Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02317


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Full Text
ANNO XXX. N.6.
SEGUNDA FEIRA 9 DE JANEIRO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500

Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
KXCARREGADOS DA Sl'BSCRIPC-VO'.
Recite, 0 proprietario M. F. de Faria; ttio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Ituprad ;Macei, o Sr. Joaquini Bernardo de Mcn-
tlnitra; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues d Cosa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Percira; Aracaly, o Sr.
Antonio te Lentos Braga; Cea ni, o Sr... Victoriano
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
RiHlrigues ; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 1S?000 firme.
Paria, 345.
Lisboa, 95 poreento.
Aneos da conipanhia de Bcberibe ao par.
da eorapauhi de seguros ao par.
iscoiito de lottras 10 a 12 O/O de rebato.
METAES.
Ouio. On?as hospanholas. 285>500 a 29&000
Moedas de 69*400 vclbas. lo000
de 69400 novas. 169000
de 49000. ...... 99000
Piala. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos eolumnarios.'..... 19930
' mexicanos...... 19800
PAMIDAS DOS COIIKEIOS.
Oliiula, toilos os dias.
Caruar, Bonito e (laranhu^n^dias 1 o 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oncury, a 13 e 28.
(ioianna e Parahiba, seguidas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, has quintas ierras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcini 0 c 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
AUD3XCJAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
lxelaco, Ierras feiras e sabbados.
Fazenda, tolvas c sextas ftras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 lluras.
1 .* vara do civcl, segundas c sextas ao meio da.
2." vara do nivel, quarias o sabljados ao meio dia.
s Triliiinaes de.Justioa eslo fechados al o ulti-
ino de Janeiro.
KPHEMERIDES.
Janeiro 6 Qunrto ereseenle a 1 hora, 29 minutos
c 4 segundos da manhaa.
14 La cheia as 6 horas, 42 minutos e
12 segundos da manhaa.
22 Quarlo mlnguanle ao 38 minutos, e
48 segundos da manlia.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
PARTE OFFKIAL.

MINISTERIO DA JUSTINA.
Bmnh X3M al* nabr* 1853-
Declara que as pelijesde rae dos os condemna.
dos a morte, devem ser instruidas com traslado de
lodo o processo.
Hat por bem. usando da allribuijao, que me con-
tera o art. 103 8 duodcimo da coasliluiciio do impe-
rio, ordenar que as Delicies de graca dos reos epn-
demnados morte, subam ti minha imperial presen-
ta com o traslado de todo processo, e acompanbad os
jo relatorio do juiz do direito e da iiitormajo do
prndente da provincia, por cujo intermedio devem
aer rcmeltidos.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do raeu conse-
llia, ministro e secretario de estado dos negocios da
jusliea, a tenha assim entendido e Taja executar.
Palacio do Rio de Janeiro em ib' de dezembro de
1833, trigsimo segundo da independencia e do m-
. perio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jote Tho-
m: Maluco de Araujo.
. 1,295 de 16 de deiembro de 1853.
Ordena qne as provincias do Espirito Santo e San-
la Calharina sejam especiaes os cliefcs de poli-
cU.
Hei por bem nacoutormidade do artigo 5". do re-
galimento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842. decre-
tar que sejam especiaes os chefes do polica das pro-
vincias do Espirito Santo e de Santa Catharina :
Jos Thomaz Nabii-o de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretorio de estado dos negocios da justi-
ja, assim o .tenha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de dezembro 185.1, trigsimo segundo da independencia e do impe-
rio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jote Tho-
maz Sabuco de Araujo.
Dearao a. 1,396 de 16 de dexeabro da 1853,
Declara que ao chele de polica exonerado, on de-
milldo, compele o ordenado de juiz de direito al
ser empresario.
Hei por bem. de ennformidade com minha impe-
rial resol nen de tO deste mez, tomada sobre cnsul -
la da seeco de jnslija do conselho de estado, acerca
do requerimento do julz de direito Venancio Jos Lis-
boa, declarar qne ao chefe de polica exonerado on
demitliilo, compele o ordenado de juiz de direilo, al
regressar para o logar deque fui litado,ou para ou-
lro equivateulo, em vista do arl. 23 do regalamenlo
a. 121 de 31 de Janeiro de 1842.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios de jusli-
ja. aaiim a tenha ealendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro cm 1 r. de dezembro" de"
185.% trigsimo segundo da independencia e do im-
perto.
Com a rubrica de S. M.o Imperador.lote Tho-
maz Sabuco de Araujo.
Decreta a. 1,38(1 a 19 de dezembro de 18&3.
Augmenta as gra(ilica(Ges dos chefes do polica de
algunaas provincias.
Hei por bem.usando da autorisacao quemeconfere
nart.- da lei n. 619 de 27de selemhro deste auno,
decretar o seguinte :
Arl. 1. Kicam elevadas a 1:6008000 rs. as sralili-
ra rdea dos chefes de polica das provincias da Baha,
da Pernirobuco de Minas Genes e de Mallo
(irotso.
Art. 2 Ficam elevadas a 1:1008060 rs. as gralfi-
cajoes dos chefes de polica das provincias de (ioiaz.
de S. Pauto, de S. Pedro do Ro Grande do Sul do
Maraahao e do Pai.
Arl. 3. Ficam elevadas a 1:200-5000 rs. as gratifi-
ca jdes dos chefes de polica das provincias das Ala-
geas, da Parahiba, do Cera, do Piauuv e do Ama-
zonas.
Art. 4. Ficam elevadas a 1:000a000 rs. as gralifi-
cacoes dos chefes de polica das provincias do Rio
(rande do Norte, de Sergipe, do Espirito Sanio, ede
Sania Catharina.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretorio de estado dos negocios da justi-
ra. assim o lenha entendido e faca executar.
palacio do Ro de Janeiro, em 10 de dezembro de
1853, trigsimo segundo da independencia e do ira-
perio. '
Com a rubrica deS. M. o Imperador.Jote Tho-
maz Sabuco de Araujo.
isasi'
OOVERNO DA PROVINCIA.
Baataieata da da 5 ala Janeiro da 1864
OflieioAo Exm. marechal eommandante das
armas, para .mandar por em libordado o remita Jo-
s do Monte, visto ter sido julgado incapaz do ser-
viro, segundo consla do termo que S. Exc.
luetleu.
Dito Ao mosmo, remetiendo copia do of-
ficio, cm que o eommandante do destacamento do
Brejo, participou o modo porque deixaram evadir-se
um criminoso qne ulli havia sido preso, afim de
que S. Exc. providencie como julgar conveniente
acerca do alfares Joao Maria Petra Bilancourt, de
que trata o citado oflieio.
~ DitoAo mosmo, para nomc.tr um capitao e
um subalterno para seguirem com brevidade para* a
comarca d Boa-Visto, o'primciro a tomar o com-
mando do destacamento, all existente e o segundo
para servir no mesmo destacamento devendo re-
greasar a esta capital o capitao Jos Thomaz Henri-
ques que se ada era dita comarca.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
recommendando que nao s mande, adiantar ao ca-
pitao do nono batalho do infantaria Francisco An-
tonio da Fon seca Galvao, que por determinacao do
.-"verno imperial vai sarvir na provincia do Par,
2 mezes de sold, mas tambem faca abonar ao seu
procurador e mano Miguel Alexandrino da Fonseca
Galvao, urna prestacao mensal para ser deduzida do
sold do mesmo capitao n'aquella provincia, sendo
da quantia de 209000 re., do 1" do marco ao ul-
timo de julho deste anuo, e do 109000 rs. do 1
de agosto-suhsequente cm diante, fazendo-se as con-
venientes deelaraces na guia que se liver; de passar
ao mencionado capitao.Parlicipou-sc ao marechal
eommandante das armas.
DitoAo mesmo, para fazer adianlar 4 mezes
de soido'ao capitao Manoel de Campos Loilc Pon-
teado e ao altores Augusto Leal Feneira, que se
adiam Horneados o priraeiro para commandar o
destacamento da comarcada Boa-Vista, e o segundo
para servir no mesmo destacamento.
DitoAo mesmo, transmillindo por ^copia nao
s o aviso da reparlicao do imperio de 6 di dfaem-
bro ultimo, mas lambem um exemplar do modelo
que o acompanhou, pelo qual deve ser fcito o inven-
tario da mobilia e mais objectos dosomco e deco-
rajao do 'palacio do governo dest provincia, na
conformidade do aviso d'aquella repartieao de 19
de Janeiro do anno prximo (indo.
DitojA mesmo, -ccommendando que faeaconsn
lar ao inspector da alfaudega, que achndo-se au-
sente o piloto proposlo para substituir o piloto e es-
cirvao da escuna Lindoya, durante o seu impedi-
mento, ica o mesmo inspector aulorisado a contra-
tar um miro piloto com as liabilitaces necessarias,
dando parle do contrato qub fizer para ser appi-o-
vado.
DitoAo presidente do conselho administrativo,
para promover a compra dos objectos mencionados
na rclaco que remelle, os quaes sao precisos ao
arsenal de guerra para satfafazer diversas requisi-
coes.^-Fizeram-se os necessarias communicacocs.
Dito/Ao desembargador cliefe de polica, di-
zondo que expela snas ordens, para que voItea"re-
colher-se a seu quartcl a fproa de polica que linha
marrliado para a comarca do Bit d'Alho> devendo
smenle ficar as prajs. absolutamente indispensa-
veis para a guarda da eadeia.
DitoAo eommandante da esiarjip naval, romet-
teudo para ter o destino conveniente o termo de
nspeccao que foi sujeito o grumete de que trata
o sen oflieio H.-537. /
DitoAo inspector da ihesouraria provincial,pa-
ra que vista do competente certigado mande Srnc.
pagar aq arrematante dos reparos da parte da estra-
da do sul, comprchendida entre as ponis dos Ato-
gados e Motocoldhib a importancia.da ultima presaj
ta^o a que elle tem direito, por haver concluido oP
Z
1 DAS DA SEMANA.
9 Segunda. Ss. Juliao cBasilissasua esposa ni.
10 Terca. S. Paulo 1." eremita S.Goncalode A.
11 (Juarta. S. Hygino P. M.; Ss. Salvo.e Severo.
12 Quinta. S. Salyrob. ni. ; Ss. Arcadio, e Zotico.
13 SeKta. S- Hilario b. ; Ss. HermiloeStroconio.
14 Sabbado, S. Flix m.; S.MacrinaJv. ; S. Dado.
15 Domingo. 2." depois de Reis. 0 SS. Pime de
Jess ; S. Amaro ab. ; Ss. Habacuc e Miqueas.
capitao Francisco Antonio da Fonseca Galvao, do
nome Sima Maria Pereira, que em sua eompanhia
segu para o Par no primeiro vapor que passar pa-
ra o norte, (cando Srnc. na iiiielligencia de que a
importancia' dessa passgem seK paga iia diesoura-
ria d'aquella provincia por meio a>'descontos no
sold do dito capitao.Ofliciou-se neste sentido ao
Exm. presidente da mencionada provincia.
N. 462.Illm.e Exm. Sr.Em cumprimenlo do
despacho de V. Exc. laucado nq requerimento que
devolvo, de Manoel Goni;alves Agr, lenhoa dizer i
V. Exc, que em vista do alleslado junio da directo-
ra do llieatro, julgo'o supplicantecom direla ao pa-
samente da preslaro correspondente ao mez prxi-
mo lindo. Qnanto i que pede adanlada,pai%cendo-
me altendiieis as suas allegacGes, pode llie ser conce-
dida mediante fianza especial.vislo nao eslar compre-
hendidoesu! adianlamenlo na que presin em virlu-
de da condicao 20. do seu contrato. V. Exc. comlu-
do, resolver como mais conveniente, fr.
Dos guarde a V. Exc. Tliesourariu provincial de
Pernambuco, U de oulubro de 1853.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Jos Bentoda Cunba-e Figueredo, presiden-
te da provincia.O inspector, Jote Pedro da Silva.
Posto que a subvencao do Iheilro seja dada no fim
de cada mez. roostrando-se pelo emprezario cumpri-
dasas obriga^desque contrahira pelo contrato, com-
ludo em caso extraordinario pode haver adiantamen-
lod'ella.ea allegacao dosupplicantepareceque ojos-
tilica, prestando o emprezario flanea especial que ga-
ranta dito adianlamenlo. v
Recito 13 de ontubro de 1853.G. Aleo forado. ~
DITAL.
Sua Exc.eSr. presidente da provincia, manda an-
nunciar que nesla secretaria exislem os requer me-
los adianto mencionados, os quaes seodo'dirigidos
S. .M. o Imperador, no podem ser encaminhados
csse destino com bifurma^iio de S. Exc., sem qne as
partesinleressadasos procuren neta reparlicao para
pagar o sello do corre io, ra formadas ordens em vi-
gor, e osrestiloam a secretaria afim de serem remcl-
tidoscom o expediento.
Secretaria do governo de Pernambuco, 7 de Janeiro
de"185t.
Relarao dos requerimentos age se refere o editai
supra.
De. Manoel Baplista Ribeiro de Faria.
De Jos Vieira de Mello.
Do Apolouio Peres Campello Jacome.
De Luiz Jos Pereira Simoes.
De Antonio Teixera de Macdo.
De Antonio Jos dos Sanios.
De Filppe Nery dos Anjos,
De Guilherme Marques de Souza.
.De Francisco Manoel Coelho dos Sanios,
meiicroados reparo^.Lonununicou-so ao direc-1 De Manoel Lopes Maciel.
Ilir ll'IS (llnn, T,llllll,"l. Un \I-iiiaa1 fl^i.an.i .1^ <,
tor das obras publicas.
re-
FOLHETIM.
BRANCA. B'ORBE* O
( VOa Kppoiju Canille. )
X
Conlinunc,,
A. meuno lempo a bella va ^briKa-so para
agarrar de passgem os clices duur K ,,"e ..rala dos
gelphoes.
Inclinad para um lado a barqninlia nlo (|KX1 (|e
continuar sua carreira, mas eis que repemtoamenle
d em um tronco, e esse leve choque a faz virar.
1,'in griln lerrvel, o grito simultaneo de wle'pei-
Ins retine, e antes de ter acabado, a agua Uirnou a
fecbar-se sobre cses alegres convidados, cujas orgas
a tristeza do tmulo nao inlerrompia. A Providencia
moslra-ie emlnn, e sua mo he rude.
Daiiuelles que eocliiam o mundo de eslrondo. que
insnIUyan as calamidades publicas e privadas, des-
sa mncida.le brilliaule e audaz, que parec crer-se
inmortal, no restam oulros vestigios neno algum
reboljcoealguns glbulos de ar, que agilam a su-
perlicie de uro lago solitario. Dahia um momento s
a viraco encrePar a agua risonlia. Ellcs nao rati-
gam mais o echo com o lumullo de suas aisputos on
de seus canlos profanos. Ouve-se o doce gorgeio dos
passarinhoi, e usussurro dos insectos. A nalureza
impassivel conserva a alegria de um bello da.
Entretallo a agua agia-sc-com mais volenci) e
urna cabera apparece: he Saint-Ange, o qoal lula
com a energa do desespero. Debilito as hervas e os
canil icos de qne ese lugar heclieio. o enlacam ; el-
le os quebra. affasta-os, on escorrega por enlrc ollas
como um peixe qtte escapa do covos, e depois de
loncos esforco* consegue emflm ganhar a ilba.
Em p na ribanceira pela primeva vez de sua % i-
da, elle lem medn. raeito da solidao. .aneando um
olharemroda de si, a natoreza loma aseuaolfios
nao sei que physionomia melanclica ijue o inquela.
O lago esl calmo, e o vento trz liramlamenle para
mEido i liarquinha revirada, a qual lioia en cima
.d'agae.
DitoAo niesnie, recommendando, qye,eslando
nos tormos legaus o recibo queremelte.mandpSinc..
pagar a quanja V035000 rs. porque foi alugado
um cavallo para irmntar um soldado que acompa-
nhou ao delegado do termo do Bonito, bachaiol l)el-
fino Augusto Cavalcanli de Albuquerque, em una
diligencia policial.Inteirou-se ao mencionado de-
legado.
DiloAo eommandante do eorpo de polica, in-
toirando-o deque ficam expedidas as convenientes
oidens, para lhe seren Torneados pela tliesouraria
provincial os 3 livros para a escripturacao do con-
selho de administracao de tardamente d'aquellc eor-
po, e pelo arsenal de guerra o cofre de 3 chaves pa-
ra servir de deposito dos dinheiros do mesmo eor-
po-Ex)icdram-so as ordens de que se trata.
DiloAo mesmo, dizeudo que, as diaves do
qiiartel do largo do Paraizo, existentes em seu poder,
devem ser entregues ao marechal eommandante das
armas.Communicou-se a este.
DiloAo major'delegado do termodc Flores, di-
zendo icarinteirado de haver Srnc. alionado racoes
para o sustento das setenta pracas da guarda na-
cional; que fazcm parte da forc a seu mando.
DiloAo eommandante superior da. guarda na-
cional deste municipio, para nomear mais dous of-
lieia.es subalternos para servirem Hb contingente da
mesma guarda nacional, que foi chamado a servico
de destacamento, devendo esses ofliciaes apresenta-
rem-se quauto antes ao marechal eommandante das
armas.l'articipou-scacste.
DitoAo director das obras publicas, dizend1
que, para poder dar cumplimento ao artigo 14 da,
lei provincial do orea ment vigente, na parte relativa
a cadea da villa de Flores, trate Srnc. de mandar
levantara respectiva.planta, que deve viracpmpa-
nliada do competente orcamento.
PorlariaNomeando.deconformidadccom a pro-
posta do cirurgiao-mr de brigada inspector dos lios-
pilaes regimentos, a Joaquim Miquilino de Souza
Santiago, para o lugar de platicante da botica do
hospital regimental desta provincia, e a Jos de
\ asconcelios pa,ra escrivo da mencioaada liolica,
dependendo a nomeacao deste de approvaciio do go-
verno imperial. 'Fizeram-se as necessarias com-
muiiiiiroos.
Dita Nomeaudo a Antonio Mauoel Pereira
Vianna Jnior, para o lugar vago de praticante da
thesuraria provincial. Coinmunicou-se a esta.
DitaAo agento da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar transporto para o Par no v>
por que se espera do sul, ao capitao de primeira li-
nha Francisco Amonio da Fonseca Galvao, o bem.
assim as pessoas do sua familia, constantes da rola-
cao que remelle.l'articipou-se ao marechal eom-
mandante das armas.
Dit*-Ao mesmo, para mandar dar una passar
aem do proa por con la. do governo a urna criada do
De Manoel Claudino de Oliveira Cruz.
W VMc Diario n. 5.
Onde estis vos? ondefeslais vos? exclama el-
lo laucando sobre o lago um olhar. aterrado.
Enliio peta transparencia d'agna entreve formas
humanas, qne se lorrem, urna figura branca sobe
lentamente superficie do lago, e pouco depois a
agua apenas a cobre com um veo esverdeado.
Delnquela I Delnquela exclama elle. Poder
do co !... Ella se agita! lorce o pescoro como um
bello cisne
Mas j a imiigem llucluaule lem tornado a cahr
no fundo doahysnio.
lima unir lite siin-cde>: he Carila. Por um mo-
mento seu roslo atranca o ar e ella grito :
Minha mili!
E nada mais. Porm Sainl-Ange julga ouvir mur-
murar sen nome, e outro ubjeclo allrahe-lbe os
ollios. /.ni'- de I.ignerolles ven lambem llar d'agua
como o amoroso calx do golphao quando a rorrele
on a brisa lhe levam. o p fecundante. Seus labios
lazcm ver no largo torriso da agona urna dupla fi-
lelra do peroliis. Ko. se v mais juc o branco de
seos nllms, e as plantas aquaticas com que luUra em
vao lhe tozem urna cora de naiade. Mais adianto
una figuras revolvem-so no l'undu d lago, e elle
julga recnnliecer Trivulcc e Leo.
lima mancha de vnho, que perturba a Iranspa-
renciauasua indican lugarondodesappareceu 11er-
cuie de Monibrun. Apenas torna asi do espanto,
Sainl-Ange lanra-se a nado, pega da barquinha que
o vento lhe lrM, pueha-, ara a ribanceira, volla-a
e torna a metter-se nella
Aji.dado.la ar., ^ ,ermina cm am gaIlcjl0
de torro, elle espera .Ivar seus amigos. Tlra-os com,
efleilo de um em ,.,; ma8 :, mor|o*
E eu. diz elle re eta0 eterno t
Pronunciando estas palavras. Sainl-Ange colloca
os seis cadveres na barquinha, os homens de um la-
do, as mufliere* de outro, e em p na proa, apoiado
na vara como um gucrreiro na tanca, conlcmpla-os
com os olhos seceos e fros.
Ab! meu pobre Leo, exclama elle, meu scep-
tico de fronte calva, quera dira que anda agoa
ras alegremente da credulidade do amor '.....Tu
lambem, Trivulce, estoico dandy, lem o ar calmo
como um da de duelo! Sabias pegar de una espada
dirigir um negocio de honra sem mudar a infle!
xo de la doce voz, nem desmanchar una dubra de
la grvala... Desgranado Hercules, que nunca he-
De Ju-c de Barros Cavalcanli.
De Jos Teixeira Campos.
DeJeronymo de Albuquerque Mello.
De Julio Cesar l'essoa.de Saboia.
De Fernando Antonio Rosauro.
De Bernardo Jos da Orara.
Do P. Bernardo Antonio da Silva.
De Paulino de Almcida Brilo.
Do Francisco Roberto de Souza.
De Joao Baplista da Luz.
De JoSo Gonralves Poucede Len.
De Jos Prudencio Bilaucourt.
DeMessiasde Couto Lemos.
De Manoel da Costa da Fonseca.
De Marlnho da Silva Costo.' '
De Maria de S. Pedro.
De Daniel Rodrigues de Sania Anua.
De Salvador da Silva.' '
De Tiburco Neves & C.
De Benlo Candido Bolelho de Azevedo.
De Elias Comes Fcrreira.
De Francisco Antonio Pereira de Brilo.
De Jos Hygino de Miranda.
De Ignacio Francisco da Silva.
De Juvenal Oualherlo da Silva.
De Antonio Jos dos Sanios Servina.
De Francisco Antonio de Barros e Silva.
De Claudio Dobeux.
De Antonio Muuiz de Almeida.
De Francisco Antonio Vital de Oliveira.
De Jos Flix do Espirito Santo.
De Francisco Pedro Vinagre.
De Jos Carneiro Barros.
De Francisco Jos de Barros e Silva Jnior.
De Joao Carneiro da Silva Bellrao.
De Simao Barbosa da Silva.
De Antonio LuizPeixotode Barros.
De Manoel Antonio do Aragao.
De Luiz Francisco de Oliveira.
Secretara do governo de Pornambuco
cao, fez que em continenli se contorisse. Nao pa-
rou aqu a incuria ; mas u nao quero eslender-me
emaecusaces ; basta que lhe diga que aqu vicram
dar i osla carias para o Sr. ministro da juslica e
conde de Iguass.
Resta que a hem do servico publico eu faca subir
s suas columnas as queias que se leprodiizem con-
tra o corrcio da corle, pois cumpre que o governo
corle por urna vez com a relaxacSo dos corrcios. A
continuar esse esquecimento de altos deveres, d'aqui
a pouco niuguem arriscar suas correspondencias
laucando-as no chaos da mala publica. Ora quena
Dos que Rejamos ouvidos, e que nssenbores d'alii
nao se enfadem comunsco : v islo em frlna de avi-
so, o i/uem me arisa meuamigo he.
Tambem fui victima da'briiicadeira. nao receben-
do minha correspondencia e seu Jornal. Fui logo
allribuindo esta falla dunssflo que Vm.me lives-
se dado; mesmo porque a ultima correspondencia
queenderessei a S anda Vm. nao publicuu. Eslou
cerlo qne foi extraviada ; he por isso que agora ro-
meen recopilando a pascada.
Fez-se a chapa de senadores, sendo contemplados
o conselheiroC.de Campos, r. Nebias, c commen-
dador Silva.
Grande expectoro produzo a sua publicarlo; se-
goiram-se commentarius e nleivosias proprias da
presente situaran. Reina a desordem e desharmonia
em alguns circuios, o se um candidato que alguns
reclamara nao for anda contemplado, asseguram al-
guns que o fuluro do partido saquarema na provin-
cia nada lem de invejavel, pois ganhara desconten-
tos.
Nesla cmersencia estou collocado na rigorosa obrir
gajao e indeclinavel necessidade" d palentear-lhe
minuciosamente a recente chronica. Estou fra do
alcance das suggeslOes, neiihum interesse me liga i
elcirjo ; posso por conseguinle espaldar os tactos
que tumultuariamente se vao succedendo. I'asso a
historiar a formaro da chapa, asseverando-lhe, f
de homem honrado, que Vm. pode jurar as mi-
11 has palavras ; merc de Dos nao preciso desfigu-
rar a verdade para lisongear alguem.
Nao querendo o presidente da provincia que se
vintentarse a opalino qne espontneamente aqu ele-
ve apparecer na contorrao da chapa, resolveu con-
grassar os membros culminantes do partido existen-
lesna capital. !."livores ao administrador honesto
que, em tima eleic.ao que deve correr por coca do
povo,,consulta seus representantes, e arreda para
longe dVsi a odiosidade inherente a urna imposirao.
Foi fundado nisto que aconselliou urna reuniiio das
pessoas que podessem confecciouir a chapa de ac-
cordo com os intoresses provinciaes. Tcve lunar a
reunan composla dos Srs. liaran de Iguape, C. de
Campos, commendador Silva, Dr. Hippolylo, con^-
go Andrade, Dr. Ilolierto.de Almeida, commendador
Paula Machado, e Dr. Lima.
O presidcnlc da provincia ponderou que conviria
incluir-se os noHies daqelles que em a eleicao pas-
sada livesseni obtido a adhesao da provincia ; que o
Dr. Jos Manoel da Fonseca, o conselhero Pires da
Molla, o commendador Silva e cuselheiro Carneiro
de Campos linham iguaes direlus a serem conlem-
plfdos ; ora. acrescendo que o Sr. Pires da Molla
recusava enlrar eu chapa, era evidente que a cha-
pa deveria comporte do oulros tres senhnres.
Um memhro da reunio, creio qne o commenda-
dor Silva, propoz a inclosao doSr. r. Nebias, cuja
candidatura csforcadamenle sustenlou. Em vista
dcsla proposta appellou-se para escrutinio. O es-
crutinio decidi, e o Sr. Nebias por um voto foi pre-
ferido.
Eis-aqui o resultado da reuniao qne me foi con-
fiada por pessoa fidedigna, e que, leudo j cabido
em dominio publico, n<1o soll're contestaran. O ha-
rn ile Iguape derlarou que em consequencia da ex-
clusau do Sr. Jos Manoel, rlrava sua cooperaco
ao partido na presento eleicao, prometiendo coadju-
var o sen candidato.' Parece que esla opinao ser
seguida por seus circuios.
Devo aaor dizer-lhe porque assim o pens. O
Dr. Jos Manoel he urna das inteligencias do parti-
do ; lem susienlado as suas ideas sempre com digni-
dade, por todas as pitases porque iem passado o par-
tido quo ahracu. Tem subido a altos dignidades,
e sempre leve em mira o bem de seus patricios : sua
ITnhilade 'proverbial, e y-j!esoteresse que ordina-
iaineiite acompanha o*.CJavieres honrados, tem
chamadossobre elle a alte'dyfJla provincia.
Anda nao he ludo. O. Sr? M los Manoel be
genro do commendador (Jueiroz TelIesL^nia das in-
fluencias eleiloraes desla provincia. EsBffimilia lie
cslreilamenle relacionada e, dispoe de bom numero
de votos, be esto o motivo por que eu seguindo os
astrlogos polticos, digo que deveria ser contem-
plado.
Esto queslao vai pouco a pouco se tornando bem
espinhusu : no ha quem-deixe de reconhecer que
os candidatos apresenlads resumem as. coiulicues
que se requeren!; mas o que ninguem contesta he
3ue o nomeado Sr. Jos Manoel, por conveniencia
o partido, por in'leresse da provincia, e al por co-
herencia do governo dey figurar na chapa. '*
Previnu-Hie desde j que nao sou algum afi,
embate de paixoes. Oueni for sensato e se prezar
de imparcial ajuize da juslica que a opposirao quer
ostentar em seus ataques.
J deve constar ah que onposcao, representada
pelo brigadeiro Tobas, e Drs. Pacheco, Ramalho,
Gabriel, CarrSo, e Brolero publicon um manifest
cm que resigna a conquista das urnas, e declaram-se
retirados da eleicao, conjurando a seus companhei-
ros do interior para que desamparan qualquer pre-
tendi eleitoral. O fundamento de tai) extraordi-
nario aconlecimeulo be a coaccao que o governo lem
empregado em crses eleiloraes. Itemontam ao pas-
sado. echegando a poca do governo do Sr. Josino
descobrem urna aililudo bellica da parte do gover-
no para coarelar a lberdade dos votos.
Islo parece irrisorio dianle da marcha reaular e
moderada encelada pelo governo, que nao deixou
Joo da Costa Carvalho ; o subdelegado da de S. Pedro
Dr. Antonio Jo Pereira de Albuquerque, acompa-
nhado do ulli. i .11 desta repartirn Manuel' Joaquim
Garcia ; o subdelegado da S Manoel Ignacio de Sou-
za Menezes, acompanhado do capitao Lourenco de
Souza Marques; o subdelegado suppleule da fresue-
zia de S. Pedro Kl pidi da Silva Barahuna ; o subde-
legado supplenle da freguezia do Pilar Manoel Fran-
cisco Borges I.eilo. acompanhado do capitao Fran-
cisco Jusliniano le Castro Kebeilo ; acompanbando-
me nas diligencias, a que pcssoalmenle proceili, o of-
ficial desta repartic.lo Francisco Joaquim de Olivei-
ra Santos, c o capitn do eorpo de polica Jos Anto-
nio Marinlio de Queroz.
Dos guarde a V. Exc; secretaria da polica da Ba-
bia >> de dezembro de 18,j:t.Illm. Exm. Sr. f.
Joao Mauricio Wanilerley, presidente da provincia.
al aqui entrever a intiinr sombra de coaceor OndwfAssisnado'.-///;.- Cortina I'intn CkichorTrr a

., 7 de Janei-
ro de iX-Vt.Honorio. I'treira de ./. Coulinho.
INTERIOR.
S. PAULO
16 de dezembro de 1853.
A mexurufada toila pelos empreados do correio
da corte na mala que aqui ebesou antes <\p lioiileiu,
lirou-me o ensejo de cscrever-lhe pelo Maracana,
que amaitina deve largar de Sanios.
Nao presuma Vm. que quero assim acobevlar-me
com o capole da preguca desses empregados : ouca
o que lhe vou dizer, e, se lver occasiao pcrg-unle o
Sr. administrador do correio se foi o eclypte do 06-
sercalorio que motivou o Chaos que aqui d eu agua
pela barba adFnossos amigos do corrcio.
"VvaUe Vm. a mixordia e seus resultados.. Asear-
las c jornaes nao foram recolbidos mala s. >b o aya-
tema usual, e por mais de urna hoia depois da che-
Rada do correio anda se esperava noticias da curie,
visto a difllculdade" de se elassiflear os sobre triplos
em ordem alphabelica. Muilas carias ejor naes pa-
ra individuos da capital foram mellidos na mala
da correspondencia do interior da provincia ; desor-
le que s no dia immediato tiveram destino, a cusi
de aturado trabalhn do empregado Gomes de Almei-
da, que, zelozo como he do crdito de sua repart-
beras agua !*... como he profundo esse cojx,, em que
le tortas innrrendo!... E vs Denrqucta .; Carlota,
ide, segm-a Ella vos mostrou o caminbo, ella, vos-
samarlyr!... Zo. bella feliceira, que pieparavas
lao bem os filtros vingadores de urna paixo desde-
nhada, morresle salsfeito, colhesle a flor do gol-
phao, quo fazesquecer os amores... Como sao bellas
todas Ires! Parece que a morte Ibes d urna nova
graca Seus tongos cabellos, qoe arrastanv-se n'agua,
msluram-seromoa sombra trmula dos sedgueiros...
mas os cantos cessaram.
Fallando assim, elle contina a adianlar-se para o
ineio.do lago; de instante em instante sua fronte
vai^ie tornando sombra, e algumas lagrimas cliem
desse olhar feroz ; vo-se que lula cm vao com um
desespero mais forte qoe elle.
Devo dar ares, diz Sainl-Ange, cora esse iialli-
do barquero, que tova as almas a Plutao.
Tal he o ultimo estorbo dessa irona vencida. Elle
deixa cahr a vara, com quegovernava a liarquinha.
abandona-a ao Vento, e exclama :
Para qne ir mais longe'? Sinlo que o co preci-
sa de cxpiacies!... De lempo de acabar; porque na
ventado pareco-me com esse fatal llamlel, cuja mao
desgranada da a morle a ludo quanfo toca De que
me serve vivcrdebaxo dos cos que nao hhitas mais,
branda flor quebrada pela lempeslade O' Branca,
depois que nao esclareces mais este mundo, o sol es-
to bem paludo! Quera fallar, se la voz se calla?
Sim, ludo esto acabado; nao le verei mais! Esse
brando e serio semblante, que me pnnha cm foror,
jaz debaixo da Ierra Que faro eu agora aqui sos-
nho? Para que eScape quando amorte, essa noiva
crqel, aperlava-me ha pouco cm seus frios bracos?...
0 orgulbo lornou anda a appai/eccr nessa 'fronte
j marcada com sgnaos siuislros.
Resisli sem llovida, tornen i elle, por nao que-
rer urna morle que nao fosse espontanea. Sou aca-
so lmente vulgar, que espera o decreto da Provi-
dencia em vez de domina-la; qne expira em urna ca-
ma infecta fazendo vaos estotros para viver achara-
do? Nao! nSo! hei de morrer livre Quero morrer
como lenlio vivido, morrer pela minha propria ven-
talle Para que virar essa montona ampnlhela da
vida, agora que nao existo mais aquella que aani-
mava.
Dizendo isso, Sainl-Ange lira da algilieira um pe-
queno pniilial, ou antes uina joia de um prero aes.
eslo as cohortes derramadas pelo interior da pro-
vincia, como ja temos (ido occasiao de presenciar ?
Onde asdemisses em massa e osromesinhos meios
de coactan? Nao eslo por essas villas ecidides nao
poucas entidades lberaes revestidas deautoridade?
O governo estar representando urna farra, quandn
emsuas circulares ordena que se acabem as revistas.
as prises? que se conduza ao templo os preprios
guardas presos, permtliodo que anda^ssimexer-
cam seo direito? Com que meios, pois, conta o go-
verno manchar a victoria. Kespondam-nos, senho-
res ; subslituam s provas as aieivozias a boa f e
respeito verdade conhecida he que conceituam um
partido que milita no campo da honra: nao be a
trapara e nrmadilha o Iramjle por onde caminha a
minora para abracar o poder. Deelame-se einhora ;
eachain-ne as paginas da imprensa energumena de
perfumes oratorios ; mas respeite-se' a honestidade
e o viver privado de um homem que lem por apa-
ante a modoracao ; oa apodos c sarcasmos devem
reservar-se para gente de outra esleir. A- forra de
convictao arrastou-me a estos considcra<;oes. sem ca-
bida na larefa a meu cargo. Vollarci ao fio di nar-
racao que lhe fazia.
Esse manifest, assignado pelas proeminencias,
deve ser acreditado, ninguem quer garantir com se
nome, subscrevendo urna mentira. Todava, alguem
mais perspicaz do que eu desconfa da sinceridade
com que he redigido. A peroraco aconsellia que
se por veulura ero urna ou oulra tocalidade se de-
ve \encer, que se ven$a. Ora, j \ Vm. que na
opinao de.alguns, pode-se de um instante a outro
mudar de resolucao : essa tangente servir de salva-
lerio para um jubilo concurso s urnas. Islo be o
que se diz ; eu nao aventuro idea a respeito de, ne-
gocio Uto melindroso ; mas alguem sempre se arre-
ceja da passgem do cavallo hojudo que nos refere
o poeto Mantuano. .
Consta que o Dr. Tacheco offreceu a seguinte
ideaou"vencer a lodo o costo, rcsislindo a "qual-
quer violencia da parle do governo; expor 'franca-
mente o peilo i bata, derramar sangue se for preci-
so para chegar s urnas, ou abandonar completa-
mente o campo. j
Foi, lomado o segundo partido. Seria o partido
aroiiselliado pela prudencia e moderarn, ou pela
certeza da derrota ? Higam os entendidos.
Est Irabalhanilo o'Mrj-, que desla vez lem-se
mostrado carrancudo : o pibre can*reiro he quem
sofTre com a talla de sabida dos Aquilinos. Feliz-
mente vai chegandn a quadra cm que a relaxaran
desapparece desse tribunal. Seja a ausleridade ex-
tensiva aos ricos. O es ldante do 5. anno, Gelulio,
tem arrematado as defezas por la yez ; mas, apc-
zar de seu talento remoliendo, nSbconseguioabran-
dar os coraces de rocha que nao tolerara que se
mato um homem, ou que se espanque-do urna ma-
ueira horrivel urna pobre molher, a ponto de de-
xa-la ha (i mezes%ih hospital k Misericordia.
(Carla particular.)
, (Jornal do Commercio.)
de Pedro Joaquim Correa Negro, n La-
do
uoar. jse nanoei; laco estas considerar es porque
esla be urna das verdades que nao se negara sem
dezar, e'para que, se tire toda a suspeita de sobre
iiiim vou passando' a outro assumplo.
Cammunico-llie que acaba de partir para a villa
de Porlo-Feliz um destacamento de 8 piaras, com-
mandadas pelo altores Oflva, escolhido para a occa-
siao, pela prudencia que o raraclerisa. Ao ler-se
esla noticia, vem idea os meios legaes que seem-
pregam em pocas eleiloraes. He por isso que o
Ypiranga assim o fez, sem addicionar esclareci-
menlo algum, em visto de remoller a odiosidade ao
governo provincial. Mas eu que nao posso dexar
passar essas esprlezas, devo proceder de oulro mo-
do, explicando o Tarto ou a razan do destacamento,
tocto virgem na administracao actual, como lhe le-
nlm aununciado.
A materia dessa villa pertence aojiarlido liberal.
Todava alguns saquaremas pretendem vencer a pr-
xima i leii.ao com o terco dos votantes, segundo 6C
me informa. Na passada eleicao commelleram des-
acatos nunca vistos, ebegando a ponto de o subdele-
gado armare de urna faca na porta da igreja. lo-
mando a enlrada aos volantes. Pretendiam dar re-
pelicao desle drama no 1. de Janeiro, como cohsla
de um oflieio do cheto liberal ao presidente da pro-
vincia e de urna represenlarao da cmara mnnici-
pal. Em toce da atude que naquella villa iao lo-
mando, os partidos e circunstancias <|ue deixavam
entrever, urna lula sanguinolenta, o governo acceden
aos desejos da maioria.da populacilo, enviando oilo
pracas para prevenir mu choque desagradavel entre
os dous todos.
Foi o nico destacamento que das portas da cida-
de parti para o interior, c este mesmo reclamado
pela gente da opposirao; sendo nolavcl que a ira-
prensa liberal arrisque sua boa JS, proclamando que
a administrarlo actual prepara em Porte Feliz um
timavel, qu Irazia com essa aOeclacao desinslra
eleganchi, de que goslava muilas vezes de revestir-
se, exaKina a lamina pura como um diamanto, to-
la brlharao sol, e experimento apona no dedo, o
qual s% tinge de urna goto de purpura.
Boa lamina, disse elle; es-aqui de que depen-
de a vida!... em um instante serei mais sabio que
lodos os rabbinos do mundo, ou anles nao saberei
mais nada absolutamente..... O' minha Branca, tu
lamben) leras una larga vinganc* !
F.ntao elle procura o lugar da'rornrito, aparta a
camisa, e preparando a arma, dsse: "
Eis a ultima Trecha de que sera Iraspassado es-
te coraran enamorado.
Foram estas suas ultimas palav ras. Elle ferio-se
ao mesmo lempo cora mao firme, e cabio de brucos
no meio de seus companheiros.
A barquinha carregada de cadveres licou entre-
gue si ao capricho do venlo, o qual a levo'u para al-
gum lugar solitario do lago, objeclo de horror e de
espante para o primeiro que a descobrsse'
Enlrelanto Mr. de Ponfhis chega ajiorvlle. A
grade esta aberla como nos dias de tosa, mas o por-
teiro nao esta em seu lugar, e o principe espera, de-
balde, que um criado venia lomar-Ihe a redea do
cavallo. Elle olbaem, roda de si, arclvacresce no
paleo, e a elegante habilacao lem o ar desses palacios
malditos, abandonados pelos vivos e frequenlados
lelos morios. E le aiea-se, dexa o cavallo, sobe os
degraos da escada de marmore e entra.
Na anle-camara alguns criados embriagados ron-
cara sobre os bancos, e os oulros, que jogam cartas,
quando muito levantara, a caneca e toncara sobre o
principe um olhar ao mesmo lempo insolento c ad-
mirado.
Mr. de Ponlhis passa e atravessa muitos quarlos
desertes ; seus passos soam no assoalho coberlo de
poeira, a qual da loda a mobilia urna cor cinznla
de um aspecto Insto; lgubres ,las de aranba pen-
dem enlre as molduias douradas do tocto. A' medi-
da que se adianto, o#princpe senle a impeluosidade
de sua colera ceder a senlimentos mais dignos de eu
carcter grave e reflectido, e compiehende que a
mao de Dos pesa sobre' essa casa silenciosa, que rc-
lumhava ouli'ora diaramente^oro o rumor de urna
larga e alegre hospilalidade. ,
Esse espectculo mostra-lhe quam pouca cousa he
a vingancg, doa homens em comparaco a do eco.
Illm. e Exm. Sr.Sabe V. Exc, que a pocia.len-
do coiiheciinenlo de que se eslavam estabclecendo
nesla capital, o em grande escalla algumas fabricas
de moeda papel falsa, niarchou logo, auxiliada pelo
illoslrado conselho de V. Exc, no encalco dos crimi-
nosos com o lento e perseveranca, que ta'o graves cir-
cunstancias reclama vam, aguardando o ensejo de co-
llie-los com as provas do seu crme para, que fossem
punidos, e livre a fortuna social da sobmerso, que
immiuenCemente a amearara. Tal momenlo chegou
e a popularan desta captol presehciou no da dO do
crranle ao meio dia, o cerco e varejo simultaneo de
diversas casas nas diTerentes treguezias, enjo resul-
tado folgo de declarar V. Exc. ler sido o mais l-
songeiro, que era para desejar, pois que calorara no
poder da auloridade nao s grande porcSo de sedulas
falsas de 300 da antiga e nuva estampa, ja gravadas,
como mullo papel preparado para as referidas notas,
alm de nao poucas chapas para estos, cunho para
moedas de ouro, mocitas deste metal, inslrunenlos,
machinas, tintas el?., como ludo ver V. Exc. da re-
lacao junta, na qual lambem vo declaradas as casas,
que foram varejadas.
Achararse presos Jos Gomes YJtarinho. Joao da
Cosa Juntar. Jus Manuel de AzUldo, Pedro Jos
de Braga, Joao Baplista dos Res, Florencio Jos de
Uraga, Luiz de Canon. Joaquim Antonio Conrea Ne-
grao Jnior, Joaquim IgnacioFurtado, Brasilino Vi-
eira do Coulo, Francisco Antonio Ribeiropintor,
Adelo Jos Correa Negrao, Consiauca Perpetua
Corlea Negrito, Maria Anglica Pimenlel. Epifana
Mana do Sacramento, Fausta Ignacia de Mallos, Ma-
noel Maria Aires dos Sanios, Barlholomeu Joaquim
de Oliveira, Virginio Augusto Pimenlel, Querobino
Joaquim Furtado, e dous esclavos do dito Villa-
rnho.
Procedcu-se oexame nos papis encontrados, evon
enviar Ihesouraria da fazenda as sedulas para se-
rem examinadase inutilizadas, remetiendo ludo de-
pois com os interrogatorios, porque passaram ja os
presos, ao juizu^enmpetente para formaro do proces-
so. Cnngr.ilulo-me com V. Exc. pelo feliz exilo des-
ta dirigencia, na qual V. Exc. leve cerlamenle a
mxima parto^ Devo levar tambem ao conheciracn-
lo de V. Exc. que as diversas autoridades e empe-
gados, ao quaes se commelleram as buscas e prises
dos criminosos, houveram-se com zelo, aclividade e
dedeacao, e foram o Dr. juiz municipal da 1. vara
Jos Ignacio Babia, acompanhado do ollicial desla
repartioao da polica Feliciano Jos Teixeira, do es-
crivo Ladislao Pereira Piulo, do capitao Francisco
Joaquim Pinte Paca, o do altores Uenculano Alexan-
drino de Mello: o delegado do-2. dislriclo Dr. Cy-
priano de Almeida Sehiao, acompanhado do escrivo
Olavo Jos BodrigiiesPimcnla, do lenenle do eorpo
de polica Antonio Joaquim de Souza Braga, e do
alteres Hilario francisco Gomes ; o delegado do 1.
dislriclo Dr. Joao Jhis de Oliveira Junqueira Jnior,
acompanhado do altores Bozendo Monlero de Lima ;
o subdelegado da Conceico da Praia Francisco Eze-
qniel Mera e seu supplenle Ignacio Bernardino dos
Santo; o subdelegado da freguezia de S. Antonio
Gama.
Casa
pinba.
Um arroxo do ferro proprio para entibar; um cu-
nho de moeda de '15 de ouro, antiga ; quatro chapas
de cobre aberlas a buril, para sedulas de 509 35
moedas de metal amarello do valor de 109; um por-
fi de massa propria para o fabrico de papel*; urna
porfo de linho espicarado ; um abeedario de Ivpos ;
trez caitas de folha da Flandres, proprias para "guar-
dar sedulasj algumas garrafas com lquidos proprios
de impresso, ou galvanismo ; diversos pedamos do
baetilha ; 16 papis propVios para scdulasde 109 da
ultima estampa, cor azul-; 46 papis de 19 da pri-
meira estampa, cor branca ; 2,050 papis para sedu-
las de 509 da penltima eslamoa, cor encarnada;
1.075 papis para sedulas de 509 da ultima eslampa,
ciir roxa ; 900 papis de 509 sem assignaliira e nu-
meraciUi, da penltima eslamna, cor vermelha ; 150
papejs de509 da ultima estampa, sem assignaliira e
numerario, cor roja ; um masso contando difieren-
tes papis, que ainda n3o foram examinados; alguns
pedacos de blha de Flandres.
Casa de Manoel Maria Alves dos Sanios, La-
pinha.
Urna frasqueira rom liquidos, qne nao foram ainda
exarafhados ; alguns papis clivros, que lambem nao
foram ainda examinado.
Casa do hespanhol Pedro Jos de Uraga, ao Co-
queiro. '. x
Urna caixililia com Untos de desenlio ; 5 papis
com lelras de agua, proprias para impresso de cdu-
las de 509; um pedacode papel, qoe pareca ler ser-
vido em chapas ; diversos pedarosita baetilha de dif-
ferenles core* ; um cylindro collocado sobre um ban-
co ; um caixao eomilitl'erenles tintas ; urna prensa ;
2 chapas grandes de' lalo lisas ; i laminas de folha
de Flandres ; i ditos de chumbo ; 2 ditos de ajo ; 1
ferrd com um pequeno circulo corlante cm seu cabo;
alauns ferros pequenosl; I frasquinho com verniz ; i
dito com oleo ; orna pequea pori;So de camurca ; al-
guns pedacos de papelo do taraanbo de algumas
das chapas ; urna estufa ; alguns objectos miados;
ichapas'd cobre, de 509; 2 caixas de tolhas de
Flandres vastas, de feilo, que mostrara ser proprias
para guardar sedulas ; 9 sedulas de 509 falsas de
cor roxa, sem assignaliira, nem numeraran ; urna di-
ta assignada por Antonio de Cerqucira Moraes -. 0
macas contando 1,610 papis de cor roxa com leltras
de agua, proprios para sedulas de 509; 100 cdulas
falsas de 509, de cor roja, sem numeracao, era ds-
signalura. excepcaode urna, que eslava assignada
por Jos Francisco Bernardes ; 2 pedacos de lalao,
lendo um denles por um lado e serrilha por oulro,
eo outro com serrilha smente ; 1 cadnlio ; urna
pon-So de dinheiro de prala, que nao foi ainda exa-
iniina lo.
Escriplorio de JoSo da Costa Jnior, e. JosGo-
mes Villarinho.
Dnas chapas de metal de 504, da ullima estompa ;
10 papis, anda por gravar, cor roxa, com leltras
'd'agua para sedulas de 50 ; um bilhele que princi-
pia purSr. Ort -le. ; :l!T rwdacos de baetilha
branca regularmente cortados, que meslram ler sof-
frido presso de algum eorpo corado de encarnado,
que Ibes'deu uina ligeira cor de rosa; urna grande
porrao de papel corlado, que lambem pareca ler sof-
frido forte presso, mostrando alguns ter eslado em
contado com sedulas encarnadas recentemente gra-
vadas ; urna porciio de linhas; um pequeno sacco
com tinto chamadacarmn ; alguns cowdos do bi-
elilha branca nova ; diltorentes papis, que -nao fo-
ram ainda examinados, mas que se aprehenderam por
muilo suspeites; urna cdula falsa de 509 da ullima
estompa, de cor roxa, sem numeraran c assignatura ;
um papel igual por estampar; urna sed uta de 19 sem
se perceber o numero, nem assignatura ; metadede
urna sedula de 29; 7 sedulas de 29 falsas ; 2 moedas
de prala de ,'l patacas falsas ; nm entornillo com Un-
ta de carmn ; um papel contando aponlamentosde
notas de 109, e 509 de diversas series novas, e vc-
lbas, vcrmelhascom numeraran e nonies diversas.
Casa dp morada de Jos Gomes Villarinho, era
Agua de Meninos.
Duas chapas de 509; un maco do correspondencia,
que nao foi ainda examinada.
Casa de murada de Joao da Costa Jnior.
Nada foi encontrado.
Casa de Barlholomeu Joaquim.de Oliveira, i
ra do Baixo. .
Urna caixa contando 2,000 papis, aor roxa, pro-
prios para sedulas de 509; urna machina de impri-
mir ; um pralinlnPde barro com Unta azul; urna me-
sa da madeira tasca e forte, propria para supporlar o
peso da dita machiua.
Na toja do ourives de Joaquim Antonio Correa
Negrao Jnior.
Vinle e Ires laminas de daguerreot) po jdilTerenles
papis, qne ainda nao foram examinados.
-r Na casa de Theodoro da Silva Freir, ao Ma-
ciel de Cima.
Nada se cimo-.
Na casa de Joaquim Ignacio Furtado.
Urna machina de nlhegraphar ; dnas pedras para
o mesmo fim ; a pequeas laminas de folha de co-
bro ; 1 pequeno vaso com tinta prcta ; varios ferros
de Irabalbu.
Secretaria da polica da Babia, 22 d dezembro de
1853.Andr Corrillo Pinto Chicharro da Gama.
(Jornal da Bahia.l
moiai-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO. *
Parahiba 2 de Janeiro 4a 1854.
Ja. l vai, no dominio do passado, o auno de 1853 a
lomar importante lugar cm urna das paginas dos an-
naes da cictlisaciio eprogretso do secuto XIX, o das
luzet por excellencia.
All lera de fazer passar i posleridade os fados que
o cetebrisaram, as descobertas e inventos, que o no-
tabilisaram, e mais o que ?... Os nomes dos indivi-
duos, que Bguraram nos acontecimenlos, c que tive-
ram as felizes lembrancas; e nada mais he neces-
saro.
Clieio dessa impresso, elle afroxa o passo, e mal se
alreye a continuar. Nesse.cmenos, o prncipe ouve
gemidos interrompidos de quando cm quando por
urna voz severa c solemne, e emparrando urna por-
to, acha-so dianle de Mr. e madama de Beauvillicrs.
Mr. de Ponlhis mal pode recouliec-los ; ama ve-
lhice aolecipada urvava-os como eanicos.
Ajnellia los ou anles proslrados no chao, elles mur-
muran! quexas e or.-icesentrecortadas. Junio dcltes
o velho sacerdote, que den a Branca os ltimos sor-
corros da rcligio, porque o sacerdote se deve .lano
no rrime como innocencia, esl cm p e tolla.
Falla era reniorsos, cm expiarnos e em um Dos
de clemencia n de misericordia.
Ao aspecto de Mr. de Ponlhis, o marido e a mu-
Iher erguem olhos tmidos; mas nao onsam suportar
o inflexivel olhar que cnconlram.
Vejo que os senhores sabem de ludo. Ibes diz
o principe, nao lenho, pois, que participar-llics a
morte de sua victima...
Piedade, senhorl exclamara ellcs pondo as
raaos, nao nos esmagne 1
Nao v, disse a mulher, o que a Providencia
fez de nos'.'
Ab! acrescenla o marido, saba al onde che-
ga nossa desgrana! A deshonra mora nesla casa;
nossos amigos e nossos serves fugiram Nossas lilbs
mesmo despiezara a auloridade paterna, e perdem
com a esperanca da opulencia o recato qae Ibes im-
poe sua posiro e seu sexo. Ab I senbor, nao be isso
bastante vcrgouha para esses cabellos enbrauque-
cidos".....
Oucam-me todava, torna Mr. de Ponlhis, pois
devo cumpriro ultimo voto daquella que nao existe
mais! Essa riqueza, que os senhores tanto cobija-
ran!, e pela qual esqueceram-so de loda a piedade,
pertencc-llies.
Oh 1 senhor, de que nos serve ella agora?
Ciimpreheiidam, pois, a cvlensao de suas cul-
pas i vista da boudade dessa pobre moja, que mor-
reu marlyr.'
O prncipe leu-Ibes entilo a carta, que Branca lhe
dictara deus das antes. Elles esperav am oulras aecu-
sacoes, e as justas queixas que tantos desgraras e um
liui lo Irislo deviam arrancar aquella que acatan a
de suri -mullir. Em vez disso ouvem palavras de per-
di, de amor e de respeito. Essa riqueza, he a moca
que elles inataram que Ih'a deixa.
As toes descobertas e invenios cifram-se talvez nos
meios de reproduzir a velocidade, e de destruir mais
promplamenle a es'pecie humana ; a primeira espe-
cie he summamenle til a quem liver pressa de seguir
para melhor vida ; e a segunda aos que gostam de
eslar em grande espaco.
Afora estas dnas especies so alcanco urna lerceira,
toda cientfica, qual he a dos meios mais tocis de
confundir a verdade, e lancar-nos no sceplicismu.
Por honra ao secuto mui de proposito esquejo urna
quarla, a dos meios de viver bem e cominodamenle,
porque sendo loda egostica, constilne a parte traca
talle, que nao deve ser posta assim noolbo da ra,
ao menos por caridade.
pstaestocto4oquesao? Oh! ojotados sao ludo,
e talvez menos do que poderao s-lo. Sao, quauto a
mim, o resultado de causas accumuladas peta igno-
rancia, egosmo, caprichos e ambijo. Urna aeco
virtuosa e acompanhada de senlimentos nobres para
com crimes, fillios da perversidade, on do egosmo
desfarjado pela bypoerisia social. Isso he em verda-
de muilo honroso ao rei da creajao Estarc eu boje
pestimiila'! Talvez-, mas nao sou eu certa meu le a
causa, e sim aqoelles, que me hao obrigado a perder-
lhes a f.
E' o novo armo o que ser* t, Essa, dir alguem,
be urna queslao que''s poder ser respondida por
Dos. Eu, porm, nao encontr difliculdade em di-
zerser o que foi o passado, o alrazado, o que fo- .
ram, e leem sido lodos ha quatro mil c lautos annos,
se algum dosmeus leilnres nao liver o costo de, por em
diivida a culyata.
De hoje a um anno, se tormos vivos, provarei aos
que davidarenva verdade de minha asserjo.
Talvez nao ubrasse bem em fazer arrefecer nos co-
raeoes de meus devotados as flprescentes esperincas,
que os oceupavam deom anno'cheio de felicidades,
reparador de faas passadas, redemplor do compro-
missos adquiridos nas finanjas domesticas, mostrador
de^lgum novo Pollozi, ou minas peruanas dos aat-
gos Montezumas de pura raja ; mas se causei esse
mal, e mal pungente eu o sei, por experiencia pro-
pria, foi involuntariamente, pois eu tolle do novo
anno em relacao humanidade, e nao s individua-
lidades; pois elle pdeelevar.e he provavelqe o to-
ca, muilas nulldades, e abaler bstanles eminencias.
Porlanto esl restituido o vijo ao bello arbusto de
suas esperanca?, charo.leitor.
0 meu corajao he terreno rido e magro, em qoe
so ha a infezada vegelajao de espinos. J se foi, e
ha bstanlo lempo, a idade das esperaiijas, hoje so
rae resta o amargo desengao, qne lodos lem de sa-
borear, com mais ou menos dissabor.
Basta de novo e velho anuo, vamo ao que int-
ressa. Nenhuma novidade occorreu nestes das, que
lenha chegado ao meu conbecimenlo ; portanlo pa-
rece-me, que as testas passaram incruentas.
Passou-se nesta cidade um tocto, de que Uve noli-
cia, mas nao quiz dar-lb'a, muilo de proposito para
ver se seu -autor se corra de pejo e apresentava
emenda, mas conhecendo que elle redobra de auda-
cia, e que at abocanha crditos, repolajes e indivi-
dualidades,, que lhe sao superiores, em jornaes da Ba-
bia, onde os individuos nao s3o conhecidos, e por
consequencia suas calumnias pdem ser cridas, vou
lomar a pona do veo, com que al hoje encobre seos
toctos vergonbosos, e irei levantando e descobriiido
um a um, como fajo a lodos sem a menor consi-
dera jao.
Ha dou?, ou talvez mais, mucos, educados e urna
especie do fundo, ou sem duvidapeior.que com mais
vagar lhedescreverei, cilando-lhe para isso passagens
impressas, que conservo em meu archivo, onde to-
maram um genio altivo, um caracler indomavel, um
orgulho estpido, constiluindo-se de presento um
anachronismo vivo ao secuto XIX, e para o futuro o
que Dos quizer; genio, carcter eorgulho, que nem
o exemplode illuslrados companheiros, nem as lijoes
de virtuosos meslrs, nem o trato social lem podido
modificar, polir e disfarjar. .Mirados de chofre nes-
la pequea sociedado, eutendem que ainda sao os
pequeuilos ftaroe, que nos oulros somos seus reos
de gleba, e dao-nos um tralamenlo lal, ou querem
dar-nos, que Ihes lem rendido denle por dente, ape-
zar de suas commemorajes de bacamarlet, com que
a cada momenlo ameajam, como o mo senhor com o
talego a escravo revel.
Um delles ha pouco lempo, quiz encelar sua car-
reira lucri faciendi com um filho do finado Sebaslio
I.ns, queseachava preso, pretondeudo haver delie
urna boa quantia pela sua soltura ; mis o rapaz, in-
formado em lempo de que o seu piolho de tabarao
linha concorrido tonto para sua soltura como Judas
para o Credo, uegou-sc a dei'xar pingar. O tal em-
pertigado baronete, inchou as ventas e escreveu urna
caria ao rapaz, de lal theor e arrazoado, que o aler-
rou a ponto de ir pedir ao Exm. Dr. Flavio urna es-
colla para pd-Io toradas raias do doraiuio do novijo
na valenta, dizendo que nSo repulava sua vida se-
gura, em vista'do que da caria conslava. Aps essa
campanha, na qual s com o ronco fez fugr a caja,
fez oulra gloriosa para parles da ruada* Mi dos Ho-
mens, que opporlunamente lhe referiris em'algoma
gue lenha um artigo especial moral publica.
1 m oulro mano, ambo florantes late. Anadee
ambo, cm quem nunca suppuz arregauhos marcaes,.
c a quem'sempre Uve por uina boa alma, propria
para qualquer brinquedo, inclinada desfructabili-
dade, que nosalegrava a visto com as vanegadas co-
res de seos arreio-, e de seus jokeys, a quem nica-
mente notava haver errado a vocaciio, ha pouco lem-
po, pelo mais frivolo motivo, nicamente porque um
hornera honesto e respeitavel nao lhe quiz dar ou ven-
der capira, mandn insulta-lo e descoinpo-lo na sua
casa, por um seu escravo, asseverando este, que seu
senhor mandara dar-lhe com nm chicote na cara, e
que elle o nao fazia por nao querer...
Esto insulto inaudito foi presenciado por algons
individuos, que se achavam em casa do pobre ho-
rnera, que licou tao aterrado que nem tem animo de
queixar-se....E para que 1 Elle tem um exemplo
anle os olhos.... Dos queira que o lal menino nao
continu, ou que os meninos nao continen), porque
entao leremos de ver muila cousa, e eu prometi pao
Ab pobre anjo! exclamara elles, eras nossa
verdadeira lilba, e mis le sacrificamos! tomos sem
piedade! Tua sania resignaran, la brandara, quan-
do teacciisavamo-, cumulo da infamia nada pode
cnmmnver-uos! E s tu, desafortunada, lu pobre
orphau confiada a nossos. cuidados, s lu quera nos
perdoas!... O' senhor !...
t k sol o ros Ihes relien taram com violencia, e quan-
do conseguirn! snfiuca-los, Mr. de Ponlhis conti-
iiuou imrmssivelmenta a leilura da caria de Branca.
A cada phrase havia una nova cxplosiin de lagrimas
e gemidos.
Basta,senhor! exclamavamelles,ponpe-nos!...
tenha piedade de nossosr reniorsos!... Ab se o se-
nhor soubesse o que solTremos !... cada palavra des-
sa carta he urna punhalada.....Ella nosperdooo.....
Nao nos esmague lab! nosso desespero he intil '.
Elle nao uo-la restituir !
A sinceridade desse arrependmenlo comnioveu a
Mr. de Ponlhis; todava elle leu a tarto at ao lira,
e quando acabou dcixou-a calor a seus pes, e disse :
Agora o negocio he entre Dos e os senhores ;
jnas resla-mc ura culpado, um monstro a castigar...
Para esse carejo de urna arma. Onde esl Sainl-
Ange?
Qne vai fazer? exclama o sacerdote; espere!
espere!
Mr. de Ponlhis nao ouve nada, e relira-se..... Be-
penUnamenle ouve-se um rumor surdo, abrom-se
as portas com eslrondo, e o assoalho sua com os pas-
sos de grande numero de homens, que Irazem os ca-
dveres do lago de Mortondus.
Oue espectculo para um pa eumamail
Minlias lilhas, moras lamben exclama ma-
dama de lieauvillieis desmatando e cabiodo com o
roslo no chao.
O pa he logo tirado desse lugar de horror. O f-
nebre cortejo contina sua marcha, c Mr. de Pon-
lhis espantado dianle dessa manifeslajo da colera
divina segu machinalmenlc a mullidaoal sala de
armas de Non lie, na qual sao depositados os cad-
veres uns ao lado de oulros.
O principe nao pode despregar os olhos desses pal-
udos semblantes, que elle mohecer tito brilhanles
de mocidade e de sade. Trazem lambem o eorpo
ensahguenladn de Sainl-Ange, desse homem orgu-
Ihoso e bello como um anjo decahidu. Entao o ve-
lho sacerdote tirando de um Iropheu orna espada,
apresenla-aa Mr. de Ponlhis, dizendo-lhe com urna-
voz severa:
Chrislan, que pedias urna arma, eis-aqui urna ;
para que.hesitas em ferir com ella esse cadver?
Ah! meu padre, perdoe-me! minha dr be lao
grande, que Juvidei um momenlo de Dos. Agora
vejo (fue a nmo do homem nada mais tem qne fazer
onde a delta lem passado.
A estas palavras o principa sahe por nao poder
sopporlar mais esse horrivel quadro, e torna a achar
no paleo solitario, seu cavallo comenito pacificamen-
te a relva que cresce enlre as pedras.
JUesla-me ainda um dever a cumprir, diz elle,
para acabar a dnlorosa tarefa que me desles, meu
Itens!
E parle logo a galope para Graodlieu.
ilfr. de Ponthis d madametella de Rodieaille.
Tudo est acabado Meu mensageiro Moderic lhe
referir as particularidades da ceremonia fnebre ;
pela minha parte, "sinlo-iiie_ fra de eslado de repro-
duzir semelhantescena... Foi-me concedido cavar-
IJie um tmulo naquelle grupo de rostirs brancas,
' em que ella goslava de descansar os olhos.
Ja passou a primeira noile debaixo da Ierra aquel-
la que foi sua amiga, sua irmaa; afuella que foi mi-
nha noiva dianle de Dos 1 Cuitada essa fra nole
de oulubro!... senlia-rae gelado pensando nella !
gelado alao fundod'alma! Ah! sim, choremos ago-
ra que a perdemos, choremo-la! Nunca urna crealu-
ra.mais perfeila respirara debaixo do co. Minhas
lagrimas nao cessarao mais de correr I
As rosas de ontubro destolham-se j sobre seu lu-
mulo. Ah pobre anjo 1 Quando vollar a primave-
ra, praza a Dos que os mais brandos orvalhos do
co refresquen! a Ierra onde ella repousa I
Sem duvida ha ahi cm que meditar! Mas depois
dV cada ladainha de minha dr, de cada verso | "
minha medilajo volta-mc incessanlemenle este |
smente ernel: Nao a verei mais!...
He agora que a trra he um exilio he agora qne
he preciso absorver-nos na esperanra de um mundo
melhor! pois nesse que ella deixou, e no qoal s nos
resta a memoria de suas virtudes, para mira loda a
carreira esl quebrada, ludo esl acabado!
FIM.
*.


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 9 OE JANEIRO DE 1854.
deia-to, porque lenho certeza de que as balas do*
dito baearaarles nao roe rompem o capole.
Teoho muilo que fazer, e nao posso Mr mais ex-
lenso.
Sadee felicidades Ihe desojo.

PERWMBKO.
RECIPE 7 DE JANEIRO DE 185*.
AS 6 HORAS DA TARDE.
IETR0SPECT0 SEMANAL.
Ja la vai a pritoeira semana do novo anno de
1854, oeom tal exacido, o diremos, que por
ella valia boro a pona sempre assim andasse o ka-
lendario I Tivcraos a circuracisao do Senjior no do-
mingo, a Epipbania na sexta-feira ; nada nos res-
lou por Unto, que, por alguma razao chronolozica,
pertenca ao finado 53. Tao ajustadas corrain as
cousas, assimcoinocorreram os dia...,'
Os successos que liveram lugar ueste curto cs-
paco de lempo, nao sao taes (me possam consti-
tuir primissa segura para um bom sylogismode
previso, cuja maior fosse o conhecido prwcrbio:
-mos alineos denotara mos fms. E todava
nao sao elles nada lisangeiros, como o vcro agora
os tenores; sendo bom entendido quo fallamos so-
inenle do que se passou nesto cidade, echegou ao
nosso conhecimcnio.
Um roubo avullado foi praticado no bairro
do Recite. Ao amanbecer do *dia 2 reconlieceu o
senhor Joaquim da Silva Lopes que a sua bur-
ra fora visitada por urna alma caridosa que a ali-
viara do fardo monetario, e a elle possuidor do cui-
dado incessante do guardar um thesouro. informa-
da a polica do oceorrido, procederam-se logo as
necessarias diligencias; e bem que o autor do de-
licio livesse a cautela do por-se ao largo; embarcan-
do, segundo nos dizem, para a provincia das Ala-
goas, com ludo, serapro se cooseguio a captura de
dous cmplices, um dos quaes (do sexo feminino]
iinhaem suasmaos parto do roubo, que alias pare-
ce ler sido distribuido cora larga liberalidade. Nao
abemos ao ceno qual a somma subtrahida, nem
tao pouco os nomes o condices das pessoas impli-
cadas no faci. Expediram-sc precatorias apso
fugitivo, e continuam as domis diligencias, cujo
resultado ludo esclarecer.
No dia 2, e no bairro do Recife, suicidou-se com
tres ou qualro facadas, o eslrangeiro Joo Win-
haim.dono do Hotel da Barra.que havia pouco com-
prara. Dtzem__que esse infeliz londo conrrahido
algumas dividas com a acqusijao daquelle estabcle-
ciroeuto, e vendo malogradas as esuerancas, que
nutria, de bons lucros para as saldar, recorrer por
/sia causan ultimo, acto de um devedor em com-
pleta desesperacao de rehabilitarse.
No dia 4 foi arrojado praia pelo mar, entre o
trapiche do Pelourinho e a Lingoeta. o cadver de
um homem, semque se podesse averiguar gene-
ro de morte que soffrera, visto achar-se em tal esta-
do quo nem a cor se pode conbecer. .
O vapor San-Salvador, que era esperado do
sul eom algumaanciedade, fez sua entrada era nosso
porto no dia de sexta-feira. Por elle nos veio a no-
ticia deja achar-se completo o ministerio de 7 de
Mjbro com a. entrada do Exm. Sr. Prannos,
que havia regressado da sua misso ao Prata. O
da dasgracas nao foi to pingue como muitos es-
peravam, e por este motivo amargas decepcoes sof-
freram os pretendentes. Dous baronalos somonte fo-
ram concedidos.alm daquelles com quefoi honrada
esta provincia.
Entre as noticias mais ou menos interessantcs
que nos trouxe o San-Salvador, sobresane a da
grande melgueira das sedulas falsas, cuja descober-
ta effbctuou a polica na capital da Bahia.
He verdadeiramente espantoso o grao a que tcm
ebegado entre nos a industria dos introductores da
moeda papel falsificada ; e nao sabemos se mais se
deva admirar a audacia e,a imprudencia dos taes
algozes, ou a embeeilidade e o torpor da Justina do
nosso paiz, que Ihes tem dado zas.
Segundo o Jornal da Bahia avaliava-se em 2
mil sontos o numero das sedulas encontradas; o ao
passo queseconcluia aquelladiligcncia, asseveravam
que oulra fabrica fora descoberta na cidade da Ca-
rhocira. De quo, pois, nos tem servido o justo rigor
ateide3deoniubrodel833? Todos sbeme
lo* reconnecem quo desde muito tempo nao tem
soasado a inlroduccao das sedulas falsas as fabri-
cas da Europa trabalham incessantemente na des-
grara do nosso novo ; e como se a importaeao nao
fosse sufficiente, planta-se a industria no paiz e
montara officinas de moeda papel por toda a parte!
E, entretanto, todos se mostram indifferentes ao mal,
nao pareeendo mesmo conhecerera os seus funestos
ejincalcolavcis cffeilos: A justica publica accorda,
he vordade, algumas vezes fazem-se prisoes o proces-
sos; mas quando ebega o tempo da sanecao legal,
quasi ninguem appareceqiiem sffra as iienasda lei:
o os afortunados especuladores vao continuando na
industria ; levantam casas e palacios ; e no curto
espato de dous ou tres anuos appresentam fortunas
roUosaaes, que todos nos admiramos Se embora
o seu rnnie, um dos mais graves e assusladores, por-
que abala a eonGanca devida moeda nacional, por
que atara inoTtalmente o commcrcio e faz desappa-
rocer a seguranca as transaccoes da vida civil, por
que altera o preep mente reduz umitas vezes o pobre mizeria, fu-
me, e desesperacao: tudo parecemos ignorar,
pois que ao nosso pasm nio succode a indignaco
nem a severidade dos julgamentos. A introduccao,
das sedulas falsas, bem como a dos africanos, con-
tinua a ser urna poderosa alavauca que mina a
prosperidade do Brasil, e levanta o edificio da for-
tuna de algunsaventureiros sobre alicerces amassa-
doseomasbgrimas dapopulagao. Quando pa-
raremos cm tal despenhadeiro 1!
Deixemos, porem, estas reflexes, que parecem
aqu nial cabidas, e passemos a concluir i nossa ta-
refa.
0 estado do mercado desla cidade nao tem nada
de satisfactorio. A farinha, que he o pao do nos-
so povo, subi de preso consideravelmente, venden-
ih>se bojo a cuia por 320 rs.
- Entraram durante a semana 11 embarcacoes e sa-
hrram 17.
Rendcu a alfandega 52,007#975 rs.
Fallecer mil pessoas: sbdo 11 homens, t3
mulberese 10 parvulqs, livres ; 7 homens escra-
vos. *
COMARCA DENAZARETH
4daJa*Mtr Nada de notavel tem oceorrido depois da ultima,
que Uve a honra de dirigir-llie, lendo inteiramenle
eeatado o boatos de desordem, que eerlos especula-
dora foziam correr de proposito, os quaes (boatos),
a dixar a verdide, nunca deixaram l grande impres-
ao a quem sabia que o delegado de polica, de ac-
enrdo eom o c oramandante da farsa volante, e mais
algumas autoridades, ludo haviam previnido, e dis-
posto, para sufocar de prompto qualquer tentativa
qoo algum desalmado se atrevesse a por em campo. '
O ex-alferes Luiz da Albuquerque Maranhao,
subdelegado do segundo districto de Tracunhem,
que ha muito havia deixado o exercicio da subdcle-
gacia, rcassumio o mesmo exercicio, dando assim
mais urna prova de qne, nat occasioes mais arrisca-
das; est sempre proiqplo a sacrificar os coftimodos
da vida domestica o soeego e Iranquillidade do
seu dstreto,cuja maior parte dos habitantes tanto se
enluntesmou por este passo de S. S., que chegou a
dar viras demonstrarte* de prazer.
Honra a* novo delegado de polica, vai-se restalic-
lecendo o imperio da le ptimamente;-S. S. sobre
ja ler dado to equivocas provas de quantn
'lisposloareprimip a liwnca, acaba de filar a 1
Alves Praiim, pronunciado-, ha longo lempo,
.rime de tentativa de morte, e a Manoel Franr
de Barros laml>e-n pronunciado por ollensas physi.
os quaes raziara tanto caso do* seus crimes, que
viam muito a seu oslo na povoarao de Alagoa Se
allronlando ai# a moral lana importancia a captura dos dous marros,
o delegado a naoquiz confiar sena do capllSo
rnio, que me chou daqui pelas 10 horas da noile
hontem, e liuje pelas nove da manliaa entrou
QllMa
Como ludo no mundo tem seus apologista,
excluindo mesmo deste numero a peste, nio ser'
to de admirar que, quando ehegaram os dous tu
les, houvesse quem nflo quizesse qqe persona
15o dislincUs Cossem para o lugar onda se n
o mais presos; porm, Irabalho perdido! o .
do sabeudo muito bem que se nao deve fazer
des a enancas (olas, mandou que fossem Irancafia-
dos no chilindrii, onde se acham.
A historia do Manoel Francisco de Barros he
curiosa, e merece ser cantada em verso; mas c
nao sou poeta, dlrei mesmo em proza o que sou
este cacaeiro teve uma altercar,.^ nos dias p4s
dos com Joo Cbachinho, rranlindo-8 muluamen
esi
Rnln
por
isco
cas,
vJ
l Secca,
de
que
Ca-
de
com
>mui-
onan-
igens
i recolhem
i delega-
vonla-
bem
como
iber:
i passa-
te; e como o Chachinho se retraase do campo de
balalha, seguio-o com uma matillia de caes, e encon-
trando-o no meio da uma floresta, ac.uloo-lhe os caes,
e depois pregou-lhe uma la roda de pao; e como
tudo Isto nio baslasse, prendeu-o, e maudoa-o para
a cadeia, oude ainda se conserva. Entretanto, pas-
sado algum lempo, como lhe doesso u cabello, enlre-
gou sesseuta mil res a um moro que anda de encallo
de estribara, para da-los a algum santo milagroso;
inas o mo$o assentou que obrara melhor em licar-sc
com a gorgeta, e assim o fez ; quando he agora aqu
este o meu Barros clamando, que he uma crueldade
o que estilo pralicando com elle, visto como j havia
dado sessenta bagos, para o bsolverem da sorra';
he muito generoso!
As bexigas ainda vo continuando, porm benig-
namente.
O calor lem sido excessivo uestes ltimos dias, e
parece que s o invern peder diminuir-lite a in-
tensiilade.
O bumba-meu-boi soflrcu uma conlrariedade do
delegado por andar fura de horas, bateado pelas por-
tas de quem nao lhe encommendou o sermaa; e por
isso amuou-se, e nao quiz mais folgar, ficando o pu-
blico privado de um divertimeoto tao interetsante.
Sade e dinheiro. x.
(Carla, particular.)
BBPABTICAO' SA POLICA.
Parto do dia 7 de Janeiro.
Illm. eExm.Sr.Varlitipoa V. Exc. quedas
parles boje recebidas nesta repartico, consta tarem
sido presos: aordem do subdelegado da fregueziade
S. Fr. Podro (ionralves, Jeronyino Bezerra dos San-
tos, loo Ramualdo do Sacramento, e Filippe Gomes
Vianna, por briga, e o pardo Roymundo, escravo de
Loiz Antonio Vieira, a requerimento deste; i ordem
do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o porlu-
guez Miguel Jos Alves da Cuiiha, sem declarado
do motivo ; ordem do subdelegado da freguezia dos
Afosados, o pardo Severino Jos da Silva, tarabem
sem declararlo do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 7 de Janeiro de 1K.Vi .Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento .la Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O desembargador Cae-
tono Joi da Silca Santiago, chete de polica in-
terino.
COMUNICADOS.
Quem livor lido o Liberal Pernambuoano
de algum lempo esta parte nao podera eixar de
notar a rpida iransicao de uma hnguagem come-
dida, de um ou outro pensamento de opposkjao de
longe cm longo emiuido cin moderae^o e dignida-
de acerca da administracao provincial, para o quo
a calumnia e injuria lem domis, asqueroso, e re-
voltanle, como se pode ver confrontando diversos
artigos publicados cm nume/os anteriores com os
que ltimamente sahiram luz em os nmeros 369
c371 doterca e quinta feira da semanafinda. Se al-
guma cousa ha quo possa modificar a indig-
naco quo causa a loitura de tao nojenlos artigos, he
a cousiderago de que elles nao sairao da mesma
penna que habiiualmente escreve para essa folha: e
com effeito a sua Icilura cada passo revella par
de uma paixao sem medida, completa ignorancia
das regras mais treviaes das conveniencias polticas
e sociaes. Quem tem uma posicao o um futuro
nao osquereria sacrificar com a publicaco de es-
criptos, que altamente comprometlem a reputae,o
de qualquer que se julgue com capacidade poltica,
por mais mediocre quo seja : taes escriptos pois s
podem ser parto ou do urna raiva hydrophobica, ou
de uma subserviencia Ilimitada uma vontade su-
perior ; e quer em um quer em outro caso s me-
reeerianio mais profundo desprez, se nao fora mis-
tar esclarecer a.populacao menos Ilustrada para que
senio deixo cair as redes que lhe tecem os inimi-
gos da tranquilidade publica, com o fim bem sal
ente de desconecituar a autoridade, e tirar-lhe a for-
ca moral de que tanto precisa para o dcsempenlio
da sua missao.
Feitas estas consideracocs geraos, entremos na a-
n al se dos fados, como os denomina o novo catn-
peo do Liberal l'ernambucano. Em o artigo
de terca foira, que se. pode considerar como o pro-
gramla da opposicao deste esforcado atleta se csla-
belerccem seis ordene de factos que sao : primea
ri o contracto das carnes verdes : segunda a admi-
nistracati, c empreza do theatro : terceira as obras
publicas : quarte a ihesouraria provincial c o corpo
ue polica : quinta as Ierras dos indios : sexta o
recrutamento. E locando de passagem em alguns
destes factos, oceupa-se o contemporneo especial-
mente com o do contrato das carnes verdes no arti-
go do quinta feira. Nos o acompanharemos no do-
senvolvimento dessas materias, e procuraremos ex-
plicar os factos como elles se passaram.
Remontando com elle ao mesmo ponto de parti-
da concordamos em que erao do lodos sabidas as
vexaeoes, e privacoesa que eslava exposta a popu-
lado dcsta cidade pelos cffeilos da cobica de meia
duzia de especuladores sem consciencia o aern for-
tuna que s cudavao de locuplctar-se i custa do
povo. A assembla provincial, attendendo aos jus-
tos clamores da populaco, deu o governo provin-
cial em 1851 a autorisacao e os meios precisos pa-
ra remediar o mal; c o presidente de ento o Sr.
Souza Ramos, entende que para o conseguir nert-
hum meio mais conveniente o praticavel havia do
que o de celebrar um contrato cora uma associacao
de capitalistas de reconhecido crdito, em virtde
do qual fosse ella obrigado a fornecer a carne nece-
sai a para o consumo, mediante os procos estipula-
dos, que conjparados com os antetiores eram oxtre-
mamente mdicos. O contrato foi receido com
applauso iwr loda a populaco, ^ue cobrio de hen-
eaos o Sr. Souza Ramos pelo beneficio que acabava
de fazer ; e nenhuns clamores mais se ouviram que
os dos especuladores que assim so viam desalojados
das cxcellenles posisocs que oceupavam. Mas ten-
do havido onsideravel diminuio de piceos he evi-
dente que nao podiam os contratadores comprar o
gado nasfeiras ou no scrt;io.pelo mesmo proco por-
que o compravam os marchatitos : daqui origina-
ram-se queixasdos creadores da provincia do Cear,
e de outras que abastecem de gado o mercado des-
ta cidade, qiiexasque ehegaram at o recinto da c-
mara lemporia, e foram rcmellidas ao governo im-
perial para proceder s convenientes nformacoes.
Sohreveio pouco depois o prolongado vern de
1852, queaugmentou os imbaracos aos contratado-
fes de sorle que Ibes foi imposstvel obter gado em
quantidade sufficiente para supprir as necessidades
do consumo.
Os alravessadores aproveitando-se desta criso,
compravam por todo o proco o gado que achavam,
porque tiiiham certeza de o venderem mais caro do
que o contrato. Comecaram de novo erguer-se
queixas da populaco j pela, falta, j pelo alto pro-
co da carne ; o o contrato que a principio parecia
ter remediado o mal, cahio no desagrado do publi-
co porque conheceu-se praticamento que elle nao
continha em si garantas de plena execucao.
Neste estado passou-se o fim do anno de 1852,
e o principio do de 1853 ; e todos nos fomos teste-
munhas dos soffrimentos da populaco, o dasseenas
que se deram em diversos acougues, e que estive-
ram ponto por mais do uma vez de comproinetler
seriamente a tranquilidade publica.
Foi neslas circunstancias que o Sr. conselheiro
Jos Reulo da Cunta Figueiredo tomou posse da
administracao da Provincia em fins do abril de
1853.. S. Ex. nao obstante omoestadodo sua^
saude no primeiro mez do'sua administracao, tra-
ten logo de examinar todos os papis relativos es-
te ohjecto, e de eolher as nformacoes que mais fos-
sem necessarias para tomar uma deliboracao que
mais conforme fosse com os nteresses e commodi-
dade da populaco, sem sacrificio dos carros punli-
cos. Consta-nos quo S. Ex. alem de consultar
algumas pessoas entendidas sobre a materia ; susci-
tara a idea da organisao de uma oulra companhi
Eobre bazes mais largas ; e ao paso que aclivava a
liscaltsarao para a nleira execucao das condices do
contrato, raandava fazer eflfeolivas as multas, em
quo haviam incorrido os con tratadores, e exiga in-
formases de diversas autoridadas espocialmcnta das
feras deS.-Anto c Podras de Fogo sobre o nume-
ro de rezes que concorriam s feiras, seus presos
quaes os compradores, noticias rindas do serto.'es^
tado da estaco, talculos sobre o abastecmeiito fu-
turo, ele. etc. S. Ex. procedeu em todo este ne-
gocio com o lino e circumspeccao que se lhe reeo-
nhece ; fez quanto era possivel para assogurar po-
pulaco desta extensa capital o fornecimento abun-
dante e barato do principal genero de alimeritaco ;
e por firaj de lodos os seus esforsos pode apenas ad-
quirir a conviecao i|uc lao impossivel era organisar
nova opaspanhia, quanto inconveniente deixar que
subsislissejn certas clausulas do contrato primitivo,
que foram causa das complieaeoesr que nos temos Depois dos prlmeiros dous casos appareccram ou-
refendo. Entretanto os coiitraladores instavam pe- i'.os.' nm dala >i um sapaleiro, que trouxe o prin-
la-reciso do contrato, ou pela modificacao das con- c,Pode'don{.a dvini IInMjimii;:n,m i^ andando um anno sem curativo algum, al que to-
d^oes. Lma^ommissao comjiosta de nove pessoas mando o oleo comecou a ler melhoras consideraveis,
ue reconnecidocutcno, mparcialidadc c independen- a ponto de ficar bom e parlir para o Rio" na ultima
cia, a quem S. Ex. consultou, foi do parecer ( co- v'"8em da Bello Sophia, julgo eu ; a este .lente
mo consta de seu ofucio publicado no Diario' de %S&*?kE olr' qae- '8ualn,en,e. trou" a,m?-
aU,l sablMdo) quo ocontrato actual nao |se poda man- parecer rodo dos ratos,, em summa de borrivel,-
ter, que era iiulis|iensavcl elevar os procos, o osla- horrendo e asqueroso aspecto, sem poder dar um
betecer outras garantas de execucao. "V80' pur 'sensibilidade e falla de accao as exlre-
ti ador consciencioso, e esclarecido?- Rescindir o ra, eslava de tal modo alterada para escura, que mais
contrato, c deixar voltar as cousas ao-amigo estado t *
Enlo o Lirberah Pernambucano teria sobeja
razo de queixa. Organisar nova companhi ? Com
que gente ? Foresto Diario se publicou um pro-
gramma suscitando essa idea, e provocando a dis-
ciiRso sobre a materia ) porque nao offereceu enlo
o Ilustro contemporneo as suas luminosas ideas
Visto que o negocio he lo vantajoso, como se diz
nos artigos que respondemos, porque nao se pz
testa de uma nova companhi, porque nao orga-
nisouasua propostae nao a offereceu ao governo?Po-
demos asseverar-lhe que S. Ex. a acolueria da me-
lhor vontade.
Nao restava pois ao Sr, presidente oulra alter-
.... ^ -.u .,. uc ctl iiniuu fliit'iauti irtia l'mjiii i, que milis
linda de preto do que de liranc.i, linha a alleraco
da cor da pelle chamada negricia ; este .lente depois
de lomar terca de oilo libE de oleo parece lar em
meia cura, j nao lem pernasde corlica ; a negricia
esta em meia resolurao, j passeia ; os tubrculos
ulcerados na face, nas nariuas, interior da bocea,
nos bracos, pese maos acham-se cicatrizados ; pode
dizer-se com verdade, que est meio curado.
Lm Hebreo que ha pouco vein' de Lisboa, para
se sujeilar ao tratamenlo, considero-o no segundo
grao, tem a duenda, ha tres anuos, os tubrculos
eram mu pronunciados em toda face, com tendencia
para a negricia ; hoje lem nm mei de tratamenlo,
e, a meu ver, lem melhoras coi.sideraveis ; a edr he
mais natural, as poeminencias, pela reunio dos tu-
brculos, sao menos sallientes, os tracas daohysiono-
mia sao mais naturaes e est sali-deilo, menos da
nni. .. r' -~ i". """" ------ demora e de estar longe da sua familia, que deiiou
nalivaquenao fossereseiiidiroconlralo, ou modifica- em Lisboa; esle Hebreo trouxe a molestia do Para,
|: foi este ultimo arbitrio que tomou S. Ex. o com <*ama-se David.
coiidisestao vanlajosas, que s poder desconlioce-
las quem esliver fascinado polo espirito de partido,
ou quem qiiizer aprovcilar qualquer pretexto para
fazer opposicao torio o 'dimito, sem se lhe impor-
tar que suas assercoes sejam desmentidas por fastos
incoiiteslaveis. E com effeito para conbecer-se a
immensa vantagem do contrato actual basta ler as
suas condiooe; e compara-las com as do contrato
primitivo. Dossa leitura so deprehendor com loda
a evidenciaque ficou feixada a porta .aos abusos
de que tanto se tem qucixado o Liberal Pernam-
bucano, slo lie, de que os contratadores expHnham
venda gado seu sob nomes supposlos para pode-
rom exigir maior proco que o estipulado no contrato:
os contratadores sao homens sisudos e de reconheci-
da probidad^ ; nao os suppomos eapazes de praticar
senielhanle abuso; mas o ccflo hoque havia aecu-
saces nesle sentido : hoje essas aecusaces seriam
inpossiveis, porque ainda que olios quizessem nao
poderiam praticar tal abuso, salvo siijcitando-se,
alem das peonas mesma multa que pagam os mar-
chanchantesou alravessadores. Esta multa que ora,
de 8 rs. arreeadada em beneficio dos contratadores,
foi elevada 109 rs. e levo uma applicaco muilo
mais til, sendo destinada s obras do hospital Pedro
II. Os casps fortuitos quo o contrato primitivo
erara mal definidos, e podiom dar, como de f*cto
deram lugar duvidas o-complicaeoos, foram agora
limitados, MB definados de maneira "quo exclucm loda
a possibilidado de duvidas ou contestacoes. A fis-
calsaco foi melhorada, e regulada no intuito de
assegurar a plena execucao do contracto. A nica
Ha das appareceu-me um outro doente, Joao
Rodrigues 'lavares, que veio da Babia a Portugal, e
de Lisboa, depois de haver all sido submettido a lo-
do o tratamenlo, veio a S. Miguel para so sujeilar ao
meu Ualamenlo ; j est receitado.
Eis aqu a historia, posto que imperfeila e sem
ordem, do que se lem passado com a morplia ; lo-
dos os doenles tomam o oleo com facilidade, comes-
pecialidade, passados os primeiros oito dias, por ve-
rem a pelle mais macia, a cor arroxeada eluTenle-
modificada ; a alguns he difficil conler para que nio
lomem grandes quanlidades de uma vez.
Joi Mara Cordeiro Lima.
PUBLICACACT A PEDIDO.
.Senhor. Diz Joo da Costa Palma, que lendo
viudo da cidade de Pernambuco, com praca no 7 ba-
lalhflo do libertos, no anno de t825, ao depois pas-
sou-se no mesmo.anno para a 7. eompanhia do 1.'
corpo da brigada da marinha ; marchou ao depois
para Montevideo em 186 no brigne Caboclo ; em
Montevideo esteve at 1828 e nesse anuo regressou
para esta corle, onde teve a sua baixa em 1829 : nes-
tes termos pede a V. M. Imperial, seja servido man-
dar que do com peten le livro se lhe passea sua f de
cilicio com lodas as nolarOes que nelle existrem.
E. R.M.
Rio de Janeiro 13 de mafe de 1851. Como pro-
ire.
curador, Jo3o Gomes Duar...
Passe.nao havendo inconveniente.
Palacio do Rio de Janeiro em 16 demaio de 1851.
Tonta.
Cumpra-se pelo archivo o despacho supra.
Contadoria geral de marinha em 16 de maio de
iSi. Silva.
Em cumpriroenlo ao despacho retro. Certifico
ques foi has 27 do livro que servio de assentamenlo
de prajas, da 7. companhi do 1-. corpo da imperial
------?-._. ,,, CACT.uvau Uu cuuiracio. aiimca brigada, erelacoesde moslra de 1825 e I829,conslao
vantagem que tiveram os contractadores foi a do eituinte:Soldado 0.55, Joo da Costa Palma.nalu-
augmemo do proco, e o perdao das multas que ral de psrnambuco, lillio de outro, idade de 40 an-
Ihes linham sido impostas na imoorlancia de 7 son "0,,11al.lura polegidas.cabellos pretos, olhos pretos,
insfliinm- m,c J. imporrancia ne / con- e solteiro. Assentou Braca ejurou bandeiras em 19
tose tanto, mas era compensacao disto cedem das de dezembro de 1824. Sendo da prmeira companhi
mullas dos marchantes, que regulavam mais de 3 do ?' baialhao de artilharia de posico.foi distribui-
contos de ris por mez, e renuncame quaesquer d" Pr'mra companhi .te libertos, vindo pago al
nvlamiiPoe i .;,. j::_______.?....,.' ,n f de selembro de 182... Embarcou na fragata Pau-
o la, em 2S do mesmo mez i "~
a do em fevereiro de 1826,
.,w-. o mullos nao esuua aiuua lerminaua, c<
mo diz o Liberal Pernambucano, pois que pen- :
dia dp soUKjo do conselho de estado', ^"quem^ti- ^r^%X&^&
nnam recorrido, c S. Exc. havia admitlido o ro- ""viso da secretaria de cstadodos negocios da marinha
curso, que os contractadores nao deram andamen- ^e 2* de i*a d 1829, foi escuso do servicp por
to, deixando ficar na secretaria os papis at sotugo ZTtL HH^ *?E?ir%TX;' C?'"
do novo contracto. f,'0* pMW 8 *'IDdo pa8 a,e ^ de Janeiro
Suppomos pois haver demonstrado que o novo Nada mais consta das referidas relaces de mostra
contracto se por um lado ofterece alguma vantagem as ?ua?? me reporto.
aos contractadores, por outro muito maiores offere- """V d? TOn|?drMeral da marinha em 23 de
a um ostabelecimrnto de caridad" Ti pTpulaS cZa*' nt- ^"^ /0^uim Manoe ""
que foi quem verdadramenlo lucrou, pois que Estavam reconhecidas e selladas.
d'oraera diante lera nm fornecimento seguro a- ~:------------------~~-------------------------------------------
uundai....."o Principal genero de almcntacao, sem LIlTEBATI R\
que nada tenha temer da shicana, que dava --------'--------------------------2_*_*jf;______________
lugar o contracto anterior; o o mais que todas ^ w;t .,im k _x*. :. eezes sobre o estado da instruccao publica
em Franca depois do dia 2 de dezembro de
1851.
| CoDtiaua^.o do nnnt4.ro iDlecedcnle. )
XVI.
Eis aqui nm facto por si s bastante para aitestar ^ ,noSl0 ponto de 0XP3a0. Vossa Magestade,
asoIcilu,lecomque o Exm. Sr. conselheiro Jos v0!.vendo. suas v's,as I1* '"*. se dignar medir
Bento volla sobre o bem estar da populaco da ac,a 06 fl pereorrida, reconbecer, como
provincia confida sua administracao. Entrelan- a eon,,an53' (Tue o vivo impulso impresso no
lo neste memo facto que o eximio publicista do PaizPrsua vontade poderosa, nio foi cm ne-
Liberal Pernambucano, invertendo as ideas do ""^ ^ IM,?"Pi*,,on mais fecundo, do que
justo e do honesto, enxerga concessao, peita, su- M ^TO*0 P
horno, etc. 111 0 Ilustre contemporneo niesmo loll."do <*>* su" nomcaco e em sua aeco pelas
recua anti umjuizo lo dcsfavoravel, c diz que nao formal,dades *> um processo que podia convir
querendo manchar o carcter do Sr. Jos Bento, se ,lma corPoraCa(>> mas que o estado no^deria se
conserva extatico beira de uma duvida que acomraodal' a administracao superior esteva dcs-
se lhe aprsenla como um horrivel precipicio. pojada de suas prerogativas as mais essenciaes ; ella
Pararemos pois aqui, e esperaremos que o lis- as tem recuperado.
0 cosselho collocado peta lei no cume da jerar-
estas vanlagens apenas custam 5 ris mais por cada
libra do same no lempo do. vcro, o 10 ris no in-
vern, pois que o proco no primeiro caso foi ele-
vado somonte 160 ris por arrha, e no segundo
320 ris.
dtsttncto escripior acorde do seu estasis, e cahindo
da beira da duvida, continu a illusirar-nos com
as suas sublimes produeses, na certeza de que te-
remos muilo prazer cm acompanba-lo, pois que se
as outras ordene de fados frem como esta pri-
raeira, eremos de boamente que produziro o effeito ^ modificada conforme o espirito do governo,
contrario ao que o contemporneo lera em vista, 1ue Paiz M deu '< auxiliar omnipotente por suas
por que daro lugar a explicar esses factos, e pro-
var, com toda jpvidencia, o tino, circumspeccao
e inparcialidadffim que o Exm. Sr. conselheiro
Jos 'Bento tem administrado a provincia.
Em vista da votaso, do que temos sciencia, est
sem duvida reeleito o. Exm Sr. conselheiro Jos
Thomaz Nabuco. Sao podemos deixar de congratu-
larmo-noscdni todos os eleitores desta provincia
por esse acto de justica, para com seu amigo repre-
sentante e fiel araigrj o Sr. .conselbciro Nabuco, que
ha muito tem o seu nome no livro das nossas Ilstra-
seos, j como jurisconsulto, j como poltico, nao
poder deixar de raceber ainda esta vez mais urna
prova dessa conhanea, de que elle mpre se ha fei-
to digno. Pois o facto de ser S. Exc elevado ao
alio cargo de ministro de S. M., em nada ofez per-
der para com os seus comiitentes, que antes pelo
.oiurano s viram nessa nomeasao do augusto mo-
narcha brasileiro um signal da consideraco, cm
que tem o Jwnrado deputado do Pernambuco.___
Louvores por tanto ao corpo eleitoral iiernambucano
enossos emboras ao distincto. ministro da justica.
CORRESPONDENCIA.
Srs. redactores..-Quando no seu Diario sabio
transcripto um communicado di Nacional do Porto
acerca lo curativo da morpha com o oleo do tarta-
ruga, por meu irmo Jos Maria Cordeiro Lima, fui
procurado por diversas pessoas para mandar saber
delle o modo de usar dp dito oleo, o o mais que era
necessano para a cura de lao tcrrivel molestia, o que
logo fiz, ehoje rogo-lhes o obequio da publicarem a
carta em resposta_ aquello meu pedido : guarda.lo
para mima, maneira de preparar e usar do remedio,
Snmm vdes,areldePO*e- As pessoas que para
r!l PrucuraraT.- Pdem d"-'gr-se a ra do
Uespo n. 3, para lhe dizer qual o preparativo que
-leve ja principiar o doente. Nao ficando curadas as
Satq"^ 0irrT* "ada Pa?am Pe'o remedio, ao
contrario terno de dar a quanlia que se couven-
conar.-De Vmcs. atiento venerador" criado.
u .. JoSo Maria Cordeiro Uma.
Recite 7 de Janeiro do 1851.
^Tl^rrJ^^^K^-. Miguel
i n,. --------- lu"""tme morpneii-
co. Iiz-lhe a mesma applica5do, com cxcellenle re-
sultado este homem linha a molestia no primeiro
grao, as melhoras foram rpidas.
cha offerecia, |)ela maneira da nomeaco do seus
membros e por algumas de suas auribuices, in-
conveniencias que na sabedoria pessoal nao podia
altenuar senao momentneamente; sua constitu-
luzes deixa a responsabilidade c a aeso a quem
deijpm portencer.
O plano dos cstudos secundarios be apropriado
as necessidades d sociedade moderna,.sem apartar-
se das tradices, que fazem o justo orgulho da
Fransa. 0 alumno que tem vocaco pelas lettras
e o que lie destinado ao commcrcio ou industria,
acham boje, um e outro nos lyceus do estado, uma
asttucco, que lem o duplo objecto de desenvolver
suas faculdades geraes o prepara-los para a carreira
que se. propoe seguir.
A, reforma do -stema dos cstudos trouxo a dos
melhodos e dos prfferammas. Grammatica, hisio-
na, philosophia, bellas-artfe, malhematicas, phv-
sisa, historia natural, linguas vivas, nao ha uma
parte do ensino dos lyceus, que nao tenha sido re-
locada, posta em harmona com o fhn melhor defi-
nido da edueaco publica.
0 bacharclado era lettras degenerado tinlia deixa-
do de ser a sanecao dos estudos secundarios ; de
boje em dianlo elle mareara o seu nivel c examina-
ra a sua rcgularidade.
O bacliarelaijpem scioncias, nao ha muilo aban-
donado, porque nao responda a uma vocasao ge-
ral, e o exame era embancado de questocs muito
elevadas, veio a ser o coroaso dos estudds scienti-
licos dos lyceus ; elle dirige ao mesmo tempo s fa-
culdades de medicina, e das sciencias e s oselas
especiaes do governo.
Em todas as carreiras abertas para o ensino do
genio do homom, Vossa Magesladc imprimi nos
espintos, desengaados de vaas esperansas, um
vo, sujo alcance a gerao que cresce, poder um
dia medir.
0 numero dos alumnos de nossos hceus, os
quaes se tnham elevado em 1847 at 2337, era
por causa da decadencia destes estabelecimenbs, olk)
era no 1 do novombro de 1851 de 19,476. No
momento mesmo da applicaco das nossas reformas,
no 1 de novombro do 1852, elle subi ja cifra
de 19,673; dous raezes depois no 1 de Janeiro
1853 elle tinlia chegado cifra de 20,372. ]
de-se affirmar que esta parado o inovimento de
de
Pe-
d-
crev 7 d? WSh: rtT'10 i"nao- Ja le mmlf0> T,at a"*ectava a populaco. A confi-
''- -TL52 "i" 9m?"- a"adasfam,lias*len.reStalM!lecidome,lidaquo
morpln-a ha qualro novo plano de estudos se faz conherer
i, depois de muita re- *. *uul" s- '" toiiuecer.
......... y...|..M u meo ue larl.imga naqnelU ler^ A dlvlsa0 elernealar que lodos os nossos regmV
A^mS^lT^^'^^k^m,s "lemos nnhain Procurado diminuir, ao principio
.^ ^^''^ul^^nao^^ depoirpelaPat-
pul.lica-lo, posto que tesse aqu conhecido de muilas tenila5a0 ra(!srao do programma das duas classes
pessoas, serapre esperando alguns oulros casos, alim conservadas, loivge de perder discpulos, s tem
tEtZS&tt^E&Ftt ?anhad0 dla -"m elevado da cifra do 1,366,
..aquella molestia e *^3i!Eg ZI^Z ^ \ *'?' ClS % >
co. hz-lhe a mesma applicaco. com eiodhH^. r. mezdejulho pausado ella se compunha de 2,
discpulos.
Que reduzjnVse o numero das classes o
' Foi depois do ultimo caique fiz oublicr a noli Y : "mn]*e numero *is classes o n-
ia. que leste no Nacional; loSos 09 jorn de Po I %*$"?" 0S *** ** visto, temos chega>
nao
da
I dis-
am o curso completo do ensino lelterario.c de 1,970
que seguiam o cursode sciencias, sem associar a
elle de uin modo regular esses cstudos classicos, cu-
ja cultura passa justamente por um dos ttulos de
honra do espirito franecz.
Quando a divisao superior foi composla de duas
scccocs, uma mais particularmente Iliteraria a ou-
lra mais especialmente scienlifica, mas participando
ambas a um lempo do ensino classico, a divisao dos
discpulos quasi que Se fez igualmente entre as du-
as secses ; no 1 de novombro de 1852, 4,023 dis-
cpulos aprofundavam, na seccao das lettras, o es-
tudo das lilleraturas antigs ; 4,560 adquiriam
na secsao das sciencias, todos os eonhecimentos ma-
Ihematicos, physicos o naturaes, instrumentos da ac-
tividade e da preeminencia das sociedades moder-
nas : mas todos estes discpulos da seccao das sci-
encias, como das leltras, isto he, 8,583 jovens em
lugar de 6,339 recebiara em cursos regulares e
communs as lises de lalin, de francez, de lingua
estrangeiras, de historia c degoographia, que com-
pe o fundo de uma edueaco verdadeiramente li-
beral.
Assim tinhamos diminuido o dominio da igno-
rancia, estondendo ao mesmo tempo o onhesimento
das sciencias ao seu maior numero de espritus, e o
imperio das lettras sobre todas as inlelligoncias.
Quasi 2,000 mancebos, que em nossos estabeleci-
menios nao linham commercio cora as lellras, tem
csperimentadosuainfluenciabcucfica: outros 2,000,
quo retardavam sem vantagem para si o movimen-
to das classes consagradas nao mais nicamente uo
estudo, se nao imitacao das lilleraturas antigs,
tem adiado o jogo natural e o emprego proveitoso
de suas faculdades,. applicando-so aos estudos dis-
tribuidos, de modo quo fazem dellos cidados uteis,
ao mesmo tempo que fazem homens civilisados.
Tal he o resultado j magestoso que temos obtido.
A estalislica dos dous bacliarelados cm lellras e
em sciencias confirma todas as induecoes que lemos
tirado lo quadro da populaco de nossos lyceus.
Nas.- diversas secsoes do anno de 1851, todas as
faculdades de lettras reunidas linham procedido a
9,455 exaines, dos quaes 3,041 tinham sido se-
guidos da adraissao dos candidatos, e 6,414 da
sua rejeico. Em. 1852 linha havido para lo-
da a Franca 9,637 exames, 3,105 admissoes,
6,532 adiados. Em 1853, lendo-se comecado a
fazer os exaines sob o imperio do regulamenio de1
5 de setembro de 1-853, houve para as duas pri-
meiras secses em toda a Franca, segundo os clculos,
se bem que incompletos, cerca de. 3,444 inscrip-
coes, 1,235 admissoes, 2,309 adiamenlos.
Aultimasecco.quoler lugardel al5 dedezem-
bro, nao ser bastante para que se chegue, ainda
a uma distancia bastante grande, da cifra dos exa-
ms do anno precedente. He provavel que haja es-
te auno porto de 4,000 exames e mil hachareis
menos que o anno passado. IJpde-se julgar segu-
ramente pela sesso do mez de agosto, que he natu-
ralmente a mais importante : em 1852, esta apre-
senta 4088 canditatos para a Franca ; em 1853,
nao aprsenla mais de 2,696. Este resultado es-
lava previsto, e os amigos dos estudos classicos es-
to longe de so queixarem disto. Alem de que o
amigo systema convidava a todo o mundo a que to-
masse o grao de hachare! em lettras, o fazia delle
por consoguinie un titulo mais assustador pelas
pretences queautorisava. do que til pelos servicos
que promotta sociedade. Hoje o bacharelado nao
tet outros candidatos senS aquelles que queiram
entrar verdadeiramente preparados nas carreiras li-
beraos ; e aquelles que sabem que os melhodog a-
breviados c a fraude nao sao meios de successos,
uo terao a temeridade de se apresentarem a uma
prova que elles nao poderiam honrosamente soffrer.
O exame do barJiarelado em sciencias atralie,
como a seeco scientifica dos nossos lyceus, maior
numero de jovens do que no anno passado ; 1,500
ban ? elle a lem tratado alternativamente com favo-
re e rigores inauditos na histeria, lo brilhanle o
tolragica das familias reaes. Dous seclos de poder
e de gloria sem par ; depois em menos de sessenla
annos deolre qualro reis, um morlo no cadafalso,
dous no exilio ; lodas as dores liliaes escoladas por
uma sania princeza, lodas as dores maternaes por
uma santa rainha ; meninos bannidos violentamente,
ao sahirem do berc,o e lanzados para longe no eslran-
geiro como grandes criminosos. Os Binarla, tao des-
grasados, nlo liveram jamis hrilho nem felicidade ;
os Bourbons locaram ao fastigio e aos abysmos das
fortunas reaes ; jamis lanos golpes de raios nao
caliiram lo rpidamente sobre uma arvore 13o gran-
de : e todava o (ronco quebrado nao est morto; os
ramos eslo dispersos, mas nao dessecados. Porque
razo assim ferida '.' Porque razaaassim conservada'!
Ser uma senteiira ou uma provago ?
Ainda mesmo quando nao a coroprebendn, creio
na Providencia divtea e na uslica da Providencia
divina. Nenhum pensamento, ouso dize-lo, se incli-
na mais profundamente que o meu diablo das treyas
que Dos colloea cima de nos e diante de nos ;
ias Dos que nos encobre o futuro, entrega o passado
a nosso exame; se ello nos impede de conbecer seus
designios, admilte-nos a estudar suas ohras. Talvez
que nos seja permitlido entrever em suas obras al-
guma cousa de seus designios.
A Franca e a casa de Bourbon anles de 1789 he
passado, he historia. Eu quizera lembrar o que a
F(an;a e a casa de Bourbon foram juntas antes des-
sa poca. Issoestmuito esquecido, roas o que os
povos esquecem nao desipparece por isso no enca-
des ment do, factos que influem sobre sua sorle.
Entre os factos dpsla poca, eis aqui o mais geral
e mais salliente. Os dous secutes da realeza da casa
de Bourbon, o secuto dezesete e o secute dezoilo sao
os mais bellos de nossa. He moda, ha muito tempo,
oppo-los um ao outro para ele va-los ou abal-tos,
iu.-ensa-los ou nccusa-los um isla do outro ; mas
cima de seus contrastes do suas fallas domina es-
te grande resultado que Ihes he commum, o desen-
volvimenlo brilhanle da sociedade franceza, o pro-
gresso rpido da civisaco franceza, no interior Sua
aclividade, no exterior sua espanso sempre cres-
centes. SSo par a Franca dous seclos iocompara-
veisde poder'polilico, de esplendor inlelleclual, de
arrojo para o bem social.
Eucontram-se espirites serios, honestos c sinceros,
que consideram esla poca como urna-poca de deca-
dencia. A partir do secute dezeseis, desse dia no qual
o que elles chamam a unidade religiosa da sociedade
clirisla foi rompida, e porque ella foi rompida, nao
hnuvc, pensam elles, na Europa sena.) desvario e de"-
cadencia. NSo he minhaintencao entrar aqui nesle
debate, nao posso fazer oulra cousa que exprimir
meu profundo dissentimenlo a esle resuello. He
isso, ao meu v* desconhecer a verdade dos lacios e
tambero a grandeza da religiao clirisiaa.
O bem eo mal lem sido profundamente mistura-
dos no, movimento moral e social dos dous ltimos
seclo, e o mal abandonou nellcs como enf todo mo-
vimento humano quo he grande, e os homens aiuda
n3o mediram toda a exlencnn desse mal, nem sacud-
ram todo seu jugo; mas para apreciar justamente o
vasto todo de factos e de ideas que he a historia de
um lempo ou de um povo, nao convem que nos en-
cerremos ero uma s idea eem um s facto como era
uma priso.por mais alto que a priso eslea colloc-
da; cumpre ver o horisonle lodo inlcirn, e tudo o
que elle conten c tomar cuita de tudo. Compa-
rando esta phase com as anteriores, acha-se quo o
bem domina nesla phase dos desliuos froncezes que
encheu o secute dezesete e o serillo dezoilo: ella hon-
rou mais do que manchou, e servio mais do que des-
vairou a humanidade.
Sen embargo de nossos erro* e de nossas tristezas
13o immensas, o inslincto publico da Franca, digo
mais, o inslincto geral do mundo foi ehe ainda desla
opinio.
E a religiao chrisla nada arrisca em reconhecer is-
so, pois se ella sofiria muilo na crise do ultimo se-
enjo, foram esses para ella solfrimentosjnomenlaneos,
e que lhe prepararam um (riumpho esplendido. Nao
ha no movimento moral e social dos lempos moder-
nos nenhuma verdade, nenhum bem que o chrislia-
nismo nao admita e nao tenha trabalhadn por vul-
garisar; elle he o nico quepossue as armas efllca-
zes conlraoerroe contra o malque ah podem achar-
se misturados.
Quando Dos fez luzir sobre o mundo a-luz da f
chrisla, nao a iseutou dos eclypses nem das tempes-
tades que as paixOes dos homens poderiam suscitar;
o christianismo foi associa.lo aos deslinos da huma-
nidade e soffreu nossas imperfeiroes e nossas fallas,
destinado a combale-las, mu i tas vezes sem vence-las,
mas sempre a sobreviver.lhes; suas proprias desgra-
sas nada tem que deva perturbar a imparcialidade
de seus fiis na apreciarlo dos lempos diversos, pois
elle est cima ele lodas as desgrasas. Que maior
testantes nao eram excluidos dos negocios o governo
do principe, que t ulia oor nKn,7
il.i.lre rf'.niro .|L r> l'"me'ro IDIOIsIrO O man
musir dentro elles. Quando ero 1WO eucnnlrei
Franca, eucalholico, -emi.ro dV^aaTr.To.'eom!
f>o oomeso i
ii ------ --------- t c".hkiiii uc iouas as aesgrasas. yue maior
canuinaios apenas se apresenlavam nos annos pro3 "revez para elle do que o Iriumpho do mahomelismo
sdenlos ao exame do bacarclado em sciencias. A-
presentaram-se, na sesso de agosto de 1853 mais
de 3,000 por que osle grao abre de hoj em diante
a en irada das faculdades de medecina de pharmacia,
das grandes oselas especiaos do governo.
Os exames da dupla subslituicao das scioncias o
das leltras comecaram pela prmeira vez a 28 da
agosto de 1853, e tem constinuado no meio da e-
mulaeao sustentada dos aspirantes. Posto que en-
tre os candidatos que se apresentam, os que nau-
fragaram nos amigos concursos, sao grande numero,
e que nao possa ter lugar seno para espirites for-
mados pelos novos melhodos, pode certificar-so
quo o fim de examinar a aplido geral dos professo-
res, sem desanimar as vocacoes particulares, be
utilmente conseguido por estas provas. 107 candi-
datos se fizeram inscrevoc para a substituiso das
lettras, 39 para a das sciencias.
As vanlagens incoulestaveis que offerece s fami-
lias a nova organisaco dos estudos, eutregaram
aos lyceus sua antiga popularidade. Nao ha cidade
do alguma importancia que nao quoira ter o seu,
e que nao se mostr disposta a todos os sa-
crificios para "obter esle favor. Vossa Magesladc
acaba de decretar o estabelecimento de sois novos
lyceus, cm Cacassotux, em Troyes, Sao-Quentin,
Chateaiirovo Conlanccs, Tsarbes. Os tres ltimos
sero abortos nestes dias.
Taes sao os resultados dos beneficios que vosso
governo so tem aprovido at aqu em prodigalisar
particularmente a bem mesmo dos .nossos lyceus,
aquellos mancebos que tinham seguido os seus es-
tudos luteranos. As faculdades das sciencias que,
eom as faculdades de medecina concorrem para dar
o ajlp ensino quglles que lem seguido os cursos]
da seccao scienlifica, verificados pela nova orga-
nisaco de seus gpos, nao esperara mais de vossa
solicilude mais do que a grasa do poder empregar
instrumentos de trabalho jjnsnuiiioiosose mais
perfeitos no ten ico- de seus^enovados auditorios.
Na csplicra da inslmcco primaria, ondeo impul-
so dado pela lei de. 1833 nao se fez menos sentir
vivamente, do que a accao da lei de 1850 as csco-
as particulares de rapazes o meninas continuara a
se transformarom mu rpidamente em escolas pu-
blicas. Assim desdo o comeco do anno de 1849,
l,404escolasparticuIaresdesjpareceram, 3,488es-
colas municipaos foro abortas. E entre estas es-
colas particulares, que deixaram do existir, 1,286
eram regidas por leigos, 118 por congregacoes reli-
giosas ; entre as escolas municipiacs que* se tem
creado, 2,789 perteucem ao cnsinf leigo, 699 ao
ensino das congregacoes. 0 ensino das congrega-
coes tem perdido menos propOrcionalmentc escolas
particulares o formado mais escolas municipaes do
que o ensino loigo, que tem ferto todavia conquis
tas muito materiaes.
Assim inaugurado pela reforma da edueaco na-
cional, o hoto imperio nao ser infiel s suas es-
treas.
Ellecontinur a olhar como um dos seus mais
bollos ttulos ao reconhecimento do pajz a proteceo
dos inte/esses nioraes, o desenvolvimento regular e
fecundo dos conliaciraentos humanos o desses altos
estudos de sciencia o do lilteratura, glorioso legado
do nossos pas. A administraran de instruccao pu-
blica se honra do so ter associado a esse trabalho de
renovaco social e de progresso intolleclual. Ella
depile com conlianca nas mos de Vossa Magestade
o quadro de seus actos. Ella julgaria ler ohtido a re-
compensa de todos os seus esforsos, se vos, senhor,
adiasseis neste relatorio fiel a prova de sua dedicaco
aos interesses do vosso reinado, que eslo para sem-
pre confundidos som os'da patria.
' Sou, senhor, com o mais profundo respeito.
Do Vossa Magestade. Subdito muilo humilde e
muilo obediente.
Omt'ntifro de instmecao publica ede seus
cultos. I. Forloul.
(Moniieur.)
mmm i artes.
c., qne leste no Nacional; todos os joVneV do Por .P0^18 dos 'Licios desta divso, temos c
lugal a transcreveram ; lodos os mdicos tem sido a. fazer >" >rrer mais discpulos do que ,
noticia 'd"Sdescre,r.eaCcnm T a'sum repelIise adm,1U,mos oulr'ora 0"> qiuInB mais vastos e para
teMHa? nreceCmyuTlraa pSmfd^ S?? T* ^^ hecerla'enla P a mais
perirpenlar-se,. c assim lem para aqui pedido ei- e,Ura c0,H.nga renascenle das familias e "
pl.caces sobre as formulas para empregar o oleo, c Prospendade futura de nossos eslabolccimcntos.
cuio dTecloTheT Slfcis? !'Sp'?' "0i Uarm< *.***>lk ** P conlava 5,819 UK
lados ; ancioso espero al>er se he confirmado, ou nao >U*J 1 ao novoraliro de 1S52, e se prepa-
o que eu observei. Naquelte minha noticia eu fui rava Pr ('ons "inte a entregar urna populaco
mu cauteloso e reservado, para nao dar como cerlo mais numerosa divisao superior sobre Vnualm.
vaS0e, ; o meio he innocen.issimo, comparado om n"**?*- *
s aIl!!n!Ci,5s,,,u1eulu,namenlMlavamemni(i em A dlvlsao superior se corpunha no 1 do no-
vembrodel85| de 6,339 discpulos, que segu-
HISTORIA PHILOSOPHICA.
A Franca e a casa de Bourbon Mta da 1789.
(Por Mr. Gui:olJ
Dos he cheio .ao mesmo tempo e clareza e de
myslerio ; elle brilha sem se descubrir. De todas as
geranios humanas, a uossa he a que deveria estar
mais convencida dessa verdade, por quanto uenlruma
ha que tenha visto cumprirem-so lanas e lao gran-
des censas no mesmo lempo imprevistas e carrsgadas
de revelac/ies brilhanles. Mas que nenhum puiro
nosso secute seria imperdoavel de ser impo ; Dos
nilo fui jamis tilo visivel. Visivel e ao mesmo lem-
po impeiietravcl ; as cousas que se tem passado em
nossos dias lem excedido infinitamente os plase as
forras dos homens ; Dos somenle as pode fazer ; os
mais cegns o reconhecem. Agora o que quer elle fa-
zer de nos Os mais perspicaces nAoo perechem.
Entre as obscuridades do pensamento divino, uma
lia de que he impossivel nao ser uma pessoa impres-
sionada, e s-lo sem sentir uma profunda emoeu.
~ sao os designios de Dos sobre a casa de Bur-
no oriente da Europa, no occidente da Asia e no
norte da frica? Entretanto nao vemos nos raiarl
o dia cm que estere vez ser reparado? A sorle da
religiao qhrista nilo esl mais comprpmettida nas
revolu;oes interiores dos estados do que nas invasoes
guerreiras dos povos, e pode sem perigo fazer justica
s pocas que mais a lera malignado ; ella ver as
sociedades humanas, alravez'de lodas as suas Irans-
forroacOes, virem ou vollarcm sempre a procurar em
seu seio a vida e o apnio.
Coacedendo ao erro e ao vicio, s arrogantes pre-
tenjOes do espirito, es ms paixes.do roracao liu-
rnano uma grande parle nos seculos dezesete e dezoi-
lo, creio que aparte loda a idea de decadencia; acei-
to estes dous seculos como umHempo em que o bem
excede o mal, cheio de progresso verdadeiro tanto
!|uanto de esplendor, e pergunlo a mim mesmo qual
oi nesse grande Irabalho o principal actor, o paiz ou
seu governo, a narao ou a dvnastia? Ambas.
He uma chimera pretender separar em um paiz
monarchico a dynastia real e a naco; ellas sao inti-
mamente encurporadas: a monarchia he-uma dy-
nastia.
Que fez durante dous seculos de reinado a casa de
Bourbon, em seu trabalho em commum com a nardo
franceza!
Qual foi, assim em bem como em mal, a parte qoe
liveram em nossos deslinos'?
A popularidade de lleurique IV prejudicou a sua
gloria; o esplender de seu espirito laucn alguma
sombra sobro seu genio, e lauto se lem fallado -de
seus bons ditos, que suas grandes e fortes acees foram
esquecidas. Este rei de direito, que para ser rei de
facto leve lano Irabalho que tomar quanto o mais
laborioso usurpador, foi o primeiro que lancou em
Franca as bazes de uma poltica nacional e de um
governo publico, islo he,de um governo preoccupaJo
antes de ludo do proprio paiz e do paiz lodo inleiro.
Era enlo um fado mui novo ser a paiz tomado
por fim, e seu inleressc como regra do soverno.
O espirito chrislo inspirara a S. Luiz, o espirito
nacional animara Carlos VII. O povo, os soflrimenlos
do povo, a benevolencia para com o povo, preoecu-
param a Luiz XII. HenriquelV foi o primeiro que
leve no governo o pensamento habitual do ulerese
publico, superior a lodo o ipleresse de j>essoa, de
classe oo de partido. Novidade mui bella certamen-
te, por quanto lleurique IV era sua lula para apos-
sar se do trono, fora sustentado por um partido e re-
pellido por oulro. O chete dos protestantes e dos
ligadores collocou a Frauca cima dos protestan les e
dos ligadores.
__Seria isso um puro calculo de inleresse pessoal?
Nioj fot sobro ludo a intelligencia do estado da so-
ciedade e das "ondites do governo. Ilenrique IV
nao Uvera smenle os protestantes por amigos e sus-
tentculos,. No meio das grandes desordena e n
grande mdvimenlo inlelloctual do secute XVI, nm
partido se formara que, a fallar a verdade, nao era
um partido, mas emprego esta palavra que nSo con-
vem, por nao adiar oulra, o partido dos polticos
sensatos e honestos que collocavam direito, a jusli-
C-a, o bom sensoc o bem publico cima de tedas as
dissenses e de lodas as prelensoes religiosas, aristo-
crticas ou populares, e que qneriam fazer disso a re-
gra de conducta do governo como do povo. Verda-
deiro partido da monarchia e da sociedade franceza,
muito mais adianlado do que seu lempo por suas
ideas, e todavia o nico em"harmona com as neces-
sidades e votos reaes de seu tempo e o nico que
comprchendia a Franja com quanto nao fosse sem-
pre por ella comprehendido. Uclianceller de l'Ho-
pilal fora o ministro deste partido; o presidente de
Thoii foi seu historiador; Ilenrique IV seu rei.
Assim comecaram ao niesmo lempo a realeza da
casa de Bourbon e o governo da franca para a pro-
pria Franja. Esle he o carcter e o sentido da ad-
ministracao interior de Sully; administracao mui
imperfeila ainda, mui falla de' experiencia e mui in-
coherente em sua medidas, mas clo>ada ao nivel de
sua misso por essa nocAo, por esse scntimenlo do
liem publico que se applicava a promover. Tal no-
vidade no governo inercia ler Sully por ministro.
lie alii lambem que se deve procurar o verdadeiro
carcter da converso de Ilenrique IV a igreja catho-
lica. Elle era principe, polilico e soldado, e nao
crenle fervoroso nem Iheologo. Fosa sinceramente
protestante, tem nisso pensar muito, por lr.idir.io
mais que por conviecao, sem que a religiao de sua
familia viesse a sor realmdVite a fde sua alma. Se
l)u Plessis-Mornay livesse abandonado o protestan-
tismo, leria Irahidn o que era para elle a verdade so-
berana, e leria sacrificado por um inleresse temporal
sua salvarlo eterna. Ilenrique IV nao eslava nesle
caso; elle mudou desilunco mak que .le religiao;
creu cumprir para com o paiz o seu ilever de re mui-
lo mais do que abandonar sua ir, e nao nienlio sua
alma salvando a Franca.
Ao passo que restiluio a paz i Franca, elle asse-
gurou a liberdade coinraiiulin da qual se separava.
O edicto de Nantes foi nm dos primeiros e mais bri-
lhanles ensatas tentados na Europa para estabelecer
a liberdade religiosa, logo depois e quasi ainda no
meio de vilenlas quenas "de religiao; nao a liber-
dade religiosa tal qual a entendemos e possuimos bo-
je, fundada em direito sobre a disluccoda vida ci-
vil e da vida religiosa, mas.a liberdade"para oscliris-
1,'iiis dissidentes de pralicarm com elTeilo sua f e seu
culto com certas condices e debaivo de certas garan-
tas mutuamente aceitadas. A desgrasa do edicto
de Nantes foi eslar cima do espirito e da moral da
seu tempo: para que uma liberdade dure, cumpre
que aquelles aos quaes ella desagrada saibam repei-
la-la, c que aquelles que a gozain saibam usardclla.
lleurique IV nao lancou smenle os primeiros
fundamentes da liberdade religiosa; elle a.lmiltio-a
lambem na vida civil. Os proleslanles levantaran)
con Ira sua ingraliio queixas mui naturaes; haviam-
lhe dado a victoria c eslavam venridos! Elle nao fez
provavelmenle por seus nuligos amigos ludo o que a
juslica requera e seu poder perniiltia ; linha gran-
de desconfianzas que disipar. grandes convenien-
cias queiiardar; era rei, Oasco, 1 herlino ezombe-
teiro. Em tees condices fcilmente um homem se
torna mais egosta do que exige mesmo a razio-de es-
lado, todava fados numerosos atiestan) que os pro-
muns* de Inglaterra.-
um calholico, membro da cmara dos communs leria
sido cora elteilo uma grande novidade; maanaoum
protestante embajador do rei de Franca eniloii
dres; Ilenrique IV enviou para all a Sully em hti 1
para o hm de felicitar a Jaques I pela sua eteveeSo
ao llirono. A Franca era enlo mais tolerante do
que era a Inglaterra; e na vida"publica, bem como
na vida religiosa, he debatan do governo do primeiro
(ios uourbons que entre nas comecou a liberdade de
consciencia.'
No ezter{oTHenriqqe IV se moslrou tao inlelli-
genle e lao cuidadoso do inleresse nacional quanto
no interior: tornado calliolico, nem por isso procu-
rou menos as allianeas protestantes, as Provincias
Unidas, a Inglaterra, os Canles Su'issos, os princi-
pes protestantes da AllemauJia e do Norte, nicos
estados que podiam equeriam ajndar a Frauca a
emancipar a ai e a Europa da prepolenda da casa da
Austria. Jtestam apenas algumas noyes um pouco
vagas sobre os projecto diplomticos de Ilenrique
fv ao lempo de sua morte, e inclino-me a erer que
se lhe tem emprestado souhns nos quaes lauuca pen-
sara seriamente; mas duas cousas sao certa: elle
se preoecupava forlemente do equilibrioda Europa e
da grandeza dafranca, e linha entrado resolutamen-
te nas nicas vas que poderiam condu/.ir a esees
dous resultados. Elle comecou para nos a boa po-
ltica exterior assim como a boa admlnislraco.
I.uiz XIII nao eslava liabilitado para continuar
Ilenrique IV. mas oube comprehender e sustentar"
Kichelieu. Lm dos mritos da monarchia he dar
militas vezes a principes mediocres, uo que respeiia
aos interesses de sua corea, uma intelligencia euma
constancia do vontade das quaes, a nao seren reis,
nao seriara capazos. A .situariu e as iradir^w, n
seio das quaes vivem, despertara nelles insUnclos de
governo que nao Ibes seriam bailantes para goverua-
rem por si meamos, mas que Ibes revelam o que le
o homem capaz de governar por elles. Kichelieu er
muilo pesado a Luiz XIII, lodaiia I.uiz XIII prefe-
rio sacrificar-lhe ludo, seus Validos, sua mai, seus
propros humores. \ separur-se delle. Sem duvida a
habilidadc de Kichelieu teve muita parte neste impe-
rte ; mas o bom senso de I.oiz Xlll ajudava a habi-
lidadc de seu ministro; o rei aceilava obstinada-
mente o jugo qne o homem chava pesado e-desa-
gradavel. Kichelieu govemou a Luiz XIII e a Fran-
ja; mas Luiz XIII quiz constantemente que Kiche-
lieu governasse a Franca : esta foi necee reinado a
parte da realeza no governo.
No interior, Kichelieu ralo continuau o que Ilen-
rique IV havia feito; fez outra cousa. Hertrique IV
pacificou; Kichelieu lutou. Ilenrique IVesforcou-
se cm reconciliar com o Ihruno os descendentes, e os
hdalgos, Richelieu esmagou-os. lleurique se propoz
nas alias regies da sociedade franceza ora limito
Iransacs-o; Kichelieu um fim do dominacao.
Por uma grande desgraca que se lem reproduzdo
mais de uma vez uo curso de uossa historia, elle foi a
isso obrigado. Quando a influencia e habilidadc de
Ilenrique IV desapparece'ram, a corle e a nobreza
do Franja tontaram a cahir, uma dessas intrigas fri-
volas que desacreditan) o poder, a oulra nessas fac-
ces indisciplinadas que despedaca^m o estado. Em
torno do llirono e longe nas provincias o espirite de
independencia e de arnbico estouvada se desenvol-
veu loucamente, o espirito poltico, o qual quer que
cada um saiba medir euas tercas, concertar suas me-
didas e transigir sobre suas prelencoes, faltava a io-
dos os partidos; a realeza e a Franca perecan) un
um estril anarchia. Kichelieu oppoz a esta o po-
der absoluto-. Trisle remedio, para os males que nao
achara outro. A aristocracia e~a democracia, por sua
falla de iutelligencia e por seus eicessos, podem
igualmente tornar necessario o poder absoluto, e
quando o poder absoluto se toma necessario, os ho-
mens que se fazem seus representantes nao seescu-
sam a nenhum dos alternados que elle tarabea ne-
ccssHa. Entre as mos do cardeal de Kichelieu, o
poder absoluto foi duro, muitas vezes iniquo ecruel,
mas nunca entregue a essas ideas eslreilas e a esses
terrores subalternos que de ordinario o impeliera a
detestar e a combater todo o progresso social,'lodo o
movimento inlelleclual. .Era um despotismo joven e
ousado, impfacavel para com seus adversaria, roas
cheio de inlelligoncia e de iniciativa; respeilador
das liberdades que nao o obrigavam a combate-las e
favorecedor .las.cousas grandes e novas,, quer do go-
verno, qur do espirito. Em muitos ramos da ad-
minislrasao publica elle comecou imprtenles melho-
ramenlos, reprimi, com rigor as revoltas do* proles-
lanles e nada despreziu para abate-Ios como partido
poltico, mas debaixo do ponto de vista religioso, dei-
xou o edicto de Nantes era pleno vigor, e o fez cui-
dadosamente observar para comnquelies dos refor-
mados que requeriam pralicar livremenleseu cul- '
lo. Ello quera dominar na academia franceza como
no conselho; mas aroava as leltras, interessava-se ver-
dadeiramente per seus Irabalhos, e coroprazia-sc com
seu esplendore nao se assustava de seus progressos.
No exterior praticou sem licsilarao e sem descanso
a poltica que Henrique IV preparara. Para elle,
hispo o cardeal, servir e engrandecer a Franca pelo'
braco dos protestantes eslrangeiros, contra a potencia
que se dizia e que diziara calhohca por excedencia,
era uma empreza ousada; era preciso para is*> uma
liberdade e uma firmeza de espirito raras: ellas nao
fallaram um sdia a Kichelieu, e produziram felizes
resutla.los, tanto para elle, como para a Franja. NSo
'mente alcanroo o fin que se propozera directamen-
te, isto he, combaleu na Europa o imperio da Ani-
Iria elhe oppoz a grandeza cresceule da casado
Bourbon, senao lambem indirectamente fez muilo
mais; imprimi decididamente poltica franceza
nos negocios em quej) estado e a igreja se locam, e-
sa allilude independenle comraedida eleiga, posto
que fiel, que tem exercido sobre o carcter e sorle do
nossa civisaco lo salutar influencia. Na Franca
catholica, o estado a igreja se tem sustentado em
se domlnarerp um ao outro; o estado tem sidoaflei-
soado mas nao escravisado igreja; a igreja tem sido
i dislincta, mas nao separada do estado ; os dous po-
j.dores lem sido ohrigadns a demarcarem e a respcila-
rem-seus dominios. Siluasao dillicil, na qual de
partea parle faltas graves tem sido commetlidas e
que nao lem sido aindanem bem comprehendida,
nem plenamente aceita; masque por isso nao he me-
nos cxcelleote em s mesma, conforme verdade das
cousas j fecunda em bons resultados, o que contera
um germen no inleresse da sociedade religiosa, como
no da civil a soluco dos problemas com que suas re-
laces eslo ainda embarazadas.
Por sua polilica exterior, principalmcnle.o cardeal
ileRichclieu se collocou no primeiro lugar ntreos
homens de estado que liveram o inslincto dessa si-,
luacjto.e que a tomaran) como regra de sua conducta. -
Elle servio ardentemente a duas causas: realeza
em Franca, Franca na Europa; e grasas lhe sejam
dadas, depois da morle Bourbons, a Franca achou-se no interior mais tno-
narchica, na or.lein inlelleclual mais activa o mais
adiantada, e na Europa mais forte do.que a deixara
Irintaelres annos antes o mais sabio de seus reis.
Luiz XI\ he nao o maior porem o mais brillante
dos Bourbons; elle valeu muito o custeu caro
Franca. Vou dizer com equidade mas sem reserva
o que elle nos valeu e custou.
A desordem dos costuraos he de lodos os lempos ; o
desde Francisco I ella linha tomado na corte de
Franja uma eslensao c uma publiridade deplora-
veis ; as amazias o os bastantes dos reis se tinham tor-
nado uma especie de instituicao rcconheclda e aceita
om torno driles pelas pessoas as mais honestas. As
virtudes da vida domestica oceupam mais lugar do
quo se er na moralidade geral c na surte dasuajes,
a ordem na familia he a prmeira podra da ordem no
eslado. e um dos mais divinos caracteres da religiao
chrisla he a aureola com qu ella tero rodeado os'
coslumes puros. A civilisarn moderna deve a esla
santa severidade de sua lei religiosa, oque ha talvez
de mais original cm sua phisiouomia e uma grande
parlo de sua forra como de sua belleza. I.uiz XIV
fez mais que continuar os escndalos de seus prede-
cesores ; elle leve t preteneao de fazer qnasi que fos-
sem respeilados e consagrados, porque eram escn-
dalos reaes; elles foram nao smente pblicos, mas
nfliciaes e solemnes como a propria realeza, e logo as
honras que recebiam na corle se tornaran) direito* no
eslado.
Este esplendor pomposo dos mos exeraplo* de Luiz
XIV ea posicao que elle fez a suaamaztas- c a'seus
bastardos, essa ultrajosa violaro das tetada monar-
chia como da moral privada, foram uma das causas
que no curso do secute dezesete e apezar das influen-
cias contrarias, alterara profundamente cm Franjaos
coslumes pblicos e os senlimentos monarchicos. AI-
teraco mui funesta, porquanlo a religiao se achou
nella em uma certa medida comprometida. A glo-
ria do secute dc/.esele he ter sido um secute sincera
e seriamente religioso : jamis e em nenhuma parle
a fe a igreja catholica nao lem brilhado com maior
esplendor assim de vlrlude como do genio; genio e
vrrlude mui bellos, pois 59 desenvolvan! no seio do
uma sociedade em que a desordem e o vicio ferriam
anda de tedas as parles.'
Era om tempo cheio de liberdades incoherentes e
de cOnlrasles frisantes, os caracteres mais puros, as
ev-islencias mais austeras se encontrara ahi a pardos
espiritas mais desregra.los e das vidas mais licencio-
sas, e muitas vezes dehaixodo mesmo nome 110 cur-
so da mesma vida, apparecera sucesivamente os
mais extremos actos de desordem e de ordem', de pai-
xao descorreada e de piedade exeinplar. Se. Luiz
XIV einseus coslumes nao livesse feilo mais que nar-
licipar dessas conlradijes 0 dessas IransfonnasOes
moraes de seu lempo, nao haveria falla nem na'in-
fluencia particular que imputar-lhe : mat O-carcter
de sua vida privada e de seus exemptos foi oulro
elle era ao mesmo lempo desregrado e devoto, dado s
desordens .le suas paixes e as praticas de sua f, e
levando o orgulho real a esse ponto de unir fausto-
sanente os maos costumes e a piedade ; de sorte qne
a religiao lomoa nelle a apparencia ou de umahypo-
crisia, ou de uma crenca superficial e va, o que he
para ella, no espirito dos povos, o mais gravo perigo.
Lsse perigo rehentoo no-lempo da morte de Luiz XIV
na reaccao de licenea e de mpieda.te quaabrioo rei-
nado de seu successor. O vclho rei que era honesto
e sincero, o entrevio cora tristeza e le-lo-ta repelli-
do com desgoslo, senoiivesse uma grande e funesla
parle nas origens dessa eorrupjo de corle qoe devia
ser lao contagiosa.
Elle nao governou melhor suas paixoes polticas
do que suas paixes particulares ; foi ambicioso como
fra amoroso, sem medida em seus desejos e cora um
orgulho sem frete, O exaesso de sua anihieao e de
suas guerras leve duas conseqoencis f.ile: unta!
esgolar e can jar a Fransa ao ponto que durante fio
annos loda grande empreza de poltica citerior lhe
/


*'
foi antiptica e todo grande forjo quasi impossi-
vel* a oulra, assustar e irritar de (al sorlo a Euro-
pa que ell nao cuidou mais do que ein desconfiar e
defender-.se da Franca, llenrique IV e Richclieu
lularam pelo equilibrio enropeu e liveram por si
ja causa ama parlo da Europa, a Inglaterra, a
S?!."n*l.'a AUemanha protestante, e a Suecia: Luiz
i aspirou dominado europea e ligou contra si
a Eurnp.-i quasi inleira, prulestanta ou calliolica ; e
seu mamr successo dplomalico'.a acquisijao do llirono
da Hespanha para sen neto eslevo em vcspera do oc-
casionar sua propria ruina.
No exterior anda mais que no interior do estado,
toda a prelenjo cxeessiva c arrogante he una falla
cedo oti tarcfe fatal: no estado' cm que se acliam as
sociedades christaas ha Ires secutas, ntoguem ha na
Europa que fosse bstanle forte para permanecer
muilo lempo seuhor nico, e os mais pequeos aci-
baro, por se tornaren) Icrriveis quando urna oppres-
sao ou um temor commum os lisa contra um dos
grandes. A diplomacia de l.uii XIV, desprezou raui-
las vetes o direilo ; ella foi muitas vezes iniqua e
uiachiavelica com violencia e desilem. Ha umacerla
medida de egoismo e de snceessn que urna poltica
hbil nuuca ullrapassa. Luiz XIV eoganou-se nisso
alguma vezes, e acabou. pagando caro, e a Franja
pagouS:aro, muilo lempo ainda depois delle scus so*
berilos arrojos.
No nieriur.l.iiir. XIV fez Irurophar, em principio
beni comoaeiu Tacto, o poder absoluto. Rgimen que
lem ma poca na vina das najoes, que he algunos
vezeae por algum lempo newssario.niaSqoc nao pole
tornar-so definilo e permanente, sem produzir o aba-
limeuto e a decadencia da- sociedade, do seu governo
o dos proprios liomeus quo nidia vjvem, assjm do so-
berano como vassallos. Luiz XIV uo foi no seculo
\Vir0 pnmeiro autor delle; Richelieu eMazarin
tinliam sustentado suas grandes lulas e asegurado
seu successo. Nao quero julgar severamente a Fron-
de eos seus partidarios ; muitas ideas justas, senli-
inentos elevados, desejos honestos e esperanjas pa-
triticas appareceram uesse curto arrojo de urna par-
lo da Franja para a ordem legal e para a liberdade
poltica ; a magistratura mostrou-se nella animada
gos de intelligencia edeousadia poltica apparece-
ram aqui e all na burguezia, e sem sentir una im-
presslo de pezar quasi all'er.luosa.nao posso assislir ao
destino desso cardeal de Relz, espirito grande e co-
rajoso que em um goveruo tivre terii talver. sido
nm grande homem e que os deffeitos de seu lempo
anula mais que ps seus proprios condemnarnm a vi-
vir como libertino e sedicioso, e a n3n adiar no fin
da vida um pouco de dignidado senao na obscuridade
de um convento. A Fronde f.ii urna leullaiva sin-
cera, por mal bulbosa que apaixonada entre os hur-
guezes, egoisla e impertinente entre os principes,
frivola da parle de todos e evidentemente vaa ; nem
as ideas nem a constituirn do partido denominado
Fronde ollerecinm as coudijoes necessarias de um
rgimen livre e seu Iriumpho, se elle tivesse podido
Irinmphar, nao leria tido outro resultado que a im- !
polencia no gdverne e a anarchia nn oslado. Someu-
Ic a realeza poda enlao reunir e governar a Franca.
Ellcoblcvc atli rpidamente os mais brillian'tes
successos e nao cncontrou quasi nenhum obstculo ;
os protcslanles, os jansenistas e o bello mas pequeo
e pensativo partido deFenelon, sao os nicos ele me u-
lo, o* nicos Inijos de opposijo que apparecem
nosse reinado. Jamis o poder absoluto nao foi mais
fcil e mais feliz. Jamis lambem cm recompensa
os perniciosos effeilos d ana natureza, mesmo as
circumstancias mais favoraveis, hito se deseuvolve-
ram nem mais prompla nem mais claramente. O go-
veriiode Luiz XIV. esse poder tito brilbante, (aofor-
te, lio inconlestado, lo vencedor rio-se no fim de
seu reinado, no curso do sua propria vida forillo de
fraqueza e de .decadencia : elle linha ludo domado,
e ludo dclinhava em Ionio delle, os horaeus do mes-
mo modo que as cousas, os caracteres e os espirites,
bem como scus exercitos e seu tlicsouro. Elle nao
linha admillido liberdades para avisa-lo, nem insli-
tuiees para cunte-lo ; por uso lambem em seus m-
os dias nao achou nenhuma para sustentar e retem-
perar o seu geverno.
As faltas e injuslijas que commellcr.i e esquecera
durante sua gloria, vollaram como oulros lanos cs-
peclrospara atormentado em sua declinarn. O poder
nao basta nuuca a si mesmo por muilo lempo: elle
se enerva e desecca logo, se a intervenjao activa da
sociedade em seus negocios nao ven nulri-lo e re-
n-iva-lo. Este he entre utros um dos mritos das
insliluijoes lvres Luiz XIV he de lodos os gran-
des soberanos antes de 1789 o que fez a mais conclu-
denle experiencia dos vicios e das vaidades do poder
absoluto. '
Nad ten lio occullado nem allenuado do que con-
sidero nene reinado como fallas graves nem de seus
funestos efletos ; mas nem por isso ello de'ua de
ser para a forja e civilizaran da Franja urna poca
chela de resultados lao saudaveis quaulo grandes; e
vollando i qneslao que propuz, Luiz XIV no lodo
de sua historia e danossa, nos valeu muilo mais do
que casloo.
Xio son daquelles que nao fazem nenhum caso da
gloria quando dclla u.1o resta senao n gloria so ;aip-
da mesmo estril, a gloria he bella, somenle por que
he a natureza humana, desenvolvendo-se era sua
energa e em aua grandeza. Entretanto nao ha ver-
dadeira
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 9 DE JANEIRO OE 1854.

incesantemente e aUrahiam a si a najao ; no reina-i Descarregam boje 9 y/e Janeiro.
do de Luiz XV a najaov.veu. desenvolveu-se, bri-1 arca ngleza-A/eteor-bcalhno.
Uiou separada do re, da corte e do governo, resis- Briguo inglezSpraybacallnio.
lindo-IIies pouco, mas criticando-os sem cessar com "
as conquistas sen.-o aquellagque permanecem,
ea-guerra, anda mesmo gloriosa, nao'seria sean
um Oagellu se nao desse patria novas c solidas for-
ras. Quasi todas as conquistas de Luiz XIV s lem
tornado provincias da Franca, prova certa de que fo-
ram bem cscolhidas e bem taitas, Sua ambirao foi
grande, mas nao excntrica ;rei de direilo o ein har-
mona com todos os governos de dreio da Europa,
elle 1*0 raeditava nenhum iranstorno curopeu e nao
procurava senao eiigraudecimenl'os .nnturnos e limi-
tados. A Franja lhe devo a exlenso duradoura e a
unidade compacta do territorio nacional, ella deve-
lhe lambem no interior sua unida Je poltica e so-
cial.
Pela influencia da realeza, pela adminislrajao, pe-
la legislajao, elle for comejou forlemente e adiaulou
a obra completada em nossos dias, a uio de todas
as parles do estado e de lodas as elasses da sociedade
em urna s e mesma najao, debaxo do imperio de
um s, e mesmo governo. Fado grande que d a
resolver no interesse da ordem como no da liberdade,
grapdes problemas, anda apenas en I revistos, mas que
por isso nao dcixa de ser o carcter essencial e o re-
sultado nevitavel da civilisac/u moderna. No estado
actual das ideas, dos costumes e das forjas maleriacs
de que o homem dispOe, a profunda dissemilhanja e
o solamonto dos diversos elementos sociaes sao im-
possiveis : o mesmo movimelrto os anima ou os des-
vair; a mesma luz os esclarece ou deslumhra ; el-
les assislem todos aos mesmos espectculos e sollrem
os mesmos destinos ; no lie mais nina agregajao de
entes mais ou menos diversos c separados ; lie um s
enrpo cujos raembros todos eslao inlimainenle liga-
dos, no qual lodos os principios, quer de saude, quer
de doenja, circulan) rpidamente c por toda a parle.
He urgente procurar que rgimen convm a um cor-
po assim consliluido ; mas cumpre aceitar plenamen-
te sua unidade, pois ella he sua propria constil-.iirao.
O secuta e o governo de Luiz XIV foram os primei-
ros que fizeram a Franja dar passos decisivos para es-
se estado social.
Foi elle lambem que imprimi as elasses medias, i
prosperidad particular das mesmos, e sua influen-
cia poltica, esse movimcnlo ascendente ISo geral c
lao rpido que so lem lomado ama das primeiras for-
jas e das primeiras leis de nosso estado social. Quan-
do Colbert lomava coraoregra de conducta essa mxi-
ma escripia em urna de suas memoiips ao couselbo do
rei: o Para restaurar o cominercio duas cousas sao
necessarias, a seguranja e a liberdade. Assenlava
urna mistura singular de vivacidade ii.lelleclual e
de frieza pralica, exclusivamente preoecupada de si
mesma, de suas ideas, de suas ambijes e do suas
esperanjas.
Luiz XV solava-se da najan como a najao se iso-
lava delle ;' homem de espirito e de espirito justo,
elle va a Franja entrar cm veredas novas e perigo-
sas; sem querer segu-la c sem sentir-sc com forra
e vonlade para dar-se ao Irabalho de desva-la d'aii
c cncaminha-la para oulra parle. Seu egoismo foi
lo negligente e preguijoso, quanlo o i'.s I.uiz XIV
linha sido aclivo e "nacional; elle esquecia a Fran-
ja em Verstiles, e os negocios como os deveres da
realeza em seus prazeres.
Dolado de urna perspicacia indiflcrenle e inerle
levou a excesso duas das faltas de Luiz XIV, os es-
cndalos da vida privada o "a oslentajao do poder
absoluto.' Seus coslumes foram infinlninenle mais
licenciosos e suas mximas coino:suas inaueiras de
proceder no governo muilo mais arbitrarias do que
tinliam sido as de seu av. Elle obrava pouco e nao
enganava, lomando o ar de pretender muilo, a que
compromette .autoridade sem a fazer sentir.
Mas o* JJourbons ainda mesmo no meio das prc-
lences do poder absoluto, guardam sempre sua na-
lureza moderada e branda, e a Franra permanece
stmpre um paiz de sociabilidadc syniplhica. Ape-
zar do seu isolamento mutuo a de suas tendencias
profundamente diversas, a Corte e a cidade, o re c
a narao no foram durante essa poca eslranhos um
ao outro ; as mesmas ideas penetraran!, os mesmos
goslos se derramaram, os mesmos prazeres foram
procurados as duas regifes, e uma tolerancia, qua-
si una coraplacencig recproca, se eslabeleceu entre
elles, a despetode suas desconfianras e de suahos-
tilidades. A Franja no reinado de Luiz XV foi mal
goveruada, porm nao foi opprimida ; o poder leve
ares altivos e pralcas arbitrarias, mas de factoa li-
berdade foi grande, e militas vezes mesmo licencio-
sa. O espirito fiumauo em suas phaiilasias desre-
gra.las, bem como em seus nobres movimcnlos, foi
tratado pela propria autoridade com demasiada deli-
cadeza, ataunias vezas censurado com estroudo, mas
nunca rudo e cflicazmcnte reprimido. Os partida-
rios da liberdade nao tem razAo de julgarem com ri-
gor o governo de Luiz XV, pois foi verdaderamen-
te liberal para com elles, deixando-os obrar com urna
ci\ ilidade que merece de sua parle algum reconhe-
cin'iento.
Farci sobre'sua poltica exterior nina observaran
anloga ella foi muilas vezes mesqunha, inconse-
quente, igualmente Iraca no pensameulo e na*xe-
curan, mas liabitualniente pacifica e moderada, al-
ienta a nao perturbara prosporidade do paiz, nem o
equilibrio da Europa. Depois das guerras sem fim
e das ambijcs sem medida de I.uiz XIV, era um
rgimen e um exempln saudaveis ogosto do Cardeal
de Fleury pela 'paz, o seu respeilo pelos direilos dos
oulros estados e o seu cuidado em evitar asquesles
vivas ou em resolve-las pelas vas pacificas, quando
nao podia evita-tas. Poltica pouco hrilhante, e que
nao provinha sempre de urna sabedoria virtuosa,
masque vinlia u proposito, e da qual a Franca-co-
lina ulefs fructos. -
Para, os-povos, bem como para os individuos, a
ingratidao nao lie somenle urna falta grave; he
una falla que cusa caro. Nessa poca para os es-
piritas activos e vidos de progresso, a liberdade de
fado era grande ; para as massas o repouso e o bem
eslar nao eram senao r,tvi|_ e passageiramente com-
prouicllidos. A Franja desmidieren csses bens ; el-
la nao fez justira nem i suipropria situajao nenian
poder antigo e moderado que a faza ou a dcixava
gozar deltas ; dsse-se opprimida e desgrajada. As
revolujes lhe ensinaram o que sao verdaderamen-
te a oppressau e a desgraja.
A Franja do seculo XVIII linha muilo pouco di-
reilo de ser severa para com sen governo, pois linha
pcssoalmcnle gr,1nde parle as faltas de que era cul-
pado. Elle foi incerlo e incoherente em suas ideas,
licencioso em scus costumes, fraco com preleujocs
excessivas, incrdulo com vas apparencias de f :
a quem cabe a principal culpa ? donde vinha nesse
sentido a forte e decisiva impulsan "' enlre as faltas
do poder nessa poca a mais grave tabes era preei-
samenlea de que a Franja nao cuidavaemquexar-
se, a falta de nao hitar contra as iiiclinajes mas do
lempo, deixando-sc levar por ellas em vez de com-
ba lerlas pelo exemplo bem como pelo exercicio da
autoridade. lie nossa dispnsco precipitar-nos com
os olhos fechados na direejao que mumeataneameu-
1c nos conven) ou agrada ; urnas vezes enrregamo-
nos sem reserva ao governo que para ah nos impel-
i ; oulras vezes impellimo-lo mis mesmos para ah
com urna mpeluosidade cega, e depois allribuims-
Ihe as coiisequericas de nosso servilismo ou de nossa
lemcridade ; accusamo-lu do mal que o deixamos
ou obriaamos a fazer, e que nos mesmos nosfize-
mos. Para quexar-se com direilo cumpre ter resis-
tido^ cumpre ao menos nao Icr dado pessoalmenle,
nem ter seguido' silenciosamente o movimento cujos
deleitas se ileploram. A Franja no reinado de Luiz
XV influio muilo mais do seu proprio deslino; foi urna poca de desenvolvi-
mcnlo descnfreiadn de nossos defeilos, nssm como
de nossas boas qualidades, de nossos mais tristes cr-
ros e de nossos priores desejos, como de nossas mais
justas e mais bellas esperanras. Aceitamos, pois,
sua responsahiliilade em vez de lanja-la sem verda-
rfle e sem dignidade sobre um poder moderado e
brando que por nossos clamores ou por nossas exi-
gencias exaltadas alternativamente paralysamos ou
amistamos.
Morlo Luiz XV, a Franja foi sujeila a urna gran-
de nrovajo : o mais virtuoso bem como o mais des-
grajado dos Bourbons sable ao throno. Se eu jio
podesse fallar de Luiz XVI com um respelo perfei-
lameulesincero, me callara absolutamente; ha in-
fortunios que pelos menos nrdenam o silencio, c
iniquidades que permanecem dcslestavcis e malditas,
quando mesmo se cresse adiar para ellas as fallas
da victima alguma explicajao ou alguma desculpa ;
mas nao experimenta semelhanle embararo, pois
em ineu pensamento a plena verdade sobre Luiz XVI
hecm proveilo do respelo.
Com elle suban) ao throno virludes as mais ne-
cessarias ao governo da Franja : coslumes puros e
simples, o seiilimenlo do dever, a honeslidadedos
designios a da vida, inlenjoes profundamente ben-
volas e humanas e mui pouca ambijao pessoal no
poder. Quemis era preciso para que a Franja de
accordocomseu rei execotasse em suas leis o emscu
sovexuo as reformas e os prugressos de que linha ne-
cessidade ?
Era preciso justamente o que nao se encontrn ;
era preciso qu a F'ranja nao quizesse e nao procu-
rasse senao as reformas e os progressos de que linha
necessidade.
Mas no movimenlo de 1789, as deas c as pal-
xoes que dominavam enlao os homens, qur elles
vssem ou nao claramente no fundo de suas almas,
liavia oulra cuusa que nao a necessidade de refor-
mas e de progressos, havia urna revolujao. Nao foi
o espirito ilcjustira ede liberdade, tai o espirito re-
volucionario que peta violencia e pela astucia se
apodernu entao da Franja, se levantan dantc de
Luiz X\1 e lrnou vaas as melhores ilisposijes e
impossivel todo* o concedo sincero c eflicaz entre o
paiz e sen rei.
Naoconheco na Instara de mundo nenhum poca'
em que tantas bellas deas e sentiraenlus generosos,
lautas ulenjocs desinleressidas c esperanjas hones-
tas se Icnliaui desenvolvido com tanto esplendor no
cojajao dos homens o no seio de urna soceaBe hu-
mana. Que lamentavci queda depois de urna tal
as bases da riqueza das elasses medias. Quando I.uiz e'evaC5"* Que horrivel contrasta eulre o sonlio e o
XIV chamava os hurguezes para o seu ministerio c "Icsperlamcnlo '
' 4.
I

f
Ibes entregava, por jua organisajo administrativa,
os negocios das provincias, assenlava as bases do seu
poder. Siiint-Siiiion podo indignar-so desses fados,
mas os trancezes senara imperdoaveis-se os desconhe-
cessem ninguem Tez mais que Luiz XIV para a ele-
varlo dos mesmos i vida publica e por sua importan-
cia no estado.
Ha urna gloria que he eslranha a lodos as dislinc-
joes, a todas as lulas de elasses ou de partidos, a qual
lem sua origom em tudas as ordens de um povo e
derrama sobre o pavo inleiro seus prazeres c seu es-
plendor; a mais liberal ea mais civilisadora, se he
ermeltido fallar assim, ao mesmo lempo que a mais
pessoal e a mais arislocratica das glorias, he a gloria
das grandes obras da inlellinencia, a.gloria dn genio
superior ns letiras, as ciencias, as arles, nesses
obres trabamos que nao sao nem prolissoes nem
can-erras, mas n impulsos do homem para o verda-
deiroe para o bello eternos, com o nico fim de com-
prehende-los e de rcprodoai-los para encantar e ele-
var por sua contemplajao, lodos os homens. O privi-
legio dessa gloria he poder pertciiccr aos lempos nos
estados do sociedade os mais diversos, repblicas, ou
monarchias, regimens,le liberdade viva ou de poder
Torta, lempotle repouso ou de lempestade, de costu-
mes simples ou brilhanles, e que por (oda a parle on-
de bruna da aos. secutas, aos paizes aus chefes de es-
tado em que se personifica um nome popular e im-
mortal. Luiz XIV leve o merilo.r'aro enlre os res
absolutos, de apreciar em seu valor essa gloria e a
justa felicidade de oble-la. Elle nao quera liber-
dade poltica,masadmillin a liberdade Iliteraria c sa-
bia, e a prolegia ou tolera\ a mesmo quando nao lhe
agradava. Elle em devoto e snsteulmi a Moliere
contra os falsos devotos ; persegua os jansenistas, P
Pasea!, Karine c Bnileau pnderam, sem se perderem,
jusiiflfa-los e dcfende-los : nao goslavade Fenelon,
tinha-o destarrado jm sua diucese, mas n3o pensua
nunca em impedi-Io de sustentar livremcnle contra
Bossael a masviva polmica. Admira-se com ra-
zaona obras Iliterarias do secuta XVIIa belleza pu-
forma, a grandeza simple da lingiiageni ;
cumpte admirar abi lambem o livre desenvolvimen-
todo pensamento e do debate as materias de que es-
se seculo se ocenpav, com n, ,erjo I)t(!ns,e e j ui|
XIV merecen qoe a gloria inlelleclaal de seu lempo
se Ugasse ao seu nome, pois amou o sen esplendor,-
favoreeen o seu vdo e aceilou sua liberdade.
Podem-se passnr en, rev5,a lo,|a, M parles ,, re.
nado e da via desse principe, os principios e os pro-
cesaos geraes de seu governo, suas guerras suas nego-
eiajOes, sua ailmimslrajao.suas retarnos com a iiireia
com a nebreza, com a magislralura, com os Ilitera-
tas, com oexcrcilo, e com opovo ; podem-se adiar
ellas mnitos erre, mmlas falta,, e mui,a5 desgra-
Si Quando a cr.lica liver assim percorrido todo o
edificio,efie nao deixa* por isso rtepermaneeersramlc
e clieo. lem liavidn rois mais virtuosos melhores
algunsioram por si mesmos matares homens; mas ne-
nhum foi mais nacional em seu egoismo; nenhum fez
k mais pela forja, pela gloria e pela civiliuco de seu
paiz.
Enlranlio contraste! lo grande foi" o lugar que
I.uiz XIV sjwupou em seu seculo, quae pequeo foi
p de Lui*XV u rei, a curte, o governo orcopavam
0 goslo e o peccado revolucionario por exee!tan-
da, he o gosto e o peccado da deslruijao para Icr o
orglhoso prazer da creajjio. Nos lempos atacados
dessa enfermidade, o homem considera ludo o que
exista debaxo de seus olhos, as pessoas e as cousas,
os direilos e os fados, o passado e o presenta, como
urna materia inerte, da qual dispe livremenle, e
que pode manejar para dar-lhe a feijo que lhe
apraz. Elle imagina que lem no espirita ideas com-
pletas e perfeilas que o poder absoluta, e cm nome das quaes pode a lodo o
risco e a lodo o cusi quebrar ludo o que exista pa-
ra refaze-lo sua magem. Foi esse o abysmo que
a Franra abri em 1789 com suas proprias'maos pa-
ra se precipitar denlro. Havia muila cousa de bom,
de bello, de verdadeiro e de necessario nos princi-
pios e as esperanjas dessa poca ; mas um fatal ve-
neno, o espirita revolucionario rirrulava por loda a
parle, eorvertia em mal o proprio bem ; queria-se
muilo mais, e cousa mui dille-rente do que se dizia,
ouso pedia, ousecra ; queria-se a bel prazer desfa-
zer e refazer a Franja, eu podera dizer o mundo.
1 m rei de F'ranja, qur se cbamasso llenrique
IV ou Luiz XVI, qur fosse um homem supertarou
un houiein mediocre, um ambicioso ou um ho-
rnera honrado, nao podio, nao devia prestar-so a tal
designio. NSo he nesta nem naquella das fallas de
Luiz XVI, fallas de resistencia ou tallas de cances-
sSo que se deve procurar o egredo deseos infortu-
nios e dos nossqs ; esse segredo est todo inicuo na
sitiiaran radicalmente impossivel que em 1789se fa-
za ao rei, querendu que elle se flzesse o instrumen-
ta de urna reviilujao. l'rha revolucao para- ludo des-
truir e ludo reconstruir vonlade dos pcnsamcnlos,
edehaixo do sopro das paixes dos homens, he um
mallo pralcado com a tanca esperanra de operar
Por si mesmo a resurreieao. He por "ler formado
esse designio, ou por se Icr drizado arraslar a elle,
n? a ''ranja vo-sc arraslada a romper violenla-
p-.if <:mn scu rei' conl sua ''yaslia. com a prvpria
ie.iicz.1, com sua propria historia, e obrigada a va-
guear em toiln; ,,c uaILU. -_____,..._.. -^__
?!''"" ,<"losos sentidos, procurando' son lugar
BhiuTltfmo am ,s,ro' 't,,e lavado fra de sua
oajo P0rl0da a ',arle a sa propria pcrlu.r-
k i 'lesco,,l,ocidos, nos quaes o abysmo
n? Z?,ZTu- ai'"l dc Boorbon mostrou-se-dig-
uLSKZ M-mi^ que Providencia assgna
as familias reaes; ella guioa e scrvio ,,e, habil e
ol.zmenlea najao franceza em sua carreira de cvi-
lisajao ede gloria. (ncue Conlemporaine.
Brigue inglez Titaniaidem.
Palaeho nglezUIijsihxmercadorias.
Patacho americanoLoperiem.
Barca portuguezaGralidolagedo'.
Importacao.
Vapor nacional .San A'a/rador,vindo dos portas do
sul, manifcstou o seguinta :
1 prele ; a Novaes & C.
1 caixo ; a JosBplista F'onscca Jnior.
a caiques ; a Manoel Villares.
a caixdes e 1 barril ; a ordem.
1 caixo ; a Jos Malheus Ferreira.
I caixo; aA.C, Salvi.
i pacota ; a J. J. Lopacher.
I pacota ; a J. Costo Dourado.
caxole ; a Joo Pinta Lomos Juntar.
I dito ; a. Jo,lo Francisco Araujo Lima.
1 dita ; a Antonio Perera Oliveira.
1 embrulho; a Jos Ferreira Mello.
1 dito ; ao l)r. Antonio Marques Rodrigues.
1 caixole ; ao Dr. Aulonio Vasconcellos Menezes
Drummond.
i caixinha ; a lloman C.
1 embrulho ; n J. P. Adour & C.
1 dita ; a A. Vnassa.
1 dita : a Carvalho & Irm,1o.
1 caxote e 1 encapado ; a Policarpo Jos Lavnne.
Patacho americano /I. F. 'loper, viudo de Phila-
delphia, consignado a Matheus Auslim & C, maui-
feslou o seguinta:
300 barricas boladiinha,5l caixas ch, Oditas ca-
nda, 23 fardos cravo. 75 sacras pimcirta, 42 caixas
panno de algodao, 1070 barricas farinha de trigo, 1
barril raajaas; aos mesmns coiusignalarios.
Brigue inglez Spray, vindu de Terra Nova, con-
signado a James Crablree & C, manifeslou o se-
guinta:
2,472 barricas bacalbo ; aos mesmos consignata-
rios.
_ Escuna Sociedade Feliz, viuda de Cotin^uiba,con-
signada a Cactano Cyriaco da Cosa Moreira, maui-
festau o seguinta;
571 saceos assucar branca, 418 dito mascavado, 82
couros salgados ; a Bastos Irmos & C.
Hiale nacional A'oco Destino, viudo de Camara-
gbe, consignado a Jos Manuel Martins, manifeslou
o souuiule :
259 saceos assucar ; a diversos.
21 couros salgados e 50 esleirs de perperv ; ao
mesmo meslre..
Patacho inglez Ulystes, vindo de Hambnrgo, con-
signado a N. O. Bieber & C, manifestaba o se-
guinta :
2 caixas missangas,! caixinha tacidos de seda. 1 ca-
xa litas de sedas, i barricas drogas, 42 fardos cabos,
20 barricas alvaiade, 10 caixas fciles, 3 ditas acor-
diocs, 34 ditas meias .le algodao, I dita lecidosde lia,
!3 ditas ditas de algodao, 3 ditas ditos de algodao e
seda, 6 barricas ameixas. tOi barricas alcalro. 25
fardos couros, 3 caixas tacidos de algodao e de laa, 6
caixas conros, 150 saceos farello, 1 caixinha com 1
estajo, 2,330 garrafoes vazios, 400 barricas cementa ;
aos consignatarios.
3 fardos tecdosdo laa, 3caixas ditos de algodao, 1
pacote amostras ; a J. Keller i) C.
-Jcaixascom 2 pianos; a Bruun Pcaegcr Com-
panbia.
1 caixo couros ; a J. II. (iaensly.
11 caixas conros, 33 volames" cerveja ; a or-
dem.
2 caixas couros. 2 ditas e 1 pacota tecidos de algo-
ddo ; a 'l'imm Mousen & C.
1 caixinha obras de ouro ; a J. D. Wolphopp &
Compaahia.
2 caixas lecidos de algodao, e de algodao e seda m
Schaphcilln&C. ^
CONSULADO GERAL.
Hendimenlo do dia 1 a 5 .... i:1775347
dem do dia 7 ....... 45IJ84I
Livprimol37 dias, barca iugleza fhonda, de 202
toneladas, rapilan A. Me. Conachie, equipagem
II. carga fazendas e mais gneros ; a S. P.Jo-
hnslon Ov'Cnmpanbia.
Natos >ahidos no menino dia.
Juan l'niilaiiells, carga assnrar.
AssBrigue brasilero Paquete de Pernambuco,
capitao A-,F. Loureiro Jorge, cm laslro.
Rio lre Joo lunario Ferreira, carga assucar e sal.
AracalyUale brasilero Aurora, meslre Manoei
Jos Marlins, enrga varios gneros. Passageiros,
.\apoleo (labriel Bez e sua senliora. Jqj Luiz da
Silva, Silvestre Neves da Silva e Frandsco Jos
Nunes.
EDITAES.
4:-29l88
DIVERSAS PROVINCIAS.
Hendimenlo do dia 1 a 5.....
dem do dia 7.......
437il
1*HI
383802
,K'ienova, polaca goleta hespanhola Guadalupe, de
nduzio o seguinle : 2,065 saceos
Exportacao*.
Rio Ciando do Sul |ielo Ass e porlos interme-
dios; brigue brasilero Pai/uete de Pernambuco, dc
194 toneladas, condu/io o seguale : 1 caixSo me-
dicamentos, 3 barricas farinha, 2 ditas bacalbo. 1
caixo louja, 5 caixes e 1 fardo fazendas, 4 malas
bagagem, 1 canio pequeo de eugenho.
"Genova, polaca
191 toneladas, co
com lfJ.325 arrobas de assucar.
RioCrande do Sol, patacho* brasilero Aslra, de
147 toneladas, conduzio o seguiule : .500 alquei-
res sal de Lisboa, 1,400 ditas dita do Ass, 200 bar-
ricas com 1,498 arrobas e 18 libras de assucar, 100
barril lidio* rom (KX) libras de doce de calda, 1,500
cocos seceos.
Aracaly, hiale brasleirn'^urora, defl5 toneladas,
conduzio o seguinle:553 voluntes molhados, 26
ditos fazendas, G ditos Terragens.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendiraeuto do dia 7.....27tS3o>
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia 1 a 5 9:6778721
dem do dia 7 .......3:4478812
13:I33S.T3
Assucar- -
PRAGA DO RECIFE 7 DE JANEIRO DE 1834,
AS TRES HORAS DA TARDE.
Ketista semanal.
Cambios. Sacou-se a 28 d. p. 1J, conceden-
do-se alguns dias para realisajao
do pagaraeuto. Parece ser
firme.
Algodao -- Conlrauou limitada a entrada, e
os preros foram nominaes, por-
, quanlo os compradores eslao desa-
nimados.
- A entrada augmenlnu, bem que*
nao fosse lo avullada como anles;
do natal, e os arma/o u arios pedi-
r ni os mesmos preros da semana:
' antecedenta, mas os compradores.
, o tem regeilado cm conscquenciai
^. das nolicias trazadas peta vapor in-
glzchegadoa 31 do passadosereru
lesfavoravcis a esta generu ; e Este
juntoa fallado navios.quo tem feilo
subir o frele a um preco exorbi-
lanle.deve inlluir para urna baixa,
sem a qual os compradores eslao
. firmes cm nao especularan.
Courds ----------Nao s lem apparencias de suslen-
larem-se, como lvez de subir,
em consecuencia S noticias rece-
bidas da Europa. *
Bacalbo O mercado foi supprido rom tres
rarregarr.cnlos fazendn 8,000 bar-
ricas, as quaes foram vendidas a
proco occullo,mas que sedizregu-
lou cerca de 125500 ; e o depo-
sito boje monta de 13,000 a 14,000
-, barricas, pur ter sido o consumo
pequeo ; relalhou-se de IS9500
a 153000 rs.
Carne secca Apenas tainos boje 7,000 arrobas
do Rio Grande do sul, c 26,000 de
Hiienos-Avres. Yenden-se a pri-
inera de 35200 a 4*000 rs. por ar-
roba, n da segunda de 2S600 a
a 35600 rs.
Carvaodepedr- Chegarara (i!) loucladas, que eslao
ni ser. -
Farinha" de trigo- Tivemos qualro carregamenlos ,
sendo um de Baltimore. dous de
l'liildclphia, e uiu de Trieste, os
quaes inda estao em ser. Os pre-
jos nao sofireram ollerajao, porm
tornaram-sc menos firme, por li-
cor elevado o deposito de 14 a
15,000 barricas.
Manleiga- Naouos consta se fizesse.venda de-
pois do natal.
Desconlos-----------Continuarara com pequea alle-
rajo para as lellras de curto
prazo.
Frcles--------------lia mui poucos navios, e os consig-
natarios pedem 5 para o Canal,
purlos inglezes e Mediterrneo, e
peta falta be provavel que o oble-
nham.
F'icaram no porta 54 cmbarcares sendo : 3
americanas, 29 brakilciras, 2 belgas," 3 franeczas, 3
Hespanhnlas, 1 hauburgueza, 5 inglczas, 1 norue*
guense, 6 portnguezas, e 1 sueca.
MOVEIEENTO DO PORTO.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da resolujo da junio da fazenda,
manda fazer publica, que no da 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, peranto a mesma junta, va i nova-
mente p.raja para ser arrematada a quem por me-
nos flzer, a obra do ajude da povoajao de Bczer-
ros, a\aliada cm 3:8)49500 rs.
A arrematajo sef taita i^a forma dosarls. 24 e
27 da le, provincial n. 286 de 17 de mata de 1851,
c sob as clausulas especiaes abao copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
jo, comparejam na sala das sesses ila meshia jun-
ta no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habellladas.
E para constar se mandou afllxar o presenta e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunriar'to.
Clausulas especiaes para a arremalaeao.
1.a As obras desle ajude, sero feitas de confor-
midad!' com a planta e orjamento, approvados pe-
la directora m conselho, e apprcsentados a aonro-
vaj.To do Exm. Sr. presidente, importando"enr
3:8443-500 rs.
2." O arrematante dar cornejo as Obras no pra-
zo ile 30 dias terminar no de seis mezes, conta-
dos segundo oart. 31 da tai n. 286.
3. 0 pagamento da importancia (Ja -arrematajo,
ser dividido em tres partes, sendo una do valor de
dous quintos, quando houver felo metade da obra,
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terocira. de um quinto, depois de um'
anno, na occasiaa da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que So esliver especificado
as presentas clausulas, seguir-se-ha o que deler-
mina a tai n. 286.Conforme. O secretario,
ytnlonio Ferreira iCAnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qas no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novamenle a praja
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos coireerlos da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada em2ui59320rs. A arrematajo sc( feila na
forma dos arligos 24 o 27 da lei provincial n. 286.
ile 17 de mnio do 1851, e spb as clausulas especiaes
abaixu copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo,
comparejam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no da cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mndou affixaro presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematar/lo.
1.aOs concerlos da cadeia da villa d Garanhuns,
tar-se-ho de conformidadecom o' orjamenlo appro-
vado pela directora em conselho, e apresenlado a
approvaco do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2499280 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e devera couclu-las no de seis
mezes, ambos contados na forma do arligo 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus' Irnbalbos lado
o que lhe for determinado peta respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execujao das obras, como em
ordem de nao inulilisnr ao mesmo lempo para o ser-
vijo publico lodas as parles do edilirio.
4." O pagamento da importancia da arrematajo,
lera lugar cm Iros prestarnos iguaes ; a !., depois
de feila a melado da obra ; a 2., depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na entrega definitiva.
5.a O prazo do responsabilidade ser dc seis me-
zes,
6.a Para tuda o que nao estiver determinado as
presentes clausulas nem no orjamenlo, seguir-se-ha
o que dispOe a respelo a tai provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciae/io.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluro da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, qoe "no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro,vao navamente apraja para se-
ren arrematadas a quem por menos fizerj as obras
necessarias a' fazer-se junto ao acude de Ciruari,
avalladas em 1:9809000 rs.
A arremetajo ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 dc mato de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta! no
dia cima declarado, feto meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliare presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacu.
1.a As obras necessarias a fazer-se junto ao acude
de Garuara para evilar-se as filtrajOes, serao excu-
ladas de conformidado com o orjamenlo approvado
pela direeloria em conselho e apresenlado a ppro-
vajao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 1:9808000 rs.
2. As obras principiarn no prazo de um mez e
termiiiaro no de dons, contados conforme o arl. 31
da lei n. 286.
3. A importancia da arrematajo ser paga em
duas prestajea iguaes, sendo a primeira quando
houver taita a metade das obras, e a segunda na occa-
sio do recebimento.
4. Para todo o mais que nao est especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha a lei n.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em.cumprimenlo da resohijao da junta da fa-
zenda. manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenle a praja para
ser arrematado a quem mais dcr. o rcndimenlo do
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
abaixo declarados:
589000
5000
1988000
tres anuos
em Ires prestajes dainaiieira seguinle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando tiver con-
cluido amelade da oBra ; a Segunda igual a primei-
rn, depois d lavrado o termo de rtebimenlo pro-
visorio ; a terceira finalmente, de-um quinto de po-
do recebimento definitivo.
4.a Oarrcmalanle ser obrigado a comnrunicar a
repartijo da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia tixo em que lem de dar principio a
exejujo das obras, assim como- (rabalbar se-
guidamente durante 15 dias.alim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos primen us
Iraballios.
5,. Para Indo o mais que noesliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286, dc 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
o"Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provincial,
em r uinprimcntn da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3 do correnle, manda fazer publico/
qne n'o dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
vamenle a praja para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra do ajude de Paje, de Flores,
avaliada em 3:1908000 rs.
A arrematajo ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de 1831,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo,
comparejam na sala das sessoes da mesma. thesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio di, compe-
lentamenta habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 185;!. O secretario,
Antonia Ferreira WAnnuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1." As obras desle ajude serao feilas de confor-
midade com as plantas e orjamenlo presentados a
approvajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:1908000 rs.
2.a Estas obras_ deverao principiar no prazo de
dous mezes, e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arrematajo ser paga
em Ires prestajes da maueira seguinta: a nri-
meira dos dous quintos do valor total, quando livor
concluido a melado da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o lermo dc recebimento
provisorio ; a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a corVimunicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia flxo, em que lem -de dar principio a
execujao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, alim de que possa o enge-
nlieiio encarregado da obra assislir aos primeiros
Ira baldos.
5.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 dc maio de 1831.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d?'Anmmciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da^provincia, manda fazer publicoque.no dia 19 dc
Janeiro prximo vindouro,- pera ule a jaula da fo-
zenda da mesma thesouraria, vai novamenle a pra-
ja para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concerlo da cadeia da villa do Cabo, ava-
liada em 8258000 re,
A arrematajo ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
18.il, o sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
_ As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparejam na saladas sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitados.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario. Secretara da Ihcsouraria.
provincial de Pcriiaiiiburn 15 dedezemhro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1._Os Irabalho da cadeia da villa do Ca'bo far-
se-ho rie conformidado com o orjamenlo approva-
do pela directora em conselho, e apresenlado a ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de8258000 rs.
2. O arroma la ule dar principio as obras nu prazo
de 13 dias, e devora cooclui-las no de tres mezes,
ambos contados do conformidade com o artigo 31
da lei n. 286.
3. O arrematante seguir na execujao ludo o que
lhe for prescripto peloeogenheiro "respedivo, nao
s para boa execujao do Irabalho, como em ordem
ile nu iiiulilisar ao mesmo leni|io para o servico
publico todas as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematajo
verificar-se-ha em dnas prestajes iguaes : a pri-
meira depois de feitos dous torjos da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o lermo de recebimento.
5. au baver prazo de responsabilidade..
(i. Para ludo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas, nem no orraoiento, seguir-se-
ha o que dispe a lei n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
a Annunciacao,
Jos Candido de Barros,negociante matriculado no
tribunal do cohimercto, cnsul de a. M. I. de to-
das as Russias, commandante do terceiro bata-
Iluto da guarda nacional deste municipio, e pre-
sidente do conselho de gualifiearSo da parocUia
da Boa Vista etc.
Faro saber que da dala do presente-edilol a 15
das prefixos comejlr o mencionado conselho a func-
cionar no consislorio da malriz desla paroriiia desde
as 9 horas da manhaa, at as 2 da larde, romo deter-
mina o arl. 10. das instrucjes de 25 de oulubro de
1850, e peraule o mesmo conselho deverao compare-
cer as partes inleressadas na qualilicajao.afim de al-
legaron seas direilos na forma proscripta pelas referi-
das inslrucjOes. Quarlel do coromando do 3. bala-
Ihao da guarda nacional do' municipio do Recita, !.
de Janeiro de 1854.Jos Candido de Barros, l-
enle coronel.
Limoeiro, avahado annualmenle por
Brejo, por
Boa-Vista eExii, por
A arrematajo aera feila por lempo de
War do 1. de jollio de 1853 30 d
1856.
de juubo de
COMMERClo.
PRAGA 1)0 RECIFE 7 DE JANFilin ki
HORAS DA TARDE.
Desconlo de letras do um mezII porceiiloaoanno
Cambio sobre Londres a '28 d. 60 div
ALFANDEGA.
Rendiiuonlodo dia l a 3 ... 49:9't;itO'l
dem do dia 7.......2:0749772
52:0078975
Vacos entrados no dia 7.
Coliogniba10 dias, escuna lirasilcira Sociedade
Feliz, de 122 meladas, capilo Joaquiii Antonio
Gonjalves dos Sanios, equipagem 10, corsa assu-
car e couros ; a Caetano Ciraco ila Cosa Moreira.
Pliiladelphia32 das, barca americana Minesole,
de 345 toneladas, capilo James Veaeork, equipa-
gem 13. carca' farinha dc Ingo e mais gneros ; a
Deaue Voule & Corrlpaiihia.
Hamburgo32 das, brigue hamburguez llarrict &
Molhj. de 220 toneladas, capitaoC. A. Itabo, equi-
pagem 10, carga fazendas, latinado e mais gneros;
a Brunn Pracger A; Companhi.
Melboume56 dias, galera inglezo Ballarate, de
713 toneladas, capilo Henry Junes, equipagem
35, carga laa e mais gneros"; ao capilo. Veta
refrescar esegu para-Londres, oondu/indo 11} pas-
sageiros.
Vatio salado no mesmo dia.
Par e porlos'intermediosVapor brasilero S.Sal-
nador, commandante o capitao-tenenle Figueira.
Atenidos passageiros que trouxe, leva a scu bor-
do: altares Joo Carlos L. deAlmeida, capilo
Jos LuizTeixe.ra Lopes, Raphael Antonio Doval,
Ildefonso Jos de Abreu, Dr. Thomassira e 2 de-
sertares.
Satios entrados no dia 8.
Baha13 das, paladn brasilero Herminu,i\e 182
loucladas, capilo Jos Luiz Brrelo, equipagem
12: em lastro ; a Manoel Alves Guerra Jnior.
Veioreceber pralico e segu para o Ass.
Da commissAoBrigue de guerra brasilero Cearen-
se, commandaule o rapito-lcnenle Pedro Ignacio
Moruno. Depois de t er entrado nesle porto e dado
fundo sahio a scu des lino.
Os licitantes comparejarn na sala das sessoes da
mesma junta, no dia cima clarado. pelo meio dia,
com scus fiadores compelenlemenle habilitados.
fc. para constar se mandou aftixr o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de dezembro de 1833.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
U Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia dc 14 do correle, manda fazer
publico, que nos dias 10, lie 12 de aneiro prxi-
mo vinduuro, se ha de arrematar a quera por me-
uos lizcr, a obra do sexta lauro da estrada da Es-
cada avaliada em 9:3268278.
A arrematajo ser taita na forma dos arligos 24
o -17 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1831,
e sob as clusulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo
comparejam uasala das sessoes da juota da fazenda
da mesma thesouraria, nos dias cima declarados,
peto meio dia. competentemente habilitadas.
T para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Oarto. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco 16 de dezembro de 1853.
O secretario. Antonio Ferreira Clausulas especiaes phra a arrematadlo.
1_.a As obras do sexto tanjo da estrada d Escada
serao executadas de conformidade com a planto per-
fil e orcamenlo, approvados pela directora em con-
selho, csubmetldos a approvajao do Exm. Sr. pre-
sidenta da provincia, importando cm 9:3268278.
2. No prazo de 30 dias o arrematante dar prin-
cipio as obras, devendo conclu-las n de um anuo,
ambos contados dc conformidade com o arl. 31 da
lei provincial n. 286.
3.a A importancia da arremolacSo ser paga cm
qualro prestajes iguaes; a primeira quando liver
a terceira parte das obras concluidas; a segunda
quando liver os dous tercos; a terceira quando liver
taita a entrega provisoria; o a ultima finalmente
na entrega definitiva.
1.a Para ludo quanlo nao esliver determinado as
prsenles clausulas ou no orjamenlo, segnir-se-ba
o que dispOe a lei provincial u.' 286__ Conforme.__
O secretario, Antonio Ferreira d' Annunciacao,
O Illm, Sr. inspector da Ihesourario provin-
cial, em enniprimciito da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente dii incia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e'J de tavereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da fazenda da mes-
mo Ibesunraria, seba do arrematar quem por me-
nos' fizer, a obra do ajude na Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, avaliada em 4:0048008 rs.
A arrematajo ser taita na forma dos arls. 24e
27 da lei provincial n. 286 de,17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem o esla arremata-
jo, comparejam na sola das sessoes da mesma jun-
ta, nos dias cima declarados polo meio da, rompe
ternemente babrliladas. 1
1} para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 do dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Fe'-reira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1," As obras deste acude sero taitas de confor-
midade com as plaas c orcamenlo, appreseutados
nesta data n .-fpprovaeo do Exm.'presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0048000 rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluidas node 10 mezes, acoular
conforme a tai provincial n.286.
3.a A importancia desla arrematajo ser paga
porlos, mandado por cm exeenjao pelo decreta im-
perial de 19 de maio de 1846, manda, para conheci-
menlo dos uteressados, publicar os arligos seguales
do mesmo regulamento.
Arl. 11. Ninguem poder dentro do lilloral do por-
to, ou seja na parle reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer tenha aforado,
construir embarcajao de coberta, ou fazer cavas purii
as fabricar encalhadas, sem que, depois da liceuja da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capilo
do porta, o qual a nao dar sem ter examinado so pe-
der ou nao resultar dahi algum daino ao porto.
Arl. 13. Ninguem poder fazer a trros ou obras
no lilloral do port, ou ros navegaveis.sem qoe teoha
obtido licenja da cmara municipal, e pela capitana
do porta seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bom estado do porto,
ou ros, ainda mesmo os cslabelecimenlos nadonaes
da marinha de guerra e os logridoaros pblicos, sob
pena de demolijo das obras, e malla alem da indem-
oisarau do daino que liver causado.
Art. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou no caes por mais de
cinco dias, ancoras, peja de artilharia, amarras on
oulros quaesqner objeclos que embaracen) o transito
e servido publica, ainda que lenha licenja da c-
maro municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenja o capilo do porto sem
Ercjuizo da sobredila servido, s se poder fazer da
atenta da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alera da multa a que forem sujeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigados a (azer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretaria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.^o impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
AVISOS MARTIMOS.
DECLARACOES.
Paqu
Para o Rio de Janeiro vai sahir com
a mator brevidade possivel o lindo e vel-
leiro patacho nacional Bom Jess do
qual lie capitao Manoel Joaquim Lobato:
quem no mesmo quizer corregarou ir de
passagem e embarcar escravos a frere,
dirija-se ao capituo, na praca do commer-
cio, ou a Novaes & Companhi : na na do
Trapiche n. 54, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira segu no
dia 10 do correnle para o Rio de Janeiro;
s recebe miudezas, passageiros e escra-
vos a frete: trata-se com os consignata-
rios Machado & Pinheiro, na ru do Vi-
gario n. 19, segundo andar.
l'ara o Baha seguir breve a escuna nacional
Titania, capilo Antonio Francisco ilibeiro Padilha:
para carga e passageiros, I rala-so com os consignata-
rios Antonio de Almeida tiomes & Companhi, na
ra da Cadeia do Hecifc n. 47, primeiro andar.
O brigue uacional Firma segu
para o Rio de Janeiro no dia 10 do cor-
rente : para o restada carea, escravos a
frete e passageiros, trata-se com o capi-
tao, na praca do Commercio, ou com No-
vaes & Companhi, na ra do Trapiche
n.~54-.
LEILO'ES.
Leilao de fazendas inglezas, a prazo de 12
mezes.
Barroca & Costa Iransferiram o seu leilao de fa-
zendas para o dja seguoda-fera 9 do correnle, s 10
horas da inanhu, principiando por urna porjiio de
madapoln avadado.
Joao Keller & Companhi. faro leilao por in-
lervenjo doajzente Oliveira, de grande, sortimcnto
de fazendas suissas, francezas, e allemaas, Ionio de
fln??^;.,iel?a.'Dnl'r0-C *fi*\ COm0 8S.ma-' .W"'38 tm 0 Sr' Jos ^ncisco da Silva, d'e Sergipe,ob-
do mercado: lerja-taira 10 do correnle. as 10 horas *|,ete de n. 3860 da primeira parta da sextalotaria.
da manhaa, no seu armazem, ra da Cl iz.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extraccao da 19. lotera conce-
" didaa's matrizesdajjrovincia do Rio de
Janeiro, extrahida em 22 de dezembro
de 1855.
1 N. 5106......'.
Carlas seguras viudas do sul para os senhores:
Antonio lenriques Rodrigues, Antonio Pires Ferrei-
ra, capitao-tenenle Filppe Jos Ferreira, Dr. Fran-
cisco Carlos Brandan, U. Izidora Scnhorrnha Lopes,
padre Joaquim Mauricio Wanderley, Jojlo Jos de
Carvalho Moraes, padre Leonardo Antuncs Meira
lenriques, Manoel I.uiz Cecilio de Almeida, uo
Ajque Alvellos A. Brilo Ioglez.Thomaz Pompeo Li-
ma Wanderley.
Para cohecimenlo de qoem possa jnleressar,
setaz publico, que pelo capataz da eslajao dwCupe,
foi remeltida a esla repartirn urna jangada de pes-
cara que alli fora tomada a mis individuos suspei-
tus ; prevenindo-se que de boje a 30 dias nao appa-
receudo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marinha, para salisfazer-sc as despezas
que se bonverem feilo. Secretaria da capitana do
porta de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretario/ouo foberto Augusto da
Silca.
Annoncia-se pela mesa do consulado provin-
cial, que-os 30 dias uleis para a cobranja da dcima
bocea do cofre dos predios urbauos das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, se liualsam no dia
9 de Janeiro vindouro.
uetes ffancezes a vapor, entre Marse-
Ilia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
L'Acenir desuado
a sabir de Marsellia
para a Babia e Rio de
Janeiro,espera-se ues-
te porto hoje.
Passagem para o Rio de Janeiro, cmara de re
00 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara de re 100 francos,
cmara de proa 75 francos.
A comida e os vinhos eslao comprchemlidos nes-
les preros. -
t.iuem pretender dirija-sc ao escriplorio de N. O.
Rieber A C.a roa da Cruz u. 4.
Banco de Pernambuco.
Em cumprimenlo da resolujo que abaixo segu ,
da assembla geral do banco de Pernambuco, para
levar a eOeito o complemento do capital de dous
mil con tos de roi.s, o respectivo consol lio de direejao
convida aos Srs. accionistas, a realizaran de al
15 de jarrero prximo, a entrada de 0 por cont
sobre o numero deVjes, com quo a mesma reso-
lujo Ibes permiti Picar.
Banco dc Pernambuco, 22 de novombrb de 1853.
O secretario do conselho de dirccj.lo, Joo Igna-
cio de Medeiros Reg.
liesobtro.
A assembla geral do*baen de Pernambuco, reu-
nida em sessao extraordinaria, aos 26 de selembro
de 1853, resolved adoptar as propostas ofterecdas
pola direrjilo do banco, em' dala do I de agoslo,pela
forma seguinle:
Arl. !. O conselho de direejao fica aotorisado a
levar a effeito o augmento mximo do en pila 1, de-
cretado peinar!. 2.' dos estatuios.
Arl. 2.' As respectivas* acjes serao distribui-
das propnrrinnaliiiente por lodos os seu. socios,
Arl. 3.. A cobranja do importo das acjes sera
realisada segundo as precUoes da caixa, e por de-
toberacao do conselho dc direcriio.
Arl. 4.' O conselho dc direejao vender por ren-
ta do banco, as acedes que nao forem realisadas pelos
rsped ivosacconislas, nos prazos quo forem marca-
do, uao podendo todava vende-las por pisco menor
do que o par.
Sala das sessoes da assembla geral, en) 2C de se-
lembro de 1853. Pedro Francisro de Paula Ca-
valcanti a"Albuguerque, presidente. -- Jos Ber-
nardo Galrio Aleo forado, \.- secretario. Anto-
nio Valentn da Silva Barroca, .' .6ci:relario.
Eslii conforme. Joao Ignacio de Met'-tiros Re-
g, director secretario do conselho de direejao.
O arsenal de marinha admilte os operarios se-
guinles: Para a ollirina de car pin le ros, dous apren-
dizes de sexta classe, dous ditos de stima dita ; para
a de carpidas, dous mancebos de terceira classe, 3 di-
tos de quarla dita, dous aprendizesde quinta dita, e
um dito de decima dita ; para a de calafates, um
mancebo de terceira classe e um aprendiz de decima
dita ; para a de polieiros, quatro aprendiz! de nona
classe : para a de pedreiros, um aprendiz de stima
classe, e vinte o dous serventes livres. Secretaria da
nspecjaodo arsenal de marinha de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozioda Conceicao Padilha.
O Ilfm. Sr. capilo do porto, para tornar effee-
tivasas disposijes do regulamento das capilaujas dos
1 5026.
1 5549.........
1 .. 4585.........
6 634,751,2601,2609,
5506,4952 .....
10 1175, 1299 1695 ,
2052 2965 4197 ,
4789 5025 5156 ,
5894.........
20 >. '658, 698, 703, 1357,
20:000
10:000.s-
4:00S
2:000
1:000$
400$
1810, 1839; 1962 ,
2582 2678 3047 ,
. 3301 3374 3851 1089, 4147, 4559 ,

4525 4780 5550 ,
5866......... 200$
60 246, 295, 355, 580,
415, 472, 478, 547,
606/754, 970, 1092,
1258, 1550, 1596 ,
1615, 808, 1885 ,
1987, 2090, 2107 ,
2108 2347 2535 ,
2691 2697 2741 ,
2771 2925 3082 ,
3151 3179 3302 ,
3470 ,. 5518 5618 ,
3704 586| 4I20 -
4194, 4274 4551 ,
4407 4436, 444? ,
4496 4507 4582 ,
4591 4667 4727 ,
4946 5057 5092 ,
- 5241, 5418, 5486 ,
5705 5849 5893 . 100$
40s
1800 de.............. 20*
2000 premios.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
foteria 6. para' melhoramento do estado
sanitario, corrida no Rio de Janeiro em
51 do mez de dezembro.
Roubaram na noite de sabbado, 7
do corrente, de um dos camarotes do tliea-
tro Santa Isabel, um binculo de tubo
brancode osso, com o competente estojo ;
e he ja' este o segundo ro.tbo de semelhan-
te natureza que no mesma camarote se
faz. Roga-se a pessoa a quem elle for of-
ferecido o obsequio de o tomar, e envia-lo
a' ra das Trincheiras, casa de 2 andares n.
19, que sera* generosamente recompen-
sada.
Eu abaixo assignado respondo ao annnnrio do
Sr. Manoel Kibciro da Cunha Oliveira, dizendo-lhe
que nao tencono ir ao Rio do Janeiro, nem publi-
que! vnnuucio no Diario de Pernambuco n. 3 a 4,
clausulas estipuladas na eseriplara de sociedade par-
ticular, que enlre s passaram.
Senhores Redactores.Teao o Sr. Mira (a qoem
nao conhecemos) distribuido cartoea de convita para
osario qoe acaba de dar sabbado 7 do corrente, e
nao sendo admillida ao mesmo a pessoa cojo nome se
acha escriplo no mesmo carlao, peta nico motivo de
nao levar a sua familia, rogamos que Vmcs. se sir-
vam Iranscrever m seu acreditado jornal o carlao dc
convite incluso, nao s para intelligencia das pessoas
que sejam para o fuluro convidadas pa^a bailes taes.
mas lambem para que o respeilavel publico aoalysc
a ignorancia que acompanba o convidante, e a des-
marcada grosseria com qoe se tratara os convidados,
com o que muilo obrigarSO o sea leitor. .
Um convidado.
O abaixo assignado lem a honra de convidar ao
Illm.Sr. Manoel Gouveia de Souza Jnior, esua fi-
lustre familia, para assislir aosano que pretende dar
no dia 7 do correle, no primeiro andar da casa n. 40
da ra do Queimado.
Recita 1. de Janeiro de 1854.Mira.
COLLEIO DE EDCACAO PARA
- MENINAS,
fundado e dirigido por D. Candida Rosa Me. Dar-
mode da Costa. A direeloria faz scTente aos senho-
res pas de familia e principalmente os das suas
alumnas, que lindaran) as ferias, e qoe no dia 9 do
correle mez de Janeiro principiara os trabamos do
scu oollegio particular, no aterro da Boa-Vkla. so-
brado n. 8. A directora se acha habilitada com a
licenja do Exm. Sr. presdanle da provincia, na con-
formidade com o disposto no artigo 38 do regula-
mento provincia! de 12 de'iuMn do iodo de 1851.
Esta oollegio j foi visitado peto Illm. Sr. inspector
do primeiro circulo Dr. Cypriano Fenelon Ouedes
Alcoforado. Espera, pois, continuar merecer o
conceilo que lhe tem srangeado o en zeloe dedica-
cao na educajo das meninas confiadas a seos cuida-
dos. Assim como declara, qne se ensinar todas as
prendas proprias a urna senhora, bem como lr e es-
crever, arilhmelioa, grammalica nacional, geogr-
phia, historia universal, dita portugueza, dita bra-
leira, mylolga, inglez, francez, ler, escrever e lal- .
lar. analise Iliteraria e grammalical de prnduejao es-
colfiida dos mefhures prozadores porlaguezes ; dan- .
sa, piano, costaras, labyrinlhos, bordados deludas
as qualidades. Admillein-se pensionistas e meias pen-
sionistas, e externas, ludo por preco muilo cora-
modo.
Faz-se qualquer negocio com urna toja com
poucos fundos, propria para qualquer pessoa que se
queira estabeleccr, por ser em urna das priucipaes
ras de commercio desla cidade : quem pretender,
entonda-se com Augusto Cotombier, na ra Nova
o. 2.
Instruccao elementar.
Jos Rernardino de Souza Peixe professor particu-
lar de instruccao elementar, previne aos Srs. paes de
seus alumnos, que no da Ib do correnta comejam os
ejercicios de sua aula, na qual continua a receber
alumnos nao s para seren leccionados as materias
proprias do estabeleciiuciito, mas tambera na lingua
franceza. As pessoas quesequzerem ulilisar do seu
presumo, dirijam-se ao largo do. Terjo, sobrado,
n. 139.
Casa de commissao' de escravos.
Na ra Direita, sobrado de 5 andares,
defiontc do bceo de S. Pedro, n. 5, re-
cebem-se escravos de ambos o sexos para
se yender de commissao, nao se levan-
do por esse trabalho mais do que 2 por
cento, e sem se levar cousa alguma de co-
medorias, oH'erecendo-se para isto toda
a seguranra precisa para os ditos, es-
cravos,
Aluga-se urna ama que tenha mni-
to bom leite, sendo forra ou captiva, e
sem lilho: quem estiver nesta circums-
tancia, dirija-se ao pateo do Hospital do
Para izo, sobrado n. 26.
JosTeiveira Bastos romprou por coula e or-
a favor das obras da iareja de Nossa Senhora do Li-
vramen.lo; c por conta e ordem do Sr. Francisco Tei-
*era Bastos, o bilhete dalnesma lotera de n. 3858.
Precisase de um silio jiara um homem sel-
leiro, no Mangunho, 'Capunga ou poule de Ucha :
quem tiver para aluzar, dirija-se a esla Ivpogra-
pbia.
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso ^ sabio
prelado, o cardeal patriarcha de lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vao publicar-se pela primeira vez as obras com-
pletas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz.
O editor, herdeiro dos seos manuscri pos, onlcndoii
que.prestara relevante servico s letras palrjas, col-
ligiudo e enmmuncando peta impresso os toabalhos
ile um escriplor recente, que tanto nome alcanjou,
mereceudo-o pela castidade e elegaucia do estvio,
pela importancia dos assomptos, e pelo fervoroso cal-
lo das glorias nacionaes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica einlellectual.
Mesmo quando os tajos do sangue. e a gratido e
saudade, devdas memoria de um lio extremoso *
desvelado, o noobrigassera a empregar n'esla ed-
jSo o matar esmero, a idea de additar as paginas da
litteratura contempornea eom ta vastas einleres-
sanles compesijoes, Irajadas as diversas provincias
do saber humano, bastara para lhe espertar o zelo,
e redobrar a vigilancia.
Dos trabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz urna
parle acha-se ainda nedila., e be a maior; ontra
euconlra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das sciencas, a qual originariamente foi des-
tinada, ou corre avulsa em brochuras estampadas
por ordem e custa da distincta corporajao, ou em-
lim vio a luz em peridicos Iliterarios, cuja publica-
rlo cessou ha muilo. O editor, para a reimpressao
e encorporarao de lodos os escripias na collecjao das
obras completas, alcanjou a prumnta acquescencia
da*cademia das sciencas, qae timaron por este mo-
do em ajuntar s antigs urna nova prova de consi-
derarlo pelo Ilustrado socio, que leve a honra de
ser seu vicepresidente tanta lempo.
As obras rompalas do sabio prelado abrangem -va-
riadas materias, que por suas especialidades podenis
reduzir a tres elasses prncipaes:Memorias hist-
ricas e chronnlogicasmemorias o estudos Glolozl-
cosemiscellaneascompostas de nolicias eclesis-
ticas, biographias de alguns varOes notaveis porla-
guezes, e cmlim de trabalhos cerca de objeclos di-
plomticos, archcologicos, e de mu i tos oulros ramos.
A publicaran principiar pelasMemorias Histri-
cascomprehendendo o primeiro volunte os esludos
e ensatas sobre dilferenles pontos historeos em di-
versas pocas de Portugal. Suceessivamente conli-
nuaro a sabir ns segnntcs, s a edijo obtiver a a-
oelajao que se lisongear de merecer aos cultores
das letras e glorias patrias, formando (quanlo pode
calcular-se) urna serie de ouze a doze tomos de oilavo
francez, e 400 paginas de tasto cada tomo.
A edijao ser acompanhada de um juizo critico,
escriplo pelo Sr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa noticia da vida do dislinclo prelado, feila
pelo editor Antonio Correa Caldeara.
As,szna-se para a collqcjo completa as tojas da
viuva Berlrand e Flhos. aos Marlvris; e na do Sr,
Martius Lavado, na ra Augusta 8.
Prejo de cada volume por as-
signalura............ IJfcWO resfortes.
Avulso. ........ )}j920 B
Derl.ir.i-.se que o volume ou voluntes, que contive-
rcm oensata sobre alguns s\ no ni mus da lingua por-
tuguezae os Glosariose alguns oulros traba-
lhos uao serao vendidos em separado. ..
Subscreve-se era Pernambuco na livraria u. G e 8
da praja da Independencia, sendo o pagamento na
occasio da entrega.
Antonio Luiz dos Santos, taz patente So com-
mercio e ao publico em geral, que, leudo feilo socie-
dade com o seu amigo interessado, Antonio da Mou-
ra Kolim, no estabelecimenlo de lazendas da. ra do
Crespo n. 11, e ra do Collegin n. 2, d'ora em diante
a dita sociedade Byrar sob a firma de A. L. dos San-
tos & Rolim, sendo gerente da mesma o socio Rolim.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
vendem-se as melhores e mais modernas bixas
luc i uiiuiicio uu u/aiki uc ruiiiumuvco II. .1 a 1. i w .----
como o dito Sr.diz; mas quem publicou um annunl l,'1|m.bur'",eZili' e aluga-se, lano por juulo, como a
ci, diado ir ao Itio de Janeiro" foi Anlonio Jos rela"'0' por W !**
Ferreira GuimarAese nao o abaixo assignado, como o
dito Sr. Oliveira ver nos dilos Diarios, lendo-os com
ociiloa.-r-AiitonioJos de Frcitas Guimares.
Na nole do dia do corrente, desappireceu do
abaixo assignado, urna escrava, crioula, de nome
Thomaza, representa ter deidade 40 annos, pouco
mais ou menos, levando vestido de chita branca des-
bolada, e panno da Costa; com os signaes seguintes :
nariz bastante grosso, beiros grossos, cour falla de
denles na frente, ps-tachados, rom falta de unha no
dedo do p junto ao mnimo : quem ciea souber, po-
der pronde-la e leva-la em Sanio Amaro, ao abaixo
assignado, que ser recompensado.
Amaro Soave Mariz.
A viuva do fallecido Antonio Marlins de Car-
valho tazscienle ao respeilavel publico, e principal
menta ao mui digno corpo do commercio, que ella
lem insliluido seu procurador bstanle encarregado
de seus negocios, a seu mano Adriano Xavier Perera
de Brilo, continuando os armazcus de baixo das se-
aninles firmas: o que girava com a firma de Antonio
Marlins dc Carvalho, girar com a da viuva Marlins
de CarvahWeo que girava com a firma de Mesquila
Jnior & Canalho, continuar debaxo da firma de
Mosquita Jnior & Viuva Carvalho ; as pessoas que
se julgarem credoras do tallecido, queiram apresen-
tar quantn anles suas conlas ao dito procuradorda
annuncianle, na ra do Collegio n. 9, para screra
pagas.
No becendo Peixe Fiilo, taberna n. lem ex-
cellenle doce de goiaba, por prejo moilo commodo.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado o. 22,
porcina da toja de miudezas, o qoal lem muilos
commodos para urna grande familia.
Manoel do Amparo Caj, eslabeleciito na ra
Nova desla cidade, casa n. 18, com hija de fazendas
ealfaialo, previne ao*publico, que acaba deassociar-
se com Manoel dn Nasrimento Vianna, o qual seni
d'ora em .liante o administrador do. dito estabeleci-
menlo, dev oinlo todava esta girar soba firma de Ma-
noel do Amparo Caj & Cunha, na conformidade das
O Dr. Joaquim de Oliveira c Souza ensina a
(raduzir, fallare escrever a lingua franceza: na ra
do Ara gao u. 4.

Lotera da rmandade de Nossa Senliora
. do Livramento.
No da I i anilam infalli\ cimento as rodas desla lo-
tera, seja qual for o numero de bilheles que reste
por vender-se ; o restante dos mesmos esta venda
nos lugares do coslume al o dia 13.O Ihesoureiro,
Joo Domingues da Silva.
Precisa-se de urna lavadeira que d-ennheci-
menlo de sua conduela : na ra de Horlas, casa ter-
rea n. (12, com a frente pintada de azul e as porta-
das brancas.
Traspassa-sc o arrendamenlo da lua e primeiro
andar do sobrado da ra do Collegio n. 18: tra-
ta-se ua ra do Queimado, taja do sobrado amarello
n. 29.
O collegio Sanio Alfonso principia os seus Ira-
ballios no dia 9 do correnle : uolle ainda podem ser
admilliitas alguns pensionistas e meios pensionistas.
Precisa-se por aluguel de ama prela escrava que
saiba tratar de crianjas : quem a liver e quizer alu-
gar, dirija-se ao sobrado da roa de S. Francisco n. 8.
Precsa-se de nm professor de primeiras lellras.
e de um criado : no aterro da Boa-Vista, taja n. 18.
D. Luiza Annes de Andrade Leal faz sciente
dos pas de suas alumnas, que as ferias fimiam-se no
aia 10 de Janeiro corrente,o que abre aula no dia tt
do mesmo mez.
No dia 30 de dezembro perdeu-se da praja da
Boa-ViMa al a ponte do Yaradouro, Unta Irouxiiilia
contando um palilo e urna calja do brim trancado
blanco dc liuho, e urna camisa com peilo de liolto,
ludo novo e cmbrolhado era um lenco de linhn :
quema achou, qiieremto restituir, leve-a ra d
Mondego n. 31, que ser bem recompensado.


DIARIO DE PERNAM8UC0 SEGUNDA FEIRA 9 DE JANEIRO DE 1854.
JOS' BANDE',
enlranrador de cabellos da tasa, imperial,
ist ao respeitavel publico desla cidade, faz colla-
f*1, pulseiras, brincos, anneis, correnles para relo-
j-tos, grboias, conloes, Iranselins, tanibem se Taz flo-
res .lo cabellos, e qualqucr obras que deseja : no
'erro da Boa-Visla, n. 82.
Precisa-so aluzar nina ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer lodo o servico de urna
casa de pouca familia : na ra Direila o. 116.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado pliarmaceu-
tico approvado pela faculdade de
medecina do Rio d Janeiro, ten-
do comprado a botica da rua No-
va desta cidade n. 53, que foi do
finado Joaquim Jos Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pliarmaceutico appro-
vado Antonio .Minia Marques Fer-
rara, faz publico a seus. fregue-
ses e a quem convier, que nella
o acha ru sempre prompto a qual-
cpier hora para aviar toda equal-
quer receita, para dentro, ou f-
ra da cidade, com a maior preste-
za e b'delidade, por achar-se sor-
tido das m el dores e mais recentes
drogas ltimamente ebegadas.
Jos da Cruz Santos-
Bichas.
tf Alugam-se e vendem-se bichas: na pansa da
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
fn-
O abaixo assignado, na qualidade do socio ge-
renle, e liquidalario da cilinda loja de fazendas, de
Andrade & Amaral, na ra do Cabug u. 11, faz ver
aos devedores ao dito eslabelecimento', que venbam
satisfazer seus dbitos na ra Nova a. 27, ou ao seu
raixeiro Jos Joaquim Lopes l'ereira Goimarils, que
lie o nico por elle aulorisado a fazer dilas cobran-
cas amigavel ou judicialmente.
Joaquim .inioniu dos Santos Andrade.
Ten do sido descoberto no Rio de
Janeiro, um falsificador do verdadeiro
Xarpe do Bosque, os senliores R. C.
Yates & Companhia, gerentes da nica
casa que recebe da America do Norte a-
quelle -virtuoso e tito adreditado remedio,
lem requerido o castigo de um tal abu-
so perante os tribunacs d'acpiella corte, e
recommendado aos seus agentes as mais
provincias do Imperio, para terem a
maior vigilancia em qualquer introduc-
cao do falso, e que annunciando tal.des-
coberta que tanto damno causa a"o res-
peitavel publico por se llies vender
um medicamento'1 com que nada apro-
veita para qualquer padecimiento, cmo
elles, por se perder o tSo bem fundado
conceito que o mesmo remedio tem go-
sado, pelas suas umitas virtudes, repitam
os annuncios das easas em que tem a ven-
da o dito Xarope, debaixo da sua cuida-
dosa vigilancia ; sendo n'esta cidade ven-
dido 8mnte pov minti, o verdadeiro.
XAROPE DO BOSQU.
Na botica de Bartholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario
n. 36.
Garrafas grandes .">*5j90rs., e as peque-
as a .sOOO rs. urna.
Sendo falso todo o qqe nao for vendi-
do n'esta -tasa ; pois consta que cliega'ra
em um dos ltimos navios do .Bio .de Ja-
neiro urna porcao do mesmo falsificado ,
eos agentes vao tratar de descubrir os au-
tores desea introducco para acusa-los pe-
rante os tribunacs.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE. '
Paulo Gaiguou, dentista recebeu agua dcnli-
frice do Dr. Pierrer esta agua conbecida como a irte-
Ibor que lem ap|>arecido, ( e tem muilos elogios o
seuantor,) tem a propriedade deeonsi-rvar a bocea
cheirosy c preservar das dores de deutes: lira o
goslo dcsagradavcl que d em gcral o charuto, al-
gumas golas desta n um copo d'agua sao sulttcicn-
les; larabem se achara p-denlifrirc excellcnle para
a conservaoaa dos denles : na ra larga do Rosario
u. 36, segundo andar.
CONSULTORIO CENTRAL 110-
MEOPATHICO.
N- il Ruadas Cruzes N. 11
Consultas lodosos das desdeas 8 horas
da manhaa al as 2 huras da tarde.
Visitas aos domicilios das 2 horas em
diante.
'as molestias agudas c graves as visitas
serao feitas a qualqucr hora do dia ou da
coi le.
As senhoras de parto, principalmente,
serao soccorridas com religiosa prouip-
lidio.
Dr. Sabino Olegario Lugero l'inho.
AVISO JURDICO.
A segunda ediecAo dos primeiros elementos para
ticos do foro civil, mais bem conigida e acrescenta-
da, nao s a respeilo do que altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, intcrloculorias e di-
liniliv as dos julgadores ; obra essa 15o iulercssaule
aos principiantes em pratica que Ibes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n. 6 e 8.
Manuel Herede, subdito argentino, residente
nesla cidade desde selembro do anno passado, segu
para Macci no primeiro vapor que chegai do norte,
em companhia de seu amo, o Dr. Francisco Jos da
Silva Porto.
Prccisa-se fallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimentel; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
AVISO AO COMMERCIO.
Os abaixo resignados continuam
a banquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca, ou urna duzia,
a dinlieiro,' ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca doCorpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Bos-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes icglezes. Os mesmos avi-
I *8o ao respeitavel publico que abri-
ram no aia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senliores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
30r atacado e a retal h<"
Joao Baplisla Moreira faz scienle ao commer-
ejo, qoe confirma os annuncios inseridos no Diario
nj. 1, 2e3, pelos Srs. Viuva Amorim & Filho, rela-
tiva a sua sabida da casa dos ditos senliores.
- Precisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar, para cas* de homem solteiro : a tratar na ra
doQueimadon. 18 A.
O Sr. Jos Francisco Mamcdc de Almida ap-
pareca na cocheira que foi sua, para se Ihe fallar, na
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 5.
Roga-se ao Sr. fiscal respectivo,'lance snas vis-
las sobre as extremidades da poulezinha dos Reme-
dios, (hea ultima de pedias que volta para a I'assa-
gem; porque alli se eslao quebrando as molas de
quanlos carros alravessam da Passagem para os Afo-
gados. ^
' Aluga-se mensalmentc um escravo pedreiro pa-
ra traballiar em qualquer obra, nesla cidade ou fra
della : a tratar na ra das Trincheiras no carlorio do
escrivao do jury.
Madama Routier, modista franceza,
rua Nova, n. 58,
lem a bonrl de annunciar*ao rcspeilavel publico,
que acaba de receber de Franca um liudosorlimenlo
de chapeos de seda do ultimo goslo, manteletes pre-
los e de cores, romeiras de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para veslir-se por baixo de pa-
lito, chales prelos, camisinhas para senhora, man-
guitos bordados, manas prelas de seda a imilaro de
blonde, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilhos, leques, grosdenaples prclo
milito fino, setim maco prelo, cliamalole prelo, eu-
Iremeio bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
tes de babados de vestidos de diversos desenhos, um
S'irlimento de plumas para chapeos e toncados, vesti-
dos de blonde para noivas, flores de larangeira, ca-
p-Has muilo linas, ricos chapeos de folleo para mon-
tara, chapeos de pallia da Italia muilo linos, lindos
cliapeosinhos de seda para meninas, lencos de mau,
leucinhns de seda para pesenco de senhora, bicos de
blonde verdadeiro*. c do differentes larguras ; na
inesma casa fuzem-se vestidos de baile e casamento,
cufeiles para cabera, chapeos, e em geral as modas
com mai perfeiro de qu nunca, e prfo muilo ba-
rato.________
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, pov
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tarito em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este esfabelecimento
ahrio-se de combiaaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezs, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo ellemaiores van-
tagem do que outro qualqucr ; o
proprietano^leste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem tos
seus interesses) comprar lazendas
baratas, no armazem d ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos San los & Rolim.
l'rerisn-se de urna ama que saiba cozinhar para
casa de familia: no aterro da Boa-Vista, loja de cal-
cado n. 58.
Pede-sc ao fiscal do bpirro do Rerife, que le-
* nha a bondade de tancar !,ua< vistas sobre os quin-
laesde tabn cahidis que exislem naruu de Apollo,
sea do boje ama das raasprincipaes to Ret fe.
VOMITORIO HOMEOPATHICO.
Gratuito para os pobres.
A'o fecife, ra to Trapiche A'oro numero 14. j
O DR. CASA NOVA lem aherlo osen con- {
sullorio no. Recife, onde poiler ser procu- S
rado a quafqner hora do dia.
N. B. As pessoas que oilo fdrem pobres, 5
' pagarao pelo (ralamenlo de 5 a 209000 rs. I
( nao excedendo de dnus mezes. )
Aviso.
J. Falque, dono da fabrica de chapos'de sol, si-
ta na ra do Collegio n. 1, faz scienle ao respeita-
vel publico desla cidade, e em particular aos seus
freguezes, que elle abri um deposito dos ditos oli-
jeclos de sua fabrica na ra da Cadeia do Recife
n. 17, onde ?c achara sempre um grande e variado
sortimenlode (odasas'qualidades, tamaitos, goslos
a piaros, tanto deseda como de panninbo, para lio
mens e senhoras, assini como bengalas de diversas
qoalidades, baleifl para vestidos e esparlilhos para
senhoras, tamliem se recebe qualquer chapeo de sol
para so cobrir de novo on concertar, o que se far
com muila presteza e accio, e quauto ao preso he
muilo mais commodo do que emaoulra qualqucr
parte.
Aluga-se um bom sitio no lugar doCordeiro,
margem do Capibarihr, com boa "casa do vivencia,
estribara para 3 cayallos, casas para prelos e feitor,
pomar ejardim, aasim romo baixas para capim : na
ra do Queimado ii. 30, ou no armazem de Barroca
& Castro, na rna da Cadeia n. 4.
Precisa-se alagar urna ama secca para desma-
mar mu menino : na ra largado Rosario n.,33.
Precisa-se de um cozinheiro ferro ou captivo, e
tambem urna prela para" engommar, e,para o serviso
inlcrno de urna fas? ; dirija-se ra do Trapiche n. 8.
| RETRATOS PELO ELECTROTYPO.i
No aterro da Roa-Vista n. i,
terceiro andar.
A. I.cllarte tendo de so demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa o rcspeilavel pu- <
blico que quizer utilisar-se de seu presumo, j
deaproveilar os poucos dias que tem de re-
sidir aqui ; os retratos serao (irados com lo |
da a rapidez perfeisp qoe se pdedesejar ;
no eslahrleciincnlo ha retratos a moslra para
as pessoas que quizerem examinar, e est a- I
berlo das 9 horas da manliHa al as \ da
larde.
JOAO'PEDRO VOGELEY,
Fabricante de pianos, afinador, e con-
certa com toda a perfeico.
Tendo chegado recentemenle dos portos da Euro-
pa de visitar os melhorcs fabricas de pianos, e leu-
do ganho nellas lodos os conl'ecimenlns e pratica de
c.-nslrucroes dos modernos pianos, ofierece o seu
presumo ao respeitavel publico para qualquer con-
cert e al'macoes cdfc todo o esmero, leudo toda cer-
teza que nada restar a desejar as pessoas que o in-
cumban) de qualquer trabalno, lano em brevidade
como em mdico preso: na ra Nova n. 41, pri-
meiro andar.
' D. Luiza Annes de Andrade Leal e suas ma-
nas D. Senhorinha de Asseca BitaUtourl D. The-
reza de Jess Leal, continuam a receber em sua aola
alumnas internas, meias pensionistas e externas, pa-
ra o que a casa tem bons commodos. Nesla aula en-
sina-se alr, escreverecontar, grammalica nacional,
arithmelica, Trance*, inglez, msica vocal e piano,
daen, doulrina christa, coser, corlar, labyrinihar,
marcar, bordar de seda de matiz, de susto, de froco
em lalasarra, de tpele o de la a em vestidos, e en-
tras oliras de cacund; os pas que as quizerem hon-
rar, (carao satisfeilos pelo augmenlo que ellas le-
r3o, e pelo disvello com que ellas serto tratadas, para
o que os prelendentes poderao dirigir-se a ra de
Santa Rila (ou do Fagunds) sobrado de um andar
n. 5, quem vm da ribeira o segundo sobrado, ao p
do de varanda encarnada.
OlTerece-se um rapaz portuguez para raixeiro
de ra ou de outro qualquer negocio, ou mesmo para
taberna, o qual lem bstanle pratica : quem de seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se ra estro ita do
Rosario n. 11, ou amiuqfie para ser procurado.
Bernardo Feroandes Viauna, brasileiro adopti-
vo, vai a provincia do Alto Amazonas a negocio, le-
vando o seu escravo, crioulo, de nome Antonio, para
o seu servico : alli ofierece aos soi amigos e conhe-
cidos o seu diminuto preslimo, e igualmente pede
desculpa aos mesmos senliores nao se despedir pes-
soalmcnte, por motivo de suas pernas nao permilli-
rem, por isso se \ale desle rucio.
Precisa-se de uina ama que saiba cozinhar e
engommar com per feieo, para casa de duas pessoas:
quem esliver nesla circumstancia. annuncie para ser
procurada, ou dirija-se ra do Queimado n. 53.
Quem quizer soltar gado para pastar, no sitio
Maroim, em Pao Amarello, o qual lem as melliores
proporcoes para paslagcm, por ler muilo pasto e boa
agua, e por urna paga razoavel, dirija-se Soledade,
no sitio do. fallecido Ilerculauo, a trotar com a pro-
fessora do collegio.
Charutos linos de S. Flix
Na ruado, Queimado,'n. 19, tem che-
gados agora ^da Raliia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Rraitdao, os quaes se ventlem por
precos mais commodos do que em outra
parte. .'
Primas para va beca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas: na ra do Quei-
mado, loja n. 49.
ROB LAFFECTEUR.
O nico aulorisado por decisao do oonselho real
e deerelo imperial.'
Os mdicos dos hospitaesrecominendam o arrobe
Laflecteuv, como sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade-de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel. e fcil lomar
em secrelo, est em uso na marinlia real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affecroes da
pcllc, impingens, asconsequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
catharros, da hexiga, as onlracsOes, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecses ou de
sondas. Como anli-sjphilitiro, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem inccssanles sem consequeocia do empregn da ro-
paiba, da cubeba, ou das injeccOes que represen-
lam o virus sem neulralisa-lo. O (arrobe Lall'ecteuv
he especialmente recommendado contra as doenras
inveteradas ou rebeldes ao mercurio cao iodurto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azcvedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente deParis, de casa do Sr. Boyveau-
Laffccleuv 12, ru Richev Pars. Os Formularios
dam-se gralis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & Irmos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha o Filhos, el
Moreira, loja de droeas; Villa-Nova. Joao Pcreira
de Msales Leite; Rio-Grande, Francisco do Pau-
la Couto &L.
. Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 4.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustve para coberta de carros.
Relogios de ouro patente inglez.
FUNDICAO' D AURORA.
Na (iindiean d'Aurora arha-se couslantenienlc um
completo sortimento de machinas de vapor, tanto
d alta como de baixa pressao de modeilos os mais
apnrovados. Tambem se apromplam de encumnien-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciacs serao mandados
para as ir assenlar, c( os fabricantes como lem de
coslumc afiancam o perfeito Irabalho deltas, c se res-
ponsabilisam por qualqner defeito que possa nellas
apparecer durante a primeira salra. Muilas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimerito lem
estado em constante serviso nesla provincia 10, 12,
eat 16annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, c algumas al nenhuns absolutamen-
te, accresccndo que ocorisummo do conbuslivel he
mui uiconsideravel. Ossenhores deengenho, pois,
aoulras quaesquer pessoas que precisarem de ma-
clunismo silo respeitosamente convidados a visitar o
eslalieleeimento em Sanio Amaro.
Deposito de tecidos da fabrica
de todos os Sntos, na Baha.
Vende-se em casa de Domingos Alves
Matheus, na ra da Cruz do, Recife n. 52,
primeiro andar, algodo transado daquella
fabrica, muito proprio para saceos e rou-
pa de escravos, assirn como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
' muito commodo.
SALS1 PIRRILHA.
DE
COMPRAS.
Compram-s ossos a peso : no ar-
mazem da illuininnrao, no caes do Ra-
mos, tvavessa do Carioca.
VENDAS.
ALMMk.
Sabio a' luz a fblhinha de algibeiva,
contendo alm do kalendaro o veguhi-
mento dos emolumentos pvochiaes, e o
almanak civil, administrativo, coiumer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, ale'in de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo prego, e *sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na I-
vraria n. (i e 8 da (iraca da Indepen-
dencia..
Na ra do Queimado, loja de ferragens
n'. 50,
veude-sc,o seguinle :baeias de lato de lodos os ta-
manhos' finas fechaduras de porta para embutir, su-
perior Tulla del-landres, chapas de lalo de ludas as
grossuras, ditas de ferro galvanisadas proprias para
tanque, bules c cafeteirasde metal principe, facas e
garlos eoiii o cabo do mesmo metal, ludo por uiuitn
razoavel preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrque Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de palenje
inglez, do inelhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
A 3$200, e tii'iOO.
Na loja de livros de Joo da Cosa Doorado, no
largo do Cullegio, vendem-se bilhetcs e meios hilhc-
es da loleria ra irmandade de Nossa Senhora do l.i-
vramenlo, quecorn>impreleri\elmenlc no dia ti do
corrente.
Vende-so um lindo jarrle de rasa : no sitio
do Sr. Duhourq, na Estancia.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso eprova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. 3.
Vendem-se com pouco uso os livros segundes:
Historia- Sacra', Fbula: Phxdri. Saluslius, Virgi-
lii Rodei. Huralii Carmina, Tito Livius.Epislola Ci-
ceronis, Ciceronis Oratones, Ordo verborum Salus-
tii, Ilislory of Rome (por Gfldsmiltis), dita dedita
(por Thomaz Morell), Thomson the Soasont, Vecar
of Wakrlicld, Jonbson Pails Milln, Breves NocAes
ile Potica (por Vellcz), Historia Sagrada (por Ber-
nardino;, collecses de problema : no aterrada Boa-
Vista, loja de ourives u. 08,
As numerosas experiencias feitas- com o uso da
salsa parrilha em todas as enormidades, oriuinadas
pela impureza dosansue, e o hom xito oblido na
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sisaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr.
Autonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude na.Gamboa. pelo Illm. Sr. I)r.
Saturnino de Olivcira, medico do xercilo c por vi-
rios oulros mdicos, permitlem boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
RRISTOL,
Nota.Cada garrafa conlcm duas libras le liqui-
do, c a salsa parrilha de Brislol he garaulida romo
puramente vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposito desla salsa mudou-sc para a liotica
franceza da rua da Cruz, em frenle ao chafariz.
'Vende-se um grande sitio na estrada -dos Affc-
tos, quasi defronte da igreja, o qual lem muilas ar-
vores de fructas. Ierras de plantasnes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enleuder-se com o Sr. Antonio Manoel de Moracs
Mesquita Pimentel, ou a rua do Crespo n. 13, no
escriplorio do padre Antouio da Cunda o Figuei-
redo.
ARADOS DE FERRO.
Na fuhdicao' de C. Starr. &'C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade. .
BOTICA
CENTRAL HOMKOI'ATHICA
51 rua da Cadeia do Recife, 1. andar 51.
Dirigida pelopharmaceutico approvado,
e professor em homeopathia Dr. F.
de P. Pires Ramos.
Nesta botica se encontram os melliores e
mais acreditados medicamentos homopalhi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa cxacti-
do, pelo pliarmaceutico approvado e profes-
sor er .homeopathia Dr. Pires Ramos, soh as
indicasoes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralicadolia i annos,(odas as regras da phar-
macia horoopalhica. -
Os medicamentos desta botica, cuja effica-
cia lem sido verificada na longa pratica do
Sr. Dr. Sabino, e reconhecida por todas as
pessoas, que dclles tem teito uso, excrcem
uina grande vantagem, sobre todos os que
por ahi se vendem, a qual consiste lanto na
promplido dos seus ^cfleilos, como na qua-
lidade ile se conservarem muilo lempo sem
soffrerem a menor alteraro ; o que os tor-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o malo, onde nem sempre ha faeilida-
de da proviso dctiovos medicamentos.
Existem carlciras de medicamentos em
lubos grandes de fino cr\su de dilfercnlcs
precos, desde 12J00O al 20900O conforme o
numero dos medicamentos, suas dynami-
sacies. c riqueza das caitas.
Cada vidro de. untura da quinta dy-
namisaeao........2J000
Cada tubo de medicamento I5OOO
A'. II.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Pinho.se presta a dar esrlarechnentos a
todas as pessoas. que comprarem medica-
mentos nesta botica, na rua das Cruzes. 11,
II.
Vende-se urna preta, crioula, propria para o
servico de casa, c com nina cria de 7 mezes: na rua
Nova n. 65, segundo andar. f
Vcfde-se um sitio junto a Boa-Viagem, e a es-
trada nova que vai para osul, muito bom para todas
as planlaces. com boa baixa para-capim, em Ierras
rendeiras aoSr. Jos Rodrigues Lima: a pessoa que
o quizer comprar, dirija-se Ser.iplni Leite l'erei-
ra, no sohrcdito sitio.
' RUA DAS CRUZES. W
) ._ No consulturio do professor homopatha ()
. liosset Bimout, achain-se venda as obras
' sc},uiiites: \!
I Segunda edieco dos elementos de ho- /A
mopalhia ; revista consideravelmenle J^
f augmentada, e redigida de proposito para (^i
\ os principiantes que quizerem de boa f iA
' csperimeiilara nova medecina. 68000 JP
) Tralaraenlo homopalhico das (#
Imulestias venreas, para cada um Z/L
poder curar-se a si mcsrtio.....I9OOO W
) Palhogencsia dos medicamcnlos (f&
(homopalhicos hrasileiros eposo- ^.
logia homopalhica, ou adminis- ^)
I trasao das doses..........3S000 fia
OBRAS EM FRANCEZ. W
I Diccionario completo de mede- Wj
I cina................ 10S000 t*
Organon da arte de curar. 79OOO H
I Tralamento das molestias cliro- is)
i u,cs...............189000 Zf
Novo manual completo do Dr. W)
I 'a'>1r................1*9000 (*,
Memorial do medico homopa- Z
' ">.................39000MB
I Medicamentos. (?
i ^^xlma carleira com os 2i princi- z
Tacs medicamentos (tunos grandes) wJ
I e a segunda ediccao dos Elementos (g,
de homeopathia.......209000 S
Urna carleira com os -2 princi- W)
I paes medicamcnlos.....IO5OOO ^5
tirande sortimento de carlciras
' de todos os tamaitos por presos \j?
I commodmimot. (t:,
1 tobo de glbulos avulsos 500 ^
1 1 frasco de'jj onca de tintura a iS;
} escolha .......... l0O0 ^
Na loja de miudezas, na entrada do Rangel, n.
71, junto a loja de cera, vende-se o seguinte: gom-
macm saccas de i arrobas, penas de ema em libras;
assim como um relogio de sala de muilo superior
qualidade, e por baixo preso.
Na rua do Crespo, loja n. 6, se dir quem ven-
de um moleque de 13 a 1 i anuos.
Vendf-sc rap de Lisboa ; os senliores fregue-
zes que cstao costumados a lomar a boa pilada, nao
o deixarao demandar buscar rua do Vigario 11. 12.
ANTIU1DADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE RRISTOL
sobre
K SALSA PARRILHA liH SAM)S.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e lem constantemente manlid a sua re-
pulacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que .is preparasOes do mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-Vork, preparadores
e propietarios da salsa parrilha condecida pelo no-
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, ecomo nao o podessem obter, fa-
bricaran) uina imitar.Ho de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands cs-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1852,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel serihor.
Em todo o anuo passado lemos vendido quanli-
dades considerareis do extracto de Salsa parrilha de
Vroc., e pelo que ouvimos dizerde suas virtudes
aquellos que a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muitissimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio romnoseo, eremos que
nos resultarla muita vantagem, lanto a nos como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a un mez, ou consa semelliante. loriamos
muito prazer em o verem nossa botica, rua de Ful-
ton, n.79.
Ficam as ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. 1). SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.e A antiguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
ual este droenista nao pude oblcr a agencia do Dr.
ristol.
-. A superioridado da salsa parrilha do Brislol
he inrunleslavel; pois que -nao obstante a concur-
rencia da de Sands, c de uma-poreao de outras pre-
paracoes, ella tcmmanlidoasua reputaeSo em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sanaue, e bom xito oblido nes-
la corte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo litan. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito. c
por varios outros medicas, permitiera boje de pro-
IO9OOO
2(te 19000
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na hotica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
mmmm
GUARDA NACIONAL.
P| Na praca da Independencia 11. 17, ven-
M do-se toda a qualidade de ohjeclus para o far-
jjS damento dos senliores afliciaes da guarda na-
|S cioual, assim romo para primeira e segunda
-;'-S: linha, tudo por muilo commodo preso.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DR. r. A. LOBO HOSC0Z0.
Vende-se a inelhor de todas as obras de medicina
homopalhica Cf O NOVO MAM'AL DO DR.
<. II. JAIIR ^a Iraduzido em portuguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: quatro voluntes encader-
oados em dous. 209000
O *. voliime contendo a pathogenesia dos' 14*
medicamentos que no foram publicados sahir mui-
lo breve, por estar muito adiantada sua impresso.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pliarniaciii. etc. ele. encadernado. 49000
Urna carleira de 21 lubos, dos melliores e mais bem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
obras cima......... 409000
lima dita de 36 lubos com asroesraas 455000
Hila, ihla > 'S lubos....... .509(100
Dita de 144 com as dilas...... IOO9OOO
Carlcirasile 24 lubos pequeos para algi
boira. ..........
Dilas de 48 ditos. ... .
Tubos avulsos de glbulos ....
CAL V1RGEM DE LISBQA.
Vende-se cal nova em pedra, cliegada
hoje no palhabote Lusitano, por muito
commodo preco: na rua do Trapiche n.
15, armazem de Bastos limaos.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl Com-
panhia, na prasa do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marscillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los c carreleis, breu em barricas muito
grandes, aso de milaosorlido, ferroinglcz.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgoez : na
roa da Croz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meia moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido|
e coado, de todos os tamaulios, par^f
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO. /
O arcano da nvencao' do Dr. Edu^
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, Com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas d 10
libras, junto com 6 methodo de empr-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
1% O. Itieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
POTASSA DA RISSIA.
Vende-se superiorpotassa da Russia,.e
Americana, pov preco muito commodo:
na ra do Trapiche n. 15, armazem do
Basto limaos.
GANTOIS PAIL1IETE Af COMPA-
I NHA.
Conlinuat-sc a. vender no deposito geral da
@ rua da Cruz n. 52, o cxcellente c bem cou-
. ceituado rap areia prcla da fabrica de Gan-
@ lois Pailhele & Companhia, da Rabia, em
grandes c pequeasporses, pelo preso estabe-
@ lecido.
O martyres peraambucaBOt, victimas da li-
berd.ide, as duas revoluco'es ensaladas em
17X0 c 1817, por um laso pernambncano ( o
padre Joaqnlm Dias XCartins.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle deste im-
portante e curioso trabalho, al boje inedilo. He a
biographia de lodos os pernambucanos preeminep-
les que entraram, ou de qualquer modo se'compro*
metieran! na revolusao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817, escripias ass.-icces
de taes hnmens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, c que anda honlem rouhecemos
lodos na congrcgasilo do oratorio de S. Flippe Ne-
ry, como um dos tillimos, c mais estimaves inrm-
bros dessa vcneravcl casa. O padre Joaquim Dias
deixa-nos ver, esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes traeos ; e lerao
elles sem din ida um grande, mcrecimenlo para a
posterida.le, q 11 ando os houver de julgar serene :
o desalinho do historiador.
fio ha familia em l'ernaiiibuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico na"o diga respeilo de mais
ou menos perto, e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente coutem mais de 600 arligo's.
Acha-se a venda no pateo do Collegio, ofiicina de
encadernacao.
SALSA 1'AlillII.IIA.
Vicente Jos de Rrilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla prasa una grande por-
. sao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
clamar altamente as virtudes eflicazes da sabia par-1 verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
r ni BfIsto1 vci>dc-sc a 59000 o vidro. 'I de Janeiro, pelo que se dov* m acajitejar os consu-
O deposilo desla sais* raodou-se para a botica | mdores de Ulo precioso talismn, do cahir neste
franceza da roa da Cruz, em trente ao chafariz.
Na rua lia Cruz 11. 15, Segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre.
400 ditos blancos e 50 dilos do holns ; ludo
preso commodo.
.por
Vendem-se cerca de 800 formas de foi ha de
d*erro para fabrica de assucar, piuladas, e que levam
tres arrobas cada urna : vendem-se. muilo em conta
para fechar : na raa do Trapiche n. 3.
4p- Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e Haula, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tttdo uiodernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a. tratar 110
escriplorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapiche n. 34. #
PARA NAO' ENTRAR EM RALANCO.
Vendem-se cassai iraocezas escuras,
cores lixas, muilo linas, e de bonitos pa-
di-5es,a520rs. a vara ; dam-se amostras
tiazendo penhores : na rua do Crespo
11. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pida
barca Olimpia, o seguinte: saccas.de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce c cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vende-se urna armacao de loja de miudezas,
bom balco. caiiilhos envidragado*, toda a madeira
de Imii o,e tudo em bom estado, e por commodo pre-
co : no aterro da Boa-Vista n. 66, padaria.
ATTENCAO',
CiiiiIiii i\ Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
SO, tem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bons, pennas de cma, e velas de car-
uaba, a 19500 o cenlo.
$f Os mais ricos e mais modernos cha- ($)
A, peos de senhoras se enconlram sempre tm.
Jg 11a loja de madama Theard, por um prego *
(0 mais razovel de. que em qualquer oulra tS)
par,c- s>
Depoiito da fabrica de Todos os Santos na Babia.
Vende-fle.emcasadeN. O. Bieher &C, na rua
da Cruz n. 4, algoda transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar .c roupa de es-
cravos, por preso commodo.
\ endem-selonas,brinzafl,.trins c meias.Jo-
as da Russia : no armazem de N. O. Bieber" &
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Hrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
se,m despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melliores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
ser Mellors (% Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 56.
Acanelado Edwia BKaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
iS. Companhia, acha-se Constantemente bons sorti-
mentos de (aixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas ilc ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., dilas para a miar em madei-
ra de indos os taraanhos enldelos os mais modernos,
machina borisontal para vapor com forsa de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslanhadu
fiara casa de purgar, por menos preso que os de co-
irc, esco vens para navios, ferro da Suecia, c fa-
llas de flandres ; ludo por barato preco.
Vende-se a loja de raleado da rua Direila, n.
18, cum algnm raliedal e muito boa anuacao enver-
nisada, cuja loja c casa terralem commodos para fa-
milia : a li dar na mesmu.
Moinho de vento
comhombasdcrepuxupara regar borlase baixas
decapim, nafundicaide D. W. liowman: na rua
do Brum us. 6,8 e 10.
Veude-se um resto de exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de D. Carlos liuido y Spano : na rua
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Vende-se um prelo do :)0 anuos, de boa con-
duela, nao tem vicios nem achaques.ou lambem per-
muta-se por urna preta que lenlia as habilidades ne-
cessarias, que he cozinhar engommar e ensalmar, e
ludo islo com perfeiro : quem quizer esle negocio
dirija-se a rua das Cruzes, n. 0.
No paleo do ('.armo, taberna n. 1, vende-se
B|iiito boa Metria, a 2u rs. a libra.
Vendcm-se 10 esrrnvos, sendo :. dous molecotcs
de boas figuras, de idade 1S anuos, um delles bom
cupeiro com principio de marcineiro. 1 eserava de 18
aSO anuos de idade, rngomma, ro/inba, faz lah}-
rinlho, borda e marca, 4 cscravas de lodo o servico e
3 dilos do servico de campo : na rua Direila, n. 3.
Vendem-se 2 tirelas com algumas habilidades,
e se pode aliancar a boa conducta, a' razao da venda
se dir ao comprador ; '2 nesriulias proprias para um
pai fazer prsenle a nina iillia, pois ao muilo lin-
das ; I pardinho escuro proprio para pagein, de ida-
de 13 anuos ; e 1 crioula propria para mucama por
ser muilo geilosa para este lim, veste bem urna senho-
ra e lem algumas habilidades, cutre ellas u engom-
mar: na uta da tiloria u. 7.
engao, tomando as.funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos .falsifica*
dos e elaborados pela nulo daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distiogua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemenle aqui chega-
da ; o aiiiiuiirianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Conceiso
do Recife 11. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e~ se adiar sira firma em ma-
nuscripto sobre o involtrio impresso do mesmo
fracos.

Vendem-se relogios de ouro, pa
.i tea-te lglea, por commodo pre-
Tf co:naSia da Cruz n. 20, casa de
$ L. Leconte Fe'oa & Companhia. (f
Vendem-se sttecas de farinlia de
mandioca, superior, chegada*s.iltimamen-
te do Rio de Janeiro: uo largo da Assem-
ble'a n. 4.
*
Vende-se no armazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o seguin-
te : sellins inglezes, ditos ditos elsticos,
silhoesparauonuu-ia de senhora, cabeca-
das de couro branco, lanternas para
carro ecabriolet, arreios para dito de 1 e
i cavallos, malas para dito, de 5 foi has,
eixos para dito, de patente, candelabros
de bronze de 5. 4 e 5 luzes.
MADAPQLO' BOM, A 38200. -
Vendem-se pecas'ue madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha ni 24,
primeiro andar.
Vende-se un escravo de idade de 19 a iOan-
uos, <>llii-i.il de alfaiale de toda obra, e sadio: quem
quizer contratar negoci, dirija-se rua do Amparo,
em Olinda. n. >i, ao'p de uina laDema.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um,
modello e construccao muito superiores.
($ Deposito de vinho de cham- ^
^) pague Chateait-Av, primeiraqua- ^
(g) lidade, de propnedade do condi &k
(*> de Mareuil, rua da Cruz do Re- *
- cil'e 11. : este vinho, o inelhor
> de toda a champagne vende- @
^ se a 36SOOO rs. cada caixo, acjia-
v. se nicamente emeasa de L. Le- '
g ooiuleFeron& Companhia. N. R. ($
( As caixas sao marradas a fago ($
{$) Conde de Mareuil e os rtulos @>
1^ das garrafas sao azues. (V#j
C. STARR AC.
respeitosamente annunciam que no seu exleuso es-
labclecirnenlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfciso e promptido.toda a qualidade
de machinisroo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, c que para maior commMo de
seus numerosos freguezes e do |Mi(iIico,em geral, lem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na rua do Brum, atraz do arsenal de marinlia,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no diloseti estabelecimenlo.
.'. Ili ai-haro os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canna, com todos os melho-
ramentos (alznns delles novos eoriginacs) de que a
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor dejtaixae alta presso,
taixas de todo (amanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro batido para farinlia, arados de
ferro da mais pprovada construcsao, fundos para
alambiques, crivos c portas para fornaliaas, e urna
infiuidade de obras de ferro, que seria enfadonhn
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligcnte e habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele.,.ele, que os annuuciantes contan-
do com a capacidade de suas Offlcinas e machiuismo,
e pericia de seus oflkiaes, se compromeltem a fazer
execufar, com a maior presteza, perfeico, e exacta
conformidadecom os modelos ou desenhos, c inslruc-
cies que Ihe forem Torneadas-
Na rua do Vigarion. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanell para forro dcsellins, che-
gada recentemenle da America.
Vende-se hom" capim de planta, no sitio da
Trcmpe, sobrado 11.1, que. lem taberna por baixo ; e
ahi mesmo precisa-se ulugar dous escravos que sir-
vam para vender na rua fruclas e horlaliccs ;>paga-se
bem e bom tralamento: quem os tiver, dirija-se ao
mesmo sitio, que achara cum quem tratar.
Deposito deca de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada no
Male Lusitano, viudo ltimamente de Lislioa, e
potassa americana, adOO rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50-
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 53OOO rs. cada .urna botija, e por me-
nos sendo em porsao : na rua da Cadeia do Recife 11.
17, primeiro andar. ^ms -
Pautse toalhas.
Vendem-se pslils -le brim .do tinho de cores,
bem faitos, a 39 e I5 cada um ; toalhas de panno
de ludio do Porlo, proprias para rosto a 800 rs. cada
urna eajja duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 2
a vara: na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por .preso comrrlodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrintlio feitas no Aracaly,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.

DAVID WILLIAM BOWMAN. eoeenheiro rria-
chiuista e fundidor de ferro, mui respeilosameute
annuncia aos senhores propriclarios de engenhos,
fazeudeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na rua do.Brum passando o rhafatiz, conlinlem
effectivo cxcrcicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita cnnlercao das maiores pesas de machinismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arte, David William liowman. deseja mais par-
ticularmente chamar a allenrao publica para as se-
guinles, por ler deltas grande sortimento ja'' promp-
to, em deposito na mcsiiia fundisa, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz cslraneeiro, lardo em preso como em
qualidade de materias primas e nta" de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conSIrusaiV.
Moendas de canna para engenhos de "todos os la-
majthos, movidas a vapor por agua, ou animaos.
Rodas de agua, monillos de vento e serias.
Manejos indepcndenles para cavallos.
Rodas dentadas.
Acuilhdes, bronzes e rhumaceiras.
Cav ilhoes e parafusos de lodos os lmannos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moiohos do mandioca, movidos a mao ou por ani-
maos, e prensas para a dita. .
Chapas de fogaO e fornos de fari nha. 1
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, m'ovidas a
mao, por animaos ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas e de parafuso.
Kerragenspaft navios, carrose obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porlOes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carrosde maoearadosde ferro,- etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
menlcreconhecida, David William liowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes o dese-
nhos remeUidos pelos senliores quese dignarem de
fazer-lhe cncommeudas, aprovellando a occasiao pa-
ta agradecer aos seus numerosos amigos c freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lbes que nao poupara estocse diligen-
cias para continuar a merecer a sua conliansa.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
us bons ell'eitos ja' experimen-
idos : na rua da Cruz n. 20, ai>. |
razem de L. Leconte Feron &
Companhia.
POTASSA:
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife
armazem n. 12, ha para vender muii nova possi
da Russia, americana e brasileira, em pequeos haT
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e preeo mais ha
ralos do que em oulra qualquer parle, ,e aflianr .m
aos que precisarem comprar. No mesmo-depsMu
tambem ha barris corneal de Lisboa em pedra pr-
ximamente chegados. ',
VNHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitliu
& Companhia, rua da Cruz n. .18.
Vende-e arroz graudp do Mara-
nbao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pssla de lyrio florentino, o
melhor artigo que se nnhece paro limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; .'agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d^lie mgico
lustre; agua de perolas, esle mgicocosmelko para
sarar sardas, rug*s, e embellezar o oslo, assim co-
mo a Untura imperial do Dr. BroTO, esta prepara-
cao faz os cabellos ruivosou braocoScomplelamenle
pretos e macios, Mm damno dos raesmo, tudo cor
presos commodos. r
Ventem-se pregos
barris, proprios para b.
car, e alvaiade de/incoj
dade, por precos com
Trapiche Novo n. 16.
N armazem de C. i. Astley & Com.
panliia; na rua do Trapiche n. 5, f)a
para vender o seguinte :
Balancas decimaes de (00 libras.
Folha de ferro. :
Ferro deverguinha.
Oleo de linhaca em latas de galOcs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de folha de ferro, pintadas, pai-a
fabrica de assucar.
Cordao de linbo alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milito sortido.
Carne de vacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Vendem-se licores de Absynth e
Kirsch em caixas; assim como chocolate
fracezda melhorqualidadetpietem ap-
parecido, tudo .ltimamente cliegado de
Franca, e por preco baratissimo: na rua
la Cruz n. "io, primeiro andar.
Vendem-se duas rasas terreas na cidade de O-
linda. sendo una na rua deS. l'edro Velho encosta-
da ao paso, e a oulra na rua do Cabral onde mora o
Sr Alejandra Cesar de Mello : os prelendentes diri-
jani-se a Angelo francisco Cosa, no Arrumbado,em
frenle da matriz.
Vendem-se (res hois mansos de carro ; na rUa
da l'ciilia 11. 17, secundo andar.
Frascos.de vidro rom rolda' do mesmo ;. ven-
dcm-se na rua larga do Rosario 11.3(i; ha de dillercn-
les lamanhos'e baratos.
' Vendcm-se figos novos, a 120 rs. a libra ; na
Boa-Vista, nos quatro quanlos, hiberna de baixo do
sobrado ti. 1.
Vende-se um escravo, crioulo, de idade de 26
annos, pouco mais ou menos, por preso commodo, c
uina moleca de de 7 annos, pouco mais ou menos :
na rua da Praia 11.32.
Vende-se um negro, crioulo, de idade de 25
anuos, proprio para todo o servico, por ser de bonita
figura, e sem vicios: quem pretender, dirija-se i rua
Nova n. 42.
OLEADOS INGLEZES.
, Vendem-se riejuissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no ecolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n.42.
Charutos dellavana.
Vcndcm-se verdadeiros'charulos de llavana por
preco muito commodo : na ruada Cruz, armazem
11. 4.
CORTES DE CHITA DE BARRA.
Na lujada rua do Crespo n. 10, vendem-se ricos
cortes de vestidos decidla de.barra, bonitos padrees,
sem defeito, pelo diminuto preco de 2^210 e ->>00
ris.
Oleo Essenciul,
para impedir a cabida de cabello, faze-lo cresrer
e limpar a caspa, a 500 rs. cada vidriiiho : na rua
do Rangel botica 11. 8. .
Vendem-se camas de ferro de nova
nvencio franceza, com mollas (pie asfa-
zem muito maneiras e maclas, cltegadas
pete ultimo navio francez Pernambuco,.e
por preco muito commodo: na rua da
Cruz n. 2, primeiro andar.
Vendem-se fardos de fumo da Ba-
hia, primeira qualidade, para charutos ;
assjm como tira resto de coivas com
charutos, (pie ja^ se vende >wr incoo
baratissimo, tpie he pitra se (fiar tontas,
chegado tudo da Rabia pelo ultimo na-
vio : na rua da Cruz 11'. 2(i, primeiro
andar.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra, fazrnda nova a 58 od'irle; dilos de laa
e seda c barge modernos a 99 o corle de 12 cova-
dos; chitas ecassas francezs novas a 320 rs. oro-
vado e"640 rs. a vara; e outras umitas fazendas por
baratos preros: na ruada Cadeia do Recife, loja
n. Sfj.
Reloaios de ouro pasa algibeira, ingleaes de pa-
tente : dem-sea preco commodo: no armazem de
Barroca i\ Caslro ruada Cadeia do rtecife, 11. 1.
trcanos, em
as de assu-
_ rior .Hall-
os : na rua do
Diccionario dos termos da madlciaa,
cntrela anatoma pkanaacia
etc. te.
Sabio luz esta obra indispensavel a todas
as pessoas que se dedicam ao esludo de |
medicina. Vende-se por 48 rs., encadermj-
| do, no consultorio do Dr. Hosczo, rua do
Collegio. n. 25, primeiro andar.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
1 ua do Brum logo na entrada, e defrtn-
te do Arsenal de Marinlia lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas!
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem tpiindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Vendem-se os bem construido ar-
reios para carro, de um e dous cavallos ;
assim como marrtinhas de casemira' xb di-
versos padr5es, para os sellins de ditos
arreios, cpie os fazem abrilhautar mui-
to, tudo.chegado peo ultimo navio de
Franca : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Chapese manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeitdos,
proprios para meninas e meninos a .'* cada un;
manteletes prelos e de cores com colleles e seriT class,
por precos commodos: na ru.da Cadeia do Recife.
loja n. 50.
Vende-se CARNE DE VACCA e de porte de
Hamburgo, em barris de 200 libras ;
CHAMPAGNE de marca condecida e verdadei-
ra, havendo poucos gigos dereslo, que se vendario
para fechar, a 243000 rs. ; .
AC HE MII.AO sortido;
TAPETES DE I.A, lano cm pesa toma sollos,
pam r.r^'' d.e b0nil" Cr K'Sk j f cresPara forrar corredores^ ele.:
i ,,nhaCa em lala8 de cinco galoes : em
casa de C. J. Aslley & Companhia, rua. do Trapi-
--Na rua do Collegio 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, on a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistido
em chapeos de toassa, de seda de varii
qualidades, e a gomma laci-e, -cliape
para padre, massas para ditos, bonetCo
para guai-das nacionaes, plumas pita*
para chapeos desenlila, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim, i-
vellas, (itas para arroclios e debium,
trancas .e outros muitos objectos de cha-
peleiro. ^
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu em dezembro prximo passado,
um cabra do nome Elias, de idade de 28 annos, pou -
co mais ou menos, eslatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, feiriies regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com urna cicatriz redonda na cs-
padua direila, c oulras antigs de castigos que le-
vou: quem o apprehender, bjve-o ao Dr. Ix>pes
.Nelto, na tua Nova, quesera recompensado.
Fgida deMaria Cajueira.
I'cde-se encarecidamente a lodas as autoridades
policiaes ecapitaesdccsmpo, com especialidade as
do dislriclo do Campo Grande e Poro da Panilla que
cncoulraremuma prela de nomeMaria Cajueira.haixa
do corpo, pernas algumacousa arqueadas para fra
a bocea meia loria da conlinuasao de Irazer cachim-
bo, jo pintado caliello, brasos c pernas meio fo-
veiros, e lem tiro geito de corcundinha ; as essoa
que a conhecem tem a encontrado a lirar marisco ua*
praias de Campo Grande, e por isso se pede com em-
penho ao Sr. inspector daquelle dislriclo, que passan-
do urna vista d'olhos sobre as prelas qoe alli vao ti-
rar marisco, se entre ellas a encontrar, prende-la it
faze-la conduzir ao largo da Trcmpe. sobrado n.l,
que generosamente se satisfar o seu trabalho.
Desappareceu no dia 1. do corrente o prelo Be-
nedtclo, cor bem prela, de idade de 30 anoos. esla-
tura regular, bem parecido, com um denle da frenle
aberto naturalmente ; levou tima cal;prela de pan-
no, e camisa de madapolo; salte-se que anda ga-
nliando na rua : quem o pegar, leve-o ;i fabrica de
vinagre, que ser recompensado.
Em 2 de Janeiro do correnle anno, desappare-
ceram do.engenho Tapacur. freguezia de San-I.ou-
renco-da-Malla, dous escravos: l.uiz, crioulo. natu-
ral de Gaiaiihuns, comprado ao Sr. Miguel Barro.,
la ni lei 1,-i. com os signacs segiiinles :oir meia fulla",
alio e corpolenlo, cabes redonda, bem barbado,bei-
Cvsgrossos, pos e pernas compridas e seccas, o dan
lomost-los para haiioacinzenlado'procedido de calor "
de ligado, assim como as mios, ej foi surrado ; le-
voilroupa dealgodo azul trancado e marrada con
as letras I- -M. ; e Francisco, crioulo cabra, natural "
do Rio o Pcisc, cabellosanncllados, alio, cheio do
corpo, roslo comprido c descarnado, hejeos linos
e um lano carrancudo, pes grandes largos'
pomas finase lem marcas de relho as cosas, \o\Va
rou|ia ioual, suppe-se com marca P, foi com-
prado ao Sr. Antonio Jos lerrcira : roga-se pois a
autoridades pohciaes o capil5es de campo de os car
lurarcm.e leva-Ios ao citado engenho, ou nesla prV-
Ca a Anlonio Joaquim Ferreira de Sm.za, 110 piio
compensado.
Desappareceu no dia 15 de selembro p-,,m(l
passado. un. escravo de nome I.onrenco. car A |m,
baixo esrosso, falla de denles n.T fenle., perr ias 8JL:
sas e cabelludas: quem o apprehender, lev c-o aess-i
praca em casa do Sr. Manoel lanacio ,U oiivei^
na praca do Corpo Santo ,,. li. que ser gf nerosam;,-
le recompensado ; ou so engenho l.evr a, ,, '
vincia das Alago, fregue/.ia .le Can ,lrai" *",'
proprielario Thomaz .loso de Cusma | '
Desappareceu no .lia de de* embro prximo
|. .--ado, a esxrava l.uiza, de natar Beuguella; lem
-t) anuos pouco maisou menos, ber.,, pr,.l;,, f.,||a ex-
plicada ; levo saia de dula e p,- nn da Costa; lu-
nero coiihccula uesla piara por ier o braco direilr
e-.piecidodo vento eJiaze-lo eir ,Um lenco ao peitn :
quem a pegar, nodo levar rua J0 Quaimndo, loja n.
2-2, que ser recompensado. '-f-
i.
Pam^Tyf. de M. T de Fara,_18M,
.


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