecidVSebastiao, boticario, 1 rua
ao Kangel,diza algumas pessoas que he forro ; quem
o pegar, leve-o no Mondego, defronte do portao do
sr. Luiz Gomes, que er gratificado.
Desappareceu em dezembro prximo passado,
um cabra de nome Elias, de idade de 28 aono, poo-
co mais ou menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, feiroes regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com urna cicatriz redonda na es-
padua direila, e outras antigs de castigos que le-
vou, consl eslarno Barro Vermelho junto aos Afo-
sados: quem o apprehender, leve-o ao Dr. Lope
Nello, na tua Nova, quesera recompensado.
Desappareceu 110 dia 1. do correplep prelo Be-
nediclo, cor bem prela, de ida 30 annos, esta-
tura regular, bem parecido, conrwn dente da frente
aberlo iiaturanenle ; levou urna calca prela de pan-
no, e camisa de madapeJSo; sabe- que anda ga-
nbando na rua : quem o pegar, leve-o fabrica de
vinagre, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 15 de setembro prximo
passado. um escravo de nome Lonrenco, cara larga,
baixo e grosso, falt de denles na frente, pernis grue-
sas e cabelludas: quera o apprehender, !eve-o a essa
praca em casa do Sr. Manoel Ignacio de Oliveira,
na praca do Cocpo Santo n. 0, que ser generosamen-
te recompensado ; ou ao engenho Levada, na pro,
vinria das Alagoas, fregoezia de Camaragibe, a seu
proprtelario Thomaz Jos de Gusmo Lira.
Fugio do engenho San-Jos, a 7 de Janeiro |dO
corrente anuo, o escravo Pedro, de nacAo Otcange.
baixo, grosso, feio, nariz chalo, roslo bastante picado
de hexiaas, bem barbado, com falla de denles na'fren-
le, maos e ps grandes, e lem os dedos grandes dos
pt-s \liados: quem o apprehender e leva-lg ao itito
enaenho, receber 3fRO(MI rs. do seu senhorl"rancis-
co Joaquim da Rocha Kalrao.
Fugio do cnaenhn San-Jos, a 13 de oulubrode
185:1. a escrava Calliarina. crioula. que representa
Icr 35 anuos de idade. cor prela, alta, seeca, rosto
contprido, lesla canteada, nariz chalo, beicos grue-
sos, ps grandes, c lem as costas ila mo direila urna
cicatriz de ferida : quem a apprehender e leva-la ao
dilo eneeiiho. receber a gralificacao de 508000
rs. de seu scnlior Francisco Joaquim da Rocha Fal-
ca o."
Desappareceu no dia Hil nnvcinhro do antm
passado o prelo Itaymundo, crioulo, lilho do Ico, 'de
idado "1 anuos, pouco mais >m menos, cor fula, cara
larga, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de unta verilha. ponco vojumosa, he muilo
ladind, e diz saber ler, he amigo dWunbas, onde di-
verle-se locando flaulim ; u mencionado prelo f
capturado em o engenho Taparar 'd'onde lontou.
fuair 110 fim de 4 dia : quem o pegar, queira lo
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da ara- : a rua Direila n. 78, que dar-se-lia paga cenerosa.
demia imperial de medicina, pelo alustrado Sr. Dr
Antonio Jos Pcixolo em sita clnica, c em su afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do evercilo e por va-
rios outros mdicos, permitiera boje de proclamar
allamenle as virtudes eflcazes da
SALSA PABRII-BA
de
BRISTOL.
ola.Cada garrafa coiilem dos libras de liqui-
do, e a salsa parrilba de llrislol he garantida como
puramente vegetal sera mercurio, iodo, polassiiim.
O deposito .lesla salsa inudou-se para a bolica
franceza da rua da Cruz, em frcnle ao chafariz.
Desappareceu no diaPde novembro um mi
lecole de nome Antonio, que reprsenla ter .1 22
2't annos, com os signaes seguinles : eslatara reg,
lar, secco do corpo, com principio de barba, lorn,
do-se muito eonhecido por ler soll'rido na cab>_
um impigem da qual do meio da cabeca para nu<
leon com muila falla do cabello ; lera ambos 1
ps torios para dentro, e moilo ladino : roga-se a
lodas as autoridades policiaes e capiles de campo,
que hajam de agarra-lo e levar ao sitio contiguo ao
hospital dos lazaros, 011 ao mesmo hospital, que sern
generosamente recompensados.
Per, i-Typ. do M. P. d Farla.-lW*.
-\


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