Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02318


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Full Text
ANNO XXX. N. 7.
I
TRQA FEIRA 10 DE JANEIRO DE 1854.

4
i:\c.\KitKGAiKis da sritsi:iup;AO'.
Itecife, o propriclario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Si'. Joo Perora Martins; Baliia, o Sr. F.
Duptad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
dones; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
lal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreira; Aracaty, o Sr.
Antonk) de Lomos Braga; Ceani, o Sr. Victoriano
AugnstoBorgcs; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobro Londres 28 d. por 1EOO firme.
Pars, 345. *
Lisboa, 95 por cont.
Aeros do banco 5 O/o de premio.
da companbia de Beheribc ao par.
da oompanhia de seguros ao par.
Discoulo de ledras 10 a 12 0/0 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hospanbolas. 2&5300 a SO^OO
Modas de G3?400 vclhas. 16>00
de.(>400 novas. 16S000
de '.-(ion...... Piala. Palacoes brasileiros......19930
Pesos columnarios. ... ." 19030
mexicanos....... 1P800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olind.i, Indos os dias.
C.aruari, Bonito e Granhuns nos dias 1 c l.'i.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricnry, a 13 e 28.
Goiahna o Parahiba, segundas e sextas reirs.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAB DE IIOJE.
Primeira 1 bora e 18 minutos da larde.
1 bora e 42 minutos da manba.
Segunda
AIDIEXCIAS.
Tribunal do f.onimercio, segundas e qnintasteias.
Belaco, tercas feiras o sabbadns.
Fazenda, tercas o soMas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas as 10"horas.
I." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara docivcl, f|uarlas e sahhndos ao meio dia.
Os Tribunal* de Juslica estao fechados tg o ulli-
iii" de Janeiro. ..
PARTE OFFICIAI.
MINISTERIO DA JUSTINA.
Ministerio dos negocios da justica, era 22 de de
zembro de 1853.
Illin. e Exm'. Sr. Em resposta- ao aviso de.
V. Ex., datado de 20 do mez'prximo passado, re-
lativo duvida qno no (licsouro se suscilou sobre o
pagamento da gratificacio do conego Lourenco Vi-
cto de Souza Meirellcs ; cunipre-me significar
V. F,\., que a doutrina da ordem desle ministerio,
n. UO de 1 ti de abril de 1849 niio cnmprebcude
as lieeucas.de residencia dos beneficios e empregos
ivelcsiaslicos rporquanto a le de 24 de outubro de
1832, art. 93, em a qual a dita ordem se funda,
irata expresamente de empregados rivis, sendo que,
conforme esta intelligencia, tem sido concedidas as
ditas-.licencas por este ministerio antes c depois do
mencionada ordem releva porm observar especial
e relativamente ao dito conego, que, durante a li-
cencia que le foi concedida, smenle llie be devida
a congrua, o nao a gratificaran, vista do decreto
n. 697 de 10 de setembro de 1850, pelo qual se
regulara os vencimenlos dos moiisenhorcs o conegos
da imperial capulla. Deus guardo a'V. Ex.
Jote Thomaz Nabuco de Araujo- Sr. vis-
conde de Earan.
MINISTERIO DA FAZENDAl
KayeiHew do da lo de deiembro de 1863.
Ao presidente da provincia do Maraiiho,
quo reconliecendo-se dos papis que acoinpanlia-
ram o officio de 24 de setembro, que a eapclja
doada ao estado pelo padre Manoel Ribeiro de Ma-
cdo Cmara Molla, nao he vinculo, que tendo
cerlo (Temi lodo o mais roudimento he para o res-
perlivo encargo, e sim urna capella levantada coro
u liiu dos fiis se rennirem para a celcbraoiio do cul-
to divino; claro lie que a referida igreja est livre
de qualqucr pena resultante da falla do licenca do
poder, temporal, e sendo o doacao leila para quea
eapella sirva ile matriz sob certas invocaco, pode
aceilar-se a doacao, sendo esta insinuada, cncor|K>-
rando-sc a capella aos proprios nacinaes.' e pro-
raovendo-se o curaprimento .daquella condicao Kir'
pane da assembia legislativa provincial. E romo
jara as despozas da fabrica c guisameulo o edifica-
dor cunsignou o roudimento de urna casa, roisterhe
que resucito desla so institua o compulculccxarao,
vista das leis de aniortisaco.paia providenciar-se
ulteriormente como for de direito.
' A' tbosouraria do Espirito-Santo, declaran-
do em resposia ao officio do ,4 du marro, conforme
o aviso da guerra de 28 de outubro : 1.-, que as
pravas destacadas do exercito tem direito a diaria de
140 rs. para seus alimeatos, na forma do decreto Je
26 de junho de 1845, que elevou a dita diaria, a
qual antes era de 80 rs. ; 2.\ que o dividendo a
cujo res[ioito versa a duvida deve, receber o nit-nri-
(Aiado abono pela repartir da guerra, nao obslaii-
lea circuinstancia do arl. 4.- da proviso do eonse-
lho supremo militar de 21 de maio de 1829, a pie
se refere o art. 13 das iiislrucrcs de 10 de Janeiro
do 1843, porquanto, embota' sentenciado mais de
Salinos de trabalhos.nao foi entregu a outra rc-
par^ao, e est cumprindo a pena em urna prisao
militar.
17
Ae^ir. ministro da guerra, par se conliccer
da hubilitaco a ip(e procedern! os, filbos do aju-
dante reformado de primeira linlia Wenceslao Jos
de Olivcira para perceberera o meio sold, be misicr
me se terdiam .presentes os papis" que serviram de
base reforma, concedida em i-2, de setembro de
1823, eso verifique se por algum acto do governo
se Ibe mandou abonar o soWo porinleirp, nao obs-
tante contar menos de 8 unos de servico, visto que
asaentou praca em o 1 .* de novembro de 1817, e
nao consta da apostilla passada em novembro do
mesmo auno que llie fosse marcado sido algum:
por tanto roga a remessa desses pajicis e copia au-
llienliea dcsto ultimo acto, caso tenha sido expe-
dido.
Ao mesmo, para resolver acerca do meio .sol-
do que deve competir a D. Carolina Mara dos San-
lee, fllba do capilao Antonio dos Santos Alcntara,
peaVse eopia do decreto de 2 do abril de 1828,
que nonwou o dito Alcntara tcnentc ajudanle da
patento de eonfirmaco de 16 de novembro de 1820
e do'decrelo de 5 de Janeiro de 1837, que o refor-
niou no posto d capilao com o sold, me.usal de
:K5, convindo que lairibcm se remltam quaesquer
papis o docunienlos quo tenliam servido de base a
A' thesourariado Piauliy, responde ao olli-
cioem que d ma de haver revolvido que o p'ro-
ciirador Jiscarpioiiio\eu pessoalinente em Ueiras
xecu^ti contra Miguel Henriques de Piva e ou-
fos, parlindo logo para aquella cidade, declara-so
que estando o feitoem execuco, smente no caso de
ter sido a pcnhoi a era bens de raiz, ou em movis
ou semoventes, cujo transporte nao oahvenha para
a residencia do juizo, podo expedir-so precatoria
para a venda e arreinatacao dos bens em laes cir-
cumslancias ; nao sendo neress uia nesse caso a
municanilo que, por decreto de 15 de dezembro ulli-
mo, secundo consto de aviso de 1(1 do mesmo mn,
foi Horneado o Exm. Sr. Jos Mari j da Silva Par*
nlios, para o cargo de ministro e secretario de estado
dos nesocios da mariolia. Igual communicaco se
fez ao inspector do arsenal de marinha.
presenca' do procurador fiscal para descuijwiliar J2J0~A '",pcclor da ""raria provincial, di-
EPHE.MER1DES.
Janeiro 6 Quarlo crescente a 1 bora, 29 minutos
.e 4 segundos da manba.
14 l.u'a cheia as 0 horas, 42 minutos e
12 segundos ila manba.
22 Quarlo minguanle ao 38 minutos e
48 segundos da manba.
' 28 La nova as 2 horas, 34 minutos o
48 segundos da-tarde.
MAS DA SEMANA.
9 Segunda. Ss.Julio cBasilissa ua esposa ni.
10 Terca. S. Paulo 1. eremita ; S.Goncal de \.
11 Quaria. S. Hygino P. M.: Ss. Salvio,e Severo.
12 Quinta. S. Sal) rob. m.; Ss. Arcadio, c Zotico.
13 S'Xta. S. Hjlariob.'; Ss. HenniloeStroconio.
14 Sabbado. S. Flix m.; S. Macrinar. ; S. Daeio.
15 Domingo. 2." depois de Ris. O SS. Jomc de .
Jess ; S. Amaro ab. ; Ss. Habacueclliqueas.
rOL^ETlMT
0 DDQE DE THEHAS.
(Falo aaarqan e> Foadraa.)
t
l'eluailideJeu-Clirislo: que bella (arefa
acabaino de fazer, meus amisos '. dizia mestre I.o-
driiio, IrombcU do uiunicipio, a inuiios bomens do
povo roinilin i porta da taberna, no canto da praca
da Sanla^ror: ere em FlOrenca. a 7 deselembro de
13i2, das Cinco seis horas da larde, que iso linda
lusar-
Bom oo m gtailo sen, os enhnrcs do conse-
llw vflo er obrigaiMii proclamar soberano da senbo-
rio ao duque de Alhenas.
E nos pencaremos fexclamou om onvuitc ani-
mado pela voz do Irombela.
E qoamlo elle for seulior soberano, seras por
ventura menos desgrasado, imbcrtl ? interrompeu er-
aueude o hombros Uhi cardador de laa, que junio
le urna mesa esvasiava urna garrafa de vinlio.
De cerlo, respondeu o hornera do povo,' se da-
mos a autoridade ao duque he para po-lo em oslado
da abatero orgulii.o dos nobres e punir, a venaliita-
de dos hnrguezes.
E quanilo elle "usaste de risar contra a rapnri-
dade e insoleo-ia de nossos inimigus, seria acaso em
leu provettu, pobre loiico .'
Sem duvida, nosjos direilos scrao respeilados
d'ora em diante... pergunla anles o Irombela.
Sim, tornou o cardador de la rindo, o ilireilo
'le te enculcrisar, de vociferar, de malar e depois de
tosquiar-le romo^in cirnr.iro que s.
- Quem nvelbor que (iualliero do llrinone, excla-
mou a irombela levantando a voz maneira de pe-
rorado, quam nieltmr que ella saliera reforoiar. os
aimsos, e cliWr a corruprao qoe gramia no estado?
fcllejaiem provado suacapacidade pela justica de
MI acnleiicas; aBofil carcce d uma imorj^j^,
lensa para t.rpr inleiramenle o mal- c concuiar
os parllos. ^
Meslre I.odrisi,,, disse ,un suarda da noilecn-
coslado a-porla do aconguc,
ac, meslre J/odrisio, be
lo be de nsaa'ofiiiaol
guando MSiil) fosse, evclnmou esle com impa-
mcia a voz do pove, que be a Y07. ,|c ,)eo M\
:m a lo anda agora nesla prac.a piira r.1Mr Valar a
ua ffaliq.
Aquiele^el iiocsquoole sea sangue, indre
LobriMo, lornou o guarda ; a voz llie fa'liaria ama-
da : quanlo de Ueos, mi omnipoienc;1 n-m ihe
lou anda acora... Por Sal Chrispin ;.,. tr pari)
irdoar Indos os santos do paraiso t^.. mas crc'io
salvo mu parecer, meslro l.odrisio, etesieniun ,,
guarda piscando os olhos, rreio que ronim aprestar-
se ; |)oL ucm sabo que ella nao caula mullo lempo a
iiiesma cancao...
Cala-te, hdbo, iolrrrompeo o carniceiro arru-
inando seus utensilio. Por esta vez temo lomado n
funecoes que salisfactoriamente podem ser preoncl-
das pelo collector, ou pelo proprio sollicitador,
neto por conseguinle regular o procedimento do
inspector e do procurador fiscal. E porque sob
pretexto de importancia e Iranseendencia.do negocio
foi em abril ultimo para Oeiras o sollicitador do
juizo, sem que todava tivcsseconliecimeuto a dkec-
toria geral-do junteiioiao," de algum obstculo que
so levantasseiia cobranca da divida n cxecub dos
devedores, urnpro qae se, informe, eircumslaneia-
damente sobre o verdadeiro motivo de semelhanle
passo. (Juantn ao vencimentn do individuo que
foi uomeado para servir inlerinamenlo de procura-
dor fiscal, foi hcni arbilfailn na conforiiiidade.do
art. !. das inslruccocs de 3 de outubro do
passado.
A' do Maranl", devolve-sc o processo de
divida de Miguel Tavares, provnnienle de aluguel
do silio no'rio das Bicas, que servio de deposito-de
plvora, alini de que se exija, ajunlc ao processo a
ordem que aulorisou a despeza e arbilrou a impor-
tancia do abjguel, ad\erlindn ao inspector que Ibe
nao he licito reconhecer dividas deiixcvcioios findos
sem ler presentes os documentos que as legalisaiu,
infringindo assim a circular de 0 de agosto de 1847,
e concorrendo para a demorado pagamento jos ere-
dores ; e bem assim que, se ]ior ventura a liqui-
darn e roconhociment das dividas so bascar em
documentos existentes na Uiesonraria, devero jun-
tar-so ao processo os originaos ou copias aulheiiti-
cas, caso documenlem outras dividas.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do Ua 7 da Janeiro de 1&64.
OllirioAo Exm. bispo diocesano, communican-
do que, segundo conslou de participacao da secre-
taria de estado dos negocios da justica "de ;!0 de no-
vembro ultimo, se conceden licenra com a respectiva
congrua ao padre Francisco Manoel Maciel, vigari
collado da igreja matriz de Nossa Senbora dos l'raze-
res de Maranguape para Iralar de su.i saude fra
deaua fresuezia, deivando porm em sen limar sa-
cerdnle idneo da approvaro de S. Ex. Rvm___
Igual communicaco se fez llicsouraria de azenda.
Dilo-^-Ao Exm. presidcule do Kio de Janeiro,
dizendo Ticar inleirado de haver S. Ex. reassumido
o ejercicio do cargo de presidente daquetta provin-
cia.
- Dita Ao Exm. presidente do Malto-Urosso, ai-
cusaudo rerebido o oHicin, a que acompanbaram
osexemplarcs da falla queS. Es. dirigi assem-
nla leaisfaliva daquella provincia no acto de sua
nslallacao em o dia 3 de, maio de 1852.
Dilo"Ao Exm. mareclial rom mandan le das ar
mas, roininunicando que, soRundo conslnu de aviso
d reparliro da anerra do 20 de dezembro ultimo,
eeoneertea licenra com venciraenlo de sold sim-
ples ao cadete do "I.ImtathSo-de infantaria, Pretx-
talo lleraclio de Araujo Pcrnamlmco para con-
cluir nesta provincia o esludo do preparatorios, alim
de milricular-sc na escela militar, c recommen-
dando que ordene ao referido cadete que vista da
nota, que remelle por copia, trate de pagar liare-
cebednria de rendas internas a importancia dos di-
rcitos e emolumentos correspondentes i mencionada
licenc.i, sem oque nao pode.ler eveenrao o citado
avisu.Ufllciou-se'nesle sentido i llicsouraria de
fazenda.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso da
reparlirflo da guerra de 13 do dezembro ultimo, do
qual consta qdc na mesma dala st mandou adiantar
ao segundoeadete do 9. balalho de infanlaria, Hcr.
culano Ccraldo de Sosa Magalhaes, a quaulia de
oOs rs. para llie ser descontada pela qointa parle
de lodos os vencimenlos. Igual cagase remelteu
(hesmirara (le Tazenda.
Dilo Ao mesmo. remetiendo copiado aviso da
reparlijao da guerra de 12 de dezembro ultimo, pe-
lo qual se determina que siga para a provincia da
Babia o major do 4. ba!alb;lo de arlilbari a pe.
Alejandre Gomes de Argollo Ferro. Tamlicm se
envin copia do aviso de qu se' trata lliesopraria
de fazenda.
Dito Ao mesmo, tcasmillindo por copia o avi-
so da rcparlirao ila guerra de 13 de dezembro ulti-
mo, no qail se declara haver fallecido em Mallo
Grima no dia 3 de julbo do ar.no prximo lindo, o
lenle do -2. bafalliao de infanlaria, Jos Joaquim
de Almeida Lima.Igual copia rcmclleu-se Ihe-
souraria de fazenda.
DiloAo meante, enviando, pnr copia, o aviso da
reparlicSo da guerra de 24 de novembro prximo
passado, do qual consla haver-se concedido licenra
para ir a corle, fun de esludar na escola multar,"
curso da respectiva arma Amafio Mav, altere* do 8.
batalliflo de infanlaria. Fizerainrse"-as na
comm-.injcacoes a respeilo.
Ao inspector da llicsouraria ile fazenda.com-
Dilo-
liberil.ule pelos cuinos; ella nao nos escapar mais...
Que diz, srnbor Nati ? aerrscentoo o carniceiro in-
lerpeiiaiido seu vuinlio, mercador de fazendas,
qual tendo os coloVelos apoiados no balcao. e a bar-
bo entre as mflos guardara al entilo o silencio.
Miulia opiniao, responden o mercador com ar
importante e una voz de rlsele um tanto nasal, he
que liilo devenica esperar nada de bom emquanlo
nao virmos esse canallia de l'opnlaiii Grasti pendu-
rado nos pilares da poni de la Cania.
Santa Anlocbi evclamou o carniceiro, nosso
jusliceiro mor nito coinecou mal a tarefa I Parcce-me
ver anda a cabe<;a desse Iraidor Joao de Medid e a
de Guillelmi do Alttvoti cahindo do cadafalso para
irem saadar-sc no p... Era cousa jocosa dever-se!...
Amen', disse gravemente Nuli fazendo o sig-
nal da cruz, amen! Mas, lornou elle em falsete, is-
sn nflo Insta ; deviam lelos feilo dar conla do que
furlaram ao estado... Antes de enforcar um bomein,
comm obriga-lo a pagar suas dividas.
Bravo, stnhorNuti! Muilb bem interrompeu
Pielrn Malavia. notario das reformas, que acabava
de entrar na luja do mercador, e ouvra suas ulti-
mas palavras, milito bem!..... mas be preciso que o
bomein soja solvente.
Solvente! solvente I... lornou Nuti dando jim
murro no batean. Pela Virgem Sanlissima, cuja fes-
la lemos de celebrar amanhaa, ellesaa sao Mas, se-
nbor Malavia, Vine, deve saber... dizem que os 00-
larios saliera Indo, llevenlade ou au que Ricci,
Biiccellai e eolios eiiriquercram com o dinbeiro da
repblica na compra de l.uceaf
I'allam em ciucncnla mil florios de ouro, res-
ponden Malavia.
lira exrlainou Orsucci, o carniceiro.
Nobres tiihelino* nflo leriaiu obrado assim !
lornpn o notario com calor.
Sim, djsse o mercador com sua voz aguda ; por-
que lalvez livessem feilo peior, senhor i'ielro...
t)b I... que diz elle? exclamen um homem do
povo que jogava a dados na poala da laberna, apoiw-
lando para o uolario, '
NflooVccoiibeces? respnndeu-lhe o parceiro.
lie meslre l.odri.io Malavia o cousellio das casas ilo-
brea, dos Banli e dos l-'rescohaldi.
.Eflue vein elle fazer entre nos?
Expiar-nos sem duvida.
que Oca no anuIn_Jw- =tEpar-lios ; ex, lamaram ao mesmo lempo mi-
verdade que a senlioria los liomeiis que, reunidos na orara oiiviam o Irom-
bela narrar com cmphasc as virtudes de Guallicro do
Bricune.
Malavia percebendo a agilneao-que, acabava de ex-
citar enlre os assislenles, .onlinuou com ar tranquil-
lo c carregando em cada palavra.
O cerlo he que vosso capilao de jo-tUc (em al
que tendo de apresenlar a assemblca legislali-
va provincial na sua reunido no !. de marco vindou-
roo rclulorio do'estudo da provincia, faz-se preciso
que Smc. al o fim do rorrele mez impreierivel-
mente envi a secretaria da presidencia, uma expo-
sico circuraslanciada do estado da mema Ibesoura-
ria, e das repartiroes que lites slio subordinadas.
Nesle sentido olliciou-se ao director das obras pulil i-
cas, adininistracaaiilwestanelecimentosdecari'lade.
commisso de hy^ienepublica, adminislracao do
patrimonio dos orpliflos, ao director da inslr'uccAo
publica e a diroccao do Uieatrode Santa Isabel, lodos
com as competente mudaltras.
DiloAodireclor das obras publicas, dizendo que,
para poder resolver acerca das propostas que devoli
ve, para a constmcco dos camos de ferro, vasos e
mais objcclos que formam o syslema das lalrnaa do
ralo do norle da casa de dclencao, faz-se preciso que
Smc. sobre ellas ouca mutuamente os fabricantes que
as assignarara, dando depois conla do resultado.
DiloAo commandanle do eorpo de polica, di-
zendo ficarsciente de se haver insinuado o eonselho
de adminislracaoile tardamente daquelle corpo.
DitoA cmara municipal de Olinda, conceden-
do a ulorisasaoquo pedio para dispender a quanlia
do l rs., como pagamento do ordenado do aju-
dante do porleiro daquella cmara, seudo essa des-
peza levada ao g 1. do attigo 3. da lei n. 322, e ex-
plicada no balance- ou as contas que deve prestar a
mencionada cmara.
PorlariaO presidente da, proviocutesatlendendo
ao que Ibe renucrc; Francisco t'ereira S- Carvalho,
resotve que saja'elle admillido ao servijo do exercito
como voluntario por lempo de seis annos, contados
do dia em que se realisar o srt alistamento, visto ler
sido julgado apto para o mesmo servico em inspec-
eiiode saudc, devendo por isso abonar-sel he alera
dos vencimenlos que por lei Ibe compelirem o pre-
mio tic 3009 rs., pagos oos (ermos do artigo 3. do re-
'gulamenlo que baixou como decreto n. 1089 de II
de dezembro de 1852.Igual para Kegosino de Si-
queira l'auta.Fizeram-se as necessarias commani-
cases-
a mm i .
Gayenna 1$ de setembro de 1853.
Ilhn. cKxin. Sr.Por intermedio do Exm. presi-
dente do Par, lenbo a honra d remeller V. Exc.
varias plantas de cannn de' assucar, que oblive do
sovrnadordesla colonia, das duasmelhores especies
conhecdas, como diz o director do jardim botnico
de preencherao as vistas de V. Exc. c da assembla le-
gislativa dessa provincia, e nesta duvida pedi oulra
especie a um fazendero, que ficoa de mandar-me
da sua fazenda, sita nesta ilha, algumas plantas que
enviare! na primeira orcasio que se ollcrecer. As
launas que mando agora vao era feixat ao cuidado
do proprietario ile uma escuna brasilea, que sen-
cnnegoude as mergulhar no J'ar, antes ite as en-
tregar ao presidente daquella provincia em caixOes
ou panciros, altm de chcuarem ahi em bom estado
l'or falta de ocrasi", c Umi-em porque o ollicio d
V. Exc. foiao Para, e-d'ulli vollou ao Ceara, d'onde
veio reraetlido pelo respectivo presidente, nao pudo
sali.fazer mais cedo ao pedido de V. Exc, mas seas
plantas chegarem ahi, como he mais que cerlo, de-
pois jIo lempo proprio da plantacflo, (cera os nito-
res de engenhos, quem forem distribuidas, o recor-
so de fazerem viveiros d'onde as pdenlo Iransplan-
tar iiannoscquintc para os terrenos emqoedevem
licar. O Exm. presiden le do l'ari nflo meescreveu
sobre este objeclo ; por isso peco V. Exc. baja por
bem reiterar o seu pedido para que elle satisfaca a
despeza, se lignina hoover, o que ainda ignoro."
Dos guarde V.Exclllm. eExm.Sr. Dr. Jos
Bcnlo da Cnnha e Figueircdo, presidente da pro-
vincia .le Permnnbiico. Frcderico Magno de
Mfauchetf -
Jardim botnico de Baduel 14 de setembro
de 1853.
Sr. cnsul.Tenho a honra de enviar i V. S. se-
menles de canoa de assucar, que o Sr. governador
rae nrdenou preparasse : sao ellas da canna ordinaria
saccharum oflicianim), e da amarella rajada de roxo
(Varelas) que sao as melhorcs especies conhecidas.
He necessario que eslas sementes eslejam em lugar
nejado, sombra, alim de que fiossam conservaras
uas qualidadesgerminaes: desle modo pdem du-
rar um mez sem se deterioraren). Qtegfdas Per-
nambuco, as sementes mais compridas Uvero ser
divididas em pedacos de 1t> a 18 polajRdas de com-
primenlo, alim de queaseiVa destinada nova ve-
gelacflo nao lenhn Um espaco mu longo i percorrer.
So eslas sementes levarern de viagem mais de um
mez para chegarem Pernambuco, enlo he preciso
mercal ha-las ou planta-las logo aqui, ou pelo menos
no Par alim de se conservaren). Devora plantar-
se urnas sobre asoulras, quasi horizonlalmente.'em
caieschcios de Ierra; assim arrumada* e regadas
todos os das, durar inuilos mezes antes de serem
plantadas definitivamente em larra nussiea.
do porque :.unca pensaro.em apoderar-se da Balia
de mirjba casa.
aqui prolegido os hons e castigado os unios : em sua
jucisdicrao cada um lera si Jo
Iralado segundo suas
obras.
Oh sobre esse poni, inlcrrompeu o carnicei-
ro, elle porta-ce excellenlcmenle! E demais como
falla I era liiigua''aro '.
O notario moveu a rabera com um arde iitcredu-
lidade, e lornou :
Pude ser... mas cu preliro o canto de meiis pas-
oruihos, osquaes mediverlein, e nao mefazem nie-
Emquanio o notario dxprimia-se assim, linlia as
cosas volladas para a praca. e nao percebera que o
Irombela depois de acabar sua peroraeo approxinia-
ra-se da porta do mercador seguido da populara, que
Vmc. est zumbando, meslre Malavia, respon-
dis-o mercador; lodavia ha de.coufcssar que a pa-
tria esta em penga... H '
Sim. em perigo... porque esta amearada de
ler um re...
Por San Pancracio! morta o espiao! exclaroou
ama voz ternvel por Irs do notario.
Morra o Gibelino Morra o espiiio! renetisam
ao mesmo lempo mil vozs. .
Morra o Gibelino !
Morra o espino !
Infame borrador de papel! dizia um.
Velhopergaminho! gritava o uulro.
Machina do esgrmanlo !
----11 i bel i no calle-jado
Mos raioslepartam !
He' preciso enforca-lo exclamou
Nao, disseum outro; mas vamos lava-lo
sens rrimes no no.
Quera V. S. aceitar a seguranja do qieu profun-
do respeilo. O botnico do governo, FclMerto
1'oUin.
COMBIANDO DAS ARMAS.
Qnartel general do commanda das armas de
Pernambuco, na cidade de Xtecife, em 9
de Janeiro de 1854.
ORDEM DO SIA N. 42.
-O mareclial de campo coinmandaole das armas, em,
x isla das eommnniearcs que recebeu da presidencia
desla provincia na data do 7do conrete, faz publico
para conliecimenlo da guarnicao, jtdevida ol)servan-
ce, que o governo de S. M. o Imperador, huve por
bem por aviso expedido pelo minjejerio dos negocios
d guerra a -21 de novembro, conceder licenca para
ira crle, alim de esludar na escola" militar o curso
da respectiva arma, ao Sr. atferes do'-8. balalbo de
infanlaria Amalia Maia. que actualmente esta sor-
viudo na qualidadede addido no !). hatallian da mes-
ma arma ; e por aviso de 12 de dezembro delcmi-
nar, que sga'para a provincia da Babia onde presen-
lenienlc pernianece com licenca) o Sr. major do 1.
balailtflo do arlilharia a pe AlexandreGomes de Ar-
golo Perrito.
Finalmente por aviso do mesmo ministerio dalado
de 13do referido mez de dezembro, tai declarado,
queo Sr. lente do 2. halHlliaoita infanlaria Jos
Joaquim de Almeida Lima, fallecer nn provincia
de Matto-lirosso a 3 do jullio do sebredilo anuo.
AssignadoJote Fenanden '/.- Sanio Pereir'a.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajaflan-
d'ordens encarregado do delalde.
EXTERIOR.
O BRASIL (1).
Siliiaco do imperio brasilro em 1852. Papel
( do Brasil na America do Sul. Poltica do
ministerio actual. Scsso legislativa lie 1852.
Modificaces ministeriacs. Elcices gentes
do 1852. Estado da colouisaco. Tratado
com o Per e concossao da navegaco a vapor
" sobre o Maranbo. Obras publicas, comraer-
cio e fiiioncas.
nome do firasil tem intervindo frequentcmen
le nos negocios das repblicas da Americts Meridio-
nal, ,em suas tunsflcccs, em rciulamciifos de limi-
tas, as coses mais serias, e na adopc/n de projec-
los destinados a favorecer o desenvolvimciilo dos in-
teresses conumins ilu America. He este ,o indicio
da grande siluaeo do joven iraporio sobro o novo
contincnle, situaco dovida a circuiuslaiicias diver-
sas, entre as quaescumpro contar prinei|ialmcutc a
decisao da pnliiiiM que reina ha annos no llii. de
Janeiro, que terrf incontcstavoliucnlo dado ao paiz
uma seria o inlelligeule mpulso. ".historia ac-
tual nao he seno o doseuvolvimonlo desse pensa-
nienlu fecundo.
Tres fados nolaveisdominain a siluaeo do Bra-
sil e sua' historia era 1852. Esses factos sao un
succosso exterior, que nao lie duvidoso, a conlinua-
Sao to Ulterior do imperio de um estado; de caira;
polilira, no qual supgem apenas alguns ineidenles
o un deseiivulvinieiito de indo as elementos cons
timilivos-d.1 prspcrhladc malerlir, qual parcro
qno" seno podem assignar limites no futuro. Todo
isso se mistura e confunde para dar seguramente,
uma parte suflicientc ao imperiu brasileiro un ba-
taneo das cousas conlcinporaneas. Osuccessoev-
terior lie o proprio fado dos aconterimcnlos do
l'rata tao quaes so coiisuraarani(e desenvolveram.
O Brasilfoi evidentemente o principal instnimoiito
das recentes revolucoes que liveraui lugar nessa par-
te da America. Seus soccorros pecuniarios, sua
esquadra, seu evercitn .foram em 1851, preservar
Montevideo de um dosasjre'jfnmcnte.
A 3 do fevereirode 185^. elle figuntva no pr-
meiro posto na batalha de Monte-Casores, a qual
completou a obra laucando definitivamente Rosas
para.fora do lerritorio americano. Seu apoio deci-
sivo e eficaz foi por taulo a razo de sua influencia
as margis do' Prata. Os tratados de 12 de ou-
tubro, ainda mesmo com as modificaces que um
dcllcs soflreu, confirmaran) e assenlaram essa influ-
encia dando-lhe |x>r tases eslipulacdes internacio-
naes. Ainda ultiiimmenie o Brasil ajudan cora
um subsidio meusal o estado oriental: um de seus
eomiuissarios linlfe assento na junta de crdito pu-
blico creada em Mouioyido.
Nao ha influencia qne possa boje contmjnlancar a
sua, c se seus conselhos parecein ser meiiOS escula-
dos om Bnenos-Avres, be por quo est lalvez em
sua poltica nn intervir do uma inaiiefta inuilo
apprente e muito.directa, alim de nao rcvollar
susceptibilidades nacioiiaes de todos os partidos.'
O'mosmo successo leve elle no Paraguav onde sua
l) He rom prazer que | ranscrevemos este arligo do
.Innnairc des Deit.r. Monde, publicado em outubro
prximo passado pela ReviVla do mesmo (talo, pos
por elle se ve quanlo vamos j sendo apreciados pe-
los homens mais Ilustrados do volho mundo.
Osfl/I.
Esla idea foi.acolhida com transpones de alegra.
Minias mitos levanlavam-se j para se apoderaren
iipoderarcni
do notario; o qual agarrado i grad d,t janella do
atougue d.spunna-se a razer uma vigorosa resistencia,
qiiando uma voz sonora esclaitioii
Paren)! nada de violencia !
Imniedalanienlo cessarum as vociferaces 0 cada
um lomando urna atliludc respeilosa ievou a m&o
ao sen brrele.
O homem, cuja voz acabava de fazc/ parar a tor-
rele popular, era de pequea -estatura, liona a tez1
morena e a fronle baixa. Sua barba era tanga e rara
seus beicos grossos c pendentes, eacu queixo carnu-
do revelavam baixos instinclos. Seu lli.tr inquieto
parava raras vezes; mas quando quera agradar, es-
se olhar tomava alguma cousa de Insinuante, que
duva-lhe um poder, singular.
Seu Irajecra eslranho. Bem que o recem-chegado
seexprimissenalingua dopaiz, o ocenlo sonoro c
penetrante de sua falla indicava o habito de um idio-
ma orienta). ..
O capacete, que cobria-lbe a cabeca era ornado de
plumas brancas, qu flucluavam ao .vento, esua cou-
raca d'ajo polido brilhava aos ltimos raos do sol
debaizo de um capole cor de vilela apartado a ca-
lla instante pelos movimentos promplos e desordena-
dos de um braco aomesmo lempo delicado e nervoso.
Sua estatura nao era magcslosa ; mas um pouqui-
nlio de all vez a engrandeca aos olhos da mullidlo,
a qual elle saba cap'livar pela sna eloquencia, e ar-
raslar pela sa voz orle e sonora.
Florentinos! continuou elle, nito manchis es-
te dia com aeces indignas de vos. Quando pedis
juslica, nao sejas injustos vos mesmns. Se este ho-
mem he cnlaado. so cu lenbo o direilo de julga-lo.
O duque de Alhenas, .pois era elle mesmo, lanroit
um olhar rpido sobre liuglielmi de Accessi, seo va-
lido, e este ultimo trocan albinias palnvras com o
troinlieta.
O -emblanle de Guglielmi coruu-se um insumir,
um leve sorriso se llie deslizo pelos labias quasi li-
nos, depois elle approximou-se do notario, o qual li-
vre j ilas maos de seus n-salumes, lvido de colera
.e de-medo eslava ainda agarrado com uma mo con-
vulsivai grade do arougue, e disse-lhe:
. Nao lema mais nada, e confesse que a magna-
niimdadc de (iualliero de Krienne vale bem a pro-
lecrao da nobre casa dos Freacobaldi.
O desdem com que estas ultimas palavras foram
(lilas, o o ar irnico daqucllo .jue as proieuuiava-li-
zeram o milano recobrar loda a sua energa.
Senhor Guglielmi. responden elle com voz con-
centrada c os labios trmulos de colera, senhor Gu-
glielmi, so o duque Ibeiros como Vmc. sua causa seria inelhor. ,
Ainda !... murmararam alguns homens do po-
vo, que, oslando mais prximos do uolario. ouvirain
suas palavras.
Bem o vedes, tornou este em voz ainda mais
ba i xa : al ao prsenle um Florentino tem litio a pa-
lavra livre como.o'pensamento..... Agora comeVa a
Ivrahnia...
o Irombela. Morra ...morra! gritaran) mudas vozes
l~ E lodos dispuiiham-se a lacarem-se novamelo so-
bre Malavia, quandp Gualliero exclamou "in um
liiin i V umbrale :
Silencio! Depois, abran.lando a voz, conti-
nuou : Eslaraos em um dia de inisericordiit : nao se
diga que Utulliero de Brienno romera aexerrer a
soberana, que espora receber de?vos "amanhaa. por
mu aclo de rigor. Ignoro a causa de vosso indigna-
cao contra esle homem, c nao quero sebe-la : boje a
clemencia, amanhaa a juslica...
O duque tai inlcrrompid por um grande rumor
de rlarins, matracas c tambores, que .-li.imavain o
povo para as restas preparadas para celebrar o gran-
de acunlecimcnlo do dia segitinle.
lis gritos de:
Viva Gualliero!
Viva o duque de Alhenas!
Viva nosso capiliio de juslica re umbaran de
todas as parles, e a mullidao precipilou-sc. para o
valle de Cerelola.
II
propoiider3iicia,bemqueliiiiitada|)elaspoiciiciascuro-'
peas, nao he menos real. Po outro lado, comoj
se vio, o Brasil celbrou com o Pcrii um tratado que
liga em certa medida a repblica peruviana sua po-
itica pelo regiilamenlo da novegacao do rio Amazo-
nas. Nao faltava ao imiwrio Brasileiro seno, ligar-
se pelo norte, com esses diversos estados, Venezuela
e Nova-Granada, os quaes levara seus productos ao
golpho do Medico.
Foi esse o alvo uO Brasil era 1852; foi esse o
objeclo Ha missiio do Sr. Lisboa enviado a Caracas
e a Bogla. Esses esforcos coincidan) alin de lu-
do cora a cessaco das diliculdades que podiam vs-
tarao imperto americano com a Europa. A Ingla-
terra reconlicceu b final a firmo inlenco em que
eslava o governo imperial de proseguir na aliolicao
definitiva do trauco dos- negros e retirpu as or-
dens severas dadas a seus cruzadores para a
visita dos navios brasileiros. Esla medida j me-
ditada e. preparada pelo proprio lonl Palmerston,an-
tes de sua queda em 1852, foi rcalisada por h>rd
Malmesbury no curto intcrvallo ile lempo'cin qdc o
gabinete ton csteve no poder, de tal sorlc que nao
restava oulra preoecupaoo ao Brasil, a fallar a ver-
dadq, que a de procurar crear para si, cohio tcnta
faze^lo urna grande posico na America.
Essa prepouderantua a qi'm b Brasil aspira visi-
vamente, e cuja anbico elle confessa, teiu por si
consideracoes poderojjas. Lancemos os olhos sobre
uma carta da America do Sul, c veremos que
nenbiim paiz est melbor collocado para constituir-
se ile alguma sorlc em arbitro; ollc confina com
todos OS utros estados, os qiiaes,lodosdependcn
delie por algum lado, he unulos mercados do Pa-
raguay ; a maior. parle dos ros da Bolivia desa-
guan) em seus rios. .0 desenvolvimenio de uma
immeiisa parte do Per, depende do movimento com-
mcrcial que, dever estabeleccr-se pelo Maranhao.
Tal he a situacfo do Brasil dcbaixo deste jionto do
vista., Abra-sc a sua historia contempornea, B
ver-seMia que lie o unico estado-'que proclamando a
indepondeneia, lem sabidomanteroseuterritorio, iu-
lacto.eqiwconsorvaiido instituicoes monarchicas tem
iwditlo resistir.i conji.racaodc lodos os elementos de
anarchia que lera dcspodacjido.nanstornadoeretallia-
do o resto do mundo hispano-americano. Obser-
ve-so agora o progresso de suas linancas; o desen-
volviincnlodo.so commereio, o crescimentode sua
prosperidadc.a rcgularidade de sua organisaeo e de
as fon;as, o ver-sc-ha.que sao bastantes para tor-
nar natural e nicsrao legitimo esse pensaraeato, ,,n.
Se quizeriiios, essa ambieaode preponderirticia que
o Brasil nutre, e que poude parecer-lbo tanto mais
fcil a satisfazer depois dos recentes successos. do
Pialo. Quomr isso dizer que he uma obra fcil,
na exeouro ija qual u Brasil nao tenha que usar
do uma extrema prudencia? Prinieiramenle quan-
do se falla da America do Sul he niui evidente que
se falla de una ninneira relativa.
O proprio imperio brasileiro, bem que esteja ora
urna via de progresso sensivel.nodoixade.coiiterinui-
^liis .bicuuas. muilos germeus perigosos'. Ha
a desproporeo ainda notoria da pqpulacao livre
cora a populaeo cscrav e a jiespropirio da
popnlaco total com a iinmensidade' do* solo.
lia o espirito de independeicia local que as dslan-
Cias enlrctem, a barbaria das racas iptlignas, c es-
sa incoheroncia mesmo que he a conujjcao dos povos
que se formo. Ha em una p'alayra" lodos esses
elementos que urna mo liriae podi conservar em
respeilo,. mas que em mu momento' dado podem vir
a ser causas do sciso e de anarchia interior.
Do outr lado na propria Ainerica a ambijao do
preponderancia, que o Brasil parece aceitar como
urna lei de sua situaca,pode encontrar mais.de um
obstculo. O perigo para o imperio brasiieiro est
em ostentar .muito essa ambic-o, est em fazer sen-
tir demasiado a sua influencia, porque enio exci-
tara indiibilavelnieiiie cqnira si todos os, estados his-
pano-amcricanos offendidos em seu iiisiincto nacio-
nal. Os velhos oilios se desportomm, as rivalida-
des adormecidas tornaran! a adiar alimento e o suc-
cosso do um dia correra grande risco de ser seguido
de uma longa. reaccao de desconfiauca cdo hostilida-
de. No anuo passado vio-seji o que por pouco
nao produzio no estado oriental a aeco mu pouco
disimulada da influencia brasileira.
Ha anda para ^Brasil outro barranco na estrada
en) que se acua : be que procurando estabelecer
sua preponderancia sobre,os oulros estados ta Ame-
rica do Sul, deixe-se -animar, como alguus desses
raesmos estados, de um ciume. secrei05j8pra a Eu-
ropa, bcquoepiuma palavra nao pretenda aura
cerlo monopolio de influencia. 0. Brasil nao se-
gura cerlamenie a poltica a mais liberal as dii-
euldadesquosuscitoua respeito to decreto do governo
da Bolivia, o qual tenda a applicar a esta parte da
America o principio da liberdade je navegaco.
Nao li seguro que elle tenha sido sompro' heno-
' >
tuarias. e dissipou os Ihesouros da repblica sem fa-
zer nada para a posleridade.
A murle do duque de'Calabria, que leve lugar
pouco depois da de Castrueciu, livrou Florenca de
um jugo lyrannico, que nao tara compensado' pela
o-lnrll. '
de
Pn lempo em que comeca esla historia a repbli-
ca tle l-'lorenca eslava em guerra rom Gaslruccio
l-ra-ealana, senhor de l.ucca.
Depois de ler-se anoderatlo de minias proras im-
portantes. CastrocciuTlevaslra o terrilorio fiorenli-
no, pillmra e destruir os solierbos palacios dos arre-
dore de Florenca, e ameacua mais de ma vez suas
Irinrlieras.
Os Florentinos nesse perigo ilumnenle pedirn)
soccorro ao rei Koberln de aples, c para melbor
ganharem a protecrilo desle principe nnmearam por
icclamacao a Carlos, duque de Calabria, eciihor de
Moie.nca.
Itobcr lo presin-se ans seus desejos; mas, pouco
lepois, a morlde Casirureio Imoii a repblica de
13o formidavel inimigo.
Carlos fastoso e sensual foi pouco favoravel li-
lierdade e ao bom governo do estado,... elle ilespo
gloria.
^dominacao desle principe ensinou aos Florenl-
noaquam grande he o perigo de pt'w a auloridade
as maos tle um eslrangeiro; mas elles n.lo se apro-
veilaram dessa licao salular.
Florenca livre tle seus inimgos via diante de si
um fuluro de grandeza e de gloria. Oppondo sem-
pre uma nobre resistencia aos usurpadores, ella lor-
non-se o arbitro dos grandes e pequeos estados da
Italia; mas. esse mesmo poder nao permiltio-lhe mais
permanecer eslranha s revolucOes, que rebenlavai
cada da em reta della, e pouco depois sua ambco,
crexilia era razo de sua influeocia, levou-a a uma
nova guerra. ,
Depois de comprar a Mastino de 1,1 Scala. senhor
tle l.ucca, a cidade de Pisa, o governo tle Florenca
leve de suslenlar uma guerra vilenla contra os pU
sanos, os quaes regeilaram o Iralado.
Essa guerra nao foi feliz para os Florentinos.
Os Psanos nao eram bstanle ricos para resgata-
rem^se; mas defendern) sua liberdade com as armas
na mo, o prevalecern sobre seus inimigos.
Nunca falln acctisacao desgrara.
OsFloieiiliiios allrihuiram sua desleila asfaltas
tle seu general Matates!*, e como "aconteca [odas as
vetes que a repblica eslava em perigo appellaraui
para a auloridade de tira dictador,
O rei Huberto foi novamenle sollicilado pelos Flo-
rentinos, e um novo esercln Ibes tai concedido.'
O duque tle Alhenas, anligo valido do duque de
Calabria, foi chamado para govcrna-lo.
Gualliero de Itiienue era um desses principes
avenlureiros. que percorriam a Italia nessa poca. .
Oriundo dessas racas degeneradas, qe sucrede-
ram aos primeiros cruzados, e que eram designadas
peloepilheto injurioso de poulainf, Gualliero s.
possuia uma virlude:o valor, nica heranra tle seus
anlepassados.
O^princpado de Alhena tora lirado a seu pai era
Tendo-se csles-siibmettido ao rei de aples, Ko-
lterlo ficon-se com o patrimonio conlentando-sc cora
conceder o titulo a Gualliero, c emprega-lo erasen
servico.
O tltiqnc de Alhenas chegoo as portas de l.ucca
com os retarcos do rei Roberto ; mas jii era lartle.
A iiidignorao do povo florentino rhegou ao sen au-
ge quando viram entrar em seus muros o eiercilo
ainda poderoso de Malalesla, o quri acabava de dei-
xar que Pisa fosse lomada sua vista.
O clamor publico all'riuia esse acto vergonhoso i
impericia, ou covardia do general, i ignorancia e
venalidade dos empregados to excrco.
0.duque de Alhenas, que chegra no lim da cam-
panil, nao foi rcsponsavel pelas fallas, deque os
tuilros clietai eram aecusados, e produzindo esla cir-
cumslanca una reaeco em seu favor, lodos eicla-
Gualliero leria temido.
vol as negociacoes dos agentes eurnpeus com o
l'araguay.c nol)cim[)ossivelque obre ainda no mes-
nfo sentido por occasio da ronovat;ao dos tratados
de cominercio com o estado oriental.
Seria isto um erro.lauto mais singular, (piante o
governo brasileiro he o primeiro a reconhecer ora
suas manifcsuieoes publicas ludo o que lia de tilil,
de neoessario mesmo na assislenca da Europa para
a civilisacfio da America. Como desde cntao con-
ciliar esse pensamento com esforcos secretos que
teydessem-para um tira opposlo ? Nao se pode es-
perar sem duvida que o velho mundo envi seas
emigrantes, as invciicoos de 8BU genio, os produo-
t"s de sen comniertriu, som procurar asseguriir-se tle
garantas e mesmo de vanlagens ile natureza propria
para melborar e estender suas relaces. Se portan-
t" a ambco to Brasil he natural era um corto sen-
tido, se sua influencia tem ensejos de se estabelecer
de uma maneira durador o ulil no continente "ame-
ricano, be com a eondie.n de nao esqueccr que
tem sempre que evitar esses tlous' perigos^in assig-
nahmos, os quaes podem resumir-se em um s,-o
de prorurar muilo dominar, elle nao conseguira
com isso seno excitar todos eonlra s. Os oulros
eslados liispano-araericanos, cujas susceptibilidades
nacionaes instaria, e a Europa cujo concurso cha-
mara publicamente crando-lhe secretamente emba-
racos, esfoirando-se por eslorvar sua influencia.
Taes,so repclira9s, os barrancos facis a evitar de
una tendencia que se describa j ha annos.eque nao
se ada ainda seno no periodo do successo.'
0 auno de 1852 foi cora elfeito uma poca feliz
para essa poltica inaugurada e seguida j durante
algum .tempe-pelo hbil estadista, queatirige a repar-
licao dos negocios esirangeiros, o Sr. Paulino Soa-
res de^ouaa. 0 Sr. Paulino corapreleiideu que
futuro poda haver para o imperio em uma accao
exterior, (Atendida ao novo mundo do sul. Elle'se
propoz ligjir os diversos estados americanos procu-
rando fazer^iceilar por totla a parte pacificamente
a infludiiciMescu paiz.
Elle mwoh, era. uma palavra, para o Brasi.1 ma
poriiica internacional, que at aqui nao existia, a fal-
lar, a vciilade, que tem seus pergos incontestavcl-
moute, mas que tem lamben) sua grandeza. Nao
He de espantar que os resultados obtds de uma
maneira quasi inopinada nesses ltimos teitpos te-
nhamvivamente impressionado a opiniao publica.
As lulas.dos ponidos, asqueslues puramente into-
rinres tem perdido| de sua importancia, c se tem
apagado diante de unta poltica eslruugcra, que of-
ferece um alimento travo aos espiritos e uma stiS-
faco ao urgulho national. Por isso em sua vida
|K)llca nlerior, n Brasil nao conla sno poueps
incidentes era 185-2. Um dos mais serios foi urna
modificacao do minislerio jmpsral. 0 ministro
da Justina, o Sr.J^eebio tle Queiroz, o ministril.
do Hft'irio n ctinirTe Montales're.Ti o ministro di
inaiiiiha, o Sr. Tost retirarm-se e foram subst-
Uiidos em suas funsces pelos Si-s. Goncajies .%r
tins. Ramos, o /-icarias. Dns anligiisiueiiihnis
Jo gabinete, osdoi^ principae-s, o miuisiro dos ife-
gocios eslrangeirots o Sr. I'aulno Soares de Souza,
c o ministro- da fijzeuda, o Sr. Rodrigues Torres,
conservatam suas, posiees com o ministro da guer-
ra, o Sr. Folizardo. Os dous primeirs bastara pa-
ra mostrar que nada fora mudado na poltica quo
prevalecer al eritao depois da formaco primitiva
do ministerio confervador de 1848. Era o mes-
ura pensamento hbilmente mantillo pelo impera-,
dor D. Pedro, e hbilmente deeenvolvido pelo gabi-
nete brasileiro atravtjr de algumas mudancas de
(icssoa. "
Essa poltica enconlrou alem disso pleno apoio e
inteira adhesio as cmaras. Foi a 3 de maio tpie
segundo a rgra coniilucional se abri no IGode
Janeiro a sessao legislativa de 1852. Aborta debaixo
do golpe dos acontecimentos do Prata, era fcil de
prever que nao susciiaria ncnliuma opposicao. seria
ao governo'. Com effcilo os inesmos presidente das
iluas cmaras foram roeleilos; a commisso de res-
posia falla do throno foi cpmposta dos mesmos ho-
mens que no auno preceden te} os Srs. Araujo Vian-
anna, Maciel Montero, Liinpo de Abreu, branles,
ilinda, Pcreira da Silva, Aprigio e Vctor. As
dscussoes legislativas nao se assignflarara sono'
por um discurso mcvitavel do-ministro dos negocios
esirangeiros, # o Sr. Paulino Soares, sobre os nego-
cios do Prata e por um discurso de outro ministro,'
o Sr. Euzebio de Qucroz, sobre o trafico dos e-
ros. O miuisiro brasileiro aproveitou a occasio
para responder .s communicacoes ofuciaes dirigi-
das pelo ministro inglez, o Sr. Hudson, e o seii
governo. Fra dessei incidentes, as. cmaras nao
?eran) que oceupar-se senao de discussfics menos
inlei-essanles, da pit'paracodo oiv;ameiito, da lixa-
(,'o das tarcos militares do imperio, e em realidade
a sessoaadioii-se fcdiada de tacto antes mesmo de
s-lo do direito no dia 4 de setembro.
Nesse da o imperador em pessoaencerrou o par-
lamento pronunciando um discurso, no qual mos-
trava a situaco do Brasil, a eMincrao progressiva
do trafico, o desenvolv ment dos interesses positi-
vos do paiz, a solucao definitiva das difliculdades
que se tinham levantado com o estado Oriental a
respeito da validadedos tratados.de 12 de outubro
de 1851 ; esse discurso terminava por estas pala-
vras. a A' sombra de noSsas instituicoes temos
conseguido collocar-nos na posico dos povos inde-
pendemos, e civilisados : ellas nOs lem dado a cal-
ina e a prosperidade de que gozamos. Cont que
recolhirado-vos aos vosos lares as taris respeitar
cada vez mais, e que esforrando-vos por extiiiguii
as discordias polticas asdivises inteslinas, ensina-
reis aos habitantes de vossas previneias que o cum-
primento dos deveres religiosos, .respeito das leis
e o amor do trabalho sao os mais segaras elemen-
tos da grandeza e da'felicidade dos imperios. As-
sim se terminaram os trabamos legislativos de
1852. lluvia de reglo uma razo para que essa
sosso tivesse um carcter menos decisivo e menos
importante, he que- essa sesso era a ultima ta le-,
gslatura e que lodos oceupavam-sc mais das elei-
coes, a que se ia proceder, do que dos ltimos rao-
montos da assembia, chegava j ao termo legal de
se*u poder. Os deputados davam-se pressa por voe-
larem a suas provincias afim de sustentaren) de
mais peno a tula eleitoral.
0 fim do anno de 1852 acbou-sc choio por esse
movimento novo. No Brasil a eleico taz-sepor
)ia indirect ; ha quasi o suffragio universal para a
nomeaco dos eleiloresde parochia ; um mez depois
d'esses cleitores se rer.em em collegios e elegem os
deputados que represeutm as provincias do impe-
rio. Esse movimento eleitoral ojierou-se ooi bas-
tante calma, excepto somante na provincia de S.
Paulo ondo a villa dos Pirdiaes tornou-se.o theatro
do scenas deploraveis." As autoridades iniervieram
de um modo un pouco demasiadamente abusivo e
violento, de sorte que o governo vio-se obligado a
dimillir o presidente da provincia, o chele de poli-
ca e todos os empregados da. loeaudado em que esses
acontecimentos desgracados liveram lugar.
,E m seu todo as elecoesde 1852 foram comple-
tamente favoraves ao goveruo. A opposigao foi
vencida por toda a parte. Os mimes do ex-'iniiis-
tros, o Sr. Euzebio de Queiroz, do Sr. Ramos, seu
successor, do Sr. Pereira da Silva, nm dos mais- ',
notaveisdefensores, da poltica ministerial durante
a legislatura, foram os primeirs que sahiram da
urna no Rio de Janeiro. Os Srs. 'andel-le,
Aprigio, o ministro da raarinba, o Sr. Zacaras, os
Sis. Maciel Monteiro, Reg Barros, Pedro Chaves,
Potjreira, Barboza Vasooneellos 'etc. todos os sus-
tentadores do minislerio obtheram immeiisas maio-,
ras as provincias.' Este tacto he a mais papa-
vcl expressao da disposico dos respeitos e da po-
pularidde adquerida iicla iKiliiia do governo.
0 uitervatto das duas sesges dtcio por esse io-
movimeuln eleitoral servio por outra parle ao mi-
nisterio para preparar diversos' projertos tle refor-
ii.<- om iilouma< p;,ri,-.s ,1, admmistracao.'
1 tna commisso composta dos Srs. Carnem
Leo, branles, Texeira, Alberto e Baependj fui
creada, para elaborar um projecto sobre a coliinisa-
co e sobre a diviso e venda das ierras publicas.
Outra commisso na qual entrevara os Srs.* Pe-
Irera, Pereira da Silva e Borges foi encarroada du
, ---------------------- v -.-^--^w -........- *. *7^>nfa-* nuil tf"' Itlll,
joii os priores de sua auloridade, alralio j leis sump- Tendo esse enlhusiasmo grasado em toda as clas-
sesi por uro tlcssas phanlasias tos povos inesplica-
veise multas vezes fataes, uallicrp devBriennefoi
eleiio capi|ao da juslica. e pouco lempo depois con-
lenram-llie o commando do exercito.
Elle achou-s assim reveslido ao mesmo lempo do
direito tle Ha juslica na cidade e nos campos.
llorante a guerra contra os Psanos uma oligar-
cbia violenta se apoderara do poder em Florenca.
\inlecidaVlaos poderosos apm-oveilando-se da ause'n-
cia do excrcilo, taram pouco a pouco atlnliindo a
a auloridade da s Vria-
Sem mudarem S*le coiistilocionaes nem a ma-
gislralra do estao, elles lnham conseguido pd-las
tlebaixo de sua dependencia, e assegurar as eleicoes
para si, seus amigos esuascrealuras.
Todava uma parle dos grandes apartados do go-
verno, perseguidos em seus bens e em suas pesoas
fiimlarAn grandes esperanzas na auloridade de Ciiial-
tiero.i Elles submclleram-se voluntariamente ao prin-
cipe, jue soinenle poda livra-los das prelcncoes e da
insolencia de seus inimigos.
Para melhar ganhar sua prolecciio foram ao seu cn-
cnnlfr e ouereceram-lhe seus soccorros, sacrificando
assiuia liberdade da sua patria ao" sen odio ues-
soal. ^^
AelevacFodeGaullieroera tamliem um objeclo
de conlenl.menlo para o povo. Elle deleslava tuna
olignrrliia inslenle, que llie lirava um poder, ao
ipial julgava ler direilos, o arriisava-.i de incapacida-
de nos negocios ede venalidade nos empregos.
Quando o duque, segundo sen coslume, percorria
as ras da cidade, exhorlavam-no- publiranienle a
puni a-frandcelivraro povo de homens,'qoe ta-
ttaln-TC iinmer para os empregos pblicos peta ca-
bala e que eram inrapzes de governar.
Emquanlo os grandes o o |wvt> agilavam-sc as-
sim no circulo de suas paivoes e de sens inleresses
o* I inte para Irrarcm lodo o pretexta de quexa. de-
cidiram-se a cnlregar o poder a tiualtiero oulorgan-
do-lhco tlireilo de fazer juslica, esperando rosli-
luirem-iio assim seu defensor, 'e ao" mesmo lempo
poderem a sombra tos acias eslrondosos da severi-
dade do juiz enlregarcm-se a todas as suas in-
Irisas.
O duque de Alhenas era pois chamado por todos
o- par idos.
Ambicioso, ardente e poltico astuto, Gualliero ap-
proveilava todas as torcas que essas paixes diversas
llie ollereciam sem tiexar-se dolnHuir por ellas. Pa-
ra agradar ao povo e fazer-se lemer dos burmiezes
ou popolant graasi () seu prbncirVnrta de juslica
oi mandar corlar a cabera a JoSo de Medici, Xoddo
Kuccellai e Guiglielmi de Allivoli, aecusados todos
tres de violencias durante a guerra tle l'sa. Oulros
foram enndemnados i mulla c aoevilio.
Essas condenmacoes assuslaram os burguezes e ale-
graram os grandes e o povo : os burguezes lemeram
pela sua seguranca, os grandes applaudram o vin-
gadoR dos ultrages qne linham recebido, e a plebe
approvou por acclama;es ; pois espera sempre adiar
no mal tos ricos um bem para si, v nisso um ac-J
to de juslica fela sua propria mizeria.
Pimcnta Bueno formavam uma terceira commisso,
a qual fra encarregada.de preparar as bases de
uma modificacao da lei eleitoral.
Filialmente o ministro do imperio, oSr. (oncal-
* Martins, resefvou para si a elaboraijao do una
reforma do eonselho de estado. Todos esses pro-
jectos eram como o programma polilico do governo
etn presenca da legislatura nova que ia abrir-so e
que abrio-sc.com cfteito. lie a nona legislatura
to imperio coiisiitaconal do Brasil, ella comeca
seus trabalhos ns cndicoes certemente as' mais -
voraveis, no meio de uma situaco geral que po-
demos- caracterisar assim: successos exteriores, pa-
cilicacao das hitas polticas no interior, desenvohi-
mento d todos'os interesses positivos c materiaes do
paiz. ,
Esse dcscnvolvimenio dos "interesses niaterias be
incohteslavelmente um dos clementes priucipaes da .
historia contempornea do imperio brasileiro. He
pelacolonisacaosobretpdo quo ella pode estender-se
e fortilicar-se, e quando se falla de colonisacao no
Brasil bem como eimtodas as partes' da America,
lie bem evidente que a emigracao estrangeira he a
eondirao quasi nica della. Em o arino passado
os leitores vlfam as disposic/ies favoraves da lei de
18 de setembro de 1850 sobre a repartico das tr-
ras, ealgunseiisaibsdecoionisacqqueforam tenta-
dos oo Brasil.- Ho uminovimcnto que oautinua e
Porm a ambici de Gualliero ia mais tange.
Pouco depois seus amigos comeearam a descobrir seu
intent.
Annunciou-se a necessidade de grandes reformas
no estado : cumpria purifica-lo da corrupcao que o
infectara durante a ultima guerra, e o duque de
Atliem,a foi uomeado como o unico capaz de desem-
penhar essa missilo pela juslica de suas senlencas
por sua habilidadee pela firmeza de seu carcter.
As tabernas e lugares pblicos encheram-se de
agentes do duque, os quaes misturando-se entre o
povo eos soldados procuravam engana-los e cor-
rompe-los.
Ni meio de lodas essas intrigas algumas almas no-
bres permanecern) puras ; nells o amor da, liber-
dade, posto que concentrado, lornou-se por isso maie
ardente. e as veze dcscobra-se em palavras impru-
dentes; porque os Florentinos estavam muito acos-
tnmidos a tralarem seus negocios no meio da ra
para aceitaren) lito de pressa o jugo inquisitorial da
Ijratinia.
Todava alguns grandes nao tardaram em fazer
no eonselho dos priores a propqsla de nomear o du-
que senhor de Florenca.
O gonfaloneiro convocou a senhoria, a assembia
reunio-se e delilierou.
O eonselho dos priores regelou a proposta. Sua
resposlaaos grandes lerminava-sc assim.... 1( Jamis
nessa* mnlheres e nossos 1'ilhos nos perdoariam a ver-
goiiha da escravidan ; jinas renunciaremos feli-
cidade de ser livres.
O duque, inabalavel em seu projecto, n3o fez ca-
so desta resposta. .
Elle asseverou senhoria que sua inleiicfio nao
era lenlar contra a liberdade de Florenca ; porui
forlilica-la livrantlo-a tas faefes; que a dsuniao de
tima cidade era a verdadeira escravidao ; que elle sa-
crificava-se ao bem publico para corresponder cou-
lianca que llie lestenmnhavam ; mas que nao tema
o perigo que sua dedicacao podia allrahir-lhe, por-
que s um homem sem coragem podia abandonar o
bem peta temor do mal. E acrescentava que espera-
va porlar-se de maneira que merecesse o reconheci-
menlo da repblica.
Emquanlo. o duque faza essas asseveraces aos
iili iniriK tlrt canKA*.;^ ..^___________. w
t*) Era assim que o povo designava a burguezia
rica.
Cr
publica.
Como quer qiie a auloridade da narao reunida
loase superior a de seu eonselho, essa appellacio de-
cidi a queslao.
Os priores tremeram pela liberdade.
Nao podendo oppor-se a uma convoeacao qoe
(iualliero liona direito de fazer como capilao do po-
vo, elles procuraran) obriga-lo per uma promessa
solemne a cumprir a palavra qae llies dra de nio
aceitar a auloridade senao por um anno, como li-
nha taita o duque do Calabria c com as mesmas res-
tric^Oes.
Gualliero empenhou sua palavra de ravalleiro a
nao pedir nem aeeildr mais nada.
Esla convenci foi assignada peranle os notarios
da senhoria, e debaixo da aalvaguarda de jura-
nte'0. fConfinnar-se-no.;
*^'
^kjt^.


PIMO DE PERMWBUCO TERC* FEIRA 10 DE JANEIRO DE 1854.
que se apenas lenv ainda proporgoes resnelas, he.
destinado seni|duvida a adrrnirir milito niaiores.
Segundo o ultimo relalovio do miuislro do imperio
presentido scmaras na sessao de 1852, Iiavia no
Brasil 22 colonias do europeus, i na provincia do
Espirito Santo, 3 na doTtio de Janeiro, i na de
S. Paulo, 8 na de S; Calharina o 6 na de S. Pe-
dro. A populadlo desses estebelecimentos era de
20,832 habilaies. Cada dia chogain navos emi-
grados suissos, alemaes ou jrlandczes, engajados pe-
' los ministros ou pelos cnsules brasiloiros por con-
ta dos particulares, de sorte (Jue o numero indicado
pelo resumo ministerial pode nao estar completa-
mente em relagao com a realidade, ou pelo nicuos
pode variar erescer a cada instante".
A provincia do Rio-Grande parece ser o tliealro
de uin moviffcnto especial de emigracao; ha um
anuo fallamos da colonia de S. Leopoldo como de
urna das priucipaes dessa parte do Brasil. Ovias
presidente da provincia do Rio-Grande cm urna
meusagem dirigida no i- de outubro de 1852
assembjea provincial, assignou a essa colonia urna
popidaeao estrangeira de 10,576 almas sem contar
290 esclavos, e a populacao do origen) brasilcira
que se eleva a 4000 almas. A cxportagiio de S.
Leopoldo cle\ou-se em 1852 a 3 railhes de francos.
Itepois de S. Leopoldo, a colonia do Novo Mun-
do, fundada pelo Sr. Trislao Jos Montoiro contava
_4_ nina populagao do 400 almas. A colonia de S.
Cruz, situada no municipio do Rio Prado tem tres
anuos de existencia e conta 254 habitantes; ella
oceupa urna extensao do mais de tres leguas'. A
colonia de Pedro compOe-se de 43 familias irlan-
dezas, comprchendendo274 iudividuos oceupados na
iiltura do fumo, do algodo, do trigo e de cereaes
diversos. A colonia de Monte-Bonito fundada cm
1830 pelo .coronel Jos de Campos cunta apenas
ura pouco mais.de 40 individuos.
A colon isapao he urna necessidade muito urgente
para o imperio brasilcira, porquanlo o trafico dos
negros est completamente abolido Jwje, e o gover-
no (lesenvojvo mais zelo em tornar effirazes as pro-
Iribigoes que tem dictado. Com effeito o trafico,
qual contava ainda cm 1850 23,000 escravos
. importados da frica caliio cm 1851 no numero
de 3,2.87 e ludo faz presumir que esse mercado oan-
destino tem ido em diminuigiio, bem como o pode-
ria provar a apprchensao. que se tem arriscado a fazor esse commercio depois
da aboligao definitiva do trafico.
. Nestas condigoes a emigracao he urna verdadeira
necessidade para substituir progresivamente o tra-
balho livro ao trabalho oscravo. Desgragadamente
Ctem elevado um.obstculo,que nenhum governo
senhor de vencer ; fallamos da presenga da febre
amarellanas costas'brasileiras. Desde 1830 que
ella comecou a apparecer nao" cessou ainda de excr-
seria bastante senao para fazer parar absolutamente,
ao menoa^para contrariar o movirnento do emigra-
gao. Nao est asm'os do'governo expedir esse
lerrivel hospede, mas elle pode lomar medidas para
nao deixar os emigrantes demorarem-se nos portos
martimos epara facilitar seu transporte immediato
para o interior, onde ellcs seriam menos expostos
a screm decimados pelo flagcllo cm sua chegada.
. He no interesse da propria eoloniSagao quo estas
medidas deveriam ser lomadas, e lie principalmente
i rolonisago que est ligado o deseuvolvimento ma-
terial do imperio brosiloiro as condigoes econmicas
cm que seacha col locado,
O Brasil tem necessidade de populacao para ir
fecundar suas regios inhabilitadas o de vias" de
t-omrnunicacao para cliegar al essas regies" eeri-
traes onde nenhum movirnento apparece ainda.
Esses dous iuteresses marcham juntos. Em seu
discurso de 4 de setemhro, no encerramento da ses-
so legislativa, o imperador disse s cmaras o se-
'guinteL
Entre as medidas de quo dotastos o paiz, oc-
upam o primeiro lugar as Ieis quo tem por fin a
. ereacao de novas estradas, a navegacao do rio Ama-
zonas e a que rene os diversos pontos de nosso
immenso littoral. ,
A navegagao do Maranhao he com effeito utnai
das empiezas quo dalam de 1852. O Brasilia
.liba que enlender-se previamente com o Per, o
qual tem lamhem sua parte de soberana sobre esse
rci dos rios, e tal foi o objecto do tratado de 23 de
outubro de 1851 cujas disposigoes esanciaes se
pdem ver no que dissemos da repblica peruviana;
mas resiava qofe realisar esse pensamenlo, ilo qual
o tratado de Str de outubro nao continha senao o
germen, e he esta justamente aparte do Brasil. No
dia 80 de agosto de 1852 e governo eelebrou com
nina companhia ura 'contrato para a exeeugao des-
xa grande medida. A companhia compromettotf-sc
a stabelecer duas linhas'de navegagao: urna da
capital da provincia do Para at a cidade da
Barra do Rio Negro, capital da provincia das Ama-
zonas; a ou|ra desse ultimo potito at ao porto de
, Nauta no Per. Nos cinco primeiros anuos a
rompanhia devora fazer urna viagem mensal de
Bclm Barra do Bio Negro; nos cinco seguintes
deverao fazer tres viagens Je dqjis em dous meze
e no lim desse lempo deverao fazer duas cm cada
mez. Sobre o resto da Hnha at' o Per llavera
tres viagens no primeiro anno, quatr'o no segundo
esefs em cada umdos tres seguintes; para o futuro
as viagens poderao lomar-so mensaes. O governo
de sua parte concede o privilegio de navegagao a
vapor do Maranhao por espago de trinta annos, tima
subvensao annual de 160:0009000 res nos 15
primeirsanuos, e maisa garantiadeoutrasubvensao
de 40 contos da parte do Per; elle d alm disso
companhia os terrenos necessarios para fundar sessen-
i.i coloniasdeestrangeiros, e asscgura-lhe a preferencia
para a navegagao dos affluentes do Maranhao, caso
ella venha a eslabelecer-se.
Se esta empreza pode ter urna singular utilidade
para o proprio Per, nao he necessario que taga-
j.immenso imperio cm seu movirnento'mais rey
cente. Sua vida intellectiial da qual tragamos ura
osbogo no anno prximo passado, be desgracada-
menie anda muito pouco poderosa, mu pouco ori-
ginal; ella nao pode por tanto marchar com o mes-
mopasso que vida Material. Ein todas as colisas he
um Imperio quo se forma, que vai crescendo um
pouco no nicio da eonfusao insoparavcl de tal situa-
co, Basta que.elle se v formando o ciesccndo em
condigoes naturacs o fecundas. O cscolho contra o
qual o Brasil po> ter que premunir-so, repetimo-lo,
lie urna ambiguo nacional mu coiicehivel, o mesmo
assas legitima em seu principio, he a necessidade
de um papel mu ostensivamente preponderante no
continente sitl-anicricano. Por muito lempo ainda
elle nao tera conga melhr a fazer do que consagrar
lodos os seus esforgos ao desenvolvimcnlo de seu po-
der interior, de todos os elementos de riquoza c de
grandeza que abundara em seu seiq. Ho por esse
meio principalmente, que chegar a conquistar em
tornodosi essa influencia a que aspira; he polo es-
pectculo dos progressos de sua fortuna feitos ao
abrigo de instituirnos tutelares, que poder molhorj
do que por oulro qualquef meio asegurar sua in-
fluencia, sem excitar contra a si a liga tcrrivcl das
susceptibilidades nacionaes, tao proni|itas em Vs-
perlar-se em todo o mundo hispanoamericano.
[Annttairc dedeus mondes.)
m
CHRONICA SA QUTNZENA.
Par 14 de outubro (1)
Vollemos i poltica contempornea. Fra dos
aconlecimentos do Oriente, concebe-sc que baja urna
certa estagnagao no maior parte dos paizes que al-
gum interesse liga a essa queslao. Relativamente
aos oulro?, simples espectadores dessa crise, elles
Icio seu ilumnenlo proprio de trabadlos edeule-
resses, cujo carcter permanece de ala una sorte mais
nacional. A Ilespanha acaba de lor sua mudauga de
miuislerio. Quando essa seria modificado do.po-1 ?' e de sua industria, o progresso de lodos* os seus
der se pmduzio em Madrid, ningueui sabia que iu- "ileresses. Foi.propriaineute um discurso de nego-
fluencia ia dominar. A incerteza que reina lia mu- ''"ls dollars. Que beljos (errilorios nao se poderiam com-
prar com essa somma 1 10 milhoes de francos alli-
viariiim mu (aiuco as lin.inr.is da llcspanha e basla-
riam amplamegle para liquidar as dividas do Mji-
co, ('.ora tudo lian eremos que esse ardor de con-
quistas e do acqusires (de aequisiroes anda mais
que de conquistas! se vollo nesle momento contra a
Hespanlia. A quesian de Coba suscita ainda mui
grandes difflcqidadrs. A Inglaterra pronunciu-se
recciilrmeiite mu formalmei.te contra a nota doSr.
Everell, |icio orgo de lord John Russel; a Franca
Umhwn nao deixaria provavelmente atacar urna n-
gao amiga e irmaa sem llie dar algum soccorro; A
propria Hespanba he ainda |>erreilamciile capaz de
uppur urna resistencia enrgica ; mas o Mxico !
Muguen se nleressa por elle; elle be incapaz dede-
Icuder-se, e arlia-se agora, (wr sua propria eonlissao,
em plena dissolngau; o Mxico aclia-s* cvidenle--
manie na siluacao de um devedor oberado de divi-
das, a quem a desapropiado lie mais ulil que pre-
judicial. Nada, por .lano, mpeilc os Eslados-Uuidos
de desapropnarem o Mxico de algumas de suas
provincias. Esle he o parecer do Sr. Marcv e mui
provavelmenle esse parecer ser adoptado. Cumpre,
pois, que nos resolvamos a ver d'aqui a pouco lem-
po pagar o Mxico pela lerceira vez as despezas do
humor Iiellicoso dos Yaukees dentro de alguns mezes
provavelmenie, esse desgranado paiz lera anida per-
dido algumas de suas provincias, lalvez que mes-
mo nao reste mais do Mxico senao o nome!
14 de norembro de 1853.
Tornemos a entrar na pul i lie c na historia dos di-
versos incidentes contemporneos. Ha boje urna cer-
ta estagnacjto que sem duvida se explica natural-
mente, pela parte que loma a quesillo do Oriente
em todas as preoecupaces ; todava he esse o mo-
mento em que a vida poltica vai rehascer em alguns
paizes. I>-iqiii a poneos das o parlamento piemon-
cz vai abrir-se em Turiui, c as cmaras despalill-
las vio comecar sua sessao em Madrid. O parlamen-
to inglez nao pode tardar mullo lempo agora que nao
turne lainliein a proseguir em seus Irahalhus, c um
desses* ltimos (lias o rei Leopoldo ahrio solemne-
mente a sessan do parlamento belga, fazeudo ver no
discurso da abertura o estado de projperidade em
que seacha a Blgica, o crescimenlo de seu cominer-
to lempo na poltica atm dos Pyreoeos nao era pro-
pria para' lomar esla ques'.ao intil. Hoje, pelo me-
nos em muilos pontos, a duvida nao be pois per-
miltiila. O nosso governo nao lardou em manifes-
tar a Dleiico de vollnr a meios mais jnoderados e
lira pouco mais conslitucioones que os que tem sido
emprelos em Madrid de alguns mezes para c. A
primera queslilo que o gabinete presidido pelo con-
de de S. I.uiz devia encontrar diaute de si era a do
general N'arvac/.. o qual eslava ainda em urna sorle
de exilio, lima decisilo especial veio aulorisar o du-
que de Valenca a lomar a entrar cm Despalilla e
certamenle, cumpre que o digamos, foi esse o mais
feliz pensjmento que pode ter o novo gabinete de
Madrid. Havia com efleilo alguma cousa deeslra-
nlio ede Iristc ao mesmo lempo cm ver um dos mais
Ilustres servidores da rainha Isabel, aquelle que
mais contribuio para salvar a paz da llespanda cm
isis, posto emsuspeita eexilada fura do paiz. Cou-
sideragoes especiacs (ornavam alcui disso natural es-
sa rcsolucao da parle do Sr. Serlorius, pois que elle
deve parle de sua fortuna poltica ao general Nar-
vaez, que primeiro lhe contou, urna pasta em seu
ministerio.
. Porcm a medida mais importante e mais decisiva
do ministerio hespanlil he sem conlraclicr.no a con-
vocagao das irles para odia 19 de uovembro pror
ximo futuro. l>?n reunio dos corpns legislativos
deve coincidir com o parlo da rainba Isabel,, e alera
disso o minislerio annuncia ter que pedir As cama-
ras o seu concurso a para medidas imprtanles que
fazem parle de seu svstcma poltico e administrati-
vo. (jaes sao essas medidas*? lie n que nao se
sabe anda. Apezar de ludo, lalvez nao se leuda
completamente abandonado o pensajatnlo de modi-
ficar alguns pontos senao menos da organsago piililica. A prnva disso est
nos boatos que tem circulado sobre um .procela de
reforma do senado, todava nao he provaveVhoje
que esse projecto, ou qualquer oulro desse genero,'
so aclia urna cxplicac.io simples na origem do gabi-
nete belga actual. Subindo ao poder cm o anno pas-
sado era um momento difllcil, (auto no ponto de vis-
la interior, como un ponto de vista internacional, el-
le linha justamente por niisso e por fim apartar to-
das as questes polticas para entregar-se exclusiva-
mente ao cuidado dos negocios do paiz. Cousa es-
tranlia. todava, lia nm auno que o minislerio belga
uasceu com um carcter de alguma sorle provisorio
e isso nao o impede de existir ainda ; elle continua
sua existencia como at aqui evitando as quesloes
polticas ; mas quem sbese essas queslOes nao nas-
cerao por si mesraas ; se os partidos nao tornaraoa
achar-se iins em presenra dos outros c nao tornarao
a comegar suas lulas."" Eulrclanto, a Blgica goza de
calina esenlo um natural orgulho pelareccprio bu-
llanle que o duque de Brabante acaba de ter cm
Londres. O casamento do duque de llrabanle com
urna archiduque/^ d'Austria, he o nico aconleci-
menlo poltico desses ltimos lempos para a Blgi-
ca, e he o nico tambem de queo,re Leopoldo falla
em seu discurso.
As cmaras eslao ago'ra oulra vez occopadas de seus
iridia l dos regulares, e o primeiro acto da cmara dos
representantes foi reeleger seu antigo presidente,
Mr. Dclfosse. Todos os partidos concorreram paca
essa eleicao. He, pois.debaixo dus mais calmos e
favoraveis auspicios que se abre a sessio do parla-
mento delga.
A sessao doseslados gerae liollandezcs esta aberla
ha muito tempp. Interrumpida durante alguns dias,
foi continuada recentemenle, e'.nu ser impossvel
que surja della alguma discussio sera, na qual seja
empenhada a polilica do gabinete de Haya. Nao he
mais boje sobre o terreno perigoso das paixes reli-
giosas que elle pode Icr que sustentar a lula, porm
sobre o terreno fiuaiiceiro. Ja oorgamento foi
orcasiao de observaces de mais de um genero e al-
guns depulados exprobaram ao ministerio o tender
ncessan lmenle para au guien lar as despezas. Ogi-
passe alm de certos limites, e em lodos os casos se- i verno respondeu a essas diversas ohservaces justifi-
rao sem duvida asproprias cmaras que terao que cando todos os augmentes com as exigencias do servi-
discuti-loe nota-lo. '. C publico, coro a necessidade de trabalhar para a
O faci esencial
corles. Assifn cessa
Ilespanha se achav'a
mos ver as imracnsas vaniagens que della resulla-
ro para o Brasil, pois permitlir levar-se al os
lugares mais remlos do imperio, a villa, a civilisa-
gio, a industria, o commercio, preparando' assim
a transformagp tolal do centro descoabecido do
continente americano. Ha urna cousa que observar
e lie que apenas a companhia de navegagao a vapor
do Maranhao foi formada, todas suas aegocs furam
subscriptas. O capital foi rcalisado dentro de tres
ou quatrn das, indicio certo do" desenvolvimcnlo do
espirito do empieza que'de mais applica-se hoje a
ludo no joven imperio americano.
0 mesmo anno'de 1852 vio multiplica'icm-se as
obras e as concessoes de carainhos de ferro, vio or-
ganisarem-se companhias para crear navegagao nos
outros rios c no littoral, vio formarem-sc bancos
provinciaes, e bancos de crdito territorial no Rio
de Janeiro, em P-ernambuco, em S. Paulo, na Ba-
ha, c no Rio Grande. Em urna palavra por toda
a parte e deba i x o de todas as formas brilha o. ardor
do progresso, a febre dos melhoraraentos materaes o
nao se pode accrescentar senao urna cousa e" he que
esse espirita novo tem um campo iramenso no "im-
perio americano.
Essa obra de crescimento'que se opera de alguma
sorle vista d'ollios pode acbar sua expressao no es-
lado geni do commercio e da fmancas publicas.
Em 1852, somente o movirnento martimo do por-
to do Rio de, Janeiro conlo* 7,284 navios nacio-
naes e estrangei ros, botando todos 1,576,974 tone-
ladas. Ajunte-se a esse movimenlo o dos portos
da Baha, Pcniambuco, Para, Santos, RioGrande,
de, u chegar-sc-ha fcilmente jum numere; geral
de 15,000 navios lotando todos 3 milhcs de looe-
bdas. Seria dilhcil avaliai ainda com exactidao
esse commercio;'mas em 1851 o todo das operages
commerciaes do Brasil, imporlacao e axporlag.ao
reunidas, elevou-se somma de 142,24,200 pe-
sos cm valores offiriacs. Houve um augmenta de
::l |wr cenlo sobre u media dos quatro ltimos an-
uos. Se procurarmos un teslemunbo mis desse
progresso, acha-lo-hemos na marcha ascencional do
reudimento das alfandegas. As afandegs que no
exercicio de 185Q a 1851 renderam 20,507,218
pesos, renderam no primeiro semestre de 1851 a
1852 a somma de 12,526,154 pesos. Na reuniao
geral das rendas do estado a inedia do progresso an-
nual foi de 11 por rento.
Em 1852 a receila publica aprojimou-se de 150
mrlhcs de francos sem contar as receilas provin-
ciaes e mumeipaes que sao pelo menos de um quin-
ta da geral. .Os cinco por cenlo brasiloiros ebega-
. raro, em Londres a 103 e a 103 1/2. Mesmo no
Brasil os seis por cenlo, que no comogo da adrai-
nistragao actual cstavam a 78 e a 79, elovou-sc a
107 e a 108. Era 1852 amertzaram-se peno do
20 milhcs da divida estrangeira em Londres.
Isso he bstanle para dar urna idea desso joven e
um paiz constitucional ou um estado absoluto. So-
mente lie permil I do a qualquer pe -anular anda, se
o gallineto novo est era perfeitas condigoes de forga
e duracao para apresentar-se diante das cmaras.
Faga-se o que se fizer, he evidente que elle lera sem-
pre o carcter de um gabinete composto em grande
parte de elementos puramente conservadores, e. que
nao rnnlm nenhum dos priucipaes memores desse
partido. Na0 queremos dizer com isso que o conde
de S. I.ui/ nao oceupa urna peticao dislincia no par-
tido ronslitucuuial moderado da Uespanlia ;bus el-
le co be o nico, c apezar da llexihilidadffle sen
talento e de sua hablidade, seria dfUcil que por si
sjsu-'crilasse a siluacao. O solamente para os do-
mens prticos he certamenle um pengo e he em mo-
mentos como esse em que se jeha a llespanda que
seria necessario reconstituir um governo nico eres-
paitavel, capaz de dar um impulso forle a lodos o-
inleresscs do paiz. Ser esse governo possivel hoje'!
He essa urna questao que se tem prnduzido nesses
ltimos annos depoisda dissoluciiodos partidos. Em
lodos os casos, o conde' de S. I.ui/. tero lido o mere-
eimento de restabelecer o imperio das Ieis e usos
coUsttucionaes.
Enlrelanto que as cmaras vo tornar a abrr-se
em Madrid, os estadosgeraes acabam ha pouco lem-
po de reassumir seus irahalhus na Haya. Apenas a
sessao eilraordinaria foi encerrada, a ordinaria co-
megou, e foi o proprio rei que a inauguren por um
discurso extenso, o qual nilo'pudia deixar de dar mui
Iranquillisadores Icslcmuiihus acerca do estado do
paiz. O rei da llullanda em seu discurso locou as
relac'ics exteriores, na organisarSo das forgas de Ier-
ra e mar, na situarn das colonias, no estado da
agricultura e da industria : elle insisti mais parti-
cularmente e com razao sobre urna obra considera-
vcl, a qual qualfiear de empreza gigantesca : he o
deseccamento do lago de llarlem, trabalho come-
gado uo reinado do avo do actual re ,e que acaba
agora. Foi pois dcbaixo de favoraveis auspicios que
se abri a nova sessao. Os Iradaldos legislativos cn-
merarain logo e as duas cmaras liverain anles de
ludo que responder ao discurso real. Suas respos-
las, hoje discutidas e votadas, nao sao em realidade
senao urna paraphraso do discurso da cora. Ape-
nas as duas cmaras concordam de urna maneira es-
pecial cm sttcitar do governo a preparago das Ieis
indicadas pela cousttuirito. Presentemente os esta-
dos geraes dos paizcs.baixosacham-se oceupados com
seus Iradaldos babituaes.
A sessao actual nao pode evdcntemeple ter o in-
teresse serio e animado que "a quesillo religiosa deu
sessao extraordinaria; resta-lhe o esludo dus pr-
jectos que tocain em inleresses menos elevados sem
duvida, mas que tem tambem sua importancia pra-
lica. O ministro da fazeuda o Sr. Van Doon apre-
sentou aos estados geraes o orgameulo de 1854, e se-
gundo a leifinanceira, a despeza de Hollanda deja
elevar-se a "0,216.987.florns, ao passo que a receiia
ser de 71,789,752 llorn?, Iiavcndo assim um exce-
dente de renda de mais de um niildao de llorn?.
Eis pois urna das Ieis que chamam desde jj a alten-
gao dos estados geraes. Segundo o discurso real,
hotos projeclos de amorlisagilo da divida devem ser
igualmente apresentados ; em fim resta um ultimo
projecta que acaba de ser siibmettido segunda ea-
inora : Jie um contrato felo entre o governo e a so-
ciedad de commercio. Esla sociedade, I como se sa-
be, he constituida ero qualidade de cniiimissionaria
para o commercio das colonias. Relativamente i si-
luacao real das colonias, ella he materialmente fa-
voravel, mal no ponto de visla-politico ha quas
constanlcmenle insurreiroes que as autoridades hol-
landezas lem que reprimir pela forga. Un facto cu-
rioso ha com ludo que' mencionar : be urna exposi-
go em Balavia. Os cslraugcir Jconcorrein princi-
palmente das Indias ingtezasTx) governo ofTerece
(odas as facilidades possiveis aos (.rincipes indgenas
para que vendara contemplar esse espectculo, e be
assim que depois de ter felo a viagem da America
para ver exposigao de New-York, os povos da Eu-
ropa par rilo um da para ir visitar a de Balavia,
menos bella a contemplar sem duvida do que o paiz
maravilhoso que lhe serve de thcalru e de decoraran.
Nos Estados Unidos as questes polticasapagam-
se um pouco por agora dianle de questes deoutro
genero, a que d lugar o progresso cada vez mais no-
tavel da uagao americana. Entretanto que a Eu-
ropa ocenpa-se ainda penosamente com a solugSo da
qucslilb ilo Oriente, as desavengas da I niao com a
Austria parreem marchar pra urna concluso. Tai-
vez esse resultado seja devido a attilude lomada des-
de o principio pelos representantes da grande poten-
cia americana. Em vez de usar de finura, como a
Europa quiz fa/e-lo com o imperador da Bussia,
em vez de redigir nula- e protocolos e de exercer-se
nos gneros mais variados da lilleratur diplomti-
ca, os Americanos, como yerdadeirns barbaros, fo-
ram direiiamenlo ao faci : daleram e a porta se Idos
abri; elles obliveram a salisfago a mais completa,
a liberdade do Sr. Kosta e sua volla aos Estados-
Unidos.
As questes de civlidade se regularizo mais tarde
siitisfa^o da Austria, cumpre esperar assim ; pois
he justo observar que nesse negocio, o capitn In-
graham nioslrou-se mais enrgico do que polillo o
mais ardente ein fazer respeitar us dreilos do sua
uacao, do que cm respeitar os dus oulros governos ;
todava nu se deve contar muilo de ante-m com
a cvilidailc dos Americanos, pois a respnsla do Sr.
Marcy ao cavallero Ilulscmaui recentemenle pu-
blicada, recusa mesmo Austria esta fraca salis-
fao.
Enlrelanto queo#apilao Ingradam executa assim
um pouco brutdHbiitc suas medidas de vigor na
Europa, qCT faMrm os Yaukees cm seu proprio paiz
Nao fallara l pessoas que a esla hora desejein fazer
o que fez o capililo Ingrahain, dando tambem al-
gum golpe decisivo sobre Cuba, sobre o Mxico, ou
sobre oulro qualquer territorio ha muito lempo co-
bo; ido. Esse desejo excessivo do energa he anda
estimulado pelo embarago das riquezas. Secundofc-
laces publicadas recentemenle, o excedente das re-
ceilas accuraulado ha*muilos annos nos cofres do
llicsouro sobe pouco mais ou menos a 30 mltides de
(I i Por conlereni noticias ja publicadas; omiltimos
a primera parte desla chronica e da seguidle, bem
como toda a de 31 de outubru dv anuo passado.
Us m.
na segiiiKla cmara dos estados geraes ; nao s trata
mate.de redueco de despezas, mas siin, de urna re-
ducgaovle imposlos. A siluacao favoravel das linan-
eas dollaude/as be o motivo invocado para essa re-
duccilo. Um certa numero de depulados, cnlre os
quaes se acha o Sr. Tdordecke ex-mnslro do inte-
rior, fizeram recenlemenle orna proposta, a qual por
certas pontos loca ni) todo do estado econmico do
paiz ; elles pedem especialmente a supprcsso do
imposto sobre o corle das inaderase das laxasque pc-
-uii -udreo gado-queso mala tara. Diversos oulras
medidas sao proposlas para aliviaba imporlagao dos
certeros alimenticios, cojo prero augmenta boje na
Hollanda como cm lodosos pausar"-Qualser a sef-
le dessa pmposta ? Ella foi remellida s secgOes da
cmara e dar lugar sem duvida ncnhuina a debales
serios, que poriio cm loda a sua luz a siluacao fiuan-
ceira da Hollanda,
O espirito de discusso pode exercer-se com mais
proveilo para o paiz no dominio positivo, do que no
dominio em que lia mezes se agitaram momeulanea-
menlc as paixoes religiosas.
A quesliio.do Oriente, a qual impqe tita grandes
deveres a Europa occdeutal he tambem para a
Europa Oriental ; para oreino da Grecia em par
licular, urna provago das mais serias. Depois da
guerra da independencia nao se apresentou ainda
conjunctura mais propria para obrar sobre a imagi-
nagao desse povohellenico lo prompto a commover-
sc. Em compensagao nunca una siluacao mais de-
licada se olleroceu o essa iinaginagao, que na poca
das grandes lulas n?cionaes, pode ser um movel lito
precioso quanto poderoso; nao ha lioje para a Grecia
seno'um embarago e um perico. He evidente que
a neulralidade a mais ahsulula, des nica polilica
que con vm aos llel Icnns, e a raz3o disso he filo sa-
liente quanto simples : lie que aprovcitando sem re-,
ftexo as circumslancias acluaes para arriscar algu-
ma tentativa de nsurcgo, elles correriam para o
suicidio por dous lados, ao mesmo lempo contrarian-
do a poltica do Occidente, se exporiam a terriveis
resonlimonloseajudando o pensamentoda Itussia.nilo
obleriam senao urna amizaMe nao menos perigosa de-
baixo de suas ferinas allagadoras. Como he com ef-
feito que os homens que procurara impellir os Gre-
gos para as aventuras fodem ignorar, e elles sao os
Hincos que o ignorara,que nao he por um desejo ca-
valleiresco de restabelecero imperio de Bjsancioqe
a llussa aspira i conquista de Constantinopla?
Para negar esle perico, he preciso ou pouca boa
f ou urna singular aberraran de espirito. Nao que-
remos ver senao urna simples falla de juzn as pu-
blicares que se succedem na Grecia, para empe-
nhar esse paiz na causa do imperador Nicolao, soh
pretexto dercaqueccr o patriotismo hellenco ; he
todava essa urna qualificago mui moderna para ca-
raelersar as pregarles hoje familiares ao peridico
de Alhenas o Secuto, e principalmente os dilbyram-
bos com que o pola l'anajols Soulzo' ene do 'as co-
lumnas desse orgam da influencia rus. Quando a
espada do orlbodoxo .Nicolao rahir sobre o crescenle
de Mahomel, exclamai enlo, nages: He assim
quo o aredanjo Miguel conidalia-Salanaz no meio dos
relmpagos, dos raios e dos tremores de Ierra Eis
aqui o tom ordinario do Sr. Soulzn e essas palavras
sao extrahidas do um escriplo rcenle intitulado Que
cumpre fazer ? O que cumpre fazer, advinha-se las-
lante depois de lal exordio. Nada tendea que candar,
diz o Tyrlcn fallrtele, permaneceidosimples expec-
ladores da lula ; pois se o imperio oltomano evitar
sua dssolucao e sea paz se restabelecer. Acaris uns
escravos da Turqua, oulros no nosso estado de'ma-
rasmo e de mtzeria. Se pelo contrario pegardes cm
armas na hora opporluna, para recobrar a liberdade,
o imperio turco se desmoronar, os excrcitos russos
sitiando CAnstanlinnpla.... eis que em pouco lempo
se levantar um novo imperio, e viris a ser uns li-
vres e oulros mui feliz os! Os poetas Ivricos sao as
nicas pessoas que podem concluir coui essa ampii-
dao e seguranga sera demonstragao nem Irasirilo.
A guerra tem logar enlre o czar e o sulto ; duas
grandes poleucias nccidenlacs tomam tambem algu-
ma parte iiaque-lao : isso nao importaaoSr. Soulzo.
A Franga. a Inalater/a c a Turqua nada s3o O pro-
prio czar, o aredanjo M'suel, cam seus canhOes e se as
fnzs orlhodoxos apaga-se no desenlace para deixar
apparecer Bisaneio restablecido em toda sua glora
cm proveitn dos Hollnos.
Essas visees publicadas com um tom de propheca
em una phraseologia mysticapropria para impressio-
nar o espirito das massas deviam chamar a allengilo
do governo hellenco. Elleno poda ver cora indlf-
ferenga semelhantes publjracoesscm parecer anima-
las, e comprehendeu, apressemos eirt dizc-lo, que
una desapprnvacan se linda tornado lecessaria. Seu
orgam rerunbeculo a Semana responden pois a essas
louras excilacoes. Nos bonramos sinceramenleao
Sr. Soulzo, disse a gazeta do governo gregn. Como
poeta, elle tem enriquecido nossa lilleratur nova,
reconheremos mesmo que seus csrrplos lem um corlo
valor poltico ; mas seja-nos permllido considra-
lo como piiiillinilo ideas contrarias aos verdadeiros
nteresses da uagao e nos pincipos de neulraldade,
bem como as relarOus amgaveis que o governo hel-
lenco lera manicio e maillera scinpre com urna po-
lencia vi/inda e alliada. .
A fallar franrameiile, orgam do minislerio greco,
sem temor desali- dus justos limites do verdadeiro,
teria podido exprimir-secm termos mais formaes so-
bre as rieclamages imprudentes do Sr. Soulzo. Abs-
ter-nos-hiamos com tudo de censurar a muderago
que a Semana empregou cm sua desaprovago, se a
mesma moleza de pcr.samciito nao!se deaase adevi-
nhar na coudu la do go,verno lielleuico e se symplu-
mas tristes iio parecessem annuuciar de toa "parle a
nlenro de conceder mais do que he racioniivel as
paixes de um partido embriagado hoje por illuses
funestas.
Nao he de presumir que os napislas, lita natural-
mente disposlos nos lempos ordinarios a executar a
lodo o vento do norte, lcassem indiuereAtes e inac-
tivos em presenga das tempestades que se amontoa-
varo desse lado da horsunle. Dcmais todos se lem-
liram que as ai.iimagoes nao Ibes tem fallado : lodos
selembram de que no lempo da chegada do principe
de MensrhikonTa Coiistanlinopla, urna nuvemdeen-
viados extraordinarios caho sobre todos os pontos
importantes do imperio oltomano e que a Grecia nao
foi esquecida. Qual era o objecto dessas mis-oes ? Era
fcil de presenl-lo yisla do fim da do proprio prin-
cipo Mensoliikoll'. Os napislas nao seenganaram nis-
so e desde enlao elles tem lomado urna attilude e
empregado urna linguagero que deixam ver bstanle
as lespcrangas com que dasido lisongeados. Sua ac-
livdadc resente-se lodavia das fluciuagoes dos acon-
tecimentos. A primera embriaguez foi seguida de
una volla a senlimpn'los mais calmos. Depois de ter
feilo concessoes imponaues a esse partido, no mo-
mento em que a Europa oriental acreditava no iri-
umplio da diplomacia russa, o governo grego pare-
ecu arrepeudidn quando se pode crer que a quesiao
se resolvera de oulra sorle. Se no primeiro caso se
teria Horneado para o commando das tropas da fron-
leira um coronel dedicado aos nlerresses dos napis-
las, oSr. Srarlalo Soulzo, no segundo roiiliuu-se es?a
missao delicada a um homem animado de inlengoes
mais moderadas, -o general Grivas.
Eia todava que o governo grego pareee incliuar-se
de novo e de urna maneira mais decidida para o pe-
rigoso partido que cm seu impaciento ardor de servir
ao que se chama a grande idea, nao he senao ode-
ploravel insimlenlo de urna polilica mortal para o
paiz. Urna modificarn leve lugar recentemenle no
gabinete. O ministro da fazeuda, o Sr. Chrstids e o
da guerra, o Sr. Spiro Muios, nao lendo podido en-
lender-se, segundo asseguram, sobre a marcha a se-
guir as eleigoes prximas, deixaram a realeza de-
somliaracada.relirando-s cnido? ao mesmo lempo; po-
rcm o resultado mais claro dessa crise ministerial,
foi fortificar as influencias napislas no seio do gabi-
nete, apartando o nico homem que firmemente es-
lava decidido a oppor alguma resisleucia a essas pe-
rigosas ambiges. O ministro da guerra mais feliz
que o da fazenda, soube lzor-se substituir ii sua von-
lade e segundo as ideas de seu partido : OSr. Spiro
Mi los leve por successor esse mesmo coronel Scarla-
lo Soulzo mandado vir recentemenle da fronteira por
causa das disposcoes pouco pacificas que lhe eram
altribuidas.
Se se rcflcclir que eleigoes novas se preparam na
Grecia, e que ellas van ser dirigidas nesle sentido,
nao s poder negar que a siluacao lem gra viciado, e
que merece a mais seria allengo. Senlimo-nos in-
clinados a encarar o estado dos espritus na Grecia
cora indulgencia, pois cmprelo!miemos queso deve
levar em conla as excitarOes a que sao sujeitos lia
seis mezes; mas he bom asseaurar-lliesos cachopos
contra os quaes arriscaram muitoquebrar-sc, perse-
verando no caminho em que se empeubam. Os ni-
cos verdadeiros amigos da Grecia So aquellos
que aconseldam-na a que se adslenda de" loda a in-
lervcngao no grande debate que agita hoje o Ori-
ente.
30
Se ha alguma cousa que nos faca sentir a necessi-
dade de Icr sempre em visla os grandes lados da cri-
se quo se agita no Oriente, e nao por inleiramenle
nossas opinioes a merc dos acuntecimentos, be cer-
tamenle a mobilidadc desses mesmos actintccimeiitos,
e a incerteza de ludo o que vem das regies em que
elles se passatn. Com effeito, depois que os gabinetes
estao oceupados em procurar o meio de travarein no-
vamenle neanriaeoes sempre v3as, depois que a essas
iiegociagoes infructuosas succedeu detinilivamonle
urna guerra seria, e ebeia de pericos cnlre a Russia e
a Turqua, qual he o dia em que o aspecto das cou-
sas nu tenha mudado, e nao Icnha sido preciso val-
lar ao fado da v espera para rectiDca-lo, iulerprela-lo
ou explica-loV
Esla incerteza augmenta pela longitude do tliealro
dos acdntecimenlos, pela obscuridade calculada em
que secnvolvem hoje os dictes das forgas oldimanas
e russas, e s vezes tambem (nnguem podo engaar-
se ni-so em consequencia Ho interesse que lem us es-
peculadores europeus em fazer circular as nolicias
mais contradictorias.
Muitas vezes essas nolicias nao concordam nem
sobre a dala de cerlos combales, nem sobre sua pro-
pria existencia, nem sobre os lugares em que so pas-
s.-iram. nem sobre o verdadeiro nome desses lugares.
E no meio dessa canfusao singular oque he! que resta
fazer senao procurar distinguir o que he incontesla-
vel, por Je parle os incidentes g uc podem trazer-nos
a paz, como tambem aquelles que podem levar a
guerra ssuasconsequencias mais extremas?
Como se sabe, he hoje em dous thealros, na Euro-
pa e na Asia, que tem lugar-a lula entre a Russia e
a Turqua. Comecemos pelo Danubio. Ha alguns
dias os Turcos ten tarara urna aegao das mais ornadas
passanjo rio, e entrando nos principados ppr diver-
sos pontos ao mesmo lempo, em face de Turiukai,
em Giurgewo e em Kalafal. O resultado pareca-]
mesmo sorrir a esse arrojo do exercita oltomano.
O primeiro combate com os Russos em' Oltenilza
foi lodo era favor ilosTurcos, os quaes licaram se-
nbores de suas posigoes; nao resiava mais ao que pa-
reca, senao marchar sobre Bucharest. Todava os
aconlecimentos mudaran) repentinamente.
No momento em que um choque mais decisivo tor-
nava-se imininenie, soube-se que. os Turcos depois I
dedestruirem suas Irinchejras em Oltenilza haviam
tornado a passar o Danubio, e aoliavam-se novamente
na margem direila do rio.
Qual he o segredo desso movirnento de retirada
que a passagem do Danubio nao faza presentir? Na-
da o. explica com precisflo. O certa he que os Tur-
cos reliraram-se voluntariamente e emboa ordera
sem tercm sollrido desfeila, sem screm inquietados
nem opprimidos pelo Russos.
Talvez que Omer-Pach nao lenli querido Iravar
urna balalha decisiva com forgas inferiores s que
Irazia o principe GorstchakolT; talvez telilla preferi-
do vollar para suas posiroes anteriores por nao po-
der continuar operages mais seras em urna eslagao
mui desfavoravel.
' Em todo o caso o Danubio acha-se novamente fi-
to barreira enlre as forgas dos dous imperios. Das
posigesque lomara na margem esquerda, o excrci-
lo oltomano so emisorvou a de Kalafat na pequea
Valachia. occupaila ainda pelas tropas turcas. Ser
ah que se concentrar por ora a lnta ? ou os Toreos
abandonado esse ponto como os. outros, se forgas
russas considoraveis se aproximireni para dispu-
lar-lh'o? ,
O exercita russo ir mesmo atacar os Turcos em Ka-
lafat?
Nao se pode evidentemente presentir nada a esse
respeito, e as operages da guerra na -Europa pare-
cem estar-antes para serrn suspensas do que para se-
ren renovadas com mais v i sor.
O comego das hostilidades na Asia foi o signal de
alguns successos para o exercita oltomano. s, Iro-
as turcas depois de apoderarem-se da fortaleza de
hefketl lem-se conservado nella com energa, re-
pellindo cinco ataques dos Russos, e (icando cinco
vezes sendoras do terreno.
Um navio russo que leva va l ropas de desembarque-
e que foi alcancado pela artilliaiia ottoinana entre.
res quesirvam do base a urna negnciagao mais effi-
caz '.' A' medida que os aconlecimentos caminham
C que o tempo passa, ha evidentemente para as po-
tencias coiliiienlaes um ullimo esforgo a tentar, nao
s pelo seu interesse cumo pela sua honra, a qual es-
ta tambera comprometila a nao deixar rebenlar urna
exlremjilade que ningucm quer.
Anda uestes ltimos dias na abertura das cama-
ras prussianas o senhor de ManleulTel disse que o
governo do rci Frederico Cuilherme continuara a
dirigir era lodos os sentidos seus esforgos.activos, e a
fazer ouvir nina linguagein to iudepeudenle quanto
imparcial para fazer Iriampliar a paz e a niaderagao
ncsla quesdlo, prendo de cunsequencias. o irium-
pdo da paz e da moderaro he definilivamenle o alvo
de lodo o mundo, ede lodos os gabinetes; e omeihor
meio de assegura-lo he anda a aegao collecliva da
Europa que he s quem pode inlerpr-se com au-
loridade e fazer prevalecer urna soluro pacifica peta
espectculo do sua uniau.
He essa urna obra qual nao pudefallar o concur-
so do senhor de Manleullel como tambera oda Aus-
tria.
Demais os governos parecen) ter conhecmenlo ho-
je dessa siluacao, e asseveram que talvez nao esteja-
mos tange de ver abrir-se em Vicua novas conferen-
cias, as quaes se enconlrariam a Russia e a Tur-
qua para Iratarem de urna accommodaco debaixo
da influencia collediva dus quatro grandes potencias
novamente reunida.,alim de concorrerem para a paz,
ou impo-la desla vez se assim fr preciso. Talvez as
condigoes aefuaes nu sejam inleiramenle desfavora-
veis. A Turqua e a Russia lem-se batido, he ver-
dade, ellas bao lutado bastante para lerem sua hon-
ra intacta, e para poderem figurar no p deigualda-
de as negociagOes ; mas nao tem lutado ainda bas-
tante ale aqui para que nao baja revezes sellos que
viugar, brida* de amor proprio mui vivas que sarar
com a victoria.
Mesmo o imperador Nicolao tem urna hora decisi-
va quo e-col der, aquella emque a guerra que susten-
ta perdera seu carcter de guerra com a Turqua
para lomar o de ume. lula com o espirita occidental,
como dzem s vezes alguns publicistas russos. He
esse com efleilo o sentido de urna brochura recente
escripia com- talento: Algumas patarra/ por um
christao ortodoxo sobre as communhoes acciden-
tis. .
Aos olhos do autor o mundo occidental vai pere-
cendn, o calholicismo lula em sua impotencia e seu
esgotamento, o protestantismo nao vai melhnr, e S
a religao orlhodoxa pode Salvar e remorar ornando.
Isso podo dizer-se sem duvida em pagina* de phi-
losopbia religiosa dcbaixo do sello de urna fe arden-
te ; mas nao lem cabimento na poltica. Se assim de-
vesse ser od eniao evidentemente seria urna lula gi-
gantesca. Se Ir.da-so siinplesmenlede urna desaven-
ga, por mais grave que seja com a Turqua, o pro-
prio imperador Nicolao como soberano inlelligente
uflo pode lomar esse pretexto para a continuaran de
urna guerra, que vindodepois a communicar-s Eu-
ipa, loria por primeiro efTeito acender todas as con-
agrares extindas.
A queslao do Oriente parece tornar-se um desses
negocios difliceis, perigpsos, de solugao sempre incer-
ta. com os quaes forgosu he accommodar-se a gente
para vver procurando ao mesmo lempo interrogar o
unidor possivel o segredo das eventualidades futuras,
e pesando as probabilidades que cada dia Iraz.
Ha ja o lo mezes e mais que ella dura, desde a a p-
parico famosa do principe MensohikofJem Conslai-
linopla. Quaulas vezes nBo nos temos julgado per-
ta do desenlace. Esse desenlace nao chegou anda, e
lalvez uno devesse cheggr ; porqne nao esl na nalu-
reza ile semelhantes questes poderem ser 13o fcil e
sbitamente terminadas, mesmo pela guerra.
Quem podem presentir mesmo agora quando se
esolvcr esse crise oriental, a .naneira porque ser
resol vi da, e as diversas pbases novas petas quaes tem
de passar antes de terminar em urna accommodaco
que nao ser mais do que um adiamcnlo, urna espe-
cie de pedra de espera .do Tuturo? #
E todava mesmo debaixo do imperio desta colliso
universal ha sempre urna reuniao de fados e de in-
teresses de urna oulra ordem que seguem seu curso.
Debalde lem-se nidos titos no Oriente, o trabalho
permanente dos povos, e os aeonlecimentos, os actos,
as decses que sao do dominio da vida quotidiana,
nao dcixam^le continuar por isso. Cada paiz lem
nisso sua parte, cada paiz lem sua histeria, a qual
corap6e-se dos fados polticos ruis caractersticos, do
deseuvolvimento de seus interesses, do trabalho de
suas inslituges, do mvimeulo das opinioes e dos
espirilos, dos incidentesque deixam um vestigio qual-
quer. \ eja-se a Europa na momento actual : lia par-
rou, sossobraiido, um certo numero de prisioueiros,
l'or urna circumstanca singular esse navio, o fn-
minante, era o que conduzira ha 8 mezes o principe
Meuscliikoll a Constantinopla. e Acara Sempre l i
sua disposigao feito portador das meusagens da guer-
ra. He pois como se v com probabilidades designaos
que se abre a guerra em seu todo. Ella he anles fe-
liz queaJesfavoravel aos Turcos; mas nao lem anda
nenhum resultado bem determinado. Smente os
primeiro successos oblidos sobre o Danubio e na
Asia holido por effeito entreler e animar mak o
enlhusiasmo nacional. Os bolelins da viclorn de
Oltenilza augmentaran), a coulianga dos Tarcos, e o
proprio governo oltomano parece hoje seguir esseim-
pulso. O suliao por um lial imperial annunciou
que iria na primavera eslabelecer-se em Audrnopu-
le para aproximar-so do tliealro da guerra, e ao mes-
mo lempo um dos principaes estadistas da Torquia,
I- uad-Eflendi foi enviado como cominssario extraor-
dinario ao acampamento de Omer-Padi. sem duvi-
da para representar ah o pensamenio poltico do di-
vn. Ora se nos ietnbrarmos que Fuad-EHendi be
listamente o homem que a chegada do principe
McnschikoQ i Constantinopla fez relirar-se do minis-
terio dos negocios eslrangeiros, nao pederemos ver
evidentemente em sua missao actual o teslemunbo
de um espirito de concesso e de flaqueza.
Em urna palavra o governo turco levado a xtre-
midade terrivel da guerra, sustenta com firmeza o
peso dessa siluagao, e caminha resolutamente para
una lula que nao proenrou.
Mas de oulro lado qual he attilude das potencias
europeas?
-Oue |ao feilo em particular as potencias martimas
como o Sr. de Nesselrodecbamou a Franca e a Iu-
glale,-r->'.'
A' primera visla lalvez ache-se nellas tanta 'incer-
teza, quanla da nas operages do ejercito turco. Mas
provavelmenle. essa incerteza nao existe senao para o
publico. Olanlas vezes nao se lem feilo entrar as
Trolas da^icanga e da Inglaterra nos Dardauellos pa-
ra aununeiar-so uo dia seguate que n3o tinham sa-
bido ilo,.iiicnr.idouro.
T de Conslautinnpla, e mesmo essa entrada das frotas
combinadas nps Dardauellos deu lugar enlre as duas
godos, a pratica administrativa, ao manejo de todos
os interesses, dos quaes podem ser algum dia chama-
dos a decidir. O que a repblica quiz fazer um mo-
mento pela creagao de urna escola superior de admi-
nistragao, o gnVcrno procura realisar hoje debaixo de
urna forma anloga ao seu principio e a suas tenden-
cias, e alias nao se pode duvidar quo a oducaro ad-
ministrativa adquirida assim nu esludo quutidiano e
pralico dos negocios lenha um carcter mais cficazdo
que a inslrucgo tlieorca recebida em urna es-
cola.
Essa appllcago seria a urna ordem de Irahalhus
pouco brilhantes talvez nu he fura de proposito, lan-
o pelo presente como pelo futuro. Ile certa quo a
adininislragan dos departamentos necessita hoje de
um redobramento de zeta e d vigilancia. Todos de-
vem l-lo vista recenlemenle por um faci. O se-
nhor prefeito do Sena apresentou no orgamenlu do
departamento um delicil permanente, donde resulla-
va urna divida que s elevava a mais de 7 mithoes.
O que se dava no departamento do Sena nao pare-
_pe_ser menos verdadeiro nos oulros departamentos,
e isso explica-se de orna maneira bem simples pela
combinado dos recursos limitados, c das despezas
incessanleinenle augmentadas debaixo de um ou ou-
lro nome.
A insulliciencia dos meios destinados s despezas
obrgalorias foi coberla cora os meies destinados as
despezas facultativas; mas como estas ultimas nao
eram na realidade menos obrgalorias que as primei-
ras, e os meios attribuidos i essa calhegoria eram j
insullicienles, o excesso geral das despezas nao pode
deixar de desenvolver-se.'
Dahi resulla que os orgamenlos deparlameotaes
nao so ollerecem qiiasi lodos um delicil, porm s
at urna licgo. Ora o perico dessa siluagao nao ca-
rece ser demonstrado. Ser falla da legislago como
dzem? Se assim fosse, nao se pedera hesitar cm mo-
difica-la. Nao haver tambera nesse fado um pouco
dessa tendencia universal para nao temeros dficits,
para eraprehender ludo debaixo do pretexta da utili-
dade da despeza, sem calcular us recursos, contando
nao sabemos com que meio maravilhoso para palliar
tudo ? Esse meio maravilhoso nao be lo dasconhe-
cido quanlo parece, e definitivamente he sempre es-
se que o senhor prefeito do Sena indica : urna uova
appcllagao ao imposta tornada necessario.
Cortamente he essa urna queslao das inats serias
feila para chamar a sollieitude da adminislragflo edus
proprios conseldos geraes.
Procuremos nao fazer ilo dficit urna especie de
condgjto normal de nossa existencia financeirn no meio
de todos os desenvolvimentos da industria, do com-
mercio, e da riqueza publica.
A realidade das cnusas contemporneas nos leva
a urna ordem' de fados menos graciosos que esses de-
licados quadros do interior, e nos loma a por em pre-
senga dos incidentes pblicos que caraclerisam cada
paiz na Europa, e rev clara suas tendencias, e seus
mov montos particulares. .
O acontecimenlo mais grave para a Suissa he boje
seguramente a queda do senhor James Fazy em Gc-
nebra em consequencia das eleigoes que acabam de
renovar o conscllio de estado desse canino.
Ha j sede annos que o Sr. Fazv era o chefe, o di-
rector da repblica geuebriana. Elle fui o principal
auior de um desses muvimeulos revolucionarios, que
desde IXIti preludiaran! uaSuissa a guerra do Suu-
derbund, e laugara iissim os fundamentos de um po-
der que permanecen cm p at hoje.
Alm disto o Sr. Fazy governou Genehra tom lo-
do o desptsmo/adical, e mwmo muitas vezes to-
mando urna especie de independencia para com as
autoridades federaes.
Durante muito lempo o Sr. Fazv leve reunidas em
orno de si todas as fraeges do partido radical, e del-
tas liroa sua,forga. Todava, pouco itepois as divi-
soes comegaram-se a manifestar no radicalismo,
ceiiebriaiio, e foram-se envenenando a ponto de dei-
xar* Sr. Fazy, sem o apoio de urna porgao de seus
andgos partidarios. Eiito singulares modificagoes
liveram lugar nos diversos partidos na approxima'go
das eleigoes para o rnovamento do governo can-
tonal.
0 Sr. Fazy, abandonado por urna porgan de seus
antigos amigos, vollou-se para o lado do urna frac-
gao de catholicos genebrianos denominados ultra-
montanos; elle chegou mesmo a chamar os jesutas,
c' essa fraego calhuica leve a eslranha condescen-
dencia de dar seu apoio ao mais fogoso promotor da
guerra do Sunderbuud, ao dictador radical de Gene-
bra.
3*
marinbasa urna dessas scenas, que revelara a rivali-
dade e a emulago dos dous povos. A* realidade he
que nes. a passagem mais diffic! do que se pensava,
a mais feliz foi a frota franceza.
Em quanlo m navios inglezes lutavam sem succes-
so com o mo tempo, o navios francezes os excediam
a dospoilo ilo mar. o iam esperados algumas mi Idas
distante de Constantinopla parase apresenlarem jun-
tos diante da capital do imperio oltomano.
Smenle quando tarara alrangados petas navios in-
glezas, estes passaram para seren os primeiros a tro-
caren) urna sasdaro cun a Ierra, e tandearen) nas
aguas do Corno de Ouro.
Que devemos roncluir dessa lula singular, na qual
loda a honra do procedimenlo nao est peta ineuos
do lado dos navios ingle/o?:'
Que com duas marinbas desse geuero reunida? po-
dc-se esperar muilo pela paz do mundo, e be essa u.
nica moralidadoque dahi deven) lirar os governos.
Nao ha pois mais incerteza hoje sobre a presenga das
frota combinadas era frente de Constan!inopia'; mas
apparece nutro nbjcclo de duvida : as duas frotas j
entraram no Mar-Negro, ou v8o ainda entrar ?
As nolicias a esse respeito lem sido dadas e des-
mentidas; por isso nada, parece atada certa.
Seas duas frotas enlrassem no MarNegro, semdu-
vida nao se deveria a isso o scnllo que dava ltima-
mente o Diario de Constantinopla mostrndoos na-
vios de Frauga ede Inglaterra como viudo reunir seu
pavilhao ao pavilhao ollomano, e figurando em urna
acgSo comimini. Isso seria simplcsmcute urna decla-
rago de guerra a llussa, e no dia em que se effec-
luar esse acta decisivo, he que lodos os meios tero
sido tentados, renovados e escolados para terminar
do nutra maneira essa malfadada desavenga. Ora
qualquer que seja a gravidade que tenbam tomado
uestes ullimos lempos os negocios ilo Oriente lano no
ponto de vista curopcu, como no ponfo de vista tur-
co, felizmente naoedegaram anda a e6se estado.
Com a ajiid.ula inlerrupgao forgudadas operages
militares durable o invern e de um pouco de pru-
dencia, porque nao se entrara em algumas premina-
lamenlos que se abrem. ha questes que so propoem,
ha soberanos que so exliiicuera. ha polticos que mu-
dan) ou que solTrera a prova dos votos populares ;
que importa o tliealro ? he sempre o movirnento ver-
dadeiro pralico o quotidano dos povos que se dexa
perceber.
AFranga tem certamenle lamhem sua hisjoria,
tem seus interesses, .us quaes nao sao eclipsados'pelo
pheuomeno maravilhoso das mesas dansantes mesmo
com lodos os aperoigoamcnlu- que esse phenomeno
parece desliuado a lomar de dia em dia.
A realidade que conven) observar he o estado em
que se acha |pje o paiz uo que loca o sua alimenta-
gao. A crise alimentaria que era aniuiiiciada aggra-
vou-se acaso ? Nito perdeu ella pelo contrario seu
carcter serio? Por mais ameagadora que lenha po-
dido parecer uin momento, nao parece ofterecer-sc
(mais agora com as mesmas cores.
O .governo o disse cm urna recente exposigao do
Mtmilcnr : o dficit da Franga era cereaes, be de
perto de dez AiilhOes de hectolitros.
.Vlai? ile tres mildocs de hectolitros de trigo cslran-
gero lem entrado ja em nossos portos, c um grande
numero de navios vem caa dia ncher esse vacuo,
ou parlen) do Levanta e da America para uossas
costas.
O essencial som duvida era quo se fizesse o abasle-
cimenlo da Franga ; mas ah apparecia urna questo
das mais graves, a de saber como e em que coudiges
poda fazer-se esse haslecmenta.
O governo nao desitou em confiar lodo aegao l-
vre,1 regular, e natural du cummercioparticular. Niu-
guem lornou lo palpavel como elle fez em sua ul-
tima exposigao o perico e mesmo a impossibilidade
que haveria na ingerencia do estado nas operagees
do commercio. *
Imagne-sc;com eCTelo o estado commerciando, re-
querendo ile repente tres ou quatro mil navios, indo
procurar Irgofra, dislrihiiindo-o por loda a super-
ficie do paiz, filando pregos, lendo um pessoal novo
para administrar seu negocio, forrado a pedir recur-
so ao i mposto.sobrccarresaniln anda a asricu-' u ra ,ou
a um empreslrao, multiplicando as causas da pertur-'
hago linancoira, e acabando por oftender lodosos
interesses sem conseguir mesmo seu fim !
(Jue podia, e que devia fazer o estado ? S podia
e devia sentar a entrada do? eraos de lodoodireilo,
ahaixar as barreteas, aplanaros obstculos,' e facili-
tar a alimentaran do paiz debaixo de lodasas Termas,
bem como fez por diversos decretos, deixando o mai
ao zeta da ac.lividade individual.
Se como de'Vemos crer, essa aclividade estimulada
pelas circumstancias baslar al ao fim para as nece-
sidades mais argentes da alimenlagopublica, o prin-
cipio das transaegocs livres trr manifestado mais
una vez a simples e natural ellieacia que lem.
O que he mats nolavel e o que o governo (orna
mais sensivel anda eslribandorse.em urna carta de
Turcoi escrrpla em I7(iJ para circunstancias anlo-
gas he o trabalho e o tempo de que carece um prin-
cipio como o las Iransacges livres para triumphar, e
vr a ser a regra pralica da vida commercial dq, um
paiz. Ha quas um secute que Turgotescreveu, e o
que elle disse em suas minuciosas inslrucgoes dirigi-
das a seus agentes di generalidade do l.iuioge?, lodos
os beneficios que elle moslrou resultantes da liberda-
de das Iransacges, a experiencia tem confirmado.
Esse principio reina boje por teda a parle onde ha
civilisagao, e o ultimo, ininigo que tem encontrado,
e que pode encontrar ainda he o socialismo, seja qual
for a mascara rum que se desfarce.
O termo mesmo de liberdade commercial, deixan-
do seu sentido primitivo e rstetelo, loma urna sic-
tafieagii mais geral, e applica-se de ora cm dianle as
relagoes de estado a.estado, bem como as Iransacges
enlre as diversas parles do um mesmo paiz. Smen-
le ha aqui que conciliar a lgica de uro principio ab-
soluto com a necessidade do assegurar a cerlos inte-
resses, a certas industrias nacionaes urna proteegao
sufficieiite. Como se sabe he esla urna erando ques-
lao para o commercio francez; em outros termos he
a tata ha muilo lempo aberla entre o proteccionismo
e o liberalismo commercial.
O governo acaba de dar um paso no caminho dos
allv ios de paula pelo decreto de 22 de nuvembro, o'
qual reduj os direitos sobre a imporlagao do carvao
do pedra, dos metaes em barrase dos ferros eslran-
geiros. e faz desapparecer ao menos em parte a gran-
de desiguahlade resultante do systema das zonas.
Bastam algumas cifras para comprehender-sc a im-
portancia do ultimo ilecivio. O carvao de pedra que
pagas a .")., cntimos por IDO kilogramo- nao pagar
mais de ii:< cntimos. Os metaes em barra passamde
um direito de 7 francos para um direilo de 5 fran-
cos, o qual descera a 4 em 1855. O ferro que paga-
va de_ 16 a i5 francos na imporlagao, nao pagar
em 185. se nao um direilo de 1.1 a lo francos.
II governo oluou inodora. 1.a o parcialmente, e he
sem duvida esse o meio mais seguro de dar um carc-
ter pralico e ofii'caz reforma das les que rece o
comnierrio. Coiivm reflect" que qs diceil, sobre o
ferro noque tinham ao menos de mais excessivo fo-
ram primeiro eslabelecidos provisoriameole em 181 i.
Acontece com esse imposta o mesmo que com muilos
oulros, o dizimo ite guerra por excmplo, o qual sub-
siste ainda depois de mais de trinta annos do paz.
Seja como for, o decreto rcenle, romo diziamos, he
um passo na estrada das reformas commerciaes.
lia certamenle em todo o lempo urna gravidade
rcal^eAi medidas desse genero, que modificara as con-
digoes de industrias c.msideravei?, c ajinlain o con-
sumo universal. Iloje verdadciramiilc fallando he
nisso que se concentra, a polilica. Com effeita ha
momentos, cm que a pnlilica nao he mais publica,
perdoeni-nosesla cxprcsso ; ella torna-se commer-
cial, industrial, eadministrativa. Quanlo mais pre-
rogalivas o envernoabsorve.laulo mais obrgadolicaa
cuidar nos-interesses positivos do paiz ; quanto mais
poder c rosponsadilidade as?ume, lano mais india*
pensavel lite he dar a arimtaistrago um impulso ac-
tivo e vigilante, o corree I i vo da omnipotencia ad-
ministrativa he a inlellgeiicia dos administra-
dores.
Por urna iuclinago natural o governo actual vol-
lou a una insliluco que existia j durante o im-
perio, ou pelo menos que leude a fazer de um dos
principaes corpns do estado o uso que delta fez ou-
Ir'ora o imperador .Vapulean. *
Por um decreto desles ullimos dias os auditores do
cousellio de estado vio receber novo desuno ; aeran
enviados aos ministerios, aos departamentos junto
dos prefeilos para se aHa.crem a iutelligeacia; dos nc-
De sua parle os radicaos disidentes, cansados de
sofl'rer a dictadura de seu chefe, voltaram-se para os
conservadores protestantes, e alliarai>se com elles,
formando juntos una opposigao poderosa.
Essa opposgo linha urna dupla forga: apoiava-
se nosentiroenio protestante ofrendlo peta ascen-
dente qne o Sr. Fazy dava aos ullramonlano?, e no
seulimento nacional que leve de soflrer mais de urna
vez pelos favores particulares do dictador para com
certas refugiados. Acc(sceutemos anda a fadiaa
real desse rgimen de tvrannia democrtica. Assim
as eleigoes se aprcsentavam nestas condigoes: de
urna parle o Sr. Faz> e os calholcos ultramontanos,
da oulra. os conservadores protestantes e urna frac-
gao dos radicaes. Foram estes ullimos que prevale-
cern) na votagao que leve lagarera 14 de novem-
bro. Denlre perlo de dez mil volantes 0 Sr. Fazy e
a lisia de seus candidatos nao obliveram mais de
4.700 votos; seus concurrentes liveram de 5 a 5,100
volos.
Alm disto devemos dizer quo no governo forma-
do pela reunio dos conservadores protestantes e dos
radicaes desengaados, estes tomaran) para si a rnaior
parte: elles coinpoe a grande materia do conselbo de
estado. No essencial o carcter mais salliente dessa
votagao he o resultado quo pnz lim ao rgimen per-
sunilicado no Sr. Fazy.
Bem que o? radicaes eslejam ainda no poder, o ra-
dicalismo sumen una derrota em um dos pontos
mais importantes da Siissi.
O radicalismo nao reina na llcspanha: mas a si-
luacao polilica desse paiz nao dei.xa de ter "suas dif-
culdades interiores, e seus perigos de outra ordem.
Era a 19 de uovembro que as cmaras deviam reu-
nirse, e reuuiram-sc com efi'eilo.
Nao houve falladle abertura da ranha Isabel, por
quanlo achando-se em vesperas de ter o seu b'oui suc-
cesso nao lhe era permitilo apparecer ne?-as cere-
monias solemnes. O gabinete limilou-se a abrir o
parlamenta em aulle da ranha, c seu primeiro acto
mais significatv fui relirar os projeclos de reforma
constitucional, oVquc o congreso eslavo apoderado1.
O ministerio apresentou ao mesmo tempo diversos
projeclos de Ieis, uin sobre a reforma do cdigo pe-
nal, oulro tendente a sanecionar as Concessoes dos
caminos de ferro j taitas, e a cstabelecer disposi-
ges legislativas sobre elles. Mas esse he apenas o
menor trago da siluagao actual da Ilespanha. O
cerlo he que tornando a abrir 6 parlamento e reti-
rando os projeclos de reforma constitucional, o mi-
nisterio presidido pelo copdc de San I.uiz nao-desar-
mou de nenliuma sorle as opposiges de ludas as
cores.
Essas oppnsiges j se lem mesmo manifestado:
ellas moslraram-se na nomeago dos secretarios dq
senado, e deixam-se ver no congresso; no sendo a
imprensa a ultima a fazer-se co dessa hnslilidade,
que tende a tomar um carcter singular de violen-
cia, de sorte que por fim de emites fallase j de no-
vo em urna suspensao possivel, ou em urna dissolu-
co de corles.
Ese assim be quando nenliuma dscusso seria le-
ve ainda lugar, que acontecer quando alguma ques-
lao importante ou delicada vier apaixonar os espi-
rilos!" i f
Emquanto as cmaras mo se tinham reunido'o go-
verno era arcusado, agora que ellas csiacem l'uiic-
goes, que mais resta senao fechar-lhe as porta?
Assim, lodos os parllos, sem que o suspeilem, oc-
cupam-se em desacreditar o rgimen representativo
pela maneira porque o praticam.
Ha evidentemente na siluagao da llcspanha, desde
muilos annos um vicio profundo ao qual he lempo
de dar remedio: esse virio he a falla de lodo o im-
pulso poltico, ho a falla de forga no poder material,
he a falta de toda a cohesilo nos proprios partidos.
llera tange de abandonaren!-se .1 urna especie de
guerra intestina estril, lodos os homens que lem re-
presentado cm algum grao a opiuiao moderada na
Ilespanha deviam consagrar seus esfurgns a recons-
truir esse partido.
O que be mais Irisle li que tudo se prestara alm
dos Pyreneos a fazer uin grande governo conserva-
dor e liberal ao mesmo lempo.
lim poderoso sentimeota monarchirn o torna fa-
dl, a necessidade do paiz o chama, as resistencias re-
volucionarias nao lhe pucm obstculo, s o que falla
he homens.
. Nao porqne nao baja homens inlclligenlas e de um
carcter elevado ; mas elles n.1o saliera entender-se
e obrar em coraraum.
E lodavia a Ilespanha esl em urna siluagao, na
qual devia poder conservar loda a sua liberdade de
aegao, nao s em seu interesse interior como na pre-
viso das complicacoes que poderte fazer nascrr u
acontecimenlo desgragado, que acaba do ter lugar
em um paiz viziyho. em l'orlugal.
Esse acontecimenlo que pode ainda ser para Por-
tugal occasio de novos alalos interiores he a murta
la rainba D. Mara da Gloria, que deixa a coroa a
seu filho primognita o principe D. Pedro do Alcn-
tara ainda menor.
A rutada de Portugal morreo de parto. Posto que
E oga (ella linha apenas trinta e qualro anuos; D. Ma-
ra havia lido um destino real lahorio-o.
Achara-se no meio de todas as revolures, as quaes
respeilaram sua coroa, e era realmertta para Portu-
gal a personilicagii do reuimen ronslilueonal.
Subid no Ihrono em i82t, seccedendo a seu pai D
Pedro, o qual abdicara a coroa de Portugal para
ermsorrar a do I Ira-i I.
Sahe-se qtie dahi seauio-se urna guerra civil," c
que o ufante i). Miguel, irmo de D. Pedro o-
meado por elle regente durante a menor idade de
D. Mara, servio-ve de sua autartade para apoderar-
se da coroa, e proclamar-se rei, sendo por Jim langa-
do fura de Portugal em 1834 por D. Pedro, o qual
tara defender os direitos de sua filhV
Foi mesmo na poca dessa derrota de D. Miguel
que a joven ranha tai declarada maior,, bem que
nao livesse ainda a idade marcada peta conslilugo,
e desse lempo para ca muilos movimenlo revolucio-
narios ~se teinsuccdi oate ao ullimo, que dala de
1851,
Assim pde-s dizer que fui um desuno real labo-
rioso prematuramente cortado acora.
Depois da mbrte da rainba I). Mara, sen filn o
infanta D. Pedro foi proclamado rei de Portugal, e
at a poca de sua maiortade o pai do novo sobe-
rauu, u re D. Fernando, tai encarregado da regen-
cia era virludc de una le especial feila em 1846.
O mais singular he que alguns partidarios de D.
Miguel imagin.uam reivindicar em favor desse prn-
cipe o direilo de oxercer a regeucia, fundando-se ero
ura artigo da caria de 1826.
Mas quanlas vezes essa carta lem sido modificada
depois.'
O ledo de le de 1816 sobre a regencia nao podo
alm dista deixar Duvida, e podemos cmfim ceres-
rentar que a primera regencia de I). Miguel o ex-
clua siifiicieulemenle de urna segunda.
Nao podem pois ter havido preteugOes seras: a el-
gilimidade de D. Miguel como regeiite vale sua legi-
limidade como rei; mas isso hasta talvez para excitar
algumas agitacoes novas, mu facis de provocar du-
rante urna menoridade. E he este o nico lado gra-
ve dessas preleugoes na siluagao nova ero que mor-
te da raiplia D. Mara dcixa Portugal.
Se a Europa lem a parte principal no movimenlo
contemporneo, se lem como acabamos de "ver, seus
incidentes, suas lulas de opinioes e de interesses,
suas reaeges c cus fados imprevistos ao lado mesmo
da crise que domina ludo hoje, nao ha lamben lora
da Europa um mundo inleiro que vive, que se agita,
e cuja vida lem peripecias singulares?
Iva America do sol vemos revoluges coniinuarem
ou comegarcm, lusurrcigOes succederem-se, guerras
rebenUrcm, ludo quas sempre facticio, artificial e
nao razcudo man que suspender u dcsenvolvmendi
real dessas regies tao intilmente fecunda al aqui.
Mesmo os estados reputados mais prsperos mo
ao isentos dessas Iribulages. O Per be uro desses
estados, e nao dcixa por isso de ler agora urna guerra,
urna verdadeira guerra com a Boivla, em contar
niHcaca"0 '"'eriores que nao rio rallo* de sig-
Como nasceu a guerra entre o Per < a Bolivia ? A
primera causa esl evidentemente na m vuntade
desleulliroo estado. O Per linha um ministro na
Bolivia, e esse miuislro linha principalmente por
inslrucgOes clamar acxecugo de ura arligo de um
Iratado de 184/, chamado de Arequipa, eniviru.de
do qual o governo boliviano obrigou-se a por termo
i fabricacao de una moe.la ile urna liga interior.
O Peni be muilo inferessado nisso, |wis em conse-
quencia das communicages incessanles dos daos pai-
zes be infestado por essa moeds, a qual lance a per-
lurbago em lodasas relagescommerciaes.'
He verdade que a Bolivia objecta que cada estado
lem o direilo de runhar moeda como cnlende, e com-
pete ao Per preservar-se; porm o mais clara he
que ha um tratado internacional que prescreve a up-
prcsso de liga interior, c que a Bolivia nao deixa
por isso de continuar a procurar nessa operago sin-
gular seu principal recurso.
- Seja como for, ha j alguns mezes que o govarno
boliviano expulsou de una maueira assaz brutal o
ministro peruviano, o Sr. Paredes, cujas reclama-
gues tarnavaiii-sc mais urgentes, e o mesmo aconte-
cen com o cnsul do Per na Paz,
Dahi resullou um pedido de salisfago, trocas de
ullirr.alums, e urna guerra de represalias comraer-
ciaes, que_oOende os interesses de itabos os paizes.
A Bolivia mandou lomar unscavallos que iamdas
provincias argentinas para o Peni, e esle tambera
mandou aprdiender as mercaduras bolivianas no
porto de transito de Arica.
Alm disto as forgas navaes peruvianas taram bc-
cupar militarmente Cobija, nico, porta da Bolivia
uo Ocano Pacifico.
O governo peruviano, e nao somos nos que imagi-
namos esla analoga, obrou de alguma sorte como o
imperador da llussa com ee principados danubianos:
muiiiciou-sc de um penhor material, esperando as
salisfaeoes que reclamava. Sem duvida esse acto em
si mes)o nao he proprio para acalmar a desavenga,
nem na America nem na Europa. Assim a guerra.'ja
mmtaenle, declarou-se completamente; roas o Chile
acaba de inlervir orecoiido eua mediagSo. Nesseeo-
menoshouve em|l.ima um incidente imprevista. Um
homem de urna posigo'elcvada e de nma riqueza cu-
sideraycl que gozava de alguma popularldadee in-
fluencia na polilica de seu paiz, o Sr. ngel Elias,
dirigi publicamente ao presidente, o general Eehe-
mque, urna caria, na qual represenlava debaixo do
aspecto mais triste a siluagao financera do Per; *
elle /ana seutir o que havia de precario em urna si-
luagao que repousava smente em um uneo recurso,
o do guano, recurso poi s uiesmu destinado a acabar
em ura tempo dado.
.. divida interior, cbmposta de lodos os alrazados da
guerra da independencia.
O Sr. Elias mostrava como resultado da maneira
porque foi fet essa liquutaeSotama divida enorme,
que se elevava a 400 ou 500 milhoes de fraleos.
Em urna palavra, elle va qessa operagito urna vic-
toria da agiotagem, que conseguir apoderar-se dos
Iiiulos mais ou menos valiosos dos printeirns inters-
sados.
Sem duvida havia exagerado na carta do senhor
Elias, e tambem as verdades que nella expostas eram
talvez daqellas que se dzem antes emum conselbo,
sobreludo no momento de nma guerra.
Seja como for, o governo respondeu mandando
prender o autor da carta.sem todava dar grande im-
portancia a essa prisao.
O senhor Elias pdeeicapare refugiar-se em casa
do cnsul frencez, o quat nao dissimulpu a verdade
ao governo, nem seu desejo de fazer embarcar o pri-
sionero evadido.
O senhor Elias embarenu-se ; mas o governo peru-
viano mandou un navio do estado segui-lo al o Pa-
nam para certificarle de que nao tentara voltarpara
o paiz ; eo que Jie mais singular, he queno momen- .
lo era que osenhor Elias embarrava houve urna es-
pecie de emogo popular, um comego de revotarlo
para procama-lo presidente.
A melhor explicagao ile todas esses fados, lie tal-
vez que a poca da eleicao presidencial uto esta tan-
ge, e que lodos os candidatos preparam-se para a
lula. ,
Se isso-acontece nas praiaado Ocano Pacifico, as
cousas acham-se er um estado muilo mais Irisle a-
inda na exlremtadooppojla da America, nas mar-
geos do Prala, em Bueuos-Ayres, e mesmo em Mon-
levideo.
Quanlo repblica argentina, nnguem sabe mais
hoje onde esla o poder, nem que especie de orgauisa-
gao sobreviven s revoluges rcenles.
Buenos-Ayres tem tomado ama completa inde-
pendencia ; mas general Urquiza nao parece ler
perdido o apoio das oulras provincias c da cangreno
sempre reunido em Santa Fe.
De ambos ns lados ha urna igual fraque. Ur-
quiza acaba de assgnar com os agentes de Franca e
de Inglaterra, tratados de commercio e de navegado;
mas esses tratados nao foram reconbecidos por Bue-
nos-Ayres.
Os Americanos inventaran) nm termo para desig- *
narem esse estado de desorganisagn cmplele : ht -o
estado acephata.
A repblica Argentina goza mnravilhosamente da
accphalia.edesgragadamenle a Kepjrhlica Oriental
que ludia alguma pazdepois do levaiitamento do cer-
co de Montevideo em 1851 lornou agora a cabir nesse
estado singular. Em urna palavra, ella leve orna
revolug.to mui recente, c as rircumstanras que a-
compaiibaram essa fevolugao Uaodeixam de scrcarac-
lensticas.
Ha na Repblica Oriental dous partidos, os brin-
cos eos termelhos, o que nao tem o mesmo sentido
que na Europa.
Os lira neos sao os ulicos partidarios do general O-
ribe ; os vcrmelhos os homens que defeoderam
Montevideo durante o ullimo cerco.
Ora, que aconleceu quando ha dous annos o gene-
ral Oribe se recolheu. vida privada, eo partido da
deleza Irrumphou ?
O paiz nas eleigoes a que se proceden, nomeou em
grande para partidarios do general Oribe, e elovou i
presidencia um dos homens mais nolaveis dessa opi-
nlo, o senhor Gvro, de sorte que o paftido da dele-
za achou-se em seu recente triumpho legalmente
lesapossado da influencia polilica, a dahi uasceu um
rcsenliraenlo profundo o iimalula surda, que nao
lem cessado.
Eia lula loruod-se tao viva quo occasionoa una
sublevagao em Montevideo no me/, de julho passado,
e o presidente cbeiodesenlimeiilos de conciliaeoad-
millio no ministerio a dous homens do partido da
Icfeza, os senbores Flores.e Herrera y Obes, porcm
isso nao fez mais do que Iransporlar o antagousmii
paraos cous.elh.osdo governo.
Pouco depois os uovos ministros reclamaram o f-
tasiainenlo do general Oribe, e exigiram que so po-
zessem a frente alas provincias autoridades de sua
opimao.
Osenhor Gyro ceden relattameiitc ao primeiro
ponte, e resisti quanlo ao segundo ; mas chegandn
emiim essa lula ao ruis exlrrinogro de violencia,
presidenta tai forgado a refugiar-se em um navio
francez,e um governo provisorio foiorpanisado.em
Montevideo.
Esso governo compe-se do general Pacheco v O-
bes, do general Lavallega, e do general Fructuoso
Vivera j autigo rival de^iiiOuencia de Kosas no
Prala.
Mas a qual desses tres generaes perlenccr hoje o
poder'. (Jual delles poder estar corlo de nao ver-se
derribado pelos niesmos /netos que elcvaram ?
Assim os inovimeulos se succedem uessas infelizes
recies, as.revoluges san facticia, a paz ranino he
facticia, tudo he facticio, excepto a intil ferumliita-
de do solo e dessa rica natureza, da qual nnguem sa
oceupa. (/terus des iieus monde*.)
CORRESPONDENCIA so DIARIO DE
PERNAMBUGO.
Serjlp 'Elrrt, 26 de deseawr* de 18&3.
Teiib" faltado dous mezes; ao 'manos agora j
don milicias dos penltimos dias do anno. Pro-
meti mais regnlaridade quando principiar a nave-
cacao rosieira d.iqui al Maeei, o que teta efleilo
emjiiincipios de marco futura avista" de una in-
fnrmagao dada por um dos genos dessa rompa-
nhia.
AgricuHura. Os engerrhos estao j quasi lo-
dos pojados ; e |Kr va de regra a safra deste anno
tai a quarta parle da dp anno passado, pota o enge-
nho que fez 2000 faria este anuo 500 pies devido
n.i nenhum jnvern une iiveraos. 0 prego da Ba-
ha nao corresponde a tao pouca concurrencia.
Emquanto esla provincia no esiiver em conipln-
lajndepeiidetieia da da Babia, emquanln nao li-
vermos "commercio directo, com o estrangeiro, ou
pelo menos arnquan lo nao liverraos corresponden-
cia com Pernarnbuco, haremos de soffrer c soffrer *
muito, i
Seria conveuieii.le que as cosas, que so que-
reiri eslabelecer B; provincia, nao livessera imi-
ramente a idea ^evar a nossa produegao paro
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Pernambucoe oulrasparasens, ,,ara I-i vend-la, de-
nam sim fazer grandes depsitos, e convidar para
atnii compradoresestrngoiros, o dcslo modo muilo
ganhariam SQ cbm a simples commisso. Quem qio
qucrena ler ura correspondente na provincia embora
088maiorcommisso, nao arriscando viagcm de
nan, e tendo a scu favor o frele de 180' res por ar-
roba qo hpdaqui para a Babia? Pense nislo quem
|pm eapilacs, e nao desanime em l.uirar mao da em-
presa. Seria nocessaro maior forra de capilaes,
he vcrdade, para nodeixar ospropriplarios ligados a
Baha pelas duvidas.
Temos liilo sempre boas trovoadas de modo que
as plantas vo coni Ixia vcgetarSo, e nmilo proinet-
lem para a safra futura: Dos queira.
Obras publicas. O canal do Pomonga vai
rom adiamaincnto, e bem assim: duas pontos, a de
Siriri ea do Cabobe*, sobre cuja necessidadc Ihc fal-
lei o anno passldo.
0 presidente Borbota tem mandado correntar al-
gumas eadeias sobro sua res|)onsahilidade. Esta
nocesSidade nlo he ssentida aqui.lictambem cm lo-
do Brasil. Para se bem analisar m liberaos prin-
cipios de nosia constiluicao, comiim que as eadeias
M'jam construidas clu modo que elle indica. Um
homem, porcxemplo, preso su o robusto paiacum-
prir alguma, pena, quaudo volta a sua liberdado he
achacadoedoente toda sua vida, sendo militas ve-
zas a sua mono prematura O clunwr do lilho qu
perdo liio cedo scu pai, da orplwa jno fiea desvali-
da, da viuvaque tica na proslitiiicao nao subir
ao co 1! E toda responsabilijpde nao cabe sobre a-
qtielles que estando no governo nao so lembrain
los infelizes presos, e que si busgam dar augmeutu
e bellezas aos palacios o ioatros etc., Dos querer
antes boas prisoes do que templos, porque dir elle
H?m qualquer parte eu posso ser adorado o u-
n i verso, iiiieini lie u mou allar.mais preso devescr
punido, e nunca com marlyrio excedente ao seu
rneeu nao perco em minha grandeza por nao
ler sumpluosos templos, mas o preso alm de per-
der a sua liberdade, pouco a poueo perde sua vida
romos malcratos e porcas masmoTraa. Dos as-
sim dir, mas cu s digo que um governo que quer
ser chamado livre nao de/.c es das eadeias do modo que a lei fundamental o e-
xige.
Jury. Nao tem trabalhado nestes ultimas me-
as na comarca da capital, ncm lainbem na de La-
rangeuas, e son informado que tem muilo traba-
Huido na da Estancia, cujo Resultado darei confor-
me as inlormacoes dadas por itm advogado que cm
todos assislio. Km S. Luzia houve jurv de 31 de
outubro a tantos de noverabro, e foram" julgados 3
reos, sendo condemiiado m reo s como .cmplice
deroubo, porm de unidos absolvimos appelloii'o
juu de direilo. Em ltabiauiuha principiou a 7 de
noverabro, o lerminou parece-meqile a 14 do mesmo
mez, foram julgados 8 ros.ssahindoabsolvido um,
cdeslemesmoappellou o juiz, foram4 condmnadosa
morle, 1 agals perpetua, um a prisao perpetua, e ou-
tro cuja pena nao se lemliraram : entro os 4 se acham
dens eseravos que ronloiados com um tal Antonio
Januario c sua amasia Maria Vicencia inaiaram a
seu proprio senlioi- o tenente Jos de Souza Vieira.j
moco estimado cm toda comarca, pai de quatro fi-
lhinbos, sendo o mais velho de 6 a 7 annos! ma-
taram-no s porque elle pretenda levantar engenho !
A viuva entregou os eseravos, e appareccu como
queixosa: os pretos confessaram quer no processo
de instrueco, quer no julgamento, dizeudo quo
tinham morto a seu senhor cdhi caceladas, matan-
do na mesraa occasio o cavallo em quo elle vinha
de ln sitio, e isto diziam e dizcm com o maior
sangue fri que faz horror. A sentenr-a foi parli-.
ripada ao presidente, e este a submetteu ao poder
moderador. Eslao todos daquella comarca, e do
toda provincia esperando um exemplo, porque do
contrario u nossa vida est sem seguranca.
No Lagarto foram julgados 4 ixos, 1 foi absol
vido, 2 condemnadosa morte.e 1 leve o mnimo do
art. 193. Estes dous individuos condeiunados
nwrte ajudaram a urna mulher de 21 annos a malar
ise proprio marido, um pela paga de 1053000
neis e o outro cora a' esporanca de casar com a ra-
pariga, que segundo dizcm, lie de belleza, anjo om
carnee demonio em alma. Nao foi ella julgada
por haver hilerposto recurso; e os dous cri-nios
[m-testaram por novo julgamento. Na formacao
desla lipa deu-sc urna questao: o processo princi-
piou por queixa, iiicluindo alm dos tres referidos
um preto escravo do proprio assassinado, o delega-
do -ironHiiciou a lodos, mas o juiz municipal sus-
tentando a pronuncia omquanto aos mais, nao o fez
emquantn ao escravo, o promotor sendo advertido
pelo juiz de direilo podio in'moeao di dospronun-
fo prcto para recorrer, visto nao ler recorrido o
qWsxoso, embora havendo grande forra de pravas,
o juiz municipal duvidou deste direilo do promotor
ser causa da existencia de parte: c por isto consul-
to ao presidente e este fundado -no art. 222 do
regiilamento n. 120 mandou dar a vista pedida.
Nao osla isto em couformdade opiniao do Sr.
des da Cunda em suds obseaces sobre o
fiigo do processo.
Teinestadoiia vara de direilo da Estancia pela falta
doex-juizdedireilodoBontooDr.Bezerra, moco ha
poueo lempo nomeado juiz municipal, deorpbos
da eidade da Estancia. Nao est bem agourado
.ando principiou por laviar cm um s mez 6
*ci**e*s-jas de morte. Triste condicao para um
mep, quo ha pouco sahido da academia- anda, est
em a cabera riicia de anglicas theorias.,
rulihe. Em meiados de iiovenbro retirou-
e o Franeo, e neste mesmo lempo ontrou o Ignacio
.luafaiM Barboza na administraco da "provincia
foram despedidos c recebidos com bailes. Acspec-
totiya foi garal com a entrada do Barboza. Presi-
da tuso, diziam todos, mandado por gabinete
Kmi.de programma, de todo novo oquefar?!
hile passou um mez sem obrar; eso no dia 13
14 principiou Horneando Mcndim Pestaa ad-
nnaaaador da mesa de rendas da Estancia, um
**< e mais oulros da opjiosicao para empregos(|ue
estovan vagos. O Mendim era o redactor da U-
Mi Ltbtrul, digo que era porque me assevcranl
que j deixoii.
1 gante saquarema prevenida cm lempo pelo che-
fe batao do Maroim nao foi tomada de sorpnva o
ahnias vo cheios de alegra. Eu muito adopto
otas ideas, c as tenho como salvadoras : assim po-
de-se mais lempo durar no poder. O Sr. de Pa-
ran he grande, e dos homens grand s se espera
j*. Hia ninguem mais qu elle conhece o
1esttraquejado pela experiencia bom pillo
t ser. Beosqueira que seu gabinete chegue urna
ra eieiloral para nesla occasio melior conhe
i odedo do gigsntc. 8er elle destinado para
paiz pela primeira vez manifestar a sua li-
le itt urna t! : Ou ahi encontrar o cachopo
* arfragio T Torne-seo futuro em pre-
1 asvcranm qUC a deputato da Babia vai su
o a lorniar na cmara um novo partido par-
entar : nao be isto pouca generosidade ? O Pa-
. mo sustentou o gabina passado embora nao
lendo too segura* bazos 1
Z i"6 TJ" "*" !+**"* da industria,
especialmente do ramo agrcola ; leuibrem-se que
nm estamos um pouco adianlados no poliUeo no
"atifito, nolilteraro, mas que o industrial 'nao
tem correspondencia a osseFaugmento a marcha
ir^nl- de todos osses .elementos he i|ue con'stiiue
* rivilisarii, e do seu cpiililirin he que resida a
frosperidade de um pafz. -r- A industria he a tome
da riqueza, sem riqueza um povo nao pode si-r
Miz.
Noticias.Um fado, que eu chamo milagroso,
- em ltabiauiuha. Um homem morador as
vBinhaneasdessa villa somio-se, fazendo j:i 7 nie-
les, sem ninguem poder atinar o rumo tomado, al-
suppunha que elle desgosloso pela inlidelidade
da mulier setinba largado |ielo mundo" um
um eapador tendo-se entranhado por urna mala
o scu cao depois de farejar principiar a cavar
um luwir, o qual examinado pareeou-lho forma
sepultura, nao quiz s cavar, oi dar parte pol,
Jarina, o acharara enterrado o homem sumido
7 aaezes, e lo perfeim que deu lugar a fazer
eorpo de delicio, lendo mu vivas as contiises (,.,.
caeetadas. Depois desse acto judicial foi o cadver
Herrado, 8diasdc|Kiis indo-so abrir a mesma'cova
de novo, para nao sci que indagaco, j achai
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERQA FEIRA 10 DE JANEIRO DE 1854.
Expliquoni como quizerom este faci, cu c o tenho
como milagroso, poi\que he todo contrario natu-
roza da materia.
Dizem quo o presidente vai gozar o molhor lempo
da eidade da Estancia oiereis ; vai ver pela
primeira vezo jardim deScrgipe.
Consta-nos que o Vicente Caetano d'Almeida nao
quer ir para a Estancia, nao he porque elle nao
conversa com q Fernando Jlmior, cliefo de polica
do Paran.
Pouco tempe faz que vi cm Vasa-barris um vc-
ho de 80 annos, oque acliri de importante n'elle
foi que cm lugar do envergar para diante .est a
envergar jara Haz. Tajvcz seja xontadeforlo que
ello tem deuoolhai para a-tena, que o ha de co-
mer.
Um dito vago mo chegou agora mesmo aos ouvi-
ikis de que o Barbosa liavia jicdido demissao : eu
nao acredit, era vista .los planos apiesentados por
elle m occasio em que lite liz a minha humilde' vi-
sita.
O met engenho so. fez 200 pes, faca idea das
despozas para concluir o mou'cslado finncciro.
Colinguibeiro
i
I^EPARTICAO- DA POLICA.
, Parta do da 9 de Janeiro.
Film, c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
parles lionlem e linje recebidas nesla reparlicao.
eoiwla terem sido presos: a minlia ordem, leao Jos
Loncalves, c Manocl Camello de Brilo, amlios uorse-
rem criminosos, Manoel Joaquim dos Santos, e Ale-
jandre Mariano da Costa, para remitas: a ordem do
ulideleaadodafrpgueziaileS. Jos, os pardos Joa-
uimJs de Santa Amia, e Miguel Arclianio. sem
declararan do motivo; a ordem do subdelegado da
rresuezia da Boa-Vista, o pardo JoSo Jos da Ora,
por ser enconlrdo com nm puulial; a ordem do sub-
deleuado la freauena do Peco da l'anella, urna prela
escrava de Jos Juslino de Souza, por andar fgida,
o prcto escravo Cosme, e Luiz Carlos Pereira, para
averiguaces policiaes; e a ordem do sobdcleedo da
rresue/ia >or orime de tenlaliva de morle. *
Dos snarde a V. Exc. Secrelaria da policia de
Pornamltuco 9 de Janeiro de 18.i__Illrrt; e Exm.
Sr. consellieiro Jos Bentn daCnnlia e Figaeiredo,
presidente da provincia.O ilesembargador Cae-
lanp Jos da Stlca Santiago, chefe de policia in-
terino.
dia
\ o
('III
de
liria
ha
-se
das
so exislindo
o carpo era completa dissolucio -
oaaos! I I
Por deseonfianca prendeu-se a mulher do mono
e nm genro, e este descubri que ajudara a matar
i seu sagro fazendo j 7 me*, o quo linha sido
terrado acola como fra $> ewbwimento de lodos.
Contrato das carnes verdes.
Relaro das pettoa* que malaran rezet. medanle
a mulla de OSOO! i-.. pr mlicru. na conformi-
dad? do ai'l. !> do innlraln das'carnea verdes, e
resolucao da presidencia de 31 de dezembro pr-
ximo passado, sendo ditas mallas dos dios l a 8
do crreme me: de Janeiro de 1851.
S =
k'S
s -
II
S 3
I
M
-i o
i
3?
4
U.
I
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y.
o
a
M
en
PUBLIC4CA0 A PEDIDO.
//./.
CORRESPONDENCIAS.
Senhores Redactores. Casualmente lendo o
seu Diario de Iwje; 9- do corrate, deparei eem
una correspondencia assignada por Um convi-
dado,na qual o seu autor, ultrapassando oslimi-
tes da decencia o da delicadeza, busou tachar-mc de
ingiiorante, c le grosseiro, ( dct.ulpo-o ) por Ihc
liaver um socio de minha sala dirigido uin cartao
do convite, que o mesmo Sr. Um convidado
fez iranscrever, no qual o convidav a elle e sua
familia para assistirem ao baile, que dei np sabba-
do, 7 do corrente. Todos os convidados c socios
pertencentes minha sala sbem, que tem sido senv-
pre uma-regra- por mim estabelecida desde 1849,
( poca em que instalei a minha sala le dansa)
nao dirigir cartocs de convitejMo que lias pesso-
asque, aceiUindo-os, comparcasnirom suas fami-
lias para tornar-se o baile maisbrilhante.: por tan-
to, so o Sr.Um convidado iso ignoravade-
via indagar os costuraos e os eslalutos do minha sala
para, mclliorinforniado; dirigir-me as censuras ccri-
ticas que merecesse por algum arbitrio por mim pra
licado ; do contrario s ha em seu procedimento do-
seios de.olfender-me injustamente.
Queiram, Senhores Bedacloa-s, dar publicidade
estas poucas linhas do seu conslanie leitor. '
Antonio dos Santos Mira.
Becifc 9 de Janeiro do 1834.
"nanoMii .'
.?. redactores.U era os nmeros 369 e 372 do
Liberal I'ernambucano dous arligos, nos quaes de-
parei cora algn* trecbos em que sou arusado va-
gamente, sob a formula sedi;a deSegando lie voz
publica-,fio raeucarcter actual de emprezario do
Hieirtro de Santa Isabel.
Desprczandn os insultos que se lem ero os ditos
arligos, declaro que he urna calumnia torpe e infa-
me, o dizer-se que nao passo le um tesla de ferro,
na empreza do thcalro deSauta Isabel ; e. afllrmo
sob mmliapalavra de honra, que n5o tenho socieda-
de.com pessoa aljama em dita empreza, e sou o ni-
co responsavel directo por todas as perdas e dammw.
O contrato que lz oom o governo e que foi pablica-
dade. Ignoro qual seja essa serie de aclos.cynicns e
vergnnhosos que a voz do desprozo designa com o
oome-de canlha, por isso na me oceuparei com
esta lirada de mao oslo. Espero cm leos qu nao
hei de fazer baura-rota ; e, se soo pobre c nada pos-
suo, Cfimo diz o autor do artigo; o que uSo injuria
a ninsuen, porque anlcsser pobre com honra, do
que ser rico como la muita gema gozo de cerlo
crdito nesla eidade ; e, tanto isto he -verdade, que
eiiRiudo-sede mim dous lladores para poder tomar
conla do Uiealro, olTereci seis tu.los chaos e abonado,
e residentes neila praca, os quaes anda nao retira-
ran! suas flaneas, ncm me consta que se bajam quei-
xado de mim.
Tenho commetlido urna grande falta, he verdade,
qn be ler fcito mais do que aquillo a que me'obri-
guci. Admira-meque o Ubtral nunca bouvesse p-
plicado osen santo zeloas transadas emprecas, que
nao s nao cumpriram ao quo se obrigaram mais
fallaram muitaaoque se coinpronictleram ; e, que
se esforc lano para desconceitiiar a actua seja pdr eu ser pobre e alm disso Pernambucano.
Enlrelanlo, permitta-me que lite faca alauma's reve-
Uees, que uIro ronveuieules a minha leleza.
Nilo preleiiilo ilTeuiler a iiingiiein, maso que be
cerlo he i|ue durante qiinli o inezcs que snu empre-
zario, icnho feilo perto le loze co.itos le reis de des.
Pas com vestuarios c scen.is novas e le capricho.
Quaudo lomei conla la empreza, o Iheatro so arhava
" orna grande ndigeoeis cere** le tmlo ; ora mistar
er nuitas cousas, o n:lo obstante a minha pobreza,
paratP<,'le rePrc ihbsJT"1"6^'1" Esl'eru 'I"e '"' minha empreza nao
rr, ""^s'"'"> Iransformarvislas cm nutras- que
rruem',,rneC,a'-Quem houver continuado a
?inLtU,e,,r0deiwque lomei conla preza ha de fazer-me jUS|ira
Mo improviso estes melhoramenlos, be ira facto
ua pode rvcrihcsd. por qualniler pess0a ; eem
occasioopportuna hei ,lei,rovJ *' c
dito. comap,.bl,caCao,!o mou uven?ario ac(0
da entrega do lhca.ro. compara.lo com os invei.iario,
. as emproaas precedentes e en.aoo pablico me ha
de jugar. Entretallo, mvoco e,n nb,no do que di-
go otesleinunhodadirec:.lo do hlesmo Ul0.;u e
igualmente a do respeclivo a.l,oistrai|l>r ^^
estas com quero nao lenho iulimidlrac,nara oa enj
nome la verdade se dignem conleslar as minha i as-
severacOes, no caso de serem falsas.
Eis qiianln lenho a responder redacc.io do Libe-
ral Pernambucano.
Recire 9 de Janeiro de 1854.
Manoel Gontxthct jgra.
lileiciio das pessoas que USo de festejar o glorioso S.
(joncalo d'Amarante, na capella do Monteiro, no
da i de Janeiro de' 1851.
Jiiiz-pnr eleicito.
O Illm. Sr. l)r. Itonlo Jos da Cosa Jnior.
Juiza por clpi;o.
A Exm." Sr.a D. Eranceliua Maria dos Santos ui-
mares.
EscrivSo por elei;3o.
O Sr. Anlonio Francisco Pereira.*
. Escrivaa por eleicao.
A Eim.'Sr.o i); Caelana Carolina da Costa, lilhado
Sr. Manocl Costa.
Thesoureiro.
O Sr. Manocl (ioiicalves Fcrreira Jnior.
Procuradores.
Os Srs. Francisco de Paula c Silva Junhir.
Antonio Machailo Gomes da Silva.
Gervasio Jos da Costa.
JoSo I.uiz Violor l.ieulhier.
Manoel Jos Teiseira Bastos.
Joaquim Pires Goncalvcs da Silva.
Jnizcs protectores.
Prudencio Marques de Amoriin.
Francisco'rie Paula Goni;alves da Silva.
Miguel Bernardo Quintciro.
Fr. Joaquim lo Espirito Santo.
I.uiz Carlos Frcderico de Sampii
I'- Miguel Briam.
Juizas protecloras.
As Exmas.Sras. I. Isabel Emilia Goncalves Fcrreira.
I). Maria, fillia lo Sr. major Uuai c.-ma.
I>. Alaria Amalia de Sampaio.
D. Maria Veiiaucia de Abrcu e Lima Baslos.
Devota.
A Exm.a Sr. 1). Maria Isabel Ferreira Gomes.
Mordomos o monlomas.
Todas as seuboras e rapazes solleiros da fregueziado
l'oro da Panclla.
-A signado.
O visario, Francisco Lu: de Carcallto.
< LondresGalera maleza .Baltarale ; com a mesma
carga que trouxee passageiros. Suspeudeu .lo la-
nieirao.
npaio.
COMMERCIO.
PRACA IX) KECIFE 9 DE JANEIRO AS 3
HOIIASDATAKDE.
I'ntaroi-s olticiaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 d|v.
Dcsconlo de letras de I a 1 mezes11 \\i e M por
ceuto ao anno.
AI.FANDEGA.
Remlimcnto do lia la". 52*073975
dem do dia 9 .......9^BS*9I3
EDITAES.
61:399t8
Dr.scarre'g'am boje 10 de Janeiro.
Barca iugleza Ijord John fussel laixas e car-
V0O. ,
Barca americana. Minela mercadorias.
Paladn americano Loper farinha c bolachi-
nhas.
Pataeho inctez l'lysses mercadorias.
Brisue inalcz Spraybaralho.
BriadV inslez Titania Mein.
Barca ingleza MHer Mete. '
Barca franceza Josr 2 caldciras.
B Irnnortacao .
Barca orasile-a Sorte, viuda de Trieste, manifes-
lon o seguinte:
2,100 barricas farjiba de trigo ; a Me. Calmonl &
Compaulua.
CONSULADO GERAL.
Kendimeuto do dia 1 a 7 .?*. 4:G29SI88
dem do dia 9. ._ 783H
O Illm. St. inspeclor da iesouraria provincial
km iinipriinciilnila ruioluco da junta da fazenda,
manda razVpublico, que no lia 2G le Janeiro pr-
ximo viudoiiro, peranlc a mesma jimia, vai nova-
iiienle praija para ser arrematada a quem por me-
nos lizer, a obra do acude da [nivoarlo le Bczer*
ros, avallada em 3:8448*500 rs.
A arrcuialarao ser feila na forma dos arts. 21 e
27 da lei, pruvinrial n. 286 de 17 le maio de 1851.
e sob as clausulas esperiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
;ao, comparcijam na sala das leudes da mesma jun-
ta no dia cima declarado, pelo mciodia, compe-
tentemente habcliladas.
E para constar so mandou allixar o -presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesnuraria provincial de Per-
ifambuco; 24 do dezembrodo 1S.53-O secretario,
.Intonio Ferreira d'.4 anunciar ao.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1." As obras deste acude, sero feilas de confor-
midade com a plaa, e orcaracnlii, approvados pe-
la direcleria cm conselho, e apprentadirs a appro-
vacjlq do Exm. Sr. presidente, importandr em
):8i-S2J-O0 rs.
2. zo de 30 das e terminar no de seis mezes, conta-
dos scsuiiilu o art. 31 da lei n. 286.
V .1 pasamento la importancia da arremala<;o,
ser dividido cm lie. panes, sendo urna dn valo de
ilnus quintos, qiiandn houver feilo melade da obra,
outra igual a primeira piando enlregar provisoria-
mente, e a lerceira, de um quinto, depois. deura
anno, na occasiaa da entrega deliniliva.
4. Para ludo o mais que ni> esliver es|iecificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que deter-
mina a lei u. 286.Conforme. O secretario,
.intonio Ferreira d'.lnnunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
cm ciiniprmiciilndn rdoin la provincia, manda fazer publico, :qus no dia 23de
fe'voreiro prximo vindouro, vai uovamenlc a pra;a
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concerlos la cadeia da villa de Garaiihuis, ava-
llada cm 2:2499210 rs. A arrematadlo sera feita na
forma dos arligos 2 e 27 la^lei provincial n. 286
de 17 da maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abano copiadas. i em rumpTmcnto da ordein fyYimTS,
5:4(25419
PlVERSAS PROVINCIAS.
Rendiiaenlo do dia la 7 .".
dem do dia 9 ,' .
438-5802
197>i04
6363206
Exportarlo'.
Canal, bn'coo belga Hortense, do 326 toneladas.
condola o seguinte : 4,000 saceos cora 20,000 ar-
robas de assucar.
dem, barca pnrlugueza Flor da Mata, de 299
lonelailas, coniliizio o seguinlfe : 3,900 saceos com
19,500 arrimas de assucar,
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
. RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 9..... 2815790
. CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 7.....13:135*533
dem do dia 9....... 2:.-,35S70
. 15;67laO03
PAUTA
dos prcros eorrenles do assurar, a'goda', e mais
gneros do pai;. que se despachan! na mesa do
consulado ilc Pernambuco, na semana de 9
a t de Janeiro de |85fc
Assucarcmcaixasliranro l. qualidade
i) 2. 'a
y a mase. ..'....
bar csac. branro.....-. .
mascavado. ;
refinado...........,
Abo15o cm pluma de I." qmilidade
2.'
3.
em caroco .
Espirilo de ai;iiarilcnle
Aanrdenle cacbaja ,
n

Gcnebra

Licor .
a
de -ai.ua
restirada .
y.
caada
......'.......bnlija
...... ....... caada
............carrafa
Arroz pilado duas arrobas,' um alqucire
em rasca........... .
Azcite de mamona. .^.......caada
ncndoim e de coco.
de prive......,-,
29350
19950
19650
29350
19700
2^560
(9000
5-3600
5*200
18500
500
9320
9400
9300
9400
9!0
5100
9180
19100
19280
S720
19200
19280
-59000
Aspessoas que se propozerem a esla arremafcL ,
comparecam na saladas sessoes da junta da fazeda
la mesma Ihesotiraria, no Ha cima declarado, pe-
lo 111-10 dia, cnmaelcnteincnte habilitadas.
E para coiislarse'raudou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria la Ibesouraria. provincial de Pernara-
j buco 30 de lezembro de 1853. Osecrelario,
Hntonio Ferreira da Annunciaciio.
, Clausulas especiaes para a arremalar/w.
I 1."Os concerlos da cadeia da villa de Garanhnns,
; far-se-haode couformdade com o orrarpenlo appro-
vailo pela direcleria em runselbo, e aprcsenlado a
; approvacaodo Exm. Sr. presidente, na importancia
le 2:2199280 rs.
2." O arrematante dar principio asobras no pra-
zo de dous mezes, e devera conclui-las no de seis
mezes, ambos contados na forma do arliso 31 da lei
11. 286. .
3." O aiTemalaiiIcseaoirnosscus Irabalhos Indo
o que lbe for dcici minailo pelo respeclivo engenhei-
ro, nao s para-boa cxceueei das obras, -corno ero
ordem de nao inulilisar so mesmo lempo para 6 ser-
vil; publico lodos as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematarlo,
lera1 limar em Ires preslay/ies iguaes ; al.'", depois
de feita a melade da obra > a 2.". depois la entrega
provisoria ; c a 3.a, na entrega deliniliva.
5. O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes,
ti. Para ludo o que nao esliver delcrmiuado as
prsenles clausulas nem no orcamento, seguir-se-l
o que dispcarespeito-a lei provincial n.286.
Conforme. U secretario,
Anlonio Fcrreira da Annunciacjio.
. O Hm. Sr. inspeclor da (hc.soiirana provin-
cial, em cumprimento da resolucao la jimia da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro,vao niamente a praca para se-
rem arrematadas a quem por menos fizer,' as obras
necessarias a fazer-se junto ao acude de Caruani.
avaliailas em 1:_9809000 rs.
A airenielaijao ser feita na forma dos arts. 25 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sobas clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao,
comparceam na sala dasVssoes da mesma juuia, 110
da cima declarado, pelo meio dia, compelenle-
uirnii- habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 18-53.O secretario,
Anlonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
I. As obras necessarias a fazer-so junto o ar,.,
de Caruaru para evitar-se as QltracW, serao eseeui
ladns le conformidade como orcamento approvado
pela directora cm conselho e aprcsenlado a appro-
vai;ao do Exm. Sr.- presidente da provincia 11 a iin-
porlancia de ^1803000 rs.
2. As obras principiarn no prazo do un mez e
terminarao no de dous, editados conforme o arl. 31
da le 11. 286.'
5.<. Para tudo o mais que nn esliver especificido
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286, do 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Jjilonio Ferreira
d'.lnininr.iaro.
O Illm. Sr. inspeclor la Ibesouraria provincial,
em r imprimenlo la orilem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3 do corrente, manda fazer publico,
que no dia 26 de Janeiro prximo vjudouro, vai no-
vamcnle a prac,a para ser arrematada a quem por
menos lizer, a obra do acude de Paje de Flores,
avallada era 3:1909000 rs'
A arrematado ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial h. 287 de 17 le maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla nricmalai-n.
comparceam na sala das sess/ies la mesma Ibesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
lenlemcnle habituadas. v
E para constar se mandn adixar o prcsonle c pu-
blicar pelo Diario.
' Secrelaria da llicsourara provincial le Pernam-
buco, 14 de dezembro dn 1853. O sccrelario.
Anlonio Ferreira tt.lnnuneiacXb.
Clausulas especiaes para a arremalarSo.
1.a As obras deste acude serao feilas de confor-
inil.ule com as plaas e ore,amenlo apreseulndos a
ii|i]iro\ae"m do Exm. Sr. prcsiilculc da pro\incia na
importancia de 3:1909000 rs.
2.-1 Eslas obras dc\cr."io principiar no prazo de-
dons mezes. e sero concluidas no ile dez ine/u.-, a
conlar conforme a lei provincial u. 286. !
3. A importancia dcsla arremata<\io ser paga
cm Ires preslaijOes da maneira seguiule: a nri-
meira dus dous quintos do valor total, quaudo liver
concluido a melade da obra ; asegunda igual a pri-
meira, depois le lavrado o termo de recebimenln
provisorio ; a lerceira filialmente de ii.nquiulo le-
jiois do recohmento definitivo.
'!.< O arrematante ser ohrigado a communicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia flxo, em que lem de dar principio a
execuc>) das obras, assim cuino Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra assislir aos primeinis
Irabalhos.,
5.a Para ludo o mis que nao esliver especilicailo
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na f lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,'
Antonio Ferreira O. Illm. Sr. inspeclor da Ibesouraria provincial,
presidente
'.os; preven i ndo-se que de boje a 30 dias nao appa-
recendo dono, sr vendida na portado almnxarifado
do arsenal de marraba," para salisfazer-se as despezas
quee boiiverem feilo. Secrelaria da capilaniado
porlo de Pernambuco 5 de Janeiro de 1851.No im-
pedimento do secretarioJado Roberto Augusto da
ilca.
Banco de Pernambuco.
Em cumpriniciilo da resoluto que abaixo segu ,
da assemhlca geral do banco de Pernambuco, para
levar a elfeilo o complemento do, capital le dous
mil coiilosd'orcis, orespcclixocousclho de directo
com ida as Srs. accionislas-, a realizaren! de 2 al
15 de Janeiro prximo, a entrada de 20 por ccnlo
sobr o numero de acrocs, com que a mesma reso-
lucao Mies pcrmitlc fiear.
Banco do Pernambitco. 22 le noverabro de 1853.
O secretario do conselho le direccao, Joao Igna-
cio de Mcdeiros llego.
Ittyolucao.
A assemhlca geral do banco de Pernambuco, reu-
nida cm sesao exlraordinaria, aos 26 de selembrij
de 1853, rcsolvcu adoptar as proposlas oflerec^a
pefci direccao do banco, em data do 1 de agOBlo,pel*
forma segu inte: -.'
Arl. I O conselho le direccao fica aulorisado a
levara eucilo o augmento mximo do ca pila I, de-
cretado pelo arl. 2.- dosnlatulos.
Art. 2.- As respectivas amies serao distribui-
das proporcioitalmentc por todos os seus socios.
Arl! 3.. A cobranca do importe das aeces sera
rcalisada segundo as prccirDes da caixa, e por du-
|p|n-rai;a> do cunselhn do lirei-;ao.
Art. 4.* O conselho de direccao- vender por emi-
ta lobanco, as accOcsquo niin forcm rcalUadas pelos
respcrluosaccionislas, nos prazosque forem marca-
do, uo podendo bulara veade-las por preco menor
do que n par.
Sala das sesses da assembli geral, em 26 dese-
tembro de 1853. Pedro Francisco de Paula Ca-
calcanli ifAlbiu/uerque, presidente. Jos Ber-
nardo Calcad Atcafnrailo.i.- secretario. Anto-
nio Valenlim da Silca Barroca, %. secretario.
lista ron forme. Juo Ignacio de Mcdeiros lle-
go, director secrelariu do cunselho de direccao.
O arsenm de marmita admille os operarios se-
grales : Para a oflicina de mrpinleiros, don apren-
lizes de sexta classe. dous ditos de stima lila ; para
a de carpinas, loxis mancebos de lerceira classe. 3 di-
tos de i|iiaila dila, dous aprcnJizesle quinta dita, c
um dito de decima dita ; para a de calafates, um
mancebo de lerceira classe e um aprendiz de d
da provincia, manila fazer publico que.im dia 19 lo
Janeiro prximo vindouro, peranlc" a junta da fa-
zenda da mesma Ibesouraria, vai novamenlc a pra-
<;a para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, fa-
llada em 8259900 rs,
A arremale/111 ser feila na forma dos rligus 2
fj? 1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiada?.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comprerain na sala das sesses la mesma junla, no
din cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secrelaria da Ibesouraria
provincial de Pcriiambuco 15 dedezembro de 1853.
O secretario, Antonio Fcrreira d'Annuneiariw.
Clausulas especiaes para a arremalarao.'
1._Os traballms la cadeia da villa- do Cabo far-
se-bao de conformidade cora o orramenlo approva-
do pela_ directora em consellu, c aprcsenlado a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de8259000 rs.
2.0 arrematante dar principio asobras no prazo
de 15 dias, c lexcri ronalui-las no de Iros mc/.es.
ambos con Indos de conformidade com o artigo '31
da lei n. 286.
3.0 arrematante seguir na execucao ludo o que
lbe for prcscriplo pelocngenheirn respectivo, nao
so para boa execucao lo trabalbo. como m ordem
de nao inulilisar ao mesmu lempo para o servico
publico todas as parles do edificio.
4. O pagamento la importancia la arremalarao
verilicar-sc-ha em duas preslaccs iii.-xx : a pri-
meira depois de fcitos 'duns tercos la obra, e a se-
gunda lepqs de lavrado o termo de reccbimenlo.
.>. Nao baver prazo de icspoiisabilidade.
6. Para ludo o que nao se acba determinado as
prsenles clausulas', nem no orramenlo, seguir-se-
ha o que dispoe a lei n. 286.
Conforme O^secretario, Antonio Ferreira
d Annunciardo,
Attencao'.
Perdeu-se ou furlram a uoile de 6 de ianeiro
correnle, io pesclo te ama menina, urna volUdo
cornalinas brancas engrasadas cm ouro, isto dedo o
sitio onde mora o tenenle-coronel l*al, prximo a
estrada de Belem, vindo pela ctrada do cemilrio
ale a ra do Hospicio, .lalii alravessando para a run
do Seve, dcfronle do caes da Aurora ; quem della
souber ou a tiver adiado, dirija-se a ra da Cadeia
do Recife, lo|a 11. 53, que ser generosamente re-
compensado por Jos Gomes Leal.
Dinheiro.
No palco dn Carnto n. 17, se dir quem d dinhei-
ro a jiiros.com peuliores de ouro.
Eurlaram no dia 10 do correle mez um caval-
lo bstanlo apparclhado e com frente aberla, quatro
pes calcados, um pequeo achaque na mao direita, a
cabera acameiroda, urna lomadura de selllmno lom-
bo : rega-se a todas as auloridales policiaes que o
cncoiitrato roandem entregar na raadeApollo.iu co-
cheira de Jos Pinlo Fcrreira, que sero generosa-
mente gratificadas. '
I'iecisa-se de um inoleque de 16a 18airaos
para o servido le urna casa ; a fallar na ra Nova n.
38, leja de culilciro.
RTKAI OS PELOKOCTHOTYP _
No aterro di Boa-Vista n. h,
lerceiro andar.
A. Mellarle lendo de se demorar pnuco
leiupo nesla eidade, ax isa ao 1 cspcitavcl pu-
blico que quizer utilisar-se de seu presumo,
de apriiveildi- os poucos dias qu (em de re-
sidir aqu ; os reir los serao lirados cora lo-
da a rapidez c perfeirao que se pdedesejar ;
11 cslabclccimeiiln ha retratos a mostra para
as pessoas que quizerem examinar^ e est a-
berio das 9 Imrfc da inanliaa al as 4 da
larde.
O collegio S. Francisco Xavier, erecto na
Capung.
Termo de csamo.Aos 16 dias do mez de'dezem-
bro le 1853, cm presenca do Illm. Sr. Dr. Loureiii;
Trigo le l.ooreiro, como presidente, sendo examin-
lores os Illms. Srs. professor publica da freguezia de
Santo Antonio. -Miguel Archanjo Mnd;llo, e o pro-
fcssnr particular J.is Duarle Catisto. procedeu-se a
dila ; para a de polieiros, qualro aprendizes'd'n'o'na I V^^TJ^Tu ^"Tl "* r "j^s^ ."
classe : para a ,1c pedreiro. um apremliz de scliuia ',a 6 ,'U'Z classe, c viole c dous srvenles livres. Secrelaria da
inspeecao do arsenal le marraba de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impcdimeul do secretario,
Manoel Ambrozio da Conceirao Padilka.
O Illm. Sr. capilao lo porlo, para tornar eflec-
livas as disposires do reguliniienlo das capitanas los
portas, mandado por cm execucao pelo decretnaim-
perial de 19 de maio de 1816, manda, para coulieci-
raenlo dos intrressados, publicar os artigos seguales
do mesmo reun.miento.
Arl. 11.Ninguem poder dentro do lilloral do-por-
l>. ou seja na parle reservada para logradouro pu-
blico, 011 seja na parle que qualquer tenha aforado.
Construir embarrarlo le robera, fcu fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da licem.-n da
respectiva cmara municipal, nblcuba a do capilao
do porto. 11 qual a' nao dar sem ler examinado se po-
llera m nao resull.ir ilabi algum laiiiii ao porto.
Arl. 13. Ninguem poder fazer a Ierres ou obras
no lilloral do porlo. ou ros navcgaveis.sem que tenha
obtido licenca da cmara municipal, e pela cipilania
do porlo seja declarado, depois le feitos os devidos
exames, que oao prejudicam o bem eslado do porto,
ou ros, anda mesmo us eslabelecimenlos nacionaes
da marinha do guerra e os logradouros pblicos, sob
pena de demolii;5o das obras, e multo alemda indem-
uisaijao do llameo que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar aellas, ou nos caes por mais de
Albuqu
que, os quaes sabiram approvados pleuamonte, len-
do respondido salislacluriamente as materias do se-
gunilo grao ; pelo que podem gozar da medslha cor-
rcspomleiile, concedida pelo despacho do Exm. pre-
sidente desla provincia era 7 de outubro de 1851, e
para con.lar assignaiiws'o presente. Dr. l.ourenco
Trigo de Loiireiro, Miguel Archanjo Mindello. Jos.
Duarle Calislo e Francisco de Krcilas Gamboa, direc-
tor. Com cll'eilo, os examinandos brilharam sobre
achara circiiniferencia,- su|>erlicie e.solidez da es-
plvera por qualquer apotema,medico de paralle-
b'granios. prox.-ida pela divisan cm tringulos, ead-
dieao das superficies desles, clculos de regra urea,
operaeies de eajnpnMS, quer por h-acc/ies ordina-
rias, qur por decimaes, qur pnf parles alieola*, ele.
ele. O collegio se abri 110 dia 9 de Janeiro para re-
ceber alumnos internos e externos.O ireclor.
Ponimateaii. nn aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
sa aos amanlesdo cachimbo, que recebeu ollimameu-
le fumo novo da primeira qualidade, e que tambera
tero por vender cachimbos de todos os gostos.
Sala de barbeiro.
Antonio Barboza de Barros faz sciente ao respeila-
vel publico, que lem aborto una sala de barbeiro, na
.ra da Cruz do Recife 11. 62, primeiro andar, aoiide
se achara sempre pmmplo a servir a sus freguezes
e mais pessoas qun de seu presumo so qoizerem utiB-
sar." assim como vende e aluga bichas le Hamliurgo,
e servidao publica, anida que tenha licenca da ca- H s
mar municipal. E quando para o deposito c%cmo-
ra le laesobjectos der licenca o capilao do porlo sem
prejuizoda sobredilaserviilao, si se poder fizer da
hlente la pream.tr das aguas vivas para cima. Os
cmilravcnlores, alm da mulla a que forera sujeikus
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigsdos a fazer escavar qualquer ar; que se acu-
mule era detrimento do porlo.
' ,i"'i'iar"c Secrelaria la capilania lo porlo le Pernambuco 3
u illm. isr. .inspector da Ibesouraria provin- : de Janeiro de 1853.No imprdimcnlu lo secrclario.
l! Pili o i, mi ir. 1.11... I.. .1 '___.1. IS _... -__... .- ~~ ____
aciidej

rento

Oran
Aves araras............. urna 10Jl>0'
" papasaios...........um 35000
Bolachas. -............
Blscoilos..............,
Caf bom..............
o' reslulho.........'...
com .casca...........,
liloiilo..........*..-,
Carne secca............
Cocis cora casca......... ,
Charutos Imns. ...-..;.....
ordinarios. .....-.,
regala e primor.....
Cera de carnauba'..........
em velas............
Cobre novo man d'obra.......
Couros de boi salgados........
espixados'..........
t> verdes............
de onea ...........
de cabra cortidos. .
Doce de calda...........
guiaba ...........
seceo .......".....
a jalea..............
Estopa nacional 7..........
estraugeira, nriio d'obra. .
Espanadorcs grandes .........
'pequeos..
Farinha de mandioca. .
n niilho ....
aramia .
Ecjo..........
Fumo bom.......
ordinario.....
em folba Imm .
ordinario
restolho.
I|H'cacuaiiha ......
Gomnia.........
Gencibre .'.... r. .
I.eiilia de achas grandes. .....
pequeas.*.......
loros .......... ...
I'iaiiclia-de araarcllo de2 costados. .
loro..........
Costado de amarrllo de 35 a 40 p. de
- c. c 2 .' a 3 de 1....... 209000
de lito usuacs....... IOJ0OO
Cosladiuho de dito........... 79500
Soalho de dito............ ftsKMI
Forro de dito.............. 35.101)
Costado de loun............ n 69OOH
Cosladiuho de dilo......... > 5-9200
Soalho de dilo............ :1920o
Forro de dito............. 'lyji cedro............ 39000
Toros de tatajuba....._ quintal i,-j-200
Varas de parreira............duzia 1-5280
aguilhailus........." 19600
quiris.......-...... 1, j-ioo
-,............... a c-.HMf
Era obras, ralas dosicupira para carros, par 409000
494HO
69400
59000
2911X1
39600
69400
39600
29100
192014
9600
29500
63000
89000'
9160
9160
9160
8090
1.59009
9180
$240
9200
9360
9280
19000
I9OOO
29OOO
19000
2S000
29000
."9000
49000
6-5000
29000
83000
19000
39000
. > 259000
alqueirc 29OOO
, 29000
. rento 196(10
. .' 9600
9*3000
urna 1290IX)
79000
.a-
alqueirc
>:
."
alqueirc
un
n

que nao est especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha a lci n.286.
Conforme.O sccrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacilo.
O Illm. Sr. inspeclor la thesouraria proxin-
rial. era cumprimento ila-resolurao da junta da fa-
zcn.la. manda fazer publieo, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais .der. o rendim'enlo lo
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
abaivo declarados:
l.imociro, avahado annualmenle por 589000
Brejo1, por :i0sm
boj-\ isla e Em, por 19891X10
A arrematacao ser feila por lempo de tres annos,
anular do 1. de julbo de 1853*30 de junho de
Ma*
Os licitantes comparc.am na s,ila las sessoes da
mesma junta, no lia icima declarado, pelo meio dia,
cora seus fiadores corapelentemeiilc habilitados.
fc para constar se mauduu alliiar o presentee pu-
blicar pelo Oii rio.. .
Secrelaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1853.S-0 secretario,
Anlonio Ferreira da AnnutUiarao.
-~ O Illm. Sr. inspeclor da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Ex%. Sr. presi-
teiitcda proxincia de 14 do rorrenteTnianda fazer
publico, que nos dias 10, 11 e 12 de.Janeiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem por me-
nos luer, a obra do sexto lauco da estrada da Es-
cada avallada cm 9:32(9278.
A arrematacao ser feila na furnia dos arligos 24
e S da le provincial 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparceam na sala das sesses da lunfa da razenda
da mesma (hesourarit, nos lias cima declarados,
pelo meio da. conipdtentemeule habilitadas.
E para constar se mandou adixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, (secretaria da Ibesouraria pro-
vincial le Pernambuco 16 de dezembro de 1853.
O secretario. Antonio Ferreira f Annunciacao. '
Clausulas especiaos para a arrematacao.
I." As obras do sexto lauco da estrada da Esnada
sernii exceuladas de conformidade com a plaa |>er-
fil e orramenlo, apprnvjdos pela directora cm con-
selho, c submellidos a approvacilo do Exra. Sr. pre-
sdeme da provincia, importando em 9:3269278. -
2. No prazo le 30 dias o arrematante dar prin-
cipio as obras, levendo conclni-las no de um auno,
ambos contados de conformidade cbm o art. 31 da
lei provincial 11. 286.
3." A importancia da arrematacao ser paga em
qualro prestacocs iguaes; a primeira quaudo tivef
a tercena parte das obras concluidas; a segunda
111 a 11.lo liver os dous lercos; a lerceira quaudo liver
feilo a entren provisoria; e a ima linalmente
na entres* definitiva..
i.' Para ludo quanto nao esliver delcrmiuado as
presentes clausulas ou no orcamento, seguir-sc-ha
oque disp&e a lci provincial n.- 286. Conforme.
Osecrelario, Anlonio Ferreira d'Annunciacao.
T "i""* Sr" 'nsl)Ccl',r da Ibesouraria provin-
cial, cm cljinprimento da ordcnjdo Exm. Sr. pre-
snlente la iocia de 22 li crrenle, manda fa-
zer publico, que uos dias 7, 8 e 9de fexereiro pr-
ximo vindouro, parante junla da fazenda da raes-
na llicsourarig, se ha de arrematar quera por me-
ca!, era rumprinientu la ordem lo Em. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do corrente, manda fazer
publico, que no dia 26de Janeiro prximo vindouro,
vai novamente a praca para ser arrematada a quem
por menos lizer, a obra do mellora.neiilo do rio
de Uoianna, avahada cm 50:600901X1.
arremalarao sera feila na forma los arls. 24 e
la lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
o as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao,
comparceam na sala das sessoes da mesma junla
iid lia cima declarado, pelo meio da, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou sOixar o presente c
publicar pelo Diario.
buco
toni
Secrelaria da Ibesouraria provincialde Pernam-
ico, 17 de lezembro de 1853. O secretario, An-
io Ferreira d'Annunciaco. 1
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1." As obras do mellioramcuto do ri de Gaianna
far-se-hao de conformidade cora o orcamento, plan-
zo de Ires mezes e as concluir no de lies annos,
ambos conlados pela forma do artigo 31 da le n.
286. -
3. Durante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar (ra-filo as cano-
as c barracas ou pelo canal novo ou pelo Irillio ac-
tual do rio.
4." O arremtame seguir na execucao das obras,
a ordem do irabalho que lbe for de'er-niiaila pelo
enaeuheiro.
5. O arrematante ser obrigado a apresejitar no
lint do primeiro anno, ao menos, a quarla parle das
obras prorapla e oulr.i tanto no lim do segundo au-
no, e fallanilo a qualquer dessas eandirs pagar
urna mulla de 1:0009000. -
Conforme. O secretario, Anlonio Ferreira
d Annunciacao.
_ O Illm. Sr. inspeclor da Ibesouraria provin-
cial, era cunipriineiilo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do corrente, manda fazer
publico, que nos lias 17.18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peraule a juntada fazenda dn mesraa Ibe-
souraria, so ha de arrematar a quem- por menos fi-
zer a obra denominada do Taiiquinho na eidade de
uoianna, avahada em 4:0029320 rs.
A arremalarao ser feita na fnia dos arls. 21. e
27 da lei provincial n. 28'! de 17 do maio de Ijol, e
sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala las sessoes da mesma junla.os
das cima declarados pelo mciu dia, ^coiiipelenle-
niente habilitadas.
E para constarse mandou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ibesouraria proxiucial le Pcrnam-
buui 29 de dezembro de 1853. O sccrelario, -
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulus especiaes parar arrematacao.
1.a Asobras dos reparos a fazer-se no'lugar do
I anqu niin na eidade de Goiaima, serao taecula-
das de conformidade com u orcanienlo nesla dila
apresen lado approva-ao do Exm. Sr. presidente da
provincia, na impnrli.ncia de reis 4:0029320. '
2. No prazo de 30 dias ser principiadas as
obras, e concluidas no tosis mezes conlados segun-
do o regulamonlo.
3." A importancia desla arremalarao ser paga
na forma do regulamenlo n. 286.
4. Para ludo mais que nao esliver delcrmiuado
as pesenos clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,'
Antonio Ferreira da Annunciarao.
DECLARACO'ES.
Correio de Pernambuco.
O brigue nacional Elcira, recebe malla para o Rio
de Janeiro, boje 10 do correle, as 9 horas da nia-
Dhia.
Manat Amorosio da Conceirao Padilha.
AVISOS MARTIMOS.
Pura o Rio de Janeiro vai sahir-'com
a maior brevidude ]>ossivel ,o lind e vel-
leiro patacho nacional < Bom Jess do
qual lie capilao Manoel Joaquim Lobato :
quem no mesmo quizer corregarou irde
passagem e embarcar eseravos a frele,
dniia-se ao capitao, naprarado commer-
cio, ou a Novaetv Trapiche n. *>4, primeiro nndar.
1UO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu no
,dia 10 do corrente para o Rio de Janeiro ;
recebe imiiideza, passageh-os e esera-
vos a l'rete: trata-se com os consignata-
rios Machado & Pinheiro, na ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar.
Pira a Uahia seguir breve a esonna nacional
Titania, capilao Antonio Francisco KibeiroPadilha:
para carga e passageiros, trata-se com os consigoala-
rios Antonio de Alenla Comes & Conipaniia, na
ra da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
O brigue nacional 'Firma segu
para o Rio de Janeiro no dia 10 do cor-
rente : para o resto da carga, eseravos a
irete c jiassageiros, trata-se com o capi-
tao, na praca do Coinmercio, ou com No-
vaes & Compauhia, na ra do Trapiche
n. oi.
Para o Rio de Janeiro.
Seauccombrexidadea esciuia Sociedade Feliz,
capitn .linqiiim Antonio llopralxes Sanios, recebe
"irga a frele e eseravos. a Iralar com tiaelano Cvria-
co la C. M. ao todo do CorpoSanto,luja as massames
i. 2.5, ou cora o capilao.
LEILO'ES! ~~
Jofio Keller & Compauhia. faro leilao por in-
lervenrao do agento Oliveira, de grande sortiinenlo
le fazendas suissas, francezas, e allcmas, lano de
algml.io, delaa, liirio. e seda, como as mais proprias
do merrado : lerea-fera 10 do crrenle, as 10 horas
la inaiilii.i, no seu armazem, ra da Cruz.
Leitoode btalas .superiores, hojea.- 10 para II
horas da mandila, |ior conla de quem perlencer: no
largo la alfandejn.
A requerimenlo do depositario da massa fallida,
dejse Marlins Alves la Cruz, e |>or despacho do
Illm. Sr. Dr. juizila segunda vara do civrl e com-
inercio, o agente Oliteira Tara leilao das fazendas e
armario da toja do dito fallido, sita na ra lo Quei-
niado: quinla-feira 12 do crrente, as 10 Iwras da
manliaa, na indicada toja.
AVISOS DIVEBSOS.
LOTERA DO RIO i)E JANEIRO.
Aos 20:000.s()00 de rs.
Segunda feira 10 do corrente deve
chegardpSul o vapor Luzitnna, conduc-
tor da lisia da lotera (i. do Estado Sani-
tario, cujo* bilhetes acham-seavenda,
Srs. Redactores. Em o seu acreditado jornal
le 9 do correm"e deparamos um aviso, cujo autor pe-
la maneira mais inolila pretende chamar o odioso
obre a nessoa dSr. Mira, mni digno director sala Be dansa a que'temosa honra de perlencer. Sem
eiilrarinos na averiguarSo lo expendido em lito av-,
so, e convencidos da judiciosidade do Sr. Mira, pode-
mos assegurar que osle Sr. jamis ullrapassou os le-
railes de sua mnderaco e eiviliilade, c neslas cir
O vapor Imperador,
Stc^SM^ cumsianciasappellaraos para o jnizo daquellas pes-
cebo? espera nc c ?S "- O*}! a <**** c rifle-
port proccdeSa los xan ,"<*0nv"-n \'}!Te"l' j, masdcdiizimos
lo norle cm 15 do correle mez de Janeiro, dvendo
venir u:iri Mjr.ii ItiL.-i II i,. .1. I....-:__......
)> ei\is u
Melacu.......
Mili..........
Pedia de amolar. .
librar. .
o relilos .
Ponas de boi. ,
Piassaba .'.....
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pellas de carneiro
Salsa parrilha. .
Tapioca........
I nli,i- de boi. .
Sabo v.......-
Esleirs de perperi.
Vinagre pipa. .
. ranada
alqueirc
. uina
.

. ceuto
. mol ho
. nielo
i
. uina

. cunto
ltijjOOO
M.50
1-5120
5610
r-ooo
5800
3!?600
5320
25000
aooo
5180
185000
25880
5200
5080
5160
30-jOOO
MOVIMENTO DO POHTO.
Sacio entrado no dia 9.
Havre35 dias, barca franceza lotx d" 206 tone-
ladas, capitn Iloudel, cquipageni 13, carga fazeu-
lasemais generas; a J. K. Lasserre &Corapa-
nbia. Passageiro, T. J. b'aurc.
Socios sabidos no mesmo dia.
AssHrig'ie brasilciro Feliz Destino, capilao l!el-
miro llaplisla de Souza, em lastro.
demPatacho braslero llennina, em lastro. Sus-
peudeu do lameirfio.
*,
esoli M clausulas especiaes abaixo copiadas;
As pessoas que Se propozerem a esla arremata-
cao, comparecam na sala das sessoes da mesraa un-
ta, nos das cima declarados peto meio dia, rompe
leiilemeulc habcliladas.
E para constar -se mandou afiliar o presento e
publicar pelo Diario.
Secrelaria la thesouraria provincial de Pernam-
buco, 21 i dezembro rie 1K53.O secretorio.
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematmeio.
1.' Asobras lesle acude serao feilas de ronfor-
inulade cora as plaas c orcauento, appreseulados
nesla data a approvarao do Exm. presidente da pro-
\iiicia. na importancia le 4:0015000 rs.
2.a Eslas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, scrau concluidas do de 10 mezes, "acontar
conforme n le provincial, n. 286.
I.*1 A importancia desla arremalarao ser pn-a
em Ires preslacOes da maneira seguinl'e : i prime ira
dos dous quintos lo valor lolal, qnan.lo livor con-
cluido amelade da obra ; a segrala igual a primei-
ra, depois de lavraq, o tormo do reccbimenlo pro-
Msorio a lerceira finalmente, le um quinto, denu-
do rcccbimcuto definitivo.
i.> O arrematonle ser obrigado a communicar a
repartiese da obras puhliras com aulcccdcnria de
30 lias, o da luo cm que lera de dar principio a
execucao das obras, assim como Irabalhar sc-
Duidanieiile durante lidias.alim de que possa o eii-
senheiro encarregado da obra assislir aos prmeiros
Irabalhos, r
seguir para Macei, Babia e Kio de jaueira,
guinlc dia da sua ebegada.
Arsenal de guerra.
O conseibo adrainislralivo faz publico, que com-
pran os gneros segiiinles a Rich Koxli: il'18 cova-los
do pairan aznl entrefino a 25150 rs., o cavado; !)7!1
ditos ,le bollandaiwra forro a 05 rs., ocovado; rff
'i varas de lgodlozinllo a 169 rs., oruvallo; a llus-
sellMellors, l,12*i varas de brini li-.o brinco u 360
1 rs., a vara; a Tira Moosatt& Vinassa, 2H8 pares de
I clcheles pretos i 1.5 rs. o pur; 37 grozns de bolfles
le osso branro a 2O r, a grasa ; e 27 lilas le lilos
pretos a 'tOO rs. a grosa. Era ronsequencia do pie
os referidos vendedores rccolberam no lia 12 lo sor-
rente ao arsenal de guerra os referidos gneros. Sala
diis sesses,9 de Janeiro de 1851.Miguel Alfonso
Ferreira, vogal e*secrelario inlerinu.
Paquetes francgis a vapor, entre Marse-
Iha e Rio de Janeiro.
O paquele a hlice
I'Acense desuado
a sabir de Marsellia
para a ilabia e Rio de
Janeiro,esp'era-se nes-
le porto.
Passagem para o Rio lo Janeiro, cmara de r
200 francos, cmara de proa 1.50 francos.
Passagem para a Babia, cmara de re 100 franco
cmara de proa 7.5 francos.
A comida e osvinhos estilo comprchendidos nes-
tes precos.
Quem prelender dirija-se ao escriptoro de N. O.
bichee & C." roa da Cruz n. 4.
Para conhecimenlo de quera possa inleressar,
se faz publico, quo pelo capataz da eslaeao do Cupe,
foi remellbla a esla reparlicao una jangada de pes-
cara que all lora tomada a uos iiuixiduos suive-
a sua inlelligencia pela publicado de (acs avisos.
Aluaa-se uina casa no Mnuleiro. Iteira do rio,
lendo 2 salas, 2 quarlos, cozinha fra, e be muilo
fresca': a Iralar no mesmo Monleiro, con Antonio
Jos Rodrigues Souza, ou na na do Queinado, toja
de ferragens n. 12.
Desappareceu no diaSdocorrcnle um escravo
de nacao, pnr nomo Jnio Anlonio, de dada de 40
anuos, pouco mais ou menos, com o signae secura-
tos: baixo, magra, um lano bairigudo. lendo neos-
lome rf sempre estar holindo com osqueixos, levan-
do'calca de algodo d listra. camisa de dilo azul,
rllele velho e.rhapo de palba : quem o pegar, le-
ve-o a seu senhor Augusto Jos Bezerra, morador no
euzenho Arac da freguezia d Una, ou nesla praca,
a Manoel Antonio ."oledaile, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 28 le noverabro um mo-
tocnle de nome* Anlonio, que reprsenla ler da 22 a
21 airaos, com os sisnaes seguraba : estatura regu-
lar, secco do corpo, com principio le barba, lornan-
to-s muilo conhecido |ior ter soltri.lo na cabera
urna impigem da qual do meio la cabera para ora
fieod com muila falla de cabellos; lem ambos os
pes (orlos para dentro, e moilir ladino : roga-se a
todas as auloridades policiaes e capilaes de campo,
que bajara ce agarra-lo e levar ao silio contiguo ao'.
hospital dos lazaros, ou ao mesmo hospital, que serao
generosamente recompensados.
. AO PUBLICO.
. O abaixo astsignado phannueeu-
tico aj-provadopela facldade de
medecina do Rio de Janeiro, teu-
do comprado a botica da ra No-
va desta eidade n. 53, que foi do
liudo Joaquim fose Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pharmaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer- 5
reini, faz publico a seus. fregu- (
zes e a quem ronvier, que mella
o acharao sempre prompto. a qual-
cjuer hora para aviar toda e qual-
quer receita', para deDtro,.ou f-,
r da eidade, com a maior preste- S
za e (idelidade, poi- acl.iar-se sor-
tido das mel hores e mais i*ecentes
drogas ultimainentechegada*.
Jos'da Cruz Santos-
Bichas.
Alugain-scevendem-s bichas: ua praja da In-
dependencia confronto a ra das Cruzes n. 10.
- Roubaram na noite de sabbado, 7 -
do corrente.de um dos camarotes dotliea-
tro Sania Isabel,- um binculo de Uil*m
bi-ancode osso, com oconjpetente estojo ;
e he ja' este o segundo ro.ibodesemellian-
te natureza que no mesmo, camarote so
faz. Roga-se a pessoa a quem elle for of-
ferecido o obsequio de o tomar, eenvia-lo
a'ra das Triricheras, casa de andaresn-
10, que. sera' generosamente recompen-
sada.
A viuva do XalleciJo Antonio Marlins de Car-
valboraz scienle ao respeilavel publieo, e principal -
mente aoniui digno corpo lo commercio, que ella
tem instituido sen procurador bstanle encarregado
de seus negocios, a scu mano Adriano Xavier Pereira
leltnlo.conlraiiandoos armazens de baixo das se-
j-ninlea firmas: o que girava com a firma de Antonio
Marlins dr Carvallio, girara cora a da viuva Marlins
de Carvalho, eo que girava cora a firma de Mesquila
Juninr & Carvalho, ronliiiuani delnixo da lirma de
Mesquila Jnior & Viuva Carvalho; as pessoas que.
se julgarein credoras lo fallecido, queiram apresen-
lar quanlo antes suas cuntas ao dito procurador da
annunciante, na ra do Collegio n. 9, para serem
pagas.
No beccodo Peixe r'iito, taberna n. I, lera ex-
cellenle doce de guiaba, por preco niiiilo coinniudu.
_Aluaa-se o primeiro andar do sobrado n. 22,
por cima da toja de miudezas, o qual lera mullos
cominodos para urna grande familia.
Manoel do Amparo Caj, estabelecido na ra
-Nova desta eidade,'casa n. 18, com leja de fazeudas
e alhuate, previne ao publico, que acaba deassociar-
secum Manoel do Nascimenlo Vianna, o qual ser
I ora em diante o adniiuislrador do dilo eslabeleci-
mento, devendo lodavia esto girar soba lirma de Ma-
noel do Amparo Caj & C. na conrormiilade das
clausulas estipuladas na escriplura de sociedade par-
ticular, que cutre si pastaran*.
Aluga-se urna ama que tenha mili-
to bom leite, sendo forra bu captiva,'e
sem lilho : quem esliver nesla circums-
VirloRiio Jos Carreira de Si relira-se rom ,
-na senbora r- um criado de ipennr daile, para r.i-*- a' ''"''ja-Se ao palco (10 Hospital d
boa, por bal mez de marco mi abril prximo ruiuru.: Parauso, sobrado n G.
yurin precisar le um houipni para eaixeiro to
toja to miudezas, ou ontrar-oalquer.eslabiHecjmeiilo
excepto taberna, e d fiador to sua conla, dnija-se
ao solo, no berco da Viraco, que achar com quem
iralar. ^
1 reris.i-sc de um caixeiro que (cuba bastante
pralira de taberna, c que seja diligente ; pfefere-se
o que estoja arrumado e que ,.>i qualquer molixo
so tosan umc; : na ra do Collegio n. 2.5, laberna de
Manocl Anlonio dos Sanios Pontea.
Os engento Massangana e Paraizo, no Cibo,
sao da praprielari a Exilia. Sra. 1). Anua Rosa da
bocha lalcao to Carvalho, xiuxa do commendador
Joaquim Aurelio Pereira de Carvalho.
I recisa-re de urna pessoa que seja ?<. c que
nao lenha em que so occupaUpara ser empreada
as.compras c mandados roa, le urna casa de pe-
quea familia, dando-sc-lhe sustento e 1*MX)0 rs.
inensaes: a Iralar na ra Direila n. G, segundo an-
dar.
110-
A siib-tituia las cadeiras de inslrurjao eiemen-
wrdcsla eidade, resllenle u ra do Rosario da Una-
CONSULTORO CKNTRAI.
| MEOPATIIICO.
( N. H Ra das Cruzes N. 11
If.onsiiHas.loitososdias desde as X horas
da nianhaa al as -J. horas da tjnle.
| Visitas aos domicilios das 2 boi
dianlc.
as molestias agudas c graves as Vvisilas
serao toitas a qualquer hora do dia ou da
nuile.
As senhoras de parlo, principalmente,
sero soccorridas cora religiosa promp-
lidao.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinlio.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIADE.
Paulo Gaigooo, dentista recebeu agua denli-
\ isla n. ds, faz scienle a quera convier, que abri a frice do Dr. Pierre, esto agua couhecida como a me-
liior que tem apparccido, ( e lem minios elogios o
xAll liilnr 1 Inm ti iiiii'i-iiul -nlii i' ix rtiTun" >- .- L_a__
sua aula particular no diaOtto crrenle.
Pede-se com rauila urgencia ao Sr. Cxpriano
Antonio de Andiadp, declare por esto tolda sua ino-
rada, a lira le ser procurado, e com elle tralar-sede
negocio consideravel.
Precisa-se de nm feilor que enlenda de planta-
roes de sitio: era Santo Amaro, no lerceiro silio pas-
sando ocemiterio publico.
-seu autor.) tem a propriedade de conservar a bocea
eheirosa e preservar das dores de denles: lira n
aosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas colas desta n'Um ropo d'agua sao sufllcieii-
tes; lamben se achara p dentitrice exrcllenle para
a ronservaiNio dos lentes : na i*ua larga do Rosa re
n. 36, secuutto andar.

-\-


-


i!"? le'*''ra Bastos nmiprou por conln c or-,
lem do Sr Jos Francisco llielo de n. 3860 da primeir.i purle da sexla lotera
1 livor das obras da creja de Nossa Senhora do Li-
vramenlo; c por conte c ordem do Sr. francisco Xei-
ira Bastos, o Iridete da mesma- lotera de n. 3838.
Precsa-se de ura sitio para- om honicm ,sol-
teiro, no Maiiguiuho, Capunga on ponte de Ucba :
quem liver para alugar, dirija-se a bsta typogra-
PHOSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o oardeal patriarcha de lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vaopubliur-sepelapiirrfeira vez as obras com-
pletas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal palri
cha de Lisboa, Saraiva de S. l.nli.
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 10 DE JANEIRO DE 1854.
O editor, herdeiro dos seus mimuscriplos.cntendeu
que prestara relevante serviso sletras patrias, col-
- ligmdo e coimnunicando pela impresso os Irabalhos
, de umescriptor recente, que- tanto nome alcancon,
, inereccndo-o pela caslidade e elegancia do eslvlo,
pela importancia dos assomplos, e pelo fervoroso ol-
io cas lonas nacionaes, amor e cuidado constante
ua na vida patriticainlellectual.
Mesino quando os tocos do sangue, e a aratidao e
saudade, devidas a memoria de un lio extremoso e
"lesvelado. o nao obrigassem a empregar n'esla edi-
cao o maior esmero, a idea de addilar as paginas da
iitleraliir.i contempornea com ln vastas e nteres-
sanies eomposicOe, trabadas as diversas provincias
do saber humano, bastara para Ibe espertar o zote,
c redobrar a vigilancia.
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz urna
parle acha-se ainda indita, e he a maior; a onlra
encoiilra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das ciencias, i qual originariamente foi des-
uada, on corre avnlsa en brecharas eslampadas
por ordem e cusa da dislinrla corporacjlo, ou em-
hm vio a luz em peridicos luteranos,' cuja publica-
cao cessou ha muito. editor, para a reimpressao
e encorporarao de lodos os escriplos na collecc.ao das
obra complelas, alcancou a prometa acquiescencia
da academia das ciencias, que limbrou por este mo-
do em ajunlar s antigs ama nova prova de consi-
derarlo pelo illuslrado socio, que leve a honra de'
ser seo vicepresidente tanto lempo.
As obras rompalas do sabio prelado abrangem va-
nadas materias, que por suas especialidades podemos
reduzr a tres classes principaes:Memorias hislo-
nras c chronnlogicasmemorias c esludos filolgi-
cose iniscelianeascompostas de noticias ccclesias-
licas, blographias de alguns vares nntaveis porlu-
euezes, e cmfim de Irabalhos cerca de objeclns di-
plomticos, archeologcos, c de muilosoulros ramos.
A publicaran principiara pelasMemorias lli-tori-
cascomprehrndcndo o primeiro voliime os esludos
. e ensains sobre differentes pontos histricos em di-
versas pocas dePorlugal. Successivamenle conli-
nuarao a sabir os seguidles, se a edicao obtiver a a-
rettecfto que se hsongear de merecer nos cultores
das letras e glorias patrias, formando (quanto pode
calcular-se) urna serio de onze a doze lomos de oilavo
francez, e 400 paginas de lexlo cada tomo.
A edicao ser acompanhada de uro. juizn critico,
escnplo peloSr. I,. A. Rcbeilo da Silva, e de urna
concisa noticia da vida do distinelo prelado,. teda
1*10 editar Antonio Correa Caldeira.
Assiana-se para a colleccao completa as ljas da
vinva Berlrand e Filhos, aosMarlvris; e na do Sr,
nmi Lavado, na ra Augusta n. 8.
Preco de cada volme por as-
s,"*............ 19200 rfortes.
J'Il'"* *........ W
l>eclara-se que o volme ou voluntes, que contive-
rero oensaio sobre alsons sviionimos da lingua por-
juguezae os Glosarios e alguns oulros Iraba-
Hios uilo sero vendidos em separado.
Sabscreve-se em Pernambuco na livraria n. G o 8
da praca da Independencia, sendo o pagamento-na
oecaswuda enffega.
JOS' ANDE',
enlrancador de cabellos da casa imperial,
avisa aorespeitavel publico desla cidade, faz colla-
ros, pulseiras, brincos, aunis, correntes para reto-
SIOi* i**' corooes, lranoelin. lambem se Taz llo-
res da cabellos, e qualquer oliras que deseia : no
Ierro da Roa-Visto, n. 82.
AVISO AO CO.tlMERCTtT
Os abaixo assignados continuara
a franquear" a todas as classes em
geral os seus sorli mentes defazen-
da* por baixos precos nao' me-
nos de tima pec,a ou tima duzia,
a dnheiro, ou a prazo, conforme
e ajusfar : no seu armazem da
praca do Corno Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Kooker & Companhia, -nego-
ciantes nglezes. Os mesmosavi-
I sao ao respetavel publico que abr-
ram no da 5 do crvente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
I' no dePaiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga,-para venderem
]X)r atacado e a retalho.
Na ra dasCruzes n. 40. taberna do Campos,
vendem-se as melhores e roais.modernas bias
hamburguezas, e aluga-se. lauto por junto, como a
retalho, por presos razoaveis.
O l)r. Joaquim de Oliveira e Souza ensina a
Iraduzir, fallare escrever a lingua francezi: ua ra
do Aragao n. 4.
O colleRio Santo AfTonso principia os seu tra-
balhos no dia 9 do crreme : nelle ainda "podem er
admiltidos alguns pensionistas e meios pensionistas.
~ Pwisa-se por aloguel de urna prela cscrava que
saiba tratar de enancas: quem i liver e quvzer alu-
gar, dirija-se ao obrado da ra de S.-Francisco n. 8.
D: Loiza Annes de Andrade Leal faz scicnte
dos pas da suas alumnas, que as ferias lindam-se no
aia 10 de Janeiro cprrenle.e que abre aula no dia 11
do mesmo mez.
No dia 30 de dezembro perdeu-se da praca da
Hoa-Vita al a pnle do Varadouro, urna trouxinba
coalendo iim palito e urna calca de hrim trancado
(raneo de linho, e urna camisa' com peiln de linlio,
ludo novo c cinhrulhailo em um' lenco de linho :
quem a aehou, querendo resliluir, lvela ra du
Mondego n. 5i. que ser bem recompensado.
Lotera da rmandade de Nossa enhora
do Livramento.
No da I i andam nfallivelmente as rodas dcsla lo-
leria, aeja qual Hit o numero de bilhctcs que reste
|ior vender-se ; o restante dos mesraos est venda
nos lugares do cosame al o dia 13.O Ihesoureiro,
yoiio Domingues da Silca.
Iraspassa-se o.arrendamentoda loja e primeiro
andar do obrado da rna do Collegio n. 18: 1ra-
U-se na ra do Queimado, loja do sobrado amarello
n. 29. ,
Madama Routier, modista franceza,
toa Nova, n. 58,
lem a honra 4e annunciar ao respeitavel publico,
que acaba de receber de !'rauca ura lindo surlimento
de cliaoe<>s de seda do ultimo gosto, manteletes pre-
tos e de cores, romeinis de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para vestir-so por baixo de pa-
lito, chales prclos, camisinhas para senhora, man-
uoitos bordadas, mantas-prelas de seda a imilaco de
hlonde, vesloarios de seda para meninas, ditos para
meninos, espartilhos, icqnes, grosdenaples prelo
mni) finn, etim maco prelo, cbamalole prelo, en-
Iremeio bordado, calcas bordadas para'meninas, cr-
ica de babados de vestidos de diversos desenhos, um
sorlimenlo de plomas para chapeos e toncados, vesti-
dos de bionde para noivas, llores de larangeira, ca-
l>ellas muito unas, ricos chapeo de reltro para mon-
tana, chapeos de palha da Italia muilo finos, lindos
chapeosinhos de seda para meninas, lenros de mo,
lencinhos de seda para pescoco de senhora, bicos de
bionde verdadeiros, e de dillereViles largaras ; ua
mesma casa fazem-sc vestirlos de baile e casamento,
enlejes para cabera, chapeos, e em geral as modas
com roais perfeico de que nunca, e prejo muilo ba-
rato.
JOAO' PEDRO VOGELEY.
Fabricante de pianos, 'afinador, e con-
ciila com toda a pcrfciro.
Tendo rhegado recentcmenfe dos porlos da Euro-
pa de visitar as melhores fabricas de pianos, c Icn-
do sanho aellas lodos os cooliecimenlns e pratica de
r-onslruccies do* mojernos pianos. oOercre o seu
presumo ao respcilavel publico para qualquer con-
cert c afinacoes com lodo o esmero, tendo leda cer-
teza que nada reslari a desejar as pessoas que o in-
cumbam de qualquer Irabalbo, tanto em brevidade
como em mdico prc<;o:. na roa Nova rr. 41, pri-
meiro andar.
D. Laa Annes de Andrade Leal c suas ma-
nas 1). Senhorinha de Asseca Bilancouile 1). The-
reza de Jess Leal, continan! a receber cm sua aula
almonas internas, meia- pensionistas e externas pa-
ra o que a casa lem bons commodos. Ncsla aula en-
sina-se a ler, escrever econtar, grammatica nacional,
arilhmelica, francez, inplez, msica vocal e piano,
daiya, doulrina chrisla, coser, corlar, labyrinlhar,
marcar, bordar de seda de matiz, de susto, de froco
em lalagarra, de tapete e de laa em vestidos, c ol-
Iras obras de cacund; os pais que as quizerem hon-
rar, ficarau salisreilos pelo augmento que ellas le-
r.lo, epelo disvello com que ellas senlo tratadas, para
o que os prolcndenles pdenlo diriair-se na de
Sania Kita (ou do Fagundesl sobrado de nm andar
n. 5, quem vem da ribeira o segundo sobrado, ao p
do de >aramia encarnada.
Olferecc-se um rapaz porlusuez para caixeiro
de ra ou de outro qualquer negocio, ou mesmo para
taberna, o qual lem bastante pratica : quem de seu
preslimose quizer ulilisar, dirija-se ra estroila do
Rosario n. II, ou annuncic para ser procurado.
Bernardo remandes Viauna, brasileiro ailopti-
vo, vai a provincia do Alio Amazonas a negocio, le-
vando o sea cscravo. criulo, denome Antonio, para
oseuserviro: all oflerece aos seus amigos e conde-
cidos o seu diminuto presumo, e igualmente pede
desculpa aos mesnios senhores nao se despedir pes-
snalnieiile, por motivo de suas pernasmlo pcrmilli-
reni, por isso se vale desle meio.
Precisa-sc de urna ama que saiba colindar e
engommarenm perfecto, para casa de Boas pessoas:
quem esliver tiesta circumslancia, annuncie para ser
procurada, ou dirija-se ra do Queimado n. 53.
Quem quizer sellar cdo para pastar, no sitio
Maroim, em Pao Amarello, o qual tem as melhores
proporrocs para pastagem, por ler muilo paslo e boa
acua*)e por una paja razoa've], dirija-se a Soledade,
no silio do fallecido llerculano, a tratar com a pro-
fesora do collegio.
Precisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da i
Cmara Pimenlcl; na ra da Cadeia de Sanio An-
Ionio ii. 30, a negocio.
Aviso.
. J. Falque, dono da fabrica de chapeos de sol, si-
la na ra do Collegio n. 4, faz sciente ao respeita-
vel publico desta cidade, c em particular aos seus
freguezes, que elle abri um deposito dos ditos ob-
jeclos de sua fabrica na ra da Cadeia do Rccife
D. 17, onde e achara sempre um grande e variado
sorlimenlo de (odas as qualidades, lamanhos, gostos
- ,'.-'i;os. tanto deseda cuino de panninho,.para d-
mense senhoras, assim como bengalas de diversas
qualidades, baleas para vestidos c rsparlilhos para
senhoras, lambem se recebe qualquer cllapo deso
para se cobrir de novo on concerlar. o que se far
com muila presteza e aceo, e quanto ao precn he
uito mais commodo do que em oulra qualquer
Charutos finos de S. Flix,
a ra do.*Queiiuado, n. 10, tem ebe-
agora
N
gados agora da Rabia, os verdadeiros
charutos dqS. I*eli\, daacredilada fbri-
ca de Brando, os quaes se vendem jor
precos mais commodos do que cm otttra
parte.
Primas para rabeen,
a 40 rs. rada urna, muito novas : na ra do Quei-
mado, loja n.49.
KOB LAFFECTEUR.
O mico aulorisado por deciso do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos'dos hospitaesreconimcndam o arrobe
1-aneclcuv, como sondo o nico aulorisado pel go-
verno c pela Real Sociedadc de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo asradavel. e fcil a tomar
em secreto, est em uso na marraba real dcsite mais
de 60 anuos; cura radicalmente cm ponen Iimii|ii>,
com poura dcspdza, sem mercurio, as aflecroes da
pclle, impinsens, asconsequencias das samas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade crilica e
da acrimonia hereditaria dos humores; couvcm aos
calliarros, da bexiga, as conlraccoes, c fraque/.a
dos oreaos, precedida do abuso das inseccOes ou de
sondas. Como anti-sypbilitico, o arrolle" cura em
pouco tempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
venrineessantes sem conscqucncia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou ilas injeccfies que represen-
tara o virus sem neolralisa-lo. O arrobe l.aireeteuv
de especialmenlc recoininendado contra as doencas
inveteradas on relieldeS ao mercurio c ao indurlo
de potasio. Vcndc-se em Lisboa, na lielica de Bar-
ral, e de Anlunio Feliciano Alves de Azeved, pra-
ca de D. Pedro n. H8, onde acaba de chocar urna
grande porjao de garrafas grandes c pequeas, via-
das directamente deParis, de casa do Sr. Bovvcau-
l-auecleuv 12, ru Richev Paris. Os formularios
dam-se cratis cm casa do senle Silva, na praca de
i). Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima & Irisaos; em Pernam-
buco, Som; Rio de Janeiro. Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pcreira
de Magales Leitc; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Couto & C. '
*-; \ende-se una prela, crinula, propria para o
servico de rasa, ecom urna cria de 7 mecs : na ra
Xovn n. uv, segundo andar.
28
parle.
COMPRAS.
Compram-se .ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes .do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se om pao para lipoia; na ra da Guia
o. 64. segundo andar, ou annuncie.
Compras? urna casa lerrea. sendo cm ras fre-
quentadas, e no bairro de S. Anlonio, ouS. Jusc:
quem liver, annuncie por este Diaria, ou diriia-se
a ra da > iracio ik 9.
Compra-so um molcqne, de bonita figura : na
ruado Crespo n. 3, loja de 4 portas, ao lado do arco
de,Sanio Antonio.
VENDAS
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas', ra do Collegio n. 2,
vende-se uin completo sorlimenlo
ile fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em 011-
tra (|ual(|uer parle, lauto em por-
fles.coino a retalho, alliancando-
se aos compradores-um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinat-p com a
maior parte das casas cmmerciaes
inglezas, irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro (|ualqiier ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que vebam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSantos&Rolim.
Pede-se ao fiscal do bairro do Rerife, que le-
nta a bondade de laucar suas vislas sobre os quin-
laesde laboas cabidas que exislem na ra oe Apollo,
sendohoje urna das roas priucipaes do Recife.
Vende-se em casa de S. P. Jobns-
ton & Companhia, na ra da Sen/.ala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior quabdadel en-
garrafado. '
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de bomem e se-
nhora .
Vaquetasdelttstre para coberta de carros.
Rlogios de ouro patente inglez.
rUNDICAO' D AURORA.
Na fundirao d'Aurora acha-se conslantemeiile um
conipieto sorlimenlo de machinas de vapor, lano
d alU como, de liaixa pressao de modellos approvados. Tambcrii se apromplam.de encommen-
da maior presteza, llalieis omciaes serflo mandados
para as ir assenlar, c os fabricantes como lem de
rosluine afiancam o perfeilo trabalho dellas, e se res-
ponsabilisara por qualqner defeilo que pusM ncllas
apparecerduranleaprmicirasalra. Muitas machi-
nas de vapor construidas neslc eslalieleoimentn lem
estado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eato 16annos, e apenas tem exicido mili insignifi-
cantes reparos, e algumas al nenhuns absolularoen-
te, accrescertdo que o consummo do eonbuslivcl he
mu inconsidcravel. Os senhores decnsenho, pois,
e oulras quaesquer pessoas que precisaren! de ma-
chinismosaorespeilosamcnle convidados visitar O
eslabelecimenlo cm Simio Amano.
' HT.TA DAS CRUZES,
| No consultorio do prol'essor homopallia
, liossel llimonl, acham-sc venda as obras
' seguales:
) Secunda edieco dos elementos de lio-
meopailiia ; revista consideravelmenle
1 augmentada, e redigida de proposito para
| "s principiantes que quizerem de boa f
experimentara nova niedcriua. 69000
^"'",0 l'omcopalhico das
molestias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo.....
I Palhogenesia dos medicamentos
nomcopathicos brasilciros eiioso-
1 logia homcopalhica, ou adniiuis-
I Irarao das dnsos..........
_ OBRAS EM FRAKCEZ.
I Diccionario completo de mede-
1 cia..............
Organon da arle de curar. .
Tralainenlo das molcslias ehro-
nicas .'...,. ......
Novo manual completo do l)r.
Jalir................
Memorial do medico homopa-
Iha................
Medicamentos.
Urna rarteira com os 24 priuci-
paes medicamentos (tubos grandes)
c a segunda ediejao dosElemcntos
de homopatbia.....
L'ma carleira com os 24 prinei-
paes medjcamcnlos.....
rande sorlimenlo de carleiras
de todos os tamaitos por precos
commodissimos.
1 lubo 'de glbulos avulsos .
1 frasco de >t onra do Untura a
escolha ......
w
Vende-se 1 verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
15000
35OOO
loaooo
75000
is-iKKi
145000
33000
205000
105000
- (UAKJJA NACIONAL
M Na praca da Independencia 11. 17, ven-
Si dc-se Inda a qualidadede odjcclos para o far-
fdameulo dos senhores odkiies da guarda na-
cional, assim como para primeira e segunda
.:'. linda, ludo por muito commodo prec,o.
500
I9OOO
ANTIGUIDADE
ALMANAk.
Saino a luz a folhinha de algibeita,
con tendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, o
almanak civil, administrativo, comtner-
ctal, agrcola e industrial ; augmentado
com O engenhos, alera de outras noti-
cias estatificas. O acressinw de trabalho
e dispendio nao permittirari ao edic-tor
vende-lo pelo aiiligo preco, e sim por
4150 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se arroz de casca.
No (rapiedo do Sr. Cunda cxisle para vender, urna
poreflo de arroz de casca: lra(a-se na ra do Ouei-
mado n. 7, loja da estrella.
Vendem-se saccas com farello, chegado lti-
mamente da America, por baralo preco: no caes do
Hamos n. 10, e na ra do Trapiche n.8.
Velas de espermacete.
Vendem-se velas de espermacete de superior qua-
lidado, de 6m libra, viadas da America : na ra
do Trapiche .\ovo o.8.
. vendem-se diversas obras de labvrintho. por
barahssimo preco: na ra Nova, loja n.20.
Vende-se marmelada nova, chegada de Lisboa
ltimamente, em 'lalas'de 4 e 2 libras, por preco
commodo : na ra da Senzala Nova n. 4.
Na roa Nova n. 33, vendem-se saccas"de milho,
muito novo, prximamente chegado. '
Espirito a lj'GOO rs. a caada,
vende-sena ro do Collegio n. 12.
- Vendem-se 3 casaos de gansos: na ra do Mon-
dego no sitio da esquina que rolla para a Trempe.
> endem-se objeclos para urna aula de primei-
ras ledras: na Iravcssa do Mooleiro. casa em que ia
leve aula. M '
Na nova loja de miudezas, na ra do Ca-
buga", junto a loja do finado Cruz, ".
vendem-se correntes douradas para relocio, de muito |
ooiti aoslo, pelo preco de 58000 al 35000. e sem se i
rem douradas. a 800 rs., litassde velludo, luvasdelt
seda para senhora, ditas dilas de relroz, fitas de se- j
lim com pona de toda largura, filas d sarja larga *
para cinto, de nimios ricos padres, e toda a mais
miudeza nova e barata.
Vcnjle-sc ou permiita-se nm rico engenho dis-
tan e dcsla praca 8 leguas, por casas 011 sitios ao pe
desta praca ou de Oiinda.ondc se achani a pessoa com-
pleme com quem se possa fazer necocio: no oitaod
Amparo ao pe do Sr. conego Mendcs.
Vende-se nmcvallo, de bonila figura e liom
andador : na ra do Queimado 11.53, loja de Jos de
Azcvcdo Mata.
Vende-se superior couro de lustre, pelo dimi-
nulo prec;o de 285(10 rs. : quem quizer vr a qoa-
lidads va a ra do Queimado, loja de miudezas de
Jos de Azevedo Maia.
Vende-se a casa lerrea n. (Vi, da ra daAs-
sumncao: a tratar no alerro da Boa Vista. loia
n. 18. '
Vende-se a casa terrea n, 8 da travessa do Car-,
cereiro, por preco commodo : trala-se na ra do Li-
vranlenlo 11.29, loja de calcados.
ATTENCAO'.
>ende-seam carro de carregar fazendas, pronjplo
e arreado na ra das Aguas.Verdes n. 15, em casa
do Sr. Barliolomeii.
Vendem-se 2 carrocas bem conslruidas, t mui-
lo grande com 4 rodas, a qual carree: 230 arrobas,
pouco mais ou menos, e a oulra pequea, ambas no-
vase muilo leves : a tratar na ra de Apollo com Ma-
noel Joaquim de Souza.conrrontoao dlposilo de trro
dos Srs. Me. Calmonlft Compa-ihia, ou no armazem
da ra da Senzala Velha, confronte ao Sr. Marlins,
pintor.
Grande sortimenlo.
Na ra Nova, n.lt, loja de Mr, Gadaul!, ha ex-
posto a venda um cmplelo sortimento de bellissimos
chapeos para senhora, lano de seda com llores ou
peunas, tomo de palha de Italia abertos ou fechados,
da ultima moda, sendo estes de 5000 i G5OOO rs., c
aquelies a 14?000 rs.; camisinhas muilo linas para
senhora; esparlilhosrla melhor fabrica .le,Paris a
IIWHHl r-,, os quaes -o. o- me-mo- que se'vendem
em oulra qualquer parle por 118000 rs.; estampas
coloridas e de fumo, muito linas e de alio puni,
apropndas a frmalo le quarlos de oratorio (nois a
todos os respeilos nao ha iguaes no mercado) de dilfe-
Deposito de tecidos da fabrica
de todos os Sntos, naBahia.
Vende-se em casa d'Domingos Alves
Matheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodao tta'nsaiio daquella
fabrica, muito proprfo para saceos e'rou-
pa de escravos, assim como Co proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muito commodo.
VVRKILHA.
DE
As numerosas experiencias fcilas com o uso 4
salsa pan-ilha cm lodas as en rerniidailes. oricim
)>cla impureza do siiiisue. o o hom cxil nhtido na
corlo pelo lllin. Sr. I)r. Sicaud. presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo illuslrado Sr. I)r
Antonio Jos Pcixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude na I anilina, im-Io Illm. Sr. Di
S.,lni .mu, ili. l\li. .1.. ...!!__ 1. _.
renles iuvnraces, nomeadameiite deS. Anlonio, S.
Jos, S. logo, Coracao <|c Jess e Maria, Assumprao,
descern.ment da Cna,H, do Carino, Ecce Hono,
a ceia d> Senhor, a Conceicao de Maria representada
sob trplice aspecto, assim como mageslosas vistas de
Pars do Rio ,1,. Janeiro, da Babia e de Pernambu-
co ; letagarca grossa e lina; laa, seda fu'.xa e froco
para bordar de lodas as cores e qualidades; instru-
mentos de musica, quer marcial, quer de orrheslra,
dos melhores fabricantes e de diversas qualidades,
como sejam, baixos, trompas, Irombonis, cmelas,
campas, cirmelas, violo, rebeca, flautas d'eb.1110 e
de oulras madeiras etc., etc.; um grande e voriado
sortimenlodcexcelleiilescordaspara rebeca, rehe-
cao, YfOhTo, ele; assim como urna iuljnidade de ou-
lros objeclos, qqea vista apreciar melhor do que a
inlelliceiicia por meioda simples leilura da cnume-
racao d'elles; os quaes objeclos, lorna-se esrusado
dizer, que serao vendidos 1 preco de nao desacradar
ao comprador.
Folhinhas do Rio de Janeiro.
Chegnram a loja de Joo da Cosa Honrado, nopa-
teodo Collegio n. 6, asseguinles folbinhas do llio de
Janeiro.curiosas conlendoa historia doSalteadorKi-
naldo, Oe contos jocozos em verso rimado, aplogos,
epicrammas e madrigaes, deleilavel contendo ama
collecco inslrucliva e deleitosa de diversos e varios
eon.los l'islorirm.inccdolas, dilos agudos ele, de me-
dicina domestica, do cdigo crimina), fabulista, do
ia [fi' ron,endo novas cartas em verso do ba-
rao de ikikii iki a sua esposa, dp successo do vapor
Porto, de enigmaseadevinliacoes.e de oulrasmnilas
qualidades; assim como lambem se vende a de al-
mauakdesla provincia, porta e ecclesiasca.
Saturnino de Oliveira, medico do exordio e por va-
nos oulros mdicos, periiiillem boje-de proclamar
al lamen le as virtudes etlicazes da
SALSA P-AKKILIA
de
BRISTOL.
ola.Cada ganafa conlein iluas lunas de liqui-
do, e a salsa parrilha de Brislol he garantida como
lluramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desla salsa mudou-se. para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se umgrande sitio naeslrada dos Aiuie-
los, quasi defrouleda igreja, o qual lem muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de plautacoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com baslantes commo-
dos: quem o pretender dirija-sc ao mesmo silio a
entender-se cm o Sr. Anlonio Manoel de Moraes
Mesquita Pimenlcl, on a ra do Crespo n. 13, no
scripiorio do padre Antonio da Cunda c Ficuei-
redo. -
ARADOS DE FERRO.
Na- fundtcao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior quahdade.
BOTICA
CEKTR.IL iioheopituica
51 rua da Cadeia do Recife, 1. andar 51.
Dirigida pelopbarmaceaUco approvado,
e profetsor em homeopatbia Dr. F.
de P. Pires Ramos.
Nesla botica se encontram os melhores c
mais arredilados medicamcnlos liomopatbi-
s, quer cm glbulos^ quer em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacli-
dao, peto pbarmaceulico approvado o'profes-
sor era homopalhia l)r. Pires llamos, sob as
indicacoes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralicadoha4annos,lodasas regras da pliar-
tuacia homcopalhica.
Os medicame'ilos desta botica, cuja cffica-
cia lem sido verificada na tonga pratica do
Sr. Dr. Sabino, e recoriliecida por todas as
pessoas, que delle.s lem feil uso. exerrem Ti
urna arande. vanlapein, sobre lodos os que S
por ahi se veiideraj>-a qual consislc lano na. $3
pioiuplidio dos seus ,cflciios, como na qua- ^
lidade de se consc varem muilo lempo sem ~
solfrerem a menor alleracao ; o que os tor-
na muito recoinmendaveis, principalmente
para o mato, onde ncm sempre ha farilida-
de da provisao de uovos medicamentns.
Exislem carleiras de medicamenlos em
lubos grandes de lino crvslal precos, desde 128000 a l 1208000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dyoami-
saeoes, e riqneza das caixas. '
Cada vidrode untura da quinta dv- *
nami-aeaii........2NXMV
Cada lubo de medicamento jooo
"<)Sl- hr> Sabino Olegario Luilge-
ro Pinito so presla a dar csclarecimenlos a
todas as pessoas. que compraren! medica-
mentos nesta botica, na ra das Cruzcs. 11.
E SPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE.BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA. DE SAKDS.
, Attcncao"
A SALSA PARRILHA >E BRISTOL data des-
de 1832, e tem ronstanlemenle mantillo a sua re-
putaraosem necessidade de recorrer pomposos
annuncios. de que as prepararOos de mrito podem
dispcnsar-se. O successo do l)r. BRISTOL lem
provocado inflni invejas. c. entre outras, as,dos
Srs. A. R. I). Samls, de New-York, preparadores
e proprielarius da salsa parrilha condecida pelo nn-
mc de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, ecomo nao o podessem obler, fa-
bricaram una f.mifacode ilristnl.
Eis-aqui a caria que os Srs, A..R. 1). Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 18V2,
e que se acha em nosso poder:
. r .ST. Dr.. C. C. Brislol.
Bfalo, Ar.
Nossa apreciavcl senlior.
Em lodo o anno passado temos vendido quanti-
dade* consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
y me, e pelo que ooviuios dizer de suas cirtudes
aquelies que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muilitsimo. Se Vmc.'
quizer fazer um coiiceiifo coinnosco, eremos que
nos resiillaria muila vantagem, lano a nos como a
v me. Temos minio.prazer que Vmc. nos responda
sobre esle nssumplo., e se Vmc. vier a esta cidade
daqiu a um mez, ou cousa scmelliiinle. Icriainos
nulo prazer em o verem nossa botica, ra de l-ul-
ton, n. "9.
l'icam s ordena de Vmc. seus seguros servidores.
Assignados) A. R. 1). SaNDS.
CONCLUSAO'.
1. A .inlignidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada. pois que ella dala desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1812, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Brislol.
2. A snperioridade da salsa parrilha de Brislol
lie iiiconlcslavcl: ppls que nao ohslanlc a concur-
rencia da de Sands, e de urna, phrcao de oulras prc-
peraeSes, ella tem niantido a sua rputarao cm qua-
si toda a America. *
As numerosas experiencias feilas com o uso da
.salsa parrilha em todas as enfermidades oriiuadas
pela impureza do sangue, r o bom exilo oblido nes-
,1a corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente academia imperial de medicina, pelo illuslrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixuto-em sua clnica, e cm sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Mr. Saturnino de Oliveira. medico do exerrilo, e
I* vanos oulros mediros, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes effictet da salsa par-
rilha de Brislol vende-se a 53000 o vidro.
O deposito desta salsa mudou-se para a botica'
franceza da ra du Cruz, cm frente ao chafariz.
oulra
OA
Os mas ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras se encontram sempre
na loja de madama Theard, por nm .pre^o
mais razovel de que cm qualquer
parle.
Vendem-se_cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica deassucar, pintadas, eque levara
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em coula
para fechar ; na ra de Trapiche n. 3.
Na rita do Vigario 11. 19, primei-
ro andar, lem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e Rauta, como
sejam, tpiadrillias, valsas, redowas, scho-
iickes, modinhas tildo nodernissiino ,
chegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MIJITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porlo, em
hafrisde*., ."i. e 8.: 110 armazem da ra
do Azette de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes &- Companhia, na
ra do Trapichen.54.
PARA NAO'ENTRAR EM BALANCO.
Vendem-se cassas irancezas escuras,
cores hxas, muilo finas, e de bonitos pa-
droes.aOre. a vara ; dam-se amostras
trazendo penliores : na ra do Crespo
u. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de LsIhp.-i presenlemenle pela
barca Olimpia, o segrale: sacras de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce fc cal
do Lisboa em pedra, novissima.
ATTENCAO'.
Cunba & Amorim, na na da Cadeia do Recife n
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bous, peonas de orna, c velas de car-
nauba, a 1$500 o cento.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
fJl'l-, parcs ,le col"'os de couro de luslre,
400 ditos brancas e .50 dilos de holins; ludo por
preco commodo. F"'
Deposito da fibriea de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, fin casa dcN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz 11. 4, algoda iranrado d'anuella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco coniimido.
Vendem-se lonas, brinzaO, brinse racias lo-
nas da Kussia : no armazem de N. O. Bieber *
Companhia. na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de fen-o de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver jtm
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embu-cam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendenwe rlogios de ouro, pa-
tente inglez, os memores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: era casa de Rus-
sel Mellors & Companliia, na ra da
Cadeia do Recife, n. ."6.
Ajnela de Edw-.ta Maw. i
Na ra de Apollo n. 6, .trnurcein de Me. Calmont
& Companliia. acha-se consl.-.nlemenle bons orli-
mentos ilc taixas de ferro ruado ebatido, lauto ra-
sa como rundas, moendas.ineli ras Indas de ferro pa-
ra aniinaes,ii2oa, etc., dilas para a miar em.madci-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais modernos,
inacliina bonsonUl para vaj .or com torca de
* cav altos, cocos, passadeir.as de ferro eslnhado
para casa de purgar, por me; aos preco que os de co-
bre, esco1 vens para navios, ferio da Suecia, c ra-
lbas de llandres ; ludopor b ralo preco.
Vende-se a toja de calcado da roa Direila, n.
18, cora algum cabedal c mu ilo boa armaran enver-
nisada, cuja Joja o casa Ierrealem commodos para (ir
rutila : a Indar na mesilla.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para rogar borlase haixa
decapiin.iiafundicartdeD.W. Bowman.na ra
doBrumns.CSelO. '
Vende-se um rest o de evemplares
da obra Raphal, pag-inas da juvent-
('e Pr Lamartine, vrsao jwrtugue-
za de D.Carlos Guido.y Spano : na rita
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Vende-se um pelo df. :u> annos, de boa con-
ducta, nao lem vicios neni achaques.ou lambem per-
mnla-se por urna prela que lenha as habJrfdades ne-
cessarias, quehe cozinhar eagoramar c ensaboar, e
ludo islo rom perfeico : quem quizer esle negocio
dirija-se a ruadasC.iuzes, a. 21).
NO CONSULTORIO IIO.MEOPATIIICO
do
. DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
\ ende-se a melhor de lodas as obras de medicina
riomopalbica ts?" O NOVO MANUAL 1)0 DR.
G. i. JA1IR .51 Iraduzido em pnrtugucz pelo
Dr. 1. A. Lobo Moscozo: qua I ro voluntes eucader-
nados em dous. 203000
0 4. voliime conlendo a palhogenesia dos 14i
medicamentos que mo fnram publicados sabir mui-
lo breve, por eslar muilo adianlada sua impresso.
Diccionario dos termos de medicina, crurga, a.n 1 lu-
mia, plRirmacia. etc. ele. encadernadov ISOOO
Una carleira de 21 tubos, dosmelliores c mais bem
preparados glbulos bomopathicos com as duas
obras cima......... 409000
Urna d i la de 36 lubos com as mesmas 455000
Dita, dita de 48 lubos. ....... 505000
Dita de 144 com as ditas .....1008000
Carleirasdc 24 tubos pequeos para algi-
beira..........; IO5OOO
Dilas de 48 dilos......... 205OO
Tubos avutsos de glbulos..... 15000
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo, Santn. 11. o seguinle:
vinho dcMiirscillecm caixas de 3 a 6 duzias. li.nhas
em uovellos ccarreteis, brea em barricas muilo
grandes, ac de mili* sorlido, ferro i nglez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de,-fabricailos pelo melhor autor hamburgvc; na
ra da Cruz n. 4. .
AGENCIA
Da Fundicao' JLow-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moeu-
das e .meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveucap' do Dr. Eduar-
do Stolle enl Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhqramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-l no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rita da
Cruz, n. i.

NTUA. 9 ... --
Onlinua-sc a vender no deiiosilo geral da
|5 rna da Cruz n. .">2, o .excctlenle e bem con-
ceitu.ido rap arcia prela da fabrica de Gau- @
<& luis l'ailhele & Companhia, da Babia, m @
@. grandese pcqucuasporc6es,petopre(oeslabc- @
8.-) lecido. @
Os martyres peraaaabaeaaoa, vtcUaus da H-
berdade, mas duas re-oaaoVe* casaladas em
1710 c 1817, por ai laso swrnambucano ( o
padre Joaqnim Olas SKartins.)
Acaba de sabir a flz a primeira parte deste im-
porlante e curioso trabalho, al boje' indito. He a
biographia fi lodos os pernambucanos preeminen-
les que enlraram, ou de qualquer modo se compro-
melleram na revolurao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 18|7 escripias as nenies
de lacs homens no silencio do gabinete, por ura pa-
dreados nossos-dias. e que anda hontcm couhecemos
lodos.nacongrcgacaodo irralorio de S. Filippe Ne-
ry, como :n dos iillimos, crois eslimaveis mem-
bros ilessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
dcixa-nos ver esses caracteres i luz severa com que
os encara, descnhaiid-os a granitos trajes ; e tero
elles sem duvida um grande merecimcnlo paVa a
poslcridade, quando os jiouvcr de julgar serene :
o desalinho du hisloriador.
iNao ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico no diga respeilo de mais
ou menos perto, c a quem por isso nio inlcresse vi-
vamente : conlem mais de 000 arliaos.
Acha-se a vendano pajeo do Collegio, oilicina de
encadcrnarSo, '
C. STARR <5C.
respcilosamenle annunciam que no sen extenso es-
labelecimenlo cin Santo Amaro, continua a'fabricar
com a maior perfeico e promplido.loda a qualidade
de machinisnio para o uso* da ariculliira, navega-
cao e manufactura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
alierlo em nni dos grandes armazfins do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
conslruidas no dito seu estabelecimento.
A lli acharo s compradores um completo sorli-
menlo de moendas de caima, com lodos os melho-
ramenlos [alguna dellcs novos c originaes) de que
experiencia de mirtos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laixas de lodo (amaiiho, (anto batidas romo fundidas,
carros de mo e di^os para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para torraba, arados de
torro da mais approvada conslriicrao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fomalSias, e urna
nhnidadc de obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. x0 mesmo deposilo exisle ama pessoa
intelligenlc e habilitada para receber todas as en-
comincndas, ele, ele, que os annuiiciantes' contan-
do com a capacidade de suas oilirinas e macbinismo,
e pericia de seus olliciaes, se compronicllem a fazer
exerutiir. com a maior presteza, perfeico, c exacta
cuiitormidadecom os mdelos on desanhos, e instru-
Ccs que Ihc torem tornecidas-
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flauella para torro dcsellins, che-
gada recenlemenle da America.
Vendftfe'hom capim de planto, no silio da
Trempe. sobrado n. 1, que tem taberna por baixo i e
ahi mesmo precisarse alugar dous escravos que sir-
vam para vender na na fruclas e horlalices :. paga-se
lente honi ti .llmenlo: quem os tiver, dirija-se ao
mesmo sitio, que achara com quem iratar.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal cm pedra, chegada no
Rale Lusitano, vindo ltimamente do Lisboa, e
polassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Itecife, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 53000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo cm porcao : na ra da Cadeia do Recito n.
4i, primeiro andar.
Palitos e toallias-
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,'
bem tollos, a 39 e 4 cada um; loalbas de panno
de Hubo do Porlo, proprias para rosto a 800 rs. cada
una, e a!a a duza; e panno adamascado de duas
larguras c boa qualidade para toalhas de mesa a 2
a vara: na roa da Cadeia do Recito, loja n. 50.
Cola da Babia.
Vende-se superior cola, por preco commodo: ua
rna da Cadeia dd Recito n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho totas no Aracalv,
constando de toallias, lencos, coeiros, rodas de
^aia.eic.
. P0TASS4.
No anligo deposito da ra dsr Cadeia do Recife.
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia. americana e brasilcira, cm pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e, precos mais ba-
ratos do que em onlra qualquer parto, se afliancain
aos que precisaren comprar. No mesmo deposilo
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chcgidos.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Brdeauc engarra-
fado ; vende-se em easa.de Scliaili'eitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 38.
Vende-se arroz graudo dd Mara-
SALSA PARRILUA.
> cenle Jos de Brilo, nico agente cm Pernam-
buco de B. J. I). Sands, chmiicn amei ieano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca una grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, qae silo
vcrdadeiranienle tolsilicadns, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devert acaulelar os consu-
midores de lila, precioso talismn, de cahir ncsle
engao, lomando as funestos coosequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamcnlos falsifica-
dos e elaborados pela'milo daqnelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da liumauidade.
Prtanlo pede, para' que o publico se possa lvrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrHha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; o nniuinriantc faz ver que a verdadeira' se ven-
de umcamctuccmsun botica, na ra da Conceicao
do Recito n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome fmpressu, e se adiar, sua firma, em ma-
nuscripto sobre o invollorio imp'resso do mesmo
Traeos.
Ho:
N'etidem-se rlogios de ouro, pa' (&j
teii-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de. W
L. Leconte Feron lv^
\.
DAVID WII.LAMTfOWJl. ro ma-
chiiiisla e fundidor de ferro, mu miente
annanria aos senhores proprielarios de engenhos,
razendeiros, e aorespeilavl publico, que o sea esla-
belecimenlo na ra do Brum passando o chafariz. contina em
efTectivo exercirio. ese acha rompidamente montado
com apparelbns da primeira qualidade para a per-
u l!r<,("a"'l!,'i maiores pecas de macbinismo.
Habilitado para eniprelicirder quaesqner obras da
site arle, David \Villiam Bowman. deseja mais par-
ticalarmenle chamar a altcncp.6 publica para as se-
grales, por ter dellas grande" sorlimenlo ja' promp-
lo.em deposilo na.mesma fundicao, as qiiaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeirn, lauto em preco como em,
qualidade de materias primas e nao de obra, a
saber
Machinas de vapor da melhor conslnirafl.
Moendas de canua para engenhos de 'lodos os la-
manhos, movidas a vapor por agua, ouanimaes.
Iludas de agua, moinhos de vente eserras.
Manejos independeotes para cavallos.
Itoilas dentadas.
AsuilJiOes, bronzes c rhumaceiras.
Cav ilhoes c paralase* de todos os tamanhos.
taixas, partes, crivos e bocas de tornalha. *
Moinhos de mandioca, movidos a ma6 ou porani-
maes, e prensas para a di la.
Chapas de togafl o tornos de farinha.
Canos de torro, lornciras de ferro e de bronze. '
llorabas para cacimba e de repuxo, movidas a
man, por animaos ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hvdraulicas ede parafuso.
Ferragenspara navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maOe arados de ferro, etc.etc
Alem dasuperiorMade das suas obras, ja' geral-
menlercrnnliecidajfcivid William Bowman garante
a mais exacto conformidade com os moldes e dese-
nhos rcmeltiuos pelos senhores que se dignarem e
tozer-llie encormnen.las, aproveiteudo a occaiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia-cOm'que tem sido por elles honrado,
e assegiira-lhes que nao popara esforrose- diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianca.
nhfiot.e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor presos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
~.1,,riH do Trapiche n. 14, primeiro-odan
"Je-scoiesuml.i-paila delyrio Oorenlii, o
anuLe Mqre frco,,,,ece ParalP "osten. i "^ for,,0ear.a Scgivas, deixando bom
goslo na Imcca e agradavel cheiro; agu de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e lustre; agua de perolas, este mgicocW(c7m~
sarar sardas.rugas, eerabellezar o rosto, 2n
moa linlnra imperial do Dr. Brown, esl. pretira-
cao faz oscahello, ru.vosoa brances,coplei,mcute
prelos e macios, sem damno dos mesmos, ud por
.precos commodos. '""" Pc
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de asn-
car, ealvatade dezinco, ftiperior quali-
dade, por precos commodos: na rita do
Trapiche Novp n. 10.
No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiclie n. o, ha
para vender o seguinte r
Balancas decimaes de 00 libras.
Folha d-ferro.
Ferro d verguinha-.
Oleo de linhaca em latas de 5 galcs.
Ummpagne,. marca A.'C
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fono desalas.
Copos e calix de vdro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
lubrica de assucar.
Cordao de linho alcatroado.
Pul lia da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Um 101-timen.to de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
La/.arirase clavinotet.
de medicina,
PManuela ,
Diccionario dos' tenaos
cirMTui anatoma ,
te. etc.
Sabio luz esto obra indispensavel a lodas
s pessoas que se dedicara ao estado de1,
J-TTiedidni. Vcndc-se por 49 rs., encadertuj-
du, no consultorio do Dr. MoScozo, ra do
Collegio, n. 2, primeiro audar.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambe.m no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defiori-
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de febrica naciqna) como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas!
razas, e fundas ; e em .ambos os logares
,e\tstem quindastes, para can-egaf ca-
noas, ou carros livres de despesa. 's
precos sao' os mais commodos.-
Vendem-se os bem construidos ar-
retos para carro, dp um e doug cavallos ;
assim cmomantinhasde casemra de dil
versos padroes, paraos sellins de ditos
arreos, que os izem abrilhanlar irji-
to, tudo chegado pelo ultimo naviO de
Franca : na ra da Cruz n. 26, primer/
andar. i
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chajlos de seda de cores, enlejiados
proprios para meninas e meuinos a 5 cada um -
manteletes prelos c de cores com HieleTe sem el T
por precos commodos: na ra da Cadeia do Recite
li'Jd O,
- Vcnde-c CARNE DE VACCA ede porco de
llamburgo, em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
MttSBftr"*'q,,e ""^
AC DEMI1.AOsorlido:
nJ,Ar^LES,DE !AA> !anl>.'Di peca como sollos.
P ni f 4.^1 V' ^ bo""as cres e m"e cttiu.
n n i i fCreS par;l for"f fon-edores, ele:
OLEO de linhaca em latos de cinco galOK: en
che'n 3C- J> As"eJ & ComPahia- i 'lo T^
No paleo do Carino, taberna n\ I, vcnde-SO
minio boa alelria, a 2ill rs. a lbr.i.
v-Vendem-se 10 escravos, sen do: dous malenles
de boas ligaras, de idade 1S aun te, un delles bom
copeiro com principio de niaicineiro, I escrava de IK
a 20 airaos ile idade, engomla, .-o/.inha, faz tohv-
rinlho, borda e marca, i cscrava de lodo u sei > iooe
.( ditos do servico de campo : na ra Direila, u. :.
Na rita da Cadeia do Recife n. (0, arma-
zem de Henriquc* Cibson,
yendem-so rlogios de ouro de Jabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco coiumoito.
H A.-i-OO, elis-OO.
Na loja do livros de Joo da Coste Dourado. no
largo do Collegio, venriem-se 'ilheles e meios bilhe-
es da lotera da rmandado de Nossa Senhora do Li-
vramenlo, que corre iuipreterivelincntc nu dia ti do
correle.
Vende-se um lindo garrote de rara : no silio
do Sr. Uubourq, na Eslancia.
Vende-se grava de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na rna do Traui-
che n. 3. p
,.. ^ e"dem-se com pouco so os livros scguinles:
ttistori.T Sacra-,,Fbula; Pha-dri. Saluslius, Virgi-
lu Rudei. lloralii Carmina, Tito I.ivius.Epislola Ci-
cerouis, Ciceronis Oraliones. Ordo verborum Salus-
tn, llistory of Ronic (|ir (aldsmiths), diladedila
Pc"m- ,""" More" Thomson Ibe Soasos, Vacar
"k.eric'l|i Junhson l'ails Milln, Breves INocoes
deIoelica(porVellez:, Histeria Sagrada (por Ber-
nardmoj, colleeces de problema : nnalerroda Boa-
\ isla, loja de ourives n. 8,
Vendem-se suecas de farinha de
mandioca, superior, chegada ltimamen-
te do Rio de Janeiro : no largo da ssem-
blea n. 5.
Vende-se- no armazem de James
alliday, na ra da Cruz n. 2, o seguin-
te: sellins nglezes. ditos ditos elsticos,
silhoespara montara de senhora, rabera-
das de- couro branco, lanternas para
carro eeabriolet, arreios para dito del e
2 cavallos, malas para dilp, de 5 foihas,
elxospara dito, de palciite, candelabros
de bronze de ."i, \ e 5 Itizes.
MADAPOLAO' BOM, A 35OQ.
Vendem-se pecas de madapoblo de boa qualidade,
cora pouca varia : na ra da Cadeia Velha n. i,
primeiro andar.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Conipauhia
em Sanjp Amaio, ,acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
'Q Deposito de-vinho de cham- ()
i) pague Chteau-Av, primeira qua- ft
jg lidade, de propri'edade co condi S
(& de Mareuil, ra da,Cruz do Re- ^
cfe n. 20: este vinho, o melhor
W le toda a champagne Vende- @
^ se'a-Gs'OOO rs. cadacaixa, acha- (
se nicamente, cm casa de L. Le- ^
sg comte Feron & Comjanha.N. B. (^
W Asca\as sao marcadas a fogo <^
<$ Cunde de Mareuil. e os rottilos (g>
i^ das garrafas sao azues. M
~- Vendem-se licores de Abtyntli e
Kii-sch emeaivas; assim como chocolate
francez dn melhor qualidade que tm ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Flanea, e por preco baratissimo : na rita
la Cruz n. 20, primeiro andar.
Vendem-se duas casas terreas na ,cidade de O-
linda, sendo urna na rna deS. Pedro Velhnencasta-
da ao paco, e a oulra na ra do Cabral onde mora o
Sr Alexandre Cesar de Mello : os prelcndcnles diri-
am-se a Angelo Francisco Cosa, no Arrombado.em
frente da matriz.
Vendem-se Ires bois mansos de carro: na na
da l'enha n. 17, segundo andar.
Frascos de vidro com rolha do mesmo ven-
den** na ra larga do Rosario u.36; ha de dileren-
les tamanhos c baratas.
Vendem-se lisos novos, a 120 rs. a libra ; na
Boa-J isla, nos qualroqnantos, talierna de baixo do
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
. brcada no Rio de Janeiro, cjie-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eflitos ja'experimen-
tado^ : na ra da Cruz n. 20j >r-
mazein de L. Leconte Feron.&
Companhia.
sobrado n. 1.
Na rita do Queimado, loja de ferrasen
n. r,o,
vende-se o seguinle :badas de lalaode todos os to-
man!., finas fechaduras deporta para cmluilr. su-
Na ra do Collegio n. ?1, segundo
anclar, vende-se por liarato preco, ou a
prazo -un sortimento de chapeo, e ou-
tras objeetos de chapeleiro, consstindo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a omina lacre, chapeo
para padre, inassas para ditos, bonete
para guardas naconae; plumas pret
para chapen desenlila, fundos e lados
para chapeos, courinhos com "setim, i-
vellas, htag para arroclios e debium,
tranca e outros muitos bjectn de cha-
peleiro.
POTASSA SUPERIOR
Vende-se por pi-eco mitito com-
modo, no armazem n. 7 de' caes da
altantlega, de Jos Joaquim Perei de
#MeUo, oti no escriptorio de Novaes &
Companhia na ra do Trapiche n. 3*.
-. Vestidos moderan,
i endem-se vcslidos de miirsulna fina de cores
com barra, rateadai nova a 5 o corle; dito, fc ia
e seda e barge modernos a 93 o corl de1 covl
va lo er ?,' ccaSSi""'r'",CCZ,s -3 I
n'iralo, nlie Va"; e ,U,ra: mu,,M P"r
barato, precos: na raa da Cadeia do Recito; Ja
ESCRAVOS FGIDOS.
V ende-se um eijcravo, crioulo. de idade de '26
anuos, pouco mais ou menos, por preco commodo, e
una moleta de de 7 annos,' pouco mais o menos :
na roa da Praia n. 3.
Vende-se um nenro, crioulo, de idade de 25
annos, proprio para lodo o servico. por ser de bonita
Haiira, e sem vicios: quem pretender, dirija-se ra
Nova n. 42.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riqussimos oleadn para
assoalbar salas., tanto emquahdade, com o
no escolhido gosto de deseuho : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie .&
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n.4-2. r .
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros. charutos de Havana por
preso muilo mimado .- a ruaja Cruz, armazem
n. 4.
CORTES DE CHITA DE RARRA.
Na toja da ra do-Crespo n. 10, vendem-se ricos
corles de vestidos dechite de barra, bonitos padres,
sem ilefeilo, pelo diminuto preco de 29210 e^fe-iOO
Oleo Essencial, ,
para impedir a cabida de cabello, faze-lo crescer
e Umpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinho : na ra
do Rangel bolira u. 8.
."endem-se camas de ferro de. nova
invmcao franceza, com mollas que asfa-
zem muilo maneiras e manas, chegada
pelo ultimo navio liaiicez. Pernambuco, e
|.or preco muilo commodo : na ra dti
Cnotr. 20, primeiro andar.
. ~ Vendem-se fardos de fumo da Ba-
ha, primeira (idaldade, para iliarulos
Mcim .r,,,,,, .i ""'"US ,,!, anaiiruoo. pes grandes e,
dSSim como um resto de caixas com pern.is finase lem marcos de relho^nas TOste^M?
cliarutos, que ja'se vende poV nreco rn'"." 'T'\ s1"')'f,e:se."'" "> V. tei ,
autoridades [lohciaes e capitees decampo de os rji
lurarein.e leva-Ios ao citado enaenho, ou nesla nr
ca Antonio Joaquim Ferreirad. Souza, m ato
do Carura, taberna I, quesera ftenerosi^ nte IT-
Itesanpareceu em dezembro prximo Daisadn
um cabra de nome Elias, de idade de 28 anoos^
co mais u menos, estelara ordinaria, groasp fcc?^"
|.o, cabe te carapinbado, feicoe, regnlareTcarl, tari
a, tolla pausada, enm urna cicatriz redonda .
padua direila, e oulras antigs de chiten. que |
voii : quem o .ppreheoderr teve-o ao'Sr? f 0pe
Nello, naiua Nova, quesera recompensado. *
lln7 ,esaI)l,,i""'!,:" "o di" I- do corrate o prelo Be-
i fr 'T T Vrel"' de ia,le de 3(> "n este-
tura regular, bem parecido, com um dente da frente
berta naturalmente ; levou nn.a calca prela de pan
m. e camisa do madapoln; sabe-se'que amia ga-
uhandi na ra : quemo pegar, leve-o fabrica d*
vinagre, que sera rjjfcmpensado.
- m 2 d Janeiro do correle auno, desappare-
ceramdo enaenho Tapacnr, Ireguezia de San-Loo..
rem.Orda-Malla, dous escravos : Luiz, crioulo. nao-,.
ral de t.aranhiuis, comprado no Sr. Miguel Barros
Bandeira,.com os signaes segiiiufes:c-.i. meia lullj
alto e corpolenlo, rabeca redonda, bem barbado, no'I
eos grossos. ps e pe na compridas seccas,' ,|, ,
lmaselos para bailoacinzentado procedido de caler
ilc ngado, assim ionio as raaos, e j;i foi surradn ; b >-
vnn roupa dealgndao azul Iraursdo c marrada 'cojn
as lelras I.. Al. ; e Franr>co..crioiito cabra, nsturu
iloKiodol'ciscrahcllosanuclldos, rilo, cheio do
corpo, i-oslo coinprido e descarnado, beiros fim'i
e um tanto carrancudo," pes grandes
fue ja se vende poV preco
barat.ss.mo, que he para se fechar cuntas,
hegado ludo da Baha pelo ultu/r. na-
ve n
coni-
itz
c
vio : na na da Ci
andar.
Rlogios de ouro para algibeira. i:lezcs de pa-
lente : venrtem-sea preco cominudo : no armazem dr
Rarroca fi Castro ruada Cadeia do Recife, n. ,
A compra-he boa.
Vende-se a teberna. site no boceo da l.ingoeta n.
:! com poucos fundos e bem nfregoezada para o
mar, mallo e Ierra, para liquidacae da mesma, e se
faz^odu negocio cnni o comprador.
Vende-se um escravo, prelo cabra, crioulo, de
idade de 21 airaos, sabe fazer lodo o servico de nina
casa de familia, he alfaiale, sabe bolear, lie bom pa-
sera, rozinha mili sofliivclmenle atc.deforuo, relina
liein assucar, nunca fusio e neni se enibrlaaon : quem
nnrinr r.,11.^ a. i'i__i i ........ ........... DM '":i,, "s-s.n:ar, nunca Mimo e iieui se eiii*" uucni
nTJt i ,. i |,a." (lf li"'") ne ,0daSf"' ".l'^tonder. procure na ra Nova, loja de fazendas
grossuras dMas de ferro galvanisadas proprias para doCadaullii.il.
tanque, hules e catoleiras de metal principe, facas e Vende-se arroz de casca e milho. muito novo, a
-anoscomocaiiodo mesmo metal, ludo'por muito relalho e por preco commodo; a bordo "da barraca
ra/oavel r*T. Procidencia, fumleada na rampa do Ramos.
compensado.
- Ilesappareceu no dia 15 de seleml.ro prximo
passado. um cscravo de nome I.onrcnco, ca/a larga,
liaixo e grosso, tolla de denles na frente, pernas rosJ
sasecabelludas: quem oapprehei.der, leve-o a ess.
praca era casa do Sr. Manoel Isnacio de OliveirT
na praca do Corpo Sanio t!, que .era generosatneu-
to recompensado ; on ao engenho Levada, na nro-
meia das Alagoas, frcRuezia de tnmaranibe. Z.m
proprielario 1 homaz Jos de (iusmao Lira.
Dcsappareceu no dia 29 de dezembro >,,-.
passado, a escrava I.uiza, .le narao Bengaella; l
Jtl annos pouco maisou menos, bem prela, falte e, i
pinada; levou saia de chila e panno da Costa- 'n-
bem conhecida nesla praca por ler o braco din i
csquecidodo Vente e Iraze-lo em um lenco'ao pei ln .
quem a pegar, pdelevar ra do (Jueimado, lo/ a n"
22, que ser recomo
. r
s

Pera.i Typ, d M. r, e Farla.-lf &t-
^
%. f*


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