Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02316


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Full Text
'
-N.
ANNO XXX. N. 5.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SABBADO 7 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para o subscriptor -


i
ENCARREG.VDOS .V SUBSCRIPCAO'.
Kceifr, o proprielario M". F. de Fnria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. JoaoPeretra Mavtins; Baha, o Sr. F.
Iiiipiad ; Maccio, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dunta; Panmba, o 8r. JosRodrigues da Cosa; Na-
tal, oSr. jeaquim Ignacio Pereira; Araealy, o Sr.
Antonio*de Leos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Augusto Burgos; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigue; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 7 1/2 a 27 3/1.
Pars, 345.
Lisboa, 95 por cont.
Arenes do banco 5 O/o de premio.
da compapliia de Beberibe ao par.
da companliia de seguros ao par.
Disconio de leUras 10 a 12 0/0 de rebate
METAES.
Ouro. (Juras bespanholas. 28$o00 a 299000
Momias de (9400 venias. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala-Patacoes brasileiros..... -19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORRE10S.
Olinda, io.los os da.
Carnal 11, Bonito e (aranhuiis us das 1 e,13.
Villa Bella, Boa-Vista, E\ o (Mcury,.u 13 o 28.
(oianiia e Pirabiba, segundas e sextas Tenas.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE.1KME.
Primoira as 10 horas e 34 mina tos da mauha.
Segunda sll horas 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qiiinlasfe'nas.
Helarn, tercas forras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbaos, segundas c quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase Sextas aomeiodia.
2.a vara do civel, quarlas c sabliados ao nieio dia.
Os Trbunacs de Justica estao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
EPIIEMERIDES.
Janeiro 6 (Juarlo creseente a 1 tora, 29 minutos
c 4 segundos, da manhaa.
14 -La clieia as 6 horas, 42 minutos e
12 segundos da inanha.
22 Quarto minguanle ao 38 minutos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 Segundos da tarde. .
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Isidoro .!>. ; S. Harlinho martu.
3 Terca. S. Aprigio; S. Antero j. m. S. Primo.
4 .toarla. S. Tito b.; S. Prisco presb. martyr.
5 Quinta. S- Semeao Estelila; S. Thelespnoro.
6 Sexta. jgog'Epiphama (M. do S.) Dia de Res.
7 Sabbado- Regresso do Menino Jess do Egipto.
8 Domingo. 1." depois de Reis. S. Loureneo
Justinianii.
PARTE 0FF1CUL.
HINXSTE1UO DO IMPERIO.
Illm. e Esa. Sr. Conslamlo-mc que dentro c
r.ira do paiz se propala a noticia, lalvez adrede, de
que aluda esta cidade he devastada pela febro ama-
relia, fazeinlo alguns cror, que a mnrtalidade occa-
sionada por esteflagello, enlreos qoe sao tratados no
hospital da Jurojuha. no entra no (utal da mortnl-
ilade publicada pelos jornaes, o que he falso, por-
quanlo, senda os que murreni o rcfci-ido hospital
sepultad nos eemilerios desla cidade, para.onde sao
llalli transportado*, arham-sc lodos. dtaaao diariamente levadas y repartirlo da polica,
donde se extrahem aquettas pubticagoes; juluo do
meu tiever rogar a V. Exe., que mande publicar as
mirles oocorridas, lano na cidade, hospilaes civis e
mttilares, casas de earidade, etc., como no hospital
da Jurujuba, as quaes morios acham-rc lodas com-
prehendidas nomapna. que junto envi i V. Esc.
E permilla-me V. Exc. ponderar :
1.- tue, ae em vez de a mortalidade pela febre
aniarclla locar ao seu apogeo, como nos aunos ante-
riores do 1850 e 1852] nos mezes de marco c abril,
ella aprsenla pelo contrario, a partir de marco, pre-
cisamente ama marcha'decrescente ate achar-se bo-
je quasi extincto (seis casos era o niez de uovembre,
dos quaes sii um murrcu em Jurujuba'..
2r Que, em vez de comecar a crescer a mortali-
dade pela febro amarella. a partir de sclcmhro e ou-
tabru, como em 1831 e 1852, de maneira que em uo-
verabro e dezembro a sua marcha ascendente era j
mal aavel, ella contina em outubro, novembro
e dezembro a decresccr rpidamente, quasi exln-
gir-se.
Os melhoramentos do servido sanitario do porlo e
do liospilal de Jurujuba, quo proporcionam promp-
los e adeqnadus soccorros aos enfermos, e removem
accumulacOes e reos de nfeccSo do ioterior ila ci-
dade. coincidindo o docrescmenlo at a evtincrao da
mortalidade, nao pdem ser estranhos a este grande
beneticio do governo de S. M. o Imperador.
Dos guarde a V. Exc. Rio-de-Janeiro, 13 de de-
zembro de 185.1. Illm. a Exm. Sr. conscllieiro
l.aiz Pedreira doCnuio Fcrraz,- ministro e secretario
de estado dos negocios do imperio. Francisco de
l'aulu Canudo.
MAPPA da mortalidade pela Pebre .atnarella na ci-
dade do Hio-de-Janeiro. durante os mezes de Ja-
neiro a novembro de 1853, comprehendendo uo
s culares, hospilaes e ordeus reli|iosas, hospitaes ci-
>i> e militares, maa (ambem os quo morreram no
hospital da Jurujuba.
1853.
Janeiro .
Kevereiro
Marco .
Abril. .
Maio. .
J u libo .
Julho. .
Agosto .
Selembro
Outubro.
Novembro
1.50
17t!
113
153
82
7.1
26
M
7
7
6
851
Extrahida de dociimenlos oiliciacs.
Wo-d-Janero, 13 de dezembro do 1853. Dr.
Francisco de Paula Candido, presidenle da junta
eeatral de b> giene publica.
1.* Secano.Rio Je Janeiro.Ministerio dos ne-
cecioa do imperio, em 1!) de dezembro de 1853___
IU111. Exm. Sr.Deveiiiio-se preeucher avaga que
g* respectiva cmara dcixou o fallecido senador
rraaiiaui de l.imaeSilva, liaS. M. o Imperador por
he qoe V. Exc. expela as convenientes ordens para
JM no dia 2S de Janeiro prximo futuro, se proceda
nena provincia eleirao de eleitorcs para aquelle
lim, turando V. Exc. oa inlelligeucia de que as actas
devana aer enviadas Illm.* cmara municipal desla
artoaanra aparatan geral.
Reo* aturde a V. Exc/.ir Pedreira de Cauto
farra:.Sr. presideule da provincia do Rio de Ja-
neiro.
1. SeecSo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, ero 19 de dezembro de 1853.
leudo S. M. o Imperador determinado que no dia
22 de Janeiro do anno prximo futuro se proceda, na
' cunformidade da lei de 29 de agosto de 1816, i elei-
rio de4aaa depulados pela provincia do Rio de Ja-
neiro, para preencherem ^s vagas quo deixaram na
respectiva cmara osconscllieiros Jos Maria da Sil-
va Peranhos e I.uiz Pedreira do Cunto Ierra/, por
lerem aceitado o primeiro a pasta dos negocios''da
nsarinlia, e o segundo a dos negocios do imperio; aa>
aim o manda pela respectiva secretaria de estado coin-
naanicar Illm." cmara muoicipal desla cidade, pa-
ra qoe fazeiido-o constar por edilses, se verifique a
indicada eleico no dia aprazado.Lu: Pedreira do
Comi- Ferra:.
1.' Seerao.Rio de Janeiro.Ministerio dos. ne-
gocios do imperio, em 19 de dezembro de 1853.
Illm. e Exm. Sr.S. M. o Imperador ha por bem que
V. Exc. expressaas convenientes ordens, para queno
dia 22 de Janeiro do anno prximo futuro se proceda
na eoiiformidade da lei de 19 de agoslo de 1816, a
eleirao de dous depulados por cssa provincia, para
preencherem as vagas qoe na respectiva cmara dei-
xaram oa cnnselheiros Jos Maria da Silva Paranhos,
l.uiz Pedreira do Cont Ierra/, por lerern aceitado
o 1- a pasta dos negocios, da inarinha e o 2* a dos ne-
gocios 1I0 imperio. >
Dos guarde a V. ExcLuiz Pedreira do Coalo
Ferrar:. Sr. presidenle da provincia do Rio de Ja-
neiro.
S. Exc. o Sr. ministro o secretario de estado dos
negocios do imperio manda fazer publico que Sua
Mageatade o Imperador, recebeudo com a mais pro-
' funda magoa a infaosta noticia do fallecimenlo de
Sua Mageatade l'idelissima a rainha de l'orluaal,
sua augusta irma, deliherou encerrar-se |ior 8 dias,
que coiiiecaram hontcm ; loma luto enm a sua corle
por mezes, 3 pesado e 3 alliyiado; o recebe o cor-
tejo de pezames qoe he do eslvlo em casos semelhan-
leanodia 27 do crrante, pela l hora 4 larde, no
1*50 da 8. Chrislovam. devendo as pessoasque a esse
actoemnorrerem,, comparecer com segunda gala e
vealaario prelo. Secretaria *m imperio, em 21 de dezembro de 1853.Na falla
00 ofllcial-maior, Joaquim Xavier Garca de Al-
mtida.
HIN1STERIO DA 3XJ8TUA.
Secreto m. 1,294 de 16 de dezembro de 1853.
Determina a forma da xub$liluiran ou prorimenio
dos o/ficio.1 e empregot de justica, nos casos de
impedimento temporario, ou impossibilidade ab-
soluta dos tercenluarios vitalicios.
llci por bem, usando da altribuirao que me con-
fere o artigo 102, S 12 da constituirlo, decretar ose-
guinle :
Artigo 1. Em t,odos os casos de impedimento tem-
porario dos scrveiiluarins dos ollirios e empreaos de
juslira, a substituiraodclles lera lugar pela forma es-
tabelecidn no decreto 11. 817 de30de agoslo de 1^1.
Quanthi poreni ein razio de avultsido expediente dos
dous cargos reunidos nao possam os substitutos leg-
timos accumula-toa sem prejuizo do serviro, assim co-
mo nas casos de licenja por mais de: (> mezes, o go
vernaim crte.-e o presidentes has pvovhicias,obre
represeiila^o ou informaco dos magistrados O au-
toridades |ieraiile quein servirem, nomearo pessrtas
idneas para exercer lemporariamenlea substituirSo.
Art. 2. Se a impossibilidade do serventuario vita-
licio, for absoluta ou proveniente de idade avanza-
da, cegneira, demencia ou outra molestia incuravcl
segundo o jnizo dos mdicos, deveraoos mesmos ser-
vcnlnarios rquerer .1 nomeaco de successor, prevali-
do alm da impossibilidade o seu bom servigo e a
falta dcoulromeio de subsistencia para lerem direito
a ierra parle do reudimenlo do officio segundo a res-
pectiva lolacao. Em nenhum caso Ibes ser admitli-
da a noineeriio ou imlicarao de successor.
Art. 3. Os juizese autoridades perante quem ser-
virem os ditos serventuarios, e,bein assim os promo-
tores pblicos, scro obrigados a participar ao gover-
110 motivadainenteaquellas rircuinstancias, quando
os serventuarios a respeito dos quaes se verificarem
nao requeiram. -
Arl. 1. O governo vista deslas participar" 's no
das informacocs que houver exigido, mandar inti-
mar o serventuario vitalicio para que, dentro de um
pra/.o razoave!, que marcar, aprsente osen reque-
rimenlo ou allegue e prove oque Ihe convier, sob
pena de ser havido o ollicio por vago, e sem o onus
da torca parte do reudimenlo.
Art. 5. Nao salisfazendo o serventuario no prazo
marcado, o governo depois de polligir as provas,.do-
cumenlose informaroas precisas, procedendo s di-
ligencias que houver por bem, mandar ouvir em no-
vo prazo para esse fim marcado. No case de demen-
cia ser competentemente nomeado curador, que sc-
ja intimado e ouvido.
Art. 6. O governo, vista das informarnos, docu-
mentos e provas colligidas. decidir o negocio, ou
declarando o serventuario hbil para servir o officie e
obrigaiidn-o a servi-lo pessoalmente, ou declarando
vago o_olHcioe Horneando successor com oa sem o-
lirin.iriio de pagar ao dito serventuario o ler^a' parle
do remlimenlo.
Art. 7.- Da decisao do governo que declara o otli-
ciu vago, e o successor nomeado ohrigado ou nSo ao
pagamento da terca parte do reudimenlo, liaver 0
recurso eslabelcrido*pelo artigo 16 do regulamenlo
n. 12t de 5 de fevereiro de I82. onvida sempre a
respectiva serrao, ou o consollin de oslado.
Art. 8. Os exames e diligencias necessarias nos ter-
mos do artigo 5. serao requeridos e promovidos pelos
promotores publicse presididos pelos jnizes imini-
cipacs. c se os serventuarios servirem perante as re-
lares, sero requeridos e promovidos pelo procura-
do^ da corda, c presididos pelos presidentes della.'
Arl.9. O. evainrs de suflirioiicia para lialnlilacao
dos coucorrentes aos ofTicios ouempregos de justica,
exizidos pelo ja rilado decreto n. 817, so podem sor
presididos por jnizes letrados.
JnsTbomaz Nabucqdc Araujo, do meo conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da Justi-
na, assim o tenlia entendido e faca execntar.
I'.dacio do Uio de Janeiro em lb',de dezembro de
1833, trigsimo segando da independencia o do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos
Thomaz Xabueo de Araujo.
---------IIMBW
GOVERNO DA PROVINCIA.
FOLHET1M.
BRANCa D'OBBS.C)
(Oa\ Rippolyte Caatille.)
IX
. (-'uHlinnaco.,'
A 'ZUl, .8""?.a *lerrivel- A respiracao falla-
va doenl-, de sorle que ella abra convulsivamen-
te a bocea ja embacada sem poder pir.r esse ar in-
dispensavel a vida.
Ouando aos primeiros ciaron da aurora, cutos
raim de rosa e de ouro chegavam au ao Jeito, Mr do
Ponlhis inclinou-se inquieto para a moribunda fi-
ron consternado pelas deslruicoee quo u mal li'zera
em Uo poucas horas. A morle ahi eslava patente e
era inevilavel. '
Ali I quem leria podido recouherer essa moca en-
ranladra. a gloria dejeu sexo, que unia a graca a
formosura, a belleza iffllma do corpn'! Onde esla-
va essa alvura de leile, que fazia di/ur aos qu,. n
viam: Madamesella Branca, a bem denominada'.'
E as rosas que oulr'ora Ihe adorna vam as faces 1 A
futirle ludia j pregado sua mascara inimovel o lvi-
da nobre esse semblante anda animado, c os olhns
desse anjo, duas estrellas de um mundo melhor, cm-
iiariavam-se para sempre. Mas o que a murte no
|HHia destruir nesse primor da creando era o carcter
ilel e ndelevel de sua physionumia, essa hollexa
Jaasi abstracta que sobrevive em um corpo mutila-
, e que, redazida a-p. se representa anda ao peu-
sameiitu de todo aquelle que a vio, ou que della Oli-
via Mmenle fallar.
Me assim que vivem eternamente essas imagen.'
4a viriude, qur teninm sabido iloseioda humani-
4ade,*ajur do cerebro dos poetas !'
Rranca lupportou com heroica coragem a agona,
e aeaa* lula lerrivel entre urna moca e a velha mor-
a, mal ae ouvia sahir de seu peito um fraco gemido,
snpro arqaejanle de um peito opprimdo por urna
nao victoriosa. Mais tranquilla depois desse espan-
tan* aallo, ella licou inimovel: porm fura de esta-
do de Tallar.
Al esse momento nao cessra de filar os olbos na
parla ; mas, ou porque s visse (revas em roda de si,
porque a esperanra a livesse abandonado, seus
liliot flearam elevados para o eco. Repenlinameiiie,
pelo meio-dia, o aussorro de um veslido de seda clio-
*a-ilie aos ouvidos, ella d um fraco grilo, e torna a
aefcar um iuatanle a voz para articular.
i'/ Vide Diario n. '%.
Expediente do da 4 de Janeiro de 1854.
Ollicio Ao Exm.marcrhal commandantedas ar-
mas, Iraiismilludo copia das instrucres dadas pe-
lo cirurgiao-mr de brigada eucarregado da inspec-
Co dos hospilaes militares, afim de qoe S. Exc. as
faca observar na botica do hospital regimental desla
cidade, mandada crear por ordera dngoverno im-
perial. Igual copia remcltcu-.se Ihesouraria de
fazenda.
l)il? Aojuiz de direito da comarca da Boa-Vis-
la. Acenso recebido o ollicio, que Vmc. me diri-
gi em dala de 5 do dezembro do anuo passado, em
resposla minha circular de 5 do me/ de novembro,
c lomando na devida consderaco ludo quanlo V.
me me pondera, darei lodas as providencias que re-
clama a bem da adminislrarao da juslira. Cmpre-
me, porm, desde j declarar-lhe, que a recommen-
dago, que na dita circular Ihe lz, de inspeccionar
os empregados, alim de que sejam activos na repres-
sao do crime c persoguico dos criminosos, eslende-
se (ambem n lodos os agentes de polica, que indubi-
lavelmrule nao s,l;i sontos, como pretndela, daju-
risdiceao do juiz de direito, quando malvcrsarcm no
cumplimento dos seus devores. Espero, pnis, que V.
me., que tilo bem comprehendeu o pensaraenlo da
mencionada circular, continu a empregar seu lou-
vavelzclo cm participar ludo quanlo julgar conve-
niente, para coosegur-ee o lira, quo ella lem em
visla.
Portara Supprimindo, de conformidad? com o
quepropoz o desemhargador eliefe de polica, e na
forma do artigo 8 do regulamenlo n.- 120 de 31 de
Janeiro de 1812, a delegada do termo de Tucarat,
na enmarca de Flores, oqual (cara d'ora em diante
sijb a jurisdiccao do delegado de Villa-Bella.
Communicon-so ao mencionado dcs'embargadur.
Dita Croando, cm vista do que representen o
desemhargador chefe de polica, mais um dislriclo
policial na fregueza de Sanla-Marja da comarra da
Boa-Vista, rom a denomina can de dislriclo do Poulal,
o qual deye comprehender os dslrclos de paz cha-
mados Cabocio e Passasem do Joazeiro.
Dita Momeando, de cooformidade com a propios-
la do desemhargador chefo de polica, a Francisco
Jos de Amorim para o cargo de subdelegado do no-
vo dislriclo do Ponlal, creado por portara desla da-
la na freguezia de Sanla-Maria da Boa-Vista, e para
seus siipplcnles : em primeiro lugar a Francisco Ma-
nuel Gomes, e cm segundo Jos Alexandre Rodri-
gues Coelho.
Dila Revogando, em visla do qoe representou
o desemhargador chefe de polica, a portarla de 12
de Janeiro do anno prximo passado, que dividi ero
dous districlos poticiaes a freguezia da Fazenda-
Graade, e ordenando que fique ella formando um
s dislriclo, como danles era, e lenlia jurisdiccao co-
mo delegado sobre lodo elle o cidadjlo Manoel Peres
de Carvalbo, que exercia eslo cargo no primeiro dos
referidos districlos.
DitaDemitlindo, de conformidade com a pro-
poeta do doiembargador ehefe de polica, oa erneo
primeiros sopplenles do subdelegado da freguezia da
Fazenda-Grande, e nomeando em seu lugar : 1.- a
LoureucodeS e Araujo ; 2.-, a /adiaras Gomes
ile S; 3.-, a Antonio Goncalves Torres e Silva; 4.
a Vicente Gomes de S; e 5.-, a Jos Correa Mauri-
cio. Cotnmunicou-sc ludo ao mencionado desem-
hargador.
------------s>-Ha------------
Illm. e Exm.Sr.Emcumprimenloda incumben-
cia que nos foi por Vi Exc.coinmettida, no officio de
II de junho do correte anno, temos a honra deex-
por V. Exc. o nosso parecer acerca de cada om dos
tpicos ron I ido-em dito ollicio. s
O actual contrato, posto que tenlia produzido a
vanlagem de conservar a carne verde por preco
baixo e inferior ao que razoavelmenle poderla ter es-
te genero, atiento o sen cusi, e o preco, que tem lo-
grado outros gneros alimenticios e especialmente a
carne secca denominada do Cear.nio tem sido toda-
va salsfaclorio, porque o fornecimento lem sido por
diversas vezes escassu, e muito inferior s necessida-
des da populacho, o tem suscitado geral e bem fun-
dado clamor dos criadores peJa mposrao de precos
mu lia vos, que estabcleccu para os gados, que vi-
nham s feiras no lempo da abundancia, aprovelan-
do-seda crcumstanca favoravel de fazer o forneci-
mento exclusivo do principal mercado, como he in-
dubilavelnunle o da cidadedo Recife, excluindodes-
le modo a competencia que devia nianler um preco
ra/oavel,regulado pelo rusto da produceaoe pela pro-
cura. '
O syslcma seguido pelo contrato na compra do ga-
do no tempo da abnudancia, prodozo o effeilo natu-
ral de ser trazida para a feira a menor quanlidade
possivel de rezes, e do enrarecer conseguinlemenle o
seu preco no tempo de secca, visto que o contrato
nao fez provisao lo ampia qnanlo era reclamada pe-
la previdencia da eslacao, era que he mais escasso o
gado pelas difficuldades de transito o ou tras contin-
gencias que devero entrar em seus clculos, para
que podesse fazer o furnapimeulo, que era ohri-
gado.
A escassez foi augmentada pelo vero prolongado,
que (razendo a deficiencia d pastos e d'agoa emba-
raeava a condcelo dos gados, e diminua necassari-
ameuto a quanlidade, que poda ser trazida em cr-
cumslancias favoraveis. de sorte que o elTelo natu-
ral da estacan tomn maiores proporces pelo faci
ou imprevdencia do contrato. Do ludo isto resul-
lon que o gado lenha sido vendido nos ltimos mezes
do vero por preco mui subido, e muito alm do cal-
culado para se vender a carne pela laxa eslabeleci-
da^ que assim o contrato tenha soflrido ponas para
manlcr a laxa estipulada : o quo se por um lado tem
sido llovido eslarno. por outro lado nao pode dei-
xar de ser imputado facto do contrato.
Pelas informarnos ollicaes, que foram enviadas
coinmissan, e pelas particulares a que escrupulosa-
inenle procede, esta ella na convcrilo de que nas
circumslaucias, que se tem dado no 'corrente auno,
nao he possivel lalbar carne pelo preco de 9100 rs.
a arroba, assim como que o estipulado para as duas
estaceos dfficilmcntc se poder inanler, e que para
lomar-se um tal compromsso fura msler ou nao cal-
cular comas eventualidades, que acompanham a com-
pra de gados, e influem sobre o seu prego e baslau-
ra.prinn pal mente nos mezes de verau, ou ter em
vislas soecorrer-se eslas eventualidades para pedir
modificacao das condcoes estipuladas. Sendo pois a
escassez do gado devida em grande parte ao verao
prolongado, que lom concorrido nesla e n'oulras pro-
vincias para a caresta deste de outros gneros ali-
menticios, entendo a commssao ser de juslira, que
se adople alguma modificaco no preco da carne, que
estando em proporcito com o preco d gado, habilite
o contrato a fazer o fornecimento". a que est obriga-
do, emquanto durar o mesmo estado de cousas, len-
do-se em vista asoulras razoes, que ficam exposlas,
quando tenha de manter-seomesmo conlralo.
Mas a commssao enlende que nao couvm conser-
vado para o futuro, porque concedida esta modifica-
cao e atenuado seno removido o prejuizo,__que eslu
ellesoll'rendo, e de queaclualmenle sequeixa sem al-
tender aos lucros que realisou.e aoseu proced ment.
que peiorou a rrise, subsistram os abusos pelo que
respeilasneccssidadesdo consumo, quo he ohriga-
do a salsfazer alm do numero ccrlo de rezes que es-
la deter.ninado para cada dia e a qualdade da carne,
que sempre ser da peior, haveudo mostrado a expe-
riencia a ineficacia da liscalisarao, que pode ser Ilu-
dida por meios incalculaveis.'
Quanlo maior fra falla de gados e a caresta dos
gneros alimenticios, que podem substituir a carne
verde, tanto maior deve ser a procura deste genero
^msacooguesda cidade, aondeha obrigacodeforne-
ce^ui pelo menor preco eslipulado, os habitantes de
Tora da cidade vrao aqui prover-se dclle, e mulos
queseconlenlariamdeoulro alimento, >3o buscara
carne barata no acougue.
A procura desla' augmeutar progresivamente, e
a cninlirao de Irazer o mercado abastecido nunca se-
ra prceucliida polo conlralo.
A commssilo reconhece que a medida de acabar
com o conlralo, Ievanlar clamores na popularlo,
que habiluada a comprar carne por preco mdico e
conhecidoi acilmenleesquece as rallas d conlralo, e
nao cura dos niales que tem produzido, e qoe pode
produzr para o uiluro : o uo occulla que algucm
recea que i carne venha i preco elevado, e que a
mesma companha do aclnal conlralo, prevalecendo-
se das vanlagem de que dispe, continu no monopo-
lio sem correcliyo algum, e com certeza de aanho.
Mas a coinmi-sao. tomando ua devida consderaco
estas apprehenses, e encarando o negocio em todas
as soas faces, se animou a propiir esta medida pelas
consideracoes de quo o aclnal contrato nao lem sa-
lisfeto as condires i que se sujeilou, e ulro qual-
Meu Dos!..... Meu lieos!..... posso morrer
agora !
- Branca nao a linha visto neui tocado, mas de al-
guma sorle presentido.
lira com effeilo madamesella do Rochetaille que a
tiuha abracada, e que. nao poda responder-lhc se-
no com seus -oliirns. Nunca se vio espectculo mais
doloroso!
Essa moaa, em lodo o brilho' da belleza, da mari-
dado e da saiide. apertando nos bracos sua amiga
moribunda ; Blandine ajoelhada na boira do leilo
aquecendo rom seu balito e com suas lagrimas esses
pes j Trios como o marmore dos tmulos; Mr. de
Ponlhis, o vellio sacerdote, o fazendeiro Germano e
sua familia, a gente dd caslello e da viznhanra ajne-
Ihadosou agrupados em altitudes atbelas, lodos es;
sos semblante, consternados ou inclinados pela pie-
dade; luivia ahi oque impressiouar as almas anda
as menos inseusiveis.
Eiilrelanto o boato dos infortunios de madame-
sella d'Orbn e de seu fim prximo linba-se espalha-
do polo lugar. Fui quasi urna ralaiiiidmlc publica.
Os mendigos, as pobres mullierea, as mocas, um po-
vo nleiro ilc amigos humildes, os quaes haviam lo-
dos recebido della, no dinheiro, que nao linha,
mas.algum signal de alfeco .acompanhado dessa
grara incaute, verdaib>iro dum do eco, que a moga
iiminrava em suas menores aeces, todos corram a
"'i "^ra ama peregrinaoao incessanle, m
qual lomavam parle (caslgo nascenle di opinio pu-
-. V"lr''."n|a familia sem enlranhas) personagens
PvSESt* P?hsu* l'^iCiloe.virtudes.'
Vnrvi i.rr,.,1""em 'I"'" a m"r Parte dos criados de
1 \v '!!" '"'sservr a semellianles amos.
0 vrllio Me.leric ru
a Norvillo, e Mr.
ni dos primeiros que vicram
seu servico.Outros P;;'""* "i.^"'" Iu e.m
,. que linha sellado E lp nVa?'^, I*' ","'
da doenca de madanSI, rt-A,' 21 r* "S
t_ .- i 'ii **i he, que rnrna dp-
los bosques repodrido :,, Eu wi|ei o .vallo do in^
fem, desgranado de miml Mcsmo *'^ '"
morle so apoderasso de sua pra, a Zo de Daos"e"
meca va a fazer-se senlir. LU^
Que da que noilo 1 em torunda lnii___.-i.
demorte ; m'adamosella de CJl"" .'fe0
Cada com o corpa de sus amiga; de quando em ou-iir
do suspira, urna .--lavra em voz baxa, e |o,,s 'si
leiicio ,u espera. 6
Ao alvorecor .lo onlro dia a moribunda voltou a
caboca. seus labios encontraran! os de madamesella
de Knrhelaille. a qual quasi immcdalamenie deu
um rilo senlindo a amiga fria e sem respirarao
medien dase : *
Esl ludo acabado.
quer nao dar garanta solida, deque o faca para o
futuro :que a vanlagem de ler t carne por pigro
cerlo e mdico, tem sido Iludida pela falla de torne-
cmenlo, em ordem a salsfazer Bs necessidades do
publico, que militas \ezes deixou de ser salsfeilo, e
pela m qualdade da que geralmenle he exprisla ao
mercado, principalmente de vero, sendo. que mili-
tas pessoas preferem comprar a mais cara que sendo
igualmente exposla a venda, nunca deixa de ter con-
sumo em lempos favoraveis, o conjiato conseguir lu-
cros consideraveis, e nos desfavoraveis allegar a im-
possibilidade do fazer o fornecimento estipulado: des-
te modo nao precediera o fim para que fora insti-
tuido, c toda a vanlagem ser para aquellesquo o ce-
lebraren). '
.\ continuaran do conlralo tem de perpetuar aba-
sos, que pela sua d unirn serao de dillic^l remedio, e
pealo que reconhera a commissSo ipie este genero de
industria he susceptivel de monopolio pelas difficul-
dades que offerece, e que esmorecem alivre concur-
rencia ; enlende todava que o aulorsado pelo go-
verno aggrava cm vez de minorar o mal, eque a van-
lagem que se Ihe allribue he ficticia, nao redunda cm
proveito da pnpulacao ; e que osle mal somonte po-
de ser removido pelos esforcos da livre'concurrenca,
que tender a levar as cousas a seu estado natural,
o qual ser tanto mais diflir1 de cunseguir,quanto
por mais lempo for aulorsado o monopolio, que pe-
der acarrclar consequencias bem funestas c difficeis
de prever.
Seria grande beneficio, proporcionar carne ao no-
vo por pre;o mdico, assim como todos os gneros
alimenticios, mas este beneficio depende de circums-
tancas, que a auloridade nao pode crear, e de diffi-
culdades naluraes ou ficticias, que nao pode remover
sem sancejonar abusos, oestahelecer um mal para
pro venir ou tro,e quasi sempre iiefrazmenle; cabeu-
do-lhe s c razoavelmenle empregar meios indirec-
tos para desvauecer os obstculos, e animar a lvre
concurrencia.
Acrescendo que a mesma razo, que delermnasse
o monopolio legal nesle genero, militara quanto aos
outros de'igKI necessdade, e que dito monopolio
nao dover ser especial para a cidade do Recife, e
mais alsumns freguezas dos suburbios, mas devora
branger lda a provincia que igualmente soflre, e
tem direito a igual proteccao.
A'cerca do gado destinado parado acougue se d
'alan das .causas ficlicias, que concorrem para enca-
recer o preco da rez desde que sabe dos serloes al
ser esquarlejada>, a calamidade das seccas, que pro-
dii/.indo grande mortandade. e cansando grave emba-
raropara conduccaoesufficieute abastecinenlo das
feiras, torna incerto e variado o preco do gado, que
nao pido deixardeser elevado nas pocas calamito-
sas, que infelizmente se reproduzem com freqaencia:
as terriveis consequencias das seccas, sao aggravadas
pelo mal triste, quo padeoe o gado, quando mudado
do serian para a zona de boira-mar, o que difliculla
as solas na proxmidade da cidade, no lempo da
barate/a para o fornecimento do tempo da falla de ga-
do, cireiimstancias que nao podem deixar de irazer a
caresta das carnes verdes, a qual ser tanto maior
quanlo os gneros, que as podem substituir subireni
igualmente de prego, como no presente anno. Nes-
tas, cirriimsta nrias desfavoraveis a caresta he inevi-
lavel, depende do causas naluraes, que nao he dado
conjurar ; c o sen remedio depende smente do lem-
po, dabeniganidade da estaca", sendo evidente que
oeonlralo que se celebrar para fornecimento por preco
determinado .difflcilmenle'poder preeucher as con-
dices, quo se cumpromellcu ; e sendo celebrado
coma intcnr.io de dar-lhe fiel cumplimento, ser.i B-
companhado de restrlcccs-laes, quo lorn irao illuso-
r[o o beneficio promettido; e no parecer da commis-
sani ser sempre urna burla appareiilada com o bem
publico, que se conveliera no dos contraladores, nao
tallando no cortejo de reclamaces, para as quaes
nunca fallara pretestos. .0 actual contrato apezar
das tallas em que tem incorrido, julga-s'e com direi-
to indcmiiivirao, o njiiguem pode prever qual ser
o resultado desla pretenrau.
A organisaeo de companhias, com ou sem inler-
veuciio do governo, para o fornecimento de carnes
verdes por preco marcado pelo presidente, segundo
as estacos ou monsalnioii lo, e sem privilegio ou ex-
clusivismo, alm de ser mui difficil de realisar-se,
nao produzira o cfleilo desejado, porque nao ihe po-
deudo ser imposta a obrigacSo do foruecimento ccrlo
e determinado, be evidente quo no Iraria o indis-
pensavel para o consumo da cidade, quando o preco
do gado porqualquer evenlualidade nao permiltisse
vender a carne pel preco laxado.
Portanlo, quando mesmo a lava fasse legal,enlon-
dea commissoo que traria grandeainconvenientes lo-
das as vezes que nao fosse acompaohada -la garanta
de foruecimenlo obrigado.
A inlervencodo governo nao removeria eslas dif-
nculdades, no Iraria ouiro resultado seno a prosla-
Cao de capilaes, que,nao he a nica condicap para
consorvarao e prosperidade de urna companha desta
ordem ; sendo manifest que a fiscalisacao ou inler-
vencai., que exeree por meio dos seos agentes sera
sobre dispendiosa, intil ou scrvriia smenle de em-
baraco. he fosse possivel organsar-se n companha
no municipio do Recife, cerlameule o nao seria nos
outros da provincia por falla de capilaes, dispendio
impossibilidade de fiscalisacao.
Parece ;i commssao qne eslabelecimenlo da laxa
neillegal : a le do 1.- de outubro de 1828 incumbe
as cmaras mumcipaes exercer immediala inspeccao
sobre o fornecimenlo das carnes verdes, providen-
ciando sobre o eslabelecimenlo de solas, eurraes,
arougues, ealravessadores. e no do arl. Hi Ibes pro-
Inlie expressainenle laxiir este ou ouiro qualquer ge-
nero, embaracando antoira liberdade de commercio.
Estando, pois. este negocio, especialmente incumbi-
do as municipalidades, enlende a commssao, quo o
governo da provincia podo rnente exercer a suprc-
prema tiscalisarao, que Ihe conferem as les, para que
as cmaras tomem as providencias, que Torein recla-
madas pela utilidadc lescusmunlcipius denlro dos
imites da le, que define suas altribiiices, sendo es-
la suprema fiscalisacao limitada aos acl'os que podem
ser pralicados pelas cmaras mnncipaes; c por lano
lomando prov des nao pode eslabelecer a laxa qne he expressamenle
prohibido as cmaras.
Nao embarga a aulorisaco ampia, concedida pela
asscmblca provincial, porque esla deve ser entendi-
da na conformidade da lei de 1828, quo nao fai revo-
gada na parle que prohibe a laxa, lano mais qmiulo
nesies objectos asassemblas provnciaes smente po-
dem legislar sobre propostas das respeclivas cama-
O velho sacerdote abri a janella, e dirigindo-se
mulli.lao dos criados e dos Jiobresreunidos no ateo,
disse : r
Madamesella Branca d'Orbelie mora, orai por
ella '
Enlo ossolucoi e os gritos rebenlaram de lodas as
parles. Blandine desmaiou, madamesella de Roche-
taille foi logo levada pela mi consternada, e a ca-
sa relimo de gemidos."Todos rodearam esse Ielo,
onde na serenidade da morte repousava essa adora-
vel forma humana, oulr'ora habitada por urna alma
primorosa. Achavam-na lao bella anda, que nao
podan) crerque nao se tornara mais a levantar. To-
dava Branca eslava bem mora, linha morrido dan-
do um ultimo bejo sua amiga. O dia vnha des-
ponlando: sua alma subi ao co ua hora em que a
robu a eleva-se aos ares.
Pouros nslanles depois, Mr. de Ponlhis fura de
s, e lonco de dor moiilava a cavallo e parlia para
N'orville, dizondo:
Branca esl mora, vamos agora aos vivos!
Obedecerei a sua ullima voulade, ire com palavras
de perdao em nina ino ; mas na oulra... urna espa-
da nina espada !... S depois he que poderci entre-
gar a ierra os despojos desse anjo perdido para a hu-
mandade!
X
Nessa rsonha Tempe, que tem o nomo de Val-
Fleury, hrillia urna clara esleir d'agua, qoal dc-
ram por evlensao o nome de lago de Morlondus.
No roco desse espelho do co, adornado de ores
aqualicas, eleva-se urna Iba povoada de saigueiros
e de choupos, a qual serve de refugio aos alvos cis-
nes, que vagara com azas iberias, como a vela de urna
barqun lia na superficie do lago. F'o ahi que Sainl-
Ange reuni, no da da morle de Brauca, seus coiu-
paidieiros para urna orgia campestre.
A mesa fui posta em um pequeo bosque aos ps
de urna estatua de marmore deslustrada pelas intem-
peries do ar; mas a cor cinzenla assenta bom na aus-
leridade dessa figura, a qual reprsenla urna bella
mulhei, que em uma-mo lem um livro, e com a ou-
lra apona para o co.
No pedestal lo-se ein leltrasde bronze : Asabedo-
ria, e por urna eslravagancia, que parece aqui uria
zombaria do irnico desuno, ha sete convidados na
mesa. E que maiores sabios do que Leo Barclay,
Trivulre de Aulrevai, Hercules de .Mniilbruu.Zode
Lignerolles, lienrqiiela, Carlota de lieau vil liis e o
bello Sainl-Ange.o Piulan desse leslin dos infernos!
Ramalhetes de flores ornavam a sala de verdura.
O vinho rnrre nas lacas de cryslal, e brillia j cor de
sangub nas faces dos convidados. O eterno amor d
uesgolavel conversacaosuas declamaeoes obscuras
e mstica?, suas mximas inseosalas. E na verdade
do-a autorisada pela lei provincial, em viriude da
qual se fez o actual contrato, e que foi mantilla pela
assembla geral, parece commssao que uo convm
eslabelecer a laxa ; e quando pela especialidade de
circnmslancias se queiram providencias, que evilctn
os males, que se rec'eiam da passagem do eslado ac-
tual para o da lvre concurrencia, enlende que nao
conviria oulra providencia senao a de deixar o ac-
tual conlralo terminar o tempo, que Ihe resta, ad-
mllindo modficares razoaveis nos pregos estipula-
dos, e cstabelecendo garaulias mais elcazcs para o
fiel ctimprimento do mesmo conlralo, visto que seria
pouco prudente rescindido desde j, e uo tempo em
que seda a falla e caresta do gado, sem dar lempo
que medidas sejam tomadas por aquellesquese quei-
ram dedicar ao fornecimento do gado preciso para o
consumo da cidade.
Em concluso parece anmmlun que se deve pro-
curar eslabelecer a concurrencia para o fornecimen-
lo das carnes verdes, que se deveria rescinder o
contrato actual com.derlararan expressa de nao ser
admitila reclamarn alguma, se nao estivesse pr-
ximo o tempo, em que elle deve acabar, e que quan-
do se lome alguma providencia nesle sentido, deve
sempre marcar-se o prazo de seis mezes, para que
se considere extincto; que se nao estabeleca nova
compauhia nem laxa, vislo que nenhuraa garanta se
pode dar para o dev ido fnrnocimonlo de carne no tem-
po da falla c caresta do gado, que he precisamente
quando eslas medidas poderam ser de ulilidade pa-
ra o publico : que se reserven! para os fazendeiros,
cerlo numero de acongiies da municipalidade, afim
de lhes facilitar a venda da carne por sua conta : que
o governo faca acquisico de um terreno, em que se
estabeleca urna sola para deposito do gado, que fr
desliuado para o acougue, mediante preco mdico e
por cerlo numero de dias, nas proximidades da ci-
dade.
Reconhece a commssao, que eslas providencias
nao alalharo o mal, que se quer evitar, slo he, a
liga dos marchantes ou atravessadoree para imprem
preco exorbitante ; mas persuade-se que contribuirn
para aplainar o caminho da lvre concurrencia, que
por sua vez hilar vanlajosaraenle com os alravessa-
dores ou monopolistas.
Quando um mal esl enraizado he difficil extrpa-
lo de promplo; e aconselha a prudencia exlingu-lo
poucu a. pouco, al que as cousas (omem a sua natu-
ral direccao, nao sendo por forma iiciihuma conve-
nanle combater por ouiro mal ou dar-lhe anecao
legal, o que nao passara de paliativo incfficaz, e ao
mesmo tempo prejudicial sem esperanras de melhor
futuro. Tem a commisaao exposto francamente o
seu parecer, V.JExc. cabe resejver o que for mais
acertado.
Dos guarde V. Exc. Recfo de agoslo de
,1853.Illm. e Exm. Sr. Dr. Jos Rento da Cunha
e Figueiredo, presidente desla provincia.Pedro
, Francisco de Paula Cacalcantide Albuquerqite.
Manoel Joaquim Carneiro da -Cunha. Barao'de
Capibaribe.Jos Pires Ferreira.Manoel Con-
calces da Silva.Jos Rernarao Galcao Alcanfo-
rado.
Se a cmara municipal ou a assembla proviocal
ou o governo da provincia tem meios efficazes para
previnir o monopolio abusivo de qualquer compa-
nha, que, extincto o actual contrato, se haja de for-
mar para o fornecimenlo ta carne verde no mercado
do Recife, sou de parecer que, fiudo o actual con-
trato, nao deve o governo celebrar ouiro; porque
quando a concurrencia he possivel, o monopolio
concedido pelo governo quem quer que seja. he
sempre um mal para o consumidor ."Mas como a ex-
periencia me tero mostrado que at hoje nuuca se deu
a concurrencia no foruecimento da carne verde, c
que este rom norrio tem eslado sempre nas m3os dos
monopolistas, mal esle reconhecido pela assembla
provincial, que aulorisou o Exm. Sr.'gouu Ramos
a fazer o actual contrato, inctino-me que o governo
da provincia, segurado o louvavol procedimeilo da-
quclle Sr., faca diligencia por organisar urna nova
companha, que fornecendo a carne ao povo desta ci-
dade pelo seu justo preco, lvre o consumidor da op-
pressao dos futuros monopolistas, lano mais quanlo
a caresta da carne verde occasionada pelo futuro
monopolio, deve necessariamenle incluir na alia do
preco de outros gneros alimenticios, o que ser urna
calamidade para a popularao. Concordo, porom, com
o parecer da Ilustre commssao na parte, que diz
respeito s modiliracoos do actual contrato, que sao
de justica, e por isso devem ser allendidas.
Rectfo 28 de agoslo de 18)3.Dr. Pedro Aulran
da Malla e Albuquerque.Joo Goncalves da Sil-
va.Manoel /guaci de Oliveira.
te presentes. Nove meninas das prtncipaes fatni-
ias daqui, resudas de branco, coreadas de flores,
sybolisando os nove municipios da provincia, ten-
do cingida a liracolo cada qual urna larga fita com
lelreiro dourado do nomo de um municipio,
aoompanharam S. Ex. desde o ce do desembar-
que at a casa destinada para sua residencia ; leu-
do a menina que represenlava_ o municipio de Pa-
ranagu oflorecido esposa de S. E\. ao desembar-
car um bonito bouquel. A animara da guarda
nacional den alli a salva do esiilo. No trajecto
do presidente para casa choviam sobre elle e sua
comitiva das janella-.le (odas as casas um diluvio
do llores e grinaldas. -jafl
ISsemban-aram com S. Ex. o socrcia'ua'p'ro j'qTte*ni^TTSd1tSTTe""vrffiq^.
ia Augusto Frcderico Coln, o capilao do fra- S. Ex. o Sr. conselheiro Zacaras tinha re-
solvido seguir boje para a villa da Antonina ;' mas
esluu informado de que transferir para amanhaa a
sua viagem. Dos o leve a salvamento, .c o inspi-
Admllndo, porm, a lega'lidade da laxa e julgan-
sohre que discutiran) esses gladiadores da devassi-
dao senao sobre o dos Sagillariu?
lie Leo Barclay quem falla :
Juslca, exclama elle, jitira foi fela Sos nos-
sos coraces enamorados! Lamina e bainha, ludo es-
ta gasto, gasto Que he da eslacao adolescente, ju-
venta prima vera della vita, n* qual pensando em
ti, dama dos primeiros amores, puiiha-me a esctilar
o vento, que se lamenlava nas fainas? A mocidade
so lem um lempo, om tempo, um tempo, como diz
a cancao! E esse lempo... esl lindo! Temos ganno
muilo espirito; nao sabemos mais serilos e crdu-
los, temos medo de fazer caretas chorando. Estamos
geladoscomo fruclosconfeitados. Em polil.-a olha-
mu |iara a humanidade como para um jogo de da-
mas ; em amor... refinados, civilsados, gangrena-
dos, complexos, podres de saber e de experiencia,
observadores siiblis, erondemiiadns que somos; en-
Ire nos o amor lem vergonba de si mesmo One
amante -., rlaridade da la, a menos que nao fae
escrevenle ou negorianle, misara ilizer sua p.ilhda
amante : Estrella de iiiuba vida, meu corariio lio um
ocano, no qual Ireme ncessaiitemciile la celeste
imagen)! b Ou enlSo: Salve, luz benfica, que
aqueces minha alma entorpecida Ou entao : [le
de ajoelbar-me dianle de l, ebeijar leus alvos ps! o
Ou.cnlao : Porei minha cabeca sobre ten coracio
oilvi-lo-bci palplar, e quando elle parar, o met
lambem deixara de baler Ou eniao : Tu es mi-
nha alegra e minha dor, minha farra e minha fra-
queza; minha vida reside emlif On enlSo:
a Ideal d grac e de belleza, aurora benfica, qu
despontaste no meio das Irevas de minha existencia
e dssipaslc-as, digna-te anda sorrr-mc. Cada sor-
riso que cabe de leus labios lia como urna podra pre-
ciosa, que vai engastar-se em meu rorarilo! Ou
enlao Senhora, lenha pedade de mim ; este co-
racao He um passarinho ferido, sobre o qual poz o
pe! Ou oulao: n lujamos, querida amiga, deste
mundo zombador, e procuremos algum lagar solita-
rio, onde nos possamos amarlonge de lodos os olhos '
(Ju enlao : s Por II alravessaria o Helesponlo a na-
do ; dcixana meu sangue e minha carne nos ferros
de tua varanda! Ou entao: Vm palacio de fadas
do qual sers rainha! Nao! nao! nao! Grandes
palavras, gritos do coraran, quentes lugares com-
muiis, fosles feilos para o povo! Para outros css.fs
Ilustres farras do amor Nao he para nos que vi-
bran) essas lyras elernas: os sonetos de Pelrarca, as
canroes de Camoes, nem leus mellifluos versos, doce
Mclaslaso! Essa lngna divina nao convm a nossos
labio/ incrdulos. Estamos condemnados a s fallar
ao anjo em filas, em cavados, ou na opera. A nica
cousa que podemos nflereoerdhe he una ceia em al-
gum bolequjm celebre.
INTERIOR.
PROVINCIA DO PARAN'
Faranapu' 9 de dezeraOro de 1863.
Esla'noss boa cidade de IJiranagu he hoic o
tbeatro de grandes fcstas.'pcla feliz chegada da pri-
meira auloridade commissonada pelo governo. im-
perial para por em execuco u le que manda trans-
formar ein provincia do Paran, a amiga comarca
da Coriliba.
Como amigo da minha ierra, nao posso resistir
a volitado de nariar-lhe os felizes aconlecimenlos
que tem tido lugar por estes dias, cumo um bom
agiuiro para o futuro deste bella poroao do imperio
do Santa Cruz.
A's oilo horas da manhaa do dia t do corrento a
fortaleza da barra, por meio de hu salva,deu signal
de que aporiava s plagas desla provincia o seu pri-
meiro presidente. A cidade toda se apparelhou pa-
ra recehe-lo dignamente ; e quando S. Ex. desem-
barcott, s 10 huras, nas nossas praias, j tuijo es-
teva para este fim na melhor ordem possivel. tini
vistos,, paviihao enllocado no caes do desembarque
recelieu S. Es. o Sr. conselheiro Zaearias do Goes
e Vasconcellus, no meio das deinonstreoes do mais
11111 enthusiasmo, entre os Vereaores da- cmara
municipal, que alli forano como orgo do povo
paranaense,. felicitar a S. Ex. pela sua feliz che-
gada..
O Rcv. viga rio, varias' autoridades e muilas pes-
soas notaseis desta cidade so adiaran) alli gualmon-
O riso acolhe esse discurso sepulcral e lurioso co-
mo um arrependimruto tardo.
Que diz noam charo Sainl-Ange! exclamam
lodos.
Mas elle lendo o olhnr triste e urna certa distrae-
can na phvsionomia, responde:
Digo que ha sete convidados nesla mesa. Ires
numeres equalrolmniens. Palla aqui urna noiva...
a morle a levou !
Decididamente, diz llenriquela, a morle dessa
mora, o entristece.
Achoche, acrescenlou Carila, o ar devastado
de um \olean resfriado.
Nao me resto mais, diz Trvulce, do que pro-
clamar o nada das cousas humanas. Nao devemos
ma crer em nada, se a jovalidude de Sainl-Ange
desapparece dianle dos lumiilos.
lia anda duas cousas verdadeiras nesle man-
ilo: o sol e o vinho! diz una voz sonora.
Fallando assim, Hercules de .MonUirun na Horda
mocidade oda Mude, romo um Itarrlmindio contem-
pla n co alraxez da opala descuropu. Slas Zoo de
Lignerolles erguendo com sua alva m3o a Ara do
cryslal levanla-se na pona da mesa triangular, e
diz :
J quo renegis vossos deoses derribados, be-
bamos ao esquecimculo dos amores!
Proferindo estas palavras, ella dirige a Saint-Au-
ge um sorriso cruel, e contina : ,
Tambem estire na Arcadia tambera amo
Canlei 'villancetes sentimenlaes nos bosques, sonhe
cora punimos en.ungentados e infiisOes de acnito.
Deivemos obrara previdencia, o cuiilciilcuio-iins de
enredar os deslios. Aviuganra apparece por si mes-
illa em una bella manhaa, como una planta vene-
nosa nasce durante a noile, c com a vnaaiica sals'-
feila vera o esquccmonlo lilbo menor lio nada. l.o-
ge de mim, rugas precoces do desgoslo oflereco de
hojeem dianle una fronte serena ao mais doce como
ao mais cruel odiar. Desporla, Sainl-Ange. nosso
charo mostr Dir-se-ha que esculas se a brisa -que
caula nos choupos le Iraz alguma voz do ceo. lio
bello o canuco que ella enloa nos concerlos do Se-
nhor ? Na verdade quem cpn/es; e eulerneccr-e nao
acabara nunca E alm disto nao ha morle verda-
deramente lamentavel senao a morle sem heraura ;
nao he assim, ninhas bellas mocas I ( o demoo-
mullier acompanlia esla apostn.phe com um olhar
sardnico dirigido';' duas irmas.) E tu Sainl-Ange,
com leus ares de Macbeth, de quo lo queitas, gene-
41 ? Essa gnie he admiravel, qucixa-se .empre,
como diz Dderol, de que a fa'.a nalureza mis-
ture um pouco de sumruo amargoso nos bol-
uhos que d*a seus filhos. Eia, meu capilo das le-
gioes condemnadas, que he do jesdem eterno desses
dos snbdilos, e a consolidaco do systma polilieo
que nos rege como a nica garanlia da felecidade
da naeao.
No meio do regozijo publico, urna noticia
desagradavel tem vindo sorprender-nos a todos. O
colleclor Luiz de Oliveira Franco, tendo sabido da
cidade de Coriliha, desappaicceii, e nem mais no-
tocias ha de sua jicssoa. Diversas sao as conjec-
luras a este respeito : cada cabeca, cada suntenra.
Dizem nns que fura assassinado jwr seus ini-
migos : outros que eahira victima da ferocdade
dos indios ; outros linaliiiantc que sentindo-se al-
cancado com a fazenda lizera ablativo da viagem.
Qualoucr dess hypotlieses lie uinadesgraca :'dese-
vincia Augusto rredenco Uolin, o capit
gata nomoado para commandar expressamejite o
vapor /'araense nesla commssao Antonio Jos
Francisco da Pakao, o 2.- lente da- armada se-
cretario da eslacao naval do Rio de Janeiro Antonio
Carlos Cesar de Mello Andrada, o 2.- lente Cons-
tantino do'Amara! Tarares, co ajudande d'nrdens
de S. Ex. alferes Julio Ignacio de Azevcdo Mar-
ques.
, As pessoas princignes da cidade, de todas as par-
cialidades polticas, apressaratn-seem ir compri-
men lar o presidente em a casa que para 'sua resi-
dencia me havia fcito preparar o comendador Ma-
noel Antonio Giiimaraes,"e onde Ihe foram prudi-
galisados os mais attenciosos cuidados. Durante
tres ir u lo. a cidade illuminou-sc ; a banda de mu-
sir da fragata Conut'eoo, que veto abordo do
Paraense acompar a S. Ex., percorreu as ras da
eidade na noite do dia 6, c servio para as diversas
solemnidades que tivoram lugar durante 'todo o
tempo de sua.eslada entre nos.
No dia seguinte (7), urna hora da tarde, bou-
ve Te-Deum na igreja matriz e parada da guarda
nacional. 0 Rcv. padre Agostinho Machado Li-
ma, digno vigario desta freguezia, fez nesta occa-
siao urna pratica anloga ao assumpto da testa ; e
cheio de santo enthusiasmo pelo futuro dajiatria,
encarara com alegra a nova e bella estrella, sur-
gindo das prateades aguas do magestoso Paran,
reflectindo e estendendo os raios de sua luz sobre o
Omino Atlntico, ir ornar o abrilhantar a cora
inp|ieriul, symbolisando com suas irmas a unida-
de, a grandeza e riqueza deste vasto imperio. -
Na occasio em que a msica religiosa se fazia
ouvir no templo, a voz pura e melodiosa de urna
virgem Paranaguaense cnloou o liymno da religio
ira noi das sagradas harmtmias da igreja. A Exm.
Sra. D. Francisca Caelana do Menezes preslou-se
8 cantar nesla occasio para solemnisar tao bello
dia.
A' noite honve thcairo. Repreusetou-sc cm um
theatrinho particular o Odelo por urna sociedade de
canosos. Nao assisti a lodu o es|iecteculu por me
senlir incommodado pela intensidade do calor, que
Suffocava em a pequea sala em que tinha lugar a
repriscntecao. Consta-me todava que o drama
corren suffrivolniente, conforme as pequeas forras
dos artistas.
No dia seguinte (8) um magnifico baile foi ole-
recido em nome da cmara municipal a S. Ex. em
as casas da residencia do Sr. Mir. Nao lie possi-
vel descrever esse manancial de immenso prazer,
que deixou bem suaves e profundas recordacoes
nesla cidade. As bellos Paranacnses faziam real-
car os sous fonnosos rostos wm as sedas, com as
llores e todas essas brilhantcs loueanias da moda.
De que se vcslein ashunanas rosas,
Fazeiido-se por arle mais formosas.
Via-se pintado 0 prazer em todos os ollws, o sor-
riso em todos os lamoc. Naoappareceu o mais le-
ve desgoslo ; todos conspiravam para a geral satis-
faci. 0 eli foi profusamente Serado s 11 ho-
ras ; c da meta noite por diante os brindes se crh-
zram de todos lodot os lados acoinpanhados do es-
pumante champangne que alli se derramara em on-
das nos esguios clices do cryslal.
Nessa corte nao se faz ideia de urna fesla desta
na provincia. Geralmenle julgam-nos menos do que
somos. A-varias pessoas de fra da trra j tenho
ouvido osle mesmo. juizo ; c bem assim-confirmar
que os Fluminenses em geral pensao que o Brasil
lie s o Rio de Janeiro. Desojara v-los r todos
cues na noite de baile, para convence-tos do contra-
rio^ raostrar-llies que os Paranacnses. lambem se
sabem divertir como quaesquer outros.
Taes sao em resumo is principis noticias que
agora me occorreiu. Tenciono, se tiver tempo,
continuar esla larefa sempre que houver materia.
Polido, atlencioso e prazenleiro, S. Ex. o Sr.
conselheiro Zaearias temaqui sabido angariar asym-
paihia e estina de todas as pessoas que tem tido o
prazer de Ihe fallar e comiiiunicar. Todos espe-
rara de suasJuzcs e traquejo dos negocios pbli-
cos acessasauiasdissensoesque Infelizmente nosdi-
videin, a coiisolidacao da harmona entr as diver-
sas partes da grande familia paranaense, e a feci-
dade desta' ierra confiada a seus cuidados. Dos con-
sclhos da cora passando a administra esto provin-
cia, S, Ex. vem bastante coni|ienetrado do gran-
dioso pcnsanienlo ilp nosso augusto soberano, que
lanas proras tem dado de que ardentemente deseja
a unio em nina s familia de todos os seus ama-
re para as'boas obras que os honrados Paranacnses
desejam,.n que sao de espetar da sua lonsuiiiinada
habilidadc. ( Cana particular.)
-! ----.
MINAS GERAES.
Ouro Preto, t de deiembro de 1853.
0 vigsimo oilavo annivcrsariu natalicio de S.
M. I. fui solemnisado nesla capitel com os festejos
do estylo. Grande Te-Deum, numeroso e luido
cortejo efligiedeS. M. I. c urna das mais bu-
llanles paradas que lem havido nesta cfpibil, mr-
mente-attendendo-se o'crescido nunwro d guardas
naeionaesquo.se apresentaram com o seu novo uni-
forme.
A'noite houve espectculo por parte de una
compauhia particular, a quai fez os maiores esfur-
cos para cm muilo jiouco tempo Hevar a scena em
applauso a Lio grande dia, um drama que foi muilo
bem representado.
Antes de principiar. a represen tarao canteu-se o
Iiyinmi, e o Sr. presidente ded os vivas do estylo;
que fram correspondidos -por todos os assistentes..
Conste-nos que ein varios outros lugares da pro-
vincia tambem se lizeram festejos por-tao fausto
acontecimento.
7- Nas informaces que Ihe enviei a respeito do
preco do gado nos municipios circumvizinhos desla
cidade e das- despezas projraveis cm que importe o
cosleio de sua conduecao at poder ser aproyeitado
para o consumo.desta capital, esqueci indicara *
causa a que os criadores commummente attribuem
o alto preso por que ahi se compra a libra de carne
verde, fra de toda a pruporro com o preco por
que se_vende rez destinada ao corte.
Ha muito tempo que tico aos criadores quejxar-
rem-sc dos diminutos lucros que perceliem de sua
industria. Muilos tem deixado este ramo de com-
mercio pelos graves projuizosque tem soffridu.'
, Nao poucas vezes succede vender-se ahi o gado
pelo mcsmo preeo por que se vende noslas alturas, c
s vezes por menos. D-se isso de ordinario quan-
do o mercado se aeha ampVunente abastecido. O
boiadeiro nao volta com as rezes destinadas m cr-
fto. *eriM*as pelo prero-que prtde apur.ii'. ICntrc-
lanlu, se na0 sj0 ncxaC|as as informacixw que te-
nho, regularmente vende-se a carne verde, ahi a
120 rs. a libra e aqui a 80 rs.
Explicara os boiadeiros este [acto pelo monopo-
lio. Dizem que existe nessa corle una companha
organisada dispondo de grossas quantias, que laxa o
valor do gado como mais couvm aos seus interesses,
que obriga o boiadeiro a vend-lo s vezes por me-
nos do qu llie custou.
Todas as facilidades que os regulamentos do ma-
tadouro amanearen) ao criador afim de elle levar
o seu gado ao' corte, dispensando o auxilio de mu
agente intermediario, bao d por muito lempo nen-
tralisar-sc visla dos embaracos naluraes que bao
de por forca;encontrar homens affertos a ouiro gene-
ro de industria, nao acostumados a lidar com pes-
soas esiranhas, cujos usos, e rostumes dcscflhliecem.
Preferirao receber menos, mas de urna vez, porm
com certeza de vollar imniedialaiiiente para a Ierra,
mrmente emquanto lavrar o receio da febre ama-
relia que no interior tanto se exagera, a exprem-se
s demoras o incertezas que pdom-provir do -car-
nearen! o gado pOT sua coia.
Nao sei se em verdade existe esse monopolio do
que lauto se queixara os bohxjeirus. Se elle exis-
te, c se possivel ser removido, resultando dessa
remoran o haixar o preco da carne verde, lie quanto
a raim, assumpto que muito convm ser estudado,
pois importara a solucao mais favoravel do proble-
ma, melliorar-se a condicao da grande inassa dos
consumidores, assim pela barateza desse genero de
alinientecao, como porqu mais se generalizara o
seu uso, e mais robusta e vigorosa se tornara a
populaco, o portento mais augmentara a forra
productiva do paiz..
Michel Chevalier observa que a soinma de traba-
llin do operario esl ein proporco da carne deque
elle se alimenta, e pensa Uuuhcui iim muits ou-
tros que a superioridailc dos operarios iugle/e.- a
res|a;ito sobre os francezes provm em grande; par-
te du muito consumo que aquellos fazeui da aune.
de vam. 0 muito consumo desta substancia ali-
mentar em Inglaterra nao he smente, segundo
aquelle economista, um habito, a slisfacao de urna
necessidade ou de um prazer,-mas um ])onto de
fe
labios insolentes'.' Nao me responde. Creiodecidi-
damente que nono principe p?rdeu a corita. Como
se galrava elle enlao de aurohtar os sorriso da can-
dura, as lagrimas da innocencia e as feridas .iberias
com- sua espada ? Meu bello Lucifer, lu disseste :
i Dai-ine um cabello que tere a mullier inlera.
l'ois bem acontecen come disseste. (iraca, formosu-
ra, inoeidade, candura, lodas as bellezas, todas as
virtudes, lodas as robeidades, ludo foi aniquillado !
Que ceifa que carrejaran de cachos na prensa que
faxes de espigas na m Amigo, lens urna foute
que va comoo areoris de una a oulra exlremidade
do borsonle. Eamanlnlaa Ierra faminla engolir
essa lerna viclima, rujas formas anniqullarito como
urna lembraiica da infancia em urna memoria virjl,
e nada reslar, nada. Os lindos cabellos, os alvos
denles, os bellos olhos animados por um fago lirado
das'roges celestes, ludo isso se redo/ir a p E
ilemais,. elevar-lbe-liAo um tmulo, <> qual logo
lambem desapparecer sem deixar nenhum Vestigio.
E, entretanto, eras lu que luha's ua man o lio, r. ca-
bello, como dzes, esse cabello de miro on de bronze.
Potaste assim a mulher Inda a Ii, e usaste da lesol-
ra das farcas.
lie possivel, respondeu Sainl-Ange, qne o agui-
Ibao dessa lngua venenosa me tire do entorpec men-
t Na verdade a senhora Tisiphune lem um azor-
ragne milagroso O cerlo be que sinlo-me alegre
com essas palavras, que me fazem lembrar de nosso
bom lempo do anno passado. l.ouge de mim meus
pensamentos fnebres com essa garrafa vasia '
A irona toma a subir-lhe nos labios como a su-
perficie das vagas sobe a escama cierna que as cora.
Lile laura fura a garrafa e apio.-ciilaudo o copo, diz-
Encheio-o, e pordoai-me. amigos. Bebamos i
saude das cousas eslrondosas e heroicas. Eslrnudo '
eslrondo nos oulros nao podemos viver no silencio.
En tambera fallare, porque Dos me endemia !
V os lodosleudes o accento de um canhao de alarma.
Ouvi o Bardal, nao parece que cania um De pro-
fanis de urna maneira pagaa >. Creio.-que essas al-
mas yacillam sobre seus eixos. Lembrai-vos, pois,
He minha philosopha : Dous anjos de espada cba-
mejanle guardamo rebanho humano, e o conlm as-
sim como as ribaucciras escarpadas encerrara um
rio. Um desses anjos chama-se o vicio, o ouiro a
virtude. Seu destino he o mesmo nesle mundo. Am-
bos morrem trabalhando. O segundo suecumhe aos
goljies da injuslica social, o primeiro expira debaxo
da espada das leis. E, assim, justamente assustada
desse duplo castigo a muliulo se arrasla no carril,
nem boa nem m, em parle boa, em parle m, vul-
gar como um melal de baxa qualdade, nadando
tmida e hypocrlamenle entre duas aguas nesse ca-
nal, que "parece ser u meio uecessario conservaco
da especie e da sociedade. Pela nossa parte, homens
forrados de hrouze. essas estradas duvdnsas nao p-
dem convr-nos. Querendo allronlar as tempestades
entre os dous anjos provideucaes, eseolhetioBS o, do
vicio, porque he o maior! Sem duvida rendemos
homenagem ii viriude. a qual expira sem dar um
grilo ua fogueira dos marlvres, e deixa arraucarem-
Ihoas iinhas e a carne sem" renegar sen Dos ; maa
em Iroca gozam das glorilicaces humanas, e crcem
elernas recompensas. Ouanto parecenne maior o
vicio solado, runeslo, carregado da execrar) pu-
blica, sem recompensa ueste mundo, sem esperanra
em um mundo melhor, e revestido da sombra ma- ~
geslade seu peorgulbo O' sabedoria (vollando-se pa-
ra a estatua ) dvindade mediocre, archanjo das me-
dias regioes, porque zombaria do acaso presides lu a
esle feslim ? Sm, ergne leu dedo para o co. e ba-
xa as tmidas palpebras para esselivro, nao inqiedi-
as, que lalvez um dia transbordemos sobre esse glo-
bo como urna lava Enlao forcoso lesera arder mi
ogo que nos consom e participar de liossa inurnra.
Deixa de lana aueclaco has de applaudir lambem,
has de applaudir as ruinas do mundo !
I ii; en,lo estas palavras, elle se dirige para a esla-
lua, firma a pona do p esqiierdo na beira do pe-
destal, e rodea com o braco urna cultura do mar-
mofe.
Perde-me, bella senhora, diz elle.
O esforc que Sainl-Ange faz apoiando-se no p
paraerguero copo de vnho al aos beieos da esta-
tua, a derriba. Todos do um grito. Elle rahe rom
ella o quebra a mesa carregada do cryslaes. Porm
rpido, como urna vbora mal esroagada, torna a le-
vanlar-se praguejando e diz :
Pouco fallou para dar cabo de Don .lun.
Coiifesscm que leria sido de mo gosto !
Elle ri-se mesmo no momento em que'acaba de
escapar da morle ; mas a despeiio dessa fleugma lo-
quaz, sua fronle assombra-se de instante em instan-
te, como as noiles rpidas das regioes Iropicaes.
He mo signal, torna elle, deixarem as esta-
tuas o pedestal para vrem esmagar-me. Nao eslou
mais ein harmona com as conslellarocs. Apresse-
ino-nos a deixar esta ilha maldito 1
Elle sabe logo desse pacifico bosque'manchado dos
restos da orgia, e dirige-se seguido de seus compa-
nheiros para a pona da ilha. Todos cnlramem urna
frgil barquinha mu acanhada para conle-los.
Sainl-Ange armado de urna vara repelle vigorosa-
mente a trra, e o bole corre como urna sella.
- As mnlheres canlam palavras nao rimadas, e Zoo
de Lignerolles domida essa melopea improvisada eu-
loandn: .
Colhamos a flor do golfao, que faz esquecer os
amores I u fConfmrar-eWiav
j*-^ H.***-'-


.*
DIARIO DE PERNAMBUCO
SABBADO 1 DE JANEIRO DE 1854.
honra, porissoctn cnticos nacioncs so celebra o
roait o od England.
Todas inexperiencias (vitas a resucito Sm Fraila
lera provado a verdade (lo que vai expendido.
Alera da evaso queja llie iiolicie, dos pre-
sos da cadeia da villa do Rio Prelo, e de um
nvruta, restando todava um pronunciado era
crime de. morte por eslar oncorrentailo, accresce a
da nova villa do Sanio Antonio da Parahybuna (ou-
ir'ora juiz de fra). Evadiram-se Ircs escravos do
Sr. Mariano Procopio, que haviam sido condemna-
dos lia dias no jurya pena de gales perpetuas. Til-
do proveniente de nao oTereeer a cadeia a necessa-
ria seguranea c de nao ter' guarda sufliciente.
/Nao se fttende a que sem cadeia segura nao po-
de liaverTeucro quando se trata dccreacocs de vil-
las. Ao depois todas as queixas se dirigcni contra
a administracao, que nao pode faver milagros, que
rom um corpo policial de trezeiitas pravas, pouco
mais ou menos, nao pode andar uin deslacamen-
lo para cada villa c ao mesmo tempo fazer o servi-
os da arrecadacao dedinliciros pblicos desde o Ita-
jub ate a anuaria, desde a I talara ataoUberaha.
AOm de se acudir a esla necessidade do serrieo
publico, faz a administracao provincial alias dili-
gencias era ordem a completar o corpo policial, e
entro outras urna das que promette uiehores resulla-
dos be a de localisar as puras nos municipios em
que ellas se engajam.
O aviso do ministerio da guerra prohibindo as
ftratiiicacoes concedidas aos voluntarios, quando es-
tes nao tenbara a idade do 18 annos, tora privado o
exercilo dealguns bonssoldados.
Os receios da ra collieita com que nos ameacava
a secca, quando as rocas mais careciam de clin va.
vao-se desvanecendo de todo, pois nestes ltimos
dias tem chuvido a cantaros. .
Contando com a m eolheita fulura os fazendei-
ros escasseavam os supprimentos, e antes a esta
causa do que falla real decereaes era devida a ca-
resa que so cxpcriinentava nos gneros de primeira
necessidade. .Apenas principiaran) as cliuvas come-'
earam a entrar tropas carregadas do roantimentos, e
o Ceijoo', que lia\ ia a lea nrado o proco de 49500 o
alqueire, ja boje se ven'dc a 39200. [dem.)
RIO BE JANEIRO.
17 de duwibro e 1863.
L-se no Correiq da Victoria de 14 do cr-
reme :
Um soldado da companhia fixa de cacadores,
do nomc Amaucio de Oliveira, por oecasiao das sal-
Vas do dia 8 na fortaleza de S. Joo desta ciclado,
soflreu, socando urna das pecas que salvava, una
cxploso, que o alirando da murallia ao mar- foi
ao depois apanhado com fractji completa de todo
braco direilo, c quasi esmigalhado. Recoibido ao
hospilal, iro terciro dia soffrcu a araputacao do
membro : corro perigo de vida, e quando nao pe-
roca, ficar sem este roemh.ro, consumido em o ser-
vico da patria. Era todo lempo tem elle apresen-'
lado coragem c sangre-frio.
De ha muilo que preciamos urna destas des-
gracas, porque ^arnecer urna fortaleza com pravas
de cacadores, e conservar as carretas das pccascoio
exislcm em ambas as fortalezas desta capital, he
promover sinislros semethantes a estes para a guar-
nido, e mesmo para os respectivos commandanles.
Al boje nao nos consta que o soldado Amau-
cio tculia falecidn.
Temos de lastimar a raorte de um pai de
familia. Na noito do dia 7 do corrente o Sr. Bl-
larimno Xavier Pinto Saraiva foi assassinado por
dous malvados, e a ccete, na estrada que segu pa-
ra -a faenda do Oroli,. o lugar denominado
I (a pula ngameia Icgiia distante da povoaco de
Piuraa, districlo de Guarapary. Ignoramos a cau-
sa de semclhante, assassinato, bem como tainbem
ainda sao deseonhecidos os assassinos.
He esle um crinie que merece severa pun-
cao, o em que a polica deve iulervir com todo sen
ze-lo c aclividade para a prisao dos autores c dcsa-
gravo da sociedade e Justina ultrajadas.
Os presos da cadeia da cidade de S. Ma-
Iheus tenlaram um arrombamento e fuga ; mas sen-
do logo presentido, foi acautelada a fuga, e os pre-
sos jtostos cin inelhor guarda c vigiados com dupli-
cado cuidado pela tropa que all est destacada.
Por decretos de 12 do corrente foram I
l'crilu.iilu-. o solriaiiu do tocio balalhD do Cear
Antonio Saraiva de Moura, do. crime de desercao
que i-ominellcu, urna vez que se aprsenle a qual-
iner autoridade civil ou militar da dita provincia,
dispulava-se a priraasia do esforeos para salvar o
venerando (emplo. \
O Sr. coronel Jos Joaquim de Andradc Nev,
foi o primeiroa trepar aos ledos incendiados para cor-
lar c limitar o incendio a capella-mr, evitando a
ana coinnitinicagin ao corpo da igreja. Eslevalcnlo
exemplo foi curajosamento seguido netos populnres-
e, felizmente, sem termos a lamentar catastrophe
nenliuma consesuin-se alalhar os proRressos do fogo.
<( Ao primeiro signal de rebate c batalhao 14 pe-
cou cm armas ; e destacando urna forc commanda-
da pelo Sr. lenle Duarte para fazer a polica no
tugar do incendio, n resto correu com seus officiaes
para ajudar os vizinhos na cilinccSo do fogo. As
nossas carias silo contestes em fazer os maiores elogi-
os corasen) o destreza que desenvolvern) nessa
conjuncin ; c.no dia seguiule, 29, ainda .eslavam
no thcalro do sinislro, s 8 horas do dia, tra balitando
por a lunar at as derradeiras faisras|da iinicao. que
se havia apossado dos carneiros por baixo do pavi-
menlo da capeHa-mr.
l)as muitas urnas contendo os restos de pessoas
nolaveis que ah achavam-se depositadas, so conse-
guirn) salvar as fio iilu-iro general visconde de Pe-
totas c do Sr. Colho Roraes, pai do Sr.' Dr. Colho,
juiz municipal do Taquary e t'riumpho.
Das imagens e all'aias que enriqueciam o allar-
mr. nada se salvou absolulamcnle, por que quando
schegoua franqueara ontrada ja todo elle eslava
n'uma viva chamma que no censentia chegar-se-
Ihe ; porm a magnifica Via Dolorosa do vulto o as
iinagcns das Senhoras da Boa-Morte, da Porcinncula
e Doras, obras da Babia e de 13o primoroso trabalho
que as vimos varias vezes ser objecto de admirado e
applauso de Ilustrados viajantes eslrangciros, foram
salvas a muito custo e perigos, bem que com bstanle
estrago. Assim lambem aconleceu com a sacrista e
corpo da igreja, que eslo verdaderamente em rui-
nas, meio deseobertos, o com os altares, parlas c ja-
nellas destrocados, levantando no meiodessa grande
ruina que se chama o Kio Pardomais um monu-
mento ila dislrnicao do suas-grandezas. He indizi-
vet a coiislernacau qu cabio sobre a infeliz cidade com
este infortunio inesperado.
a As nossas cartas a revelara em cada urna de suas
lindas como se cscrevendo-as os nnssos bons amigos
livessem peranle osolhos a visito desoladora da deca-
dencia continua e quasi irremediavel da sua nobre
Ierra. Estesenlimenloso manifestou grandee subli-
me na remocao dos objeclos sacros arrancados vora-
cidade do incendio, e que foi feila procissionalmenle
com a maior solcmnidadcsG horas da tarde do
dia 29.
Os sinos de lodas as igrejas dobravam, levando
pelo espaco as tamentaedes doidas de todo um povo
que ia buscar cboroso e penitente um oulro tecto pa-
ra os objectos da veneracodo seo cutio;deiandoem
ruinas o templo amado que se acost niara a olhar co-
mo seus penales, que recebera as suas alegras e as
suas dores ao ir pedir ao altar a consaeraro de sua
meigas illnsesde noivo.ou de suas alegras de pai,ou
o consolo das mas agonas de orphos.
O bello sexo rio-pardense acudi todo ao triste
salimiento e as mais nolaveis e gradas d'enlre elle
carregaram nos hombros os andores das Senhoras das
Dores, Porcinncula o lina-Marte. A Iropa acompa-
nlion, tocando as suas bandas lcalas fnebres que
condiziam com a sublime tristeza dessa cruel sotem-
niilad, mais grandiosa que por quaesquer demons-
traroes esternas pela desolarlo immcnsa C pela coo-
trcao do povo.
o dia i do correle cabio sobre a cidade do Rio
tirande um grande furacao,quc causou immensos es-
iragos nosquinlaes echcaras.
0 /lio Gratlense diz :
lia bastantes dias que o calor era extremo ulen-
so, eatmosphcra impregnada de cleclricidade aioea-
caya grande tormenta-No domingoa roanheceu um dia
bello, porm quenle, e propnreo que avangava o
dia crescia o calor, e urna Imvoada fnrraava-ae pelo
lado do O.
Pela volla das 4 horas, desabra ama borrasca es-
pantosa acompanhada de um tufSo que causava ter-
ror. A chava nao pareca agua e siin nuvens de po,
ara e fumo 1 Aa arvores, que j bastantehaviam sof-
frido com os lemporaes de oulubro, aeabram com
este de perder a fruria, as chcaras e qainlaes mais
arredados do centro da cidade. Houve pecegueiros
que ficaram sem um pecego, e parre i ras que ficra
como novamenle podadas.; voavm os sulhos como pa-
llias pelos ares ; fui um destroc geral.
Muitissimas cercas, muros, lellia dos lelliados,
ele, vieram abaixo, e confessamosqoe ha mailos ap-
nns nao vamos um tufao lao forte. Al o momemo
em que escrevemos nao nos consta (fue no mar hou-
vesse desgrana alguma.
L-se no Diario do Rio Grande :
Recebemos a seguiule caria :
a Bag 29 de novembro de 1853.
silencio da noite e mi meio deste povo, para ser re-
gistrado na luctuosa chrouica do anuo.que felizmente
est a concluir-sc !
Forlunalo Jos do Pal va, casado, com lilhos,
anligo oflicial de juslica do foro desla villa, assassinou
sua mulher com um tiro de pistola na cabeca na noi-
le do dia 26 do corrente, e pondo na cama o cadver;
ahracou-se com elle, e com a mesmn. pistola suicidou-
se !... Olferecendo assim o mais triste dos quadrns,
revelando a ini/.erabilidadu denossa essenria !... As-
sim acabaram estas iufelizes crealurasdeixando os li-
lhos na idade infantil. Allriliue-se essa Iri-lisslin.i
scena aos elTeitos da embriaguez !... Maligno espi-
Os algarismos conseculivos por extensocineoenla
mil rth cineoenla mil reu, que enebem todo n
espaco dos dUeres da nota no Ihetouro nocional
ele. ele. principiam as verdadeiras pela palavra
completa cinenenln mil rei.i as falsas pela in-
completa cincBenla mil rci.
Alm do trabalho pouco delicado d'eslas notas, sflo
estes os signaessa lien les, pelos quaes podem ser f-
cilmente conlieeiilas. Ha oulras olas falsas do mes-
mu valor, e eslampa, e pareccin-fcilas por oulra cha-
pa. cujoJrabalho he mais bem desempenhado e per-
feilo ; porm, se as djue se acabam de descrevcrso
conhecidas quasi sem exame. eslas ainda ujais facil-
menle.o poderiam ser pelos sgnaos seguinles, nao
ol.stanle a reaularidadc do scu trabalho.
A ctigie deS. M. I.acha-se n'cslas olas falsas mui-
to mais prxima i linha superior horizoulal, colloca-
da por cima nos 'versos dizeresSo Ihetouro na-
cional etc., ele.,do que resulta haver muito me-
nor distancia d'csla linha ao no do lace, que prende
os dous ramos, no centro dos quaes est o retrato do
ninnarrha. ~
Da linha inferior d'estes mesmos dizeres a primei-
ra linha da tarja de baixo ha, as olas falsas, mili-
to maior espaco do que as verdadeiras,' cuja dille-
renca, sendo muilo saliente, se condece logo pri-
meira vista.
O alsarismn 509000, que se l por baixo da pala-
vra/o Brasilssl as olas falsas mais prximo i
linha perpendicular, que divide as Urjas dos cantos;
sua especlaliva seja bem correspondida dos devotos,
para que nao venham elles a ser victima de sua mes-
madcdicacio.
Os gneros de primeira necessidade ainda eslo
caros; cgm ludo a carne, sabbado, esleve por preco
bem cnmmodn.
Sade, &c ^ x.
i Carla particular. )
-----~r-----
Itesumo das obra$ do melhoramento do porto, tob a
intpecrSa do arsenal de marinha, que te fizeram
no Irime/lre fiado.
Escavu-se no ancora lauro da descarga, para con-
linua-lo para o sul, mais 50 bracas donde se exlra-
ho 15, i II) tone lados d'arcn.e collocarain-se no recife,
confronte esle lugar, duas pcc^| velhas para servi-
rem de amarraees aoS navios.
Fez-sc na ilha do Nogueira 171 palmos d mura-
lha, e 17i de eslarada culahoada. Concluio-se a ta-
pagem das duas brechas do recife, e elevou-se 5*pil-
nio- na aliara do mesmo na distancia de 600 palmos
com a grossura de 20 a 23. Fez-te na mural ha e cal-
deira do norte do arsenal 7,812 palmos cbicos de
aticerec e respaldo, 11:175 palmos cbicos de alve-
naria e cantara, 17,69 palmos cbicos de atvenaria,
e 2,862 palmos de guamico Em todas estas obras
npr as falsas, do que o be as verdadeiras.
O/da palavraImperio esl as notas fal-
sas mais prximo da linha perpendicular, que sepa-
ra os canlos das Urjas do lado esquerdo da nota falsa.
Secretaria da polica da Babia 21 de dezembro de
1853.Andr Corsino Pinto Chiehorro da Gama.
(Jornal da Balita.)
vendse, por tanto, as notas verdadeiras maior es- se gasUram em resumo 7.000 tonelladas de pedra
paco c,,ire esta linliae o exfiemo-do rundo, em que brula. 753 palmos de pedra decantara, alm de
esla assentadero referido algansmo.
O ovado, em que eslio as armas imperiaes, he as
olas falsas muito menor do que aquella das verda-
deiras ; assim como o escudo das ditas armas he me-
500 exlrahidos do fundo do canal do porw.lil ,500 li-
jlos de alvenaria erossa, 603 barricas de cemento,
2,300 alqueires de cal preta, 125 saceos, 50 pranchoes
de"madeira ordinaria, 70 travessas, 100 caibros, 600
pregos e cavilhas, 37 arrobas de chumbo em barra,
10 arrobas de estopa de embira, 20 libras de mialha ;
e foram empregados as mesoias obras 150 operarios
enlre pedreros, canlos, carpinteiros, calafates, fer-
reiros, srvenles, remadores e canoeiros, alera de 8
canoas, 3 balelese um esraler.
dentro do prazo de dous mezes, contados da dala da geulino que evacuassem o territorio de Arredondo
no prazo peremptorio de meia hura, nao Hies per-
millndo levar neni um cavallo.
lle-
O Rio Grandense, relerindo-se a cartas do Jagua-
rSn daladasem5do corrente, annunciaque o general
Rivera ordenara a 18 Hespanhes, 1 Francez e Ar-
publcacoo do decreto na referida provincia.,
O soldado do segundo ba'.alhao de infanlaria,
raido Soarcs do Res, do crime de deserran, urna vez
que se aprsente ao commandanle das armas da corte
dentro do prazo de dous mezes.
O soldado do segundo regiment de arlilharia a ca-
vallo, Carlos Bohnhnfr, do reslo do lempo que 1 he
falla para cumprir a sentcnca de dous annos de pri-
sao a que fui condenado.
O ex-soldado do primeiro balalbao de infanlaria
Jlo l.uiz, do resto do tempo que Ihe falta para cuni-
prira pena a que foi condenado pelo crime de ler-
ceira desercao simples.
O soldado do dito batal'h3o,Thophlo Francisco de
Oliveira, do crime de desercao que commellcu.
Amnistiado: o primeiro cadete do qonlo bala-
lbao chynranlaria Francisco Xavier Cavalcanli de
Almeda, que ae acba pronunciado peto crime dere-
bellioem que tomou parte na provincia de Per na m-
buco.
Transferido: o capito doselimo batalhao de u-
fantaria Marcoliuo Jos da Silva Gonzaga, para o
corpo do estado-mainr de segundaclasse, ficando ag-
gregado emquanto nSo bou ver vasa.
Demittidos: o capellao da primeira classe da re-
parlicao eeclesiaslica do exercilo, padre Jos de S.
l.uiz Bimberl, e o alferes do selmo baUlho de in-
fanlaria Jo3o Xavier Pestaa, por assim ohavercm
pedido.
-4." 18
l'or decretos de 15 do corrente mez foram no-
meados : .
O coiuelheiro Joaquim Jos Pinheiro de Vascon-
celos, desembargador e presidente da retacan da Ba-
ha, para um lugar de ministro do supremo tribunal
de juslica. .
0 conselliciro Francisco C.oncalvcs Marlins, des-
embargador da rclacao da Babia, para presidente da
inesrua relacao por lempo de tres annos, na coufor-
inidade dalei.
Foi concedida ao bacharel Jos Pedro Carlos da
1 onseca a demissao que pedio, da cargo de 3. sup-
pitute do I. delegado do chefe de polica do munici-
pio da corle.
leve merc Jos Olympio Gomes de Souza da ser-
venta vitalicia do 1. oflicio de cscrivo do juizo de
orphSos do (ermo da capital da provincia da Babia.
Por decreto' de 16 do mesmo mez :
Foi concedida ao brigadeiro Marcos Antonio Bri-
do, commandante superior da guarda nacional da
comarca da capital da provincia do Para, a gralilica-
co animal de (0(ty'emquanto.cxorcer o mencionado
ominando.
Foi reformado no mesmo posto o (enenle-coronel
do exmelo corpo de cavallaria da guardo nacional
do municipio da villa de S. Francisco, da provincia
da Babia, Joaquim Gomes de AraujoCoes.
-ai.-
Le-se na Bernia Commercial de Sanios de 19
do corrente:
No dia 15 voltou de sua viagctii a Paranagu
o vapor Paraetue, trazendo a noticia da feliz che-
gada-do Exiu. Sr. presidente'do Paran, que foi re-
ceido com as saudacoes e solemnidales do costu-
me, c subi a sorra, continuando sua viagem para
Coriliba, rio dia 14. Houvgram muitas 'festivida-
des durante os dias da presenca de S. Exc.
. Recebemos urna carU de Jacarehy de 9 do cr-
reme, que aos traz a noticia de um grande trans-
Foram nomeados joizes municipaes e de orplios
dos, termos:
De Baturili no Cear, o bacharel Joo da Malla
Correa Lima ;
De S. Joo do Principe, na mesma provincia, 0
bacharel Jos Fernaudes Vieira Bastos ;
De S. Jos, Uoianninha e Flor, na provincia do
Rio Grande do Norle, o bacharel Manoel Pedro Mo-
reira Villa Boim ;
De branles e Malla de S. JoSo, na Baha, oia-
cbarel Carlos de Cerqnera Pinto ;
De lbeos e Olvenla, na mesma provincia, o ba-
charel Saluslio Pereira de Carvalho.
DeJaouaria, cm Minas Geraes, o bacharel Joao
Bernardo de Vasconcellos Coimbra ;
De Marfanna, na mesma provincia, o bacharel
Aprigio Ferrcira Gomes;
De Pocon, na provincia de Malto-Grosso, o ba-
charel Ajres Augusto de Araujo ;
De Jundiahy, na provincia de S. Pauto, o bacha-
rel Jos Vrenle Mal conde- ;
De Mogy das Cruzes e Santa Isabel, na mesma
provincia, o bacharel Luiz Filippe Sampaio Vianna;
. De S. Francisco e Porto Bello, na provincia de
Sania Calbarina, o bacharel Jos Marlins Vieira-
Foi reconduzido o bacharel _Jos Pacheco Pereira
no lugar de. juiz municipal deorphaosdo isyiuu
de S. Francisco, na Baha.
Foi concedida ao Dr. Jos Pereira do Reg a de-
missao que pedio do cargo de 2. delegado de polica
da corle.
Por decretos de 19 do corrente :
Mandou-se conservar o poslo de major aos com-
mandante? das'primeras companhas do 5. balalbao
de infanlaria da guarda nacional da provincia do
Rio de Janeiro, Antonio da Silva Castro Florim, e
do 2. balalho da capital da Babia Joaquim Mauri-
cio Ferreifa.
Foram reformados nos mesmos postos :
O major do exmelo batalhao de infanlaria da
suarda nacional do municipio de Santo Antonio de
S, da provincia do Rio de Janeiro, Francisco Ro-
drigues Ferrcira.
O capillo secrelario-gcral do exlincto commando
superior da guarda nacional dos municipios do Pa-
raly. Angra dos Reis, S. Joao do Principe e Man-
garaliba, da mesma provincia, JoSo Jos de S Che-
rem.
Por decreto de 20 do mesmo mez :
Foi removido o desembargador Jos Ferreira Sou-
toda relajo do JUaraubao para a da Baha.
(Jornal do Commercio.)
COMARCA DE MAZARETH.
12 de dezembro de 1853. (*)
Ccrtos motivos, de que nada importa saber-sc, fo-
ram causa deque Ihe nao parlicipasse em lempoal-
gnmas oceurreocins que liveram lugar depoisdami-
nha precedente ; mas, como dizem que mais val lar-
de que nunca, passare a relatar-lh'as pela forma e
maneira segunte :
No ultimo dia do mez que fndou-se. enrerrou o
Dr. juiz de direito da comarca a correico, que abri-
r pelo principio do oulubro ultimo : dizem que S.
S. dera nao poucos provimenlns acerca de diversas
faltase irregularidades, que encontrn nos feilossub-
mellidos ao seu conhermenlo, alm do que suspen-
den, e nao sei se lambem mandnu que fosse respon-
sabilisado o e-crivao do regislro de hypolbccas desta
cidade, pela irregularidade da escripluracSo dos li-
vros a eu cargo; lambem suspenden, por falta de
titulo, aoescrivao privativo do jury, e, nao sei por-
que motivo, ao cuidador o distribuidor do juizo, ao
deposilario geral e a mais alguns servenluarios subal-
ternos do mesmn juizo ; e, finalmente, dizem que
passou lambem um foguele a alguns subdelegados,
pelo abaso de se arvorarem emjoiz com aleada,
para procederem a penhora e arrematado de bens
para pagamento de cusas.
Oulro siin, dizem que mandnu. que os avaliadores
e partidores do juizo nao acompanhaswm, d'ora em
dianleao juiz de orphos, quando este houvesse de
sabir, para fazer inventarios : esta medida lem sido
bastantemente applaudida; porque nada mais incom-
mndo, nem mais gravoso para as parles, do que te-
rem de solTrer urna com i tan te, pouco mais ou menos,
como a das amigos ouvidores, quando sahiam decor-
reicao; e anda cm cima, lodos juigavanvsc com d~-
relo a camnlio, esftda. e nao sei se al a cavalgadu-
ras com a coropelenle forragem : verdade he, qne o
actual juiz de orphaos, honra Ihe seja feita, indepen-
den le mesmo ileslc pro\ i ment ja hav a cortado, in
parlibus, por este abuso, que lambem nao foi adop-
tado por alguns dos seus antecessores, endo que mais
vigoron ddrantc as inlerinidades, a que tem esUdo
sUgeilo o termo de lempos para c.
O jury desta cidade, que fura convocado para o dia
1" deste mez, romo precedentemente Ihe havia com-
municado, nao pode nsiallar-seIiesse din, por falta
de comparecimento dos jurados em numero legal, e
sm no dia 5, dssolvcndo-se no dia 9, depois de jtil-
dados varios processos, que foram sobmetlidos ao seu
coiibecimento, sendo asdecisoes mais nolaveis as se-
guinles : Pedro Ambrosio, acensado de homicidio na
pessoa ile Jos Naluba. absolv lo e appellado pelo
Dr. juiz de direilo; Flix de Xico Alves, Umbem
acensado de homicidio na pessoa de Miguel Gabriel
Pereira de Lira, ahsolvido, dizem que por um ensa-
o, e igualmente appellado pelo mesmo Dr. juiz de
ilireito ; Flix Dias Chaves (he a sesunda ou a ler-
ceira vez que he julgado} acr.usndo de crime de mor-
te, absolvidoe lambem appellado ; ires marmanjos,
mohecidos pelo lame do tres Viesas, acensados de
complicidade no assassinalo de Joao Monjope, absol-
vidos e nao appdlados ; Joao Vianna de Lima, aecu-
sadode 1er morlo com veneno a sua mesma mulher,
condeninado no grao mnimo do arl. 193 do Cdigo
Penal; e finalmente Seyerino da Cruz e Joaquim
Coclbo de Sania Anna, acensados de ferimentos leves,
condemnados "no grao mnimo do arl. 20t do mesmo
cdigo.
A causa porque mais se diflicullou a rcuniao dos
jurados, foi a peste de bexigas, que reappareceu com
forc,a na cadeia ; e a nao ser a medida, tomada pelo
delegado snpplcnle, de mandar reticar da mesma ca-
deia os presos arreciados da dila peste, nao leria fut-
rido nem um da de sessao ; porquanto, todos os ju-
rados eslavam, como que a urna falla, disposlos a re-
tirarcm-se, fosse qual fosse a pena que houvesse de
caber-Ibes por semclhante passo.
Dos presos que foram removidos, consU-me que
um suecumbira para o amanhecer de h'oje, ochndo-
se os mais em grande risco : osbabilanlcs desle lugar
esto com os maiores receios de que a peste seno
dill'unda por enlre todos, o que parece inevilavel, al-
enla a facilidade com que .-emelbanlc peste costuma
propagar-se, e bem assim, a dilTiculdade que ha de
adoplar-se medidas rigorosas de hygiene, como mulo
conviria em lal caso.
Nao obstante, porm, estes receios, cada um se pre-
para para tomar a parle que poder, as folganresda
Testa que j nos bale a purta ; ainda bem, que j
aqui se acha urna companhia de gimnsticos, sob a
direccao do Sr. Manoel do Nascimenlo Porto; a qual
deu a noile passada o seu primeiro espectculo, do
que dizem que senao desempenhra mal.
No dia 8 ilo mez que vai correado, e no lugar do
Gregorio do primeiro dislrlrlo da freguezia de Tra-
cunbem, um certo Esmeralda Pereira de Mello, flue-
i endo mostrar ao vivo a maneira porque, dias antes,
linha morlo um veado, pregou urna pcllourada as
coslellas ile um pobre diabo, de nome Jos Taxeiro,
que por mal de peccados passava nessa oecasiao: di-
zem que D. Diplomacia anda mcllida no meio deste
successo, afim de que seja elle considerado mera ca-
sualidadc, e, sabe quem sabe, quem nao sabe apren-
desse, assim ha de ser.
lambem ha poucos dias, um qudam por nome
Manoel de Barros, morador em Alagoa Sccca, leve
ama altercar ao com Joao Saxinho, moratfor neslc
districlo; eporque o dilo Barros sahissecom una
arrairhadtira, que Ihe fez o Saxinho, dizem quo com
REPARTICAO' DA POLICA.
Parte do dia 4 de Janeiro.
Illm. e E\m. Sr.Participo a V. Exc. que das
parles boje recebidas nesta reparlirao, consta tercm
sido presos: a miaba ordem, o prelo Jos, escravo
do desembargado! Francisco Joaquim Gomes Ribei-
ro, a requisi^ao deste; nrdem do subdelegado da
freguezia de S. Jos, Jos Pereira da Silva, por de-
sorden) ; e ordem do subdelegado da freguezia da
Boa-Vista, o fraocez Joao Patricio, sem declaracao
do motivo, e os crioulos Benedicto Jos Rufino, e
Jeronymo Pereira da Silva, par briga, sendo esle
ultimo desertor d6 corpo de polica.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 4 *le Janeiro de 185i.Htm. o Exm.
Sr. conselheiro/Jos Bento da Cunha e Eigneiredo,
presidente da provincia.O desembargador Cne-
tano Jos da Silva Santiago, chefe de polica in-
terino.
dem do dia S.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc- qne das
parles boje recebidas nesta repart gao, consla lerem
sido presos: i ordem do delegado do segundo dis-
triclo desle termo, Juvencio Manoel Ribeiro; or-
dem do subdelegado da freguezia de S. Frei Pedro
Gonculves, o allemao Joao Haas; e a ordem do sub-
delegado da freguezia da Boa-Vi.la, Antonio, escra-
vo de Joao Baplista Accioli, todos sem declaracao do
motivo.
Dos gaarde a V. Exc. SccteUria da polica de
Pernambuco 5 de Janeiro de 1854___Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da proviucia.O desembargador Cae-
tono Jos da Silva Santiago, chefe de polica in-
terino.
DIARIO DE PERMMBUCO.
Bahia 23 de dezembro de 1853.
SECRETARIA DE POLICA.
O chefe de policio da provincia, lendo milicia da
doseonliaiica, em que seacham o commercio, oses-
labelecimenlosde crdito e estacos do fazenda sobre
as sdalas de 50 rs. de urna c#itraestampa, alen-
la a diligencia honlem efiecluada, e apprchensBo de
grande numero de laes olas, resolveu publicar
(pianlo antes o exame, a que mandn proceder por
pessoa parlicular'e entendida, as olas falsas em re-
lacao as verdadeiras, al queoulros exames ollicial-
menlc se facam pela Ihesouraria da fazenda.
Exame das olas falsas d 50000 rs. lerceira
cilampa.
As notas de 508 rs. da lerceira estampa sao fcil-
mente recoiihccida*, ao primeiro golpe de vista, que
se lance sobre os fundos dos canlos, e Urjas das di-
Enlrou honlem do sal o vapor Son Salvador, Ira-
zendo-nos jornaes do Rio de Janeiro com dalas al
25 do passado, e da Bahia al 2 do corrente.
Por decreto do dia 15 de dezembro foi nomeado
ministro e secretario de estado dos negocios da ma-
rinha o Sr. Dr. Jos Mara da Silva Paranhos.
O Sr. commeudauor Manoel Lopes Pereira Bahia
foi agraciado cora o litlo de barSo de Mirly; e o
Sr. Antonio Lcenla Charmoot com o de barao de
Arary.
S. M. o Imperador hoave por bem agraciar o Sr.
barao de Tingu, com a comineada da ordem da
Rosa, em rerriuoeraco. dos importantes servidos que
prestara ao municipio de Vassouras, concorre no
com avulladassommas para ^ con-iruccao da casa de
caridade do mesmn.
Foi mais condecorado, com o habito da urdem de
Aviz, o primeiro cirurgio do corpo de saudo da ar-
mada, o Dr. Joaquim Marianno Pereira.
Foram uoraeadus os capitaes de fragata Joao Ne-
pomuceno de Menczes e Antonio Francisco Pereira,
o primeiro para corrimandar os navios desarmados;
o segundo para director do estabelecimeoto de cor-
doaria na Armacjao.
O Sr. bacharel em lettras Miguel Alves Vuelta,
foi despachado secretario do cnllegio Pedro II.
Nodial.j de dezembro p. p. celebrou oinslituto
histrico o anDversario de sua installaco em urna
das salas do paco imperial, e em presenca de S. M-
O secretario, o Sr. Dr. Macdo leu o rlatorio dos
trabaHios do instlulo; eo Sr. Dr. Paula Menezes,
no impedimento do orador,! o Sr. Porto Alegre, leu
o elogio dos membros fallecidos durante o anno.
Tel ultimo paquete recebeu de Londres o Sr. mi-
nistro do imperio, um dos exemplares da convenci
relativa estrada de ferro da corle para S. Paulo e
Minas,e dos estatutos porque se deve regular a res-
pectiva companhia da'sociedade annnyma. Ja se
acha depositada urna cancao de 12,000 libras esterli-
nas as maos doSbanqueiros Heywood Kennard &
Companhia.
No dia 20 do passado leve lugar, em presenca de
SS. MM. II., e em urna das salas da escola militar, a
collaeao do grao de Dr. em medicina aos alumnos da
academia da corte, quo terminaran) o corso.
Haviam fallecido no Ro os Srs.,J. Jos Das Ca-
margo, chefe da mesa provincial ; Antonio Rodri-
gues de Arauj* Bastos, inspector da pagadoria das
tropas : e A. Lawn'e, anligo leiloeiro.
Foram presos pela polica os subditos portngoezes
Francisco Jos de Carvalho, e Antonio Alves Lou-
rcro, qne haviam ebegado no paquete iogtez. Tinha
o diere de polica ordenado rigorosa busca na baga-
gem ilesses individuos, afim de averguar-se se ira-
ziam. como se suspeltava, moeda falsa para o Brasil;
mas nao se Ibes encontrando nada, foram logo sollos.
L-se no Correio Mercantil:
a Pelojuwo municipal da villa da Eslrella foram
pronunciados tres individuos como introductores de
olas falsas de 508 rs., passadas em Pelropolis. Se-
gundo somos informados, Manuel Jos Autunes, olTt-
cial de pedreiro, ha pouco chegado do Porto, foi quem
levou essas olas para Pelropolis. Um irmao do dito
Auluncs, caixeiroda roa do Rosario, que havia lam-
bem sido preso por se suppor que a elle tiubam vinde
essas notas cm um barril de paios, nao foi pronuncia-
do, e bem aasim um negociante desU corte Estes
dous ltimos foram presos ordem do Sr. desembar-
gador chefe de polica.
.< Consta-nos que S. EVc. o Sr. Jo< de Vasconcel-
los eSouza, enviado extraordinario e minsIrO pleni-
potenciario da naci porlugueza, encarregou ao Sr
, foi este seguido por elle com urna n.al.lUsCletr^S """'" ""^ *"* "ai
rio nao encontrou mais o negociante Joao da Cos-
ta Jnior, sobre quem Umbem linha tido denuncia;
mas as 31f2 horas da larde correu a noticia de que
este senhor fra preso n'Auga de Meninos cm com-
panhia do negociante Jos Manoel de Azcvcdo c de
um I). Pedro, hespanliol.
a Consla que Umbem so acham presos os Srs.
Furlado, Nugrao, e outras pessoas inclusiveo Vil-
larinlio quefoiacallado mesmo no scu escriplorio,
na ra Nova do Commercio n. 13.
Eis o que por ora podemos annunciar, pois que
al o momento em que serevemos eslas linhas
(i lloras ) a polica ainda so acha alarefada, e por
Unto aiuda nao pode publicar o resultado de suas
pesquizas, que, so acreditar o que corre por toda a
cidade, foram reveladas por indiwdubque tem par-
le neslc negocio.
Soja o quo for o corto lie que so descobrio a
mina o que os seus trabalhadores ou agentes esto
presos : todavia qualquer outra noticia que bulla-
mos a respeito, a daremos ao publico, segundo ella
nos forcommunicada.
Em oulro lagar trnscrevemos o exame a que se
procedeu as notas falsas, por onde se podem ver
quaes os seos siguaes caractersticos.
Le-se no Jornal da Bahia:
No dia 29 de dezembro foi sollo o Sr. Antonio
Moreira de Parva, negociante, o qual tinha sido
preso ordem do Sr. Dr. cbe&j do polica.
No mesmo dia tirou-se de urna casa, que na
ladoira da Praga, linha jiliimanienle servido de se-
cretara da polica, nma machina para fabrico de
mooda falsa, do lempo de Jos Maria Candido Ri-
beiro, que fra l deixada, e se acha depositada
agora na quo actualmente he oceupada por aquella
secTet.-.vi.i. 0
n No dia 31 de dezembro no conven todo S. Fran-
cisoo jiclas 9 horas 1/2 da manhaa, compareceu o
Exm. Sr arcebispo, que suhindo para o docel,
que Iho estava preparado, benzeu a imagem do
Sr. do Bonilim, fazendo-lhe depois adoracao.
Nessa oocaso um religioso Franciscano leu urna
pastoral do Exm/S.. Areobispo, que ao depois
publicaremos.
Na noitc de 2V para 25 do passado, foiroubada
a casa do Sr. Dr. Joao Carnciro da Silva Reg,
o qual com sua familia eslava na roca de seu pai
ao Cabulla.
Os ladros levaran) jias, fazendas efato de
hornera o senliora.
0 Sr. Dr. chele de polica apresentou-sc cm casa
d'aquello senhor, ladeira da Saude,' immediata-
mente t\w sonde do facto, o deu as providencias que
o caso exiga, mandando ao mesmo tempo prender
una preta, quo eslava cm casa, por suspeita de
complicidade.
No dia 28 do passado houve no salao da Praca
do Commercio urna reoniao do negociantes, na qual
decidiram qie se collocaria de novo no sabio o rc-
irato de Marcos de Noronha e Brilo, conde dos
Arcos, fundador d'aquella casa, c que Umbem se
collocaria l o retrato do Sr. Conselheiro Manoel
Alves Branco, que muito cooperou para que se de-
cidisse queousofruclo della pertcncia ao corpo de
commercio, c o do Sr. Dr. Joao Mauricio Wander-
ley, actual presidente desta provincia, pelo plano,
qae deu para a captura dos traficantes de moda
falsa, ejecutarlo no dia 20 do mesmo mez.
Resolvern! igualmcntcdaraoSr.Dr.Chicliorro
urna prova 'Aa sua gratidao, offcrcccndo em dote s
suas duas fluas o resultado de urna honrosa subs-
cripcao.
methodos oscolbidos c suas inulices irreprebensi- polio tinha dado universidade tinhdesapparecido.
CORRESPONDENCIA.
Srt. Redrctores. Como al boje n3o tenha ap-
parecdo em nenhum dos nossos jornaes o resollado
da elecao para deputado geral de Serinhaem, apre-
CO-me a declarar, que o Exm. Sr. conselheiro Jos
Thomaz Nabuco de Araujo obleve 30 votos,unanimi-
dado do collegio. Dignem-se, Srs. Redactores, dar
publicidade a estas linhas, pelo que muito agradecido
Ibes ficaral'm dos eleitores.
FHLIC4C0 A PEDIDO.
hordamenlo do rio Parahiba no .lia primeiro do n,i- 'i's S'"3'' "1 q";,n,1 a forii>.-i , i i- ... 1 do pomos sem otdem nem igicao a suma enlie si
rente. A moa noile des da o rio principien re- oM.'.ps......confusamenle os e^pacos, m," deii'.m !
|ieulinaihenle acrescerde tal sorle, que causou terror
W
aos hablanles desla cidade, anda' lemhradus da
imindaro do fcverpiro p. p. Foi eonsequeiu-ia.ilas
inmensas chinas que ha oilo dias cahiram depois
de nma secca .que fez outros Unios estragos. Anda
.nao se sabia, massuppuiiha-se que muilos lavrado-
resperderam suas planiacaes poressas varzeas: >
- 24 _
Temos ralbas do Ro Grande at 8 do corrente.
Trazem a noiicia do incendio da igreja de S. Francis-
co na cidade do Rio Pardo.
O JWo Grandense da ultima data refere esse Iris-
te aeonlecimenlo do modo se^uiole:
a No dia 28 ardeu completamente a capella-mr
da igreja de S. Francisco da cidade do Ito paid0
urna dasmas ulicas e devolas das qne all hiivia'
, Ignora-e como prenden o fogo, mas 9uppoe-se que
' fosse devido a algum descuido do sacrislo ao apa-
gar as velas depois da missa, e da celebrago de um
casamento que ah livera lugar na manhaa do mesmo
dia.
O facto he qoe urna hora da Urde be que se
presenlo, e que acudiram algumas pessoas das que
mais prximas residen) de lugar do sinislro.
i< O primeiroa ebegar e a motler maos ao arromba-
mento das portas foi o Sr. ente Alexandriuo de
Mello Alencar, a quem logo em seguida vieram coa-
dyuvar os Srs. Ribeiro o Landim, negociantes, segui-
dos Instantemente pelo povo em peso, que a porfa
leTlras dos dlos canlos. e tarjas. Mas notas verda-
deiras os referidos fundos sao fcilos por um bello
Irabalho de guillorh, que sendo formado, nao por
punios, mas por pequcnissiinas figuras geomtricas,
fazem um todo barmonioso, descreveudo linhas dis-
liuclas em diversos sentidos.
O primeiro cda primeira palavra cincoen-
aeo ultimoada segunda, collocados na tar-
ja superior, esto as olas falsas muito mais encos-
tadas s duas linhas perpendiculares, que dividen.
os canlos das tarjas, noUndo-se por isso mulo maior
esparo as notas verdadeiras enlre eslas linhas eas
referidas lettras. A primeira eslrella da Urja infe-
rior esl muilo sensi>elmenln afaslada da linha di-
visoria do canlo ora a Urja', formando por Unto
nm espago maior do que aquello, que -se aprsenla
as olas verdadeiras, enlre a liaba e a referida es-
lrella.
Os linos dalelra bartardinha dos dizeres da nola-
no parlador d'esla a quanlia de ele.seo na ola
falsa mulo grosseiros, e a mesma letra mulo mal
Teila.
No canlo superior do lado esquerdo da ola, o es-
paco ilos dous raios da eslrella, cujos extremos In-
cauta linha, que divida o dilo cauto da tarja, sao
oceupados as olas verdadeiras por duas pequeas
linhas, as falsas por qualro.
Os nomes das provincias cpltocados dentro das Ul-
tras das palavras imperio do Brasilsao as olas
falsas mal feilas, e algumas letlras, especialmente a
letlraade carcter dfferenle d'aquelledasverda-
deiras.
decaes, e, enconlraudn-o cabido por ebrio, presou-
llie urna roda de pao, lrazendo-o em seguida para a
cadeia. Dizem que o Saxinho vai ser, ou esta sendo
processado ; c dizem mais...chilon O que acou-
lecc com este bnmcm he extraordinario: he esla a
lerceira vez qae apanha, e nao pouco, vem para
a cadeia, e he processado ; he'teimoso o diabo do
hornero I ,
A deliberado tomada pela cmara, de mudar as
diiiercnles feras para dias diversos daquelles, em
que foram instituidas abinilio, vai dando idea de
produzir aquillo, que era bem fcil de prever, se se
allendcsse aqu: o povo mo gosla de abrir mao liio
fcilmente de um cosame, ainda quando esse coslu-
me fosse em prejuizo do mesmo povo : em abono des-
la verdade ah esl esse arande alunlo, liavidn em
Madrid no anno de 17l(, por causa da ordenaiica
que. iiyinibtii arredondar os chapos, sendo que por
isso Cartas III leve um tal desgoslo, que esleve a
portlit de mudar a sede do soveruo para Sevilba. Mas,
onde me voii moliendo ? Se o .Moraessouher dslo
brisa; vollemos, porlanlo, ao pobre assumpto : co'ns-
la-me que ha alguma agilacHo enlre os moradores
da'Viceneia^por causa d.i referida mudenca ; e qne
o subdelegado respectivo .iiulroappreliensfies a res-
peito. Em Alaga Secca rasaaram o edilal, pelo
qual a cmara fazia publica a delbcracilo que loma-
ra ; permita Dos que Piquemos ah.
Entreunto, nao pense alguem que sou'de opiniao,
que a cmara nao adopta aquellas medidas, quo jul-
gnra bem o municipio, nao; mas que o faca (pian-
do realmente cousa fr de inUresse publico, e sem-
pre medanle o emprego de medidas preparatorias
do contrario, ha de sempre arriscar algnmacousa ; e
boje, cm que so busca segurar ludo, al os bilhetes
de loteras .nao he bom arribar, seja la o que fr
Somds chegados a quadrahlas feslas a novena da
Senhora.da Conceigo acha-se em andamento, com o
asseio c esplender que era bem de esperar do zeta e
dedicacilo religiosa do ei.carregado la mesma ; assim
(/ Comquanlo lenhamos publicado noicias posle-
riores s .lo que Irata esla correspondencia, que
agora nos veto asmaos, resolvemos nao nmitli-la pa-
ra conservar seguidos os tactos, que devem servir de
base aliab.l peuna.que liouver de escrev a crnica
denossopaiz. o> RR.
nwessanos para quo se
facam com a possvel brevidade exequias solemne
pelo fallecimeulo de S. M. a rainha do Portugal, a
quaes, segundnos inforinam, lerao lugar no moslei-
rodeS. Rento, por ter o dignissimo D. abitade Fr.
Marcellino do Coraco de Jesns accedido da melhor
vootade ao pedido que se Ihe fez para lo piedoso
fin.
No da 8do corrente leve lugar, no municipio de
Bcnevenle, um crime horro-roso e infame pela bar-
baridade e cobarda com que foi con.metjido. OSr.
Bellarmino XavierPinlo Saraiva, tazendeiro daquel-
Ic municipio, hnmem casado, e com duas lilhas mo-
cas, reeolhendo-se sua casa a cavallo, tendo dei-
xadoseapagem um pouco-srtrs, foi accommerMo
por qnalro negros que, armados de cacetas, ,i flia-
laram a bordoadas ; o infeliz, alm de eslar comple-
tamente desarmado, sollria de paralvsia em lodo o
lado direilo O acto pralicado por aquelles malva-
dos foi, segando somos informados, urna obra de en-
comenda : o principal autor do rae era indgitado
Esperamos que o Sr. Codoj, chefe de polica da pn
vinca do Espirito Santo, enmprin seus deveres
como magislrado inlrego que he.
Havia na corle .latas do Kio Grande do sal at 8 do
passado. Em oulro lugar enconlrarao os Ieitores as
noicias dessa provincia, bem como os de Paran e
Minas (ieraes.
Todos despachos quetfiveram lugar pelos difieren-
tes ministerios, vao publicados na parle competente
Na Babia tomou posse do lugar de cliefeMe pe-
lleta, no da 2,'t do passado, o Sr. Dr. Innoce'ncio
Marques de Araujo Coes.
O Correio Mercantil em scu numero de do
passado, publica a seguiule e importante noticia
Diversas casas na cidade alta, n'Agua de Me-
ninos ra Novado Commercio edos Ourives foram
cercadas hoja ao meio dia. O Sr. Chiehorro em pes-
soa se apresentou no escriplorio do negociante Vil-
lannho, -e ah passando a fazer as buscas conveni-
eates achara, segundo se nos informa, grande quan-
lidade de papel rovo j preparado, assim como va-
nas sedlas falsas do valor de50?? rs., alera de ou-
tros documentos importantes, que exuberantemente
provam odelielo.
Quandoa autoridadechegou n'aqnelle escriptth
Ministerio da marinha e ultramar.Constando
a S. M. a R. que alguns capilaes de navios por-
tugueses das ilhas dos Acores conduzem colonos
para o Brasil, levam a son bordo mais passageiros
do que comporta a lolacao do navio,e convindo por
colwo a scmelhanle abuzo : manda a mesma Au-
gusta Senliora pela secretaria de estado dos negocios
da marinha e ultramar que o major general da ar-
mada d6 as mais terminantes ordens aos capilaes
dos portes das referidas ilhas, para sob a sua.res-
ponsabelidade evaminarem aquelles navios, oppon-
do-se a sua sahida quando o numero dos individuos
a bordo exceder ao que esl marcado no artigo 4."
das instruecoes'aprovadas por portara desle mnisr
terio de.19 de agosto do 1842, por onde se efeter-
mina que o navio mercante, que sabir dos portos
deslcs reinos ilhas adjacentes ou das provincias ul-
tramarinas para qualquer dos portes eslrangeiros,
situados ao sul da lalitude de 30- norle nao possa
fazer viagem com mais de dous individuos Portu-
guezes a bordo por cada 5 loneladas,registradas,en-
trando nesse numero o capilao e a tripolaoo do na-
vio ; dando-se igualmente o. dito impedimento
quando algum dos passageiros nao esteja munido
de passaportc nem incluido na relacao legalisada
pela autoridade competente ; devndo os referidos
capilaes de portes previnir os capitaes de tees em-
barazos, de que a sua chegada a qualquer porto
do Brasil sorao alii novamenle examinadas pelos
respectivos agentes consulares portuguezes as mes-
illas relaces,ficando sujeitosauma multa-nesto rei-
no quando por ventura hajam incorrido em qual-
quer omissao a semelhante respeito. Paco 11 de
oulubro de 1853. Visconde do Adioguia.
(DiariodoGovernode 10 dedez. de 1853.)
LITTERATliRA.
Helafo (presentada ao imperador dos Fran-
ceses sobre o estado da instritccao publica
em Franca depois do da 2 de desembro de
1851.
' CoDiinaa^o di> numero anleceilentc. )
XH.
Depois di; tedas estas medidas que tinham por
fim cuidar na cxccucao do decreto de 10 de abril
de 1852, no restava mais, para" completar a re-
forma iuiorna da insrrnccao secundaria,, seno re-
gular asauribuinous e a ordem qiiedeviam obtena
universidade.regenerada, os humildes funecionarios
occiiltos debaixo do aviltado nomc de, inestres de
cstudos. Por vokso decreto de 17 do agosto de
1853, muda mi. < o nomo du urna fnneco, (|uo leu-
des proiYindaiuepJc renovado, sibsiitiistes inestres
repittidores aos meslrcs dos esludos dos lycus.
Nao reccio dizer que esta instiruico lie um dos
maiores servieos que vosso governo tem feito
cdttcacao nacional. Ningiicm jamis tem contes-
tado universidade a superioridade do seu ensino,
mas se Iho tem censurado, talvez com alguma razao,
confiar a direcqao e a vigilancia habilitaos de seus
pensionistas meslrcs, quo nao offereciam, debaixo
da relacao da dignidade do carcter e da autorida-
de moral, todas as garantas desejaveis. Os mes-
tros de cstudos fra m com effeito por muilo tempo
urna fon u de difliculdades e de embaraco para os
dircctort sdos lyceus, um pretexto de recriminaerK-s
para os irajiazes, e um motivo de desconfianca para
Como ulle.s nao liiibam futuro, e urna
as.
as famill
vez culi-lidiados em um cainiibo sen) sabida, per-
diiin aV-a cspei-ane.i dfl sahiieiu-se delle honrosa-
men le, nao era raro. ye-Ios desgoslosos do suas
fon criw, o cxerce-las como urna tarefa
lllipiM-lll
c exerce-las
na Separados dos piofessores |ior um inter'vallo,
p' ir assim dizer, iiivencivel, ero condemnados a
i'ielirdiar iernameiinie em sua nferioridade, e a
vira ser para seus propros' discpulos um objeclo
de jpcdade seno do averso. Vossa Magestade, de
are.ordo com o consclho imperial da nslruiro pu-
blii ia supprimio esta organisacao viciosa. Pola
na tale ossncialfjienle temporaria de suas func-
co. os mslres repetidores se approximarao pouco
a i pouco dos professores ate o niomenio em que el-
lit poderem merecer honra do Ibessuccoder.
A mejilla que o numero dos lyceus orescer, com-
p rehender-se-ha melhor, que a escola normal he
fi tita mais" anda para conservar um corto nivel nos
o suidos de que para ministrar professores. Se a
( Mela de Saint-Cyr nao est encarregada smente
i le fonieccr ao exercilo iodos os seus oicaes,
o se da ekissc dos inferiores os mais' dslinctos
saliera igualmente segundos tenentes dignos de seus
prcdccessorcs, nao he menos til, que ao lado ,da
.escola normal superior, se forman) por meio de
j,um noviciado pralico candidatos aos professorado.
IA escola normo) com suas iheorias elevadas, us
eis sustentar o esplendor do scu ensino, lie ainda
urna nobre trela que olla cumplir, nao o duvido,
gracas forte organisacao em que ella tem-sido for-
talecida. Mas cuinpie que as lucirs dtf professo-
rado possam abrir-se aos "^, -(..,_ u0S w.
cus que tiverom dado pi- 0 rea| e
de urna vocaco decidida. m .^
a esporanga de conquistar, por ,a -grc,
que Ihes assegurar um futuro honroso!
O desejo de o obler Ibes far achar maaos poss-
vel as eslreas da carreira. Exaltados aos seus
proprios olhos por urna participaco habitual dos
estudos dos discpulos, elles verao sua autoridade
firmar-se som esforc, porque os discpulos tem de-
baixo deste ponto devisU, um instincio infallivd,
e sao dispostos a respeitaiem os espirilos cultivados.
Collocar os repetidores em estado de fortificar sua
instruccao, he augmentar sua consideracao, he cno-
breccr suas modestas funcoes, lie fazer delles guias
seguras para os mancebos, dos quues tiverem inle-
resse em guiar as suas disposioes, em emendar os
erros, em conquistar os coracoes, pois que elles de-
verao passar sua vida no meio delles, como auxi-
liares dos professores directos, como professores in-
directos.
Este systcma, que me proponho seguir ojn todas
as suas consequencias, para obedecer ao espirito,
que dictou vosso decreto de 17 do agosto, apartara
dos lyceus urna classe de horoens, que nao se rc-
fugiavam ah seno exasperados e nao empregando
em sha funecoes delicadas nem dedcaco nem in-
telligencia, dcixavam propagar a desordem dos es-
pirites a sombra de una falsa esperanga de ordem
material. A disciplinaofferecera ,1c hoje em dian-J
te as mais solidas garantas, poique ella se apoiar
em meslrcs penetrados da le do dever ; cem nos-
sosjvcus midtiplieados por vossa sabia previden-
cia a educaco se crgucr log ao nivel do ensino.
XI11.
- Outros mellioramenlos, de urna ordem em ape-
rencia secundaria, mas cuj:, nlluenein doria fazer-
se sentir, posto quo em graos diversos nos proprios
estudos, prooccupavam a adminislrarao da inslruc-
riii publica.
As bihliothecas, c sobreludo as collecoes scicnlifi-
cas dos lyceus, linham necessidade de seren postas
em relacao com o novo ensino. O desenlio linear
os inestres das obras grapliicas no'podiam
entrar em nossos estabelecimentos sem um cor-
tejo dispendioso, da instrumento? de corlar e de mo-
delos. As novas applicacoes da geoindria reclama-
vam osles auxiliares indispensaveis. O descnvol-
viraento do curso de physica, de chimica, de histo-
ria natural, trazia necesariamente a exlenso dos
gabinetes e dos laboratorios, onde se prestava ou-
tr'ora mais attenco s curiosidades da scienca do
que s suas applicacoes uteis. Cenlo c cincoenta
mil francos fram distrahidos do orcamento parti-
cular dos lyceus para salisfuzer eslas necessidades.
Os edificios dos lyceus devian ceber novas
distrib'uiQoes e algumas vezes augmentos conside-
raveis; era mistar de classcs as quaes se podesse
juntar alternadamente s discpulos, que nao se li-
nham jamis adiado reunidos e dar simultneamen-
te ensinos dilferentes.
Os edificios que a munificencia do primeiro cn-
sul tinha cedido ao estabclecimento dos estudos, os
que o imperador linha dado sua universidade, nao
tinham sido jamis appropriados completamente ao
seu novo destino ; era as ruinas do alguns colle-
gios particulares, dealguns comentos abandonados,
que os lyceus se tinham insultado apressadamente
e quasi ao accaso. No tempo em-que as cidades,
que pediam para participar do beneficio do onsino
do estado, tinham consagrado somraas consideraveis
em edificar conslrucQocs novas' jamis os recursos
da arte foram empregados cm rcalisar um plano de
estudos ou um systema geral da educaco, cujos
programmas a archilectura teria podido mdiur.
Aproveitando a nova organisacao, que Vossa Ma-
gestade me linha permiltido dar inspeesao dos
edificios religiosos, encarreguci aos inspectores ge-
raes das obras diocesanas, bomens versados na arte
dcaproprar os edificios aos destinos determinados,
que visitassem os lyceus dcT-aris, propozessem os
roelhoramentos deque eranv suscepiiveis, o prepa-
rassem o plano de um lycu modelo, que respon-
desse a todas as necessidades do'novo ensino. Ao
mesmo tempo destnei cerca de quatro centos mil
francos para comecar em todos os lyceus de Fran-
ca as reparaciies as mais urgentes.
A hygiene dos discpulos roclamava cuidados,
que deviam augmentar anda as nossas despezas.
He impossivel envolver-se nos jogos dessesjovens,
sem se jiensar cm servr-se de suas recreacoes, nao
s para fortificar sua saude como para preparar scu
corpo para os exercicios e fadigas da vida. Foi preciso
comecar pelo melhoramento de seu rgimen alimen-
ticio, cuja frugalidade uo dovo degenerar em parci-
raonia, c deve ser proporcionado, ao servigo, que
o espirito a igaos delirados o imperfeites. A sa-
bia economa que, em annos felizes, fundn a for-
tuna privada destes estabelecimentos, tinlia acabado
por trazer a despeza do alimento jimites, que nao
me atrevo calcular exactamente, e que Uve de mu-
dar] co decreto do l-de setembro corrente.
Finalmente, modificando a rondico material dos
mancebos, nocoiivinha porventura tambera a de
seus mestres? Comquanto seus ordenados se achas-
sem reduzidos pela diininuico, quo a tidia feito
precedenlementc na populaco< dos lyceus, nao ti-
nhamos receio de Ihes pedir novos sacrificios para
sustentar a experiencia de nossas reformas. A fa-
diga das classes linha sido aggravada; repetines
laboriosas se tinham augmentado ; habites amigos
o respeilaveis tinham sido contrariados por numero-
sas particularidades dos novos regulamentes. De-
cididos a reconquistar a conlianca das familias por
milagros do zelo de resigiiaco, os antigos mes-
tres lindam aceitado com una detlicaco admiravel
lodos os gravantes inesperados, que se fazia posar
sobre elles. Mas podiam elles por accaso impor-
ta-los por mais tempo sem,compeusacao ? Demais
devia-se rctibuir os professores das caderas que
acabavamos de croar nos lyceus. No dia em que
a nova organisacao de nossos fislabelecimentos fosse
completa, cerca de duzentos novos professores do-
viam lomar lugar nos quadros augmentados do pro-
fessorado. ScssonU tinham sido admitlidos desdo o
primeiro anno.
Como se poda fazer face a todas oslas desperas
que a concurrencia dos cslabelecimenlos Jivrcs lor-
nava mais imperiosas anda? Devia-se fazoeum
novo apjtellu ao orcamento to estado ? Convinha
pedir que as familias retribiiisseni mais caro a ins-
trueco maiscomplet c melhor tiscalisada, que of-
fereciamos aos seus lilbns ?
Assim he que tomos levados a locar no rgimen
linanoeiro dos lyceus, e a completar por meio desta
reforma lodas aquellas de que a inslrucco secun-
daria tinha sido objecto.
XIV-
Ncnlmni dos govemos,' que ha sessenta annos
lem succedido em Franca, admillio como princi-
pio que a inslrucco secundaria devesse ser dada
gratuitamente mocdade. < Como urna generosida-
do be verdade quo um pouco costosa, a convcucjo
e o directorio poduram projectar que as despezas da
inslrucco primara, que ento era uulla, ficassem
cargo do estado ; porem parecen) sempre natural
s familias, que querem fazer instruir seiis lilhos
as scencias e as ledras, carregucm ellas mesmo
as despezas desla educaeao. .
Por esta razao, desde 1795, tempo da ftin.lai o
das escolas centraos, os discpulos foram obrgado
a pagar nina mirbnicu annual destinada a com-
putar o ordenado dos professores. O paiz eslava
lo pobre o to esgotado, que a luiula desta retrj-
btino foi fixada era 25 francos. Passaram-sc so-
l annos ; o govornq reparador do primeiro cnsul
dea nina no\a organisacao inslrucco .publica ;
as escolas contraesdesappaicceiam ccederam lugar
aos lyceus. A relribico eseolaslica foi elevada
onto a 60 fr., fixou-.s ao mesmo tempo o preco
do pensionista cm 1,000 fr. nos lyceus de Parir,
em 800 fr. nos lyceus de primeira "classe, em V50
fr. nos do segunda, em 650 fr. nos de lerceira.
0 decreto de 1808, que orianisoi universidade
imperial, nao modilieoii esta>-fiases ; mas lancou
um imposto de educaco da vigsima parle do pre-
co de penso pago pelos discpulos de cada estabo-
|ecmcnlo publico ou particular. Este imposto pro-
duzia anuualmenle l,500,pyS-fj. .^tiuc cram
laucados na caca da universidade provida acW^V^
te de urna dotacao.especial.
Gracas a estas rondas arrecadadas sobre as fa-
milias, bstanle ricas para dar aos seus fdhos urna
educaco liberal, a inslrucco secundaria nooppri-
mia o paiz. Porem outras ideastrouxeram outras
nsutuiees. A'organisacao finaoccira, que o im-
li poii-
o alumno
1,013 69
181 67
1,097 2o
265 91
que
0 orcamento de suas despezas e de suas recortas foi
reunido ao do estado. O imposto' universitario foi
abolido pola le* de 4 de agosto de 184?. Ao mes-
mo tempo os conhecimentos humanos loma-
ra m um grande desenvolv ment, que inipoz ao
ensino publico novos deveres. Qual era a slna-
co das lyceus ha irinta annos ? Qual lm i,,,;,.' *
uaiilos ensinos, sem falladnos dos, vieram augmentar o circulo dos estudos, a his-
toria, as linguas vivas, a htoria natural e a dii-
mica ? Se nossos pais pensavam ha sessenta an-
nos, que o encargo-da instruccao secundaria deve
pozar sobro as familias que delta se aproveitam, o
governo actual, guarda vigilante dos inieressos ge-
raes, deve com forte razao apphcar os mesmos prin-
cipios remuneraco do ensino aperfeicoado, qne
elle lem organisado. O prego de um servico dm.;
ser proporcionado sua importancia e a despeza
que faz.
Quem poderia .sustentar que. a mdica retribui-
Sio tixada em 1802, raesmo com o-pequeno aun-
memo, que tinha soffrido depois de algunji annos,
representava o valor desses ensinos tao ariados, os
quaes conduzem a mocidade dos lyceus para a en-
trada de todas ascarreiras liberaes, de lodas a^
funecoes da sociedade'? Rizarra anoiliaa elle
custava metade mais s familias para fazer que seu*
filbos seguissem a classe de sua escola primar?, do
quo |iara Ihos abrir a entrada do lycu Por islo a
forca dos esludos, o numero dos Jiscipulos nao
ero sempre um signal ceno da prot^eridade finan-
ceira dos collegios. Para sustentar os Ivcns dit Pa-
ris.que pareciam reunir todas as cundiedesda rijiii-
za.era preciso arrecadarcada anno cerra'de 265,000
fr. alm da subven^ao dada pela estado instruirn
secundaria.
A desproporco era sobreludo notavcl, quando
so estabetecia a comparaco entre a parlo contribtii-
liva de um discpulo interno e a de um discipo
externo as despezas geraes dos estahelccimonos.
O preeo dos altininos externos nos lyriis de Pa-
ria tinba sido levado a 100 fr. ; o pr.;o da
sao tnba ficudo fixoem 1,000 fr.
Ora no lycu Luiz o Grande,
interno linha custado cm 1851.
Ou 13 fr. 69 cen, mais do que
tinha pago.
0 alumno externo........
. Ou 81 fr. e 67 cent, mais do, que
tinha pago.
No lyiOu Napoleo, o alumno inter-
no tinha custado. .......- .
Ou 97 fr. 25 cent, mais do, que
tinha pago.
O alumno externo........
On 165 fr. 91 cent, mais
linha pago.
Fados anlogos so tinham produzido em lodos
os estabelecimentos pblicos. Elles provavam su-
l>erabundantemente que nao s as relribuijoes pa-
gas pelas familias nao eslavam cm nenhuma parte
em relacao com as despezas dos lyceus, seno que
existia sobretodo urna Itesigualdade sensivd cutio a
parte contrilmiliwidoe-extenios e dos internos na
remuneraco do beneficio igual do ensino. Era
pois sobre os externos que devia recahir principal-
mente o augmento dos sacrificios pedidos pelo esta-
do s familias para memorar as condices dos cs-
tudos.
Mas esta medida nao poda ser appliea.la tic um "
modo uniforme a todos os lyceus. Convinha dis-
tinguir enlre os estabelecimentos situados as cidades
populosas, coinmerciantes e ricas, c os que perten-
cem a localidades mais pobres. As relribuicoes
podiammaisfacilraenie ser elevadas nos primesros, a
jiisncaeoiiiteresse bem entendido dos estabdecimen-
los exigiam pelo contrario que- se abaixassem nos
segundos. All onde os estabelecimentos livres hi-
tara pela modicidado de seus precos tanto como pe-
los esforeos de scu ensino, era mistar que o estado,
eiii'.irregado de dctriinar e conservar por luda a
parte o nivel da educaco nacional, podesse sHSlen-
tar em caso de necessidade esta concurrejicia pelos
mesmos raeios que a linham creado.
Vossa Magestade permittio q'ue segundo estas vis-
las, eu elaborasse um projerto que modificaste se-
riamente as antigs tarifas do ensino secundario. '
Para lodosos estabelecimentos, o% proco da pulsan*
do alumno externo eslava elevado cm urna propor-
co bastante consideravol. O proco da penso sof-
fria iauilx.Mii para cora alguns um pequeo aug-
mento, compensado por urna redoeco em fator de
27 lyceus situados as cidades menos ricas. Os
precos variavam semindo as divisoes, menores na
dviso inferior e na" de'graramatica, mais elevados
na dviso inferior criara as classcs de malhemaii-
cas especiacs. Resultara dos clculos da adminis-
tracao, que as novas tarifas deviam procurar om .
augmento de receitas de 800,000 fr. pooeo mais
ou menos. O governo reservava urna parte dolas
para a creacao de nevos lyceus.. Emp/egava urna
outra parte na inelhoraVem condico dos professores.,
A dviso dos lyceus em muitas ordens desapareca;
dando lodos o mesmo ensino, formavam todos a
^niusuia classe. De hoje em diante um fuucciom-
rio dedicado aos seus devores, quo o amor do solo
natal; tos lacos de familia, os cuidados de ara mo- l
deslo patrimonio o prendessem era um lugar, poda
esperar ahi e receber as justas recompensas do ao-
verno. O adantamento eslava sugeilo a regrasti
xas ; a escala dos, ordenados era iMabelecida se-
gundo o valor e duracao dos servidas c a pelo
cargo. Finalmente como a metade das mribui-
coes pagas pelos extenios e perto da decima parte
do valor da penso devia ser dislsnada aos pro-
fessores, resultava dahi um augmento., eonsideiavcl
nos ordenados. Em troca deslas vantagens, o pro-
jecto jmpuuha aos funecionarios a obrigacao de se
cousagrorem cxclusiyamenle s suas fnneroes; .to-
das as classcs, conferencias ou repeliroes os csta-
betecimentos particulares de inslrucco secundaria
Ihe eram prohibidas.
Este projecfo nao enconiroii opposico entre "os
dicfes de ostabolcciinoiiiosdo ensino, que veoabondo
das familias largas relribuicoes para educar seus li-
lhos, adiavam commoilo desencarregarem-se com
poucas'despezas desle cuidado lucrativo sobre a
universidade empobrecida. 0 conflicto elevado en- "
tro algunlntoresscs privados c o iuieresse geral foi
regularmente terminado.
O cotiseUio imperial no-prou dame das rocla-
macocs, de que o proprio ministro o havia prencen-
pado e deu sen voto ao projocto do governo. t)
COnselho de estado chamado por sua vez para o exa-
minar, emillio urna opino favoravel, denu de um
esludo, ltenlo. A reforma do rgimen financeiiu
dos lyceus se fez pois com o sufframo dos dous cu-
pos, ruja experiencia c sabedoria podem ser con-
sultadas pela administracao da instruceu publica.
Estas adheses preciosas eram a garanta do sueco-
so, que a providente socilude de Vossa Magestade
tinha preparado c nos poimittia, sem impar novos
oniis ao tbesouro, ter por toda a parlo recursos se-
guros ao servico dos lyceus do estado cas reformas
decretadas tela esclarecida razo de ^'ossa Magos-
tado.
XV
Eniquailoaadminisliac da inslrucco publica
realisava deste modo urna serie razoavd de melhora
menlos no systema da educaco secundaria, objecto
ha vinte annos de urna polmica apaixonada, esla
nao desprozava as oulras partes do vaslo dominio
confiado as seus cuidados.
No circulo da iiistriteori priiiiario, ella viEiava -
asiduamente a appticajSq da ledo 15 de mar^o
tic 1850 ; fazia nina pesquiza minuciosa sobre os
resultado-, que se pioduziaiu (neo a pouco, sobre
aslacunas, que podiam .iprcsuntar algumas dispo-
-icri,'s dmidosas ou.incompletas. Ja ella suppria
a islo com o decreto de I o de feveferod 1853, pa
ra regularisar aconeessa dos diplomas de oapaci-
dadae.
N^OMlisfeit de man ter a disciplina das escolas,
o^upava-se em tornar o ensino cada vez inais pro-
veiloso s classcs, que nao lecebiam oulro ; e esco-
las professioiiaes, onde a pralica dos empregos se
unisse aoS clementes das scienrias, eram proposlas
debaixo de seus auspicios, como uteis modelos s
di versas regios d imperio.
He principalmente para o alto ensino, que a r-
i forma do ensino "secundario chamava directamente
nus.-a altenso.
Asfaculdades, pda collaeao dosgraos, sao jui-
da educaco dos lyceus ; ellas lem as naos o *
nivel regulador, por islo o decreto de 10 de abril
de 1852 linha querido prende-las administracao
por lagos mais eslreitose mdhor difluidos.
Quando este decreto den s faculdades das lettras
um auditorio obligado, sujeitando os" estudar*>s ,|e
direilo a seeuirem dois de seus cursos, os professo*
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DIARIO BE PERNAMBUCO, SABBAOO 7 DE JANEIRO DE 1854
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res nao la ida rain em comprehender (fue sua rcspon?
sabilidade acabnya de creseer cora a influencia de
sua palavra, e quo novos devores Ihes erara irnpos-
los para coin as familias e para cora o estado. O
ensino superior nao poda de hojeum diante limi-
tar- a oflerecer ocisiilado o atiractivo de un pas-
salempo : devia procurar seu principal succcsso em
sua Solidez, ler monos era mira" divertir do quo
instruir. Mas como poda elle ser solido instruc-
tivo se mo eslava regulado e ordenado ? 'Aind
nao lia milito o titulo ura pouco vago das cadeiras
delonunava s o-scu objecto. e as lices doiprofes-
sor podiam a sua escollia coucentrarem-so em ques-
toes particulares do um intercsse eontestavel, ou es-
londerem-se indefinidamente com urna materia ira-
mensa, como a philosophia, a lilteratura, e a his-
toria. O decreto de 7 m.irrp de 1853, approvado
pelo consellio imperial da instrucr.ao' publica, deters
nuou Qom precisao o quadro das diflerenles parte-
do ensino.
Como o curio de direilo para os esludantes, que
se propanira para o grao de licenciado, comprehuiale
tres aimos, pareeo natural encerrar o curso da facul-
dado das lettras era um periodo do igual duracao,
durante o qual seas assiduos alumnos receberium
nina instruccao Iliteraria, que deveria estender-se
de boje em diante a todas as parles principaes do
"bjeeto do eusino. Nao podamos le o punsaiivm-
lo le impnr aos professores a obrigaeyo de ropresen-
tiir iim catalogo rido, peridicamente reproduzido,
dos fados abreviados das noces genios e suniina-
nas. O fin do ensiiin das lellras he desenvolver o
senliniento-du bollo c do bem, ampliar ou rectilicar
a sua ideia nos espiritos, e consolidar o seu princi-
pio as almas. Fra dcsconliecer sua missao c re-
banar de urna maneira deploravel rcduzi-la repe-
lieric peridica das raesmas licoes, simples leitores
supririam coinvantagem. Mas -concebe-se quo o
professor, lomando |ujr base osnionumentos clasi-
cos i la letleralura, as opeos fundamenlaes da liis-_
loria e da philosophia, podes ligar o seu ostudo a'
una idci;i, que varia todos os tres ranos, e que
um cada um dos periodos tricna.es, Ihe iwrraiue
|iercurrer com um novo ponto de vista, todas as
divisoes do ensillo.
Como o luto dos regulamenlos o exige, como
" inleresse da mocidade o pede, o curso forma as-
sim um lodo completo ; o ontretanto.'a liberdade,
os gastos, a aplidao especial dos 'meslrcs sao respei-
ladas, posto que elles-possam escolher livremeiite o
assumpto. principal de seu curso. He com estas
condices, proveitosas aos meslrcs como aos discci-
pulos, que o go\ruo njslabelcceu a regularidade e
a unidade no.onsino das faeuldades das lettras.
Ao iiiesmo lempo Vossa Magesladc estendia os
limites do alto eusino. Fundoou com salisfacao da
Cumpa inteira urna cadeira para o esludo particu-
lar das obras originarias de nossa vellia litleralura
franceza. O collegio de Franca possnio duas ca-
deiras nio dia da Europa ; estas duas cadeirasorain reu-
nidas a urna s, a qual levo por objecto a compa-
racao daslinguas e das litieraturas da Europa mo-
derna, lista conibinacao prmitlia eflereccr as me-
itHjoes da mocidade, em diffcreiites quadros, os
principaes objeelos de invesligacao da erudicao mo-
derna. De urna-parlo consagrando dous ensinos
distinctos aos ensaios ingenuos e aos modelos per-
tollos de nossa litleralura, salisfazia-se inteiramenle
i eurioskladc lab justicada de que n nosso ssculo
tem oxperiinenlado pelo secuto de San Luiz c ad-
miraco que nao deixou le profesor pelo secuto de
LuizXJV: da ontra parle remirado em um s cu-
sino o estudo das lilleraluras estiaiigciras, auginen-
_ lava-se iiinda o iuteressse. que ellas tem inspirado.
A nova direccao dadaao cnsno das literaturas so
referia alen diste no ponsameulo do nosso govemo,
as vistas mais extensas sobre a philologia e a gram-
inatica. a
Em ura lempo era que os cstudoH orienlaes aca-
bavam dedeseobrir a raiz rammuin dwdiaiectos do
tart-aJcule, pareca-ros que era diegado o moineii-
lo de abrir urna carreira nova aos liomcns laborio-
sog,jjue procurara as linguas, em suas retacos,
em suas liliaepes, o sogrodo dos earaelcres diversos
dos poyos, O deposilo mesmo do genio da humani-
dade. Ja o plano dos esludos secundarios compre-
liemlia nOces elementares de granimalica compara-
da* iras linguas franceza, latina agrega, que de-
via ser dado aos discpulos da q'ualru classes. Ksla
disposioao escripia nos regulameuloslicaria estril, se
os meslrcs formados pela escola normal nao tivcssem
sido preparados para o novo cnsino, ^ue, Ihe era jv>-
dido. Nao liesilei por slo de resiabelecer no seio
tudos juridicos, Vossa Magcslade julgou a reforma
til e se den pressa elh a decretar. Havia na fa-
culdade de direilo de Paris urna cadena de direilo
constitucional, cuja creacao remontava ao armo do
1837 quo o ensino de Mr. Rossi tiuha honrado, e
que linlia Gcado rauito lempo depois dosoecupada.
0s servidos que esla cadeira poda prestar crio
muito consderaveis ; as materias quo ah se deviam
ensillar perleneiam, ronfurme fossem tratadas,
historia comparada da inslilicoes polticas, que
pouco coDvem transportar para o seio das escolas,
ou s exposicoes do direilo publico administra-
tivo, que he failo por um professor especial em to-
das as faeuldades. Em vez dcsle curso, live a
honra de propor a Vossa Magcslade que instiluisse
na faculdade de Paris urna segunda cadeira do Ins-
tituas de Jiisliniano, quo o decreto de 4 de fe\e-
reiro da 18o3,sanccionado pelas deliberacesdo con-
staba imperial da inslrucco publica, gcneralisou o
ensino e beneficio.
Por esto regulamenlo o ensino normal do direilo
romano foi dividido em dous annos ; ellefoi consa-
grado a cxplicaoo das instituas de Jiistiniano, de-
senvolvida c completada por textos escolhidos no Di-
gesto; no Cdigo, e as Novellas. O curso das pan-
dectas, que nao exislio seno em Paris, era substi-
tuido por conferencias obrigatorias, as quaes os
liconciados em direilo, candidatos ao grao de dou-
tor, deviam-so habituar debaxn do direccao de um
professor de direilo romano, intelligencia dos tex-
tos de lpiano e de Paulo, que tem mais inima-
racnle unpo a philosophia a direilo. As pravas
publicas para o douioramenlo modificadas e desen-
volvidas pelos mesmos principios deviam compre-
hender de hoje em diante urna disserlucio sobre um
assumpio de direilo romano. Dobaixo da inspira-
cao dos eminenles jurisconsultos, que elle tinlia a
honra de contar cm sen seio, o consclho imperial
decidi alem disto, que a historia das inslilicoes e
dos principios do direilo publico e privado," aos
quaes se referen] os textos, precederiam a explica-
ce de cada titulo A instituas, de modo que for-
tifiquera no ensino intblico a alliancadajilleratura,
da historia o da philosophia.
.S. Salvador, rommaudanle o rnpilan-lenenlr An-
lomo (.arlos Figueira. l'assaseiros, Manoel do l.e-
sarr.il.lc, Jos Magalbaei l'errera c 1 eseravo,
iranciscn l'olieoiiio ile Si.uza Matialhaes, Mannel
Wt.oincs Lima, l)r. MsWl Adriano ita Silva
I oules, rcmisloclos liellino l'inlio, Nicolao Bruna
el lilho menor, Vicente Ferrcira de Meira I.ima,
IraiiciscnJosMoi.leiroHraa. Lourencn Pereira
,,. \Lmenlcl- Joaquim Jos ,1c Atmeida, Ma-
nuel Luis Ferreir, Jos Antonio Ribero, l)r. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, sua familia e I
ama.Or. Alejandre de Souza Pereira do Carino.iia
familia e 2 escravos, ('.aspar Aiilonin Vieira Gui-
maMes, as ex-praras Gregorio da Silva e Joo Jo-
so Kibeiro, os escravos Raymundo e Tobas a en-
tregar a Luiz Antonio Vieira. Segnem para n
norte : major .niz de Queiroz Coutiobo, sua
iniha e 2 escravos, capilao Joaquim Kerreira de
Souza Jacaranda, teoenle Leocadio da Costa Wcv-
me, aireres I'elinlo Elisio de Queiroz Coulinbo c
na familia, alferes Silverio Jos Nery, alferesA-
iiaslacio Antonio de Caria, Joaquim Wcndorf, |)r.
Silverio Fernandos de Araujo Jorge, Jos de llar-
ros Accioly Pimer.lele 1 eseravo.
Sacio saludo no mesmo din.
Calliao e ValparaizoBarca chilena Francisca, ca-
pilao Jo.iqnim Baas. carga assucar o luais gneros.
Siispcnileu do l.uneirao.
EDITAES.
H

da osela um curso esp<-iial de graramatica, supri-
mida dtiha muilos asnos, depois de lersido flores-
ceute e fraqueniadn desde o pnneipio. A cadeira
da bisloria da philosoj.hia amiga acaltava de ficar
vaga pela jubilacau' de,Mr. Cousin ; perdendo o
professor, cujo robme a linha illustrado, ella tinha
perdido sua principal razao do existencia, Vossa
Matestedo a reuni a cadeira de historia deohilo-
snphia moderna o creou em seu lugar urna cadeira
de grammatica comparada, a qual foi confiada a
Mr. Hasse. As doutrinas que a autoridado de um
tal estro ha de consagrar, nao lardarao a se espa-
ldar. Ellas penolraro pouco a |uco no espirito
dos professores, e acaba rao porchegar deoaixo de
nina forma pratica e elementar at osjvens que po-
voam nossos colegios.
Vossa Magestade achou ouira occasiao de reiven-
.licar para a Fratga ura ensino, do qual ella era o
Jjorcu, e que adoptado com ardor imr todas as na-
roes do Occidente, nao tinha recebido ainda entre
nos sua consagrado ollcial. A paleontologa, que
que Cuvier tinha creado, da qual o genio do nosso
secuto, se tinlia a|>oderado para penetrar na historia
da naiureza, mesmo alem dos lempos em quecome-
ea a histeria do hornera, lomou tinalnionte urna po-
siefio, grtkjag a vos, no Muzu "da historia natural,
cujas descobertas ella tem cornado, c enjo ensino
lem completado. Um Ilustro sabio, cujo nomo,
|r um privilegio parlicujar ao jardim das plantas,
resume os pmgressos feilos ha ruis do um seculn na
historia natural, dentara aga cm iyiia niortc pro-
malura urna ras cadeiras, que a botnica possuia
noMuzeu, e repela alem disto as'cadeiras dos ou-
iros eslabeleinenlos da capital.
Prescreveudo a todos os onlros professores da
mesma ordni, que supprisscm asIKeursoes scien-
lihcas, as quaes Ms, a Jussieu se tinha emprega-
'to ; ale onuio- vossn governo pode, sematacar una'
sciencia teo importante e sem impr novosencargosj
ao Ibespuro, dor urna prava de sua p'roloccao a un?
genero de trababas e de descobertas, em que se tem
assigualadoa acn.vhlado iutelleclual do nosso'se-
cute.
Ueste modo .1 administrado, por vossa., onlons,"
so esfoojava [ior desenvolver os-grandes esludos,
o saber austero e fecundo. O ensino publico, des-
viado de assumptos frivolos ou perigosos, era reeon-
.luzdo para caminlios onde poda alliar a precisao c
a medida com a profundidade, a solidez praiiea com
o esplendor.
O estudo do direilo pavicularmenlc querido"do
nssopaiz,eao qual o inminrial fundador da vossa
d> naslia commumcou um impulso lao poderoso e
Ihe deu lan vn.xs luzes, veio a ser por sua vez o o!>-
jecto de vossa alta solicitude. Quando as escolas
de direilo foro reslabelecidas no governo do Con-
sulado, a le, que as insiituia, collocou em pri-
meira ordem, entre suas cudeiras, a de direilo ro-
mano. A legislaeao romana <(ue mereceu ser cha-
raaila a tazao escripia, nao olferece sorrteme as no-
vas geraces os roodelos os fiis dignos de sua ad-
miracaoe >ile sc-m-sludo ; olla be a base principal
e o mais ulil rommentario das leis e da jurispru-
.lencia. franceza. A sciencia de que ella he o ol>-
t**o, grabas descobertas inesperadas e a pacien-
tes iixlagaces, terafeilodepoisdequarenla anuospro-
PC^ssosospantosos.e entretanto ella nao tem obtidoiio
seio|denostas escolas os dcsenvolvimenlos e a influ-
eucia,quesua marcha lao tapida "no exterior pa-
reca jUslificar. fias faeuldades dos departamentos,
ella nao era ensinada senao em um auno, dando
o professor urna analysc rpida dos rruatro livros
dasliismuuis de.JuHiniano, e completando o cur-
so, com o anx,hd>GaiUs; por4tauiI1M ,Ce5 su.
plemeniares sobre as aceces e sobre o procsso ro-
mano. O ensino em P,ris era menos incompleto
depois da creacao a urna cadeira especial, que tinha
por objecto a cxplicacao das pandectas, porem es-
ta cadeira sendo destinada aos discpulos do quario
anno, que aspinfvam o doutoraniento, a maior
parte doestiidanles tiraram pouca vantagem do cur-
so,'posto que fossem obrigados a segi-lo. Este
estado de cursos linha excitado desdo muito lempo
justas queftas da parle do todos aquelles homens
que nao erao indiflerenles a boa organisacao dos es-
S.s-t ~
Estes melhoraraenlos consderaveis, do quaes os
altos estratos uo lardarao a experimentar a salular
influencia, foro completados pela nova organisa-
cao, que me prescrerestes que eu desee s coramis-
soes instituidas no ministerio da inslrucco publica
para recebar os documentos inditos da historia
da Franca. As commissoes, cuja, creacao re-
monta a 1835, linha hbilmente dirigido as pu-
blicarles importantes, pelas quaes a repartico da
inslrucco derramou luzes nesjicradas sobre as par-
tes obscuras do nosso! annaes. Todava. a instilui-
can nao linha dado todos fruclos que o governo ti-
nlia direilo a esperar. Duas commissoes sera taco
entre si, partlhavam as indagaces ; una compu'l-
sava os archivos da historia civil, religiosa c lillera-
na ; a oulra osiudava os autigos monumentos da ar-
te nacional espalhadas pelo solo da Franca, e como
este duplo Iraballio de pesqizas tinha lugar isola-
11.-uuenie, e os sus resultados nao ero discutidos
nem exaraiuados senio por aquelles mesmos que
traban coneorrido para os preparar, resultava dahi
que, urnas vezes a paixao da archeoloaa, oulras
vezes urna indagacao muito curiosa de velbos tex-
to> ineilitos arraslava o governo a publcacoes vo-
lumosas, cuja despeza nem sempre era-justificada
peta ulilidade. Alini de dar urna dirocao mais re-
llectida as indagaces e segurar era melhor emprc-
gode recursos solemnes devidos influencia do es-
tado, importava por em presenca de lodos os gneros
de esludos, archeologia, historia, lingistica, e cha-
ma-Ios para se inspoccionarcm reciprocamente por
urna deliberaco commum. O decreto de ldosc-
temhro de 1852 transformou as antigs commissoes
em tres seccoes, a de philologa, a de historia e a
de archeologia, reunidas debai.xo do nomo do com-
iniso dalingua, do historia e das arles da Franca.
Entre os projectos cuja realisaco aileslar a c-
lividade e o carcter inteirameiite' patritico e. lute-
rano, que foram commiinicados a nova conimis-
sao, Vassa Magesladc me penniltini que cu men-
ciono a collccco dos cautos, populares da Franca,
que o vosso decreto do.t3 de setembro de 1852
me ordeuou que preparas. Amaras innaces
que, voltailo os espirites para asanligas e gloriosas
fias as tradicesda patria, connumera para exaltar
o sum mente nacional, era em (ira digno d solic-
lude de um principe, rujo poder o paiz todo aca-
bava de consolidar por seus suffragios unnimes.
A commisso por seus irabalhos engenhosos c j
ailianlados, me poz em estado de poder prestar logo
urna publica liomenagcm a esse
genio wiciiro do
mp de Franca, sobre o qual vosso governo /un-
dou c o restablec raen lo duradouro da orde:
bliia- IConl nuar-se-hal
Pii-
COMMERGIO.
PitAVA DO ECIKE 5 E JANEUIQ AS 3
I1URAS DA TARDE. \
Cotacfics olllciaes. \
UescoHte de letras a vencerem no crrenle mez9
por. cenlo ao anno.
u _. ALFANDEA.
Rendimonlo do dia 1 a 4 .
dem do dia '5 ...
36:579*551
13:3533649
49:9333203
netearregam hoje 7 de Janeiro.
Barra inglezaMeleor bacalbo.
Barca porluguezaUratidaolagedo.
mportacao.
, Brigue-inglcz Titania, viudo de Terra
signado a James Crabirce & Companhia,
o secuinlc:
2.0 barricas bacalbo ; aos mesmos consgnala-
Barca in-leza Meleor, viuda de Terra Nova, con-
signada a James Crablree & Companhia, aianifcstou
oscsiuiilc:
2,700 barricas bacalbo
rios.
2 caira viibo Champagne; a Dcane Voulc*
l.ompanhia.
CONSULADO GERAL.
Iteudiinento do dia 1 a i
dem do dia 5 .
Nova, con-
maiiifestou
aos mesmos consi.znala-
3:70.")8i6
4718.501
4:1778347
DIVERSAS PROVINCIAS.
Keudimenlo do dia la 4- .
dem do da 5 ." .'
2 I7080G3
37SI
Exportacao'.
Valparaizo, barcaChilena' francisca, de 969 to-
neladas, comluzo osentele: 4,500 saecas com
27,421iiTohas e 28 libras deassucar, 14,6(>5 arrobas
ileinallc viudo de Paranagn.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAESDE PERNAMBCO.-
Kcndiioenlo do dia 5 307*680
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnlo do da la*.....7:3073517
dem do da a 2:3708204
9:6778721
MOVIMENTO BO PORTO.
Marios entrados no dia 5.
Pirahiba2 dias, biale brasileiro Flor dn Brasil,
ueiredo, equipagem 5, carga loros de marajuc ; ao
mesmianicslre. Passageiroa, Fortunato Ferreira
da Silva Mulatinbo e Silverio Jos Uladeira.
Terra Nova36 dias, brigue inglez Spray. de 244
toneladas, cnp^ao Henry Reper. c(|uipasem 13,
carga bacalbo ; a James Crablree A Companhia.
Hambiu-gn41 dias, paladn inglez Ulyitet, de 136
tonelada, rapilao M. Callirhan, equipaaem 8,
carga fazemfa e rnais gneros ; a N. O. Bieber
(i'inpaiihia.
Coraaragibe2 dias, biale brasileiro .Yuro Destino,
dn 21 toneladas, musir Bstevo Ribeiro, cquipa-
aem 3, carga assucar; a Jos Martoel Maiiins.
1 assaaciros, Francisco Pacheco Soares. Jos A Ivs
da Silva Rogo, Tbomaz de Aqnino Lopes do Nas-
cimenlo. Braz da Luz Cosa Rio, Marcelino Jos
le Mrllo.
Triosle.Perano e (ibrsllar 76 dias, o do ullimn
prtejb. Irca brasileira Sorle, de 332toneladas,
capiiaoAirionioPeretM'da Costa, cnuipaaem 17,
ulda! ,"Jelri*>; a Mc- Calmont&Compa-
Atoeio sahos no mesmo dia.
Rio Gf arate do Sul_Brigue bra8,eiro D A[f
carAao Launano Jacmlho de Can-albo, cania sal i
poina.
Marselba-Barca franceza Adolphe e Laure, capilao
Augusto E. Re/.onls, carga acucar '
Navio* entrados no dia 6
Philadelpbia41 dias. patacho americano /i, F. />-
per, de 167 toneladas. capSo Eduard Keny,
equipsgeni 9, carga farra ha de Iriso e mais gene-
ros; a Malhens Austin & Companhia
Sydney115 dias, barca inglvx-Birkshire, de 600
toneladas, capilao Lindscy 1. Filian, equipacem
19, carsa azeile de peixe ; a Mc. Calmonl Com-
panlna. \ eio refrescar esesne para New-liedfard
Fundeou lioulem no iameirao.
Rio de Janeiro e portes intermedios10 dias e 13
horas, e du ullinio porte 18 horas, vapor brasileiro
O lite). Sr. inspector da tbesouraria provincial
em cumpriineiiln da resolugao da juula da fazenda,
manda fazer imldico, quo no dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, permito a mesma junta, vai nova-
menle i pracs par ser arrematada a quem por me-
nos lizer, a obra do acode da povoaco de Bezer-
ros, avahada em 3:8455O0 rs.
A arrematarn ser feila na forma dosarls. 24 o
27 da le, provincial n.286 de 17 de maio de 1851.
e snb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremala-
CHo, compardeam na sala das scssotfs da mesma jun-
la no dia i cinia declarado, pelo mciodia, compe-
tcniemcnle li'abeliladas.
E para conslar se mandn adixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853, O sccrelario,
Antonio Ferreira d'Anmtnciacuo.
Clausulas especiaes para a'arremutartio.
i." As obras desle acude, serao feilas do. confor-
midade com a plaa e orcamenlo, apprnvados pe-
la directora em conselho, eappresenlados a appro-
vac.-io do Exm. Sr. presidente, importando em
3:8i8>00 rs.
1.' O arrematante dar comeen as obras no pra-
zo de 30 dias c terminar no de seis me/e-, conta-
dos segundo o arl. 31 da lei n. 286.
*." .". pagamente da imporlancia da rrematarao.
ser dividido em tres partes, sendo uma do valor de
ilousqninlo-i.jpi.indo houver fcilo melade da obra,
oulra igual a prime-ira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira. de um quinte, depois do um
anno, na occasi.la da entrega deliniliva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas, scguir-se-ba oque deter-
mina a le n. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provincia
em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda Tazer pnblico, qus no dia 23 de
fevereiro prximo vindouro, vai mnmenle a praca
para ser arremaladai a quem por menos lizer, a obra
dos coucerlos da cadeia da villa de Garntaos, ava-
hada em 2:2195250rs. A arrcmalacao ser feila na
forma dos arligos 2i o 27 da lei provincial n. 286
de 17 demato do 1851, e sobas clausulas especiaes
abaixo copiadas.
Aspessoas que se propozerem a esta arremataco,
comparecam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma tbesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meto dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mudou allliaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnnnciacSo.
Clausulas especiaes para a rrematarao.
l.aOsconccrlos da cadeia da villa de Cranbiins,
far-so-hao de conformutadecom o ornamento appro-
vado pela directora em conselho, e presentado a
approvacaodo Exm. Sr. presidente, na imporlancia
de $2499280 rs. '
2'" O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e deveri concliii-las no de seis
me/es, ambos contados na forma do artizo 31 da le
n. 286.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
O que Ihe Cor determinado pelo respectivo engenhei-
ro, uao s para boa execuc.lo das obras, como cm
ordem de nao inulilsar ao mesmo lempo para o ser-
vido publico lodus as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremalaro,
(era lugar chi.tres prestaces iguaes ; a l., depojs
de feila a melado da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na entrega deliniliva.
5.. O prazo de rcsponsabUidade sevde seis me-
zcs, ,
6." Para luda o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
. Antuirio Ferreira da Annunciacjio.
. O IRni. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, cm comprimcnlo da rcsoluco da Junta da fa-
zenda, manda tozer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindoiiro.vo novamente u praca para se-
ren arrematadas a quem por menos Jizer," as obras
necessarias a fazer-se junte ao acude de Caruar.
avalladas em 1:9808000 rs.
A arremcljcao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de mate do 1851,
e seibas clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoasqne se propozerem a esta arremalaro,
comparecam na sala das sessesjla mesma junta, no
da cima declarado, pelo ineit dia, competente-
mente habilitadas.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pemam-
biico 17 de dezembro jle 1853. O secretario, a.
Ferreira d'AnnuncUica'o.
Clausulas especiaes para a arremalariio.
1. Os Irabalhos da conservarlo perinaneuleda es-
Irada da Victoria sero execulados de conforridaile
com o ornamente approvado pela ilrertoria era con-
selbo, e apresenlado a ajiprovacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um auno, e ua
importancia de 5:5178601).
2.a O pagamente da importancia d'arremalacao
ser dividido em prestacoes mrnsaes de urna duod-
cima parle, visto do certificado passado pela di-
rectora das obras publicas.
3. Para Indo o que nao esliver delerminliiln as
presentes clausulas c no orcamenlo; seguir-se-ha o
sua fa- | que dispoc a lei provincial o. 286.Conforme.__ O
secretorio, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda I'a/er publico, que no
dia 19 de Janeiro prximo vindouro, pcranle a un-
a da fazenda da iiresma Ibesouraria, se ha de arre-
malar a quem por menos li/cr,-.i obra dos coucerlos
da cadeia da villa de Serinbaem, avahada em
2:7508000.
_A arrematarn ser frito na forma dos arls. 24c
27 da lei provincial n. 286 de 17 d maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaro
comparecam'na saladas sessoes da mesma junto,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas. '
E para coustar se mandou allixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesouraria provincial do Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira d'.innunciaciio.
Clausulas especiaes para a arremalarSo. -
1.a Os qoncertos dn cadeia da villa de Serinbaem
far-se-liao de conformla.le com o orcamenlo, ap-
provado pela directora em conselho o apresenla-
do a approvaeao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de 2:7508000.
2.a O arrematante dar principio asobias no pra-
zo de um mez, o dever conclui-las no de seis me-
zcs, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n.286. -
4.' O arrematante seguir nos Irabalhos ludo o
que Iho for determinado pelo respectivo engenbeiro,
nao s para boa exeruano das obras, como cm or-
dem ile nao inulilsar ao mesmo lempo, para o servi-
co publico, todas as parles do "edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalaro
lera lugar em (res pnla;fies iguaes : a pri meira de-
pois de feila a melade da obra; a segunda depois da
entrega provisoria;e a terceira na entrega definitiva.
5.a O prazo da responsabilidade ser de seis
m/.es.
6." Para Indo o mais que nao se acba determina-
do as presentes clausulas, nem no orcamenlo, se-J
guir-se-ba o que dispoe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario Antonio Ferreira d'An- i
nunciacao.
. O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cia!, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamente a praca para ser arrematada n quem
nrmenos lizer, a obra do inellioramejilo do rio
de Cioianna, avahada em 50:6008000.
A arremalaro sera feila na forma dos arls. 2* e
27*da lei provincial n. 2S6 de 17 de maio de 1831,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propourem a esla arremalaro,
comparecam na sala das sessoes da mesma junto
no dia .cima declarado,
lmenle habituadas.
E para conslar se mandou allixar
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secretorio, ^n-
tonio Ferreira d'Annunciaciio.
Clausulas especiaes para, a arremataeo.
1.a As obras do melboramenlo do rio de Goianoa
far-se-lulo de conformidade com o orcamenlo, plan-
las e perfis, approvado.* pela directora em couselho,
e apresontados a approvaeao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na mprlaucia de .50:6008000.
2.a O arrematante dar principio as obras uo pra-
zo de lies mezes e as concluir no de ties anuos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286.
3.a Duraule a execueao dos Irabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionas transito as cano-
as e barcacas ou pelo canal novo ou pelo Irillio ac-
tual do rio.
4. O arrematante s,egur na execuefo das obras,
a ordem do (rabalho que Ihe for determinada pelo
engenbeiro.
5.1 O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do primeiro anno, ao menos, a guara parte das
obras prompla c onlro lauto no fin do segundo au-
no, e (aliando a qtialqucr dessas condices pasar
uma mulla de 1:0008000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Ill.-n. Sr. inspector da. Ibesouraria provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da icia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranlc junta da liizcnd,, da mes-
ma Ibesouraria, se lia dearrematar i quem por me-
nos lir, a obra do acude lia Villa Bella da comar-
ca de Paje c Flores, avahada em 4:(lul80fj0 rs.
\ aireinataefio ser feila na forma dos.arls. 24e
27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as- clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
Cao, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
tenlemente habeliladas.
E para constar se mandou allixar o.presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro jje 1853.O secretorio,
.Intonio Ferreira d'Annunciarao.
isorio ; a terceira finalmente, de ura quinte depo-
do recebimenlu definitivo.
4.a Oarremalanlo ser abrigado acommunicar a
reparlico da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia lixo em que lem de dar principio a
exeriirao das obras, Berta como Irabalhar. se-
guidamente durante 15 dias.afim de que possa o en-
gciiheiro eiicarregado da abra assislir aos primeiros
Irabalhos. .
5.. Para lodo o mais que naoesver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o quo determi-
na a lei provincial u. 286, do 17 de- maio de I851.
Conlormc. O secretorio, Antonio Ferreira
a Annunciacao. *
O Illm. Sr. inspector da Ibesooraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exui. Sr. presi-
dcnle da provincia de 27 do corrent, manda fazer
publico, que nos dias 17, 18 o 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranlc a junla da fazenda da mesma Ibe-
souraria, soba de arrematar a quem por menos fi-
zeraobra denominada-do Tanquinbo na cidade de
(joiaima, avahada em W:008-)20 rs. -
A arremalaro ser feila na fauna dosarls. 21 e
2< da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta rrematara
comparecam na sala das sessoes da mesma juula.ios
das cima declarados pelo meio dia, comnetoiile-
menlc habilitadas.
E pasa conslar se mandou allixar o presento o pu-
blicar pelo Diario.
E para conslar se mandou alujar o presente c pu-
blicar pelo Diario. .
Secretoria da tbesouraria provincial de l'ernambu-
co 11 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunctaciio.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1. As obras necessarias a fazer-so junio lio acude
de Caruar pora evitor-se as liliracoes, serao excu-
iadasdccouformidadoromo orcamento approvado
peta directora em conselho capresenlado a appro-
vaeao do Exm. Sr. presidente 'da provincia ua im-
porlancia de 1:9808UO0 rs.
2.a As obras principiariio no prazolde ora mez e
lernunaru no de dous, coutadus conforme uiarl.3l
da le n. 286. -
3." A imporlancia da arrcmalacao ser paga em
duas prrslacoes iguaes, sendo a p-imeira quando
bonver feilo a melade das obras.easegunda na occa-
siao do recebinirnto.
4.a Para ludo o mais que mlo'csl especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha a lei n. 286.
Conforme.-O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O,Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cumplimento da"resohifao da junto da fa-.
zenda, manda fazer publico, que no dia 26da Janei-
ro proxijno vindouro. vai novmenle a praca para
ser-arremalado a quera mais'der. o rciidim'elllo do
imposto do dizimo do gado cavaltar nos municipios
abaixo declarados: .
I.imoeiro, avahado animalmente por 588000
Brejo, por .-KWK)
Boa-v isla e Exu, por 1988000
A arremalariio sera feila por lempo de (res anuos,
acontar do 1. de julbo de 1853 30 de junlio de
18>6. .
Os rtanles comparecam n, saladas sessoes da
mesma junla, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores compclenlemcnle babiIi(n E para cooslar se mandou aflixar o presento o pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da tbesouraria provlndal^de Pcruam-
buco 1/ de dezembro de 18)3.Qifecretsriu,
Intonio Ferreira Ua Annunciurao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria "provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correnle, manda tozer
publico, que nos dias 10, 11 12 de Janeiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem por me-
nos lizer, a obra do sexto Unco da estrada da Es-
cada avahada em 9:3268278.
A arrcmalacflo ser feila na forma dos arligos2#
ei, da ler provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da jnnla da fazenda
da mesma tbesouraria, nos dias cima declarados,
pelo meio dia. competentemente habilitadas.
E para conslar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. Secretoria da tbesouraria pro-
vincial de Pernainbuco 16 de dezembro de 1853.
O secretario. Antonio Ferreira d'Annunoiariio.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1/ As obras do sexto buco da estrada da Escada
serao execuladas de conformidade com a planto per-
fil e orcamento approvados pela directora em con- que no dia 26 de Janeiro prximo vmd'
seJho, esubmellidosaapprovaciodoKxm. Sr. prc-
sidenle-da provincia, imporlando em 9:3268278.
2.a No prazo ile 30 dias o arrcmalaule dar prin-
cipio as obras, devemlo-rouclui-lasno de um anno,
ambos contodos de conformidade com o arl. "11 da
lei provincial n. 286.
3.a A importancia da arrematacao ser paga cm
qualro preslacoes iguaes; a priraeira quando liver
a terceira parle das obras concluidas; a segunda
quando livor os dous torcos; a terceira quando liver
feilo a entrega provisoria; e a ultima finalmente
na entrega definiliva.
4. Para ludo quanto nao esliver determinado as
prsenles clausulas ou no orcamento, seguir-se-ha
oque dispe a lei provincial n.- 286. Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
.0 Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, cm cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai novainenle
a praca, peraule a junla daTazeuda da mesma tbe-
souraria, para serem arremalado- a quem pormenos
lizer, os irabalhos da conservarlo da eslrada da
Victoria, avahados em 5:5178600.
A arrematacao ser feila por lempo de um anno, a
contar do dia em que o arremaiante lomar conla
da eslrada, e sob ascondiroc abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaro.
comparecam na sala dos sessOes da mesma junla,* no
pelo meio dia, compelen-
o presento e
30 dias o dia fixo, em que tem de dar principio a
execuclo das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, alini desque possa u enge-
nbeiro cucarregado da obra usislir aos primeiros
Irabalhos.
5.' Para ludo o mais que nHo esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de mato de 1851.
Conforme.O sccrelario.
Antonio Ferreira d''AnnunciacUo.
O Illm.' Sr. inspector la tbesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mamla tozer publico que,no dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, peranle a junto da fa-
zenda da mesma Ibesouraria, vai novamente a pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do. concedo da cadeia da villa do Cabo, ava-
hada em 8258000 rs,
A arremalncito ser feila na forma dos irligas 21
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio do
IS'il, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das sessoes da mesma junto, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario. Secrelaria da Ibesouraria
provincial de Periiambucol5dedczembro de I8">:.
O secretario, Antonio Ferreira (Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.'
I. lis Irabalhos da cadeia da villa do Ca'bo far-
se-ho de conformidade com o orcamenlo approva-
do pela_ directora em conselho, e apresenlado a sp-
pru/aciio do Elm. Sr. presidente da provincia na
imporlancia de8258000 rs.
2. O arremaiante dar principio asobeas no prazo
de 13 dias, e dever conclu-las no do Ires mezes,
ambos contados de conformidade com o artigo 31
da lei n. 286.
3. O arremaiante seguir na exeruefio ludo o que
Ihe for prescripto pelo engenbeiro respectivo, nao
su para boa execuc.lo do trabalho, como era ordem
de nao inulilsar oo mesmo lempo para o servico
publico todas as parles do edificio.
4. O pagamento da imporlancia da arrematacao
verilicar-se-ba em duas prestaces iguaes : a pri-
meira depois de fclos dous tercos drobra, c a se-
gunda depois de aviado o orino de recebmeuto.
5. N'So baver prazo de responsabilidade.
(i. Para ludo o que nao se acba determinado as
presentes clausulas, nem no rrameulo, seguir-se-
ha o que dispoe a lei o. 286.
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira
d Annunciacao,
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provincial,
em cumprimento da resolurao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arrematacao da pintura
e alcatroamenlo da ponte da Boa-Vista, foi transferi-
da para o dia 12 do correnle.
Secretoria da Ibesouraria provincial de Pernamhu-
co. de Janeiro de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira a" A anunciara o.
Jos Candido de Barros,tiegociante matriculado no
tribunal do commercto, cnsul de S. M. I. de to-
das as Russiai, commandante do terceiro bata-
lliiUt da guarda nacional desle municipio, e pre-
sidente do conselho de qualiticirao da parochia
da Boa Vista ele.
caco saber quo da data do presente edilal a 13
das prchxirs comprar e mencionado conselho a fonc-
rionar no consistorio da matriz desla parochia desde
as 0 huras da mauha, ale as 2 da larde, como deter-
mina o arl. 10. das inslruci;es de 25 de outubro de
1850, e peraole o mesmo consclho deverito compare-
cer as parles nleressadas na qualificacao, alira de al-
legaren! seus direilos na forma prescriptapelas referi-
dos lostrucces. Quarlcl do coinmando do 3. bala-
IhSo da guarda nacional do municipio do Recife, !.
de Janeiro de 185t.-JM Candido de Barros, l-
ente coronel.
dirja-se ao capitao, naprarudo commer-*
cio.ou a Nov*aes& Coinpanliia : na ra to
Trapiche n. 34, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO-
O brigue nacional Elvira segu no
dia 10 do corrate para o Rio de Janeiro ;
s recebe iniudezas, passageiros e escra-
vos a l'rete: trata-ie com "os consignata-
rios Machado & Pinliciro, na ra do Vi-
gario n. 19, segundo'andar.
. Para a Babia seguir breve a escuna nacional
Titania, capilao Antonio Francisco llibeiro Padilba:
para carga e passageiros, (rala-so com os consignata-
rios Antonio de lmeida Comes & Companhia, na
ra da Cadeia do Becife n. 47, primeiro andar.
O brigue nacional Firma segu
para o Rio de Janeiro no dia 10 do cor-
ente : para o resto da carga, escravos a
frete e passageiros, rata-se com o capi-
tao, na praca do Commercio. ou com No-
va es & Companhia, na ra do Trapiche
n. i. >
PROSPECTO.
Obras completas* do virtuoso "e sabio
prelado, o cardeal patriarcha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vso jmuhear-se peta primeira vezas obras com-
plelas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal palriar-
clia de Lisboa, Saraiva de S. Lata.
O editor, berdeiro dos seus nianascriplos.entendcu
que prestara relevante servico s letras palrias, coi-
lisindo e communicaudo ppla imnr5n n. irah-.ii.....
DE SI*
HOJE 7 nE.I.W:iR0!.E,8:.
IEKCEIRA RECITA DA COMPANHIA JUVE-
NIC TAUEXSE ELTEKPINA.
Subir a scena o sublime melodrama-semisaero
pastoril que se intitula
A REVELADO' DO NATALICIO
DO
Clausulas especiaes para a arrematan^
1.a As obras deslevarude serao feilas de nnfor-
midade com as plantos c orcamenlo, appresentodos
ueste dala a approvaeao do Er,m. presidente da pro-
vincia, na imporlancia de 4:0W30U0 rs.
-!. Estas obras devero principiar no prazo de 2
ine/.cs, e serao concluidas no de 10 mezes, acoular
conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arrcmalacao ser paga
em Ires preslacoes da maneira seguint : i pnme ira
dos dous quintos do valor total, quando liver cou-
cluido amclade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavre.do o termo de reccbimcnlo pro-
Cla
1. As obras dos reparos a tozer-se no "lugar do
lanquinho ua cidade de Coianiia, serao execula-
das de conformidade com o orcamenlo ncsla dita
apresenlado i approvaeao do Exro. Sr. presidente da
provincia, na importancia de rcis .t:00&):!0.
2. No prazo do *)<) dias ser3o principiadas as
obras, o concluidas no de seis mezes contados seguu-
do o regulamenlo.
3.a A imporlancia, desla arrematacao ser paga
na forma do .cautamente n. 286.
4. Para ludo mais que uio esliver determinado
as presentes clausulas, sesiiir-so-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio da 1831.
Conforme.O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclorda Ibesouraria provincial,
a em riimprimento da ordem cloEun. Sr. presidente
- I da provincia de ;,do correnle,panda tozer publico,
inio vrfidouro, vai no-
rremalada a quem por
mente habeliladas.
para conslar se mandou allixar o presente
pnbhcar pelo Diario.
DECLARARES.
B 2.a
9 3.a
V J
As malas que deve
couduzir o \apor .
Saltador para os por-
tes do norte, principi-
aiu-se fechar boje
(<) a urna liara da (arde, c depois desea hora al o
momento de lacrar, recebem-se correpnndeucias com
o porte duplo.
Para conbccimcnlo de quem pona Uileressar,
se faz publico, que pele.capataz da estacao do Cupe,
foi remedida a esta reparica"o mu jangada de pes7
caria que alli fra lomada a mis individuos suspei-
!os; prevenindo-se que de lioje a 30 dias niioappa-
recendo dono, ser vendida na portad almoiaritodo
do arsenal de niarinha, para salisf.izer-se as despezas
que se bouverem feilo. Secretaria da capitana do
porto de I'ernambuco 5 de Janeiro de 1831.No im-
pedimento do secretorioJouo Roberto Auqusto da
Silva.
Aiinuncia-se pela mesa do consulado provin- O asento Oliveira tora leilo da mobilia eda
cial, que os 30 das uleis para a cobranca da dcima \ bella livrari, que foram do linado censul dos Eto-
i bocea do cofre dos predios urbanos das freguezias <" ''i -..--------------- .-j -
Dividido em 2 aclos e 6 quadros.
DESIGNACAO DOS QUADROS.
Acto 1.- Acto 2.-
! A reveloQo. < A jomada.
2- O convite. 5- A adoraran.
3- A reunido. 6- O festejo. '
A acQo soccede na Judca, nos anab Ules da cida-
de dH Belem, leudo principio em uma herdade, as
11 '. horas da nole de 21 de dezembro do anno de
4004 da crearlo do mundo, na noite seguinleao com-
pletar 24 horas.
A poesa, a msica, a dansa, e as decorarles, sAo
producresJos Srs. Modeste 1". C. Canna-Barros,
Orales, e-Vecchy e Dornellas. O actor do poe-
ma, de accordo com os oulros rlistos; se esforgou
em desenvolver o bom gusto e novo estyto oes diver-
sos pensamenlos, e pontos essencisea em que se fun-
dan o nexo e unidade do lugar e da atejo.
Na ra de Sania Isabel n. 13. casa do actor Santo
Rosa, eslao exposlos a venda os bilhetes, e no dia do
espectculo uo eseriplorio do llieatro, pelos preros
sesuinles:
Camarotes da 1. ordem para uma recito 63000
i) 88000
> 58000
33)000
Cadeiras asooo
Plat,i IgoOO
Parazo 600
O autor do melodrama, lendo omltido al limas
IMuagensinleressantes, para nao torna-lo moilo ex-
tenso, csl.i resolvido, a pedido de militas pessoas, le-
va-Io scena, da presente recito em diaule. lal qual
o compoz, e ornado com mais alsumas novas cante-
ras, dansas, ele, etc. ; assim como reunir na re-
presentado aquelles quadros que a anidado da
acjio o permillir, alim de dur-lhe mais brilbau-
lismo.
LEILO'ESl "
desla cidade e da dos Afogados, -se liualisam no dia
9 de Janeiro vindouro. ,
Paquetes franceZfes a vapor, entre Marse-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete hlice
I'Acrnir destinado
a salwr de lilarsclba
para a Babia e Bio de
Janeiro,e.-pera-sc nes-
de r
100 francos,
le porto boje.
Passagera para o Rio de Janeiro, cmara
200 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara derlfl
cmara de proa 75 francos.
A comida e os vinhos estoo comprebendidos ues-
tes prec.os.
Quem pretender dirija-sc ao eseriplorio de N. O.
Bieber & C. i ua da Cruz n. 4.
Banco de Peraambuco.
Era cumprimento da resolucao que abaixo segu ,
da assembla geral do banco de Pcrnambuco, para
leyaa elfeilo o complemento do capital ile dous
rail contosdo res, o reSpeclivo conselho do direccao
convida aos Srs. accionislas, a realizaran de 2 ale
I.) de Janeiro prximo, a enlrada de- 20 por cenlo
sobre o numero de accocs, com que a mesma reso-
luciio Ihes permute ficar.
Banco de Pernambuco, 22 de novembro de 1833.
O secretorio do conselho de direccao, Joiio Igna-
cio de Medeiro lego.
Resolurao. .
A assembla geraldo banco de Pernambuco, reu-
nida cm sessao extraordinaria, aos 26 de setembro
de 1833, resolveu adoptar as.proposlas offereciitas
pela direccao do banco, em data do 1 de asosto.pela
forma scguinle:
Arl. 1.-O consclho de direccao lira antorisadoe
levara eneilo o augmento mximo doca pilal,de-
cretado pelo arl. 2.- dos estatuios^
Arl. 2." As respectivas acres serio dislribui-1
das proporcionalmenle-por todos os seus socios.
Arl. 3.. A cbranla do importe das accfie sera
realisada segundo as preciscs da caixa, "o por de-
lebcracao do conselho de direccao.
Arl. 4." O conselho de direccao vender por con-
la do banco, as accocs que nao forero rcalsadas pelos
respectivos accionislas, nosprazosquo forem marca-
do, nao podendo todava vcude-las por preru menor
do que o par.
Sato das sessoes da assembla geral, em 26 de se-t
tembro de 1853. Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanti d'Albuqtiert/ue, presidente. Jos Ber-
nardo Galrtto Aleoforado, 1.- secretorio. ^no-
nio Valentim da Silva Barroca, 2.- secretario
Esta conforme. Jouo Ignacio de Medeiro* Re-
g, director secretario do consclho de direccao.
O arsenal de marinha admiti os operarios sc-
guinles : Para a ofiicina decarpinleiros. dous apren-
dizes de sexto classe. dous ditos deselima dito ; para
a de carpinas. dous mancebos de terceira elasse, ; j_
losde quarta dito, dous aprendizesde quiitadila. c
um dito de dcima dito ; para a de calafates, um
mancebo de terceira classe e um aprendiz de dcima
dita ; para a de polieiros, qualro aprendi/.es de nona
classe : para a de pedreiros, um aprendiz de selinia
Secretara da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 2 Antonio Ferreiradp Annuiuia'o. i classe, e vinte e dous -ervenios lrv'res. Secrelaria da
ausalas especiaes para a arremalaro. inspeceo do arsenal de marinha de Pernambnco 3
de Janeiro do 1834.No impedimento do secrelario,
Manoel Ambrozioda Conceicao Padilha.
O Illm. Sr. capito do porto, para torriar ell'er-
vasasdisposieoes do regulamenlo dos capitanas dos
porlos, manilado por em execurao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1856. manda, para coubeci-
menlo dos inlercssados, publicar os arligos seguinles
do mesma resulamento.
Arl. H.NingUem poder dentro do lilloral do por-
te, ou seja ua parle reservada para logradcuro pu-
blico, ou seja na parte que qualqucr tonha aforado,
construir embarcarlo de cobcrla, ou fazer cavas para
as fabricar encalbadas, sem que, depois da licenni da
respectiva cmara municipal, obtonba a do capilao
do porto, o qual a nao dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum damno ao porto.
Arl. 13. Ninanem poder fa7.er atorros ou obras
no lilloral do porto, ou ros navcuaveis.sem quo lenba
ublido licenca da cmara municipal, c pela capiliwia
do parlo seja declarado, 4 de feilos os devidos'
dos Luidos norte americanos J. I Cordn, cousislin-
do em obras muito iuteressanlese valiosas, cmpu-
tos nos idiomas inglez, francez", hespanhol ele.: sab- "ac*Mog e*"?,ceylrioulran para*ua impres-
gindo e communicando pela impresso os Irabalhos
de um.escnplor recento, que lano nomo alcancou
merecendo-o pela caslidade e elegancia do eslylo
pela imporlancia dos assumptos, e pelo fervoroso eol-
io das glorias nacionaes, amor e cuidado coustonle-
da sua vida patritica einlellectual.
Mesmo quando os tocos do sangue. e a gralldo e
saudade, devdasa memoria de um lio extremoso e
desvetado, o nSoobrinassem a empregr n'este.edi-
C-So o maior esmero, a idea de additor as paginas da
lilteratura contempornea rom ln vasto e inters-
sanies compo-icoes, Iracedas lias diversas provincias
do saber humano, haslaria para Ihe espertar o zelo,
ejrcdobrar a vigilancia.
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz uma
parl acha-se ainda indito, e be a maior; a oulra
enconlra-se dessiminarta pelas memorias da acade-
mia real das sciencias. qual originariamente foi des-
uada, ou corre avulsa em brochuras estampadas
por ordem c a custa da dislincla corporacSo, ou em-
lim vio a luz em peridicos lillerarios, cuja puMica-
co cessou ha muito. O editor, para a reimpressiio
e eiicorporac3o de lodos os cscriplus na collecfio das
obras completas, alcancou a prompla acquiescencui
da academia das sciencias, que timbrou por este mo-
do cm ajunlars antipas una nova prova de consi-
deraran pelo illuslrado socio, que leve a honra de
ser seu vce-presidcnlc tonto lempo.
As obras comptolas do sabio prelado abrangm va-
riadas materias, que por suas especialidades podemos
reduzr a Ires classes principaes:Memorias hist-
ricas e ebronotogicasmemorias e esludos filolgi-
cose miscellaneas-rnmposlasde noticias ecclesia-
lica, biograpbiasde alguns varitas notaveis porlu-
guezes, e emlim de Irabalhos acerca de objecto di-
plomalicos, archcologicos,ede muilosoutros ramos.
A publicaran principiar pelasMemorias Hislori-
cas-comprelicndendo o primeiro voiuine os estudia
e ensaios sobre diflerenles nonios histricos em di-
versas pocas de Portugal., Successivamenle conli-
nuarao a sabir os seguinles, ao a edico obliver a a-
ceilacao que se hsong'ear de merecer aos cultores
das letras e glorias patrias, formando (quanto pode
calcular-se) urna serie de onze a doze tomos de oilavo
francez, e 400 paginas de texto cada lomo.
A edico sera acompanhada de um julZo critico,
escripto peloSr. L. A. Bebello da Silva, e de uma
concisa noticia da vida 'do dislncto prelado, feila
peto ediior Antonio Correa Cntdeira.
Assgna-se para a eolleccao romplela as tojas da
vnva Berlrand e Filbos, aos.Martvris; e na do Sr,
Marlns Lavado, na ra Augusta n. 8.
Preco de cada volme por cs-
signalura............1J200 resfortes.
Avulso. ........ 19920 a
Declara-se que o volume ou vnlumes, que conlivc-
rem oensato sobre alguns synonimos da linguapor-
luguezae os Glosariose alguns oulros Irtba-
Ihos nao sero vendidos em separado.
Sobscreve-seB Pernambuco na lvraria o. 6 e 8
da prasa da Independencia, sendo o pagamento na
occasiao da entrega.
Antonio Luiz dos Sanios, faz patente o com-
mercio 0 ao publico cm geral, que, leudo feito soce-
daile com o seu antigo ioleressado, Antonio de Muu-
raKolim, no cstobclecimenlode lazendas da ra do
Crespn. II, e ra do Collegio n. 2, d'ora enidianie
a dila sociedade gj'rar soba firma de A. L. dea San-
tos A Rolim, sendo gerente da mesma o socio Rolim.
Na ra dasCruzes n. 40, taberna do.Campos,
vendem-se as melhores e mais modernas bixas
hamburguezas, e aluga-se, tonto por junio, como a
retaiho, por precos rasoaveis.
O Dr. Joaqun de Oliveira e Souza enaina a
Iraduzir, fallare escrever a lngua franceza : na ma
do Aragao n. 4.
Loteria da irmahdade de Nossa Senliom
,do Livi'arnento.
No dia 1 andam infallivelmeqle al rodas desla lo-
tera, seja qual for o numero de bilhetes que reste
por vender-se ; o rstanle dos mesmos esto venda
nos lugares dd coslume atoo dia 13.O Ibesoureiro,
JoaoDomingues'daSilca.
Precisarse ile urna lavadeira que d couheci-
menlo de sua conducta : na ra de Horlas, casa ter-
rea u. 62, com a frente pintada de azul e as porta-
das brancas.
Prccsa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia: a tratar na ra da Aurora passando a fun-
dirn primeiro porlo.
Os senhores que assig^iaram os Mrtires Per-
bado, 7 do correnle, s 10 horas da inauhiia, na casa
onde se acba o consulado dos ditos Estados Unidos,
ruada Cruz.
Leilao de fazendas inglezas, prazotlc 12
, mezes.
Barroca /cilas para o dia segiinda-tira 9 do correnle. s 10
horas da mauba, principiando por uma pofcfio de
madapolo avadada.
Joao Kellcr Companhia. faro leilo por in-
tervencan do asente Oliveira, de grande sorluneutn
de fazendas suissas, franrezas, e allemaas, tanto de
algodo, de hla, liuho, o seda, como as mais proprias
do mercado : lerca-feira 1(1 do correnle, s> horas
da inanha,!, no seu armazem, ra da Cruz.
AVISQS DIVERSOS.
COLLEGIO DE EDLCACAO' PARA
MENINAS,
correnle mez de Janeiro principiara os Irabalhos do
seu collegio particular, no aterro da Boa-Vista, so-
brado n. 8. A directora se acba habilitada com a
licenca do Exm. Sr. presidente da provincia, na con-
formidade com o dsposto no artigo 38 do regula
nclito provincial de 12 do. mato do anno de 1831.-
Esle collegio j foi visitado pelo Illm. Sr. inspector
do primeiro circulo Dr. Cypriano t'cnelon Giiedcs
Alcoforado. Espera, pois, continuar a merecer o
couceilo que Ihe lem grangeado o seu zelo e dedica-
Co na educaco das meninas confiadas aseos cuida-
dos. Assim como declara, que se eusinar todas as
prendas proprias a orna senbora, bem como ler c es-
crever, arlhmclira, grammatica nacional, geogra-
Kdiia, histeria universal, dila [lorlugue/.a, dila lira-
eir, mylologia, inglez, francez,.ler, escrever e fal-
lar, aualise luterana o grammatical de produccaoes-
colhida dos nelbores prozador9 porluguezes ;* dan-
sa, piano, costuras, lahyrinlhos, bardados de todas
as quididades. Admiltem-scpeusiuuistosemeias pen-
sionistas, e externas, ludo por preco muito coro-
modo. '
Faz-se qualqucr negocio com uma toja cora
puncos fundos, propria para qualquer pessua que se
queira estabelecer, por ser em uma das principaes
ras de commercio desla cidade : quem pretender,
cnlenda-so com Augusto Colouibier, ua ra Nova
n. 2.
Desappareceu no dia 1. do correnle o preto Be-'
nediclo, ciir bem preto, de idade de 30 annos. esta-
tura regular, bem parecido, com um denle da frente
iberio naturalmente ; ievou una calca pretil de pan-
no, c camisa do madapoln ; saberse que anda ga--
libando na ra : quem o pegar, leve-o fabrica de
iiagre, que ser recompensado.
Oderece-se uma mulla- para criar algum me-
nino empellido : quem precisar, dirija-se, ra das
Cruzcs n. 9-
Inslriicrao elementar.
Jos Bernardiiio de Souza Peixe professor particu-
lar de inslrucco elementar, previne aos Srs. pao de
seus aliimuos, que no dia 16 do corrente comeyam os
exercicios de sua aula, na qual continua a receber
alumnos nao s para serem leccionados as materias
proprias do eslabelecimenlo, mus lamban na lingua
franceza. As pessoas que se quizerem ulilisar do seu
presumo, dirijam-se ao largo do Terco, sobrado,
n. 139.
Attenro portuguezes.
Em os diflerenles jornaes do Portugal, tem vindo
publicados muilos arligos contra a aliciacao da geiUe
portuguesa, e entre elles bastantes do Pernambuco,
cuja leilura se recommendam, e sao: as Retirlas
Populares quarto volume ns. 26, 31, 35 e 4i, e na
Universal decitao primeiro volume, ns. 2, 3, 4, 9,
26 e 32: 12-. volume n. 23, oude se achara tam-
bera as differcnles penas applicadas aos capiles do-
nos de navio-i.consgnatenos e allciadorcs. pflo ouro
do lao revollanle Indico, e a todos aquelles que no
sao, so quizerem adianlar a leilura delles, podem
mandar receber 10 formas (80 paginas) que se acham
imprcssiis, mandando seos recibos para nelles se fa-
zerem ts competentes declaTaces.
Qoer-se alugar uma ama secca, forra ou capti-
va : na roa da Scnzala Velha n. i^, segundo an-
dar.
Traspassa-sc o arreudamento da toja c primeiro
andar do sobrado da ra do Collegio n. 18 : tra-
la-se na ra do Qucimado, toja do sobrado amarello
n. 29.
O Sr. Aulonio dos Sanios Vieira jera uma caria
na ra do Trapiche n. 34.'
Em 2 de Janeiro do correnle auno, desapparc-
ceram do engenbo Tapachra, freguezia de San-Lou-
renco-da-Malla, dous escravos : Luiz, crioulo. natu-
ral de (iaranbuiis, comprado ao Sr. Miguel Barros,
li.indeira. com ossignaes seguinles :cor meta fulla,
alio e.corpoleuto, cabeja redonda, bem barbado,oc-
eos srossos, ps c pomas compridas e seccas, e dos
do Rio do Peixe, cabellos annellados, alto, clieio do
corpo, roslo comprido e descarnado, beicos Anos,
e um lauto carrancudo, ps grandes e largos,
pernas finase tem marcas de relbu as costas, Ievou
roupa igual, suppc-se com marca F, foi com-
prado aoSr. Antonio Jos Kerreira : roga-se pois as
autoridades paliciaes e capiles de campo de os 'cap-
turaren!, e leva-Ios ao citado engenbo, ou nesta pro-
eja Antonio Joaquiui Ferreira de Souza, no paleo
do Carmo, taberna o. 1, que ser generosamente re-
compensado.
O collegio Sanio Alfonso principia os seus Ira-
balhos no dia 9 do correnle : nclle ainda podem ser
adinillidos alguns pensionistas c meios pensionistas.
Precisa-se por aluguel de uma preto escrava quo
salba tratar de crin ncas : quem a liver e quizer alu-
gar, dirija-se ao sobrado da ra de S. Fraucisco n. 8.
O abaixo assignado coraprou por conla e ordem
do Illm. Sr. Francisco Xavier Torres, do Para, um
bilhete inteiro da primeira parle da sexto lotera da
igreja do Lvrameulo de n. 3900, o qual fica em po-
der do mesmo abaixo assignado.
Jote Rodrigues Ferreira.
O encarregado dos terrenos de marinha, abaixo
assignado, vindo ao Recito do sitio onde eslpassan-
do o verSo. junio aosilio do Sr. Nicolao Rodrigues da
Cunda, perdeu norarainbo um ulficio com sebscrip-
to aolllm. Sr. Joo Gonralvcs da Silva, inspector da
Ibesouraria ; quem o achou queira enlreja-lo no dito
silio.ou na ra do Livramenlo r> 19, que se Ihe Pica-
r mui lo agradecido.
A irmandade dos Sanios Res, efecto na igreja
de Nossa Senbora do Rosario 'da freguezia de Santo
Antonio, nao podendo fazer a procissAo do dito santo
no dia 6 de Janeiro, raudou para o dia 15 do corre-
te, a qual procissio lem de correr as seguinles ras :
Dos, ra do Collegio, Queimado, Livramenlo, Ii -
reila, paleo da Penba, Santa Rita. S. Jos, ra Im-
perial. Augusta, de Hurlas, S. Pedro, ra eatreitado
Rosario a recolher.O Ibesoureiro por devocao,
Seterino da Obsta Lisboa.
O abaixo assignado, encarregado da testa de
Nossa Senbora da Conceicao, que se lem de fazer na
capella dos milagres em Oliuda, faz scieule aterios os
devotos, que a testa da mesma Senbora he domingo,
8 do corrente, com aquella pompa que Ihe frpossi-
vel; de imite tambera ha fogo de vista.
Januario Antonio Costa.
Precisa-se de um professor de primeiras lellras.
e de um criado : no atorro da Ba-Visto, toja n. 18.
Desappareceu no dia 29 de dezembro prximo
passado, a escrava l.uiza, de nacilo Benguella; lera
20 annos pouco maisou menos, bem prela, falla ex-
plicada ; Ievou sata de chita e panno da Guala; he
bem condecida nesta praca por ler o braco direilo
vilmente a praca para ser
menos lizer, a obra do acude de' Paje de Plores, I exames, que u3o prejudiram o bem estada do porto,
j ou ros, alada mesmo os eslaboleriineiilns nacionaes
avahada em 3:190,-jIKI rs!
A arrematarlo ser feila na forma dos arls. 24 c 'Ja miiri"]la ('f. guerra c_ os togradouros pblicos, sob
27 |l.i lei provincial u. 287 de 17 do maio do 1S3I,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiada.
As pessoas que se propozerem a esta arremalariio,
comparecam ua sala das sessoes da mesma Ibesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para conslar se mshdou allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco, 11 deuezembro de 1833__O secretorio,
Antonio Ferreira tVAnnuneiacao.
Clausula' especiaes para a arremalaro.
I." As obras desteacude serao feilas de confor-
midade rom as plantos e orcamenlo aposentados a
iipprovacao do Exm. Sr. presidente da provincia na
imporlancia de 3:1903000 rs.
2.a Eslas obras devorao principiar no prazo de
dous meses, e serao concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A imporlancia desla arremalaro ser paga
em Ires preslacoes da maneira segrale: a ori-
raeira dos dousqunlos do valor (nial, quando liver
concluido a melade da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o lermo de recebmcnlo
t=J^' Pe' 0 orpelenle- proveo o7a torcera fin -K^T
pois do recebimenlu definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communjear a
reparlico das obras publicas com antecedencia de
pena de demolicao das obras, o mulla alera da indciu-
uisacao do damno que liver causado.
Arl. 11. Ninguem poder depositar maderas lias
praias nem conservar ncllas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlilbaria. amarras ou
oulros quaesquer objeelos que embaracen) o transito
e servdo publica, anda que lenba licenca da c-
mara, municipal. E quando para o deposito c demo-
ra de toes objeelos der licenca o capilao do porto sem
prejuizo da sobredila sgrvidSo, s sa poder fazer da I
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
coulraventores, alm da mulla a que forem siijeilos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigados a fazer cscavar qualquer ara, que se acu-
mule cm detrimento Secrelaria da capil.tnia do porto de Pernambuco'3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secrelario,
.Manoel Ambrosio da Conceicao Padilfa.
aso de refrea-lo, concenle. coraescamhdosTcv- 1oec'a>"0 vento eIraze-lo emum lonco ao peilo :
nismo. quem a pegar, pude levar a ra do Oueimado, toja n.
r*L ... j~________- j 22, que ser recompensado.
Casa de commisso ae escravos. ,- ,.
X; .-.,-. l;,i.. ..,1. 1 l i Desappareceu no da 1. de setembro prximo
.Aa llia.JIlieiIa, sobrado de .) andai-es, ; passado. um eseravo de. lome l.uurcnco, cara larga,
baixo e grosso. falla de denles nfrenle, nemas gros-
saserahelludas: quem oapprehender, leve-o a essa
AVISOS MAUITIMOS.
.-Para o Rio de Janeiro vai saliir" com
a maior brevid.ide possivel o lindo e vel-
liuro patacho nacional Bom Jess do
(pial lie capilao Manoel Joaipiim Lobato:
quera no mesmo quizer corregarou ir de
passafjem e embarcar escravos a frete,
del'ronU do berro de S. Pedro, n. 5, fe-
cebem-se escravos.-de ambos "os sexos para
se vender de commisso, nao se levan-
do por esse trabalho mais do que 2 por
rento, e sem se levar cousa alguma de co-
medorias, oH'ereindo-se para isto toda
a seguranra precisa para os ditos es-
cravos,
Aluga-se uma ama pie tenha mili-
to bom leite, sendo forra ou captiva, e
sem lilho: quem estiver nista circums-
tanria, dirija-se ao pateo do Hospital do
Paraso, sol)rado n. 2.
JusTeixeira Bastos compruu por conla e or-
dem do Sr. Jos Francisco da Silva, de Sergpc, o bi-
lhete de ni 3860 da primeira parle da exla loteria
a favor das obras da igreja de Nossa Senbora do Li-
vramenlo; o por conla e ordem do Sfe Francisco Tei-
xeira Bastos, o bilhele da mesma lotera de o. 388.
Precisa-se de um sitio para um hornera sol-
leiro, rjo Manguinho, Capunga ou ponto de Ucba :
quem liver para alugar, dirija-se a esla ivpogra-
pbia.
praca em casa do Sr. Manoel Ignacio de Oliveira,
na pra^a do Corpo Santo n. 6, qUe ser generosamen-
te recompensado ; ou so engenbo Levada, na pro-
vincia das Alagoas, freguezia de Camaragibe, a seu
propietario Tbomaz Jos de dusino Lira.
.Nodia 30 de dezembro perdeu-se da praca da
lloa-\ i-la alea ponte do Varadouro, uma (rouxraha
contendo um palito e uma calca de brhn Irancado
branro de liuho,cuma camisa com peilo de lhn,
ludo novo o embrulhado em um lenco de hubo :
quema acltiiu, qiierendn reslluir, leve'-a a ra do
Mondego n. 54, que sen! bem recompensado.
' Precsa-se de um bomem para feilor de enge-
nbo e campo, que d conbcciinenlo de sua pessoa ;
no engenbo novo de Muribeea.
O Sr. Antonio Jos de Freilas (iuimariles nao
pude sabir para o Kio de Janeiro, como fez publico
peto Diario n. 3 de 4 do correnle janeiio, sem que
primeiro nao v pagar o 8lngoel da casa m que mo-
rn, na ra das Trincbeiras, ao seu proprielario Ma-
noel Itibeiro da C.unha Oliveira, o qual pedeai se-
nhores do regislro embarassem siia sabida at apre-
scnlar reribo do mesmo proprielaio.
D. l.uiza Armes de Andrade Leal faz ciento
aos pais de suas alumnas, que as ferias lindam>se no
da 10 de Janeiro correnle,e que abre aula no dia 11
do mesmo raez.

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.r-
%
DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBADO 7 DE JANEIRO DE 1854.
JOSK' RANDE',
enlranrador de cabell da casa imperial,
avisa ao respeitavel publico desla cidade, faz colla-
res, pulseira*. brincos, aunis, correnles para reo-
slos, giboias, cordos, Iranselins, larobcm se faz. flo-
rcsjde cabellos, c quaupiei obras que deseja : no
trro da Boa-Visla, n.:.
Precisa-so lugar una ama que saiba lavar,
eugoiumar, cozinhar e fazer lodo o servico de urna
asa de pouca familia : na ra' Direila n. 1.111.
AO PUBLICO.
O abaixoassignado pharmaceu-
tico approvado pela faculdade de
medecina do Rio de Janeiro, ten-
do comprado a botica da ra No-
va desta cidade n. 5o, que loi.do
finado Joaquim Jos Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o.pharmaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer-
rara, faz publico a seus fregue-
zes e a quem convier, (pie nella
o acharao sempre prompto a qual-
quer hora para aviar toda equal-
quer receita, para dentro, ou fu-
ra da cidade, com a maior preste-
za e iidelidade, por acliar-se sor-
tido das melhores e mais recentes
drogas ltimamente ebegadas.
Jos da Cruz Santos-
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
, CIDADE.
Paulo Gaignou, denlisla rerebeu agua dunli-
frice do Dr. Pierri*, osla agua contienda como a rae-
Ibor que tem apparecidn, ( c (cm inuilos elogios o
sen autor,) lem a propriedade de conservar a bocea
choirosa e preservar das duros de denles: (ira o
gosto desagradavcl que. d em peral o charuto, al-
gumas golas desta n un copo d'agiia sao suflicien-
les; lainbem se achara p denlifrirc eveelleiite para
a conservaoo dos denles : na ra larga do Kosario
n. 36, segundo andar.
Bichas.
Alugaro-sec vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confenle a ra das Cruzes n". 10.
O abaim assignadu, na qualidade de socio ge-
rente, e liquidatario da entnela toja de fazeudas, de
Andrade & Amara!, na ra do Cabug u. 11, fax ver
aosdevedores ao dito eslabelecimenlo, que venham
satisfazer seus dbitos na ra Nova n. 27, nnaoseu
caixeiro Jos Joaquim Lopes Pcreira Guimaraes, que
he o nico por elle aulorsado a fazer ditas cobran-
cas amigavel ou judicialmente.
Joaquim Antonio dos Santos Andrade.
Tendo sido descoberto no Rio de
Janeiro, um falsificador do .verdadeiro
Xarope do Bosque, os senhores R. C.
Yater & Companbia, gerentes da nica
casa que recebe da America do Norte a-
quelie virtuoso q tao acreditado remedio,
lem requerido o castigo de um tal abu-
so pecante os tribunaes d'aquella corte, e
recommendado aos seus agentes as mais
provincias do Imperio, para terem a
maior vigilancia em qualquer introduc-
eo do falso, e que annunoiando tal des-
eoberta que tanto damno causa ao res-
peitavel publico po se lhes vender
um medicamento com que nada apro-
veita para qualquer padecimento, como
el les, por se perder o tao bem fundado
coDceito que o mesmo remedio tem go-
sado,pelas sitas muitas virtudes, repitam
osannunciosdaseasas em que tema ven-
da o dito Xarope, dehaixo da su cuida-
dosa vigilancia ; sendo n'esta cidade ven-
dido smenlo por miudo, o verdadeiro.
XAROPE DO BOSlE.
Na botica de Bartholomen Francisco'
de Souza, ra larga do Rosario
n. 38.
Iiarrafas glandes 5$50 rs., c as peque-
. as a .".s'000 rs. urna.
Sendo fabo todo o*que nao for vendi-
do n'esta casa ; pois em um dos ltimos navios do Hio de Ja-
neiro urna porcao do mesmo falsificado ,
eos agentes vao tratar de descubrir os au-
tores dessa introduccao para acusa-los pe-
ante os tribunaes.
AVISO ao commercio.
Os abaixo assignados continuam
a banquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinbeiro, ou a prazo, conforme
se ajusfar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche n. 48. Ros-
,tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
sao ao respeitavel publico que abri-
[ ram no da 5 do corrente mez u
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senliores Jos' Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de S-
queira Pitanga, para venderem
ai", atacado e a retalho.
CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPATHIGO.
N. 11 Ra das Cruzes N. 11
Consullas lodos os dias desde as 8 horas t.
da manhaa al as 2 horas da larde.
t Visitas aos domicilios das 2 horas em ^
diantc. /.
as molestias agudas c graves as visitas "P*
() serm feilas a qdalqucr hora do da ou da Wk
Wf As senhoras de parlo, principalmente, w)
( sero soccorridas com religiosa promp- (#
y lidao. 22
:$) Dr. Sabino Olegario f.udqero Pinito. &)
sssssss@@s&
AVISO JURDICO.
A segunda ediejao dos primeaos elementos para
lieos do foro civil, mais bem corrigida e acrescenla-
da, nao so a respeilo do que altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, interloculorias c di-
finilivas dosjulgadores; obra essa loo iuteressante
aos principiantes em pralca que Ibes servir de lio
conductor : na praca da Independencia n. 6 e 8.
Qualquer cidadao porluguez, residente nesla
cidade, que julaue til e honrosa a conservado do
consulado porluguez em as pessoas dos Illms. Srs.
Joaquim Baplisla Moreira e Miguel Jos Alves, he
convidado a declarar seu nomo neste Diario, alias
erilende-se que lodos os julgam mos em pregados da
nacan portuguesa, e muilo criminosos depois dos a-
contecimenlos de patacho Arrogante. Isto servir
para melhor pedir ao governo porluguez o seu llovi-
do castigo.
Pedc-se ao fiscal do hairro do Recite, que le-
nha a bondade de laucar suas vistas sobre os quin-
taos de laboas cabidas que existen) na ra de Apollo,
sendo hoje urna das ras principaes do Recite.
Manoel Herede, subdito argentino, residente
nesla cidade desde setembro do anno passado, segu
para Macei no primeiro vapor que cbcsai do norle,
em companhia de seu amo, o Dr. Francisco Jos da
Silva Porlo. r
Precisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimenlel; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
CONSULTORIO IIOIIOPATIIICO.
Gratuito para os pobres.
I A'o Recife, ra do Trapiche Novo numero l.
O DR. CASANOVA lem aberlo osen con-
sultorio no Recife, onde poder ser procu-
rado a qualquer hora do da.
N. B. As pessoas que no frem pobres,
[pagarao pelo Iralamcnto de 5 a 203000 rs.
( nao excedendo de dous mezes.)
JoJo Baplisla Moreira faz scicnle ao commer-
cio, que confirma os annuncios inseridos no Diario
n. 1, 2 e 3, pelos Srs. Viuva Amorim & Fi|ho, rela-
tivos.asna sahida da casa dos ditos sehhores.
Precisa-se de nina ama para comprare coli-
ndar, para cas* dehomem solleiro : a tratar na ra
doQueimadon. 18 A.
. OSr. Jos Francisco Mamede de Almeida ap-
pareca na cocheira que fui sua, para se lhe fallar, na
ra da Cadeia do Sanio Antonio n. 5.
Roga-se ao Sr. fiscal respectivo, lance saas vis-
las sobre as eilremidades da pontezinha dos Reme-
dios, (lie a ltima de pedras) que volla para a Passa-
gem; porque all se esto quebrando as molas de
quantos carros alravessam da Passagem para os Afb-
gadoa.
' Aluga-se mensalmenteumescrvopedreiropa-
ra Irabalhar em qualquer obra nesla cidade ou fura
lella : a tratar na ra das Trinchoiras no carlorio do
cscrivo do jur>.
Madama Routier, modista franceza,
ra Nova, n. 58,
lem a honra de annunciar ao respeitavel publico,
que acaba de receber de Franca um lindosorlimenlo
de chapeas de sedando ultimo goslo, manteletes pro-
tos e de cores, romeiras de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para vestir-so por bailo de pa-
lito, chales pretos, camisinhas para senhora, man-
gnilos bordados, manas prelas de seda a imilacao de
Monde, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilhos, loques, grosdenaples prelo
muilo fino, selim maco prelo.'chamalole prelo, eu-
tremeio bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
tes de babados de vestidos de diversos desenhos, um
sortimenlo de plumas para chapeos e laucados, vesti-
dos de btoude para noivas, flores de lnrangeira, ca-
pellas muilo Gnas, ricos chapeos de (eltro para moti-
lara, chancos de palha da Dalia muilo finos, lindos
chapeosiuhos de sida para meninas, lencos de mao,
lencinlios de seda para pescoco de senhora, bicos de
bliHide verdadeiros. e de diflerenles larguras ; na
inosma casa Tazem-se vestidos de baile e casamento,
onfeiles para cabera, chapeos, e em geral as modas
mu mais perfeicao de que nunca, e preso muilo ba-
rato.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
. tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimenlo
'de' fazendas, finas e grossas, por
prectfs mais bni\os do
tra pialquer parte, tanto em poi-
j. coes, como a retalho, aflian^ando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinacao com a
maior parte da casas commerciaes
inglezas, francesas, allemSas e suis-
as.para vender fazendas mais em
contu do (|uc se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tageus do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao punlico em pe-
ral, para que venham (a' l>em dos
seus ntersses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Aviso.'
J. Falque, dono da Fabrica de chapos de sol, si-
la na ra do Collegio n. 4, faz scienle ao respeita-
vel publico desla cidade, e em particular aos seus
freguezes, que elle abri nm deposito dos ditos ob-
jeclos de su fabrica na ra da Cadeia do Recife
n. 17, onde ae achar sempre um grande e variado
sortimenlo de todas as qualidades, lmannos, gostos
a prcros, lano de seda como de panninho, para ho-
rneas e senhoras, assim como bengalas de diversas
qualidades, baleias para vestidos e esparlilhos para
senhoras, lambem se recebe qualquer chapeo deso
para se cobrir de novo oh concertar, o que se far
com muila presteza e acoio, c quanlo ao preco be
muilo mais commodo do que em mitra qualquer
parte.
Aluga-se um bom silio no logar doCordeiro, i
margem do Capibaribe, com boa casa do \ venda,
estribara para :l cavallos, casas para pretos e feilor,
pomar ejanlim, aisim como baixa's paracapim : na
ra do Queimado n. 30, ou no armazem de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia n. 4.
Baile mascarado.
Na ra Bella, n. 36, ha uina pessoa que se encar-
rega de aproroplar vestuarios completos de lodas as
pocas e giisios, para os bailes mascarados do Carna-
val. As pessoas que se quizerem prevenir com lem-
po, dirijam-se a dita casa, n. cima para fazerem
suas encommendas. dando as mesmas pessoas as fa-
zendas que Ibrem do seu agrado, mi deitando i esco-
Ihado cncarregado da obra, que nao obstante estar
bastante habilitado para oxeen lar os mais difliceis
caracteres de vestuarios, qur serios, ou grotescos, af-
lianca que se esmerar por bem agradar" as pessoas
que lhe contiarcm laes obras : a mesma pessoa tero
para escolha dos donos dos vestuarios sortimenlo de
figulinos de todas as nac/ies, em todas as pocas e
lambem dephaulazia.
PARA UM VIL E INFAME CALUMNIA-
DOR VER.
A irmandade de Nossa Senhora do Ter-
co, a excepcao do Sr. Dionlzio Hykirio
Lopes, julga nada dever aoutra qualquer
pessoaate o dia 16denovembrode 185.1,
por dbitos contrahidos pelo ex-thesou-
reiro Manoel Jos de Souza, ou e\-secre-
tario Jos Pinto de Magalhes :~*e porm
alguem julgar-se credor, dirija-se a ra
das Aguas Verdes n. 102, para ser pago.
O Sr. Cincinato Mavignier tem uma-l
carta na ra do Trapiche m 56, segundo
andar.
RETRATOS PELO ELECTROTVPO.
No aten-o da Boa-Vista n. 4, terceiro
andar.
.A. Lellart, lendo de se demorar pouco lempo nes-
la cidade, avisa ao respeitavel publico que quizeruli-
lisar-se de seu presumo, de aproveilar os poneos das
que lem de residir aqui; os retratos sero lirados
com loda a rapidez o perfeicao que se pode desejar ;
no eslabelecimeuto ha retratos a mnslra para as pes-
soas que quizerem examinar, e esl aberlo das 9 ho-
ras da manhaa al as i da tarde.
A casa commercial de Joaquim de Oliveira Maia,
de Pernambuco, avisa ao Sr. Joaquim de Oliveira
Maia para se dirigir a prar,a da Independencia n. 24
a 30, para lhe seren entregues duas carias, e enten-
der-se sobre a mudanca de nome para evitar engaos
que possuin apparecer.
Precisa-se alogar ama ama secca para desma-
mar um menino : na ra larga do Rosario n. 33. .
Precisa-se de um cozinheiro ferro ou captivo, e
lambem urna prela para engommar, e para o servico
interno de urna casa; dirija-se i ra do Trapiche n. 8.
Charutos finos de S. Flix
Na ra do Queiinado, O. I!>, lem che-
gados agora ir Babia, os verdadeiros
charutos dcS. Felis, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
preco mais commodos do pie em outra
parte.
Primas para rabeca,
a40 rs. cada urna, muilo novas : na ra do Quei-
mado, loja n. 49.
ROB LAFFECTKUR.'
O nico autorizado por decisuo doconselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
i.alleoleuY, como sendo o nico aulorsado pelo go-
verno e pela Real Sociedade d Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secrelo, est em uso na narraba real desde mais
de fiO anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com |iouca despeza, sem mercurio, as flecroes da
pclle, impingens, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; con m aos
catbarros, da bexiga, as contracefles, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingeccoes ou de
sondas. Como auli-M phililieo. o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem iucessanles sem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das injeecies que represen-
tan) o virus sem ncutralisa-lo. O arrobe Laflccteuv
he especialmente recommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio, e ao indurlo
de potasio. Vende-sc em Lisboa, na botica de' Bar-
ral, c de Antonio Feliciano Alves de Azevcdo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovvcau-
l.anecteuv 12, ru Richev a Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na'Bahia, Lima & lrmos; em Pernam-
buco, Sonm; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magates Leit; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Coulo & C.
Vende-se m casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara,' de homem
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de caraos.
Relogios de ouro patente inglez. .
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundicSo d'Aurora acha-se conslanlemente um
completo sortimenlo de machinas de vapor, lano
d alia como de baia presso de modellos os mais
approvados. Tambcm se apromptam de encommen-
da de qualquer forma que se possain desejar com a
maior prestaza. Habis omciaes serio mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como tem de
coslume afianjam o perfeito trabalho dellas, e se res-
ponsabilisam por qualquer defeito qtJ.e possa nellas
apparecer durante a primeira satra. Muitas machi-
nas de vapor construidas nesle eslabelecimenlo lem
eslado em constante servh-o nesta provincia 10, J2,
eal 1 ti anuos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas al nenhiins absolutamen-
te, accrescendo que o consumirlo do conbuslivel lie
mui mconsideravel. Os senhores deongenho, pois,
eoulras quaesquer pessoas que precisaren) de ma-
chinismo sao respeilosamente convidados a visitar o
estalieleciniento em Sanio Amaro.
c se-
Deposito de tecidos da fabrica "
de todos osSntos, na Baha.
Vende-se em casa de Domingos Alves
Malheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodao transado daquella
fabnca,'muilo proprio para saceos e rou-
-pa de escravos, assim cmo Oo proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muitp commodo.
SALSA PARMLIA.
DE
COMPRAS.
Precisa-se de urna ama qno saiba cozinhar para
casa de familia : no alerro da Boa-Visla. loja de cal-
cado n. 58.
-VDesappareceu para o lado do Forte do Mallos
um elieieu ; quem o pegar e quizer entregar a seu
ihmo, que Eraiilicarn bem, dirija-se i ra da Moda
n. 1, no Trapiche,
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
VENDAS
,. ALMAMk.
,- Saino a' luz a foihinha de algibeira,
contando alm do k alendar i o o regula-
meato dos emolumentos parocliiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com .IDOjengenhos, alem de outras noti-
cias estatsticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo artigo preco, e sim por
400 n. ; vendende-se tnicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um braco Romo novo, proprio para
rplinae.iii ou armazem de carne : n na do V'igario.
In. t.
Vendem-se sacras com muilo superior caf da Ier-
ra, po* menos preco do que em nutra qualquer par-
le: na na da Praia, armazem de carne, n. 22.
Vende-se urna esrrava orinla, de boa figura, ro-
ziuha, ensomma liso, cnsaboa, lava e faz lodo servi-
co com perfeicjlo e se alliane.i oao ler molestia, neni
vicio : (iefronle da matriz da Boa Vista, quina do
Hospicio, n. 88.
Vendem-se 10escravos,sendo: dousmolecoles
de boas figuras, de idade 18 anuos,' um dclles boni
copeiro com principio de marcineiro, 1 escrava de 18
a 20 anuos de idade, engomma, .-o/inlia, faz laby-
rinlbo, horda t marca, 4 esoravas de lodo o servico e
3 ditos do scrvic.0 de campo : na ra Uireila, n. 3.
MADAPOLAO' BOM, A 39200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na roa da Cadeia Vellia n. 21,
primeiro andar.
Na ra do Queimado, loja de ferragen
n. 50,
vende-se oseguinle :bacas de lalaode todos os la-
manhos, finas fechaduras de porta para embutir, su-
perior folba deFlandrcs, chapas de latan de lodas as
grossuras, ditas de ferro galvanisadas proprias para
tanque, bules e cafeleiras de melal principe, facas e
garfosrom o cabo do mesmo metal, ludo por muilo
razoavel preco.
) endem-se 2 prelas com algumas habilidades,
e scpile afianoar a boa conduela, a raztlo da venda
se dir ao comprador ; 2 negrinhas proprias para um
pai faer prsenle a urna filha, pois sao muilo lin-
"1 Pwdinho escuro proprio para pagem, de ida-
de 13 airaos ; e 1 crioula propria para mucama por
ser muilo geilosa para este fim, veste bem urna senho-
ra e lem algumas habilidades, entre ellas oengom-
nwr: na ra da Gloria o. 7.
As numerosas cx|iericncias feilas com o uso da
salsa parrilha em lodas as enfermidados, originada
pela impureza do sangue, o o bom e\ilo oblido na
corle pelo Illm. Sr. lr. Sigaud, presideulo da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixolo cm sua Clnica, e em sua afa-
niada casa de saude na Gamboa, >clo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do exercilo c |Hir va-
rios oulros medico*, permitiera boje de proclamar
altamente as virtudes eOlcazes da
SALSA PARRILHA
BRISTOL.
ola.Cada garrafa conlcm duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Brislol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassiiun.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se um grande silio na estrada dos Afllic-
los, qoasi defroote da igreja, o qual lera muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de planlacocs, baixa para
capim, e casa de vivenda, com'bstanles commo-
dos : quero o pretender dirija-se ao mesmo silio a
enleuder.se com o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimenlel, ou a ra do Crespo n. 13, no
escritorio do padre Antonio da Cunha e Figuei-
redo.
ARADOS DE FERRO.
Na fundi(;ao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
BOTICA
CENTRAL HOVEOI'ATMCA
51 ra da Cadena, do fecife, 1. andar 51.
Dirigida pelopbarmacenUco approvado,
profeuor em homeopathia Dr. F.
de P. Pires Ramos.
Nesla bolica ge encontrara os melhores e
mais acreditados medicamentos homopathi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exarli-
dao, pelo pharmaceulico approvado e profes- R
cor em horacopatbia Dr. Pires Ramos, sob as ^
ndicacOes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralicado ha 4 annos, lodas as regras da phar-
niacia horoopathica.
Os medicamentos desla botica, cuja elfica-
ca tem sido verificada na longa pcalica do
Sr. Dr. Sabino, e re- utilcenla por todas as
pessoas, que delles lem feito Uso, exercem
urna tirando vantagem, sobre todos os que
por ahi se venden, a qual consiste tanlo na
promplidao des seus ^efleitoa, como na qua-
lidade de se conservaron! muilo lempo sem
soflrerern a menor alteradlo ; o que os tor-
na muilo recoinmendaveis, principalmente
para o mato, onde nem sempre ha facilida-
dc-dapcovisao de novos medicamenlos.
Existem carleiras de medicamentos em
tubos grandes de fino crvstal de dill'erenles
presos, desde 12000 al 1203000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dynami-
sajoes, e riqueza das caixas.
Cada vidro de tintura da quinta d) -
namisaco........o^floo
Cada lubo de medicamenlo 1$(HX)
A. II.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Piuho se presta a dar esclarccimenlos a
todas as pessoas, que compraren) medica-
mentos nesla bolica, na ra das Cruzes. n.
II.
)anhia-ina-
Vendem-se cerca de 800 formas de folba de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levan)
tres ariobas cada urna : vendrni-se muilo em couta
panj/echar : na ra da Trapiche n. 3.
" Na ra do Vigario n. l), primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e llanta, como
scjaui, tickes, niodinhas tudo mixlcniissiino ,
chegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MLITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de i., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhi
ra do Trapichen. 3.
PARA NAO'ENTRAR EM BALANCO.
Vendem-sc cassas Iraiicezas escuras,
cores fixas, muilo finas, e de bonitos pa-
dres,a520rs. a vara ;,dam-se amostras
trazendo penhores : na ra do Crespo
n. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pola
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muito
novo, cera em anime c em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pera, oovissima.
.Vende-se orna loalha de primoroso labyrinlho
ero cambraia de linho : na ra do'Rangel, u. 59, se-
gundo andar.
Vende-se urna armarn de loja do miudezas,
bombalcao, camlhos envidracados, lodaa madeira
de louro.e tudo em bom eslado, e por commodo pre-
co : no aterro da Boa-Visla n. (6, padaria.
No paleo do Carmo, taberna n. I, yende-se
muilo boa alelria. a 210 rs. a libra.
Vende-se por preco muito com-
modo, no armazem n. 7 de caes da
alfandega, de .lose Joaquim Pereira de
Mello, ou no escriplprio de Novaes &
Companhia na ra do Trapiche n. 54.
28
. RA DAS CRUZES.
_ No consultorio do professor homcopalha
bossel liinionl. acltam-so venda as obras
ceguinlcs: .
Secunda edieco dos elementos de ho-
mopalbia ; revista consideravelmenle
augmentada, e redigida de proposito para
os principiantes que quizerem de boa f
experimentar a nova medecina. 9000
I rol amen lo I minen patinen das
molestias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo. 1J000
Palhogenesia dos medicamenlos
homopalhicos brasileiros e poso-
logia homopalhica, ou adminis-
traao das doses..........3f)000
. OBRAS EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
rina ,.............103000
Organon da arle de curar. 75000
Iralamcnto das molestias chro-
n'"s...............188000
Novo manual completo do Dr.
Jal'r................14&000
Memorial do medico homcopa-
th................ 35000
Medicamentos.
Urna rarteira com os 24 princi-
paes medicamentos (tubos grandes)
e a segunda ediccao dos Elementos
de homeopathia.......200000
Urna carleira com os 24 princi-
paes medicamentos.....1OJO00
i,raudo sortimenlo de carleiras
de todos os tamaulios por precos
commodissimos.
1 lubo de glbulos a*lso 500
1 frasco de >, onca de tintura a
escolha...........18000
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rita
da Cruz, cm Trente ao chafariz.
tiUARDA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven- jR
de-se loda a qualidade de objeclw para o far- S
dame*to dos senhores ofliciaes da guarda na- jjS
cional, assim como para primeira e segunda fs
linlia, ludo por muito commodo proco.
Na loja de miudezas, na entrada do Rangel, n.
11, junto a loja de cera, vende-se o seguinle: nom-
ina em saccas de i arrobas, penas de orna em libras;
assim como um relogio de sala de muito superior
qualidade, e por baixo preco.
-* Na ra do Crespo, loja n. 6, se dir quem ven-
de um moleque de 13 a 14 annns.
Vende-so urna taberna as Cinco Ponas, bem
afreguezada para a Ierra, e com poneos fundos, pro-
pria para principiante : vende-se por seu dono se
querer relirar para lora: a tratar no paleo do Terco
Vende-se rap de Lisboa ; os senhores fregue-
zes que eslao costumados a tomar a boa pitada, nao
o deixarn demandar buscar i ra do Vigario n. 12.
ANTIUIDADE E SUPERIORIDADE
DA '
SALSAPARRILHA DE RRISTOL
abre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dato des-
de 1832, elcm constantemente mantido a sua re-
putacuo sem necessidade de recorrer a pomposos
annnncios, de que as prepararoes de mrito podero
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitas ivejas, e. entre outras, as dos
Srs. A. R. I). Sands, de New-Vork, preparadores
e proprielarius da salsa parrilha condecida pelo no-
me de Sands. ,
Estes senhores solicilaram a azenria de Salsa par-
rillia de Brislol, e como nao o podessem obler, fa-
bricarain urna imitacao de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 do abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nomo apreciavel senhor. i
Em lodo jo anno passado temos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
V inc, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
.-iquclles que a tem usado, julgmos que a venda da
dita medicina se augmentar muitissimo. Se Vmc.
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos resultara muila vantagem, tanto a nos como a
\ me. Temos muilo prazet que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, c se S'mc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou roosa scmclhnnle, teriamos
muito prazer em o ver cm nossa bolica, ra de Fui-
Ion, n. 79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
GONCLUSAO'.
1. A anliguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente, provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Brislol.
2.Asuperioridade da salsa parrilha de Brislol
he incoutestavcl; pois que nao obstante a coucur-
reucia da de Sauds, e de urna porcao de outras pre-
paracoes, ella lem mantillo a sua reputarn em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias feilas com o oso da
salsa parrilha em todas as enfermidados originadas
[>cla impureza do sangue, c o bom exilo oblido nes-
ta corte pelo Illm. Sr. I)r. Slsaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Ajflonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamina casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permittem boje de pro-
clamar allamenle as virtudes elicazs d.xsalsa par-
rillia de Brislol vende-se a 33000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a" bolica
franceza da ra da Crn. em frente ao chafariz.
Na ra da Cruz n. 15, segnndp andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de cou%de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolins; ludo por
pre^o commodo.
^ .Os mais ricos e mais modernos cha- (2)
(A Peo le senhoras se enconlram sempre X
y? na loja de madama Theard, por um preco *J
I mais razovel de que em qualquer oulra
parle.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DR. P. A. L0R0 M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
tiomcopalhica J2T O NOVO MANUAL DO DR.
. II. JA II K ^Sl tradiizdo em porlugdez pelo
Dr.P. A. Lobo Moscozo: quatro volumes encader-
nados em dous. 208000
0 4- voliimc ron leudo a pathogenesia dos 144
medicamentos que nao foram publicados saldr mui-
to breve, por eslar muilo adianlada sua impressao.
Diccionario dos lernios de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia, ele. ele. encadernado. 49000
Urna carleira de 24 tubos, dosmelbores e mais bem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
obras cima......... 408000
Urna dila de 36 tubos com as mesmas 458000
Dita, dila''e 48 tubos. ...... 505000
Dita do 144 com as ditas ....... 1008000
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira..... ....... 108000
Ditas de 48 ditos......... 20(XX)
Tubos avulsos de glbulos >..... I3O00
CAL V1RGEM DE LISBOA.
Vende-se cal nova em pedia, chegada
hoje no palbubote Lusitano, por muito
commodo pi-eco: na ra dorapiche n.
15, armazem de Bastos lrmaos.
Vendem-se cm casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguiote:
vinho deMarseilleera caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em uovellus ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de railaOsorlido, ferrainglez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburguez : na
roa da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de men-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro .batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-s# a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bleber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
POTASSA DA RUSSIA.
Vende-se superior potassa da Russia, e
Americana, por preco muito commodo:
na ra do Trapiche n. l, armazem de
Basto limaos. .

POTASSA.
/

wmo deposito
pedra, pro-
do Recife n.
nova, cou-
\ende-se urna porcao de eslcios que foram da
poqlodosAfogados, que serven) para abrumas esta-
cadas: quem quizer dirija-sta ra Direila dosAfo-
gados n. 13.
Bcpoiito da fabrica de Todo os Santoi na Babia.
Vende-se, ero. casa deN. O. Biqber &C, na rna
da Cruz n._% aleoda trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos do assucar e'roupa de es-
crav os, por preco commodo.
Vendem-se lonas, brinzaO. brinse meias lo-
nas da Russia : no.armazem de ti. O. Bieb'cr &
Companhia, na ra da Cruz A. 4.
Taixas para engaitos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
'Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda/ por
preco commodo e com promptidao' :
amlarcam-se dt^carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-sc urna cabra (bixo) com baslanle leile,
c duas crabitinhas: a tratar na Lingoeta, n. 2.
Vendem-se relogios de ouro, pai
tente inglez, os melhoras que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 36.
Agencia de Edwln Maw.
Na ra de A pollo u. 6. anrSizeiu de Me. Calmont
& Companhia, uclo-se coustanlenieiili; bous sorti-
iiienlos de taixas dafoirii coado e balido, lano ra-
sa como fundas, tuneadas motilas lodas de forro pa-
ra animaos.auna, elei,(lilasparan miar era madei-
ra de lodos os Miiianhosc modelos osinaisinodornos,
machina liorisonlal para vapor cora forra de
4 cavallos, cucos, passadeiras de ferro esliihado
para casa de purgar,por menos preco ueosde co-
bre, esro vens para navios, ferro da Suecin, e fo-
lhasdc llandres ; ludo por barato prcro.
Vende-se a loja de calcado da ra Direila, n.
18, com algum caliedal c muilo boa armaran enver-
ni-ada, cuja loja crasa lerrealou)commodos para fa-
milia : a Iralarna mesma.
Moinhos de vento
com bomba sdcrcpuxn para rcaar hollase baixas
de capim, na fundicao de D. W. Bo\vmun:ua ra
doBrurrins. G, 8e0.
Vende-se nm resto de exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, vei-sao portugue-
za de D.Carlos Guido,y Spano : na ra
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Vende-se um prelo d 10 airaos; de boa con-
duela, nao lera vicios nem achaques.ou lambem per-
mula-se por nma prela que lenha as habilidades ne-
cessarias, que he cozinhar cncommar e ensaboar, c
tudo hite-com perfeicao : quem quizer esle negocio
dirija-se a ra das Cruzes, n. 20.
Vende-se rap bom de Lisboa, as libras e a re-
lali.o : na ra das Cruzes, n. 40.
Vende-se urna casa terrea de pedra e cal, chaos
proprios. na cidade de us l.inatrn Cantos, a casa que faz quina, a Iralar na
ra do Liw-ameulo, u. 10.
GANTOIS PA1LHKTE & COMPA-
| NHIA.
Conlinua-so a vender rio .deposito geral da
roa da Cruz n. 52, o excellenle c bem con-
rciluado rap arcia prelada fabrica de lian-
luis Pailhole & Companliia, da Babia, em
4$ .mudes c pequeasporces, pelo proco oslabe-
locido.
respeite-samente annunciam que no seu exlenso es-
tabelecimento em Sanio Amaro, continua a fabricar
rom a maior perfeicao e promplidao,toda a qualidade
de machinismo para o oso da agricultura, navega-
c.m o manufactura, e que pal a maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, (em
aberlo em nm dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na ra do Brum, alraz do arsenal de marraba.
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlo.
All acharao os compradores um cmplelo sorli-
menlo de moendas de caima, cora todos os mellio-
ramentos i alanos delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de mu i los airaos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
taixas de lodo lamauho, tanto batidas com o fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, femos de ferro batido para farinba, arados de
ferro da Inais approvada conslnn-cao. fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadonhn
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iutelligenle e habilitada para receber todas, as en-
commendas, etc., eh>, que os annunciautes contan-
do cora a capacidade de suas olucinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
execolar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os modelos ou desenhos, e iuslruc-
Ces que lhe forem fornecidas-
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior llauella para forro descllins, che-
gada recenlemente da America.
Vende-se bom capim de planta, no silio da
Trempe, sobrado n. t.que tem'taberna por baixo ; e
ahi mesmo precisa-se alugar dous escravos que sir-
vam para vender na rua fruclas e hortalices; paga-se
bem e bom tratamenlo: quem os tiver, dirija-se ao
mesmo silio, que achara com quem Iralar.
Vende-se vinho de Bordeaux, Chaleau, Mar-
geau, SI. J ulien, branco. Uraves & Haul-Sauterncs
lano emqaarlulascomo engarrafado, vinho do Por-
to e C.liampasiie, ludo da melhor qualidade: ua rua
da Cruz, n.5.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 53000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porjao : na rua da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
Pautse toalhas.
Vendem-se palils de brim de linho de cores,
bem feilos, a W e s cada um ; loalhas de panno
de linho do Porlo, proprias para roslo a 800 rs. cada
urna c a s u duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para loalhas de mesa a 2$
a vara: na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por prejo commodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 17, primeiro andar.
Vendem-sQ na rua da. Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feilas no Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
Os martyres pernambucanos, victimas da li-
berdade, as dnas revoinco'es ensaladas em
1710 c 1817, por um laso pernambacana ( o
padre Joaquim Dias Martina.)
-, Acaba de sabir a luz a primeira parle desle im-
rlorlanlee curioso trabalho, al hoje indito. He a
biographia de lodos os pernambucanos preeminen-
tes que enlraram. ou de qualquer modo se compro-
metieran! na revoluto dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817 escripias as acones
de laes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, c que anda, hontem conhecemos
lodos na consregacao do oratorio de S. Filppe Ne-
ry, como um dos ltimos, e mais esliroaveis mem-
bros dessa vcneravel casa. O padre Joaquim Dias
dcixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhaudo-os a grandes traeos ; e lero
ellos sem duvida um grande mcreriineulo para a
posterdade, quandoos honver de julgar serene :
o desaliaba do historiador.
NSo ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : coulem mais de 600 arlisos.
Acha-se a venda no pateo do Collegio, ofliciua de
encaderuaco.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
\ cenle Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. I). Sands, cilindro americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla pra^a urna grande por-
cao de frascos de nlsa parrilha de Sands, que so
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem ara 11 le lar os consu-
midores de tao precioso talismn, de calor ueste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela maodaquelles, que anlepocm
seus ntersses aos males e qslragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqni chega-
da ; o nnnuncianle faz ver qno a \erdadeira se ven-
de nicamente em sua botica,na rua da Conceicao
do Recife n. 61 ; e,'alm do receituario que acoro-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
sen nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nusc.rrpli) sobre o invollorio inipresso do inesmo
frac
Vendm-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruzar. 20, aisade
L. Leconte Feron & Companhia.
Vendem-sc saccas de familia de
mandioca, superior, chegada ltimamen-
te oRio de Janeiro : 110 largo da*Assem-
ble'a n. i.
Vende-se no armazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o segun-
te: selns inglezes, ditos ditos elsticos,
siIhoespara montana de senhora, cabeza-
das de couro branco, lanternas para
carro ecabriolel, arreios para dito de 1 e
2 cavallos, malas para dito, de"5 folhas,
cixos para dito, de patente, candelabros
de bronze de 5, i e 5 luzes.
Na ruada Cadeia do Recife n. 60,. armazem de
Ilenrique Gibsun, vendem-se relogios de ouro de sa-
bonelc, de patente inglez, da melhor qualidade, e fa-
bricados em Condres, porjireco comniodo.
Vende-se nm escruto de idade de 1!l a il) an-
uos, ollirial de all'aiale de Inda obra, e sadio : quem
quizer contratar negocio, dirija-se rua do Amparo,
em Olinda, n. 24, aojp de urna taberna.
MQENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaijo, acha-se para vender
moendas de carinas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
\fif Deposito de vinho de cham- ^
($) pague Chatean-Ay, primeira (|ti;i- @
(jfy iidade, de propriedade do condi uft
a di- Maicuil, rurf da Cruz, do Re- S
2% '''' "' "": de loda a champagne vende-
(& se 1 rWisOOO rs. cadacaixa, ada- tg,
se tnicamente em casa de L. Le- -
W comtc Feron & Companhia. N. B. <$
W As caixas sao marcadas a fogo ($>
$) Conde deMarcuil e os rtulos @
:^) das arraas sao a/.nes. f\
@@@@@:@: ^^ ^@
' Vendem-se licores de Absynth e
Kirsch em caixas; assim como chocolate
francezda melhor tpialidade (pie tem ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Franca, e por preco baratissimo: na rua
la Cruz. n. 2G, primeiro andar.
Vendem-s das asas terreas na cidade de O-
Irada, sendo urna na rua dcS. Pedro Velbo encosta-
da ao paco, c a outra na 1 ua do Cabral onde mora o
Sr Mcxandre Cesar de Mello : os prelendenles dir-
|am-se a Angelo I-ranciscoCosa, no Arrombado.em
frente i.1 matriz.
\endem-se tres bois mansos de carro: na rila
da Penha n. \i, segundo andar.
Frascos de vidro cora n.lha do mosmo ; ven-
dem-se lis rua lama do Rosario n. Mi; lia de difleren-
les t..manilos e baratos.
Vendem-se figoj novos, ,1120 rs. a libra ; na
Boa-\ isla, nos quatro quantos. laberna de baixo do
sobrado n,1,
No anlgi deposjlp da rua da Cadeia do Recife .
armazem n. 12, tw P*a vender muilo nova polassa
da llussia, mer!fcabrasileira, em pequeos bar-
ris de i arrobas;, >oa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em mira quaty seafliauram
aos que prtrisarem comprari
lambem lia barris,com cal del
ximamenle chegado.
ATTENCAtSJ
Conha & Amorim, na rua da C
50, lem para vender palha de cari
ros de cabra Iwns, peonas de cma, e velas de car-
nauba, a t$500 o cento.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casafae Schafheitlin
& Companhia, rua da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhuo, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife 47 primeiro
andar. #
\ endem-se casaste 1*3 andares, as mellioros
mas desla cidade, assim como sitios nos lugares dos
Ainictos e Arraial : a fallar com o corrector eral
M. Carneiro.
n. 14, primeiro andar,
la de lyrio flnrenlino, o
:e para limpar os denles,
gengivas, deixando bom
^ cheiro; agua de mel
caspa, e d-lhe mgico
Na rua
vende-se o segl
melhor artigo q
branqoece-os e
goslo na bocea
para os cabellos.
luslrc; agua de perol,' esie mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o rosto, assim co-
nloa tintura imperial do Dr. Broivn, esla prepara-
o,3o faz. os cabellos rnivosou brancos,co mplelainenle
pretos e macos, sem damno dos mesmos, Indo por
precos commodos.
Deposito de cal du Lisboa,
Vendem-se barris com cal cm pedra, chegada 110
hiale Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
polassa americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Vendem-se prego* americanos, em
barris, proprios para barricas d assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n.,lG.
Ncarmazem de C. J. Astley 4 Com-
panhia, na rua do Trapiche n. 3, ha
para vender,0 seguinte :
Bataneas decimaes de 000 libras.
Folba de ferro.'
Ferro de verguinha.' /
Oleo, de linhaca em latas de 5 galcs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para"forro desalas.
Copos e calix ' Formas de iolha de'Ierro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Cordao de Hubo alcatifado..
Palha da India para empalhar.
Aro de Milao sortido.,
Carne devacca em salmoura.
L m sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarir-as e clavinolcs.
DAVID WII.AM BOWMAN, ensenheiro ma-
chinisla e fundidor do ferro, mui rcspeHosamenle
annuncia aos senhores proprietarios ile engenhus,
fazendeiros, e aorespeilaVel publico, que o seu esla-
belecimenlo do ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o cliafaiiz, conlina em
eucclivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ooiifccoai das maiores peras de machinismo.
Habilitado para empreheuder quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja maispar-
licularraenle chamar a allenca publica para as se-
Runles, por le dolas aran de' sorli ment ja' promp,
lo, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir rom as fabri-
cadas em paiz eslanaeiro, tanto era prer,o como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslruca5.
Moendas de raima para engenhos de todos os ta-
mauhos. movidas a vapor por asua, ouanimaes.
Rodas.de agua, moinhos de vento e ser ras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aaiiilhes, bronzes e chumaceiras.
Ca\ i limes e papa lusos de todos os tamaitos.
Taixas, paroes, crivos e lincas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maos, e prensas para a dila.
Chapas de foaao e tornos defarinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
maO, por ani macs ou venlo.
I'iiiiniInstes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
l'erragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porloes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mao e arados de ferro, ele, ele.
Alm dasuperioridade das suas obras, ja' gcral-
meule reconhecida, David William Bowman saranle
a mais exarla conTormidade coraos moldes e dese-
nhos remedidos pelos senhores que se dianarein fazcr-lhc encommendas, aproveilando a occasiaO pa-
ra agradecer aos sens numerosos araiaos freguezes
a preferencia com que lem sido por ellos honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para coiilinuar a merecer a sua con'liauca.
POTASSA BRASILEIKA.
Vender superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
_da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz 11.20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
.Companhia.
maos.
dos tenaos de mealchu,
anatoma paarmatla ,
FARELO HE LISBOA. ,
Venderte farelo- de Lisboa, muito su-
perior, chegado agora no palhabote Lu-
zitano, por preco commodo : na rua do
T _!*.- t n ai i-"" >-> icvn> uc acintura, iunaos e taaos
Trapiche n. 1, armazem de Bastos Ir*fpara c]* com.nhos' ^ ^^
vllas, fitas para anoclios e debium,
trancas e outros mu'ttos objecto de cba-
pcleiro.
ESCRAVOS FGIDOS
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissims oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade,com o
iif> escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson How ie 4
Companhia, na rua .do Trapiche Novo
n. 42.
Charutos de Havana.
Vendern-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muitp commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
CORTES DE CHITA DE BARRA.
Na .luja da rua do Crespo n. 10, vendam-se ricos
ciirles do vestidos, de chita de barra, boiiiliw pailres, bem recompensado, eiiro.-iiido-o a Anlo'o'io de jVI-
lo proco de -.'ill o -?TAH>. ineida (iumes r$ Companhia. na rua
sem defeito, pelodiniinulo
ris. '
Oleo EssenciaX
para impedir a calila de cabello, fa/o-lo rroscer
e limpar a caspa, a .VIO rs. cada vidrinlio : ua na
do Rangel bolica n. 8.
Vendem-se canias de ferro de nova
invengao, franceza, com mollas tpte asfa-
zeni muito maneiras e maclas, chegadas
pelo ultimo navipirancez Pernambuco, e
por piiH-o muitQ.commodo : na rua da
Cruz 11. 20, primeiro andar.
Vendem-se fardos de fumo da Ba-
ha, primeira qualidade, para charutos ;
assim como um resto de. caixas com
charutos, baratissimo, que he para se lechar cbntas,
chegado tudo da Babia pelo ultimo na-
vio : na riia da Cruz n. --t>, primeifo
andar.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mnrsulina fina de cores
com barra, fazenda nova a 33 o corle; ditos de laa
e seda c bnrge modernos a 9J o corle de 12 cova-
dos; chilai e cassas francozas novas a 320 rs. o*
vado e 610 rs. a vara; e oulras muitas fazendas por
baratos precos: na ruada Cadeia do Recife, loja
n.O.
Relncios de ouro para alaiheira, inglezos de pa-
tente : vendem-se a proco ronnnodo: no armazem ibj
Barroca V Castro mu da Cadeia do Kecife, 11. 1.
>o da 2 do novembro do anno prximo pasu-
do, fugio do Sr. Jos Antonio Barros, da villa da
dranja, provincia doCear, um seuescravn, mualo
Ingueiro, de nome l.uiz, filho de urna esemadn nes-
1,0 senhor, chamaila Benedicta, estirtun rtgrtfar.
cabellos crespos t arruivados, roslo oval, nariz (e/os-
so, bocea recular, lendo tim denle superior quebra-
do pelo meio, tem sianaes de chicote pelas nideg; is,
os pos dalos, e Irazia um ferro no pescoco ;.lev.u.
dizem, caria de guia ou passaporle, ludo falsn. Este
oscravo he nftlcial de pedreiro : quem o pagar sum
i Anloo 10 de i\l^
rua da' Cadeia do
l'.ociloii. 17, primeiro andar.
Desappareceu em dezembro prximo passaln,
mu cabra de nonio Elias, de idade de 2H aiinos, pou-
co mais ou menos, estatura ordinaria, ai osso do cor-
po, calielU^caiapinhadii, foicoes regula'.es, cara lar-
ga, falla pausada, com una cicalriz redonda na es-
padoi direila, c nutras antigs de ca sIro que le-
vmi: quem o apprehemler, leve-o ao Dr. I.rpcs
Nello, na rna Nova, quesera recompen sado..
Fgida de Mara Cajueira.
lede-se encarecidanienlc a lodas as auloridnles
policacs e capit.iesde campo, com ospecialidade as
do dislriclo do Campo Craiide e l'ooo da Panella 11 i'ie
onconlrarcmuma prela dehomeMaria Caineiro ba! xa
do corpo, peritas alguma rousa arrrueartns para fi'.ra.
a bocea meia loriada conliuuarifo de Irazer cachum-
bo, ja pintado cMiello, bracos e peinas meio f 0-
veiros, e tem um geilo de corcundiuha ; as pess .as
que a coDhecem lem a cnconlrado a tirar marisco r praiss de Campo (iranqe, e por isso se*ede cora ci n-
penho aoSr. in'pecIoraaquellodisIricroTque passi n-
do una vista d'ulhos sobre as preta que alli vio ii-
rar marisco, se entra ellas a encontrar, prende-la e
laze-la conduzir ao largo da Trompe, sobrado n. 1,
que generosamente se satisfar u seu trabalho.
esappareceu no dia 2, desle mez. da casa de
sen senlior.il prela Josepha, de narilo Angola, de,
idade de 10anuos, pouco mais 011 menos ; levou v es-
tillo de melim prelo c panu lino a/ul nos hombn >s,
cuntas prelas no pescoco e brincos lambem prele ;
(cm um dos ralcanhares radiado p yos, e cosluma enbebedar-sc; quem a pegar, lev -a
rua da Madre de Heos 11. I ti, que ser recompe 11-
sado. '
Ftn.i-Typ. dt M. F. de Parta.-WM, "
*j-
-.
I
Diccionario
cirarfla ,
ate. te.
. Sabio i luz esta obra indi*pensavel a lodas
as pessoas que se derlteim ao eslado d 1
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderua-
do, 110 consullorio do Dr. Moscozo, ruado
Collegio. 11. 25, primeiro andar.
TAIXAS DE FERRO. ^f-
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e fcimbem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e.defron-
te do Arsenal de Miinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, iieoutnas,
razas, e fundas ; e em ambos o logares
evistem quindastes, parji carregar ca-
noas, ou carros livres de despezar Os
pveros sao* os mais commodos.
Vendem-se os bem construidos ar-
reios para carro, de ume dous cavallos;
assim como mantinhasde casemira de di-
versos. padi-oes, para os_*eIlms de ditos
arreios, que os fazem abrilhautar mui-
to, tudo chegado pelo ultimo navio' de
Franca : na rua da Cruz n. 26,' primeiro
andar;
Chapeos e manteletes.
Vendem-s chapeos da seda decores, enfeilados,
proprios para meninas e meninos a 5 cada nm ;
mauletetos prelos e de cores com coeles e sem alies,
por pregos coromndos: na rua da Cadeia do Recife,
lja n. 50. a ,
Vendem-se relogios de ouro de
_ sabonete, patente inglez, da me-
lhor qualidade.e fabricado em Londres:
na rua da Cadeia, n. 00, armazem de -
Henrijtie Gibson.
Vende-se CARNE 1)E VACCA e de pon de
Hamborgo, em barris de 200 libras ;
CHAMPAGNE de marca conbecida o verdadei-
ra, havendo poneos gigos de reslo, que se veadero
para Techar, a 21S00 rs. ;
AC DE MI LAO sortido;
TAPETES DE LAA, tanto em peca como sollos,
para forrar salas, de bonitas edres e muilo em corita.
O''AD0S de cores para forrar corredores, etc. ;
OLEO de linhaca em talas de cinco galoes : em'
casa de C. J. Astley & Companhia, rua do Trani-
che n. 3.
Na rita doCollegicTn. 31, segundo
andar, veiide-se por barato preco, oa a
prazo, um sortimento. de chapeos e an-
tros objectos de chapeleiro, eonsistindo
em chapeos de massa, de seda de varia
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas pava ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas preta*
para chapeos- de senhora, landos e lados


w
I


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