Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02315


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Full Text

ANNO'fXXX. N. 4.
-i
QUINTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
ENCAljaUEGADOS DA Sl'BSCP.lPCAO'.
Rucifo, o proprietario M. P, de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jou Pcroinf Martins; Baliia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Juaquim Bernardo de Men-
donva; Parahiba, o Sr. .!os Rodrigues da Cosa; Na-
lal, os. Jbaquim Iguacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Anlouio Augusto Bordes; Maranhti, o Sr. Joaquim Man|Ues
Hodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre .Londres 27 1/2 a 27 3/*.-
Pars, 3io.
Lisboa, 9a por cenlo.
/U^jbee do banco o 0/fj de premio.
da coinpanliia de Beberibe ao par.
da eoinpanhia de seguros ao par.
Discerni de ledras 10 a 12 0/0 de robalo
, METAES.
Ouro. .Olajas bespanbolas. 285500 a 29S0OO
Moodas de tSHOO velbas. lDOOO
de 69400 novas. 109000
deJOOO.......9)0000
l'rala. Patacocs brasileiros..... 159.10
Pesos eoluinnarios. W?930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOSCORKEIOS.
(Hind. Huios os das.
Carnai, Bonito e Gaianlums nosdins 1 e 13.
Villa Bella, Boa-Visto, Lx e.Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas leas.
Victoria, c Natal, as iminlas.feinis.
PREAMARDE HOJE.
Primeira s 9 horas c 18 mhiuios da manhaa.
Segunda s 9 horas c 42 mininos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commeci, segundas e qnintasfeiras-
Relaeao, Ierras feiras sabbados.
Fazenda, tercas e se\las feiras s 10 lloras,
.lui/.o ile Orphos, segundas e qwnlas s 10 horas.
1." vara do civel, segundas o sextas ao mcio.dia.
2." vara do civel, ijuartas e sabbados ao meio rlia.
Os Tribuuacs de Justicia esli fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
Janeiro
F.PIIE.UERIDES.
6 Quarlo crescenle a 1 hora, 2-minutos
e 4 segundos da manhaa-.
14 La cheia as 6 horas. 42 mi nulos e
12 segundos da numha.
22 (Ruarlo iningiianle ao 38 liiin'nlos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
*Mv segundos da larde.
DAS 1>A SEMANA.
2 SogundayS. Isidoro b. ; S. Maninho marlyr.
3 Terra. S. Aprigio: S. Antero p. in.S. Primo.
4 Ouarta. S. Titob.; S. Prisco presb. riiarljr:
.' Quinta. S. Senieo'Estelila; S. Thelcsphoro.
(i Sexta. tgogtEpiphania (M. do &:) Dia da Res.
7 Sabbado. Kegresso do Menino Jess do Esa po,
8 Domingo, i.* depois de Reis. S. Lourenco
Jusliniano.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Exped ente do da 3 de Jan tiro de 1864.
Oflieio Ao Exni. mareclial commandanle da
armas, recommeiidundo a expedirn de suas ordens,
liara que seja reduzida a quarenla pravas a forja de
cada utn dos deslanienlos volantes das comarcas de
Vio d'Alho e NazareHi.
DiloAn mesmo, communicando que. a visla de
sua inforniacan.resolveu elevar a 280 rs. a elape que
se deve abonar as pravas de 1. linha nesla prnvjncia,
no semestre de Janeiro a jutiho do correte anno.
Igual coramuncacao'sa fez aos inspector da Ihesou-
raria de fazenda.
DiloAo mesmo, Iransmiltindo por copia o aviso
da repartirn da guerra de 28 do outubro nllimo,
declarando que se conceden, de nao haver inconveni-
ente a serviro. seis mezes de licenca com suido sim-
plea>para ir a orte, ao caplao'do 9.' batallan dein-
fantaria Jos Texeira Campos. Remellcu-se igual
copia a tbesouraria de fazenda
DitoAo mesmo, para mandar inspeccionar pelos
cirurgioes do corpodesau.de ero servido no hospital
regimentar, o grumete Antonio juaquim lziriro, re-
quizitaiido-o para esse Gm ao commandate da esla-
ro naval.Coramunicou-se a esle.
Dito Ao inspector di lliesouraria de fazenda,
Iransmiltindo para os convenientes exames, copia
da acia do conselho administrativo de I dedezem-
hro ultimo.
DiloAo mesmo,para que visla do que pondera
a cmara municipal de Iogazeira no oflieio que re-
melle, e que deve ser devolvido, diga o que se llie
offerecer acerca da conveniencia de haver urna rol-
lectora na villa d'aquelle nome.
DitoAo mesmo, dcvolvendo o requerimento em
que Vi cenle Alves Machado pede, por aforamento, o.
alagado qne fira no fundo do um terreno que possue
^ na praia da riheira de S. Jos, lim de que S.'S. pro-
ceda a respeilo, de conformidade com a sua ntor-
macsao ,que por copia vai cobrindo o mencionado re-
querimento.
Djlo Ao presidenle do conselho administrativo,
Iraneinillindo, por copia, a retacan dos medicamen-
tos o olensis, que sao precisos para a botica do presi-
dio de Fernando, lim de que S. S. promova a com-
pra de laesobjeclos, lendo cm visla o parecer do ins-
pector da Ihesouraria de fazenda junio por copia, e
as proposlas a que elle se refere.
Dito Ao director das. obras publicas, para man-
dar intimar-aos propietarios da na d Cadeia do
ir corte, ao Sr. capitn do nono balalhau de infan-
taria Jos Teixeira Campos, e de 28 do referido mez
quatro mezes de brenca, lamliem com o. sold sim-
ples, aoSr. alteres do segundobal 11 bao deinfantaria,
Manuel Baplisla hibeiro de barias, para ir ao Rio-
de-Janeiro tratar d negocios de sua familia.
O mesmo mareclial decampo, para conbecimento
da guarnico e fins convenientes, d publicidade ao
oflieio que segu transcripto :
1. seccJo. Illin. e Exm. Sr. Atlcndeudo a
inl'nrmacao constante do oflieio, que V. Exc. me di-
rigi em dala de 17 do mez passado, sol n.; 1028,
resolv elevar 280 rs. a etape que se deve abonar
s pracns de primeira linha nesla provincia no semes-
tre de Janeiro njnnho ri correnle auno : o/que com-
munico a V. Exc. para seu conhecimenlo, c em res-
posln ao dilo nllirio.
a Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Peruambnco, 3 de Janeiro de 1854. Jos liento da
Cunha e Figuciredo. Sr. mareclial commandanle
das armas.
AssignadoJos Fenaiide do* Sanios Pereira.
Conforme Candido Leal Fcrreira, ajodanle
d'ordens encarrezado do delalhe.
EXTERIOR.
NOVA-GRANADA.
Presidente em 1352, o (anaral Hilario Lo-
pePresidente em 1853, o feneral Joa
Mara Obando.
A Nova-liranada em 1832.Acbntecimentcw do
Equodor e polilira vranadina.Kegulamrnlo dos
credijos llackinlosh e rel.ir.6es da Nova-tiranada
com a Inglalerra.Relacoescom Roma e quesles
religiosas.Exilio do arcebispn de Bogla, dos his-
pas de Carlageiui ede Panipcluna.Separaeao da
igreja e lo eslado.Fim da administrado l.opez.
Eleicao do general obando presidencia.Po-
lilica do novo presidenle.Eslado dos partidos.
MolmirteH de jonhode 1853.Situacao mate-
riaVc fluauceira.
"Entre lodos esles paizes do continente doSul,'a
Nova-Granada, como se vio uestes u I linios anuos, of-
ferere um espectculo particular e singularmente
inslrurlivo : trausformou-se emuma especie Ae pan-
demonium de lodos os caprichos revolucionarios, e
chama islo marchar frente da democracia sul-ame-
rican.i. Hem longc de procurar sahir desta triste es-
Irada, se vai internando cada vez mais. se eslorcan-
do para coiniuunicar a sua influencia aoseslarios que
a cerca.n. eimprllindo por si mesma aleo extremo
a extravagancia e lo'uca experiencia inaugurada a 7
de marco de 1819. Urna era presidencial acaba de
hnar-se pela expiraco leg?l dos poderes do general
Lpez ; nova ailininislracio foi principiada lia pou-
b.urro de Sanio Antonio, que Iralem de Tazer o caes i eo sob um eliefe recentemeule eleilo. At aqu nao
daqoclla ra, ficando-lhes para csse fin, marcado o '
prazo de i> mezes.
DHo Ao inspector da tbesouraria provincial.
Allendendo a reclamaban de Jos Lopes uimarata,
arrematante da ponte sobre o rio Capibaribe na'es-
da de Pao d'Alho, e lendo em visla a informaran por
Vine, prestada em oflieio de 2i do mez passado, oh
n.562, resolsi mandar abonar ao dilo arrematante,
ItlOgOOO rs. por cada braca cubica de pedra de can-
tara, para as obras da dito ponte, como indemuisa-
cn das despezas de transpone, visto nao haver no
tugar da ponle pedra propria para a obra. Conimu-
nic-Mi-se ao director das obras publicas.
D- oAo commandanle superior da guarda na-
cional deste municipio, dizndoque pode mandar a-
iiuarlcllar oconligente jte 100 pracas da mesma guar-
da nacional, sobre que versa o oflieio de 27 de dezem-
tiro ultimo, no quariel do corno de polica que esta
sendo desoccuprfdo.
Dito Ao commandanfe do corpo de polica, con-
cedendo a aulorisacn que pedio para dispender o
necessario com o transporte para o quariel das Ciu-
co-Poulas. de tuda a bagagem, armamento e ulensis
' perlcncenles ao mencionado corpo.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, di-
zendo licar inleirado de haver S. me. comprado as
madeiras e mais objeclos mencionados em seu oflieio
n.- 196, por serem necessarios quelle arsenal, e de-
clarando qne approvou emelhanfe compra.Com-
municou-se Ihesouraria de fazenda.
DitoA'cmara municipal de Olinda, dizendo
que, com a informarlo, que remelle' por copia, da-
da peto director das obras publicas, responde ao of-
lieio em que aquella cmara reqaisilou a factura dos
concern de qoe necessila a porta d'agua do Vara-
douro.
Dito A' cmara municipal do Bonito, dizendo
licar inleirado de haverem sido arrematadas as ren-
das daquelle municipio, que deven) ser arrecadadas
durante o anno correnle, e declarando que approva
semclhanles arremalaces.
GOMMANDO DAS ARMAS. .
(fcurtel ceaeral do commando das armas de
Femambuco, na cldade do Reclfc, em 4
de Janeiro de I8S4.
OBJDXK SO DA III. I.
O mareclial de campo, commandanle das armas,
em vista das eommuiiicaroes recebidas da presiden-
cia desla provincia, declara, para que lenha adevi
da observancia, que o governo de S. M. o Impera-
dor houve por bem conceder, por avisos do ministe-
rio da guerra de 28 de outubro do anno prximo An-
do. sis meze* de licenca rom o sold simple* para
FOLHETIM.
SEAPTGA D'ORBS,
( VOn Bippol)te Canille. )
O
<
y
i
IX
. ( Continuarlo.
F.nlrelanlo essa boa gente nao otisava anda en-
trar ; mas a pequea Hlaiidine nao pudendo mais con-
ler-se, Correu aAeijar as maos de Branca, prodiga-
li>ando-lhe o< nomes mais respeilosos c mais lentos.
Fanelle e Coloinhe foram depor-lbe aos ps o cta-
cilixo, o livri, de lloras, e lodos os oulros objeclos.
que a pobre ranea Ibes deixra?m pagamento. Ella
lornou a ver esses objeclos com prazer por causa das
lenibrancas, que elle* Ihe recordavam.
O pai e a mii approximaram-se lamhcm, e a doen-
le achou-se rodeada je ro9|oS amigos, que uno eeco-
briam a dr que senliam.
Enlo sua emor> foi laL, queapalavra exprou-
Ihe nos labios em um sorrijo.
Mr. de Ponlbis lemendo qne a presenca mui pro-
longada deesa geute faligasso a docnle, convklou-os
docemente a mhir; mas Branca ped,, nue Ihe de-
xassem ao menos as Ires iriiia*. Em consequencia
lisan ajuslou-se qne ellas lirariam em (irandlieu pa-
r.i Irala-la. e Rlaudino enlrou logoem fun.ves nao
deitando mais o qnarlo.
Em vez de esgolar as ultimas torcas de Branca
esMR dual aceas a (inham visivelmenle alliviado!
Mr. de Ponlhis, que nSo a pen'ia de vista, perceben-
ilo isso'tomn urna cadeiro, asseiiloii-se junto della"
o per*unloii-lhe, se scnlia-se dispnsta para conver-
sar sobre um negocio imporlanlc.
IJuer fallar dos soccorros da religio'.' inlcr-
rompnii ella. Ali! osenhor previne meu mais fer-
voroso di'scjn. t
A senliora despedaca-me ocoraco!... Nao he
tlisso que se trata ; quero smenle fallar-lbe em nina
cou*a loda malerial, e descobrir-lhe um myslerio que
a involve des.le seu nascimenlo. Seus tutores fize-
ram-iu crer que era pobre, e que devia a gen'erosi-
dade d familia de Beauvillieis seus meios de exis-
lencia. O veo que cobria o crime rasgou-se ago-
ra : a fortuna de que elles pareccm seiihores perlen-
ce-lhe.
Cos! que oue.o exclamou a moca com urna
especie de espanto.
O principe cuntou-llio minuciosamente os boatos
espalhados pela indiscricao- de Sainl-Ange, de seus
amisns e de seu criado.
O* magistrados lem agora os olhos .iberios, dis-
te elle terminando. Em pouco lempo a Ici que vi-
ga sobre a senliora lia de forrar seos tutores, scrtAo
a reparar suas crucis injuslicas, ao menos a dar-Ib--
una riinl.i severa da riqueza que Ibes fui confiada.
Eis-ahi. pois, o segredo de una vida de dor !
murmuran ella quasi aterrada, l'eimitla-mc que fi-
que sosmha um moinculo. O senhor vollar cum o
diiulor.
lima hora depois Mr. de Ponlhis enlrou seguido
Uma hora
Diario n. ll.
ha indicio algum que revele uma mudanza nadirec-
cao polilica do paiz, e anda quando os poderes p-
blicos (ivessem iiepensamenlo secreto de parar sobre
o declivio medpnhuem que se acham, as semenles
desles ltimos anuos prOduzrViam seus frtelos. Um
passado demasiado recento domina os hnmens, com-
promissos demasiadamente multiplicados lites pren-
dem a vonlade obra revolucionaria ; ha alguma
cousa falal na marcha de uma polilica que lornoupnr
dogma declarado afl'roxar lodos os lacos sociaes. li-
bertar todas as paixes sob preiexlo* de libcrdade.
abalar legislativamente umpaiza despeilo da realida-
de e das cirnitnstancias, sem fallar mesmo Ja verda-
de e da jnstica, que ah enroniram a sua raza. A
historia da .Nuva-tiranad.i em 1C52, ento comeco de
1853. he pois a historia de umeslailo revolucionario,
socialista, democrtico,cniioqiiizerem denomna-
lo,que maitifesla s vezes al as suas relacAes ex
leriores o seu espirito turbulento, que nutre no in-
terior n germen de lodos os cdliiliclos, e cuja situa-
c/ao malerial se rusento a maltes respeilos dessas ten-
dencias lao pueris e lo esteris como insensatas. Pos-
to que ja o teuliamos feilo observar, anda o diremos,
uma vez : nao llavera cousa alguma, particularroen-
le desDrovyla de sentido em lodis esles problemas de
trabalho, de capital, de organisa^JIo da propriedade,
da iiialdado dcnlftcralica. da libcrdade. ahsoliila.
transportados para o seio de um paiz em que os pri-
meirosrudimentos.da civilis.icaoexistem apenas, em
que a primeira queslao consistira precisamente em
fazer Irabalhar honieni quasi privados de' paixao. e
em que a iofluencia religiosa, sem embargo do que
se diga ou se praliquc, he a primeira cundidlo de
snciabilidade para popularOcs incoherenles ou bar-
baras '!
Quando o congresso se abra em Bogla nof.de
marco de 18.V2, as Icnlalivas de revoluco conserva-
dora do anno precedente se achavam ve'ncidas, todas
as resislenrias eslavam domadas. O reinado da de-
mocracia s linha a desenrolar sem obstculo o qua-
dro das suas ina/aviHias. Sentira todava o general
Lpez o que havia de perigoso nestas tendencias de
que ello era ducil instrumento ? Poder-se-hia di/e-
lo, porque, depois de Icr exposlona sua meiisag'ema
siliiacfio da repblica como elle a entenda, depois
deiler .esuinido Indo o que Iwvia sido pralicado, a-
cresrenl.iva por uma precaucao de prudencia mui
intil: Depois das conqustaseme temos realisado,
dep'oisda adopcio de tantas nicaidas imporlanles,
medidas une affectaram profuudamenle a marcha do
paiz, enflviria parar um pouco para firmar o queja
esl feiloe preparar oque resla por fazer. O pre-
sidenle ncu-granadiiio esquecia-se que nilo se para
nesla eslrada, como ja disseinos, que os successos
innrrliam. que as leis funestas votadas por uma es-
pecie de .bravato demaggica produzcm os seus re-
sultados, que lia nina lgica tanto na polilica mco-
mo na boa. 1852ia lercom eltoilo a sua parle de
trabadlos e de incidentes sobo ponto de visla exte-
rior, lewrn como sob o ponto de vista interior.
, Uma das principaps eventualidades da ordem ex-
torior, cuja influencia se fez senlir em 1852. sobre a
situacao poltica da Nova-liranada, moslrando-a de-
batan de uma das suas faces mais caractersticas^ he
a lenlat i va de inyaso do general Flores, no Equa-
dur. Era mui simples que a democracia granadina
sesenlisse ameacada : qualquer vaulagem que Flo-
res conseguisse punlia s suas norias um poder ini-
migo em lugar do Iriste governo organisado sob os
seus auspicios e vivendo cusa da sua inspirarlo
em Guayaquil. De qualquer maneira que se julgue
a expedicao do audacioso el.efe americano, nao he
duvidoso que o seu Iriumpbofizesserecuar a demago-
gia granadina, aperlassc-lheo Ihealroe ameacasse-a
al no seu ultimo lar, depois de ler sublrabidoo E-
quador ao seu dominio. Assim, desde as primeiras
nnlicis desla tentativa, o governo sranadino exiga
ao congresso tle Bozola a aulnrsarAn de orgauisar
um evecin e dirigi-to para a fronleii% equaloriana,
o que Ihe tora, concedido. Ao mesmo lempo se Ira-
lava pelos meio. di piornal icos jento dasoulras rep-
blicas, junto do Chili. da propria Solivia, do Peni
sobretodo, atim de persuad-las a se prmiunriaieni
abcrlameule contra Flores. Venesuela, pela sua
parle manifestara a inlenrn de combaler o preten-
lenle equ.iloriaun. Quaitlo aos oulros paizes qne
nnme.-iuios, o Chili naquclle .momento, permaneca
n'iiina simples neulralidade, alias bstanle signiflea-.
Uva ; o Per, mais directamente inleressado.ia mais
adianto ; al conleslava fprmalmenle o direilo de in-
lervei'.cao de que se arrogara Nova-Granada. As-'
sim, a inv.i.a- de Flores se aprescnlava debaixo de
uro dnplice aspecto.como queslao de revoluta in-
terior para o Equjidor, e como um dos elementos es-
senciaes das relaces entre os diversos oslados ameri-
canos do ocano pacifico.-Sea Nova-Granada tives-
se nin inleresse proprio cm sustentar o governo de-
mocrtico do general Trlina, o Peni linha tambem
o seu inleresse cm nao ver 'prolongar-se por muilo
lempo esto comedia revolucionaria de Guayaquil.
que poda tornar-se um pergo para elle, e linha pa,-
ra si que perlencla aos partidosequatorianos concluir
a sua dillerenra. sem que ninguem tivesse o direilo
de inicr\ ir. Tal era pois a silua^o no. meiado de
1852: a Nova-Granada se preparava para inlervir,
al'un de defender.* governo do Equador contra Flo-
res primeiramenle, depois para lomar a offensiva
contra o Per, que ella accosava de favorecer aquel-
lo que se chamava < traidor americano. Era dilll-
cil que a guerra nao fosse odesenlace destas compli-
caQes, quando a difliculdade principal foi resolvida
pelo revez detinilivo, c pela fgida de Flores. Mas
por um lado as relau.es entre o Per, por Oulro
Nova-Granada e o Equador, se azedaram de uma
maneira singular ; notas acerbas, aecusac^es violen-
tas foram trocadas. As animosidades da democracia
granadina foram impelilas al o ultimo ponto. De-
pois de urna primeira negociarlo infructuosa, houve
consinti quem acreditasse na possitiilidade do um
ajuste que se elabora em Bcgota, e que sem duvida
tornar mais fcil a concluso recente de um tratado
enlre o Equador e o Per. Em essencia, nesle ze-
lo que a Nova-Granada manifeslava em favor do E-
quador, para ampara-lo de alguma sorle com a sua
proteccao, havia muilo deste senlimnlo de solidari-
edade revolucionaria de que fallavamoS, e, seguudu
parece, anda havia outro movel.
A'medida que esla democracia so exallou pela
pnsse do poder, leve uma ambirao singular, a tle re-
ronsliluir, para seracabeca e a alraa, a enliga Co-
lombia, que se componha, como se sabe, da Nova-
Granada, de Venezuela e do Equador. He o pen-
samenlo que se manifeslava, a inda lia pouco lempo,
it'um .los principaesjornaes da demagogia neo-grana-
dina. O general Lpez leve a gloria, dizia clle.de
inaugurar a democracia na America hpspanhola ;
deixa ao seu successor a Nova-tiranada constituida
em verdadeira repblica. Perlence agora ao gene-
ral Obando patrocinar o plano da federacao por lo-
dos os meios convenientes. A Nova-Granada, como
Centro da confederacao colombiana, pora ao servieo
tle Venezuela e rio Equador o istbmo de Panam. Os
nossos compalriolas cnroulraro novas felicidades
para passarcm do Ocano Atlntico ao Ocano Paci-
fico ; emlim a confederacao ser ulil para todos os
confederados ; servir para nos fazer respeitar com-
plelameule no exterior. Talvez que o nosso exrra-
pio seja seguido pelos oulros paizps. siil-americanos,
que as suas pequeas nacionalidades deixcm sem for-
ca moral e malerial, hilando com lodos os embaraces
inherentes a uma populaco restringida. lie in-
conteslavel que o fhiccinnamenlo excessivn que ser
guio a independencia foi uma desgrana para a mor
parle desses estados. Pretender operar alguma nova
fuso sob a razan social da demagogia granadina, o
remedio seria sem duvida pcior que o mal. Em to-
dos os casos, luiveriam umitas resistencias a vencer
que infallivelmenle se produzinam nos proprios
paizes interossados, e inuilas tlj.llicultla.les inlerna-
cionaeS que nao deixaram de apparecer com o resto
da America do Sul, como aconteca qnando o gene-
ral Santa-Cruz lenlava reunir o Per e n Bolivia.
Presentemente, esle ambicioso projeclo serve smen-
le para etplicar o papel activo e prolector de alguma
sorle quese allribu-i a Nova-Granada nesla parle do
continente americano.
A Nova-tiranada lambem leve conlendas a resol-
ver com a Europa, ao menos com uma das primeiras
potencias europeas, a Inglaterra. Aqui, smenle,
ella moslrou menosorgulho: verdade he que se Irala-
va d nina deslas reclama(ocs finauceirasqne a Ingla-
lerra tenciona fazer prevalecer. Desde muilo lempo,
ora Iuglez. M. Mackinlosh, era portador de um cr-
dito ronsideravel proveniente de uma divida da en-
liga Colombia, e cujo pagamento licara a cargo da
Nova-Granada. Mutas vezes, umregulamento des-
la divida linha sido reclamado intilmente. Emfim.
pelos ltimos das de 1851, um tratado de ajuste foi
agilado enlre o gabinete de Bogla e M. Mackinlosh;
mas esle tratado, sobmellido a saucedo do congresso,
linha sido repellido por uma das duas cmaras. Na
verdatle, certa somma fura inscripta no orea ment
para satisfazer s reclamacoes mais urgentes. Una
solucao geral e definitiva fieaVa suspensa, quando,
no mez de outubro tle 1852, o agente inglez signili-
cjiva ao gtiverun granadino que, por falla de um re-
do medico. Elles i.ao poderam dcivar de reparar >:o
semblante ta ttoenle essa etpre -o de alta razan,
queconlraslava inuilas vezes com sua extrema ino-
cidade. Nunca talvez a inlelligcncla brilhra mais
vivamente nessa fronte virginal. t
Dig'nem-se senlar-sc, Ibes disse ella com essa
amabilidatlc, que a tloenca nao poda lirar-lhe. Mr.
de Ponlliis, que da hehoje'.' .
Nao sei bem... Estamos no lim de setembro...
creio que em uma lerca-feira. ,
No da vinle nove, acrescenlou o medico.
He, pois, sabbado, tres tle outubro, ao rocio-
dia, que completaroi riezoilo aunes, e que,- segundo
a lei, serei senliora de miaba' fortuna, nao he assim,
Mr. tle Ponlhis?
Sim, sehora.
- Agora, senhor doulor, conlinuou ella dirign-
do-se ao medico, vou petlir-lh um favor, um signa)
de eslima, ao qual sem duvida nao lenho nenhuin
direilo, mas peco-llie, que m'o concetla em altencao
da situacao excepcional em queme achn. Nao he de
uso que o medico diga a verdatle ao doentc.....
O medico comprehentleu o intento della; a triste-
za o o eniharaco pinlaram-se-lhe as feicoe-.
Ah senhor tluutor, disse ella., seu semblante
me d a resposla, que eu esperava. Eslava prepara-
da paca i'.so ; sua opniau concorda com a minba.
O medico quiz desdizer-se;masella iiilerrorapeu-o :
Nao se desminla ; tle que servira iss? Nu he
inellioi' conliecer en a minha sorle, o nao lenho
alm disto razies potlerosas para ser esclarecida a
esle respeilo'!... Eslou cerla tle que Mr. de Ponlhis
me romprehende... Quero smenle saber se vivir!
al a hora em que a lei me permita testar... Al sab-
batlo. doulor. s perguulo alo sabbado.
Prouvcra a Dos, senliora, responden o bom
homcni cominov ido mais do que cnnvinha ao sen mi-
nisterio, prouvera a Dos que sua existencia eslvesse
as minlias mos !
l)e>o entio renunciar mesmo a isso'!... disse a
ntica rom uma mistura tle dor c de resignaeo.
En n3u disse nada de semelhanle exclamou o
medien,
Eslou esperando... Que ttrii o senhor doulor
menos curagera to que eu'!
Mo, minha pobre lilha! exclamou o velho
complclament enternecido. Sua coragem he digna
de otivir a verdatle! Confesso-lhe que os abaios que
a senhoia lem stilTritlo parecem-nie muilo violentos
para sua frgil consll-jicao poder snpporla-los. To-
dava se essa melhora cohliiuiar... A raocidade lem
mnieusus recursos...
Mas vendo que Mr. de Potilhs filava .inciosamen-
(e 09 olhos no medico, edevorava de alguma sorle
cada palavra qac Ihe sabia dos labios, Branca inler-
rompeu-o sorrindn:
Ei-a. senhor doulor, nao lome a cahir em seu
peccado co-nimadti.
. Fallo, como pens, lornou elle, mas sem dar
grande valor a essa esperanca. Posso pelo menos af-
lirmar-llie, que a mais amavel e mais virtuosa tas
mulberes nao subir deslertiundo antea de gozar de
um direilo, que he lao digna tle exerrer.
Ivis-ah luda o que eu pedia a Dcos I ,\h se-
nhor doulor, artescenlou ella esleiideudo-lhe a ralo,
nao sabe que prazer me d'.
gulamenlo immediato, a esquadra britnica recebera
rilein tle empregar os meios coercitivos para satisfa-
zer s legitimas exigencias de M. Mackinlosh. Ora,
cm Bogla assim como por loda a parle, sabe-se que
quando a Inglaterra emprehende proteger um dos
seus subditos, ella nao falla de balde, e a accao-se-
guelugo a palavra. Desla impresso sahitar resulta-
va que, desde o dia seguinle, o governo granadino se
tlava pressa em regular a divida de M. Mackiiilosh,
Seguiitloas proposifes do ministro das ti naneas, iama
somma de 1011,000 piastras em ttulos do Ihesnuro
fura concedida ao credor inglez, o qual- rereberia
alm dsso liliilotla divida.flajatuante por 1,500,000
piaslra-, cun '. por HU de Juro aun nal, e pasa-
veis, quanlo ao capital, sobre-os direitosde importa-
rlo, ~ depois do que s restava ao encarregado dos
negocios da Inglaterra felicitar o governo granriino
sobre a sua maneira decumprlrosseuscompromissos
e siislenlar a boa repnlaciio da repblica.
Emlim, a Nova-Granada se acbou uestes ltimos
lempos com difuculdades mugravescom a Sania S,
por orcasiao de todas as tranformares que soflreu
a igreja neo-granadina. O encarregado de .negocios
do general Lpez cm Roma eslava quasi retirado, a
missao tle um delegado apstol ico em Bogla era ebeia
tle embararos; mas nesle poni Irala-se menus tle
uma queslao exterior do qiie de mii negocio interior
relativo aos inleresses mais multiplicados e mais
serios. m
He particularmente sob ponto de visla religioso
que se pude plenamente perreber o que ha vilenlo,
irrcfleclido, temerario, nesla triste democracia quees-
leudeu o seu jugo sobre a Nova-liranada: 1852 era
na realidatle um annodescisao aberla, de lula de-
clarada enlre a igreja e o governo, o os mais deplo-
ra veis infidentes se succedm. H lalvez anda quem
se lemhre de todas as le<# que. forair. promulgadas
nesles ltimos anuos, sol a administrarlo do general
Lpez, leis que abolew o fuero ecclefiaslico e
chegam ale a submeller es padres a jurisiliccao civil
por tactos concrnentes s suas Iunrces, leis que su-
getam eleicao a ptovisito dos curas, qiiesupprimcn
arbitrariamente os recursos da igreja, que pertrbalo
a economa da disciplina religiosa. Em virlude de
uma das ultimas deslas leis, votada em 1852, o osla-
do se aposs i de um seminario fundado e mantillo
pelo arcebispo de Bogot par va da sua fortuna pes-
soal.
.Repelimos aqui b que timamos o anuo passado :
era possivel que houvessem muJilicacoes ; se fazer
na situacao da igreja granadina ; mas estas uioditi-
cacoes deviam ser platicadas com prudencia, com
o concurso do poder espiritual, e lendo sempre em
muila consideraban a superioridarie inhereule in-
fluencia religiosa em favor da rivili.aeao de lae-t pai-
zes. Volaran-se leis. lie verdade ; mas nao baslava
vola-las. era raisrerapplica-las. Ora, ueste ponto se
em.'onlrava a resislencia uecessaria, infall v el da igre-
ja. O que aconleceucom elfeilo '? O clero, pelo or-
gai) dos seus chotes, primeiramenle proleslou de uma
muneira geral contra estas leis : depois, quando se
rhegnu evecueao, as aulotithiies religiosas fi/.eram
a inaiscomplela opposicilo. O arcebispo de Bogot
es|tecialmenle, metropolitano da Nova-Granada, di-
ziti no sen protest que eslava promplo a obedecer a
lo.ias s tois civis queregulam um inleresse civil ;
que. quanlo s leis de disciplina ecclesiaslica, nao
re ronliecia se nano poder religioso,e que anda menos
potlia subscrever s medidas que violavain esladisci-
pl ina.Os outro bisos fallavame pralicavam ta mes
masorle.Mgr.Mosquerarecusava provee a nomeicio
dosvgarios.segunilti.ascondit;6esdas leisnovas.O que
aoiitecia enlao '! governo ochava um vinario capi-
tular do bispado vago de Anoqua para suppri-lo,
ah indo ura concurso al no dominio da jurisdiccao
artihicpiscop.il proteslnva e afneacava de excummu-
ulio a quaiquerecclesiatticti que correspondsse eo
ap pello. Era o preiexlo escolhido para obrar contra,
o chele da igreja granadina. Porum singular trans-
ios no de todas as-noeAes ja'diCM, ansa'gradas pela
coiislituic.no, a cmara dos represenlanles, que lizera
a I ;i, mellia o arcebispo de Rogla cm accusacAo c o
levava peranle o senado,, oulro 'autor da legislacao
nova. Ah, Mgr. Mosquera tora conriemnado ao exi-
lio e pi i vacad do seu Iralainenlo de arcebispo : des-
de odia seguinle, elle recebia ordem de deixar Bog-
la ; mas por uma extravagancia hiexplicavel, per-
do.-iva-sc o exilio, assim como asuspensao do seu 1ra-
lamenlo, com a condc.3o que o arcebispo nomeasse
um vinario -eral para substitu -lo, m que implicava
uqjia especie de abdicacat# A ludo islo, Mgr. res-
poi uli age eslava promplo a partir : use a conscieii-
ca a honrados deverejsagrados,~escrevia elle em
31 de maio ao governador de Bogla, prohibem-
me que me dispa da autoridade que recebi de Deose
qoe nomei um vigarogeral, lal como pretende o
gnt ierno,nao aconlecesse o mesmo com as onlcns que
me sao transmillidas es quacs vou obedecer pcmlual-
me ule : irei procurar hospilalidade na Ierra cslra-
nli >-.. o Einliiu, o prelado se achava on eslado da
ra is grave enfermidade. q-.iando esles arrestos cestas
ord'ens chegavam anconhccimenlo delle ; una retira-
da > estas circunstancias, segundo a propria opiniao
tos mediros, poda precipilar-lhe a mu le. A inter-
ven jan do representante ta Franca era felizmente
bas lanle eflicaz para fazer suspender esla parlla, e
imj ledir algumas consequencins peranle as quaes o
gov erno grandiuo, devenios cr-lo para sua honra _
par asseporsi mesmo. Foi depois sement, no mez
de selembrnv, que Mgr. Mosquero deixou a Nova-
Gra nada. Os bispos de Cartagena e de Pampeluna,
live ram a mesma sorle, e esle ultimo mnrreu no exi-
lio, de lal sorle que como asoulras sedes episcopaes
se a chavam vagas cm consequencia de desinlelligen-
ciai. enlre a Santo S e u governo de Bogla, j nao
resl avam bispos em a Nova-Granada.
A .inda islo nao he ludo: o ecclesiaslico deixado
poli i arcebispo de Bogot para Iralardos negocios ur-
gen les da diocese, o dootor llenan, anda que tves-
se o s poderes que 1140 linha, n3o< eslava mais dispos-
ioito que seuohcfepara subscrever a vonlade dogo-
ven 10. Elle recusas a, pois, abrir um concurso para
a provisito dnsiruras, e por isso foi levado lambem
pen me os Iribunaes. que o condemnavm i mulla e
re :luso como um criminoso. Anda nesle caso o
representante da Franca inlervira, sem carcter ofli-
cial, lim de fazer quebrantar a torea do arresto; mas
o governo acompanhava o seu novo acto tle grabado
doulor I erran. Nao acrescenlaremos mais do que
um faci capaz tle tornar evidente a siluaciio religio-
sa da Nova-Granada. No mez tle julho de 1852, um
conselho dhroibal da provinria de Velez, proferia
um arresto em virlude. do qual infliga penas contra
o cura : mulla de 200 reales, seno confessasse as
duas horas o que reclamasse o sol ministerio; a mul-
ta de 100 reales pela recusa de enlcrramento ; mulla
de 80 reales, se o baplismo nao fosse administrado
uma hora tlepoi*quo fosse exigido, ele. Eis como se
enlendemas rclacfles do poder civil c to poder religio-
so, oh o beniat enlucido reinado ta democracia gra-
nadina He em presenca dcstes fados que appare-
ce o discurso pronunciado pelo soberano pontfice no
coiisislorid'sccrelo de 27 de selembro de 1853, dis-
curso que era de algumasorle a cor-at;So e a sanelo
dos protestos do episcopado granadino.
Dir-se-ha "que proprio governo nao sinla algum
embarazo na situarn que elle creou para si As
cousa.-se nao passaram deste modo, e dahi nasceu,
.sem que elle o confesse, a necessidade tle procurar
um meio de revolver tantas difliculdades aceuniula-
das. Nao se adiando em posiro para negriciar com
fruclo uma concrdala, procuren um expediento
mui opposlo para por fim aos esilios dos bispos e a
todas complicaces que o cercam : esle expediente,
be.a separarn completa da igreja e to eslado. J na
sua raensagem 80 1.'de marco de 1852, o general
l.opez reclama va esla separaran. Nesle sentido se suc-
cederam varias proposic/ies. Em qne condicOes se
produzio este pensainelo"? Foi quando o governo
desorganisou a igreja. e dispersuo os seos pastores,
privou-a dos seus recursos mais legtimos. Depois
de ler despojado a igceja, o governo v nisso urd*
meio commudo de desubrigar o eslado das despezas
do culto religioso, q*ue elle suppvrla com loda ajus-
lica, como compeu.aclo do que roubra ao clero.
N'ura palavra, esla separaco da igreja e do estado
he boje um facto consumado. A conslilnico nova
a pronuncia virlualmenle, declarando a libcrdade d
cultos, e uma lei de 15 de junho de 1853 a eslabele-
ce de uma maneira anda mais explcita. Segundo a
lei nova, qualquer inlervencao ifo poder civil no que
diz respeito religiiio calholica ou a qualquer culto
cessa ao partir do 1.* d setembro de 1853. O esla-
do j nao lem a oceupar-se da iwnieaco ou da apre-
senlacao dos ministros da retigiAo tle qualquer ge-
.rarchia que sejam. Nenhuma conlribuicao toreada
podern ser estabelecida para o servirlo do culto. As
provincias e as municipalidades estilo desobrigadas,
como o proprio estado, das suas ubrigaroes. N'u-
ma palavra, ludo he livre e voluntario. Nenhuma
corporro religiosa lem carcter publico, e se as pro-
piedades daquellas que exislem sao respeiladas, lie
com a reslriceao singular que estas propfiedades, de-
pois de vinle e cinco .-iiinus, perlcncain aos cidadaos
da coiniiiiiiihao calholica. O agente to sanio padre
na Nova-Granada ser admiltidopelo titulo diplonn-
lco e para tratar smenle dos inleresses inlernacio-
naes. Os prelados exilados podern vollar quando
quizerem.
Tal he esla legislaran em seu complexo ; mas ape-
zar ta prelencao quo liveram de extirpar ludo por
meio de tima solucao radical, he mui evidente que
esla lbenla le absoluto be lima palavra.umanpparen-
cia antes do que uma realidatle. e em essencia nao
passa >te uma phaso nova tiesto formiriavel queslao
religiosa ; ser o germen de difliculdades de oulro
genero que nao deixarao de manifeslar-se. O qoe
se pode esperar com elfeilo de um reclinen, para o
que libcrdade religiosa no lera oulro sentido se
nao este, segundo as palav ras do ministro do"lnterior
no 'seu relalorio : a sociedad** nao necessila de re-
ligiiio, r pode ilirigir-saa s mesma' Releva deler-
minar esle fado, o quo se procura a lodo o cusi c
sob tollas as formas, he o abalimeilo. da influencia
excluir della o-generel Obando, cm razio deste mes-
mo facto ; e o que ha mais curioso, he que o ministro
que linha mais escrpulos he um dos par 1 danos mais
ardeules to governo actual e seu representante
n'um dos estados da America. Como quer que seja,
a eleicao presidencial coniecava no mez de agosto de
1852, e apenas o general Herrera linha uma nfima
minora ; a immensa maioria era pelo general liban-
do, a quem nao fallava seno lomar posse legalmen-
te do poder.
Somenle nomez de marco tic 1853 he que espira-
va a presidencia to general Lope/., e no 1.-de abril
o general Obando foi solemnemente revestido da au-
toridade suprema pelo congresso, de modo que a
Nov Granada leve qnasi an mesmo lempo o testa-
mento poltico do antigo presidente e o*programma
oflicial do novo. Infelizmente, resumiudo na sua
ultima mensagenl do 1.- de marro ascousas pralica-
da> durante a duracao do seu pjder, o general Lpez
na linha nada a riizer qutS nao fosse demasi.oame li-
to condecido. Todos esles projeelos democrticos,
tolas estas leis, todaseslas meri'das vilenlas, sede-
setirolaram nn desenrso desles ltimos annos. AqTril-
lo que o chefe ta adminislrarao de 7 de marro de
189 chamava ti grandes c immnrlaes reformas de
accnrdocom principios humanitariose laminosos,que,
mais cedo ou mais tarde, sedo a reara das sociedades
do novo contiaeale, e lambem mais larde de todas
as nutras na^ocs... A lula esl empenbatla, conli-
nuava o general Lpez no seu transporte lyrico,
enlre es partidarios do passado e os defensores tle
uma origem viciada, e os aovemos de uma erigem
sincera, entre o syslema da repressao e o syslemn da
liberdade...
Sucedendo ao general Lpez, pao fazia se nao ex-
altar as proesas da adminslrarao precdeme, ofjfere-
cendo-se a cnnlinia-la.
A adininistracao do feliz 7 de marco, dizia
elle, leve a fortuna tle exceder as suas promPssas...
Proclamara com f e realisou cum animo as verdades
priheipaes da repblica domncralira": a liberdade
absoluta da imprensa. 1I.1 consciencia e dos cultos, a
abolico do cadafalso poltico, a emanciparan dos es-
cravos, a morle dos monopolios, a riestrtiiro doS
privilegios ecclesinsticos.a destrincan dos dissimos, o
desenvolvmenlo do poder miinicip.il com a tlesren-
Iralisaco tas rendas, a expulsao dos jesutas, cuja
presenta faz da liberdade um sondo e do progressa
urna rhiiiicra... Que poderia eu fazer depois de lo
gigantescas reformas '? Farei bstanle para o paiz
dando a eslas reformas a eslabelidade, completando-
as e caminhando sempre na estrada da regeoerat;ao
a do p>ogresso... ,/
Em lim, re lava a corear a obra, ajunlando para
uma nova presidencia una coiistitnicao nova, e he o
que foi feilo definitivamente. Esta constituirn o
general.Obando, com o enlhusiasmo democrtico, nanecira da Nova-Granada. Enlre as recciaslk-
i. l1.ii.. .1 i,.........., .. ,.. -..a:nn .-..-1'- ..... .~....-___________.... .... e
talisinccda.consliluirau, e aceilariam excellenlenien-
le em caso de necessidade uma dictadura, qne leria
por ohjeclo salisfazer as paites e ns rohiras que se
sublevaram. O general Obando se acha meltido en-
tre eslas duas tendencias ; qual he a queelle segui-
r .' Talvez fosse voluntariamente moderado, mas
a sua forra esl na* saciedades democrticas.que rei-
nara por toda a parle na Nova-Granada. Em lodos
os casos, he uma illusao acreditar que se ipossa impu-
nemente, durante alguns aunes, excitar todas estas
paixes populares deque temos fallado. Organis-
ram-se e disciplioaram-se clubs, e elles pretenden)
l)oje impor a sua vonlade soberana. Teve-sc recen-
lemenlc um exemplo desle facto. O congresso fazia
uma le tle alfandegas que diminua os direitos de
importarlo sobre 'rrlos objeclos tle luxo. Que foi
ue acontecen? Os Miembros do club democrtico de
ogota virara nesla lei uma violarlo ao direilo dos
trahalhadnrcs. Sob preiexlo de fazerem uma mani-
l'eslacao popular, a 8 dejunlin de 1853, invadirn! o
congresso. Seguio-se uma rixa de punhaes e de fa-
cas, da qual resuljaram morles e rer'unenlos, e poda
tornar-se muilo mais funesta para os representantes,
sen.lo fura a coadjuvac-ao suhila e inesperada dos es-
Indantes de Bogla. Depois de alguns das, o dou-
tor Gouzalcs. rarabro do congresso,"fra atacado as
ruase deixadoqoasi morto. 0 que ha maissingular,
he que todas eslas sceuas se passavam aos grilos tle :
i'iea o general Obanuo, e marte ao congresso \ Tal
hees>le peiisamenft obscuro de dictadora popular que
temos assignalado. He cerlamente o germen de per-
turbai.oes possiveis e tle urna situarlo polilica nova
para a repblica granadina.
Desfazer-se em declamacxjes lyricas sobre a gran-
deza fabulosa ta obra social e polilica que se opera,
he cousa fcil sera duvida aos donos d> poder nesla
infeliz repblica. Existo entretanto uma medida
mais exacta que as paburas : sao os factos, he a pro-
pria situacao do paiz. Acabamos de ver o que he na
realidatle esta situacao sol o poulo de visla poltico ;
nao he melhor sob o ponto de visla dos inleresses ma-
lcraos e das fmanrasfe como os aigarsmos possuem
um poder queftedifliril negar,os demcratas granadi-
nos se aprese'otam nesla esphera um pouco menos
Iriumphantes na sua linguagem. Seriara mui de-
pressa desmentidos pelos seus proprios documentos.
O bndget das despezas |iara a Nova-Granada era para
18521853 de 28 milhes de reales pouco mais ou
menos.quasi 14 milhes de francos. Ora, compa-
rando este algarismo cora o das rendas publicad, sa-
be-se qual era o defin. Era quasi de 8 milhes de
reales ; 110 fim do exercicio que vai correndo agora,
ser, segundo a confisso do governo, de mais de I i
milhes. O deficjl be quasi um quarlo dos rendi-
menlos! Por oulro lado islo nao passa de um meio ,
inexacto de apreciar na sua realidatle a situacao fi-
habitual, cbamava-a a um cdigo sanio, iiin.rAeusa-
seiro de paz. uma bandeira tle recuiiclac,ao, o syli-
blo to piogresso, n'uina palavra o Mcssias desejado
dii|democrucia e do futuro. He assim que se .falla na
Nova-Granada.
Posto que a nova constituirn seja a obra desles
dous ou tres ltimos airaos, e lenhamos indicado as
pilases successivas porque leve de passar, com ludo sti
veio a ser a lei tle eslado no mez tle maio de 1853, e
ser completamente applcada no me/, tle selembro.
A nova c.onsliluirao consagre, a liberdade individual,
involabilidade do domicilio e da propriedade, a li-
berdade de religi,1o, tle Irabalno e de industria,a
liberdade tln pen.menlo sein reslriceao alguma, es-
pecialmente oqui diz respeilo imprensa,o di-
reilo de reunan, o julgaineulo por jury, &c. : ella
eslabeleceu sobre mui largas bases o poder municipal
sera destruir a unilade polilica do paiz. O sufiragio
universal he adoptado e applicado quasi a ludo. O
congresso se compoe semnre.de duas cmaras, ose-
nado e a cmara tos representantes, .que sao eleilos
por dous annos e se reunem lodos os annos para (una
religiosa, e be justamente nMtuaobreluito qne a tur- sessao tto-sessenla das. 1) corpo legislativo absurvo
O medico lornou essa inaosinha, e balbuciou in-
clinaudo-se, tanto pelo respeilo, como para dissimu-
lar nielbor sua perlurbacj!:
Daria o resto de minba vida para prolonga): a
desla mora!
Agora, senhores, lornou ella, seja a tristeza
baiiida desla casa Deve um medico' c um chrislao
afligir-sc cora a idea da morle? Os pagaos que nao
tinbam, como nos, grandes motivos de consolaro na
crenca tle um dogma purificado, e cujos hroes al
nos Campos Elseos conserva vara alguma, coi isa da
11 i-Uva e tas paixes da hu man dad e, esses hnmens
incompletos apresentavam morle uma fronte sere-
na. E dinemos nos, filhos dos marlyres rhrr.los,
mostrar mais fraqueza que esses infelizes, aos quaes
nao foi datlo ver erguei -se o sol da emancipadlo bu-
mana, o viver debaixo da lei nova? Pela minba par-
le i medida que sin lo minha alma inmortal despren-
der-se de seus lat;os lerrcslres, reparo que niens sen-
limeulos so transformara. Vos que agora fazeis as
vezes de minha familia ausento! meus amigos,
snto que nilo vos amo menos; mas que j minbas
alliccs pairando em uma esphera superior rompe-
ram com todas essas libras secretas do coraeao, que
misturara a dor em quasi lodos os nossos prazeres!
Itle, pois, nn paz, e nao Icinais o momento em que
nos devoremos separar, o qual nao ser paca vossa
dorule seno a hora de vos prccetler em um camiiiho
quecnniluz para Dos.
Oiiviinlo-a fallar assiiu, os dous homens n.",o sa-
biain o tpie deviam mais admirar, se a heroica cora-
geni riessa frgil nioco, ou o brillio maravilliusn de
una ra/a-i que sobreviva em toda a sua pen ilude ao
enfraquet'imcnto tos iirgaos. Sahindo do quarlo, o
medico pegn do braco de Mr. de Ponlhis, o qual
"o po.lia articular tuna palavra, c tlisse-lhe:
Ha Irinla annos, senhor, que toe assim lo ca--
beceia dos enfermos: nunca asssli a um especlaou -
lo igual! Se elle lvesse de reprotluzjr-se mutas ve -
zes, eu 1 enunciara minha arle. Agora cotnpri -
hendo a distancia que vai de ussa missao a do s 1-
cerdolc.
Os Ires diasque se seguirara foram muilo bous. O
mal iiaoaiignieiiinu. hem qneas forras nao vollasse 11),
co dbil estomago da dneiilc nao podesse suppor lar
nata. Mr. de Ponlliis eslava quasi sempre junio de
Branca, c como essa (ranquillidadc prolongada, 1 pie
observava na mora ilva-Ihe alguma esperanca, ella
prticurou desengana-lo dizeiidn-lbe cum a (iraca que
salda lomar, qnantlnt quera applarar o snflrim sillo
le algu.'ii!, ou de faz-lo cahir na razao :
Veje que o senhor (era rauiln boa opima j tle
mira, e que me loma por um enle ininiateri.il; | icr-
quaulo ha muilos das, que nilo lenho comido 11 ida,
e he impossivel viver assim muilo lempo.
Quasi sempre deilada no canap junio ta jan ella,
Branca nolirava os olhqs dasroseiras brancas. 'Sra-
cas aos bellos das do principio tln oulono, esse s ar-
bustos eslavam ainaa carregatlos tle flores, e sa Icrr.T
cultera de tuna especie tle nev perfumada, qu o ca-
ba tkis rosas iberias. Os passarinhos flequen! avara
esse lugar, c alegrasam-no cora seus gurgeios.
Eis-ahi, disse ella ura dia a Mr. de Pn nlhis,
onde me seria doce pensar que repousarei dep os da
morle.
Juro, exclamou elle com transporte, iiuese
ha demaggica thMbtatio grauadiuuse moslra profun-
tlaraenle niuielrnftnle.
Esles incidentes slo um tos elementos essenciaes
da bis loria mais recente da Nova-Granada, mas nao
sito os Hincos, vino he no dominio religioso somenle
que a democracia reinante cm 11 igola quiz deixar o
signal da sua passagem. Ella cuntuuava em 1852a
obra que cometra desde alguns anuos em Iffdos os
ramos da legislacao civil e polilica. Assim camnha-
va esle governo extraordinario, fazendo-se o solda-
do armado. da demagogia lias suas relacoes com os
oulros estados araericauos, perturbando as concien-
cias petos excessos das cuas pretendidas reformas re-
ligiosas, Iranstornando as leis civis, laucando anda
mais alguma riesnrriem as lina ocas do paiz, assim
como se ver. O congresso. como o poder execulivo,
Iraballiava nesla obra coranium de desorganisat;ao.
Enlretaulo se aproximava o tormo da admiuislrarjio
do gener.il Lpez. Foicm 1852 que devia ler lugar
a eleicao do novo presidente, que devia lomar posse
do poder em 1853.
_ Pareca que se pndera eslabelecer ao menos a ques-
lao de saber, se a Nova-Granada devia continuara
viver debaixo das niesmas iutluencias ou repudia-las;
mas na realidatle islo nao era uma queslao, un lora
desprezada de antemo. O partido conservador, o
nico que poderia entrar em lula, se achava debaixo
ta iiiipressao do seu desbarato de 1851, os seus che-
fes principaes se achara fura do paiz ; apenas Ihe res-
ta um ou dous orgns na imprensa. Esle partido
ale era cuidara em tomar parle na eleicao. Se ha-
via alguma lula possivel. era no proprio seio do par-
tido dominante, e ahi ainda se algumas pessoas 1ra-
laram de elevar presidencia o general Herrera, o
nico candidato era o general Jos Mara Obando,
Desde que o general Lpez subi .10 poder, a uoraea-
cao de Obando eslava prepara la ; as sociedades de-
mocrticas o tinbam adoptado cora enlhusiasmo cuino
seu candidato. Ora sabe-se que o general Oliendo
era acensado de ler litio parle no assassiualo do ma-
reclial Sucre. Cerlamente nao pretendemos pronun-
ciar-nos sobre semelhanle increpacao. O que parece
corlo ; o que he affirmado u'uma publicar .o r-
cenle fcila em New-York, he que no lempo ti* ani-
nysliujnui ampia tle I8W1 tralava-se seriamente de
Dos permillir que se realise too grande desgraca,
a senliora nao ter oulro inmuto '.
O principe linha coinprebendii'lu o senlimnlo
lerno e aflecitioso, que se oceultova al nsse fune-
bre pen-iamento, e eslava profundamente commovi-
do. Qu; indo os olhos da moca nao descansavain as
roseiras brancas, vollavara-se quasi sempre para o
lado da porta.-
Mr. tle Ponlhis coraprehendeu fcilmente a signi-
ficacaoilisso.
A-nenhora parece esperar? disie-lheelle.
Sim. ao menos uma caria.
Miidamesella de Bochetaille niio esl agora em
Blois, e o correio s vem de dous em dous tlias.
AI i! lornou ella, siulo fallarem-me as forras, e
temo nao poder esperar.
Cora efleilo, suas torgas diminuan! visivelmenle,
c bem que o mal se uao mauifeslasse por crises vi-
lenlas, nao era menos evidente que a vida rulirava-
se desse corpo frgil. Ella cmmagrecia de alguma
sorle a ollies vistos, suas mosiuhas desappareciam
didiaivo tas mangas do vestido, e seu rosto mis ren-
das do Iravesseiro ; mas, medida qu sua belleza
physica.se desvaneca, ella pareca adquirir no Ira tle
tiin genero mais indclevel, que impressiouava a al-
ma sem agradar aos sentido-.
Chegou assim o da 3 de oulubrn, no qual mada
ine-ella il'Orbe eslava j lAo Iraca, que deftiemeiile
|Mde ser Iransporlada para o canap. Todava ella
t> exigi assim, e forroso foi oltedecer-lbe.
Toda a iii.-uiiaa a inora leve us olhos coiislaule-
menle filos no relogio, e quando deu meio-ilia pa-
recen experimentar uma viva satisfacao. Mnndou
chaiu.ir para junio tle si .1 Mr. tle Pollitos! e quando
elle enlrou dsse-lhe articulando cada palavra mui
claramente, posto que fallasse em voz baila:
Mr.de Ponlhis, Dos concedeU-inn o unico fa-
vor, que eu Ihe pedia: fez-rae viver alera da hora,
que rae torna senliora tle niens betis.
Eniquaulo eslou em ineu-juizo, e posso fazer-me
ouvir, fallemos a esle respeilo. Quero escrever a Mr.
e madama de Beauvilliers, os quaes provavelmeule
ignorara u estado em quo me acho...
Absortos pela \ erguidla, pelo terror, c lamhem
pelos tlcsgoslos que Ibes diio as tilbas, elles Bucer-
rani-se era seus quartos, en3o lera iienhunia com-
municacio com o mundo. Seus proprios criado, uao
ousara approximar-se dalles.
Pobres prenles! disse ella, quantos males te-
riam potlido evitar!... O senhor sabe que nao posso
escrever, quer servir un momento de secrelario
sua anliga disripula? Nao abusarei muilo lempo....
mas, 1 ri 11 neni'., esluu alllgiudo-i.i.
Depois de preparar o que era necessario para es-
creve, o principe disse:
Tsloii promplo.
Ilranca recolbeu-se um momento, seus bellos olhos.
engrandecidos pela magreza, ergueram-se. e seu
rosto lornou nina expressAo venia leii ann-nli- an-
glica.
Ella tlclou enliio com voz brandamentc rumiiio-
vitla a caria seguinle, a qual Mr. tle Ponlhis nao pu-
de escrever sera parar rauilas vezes para acalmar os
senliraeiilos que nelle fazia uasccr.
ti Meus charissimns prenles,Tenho boje riezoilo
aunse esle dia anuiversario do meu uaseirneulo se-
r talvez o ta minba niurte, ou a preceder mu
pouco. Odia dacraaiicipato do menor he lima po-
ca solemne na existencia de um nrphao; a familia
e os amigos reunem-se; he uma especie de fesla dp
coraran, na qual se misturara os graves conselhos,
que sc'rvcm tle iniciaran vitla nova para a pupilla,
que vai brevemente depender smenle de sua propria
vonlade e de sua propria consciencia. O deslino nao
quiz que eu fosse rodeada dessas luzes. Morro longe
de Vncs. debaixo de um lecto eslranbo, mas em casa
de ura homem. cuja honra be mu lo grande para cu-
brir a de sua casa. Dos se digne, pois, de esclare-
cer-inc era meu abandono.
Porque nao liveram ennfianra cm sua Branca !
Porque nao fallaran) lia mais lempo! Que dia nao se-
ria o de boje, cm vez de ser 11111 dia de tristeza e de
morle De lodos os pezares que levo ao tmulo es-
to be n maior. Nesla solidan de familia eratque as-
tou. nao posso deixar de representar contigo1 mesma
a feljcidarie de que leria gozado sean fura esse falal
engao: vejo-mc rodeada de Vincs., de inhibas pri-
mas e tle alguns amigos escolhraos. Ah I se-
nhor. leria en dilo ao notario, rasgue esses autos,
esses contratos ; aqui s ha una familia e uma for-
tuna. Branca d'Orbe he a lilha mais mofa da, casa de
Beauvilliers E com efleilo o que he o laco de fa-
milia, se nao reparto as penas e os prazeres, a feli-
cidade uu a desgreca ?
ti Para que tluvidarain tle mira Madama de
Beauvilliers, Vine, que servio tle in.ii a pobre or-
pliAa, cunhecia tan mal seu curacao que ella pode
inspirar-lhe tlesconlianca ? Porque falla cheguei a
merecer um lal juizo? Sera duvida a culpa tleve ler
sido minha, e coioquanlo ,1 consciencia nao me ac-
cuse ile uaila, nao pnsso pcrtloar-mc ler involuntaria-
mente ronlribiiido para csse deploravel erro.
tt Se ainda lvesse a feliridade de abraca-la e tle
recebersua iiencao antes de uvular o ulliniu suspira!
Esla suprema consolarn tomara' menos amarga a
despedida desle inundo, o qual vou tleixar lo mura
ainda. E nimbas primas que nao lornarei mais'a
ver, e que lanln tenho amado Quanlas vezes ao v-
las, o nome de irniaa vinha-nie aos labios! Quam
doce me leria sido provar-lhes minha ternura El-
las verao ao menos quando en nao existir mais, que
1 pequea Branca, essa humilde companhetra de seus
hriuquetlos e tle seus esludos nunca deixou de esti-
ma-la-.
Sem duvida Vmcs.ja sabem, meus charissnios
prenles, de que ar.lis fui vctima ; Deba ordena que
lierdoeinos aos niissos nimgos ; que.o, pois, esque-
cer ludo, c mo Ibes lembro esle crime senao para
pedir-Ibes, que nilii julguein mui soverainenle mi-
nha conduela. Dupois de semelhanle vergonba eu
natfipiiilia mais viver era Nurville. De rerlo liz nial
era ceder ao arrcbalamenlo da thir ; pois, ueuhuin
(irelexlo pode justificar a infraccao da obediencia to
menor a seuslulures, du lilho a seus pas. Julgo nao
ler deixado oulra mancha em minha curia ejgslen-
ria : paspan) inhibas lagrimas apaga-la Fui irapel-
lida pelo desespero.
E agora, meus cliarissinios prenles, forroso he
dizermn-nosnin elerno adeos. Uma s cousa dulcifi-
ca um ponen a amargura desle momento supremo,
he que uiiiili.i muri realisu o que ler-rae-hia sido
doce fazcietu vida. Daqui a puncos dias os bens que
na realidade todo o poder, mesmo militas vezes as al-
Irbiiieoe.s que nao caliera na sua aleada. Quanlo 10
poder execulivo, representado por um presidenle
eleilo por quatro anuos, as suas prerogalivas sao se-
guramente poucu extensas. Elle duide o direilo de
amnista com o congresso ; negocia c concluc os tril-
lados e as cuiiv enct's de inleresse publico, suhmcl-
lendo-se sanccSo das cmaras ; declara a guerra,
mas depois qoe o corpo legislativo lem decretado ;
dirige as operaces militares, mas sem poder cni-
inandiir em pessoa : nomea os empregos pblicos, mas
com asimjjles reslriceao de que as mais altas hncenos
da adminislracao e da magistratura sao tle eleicao
popular, inclusive as dos governadores das provin-
cias e dos menibros to supremo tribunal do juslica.
O visto legislativo de oulro lado he necessario, raes-
mo para os adiantaraentos militares, a partir do grao
de tencnle-coronel. N'uma palavra, he mni de re-
cejar que nao seja mui simplesmenle a ajiarrhia or-
ganisada; nao sera cerlamente urna barreir sulli-
cenle contra qualquer pcnsamenlo de dictadura que
se sinla haslanle furle. A consltu^ao nuva coilm
um ultimo artigo que entra n'uma ordem depreoecu-
paces que j assignalamo. F'sle arlgo aulorisa o
poder execulivo a negociar tratados com Venezuela
c o Equador para o reslahelecimenlo da uiiiau co-
lombiana sobre .a liase federal. Aeora se cuntiere a
presidencia e a cousliluicjto que.acaham de so inau-
gurar ao mesmo lempo em Nova-Granada.
A nova' atlrainislracao, assim como j dissemns,
nao parece ser oulra cousa seno uma coolinuacao
ta precedente. Com ludo mais de um symploma ja
atiesta um trabalho singular dos partidos." Depois de
urna victoria prolongada e pouco disputada, o parti-
do democrtico leude a fraccionar--, a dividir-sc.
Por um lado silo os moderados, os que noquereiii ser
chamados socialistas, que rj'uerem fallar dos grandes
principios progressivos, mas que nilo qoeriam leva-
Ios al o extremo,demcratas Ihenricos que j se
van assuslando das paixes brulacs que contribuirn!
para desencadear. Por oulro lado silo os'rlenles do
partido, os demcratas exaltados os que qiicrcm ir
adianto e que o epithelo tle socialistas nAoespanta tle
maneira alguma. Eslea se -en era tas massas popu-
lares qne, em essencia, nao se inquietan) com o lilip-
ram empreslimos toreados ou voluntarios, producios
tle requisices sugeilos a reembolso. Por outro lado,
resla certo oumero'de dividendos da divida publica.
A divida granadina se eleva a 377 milhes de reales
ou 188 milluips de francos. Depois de todos os seus
dilbyrambos democrticos, o general l.opez, na sua
niensageiii do f de marco de 1833. pedia pergontar
ingeiniamenle como se chegara a fazer face a esla
situacao sera augmentar ascontrihuicoes, sera para-
lysar a inrrhslria nascente do paiz. Pouco depois, o
general Obanan se va reduzido s eslabelecer a mes-
ma queshlo e della fazer o objecto de uma communi-
ccao especial o congresso.- Nem um nem oulro
percebia a relacao que potlia haver enlre a triste poli-
lica desde alguns anuos, cestos inextricaveis emba-
raros linanceiros. Os homens de estado da Nova-
Granada tratarain de procurar meios para encher o
dficit e alligeirar d alguma sorle o peso enorme ta
divida.
O ultimo ministro das (mancas do general Lpez
imaginara; para suavisar a divida, um processo cu-
jo alcance Jura impossivel calcular desde enle rou-
menty. C insista esto preceso'uiaa loleria de bens
nacionaes, organisada de lal maneira que, cada |>or-
tadorde um hilhete de 10 libras estorlinas sempre es-
lava rerlo de ler uma sorle de tlez fangas de Ierra, e
al. se fosse favorecido pela fortuna, uma sorle de
5.000,3,000,2,5(111,1,0(10 fangas. Segundo os
clculos feilos. fura insler, para cobrir a divida es-
Irangeira, por om lu ria 1,123,309 fangas de Ierra.
Esle plano linha oulro resultado,o de altrahr aserai-
gracoi's -olire o territorio da Nova-Granada. Sem
se referir expresamente a esle syslema. o seneral
Obando posieriormeiile iiincionav ainda a aliena-
cao dos bens nacionaes cuino um dosjneins de dimi-
nuir a diviila e de melhorar a situarlo linanceira do
paiz; ainda propuoha uuiras medidas, e 'desiguava 1
especialmente a possibilidade de oblcr recursos ra-
sideraveis em compensadlo de uma prorogaco do
privilegio do caminho de ferro de Pauama. O. me-
lhor meiocunsislira em restabelecer a ordem no paiz,
dar a lodos os inleresses essa garanta uecessaria do
urna polilica protectora e sabiamente pralica. Enlo
he que a fortuna publica se poderia desenvolver as-
ante para reparar os dficits, e o caminho de ferro de
Panam se tornara um verdadeiro elemento de rique-
za, em lugar de servir tle expediento para obler re-
cursos Iransilurose lalvez onerosos. Al hnje, se-
gundo o ultimo relalorio do vic-presideote da c.uni-
panhia, a linha frrea do islhmo est terminada so-
bre 11111a -exlencao de vinle e Ires militas; parece de-
ver eslar concluida uos fins de 1853, al o Panam.
O novo deslino que esla va de rommunicaco ubre
para o islhmo dva lugar recenleinento ao projeclo
de federalisar esla pnrcao do territorio granadino.
Pde-se ver por esles traeos principaes o complexo
do roovmenlo da Nova-IJranada uestes ltimos'pe-
riodos. O que sempre vai causando ilhpresso, be o
rcinadu ambicioso e malfeilor.ou esleril dessas irisics
tendencias demaggicas que forja abriram uma es-
Irada para o poder a 7 de mare.o de 1849. O anno
passado, a eleiean de um novo presidenle oflerecia
Uma probabilidade, por mais duvidosa que fosse, de
cessar esta dnminarao oppressora. Iloje s resla
veiilicar-se uma nova victoria para a democracia gra-
nadina. O general Obando dilHcilniente se sublrahiria
as influencias que o elevaran) ao poder, e lalvez sti a
anarrhia possa Irazer a Nova-Granada por um clrcu-
mo pertencem cabirao em suas mo. porotte Vnics.
sau us raeus nicos prenles. Dos nao queira que eu
os desvie de seu natural destino Nao careco.pois.fa-
zer testamento. Todava lumu a liberdade' de confiar
ao senhor principe de Ponlhis, o qual lera a bonda-
de de encarregar-se tle eiitrcgar-lh'a'|uamin gu nao
existir mais. uma simples lila Ctinteudo alista de
diversassominas, que tleslitio a algumas pessoas po-
bres que me soccorreram na adversidade em que cilii,
e a servos allcicoados.
11 Acbaro tambera menjao de tuna soturna rieses-
senla rail francos, que he o arlgo mais imporlanle
ta nula, lauto pclu seu valor como pelo seu objecto.
Destino-a a uma fndanlo que resulta de niens mais
ntimos senlimentos, o lenho a esperanca de que con-
sentirao em sua execurao. Desojo que a rentla dessa
somma sirva cada anno para dolar tuna urpha du
municipio a que perlence Norville. G>mo esse mu-
nicipio nao be grande, posso presumir que nao se ve-
r mais uma orpha riesprovida de todo o recurso no
lugar eiaque passei minba curia edolorosa existencia.
Julgo, niens cliarissiinos prenles, ler dilo ludo,
e se minba cabera enfraquecida pela anproxiiuac.lo
da morle esqueceu-se de alguma parlicularidade,
confio em sua hondade c na solliciturie de Mr. de
Ponlhis, que repararn inhibas omissGes.
Adeos pois, cliarissiinos prenles, parto adian-
to, eu que sou a mais 11105a e a primeira de nossa
familia he que vou para os ps tle lieos, o qual esro-
IIn-a -me para offerecer a orarao cbUecllva. Bem Ibes
tlissc eu era minha caria tpiando sahi d Norville:
it Talvez elle rae reserve algum grande fiviu. a
Ora, que maior favor pude Dos conceder-me do
que chaiuar-ran para si'!... lleuriqieta, Carlota,
adeos, inhibas queridas primas, niiihas irm.las tle
infancia '. recchei meus bcjos e perraill ao mesmo
lempo que vossa prima moribunda vos. supplique,
que sejais sempre respeilosas e obedientes para com
vnssojpai evossa mai....l''orroso beseparar-nos,adeos,
adeos ludo o que rae foi charo! ullranca d'Orbe.
a Graudiieu 3 de outubro tle 18...
Ellaassignou cum a ino trmula eslas duas ulti-
mas palavras; e lornando a cahir cxler.uada sobre os
Iravesseros lenlou sorrr c disse :
Ah Mr. de Ponlliis, o senhor nao pode crr,
quanlo -nlo-nie alliviada ....agora s rae resla es-
perar o lira. Logo que eu deixar de exislir.'monle a
cavaHo sem perder ura minuto, corra a Norville e
lea-Ibes esla caria... 'Quem sabe quantos desastres
pode ura iiistanlc tle lar.lanca causar cm urna fami-
lia entregue ao desespero c a pcnsaraenlos de ruina e
liuinliaeao !
Assim Ih'o promello, respondeu o principe con-
teiiilu as lagrimas.
Elle uaoousava mais raoslrar-se fraco era presenga
de tal lirnieza.
Passado o prmero impulso, elle recobrara esse
carcter grave e elevad.:, quo o distingua cm lao al-
to grao.
Branca diclon-lhe a lila de seus donalivos parti-
culares, na qual foram inscriptos lodos Os que a li-
nhara servido, niio sendo esquecidas as pessoas do
casal das Acacias. .
Aos donalivos era dinheiro ella acrescenlou a ima-
gera de Clirisloeulivro de lloras em favor da pe-
quciia Blaiidiue. Branca nilo esqnuceu-ee tle seu
vellto meslre de equila^u, .Me lorie, nem da velha
que levava-lhe o sulenlo ao quarlo nos,' dias de re-
clusau. De corlo esla ultima nao mereca semelhanle
favor ; mas essa alma clirislaa derramava seus be-
neficios al sobre seus i nimgos.
Quanlo 4 minha querida Diana de Rochelaille,
disse a moja terminando, a pe..soa que eu mais ama-
va nesle mundo, a irma de minha alma... que pen-
sar ella quando souber da morle tle sua Branca?...
Ah pobie amiga,,lilil.is muila ra/.ao do dizer-me
no prmero da rin que elle appareceu em Norville:
11 Praza a Dos, querida Branca, que elle nao se
abliejmaia era leu caminho I 11 Ah! Eslava em mi-
nba- raaos cwla-lo ?... Mas, perdoc-inc, Mr. d Pon-
lhis, esquetju-me de que o senhor espera minbas or-
deus... A' minha. querida Diana nao posso deixar
nada ; e tle que servira ? Seu coraeao nao carece de
signaes exteriores para lcmhrar-se da nossa araiza-
de !... Todava depois que en innrrer, corle urna
Irauca de meus cabellos e leve-a minha querida .
Diana-
Branca rcoolheu-se un momento e conlinuou com
voz mais frara ; porem. extremamente doce o de al-
gum modo caberla por um senlimnlo de pudor : "
Kesla-rae fallar em uma pessoa que rievqta oc-
rupar o primeiro lugar nesla lisia... Ah que da-
diva seria digna dq^seiilior'.' Nohre corncjlo que afer-
rmi-se a toetis passos cmo o genio do Bem, quando
o rio Mal me appareceu... O senhor a quera de\<>'
uma unirle derenle... quasi feliz-pelos cuidado* e
sentimenlos alferluosus, tle que rotleia tuna pobre
moca abandonada. Piedusn amigo, deixu-llt" niens
despojos niorlaes... deixn-lhe esse resto de p que
finir de mira... O eco niio pennillioqiie eu pxitlesse
oflererer-llie mais.
Dizendo eslas palavras, ella lenlou eslendeNibe a
mfio, e, apezar d sua resolucin c tle sua firinezaT^si..
principe nao pode deixar de molha-la com algumas >-
lagrimas.
Esle Irabalho e as emo(es que elle fazia nascer,
acabaram de esgolar a doeMc.
As forras Ihe fullarain lao completamente, que
Mr. de Ponlhis pensou que ella ia expirar. O medico
acudiu : era um temur infundado, mas desse mo-
mento em litante o enfraqueciraenlo, fez rpidos pro-
gressos.
Vendo que a rodeavam e que lodos os semblantes
evpnmian a dtir e a pethile, a moga inoveu ainda
os labios para dizer: ,
Na verdade, meus amigfc... nao eslou pade-
rendo.
Quanlo durar ainttoaessa borrivol situado ?
[leiguulou o principe haHl.
Mui poucu lempo sem din ida, e julgo ser ho-
ra de cuidar nos ttlliuos sacramentos, re-pomieu o
medico.
Mr. de Ponlhis mandou immedalainenle preparar-
ura carro para ir buscar o velh sacerdule, que fura
director de raadamesella d'Orbe, e que Ibc fizera pre-
sente do livro de oraPs. Elleciiegou pouco antes
de auoili'i-er. fir.ou tinas horas fechado Com adoente,
e quando sabio do quarlo fnebre, suas leicbes u-
ueraveis exprmian u enlhusiasmo.
Ah senhores, disse elle crguendo as maos ao'
co, nao he mais nina crealura hiuuaua, be um auju
que paira ja lias ri'sii'j celestes! (Coiilimiar-sc-ha^
\i


.'"""';"'
lo ds experiencias as condicoes de um deseuvolv-
nwntn mais recular e roaU conforme a toclus os seus
olereaies poltico*, moraes e maleriacs.
^(Annuaire de* Deux Mondes.)
'NSULADO IX) BRASIL NO l'KATA 20 DE
NOVEMBRO DE 1838.
< orrespotidenria das folhas allemSa' sobre o rio*
Anta zona*. Prala, llha de Martin (larda, ele.
Nova York em 28 de outubro de 1863.
A l 'nio, folha da capital da l'niao de Washing-
ton, qoer saber de nesociacocs pendentes (ta Ingla-
terra com o fin de segurar a posse de Cuija. Esta
folha tem relaroes lies rom o noveroo, que se qui-
/-esse podia ser bem informada'.
Por outro lado, falla-se em onlras folhas de urna
uoiao reilerali>a das colonias inglezas do norle, que
serla presidida por um vice-rei, o qual se rorrespnn-
derla com a corda ingleza, e leria a sede do sen en-
verno em OuebiTk ; alguns dizem al que a viagem
de lord Elgin (iiiha relaeSo com este plano. Em
lira, esle plano de modo nenlium excluira ai ten-
tativas de annexacao, antis talvez as promoverse.
Mas simal de conlas silo estes lalvcz, golpes de
gladiadnrct de osleulacao. que nao* lem vontade
alcuma de nm combate serio ; mas que Uto somenle
querem -engaar aos oulros. Lord Firebrand he um
jugador de carias aslulo de mais. para se por mal
com seu sobnnho, que lia um anno anda era seu
companhe.ro de jogo na Turqua. A nossa mai
palria lem bstanles vexames com esles seus lili,,,.
transatlnticos, nao he misler addicioiiar-lhrs anda
oulros do sen proprio lilho. He verdade que fcil
seria despenar o ciume da Inulalerra, a exleusao dos
nossos longosdeilos al o mesmo sul .leste conlnen-
te. J temos um tratado de commercio edm o l'
raguay, e ja ha casas americanas estabeleridas em
Assumcion qne suslenlam relacoes rom oulras casas
americanas estabeleridas em Montevideo, por va de
vapores americanos; que cada vea mais avoltaro na-
quedas aauas por- ser esta urna sahida conveniente
para nossos vapores velhos. que por serem ronreiros
ja n3o servom aqui.
Elles lem os seus agentes em Cuco e em oulros
lugares do lado austral das Cordlheiras, la cui-
dar da compra de gnlla percha, da gomma elstica,
da la a de alpaca e de oulros gneros.
Nlo lardar a promptiiracao de caminhos' de
transporte para o Oriente, alimdeevilaro embarque
cusloso em Callao, lsly, ,c. O privilegio obtidu
pelo capilo Wdliamson de NoVa York, din gover-
nos bolivianos c brasilefros para a vantajosa uave-
eat-o do rio Amazouas, li sustentado por casas in-
fluontes em Boston e em Nova York, e incita a oulras
unprezas semethantes, rujo fim commum he explo-
rar .cxploilcr, por conla propriac independentemen-
le a America loda. Ja a nosa inaprensa americana
principia a faier grande btilha nesle sentido, e islo
nio deba de ser um signal seguro de que a agulha
magntica do moviraento popular ser dirigida nes-
la dirercao. Cilarei agora lo somenle como exem-
plo una passagepi de nina folha da Nova Orleaiis.
rallando do Amazonas. A abundancia dos pro-
duelos he absolutamente excessiv, c inexsotavel a
ferlilidade da Ierra, e nunca locada por um ara-
do. O Coucboue s pode lomar a cidade do Par.,
n urna das prncipaes melrupoles da America. Esle
porlo oceupa o mesmo lugar no territorio lluvial
do Para como nossa Nova Orleans no Mississippe, cun
a antea dillcrenca a favor daquelle deque ludo o que
entra naqueras aguas ou dellas sahe deve furtosa-
menle locar em Belem, porque neuhuns oulros rios e
nenhuns caminhos de ferro.tesen volver ocommercio.
As lerjas situadas aira?, deste. porlo metropolitano
sao de urna exleusao igual Europa sem a Russia.'
Ellas fornecein para a exportadlo madeiras de cons-
Irucco c de maraara de fjraude valor, grandes
lorres sao proprios pata o cullivo do trigo. O immen- s ""ansarefies de
so territorio lodo lio, como feito de proposito, para a' ,lmvinlos '"lados
produccao dos grandes producios do commercio, do a""dos- Sim, l
algodao, do tabaco, do arroz, do assucar e do ca- "
cao. A sua riqueza mineral he proverbial, tanihem
de diamantes prelos, de carvo de podra ha abun-
i "!jt ,"mo ne inaeP*"ei Ia* grande parte
do terreno lem um clima salubre, e que ascommu-
nicaroes aquaticas sao sem igual no mundo todo, he
evidente a grande importancia que. aquella paiz ele-
ve proporcionar ao nosso commercio.
todos os aftluentes do Amazonas sao navegaveis
ale o interior mais remolo, e em comparado de
muilos dalles os rius da Europa, vecbi gralia. o
Wolga, o Danubio sito meros riachos I.a o Alie-
no ria um rio de quinta classe 1 verb gralia. oMa-
deira. A navegara nanacha obstculo no Para al
as Ierras alia* do Peni, da Bolivia, e al o coracao
le varias provincias interiores do Brasil
Ora, laes pinturas sao bem calculadas para malar
a avidez do fuerof chamar um povo desordeiro. A'
quesiao donde hSo de vir os hrarus agricultores para
aquella lerrilorio tropical do Amazonas? J os Yankee
do sul da linifio lem respondido: a saber, fa/ernlo
ir os mulatos e negros, emancipados (manlimissos)da
l.niad para la em lugar da l.iberia. Por via da gen-
te de cor se lem ex plora do, o sul da L'niao, espoladas !
agora se quer que venham os braucos para tornar
producliva a Ierra por estrumeacSo, e por is-
lo jnlga-se que sSo inminentemente servicaesos AI-
letaaes, como ja se acba comprovado nos estados aus-
les da Uuiao ; u gente de cor se loma a daralleo-
LO.NM I.ADOERAI. 1)0 IMPERIO DO BRASIL
. INAPRISSIA. DRESDE. EM o DE
NOVEMBRO DE 1853.
artigo da gazeta de Colonia de 17 de novembro de
.18.13 sobre colomsaruo e emigraran nos lista-
dos Unidos na.tmeriai Central no'l'ert, no Chi-
li sobre a naregrao do Amazonas, dos affluenles
do rio da, l'rala, sobre Martin Carda, etc.
Questo'es vitaes da America do sul.
Colonia tm L de norembru.
Na emigrarlo allemaa para a America um vira-
men|o (phrase nova) se esla preparando, que merece
atleiiran.
Depois das esperanzas liio.exlravaganles enlrolidas
acerca da colon isacao ns Estados Vnidos, iucvilavel
ra una reaccao. Livros e gazelas de emigraran se
apoderaran) desla dispnsirSo reinante para recom-
ii le ii la i a America do Sul.
Torna-sc mister todava nao perder-se de vista que
a diltorcnea do clima entre a America do Norte e a
do Sul, embora soja mu grande, he trivial em
coiiparac3o dillerenca elhnographica.
Qneiujemigra para o ineiodohomensdedescenden-
ota anglo-ainencana, mora entre prenles, quein ar-
riscarle a viver entre hespanhoes americanos, quasi
que sahe fora do mundo. Aonde ageites predo-
minam, existe um impelo corajoso, urna aioifeza de
WW. um alrevimento sobarbo ; ha progressos
aconipaiihailos ao mesmo tempo de nm reconhecimen-
to prompto, e execurao de ludo qiianto he til e pra-
lico lambein em cousas menores, individuaes ou so-
ladas, valor da indiriualidad* a-par do res-
peito a fe, aonde estes governam, I regra geral
be: mconslancia, vaidade, inercia e fanatismo. Por
oda a .arle se vao creando como fruclos daquel-
las qualidades felizes, insUtuicSes polticas esociaes
qiiepatonteam igor juvenil, intimamente penetrado
da prudencia madura de povos mais amigos. L'm
complexo de estados que anda nao solemnisou o pri-
meiro teslejo secular da sua existencia, que ainda lem
le vencer exlensoej de Ierra desertas, tao vastas,
um estado edificado em bases Uto collo$aes, j desen-
volveu um commercio e tima induslria tal, que arai-
nha do mar e do fabrico por machinas se acba obri-
gada a contemplar este joven gigante com admiraciio
i te envolla com apprebensoes. Islo le cerlo qtier
dizer alguma cousa e he alguma cousa, he de im-
porlancia para um individuo lornar-se n'um rama
de urna arvorc tal! Quem imagina que jamis che-
gara a hora.para os Americanos do Sul, em que com
referencia n elles inri I uglez possa pronunciar pala-
vras laes, quaes Cohden pronuncia na sua falla re-
cente aosjornaleiros de Barnsley com referencia aos
bslados Unidos, a saber: Nao aflroxes em vossos
esorcos, senao venridos seris na producto fabril
por machinas:Tal hora pn.vavelmentenunca che-
gara; a menos que fossem revigorados os povos da
America Central e do Sul, de modo tal por urna fu-
sao intima com elementos ang'lo-americanos e alle-
tnaes, queperdessem completamente os seu's dislnc-
livos os mais characlerislicos e^hegassem a ser povos
novos mais provavel tudavia ha. a. sua mistura
sempre mais forte com as rajas africanas, indias e
oulras raja bastardas. Com ludo nao se podo desco-
iiheceijaem lodosos estados levantados as ruinas
das possessoes transatlnticas, porluguezes e hespa-
nhoes, um cerlo inslinclo da imita salvadlo possivel.
Cada -vez mais pronunciada, mais urgente se torna
a o desejo de emigraeao em Costa Rica como em
(lualimalaem Per, em Chile, cono no Brasil, ele.
Innegavel he que mais' fcilmente se domeslcariam
la as racas romanas (Italianos, Erancezes e Hespa-
nhoes) mas fraca he a procura-para ellas nos ditos
patata, o grite dellas he: Alternaos, Allemaese mais
Allemjles! ,
lie sobre a emigracilo de Allemaes que aponan)
as transarc.oes do, cornos legislativos, assim como os
'-- entre aovemos alias lio pouco con-
. he talvez a nica queslao a da emi-
grofao, a cujo respeilo eslo om harmona osditos
estados e os partidos sem numero que os dividen?.
A Allemanha boje, como d'antes, he a moi de po-
co*, que lem sympalhial e filhos pelo mundo lodo, e
que cuida em seus negocios proprios somenle quan-
dolem salisleiln os pedidos de lodos os mais; a co-
mecar da desembocarTura do rio San I.orenco al
do no da Prala, de Valdivia al Australia' e San
Irancisco.em loda a parte o Allemao s-rvio de mas-
sa para preencherovacuo! Emloda a parle ha arli-
DIARIO DE PERWAMBUCO, QUINTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1854.
sefazparlicipanlc, da mislura das raras, lomando
J i por provado que nao hasta dar inslituires livres
aos descendentes dos Europeos misturados'com a ra-
ra africana e Indiana. Sustentando queesie assump-
to da mistura tina facas lem sido lolerado al agora
com mula levmndade. querem justificar a condue-
la a este reipeil dos Americanos to Norte, mor-
ment pela-degenerarn emnleza do povo mexicano,
que lem absorvido mnilo sanguo africano e indiano.
'INTERIOR.
CORHESPONBENCIA DO DIARIO DE
PERNABU3UC0.
PARA IIIBA.
Mamanguape SI de dexembro de I8S3.
Tcndo-ma imposto a obfigarao de parlicipar-lhe
peridicamente o que fosse occorrendo nesle munici-
pio de Mamangiiape, vou boje cxpor-lhe a chronica
d*slcs ltimos 15 das,, decorridos der us de minha
pnmoira carta, datada de 17 dn mez que boje lem de
findar-se como anno de (853.
Nndia 17. quando aquella carta j segua viagem,
ra informado por jiessoa fidedigna, de que por ordem
Jo subdelegado de polica deste dislriclo, se baria
procedidoo embargo em duas barcajas que eslavam
lomando carga no porlo desla villa, islo por haverqm
recebido a bordo melhor de cem saccas com uriana
'le mandioca se'm licenra do governo : esla rt-
va surpreadeu-me bastante, com quanto j ha dias
me hoiivessem contado, que por ordem superior ema-
nada da secretaria da prcideneia, eslava prohibida
nestemunicipioacxporlacao.de lal genero de pri-
meiraneces.id.ide, pois-ainda'nao havia acreditado
na existencia dossa ordem, por nap ler sido publica-
da, para que ningtiem se chamasse ao engao, ))or
me parecer extempornea, vistea exlraordinaria a-
bundancia de familia que veio ao mercado durante
osmezes de agosto a-novembro, priucipalmenle fa-
zendo subir a exporlaco a mais. de duas mil sacras
por mez ; e porque me lembraque durante a admi-
nistrara,, do Exm. Sr. Dr. KlavioCWmenlinoda Sil-
va t reir em principio de selembro, por o-casijo de
se Ihe baver cncaminhadoumaropresenlataoalalres-
peilo. ttnha-se assoalliado nesla villa igual nolicia que
verifirou-se depois ser falsa, e por estar n duvida
por que usa to phraseado-segundo he fama___.tan-
dillem minha primeira carta mencionei o digno ad-
ministrador lesla provincia como aulor dessa prhi-
bicao : o embargo porm picedido (nao sei por
que le anlorisado) e o rclartlanenlo das barcacas por
cinco on seis dias. at que fossem mandadas 'seguir
viagem por S. Exea quem os prejudicados irame-
ialamente reccorreram, me liravam toda a duvida
acerca da existencia de urna prohibico que a meu
ver a par de um diminuto beneficio para os consu-
midores desla villa e seus arrehaldes. Iraz considera-
vel prejuizo aos produclores de farinba, que ho a
citan que mais abunda nesle municipio, apezar de
ser lao desfavorecida como moslrarei se for contesta,
do; aorommercio em geral, bem como aos consu-
midores dessa cidade do Recifc, que assm eslao pri-
mados do talo forte fornecedor de um genero que bem
poucos dispensan), eque enlrelanlo lem um consumo
extremamente consideravel.
He sabido que nem toda a farinba que d'aqui lem-
exportado, era fabricada nesle municipio, grande
parle vtnha dos municipios de uarabira ou Bana-
ueiras,emesmo do Ro-Grandc-do-Norle, altrahida
pelo preco-queella cnegu aobler nesle mercado, c
que pobna seguramente os gastos do fabrico, e o
transporte; mas he tamhem sabido qne aqu era que
os productores vinham entrega-la por venda aos ne-
gonanles, consevando-se sempre o mercado abaste-
cido de lal genero.embora por um preco mais subidos
mas que todava jamis podia ser considerado como
excesstvo, atienta a grandeza da medida dealqiieire,
por que se fazem as compras e vendas.
Boas entrada
Icilnr o
da auno llies ,lo-eja o sen constante
( Vicloriense.
(Car(a particular.)
TITES0URAK1A DA FA/.ENDA PROVINCIAL.
Ucmomiranw do saldo e.rislenle na caira do r.r-
cinco de 1853 a IH51 rm 31 dedeztmbrode 18)3.
saldo em Urde noveinbro
UV-P-.....V 2lb:0tri8l
Keccila nocorrenlo mez. 8711-J8615
----------------3Q3:fc>!)g09<
82:110811'
Uespeza dem
Em cobre
notas.
Saldo. i0:9885!182
.50-5982
. 22ll:!l:tK500O
----------------220:93!I82
O Ihesmireiro.
Thonta: Jo* Sa Silva Cusmao' Jnior.
O esrrivo da rcreila e despeza.
Antonio Carduzo tle Quriroz Pantera.
Demonstrara-' do saldo e.risirnlt na caij-a de de-
posila* em 31 de dezembru de 1853.
Saldo em 30 de novembro
P-1........
Rcreila no correte mez.
Despczaidem.....
171:1135801
Em cobre.
olas.
letras
Saldo W:.)08955I
99560
7338IIU0
112:7653)991
..........----- ,v^uv. fc,, ,,,,, |,d,lc ,la ,.
mes e agricultores honestes Allemaes, meslres de
.escolas, artntef, liomens de genio, perdidos tam- -- -..... nttwu,
rbem-vatbosl En, oda a parle o, Allemaa, ser- cinco mil res por a.queire, n islo a onteu por
O Ibcsoureiro,
Thomaz Jos da Sitia Cusmao' Jnior.
O escrivan ta rcreila e despeza,
Antonio Cardoza de tjueiroz Fonseca.
Uemonslranio da saldo existente na caixa especial
. do ralcamento a* ras desla cidade, em 31 e
dezembro de 1853.
Saldo em 30 de novembro
p. p
Rcceila no crrenle mez.
Despeza ideni .
Em cobre. .....
nulas. ....
12:1085910
:tooo
Abalado o meu espirite por lao funestos prnenos-
licos, rom ludo nutria- a esperanza de que o Sr. Ro-
cha se comodissee melhorassc, j pelo correciivo e
licaoque a aravidade e modestia .le orna senhora of-
ferecta multas vezes as extravagancias de um mari-
do, eja mesmo pelas variadas obriaates, que com o
sen novo estado teriam de pesar sobre elle.
Euganei-ine ainda em meus clculos. Nao se oas-
saram mullos dias, que o Sr. Hucha'por farlos es-
panlosos nao provasse, que era o mcs.no homeinq.ie
linha sido, prometiendo Ser vantajosameiite peior!
D-si.ecessariose terna parlicnlarsar os desgoslos
m amarguras que o Sr. Rocha deu aproar minha
lilba,i porque veem lodos, o que a urna senhora fra-
ca e-delic-ada poder azer um homem que estuda e
tez garbo em ser perverso e immoral.
Lomecado aqui o sacrificio de minha desdilosa fi-
iba. era necessario complela-lo mais longe, o onde
eu nao visse, ou pelo menos nao soubesse no mo-
mento. B assim fo: leudo tle embarcar para a pro-
vincia de Alaaoas o halalhao do Sr. Rocha, minha
Bina, como queadevii.hando o reslo que a esperava,
liuda hesiten em acompanbar a esse'marido demo-
nio; mas por lim, cedendo a essas considerar,^, que
dominara a,uma senhora. que prezandt. sua'honra c
repulacaose nao quer ofierecer divagarao dascon-
jecluras. resolveu-se a seguir com o seu algozl
Ao I mi alu, onde o Sr. Rocha lorou aos ltimos
excessose desvarios! e laes foram elles, que minha
blha.apezar de sua estudada paciencia e moderacao,
nao podendosofl-rer mais, implora o meu socco?ro,
memfri'"6 ^ f0SSe M,V"r daS gnas desse ho
Aailado, e conmovido o meu espirite pelo lirado de
minha lilha, sem perda de tempo vou a Alagn.s; e
ah ebegaudo, depois de exprobar ao Sr. Rocha o seu
negro procedimenlo, depois de dizer-lhe mais do qne
quizera, que anda tei menos do que deveria, con-
clu asseverando-lhe que o meu designio era condn-
zir minha fillia para minha companliia, j que elle
era indigno de pssai-la.
Esmagado o Sr. Rocha pelo peso dos remorsos, e
nao se pudendo defender das aecusaroes, veio a an-
nuirque eu conduzisse minha lilha. Poisbem : vol-
lo com minha filha desassombrada e pacifica, para
minha rasa, onde principio oua compensar por dias
de pazeserenidade, os dias tormentosos que Ihe dea
I^WSOltf P*Mar esse mando desleal, e verdadeiramcnle mal-
2:0009000 va,1n-
171:1138801
:tO:60.58Vl
ti3:.5088V)1
Eslavam os qualro documentos cima transcriptos
competentemente reennhecidos pelo labellio do Ro
de Janeiro o Sr. Jos Cardoso Fonles, e bem assim
sellados legalmente.
PLBLICArlEsTieiDO.
Saldo.
1035910
IfOlISSIMK)
-~ Bffi*V2saaftSt: SStJSS^fars: ^^^trs1*^?:
!I1" .da S* em "n," 1"%. dalado de 13 do basiiva lembrar nste Aimo.JrZ 1...'..
10:1118910
O Ihesnurciro,
Thomaz Jos da Silva Cusmao Jnior.
O escrivao da receila c despeza,
Antonio Cardozo de tjueiroz Fonseca.
uenwnsiracao' do saldo existente na oaixa es-
pecial da ennstrurrao da ponte do lecife em 31
de dezembro de 185::.
Saldo em 30 de novembro i
P-P. .1......
Receila no frrente mez.
27:O0SOO0"
3128730
... .,. ,,, Aiieiunas ser- .: imt res por altiueire. m;is sin ......i...,, .
vem senao de fomente de civi,iSa5o, ao menM dees- que, tendo algara di pr^Zelt olTrTl e'x
t r I :.. I t i;_______t
O mesmo impelo, pouco definido, em combinaeso
nm uro,. :.. u.tJ>__S. _.: ....
--------.'~r**i r"*-" uiniimii, ni vuiniJiii,ir;i(i Hn
comapressaoexercidapeloorienle.queperinittioaos r *------..... <
nossos ntecessresespalhar-seirresislivelmenlesohre r,n,l!,(lue poderara fabricar.ainda mesmo com algum
o paizes dos Celtas e ,lo Romanos, tornou-se de no- "'
X'iX hiiilnr,v ..- .n.L KAm.t__ 1 & a _
, .__------w-.w^ ....... aixritiaiius, iu(U(llI--(> I
vo poderosissimo nesles tillimos dons decenios! Mo-
cos e donzellas, liomens de idade madura e os nies-
mos velhos esta emigrando com urna confianca, co-
mo se a elles perlencessco mundo, emquanlo innega-
vel lie que o que primeira experimentaran sao peri-
gose muilo Irabalho, poisqueo comer deluda n
emigrarse das massas invnlve tlependenca do'clima,
dos hornera eslrangeiros e tle cdslumes novos! Mas
embora cusle muito o comeco, o preco dos seus
sacrificios nflo deixa de serum futuro de melhora-
------------------------. .--.-. tiw.1 >*: uriii,..i uaraueit- ^>-....^.a ...... ..cixa ue serum luturo de mclhora-
re para os fazersubsemetilcs a exploragao dos Uto- mente material, de salisfacao poltica de em^rarao
souros lo Brasil. Acham-se al ja' con'irmailas as- moral, lal como as rircumslancias presentes be i'm-
minlias-ideis cima pronunciadas sobre o pou- possivel, ao menos na patria allemaa; e esla lamben)
co .mrito que lem na realidade as sobrestadas de- be a razao parque os estados nmnieni frnoBnm
-------------^ ..._j. ....,., ,,,.,,,,,,,, ,,,,,,1^ HU1..C O pOU-
CO .ment que lem na realidade as sobrecita.las de-
mons-aces seiflt-hoslis entre esle paiz e a Inglater-
ra, pelos tratados que acabanr de erconrluidos%m
perfeila harmona |ielos delegados da Inglaterra e da
tranca, conjunctamenle com o nosso, a respeilo da
navegacao livre dos rios da Prata, Uruguay e Pa-
ran, ele. e!c, coma Confederarlo Argeulia; e a
respeilo do commercio. navega: la e de amizade com
o estado deEnlre Ros !
Nada por rilo tambera impedir as nossas especu-
lacAes no lerrilojio do Amazonas. A lodo o homem
perspicaz deve lornar-se evidente pe"lo que se
ada dilo cima, qual (je o mnvcf das acees dos
Americanos do Norle, o que he que elle tein.em
imrai todava .em muilas folhas,'mormenle em fo-
lhas allemaas, ainda se est disculindo com grandes
esforcos a queslao da iuimisro nos negocios euro-
|!us. Quando chegaram as ullimas nolicias doeslado
da cousas entre a Turquia e a Russia, era clara-
mente perceplivel que al os refugiados polticos j
se acbavam penetrados forlemene da atmosphera
aqui dominante, e que a demonstracSo de Segraham
era urna cousa sem fundamento solido a tlespcilo da
grande concurrencia de* ouvinles na Halla Metro-
politana '.
Mesmo aquelles qae em 1818 e 50 eram cheles do
moyimentn quizeram primeiro ouvir mais alguma
cousa de positivo, antes d'cncaminhar-se pan l pres-
larem a sua coadjuva;o i causa, e nao ha probabili-
dade deque elles se vio, lerao muilos dos seus ulicos
cumpanheiros. A mor parte dellesjesl presa pe-
la avidez do lucro Nnguem ainda lao frisanle-
mente retraten a esencia do Yankeeism do que o
redactor do .Htsland, o Dr. Wielemann, auandn
disse :em quanto na Europa duas naroes eslao bri-
gando por amor de urna vacc, urna p'arle seguran-
'lo-a pelos chjfres e outra puxando-a pelo rabo,o
> antee so cua em nrdetdiar lirar-lhe o leile !
Taes verdades nao poderu ser trazidas memeria
bastantes vezes.
Tradnzid por extenso da gazel'a de Auasburn
de 14 de novembro de 1853.
---------O-.r,:---------
O BRASIL E OS ESTADOS DO RIO DA PRATA.
As gazelas brasileiras c cartas particulares que irca-
bam de chegar pelo llimo vano, eslao cheias de
nolicias. e das mais mleressanles por falla de empaco
t'xlraliimos lao somenle o segiiinle : _
O congaesso da confederacp argcnlina reunido em
sania Fe, nao havia aceitado o pedido da dentissAo
to presidente, governador provisorio, o general lir-
lllll/'l O ll.i'a l,l\l l.lllljtlaB.:.___t_ 1
i -i i-------. ---------- ------ rarju un cuugresso
nafta declarado querer preslar-se a lirar ainda por
mal tempe a ma do governo da confederacSo. As
13 provinrias reunidas no congresso acham-se pm es-
lado Iranqoillo e pacifico, o qual lem experimentado
ido . iludo do Rio eni companhia de varios oftlciaes mi-
litare* para a provincia brasilcra to Rio tirande, e
estabelecido o seu quarlel na pequea cidade Cerri-
tos, situada no rio JaguarSo, que forma a fronleira
entro Brasil e o t'ruguay, por conseguinle na mes-
ma fronleira. Todas as cartas particulares retehidas
do Rio Grande haviam indicado j ha mnilo lenino,
Iae exista o plano de promover urna revolurao'uo
rnsua\.
O aacarregado de negocios brasileiro ejn Montevi-
deo.* qual htije be ministro do gabinete no Rio tle
Janeiro, havia procurado os pretextos mais frivo-
los para enlreler querellas conlinnas com o governo
montevideano.
O fruco dos ses esfort;os he a fuga do presidente
(iro.de Montevideo,ea lomi-icfio de um governo re-
volucionario, no qual o filado Rom Rriirluoso llive-
ci i-upa um lugar.
, .Menos bem succetliilos.parecgm haver sido os esfor-
rosdoencarregadode negocios brasileirosPereira l.enl
no Paraguay, para excitar de alguma sorle a revnlu-
ran. N urna ola datatla do mez de agosto do auno
correle, o ministro dos negocios eslrangeiros para-
guayense recapitula todos os esforcos que q encar-
regado brasileiro linha fcilo para este Om.de um modo
tao comprehensivo e franca, que impossiveliie enlre-
ler duvida alguma a respeilo do inaudilo comporta-
metilo doencarregado brasilero.e ISopoucoa respeilo
da tendencia do governo brasileiro em promover a lo-
do oeuste.por itilr.gas.a anarchia nos paizes do Rio da
l'rata.-J.i as ulUmas noticias do Paraguay nos in-
forman) da saluda do encarregado de negocios brasi-
leira.deAssu,..pcao.-Seacc>s.) 8verno brsi|ciru
for de opini.10 que por laes nwios ello havia de
poder remover os Iralados sobfa a livre navegacao dos
affloenlesdoRio da Traa, effe de cerlo serifeura!
nado ; e mui compreheiiivellodavia be o mc'do une
lem o Brasil de um dese#olvimento parifico ,1 es
lado do Rio da Prala, aonde j est abolida a escra-
ridao. e os quaes nao lardarau a adquirir prosperida
de e forca pelo commercio e pela emigrado qu
Unto promovern) as tratados ltimamente realisados
enlre-ns eslados europeos, Estados Unidos, e os da
confederacao argentina.
F.xtr'ahido da gazeta Berlinenu de Voss, n. 268
ae 16 de nmembro de 1853.
N. B.Poura duvida pode haver de que esle ar-
tigo-heescripto de urna parle que so oppe a emi-
grac^o para o Brasil, e que esla opposicao lem sido
muito augmentada pela grosieira polmica suslen-
mi por Uguns dos agentes bamburgueze,
be a razao porque os eslados pequeos "fornecem
cotilingeutes mais cousidraveis em proporrae ao.seu
tamaiiho."
Um .clima sao. Ierra ferlil e situaro favoravel
para o commefcio do mundo, sao as tres condicOes
pnnripaes tle ma colonisacao prospera. O Allemao
medra melhor l onde lem um invern duro (com
gelo prolongadoa A Ierra melhor do mundo, sem as
viasdeeommuniearilo por Ierra ou por agua, preci-
sas, be um cabedal morto;quanto maiores e mais .'re-
quemes meios de communicaco, e esta rpida,
qii|tilo maier soceao e ordem no governo, e quanto
maiores garantas de prolccpto de vida ede proprie-
dade, lauto mais se pode reeouiniendar a Ierra, o res-
pectivo paiz.
tossue por ora tifos-
Eslas qiialidadessaoasque pos:
mente a L'niao Americana, fie, poij, loucura, se
_-.----------'?**"" m*ct puta, mucura, se
genio qne alguma fortuna lem, emigrar para Per,
Unte, Cosa Rica ou para o Brasil!
Oulraeousa acontece com aquelle que nao somen-
le nao lem dinheiro algum para levarcomsjgo.masque
ale se acluemharacado por amor do dinheiro da pas-
sagem; para elles nos Eslados.liuidos muilas veze,
por cerlo, acea lem cerla Mina I emquanlo os
Americanos do Sul Ibes ollereeem condicoes que por
cerlo oOerecem um nido mui consideravelmenle se-
guro, mas que lodavia a urna familia que nada ten) a
perder, oflerece a possibilidade de adquirir como
lempo urna existencia honeste, anidada em posse ler-
O governo peruano, agora mesmo. depois de ler
concluido com o d Brasil um Iralado de'navcgacau
livre pelo rio Amazonas cima, ofierece a todo oa-
dullo que emigrar, 72 "geiras allemaas (morgen) de
torra, e ametede a caja crianca, coniunclamente
com passagem livre al Para, na emlxicadura do rio
Maranliao, donde os emigrados scriio transportados
.ate o I eru em tlous vapores peruvianos, mas, nole-se
bem, a sua eusta. rz-seque um agente allemao lem
solemmsado com o govcpio peruviano um contrato,
P*lougiul11seohr'Sa<:<'ndoMr dentro deseisannos
1.1.000 Allemaes ate o Maranbao superior!
Qaanlo mais numerosa eavtillada he a emigraro
em um ponto qualquer, lano maior he a chega'da
feliz dos emigrados, islo he um fado inconles-
.u "3" aCi,rre,ilri comsig perigos para
oAllemao nao aclimado, o mero Iransporle flu
vial debaixo de um co tropical, e nao he conheci
do jaque OAllemao nao se acclima bem em pai-
zes quelites, que nalles nao medra physicamente.
no Brasil e no Cluli parecen)
..;. .~..?' -V-VT. K'o'^otio, o general br- '""avia as colonias no Uiasii e no Culi narerem
aZ'IT^T:^""3 f 'ICej,'-d" c""-r^ inf0mllaravel^'^^^eco,nmendaveisquPeapa
liavia declarado queier prestar-se a finir anda n,.r Ucinarao enroinnrasi .... ;..a *______4. ._ v-
iiripapo em empresas que anda sao meros eusaios.
lotlos os Estados da America do Sul se acham pe-
ndrados da rieaessidade que o commercio e transpor-
etlevede ser laciniado, que a navegacao fluvial
O qt vemos porm boje, depois de um mez de pro-
liib.cilo-. a farinba baixou, lie verdade. de selle a
iraortluianas despezas que sempre Ibes Iraz a testa
do natal, viram-seobrigados a procurar venda a'fa-
-------1- l '- v.-um Lttin ill^tliu
prejuizo; bem.ponca porm lem corrido ao mercado
pela insnlliciencia do preco, e passada a fesla peior
sera, continuando a prohibico.
A Senhora do Rosario foi ha pouco soflrivelmente
festejada pelos-prelinbos, que deste vez ainda live-
ram para folganca. a primeira c segunda oilav do
nascimenlodoSenlior.porhaveremmarcadd a fesla
para csse ullimo da. As ultimas noveu.s, apezar
de rezadas, foram bem rrcquenladas. houve minaso-
temne, permite, e procisaio. a que compareferam
lambentasirmandadesdoSantissimo Sacramento, e
do Coracao de Jess. S. Benedicto e o Corarao d
Jessacompanharam a Senhora do Rosario.
Volvern em paz esles ltimos qninze dias, leudo
bavido apenas dous excrcicios gynasticos, inglcza,
Despeza ideni.
27:3128730
3:O0O;KI
Em cobre.
olas .
Saldo
1008730
2i:22800ll
24:342^730
- 24:312;730
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da Silva Cusmao Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
DIARIO DE PERMBUCO.
Ja urna vez fallamos da irregularidade e incons-
laocia que se notan, em relacao ao publico, no servi-
co prestado pelos paquetes a vapor da companhia
brasilcra, e ainda boje somos obrigados avollarao
assuniplo, visto que a tal. respeito marchamosde mal
a peior. "
Ninguem mais hoje, nesla provincia, pode contar
comises vapores, quer para a remessa de carias e
correspondencias cominerciaes, qur para o transpor-
te de qualquer objeclo, pois que alera 'da incerteza
da ebegada dos mesmos, acresce que a agencia pre-
textando ao governo, ora a necessidade de economi-
zar o tempo paraabrevidade da volla, ora a falta de
vasos para o.servico da companhia, e nao sabemos
mais o que, lem conseguido encurlar de tal sorle os
prazos ordinarios da demora delles em nosso .porto,'
que algumas vezes at, hao sahido o mesmo. dia em
que ebegam.
D'ahi resulla que. nao sendo cerlo, como dasemos,
o diada entrada dos vapores, eso podendo o publico
ser geralmenle informado delle pelos jornaes,
lodos o, que ...leressam sabe-lo. sa"o apanhados des- falalidade, que sena" pode explicar.^o homem de!
, ii,iHifr?.rpiii-in-l \w<. Ciilo o cnin .mii-,tiIi a inim .. ^_^____..
levadosa scena, um por Jos de lafaaxeiro do Al "".....VT """"* UE la' n,oao 8C,Pa-
irn^rnc,jrr ro"_?ei"n,.eres,e "-'eressedosparlicolarea, que
(desse prara)e um Indio por norrJV
tro por una tal Auna Morena e nu sei quem mais,
pois nao iudaguei minuciosamente. O subdelegado
porem fez seguir para a cadeja a estes represen-
tantes, por nao haverem obtido a indispensavel li-
cenca do delegado para laes reprienlacOes, embora
volantes fossem e gratuitas, pois nao Ih'a apresenta-
ram. e dizem-me que tambem por lerem orado fer-
vorosamente ao dos Bacho
O commercio continua com Unta animacao. queso S n*oT,T"h "?* ,*' foi. ,,ef,,r
m negociante de molhados (lalvez o mai, ten 11 ^T8, ?*' .e" ol>i-,ga.orio, e tmpoM.
um )iegocianle de molhados (lalvez o mais orteiier
se genero de negocio) apurou melhor de seis'coulos
mente; lem havido ullimameule j para o Recite e T-uL. m "^^ m* -
para a cidade da Parahvba. J ^ireilos; mas o publico, esse nao lem diroMas a
para a cidade da Parahyba
Nao me consta que lenhamsahidoa publico alguns
tos laes papei? pintados que recommendei vigilan-
cia da polica outeo da.
Nesle momento acabo de saber, que eslao embar-
candoJannha, dzem-me que com liceni-a do adminis-
Iradorda provincia Bazilio Chrislovao de Vasconcel-
losl'alcao, sobrinho do nosso subdelegado, e Jos
Coi-lho da mi. ,_i --. uejusiicanaiural, que em.Iodos os contratos os direi-
itt3Zttl?S& ~*^*X!*!- <" Harte a parte; mas
, ti ------^ ^* ..... ..Mo i.ia, ue-
nauo porem de urna s marca : que quer istodzer-
ou ludo ou nada. "
Deoulra vez vollarei sobre o objeclo, j que agora
o corretoesla a partir. Adeos.
PERMITO.
COWtARCA DE SANTO AMTAO-.
Victoria 2 de Janeiro de 1853.
Joaqun Eugenio Simes, morador cm Abaos
Leicada, duas leguas distante deste cidade,o espan-
. cado por um primo, de nome Joo Eugenio Simoes
i- na naitedu 31 de itembtw, o to co-p dn d.ieio
i- a <|iie se procodcu, consla ter-se-lbe utiebraild a cla-
icuto esnuerda, provimenlc do una cacelatla, que
soflreu. 0 espaucado dizem que se cosluma a em-
briagar, e que nesse estMo tonav-se insupor-
lavel ; assim como que o espancador he homem
manso ; desla vez ponan sabio fra de seu a-rio
e nvapsido, eden ao primo boas tlespedidas tle an-
e por conseguinle tic pagar as
lo. Ooorge, que acabara tlevollar Europa. Lo-
go depois da sua chegada, Urquixa, entao na sum-
nndade da ua influencia, pblicou um decreto, pelo' sario dos liomens pietos, e no dia 1
qual se fraiuiueoii an Mmmmi -_______'," L
franqneou ao commercio e i navegacao de la a mi il fe/ J., t, i i fCS'
itacftesosvslema lluvial lodo da confeder *!./ ,' i- "T C0ln toda a **>*>*, pois esteve
otlas as naroes o sjsleroa lluvial lodo da coiifedera-
raoargenliiia, laoexlremamenle imporlanle, e pelo
qual a illia de Maitin Garca, que domina as entra-
das dos nos anllenles, a larga baha do Prala, nao
poderia ser possttida por um estado argentino que nao
subscrevesse a navegacao livre dos ditos rios.
Ora, a influencia de Urquiza snflreu lao repenlina-
inente um abalo tal que o governo presente de Rue-
os Ayres protesten contra o tratado de 21 de agoste
do anuo corrente.iiao por nao quizesse tambem a na-
vegacao Kvre, mas porque Urquiza nao possuia
poderes legaes da parle de Buenos Ayres para a con-
rlusaode urna lal coavencfo, e porque a ralificacao
deila da parle de Buenos Avres involveria o reo-
nhecimenlii.de urna dictadura, contra a qual Buenos
A)ros proleslara com as armas, e foi bem sur-
cedida, o linalmenle porque o Iralarro conten dispo-
sieties contrarias a iiilegrida.lt- e aos direilos desie
eslado, pois que a ilha de Mariiu Garca nerlenre ao
territorio ilcuenos Ajres.
Ora, sendo juslamenle esle eslado que protesta
contra u tratado, segne-se que os decretes do con-
gresso de Santa K, que representa tao somenle urna
popnlacao de 200.000 brancos.sao nullos,cm quanto
Buenos-Ayres qe tem urna populaCo ao menos
dupla da citada, nao esliver nelle representado,
lorna-ie, pois, n um meropedaco depapel a con-
vencao Irazida a Enrona pelas tlous diplmalas, a
menos que os Ingle/es e Francezes decrelassem me,
d.das coerc.vas contra Buenos-Avres, lirand animo
das brazas as caslauhas qnenies para (rquiza, o
qual paece al.- ler fcilo a cunta diste quando fez u
?*? ..Si1 """"""s as gazelas de emigracao
em dissuadir a nova aazela de emigracao bembr-
Bueta carnionisandu-sc lodas, como iambcm lodosos
mais escnplores da emigraco para paizes tro-
picaes, (inclusive ale, sobre este assumptojua persua
sao que o filli do norte nao pode sodrer con Ira
balho camponez. aariciilmrar ero urna zona tropical
qualquer, a saber, em Ierras baxias, sem urna deJe-
noracao rpida das suas tercas pbysicas, ta suasau-
(le P nta.Mbl.i. l-..l.nlt... C/. -I_____
elles podem felizes em colunias asUblMdasaas
ierras interiores altas de Pernambuco, Minas e
do Fiauby talvez, que nao seriam pralicaves sem
communicacoes tle ferro
usas do piwesso, o fianza.
Temos tido ueste dias a novena de N. S. do'Ro-
foi a sua fes-
-reja soir.ivelinenie armada: Iwuveram inissa can-
tada, acompanhada tle competenlc orchestra da
ierra mmlo lonrMrmSo, procisso, e rmalmeuto
dous bakxes aerostetieos : ea tudo presidio muita
ordem, que foi o melhor.
Agumas pessoas se a|>otleraram de terror pela
nol.na que vagn, de que na madrugada do dia 1-
sena esta cidade assaltada por desordeiros, que di-
/..ndti-seciososde suasliberdades vinham matara
aquellas que Icssen, o papel, qe osdevia reduzir a
cscravidao. As autoridades poJiciaas. lomamm bem
suas mi|as de ,ireveii(;u; mn.lai-am a cidade
coi,, grandes rondas, e nada felizmente Ikiiiv,-
[ueea sempre esperei; porque sea tksordeni devia
lerlngareom a loitur doia papel, este que ni.,
existe, nao podi> -ser l,l, e por eonsequeiifia era
unaffiiana Bda esla desrdelo.
0 nosso |K)vo ainda u.,n reeordaeoes das desor-
denspor alguns delles commeitidas' -cm j;inciro de
18.>2 por oceasiao de se por em execuo a lei do
nso, e totios os annos agora pela mesma poca,
aparece o mesmo p, de canliga, que de cert, nao
pode ser iMiloada, visto que urna, tal cous-a s po
detercal.i.nenlo, e adiar apoio na erassa ignoran
Ca, o na roa f ; porque quando se v os esforcos
queogovenm lem teito para acal,,r com a impor-
laeati dos AfBcauos, como se podor ore, de boa- f
.pie elle quena tscravisarosfilhos do paiz. He mul-
la ceguera, ea falla de castigo nodevido lempo faz
com que elle continu por quanto a impunidade be
mai dos enmes. Os gneros .le primeira necemda.!.-
loinneslasduas ultimas fcirassubido depreco; a
fannlf lem dado a 400 rs. a cuia, islo be,
. .,.,....-,, ,.,_. ,,,. .d,, Ua sua san- <" o uuu a uu rs. a cuia sin lio
deecapacidadede Irabalho. S. alaumas pensara que 12,800 o al.nieirc o feiiio a 480 ^ '
files podem felizes em colonias establecidas ias ,. ...!.l,l..' J 8 ^ aCUla' dvar
ZI ,^SW?" *& a V*** ""i0 "
nao senam pralicaves sem mais- m3 ne P1S a desordem que eu mais temo, ""'cial mai desregratlo e inmoral qtfe*linli l
...upara estas parles. Oulros porque au pudendo se passar soro comer.- ella teiu seo curP. ""'"nando-me ainda, que se aqui eslive-
aaterese mu.tes dissaadem, como J. noar.igo cima de atecar atodas asclasses, todostemos do soffrer. }^0D^"->'^ Pra Vi \h nao dee TnL
apercebldos e como de sorpresa, aconlecendo-lhes
muilas vezes ouvirem dlzer queq vapor lal sal lio,
quandoainda niio eslavam nformadis dasua chege- Jane.lro he promplamente removido para a nova pro-
ir. vmc'a '.lo AJ! Amazonas, e logo no mesmo vapor que
te celebra- ""(,.u"" E^m- W Pena, e mais empregados. ci-lo
j da, e procuravam saber se ella livera luga..
Tendo em visla o coolralo ltimamente celebra
do (em 10 de marco de 1831) entre a'companhia e o
governo, reconhocenjos que esle, por urna terca, de
ahslracco, que.alis nao admira, de tal modo sc^pa'-
Em maio de 1818 vi em o jornal, que o Sr. Roclia
Illm. e Exm. Sr.-piz Jlo da~Co*ia Palma, que
elle supphcanle lbe faz necessario que V Exc cor
seu respeilavel despacho, mande qlleo secretario de
a'., .CaPa59!iP'r cer|lu;, .av'so 1= o supplcanle
obleve da secrelaria tle niarinha para o arsenal de
marinha, que se acha archivado nesla secretaria por
tanlopede a V. Exc. disue-se deferir., suppijeante
na ferina requerida.E R. M. Joao da Costa
Passe. Palacio de governo de Pernambuco 17 de
dezembro de IKiXFigueiredo.
Em eumprimenlo do despacho relrn, rerliii, ., er
o aviso que o supplcanle pede por kerlidao do tUoor
seguinle :
?' w-,,,m- eEsni. Sr.S. M. o L, manda re-
metiera V. Exc. o rcquerimenlo junio de Joao da
Cosa Palma, ex soldado do exiiuclo cor|H> de arti-
maa de marinha, pedindo licar addi.lo, como pra-
t;.t reformada, a alguna dos rurpos lixos dessa provin-
cia, percebendo os respectivos vencimentos; atim de
que V. Exc. informe a esta secretara tic estado o
queoreorrer sobre a prelent-ao do supplcanle.
feos guarde a V. Exc. palacio do Ro de Janei-
ro em 25 de selembro de 8:,-Zacarias de Coe, t
i asconcellos.br. presidente da provincia de Pfcr-
uambuco.
Nada mai, se cnlinha em dilo aviso. Secretaria alMoVxT? rtnuT*^? T d0Cre, 10 de
do governo da provincia de Pernambuc. 3 de fanal- ? llnla modificado e inleiramenle assi-
F.<85*-"0 racial archivis'"' /oa "* ""I-do, podiam de boje em diante se modelar com
'ette Exm.Sr.-Olz^o da Cosla Palma que ,',? ^ **" ** ^- ?*- *
XWSASK1: A rtflma "-** le"ras.obje,,o
novembro de 1852. relaivameiitoa.prtencaodosup. "nan"nes reclamades, se linha oufora raai
aqui andar em trra.
. Decorreram os-annosde 1818,40 sem termo, no- ^^Xl Z^^ioafl'otTctlV'? .nlTw ,embrar ^ ^0 do ^reto"^
c dessesenhor; e,s que em 1850 recebo carta, &W-IX^ '^ .^ candidatos aobachare.ado ^ *
.i^^'i^-P-'-'-orrec.aoeeme, tt&V?ttSL'2'LXL Ct? ^ffl^Jtt S
. ~ a i"" vutrecpiii emen- com nata tle 2 .o mez oass;
da que fez o Sr. Rocha, asseverandooue arrenendl- aV Exc mu .-...Tii.. -"".' '',""" ';*.''*<"*' ~\~ ".....-"-> a es simp
i^rr^l?l^r_^Pa-harmonio com sulTmu- do'serrico ^m X^T^tU?^ '?.'"I^T* ^ "
se i>-
- do servico m icSB naTuod T" M,M w ,avorec,a nbalho
Ihei-,eque .sso feria iogo.queconsegu.sse do gover- considerado rrformfd'o m?ai .r1)" l'ava sem demora s offic.'uas dos
no passagem para algum dos co, des,, J5 en,reten,o,.se Jsen'^^r^' a.l^Z0, '.' aq"u "" :' "><"> *i STS
alado of- ""'tranodade dos professores, cuja responsabilidadc
no passagem para algum dos corpos desla provincia
pelo que pouco se demorara no Para, donde segua
cm breve para o Rio de Janeiro a solicitar esta gra-
ca, mas que caso a nao obtivesse, eniao rearessava
para o Paro, para onde esperava que minha lilha o
acompanhasse. Que plauo misterioso e sinislro nuc
nao linha elle! '
Cumprio o Sr. Rocha o promellido : em verdade
vollou em dezembro daquelle mesmo anno, foi-a cor-
le, e enin quanto nao alcanjasse passagem para aqui,
pode lo.lavia oble-la para a Rabia por ter permuta-
do con um nutro ohcial, emptegado no deposito
daquellii provincia.
Depois de vollar a Babia para entrar no exercicio
do sen novo emprego, pede ainda oSr. Rocha litin-
ca para vir ao norte a pretexto de couduzir a familia
que deixara.
Oblein com eiTeilo a licenca, vavao Para sem sallar
aqu e quando valla ti Babia annuncia o jornal da-
quella provincia a chegada do vapor, e no numero
dos passageiros ii.cluia-se o Sr. Rocha com sua mu-
Ihere dous filhos.
O Exm. Sr. marechal Jos Joaquim Coetlio, com-
mandanle das armas da Babia, conbecendo minha B-
llia, porque tle longos anno, honra-ma com a sua
amizade, sabendoser minha lilha casada cam o Sr
Rocha, dinge-se a bordo to vapor paraogerecer seus
obsequios; mas qual nao foi a sua sorpreza quando
em lugar tle minhalil|ia, depara con urna merelriz
com quera vivendo o Sr. Rocha escandalosamente
concubinado, lem o espejo de a inculcar por sua
mulber!
Cbeio'de indignacao volla o Em. Sr. marechal
coiihecendo desde enlo a esse soldado sem honra,
sem brlp, e que linha a audacia e destacamento de
mentir ao governo, exlorquindo urna passagem, nao
para sua familia legtima, porm para o objeclo de
suas devassidpes! *
Descontente, eassustado o Sr. Rocha com o Eira.
commandante das armas da Babia, vendo que all
nao poda estar bem, porque eslava descoberto, eco-
rao o boinem de ma f nunca lem eslabelidade, pro-
jecla, eronseguindo ir de noro a corte, levando oon-
sigosuanova e vergouhnsa familia.' Como por urna
cado o riiimencontia quasi sempre|e semcisto pro
leccao e favor, oSr. Rocha apenaschega ao Rio de
pnblico veio a tofgar-se urna enlidade milla, i de
nenbuma manera parlcipanle, por forca de direi-
los adquiridos, das vanlagens do contrato. as c on-
dcoes8.,9. e 10.a, uncas que sereferem ao pon-
te de que traamos, nenltuma obriaaro posilivn ie
impoz aos vapores de demorarera-se por eeiio ler npo
em um porlo dado, e antes fixando-se o prazo d e 4R
horas como o mximo, alen) do qual ido Ihe he
permillida demora algurr, foi derlarado gaa SMe
Vvt
provincial a obrigacilo de os despachar alai d<*Na,
sempre que isso fosse possivel. eoverao. parta -
-------- i'... .....w |.eue a exc
Am2Z%Z3*'-~'procu: ell,arava nauralmentda fr
bl.Tav.flM11"."*"" d I'ernambuco 2 de 21. qUe tta,av" mais nb" Janeiro de >i.-Pigueiredo. e tegnlarncnio por proras exactas
um (-'impr"nen.toil,MlesPacl"",el'-o. certiricosero : Porem tlevia-se por acaso conformo o a
avisoque osupr..,cante pede por eer.-daodo Iheor ltimos ^^Z^^T^Z^.
dos para asprovasoraes, nasquaos as/n-ic indicara as
seguinle:
-. .-- ..ywo pw. ene aneuanos, (
oeio5|t%ai,.rir'''',:i,0,.<'ue nmI,n"'iou o citado of- -luguae aos protessores, cuja resnons
ttSSS rSltearnna'a S fSTST W t "7 4 ^S*!
^L-^-lcom^.,es,adoph>Sfe. ^It^^^^^^Jff^
meto termo. Os prograu.mas forao cunsemdo no-
rem forao simplificados. Grupou^e materia;' L
usbmm mu ora divididas, o ,lumHro das ofesiojse
artoa reduz.de dous tercos, de modo quowiS o
espinlo do. arguentes e dos discpulos, .l,mimando
urna indusina peraiciosa.
Eleicaodas^soascue hao de festejar a 1-tS.TJtLro^L^a S^ *
Senhora a Boa-Eape.-anoa, na. Jpdla -"P>a. que o dSo d 0 7e &SjZ
do Montero no jJia 15 de jane.,4 do cr*> 1-e se juntosse da JLSTiZ
nnod.1854 .a^ose decida que esto prova JTSJSJZ
O Sr. JusE,.eve8JVfe,,0aele":a0- ^a^onipos.co latina, preslava-se ao ensino de a
?uza po?-e.eica-o. ^ >' TJ "^ ""'T' d *'"-*' rtlctrica "-
A Exm. Sr.J). enlwrinha I.uiza da ConceicSo fr C'a a.ma,s efl1^- 1"a se Ihe podosse conce-
em lugar cnmpaljvel como se.) eslado phvsico.
.Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio da Janeiro
ctnl de novembro del 8 3%.-'acaria* de CoeYe
vZTnC,e'""-penhT "resHen, P'ovioclTde
lernambuco>-Cumpra-se. Palacio do governo de
Pcramb,lc? lelem|)ro fle 18.-,o.._^r"?
ixada maisse cpnlinha em dilo aviso. Secretara
do governo de Pernambuco. 3 de Janeiro dVl854.-
0 official arch.vUla, Joao Valentn Villela
cial, eafim de o garanlir reservn para i ahaaaa
direilos; mas o publico, esse nao lem direilat aa ra-
traclo, sobre os quaes possa fundar suas rectaaiar^ai!
Que taes-clausulas fossem estipuladas para os lea-
posexcepeionaes, em que a Iranqulllidade publica pa-
nsa en alguma parle do imperio, ato se conc.me e
se justifica; que o fossem porem para os lempo or-
dinarios, de pazesocegn, be o que nos niio pitreee
muito rnzoavcl, nem de fcil juslincacno. He t-egra
dejuslica natural, que em.todos os contrates os d irei-
no contrate de que fallamos, preponderaran! tle lal
sorle os inleresse* da companhia, que s se poder
adiar algum correciivo a semelhanle excesse, em
urna boa execuco. As obrigaees negativas, os di-
reilos foram para a companhia; asobrigacOes p.wili-
vas para o governo, e s accideolalmenle'um ou ou-
Irodireito, para de lodo nao ser burlado o limitado
inleresse da correspondencia ollcial.
Esperamos, pois, que o governo da provincia,
visla deslas pooeas cenexf.es, e iirocurando itlcinlin-
car os seus inleresses com os dos haHilanles da mes-
ma, usar d'ora em diante da faculdade que Ihe foi
concedida pelas supradtas condicoes, com aquella
circumspeccao e equidade, proprias do seu elevado
cargo e da sua itluslracao, nao se deixando levar por
pretextes .Ilusorios. S assim poder a autoridad
publica entrar por alguma cousa no tal contrate. E
esle modo de cobciliasSo. dentro dos limites restric-
tos Has cbmlicOes, he perfeitamenle. juste, e ser
louvado.
Se preciso for vollaremos anda a materia, pois que
nessa necasao beiu como em nutras, pao somos mais
do que o orsao daquelles, cujas queixas ouvimos, e
cujbs iiileresses devem ser ailendldos.
Em lugar competente copiamos dous arligos, um
sobre a navegacao do Amazonas, e oulro sobre a co-
lonis.ir.ao, os quaes nos foram rcmetlidos, e jaira-
duzidos pelo Sr. Slurtz, nosso cnsul eeral em Ber-
lim. As materias que fazenj objeclo dos ditos arli-
gos, e a preciso e dareza com que sao traladas, deve
recommendar a respecliva leitura'.
....pregados, e
embarcando-se lambemcom sua concubina dsfarca
da sobre o honrado titulo demulher.
Tocando aqui o vapor vejo entre os passageiros o
nome deste homem, para mira lao funesto, cora sua
mullier o dous. lilho*!.. Enlo apressado corro ao
Exm. Sr. marjchal Sera, que naquelle lempo coro-
mandava as armas aqui, e em nome de minha tao
acinlemeiile ultrajada fllt.a, supplquei-lhe provi-
.le.ncias. O Exm. Sr. Sera, mantenedor da discipli-
na, chelo de execcao, vivamente tmpressiouado de
minha queixa, e com a bondade que lbe he, conde-
cida, presla-se a desaggravar-me, expedindo sem de-
mora suas ordens para conler e punir o millar im-
pdico, edesrosrado: mas infelzjnnte ludo foi tar-
de, porque o vapor j linha partido em procura de
eu tlesiiiio. t,c perdi as providencias que esperava,
aabei o omnenlo de licar grato ao Exm. Sr. Sera,
aauam pero licenra paralribut.ir-lhe.as hnmenagens
JTV resP1''10. e sincero recoiihecimenlo.
st pois o Sr. lente Rocha na provinvia do Al-
la Amazona*: e em quaalo l despejadamente des-
Irm-la os envenenados prazeres de sua immoralidade
vive aqu minha lilha repassada tle desgoslo pdos
marlvnos que Ihe fez passar esle monstro, e ainda
nuil* pelo opprobrio,einsullodeabaiidona-la poressa
de*irarada, a quem lem elle sahido Iludir com seus
embustes.
Se oulros fossem os meus principios moraes e re-
ligi.isos, oulro certamenle leria sido o modo de desag-
eravar-me. oulro o meio tle conler a infamia do Sr.
Rocha, de lavar as injurias e aflronlas feilas minha
lilha; objeclo nico de minha ternura e meus cui-
dados?
Mas. ja que (ante noposso (porque o nao devo fa-
zer) ao menos seja-me permttido trazerao dominio
do publico o procedimento do Sr. Rocha para com
minha filh.t. a quem peranle Dos e os liomens rece-
ben como esposa.
Se em qualquer homem simples be censuravel e
criminoso um tal prccdimenlo, censuravel e crimi-
noso duplicadamenle o he em um soldado, o hornera
de honra, eque sobre um symbolo sagrado jura guar-
dar, e fazer guardar as leis de seu paiz: o Sr. Rocha
porem, sallando por (odas as considerasoes, sem res-
peilo a Dos que o esprea, aos liomens que o cbn-
surara, que o amaldiroam, e lei que .. pune, alm
do mais, commelteu um dos maiores crimes as leis
miniares, qual o de fallar verdade a seus sune-
nores. '
E assim he: o Sr. Rocha pedindo por diflerentes
vezes pass-agen*.ao governo para sua concubina sob
o titulo de mullier legitima, munlio despejadamente
e por ctiiiseqiieucia commelteu um crime.
A prova de ludo islo consla dos documentes au-
tlienlicos que. abaixo Irascrevo.
Concltiindo, proleslo solemnemente manter os di-
reilos uecompelirem a minha AHia, ou reivindca-
los de quem quer que loucamenleos pretender usur-
par: quanlo ornis espero que chegando esla mi-
nha cxposirao, ou queixa ao alt conliecimenlo de
S.M.o Imperador, dignar-se-ha semMuvida delo-r.v
mar na dcvitla consideracSo a conducta desse Quicial U0S C *
falsario e fementido, ordenando que sobre elle re-
cavara as penas da le, seuaopara sua cofreccao, ao
Maia.
A ... Escrivao por cleicao.
O &r. Anlomo Jos Rodrigues de Souza.
Esrrivaa por eleirao.
rtc .. .Tliesoureiro.
O Sr. Manuel Cordciro Vieira.
n Procuradores.
OsSrs. Manoel I encalves Ferrara da Silva.
Joao Alves Guerra.
Luiz do Reg Barros.
-Nicolao Machado Freir.
Oes t ^u,i?esPf<>teclores.
J 5o fV, M- 7- 'ln' 'lo Monl8 Cannello.
Joao Francisco Regs Maia.
Joao Hermenegildo Borges Diniz. .
Aislo Vieira Cocino. '
. c ^ la'lm Prolfeteras.
nh!""aS Carl'a Emilia GarneirodaCu-
D. Jacintha Villar.
D.GindidaRosa Goncalvetoa Silva,
u. Mana Venancia Baslos.
, Devota.
a m-* 5r-* D- iUr" lfelen'' P-X de Mello.
Assignado, o vigario Francisco Luic de Carvalho.
LITTERiTlRA.
rioridflde facticia, recompensa presumida de Irmm-
plios comprados sempre muito caro,. Esta procura
excessivaa.succcssoii.alia ler sobreJadofuneMa. m-
stx|uencias para os -primeiros estjdos, na idade em
que urna direcQi) falsa e exclusiva pode tempr-
inellcr o futuro iuleiro do mancebo.
0 decreto de 14 da setembro de 1852, 'promul-
gado por parecer do oonselho superior da insinu-
co publica, consagrando urna nsliluicao presada
umvers'idado, fez desapparecor os abusos qe s!e
linbam ah inlroduzido. O coneurBOgeral, censerva-
do para os discpulos da diviso superiorioi abolido
para os da diviso degrahimatica. A idade foi di-
minuida, para nao haver lugar para a usurpaeoo de
preparatorios arlificiaes. O concurso foi prohibid.,
aus discpulos que, na mesma classes, tinham'obtido
urna nomeaco o anno precedente, e aquellos que,
nroadoseni *-uscolleKiosparlirulares, nham loda-
Matloscjdo ao desojo de una ehratt.
A til severidade dealo regulamento, fundado na
mais exacta rustica, nao lew mpedi,|() a viva mo- '
Wdade, que tome parto Ub n.ncarso de festejara su,,
voiiacom Hbiloecoin urna ordem ad mi nivel. m,.
se nao t,nha visl0 desde mujto i
A. Vl,l
O bacliarclado em IcUras o o bacbarelado em ci-
encias, cujas condicoes geraes o decreto de 10 de
publica.
Mas para que este fim fosse com effeito cousel S^JEH VlS^V S
guuJo convmha assegurar-sc^ convenieutomente de da tducacao scieuUnc! ,tos CuT'eri T!^
^e os inest nao deiiariam de explicar nenhuma ^untoeSTJk^Z
parte dos pmgranimas de que osesUrdantos nao dei- esp^ciaes dcstinadofver fic^ 1 nh ra l^T
unmi de comprehender nenhuma dellas. Desla de cada um dos ".andes rinms l T^1"'
cadea decoubecimentos aproximados com intenro ram0S d" SC,eUC,a "-
esymeiricamenie apelados uns nos oulros, one- i-P IX" '
!,,%. *. .._ Era a escola normal, donde sahiam os professo-
: fifis Ivi-oii^ i.,,.. .1....;.. ..^l____ m ... '. ww%
dislinctos.
stre derrama do alio daca-
i mesmo a mancebos,.
Ua poucas familias, que lit truhn !
deira pode nao scVsullicienle mesmo mancolKis. o'^mlZIZT
MpenmentadoauctresstdddcxlHfazer dar a seus filhos L a, '"lS para p,eParar ma*K
ora das classes, u.n ensino accessorioque, tn mui- ",T "? f *rt Vckrtadeito3 f** tes casos aujrmentava de, vezes as*de-s^as ,1o en- ^n'lhos^o Wten,hro' aPProdes pelo
sino, (luiz mi.Bii,. ______'. 'nl,l" superior da iisiruccii nnlilM ^i,_ ;. ..
- r.........
nliam singularmente apcrfeioa.Io. Ordenei aos
provisores qile orgauisassem em todos os Ivceus
ratuilamente para os pensionistas, com joma deg-
pW para os evteniospor meiode tresexerciciosdif-
tereiiles : as conferencias que, a,.m llo mor(0 ,,,.
aproximar o profesor dos discpulos pela familia-
ndade da conversaciio, tem a vantagem de podeV iv-
professores fetos, as repeles que pelo contrario
auxiham o Irabalho de cada dia, sejuindo passo a
passo os iBancobos devi.li.los em pexTuenas sen-

rme I sua forca
COBRE^PO^DE^Cji
AO PUBLICO.
A histeria be tonga, mas he verdadeira, e deve in-
teressar a lodos, para que lodos se lvrem de urna cr-
iada, igual a em que cahi desaracadamenle! E e 9
o que quero que o publico saiba.
Quii o meu mo fado, que no infausto dia 16 de
agotto de 181.-. caiasse minha lilha liara do Carra..
Kodrigues de Miranda com o lenle do primeiro-
halalhao de caradores o Sr. Alcxaotlre Jos,- da
Rocha I
Esse homem, que alias nunca ronquisiou a minha
simpallua. para quem nlhei sempre comaversao as
pruneirasvisiias, que me fez, e cuja presenca me
.Itsuerlau sempre emoees desagradaveis, como que
predi'endo os dissabores que me fari elle provar-
esse homem emfim que me nao asradava, nem pelos
seos gestos, e nem pelas suas maneiras para marido
de minha lilha, em resultado, por informaeoes ine-
xactas, ou para melhor dizer, |ior urna dessas fata-
lidades, que irresistivelmente nos conduzem, acce-
dendo a seus pedidos, conllei-lhe o que linha de-
maiscbaro sobre a Ierra. Quanto no nos he fiel o
coracao '
Effectuado esse consorcio desventurado, essa al-
i- llanca desgranada, bem pouco lardn que o Sr Ro-
cha nao realisasse por seus fados o que eu lemia por
minhas conjecturas. "^
E com dalo o Sr. Rocha, brusco, sem educacSo.
e part net ludo, de urna inimoralidado inaudita
pr.nc.pioii logo.a maltratar minha lilha, leudo s'
rigorese asperezas para retribuir sua blandura e de-
licadeza, de mamara que, a conduela desse hamom
veto mo so a dar realidade as minhas apprehensnes
como a conlii-mar as lermeis inrormacoes. que del-
le me deu depois o respeilavel Sr. coronel Rosado a
quem indo eu comprimenlar, como commandante do
naialliao a que pertencia esse desalmado espojo de
minha lilha, cum um assenlo de dor me disse, Due
me, naofelicitava portal oni.lo, porque o Sr. Rocha
menos para que pelo exemplo do castigo se nao alre-
vam oulros a sesuir a mesma vereda," e amargurar '""' """', ....."' 'l""",u
os das de una familia, como fez o Sr. leoonle Ale- l>ronnos professons do yceu
I I.. UM... '- -~ ...!.. .
landre Jos da Rocha com a tle
d r J!'So ""ngues de Miranda.
Kecite de Pernambuco 4 de Janeiro de 185*.
DOCUMENTOS.
.",- i1'~^;AMe'> que da escripluracao da com-
panl.ia bras.le.ra de paquetes de vapor, consta ter o
lenle Alexandre Jos da Rocha embarcado para a
PfV"';..... ''"ra a bordo do vapor Imperatriz no
da -2 de marro do corren te anuo, levando em ua
companhia sua irulher e dous filhos menores de tres
anuos e haverem desembarcado naquelle porlo no
... referldu mel a,1"o. como se v dos avUua
e altestados que Janto por copia. E por ser verdade
eme ser pedido maudei passar o presente, que as-
.. Kscriplorio da companhia brasiteira tic pantieles
tEZr!" dSW i,os'8 WdomS ileju-
llio de 18.j.1-----.Vico/uo A>//o Carneiro Leo.
!h. >. Illm. },r. -De ordem de S. Exc. o Sr. gene-
ral commandante das armas, rogo a V. Exc se sirva
mandar dar passagem para o Para no vapor Imper-
!i.:. que ..odia 10 do crrenle segu para o norle
.,ocoronel Jacin(Jio Pinto de Araujo Crrela, lenle
coronel graduadb Manoel Machado da Silva Sanli ,-
ge, primeiro lenle Ilenrique de Amorim Bezer-
?'J',"Z "> Amorm Bezerra, tcnente Alexandre
jse iia ocha.-
- Dos guarde a V. S. Quarlel general da corle
*?*?. ,8,31--1Sr- rente da eomp.nlZ
br.is.te.ra depaque.es de vapor. Marque,"Leo.
< iV.f.-Rio tle Janeiro. -Ministerio dos negn-
no. da guerra. 2> de fevereiro de 18",3. Ma.ule
V. tic. dar passagem na barca de vapor que seaue
par., a provincia do Para multler e dous lilboslie-
Ate^n ir .""i".'1"^""" taWM de nfanlaria,
Alexandre Josft da Rocha, que para all segu.
Iho. S V- "" ~ l""' Jos Coe-
.. N. 1. Alleslo, que por ordem superior, em-
bartineiiia corle, no dia 12 do crrente, a bordo Jo
paquete Imperatriz, e fui transportado como passa-
SnV T."n' COm ""'",,a malher e dorn lillio
meinres de Ires anuos, () leudo sido fornecidode
comtnedonas a re pelo respectivo commaudante at
lioje da em que tlesembarcam.Hi.
J',T ? e Jos
aa focha, lenle do dcimo balalhao.u
I cha*' t0m0 menle desPeJadamBnle olal lente Ro-
os evames quq aguerreiam
preparam para povas, as quaes
temo de produzir os fruclos ta inslrucco reeehida.
Para acreditar elesxrxercicios prescrevi que elles
felps tanto quanio fosse possivel pilos
De ouira .parle, alim de obrigar'os professores ;,
preeneberem na -lasa- lodas as indicos .le seu
programma particular, sem amplia-lo nem restrin-
gi-lo, sem alterar a sua economa nem u seu espi-
rito, exig que ILiesscm com evaclido rj diario de
seu ensino. Nestes registros, que o provisor e os
inspectores lem oitlein de verificar com cuidado,, e
que-serao os mais preciosos documentos de nossos
arduras escolsticos, o niesire.indica cada dia, por
alguns (reos rpidos as quesies do programma que
izerm o objeclo da li^-o. e os evercicios com que
as tem desenvolvido. Deste modo lem sido wssivel
regular o procedimento de lodos os cursos, impedir
que a negligencia precipite ou enfraqueca a sua
marcha, eo capricl. das ..pintees pessoaes o alu--
rasse a unida,le do ensino nacional.
VII.
0 concurso geral que, adnindo cada anno os
discpulos dos Ivceus de Paris e to Versailhes para
urna lula .commuui, influia |ala emulacao dos
|ir..pnos meslres nao s uo nivel seno' na diren-V,
dos .suidos, devesse ser posto em haimonia cornlua
nova altribuit-o.
Esla fesla secular da muridado linha sido ti objec-
lo de muitas en ticas, e apreseniava *om efleiio al-
guns inconvenientes. He mais til ainda une pe-
ngoso dar, por seu biilho, aos mant-.-hos .una alia
idciado inleresse, que o proprio esla, lo liga aos seus
tos. Mas se dev,.ms permittir ao seu amor
proFio esta .-veiiaro .>, ,,,., ,,., i,fi misler ciicuntrad''no
"por um termo as espec'ul,,^ j, ,(ue ella pode "S Nos' o I? **" d'P W^>dos
ser o nretoxin. "Si t "os leremos por felizes, se por
ser o pretexto.
Tem-se visto
fundarera a prospuridade
!!? a'8UUS disciP"'os
mesma el.
cerros cliefes de
de si
tos annos na
- "ro.-.iii, tn
vezes para ci&Sses inferiores, ou os obrigivam a cul-
tivar tal ou tal genero de exercicio, com exclusar
de todos os outros; este a versao, aquelle g llienia,
nn mo.., k- t- 11. s-~---------. ei. a seccao srieniiiica, imada desde
no oulro a historia, ahmdelhes asseguraruma supe- nos de um modo intimo faSfc*
- principio deslai nsii-
luicao, he tmha ja- assiguarJo por fim, nSo formar
ipressadamenie intoUigancias inexperientes pa.adis
*
dor wremarnscava-sea provocar vi viasimas reclama-
Sue da parte_das familias, impondo aos sensnlb,,,
pravas fora de proporcao com as condicoes anteno-
tes dos exames. Se pelo contrario K ;;dn|)lava
duaiTamenia a c^mposigao franeen, bem pouco se
tevava lllvel las ,lvas J^^
'le em prendido a todas as ,,ossas reformfc,: fez" -
anida ver oeste Detormioou-se que a sorte'deci-
dira se o candidato deveria fazer urna conrposto
ranceza ou urna composicab launa. Esla medida
lao moderada quanlo pode parecer transitoria, he
entretanto, e os jutzos dos evames nao o esqueeern,
urna daquejlas que mais devera contribuir nafa a
rastauvaco dos bous estudos.
' 0 bacbarelado em siencias, que pareqa n0 de-
ver servir para verificar os estudos seiemTficos dos
Ijcetis, nos deu ura dos meios os mais estmndoso de
atoslar a sohc.lude do governo pelas Baraturas
elme. Urna versao latina, a eSkaagomS
ores a tin^francezes altana. inglezes, ques-
teesdelusto.-.a.Megcog'rapliia e de lgica, represen-
dat. s tem feto em eonimum con, os candidatos ao
jarciado em lei.ras: L,n profesar ,1a *W
Mullicar os ramo.de eusinp o^^.gZtJTS,^ r"*** '
2?i?^.^ aisU,,aoo A partescientihea des^Totcharelado teve ,,e

Ogostoda erudicao, esta paixao dos povos cne-3
Itecidos, ps quaes profcrein a ve,,,aJc lnmntavel ;
investigacoos das formas mudaveis que ella tama
as divcrsas^iiMcas da historia, liuha ,ku.co e ,.,,-
invadido c desiialiirado a escola normal.
0 ensino, emv de re propor urna dnulr,,,:,
forte e fecunda, tmha insensivcjmeote degenerado
em seu vasto repertorio de lembranesse de contes-
tecues; depois so linha fraccionado om muas ospe-
eics de nomenclaturas estranhas urnas s oulras
-onrorme sedestinavam a regisiar os vicecitudes do
gosto.dasopmi^oudos-cosluraes, os discpulos
na lingoagem ofhctal so rliamaram a si mesmos 1
Itralos, philosoplios ou historiadores. (Js tres lul
nos passados na escola normal empregados o
pnmoiro om procurar sabor que parle da erud, a
se. cultivara, o segundo Cm tornad um erud do"
o tercero em vira sor u.n substituto. A uriosi-
datle e a disputa era o fundo'de toda essaeducacao
eo fim de todw esses esfonjos; o pouco *?,.i-
davaemfa/.ei-se professores da moeidade, sem Ibes
trapor un methodo regular e comiiiun..
He esle pelo contrario o tin, ,,,. 0vo regula-
memo a- propoz. l)c boje em diante o piimeim
i") passado na escola normal ser consagrado a
una revisao profunda dos estudos doslyceus. o se-
gundo na peparagao especial para o examede li-
eonca, o (erceiro na apa-ndizagem* particular do pro-
hssorado. Esta marcha lie commum s duas sec-
'j"es distinelas das leiuas e das scicncis ; para urna
cuino para outra, os couht-cimenlos humanos esiu-
dadosiMii si mnsnit. antes ,lu que nos inciilentes di-
urna historia, sao um ohjecto de ensino ,. nap je
discussii ; a verdade demonstrada por seus princi-
pios, fecundada |K,r suas applieacoes, torn.ijii o lu-
gar da erudicao sobrecam-aa d'e su,s curiosida-
des e de suas duvidas ; o taludo profundo ecompa-
,-,|o das hngoas classicas snccedcu procura de
parlicularidfltlesda historia lilleraria a arte de tor-
nar s.-nsivcs as consecuencias, das verdades scienti-
l.cassnhsiilu,,,;, arlc de tornar as ,|i(illi(:,Vo mais
sublts ; ludo leude a restaldeeer nos espiritos a.lis-
npl.ua viril, que fez a gloria das- epocas ceden-
Em urna inateria.lao lclicada ninguem poderia
IlWS?--|^ ^l-se de ,e,-
s
ocaso temos claramente indicado o Om, en
^^T !r de r^ eonstanieotou^os Sos
-
. .as casas no reno- mais .seguros de o conseguir. ornfcSfe ^
,e elles demotavam mu,- duas secees da escola normal, taoJEfUS
-. taavam ate algumas ripios differcn.es, cijos resultados a experie i toi '
i- mostrado, c dos quaes s o tempo podera perniillir
" que se faca urna applicacao suflirienuMnte razo-
*el- A seccao scieiilifica, ligada desot^niitos an-
wienisa,


I
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1854.
V
I
la qual segu o curso 8 relele o ensino, teman du-
pla vantogem d determinar com mais preciso o
qu.i.hodas licoesda faculdade, apropriando-se das
lu/i-s, i|ue ella deve derramar por sua vez entre a
luoctdade dos lyceus, de nianler no ensino scientifi-
<"o mi todos os seus graos, urna feliz conformidade
fc uWriua, do inediodo e de esforco. A soccao
Iliteraria, procedentemente submcltida a um rgimen
dilTerento, encerrada uo ensino interno da escola,
tinha sido exposta suspeila de formar una espe-
cie de. assuciaf-aQ, preferido a cultura dos estados
solidos, que linham feilo o oruIho do nosso pais,
de cortas opinies particitlams, perpetuad na
sombra, sem pariicip-acao e eni prejuizo da socie-
dade : e no roesiuo lempo, a faculdade de leltras,
nio bMiiki aem discpulos regulares, nem prograin-
mis concertados, solada de alguina sorle no cume
de ensino, do ipial ella nao linda nonhum meio de
liaiismiUir os resultados era os principios aos graos
inferiores da gerardiia, pereorria i vontade do ta-
lento oh da coinmodidaile privada de seus mestres
um campo sem limites, cuja ceifa ninguem poda
I'nyK.zeiiio-iios restabeleccr entre a faculdade. de
leUra* e a aeccao Iliteraria da escola normal, relceles,
proprias para regular as duas instituyos, unta'pela
nutra, e em fazer circular em todos' os differciiles
orjeaosdo ensillo, urna mesraa vida, principios uni-
formes, poslos debaixo de urna inspeceo publica.
He soliritjide infatigavel da administracao que per-
lence facilitar o deseiivolvimenio do um syslema
'|uc, posto que contrario aos hahilos adqueridos, lie
nina do cundittcs essenciaes da propriedade do cor-
lo ile en-ino e do ropoiiso da sociedade.
Este designio, |r elevado que seja, nao bastar
nossa aullaran. Ensinar a csses jovens professo-
iwsaarln de fallar aos discpulos, de os dirigir, dos
iuslniir, de por os seus estudos em urna exacta pro-
|HHvao com a- fujicyoes; que ellos devem cumprir,
enireier por elles, em todas as orden da universi-
H.nlr, o mesino espirito, que soja a expressab fiel, e
em caso de necessidade. o guanla vigilante do es-
.pirito de Franca, he sem duvida urna tarefa nohre ;
lia mitra mais elevada talvez enao menos necessa-
ria, da qual a administracao se nao descuidar ; he
fortificar a alma au mesmo lempo que a razao des-
ses jovens, peranra da ensino publico, e de ins-
pirar-Ibes frequenlciiieiite esse sentimenlo do dever,
esan i -s|'ito inalleravel da regra, esses costiimes aus-
teros c graves, lelos qu>s o professor se honra e'vem
a ser urna liejiu viva para seus discpulos'. Alim
de-iBjownodcsseasscgurar a cada-instanle de que
neidiuata destas vaillagcms he despiezada, dous tns-
IMvUires jpsraes do ensino superior, um para as lel-
tras, o outro para as sciencias, forao por um decre-
to do 7 de liezerabro de 1852 cncarregados da su-
prema vigilancia da escola normal, e de dar coma
ao ministro nina vez ao menos por semana, vcrbal-
meote ou por eseripto, dos resultados de sua missao.
Por meio delles, vosso governo est em relacocs
rnaHaities com urna escola, da qual me julgo feliz
de poder mostrar-me o garante junto de Vossa Ma-
gestade.
O esfabelecimento do imperio proclamado em 2
de itoembrode 1838, no momento em que um es-
pirito aovo reahimava as escolas do estado, devia
dar ffeformas, de que fazemns o primeiro ensaio,
mu impulso mais vigoroso. A univorsidade feliz
de.ser surgir o governo, ao qual devia seu nasci-
iikhhii. e quMssegiirava o seu futuro, eslava adrni-
ravehuento preparada, pela seguranca que ciiconlra-
a en todo os trabalhos da par, para realisar o
|dano de estudos, que Ihe liuha sido prescriplo, e do
, qual a sabedona do conselho ini|ierial da .instrueao
ouMiea uo tinha mais seno desenvolver algunias
partes necessarias.
U badiarelado em lottras, goteas modilicaces
importantes que tinha softrdo, Se havia insensivel-
mente aproximado da lieenea em letlras, grao ex-
eefcate, cujas pmvas decisivas hbilmente combi-
nadas liuliam {trodiizido Os mais felizes resultados
e nao redamavam modilicaces.
ralo contrario, b novo barba relado em sciencias
teudo devalo para se por ao nivel dos estudos dos
lyrew, rejeilar as paites mni i'levada^dos dous an-
li^i* hacharelados em sciencias, matnernatii-as'e em
sciencias physicas, que ,.||,. tinlt;i substituido, hu-
lla- mis** aproximar-so desse grao, enchendo a la-
'^to aberta, *s tres lieeneas em mathematicas, em
sreeias pliysrras e pm sciencias naUraes, que li-
nm dislinclas.
lima revisan eoui|ileta das provas o dos progam-
mas da lieenea em sciencia, foi operado com O con-
curso dn consdho ini|ierial da instrueao publica pelo
tecreto de 20 de abril de 1853. Sao era urna
obra de pouca importancia.
O exame le lieenea ou groo de licenciado, sen-
do a verilicacao dos estudos feilos as faeuldades,
romo o bachaiolado be o resumo de ejlucacao do
K'nai, lazer os programlas das tres lieeneas" scien-
libcas, era regular o ensino das facilidades das sr-
encias. A administracao' nao rernott dtante das
diruldades desta tarefa laboriosa, l'arliciilarmen-
te cooperada pelos sabios illuslrados, os qitaes tem
asaaMo na insjieccao geni, e no consellio imperial,-
eMa estove em estado de publicar sobre o ensino das
stieiirias nialliemalicas, physicas o naturaes tres
prngraminas, que podeinos aprcsenlar com conlian-
ra -ojuizo da Europa, e que sao de algiima sorte
a eiM-yclopedia das quesloos, que a natiircza U'in
apreseplado ao }9?uero humano, e que este lom po-
dido resolver.
A administracrio nao se liiuilou em fazer com
urna exactidao ajmiciosa esto vasto quadro do sa-
ber do nosso sceulo : ella quiz que as materias fos-
sem ensinadas segundo o espirite, que presidio a
todas as sitas reformas, propondo-se de um lado o
ensino scicnlinco a toda a altura das cspeculaeocs,
que Bie sao proprias, do oulru lado, junlar-lh- to-
das as applicaces pratieas, que podem apressar os
progressos de nossas rlese assegurar a preeminen-
cia de nossa industria. "
? Pa fortificara tiniao, que a conimisso mixta
linha ciinculado entro todas as escolas do estado,
.t-s.-j.-i que o exam do gnio de licenciado, resu-
mu .lo ensino da faculdade das sciencias e da sec-
*' scientifira da escola normal superior, respon-
.1 '--* uimliem com todas assuas provas ao ensino
latesrola potytechnica. Era lempo sem duvida de
frn.nlis.-ir os methodos, cujos modelos! esta ins-
tnpio linha ministrado, e de mostrar a univer-
dat! rivalisando com ella para dar ao paiz nao
sumos immideiiles, senao lamliem cida.laos iiu.-is.
le este pensamenlo, a que se associou o coiisclho
imperial da instruerao publica, que provas pratieas
toram ao mesmo lempo que as provas escripias
acnamnadas s provas otaes, de que outr'ora se
eompiinla o exame.
Up hoje em diaute jts candidatos lieenea em
-ciencias malbemalicas nao serao dispensados de
pmvar iju; sabem fazer iu calculo um.pouco com-
|dirailo ; que cites tem o habito de manejar asta-
boas dos logarill.inos quc p^,,, tra(.,al. uma p|an.
la, resolver um pmblen de geometra doscrtLli-
va. Bles farao o deseuho dattma machina que se
bes pora a mao, e deverio provar que o manejo'
dos instrumentos IIm-s lie familiar.
O candidato lieenea em sciencias phv4cas lera
de irator urna questo de pin sica, deW e\pe-
nearias de pliysica, de cbimica gcral, analvse chi-
miea, e lieterimnares mineralgicas. Peio modo
por qae sao combinadas, eslas provas exi^>ni que
elles tenbam feilo loilas as inanipulaeries, qUl. s
disripulos da escola poh'tecbnica elTiimam nosdous
annos de seus estutlos.
Finalmente os candidatos lieenea em sciencias
naturaes deverio tratar por escriplo una questo
de physiologia, e mostrar que eslo em cslailo de
fazer uniaoperacao anatmica em una plaa ou
em um animal ; .le senir-sedo microscopio para
anudar a estructura de um tecjdo, de delorminar
uma rocha, de nconhecer umfossil.
Mas ao mesmo lempo que se augmentava o cir-
culo das provas, tornavam-se ao mesmo lempo mais
arresNvcis e mais graves, permiltindorse aos can-
didatos, que soflram em duas arguicoes dilTeren-
tes, separadas pelo intervallo de duas sessoes.'.a
parte do exame, que tem por objeefo a demouMra-
rio das theorias a/ mais elevadas das sciencias.
Assim, nessas lulas voltdas para a utilida.le geral,
se erfereava por lodos os meios eni diminuir a par-
to 4> acaso e augmentar a do verdadeiro mrito.
XI.
A substilui<;o que confero aos licenciados o li-
^ lulo definitivo de professores, tinha deixado de ser
em t irtude dodecrelo de 10 de abril de 1852,
ama lato abjrta, cujo nivel os jovens formados pe-
la escola normal pera d;versos ramos da erudiciio
eslavam encarregados de marcar ; ella devia vir a
ser um exame proprio para decidir se, dopos de
cinco anuos de experiencia feila as classes, os
mestres dos lyceus tinham urna aplido certa as
funreoes ganes do ensino das leltras ou das scien-
cias. 0 decreto de 21 de fcvereiio de 1853, ap-
provado pelo conselho imperial da inslrticeo pu-
blica regulou, com satisfacio unnime, as novas
-
eondicoes desla prova, ultima sancijao da reforma
.los estudos. -
Roduzir todas as antigs snlisliluic.'ies especiaes
de niathematicas, de physiea, de philosopliia, de
historia, lilteralura, de grammalica, duas suhs-
tituicoes gentes das sciencias e das lellrs, era um
meio seguro nao s do preservar os candidatos da
falsa pertinacia de ideas particulares, mas anida
de antepor aos esludos dos mestres capazes de me-
dir com jusreza a importancia e a prpporcao de
sitas diffei-enles pactes. Entretanto, a inmensa
vanlagein de generalisar o saber dos professores nao
devia fazer perder de vista a cultura applicada de-
vida a cada um dos ramos da instruccao. Coma
se pode conciliar a nocessidade de formar espirites
proprios para abracar o todo dos conheeimcnlos, u
a necessidadede prever o bom ensino de cada scien-
cia em panicular 1
0 novo rcgulamenlo responden a este dupla ne-
cessidade, combinando as provas de tal modo que
ninas, obrigaloras para todos os candidatos da or-
deni das sciencias ou das lemas, podessem aliesuir
sua superioridade as parles genios da itisliucco
scientilica ou lilteraria, e que oulrsfacultativas pa-
ra as diuerentes cathegorias de mestres, fizessejul-
gar a sua vocaeao especial para os rainds snlxlivi-
didos dos dous ensnos.
Alm das diversas provas escripias onjoraes des-
tinadas assim a Verificar ao mesmo lempo a extcii-
sao ea especialidade doscorihecmonlos adquefidos
hoiive cuidado em se admillir oulras mais novas
ainda para verificar a habilidad.: em eoininuuicar
aos discpulos a inslruceao recebida. De um lado
exigio-se que os aspiranies subsiiiucao das lel-
tras fizessem em snssao publica a correccao de dous
Ihenins escolhdos enlrc as composiijcs de seus con-
corrftntes, e que os,aspirantes substittiicao scien-
tifica, em lugardcsta crreceo, queollerecoriapara
elles. puca ulilidde, fossem submettidos prova
mais pratica ainda das manipulaci.-s e das expe-
riencias. Pe outre lado se quiz que lodos os can-
didatos fosschi obrigados a appreseiilar, depois das
lcos feitas por seus competidor.^, ama apreciacao
razoavel dos principios, que Ibes liuliam inspirado
o seu desenvolv i nenio e do nirlhodo que tinha re-
gulado a sua marcha. '
Os argumentos apaixonados, que os ronrursos
tinham tirado das antigs hitas escolsticas, e qui-
se tinha acensado de falsificar as i.tas e alterar os
sentimenios dos canipeoes, era asWm substituido
por umjnzo improvisado que linliaa vanlagem de
eulreter sem o exagerar este sabio espirito critico,
dom feliz e particular de nossas escolas.
Regulando as condigoes da admisso ao profes-
sorado, nos projiozemos nao s a consagrar os an-
ligos esludos da univorsidade, senao ainda enrai-
zar forlcmente os novos estudos que acahavain de
ser ollieialnioiiie acciscentados. Convinha^ por
exemplo, ao bom ensino das lnguas vivas, que nio
licassem por mais lempo soladas dos outros objee-
los da iuslriiccao secundaria. Por isso elles figu-
ram entro as materias obrisaterias dos exames da
substjiuicao das ledras, Todos os candidatos sao
obrigados a t-los esuisados, como sao obrigados a
saliero grego c o laliin, a historia e a philosophia.
Estadisposicjo, cuja applicacao, pdr causa mesmo
de sua novidade, leve de ser adiada para um lempo
determinado, garante que o estudo das lingiias cs-
Irangoiras se derramar proximamenlo cm nossos
lyeus por melhodos, que nao farao correr nonhum
perigo ao goslo de nossa naeao. Algumas vezes
os mestres especiaes, que cnshiam as linguas aos
nossos filhos, lites transmiltem involuniariamenle
habites de espirito, que uma resideneia prolongada
entre nos, nao tem podido corrigir. Um meslre
franeez que, deftois de haver dado provas de urna
grande instrueeao classica, tiver em uma licao s-
|iecial mostrado um eoiihecimenlo profundo de uma
lingua eslraageira e sua aptidao particular para-a
ensillar, nao (era porvenlura mais auloridado em
sua elasse ? Nao maniera elle muilo inellior a pree-
minencia de nossas tradie.ies, inieianilo-nus lias dos
povos eslrangeiros ?
{Conlinuar-se-ha.)
CDROMERCIO.
que dispon a lei provincial n. 2Hli.Conforme. O
secretario! Antonio Fervora il'.lnnunaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, .'o. cuniprimenlu ita ordem du Kxin. Sr. presi-
denle .la provincia, manda fazer publico, qu no
da 1!) de Janeiro prximo vihdouro, perante a un-
a da fazenda da mesma Ibesouiaria, se ha de arre-
malar a quem por menos fuer, a obra dos conoerlos
ila crnleia da villa de Serinliaeni, avahada em
:750800O.
A arrenialaco ser feila na forma dos arls. 2i|e
7 da lei provincial n. Slide j7 do mato de 1851,
e snb as clausulas especiaes abano copiadas.
As pessoas que M propozerem a esta arremalacao
da mestna junta.
miilade com a plaa e orramenlo, approvados pe-
la directora em rmisellio, enppresenlados appro-
vacao do Exm. Sr. presidente, importando em
:i:8i'<8>00rs.
." O arrematante dar enmeco as obras no Bra-
zo ile 30 dias e terminar no de seis mezes, conta-
dos sesuiulo o arl. : da lei n. -JSIi.
'[* ,0 pasamento da importancia da arremalacao.
ser dividiilo em tres pastee, tendn uma do valor de
dous quintos, quaiido liouver felo inelaUc da ol.ra.
nulra igual a primeira quaiido entregar provisoria-
mente, e a terceira. ile um quinto, depuis auno, na occasUa da enlresa definitiva.
4.a Para ludo o mais que nao estiver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha oque deler-^rompa'recamna saladas si
mina a lei n. 28t>.Cnnforme. O secretario.
.inlnnio Ferreira if Amwnciagao.
O Illm. Sr. inspector da llie-ouiaria provincia
em imprmenlo da nrrfem do Exm; Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qus no da 23de
fevereiro proxiinn vimlou.ro, vai novamenle a praea
para ser arremalada. a quem por menos lizer, a obra
do conrprtos .la .-.i.leia ila villa ile (iaranbuns, ava-
dada cm 2:-i forma dos artigas l e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio do 18">l, e snb as clausulas especiaes
abaixu copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
compareram na sala das aassSes da junta da faieiula
da mesina lli.--.uiraria, no ilia cima declarado, pe-
l meio E para canslarscmamlou allivaro presente e pu-
blicar |>elo Diario.
Secretaria da lliesouraria' provincial de- l'ernaiu-
buco 30 de dezembrn de 1853. O secretario.
< Antonio Ferreira ila .Innunciarilo.
'Clausula e*ptctae* para a arremalacao.
I.Os concert ila cadeia da villa de (iaranliiins.
no .lia aciiiM declarado, pelo meio dia, compelen-
Icmeute babililadas.
E para conslar se iiian.l.ui allivar o presentee
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesotiraria provincial de l'ernam-
huco, 17 de dczenibr de 185.3. O secrelario, ./-
Ionio Ferreira d'Annunciaraii.
Clausulas especiaes pjira a a'-remalufBo.
I.-1 Os concerlos da cadeia da villa de Serinhaein
far-se-bilo de conformidade om o orcaiitenlo, p-
provado pela direcloria em conselho c presenta-
do i approvarao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de 2:7509000.
2. O arrematante dar principio as oblas no pra-
zo de um mez, c devora conclui-las no de seis me-
zes, ambos entilados na forma doarliso3l da lei
n.286.
M, O arremalanle seguir nos (rabalbos ludo o
que lbe for determinada pelo respectivo eiigenbeiro,
mi s para boa cxerucAo das obras, como em or-
dem de nao inulilisar ao inestfco lempo, pau o servi-
ni publico, Indas as parles do edificio.
. i.-1 U pagamenlo da implirlancia da arremalacao
ter lujar ent tres prestacoes iguaes:
5 com o orcamenlo appro- ,,:'."'";.c'" ,res presiaoe isuara a primeira de-
vado pela direcloria em conselho, e* apresenlado a P.u,s <'ella a melade da obra; a segunda depois da
. ijiilt-nn-i niiii'i.'.,".,',. ., t.-.,-...,*-i i.-i Aiih.oi.. .1-1'. ,,.<;. ..
rRA^A 1)1 RECIPE 4 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
^es odiciaes.
Cambio sobre I.ondreya 28 d. 60 il|v.
Couros seceos saljjados em Macci a 48300 rs. por
arrob.is'poslo a bordo. -
AU'ANDEdA.
Rcndimenlo do dia 2 a 3 ,
dem do dia 4 '. ,
2l:458ys<;!)
15:120569i
36:5703554
Oescarregam hoje 5 de Janeiro.
Barca porlusueza(Iraliilolagedo. "
Patacho americano Rosamoml farinlta e bo-
Iarhinhas.
CONSULADO GERAL.
RendimciUo do dia 2 a 3.....2:8:109*12
dem do dia 4 ........ 8753734
3-.705J846
IVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 2a 3'.....1509151
dem do dia '4....... 117$2i7
2673308
Exportacao'.
Marselba,barca franceza .-lrf//i/ic/.aHr(j.de35l lo-
neladas, conduzio o seguinle : 4,800 saceos com
34,000 arrobas deassucar.
Rio (irande do Sul, hrisuc uarional D. Affonto.
de 212 toneladas, conduzio o sesuinle : 100 barris
doce de cabla, 5,000 alqueires sal, 300.raolltos palha
de carnauba.
Parabiba. Uirtc Paquete, de 31 toneladas, condu-
zio o seguinle : 860 volumes molinillos, 2 ditos
fazenda*, e 1 sino.
RECIBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
(cndimenlo do dia 4
CONSULADO PROVCIAI
Rendimenln dn dia 2 a 3 .. .
dem do dia 4 ,
3578050
HM3i2
2:3739175
7:3073517
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacio entrado no dia 4.
Macei3 dias, patacho braslleiro Sania Cruz, de
210 toneladas, meslre ChrslovAo Francisco Co-
mes, equipasen! 13,em astro de rea'; ao mesmo
UfStre. Vcio a esi porto receber nralicn e seguio
para o Ass.
Trra Nova33 dias, hriaite inclez Titania, de 220
toneladas, capitao lfpnry Pcarse. cquipagem 13,
carsa baca Iban ; a James Crablree c Companhi.
Paraliiba24 horas, binle brasileiro. Hxallaraa, de
37 toneladas, meslre Nicolao Francisco da Cosa,
cquipagem 4, carga loros de mangue ; ao meslre.
Pasageiros. Henrique de Soaza MalTra, Joaquim
Justiniano da Silva.
Terra Nova35 dias, barca ingleza Meleor, de 296
toneladas, capitn James lioyd, aquipagem 13,
carga bacalbo ; a James Crablree tV Companhia.
Paralaba dias, hile brasileiro Cuncciro Flor
da l irl artes, de 23 toneladas, meslre Joao A Ivs
de Parias, equipagem carga toros de mangue;
a Paulo Jos Baplista.
dem2 dias, hiato brasileiro- Tres frmaos, de 30
toneladas, meslre Jos Duarle de Sou/a. equipa-
gem 4, carga loros de mangue ; a Joaquim Duar-
le de Azevedo, Passageiro, Jos da Cosa eSilva.
titano* saludos no mesmo dia. '
l'aanbiballiale brasileiro Pnquele, meslre Joao Pe-
reir da Silva, carga varios ueneros.
BthiaPaladn brasileiro Santa Cruz, meslre Mar-
eos Jos da Silva, carga varios gneros.
!'~r'ale brasiieirs Flor do Cururipc, meslre Jo-
s Rodrigues Freir, em lastro.
EDITAES.
._n?_I!.?>' Sr: i,lsP';clor da tliesmiraria provincial
em cumpr.menlo da raaolurao da junta da fazenda,
manda fazer publico,qoo no ma 2
simo viudouro, perame
de Janeiro pro-
a mesma junta, vai nova-
motile a praca para ,.r arrematada a quem por me-
nos fizer. a obra do acude a, |IOv-oacao de Bezer-
ros, avallada cm 3:8149300 r, '
A arremalacao ser frito m n.rma dosarls. 24 e
2, da le provincial n. 280 ,le 17 ,llt maio de M5,
e sob as clausulas especiaes ahaiu, copiadas
Ai pessoas que se propozerem a riU arremala-
cao, comparecam na sala das cs>*a da mesma iuu-
la no dia a cima declaradp, pelo meio dia comoo.
lenlemenle habeliladas. K^
E para constar se mandn aflixar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da llicsouraria provincia) de Per
iiambuco, 24 dedciembrode1853. O secrelario
Antonio Ferreira d'AnnitnciacSo.
Clausulas especiaes para a'arrematarHo.
1." As obras desle acude, serao feilas de confor-

approvacao do Exm. Sr,. presidente, na importancia
de 2:2199280 rs.
2.a O arremalanle dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e devera conclui-las 110 de sei
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seauirnos seos trabalbos lodo
o que lbe for determinado pelo respeclivo engenbei-
ro, nao s para Ima execucao das obras, como em
ordem de nao iuutilisar an mesmo lempo para o ser-
vico publico Indi:- as parles dn edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematarlo,
ter lugar em Iros prcslaces iguaes ; al., depdis
de feila a metade da obra ; a 2.a.'depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na etiMga definitiva.
5. O prazo de rcspottsabilidade geni de seis me-
zes,
6.a Para Indo o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no ornamento, seguir-se-ha
o quedispde arespeitoa lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaq&o.
O Illm. Sr. inspeelnr da llicsouraria provin-
cial, em cumprimeulo da resolucAo da jimia da fa-
zenda, manda fazer publico, que iiodia 26 de Janei-
ro prximo vin.toiirn.vao novamenle a praca para se-
ren arrematada a quem por menos fizer, as obras
necessarias a fa/er-se junto ao acude de Cnruar.
avahada* em l:UHtlalUII is.
A .111 emela. jo er feila na forma d.x arls. 24 e
27 da lei provincial u. 2H6 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausoU especiaos abaiw copiadas:
A peMoa que se |:rofwrrm a esla 'arremalacao,
coiii|arecam na sala da man da mesma junta, no
dia cima declarad, pala aaeio dia. competente-
mente babilila.la.
E para emular ta maadou affixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihrsoararia provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secrelario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas erpecjpes para a arremalur'u.
1 .a As obras necessarias a fazer-se junio iin acude
de Cantar para esilar-se as (iilraces, serao execu-
ladas (le conformidade com o orcamenlo approvado
pela direcloria em conselho c apresenlado a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 1:9803000 rs.
2. As obras principiarao no nrazo de um mez c
lermitiH......ro de dous, conladoaaVBuforiiic o arl. 31
da lei n. 286. ^*
3.a A importaucia da arremalacao ser paga em
duas pre-taeoes iguaes, sendo a primeira quando
liouver feilo a melade das obras.easeguuda na occa-
sifiodo recehimenlo.
4. Para ludo o mais que nSo este especificado
as prsenles clausulita, seguir-sc-ba a lei n.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumpritnenlo da .ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 20 do correle,' manda fa-
zer punlico, que nos dias 3, 4 e 5 de' Janeiro prxi-
mo viudouro, peranlc a jimia da fazenda da mes-
ma IhesouraVin, se lia de arrematar a quem por
menos lizer a obra da pintora e alrau-oamcnto da
ponte da Boa Vista, avahada cm 7719232 rs.
A nrremalacau ser feila na ferina dos rticos 24
e 27 da lei provincial n. -2>m de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaiio copiadas.
A* pessoas que se propozerem 11 esla arrematara
comparecam 'na sala das sessoes da mesma junta
nos dias cima erlarados, pelo meio-dia, compe-
tentemente babililadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
' ,Secrelarla da Ihesouraria provincial de Pernam-
biico 22 de dexembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciacao.
Clausula especiaes para a arremalacao.
1. A pintora da poute da Ba Vista ser feila
de coiiformidade com o orcamenlo apresenlado
ueste dala a approvarao do Exm. presidente da
provincia, no importancia de 7713232 rs.
2. Ser principiada uo prazo de 15 .lias, e finda-
t no ila'70 dias. roulados segundo o regulament.
3. A imp.irlaiiria desla arremalacao ser pasa
em uma s preslaeo quando a pintura estiver con-
cluida, que ser recebida definitivamente.
4." Para todo o ira que nao esliyer delcrmina-
do as presentes clausulas seguir-so-ba o que de-
termina a lei provincial 11. 286 de 17 de maio de
1851. Conforme. O secretario Antonio Fer-
reira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo da resoluco da junta da fa-
zenda. manda fazor publico, que no dia 26 do Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenle a praca para
ser arrematado a quem mais der. o reiidimenlo do
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
abaixo declarados:
Limoeiro, avallado animalmente por 588000
Brejo, por .-,0.3000
Boa-Y isla e Exu, por 198301)1,
A arremalacao ser feila por tempo de Ires anuos,
acontar do 1. de julbo de 1K>3 30 de junbo de
io>l6.
Os licitantes comparecam na gala das sessoes da
mesma junto, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores competentemente habilitados.
E para constar se mandou alllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da ihesouraria provincial de Pcrnam-
btlco 17 de dezembro de 1853.O secrelario,
'Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia'de 14 do rorrete, manda fazer
poblteo, que-no dias 10, lie 12 de Janeiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, a obra'do sexlolaneo da estrada da Es-
cada avahada em 9:3269278.
A arremalacao ser frita na forma dos arligos 24
e27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da. junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, nos dias cima declarados,
pelo meio dia. competentemente babililadas."
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria pro-
vincial de Periiambueo 16 de dezembro de 1853.
O secrelario. Antonio Ferreira a"Annunciacao.
Clausula* especiaes para a arremalucao. -.
1. As obras do sexlolaneo da ertrada d Escad*
sero esecilla.a- de conformidade com a planto per-
fil e orcamenlo. approvados pela direcloria em ron-
selho, esubmellidos a approvarao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, importando em 9:32692781
2.a No prazo de 30 dias o arremalanle dar prin-
cipto as obras, devendo conclui-las no de um anuo,
ambos contados de conformidade com o arl. 31 da
lei provincial n. 286.
3. A importancia da arremalacao ser paga em
quatro prcslaces iguaes; a prime'tra quando tiver
a terceira parte das obras concluidas; a segunda
quando tiver os dous tercos; a terceira quando tiver
feilo a, entrega provisoria; c a ultima finalmente
na entrega definitiva. "
4. Para" ludo quanlo nao esliver delermioado tas
prsenles clausulas ou no orcamenlo. seguir-se-ba
oque dispo a iiprovincial ti.- 286. Conforme.
O secrelario, Antonio Ferreira d'/timumiarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em enmprimeiilu da ordem do Evut. Sr. pre-
sdeme da provincia, manda fazerpublico, que no
lia 2 a praca, peranlc a junta da fazenda da mesma Ihe-
-niiraria,V'|ra serem arrematados a quem por menos
lizer, os trabalhos da eonseivacao da estrada da
Victoria, avalladas em 5:5175)600."
A arremalacao ser feila por lempo de 1:111 auno; a
conlar do dia em que o arremalanle lomar cotila
da eslrada, e sob as eondicoes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da iii.--.ma junto, no
dia cima declarado, pelo meio dia, compclenle-
menle habeliladas.
E para constar se mandou allivar o prsenle e
pnblicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial *de Pernam-
hucu 17 de dezembro de 1853, O secretario, A.
Ferreira tVAnnunciarSo.
Clausulas especiar* para a arrematar-So.
1. B Irabalhns dacouservaciio perinanejiled es-
lrada da Victoria serao execuladus d conformidade
com o orcamenlo approvado pela direcloria em con-
sclho, e apresenlado a approvarao do Exm. Sr. pre-
sidente d provincia, pelo lempo de um auno, e ua
importancia de 5:5l7o(i(IO.
2. O pagamento da importancia d'arrcmatacao
/. .1:..:jl.l- -,,.,* ...--...-.. ,i_ _._ j-.-V. 1
entrega provis.uia;e a terceira na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de seis
metes.
6.a Para ludo o mais que nao se acha determina-
do as presentes clausulas, nem no orcamenlo, se-
uuir-se-ha o que ds|>>e ji lei provincial 11. 286,
Conforme. O socretaW Antonio Ferreira il'An-
niinriarao.
O Illm. Sr. Inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exi.i. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do ntrenle, manda fazer
publico, que no dia 26de Janeiro prximo vindouro,
vai tiovainenle a praea para ser arremalada n quem
por menos fizer,-a obra do mclliramento do rio
de Coianna, avaliada cm .50:60030110.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n#286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da.mesma junta
no dia cima declarado, pelo meio dia, compelen-
lemenle babililadas.
E para conslar sa. mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da llicsouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira d'.tnnuiirlarno.
Clausulas especiaes para a arfemutarao.
1.a As obras do inelliorametilo do rio de tiuianna
far*se-lilo de conformidade com o orcanielilo, plan-
tas e pp.iTts, approvados pela directora em coitselho,
e apresenlados a appruvaco do Exm. Sr.- presiden-
te la provincia, na importancia de 50:6003000.
2.a C arrematante dar principio as obras no pra-
zo.de Ires mezes o as concluir no de Ires anuos
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei u.
280."
3.a Durante a execucHo dos trabalbos. o arrema-
lanle ser obligado a proporcionar Iransilo as cano-
as e bmcacas ou pelo .canal novo ou pelo Irilbo ac-
Ili.i1 do rio.
4. O arremalanle seguir na execncao(das obras,
a ordem dd Irabalbo que lbe for determinada pelo
engenbeiro. .
5. O arrematante ser Ohrigado a aprcsenlar no
lim do primeiro auno, ao menos, a quarta parte das
obras prompla e oulro tanto 110 fim do segundo au-
no, e fallando a qualqoer dessas eondicoes pagar
urna mulla-de tiOulWJOO.
Conforme. 0 secrelario, Antonio Ferreira
d"Anmtncia$ao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, enreumprimento Ha ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da ineia de 22 do'correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e !) de fevereiro pr-
ximo viudouro, peranle junto da fazenda da mes-
ma tliesouraria, se ba de arrema lar quem por me-
nos fizer. a obra do acude iia Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, avaliada em :004$U00 rs.
A arrcmalar.no ser feila.ua forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremato-
eflo, comparecam na sala das sessoes da mesma jim-
ia, nos dias cima declarados pelo meio dia, 'comee
lenlemenle habeliladas. .
E para conslar se mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro oe 18-33.O secrelario..
Antonio Ferreira d'lmninriarSo.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a As obras dCste acude serio feila de confor-
midad com as plantos c oieamento, apprcscntiidos
nesto dato a approvaeo do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0043000 rs.
2. Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e serao concluidas no de t mezes, acontar
conforme a lei provinoial u.286.
3," A importante desla arremalacao ser paga
em Ires prcslarcs da maueira seguiuk : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando tiver con,
cluido amclade da obra ; a segunda iguala primei-
ra, depois de lavrado o lcnuo.de recebimcnlo pro-
v isnrio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
do rcrebimenlu definitivo.
4. O arrematante ser ohrigado a commnnirar a
reparlieao da- ubras'publicas rom antecedencia <|e
30 dias, o dia lixo cm que tem de dar principio a
exernrao das obras, assiltt como trabalbar se-
guidamenle durante tj dias.alim de que possa o en-
genbeiro cncarregado da obra assislir aos prinfeiros
trabadlos.
5.a. Para Indo o mais que nioesliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286," de 17 de maio de 1851.
(.(informe. O secretorio, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do correle, manda fazer
publico, que nos dias 17. 18 e l'Jdejane.iro prxima
vindouro, peranle a junto da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos li-
zera obra denominada do Tanquinbo na cidad? de
Coianna, avahada cm :0O2C3i,rs.
A arremalacao ser feila na fmma dosarls. 21 c
27 ila lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sol. as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pes>oas que se propozerem a esto arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta.os
dias cima declarados pelo lucio dia, compeleulc-
menlc babililadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29'de dezembro de-1853. O secretorio:
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para ri arremalacao.
1. As obras dos reparos a fazer-se no lugar do
Tanquinbo na cdade de Coianga, serao execula-
das de conformidade com o orcamenlo nesto (tola
apresenlado approvado do Exm. Sr. presidente da
provincia, ira importancia de reis 1:0028320.
2. No prazo de 30 dias serao principiadas as
obras, e concluidas uo de.seis mezes contados segun-
do o regulamenlo.
3." A importancia desla arrem.ilacaii ser paga
na forma do rgulamenlo 11. 286.
4. Para ludo mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286 de 17 de maio'de 1851.
Conforme.O secretorio.
Antonio Ferreira da^Annuuciacao.
0 Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cnmpriuieiilo.il ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3,do crlenle, manda fazer publico,
que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,; vai no-
vamenle a proc,a para ser arrematada a quem por
menos li/.er, a obra do acude de Paje de Flores,
avaliada em 3:1903000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 21 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 do maio'de 1851,
e Sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pe-soas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma Ihesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio da, coinpe-
lenlemenle babililadas.
E para constar se mandou afiixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
luiro, I i (ledezenihri. de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira il'AiinuiieiurSo.
Clilusulgt s/iefiaes .ara a arreiimlticmi.
1 .* As obras desle acude -era feilas .te confor-
midade cun as plantos e orcmiieuln. apresenlados a
approvarao do Exm. Sr. prndenle da provincia, na
importancia de 3:!!IO^ors.
2.a Eslas obras devoran principiar i>* prazo de
dous inez.es, e serao concluidas no de dez mezes, a
contar rotiforme o lei provincial n.286.
3. A importancia desla atrcinatoeo ser paga
cm Ires' prcslaces da maueira seguidle: a prr-
meira dos dous quintos do valor total, quando liver
concluido a metade da obra ; asegunda igual a pri-
meira, depois do lavrado o termo de" recebimcnlo
provisorio ; a terceira finalmente de um quinte de-
pois do rerebimonto definitiva.
4.a O arrematante ser ohrigado' a communicnr a
reparlieao das obras publicas com antecedencia de
30 dias dia lixo, em qiiclcm de dar principia a
execucao das obras, assim como Irabalbar seguida-
mente durante 15 dias, alim de que possa o enge-
ulieiro cncarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhns. '
5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas secuir-se-lia o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 18-31.
Conforme.O secretorio.
Antonio Ferreira if Annuncinrtln.
O lilm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
e
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ava-
liada em82-V5O0D rs.
A arremalacao ser feilo.na formadlos arligos 25
e 27 da lei provincial 11. 286 do. 17 de maio de
1851, e soh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a'esla i.rematorao
romparecam na sala das sessoes da mesma jimia, uo
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
ltenle babililadas.
E para conslar se mandn aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretoria da Ibesounirta
provincial d,e Pcriiamhur.ii 15 dedezemhro de 1853,
O secrelario, Antonio Ferreira d'Annuncia< ~io.
Clausulas especiaes para a arremalacao.'
1. Os Irnbalhos da cadeia da villa do Cabo far-
se-ho de conformidade com o orcamenlo approva-
do pela direcloria em conselho, e apresenlado a ap-
provarao do Fim. Sr. presidente da provincia na
importancia de8258000 rs.
2. O arremalanle dar principio as obras no prazo
de 15 dias, c dever conclui-las no de Ires mezas,
ainlin- contodos de conformidade com o artigo 31
da lei 11. 286.
3. O arremalanle seguir na execucao ludo o que
lito for prescriplo, pelo engenlieirn respeclivo. nao
s para boa execucao do .Iraltalho, como em ordem
de nao inulilisar 10 mesmo lempo para o servico
publico Unas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia, da arremalacao
vcrificar-se-ba em duas preslaces iuuaes: a pri-
meira depois de feilos dous tercos da ofira, e a se-
1:1111.1.1 ilcpin- de lavrado o Icrnio do recebimeulo.
5. Nao haver prazo de responsabilidade.
<>. Para ludo o que nao^e acha determinado as
presentes clausulas, nem no orcamenlo. seguir-se-
ba o que di-poe a lei n. 286.
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira
il'Annunciacao,
Jos Candido de Harros,ncqociantc matriculado no
tribunal do conmereto. cnsul de S. M. I. de to-
das a Russias, commandanle do terceiro bata-
Ihao da guarda nacional deste municipio, e pre-
sidente do conselho de i/ualificaiao da parorliia
da Roa l'istaytc.
Faco saber que da dala do presente edilal a 15
(JJas prelixns comprar o mencionado ronselhri a fnne-
ctotiar no consistorio da matriz desla parnchia desde
as 9 horas da manliia, al as 2 da larde, como deter-
mina o art. 10. das inslruccoes de 25 de outubro de
1850, e ponile o mesmo conselho deverjto rnmparc-
cer as parles itiferessadas na qualilicacao.arm de al-
legaremseusdircilos na furnia presrripto pelas referi-
das instruceftes. Quartel do cumulando do 3. bala-
II1S0 da guarda nacional do municipio do tecife, 1.-
de Janeiro de 1854.,/o* Candido de Rarrot, l-
enle coronel.
dos Unidos nnrie americano J. C. Cordn, tonsisiin- Madama Routier, modista franeeza
do em obras milito tnleressairles e valiosas, campos- matan n US
las nos idiomas imite/, franca, h -spanhol etc. : sal.- ntaPIOva, n. 98,
bado, 7 do curente, s 10 horas da ma'nha, na casa lein a honra de jinnuneiar au respeilavel publico.
onde se acha o consulado dosdilos Estados Unidos, i o."e acaba do receber de Franca ura lindo sorlimeiiin
1 ua da Cruz..
'Vasto Irmaos fazem Icilo de 50 barr com
manleiga ingleza, em toles a vontade dos comprado-
res : boje 5 do correle, as 11 hora, na porto da al-
f.ittdega.
Leilo de sardialias.
Hoje (5) hovera leilao de 40 barricas com sardi-
iiIihs de Lisboa de superior qualidade; as 10 horas
da maullan, delrnnle da porto da alfaudega.
AVISOS DIVERSOS. ~
DECLARACO'ES.
Annuncia-se pela mesa dn consulado provin-
cial, que os 30 dias nlcis para n cobraiica da decima
bocel do cofre dos predios urbanos da freguezias
desla ei.lade o da dos Alegados, se finalisain no dia
9 de Janeiro vindouro. .
Paquetes fnmne7.es a vapor, entre Marse-
llta e Rio de Janeiro.
. O paquete a hlice
L'.lecnir deshilado
a sabir de Marselba
para a Babia e Kio de
jaiieirn,es|iera-se ues-
te porlo hoje.
Passagem para o Rio de Janeiro, cmara de T
201) fcancos, cmara de. proa IS francos. *
passagem para a Rabia, cmara de re 100 francos,
cmara de proa 75 francos.
A comida a os violtos eslao comprehendidos nes-
tes preros.
' Quem pretender dirija-se ao cscriptorio de N. O.
Bicber. & C. ra da Cruz n. 4.
Qaneo de Pemambnco.
Em cumprimcnlo da resolurilo que abaixo segu,
daassembla geral do banco dePer'nambucn, para
levar a ell'eilo o complemento do capilal'de dous
mu c.mlos.lo rei, o respeclivo conselho de direcco
convida aos Sis. accionistas, a realizaran -de 2 al
15 de oineiro prximo, a entrada de 20 por cento
sobre o numero de arroes, com que a mesma reso-
luco Ibes pe mil le licar.
Raneo de Periiambttco, 22 de unvembrnde 1833.
O secrelario do cnusclho de
ci de Medeiros Reg.
Ilesoliirun
A assembla geral do bauct
nida cm sessiio extraordinaria,
de 1853, resolveu adoptar as proposlas olfererida
pela direccao do banco, em dato do 1 de agoslo.pela
forma seguiute :
Arl. 1.-O conselho de direccao (ica aulorisado a
levara elfeilo o augmento mximo do-a pilal,'.te-
crelado pelo arl. 2.- doseslalulns.*
Arl. 2.- As respectivas arenes sero distribui-
das proporcionalmenlc por lodos os seus socios.
Arl. 3.. A cobranea do importe dS*cr>s sera
rcalisada segundo as preci-oes da caixa, c por de-
toberarao do ronselbo de direcro.
Arl. /i.- O conselho de.direcc'a vender por Ton-
to do banco, as aceites que nao forein reabsortas pelos
respeclivoaccionistas, nos prazosque furem marca-
do, nao podendo todava vende-las por preeo menor
do que n par.
Sala das sessoes- da asscnibla geral, cm 26 de sc-
lembro de 1833. Pedro Francisco de Paula Ca-
ralcanli d'Albui/ueri/ue, presidente. Jos Rer-
nardo Caleo'Aleo forado, \r secretorio. Anto-
nio l'alenlim da Silca Barrara, 2.- secretorio___
Est.conforme. Juan Ignacio de. Medeiros Re-
jo, director secretorio' do conselho de direcrito.
O arsenal de marinha admitle os operarios se-!
guiles: Para a officina de carpinleiros. dous apreu-
dizes de.sexlalasse, dous ditos d stima dita ; para
a decarpinas, dous mancebos de terceira elasse, 3 di-
tos de .piarlo dita, dous aprcii.lizesde quinto dila. e
um dito de dcima dila; para a de calafates, um
mancebo de terceira elasse e yin aprendiz de dcima
(Jila ; para a de polieiros, qualro aprendizes de nona
elasse : para a de pedreiros, um aprendiz de sel 1111,1
clase, e viole c dous srvenles livres. Secretoria da
insptecao do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretorio,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilka.
Arsenal de guerra.
O conselho administrativo faz publico que nao se
tendo concluido a compra dos objeclos abaixo decla-
radoSi por falla de concurrentes, de novo convida aos
proponentes para que aprsentelo suas proposlas e
ainoslras no dia 9 do correle ; sendo os'nhjeclos que
ie (em de comprar osseguiutes: 20 covados de casi-
mira amarella para golas, 20 ditos de dila verde para
vivos, 13!) manas de laa, aflespsds para ravallaria.
1 gral de bronze, I baste para bandeira, 50 carias
de a bc 20 exemplares de awstardo e baslar.lioho,
50 laboa.las, 20 canelas, 10 livros para inslruceao
primaria, 6 travs de cousIruccAo do 35 palmo., ti \,H.
(lames de } oilava de pollegada, 4 arrobas de ac
porlugucz, 10 lonclladasde carvAo de pedra, e8 leu-
roes de cubre de 6 a 7, pollegadas. Secretoria do con-
selho administrativo A de Janeiro de 1834.Jos de
fr'ilo Inglez, coronel presidente.Miguel Allomo
Ferreira, secrelario interino.
O Illm. Sr. capitn do porlo, para tornar effec-
livas as dispusieses do regulainenln das capitonis dos
portes, mandado por em exeeurao peto decrete im-'
penal de 10 .Mnaioile 1816, manda, para eonheci-
inenlo dos iuleressados, publicar os arligos seguiules
do mesmo rgulamenlo.
Arl. i!. Ninguem poder dentro do lilloral do por-
lo, uu eja na parte reservada para logra.huiro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer leuha atorado,
roiislruir enibarcacao de cubera, ou fazer cavas para
as fabricar enralhadas, sem que, depois da lieenea da
respecliva cmara municipal, obtenha a do capitao
do porte, o qual a nao dar sem 1er ova minado se po-
der ou nao resiillnr dahi algum daino ao porlo.
Art. 13. Xingucn poder faxer atorros ou obras
no lilloral do porlo. ou rios navegaveis.sem que leolia
oblido lieenea da cmara municipal, c pela capitana
do porto sejn declarado, depois de feilos os lievidos
exames, que nao prejudcam o lu-m eslado do porlo,
u ros, ainda mesmo os cslabeleeimenlos nacionaes
da marinha de guerra o os lograduuios pblicos, sob
pena de demolirao das obras, e multo alm da iudem-
nisacilo do damno que tiver causado.
Arl. 11. Ninguem poder depositor madeiras as
praias nem conservar nellas, uu nos caes jior mais de
cinco dia, ancoras, pecas de arlitlmra, amarras ou
oulrosquacsquer objeclos que rtubaracem o Iransilo
s servido publica, ainda qu lenha lieenea da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de toes objeclos der lieenea o capitao do porlo sem
Iirejuizo da sobredito servido, s se poder fazer da
..lenle da pre.unar das aguas vivas para cima. Os
cnnlravenlores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, serao
obrigados a fazer escavar qualquer arca, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretoria da capitana do porlo de PernambuSt :l
de janeifo de 1853.No impedimento do secrelario,
Manoel Ambrosio da Conceicao Pnrlillm. \
te chapeo* de seda do ultimo gosto, manteletes pre-
los e de cores, romeiras de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para veslir-se por bailo de pa-
lilo, chales prelos, camisinhas para seuhora, man-
guitos borda.lus. manas prelas de seda a milaco de
donde, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilfios, laques, grosdenaples prelo
muilo lin.i, selim maco prelo. chmatele preto, en-
tremeto bordado, raleas bordadas para meninas, cor-
le de bailados do vestidos de diversos desenlio, um
snrlimenlo de plumas para chapeos e toncados, vesti-
dos'de Inunde para noivas. llores de laraugeira, ca-
lichas muilo finas, ricos chapeos de fellro para mon-
tera, chapeos d pallja da Italia muilo finos, lindos
chapeosinhos de seda para meninas, lencos de mao,
leneinlio* de eda para pesn.cn de seuhora, bicos de
blonde verdadeir.n. e'.lc diOerentes larguras ; na
mesma casa fazem-sc veslulos de baile e casamento,
enfeites para cabera, chapeos, e em geral as modas
com mai perfcieo de que nunca, e jireco muilo ba-
rate.
O Sr. Francisco Moreira de Medeiros lidio
da ilba de S. Miguel, queira dirigir-se ra da Oar
do Recife n. 54, para receber unta eucommenda viu-
da da mesma Iba.
-*- llesappareceu no dia 2 deste mez, da casa de
seu senhor, a prela Josepha, de naeao Angola, de
idade de 40anUos, pouco mais ou menos ; levou ves-
tido de melim prelo e panno lino azul nos hombros,
eolitos prelas no pesco.;., e briueoa lumbeni prelos;
lem um dos calcanhares rachado por efieite de cra-
vos, e cosluma erbebedar-se; quem a pegar, leve-a
m da Madre de Dos n. 16, que ser recompen-
sado.
Precsa-se do ama anta que saiba cozinhar para
rasa de familia : no aterro da Roa-Yisla. loja de col-
gado r>. 58.
Desappareceu para o lado do Forle do Mallos
nm cheveii; quem o pegar e quizer entregar a seu
dono, que gratificara bem, dirija-se ra da Moda
n. 1, no Trapiche.
Prccisa-se de uma ama para cozinhar e com-
prar o necessario para unta casa de duas pessoas de
familia : a (patar na ra Diieila, sobrado o. 64," se-
gundo andar.
Precisa-se de ummoleque de 14a 16 annns :
na ra Nova n.36, loja deculiteiro.
O Sr. Pedro Antonio deCarvalbo leuha a bon-
dade de vir rua da Senzala Velha n. 94, concluir
o negocio que nao ignora.-
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o cardeal patriarcha de Lis-
boa, Saraiva de S. Luiz.
Vao publicar-se pela primeira vez as obras com-
pletas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva .te S. l.ui/.
O adilor, herdeiro dos seus manuscriplns, eiilendeu
que preciara relevante servico sidras patrias, col-
ligindo e ci.inmuuican.ro pela impressao os trabalhos
de um escriplor Recente, que lano nomo ateaoeaa,
merecendo-o peto caslidadc c elegancia do estilo,
lela importancia dos assumplos, c pelo fervoroso cal-
lo das glorias nacionaes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica eiolelleclual.
Mesmo quando os Jacos do sangue, e a gralidao e
saudade, devi.lasa memoria de un lio extremoso ,e
desvelado, o naoobrigassem a empregar n'esta edi-
Siio o maior esmero, a idea de addilar as paginan da
lilleratura contempornea coman vastos e inters-
sanies roinpoicoes, Iracada uas diversas provincial
do saber humano, baslaria para lbe espertar o zelo,
e|rodohrar a vigilancia.
Dos' trabalhos do cardeal Saraiva <1e S. Luix uma
parle acha-se ainda indito, e he a maiur; oulra
enconlra-se dessimiiiada pela* memorias da acade-
mia real das sciencias. qual originariamente foi des-
. tinada, ou corre avulsa em hrochura eslamoadas
A directora se acha habilitada com a por imi 0 cuMi (li) lVliliuc{, coruorara0i 0 em-
l,ren,;a .to Exm. Sr. presdanla da provincia, na con- fiin vio ,u, em |) ZZ?.tS 'W "" i'0 r1v'i" V ctm ''? muil- e'li""-- P reimpressao
ment provincial de 12 de mam do anno de 11 1- e encorporarao de lodos os cscriplos iiacollecI-Bo das
LOTERA DO KIO DE JANEIRO.
Hoje deve cliepar do sul o vupor S.
Salvador, conductoi da lista 19- das ma-
tri/.cs.
Na ra do Carioca, no armazem de- Jaaqtiim
Jos dos Sanios, tem sacras de millio o de farinha.
v iiT.las de (iiiiauna. o melbnr que existe no mercaijo.
e veiidem-semais barato do que em oulra qualquer
parte.
Joao il.ipli-.la Moreira faz scienle ao commer-
cio, que confirma os annuncios inseridos no Diario
n. 1, 2e3, |ielos Srs. tiiuva Amorim & Filho, rela-
tivos a sua sabida da casa dos dilos senhores-.
Precisa-se de uma ama para comprar e roii-
uhar. para cas< dehomem solleiro : a Irator na ra
do Queimado n. 18 A.
OSr. Jos Francisco Mamede de Almeida ap-
pareca na cncheira que fui sua, para se Ihe fallar, na
ruada Cadeia de Sanio Antonio n. '
Roga-se ao Sr. fiscal respeclivo, lancesuas vis-
las sobre as exlrertiidades da ponlezinha dos Reme-
dios, (he a ultima de pedras) que volla |iara a Passa-
gem; porque al I i se eslo quebrando as molas de
pmulos carros alrjivessani da Passagem para os Afo-
sados.
Alo ja -se metisalmenle um escravo pedreiro pa-
ra Irabalbar em qualquer ol.ra nesla ri.lade ou tora
della : a Irator na ra das Trincheiras no carloro do
escrivao do jurv.
Fgida de Maria Cajueira.
Prde-se encarecidamenle a tedas as autoridades
policiaes e capilaeide campo, com especialidade as
dd dislriclodo (lampo Grande e Poco \in Panella.que
.'H.iiini.ireinuma preladrnomcMaria Cajueira.baixa
doeorpo. pernas alguma cousa arqueadas para tora,
a bocea meia loria da conlinuacHo de Irazer cachim-
bo, ji pintado cabello, bracos e pernas meio fo-
veiros. e lem um geilo de coreitndiuha; as pessoas
que a conhecem lem a encontrado a tirar marisco as
pra'as de Campo Cramle, e por is/o se pede com em-
p.-nlio aoSr. inspector daquelle dislriclo, que passan-
do urna visto d'olhos sobre as prelas que alli vao li-
rar marisco, se etilre ellas a encontrar, prende-la e
faze-la conduzir ao largo da Trcmpe. sobrado n. 1,
que generosamente se saludar o seu Irah-.Iho.
JOAO' PRDRO VOfiELEY,
(Fabricante de pianos, aliador, e con-
certa com "toda a perleicao.
Temi rltegadi. rcccnlemente dos porto da Enro-
pa de litar as melhores fabricas debanos, e len-
do gaiih.i nellas lodos osconhccimenlos e pratica de
cnslrucrcs dos modernos pianos, ollerece o seu
presumo ao respeilavel publico para qualquer con-
cert e alinaedes com lodo o esmero, lendo teda cer-
teza que nada restara a desejar as pessoas que o in-
cumban! de qualquer Irabalbo. lano em hrevidade
corflo em mdico preeo: na ra da Cruz n. 17i pri-
meiro andar.' ,
COLLEGIO PE EDUCACAO' PARA
MENINAS,
fundado e dirigido por I), ('.ardida. Rosa Me Der-
molle da Cosa.. A directora faz scienle aos senho-
res pas de familia e principalmente os das suas
almonas, que lindaran! as ferias, c que uo dia !l do
correle mez de Janeiro principiam os Irabalbos do
sea cllegio particular, no aterro da Roa-Vista, so-
brado m S.
prendas proprias a uma senhnra, bem como 1er e es-
crever. arilhmelica. grammalica nacional, geogra-
phia, historia universal, dito pnrluguea, dila hra-
leira, mylologia, inglez, franeez, ler, escrever e bil-
lar, analise lilteraria e grammalical de produccaoes-
collada dos melhores prozadores portugueses ; dati-
s-i. piano, costuras, lalivrinllias. bordados de tedas*
a- nal ida les. Admillem-se pensionislasemeias pen-
sionislas, e externas, ludo por preeo muilo com-
modo.
Faz-se qualquer negocio com urna teja com
.. Successivamenle conti-
poncos fundos, propria para qualquer pessoa-que sel nuarao a sabir os seguinles, se a edirao ohliver a a-
^"-^ilill.'I'-V-L*"/.-""!8!^ mV"1*.5!6*' ''tocil quesehsoiigear de merecer aus collores
das letras e gloras patrias, formando 7quanlo pode"
for
iiu'il.nas, oHerecendo-se para
a seguranca precisa para os
sera dividido em preslaroes niensaes de uma duode- em c.umprimcnte da ordem do Exm. Sr. presiden!
cuna parle, .1 visto do certificado passado pela di- da provincia, manda Tazcr publico que.no dia l>J d
rectora das obras publicas. Janeiro prximo vindouro, perante a junto
e
da fa-
3. Para ludo o que oo esliver determinado na zeuda.d mesma Ihesouraria, vai novamenle a ira-
presentes clausulas e no remenlo, seguir-se-ha o, ca para ser arremalada a quem por menos fizer, a
AVISOS ^MARTIMOS.
Para o Rio de .laiiciri* vai saliir com
a niaiiii- hrevidade possivel O lindo e vel-
leiro palaclto nacional .. Bom Jess n dd
(|ital lie ca|iitoManoel Joaquim Lobato;
quem no mesmo quizer cofregarou ir de
passagem e embarcar escravos a fele,
dirija-se ao capitao, na praca do coinmer-
cio, ou a Novaes-4 Companjiia : na ra do
Trapiche n. 34, primeiro andar.
RIO DE JANEIRO.
O Urigu nacional "Elvira segu no
dia 10 do corrate para o Kio de Janeiro ;
s recebe iniudc/.as, passageiros e escla-
vos a frete: tgata-se com os <-or
uas .le coinraercto desla ridade : quem pretender,
eiitouda-se com Aogusto Colombier, na ra Nova
li. 2. a
Desappareceu no dia I. do crtenle o prelo Be-
nedicto, cor hem prela/ de idade de ;10 anuos, esla-
lura regular, liem pareridii, com um denleila frente
.iberio naliirahnente ; levou una calca prela de pan-
no, e camisa de madapoln; sabe-se que aiida ga-
ubando na ra : quem o peuar, leve-o a fabrica de
vinagre, que ser recompensado.
Offerece-se uma mullser para criar algum me-
nino empello : quem precisar, dirija-se rna das
Crnzes n. 9.
Instruccao elementar.
Jos liernai dim. de Souza P.eixe professor particu-
lar de inslruceao elentenlar. previne aos Sr*. paes de
seus alumnos, que no (lia 1lidu correte comecam os
exercicios de sua aula, na qual cmliniia a receber
alumnos nao s para serem leccionados as materias
proprias doeslabelecimcnto, mas lainbciu ua lingua
franceza. As pessoas que se quizerem ulilisar do seu
preslimo, dirijam-sc ao largo do Terco, sobrado,
n. 13'J.
Altencito portugne/.es.
Em o dill'erentes jornacs de Portugal., tem viudo
publicados mudos arligos roulra a aliciaeau da gente
porlugueza, e enlre elles bastantes de P'emambtico,
cuja I.'llura se recymmcndam, csao: as Recislas
Populares quarlo volme ns. ti, 'M, j e ti, e na
t'nicersal dcimo primeiro volunte, ns. ->, 3, 4, 1),
alie :- ; ti\ volume n. 23, eldese achara- lam-"
bem asihllereiiles penas applicadss' aos capilees do-
nos de na.vios.consigiialarios e alliciadorcs, peloouro
de 15o revolanle trafico, c a todos aquelles que no
caso de rel'rea-lo, concenlem com escandaloso cy-
nismo.
Casa de commissao' de escravos.-
Na rna Direita, sobrado de o andares,
del'ronte do bceo d S. Pedro, n. 5, re-
cebeqjp^e escravos de ambos- os sexos para
se vender de commissao, nao se levan-
do por esse ira ha I lio mais do" que 2 por
riadas materias. qn% por suas especialidades podemos
reduzir a Ires classes priuripaes:McrrSrias hislo-
ricas o chronnl.iB'tcasmemorias c estudos filolgi-
cose miscellaneascnmposlas de noticias ecclesias-
licas, biographias de alguna varoes nolaveis porlu-
guezes, ecmlim de Irabalbos acerca de objeclos di-
plomticos, arcboologiciw, e de limites outros ramos.
A pubhcacao principiar prlasMemorias llislnri-
eascomprehendendoo primeiro volume os aludos
e ensaios sobre dilTerenles tiontos histricos em di-
versas ppocas de Portugal.
calcular-se) urna serie de onze a doze lomos' de oilavo
franeez,a400 paginas de texlo cada tomo.
A'edirao sera arompanhada de om uizp crilico,
eseripto pelo Sr. L. A. tUbcllo' da Silva, e de uma
concisa noticia da vida. do dislinclo p.elado, feila
peto editor Antonio Correa Caldein.
Assoa-se para a coHeeeo completo as tejas da
viuva Be'rtrand e Filhos, aosMarlvris; e ira do Sr,
Martina Lavado, na ra Augusta n. 8.
Preeo de cada volme por ?s-
sigoalura............ 1S200 risrorles.
Avulso. ........ 15920 b ..
Ileclara-se que o volume ou 'volumes, que routive-
rem oensaio sobre ateuns sj uoiiimos da lingua por-
luguezae os lilosariose alguns outros lrba-
Ihos nao serao vendidos em neparado.
Subscreve-se em Pernambuco ta livraria n. li e S
da praca da Independencia, sendo o pagamento na
.occasiaoda entrega.
Aula de priraeiras lettt%as.
Manoel de Souza Cordeiro Simos, avisa aos pais
de seus alumnos, que no da 9 do correnle mez de Ja-
neiro, principiam os Irabalbos de sua aula particular
deprimeiras leilras.na ra da travessa dos Exposlos.
casan. I(>, segundo andar ; como lamben/ faz scienle
ao respeilavel pubiien, que admille porcionistes e
meios porcionistes, assegurando aos pais de familias,
que lbe couliniaui a cducarai) de seus filhos que elles
encoulraro um preceptor e amigo, que com o mesmo
mor, cuidado eiudulcencia paternal, busca com des-
alo seos ailiaiilamenlos, esmeraudo-se sobre ludo
eoi btin preparar seus espirites, imprimiiido-llies
s'eitlimenlos de sa moral, civil e religiosa. As ma-
terias que cotisliturm o ensino de sua aula sao :lei-
liira e escripia, contar nmeros inleiros e fracciona-
rios, explicncaodo syslema melrico e monetario do
imperio, grammalica d lingua nacional, e msica
vocal.
Antonio l.uizdos Sanios, faz patente o eom-
merci e ao publico em geral, que, leudo feilo socie-
dade com o seu anligo inleressado, Antonio de Mou-
ra Holim, nocslabelecimenlode lazeiulas da ra do
Crespo ti. 11, e ra do Collegio ir: 2, d'orr em dianle
cento. e sem se levar colisa alguma de CO- a dila sociedade gyrard sob a tema de A. L. dos Sau-
in-s i\. Holim. sendo gerente da mesma o socio Kolim.
Na ra dasCruzes n. 40. faberna do Campos,
veiutenl-se as melhores e mais modernas bisas
hamburguezas, e aluga-se. tanto por junto, como a
retaiho, por precos razoaveis.
->- Pcrdeu-se em Ohnda, no dia do Monte, desde
a igreja a'l ojardim bolanico, uma pulseira de ca-
bellos rom chapa de nuro, teda lav rada : quem a
achun. qucren.lo resliluir, dirijarsc rita Direita n.
10, terceiro andar, que ser gratificado.
Precisa-se de uma ama que eaxmlM e engom-
le, para servir duas pessoas de portes a dentro : a
Irator na ra Augusta, casa terrea do lampean, na
quina que volla para o becco do Peixolo, n. X).
i'sto toda
ditos es-
cravos,
I). I.uiza Anues de- Andrade Leal c suas ma-
nas I). S'.-niorinlia de Asseca llilancoiii I e I). The-
reza de Jess Leal, conlintiatna receber em sua aula
alumuas inlernas, mcias pcnsioiiislns cxlernas. pa-
ra oque a casa lem bous commodos. Nesla aula en-
sina-se a ler, escrever econlar, grammalica nacional,
arilhmelica, franeez, inglez, msica vocal e piano,
da oca, doiitrna chrislaa, coser, cortar, labvrinlbar,
marcar, bordar de soda de matiz, de Susto, de froco
cm lalaaarca, de topete o de laa em validos, e ou-
lras obras de eaentnd ; os pais que as quizerem hon-
rar, iicarao salisfeilos pelo augmento que ellas to-
rito, e pela disvcllo com que ellas serao iraladas, para
o que* os pretendentes poderao dirigir-se a rna de
Sania Hila ou do Faguude} sobrado de um andar
n. 5, quem vem da ribeira o segundo sobrado, ao p
do de varan.la encarnada.
li. l.ui/a Aunes de Andrade Leal faz scienle
aos pais de suas aliimnas, que as ferias liudam-se no
dia 10 de Janeiro coi renle.c que abre aula no dia i I
do mamo mez.
Os senhores que assignaram os Mrtires Per-
itambucanos, e assim couiribuirain para sua impra-
so, se quizerem adianlar a leilm a delles, podem
mandas receber 10 formas v80 paginas) que se acham
mpressas, mandando seus recibos para nelles se fa-
zercm as competentes declaraeocs.
Quer-se alugar uma ama secca. forra ou rapli-
va : na ra da Senzala Velha n, 134. segando an-
dar.
Paga-se generosamente a quem levar na serra-
rla de Vicente Alves .Machado, ua ra da praia de
Salda Hila n. --i. 2 pranrlmesde amarello que fugi-
lam mi l'uiain Mirlados no porlo da mesilla serrarla,
na noiteilodi'i 2S do passado mez,
- Uuem anuniineiiiu querer compra!' um bom
sellim usado, procure na ra do Sebo n.22, aonde
achara Mal lalvez de sua satisfarto.
Aiilonio3os Ferreira (iSiiinaracs vai aoKiodc
Janeiro.
Traspas'a-'seo arrendamcnloda loja e primeiro
andar do sobrad., da ma do Collegio h. 18 : Ira-
ia-se na ra do Queimado, loja do sobrado amarello
u. 29.
0"Sr. Antonio dos Sanios Vicira lem urna carta
na ra Uo trapiche n. 34.
Jos leiveira Bastos comprou por cotila e or-
dem do Sr. Jos Francisco da Silva, de Sergipe, o bi-.
_ Hiele de_a. 3860 da primeira pule da sexta lotera I Sr. Jotlu llaplista Moreira deixou de ser caiseiro de
islo-,,-,!-, ,'Tr "" !Sreja ,'le N,<"i-a Snhor?'"'.''.- i ,ua sa de comraercio, desde o dia 30 de dezembro
isi. ,11,11.1- vramenlo; c por cotila e ordem do Sr. Francisco fet- passado.
Precisa-se de um forneiroquedesempenhe bem
sua arle : na ru da Senzala Velha n. 94.
O I)r. Joaquim de Olivcira e Souza ensina a
Iradnzir, Tallare escrever a lingna franceza: na na
do Araa.lo n. 4.
Lotera da trmandade de Nossa Senhora
do l.ivramento.
No dia I i auilam infallivelmepte as rodas dala lo-
tera, seja qual fr o numero de bjlhctes que resJe
por vcn.ler-se ; o reslaute do mesmos est vefla
na tugara do coslume al o dia 13.O Ibaoureiro,
Joao ominguet da Silca.
Ainga-se uma pessoa forra ou captiva, que sai-
ba cozinhar ou engommar : na ra Nova n. 67, se-
gundo andar.
Precisa-se comprar ntn sellim de boa qualida-
de, usado : qum liver annunrfe para ser procu-
rad.
Precisa-sede um pi-.pi.>!. de liaannos.
para laberna : na rna da Con. eicAo da lloa-Visla
li. 0.
Coclieira de cairos funebres.
Os proprielarios dele 'eslabrlerimento, jute.iii.in
nada deveretn relalivaiiieole ao uiesmo, rog.im as
pessoas que se julgarcni rredorai, de apreseutar sus
conlas |iara seren lianas.
Eu abaixo assignado, filho da fallecida I. Au-
na Maria Monleiro. morador na ra de Aguas Ver-
des, face ver a lodas as pessoas que linham penhora
na mao da dito fallecida, que baiimi de os vir lirar
no prazo do 15 dias, senao seraoajlfcndidos para seu
pagamente.T-JSsd Jacinlho Monleiro.
\ uva Amorim & l-'il.'io fazem scienle, que n
rios Machado & Pinlieiro, na rita do Vi- j xp'1'1 Basles, okilheleda mesma lotera de n. 3838.
gano ii- 1(1, segundo andar. Oscredaresdo fallecido Joao XVirsi.eim" siio
Para a Babia seguir breve a escuna nacional ;"i,a|l<>*/' entregar suas conlas amada Cruz u. 10,
Titania, capilao Antonio Fraucisco Kibeiro I'adilfia:
para rarua c passageiros, Irala-se com os cOnsisitala-
rios Antonio de Almeida Gomes & Companhia, Da
ra da Cadeia do Recife n. 17, primeiro andar.
LEILO'ES.
O agente Olivcira fani leilo da mobilia eda
bella livraria, que foram do finado cnsul dos Esla-
paiattiellas se lomar conbecimenlo, islo
3dias.
Aluga-se nina ama que tenlia mili-
te bom lcitc, sendo forra ou captiva, e
sem (illio : quem estiver uesta circums-
tancia, dirija-se h pateo dp Hospital do
Para izo, sobrado n. 'li.
passado.
Precisa-se de uma lavadeira que de ennheci-
menlo.de sua conduela : na rita de Hurlas, rasa ler-
deiitro cm rea "' ''-' com a fle"-e pintada de azul e as porta-
das brancas.
Precisa-se de um silio para um homcm sol-
leiro, no Manguinho. Capahga ou ponte de l'cboa :
quem liver para alugar, dirija-se a esla lypogra-
phia,
Precisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia: a Irator na ruada Aurora pssaadoa fun-
dirn primeira poriao.


t

'

J
I


DIARIO DE PERNMIBUCO, QUINTA FEIRA 5 DE JANEIRO DE 1854.


JOS- KAM)'.
cntraneador de cabellos dacasa imperial,
avisa ao res|icUavcl publico desla cidade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, anmos, correnles para relo-
gios, gibnias, cord<>es. Irr-eln6, lamben! se faz flo-
res de cabellas, e quali|uer obras que 'deseja : no
Ierro da Boa-Vista, 11. 38.
Aluga-se urna soflrivel casa no Monleirn, ao
lado da reja, que lie a-partc mellor, com commodi-
dades, sendo o bando por Iraz da mesma, offerecen-
do para isso ir-se a goslo ; be preciso advertir que a
fesla Hora lein maior influencia por Icr principio a
fcslividade de Nossa Senliora da Saude, no Poco, e
oulra, de Nossa Senliora das Ncccssidades, na Casa
Forte, e oulra, a do S.. Vanlaleao, no Moutciro, o
tmiras, al&umas dolas com novena : para tratar, na
ra da Penda n. 9., onde se da todas as explicarOes
precisas, das 9 '% m 4 ,4.
Os credores de Joa"o Baptista la Silva Lobo
venJem a sua luja de fazendas, sita no Paseata Pu-
blico n.-5 A,com os fundos que na inesnta, exislirem,
paca pagamento delles : os prelcndentes pdenlo li-
riRir-se a Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, qoe se
aaha para isso autorisado.
Precisa-sc alugar urna ama que saiba lavar,
cngomtnar, cozinhar e fazer todo o servico de urna
casa de poaca familia: na ra Direila n. 116.
Precisa-se do um criado eslratinciio oii brasi-
lciro,quc nao lenlia familia e que d conlicciinciilo
a sua conduela: queni qjizfcr, dirija-sc i ra Au-
gusta, casa (enea do lampe o, na quina do l'eixolo,
n. 33.
ATTENCAO, UN1CO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dentista rcrebeu agua denli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conliecida como a me-
llor que lem apparecido, ( e lem minios elogios o
sou autor,) lem a propriedade de conservar a bocea
clieirosa e preservar das dores de denles: tira o
goslo desagradavel que di em geral o charuto, al-
cumas gotas desla n um copo d ns.ua sao sufricien-
es; tambem se achara p dentfrico excellenle para
a rnnscrvarJo dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, sezudo andar.
tf^SS S* s* &&$$>
40 PUBLICO.
O abaixo assignado pharmaceu-
ticu approvado pela faculdade de
medecina doRiu de Janeiro, teu-
do comprado a botica da rtia No-
va desta cidnde n. 5."), finado Joaquim Jos' l'into Gtii-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pharmaceutico appro-
vado Antonio Mara Marques Fer-
rara faz publico a sens fregue-
ses e a "p*iem convier, (pie nella
o acharao sempre prompto a qual-
quer bora para aviar toda e qual-
quer receita, para dentro, ou lo-
ra da cidade. im a maior preste--
za e fidelidade, por achar-se sor-
tido das melhores e mais recentes
drogas ltimamente chegadas:
Jos da Cruz. Santos-
Alug-se o lerceiro andar da casa u. 28 da ru
larga do Rosario por cima da loja de louoa : a fal-
lar na mesma rasa, ou naloja do Sr. (juilherjne.
Bichas.
Alagam-sec vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10-
O abaim assignado, na qualidade de socio ge-
rente, e liquidatario da exmela loja de fazendas, de
AndradciV Amaral, na ra do Cahug n. II, fax ver
aosdevedores so dilo cslabclecimenlo, que venham
salisfazer seus dbitos na ra Nova n. 'Si, ou ao seu
aixeiro Jos Juaquim Lopes Pereira Guimaraes, que
he o nico por elle autorisado a fazer ditas cobran-
ras amigavcl ou judicialmente..
Joaquim Antonio do* Santas Andrade.
Tendo sido descoberto no Rio de
Janeiro, um falsilicador do verdadeiro
Xarope do Bosque, os senhores. R. C.
Vites & Companliia, gerentes da nica
casa pie recebe da Auierica do Norte a-
quelle virtuoso etao acreditado remedio,
tm requerido o' castigo de um tal abu-
so pera n te os tribunaes d'aquelia corle, e
recommendado aos seus agentes uas mais
provincias do Imperio, para terem a
maior vigilancia em qualquer introduc-
eao do falso, e que' annunciando tal des-
coberla que tanto damno causa ao res-
peitavel publico por se Ibes vender
um medicamento com ve ta para qnidqucr pnijeciinento, como
Mes, |>or se perder o to bem fundado
conceito (fue o mesnio remedio tein ge-
mido, pelas suas umitas virtudes, repitam
osannunciosdaseasas em que tem a ven-
da o dito Xarope, deba i \o.da sua cuida-
dosa vigilancia ; sendo n'esta cidatfe ven-
dido smente por miudo, o verdadeiro.
XAIOPE DO BQSQll.
' Nabotica.de Bartholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario
n. 36.
Garrafas grandes 5#500 re., e as peque-
as a .sOOO rs. urna.
Scnijo falso todo o que nao for vendi-
do n'esta casa ; pois consta que chega'ra
em um dos ltimos navios do Rio de Ja-
neiro urna porcao do mesmo falsificado ,
e os gentes vao tratar de descobrir os au-
toreSdessa introduccao para acusa-lospe-
rante os tribunaes".
AVISO AO COMMERCIO.
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazeh-
aas por baixos presos, nao' rae-
mos de urna peca ou urna duzia,
a dinbeiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpa Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. RoS-
tron Rooker & Companbia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
sao ao respeitivel publico que abri-
r m no dia 5 do corrente mez a
na loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigirS pelos senbores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
3or%lacado e a retalbo.
Do abaixo assianado dcsnppareceu no dia 17
dente met o seu escravo, crioulo.de nome Lqix, pre-
lo, estatura baia, gros?o do corpo, bocea grande,
nariz grande, chato e grosso, bracos bstanle compri-
do<, falta-lliedenles na parle superior, e reprsenla
' Icr a idade de 40 anuos, lem uina cicalrix redonda
do tamaito de uina moda de cobre do vinle rcis
emum dos lados das fontes, e falta-lho um dedo em
um dos pis ; Ipvou camisa branca de al^iKlaoxinho,
calca azul ilo lgodao trancado, hapo de pallia da
llalia. Este preto logo depois de comprado em o
auno passado ao lllm. Sr. Jos Caetano de Medei-
ros, dasapparecen desta prara c andou pelo enge-
nbo Moclo e Brjo, sendo capturado cima desle
ultimo lugar. Qucm pois delle'livct noticia ou pe-
ga-lo, vcnlia ao arsenal de mariulia quesera geue-
rosatoente rec4>inpeiiSHdo, Bem como se protesta
proceder no rigor de lei contra aquella pessoa que
|ior ventura tito der asjlo ou acoitar.
Tlmm Fernandez Madeira de Castro.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra-do Coliegio n. 2,
vend-se uta completo sortimnto
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto era por-
ofles, como a retallio, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleeirnerrto
abrio-se-9 combinacaS com a
maioivpaJ'te das casas commerciaes
ingUfzas.'francezas, allemaas e sttis-
sas', para vender fazendas mais em
coniu do que se tm vendido, e por
isto oll'erecendo elle nyiiores van-
tagens do que outro qualtpier ; o
proprietano deste importante es-
tabplecimento convida a' todos os
seus patricios, ao publico em ge-
| 'ral,para ,111 nterwes) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Colegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
S)
i
5
8
i
i

uo-
CONSULTORIO CENTRAL
MLOPATHICO.
N. II Ra das Cruzes N. 11
Consultas lodos os dias desde as 8 horas
da manhaa al as 2 horas da larde.
Visilas aos domicilios das 2 horas em
diante.
as molestias agudas e graves as visitas
serio fcitas a qualquer hora do dia ou da
iioite. *
As senhoras de parlo, principalmenle,
serAo soccorridas com religiosa promp-
lido.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
AVISO JURDICO.
Cliaruios finos de S. Flix.
Na ra to Queimado, n. l'.l, lem clie-
gados agora* da naliia, os verdadeiros
cliarutos.de S". Flix, da acreditada fabri-
ca de Rrandao, os quaes se verdem por
pivi;os maiscominodos do que em outra
parte.
Primas para rabeca,
p 10 rs. cada urna, muilo novas : na ra do Ouei-
ii i.i. I o, loja n. '.i. #
ROB LAFFECTEUB.
O nico mttoritad por dcimo do conselho real
e decreto imperial.
(X mdicos dos hospitacs recouiniendam o arrobe
I.airerlctiv, como sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe [>cla Real Sociedade de Medicina* Ksle me-
dicamenlo d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secreto, esl em uso na marinlia real desde mais
de 6() anuo; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despexa, sem mcrcurjo, as allccces da
Relie, iinpingens, as cousequeucias das sarnas, ul-v
ceras, e os accidentes dos partos, da idade rrilica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; coiivm aos
catliarros, da bexigaaas coolracrOes, e fraqueza
dos orgos, precedida do abuso das ingecc.Oes ou de
sondas. Como arti-syphililiro, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessaules sem consequencia do cinprego da co-
paiba, da cubeba, ou das injeccoes que represen-
lam o virus sem ncutralisa-lo. I arrobe Laliocleuv
he especialmente recommendado conlra as doeiic^as
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurelo
de potasio. Vende-sc em Lisboa, na botica de Bar-
Yeude-se por preco muilo com-
modo, no armazem n. 7 de caes da
alfandega, de Jos Joaquim Pereira de
Mello, ou no escriptono de Novaes &!
Companbia na ra do Trapiche n. 5i.
i
28
I
RA DAS CS.UZES. <$),
_ No consultorio do prufessor homeopallia (j
Gosset llinioni, ncham-se a venda ai obras /^.
scguinlcs: xp'.l
Segunda ediccao dos clemenlns de lio-. /^.
mopathia ; revista consiileravelmeiile ]%/
, augmentada, e redigida de proposito para (io?
os principiantes que qnizerem de boa f *
csBeriinen'lara nova medecina. 65OO w
Tralamento hemopathico das (h,
molestias venreas, para cada um ,&
poder curarle asi mesmo.....1S000 iB
Palhogencsia dos iniuliramenlos ($
bomcopal|iicos brasileiros e poso-
logia homopatliica, ou adminis-
Irai.do das doses..........
OBRAS EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
ciua.....'...........IfeOOO
Organori da arle de curar. 75000
Tralamento das molestias chro-
nicaj...............18S000
Novo manual completo do Dr.
Jahr..............
35000 iS
Memorial do medico homopa-
Iha............... .
aos principiantes em pralica que fhes servir de fio
conductor-: na praca da Independencia n.6 eS.
Qualquer cidadao porluuez, rcsidenlc ncsla
cidade, que julgue til e honrosa* a conserv.i^Ao do
consulado portuguex em as pessoas dos Illms. Srs.
Juaquim Baplisla Moreira e Miguel Jos Alves, he
convidado a declarar seu nome- ueste Diario, alias
enlende-se que todos os julgam mos empregados da
iiaraoporlugneza, c muilo criminosos depois dos a-
contecimentos do patacho Arrogante. Isto servir
para melhor pedir ao govemo porluguez o seu devi-
do castigo. -
Pede-se ao fiscal do hairro <\o BecTe, que te-
lilla a*bondade de laucar suas vistas sobre os quin-
laesde taboas cabidas que cxislcm ama de Apollo,
sendo hoje urna das, ras principaes do Recife.
Manoel-Herede,' subdito argentino, resllenle
ncsla cidade desde seleinliro do auno passado, segu
para Macei no primeiro vapor que chegai do norle,
em rompanliia de seu amo, o Dr. Francisco Jos da
Silva Porto.
Precisa-sc fallar com o Sajl r.inrisco Ignacio da
Cmara Pimnlel; na ra da Cadeia de Santo Ap-
touio n. 30, a negocio.
3*gRSBBSBES FM ^^^^S
I CONSULTORIO HOHCOPATIIICO.
$ Gratuito para os pobres.
ES Ao Itecife. ra do Trapiche Mora numero \h.
O DI. CASANOVA lem alierto o seu con- ja
sullorio iio Recife, ondo po rado a -qualquer hora do dia.
K. B. As pessoas que nao frem pobres,
pagarao pelo tralamento de 5 a 20&000 rs.
( nao eieedendo de dous menos. 1
a
tSOOO
33000
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca de
I). Pedro 82. No Porto, em casa de .Joaquim
Ara ojo; na Baha, Lima iV I muios, em Pernam-
l)iico, Soum ; Rio de Janeiro, lloclla x l-'illios, *|
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. J0S0 Pereira
de Magates Lcile; Bio^Grande, Francisco de Pau-
la Couto <5 L.
Aviso. ;
J. Falque, dono da fabrica de chapeos de sol, si-
ta na ra do Coliegio n. 4, faz sricnl ao respeila-
vel publico desla cidade, c em particular- aos seus
freguezes, que elle abri um deposito dos dilosob-
jcclos de sua fabrica na Tua da Cadeia do Recife
n. 17, onde *e achar sempre um .grande e* variado
sortiuienlo de todas as qualMades. lamanhqs, goslos
'j ,'.;cos. lano deseda como de pauninho, para lio
mense senhoras, assim como bengalas de diversas
qualidades, haleias para vestidos e esparlilhos para
senhoras^ lamban se recebo qualquer chapeo deso
para se cobrir ilc novo ou -concertar, o que se fnr
com muila iresle/a e aceio, e quanlo ao preco he
muilo mais commodo do que em oulra qualquer
parte.
Aluga-se um hom sitio 110 lugar doCordeiro,
inarsem do Capibatibe, com boa casa de. vivenda,
estribara para 3 cavallos, casas para pretos c feilor,
pomar ejardim, assim como bailas para capini : na
ra do Oueiniado n. 30, ou no armazem de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia n, 4.
Vende-se cm casa de'S. P. Jolins-
ton Si Compauhia, na ra da Senzala No-
va b. 42.
Vinbo do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinlio Cbery, em barris de qoarto.
Sellins para montara, de bomein c se-
nliora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de ouro patente ingle/..
FUNDICAO D'AURORA.
Na fuidican d'Aurora acha-se conslautemenle um
completo sortimnto de machinas de vapor, .lauto
^ 1 d'alla como de baixa pressao d moilellos os mais
ft approvados. Tambem se apromptam de eucommeu-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serio mandados
para as ir asscnlar, e.os fahricanles como teln-de
co! iiine afiancam o porfilo Irahallio dolas, e so res-
ponsabilisam por qualquer defeito que possa nellas
^parecer durante a primeira salra. Muilas maclir-
nas de vapor construidas nesle estabelecimenlo lem
eslailo em ronslaulc servico nesla provincia 10, 12,
eat 16annos, c apenas lem exigido mu insignifi-
cantes reparos, e algumas at Denhuns alisolulamen-
le, accresceudo que o ronsummo do conhuslivel'hc
mui incousideravel. Os senbores deeigeuho, pois,
eouli-as quaesquer pessoas que precisarem de ma-
cliinisnio sao respeilosaiuenle conx ilailos a visilar o
estabelecimenlo cm Sanio Amaro. 1
Medicamentos.
Urna carleira com os 24 princi-
paes medicamentos tubos srandes)
e a segunda ediccao dos Elementos
de .lomopalhia. ....... 208000
L'ma carleira coiims 24 princi-
paes medicamenlos. ..... 10J000
Grande soirtimenlo de carteiras
de todos os lamanlios por grecos
commodissimos.
1 tubo de glbulos avulsos 560
1 frasco de >j ouca de tintura a
escolha...........laoOO
Folha de flandres.
Vemle-se superior folha dcflaudres cliarcoal le
todas as grossuras e lamauhos, por menos preco do
que em oulra qualquer parle: na ra do Queimado
o. 30, loja de ferragens.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
llia de Sands: na boleta franceza, da rita -
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
mi. P. k. LOBO M0SC0Z0.
A enrtc-sc a mellor de ludas as obras de medicina1
Tiomi'opalliira c/- O NOVO MANUAL llt) DB.
i. 11. JAIIR ,^TS ir.idu/ido em porluguez pelo
Dr. i'. A. Lobo Moscozo: qualro volumes encader-
uados em dous. '208000
0 4. voliimc conlcnd a palhogenesia dos 144
medicamenlos que nao foram publicados sahir.i mui-
lo breve, por eslar muilo adianlada fua impressao.
Diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pliarmacia. ele. etc. encadernado. 4S000
Urna carleira de 24 tubos, dosmelhores c mais bem
preparados glbulos bomopalhicos com as duas
obras cima......... 4(>5-HX)
Una dila de 36 tubos com as mesmas 4&0U0
Dita, dila '. 48 tubos....... 505O0
Dila de 144 co'm as dilas IOO9OOO
Carleirade 24 tubos pcquenor para alg-
beira............ 108O00
Dilas de48dilos. ........ 2O500U
Tubos avulsos de glbulos..... 1SO00
CAL V1RGEM DE LISBOA.
POTASSA DABUSSIA.
Vende-se superior potassa da Russia, e
Americana, por preco muito commodo:
na ra do Trapiche n. i o, armazem de
Basto Irmj
respeitosamenlc annunciam que 110 seo extenso es-
labelccimenlo em Sanio Amaro, ccolin.ua a fabricar
com a maior per feirao e promptidao,loda a qualidade
de macbinismo para o uso da agricultura; navega-
cSo e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
a i lorio em um dos grandes armaz'ens do Sr.- Mesqui-
la na ra do Brum, atraz do arsenal de mariuba,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu estabelecimenlo.
All acharao os compradores um completo- sorli-
nienlo de moeudas de canna, com lodos os mellio-
POTASSA!
Vpi1p.s^ ral nna pin nedi'a Vliptrarln ""'enlos'alguns delles novos eonginacsj de que a
venae-se tai nova em peaia, cnegaaa experiencia de muilos annos tem mostrado a ueces-
noje no pal ha bote Lusitano, por muito
commodo preco : n ra do Trapiche n.
COMPRAS.
. Cojnpram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminaco, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
VENDAS. ~
ALMMAk.
Sal ib a' luz a folhinba de algbeira,
coniendo a lem do kalendario o regu la-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak eivl, administrativo, commer-
cal, agrcola e .industrial ; augmentado
com 500 engenbos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittram ao edictor
venderlo pelo antigo preco,' e sim por
4t)0 rs. ; vendendo-sc nicamente na li-
vraria' n. G e 8 da praca da Indeperi-
dencia-
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000S000.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. 20, vendem-se bllieles, meos, quartos, itavos
e vigsimos, da 19 lotera das malrizes da provincia,
cuja lisia se espera no dia 4 a 5 ; a elles, se quize-
rem csperimenlar a sorle feliz de novo anuo.
O abiiio assignado, professar particular do ins-
irucco elementar do segundo sro, resllenle no ler-
ceiro andar da casa 11. 08 da ra Nova, scienlilica ao ''
respeitavel publico, e maiime aos sen Iones pais de
seus alumnos, que lem determinado abrir sua aula
a 9 de Janeiro do corrale ; declara lambem que em
novembro do anno passado foram examinados e ap-
provados qualro de seus alumnos em materias, do
segundo grao ; e prometi igualmente lodo o esme-
ro no adiautainento dos iiiesmo, como sempre o lem
prodigalisado. O mesmo lerriona lambem no recin-
lo de su* aula, grammalica latina e franceza.
Jote Mara Machada de Figtteiredo.
GUALDA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven-
de-se Inda a qualidade de objeclos para o lar-
llmenlo dos sen ores ofliciaes .da guarda na-
cional, assim como para primeira e segunda
S linha, ludo por nuito commodo prepj.
Vende-se urna armacoi a Tranceza, deamarello.
envernisada, propria para qualquer eslabelecimenlo:
a Iralar no alerro da Boa-Visla n. 44.
/ Vende-se 110 alerro da Boa-Visla 11. 1, urna
cscrava com aliilidades.
Vende-se urna rarrora.com seu rom pelen le boi,
em hom eslad : na ra da CnnceicAo n. 11.
Na ra das Cruzo n. 22, segundo andar, ven-
dem-se duas escravas rrioulas, de 26 annos de idade.
bonitas figuras, engommadeiras e cozinlieiras, la-
vam bem de sabao c loiln o arraujo de ulna casa, e
urna dila de 25 anuo, ptima figura, com um illlio
de 3 annos, muilo bonito, c urna dita de n.n.,\o que
cozhilia, lava muilo po-sanlcs. ptimas ganhadroas de rua, que pa-
gam 480,rs. por da.
Vendem-se dous escravos padeiros, sendo um
fornero, crioulo, outro da Cosa, proprio para arma-
zem de assucar, por ser bem possaule, e urna eserava
crioula de 38 annosdeidade, rom urna cria, ou sem
ella : na rua Direita, padaria u. 26.
Vende-se um prelo do 30 aunos, de boa con-
I duela, na lem vicios ncni acliaques.ou lambem per-
mula-sopor uina prela que lenlia as habilidades 110,-
cessarias, que he cozinliar engommar e cnsaboar, e
ludo islo com perfeicao : quem quzer este negocio
dirija-sc a rua das Cruzes, n. 20.
Vende-se rap hom de Lisboa, as libras e a re-
lalho : na rua das Cruzes, n. 40:
Vende-se uina casa terrea de pedra e cal, chaos
proprios, na cidade de Olinda.na rua do Jogo da Bola,
nos Qualro Cantos, a rasa que faz quina, a Iralar na
rua do Livrameulo, n. 1<.
Relogios de "Airo para algbeira, inglezes de pa-
tente : veinte m. preco commodo : no armazem de
Barroca & Castro n. < da Cadeia do Recife, n. 4.
Vende-se urna loallia de primoroso labyrnlho
em raiuliraia de linlio : na rua do Rangel, 11. .V.i, se-
gundo andar.
A ende-se "na armaro de loja de miudezas,
hom hlelo, caivillios enxidracadus, loda a madeira
de lomo.e ludo em hom eslado, e por commodo pre-
co : 110 aterro da Boa-Visla 11. fili, padaria.
Vende-se um braco Roinilo novo, proprio para
relinae.oi ou armazem de carne : na rua do Vigaro,
n. 14.
No paleo do Carino, laberna n. 1, vende-se
muilo iioa alelria, a 210 rs. a libra.
Vendem-se saccas com muilo superior caf da Ier-
ra, por menos preco do que em oulra qualquer par-
le : na rua da Praia, armazem de carne, n. 22.
Vende-se urna eserava crioula, de boa fisura, co-
ziulia, engumma liso,.....ulm.i, lava c faz lodo servi-
co com per.eic.3o e so alllanca nao Icr molcslia, nein
vicio : defronle da matriz da Boa Vista, Sjnina do
Ilo.spiciir, n. 88.
Vende-se urna cabrinlia com 1fi anuos, perfeila
engommadeira e coslureira, bouila ligara, uina negra
com 20 annos, perfeila engommadeira e coziiiheira
lano de forno como do niassa, um moleque e um
mulato rom 15 annos, urna ralirinlia com 7 anuos
muilo galante, 10 escravos de ambos os sexos: na
rua da Senzala Vellia, a. 70, segundo andar, se dir
~ISISiiJ
Deposito de tecidos da fabrica
| de todos os Sntos. na Babia.
i Vende-se em casa de Domingos Alves
| Matheus, na rua da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodo transado daquella
[ fabrica, muilo proprio para saceos e rou-
I pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muito commoifo.
SALSA PAIMLHA.
DE
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilba cm ldas as ciiferinidades. originadas
pela impurezJi do sausue. c o bom osito oblido na
corle pelo lllm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo l-islcnlo Sr. Ilr.
Antonio Jos Psolo em sa clnica,' e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr. Dr.
Saturnino de Olivcira, medico de e.xcrclo c por va-
rios oulros mediros, permuten] boje de proclamar
altamente as virtudes oflicazos ila
SALSA fAKKy.11 A
BEISTOI,. .
ola.Cada garrafa conlem duas libias de liqui-
do, e a salsa parrilba de Brislol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassuro.
0 deposito, desla salsa mudou-sc para a ntica
franceza da rua da Cruz, em frente ao cbafariz.
Vende-se unigrande sitio na estrada dos Afflic-
los, quasi defronle da igreja, o qual lem nluilus ar-
vores de fructas. Ierras de plaulac'es, batea para
capim, e casa le vivenda, com basianles coninio-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
.eulender-se com o Sr.- Antonio al.morl de Moraes
-Mesquila Pimcnel, ou a rua do Crespo 11. 13, 110
escriptorio do padre Antonio da Cunlia e Figue-
redo. .
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. Santo Amaro acba-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
BOTICA
CENTRAL HOXEOPATHICV
51 rua da Cffdeia do Recife, i. andar 51.
E:rljidapelopbjrn-aceutico approrado,
e professor esUiomeopatliia Dr. F.
de P. PireRamos.
Nesla bolica se cncontram os melhores e
mais arredilados medicamenlos homopathi-
cos, qur em- glbulos, qur em Induras,
preparados com a mais escrupulosa evarli-
do, pelo pharmareulico approvado e profes-
sor em homonalhia Dr. Pires Ramos, sob as
inilcarnes doSr. Dr. Sabino, com quem ha
pralica.lo ha 4 antins.lodas as regras da phar-
1 nuca Imniopalliica.
Os medicamenlos desla bolica, enja eflic.1-
> ca lem sido yerilicada na longa platica do
j Sr. Dr. Sabino, e reconhecda por lodas as
1 -pessoas, que detles lem felo uso, exercem fi
j urna grande vantagem, sobre lodos os que 3
) por ah so vendem, a qnal consisle lano a SB
prompUdo dos seus .clleilns, como na qua- &
I liilade le se couservarem muilo lempu sem fe
1 soll'rercm a menor alleracao ; o que os lor- eS
1 na muilo recomineudaveis, principalmenle SH
S para o malo, onde ncm sempre ha facilida- p
2 de da provisito de novos medicamentos.
. Exislem carleiras de medicamentos em
1 tubos grandes de lino crvstal de diflerenles
( precos, desde lir-HII) ale -J0?(KKI conforme o
9 numero dos medicamentos, suas dynaini-
j sacoes, e riqueza das cateas.
\ Cada vid rod tintura da quinta dy-
; namisaco........2?000
Cada lubo de mcdicamenlo 1S000
N. B.O Sr. Dr. Sabino'Olegario Ludge-
ro Piuho so prcsla a dar esctarecimenlos a
loilas as pessoas, que comprarem medica-
menlos nesta bolica, na rua das Cruzes. 11. S
11.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pioladas, eque levam
Ires arrobas cada urna : vendem-se muilo em cenia
para fechar : na rua do Trapiche n. 3.
Na rua do Vigaro n. 19,'primei-
ro andar, tem para vender diversas nui-
sftas para piano, viola o e flauta,Como
sejam, <|uadrillias, valsas, rcdpwas, sclio-
tickes, modihlias ti^lo nioderaissimo ,
clie;ado do Rio le Janeiro.
NIMIO IJ4 PORTO .MUITO FINO*"
Vende-se superior viulio do Porto, em
barris de*., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. i\, ou a tratar no
escriptorio de Novaes S Companbia, na
rua do Trapichen, o-.
PARA NAO! ENTRAR EM RAI.ANCO.
Vendem-se cassas francesas escuras,
cores fixas, muito finas, e'dc bonitos pa-
droes,a520rs. a vara; dam-se amostras
Irazendo penliores : na rtia do Crespo
n- 11, loja de Jos Frarjciseo Das.
Na rua do Vigario n. 19," primeiro andar, ha
para vender, che^ado de Lisboa nreseuleinenle pela
barca Olimpia, osesuinle: saces de farello muito
novo, cera em anime e em velas rom bom sorli-
nienlo de superior qualidade, mercurio duce e cal
de Lisboa em peora, novissima.
' Vende-se urna negra crioula, de idade do 22
anuos, propria para o servido de campo pur ser do
malo : na rua da Praia u. 32.
Vendem-se 1,500 pares de sapalos chegadosul-
iNiiamenle do Aracaly, muilo em conla : alfej da
Na loja de miudezas, n,i entrada do Rangel, n.
71, junio a loja de cera, vende-se o seguinle: gom-
ma em saccas de* arrobas, penas de ema em libras;
assim como um relogio le sala de muilo'superior
qualidade, c por bateo prc;o.
Na rua do Crespo, loja n. 6, se dir quem ven-
de um moleque de 13 a 1 i annos. '
. Vende-se urna taberna ms Cinco Ponas, bem
afreguezada para a trra, e com poneos fundos, pro-
pria para principiante : vende-sc por seu dono se
querer retirar para fura : a iralar no pateo do Terco
n. 18. ,
Vende-se rape de Lisboa ; "os senbores fregue-
zes que eslao coslumados a lomar a lina pilaila.'nao
q detearao de inundar buscar i rua do Vigario 11. 12.
ANTIUIDADE E SL'PEKIORIDADE
DA
SALSAPARRIL1IA DE RR1STOL
sobre
' ASAL&PARR1U1A HESASDS.
Attsncao'
A SALSA PARRLUA )E BRISTOL dala des-
de 1832, e tem constantemente mantillo a sua re-
putarla sem necessidade de recorrer a pomposos
annuucios, de que as preparacoes de mrito podem
dis>ensar-sc. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas ovejas, c, entre outras, as dos
Srs. A. K. 1). Sands, de Nexv-VoiU, preparadores
e proprielaros da salsa parrilba conhccida pelo li-
me de Sands. #
Estes senbores solirilaram a agencia de Salsa par-
rilba ile Brislql, ecomo nao o podessem obter, fa-
briraraiu ulna imitarri> de lrislul.
Eis-aqui a caria juc os Srs. A. R. D. Sands'cs-
creveraai ao Dr. Brislol no dia. 20 de abril.de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
-Bfalo, r.
Nosso eprcciaxel senlior.
Em lodo o anno passado .temos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilba de
Vmc, e pelo qoe ouvimos dizer de suas virtudes
aquellos que a tem usado, julgamos que a venda da
lila medicina se augmentar muitissimo. Se Vine
quizer fazer um convenio couinosco, eremos que
nos resultara muila vantagem, tanto a nos como a
Vmc,Temos muilo prazer que Vmc. nos rspoiida
sobre este assumplo, e se Vmc. yier a esia cidade
daqui a 'um mez, ou eousa semellianle, leriamos
muilo prazer era overein nossa bolica, rua de Fui-
Ion, n.79.
1- icaui as ordens de Vmn, seus seauros servidores.
(Assignados). A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
l.e A anlieuida.le da salsa parrilba de Brislol he
clarameute provada, pois que ella lata desile 1832,
eque a 'le Sands s appareceu em 1842, poca u
Jual esle droguista nao pude obler a agencia do Dr.
rislnl.
2. A superioridade de salsa parrilna de Brislol
he inronleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna poito de oulras pre-
paracoes, ella lem mantillo a sua repularao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas rom o oso da
salsa parrilba em lodas as enfermidades originadas
l>ela impureza dosangne, e o hom xito oblido nes-
ta corte pel lllm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, |>elo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pci vol em 'sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr.
Dr. Saturnino deOliveira, medico do exercilo, e
por varios oulros mdicos? permitlem hoje de pro-
ci.ntiar altamente as vicludes eflicazes da salsa par-
rilba de Brislol vende-se a 59000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a bolica
fraueeza da rua da Cruz, em frente ao chafariz.
Na praca da Boa Vista 11. 32, vende-se um es-
cravo, prelo, crioulo,. le 20 annos, pouco mais ou
menos, sadio, nao se embriaga e uem foge, ,sabc fa-
zer todo oserveo de criado de urna casa de familia,
he alfaale, Ozinha solTrvelmenlc e a!6 de forno,
sabe bolear o be bom pagem.
Na rua da Ou;: 11. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de luslre,
400 ditos brancos e 50 dilos de bolins; ludo por
preo commodo,.
Vende-se um terreno na rua Imperial, com 22
palmos de vAn, com ,-ilicerces de pedra e cal, e com
urna meia asna na fren le, sendo do lapa. Vende-se
barato, quem pretender dirija-se a rua Imperial n.
31, das seis horas da m&nhaaas III, e.las Ires as qua-
lro da larde.
5?,) Os mais ricos e mais modernos clia-
,' l>e"s '''' senhoras se cncontram sempre
fW na loja de; madama Tlieard, por um prego
(^ mais razte! do que em qualquer oulra
$) l>'lrlC' #1
Vende-se urna por;5o de esteios que foram da
ponte dos Afogados, que servem para alsumas esta-
cadas: quem quizer lirija-se a rua Direita dos Afo-
gados n. 13.
Deposito da fabrica de Todos os Santo na Babia.
Vende-se, cm rasa deN. O. Bieber da Cruz n. 4, algo-J/ao Ira 11 rado d'aquelia fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero coiaimodo.
. Vendem-selonas.brinzao, brose meias lo-
nas da Russia: 110 armazem de N. O. Biebet" '&
Companbia, na rua da Cruz u. A.
Tacas para eugenlios.
Na luhdicao' de ferro de D. W.
Bowrftann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua baver um
completo sortimnto de taisas de ferro
fundido e batido de a 8 _palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
enibarCam-se ou carnigam-rse em carro
sem dcspey.a,ao comprador.
Vende-se nina abra (bxo) rom haslanle leile,
c duas crabdinlias :m Iralar ua Liiigocla, n. 2.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente injjlez, os iiiellio^es ipie tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa le Rus-
sel Mellors & Companbia, 11a rua .da
Cadeia do Recife, n. 36.
15, armazem de Bastos Irmos.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panbia, ua praca do Corpo Santn.11,o seguinle:
vinlio de Marseilleem cateas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, hreu em barricas muito
grandes, aro de milaSsorlido, ferroinglez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgvcz na
roa da Cruz 11. 4.
AGENCIA
Da Fndicao' Low-Moor. !Rna da
Senzala nova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a ba-
ver ulb completo sortimnto de moen-
das e meias moendas para engcnbo, ma-
cbinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado," de todos os tamaubos, para
dito. .
AOS SENIIORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acba-se a venda, em latas de 10
libras, junt cora o jnetbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber i Companbia, na rua da
Cruz, n. 4.. ,
# GANTOIS PAILHETE S COMPA-
8" *'A.
Continua-se a vender no deposito acral da w
rua da Cruz n. 52, o excellenle e bem cou- @
ceiluado rap areia prela da fabrica de Can-
@) lois I'ailhele iS. Coinpanhia, da Babia, cm C-
@ arailes c peqiieiiaspon;ocs,|.e+o ireco eslahe-
52 lecilo. #
Ol martyre* pfrnambucanos, victima da 11-
berdade, naajpau revoluco'e easaiadu em
1710 c 1817, |r um loso peraambucano ( o
padre Joaqnim Blas Martim.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle desle im-
porlanle c curioso Irahallio. al boje nedilo. He a
biographa d lodos os pernainbucanos preeminen-
tes que entraram, ou de qualquer modo se compro-
metieran! na revolurao d<9 mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817, escripias as accoes
de taes homens no silencio da gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, eque ainda hontem ronhecemos
lortos na conareaacao do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, como um dos ltimos, e mais estimaveis mem-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz sejera com que
os encara, desenlian.lo-o a grandes'lracos ; e tero
elles sem duxida um aramio merecimenlo para a
poslerida.le, quandoos houver de julgar serene :
o desalilo! do historiador.
.Via ha familia cm l'ernambuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
011 menos pcrlo, e a quem por isso nao interesse vi-
vamente : conk-m mais de 600 arlisos.
Acba-se a venda no paleo lo Coliegio, oflicina de
eni-adeiuacfio.
sidade. Machinas de. vapor de baixa e alia pressao,
taixas de lodo lainaubo. lano balidos como fundidas,
carros de mao e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to.'fornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro la mais npprovada ronslruc<;o, fuudos para
alambiques, crivos e porlas para fornalhas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadoubo
enumerar. No mesmo deposito existe uina pessoa
iiilelliaeule e habilitada para receber lodas as eu-
commendas, ele, ele, que os aniiunciaiilcs contan-
do com a capacidade de suas oflicinas e marhinisnio,
e pericia de seus oRiciaes, se compromelteni s fa/.er
execular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com osmodelos ou desenhos, e insUuc-
;6es que Ihe forem fornecidas-
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro dcsellins, ebe-
gada recenlemenle da America.
Vende-se bom capim de planta, no silio da
Trempe, sobrado n, 1, que lem laberna por baixp ; e
ah mesmo precisa-se alugar dous escravos que sir-
van) para vender na rua Troclas e hnrlalir.es ; paga-se
bem e bom Iralamenlo: quem os liver, diiija-se ao
mesmo silio, que achar com quem Iralar.
Vende-se vinho de Bordeaux, Chaleau, Mar-
g3iu, St.'Julien, branco. Graves & llaul-Saiilerucs
lano emquarlulascomo engarrafado, xfnlio do Por-
to e Chainpaane, ludo i- melhor qualidade: na rua
da Cruz, n. 5.
Oleo de 1 inbaca em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna botija, c por me-
nos sendo ein^ion.-ao : na rua da Cadeia do Recife n.
47, prinjeiroandar.
Palitos e toalbas.
Vendem-se paulo* de briin de linio de cores,
bem l'eilos. a 3 e 43 cada um ; toalbas de panno
de linio, do Porio, pruprias para rosto a 300rs.cada
una e a 99 a duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para loajlias de mesa a 25
a vara: na rua da Cadeia do liedle, loja o. 50.
Gola da Baha.
Vende-se superior cola, por pre^o commodo: na
tua da Cadeia do Kecife n. 47,primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrnlho feilas no Aracaly,
constando do loalhs, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
No anligo deposito da rua da Cadeia do Kecife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Rnssia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que era oulra qualquer parle, le nfliauram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris eom cal de Lisboa em pedra, pro-
ximaiueule chegtdos.
ATTENCAO'.
Cunba & Amorim, na roa da Cadeia de Recife n.
50, lem para vender pallia de carnauba nova, cou-
ros de cabra hora, peonas de ema, e velas de car-
nauba, a 15500 o cento.
VINHO CHAMPAGNE-
Superior vinbo de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de febaibeitlin
Vende-se arroz grfido do Mara-
nlmo, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor preros commodos : na na
da Cadeia do Recife- n. 47 primeiro
andar.
Vende-se um prelo crioulo, de idae te 18 an-
nos, de boa conduela : na rua Imperial n. 167.
Vendem-se casas de 1 e 3 andar*, as melhores
cuas desla cidade. assim come sitios nos lasares dos
Afllirlos e Arraial : a fallar com o correcjur geral
M. Carneiro.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-sc o seguinle :pasla de lyrio .florentino, o
melhor arligo que e conhece para impar os denles,
branqoece-os e fortificar is aengivas, deixando bom
goslo na bucea e agradavel cheiro; agua de me!
para os raberos, limpa a caspa, e il-lffe mgico
luslre; agua de petlas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosio, assim co-
mo a Indura imperial do Dr. Broxvn, ^.sla prepara-
cao faz oa cabellos rufvosnu brancos.co mpletamenle
prelos e macios, sem daino dos mesroos, lodo por
presos commodos.
Deposito deca de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada qj>
biale Lusitano, vindo ulliniamenle de Lisboa.*
polassa american'a. a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50. _
VendAe um cabriolet~~corn os com-
petentes arreios, para um cavallo lu-
do em bom estado, e poi prero muitis-
simo coinmodo : a tratar na'ra da Ca-
deia do Recife n. 6, primeiro andar.
No armazem de C. J. Astley 4 Com-
panbia, na rua do Trapiclie 11. 3, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro deyerguinha. ...
Oleo de linhaca em Jalas de 5 galoes.
Champagne, .marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de folha de ferr, pintadas,- para
fabrica de assucar.
Corda deludi alcatroado.
Pallia da India para ernpalhar.
Ac de-Milao sonido. *
Carne de'vacca em salmoura.
Um sortimnto de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazar mas e ca vi notes.
/

. SALSA PARRILIIA.
\ copie Jos de Brilo, nico agente cm Perna.ro-
buco de D. J. 1). Sands, chinaco americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
(o de' frascos de salsa parrilha de Sands, que sao.
vcrdadciramenle falsificados, e preparados 110 Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de loo precioso talismn, de cabir nesle
engao, lomando as funestas consequepcias que
sempre cosluniam trazer os inedicumeulos falsifica-
dos c elaborados pela mo daquelles, que aulepoem
seus inlercsses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa Iterar
desla fraude c lislingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recenlemenle aqu chega-
da ; o aniuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Conceicilo
do l'.oeil'e n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, c se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
. 7 Vende-se 11111 bonilo cavallo de cabriole!, bs-
tanle grande e novo : quem quizer comprar, pro-'
cure no Hospicio, laberna do Icio de ouro.
\-- Sellins inglezes. ,r*>
Vendem-se sellins inglezes
de patente, de primeira qua-
lidade, para montara de se-
nliora, e cabecadas avulsag;
por prero muito commodo:
no armazem de Adamson
Howie & Companbia na rua- do- Trapi-
che n. *2.
Vende-se superior farinha da tr-
ra e de barco, tanto em saccas, como a
retalbo, por prnx mais barato do qu
em outra qualquer parte : no armazem
d rua do Rangel n. 26.
Vendem-se 10 escravos, sendo: duus mnlecolcs
le boas figuras, de idade 18 amias, um delles bom
copeiro com principio de marcineiro, 1 eserava de 18
a 20 annosdeidade, engomma, ,-ozinha, faz laby-
rinlbo, borda e marca, 4 escravas de lodo o servico e
3 dilos do servico decampo : na na Direita, n. 3.
Vende-se a loja de calcado da rua Direita, n. I1"'' Independencia loja de calcado 11. 2.
18, com algum cabdal e muilo boa armario oover-l Na rua do Caldeireiro 11. 5i. vende-se una es-
nisada, cuja lija ecasa terrealeincommodos para fa-lcrava de nacao. quecozinha o diario de urna casa,
milis: iralar na niwma. I lava de sahflo e he boa quilaudeir.i.

DAVIDWII.l.IAM BOWMAN, engenheiro ma-
chinisla e fundidor d ferro, mui respitosameute
anuuncia aos senhores pronretarios de engenbos,
fazendeiros, e ao respeitavel public, que o seu esla-
belecimenlo de ferro moVido por machina de vapor,
na rna do Brum passando o chafaiiz, contina em
effeelivo cxerrlcio, ese acha completamente montado
com a p pa re! los da primeira qualidade para a per-
feila criiifeccav djs maiores pecas de machinismo.
11 ahuilado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais pa'r-
licularmenle chamar a atlencao publica para as se-
guinles, por Icr dolas grande sortimnto ja' promp-
to. em dcposjlo na mesma fundirau, "as qoaes cons-
truidas cm sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz cstranceiro, lano em prero como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor ronsIrucaO.
Moendas de canna para enaenhos-de "lodosos la-
manhos,' movidas a vapor por asua, ou animaos;
Rodas de agua, moi'nhos de venlo e serras.
Manejos iodcpendeii!esparac* Rodas dentadas. f
AgoilhOes, bronzes e chumaceiras.
I-'ix Hules e parafusos de lodosos tamaitos.
lateas,paree, crivose bocas de fornallia.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou poraui-
raaes, e prensas para a dila.
' Chapas de focaoe Pernos de farinha. '
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de faronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
maO, por animaes ou venlo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prcnsas'hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades c porloes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de mac arados de ferro, ele, ele.
Alm I-i superioridade das suas obras, ja' geral-
mnlereconliecida, David William Boxviuau garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nlMjs reincl lidos pelos senhores que se dignarcm de
fazcr-lhe enrommendas, aproveitando a occabia pa-
ta agradecer aos seus numerosos amigos e fresuez
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e as.-esura-llies que na5 poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua coiiianfa.
& SSSSS: SSSSSSf)
<$ POTASSA BRASILEIRA. ^
($ Vende-se superior potassa, fa- *^
t& brcada no Ra de Janeiro, ebe-
*i gada recentemente, recommen-
{j da-se aos senhores de engenbo os
"U seus bons eileitos ja' experimeu-
w tados : na rua da Cruz 11. 20, ar-
1^ mazem de L. Lecnte Feron &
<& Companbia.
da maletea,
ptaanaacia ,
Agencia de Edwin BXaw.
Na rua de Apollo 11. (>, armazem de Me. Cal moni
Companbia, acba-se :onslaiilemenle bous sorli-
nieiilos de laixas de ferro coado c balido, lauto ra-
sa como fundas, moondns ineliras Indas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, lilas para a miar em madei-
ra de lodos osjaiuunliose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forca le
i cavallos, cocos, passadeiraB de ferro eslnhadu
para rasa de purear, pur menos preco quosde co-
bre, esco vens para navios, ferro la buccia, e fo-
llias de llandres ; ludo por barato preco.
Superior folha de (landres.
Na rua do Queimado, loja le fe ragens n. 30, ven-
de-se superior folha de? (landres cliarcoal) tanto em
porcSofomo a retalbo, para o que lem um cx.el-
lenle sorlimenlo deste genero, qur cm- giossu as,
qur em lamauhos, o em quanlo a precos silo mrais
razoaveis lo que em oulra qualquer parte.: na mes-
ma loja lambem se compra cobre e lalao vellio.
V-iide-se um resto de exemplares
do obra Rapliael, paginas da juventu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de D.Carlos Guido y Spano : na rua
do Trapiche 11. 14, primeiro andar. '
^s Vendem-se relogios de ouro, pa
i ten-te inglez, por commodo pre-
Tr co: na rua da Cruz n. 20., casa de
(0) L. Leconte Feron Si Companbia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade lezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
FARELO DE LISBOA.
Vende-se.farelo de Lisboa, muito su-
perior, chegado agora no palhabote Lu-
zitano, por preco'commodo : na rua do
Trapiche n. 15, armazem de Bastos li-
maos.
Moinhos de vento
eom bombas de repuxo para regar borlase baixa*
ilo capim. na fundirn de D.'W. Bowman: na rua
do Brum ns. t. Se 10.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fmidcio de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construcco muito supcrioiis.
'$) Deposito de vinho de chara i$)
(^ pague Chak'au-Av, primeiraqua-
(*fy iidade, de propriedade do condi
g de Mareiiil, rua da Cruz do Re-
-. cife n. 20:,este vinbo, o melhor
J? de toda a champagne vende-
se a o.^OOO rs. cada cai.x'a, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
coirite Feron & Companbia. N. B.
Ascaisat sao marcadas a logo
Conde dcMrcu! e os rtulos
das ''arralas sfio aznes.

m
Vendem-se licores de Absyntb e
Kirsch emca\as; assiin como chocolate
francez da melhor qualidade que tem ap-
parecido, linio ltimamente chegado de
Fran;a, e por preco baratssiino : na ru
la Cruz n. -20, primeiro andar.
Vende-se farinha de mandioca
muito fina, a (ii'500 rs. a sacca : 110 ar-
mazem do Forte do Mattos. n. 20,ou a
tratar com Manoel Alves Guerra Jnior,
n rua do Trapiche n. 1 i, primeiro an-
dar..
OLEADOS INGLEZES. .
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto einqualidade, cpin o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem le fazendas de Adamson Hwie Si
Companbia, na'rua do Trapiche Novo
n.42. .
Charutos de llavana.
Vendem-se verdadeiros cliaruios de llavana por
preco muilo commudo : na ruada Cruz, armazem
CORTES DE CHITA DE BARRA.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se 1...
corles de xeslidns declina de barra, bonitos padrees,
sem defeilo, polo diminuto prero de J2I0 e >"i(K)
ris.
Ole Essencial,
para impedir a cabida de cabello, faer-lo crescer
e limpar a raspa, a "1IK1 rs. cada vidriulio : ua rua
do Rangel bolica 11. S.
Vendem-se camas de ferro de nova
uvenco franceza, com mollas que asfa-
zem muito maneiras eraacias, chegadas
pelo nltiino navio francez Pernmbuco, e
por preco muilo commodo: na rua diW
Cruz n. ti, primeii'oandar.
Vendem-se fardos de fumo da .Ba-
ha, primeira qualidade, para ebarwos ;
assim como um resto de en xas com
charutos, que ja'se vende por preco
baratissmo, que he para se lechar coutas,
lu-gado tudo da Baha pelo ultimo na-
vio : na rua da Cruz 2(, primeiro
andar.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra,Tazmda nova a 55 o corle; dilos de 15a
o seda c bnrgc modernos a i)J o corle le !2 cova-
dos; cbilas e cassas francezas iiovasa 320 M. oro-
vado e 640 rs. a vara; c oulras muilas fazendas por
baralos precos: na rua da Cadeia do Recife, loja
n..50.
Vende-se urna eserava da Cosa, rom idade de
22 annos, lia qnllandeira', lava eengonima bem : na
rua de Aguas Verdes n. 23; sobrado.
Diccionario dot tenaos
imrela anatoma,
etc. ate. t
Sabio i luz esta obra indispensavel a lodas !
as pessoas que se dedicara ao esludo
medicina. Vende-se por 49 rs., eucada^H^
j, du, no consiillorio do Dr. Moscozo, rua. do
Coliegio, n. 25, primeiro andar, t
TAIXAS DE FERRO.
Na fndicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua doRpm logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimnto de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira.
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
ex.istem qindastes,' para carregar ca-
noas, ou carros livre de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vendem-se os bem construidos ar-
reios para carro, de um e dous cavallos;
assim como mantinhas de casemira de di-
versos padroes, para os sellins de ditos
arreios, que os iazem abrilhantar mui-
toy tudo chegado pelo ultimo navio de
Franca : na rua da Cruz n. 2lj, primeira
andar.
Chapeos e manteletes.
Vendcm-se chpeos de seda de coros, enfeilades,
proprios para meninas e meninos a 5$ cada um ;
manteletes prelos e de cores eom colleles e m Hes,
lr preros eommndos: na rua da Cadeia no Recie,
loja 11. 50.
Vendem-s relogios de ouro de
sabonet, patente inglez, rja ine-
lhorqualidade.e fabricado em Londres :
na rua da Cadeia, n. 60, armazem de "
Henrique Gibson. *
Vende-se CARNE DE VACCA e de pwco de
llamburao. em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE demarca conhecida everdadei-
ra, h.ivendo poucos gigos de resto, que se vndenlo
para fechar, a 248)000 t. ;
A CO DE MIL AO sorlido ;
TAPETES DE I.AA, lano em peca como sollos,
para forrar salas, Ae bonilaa cores e"muiloem conta.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele;
Ol.EO de linhaca em lalas de cinco gaAcs': et*
casa de C. J. Asllcv & Companbia, rua do Trapi- '
che n. 3.
Na rua do Coliegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou. a
prazo, um sortimnto de chapeos e un-
iros objectos de ehapeleiro, consistindo
emchfrpeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma laci-e, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos desenlila, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim, li-
vellas, (itas paraarrochos e debium,
trancas e outrbs muitos objectos de eha-
peleiro.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 2 de novembro do anno prximo pasu-
do, rugi do Sr. Jos Antonio Barros, da villa da
Granja, provincia do Cear, um seu escravo, mulato
I ntueiro,,de noineXuiz, fillio de urna cscrava do mes-
mo senlior, cliamiMa Benedicta, lalura regular,
cabellos crespos earruivados, roslooxal, nariz, gros-
so, bocea reeular, lendo um denle superior quebra-
do pelo meio, lem signaes de chicle pelas nadegas,
os ps dalos, e trazia um ferro no peseojo ; levou.
ili/eni, caria de guia 00 p.issaporle, ludo rali. Esle
escravo be offirial de pedreiro : quem o pegar ser
bem recompensado, eiilresndo-o u Antonio de Al-
ineida Comes A Coinpanhia, na rua da Cadeia do
Kecife 11. 4", primeiro andar.
Desaparecen em dezemhro prximo pastado,
ni cabra de nomo Elias, de idade de 8 annos, pou-
co mais ou menos, cslalura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinbado. fcirr.es regulares, cara Ur-
sa, falla pausada, com urna cicatriz redonda a es-
p.iilua ilircila, e oulras antigs de caslisos que le-
vou : quem o apprelienTter, leve-o ao "Dr. Lopes
Nello, na 1 ua Nova, quesera recompensado.
Iloiili-m 1. do eorrcnle, pela 5 e 1|2 horas da
nianbaa, ouscnlou-se do sobrado da rua Direila n.
t, sesundo andar, a eserava, parda, de nonie Rayl
muiida, cr alabiada, baixa, cheia. do'carpo, coin
ambos os ullios lenles, e rom ama cicatriz ua mica
em forma redonda, e bstanle saliente, motivada pe-
lo c.-uisiicos applicados nesse lugar; levou vestido,
decidla de asscnlo branco com palmas rotas mui-
das, e diales de cuita de assenlo cor le caf, com
piuluras'ainarellas : quem a ap'prcbender, ptiie le-
va-la a referida casa cima, que ser recompensado-
nessa occasio furlou um vestido com tnlhe afosado
e urna camisa de madapolao da senltora. '
No lia27 de dezembro protimo passado, desa n
parecen o escravo de nome Joflo, crioulo, oDIcial 1
sapateiro, com os signaes scguinlcs : li.rixo, em M,
ba.cspadoas largas, do, e anda muilo aprecado ; levou calca de ce ,',,,'"
ra azul ja usada, chapeo de Braga usado, e car n J
madapolao : consla que anda pelos arrabald PS .7' ,~
cidade ; e quem pega-lo, leve-o aoseu sen' not n. *
mora na rua do Uvramaulo 11. 29, q#t se# yrklii
Pera. Typ, de Bi. f. e Faria ._

1IM,
^


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