Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02319


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Full Text
r
ANNO XXX. N. 8.
Por 3 mczes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-

QUARTA FEIRA II DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
*
t
4
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTA!)'.
Recite, o proprielavio M. F. de Faria; Rio de, Ja-
neiro, o Sr. joo Pereira Mattins; Bahia, o Sr. F.
Itnpvail; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; l'araliiUi, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
lal, oSr. Joaquim'Ignacio Pereira; Aracaiy, Sr.
Amonio de Limos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Mamullan, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 19000 firme.
Pars, 345. t
Lisboa, 95 por cenlo.
Acc-es. do banco 5 O/o de premio.
da companhia [do Bcbcribu ao par.
da companhia de seguras ao par.
Disconlo de lellras lff a 12 0/0 de rbale.
*
METAES.
Oiiro. Oucas bespanliolas. 28J300 a 29^000
Moedas de 69400 vellias. *; 109000
de 69400 novas. 169000
de 49000......09000
Piala. Palacoes brasileiros..... 19930
Pesos fohimnaiTos......19930
- mexicanos...... 1^800
PARTIDAS DOS COBRKIOS.
Oliuda, todos os dias.
Caruai Bonito e Garaiihuus nos dias 1 e 13.
foja Helia, Boa-Visto, Kx e Oririiry, a 13 c 28.
Goianna c l'nrahilia, segundas a sextas fcitas.
Victoria, o Natal, as quintas eiras.
PREAMAR DE IIOJK.
Priineira s 2 horas e 6 minutos da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da nianlia.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commereio, segundas c qnintasfeiras.
.Helarn, tercas tetras e sabbados.
l-n/eiida, leivas e sextas feirasas 10 horas.
Jui/.o de Orphos, segundas o quimas s 10 horas.
1.a vara do civel. Segundase sextas ao nicio dia.
2.a vara do civel, qiiartas e sabinales ao mcio dia.
Os Tribuuaes de Juslii-a eslao fechados al o ulti-
mo do Janeiro.
i.Piii:\n;itii>ES.
Janeiro 6 Quarto cresccnte a 1 hora, 29 minutos
i! 4 segundos da nianhaa.
14 La cheia as 6 horas, 42 minutse
12 segundos da uianha.
22 Quarto miiiguanlc ao 38 mininos c
48 segundos da mauhaa, >
28 La nova as 2 lloras, 34 minutos o
48 segundos da tarde.
DAS da semana.
9 Segunda. Ss. Juliao eBasilissa sna esposa m.
10 Terca. S. Paulo 1." eremita ; S.Gonralode A-
11 Quarla. S. Hygino P. M.; Ss. Salvio,e Severo.
12 Quima. S. Satyrob. ni.; Ss. Arradio, e Zotico.
13 Sexta. S. Hilario b. j*Ss. Hermilo c Slroconio.
14 Sabbado. S. Flix ni.; S. Macrinajv. ; S. Dacio.
15 Domingo. 2. depois de Reis. O SS. Nomo de
Jess ; S. Amaro al). ; Ss. Uabacucc Miqueas.
PARTE OFFICllL.
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1
I

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1
I I
JI8TERI0 DA FAZENDA.
Dmnu >. 1388 di 17 de dezembro de 1853.
Explic o art. 78 do decreto n. 736 de -20 de
novembro de 1850.
Attendeudo ao que me roprcseiUou o vice-pre-
sidenle da provincia do Rio do Janeiro, c cm con-
tormidade da ininha imperial resolugao de dezesetc
do corrate mez, tomada sobre consulta da sccc.o
de faz.envla do conselho de estado :
Hci por bem declarar que a jurisdicQao privativa
que pel art. 4." da U> n. 242 de 29 do novem-
bro ile 1841, compete ao juiz de direito da capital
da provincia do Rio de Janeiro para conhecer dos
teitos da fazenda provincial, entoudendo-se a cx-
tinivao determinada pelo art. 78 do decreto n. 736
de 20 de novembro de 1850, limitada, smenle
parte relativa ao conhecimento dos feitos da fazenda
geral, que sao os que devem correr pcriiite o juizo
dos feitos da corte.
Visconde dcParan,conselhciro de estado, senador
do imperio, presidenle do conselho de ministros,
ministro o secretario de estado dos negocios da fa-
zenda e presidente do tribunal do ihesouro nacional,
assiui o tenha 'entendido c faca executar. Palacio
do Rio do Janeiro, em dezesetc de outubro de mil
e oitocentos c cincuenta.' e tres, trigsimo segundo
da independencia e do imperio. Visconde de
Paran.
glWlili
Expediexe, de dia 12 de dexembro de I8S3.
A.' thesouraria da Bahia, remetiendo'as apostillas
do voneimentn qne tica compelindo a Pedro Ribciro
ile Araujo e D. Auna Mara da Annunciacao na pen-
sao de seu fallecido pai, atini de Ibes dar o destino
conveniente, edeclarar-se 1. ,queembora se habilitas-
sem como nicos lierdciros da pensao os dous indi-
viduos cima refeudos, conslava todava do proces-
so que a seu finado pai sobrevivera urna filha de
uome Mxima Ribeiro do Araujo, que tinha tam-
bera direito a merc, mas fallecen depois reverten-
do assim para os cofres pblicos a terca parte da di-
la pensao, visto que concedida foi com a clausula
de-rcpartidanicule ; 2.- queo decreto de 27 de ju-
nho de 1840 smente applicavel aos casos do ha-
bitilitacn para meio sold, sendo por canseguinte
menos regular proceder-se como se procedeu a res-
peito oestes pensionistas, mandando logo abrir as-
sentaraento c incluindo em follu>, son que apresen-
tassem as competentes apostillas, do que lira adver-
tida ; 3.- que as certidocs de II. 47, 47 v. e 57
ilo incluso processo de habilitacao, nao havendo si-
do selladas em lempo nao o podan mais sor, sem
que se passe a revalidacao, a qual aiuda se deve exi-
gir, pTocodcndo-se contra os empiegados que sella-
ran as fotbas referidas com o sjllo simples, cm taes
circumstancias, bem como contra os da thesouraria
que atlenderam habilitacao com scmelliante falla.
14
A'thesouraria da Bahia, dando proviuieiil,
ao recurso inlerposlo pelos negociantes Bem Sr- C.o
para o Sin de saines restituir o bxcesso de diroitos
pagos na aifandega por toneladas de carvao de pedra
en tijolos, se declara que do*fcarvao de pedra em
tijolos feitos do p do mesmo cai-vao nao purificado,
ligado por meio do alcalrao, se .deverao cobrar os
mesmos direitos que do carvao de pedra, c que s se
obrarn 30 por cento pelo cold ou carvao de pe-
, dra purillcado, a que impropriamente seda a de-
iiomiuaeao de comhustivcl de patente, e assim se li-
carf entendendo a ordem do 13 do novembro de
1851.
verno de S. M. o Imperador, aradas em aviso cir-
cular do ministerio dos negocios da guerra de 20 de
agosto do anno prximo lindo.
Por este importante Irabaiho inlellgcnlemenle
desempenhado pela commissao, que se nao poupou
a esforcos e trabadlos, para apresenta-lo no cuito es-
paro de lempo qae Uto foi designado, o mareclial
le campo julgt do sou dever louva-In, e au mesmo
lempo testemunhar-the os seus devotos agradec-
mentos.
O marechal de campo, declarando que o Sr. 1*.
cirurgiao tenenlc do rorpo de samlc do exercito. Dr.
Manuel Adriano da Silva Pontes. que em virlode do
aviso do ministerio da guerra de 7 de outubro ulti-
mo, foi mandado servir nesla provincia, apresen-
lou-se nesle quarlel general no dia l do crrenle,
determina que fique considerado addido ao batar
llifn de infantaria, no qual far o servido.
O marechal de campo commandanle das armas
lera por conveniente, quo o Sr. alteres reformadu,
Joaquim Jos Pereira Vianna reverla para o empre-
go de ajudanle interino da fortaleza de Ilamarac,
.que oulr'ora excrcia, c que passe a cummandar in-
terinameute a mesma fortaleza o Sr. lente, tam-
ben reformado, l.uiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
AssignadoJos Fenandes dos Sanios Pereira.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajudan-
d'ordeus encarregado do detallie.
EXTERIOR.
\ ,
COMMAIDO DAS ARMAS.
Outrtel feaeral de eommandci das armas' de
Femaasbaeo, na ddade do RaeMe, em 10
'Miro de 185*.
ORDSM SO DIA N. 43.
O marechal dpcampu corainandaote das armas,
leudo commellido a urna commis^Ao cnmposla dos
Srs. coronel graduado Trajano Cesar Burlamaque,
major Jos Joaquim Rodrigues Lopes, e alteres
Alexandre Augusto de Faria Villar, a inspeceno do
estado dos quarteis, fortificar, jes c mais eslaheleci-
ineulos militares desta provincia, com especificarlo
dos mellioramenlos que carecen), declara qae a
mesma commissio acaba de entregar o relatorio dos
seus Iraballios, liabililaudo-o desl'xrlc a salisfa/er,
seno cabalmente, ao menos peta -naiieira que be
possivel as acluaes circumstancias, as ordens do go-
Londres 9 de dezembro de 1853.
Austria.I i cuna 30 de norembro.
O artigo na .-Inoiboitiij Gazclle sobre qual seria a
poltica das grandes potencias durante a prsenle cri-
se na Turquja-esta concluido; mas anda he menos
satisfactorio do que o cmneeo. As duas uMinias pro-
pnsicoes do Estadista e Diplmala ilevem agd*
ra ser_submelliilas'sua allencao: (juo especie de
soluriio fora menos opposla aos interessesda matara
das grandes potencias? O poltico considera como
certo que a ilissolurao do imperio oltomano he iuvi-
tavcl, porqoe. se a intcrvenc,ao estraugeira nao
apressar imniediatamenlea cataslrophe, sera preci-
pitada por urna collisitoenlre os elcmeiilos progressi-
vos e rcaccivnarius na Turqua. O imperio, dir.
ette, po sulfilo convertido ou algum oulro governador ebris-
lao. e em Turqua asitica debaxo do sceptro de um
sulla mahometano ou algum oulro invernador mus-
sulmano. A Turqua enrope lambem pode ser di-
vidida em varios principados mais ou menos inde-
pendentes. Com ludo, esta ultima suturan da' dil-
culdado oriental seria em vantagem da Russia, o
que sem dilliculdadc absorveria lacs estados epbeme-
ros; e completamente destruira a batanea do poder
na Europa. Presentemente a Valaclila, a Molda-
via, Servia e Montenegro pstao ligados i Porta por
lasos mui fracos, e dcu-so um momento cm qae a
Porta, com conhecimento do embaiudor inglez
peusou seriamente formar um liospmlarato na Bul-
garia cm favor do principe Vogorides. Dentro de
poneos anuos, a decomposisao da Turqua europea
be certa, e previamente algum abalo violento c im-
previsto nilo destru-la ; mas a rormarao de pequeos
principados fura directamente opposta aos uteresses
das gratules potencias no-adjaceoles. Um imperio
Ih /intno com nm principe rossu tora menos perigo-
so do que nm desmeinliramenlo da Turqua, purque
a dependencia moral ra smenle urna geraco. Na segunda gerarno -o-
berano nrUiodoso em Constanlionpla seria'o rival
natural do de S. PeUrsburno ; mas se a Taranta rr
dividida eiu pequeo principadosocliefedoclcrnenlo
pansctavisla seria as chaves do Bltico e do Bospboro.
N'uma palavra, o imperador da Russia nao seria s-
mente o berdeiro le Cooslantino Grande, mas seria
sob toilo os resnelns e designios o Sultn ul Ber-
rein ve Ilaknn ol Bakbren, o (sutlo dos dous
paiz.es, e o governador supremo sobre os dous
mares.) .
A quarla e a ullima proposisito be, a Que especie
dc.lis.solurau dq imperio turco na Europa perlurba-
ria menos a batanea do poder? O escriptor obser-
va, com perfeilo criterio, qsie a extrema anciedade
sentida peta conservaco da inlegrdadc da Turqu ia
proceile do med de que urna potencia se pode apro-
vlar cusa das nutras, e por isso propoe que el-rei
da Grecia Reja coadjuvado para subir ao Ibronobv-
zanlino. Respondemos que o pobre Abdul-Medjid
(um Boabdil lurco) pode passar para Broussa ou Ico-
nium, cidade em que os descendentes do Mahomet
ja residram. Os principados danubianos prova-
velmenle seriam divididos entre aJlussia e a Aus-
tria, seno fosse mais cnnvenenlwani-los ao novo
imperio bvzantiiio. O poltico .intente trata enlao
de examinar a possibilidade de realizar o que elle
confessa sor, naopinio de muilos, projectos chime-
ricos. He ile opinao que lia dous nietos de conse-
guir o (im proposio. O primeiro, que he descripto
como o mais curto e mais recommendavel, seria for-
mar um novo imperio porum acto deantoridade :
oseaondo, preparar a (recia para a grande obra fa-
zendo-a realmente iudependenle, habilitaudo-a
cumprir as suas obrigasoes para com as potencias,
dando-llie maior extensao de territorio, e fronleir.is
masvanlajosas u'um ponto de vista militar. A Grecia
lamn ni seria miniada a crear um tal poder militar e
i.
r
*
i
FOLHETIM.
0 DOQOE DE"THENAS. )
(Pelo marqnez de Fdndras.)
II
( ContimtacBo. )
No mesmo 'lia em que *povo convocado por Gucl-
lier se reunir para deliberar sobre as uecessidades
do estado, a mullidaaflluia, como dissemos. ao lu-
Sir onde se celebravain as feslas ordeuadas por occa-
So do acoutecimenlo, que bavia de 1er lugar no dia
seguinte.
A's portas de Florenca e no centro da planlc
acha-se a villa de Pereiola. Magnficos edificios c
jardins deliciosos cobraiii ese rico valle, o qual es-
lendia-se al s portas da cidgde.
A opulencia e o hoiu (oslo dos Florentinos nao ti-
obam aiuda sido igualados pela opulencia e bom
soslo da ucnliuma oulra nac.io d i mundo.
Bello quad'rns e estatuas felas no renascimenlo
las arles ornavan suas casas de recreio, e quando
ebegava a poca das corridas, ludo era alegra no
valle.
Durante odia, depois tle festinsexquisitos, os Flo-
rentinas iam a Testa em ct rrinhos, cavallo ou a p;
de noite o ar embalsamado dos perfumes da vegeta-
ro levava aw ouvidn eievados os sons melodiosos
que saliiam de cada tifia resplandecciile no meio
das illuininacoes.
As leis sumptuarias nao eslavam mais em-vigor
tenao eulre o povo; a alia burguezia e os grandes,
rgido* observadores da ordem no interior de suas
' raen, aproveilavam-se todava dos direitos que o
duque de Calabria Ibes conceder para desenvolve-
ren sen luo, ostentar ana opulencia, "gozar de una
ida refinada nos rasos de excepeao, e |uandn as fes-
las atlrabiam os eslraogeiros aos seus inunw.
O espaso de orna milita entre Florenca. e Pereto-
' la era destinado s corridas le cavados,
Nesse dia toda a planicie eslava colierta dos liabi-
lame das cidades e das villas crcuniviziiibas.
O ar retumbava com oreboli;o; os cantos e as
. risadas cruzavam-se no meio da mullida ; a diver-
sidado de Irages brilbava ao sol: ludo annunciava o
conleutamenlo e o prazer.
lima corda pastada atravez da ponte dos Signaes
impeda os assislentes le entrar, e atrs dessa barrei-
ra cavallos da Barbaria ornados de fila e de flores
**8cr,lIJ,<,m rcfincbando o momento da lula.
i Florentinos ambiciosos c jogadores divididos em
grupos .oceupavam-se mesmo no meio de seus praze-
resen negociar: um propunha una apusla, oulro a
aceilava ; quem com as mflus cheias de qualrini e de
groui oflerecia ao, aposladores emprestar-Ibes di-
, ilieiro a premio, quem iralicava com suas proprias
, le acompanliavain essas IransaccOes de mil grarola,
garu.'ainoepredicses. No oulro lado da barreira
nao uvaeeito lim da corrida um adevinho predizia o
ruluro aquelles que a curiosidade allrabia para un-
to de su pessoa.
Sobre <"" pequeo tablado coberlo le um panno
escarate s meado de signaes cabalsticos, esse ad-
viiilio eien. a sua sciencia ; oseredulos onviam-n j
como un ora ato. os incrdulos levavam seu bolo
para lerem o lireito de desmentir o nigromntico e
mell-lo a ridi xilo.
Emquanto a n mtlidao ouvia essa personagem, urna
moca se insinuara' al aos bancos, e com nao tmida
deixou cabrsua i.'fferta na bolsa. A sainarra (riguei-
() Vidc OariV 1- ".
ra e modesta, qoe ella Iraza, disfarrava mal a ele-
gancia de seu laltic.
Un ampio veo cubra-lbc o rosto e grande parle
do corpo; mas sua fronte alva e virginal apparecia
como a flor do golpbiio eiilre as dobras ligeiras c va-
porosas, que fluctuayam-lhem torno da cabeca.
O adevinho abri o Igj para consulta-lo ; mas
apenas percorreu-o cornTlvista, seu semblante lor-
nou-se palliilo, suas feieoes conlraliiram-se e elle,
voltando o roslo.-conservou-se silencioso.
A verdade!... a verdade!... pronuuciou a mo-
ja com voz trmula.
Pela segunda vez o adeviuho guardou o silencio;
mas como quer que a moca, insislisse, Iraeon algn-
mas pala ras com mao agitada, e enlreaou-lh'as di-
zendo:
A verdade !... lillia da desgraca Toma!... e-
la aqui:...
As palavraseram : Satjitlario... Manchas desan-
(jue... morlel...
O grito agudo que responden a csse horscopo foi
sullocado por urna niSo hgoira, que involvendo im-
medialainenle a mosa em seu ampio veo levou-a pa-
ra tora, dcsapparcccudo ambos na mullida...
III
No da da Assumpcao, pelas oito horas, as compa-
nhias do povo pozeram-se em movimento, e petas
nove lioras rodea'vam o velho palacio, edificio de
poocas janellas coroado de ameias e seltciras.
Esse palacio, que be a sede do govrno fui edifi-
cado com a inlensao de garantir os magistrados das
violencias populares.
A' direita eleva-se a grande tribuna destinada s
reunioes dos senhores, quando fallavam ou consul-
lavam o povo.
- Parallela a essa tribuna, va-se o y-se ainda urna
estatua representando um lello, lestcmunha impassi-
vel dos tumultos populares, das violencias dos parli-
los, das vicis'itudes e das glorias de Florenca.
Por cima da archilrve lo edificio inuilo's es ni I.
reprsenla vainas armas da cidade, e as de seus di-
versos governos, prncipe e tvrauuns.
Esses escudos, esso Icu, esse palacio e seus altar-
nos oflerecein o resumo visivel da historia da re-
pblica.
As cumpanliias dos quatro bairros da cidade oc-
upa vam os quatro lados da prara dos priores. A dos
bairros de Santa-Cruz e de San-Joo estendiam-se dos
dous lados do palacio, e erain distinguidas pelas de-
visas de seus peudoes.
As compaiihias de. Sanla-Maria-Nova compostas
em grande parte dos Guelphos allcicoados a Guallie-
ro cnroavnm as paredes do palacio, reinando eulre el-
las viva agasilo.
A impaciencia de obrar manifeslava-so em toda a
pai le.^ c o lean vermelho e a vbora, agitadas pelo
veulo ,cui seus peudoes pareciain preparar-se para o
combale. '
Na frente e maisalTastadas do palacio foram collo-
cadas as companhins,,,, bairromais vasto de Floren-
ca,,o hairro do Espirio-Sanlo alm doArno.
Nesla par e da cidade clevavam-se os mais bellos
palacios, habitados por nobres taiuiliasuibelinas, cu-
ja i.illueiicia eslendia-se sobre os que as'rodeavam. '
Mas essa influencia nao era o resultado do poder
aristocrtico, objecto de desconfianra e muilas vezes
de odio para os Florentinos.
Uliindo-se a um partido, os Florentinos eram an-
tes levados por impressoes, que por principios.
O intercsse.o amor propro, um odio de familia
baslavam para decdi-los a unircm-se ao papa ou ao
imperad!.
Excepto as grandes familias, essas ditTerencas de
opiniSes representavam smeute rivalidades vulga-
res ; mas entre esses partidos extremos das facres
acliava-se um corpo consideravel de Burguezes irau-
quillos, aileicoados aos iuteresses da cidade, e m-
naval que habilitasse-a em caso de necessdade a tentar
urna.guerra otleusiva e defensiva contra a Turquia,
i A'Porta poda scrfinduzida a ceder o Epro, a
Tbessalia, urna parle da Macedonia, e lalvez a ilha
de Canda Grecia, se se desse um penhor para por-
se oEgypto interamenle em poder do sulla. As
ideas mais preeminentes do estadista e diplmala
presentemente.i lhe nao s desconhecidas,' e resta
apenas acrescentar-lhe que elle be provavelmenle o
baro Prokescli, o enviado austraco em Bund, cuja
tonga residencia em Alhenas lem criado nclle nina
prcdilecso singular por urna naso que at boje ha
lao gravemente Iludido a especlaliva dos seus pro-
tectores. Muilas das opinies encontradas no prece-
dente summario foram communicadas ao seu corres-
pondente pelo propro cavalleiro de qoe se trata, o
qual nao s be condecido pelas suas sympalliias liel-
Icnicas como pe.Ia sua averso Inglaterra. Se a
memoria nao me engaa, o que nilo lio provavel,
Sir Edmund l.yons era o espectro do diplmala aus-
traco quando ministro na corte de Alhenas.
As minhas olas conten todas as especies de ex-
travagancias e acoiilccimenlos do tbcalro da guerra,
mas os negocios austracos--devem ser tratados em
primeiro lugar. He impossivel obter informarnos
crcumstanciadas oa positivas do que'vai occorrendo
em torno de nos, masalgumas noticias fragmentarias
sao agora mesmo colindas, as quaes babiltamuin cor-
respondente experimentado a cliegar a conclusOes
que raras vezes estilo longe da verdade. Julea-se
quealguma cnusa.em queo publico naoesl iniciado,
lem lugar entre este governo.a Servia e Montenegro;
em verdade se falla em segredo que varias descrip-
ciies de armas lem sido removidas dos lugares em que
foram depositados depois que os cidadSos de Vieuna
foram desarmados em 1818. A mpressao geral, que
todava pode ser incorrecta, be qne estas armas of-
fensvas, que Su de toda, a casta e alcance, foram di-
rigidas para as provincias laceas que ficam ao su-
dueste da Austria. O scntimenlo na fronteira mili-
tar dzem estar longo do bem. preso das provi-
soes be lo alloque o pao casia mais all do que aqui.
Oulra causa de desgasto para os hab lanos da fron-
teira meridional be tercm ellessdo chamados a pa-
gar certa quanlidade de madeira, que derribaram
durante o lempo em que as redeas do governo' eram
mais frouxas do que na actiialidade. Urna pessoa
que volloii rere lilemente dos dislrictos deque se Ira-
la, aprcseula-os cm o Irsle confuslo, como conse-
Urenzer be ao mesmo lempo camponez e soldado, e
os seus sen.1 imenlns e aeses parecem depender deal-
guma surte da especie de vestidos de que elle pode
usar. Depois de se ter libertado como camponez dos
bosques do seu soberano, tica sugeilo a ser chamado
cm virlude da sua capiculado militar a por em exe-
rueao a casa do seu visinbn prximo, o qual, leudo
sido criminoso da mesma oll'ensa, 'nao possue os meios
de dar salisfaeao pecuniaria.
_0 htimcm cujas propredades movis e immoves
bao sido penhoradas, lem com ludo a grata esperan-
Sa de dar nina relrihuie.l ao seu visinho n'um pe-
riodo distante. L'ma gramle causa de desgoslo entre
os nobres, que a-final pode ser removida, he que os
ttulos do estado que elle ten a recebr como n-
demnisacao dos seus perdidos direitos senhoriaes
lcam delldes por muito lempo. A nobreza da Croa-
cia e sclavoniea se aclia rcduzida aos matares emba-
racos. He cnusa bastante clara que o governo nilo
lem pressa cmjpr dinbeiro as maos dos Himg&riH:
mas niuguein pode ronjecturar porque razSo os di-
reitos dos Croados nao sao salisfeilos ao mesmo lem-
po. Di/.ia-se que os nnlircs da Galicia i cochera os
seus i Mulos de iudeiniisaco assim que o irmao de
Sua Mageslade lomar conla de governo la provincia.
Alguna militares se liaviam mostrado extremamente
indispostos a lomar parle em qualqucr conversarlo
poltica, e a raza confidencialmente dada be que
'lao.B os judiicousuliiw siiieiilr que estfosogeito* a
seren chamados a explicar as suas expresse?. He
dillicil encontrar um exerclo melhor e mais valen-
le do que o austraco; mas, infelizmente, aquella con-
fiansa franca que um official ha mostrado al hoj
para com outro, lem cessado grandemente. Nao que-
ro dizer que o syslema de esponagem ha sido reuu-
larmenle nlroduzido, mas oque he certo'he que a*
esto respailo vagan boatos desagradaveis.' Disseram
depois de algum lempo que a guarnso de Vienno
se arliava disposta para a guerra, mas se esle .faci
so deu na realidadr, bouve ordem cm contrario. Se
alguma torsa recebeu ordem para marchar cm nu-
mero menor do que tora proposto ao principio, maior
quanlidade de arlilbaria lia sido mandada para a
Croacia. Julgo que se lia de Icmbrarque, ha consa
de un* mez, espalbou-se um boato de que o bario
liruckaia ser revocado de Constautinopla para encar-
regar-se da pasta das ti naneas. O publico official
d presentemente urna forma mais positiva ao faci,
assever.mdo que M. de Bruckj tora revocado. Os
nanceiros de priineira catbcgoria ha muilo que de-
sejam er o estadista de que se trata frente da pasta
las (nansas, mas a upinao publica lhe be des-
favoravcl.
O seguinte he o resumo da correspbndencia de
Constantinopla de 17 do passado. Nao he provavel
queo ultimo prnjecto da Franjae da Inglaterra seja
recebdo en S. Pelersburgo, e lie pouco mais do que
urna copia daquelle qoe foi prirameramenle of-
ferecido por Redscbid Pacha ao principe Mcnschikoff.
Lord Slralford seguo as suasinslxucseslilteralmeu-
te, poslo que niuguem creta que elle aprove a poli-
lica do seu governo. Dzia-se em Constantinoptaque
o extremo desejo pela paz manifestado pela Ingla-
terra procede de Sua Mageslade a rainba e oulra les-
pre promplos a se collocarem do lado dos amigo da
ordem. Esses eram os guardas las liberdades da re-
publica o a alma da prosperidade coinmum.
Era aes>a classe sabia e pacifica que Florenca de-
via a riqueza* de seu commereio, de seu banc
suas nianufacluras, seus hosptaes, seus portas t
edificios pblicos.
Os habitantes do alm do Arno eram pela maior
parle gbennos.
Os Guelphos atacando frcqueulemenle esse bairrn
rorravam-nos a fazer causa commum com os nobres
propnelarios muilas vezes da ra inleira, onde se
achavam seus palacios e suas fortalezas.
As coinpanliias a sOas do mancebos nobres de seu partido, e esco-
lliiam-nos para cheles.
Nesse numero eslava Marco Frcscobald. comman-
danle superior de urna companhia do bairro de Esni-
rilii-jjjiiMo. r
Esses jovens chefes lnham direito de assistir s
sessfie da Balia, () e mesmo de dar seu parecer as
grande dollior.iooos; porein seu direito cessava des-
de odia cmque a companhia Ibes relirava suas
funcsOes.
l'ma inultido immensa procirava penetrar as
portas do palacio; mas era cuntida pelas enmpanhias,
e vingava-se dirigiudo-lhcs mil sarcasmos e roai-
dises.
Al enlao cm semelhanles reunioes a populara,
meltendo-se nos negocios publico, (nha-se adianta-
do at ao p da tribuna ; pela primeiro vez ella aclia-
va-se contla distante do palacio.
_ Ao cabo de pouco lempo a mullid jo engrazou-se
lao bem pelos seus proprios esforcos. que ficou m-
possibililada de tazer qualquer acsao, e leve de l-
mitar-se a vociferar e bramir no mesmo lugar.
Em um dos cantos da praea, em face do palacio e
na entrada da ra de Condola bavia um palacio ro-
deado de torres, que perlcncta a familia gibelina
dos Adimari.
Nesse edificio em roda da galera, que 'croava o
lerraeo de urna das torres, alguns mancebos assislam
a reuna.
Elles cslavam ricamente vestidos, e parecan al-
enlos aos moviinenlos da multla.
Siium indolente apoiado ao cotovclo sobre aba-
laustrada com ar triste e pensativo olliava de vez
em quando para cima da tribuna.
Nesse dia as janellas do velho palacio estavam lu-
lbadas; as filbaseas Uiulliere dos memhros da Va-
lia ostenlavain ah sua turnio.ura e sua riqueza.
Por toda a parle brilhavam os brocados de ouro e
do praln, os velludos e os ricos bordados.
As le umpluaras, como j dissemos, nao allin-
giam certas classes, cujo luxo era tanto mais excessi-
vo, quanto o privilegio que Ufo permrtlia, coinpre-
bendia um pequeuo numero de pessoas.
Convin notar que as repblicas mais democrti-
cas do mundo as classes lem sido mais assignaladas
do que em qualquer outra parle.
Im pouco acuna dessa janellas guarnecidas de
grupos bullanles, via-se para o ngulo do palacio
urna janellinha tora de todo o alinhamenlo, como
Aconteca muilas vezes na anliga e caprichosa archi-
lectura.
Nessa especie de trancha solada entre o primeiro
andar as seltciras resplandeca urna belleza cucan-
fandora. Em p, e encostada a um lado da janelli-
nha eslava urna mosa; peta delicadeza de snas fei-
SOes, peta pureza dos contornos de seu rosto angli-
co, ter-se-hia dito que era um soubo de Raphael.
Sna tez doccmenle paluda occullavacomo um v
as cmiei'ios de sua alma ; mas o olhar apaixona
que sabia de seus graudes olbos negros, cobertos u,
tangas sobrancelha arqueadas, leslemunhava o inte
en
do
de
A reunio dos poderes da repblica.
la roroada (el-rei da Blgica). A l.i chegou o ge-
neral Baraguav d'HiUers, e qutndo a 1(i elle de-
semliarcou, foi recebdo pelo Seraskicr, por um reai-
menlo de cas aliara c quatro lialalhoes. Stippunha-
se que o novo embaixador seria apresentadoaosul,
lo a 19 ou 0. O contra-almirante ScmbiakolT,
que lem o cummando em Rcdonl-Kaleh, tencioua
atacar outra vez S. Nicobiopelo lado do mar. Quasi
2.1XM) buies pcrlencenle ao ejercito rus. na Asia
foram morios pelos Turros. Objecto de Stade. por
outro nme Muschaver Pach, que enlrou no Slar-
Negrocom nm navio da linha, cinco fragatas c um
vapor, deve vigiar os cruzadores rfcssos desde Aa-
pa ora. punco ao snl dos eslreilos" de Kcrlscb, que
lisam o Mar-Negro com o de Azul I, que he o seu
nico porlo as cosas caucasianas.
O ll'aiii/ei-er repele a opiniSo quo lhe communi-
quei lia cousa de 15 dias eiii ume .as minhas carias,
de que a idea original do Omer Pacha era a \ anear
sobre Bncliarest por tres lados,pela pequea Va-
lacbia, pelo Dobrudscha, e peta frente, ilalil Pacha
provavelmenle nao poderia passar o rio em llirsova
tao cedocomo era esperado. O orgo russo Journal
de Frankfrt, he de opinao que os esforcos. da
Franca elnglalerra para persuadir i Russia nao le-
nto buns resultados. He novamenle assever.nto que
os Turcos anda cstao cm Turna, aposta a Nicopo-
lis. Depois de algum lempo (esi corresponden:
nos intormou qne nm punhado de Cossacos expelli-
rain os Turcos deste sitio, e soube-se enlao de ccrlas
ra/.es particulares que me iudurram a crer que os
Itussus roram desbaratados all. Ella opinao aiuda
nao foi contestada.
A conclusao do negocio de Mr. Sichel, de Man-
chesler, que tora preso por 21 dias em Miln, foi sa-
bido aqui smenle boje.
I.e-sena Trie't Zeitung o segninfe :
(i O negociante, M. Sichel, foi mineado cnsul
imperial cm Manchesler.
Honlem a larde o sentido do scminle despacho
official foi commu ucado peta lelegrapho elc-
trico.
a A2G, o prncipe Gortscjta>o uchegu emGurge-
wo, c insneccionou as treeaw. Os Turcos mmetliata-
mente dcixaram a ilha d* MrAan c se reliraram pa-
ra Ruslchnck. Os Turcos couswtai i a sua posca
oriainal en Kalafal.
O baro Budberg, novameMs ncmeaito commis-
sarin extraordinario para a Moldavia e Walacbia,
ainda eslava cm S. Pelersburgo a 1.
o O cnsul geral russo em liucharcst, est Hornea-
do vice-presidente para Valachia.
Espalhou-se um boato que foi contestado inmedia-
tamente ; o boato lie o seguinte :
GorlsrliakolTse est preparando para passar oJa-
niihit cm Giurgewo. J cornerou a con-lruooao da
ponte atravez do rio.
Entre i e 5 horas da tarde de boje, a scguinle no-
ticia particular, mas perfoilaraeute authenlica, fora
aonunciada :
A 21, a noite, os Turcos forcaram os Russo a
deixar a ilha opposla a Giargewo. Duas tentativas
feitas pelos Rnftsos para Inrnarem alomara ilha Mu-
kan foram repelllas. Na segunda tentativa ossol-
dados Russos solTreram grande fogo.
rama Iba.' DiiranleanoileosTiirciisilcr.ini oulro
ataque, mas foram repelllos. A passagem .do ro
da parle dos Russos nao entra em sus ida. O des-
pacho original dizque elles sera fdizes se poderem
conservar-se na VaUchia, Os pontes foram man-
dados para llirsova para reunirenias numerosas ilhas
com a margein esquerda do rio.
I'ienna 1.- de.dezeit&ro.
Asnossas gazetas nao contera noticias do Iheatra
da guerra, excepto a que foi dada pelo despacho l'e-
learaphiro Inuilem a tarde rclatUa^ ao caiilliclo na
Iba ;Mokan opposla a Giureowo.. e\ veracidad", de
urna daMiMiM cartas enrqr.'flhc nuliiel JHe )mer
Pucha bavia recebdo iiislruccoes para proseguir as
suas operaees com energa, foi muilo disputada a-
qui. A inipressodominante era, que una especie
de ntelligenciu tacita exista enlrc oscommandanles
dos dous exercilos da que as hostilidades seriam sus-
pensas por algum lempo, masas noticias de 2ti*con-
trariaram interamenle esta singular illuso. Se os
dous exercilos se lem conservado passivos, essa inac-
livolado deve ser altrihuida nicamente a execravel
eslaco. que lornoo todas as operases militares em
larga escala totalmente impossveis. OCronstadl
SatelUl, que lem noliciasde 21 do passado acerca dos
principados, nos informa que ti sedera all om vio-
lento assalto, i> mas ainda se ignorara os fados. A
maior parle das reliquias tos corpos do exerclo do
general l.uders eslava postada junto de Brailow,
e depois que os Turcos tentaran passar de Nicopo-
lis para Turna, nao lem occorrtdo nada importante.
O Cromladt ignora a serie de ataques dado pelos
Turcos na ilha de Mokan. Di.r.ein que os pontos de
defczaescolhidos pelos Turcos ha inargem direita do
ro sao pcrfcilos. As obras en Turlukai, qu con-
forme o bao Mollke, se achavam arruinadas em
18W, cstao agora muilo mais fortes do que antes. Os
esforsosdos Turcos durante estes ltimos seis mezes
lem sido tremendos, e, grasas aos seus engenlieims
francezes e ingtezes, n3o lem sido repcllidos. (Jua-
si lodos os Turcos que se achavam em Tui tukai lem
ido alm do rio. Posto que ninguem llovido qae os
Mahometanos (enlam passar o ro entre Galatz e Brai-
low, o general Engelhardt ah se acha com urna for-
ra consideravel.
A arlilbaria da Valachia, que consiste de pesas de
calibris, ha sido posta sob o commando do gene-
ral Engelhard!. Os Turco na marsem esquerda do
rio cm Kalafal estao mais fortes do que feralmente
se er, mas se acbam mal vestidos. Na Bulgaria c na
Rumelia, julga-se que as operasies nao deven ser
suspensas durante o invern, e o lempo em que ago-
ra nos adiamos provavelmenle habilitar cedo ambas
a partes a reromecirom as operases com grende e-
nerga. Di/.emquc os Turcos perderam dou dos sens
capiles, Muslapha e Hassan Pacha, emOllenilza. A
opinao geralenlre homens militares be que o princi-
pe GorlsrbakolT nao lera facilidad em desalojar os
Turcos da forte poslo que oceupam cm Kalafal.
Prsenteinenle os Russos se cnilenicm em vigiar os
moviinenlos dos seus iuimigos naquclle tugar, mas,
em obediencia as ordens positivas que elle recebeu
de S. Pelersburgo, o principe deve esforsar-se cedo
h para limpar toda a margen) esquerda dorio.
A 20 de novembro o cnsul francez parti de Gala-
tz para ('.ousl.intinopla, depois le ter vendido ludo
quanln lhe perlencla.
O Tremden flatl receben noticia de Bochares!
qne o lodo da cavallara o o primeiro regiment de
infantaria da milicia valachiua ha sido posta dis-
posicjio do general l.uders. Presume-seque os ofll-
ciaes objeclaram ao arranjo, pois que elles lem dado
a entender que aquellcsqucdesohedeceram as ordens
do principe Gnrlschakofl seriam levados antco.lribu-
nal marcial. O harao Budberg.o novamenle nomndo
governador russo da provincia, era esperado cm Bu-
charesl a 31) de novembro, e o general Ilercsko.com-
mandante da milicia valacbiana, foi.mandado pura
Fokschani, na Moldavia, para rerebe-lo. Nao se es-
pera que vanguarna do general Osteu-Sacken pos-
sa rhenar no Prnth antes de 10 ou 15 dcsle mez. A
gazela, cima mencionada, noticia do. Danubio, que
as forsas turcas cstao distribuidas da maneira se-
guinte : Em Kalafal-Widdin e as vzinhancas,
50,000 homens, 6,000 dos quaes silo de cavaltara, e
2.000de arlilbaria. O numero das pesas chega a
250, masisto, assim como o numero dos homens he
evidentemente exagerado. Em Rahova sao 5,000 ir-
regulares* 2,000 regulares ; em Nicopols, 10.000
homens ; cm Silslfia, 15,000 ; em Rassova. 11,000;
era Uirsova e abaixo do Danubio, 14,000. Isto faria
um total de t:!5,000 homens. Dizem que as tropas
russas eslao dispostas da maneira seuuinle : cm
Brailow, 10,000 homens, 2,000Valaclianos, j 5,000
Cossa eos ; em Galatz, 8,000 ; em Isaklchi, 6,000 ;
desde Brailow alOltenitza, 27,800 ; em Giurgewo,
8,000 ; entre Giurgewo e Ollenilza, 15,000 ; cima
de Turna. 19,000 ; em Karakal, .li.OOO ; e em Kra-
jova, 8,000. Isto, sem os Cossacos, daria 94,800 lio
mens, mas, mesmo com os rehreos, a torsa rossa de
homens capazes nos principados nao pode exceder.
Soubmos de Jassy que o consol francez naquella
cidade, recebeu ordens do seu governo para partir
quanto antes para Galicia (provavelmenle para Cres-
nnvitz na Dukovina.) O cnsul inglez tamben sabio
desVarna para Constauliiopla. Se isto for exacto, o
governo francez lem manejado us negocios melhor do
queo governo inglez, porque na evcnluaidade de
una campanha na baixa Valachia, o que nao padece
improvavcl, um agente poltico em Czeruowilz pod
fazer grande servico, como um canal de nolicias. Se-
gundo a correspondencia de S. Pelersburgo do llam-
burgo, Nachrichten, as opines respectivas s opc-
racoes provaveis nos principados sao mni divididas.
Os polticos mais pacficos eslao inclinados a phanla-
siar que, em quanto os Russos \ a passaudo o inver-
n nos principados danubianos, as ncgociasO'es d-
plomaticas iraocoiitinuanilo;com ludo, os maisguer-
reiros batem a mesma dea de am congressode pac-
licaco,e volam que oa-Torcos sero punidos-pelasua
'(desatinada tentativa para entrar na Valachia.
A Patrie informan rccenlemenle os seus leilores
que a dilloreuc entre a Porta e a Servia est arran-
jada, mas isto est em opposisao direela com as car-
las da mais recente dala. Iz&fet, o Pacha de Relgra-
dg. assesurou ao gobern que ello desappruvaas Icn-
tativas dos Bosniairos-eom o fin de vintarem o terri-
torio da Servia, mas cro-se geralmente que nem a
Porta nem o seu agente devem ser iicredtlailos.
A nolicia seguinte foi tclegraphaita a 5 :
o A 25 o Turcos avancaram de Ka I a la l.quasi doze
militas inglezas na estrada que vai ter a. Krajova, l-
formaram um acumpanhamento inlrincheirado para
8,000 homens. Grandes corpos lambem tomaram
urna direccao cima e abaixo do Danubio.
A 23 os T^urcos construir ni urna ponte entre
Rustchuk e a ilha de Mokan. o
Os humen militares austracos consideran! que
o ataques repelidos nesle ponto, foram fingidos para
chamar a allencao dos Russos dus uniros pontos. A
meusagem lida pelo presidente do ministerio prusso
na abertura las cmaras lem causado a mais desa-
gradavel impresso em ccrlos crculos daqui. De-
pois de 21 horas o cnsul inglez em Ruchares! dei-
xou de fazer preparativos para parlr.
(Correspondencia do Times.)
resse que ella lomava na grande scena que se passa-
va em sua presensa, c quando levada peta curiosida-
de deliriisava-se para a praea, seu talbe esvello -pa-
reca pairar no ar cqmo dma dessas nuvens vaporo-
sas c douradas, que se veem uo co dos trpicos.
Sua cabesa eslava rodeada de um veo branco em
forma de turbante, cujas ponas rodeando-lhe gra-
ciosamente o rosto cruzavam-se debaixo do quexo,
e calnam-lho petas costas.
Ella eslaVa vestida de urna samarra cor de rosa,
guarnecida dfe los de prata, com um cinto do mesmu
metal.
Seus bracos mis de urna forma admiravcl estavam
cobertos de pcrolas, e em suas espsdoas dous clche-
les de prata preuiliam um manto de estofo azul.
Junto delta, un pouco atrs, eslava urna mulher
de idade madura, cujo Iragc, poslo que asseiado, de-
signava urna pessoa da classe do.povn.
Ella nao perda de vista sua joven ama, e sem oc-
cupar-se com o especlaculo do tora, observava alten-
tamente o elTeto que ella produzia, e as emores
que a agitavaip.
Repenliiainentea moracrou, eabaixouosolhos...
linha visto o olhar que pairava sobre ella.
No mesmo nslanle ojuven cavalleiro desappare-
ceu aos sens olbos, e Flava (era esle o nome da mo-
ca) perturbada e distrahida nao tomn mais parle no
espectculo, que se desenvolva dianle delta.
Ao meio-dia foi dado o sigual do comee da ce-
remonia.
Acoinpanhadns de mancebos nobres, chefes das
companhias, os senhores apparecerara na tribuna, e
col locara m-se dianle da balaustrada.
0 duque seguido de sua guarda e de seus partida-
rios fendeu a multido, e foi coltocar-sc ao lado dos
magistrados.
Enlao o ganphaloneiro comeoou a lelura dils con-
vensoes feitas entre a llalia e o duque da Alhenas.
Quando chegou i estes patarras: .1 senlioria hu-
itn anua, mil vo/cs exrtamaram : Por Inda a vida !
.No mesmo instaiile as companhias se abalaran, e
o povo. Como a vaga impelila peto vento da lem-
peslade, inunden a prara gritando e vociferando.
Marco Frescnhaldi como roslo vermelbo e osollios
hrilhanles de indianac.lo dirigio-sc para a grade, e
nianilcstiiu a inlensao de fallar ao povo.
Sua granito estatura, a expressan nohre e altiva de
suas fcicOes, e sua intrepidez quando lomava a pala-
vra diajite da llalia, sendo o mais inoso da snhoria,
infundirn respeilo ao povo, e tornaram-no al-
enlo.
A belleza lem sempre grande imperio sobre as inia-
ginacs do meo-da.
Os Florentinos levianos e movis deixavam-se f-
cilmente impressionar. Aeostumados a manifcslarem
sua opinao livremenle, elles ouviam de boa voula-
de a dos oulros.
A coragem de Marco, aflrontanito o poder do du-
que face face e publicamente, excitan a sympalhia
geral; ir valerosamente ao encontr de um perico,
para defender a liberdade dos Florentinos, era um
scntimenlo nobre, e a multidgo composla de elemen-
tos vulgares cbmprehende os grandes sentmenlos da
alma.
Florentinos! exclamou elle, quando restabclc-
ceu-se o silencio, que verlgem vos cga e leva ao
encontr da escravidao ? Tcndes rellectido no poder
da liberdade'.'... Que torsa poder doma-la? Aquel-
le_ que elevis hojo ser derribado amntala ; pos,
nao duvideis disto, a sement da escraviilito nao po-
llera germinar nesla Ierra livre. Mas, se a aceitas,
ainda quando seja s por urna llora, oesligma ver-
gonhoso da (yraunia permanecer para sempre en
vossas frontes.
1 ni junviml'uto estroudoso de approvarau reben-
lou entre as companhias do Espirito-Santo. Marco
eontinuuu :
IRTERIOR.
BAHA.
As irma'es de ca idade.
No da 15 de dezembro abro-se o collegio de me-
ninas, dirigido pelas irmas de caridadetendo re-
cebdo j no|dia1.- alguraas discipulas internas e ex-
ternas.
_ Foi um acto solemne, aoqnal assislio S. Exc. Rvin.
o Sr. D. Ramualdo,melropolilano do Brasil, ealgu-
mas familias.
O Exm. Sr. arcebispo recitou o discurso, que abai-
xo trascrevemos.
l-'indo o discorso, o Rev. padre superior, prostan-
do-se peranle S. Exc. Rvm., pedio-lhe que ahenco-
asse aquella obra nasecnte, o que S. Exc. fez, decla-
rando que ahonciMva de lodo o seu coraeao aquellas
jovens innocentes.
As aulas do estabelecimenlo estavam na melhor
ordem possivel, e a sola destinada para ocoralivo
dos pobres, lem um asseio digno das anglicas enfer-
meiras. ,
Discurso.
Creio nao ser necesario expressar-vos com pala-
vras, a profunda emoeao de jubilo, de que mo sinto
possuido, a faceil'esla edificaulc reunio, vendo rea-
lisados os mbus ardenles votos, e de oulros muilos
Ilustres cidados, que com tanta per-everanca con-
correram para levar a elfeito a piedosa insliluiso,
que boje iianguramos coma ellos da mais pura
e santa aleara Quando esta obra admiravel iiao l-
vesse oulro destino seno o allivio da humanidade
soredora, pensando os enfermos pobres, soccorren-
do-s em snas uecessidades, e procurando com a sa-
de do corpo a da alma, quasi sempre esquecida ou
abandonada, estasnobre e sublime dedicarn de mo-
destas virgens.que, revestidas Je urna coragem quasi
sobreiiatural.se despem das mais cura allcicOesda
carne e do sangue, para virem, a Iravez de mil peri-
gos, e atlrnnlando a prupria morle, exercer a mis.a
divina de urna supereminente caridade, seria digna
do mais subido aproen. Mas jiintai a isto a obra d
educaco, que constiluc o principal objecto do esta-
belecimento., que olferece s familias d'esla provin-
cia um precioso as>lo para a edueaca e inslrucea
inielleciii.il. moral, e religiosa de suas innocentes
filhas, e no vosso enlhusasmo lamentareis sem duvi-
tenso dos benencios, que elle vem trazer ao nosso
paiz.
Nao appresenlarci aqui as beltas Iheorias, que so
lem produziilo sobre este imporlanle assumplo, nem
repilirei o queja por vezes lenho dito acerca da ne-
cessdade de m 'inorar e aperfejsoar a educaco do
um sexo, destina lo a exercer urna poderosa influen-
cia sobre familia e a sociedad.
Para dar-vos a mais alta idea d'esta verdade bas-
tar invocar o testemuiio de um sabio, ante cuja
superior intclligencia deve emudecer a minha fraca
voz. Tratando de educaco de meninas, assim se
exprime o inmortal Fenelon em um escrpto bem
condecido e classico na materia. Oque se segu,
pergunta elle, da fraqueza nalural das raulheres?
Quanto mais iracas ellas s, mais importa fortifi-
ca-las. Nao, lem ellas deveres a preeucher, e deve-
res, que sao os fundamentos de toda a vida humana?
Nao.so ellas, quo sustenlam ou arruinara a casa,
regulam toda a administraran das cousas domesticas,
e que por conseguinte, decidem do que toca de mais
perto a lodo genero humano '! Lina mulher judicio-
sa, appcada e dieta de relgiao he a alma de urna
grande casa, ella ah piic a ordem assim para os bens
temporaes, como para a salvaso... O mundo nao
he um phanlasnn.masa reunan de todas as familias,
e quem lie quo pode polica-las com um cuidado mais
exacto do que as mulheres. alm da sua auloridade
natural e sua assiduidade denlro de casa, lem ainda
a vantagem de nascerem desveladas, alenlas aode-
tallie, premiadas, insinuantes e persuasivas Em-
fim, lie preciso considerar alm do bem que fazem as
mulheres, quando sao bem educadas, o mal que cau-
sam no mundo, quando distitutas, de urna educaco,
que Ibes inspire a virlude. (I)
J vedes, por esto ligeiro Iraso da eloquente ppnna
lo Ilustro arcebispo de Cambra, quanla torsa,
nanlo poder e salutar iitacncia" pode dar urna
mulher, sobre ludo a urna mi de familia, urna Ilus-
trada c virtuosa educaco.
O que resta, pois, he buscar os meios mais npro-
priados c ellicazes para conseguir este feliz resultado.
E onde o .nscobririamos mais seguros e capazes de
formar o espirito da mulher pelo conhecin.eulo da
verdade, o ocoracAo pelo amor'e urlica da vrrlnd,
do que no masnilicii instituto das filhas do S. Vicen-
te de Pauto '.' Qual aquello que offerece mais solidas
aaranlias de urna perfeita harmona do espirito do
Evangclhocom as condisoes ou exigencias da vida-
social, do temor de Dos, e de urna esclarecida pieda-
de com os, deveres lo propro estado, preparaudo ao
mesmo lempo suas venturosas alumna* para a felici-
dadeda vida presente e da eterna, ou, melhor, para
um dia darem ao mundo, pelo aseendenle do seu ex-
eniplo, a moralidade, a ordem e a paz t.Garanta de
origem. ou da fonle d'oude emanou, esla nsllueo
foi urna das mais sublimes crcasoes do calbolocisino
inspirada pelo co aozelo incansavcl do homem mais
exlraordinaro do secuto XVII, do grande apostlo
da caridade. arelain ido pelos proprios incrdulos
corooo maior philosopbo da poca, o iiicl'ytu S Vi-
centc de Paulo. Garanta de universalidade : ella
se acha dearramada por lodo o globo. Percorrpi os
paiz.es catholicos, prolestanles, e os mesmos inflis,
por (oda a parle acharis as titilas de S. Vicente de
Paulo oeenpadas no soccorro do enfermo desvalido,
da infancia exposla e abandonada, e outros ieuaes
ofliciosem pro da humanidade afllicta. Garanta de
lempo : ella conla urna duraco da mais de dous se-
cutas, sempre intacta e ralbada no seu crdito. Em
torno delta lem passado horriveis calaclysmas c tor-
menla| revolucionarias, que na sua voragem arras-
laram esumiram oulra muilas iusliluicoes. Adas
lilhas de S. Vicente de Paulo, um momento dispersa
c fuziliva, dorante o curto reinado do atheismo e do
terror, reappareco mais luminosa, e continua sem
interrupcuo al boje em progresso quasi inrrivel.
Porque actos poder um liomem substituir em
vossos coi ac.. os gozos que a liberdade d! ? A mes-
ma gloria compartilhada con um (vramio nao ser
mais a gloria para vos, nao vos perlencer mais.....
Florentinos! nesi ,> vs.,.. v.w naoa ......
perigos.....
Nesse mumento i*-ia parle da guarda do duque de
Alhenas, que linha Meado at enlao na praea, adi-
anlou-se para a porta do palacio, c essa inanohr i de
aiilcniflu preparada poz em desorden! a mullidao.
Os partidarios de Gualtiero aproveitando-se delta,
grilaram : Senlior, por toda a vida! e os soldados
que rodeavam o duque com o favor do tumulto le-
varam-no cm seus tnicos para a porta do palacio.
Era cosime que o porleiro ilessa hahilacno Beas-
se nella encerrado durante a ausencia dos senhores
que ah moravam.
Como o porleiro resista, os soldados do duque ar-
rombaram as portas do palacio, e levaran o lyran-
no para a sala em que se rcuniam os priores.
A ppulaca embriagada pelo prazer de ultrajar o
que linha respeitado, forrou a senlioria a retogiar-se
as salas baixas, e pouco depois lausuu-a fora do pa-
lacio.
(>s grandes do partido de Gualliero i rara m a han-*)
deira no nonio mais alto da torre, e npoderaram-sc
do livro das urdenaees de justca fcitas conlra os
nobres, lindose mais em sua propria sollicildde, do
que no roconhecimenlo de seu protector.
Mas logo envergonhados de lerem r.judado laes
lorpczas,encerrarai"-se em seus palacios emquanto a
populara desenfreada poderava-se do pavlhao do
estado, arraslrava-o pela tama, queimava-o na praea
publica, c depois de abater por tuda a parte as ar-
mas de Florensa, subsliluia-lbcs as armas do duque
Me Alhenas.
IV
Con quanto tosse quasi noite, a mas da cidade
estavam anda inniiniladasde gente.
As companhias vottavam e inislui avain so com a
populaca. a qual denois da emocoes eutulhava as
hibernas e as piaras publicas.
Os burguezes que a cui-i-dade.liilii atlr.-ihul ao
vellio palacio, lornavam para suas casas e faziam pa-
rar os que passavam.para contar-Ibes ou pcdir-lhes
novas particularidades sobre os acontccimciilos do
dia.
Um resto de aglarAo lembrava anda as seeqas da
manbaa.
Caminha_!.. caminha Catharina !.... dizia
em voz baixa urna mora criada que a aconipa-
nhava.
_ Isto se passava na quina da ponte velha c da ra
(iuiccardini.
Santa Mara nao posso mais eslou morren-
ilo de ladiEa... Que lem voss, minha llha '! Dr-se-
hia que o demonio anda em sua perseguico.
Mas, nao vs... all... quatro passos alruz de
ti '.'...
Calbarina fez o signa! da cruz c apressou o passo
sem vollar a cabera.
Que he o cavalleiro desta manbaa ? exclamou
ella.
Elle mesmo.
E para que iremeassim '.' elle he (Se bello, lo
eloquente !
Cala-te, Calbarina !... Nao vs que ello nos
ouve ? responden a moca com voz conmovida ; e
apoiando-se no braco do sua companbeira redobrou
de ligeireza toda trmula.
Nesse instante Marco F'rescobaldi passava pelo ou-
lro Jado da ra acompanhado de um grupo de man-
cebos, que acabavam de janlar com elle para festejar ludo
a Mareo, seu camarada, seu chele, a glora e a espe- all
ranea da repblica,
Garanta, cmliiu. da opinao geral dos. povos, que a
venerara e acolhem com a mais viva sympalhia, dos
sabios, que lhe Iribulam os mais pomposos elogios,
dos governos, que axonvdam e protegen), em bene-
ficio dos seus subditos. Em urna palavra, llha pre-
dilecta da relgiao de Jess Christo, ella parece ha-
ver participado d'essas notas, ou caracteres,hrilhan-
les que dislinguem,o calholleismo. E a obra da du-
racao confiada a nios Uo puras, poder.deixar de
prodnzir saudaveis fructos, e atlraliir copiosas ben-
SAos do co? Oh! se a educacochrisla em geral he,
uo pensamento de um insigne prelado (1), a conti-
imaco da obra divina c pasmosa da creacanda alma,
desenvolvendo, polindo. e aperfeicoandu esses pre-
ciosos germens da inlclligencia, da razAo, do senl-
menlo c do amor, que o soberano arlifice infundio,
com a vida, na alma formada sua imagem e seme-
Ihanca, quanto nao deve esperar-se que esla misso
celeste, nu antes parfiripaeao do poder divino, ainda
lo mal rnmprchendida pela maior parle dos insti-
tuidores da mocidade, ser optimamenle desempe-
nhada em um estabelecimenlo, onde a Relgiao pre-
side a ludo, e se acha, por assim dizer, embebida em
todos os ramos ou especialidades da instrucrao e edu-
caco?
Sin, he o espirito de luz, o Dos das sciencias, que
santifica o estudo, que abre a intelligencia, ou na
phrase do livros santos, torna eloquentes as lin-
guas dos meninos, () Sem a caridade, que edifica,
a mais vasta sciencia nao passa de urna orgulhosa fa-
toidade e Via oslenlaco. (31
\ s tendes visto, uo programma do ensinn d'esta
casa,que elle branse todos osconhecimenlos sagrados
e profanos, que podem coovr mulher, destinada
peta providencia, nao a figurar nos hreus e acade-
mias, mas a realisar nos cuidados domsticos o qua-
dro magnifico da mulher torle, tratado pelo Espirito
Santo. Urna Aspasia c urna Stael sao entidades excn-
tricas, ou anomalas na ordem das intelligencas.
Alm da grammalica da lngiia nacional, e do ca-
l ecjsuio.sern aqui ensinadas a historia sagrada e pro-
fana, a gcographia, e msica, e essa lingua. que, como
oulr'ora a gregae latina, conquislou o mundo civili-
sado, eda qual j nao he licito prescindir, em qual
quer plano de urna culta e pulida educaco.
O Irabaiho, que constilue a vocacAo do genero hu-
mano, .conforme o estado ou condico de cada um,
nao poda deixar de orc.ipar ura lugar dislinclo no
regulamento d'esla sabida educaco. Assim, o eosi-
no ile todas as prendas ou artefactos, quo a mesma
relgiao consagra, permittindo que sirvam deorna-
menlo aos seus aliares, esses delicados productos de
urna engenhosa induslria. a que se pode applicar o
orculo divino, a respeilodc lodosas obras d'arto, que
sem ella nenhuma cidade se edificasine his mni-
bus non oedtfiealur invitas, (4) einfim a applicaso,
o amor eo habitado Irabaiho santificado pela orarlo,
eisuma das partes mais importantes da ducarao
moral il'esla casa. Com ludo os cuidados physicosou
hygenicos, concernentes ao vigor e sade do corpo,
nao sao', nm podiamser extraubosa urna inslilurao,
que conla enlre os seus nnqy gloriosos ollicos pro-
curar a sade dos que a lem perdido.
Vos sallis que urna das mais incessantes he fervo-
rosas orases da igreja he pedir o duplicado beneficio
dasaude d'alma e corpo, porque ambas auxilm por
urna acsao reciproca, c nem era possivel que fosse
e-quecido o descnvulvimenlu e perreictlo d'essecor-
po, obra prima de creaco malerial, (orinada pelas
mAos do mesmo Dos, (5J e que lanos desvolos me-
rercu ao Divino Salvador, curando suas enfermida-
iles. ao passo que atlumiava c convera suas almas.
O exercicio.o reposn, a sobredade, o recreio coave-
niente, as diversas ideas s-Jo igualmente coiidrues,
que honran a maternal solcitude das (ilhas de S. Vi-
cente de Paulo.
Mi,:, para que demorar-me com esla cireuinstan-
cDda expossao, abasando talveat da vosa paciencia .'
llavera um sillos que as^stem a estf locan le aeto
quo nao se ache comprenetrado da ulili.tade d'este
providente e Balotar instituto? Nao, de certa : as
descontiancas 0u receos, se por ventora aiuda exis-
lom em algumas pessoas, em breve, cu o espero,
desapparecerq ante o irrecusel leslemunlio da
experiencia.
Pas c mais de familias, foi no vosso inleresse, e
de vossas leuras lilhas, c su no intuito d'elle, que os ..
benemritos ridadaos, que compe a mesa de S. Vi-
cente de Panto, e outros muilos respeitaveis hemfei-
lores, sustentando com sua valiosa cnadjuvasao mens
debis extorsos, empreheudram 'e conseguirn do-
lar a nossa patria com esla pia fundar, j trans-
planlada com prospero successoera duas'grandes pro
vincias do imperio. Confiai pois, uo zelo e vigilan-
cia d'estas admiraveis instituidoras, quctohiis- aus-
picios da relgiao do Hornera Dos, quecbaraou, aro-
Iheu e aliencoou cora-singular ternura a amavet in-
fancia, velar dia e noite no bem estar de vossas
lilhas, para em lempo opporluuo vo-tas resliluirem
enriquecidas dos preciosos dous, que fazem a gloria
do seu sexo. E vos, innocentes jovens primicias d'es-
la obra santa, nascentes e especiosas Dores, que rin-
des recebar desvelada cultora nesle ameno jardn,
de fragrants virtudes, corisolai-vos da dolorosa, bem
que temporaria, separarlo de vossas ins. A cari-
dade, quo abraza o coraeao das vossas dignas supe-
(I) OEuvrcs do Fenelon tom. 17.
iiem de seus vestidos teslemunhavam bastante," que
esses mancebos tinhara esgolado os prazeres, lodos
os prazeres da mesa.
Pelo sangue de meu pai! dsse um delles vol-
laiido-se, eis urna creatura celeste!
Mas vendo que seus amigos o seguam, excla-
mou :
Nao, senhores, dcxemos de grasas! A presa
he minha... lie minha conquista... Kelirem-se, se-
no saherei defend-la I
Efoi alravessandoarua a passos precipitados.
Adimari! grilou-lbe o joven Bardi, que vas
fazer ? essa mosa be reproba ?
Nn sabes, gritou-lbe um Icrceiro, que he a fi-
lha do infame Gugliclmi de Accesi ?... Urna guelfa
maldita .'
Tanto melhor: lano melhor exclamou Adi-
mari, cuja mao locava j no veo da mnra.
Flava volloo-sc, eucosloii-se forlemenle pa-
rede, e .ibr.icnnd a ama altrabo-a para si, fazeudo
della Irincheira.
Acostumado a semclhantes scenas, Frcscobald,
cujo carcter serio raras vezes lomava parle na alta
jovialidade de seus amigos, linha dado alguns passos
para relirar-sc, quando os gritos de Catharina allra-
hiram-lhe a allencao.
Elle volla-se e reconhece Flava... No mssmo ins-
tante langa-s sobre o amigo, como um leao ferdo, e
arrasta-o do oulro lado da ponto para a ra dos
Baldi. Seus companheiros o segiieni e lodos desappa-
recem dos olbos de Flava, a qual com o andar va-
cllanle, a respiraran entrecortada, e aportando o
braco de sua companheira chega pouco depois a pma
casa de aspecio modesto situada alguns passos ds-
taule.da ponto na ra (iuiccardini.
Entrando em seo quarto, Flava lanrou-se sobro
una oadeira prestes a desmaiar.
Eia, nao he nada, minha filha, disselhe Ca-
lbarina procurando serena-la. Riles sao to muso!..
deve-sejperduar mocidqdCi.se seu pa...
Insolentes: dsse a ni.ica pallla como um e.i-
laver e com voz suffocada.
I'ois bem siin, esses excessos devem serrepr-
niidos. c nosso rapilu dejustisa devia antesoceupar-
sc delles do que fazer enforcar ladros !... Ladros
haverao sempre, e isso nao mpeilcde ser livre ; mas
a honra de una mora uma-v ez murclia, uo torna
mais a llorescer.
Flava guardnu silencio. Seu concita eslava chcio
de vergonh. de indignas.lo e de amor.
Marco a linha salvado... A pedade, um senli-
menlo nobre bastava para esse aclo da parle de um
homem brioso... Mas com que desprezo seus ami-
gos a lnham tratado! Que razo tinha ella para crr
que elle nao pnrUcipava de sua opinao ? Essa idea
rcrta-llieocorariio como a pouta deum punlial.
Flavia nunca bavia fallado a Frcscobald ; mas
desde a priineira vez que o vira, sua imagem nao a
delinca mais.
A belleza, o nob/e carcter de Marco, sua eloqucn-
cia, csse enlhusasmo ardente por una causa santa
a seus olbos, ludo exaltava a alma da moca, ludo fa-
zia Marco poderoso sobre seu coraro.
Todava a impresso eslranha que ella pareca pro-
dnzir sobre elle linha antas apparenrias da repulsan,
que a de nm senlimenlc temo. Porque eslava ella
persuadida deque um taco indssoluvcl a prendia a
elle?... O acaso que os reuna sempre, essa perlur-
baso, quando seus olbos se eucontravan, esse fogo
qne parta dos olhos de Marco, c penelrava al ao
fundo do coraro a mosa, essas retiradas repentinas,
essa ndillerenca altiva que dissimulava mal sua agi-
laso interior, emfim o iuslincto sublime da mulher,
(I! Del'Edocation-par Mgr Dupanloup, Eveqao
d'Orleans lom. 1.-
(-2) Sap., cap. 10, v. di.
(3) Scientia inflat, chantas tero ocUi/icat. 1. Co-
rinht. cap, 8. v. 1.
(i) Eccl. cap. 38 v. 36. .
. (5) Depanaloup no lugar citado.
dr humana Fonle de felicidades inefaveis mys-
tero da natureza alavanca do mundo E's o ni-
co movel da vida, cujo resultado nao he um so-
nbn '
l'm
lhe dizia : elle le ama
a felicidade esta
Divina sympathia do amor caio vital que
nca da reputiiira, par|e de um coraeao para oulro, e confundindo duas
Sua tez animad?, sens olhos hrilhanles e a desor-1 existencias em urna sjuplica a forra, a alegra e a
nho :
Amada por elle dizia comsigo a moca,
nobre '. o inimigo mortal de meu pai!
Mas esses pensamento aflliclivos na se lhe aprc-
senlavam seuo atravez da fervorosa c candida ter-
nura de um joven coraeao, que abre-se pela primei-
ra vez ao amor,
Sem nada esperar, Flava #va essa vida de pai-
xao ede dr, cujas delicias e solTrimenlos cslo ci-
ma da mesma felicidade.
Catharina observava o abaliuento de sua joven
ama.
De certo nao valia a pena, disse ella emfim er-
guendo os hombros e despojando Flavia de seus
adornos ; de certo n3e valia a pena apparecer pela
priineira vez era tao bella reunio, ter sido admira-
da pelos fidalgos, pelo povo e mesmo pelo duque da
Alhena para vollar lo Iriste !
O duque e que ha de commum entre 6 du-
que e urna pobre mosa como en ?
Pobre mosa pobre mosa embora disse Ca-
lbarina com despeilo ; mas do estofo de que se ta-
zem os anjos.... Oh '. Gualliero olhava para a scnlio-
ra mais do que devia, quando cm tace do palacio c
no meio de seus partidarios espera va o comeen da ce-
remonia. Em roda delle lodos admravam-na. e sen
pai pareca bem ufano quando fallanito-lhe, olhavam
para a senhora... Todava se devo dizer meu pensa-
mento, nao go-to que os olhos do duque se fitem cm
sua pessoa. Parece-me que elles manchan sua for-
mosura, e se seu pai mocrsse...
Eu_ nao vi uada, minha boa Catharina... Mas,
mea pai porque nao veio serenar-mc de[wi^da
porturbarOes sobrevindas durante a ceremonia 7 Pa-
ra que dcixou-me vollar su cora ligo ? Em compa-
nhia delta eu nao tena slo insultada na ra.
Oh! min til ha. lie porque son pai leni-se lor-
nado cortezo, un verdaileiro guelln de boje.....
Quem dira que o pai de dina mora tao linda prefe-
re o favor de um chele felicidade de viver em seu
interior livre como-deveser um Florentino !
A eslas palavra da ama, as feices de Flavia to-
maram um ar severo'c fro. Voltando-se vivamenle,
ella respondeu :
J te disse, Catharina, ns opiuics de meu pai
sao as minhas : cuas respeilo, e nao deves censura-
las em minha presenca.
A ama guardou o silencio. A reprehenso da mo-
ea linba-lhe feilo mpresao, e muilo mais o tom em
que fora pronunciada.
Urna lagrima appareceu em seus olhos, e ella disse
em.voz baixa: .. *
Oh se.minha pobre ama estivesse aqui, teria
ainda muilo qne sotlrer 1
Mas Flavia nao a ouvia.
Com os olbos filos na abobada celesta, ella eslava
absorta, e como dominada por urna lembransa puu-
gente...
Repentinamente estremeceu. Nuvens ligeiras ara-
bavam de eucobrir os ratos ioOaramados do creps-
culo...
Sangiie !... sangue !... repeli ella. Oh! meu
ueos 1 e occullando o roslo as maus, ficou alguus
instantes immovel.
Depois levantando os olhos com urna dor iuexpri-
mivel, dsse ama :
- Calbarina, dcixa-me, carero de repens.
E para consola-la acrescentou abrasando-a :
Adcos, minha boa aia, amanhaa' iremos visitar
o tmulo de minha nii.
('Con/imisr-je-.ia.i


.2
DIARIO OE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA II DE JANEIRO DE 1854.
i
r
rioras e mestras, nao lem menos forca que o amor de
jitnai. Ellas mo pouparo sacrificios para supprir e
compensar, quanto lie possivel, as caricias e aflagus
do seio maternal. Mas ludo seria inulil sema vos-
sa docilidacle aos seus dilames, e perfeita obediencia
as regras, que deven) dirigir a sua conduela.
Para animar e forlalecer a yossa nalural debili-
dade alii tendea um alto e valioso- soccorro, a inler-
cesso de Mara Sanlissima, protectora da innocen-
cia. Oh! sea nobreza do meslre, exclamas. Am-
brosio,iuspira niais vivos e ardeolesdesejosde apren-
der, quem mais nubre que a Mili de Dos ? Qucm
mais resplandecenle do que aquella, que fui escolhi-
da pelo mesmo cierno resplandor t Seja ella pois vo-
sa principal meslra, e directora das vnssas dcces.
Medcllo consumado de todas as virtudes, na sua vi-
da, como em um purissimo espelho, acharis o ex-
ernplaT e a, norma mais completa do recalo, da mo-
destia, e da candura de urna virgen) chrislaa.
Taes silo, queridas filhas em Jess Chrislo.os volos
do vosso pastor. Correspoodei-lhe com fidelidade,
c vos seris a sua mais bella corda, a eonsolacao de
vossos pais, ornamento do vosso sexo, a edilicarilo e
boina do vosso paiz.
Romualdo, arcebispo da Babia.
(Jornal da Bahia.)
AMAIONAS
FALLA dirirtda a' asserabla legislativa pro-
TincUI do Amaionas no da 1 de oatubro
de 1853, em qae se abri a iaa secunda tea-
sao' ordinaria, pelo presidente da provincia,
o conselbeiro Hercnlano Ferreira Peona.
Srt. da asamblea legislativa provincial.Con-
gratulando-me com os habitantes do Amazonas pela
feliz e esperaucosa reuniilo des seus dignos repro-
senlanles, venho cumprir o preeeto da iei, que me
chama a lomar parte nesla solemnidade para iufor-
inar-vos do eslado dos negocios pblicos da provin-
cia e lerqbrar ao mesmo lempo algumas providencias,
que, no met entender, podero contribuir para o
leu niellioramenlo.
A impossbilidade de babililar-me para desempe-
nharde qualquer maneira esta diflicit trela no cur-
io espado de lempo que decorria desde a minha pos-
se, verificada em 22 de abril ullimo, al o dia 3 de
naio, designado por lei para a abertura da vossa ses-
so ordinaria, obrigou-iue a adia-la at boje ; e pa-
ra que cu nao hesilasse era fazer uso desta faculda-
de, concorreu igualmente a considerarlo de ach-
renme j promulgadas as leis do orraraenlo provin-
cial e municipal, que devem ler vigor em todo o cor-
rate atino.
Antes de fallar dos assumplos proprios da prsen-
le evposirao, devo parlicipar-vns, seuliores, refe-
rindo-me a noticias ltimamente recebidas, que to-
do o imperio acba-se tranquillo, e que S. SI. o I111-
perador e sua augusta familia' continuani a gozar
perleila saudc.
O regozijo, porm, que sempre nos causarai la es
noticias, nao pode deixar de ser actualmente dimi-
nuido pela recordar!) da irreparavel perda, que
soll'remos no dia *de feverciro docorrente anno, dia
em que suecumbio a um longo padecimeuto na cida-
de do Funchal a serenhairoa prineeza brasileira a
Sr. I). Maria Amelia, cuja existencia na Ierra ser-
via de exemplo xivo em todas as virtudes, como o
altestam as unnimes cxpressOes de amor e venera-
rlo, com que leui sido geralmente deplorado o pre-
maturo lim de seus preciosos dias.
Kespeilaudo os imperscrulavcis decrelos do Todo
Poderoso, devemos dirigir-lite as mais humildes e
fervorosas supplicas para que nospoupe a repe-ao
de lo sensiveis golpes, para que prolongue sempre
feliz a existencia do Senhor D. Pedro II, e de cada
urna das pessoas da familia imperial, peuliores cer-
lamenlo os mais seguros do socego e prosperidade
a nossa patria.
' Tranguillidade publica. Seguranca individual
e de propriedade. .
Desde a inslallacflo da provincia al o presente
nenliun acoulecimenlo occorreu, quo abalasse os
fuudameolos da ordem publica, ou allcrasse a tran-
quillidade de que ella lem felizmente gozado uestes
ltimos annos.
A ndole naturalmente pacifica de seus habitantes,
a lembranca das horrivis desgracas que todos sof-
Ireram na calamitosa poca de 1835 a 1840, as in-
mensas distancias que separara os seas povoados, an-
da lo pouco consideraveis, a frieza ou indiflerenen
que geralmente se observa a respeilo de certas qnes-
loes, qae m mitre* lagares do imperio di\idem os
partidos publico, e exaceibam saas paixes e seus
odios recprocos com evidente prejuizo da causa pu-
blica, o conhecimenlo ajo fim que lem os Amazonen-
ses da solicitnda com que os supremos poderes do es-
tado velam sobre a sorle desta magnifica porreo de
territorio brasileiro, e de que nos d o mais solem-
ne leslemunho o aclo de verdadeira sabedoria poli-
tica, pelo qual foi ella elevada i calhegoria que bo-
je orcupa, sao oulras lanas garantas do lisongeiro
estado de socego em que se acha o Amazonas, esta-
do, para cuja conservarao nao cessarci de contri-
buir com todos osesfurcos que dependerem do mea
zelo, considerando-a como a mais ampia e satisfacto-
ria recompensa de quantos serviros pssa ler a ven-
tura de prestar no honroso cargo, que me est con-
fiado.
Quanto aos parces Iimilrophes cabe-me igualmen-
te o prazer de informar-vos que eeuhuma emergen-
cia tem apparecido que possa prejudicar a boa intel-
igencia em que vivemos.
Com o chefe politieo superior e militar das fron-
teras do Peni, residente em toreto, lenho-me cor-
respondido por vezes, e sitas expresles revclam so-
bre ludo o nobre e generoso desejo de ver cada vez
mais cultivadas as rclaces dos dous estados, que
nao poder deixar de verificar-se com a observancia
da cunveneao especial de cominercio e navegaco
- fluvial,.extradico e limites, eelebrada aos23 do
oulitbro de 1 .">!, e do contrato queem consequeitcia
della fez o governo peruano com a compauhia de na-
vegado do Amazonas a respeilo do servico dos pa-
quetes de vapor.
Para que nao pareen incompleta a minha narra-
cao, devo aqu .fallar de um successo, que, com quan-
to nao alterasse de maneira alguma a nrdera publi-
ca, poderiff ler iido consequencias funestas, e cau-
sar-me o mais profundo desgoslo, se nao fosse op-
porluiiamenle conhecido e alalbado. Reliro-me
tentativa de urna sublevarlo ou molim por parle de
alguna soldados da guarnido da capital, que desco-
brio-se em das de junho prximo passnilo.
Tendo sido immedialamenle presse medidos em
processo os que eram indiciados como autores ou
cmplices, tornou-se patente pela sua propria con-
lissao que tres de entre elles tinham com eeilo tra-
tado deamolinar-se, aluciando os seus camaradas :
e interrogados sobre os motivos e litis, com que pro-
jeclavam semelhanle attentado, limilaram-se a af-
lirniar que, nao leudo razao alguma de qireixa con-
tra seus superiores, s preleodiara vingar-se ile al-
guns paizanos que os mallratavam ot aineacavam
por palavras, mas que ja haviam desistido do seu
intento, por eoobecerem quo naila conseguriam.
Este facto, que s pode admiltir a mesma expli-
racio de qnalqucr outro efleilo da loucura, ou da
perversidade de poucos individuos, foi commenlado
c exagerado segundo as apprehenscs ou paixes de
cada um, como ordinariamente acontece, edegando-
se al a presumir a existencia de um plano concer-
tado por varios paisanos, o qae nao deixou de ases-
tar as pessoas" mal informadas, ou naturalmente li-
midas, que nao sabiam das providencias que a auto-
ridade havia disposlo para manter em lodo o caso a
seguranca individual; mas nem as miuuciosas ave-
riguarles da polica e do conselho de investigado
descobriram o menor fumlamenlo para tal suspea,
nem eu pude jamis acreditar que achando-se a pro-
vincia no eslado da Ibais perfeita tranquillidade,
nao havendo quesillo alguma que irrilasse os nimos,
nao se tendo mesmo ouvido nina su quetxa da na-
lureza daquellas, que as mais das vezes servem de
pretexto aos desalios dos perturbadores da ordem
publica, houvesse nesla capital um s cidadao que
lavoreccssc lo arriscada qiiattlo criminosa lenla-
tiva.
Tendo em vista o parecer do conselho de investi-
garlo, remed presos com toda a seguranca para a
capital do Fin os reos que deviam responder a con-
selho de guerra, e depois disto nada mais occorreu
de novo, sendo-mc summamenle salisfatorio asse-
verar-vos que a tropa da guarnirlo, bem longe de
seiluztr-se por aquello pernicioso exemplo, lem-se
mostrado sempre obediente voz do digno oflicial
que a commanda, e Del ao seu dever.
No que toca seguranca individual e de proprie-
dade abalauco-mc a allirmar, sem receio de cuutes-
tar,iIo, que a provincia do Amazonas pode ser con-
siderada como urna das mais felizes do imperio.
Pio digo que seja islo devido principalmente a
vigilancia e energa da autoridade em prevenir 03
del icios, ou a sua severidade em puni-los, por quan-
to ninguem desconhece que, anda sendo o chefe
da repartirlo da polica tao zeloso e bem intencio-
nado como he o magistrado que actualmente a dirige,
nao dexa de ralbar muilas vezes a sua ac$ao em um
territorio 13o vasto, 19o despovoado, e que lanas
facilidades oflerece ao criminoso para zombar das
leis, podendn al passar metes inleiros fura dos po-
\ nados, sem que jamis lite falle o tiecessarin ali-
mi-nln.
O facto que assignaln deve ser em grande parle al-
fcrbailiiras nem portas, sem que alguem procure, se
nao mui raramente, oflendo-los em suas pessoas ou
propredades.
Entre as exceproes, quo soffre esla recra geral,
oceupam o primeiro lugar as atrocidades commclli-
das pelos sentios de algumas (tribus selvagens, cujo
apparecimcuto em cerlos dislriclos be ainda um mo-
tivo de terror, tanlo para a popularn de oulras ra-
ras, como para os proprios Indios j a Ideados.
Alm dos fados, de quti deu noticia o relatorio da
presidencia apresenlado na abertura das vossa ulti-
ma sessflo, devn mencionar os seguales:
Em novembro de 1S-VJ os genlios da Irib dos Pa-
rinlinlins assassinaratn no Rio Marmellos, aiuenle
do Madeira, Ires pessoas que seoecupavam em exlra-
bir oleo de cupaba, queimando depois a barraca, e
todos 01 objeclos que ahi acbaram depositados.
De varias parlcipar,oes ofllciaes consta que diri-
sindo-se ao Kio I {i para tratar de seus negocios em
principios de abril do correnteanno um hespanhol
D. Jacinlho, morador na fregucza de S. Paulo de
Olivenra, achara-se bracos com os Juris, resul-
tando da lula a morlc de Ires d'esles, e o ferimenlo
do mesmo D. Jacinlho.
So san exactas as parlicipactrs a que me redro, a
elle se deve imputar a culpa da provocarn, mas o
proprjo subdelegado d'aquella freguezia o defende
at cerlo ponto, ponderando que tal procedimento
estara em contradieco como carcter e hbitos de
um pa de numerosa familia, que era vinte annos de
residencia no lugar, lem-se mostrado sempre pacifi-
co e obediente ns leis.
No dia 13 do mesmo mez de abril, alacaram os
Carapanis em numero de cento e lautos, segundo se
diz, embarcados em ubs, a aldea de Sania Cruz si-
tuada na margem do Uaups, affluenledo Rio Negro,
e habitada por Indios Cbeos. No conflicto ficaram
gravemente feridos dous dos aggressores, que pouco
depois fallecern). O director da aldea ped,ioauxi-
lio ao commandante do forte de S. Gabriel, foram-
Ihe prestadas 15 pracas, mas esla forja nao chegou a
lempo de ser empregada conlra os Carapans porque
j se haviam recolhido ao centro das mallas.
A 13 de maio pelas" horas da larde, oi assassina-
do em L'rucuriluba, Joao Manoet Palhela, meslre de
urna canoa do lenle Antonio Lobo de Macedo, por
dous dos Indios da sua tripularan, que foram presos,
e acba-sc um delles j condemnado a galos perpetuas.
Allribue-sc esle attentado ao simples fado deba-
ver a victima negado aos asfassinos urna porcao de
agurdenle, o que me parece inverosmil, inclinan-
do-me antes a crer quo proviesse do uso excessivo
d'aquelle bebida.
Em maio foi assassinado pelos Moras no rio Ma-
deira um individuo de home Valerio Antonio, e no
dia 13 il jiinho suecumbiram s brechadas dos Ara-
ras-no Arpuau, allluente do mesmo Madeira, o
inspector de quarleirao 1I.1 freguezfa de Borba, Beli-
zarto Saodv de Souza, e mais qualrodos scuscom-
panlteiros, que all Iratavam de colber drogas.
O director da aldea de Sapucaia-oroca, que dista
dous dias de viagem do Arpuau, aterrado pela no-
ticia d'esles snecessos, e teniendo que os Araras des-
cessem o Madeira para aggredi-lo, nao s requisitou
ao cummandanle da forra policial de Borba o auxilio
de algumas piaras, que cerlamenle nao poderiam
ebegar a lempo de defende-lo, se se verilicasse o que
elle receiava, mas lambem Iralou do reunir os Muras
e|Mundurucusj ald^ados, para nbservarem os mo-
vimenlos d'aquelles selvagens, e impedirem-Ihe o
Danta.
Em principio de agoslo appareccram com efleto
os Araras no lago Aran, prximo a foz Aripaana,
embarcados em 10 cascas, e sahiudo-lbes ao encon-
tr um partida de Muras, mandada por um tal Igna-
cio Antonio, ajudanle do referido director, travou-
se um conflicto em qoo ficaram morios 5 dos aggres-
sores, o presioneira urna india, que me foi remet-
ida.
Este pobre crealura, imagem viva do idiotismo e
ta imbcclidade, nao prestou-me um s dos esclare-
cimentos que en desejava obter sobre aquelle suc-
cesso, por ser incapaz de comprehender qualquer
pergunta que se lite fizesse por palavras da lingua
geral, ou por gestos. Sua presenca s servio para
con venrer-me de que nao podtam ser de igual tempe-
ra as heronas que ha Ires seculos ligaran o seu mi-
me ao tnaior dos ros do Universo como recordado
da iutrepidez, com que disputaran) o passo aoaven-
lurnso Orelhana na famosa jornada da foz do Nha-
mund.i.
Foram-me tambem apresentadosos instrumentos do
crime, nos quaes se va de mistara com o saague das
victimas o veneno que os loma mortferos; mas es-
las provas maleriaes nao utslam para formar-se um
juizo seguro sobre a origem he circumstoncias de 13o
lameiilavcis successos, quando nao sao presenciados
por pessoa alguma capaz de aprecia-las. edereferi-
ias com fidelidade. As parliciparoes ofllciaes, quasi
sempre omissas. on pouco explcitas sobre os ponlos
mais dignos de averiguado e cxame.no i mi rain ou Ira
causa se nSo a ferocidade dos selvagens de certas Iri-
bus. que diz-se serem anlhropophagos; mas nao fal-
lan) razes para lambem pensar-se que se semclhan-
les desgrachs procedessem da imprudencia das mes-
mas victimes, de algum aclo de violencia on de pro-
vocado por ellas pralicado, nao seriam os primeiros
casos d'esla natureza acontecidos nos serios da pro-
vincia.
Sejam porm quaes forem as causas, he infelizmen-
te cerluque a repetiro de taes scenas nao pode dei-
xar de contribuir para que se tornem cada vez mais
desertas as margens do Madeira e oulros rios, que
alias nJTerecem ao homem laborioso mui ampia com-
liensarao do seu trabalho, quer na cultura de um
slo frtilsimo, quer na simples colheila de varias
drogas muito apreciadas no mercado.
Felas instrucedes do governo imperial, e s mi-
nhas proprias conviccoes sobre ns mcios de promover
acalecbese|e civilisaro dos indgenas, eu lenho feilo
sentir s competentes autoridades que a forja s de-
vem ser empregada conlra elles no caso de absoluta
necessidade de defeza, e depois que se reconheccr a
ineficacia dos meios brandos e suasorios para chnta-
los a razao eao gremio da sociedade; mas eslas or-
dens deverao necessariamcnle ficarsem efleto algum
em quanto nao tivermos missionarios, e tropa sufiici-
ente para a giiarnirao, seno de lodas as aldeas, ao
menos das que se fundaran nos lugares mais cen-
(raes e incultos.
Os directores c oulros habllanles dos lugares, que
sao amcajados, peilem ordinariameulc o auxilio da
forja policial do distrido que Ibes fica mais prxi-
mo ; quasi nunca porm se reunem algumas prajas
se nao depois de cousumados os ataques, e quando o
administrador da provincia tem noticia d'elles hes-
menlc para deplorar a triste necessidade de os deixar
impunes, por uo ser possivel capturar 10 centro das
mallas os seus autores, nem mesmo cnnhece-los.
Desejava concluir esla parle da minha eiposiro
apresenlando-vos um mappa de todos os riimes co'in-
mellidos na provincia desde qao foi nslallait, mas
nao lendo sido possivel orcansa-lo, por fallarem in-
formace de jnuilos dislriclos, limilar-me-hei ao se-
grale resumo exlrahido das participajoes do chefe de
polica. .
O jury lem-se reunido seis vezes, sendo tres na ci-
pilal e tres na villa de Maus. Foram jalgados t7
reos, 13 por ferimenlos, e oulras ndensas pb) sicas, 3
por homicidio, e 1 por crime conlra a liberdade in-
dividual. D'enlreellesforam condemnados3,e absol-
vidos \\ : o juiz do dircito appellou de um juramen-
to, e o promotor de outro.
O juiz de direitn julgou nos termos da resolu-
jao de 2 de julho e do regulamenlo de 9 de oulubro
de 1850 Ires reos aecusados de homicidio, dos quaes
foi um condemnado a galos perpetuas, oulro a 12
anuos de prisao com trabalho, e oulro absolvido.
De um dos julgamenlos appellou ex oflicio o juiz,
de oulro o reo, e do 3.' o promotor.
Foram julgadns definitivamente pelas autoridades
policiaes 11 ros,condemnados8,eabsolvido8 3 : dos
primeiros um smenle recorreu.
Foram processados por crimes de responsabilidade
7 reos: 2 pronunciados e a final absolvaos ; 5 nao
foram pronunciados, e o juiz de dreito recorreu ex
o lucio.
Na cadeia d'esla capital, qae he onde se renen
raaior numero de presos, cxislem actualmcnle 18,
sendo 16 Itomens, e duas mulheres, alm de Ires es-
cravos apandados em fuga.
Na de Manes exista, segundo as ullimas informa-
joes, um reo pronunciado por crime do homicidio, e
qua,nlo as das oulras.villas da provincia he provavel
que estejam ,inleiramente vasias, ou s contenham
algum preso de pouca importancia.
. Divisuo ciril e judiciaria.
Todo o territorio da provincia, lao vasto como he,
forma urna s comarca, cujo juiz de dreito aecumu-
l.i as varas de chefe de polica e juiz dos feilos da fa-
zenda, tanlo ge/al como provincial, e acba-se divi-
dida em dous termos jiidiciarios, o da capital com-
prehendendo os municipios da Barra, Barcellos, Ego,
e Silves, e o de Manes comprehendendo o do mesmo
nome, e o de villa Bella da Imperalriz.
Em cada um destes termos deve baver um juiz mu-
nicipal e de orphos com o ordenado annual de um
conlo de res, segundo os decrelos de 20 de maio de
1819, e de 21 deselembro de 1851 ; mas por .ora s
foi nomeado para o primeiro o bacharel Flix Gomes
do Reg, que enlrou em exercico a 31 de dezembro
de 1MV. No de Mams bou cargo exerrido pelos su-
bstituios do arligo 19 da Iei de 3 de dezembro de
1811, qno pordxersas razes bem condecidas acham-
seu dreito do que vir defende-lo pcraole as juslcas
da rabera do termo.
A obrigajao, que se impoem aos jurados o as lesle-
munbas, de fazerem viageus de centenas de leguas a
sua cusa excede a tudo quanto razoavelmente se po-
de exigir do cidadao mais obediente Iei, e mais ze-
loso pelo servio publico, c lorna al odiosa a iusl-
ittijao qne crjawemelhantc necessidade ; a condueo
dos criminosos por tamaitas distancias onerad fazn-
da publica cun desnez?s consideraveis, quando nao
so exige que ai prajas da guarda policial que lem de
escolla-los pwslem graluilatnente esse servco, o que
he sobremanera injusto ; os inleresses dos' nrpltaos
ficam em rompido abandono, se nao ha um lulor que
delles se eompadeja, por que o juiz nao condece a
maneira pela qual sao administrados os seus bens, e
dirigida a sua educajao ; a dumanidade finalmente
nao pode deixar de resenlir-se quando se d o fado,
j* por vezes observado, do jazerein na prisao pessoas
innocentes por um anno emais, al que o juiz supe-
rior pussa oblcr os csclarecimenlos precisos para re-
parar a injuslica proveniente da falla de conlic-
cimenlos, ou das paixes do subdelegado formador da
culpa.
A ludo islo accresce que sendo a villa d'Ega a prin-
cipal puvoajao do Solimoes, (poslo que apenas com-'
prebenda 101 casas, e destas rnenle 7 coberlas de
tellta, e um sobrado leudo j algum commercio ili-
reclo como o Per, e devendo-se es|>erar que o d-
menlos de prosperidade qne conten o seu municipio
ganhem d'ora em dianle mais rpido desenvolvimen-
to com a navegaco a vapor, torna-se de absolula
necessidade que all exsla um funecionario iulelli-
gente, digno deconlianja, snperiorem calhegoria aos
subdeleaados, que bem comprchetida e execule as
mslrucces do governo em ludo quanto inleressar as
iiossbs rclajoes com os estados limilropbes. que ins-
Irua no ctimprimenln dos seus deveres os empregados
subalternos, que occorra emlm a qualquer caso im-
previsto.quando nao for possivel esperar as ordens do
presidente da provincia.
Com taes fundamentos, e lendo lambem cm vista
a relarao dos jurados ullimamente qualicados, cujo
numero excede a70, j reprsenle! ao governo impe-
rial a conveniencia de desanexar-se do lermojudicia-
rio da Barra aquelle municipio, dando-se-lde um juiz
municipal e de orpdos, como o davia determinado
o decreto de 11 de jundo de 1813, revogado pelo de
20 de maio de 1819 ; e espero que a iinnlia represen-
tajao seja beuigiiamenle alteudida.
tratos, para que elles nao tossem tesados, ou a seus
amigos e protecidos.
Se algunt dsses abusos e violencias se praticam
anda boje, creio lodavia que nao podeiu admiltir
compararo con os do oulros lempos, porque alm
de ler cessado a necessidade de um rgimen exclusi-
vamente militar, que se allegava como razao ou pre-
texto para desculpa-los, alm de haver a mudanja
das circumslancias modificado o rigor da disciplina,
como j observei, muito mais fcil ser aos opprimi-
dos conseguir o aesaggravo de suas queixas.
Do que lendo exposlo poder-se-ha concluir qne he
necessario e conveniente extinguir desde j o corpo;
mas compre tambera allender mui serameule as con-
sequencias que dever tereste aclo, se urna Iei mais
adaptada as necesidades da poca, e as circumslan-
cias peculiares da provincia, o menos sujeila a abu-
sos na pralica nao obrigar a empregar-se em qual-
quer trabalho honesto o grande numero de indivi-
duos, que nao podendo perlcncer a guarda nacional
lerao de firar inteiramenle isentos dos onns da socie-
dade e da inmediata iitspccc.lo das autoridades lo-
ca es.
Huanlo a for;a policial que deve ser fixada pela
assembla na forma do artigo 11 $ 2.- do acto kddi-
cional, cumprc-me ponderar que o thesouro provin-
cial nao pode por ora manle-la sem prejuizo de mui-
los melhoramentos quo a provincia reclama com a
maior urgencia, anda que se limite a 30 pracas de
prel e um oflicial, como se indicou no anterior rela-
torio da presidencia.
Sou o primeiro a reconhecer ,1 necessidade de crea-
la, mas emquanto iso nao for possivel devemos es-
perar que o governo imperial, que nunca deixa de
allender ao bem geral do eslado, faja postar nesla
provincia a Iropa de linha, que for precisa.para lodo
o servco da sua guarnjo. (Continuar-a-ha.)
-----im+rriOiS*--------
meamos que lem existido
foz do Paran-Merim de
O municipio de Barcellos acba-se a cerlos respeilo
m idnticas circumslancias; mas nao havendo all
o pessoal indispensavel, nem para a creajao do foro
civel na rumia do artigo 2.- do decreto numero 27fide
2*demarjode tSM, nao me lie licito propr igual
providencia em seu beneficio.
As leis provinciaes de 15 e 21 de oulubro de 1852,
que elevaram a calhegoria de villas as Ircguezias at
en tao denominada Villa-Nova-da-Kainlia e a de
Silves, tiveram a devida execujao: 11 de marro
ullimo verificou-se a inslallajo de ambas, lendo sitio
marcados os seus limites por portarlas da presidencia
de 29 de dezembro e 3 de Janeiro pela maneira se-
gunde:
Art. nico. O municipio da Vlla-Bella-da-Impc-
ralriz lera por limites :
!> 1. Desdo a Serra Parintinsat a ilda das Onraa
inclusive.
J 2. Desde a-foz do ro l.imo enlrando por elle
alea tilia do Franco inclusive; compredendendo o
curato (oulr ora Missao) do Andir, Jpdo o ro Mamu-
rit, os lagos do Jos-Uassi, /Uaicurop, Andir-Me-
rtm, Andr-Uass al o eslreilo de Massauari ex-
clusive.
Arl. 1. O novo municipio da villa de Silvas lera
por limites.
1. Entre o municipio de villa Bella urna linha
"TJ' 1e passepela Iba das Unjas.
8 ,En,re municipio desla cidade igual linha
parallela a pnmeira, laucada da foz do igarap lia-
ruma. K
8 3. As sopraditas linhas alravessaro .0 rio Ama-
zonas, e prolougar-se-hao na direejao do sul al a
latilude do lugar denominado Arrozal dentro do Pa-
rana-Merim do Ramos, que fica serviodo de limites
entre o dito municipio e o de Maus.. .
Arl. 2. Os limites entre as parocliias da nova villa,
e da de Serpa serao os
ale agora, islo he a
Serpa.
Forra publica.
A forja de linha actualmente empregada na guar-
nijao da provincia, consla de um coulinseule do ter-
ceiro batalhao de arlilharia a pe, composlo de 138
prajas, das quaes esUlo dcslacadas sele noriole,
II no lorie de Tabalinga, 22 no rio Branco, 15 em
Marabilanas, 01I0 no poni denominado Malaur do
rio Madeira, 15 no forle de San Gabriel e tres no
aldeamenlo do Arima do rio Penis, aolodo8i; e
como as reslaules nao sejam suflicientes para a gnar-
njao ordinaria da capital e diligencias que frequen-
lemanteoccorrem. lenho-me visto obrigado, como se
vio o meu anlecessor desde o principio da sua admi-
tiislrajan, a conservar em dcslacamenlo na forma do
arltao 87, $ 1.- da Iei n. 002 de 19 de selembro de
18.>0 um conlngenleda guarda policial, que, haven-
do soffrulo diversas allerajoes em seu numero, se-
gundo as necessidades do servjo, compoe-se hoie
de 18 prajas de prel.
Nao obstante a poulualidade com que lhes tem si-
do pagos porconta do ministerio da guerra os sidos
e elnpes, quasi todas ellas pedem com inslancia a dis-
pensa do servco. e/le muilo bom grado eu Ih'a con-
cedera, para que fossem applicar-se a lavoura e ou-
lros ramos de industria, como exigem os inleresses
ile urna provincia lao falta de populacho laboriosa,
se assim mo ficasse a adminslrajo destituida da
forja que he indspeusavel para guardar as eslaroes
publicas, c manter o sncegoea segranja individa!.
Enlretanlo teaho procurado suavisar-lhes quanlu
he possivel o onns, fazendo-as retesar no principio
de cada trimestre.
Alm das prajas de prel cxislem na provincia 23
ofllciaes de diversas classes e patentes, dos quaes
aedam-seempregadosnocommando superior da guar-
da nacional um coronel: na direejao das obras pu-
blicas um major; na secretaria do expediente mili-
tar um alferes; na guarnijo da capital um capilo,
um lente, qualro alferes e um segando cirurgiao s
nos destacamentos um lenenle-coronel, dou9 len-
les e tres alteres; e desempregados um lente coro-
nel, dous capilcs, um lente e tres alferes, todos
reformados.
Tendo em vista -o resultado* da qualificajao feila
para a guarda nacional em virlude da referida Iei de
19 de selembro, enlendea a presidencia dever-se
crear um balalhao do infanlaria de sesenmpandias
do serv jo aclivo, urna compauhia e urna seejao de
compauhia de reserva no municipio da capital, que
anda cntao comprehendia as parecidas de Serpa e
Silves; oulro igual balalhao e tres seccoes de com-
pauhia da reserva no municipio de Maus, compre-
hendendo tambem o territorio de villa Bella da Im-
peralriz, quo ainda nao linha essa calhegoria; e um
dalalliSo de qualro companhas, duas secjes do com-
pauhia do servijo activo, e duas companhias de re-
serva no municipio d'Ega. 1
Nesle sentido foram organisadas as proposlas e re-
medidas ao governo imperial, rom oflicios de 15 de
maio e IG de dezembro de 1852, deixandn de ser nel-
las contemplado o municipio de Barcellos, por nao
haver conhecimenlo do resultado da qualificajao.
A organisajao proposla para o municipio da capi-
tal fotapprovada por decreto de 31 de julho do mes-
mo anno, e para comecar a p-la em pralica, eu
esperava a nomeajao do lenle coronel chefe ao-ba-
lalhao, que me foi communicad*pelo ullimo vapor,
junlamenle com a dos ofliciacs do eslado-maior do
commando superior. A que perlence aos oulros
municipios depende ainda de deciso do governo im-
perial.
Enlrelanlo contigua a guarda policial, que forma
em lodaa-provinchvdous nicos balalhes com o nu-
mero lolal de 1,300 prajas, pouco mais ou menos,
lendo assuas paradas nesla capital e na villa d'Ega,
a prestar o servijo que permille o eslado de desorga-
nisajao, a que se xa reduzmdoem consequencia da
falla de novos alistamcntos e da vacancia de mudos
poslos.
Alguus dos seus ofliciaes, que anda conservam o
(linio de commandanles parciaes dos dislriclos onde
residen), como na poca da organisajao desla forra,
em que so era reconhecida e acatada a auloridade
militar, ou exercido por militares, poslo que ja n3o
enharr. as ampias allribuijOes que cn!3o lite foram
conferidas, nao dexam de preslar-se ao desempeulio
das commissOes de qae os incumbe o governo, alm
de auxiliarem as autoridades loeaes com as pracas
de que podem dsnor para a captura e conduccao dos
criminosos, guarda das prisue, rcmessa de oflicios, e
oulras diligencias.
O corpo de Irabalhadorr- compoem-sc de 12
-.buido o Ihk, ndole dos bnbi.a,es-a proVin^e p^C^^r^ZZZZZiSZ
Piinnpalmen le dos Indios ja oomeslieados.....fi for- j .leveres, ainda que aniaos mjmtESSSf,dmo
and., a mxima parle da pop.ulnrao coiiliecid,-., sao de .lesentpenba-los.
quasi ns uniMs Irabalhadores com.qne se conla pa-
destacamenlos das fronleiras,
embarca aroulapienlc em urna canoa, s Iripolada
por ludios, que mal couhece devisla, ou que nun-
ca conheccu, e percorrendo disiatteias de centenas
de leguas em nos e lagos dcserlos, nao teme qualquer
aggressao dos seus re.neiros, porque a experiencia
do longos annos tem mostrado quc rogir de bordo
de um momento para oulro be o acto de maor dos-
tilldado c desobediencia, que essa gcnie, sempre dos-
armada, costuma praticar contra os sen pairos-
desobediencia que convem realmente cohibir mis
que nio deixa de merecer alguma desculpa quando
se considera que as mais das vezes he motivada pe-
lo desejo de escapar a um servijo incessanle e peno-
sa, ou pela saudade de seus sitios e familias, e nao
pela ambirao de oulros inleresses, a quo nao atien-
den!, sendo mui frequenles os casos de nem procu-
raren recebor os salarios vencidos anles da Tuga. E
se oulras provas fosse ai ma necessario apresenlar em
abono do que digo, cada um de vos, senhores, as
encontrara na con lian ja e Iranqailldade com que
os habitantes, nao s de silios solados, mas ainda
do iuterior da capital, vivera em casas que nao tem
suppleiilesacham-se prvidos, mas nem lodas as pes-
soas nomeadas reunem, farjoso he confessa-lo, as lia-
bililacoes indispcnsaveis para bem servi-los, senilo
por esle e oulros motivos mui frequenles os pedidos
de demissao, a qae lod.ivia nao piule a presidencia
annuir Com facilidade, par que leria de ver-se sum-
mamenloembararada na cscolba do'quemas subsli-
luisse.
As circumslancias das freguezias de San-Gabriel e
Marabilanas reclaman) tambem a nomeajao de um
subdelegado, pois que em ludo o seu extenso lerrilo-
rio a nica auloridade condecida de anda boje a dos
commandanles dos fortes, e eu darei essa providen-
cia logo que o chefe de polica possa propor-me pes-
soas idneas.
A immensa distancia que separa a villa d'Ega des-
la capiaj, alm da.que vai d'all al os confus do
municipio, que lambem o sao do Imperio, os incoin?
modos, despezas, e perigos inherentes a viagem do
Solinioeslornam por tal maneira difflcil e morosa a
administrara!) da justija civil e criminal, que na
maor parle dos casos as parles inleressadas em qual-
quer processo querero anles perder ou renunciar o
mas a sua organisajao he hoje lio incompleta e lo
difliol a observancia das regras qae cotisliluem a sua
disciplina particular, que pmle-se quasi nflimiar qu
elle so existe nominalmenle como forja publica, sen-
do mu diflicil ao mesmo governo conseguir a reu-
ni.lo das pracas quando o servijo a reclama.
A rrcaco de laes rorpos, derfelada pela Iei provin-
cial do Par de 25 de abril de 18(8, e modificada
pelas de 25 de oulubro de 1810 e 12dejiinb
1811, leudo por fim chamar a obediencia eao Ir......
Ihn lodos os Indios j domesticados, inesliros a pre-
tos livres ou libertos, que nao se achassem en) rir-
ciiinslanciasile ser alislados na guarda policial, lis-
tel cerlamenle a unta grande necessidade da poca,
porque poupoit a sociedade mudas malfeilorins e ag-
gratsOea de unta grande parle da populacSo mais
grosseira c ignrame, que impossivel sera conler
na orbila do dever pelos meios de que dispunham as
aiilornlades civis, acliando-sc a ordem publica ainda
mal segura em suas bases, e amearada pela facrao
que desde olueluoso dia 7 de Janeiro de 1835fe in-
surgira conlra a moral, conlra a vida e conlra .1 pio-
111 iei lailo de lodo o cidadao pacifico.
O regulamenlo expedido pela presidencia d'aquel-
la provincia com dala do 8 do acoslo de 1838. atien-
den mais a esla necessidaile, do que as razes que
cada 11 ni poilesse por ventura allegar contra as pesa-
das obrigaces quelite eram impostas; mas ainda as-
sim a sua severidade pollera conciliar-se com as
conveniencias soci.ies, c al mesmo comoinlcresse
dos proprios.individuos alislados, se todos os execu-
lorcs quizessein cumplir conscienciosamenle o seu
ilcvcr.
O contrario se odservou em muilos dislriclos: a
ambijao do ganho Hiedo ou oulras paixes pao me-
nos coiidcmnaveis comejarim) bem depressa a adul-
terar a institu jao, eos maiores abusse violencias se
commelleram para conslranger os Irabalhadores, ano
a deihcar-seaqualquer necupajao honesta e pacfica,
segundo a inlenjao da Iei, mas servir gratuilamen-
(e a aquelles mesmos que linham por principal obr-
goco velar sobre a observancia dos respectivos con-
GORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahlba 6 de Janeiro de 1854.
He hoje o da anniversario, ou da commempra jao
dos Res Magos, que vieram do Oriente, guiados por
urna brilhaute estrella, como diz o Evangelho, ado-
rar o menino Redemplor e ollerlar-lbe ouro, incens
c rairrba ; os quaes, segundo qiierem as nellias, per-
tenciam s tres cores dominantes, branca, p'rela c
indiara, ou bronceada, circumslancia que escapon
ao Evangelista, e que lirou aos pardos a glora de te-
rem seu representante nr adorarao, como linham di-
reito por sua autiguidade no mundo.
Sem enlrar nessa imporlanlissima questo das co-
res dos tres reis, e nem do dircito que elles linham
aos Mironas, djrei que celebramos boje esse impor-
tante acontecmento, o primeiro successo glorioso da
vida do homem-deos, e que cscapou, nem sei o como,
s garras da sendora finanrai, que se o pilha, lorna-
lo-ha productivo e industrial, como as oitavas do
natal, o dia do inraculoso S. Antonio, e oulros de
que rezava o anligo anticonomico kalendario Grego-
riano, que Dos baja. '
Mnrax ilhci-iucsiinimamenlc,quando abrindo a no-
ticiosa, crilico-jocosa, potica e mais nao sei o que,
folhinha de I.aeramcrt do correnle anno da graja, de
pilherias peregr.ua*, e encontre o dia de doj com
dnas cruzes tis costas. uvidei do meu exemplar.
porque as laes folltinlias nao sao uaiformes, nem
ainda no ltalo, e recorr a urna outra do vizindo,
que lambem sanlificou o dia ; pelo que cston de pe-
dra e cal, que luje he iudubilavelmente dia sanio em
lodos os lugares em que liver entrada a tal folhinha
com as caricaturas do folhinista, e Lord Palmer/ton,
da cmara dmente, e machina de desenterrar dos
aloleirot.
Mas, dir alguem,'^e sabe que he dia sanio para
qae escreve? X3o he isso am trabalho, e como tal
vedado ? Confesso qae a pergunta seria de arrolhar
a um Inglez, que anles quer lomar urna solemne ca-
belleira no domingo, do que' escrever duas linhas ;
mas eu, que nao sou reformado e nem lenho prelen-
jes a reforma, anles quero escrever urna epstola,
depois de ouvr a missa, do que eslar de mos cruza-
das pensando 110 passado, lastimando o presente e
teniendo o faluro. Eu c pens assim, e como pen-
s obro, porque lodos fazem o mesmo, com a devida
venia.
E o que lbe hei de dizer boje, se o Mereles anda
passando a fesla, os meus noticiadores andam'nao sei
por onde, desde o dia 25 de dezembro e as no vid a-
teem mnguado ? Iloc opus, hie laber eit. Aqu
est u busilis com todas as suas difllculdades.
Se me nao soccorfe o fecundo estro do lord imper-
lgado correspondente da Bahia, que lhe ministra ri-
cos improvisos, estou mamado. Eu, he cerlo, tendo
negaco mentira, e Vmc. nao quer vender gato
por lebre a seus fieguezes; porlaulo ainda a facundia
do tal inlertelado me nao pido approveitar.
O que fazer? Alt Mereles, Mereles, que falla me
fajes neste aperlo !
O que sei de mais importan le be que brigou hon-
lemo carcereiro com o commandante da guarda da
cadeia ; o porqne nao sei, e nem talvez imporle mui-
to sab'-lo. Sem duvida nasceu a quesLIo por con-
flictos de jnrisdiejao, da qual he zeloso o Ferro,
como um anligo baru o era de seus foros e privile-
gio^ A Irovoada foi scea e nao houve neblina.
Felizmente os moradores do caslello nao poderam to-
mar parte naqiieslao.quemorreu como ehamma sem
combuslivel, falta de substancia alimenticia.
J que estou em frente da cadeia, approveilo a oc-
casio de dzer-lhe, que foi recolhido ella em um
desles ltimos dias, remedido pelo delegado do ter-
mo do Inga, o criminoso Manoel Cantillo do Andra-
de, qae no dia 29 do mez Cndo, assassinou no lugar
Cardosos a om viajante, para rouba-lo. morador
era Pedras de Fogo. He um dos poucos thuggs
qae trabalham por sua conla, em obra nao 'encom-
mendada.
Obedecen Iei das necessidades, que lana forja
tem para certa gente, e da qual tantos tcem abu-
sado.
A dura Iei da necessidade, dizem os espirilos, for-
rou-me a fazer isl. bem conlra os estmulos do meu
coraeo; o mesmo diz o legislador, o administrador,
o juiz e al ns proprios meirinhos, quando espolian)
a pobre, victima.
Em "Pianc foi alacado, em dias de dezembro, em
sua casa Joaquim Anlonio, por alcunhn Pisco, por
qualro horneas, que, por caridade (creio que elle lhes
nao encointnendou o beneficio ) lhe sacudirn) as
trajas e p do corpo, dando-Ihe por um revez da
fortuna urna entilada n'um braco ; o que lhe nao
privou de dar nma aova, e lambem, por compensa-
ran (outra le de que asea lempo fallarei) ama cu-
lilada em um menor filho do alfaiale Patricio, e de
fazer desl'arte jos a um tiro, que chegou por sua con-
la e risco, na povoajo da Misericordia.
Podia agora dzer-lhe alguma 'cousa sobre a Iei das
compensarles, deque tanto se approvelam os es-
perlos ; mas n3o quero esgolar-mo em moralidades,
de quecarejo paraadubaralgunia oulra em occasiao
de aperlo. Fico compromeltdo, e empenho mi-
nha palavra, que, como sabe, he firme como a
rocha.
Um recruta, viudo da cidade da Ara, escollado
por dous soldados da guarda nacional, approveilou o
plcno;tti"eu oa vesperas do natal, e poz-se a andar
110 largo mundo, em pleno uso de suas pernas.
Consla-me qae a escolla acha-e presa. Foi o ni-
co negocio desse geaiero em que me consla que haja
ganho a polica, porque ficou-se com dous em lagar
deum, que'daxia lranralado.
O calor continua excessivo, e nao Jemos (ido de
invern mais do qae uns pequenos signaes, e esses
baslanlemenle desanimadores. A farinlta sustenta o
preco, e a rarne esl pessima e cara.
Os prejos do mercado sao os mesmos, porque o
commercio nao lem animajo. O porlo aeda-se lui-
po de navios. As etitradas. de gneros de produejao
pararam um pouco pela festa ; mas de de esperar que
lreapparejam.
Dos dous individuos presos pelo negucio das sedu-
las falsas, um passou a fesla na roa por tabeas cor-
pus, e oulro a qucm nao quizerem dar corpo ficou
espirilualisado na cadeia, onde guardn mais das
pelo nalal do que o mais devoto ratao dos ailaos
lempos.
A queslo esl parausada, e as sedulas fugram da
crculajo com a rapidez das Irevas na presenja da
luz He ara dos crimes, cujos autores diflicilmenle
podem ser descbenos, e que pode complicar muda
genis innocente, que para cnmraelte-lo nunca leve
disposires.
He misler ninila prudencia na polica, e esles mo-
tivos leen) concurrido sem dnvida parpo relarda-
menlo do desenlace, desse m gw.lio. (
Tudo o mais de veldo, ou de lo pequeo alcance,
que n.lo val a pena referi-lo.
Eslimo que livesse gozado muilo boas feslas na
amavel cpmpandia de bellas senhoras, assim como
urna entrada de anno, lal qual para mm eu deseja-
va ; c que com a burra recheiaila d louras possa alra-
vessar o .Vi do presento seculo, acoberlo de todas as
necessidades.
Lola de Franja Percira, pardo, casado.Pobre.
Benlo, branco, prvulo, lidio de Jos Antonio da
Cunha.
Manoel. pardo, prvulo, cscravo de Tilo Avelino
de Barros.
Francisco Codito da Silva, branco, solleiro.
Catharina I.uiza do Espirito Santo, branca, ca-
sada.
Favo, prelo, escravo de Manoel Ferreira Anlunes
Villaja.
Manuel, pardo, parvolo, cscravo de Miguel Ar-
chanjo de Meudnnja.
Luzia, branca, prvula, filha de Jos Carlos Oer-
b3ler.Pobre.
Francisca das Cbagas Vieira, parda, solleira.
Apolinario, prelo, prvulo, escravo de Joanna Mi-
Itlana de Jess.
Ismael, pardo, prvulo, escravo de Antonio Maga-
lhues da Silva.
Antonio Vellozo, prelo de NajSo, casado.
Amia, prela, escravade Benlo Jos Pereira.
Mara, parda, prvula, escrava de Jos Antonio de
Souza Queiroz.
I.uiza Maria d'Assumpco, parda, solleira.
Geminiana.'branca, solleira, filha de Joaquim Ma-
laquias Pacheco.
Felicia, branca, solleira.Pobre.
Francisca Rosa, branca, \tiva.
Isabel Josepba Francisca do Sacramento, prela,
casada. *
Feliciano Paslor de Jess, branco, casado.
Pobre.
Calhariba. prela, escrava de Jos Tasso Jnior.
Panipolinn. branca, prvula, filha de Jos Vieira
de Oliveini Maciel.Pobre.
Joao, prelo, cscravo de Manoel Joaquim Pascoal
Ramos.
Marcelino, prelo, escravo de cuiz Caelano Borges.
Clemencia, prela, escravade Antonio Jos Dias.
Manoel Machado, branco, viovo.
Antonio Martina de Carvalho, branco, casado.
GO1IHIG.4D0S.
A religiao e o impio.
Dixil intipiens in corde suo:
non esl Dos.
(Psalm. 13., v.1.) ,
Tndo reclama um Dos, ludo o publica,
E desde o berjo ao tmulo do dia,
A Ierra, o mar, os cns bradam que existe.
(Macedo.Meditajao.)
O philosopho cnico procurava um homem com
tima luz, pomeio dia, eos impos buscan) a Dos, e
depois de have-lo adiado, cegam-se com suas proprias
luzes, para nao vercm ao que nao quercm conliecer'
com o titulo de inexoravel, promplo a castigar sua
rebelda.
Alm de muilas, he o amor sensual, o insaciavel
desejo dos favores, das commodidades e prazeres
mundanos, tima das causas que levam o homem ao
olbeismo ; porque,como diz o sabio, depois do exces-
so do venir' vem a irreverencia deseufreada, que
precede sempre a impiedade (I). Mas nao desperte-
mos agora da embriaguez do crime os que dormem o
somuo da volupluosidade. Outro he nosso destino.
Inlculamos fallar d'aquelles, que querem proceder
na religiao com mximas polticas e humanas, dei-
xando-se levar de urna estupida curiosidade, que
continuamente 09 incita a correr o veo dos sagrados
mislerios, investiga-lns, e, disculi-los pela simples
luz da razao, sem lembrarem-se,que aberran) da pri-
meira regra da sabedoria que nos ensina, ser verda-
deira loucura de um juizo enfermo, querer medir as
cousas divinas pela regra dos sentidos, e pela expe-
riencia humana.
Dizei-me, vos nascidos e creados no seio do chris-
lianismo, quo presumios de entendidos, |e buscaes
mais provas, alm das muilas que encontramos no
Evangelho, queris um Dos- que faja novos mila-
gros para confirmar-\ os na f? Um Dos que se su-
jcile a conten lar vossa van curiosidade? Nescios! Se
douvesseis empendadir vossa palavra a dous amigos,
nao louvaries aquelle, qae deposilasse nelln inteira
conlianra, e nao culparieis ao oulro, que tmido, e
vacilante vos uo acredilasse? Porque desejaes en-
13o que Dos favoreja vossa infidelidade por cami-
ndos exlraordinarios? Melhor Tora, nos diz San Joao
Cbrisostomo, ignora-lo bem, que conhece-lo mal e
llerichiii nos ensina que devemos chegar n Divina
Mageslade, como ao fogo, de uuem o retirar-se mui-
lo gela, e o approximar-se queima.
Lastima he, que alguns miseraveis. apenas lidos
em dous ou Ires volumes de sophistas, escarnersm
da religiao ebrislaa. onde ella' publicamente he pro-
fessada. Pedis provas que vos confirmem na f ? Al-
lende! ao principio, aos progressos, .e no eslado da
igreja. Nao ser prova bastante um consentimenlo
tao uniforme, tao geral, lao firme de todos os prophe-
las em prevenir muitos seculos anles a viuda do Mes-
sias, a conversan dos genlios, o eslabelccimenlo da
igreja lao determinadamente, e com tanta pouluali-
dade ? Prophetas, que viveram lanos seculos divi-
didos uns do oulros, desiguaes na idade, com cao e
esl) lo, que se nao podiamver, nem coofronlar-se, co-
mo foram David, Daniel, e Isaias, e nao obstante, fal-
lar um de seu nasetmento, oulro de sua vida, esle de
sua doulrna, aquelle de seus coslumes, ja de seus
milagros, ja de sua morle, eal mesmo de sua res-
surreijao.
Quem havia inspirado ao palriarcha Jacob tantos
seculos anles dos demais prophetas, que esse Messias
esperado das najoes liria quando o sceplro da Juda
eslvesse fra da descendeucia de Jud ? No au-
ferelur sceptrum de Juda....donec venial qui mitlcn-
dus esl, el ipse erit expeclaliu genlium. (2) o que
exactamente ctimprio-se quando Herodes fez dar a
morle aos legilimos herdeiros do sangue real, para
salsfazer suo ambirao e tv ranilia. Quem disse ao
prophela iniel.quedesdeu'ediclo de Arlaxerxesda-
do em favurde reedifica jilo do templo con lar- e-i a m
70 semanas al u nascimenlo de Jess Chrislo,? (3)
Quem fez fallar ao prophela Aggco com aquella ma-
geslade s digna do Dos dos exercilosDentro em
pouco lempo mocerei o co, a trra, o mar, etir o
aesejado da nacoei. (4)Nao foi o -mesmo espirito,
que na successao dos seculos obrou 13o grandes mara-
villas, quem as (uha prevenido, inspirando a seus
prophetas ? Quem diriga a penna de Isaias, {5)
RELACAO DOS BITOS DA FREGUEZIA DE
SANTO ANTONIO NO MEZ DE DEZEMBRO
De. 185.1.
Joo, pardo, prvulo, filho de Calharina Mara da
Lonceijao.
Manoel, pardo, 'prvulo, fildo de Pedro Jos de
San! Auna.
Mara dos Prazeres Rodrigues do Nascimenlo,
parda, viuva.
Mananta, prela de Narno.Pobre.
Delfino, prelo, escravo' de Joaquim d'Assnmpjo
Queiroz. "^
Joaquina Maria do Espirilo Sanio, parda, viuva.
Emilia Gomes de Siquejra, branca, solleira.
quando annunciou que esse Messias nasceria de urna
virgem ? Quem revelou ao propltela Micheas (6) que
esle nasciroentu leria lugar na ahenjoada Ierra de
Belb'em 1 Quem descreveria a Zarharias (7) a sua
triumpliantoenlradaem Jerusalem 1 Quem declarou
a David as parlicularidades'de sua paixo t s
Ser pouco tndo islo ?
Nao fallnm 13o alio osmilagres que presenrearain o
co e a Ierra em coiilirmnjao dochrislianismo, vis-
la daquellcs mesmos que procuravam censura-lo, e
contradize-lo, masque eram 13o evidentes^ epodero-
sos, que os mesmos lyrannos convenciilos de lanas
provas, deixaram o cutello, que haviam empnnhado
para decapitar os mprlvres, e oflerecinm o col aos
verdugos para serem degolados? Nada provam lan-
os milbes de mrtires de ambos os 9exos, de varias
idades, e de dill'erenles estallos, essas almas bema-
venluradas, que sellaram a religiao da cruz pelo der-
ramamenlo de sen sangue, e nesse numero tantas
pessoa-,que, de Musir nascimenlo,desprezaram suas
fortunas e commodidades, seus estados, sceptros, e
coras. para entregaren) a horrorosos tormentos urna
vida 13o preciosa, que elles poderiam conservar vi-
vendo no seio da grandeza, na eslimajaados Itomens'.'
Nao bastara nomear lanos engenhos sublimes, sa-
bios em todo o genero de noticias humanas, como S.
Justino, Tcrlulatio, S. Cypriano, S. Agoslinho, e
muilos oulros, que examinando, csludamlo alterna-
mente o chrislianismo, o abrajaram, professaram, c
defenderam em seus escriptos,em suas palavras, com
sen propro sangue ?
Quasi laidas sao as cslrellas, qne engastadas no fir-
mamento admenle publicara a omnipoderosa sabe-
doria de Dos, quantos teem sido os grandes bomens
que a igrrja lem contado no numero de seus lilhos,
que, como seus esforjados defensores, illuslraram as
verdades da regiao chrislaa.
E se ludo islo nada vale, que poilcr-se-ha respon-
der a idmiravel ordem que se observoo na funtfajao
do chrislianismo, e a pardsima sanlidade de sua dou-
lrna ? Que lem de humana esla Iei que se oslabe-
leccn contra todas as humanas regras, com 15o prodi-
gioso, rpido, e abundante frncto que admira, espan-
ta, e assnmbra ? Porque raza o a religiao chisla tem
(lorescdo sempre alravez de lanos seculos de lor-
menlos, do persegujes, e de marlvrios, nos quaes
nada de mais cruel e lerrivel pode o inferno inven-
tar, que os poderosos da Ierra nao execulassem '!
Todas as seilas, que quizeram seguir-lhc os passos,
desvaneceram-se ; e comos a igreja se lem podido
conservar apezar dessa lo dilatada perseguijao?
Sim ; porque o sangue dos nartyres vertido pela cru-
cldade dos lyrannos regou essa pequea planta, que
hoje garbosa arvor, annosa em (ronco, elegante em
ramos, vistosa em rolhas, e fecunda em fruclos cada
vez mais profunda, ecslinde suas raizes, cada vez
ntas cresce, e eleva sita bella fronte, al que passan-
do as niiv ens, e entcslando o co chegue a Dos, qbe
a tirara de seu corajao, o a plantara na Ierra. Onde
achar-se una religin ruin lana innocencia e pureza,
com lana humildadc, solidez e sanlidade '.' Onde
achar-se tima religiao, que apenas com as armas do
opprobrin, da pobreza, co despre/o, da-austeridmle,
e dos Inrmenlos. niuda-se a face do universo, e plan-
lassea cruz na cidade principal do imperio do mun-
do, as grimpas do capitolio, sobre as aguias dos Ce-
sares '.'
Qne diiiam ns amigos imperador?;, se ressnscilas-
seni. vendo em Roma, de cujo imperio as najoes do
mundo se tornaran) provincias, cujas leis os pvos lo-
do*linham adoptado, para ondeas poleslades lodas
do inferno se haviam relirado, como a seu ullimo
qu.11 le. d'omle partamos raos, os edictos sngren-
los contra a chislandade, onde se afiava o cuido da
perseguijao para decapitar os queihr.icavain a nova
Iei doC.rucificado. onde haviam 11111 Panten, alvcr-
gnn de todas as falsas divindades, vendo esede do
Soberano Pontfice dos cbrislos, a igreja de Pedro,
o pescador, muilo mais sumpluosa, que jamis fura o
Ponlenn ?J
Dizei-me, prudencia humana, se o Salvador, de
idade de 12 annos, quando roinecou publicamente a
dar moslras de que linha viudo ao mundo tirar o rei-
ho de sen pa aos injustos, e vilenlos usurpadores,
que o possitiam, vos hornera pergunlado como devia
porlar-se nesla cniprcza J Que Me lerieis aconselba-
do '. Nao Me persunlarieis : unde eslao vossaa ri-'
quezas"_ leudes cabedal bastante para fazer face a
um imperio que conla lanos militares de milhes de
rendas 1 /V(io,eu mo tenlio, nem pretendo maiores
bens do que a pobreza.
Conlaes com alguns 500,000 soldados pagos por 10
annos, para conservar exercilos, e armadas no Oca-
no, noiNiIo, no Euphrates, no Rheno, e as enlra-
nhas do romauo imperio '! Nao, eu rie lenho de le-
vantar para a execurSo de meu intento, mais que
doze homem, tem forras, sem destreza, e sem mais
armas que a humildade.
Prevenirles mil famosos oradores de vasto saber,
de grande e apurada eloquenca, que com suas pala-
vras adulen) ao povo, eosujeilcm a vossa vontade
-Viio, eu nao lenho seno honiens simplices, e iqno-
ranlesparu pregar a minhacru:. Qc dissereissobre
islo 1 oh loucura Como pensis conseguir a hon-
ra pela ignominia, adquirir riquezas por meio da
pobreza, dignidades pelo suppiiciu infame da cruz, e
a immorlalidade por urna morle 13o precedida de
1 orinen lo; 7
E ludo islo excculou-se !..
Ea religiao chrislaa he u religiao de Roma !..
Prudencia humana respondei-me. Ha alguma cou-
sa neste proceder que divina uo pareja. Haveisde
misler mais milagres p'ara Cunfirmar-vos na f "!
Recordai-vs tambera que o inferno tem remeda-
do a sabedoria, o poder, a forja porcaminbos engano-
sos e vilenlos, porem jamis pode elle fingir constan-
temente a humildado, a paciencia, a pureza e a san-
lidade. As seilas que tomaram esta mascara nao a
conservaran) muito lempo, porque sossobravnm logo
em suas torpezas publicas e secretas, emsuas indig-
nidades cabominaveis sacrificios. S o espirito do
chrislianismo se tem mostrado sempre o espirito ver-
dadero da pedade, e da humildadc, e da pacien-
cia, e da caridade,e da continencia, eda mansidao,
ejlo ilesprczo do mundo, e de virtudes tao nobres e
lo heroicas, que a vida de um chrislAo envernada
pela doutrina do Salvador, de um continuo milagro,
capaz de con ver ler o mundo. O que os maiores phi-
losoplps do universo nao poderam dar a entender
por seas escriptos, complenos cbrislos, que deseo-
briram por suas obrasmais do que lodos elles haviam
dilo. Elles laboraran) repblicas de papel, a nossa
religiao planlou era verdade monarchias de virtudes.
Se osmizeraveis que (iluheam em sua rrcuja, es-
ludassem cuidadosamente o exercico das boas obras,
jamis a infidelidade se inoculara na sua alma, e se
alvergara em sen coraj3o ; mas porque se deixam le-
var da soberba, dr curiosidade, das dissolujes e vai-
dades do mundo, corrompem-so, tormrm-se a abomi-
navel pedra de escndalo, e desgrajadamente per-
dem a aurola de fama, que seus Cunhecimenlos Ides
poderiam alcanjar, se a sua scienca se n3o tivesse
pervertido como o sea corajao__Facli sunl abontina-
biles, sicut ea quic dixerunt. (1)Corrupti sutil, el
abominabiles facli sunl in sluttiis snis. (2)
Seda analxse de argumenlos e fados quizermos
lanjar as vistas sobre a vida desses Itomens que alar-
dean) de seus crimes, e compulsando a historia, ter-
mos essas paginas negras que a manchara e deshon-j
ram, sentiremos a dr penetraros nossos corajoes ao
vermos esse philosopho que na sua Heloisa traa as
mais elevadas quesles da moral com urna eloquenca
admiravel, mas que nella sustenta com igual forja as
opiodes contradiclorias, Rousseau que se lornon
mais celebre pela sua liajao com urna mulher indig-
na, pelo abandono de seus lilhos, e pela sua ingrali-
d3o para com seus bemlitores, o primeiro dos crimes
sociaes, do que pela vedemencia dos argumenlos com
que elle sustenlava o desmotoda a sua religiao
depois de ler vivido mizeravelmente n'uma monoma-
na melanclica, que lite faiia ver por toda parle
inimigos ajurarem sua perda, desprezadado seuscon-
cidadaos, morrea quasi repenlinamente orna morle
digna de sua vida.
Vollare apezar de deixarverem seas escriptos nm
leos, mas um Dos formado para o corajao de Vol-
laire, depois xle suslentar conlra a rtligao chrislaa
urna guerra lerrivel nos impos escriptos que sobre o
veo do anonymo elle publicara na Biblia Comenta-
da, Ensaio sbreos costumes. e Historia do estabe-
lecimento do chrislianismo, onde sua atrevida igno-
rancia desfigura a maior parle dos fados, e que para
zombar, como elle fez (3) do Gnesis e de Ezeeluel ,
seria preciso reuuir-se como nellc, duas cousas que
tornara a zombaria mizeravel a m?s profunda igno-
rancia, e a mais deploravcl leviandadeVoltaire,
que (4) errava mimes e dalas mutilava ciu-tcoes, e
cujas ignorancias abundara na sua pretendida crtica
da historia mitiga ; Vollare depuisde ler impamente
vivido na incredudadee no crime, edega ao leilo da
morle. Alt! he aqu que saudosa e amargamente se
desvanecen) os dourado* sonhos da imaginacSo huma-
na He nessa occasiao que elle quera u3o ter appa-
recido na face da Ierra ; he nessa occasiao que elle
para socegar sua consciencia amolinada, reproduz em
sua menle as suas ideas da nao existencia de um Dos,
que, lia de punir seus crimes execraveis ; be nessa
occasiao qae elle desejava que sua alma perecease
igualmente com seu corpo ; mas em v3o era vao
pretende elleriscar de sua lembranca o conhecimen-
lo dessas verdades eternas ; porque ja cheio de es-
panto e de terror elle antev abcrlas as portas da t-
lernidade, desse fuluro que elle nao sabia compre-
hender, masja he larde, o inferno chama sua victi-
ma, elle estorce-se as convulses da morle, sola um
gemido para que nao da orMiograpltia na lingua liu-
matna, ea.sun ultima palavra.ou anles osea ullimo
erime expira nos seus ladios confundida com o seu
ullimo suspiro. Seu corpo era parlilda da Ierra, que
o linda adorla Jo, mas sua alma lia muilo que portea-
da ao inferno. (5)
Tal de o reir lo do impio"'
Almas perdidas que abrs o seio as terrivels duvi-
das da infidelidade, considerai no que vos dei dilo, e
se a verdade au faz catar em vossos nimos, podis
com razio esperar como justa recompensa de Uo ce-
ga obslinajao, as inquietarnos continuas, as aineajas
ao co, a indignaran de lieos, o odio e averso dos
bomens, o mo successo nos negocios, pungentes re-
moraos, a desesperajo, a morle funesta, a abomioa-
j3o da posleridaile, porque conforme as palavras da
verdade eternaDos que menlirVao sabe, e que
mentir no pode-nao ha paz no corajao do impio
(6) b'on est pax impos. B. S.
.o------- '
Por domis caviloso he o genio da maledicencia
no arsenal da inveja c da discordia forja as sellas
da calumnia; e como (po [tara melhor provar-lhes
a tempera, nao repulagocs equivocas, porm carac-
teres os mais distinctos e lunados he vque procura
para alvo do seus tiros !
Frtil em recursos, e tanto mais insaciavel quan-
to mais subida he a calhegoria e importancia de
suas victimas, am ludo acha um molivo, em tudo
ilcscobre um meio de tentar marear a repiikicao das
pessoas mais recomendaveis por sua posirao, prece-
dentes e qualidades.
Assim vemos que quem quer que seja, des-
peilado talve/. por nao encomiar no Sr. conselheiro
Jos Benlo da Cunlia e Figucircdo um presidente
duclil e maneavel, ou urna alma peamenina que se
enredasse as mizeraveis intriguinhas adrede for-
gieadas nos conventculos de urna fareo desmora-
lisadavendo que nao pegavom as bisasapre-
senla-sc a escrcvinltar no Liberal Pernambucano,
vomitando imprecarnos conlra o, actual adminis-
trador da provincia, tachando-o do immoral, de
estpido, e dirigindo-lho %ro quejandos impro-
perios.
Entre os diversos pontos que formula de. aecusa-
cao, cnlre as varias calumnias que proferc, avanca
que S. Exc. mni proposilalmenle conceder a ei-
preza do reatro de Sania Isabel um seu prenle
prximo, rliegando a protecrao pomo de mandar
dar-lhe adiantado o subsidio volado pela assembla
provincial.
He misler pois que lembrado como estamos de
algumas publicaroes que por occasiao da concessao
da empreza vimos nos Diarios do mez ile julho
do anno passado, e que agora temos avista, c infor-
mados como nos acharaos por pessoa competente
acerca do que tem occorrido, tratemos nao de descer
a polmica com o Liberal sobretal asstimpto, por
que nem elle merece resposta, nom S. Exc. precisa
de jusltficaQo, mas de, phamando a altencao do
publico sobre as referidas publicar/ics, fazer com
que elle mesmo pronuncie o seu vere-dic impar-
cial.
No Diario de Fernambuco n. 147 do anno
passado foi .publicado. 111 cdilal eontendo as con-
diees formuladas [njla direcro do ihcatro publico,
mediante as quaes o presidente da provincia estafa
disposto a contratar a empreza, e convidando con-
currentes. Adiamos rigorosas taes condices; en
opiniao que geralmente manifeston-sc foi que eram
quasi iuacceilavis. Enlrelanlo, dias depois son-
demos que achava-se contratada a empreza, u vi-
mos tambem publicadas no Diario n. 109 as
proposlas dos diversos concurrentes, e o juizo que
sobre cada una dolas emitlio otfcatmenie a di-
recioria do thgairo: eotao livemos do applaudir a
acollada delikiraco de S. E\c, e em um pequeo
eomniunicado 110 Diario n. 172, depois de com-
parar o centralo com as condices do edita!, elo-
Hianios esse acto do governo que com lonvavel pru-
dencia havia proporcionado um concurso-franco e
leal, .1 loplando-se depois a pro|iosla qne mais ga-
rantas olferecia, nao prescindind em tudo islo do
parecer da directora.
J a' v pois que quem est rom a faca e o
queijo e assim procede nao leve em vista proteger
sem esse apparato oulros contratos, alias bem
feilos?
Nao nos consta porm que algum prente de S.
Exc. acho-so interessado na empreza: todos sabeni
que o Sr. Manoel Goncalves Agr be qne be o ver-
dadeiro o 1 nico emprezario, que sobre elle be que
pesam lodos os onu, que foi elle quem se sojeitou
urna hypolheca, que foi elle quem apresentou, e
est ga- ranlido por 4 fiadores, negociantes acredi-
tados, que liedle em summa quo com um zelo in-
cancavel tem promovido o melboramento qne tem
chegndo o tlieairo. Qucm he simplesmentc testa
de ferro nao procedo assim.
Mas, quando mesmo oemprezario fosseum pren-
te de S. Ex. o que se soguera ? Por ventura he bas-
tante o grao do parentesco ou amizade'com a primei-
ra autoridade para se ficar excommungado, para se
liiur inhibido de fazer contrato com a administra-
cao publica, para se ficar excluido dos direitos
que competem qualquer cidadao 1 Supponbamos
que publicado .0 edita! de que fallamos, apresenta-
va-sc um primo, um cundado, um irmo mesmo
de S. Exc. c dizia : eu lambem quero concorrer;
oulros se sujeitam islo ou aquillq^ eu tambem
me sujeito eainda mais, e dou alem disto taes t
taes garantios0 que lia nisto de immoral ? Mas
nao : omaldizente ludo adultera; e dando como real
um facto, que piando fosse real, nada linda de pro-
hibido, trata do aprcsenta-lo ao publico como um
stygmq laucado fronte do administrador da pro-
vincia.
Ainda nio para : vai mais alem em suas' diali-
bres : grila s armas, e proclama como prova do
que ousou avancar, o faclodo ad'iantamento do sub-
sidio.
Ora, oemprezario apresentou um requeiimcnto.
fazendo ver as grandes despezas que uvera para le-
var o tlteatro ao p era que se acha, e podindo sob
flanea o adianlaraenlo do subsidio de um mes pa-
ra sustentar aponlualidadede seuspagmenios, e nao
desacreditar a sua empreza : c o quaneste caso de-
via fazer um presidente que se compenelrasse flo
espirilo que animou a assemblai provincial a sub-
vencionar o tlteatro ? Ou queremos as cousas, ou
nao. Ainda assim nao quiz S. Exc, deferir a pe-
licao sem ouvir as repartices fiscas dos dinhciiw
pblicos : s depois da ioformacao da tliesouaaria
provincial, c do parecer do procurador fiscal, pu-
blicadas no Diario de hontem, fgi que mandou fa-
zer o adianlamento pedido, medianle porem urna
fianca especial.
Eis ah pois o grande cavallo de batalta : eis o
que tanto tem .desafiado as iras desses seladores
dos cofres provinciaes. Conlinuem elles em tao bel-
'a marcha, que o publico sensato saber apreciar
seus rasgos de patriolagem !

A, ,
*
I
CORRESPONDENCIAS.
(I) Eccl. 16.
{2) tiene, il10.
(il) Daniel. 92t &.
(1) Aggir>7, e 8.
(5) saia?. 7II.
(6) .\lii ha-a' 2.
(7j /.arluir, t,
WPsalm.21.
la um seu prente. Se este fura o sli intento, f-
cilmente o leria recusado conchavan*) o contrato,
como oulros muilos se fazem, s/i rom a parte, sem
toda essa publicidadeccoiirurronria. Sobre a em-
preza do mesmo ihealro j nao se lem celebrado
(DOsujcc. 910.
() Psalm. 21
(3) Benjamn Conslanl.
(i) Villemain, curso de litleratdra franceza.
(5) Sua morle ptimamente desrreve com vario 8
autores o Rvd. S. P. Francisco Bernardinu de Sou,-
zaNotic. Catholiron. 22. de 1853.
'6> saia-18-2.
k Medido tenho a mAo na consciencia,
n E n3o digo seno verdades puras.
= Quemeeusinooasabiaesperieacia.
Srt. Redactores. Cada vez mais estou
convencido da imparcialidade, que o caraeterisa na
redaccao do seu bem conceimado Diario, porque
os faclos conslituem as melhores provas do proceder
de qualquer individuo, ellas militam em prl desie
assumplo. No dia 27 do mez passado aqu che-
gou o patacho denominado Arrogante procedente
da ilha do S. Miguel trazando 428 individuos,
quando pela sua lotajao apenas pedera conler 40,
e tendo-se desenvolvido para logs um damoi geral
nao sd entre os mcu.s palricios como entte. os "de-
mais habitantes desta cidade, immediatamente' 0 seu
estimavel jornal sob n. 296 de 30 do dito mez deu
um solemne teslemujiho de reprovaco a tao gnbil
proceder, e solicitou as precisas providencias para,
a cessago dos cAtcis transes por que passavam
aquellas pobres victimas, e na parte retrospectiva
do de 2 do crreme mez referi ainda o menospre-
zo com qua foram aeolhidos queixumss tao justos,
e rogos tao fervorosos, dirigidos gmente em favor
da humanidade atrozmente opprimida c ultrajada.
Louvores sejam dados a lao digno jornal isla,
que conscio da sua alt misso pretere todas as con-
sidera^es pessoaes para alear a sua poderosa voz, c
bradar contra taes ti >rpezss c inauditas prepotencias:
louvores e agradec!atentos incestantes lhe dirigem os
portuguezes aqui.#i bidentes por esse procaimenio
lo 1 ihilantropo e cheio de cavalleirismo, mxime,
quando acharain-si u'aquella terrivel conjuuctitra
(mais do que nunc aj^em proteccao alguma, sem
recursosjie foi o \ irimeiro vehicnlo quo voluntara-
mente se preslou a patenlear as justas maguas, que
os opprimian: fa ctos desta ordem nao poderao ja-
mis ser rjbterai'los do profundo reconhecmento
dos compatrioias do tantos horneus illustres, que
amarao sempre c 1111 sinceridade a sua patria, e sa-
bem ser agradec dos benigna hospitalidade, que
em Ierra cstranha soe liberalisar-se-lhes.
Pago esse verd adeiro tributo quem era justa-
mente devido, v; unos secundar a correspondencia
sob a epigrapheiUm brado de indignapao
publicada neste t Diario sob n. 297 de 31 do mez
ullimo, porque mais minuciosas informacoes sobre
laes oceurrencias tem havido, e algumas scenas fo-
ram pcssoalmeiik) testemunhadas.
Srs. redactoros, que houvesse urna horda- de
barbaros intitulados capilo, caixa, el reliqua de
um barquinho com o pavilho portuguez, que
se propozesse a sacrificar os seus proprios patricios
para alcancare n um srdido lucro, conculcando
desl'arte todos c* sentimenlos de philantropia, amor
da patria e bom a, erofini he menos refrovado, poi-
que individuos taes, sem responsabilidade alguma
legal s poderiam aquilatar esses deveres, e temer o
castigo de Dos pela sua aberracao, se os cunneces-
sem, mas que, tantas lagrimas, profundos .solu-
cos e fervorosas supplicas se mostrasse surdo e
dcsaitendeSse com indifferenca o propro cnsul
de S. M. F. aiwi collocado, como protector na-
to dos seus cpncidados, e sobre quem peza tre-
menda responsabilidade he o que certaroente es-
pant, a nao recusar-se a credibilidade do que por
ahi coiTe, e se .Bspalha!!!... A causa he occulta,
mas os effeiios sao tem conhecidos.... AnJielaraos,
e mesmo pedimos encarecidamente ao Sr. Joaqqim
Baplisla Moreir.a, que nol conteste e responda, bem
entendido, sem o auxilio dos seus amtgalkoes, que
alternadamente o valem na. sua mais insignificante*
correspondencia (porque, (mo he publico e notn-
riu nesta cidade el escripia manent ctete rrvoh)
e diminutissimo no tamaito, na inteHigencia, o
prestimo e as qualidades pessoaes) para tenaos o
goslinho de patenlear a sua hediondez, e nenhuma
importancia nesta ierra....
Apenas aqu aporlou o til barqninlio denominado
^rro'ulgarisou-sc a nolicia de que trazia
um numero de individuos .muito superior a sua 1o-
tcao, porque |)odcndo conler nicamente 40 (quan-
do muito) conduzia 428 brbaramente tratados..
Alguns portuguezes, e mesmo nacionaes foran a"
bordo, o verificaram ser .exacto ludo quanto se di-
zia, pois que cm tao grande numero vinham de
lal sorto apinh'ados, sem se poderem sentar, de ca-
caras, corjnndidos sem 1 listinceo de sexos em um
pequeo, escuro c imru.tu.ido puro, mal nutridos,
o quasi todos descalcos e em perfeita nudez. Ini-
metJialamente corteraru a quedas ws-sas casa do
Sr. Joaquim Baplisla .Vloreira, c de tudo o nfot-
mrtram com a possivel individuacao, e. pedirm-
lh, que houvesse de fazer valer a sua. autoridaile
consular para que fossem desembarcados aquelles
infelizes (cm grande parle sorprenilidns e amcaca-
los de morle no acto da partida do predito pataeiui
na ilha ,\c S. -Miguel, -quando vieram despedir-se.
dos seus prenles e ainigos lambem arrastrados por
fallnzi's sahnvcs) os i^uaes de joelhes, eulre lagri-
mas e solucos pungentes suppliravam a cessacao de
lao ai-erdos transes, porque linham |iassado, edi
zi.in que deviam ser tratados como chrislaos, e j
nao podiam supporlar tao feroz tralanierito, a ponto
,1o /tie j alguns ralados de desgostae, e levados por
lal uiza ao desespero enlouqueceram, e-at um du-
ran le a viagem, e outro avist de ierra se lanearam
ao mar, afo>;a))do-se an)bos sem qne o desalmado
ca ptto empregasse meio algunxjwra salva-tes, u
ai des ao ver cahir o ultimo disse com o sangue fro
di.'um llusulmano, s. simo perder assim os
r, teta 40 pataeves,., fheto, que parece* estar hoje
v /orificado, por sc~ter encontrado lia poucos dias, em
urna das praias desla cidade, o cadver j dilacerado
deum moco de cabellos bramos 4*.. Horresco
(referens'.'.l.
Reflexionaran) ainda aquellas pessoas ao Sr.
Morcira, que euidasse tendiera em salvar a honra
de algumas infelizes Porluguezas vindas no predito *
barquinho, porque o liarbaro capilo a todos se
vaugloriava de estar repleto, e andava a indicar
diversos que irazia bonitas mocot'las, c as ceda
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or pouco preco, isto he, 40 palacocs, a ponto rio
qu lilis j tinuam sido levadas para lupanares co-
nhecidos: om surama essas noticias foram passan-
do de bocea- em bocea, e dentro cm poucas horas de-
fronle do consulado de Portugal reuniram-se para
biois de 400 Porluguezes, nao raeros proletarios,
mas mu i tos propietarios, e negociantes abastados,
o om altas vozes chamavam pelo Sr. Moreira, c im-
ploravam-He, quo se compadecesse daquelles seus
desgracados patricios assim garroteados, subditos do
urna naco o cheia de indignes gloriosas, e que
outr'ora tanto se ufanou de effectuar o resgale de
seus subditos da oppressiio dos Mouros, e hoje via
as pmprias faces dos agentes da sua suprema au-
loridade ultrajar-so, e vender-sc cni almoeda a hon-
ra, o pundonor c a liberdade dos seus lilhos! A es-
tas sceuas luctuosas, que faziam sangrar o coraoao
mateorapedernido, o compungirn, a muilos Brasi-
leiros e outros cstrangeiros, que por all passaram,
o Sr. Joaquim Baplista Moreira, que ao principio
se havia oceultado, deliberou-so a appareccr com
os seus retorcidos e speros bigodcs, mas com urna
insonsibilidade descommunal,dirigindo aos seus pa-
tricios reunidos no pateo do consulado, algims epi-
thelos injurioso
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FElliA II DE JANEIRO DE 1854.
cidado portugue/. bem extremado sem duvida pa-
ra conservar-se-lho o emprogo, que oceupa, de pin-
gues rendimentos, mxime (piando ha emprraas im-
portantes comoa sempre deplqravclcmigracao para
Mossamedes, quecustou cerca do 40 conlos de ris;
o apparecem avulladissimas herancas, sob sua sabia,
o integcriima adminislracao.
Entretanto, desenganc-a' o Sr. Moreira, que ojus-
to e fundado clamor dos jiortuguezes hade em bre-
ve chegar ao regio, c paternal governo de S. M. F.;
sendo decrr, que os empeiilios e prolecces, que el-
le diter.naolhchaode valer ante a vendado dos Tac-
tos, e a justica da causa. Basta que se nao arruleca
o patriotismo dos eidadaos porluguezes, como ho de
presumir, para que nao possam iriumphar ponnais
lempo os sarcasmos, c os escndalos do Sr. Morei-
ra, a quem laudamos, espera da sua resposla, ja
sbese, da proprialavra |ara voltarmos [icio melhor
modo possivel. O velho portuguez.
Recife 5 de Janeiro de 1854.
Senhores Redactores :Quaudo pedimos a Vms.
quenoseu muiln acreditado jornal, so de-ignassem
transcrevor o contando no* carines de convite distri-
buidos pelo Sr. Mira, para osen sarao. me leu ln-
como de cana ha. etc., c d.zendo gar no dia 7 dooorrenle.'nno duvidn.no?qU o Jet
alguem por elle mandado que elles so mereciam a mo Sr. seja delicado, o que jasemos fui quo o Sr.
renovaeaoda horrivel carnificina dos dias 2o o 27 M' inorando a forma porque se faiem convites
dejunho de 1848, e nao conteni de concitar assim ZL~a rnnvid d\PnT ^^"i "3o ?*"-
ad^nlem e anarcia popular fez descer un, dos r^^ltlittJi*
seusirmos para insultar alguem, quo se mostrava que estas pessoas tasseio damas para Ihe abrillantar
mais enfurecido contra o seu ignobil procodiinento, 0Ui"le. ail,n> como diremos agora que. a convidado
cusiando-lhe, em lugar de buscar la sabir tos- ^^1*1?*!&* **ig*?!*-
.ipado "T "l|w*i conhecer dos coslumes das fami-
ruloj _, i I"? e dos estatutos que as regem, e queprol.ibemque
Uepois de todo esse alarma, quando vio que os """ se entre desta ou daquella rnaneira : este deve-
Porluguezes dcsacorocoados de nao encontraren, nclle rc3 e.ul,,risa5o, porm, sobrecarregan. fodos na pes-
o remedio possivel, recorriam a ogide da naco ^f,,, ^M/^"^ mo f0vi''n deyera.co-
:.j, ,.__ v mu lie pr,i\e, nic mesmn nos bailes a qoe S. M. o
ingle, e que o seu mu digno cnsul se mostrava Imperador se digna assslir no Casino- no Rio de
benvolo, em summa melhor aconselhado o Sr. Joa- Janeiro, de por no verso dos caniles dos convidados,
quimBaplrsta Moreira por alguem, quo alli appa- niloso.oliauela 1uelem do seguir-se, mas tamben!
recen, deseen, e asaron a lodos, sob sua pa.aTra ^r^S^SBROS K
le bonra, que la a bordo do predilo liarquinho fazer nao ser admillido; porquanto. convidado* m sa-
desembarcar aquelles mfelizes, e effeclivamcnte pa- r? na Clsa Jo Sr. Mira, nao foram nicamente so-
ra l parti; entretanto qual foi o dcsfeclto de lo- clos ? "iais PMSUS9 1ue lB,l> coniiocimento dasessasoecurrencias? Urna verdadeira perfidia e Z&?'&2g?2tt
consummada decepeao, por que all chegando a bordo- turnes della, sabem todava o que llie cumpre, como
do referido patacho, o Sr. Moreira disseao doshuma- Pessoa' d" non educacao c conheeedoras das precisas
no capilao Joao dos Santos (que antiHte!) que sem f"iL^^'tfcj? flJ? Puadiram que Sr>
n,,i,u j i,.___*_j Mirase nao oitendessc, e antes estimasse aue oorien-
perda do lempo suspendes* a. ancora e parl.sse, o tassem na forma de fazer convites, pornuanlo sem
que assim succedeu com a rapidez ilo raio, (co- perlendermos entrar no conhecimenlo da inlelligen-
mo referiram os proprios catraieiros, quo o condu- cia ziram na lancha) indo elle desembarcar no arsenal |?'"u^,lf*,,be,r 0 A.mr;i aLu^ ,. ,rr. r'8lr,lm sarao: e como nao teiicionamos*voltar a
demannha,ondejaoesperava urna forca policial, quoslo porque ocontedo do cartao ja transcripto
que d anio mo linha solicitado, segundo se disse Diario, besuflcienlc para o juio do publico in-
liosleriormente. Sem duvida o odio, que tem ins- 'e"'8enl,e' aproveitamos o eusejo para responder Um-
ado tamanha iniquidade, e tao revoltante injusti- &XSf8SSKtt&
vjjo^crajusticar, assim como tanta dissimu- particularidades que sSo necessarias em um saro.co-
a^ao m unuTid^ile t;"io juvenil hcterrivel precurso- mo entendemos de grego, e nao obstante ser socio da
ra, e/atal indicio -rtejulaff^epravarao e pynismo como l'ifaVq^'wrad"'i','';' l>''rleao convitc sarao,
sem parelhaH!.... "^ ue>RXes'Kedactores, inserir estas li-
Mo, nao se poder dizer, que^e*13 lofercucia jwarem seu Diario, esero as ultimas sobre esie as-
alguma exageracao existe, porque consejos feref sonlPto que muilo obrigarao aoseu leilor.
muito c muilo conhecidos, e que bao merec* a ge- _____ Vm convidado-
ral reprovacao, o por conseguinte nao poderao ser -... ^^.,... n, "", ,
coniradictados, a despeito dos meiosind&s/que u Vr^JSh,..!^^ SS
o Sr: Moreira tem empregado, indeflerimlo al um com este proposito veuho hoje.em sigoaldo gratidao,
requerimento, cm que se llio pedio por certido o 0fcupar um pequeo espaco das columnas de seu con-
theor do auto do examo feito no predito patacho, e "t-II^"*1^ i- i j- a
ii i-- i lendo-se procedido no da-2i do novembro Ja .m.
trae Ihe jUransmitlido pola captama do porto, no paado o exames .le inriruepi.. etemenUr do
pela qual se acba patenleado o deploravel estado gando gro n'auta particular da ra Nova, da- qual
em que vieram aquelles infelizes, e a incanacidade l|e ""'' (lisno Prresr o Sr. Jos Maria Machado de
desse barquinbo para trazer tanta gente, donde so ^^i ti^SI^ %^. P^
evidencia, que o Sr. cnsul Morara recusando esse d'enlre elles meu sobrinlioeemiado. enclieu-m" d
servico cabivel em suas attribiiicoes, e requerido na '"
forma da lei, negou a adminislracao da justica,
que deve distribuir, e por isso inconeu as penas
io artigo 304 do Cod. pen. de Portugal (decreto de
10dodezembrodel852.)
Nao nos he dado arriscar juizos temerarios con-
'"1 o Sr. Moreira, nem intencionamos offende-lo,
-_. .. .....,, ...... .^rl,m, -,, ,SI0 eulberanlcmcnte prova o desvello que tem o
mas nao podemos resistir a certas considerares, mesmoSr. Figueircdo no arduo desempenlio de sua
quo assaltam a qalquer individuo dolado do natural 'arefa.
bomsenso;>eMtinios, a causa lie occulta, norem ,"*f:eba P0'* Sr- Fiaueiredo minlias sinceras feli-
os effeitos sao bem conhecidos. %^^^^!^^ah^^..^^
S.S. sabia perfoilameute, que sendo aquello pa-
tacho da lotacao de 203 toneladas,, como consta da
parte ofllcial da sua entrada.publicda no Diario
de ''ernamitico sob n. 294 de 28do mez passado,
s e nicamente poderia, e devuria trazer40pessoas,
como positivamente determinaram as porlarias do
governo portuguez do lado agosto de 1842, o de
11 de oiuhro de 1853, e por conseguinte que j
linha ultrapassado esse numero trazendo 44 indi-
viduos de equipagein, o 270 passagiros, ou colo-
nos, segundo foi declarado na prcdila parte oflieial,
ecora maioria de razao 428, como "na ralidade
eram, qnasi todos violentados cm sua lilierdade, e
dalli procolentes sem o precnihiinenlo dos regula-
mentos policiaes, logo o Sr. Moreira cojn plena
seiencia, e animo deliberado nao obslou, 3ntes con-
correu para infringir-se aquellas terminantes dispo-
coes do seu governo; e perpelrou os crimes previs
ios pelos jrt. 154, 287, 324, 330, e 332, do ci-
tado cdigo penal ali mandado execular pelo decre-
to de 10 de duzemhro de 1852, e sobre tutfo tendo
negado, na qqalidadc de cnsul, a proteccao que as
leis (como o seu regulamenlo consular de 26 de no-
vembro de 1851 ) conferem qualqucr portuguez
em paiz estrangeiro,-^ acha-se ainda sob a immi-
nente punico, que fulmina oart. 157 do pre-
dito cdigo penal, 'isto be, ser demiltido.
Dentis, o Sr. Moreira leve occasiao de reconhe-
ccr, que apenas 15 daquelles individuos troujtcram
passaportes, e esses meemos illegacs, como geral-
inenlo se diz, "por conseguinte cumpria-lhe rigoro-
samente entrar na apreciacao desse faci, e provi-
denciar a resiieito, segundo Ih'o prescreviam a por-
tara de 8 de outubro de 1852, e ulteriores dispo-
siooes, logo, se o Sr. Moreira nao aprouve agora
assim proceder, he obvio, que elle be reo de preva-
rieacoo, a face dos arligos 3, e 27 do precitado
cdigo penal.
A vista de laes oceurreneas, como sera possivel
explicar-se o reprovailo procedimento, que leve o Sr
-------------- ...^.- -^w.....,,. u cn.riuu, tm neil-ioo IIC
jubilo ooavir as acertadas respostas dos examinandos
s sabias perguntas ilos illuslrissimns exaniiuadiircs,
os reverendisimes padres meslres Joaquim Kaphae
da Silva e Francisco do Reg Faria e S, scudo para
admirar que a frgil inlelligencia de iimacri inca tao
dctilmente podesse comprehender materias asss
complicadas, laes como as da nstruccao do segundo
grao.
Isto exuberantemente prova desvello que tem o
carg, e crea que Ihe desejo lodo anamentn e prospe-
ridadepara sua aula por ser na verdade digna da con-
concurrencia de lodos aquelles, cujos pas quizerem
dar a seus lilhos urna boa csSa educarlo.
I'uhliquem Vmcs. por obsequio eslas linhas,que Ibes
agradecer o seu constante leitor c assignaule,
Jos Joaquim Moreira.
Recife 10 de Janeiro de 1854.
Senhore redactores: Nao podemos furlar-nos
a olirigacau de agradecer por inoio de sen conceilua-
do jornal oSr. Bernardo Antonio de Miranda pelo
afavel acolhimento quo achamos em sua pessoa, tra-
lando-ims com as mais delicadas maneiras e respeiln-
a alleiirin. As poucas horas que ah passamos, n3o
nos deram o prazer de gozar mais os favores de seu
coraran bondadoso, sempre o tnesmo para lodos, e
cm ludo o m&ino, porm foram bastantes para anga-
riar mais a alT@fr.ao de mei.i duzia de cavalleiros que
penljorailos do modo urbano, civil e cavalleiroso,
porque foram Iratados.confcssam an Sr. -Bernardo An-
tonio de Miranda a sua verdadeira tima, respeito e
gratidao, e ja que deontra mapeira nao I lies cabe pa-
lentea-lu, conhecer nesle passo quanto sao sinceros
os seus votos. Desculue, pois, a pouca clareza de
nossas expressoes, motivada talvez pela confueso
em que nosileixou lauta bondade.
Deeni, senhores redactores, publiciilade a estas
poucas linhas dos seus costumados leitores.
Os passageiros da barca ingiera Bailara!.
*> palaTra a w Porluta(i.
Ligado ao Sr. Br. Joaquim Baplista Moreira,
cnsul do S. M. F. nesta provincia, pelo lado da
simpaihia.e da amizade nao me conservarei apatbi-
co por mais tempo.c apresso-me em defende-lc e're-
pellirainjuslicae contumelias, comque immcrecida-
mentefoidetrahido pela maligna pennadealgum lusita-
no degenerado, o qual, cm vez de darjo excmplo aos
seus compatriotas da moderacao, do decoro, c do
acalamenio devidos ao brio dignidade nacional
na pessoa do individuo revestido do carcter publi-
co, que em paiz estranlio pugna pelos' interesses e
bem oslar dos subditos de su nac.ao, vaj^-se de um
pretexto mizeravef a desligurcao de um facto
para vomitar billes cm delrimcnl de seu honrado
""" cnsul, desconceitua.lo, desabafar paixoes, ou para
ro.u Morara.1 Sabemos,que.ellepor ah. propa- mellior dizer vingSr afcieoes, nascidas Ulvez do
la que Uvera ortlens cspce.aes de S M. F. para descomen temen.o e despeito, que po. ventura baja
nao deixar desembarcar aquellos infilizes, mas bem proddzido a negativa da parto de S. S contr,
ZJTZ1TJT r Umamzjcravel ^siv.a= He investe, exigencias extemporneas e
porqueisc demonstrado este com toda a evidencia, imprudentes. Eis o faci em sua plena veracidad*.
' f nZ2Tm 0ccullamen1,e> ^ PaP"r^, e No dia 27 de dezembro prximo passado rhegou s
em numero w ^ ^ [m[mo ^^ ag|Bg ^ q q i Jrqm^
Zl^ Ta' T hcC"Vel: ^ aS aul0lillades pwralenie da ilha de S. Miguel, donde trazia con,
uguezas disso uvoran conhecunento esobretu-, destino ao Bio de Janeiro 273 colonos portugueses
assem a mnima acquiescencia a um entre osquaes alguns vinham munidos de passarior-
totr a Z inaJT 6 ,mm0?l *?*, ma.S ,|Ua,n- te |,Urd US,a P'Wncia- A^nas > n^io
urna mcoterencia inadm.ssiycl vedar o de- no LaroeirSo a I10Ssa inprensa gri.ou em nome da
TirTi ,,el,aPohre^nleiIu'. cperm.lli-lo bumanidade, que esses infelizes' es.avam asphixia-
leJaniro amenosquesenao considera dos sohrc-poslos uns aos outros, e d'aJii o appello
ar este eidade llagellada por qalquer epidemia, ao Exm. presidente da provincia, impetrando
l b r, t T mveTm'i' a^n,Jcnd0^- promptas providencias en. prol de homens cujo lini-
fa urr P C'a od'to>-*?''*>dei- tivo tinham direilo exigir de nos, mxime sendo
tara 7* S ,,0TS qUC 'ICara,n' S3'V fill,os de uma "a?ao nossa an8a c da, qual
uZ b ??Ta0* f!f I*'0 gOVe,'no Prtuuei: Pr muilos ,i,ulos nos Prende" vnculos da afei-
ogo he este n a,s ura faoo be, extranl,avel da par- cao. Antes noram que esse grito generoso e buma-
reira, por que para attenuar a sua nitario iiartisse de nosso prclo, j se haviam des-
culpab...dadenaosc,mpoHadecalu,,aniar,cdcSa- perlado o zelo e actividade do Sr Dr. Moreira o
^ESmmE*^ T rCpreSenla- B *" palri0,ism0 J tt "**>*> de uma manei-
ao lie possivel attng,r o motivo por que o Sr. ra nao equivoca na pontualidade que o levou apres-
Morcra porestacid.de se tem^presentado a expor admenle capitana do porlo. requerer urna vis-
u^factos com lodo o desden, e sarcasmo, barate- loria, visita, oucousa que o vaina, afim de qu a
ando injunas a seas pnpr.es patricios, quando de- capacidade do vasofossccompetentcmen.eaquila ada
ZfiTT r"56', ^ P0"1".0 dZ mUt sua saliva foiUtendida, o de-idio-se, qil.lesba -'
nir !aPro^fl1' V- T Pres,iSioem ta-ladelK.rdoaquarU.parl,. dos pasaros, que
atl. ,1renOOSl'.'JO'',.0(-Ba,,ll,S,a M0,ei- "slaria.leOs'poucomais ou Lo' o?o,,S
ra, cnsul geral de Portugal no Km de Janeiro, restaran, asss- folgados comsunicinnlo ,'spar ea waraiseracao que all, tem inspirado asentirs los do menor vexame, de surte que fariara feliz
'""nstamcas da.famiha de seu fallefldo pai, a. via?e.-se oTau.cho aportesse a Jlvament ao 1 -
Ugo servar do esu-do ?. gar de ^^^ U,,;,,^. kfvml ,,
>.m, estamos hem pei?uad.dos, que o governo noventa c tantos, que.compunham o numero dos
eSdade Sf PCrm'Ulr SaC,'',:l0 ^ 1,0n- ',,,U ,rUXRral" V^POHB. -lisa-, para
raidigiudade da sua nacao para assegurar os com- provincia, onde saltaran, e permanecen, : or con-
aiiando Ik.!!" Cn'e de um* s famil,a' su,luoncia desembareou mais da torea parte da to-
S noTom! ZTeee/MCOTtOS'C.COnslde- flida,lcda 8'",i- ebOTiCZ-K. me,osU,cHerao ser ministrados; do que aquella que se julgava necessaria satisfa-
tnbu.mos antes esses descom,Wssados loria commodidade dos individuos te entao abafa-
rarr L, o 1^ ?rei1! S.CUrU!Za da sua inlel,i- dos- NSo-tente este esforco, nico que o Sr.
^^wpnbrioSL S'artB a Procurarla,1ar Dr. Moreira nessascircunstancias ,di. fazer en,
mno sobreo seu propno governo, do mes- beneficio dos seus patricios imprimido acalomera
Xirn^uSS?a?^^laqr'tde:!n- h **** T*" f"'^ ^nci-
gal oimomn-emha sido* USS' 'M'c0"ll"cllc", 'n mdisivel protervia ao sen
d^X^o tesSeS168'10' ^rra"d mnm,]' omprimem-oemum circulo de ferro for-
TraToS r dr,r;td rBjnu;rt
cendoaquia dvocacia.Sundoaruacircul T ^"'^^"panbada de^ Um cortejo de amea-
4 de Janeiro de 1851, acio^s S2 b2 it T rT"," T ^f? ,Cr,> Cn3Ula1' S<"-
>s do'seu paiz, e sobre ludo pelo CStolto o rl' ,'' deVCr'ma?de*"' ""'f **
cor,K, consular do mesmo de 25 det Zre de ZT^ tl^T' ^ ""^ "^TT *
185, em uma palavra inculcando como SS ^^rteKisTmllB.^S
brasdeinaq,.., ao passo quepan, la osten,a-se como deveriam smente romper- no cStuladTdo
de Janeiro, e que se ordene inconlinente a volta da
embareacao para a ilha donde parti, como sea
iiatureza e extensiio a sua jurisdiccao nao depen-
dessem de certas estipulacoos, que encerram os tra-
tados entre os dous estados e das inslruccdes, que
etuanan, de seu governo. Em as nac.jcs christaas
diz hcalon, a jurisdiccao dos cnsules e oulros
agentes de commcrcio limiui-se gcralmentc idixi-
sao de litigios cm' materia c'rvil entre os negocian-
tes, os marinheiros, e outros eidadaos do oslado re-
sidentes em paiz eslrangoiro, ao registro dos testa-
mentos, dos contratos e oulros actos cclcbrlos pe-
rante o cnsul e a conservacao dos bens dos seus
compatriotas fallecidos na aleada, ou dcnlro da ju-
risdiccao do consulado.
A energa e firmeza do carcter do Sr. cnsul
poriugiiez.que tem conscieiicia de si, o de seus actos
na justa csphra de suas altrihuicues, cujas raias
jamis Ihe era dado transpor, at mesmo porque
n;io liulia iiistrucroes de seu govorno relativa nenie
a oceurrenciasdessa orden,, deram origem ao pom-
mo da discordia entro S. S. c um pugilo de subdi-
tos de sua narao insubordinados e teimosos, que
alm do protervo ailonlado i pessoa do cnsul offe-
receram um es|iectaea escandaloso em Ierra cstra-
nha, menoscabaram as autoridades brasileiras, per-
turbaran, a ordem e Iranquillidade publicas com
suas voserias, desi'espcilaram impunemente as leis
do paiz, que desde" 1821 de tao bon. grado os tem
hospedado o enchido as algibeiras de muitsde seus
irmaos I Foi pois a cabida repulsa do Sr. Dr.
Moreira a taes cxlorsoes, que deu azo ao bom do
velho portuguez escrever mui lampeiramente, que
o cnsul de S. M. K. em Pernambuco conserva
concentradas em suas luiios herancas de subilitos
portuguezes, que fez annunciar sia profissao de
advogado, o nao sc que inais outras dvag-acocs
haiiaes....
Quanto poren, aoseu procedimenlo brbaro e ig-
nobil, que se diz o capitfio do Arrogante pozora
em pratica para com os pissageros, nada nos rons-
te, mas supponha-se qne fura realmente deshumano
o mesmo capitao do navio cm queslao, deveni o
re|pectivo consul.que aqui se achava.estranho intei-
ramente ao acontecido no mar durante a viagem,
siihrecarregar con, o peso enorme dessa responsabi-
lidade e censura, ser por isso* doestado como ainda
mui bem pretende o bom do velho portuguez 1
He esta uma solidariedade tao excntrica e to
nova que o abaixo assignado autorisado pelo'bom
senso desde j repelle tois vtribus.
En, conclusao direi mais, quo as infonnar.oes
qolhidas a respeito do facto e seus promenores vic-
ram-me de fontes muito linipas e puras : portanto
basta que a minha asseveraco seja represada pelo
testemunbo do publico Ilustrado e imparcial.
Prosiga o Illm. Sr. Dr. Joaquim Baplista M
reir a trilhar a senda da honra, como som fj
os homens de tem; fiel ao exacto cun,primei||B de
suas obrigacoes continu a wmprehondej^Baposi-
co, dar o cxemplo de sua ho.iesUiU|ia catonis-
mo que nao cessar de ser applai^lloe eslimado
[wlos porluguezes sensatos esouimados do espiri-
to de parcialidade, o desafiai-/.rsobrc si a solemne
approva?ao do govemo portuguez, pois que a viva
recordaeio do honjoso passivdo de S, S. at boje lie
o elogio mais pomposo .jue Ihe pode toccr a'pcn-
Um amigo bratileiro.
Bar
Briu
Bri
Dettarregam hoje- 11 de Janeiro.
_.jrc americana Minetola mercaduras.
B irra inaleza fhonda dem,
l'alacho inglez llysses alcalrio.
Brigue bamburguez Harria & Mollij merca-
dorias.
Barca franceza Josf queijos e cervejas.
igua inglez ,S/)i//bacallio.
igne inglez Titania dem.
_..rra ingleza Meteor idem.
Patacho americano Loper farinha e bolachi-
nhas.
Imnortacao .
Barca americana Hinesota, viuda de Pl.iladel-
ua, consignada a Deane Youle & Companhia, ma-
festou o seguinie.
1008 barricas farinha de trigo, 500 barriqui-
nhas bolachinhas, 30 fardos pravo, 74 mcias cai-
"isc lOcaixasch, 30 caitas algodo', 2 fardos
[(Mlao/.inlio, 30 cadeiras de balaiiQo, 1 caixn cpm
caixa de mnibus e perlonces do mesmo, 1 dito
i4 rodas, c 2 pacajes periences para o mesmo, 1
caixa com 1 carro c |>ertenees, 1 ti nao, 1 vario
4 rodas e 2 voluntes prmicos para o mesmo, 1
caixa sapatos de borracha,. 3 ditas chapos de pa-
Mia, 2 ditas tubos de vidro, 1 embrullio livros, 30
erres para arado, 2 barricas perlunecs' de arado e
grade. 23 feixcs de cabos para arado e armacoes
para grades, 1 volme perlcnccs de arado, 1 dito
ditos de grade, 6 saceos e 9 barricas areia, 0 fardos
fono, 1 pacote denlos, 1' dito cliicotes, 3 caixas
machinas de copiar, 24 |(;as de esleirs, 1 caixa
com taboiuhas, 13 ditas cadeiras, 24 volumcs con-
tendu cestos, 1 barrica cesto* em follia, 2 caitas
com cestos e esleirs, 3 dita? moinhos para moer,
12 volumcs com inacliinismfo, 1 roda e Urai\a
contendo tima prensa do algodao, 9 caixas objec-
" is de lwtrracha ; a Deane Youle & Companhia.
1 barriquinha tinta do imprimir, 2 caixas typos,
volunte reguas de-metal; a'Henry Forster & Com-
panhia.
6 caixas merradorias; a Wm. I.illy.
300 barricas farinha do lijigo, 1 barriquinha fer-
ilo; a Malheus Austin i Conipanhia.
CONSULADO EHAL.
Iteudimento do dia 1 a 9 i .... 5:SI2t!)
dem do dia 10. ...'... 8079063
PIBLICACOES A PEDIDO.
Illm. Exm. Sr.-- Diz Joo da Costa Palma que
Iho he necessario que o Ilustre director do arsenal
de guerra, o sargento mor Joao Pedro d'Araujo
Agujar, Uto atieste i|uercudo, que na invasao ao dia
2 de feverein sobre os rebeldes ; se o supplicante
se aprescnlou junto a una peca ao mesmo arsenal,
como primeiro carregador della : uma e mcia ho-
ra depois do meio dia, por -orden, do mesmo, o
supplicante foi incumbido de um carro sem armas
para levar as ditas do quarlel da ra da Gloria do
baialhao de artfflgiria n, 4, para troco d'outras do
mesmo balalho; Pede a \. S. seja servido man-
dar que o dito atieste E. R. M. Joo da Cos-
ta Palma. Atieste, Quarlel geral do commando
das armas cm Pernambuco 1 de maio de 1849,
mareclial Coetho. Atiesto ser verdade o que alega
0 supplicante. Directora do arsenal de guerra 7
de maio de 8iB,Joo Pedro d'Araujo e Agui-
ar. major director. Eslava reronliecido.
Illm. Exm. Sr. general Diz Joao da Cosa
Palma soldado que foi da stima companhia da im-
perial arlilharia;do marinlia da corte do Rio de Ja-
neiro, que Ihe lie necessario que o primeiro lente
de maiinha estacionado ueste porto na escuna 1a-
bre Josino Lamcgo da Costa Ihe atieste no tethpo
que o supplicante servio com o dito nenente no bri-
gueRio da l'rala daguo/uico dellena campanha
de Buciws-Ayres, sobre a tomadla que leve o bri-
gue cm Maldonado, aonde o supplicante prestou-
se em servico, aonde lora ferido no rosto pelos ini-
migos, por lamo Pede a V Ex. seja servido defe-
rir como pede. E. B. M. Atieste querendo
1 alacio do governo de Pernambuco 31 de outubro
de 1838. Heg .. Em consequencia do despacho
do Lxm. Sr. presidente da provincia, cumpre-me
informar, que o et-soldado docorpo de anilharia de
marinha Joao da Costa Palma, servio no brigue de
guerra Rio da Prata, durante a guerra do sul em
occasiao em que o dito brigue foi abordado no
porto de Maldonado, este soldado prestou-se com
toda coragemdo que Ihe resulto ser ferido no ros-
to, he o quanto me cumpre informar. Bordo da es-
cuna /^bre surta cm Pernambuco 5 de novembro
de 1838. Josino Lomega Costa, primeiro te-
ueute con, mandante.Eslava reconhecido.
Hlm. Exm. Sr. presidente------Diz Joao da Cos-
ta Palma ox-soldadoque foi da imperial brigada da ma-
nda da stima companhia do primeiro batalhao da
anilharia da corte do Rio do Janeiro, que ihe he
iiccessarto que o capilao de fragata Manoel francis-
co da Costa Pereira, Ihe atieste quando o supplican-
te servio con, odito, sendo commandanto da csAna
Pauta, no canal do rio da Pi^ia na guerra do sul,
o procedimento do supplicante sendo soldado no des-
tacamento da dita escuna, por tanto pede a V. Ex.
soja servido deferir como requer. E. R. M. Joao
da Costa Palma, Altaste querendo. Palacio do
governo de Pernambuco 14 do setembro de 1849.
Carnexro Leao. Manoel Francisco da Costa Po
reir capilao de fragata da armada, cavalleiro da or-
dem de Aviz, c condecorado com a medalba da in-
dependencia. Atiesto que Joao da Costa Palma du-
ranteoteinpnquescrvio na escuna do guerra Pauta
guerra do rio da, Prata sob mcu. commando leve
boa conducta, c sempro compito com seus deveres.
Pernainbuco 6 de oulubro de 1849. Manoel
Francticoda Costa Pereira Estova conforme.
NEGOCIOS DA JUSTICA.
Ministerio dos negocios da justica.* Rio de Janei-
ro 19 d outubro de de 1853. Yrimeira soccao.
Hlm. o Exm. Sr. Foi presente a S.< M. o Inqwra-
dor sob oflicio de Y. Fx. de 14 de junho prximo
passado o requerimento de Francisco Ignacio de
Atahyde, cm que allega que solido escrivo vitalicio
do juizo municipal da segunda vara do Becife poi-
cara impcrialde 14 de mareo de 1843, cexcrcen-
por
do dito juiz plenamente a sua, jurisdicao civel ,..
ter sido extincto o lugar de juiz de direilo do civel
da segunda vara, de conform'idadc con, os avisos n.
15 de 3 abril de 1843, e 9 do junho de 1848, es-
t o supplicaiHn todava excluido de escrever no
civel iterante 0 dito juiz dejpiu he escrivo, quan-
do alias a sua caria imperial nenliuma clausula^ un
rcsiriccao eontem: c hoMve o mesmoaugUBto Schor
por bem, ouvidoo parecer do cousellieiro proi-inn-
dor da cora e Cazeuda, determinar que o dito es-
crivo seja admitiido a escrever por distbuifiao no
i-nel peranta o respectivo juiz, sendo que os actuaos
oscrivaes do eivel, procedentes da amiga organisacao
juciciaria, tem por virtude do seu titulo vitalicio" o
direilo de continuarem a escrever no civel, mas nao
o de excluirem ao escrivo proprio d'aquelle-juizo
munici|tal. Deosguarde a Yo.Exc.yose' Thomas
Nabuco de Araujo Sr. presidente da provin-
cia de Pernambuco. Cumpra-se. Palacio do
governo de Pernambuco 8 de novembro de 1853,
Figuerdo
vas
alg
i
de
1MVERSA8 PROVINCIAS.
Rcndimento dodia.1 a 9 ......
dem do A\ 10.......
C:-219482
u36&>0
i:tlO 1:0678891
Exportacao'.
Rio de, Janeiro, brigue nacional Elvira, de 181
toneladas condirzioo scgiiinto:1059 voluniesde
genero* eslrangeiros, 1077 ditos ditos nacionaes.
olinguiba, sumaca nacional Flor de Anae/im,
98 toneladasconduzio o seguinie:2,000 sac-
ros de algodo americano ranos, 200 barricas ba-
callio, 70 barricas e 28 metas ditas farinha de
trigo, 1 rodete de ferro, ibarris vinho tinto, 1 bar-
rica gonchra, 1 caixa passas, I dita espermacete, 1
aarrafo azeite dot, 1 barril vyiagre, 1 barrica cer-
veja, Icaixao e t onitirullio papel, cominhos c cra-
vo, 1 liarril manteiga, 1 caixao copos, canella, .e
era doce, 1 gigo louca, 1 pacote fazendas, 1 anco-
rla agurdente do reino, o fardos pecas de algo-
d" da Babia, 50 encerados para cobrir carros, 6
carros do mao, 30 costadinhos pao d'oleo, 410 sac-
eos de algodao vazios, 100 arrotes carne secca, 1
sacra caf, 1 cmbrulho rap, 12 caixas s;ibao, 2
caixas velas de carnauba.
KECEBEDORIA DE KENDAS INTERNAS GE,
RAES E PERNAMBUCO.
Rcndimento do dia 10..... 1495239
CONSOLADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 9.....15:67I003
dem do dia 10........ 6743261
16:34-59267
MOVIMENTO DO PORTO.
Xatio* entradas no dia 10.
Valparaizo60 dias, (jalera franceza Grande Pauli-
ne, de 438 toneladas, capitao C. Rousseau, equi-
pasem 18, carga cobre e salitre ; a Leconte Feron
& Companhia, com 45 pasagciro<. Veio a osle
porto refrescar ; o sen destino he para Havre.
-Marauho e Cear~18 dias, e do ultimo porto 9,
brigue escuna brasileiro Laura, de 163 toneladas,
capilao Manoel da Silva Sanios, equipagein 19,
carga vario* gneros ; a Jos Baplista lFonseca
Jnior. Passageiros, JosCavalcanli de Uliveira,
l.uiz Manoel da Cruz Araujo, Valerio Satapilto
Marlinsde Aievede, Selmsliiio Marliosdo'Azeve-
do, Solerio Xavier do Castro e Silva, Antonio Car-
dlo da Cruz e Bento Andr.
Sacio saliido no mesmo dia.
Rio do JaneiroBrigue brasileiro Elcira, capitao
Joaquim Pinto de Oliveira e Silva, carga varios
gneros. Cundiu 5 escravs a entregar; todos com
passaportes.
EDITAES.
COMMERCZO.
PRACADO RECIFE 10 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
(lolaooes nlliciaes.
Cambio sobre I.ondro a 28 d. 611 d|v.
Descont de letras a vencerein no correuto mez9
por cenlo ao ailn.o.
AL PANDEOA.
Rendimcnlo do dia 1 a 9.....61:1736918
dem do dia 10 >.......18:2i5sl0;i
79:689(>21
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em imprmenlo da resoluro da junta da fazenda,
manda fazer publico, qne no dia 26 de Janeiro pr-
ximo viiidouro, perantc a mrsuia junta, vai nova-
mente i praca para ser arrematada a quem por me-
nos fizer, a obra do ac.ude da povoasao de Bezer-
ros, avahada cm 3:8449500 rs.
A arrcmalarjo ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
SSo, comparecain na sala das sessOes da mesma jun-
ta no dia cimn- declarado, pelo lueio dia, compe-
tentemente habelitadas.
E para constar se mandou allixar u presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secretario,
.iiitonio Ferreira d'Animnciacao.
Clausulas especiaes para a'arrentalacao.
1. As obras deste acuite, serao foitas de confor-
midade com a.planta corrimiento, approvados pe-
la directora em conselho, e appresenlados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente, importando em
3:814*500 rs.
2. O arremalanlo dat comeco as obras no pra-
zo de 30 dias e terminar no de seis inezes, conta-
dos segundo o arl. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarlo,
ser dividido cm tres parles, sendo una do valor de
dous quintos, quando houver feito metade da obra,
outra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira. de.um quinto, depois de um
anuo, na orca-iaj da entrega delinilivi.
4.a Para ludo o mais que nao estiver especificado
na s presentes clausulas, segqir-se-ba oque deter-
mina a lei n. 286.Conformo. O secretario,
Antonio Ferreira d'Aununciarao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em ciimprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mauda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai iiovameiile a praca
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concertos da cadeia da \ illa de Oaranliuns, ava-
llada cm 2:2198240 rs. A arremataran sera feita na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
Aspessoas que se propozerem a esla arrema lar 7n,
compareram na sala das sessoes da junta da fazeiida
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E Vara constarse mndou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Amtnnciacao.
Clausulas especiaes para a arramatacau.
1." Os_concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-hiio de conformidade com o ornamento appro-
vado pela directora em ronselho, e apresentado a
approvaraodo Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2493280 rs.
2.'i O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, c dever couclui-las no de seis
me/es. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus Irabalhos Indo
o que Ibe l'or determinado pelu respectivo engenhei-
ro, uao s para boa exerurilo das obras, romo era
ordem de niio iouliliwir ao mesmo Icmiio para o ser-
viro publico lodiiH as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia ,ia .irreuiaiariio,
(era lugar ero tres prestacies komm; a s, depois
de feila a melado da obra"; a 2.". depois da entrega
provisoria ; c a :!.", na entrega definitiva.
5.a O plazo de responsabilidade sera de seis me-
zes.
6.a Para tudo o que nao estiver determinado as
presentes clausulas nem no orrainenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial n.286.
Cuuforine. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciucjio.
. O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, cm cuinprimento da resolucao da jauta da fa-
zenda, manda fazer publico, que 'nodia 26 de Janei-
ro prximo vindouro.vao novamente a praca para se-
rn, arrematadas a quem por hicuos fuer,' as obras
necesarias a fazer-se junio ao arude do Garuar,
avahadas em 1:980^)00 rs.
A arremetacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 la lei provincial u. 286, de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado,
romparoram na sala das sessoes da mesma |unta! no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
B para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesnuraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunclacSo.
Clausulas especiaes para a arremtame.
1. As obras neccssnrias a fazer-se junto'ao anide
de Carnar para evitar-se as filtrarnos, serao ejecu-
tadas de conformidade com o oaramento approvado
pela directora em conselho eapresentado a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente da p/oviucia na im-
portancia de l:980>000rs.
2. As obras principiar no (Irazo de um mez e
terminaran no de dous, contados xooforme o arl. 31
da lei u. 286.
:i. A importancia da arrematado ser paga em
duis prrslaroes iguaes, sendo i primeira quando
houver feito a metade das obras.eaSegunda na occa-
siao do recebimento.
*. Para tudo o mais que niio est especificado
oas presentes, clausulas, seguir-se-ba a lei n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria' provin-
cial, em cumplimento da resoluca da una da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro.^ai novamenle a praca para
ser arrematado a quem mais der. o rendimenlo do
imposto do dizimo do gado cavallar uos municipios
abaixo declarados:
l.iiiioeiro, avahado animalmente por tjOOO
Bn\i. por .-jOaOOO
Boa-V isla e Ex, por 1985000
A arrematara ser feila por lempo de tres anuos,
acontar do 1. de julho de 1853 30 de junho de
1856.
Os licitantes compareram na sala dasj sessoes da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo meio oa,
com 9eus fiadores competentemente habilitados.
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annnnciacao.
'. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. |>resi-
denlc da provincia de 1.4 do correnle, manda fazer
publico, que pos dias 10, lie 12 de Janeiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, a obra do sexto lauro da estrada da Es-
cada avallada em 9:3268278.
A arremalacao ser feita na forma dos arligos24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo declarada.
As pessoa* qne so propozerem a esla arremalacao
compareram ua sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma lliesouraria, nos dias cima declarados,
pelo meio dia. competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Peruambuco 16 de dezembro de 1853.
O secrelario. Antonio Ferreira CAnnanciacao.
Clausulas especiaes par-a a arrematacSo.
1.a As obras do sexto lanco da o-Irada da Escuda
sero executadas de conformidade com a planta per-
fil aorcamento, approvados pela directora em con-
selho, esubmellidos a approvaraodo Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, importando em 9:3263278.
2. No prazo de 30 dias o arrematante dar prin-
C!no as obras, devendo conrlui-las no de um anuo,
ambos contados de conformidade com o art. 31 da
lei provincial n. 286.
3.a A importancia da arrematar,," ser paga em
quatro prestaees iguaes; a primeira quando liver
a lerceira parle das obras concluidas; a segunda
quando liver os dous tercos; a lerceira quando liver
feito a entrega provisoria; e a ultima finalmente
na entrega definitiva.
4.a Para tudo quanto n.lo liver determinado as
presentes clausulas ou no orramenlo, seguir-se-ha
o que dispne a lei provincial n.- 286. Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira d1 Annunciacao.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial,-em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da incia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que ims dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, perante junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, te lia de arrematar i quem por me-
nos 6zcr, a obra do asude ua Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, avahada em 4:0045000 rs.
. A arremataran ser feila na forma dos arls. 24e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pes-vias que se propozerem a esta arremata-'
c,Ao, comparecam na sala das sessoes da mesma un-
a, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
tenlemenle habelitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 do dezembro de 1853.O secretario.
Antonio Ferreira (CAnnunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
l,a As obras de-te arude serao feilas de'confor-
midade com as plantas e orcamenlo, apprescntados
nesta dala a approvarao do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0048000 rs.
2.a Eslas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e serao concluidas no de 10 mezes, acoutar
conforme a lei provincial n.286.
3. A importancia desla arremalacao ser paga
eui Ires prcslacoe da rnaneira seguinie : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido amelade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a lerceira finalmente, 'de um quinto depo-
do recebimento definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar a
reparticao da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo ero que lem do dar principio n
execucao das obras, assim romo (rabalhar se-
guidamente durante 13 dias.afim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
.5.. Para ludo o mais que naoestiver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico que.no dia 19 ile
Janeiro prximo vindouro, peraule a junta da fa-
zenda da mesma lliesouraria, vai novamente a pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ava-
liadacm82.5O00rs,
A arrematnrav ser feita na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 da 17 de maio de'
1851, e sob as clausulas especiaes aballo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
compareram na saladas sessfles da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pel Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Peri,aniboco15dedezembro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. Os Irabalhos da cadeia da villa do Cabo far-
se-hn de conformidade com o orcamenlo approva-
do pela directora em conselho, e apresentado a ap-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 8259000 rs.
2. O arrematante dar pr inri pi as obras no prazo
de 15 dias, e dever couclui-las no do Ires mezes,
ambos contados de conformidade com o arligo 31
da lei n. 286.
3 O arrematante seguir na execucao ludo o que
Ihe for prescripto pelo engenbeiro respectivo, nao
s para boa execucao do p-abalbo, como em ordem
de niio iuutilisar ao mesmo lempo para o servido
publico todas as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremalacao
verificar-se-ha em duas prestaees iauaes : a pri-
meira depois de fcitos dous tercos da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o lernio de recebimento.
5. Niio hovera prazo de raaJpBnsabilidarie.
6. Para ludo o que nao.se telia determinado as
prsenles clausulas, nem no orcamenlo, seguir-se-
ha o que dispe a lei u. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
aAnnunciar.Uo,
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cunipriniento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do correnle, manda fozer
publico, que no dia 26de Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a quem
por menos llzer, a obra do melhorameulo do ro
de liuianna, avallada em oO:6uU50IH'.
A. arrematara ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio da 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata^,
comparecam na sala das sessies da mesma junta
no dia. cima declarado, pelo meio dia, comprtea-
temente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853____O secrelario, An-
tonio Ferreira d'Annunciarao.
Secretaria da thesouraria provinrial de Pernam-
buco 29 de dezembro de,1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para arrematarho.
I. As obras dos reparos a fazer-sc no lugar do
Tanquinho na eidade de (ioianna, serao' executa-
das de conformidade com u orrameulo nesta hta
apresentado approvarao do Exm. Sr. presidenta da
provincia, na importancia de rcis 4:0028320.
2. No prazo de :i dias sera principiadas as
obras, e concluidas no de seis mezes contados segun-
do o regulamenlo.,
3.a A importancia desla arremalacao ser paga
ua forma do regulamenlo n. 286.
4.* Para ludo mais que nflo estiver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o qOe determi-
na a lei provinrial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarTio.
DECLAHACO'ES.
Carlas seguras existentes na administraran (|0
i-ioreio, para os senhores:Antonio llenriqu.es Ro-
drigues, Antonio Joo Barbo/a de Carvalho, padre
Joaquim Mauricio Wandeilev, Joo Maria da Costa,
bri.aJeini Jos Lcite Pacheco, altares Jos Maria do
Nascimento (2; Jos Pinto Dellimdc Andrade, coro-
nel Leonardo Bezerra deSiqucira Cavalcanli, 1), Ma-
ria Jos de Jess, padie .Manuel (vigsrio de S. Lou-
renro da Matla) Manoel Antonio Pereira de Lima,
lenle Manoel Soares de Fiaueiredo, Pedro Ale-
xandriini da Costa, Raj inundo Augusto de S.
.0 Sr. director do Ivceu desla eidade manda
fazer'publico, que as matriculas do mesmo Ijceu
acham-se .iberias do dia 15 at o lim do crrente,
e no dia 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
osjrabalhos. Directora do lvceu 10 de Janeiro de
185*. O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
O vapor Imperador,
i oni mandan too capitao
leme tiervazio Man-
cebo, espera-se ueste
^aaJasaasfjaBBaassfisss^sSKT- porto' procedente dos
do norte em 13 do correnle mez de Janeiro, devendo
seguir para Macei, Babia c Rio de Jancira, no se-
guinie dia da sua ebegada.
Paquetes francezes a vpov, entre Marse-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
L'Acenir. destinado
a sabir de Marsclba
para a BaUa e Rio de
Janeiro,espera-se ues-
te porto.
Passagem para o Rio de Janeiro, remara de r
200 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara de rlOO francos,
cmara de proa 75 francos.
A comida e os vinhos estao comprehendidos ues-
tes precos.
Quem pretender dirija-sc ao escriplorio de N. O.'
Bieber & C. roa da Cruz n. 4.
Para ftnhecimenlo de quem possa inleressar,
se taz publico, que pelo capataz da estacan do Cupe,
foi remetlida a esla reparticao nina janeada de pes-
cara que alli fora lomada a mis individoos eUspei-
!os; prevenindo-se que de hoje a 30 dias oo appa-
recendo dono, ser vendida ua porta do almoxarifado
do arsenal de marinha, para satisfazer-se as despezas
quesehouverem feito. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secrelarioyooo Roberto Augusto da
Silva.
Banco de Pernambuco.
, Em cumprimenlo da resolucao que abaixo segu ,
da assembla geral do banco de Pernambuco,. para
levar a elleilo o complemento do capital de doui
mil conlos de res, o respectivo conselho de direcc.1o
convida aos Srs. accionistas, a rea I i are m de 2 al
15 de Janeiro prximo, a entrada de 20 por cenlo
sobre o numero de accOes, com que a mesma reso-
lucao Ihcspern.ille lirar.
Banco de Pernambuco. 22 de novembro de 1853.
O secretario do conselho de direcril. Joao Igna-
cio de Medeiroi Reg.
fesoliirun.
A assembla geral do banco de Pernambuco, reu-
nida em sessao extraordinaria, aos 26 de setembro
de 1853, resolveu adoptar as proposlas oOerecidas
pela direcca do banco, em data do 1 do agosto.pela
forma seguiule:
Art. 1.-O conselho de d.recro fica autorisado a
levara (licito oaugmentomaxi.no do ca (ti la 1, de-
cretado pelo art. 2.- dos estatutos.
Arl. 2.* As respectivas acedes serao distribui-
das proporciunalmente por todos os seus socios.
SS-V- A cohrauca do importa, das acres sera
realisada segundo as precises "da caixa, e por de-
leberac,ao do ronsellm.de"direrco.
Arl. 4.- O conselho de directo vender por ron-
la do banco, as acres que nao forem realisadas. polos
respeclivosacrio.iislas, nosprazosque forem marca-
do, nao podendo todava vende-las por preco menor
do que o par. ,
Sala das sessoes da assembla geral," em 26 de se-
tembro de 1853. Pedro Francisco de Paula Ca-
talcanti d'Albuquerguc, presidente. Jos Ber-
nardo Galrao Aleo forado, \r secretario. Anlo-
n'to Vulentim da .Silva Barroca, 2,* secretario.
Est conforme. Joao Ignacio de Medeiros Re-
g, director secretario do conselho de direcrn.
O arsenal de marinha admitle os operarios se-
gundes : Para a oflicina derarpiuleiros, dona apren-
dizes de sexta classe, dous ditos de stima dita ; para
a de carlinas, dous mancebos de lerceira classe, 3 di-
tos de quera dita, dous aprendizes de quinta dita, e
un. dito de decima dita ; para a de calafates, um
madeebo de lerceira classe e um aprendiz de dcima
dita ; para a de polieiros, quatro aprendizes de nona
classe : para a de pedreiros, um aprendiz de stima
classe, e viule e dous serventes livres. Secretaria da
inspeccao do arsenal de marinha de.Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozio da Conceiruo Padilha.
. O Illm. Sr. capilao do porto, para tornar effec-
livas as disposices do regulameuto das capitanas dos
portos, mandado por em exeeurao pelo decreto im-
perial de 19 de maio.de 1846, mauda. para conheci-
menlo dos interessados, publicar os arligos seguioles
do mesmo regulamenlo.
Arl. 11. Ningoem poder dentro do lilloral do por-
to, ou seja na parle reservada para logradeuro pu-
blico, ou seja na parte que qalquer leuha aforado,
construir eu.barcar.lo de robera, ou fazer ravas para
as fabricar enralhadas, sem que, depois da licencn da
respectiva cmara municipal, oblcnha a do capilao
do porto, o qual a uao dar sem ler examinado se po-
der ou nao resultar dahialcum damno ao porto.
Arl. 13. Ninguem poder fazer aterras ou obras
no lilloral do porto, ou ros navegavois.scm que tenha
oblido licenra da cantara municipal, c pela capitana
do porto seja declararlo, depois de fritos os devidos
exames, que nao prejudicam o bem estado do porto,
ou ros, ainda mesmo os estabclecimenlos nacionaes
da marinha de guerra e os logradouros pblicos, sob
pena de demolirao das obras, e mulla alm da indem-
nisarao do damno que liver causado.
Arl. 14. Niuguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas. ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlill.aria, amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracen, o transito
e servido publica, ainda qoe tenha licenra da c-
mara municipal. Equando parao deposito e demo-
ra de taes objeclos der licenra o rapito do porto sem
prejuizoda sobredi la serv daca, s se poder fazer da
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla que forem sojeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigados a fazer escavar qalquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceiro Padilha.
AVISOS martimos.
Clausulas especiaes para a arremataruo.
1.a As obras do melhoraineuto do rio de Comuna
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo, plan-
tas o perfis, approvados pela directora em conselho.
e aprsenlaii*a approvarao, lo Exm. Sr. presiden-
I le da provincia, na importancia de fcGOOSOOO.
2.a (I arrematante dar principio as obras no pra-
ZO i ambos contados pela forma do arligo 31 da lei ir.
28(>.
3.a Durante' a exeeu{8o dos Irabalhos. o nrreina-
. lana sera abrigado a proporcionar transito as rano-!
as e barraras ou pelo canal novo ou pelo ti illm M-'
i lual do rio.
4." O arrematante seguir na execucao das obras,
, a ordem do Irabalho que Ihe for determinada pelo
| engenbeiro.
i 5.a O arrematante ser obrigado a apresentar no
fi.n do primeiro auno, ao menos, a quarla parle das
obras promplo e oulr tanto no lint do segundo an-
uo, e fallando a qalquer dessas coudirOes pagar
urna multa de i:OUO,fO00.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. -Sr. presi-
dente da provincia de 27 do correnle, manda fazer I
publico, que nos dias 17, 18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranle a junta da fazenda da mesma llie-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Tanquinho na eidade de
l, ai juna, avallada em 4:0023320 rs.
A arremalacao ser feita ua forma dos arls. 24
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematafo
comparecam na sata das sessoes da mesma untados
dias cima declarados pelo raeiu dia,
mente habilitadas.
Para o Rio de Janeiro vai saliir com
h maior brevidade possivel o lindo e, vel-
leiro patacho nacional Bom Jesiia >> do
i jiinl lie capitao Manoel Joat|itn Lobato :
quetn no mesmo qui/.er corregarou rde
lMisaarjem e embarcar escravos a frere,
dirija-e no capitao, na praca do commer-
cio',011 a Novaes& Companiia : na ra do
Trapiche n. oi, primeiro andar.
Para a Babia seguir breve a escuna nacional
Titania, capitn Antonio Francisco ItibciroPadilha:
para carga e passageiros, trala-se com os consignata-
rios Antonio de Almeida Gomes & Companhia, na
ra da Cadeia do Kecife n. 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade a escuna Socinade Feli:,
capillo Joaquim Antonio fionralves Santos, recebe
carga a frote e esclavos, a tratar com Castao Cyria-1
co da C. M.ao lado do CorpoSanlo,tuja as massanies
... 25, ou com o capitn.
Lava-se e engomma-se com perfeicao por pre-
co conunodo : ua Cinco Ponas n. 43. "
eseja-se fallar com os Srs. Policarpo Lu/;
lioncalvc, Tertuliano Scipo Esp(ndolada Fooce,
JomS de Oliveira Barbosa. Jos do Silva Oliveira e
Dr. Joaquim Ferreira Chav es: na ra Direila n. ;il.
O Sr. Keduardo Ferreira Bailar faca o favor de
chegar ao Hotel Becife, a negocio que Ihe diz respei-
to.J. Mendes,
Desapparcceu na noite de 9 para 10 do correnle
a esrrava, cabra, llenme l-'ilippa, de idade viutee
lanos annos, filha do Hio Grande do Norte, mesmo
da capital, a qual escrava foi aqu vendida pelo Sr.
Jos Antonio Bastos, em oulubro prximo pasudo,
K: ordem da senhora D. Senhorinha de Almeida
piula, viuva do finado Dr. Baplista, que Toi juiz
de direilo naquella eidade ; os signis sSo os seguili-
lesi: cor cabra, altura regular, corpo reforcado, ca-
bellos corridos e aparados, e falla do um dente na
frente : quem a* pegar ou della der noticias, ser ge-
nerosamente gratificado, no atorro da Boa-Vista n.
45, ou ua ra do Collegio n. 9.
Desappareceu no dia 1. de aneiro de 1854 n.n
prclo, crionio, condecido por Antonio Paleto, baixn
e grosso, pouca barba, idade 26 annos, e parece mais
moco, tem uma^tuirimadura ua mao direila e uma
dentada de cachorro em cada braco, loco guitarra c
goila muilode sociedade debaluque.cosloma as suas
rugidas andar no lugar de Barro Vermelho, Ca-
maragbe e Ciqui, j foi preso ha patucos dia* na
ridade de Oinda, inlilula-se de forro: 'os capiles
de campo podem mandar entregar no Kecife, na Pou-
lc Vell.a da Boa-Vista, casa do Sr. Jorei Carneiro,
francez, que serao generosamente recompensados.
Na ra Direila n. 53, precisa-se ,de uma ama
quesaiba cozinhar, preferindu-se de meta idade.
Aluga-se urna casa no Montciro. bera do rio,
leudo 2 salas, 2 quartos, cozinl.a fura, e he muilo
fresca : alralar no mesmo Monteiro, com Autonin
Jos KoiTrgues Souza, ou na ra do Queimado, toja
de tarragos n. 12.
CONSULTORIO CENTRAL
MEOPATHICO.
N. 1 i Ra da Cruzes N. i 1
Consultas lodosos dias desde as 8 horas
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serao feilas a qalquer hora do dia ou da h
noile.
As senl.oras de parto, principalmente, W
serio soccorridas com religiosa promp- (&&
lidao.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Victorino Jos Carreira da S relira-se com
sua senhora e om criado de menor idade, para Lis-
boa, por lodo mez de marco ou abril prximo futuro.
Precisa-se de um caixeiro qoe tenha bastante
pratica de taberna, e que seja diligente; prefere-sc
o que estej arrumado e que por qaatqoer motivo
se desarruinc : na ra do Collegio n. B, taberna de
Manoel Antonio dos Santos Fontes.
Precisa-se de uma pessoa que seja s, e qne-
n.lo tenha em que se oceupar. para ser empregada
as compras e mandados roa, de uma casa de pe-
quea familia, dando-se-lhe sustento e 4j000 rs.
mensaes: a tratar na roa Direila n, 64, segundo an-
dar.
A substitua das cadeiras de uslruecalo elemen-
tar desta eidade, residente ua ra do Uosario da Boa-
\ isla o. 38. faz setenta a quem convier, que abri a
sua aula particular no da 9 do correnle*.
Pede-se com muila urgencia ao Sr. Cypriano
Antonio de Andrade, declare por esta folha sua mo-
rada, ama de ser procurado, e com elle tratar-sede
negocio consderavel.
Attencao'.
Perdeu-se oo fortaram na noite de 6 de Janeiro
correnle, do pescoro ite ama menina, uma volta de
cornalinas brancas engrasadas em ouro, isto desdo o
sitio onde mora o lenle-coronel Leal, prximo a
estrada da Belem, viudo pela estrada do cemilerio
at a rna do Hospicio, e dahi alravessando para a ra
do Seve, defronte do caes da Aurora ; quem delta
soubcr ou a tiver adiado, dirija-se roa da Cadeia
do Kecife. luja n. 53, que ser generosamente re-
compensado por Jos Gomes Leal.
Dinheiro.
No pateo do Caajno 17, se dir quera d dinhei-
ro a juros.com penhores de ouro.
kFurtaram no dia 10 do correnle mez un) ca val-
lo bastante apparelhado c com freute aberla, quatro
ps calcados,-um pequeo achaque na inflo direila, a
cabera ararneirada, uma tomadora de sellim no tom-
bo : rega-se a todas as autoridades policiaes que o
encontrare manden, entregar na ra de A pnllo,na co-
chera, de Jos Pinto Ferreira, que serio generosa-
mente gratificadas.
Precisa-se dt um molcque de 1G a 18 annos
parti oservic.0 deuma casa ; a tallar na ra Nova n.
.18, lojade cutileiro.
O collegio S. Francisco Xavier, erecto na
Ca punga."
Termo de exame.Aos 16 dias do mez de dezem-
bro de 1853. em presenca do Illm. Sr. Dr. Laurearo
Trigo de Lonreiro, como presidente, sendo examina-
dores os lllros. Srs. professor publico da freguezia de
Sanio Antonio, Miguel Archanjo Mindello," e o pro-
lessnr particular Jos Duarle Caliste, procedeu-se ao
exame dos alumnos Joaquim Ricardo Monteiro de
I.aivae Luhr.de linllanda Cavalcauti do Albuquer-
que, os quaes sahiram approvados pleuameute, ten-
do respondido satisfactoriamente s materias do se-
gundo grao ; pelo qne podem gozar da mcdalha cor-
respondente, concedida pelo despacho do Exm. pre-
sidente desta provincia em 7 de oulubro de 1851, e
para constar assignan.nso presente. Dr. I.ourenro
Trigo de Lonreiro, Miguel Archanjo Mindello, Jos
Duarle Calislo e Francisco ile Freilas Gamboa, direc-
tor. Com elleilo, os examinandos brilharam sobre
adiar a rircumfereucia, superficie e solidez da es-
phera por qalquer apotema,mediro de paralle-
logramos, provada pela divisan em tringulos, e ad-
dijao das superficies desles, clculos de regra urea,
operacoes de complexos, qur por Iracces ordina-
rias, qur por decimaes, qur por Vares alicotai, etc.
etc. O collegio se abri no dia 9 de Janeiro para -
ceber alumnos internos e externos.O director.
Pommaleau, no aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
sa aos amantes de cachimbo, que receben ltimamen-
te fumo novo da primeira qualidade, a.que tamben.
tem por vender cachimbos de Indos os gestos.
. AO PUBLICO.
O abaixo assignado pharnlaceu-
tico approvado pela faculdade de
medecina do Rio de Janeiro, leu-
do comprado a botica da rita No-
va desta eidade n. 55, pue foi do
finado Joaquim Jos Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pbarmaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer-
reira, faz publico a seus fregue-
zes e a quem convier, que nella
o acbarao sempre prompto a qal-
quer hora para aviar toda equal-
querreceita, para dentro, ou fo-
ra da eidade, com a maior preste-
za e iidelidade, por nchar-se sor-
tido das melbores e mais recentes
drogas ltimamente cliegadas.
Jos da Cruz Santos.
LE1LOES.
A requerimento do depositario da massa fallida,
de Jos Marlins Alves da Cruz, o |r despacho d
Illm. Sr. Ilr. juiz da secunda vara do civel e rom- i
mercio, o agente Oliveira far leilao das fazendas e
armaro da loja do dilo fallido, sita na ra do Quei-
mado: Qnnta-feirn 12 do correnle, as 10 horas da
manhaa, ua indicada loja.
AVISOS DIVERSOS.
,OOS
e-
E para constar se mandou allixar o prnenle e pu-
blicar pelo Dioto.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000x000 de i-s.
Segunda feira (6 do torrente deve
ebegar do Sul o vapor Lusitana, conduc-
lord lisia da lotera (i. do Estado Sani-i
(ario, cujos bilbetes ucliam-se a venda.
Ausenlou-se de casa o prclo Jnaqnim, barbado,
alto, gordOj linio, parece crioulo, mas linde Angola,
foi captivo do tallecido Sebastio, boticario, na ra
do Rangel.dza algnmas pessoas que be forro ; quem
o pegar, leve-o no Mondego, defronle do porlao do
Sr. l.uiz Gomes, que ser gratificado.
Avisa-se pela ultima vez aos rre.lorcs do falle-
cido Joao Kiersheim, dono que foi do Hotel da Barra,
de cntregarem suas contal na ra d Crnz i 10, cer-
los de que nao o fazendo nesles Ires dias, nito seras
mais consideradas
Bichas.
' Alugam-se c vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia conu-cnle a rna das Cruzes n. 10.
Roubaram na uoite de sabbado, 7
do torrente, de um dos camarotes dotbea-
tro Santa Isabel, um binculo de tubo
braucode osso, com o competente estojo ;
e be ja' este o segundo rf^rfiodesemellian-
te natureza faz. Roga-se a jKsoa a rjuem elle fro-
lerecido o obsequio de o tomar, e envia-lo
a'ruadasTiinclieiras, casa de 2anckircsn.
H). que sera' generosamente recompen-
sad!; .
A vii.va do fallecido Antonio Martin de Car-
valho taz se ente a respeiUvel publir.i, e principal-
uii'iile ao mui digno corpo do ronmieirio, i|ue ella
lem instituido seu procurador bstanle eucafregado
de spus negocios, a seu man Adriano Xavier Pereira
da Brita. continuando os arnnuens de liaixodasse-
gninles firmas: o que piraya com a firma de Antonio
alarlins deCarvalho, girara com a da viuva Marlins
de Carvalho, eo que gir.-iva com a firma de Mosquito
Juuior A; Carvalho, rontinuar debaixo da firma de
Mosquita Juniot (X Viuva Carvalho ; as pessoas que
sejulgarem rredoras do fallecido, queiram apresen-
lar quanln antes suas cuntas ao dilo procurador da
aiiiiuucianle, na ra do Collegio n. 9, para seren
pagas.
. No beccodo Peix Fiito, taberna n. I, lem ev-
adiente doce de guiaba, por preco muito commodo.
Manoel do Amparo Caj, eslabelecido na ra
.Nova desla eidade, casa n. 18, com leja de fazendas
e alfaiate, previne ao publico, que araba denssociar-
se cun Manoel do Va.rmenlo Viann.1. o qual sera
d'or.i em dianle o administrador do dilo eslabeleei-
menlo, devendo todava este girar soba firma de Ma-
noel do Amparo Caj & C., na conformidade das
clausulas estipuladas na escrtpbtra dosoriedade par-
ticular, que culi c si passaram.
Aluga-se una ama que tenha mni-
to bom leite, sendo lorra ou captiva, e
sem lillio : quem estiver nesta circutns-
tancia, dirija-se ao jiteo do Hospital do
Para izo, sobrado n. 2(i.



r,
j*
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o carde al patriar cha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vio publicar- pela prirueira vez as obras com-
pletas lo virtnono e sabio prelado, u cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz.
O editor, hereiro dos seus nianuscriptos.ciiteiideu
que prestarla relevante servigo s letras patojas, col-
ligindo e.communicaudo pela impressao os IrabaHios
de um escriptor recente, que tanto nome alcancou,
inereccndo-opela caslidadc.e elegancia do eshlo,
pela importancia dos assumplos, e ]>elo fervoroso cal-
lo das lucias nacion.ies, amor e cuidado constante
da sua vida patritica einlellectual.
Mesmo quando os lajos do sangue, e a gralidao c
saudade, devidas,i memoria de um lio extremoso e
desvelado, o nao obrigasseni a empregar n'esla edi-
C*o o maior esmero, a dea de additar as paginas da
lilteralura contempornea cora 1,1o vastas e interes-
santescomposiroes, trabadas as diversas provincias
do saber humano, bastara para Me espertar o zelo,
eredobrara vigilancia.
1)0 trabalhos do car.leal Saraiva de S. Luiz Urna
parte acna-se anda indito, e lie a maior; a onlra
encoutra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das ciencias, qual originariamente foi des-
tinada, 011 corre avulsa em brocluiras estampadas
por ordem e a cusa da dislincta corporacao, ou em-
lim vio a luz em peridicos luteranos, cuja publica-
cao cesaou ha muito. O editor, para a rcimpressilo
e encorporafao de lodos os escriptns na collecfao das
obras completas, alcancou a prompta acqniesccncia
da academia dassciencias, que timbron por este mo-
do em ajunlar ;s antigs urna nova prova de consi-
derarse pelo Ilustrado socio, que leve, a honra de
ser seu vicepresidente lauto lempo.
As obras rompilas do sabio prelado abrangem va-
riadas materias, que por suas especialidades podemos
reduzir a Ires classes principaes:Memorias histo-
ricas o chronologicasmemorias c esludos. filolgi-
cose iniscellaneascompostas de nolicias ecclesias-
licas, biographias de alguns varOes nolaveis porlu-
guezes, e enifun de Irabalhos acerca de objeclos di-
plomticos, archcologicos, c de muitos outros ramos.
A publicado principiar pelasMemorias Histri-
cascomprehendendo o primeiro voluinc os esludos
o ensaios sobre diflerenles pontos hisloricos em d-
^ersas pocas d.e Portugal. Successivamente conli-
nuarao a sahir ns seguinles, se a edicao obliver a a-
ceilacao que se lisoDgear de merecer aos cultores
das lelras e glorias patrias, formando (quanto pode
calcularle) urna seria de onze a doze lomos de oilavo
Irancez, e400 paginas de lexld cada lomo.
A edijao sera atompanhada de um juizn critico,
cscnplo peloSr. I.. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa nolicia da vida do dislinclo prelado, feila
|ielo editor Antonio Correa Caldeira.
Assigna-se para a colleccao completa as loias da
viuva Berlrand e Filhos, aosMartvris; e na do Sr,
Martius Lavado, na ru!i Augusta n. H.
Vrere de cada volme por es-
......... 18200 rllsferies.
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA II DE JANEIRO DE 1854.
Avnlso.
1?U2
Declarase que o voiume ou volumes, que conlive-
rcm oensaio sobre alguns synonimos da lingua por-
luguezaeosGlosariose alguns outros Iraba-
lhos nao serao^ vendidos em separado.
* Snbscrevc-se em Pernstnbuco na livraria ri. (i e 8
da praca da Iudepeudencia, sendo o pagomeulo na
occasiao da entrega.
OBerece-se um rapaz porluguez para oaixciro
ilc ra ou de oulro qualquer negocio, ou mosmo para
taberna, o qual lem bstanle pralica : quein de sen
preslimn so quizer ulilisar, dirija-se ra estrella do
,,""|0_n- i^ouamiuncie para AVISO AO COMMFRCIO.
Os abaixo assignados continuain
a /tanguear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos procos nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker Si CompanJiia, nego-
ciantes icglezes. Os mesnios avi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no da 5 do crrante mez a ^
sua loja de fazendas da na do Col- W
legio e Passeio Publico n. 15, di-*|r
rgida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos' de Si-
quia1 Pilang, para venderem
or atacado e a retallio.
Na ra das Cruzes n. 10, taberna do Campos,
vendeni-se as melhores e mais modernas bitas
hamburguezas, e aluga-se, lauto por junto, como a
relalho, por precos razoavws.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinbar e
engommar com perfeicao, para casa de duas pessoas:
quem esii\er uesla cirCumsIaiicia, aiinnncie para ser
procurada, ou dirija-sc ra do Queimado n. 53.
Quem quizer soltar aado para pastar, no sitio
Maroim, em Pao Amarello, o qual (am as melhores
proporces para paslagcm, por ter muilo pasto e boa
agua,e por uina paga razoavel, dirija-se Soledade,
n sitio do fallecido llerculano, a tratar com a prn-
fessora do collegio. '
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimentel; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio u. 30, a negocio.
Joao Jos de Carvalho Moraes
faz scienteaquem inleressar possa, qoe desta dala,
em diante, teiu encarreitado da arrecadaraoecobran-
<;a de sua casa, ao seu tiln. Joao Jos de Carvalho
Moraes Jnior, eaoSr. Antonio da Costa Kibeiro e
Mello, aos quaes conferio os poderes para isso neces-
. -arios.
Offerece-se uro rapaz brasileiro para caixeiro de
roa ou de oulro qualquer negocio ; quem de seu pres-
umo se quizer ulilisar, aununcie para ser procurado.
Precisa-se comprar urna escrava de 18 a 20 an-
uos de idade. que saiba perfei lamente coser, engom-
mar e fazer labyrinllio, c um prelo de meia idade,
que enlenda de horta, e que sejam de afiancada :on-
ducla e sem molestia : quem os livcr dirija-sc ao Ho-
tel Francisco para tratar.
Precisa-te por aluguel de urna prcla escrava que
saiba Iratar de enancas : quem a liver e quizer alu-
gar. dirija-se ao sobrado da ra de S. Francisco n. 8.
I), l.ui/.a Annes de Andrade Leal faz scienle
dos paisde suas alumnas, que as ferias findam-se no
aia 10 de Janeiro correo te, e que abre aula no dia 11
do mesmo mez.
Loleria da irmandade de Nossa Scnhora
do Livramento.
No dia ti andan; infallivelmente as rodas desla lo-
leria, seja qual fdr o numero de bilheles' que reste
|x>r vender-se ; o restante dos mesmos esla venda
nos lugares do coslume at o dia 13.O Ihesourciro,
Joao Domingves da Silca.
Traspassa-se o arrendamentoda loja e primeiro
andar do sobrailn da roa do Collegio n. 18 : Ira-
la^ie na ra do Queimado, loja do sobrado amarello
ii. 29.
Madama Routier, modista franceza,
' ruaNova, n. 58,
" lero a honra de annunciar ao respeitavel publico,
que ataba de receber de Franca um lindo sorlimento
ile chapeos de seda do ultimo goslo, manteletes pre-
los e de cores, romeiras de cambraia com maugas
bordadas, preparadas para vestir-sc por bailo de pa-
lito, chales prelos, camisinhas para senhora, man-
guitos bordados, mantas prelas de seda a imitarlo de
blondo, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilhos, Icques, grosdenaples prelo
muilolino, sel i m maco pelo, chamalole prelo,'eu-
Iremeio bordado, calcas bordadas para iiieiriiias, cor-
les de babadosdo vestidos de diversos desenhos, um
sorlimento de plumas para chapeas e toncados, vesti-
do* de bionde para noivas, llores de larangeira, ca-
pellas muilo linas, ritqs chapeas de feltro para mon-
tana, chapeos de palha da Italia muilo linos, lindos
ihapeosinhos de seda para meninas, lencos de mo,
leucinhos de seda para pescoro de senhora, bicos de
hloode verdadeiros, e de ditl'erenles larguras'; na
mesnia casa fazem-se vestidos de baile e casamento,
enfeiles para cabeca, chapeos, e ero geral as modas
com mais perfeic,ao de que nunca, epreco muilo ba-
rato.
AO PUBLICO'.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimenlo
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ces, como retalho, alliancando-
e aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de cmbinac9o com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, ailernaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que otitro qualcpin- ; 0
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
liaratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Autonio Luiz dos Santos & Roli
JOAO' PEDRQ VOGELEV,
Fabricante de pianos, afinador, con-
. certa com toda a perfetrao.
iendo allegado receulemeiile dos porlos da Euro-
pa de visitar as melhores fabricas de pianos. ( ten-
do ganho iiellas lodos ns conliecinientos e pralica de
coustrucfes dos molernos pianos, oilerecc o seu
prestiino ao respeitavel publico para qualquer con-
cert e aliiiaees com lodo o esmero, leudo tuila cer-
teza que nada restar a desojar as pessoas quo o in-
cumban! de qualquer Irabalbo, lano em hrevidaite
como em mdico prejo: na ra Nova n. 41, pri-
meiro andar.
D. Luiza Annes de Andrade Leal e suas ma-
nas 1). Scnhorinh de. Asscca Bilancourt e IX. The-
reza de Jess Leal, contjnuama recebar em sua aula
.alumnas nternas, meias pensionistas e externas, pa-
ra oque a casa tem bous commods. Nesla aula en-
sina-se a lr, escreverernnlar, grammaliea nacional,
arilhmetica, francez, ingloz, msica vocal e piano,
danra, doulrina c|iristaa,-coser. cortar, labyrinlhar,
marcar, bordar de seda re matiz, de susto, de troco
em talagarca, de tapete e de l.la em vestidos, c ou-
trasobrasde cacund; os pais que as quizerem hon-
rar, ficarao salisfcitos pelo augmento que ellas te-
rao, epelo disvello com que ellas serao tratadas, para
0 quo os-prctendenles poderao dirigir-se roa de
Santa Rila (ou do Fagundes) sobrado de um andar
n. .), quem vem da ribeira o segundo sobrado, ao p
do de varanda encarnada.
Jos Teixeira Bastos comprou por conta e or-
dem do Sr. Jos Francisco da Silva, de Sergtpe, o bi-
Iliete de n. 38G0 da primeira parte da sexta lotera
a favor das obras da igreja de Nossa Senhora do Li-
vramento; e por conta c ordem doSr. Francisco Tei-
xeira Bastos, o bilhete da mesma lotera de n. 3858.
Precisa-se de urna criada para o servido inter-
no de urna casa de pequea familia ; paga-se bem :
na ra de Apollo ii.-JO.
Os abaixo assigrados dissoheram a sociedade
que linham na loja de miudezas, na ra larga do Ro-
sario n. 2*,a qual gyrava sol firma de Cruz & Bastos,
desde :il derdtembro doanno prximo passado, Pi-
cando lodo o activo e passivo da mesma a cargo de
Jos L. Cruz,Jote fj>uren . I Ices da /tocha tastos.
Precisa-se Tallar com o Sr. Bernardino Nones
da Conceicgo c Cosa, a negocio : na ra da Coucei-
cao n. 6.
Precisa-se de una ama para lavar, engommar,
e comprar na ra, para casa de um homem solteiro :
na ra da SoRdado n. 33.
Aluga-se una ama que tenha muilo bom leite,
sendo forra ou captiva, e sem lilho : quem esliver
nesla circunstancias, dirija-se ao palco do Hospital
do Paraizo, sobrado n. 2ri.
- Precisase de urna ama : na ra do Hospicio,
casa n, 17.
Os socios do gabinete portognez de leilura em
1 ernambuco, eslao obrigados a conservar em admi-
nislrarao daquelle eslabelecimcnlo as messoas mais
respeilaveis que hajam entre os seus sociR; e depois
dos aconlecinientos do patacho porluguez Irrogante
eslarao ueste caso os Srs. Joaquim Baplista Moreira e
Miguel Jos Alves!' A conserva-Ios a sociedade se
degradar e perder o respeilo que merece aquella
insliluicao de moralidade e bem da humaoidade.
Precisa-se alugar urna prela que saiba comprar
e vender, e que seja tiel; na ra do Aragao u. .
A QUEM CONVIEU.
liram-sepassaportes.folhas corridas.lilulos de resi-
dencia e escripturacao simples, com promptidan o
limpeza : na ra do Crespo, loja de miudezas de An-
tonio Domingues Ferreira, ou na ra do Collegio,
botica n. ti, ah achara pessoa haDililada om quera
Iratar, pelo mais mdico prero que ontro qualquer.
Manoel da Cosa Barros retira-se para Lisboa e
porlos do norte.
Precisa-se de urna ama que de Qanra a sua con-
ducta, para tomar conta de urna casa d homem sol-
teiro cstrangeiro : a qoem II.e convier, dirija-sc i
ra Nova n. U, primeiro andar.
O annuncianlc que pretende fallar a Cvpriano
Antonio de Andrade, pode dirigir-se ra Nova, lo-
ja de allaiale n. 18.
HTKATOS PELO ELKCTRoh Po!
No aterro ,, terceiro andar.
A. Lellarle Iendo de se demorar pauco
lempo nesta cidaile, avisa ao respeitavel pu-
blico que qnizer utilisar-se de seu presumo,
deaprnteitar os poucos dias quo lem de re-
sidir aqu ; os (erralos sero lirados com to-
da a rapidez c perfeirjio .que se pdedesejar ;
no eslabeleciiuento ha retratos a mostra para
as pessoas que quizerem examinar, e est a-
herto das O horas da manhaa al as i da
Precisa-se de um cozinheiro ferro ou captivo, e
tambem urna prela para engommar, e para o servii-o
interno de urna casa; dirija-se ra do Trapiche n. 8.
.Precisa-se de um homem para feilor de enge-
nho c campo, que de conhccimenlo de sua pessoa :
no engenho novo de Muribeca.
AVISO JURDICO.
A segunda ediecao dos primeiros elementos pura
lieos d foro civil, mais bem corrigida e acrescenla-
da, nao s a respeilo do que altern a le da refor-
ma, como acerca dos despachos, inlerloculorias- e di-
linitvas dos julgadores ; obra essa lao interessanle
aos principiantes em pralica que Ibes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n. 6 e 6.
Aluga-se um bom sitio no logar do COrdeiro, i
margem do Capibaribe, com boa casa de v venda,
estribara para 3 cavallos, casas para prelos e feitor,
pomar ejardiiOf assim como baixas paracapim : na
ra do Queimado n. 30, ou no armazem de Barroca
& Castro, na roa da Cadeia u. 4.
O abaixo assignado, lomando o cnnselho que
llie dirigi por esle Diario n. 6 de segunda-feira, 9
do crranle; o Sr. Antonio Jos de Freitas tiuima-
racs, boto os oculos e vio ser risota a sua dectarar
feila por esle mesmo Diario, mas como ignora a sua
morada, roga-lhe tenha a boudade de a declarar por
esle Diario, e a que Horas se pode achar em casa, para
receber os alugueis da casa ero que o dito Sr. morou,
pois lalvez que nao queira ter o incommodo de o le-
var onde receben a chave por ser um ponco longe, etc.
Manoel Kibeiro da Ctwha Oliceira.
Na travessa da na Bella n.2, aceilam-sc cavallos
para trato, pelo commodo preco de ICSmensaes, ofle-
reccnilo-se aos mesmos lodo o cuidado em seus trata-
racnlos; tamliem recebe-se para deter carros e ca-
briolis.
Vende-se umcjivallo, de bonita figura e bom
andador : na ra do (Jueimado n. 53, loja de Jos de
A/.cvedo Maia.
Vende-se superior couro de lustre, pelo dimi-
nuto preco de 2900 rs. : quem quizer ver a qua-
lidado va a ra do ajueimado, loja de miudezas de
Jos de Azevetlo Maia.
ATTERGAO'.
V ende-seum carro de carregar fazendas, prouiplo
e arreiado ; na ma das Aguas-Verdes o. 13, em casa
doSr. Bartholomeii.
Vcndem-se 2 carrocas bem conslruidas, 1 mui-
lo grande com i rodas, a qual carrega SjO arrobas,
pouco. mais ou menos, e a oulra pequea, ambas no-
vase muilo leves: a tratar na ra de Apollo com Ma-
noel Joaquim de Souza,confronte ao deposito de ferro
dos Srs. Me. Calmonl ( Companhia, ou no armazem
da rna da Senzala Velha, confronte ao Sr. Martius,
pintor. ,
Vende-se arroz de casca.
No trapiche do Sr. Cunta existe para vender, una
porcao de arroz de casca: Irata-se na ra do Ouci-
mado n. 7, loja da estrella.
Vcndem-se saccas com farclln, chegado lti-
mamente da America, por barato prero: no caes do
Ramos n. 1G, e na ra do Trapiche n. 8.
Velas de espermacete.
Vcndem-se velas de espermacete de superior qua-
lidane, de O em libra, viudas da America : na ra
do 11 a piche ^ovo n.8.
Vende-se marmelada nova, ebegada de Lisboa
ltimamente, em latas de i e i libras, por preco
conunodo : na ra da Senzala Nova n. 4.
Espirito a l.<600 rs. acunada,
vende-sena ra do Collegio n. 12.
Vendem-se 5 casaes de gansos: na roa do Mon-
dego no sitio da esquina que volla para a Trempe.
Vendem-se objeclos para urna aula de primei-
ras leltras: ua Iravessa do Monleiro, casa em que j
levo aula.
Charutos linos de S. Flix.
Na ra do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da-Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, ca acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muito novas : na ra do Quei-
mado, loja n. 49.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do (iuc em
outra qualquer parle para liquidar contas: na ra da
Cruz. n. 10.
Vende-se um carro novo de } rodas, para um
e dous cavallos; para ver c Iratar, na cocheira da
ra Nova por baixo da casa da cmara municipal.
Fazendas baratsimas, na nova foja da
ra do Crespo n. 11, de Dias & Lemos.
Corles de chitas francezas muito finas de todas as
ores, de 12 covados cada corte, rom urna pequena
lislra ao lado, fazenda do ullimo goslo a 25S00 o cor-
le; ditos de padrScs miudinhos, fazenda muilo fina,
com 1,1 covados a 2?300 o corte, ditos de cassa com
ramagem de cor, fazendl de muilo bom gusto, a 2
Vende-se urna prela, rrioula, propria para o
servijo de rasa, c cun una tria de 7 mezes: na ra
Nova n.ti3, segundo andar.
fl '** f
< RA DAS CRUZES W)
') No consultorio do prol'cssor hoincopalba f^j
^j, liossct Bimonl, acliam-sc venda as obras *1
^ seguinles: \)
(ff) Segunda ediejao dos elementos de lio- (g
S meopathia ; revista consideravelmeute ;*:'
*>) augmentad, e redigid;i de pi o[>osilo para ^S)
1 os principiantes que rjuizerem de boa f />
"y experimentar a nova rnedeeina. 6000 '
t^ Tralamenlo homcopalliico das l^
V^ poder curar-se a si mesmo.....
^ Pathogenesia ilos medicamentos
'l0ln*''oPilmieos hrasileiros e pos-
se logia homopalhica, ou adminis-
A Iracao das doses........- .
2Z OBRAS EM FRANCEZ.
#f Dicciomr. io completo de mede-
t ti"........j. .
* Organon da arle de curar. .
() 11 .llamen lo das molestias chro-
A nicas.......m......
"gj Novo manual completo do Ur.
'^) Jalir........7.......
Al Memorial do medico homopa-
&/ Iba........##.....
w Medicamentos,
^ Urna carteira com os 24 princi-
*7 paes medicamentos 'Tubos grandes)
|D segunda cdicrSor dos Elementos
i de honiopathia. '.,...
V9 l. roa carteira com os 21 princi-
ffl paes medicamentos .
grande sortimenlo de earteiras
lodos os la manilos por preros
I^KX)
35000
108000
73000
18000
118000
38000
205000
105000
de
eoniiHorfissmo.
1 lubo de globoos avulsos .. 500
1 frasco de jj ofa de tintura a
escolha...........IjOOO
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos;, Iravessa do Carioca.
Compra-se um pao para lipoia; na ra da Guia
n. 64, segundo andar, ou aununcie.
Compra-se urna casa terrea, sendo em ruasfre-
quenladas, c uo bairro de S. Antonio, ou S. Jos :'
quem tiver, aununcie por esle Diario, ou dirija-se
a ra da Viraro 11: 9/
-7 Compra-se um moleque, de bonita figura : na
ra do Crespo n. i, loja de 4 portas, ao lado do arcu
de Sanio Antonio.
Compra-se uro po para rede com sua comp-
leme serpentina, nova ou mesmo usada, ero bom es-
lado ; quem tiver, e querendo desfazer-se desse b-
jeclo, dirija-se na de Horlas n. 90, ou annuucic
para ser procurado.
VENDAS.
CjJ. ALMAiNAK.
Saino a luz a iblhinha de algibeira,
coutendo ale'm do Calendario o regula-
mento almanak civil, administrativo, commer-
cial, agricola e industrial ; augmentado
com O engenhos, ale'm de outra* uoli-
cias-estatiscas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao jiermittiram ao edictoi
vende-Io pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na i-
mesclado, muilo encorpado, fazenda de una s "cor,
prapria para o servico de campo, a 180 rs. ocovadn;
bnm cnlranrado de linho lodo amarello, proprio pa-
ra calca e patito* a 480 rs. o covado; dito zenda moilo superior da puro linho e riquissimos
costos a 15C00 avara; cobertores de alaodiio todos
branros, da fabrica de Todos os Sanios da Babia, a
r.iOrs.cada um; meias de algqdao cruas, muito en-
cordadas, a 250 rs. o par; alpacas prelas e de cores
moilo finas, a 8QO rs. o covado; merino prelo para
%tm, 25IOO, 29800 e 35200 o covado: assim como
niuilas oulras fazendas por baixos precos, de ludo se
dao amostras, deixando seus competentes |ienhorcs.
Com pequeo toque de a varia a 2.S, 2#i00
. e 5S000!
Na loja da ra do Queimado n. 17, ao p da boti-
ca vende-se madapoln com um pequeo loque de
avana a 25, 25OO e a 35OOO, sendo fazenda lina,
lencos de seda d cores pelo diminuto preco i|e 15
cada um, e oulra- fazendas por prero mais baralo
do que em oulra parte.
Cal de 1.1.-I iui 1.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o mais superior que ha e por mdico preco:
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Vinlio Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, ra da Cruz 11. I,
receberam ltimamente Si. Julieii e M. margol, em
caixn;, de urna duzia, que se recommendain or suas
boas qualidades.
Pianos.
Os amadores da msica acliam coutinnadamenle
em casa de Brunn Praeger & Companhia-. ra da Cruz
n. 10, um gr.-inde sortimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerenles modelros, boa conslrucrau e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; ssim co-
mo (oda a qualidade de inslrumenlos para msica.
Obras de ouro,
como sejam: adereces e roeiosditos, braceletes, brin-
cos, allinetcs, liolc.es. ahncis. rorrentes para relogios,
e,c;;.elc-i do mais moderno uoslo : vendem-se na"ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se om quarto novo para carga : na ra
da Praia, armazem 11. 18.
Vende-se grava ingleza de verniz
Ereto, para I impar arreios de carro, he
istroso e prova d'agua, e conserva mili-
to o couro : no armazem de C. J. Astley
& Companhia, na ra do Trapiche n. ti.
Vende-se urna propriedade de Ierras junio a
ponte dos Remedio: quem pretender, falle a Luiz
(.arlos da Costa Compeli, no mesmo lugar, ou com
Manoel Antonio de Jess nesta praca, ra dosuar-
leis n. 18.
BOTICA
CENTRAL IIOMEOPATHICA
51 ra da Cadeia do Itecife, 1. andar 51.
Dirigida pelo pharmacenUco approvado,
e profeMor em homeopathia Dr. i".
deP.PlresKamo*.
Nesla botica se encontram o*' melhores c
mais acreditados medicamentos liomopalhi-
co*, qur em glbulos, quer ero tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacti-
diio, pelo pharmaceutico approvado o profes-
sor em homopalliia Dr. Pires Ramos, sol as
indicardes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
praticado lia i a irnos, todas as remas da phar-
macia homopalhica. #
. Os medicamentos desta botica, cuja cffira- '
cia lem sjdo verificada na longn pratica do j
Sr. Dr. Sabino, c reconliecida por lodas as
pessoas, que delles lem Caito uso, exercem
uina grande vantagem, sobre lodos os que '
por ahi se vendem, a qual consiste tanto na i
prompliilo dos seus ..elleitos, como na qua-
lidaile de se conservarem muilo tempo sem
soOrerem a menor alleracao ; o que os tor-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o mato, onde ncm sempre lia facilida-
de da provisao de novo* medicamentos.
Existem earteiras de medicamentos em
tobos grandes de fino cryslal de dilferentes
precos, desde 125000 al 1205000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dvuanii-
sacoes, e riqueza das caixas.
Cada vidro de Untura da quinta dy-
nainisacao......, 2>O00
Oda tubo de medicamento .' I500O
-V. .OSr. Dr. Sabino Olegario l.udgo-
ro Pitido se presta a dar esclarecimentos a
todas as pessoas, que compraicni medica-
mentos nesla bolica, na ra das Cruzes.
ANTIGLTDADE fi SUPERIORIDAE
DA
SALSAPARRIL/IA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARWLIIA DE SATOS:
A tt en cao'
A SALSA PARRILDA 6E BRISTOI. dala des-
de 1832, e tem ronstanlemente manlido a sua re-
putaro sem necessidade de recorrer a pomposos
aiimiucios, de que as preparacc.es; de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre nutras, as dos
Srs.'A. R. D.. Sands, de New-York, preparadores
e proprielarios da salsa parrilha conhec.'da pelo no-
me de Sauds.
Estes senhores solicitaran a agencia de Salsa par-
nlha de Brislol, ecoino nao o podessem obier, fa-
bricaran! urna imituro de Bristoi.
Eis-aquia carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
ereveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se aclia em nosso poder:
sr. Dr. C. C. Bristoi.
Bfalo, &c
Nosso apreciavel senhor.
Em lodo o auno passado temos vendido quanli-
dades rousidcraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vme., e pelo que osvimos flaerde suas virtudes
iiquclles que a tem usado, jateamos que a venda da
lila medicina se nuemenlar muimmo. Se Vine,
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos resoltara njuita vantagem, tanlo a nos como a
Vmc. Tems muilo prazer que Vine, nos responda
sobre este assunipto, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou ronsa semelhante, teamos
muito prazer era o verem nossa bolica, roa de I'ul-
lon, n. 79.
Ficaro is ordei* de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNSS.
COXCLUSAO".
1. = A anliguidade da salsa parrilha de Brislol lie
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual esle droguista uao pode obler a agencia do Dr.
Brislol.
2.0Asupcrioridadc da salsa parrilha de Brislol
he incoutcslavel: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de uina porcao de nutras pre-
paracoes, ella lem manlido a sua repulasao em qua-
si toda a America.
As nufnerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sangue, k o bom exilo oblido ues-
la corle pelo Illm. -sr. l)r. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, c em sua
aromada casa de sande ua UamHa, pelo Iilm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do eiercito. e
por varios oulros mdicos, permiltern hoje- de pro-
clamar mente as virtudes efflcazes da salsa par-
rilha d Bristoi vende-se a 5*000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-e.para a bolica
la ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Su
O collegio Sanio Alfonso principia o* seus Ira-
bllios no dia 9 do crranle : nelle anda podem ser
admitimos alguns pensionistas e meios pensionistas.
vrarta- n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vonde-se ou permula-se nm rico engenho dis-
tante desla praca 8 leguas, por casas ou slos o p
desta praca ou de Olinda,o|ide se achara a pessoa com-
petente rom quem se possa fazer negocio: no oilAodo
Amparo ao p do" Sr. couego Mendes.
Grande sortimeiito.
Na ra Nova, n. 14, loja de Mr! Uadaull, lia es-
posto a venda um cmplelo sortimenlo de bellissimos
chapos para senhora, tanto de seda com flores ou
pennas. como de palha de Italia .iberios ou fechados,
da ullima moda, sendo esles de 53000 i 6J000 rs., e
aquellcs 11-jOOO rs.; camisindas muito linas para
senhora ; esparlilhos da melhor fabrica de Pars a
IO5OOO rs., os quaes sao os mesmos que se vendem
em outra qualquer parle porT48OO0 rs.; eslampas
coloridas e de fumo, muito finas e de alio ponto,
apropriadas a formato dequarlos de oratorio (pois a
lodos os respeilos nao ha iguaes no mercado^ de diffe-
renles nvocares, nomeadamente deS. Antonio, S.
Jos, S.-Joao, Corarlo de Jess e Mara, Assumpeao,
descendiniento da Cruz, N. S. do Carmo, Eece Homo,
a ceia do Senhor, a Conceicao de Mara representada
sol trplice aspecto, assim como magestosas vistas de
Pars, do Rio de Janeiro, da Babia e de Pernambu-
co; lelaizarca grossa e lina; laa, seda fnsa e froro
para bordar de todas as cores e qualidades; instru-
mento* ile msica, quer marcial, quer de orrheslra
dos melhores fabricantes de diversas qualidades!
como sejam, baixos, trompas, Irombonis, cornetas)
campas, clarineta*. violao. rebeca. Maulas d'ebano
de OHtras maderas ele., etc.; um grande e variado
sortimenlo de encllenles cordas para rebeca, relie-
cao, violao, etc.; assim como urna infinidade de on-
Iros objeclos, que a vista apreciar melhor do que a
inlelligenca por meioda simples leilura da enurae-
raco d'elles; os quaes objeclos, lorna-se escusado
dzer, que serao vendidos ; preco de nao desaeradar
aocoroprador.
Vendem-se cerca de 800 formas de folho de
ferro para fabrica de assucar. piuladas, eqne levan
tres arrobas cada urna : vendem-se iniiiiu-ciu couta
para fechar : na ra d Trapiche 11. 3. -
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violSo e flauta, como
sejam, t|uadrilhas, valsas, redotvas. sclic-
tickes, modinhns tudo ntoderuissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeitc de Peixe n. 14, ou a -atar no
escriptorio de Novaes Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
PARA NAO.E5TRAH EM RALANCO.
Vendem-se Cflssas francezas escuras,
cores (xas, muito linas, e de bonitos pa-
dres,a520rs. a vara ; dam-se amostras
trazendo penhors : na rita do Crespo
n. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Na ra do Vgaro n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, oseguinte: saccas de faiello muito
novo, cera em grume c em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce c cal
de Lisboa em pedra, novissima.
ATTENCAO'.
Cunha & Araorm, na ra da Cadeia do Recife n.
50, tem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bons, pennas de cma, c velas de car-
nauba, a 19500 o cenlo.
Na roa da Otoz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares do coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de, liolins; ludo por
preco commodo.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da uta
da Cruz, em frente ao chafariz.
GUARDA NACIONAL.
Na praca da Independencia 11. '7, ven-
de-se toda a qualidade de objeclos para o for-
damento dos senhores ofliciaes da guarda na-
I cooal, assim como para primeira e segunda
i linha, ludo por muito commodo prejo.
CONSULTORIO HOMEOPATHICO
,. DR. P.A.LOBO M0SC0Z0.
vende-se a melhor de todas as obras de medicina
lioinopalhica %sf O NOVO MANUAL DO DR.
Ii. 11. JAHR ~3 traduzido em porluguez pelo
Dr. P. a Lobo Moscozo: qualro volumes encader-
nados em dous. 20S000
O 4. \elmu conlcndo a pathogenesia dos 144
medicamentos que mo foram publicados sahir mui-
lo breve, por estar milito adiantada sua impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia, etc. etc. encadrrnadd. 400
Lima carteira de 21 tubos, dosmclhorcs c mais bem
preparados glbulos homcopalhicos com as duas
obras cima...... 408000
Urna dita de'36 tubos com as mesmas 458000
Dita, dita <>c 48 lubos....... 508000
Dita de 144 com as ditas......1005000
Carteirasdo -24 tubos pequeos para algi-
beira......... ... 108000
Ditas de 48 ditos......... 208000
Tubos avulsos de glbulos..... 18000
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho dcMarscillcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas moilo
grandes, acode inila surtido, ferro inglez.
Vendem-se panos Corles de superior qualida-
de,' fabricados pelo melhor autor hamburgus : na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 48.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver utn completo sortitnento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batio
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stlle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de va-utagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no\ idioma portuguez, em casa de
-\. O. Rifber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
f GANT-01S PAILHETE & COMPA-
| \ NHIA.
Conlinua-sc"-a vender no deposito geral da
ra da Cruz 11. 7r>, o eve|Icnlc c bem cou-
reitnado rap arcia prcta da fabrica de tian-
# tois Pailhelc & Companhia, da Baha, em
1$ grandese pcquenasf>orcocs,pclopreroeslabe- .
lerido.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Casa da esperanca, ra do Queimado
n. 61.
Nesla ca$i c nos lugares do cosame est venda
un. completo sortinienlo de cautelas da lotera cima,
cujas rodas andar 00 dia II do corrate iufallivel.
Bilheles 8000
Meios 38000
Qnarlos 18700
Decimos 8800
Vicsimos 8400
Vende-se um dos melhores cavallos que lem
apparecido, grande, novo, rujo, com lodos os anda-
res e muito fogoso : Irala-se coin Goilberme Selle,
ra do Kamicl 11, 45. 011 na cocheira do Izidoro, de-
fronle do porto da ra Nova.
Na fabrica brasileira dearlificios de fogos.ven-
deni-se fngiietc* do arconstruidos na mesma, que so-
bem regular como qualqaer.com tres bombas.a 18500
rs. a duzia : na Soledade, ra de Joo remandes
Vcira.
LOTERA da irmandade de n. s.
DO LIVRAMENTO.
Casa da fama.
No atorro da Boa-Visla 11. 48 e 58, vendem-se
quartos, decimos e vigsimos da lotera de Nossa Se-
nhora do Livramento, a qual corre sabbado, 14 do
correte mez.
Meios bilheles 39400
Uuarlos 18700
Decimos 8800
Vigsimos 8S0O
Na ra do Amonio n. 36, vendem-se os seguin-
les refrescos, sendo : xaropes de
Maracuj Capil
Groselhas Tamarindos
Laranja Liman
Lima Pitangas
Caj Vinagro
Cerejas Bambarollas
P0TAS&4.
p
Gi
bas
Cija
Ananaz
c muilo. outros.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
A venda a superior flauclla para torro desellius, ebe-
gada recenteinenle da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em (ledra, chegada no
hale Lusitano, viudo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Itecife, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas.
V ende-se a 58000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porreo : na ra da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
Pautse toallias.
Vendem-se palito* de bnm de linho de cores,
bem feitos, a 38 e 4 cada um ; toallias de panno
de linho do Porto, propria para rosto a 800 rs. cada
urna e a 98n duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 28
avara: na roa da Cadeia do Recife, loja o. 50.
Gola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: ua
ra da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras dt labyrintho feitas noAracatv,
constando de. toalhas, ieucos, coeros, "rodas de
saia, ele.
franceza
#
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhora* se enconlram sempre
na loja.de madama Thcard, por um preco
mais razovel efe que em qualquer outra
parle.
SI
Depoiito da labrica de Todo o. Santos na Baha.
V endc-*c, em casa de N. O. Bebcr &C, na ra
da Cruz n. 4, alaoda trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravo, por preco commodo.
_Vendem-*elonas,brinzaO, brioso meia* lo-
nas da Russia : no armazem da W. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz u. 4.
Taixas para engenhos.
Na fimdicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimenlo de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou crregam-se em carro
sem despeza ao comprador.'
Vendem-e relogios: de ouro, pa-
tente inglez, os.'melhores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companbia, na rita da
Cadeia do Recife, n. 56.
Aten ca de Edvrln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, arma'tem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se cuasi; intrnenle bous sorti-
mentos de taixas de torro .coa.lo e balido, tanto ra-
sa como fuadas, moeadas incti ras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditos para a rmar era madei-
ra de todos os lamauhos e mod. lo* os mais moderaos,
machina liorisontal para vapor com fprca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
Cara casa de purgar, .por me uos preco que os de co-
re, esco vens para laavios, ferro da Soecia, e to-
mas de (landres ; ludo por barato preco.
Mohnos de vento
'omhombasderepuso para regar borlase babas
decapim,nafandica do Brum ns. 6, 8 e 10.
Vende-se utn resto de exemplares
da obra Raphiiel, paginas da juvcnlu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de D.Carlos Suido y Spano : na rita
do Trapiche n. 1L-i, primeiro andar.
Vende-so um prelo do 30 anuos, de boa con-
duela, nao lem vicios nem achaques.ou tambera per-
iiiula-sepor urna preta que tenha as habilidades ne-
cessarias, que he coznliar.engomiiiir e ensaboar, e
ludo isto com pertoicao : qum quizer esle negocio
dirija-se a ra das Cruzes, n. 20.
No pate o do Carmo, taberna n. 1 vende-se
muilo boa ale tria, a 210 rs. a libra.
Na ra da, Cadeia do Recife n, 60. arma*
z \endcm-se r elogios de ouro .le sabonele, de [latente
inalez, da paellwr qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por pr. ;ro commodo.
A 5$20O, e 6^*00.
Na loja de livros de JoSo'dS Costa Dourado, no
largo do Collegio, vendem-se bilheles e roos bilhe-
es da loler a da irmandade de Nossa Senhora do Li-
vramento, pie corre imprelerivelmenle no dia 14 do
correle.
V'ciid e-se um lindo marrle de rara : no sitio
do Sr. Dul/ourq, na Estancia.
*'en *,e-sc grasa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso c prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
VatKlem-se rom pouco uso os livros seguinles :
llisloriaf Sacra', l'abula- Pha-dri, Salustos, Virci-
I11 Ilude... Horali Carmina, Tilo Livius.Epislola Q-
(eroiiis, Cicerons Oralones. t)rdo verboriim Salus-
tii, lltsloryof Romo (por Galdsmiths), dita de dita
;PI..' n-Jmaz Morell), Thomson llie Soasons, Vccar
i erield' Joohson Pails Milln, Breves Noces
de l oel ica (por V:cllez Historia Sagrada (por Ber-
nardino;, collecc.oes de problema : 110 atorro da Boa-
V isla, loja de ourves 11. 08.
Na nova loja de miudezas, na ra do Ca-
buga, junio a loja do linad Cruz,
venrlem-se rorrentes donradas pararelogio, de muito
noin Rosto, pelo preco de 5iHHJ at 38000, e sem se-
ren douradas, a 800 rs., lilas de velludo, luvas de
?ed.a para senhora, ditas ditas de retroz, filas de se-
lini com pona de toda largura, filas de sarja larga
para cinio, de mailos ricos padrn, e toda a mais
mjiide/a nova e barata.
Os martyres pernambucanos, victimas da 11-
bardade, na* duas revolaba* ensatada* em
1710 c 1817, por um laso peraambncano ( o
padre Joaqnim Dia Martin.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle dcsle im-
portante e curioso, trabalho. at boje indito, lie a
biographia de todos os pernambucanos preeminen-
tes quo entraram, ou de qualquer molise compro-
melteram na revolupio dos masVales, e oa da pre-
tendida repblica do 1817, escripia as arrOes
de lacs iiomcns no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nosso* dias, c que anda liinlem conhecemos
todos na congregacto do oratorio ele S. Filippe Ne-
rv, como um dos ltimos, e mais] estimaveia mem-
brosdessa veneravcl casa. O padre Joaquim Dias
dciva-nos ver csses caracteres i la severa com que
os encara, desenhando-os a grande Iraros : e lerao
elles sem din ida um sran.lc mcrecimento para a
posleridade, quando os houver de julgar serene :
o desalinho do historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos perlo, c a quem por isso nao interesse vi-
vamente : contem mais de 00 artigos.
Acha-se a venda 110 pateo do Collegio, oflicioa de
encadernacao.
.' 1 V ffko
. t SALSA PARRILHA.
Vicente. Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla prac,a una grande por-
cSo de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem aeauteiar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas consequracias que
sempre coslumam Irazer *>s medicamentos ^falsifica-
dos e elaborados pela m3o daquellcs, que autepoem
seus interesses aos males e estragos da liunianidade.
Porlanto pede, para que o publicse possa livrar
desta frauden dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recciilemenle aqai chega-
da ; o aniiunciaule faz ver que a verdadeira se vea-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recito n. 61 ; e, alm do receituaro que acom-
panha cada frasco, tem emhaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achar sua firma em ma-
nuscripto sobre o iovoltorio impresso do mesmo
Traeos.
Vendem-se relogios de ouro, p'
^ ten-te inglez, por commodo pre- .
- co: na ma da Cruz 11. 20, casa de
(f L. Leconte Feron & Companhia. j)
Vendem-se saccas de farinlia de
mandioca, superior, chegada ltimamen-
te do Rio de Janeiro: no larg da.Assem-
1 )I(la n. 4.
Vende-se *no armazem de James
Halliday, na ra da Cruz n. 2, o seguin-
te#. sellins inglezes, ditos ditos elsticos,
sillioes para montara de senhora, cabeca-
das de couro branco. lanternas para
carro e cabriolet, arreios para dito de 1 e
2 cavallos, molas para dito, de 5 folhas,
eivos para dito, de patente, candelabros
de bronze de ."5, i e 5 luzes.
MADAPOLA' BOM, A 3S200.
Vcndem-se pecas de madapohlo de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundieao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-s para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
_JM BOW__
cbinisla e fundidor de ferro, mui .
annuncia aos senhores proprielarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu estar
belecimeulo de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafaiiz, contina em
etTcctivo ejercicio, esc achacompletamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
fela eonfcccO das maiores peca* de marhinismo.
Il.ia.j__-^ _.^___i.L _.....
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri
cadas em paiz eslrangeiro) tanto em preco como em
qualidade de materias primas e maO de obja
salier:
Machinas de vapor da melhor.conslrucaO.
Moendas de caima para engenhos de "lodos o* la
mandos, 1111.1 idas a vapor por agua, ou animaes
Bodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independeules para cavallos.
Bodas dentadas.
Agulhes, bronzes o ch'omacciras.
Cayilhesc parafosos de lodo* os tamanhos.
laisas, parocs, crivos e bocas de foruallia.
Moinhos de mandioca, movidos a mas ou porani-
maes, c prensas para a dita.
Chapas de fogaO e tornos defarinha.
Canos de ferro, torneira* de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repaso, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraiilicas e de parafuso.
Ferragcns para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portoes.
No autigo deposito da ra da Cadeia do Recife
armazem n. 12, lia para vender muito uova notass
da Russia. anerieana e brasileira, em pequeo; bar- '-
ns de 4 arrobas; a boa qnalidade e prero, ma, ba
ralos do quo em oulra qualquer parle, e afflanram
aos que precisaren! eomprar. No mesmo denosit.,
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra m-o-
limamente chegado*. F
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Rordeaux engarra-
fado ; vende-se en casa de Schalieitlin
& Companhia, ra da Cruz n.' 58.*
Venderse arroz graudo do Mara-
nliao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. '47 primero
andar.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinle :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que so ennhece para limpar os denles,
brauqece-os e fortificar as gengivas, deisande bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de me!
para os cabellos, limpa a caspa, e d-llie mgico
lustre; agoa'de perolaa, esle mgico cosmtico, para
sarar sardas, rugas, e embellezar o roslo, assjm co-
mo a Jintura imperial do Dr. Brown, esla prepara,
cao faz os cabellos ruiv'os ou hraiicos.complctamentc
prelos e macos, sero daino dos mesmos, tudo por
precos commodos.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade; por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
No armazem de C.J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapich n. 3, ha
para vender seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro deverguinha.
Oleo de linhaca em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fono desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formasdefplha de ferro, pintadas,
fabrica de assucar.
Cordao de linho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milo sortido.
Carne de vocea em salmoura.
Um sortimenlo de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinos e clavinotes.
do* tersaos de Miriam,
anatoma pbaraaacla ,
para
I Diccionario
" e-sKrta ,
"Trto. te.
Sabio i luz esta obra indpen*vel a toda
l'a pessoas que se dedicara ao esludo de
1 medicina. Veude-se por 4)> rs., encadenia-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, roa do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
TATMS DE FERRO.
Na fundieao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSJTO mu
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinba ha' sempre
um grande sortimenlo de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
Habilitado para einprebeiidr quaesauer obras da de abrica nacional como 1
sua arte, David WiUiam Bowman, deseja mais par- batidas; fundidas, grandes, 1
(iculamiente chamar a attencaO pubBca para as se- _,... fnja.
guinlcs, por ter dellas grande sorlimento ja' promp- ra:as< ?. mquas e em ambos OS logares
o, em deiMisilo na mesma fundieao, as quaes rons- existem quuidastes, para Cairecar ca-
truidasem sua fabrica podem competir com as fabri- nnns mi i;~ J J_._
Prensa* de copiar carias e sellar,
Camas, carros de mime arados de ferro, elc ele.
A lem da superioridad o das suas obras, ja' geral-
menle reconliecida, DaVid WiUiam Bowman garanto
a mais exacta conformHade com os molde e dese-
nhos remcllidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe eiirommeudas, aproveilando a occasiaS pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigse fregaezes
a preferencia com que lem sidoppr elle* liorado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
POTASSA BRASILEIRA.
, Vende-se superior pota.ssa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-,
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons erlieitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-se um escravo, crioulo, de idade de 26
, por
pouco mais ou menos
annos, pouco mais ou menos, por preco commodo'e
urna mnlecWe de 7 anuos,
$9 Deposito de vinho de cham-
i$) pngnc Chateau-Ay, primeiraqia- Bk
^J lidada, de propriedade do condi J5k
f& de Hareuil, ra da Cruz do Re- i+
- cie n. 20: este vinho, o melhor tt
W ile loila a Champagne vende- @
j) se a ,16^000 rs. cadacaixa, acha- /,
(b se "n'<'ainente emeasa de L. Le- v
g comteFerorf& Companhia. N. R. W
W As caixas sao marcadas a fogo ($
(0) Conde deMarcutl e os.rotulos (fy
das garrafas sao azues. M
' Vendem-se licores ile Absynth e
Kirsch em caixas; assim como -chocolate
francez da melhor qualidade que tem ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Franca, e por preco baratsimo : na rita
la Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se a prelas com algumas habilidades,
e se pode abantar a boa conducta ; a razao da venda
se dir ao comprador ; -2 negrinhas proprias para um
pai fazer presente a nina filha, pois sao muito lin-
das; 1 pardinlio escuro proprio para pagem, de ida-
de 13 anuos ; e 1 rrioula propria para mucama por
ser muilo geilosa para este fun, veste bem urna se-
nhora e lem algumas habilidades, enlrc ellas o en-
gommar : na ra da Gloria 11. 7.
Fraseos de vidro com roldado mesmo ; vcn-
dem-se na ra larga do Bosario n. 3C; ha ddilleren-
les tamanhos e baratos. .
Vendem-se ligo* novos, a 120 rs. a libra ; na
Boa-\ isla, nos quatroquantos, taberna de baivo do
sobrado 11.1.
Na ra do Queimado, loja de ferragens
n. .10
vende-se o seguinle :hacia* de lalaode todos os la-
mauhos, linas tochaduras de porta para embutir, su-
perior folha de Flandres, chapa* de lalo de ludas as
grossuras, ditas de ferro galvanisadas propria* para
lauque, bules e cafeleirasde melal principe, facas e
garios com o cabo do mesmo melal, ludo por muilo
razoavel preco.
na ra da Praia n.3.
Vende-se um negro, crioulo, de idade de 33
anuos, proprio para lodo o semro, por ser de bonita
figura, e sem vicios: quem prtlender, dirija-se ra
Nova 11. \>.
,. OLEADOS INGLEZES.
\endein-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na rita do Trapiche Novo
n.42.
Charutos de Havana.
Vcndem-se verdadeiros charutos de Ilavana por
preco muilo conimado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
Oleo Essenciul,
para impedir a cabida1 de cabello, fazc-lo crescer
e limpar 1 caspa, a 5(10 rs. cada vidrinho : ua ra
do Kangel botica 11. 8.
Vendem-se camas de Ierro de nova
uivencao franceza, com mollas zem muito manaras e machis, chegadas
pelo ultimo navio franco/. Pernambuco, e
jwr preco muito commodo : na ra da
Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se fardos d fumo da Ba-
bia, primeira qualidade,. para charutos ;
assim como um resto df
F noas, ou carros livres de despeza. Os
B precos sao' os mais commodos.
Vendem-se os bem consh-uidos ar-
,. reos para carro, de um e dous cavallos :
assim comomautinhasd; casemira de di-
versos padrus, para os sellins de ditos
; arreios, que os fazem abrilhantar mui-
lio, tudo chegado pelo ultimo navio de
Franca : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Chapeos e manteletes. s
Vendero^e chapos de teda de core, enhilado*,
propnos pra'menina* e meninos a 55 cada um
manleleles prelos e de cores com colletos e sem ell
por preco* commodos: na ra da Cadeia do Beei
toja n. oO.
Vende-se CARNE DE VACCA e de porco de
llainborao, em barris de 200 libras ;
CHAMPAGNE de marca conheeida e verdadei-
ra, uavendo poneos gigos de resto, que se vendara
para fechar, a ISOOO rs. ;
ACODEMII-AOnortido;
TAPETES DE LAA, tanto om peca como sol
para torrar salas, de bonitas cores e rouiloem cou
,.'iV)^dec'5rcspara forrar eon-edore, etc.
ULEOde linhaca em talas de cinco gales
casa de C. J. Astley & Companhia, ra, do Tr
Na ra do Collegio n. 21, segn,
andar, vende-se por barato preco, ou
prazo, um sortimeuto de chapeos e o,
tros objectos de chupelejro, consistint
em chapeos de massa, d seda de vari
qualidades. e a gomma lacre, cbap
para padre, massas para ditos, bonete
para guardas nacionaes, pumas preta
para chpeos de senhora, fundos e lad
para chapeos, courinhos com setim, 1,
vellas, litas para arrochos e debium
trancase outros muitos objectos de cha'
peleiro.
OT.4SS4- SUPERIOR
Vende-se por preco muito co
modo, 110 armazem n. 7 de caes ,
allandega, de Jos Joaquim Pereira de
Mello, ou no escriptorio de Novaes &
Companhia na ra do Trapiche n. 54.
Vestido modernos.
Vendem-se vestidos de mnrsulioa fina de cores
com barra, fazenda nova a 5 o corle; ditos de la
e seda c barege modernos a 9j o corle de 12 cova-
dos; chita* e cassa* fraucezas novas a 320 rs. o co-
vado e 610 rs. a vara; e oulras moitasTazcndas por
M"Jw presos: na ruada Cadeia do Recife, loja
Vende-se a casa torrea n.. 64, da ra da As-
sumpeao : a tratar no aterro da Boa Visla-, le
n. io*
Vende-se a casa terrea n. 8 da iravessa do Car
ccrciro, por preco commodo : Irala-se narua do l
vrameulo 11.29, loja de calcados.
ESCRAVOS FGIDOS.
.inr.,IS1 'areceoe1m d^ernbro prximo passado
nm cabra de nome Elias, de idade de 38 anuos, pou-
co mais ou menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, toicoe regulares, cara la--
ga, lata pausada, com urna cicalrix redonda ua es-
padua direito, e outras anligaj de castigo que le-
ven : quem o apprehender, leve-o ao Dr. Lopes
-vello, naiua Nova, quesera recompensado.
Desappareceu no dia 1. do correnle o prelo Be-
nedicto, cr bem prela, de idade .ie 30 annos. esla-
lix-is rnm !'? re^ular> ben> parecido, rom um denle da ... !'?. "aluralmenle ; levou urna calca prela de pan
.l,,.i.i0 j '"*"" naturalmente ; levou ama calca preta de pau-
CiiartlIOS, que ja se vende por preco n.., e camisa de madapoln; sabf-se que anda ga_
liarnlissiiiin niwUmmidti,!,.,,, .,.,.... nhando na rita man, n n,oir. Ie\p-n tahrii.* ,\
baralissimo, que he para se fechar contas,
t-hegado tudo da Babia pelo ultimo na-
vio : na ra da Cruz 11. 26, primeiro
andar. .
A compra he boa.
Vende-se a taberna, sita no becco da I.irrgoela n.
3 rom poucos fundos c bem afreguezada para
mar, mallo ,e Ierra, para liquidacao da mesma, e se
faz todo negocio cmo comprador.
Vende-se um escravo, prelo cabra, crioulo. de
v"....." luauapoiau, .^ii#r->c ,j,ie < ullando na ra.; quem o pegar, leve>o fabrica de
vinagre, que ser recompensado.
Desapparereu 110 dia 13 de setembro prximo
passado, nm escravo de nome l.onrrnro, cara larga,
bailo e grossn, falla de denles na frente, pernos gros-
sas o cibellucffls: quem o apprehender, leve-o a essa
praca em rasa do Sr. Manoel Ignacio de Oliveira,.
na praca do Corpo Sanio 11. (i, que ser generosamen-
te recompensado ; 011 ao engenho Levada, na pro-
vincia das Alagoas, freguezia de Camaragibe, a seu.
proprielario Thoroaz Jos de Gusmao Lira.
Desapparereu no dia 8do corrento um escravo
de iiacj.., por, nome Jna,. Autonio, de idade de 40
._....-.. 11,11111,1 tti-lia iii nm.n _____. '
idade de 21 annos, sabe fazer lodo o servico, ,|J ,,e "ac"' p"'-
casa .1. familia, he a.faia.c, sabe bolear uH.tiT ,""?ZZ"^--^ -"!"?*' Cm '-si >
sem, cozuiha mu sollrivelmenio t h V____ 'i... '< "mo, id,
. : .- ---"-, = uuiear, no iinm 1
em, cozuiha mu solfrivelinente al de torno retina
bem assucar, nunca fugio e nem se emhnauo,, : uuem
.. pretender, procure na ra Nova, luja d fazendas
doGadauU11.il. J"
Vende-se arroz de casca e milho, muilo novo, a
relalho e por preco commodo; a bordo da barcara
Procidencia, fundeada na rampa do Ramo.
Folhinhas do Rio de Janeiro.
Chegram a loja de Joo da Costa Dourado, no pa-
leodo Collegio 11. 6, as seguinle* foUUnhas do Rio de
Janeiro,curiosas conlendua historia doSalleadorlti-
naldo, de conlos jocozos em verso rimado, aplogos,
epigrammas e madrigaes, deleilavel contondo urna
collcccao instructiva e .leleilosa de diversos e varios
cont* hisloricos, ancdotas, ditos agudos ele, de me-
dicina domestica, do cdigo criminal, fabulista, do
Braz Tizona, cunten,lo novas cartas em verso do ba-
rio de Kikiriki a sua esposa, do successo do vapor
Porto, de enigmas eadevinhafdes,e de oulrasmuilas
qnalidades; assim como lambem se vende a de al-
manak desla provincia, porta c ecelesiaslica.
... magro, um tanto barrigudo. lendoT
uine de sempre oslar bolindo com osqueixo, levan-
do calca de algodao de lislra. camisa de dito a/u|
rllele vellio e chapeo de palha : quem o negar le-
ve-o a seo senhor Augusto Jos Bezerra, morad Jr n
cneenho Arafii da freanezia do Una, ou nesla E.
a Manoel Antonio de Santiago Lcssa, niorajir 'na
Soledade, que sen. recompensado.
~~. Desapparecca no dia 28 de nev'crabro um mo-
lerole de nome Antonio, que representa ter de 2-> 3
2 anuo*, com os signaes sesuinles : estatura regu-
lar, seceo do corpo, com principio de barba, lornaii-
do-se muilo conhecido por ter solfridn na cabera
nina impigem da qual do meio da cabeca para nuca
hcou com muila falla de cabellos ; lem mbos 0*
pe* torios para denlro. e muilo ladino : roga-se a
lodas as autoridades policiaes e capilae do campo',
que hajam de agarra-lo c levar ao sitio contiguo ao
hospital dos lazaros, ou ao mesmo hospital, que serAo
generosamente recompensado*.
Pern,: Typ, de M, F, de rarla.-lIK.
A
>.


Full Text
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