Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02320


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Full Text
ANNO XXX. N. 9.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
^
QUINTA FEflRA. 12 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
EA'CARREUADOS 1>A SUBSCR1PCAO\
Rccife, o proprictirio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
IKiprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
Jonea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira;. Aracaly, o Sr.
Amonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranliao, o Sr. Joaquim Marques Disconlo de lettras 10 a 12 0/0 de rebato.
Rodrigues ; Pai, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMIHOS-
Sobre Londres 28 d. por 15000 firme.
Pars, 3i5.
Lisboa, 95 por rento.
Aeros do banco 5 0,'o de premio.
da eompanbia de Bcbcribe ao par.
da eompanbia de seguros ao par.
. METAES.
Ouro. Oncas bespanholas. 289500 a 29H)00
Modas de C9400 vellias. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 09000
Prata. Pataces brasileiros..... 19930
Pesos columnarios......19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORP.EIOS.
Olinda, lodos os dias.
Garuara, Bonito e Garanhuos nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visla, Ex Oricun, a 13 c 28-
Goianna e Parahiba, segunAse sextas feiras.
Victoria, o Natal, as quiis feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primcira 2 horas e 54 mininos da tarde.
Segunda s 3 horas o 18 minutos da rnanhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qninlasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas feiras s 10 horas.
.Ttiizo de Orphaos, .segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sexlas ao ineio dia.
2." vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
Os Trihunacs de Jusliea estao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
EPIIF.MERIDES.
Janeiro f> Quarto erescente a i hora, 29 minutos
e 4 segundos da nianha.
>i 14 La cheia as 6 horas, 42 minutos c
12 segundos da nianha.
22 Quarto minguanle ao 38 minutos
48 segundes da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos
48 segundos da larde..
r
, DIAS DA SEMANA.
9 Segunda. Ss. Julio eBasilissa sua esposa ni.
10 Terca.'S. Paulo 1. eremita ; S. Goneak de A-
11 0liarla. S. Hygino P. M.; Ss. Silvio,c Severo.
12 Quinta-t$. Satyrob. m.; Ss. Arradio.e Zotico.
13 Sexia. S. Hilario b. ; Ss. HenniloeSirocoiiio.
14 Sabbado. S. Flix m.; S.Macrinajv. ; S. Dacio.
15 Domingo. 2." depois de Reis. O SS. Nomo de
Jess; S. Amaro ab.; Ss. Hqbacuee IDqueas.
PARTE 0FF1GUL.
OOVEBMO DA PROVINCIA.
TilMl1 i da 9 de Janeiro 1854.
OmcioAoExm. marechal commandanle das ar-
ma., eomrounicando que, segundo eonstou de aviso
da repartir) do imperio de 20 de de/.embro ultimo,
S. M. o Imperador em demonsiraco da profunda
magoa com que .receben a infausta noticia do ralle-
cimenlo de S. M. Fidelissima a rainlia de Portugal,
sua auaosta irmaa, tomn lucio com sua corle por
eis mezes, que roiuecarara naquella data, (res pesa-
do* e tres aliviados. Iguaes communcaees foram
feita* a loda as eslares publicas, ao Exm. pispo dio-
cesano e ao secretario da assembla legislativa pro-
vincial.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o aviso da
repartirlo da guerra de 17 de dezembro ultimo, do
qual consta que, por decreto de 12 do mesmo mez, foi
perdoado Beraldo Soares dos Reis, soldado do se-
gundo balalhao de infantera, o crime de deserrao.
que cnmmctlcu, urna vez que se aprsente ao com-
mandanle das armas da corle dentro do prazo de dous
mezes, e que se expedin ordem ao mesmo comman-
danle das armas.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra de 13 de dezembro ultimo, no
Vial se communica que, por inmediata o imperial
resoluro de 23 de novembro prximo passado, eon-
cedeu-se pa infamara, Bernardo Joaquim Pereira, para o nono
da mesma arma, edesle para aquel le halallio, ao l-
enle (iuilherme l.uz Bernardes.Igual copia en-
viuu-se l lliesonraria de fazenda.
DitoAo mesmo, Iransmitlindo por copia o aviso
* da ministerio da guerra de 17 de dezembro ltima-
mente Ando, mandando dar haxa do servico an pri-
meirocadete do quinto balalhao de nfanlaria, Fran-
cisco \avier Cavalcanl de Almcida, que foi amnis-
tiado por decreto de 12 lo mesmo me/..Communi-
cou-seao cliefe de polica esta amnista.
Dilo Ao mesmo, remetiendo em snlucSo ao sau
oflicio de 3 de setembro ultime, copia do aviso do
minisleria da guerra de 20 de dezembro prximo fin-
do, lyiaudandn dar lia iva do ser viro s pracas do exer-
rilo que foram julgadas inteirameiile inuleis, e re-'
meller para a Bahia afim de pertenceree* a eompa-
nbia de invlidos, as que podeYcm anda fazeralgum
servico.
RitoAo director do lyceu, remellendocirimv
cimento doslivros, que segundo eonstou de ofllcitrdo
ministro brasileiro em Pars, foram enviados para
esta capital em cinco caixcs a bordo do navio Jos,
viudo doHavre.com destio a bibliollieca publica
desla cidade, atlm de que S. Exc. expela suas ordens,
para que o guarda da mencionada bibliollieca pro-
mova o despacho dos referidos livros.Ofliciou-se a
lliesonraria de fazenda para consentir no despacho
sent de direlos.
Dilo Ao inspector da lliesonraria de fazenda,
comniunicando que tendn-se fnalisado no da (i do
corrale, a licenca concedida pelo governo imperial
aobacharel Joao Francisco da Silva Braga, juiz mu-
nicipal e de orplins do lerrtio do Ouricury, ainda
conlinuam os seus incommodos ile sade, segundo elle
parUeipoa, de maneira que o impossibililam de se-
guir para o termo de sua jurisdiccilo.
Rifo^o mesmo, commuucando que, por decreto
n. 1,300 de 19 de dezembro nllimo, segundo cons-
ta* de participaran da repartirlo da jusliea de 21 do
mesmo mez, foi elevada a 1:6009000 rs. a gratifica-
rlo annual dochefe de policia desla provincia.Com-
atuncou-se a este.
DiloAo mesmo, inleirando-o de liar concedido
mais unt mez de licenca com ordenado, ao promoloc
publico da comarca do I.imociro. bacharrl Alfonso Pa-
rea de Albuquerqae Maranhao.Fzer*ara-sa as nu-
tras cummunicarOes.
RitoAo mesmo, communicando que conceden 20
dias de licenca com ordenado ao juiz municipal e de
orphaos do termo de Pao-d'Allio, bacharel Hemete-
rio Jos Vellozo da Silveira.Neste sentido flzeram-
ae as ouIras communicaroes.
DiloAochefe de polica, communicando qnc.pelo
decreto'que remelle por copia de 13.de dezembro
ultimo, segundo eonstou de aviso da repartirlo da
jaulira de 16 de dezembro ultimo, foi amnistiado o
bacharel Jos Francisco de Arroda Cmara, pronun-
ciado pelo crime de rcbelliao em consequencia dos
aconlecimenlos polticos que ltimamente lvcram
lagar nesla provincia.
DiloAo inspector da lliesonraria provincial, para
que vista do pedido que remelle mande Smc. a-
diantar ao Ihesoureiro pagador da reparlicSo das
abra*publicas a quaatia de 12:5913920 rs. para eon-
linmr das obras por administrarlo a cargoda mes-
ma repartirn no correle mez.CommOnicou-se an
respectivo director.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo, para que nao s
rae d. evecuco, mas lainhem expeca a respeilo as
convenientes ordens s repartidos snjeilas aquella
thesouraria, copia do aviso do ministerio da fazenda
del* de dezembro ultimo, noqualse reeommeiida
queejam enviadas a Ibesnuraria de fazenda rupias
anllientieas de lodas as llancas, liypotbecas e caures
prestadas fazenda provincial, e bem assim das que
para o futuro se prestarem, as quaes devem ir acom-
panliadas dos esclarcclmenlos precisos.Kemellcu-
se tambem copia do aviso de que se trata i thesou-
raria do fazenda.
DiloA o director das obras publica-, aulorisando-o
a fazer a despeza que for precisa com o exame e con-
dueco de urna punjan da pedra, que Smc. diz haver
em alguns pontos prximos ao litloral desla provin-
cia, propria para o cab-amcnlo das.mas desta ci-
dade.
DiloAo mesmo, para mandar com a possivel bre-
vidade concertar um arrombamento, que se dcscnbrio
na prisao da enxovia da cadeia desta cidade, prali-
cado por baixo da respectiva tarimba com drecjao
ao oito do norte da respectiva prisao. e minado de
modo que pode admillir tres bomens.Coromuni-
i'im-se ao desembargador chefe de polica,
dem do da 10.
OBicioAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, dizendo licar sciente de haver S. Exc. dispen-
sado o lenle l.uiz Jeronyrao Ignacio dos Santos de
servir na cominissao de exame das coritas do arsenal
de guerra. Horneando para o substituir ao primeiro
lente Jos de Cerqueira Urna.Communicou-se o
Ihcsouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, ioteirando-o de haver, em visla
ilo sen oflkio n. 17, expedido as convenientes ordens
nao s ao director do arsenal deigjaafflTp'SS'mTrmlar
concertar as viole nro-baTrasderame de que tra-
ta o citado cilicio, mas tambem ao major de enge-
nheiros encarregado das obras militara-par man-
car fazer com brevidadq p^if^Ml'As deque precisa
um dos degros da cspaa'quc d subida para Aquar-
la "TfTTftfcjtal"*''!"'*' regimcnlal.Expediram-
se as ordens de que se Irata. J*
HitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
metiendo para os conveniente eames as copias das
acias do conscllio administrativo para fornecimento
doarsenal.de guerra, datadas de '2i e 97 de dezem-
bro ultimo c 3 do mez crrenle.
DitoAo mesmo, recomrnendand*a*expedcao de
suas ordens, para que o inspector di alfandega con-
sinla no despacho iseulo de direitm de 400 barricas
de cemento, vindas nq brigue inglez Vlfuet, as quaes
foram compradas pelo inspector do arsenal de roari-
nha ao negociante N. O. Bieber, para as obras do me-
ILorainenlo do porlo desla cidade a .\5VMI rs. cada
barrica.Parlicipou-se ao mencionado director.
DiloAo presidente do conscllio administrativo,
recommendando em addilamenlo ao oflicio de 5 do
correle, qno promova a compra de 188 bonetes que
sao precisos para completar um pedido de fardamen-
lodo meio baiallulo do Cear.Fizeram-se as neces-
sarias communicares a respeilo. ,
Dito Ao enere de policia. remetiendo copia do
aviso circular da repartirlo da justica de 22 de de-
zembro ultimo, em addlamcnlo ao de 4 de novem-
hro.ccrca da rnformacilo do numero c estado das ca-
deias o prisoes desla provincia, a qual dever conler
tambem a declararlo de sua respectiva capacidade e
rgimen.
Dilo Ao inspector do arsenal de mar i n lia. acen-
sando recebido o oflicio em que Smc. declara as
obras que sol sua hispen.ao se fizeram no nllimo Iri-
meslre do anuo prximo passado. para nielliorainen-
lo do porto desla cidade.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, para
que, vista d competente certificado, mande pagar
ao rremaTantc dos concertos da ponte sobre o rio
Tracuiiluiem, a imporlanria da primcira pre-larao a
que elle tem direilo. .Igual acerca do arrematante
Jo dcimo Unco da estrada dosul.Communicou-se
ao director das obras publicas.
DitoAo mesmo, Irac.smillindo para o fim conve-
nienle, copia da relacao dos objeclos comprados para
0 expcdienle easseio da reparlco das obras publicas
no correnle mez.
DiloAo mesmo, para mandar fnrnecer ao com-
mandanle docorpo de polica, os ulenss e mais ob-
jeclos conslanles da tabella n. S, anneta ao regula-
menlo daquellc corno, visto que ns poneos actual-
menle e\tslenlesacliam-se mulo arruinadosejmpro
prios decencia do mesmo corpo.Communicou-se
ao respectivo commandanle.
DiloAo rnesjno, para que, visla do competente
ccrtillcado, maride pagar ao arrematanle do vgesimo-
primeiro Unjo da estrada da Victoria, a importancia
da lerreira prcslaro a qneelle tem direilo.Intei-
ron-se ao direclor das obras publicas.
gusta irmaa, tomado luto com sua corle por 6 me-
zes, qne rnmeearam nessa dala, Ires pesado, e Ires
alliviado ; assim o communico V. Exc, para seu
(.onliecinienln.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 7 de Janeiro de 1854.Jos Benl
^So estrangeira ; linhain concedido pensOes linnorin-
cas propria familia do traujpr americano ; tnliam
feilo uina ronsiiiiiicaorelrngrfd contraria a todos os
priripios republicanos. N'unw palavra s lv'eram
por alvo mutilar a liberdade, enfraquecer o senli-
mento nacional, e fazer do poder supremo o patrimo-
nio de F'lores e dos seus, de modo que, segundo l'r-
Cunha e Figueiredo.Sr. marechal commandanle bina, a convncelo nacional de-1850 nSo foca mais
das armas.
AssignadoJos Fernandes do* Santos Pereira.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajudanle
d'ordens encarregado do delalhe.
OEDIM ASBICIONAX. 1SX N. t.
O marechal de campo commandanledas annas.len-
doenjpnssenca as communicaroes que receben da
presidencia rlsla provincia, exaradas em ollicio de 9
do correule, declara para coiiliccimcnlo da guarni-
cao, e lius necessarios :
1. Que S. M.o Imperador, houve por bem por S.
immediala e imperial rcsoloeo de 23 de novembro
do anno findo, conceder passagem aoSr. lente do
7. balalhao de infantera Bernardo Joaquim Perei-
ra, para o 9. da mesma arma, e deste para aquello
balalhao, ao Sr. lente GuilhermeXiiiz Bernardes,
segundo eonstou do aviso d6 minisrerio dos negocios
da guerra de 13 de dezembro do referido anno.
2. Que o mesmo augusto senhor foi servido por
decretos de 12 de dezembro Ultimo, amnystiar o 1.
cadete do balalhao de infamara F'rancisco Xafter
Cavalcanl de Almeida, quese achava pronunciado
pelo crime de rebeban em que lomou parle nesta
provincia, e ao mesmo lempo conceder-lhc baixa do
servico, e perdoar a Beroaldo Soares dos Reis, solda-
do do 2. balalhao de i nfanlaria. o crime de deserco
que eommetleu, urna vez que se apresenlar noquar-
tel general da corle, dentro do prazo de 2 mezes con-
tados da data da publicarlo do dito decreto, dando-
sc-lhe baixa do servido, o que ludo eonstou dos avi-
sos do referido ministerio, datad' de 17 do sobredi-
lo mez de dezembro.
AssignadoJote 'iFernande* do* Santos Pereira.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajudanle
d'ordens encarregado do delalhe.
FOLHE.TIM.
0 DQE DeTtHEHAS. c )
(PMa'aaarajaea de Fondras.)
Klavia uha nascido com paxfles ardenlea e urna
aniade firme.
Creada em eompanbia d seu pai, homem de psr-
lido, severo e vilenlo, cuja vida austera era pouco
propria para aseflusocs do curasao de urna moca, el-
tinha-se familiarisado desde a infancia rom mxi-
mas de virtudes vris pouco applicaveisno destino de
anitker.
Sua alma no meio dessa atmosphera de paixoes he-
roicas, iie coragens varonis, c muilas vezas de sran-
.,It.Tim,e.l!in,,i"M lemperado, eacliava-sa mais pre-
dUa^i.PISrmUU'.drami,lica', ,Uy'"1'- P" ", dc-
^r?m. ."1 do I" Para ilicios obscu-
ros de urna existencia modesta.
i,^MjH.rr.l'a.>i'u l'"bil0> e8 era rcsolu-
$I?STSSgm>*,M"0M" ***** "al-
mai, Flavia aRmenlaTa es wUniei com amor
era ease o mysteno de sua vida.
Sen pai. louco de amores por \rra A r-imilia
nobre e giWin dos Allivoli, pedio-,*^ ,'tZ "
nfi.ndo para ohl-la em sua iiilluenci,. e no le-
mor que insprava duranle o governo dos einu .ir.
qaal lana parte. ~
Mas Cuglielme era hurgue/, e guelpho: irenc r0.
Ihe recusada. Pouco lempo depois A familia Allivoli
fai denunciada, desterrada, e seus bens confiscados.
A morle de seus pas longc de Florenca de'uou
Irene (Kilire e s*m proterran. (iuglielme, cujo poder
e riqueza liiiiiam do em augmenlo, furlou-a e casou
com ella, sem que essa allianea podesse a brandar seu
resenlimenloconlra os Allivoli e sen partido.
Pouco depois a propria sympathia que jnlgou per-
reber em Irene pelos gibelinos rrilon-o, e dahi em
dianle elle oliservou-a sem cessar.
A menor circumslancia aecusava-a a seus olhns :
suas palavras roa tristeza, a eipresso de seu sem-
Manle, quando uma acco. nu narraco vinhain por
rm Joan os successos ou desgracas de seu partido, lu-
do se Iraiisrormav em crime aos cilios de Guulielmi.
A pobre mullier suppwlava mal as reprehensOes e
arrebalamenlos de seu marido, e pouco depois o amor
de Accesi cedeu o lugar an odio.
Cm dia elle parti cora ella para l.iorne, c dahi
a algum lempo es,palhou-se a noticia de sua morle.
Boalos diflamadures cireularain em Florenca mas
a verdade licou occulla em um veo impenetravel
Muilas vezes. e apezar de sua lernura pela |'||ia,
a semelhanra de Flavia com a ms dcspcrlava em
Arcesi amargas lenihraucas.
Elle julgava adiar na nior;a as mesmas alTeiees,
aamesroassyinpalhias por seus inimigos, e enlao'sua
severidade natural lornava-se dura e inflcxvel.
Sua filhs serena e paciente nao Ihe oppuuha se-
nil uma forra de inercia.
l) Vide Odro n. 7,
COMKAMOOSA8 ARMAS.
Qoanel ttmaral do raaaaaaado das armas da
Panaaalmco, ma cldada do Reclfe, em 11
de Janeiro a 1854.
OHBMDO BIA l. 44
O marechal de campo commandanle das armas, chi
piiblicidailc para conheeimenlo da guarnirao, e de-
vido elTeilo. ao oflicio que receben Ja presidencia
desla provincia cora a data de 7 do correte.
fficio.
4. Scccao.Illm. e Exm, Sr.Constando de avi-
so da repartirlo do imperio de 20 do mez Ando, ha-
ver S. M. o Imperador, em demonstrarlo da profun-
da magua, com que receben a infausta noticia do fal-
lec nenio de S. M. F. a rainha de Portugal, S. au-
As almas Tracas e vulgares curvam debaixo de um
poderdespolico; ns nalurezas superiores tornam-se
mais enrgicas debaixo de uma autordade injusla.
Maiia ronipraza-se com as entogues mvslcrinsas
de uma adheso ardente e secreta ao partido de sua
mai, e essa adhesao linha-se rondado em paixo ron-
fundiuilo-se com a intagem de Marco, chefe cloque-
te, zeloso do partido gibelino em Florenca.
Estes dops senlnienlos reunidos augmenlavam-se
um pelooulro, e Flavia alimenlava esses dous amo-
res no fundo de sua alma, como um sanctuario ir-
pcnelravi'l e mxslernso.
O dia eslava perto do din, quando Flavia dirigi-
se para o cemilero ; ella linda necessidade de der-
ramar sen corarilo sobre o tmulo de sua mai.
O sol clarde ja va j seus ltimos rajos ; uma clari-
dade doce se espalhava pelas arvores e penelrava al
i pedra fra dos tmulos. ,
A nalorcza eslava serena, as ralbas das arvores
immoveis ; o passarinho dnrmia no frgil ramnho,
o reptil repousava eslcndido as fondas dos velhos
mausoleos, e nenhuma viracho vinha agitar essa man-
s3o do repouso.
A lilha de Gnglelm de joelhos, com a cabeca en-
costada na urna que cucerrava os restos de sua mu,
chorava amargamente, e procurava de balde o esque-
cmenlo em um sepulcro; a vida, mais poderosa
que a oraelo, revela va-se as asprares ai denles e
apaixonadas de seu roracao.
Tinha-se passado assim uma meia hora, quando
um rumor loiiEiuquo rhegou aos uuvidos de Flavia.
Pouco depois passos numerosos soam mais perto.../
e param nao longe dello... Protegida pelos salguei-
ros, que cohrem a urna funeraria, a mora OHvft ao
principio um murmurio de vo/.es, e nao larda a di-
visar por enlre os ramos mulos homajisqiiu conver-
sam em voz baixa.
Seu Irage, semelhaiilc ao da gente do povo. he
urtifoimc, e conipe-se de um gibao e uma sobre-
veste cor de vilela ; borzeguiis pelos e esporas de
rala.
trn grande pnnhal de cabo de marm enm ba-
mia encarnada penda-Ibes das embiras, e oulro pu-
ne-ai menor brlhava-lhes nos pcilos suspenso ao pes-
coro p,lr ,., ,-,,., (.1|n|,en| eiic.lrl,ait;1.
lo. .'., yil'l,ameml",Caduscm longos capoles pre-
,,,,!'.' 5 u"r,lilo'" o pelo por uma. larga li-
iii ni paiiiin nranco,
. r.,ilPi'0S Cal,iai" ", aM liomlims, e encobriam
i fronte de un. -, face esq.ior.la de. oulros.
(eSeu aspecto nada ,,llwae lrallqcjllisauor. Flavia
/n-ir,' *'""i l>resen,e sualembran-
ra, ansmen a-lhe alamar... Calharina. respeilando
diMneia. "Ud0' < *^ O'ol8,""a
Flavia eslava, pois, sosinha, enaoousava fazer um
ilumnenlo teniendo ser dcscoberb
A noilcseapproxmava eaugmentava sua alllic-
n?,;',.Vm.e?CrarqUeeSr.eS ;0"'c,,s se 'irassem,
ou leutar a lodo o risco vollar f...
No momento em que enlregava-se a essa cruel per-
plexidade, a moca cslrcme... Lua rozse faz mivir
l'.lla a reconbece...
Os arenlos eloquenles dessa voz querida iienc-
rain-llie al ad fundo .Palma.....Ella iworda-U e
julga anula a estar ouvindo na praca do palacio : 'era
a voz de Marco,,, Mas Marco conspinui'Ju contra o
EXTERIOR.
O EQUADOR
Repblica democrtica. Presidente,
o general Jos Mara Urbina, elei-
lo em 1852.
Siluarilo geral do Equador em 1832. Expedico
de Flores. Difliculdades com o Per. Rompi-
menlo com a Franca.Keunjo da assembla na-
cional emensagem do general Crbina.Leis novas.
Situaran flnauceira.
0 Bquaor ha sido em 1852 um campo de bala-
Iha, ainda menos, um campo de guerra civil real ou
de guerra eslrangeira, do qne um terreno disputado
onde se conlnuou sem interrupro uma lula anima-
da de tendencias o de influencias ; e esla lula se de-
senrnla em Ionio de um faci principal em quese
resume a historia dopaiz : esle fado he a expedicao
organisada pelo general Flores para reconquistar o
poder na repblica equalnriana. Ora, quaes sao as
questfiesque vinha nevilavelmenlc estabeleceresta
eslravaganle lenlaliva de um chefe, reunindo cerlo
numero de soldados do todas as naroas para entrar
em sua patria forf de anuas ? A primeant incon-
leslavelniculc, era saber que influencia poltica do-
minara no Equador. Ilavia oulra ainda mais gra-
ve, nascida das circunstancias e do embale dos inle-
resses inlernacionaes: era saber eomo na dtaolveria
o antagonismo existente ha alguns amuis entre as re-
publicas do Ocano Pacilico, anlagonismoelevado
aiw seus ltimos limites por esta empreza decisiva.
No momento em que a expedicode Flores appare-
cia defronle de Guayaquil, islo be, no mez de abril
de 1832, qual era ao principio a siluaeo do Equa-
dor '.' Algumas palavras a resumera.
Desde o fim da ultima presidencia legal, islo he.
desde os ltimos dias de 1819, o Equador leve duas
rcvolures, uma por anno. A primera que leve
lugar cm 1850 elevara ao poder M. ogo Noboa ;
ella occasonara a nomeacao de uma convenci na-
cional, o volu de uma consliluco nova, emfim uma
ordem iulerarnente nova de i nenenles e de tenden-
cias publicas. A revolueao de 1850 linlia dous re-
sultados caraclerislicos; reslituir ao partido conser-
vador a sua posicao de arbitro a de senhor do paiz.
e ao mesmo lempo crear um estado permanente de
hostilidades enlre o Equador e a Nova-Granada, on-
de renave a influencia democrtica maisexagerada.
Cora eflelo mal se haviam passado alguns mezes,
e j a guerra se achava cm termos de arrebentar en-
tre os dous governos. Os resultados desla revolucc
iluraram apenas um anno.
A 17 de pililo de 1851, manfeslava-se em Guava-
quil um movimenlo novo, i enja frente se achava o
general Jos Mara Urbilia, que tambem se tornavsi
chefe supremo. Os movis de amhieao pessoal oc-
cupavam sem a menor duvida o primeiro lugar pes-
ia iusurrciriio fcilmente victoriosa. Eis aqu entre-
tanto como Urbina expFca este movimenlo, dequ<;
elle era o instigador c herdeiro, n'uina mensageni
que dirigat assembla nacional de 1852 : b
que a adminislrai;il Noboa e a convenciio nacional
daquelle lempo haviam falsificado a revolueao de 1831)
Irabindo os principios proclamados na origen-., e re-
habilitando a faccao de Flores. Elles haviam ren-
legradu as suas fuuccOes lodos os cheles militares e
ofliciaes de Flores, que desde 1815 nao linham ces-
sado de conspirar conlra a palria ; lindara entrega-
do lodos os einpregns pblicos aos partidarios de
F'lores; linham decretado as indemnisacijes mais es-
candallas em prove lo lestes servidores de uma fac-
poder do duque, conlra os guelpbos, conlra seu
pai!...
Com sua palavra eloquenlc, elle aquece os cora-
rnos de seus partidarios; falla-Ibes na liberdade, na
palria, na familia; cxhoria-us a salva-las da lyran-
nia, expOc o plano da sublevadlo, o numero dos con-
jurados, seus nomes e n lugar do alaque...
Flavia llca immovel; ella dara a vida para nao
ler ouvidu nada.
Enlrelanlo uma especie de Iranqullidade succede
iis suas lagrimas; sua alma enrgica e nobre cumpre-
hendeu o que reslava-lhe a fazer, c levanlando-se
dispOe-sc a relirar-se... porin nao era mais lempo.
No mesmo momento os ramos de salgueiro eslre-
ipecetn. allaslam^se, e Marco acha-se dianle della...
Flavia cabe de joelhos com a cabera baixa: sera
os ver ella scnle os olhns do amante fitos em si...
A' claridado do crepsculo Marco remulleren
Flavia... Seus amigos nao pdiam ver a moja ; mas
com o punhal na mo eslavam promptos para puui-
rem o imprudente pussuidnr de seu segredo...
Frescobaldi larga os ramos dos salgucirus, os quaes
lornam a envolver a moca, e diz a seus corapa-
nheiros:
Amigos! nao lomis nada! relirai-vos.....At
ainanha em Santa-Keparat'a!
Um momcnlo depois elle eslava nnvamenle junio
de Flavia.
Apezar da paixao que o arraslava para ella, Marro
nao va nesse inslaiile senao a lili: de liuglielmi, e
seu segredo, que ella possuia.
Frescobaldi nao poda esquecer-se de que u san-
gue de seu iningo enrria as veas de Flavia, e pa-
ra perdoar a si mesmn u sentjmenlo que n dominava,
sen i iineulo que elle rnndemnava como uma esuj de Irairao ao seu partido, Marco procurava rebaxa.'
sua paixao ao grodesse allraclivu vulgar, que todo
o homem experimenta pela belleza. Mas, esse des-
den), que elle julgava poder votar mora por odio
ao seu partido, era cada da desmentido "pelo seu co-
raco.
Dcbalde procurava Marco engaar sua conscien-
ca: aquella que elle ten lava ultrajar em seu pensa-
menlo reina va j como soberana em seu coradlo.
Flavia eslava em p junio dclle vestida de" prelo;
03 cabellos caliiam-lhe pelos liOMbros, seus olhos
meio baixos pelo pudor cram cheies de languidez, e
seu roslo paludo e virginal pareca mais bello em
sua dr, e mais enleruecedor do que nunca.
O mancebo senlio-se commovido, e approximan-
dose della pegou-llie da mito: eslava fra, a de
Marro trema.
Tomando um ar grave, elle dissc-lhe :
Mora, a senhora possue agora um segredo ler-
rvcl!... Elle pide vir a sea-lhn funesto... Tenha cui-
dado Elle leva comsigo a morle para quem uusar
irahi-lo. Ainda agora acabo de salva-la... Mas, des-
graeada da senhora !....
F'lavia ergneu os olhos e disse nterrompendo-o:
Pare, senhor! nao me aniare Des-e modo
nao obleria riada de miin : ceder a uma aniara he
covardia, e nao sou covarde... Mas... sua salvado,
e os inleresses de um partido que met coralito res-
pela luislam para assegurar-lhc niiulia discrcao.....
Ella parou um momento, e depois pondo a linio
sobre a urna funeraria arrescenlnu :
Jure-me que nao bao de tentar conlra a vida
que uma conjuraran organisada conlra a narfio. Ou-
lra qucxa era a guerra fralrerda com a Nova-lirana-
da, provocada pela administradlo de Nolioa. Assim,'
o general Urbina represenlav, segundo elle assegu-
ra, o Iriumpho dos principios democralicos e a paz
com a Nova Granada ; mas por isso mesmo reprc-
senlava o despotismo revolucionario na poltica inte-
rior parle preferir, sem duvida algiima, a manulencau
da administraran precedente.' Em Indo isso ve-so
que o iioiiip de Flores he o p.?adelln de lodos os de-
mcratas da America do Sul.
Era debaixo deslas condiees que se abra o anno
de 1852 para a repblica equaloriana. O partido
democralco se substituir pela insur reir.io a uma ad-
ninslracilo conservadora ? as relaries com a Nova
Granada eram renovadas e linham tomado om carc-
ter de intimidade devidn solidariedade de poltica
interior; as relac/ies com p Peni se achavam frias
e perturbadas. Era tambem naalas condses que o
general Flores apparecia as costas do Equador para
aprovelar esla stuaco violenta e coraerar.uma lu-
la decisiva, na qual elle julgava poder contar com
auxiliares no interior e no exterior. Flores repre-
scnlava, nesta lula, o partido conservador equalo-
riano. a paz com o Per, com o Chile, a resistencia
.i Nova-Granada, e ale em raso de necessidade, a ag-
gressao contra esle foco da democracia sul-ainerica-
na. Tudo dependa do Iriumpho e das circumslan-.
cas. Iberiamente d-se algoma cousa extraordina-
ria no fado de um chefe qne levanta tropas por to-
da a parle, apparelha frotas para se apresenlar s
portas do seo paiz. Bate faci foi presenciado, mas
s se explica na America, pela anarchia quas per-
manente daquellas regioea |pelo lugar que oceupam
as ambires militares n*-(MIica. Esle facto he que
permute igualmente rfn apezar de lodos os seus
esforc,os e dos seus proprios decretos, o general nao
lenlw podido fazer considerar o seu competidor como
pirata, excepto pelos seus allados da Nova-Granada
e de Venezuela. Nao ha duvida que Flores era am-
bicioso ; qiianlo a ser pirata, nao era menos que o
proprio geueral Urbina ; fazia a guerra civil no mar,
em vez de faze-la em Ierra ; sustenta va uma revo-
lueao por va de bloqueio como Urbina execulra a
sua em 1851 por va de sequeslro do chefe legal do
poder.
Como qaer que seja, foi no romera de abril que o.
general Flores chegava defronle de Guayaquil
frente da sua expedicu. Tinha elle recruado Chi-
lenos, Peruanos, Americanos do Norte, e at Alie-
ms, sem|contar cerlo numero de Equalorianos. O
lodo formava um pequeo corpo' de 500 ou 600 lio-
meiis equipados, e montados n'uma flolilha que se
compunha de alguns navios pequeos, e eslava en-
carregada das operaeOes conlra .Guayaquil. A ex-
pedirn se estabelecia primeiramente no mar sobre
um poni chamado Puna. O que ha mais singular,
he que depois de ler organisdo- uma tentativa que
denotar^ cortamente audacia, e depois de ler eleva-
do osen projecto de iuvasao al este ponto, F'lores
permaneca durante alguna.mezes n'uma inarco
quasi completa, ou ao menos nilo havia neste inter-
valo senao alguns compromissos insignificantes.
Dar-se-hia que Flores obrasse desparte por humani-
daile. como se disse, para poupara cidade de Guaya-
quil '' Esle escrpulo pareca pouco pr'ovavel da
parle do promotor de semellinle empre/.ij. Seria
para nilo violar os inleresses eslrangeiros que liou-
vessem reclamado a iiilcrvenc.lo dos governos neu-
tras t Mas a prolongacao desla crise era limito mais
funesta ao commercio eslranaewo. Nao., seria antes
porque o chefe da expedir,) aguarda va, ou qne o go-
verno equalorianu cahisse por si mesmo, noque al-
gumas sublcvaces interiores viessem fazer diversao
e Ihe ministrar um pouln de apoio t .He o que pa-
rece mais provavel. O que he crio he que se pas-
saram tres mezes sem que alguma lenlaliva seria tt-
vesse lugar : foi sement pelos lins de julho que se
lentaram algumas operaeOes decisivas de desembar-
que ; mas en tan os recursos da expedicao se achavam
exhaustos, u desanimo se havia apoderado deste ev-
ercilo variegado e incoherente. Por oulro lado, um
aconlecimenlo lerrivel, a exploso de um navio a
vapor da flolilha. viera diminuir as forras sitiantes,
decimando o corpo expedicionario; deserees quoli-
dianas tinbam lugar, cerlo numero de Chilenos ps-
savam para o governo de Guayaquil, de sorte que,
como Flores visse quasi l.e-apparecer debaixo das
suas mijos as forras que havia reunido com tanto 1ra-
balhn, e nao fosse apoiadu por movimenlo algum no
interior do paiz, mal leve lempo para domorar-se
no solo equnloriubu. Finalisava-se a sua expedicao
por um desbarato d'ahi em vante inevilavel, e elle
proprio fdra obrigado a fugir precipiladamente, sem
lienta de lempo, al a fronteira do Per. Ouanlo ao
governo de Guayaquil, elle eslava salvo ileste peri-
go; todava leve de alravessar alguns mezes singu-
larmente di Pacis. Teve nosomentca se acaulelar
conlra' os ataques de Flores, que nao vinha, mas
ainda a impedir qualquer exploso interna, eaop-
por-se s cumplicaees exteriores nascidas desle inci-
dente que tem sido um objeelo de preoecupaees pa-
ra loda a America du Sul.
He este com efleito um dos lados principar- dessa
lenlaliva extraordinaria. As complicarles exterio-
res precedem a expedicao de Flores, se desinvulvem
paral lelamente sua marrha ; be especialmente as
retacees como Per que ellas se concenlram para lo-
mar um carcter decisivo. Desde os primeiro- mezes
de 1852, quando os preparativo- do prelendenle e-
qualoriano j pao parecan) ser um misterio sobre
lodas as costas do Ocano Pacilico, e que elle proprio
chegra ao Per para rerrubir c embarcaros seus l-
timos soldados, o encarregado dos negocios do Equa-
dor em Lii'.ia, o general Antonio Elizalde, encetavu
uma correspondencia das mais vehementes com o go-
verno peruano. Exigir a expulso de F'lores, seria
de pouca importancia, quando esle parta no dia se-
gunde; fura antes entrar nos seus designios, porque
evidentemente o governo peruano nilo tinha nem di-
reilo nem poder para mandar scgui-lo no mar. As-
sim, o general Elizanlc exiga seu inlcrnanienlo in-
mediato sobre um dos pontos mais remotos do depar-
lamento de Cuzco ou de Puno. (I governo peruano
responda a este despacho no mesmo dia 8 de marco,
que para provar lodo o interesse que elle ronsagrava
Iranqullidade do Equador, a dar as ordens neces-
sarias para que o general Flores fosse para o depar-
tamento de Jiinin ; ao,mesmo lempo as autoridades
de Piura e o departamento da Libertad eslavam cu-
carregados de internar al 20 leguas da cosa todus ns
emigrados equatorianos em estado de pegar cm ar-
mas, e impedir a sabida de qualquer1 forra suspeila.
Estas ordens eraiu piovalveiucnte mal execubulas, ou
eram demasiadamente tardas, pois que Flores s
parta depois de ler recrutado a de que precisava.
Desde entao o general Elizalde pedir os seus passa-
portes, invectivando o governo peruano, de sorte que
na realdade, as retacees dos dous paizes se achavam
quasi rotas. Era esta, senao a primeira phase, an
menos uma phase essencial da questao sobo ponto de
vista diplomalico. Ao passo que a expedicao cami-
nhava para o seu alvo, .nutra phase se ia abrir. No
primeiro momento em que a lenlaliva de Flores ti-
nha lomado um carcter por assim dizer oflicial e
publico, desde o mez de abril, o governo da Nova-
< ranada, como j vimos, conseguio do congresso- a
aoloi isacao para orgaujsar tropas com o fim de faze-
las enlrar no Equador, se fosse misler, e al para de-
clarar guerra a qualquer estado americano inimgo,
islo he,suspcito de ronivencia t-om Flores. Ora, pe-
lo que diz respeilo interveuco granadina sobre o
solo equalorianu, islo creavajuma difliculdade de di-
reilo publico mui grave.
Por um tratado de allianea c amizade, de 8 de de-
zembro de 1832, a Nova-Granada e o Equador se
comprometieran! a defender reciprocamente a sua
independencia e inlegridade alunaradas por uma po-
tencia estrangeira ; mas podia-s considerar o ata-
que do ceuerul F'lores como uma aggresso eslrangei-
ra E desde entaoocatu* frederi*seria chegado'.'Se-
ria fundada em direito a inlervencilo da Nova-Gra-
nada ? Era este no mez de jiinlio, o objeelo de uma
nova troca llenlas diplomticas entre o encarrega-
do de negocios do Peni, M. Mnreira, qne se achava
em Guayaquil, e o general Villanlil. ministro das
rejaces eslrangeiras do general Urbina. Emfim.
tanta moderaran empregava o encarregado de nego-
cios peruano, lano azeduiue e arrogancia emprega-
va o ministro equatnrano. M. Mreir susleiilava
que a expedicao de F'lores nao era mais que uma lula
de partidos interiores, a qual nao tinha de sorte al-
guma o ('arador previsto pelo tratado de 1812, que
por consequencia a interveuco da Nova-Granada nao
era fundada, c que no caso em que esla inlervenrao
se realisasse as circumslancias acluaes, a indepen-
dencia do Equador nao seria mais que uma palavra,
o que enllocara o Per em a necessidade de obser-
var.
de meu pai, c juro-lhe pelas eiu/as de minha mi,
que esla pedra encerra, que seu segredo ser fiel-
mente guardado... Dos sabe, acrescenluu ella er-
guendo os olhos para o co, e com umaccenlo pe-
netrante, Dos sabe se meu corarao faz ou nao votos
pelos seos inimigos.
Pronunciando estas ultimas palavras, um vivo ru-
bor cobrio o rosto da mora, ella vollou a cabeca, e
duas lagrimas cahiram sobre a pedra do tmulo.
lana nobre/1, lauta firmeza, c lanas gracas des-
lumhraran! a Marco.
Flavia nao era mais para elle essa mora simples e
burgueza, que s pela sua belleza mereca suas bo-
menagens; sua altivez, sua enragem e sua alma in-
genua e magnnima a Iransformavam a seus olhos.
A lilha de Guglelmi era gibelna do Tundo do co-
raran.
Essa confisso purficava-a cm seo espirito, e as
palavras ingenuas, que ella acabava de pronunciar,
o Iransporlavam de amor e de alegra.
Flavia! F'lavia! disse elle com voz commovi-
da, como poderei xprimir-lhe o que aeora siulo!...
Creatara anglica, jierdoe-me t-la despiezado!.....
Nada de juramentos entre mis. A t de um amor
puro ser nos-a garanta.
E alirahindo-a brandamente para s acrescenlnu :
Mas, .Iranquillise, meu corceo por piedade e
mis Iriumpharemos dos obstculos que us separam...
O amor be mnito poderoso, Flavia, quando he cor-
respondido.
M-la- ultimas palavras foram pronunciada- com
nma ni/ liin barmouusa e tilo penetrante, que u ro-
raeii da niea saltn, como se qnizesse fugir para
Marco; mas ella conscrvoii-se silenciosa... Fresco-
baldi coutiuiiou:
Falla! falla! cu le conjuro,-estrella do reo!
apptaca minha aiuicco... O lempo foge... Com que
transporte bemdirci essa p.ilavra divina!... essa pa-
lavra adoravel!... Flavia, dize queme amas!
Um momento o silencio succedeu a estes rogos. O
amor e o pudor dispulavam entre si o coranio de
Flavia.
Marco aperlando-a brandamente sobre o peilo,
fui nuil :
Nilo sabes que la imagem me segu por loda
a parle? Que fclir.de le amar, acho delicias mesmo
no mal que me faZes?... Ora fugindo do perigo, mi-
ada alma desterrada languece. ora entregue a uma
illo-o clmja de encantos, vejo-te junto de niiin. e
lodo o meu enrpo estremece... e piiiiho em la fron-
te radiante de belleza a edroa de murta... a roma do
amor...
Os dedos alvos e afilados de Marco passavam leve-
mente sobre a linda caliera de Flavia..... 1 a mora
ciilia o coracao do amante bater conlra o seu, e seu
balito ardenle aflagar-lhe o rollo de alabastro...
Uma perlurbaeiio descouliccida apodera-se della,
uma densa niivein eslende-se-llie sobre os olhos, os
joelhos curvam-sc-lhcs... A cabeca de Flavia inrii-
ua-se brandamenle, e muilo fraca para suppurlar
lana felicidade, ella desmaia...
Nesse inslnntc a voz de Catbariua se faz ouvir.....
Marro dcpiie doccmenle o corpo da moca nos degros
do tmulo, seus labios roram-llie a fronte virginal,
e elle desapparere por Irs dos salgueiros vizinhus...
VI
Eram sote horas da manhaa, a inaiur ordem -reina-
va na casa de liuglielmi, os movis eram pulidos e
j
f
des
O general Villamit nao responda a esta argumen-
taran ; exiga antes qualquer resposta da sua parte,
que o governo peruano se explicasse claramente so-
bre o carcter que elle atlrbuia i expedicao de Flo-
res, ao que M. Mnreira objectava que o seu governd
au tinha especie alguma de explicasaoa dar, quese
limilava mais estrela neutralidadc, e que, era In-
do o raso, i-tu nao esclareca ein-pada esla queslo
precisa eslabclccida oulra vez : mas pnder-sc-ia
ra/.uav cimente snsleiilar que o catus faiieri* do Ira-
lado de 1832 fosse chegado ?,
O general Villamit sesublraliia a esla difliculdade
por meio de um equivoco. Priraeicamenle contesta-
va a qualquer, que nnfossem as parles contraanles,
o direilo de inUrprctar.io dos tratados. .. Mas, cces-
ceitava elle', e ueste ponto lie que eslava o
equvoco, quanlu ii applicacnn que o meu gover-
no nlende fazer presentemente do direito que Ihe
dito os tratados de allianea que o ligam desde 1832 i
Nova-Granada, o que conslitue o'ponlo essencial da
inlerpellaraoqiic o encarregado.de negocios do Peni
se jblgra aularisado a fazer, sua seiihoria deve pro-
curar e achara a resposta oa poltica que vio e ainda
v seguir pelo meu governo, e na poltica que se-
guo al aqu e que ainda segu o governo perua-
no... Como se v, a diplomacia faz progressos na
America do Sul. Em essencia, M. Moreira nao con-
leslava de maneira alguma o direito de que gozara as
parles ruiilratantes para interpretar as esl i pn lardes
dos seus tratados, mas ello acrescentava cora razao
que as oulras naces linham igualmente liberdade d
lomar aquellas medidas, que llies-convicsse no caso
em que a applicitcfio deslas cstipulacOcs lezasse os
seus inleresses ; as circumst a ocias acluaes. as suas
communicaces nilo lvcram oulro alvo sean expor
as ronscqueiicias de'uma inlervenc.lo no Equador.
Uma vez nesla estrada, era evidente que um rqm-
pmento completo eslava mnenle, lano mais quan-
lo a Nova-Granada se tornava parle rssenciH na
questao, quando o revez do general Flores vinha fe-
lizmente, se nao apasiguar sbita e definitivamente
estas complicacnes, ao menos tirar-Ibes o alimento'
principal. Desde entilo era mais fcil a conlnua-
c3o das negociarnos. Ja vimos e ainda veremos cm
que esladosc achara as que foram enceladas entre a
N ova-tira nada e o Peni. Ouanlo s negociaroes que
foram seguidas ora cm Guayaquil, ora em I.i'ma, en-
lre o Equador e o Per, depois do muilos esforcos se
cnnrluiran por um tratado em dala de 8 de abril de
1853. Em virlude deste tratado, as retardes de boa
amizade foram reslabelecdas entre as das repbli-
cas arl. 1.) Como o governo do Peni houvesse recu-
sado e-ponlanemenle dar aylo a Flores depois da
sua tentativa de invaso. continuar a prohibir que
elle resida no lerritorio peruano (Art. 2.) Os emigra-
dos equatorianos no Peni sern afastados da costa e
mandados para o interior (Art. 3.) A questao de sa-
ber a quem perlenccm os navios, armas, muniees
transportadas ao Per, depoisde lerem feilo parte da
expedicao de Flores, ser submettda ao arbitramen-
to do Chile (Art. .5.) Aguardando a conclusSo de um
tratado definitivo de amizade, de commercio, as duas
repblicas se ohrigam reciprocamente a uo consen-
tir que se organise tentativa alguma que ameace a
tranquillidade de nma ou de nutra (Arl. ti.) Os re-
fugiados respectivos dos dous paizes serte mandados
para o interior dopaiz primeira roquisiriin de ca-
da um dos governos Art. 7.) Por lano ex-abi, na
historia actual da repblica cquatoriaua, o fim de
uma das complicacnes diplomticas que se premien)
a expedirflo de Flores.
Mas existe, as retaces exteriores do Equador, em
1852. ainda oulro incidente nascido desla eterna ex-
pedicao, posto que de uma maneira mais indirecta:
be uma especie de rompimenlo momentneo com a
I-ranea. Como ja dissemos, o governo de. general
l.rhina, por infeliridade sua, uio inspira grande in-
teresse ; nao podeinspira-lo nem pelas tendencias po-
lticas que faz prevalecer, nem pela pouca sguranra
que o reinado deslas tendencias oflerece'aos inleres-
ses eslrangeiros. Segue-so que os arontecimeutos
que parecen) ser uma Mineara para elle podem ser
julgados de uma maneira mui diversa pelos eslran-
geiros, e at cerlo ponto pelos representantes los go-
vernos etropeus. A lenlaliva do general Flores vcio
ministrar uma nova prova a este resneilo. (Ira em
laes condiciies, qual he o deverdos eslrangeiros e es-
pecialmente dos chefesde missao n'um paiz como o
Equador Cerlamente esles ltimosnodeviun aju-
dar tentativa alguma, nem favorecer revolta a Iguina,
nem prestar o apoio do seu nome e do nome do paiz
que represenlam a partido algum, ii faccao alguma ;
n uma palavra devem respeilar oseu proprio c.iracter
e o carcter official do poder junio do qual se acham
acreditados, permanecendo neulraes no meio -las lu-
las interiores ; roas islo nao quer dizer evidentemen-
te que elles nao lenbam direito de adiar mo tal ou
tal governo, de preferirla! ou tal influencia poltica.
Dar-se-ha raso que o representante da Franca, M.
de Moiilbolon, usasse de scmelhanle direilo "i lie
mui possivel; nao fazia mais do que imilar neste
puni muilos oulros agentes eslrangeiros. O que pro-
va este fado, he que nenhum governo, como ja le-
mos feilo observar, quiz associar-sc s derlararioes de
piralaria laucadas pelo general Urbina conlra o ge-
neral Flores. Nao significava islo que essesf ovemos
fossem conniventes com Flores, significava qurf elles
nao (encionavam prestar o sen apoio a Urbina. Per
lano, M. de Montholnn podia ler tal nubil opiniao
sobre o poder reinante no Equador. Na realdade,
elle permaneca neutral; salisfa/ia-se rom proteger
os nossos nacinaes e acolher os infelizes que vinham
procurar um asv lo no consulado geral.
Todava esle faci era suflicienle para excitar con-
lra s aanimadversao violenta da imprensa equalori-
ana e a irrilacao secreta do proprio governo. A Fran-
ca era o objeelo de incessanlcs diatribes. Por varias
vezes M. de Monlholon se vira na olirigacao de recla-
mar contra esses excessos da impreusa, e apenas re-
cebera respostas evasivas, assim como relativamente
aos inleresses mais positivos dos nossos nacionaes te-
sados. Emfim, no mez de julho, no meio da eflerves-
cencia legada pela expedicao de Flores, dava-se em
Guayaquil um banquetea queassisliam ns membras
da assembla nacional, que lia pouco se havia reuni-
do. Ao sahir deste banquete, os convivas foram dar
um passeio patritico pela'clado, e ao passarem pe-
lo consulado geral deF'ranca, alcaram gritos mui in-
juriosos. Era intil exigir uma repararlo por actos
que parliam do homens, que perlcnciam a tirados
poderes pblicos. M. de Mohlholon inmediatamen-
te pedios seus passaportes. Pouco depois, o coin-
luzenles, o rparmore do ladrilbo alvo e bruido, ca
mesa esperava o almoro.
(iugliciini, como todus os Florentinos activos e la-
boriosos, era madrugador. Alm dos negocios do es-
tado, e do cuidado de seus inleresses, elle cultivava
as bellas arles e as lettras.
Tinha sido amigo e companheiro do exilio de Dan-
e como elle havia sido prior, e demiltido por Ga-
elli. Mas liuglielmi vollou para Florenca em um
esses momentos to raros cm que os partidos canea-
dos de combater nssignavanr uma tregua para reco-
braren! forras, e Dante refugiado em Verona vinga-
va-se da injuslica de sua patria, a qual elle nilo tor-
nen mais a ver, jlt'ustrando-a com o Divina Com-
media.
Guglielmi voltando ao poder cesson entao Inda a
correspondencia com elle; mas depois da elevaco
do duque de Alhenas pareca ler adoptado os prin-
cipios de Dante. Quando seus amigos ecusuravam
sua opiniao a esse respeilo, elle respundia-llies ma-
liciosameute : Vosss queixavara se do governo dos
' inte por ler dado Inicios amargos; pois bem, sou
e ana opiniao, e pens como Aristteles : Os ho-
lens nao goslam de ser mal governados; a plurali-
dade uo governo lie m; logo lie preciso um chefe
nico.
Aproveilandoase de sua influencia sobr o duque
de Alhenas, Guglielmi o exhorlava severidade pa-
ra com o povo, e is perseguires contra os uobres.
Elle esperava por essa maneira lomar menos odiosa
a leinbi.iiir.. dn governo dos Viulc, como se mu ex-
cesso podesse justificar mitin.
Sua astucia e sua alt'ouleza nao reeiiavaui dianle
de nenhum obstculo para ajudar tiiialliern em sua
inidinaeao para a lyrannia.
Tomndo-se necessario n duque, elle servia ao
mesmo lempo sua vinganra e sua fortuna.
As intrigas da mbicao c do odio nflo inipeJiam
liuglielmi de oceupar-sc das bellas arles.
Ello goslava de rodear-se dos artistas, rjue nessa
poca illiislravam sua patria, e procurava approxi-
ma-los de Gualliero.
Mas a avareza e o amor das arles niin andam jun-
tos, c a arte eslava nesse lempo em uma posicao mui
elevada para procurar o lavor: ella reinavj', e nao
lisongeava.
incursos na censura severa dos poderes pblicos.
Alm disso, o pavilhao francez devia receber utaa
salva de honra, e emfim se reclamara uma iijdem-
ni-acio em favor de um subdito francez lcsad^lia
sua pessoa e nos seus bens. Foi no primeiro de main
de 1853 que o vicc-alioirante Feborier-Despoinles
chegava defronle de Guayaquil frente das suas for-
Cas navacs, e se pode dizer que elle recebia imrao-
diala salisfarn debaixo da impressSo salular da pre-
senra dos navios francezes: Urna carta do ministro
dos negocios eslrangeiros do Equador, cm dala de l>
de maio, responda uma a uma a todas as reclama-
ra'- de acquiesccncia. Desl'arte terminuu-se ainda
--te |oulro incidente, que se liga em sen principio
expedicao de F'lores. Aliual. a propria imprensa
mais hostil destes paizes se nao pede eximir de reco-
nhecer a uiuderacn da Franca, ttom fora que esta
iiiu.leraciio servisse de lico e que ella> provasse que
se os governos da Eurupa san algumas vezes uhrga-
dosaimpor a esles novos estados o respeilo do di-
reilo, fazem-Uo com o senlimeuto da desigualdade
das forras e dos grandes inleresses que uneni o auli-
go mondo America do sol.
Taes sSo algumas das quesloes principaes, no meio
das quaes desapparecia a vida-puramente interior i
do Equador em 1852, ou anles em que ella se con-
funda. Quanto .aos factos especiaes proprios para
caractersnr a siliiaco da repblica equaloriana de-
baixo desla ultima relacao, sao pouco numerosos.
Elles se resumem neslc faci dominante, o Irium-
pho do espirito democrtico. Este espirito se reflec-
te nos actos, as leis, em todas as medidas adoptadas.
Desde 17 de julho de 1851, poca-da revolocJo qne
liiiha derribado M. Diogo Noboa, ate o meiado de
1852. o general Urbina exerciajun poder completa-
mente dictatorial. No meutejuIhoV uma assembla
nacional consliluinle se reama em Guayaquil, e a 17
desle mez, o general Urbina Ihe diriga* uma mensa-
gemem que expunha a siluaeo da repblica, silua-
Cao bastante trisle sob lodas as relarcs, como se fui-
de pensar. I'rbina fallava com cmphase da revolu-s
C3o operada per elle, da independencia.nacional, da'
lula heroica que se roncloia, do povo < que nunca
se engaa quando se Irata de liberdade. O povo se
eenganra sb o governo de M. Noboa. mas nao se
enganava sdb o do general Urbina: eis-ahi o lado
mais claro do negocio. O que he certo he qne a _
'embica, oulra emanac,ao do povo, era um composto
de a patrilas inlelligenles e livres, segundo o che-
fe do poder execulivo, patrilas que linham por mis-
silo fundar o progresso e a verdadeirn liberdade.
Com efleilo esla assembla fazia uma consliluico
nova, ou antes dava uma nova edico da constilui-
CSo de 181.5. apenas com algumas modificares. Se-,
cundo a nova lei fundamental, o presidente devia
ser nomeado por 600 eleitures divididos enlre- tres
dislrictos, formando a divisao do estado: mas-desta
vez a assembla reservava para si a escolha do pre-
sidepte, e prev-se sobre quem cahia naturalmente
esta escolha. A presidencia fra deferida ao gene-
ral Lrhina, e a vicc-presidencia a M. Pacifico Cbiri-
boga. >
Foi a 30 do agosto de 1852 que o general Urbina
Inii iva pos-e solemnemente do poder. O discurso
do presidente da assembla, recebido como program-
la poltico pelo novo chefe do poder execulivo, cau-
sava pouca admirarn as circumslancias, era
uma prolissan de fe democrtica. Indicava especial-
mente uma das primeiras reformas que derla operar
a unidade da lei-islacao, islo be, a abolirao das leis
que regem a igrejn. Emfim, como sempre acontece,
era misler por as insiituires em harmona com os
costumes republicanos do povo. leosle um dos ar-
ligos obligados do evangelho democrtico. Desde
esta poca o governo equaloriano, islo he o gene-
ral Urbina de arcnrdn com a assembla nacional,
liromulgva successivamcnle diversas leis ou decrc-
los.. Prinieiraineiile, cuino lie fcil snppor, ns jesui-
las eram expulsos delinilivamente. os jesutas, que
linliam nXn ----* *' tV_-^._._l~_ J_ i;_____;____
mandante da e-tarao frauceza ii;i Ocano Pacifico, o
rapilau Pelliun, diriga ao general Urbina uma carta
da qual llevemos cilar algumas passagens. Encar-
regado pelo meu governo. dizia o commandanle Pel-
lion, para fazer respeilar o pavilhao du meu paiz, pro-
teger as pessoas eos bens dos inens compatnolat-fws linham sido o primeiro brandan do discordia entren-
la estacan, felizmente exonerado do dever de prorc- *
der por via de' notas que nem sempre condiirem a -
idicaeoes francas, derlaro-lhe,general, e pode lomar
a parle que Ihe approuver no que *ou dizer-lhe,"que
daqni em van le nao bei de tolerar de quem quer que
seja a menor nmissao acerca das consideraces devi-
das a I-Vanra e aos Francezcs.; eslou resolvido a exi-
gir e conseguir por lodos os meios que eslivercm ap
meu alcance uma reparacao prompla e completa de'
qualquer acto deste genero, sejam quaes forem os
seus autores... I lei vn esle porto, general, mas conhe-
co a navegaca'i do Guayas e lerei os olhns cravados
sobre tudo oque poder acontecer, eese for necessa-
rio, ver-me-ho vuar da extremidade do Ocano Pa-
cifico, para cumprir enrgicamente as minbas pro-
messas. I fano-mc em acreditar que o governo e-
quatoriano. melhor aconselhado, se'no respeilar os
senlnienlos de jusliea, ao menos pelo seu propriu in-
teresse, nilo me ha de forjar a execular o que he do
meu dever prevenir...
Ninguem ignora as impresses diversas que esles
nenenles e esla linguagem produziam no Equador
e ate as repblicas vizinbas. O governo equaloria-
no se diriga direclamenle ao gabinete francez, para
tancar'Indos os erros sobre M. de Moitlholou. A im-
prensa do Equador eda Nova Granada clamava con-
lra o abuso da forca. Estes estados procuran) I ira.
algumas prcrogati.vas da sua fraqueza: pretenden)
ser audaciosos impunemente, e quando nm governo
enropcti se v obrigado a fazer sentir a algum detles
o peso do seu poder, deparara nislo um abuso. Dahi
esses odios e esses rcsentimentoscspalhados esperil-
menle nos paizes democralicos, e que se traduzem,
como j vimos no artigo sobre Venezuela, na inda-
garlo de um cdigo particular de poltica americana.
Como quer que seja, mal esle negocio tinha sido co-
ndecido em lodos os seus promenores, e j o gover-
no francez enviuva o vicc-almirante Feborjer- Des-
pojles para exigir uma reparacao ao Equador. O
almirante francez devia pedir ao governo equaloria-
no que reprovasse os factos que linham motivado a
partida de M. de Monlholon, e ao mesmo lempo
proleslasse que, se elles se reprodnzissem, firariam
Intelligciile, astucioso e amante do ganho, elle
era econmico como sao aquellos que ganharam a ri-
queza ledamente; mas nao era avarenlo. Generoso
para sua familia, nao poupava nada para adornar sua
lilha as grandes feslas, poslo que na vida interior
goslasse de ve-la simplesmenlc vestida.
(liuglielmi era orgulhoso, mas nao vaidoso ; goza-
va da ordem na simpjicidade, como oulros se de-
leitaran) no fasto e na magnificencia.
Quando enlrou na sala, Flavia j ahi eslava. Se-
gundo seu coslume, ella tinha um Irage simples.
Seus cabellos negros repartidos e reunidos depois em
duas pastinhas, eram alados com filas brancas e alli-
ucles de ouro.
Um vestido de la azul guarnecido de fila bran-
ca e preso por um cinto branco de ponas cabidas,
cohria seu lalhc esbelto e descia al jio chao em do-
bras undulantes.
Seus tiraros nao linham nenhum enfeite ; mas re-
dondos e ricos de sua propria belleza, terminavam
cm uma alva maozinha de dedos afilados e utilias ro-
sadas.
Flavia era fresca como uma flor aberla com o or-
valho matutino; mas, urna leve pallidez tcslemu-
nhav.i ainda as emnrcs da vespera.
Ella tinha visto a Marco era sonho, bello, lerno,
tal qual Ihe apparecera no dia antecedente. Poslo
que nquicta sobre o futuro, ella eslava deslumbrada
pelo prisma do amor e gozava com ebriedad o da ven-
tura de ser amada. Sua pelle asseflnada respira va a
frca e a delicadeza, seu nlbar brilbanle e doce ao
mesmn lempo anniinriava a tempestado das paivoes,
e quando sarria, Indas ns delicias parecan! adejar nos
contornos de seus labios nararados.
liuglielmi enlrou na sala com ar preoecupado.
Aleu pai, disse--lhc Flavia depois de alguns ins-
tantes de silencio, Vmc. parece sullrcr *.'
Sun, iiiinha lilha ; passei a uoilc agitado e sem
somno.
Se cu ousasse, meu pai...
O que?
Dir-lbe-bia que essa* vigilias e essas consullas
0 falig.ini c alterain-lhe a -ande.
Osaa leve ruga na fronle le Guglielmi indicou
lilha que essa observaco Ihe desagradava.
Pudo ser, responden elle, mas ellas me escla-
l.apo, A nuil in, Brunellesrhi, esses nrrliileclos im-1 reccm a respeilo du futuroc duplicara minha forca e
moraos ; Andrea de Pisa, a quem deve-seo baptisle- meu poder no presente... Todava esla uoilc, acres-
centou elle pondo a mao na lesla, no mnmeulif cm
que julgava alcancar a ronstcllarn... um veo de
purpura... signal de sanguc.signal de morle...
Flavia cmpallidece... uma lemliranca liorrivel... o
horscopo du adev i ni ni aprc-enlae-I I ni n memoria
ella ergue os olhos para o pai como para pedir-lhe a
e\plie,u;aj de suas palavra-.
Mas Guglielmi no fez raso da irapressao que aca-
bava de prn lu/.ir sobre a lilha. Sempre absorto em
seu pensameuto, pareca esquecer-se de que nilo es-
lava s.
Pouco depois um sorriso desdenhoso rocou-lbe os
labios ; elle pareceu serenar-se, ecomecou a conver-
sar com a tibia cm um lora aflecluoso, e iulerrogou-a
sobre a iinpressilo que Ihe causara o espectculo da
vespera. e sobre o' duque efidalgos que furnia vara sua
curte. Parecendo pedir a approvacao de Flavia para
osjarniitecimeiilosque acabavam depassar-seem|Flo-
renca, elle referi passageus em louvar dn Gualliero.
Tudo isso era dilo com uma especie do honda.de
Nova-Granada e a administracao de Noboa. Alm
disso. uma lei de 27 de setembro de IS52 ainda per-
segue o eterno Flores. Segundo esla lei,. a qualifi-
cacao de, pirata he applicada a Flores e aos auxiliares
da sua expedicao; serao tratados como taes, se appa-
recerem no Equador. O poder execulivo pod ba-
nir qualquer pessoa suspeila de ler favorecido a cons-
piraco de F'lores. Os bens delle, dos seus cmpli-
ces e dos seus partidarios eslo sujeitos n respunsabi-
lidade fiscal, por' oulras palavras, eslao sujeitos an
confisco. Por o'utro lado, uma lei da mesma dala
regula delinilivamente a abolirao da escravido.
creando novos imposto- para augmentar os fuudos
cliamados de manumissao, o que equivale, poucomais
ou menos a exigir meios de imlemuisarao a aquellos
que se acham compreliendidns n'uma medida geral e
humana, que devia serrealisada gradualmente, com
madureza eprevidencia, para ulilidade dos proprios
escravos.
Ao alravessar-se lodas eslas alternativas, fra dif-
ficil dizer com precisan o ponto em que se acha asi-
tuacao financeira do Equador. As finanras j esla-
vam no mais triste estado de insulllciencia aulesdas
ultimas guerras civis. O que'sao ella hoje, dimi-
nuindo as receilas as mesmas proporroes em que
cresciam 'as despezas em consequencia das roudirii-,
puliticas em que se achava o paiz"? Durante lodoo
aniio.de 1852, o governo viveu pouco maisou menos
de oni|iresmos voluntarios, de expedientes de todo
o genero, deixando a divida estrangeira em alrazo.
De-graradaineule a industria particular nao he mais
feliz do que afortuna publica, salvo na cidade du
Guayaquil, onde ella acha um Iheatro mais favora-
vel. Como havia de acontecer o contrario no inte-
rior do paiz? um proprielario pode ler duas ou :V)0
mil piastras em bens, e nem por isso he mais rico.
A sua casa pode regurgitar de graos, de productos de
qualquer sorte: nao pode vende-los. nao pude trans-
porte-Ios. Se possue 4,000 piastras de productos
agrcolas, nao achara 500 piastras por empreslimo, o
se adiar, he com o juro de 20, 30, 40 por, 100. Ca-
pital, (rabalho, pnpularao activa, vias de commun-
cagao, eis o que he necessario a um tal paiz, e para
rio de Florenca ; (luibcrti, creador dessas portas,que
Miguel Anjo julgou dignas de servirem de entrada
ao parazo, eram contados no numero dos amigos de
Guglielmi, bem como Giollo, cujo engenho reuna
as Ires artes como Ires flores primorosas na mesma
bsica.
Guglielmi tinha cstudadoa nicromancia com Sla-
bli, mais condecido pelo nome de Ceceo d'Ascoli,
seu philosopbo favorito e cuja sciencia veneravi ; e
naotralava um iicgocio de estado ou de familia sem
ler primeiramenle consultado os asiros.
Do estatura elevada, liuglielmi era paludo e ma-
tro ; seus olhos cimientos tirando a amarello erjiro.
reherios por basta- sobranrelhas negras, e seu olhar,
liahilualmeule dislrahidn pelos clculos c combina-
cOes arduas da aiiihiean, lornava-se escrutador quan-
do quera penetrar o pensamenlo de nutren).
Seus labios finos i- aperlados inoslravam ao mesmo
lempo um temperamento violento e uma vontade
lirme.
4
s ni| les, que ani.ian-lo a moca a sorprenda ao
mesmo lempo.
Flavia nao eslava acostumada a conversar assim
com seu pai, e essa iv.ilineucia habitual tinha e--
labelecido enlre elles urna especie de recalo, do qual
Guglielmi apartava-se pela primeira vez.
Todava a mora em suas resposlas teve o cuidado
de nao olfender as opiuies do pai; pois sabia quanlo
elle era susceplivel.
Mas quando Guglielmi comecou a louvar Gual-
liero. Flavia ralln- e csuas feices nlteraram-se.
Gualliero era o inimgo de Frescobaldi, eslava ro-
deado dos homens crucis que haviam assignado a
ruina c o exilio de sua familia materna, c nada po-
da a brandar na moja a impressu dessas amargas
lembrancas. "
Intcrpellada muilas vezes por seo pai, ella nao po-
de determinar-se a confessar seus sen lime utos, e per-
sisti silenciosa.
Su carcter firme e altivo revolla-se contra a
mentira, ao passo que Guglielmi procurava com orna
tenaz insistencia iinpor-lhe suas opinioes e sua fe
poltica.
O silencio Obstinado de Flavia irritou o pai. Sons
becos linos comprimirni-se. e mudando de assump-
lo, elle dsse-lhe repenlirrameiile :
F'lavia, conheces Bisdomini t
Sim, meu pai.
Sabes que he rico, que he meu collega e, valido
do duque ?
Sim, meu pai.
Pois bem, prepara-te para recebe-lo romo leu
Futuro esposo. De hoje a oitodias has de casar rom
elle.
Meu pai !... casar com elle !... com esse ho-
mem odioso f o algoz de minha familia Nunca !
antes morrer !
A moga colirio o ro-to com as mos como para evi-
tar vista de um espectro.
Filha de la mai exclamou o velho com voz
atroadra e transportado de fqror. Cuida era teu fu-
turo e teme o resentiinento de um pai irritado Ke-
conhecoem li esse odio hereditario, esse espirito de
revolta! Mas...
E inrlnando-se ao ouvido da filha acresccnloii
concentrando a voz e tremendo :
Nao sabes desgracada...que ella mnrreu por isso?
Flavia ficou mmve| lendo os ullios firmes c a ca-
beca apoiadano encosloda cadeira. Pareca ler per-
dido os sentidos.
Um instante Guglielmi parou... as enlranhas Ire-
merain-the, e elle jnlgou te-la morto com suas pala-
vras acerbas... Mas logo as da moca snaraio-lhe oo-
vafhente aos ouvidos, e sua colera tornon a accen-
der-so. O algoz de sua familia !... S Guglielmi
sabia se essa aecusacao nao Ihe era dirigida.
Elle via ah lodo o pensamenlo da filha, mais que
seu pensamenlo, e o remorso quo ella despertara em
suajeonsciencia ulcerada, era um crime aseusolhos...
Em um novo transporte de furor, ello approiima-
se da moca e sacode-a com forra... O corpo de Fla-
via cabe, sua cabeca bale no chao de marmore... O
sangue esguieba... Um suor fri corre pela fronle de
Guglielmi. A' vista da lilha ensaiigueulada sua co-
lera applaca-se repenlinaraenlc.
Assuslado e atlonilo, elle sabe precipitadamente da
sala c enva Calharina em socenrro de Flavia.
(Conlimfar-se-/w.;


2.
\
iso, a cndilo mais necessaria he a paz publica, he
o boro censo. intelligencia n'um governo pro-
tector, que falle menos ero progresso chimerico, e
realise algomi roma na ordem moral e material. A
csl respeilo o Equador nSo difiere muito dc oulros
estados da America do sul; mas a necessidade de
ama poltica pratica e fecunda lio lano maissensi-
vel para este paii, quanlo o seu governo parece me-
gos disposlo a te conformar com esta verdade.
(.Innuaire des deux mondes.)
INTERIOR.
AMAZONAS
FALLA dirigida asamblea legisla
'ti nial IsAsuioui ao di a 1 de oa
ea*>' rainarla, sala presidente da proiincia,
aatmlbilra Barealaao Farralra Fajmui.
CDXTIRl'ACAO BO HOMBRO aNTKCEDITktE.
Obras publicas.
que lomei posse da presidencia/ tenlio ap-
dous y1(;Zes, que lhe eoncodi, por eslar para isso
autorizado pg|0 propon C(jntraio, e por parecerem-
* .lendiveis as rages que, allegou. Assim espe-
ue mui brevemente se descinpenbc das obriga-
que ronlrahio.
Este edificio poder ser ainda muilo augmentado,
. nstruido-se pela parte de traz a residencia do
arcereiro, e outros comi)artinieiitos : entretanto j
olTercce os commodos indispensaveis para o nu-
mero de presos que ordinariamante ah se renan.
Quanto :is outras cadeias da provincia resumo tu-
do o que lea a dizer-vos asseverando que nenliuma
d'ellas merece tal nome. Nao sao mais que caze-
bres tic fraquissima conslruccao, muito inmundos
e abalados, c algum at coberto de palha. Para qu
ahi su etenha algum reo ser necessario que elle
JIMIO DE PERHUMBUCO QUIETA FEIRA 12 DE JANEIRO DE 1854.
-------- 49". ----- -*-*. a w |u< t.|
nao qujira fugir, 011 que se Ihe ponham ferros;
plicado particular allenca as obras publicas, ue que ** 1uau"as ao >
carece a capital, reconbecendo como de/mais urgen- Madas. "os 6''
le necessidade. alem da ernistrnec/ d *.;= auxilio conslruco
conserva-las em tal estado como prisoes publicas im-
portar sem duvida a mais flagrante violacio do
art. 179 21 da constituicao do imperio.
As quautias do 1505OO, e 1009000 consig-
7.- da'lei do ornamento como
conslruccao dos emtenos do villa Bolla
_, ,' ,. ,--------~ """"Y 'i"""a P'oviucia, a cuto itiesouro aeu de dtreilos
mus mas tomk e principalmente aos que qui- no anno de 1852 urna somma superior a noventa
",f:u,^aica.rrc"<>'>* empregos pblicos, pa- contos de ris, excedendo j a sua exportaco an-
te Z nZaf h,Tr, T na ,,,r0.,V,nC'a Tt fa'r nUa'Para paizes SS" a 120 mil arrobas, alem
ladc^^al bal, hado, nao duvtde. tomar sobmi- de ter-se elevado o preco a vinte mil ris.
rn8 td,C *J$**% dc -incumbir N0 nxslc cntnodellasaobartelH.lanoMaxim.ano An.u- cultura, ou de industria que se possa dizer irn^r-
.daconstn^radSs j ~^ dos ..miterios de vi,,a. Bella ,i propnos para o servico das divei&s replicos, "peratriz e de Maues foram entregues s res- sembta, a quantia mental de 509000 res, paga ntoobtonumtoM?^T'^a1\
qnerprov.nciaesquergeraes.quese/ad.amquasi.o- SE-^tT? "^ de 0rde"S ** ** P* *> S. publica, queaioda' S& quem quer *g ZsioondTLnL D^recT
de* mudo mal acommodadas, a <3e urnaigreja ma- slde,"a de 30 e 31 de 5 consta-me que nao lem sido excedida por acliar-se vaga a cadeira -'.....- ...... '
triz, cuja falla nao pode ser supprida pela nica amJe,,aS*ras esto ainda muito distantes da sua de Thomar.
fuella que aqu existe em luga'r distante do centro conlusao- Abortos os dous cursos era 10 de maio, matii-
d*novoacao ; a de tresponles fiobre os igaraps que lelo."do aviso de 12 de Janeiro fui tamban cularam-sp no de francez 5 estimantes, cujo numero
- bairros de S. Vicente, da matriz, e dos au,or,saJo Pra aPP'car a quanlia dc seis conlosde acba-se boje elevado a 9, e no de ariihmelica, alge-
, a de um cemiterto publico ; a de ma R' acanaes. PnU eoutras obrasgeraes do mais bra egeometria 17, dentro os quaes deixaram 7-dc
praca do mercado, e Gnajmente o eneanamenlo das ulW-'nle "ecessidade,_ mas nada dispendi at o fim frequcnla-lo. Ambos os professores inostram-se
excellenles aguas, que correado bem peno da cida- Ju,* porque j ponderada falta de operarios zelosos no cumpintento dos seus deveres, e apezar
le, e com altura sufficien'ie para serem fcilmente aecre**la a impossibilidade. de'examinar eestudar de spr muito curio o espacp de tempo decorrido, os
ieaminhadas,a chafarises queso coHoquem nocen- no curt0,asPaS do 70 dias aualquer projecto, que discipulos mais assiduos tem dado pravas de bastn-
iro dclla, sao todava o mal apojvoitadas, que m,!''ccen(,0 a preferencia podesse ler desde logo um te aproveilamento, que ainda devera ser maior na
lilil (>r-ii..l.i aaakssslA. 3L. -.../__!__-. i I > 1~ 1 fl (* l f H (* lit nVni'lh'ni .-ml.\ Ai* f^.,. .!__.!_ ___ l .. ..
iro dclla, sao todava jico "mal apruvitadas, que
una grande parte da ucjpulaco menos abastada be-
be da do Rio Negro, jue nao lie tao pura, tem to
saudavcl, pnnciplfdcnte nos repiquetes da en-
diente. /
A le do seamente provincial apenas consignou
para a diheacao da matriz 800SOOO rs. para o
.------~-... wvfvw 'o- pota u -' ----- ----------------------
ciniteno 500*000 rs., para as pontos l:000rs, "a m9lor.Par'c dc seu curso, a abertura de urna es- iru .
|ra o melboramento das estradas da capital 200 Jrada,lue dfte caP'lal se dirija aos campos do Rio veito a occasiao'para ponderar-vos .'que se for ra-
ra, e posto aue aluimins d^aiac ir.. < ... Branco. firmada por lei a existencia das duas cadeiras de
A' exploraco dos rios traba o mcu Ilustre ante- que tenho tratado, muilo convira addicionar ao on-
cessor de dar algum impulso, como consta do seu sino do francez o da geographia e historia, clevando-
relalorio appresenlado ao governo imperialcom da se o ordenado do professor a 6009000
la ila 3A SU hnl .1.. luri.i ,________ ___ _. r. -
rs. e posto que algumas distas e outrasobras que
^ tenho mencionado devam sor consideradas propria-
mente municipaes, baldada seria a intcneao de in-
cumbi-las cmara, que dispondo de mui pequona
renda, e sempre onerada com -a despeza do susten-
to dos presos pobres, nao tcm [.odido applicar quan-
lia algiima ao calcamento das ras da cida-
de, alife tao necessario e pouco difficil, nem ntesmo
preparar urna casa propria para suas sesses.
A fpenr porem de serem tae mdicas as consigna-
da lei provincial, leudo cu minha disposicao
un^credito dc 6:0009 de rs. que me foi concedi-
.jy^ mil,is'cro do imperio em aviso de 12 d
jjneiro do eorrento anno, sendo auxiliado por um
jengenheiro que acompanhou-m da corte, e ha vendo
----------. j-_.- ..- .MW v.["iofl n'Ni|Mini.- mi" O
a rio Beni, superior s caladupas do Madeira, urna
/alemd'isso muita facilidade no erte cconducco Passa?em ,ivre dellas, c menos extensa para os po-
das madeiras, e na extraccaoda pedra, tao.abupdn-' voados da Bolivia-
tes as utargens -o o e igaraps que banham a encarregados do tees expedicocs parliciparam
os resultados de suas diligencias nos oflicios que
capital, podena ler dado grande impulso a algumas
las ditas obras, se nao encontrasse o maior dos obs-
tculos na quasi absoluta falla de pedreiros e car-
pinteiros, de serventes, de alguns materiaes, aat de
ferranienlas proprias para o servico"..
Quanto aos {dreiros c carpinleiros he bem noto-
rio que os poneos que residem n'esla capital sao
procurados com o maior erapeubo para as obras par-
liculares, e nao as podem vertecr.
Com demora de alguns- mezes e maior despeza
seta possivcl conlrala-los no Para, ou em outras
provincias, mas ainda assim continuar muilo lente
o progresso das obras publicas, nao havendo aqui
r-scravosquesealeguem por qualquer jornal, nem
liomens livres, excep(o dos Indios, que ainda
sendo mu bem tratados, e ronttialmenic pagos dos
seus joniaes como o lem sido, ainda comando com a
. dispensa nolim de dous ou tres mezes, prestam-se de
ma vontado ao servico aturado, resentem-se da me-
nor advertencia que se Ihes faca para activa-los, e
nao deixam de aproveilar a primeira opponunida-
ile que se llicsoffereca para fugirem.
De cada alqueire de cal dc mariscos, conhecida
pela dcnoininac,ao de sernamb, que cusa ordina-
riamente na Para 900 rs., de cada milheiro detc-
Ibas e lijlos, que cusa 409 e 459 rs., paga-se
mais de cincoenta por cerno de frete, em do pre'-
te a maior parte dos vasos de barro, inclusive os
potes em que se transportam as manteigaseleos,
que eonstituem, como sabis, um dos principaes
ramos do commercio do Amazonas.
Tomando em consideracao estes difficuldades, e
oslando informado de que as pequeas otarias j
construidas, ou comecadas em diversos lugares da
provincia nao poderiam abastecer o mercado por
fallarem-lbe bracos, entend que para poupar os di- esca-sso peixec as larlarugas,
nbeiros pblicos destinados s obras, para acoderar
DSiaMiL5&l,.CUJ^wndad11 C"TlT H parrilha ; a cull,,ra Proparacao do tabaco e do cha tan.upeiior'qu'eUm vencido a ,
prownua loi auxiliada, a pedido, mcu, pelo Exm. guaran ; o tecimento de redes de algodao de r.a- esta cidadeeao ,I l'ani em 119 horas
Sr. ministro do imperio. ,ha e dc lil)ras do A- *W>M ""da, e em 4 diase
Posto que versailo em todas as materias desig- do ~:"-
,! _|'" t,. : .-----------""" "' io, leijao, e maumocaem quantidaUe ape
nadas pe a referida le., nao H.a o novo professor as suflicicMc para o consumo ; tees sao os prin- Itoarf.le'wiombro
ensillar desde oaoaiariilimniira. i ol,r. ^ ,_ ;__________,'.. .'".oa" 1""
.TTJ^le-rT*arI,melCa' algcbra geome- fW*Tn40trWd provincia',
na, por nao fallar a.nda o portuguez de maneira figos dc sua mais consideravel exportacao para a
,.._ <-r |------ *** i i:ilil<>t IJ,
principio de execueao. aula de francez desdo que houver duas lices dia
Das iDformacoes que at agora tenho colligido ras, como j ordenei. -
concluo que entre os trabaljios que devem ser feitos Submcllendo pois ao vosso coulteci mente estes
por coma do ministerio do imperio avulta por sua mcus actos, eu confio que em todo o caso me fa-
mportancia e ulilidade, alm da exploraco de va- res a justica dc acreditar que ellcs foram acnse-
nos alimentes do Amazonas, ainda desconliecidos Miados nicamente pelo desejo de promover a ns-
ita maior parle dc seu curso, a abertura de urna es- irucco da mocidadeda provincia, o tamban apto-
- |- (---------....... i- j'-.vimv. llll|'l.Hill wmi uu
te de 30 de abril de 1852, que corre impresso, fa-
zendo sahirdaqui duas expedices dirigidas por Joo
Rodrignes de Medciros, c Scrafim da Silva Salga-
do, a primeira para explorar, descrover e calcu-
lar a passagem do rio Abacaxis pelas matas e cam-
pias at a foz do Arinos, que desse communica-
co livre das Caxoeiras do Tapajs e do Madeira
para os povoados do Diamantino, c outros de Malo
Grosso at Cuiaba e a segunda para tentar
igualmente pelo rio Purs e pelas campias at
ajunlo a este rclalorio por parecer-me ulil divulgar
esujeitajaoexamedosjtoniens praticos dos luga-
res ludo quanto for concemente ao descobrimento
de novas vial de commimicaco, ate que semelhan-
tesemprczashajamdcser incumbida; a pessoas habi-
litadas, c munidas dos nicios precisos para leva-as
ao cabo, o que espero nao tarde, muito porque sei
que este assunipto merece ao governo imperial parr
ticular altoitcao.
Quanlo a estrada, ainda nada se fcz.quc me cons-
te, senao o principio de urna picada que o coronel
Jo0 Henriques de Mattos, como cormandante
militap'da comarca, mandou abrir em 1847, e
que nao foi avante por ter adoocide a pessoa encar-
regada de dirigir este trabalho, alem de lhe fallarem
recursos para satisfacaodasdespezas.
Ella deveria seguir desla capitel, no mesmo su-
mo da estrada da Caxoeira Grande, aUi margan
do rio Urub, c alravessa-lo ou acontpanha-lo ale
sabir aos campos ; c posto' que sojam inteiramente
desconhecijas as difiieuldades que oppor o terreno,
compre em lodo o caso continuar a exploraco,por-
que os seus resullados podem ser muito conside-
raveis.
Aberta urna estrada, que evite as caxoeiras do
Rio Branco, tornai-se-ha mais conhecida c frequen-
juizo das quebras, e ainda assim quem precisa des- Uda .a'Iuea parle da provincia, que na salubridade
lea materiaes nao lem oulro recurso senao manda-v do curna na abundancia de excellentes aguas e na
--------- ------------------....jo malina-- ---------------------".. uwno asu < n
los comprar n'aquella cidade, donde vom igualmen- e?lenSa0 de fertilissimas passagens offereee as prin- ""soeiros, nescra duvida um dos maiores benelici-
_ cipaes condiees dc prosperidade das fazendas do os1"e os legisladores da provincia podem fazer
cnai'o : tena nrovinein um nnvn ,. '.mrw.Hom.-. ao grande numero de meninns a ihi.hu fall muu>
., de quo se alimn
m tam quasi exclusivamente n tempo da vasante.
o andanunto d'ellas, para facilitare memorar tam- Uas obras 1ue lrtencem a oulros ministerios
bem aodificacao dos predios particulares, convinha a*08"1-50 em andamento -os concertos ou reedifica-
primeiro que ludo fundar urna tal fabrica por con- -a0.do proprio naconal.em que funeciona a tbesou-
la a fazenda provincial, em sitio que reunisse as raria dc fazenda, e os do quartel do Largo do Pe-
vantagens da abundancia do hamo, e da Icnba, a lourinuo- .
facilidade do transporte, como o por mim escolhido Aquelles foram arremlados por 2,9509000, e
na margem esquerda dQ igarap do Maoos. esta0 J? muito adiantdos ; estes sao dirigidos pe-
Este conslruccao, porem, queja poderia achar- la administracodasobras publicas, evam progre-
se muilo adianlada, se n'ella se empregassem cons- dindo com "S"" correspondente ao pequeo nume- sonc do garanta contra o arbitrio de una autori-
tantcmeme qninze ou vinte operarios, tem sido es- ro de Prarios que tenho podido empregar. 'dai' apaixonada, mas csses casos serao sempre ra-
lorvada, a ponto de interromper-se algumas vezes, Instruccao publica nssimos; nenhuih presidente doprovincia querera
pela causa que j indiquc, isto he, a fuga dos In- He ainda regida a instruccao' publica pelas leis '
g provinciaes do Para promulgadas al o fim do an.
fcntrelanto cessou cora o exercicio de 1852 a "o de 1851, que conlinuaram a ser aqui observa-
I85d a autortsacao que eu trnlia para dispr dc to- das (como necessariamente o deviam ser) segundo a
!'_a_,!uanUa d 6;0009 rs.de que cima falei, portara da presidencia de 2 de Janeiro, confirmada
pela resolucao legislativa de 23 do outubro de
yue nao se exceda a quanlia que houvcrdes de teiras, excedendo
klltzirriif hhm -* *- A__ __t mi
fessores e de um director; e para o material
escolas, devora ser condicao expressa
Ao mesmo lempo convira decretar a creaco de
cadeiras em algumas freguezias, que as reclamum
como as de S. Gabriel e S. Paulo.de Olivenca. ,,, ., ,rKi^u aK
bacihtar a instruccao primaria, que a lei fun- do dinbeiro applicado
daniental do imperio promelto gratuitamente aos
Brasileiros, he sera duvida um dos maiores benefici-
dislancia entre mas assevero-vos que lenlio recorrido a to
o 40 minutos meios que a minha inteligencia e a observancia dos
. __ meio na volla, faclos mesugsercm como mais proprios para conse-
mlil,., f:;-_ i- ..'. "^ incluida a demora das escalas; e a Alara/o oassuii a suir 09 lins que dcsciamos. Iralamln rom hrinHun
m bo.feijao, e mandioca em quantidade ape- ser emprenda na carreira de Nauta, para onda par- 5 afli.bilid.de os Indios o?,U mc^ .~ccm nTr-
SUlIlClCfllC IKira O consumo t Lies sin o^ nrin. to a> ile SP.S.mlirn ------*-------J-----------------
chama seu lodo o espaco que lhe apraz oecupar, sem
que alguom o perturbe as suas imaginaras divisas.
O arroz, o assucar, a agurdente do canna, o ou-
tros generas de geral consumo, (tneitutw algum
caf e algodao que em outros tempos crao aqui a-
hundantes,) sao importados do Para como as mer-
caduras csirangciras, e do Venezuela nos vem pelo
Rio Negro grande parte do teboado que se emprega
as conslrucccs civis o navaes, por nao termos
ainda serraras, como j observei em outro lugar. .
Tamhem nao ha na provincia fazendo algiima
dc criaco quo seja digna dc mencionar-se, se ex-
ceptuadnos as do Rio Branco, periencenics na-
cao que segundo os ltimos mappas conlinhan
1822 cabecasde gado vaceum, c 263 do cavallar.
N'ostacapilafeseus subuiiiiosicomo em outras po-
vwiccs, crtao-se algumas rezes, mas em numero
lao insiifficiontepara o consumo quepassam-se umi-
tas semanas sem haver carne verde venda, o que
nao e todava sensivel generalidade da popula?ao,
urna vez que baja peixee tartaruga, a que empre
d preferencia.
Como principio de nina industria, que tente tem
de fcil quanlo de lucrativa, julgo dever tamhem
mencionar a existencia de urna fabrica de chapeos
de palha, dos denominados do Chile, que estabeleci
n'esta capitel por conta do provincia, mandando
pagar pela verba das despezas evenluacs o salario do
mestre, com as condiees do contrato que vos ha-
de ser presente.
He ainda tao jiequena esta fabrica que s conta
tres aprendizes, mas j tem produzido alguns cha-
^ que,vende,amemhasu.pub.ica ese for ani- XZSStt&ZZSSL matas, quem
maoa com o augmento do numero dos opranos, avalia os progressos que fariam diversas industrias se
poder tornar-se importante, e servir de exemplo el,es vlessem ajudar-nos, nao pode deiiar de enthii-
para o eslabelecimonto de outras, que doem oceupa- sismar-se com a idea de v-os ofleclivamenle en-
go e seguras meios de .bsistencia a muites hS- ZBttSStZZ .'SSt%XJ?:
uas, como em Moyobamba. Para consegui-lo con- Deo, e mais mil humanidade chama-Ios ao gremio
vem sobre tudo propagara cultura, tambera mu da sania relisio que pcofessamos.
Assim pensava, seohores, o antigo governo da me
O seminario desla cidade, ruja fundaco lleve-
mos ao esclarecido zelo do actual hispo diocesano,
o Exm. Sr. D. Jos, cOiila apenas 6 cstudantes in-
ternos, sustentados pelo thesouro provincial com o
mdico subsidio do 7209000 por anno, e 5 ex-
ternos, dc 28 que se tem matriculado desde a sua
nstallaco em 14 de maio de 148. Ahi se ensi-
na actualmente o latim, francez, rhetorica e msica
vocal, sendo todas estas cadeiras regidas nicamen-
te pelo professor puhlicogjde latim, que percebe da
fazenda o honorario de 4009000.
Nao possuindo patrimonio algum que lhe d a
menor renda, e nao sendo frequentada por semina-
ristas internos que paguem as penses estabelecidas,
dc nenhma outra maneira poder esta casa preen-
dier os ulilssimos lins da sua instituicao, por mais
queem melhora-la se desvel o digno'sacerdote que
eiiei me wm mamtestado, fazer reunir no mesmo vieram das tronteiras do Per c da Villa d'Ega. aes do sen tcmini ; assim pensa boje o aoverno im-
oditicio, logo que ah so preparen! os commodos Desejava apresentar-vos um mappa eslatistico da mtal' cuia P,1,i,anl1r"P P"a com os Indgenas re-
mSm 'ESttESEZ r T^ ***"** da P-ite das em- Z^^^OS^
quepo.vsam mais fcilmente frcqiiente-las os senu- barcacoesque se empregam na navegacao fluvial, mo da publica adminislracao.
nai islas internos, o assim prestor-lhe-liei o nico mas nem ltouve lempo para colligir todos os ole-
auxilio que depende da minha boa ventado. mentos indispensaveis, nem as nossas reparti.^ .,
Sendo anida regida a instruccao oublica. como fiscu* ZiA* mnn..^ .i_______; L. ^ !lo_hl!.Prmulgadosre>peilo da oalecl.ese, toda a
j observ
fim do
nheckl
em pontos
a presidencia para tamhem faz-Io accommodan- 30 de abril de 1852, isto que 40 a 50 bar- la.
do-as as circumstonaas peculiares desta provincia, cose canoas de 15a 16 toneladas se empregam na Exlerminandn os jesuilafenao previo o governo
e pondo em pratica a reforma al que mereca a vos- careira do Para, c mais de 2,
"iva al'l>rovacao. differentes portes na navegacao
------------------~- -WM ] | ".II i U lillMlH, "Ulil" III III'
fcil, da palmeira denominada bombonassa, e
maudo-me de suas precisoes para rcmcilia-las ; ou-
W ella cintiarcou o conde Floreslan de Kuzwado- viodo com pacieucia suas qucia; mandando-lhes
wslii, maior do oslado maior do eiercitu. por mim pagar puntualmente os "'"'-jazo->vtiCSX, quando
incumbido, em virlode de orden* do soverno impe- empregados no servico publ^oT^umprindo a pro-
ssa de os dispensar ou flmTc um eBr,0 prazo. ft.
'- o dirigir por pessoas e, conf|anca noempre-
seu duiheiro, para qui, nao afina leacfos ;
Ibes os peqtienos brindes t. que poJSO dspor.
tiidt na f*tiittralrw x\n *|IS ^....:^__________________
seu
----n... ^. ,,... pu, iBuwip, pio.isuiKts, ijue principal amigo, o seu mais sincero proieclor. ^"^
leverao ser approvadas on modificadas pelo governo Ainda assim nao tenho consecuido que permane-
impenal, como aconsclhara experiencia de qiais al- cam na* obras publicas, e nma tal experiencia pare-
auinas viageus cin ambas as liiihas,,c o inleresse ge- ce justificar a opluiao d'aqnellas pessoas que suslen-
nl do rniiiiimn-i,. .1 _.--------------1-, ____^_ ',._i.:i..i :-. ^
ral do commercio.
Quanlo s colonias de eslrangciros e aldeamenlos
de indios, que a companhia he obrigada a fundar
as imindiacOes do Amazonas e seus confluente*,
cousta-meque para dar-lhes principio ella s espera-
va que fosse approvada pelo poder legislativo a par-
le do contrato coucernente a concessao das torras.
Os Peruanos tamhem j comacaram. a u(ilizar-se
ilas vanlagens que lhes olTercee a convenc.io de 23
tam nao ser possivel vencer a sua habitual insubor-
dinadlo e preguka, senao por meios de rigor.
NSo haver porm algum fundamento para tam-
ben! acreditar-se que essa desconlianca, esse receio,
que ellcs umslram de viver mb as visias immediatas
da auloridade, e ntreoshrancos, lem a sua mais
poderosa causa na recordarlo das violencias, e vea-
mes outr'ora soflridos ?
*> Em todo o caso devo declarar com franqueza que
aeouluro, razendo desecr pelo Solimes pequeos jamis praticarei, nem consentir, que alaueni prali
barcosde vela, dos qiiaeschegouum ao porto desta que em meo noraeo systemaque si inculca, porque
capital cinjulho prximo passado, e os oulros re- alm de ser inleiramenle conlrario as vstase ordens 2
gressaratn, segumlo me consta, da villa d'Ega. do governo imperial, nao se compadece com o meu
A sua carga consista em panno de algodao, cha- carcter e conviccoes.
peos de palha, tabaco cm rolo, salsa parrilha, e re- A historia d'esla mesma provincia nos mostra'que
.":.." /"" levaram v,nl,u' peores, lou5a, ferro, no secute passado, quando dominavam com todo o
seu vigor as doulrinas do governo absoluto, muilat
aldeas e villas licaram desertas ao espalhar-se a nrti-
cia de algumas expediees do real ttftico, porque
os Indios, preferindo semelhante flagello a perda
detudoquanln possuiam, procuravam lias brenhaso
sen mais seguro asilo.
----~ i--------....... .......u... .i.... ,, ni iM i-., iuu:.i, i'.iid,
cobre cm folha e em obras, e outras mercadorias es-
trangeiras.
Para completar o que tenho a dizer-vos a respeilo
de nossas relacoes com os estados visinhos, s resta a
accrescentar que do relatorio ltimamente apresen-
tado a assemblea geral legislativa pelo Exm. Sr. mi-
nistro dos negocios eslrangeiros consta: !. que o
nosso ministro resiliente em missao especial peranle
as repblicas dc Venezuela, Nova (ranada o Equa-
dor concluio com a primeira dous triados, sendo um
de limiles, o outro deoxtradicao, os qutes.J)endo si-
do ratificados pelo presidente da rasma repablica,
licaram em dezembrodc 18.52 peudeiiles da approva-
cao do cougresso; 2.- que o assumpto da navegacao e
commercio de fronteiras ficou adiado para ser trata-
do oo Rio de Janeiro, dando para esse fim o gover-
no vcne/uelaiiu instruccOes e plenos poderes ao mi-
nistro que liulia de mandar a aquella corle para a
troca das ralillcacdes dos referidos tratados.
Calchese e cicilisacSo dos indgenas.
Tao nipnrlaole, lao digno da tlencao dos poderes
do estado, rcpuloeu, senhores, tudo quanto possa
interessar a catcTiese e civilisatao dos indgenas em
qualquer parte do Brasil, e principalmente n'esla pro-
vincia, que lisoiiRear-me'-ia com a conviccao de ha-
ver desenipeubado um dos principaes deveres do car-
gozque oceupo, de haver mesmo prestado relevante
serviro a nossa patria, se podesse apresentar-vos co-
mo resultado de meus desvelos e diligencias a pros-
peridade das antigs aldeas, ou a existencia do outras
novament fundadas.
Com effeito, quem considera que toda a provincia'
do Amazonas seria ainda boje urna solid.lo se aqui
nao exislisscm os Indios, quem calcula o numero dos
tropole ; assim pensavam os mais dignos e illustra-
flitti (Tn~jpruai!1ib Mna.niu ,ln n..: i*:~ _
TV,^, ,.,., I|lle uu>urucsae iciras, excedendo a 0:000 individuos O total de quenes religiosos; entendeu pelo contrario o celebre P">'. senao magnilicose sumptuosos.ao menos revs- mente ariMir7." huo prompia-
consignar para pagamente dos ordenados dos pro- suas equipagens, comoslas de Indios de um c de ">"ro d'el-rei Jos que essa luidla poderia 'iJos da decencia propria do lugar onde se celebram r. ea.S^XiBaS^i,tta!S
fessores e de um director, efara o material das oulro sexo. ">1*1 -'ubstiluida pelo mando dos di- oflicios div.no*.'on,le os fiei* devem reunir^ para ,es infefize^^ Irreramcom tou,~ .iifUB -
escolas, devora ser condicao cxnros^ d Z2 '.____. :____...:____, .. .... 2L*?* ma' ."* !?"? ^ adr?>;o_seu creador. ^ lua(,,e^* ^^Z^Z^TJV^SJ^!:
criacao ; ter a provincia um novo e importante ao grande numero de meninos, a quem falte essa
ramo de industria c commercio : e facililando-se a habiliacao indispchsavcl para quo renhao a ser uteis
a sica sociedade: dos meios que empregarmos
para propaga-la depende absolutamente o melhora-
exportacao do gado que hoje s pode aqui chegar
pelo triplo do que cusa as fazendas (tao difficil e -------pw .u*.i,.c... moroso he o transporte pelo rio !) cessar aponuria racnldc alguns distnctos, onde boje he impossi-
que sentem os habitantes dc varias povoaces, e des- vcl c,iecu,ar qualquer lei ir nao haver quem saiba
te mesma capital, quando a endiente dos rios torna lel e escrever, provindo d'ahi a vacancia dos cargos
pblicos.
Tamban emendo, saibores, que lie necessario
fixar o principio da amovihilidado dos professores.
A experiencia tem sbbejamente mostrado que mu-
tos dos vitalicios, una vez encartados, tomao-se
menos exactos no cumplimento de seus deveres, o
para destitui-los das cadeiras por meio de processos
mil difiieuldades se eeontram em quanto padece o
ensino publico, c vo elles percebendo o ordenado.
Poder-se-ha allegar que a vitaliciedade do titulo
v
*- v u i i i_ nviiuol ia-
quanlo apenas havia dispendido pouco mais de rs.
3:0009 com os veneimentos do engenbeiro e ou-
Iitis empregados da adminislracao organisada na
forma das instrueces que expedi em 6 de junho,
ferias dos operarios, compra de manlimenlos para
os Indios, cal, e taboado para as pontos, canoas,
ferramentas etc. *
Achando-se pois rednzidos os recursos miulia
ilisposicao desde o principio de julho s pequeas
consignaces da lei provincia!, c na9 me sendo pos-
Mvel emprehender conjunctamente por meio de ad-
ministracao as diversas obras que ella indica, nem
arrematabas por nao apparocercm licitantes lomei
; deliheraeo de applicar s despezas da olaria, que
iwuco tem avuliado n'eslesajliimo.s mezes, a quan-
lia ile 1:0009de rs. consignada para as pontes no
& 9. do art. 1., com o que julgo nao contrariar de
mamara alguma as vistas do'legislador, alenla a
circuinstancia de terent sido auxiliadas as obras das
incsmas pontes, como acabo dc dizer, eom parto do
crdito concedido pelo governo imperial para quaes-
quer outras que e julgasse mais urgentes. '
Ao mesmo tempo tenho mandado organisar as
diversas plantas e orcamenlos, com que devo de-
monstrar a necessidade de novos auxilios que j pe-
d ad Exm. Snr. ministro do imperio, e logo que
ell* sejo concedidos, ou que esa assemblea possa
abrir maiores crditos, emprogarei todos os meus
esforcos'paraque progiridam as diversas obras projec-
das, que muito devem contribuir tanto para a com-
raodidade publica como para o aforraoseamento
d'esla cidade, digna certaraenle pelas vanlagens de
sua aprasvel posicao, c salubridade do clima, de
figurar como a capital de urna grande provincia.
Entre as referidas obras merecer lamban parti-
cular aitoncao o estabeteciineiiio de ifuin serrara
movida por agua, no'nK>smo sitio onde existan as
ruinas da que pertenceu ao fallecido Dontor Joo
Jos Ferreira da Costa, ou em qualquer outro, so a
companhia de navegacao do. Amazonas nao cuidar
d este ramo de indusiria, tao lucrativo em unta pro-
vincia onde pescam-se flor d'agua cxaslleiiies
mdiaras, que quasi wmpie se eslragam, poma o-lia-
ver meios de .scrra-las, aproveitan*e apenas de
um granito toro dous pranchoes toscamente lavralos
;t machado,
Em 21 ile mareo do crreme anno conlratou a
presidencia com Francisco Antonio Monteiro Tapa-
jos a conclusao da obra da cadeia d'esla cidade e o
preparo da sala para as sesses da cmara munici-
pal, concorrendo a fazenda provincial com a quan-
tia de 8009 consignada no 8.- do art. 7.- da le
do orcamento, e a (lila cmara com 3009
O arrematante obrigou-se a executar a planta ap-
provada pelo governo, sendo as paredes feitos de tai-
na, e forradas as salas de pu rosa, cedro, ou louro; a
concluiraobraem cinco mezesconlidosdadatadafian-
ca ; e sujeta-la ao exame do urna commsso para
que podesse ser recebida, e realisado o segundo pa-
gamento. ^
^ Aoles de findaro prazo pedio-me prorogaco de
su no fazo al o lint do anno de 1851. \j un- -----------------..,^... ........-
pendido pelos cofres pblicos nos aezoito mezes fin- ^cSS!5 ,-"' '.'o conhecido* pela ilcnominacUo .A,nda islo nao he ludo: das 2i fr.
dosem junhodo corito monto,, a 12:3.09384, ZttZZJZgStt^ ?? SVT?. Z^ 1& ^^Lf
a saber: 33:9689253 ^lo thesouro provincial, las na^usou tribus de ndole pacifica, o outras bra- Borba e Villa Bella da Imperalriz ; alm d'estes l.a viam^acahaZl,1*'am'"'erq"e ni!?.,l e 108:3429131 pela Ihosouraria de faze nda, pro- *JirJ?P*?e- ,de ,0j|91".au'oo'es ; 2.,doaque fmn^aa.Pr.,;cJa' "gtindo. me consia, 7^^sacerdotes nhado, e eolao lhe fez elitregad deste, e dejoilos os objeelos escapados' s chamroi?
iclu,.vo ^ patacoes de,960 rs., 2 de 28000 rs 2
'vmi vu.,("uYi(0 JJCIU llIC.-lllll i IIIIHlllldl
e 108:3425i31 pela iosouraria de faze nda, pro- V!M e,mWm de 'oda* as....
_.!_>_ 4w.a**.Cai*Ain vivcndo reunidos em aldeias ou maloca* j. conhe- so*ponle, incluidos os -2 mi-sioMuriD- queja mencio
.v^.-.-r. uei. p tl>la *niu ^,rin ,i., >.*
-------------- -" ... ...,-!, i i Lilil u l'l-l IIUU lli v-
indo 15:5879820 de renda geral arrecadada na pro- X "c/io
__. i, ... ,_^.-.. cillas, ma lauorando qmsi absolutamente a nossa
-ncia, (da qual fez parte a quanlia de 1:4789326 ijngua, usos e costumes, nao evilam todava a
nossa --" -^- -"o '<-- u.nn Sraiiue pane oa popu- inclusivo 49 patacoes de 960 rs > de t-mi Z a
. --. v ----------,---------,--------- -w ..,.__ .,, uu o CUS1UHI3S, nao eviiam looavia a pre- laV'10 pnvaua do pasto espiritual, reduzida ao do- patacas de rala lJtRO 1 miu,A>r i ^"Ju"c^~
de dircitos propnos das inercadoras navegadas, senca de pessoas estranhas, antes entrelem com-ellas sntparo de viver c morrer semouvr apalavrade rs.. 3 ditas de 164 179sdiilrtsi'w Bn>
or/.f.hnioiTm ..;. -i.,. e. ----------- relacoes deDeiiupn,.mmprrin. Irnrandnnura-oduc- t?eoj, sm receber os soccorros dos Sacramentes! As- mais branlas moedas "',!.' ^f...C".
sira he que tem-se lomado desertes muitos lugares
outr'ora florescentes, e se perdura este estado de
1852.
Falla-lhe porem-o conveniente njgulamente, por
que q axpedido pela presidencia daquclla provincia
cm virlude da lei de 27 de outubro de 1851 lem a
data de 5 dc feverciro de 1852, c o que organisou
o meu antecessor em mareo seguite, contendo dis-
posices que altcram e ampliara a legislacio em
vigor, e augmentara a despeza, nao pode ser posto
em pratica sera autorisaco desla assemblea.
Entretente foi nomeado para o cargo de director
o bacharel Flix Gomes do Reg, quo, nao perce-
bendo vencmenlo algum, nem por isso teut deixa-
do de servi-lo com zelo, presiou-se al a reger in-
teriamen'te a escola de primaras lettras da capitel,
para que se nao fechasse quando pedio demissao o
respectivo professor.
Esto creadas II escolas publicas de insiruccao
primaria, sendo 10 para o sexo masculino, e urna
para o sexo feminino, c providas 10, 2 vitalicias, e
7 interinamente.: a que se acha vaga he a da fre-
guezia de Thomar.
Sao todas frequentodas por 239 discpulos a sa-
ber: 13 do sexo feminino na capital, cdosexo mas-
culino na mesma cidade 51; cm Serpa 24; em
Si Ivs 34; em Villa-BefJa 45; em Maus 14;
em Borba 15: na Villa d'Ega 23; em Moura 9:
e em Barcellos 11.
Dosmestres particulares que funecionam nesla
cidade e em Borba conten 20 discpulos. *
Apresentam Juianiamento os de urna1 ou outra
escola, c nao os da maior parte, que lh'o embarga
a mencionada falte de regulamento, a incapacidade
das casas em que algumas esbio eslabelecidas, a fre-
qnente nterrupeo do estudo, e a inbabilidade, ou
deleixodecenos professores*.
A pobreza bmhem ooncoe em grande parte
liara qnc innmeros meninos e jovens, alias dotados
de talento, on nao se matriculan em aula adunia,
ou deixem do frequeni.i-las cmquanto tratom de
grangearo alimento para si c suas familias.
Al a penuria de papel, pamas, tinte, compen-
dios, excmplares de escripia, ele., .serve-Ibes de
tozo, sendo-me summamento sensivel nao poder
remeilia-la um a diminuta quanlia ile 2509,
que a le do Orcam.nio consignou para aes objec-
tos,e que foi distribuida leudos em aticnco s-
menle as necesstdades mais urgentes.
Fallara ainda os exemplares do 'cmto normal
do barao Degerando, que devem vir do Rio do Ja-
neiro, ; por nao se acharem venda nesta provincia,
nem nado Pr.
A cadlra de francez, arithmclica, algebra e geo-
metra, creada nesla cidade pela lei provinda! do
Par de 29 de novembro de 1850, ora regida
quando aqui cheguei por um professor interino,
que s ensinava aquella lingoa, nao percebcnido to-
dava o ordenado, por nao acbar-se incluido no or-
camento, e tendo elle pedido demissao, nomeei pa-
rasubsiui-lo, tambem interinamente, um bacha-
rel em lettras e em sciencias pela universid^de da
derailtir por mero capricho o professor que bem
cumprir os seus deveres; e somente para evitar
unta ou outra oxeepca, que possa haver, da regra
geral, no^devemos sacrificar o bem publico a urna
vantagem individual de que tanto se abusa.
Adopiando-se esta medida, e exigindo-se que os
professores tonlio rneUioms hahiliteces, seria cer-
lamentc injusto consenar-lhes o orcnado de 3009
quando nngucm desconhece que nao poder bastar
para a subsistencia d'aquelles que se dedicarem as-
sduamcnic ao magisterio.
Avultados veneimentos eu vos propora, se o the-
zoro provincial podesse comportar essa despeza,
porque csloit convencido de que nunca se paga de-
masiadamente caro ao preceptor da mocidade que
bem comprchende e desempenha a sua nobre mis-
sao; altcndendo pbrem a importancia da renda dc
que dispomos, julgo razoavcl elevar os actuaes or-
denados at 5009000, considerando-sea 4.'ou 5.'
parte como gratificado, dcpendente.do exorcicio, a|re
s ser paga aquelles que effectivamente ensinarem
cerlo numero de discpulos. Em qua nto 6 ou 8
derem tanto direito ao vencimento como 20, ou'30,
bem raro ser o professor quo'faca diligencia para
augmentar o seu proprio trabalho.
Os parocbos, que congrua c batesses renan o
ordenado, talvez se contenlassem com o de 3009,
e ninguom mais do que elles seria idneo para
magisterio, se a adminislracao dos sacramentos nao
o inlerrompesse Uio frequentes. vezes, rnormente
quando se acho encarregados de mais de nma fre-
Sleeia, e se por isso' nao se tontasse inconipativel
aaecumulaco dos dous cmpi'egos.
N concluirei este capitulo sem lembrar-vos
como verdadeira necessidade da provincia a creaco
dc urna ila de msica vocal e instrumental, com o
ordenado de 400JJ000, que me parece siifficiente
para convidar algum professor a rcgc-la.
Receiando abusar da vossa benignidad com .
demonstracao da influencia, que esta arte sublime
lem i'vereido nos costuraos c na civilisaco de to
dos os povos, limiiar-me-hci a ponderar-vos que
por falla de quem a exercile nao sao as nossas fes-
las civis e religiosas lao biilhantes e solemnes co-
mo devem ser, e que entre os meios de atlrohir
ao gremio da rcligio e da sociedade os proprios
selvagcns foi sempre a harmona dos cnticos e
instrumentos um dos; mais elTicazes.
Tamban propora o oslabelecimente de mita
cadeira da I.iugoa Geral, como um i'neio de faci-
litar e estreHar nossas relacos com os indgenas,
o de promover a catoches, se nao julgasse ainda
conveniente esperar quo o Exm. Srn. hispo dio-
cesano e govurno imperial decidam se a que exis-
te no seminario do Para deve, ou nao, ser transfe-
rida para esta cidade, onde poder ser muito fre-
quentada, segundo a disposicao do art. 7. do de-
creto n. 839 de 11 de outubro de 1851.
Agricultura, Industria, Navegacao e
Commercio.
Ajxscaria; ea salga do peixc, principalmente
do pirarucu ; o fabrico da manieii'a do peixe boi,
e dos -ovos de tartaruga, de que se usa comino-
mente nao s para a illuminacao, mas tambem co-
mo tempero da comida ; a exlracco do oleo do cu-
paiba; a colheila do hreu, do cravo, do cacao,
das castanhas, da estopa ^ da piassava e da salsa
por cabotagem, cuja cohranca ficou suspensa em
virtude da ordem do thesouro nacional de 13 de
abril de 1852 ) e 92:7549311 dc supprimento fei-
to ,pcla thesouraria do Para. Da despeza geral coube"
ao ministerio do imperio aquantia de 2.5:3509566 ;
ao da juslica 13:9229690 ; ao da guerra
50:4525953 ; c ao da fazenda 18:6159922,
Esse desenvolvimenlo porm est ainda too distan-
te do ponto que deve allingir, qiimii.i1 se pode dizer
que lem comecado, e ninsuem ha ah que desconhe-
Ca que a verdadeira srandeza e prosperidade da> pro-
vincia depende absolutamente da entrada de colonos
em numero sulliciente para cultivar essa immensida-
dc de Ierras que hoje s apresentam a monotona dos
dcserlos ao navegante, que de bordo de um barco de
vapor as avista por espaco de das e semanas inteiras;
da catechcsc ecivilisacodos indgenas; e do apro-
veilamento dos magnficos canaes, que a naturezn
aqu formou, alguns d'elles apenas condecidos por
informaeOes muilo vagas, e s frequentados por sel-
vagens.
A estas emprezas, cuja realisacaohade necessaria-
mente exigir por loncos anuos muito trabalho, muita
perseveranca, e o sacrificio do avultados capitaes, deu
o governo imperial o impulso que se devia esperar
da sabedoria e zelo com que promove o inleresse ge-
ral da naciin, celebrando com a repblica do Per a
j rercrda convengan de 23 de outubro de 1&>l, e
concedendo a urna companhia organisada na capital
do imperio o privilegio exclusivo da navegante a va-
por no Amazonas, com as condicoes constantes dos
decretos ns. 1037 c 1055 de 30 de agosto, e 20 de ou-
lubmde 18>2, que farei chegar ao vosso conheci-
menlo.
_ No'l- de Janeiro do corrale anno comcc.011 o ser-
vido da 1.' linlia. parliddo as (i-horas da manha da
capital do Para sob o rommando do primeira lente
da armada Francisco Parahybuna dos Reis a barca
Marojo, da fdrga de SO ca vatios, que checou ao por-
to desla cidade as 10 horas e 10 minutos da noile de
11 do mesmo mez, gastando por tanto 10 das, 16
horas, e 10 minutos; a saber 7 dias, 1 hora, e 5 mi-
nutos de marcha, e 3 dias, 15 horas e 5 minutos de
demora nos porlos dos Breves, Gurupa, Prainha, San-
tarem, Obidos, Villa Bella da Imperalriz, e Serpa
relac;6es
los da pesca a caga, cas dr_.... .,__.>,,.. y.,, ,^-
eidos, ferramentas, espelbos, mlssangas e outros ob-
jectos de insignificante valor, que aatisfazem a sua
pueril curiosidade ; 3.", finalmente dos que leodo
ja adquirido alsum principio de- civilsarao. c com-
prehendendo mais 011 menos a lingua portugueza,
moram tamhem em aldeias, em sitios separados, ou
na9 povoaciies, empregados na agricultura, na pes-
ca, na navegacao e em diversos serviros pblicos
ou particulares. .
Quanlo aos da l. elasse nao 1
lodos os habis e cuidadosa, que queram prestar graluita-
menle um bom servico a humanidade, exerceodo as
funccesdecommissarios vaccinadorct
Pela minha parle conlinanrei a fazir tudo quanlo
ter possivel parn que sejam observadas as providentes
dispos5)es do regutemenlu de 17 de agosto de 1846
e se por desgraca. da provincia aqui apparecer a. eo-
dcuiia, rester-me-ba ao menos cousola^ao de uao
roe haver descuidado de lao importante dever.
(ConliBar-e-/ia."
PEBJAIBUGO.
EntSo, como boje, lamentava-se geralmeiile a ca-
rencia de trabajadores ; entilo, como boje, nao fal-
lara quem viesse na priso e oulros casticos corpo-
raes o nico meio de remeda-la ; mas o que os fac-
los alteslam be que se algum bom resultado secon-
seguio foi devido principalmente ao zelo e cari
dos m9sionarios.
Entregar por tanto a direccao das aldeas .1 religio-
sos, que sejam capazos de azer completa abnegado
dos bens, egozos mundanos ; que lenham a pacien-
cia necessaria para relevar aos Iiidgenas os erros e
fallas provenientes da inconlcslavel inferioridadeda
sua intelligencia ; que Ibes inspiran o amor do Ira-
balbo ; que os instruam as mximas da religaoca-
Iholica, e oa doutrina chrstila ; que em summa os
eduquem al o ponto de acbarcm-se habilitados paral
oumpnr os deveres, e gozar as vanlagens da socieda-
de civil ; he a meu ver o nico svslema que podere-
mos seguir com toda a probalidade de feliz suxeesso.
As bases destesvslema, ifo he, as rearas quecon-
vem observar na e-lucarao e governo dos Indgenas
e na economa das aldfls, acham-se,estabelecidas
"*s mrt~jw*eQsas disposigOes do regulamento de
-i de julho, mas Hilo ha quem as exceule, nem de-
pende somente da boa voulade do governo imperial
a vinda dos missoaaros, sendo ainda limiladissimo
- Sf^i?_cro P""'1 lisfer as necessdades e requi-
sicoesnieT mar-BjM aesperancr3e nhia de navegacao do Amazonas as obrigacOes que
o seo contrato ihe impoe a respeivtejidji^o de
aldamoHo, e assim bem compeiis37ticarao os
favores que lhe foram concedidos.
Concluirei esie capitulo, aprcsenlando-vos urna lis-
ta, que acharis annexa, das nace 011 tribus Ind-
genas conhecida na provincia, designacao dos luga-
res que habitam. Para fazer um semellianle traba-
lho consultei documentos amigos e modernos, e pedi
esclarecimenlos a diversas pessoas, mas a final Uve
por conveniente cngir-me quasi inleiramenle a que
se acha inserta no inleressanlc diccionario Topogra-
phico histrico dcscriplico dacomarca do Alto Ama-
zonas, dado ao prlo em 18 pelo capUdo-leneiile
da armada nacional l.mireuco da Silva Araojo c
Amazonas, por parecer-me a mais completa, posto
que o seu proprio autor a considere somente como
approximada exacldao. A publicidade lorna/i
mais facis as orormaces do que anda carecemos
para rectifica-la.
ulto publico.
Todo o mundo reconhece e confessa que sem reli-
giSo, nenliuma sociedade podara subsistir, por que
he ella atonte da moralidade publica, a mais solida
segura garanta da execueao das les.
Para que seja mantido ojcullo da qne'por felicda-
professamos, he necessario que alm do m-
" 1 e insiruccao correspon-
uas funecoes, exislam tern-
sumptuosos.ao menos reves-
COMAHCA DE SANTO ANTAO'
Victoria 8 da janalro a Z86(.
No da 4 do correnlc, prestos juramento peranle
a cmara municipal, c tomn posse do logar de de-
!'-ado de polica deste termo, o juizinuniciprl oSr.
l)r. Cirnc : julso a nomeacao mui boa e acertada,
porque sendo o dilo Dr. dolado de probidade, inlel-
ligciicia, prudencia e de outras excellentes qualida-
des, eslou que desempenhar bem as funeces de sen
cargo, se for ajudado pelo Exm. presidente da pro-
vincia, como eslou certo que ser, mandando para a-
lui um forte destacamento, porquantosem forca nno
c prendero criminosos, e nem he respeilada a aulo-
ridade uoesladn.de desmoralisacto em que nos acha-
raos, que qualquer faz dc sua propriedada (salva a
honrosas eicepsOes) um asjlo, e anles se*de9mora-
1 resenlemenle temos nesta cidade 7 bonicas do"
..-balalhaoitp fnzileirosdestacados,quefazere aaoar-
a da cadeia, da qual s por railagre mo lem fugl-
0 os presos, porque nao lendo eslea liomens muda,
estando em continuo servico, de necessidade ha
Je arouxar a regulardade do servico, as senllnellas,
cm lugar de vigiarem a cadeia, dormem.e jn lem a-
contecido, tfbe quando a senlinella da frente da c-
lela brada oalerla.em lugar da nulra senlinella da "
larle superior da cadeia responder, o faz por ella om
.ireso de nome Kaymiindo Marques, que se acha
cumprindo a pena de4 anuos de prisao peto crrne dc
fiirlo de cavallos, e que j fugio da cadeia desia ci-
dade.
O sargento commandante destes 7 liomens, que'ixa-
se que o sold nao he pago em lempo os soldados,
,..,..- que os tem relacliado, c at insubordinado pois
dado aueJa lem uccedido elle mandar fazer o servico, e
os soldados se nenarem pretexto de que estSo mor-
reado de fome.e que he preciso que v.1o procuraroque
comer. Depois disto, com 7 liomens, como se suar-
da presos, ronda-se e policia-se urna cidade como es-
la. que j;i nao he lito pequea ?
Tanto he'verdade, que a auloridade sem forra se
desmoralisa e nao he respeilada. que, constando
cantara municipal desla cidade .que 110 engenho Fre-
xeiras perlenceutc a Jos Rodrigues de Sena Santos
sem sua licenca se fazia urna fera.ofiiciou ao delega-
do de polica, eo!3o o corouel Eerraz, para mandar
dissolve-la, e lendo este o mandado fazer por um*
torca requisiteda ao deilacamenlo volante dc Pito
1 Albo ou de Nazarelb, logo que a torca se relirou.
loroaram-se a reunir os sucios que tomentam a tal
reir, assim tem acontecido todos os mais abitados
seguintes. fazendo-se em dita feira as maiores desor-
dens, obrigando-se all a venderemos matulos, que
lam com os seas gneros a outra feira da povaaco
da tscada, e por medidas arbitrarias, e todas estas
cousas tem Picado impunes, porque o delegado' nao
pode mais para all mandar urna torea,por nao a ler,
c por essa causa ficou desmoralisado, e soas ordens
foram ludibriadas. O mesmo aronleccr com o ac-
tual delegado que tem de ser mero espectador des-
sasdesordens.se as cousas continuaron da mesma for-
ma, por uso, pois, he que eu digo queoSr. Dr. ir-
ne tora -bem o su papel, se for ajudado pelo gover-
no, mandando esle para aqui um destacamento forte,
e nao um de 7 pracas, como presentemente temos,
para que a dita auloridade possa obrar, prender o
criminosos, lomar as armas da nacao que livremenle'
Iransitam pelas estradas, dissolver os ajuntemento*
illieilos, etc., ele.
O anno passado (ive occasUo de noticiar-llie ama
caiasirophe acontecida nesla cidade em casa dc um
Moura fogueteiro, na qual sahiram algumas pessoas
rendas, unta das quaes morreo, ao depois : no dia 5,
maior desgraca leve lugar em casa do Leandro o-
gueleiro, Irmao daquelle, e morador na ra de Co-
cadas deste cidade. Pela volla de meto dia, tol ou-
vidoum grande estampillo a semelhaoca de "nma
prnifecasa que desabava.e logo foi observado quede
casa do dilo LeandrosabiamRrandescolumnas de.fn-
ma^iavas do togo pelo tediado ; grande numero de
pess soas gradas ram apagar o togo; tedWmaf, porm, j eslava fiTilo,
I
}
base da ordem social e da paz da. familia a ma v" K. ZLmHri!^^,i^?f?i,0'
segura garanta da e*ecucao das leis. iJ.il' ,'l J'me raorl' ? q<"""ados, inclusive o
Leandro dono da casa, e mais urna negra escrava do
mesmo, e que se .-.chava grvida : do 5 feridosdous
- morreram no mesmo dia, dous no da seguite, res-
L fi ae"'K Le'1,,,lri q dizem correriperigo de
flita. foi logo chamado o vigario; que prompla-
- mente acudi com o seu coadjutoreo padre Bastos na-
Til i-nnlrUcnn n J>mb~.^.u i_l
luaes c com os mais soccorros, que na aclualdadeae
lies pode prestar. O 4 morios eram casados coro 0-
tm e'"m de"es deix"a 6 MUos mem,res; I" -
O Leandro he vinvo, e os filhinhos depois do suc-
cesso.livagavam pelas casas dos'vizinhos a chorar, o
Jelegado de polica compungido de tao triste auadro
mandou chamar a mulher do Moura (que Ite prsen-
le so acha no scclflo;, e que lia muito eslava mal com
estado en
i r ------------ aa mwMVM. WJ UOWJ llli.llllll-
neu e desta sorte v-.se urna grande parte da popu
tempos modernos tenha alguem cwBaw i"" ri-
les sahissem das maltas em numero consideravel, pa-
ra fixarem a sua residencia em lugar designado. J
se Ibes nao faz guerra de exterminio corito amiga-
mente ; cessaram as crueldades e violencias dos des-
ciment' e resgates ; mas larobem cessou quando
devia continuar com o mior fervor a pregado evan-
glica, e o uso de lodos os meios que a caridade
chrislaa aconselha como mais proprios para domes-
lica-los.
Os da 2. elasse, isto be,"os que vi vem as muitas
aldeias conhecidas, cuja fundaco se deve em grande
parte nao s aos jesutas, mas lmbeifl aos carmeli-
tas e mercenarios, sao inmediatamente governados
por seus principaes ou .araiiw, sob ainsneccao'dc
directores de nomeacao do governo : a estes empre-
gados, porm, que s devem receber certas honras
militares cm compensarlo dos seus servcos,'falla tu-
do quanlo he preciso para executar qualquer dos
mais. simples preceitos do.regulamento ile 24 de ju-
lho e por muilo bom dever ser lidn aquelle, que
pouco 011 nada fazendo em benefir das aldeias pr-
millir todava que os Indios cuidem de s, nSo os
maltratando, nem dislrahindo para serviros parti-
culares c gratuitos.
O crdito distribuido pelo ministerio do imperio
para as despezas da catechese, tanto no antecedente
como 110 actual exercicio, corresponde com o peque-
o excesso de I00S rs., cougrua ou gratilcacSo que
se deve pagar a quiltro misionarios, mas aqu s ex-
islem presentemente dous capuchnhos : fre Pedro
de Ceriana, que lem exercido tambem as funeces
de director, no aldciamcnln do Andir, ltimamen-
te .elevado i calhegoria de cralo dependente da
fregiiczia de Villa Bella da Imperalriz, e fre Grego-
rio Jos Maria de Bene, removido em 1832 do Kio
Branco para o dslricto dc L'aups e Icana, afluien-
tes do Kio Negro, onde lem baplisado e casado um
consideravel numero dc indios -mansos, segundo
consta dos mappas enviados presidencia.
Os da 2.a elasse sao os nicos trabalhadores, (excep-
to o pequeo numero de escravos), que na provin-
cia existan, como j observei; mas uao lendo rece-
bido na infancia o menor principio de educacao,
apresentam, com pequeas diflerengas, a mesma
~... .cjo, semiores, que nao esra emJossa maos harrU de milinr n. ZV.
me consta que nestes "mediar completamente tomante, calamidad ; co- (Mros,liemn^.r?.a .
m conseguido que el- nlieeo que as difiieuldades excedem os limites de vos- ^^^fS^l^T
tero consideravel. na- allribuices, e as torcas do thesouro nrovineal : 1, t. .w'.y?.:"""'lo'_ou bn
seni que occorresse incidente algum notavel, senao o Jose Mina de Bene, removido em 1
de haver-se partido, a-distancia do 8 leguas, pouco ,J*!0J,?ra,0_,lislricl? '!c L'aups eleana
mais ou menos, abaixo da foz lo Rio Negro, o pistn
da machina de estibordo, que ficou inullisada para
o resto da vlagem de viuda, e para a volta, por nao
haver aqui meios de concerla-la.
D'esle porto, onde se demorn qualro dias e meio
ateo do Para gaslou a barca 6 dias, 22 horas, e20
minutos, a saber 4 dias, 19 horas, c 20 minutos de
marcha, e 2 dase 3 horas de estada nos poni de es- aP1'.1;"' con, pequeas difleren5as, a mesma
cala, e assim concluio a viagemsredonda em 11 das, "W"^* """"? fnWanCM, a mesma ,mpre-
20 horas 23 minutos de ellecffa navegacao, ven "^f" T, T*" hal"l0S eu "vw' 'h
cendo na subida do rio, 3 milha, e meia por lor.; e "T""" "'U"-Cm as ^"cas de quem conta com
8na descda, coro mu pequeas difierencas (sebe e]lf? "TSSLP! P"n,.,eJ,t,,,r"-
exacta a distancia que se calcula de 278 leguas Tc- H "^T ^ '"""''esse que os dc-
gundo a observado do majo? do imperia corno de f^ *?* "25 2^" 7^* mu,u* VMP
engenheiros Dr. Marros Pereira de Sales que se '< 'JU"Ca e m fe de certos nolrow, que os mal-
achava a seu bordo como commssario do governo. S' ou "a ll,es |,asam os pe(,ueuos sa,anos do
Nos mezes seguintes at julho cnntinuou a mesma
barca a fazer regularmente as vtogens, nao obstante cav
-........... .ci,aiinTMciiie a i.igeiis, nao oosianie easns nao leix.ide ser enrins.i mmulnn In.lm -rtlo ____ -.-----------. .: = 1 ..-.*.=,.
a maior forCa da corrento, a demora no embarque da Z*tw o 1 urque l Unta t?"ba ha, o miiTse- ,?1 '"""i,""' M.pod' ''alc"l''lr *"'""0 seriam 1,ur"
lenlia em alguns l=ares, e o, perigos a que^pmlia I ra',, s oTml^^T^^loVS^Z^S^. Zl"' ,"" ^S a?"' PParec?" ~ :l '"'^''1^
' I----------f-.m...,v .1 ".'II,-, M t-lll (lili I 1, ,,,; ,,|-
giiin dnsinnunieraveis e enorines troncos de arvores
que o rio despeja no lempo da endiente; > que, ha
K9 anuos, j eraobjerlodo espanto para o sabio pre-
lado I). Fre Caelano Brandao, como se v das se-
guinles passagens lo interessanle llaro da sua vi-
zila: tomos proseguindo a coste (entre a villa de
Mazagao ea froguezi.i de Fragoso) c logo de manha
encontramos muilos paos, alguns dc desmedida gran-
deza, que viiiham arrastrados pela correle : consi-
dere-se qual deve ser a furia c braveza d'ete rio,
que arranca pela raz madeiros tao espantosos, enao
so o desarraiga, mas arrebata-ns como se fossem
urna palha; he preciso navegar com muilo sentido
para livraras canoas de laes encontr;, que s3o per-
gosissimos.
De tarde, navegando bem junto margem, e em
mure vazia Uve occasiaodc examinaros estragos hor-
nveis que o Amazonas faz por toda aquella costa ;
sem exagoracao, nao ha palmo .le Ierra em muitas
partes que nao estoja alastrado de troncos de arvo-
res, e de diflerenlos madeiros de extrema grandeza,
parte arrancados alli mesmo, parle Irazidos de longe
pelacorren te; o espirito se enche de horror conside-
rando a forr;a que he necessaria para produzir laes
efteitos....
Em toda a manha e (arde n.lo houve mais qne
notar do que a continuada cadeia dos estragos que
o granito rio vai fazendo por loilas as suas margen;
estrago deque s pode fazer uma justo idea quem
os observa : lao espantosoasiioe tora dctoBaa marca!
Em agosto comecou a fazer o servico da 1. luiha
sob o commando do priroeiro lenle da armada An-
tonio Jos Pereira Leal a barca Ido Negro de mar-
SLS7EL! W2.PS!'?' ell.:fu!- absolntamentefacllativos, medi'cTmelos hospllae
- tudo emfiro qWe he necessario para prcveni-las,
i--- ------ ----- |--n-.- |.'-i>|.i-- 1 111 iuai
riaiio mesiiiu momento cm que rcebesse i> dnbei
ro. Creio que a pessoa mefios afeijoaila ao pobre
indgena nao deixar de reconbecer q'ue em tees cr-
cumilaurias d elle a maior prova de resignadlo e de
-enerosidade ton:ando a fuga por nico recurso,
w-------------......- ........ .. ..,-, |>..t u
Na :i." elasse tamhem se deve Huir o gr.inde-nu
utra sexo, que sao en-
.-. ..\>m.*^, .i.-i^n/ .-ni cuore e
moedas, e varias pejas de ouroe
mais algunfas
prala.
.....- >w^">^3, w jo |fi.-.ii csic ei-iui je lfa varia* nM;n;-H-" *
cousas na ser par. admirar que esquecida iulera- ,,e '?" yZK!^1 ? r'8em Ue ?melh"'
mente a doulrina cltrlstaa, altindo cm completo ll 1B,MT,M hon"
dessuso as praticas religiosas, v, a mocidade de cer- por" Tler oTl fZ" Ue Polv los distnctos, entregue a-uma vida dissoluta, nulrin- JZ0 *"q,,a''' osd,,us "'. que fazendo
do inslinctos a conlrahind,, btelos, que a rebaixem V,En TZ>,?,\2S'ma" as,'lua,l.Pes'io*M
misera cndilo dos Selvagens, que alias procura- ^m^ra^??t'?n'' Cm-a' '
mo civilisar. inceninarias, o rogose.communlcara a varias vazilltas
Bem vej0, Senhores, qe nno estl em vossa. m3os ttfiyr^ZTl *?^m\'TCl'*
??j\* .acalanto! ade ; co- o^^?Z^^T^
orando; fosse, pois. des-
jas allribuicries, e as torca do thesouro provincial ; {.
mu o priroeiro a fazer a juslica de enfilar que tu- exi" o etof ori-Tnd^ or f r ,"> q" u B
do mniL-iria a.. r .. ,___11._______._ .,._ "...___ exisiio, e 101 originada por facilidades. Para que Uo
nde quantidade de plvora? onde se esteva f.bri-*
r,------------ >" jwai.^n tic ni icuiirt |UC U-
lo mudara dc face, se o melhoramenio dependesse uram
da vossa boa vontadee das providencias e forros d. do'Tolos utl-1 ,?? ""t"-'
venerando prelado da diocese, mas locando Veste nec^T^TjfZ JfiSl"! '^^5*
--------- |< 1 ani "- *,.-!! trt tira m
venerando prelado da diocese, mas locando n'esle
ohjeclo, que por sua grandeza prefere a qualquer
outro, nao poda lexar de descrever-vos com as co-
res da verdade as precisoes que sentem os habitantes
da provincia.
A presidencia j mandou enlrezar os 3009OO rs.
consignados no artigo 7.- S *}4el do orr,amenio
para o telhado da igreja matriz da villa de Manes,
e mclade de igual quanlia appllcad segundo o G V
a editicacao de unta parte da de Vi Ha Belfo da Im-
peraliz. A conslruccao da primeira, deve-sc ao ze-
lo do reverendo vigario interino Fr. Joaqun, d Es-
pirito Santo Diae Silva : acha-se concluida, fallan-
do somente a tedia, e he, segundo me Informa o mes-
mo vigario, um edificio espa^oso, beni construido e
decente. As obras da segunda ainda nao liveram
comec,o.
Da quanlia de 1:3098000 destinada conforme o
4.a para concertos da matrize da freguezias que
mais necessitassem d'csse auxilio, toramjdislrihuidos
:100?}000rs., a de Bircellos. 003000 rs. a d'Ega.e
2IW500O rs. a de Borba, restando aiuda os 101W00
que pertencent de Serpa.
A* compra de gusamelos mandou-se applicar em
virtude do arl,. 5, e dc accordo con, a inforinacao do
reverendo-couego vigario geral, a quanlia dc 2003
dividida por nove malrizes, tora 236 concedidos
de Moura.por conla da verba las despezas even-
Uiaes, ficando anda reservados -lOOjOO para al-
fains.
O que de mais se me ofTereco a dizer-vos sobre o
assumpto deste capitulo, he que altcndendo as refle-
xOes que me fez Su* Exc. Hvm.a o Sr. hispo diocesa-
no a respeilo la n eac.lo de uma capella tilia I na mis-
sao do Andir, e receiando que o aldeamenlo em
cujo dslricto jase conlam 700 a 800 Indios domes-
ticados, decalusse da sua prosperidade com a ausen-
cia jo missionario, a nao haver outro sicerdnle que
immcdialamenle o sunslitiiisse, julguei do meu de-
ver sohr'eslar pete parle que me loca na-execueao da
lei provincial de 2* le Oiilnbro.de 1852, al quo
visitando o lugar, posst-obler os esclarecimenlos e
proceder pela maneira mais justa e acertada.
.Suude publica.
Mil gracas devem render Divina Providencia os
habitantes desta cidade eda provincia em geral, por
havcr-lhes concedido na bomlade do clima o na dis-
tancia que os separa do ltloral, a mais segura lefeza
""'" .. -, ', contra certas moleslias epidmicas ou contagiosas,
A epl,rae..T. que lento, ouv.do de alguns desses como a febre amaretla. a srarlalina e Tb^ gas
asos nao le.xa le ser curiosa : quando o Indio alie- cojos eflelos mal se pode calcular quanlo serian, horl
fuaio. iinriiiic ia linha Irabalhadn niinl:i merodememwleumeleou..
Iregues ou doados a partcnlares por liversas auto-
ridades locaes, ou pelos di rectores las aldeias, c s
muilo casualmente pelos seus proprios prente.
Alguns delles sao liein tratados eeslntados, mas he
raro o que recebe o beneficio da instruccao prima-
ria : a oqlros mais infelzes cabfm trabalho e Irata-
mento muito inferiores sua condicao, e ainda ha
sujeitos que se queixem da exquilice das les mo-
lemas que nilo lhes permitiera possuir maior nume-
ro desses eteracos, dc que nem ao menos pagara a
meia sisa e a laxa !
Nao se cmprcganilo, pois, meio algum para do-
mesticar os gentos, nao estando organisada a admi-
nislracao da aldeias, ufo havendo legislaran espe-
cialmente appheavel aos de maior lade que vivem
no scio la sociedade civllisada, mas que sao inca-
pazes le exercer os rlreilos de cidadao, aci,audo-se
lnalniente vago o lugar le director geral, muilo
litlicil de preeucher-se sob as condieOes lo aclusl
regulamenlo ; v--se o presidente da provincia na ri-
gorosa necessidade de supprir todas essa. fallas acu-
dindo aos casos oceurrentes como permiltem ascir-
cumslancias.
Nao me desvanero, senhores, de haver feilo nesta
parte quanlo ho necessario e quanlo desejo, nem is-
so seria possivel no curto espaco -de cinco mezes;
para attenuar ns seus estragos.
A Talla de tacnllalivns esl boje supprida na capi-
tal coma presenca de um doulor em medicina, que
faz parte do corpo de saude do evercito ; mas, nao
ha ainda um hospital 011 enfermara onde sejam Ira-
lados os enfermos pobres, nem o governo provincial
-....... ^c .in ?u cauveaae a
necessaria para encheralgunsfoguales.qe quando te
acabasse este so fosse ver mais, e que os togo* la fei-
tos estivessem guardados em oulro lugar ? Do certo
quesim porque ainda aconlecendo algum sinislro.
nao poderia causar lao grande* males.
O Leandro eslava incumbido dos toaos lo r. eda
vista para a testa de Senhor San Sebaslio, e raba-
ihava ero uma pequea casa de taipa uuto 1 em ano
moravB, e alli tinto, de mistura algn barrid
plvora ,,ara o dilo fabrico, ja grande qantidade-le
togos feitos. e por tanto esto,, que se mais gente hon-
ves.se em dita rasa, mais seriam as victimas. Ainda
poderarn-se salvar dous barris de plvora, que esto-
van, guardados cm "urna outra casa contigua .i em
que houve o incendio.
Acha-se entre nos o deao desla hcese, oSr. Dr.
t.hagas, e corre o boato que elle vai abrir ocluisma
pelo lempo das novenas 1o glorioso nosso padrouiro,
o Senhor Santo Anl,io, cuja handera se levaula a !
do correnlc; bom seria qi)o isto se realisasse; por"
quanlo lodos estes actos la nossa sania religiao len-
lem a arraigar mais nos corar, de seus fllhos os
seus sagrados dogmas, a tornar os'homens mclhores
e ma,s sociaes e amarem-se e se'respeitarera rec-
procamente. Dizeni1 mais que oque produzir o chris-
ma por ordem de S. Exc. Rvm. ser pplicadu s
obras da nossa malriz, que na verijade de lu.lo pre-
cisa, que abri mao em seu proveito desles percal-
eos que. lhe compelem; peto que touvores damos ao
Lxm. hr.tospo peto seu lesiiUcrsse, e por eslar
sempre prompto a proiiovor o esplendor dos nossos
templos, c a prestar o seus auxilio a quaesquer que
lhe demandara.
Este comarca lem sido infeliz era obler dos so-
vernos da provincia alguns mtlboramentes, de que
tanto necessila, nao obstante ser uma das que mais
conlnbue para as rendas do cstodo. Consta-nos que
a cmara municipal ton, representado por vezes
vanos senhores presidentes sobre estes melboramen-
los, e que lamben, ja o tez ao actual. Um do nos-
sos males be a falla de boa agua que aqui se sent;
porque logo que aperla o vero, o ro secca, ou corro
mu pouco, de son que licamos rcduzidos a beber
agua de cacimbas, queso abremnorio, sal-.-adas e ca-
lingosas, e s temos mellmr agua por esse lempo,
quando o engcuho Moclo moefteqae nos di as aguas
juntas ciu seus acudes pelo invern, solas por essa
occasiAo. He um mal grandeque os balntanles'des-
ta cidade-swirrem, e que com pouco poda ser reme-
diado ; porque o mesmo rio oflereec commodos li-
gares para se fazer um acude, ou uma lapagem, que
nos subministrar mellmr agua ; pedimos, portento
ao Exm. presidente da provincia, que se compenetre
de nossas necessdades, e que nos proteja le &,
agua, o que lhe be fcil, mandando applicar esta
rulado urna quanlia da qnota dada pela assemblea
provincial pora os acudes.
A cmara municipal na verdade toro sido infeliz
em seus pedidos, alias justos. Somos informados pelo
fiscal, que no lempo da presidencia do Sr Ri
iauos os eniermus poores, m-iii o .... i"Tiutiii |1Piro, a cmara remelle,! as suas postura n-tn an
se acha habilitado para prcslar-lhes outros soccorros elle levando ao conliecimenlo ,1a assembd
alm de alguns medicamentos que baja de comprar cial, ellas fossem approvadas, os imssos reo
com a pequea quanlia de 2|MJ} cons.gna.la na lei le, porm occopadns ron, oulros nfazcreM
do orcamento provincial. Entretanto nao se cuco,,- raro mais importantes, nao cuidar.im de d
Ira as ras um so individuo que peca csmolas, e se ras. e que a cunara por esa causa teve .
uo fossem as felires intermitientes, que orassam em ao Exm. presidente da provincia' nmlinir.
cerlos distrrlos, principalmente do Kio Negro, po- mandasse inlerinamenlc tK'ir em '.,,
deria a provincia ser tambem considerada como uma menosccrlos artigo aponladosneteV "" **
das mais felizes no1 que toca o eslado sanitario. de summa K*nd^*o1&^n^Z'*2Fan'
Da propagacao da vaccina eslao encarregados um o polcinmento do r Zl !.i ^
commioaro provincial coma gr.ilr,ca,.aode300por vom as, ele, mas que al nre
annodous dito, municipaes nasvillas d'Ega eBarcel" recdo, apezar de'a carnt^ t Ter ^^
lose dous parochiaescm Serpa c Alvellos, l,.,los 110- ess.i medida. A' viste 1 tono. solhcilado
meados provisoriamente pela presidencia em virtu- e desojamos por isso ver a, cons^mlnto.!!^^'
de.te orden, do governo imperial, -lis resultado, larmente, levantamos""Z TAZ ^MnV$Z?~
porem, sao anda pouco satisfactorios f como bem se referi.te, posturas, e oedZ a ^ME au.
v do facto de so terem sido vaccinadas na capital de por em wue-io Vm'mo* "' t'xc- aaaiaaa.
41 pessoas durante o primeiro semestre do corrente Houve o incendi d. ., .. mi ,
anno provindo o embaracos: 1-, la ignorancia e dia Zt"mi^ZE L'^Sl* ** *~
prejuizo de nma grande parte te populacho, que sou, porque monmd^TdiaZ,?L*T? q.e "i*"
em vez de reconbecer a eflicacia daquelle admira vel de. con, muito teci Ihlade SSl^ i*""0'" C**~
preservativo o julga tao malfico coran a propria pes- a wltwm^^mtXZJF?? SST^!
le; 2-, da imprevidencia do muilos pas le fami- am!^dV\J? *??. ^l*-^euM\'*Ma
lias,qneiselembramdouso da vaccina qnando neate^,. q u or'Jc-n0' ,


-
-

\
ao fiscal da cmara, e mndcrando-lhe estes males,
requerer-lhe que prohibiste a Joo de Goes, que mo-
ra oocenlro da cidado o fabricar fogos artificiae, c
que o obrigasse a fazer aquello servido tara da cidade,
rie certa as ponderales do lal individuo eram mui
razoaveis; entreUnlo a re-posta que leve dn fiscal
foi, que as postaras velhas nada providenciavam so-
bre estas cousas, e sira as novas, mas que nao (endo
inda ellas sido approvadas pela assemblca provin-
cial, e nem mandadas por em execucao, como li-
nha pedido a cmara, pelo Exm. presidente, elle na-
da poda obrar. Perianto de novosupplicamos a S.
Exc. que providencie estas cousas, visto eslarem ao
sea alcance, e sem muito casto o poder fazer.
Ao fechar esta sonbe que u Leandro lie com Dos.
deixando quat.ro filhos menores. Quantas desgra-
;as, quantas vinvas, quantos orphaos nSo iicaram ao
desamparo!!! Dos so compadeca de todosfelThes
d remedio cm seus males. Aleos, o Victajriemc
Carta particular.)
Mtatora*
REPARTICAO DA POLI
Paita da da XI da Janeiro.
lilil, e E\m. Sr.Participo a V. Esc. que das
parles boje recebidas nesta repartio.lo. /onsla lercm
sido presos: a ordem do subdelegado dp freguezin rie
S. Fre Pedro Connives. Francisco lOroeiro Tavres,
Jos Anloiijo do Soma (iiiimarites, eJosc Lopes I.cal,
todos por brisa, o menor Joo Mcnjiles da Fonseca,
por liaver dado urna tacada em ou/lro, e Jos Anto-
nio do Nasciinento, para correctivo; i ordem do sub-
delegado da freguczia da lloa-V/sla, Izidoro da Sil-
va Pereira, setn declaraciio do nhotivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambucu II de Janeirode/l83-t.Illm. e Exm.
Sr. canselheiro Jos Denlo fa Cunha e Figueircdo,
presivlenle da provincia.O desembargador Cae-
Iano Jotet Silca Santiago, chefe de policia in-
terino.
DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 12 DE JANEIRO OE 1854.
CORMWEMIA.
Senhores lledactoreydo Diario, de Pernambuco.
Tean lomado,desde algum tempo. a .resoluto de
nao envolver-mo nasJquestoes polticas,, que se agi-
laiu no Brasil, julgo conveniente declarar, para que
intrigantes nao especulara com o meo uoine. que
nao escrevo, nem mefcmo urna linha, a respeito de po-
ltica nos jornaes qufe se pubticam tiesta provincia
Son cora toda onsideracao etc.Dr. J. d'Aqui-
no Fonteca.
S. CIO de Janeiro de 185*.

COMMERCXO.
PRACA DO (RECIPE 11 DE JANEIRO AS i!
rHORAS DA TARDE.
f Cotac.Oes ofllciaes.
Cambio.sobre Londres n 28 d. 60 d|v.
tsr.-inascavado escolliidoa 1980 e l600rs.
por arroba,
dito Uuoa 19670 e ICTOOrs. por arroba.
AI.FANDEA.
Rendimenlo do dia 1 a 10......79:68990l
dem do dia 11.......22:7439797
1U2:432SI8
Desearregam hoje 12 de Janeiro.
Briguo inglcz Spraybacalhio.
Brigue iuglez Titania dem.
Barca ingle Meleor idem.
Barca americana Afinesota farinba e bolachi-
m nhas.
Talacho americano Loper idem idem.
Barca brasileira Sor le farinba.
Barca franceza Jone mercaduras.
Brigue hamburguez Herrielt Mollij idem.
Patacho inglez t'lijste*cemento.
Brigue escuna brasileiro Laura gneros do paiz.
Importacao .
Hiale nacional Anglica, vindo do Ass, consig-
nado a Theophilo Seve & Cumpauhto, mauifestou o
seguinte:
380 alqueires de sal medida do Ass, 200 molhos
de palha de carnauba, 27 saccas cera de dita ; aos
ruesaios.
Escama brasileira Laura, viuda do Maranh, con-
signada a Novaes & Companbia, mauifestou o se-
guinte:
3 caixas hezerros, 2 macacos de estivas, 1 sino de
brome, 1072 saceos arroz, 20 ditas cuim. 32 catanes
vazio*, 1 paneiro fariulia d'agua. 100 saccas cal pi-
lado, 7 ditas cera de carnauba, 30 Mitas algottto, I
bah e 1 caixao livros, 1 caixao e:l encapados uten-
' silios de cama, 200 meios de sola, 1 pacolinlio com
1 rede, 1 banheiro, 1 commoria;a orden).
38 canastros albos, 10 barris oleo de cupaliiba; a
Novaes 4 Companhia.
1 raiza suspensorios; a Joilo Fernandos Prente
Vlarma.
26 barris azoile doce; a Candido Alberto.Sodr da
Motta.
Brigue hamburguez Harriet Mollij. vindo de Ham-
bargo, consignado aiBrun Praeger inanifeslou oseguinle;
:!0U sacc^arellu, caixas miudezas, 9 lilas fer-
rsgens, 1 dila com l burra de ferro, 1 dita pistolas e
marcas de foco, ponteiras para charutos e I livro, I
dila dbras de folln, 3 barricas drogas, 4 caixas gom-
ma lacre, 3 ditas vidros, J caixinha hrinquedos, amos-
tras para bordar e 1 retrato, 1 dila fustao e caseroira,
2 pacolcs amostras, 1 caixa lecidos de seda, 1 dita
vestidos, manteletes, jaquetas, camisas, lencos e gra-
vitas ile algodao, fil e casita. 1 dita roupes e vesti-
das de algodao; i ordem.
3 caixas lecidos de algodao e seda, 2 ditas ditos de
linho e algod&o, 2 ditas ditos rie laa e algodao. 4 pa-
roles e 1 caixa amostras, 5 barricas tintas para impri-
mir; a Schaphevltin & Companbia.
4 caixas lecidos de algodao, 1 dita livros. 1 ditas
riscados de linho e algqjMo ; a J. Keller & Compa-
nbia.
3 caixas meias de algodao, 2 ditas lecidos de la, 1
dila couros envernisados; a J. H. (laenslev.
_ 2 caixas meias de algodao ; a J. D. Wolphopp &
Companbia.
1 caixa peonas de ganso; a Fcidel Pinlo & Coin-
paubia. ,
1 caixa feiclraduras e 26 amostras; a E. II.
Wyall.
1 caixa obras de prata da Russi.i. 1 dita cordas de
rame e do ac, 2 ditas bixas; a N. O. Bieber &
Companbia.
1,981 barras de ferro; a llollie & Bidoalac.
3 caixas lecidos de seda, 3 fardos ditos de laa. 9.812
botijas fazias, 281 e U(3 duzias de taboas, 38 caixas
lecidos de seda, ditos de lila e algodito, ditos de al-
godao, ditos de seda e algodao, ditos de linho e al-
godao, ditas de linho, e ditas de lita, 8 ditas miude-
aas, 1 dita armas, 7 ditas obras de pao, 2 lilas cou-
ros, 3 lilas cadeiras, 1 dita papel, 5 pecas presuntos
e carne de tamo, 3 caixas espellios. 1 dita amostras,
2 fardos e caixas lecidos de laa, de linho ealgodo,
e ditas de algodao, 1 volume livros, -2 caixas lecidos
de linho e algodao, 11) cadeiras ; a Bruuii Praeger &
Companbia.
1 caixa obras de ouro e prala, 1 dita relogias de
ouro;aF. C.Rabe.
1 caixa camas de ferro,.! caixa e i! pacolcs amos-
tras, 4gigos batatas, 3 caixas lecidos de laa, 2 lilas
ditos de la e algodao, t dila ditos de linho e algo-
dio. 6 dilas miudezas, 4 ditas obras de labio, 5 tilas
obras de aro, 6 ditas contas, 8 sigos p f caixa vidros,
1 caixa leos de algodao ; a Tinn Mouscn & Vi-
nas*.
15 caixas papel, 2 volumes amostras. 1 ( dilo com 2
facas para curtidor, 2 caixas lecidos do la e algo-
dan ; a M. J. Ramos e Silva.
5 caixas imav, 1 dila argolas, e bracos de halanra,
1 dita sovelas ; a Brendcr a Brandis 20 caixas queijos, 2 dilas couros envernizados, 1
diU lilas de seda, 30 barricas chumbo de muni$to,
-44 volme lona, 1 caixa com 1 piano; a Novata &
Companbia.
1 caixa taboado, 1 dila aveia ;a L. Scliuler & Com-
panbia.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 10 6:2191482
dem d dia 11. ...... 7669098
6:9859578
IMVERSAS PROVINCIAS.
Heudimentodod.alaio .... .1:0679891
dem do da 1t ...... 36.-J9236
1*319130
Exportacao'.
de Janeiro, rigue Firma, de 172 toneladas,
STSkate0"! : .7 'm.r* le laa e se-
da, aw barricas bacalhao, o-2 rebolos lo pedra 1 034
saceos a 140 barricas com 6,256 arrobas e 6 libras de
assucar, 34 eccas com 188 arrobas e 12 libras de al-
andao, 100 molhos com 5,000 couros de cabra -1 \,\.
paa espirito. '
Paco Je Camaiagibe, liiatenaciouai.\oeo /Js(,0
de24 toneladas, conduzioo sesiiinje : :it chapeos',
V) arrobas de carne secra, 1 caixa drogas, i jita
mscate), 1 barril manleiga, 1 fardo fazundas, lo
saccas bolachas.
Canal, barca portugueza Mara Jos, de 380 lo-
"o'Jdas, conduzo seguinte : 4,215 saceos com
21,075 arrobas de assucar.
IIKCEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS f.E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia II ; 5229353
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo d* da I a 10.....16:3459267
Nio* 'saludos no mesmo dia.
Cama.ragibeHial! brasileiro A'oco Deslan, mestre
Estevilo Ribeiro,' carga varios gneros. Passagei-
ro, Antonio Joa|uim de Lima.
CanalBrigue bejlga /lorense, capilo Boeliman,
carca assucar.
EDITAES.
o presentec
dem do dia 11
4219157
16:7669424
MOVEMEHTO DO PORTO.
-Vatiaf entrado no dia 11.
Assu6 das, hiale brasileiro Anglica, de 86 tone-
ladas, mestre Jos Joaqom Alves da Silva, equi-
pagem 6, carga sal e pallia; Theophilo Seve &
Lompanhfa. u
32dias,barcii peina n,nry Millar, dt
iH toneladas, capililo Kubert Pul, equipacera
15, arga carSo de pedra; a ordem:
Aracaly10 das, hiale brasileiro Dundo/o de 43
toneladas, mestre Joao Henriqjiea de Almeida,
equipagemi, carga anos generi; Jos Ma-
no*! Martina. Passagein, Anlonio Roilriiwes de
branles, Silvestre Zanetlv e f esfravo a entregar.
. O Illm. Sr .-inspector da tbesonraria provin"
cial, cm cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
din 26 de Janeiro pr iximo vindouro, vai uovameirtc
a prnca, peraute a junta la laienda da- mesma tbe-
sonraria, para ses-em arrematados a queiu pormenos
fizer, os traba/lhos da conservado da estrada da
\ telenas valiados em 5:5178600.
A arrematarlo ser Teiln por lempo de nm anno, a
contar do lia em que o arrematante lomar conla
da estrail, c sob as>'ondicocs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran,
comparecam na sala das sessoes daiiesma junla, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habelitadas.
E para constar se mandn allixar o presente e
publicar pelo Diario. ,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
boco 17 de lezembro le 1853. O secretario, A.
Ferreira WAiinunciapao.
Clausula* especule* para a ammalacao.
1." Os irauainos laronservaro permancnleda es-
traila da Victoria scro cxeculados de couformidade
com o ori.-aincnlo approvado pela directora cm con-
sclbo, e apresenlado a approvaco do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um anno, e na
importancia do 5:5179600.
2.' O pasamento da importancia d'arrcmalacao
sera dividido em preslacoes mensaes de urna duod-
cima parle, vista do certilicadn passado pela di-
rectorin das obras publicas.
3. Para todo o que nao estiver determinado as
presentes clausulas e no "remenlo, seguir-se-lia o
que dispoe a Ici provincial i; 286.Conforme. O
serrelario, Antonio Ferreira d'Annunraaw.
O Illm. Sr. inspector da Ihesoura'ria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer pulilico, que no
dia 19 de Janeiro prximo vi minoro, peranle a jun-
la da fazenda da mesma Ihesouraria, sp ha de arre-
matar a quem por menos fizer, i obra dos enneertos
dn eadeia da villa de Seriubaem, avallada em
2:7.509000.
A arrpiiiatarao ser fcita na forma dos arls. 24]e
27 da lei provincial n. 286 lo 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das sessOes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio lia, competen-
temente habilitadas.
* E para constar se mandou allixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da hesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 le lezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira fAnnundarat).
Clausulas especiaes para a arremataran.
1." Os concertos da eadeia da villa de Scrinliaem
ar-se-hao de couformidade com o orcamentn, ap-
provado pela directora em conselho e aprsenla-
do a approvarao lo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia le 2:7508000.
2. O arrematante dar principio asebias no pra-
zo de um mez, e de ver coiirtu i-las no de seis me-
zes. ambos contados ua Torm do artigo 31 da lei
n. 286.
4. O arrematante seguir. _mts Irabalhos ludo o
que llie for determinado pelo respectivo engenheiro,
nao s para boa execura"o das obras, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo tempo, para o servi-
?o publico, todas is partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremataran
ter lugar em tres preslacoes iguaes: a primeira de-
pois de felta a metade da obra; a segunda depois da
entrega provisnria-.c alerceira na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidadc ser de seis
mezes.
6.* Para ludo omais que niio se acha dclermina-
do as presentes clausulas, nem no ornamento, sc-
guir-se-ha o que di-pe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario Antonio Ferreira a'An-
nunciaKio.
.O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem lo K\m. Sr. presidente
da provincia de 3 do crrenle, manda fazer publico,
que no lia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
\menle a praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra do ,-irude de Paje de Flores,
avaliada em 3:1909000 rs.
A arrenutac.ao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoasque se propozerem a esta arremataran.
comparec-im na.sala das sessoes da mesma lliesuu-
raria no lia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandn allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 dedezembrode 1853. O secretario,
Antonio Ferreira tiAnmtneiaro.
Clausulas especiaes para a arrematara.
! As obras deste acude sent feilas de coufor-
midade com as plantas e orfsmentn apresenlados a
approvarao do Exm. Sr. presidente dji provincia na
importancia de 3:1909000 rs.
2.a Eslas obras deverao principiar no prazo le
dous mezes, e sern concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n.286.
3* A importancia testa* arrematarn ser paga
em tres prestacocs da maneira seguinte: a pri-
meira dus dous quintos do valor total, qiiando tiver
concluido a ineladeda obra ;.asegunla igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimenln
provisorio ; a terceira finalmente de um quinto de-
pois do rece b i me ii lo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigadn a rommunicar a
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia llxo, em quelem. le dar principio a
execucao das obras, assim como trabalhar seguida-
mente durante 15 dias, nlim de que possa o euse-
nheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5..Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira ttAimunciacb.
O lilm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em romp iuipiiln da rcsolucao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 26 de Janeiro pr-
ximo viudooro, peranle a ineslna junla. xai nova-
mente i prac para ser arrematada a quem por me-
nos fizer, a obra do acuite da povoacao de Bezer-
ros, avaliada cm 3:8149500 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 d< maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
pjto, comparecam na sala das sesaes da mesma jun-
la no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habelitadas.
E para conslnr se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambeco, 24 do lezembro de 1853.. O secretario,
Antonio Ferreira d1AnnunciarSo.
Clausulan especian para a arrematacao.
1.* As obras deste acude, serio feilas le coufor-
midade com a planta e orcamentn, approvados pe-
la directora cm conselho, e apprescnlados a appro-
vaco do Exm. Sr. presidente, importando em
3:8119500 rs.
2. O arrematante dar comeen as obras no pra-
zo de 30 das e terminar no le seis mezes, conta-
dos secundo oarl. 31 da lei n. 286.
3." O pagamento la importancia da arrematado.
seri dividido em (res parles, sendo una do valor de
dous quintos, quando liouvcr feito metade da obra,
oulra igual a primeira quaudo entregar provisoria-
mente, e a terceira. de um quinto, depois de um
anno. na occasiaa da entrega definitiva.
4," Para ludo o mais qu nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-sc-ha o que deter-
mina a lei u. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira tl'Annuiiciaran.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23dc
fevereiro prximo vindouro. vai novamente a praca
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concertos da eadeia da villa de tiaranhuns, ava-
liada em 2:2199240 rs. A arrematacao ser feita na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao,
comparecam na sala das sessoes la juula da" fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima' declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.'
Secrelaria da thesoiirarin provincial de Pernam-
buco 30 de dezenibro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira ta Aimunciaciio.
Clausulas especiaes para tt arremtelo.
. 1 .a Os concertos da eadeia da villa de (i.iranbnns,
far-se-hiro de couformidade com n orcamenlo appro-
vado pala directora em conselho, e apresenlado a
approvaco do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2199280 rs.
2." ti arrematante dar principio asobras no pra-
zo te loi's mezes, e dever conclu-la* un do seis
me''"'. 'nibos contados na forma do artigo 31 da lei
D i,
i, ,a!!rem,','iin'c sceuir nos seus Irabalhos ludo
o que lli ror determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao so para tma execucao las obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo tempo para o ser-
vico publico lodosas partes do edificio.
4\ O pagamento da importancia da arremalaro,
lera lugar em tre, preslacoes iguaes; al., depois
de feita a metade da obra ; a 2.', depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na entrega definitiva.
.5. O prazo de responsabildade ser de seis me-
zes.
6.= Para lud o que nao estiver dotermina.lo na>
presentes clausulas nem no orcamenlo, secuir-se-ha
o quedispoearuspeitoa le provincial u.286
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaerm
- O Illm. Sr. tactor da he*^- in-
cial, em cumprimenlo da resolucjuxjla ln,! f
zenda, manda fazer publico, que o lia a jP J
ro prximo vindouro.vao novamente praca TJ1p
rem arrematadas a quem por mem>yjir*4*ff!!.i,s
ilqjll^lrjlraeae Cnruar,
rrV ulT1" ^".'f" fw I" 1'^n1i, fSM"ii^r.""!1.!!:.*! .SL*-P! dc ,851-! '*. Panle a junta da fazenda da mesma
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arrematarlo,
romparecam na sala das sessoes da mesma junla! lio
da cima declarado, pelo meio dia, comiietente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e ou-
blicar pelo Diario. .
Secrelaria la Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras necssarias a fazer-se junio lio acude
de (.anuir para ev!ar-se as lillraciies-, serilo execu-
ladas de cnnlomiidado como orcamenlo approvado
pela directora cm conselhu e apresenlado a appro-
vaco do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de-1:9808000 rs.
2. As obras principiarao no prazo dc um mez e
terminaran n0 de dous, contados conforme o arl 31
da Ici n.286.
3. A impnrtaucia da arrematacao ser paga em
duas preslacoes guaes, sendo a primeira quando
houver feito a metade das obras, e a segunda na occa-
sio do recebimenlo.
4." Para ludo o mais quo nao esl especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha a le n.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
~- O I"m. Sr. inspector da Ihesouraria' provin-
cial, em ciimpriiiipiilo da resulur,ao la junla da fa-
zenda, manila fazer publico, que "no dia 26 do Janei-
ro prximo vindouro. vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais der. o rendimenlu do
_ Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Tanquinbo na cidade de
Coianna, avaliada em 4:0029320 rs.
A arrematacao ser feita na mima dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 dn maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaclo
comparecam na sala das sessoes da mesma junta,os
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezemhro do 18j3. O secretario,
Antonio Fr-'-reira dtkAnnunciacSa.
Clausulas especiaes para arrcmaturSo.
1.? As obras los reparos a fazer-se no luear lo
Tanquinho ua cidado le (ioianna, sero execula-
dis de couformidade rom o orcamenlo nesla dUa
apresenlado approvaco do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia 2.a No prazo de 30 dias sero principiadas as
obras, e concluidas no de seis mezes conladus segun-
do o regulamento. '
3.o A importancia lesta arrematacao ser paga
na forma do reculanieulo n. 286.
4.a Para ludo mais que nilo esliver determinado
as presentes clausulas, seguir^c-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 le 17 de malo dc 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr.
um dilo de decima dita; para a de calafates, um
mancebo de terceira classe e um aprendiz de decima
dila ; para a de polieiros, qualro aprendizes de nona
classe : para a de pedreiros, um aprendiz de stima
classe, e vinlc o dous serventes livres. Secretaria da
inspeceo do arsenal de marinha fie Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedii*renln do secretario,
.Uunoel Ambrozioda Conceiruo 1'adilKa.
O Illm. Sr. capilo dn porto, para (ornar efiec-
(ivas as disposiciies do regulameiiln das capitanas dos
porlos, mandado por em execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1816, lanuda, para conbeci-
menlo dos iuteressados, publicar os arligos seguimos
do mesmo reculanieulo.
Arl. II.Ningucm poder dentro do liltoral do por-
to, ou seja na parte reservado para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualqur lenh aforado.
construir einbarrario de robera, ou fnzer cavas para
as fabricar ciiculbadas, sem que. depois da licencoda
respectiva cmara municipal, oblenha a lo capilo
do porto, o qual a nao dar sem 1er examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum daino ao porto.
Arl. 13. Ninguem poder fazer alerros ou obras
no liltoral lo porto, ou rios navcgaveis,som que lenha
oblido licenra da amara municipal, c pela capitana
lo porto seja declarado, depois de feitos. os devidos
exames, que nao prejudicam o bem estado do porto,
ou rios, anda mesmo os estahclcciinenlus iiacionaes
da mantilla de guerra e os logradouros pblicos, sob
pena de demnlicao das obras, c mulla alem da indem-
uisaejb do daino que tiver causado.
Arl. 14. Nincucm poder depositar maderas as
praias nem conservar nellas, ou uns raes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlilharia. amarras ou
Roga-se ao Sr. Mira, director da sala de dansa
da ra do Queimado, baja de quando der nutro sarao
de nomear para porleiro ao Sr.um convidadopois
vislo o que diz na sua correspondencia, j lem exer-
cido esse lugar no Cassino no Rio le Janeiro, pois
leve ser muito delicado o Sr.um convidado; ao
mesmo lempo aproveilamos a occasiAo de percuntar
ao Sr.um convidadoquaes sao os estatutos que re-
ce a sua casa. Islo Iho pedemOs vinle mil ris
perdido".
Pergunta-se ao Sr. proveedor da irmandade lo
Senhor Bm Jess las Chagas. qual he o motivo de
nao ter chamado a Lino Josquim de Sant'Aiina, pa-
ra entrar com a guautia de sessenla c tantos mil reis
jtieticou cm scu poder no anno prximo passado,
quando (oi llicsoureiro desla irmandade, que contra-
liindo dividas nao as pagou, estando com o diubeiro
em si, pois a mesa actual estobrigada a .pagar; com
a sua resposta coutinuar-se-lia.
inspector da Ihesouraria provin-
imposlo do dizri.o'do gado eavallar nos ir inicini m! ?,c",.<:,.""Primei"01.,lanr?S0'ut;5 ,,a i""!", manda oulros quaesquer objeclos que emharacem o transito
i.,r. j...... ,... '"" puhbco.que no lia 9 de fevereiro prximo vin-1 e servido publica, ainda qae lenha licenca da ca-
douro. vai novamente praca para ser arrematada otara municipal. E quando para o deposit e demo-
perantca mesma junta, a quem por mono tizer. a ra de tacs objeclos der licenca o capilo do porto seu
obra do aterro e empedramenlo da primeira parte do ~
primeiro lanco da estrada do norte, avaliada em
28:0969887 rs.
A arremataran srr.i fe i I a na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 lie 17 de maio dc 1851, e
sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao,
comparecam na s, la "da sessoes da me.-na junla, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Serrclaria da tbesourarja provincial de Pcruambu-
cu 9 de Janeiro dc 1851. O secretario,
Antonio Ferreira di AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematarnos
1.a Esla obra ser feita de conformidade com o or-
camenlo dppiova'u pela directora em conselho,
nesta data apresenlado a approva(;ao do*Exm. Sr.
presdeme da provinciana importancia de 28:09t>5887
reis.
abaixo declarados :
Limoeiro, avahado annualmenlc por 589000
Brejoi. por .y^w-jo
Boa- isla e lixii, por 198.9000
A arremalacao ser feita por lempo de Ires anuos,
aconiar do 1. de julho de 1853 i 30 de junbo de
IOOO.
Os licilanles comparecam na sala lasj sessoes da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores competentemente habilitado.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro le 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial,em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia le Mdft'corrente, manda fazer
publico, que nos dias 10, 11 e 12 de jaueiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, a obra do sexlo lanro da estrada da Es-
cada avaliada em 9:3269278.
A arremalacao ser feita na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286de 17 de maio le 1851,
* a/ "P*0*368 ""i* "Claradas. ue musmezes. e os concluir no prazo de quinze
comna^m n^Lu l",ze!em. ?*la, arremalacao mezes ambos contados le conformidade cora o artigo
comparecam na sala das sessoes da (unta la fazenda 31 da lei provincial n. 286.
Mlo*Seta ', ,f0uraria; ",os *" :ri1ma. fclarados, I 3. Desde a entrega provisoria da obra al a enlre-
P F ,ra J, Lr POte''mmle l,nl"l,U,Ja- I a ''cfiniliva, ser o arremtame abrigado a conservar
rJ^"i^",22l?,-fll",'.prew'111". cpu- ? wpreemliom estado, para oque dever
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir uo prazo de quinze
prejuizoda sobredila servido, s se peder fazer da
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
cnnlravenloies, alem da multa a que forem sujeilos
pelas posturas la respectiva cmara municipal, serao
obrigados a fazer escavar qualqur arca, que se acu-
mule em detrimento do porto.
. Secrelaria da capitana do porto de Pernambuco 3
do Janeiro de 1853.No impedimento dn secretario,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
AVISOS martimos.
blicar pelo Diario. Secretara da Ihesouraria pro-
vincial de Pernambuco 1C de dezembro de 1853.__
O secretario. Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i. As obras-do sexlo tauc*) ra eclrada da Encada
sero csccotadasde conformidade coma planta per-
fil e orcamenlo, approvados pela dirccloria cm con-
selho, e submeltidos a approvaco do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, importando em 9:3269278.
. 2.' No prazo le 30 dias o arrematante dar prin-
cipio as obras, devendo conclui-las no dc um anuo,
ambos contados de conformidade com o arl. 31 da
le provincial n. 286.
3. A importancia la arrematacao ser paga em
qnatrn prestacOes isuaes; a primeira quando tiver
a lerceira parto das obras concluidas; a segunda
quando tiver os dous tersos; lerceira quando' tiver
feito a entrega provisoria; e a ultima finalmente
na entrega definitiva.
4. Para ludo quanlo nao esliver determinado as
presentes clausulas ou no orcamenlo, eagiiir-ae-ha
oque dispoe a lei provincial n."- 286. Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira d'.lnnunciacSo.
. O.fll.-n. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem lo Exm. Sr. pre-
sidente ila inda de 22 dn..ciirreiile, mauda fa-
zer publico, que nos lias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da fazenda da mes-
ma Ihesouraria, %e ha dearrcinatar i qnem por me-
llos luer, a obra do acude na Villa Bella la ..comar-
ca de Paje de Plores, avahada em 4:0019000 rs.
A arremataclo ser feita na turma dos arls. e
2/ la let provincial n. 286 de 17 dc maio le 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta .arremata-
Cao, comparecam na sala dassessiVes da mesma un-
a, nos dias cima declarado* pelo meio iu, campe
lentamente habelitadas. .
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, do dezembro ic 1853.-!0 secretorio,
Antonio Ferreira d"AnnunciarSo.
Clausulas espec'mes para a arrematacSv.
i,a As obras deste a**ude sero
-Ibuquerqne.
Ilcrnardo Joaqun) de Azevedo.
3o*>Nunes de Paula,
Antonio deSouza Rolim.
Juo Eliasdc Muura. *
Josc Ferreira Marinho.
; Mantel Antonio Alves dc Brilo.
milade com as plaase orcamenlo: petados F^Sutttm" Barre'-
nesta dala a approvaco do Exm. presidenta da pro- naSSSmli&i ,, i .
vieta, na importancia dc 4:0049000 rs. e ''"",0 Leal.
ler pelo menos dous guardas empregados consta lile-
mente neslo sprvico.c far inmediatamente qualqur
reparo qae Ihe Tor determinado pelo pnspnheiro.
. O pagamento desla obra ser feito p qualro
preslacoes iguaes : a primeira depois de feilo o tarjo
las obras do lanco : a segnnda depois de completa-
dos os dous tercos : a terceira quando forem recebi-
las provisoriamente : e a quarla depois da entrega
dchnitiva, a qual lera lugar um anno depois do rece-
bimenlo provisorio.
5." Para ludo o mais que nao estiver doler minado
as prsenles clausulas, seguir-se-rta o que dispde a
respeito a lei provincial n.2$6.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira o"AnnunciarSo.
O Dr. Jos Quintlo de Castro Leo, juiz munici-
pal, orphaos, commercio, rapellas, ausente*, e re-
siduos do termo desta cidade de alinda, da comar-
ca do fecfe de Pernambuco, por S. M. I. e C.
que Dos guarde etc..
Facn saber, que pelo Dr. Alejandre Bemardino
dos Reis eSilva, juiz le dircilo da 2. vara criminal
da comarca lo Keclfe, me foi participado, que con-
vocara para o dia 21 do crrenle, a primeira sessan
ordinaria deste termo, cujo sorlcamenlo levo lugar
no lia 7 do correnle, e para a qual sahiram sorta-
nos es t8 juizes de fado quo se segu :
Francisco do Bego Barros.
Dr, PiHppe Jansen de Castro cAlbuAjerque.
Joaqnim Correa Lima Wandcrlev. '
Mrcal Bezerrade Paula.
Joao .Marques Bacal bao.
Antonio dos Santos Loges.
Antonio Sebastian da Silva.
Salvador Uemiques de Albuquerque.
Dr. JoaoCvalcin de Albuquerque.
Joao Antonio de Carvalhp Cerqueira Jnior.
Joaqnim Cavalranti de Albu
-Para o Rio de Janeiro vai saliir cora
amaior brevidade possivel o lindo e vel-
leiro patacho nacional < Boni Jesns do
qual lie capitaoMnnoel Joaqnim Lobato:
quem no mesmo quizei' corregarou ir de
passagem e embarcar escravos a frete,
utrija-se ao capito, na praca do commer-
cio, ou a Novaes Trapichen. <54 primeiro andar.
Pira a Babia sesuira breve a escuna nacional
Titania, capilo Antonio Francisco ltibciro Padilha:
para carga e passageiros, ti -ala-so com os consignata-
rios Amonio de Almeida domes & Companbia, na
ra da Cadeia do Recite n. 47, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Scsiie com hre\ idade a escuna Sociedade Feliz,
capilo Joaquim Antonio (ioncalves Santos, recebe
carga a frete c eseravos. a Iralar com Caetan Cjria-
co da C. M. ao lado do Corp6%anlo, toja as massames
ii. 25, ou com o capilo.
Parn Lisboa a barca portugueza Gratidao pre-
tende sabir com brevidade: quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem aceiados
enmmodos, entenila-sc com os consignatarios P. dc
Aquino Fonseca <$; Filho, na ra do Vicario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilo ra praca.
Ceara', Maranhao c Para'.
Sesue empoucos dia o brigue escuna Laura, por
ler a mainr parle tararga prompla : o restante e
passegoiros. para os quaes oflerece ptimo commodn,
Irala-se com o consignatario Jos Hapliala da Fon-
seca Jnior, na ma do Vigario 0.4, primeiro andar.
Para a Babia sabe na presente semana a escuna
nacional Tamega,mi recebe rarsa miuda, e para a
qual Irala-se com s consignatarios Novaes & Com-
panbia, na ra do Trapiche n. 34, primeiro andar.
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2.a Estas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluidas no de 10 mezes, -acontar
conforme a lei provincial n.286.
3.a A importancia desla arremalaro- ser paga
em tres preslacoes da maneira seguinle : aprime ira
dos dous quintos lo valor total, quando (iver con-
cluido ametade da obra ; asegunda iguala primei-
ro, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
do recebimenlo definitivo.
4. Oarrematanle ser abrigado a rommunicar a
reparlico da obras publicas com antecedencia d
30 dias, o dia fixo em que lem de dar priucpio a
execucao das obras, assim como Irabalhar se-
guidamente dorante 15 dias.allm de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir'aos primeiros
Irabalhos.
5.. Para lado o mais que naoesliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Pedro Cavalcanti Wandcrlev.
Joilo Peixolo de Araujo e Silva.
Luiz Humes Ferreira.
Joilo Be/erra de Mello.
Joaqnim Estanislao Cavalcanti de Albuquerque.
Joo Marques da Paz.
Trancisco Luiz Vires.
Antonio Pinto de Araujo.
Manoel Dionisio Comes do Beso.
Joaquim Marques Santiago.
JoSo Canrio Prospero Mnntanba.
Joo Baptisla da Silva Manguind.
Antonio Marinho Paes Brrelo.
Antonio Bernardo Ferreira.
Antonio Joaquim liahello Pessoa. ,
Jos Theodosio de Moraes Lins. "
Antonio Nunefde Mello.
Antonio Flix dos Sanios.
Jos (;Ciulano Tavares.
Alexandrino Ayres da Paixiln.
Dr. Antonio Ilerculano de Souza Kandeira.
Francisco Xavier Cavalcanti Pessoa.
Joo Baptisla do Amaral.
Filippe Diuiz Cavalcanti.
Antonio Jarome Be/erra.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
i AnnunciarSo. ,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem Uo Exm. Sr. presidente
da provincia, manda tazer publicoque.no dia 19 dc Bernardo de Souza Rangel.
Janeiro prximo vindouro, peranle a junla da fa- Luiz Jos Conzaga,
zenda da mesma Ihesouraria, vai novamente a pra- Francisco Kibeir dc Souza.
Ca para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ava-
liada em825SOOO rs,
A arremalacao ser feita na forma los artigo 24
e 27 da Ici provincial, I. 286 de 17 de maio de
18)1, e sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarJo
comparecam na sala das se da cima declarado, pelo meio dia, compcleiite-
menle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presenta e
publicar pelo Diario. Secrelaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 15 dedezembro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira d"Annunr.iacSo.
Clausulas especiaes para a arrematacSo.
1. Os Irabalhos da radeia da villa lo Ca'bo far-
sc-hao de conformidade com o orcamenlo approva-
do pela dirccloria em conselho, e aprescnlailo a ap-
provaco do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 8258000 rs.
2.0 arrematante dar principi asobras no prazo
i dll,:^1aev1e^', eouclui-las no de tres mezes,
artigo 31
ambos contados de conformidade com o
da lei n. 286.
3. O arrematante seguir ua execucao ludo o que
Ihe for nrescriplo pelo eneenheiro respectivo, ilo
so para boa execurao do Irabalho, como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lempo para o servro
publico todas as parles do edificio.
4. O pagamenlo da importancia da arremalacao
verilicor-se-ba em duas pre-lacoes isuaes : a pri-
meira depois de feitos dous tercos da obra, e a se-
gundadepois de lavrado o lerio de recebimenlo.
, j. Mo haver prazo de responsabildade.
6. Para ludo o que nao se acha determinado as
prsenles clausulas nem no urranienld, secnir-se-
ba o que dispoe a lei.n. 286.
onforme. O secretario, Antonio Ferreira
a AnnunciarSo,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo. la ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia le 26 do correnle, manda tazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamente a Maca para ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra do inelhorameiito do rio
de Ooianna, avaliada em .50:6003000.
'A arrematacao ser feita na forma tos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 le maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
*
Os quaes bao de servir durante a referida sessao
para que sao pele presente convidados, levendocom-
Rarecer assim como os jnleressados, uu indicado da
as 10 horas la majHiia, sob as penas da lei.
E para quechegue noticia de todos mandei pas-
sar o presente, quesera afiliado nos lugares mais
publicas deste termo.
Dado e passado nesta cidade le OHnda, aos 9 de
Janeiro de 1854.
Eu Filippe do Nascimenlo de Farsa, swivao es-
-revi. j0lf Quintino de Castro LeSo. -
BECLAHACO'ES.
A requerimento do depositario da massa fallida,
de Jos Marlins Alves da Cruz, e por despacho do
Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara do civel e com-
mercio. a agente Olivcira tara Icihlo das fazenilas e
armae.lo da tajado dito fallido, sita na ra do Qirci-
mado: qunla-feira 12 do correnle, as jM lloras da
mandan, na indicada loja.. .
, O agente Oliveira tara leilo le, urna armario
nova deamarello, toda panafusada. cnvcruisada.eeil-
vidracada, propria para loja'd fazenda ou oulro
qualqur estabelecimcnlo, qual se vender por
qualqur prero, assim coran cerca de 90 figuras de
porcelana douradas: sabbado II lo crrenle, no
meio dia cm ponto ; no armazem sito no aterro da
Boa-Vista n. 3.
AVISOS DIVERSOS.
necssarias a fazer- junl
avahadas enHj31DO800O rs.
Real companhia de paquetes inglezes
a' vapor.
No dia 21 deste mez
espera-se do sul o va-
por Tltames, comman-
ihmie Strull, o qual
depois da demora do
costme, seguir,para a Europa : para passaseiros
Irala-se cmn Adamson liowie S Companhia, agente*
da mesma ; na ra do Trapiche Novo n. 42.
Compatihia de Liverpool.
SJ"^- No dia 17, espera-sedo sul o v-ipor wii-
*3-'** lania, cummaiidanlc James Brown : depois
da demora do coslume seguir para a Europa. A-
gencia em casa le Deauc Youlc i Companhia, ra
da Cadeia Velha n. 52. < ,
Companhia de Liverpool.
jjgK Nodia 14, espera-se da Europa o vapor
"eeat& Brasileira, commandanle Oix; depois da
demora do coslume, seauir para os porlos do sol.
Agencia em casa de Deaue Voule (\ Companhia, ra
la Cadeia Velha n. 52. -
O Sr. director do lyceu desta cidade manda
tazer publico, que as matriculas rio mesmo Ijceu
arbam-se .iberias do dia 15 al o lim do correnle,
e no dia 3 de fevereiro vindouro lem de principal-
os Irabalhos. Dirccloria do Ijceu 10 de Janeiro de
1854.O amanuense, Hermenegildo Marcellinode
Miranda.
Q vapor Imperador, commandan-
le o capilo lenle Cervazo Man-
cebo, esppra-se ueste porto proce-
--------- dente dos do norte cm 15 do cor-
as pessoas que Se propozerem a esta arremalaro, rente mez de Janeiro, devendo seur nara Macei
comparecam na sala das sessoes da mesma junta Babia e Itio de Janeiro, no seguinte la .la sua che-
no da cima declarado, pela meio lia, compelen- ada.
lmenle habilitadas. .,
E para constar se mandou fiivar o presente e i' a(l"etes lranceze a vapor, entre Mal se-
,1.1....... ...I.. t\f-? i. la
de Janeiro.
(I paquete a- hlice
l.'Acenir destinado
o sabir de Marselha
para a Babia e Kio de
Janeiro.espera-se ues-
te porto.
Passauem para o Bio de Janeiro, cmara de r
200 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara de re KM) francos,
cmara le proa 75 francos.
A comida e os vinhos esiao comprehendidos ues-
tes- procos.
Quem pretender dirija-se ao cseriplorio de N. O.
Bieber <& C.<" ra da Cruz n. 4.
Para conbccimenlo dc quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da estacao do Cupe,
tai reiupiiida a esla reparlico urna janeada de pes-
cara que alli fora lomada a uiyi individuos suspei-
'.os ; prevenindo-se que de hoje i 30 dias nao appa-
recendo dono, sera vendida na porta do almoxartado
do arsenal de marinha, para satistazer-se as itespezas
quesehnuverem feilo. Secrelaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoSo foberlo Auqutto da
Silva. -
publicar pela Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 18.53. O secretario, An-
tonio Ferreira dAnnunciarSo: ,
Clausula* especiar* para a arremalaro.
1. As obras do inelhocarpeiilo dn rio de '(ioianna
far-so-hflo de contorno,lado rom o orcamenlo, plan-
tas e perfis, approvados peta directora em couselho.
e apresenlados a approvarao dn Exm. Sr. presiden-
te la provincia, na importancia le 50:6008000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de Ires mezes e as concluir no dc lies anuos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286.
. 3.a Dorante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as cano-
as e barracas ou pelo canal novo ou pelo Irilho ac-
tual do rio.
4." O afrematanle seguir na execucao das obras,
a ordem lo Irabalho que Ihe for determinada pelo
eogenheiro.
5." O arrematante ser obrigado a aprescnlar no
lim do primeiro anno, ao menos, a quarla parte das
obras prompla e oulro lano no lim do segundo au-
no, e fallando a qualqur dessas condices pagar
urna mulla de 1:0008000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
ti AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourarin provin-
cial, em cumprimenlo da ordem lo Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do correle, manda tazer
O arsenal de marinha admilte os operarios se-
guales : Para a officina de carpiuleiros, dous apren-
dizes dp sexta classe, dous ditos de stima dita ; para
a de car [-inas, dous mancebos de terceira classe, 3 di-
tos de quarla dila, dous aprendizes de quinta dila, e
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000.>000 de rs.
Segunda feira 16 do correnle deve
chegar do Sul o vapor Lu/.itana, conduc-
tor da lisia da lotera 6. do Estado Sani-
tario, cujos bilhetes acliam-sea venda.
Avisa-se peta ultima venios credores do'falle-
cido Joao Kicrsncim, dono qatfToi do Hotel da Barra.
de entregaren) suas contas na ra da Cruz n. 10, cer-
los le qne nao o tazendo uestes Ires dias, au serio
mais consideradas.
Agencia de passaporte,litdlos de residen-
cia^ folhas corridas.
f.laudno do Kes l.ima. despachante peta repar-
lico da policia, despacha passaportes para dentro e
(ora do imperio, titulo de residencia para estrangei-
ros e toldas corridas: na roa da Praia n. 13,primeiro
andar.
Na noile de 10 do correnle, fasto ou furtaram
do sitio que lica defronle do sitio rio Sr. Rento da
.Costa, na ponte de lllia, um c:, vallo de sella, ac,
nao gordo, pequeo, e que lem andares: quem do"
mesmosouber, ou der noticias, queira avisarnos di-
to sitio, ou cm Olinda, no cnllesio dos orphaos ; li-
ca-se obrigado c paga-se qualqur despeza ou a-
chado.
D. Cica Francisca da Silva Coulinho participa
aossenhores pas de familias, e principalmente aos
desuas aliiinnas, que no dia 12 do correnle princi-
pian) os Irabalhos dc sua aula particular, na ra i-
reila. sobriftio numero 43, segundo andar. A an-
nuncianle acha-se habilitada com a lieenea do Exm.
Sr. presidente da provincia, cm couformidade, com
o disposhi do artizo 38 do regulamento provincial de
12 de maio de 1851. Hecebe alumnas pensionistas,
e meias pensionistas, enensinode sua aula consta de
sp-iiinip : ler, escrever, cantar, grammalira nacio-
nal, arithmelica, doulrina chrislaa, labvriulbar, co-
zer, marcar, e bordar de diflerenles modos, msica o
tazr flores. Protesta aos senhores pas de familias
que se quizercm utilizar de sea presumo, que cm-
presar lodos os meios que estiverero ao sen alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao
se furlar a Irabalho algum com as meninas culina-
rias aos seus cuidados.
LOTERA DA IRMANDADE DO L1VRA-
MENTO.
Sabbudo, 1 i-do correnle, as horas do
costtnne, andam infallivelmeute as rodas
desla lotera no consistorio da mesma
igrej. O thesoureiro assevera ao respei-
tavel publico que," desta vez nao llavera'
.transferencia iiinda fjue restetn bilhetes
por vender-se; o peipieno numero que
existe esta' a venda nos lugares do coslu-
me. O thesoureiro, Joao Domineues da
Silva.
l-'ugin do cnscnjio San-Josc, a 7 de Janeiro |do
correnle anno. o escravo Pedro, le iiaco Cacange,
baxn, srosso, feio, nariz chalo, rosto bastante picado
do bexiaas, bem barbado, com talla le denles na fren-
te, mos e p's Brandes, e lem os ledos grandes los
pps voltarios: quem o apprehender c lcva-lo ao dito
enzenhn, receber 30^000 rs. do scu senhor Francis-
co Joaquim na Rocha Ealcflo.
Fugjo do eusenhnSan-Jos, a l3deoulubrode
1853, a cscrava Calharina. crioula. que representa
1er 35 annos de idade. cor prela, alta, seca, rosto
com pido, lesta canteada, nariz chato, heicos sros-
so, ps era mies, e lem as costas la man direila urna
cicatriz le ferida : quem a apprehender e leva-la ao
ilo engenho, receber a gralifieacilo de ,509000
i. de scu senhor Francisco Joaquim ita lincha fal-
ca o.
Terca-feira 10 do rnrrenle. petas" horas ri.ima-
nlia, sabiiiilo um ninlalo de nome Joo lo abaixo
Uaiguado, para comprar pao e oulros objeclos para
casa, i-Tiinii linha de coslume, comprou os'que licavam
mais |>erlo e tronxc-os para rasa, e indo depois bus-
car o pao, em urna paitara no palco da Santa-Cruz,
nao vollou mais al agora, ilizenrio o parieiro que la
nao ho a. Era le muito boa conduela, feui vicio al-
gum, e pouco conherimenlo linha desla prora, por
que ha pouco tempo veio do Apudi.serlodoRioCran-
ledoNorlc.donriehe filho.chaviasidorompradoaMa-
noel Joaquim Pascual Ramos. Suppc-sequesera sido
scduzido e furlado, porque he muilo simples, e um
pouco aloleimado reprsenla ler 18 anuos- pouco
mais ou menos, cheio rio corpo, estatura ordinaria,
rosto redondo, inleiramenle imberbe, nlhos pequeas
e vivos, lesta pequea, a qual franzu muilo quando
olha o(isontalmenIe, cabellos carapiuhos, bocea pe-
quea e bous denles, sem seren Minados, e ps gran-
des ; levou )eslnlo camisa de alemln riscado, com
urna ou duas pregas largas no peito, calca de brim
trancado ii'alEoilao .iLul, e chapeo de massa branco,
de abas largas :. gralifica-se bem a quem descubrir.
Gustavo Jos to llego.
Na eslrada de Joo de Barros, desde o silio do
Sr. Braga al o do Sr. Azevedo, perdeu-se una caiu
le tabaco de tartaruga redonda, tendo sobre a lampa
urna pequea chapa le ouro, tambem redonda, com
as uicaes J. B. V. lem urna pequea falla
,no fnndo, de uma'quda que levou : roga-se a quem
a arhou enlregue no aterro da Boa-Vista, em casa do
desembarsador Bernardo Rebello da Silva Pereira,
que ser gratificado.
Atencao'.
Perden-se ou furtaram na noile de 6 de Janeiro
correnle, rio poscoco de urna menina, urna voltario
cornalinas brancas engrasadas cm miro, islo lesdc o
sitio onde mora o tenenltcoronel Leal, prximo a
estrada de Beln), viudo pela estrada do cemiterio
al a ra dn Uospicio, e dahi atravessando para a roa
rio Seve, defronle do caes da Aurora ; quem delta
siniiiiy ou.,-i liver adiado, dirija-se a ra da Cadeia
do Recite, loja n. 53, que ser generosamente re-
compensado por Jos Coins Leal.
Dinhsiro.
No paleo do Carino n. 17, se dini quem d linhei-
roa juros.com penhores de ouro.
Furtaram rio dia 10 do correnle mez nmcaval-
to bstanlo appirclhado e com frente aborta, qualro
pos calcados, um pequeo achaque na mita direila, a
caheca acarneirada. urna Inmadura ta sellim no tom-
bo : rega-so a todas as autoridades pnliciaes que o
encontrar o manriem entregar na roa le Apollo,na co-
ebeira de Jos Pinto Ferreira, qae sero generosa-
mente gratificadas.
Precisa-se de om moleque de 16 a 18 annos
para oservico de nina casa ; a tallar na ra Novan.
38, toja de culileiro.
A abaixo assignada, professora particular dc
inslruc;ao elementar do sexo femenino, residente no
pateo do Carmo, sobrado o. 2. scienlilica ao respcila-
vel publico, e mxime aos senhores paisdesaas alum-
nas, que pretende abrir sua aula no dia 16 do andan-
te mez, compromelteiirio-se desempenhar seu inaais-
teriocom a mesma assiriuiriarie, zeta e esmero, que
lem sillo sempre seu norte seguir.
Joaquina Lourenra de Luna.
Aluga-se una casa com com'morios para fami-
lia, na povoacao do (achanga, assim como se vende
tambem.se apparecer quem compre; a Iralar na ra
Direila n. lot.
Odesembargadnr Jcronymo MarlinianoFiguei-
ra de Mello pede as pessoas que Ihe- faltaran) para
aforar terrenos no seu silio la ru dos Pires, o obse-
quio decomparceerem na rasa de sua residencia,a lim
le escolberem os lugares em que desejam edificar, o
efiectuar o pagamento adianlado do primeiro anuo
do aforamento, como elle Ihe baria declarado..
Manoel Joaquim Ramos e Silva"convida o
credores loSr. Francisca Maincdc de Almeida Ju-
ntar para apr.esenlarem seus ttulos, ou coalas do
que o mesmo Alainede Ibes he leverior, no prazo de'
8 das contadas ta tata leste atinando, afioi de co-
nbeccr-se a quanlo motila seu debito, e Iralar-se da
maneira de tazer seu pagamento.
O abaixo assignario mudou sua aula de primei-
ros lellras para olarso do Terco n. 26, e ah seoll'e-
rece para o cnsino la inslrureo primaria aos Mis de
familia que qttizerem Ihe confiar a criucacao WRcus
fillios. Recebe tambem pensionistas e meios pensio-
nistas, mediante nina paga razoavel. prometiendo cs-
forrar-c quanlo em si coubcr, alim de bem desem-
penhar too ardua tnissac.
Simplicio da Cruz fibeiro.
Precisa-se alugar mentalmente um prelo fiel e
robusto para o servico de armazem : quem liver, di-
rija-se fabrica de vinagre, na rita Imperial.
9."r- Joaquim de Olivcira e Souza ensiua a
traduzir, faltar e escrever a liugua franceza: na ra
do Arasao n. 4.
Arrendarse um engenio'ri'agtia.sifWdoa urna
legua e mcia desta cidade, com porto de embarque e
proporc/ie para safrejar 1,500 pes annuaes, tendo
alm dista excellenles baixas para capim, boa horta,
ptima casa de vi.curia, e lorias as mais obras e nfli-
cinas rie alvenaria e em perfeto estado de conserva-
cao ; nogocia-se tambem a safra pendente, alguns
botae vaccas, quarlns, carinas e carrocas, ludo novo,
ou em boni uso: os prelcndenteS dtrijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabral Canlanll.
Precisa-se dc urna ama com bastante leile e
sem filho : no armazem da ra da Cruz n. ID.
Desapparcccu no dia 11 te novembru lo annn
passado o prelo Raymundo, crenlo, filho do Ico, Je
idade 25 annos, pouco mais ou menos, or fula, cara
larga, heicos grossos;barba cerrada, estatura regular,
rendido de urna verillu, pouco vohunosa, be muilo
ladino, e diz saber ler, be amigo de sambas, onde di-
verle-so tocando llaulim ; > .mencionado prelo tai
capturado em o engenho Taparero d'onde lornou a
fuair no (m de 4 dias : quem o pegar, queira levar
i ra Direila n. 78, qaedar-se-ha paga geuerosa.
Perdeu-se um recibo passado pelo finado Joilo
di Allemo Cisneiro da quantia de 1209930 rs., im-
porte le urna letra que recebeu para mandar cobrar
de Bazilio Comes Pereira, sacada por Francisco Ma-
noel de Frailas, eaceila pelo mesmo Bazilio : quem
a acbon, qnerendu entregar, riirija-se roa do Cal -
rieirciro n. !I4, que spr recompensado, pois ha pro-
vas sullicienles.
Precisa-se de urna ama para casa de pottea fa-
milia, que saiba bem engomnutr e rozinfiar, e para
tocio o mais servico : quem pretender, dirija-se a So-
ledade, casa terrea n. 41, defronle da paitara n. 11.
Precisa-se de urna ama que saiba calichar c
fazer todo o mais servico de una casa; no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Pcgou-se urna mulata que diz chamar-ee Ray-
munria. meia estatura, rheia do rorp, e clara, ra-
bcllo corrido: quem fiir scu senhor, dirija-se a ra
do JiHia.ua Bolla, casa do capilSo de campo Ma-
noel Feliciano do Nascimculo.
Precisa-se dc urna ama para casa de homem
solleiro, qne saiba cozinbar e ensommar. e paga-se
bem: quem quizer annuncie.
. Ofierece-s ama ama para casa dc potica fami-
lia : quem quizer, dirija-se ao pateo da Penha n. 6.
, A pessoa que annunciou ler para aluear urh
primeiro andar fa casa n. 22 |ior cima de urna loja
de miudezas, queira declarar qual a ra para ser
procurado.
Srs. redactores.Vimos e admiramos a supera-
bundante pbraseologia com que oSr.mil convidado,
responde a correspondencia do Sr. Mira, e a mais
alguem que lornou parte as olfensas que Ihe foram
dirigidas. Nao pretendemos repellir sandices por
nos suppormos muilo aqtiem da capacidade do Sr
um conviri ido, e muilo menos aceitamos assuas in-
snuac>es rclalivamenlea etiqueta le saros. J ds-
semo e repetimos que havemos ricriuzirio a sua illus-
Iraciio e iirbanidade pela publicacao de seus avisos;
isla era mui sufficienle para quo o Sr.am convida-
do, (a nao ser de pedra) se limifaSse a primeira prava
de sua educac.ln.
Perdeu-se a 7 do correnle. lesde a ra do Ca-
hug em seguimenlu al a Boa-Vista, una putseira
rie cornalinas encarnadas, eu liadas em ouro, leudo
junio ao teixo .duas cornalinas pendnradas: quem a
tiver adiado e quizer levar i rua Nova n. 60, segun-
Ki amtar, ser recompensado.
Pedc-se ao Sr. Antonia dos Santos Bliras que
quando lenha de dar algum baile cm sua muito acre-
ditada sala, o favor de .morar cm porleiro ao muilo
civilisado aulor do annuncioum conviriado-^para
que o mesmo Sr. fie digno : vi*lo estar lo i par dos
bailes do Cassino na crte do Rio do Janeiro. Este
favor Ihe pede quem nao taz apastas de 20g(l00rs.,
que be ofiiforquilluuto.
O collegio S. Francisco Xavier, erecto na
Capunga.
Termo de e .ame.Aos 16 dias do mez de dezem-
bro de 1853, em presenta do Illm. Sr. Dr. Loureneo
Trigo de Loureiro, como presidente, sendo examina-
dores os Illms. Srs. professor publica la freguezia "de
Sanio Antonio, Miguel Archanjo Mindello, e o pro-
fessor particular Jos Duarle Caliste, procedeu-se ah
exame los alumnos Joaquim Ricardo Monlero de
Paiva c l.uizdc llotlanda Cavalcanti de Albuquer-
que, os quaes sahiram approvados plenamente, ten-
do respondido satisfactoriamente s materias do se-
gundo grao ; |>eta que podem gozar da med'Jha cor-
respondente, concedida pelo despacho do Exm. pre-
sidenta desla provincia era 7 rie oulabro de 1851, e
para constar assignamoso presente. Dr. I.ourenpo
Trigo de I.oureiro, Sltaucl Archanjo Mindello, Jos
Duarle Calislo Fraurisrn rie Frailas Gamboa, direc-
lor. Com efleito, os examinandos brilharom sobre
adiar a circumferencia, superficie e solidez da e>-
phera por qualqur apotema,mcdiru de paralle-
bigramos, provads pela divis.10 em tringulos, e ad-
dclo das superficies desles, clculos de regra urea,
operaees de complexos, qur por (rceles ordina-
rias, qor por decimaes, qur por parles alientas, etc.
etc. 0 collegio se abri 110 lia 9 de Janeiro para re-
ceber alumnos intemos e exlertios.0 director.
Victorino Jos Carreira de S relira-se [coni
sua senhora e um criado de menor idade, para Lis-
boa, por lodo mez dc marco ou abril prximo futuro.
Precisa-se de um caixeiro que lenha bastante
pralica de taberna, c que seja diligente; prefere-se
o que esleja arrumado e que por qualqur motivo
se desarrume : na rua do Collegio 11. 25, taberna de
Mannel Antonio dos Santos Fonles.
ANTIGUIDADE E SPERIORIDADE
DA
SLSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SAKDS.
Attencao'
A SALSA. PARRILUA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e lem rnustantemenle mantido a sua re-
putaran em necessidade dc recorrer a pomposo*
annuucios, de que as preparacte" de mrito podera
dispensar-so. O successo do Dr. BRISTOL tem-
provocado infinitas iuvejas, e,'entre outras, as dos
Srs. A. R. 1). Sauris, de Ncw-York, preparadores
c proprietarius da salsa parrilba conhecida pelo no-
me de Sands.
Esles senhores solicitaran) a agencia de Salsa par-
rilba de Brislol, ecomo nao o podessem obter, fa-
bricaram nma unitario de Bristul.
Eis-aqui a caria jife os Srs. A. R. I). Sands es-
ereveram ao Dr. Brislol no da 20 de abril de 1842,
e qae se acha cm nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, \e.
Nosso apreciavel scnltoK
Em lodo o anno passado temos.vendido quattti-
dadet consiricraveis do extracto de Salsa parrilba de
ymc, e pelo que ouvimos dizer de suas tirldes
nqnelles que a lem usada, julsamos qne a venda da
dila medicina se ugrq^itar i;im(i>jiho. Se Vine,
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos resultara muita vantogetn, Unto a nos como a
Vine. Temus muilo prazer qne \V)e. nos responda
sobre este assumpto,. e se Vmc^ier a esla ddade
daqui a um mez, ou cousa senietliante, leriamos
muilo prazer era o verem nossa botica, rua de Ful-
lon, n. 79.
Ficam s ordens dc Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. S-vNDS.
CONCLUSAO'.
1.e A antiguidade da salsa parrilba de Brislol be
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
eque a de Sands s appareceu cm 1812, poca .na
Jual este droguista nao pode obter a agencia do Dr.
ristol.
2.f A superioriitade da salsa parrilba dc Brislol
he incpntestavel: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porrao de outras pre- *
paraefies. ella tem mantido a sua reputaco em qoa-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da .
salsa parrilba em todas as enTermidades originadas
pela impureza dosangue, eo bou) cito oblido nes-
ta corte pelo Illm. academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de sanrie ua Gamboa, pelo Illm, Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, nieriieo do cxerclo, c
por varios oulros mdicos, pcrmitlem boje .de-pro-
clamar altamente as virtudes eilicazes da salsa par- '
rilha de Brislol vende-s a 55000 o vi.lro.
O deposito, desta salsa mudnu-se para a botica
franceza da rua da Cruz, em frente ao cbatariz.
ROB LAFFECTELR.
O nico autordVo por decso do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos husptaes recommendam o arrobe
l.alleiieuv. como sendo o nico autorisado pelo go-
verno c pela Real Socieilade de Medicina. Este me-
dicamento d'nm gosto agradavel. c fcil a tomar
em secreto, esU't em uso ua marmita real desde mais
de s60 annos; cara radicalmente em pouco lempo,
om pouca despeza, sem mercurio, as aflecces la
pello, impincense as cousequenrias das sarnas, ul-
ceras, e os accirienles dos parios, da idade criiiea e
da acrimonia hereditaria tos humores ; rnnvm aos
calharros, da hexict, as coulraccoes, c i fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso da ingeccoes oa de
sondas. Como anti-sypjijliico, o arrobe cara em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, quo vol-
vem inrcssanles sem consequencia do emprego da eo-
paiba, la ruheba, ou las iujecces qne represen-
tamo virus sem nculralisa-lo. O arrobeLaflecteuv
he cspeciirimenle recommondadq contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao iodurelo
de'[M.|asio. Vende-se cm Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra- '
Ca de D. Pedro 11. 88, onde acaba de chegar urna
grande poroio le garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveau-
l.aflecluv 12, ru Ricbev Pars. Os formularios
lam-sc cralis em casa lo agente Silva, na praca le
D. Pedro n. 82. No Porto, em Casa de Joaquim
Araujo: na Babia, Lima & Irraos; em Pernam-
buco, Sonm ; Rio le Janeiro, Rocha V Filhos, el
Moreira, loja de.drogas; Villa-Nova, JoSo JPereira
de Magales Lcle; Rio-Grande, Francisco do, Pau-
la Coulo < C.
; AO PUBLICO.
O abaixo assignado phariuaceu-
lico approvado pela facnldade de
incdecina do Rio de Janeiro, ten-
. do comprado a botica da rita No-
va desta cidade 11. 55; (|tie foi do
tinado Joaquim Jos l'inlo liu-
maiies, e com' sociedad; na mes-
ma com o pliarniacentico a|ipro-
vado Antonio Muria Maniues Fer-
reira, faz publico a sen fregue-
/es e a (|ttem convier, tpie nelja
o aclia rao sempre promplo a quer hora para aviar toda equal-
qur receita, para, dentro, oti f-
ra da cidade, com amaior preste-
im e lidelidade. por acliar-se sor-
tido das melliores e mais recentes
drogas ltimamente ebegadas.
Jos' da Cruz Santos.
Precisa-se dc urna pessoa que seja s, e que
nao tenlia em que se oceupar, para ser rinpregada
as compras e mandados i rua, de nina casa de pe-
quena familia, dandose-lhe sustento e .I5O1JJ) rs.
mensaes: a tratar na rua Direila n. 61, segundo an-
dar.
Pede-se com muita urgencia ao Sr. Cjprtono
Antonio de Andrade, declare par esta falla sua mo-
rulla, alim ta ser procurado, e cora elle Iralar-se de
negocio considera)?!.
C. STARR&C.'WW
respeitnsamenle annunciam que 110 seu extenso cs-
tabeleeimento em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perteico e proinptidao,toda a qualidade
de machinismn para o uso da agricullura, navega-
coe manufactura, e que para TDaior commodo de
seus tiumcrososTreguezcs e do publico em geral, lem
aberlo era un dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na rua do Bruui, atraz do arsenal de marinha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS ,
ronslruidas no dito seu estabelecimcnlo.
-Alli acharao os compradores um completo sorl-
mcnlo dc moendas de caima, com todos nielbo-
lamenio (algups lelles novos coriginaes) de que a
evperiencia de muilos -annos lem mostrado a neces-
siriade. Machinas de vapor de baixae alia presso,
luisas rie lodo lamanho, tanto batidas com u fundidas,
carros de rapo c dilos para conduzir formas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, Ionios de ferro batido para farinba, arados de
ferro da mais approvada eobslrucfgo, fundos para
alambiques, crivos e portas [ora frualhas, c urna
inlinidade dc obras dc ferro, que seria enfadonhu
enumerar. No mesmo deposita existe urna pessoa
intelligenlc e habilitada para receber todas as en-
con)mendas, etc., etc., que os annunciautes contan-
do com a capacidade de suas ofllcinas e machiuismo.
e pericia de seus ofllciaes, se comprometlcm a fazer
ejecutar, com a maior presteza, porfeicao, e exacta
conrormidadeora osmodelosou desenhos, e instruc-
C>es que Ihe torcm foruecidas-
Os martyre peraambucanos, victimas da 1-
berdade, bu duai revolaco'et ensaladas em
1710 c* 1817, por ara laso peraambacaae (
padre Joaqnim Dias Martin.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle deslc im-
portante e curtoso Irabalho, ale hoje indito. He a
biographia de lodos os periiambucanos preeminen-
tes que entraran), ou de qualqur inodpsc^campro-
tiielleraui na reviiliirDo dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 18!", escripias as acedes
de laes humen no silencio do gabinete, por um-pa-
dre rios nossos las, e>|iie anda hnnlein ronheceitios
lodos na cungregaro do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, como um los ltimos, e mais esliniaveisrmem-
hios lessa vcneruvel casa. O parir Joaquim Das
dcixa-nos ver os encara, dcsenhanilo-os a grandes Iracos ; e lero
eltes sem luvida um mande mcreritncnto para a
polci ida,le, quando os lumver de julgar setene :__
u riesalinliii do historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico nao,lisi respeito (le mais
011 menos perto, o a quem por sao nao iuleresse vi-
vamente : rnutem muis'dc Gt) arligos.
Acha-se a venda no. palco do Collegio, efiicioa Je
encailcmarao.
Sala de barbero-,
Anloiiio Bar'ncza de Barros faz scicnlc ao rcspeila-
)cl publico, que tem abarlo nma sala de barbeiro, na
rua la Cruz do Kecta n. 2. primeiro andar, aondo
se achara sempre promplo a servir a seus freguezes
e mais pessoas que de seu presumo se quizerem uiili-
sar, assim como vende c aluea bichas- rie llambucgo,
applira ventosas, limpa e chumba denles, tanto a
prala romo a ouro; o prero das barbas c cabellos he
o mesmo que as tojas.
JOS' BANDE',
entrancador de cabellos da casa impoi-ial,
avisa ao respeilavel publico testa cidade, faz colla-
res, pulseras, brincos, aunis, correales para rclon
ros, Riboias. rordiies. Iranselins, tambem se taz flo-
res de cabellos, e qualqur oblas que desej 1 : u-
lerru da Boa-Vista, 11. W,
*e4.


DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 12 DE JANEIRO DE 1854.
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso c sabio
prelado, o cai-deal patriarcha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vgo puhrsr-se pela primeira vez as obras com-
pletas di virtuoso e sabio prelado, o cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz.
O editor, lierdeiro dos seus maimscriplos.eiilcndeu
que prestada relevante serviro as letras patrias, col-
ligindo e communicaudo pela impresso os trabadlos
le mu escriptor recente, que tanto uome- alcancen.
iiiereccndo-o pela caslidadc o elegancia du eslvlo,
pela importancia dos assumplos, e pelo fervoroso cul-
to das glorias, iiacionaes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica einlellcctual.
Mesmo qiiamlo os laeos do sansuc, e a gratiio c
saudade, devidas.i memoria de um lio extremoso e
Icsvelado, o nao obrigassem a empregar n'esla edi-
ri)o o maior esmero, a idade additar as paginas da
lilleratun contempornea com la vastas e interes-
santes composic/ies, trabadas as diversa provincias
do saber humano, bastara para llie espertar o zelo,
c redobrar a vigilancia.
Dos Irabalhns do cardeal Saraiva de S. Lniz. urna
parte acha-se ainda inedila, e lie a mair; oulra
cncoulra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das scicncias. qual originariamente foi des-
tinada, 011 corre avulsa em brocharas estampadas
por ordem e i cusa da dislincta corporaoao, ou em-
Itm vio a luz em peridicos lilleiarios, cuja publica-
ran cessou ha muito. O editor, par a reimpresso
e encorpuracao de lodos os escriptos na clleccao das
obras completas, alcanc,ou a prumpla acquiescencia
da academia das sciencias, que limbrou por este mo-
( do m ajunlar s ulicas una nova prava le consi-
derarlo pelo Ilustrado socio, que leve a honra de
- ser sen vicepresidente tanto lempo.
As obras rompalas do sabio prelado ahrangcm va-
riadas materias, que por suas especialidades podemos
rednztr a tres classes principies:Memorias hist-
ricas o chronologicasmemurias e esludos biolgi-
cos-e miscellaneascmprelas de noticias ecclesias-
licas, biographias de alguns vares nolaveis porlu-
guezes, e cmlim de trabalhos acerca de objectos di-
plomticos, arclicologicos, e de muitosoutros ramos.
A publicaran principiar pelasMemorias Histri-
cascomprehendendo o primeiro volume os esludos
c ensaios sobre dilTerentes pontos histricos em di-
versa* pocas de Portugal. Successivamente fconli-
u uaran a sahir osseguinles, se a edicto obliver a a-
ceilaco qoe se lisongear de merecer aos cultores
das letras e glorias patrias, formando (quanlo pode
ralcular-se) una serie de onze a dozc tomos de oilavo
francez, e 400 paginas de texto cada lmo.
A edirao sera acompanhada de un juizn critico,
eseriplo peloSr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa noticia da vida do distinelo prelado, feita
pelo editor Antonio Correa Caldeira. .
Assigna-se para a collccco completa as lojas da
vinva Bertrand e Filhos, aos Mari jris; c na do Sr,
MarliusLavado, na ra Augusta 8.
Prejo de cada volume por as-
signatora............ijj00 risfortes.
Avulso. ....... 1^920
Declara-se que o.volume ou olnmes, que'conlive-
rcm o ensaio sobre alguns synonimos dalinguapor-
liiguezac osGlosariose alguns oulros traba-
lhos nao serao vendidos em separa Jo.
Subscreve-se emPrnambuco na livraria n. 6 e 8
da praca da Independencia, sendo o pagamento na
occasioda entrega.
TviSO AOTMMERCIO.
Os.abaixo assignados continum
a flanquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca, ott urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme*
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Sanio, esquina da
rua do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companiia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mese, a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelos scnliores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
\ por atacado e a retalho.
Na roa das Cru/es n. 40, taberna do Campos,
\eiidcni-sc as inelhores c nials modernas bixas
hainharguezas, e aluga-se, tanto por junto, como a
retalho, por precos razoaveis.
Precisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da
Cantara Pimenlel; na ra da Cadeia de Santo An-
tonio ii. 30, a negocio.
Joao Jos de Car vid ho Moraes
faz scienlea quera interessar |>ossa, qoe dcsla data
em diante, tem encarresado da anoradacao e cobran-
ca de sua rasa, ao seu lillin Jo3o Jos de Carvalho
Moraes Jnior, eaoSr. Antonio da Costa Bibeiro e
Mello, aos quacs conferio os poderes para isso neces-
saros.
Senhores redactores: Nao podemos furlar-nos
a obrigacjlo de agradecer por meio de seu conreilua-
do jornal ao Sr. Bernardo Antonio de Miranda pelo
afavel acolhirnerito que adiamos em sua pessna, tra-
laudo-iins com as mais delicadas maneiras e respeilo-
sa al I enea o. As poucas' horas que ahi passamos, nao
nos deram o prazr de gozar mais os favores de seu
coracSo bondadoso, sempre o mesmo para lodos, e
cin ludo o mesmo, porm foram bastantes para anga-
riar mais a afleicSo de meia duzia decavalleirosque
penliora'dos do modo urbano, civil e cavallciroso,
porque furam tratados.cont'essa-n a" Sr. Bernardo An-
tonio de Miranda a sua verdadeira eslima, reSpeito e.
gralidao, e j que de oulra mancira nao Ibes cabe pa-
lenlea-lu. conhecer.i nesle passo quanlo sao sinceros
os seus votos. Desculpe, pois, a pouca clareza de
nossas expressOes, motivada lalvcz pela confucsao
em que nos deixou lauta bondade.
Deem. senhores redactores, publicidade a eslas
poneos I indas dos seus Coslumados leilores.
O passageiros da barca ingleza Bailara!.
Precisa-se comprar uma_ escrava-de 18 a 20 an-
uos de idade. que saiba. perfei lamente coser, engoin-
mar e fazer labyrinlho, e um prelo de meia idade,
que enlenda de borla, e que sejam de afianzada ron-
dticta e seni molestia: quem os ti ver dirjale ao Ho-
tel Francisco para tratar.
Precisa-se por aluguel de urna prela escrava que
saiba tratar de crianzas : quem a tiver e quizer alu-
gar, dirija-se ao sobrado da ra de S. Francisco n. 8.
. AVISO JURDICO.
A segunda ediccSo dos primeiros elementos para
lieos do foro civiL mais bem corrigida e acresrenla-
da, nao s a respeilo do que alleruu a le da refor-
ma, como Acerca dos despachos, iulerlocutorias e di-
finitivas dusjulgadores ; obra essa tjio interessante
aos principiantes em pralica que llies servir de lio
conductor : na praca da Independencia n.6' e S.
Traspassa-se o arrendamenlo da loja e primeiro
andar do sobrado da ra do.Collegio n. 18: Ira-
la-se a roa do Queimado, loja do sobrado amarelln
n. 29.
Madama Routier, modista franceza,
ra Nova, n. 58, *
tem a honra de annunciar ao respeitavel publico,
que; acaba de receber do Franca-uro. lindosortimento
de chapeos de seda do ultimo gosto, manteletes pre-
lo- e de cores, romeiras de carbraia com mangas
bordadas, preparadas para vestirle por haixo de pa-
lito, chales prelos, caiuisinhas para sen hora, man-
guitos bordados, mantas prctas de se*da a iniitaeo de
bloude, vestuarios de seda para meninas, ditos* para
meninos, espartilhos, leques, grosdenaples prelo
milito lino, selini maco prelo, cha malote prelo, en-
tremeto bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
les de babados de vestidos de diversos desenbos, um
sortimento de plumas para chapeos e toncados,' vesti-
dos de blonde para noivas, flores de laraugeira, ca-
pellas muito finas, ricos chapeos de feltro para mon-
tara, chapeos de palha da Italia muito finos, lindos
rhapeosiulius de seda para meninas, lencos de niio,
li'iiciiilms de seda para pescoc.0 de senhor, bicos de
blonde verdadeiros, e de dilTerentes larguras ; na
inesnia casa fazem-se vestidos de baile e casamento.
enfeites para cabera, chapeos, e em geral as modas
com mais perfeicao de que minea, e preen muito ba-
ralo.
ao m\m.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualqiier parte, tanto em por-
oes, como a retalho, aflianrando-
*e aos compradores um s preco
para todos : este estbeleci ment
ahrio-se de :ombinacao com a
manir parte das casas commerciacs
nglezas, francezas, allemaas e suis^.
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualqiier ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos o
seus pau'icios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
D. Lniza Aunes de A mirado Leal c suas ma-
nas I. Senhorinha de Asseca Bitaucourt c D. The-
reza de Jess Leal, ronlimiama receber em sua aula
aluninas internas, meias pensionistas e externas, pa-
ra o que a rasa tem bons commodos. Nesla aula en-
sina-se a lr, escrever econtar, grammatira nacional,
arilhmetica. francez, inglez, msica vocal c piano,
danea, doulrina chrislaa, coser, corlar, lah\rinthar,
marcar, bordar de seda de'nial iz, de suslo, de froco
em talagarra, de tapete e de laa em vestidos, e mi-
ras obras de cacund; os pais que as quizerem hon-
ar, ficaran satisfeitos pelo augmento que ellas Ic-
ran, epelo disvello rom que ellas sern tratadas, para
o que os prclendentcs poderao dirieir-se ra- de
Santa Rita (ou do l'acundes sobrado de um andar
n. 5, quem vero da ribeira o segundo sobrado, ao p
do de varanda encarnada.
JoscTixeira Bastos coniproo por con la e or-
di'in do Sr. Jos Francisco da Silva, de Sergipe, nhi-
Ibete de n. 38G0 da primeira parte da* sexla lotera
a favor das obras da igreja de Nssa Senhorado l.i-
vi amento; e por conta e ordem do Sr. Francisco Tei-
xeira Bastos, o bilbele da inesma lotera de n. 388.
Preeisa-se de urna criada para o servido inter-
no de urna casa de pequea familia; paga-se bem:
na ruad.e Apollo n. 20.
Os abaixo assignados dissolvcram a sociedade
que linhaui na loja de miudezas, na roa larga do Ro-
sario n. 2i,a qual gyrava sob firma de Cruz & Bastos,
desde 31 de dezembro do anuo prximo passade, fi-
cando toilo o activo e passivo da mesma a cargo de
Jos L. Cruz.Jos Murentp da Cruz, Seraphim
Akts da Rocha Bastos.
Precisa-se fallar com o Sr. Bernardino Nunes
da Concei^ao e Cosa, a negocio : na ra da Concei-
fm n. 6.
Precisa-se de urna ama para lavar, engommar,
e comprar na ra, para casa de um homem solleiro :
na ra da Soledade n. 33.
Aluga-se urna ama qqe tenha muito bom leite,
sendo forra ou captiva, e sem filho : quem estiver
neslas circumslancias, dirija-se ao paleo do Hospital
do Para izo, sobrado n. 26.
Precisa-se de urna ama : na ra do Hospicio,
casa n, 17.
Os socios do gabinete portuguez de leilura em
Pernambuco, csto, obrigados a conservar em admi-
nistrarlo daquelle eslabetecimento as pessnas mais
respeitaveis que hajam entre os seus socios; e depois
dos'aeonlecimentos do patacho portuguez /Irrogante
estarao nesle caso os Srs. Joaquim Baptisia Moreira c
Miguel Jos Alves? A conserva-Ios a suciedade se
degradar e perder o respeilo que merece aquella
instituirn de moraljdade e bem da humanidad?.
Precisa-se alugar urna preta que saiba comprar
e vender,- e que seja fiel; na ra do Arago n. 4.
A QUEM CONVIER.
Tiram.-so passaportes,folhas corridas,tilulos deresi-
dencia e eseripluraro simples, com promptido e
limpeza : na ra do Crespo, loja de miudezas de An-
tonio Domingues Ferrara, ou na ra do Collegio,
botica n. ti, ahi achara pessoa hanililada com quem
tratar, pelo mais mdico preco que outro qualquer.
Manoel da Costa Barros relira-se para Lisboa e
portes do norte.
Precisa-se de nma ama que d fia nea a sua con-
ducta, para tomar conta de urna casa de liuinem sol-
leiro estranseiro : a quem 1 lie convier, dirija-se
ra Nova n. il, primeiro andar.
| RETRATOS PELO ELECTROTYPO.
No aterr da Boa-V|sta n. 4,
terceiro andar.
A. r.ellartc leudo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao rcspeitavel pu-
blico que quizer ulilisar-se de seu presumo,
de aproveilar os poucos dias que lein de re- ^
sidiraqui.,; os retratos sero lirados com to-
da a rapidez e perfeicao que se pdedesejar ;
no eslabelociniento ha retratos a mostra para
as pessoas que quizerem examinar, e esta a-
herto das'9 horas da inanhaa at as i da
tarde.
Precisa-se de um cozinheiro ferro ou captivo, e
tanihein urna prela para engommar, e para o servco
interno de una casa ; dirija-se ra do Trapiche n. 8.
Precisa-se de nm homem para feilor de enge-
nho acampo, que dconhecimeato de sua pessoa ;
no cngenlio novo de. Muribeca.
Pommatcau, no aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
sa aos amantes de cachimbo, que recebeu ltimamen-
te fumo novo da primeira qmlidade, c que lambem
lem por vender cachimbos de lodos os goslos.
ATTENCAO, NICO' DEPOSITO NESTA
CIDAtDE .
Panlo Gaignou, dentista receben agua denti-
frice do Dr. Picrre, esta agua conhecida como a me-
llior que lem apparrrido. (e lem niuitos elogios o
seu a ulorJkem a propriedade de conservar a bocea
dieirosa preservar das dores de denles: lira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas golas desta n um copo d'agua sao suflicien-
les; lamliem ge achara p denlifrice cxcellente para
a conservacao dos denles : na ra larga do Rosario
d. 36, segundo andar.
Bichas.
Alugam-sccvendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cruzcs n. 10;
. Aluga-se urna ama que tenha mili-
to bom leite, sendo forra ou captiva, e
sem filho : quem estiver nesta circuins-
tancia, dirija-se ao pateo do Hospital do
Paraizo, sobrado n. 20.
Lava-se e engomla-se com perfeicao por pre-
cu commodo : as Cinco Ponas n. 43.
, Aluga-se urna casa no Monleiro, beira do rio,
(enflo 2 salas, 2 quarlos, cozinba fura, e he -muito
fresca: a tratar no mesmo Monleiro, com Aplomo
Jos Rodrigues Souza, ou na roa do Queimado, loja
de ferragens n. 12.
-i Na roa Direita n. 53, precisa-se de orna ama
que saiba cozinhar, preferindo-se de meia idade.
Aluga-se ym bom sitio no logar do Cordeiro,
uiaracni ilo t'.apihalibe, cun boa rasa do vivenda,
estribara para 3 cavallos. casas para prelos e feitor,
pomar e jardini. assim como haixas para capim :. na
ra do Queimado n. 30, ou no armazem de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia n. 4.
Fazendas baratissimas, na nova loja da
ra do Crespo u. 11, de Dias & Lemos.
Corles do rhita* francezas muito linas de lodas as
cores, de 12 covajos cada corte, com urna pequea
li-ir.i ao lado, fazenda do ultimo goslo a 29100 o cor-
le; ditos ile padrs miudinhos, fazenda inuiofina.
com I:! envados a 2Q300 o corte, ditos de cassa com
ramagem de cor, fazenda de muito bom goslo, a 28
cada rorte, cassas francezas escuras, cor muito lixa,
a:ltl rs. a vara, chitas escuras, cores fixas, de diver-
sos padroes a 160 rs.'o covado, algndao enlrancado
nicsclado, muilo cncurpado, fazenda de urna s cor,
prapria para o servco decampo, a 180 rs. ocovado;
brini enlrancado de linbo lodo amarcllo, proprio pa-
ra calca e palitos a 480 rs.o covado; dito de cor, fa-
zenda muilo superior da puro linlio e riquissimo9
goslos a 1&600 avara; cobertores de algndao lodos
brincos, da fabrica de Todos os Santos da Babia,
610 rs. cada um; meias de alrod;lo cruas, muilo en-
cordadas, 210 rs. o par; alpacas pretas c de cores
muilo. finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
1&8C0. 29400, 28C3 e 39200 ocovado: assim como
militas nutras fazendas por baixos precos, de tildo se
dao amostras, deixando seus competentes penhores.
Com pequeo toque de a varia a 2{, 2$ 100
e 30000! .
Na loja da roa do Queimado a. 17, ao p da boti-
ca vende-se madapoln com nm pequeo toque de
avaria a 29, 29400 e a 3SO00, sendo fazenda fina,
lencos de seda da cores pelo diminuto prero de 19
cada um, e oulras fazendas por pceo mais barato
do que em oulra parle.
Cal de Lisboa.
Vendem-sc barris cum cal virgem de Lisboa, em
pgdra, o mais superior que ha e por mdico prcc,o:
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Viriho Rordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, roa da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margo!, em
caixas de ama duzia, que se recommendam por suas
boas qualidades.
Vende-se nma propriedade de Ierras junto
ponte dos Remedios : quem pretender, falle a Luiz
Carlos da Cosa Campello, no mesmo lugar, ou com
Manoel Antonio de Jess nesla praca, ra dosQuar-
teisn. 18.
BOTICA
CENTRAL HOMEOPATHICA
51 ra da Cadeia do fecife, 1. andar 51.
Dirigida palo phanaaceaiico approvado,
e proleasor em homeopatbia Dr. F.
de F. Pires Ramos.
Nesla botica se encontram os mclhores e
mais acreditados medicamentos homeopata-
tos, qir em glubulos,' qur era tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exa.cli-
dao, pelo pbarroaceulico approvado e proles- ;
tur em homopalbia Dr. Pires Ramos, sob as
indirac,es do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pratirado ha i aniios.lodas as regras da phar-
maria homopalhica.
Os medicamentos desta botica, cuja eftica- '
cia tem sido verificada na Inuga pralica do
Sr. Dr. Sabino, c reconhecida por lodas as
pessoas, que de 11 os lem feilo mso. exercem
urna grande vanlagem, sobre todos os que I
por ahi se vendem, a qual consiste tanto na
promptido dos seus ,cuelos, como na qua-
lidade de se conservaren! muilo lempo sem
sofirerem a menor alleracao ; o que os (or-
na muilo reconimeudaveis, principalmente I
para o malo, onde nem sempre ha facililla-
de da prov isio ilc novos medicamentos.
Existen) carleiras de medicamenlos nn
tubos grandes de fino crvslal de diflercnles
precos, desde 129000 al 209000 conforme o
numero dos medicamentos, 9uas dyuam-
sacies, e riqueza das caixas.
Cada vidrode tintura da quinta dy-
namisaeo........29000
Cada tubo de medicamento 19000
A". H.O S. Dr. Sabino Olegario Ludae-
ro Pinlio se presta a dar csctarccimenlos a
todas as pessoas, que comprarcm medica-
mentos nesta botica, na ra das Cruzes. n.
11.
Vende-se uracavallo, de bonita figura e bom
andador : na ra do Queimado n.53, loja de Jos de
Azcvedo Maia.
n
RA DAS CRUZES.
No consiillnrio do professnr bomopalba
liossel Bimont, acham-se venda as obras
segninles:
Segunda edieco dos elementos de lio-
mi'opalhia ; revista consideravelmenle
augmentada, e rediuidn .le proposilo para
os principiantes que quizerem de ba f
experimentara nova inederina. 69000
Trnlamenlo" homnpalhico das
molestias venreas, para cada nm
porler curar-se a si mesmo.....
Palbogcnesia dos medicamenlos
hoinopathicos brasileiros c poso-
logia homopalhica, ou adininis-
Irar.io das doses..........
OBRAS EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
cina................
Organon da arle do curar. .
Tratamenlo das molestias chro-
nicas...............
19000
39OOO
109000
75OOO
Novo manual completo do Dr.
Jabr................
Memorial du medico homopa-
Ib
189OOO
149000
39000
Medicamentos.
Uma carleira com os 21 princi- ,^.
paes medicamentos (tubos grandes) v '
v. a (cgunda edicrao ilosElemcntos (?;
de homopathia....... 2O9OOO 1
l-ma carleira com os 24 princi- v^)
paes medicamenlos..... 10S000 t.
Grande sortimento de carleiras 7
de Unios iis 1 amanhos por precos (^
commodiisimos. t,
1 tubo d glbulos avalaos 500 W
1 frasco de > ona de liAlura a (S)
escoma ......... I90OO Zk
Vende-se a verdadeira salsa parr-
Iha de Sands: na botica franceza, da uta
da Cruz, em frente ao chafariz.
GUAKA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven-
do-se lodaa qualidadcde objectos para o far-
danienlo dos senhores olliciaes da cuarda na-
cional, assim como para primeira e seguida
* linlia, ludo por muito commodo preco.
Mmmmmmmmmm-mm
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DR. P.A.LOBO H0SG0Z0.
Veqde-se'n melhor de lodas as obras de medicina
nomcopalhica tST O NOVO MANUAL DO DR.
(i. H. JAIIR USS Iraduzido cm porluguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: quatro volumes encader-
nados em dous. 209000
0 4. volume contendo a palhogenesia dos 144
medicamenlos que ni o foram publicados sahir mui-
lo breve, por eslar muito adiantada sua impresso.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharinaria. ele. ele. encadernado. 49000
Uma carleira de24 tubos, dosmelhores e mais bem
preparados glbulos homopathicos com as duas
obras cima...... 4O9OOO
Uma dita de 36 tubos com as mesmas 459000
Di la, dila de ',8 tubos....... 509000
IOO9OOO
Vende-se superior couro de lustre, pelo dimi-
nuto preco de 29500 rs. : quem -quizer ver a qua-
lidade vi a roa do Queimado, loja de miudezas de
Jos de A/.cvedu Maia.
ATTENCAO'.
. Vende-se um carro de carregar fazendas, promplo
c arreiado na ra das Aguas-Verdes n. 15, em casa
do Sr. Barlholomeu.
Vendem-se 2 carroras bem ronslruidas, 1 mui-
lo grande com 4 rodas, a qual carrega 250 arrobas,
pouco mais ou menos, c a oulra pequea, ambas no-
vase muilo leves: a tratar na ra de Apollo com Ma-
noel Joaquim de Souza.coiifronleao deposito de ferro
dos Srs. Me. Calmont& Companhia, ou no armazem
lara da Scnzala Velha, cunfronle ao Sr.-Marlins,
pintor.
Vende-se arroz; de casca.
Dita de 144 com as ditas
Carleiras de 24 tubos pequeos para alg-
beira............ 109000
Ditas de 48 ditos........ 209000
Tobos avulsos de glbulos ..... I9OO0
Vendem-se cm casa de Me. Calmen! & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinlio de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarrelcis, bren em barricas muito
grandes, aro de milao surtido, ferro inglez.
Vendcm-so pianos fojlcs de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor bamburgec. na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
cliinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO. -
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolte em Berln, empregado as co-
lonias ingieras e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
LOTERA DE N. S. DO L^RAMENTO.
Casa da esperanra, rua d Queimado
n. 61- \
Nesta casa e nos lugares do cmIoV*" e*'8.* venua
um completo aorlimenlo decaulelas\d*",lera cima,
cujas rodas andam no dia 14 do coifn'e infallivel.
Bilbetes dWJO
guarios ifjTOO
Decimos 5*800 ,
Vigsimo* Vendc-n um dos nielliore cavallos que lem
apparecido, grande, novo, ruco, Cfm lodos oa anda-
res e muilo rugoso : Irala-se com lyinlherme Selle,
ruadoRangel 11. 4.'. nu nacocheira v> Jzidoro, de-
fronte do porto da roa Nova. 1 ~-v_
' Na rahrica brasileira de artificio* de rogos, ven-
dem-se foguetes do ar construidos na'mesma, que so-
bem regular como qualquer.rom tres bombas.a 19500
rs. a duzia :.ua Soledade, rua de Joo Fernandes
Vieira.
LOTERA DA IRMANDDE DE N. S.
DO LIVRAMENTO.
Casa da fama.
Ne alerro da Boa-Vista n. 48 e 58, vendem-se
quarlos. decimos e vigsimos da.lotera de Nossa Se-
nhor do Livramcnlo, a qual curre sabbado, 14 do
correle mez.
Meios bilhcles 39400
Quarlos 19700
Herimos < 9600
Vigsimos 9400
Na rua do Amorim n. 36, vendem-sc os seguin-
les refrescos, sendo : xaropesde
- Capil
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazem 11.12, ha para vender muitu nova potassa
da Kussia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arroba*; a boa qnalidade e presos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, e afflanram
aos que precisare comprar. 1 > mesmo deposito
lambem ha barris rom cal J_
ximaiiienle chegados.
VINHO CH
Superior vinho de
fado ; vende-se em casal
m pedra, pro-
E.
_ .engarra-
Schafleitliii
8.
Tamarindos
Limo
Bitangas
Vinagre'
Bambarullas
Pitombas
unjas
No trapiche do Sr. Cunlia exisle para vender, uma libra* iuntr. <-nm n motlinrln He emnr-
porjao de arroz de casca: trata'-se na rua do Quci- ",' J .?1 COm mi't"oao e emP^-
ga-Io,no idioma portuguez, em casa de
COMPRAS.
' Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da Iluminaran, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se um pao para lipoia; na rua da Guia
n. 64, segundo andar, ou annuncie.
Compra-se uma casa Ierren, sendo em ruasfre-
quentadas, e no bairro de S- Anlonio, ou S. Jos:
quem ver, annuncie por esle Diario, ou dirija-se
a rua da Vinicuo n. 9.
Coropra-se nm moleqne, de bonita figura : na
rua do Crespo 11. 3, loja de 4 portas", ao lado do arcu
de Saulo Antonio.
Compra-se um pao para rede com sua compe-
te 11 le ser peni i na, nova ou mesmo usada, em bom es-
lado ; quem tiver, e querendo desfazer-se desse ob-
jeclu, dirija-se rua de Hortas 11. 90, ou annuncie
para ser procurado.
Compra-se o .Inmal do Commercio de 4 de ju-i
nhn, e os supplemenlos de 8 e 10 du mesmo mez, do
anno passado: quem liver, dirija-se rua do Crespo,
loja n. 16.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.': no arreazem da rua
do Azeite'Me Peisen. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companiia, na
rua do Tnipiclie'ii..34.
Vendem-se Ib escravos mocos, entre ellos 2 lin-
dos molecoles-de muilo boa conduela, 1 escrava, cri-
oula. que engommaj*ose,fborda, faz labyrintho o
marca, o oulras varias escravas : na rua Direila n. 3.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de o portas, na rua do Li-
vramento n. 8, ao p do armazem de
louca.
Vende-se cinta fina de cores fixas, o covado, 160,
cortes de chita Lanreza de bonitos goslos,a 23000 rs.,
clila de coberla, ocovado, a 200 rs., corles de cassa
de 3 barras, a 28100, ditos sem barra, a 28000 rs.,
lindas cassas de core muito finas, rica fazenda or-
gaudi, camisinhas-de cambraia bordada para senho-
r (j ha muito poucas) pannos e casemiras pretas,
por preco muilo em conla, c oulras militas fazendas
que se acham patentes.
ESTOJOS PARA SENIORAS.
Vendem-se delicadsimos estojos para
senhoras, receb'rdos pelo penltimo navio
vindo de Inglaterra, aonde elles teem ti-
do muito api-eco, nao s pbc serem de
gosto muito moderno, como pela sita su-
perior qnalidade : na rua do Trapiche
Novo 11. 18, escriptorio de Eduardo H.
Wyatt. -
Vende-se umgrandesilio nacslrada dos AIDie-
los, quasi defronleda igreja, o qual tem muilas ar-
vores de fruclas, Ierras de plantaijoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bstanles coqimn^
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
entender-se com o Sr. Anionio Manoel de Moraes
Mosquita Pimenlel, no a rua do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Anlonio da Cimba e Figuei-
redo.
roadu n. 7, loja da estrella.
Vendem-se saccas com farello, chegado lti-
mamente da America, por barato preco: no caes do
Bamos 11.16, e oa roa do Trapiche n. 8.
Velas de espermacete.
Vendem-se velas de cspermacelc de superior qua-
lidade, de 6 em libra, viudas da America : na rua
do Trapiche .Novo n.8.
Vende-se marmelada nova, chegada de Lisboa
ltimamente, em latas de 4 e 2 libras, por preco
commodo: na rua da Senzala Nova n. 4.
Espirito a ljjjGOO rs. a caada,
vende-se na rua do Collegio n. 12.
Vendem-se objectos para uma aula de primei-
ras leltras: na travessa do Monteiro, casa em que i
leve aula.
Charutos linos de S. Flix.
Na rua do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos de^S. Vc\\\, da acreditada liihii-
ca de BranuUb, os piaes se vendem por
precos mais commodos do que em outia
parte. .
Pronas para rabeca,
a 40 rs. Cada nina, muito .novas : na rua do Quei-
mado, loja n.49.
Couro le lustre
de boa quatjdad; vende-se por menos do que em
mitra qualquer parte para liquidar cuntas; Da rua da
Cruz n. 10. '
Vende-se um carro novo de 4 rodas, para nm
edous cavallos; para ver c tratar, na cocheira da
rua Nova por baixo da casa da cmara municipal.
Pianos.
Os amadores da msica aoluun conlinnadamenle
em casa de Brnnii Praeger & Companhia, rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerenles modellos, boa cunsli uccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo, toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouru,
como sejam: adereces e meios ditos, braceletes, brin-
cos, alburies, bolps, aunis, correnles para relogios,
etc. etc., do mais moderno goslo : vendem-se na rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se um quarto novo para carga : na rua
da Praia, armazem 11. 18.
yende-se grasa ingleza de verniz
fireto, para limpar arretos oe carro, he
ustroso e prova d'agua, e conserva mui-
to o couro : no armazem de C. i. 'Astley
& Companhia, na .rita do Trapiche n. o.
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA rSBlLBA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pcrnam-
buco-de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegadoaesta prac,a uma grande por-
oso de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que. se devem acautelar os consu-
midores de tan precioso talismn, de cahir ueste
engaito, lomando as funestas consequencias qoe
Jimpre costumam Irazer os medicamenlos falsifca-
os e elaborados pela m,1o daquelles, que anlepocm
seus interesses aos niales e estragos da bumanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa liyrar
desta fraude e dislingaa a verdadeira salsa, parrilha
de Sands.da falsificada erecenlemente aqu chega-
da ; o annincianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Conceico
do Bccifc 11. 61 : e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pasina
seu neme impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
Maracuj
Umselhas
Larauja
Lima
Caj
"Cerejas
Caja
Anana/
e muitos oulros.
Na rua dcVisarion. 19. primeiro andar, lem
venda a superior llanella para forro dcsellius, che-
cada recenlemenle da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal ero pedra, chegada no
hiate Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Becife, loja n. 50.
Oleo de linhaea em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porro : na roa da Cadeia do Becife n.
47, primeiro andar.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,
bem feilos, a 33 e 49 cada um ; toalhas de panno
de linho do Por lo, proprias para roslo a 800 rs. cada
uma cajn duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 28
a vara: na rua da Cadeia do Becife, loja n. 50.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco corrtmodo: na
rua da Cadeia do Becife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se oa rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrintho Tejas
constando de toalhas, le
saia, ele.
& Companhia, rua da Ci
-' Vende-se arroz g 1 Mara-
nbao,*5 charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor presos commodos': na rua
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar. _
Na rua do Trapiche n. 1, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artig 4ne w conhece para limpar 01 denles,
branflueoe-os fortificar as genaivas, deixando bom
goslo na boceare agradavel ebeiro; agua de mel
para os cabellosV liroPa caspa, e d-llie mgico
lustre; agua de fernla, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, ruga*. e embellezar o roslo, assim co-
mo a untura impefjaldo Dr. Brown, esta prepara-
rn faz os cabellos ruivos nu braucos.completamenle,
pretus e macios, sem^amno dos meamos, lodo por
precos commodos.
Vendem-se pregos americano*, em
barris, proprios para barricas de .u-
car, e alvaiade deiinco, uperior quali-
dade, por precos ommodo*: na rua do
Trapiche Nov n.4f
I Slcclourio dos t*i* mli
einarjta utatoaia pharauda ,
etc. te. -
Sabio luz esta obra indjppensavel a lodas
as pessoas qne se dedicara a esludo de
medicina. Veode-se por 4"-. encaderoa- |
do, no consullorio do I)r*'*t<>*crao, roa do
Collegio. n. 25, primeiro "dar.
Vendem-e os
reos para carro,, <
no Aracalv,
de
instruidos ar-
ous cavallos ;
ita de d't-
de dito'
Itar mui-
Os mais ricos e mais modernos cha-
fos de senfioras se enconlram sempre
1 loja de madama Theard, por nm preco
ais razovel de que cm qualquer oulra
' parle.
Vendem-se relogios de our, pa (^
ten-te inglez, por commodo pre- i.
co: na rua da ruz n. 20, casa de T'
h. Leconte Feron & Companhia. (jm
Vendem-se sacras" de farinia de
mandioca, superior, chegada ltimamen-
te do Rio de Janeiro : no largo da Assem-
ble'a 11. 4.
Veude-se no artriazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o seguin-
te: sellins inglezes, ditos ditos elsticos,
silhoesparamontaria de senhora, cabeca-
das de couro' branco, lanternas para
carro ecabriolet, arreios ]>ara dito de 1
2 cavallos, molas para dito, de 5 folhas,
ei>;os para dito, de patente, candelabros
de bronze de 3, 4 e 5 luzes.
MADAPOLAO' BOM, A 38200.
Vendm-so pecas de madapol.io de boa qualidade,
enm pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar. _____
VENIDAS.
m O collegio Santo Alfonso principia os seus tra-
balhos no dia 9 do corrente : nelle anda podem ser
admitalos alguna pensionistas e meios pensionistas,
-MJUtUM.
Suhio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kaiendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, couimor-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, alem de 011 tras noti-
cias estatfsticas. O acresslmo de tralialln 1
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo-preco, e sim por
400 -s. ; ven.dendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
j fja rua das Cruzes n. 22, vende-se uma mulata
de bonita figura, que enuomma, roziilhu, cose chao.
elavade sabo; e uma linda crioula de elegante fi-
gura com as mesmas habilidades.
Muito barato.
Vende-se uma commnda com secrll aria de Jacaran-
da, a qual lem bstanles eoinmodidades, uma cama
de casal da mesma'medeira, com lodos os perlenccs, e
em bom estado ; nm caixao para conduzir janlarcs,
dous lados de aimacau guarnecida para qualquer es-
labelecimenlo, os quaes silo mudaveis sem se des-
mancharen!, um tonel para agurdenle, um par de
ronchas de pao para balanca grande, dous bracos pe-
queos de dila, um candieiro novo de labio com Ires
Inzcs, ludo muilo cm cunta : 11 alerro da Boa-Visla
taberna n. 40.
Vende-se uma hiberna com |ioucos|fiindos : na
rua larga do Bosario da lloa-Visla n. 53.
Vende-se a taberna n. 9 do pateo do Terco,
com poucos fundos, ,1 dinheiro ou a prazn, daudo-se
boas firmas : a tratar na mesma taberna.
Vcndem-se azuleijos de niujlo bom gosto, c por
barato preco : na roa do Encantamento 11.11.
Vende-se ou Iroea-se por escravos uma casa ter-
rea, na rua da Praia de Sania Rila n. 44 : a tratar
na rua dos Marlyrios n. 14.
Vende-se um pardo ptimo spaleirn e boliei-
ro, e um prelo moco; da-se barato por precisar de
nm pequeo curativo, o qual be de boa conducta : na
rua da Gloria n. 7.
# Vendem-se bilbeles e meios bilhcles da loleria
do Livraineniu que corre sabbado, 14 do corrente :
oa praca da Independencia 11. 37 e :V).
Inleiros i00
Meios 3200
Vende-se
uro mulato, bonita figura, bom sapaleiro, e carreiro:
na rua de Nogueira, sobrado 11.39.
ARADOS DE FERRO.'
Na fundicao' de C. Starr. S C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia, na rua do Trapiche" n. 5, ha
para vender o seguinte :
Balancas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaea em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas..
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Cordo de linho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido. .
Carne de vacca em almoiira.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.' .
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Deposito de tecidos da fabrica
de todos os Sntos. na Baha.
Vende-se em rasa de Domingos Alves
Matheus, na rua daCruz do Recife n..52,
primeiro andar, algodao transado daquella
fabrica, muilo proprio para saceos e -rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muilo commodo.
FUNDICAO' D AURORA.
Na fundicao d'/urora acha-se coiislanlemeiile un
completo sortimento de machinas de vapor, tauln
d'alta como de baisa pressao de modellos os mais
a p pro va dns. Tamben', se apromplam de eiiciuiimon-
da de qualquer forma que se possain dnsejar rom -a
maior presteza. Habis oinriaes serao mandados
para as ir nssentar, e os fabricaules como lem d?e
coslume alianeam o perfei l n trabalho dellas, e se res -
punsahilisan por qualquer defeilo que possa nellas
apparecer durante a primeirasalra. Muilas machi-
nas de vapor construidas ueste estabelecimento ten 1
estado em constante servco nesta provincia 10, 12,
eal 1Caonos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas ale ncnhuils absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do coubuslivcl b'i
riiui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
c oulras quaesquer pessnas que precisarem.de ma-
ebinismo sao respeiosamenle couvidados a visitar
eslabelefimenlo em Sanio Amaro.
.Vende-se em casa de S. P. Jolins--
ton & Companhia, na rita da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior, qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montaria, de homem e se-
nhora..
Vaquetas de lustre para colierta de carrosj.
Relogios de uro patente inglez.
B
Depofito da fabrica de Todos, os Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da' Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commudn.
Vendem-se lonas. brinzaO, hrinse meias lo-
nas da Bnssia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, nn rua da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de .D. \V.
liowmam 1, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcanl-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os raelhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 36.
Acracia de Edwln Miw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se conslantemeiUe bons sorti-
mentos de tnixas de ferro nado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a miar em raadei-
ra de lodos os tamanhosc modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com turra de
4*cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, osen veus para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de Handies ; ludo por barato preco.
Moinhos de vento
eoinhonib.isderepuxn para regar borlase bailas
de Capim, na fundicao do l>. W. Howmau: na rua
d'iBruiiins.ti.SeiO.
Vende-se 1 un resto de exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de -r ]>or Lamartine, vci-sao portugue-
za de D. Carlos (luido y Spano : na rua
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
No paleo do Carmn, taberna n. 1 v'ende-se
muito boa alelria, a 210 rs. a libra.
Na rua da Cadeia do Recife 11. C0, arma-
zem dellenrique (iihson,
vendem-se relogios de miro de sabonele, de patente
in::le/., da melhor qualidade, c fabricados ein Lon-
dres, por preco commodo.
A 3.S200, eCsOO.
Na loja de livros de Joo da Costa Dourado. no
largo do Collegio, vendem-se bilbeles e meios bilhe-
es da loleria da irmandade de Nossa Senhora do l.i-
v 1 amen lo, que corre imprelerivclmenle no dia 14 do
corrente.
Vende-se grasa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. 3. >
Deposito de vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 36S000 rs. cadacaixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
dbmte Feron & Companhia. N. B.
As caixas ao marcadas a fogo
Conde de Mareuil os rtulos
das garrafas sao azues.
chinista e Tundidor de ferro, mu
aqnunria aos senhores proprielarios
fazendeiros, e ao respeilavcl publico, qne o sen esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na roa do Brum passando o chafaiit, contina em
efleclivo exerricio, ese achacompletamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila confecca dSs maiores peras de machinismo.
llabili lado para cmprelicnder quaesquer obras da
sna arle, David William Bo.wman, deseja maispar-
liriilarmente chamar a attenca publica para as se-
guntes, por ler dellas grande sorlimenlo ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao, as quacs cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em pniz estranaeiro, lauto em preco como cm
qualidade de materias primas e 4iiao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor cnnslruca.
Moendas de caima para engenhos de lodos os ta-
mauhos, movidas a vapor por agua, ouanimaes.
Bodas de aaua, moinhos de vento c serras.
Manejos independemos para cavallos.
Bodas dentadas.
AguilhOes, bronzes e chnmaceiras.
Cavilhes e parafasos de Iodos os la manhos.
Taixas, pares, crivos e bocas de fornalba.
Moinhos de jnnmlioca, movidos a mao ou por ani-
maos, e prensas para a dila.
Chapas de fogaS c fomos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e d repuio, movidas a
mao, por animaos on vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varamias,.anules e portos.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de inaoearadosde ferro, etc.,te.
Alm da superioridad^ das suas obras, ja' geral-
menle reconhecida, David William Bownian garante
a mais exarla conformidade com os moldes e dese-
iilmsrenicllidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommendas, aproveitando, a occasiaO pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que na6 poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.'
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eeitos ja' experimen-
tados: na rua. da Cruz n. 20; ar
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
assim comomantinhasl
versos padroes, para
arreios, que os lazem
to, tudo chegado pelo ultimQ^navio de
Franca : na rua da Cruz n. 26,"primeiro
andar. *V"S.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se cliapos de seda de cores, enfetados'
proprios para meninas e meninos a 5 cada um ;
manleleles prelos e de cores com colleles e sem lies,
por precos commodos: na rua da Cadeia do Becife,
loja n. 50.
Vende-se CARNE DE VACCA ede porco de
Hamburgo. em barris de 200 libras;
UAMPANE de marca conhecida c verdadei-
, havendo poucos gigos de resto, que se vendero
ira fechar, a 213O00
AC DE MILAO sortido;
JAPETES DE LAA, lano em peca como solML
para forrar salas, de bonitas cores e muito em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele. ;
OLEO de linhaja em latas, de cinco galoes : em
casa de C. J. Asile* che n. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato prec/J, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e 011-.
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim, li-
vellas, fitas para atrocho e debium
trancas e outros muitoj objectos de cha-
peleiro.
OTES INGLEZES!
\ endem-se chicotes inglezes para car
ros, -ecebidos directamente de um
melhores fabricantes deste artigo, por
so garante-ce sua superior quahdade: na
rua to Trapiche Novo n. 18, escriptorio
de Eduardo H. Wyatt- %
Vestidos modernos. ,
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra, fazenda nova a 5 o corte; dilos de laa
e seda c harge modernos a 9 o corte de 12 cova-
dos; chitas e cassas francezas novas a 320 n. o
vado e 610 rs. a vara; e oulras muilas fazendas
bara ios precos: na ruada Cadeia do Becife,
n. 00.
Vende-se a casa terrea n. 64, da rua da As-
sumpoao: a tratar no alerto da Boa Vista, loia
n. 18. .
Vende-se a casa terrea n. 8 da travessa do Car-
cereiro, por preco commodo : trala-se na rua do Li-
vramenlu 11.29,loja de caaftdos.
PARA NAO'ENTRAR EM RALANCO.
Vendem-se aissas francezas escuras,
cores fixas, muito linas, e de bonitos
droes,a520rs. a vara ; dam-se amosi
trazendo penhores : na na do Ci
n. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
Cara vender, chegado de Lisboa presentemente pela
arca Ohmpia, aseguinlc: saccas de farello muilo
novo, cera em ajume e em velas com bom sorli-
mciilo de superior "qualidade, mercurio doce e cal
do Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se com pouco uso os livros scguinles :
Historia1 Sacra?, Fbula1 Plnndri, Saluslius, Virgi-
lii Budei. Horalii Carmina, Tilo Livius.Epislola Ci-
ceronis, Ciceronis Oraliones. Ordo verborum Salus-
lii. Ilisloij of Knine (por (lald-uiilhs dila de dila
(por Thomaz Morell, Thomson llie Soasons, Verar
of Wakefield, Jonhson Paits Milln, Breves Nocoes
de Poelica (por Vellez), Mi-loria Sagrada (por Ber-
nardino), collecces de problema : nn alerro da Boa-
Visla, loja de uurives 11. i;s.
Vendem-se licores de Absynth e
Kirsch em caixas; assim como chocolate
francez da melhorqualidadequetem ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Franca, e por precio baratissimo: na rua
Ta Cruz n. 26, primeiro andar.
Frascos de vidro com' rolha do mesmo ; ven-
dem-sc na rua larga do Bosario n. 3; lia de difieren-
tes tamaitos o baratos.
Vendem-se figos novos, a 120 rs. a libra ; na
Boa-Visla, nos quatro qnanlos, taberna de baixo. do
sobrado n. 1.
Na rua do- Queimado, loja de ferragens
n. 30,
vende-se> o seguinte :haciasde Jalando lodos os ta-
maitos, finas 'echaduras de porta para embutir, su-
perior lolha deFlandres, chapas de labio de todas as
grossuras, ditas de ferro galvanisadas proprias para
tanque, bules c cafelciras de metal principe, facas e
garfoscom o cabo do mesmo metal, tudo por muilo
razoavel preco.
(rande sortimento.
Na rua Nova, n.14, loja de Mr. liadaull, haej.-
poslo i venda um cmplelo sortimento de bellsimos
chapeos para sen hora, Innlo de seda com flores ou
peonas, como de palha de Italia aherlos ou fechados,
da nlima moda, sendo estes-de 53000 i 69OOO rs., e
aquelles I IStoo rs. ; camisinhas muilp finas para
senhora; espartilhos da melhor fabrica de Pars a
109000 rs., os quaes sito os mesmos que se vendem
em oulra qualquer parle por 149000 rs.; eslampas
coloridas e de fumo, muilo linas e de alto ponto,
apropviadas a formato de quarlos de oratorio (pois a
lodos os respci los nao ha ignaes no mercado) de difi-
ranles iiivocacfies, nnme.-idanienle de S. Antonio, ,S.
Jos, S. Joo, t'.or,iro de Jpsiis p .Maria, Assiimpcao,
descciidiuienloda Cruz, N. S. do Carmn, Kcce Homo,
a cria do Senhor, a Conceicaode Maria representada
sob'trplice ispelo, assim como mageslosas vistas de
Pars, do Bio de Janeiro, da Babia e de Pernambu-
co ; lelagarea grnssa e lina; hia, seda froxa e froco
para bordar d.-Indas as cres qualidades;- inslru-
inenlos de mu. qner marcial, qner dcorcbeslra,
dos melhores fabricantes e de diversas qualidades,
como sejam, baixos, trompas, Iromboiiis, cmelas,
campas, clarinelas, violao, rebeca, flautas d'ebano e
de oulras madeiras ele, ele; um grande e variado
sorlimeiilode encllenles cordas para rebeca, rele-
nlo, violan, ele.; assim como una inlinidade de on-
trns objectos, que a visla apreciar melhor do que a
iidelligencia' por ineioda simples leilura da cnume-
racilo d'elles; ns quaes objectos, (orna-se cscusado
dizer, que sesito vendidos i preco de nao desagradar
ao comprador.
Vchde-se 011 permuta-s nm rico engenho dis-
tante desla praca 8 leguas, por casas 011 sitios ao p
desta praca ou de Olindn.ondc se achar a pessna com-
petente com quem se possa fazer negocio: no oiblodo
Amparo ao p do Sr. ronego Mehdes.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levam
(res arrobas cada uma : vendem-se muilo em conta
para fechar : na rua de Trapiche n. 3. .
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, redowas, seho-
ticlves, modinhas tudo inodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.

ESCRAVOS FGIDOS.
i
Na rua da Cruz n. ir segundo andar, vcn-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de Inslre,
400 ditos brancos e 50 ditos do bolins; lado por
preco commodo.
ATTENCAO'.
Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros d cabra bons, peonas de cma, e velas de car-
nauba, a I95OO o cento.
OLEADOS INGLEZES.
, Vcndem-se riquissimos oleados para
a&soalhar salas; tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companiia, na rua do Trapiche Novo
n. 42.
Charutos de.Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo mimado : na ruada Cruz, armazem
Oleo Essencial,
para impedir a rahida de cabello, fazc-lo crescer
e limpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinho : na rua
do Bngel botica n. 8.
Vendem-se camas de ferro de nova
invencao franceza.com mollas que asfu-
y.em muito maneiras e macias, chegada
pelo ultimo navio francez Pernambuco, e
por preco muito commodo: na rua da
Cruza. 26, primeiro andar.
- Ventfcm-se fardos de fumo da Ra-
hia, primeira qualidade, para charutos ;
ssnn como um resto de caixas com
charutos, que ja* se. vende por preco
baratissimo, que he para se fechar conta,
chegado tudo da Radia pelo ultimo na-
vio : lia rua da Cruz 11. 20, primeiro
andar. .
A compra de boa.
Vendc-sc a taberna, sita no becco da Lingoela ju.-AS praca do Corpo Sanio n. 6, que ser gneros
"^ le recompensado ; 011 ao engenho Levada,
vincia das Alagoas, freguezia de Camaraaibe. .
proprietano Thomaz Jos de Gusmo I ira
- Ilesappareceu no dia 8 do corrente um escravo
de naca.., por nomo Juno Antonio, de idadede 4U
anuos, pouco mais ou menos, com os signaes
3 com poucos filudos c bem afreguezaita para o
mar, mallo c Ierra, para liquidacao da i.icsma, e se
faz lodo negocio mu o comprador.
Vende* um escravo, prelo caba, crioulo, de
idadede 21 anuos, sabe fazer lodo "servico de lima
casa de familia, he alfaiale, sabj^tolear, he bom pa-
gem, cozinlia mui sofi'rivclincnrecal de fomo, relina
bem assucar, nunca fugio c 11
o pretender, procure na rua
doGailaull 11.ll. A* \
Vende-se arroz do casca e miUio. muilo novo, a
retalho e por preco cninmodo; a bordo da barcaca
Providencia, Tundeada na rampa do Ramos.
Folhitihas do Rio de Janeiro.
Chegaram a loja de Joo da Gosla Dourado, no pa-
Icodu Collegio n. 6, as scguinles folliinbas do Bio de
Janeiro,curiosas contendo a historia duSalleador lii-
naldo, de conlos jocozos em verso rimado, aplogos,
epigrammas e madriaacs, delciia'vel rnnlendo uma
cnllecrao inslrncliva e delelosa de diverso e varios
co"!*" Aas^'.;*o-. :.iieala*s* dilos agudos ele, de me-
iicina donrcslica, do cdigo criminal, fabulista, do
Braz Tizana. ciiendo novas cartas em verso do ba-
rilo lie WWiriki a sua esposa, do successo do vapor
Porto, de enigmas eadevinliacnes, ede oulras muilas
qualidades; assim romo lambem se vende a de al-
inaniik desla provincia, porla e ecclesiasiica.
Desappareceu na noile de 9 para 10 do correrile
a escrava, cabra, de iiomeTilippa, de idade viole e
tantos anuos, filha do Bio Grande do Norte, mesmo
da capital, a qual escrava foi aqu vendida f
Jos Antonio Baslos, em oulubrn prximo paanslo,
por ordem di senhora D. Senhorinha de Almeida
Baplisla, viuva do finado l)r. Baptisia, qoe Ibljniz
de direilo naqoella cidade ; os signees sao os seguio-
tes: c> cabra, altura regular, corpo reforcado, ca-
bellos corridos e aparados; e falla de un denle na
frente : quem a pegar ou della der noticias, ser ge-
nerosamente gratificado, no aterro da Boa-Vista n.
45, ou na rua do Collegio n. 9.
. Desappareceu'no dia 1. de Janeiro de 1854 um
prelo, crioulo, condecido por Anlonio Paleto,.baixo
egrosso,'pouca barba, idade 26 anuos, e parece mais
moco, tem uma queimadura na mao direita e uma
dentada de cachorro em cada braco, loca guitarra c
go I a muito de sociedade de bal oque,co-luma as suas
fgidas andar w-toliaT--4fr- Barro Vermelho, Ca-
maragibe e Giqai, j foi preso ha poucos dios na
cidade de Oiinda, inlilula-se de forro: os capules
de campo podem mandar entregar no Becife, na Pon-
te Velha da Boa-Vista, casa do Sr. Jorci Carneiro,
francez, que serio generosamente recompensa
Auscnlou-se de casa o prelo Joaqaim, barbado,
alto, gordo, tinto, parece crioulo, mas do de Angola,
foi captivo do fallecido Sebastiao, boticario,
do Rangel.diza algumas pessoas que he forra ; quem
o pegar, leve-o no Mondego, defronte do. porlao do
Sr. Luiz Gomes, que ser gratificado.
Desappareceu em dezembro prximo passado,
um cabra de nome Elias, de idade de 28annos., pou-
co mais ou menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, feicues regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com uma cicatriz redonda na es-
pado* direila, e oulras antigs de castigos que le-
vou: quem o reprehender, leve-o ao'Dr. Lonei
Nello, naiua Nova, quesera recompensado.
Desappareceu nq dia 1. do correnl o prjlo Be-
nediclo, cor bem prela, de idade de 30jiiindtf esli
lina regular, bem parecido, com um ileffe da fren!e
iberio ualiiralmenle ; levou ma calca prela de pau-
110. e camisa de' madapoln; sab.'-se'quc and on
nhando na rua : quem o pegar, leve-o ''fabrica de
vinagre, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 15 de setemliro prximo
passado. um escravo de nome Loorrnco, cata larta
baixo e grosso, falla de denles na frente, pernas Bros-
sas e cabelludas: quem oapprehender, leve-o a esvi
praga^m casa do Sr. Manoel Ignacio de Oliveira
sesuin-
endo o cos-
es: baixo, magro, iim lano barrigudo 1
nem'se embriaso V noem Jlmede sempre estar bolindo com os quexm" levan-
ta N/a, loja df rMfn1S do^f^^odao de lislra, camisa de dilo azul,
rllele velhoc-cTW de palha : quem o pegar, le-
ve- a seu senhor Augusto Jos Bez
wn&rra, morador 110
ensenlio Aracu da freauezia de Una, ou nesla pra'ca.
a Manoel Antonio de Santiago Lessa, morador ,
Soledade, que sera recompensado.
Desappareceu no dia 28 de novembro um mo-
lernie de nome Antonio, que reprsenla ler de 22 a
-i* annos, com os signaes segninles : enlatara regu-
lar, secco do corpo, com principio de barba, lornan-
in-se muilo conhecido por ler snlfrido na cabera
inna impigem da qual do meio da rabera para nuca
ticon com nma falla de cabellos ; lem ambos os
pes turtos para dentro, e muilo ladino : roga-se a
lodas as autoridades puliciaes e capiles de campo.
que hajam de agarra-lo c levar aositio romiguo .111
bospial dos lazaros, ou ao mesmo dospil.il, qne serilo
generosamente recompensados.
Pern.i-Typ. de XW. F. 4t raria.-I$M.


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