Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02314


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Full Text
ANNO XXX. N. 3.


Por 3 mczes adantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 4 DE JANEFRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Portr franco para o subscriptor
K\CAHUECADOS DA SFBSGBIPGAO'.
Recite, o proprielario M. V. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Peroira Martina; Baha, o Sr. V.
Duprad ; Macei, o Sr- Joaquim Bernardo de Men-
doira; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaqun Ignacio Pereira; Aracaiy, o Sr.
Antonio de l^mos Braga: Ceara, o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Marayibao; o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Par.i, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 2" 1 a 27 3/4.
Paris, 345.
Lisboa, 95 por eolito.
Arenes do baneo 5 <*0/de premio.
da conipanh *,h Belieiibe ao paT.
da companh' de seguros ao par.
Disconto de leltras O a 12 0/0 de rebaie.
MICTAES.
Ouro. Olajas liespanholas. 289500 a 299C00
. Mutlasele KSiOfl vellias. 1 C$000
de 65400 novas. 16S50O
de 43000. ..... 9000
Prata. PataCqes brasileiros..... 19930
Pesos rolumnariosc'..... WM)
mexicanos...... 1?800
PARTIDAS DOS COnREIOS.
linda, lodos os das.
Caruoi, Bonilo e ('laranhifns as .lias 1 e lo.
Villa Bolla, Boa-Visla, Ex e (kicuiy, a 13 e 28.
Goimna c Parahiba, secundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
n PREMIAR DE HOJK.
I nmeira as 8 horas e 30 mininos da manha.
Segunda s 8 horas e 54 mininas da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cominercio, segundas c quiilasfeins.
Reloco, toreas feiras e satinados.
Kazenda, lenjas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas c quintas s 10 boras.
1 -" vara do rivel, segundase sextas, ao meio da.
2." vara d civel, quarias e sabbados ao meio dia.
Os Tribimaos de Justicaesto fechados 'al o ulti-
mo de Janerro; >
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
f.taiiHMi dta 3 j...lro de 1854
pressiies mais anir
ram-se a (Inciiinei
questao do direilo
questao de teca
be de todas as pe?
Oflicio. Ao Exm. director do Ivcn reine]- "" '8"'M ,em d
toudo pan, serem chivado.na.biblioteca publica fSSSTu
u-sta rniade.os inclusos templares das lois provin- nao podem ignor
riaes do Rio ftrande do Norte, dos anno de 1835 -'uem de por en .
a 1853, faltando porm as dos annos de 1844 e n,enIot religiosos.
1845 ,*.r nao existir,., disponis colloecoes im- dogra7daTnta",'
ms, conforme declarou e Erm. presidente dsenssao sobre I
daquella provincia.
IMio. Vo inspector da Uiosouraria de fazen- 'p"leJ "**80?e
da.rommuiiicando, que temi en. vista a sua inlor- 4iistSt?aHn
macan de 5 de dezenibro ultimo dada sobre o re- uo protesto; os qu;
tuerimeiito, em que Jos Hygijio de Miranda pede 1"*,|ao. e desfianr
Keeaea para transferir a Francisco Jos.': do Reg e ff^n^te^tod
.Mainel Joaquim Baplisia pela qiiantia de 800* rs. pessoa mal escn'i,
urna parte, do terreno de marinba n. 235 na ra incautos e indoute
la Palma, acaba de lancar em dito, retiuerimeiito o como "efe"" *el
.fcspacho segnime : Pagou os fon diversos c e?ue- n""!"em c
lodos os dircitos liscaes, concodo a lieenca |iedida:
Dibt. Aomesino,recommendan.lo, cm vista de
sua iiiforniarao. quequanio antes marque a .Ma-
nuel Luiz Goncalves um prazo improrogavel, den-
tro do qual nao s solicite o titjilo de aforamento
do terreno de mariiilia aecupado por irme sua pto-
priedade na ra da Senzala velba, e beni assini d
alagado fronteiro, mas tambem faca construir
parte que Ihe tocar do caos do Appolo sob' pena de
ser ella leita por arremataco ou adminislracao, t
sua importancia paga immediatamente polo diif.
proprielario, alcm da mult de 50 por cento
Communicou-se aO director das obras publicas.
Dito Ao mesmo trausraittiudo o aviso d
lellra na importancia de 803000 rs., -aerada po|
diesouraria das rendas provinciaes daquella proviii-
< a sobre essa a cargo de t>. S-, e a favor de Ma-
inel Figueiroa de Faria.; Pjgftfipon-sg.o Tlxii
presidente da mencoaja provincia.
Dito Ao chefe de polica, acensando rea-I
alo o oflicio cm que S. S. requisilou, que seja pu
lo a disposico do juiz competente, afim de respoi
iler polo crime, porque foi pronunciado na sii"
legaca .dos Afogados, o pieto Joao Jacintho
Santa-Anna, que se diz ter vindo como reerula Ido
termo ile Santo Anto, e declarando em respos|a,.
que nao \oio rct'nila do meneionailo termo, vfim
semelluinte non*, e sim Joo Jos.; de Santa Amia,
convindo por tanto, que S. S. envi una ola 'da
liliaeao, e signaos do criminoso de que se tn
alim de serem confrontados eom os do jnencionido
creta, e fzeremsse as convenientes averiguaertes.
Dito Ao inspector do arsenal de maiinba, pa-
ra mandar apromptar com brevidade, a lim de se-
rem reineuidas ao E\m. presidente da Paradina,
a rorrente e ancora .ru elle requisitou no oflicio
que remelle jnr copia.
Dilo Ao majnr cncarregado -las obras mi-
litares, approvaudo o contrato que'Smc. cetehro
com Augusto Jos Ferreira para demolir, medanle
a paga de 90-5000 xs., a parle do ediicio que serve
.le quartel do ominando das armas, denominada
Mexeriqueira. Communicou-se a diesouraria de
fonda.
Dito Ao director das "obras publicas, para
mandar com brevidade urna copia da planta da olri!
da casa da asseinbla legislativa desta provincia
EXTERIOR.
PORTUGAL.
MlBtourt* 4 m,i celetL.Uooi e
Repartido iot negocios ecclesiattico.
km. e Rvm. Sr. Foram prsenles a S. M. El-
Re, regente em mime do rei, diversas parliciuacOes,
ifliculmeule recebida nenie minilerio, das quaes
comtam os meios irregulare* c improprio, porque
M. clesiaslicos se teern pre^nlados, como prosperas, que no meio da
ano, em denles diocesses, solicitando assia- O eco esl mu alto, en
natura* em tayor do cha,-nadoiiroteslopublicado era relalliada, sem que a 1
ornal poltico./ Narao, contra o que se pas- desse eslender a mito salva
ara nasewao da cmara elecliva. de20 dejullio pro- lia, que as .livisftes nteslii
rao prelerilo, sobre a qoeslao do padroado |nrtu- cao poltica, eos acasos .1,
^M* ."i """'"" "'"P0,le bl"al''a
s.M. tem visto com agrado esatisracaoo modo dia- vezes os destinos das eran
o. por que tanto o episcopado como a parle do clero um caso .le invaso lemos
!n,fi?S "* merarchia ecclealica, e mais ios- energa iiaciunalsullicieiile
irania dble reinos, se bao conduzido a respeitoda- Quando as nacoes selevanl
queiie protesto ;ecslacerl o me.mo augusto senbor, lornam-se oirinipotciilcs i
oe que ee documento sera classificado como acto de pelo esplendor dassuas Ira.
verdadeira lioslihdade |litica. por loda* as pfesoas. dependencia, e peto santo a
que nao estiverea preoccapadas pela ccijueira d quer leutaliva desse seero
iwrlido, que averiguaren! porsi a ejaclidaodos faclos iudelluidanieiile o grande U
uao careccrem da1nslruc.;5o iiidi K
_ ---------------_-------------,,..<...u..uiViu miii^ciiMiri ara suiar. ne naa aurr luiurm
mandar commumear a lodos os orelados rfadinrM^ v.........-;.. "":.'.. L''.V _" ""/'
mandar commumear a lodos os prelados dasdioceses
do reinoe lillas adjacenles. as breves cousidera.Ocs,
que no presente aviso regio se contm, para queos
mesinos prelados couliccam bem qnaes os scnlimen-
lo, e as intencoes do mesmo augusto senhor, e do
sen governo. com relacao ao nezocio sajeilo.
Basta combinar a materia daquelle chamado pro'
leslo, eom o que se passou na cmara electiva, para
se conliecer evidentemente a menos boa fe dos seus
autores, que para lins partidarios inverlem os fados,
eiinfun.lcm as quesles, efillam a todos os principios
.I* obediencia, e de respeilo aos seus superiores na
orden erclesiaslica e civil, e al as inspiraces.da
simples earidade, que nunca devem abandonar o CO-
rarao de "clirisISns e calliolicos.
A cmara nada fer, nem dsse, em desacato da
Santa S, nem do Ilustrado e virtuoso pontfice, que
actualmente presi.te a igreja de Dos: algumasex-
ventura podesse
ollender ueste pai
peilo se moslra ard
niio contra o Himno,
he visivel, lancar .1.
iiisUlniroes : fal
rem a qiialquer pre
O governo de S. S
lir com vigor, logo d
mas seguro da sua ce
e de lesldade. que
mais esclarecido d
bom senso do paiz q
proaramma da in.iii
Todava, na pro
mnioderarn.i cada v
de opiniao dill'eicuti-
do publico urna das|
destavor sbreos ,ei
formarftes receliidas 1
se condece ler esse e:
acucias, e poder cau
com oflensa da orden)
Bou o governoqfo son1
a aCcao das leis contra
resolvido a dar aquella
que forem da soa imm!
juslija exigir.
Sendo porm do rea)
do sen I i monto do sen
aillos a-. orcasiOcs de pr
q.ialquercidadao do qu
s de um ou oulro orador rereri- cao. lem direilo a suppor que pode lulellar com a sua
aolories, espedidos pela sagra- experiencia alaum oulro paiz do mundo. Salva ain-
upagan.la lide, comrespeito da ha pouen ,ia anareliia dosparl.lo, cabio cm to-
adroado porliianezno Orienta, das as exaaeracoes do despolismo illoslrado. A paz
- de que goza, se auxilia os seus progressos maleriaes,
he bstanle humiliaule para o povo liespnnhol, por
,,,.,....r. ,.t- que be ablua a costa da liherdade, Nos annaes das
paizes. especialmente lies- suas revoluooes nao lemos a aprender senSo os fs-
ue os autores do protesto cndalos de barbaras execuces, e de represalias san-
ie jamis se lembrasse al- guinolentas. Para que a Hespanha podesse fallar
desaffronlada, para que podesse apuntar o su exem-
plo, seria necessarr primeiro apagar da sua historia
as-scenas repnananles, queleem lomado promiscua-
menle os paridlos, algozes e victimas. Nos, em lodo
o decurso das nossas conleiidas temos prestado mais
rasaada bomenagem ao dogma da tolerancia, aos
principios do evanaellio, es verdades humanitarias.
A JIespanh.1 lem a aprender omnosco os preceilns
d..senernsidade, que devem homar as aspirad* da
civilisacao. e as lulas das ideas. Sao as dontrinas. e
nao o saiigue. que marcara as fronteiras que dividem
os partidos liberaesem l'orloaal.
Tema Hcspanha resolvido m-lhor do que nos o
problema do governo representativo, a cquacio po-
ltica enlre a liherdade o a auloridaile, entr a re-
sislencja eo ilumnenlo, entre o progres- > e a con-
servaco Podemos afo.itaintfnleassegurarqne nao:
e urna grande parle dos liomens pblicos em Portu-
gal resellarla o poder, a preco das siiliserviencias a
que osi obrigam as caaiarithiu, que em liespaulia se
succedem na inllucncja.
A una peninsular, noduvidamos altirma-lo, he
um taHo MQviiavcl nos deslinos da eiviliaagao ibri-
ca, fcsla opino em nos nao nasceu boje, nem hon-
lem, existe na noTs. cabeca, e nos nossos escriplos
ia uns poneos de anitas.Sao .laque! les aconterimen-
tos. que nao se prcvnem\noin se reprimem. po/que
exislem no quadro do dcseuVolviineulo providencial
das nirn-s. V
Mas ha de consegnr-se pela'vvilisaco, pelos pro-
gressos paralellos de ambos os palias. *A pennsula
accordara um da unida, pela asseiuihrao deinleres-
ses, pelos phenomenos da viabilidad, petas relaces
do commercio. pela idenlidade de cosluSnes, pela
orlbodoxa do seus senli-
u;o calbnlica atacam os
c professam; sabem.quea
dmissivel; e que, se por
, cram de todo incumpl-
ir (al discussiio : mas
estranha cienr.i ; e
u a injuslira dos autores
ndin.lo, como tica dilo, a
icios, procuran! com ll-
ar o odioso sobre aquel-
ear as conscieaci das
atlrabir os nimos dos
iilando-se a seus olhos
liaiau, que lodos amam,
nem ousar por certa
destes homens, em cojo
13o vivo o logo da pai-
luioios conslitucionaes,
tlirono, e cssas
tos slidos recur-
lulil se mostr.
i direilo, repel-
proccdimenlo ;
to de reclidao,
s dislincto, e
o bem assim o
astentar o seu
luie/ies ci
-'P
cia.
amia.
lo descomeBimenlo c da
or, com o que, a pretexto
cur,a desvirtuar aos olhos
do parlamento, e laura.
bros : eem vista das n-
aas dioceses, pelas quaes
ida occasiao a desintelli-
as de maior gravi.la*de
iqnili.lade publica : jul-
ncilar vmpelenlemenle
al proredimento, c csla
moiistraroes de severidade,
ita competencia, e que a
nimo de S. M., bem'como
ivcrno, o evitar e prevnir
chnenlos rigurosos contra
er de empregaresses meios,
prelados .lioccss^ios,,cojno os jnizes mais compelen-
prudente unzo Ibes suaeerirom oor mais adeouadns .-, .,.._ .. ------....,, .. .Wi,m(, c a ftUll lilil, i ai .i;i |
prudente juizo Ibes sugerrom por mais adequados
para conseguir que o clero de suas earejas nao sen
-Iludido polas insliaaeoes de parcaes pnlilicos, anle
El'IIKMEItlIlES.
Janeiro 0 Quarlo crescenle a 1 hora, 29 minutos
c K segundos da manhaa.
) 14 La cuernas 6 horas, 42 minutase
l%segundos da manbaa-.
22 Quarlo niinguaiite ao 38 minuto* e
48 segundos da* manhaa.
28 La nova as 2 horas, fc4 niiiifos e
48 segundos da tarde.
MAS. DA-SEMANA.
2 Segunda. S. Isidoro b. ; S. Martinho maityr.
3 Tema. S. Aprigi; S. Antero p. m.S. Primo.
4 Quaria. S-. Tilo b..* S. Prisco presb. marhr.
5 Quinta. S. Scmea'o Estelita ; S. Thelespluun.
,C Sexta. igogtEpipuania (M. do S.) Dia deB'eis.
7 Sabbado. Regresso do Mer Jess do Egypto.
8 Domingo. 1." depois de Reis. S. Loureu.-o
Justiniano.
rio do poder, objecto de tramas (o odiosos, o echo se
Mi diminiiin.to dada vez mais depois de lodos os
acoutcrimeiilos consumados, por que o grande parti-
do da franca leudo lodos os das a absorver em si o
Vplllltn .i'ipli.lj. ...._..-._ ___K__ ...
......... i------'"* |^.t,|uc '"imkhiii i un pmw'ieiiria e
sem ralalismo alaum, pensa que mesmo debaixo do
governo mais individual, a vida de.um povo ilciro
nao esta ligada a urna existencia moca, cor maior
que seja.
" O tribunal .le Assisede Seine, proferio na sua au-
diencia de lado novembro una senlenga que con-
demnaaFotliet, Alio. eUecroix pena de oilo anuos
do -iianiineul ; Kuonlt, Luir, Gerard, do Meren,
Marriel, Oabrat e Copinot pena de deparlreao ;
Moniiraiid dez anuos de delcncao, 'fui-ene. Matz
Mazillc_ sele annos de delcncAo"; Maillel, Uenev.
(jonrir.s, Juail, Joiroo a cinco anuos de detenra,
lieband de l.augardtere a cinco aunosjle prisao,
i'.'illol a tros anuos de priso.
Tlla-se um poucona saarai-ao donipratlor,ms
lie um ImwIo anda vago e fluctuanle. Ser do car-
deal de Konald, ser de oulro prelado que o novo so-
berano reeeber a oncab santa'.' a esle respeilo an-
da se nao sabe cousa alsuma ofllcial e precisa.. Al
o presente ludo se limita aos indicios lirados de um'
arUgiiinho sobre a restaurarn de Indas as can,na-
gens de epparalo, sobre ludo daqaellas que em se-
molhanle occasio servirara a el-rei Carlos X.
Anda leri.Tilc fallar-lbo sobre diversos decretos
^icerra da inumrlarao. entre outros os dos cercaes, o
<|ue conjurnu as consequencias de urna colheila imi ;
os dos metaes e leos eslrangeiros, e dos inleresses
l.ulllstriacs c cominerriacs.
Nao se deve crer, como parecem fazer certas espi-
rites maleriaes, que qualquerdesenvolvimenlo mate-
rial nao he um grande e inmenso progresa*. A mar-
cha da civilisacjlo he dupla, e un passo dado na es-
Irada do progressn maleriel necasiona s vezes- um
passo na espliera moral ; o futuro da vida social se
ada inlimamenle ligado ao futuro da vida indivi-
dual, finando a l'eliciilaile pendra aa massas. sem-
pre produz resultados considera veis na ordem intel-
teclual -, a esle respeitn ha paginas gloriosas na liis-
'-.*"* vo~y.k loria dos povo. Se qualquer desenvolvimentn (em
SSSai.T?l f "ivencia de ambos, dkjiaizes. forcosinnenle estas maravilhosas consequentias. de-
S5S&d?M2^^ ve ser de um inleresae mu importante o fado com
(lisposiioes polticas, sei resisleucia. sentaba n^-m aue mo vmi im..., r.u. ,i_I_____... _____.t__
velh.w ..ni i. .---------P I """" "m" il reparacao .las o lensas, petas qnaes elle
sel tai,n \i?"',?l,ta*10 "a P;>"?" \ responde a, nossas reclamaces mn. eradas, e ,,os-
seni lalaliMiio alaum, pensa que mesmo debaivo do sa sol cilude le."ilim3 ,ia,it..,.. a., r ,i' i.......
lc;descancan.lo em Dos com cpnfianca, resla-lhe s-
mente recorrer i tarca das armas para conslranaer o
governo ollomnnn a respeitar os tratados, e por este
mojo olilor a reparar ui das ollonsas, pelas quaes elle
1 II. Illlll i I li I 1 lid HU.U _^_l___- -- 1 F
r ----"- "^ i.i.i'.uin^ura riniiii-i.iiid>, d litis
ia solicilude leailima pcladefeza da to orlhodoxa no
Oriente, que profesa igualmente o povo russo. Es-
tamos lirmeinenleconvencidos de que os nossos loaos
subditos acompanharan as suppllcas fervorosas que
dirigimos ao Allissimo, alim deque a sua maosedia-
nc nbencoar as nossas armas n? sania causa que. em
lodosos lempos, encontrn ardenles defensores em os
nossos piadosos aulepassados. fn te Domine zpera-
ai, non cnnfnndur iu wiernum.
A causa do imperio oltom.-ino he sagrada como a
dequalqueriiacaoameacadana sua independencia,
enaiiilearidadedoseii lerriloro; masa fallamos a
verdade, se o equilibrio europeo deve ser- quebrad,
he sobre a Russia que deve recahir loda a resp.msa
proc amacao segomle: Portugueze.! tai Iteos serv- tas da espectaliva em examinar esse redlo de arlis-
do chamar-as, S. M. D. MartaH.minha mu chara la. cousa dcsconhecda para ella ; toca com rio f-
c mu. honrada esposa, perda imniPiisa que encheudadeem lodosos objeclos que .cercara a exNtanc a
o meu coracao e o dos raeus charos filHw Ha rai< nm. n|.>ni~t^. -i^ !...._____' .. _..__
bti .,i. .. Z. recinir m.ia a resp.msa- Kenovare esle juramento diante das airles geraesda
to leu m, '' r.Zto,!,'arar ,"1l'"i",1'. Nioli jiaeao portuauea, que devem reunir-se no 8pcoimo
10 seu po\o no niovimenta que se opera boje. Exis- ni d<. ,i,.,pii., ,i..i,i ^. ^.., -____..
le as massas um inslinclo que acaba por se fazer es-
sillar, e o najlo uma n.ico se acha arrestada
disposicoes polticas, sera resisteucia, semabalo^m o
opposic-ao.sem protesto. ^>J
Qual he entilo o meio sensato de apressar a solu- ^
cao do problema ? He a de gerirmos os nossos me-
Ihoraineiilos, de dar incremento nossa prosperda-
dc, de cullivarmos a nossa civilisacjlo. Nao he com
um exercilo de saldados, mas com' grandes divisoes
de operarios que se ha de completara nossa con-
quista.
Parece-nos por tanta mo menos impolilica do que
indelicada a linguagcm dos jornaes hespanhocs.
quando suppoem que a nossa salvacao depende da
nni ia iinn..i;.l. .1. t.__..... '.. .
, .. ------ -----------,, cl cifiti.i rsse meio,- quanao suppoem une a nossa salvaran ileiipn
especalmente co.n res, lo a classe ecclcsaslica, que uniao immediala .le Portugal com a HesDanba N'al
p,.r9ci. carcter deve i o primeiro documento de tratmtm^^^nZ^^11^^^- J?
..,, imsiiapain. Espera &.. M.. que os culos inoraos, ser ia summanente desvantiioso mrt
piclados .hoccssJiosco|no os jnizes mais compelen- nos o aroniecimento. en'6 ue"'",,i,J->so P-"-'1
5e a Hcspnha se avanlaja a nos em melboramen-
c In Til At*t .11\ 1 ^ : jl&> J 3. ka & v
Vttrttt72: E :=r 'S=S-^syBKE
peilo que deve as autoridades civis, e aos sc'us legUi
mos superiores ecclesisucos ; e deixe de com seu cx-
emplo. dar orcasiao ou Sretrxta a nerlurbarOes. de
que nem a cgn-ja, nem estado ii.lom tirar utili-
dade.
0 que Indo, de orden" de S. M., cnmmiiiiicn a V.
Exm., para que lique i leirado, c possa rcgular-se
opporluunmeiile.
Dos guarde, a V. E.r. Paco das Necessidades, 28
de novembro d 185.1. Em. e'Kvm. Sr. cardeal
painarclia de Lisboa. frederico Uuithermc u
Si Ira Per eir.
gres da ordem moral, nao menos importantes no
problema geral da civifiacao.
Para que ella dome os seus coslumes. engrandeca
Ncsln contormlade c <
Em. cardeal arcebispo r
todos os senlinres arrebis
diocesses do reino c Mias-
te se expedio aviso ao
llraga, e se eqereveu a
,, bispos e vigarios das
jn rentes.
'Diario ao Coterno.)
Lisboa 13 de de mbro de 1853.
A questao da oniao ibei
hespauhoes lecm comple
urna quesillo social, e nata
um problema que o proa
hado resol ver, e nao um .
das armas, no accordo a
eos, ha de-destruir pelos
lade.
Nao sonhem com usUrp.
to do consenso innime d
mos a Colonia, encravada <
i,e lio islo qoe os jornaes
ento descouhecido, he
.a .pie.(Oo poltica : he
o das iluas cl\ilisacOes
aculo que a forra brnla
cil dos poderes publi-
ros caprichos da von-
s violentas, em despei-
lo o paiz. Nos nao so-
! naroes ambiciosas, e
a angusia bradava :
Ha muilo tange! a e
ia occidental I he po-
Ns nio somos a lia-
talla de ccnlralisa-
iCo geograpbica lor-
ie se decidirn* tantas
rancia, e da frafcrmdarie, .tormera os seus raneo-
res, e nobilile na regia., das dmilciiias liumanilarias
as suas aspirac-es, necessita anda de prever por lar-
gusaiinos ao fomento da siia'civilsacao.
k, quando os eaminltomle ferro an'proximarem as
popuLi.oes. qnaud.i a industria as arrancar da mize-
na,edo abalunenlo, qumidn o caracler nacional
perder a sua aspereza pelo cilio de generosas ideas,
quando se mostrar tan altastada das violencias do
poder, como dos delirios papulares, be que puder
.issuiniriiaosoasiia grandeza como naco, mas a
unpurtancta polilica que compete aos pa/es, eman-
cipados pelos esplendores da riqueza, e netas excel-
lencias da liherdade.
O governos de camarilha p.lemser uleis^mas
lie semprr precario o proaresso que nao parle da har-
mona dos elementos conslilulivos da socie.lade po-
"l,CU Lope* de Mendonrn.
(Reroluran de .Selemb'ro.J
CORRESPONDENCIA SO DIARIO
DE PERNAMBUCO.
Paris 6 de dezembro de 1853.
Dixia um escrplor cbisloso ,que um livro era urna
carta escripia aos amigos desconhecdos que temos no
mundo, e tenho para mira que islo be especialmente
verdadeira acerca da correspondencia que daqui llie
remello. Atranca,associando-seaosdeslinosde todas
as nacionalidades novas e generosiLs, (em sabido des-
pertar echos mui toiginquos. eesperoque sob opres-
ligiodcsle grande nomeen miubapenna inleirameiile
parisiense va grangear para ella anda mais algunas
svmpalhias. Ser com os olhos cravados sobre ludo
que inleressa a sua bella patria tilo rica de futuro,
que llic fallare do nono velho continente, de'todas
as rerordaeOcs, de todas soas es|ieranras, da sua civi-
lisacao ja lao amiga, e todos os das aperteicoada
----_... .,.I%.IWBV nuil iui tiiinc w tiltil! Lilil
que me'vou oceupar ; fallo dos paquetes transallan-
Ji.'os que asseauram o prximo eslalielcrimcnto de
communcacoes dre. las e rpidas, enlre a I-rauca e
os>miios mais importantes da America. M. Lefevre,
direcror_geral da companba transatlntica de Dicp-
ii--- un ii.ii.iiii lamas ......vjn i .um.,i, e loaos os oas aperleiroada
nacoes rvaes. l'ara Pe dcscoberlas dos seus sabios, pelas ideas dos seus
ioseguro, e possuimos l'bilosopbos : julgar-me-ba feliz se merecesse o seu
...,. I______._ i linii.iv,O... ,,....11 ;...___i_ .... .
io seguro, e possuimos
a urna heroica defeza.
;omo um s ho.-.icm,
ju-liea da sua cansa,
s, pela paxao da in-
da libenlade. (Ju.il-
o faria sean addiar
da federacao penin-
.eslado na llespanha
FdLHETIM.
BRAWGA DORBE, C)
< *OR Hippoljte Canille.)
IX
O resto desta narraeaoMer breve; pos nao he
iB^do que una successo de relos elegiacos e do-
Era anodia qaando Mr. de Ponthis voltava a ca.
vallo do casal das Aranas, lendo a (rauta sombra
Elle linlia recetado nolicias funestas """"a-
A voz publica augmentada pelas indscrefles de
>aiiil-Auge. ama tanga caria de madamesella'de Ro-
rhelaille, que pedia sua amiga com grandes gritos e
.iM'xplicanies.lo (azeudeiro Germauoe de sua familia
nlo Ihedeixavam mais ignorar nada, fteseiando che
car logo aUrandlieu, elle alravessou o vergel B,n.
lope, enlrou mala e passando tanto da Rocli"
t'auvrc ivislou urna forma humana, e reeouiieccu
iiiadanrsella d'rbe.
A pobre noca jazla no chao na allilude que leria
ama pessoa, que, ajoelhada, eahisse de um lado.
A face Ibe refwusava no braju esquerd, e o ou-
lro eslava inerte e cslendido sobre o corpo. Ella au
mudara de poshao desde que rahra na ves|iera, c o
veo que Ihe colwia o coito linba-se desconcertado
um pobco peta queda, de sorie que poda iulgar-se
de sua magreza.
O mal Imli,i (elo lerriveis deslruices nesse bran-
do semblante, seni In.tavia lirar-llie'cssa belleza in-
iletevel, cuja expresso reside antes na alma quenas
liabas do corpo.
A desafortunada nao linlia anda, ressado de sof-
frar. Lma imniohilidadc sinislra rcinava cm sen
dliar ja embaci.i lo ; mas seus labios enlrc-abertns,
adaravel calis de urna flor quebrada pela lemprsla-
dc, deixavan anda*sabir un doce hlito. Al.! pe-
la ua bellas naos azuladas pelo fri da noile va-
se, queseas ligeirus vestidos n;) a linhain protegido
contra a fre/.;nle scleinbro. Slr. ile t'.inllns mal po-
de (upporlar esse doloroso 'especlaculo.-
L Ab 1 ineu Itaos exclama pile. Ah Branca !
em que estado toruna acha-la !
Ao grito que .leu, e ao. rumor de seus passos, a
mr vollou os olhos e levantan um pouco a cabera.
Sen labios se moveram, e ella (Mide dzer emlini es-
ta* patavras:
-
l) VWe Diario n. .'.
------------r w.ra.v v* > ri /,' fita;/.
l>uuca a oniao seria mais falal para ambos os pai-
zes do que ua |iresenlc qujdra. A energa, do que
ambos precisara, para o fomento da sua civisacAo,
seria dislrahidaexcliisvanfentepara asenmplicacoes
polilicai. aqnedaraliiaar|lflo dillicl empreza. 0
lempo, esse elementa mpretarivel do progresso, se-
na dispeiiilulona ardua mitsao de applacar ressen-
liraeiilos. de remover obstacnlo, de prevnir insnr-
reicnes. de destazer rivalidades. Ambas as nacoes,
que a cml.saca pode ligar coi! la5os ntimos e per-
lul>".0ls' sacrilicariam o seu oroprioeiigrandecmen-
to a idea d urna federara,., peta menos, iiiopporluna.
Querer juslilicar esta aspir^cao da Hcspanha, cm
nome das nossas discordias civ J e da inconsistencia
da nossa existencia poltica, h?Vealmciitc uinabsur-
do deploravcl, e que pouco abona a conducta o sisu-
deza dos nossos collegas. '
A llespaujia. menos do qoe nenhuma oulra na.
Vem mnilu larde, senhor l.ourenco.
I.embran,to-se depois que falla*, no principe de
Ponlhis, qu.z ded!zer-sc ; porm as forras ll.e fal-
o retn.
O principe lanrou-se dejoelhos junio delta e le-
vaiitou-lhea nao gela la. As lagrimas perlurbavam-
Hie a vista e sulTocavam-lbe a voz. Elle s pode ex-
clamar:
benvolo acolhiinenlo, interpretando fielmente as
suas aspiracoes.
Francia.
Procedo poltico, a Sagraco, Pa quele* tran-
satlntico*.
A principal cvenliialdade poltica cm Franca be
a |.reoccu|.ac,1o geral e enlistante dos negocios do
vi lente. A e\cep.;ao dista, no i,a cousa alguna re-
almente consideravcl. Ha daFpassados .vemos'o
piocessn poltico acerca do atlentado do hippilrome
edatlpera-Comi'/ue. como ja lera vslo nas foll.as
irancezas ; mas a sonsacan produzida pelos debates
leste negocio foi mui fraca : em semolhanles cir-
cumslancias oliscrva-sesempre em (orno dos nfelizes
culpados um iinmenso Isolamenlo, ha urna repulsa
profunda que mal da luaar piedade.e be tilo im-
possive ndmiltir cm semelbantc materia a menor
soliilanedade, a respoiisablidade se dev.le de urna
maneira tao insignificante, qno em presenra testas
tentativas dolurosas e insensatas, o proprio partido
que as inspira Ihes d urna desapprovaco tacita e
completa ; desapprova se bu malograc3o| porque re-
cela a deshonra intil que reflecte sobre si, por mais
fiaca que seja, desapprova se ha bom xito, porque
qualquer principio, qualquer svslema preleudeser
legitimo, e a legilimidade nao pedera emanar de
laes meios, o do tal rgimen. Pondo de parle o hor-
ror que o assasslnalo poltico inspira, pondo de parle
o inleresse c as s.mpathias que conquistan deposita-
pe, cm vichi,le do bom exilo da sua empreza, ani-
mado pelovgoverno francez.e admiltidoa afrancesar,
sem pagar du*to alguni. cerlo numero do navios
construidos empieslrn?eiro, Iralouem Inglater-
ra da arqiiisie.Hi de doze barcos d-tniedozcnlasto-
neladas, e prvidos de machinas de iimaoT^-s nomi-
nal de 50 cavallos, o que d urna torca real qbisj
dupla. Os barcos sao destinados ao eslabelecimen-
lo de un serv regular entre a Frani-aeo Prata,
o Brasil as colonias francezas das Indias orcidentaes
eos Estados-Unidos. Estes navios sercla conslruidos
porM. M.MarcJj C.a,|0 Rtarkwal e as machinas
sabirao das oflicinas de M. M. Mandslay.
M. Lefevre concluip igualmenle com um represen-
laiile do aovorno do Chile um tratado, que Ihe con-
cede o transporte da mala do Chile para Franca. Seis
barcos da mesma forra que os de que cima" falla-
mos, e navegando sob o pavilhao chileno, sero ap-
l.heados a este novo servico. As partidas tcri.. luaar
de Picppe, e o numero das viagens ser duas por
mez.de Franca para o Chile, e o latjeclo ser.-l directo.
Itaus navios de torca secundaria estacionaro em
valparaizo e l'ara.i o servido das curres|>ondeiicias n-
lermediarias. As primeiras partidas para os diver-
sos pontos terso luaar al o mez de mareo prximo.
Cora a apparioao de algulma cousa certa "e definitiva,
e com a noticia dos comprnmissos positivos dos se-
guros e.las garantas dadas para a execucao entre a
admiiiislracao fraueeza e M. Lefevre, o' commeirio
comprebemicu o Ijello taluro qftc sevai abrir, o IIa-
vreseagilou, lem inveja de Oieppe, e parece rei-
vindicarpara osi>u porto o desenvolvimeuto de urna
empreza, que iiecessilara de trbalhos consideraveis
no porto da primeira cdade, Cbebourg e Bordeaux
amboui moslraram a sua rivalidade.
Seja qual for o resoltado de semelbante omuluro,
os navios sao de l,6ti6 toneladas, san conslruidos em
forma de elipse e com 3 velas, segundo a maslreajao
Je liarca.o que da a celeridade regular, termo medio,
de 14 milhas por hora. As romblnaeoes de conslrucja
e de forja 3o baseadas sobre resultados j obtidos, e
sobre experiencias que se tazem Iodos os dias a bor-
do dos navios a hlice, empregados na viagem da In-
dia. Ac.-Miipanlua de Deppe lera, pois, veril uloi-
ros paqueles Iransallanlicos, que devem reunir todas
as coiidicoes necessarias para talar com osvaporesin-
alezes e americanos. A compra dos navios e das ma-
chinas em paiz estrangeiro, livre de direlos, reduc-
cao das primeiras despezas. que equivaHe de alauma
sorte a ama subveiicjio, era a conriico inds|>eiisaver
para una jirompla oraanisacao do servioo.
"aettao do Oriente. A goerra dos principados da-
nubianos domina todas as preoecupacoes europeas.
A diplomacia sem anda ter proferido o sea ultimo
verbo, e sem ler tentado osen ultimo estarce, guar-
as o silencio e espera. Os Turcos tamaraiii a ollen-
sivae o imperador Nicolao I dezembaiiiboii a espada
.una inclmacao irresslvel para o alvo que julga as-
sianalado aos seus.esfon;os. nao cabe no poder dos
proprios soberanos absolutos resistir a este pbenome-
no por muilo lempo. Nao ha um ofHcial russo que
nao teiiha preleneoos acerca de*la conquista, lie o
arito de todo o exercilo, que cobija as riquezas de
Conslaiilinopla, e a posse desses sitios encamados,
fcxislem enrenles rresisliveis, o norte pretende tan-
jar-se sobre o meo-do. facam o que fizerem os poti-
ncas, e he cousa de tal sorte tradicional na Russia
que os proprios principados Moldo-Valachios nunca
acreditara na sua independencia tal cerno a estabe-
lecera tratado d Andrinople.jiunca acredilaram
nos beneficios desle tratado, porfojos termos a Rus-
sia e a lurquia dolndoos em 1829 com o aoverno
representativo, linbam elevado tao alio as suas ron-
. icoes polticas c sociaes: sinaular e doloroso he o
destino dos desenles deslesden hroes slavos. que
salyaram a Europa e se constituirn! os. baluartes da
civilisaca,, nosecifloXV.jl va.) OO secutas, e el-
les anda nao constituirn a sua nscionalidade, e
peraunlamhojesesao Russos ou Ottomanos, ou se
os grupos meri.lionaes da grande familia slava cami-
nliarr. para um existencia verdadeiramenle indivi-
dual. A nica solujao pacifica da graude questao
tora la vez a creacode um estado independenleen-
tre as duas potencias belligerantcs.
O equilibrio europeu pren.ter-se-ia a esle fado
0 a Porta so perdera com islo um tributo. Como
quer que seja, esta anliga trncheira do occidente
conlra o Oriente foi que servio de acampamento s
primeiras hostilidades. Das sluis provincias danu-
bianas, a Valacbia. situada mais aoSul. esli separa-
da da Bulgaria, ultima provincia da, Turqua pro-
pna,_pelo curso do Danubio. As duas margeos do
-tis sao guarnecidas de forhrtezas, cm geral una de-
rronie Ja outra. a de Weddin seach na extremi.la-
. e occiite....,! a deBrailowna exlrcmidade orienlalda
aa mina to Ua.>ubio; mar-direita se acham Wed-
din, Rol.ava, Mcopotis, Sislova, Ruslcbusk. Tur-
iiikai, &ilislrie.c nutras^ margen esqnerda Kalatat
defronte do Weddin. Kalresbedefronte de Roliava,
1 iiriin ful..... \ .. i v*
da
imir-
Porm o que rcaninoii-a mais que os cordiaes toi
senlir-sc em seguranra debaixo ifo tecl e da protec-
cao do bomem melhor e mais leal que ti.iba conhe-
ci.lo. fentou exprimr-lbe sea reeonhecimento; mas
elle nao consentio que fallassc; porqiA) o medico li-
nha recommendado o silencio, prohibndo ludo o
que podesse causar fadiga ou emocao.
Essasordens feram ponlualmenle execuladas, o
. -I----"..... ...vwi"w i inr.L-iiiii.iiiiiiuil rt CiUil
ife Pedro t.rande e de Calbarna II, responden
derlaracao de guerra do sullao Abdul Medjid por
ira maiufelo assignad,. em S. Petersburgo com dala
de 12 de oulubro, concebido nos termos scguinles .-
Pela grara de Heos, nos Nicolao I. imperador o au-
tcrata de todas as Hossias : peto nosso manifest de
14de jnnhodn prsenle auno, fizemos saber aos nos-
sos leaes e queridos subditos, os motivos que nos o-
brigarain a reclamar i Porta ollomana garantas in-
violavcis en favor dos dircitos sagrados da igreja or-
lhodoxa. Anniinciaiiios-ll.es guameule que lodos
os nossos estarces para chamar a Porta por meio de
persuasao amigavel a soiilimenlos de equidade e a ob-
servancia fiel dos tratados, licaram malogrados, oque
pnrconseqiicnciajulgaramos indispensavel or.tenar
as nossas Iropas i|ue marebassem para os principados
do Danubio : mas ao adoptamos semelhante medi-
da, anida conservan* a esperanza de que a Porta rc-
eonheceria os seus erros. esc decidira a fazer jusli-
sas u.issas razoaveis reclamacOes : a nossa especia-
Uva tai Iludida. De balde as principaes patencias
da Europa, procuraran por suas exhortaste* abalar
a cega obstinaran do governo ollomano ; lol por una
declaracao .le guerra, foi por urna prorlamaro chea
de aecusacoes mentirosas cintra a Rossia, que elle
respoiideu aos esforeos pacficos da Europa, assim co-
mo a nossa longanimidadc; finalmente admillihdo
nas hleiras do seu exercilo os revolucionarios de lo-
dos os paizes, a Porta acaba de cumeraras boslilila-
Uio. A Russia foi provocada ao comba
lo mais fortescraas imiiorlantes".lo que as
gem esquela. .
Os Hospoilares se rcliraram dos principados,
cnlregando-os ao governo do principe G-ortschakofl :
" quartel general do exercilo de occiipaetlo russa he
Mn Hukaresl. situada qnasi cm igual distancia, de
uiurgewo c de Jiirluka.; guarnicoes russas oceunam
I:'V"r .ou ,'" Praa* da miir8em esqnerda, inclusive
ha aiat e t.iuraewo. Segundo as infarmacies rece-
nuias, havia nula e dous mil homens e 140 pecas es-
padadas nas pracas do Danubio, e 30,000 homens no
ouirtol o.,r>i ... ,""."""'' f . ' r ufa 7 ,,' Vi "". i ** ^t**" -'"" e"\," acl" em prqsa. por M. Alexandre l)u
--- ----- ... .~.a.. .-,, ItlI-IIIIIIdlH- en
me.ar.mi a ->, ,, a 29 de outubro, os Turcos passa
rain o IHhiubfu sem q.e fossem inqaielados gr.ive-
menie. excepto em dous pontos melhor defendidos,
uiurgewo o Oltemlza, que prolegam a lnha das
commumeaeocs directas do quartel general russo.
Depois desla estrs da campanha. bou ve era difle-
rentes ponlos alguns reconlios nais ou nenes gra-
ves, -e com ludo sera resultado importante; os Russos
na sua resistencia consegurara urna vaulagem seria,
e a uezoito de novembro, i excepcao da-posicao to-
mada perlo de Kalatal. os Turcos evacuaran toda a
margen esquerda do Danubio, reliran.to-se para as
has e para a margem direila, e a final deixaram
len.tza. pralicamta a sua retirada na maior or.tam.
Plumamente as tropas das duas poleucias se limita-
rain a marchas c coulra-narchas sen resultado. A
esiacao occasionou forcosanenle una siispensao de
arnas, edizen que se concluir un armisticio.
Espcramosque a diplomacia aproveile o lempo
que .ios separada renovado da eslavo: sem islo **
hostilidades reassnmiro o seu curso com mais ael
vi.tadc. (.omeireita por seu hal imperial do 31 de
oulubro pausado, usiiliao Abdul Medjid promellcu
collocar-sena primavera rreule dos seus excrci-
citoselevadosaomeOecllvo eonsideravel, para de-
fender em pessoa a Turqaia ameacada.
Alo hoio a Europa unnime em favor da mann-
lencao da soberana do sultao, manfesla una uulil-
ca expectante. A Austria e a l'russia,. apeza? da
retirada dos seus embaixadores de Constanti'nopla,
-------......... ,|....,,. j,^,,,,, iiuiiii n^,i lim; ^in.iteu
o meu coracao e o dos ineus charos filhos da mais pro-
funda 'dr, e mergulha no lulo a valente e leal uaco
porlnaueza; Nesla Irste circumslancia. encarreaa-
ilo de preencher os mais sagrados deveres qne me
impealeide7deabril de 1816, confirmada pelo
acloaddicionar carta constitucional da mouarci.i.i,
tomo a regencia do reinuve contorne a mesma carta
constitucional juro nianler a reliaifiu calholica apos-
tlica romana, a inlegridade do reino; observar e
fazer observar a rnnsliluicao poltica do povo portu-
guez. as lels do estado, e contribuir para o bem ge-
ral da nacao, lauta qua'nlo coaber nas minhas for-
ras.; juro igualmente guardar fidelidade a S. M. el-
rei D. Pedro V, meu mui amado e mui honrado lilho,
e cntregar-lbe o poder na poca da sna maioridade.
Renovare) esle juramento diante das cortes geraes da
ll'IH'iii B,....i,r>.<,... ....... .I..._.._______1_ ".
._--..__,--------, ^----..*.. a<^a,.M-,-<; .... |'lll,rilll<
mez de dezembro; decidi que os ministros c secreta-
rios de estada actualmente em exercicio conlinuem
as suas fuicces respeclivns.
As exequias.de S. M. liveram lugar a I!) de no-
vembro, na igreja de S. Vicente de Fra. onde sua
irmaa, a princeza Amelia tara depositada lia seis me-
zes apenas. '
Dizia-se que Lisboa eslava tranquilla, tallava-se
somenle da probabilidade de um'movimenlo para a-
dianlar a.cpoca da maioiidade do joven rei.
Revista dramtica e musical, t.'m fado notavel
na lilleratura assim como uas arles he o desenvolvi-
menlo do processo material, he o aperfcicoamenlo da
forma, lie o progresso de saber crear, lalvez com aex-
dusM dos grandes pe.smenlos, o i cusa do esplri-
tualismo ; boje lodos saheiu manejar elegantemente
urna penna, assim como um pincel, e he cousa adrai-
ravel ver a que poni, certas autores lem continuado
essa lingiiageni de um sabor suculento, de urna seiva
tao vivaz, de proporeos tao ampia?, que se fallava s
bellas amigas do nosso immoria I secuta XVII, ou en-
lao esses torneos de phrases atrevidas e picantes dos
nossos aulepassados do XVI. que pela mor parte nau-
fragaran! no aticismo de Ronsard e da sua pleiada ;
a q.ns grao outros tem arriscado alguinas vezes om
Neologismo chelo de graja e encanto;absolutamen-
te como em pintora os nossos artistas depararam oaau
urna sorpren.ledora sciencia de mo, um conheci-
meqto profundo, lodos os segreilos da palbuta, urna
ortica verdadeiramenle a.lmiravel; mas releva ter
cuidado, a lltisao nao pode ser mui tanga ; por Iraz
dessa magia fascinadora do processo, o espirito busca
alauma causa, e quando os ouvidqs tem sido encan-
tados da msica de urna phrase hannoniosamenle in-
lerrompida, de um verso hbilmente cadenciado,
quando os nossos olhos bao sido seduzidos por lodas
as delicadezas da forma.e por todo o prestigio da cor,
procuramos a idea elevada, grande*e generosa, que
deve sustentar todo prodigioso edificio, que deve
confundir n'uma bella niii.iade lodos esses ornamen-
tos individuaos, o nao vemos brilbar o relmpago des-
tinado a tornar vizivel este ideal que conslilue as o-
hras-prmas, nao encontramos nada, ou enlao encon-
tramos smenle alguma cousa incompleta e insulll-
Turno riprmiii^.u'v';,"^";'"^.'""""'"1 'I0"'"", cente, que deixV. a ohra sem vida real e sem futuro
RuterlinsL I i ,.? TP ,e ^r*"v'>efmej|fclKBMto-iiqiezar de lodo o hlenlo dispendido. Esta
fSSS^SJ^*! "mr-e.'n '>"^**1mr ""ir J"nr frr: jiniiri V- interrogue,
His dos ntfesov (Trtnues'mess
mos as obras do pass.
Ires modernos, que os nossos escriplnres e os nosso-
arlislas apenascomprelicn.leram'um lado desla veri
dade, e, segundo o grande sopro que inspirou a lodos,
nao tem sentido desenvolver-se nellese^se esplritua-
lismo que fal as obras verdarinirainenle iminorlaes?
Nao sei, mas este defeilo lamenlavel he mui nota-
vel nas obras dramticas que lem cansado sensacao
uestes ltimos lempos. Agripp d'Aubegni, dram-
em cinco actos em vcrso.por al. Ed.iard Fouscor, re-
presentado no Iheatro fraucez. Dane de Lvs. dra-
---- --------- ..-.w- fc... i^^mi |.,.. .. ., iirArtiiuii: i,u-
mas, hllio, uoGymnase. Tratemosda primerades-
tas obras : n accao se passa no lempo da liga,; Aarip-
i>t d Auliegn se acha no campo do Barnais com um
rumpanbeiro d'armas, Guy de la Ville aux Clercs
que elle destina por marido sua irm3a, a bella Ar-
inande d'Aubegni. D'nulro lado durante os baza-
res da guerra, e as correras adaciosas do e9pir(uoo
Iiiguenol, Mell. d,'Aubegni tarnou-se Madama de
Briac, a m-.ilher de um preboste de Paris, c receben
una heraura cuja melado pcrlence ao seu irmo ; M.
de Driac desagra.lou muilo a M. de JUavenne por ha-
ver denado prender om amigo da nbre duque, e
deve ser entercado se nao proporcionar um bom res-
gate. para cuja desobrga elle conta dispor da heran-
?a de queja rallamos. D'Aubegni ede Briacse en-
conlrancom grande desprazer. D'Aubegni acha a
irmaa casada, Briac v desvanecer-se a esperanca do
seu rcsgalc. Armande d'Aubegni que nao he espo-
sa de M. de Briac and he rom complacencia as bome-
nagens de M. do la Ville aux Clercs, um duelo livra
a ambos do desavenlurado marido, e ao descer do
panno, iodos suspeilam que a viuva nao ficar iucon-
solavel por muilo lempo.
O autor, poeta gracioso e original, zombou desta
grande figura de Aubrgni ; nao deparamos na sua o-
bra com rude conpanheiro do Barnay, guerrero, es*
se calvinista austero, essccorlezo singular, que nao
recebe favor algn do seu amo, que murmurava in-
cessanlemente, mas sempre fiel, se Ihe devolara at
a morle, esse hroe de capa e espada, meio frade,
meio soldado, sobre este dado vulgar, indigno da es-
permanecem neulraes. A Franca que substituto o
seu embauador diplomtica por um embaixador mi- I r ''f06' M' i,,ua^,lo boussier versos felizes e
"" | facis, .-irchaismus chelos de graca, .tilos espirituosos
litar, o general Barag.iay dTiilliers, e a Inglaterra
iJ"\aV>au 'S BosP,"'ro! 'lesdc 22 de oulubro
ue l1d, ellas deixaram os Dardanellos.
fZ',2?!' Nc"e paz leve l"?ar""' Wentualida-
ennll*,a c"'' mesma, consileravel nas suas con-
equenc.s provayc.s. A rainha I). Mara he murta;
chano dai mpressao immediala de semelhante no-
tit.a as rellexocs se callara, e a primeira necessldade
que se experimei.ta he a de recolber os promenores;
, ''', ,lel'0ls d d"us partos inlelizes, que haviam
inspirado aos mediros apr.reliei.soes dolorosas, du
mn te Inilrt ii im.,,,,, a......_ ..,.-.- v UM
...------,-------j--------.^.. ^.,u. uw _, vivaa rcsposlas, prodigalisou nm cnlhusiasmode bom
quilate, umj cor local mui franca, e sem embargo
disto, apenas fez urna obra incompleta. Entrelanlo
temos urna coinpensacile; (ot prestan personagem
de Briac urna pliysionoma original conliecida sem
talento, inademoiselle Madelenne Brohan de Ar-
mande o bnlho da tormasara. Maillart representa
i. A ubcan, l.eraux Guy de la Ville aiix Clercs com
muilo cuidado.
Diana de L\s. lie una senhora illuslro que o
senio do mal domina, no meio de urna existencia te-
Ol ii ...,.., ,, ,.. ^._J_ ____ -. ...
rnnte Io,ta o lem po d" su," l mT "aWfe tora a" '-,'"0 d '"i" ^"?' "U me0 "e """ ^'"^ la"
comiMllida de um desanim ti, veneivdle toi d I C'?""-"' q" "i,da,co'"e>" "" orgolhosa inde-
el, t te de- pendencia, quesera elevacao.esem altralivos, brinca
' O" eco!... O' meu Dos! ,,.jKrli I "y"' "" iwmuninienie execuladas, o
Que farei 1. Que a?dSV Tta22ri. q"e mfe^? -" peU lar'ic fcl,re se decU-
ternura e,te dolorosa #^'S2TL ^."2**S? ".. *> f? '"vel
..........;.- "v'- B"ui... cs.es signaes de
ternura e de doloresn. sympalhia causavam desa-
torlunada ino^a urna emocao, que reslilui-lhe a
torca de murmurar algunas palavras
2?ariaS?^^^.*sa?sssE
vou-me a vida, lranporte-me para alguma parle
onde en possa murrer coi decencia.
Murrer! eiclamou Mr. de Ponlhis ebrio de
dor.
Sao saliendo como Iransporla-la, e nao queren.lo
dcxa-la un s minuto, o principe tevanteu-a, as-
senton-a como urna crianea na parle anterior da sola
e montn a ravallo.
A cabera c o corpo da moca repousavam em seu
peilo. Com um braco elle suslcntava esse corpo d-
bil, e coin a oulra nao governava as redeas. Foi as-
sima passo ato(irandliou. Branca nao quexava-sp
ludia fechados os olhos, e aban.loi.ava-se aos movi-
nieiilos do cavallo.
Muilas vfzos Mr. de Panlhis julgando-a mora cm
seos macos mclinava-sc com espanlo para esse sem-
c, m, f e '"'"'"ve', e a desaforlunada moca
bs t-s'ad,se'' lcvanlava O'" pouco suas palp-
,,,,ils (le "ma hora parecen ao principe lon-
o. o, m''n" SC",',,"a' EUe or,leno" a l'"'""-cam-
IT^vZl c"r",,1,r',u- V" 'inisseum cavallo da char-
um mnlico galUpe al Blois Para cham"
Essa piecauco nao fonull; porqaanloo medico
.te!;0,,.!:d,',,,0,,'C,',,,,, "'" ^ a "iada^?r,e de Gr
lr ,', e ,, w. '" S"n:"' *" ''6 -leitar
Branca em um ledo preparado a pressa.
nr '." i""':"' "" 1,,',r, acompanhado pelo
, l A "'"' eSlava '"quilla, mas essa Iran-
quillnlade pareca um prefacio assuslador da eterna
hnn.obll.lade do tamul... A locha da vida eslava
quas. extincla. Elle ordenou alguns corroborantes,
us quaes a mo^-a tomn com aquella tocante doclda-
l3Ue 7." '"" ,l0, ,rac'K ''linclos dessa bello ca-
rcter. Os cordiaes reauinaram-na, e ella pode
Crea, senlior doulor, que seus cuidados s5o
iiiuleis.

--------------------------........ .-.,,-...,,.. .ices' IOI icirive
e durou toda a noite. O principe e o medico vigia-
ran esperando a cada instante ver^sse dbil corpo
ficar inerte cm suas maos, einquanlo a alma radiosa
tn lorm t.n,... > >l.r^
Os calmante* Qcavam sen efielo, e ludo o que se
poda fazer era contor peta tarca a pobre moca, a
qual quena tevajllar-se e andar. Ella se luli as-
sentado, un vivo rubor rorava-lhe as faces,, e seus
grandes olhos lmpidos linham um brilbo quasi so-
brenalural. Branca havia tambera recobrado seu
metal de voz maravilboso, c fallava con uma.doru-
ra de maaoar o coracao.
Para que me rclcm'.' diza ella cm seu delirio.
lie preciso que eu cutre no ineu quarlo para nao sa-
bir mais delle..... Madama de Beauvilliers o orde-
nou... Al.! meu Dos! leude piedade de mira, o nao
me dcixes morrer de tome '.... com as maos noslns.)
lloras da solidan, quanlo sois amargas I... Mastnieu
quera vem perlurbar-mc o soinno?... Ah I es Iu bo-
mem desalmado !..; Que Ihefiz, Mr. Sainl-Auge?.
t'icdade! socenrro I sorcorro! sdccorro I
ilutando assim, ella a. regata va os olhos, e em seu
terror esconda o rosto uo Iravesseiro.
Mr. de Ponlhis e o medico procuraran! Iranquilli-
sa-la com algunias patarras doces, ella serenou-se
lentamente, adaslou com as maosin rabel tos que Ihe
cohram o rosto e erguendo um dedo ao ar, coo-
linuoii:
Escute I escale !.....Ouve dar o igual de sel-
lar '.'... Quem montar esse licito cavallo prelo, que
lauca togo pelos olhosT.., Elphin! Elphin onde vos
eom tanta pressa !... Para !... Ab '. i i Deas! For-
zoso be morrer! Eu vos salido, ir.- da morle.
Adcos, minba querida Diana, nao me ioruars mais
a ver.
Enlao a mocadea um grito e ficou ahumada em
urna especie de proslrac.ao, que o medic* lomou pe-
to fim da crise; mas, repentinamente ese semblan-
te coberto dos horrores da morle illuminou-se com
um sorriso (ao doce, lao lerno ecbeio de nina gra-
cai lao maravilbosa que, os dous homens mudos de
admiracao jiilcaram|kistr a urna tranligiiracao.
lora Uc si, Mr. doTCnthis nao pude conter mais
rll"mr"r,,,li'"':",,"Se ^ "">S junio do tollo, e oc-
colln o rosto nos Icncoes.
A doeiite loriiou a fallar. Ao som de ua voz elle
conleve o balito e os solucos. Ella arlie lava cita
palavra lentamente, c cora' uma docur de "fie 'to
capaz doexetaros ervos mais nseiisiveis
.IZnVT* ,eB,br,i", Fallai ainda, fallai sempre,
enhor Lourenco !... (ouvin(|0 Mu nome d ^
m?vanr V^ voz acallen..-, ninha al,,u |ra,
ax, ihsti H?HS"ar',a<,^mre um I3"0'"'' <<
ij.iimi ii.i-, \i-i;is de um pai ?
iir7 'V' 'fMe? ,)cos! esclamoo o infeliz, se deveis
lirar-ma, fazo, quefeu 0 a oura raJ!arassim |
.Maseis-aqui a aurora, conliniiou ellaalraver
dos bosques, no orvalho. debaixo do sol; en I rn,"
sim .... Sim, eu bem ., sabia. Ab! Porque razao nao
terajiardado o sitencioj... Cumpre iucliar-se -
baixo da vonlade de Dos... Branca na,, tiara sobre
a cabeca uma croa de flores de larangeira.. Fila
ira sen duvida A igreja, vestida de branco; mas se-
ra no da em que sna alma apparecer .liante de Dos
c seu vestido nupcial he um sudario.....Ah Mr
l.ourenco era pobre, e Mr. de Ponlhis era rico ; cis
toda a desgrac.-.
Mas tu tambem os i ca, chara c nobre crealu-
ra, exclamou elle eslendeu.to-lbe os bracos mas na-
da csla perdido '. nao lia mais poder que possa se-
parar-nos .
. _Es (oiia a degrara, repella ella com una obs-
tmarao mfantil, sem comprebeiider bem o sentido
de suas palavras.
E observando que Mr. de Ponlhis se ilebalhava
em lagrimas, dissc-lhe, comose quizesse faze-b. be-
ber a dor ate as (fir.es:
Osenhur chora quem he o senlior ? \\,' 0
senhor chora, pobre desafortunado ; e eu tambem
lenbo derramado lagrimas!..... Ninguem sabe ludo I
Sendo pequea, na dado em que os meninos ren,
en chorava multas vezes. Minhas primas linham
uma ma. ellas cram recompensadas e eu casliga-
nen vestidas, linham meslres, e eu nada disso li-
a"" (lma 'nm'R" mesma, que lalvez nao tas-
7" ca<,a cmo minhas primas... Ilenrqiicla e Car-
ma lenibavam de mim; mas, sem embargo dsso,
eu as amava, e smto que as amarei sempre. Nada
Pone tazer-nie esqiiecer minhas anizades de infan-
cia, muidas primeiras amizades.,.
,l" ute lnarl.vr' pobre martvr! exclamou Mr.
r ..! n!'""s' 1e Ibesoutos do earidade cm leu cu-
i,o_au .
--, ------ "" "-*"">' iu>riit'i\ t'l,
nano dos mais tristes presenliinenios que a 14 de
novembro passado sentio ella as primeiras dores.
Depois de ter solfrldo asmaiscrueis operacoes. pari-
r uma enanca mora das 9 para as 10 horas da ma-
nhaa, e depois de hora e meia cessara de existir. Ti-
nlia .i* annos. odeixa depois de- um reinado de tq
anuos, a seu l.lho, Pedro V. o mais velho dos seos T
filhos, una coroa que as revoluooes haviam tornado
r'(^,'-v.Oj0Venren!,sfeu a16rt"e "'cmhr
de ISST.teve^ora.ooviscondedaOirreira, anlgn
.tistinclosdo paiz;ale a maioridade a regencia do
reino perlericeraa el-,ei Fernando, n.ie, nicsnio
15 de dezembro, fez no palacio das N ce-idedes a
Senlior, disse-lhe o iiie.lico, pcgaiido-lhe do
braco, importa absolutamente que sajas: vossas la-
arimas e vossas palavras enlreleen*exaIlacao da
doente. v
Eu o conprebendo O senbor qur roubar-me
seus ltimos momentos... Por nada no mundo me
apartare, daqui.
O senhor engana-se, asseguro-lhe que nao esta-
mos anda nesle estado.
Ab meu salvador exclamou o principe lan-
cando-se nos bracos do medico, restilui-lhea vida, a
-ande.... e minba existencia toda inleira nao ser
mui tanga para reconbecer 15o grande beneficio. Cha-
nam-me nm homem grave, e vede al onde ohega
minba dor Issu lie dizer-vos que se ella morrer, es-
loii perdido.
Nada posso promeller-llie, senhor, responde!
o medien. Sabemos pouco e poilemos anda menos.
Lembra-se das palavras de um de nossos meslres :
Eu o Iralei, Dos o ruron.
Diguai-vos, pois, ouvir-nns, meu Dos! ex-
clamen elle salando, mas sem relirar-se de detrs da
porta ;p quando ao anaphecer do dia, nada ouvindo
ha mais de urna hora, espantado de lao longo silen-
cio, decidio-sc a abrir brandamenle, o medico pl
un dedo na bocea para ..rdenar-llie o silencio. Bran-
ca dqrnia. lma calma profunda lnha suceeddo ao
delirio. As rosas de suas faces linham fgido para
ceder o lugar a uma pallidez de marmore. Ella res-
pirava francamente, mascn regularidade.
Se esse somno nao lbe restituir a vida, pelo
menos a prolongar, munuUrou o medico. Vi lomar
u m pouco de repouso.
Foi preciso esta seguranca para que Mr. do Pon-
lhis eousenlisse cm deitar-se por uma hora na cama,
na qual todava nao pode fechar os olhos um s ins-
tante. O fim do da passou-sc bem e a notc seguate
foi boa. de sorte que no oulro dia o medico consentio
en que a deitassen junto da janella sobre um cana-
p. Involvera.n a .lenleem Una grande cachemira
branca, que lnha pcrlcncido mfti de Mr. de Pon-
lhis. Ella pedio tambem qoe lbe penteassem os ca-
bellos, levando a hondade ao ponto de drsculpar-sc
de nao pentea-los ella mesma, como sempre a havia
teilo. Teudo-llie o medico reeommciidado um nfluco
de caldo, ella consentio em lomar algumas colheres c
dizendo que issu a I i.iba aquerido, arresrenlou que
se achava bom nesse lugar donde via o |iarque solita-
rio c magostse de tirand-lieu. Havia debaixo da
janella uma bella monta de roseiras brancas, que
Ihe encanlava sobre iodo os olhos. Acabado-., que
ella soirindo chanqva sua toilette, mandn preve-
nir a Mr. de Ponlhis, e eslendeu para ello sua mao
- -- -.---------------..^...-,., i,...,,.,,,,., ..ni.
ina e desdcnhosamenle con os seus deveres, con
sua propria consderacao. l'nrnaiido-se mulher do
coude de I.ys, depois de havr prometlido casar-se
com Maximino de Ternon, vive com o conde a vida
menos ntima e a mais ofllcial, possue um aposenloseu
so, tamulosseus, carruagein sua.e o marido so a ve
depois de se ter mandado aun iniciar, e lera respecti-
va permissao.
N'uracerlodia recebe ella de Maximiano. que ha-
via chegadodeuma tonga viagem, um bilbele im-
pertinente quelhe pede uma -entrevista. (J- lugar
designado be a ofllcina de um joven pintar, Paulo
Aubry, que a poz a dispnsioao do seo amigo, M. de
Fernoo. Diana chesou primeiro, se passa os inlan-
phanlaslca do hospede ausente, abre uma estante,
percorre com os olhos uma caria en que PauloAubrv
escrevera mal as suas esperanras de foluro, abre os
movis golhicos, depara com enfeites de Madainesel-
ta Aurore, joven modello, que passa para os quadros
do futuro grande artista, e qoe algumas vezes parli-
Ihou dos caprichosos insultes dos socios delle. Ob-
serva a luva uma delicada maosinha, procura clca-
la, era estreila, irrila-se, e para ah-anrar bon xi-
to, deia um dos seus anneis... Entretente ohega
M. de Ternon. Diana .nao o espern segundo era
convencionado, nas elle ainda vive apezar da sua a--
rneaca de suidio, nftalcm nada a se ex probaren :-re-
tiran-se ambos como haviam r.hegado. A condessa
de Lvs nao sabio inleira da nflicina de Pauto Aubrx,
ahdeixou um annel, deixou uma parte da sug alna,
Imta preoccapnda do searedo dessa-exisleneia do ar- r,
(isla. No segundo acta, ella diz a si mesma que so*^
inleressa pelo futuro desta laboriosa carreira. ten en
sua casa um quadro joven pintor, quando Maximia-
no Ib> aprsenla, ella o reconhoce, posto que nao o
tenha vslo, e esle Ihe dea o seu coracao antes de fim
da entrevista.
O publicse espanta e n'um sarao. Diana ouve
murmuracttea em lorno de si ; molestada pela opi-
niao, ella desafia-a. e depois do sarn, loda enfeitada,
aguarda oqutlle.cuj nome anda em todos os labios;
entretanto, ouve-se rodar uma carruagem, he o con-
de que volla da viagem'.Diana nao se perturba,
anima a Paulo, pe-se a brincar de uma maneira
quasi cynicn com o co, emlim tica sosinha. O ma-
rido que lem suspeilas chega, allega os seus dircitos
e a sua auloridade, anliunca a leiicao que ten. de
viajar na Allemanha, ambos parlen. Em caminbo
n um hotel o conde enconlra Diana com Paolo Au-
bry. recusa bater-se con elle, porque tem o direilo
de mata-lo, pede perdo a condessa por nao (er-lhe
consagrado bastante amor, esqueee o pasudo. f~
quinto acto Pauto Aubrv ainaldicoou a ingrata q
elle havia amado com lana vebenrennf7*iTrnLiiiu
llier vestida de lulo vem a sua ollicina, be DianiT
lnha perdido a mSi.eque se apruveil da riolorosa
circumslancia-----A reconcliacao era fingida.Tra-
tan de renovar seus aores, nas o conde chega, e
arremeca una bala ao coracSo do amante.
Nesle drama nao hea paixao na accepcBo nobre do \
vocabnlo que vive, que circula, he um mo geitiu.
Nao se senle emocao por ninguem, a propria herona
lie mais revoltada conlra os seus deveres contra a
sociedade, arrastrada por am amor irresislivel; he-, f
impossivcl carp-la no nieta desle perigocon que o'"*'
la zomba de una maneira lao glacial. Oque~-Xa-
vou ela obra que n5o he dominada por nenhum pen-
sanenlo grande, que nao conlem una licao, o que
conslilue o seu (riumphn, he a vida, be a verdade de ;'
cada uma das creantes, he o interesse que va .aug-
mentando a cada scena da obra, he a vivac lade do
dialogo, be a haliili.tade com que he encadeada esta
acollo melanclica. E-enfin, be o talento, dos as-t
listas do tiymiiase.. Mad. Rose Cheri represen
nos Ires primeirosacloscona
Coaue^nsJiliie. g ejniD/mcia uo-sem-------
cofirou nos dous ltimos uma seduccao^rdadeira-
^menle dramtica. Piulo Aubry he a'ullima creara,,
no i.ymnase ; de Bressanl de boje cavante societa-
rio .la conodia franceza, I;afenlaire no conde, Du^
puis en Masmiauo. Lesneur n'um papel secundario
de estaluasin hilo sido mui nolaveis.
Ainda fallaremos de uma comedia : os Tret Gar-
IM, emque Drase! he fascinador de mandada, de
travesaras e de mneidade. De uma pequea Bluelte
uo raais Royate cheio de elegancia e prazer : a Da-
ma dos cravos blancos : trala-se de um ramallite"
depositario de um bilhete, e que passa por magneti-
sado, o tnlhetc he obra de uma joven, mas ao sabir
ua la de mel;oramalbele cabe nas maus da-moca pelo
intermedio de uma dassuas anigas,que juroi pres-
lar-llieo assignadoservico de llxar a ndole volavl
do esposo, e que permillio Ihe dirigissen os cravos
orancos.; ella Ih'os entregasen dzer a origen,nar-;
ramio a virlude magnetice deslas pubres llores; a
moca so acredita uo magnetismo, o .marido reco-
nhecia a sua obra, e quer apo.lerar-se das leslemu-
nhas to seu estavamento, e he em lorno deslas llori-
nhas sempre ameacadas, sempre defendidas, que
se representa e termina a BluetU, pela maior segu-
ranca da felicidad conjugal. Ravcl e Mell. I.ico
sao mu interessantee.
No dominio musical a evenlualidade nais eonsi-
deravel lie sem contradiccSo a abertura do Iheatro
italiano, esle ponte de reuniao do taso elegante e
dos trajos brilhanles. M. Rogani, o emprezario des-
te anno apresenlara de anlenao alista dos talentos
oilerecidos esle invern ao dilcllanlismo parisien-
se, uma lisia gloriosa : Tamburini. Mario, Gardoni,
ito,si, Mad Alboni, boje condessa, Pepoli, Mad Pa-
rodi, M. Frezzolini.
Por um momento livemos o pezar do d3o ver fi-
gurar na brilhaiite pteiade Mad. Sophia Truvelli
esta cantora maravilhosa, tao bella interprete da
Norma, esta obra prima de Belline ; mas se nao can-
ia na Sais Ventadour, nem por isso.a perderemos
ella se faz franceza e be mui lo melhor; esta' escrip-
lurada na Grande Opera ; vamos ouvPla na fa-
rorila, este obra to dramtica de Dpnizellii V. '
estagao conecou a tdenovenbro pela Ceiierehtli-
, ""!? ^a mah Sracto's, produccoes do.innorlal
autor d ItBarbiere.O triunpho do Alboni toi in-
menso, a aria linal-no/i pi msla e as variarOes
desle (tierna brilhante foram pedidas segunda "vez
com onlhusiasmuTamburini uo papel de Dandini
uma das suas primeiras crearles, nos reslkuio a sua
vocalisacSo, o scinlillante Gardoni foi um mui agra-
davcl principe Ramiro, e Napoleone Ilossi atarea de
espirita pode escapar esraagadora saudade de La-
blaclic, esse eslouvadn Magnifreo. Na semana se- %
guinte l.ucrezia Borgia servio de entrada a Mario, e
de estica a Mad Parodi.Mario recebeu urna can-
plota nvacTio, e se muslrou un svmpalhjco e en- s
cantador Uennario ; Mad Parodi conseguio um -
iiiumpho bem merecido. O Alboni nos cantau o de-
licioso Brindri de Mauro Orsini.
Urna salemnidade que tambera causou grande
sensacao tai a missa de Ambroiso Thomaz, execu-
tada emS. Eustaquio, no dia deS. Cecilia, e can-
tada por Masse Balailte e nadenesella I.efebrie. ,
Missellaneas.O imperador Napoleo III com ..
sua corte acaba de paasar duas%emanas inteiras no
palacio de Fonlainebleau,deram-se por esta :ra -
siao as mais bellas testas, as mais hrilhanles cacada-
eparaeslefimopreslialodaeleaancia e do lux
foj completo; os Iragesbrilhante- do temno de Luiz
W toram decretados por obrigaro. e a nossa jo-
ven imperatriz debaixo destes ornatos deliciosos,
era a mais linda Diana cacadora que se tenba
visto.
V
quasi diapbaiia, mas cuja grande delicadeza de li-
uhas a extrema magreza nao poda destruir, t.io linas
e elegantes eran suas artculaccs.
Senle-se junto de nin.^ls'se-lheella, e vendo
que elle linlia os olhos vernelhos e fatigados, deu
am suspiro. Uma lagrima Ihe obscurecen os olhos.
Sua bo.(dade be grande, disse-lhc a mora ;
ella excede os limites ordinarios, pois o faz esqaecer
o passado... nas nao feria sido melhor para mim
murrer no Mare-aax-Birhes ?
Porque raziot exclamou Mr. de Ponlhis. A
senhora nao murrer.i ; misa salvaremos.
Ella abanou com a cabera cono una pessoa cuja
cBiniccao esta formada, comquanlo nao se d ao Ira-
I.all i de sustenta-la.
Mas, emlim, porque razao esse pezar replicou
Mr. de Ponlhis.
Oh o senhor m'o pergunla ?-disse ella com
embanco.
O' a mais vrluosa das crealnras exclamou
ellerahiii.lodc juelho*. Sou eu que devo proslrar-
me mi p! Ab .' creio compreheud-la. Perde-me
um nstente de duvida ; elle nao fez nais que alra-
vessar o mea espirita. Hoje a luz est feila. Todos
sahem o que de vem pensar dessas infames marhina-
Coes. rudo se descubre. Em falla da indscricu dos
Iraidnres, basta a falla de um criado.
Pois que dsse ella com um Iransporle de ale-
gra, que Ihe residido por momentos a apparencia da
anude, o que o senlior diz be verdade ou he apenas
uma generosa mentira inventada para acalmar a dor
de uma alma allicla '!
Juro-o pola honra !
E Diana er em mim ?
Essa nobre alma u3o duudou jamis um s mo-
mento.
Branca se lnha sentado.
Ab! meu amigo !... dsse ella lomando a dei-
lar-se. Perdoe a uma moribudda o dar-lbe este
nome.
Sempre essa palavra de morle I, exclamou elle,
apertando a caboga enlre as mSos. Oh Madame-
sella.sonao quer lornar-me louco, nao falle mais
assim !
En verdade, creio estar sonbando, replicou
ella sorrindo con ,to(-ura ; be o senhor Lourenco
ineu professor de philosophia que ne dirige ess
linguaaen J Esqueceu acaso suas liees da Basli.le
e nossasconversaces do parque'! Nao me disse mui-
las vezes :. O ignorante, o dissolnlo e o mi sao os
nicos que Ireinem diante da idea da cessacao da
vida. A morle lio a separacao de dous elementos
combinados: utu espiritual e invisivel, o oulro ma-
,~ '
~ ".
lenal e cutarido. Esses componlieuos de um dia so-
param-se a borda do tmulo. Nem um nem ou'ro
cessam por isso de existir. Um segu seus destinos
superiores ; o oulro (ornando a entrar no focodasper-
inanente combusto, transfor-ma-se ao infinita Tal
era a linguagem dp preceptor ; lera o principe mo-
uos coragem ? r .
Que cons..lac elle, se nao tasse a minha crenca na vida futura''
Mas pago cruelmente o meu tributo hamai.idade,
experimenta hoje quaqlo he mais fcil eusinar uma
doulnna do que pralica-la.
.frif, f?i0?i decomPslase a' lagrimas que Ihe
corran dos olhos provavam bem quanlo esta confis-
sao era sincera.
AbJ Mr. .te Ponlhis, acrescenlou Branca, o
senhor nao ne ensinou siimenle a bem morrer, h(.
anda ao senhor que-devo o morrer contente, ilsse-
gurando-me que eu (taha reconquistado a estima da-
quellesque ne conhecen, o senhpr livrou-ne da
maior causa de dr que cu lnha nesle mundo. Ku
quizera bem agora escrever a Diana, mas eslou tao
fraca !_e desde o da. dessa fatal scena minhas'po-
bres maos quasi que nao poden segurar a penna.
Tranqullise-se, j escrevi esta manhaa a ma-
damesella de Rochclaille.
Sobre ludo nada de mentira dse ella: a nais
innocente en apparencia pode lernas cunsequenrias
Oh sei bem disso, responden Mr. de Ponlhis".
Aquj a conversaran foi interrumpida por lagrimas
e solucos, que se ouvian na porta do quarlo. lan-
do Branca pergulado a causa disso, Mr. de Pon- ,
(bis foi pcssoalmente abrir.
Branca vio entao uo lindar o tazendero Germano
sua mulher e suas Ires lilhas, lodos aioeihados coni
as maos postas e chorando.
Ouant folgo de ver-vos, nfeus amigos, disse-
llies ella ; mas porque razao estas assn ajoelbados
Anda nao eslou norta, approxin-vos, dai-me a
nao.
Ouvindo estas palavras, a bda gente poz-se a s'o.
lujar arada com mais violencia.
Nao nos levantaremos exclamaran el les, nao
entraremos einquanlo i.o nos livor perdoado.
Acalumnia nos desvarou, disse o marido-o
senhor prncipe interrogando-nos, ei'plicou-uos todo
lemo-la procurado por loda a parte!' Ha dous das
qoe esperamos urna, occasiao favoravel para entrar.
Vinde, meas bous amigos, vinde, replicn
Branca.' Ah bem vejo que lodos ronspiram aqui
para (ornarem-me mais feliz em algumas boras do
que nunca fui durante minha vida inleira.
- (CoitfiflKflr-s-Aa.;
"s
/'


flj*HJ DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 4 DE JANEIRO OE 1854. Vt
A oarrua-eni ronrliiir, lie semelhanle ao carro empregado na sa-
raclode el-rei Cario* X, mas soUreu nindanoas a
nielhoramentos, que o lornam de alguma sorle "des-
coolMcido. A extrema reealaridade das lio has nao
abaorve nesla carruagem nem a grandeza ncm a
(tr*$a. A partesuperor, inteiramente descoberta
he ornada de vidria; uas vidraras das portinholag,
as armas napolioulnas rematadas pela coroa cerca-
da pelo corda da legiao de honra, elrudo por fun-
do o maulo semeado deabelhas.sao sustentadas por
ceios. As qualro vidraras lateraes ollereceni ou-
tras lanas figura symboiicas, lomadas a religiio.
Sobre as vidracas da frente e da parle de delrs,
so observim as armas do imperio, e os genios que as
acoropanham. Stlvo is piolaras ejecutadas por mos-
trea, a caita be dourada de alto a balxo, e a galera
que a domina serve de base a um grupo que susten-
ta a eoroa imperial. O Irem lie dourado como a car-
ruagem, debaixo do assenlo. do coclieiro urna aguia
victoriosa abre ataras; as banquetas se perdemn'u-
na esplendida grinalda, indo ,de urna a otilnt roda.
O peso tota! desta carruagem excede a Ireze mil li-
bras, o que chrigou a desprezar-se onze carados mel-
lados, comprados por grande,pre^o o auno passadu
a Allemanha e na Hungra; os quaes nao estariam
em proporro eom o carro imperial, para serem subs-
tituidos poroKo cavailos bons, enlre os mais bellos
das estribaras impertas. Olo carruagens Igualmen-
te promptas acompanharam carro resplandecenle
do imperador, entre ootras a do casamento.
A jaestao das mesas da osantes est ontra vez na
ordem do dia, at nos saines dos homens mais serios;
e he o poni da visla doaespirilos manifestados. Xim*
neita (jad. X...... mulher de um alio funecionario,
e as toas duas fillias, e mais seis pessoas se aehavam
reunidas: cinco pessoas formaram a cadeia magnti-
ca, e aocabo de dez minutos o velador eslava gyran-
- untadas pessoas, Mad, R..... foi enearragada
do
*-.
I
r
'
de fazer diferentes pergunlas ao velador, e concor-
d *a de antemn, que elle respondera s pergun-
las, dando no chao um numero de pancadas corres-
pondente ordem numrica dasletlrasdo alphabeto.e
indicara assim a composicaodas palavras que cons-
lituiriam cada resposia. Convcncionou-se lambem
3ue -pra dizer sim, o velador dara urna s panca-
l, e duas para dizer nao. Eslabelecidos os prelimi-
nares, comeepu a conversarlo segoinle entre mad.
I....e o velador. 1>. Quem es tu 1 R. Espirito. P.
es feliz ? R. Nao. I>. o que te falta R. Oraees.
I. Poderas lu responder s prgunlas que le forem
dirigidas. O velador deu distinclamente urna s
pancada. P. Saltes quanas pessoas ha no salto ? O
deu dez pancadas ;com efleito haviara dez
pessoas. P. Conio.se chama o maisvelho dos tUhos
le mad R...^ O velador den 3 pancadas (o algarismo
corresponde C), depois de alguna segundos de pau-
sa, deu 8 pancadas (h), depois urna pancada.(A), de-
poi 18 (R) depois 12 (L), depois 5 (EJ.emfim 19
pancadas (S). Carlos lie com effeito o nome do filho
mais velho de mad. R... A experiencia era hastanle
concladente. Depois destas resposlas passaram a
pergunlas de outra ordem, e varias pessoas interro-
garan! o velador sobre fados actuaes da poltica.
I Ilumnenle em casa de liad, de G.....una das
Hieres mais espirituosas deste lempo, e mulher de
ornalista eminente, vira operar-se no seu salao
"Mis admiraveis phenomenos. roa vez o espiri-
to manifestado A diz ser Moliere, oulra vez era Ra-
hezis ; e iaterrogado sobre a questao do Oriente,
"e que as suas sympathias eram pela questao do
Poaeata.Uro homem de grande inslruccao escreve
momento a vida de Duquesne, e a mesa o aju-
i a ewaa lacenas que etle euconlra no roale-
Ttojiia do grande mariniteiro. O phe-
por si haver preoecupado as persona-
eoasideraveis, o q*e ossublrai sospeita
ama myitficacSo grosseira. G. M.
PHiYlIBlM.
ligio sSoos cinco cessionarios, os quaes romo taes
Sao agora os responsaveis pela mulla de dez conlos de
res, mencionada no contrato do governo, se paseado
mais nm anuo nao sliver encorporada n companhia
que pretenden) orcanisar.
Os acluaes cessionarios ao tomar sobre si q penoso
trahalho e risco desta empreza, nao pediram, nem
pessoa alguma se Ibes ollereceo, para comparlilhar
esta responsabilidade e trabalho.
Todavis nao duvidainos que oulras muilas pessoas
tivesjem desejos de lomar a empreza, e com ella,
alm da responsabilidade da mulla, a responsabili-
dade publica e moral; pnrem o que observamos foi
qoe, ilm desle cinco cessionarios, e do correlor ge-
ral, Senhor Robilliard, nenhuina oalra compareceu
i reunan, que, por convite dos cessionarios, foi
relebrada na casa do banco desla cidade. llevemos,
pois, declarar, que nao exislem por ora accionistas,
nem companhia orgauisada.
Existe apenas urna assigaatura de pessoas que dc-
sejam ser accionistas, promovida pelo sobredilo cor-
relor pur oi'drm dos primitivos concessionarios. Es-
ta asignatura, he como oulros trabalhos, v3o ser
nproveilados pelos acluaes cessionarios. He intil di-
zermos mais. Recife, 30 de dezembro de 1853.
COftA DO CONTRATO.
. a Em 19 de dezembro de 1853, achando-se reu-
nidos no edificio do banco desla cidade os Srs. con-
cessionarios do privilegio, para a organisaclo da com-
panhia de vapores, contratada com o governo geral
por decreto n.-1113 de 31 de Janeiro do correnle an
no, abaixn assignados, com os Srs. Antonio Marques
d Amorim por parle da firma social de Viuva Amo-
rim & Fillio, Geor'ge Putchet por parle da firma de
Roslron Roocker & Companhia, Frederico Conlon,
JoSo Pinto de Lemos Jnior e Antonio Valcnlim da
Silva Barroca por parle da firma social Barroca Si
Castro, dcclararam os Srs. concessionarios, que ce-
dan) aos segundos sem restrcrao ou indemnisaeao
alguma, o mesmo prvilegiu com as mesmas cundi-
eses com qoe o haviam recebido do governo impe-
rial, c modifleacoes alcanzadas ou por alcanrar em
beneficio desta empreza, a cujo cumprimtuto os ces-
sionarios se obrigam por si e.cm nome da companhia
que prelendem o:ganisar, licando os Srs. concessio-
narios desobrigados de toda e qualqoer responsabi-
lidade.
ii Era firmeza do que se inandou lavrar urna es-
criptnra publica, e provisoriamente este termo em
duplcala, qoe valer.i emqnaulo aquella nao esliver
em devida forma. (Assignados.)
O E\io.,Sr. Francisco de Paula Cavalcanli de Albu-
'Ijuerqoe.
Os Srs. Manoel Gonc,alves da Silva.
Manoel Ignacio de Oliveira.
- Joao Pinto de lemos.
Manoel Joaquim hamos e Silva.
ii l.uiz Gomes Ferreira.
P. P. de Fernando Bieber, Julio Tegel-
meeir.
Jos Jeronymo Monleiro.
ii P. P. de Elias Baplista da Silva, NoAerlo
Joaquim Jos Guedes.
ii Francisco Antonio-de Oliveira.
Viuva Amorim & Filho.
Frederico Coulon.
ii Barroca & Castro.
Joao Piolo de Lemos Jnior.
A Roslron Roocker & Companhia.
.....-
tabelecido as bases, do decreto que V. M. assicou
em 11} de abril, e que devia regenerar as escolas pu-
blicas. '
Osyslema de educaran que liona prevalecido nos
eslalieleciiiieiilos do estado, dava lusar lia 2". annos
queixasque nao eram una das menores causas da
decadencia .los lycens; Quanlas vezes se nao linha
aecusado, c com animosidade, os eiHudos secunda-
rios de formar os espirilos pelo mesmo molde, e de
ossuhmeller ao mesmo nivel, sem lomar em consi-
deracao a divcrsidade das vocacOes Os homens os
niais indilTerenles se compadecan! da surte de lan-
os mancebos felos hachareis em lellras ao sahirem
de suas classes, mas a quem esle tiiulo van nao da-
va una prolissao, c que so viam inuleis para si mes-
nios e para suas familias, levaren! atravez da soeie-
dade suas prelenres exageradas o sua inaccao. As
qucixas naose limilavam a islo. Se oshoincnsdou-
los manifeslavamsua sorpreza deque os espiritos os
nlais riisposios para o estudo das scienc'ns fossem
encerrados no esludo da litteralura anliea sem lim e
sem resultado, os litleralos nao recramavara com
menos vehemencia contra os ensinus accessorius, de
que as classes litleraras eslavm sobrecarregadas em
nome dos mleresses da ciencia. Todos faziam oliser-
var, que urna inslrnrrao encyclopedica no era de
nenhum mudo proporcionada "s Torcas da mocidade,
que fatigando e dividindo com excesso a atlencao.es-
golavam-se as jovens inlelligencias ; finalmente que,
em um prximo futuro, esle svslema leria em resol-
lado a decadencia rpida dos esludos, de um lado,
a diminuco de nossa soperloridade scienliflca, do
oulro lado, conceprio do goslo, pur toda a parte o
avillamento do genio da Franca.
Um aconlecimenlobem desagradavel, e quemifWo
depOe contra o agente consular portuguez esta
provincia, o Sr. Joaquim Baptisla Moreira, e nao
menos evidencia estar dle baldo as virtudes,' e mais
quilidades necssarias ao boro desempenbo da mis-
sao que lhe est confiada, um aronlceimeuto, repe-
timos, hem desagradavel oraba de ter lugar em os
das ltimos do anno de 1853, que passou, mas nao
passar o tacto da lembranea da prsenle geracao, e
nem mesmo da vindoura, se os Srs. redactores, se
dignarem fazer regislra-lo as columnas de seu Dia-
rio, como Ibes rogamos I
Apparecendo neslo porto no dia 27 do prximo
passadu dezembro o patacho portuguez Arrogante,
ly^Sr^ycliando sem motive- e fnndeando no lameir'Socarregado de individuos de
fTgum, e, segundo a experiencias de Santa" ambos os sexos.em numero de qualro ceios ejanjig
DA VICTORIA.
3 a laIra a UM,
Principiarei por dar-lhe as boas (estas, desejan-
^joe livBHeas melhores entradas de anno.
' d 1853, que to prosaica, havia corri-
do para estas paragens, lerminou ptimamente
mtre folguedos, e divertimentos diversos, sem ex -
pinar mesmo o de bumba mea boi, que est por
."|ui em grarHle voga, o de 1854, que hontem
prnripiou, e cujo primeiro dia eslava, como que
festinado por certas aves de agouro, para um mo-
mio anarchico, a semelhanr;j "do que leve lagar
I.u/.ia, promeUe ser algtima cousa.
De!0 porein dizer que, em cpnsequencia das
prognoslicos das laes aves de agouro, o delegado
de polica de accordo com conimandante da forca
volante leviaiu lomado medidas inuito beni acerta-
das, para ocaso de alga na desordem; o to bem
iiimbinadas estarSo essas medidas, que at se ilis-
Tiensou una forca para a comarca de Pao d'Alho,
onde botiveram os meamos, e ainda maiores receios.
Das noticias, que leem el legado de diversas parn-
gdis, consta que |r todas ellas o povo concuireu
"uigranV quantidaiic a uuvira piinioira inissa d
: mas, em aiuilo boa ordem, e dando bem
a coberqucomoli\o do semelliante coucurren^
ria era bem diverso d'aqueJIe que lite einpresia-
vam.
As bcxigasvo grassando, mas nao teem ferio
siragos, por serem de um carcter benigno; entre
lauto, lrabalha-se,com todas as forcas, para atalhar-
viooos '.l '.b.'eS, 'i'.J^J-^-to^ST.ae-^S a na
licia. foram a seu bordo algo mas pessoas levadas do
desejo de engajar alguna mocos seu serv:
mas observando o dessracado estado da quasi nudez
em que vinham lautos infelizes, devisando oelles o
mo trato porque linham passado, e como qoe im-
plora vam mudososeo resgale.desistram da empreza,
para se dirigirem ao- Sr. Baplista, que oa qualidade
de consol da narao porlugueza a que pertenciam a-
quelles d>savenlurados, llies devia acudir ; e a con-
seguir providencias lhe narraram o que haviam visto,
e muilos seempenharam em sen favor. Prometleu
o Sr. Moreira dar providencias, mas estas nao appa-
receram!!!
Soube-sc n'esle nterin, por alguos desses infelizes
que salta-am de bordo, que Joao dos Santos (esle he
o nome do capitaodo palacho) nao contente com tra-
zer a seu bordo e com passaporle aquelles, que na
llia havia seduzido,lrouxe scmellianlemenlemas sem
passaporle aquelles que vierara ao bula-fora de seus
amigos e prenles, e outros que se aehavam a bordo
se-lbes o piogresso; mais de 100 pessoas j se teem- -Vendendo frurlas aos passageiros; mais devulgou-se
vaccinado, e outras .tantas esperam pela opportuui-
ilade de o poderem fazer.
Todo o mais como d'antes. Saude e dinbeiro. -
{Carta particular.)
FiscalisacSodas carne* verdes.
felaro imt pettosi que nos dia/ abai.ro declarador
matar-am me, mediante a mutta de OJOOO rt.
por casera, niz conformidade do art, 9" do contra-
to iat carnet verdes, e rctoluco da presidencia
de 21 de dezembro do eorrent'e anno, cajas mul-
ta* tireram principio no dia I? do mesmo me:.
Keta^oJme pessoas ave mataram rezes, mediante a
multa me lOpUOO rt. por catefa, na conformidade
o art, o contrato das carnes verdes, e re/olu-
r* a presidencia de 21 de dezembro prximo
ptutamo, sendo dos dias 26 a 31 do-memo mes.
3-
8.
I
o
4
ii
P!
o
que um dos violentados nao adiando appello se lan-
cera ao mar, e que tres haviam morrdo asfixiados;
maissesoubequealaumas das pessoas do sexo femi-
nino linham sido Irazidas de bordo para (erra, para
se proslilurem, e todas estas noticias desagradaveis
deram occasiao, a que os condoidos de tal mizeria
mnltiplicassem aoSr. Moreira as suas supplicas, ap-
presenlando-se-llies as victimas com o nico fin de
conseguir providencias. A nada se moven o Sr. Mo-
reira. As providencias que o Sr. Moreira, inimiao
capital de reflexites; assenlou devia'dar, reduziram-sc
a requisilar forra militar, pretextando insubordina-
co de quem com lagrimas nos olhos lhe implora va
soccorru, e cora todo esle aparato no mei do estam-
pido das baionclas, sem respeito humanidade, sem
comptdecer-se de tantas victimas, nem mesmo mu-
vendo-o a presenca de urna virgem que se diz fora
estuprada, do que era prova seus vestidos ensanguen-
tados, drisio-se a hordo do referido patacho e deu
pressa a que dle desse vela, licando desla arte in-
punido osse monslro Joo dos Santos, causador de
tantos infortunios.
XSo foram s estes os fados que occorreram, ou-
lros njailos liveram lugar e que por brevidade dei-
xamos de referir para levar lodos juntos, se -possivel
he escrever tantas maldades, presenca do governo
portuguez qued certo dar prompto remedio afim
de ^ue oulro semelhanle aconlecimento nao teoha
logar.
Se o Sr. Moreira nao ignora que o capitao devia
responder, quando nao por estas hostilidades, pelo
meos pelo laclo de trazer a seu bordo mais de du-
zentas pessoas sem passaporle, fado esle a qoe as
leis porloguezas e de entras uacoes civilisadas, se-
veramente punem, porque nao deteve o capilo ?
Porque razio longe de oresponsatiilisar, como era de
seu resiriclo dever, o acoberlou, o fez embarcar, e
Iba deu presea a sabir? Ah!...,.. O Sr. Moreira pos-
to aqu pelo governo portuguez para curar dos inte-
resses e bem estar dos Portuguezes, nao dverlio os
males que causou com a sua imprudencia, e o que
mais he, nao leve altencao ao qoe podero seceder!
Sobejas provas temos nos de que o cnsul portuguez
etn Pernatnbuco nao cura e nao se importa com a sor-
te dos subditos por quem deve interceder. Nos po-
damos aqu apresenlar m calhalago dos inforlunios
causados algons Portuguezes, prsenles e ausentes,
e alguns ja no cemiterio, pelo delaixo e indolencia
do Sr. Moreira.
Por ventora j esqueceria ao 8r. Moreira a cruza-
da de Mossamedes? Nio lera o Sr. Moreira no^r-
chivo do consulado inslruccdes a respeito desea es-
peculaco, assim como inslruccdes, providenciando
essa emigrarao voluntaria e forjada para fora do
reino? Parece que o Sr. Moreira julga de si para
si, que se deve applicar mais aos seus ioteresses do
que dussobdilos porlusuezes!
Seo Sr.Moreira pela sua capacidade nao pode at-
lender aos negociol do seu consulado, para que dis-
liaheasuaallencao, con.filumdo-se no pai/ advo-
gadu. como o fez publico pela sua circular de deja-
neirode 1851, que em nosso poder existe?
Se o Sr. Moreira.... licamos por aqu recejando
enfadar ao publico eom o quauto poderiamos oflere-
cer a sua consideracan. Este receiu pois nos obriga
ar ex pondo o procedimento do Sr. Moreira em pe-
quenas doses. i:,n portuguez.

5
l)l.
(OfniMiAim.
Para resolver a duvida em gue se acha o Sr. que,
nllulando-sc Accionista da companhia de tape-
rtt costeirot, fez publicar no Diario de'hontem
am Communicado a respeito da -projeclada com-
panhia; julsnmos conveieole publicar o termo
de resso e transferencia do privilegio feilo em 19 do
correnle mez. Com a sua le tura fic provado que
actualmente os aicos pouuiiorts do mesim prici-
LITTEATlRA.
lielaco apresentada ao imperador dos Fran-
cezes sobre o estado da- inslructo publica
em Franca depois do dia 2 de dezembro de
1851.
Goftu uar.i ilo -i-iinen Ek'ccdrnit'.
ni.
O arligo 7 do decrelo- de ,9 de marco de 1852 di-
zia :
c Um novo plano de estados ser discutido -pelo
conselhu superior em sua prxima sessao'.
Seis dias depois, o novo conselhu superior de ins-
truccao publica eslava reunido e recebia a coramu-
nicacao dos principios, pdos quaes a administrado
se propunl.a modificar os anligos melhodos de edu-
cacao. No meio das di-cus-oes mais prolongadas e
interessanles eslabelecia-se um accordo fcil entre o
minislro, que propunha um plano meditado e o con-
selhu que se moslrava animado de igual desejo de
coadjuvar apoltica do governo. e fundar um ensi-
no verdaderamente nacional. Desle modo em pou-
0 das e depois de madura reflexo, se linh am es-
> genio da Franca.'
O cnsiiio da universidode linha por principio des-
envolver, n.lc as aptides particulares dos indiv-
duus, mas as faculdades geraes da especie; formar,
iao instrumentos diversos para as diOercnles func-
tes da sociedade, mas nm cerlo typo universal de
elegante cultura. Era sem duvida propur-se um fim
elevado ; mas a educacao baseada nesle plano, len-
do por alvo o ser geral, podia correr o risco de ser
>aaa-e estril. Defina parte, encontrando os man-
cebos que ella-formava, na sua entrada na socieda-
de, em vez dessa imagem nuica e ideal, pela qual
os linham modelado, ama diversidade infinita de
necessidades, que ellos ignoravam, e caracteres que
nao se Ihes linha feilo entrever, repugnava as pro-
fissees que Ibes era misler abracar, e etn lugar de re-
viverem a sociedade. mudas vezes medilavam faze-
la imagem* de seus'souhos chimericos. Do oulra
parle, as familias que linham solictude em assegu-
rar aos seus filhos um estado, procuravam menos
que se Ibes dsse urna educacao, que podesse pro-
meller-lhe hrilhar no mundu* do que aquella que
devia garanlir-lhes um empreco ou urna profissu
lucrativa. Como ocollegio da universidade hoos
praparava senao de um modo imperfeito, ellas se
liabiluavam a depositar sua conlianca em estabele-
cimenlos, onde, sacrifiando a dignidade da uature-
za humana cullura*exclusiva de sua aplido duvi-
dosa, edescouhecendo todas esles, que devem pre-
sidir ao dcscnvolvimento de urna creatora moral,
pretexto de- dar candidatos aos grandes servicos p-
blicos, se corrnmpiam os espiritos, com" a for^a dos
quaes a sociedade linha a maior necessidade de cun-
lar, As escolas preparatorias substiluiam desle mo-
do pouco a pouco os Ivceus. At o gr:'io de bacha-
rel em lellras nao havia fim apparente de lodus os
esludos da universidade, que nao roulrihuisse pa-
ra hincar fra de seu seo a mocidade impaciente
de alcancar um resollado jiostivo, para a qual a
preparavain mais depressa ainda. Podia-se prever o
instante em que esta educarlo, que se conlinuava a
chamar naciunal, por obstinar-se em querer formar
someute homens, nao leria mais jovens para edu-
car.
O governo devia impedir a lodo o cusi, n5o s
que a mocidade escapasse sua direccao, seno ainda
que a extensio eelevacao do genio nacional nao sof-
Tresse um alaque mortal. Era um dever sagrado que
llie impunha ao mesam lempo o inleresse e a honra.
Felizmente, para o curoprir, bastava-lhe vollar aos
principios que liuham presidido ao reslabelecmenlo
dos esludos.
A le de 11 florcal do anno 10, urna das obras mais
fecundas do consulado, Buha organisado no princi-
pio do secuto, ensino dos Ivceus, de modo qoe de-
sisnasse aos mancebos, depois dos estados primarios,
indispensaveis para desenvolver a inlelligencia, dous
fins dislinctos, um para as lellras e o outro para as
ciencias. Realisar esle pensamenlo, era ohslarjyg
inconvenientes, que acabamos de moslrar, ea-asse-
gorar as Jifierenles eathesoras de discpulos um ge-
nero de mslruccao apropriada ns neesid les tao di-
versas de seu futuro. Vossa magestade julgoo que
ella nao poda dar urna base rnelhor ensilada e mais
vasta as reformas que.-5 rerlamava do governo, e
conseguintemenlejr.e ordenou que elaborasse um
^T^iHaiiu4sj?,fudos que depois das classes de gram-
matica, dividisse o ensino em dous ramos, um lute-
rano e o'.oulro scienlifico, aladns entre si por pontos
communs. A reforma dobacbaieladoem lellras edn
bacharelado em -.ciencias, da escola normal, do con-
curso da subsHluico de certas parles do ensino su-
perior, era a consequasicia das lleracoes operadas
nos estados secundarios, ella foi preparada ao mesrro
lempo.
O conselho superior ofierecia a reunio mais im-
porlanle c mais esclarecida, a que essas delicadas
questoes podiam ser sohmellidas.
Vossa mageslade linlia designado para ler assen-
lo. nella os prelados mnenles pelasciencia o pela
piedade, versados nos conhccimenlos humanos e na
pralica dos negocios, lendo j tomada parus no eslu-
do das quesles de ensino, ao principio pela cuutro-
versi.i publica e depois pela cooperario prestada a lo-
dos os trabalhos do conselho superior, defensores de-
clarados da liberdade, mas francamente disposlos a
favorecer lodos os esforros, que livessem por fim o
nielhoramenlo moral das escolas do estado.
Ao lado dos representantes oflkiaes da igreja li-
nham lugar os membros maisennsideraveis dos gran-
des corpos, homens de estado, adminislradores, ma-
gistrados associados poltica dn governo; aprecia-
dores esclarecidos das verdadeiras necessidades da
sociedade, empregavam 110 servijo das escolas publi-
cas suas luzes e o fralo de sua experiencia ; espiri-
tos prudentes como elevados, cuja missao era menos
provocar as innovacOes do que examina-las; abrir
as discussdes do que encerradas; chamados para o
seta do conselho para ahi serem de alguma sorte os
juizes do debate, que se a empeuhar enlre os parti-
darios dos melhodos em vigor, e 05 advogados da re-
forma.
As antigs inslituroes universitarias eram repre-
sentadas pelos homens, de que o ensino publico mais
se honrava, e que haviam onlr'ora prc-idido a sua di-
reejao : mis dedicados ao esludo das sciencias, lendo
formado a maior parte dos meslres acluaes; respeila-
dos enlre Indos pelos longos servicos,. que linham fei-
lo ao paiz c pela inalleravel dignidade de seu carc-
ter ; oulros alimentados no estudo das lellras,e dola-
dos de loda a delicadeza e senso litterario o mais
exercitado, sem repugnancia pelas innnvacSes, mas
semprc promplus a repellir contra ns sabios as censu-
ras que estes faziam aos litleralos. A universidade
nao podia por certo adiar defensores mais aulorisa-
dos, inais habis e mais ouvidos.
Defronlc desles eslavam os partidarios declarados
das reformas, dados pela maior parteaos esludos
scientificos, i escollados igualmente entre os nomes
Ilustro da universidadee da academia. Severos a
respeito do passido, ao qual arguiam o ler compro-
nicllido ao mesmo lempo por urna falsa nrganisi.cao
as saiencias e as le Iras,queriam firmemente ajuda'r a
inslnirtflo puhlicaa seguir o novo camiuho, que ogo-
verno linha escolhido na independencia de sua ini-
ciativa. Esles mostravam as dispqsicoes conciliado-
ras de espirito, inclinados, por elegancia,mais s Iran-
sacQOes doquen lula ; aquelles, pelo contrario, mais
ardentes. traziam para o conselho conviccc* inOcxi-
veis, que pareeiam que so nao deviam rclirar do de-
bale antes de se lereui asscguradu do surcesso.
Tal era, senhor, o aspecto da assemhla, que ti-
nheis convocado,para pronunciar sobre os destinos
do ensino publico. O minislro tiulia por missao fazer
que ella aceilasse o principio da reforma, de cuja
proposla o havieisencarregado.
A elle caba abrir o dbale, marcar-lheo seu al-
cance, dirigi-lo para urna condusao til, moderar os
parllos extremos, e, sem nada abandonar de essen-
cial, fazer as concessOes razoaveis, coja oportunida-
dc a discusso revelara.
A lei cobrio com seu veo as deliberaces do con-
selho superior; Jaas basta considerar a importancia
dasqneslcs empenhadas, e ns nuraes dos membros
que lomavam assenlo para se car persuadido que o
debate oerecen o vivo e grave inleresse que so liga
a verdade lealmente procurada por orna reuniao de
homens capazos de cotisegui-la. A coufianca de V.
M. eslava justificada ; a discussao dava o fruclo que
podieis ter esperado.
O principio do sjslema apresentado ao conselho
foi completamente approvadu. Eslabeleceram-se em
lim pequeo numero de arligos fecundos, que nan
deviam ser desenvolvidos senao depois de lerem sido
submellidos pruva da opinio. as bases da renova-
ran dos esludos universitarios. Concordouse resumi-
damente qne as modifiraees serian; feilas nos melho-
dns de ensino dos lyrm, na acquisican de seus pro-
IVssui i-s, us graos que marcam a passagem do ensino
secundario para o ensino inferior.
Detcrininnu-se queoslyri-uscnmprehenderam Ires
divisoes: urna divisan eleineular para prepararos
meninos para o ensino secundario ; urna diviso de
graininaiica commum a lodos os disripulns, e urna
divisao superior, na qual as sciencias e as lellras or-
mariam as bases dos dous ensillos dislinclos. Um
evame feilo aocnlrar a divisan da srrammalica e da
divisao superior devia ap-edar aus discipulos, qu nao
cslivessem em eslado de seguir o curso. O ensino das
classes degrammalica devia comprclieuder oelcmen-
(os da historia nacional, afim de qne a imagen) da
Franca fos-se a prhneira ufferla feila mocidade, e
enlrelivesse nella o amor do paiz, O ensino da philo-
sophia era conservado, porem unido aos elementos
da lgica, que devia fortificar os espirilos sem expo-
los ao perigo das especulaces vas. Delerminou-se
igualmente que conferencias obre a religiao e a moral
fariam necessariamente parta do plano dos esludos
secundaius. que o pmgiamma deslas conferencias
sera feilo pelo hispo dioccesano, e que todas as divi-
soes do discpulos, desdos classes clemeulares al a
de lgica leriam parle ndle.
Porvenlura convinha conservar o anligu methodo
de adquirir professorese conservar muilas ordens de
subslilgtos e de titulares, correspondendo aos prin-
cipaes ramos do ensino, da grammalica, humanidade,
philosophia, historia, phisica e mathemalica ? Saba-
se quae linham sido os perisos dos concursos par-
ciaes nos quaes candidatos inexperenles arriscavam
algunias vezes eslrauhos paradoxos. O ensino qne se
deve mocidade lem por ubjecto os eicmenlns geraes
dos conhccimenlos humanos; elle nao admitle as in-
vestigacoes ociosas, as subtilezas vaas, nem a anecia-
cao do saber, emais convinha por acaso no inleres-
se mrsmo dos meslres, perpeluar divisoes arlifici o exclusivas que os conservavam presos durante loda
a sua vida an mesmo ensino ? N80 era de urna'Sabia
ailniinislraco alirir-lhes perspectivas menos resin-
las cpronicllermais variedades sua rarreira ? Essas
coosidcracocsliveram bastante allencu no conselho,
como tiuliam decidido o governo. Ao brilho dos suc-
cessos pessoaese das lulas hrilbantes.prererio-se o me-
thodo grave de prufessores modeslos, os quaes fizessem
consistir sua gluria 110 progresso descus discpulos, e
3oe urna inslruccao no mesmo lempo solida e varia-
a permitlisse applicar succes-ivumcnle a muilas ca-
deiras.
Conseguinlemenle assulisliluiccs foramreduzidas
a duas, que rcpresenlam as duasaptides geraes do
espirita, urna para as lellras, a uutra para as scien-
cias. Seas exerciejus, profundamente inodificados,
dcixaram de ser nm torneio para estimular a mocida-
de; e se lornaram nina prova para examinar a ma-
dureza. Em lugar deabrrem a carreira, foram des-
tinados a consagrar a Nocarao. Desle principio de-
correu necessariamente a reforma da escola normal
superior que, ocenpada muito lempo em ormar pre-
coces campeoes para a arena das suhsllucOes espe-
caes, fui chamada para a missao de crear professores
verdadeiros, preparnndo-ns para o grao de licenciado
as sciencias ou as lellras, e iniciando-os pouco a
pouco nos melhores processos de ensino e de discipli-
na escolaslica. <
Os dous ramos de esludos, que acabam de ser dis-
liiiguulos, foram submellidos a urna sanecap anlo-
ga ; e como o bachareladu em lellras era o documen-
to dos esludos lillerarius, o bacharelado em sciencias
roi destinado a fechar e representar o lodo dos estu-
dos scientificos novamenle organisad.os nos Ivceus.
As provas desles dous grandes rivaes foram combina-
das sobre o mesmo plano, de modo que rnelhor mar
casseo valor particular de cada um dellcssem onfra-
quecer entretanto scivcaraclcr geral, e apartar a ig-
norancia artificialmente preparada, sem arriscar des-
animar a modestia laboriosa. A reforma dos graos
conduzia a das faculdades que os davam. As facul-
dades ilas lellras, cujo ensino nada linha ilepraliro,
porque o fim de sua insliluicao nao linha jamis sido
definido, receberam urna nova vida da prescrpeo,
que turna vam seu curso obrigatoro para os estudan-
lesdas faculdades de dreilo, inovacao duas vezes sa-
Ijitar, que impuuha aos meslres urna direccao,' assig-
nando-lhes um auditorio, c augmentava o'saber da
mocidade das escolas preservndola das sedticoocs
da occiosdaiie.
IV-
O'decreto de 10 de abril de 183-2 consagrando
todas estas medidas sabiamente reformadoras, ma-
Bifesl allamenle as vistas liberacs de V. Mages-
lade.
Mas a reforma nao eslava ainda decretada se-
no como principio: o que linha sido concebido
com resolucao quera ver executado com pendencia.
A opinio, apoderad de repente do novo systeraa,
podia ser ferrda muito mais pelo silencio "que se
guardava sobre os meios de applicar mctliodos ain-
no experimentados, do que pela facilidade com
que se adapuivam a ludo que era bom consagrar do
aiitigo.regimen iniversilario. Nao era sulliciente
explicar s familias, como entend dever fazc-lo pe-
'a circular de 12 de maio, quaes eram as intensoes
da admintrago. Convinha descobrir urna regra
certa, pela qual se podesse precisar com autorida-
ele a parte que. devia ser feita aos melhodos amigos
e hotos. Vsso governo achou esta regra em suas
proprias necessidades.
. Propondo-se .1 formar homens, a universidade
dcsprozavabastanietorna-los aptos as pessoas princi-
paes funecoes do'oslado. Os programmasdoslyciis
nao respondiam aos dos concursos de admissao as
escolas do governo. Os candidatos que quriam
enlwr nestas escolas, e que eram destinados a com-
mandar os.exercitos e as esqua,dras, ^ dirigir os
trabalhos pblicos, avigiar .u-iefesses os mais
geraes da industria o de agiicultura, finalmente
quasi tridos aquelles que deviam dirigir um dia os
grandes negocios da sociedade, iam procurar em
instiluicoes particulares o ensino de que precisvam.
A industria privada, que se tinlia ncarregado se-
ment de os preparar para o exame especial, que
deviam fazer, nao se oceupava nem de desenvolver
forra dos
8 exerci-
da ulilidade e do .ilractrv*,wcin a
cios, nem a se\erid.ida da sjnrco.
Mas, an lado do inleresse\ommum, iada gfola
linh-i de fezet- prevalecer i 11 h -r^si-s naj|ir?nT{iri>-:. A
idade, por exemplo, com que as^Iiflereiiics escolas
do governo eram obrigadas a tomar seus candidatos,
eviaia que o tempo dos esludos fosse encerrado em
um limite preciso. A escola naval, que nao ad-
mite mancebos que tenham mais de dezescis an-
nos, exiga que seus candidatos nio passassetn mais
de dous annos na ssceo dassciencias.e podossenj por
conscgtiinle acabar ahi seus estados srii-ntilicos eom
aclassc de segunda. A escola floiesial, a jle Sa-
int-(',yr, a escola polytechnica,. cujos fcandidalos
nao exceden!, na idade media, a idade de dozoitn'
ou desanove anuos, o lem pela maior nirte de se
apreseniarem a exame muilas vezes, reclamavam
que os cursos scientificos' desses mancclios podes-
sem sor completados desde a classe de -rlieiorira, o
por conseguinle que nesta classe mesmo Ibes podes-
se ser dado um ensino supplementario de lgica, se
por acaso se jnlgasse mil que elles devessom ler um
lodo pbilosophico dos conbecimentos que linham ad-
quirido. Nao era de necessidade impor, ou le-
lo menos abrir um quarloanno de esludo aceras
sciencias desles candidatos ? Por acaso os discpu-
los da secgSo das sciencias como os da seccao das
letlras naoacbariamem queseoecuparem utilmente
no segundo anno da lgica ? Nao convinha to-
mar medidas para obriga-los a fortificar o espirito
nos lyecus, e os entregar ao mundo e s escolas es-
pecules o mais larde, e mais porfeilosquo fosse pos-
sivel ? Eram estas questes graves, que os inlcres-
ses das diversas escolas podiam resolver em senti-
dos iliflVrenles. Finalmente todas estas escolas ti-
nam cortos melliodos qv4 reeommendar, quer pa-
ra O rdllc ic'mi .In i\Ano r... ^-,... n.nj:j.,^. ~.u.n:jKT
as forcas geraes de seu espirito, nem de sujcita-los
disciplina severa,considerada outr'ora como a par-
te principal da educacao. Deste modo se.diminuia
as disposices.uoloras, as quaes mais convinha en-
tretanto dar todo o vigor, de que a inlclligencia hu-
mana he capar. ^
O reniedio podia sabir do proprio mal. Aug-
mentando os conhecimentos techinicosv, de que es-
tes candidatos escolbidos precisavam, o que era ne-
Bessario para levar seu espirito e seu carcter al-
tura das grandes siluacocs da vida, podia-se ter a
certeia de adiar o nivel o mais elevado, que convi-
nha asseguar inslruccao secundaria.
Os directores dos escudos das grandes escolas do
governo, juizes esclarecidos lelas experieucias que
nellas se faziam desde o principio do seculo, po-
diam dizer. rnelhor que ninguem, que conhecimen-
tos particulares exiga a es|iecialitlade de cada um
desses eslabelecimentos, c' quanto era para desojar
que os discpulos levassem para elles conhecimentos
cammuns c indispensaveis a todos os homens. Pa-
ra aperfeicoar com seo concurso os programmas do
ensino oflicial, era misler estabelecor entre a admi-
nistraco da inslruccao publica c os ministerios de
que dependiam as escolas especiaes, um accordo
que se nao linha jamis obtido.
Quando o decrelo de 10 de abril de 1852 orde-
nou urna conciliacao. possivel, foi o Sr. ministro
da guerra o primeiro que desejou subscreve-la :
aceitn: a idea de urna commissao mixta encarrega-
,da da rever os programmas de admissao as escolas
do governo, e de estabelecer entre esles programmas
e os dos lyecus urna concordancia, que podesse as-
segurar a rnelhor preparacao dos candidatos. Ten-
do sido permiliida esta proposta pela reparticao da
marinlia da Tazenda, cada ministerio des'ignou
um certo numero de membros encarregados de o re-
presentar. A escola politochnira, 1 de Saint-Cyr,
a naval eflorestal enviaram seus deputados a esse
roiigresso, iio qual o minislro da inslruccao publica
quiz do seu lado, fazer representar nao s os inte-
resses goracs do ensino nacional, seno os melho-
dos particulares do ensino industrial, por muito
lempo desprezado. A commissao assim constitui-
da, se reuni ao ministerio da inslruccao publica
desde os primeiros dias de junho. Suas sessoes se
[irolongaram sem interrupeo al o fim do mez de
jullio. Suas conferencias, laucando as bases do
pacto que miares boje todas agrandes adminis-
trarnos no rectilaniento do ensino publico, estabcle-
ceram os principios do plano de esludos, que 'fez
peuelar ns menores parlicateridades da insiruc?o
secundaria a reforma determinada- pelo decreto de
10 de abril. V
Todos os membros da commissj) chegaram dis-
postos a favorecer as vistas do governo por meio de
concessocs reciprocas. Os representantes das esco-
las especiaes do governo seriam sem duvida des-
cnlpavcis de considera rom, sobretudo em nossas re-
formas, o inleresse particular dos grandes servil
eos pblicos que estas escolas devem assegurar ; e
se os sabios Ilustres, que eram entao em maioria
na commissao linham cedido tentado de fazer
predominar o elemento scicntifico sobre o litterario,
ningucm talvcz ficou admirado disto. Mas posso
atlestar a vossa Mageslade qge nao baum dos mem-
bros da commissao, que estivesse penetrado, pelo
contrario, do pensameuto de fundar um ensino "e-
ral 11a altura das vcnladciras necossidadrs da socie-
dade inteira. Todas as dssindencias se acabavam
palavra conviceme do vencravcl presidenleda com-
missao, hbil em communicar a seus collegas o
espirito de conciliacao, de que eslava animado.
Quando live decnlenir para concorrer para o re-
gnkiineiito dos pontos mais entestados, nao encoii-
trei por toda a 'parle senti a vontade firme de esta-
belecer nm sysU'ina d edocaco digna ta, Franca e
do vosso governo.
O o que inleresse commum aronselliava era, nao
prolongar dbales esteris sobre a preeminencia das
lemas ou das sciencias, mais por lim ao divorcio
que pareca existir cutre ellas.
Para islo era preciso que na divisao superior dos
lycens, onile essas iam reconcenlrar-se, a seeco das
sciencias eonsagrasse aos exercicios liitcraros 11111
lempo igual ao que ella dira aos esludos scienti-
ficos. Para qne se tivesse a certeza de que esles
exercicios lilleraros soriam graves e importanle-
era necessario que os discipulos da seeco das seis
encas os segiiissem em coiuinum com os discpu-
los, cujo espirito teria sido podo e o goslo apura-
do pelos estados aprofundadps da .seeco das letlras.
Nao era menos indispensavel que'toilos 03 col
nhecimentos, das letlras como das sciencias, que
teriain sido enn,mullicados aos discipulos da seoc.o
scientilica achassem lugar no exame, que devia co-
roa-lo, e que o bacharelado em sciencias, documencio
completo de lodos o&flStrJdos da seccao, fosse exigi-
do, dos candidatos na escola polytoclmica, na de Sa-
invCvi'cnafioresial. Se estas condices fossem
coasenlnlas, podin-s,- ter a certeza de "organisar-se
um ensino, ao qual nao fuliaria ajusta proponjao
ra ,1 educacao de indos os seus candidatos reunidos
quer para as divisoes especiaes do ensino de cada
catllegoria.
Quando se pensa na difinddade de conciliar-sc
todas estas exigencias, admira-se que tenha sido
possivel vonce-las. Foi a obra da dedicaco e do
patriotismo la commissao. Depois das discusses
asmis profundas, ella lomou unnimemente as
resolucoes seguintes, que peco |iermisso de as ap-
prnsentar aos olhos de Vossa Mageslade, porque el-
las contera ns principios da nova organisag) dada
pela liberalidndc de vosso governo parte superior
do ensino secundario.
I.- llavera dez classes.por semana somonte, de
tluas lioras'cada una, sendo feriado a quinta feira.
2.# Cinco dellas serao reservadas sJcltras ; as
outras cinco para as sciencias.
3.\ Os esludos e os exercicios das cinco classes
reservadas as letlras serao communs aes discpulos
da secfto luterana e aos da seccao scienfica da di-
visan superior dos lycus.
4.- Todos os ensinos scientificos serao divididos
em tres lempos, saber. nocoes preliminares; en-
sino propriamente dito ; revisao.
5.- Os esludos scientificos necesssarios para se
apreseniarem aos exames da escola naval serao com-
pletados no fim da classe de segnuda.
-'%. Os esludos scientificos necessarios quer para
se apresenlar na escola de Saint-Cyr e na escola flo-
restal, |ucr para fzer o exame do baeharelado em
sciencias, serao completados no fim da classe de
rhelorica.
7." Os esludos scientificos do anno lgico, len-
do por objecto a revisao dos cursos dos tres annos
precedentes, os discipulos seroaalorisadoia soes-
pecialisarem, segundo se destinaren) s escolas, cujo
ansino se funda as sciencias malhematicas, ou n'a-
quellas cujo ensino lem por base as sciencias physi-
cas e naluraes.
8.- Dobaixo do beneficio destas condices, o ba-
charelado era sciencias ser exigido para todas, as
escolas especias, excepto para escola naval.
9. Com a restriajao expr&sa, na primeira.reso-
lti(ao, na qiiarta classe urna licao por semana se-
r consagrada ao ensino da arilhmetica, o ao das no-
coes mais elementares da geometra.
Em rhelorica se expor em vinle licoes aos dis-
cpulos da seeco sccntflica as nocoes preliminares
do curso de lgica.
10. No exame do bacharelado em sciencias, as
quastes relativas historia versaran exclusivamen-
te sobre a historia de Franca.
11. Ocurso complementario e disincto consagra-
do ao ensino das mallieniatieas especiaes, ser oi^a-
nisailo em Jnze ou guinze lycens cscolbidos e disr
tribuios pelo territorio, ilumalieira que satisfaga as
necessidades do governo e os interessos das familias.
12. 1'arS o fului, os ministros nao publica-
ran mais programmas particulares para os exanies
de admissao as escolas especiaes, que estao em suas
attribui(6es ; esles exames lerao por base as por-
gues do ensino scintifico dos lycus correspondentes
s necessidades dessas escolas.
A commissao apresentar estas condices ao mi-
nistro da inslruccao publica em um rlalorio, rio
qual Mr. Dumas tinha posto a habilidade e o brilho
de seu Ilustrado espirito. Elle.tinha procurado
fazer da educaro classica de universidade um elogio
todo cheio do sentimenio de seus memores modelos ;
elle demonstrara supcrabundanlemente que ncm na
administracjo, nem enlre os homens mais versados
as sciencias physicas e nmthematicas, ninguem ti-
nha podido pensar em sacrificar esses nobres e fe-
cundos esludos da poesa, da eloquenci, da histo-
ria e da philosophia consagrados pela tradico e pe-
lo gonio de uossos pais. '
Dando s sciencias urna importancia difireme da
que Ibes tinha sido precedentemente assignada, o re-
lator cm nomo da commissao, Ibes prescrevia tam-
liem methodos novos. Procurando desembaraea-las
das engenhosas bagalcllas que Jhes tinha alguinas ve-
zes imposto, ello recommeiidava os processos mais
usuacs e mais fecundu,-, recommendav mais a ex-
periencia de que o raciocinio, mais as nocoes posi-
tivas e pralicas do que a ihcoria abstractti. A com-
missao tinha querido apartar do ensino das sciencias
as invesligaces muito sublis e de pouca curiusidade.
Admittio applicarjes e cxemplos tirados dos fados
da vida ordinaria Vor loda a parte ella linha dei-
xado ver o designio de servir a inlclligencia sem a
mortificar, de a desenvolver sera ama menta-la fra
de sua senda.
Para que o paci preparado pela commissao mix-
ta fosse duradouro, importava que as suas coridicoes
fossera escripias com um cuidado escrupuloso e re-
guladas em suas menores particularidades pelos ho-
mens que as lihain consertado. Eu Ihes pedi que
tracassem com a mais exacta precisao os prograTn-
mas dos esludos scientificos, dos quaes linham ilelia
tido o principio e determinado as proporees ; dei
urna pressa em submetler-lhes os programiuas das
nocoes litlerarias, que deviam ser cominiins s clas-
ses mixtas. Desle modo nos preparavam para regu-
lar nao s as materias do ensino, mas o modo por-
que se devia aprescnta-las, e aleo numero, e ainda
jiicsmo a destrihuicao das horas de trabalho .rrinsa-
gradas a cada tima dellas.
V
No momento em que a commissao mixta lermi-
nava seus trabalhos, o conselho superior da inslruc-
cao publica, reunido pela segunda vez, era chamado' concisa,
para os verificar, examinando todos os regulanien-
los destinados a proverem a execueo Jo decreto de
10 de abril de 1852. Considerando-so somonte o
inleresse dos cslabclccimeiitos pblicos, Importara
que o anuo escolar, que chegava ao seu fim, nao so
abrisse oulra vez sem une a admiuislracao livcss,- re-
solvido tortas as quesees que liaziam as familias
em es pee la t va.
Subniclti ao conselho superior, nessa sessao me-
moravol, nao s os meios que o governo propunha
tiara pi'ir em exocugao o systcma. adoptado ua sessao
precedente, mas o plano todo dos esludos, que se
deviam seguiuios lugares.
A religiao, v-tijo ensino o arl. V do decreto de i 0
de abril linha inteiaineiiio associado ao das leltras
c das sciencias, Guau logo a aliene do govumo.
IK?leiminOu-so que as conferencias religiosas soriam
obrigatorias-para lodosos discipulos.intentosc mes-
mo para os externos, que livessem *do admitlidos
no principio do auno ja.'dido de seus pasi ; que
seriara Caitas regularmente todas as semanas pelos
confessores, que dai iam lugar a composicao peridi-
cas e.is mesmas recompensas, que OS outros ensinos
Obligatorios ; que as medidas do ordem seriam con-
certadas entre o provisor e o capelln o submetli-
dasa appioyaco da autoridade diocesana ; final-
mente que a mspcecao oflicial do ensino seria feita
era nome do arcebisjio por seus delegados, era pre-
senca do delegado do ministrada nstruQo publica;
Iguaes medidas de execueo l'or,
os discpulos
Esle reglamela
'10 delicadas, foi approvado sem debate sobre o pa-
reccr dos bispos-, que linbam lugar nocon*lbrJ. Pro-
mulgado |K'lo'decreto- do i!!l do agosto del8o2,
elle obteve urna appovaco universal, 1100 s om
Franca, como no cslrangeiro, ande se affligiam pu-
blicamcnie do nao poderem resolver fcilmente
as mesmas difficuldades. Fui este, de alguma sorle,
o prefacio do plano de esludos que colloqnci sob a
a prolooQo desles sentimenios piedosos e deste ac-
cordo rasoavel.
Para formaro.plano de esludos, nao baslava fa-
zer adoptar pelo consejlio sitjierior as couclasocsdo
relatorio da coramisso mixta as doze docisoos que
ella linha tomado, os programmas que havia orga-
nisado ; oslas importantes medidas se ajiplicavain
exclusivamente seccao das sciencias, sobre Indo
aos candidatos futuros das escolas do governo.
Cttmpri completara organisaco da divisao supe-
rior, e delermnar, ao lado do giverno dado aos es-
ludos communs, aquelle qne esteva reservado ao a-
perfeicoamento dos esludos elassMis e ao desenvol-
vimentodas maces ivaisparticu rmentelitlerarias.
Importava alera disto regular as liinuciosidades do
rgimen da divisao ile gramatj e da elementar,
com maior cuidado'quanto era n V necessario for-
tilicar as raizes litlerarias da edi cao' no momento
em qne, em um de. seus ramot ^penores, se cn-
xertava ousadamenle o ensino t .'ionrias.
O regulamento destas maleri; riadas foi llovi-
do em duas partes essenciacs 5 dous decretos
fiindamentaesdc 30 de agosto 1832. A pri-
meira parte contem o plano di ido ; a segunda
os programmas, que sao o r* ment de cada
urna destas parles.
O plano de esludos fixr los exatamentc
graduados, aos quaes sera os.alumnos das
difforentes classes, marca cada urna dellas
nao s a proporco de exer .0 os /iv ros elas-
sicos que devem ministr: texto ou o seu
exemplo.
Os programmas deten
particular ser tratada, o
gar nella, o ponto de vist
ve ser apresentada. 0
necessidade de urna cer
verificar suas licoes ; mi
comida e regulada, prini
da applicaeo de um sys
os eaprichiis das opinies
desorganisariam e^omp
o successo. Lingu*"**
phia historia, log:
no cada materia
e se deve empro
do qual olla de
tem.sem duvida
ide para animar e
ilierdado deve ser
: quando se trata
o, cuja economia
ticas individuaos
a ni infallvelmente
ues^ivas, geogra-
uitlieniaticas, pby-
s do ensino foram
pontos, por meio
menle e determi-
larefa quolidiana
sicas e naturacs,
reduzidas a 11 m um
das quaes se por at-
nardamaneira ex
de cada pro fes
0 plano d esludos <
mais de um anno as mi
redobrado a dedicaco, d
cipulos, dando, a cada
ta esclarecida .do que dev
do que devem aprender
flanea das familias, qu
seguir passo a pajso a sei
acedentes eslao todos exa^
lem inspirado, posso uzi
seno respeito aos adversan
devenymeontrar, osquaes,
justica o principio da refon
podido duvidar do successo.
Usado assim de anlemo, e
por minuto em um vasto toi
rosas c eucadeiadas. .,.
Tudo foi previsto : tudTap mesmo tempo se re-
novera. Um sopro novo reanimoik cada (.arto do
ensino, e renovou a |ihysiohomia de caila urna das
tres divisoes, que abracara ein nossos lycus as tres
phases da educacao da mosidade.
A divisao elementar, cranosla hoje da stima, e
.oitava classe, comprehendendo precwleiitemente ou-
lras classes annexas ou separadas, as quaes prolon-
gando demasiadamente a detco dds esludos, li-
nham o inconveniente de in Ipifar aos discipnlos um
desgosio invencivel pelas lir xas amigas, que se Ihes
ensilla va milito codo. "
Nao s foramsuppriinid s estas classes parsitas
como se decidi que a divisao elementar, rcduzida
a dous annos, seria no piimeiro consagrado cxelu-
siyamenie leitura, :i escritura, recitaco ntelli-
gente, pralica do cairi >,p. do dNssenholinear, aos
principios de orlhographi da grammalica franecza,
o que o esludo do ltiro ejoitado para o segundo
' se limitara a e: cios sohre as primeiras
grammas eslao lia
todos. Ellos lem
s. o ardor dos dis-
ios primeiros avis-
nar; aos segundos
reanimado a con-
a.dc alguma sorle
na carreira, cojos
deseftliados. El'les
, nao s admiraran
que toda a innovaco
ira mo mesmo com in-
do ensino, nao tem
jando o tem visto rea-
alguina sorle minuto
de prescripcoes rigo-
regras da syntave.
Por esta medida, pro|
te a acabar com o funes!
pooco |>elas familias fra
filbos ainda muito sed'
algumas vezes inveaeivi
mister preparar os esp
pxercieios mais aproprn
ra-infancia. Em vez d
iliaino-ijps principalmen-
abilo, admittido pouco a
zas de arremessarom seus
o meio das difficuldades
lashnguasclassicas. Foi
lepara isto por meio de
s disposicesda primei-
jrimar essas inlelligenci-
as novas, forrando-as^ tocedo a combinar poni-
velmenle as palavras'c
zemos ensinar-lhes lo;
que esl ao seu alcanc
O esludo razoavcl
zado e todava lo fe
progressos nao dimin
lida tiver sido bem 1
preconcettos de urna e
vom atravossar rapidar.
ra entrarem mais oeds,'
sao as que prejuiram v
a sociedad!. Dez an
sarios para acabar o
lycus ; de hoje em
na lingua incgnita, qui-
manejar o inslrumenlo
lHll" UU IHIIII- -ii "om 111.-11 11^,111 UUUIHJ,
Jas de execueo fomn prescriptas para
i dos cultos nao cdMicns reronliecidos.
ilameuJo muilo simples, que resolvia
ngoa maicma tao ilospie-
), abrir o raminho, e os
quando o ponto de par-
dillo. Era dcspeilo dos
rotina. os discipulos de-
e a divisao elementar pa-
s classes superiores, que
riciramenie homens para
se tinhain tornado neces-
W iniciro dos esludos dos
te .se podera completar em
caso de necessidade ci ,^tte annos, como tinha re-
gulado a lei do anno 10. Abreviar o tempo;dos
esludos para augmentar q sua solido/,' poupando
infancia ahorrecimentos bnfadunhos, reanimaras
forcas e o saber da adolescencia, ora cortamente urna
empreza digna de toda soliciltfde da adniiuis-
iracio.
A divisao da grammalica, onde o disdpulodeve
principiar depois de uni^ simples preprAjao, foi
disposta de malo que nirimia vivamente no spi-
rilo da mocidade o (Srtjctcr classico e a importan-
cia graduada das lingoas francesas, latina e grega.
De uin modo contrario s amigas escolas, as quaes
o latim trazia mui yutamente o francez a pos si,
como um apndice,y^tic a, pralica tinlia admittido
sem lhe dar urna orJcn, a universidade reformada
assegurar lingu nacional sua justa preponde-
rancia, tendo-a forfenienle ligada linga, da qual
ella.tira sua energii a sua belleza. Desde a sexta
classe o ensino da grammalica Francez est comple-
to, o da graniniatca latina se adianta bastante para
|Kider terminar nji quinta classe, o de grego 00-
moca entao, de nujdo que conliniio na quinta e aca-
be na quarta. A jrecilaco e a explicacodos aulo-
rcsfrancezesvenrem, acompanhando-os sem iuier-
rupso, o estudo dos amigos. Qualro ou cinco
obras, as quaes a solista m-ia do genio francez be
apresentada debaixq de forma a mais pura e mais
sao poslas as' mos dos discipulos, ao
mesmo tempo que os primores dobra da antiguila-
de ; e para' dar, ainda mesmo ao< principiantes,
nina idea nao s do alto ponto a que a nossa lingua
lem chegado, seno ainda das variaoes suecessivas
que tem seffrido, proscrovemos que so apropiasse a
sua idade, e se depusilns.se em sua memoria, pela
leitura e pela analyse ao menos, quando nao soja
pela recitaco, una selecco dosescriptos dos nossos
classicos. Tambora livemos o cuidado de que,
sem os privar, como se havia mostrado receiar, de
urna vista d'olhos dos nconlccimenlos das sociedades
antigs, mas sein osfaiigarcom as minuciosiilados
de una cfvilisacao, que elles nao piidem' ainda com-
prehender judiciosamente, se appltcasse sen espiri-
to historia o a gcograpbia da Franca. Alm dis-
to, as operacoes pilicas do calculo, cm uso na di-
visao elementar, continuadas as quinta c sexta
classes, vem terminar, durante a quarta classe, em
um curso regular consagrado aos melos da ar-
thraetica e s noftes preliminares d geometra.
Deste modo oss, parte corsiifervel de nossos edu-
candos, que frequenlam o lycu ionio para onsaiar
sita voeacap, e que salioni delles depois de ter per-
corrido as classes de grammalica, poder ao menos
levar para a sociedade, onde sua actividade sera
sem duvida mais empregada do que sua inlelligen-
cia, o bosquejo completo de unta educacao francez
c til.
Entretanto os mancebos que querem seguir at
o fim esludos serios, acham na mesma classe iodos
os exercicios que formara a liase da educarn classi-
ca a mais desenvolvida. Procuru-se al que a
por aquelles que, destinados mais particularmente
s sciencias, terao todava recorrido muilas ve/es .'i
sua nomenclatura, dcfixassedesdea divisao da gfam-
matica. un vestigio inovtinguivel nos espiritos,
gracas recitaco das ,lecadas das raizes grogas,
pie deve sor* dividida enlre a quarta e a quinta
da-----.
Para que os diseipulos se elevasseni pouco a
pouco at a pcroico ideal proseguida, airaros
de urna serie de evnluces encadeiada-, pelas lin-
gua s que tem transmiltido o deposito das liadicoes
do "enero humano, se ordenou solireindo aos nies-
Ires-didivisao degrammalica, que fizessem obser-
var inccssaiilcmcnle a analoga ou difTorcuca dos
processos, das formas, e mesmo das palavia- dos
tres idiomas, por comparacocs que o professor da
quarta classe lie ncarregado de fazer c fecundar ein
unta serie de licoes especialmente desuadas s no-
coes elementares de grammalica comparada. Es-
te curso, onde um de nossos raestres j acliou as-
sumptopara un livro importante, dar a sua ver-
dadeira significaco e seu coroamento indispensavel
aos eslilos grammaticaeiJ, que, dirigindo-se fi
boje mais memoria do que ao espirito, perdiam
ao mesmo lempo sua ulilidade e seu auri^iw.
Bem dirigidos elles pdem vir a ser um dos meios
nlais seguros de inleressar a mocidade nossas puras
bellezas Ja intellgencia, cujo gesto lie ao mesmo
lempo a fonte dos nobres pensa montos e dos bons
costuraos.
llar na divisao de grammalica um ensino o mais
completo que for possivel em si, em tornar mais
mil ainda o.exarae, me o decreto de 10 de abril
linha |Ksto entrada destas classes. A ccriido de
aptido entregue depois desle exame podia vir a ser,
para os diseipulos que icain ueste ponto, una sor-"
lede diploma sulliciente para um grande numero
de enipregos profesnionaes. Elle devia sObreiudn
provar que aquelles que iara passar para a divisan
superior dos lycus, estovara bstanle cultivados,
quer para tomar parte no estudo profundo das let-
lras sera embaracar seu movimento, quer para se
entregar ao estudo particular das sciencias sem dei-
xar enfraquecer ahi essas tradicves de lucidez e de
elegancia que sao como o patrimonio do espirito
francez. 1
A divisao superior foi reforcada nao s qiclos
augmentes numerosos de que "elle se enriquecen,
mas ainda pela renovaco dos cstudos, aos quaes
ella eslava preceden lomen to consagrada.
0ensino deque asdu.s reacces das lettia- e
das sciencias deviam participar juntamente, foi col-
locado na primeira ordem, para tornar mais apa-
rejUe.o tr.raco: commum que subsiste alm mesmo.
da separacao dos doius ramos, e para poder conservar
ntais facilmenie sobre os exercicios de todos os ge-
DJcros, as amigas deiiomiuar/ics de classes de ter-
clira o de segunda, de metoriea e de logrea, as
ulicas capazes talvez d> fazer ouvira urna parte do
pjublico, espantada polo pliantasma de um divorcio
iiteparavel, quo debaixo da verdade secundaria das
aaSpbcaces, ct/.itinun a unidade poderosa da edu- '
ctfcaocda iiiteUigencia nacionacs. Como a com-
raissao raixla o bavia admittido, o ensino commum
iKTtipou um lempo igual ao que era concedido a
cada um dos dou* ornnos parlicjilares; recebeu em
parlilha as licoes da tarde para reservar para os en-
sinos particulares as impressoes mais firmes das
classes da inanhaa. As licoes ordinarias compre-
beodciam o francez, o latim, a historia c a geogra-
phia, o allcmo e o ingle/, o a lgica.
^francez, que desde as classes de grammatiea,
tinha oblnlo a preeminencia, a% conserva no ensi-
no commum da divisao superior! Elle s foniece
o tigto das recilacoes, lie o objecto^ .le ercicibs,
Os f]uaes eomecam na terceira classe para os ge-
neras mais simples, seestendem segunda para ge-
ueros variados, chgam na rhelorica composicao
(lo discurso e analyse litleraria, e terminam >-m
'lgica pelas dissertaco. Pela explicaco dos auto-
res, pela versao, o latim consena sua posico ao
lado da lingua nacional nessas lioes communs, nos
quaes os discpulos da seccao das sciencias rivali-
sam felizmente com os daseoco daslettrae, amolda- '
dos entretanto as delicadezas do todos os outros. exer-
cicios classicos.
0 esludo das linguas vivas, que nao linham um
lugaHwstanie importante no ensino dos lycus, he
imposto de hoje em diante de um modo regulara to-
dos os diseipulos; ellos podonresculhcr entre o io-
glez e o allcmo, desiguaes pola aclivida.le iUoIIto-
lualdas niicesqueas fallan o por nossas relaees
cresceiiles(mellas. *0 ensino destes idiomas-
#envolvc as ires classes do lerceira, de aegnftdae
orica : mas nao esl;i asscmelhado andas, linguas
classicas nem pelos niethodos que a elles se appli-
-ara nem j.elo lempo que se lites, consagra. Nao
sao modelos perfeilos, que se pro|ie admiraeo
dos discipulos, sao instrumentos que se quer pr
ao seu sen-ico, lie nm meio de trocar sen pensa-
menlo com homens sabios indiislriosose' amigos.
As licoes de lsloria que, na divisao de gram-
maca, tem sido reservadas as nanai-iesdosannae-s
nacionaes, sao consagradas as classes de terceira,
segunda e de rhelorica ao quadro geral da civilisa-
co durante otres grandes periodos da ahguida-
ile, da idade inedia e moderna., Aperioiooon-se. o
methodo como o quadro deste ensino. a" redaeen
das Uees tinha tomado outr'ora proponjee to des-
mcdiilas, que os discipulos nao s nao liuham
quasi mais lempo para os outros exercicios, seno
que eilregando-se a este para os appropriarem a si,
se habituavara a violar todas as regras do gosto pe-
la probidade desordenada de.suas reininiseencias.
Pozcmos um termo a essa abundancia estril. Os
profes|)res do historia tora de boje ein (liante, urna
estrada aborta, a qual segu ao lado da dos outros
inestres, sem incorrer no risco de tro pecar nella.
Elles devem dictar um resumo succnto dos 'desen-
volvmenu oraes, que elles apn'sentam Jeptia,
sohre os quaes interrogara a reflexo anda mais do
que a memoria dos discipulos, o dos quao laxen
objecto para os exercitar a escrever eintrmi,
cisos, narracoes, deseripces, retratos, omdera^
propiias, para eulrotoro goslo da composjco littru-
ri" como para Gxar a recordacae dos aconieciwen-
tos e iliisliomeus do passado.
A lgica' obleye ioda a extenso normal Ja ami-
ga Classe de philosopbia, debaixo de um novo no-
me, quo linha a rantagem de lixar exactamente os
seus limites o seu alcance. O plano a quo ella
foi submettida e qne, ouso dizer, oflW tuna pro-
ciso bstanlo rara cm igual materia, ragulou que o
CllrSO lena iiiVV nlmu-ln i.n amh..:. ...:_____
por urna jusla lia (Je atlribuices quesloes mui- liugoa grega, abandonad .-lassos superiores
curso tena por objecto, no primeiro trimestre, 0
estudo do espirito humano e da linguagera: no
segundo, o methodo das diversas onlons ile conhe-
cimentos : no lerceiro, a applicaeo d\s regias do
methodo ao esludo das prineipai's vordniles da or-
dem moral. Nao se conlcntou em preserever aos
proressoresdeque particutaridades deviam eniiipor
case quadro geral do eniendiincnto : foi-lhes orde-
nado que instrtiissem seus discpulos dos arelos
jnovimcntos do pensamenlo, nao como outr'ora por
tengas exposicoes, que sjwiliain por ein evercieio
o espirito do proressor, mas segundo o exemplo
que alguns cxcellentes 'meslres, renoraram de So-
ciales, por interrogasoes qwj, a cada inslante, fa-
zem participar a inlclligencia dos discipulos da
analyse, e por assim fallar, da descoberta das leis
da razo.
Estes esludos formara, o complexo do ensino
commum' seeco das letlras e a das sciencias
Dando;novos indrumenlos aos nossos discipujes,
ellas sao suflicier,;os, nao temo alTinna-ln. para
perpetuar-nicsmo nos lilteratos as Mas traoiccoes
preadas so espirito fianecz.
O ensino particular da seeco das lellras he dis-
tribuido do tal modo, que os discipulos, que o reoe-
bem, pi'lcin nao s reavivar, se he possivel, por
una parlicipacao mais asidua 0 gusto dos estudos
classicos, mas tomar tambera im progresso das sej-
nneias sem inleresse proporcionado s necessidades
de sua propria existencia .- s do espirito geral da
sociedade moderna!
O estudo de latim, que ellos fazoin j no ensino
coraran s duas secones, be -para cites o assumpto
do exercicios multiplicados: aiecilaeao grava nes-
sesjovens espiritos o cunlio dos mais helios genio.-;
o ilionia os habita a recebera sua correco; a vei-
sificaeo os inieja as formas de sua imagiuacao
resillada; i narr'aco e o_ discurso os convidara a
imitar sua precisao, sua gravidade, sttt vehoraen-
cia; a analyse litleraria, olirigando-os a levar o
escalplo ila critica sobre os modelos quasi iguaes
na pureza mesmo do espirito humano, os amolda
sua inspiraoo reflecttd, ao seu enthusiasmo
cuntido.
(1 grego qup parece despiezado enlre nos em pro-
porgues dos esforcos, que se fazera para general isar"
o seu esMudo, ser certamenie rnelhor culiivad..
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quando um gosio decidido nao estimular mais senao jecturou que
DIARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA
DE 1854.
.fcpirilos preparados pela multiplicidade de suas ri-
quexa e pela vivacidado deseu genio. Iliminado do
program.no dasclasses mixtas, elle achaseu verdadoi-
ro lugar e a occasio, como esrero do um renas-
ciraento verdanciro no das classes puramente Ilite-
rarias. Seguidos do hoje era diantc por discpu-
los arastrados por um instincto natural, os estudos
rlassicns deveta tomar um vio, que nao ser em-
bancado mais pela negligencia dos espirito' sem
vocaco; ever-se-ha comessar entre inlolligencias
escomidas cssa nobre emularn, que a lilleratura an-
tiga sabia inspirar but'ora.
Para que nenlium dos vestigios, que a oterna
bellea deixou as tingoas humanas, nao fieasse
estranho a estes discpulos predilectos das letlras,
ordenou-se quetje pozesse ein suas mos conforme
os amigos bahitol do ensino, ao lado dos livros que
"s amigos escrevoram em idiomas pcrfeiios como
presentimento de urna rivilisaeo apurada por cre.i-
cas sublimes, as obras cm que, mesmo em urna
bngosgem desfigurad pela decadencia, a luz da
verdade e a energa da consieiicia fortalecida do ge-
nero humano tem dado um brillio sobrenatural ao
pensnmeiito dos primeiros christiia.
A mesma equidade pesidio a escoma dos modelos
aflerecidos s medtacoes dos discpulos das seceo
das letlras as lleSeS particulares, que descnvolve-
ro para elles o curso da lgica. Seo verdadoiro
carcter da pbilosopliia^lie ser a Iradicao viva da
razo humana muito mais do que o -esforco inde-
pendente da reflexao solitaria, importa confirmar
as verdades que ella demonstra, eos melhodos que
descreve pela autnridade ilos grandes genios, que
ien> regulado a marcha da inlclligencia. Prescnv
ver o estado oflcial desses autores o a aualise do
suas obras, era nao so apresentar os mais perfeitos
excmplos dissortacao latina, quo se nao podia
conservar senao fortillcando-os, era dar principal-'
mente aos nossns discipulos a justa medida nao so
da clevaco, a que devem esfonjar-sc por cliegar,
como tambem do comediraenlo, que devem se impor.
Estes guia* do pensamcnlo, que devem ser sobreludo
os do ensino nacional, tem sido tirados de--todas as
pitases da civilisrjo, de modo que mostrain, entre
os pontos culminantes de todas as pocas, nao as
a maior parle dos discpulos reror-
*
~*.
hyiiotfieses que o sceptiesmo exagera, mas essa var por urna embriaguez estril, se' deve dar-llies
correspondencia continua em que descanca a- cor- o justo sentimento do seu poder, mostrando-lites
taza da razao continuadamente osresulUidos uteis, que tem pro-
Combo ensino das letlras de.via desfrVoUer a diluido, eosmcios aindamis vanlajosos deprodu-
inacao e. eutreter o gosto dos discpulos da sec- zir que ella tem. llepoiscoin um cuidado parti-
rs? das sciennas, pensou-se que o ensino das se* ci.Jarquc,cmeada tundo* tres anuos, em'que a geo-
enciasjaa mdispensavel para entender a observaco metria fui enllocada como a substancia de todo o
. fortalecer.o juizo dos discpulos da seceo ensino scicntilico, se tem por toda a parte pos|0
Mas quanlo mais til pareca que as ao lado dos elementos abstractos que ella combina
setnelas nao Ibes fossem extranhas em nenhuma as obras platicas que olla produz. Tem-se que-
parlc do curso de seus estndos, tanto mais se pro- rido'que, mesmo na sciencia pura por excellencia
curou eommumcar-lh as por melhodos, que nao a applicaeao fecundasse ao nrcsmo tempo a theoria'
jierturbassem as fehzes impressoes de sua educaco Todas as outras scicncias nao parliciparam das
Iliteraria. Seguindo a ordem natural do dcsenvol- formas rigorosas da geometra senao no da em que
vimenlo das facilidades, conduznido pouco a pouco ellas se separaram das nuvens da melapliysica na-
os discpulos da contemplacao de universo expli- tural para medir exaclamenle os nlienomenos, que
rae* das leis que o regem, julgou-s.. que se po- ellas pertendiam explicar. As especulacoes do que
den esdai-ecer seus espirito* sdtn os desanimar. saliiram a physca, a chimk-a e a historia natural,
F.niretanto, como as encas feilas imagem da eslao aiuda muito perto de nos para que se possa
razao humana anda mais do quo a da nalureza, so renova-las com algum piazeroucom algum suc-
fundarn emumtodo de principios geraes, quecumpre cesso. Com ludo, os programmasdestes estudos fo-
ronlie.r antes de poder appreciar todas as verdades rao redigidos de tal modo que as experiencias ahi
particulares, que sao coniseqiiencia.s julgou-se no- tivessem seiupre urna parle importante e dessem
ressano estalielocer, na terceira classe.um curso 'aos discipulos nao s una idoia abslracla de sua
de introduccaoao estimo das sciencias, no qual se marcha, mas nm resultado positivo do sua appliea-
expoharaas noee geraes da geometra e da phy- cao, sobre tudo esta parle da mecnica, que com o
sica, prelimindrcs obrizatoiios de lodosos conhe nomcde esttica, tinlia muilas vezes laucado bons
cnanto* naturaes. Dcpoisjteslas priraeiras oores espiritas fra de seu caminho, representando-lhe o
T* e reeommendava que fossem sensiveis pela jogo das forras sema eonsdcraco do centro em
pr* i, antes que evidentes |>elas ilemonstrac.x's que ellas se produzem, recebeu n'iellioramenios im-
n, prescrev.a-se ua segunda elasse, que se porlantos ; ella foi trazida s noces mais rcaes da
4 finsee a imagmacao dos discpulos alternadamente mecnica physca, a qual nao encara jamis
emas grandezas admiraveis, que a cosmographia as machias .sem involver o calculo do cami-
reteU no eystema dos seos e com a imperceptivcl nho, que ellas tem de percorrer, e das resis-
pequenuez, que a chimca pioseguc na de compo- lenoiasque tem de vencer,
cao dos eorpos. Passar com Pascal do tomo Py-i abr" -t~i|ico,jb- s<
-*r-'u'rversia^ ngua
da ao infinito, be certamente um excreicio fcita
para aprewar o vio do espirito. A historia natu-
ral sera por sua vez, urna auxiliar mil para a
Hasse de rhelnrica. A queni o quadro variado' da
. aatnreza poderia ser offerecido 10111 mais acerlo do
queaos jovens, que se applicam a investigara v-
venlnta do colorido c a pompa da* imagens? Por-
suuva nao he no espectculo magnifico da creacao
que Plmio recebeu o hrillio e Buffou a nubreza
queelonmaramsiias obras?Mas quando a adolescen-
cia paasa do estado da liugoa a do proprio pensa-
meato, quando entrada na elasse da lgica, elle
romera dar a si cont das operaroes do espirito, e
Masivo das furnias mutlaveis da nalureza, a entre-
ver plano invisivel c imutvel ddivina sabedoria,
cntao he tempo que elle se applique llieoria abs-
tracta das sciencias, e conlieca em sua austera pre-
eisio os principios da3rithueca,asdeduecsdageome-
tria.as leisda physca. Emsua marcha mesmo a mais
severa, estas-sciencias tem de hoje em diante para
elle um outro intetessef em ser o das verdades que
Ihe mostram ,com certeza; sao inslrumentosrujo
poder duplica as forjas para as lutos, eni que de-
vem brilhar um da a subtilez c o rigor de sua in-
tclligenda.
Ajarnos discpulos da seccaa das 'lellras serao
iniciadsno estado das sciencias na medida.que co-
v s suas necessi.lades e s suas faculdndes: elles
se elevarao insensivelmeule da observagao dos factos
demonstraco dos principios que os dominam;pas-
sarao como diz a escola do concreto para o abs-
tracto.
O inethoiln inverso conduz do abstracto para o
concreto, e dos principios' iiutavcisda matbematica
s verdades variaveis das sciencas naturaes, os inan-
rebocipie sigam os cursos da seceo scientilica.
Destinada a eslendero dominio das sciencias e por
ellas* campo em que se exerce o poder natural do
homein, importa queseo espirito, nolavel pelo rigor
I d.; sua exatido, possua as verdades scientilices na
ordem de sua geracao, eseja armado ao mesmo te
l>odo principioe do instrumento de todaas des-
ix*ertasuteis.
Panqu estas jovens intelligencas seguindb com
J.
reria a amquart auno de estndos, cujo plano se
tracou de modo que, revendo-se n'clle tudo que se
havia precedcntejnontc cstudado, cada um podesse
recordar com mais ahinco as partes do ensino espe-
cialmente adodtadas na carreira que se propozesse
abracar. Aquelles que, nao lendo ua'essidado de
seguir estos cursos esperiacs, nao assistssem no
quarto anuo o curso commuin do lgica, dc\aiu
receber subsidiariamente, durante o auno de rheto-
rica, as lices necessarias parn os iniciar das leis
do espirito humano, e para hes dar a occasio de
verificar o principio dos melhodos que tivessem
presidido sua educaco.
Nao podemos limitar-nos a responder com
eslas delicaA* combinacoes a todas as ioressidades
variadas da mocidade estudiosa ; grecas aos cuidados
com que a conimisso mixta tinha fixad todas
as |iariicularidades dos piogmmmas do ensino scicn-
tilico, o inetliodo mesjno de cada urna de suas par-
les-foi renovado.
A aritlunetiea tevo de ser ensillada como urna
arte, anda mais do que como urna sciencia. Pa-
ra' mudar os meios os mais subtis de esplicar o
calculo, os discipulos linham acabado por desprc-
zaj inieiramenle o proprio calculo, tanto mais
inhabeis para fazer uma'operacao, quantooro ins-
iruidos cm a demonstrar. As dcias que expri-
mem as reanles das grandezas, sao naturalmente
depositadas nos espirito, antes que o ensino venha
determina-las ; he Instante moslra-las cm seu en-
cadeamento e em sua exaclido, pan que a n*
lolligencia se d cont das ojieraooes, as quae* ellas
conduzem, e que devem ser objecto principal dos
estudos e dos excrcicios do discpulo.
A arillunetiqa lie o instrumento das sciencias :
a geometra lie a sua phlosopliia, a qual apanha
as suas verdades debaixo de sua forma a mais
elevada, cnsina a fivar os seus principios, adedu-
sir as suas consequencias, e que, a este titulo,
lleve com cffeto. nfr em jogo todas as forras especu-
lativas do entcndimenlo.
Porom quanto mais elevadas sao as faculdades
do espirito, s quaes so dirige, tonto Imais certa
deve ser a diroccaoque se lhes d, e discreta a
atvo que se lhes imprime. Em lugar de os ener-
,__ que Ihe lie
proprio ; o .desenlio linear. Nao se quiz cultivar
somonte o goslo dos discipulos eontinuando-se a
ensiiar-llios o desenlio de imiiaco pelos modelos os
mais pmprios a fazer-liies apnoar o bello debai-
xo da suas formas as mais simples; ordenou-se
que os habituassem a trocar Ia\ores, a levantar
plantos e assenlar bem as suas coros, a figurar os
perfise as elevares dos edificios, a reprsenlar os
mvelamentos, fazor carias, a desenliaras machinas,
pan que possam produzir sempre rapidamento e
hxar com certeza as consequencias, que deriam
propor-sea tirar do estudo das sciencias. He por
nwio de todas estas applicaces conbinadas, que
esperamos educar, no reinado do vosso governo
tutelar, jovens que podero perpetuar a suprema-
ca do genio francez na lula fecunda aborta pelas
artes da paz entre lodas as naces do. glho.
Tal he o respcitavel todo de conbeei mentas, que
formn o plano definitivo dos estudos dos lyccus.
Prograinmas transitorios mostraran) cm que medida
elle deva ser applcado s diversas catiegorias de
discpulos, qu*sc achavam em nossos eslabeleei-
mentos, c como, ale o da cm que tivessem percor-
ndo lodas as phases graduadas do ensino normal,
convmha supprir com um ensino complomcniario
a prepraco, que lites podia fallar para fazerem
0 examedobadiarclado.
lima- questao, decidida (peta commissao mixta,
trazida para a discusso no consellio imperial da ins-
truccao publica, fez examinar, se o duplo bachare-
Jado, ao sabir das.dua seccoes da diviso. sujicrior
dos lyecus nao devia marcar, para a ordem das sci-
encias como para a das letlras, o limite extremo
do ensinos recundario.
A elasse de maieuialicas'especiaos linha pareci-
do sempre indispeiisavel para encher a lacuna,
que se tinha dtixado ficar entre o ensino, que.os
lyccus eslava m enearregados de consejar ao nivel de
todas as intelligencas e aquello que a escola polyte-
clmiea e a escola normal davam aos espiritos que
deviam tratar dos methodosos mais delicados e das
verdades as mais elevadas
, das sciencias. elibe-
rou-separa saber-sese estes estndos intermediarios
Buinoo com deveriam ser supprimidos em todos os lycei.se irans-
oa marOia indicada pela nalureza, possam portados para asescolas especiaes, oikc elles oode-
^OSs3nan,,te urna ;,s,a geni de rada sciencia, riam formar urna especie d'e dv is o ,, mtr'
.TlS n,inC,0SI'la'l'iS' "" fina'^nle V^o-slyceusteraahi ganho em pfeciso e to-
rJ^Tlfarn 7'"'" *US PnnC,"S' daS 'as P"" l0 !nsino -' "nodo mais
^^^J^T^tCrmmm^T-^' nMan*Ponderada*. -Mas o recrutamen.o das
J^L sciennhco sena dev.d.do escotas superior do govcn.o teria talvez dinnui-
n^riaS vZ : "^ PJ** 1ens'- d0 **>*** o Hea deseer al aos candidatos., cuja
opropnanKmtedito ercvisao. Uda urna desias vocaco nao livesse sido examinada por provusbas-
lT *,v:a|rreSPn*r"lIto -luan">> ^vcla lame eviden.es. Decidio-se pois que a cla^t
amamo ddferente, de modo que a .nstruccao dos malhemalicas especiaes continuara a ser creseen-
STSE^^T. p0dBroS0 ?ux,l"'rn0Isc' I a.se^o scientifica da diviso superior dos
2T2222: l1nM,mh?nnto voI-unta- "yw^eqoe o progaminasdosto cas* conformo
nica du^^^ -nteI;dl,nBUto'O" Ha da escola normal, serian, para o futuro concitados
vetada. -*n^,m|V5^escla.Wec desenvol- entre o ministro da guerra coda in.strucc.io publica.
m*tos- Para seguir to complelamento quanta'era possive o
. ao pauso que os professores plano, que a commissao mixto tinha proposto, re-
fflsmp da aritlimolica, e tem eoinecado iuzi consideiavelmente o numero dos lyceus, nos
ina, ambos tracados pelas nocies preli- qaes osle ensino especial devia ser dado. 1 elasse
;Ja quart elasse, dio sobre a algebn, sobre de malhemalicas especiaes he una verdadeira escola
)bre a chiinicf. o sobre a historia natu- preparatoria, que deve cm um anno completaros
ral, as loas geraes, que devem [ormai. a4,,troduc- estados dos candidatos .para a escola iiolvteclinica
n* cursos subsoquenles. e para a ^^ norma, Mas co ;jr ffl fim
renda elasse o ensmo da gcomouia se pro- que Ihe he assignado, ella uucr ser organsada com
rompaiinado de suas apphcaoSes praticasja urna riqueza de meios o para um numero dedisri-
i com as nocoes do levantamem,, ^ p|a. pll|os, que se podesse concento.- en. algn pontos.
la projecao dos eorpos, s quaes a trgono- No nteres*- mesmo dos candidatos dos departamen-
sevem reunir. A algebra, a physca, a chi- tos, mais aptos talvez pela simplicidad* de seu espi-
hem ao mesmo mnpo a maior parte ,le seus rilo pan viren, a ser pessoas escolhidas par., as sci-
"^ll0S-, encias elevadas, se quiz tornar mais raras e mais
fcmrbetonca volta-seao mesmo lempo anihme- emcazes.essas escolas provinoiaes desuadas a fazer
a algebra por exercicos de reviso; termina- urna seria concurrencia ao ensino das instimicoes
seo estudo da geometra, de suas applicaoocs, de livres de Pars
K e se faz a reviso geral doste" todo de O alcance dcsta* medidas sem tanta mai* conside-
STnhic, ^. ~raph.a; ravel, quanios ministerios da guerra, da marinb,
Z TJ1 e Z hT"' 3 C'"m,Ca Pad^fa7'e^^1-^'^o publica, maisdirectome,.:
rseloZrrm^f?'?0ti;,n,Ca-1le"f"""3^^ ma\,rgansacao forte e pratica
3^.o^r^1,"IOni,M,lUr",:'a d0SeS,U,1OS WCU,ri"o*,tem determinado-de um
Afim' u>S miar S* CmraUm aCCOr, p,a" de ** <** "ia-
Tormar-se com una das resolucoes tos para as escolas .e.pcciaes do soveruo Por urna
m ma.s aportantes da commissao mixta, .o curso deeisao coUecliva. fei3 de S 1852
do. todo, scientificos foi reduzido atrvannos, qua.ro ministros decretnmqu, mZ
A*oex,g,,m.ue,dade querva sobre o prepostos pela commissao mix. UJSs S
pubtico de lutar om melhodos expedic- cohibo suprior da in^ritoc^p^faZ^ml,
JSSlI" faCatad01"e ^lamavam materia do! exames de admissH^Tescofo uTv
o. Anputosde_ poderem apres-niar mais de urna chuica, na escala norial, na do S.^i ('vr nt
v prore* d.fficc.s do bacharelado em sciencias llorestal, _e_uaWr naval. mSn
e ae. amesmais tamive. ..tapara admisso ci^d1^taTB programmas sen"ocom
^ espaos do governo. Mas se estes tres conson.imenta mutuo dos 'ministros qu^taam
*mm tudo encerrar, compna tambem a sua conveniencia. Ites.e modo, concluido o Z
cojpm Jabonosa, a qual nao tinham, lo en, nome do ntaresse geral entr todas "
Ik todos os soccont,* necessanos. adminstraedes publicas, elle .eslitue a univS
!>o emmmo, enmona eomm.**,io m.xia, se coq- de a'invejado .arrade elevar os espirito*iperiow..
os quaes devem dirigir todos os servicos importantes
do estudo.
Conftuar-s'e-/iO
3
COMMERCiO.
1'ltAtA UO KECIFE 3 DE JANEIRO
. IiOUASDATAHDE.
w Cota?0C9 olliriacs.
""je uso liouveram cot^oes.
,. Al-FANDEGA.
Kendimonlo do dia 2 .
dem do dia 3 ... .
AS 3
1:63l8382
8*279278
21:4.585860
. Detcarrcgom hoje < ie Janeiro.
jarea ingleza Lord John /tnel laixas.
falaclio american. foiamond bacallio, fari-
oliarlmliii-liiulias.
Patacho brasileiroDom Jeiutdiversos Boneros.
Importacao .
Patacho americano /lommbnd. viudo de Ballimo-
re, consignado a M.-l-orslcr & Companhia, muifes-
loo o segrale : 77 barricas forjaba de trigo, 25
qninhas bolachiuha, 2 barri-
sinus consignatarios.
I.AIJO tiEKAL.'
2......2:ftil83.>) Aspesoasqucse propozerem a etla arreraalaro,
778{7j7 coHiparejam na ala das sessies da mesma junta," no
----------------'ha cima declarado, pelo meio dia, co.npelenle-
caixas velas, 400. harriqiinhas bolachiuha, (2 barri-
cas bacalhao ; ao mesinos consignatarios.
CONSULADO tiEKAL.
nendimenlo do dia 2
dem do dia jt
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kendunenlo do da 2......
tyem do dia 3.......
2:830S!I2
3J8993
1 f 0181.58
50I5I
Exportacao .
" Baha, patacho brasileiro.Santa Cruz, Ae tOI 3ii
toneladas, conducto o seguinle : 300 barricas fa-
milia de Irigo. 400 ditas bflallin, 10 caixoes espin-
gardas, 4i sacras cera de carnauba, 39 caixas garra-
fas de vinho, 3ditas clcheles. 7 dilas chapeos.
Biienns-Ayrrs por Monlcvidiie, brigue lirspanbol
ilniarclia, d 300 loneladas, condtizio o seguinle :
1.200 barricas com 13.6.5 arrobas e 31 tibias de as-
sucar.
ttECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAESDEPERNAMI1LX0.
Renilimenlo do dia 3 .... 8<)Llifi<
CONSULADO PROVINCIAL.
Krndimenlo do dia 2..... 3:3509699
dem Uo dia-3 ........1:o^pH3
1:9313342
MOVIMENTO DO PORTO.
yaci fallido no dia 3.
LisboaBrigue. porluguez Encantador, capiiflo Ber-
nardo Angosto Lopes, carga assucar. Passageiro,
Jo3o Jos Mandes de Oliveira.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincia
em imprmenlo da orden, do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico, qus no dia 23de
feverciro prximo vindouro, vai novamenle a prara
para ser arrema.ada. a quem por menos fizer, a obra
dos colicerlos da cadeia da villa de (iaranliuns. ava-
hada em 2:2495240 rs. A arremataran ser taita na
forma dos arligos 24 e 27 da tai provincial n. 286
de t7 de msio de 1851, e sobas clausulas especiaes
ahano copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaro.
comparecam na sala das sessoes da junta da fatanda
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E fiara constarse mndou aunar o presente e pu-
bjiwlr pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dozembro Antonio Ferreira da.tnnnnciafUo.
Clamulat especiaes para a arremalticflo.
1.Os concert da cadeia da villa de (iaranliuns,
V*8"*'"10 de ^ofomudade com o orcamenlo r.ppro-'
vado pela directoria em conselho, e apresentado a
approvacaodo Exm. Sr. presidenta, na importancia
de 2:2495280 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no -pra-
zo de dous mezes, e deven conclui-las no de seis
mezes. ambos contados na forma do arliso 31 da tai
n. 286.
3." O arrematante seguir nos eus Irabalhos ludo
o que Ihe for.determinado pelo respectivo engeulici-
ro, nao s para lioa cxccucao das obras, como em
Ordem de niio inulilisarao mesmo lemiio para o ser-
vido publico todus as partes do edificio.
p^a^Mtpagamenlo da importancia da arrematarlo.
lerunnMaMm Ires prestarocs iguaes ; al., depois
de taita a Ntade da obra ; a 2., depois da entrega
provisoria ; e* 3.', na entrega definitiva.
5.a Opraxode respousabilulade ser de seis me-
na -y -^J(_
'. Para tndsinfuc nao estiver delermintia^in*
prsenles clausulas nem no urramenln, segiiir-se-!
o que dispoe aretpcilo a le provincial n.286.
Coo>nuc. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaefio.
. "* O i. Sr. iuspeclur da thesouraria provin-
cial, em cumprimeiito da resolucao da junta da fa-
zenda, mamta fazer publico, que no dia 20 de janei-
o prximo vindouro,vo novamenle a pra^a para se-
ren arrematadas a quem por menos fizer, as obras
necessarias a fazer-sc junta ao arude de Caruar.
avahadas em 1:9808000.*
A arremetacao ser taita na forma dos arts. 24 e
27 da tal provincial o. 286 de 17 de maio de 1851,
e sobas ca usutas especiaes abaixo copiadas. <
As pessoas qne se propozerem a'esta arremalacao,
coirtparerain na sala das sessoes da mesma juntado
da acuna declarado,' pelo meio dia, compcteille-
menle habilitadas.
E para constar se mamlou afiliar o prsenle e nu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
- Antonio Ferreira da .Innunciacao.
-Claumlax cl&ciae* para a arrematadlo.
1. As obras necessarias a tazer-se junta o arude
de Laruaru para evilar-se as (llracoes. serflo execu-
ladasdeeonfornudadocomo orramenlo apurovado
pela d.rerl:-------------
serao executadas de conformidade com a planta per-
Id e orcamento, approvados peta directoria em coo-
scllio. esuhmellidus a approvarau do Evm. Sr. pre-
sdeme da provincia, iinporlaudo em 9:32G978.
2. No prazo de 30 das o arreroalaule dar prin-
cipio as obras, devendo conclui-las no de um anuo,
ambos contados de conformidade com o art. 31 da
le provincial n. 286.
3." A importancia da arremalacao ser paga em
qualrn preslarors iguaes ; a primeira quando liver
a terceira parte das obras concluidas; a segunda
quando liver os dous lerdos; a terceira quando liver
l'eiln a rnlrega provisoria;' e a ultima linalmenle
na enlrcga definitiva.
4. Para ludo quanlo nao estiver determinado as
presentas clausulas ou no orramenlo, segur-se-ha
o que dispOe a tai provincial n.- 286. Conforme.__
O secretario, Antonio Ferreira iTAnmtnciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da proviucia, manda fazer publico, que no
dia 26'deJaneiro prximo vindouro, vai novamenle
a prara. peranle a junta da tazenda da mesma Ihe-
souraria, para seren arrematados a quem por menos
tizer, os Irabalhos da ronservaro da estrada da
Victoria, avahados em .5:5175600.
A arremataran ser feila por lempo de nm anno, a
contar do dia em que o arrematante lomar coula
da estrada, e sob ascondices abaivo copiadas.
o presenta c
. coiupeleule-
mente habclitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial' de Pernam-
Imco 17 de dezembro de 1853. O secretario, a.
Ferreira d'Atnaneiacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." Os Irabalhos da conservarlo permane'nleda es-
Irada da Victoria serio execulados de conformidade
com o orramenlo approvado peta directoria em con-
selho, apresentado a approvar-ao do Exm. Sr. pre-
sidenta da provincia, pelo lempo de um anno, e na
importancia de 5:5175600.
2. O pagamento da #nporlanria d'arremalaro
sera dividido em prestarocs mensaes de urna duod-
cima parle, visla do cegilicado paasado pela di-
rectoria das obras publiensP
3. Para ludo o que nao estiver determinado as
prsenles ctauutas e no orcamculo, seguir-se-ha o
que dispOe a tai provincial n. 286.Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira d'Ahnunciaciio.
O I|lm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, ein cumprimenlo da'ordem do Exm. Sr. presi-
denta da provincia, manda fazer publico, que no
dia 19 de Janeiro prximo vindouro, peranle a jun-
ta da tazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arre-
malar a quem por meuos fizer, n obra dos concertas
da _cadeia da villa de Scrinhem, avahada em
w i o'ijt?. ai
A arrematarn* ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da Ici provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam-na saladas sessoes da mesma junta,
no dia arima declarado, pelo meio dia, compelen-
lemcnle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pemam-
buco, 17 ile dezembro de 1833. O secretario, An-
tonio Ferreira d'.litiiuncinre.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
I. Os concertas da cadeia da villa de Scrinhaem
tar-sc-hao de conformidade com o orramenlo. ap
provado pela directora em conselho e apresenta-
do a approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia do 2:7505000.
2. I) arrema.anta ilar principio asobias no pra-
zo de um inez, e dever conclui-las no de seis me-
zes, arabas contados na forma do arligo 31 da tai
n.286.
4.a O arrematante seguir nos Irabalhos ludo o
que Ihe for determinado pelo respectivo engenheiro,
nao s |iara boa exerurao das obras, como em or-
den! de nao inulilisar ao mesmo lempo, para o servi-
S0 publico,lodas as partas do edificio.
4. O pagamento da.importancia da arremalacao
lera lugar em tres prestacies Iguaes: a primeira e-
pojs de talla a metade da obra; a segunda depois da
entrega provisoria;e atarceira na enlrega definitiva.
5.' O prazo da responsabilidad!! ser de seis
mees.
6.> Para Judo o mais que nao se acba determina-
do as prsenles clausulas, nem no orramenlo. se-
guir-se-ha o que dispoe a Ici provincial n. 286.
Conforme. O secretario Antonio Ferreira d'An-
nunaacjSo.
O Illm. Sr. insperlor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo do ordem do Exm. Sr. pre-
sidenta da provincia de26 do crlenle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle a prac;a para ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra do mellioramento do rio
de'ioianna, avahada em 5016005000. .
A arremalacao ser taita na forma dos als. 24
27 da tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
wAsjiessoas que se propozerem a esta arremalacao.
rgii)|iare^m" "a sala das sessoes da mesma junta
no din aciftBan^a^yi,! j-,||-| irniinafa, iulMliln
teniente habilitadas. ,
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro do 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras do mellioramento do rio de Goianna
tar-se-hao de conformidade com n orcamenio, plan-
tas c perlis, approvados pela directora em conselho,
e aprcsenlados aappiovajo do Exm. Sr. presiden-
ta da iirovincia, ua impurlancia de 50:6009000.
,2. O iirremalaiile dar principio as obras no pra-
zo d Ires mezes e as concluir uo de Ires anuos,
ambos contados pela forma do arligo 31 da tai n.
286.
3. Durante a execur,So dos Irabalhos. o arrema-
tante ser obrigadn a proporcionar transita as cano-
as e barcacas ou pelo canal novo ou peta trilito ac-
tual ilo rio.
4." O arrematante seguir na exerurao das obras,
a ordem do Irabalho que Ihe for determinada pelo
engenheiro.
5.a O arremtame ser obrigado
SirffSTtw T consel.l'1 c apresentado a' 'appro- fim do primeiro uno^ao" m'euos'.'a quata^p'rte das
rliVlL ; Hu,.SSs"Jerte da l,rovil,cta a im- obras prompla e outro tanta no fim do segundo an-
porlanca de 1:98SO0O rs.
2. As obras principiarao no prazo de um mez c
lermiuarau no de dous, coulados coutarme o art. 31
da le n. 286. '
3. A importancia da arremalacao ser paga em
duasjirestaces iguaes, sendo a primeira quando
liouver tallo a metade das obras,easegunda na occa-
sio do lecobimruto.
4. Para tudo o mais que nSo esl especificado
oas presentes clausulas, segair-se-ha a tai n.286.
Contarme.O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
.OHIm.'Sr. insperlor da thesouraria provin-
cial, cm cumplimento da ordem do Esm. Sr. pre-
sidente la proviuca de 20 do correnta, manda fa-
zer pui, ,eo, que nos dias 3, 4 e .5 de Janeiro prxi-
mo vindouro, peranle a junta da fazenda da mes-
ma Ihesouraria, se ha da arrematar a quem por
menos fizer a.obra da pintura e. alcalroamenlo da
pop le da Boa v. isla, avahada cm 7718232 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos24
e27 da .tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
romparecam ua sala das sessoes da mesma juila
ios das acuna declarados, peto, mcio-dia, cumpe-
lenlementa habilitadas. .
E para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
Dlicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio terreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
l. A Pintura da ponte da Boa Vista era taita
de conlorinidade com o orramenlo apresentado
nesla dala a approvao do Exm. presidenta da
provincia, no importancia de 7715232 rs.
2. Ser principiada no prazo de 15 das, c linda-
ra no de ,0 das, contados segundo o regulamenlo.
S. A importancia desla arremalacao ser paga
em urna s preslacao quando a pintura estiver con-
cluida, que sera recetada definilvamenta.
4. Para ludo o mais que nao estiver determinar
do as prsenles clausulas seguir-se-ha o que de-
"m,na,.a 'ei Provincial n. 286 de 17 de malo de
itiji. conforme. O secretario Antonio Fer-
reira da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cnl, em cumprimenlo da rcsuluro da junta da ta-
zendo. manda tazer publico, que'no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenle a prara para
ser arrematado a quem mais der. o rcndim'enlo do
miposlo do dizimo do gado cavallar nos municipios
allaixo declarados:
I.imoeiro. avahado anr.ulmenle por
Brejo, por
Boa-Vista e Ex. por
58-5000
508000
pu-
_. segundoi
no, e rallando a qialquer dessas condiroes pagara
urna multa de 1:0005000.
Contarme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm. Sr. insperlor da Ihesouraria provincial,
em cumplimenta da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia de 3 do rorrenta,manda tazer publico,
que na dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
vamenle a prara para ser arrematada a quem por
menos lir, a obra do acude do Buique.avaliada em
J:. 1005(1!)0 is.
A arrenialacao ser feila na forma dos arls. 24 e
2/ da tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arreinalaro,
comparerain na sata dassessiies da mesma junta, no
da acuna declarado, peta meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar opreseulc e
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 14 de dezembro de 1853.O secretario,
, A. F. t Annunciacao.
ClautiUas especiaes para a arrematacao.
1." As obras do arude do Buique sera taitas de
conformidade com a planta e orcamento approva-
dos pela directoria em conselho, e apresenlados
aj>provar,3o do Exm. Sr. presidenta da provincia
importancia de 3:3008000 rs.
2." Estas obras deveto principiar no prazo de 60
das, e serao concluidas no de dez mezes, a contar
da dala da arrematarlo.
3. A importancia desla arremalacao ser paga
cm tres prcstacfics da mnucira sesuinte:a primei-
ra dos dous quintos do valor total, quando liver
coocluido metade da obra; asegunda iauai a pri-
meira, depois de lavrado o termo djhrccebiraculo
provisorio; a lerceira linalmenle de umlSinto depois
do rendimiento definitivo. .
.' ii arrematante ser* obrigado a communicar
a repartirlo das obras publicas con. antecedencia de
30 das o dia lixn, emque Icm de dar principio a
execurao das obras, assim como Iralialhar seguida-
menta 15 dias, aliin do que possa o engenheiro en-
carregado da otara assslir aos primeiros Irabalhos.
5. Pora linloro mais que nao esliver especificado
as presenta'-, clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira O Ulna, Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente ila ineia de i do correle, manda fa-
zer publico, que mis dias 7, 8^ 9 de fevereiro pr-
ximo vndopri), peranle jefata da tazenda da mes-
ma Ihesonrnra, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizer, a Obra do acude na Villa Bella da romar-
i.i-v i-ia i- tvu. jo.jjwkx) ,' "DU,' cune na vina Helia ila rom
A arranalacao ser feila par temno de tres aunos ** ***&&&*&**. avallada ein 4:(K)'i5O00 rs.
m5fi"ar d0 1- de --111- ,le-.18''>:, :) 'le junho de
Os licitanles compareram na sala das scssfies da
mesma junta, no dia cima declarado, peta meio da,
rom seus fiadores compcleiilemenle habilitadas.
fc par constar se mandou aflixar o iireseulee pu-
blicar pelo Diario. '
.Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco I de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
t Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
denta da provincia de 14 do corren tu, manda fazer
publico, que nos dias 10, 11 e i> de Janeiro prxi-
mo vindouro, se ha de arrematar a quem. por me-
nos fizer. a obra do sexto lauco da estrada da Es-
cada avahada em 9:3265278.
A arrematacao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da tai provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sol as clausulas especiaes abaixo declaradas. *
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
coniparccam ua sala das sessoes da i una da tazenda
da mesma thesouraria, nos dias eima declarados,
pe > meio dia. compelenlemcuta habilitadas.
15 para constar se mandou aflixar o presenta e pu-
blicar peta arto. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de Pernamhuco 16. de dezembro de 1853.__
O secretario. Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a otrrematacito.
1 As obras do sexta tanco da e -,rada d Kcada
A arrema! lefio ser, taita na forma dos ai. 24 c
27 da let provincial n. 286 de 17 do maio de 1851,
esob as clausulas esperiaes abaixo copiadas.
As pessois que se propozerem a esla arremata-
ran, comparec.im na sala dassesoes ila mesma jun-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
lentamente ha bebladas.
E para mutilar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco,24dedei.cmbro de 1853.O secretario,
-4M/0M0 Ferreira iVAnnunciacao.
Clausulan especiaes para a arrematacao.
I,a As obras desle arude sero taitas de confor-
midade com as plantas e osamenta, appresontados
nesla dala a approvacao do Exm. presidenta da pro-
vincia, na importancia do 4:0O4JHKX) rs.
2. Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e rao concluidas no de 10 mezes, acontar
conforme a tai provincial n. 286.
3." A importancia desla arremataran ser paga
em Ires pres.aciiet da maueira seguinle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido amcladedaohra ; a segunda iguala primei-
ra, depois de lavrado o lera. de recebiineulo pro-
visorio ; a Jerceira linalmenle, de um quinta depo-
. do recebimcnlodefinilivo.
4. O ariemalai le ser obrigado a communicar a
repartan da obms publicas, rom antecedencia de
30 dia, o da fin em qne tem de dar principio a
exerurao ilas olnis, assim cuino irabalhar se-
guidamente durante 1.5 dias.afim de que possa o en-
genheiro encarregado da obla assislir aos primeiros
Irabalhos.
Sr. Guilherme da Costa Correa Leile, por este nao
precisar por mais lempo de seus serviros, fallara a
--- A i um dever sagrado, qual be o da gralid'o, se por mel
..". lara Indo o mais que noesfrver especificado' desle jornal nao desse um tastamunho publico do
is presentes clausulas, segur-sc-4t'ao que determi- quanto se ach
na a tai provincial n. 286, de 17 de nftio de 1851.
Conforme. O secretario, Amonio Ferreira
d' Annunciacao.
DECLAKACG ES.
COBBEIO DE PERNAMBUCO.
O brigoe brasileiro Firma recebe mata para o Ro
de Janeiro no dia 6 do correnta.
Annuncia-se peta mesa do consulado provin- -os.1
cial, que os 30 dias ules para a cobranca da decima '"T (lc "
bocea do cofre dos predios urbanos das freguezlas' se,ls <')*!
desla cidade e da dos Afogados, se finalisam no dia
9 de Janeiro vindouro.
Paquetes france/.es a vapor, entre Marse-
H.a e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
l'-Atenir, desuado
a sabir de Marselha
para a Babia e Rio de
Janeiro.espera-se ues-
te porta hoje.
I'assagcn para o Rio de Janeiro, enmara, de re
200 francos, cmara de proa 150 francos. ,
Passagem para a Itahia, cmara derclOO francos,
cmara de proa 7.5 francos.
A comida e os violtos estao comprehendidos nes-
les precos.
Oucm pretender dirja-se ao escriplorio de N. O.
Beber & C. ra da Cruz n. 4.
a penborado para com esta senlior pe-
las nianeiras urbanas ecavalleiras com que sempre o
tratan durante o espaco de sale mezes, que esleve em
sua easa. Recita 3 de Janeiro de 1854.Francisco
l'ereira de Barros e Silva.
Offerecc-se urna mulher para criar algum me-
nino empediilo : quem precisar, dirja-se ra das
Cruzes n. 9. -
Banco de Pei-nambaco.
Em rumprimenln da rcsolcito que abaixo segu,
da assemblca geral do banco de Pernamhuco, para
levar .1 efleilo o complemento do-capital de dons
mil conlosdoreis, orespeclivoconsetho de dirccro
convida aos Srs. accionistas, a realizaren! de 2 ale
lo de Janeiro prximo, a entrada de 20 por cenlo
sobre o numero de acroes, com que a mesma reso-
lucao lhes permiti ficar.
Banco do Pernambuco, 22. de uovembro de I853.
O secretario do conselho de direccao, .taao /o;ta-
co de Medciros liego.
Itesolucao:
A assembla geral do banco de Pernambuco, reu-
nida cm sesso extraordinaria, aos 26 de selemhro
de 1853, resolveu adoptar as propostas oflerecidas
pela dirccr.lo do banco, em data do 1 de agoslo,peta
forma seguinle:
Arl. !. O conselho de dirccro fica anlorisado a
levara efleilo o augmenta mximo do ca pilal, de-
cretado pelo art. 2.- dos estatuios.
Arl. 2." As respectivas arenes serao distribui-
da.-, proporcionalmenle por lodo os sens socios.
Art. 3.. A cobranca do importa das arrr.es sera
realisada segundo as precivew da caixa, por de-
leheracfio do conselhii de direccao.
Arl. i.- Oronselho de direcrao vender por con-
la.do banco, as acroes que nao tarem realisadas pelos
resneclivosaccionislas, nosprazosque forem marca-
do, dio podendo todava vende-las por preco menor
do que o par.
Sata das sessoes da assemblca geral, em 26 de se-
lembro de 18.53. Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanti a"Albuquerque, presidenta. Jos Ber-
nardo GalrSo Alcoforado,i.- secretario. Anto-
nio Valentim da Silea Barroca, 2.- secretario.
Esl conforme. Joo Ignacio de Medeiros Re-
g, drerlor secretario do conselho de direccao.
A capitana do Porta desla provincia querendo
ilar evrrncao a- ili-posicoes do regulamenlo das capi-
tanas, manda publicar para couliecimciilo dos inte-
ressados o artigo 13 que diz assim : Ninguean po-
ner tazer atierros ou obras no litoral do porto, ou
ros navegareis, sem que tenha oblidn licenrn da c-
mara municipal, e pela capitana do Porta seja decla-
rado, depois de feilos os devidos exames, que nao
prejudicam o bera estado do porta, ou nos os cstabe-
lecimenlos nacionaes da marinha de guerra e os lo-
gradouros pblicos, sob pena de demolieo das-obras,
e inulta alem da indemiiisacSo do damno que Uve-
causado. Capilania do Porto de Pernambuco 3 de
Janeiro de 1853.O capilao lenle, hliario Antor
nio dos Santos.
O arsenal de marinha admitle os operarios se-
guinles: Para a officina de carpinteiros, dons apren-
dices de sexta elasse, dous ditos deselima dila ; para
a de carpinas, dous mancebos de lerceira elasse, 3 di-
tos de quarto dita, .dous aprendi/.esTle quinta dita, e
um dita de dcima dita ; para a de calafates, um
mancebo de lerceira elasse e um aprendiz de decima
dita ; para a de policiros, qnalro aprendizes de nona
elasse : para a de.pedreiros, um aprendiz de stima
elasse, e viule e dous serventes livres. Secretaria de
inspec^io do arsenal de marinha de Pernamhuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoe.1 Ambrozioda Conceicao Padilha.
^KIW"
T4
2
Instrucrao elementar.
Jos Bernanliuo de Souza Peixe professor parlicu-
insirui cao elementar, previne aos Srs. pacs de
luuinos, que no da 16 do correnta cometan, os
exercicios de sua aula, na qual continua a recebe*
alumnos nSo s para seren lercionados as materias
proprias doestabelecimenln, mas tambem ua lingua
franceza. As pessoas quesequizerem ulilisar do seu
presumo, dirijam-sc ao largo do Trro, sobrado,
n. 139.
Attencao porttigueze.
Em os difl'erentes jOruaes de Portugal, tem viudo
publiradus muilos arligos conlra a aliciarao da genie
porlugueta.e entre elles bastantes de Pernambuco,
cuja lei.ura se rccommendan, e ao: lias licestas
Populares quarto volume ns. 26, 34, 3.5 e e na
L nkersal dcimo primeiro volume, ns. 2. 3, 4, 9,
26 e 32; 12'. volume n. ), oude se adiar tam-
bem as dillereules penas applicadas as* capiles li-
nos de navios.consignalariu e allicia lores, peloouro
de to rcvollanle trafico, e a todos aquelles qne no
caso de refrea-lo, cuncenlem com escandaloso cy-
nis.no.
HOJE i DEJAVEIRODE 185^.
SEGUNDA RECITA DA COMPANHIA JUVE-
NIL TALIENSE EUTERPINA.
Subir a scena o sublime melodrama-scmisacro
pastoril que se intitula
\ REVELACAO* DO NATALICIO
DO
3
Dividido em 2 aclos e 6 quadrps.
DESIGNACO DOS OUADROS.
Acto Acto 2..
1..A revelacao. 4. A jornada.
. 2. O convita. .5. A adoraro.
:L A rennigo. 6. O feslejo.
A aerilo succede tfa*Juda, nos arrabaliles ila ci-
dade de Belem, lendo principio em nma berdade. as
11 'j horas da nuile de 24 de dezembro do anno
4004 da rrear.lo do mundo,, na nuile seguinle ao
completar 24 horas.
' A poesa, a music, a dansa, e as deeorac,Oes. sao
proilucres dos Srs. Modesto F. C. Canna-Barros,
Oresles. De-'Vccrhy, e Dormitas. O autor do poe-
ma, de acco 'o Com os oulros artistas se esfon-ou
em desen^ot/er o bom goslo e novo eslylo nos di-
versos pen-anienlos, e |n|ns essenciacs em que
se fuudam o nexo'e mudado do lugar e da aCflo.
Na ra de Sania Isabel n. 13, casa do actor Sania
Rosa, estao expostos a venda os bilbetcs, cnodiado
expeclaculo no escriptorio do tbealro, pelos preros
segniiles:
Camarotes de 1. ordem para nma rerila ffjOOO
85000
59000
39000
230(10
iSOOO
600
Oaulor do melodrama, lendo omillido algumas pas-
sagem nteressantes, para nao torna-lo muito exten-
so, esta resolvido, a pedido de muilas pessoas, lva-
lo scena, da presenta recita em diantc. tal qual o
eompoz.e ornado com mais algumas novas cantorias,
dansns, etc., ele.; assim como reunir na repre-
sentaran aquelles quadros que a uuidade da accao o
periniliir, afim de dar-lbe mais brilhautismo.
N. B. Em virtnde de se eslarem preparando cer-
los arranjos para melhnr desempenho do melodra-
ma, foi transferida a sua represenlarao para O dia
cima marcado.
Casa de commissao' de escravos.
Na ra Direita, sobrado de 5 andares,
Mefronii: do bceo de S. Pedro, n. 5, re-
cebem-e escravos de amlios osse\ospara
se vender de commissao, rio se levan-
do por esse trabalho mais do que '2 por
eento, etem se levar coi isa al;uma de co-
medorias, oH'ei-ecendo-se para isto toda
a seguraura precisa para os ditos, es-
cravos,
Roga-se encarecidamente ao Sr. Joaqun. Bap,-
lisla Moreira, a bondade de declarar rom a'maior
puhlicidade. que nao mais taz parta da commissao
direclora eucarregada de levara eltalo o funeral pe-
ta passamenlo da senhora II. Mara II rainha de Por-
tugal, vista romo depois dos ("--raudalosos tactos que
se deram acerca dos passaseiros do patacho Arro-
bante, v indnda Iba deS. Mtaue!. sua mere po con-
reito da m.iioria dos qu subsrrevram para esse pie-
duso fim. niio pode, nem mesmo no carcter do sim-
ples particular, ler ignorancia em nm ueuorio em
que lomam parle os corares (Miilaiilropos. Kepeli-
mos: esperamos que o Sr. Moreira convenba com-
nosco afim da sua entarferencia, oinda que pa; iva,
nao oltcreta troperos a realisarao desse acta de ver-
dadeira piedade chrisla.l'm portugus.
D. Luiza Annes de A mirado Leal e sua ma-
nas D. Senhorinha de Asseca Bilancourl o D. The-'
rea de Jess Leal, continuama receber cm sua aula
alumnas tatemas, meias pensionistas e externas, pa-
ra o que a casa lem bons commodos. Nesla aula en-
sina-se i> lr, esereverecontar, graramalica nacional,
arilhmelica, francez, inglez, msica vocal e piano,
dunra, dnulrina chrisla, coser, corlar, labyrinlbar,
marcar, bordar de seda de matiz, de ansio, de froco
ero (atacares, de tapeto e de laa em vestidos, e ou-
tras obras de cacund; os pais que as quizerem hon-
rar, licarao satstailos pelo augmento -que ellas to-
rio, epelo disvello rom que ellas serao (raladas, para
o que os prelendenles poderito diricir-se ra de
Sania Rila iou do Fagundes) sobrad de um andar
n. 5. quem vem da ribeira o sesundo soDrado, ao p
do de varanda encarnada.
D. Loiza Annes de Andrade Leal faz sricnte
aos pais de suas alumnas, que a* ferias findam-se no
dia 10 de Janeiro crrenle,e que abre aula no dia 11
do mesmo mez.
Domingo, 8 do coi ren le, lera lagar na malriz
de Santa Antonio do Recita a solemne fesla do Sr.
Bom Jess da Boa Senlenra, com vsperos e Te-l)e-
um l.audamus. as \esperas ao meio itia, bem como
emlodaa feslividade. serao execnladas em grande
nrcheslra bollas e variadas ouverluras; e es.arao ex-
postos v euerarito dos fiis na sacrslia da referida
igreja os passos do mesmo Senlior, desde o borlo al
a ressurreirao.
Os scnhnres que assisnaram os Mrtires Per-
iiamburanos, o assim cnulribuiram para sua impres-
sao, se quizerem adaolar a leilura dclles, podem
iiiaudar receber. 10 formas (80 paainas) que se acham
impressas, mandando seos recibos para nelles se fa-
zerem as competentes dcclarares.
Quer-se alujar unta ama secca, forra ou capti-
va : na ra da Senzata Velba n. 134, segando an-
dar.
A'visla da indlgnaco geral de que se possui-
ram lodos o.< porluguez'js, e mesmo muilos nacio-
naes. (jusliea Ihe se,Jei!a"i do modo porque se hou--
ve o cnsul pory^tun'TOtacgocio do patacho Arro-
ffa'ie-j!i!s-4tecrivel qnelafllVPorlusuez algum lo
degenerado e servil, que se valflad" da cxponlaneiita-
-*rtTcom que lodos se tem prestado^P se vao prestan-
do a assgnar urna representadlo comta esse inesin
cnsul, a enverla cm beneficio.seu.
nao lire um queo detanila, ese preslea_____
sa algunia a seu favor. Esperamos em Dos e nesses
compalrotas dignos de venerarlo de lodos os porlu-
goezes que levaran, o uegocio ao fim para recuar em
laes occasies. Seriaomais degradante possive. As-
sim o pensaL'm portugttc;.
No da 2 de uovembro do anno prximo passa-
do, Ingio do Sr. Jos Antonio Barros, da villa da
.Granja, provincia doCcar, um seu esrravo, mulato
trigueiro, de nome Luiz, filho de nina escrava do mes-
mo senlior, chamada Benedicta, estatura regular,
cabellos crespos e arruivados, rosto oval, nariz gros-
so, bocea regular, lendo um' detile superior quebra-
do pelo meio, lem signaes de chicle pelas nadegas,
os pes chatos, e Irazia oni ferro no pescojo ; levnu.
dizem, carta de guia on passaporte, ludo falso. Este
caervo he oflirial de pedreiro : quem o pegar r
bem recompensado, entregando-o a Antonio de Al-
meida Ciftmes g Companhia. na ra da Cadeia do
Recita n. 47, primeiro andar.
Avisa-se a quem Ihe for oOerecido, 5 prancbocs
de amarello. com diversas marcas ABA ,V, ou algu-
mas destas snmenlcs ; os quaes foram turlads, es-
tando n'agua, junio ao caes do trapiche do Ramos,
na noile para aiiuuihecer no dia 29 do passado mee,
que os uao compre, e avisar ao seu ,.lcgilimo dono.
na serrara do aterro da Boa-Vista n.t, q|ie sen
generosamente gratificado, e na baveudo aviso, e
sendo adiados, como j estao pessoas encarregadas
para se descubrir, onde estivereni prolesta-se empre-
ar lodo rigor da tai. .
Paga-se gefterosamonte a quem levar na serra-
ra de Vicente Alves Machado, na ra da praia de
Sania Rita n. 23, 2 pranchSesde amarello que fugi-
ramou foram loriados no porta da mesma serrara,
na noile do dia 28 do passado mez.
Quem annnunoiou querer comprar um bom
selliin usado, procure na ra do Sebo u. 22, aonde
achara um lalvez de sua salisl'aeao. ,
Antonio Jos 1 en eir Cu maraes vai ao Rio de
Janeiro.
)) o 2.
ji 3.
)) 4.
Cadeiras
Platea
Paraizo
AVISOS martimos.
Para o Rio de Janeii-o she com a
maior brevidade possive, o brigue na-
cional Firma, o qual ja' tema bordo
alguma carga, que conduz do Pura' e
MararUmo, com aquelle destino : para
o resto, passageiro e escravos a l'rete ,
Irata-se com o capitao do mesmo brigue
CletoMarcellino Gomes da Silva, na pia-
ra do Commercio, ou com os consigna-
tarios Novaes & Companhia,. ua ra do
Trapichen. 54, primeiro andar.
PAKA O RIO DE JANEIRO.
Segu |>or estes dias, o brigue nacio-
nal Elvira, por ter parte de seu carre-
gamento proinpta : para o resto da car-
ga passageiro e eteravos a ('rete, tra-
ta-se com Machado & Pinliciro, na ra
doVigario n. 19, segundo andar, ou com
o capitao na prara do Commercio-.
Aluga-se uma'ama que tenha mni-
to bom leite, sendo focra ou captiva, e
sem falli : quem estiver nest circums-
tancia, dirja-se ao pateo do Hospital do
Paraizo, sobrado n. 26.
Desappareceu para o lado do Forte do Maltas
um cheieu ; quem o pegar e quizer entregar a seu
dono, que gratificar bem, dirja-se ra da Mocda
n. 1, no Trapiche.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e com-
prar o necessario para urna casa de doa pessoas de
ramilla : a tratar na roa UireK, sobrado n. 64, se-
gundo andar.
Precisa-se deummoleque de Ua 16aunos:
na roa Nova n. 36, luja de culileiro.
O abaixo assignado taz saber pelo prsenle an-
nuncio ao Sr. arrematante do imposto de agurden-
le, que deiwn de vender em sua taberna, fia no
aterro da Boa-Vista n. 70, espiritos do produce*)
hrasileira.Joaquim Coelho de Almeiia.
- O Sr. Pedro Antonio deCarvalbo lenba a bon-
dad de vir ra da Senzala Velba n. 94, concluir
o negocio que niio ignora.
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o cardeal patriaren de Lis-
boa, Saraiva de S. Lniz. ,
Vao publicar-se pela primeira vez as obra com-
pletas do virtuoso e sabio .prelado, o .cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Ijuz.
O edilorcberdeiro dos seus manuscriptos.entendeu
que prestara relevante servido esleirs patria*, eol-
ligindo e communicando pela impresso os Irabalhos*
de um esrriplor recente, qUa lano nome alcanron,
inerecendo'o pela caslidade e elegancia de ettvlo,
pela importancia dos nssumplos, e pelo fervoroso el-
lo das glorias nacionaes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica cinlellecloal.
Mesmo quando os tacos do sangue. c a gratdao c
saudade, devidas i memoria de om lio evlremoso e
desvelado, o nao obrigassem a empregor n'esta di-
cXo o maior esmero, a idea de addilar as pagiuas da
lilleratura contempornea com 18o vastas e inleres-
sanles coraposicoes, lrac1as as diverias provincias
do saber humano, bastara par Ihe espertar o teta,
ejredobrar a vigilancia.
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva de S. Loiz ama
parle acha-se ainda indita, e he a maior; entra
enconlra-se dessiminada pelas memorias da acade-
mia real das sciencias. quaiajriginarjamente foi des-
uada, ou corre avulsa em hrochuras estampadas
por ordem e a cusa da dislinela corporacao, Ou em-
nm vio a luz em peridicos lillcrnrios, coja pubiiea-
ro cessou ha muilo. O editor, para a reimpressao
e e.icorpora{5o de lodos os escrplo na cotlecco das
obras completas, alcaucuu a prompla acquieaoeuca
da academia das sciencias, que limbron por este mo-
do cm ajuntar lis antigs urna nova prov de eonsi-
deraeilo pelo illuslrado socio, que leve lioura de
ser sen vice-predelc tapio lempo.
As obras rompilas do sabio prelado abrangem va-
riadas mataras, que por suas especialidades podemos
reduzir a tres classes principaes:Memorias, hist-
ricas e cliroWilogicas memorias c estados filolgi-
cosc' iniscellaneascnmpos.as de noticias ecclesias-
licas, biographias de algum varOes nntavei portn-
guezes, e emfim de trabalbo acerca de objectas di-
plomalicos, archeologicos, c de muilos outro ramos.
A poblicaco principiar petasMemorias Histri-
casenmprehendendo o primeiro volume o estados
e ensatas sobre differeotes pontos histricos em di-
versas |>oeas de Portugal. Soccessivamenle o*nli-
nuarao a sabir os segoinfes, se a dicSo obtiver -
ceitacao que se lisongcar de merecer aos cuitares
das letras e glorias palrias, formando (quanto pode
calcutar-se) urna serio de'onze a doze tomos de oitavo
francez, e 400 paginas de teilo cada lomo.
A edicao sera acompanhada de um ioizo critico,
escrplo peloSr. t. A. Retadlo da Sita, e Je ama
concisa nolicia da vida do dislinclo prelado, feila
peta editar Antonio Corroa Caldeira.
Assigna-se para a collecco completa as tajas da
viuva Berlrand e FUIraa, aosMartyrr; e na do Sr,
Martins Lavado, na ra Augusta n. 8.
Preco de cada volme por es-,
signatura,............t200 risfortes.
Avi.lso. .V-.......18920
Ueclara-se que o volume ou volumes, que conlive-
rem oensata sobre alguns s> nonimos da tinga por-
uguezaeosGlosariose alguns oulros Iraba-
lhos no sero v enriidos em separado.
Snbscreve-se em Pernambuco na livraria n. 6 e8
da praca da Independencia, sendo o pagamento na
occasio da enlrega.
Aula de primeira lettras.
Manoel de Sorna Cordeiro SimOes, avisa aos ps
de seus alumnos, que no dia 9 do crrante mez de Ja-
neiro, principiamos .Irabalhos de sua aula particular
de primenas lellras,na ra da Iravessa ilos Expostos,
casa n. 1(5, segundo andar; como tambem faz scienle
ao respcitavel pabiien, que admille porcionistas e
meios porcionistas, assegurando aos pais de familias,
que Ihe ronflaram a ajiucaro de seus lilhos que riles
enco.ilrarao um preceptor e amigo, que rom o mesmo
amor, cuidado eindulgencia paternal, buscaron! dio-
velo seos ailanlamenlos, esmerando-se sobre Indo
em bem preparar seus espiritos, imprinjindo-llies
seiiliniculiis de sfla moral, civil e religiosa. As ma-
as que constiluem o ensino de sua aula silo :lei-
escripta, contar nmeros inleiros e fracciona-
rios, aflieafudo svslema. melrico e monelario'do .
imperioT^raninialiej da lingua nacional, e msica
vocal. >^ ,
Antonio L!4"s Sliilos, faz patente ao com-
mercio e ao publico cnVtral, qne, leudo taita socic-
dade com o seu anligo iiWrressa'Jii, Antonio de Moo-
ra llidini, uoesIabeleciiueiuXdelazendas da roa do
Crespo n. 11, e roa do CollegioTi*!. d'ora em dranle
a dita sociedade cyrar sob a firma dtVi; "os San-
io & Rolim, sendo gerenta da mesma osociS.Jteliin.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Carnp
vemlem-se as melhores e mais modernas binas
hamhurguezas, e aluga-se. tanto por junto, como a
retaiho, por preros razoavcls.
Perdeu-se em Olinda. no dia de Monta, desde
a igreja al ojardim bolaoico, ni..r-pulseira de ca-
bellos com chapa de ouro, loda lav rada : quem a
achon, querendo restituir, dirija-se i ru DireTIa :;
40, lerceiro andar, que serV gralilicado.
Precisase de urna ama que coziulie e engem-
me, para servir a duas pessoas de portas a dentro: a
tratar na ra Augusta, rasa terrea do lampeao, na
quina que volla para o becco do Petante, n. 33.
Precisa-se de um tarneiroquedesempenbc bem
sua arle : na ruada Senzata Velha n. 94.
Aluga-se urna soffrivel casa no Monteiro, ao
lado da igreja, que be a parle metlwr, rom comnndi-
dades. sendo o Iwnho por (rat da mesm, olfereceii-
Traspassa-se o arrendamenlo da taja e primeiro
andar do sobrado da ra do Queimado n. : Ira-
ta-se na ra do Queimado, taja do sobrado amarello
... 29.
O Sr. Anlonio dos Sanios Vicira lem ama carta
na ra do Trapiche n. 34.
JosTeiieira Bastos comprou por conta e or-
den do Sr. JosFraucisco da Silva, de Sergipe, o bi-
Ihele de n.3ct60 da .primeira parle da sexta taieria
a favor das obras da igreja de Nossa Snhorado Li-
vramento; e por ron.a e ordem do Sr. Francisco Tei-
teir* Baslos, o bilhele da mesma lotera de o. 3858.
Os efedores do tallecido Joao Wirsheim sao
avisados entregar suas eonlas na ra da Cruz n. 10,
para deltas se lomar cuiihecimenlo, isto dentro em
3dias.
Madama Routier, modista franceza,
roa Nova, n. 58,
lem a honra de annunciar ao respcitavel publico,
que acaba de receber de Franca nm lim lo fortnenlo
de chapeos de seda do ullimo goslo, m.iniceles pre-
los e de cores, romeiras de cambraia rom mangas
bordadas, preparadas para veslir-se por baixo de pa-
blo, chales prelos, camisinhas para senhora, man-
guitos bordado, mantas prelas de seda a imitaran de
blondo, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, espartilhos, taques, grosdenaples prelo
muito Jino. selim macn prelo, cbamalota prelo, en-
Iremeio bordado, raleas bordadas para meninas, cor-
les de babadosde vestidos de diver-os desen'hos, um
sorlimenlo 'le plumas para chapeos e Inorados, velli-
dos de tumide para uoivas, flores de larangeira, ra-
pellas muilo linas, ricos chapeos de Miro para mon-
tara, chapeos de palha da Italia muilo finos, Ihados
chapeosinhos de seda para meninas, lenros ile mo
lenrinhos de seda para pesroro de senhora, hicos de
blondo v erd.-nleiros. e de di Hercules larguras ; na
mesma rasa tazem-se vestidos de baile e casamento,
enfeiles para cabera, chapeos, e em geral as modas
con. mais perfero de que nunca, e preco muilo ba-
rata.
O Sr. Francisco Moreira de Medeiros filho
da illi.-i de S. Miguel, queira dirigir-ge ra da Cruz
do Recita n. 51, para receber urna eucomuicnda viu-
da da mesma illm.
Besappareceu no dia 2 desle mez. da casa de
seu senlior, a prela Josepha, de uaflo Angola, de
------------ ; iilade de 40 anuos, pouco mais ou menos; levan ves- j
O agenta Oliveira far leilo da mobilia e da i''''" ''ftmclm prelo c panno fino azul nos hombros. I
bella liviana, que foram do nado cnsul dos Esla- eolitos pretas no pescoro e brincos tambem prelos;
dos Luidos norte ameriranos J. L. Cordn, consislin-1lem um doa.calcauliar.es radiado por eltalo de era-
do em obras muilo inleressaiuese valiosos, comps- i vo*i e coslu'ma erabebedar-se; quivn a pegar, leve-a
tas nos idiomas inglez, Trancez, liespanhol ele. : safa- rua u Madre de Dos ... 16, que ser recoiupen-
bado, 7 do correnle, i* 10 horas da manbaa. na casa *"
onde se acba o consulado dos ditos Estados Unidos,,
ruada Cruz.
, Hoje 4 do correnle. as 11 horas da manbaa, ha
tailSoa portada alfandcaa de 50 chivas rom queijos,
e ,)0 barris com manleiga ingleza, que se vndenlo em
tales a vonlade dos compradores. .
LEIXO'ES.
AVISOS DIVERSOS.
O aballo assignado lendo dotando de e'r caivei-
lo itasiie o .lia :i do dezembro prximo pausado do
sadu.
Avisa-se ao Sr. M. T. P. que o seu papel de (ra-
lo a relro-fechado dos seus penhores, espirea o prazo
no dia 6 do mez provino passado dezembro, e que
vai-se vcndei dilos penhores quanlo antes para pa-
gamento do principal e juros, pois que lendo-se di-
rigido ao mesmo genitor duas rarlas, urna antas do
v encmenlo, eeulra no dia 8 do dito mez, a nenia-
ina soa merc responden.
Prerisa-se de urna ama que saiba cozinhar para
caso ita familia : no aterro da Boa-Vista, taja de cal-
cado n. .->N,
.Forte, e culra; a de S. PantoleSO, no Moutiro, e
mitras, algumas delias com novena : para Iratar ua
rua da Peni n. 9, onde se d todas as ejptka^es
precisas, das 9 >i as 4 '.. ^^
O Ur. Joaqaim de Oliveira e Souza ensina a
iftduzr, tallar e escrever a lingua franceza: na rua
do Aragao n. 4.
Loteria.da irtnandde de Nossa Senlioi-a
do Livrainenlo.
No da 14 andam infallivelmente as rodas desta lo-
ler|a. seja qual for o numero de bilhetea que resle
par vender' se ; e tcliinle-do ineoroos esla i venda
nos lugares do costme ale o dia 13.O lliesoarejro,
Joao Do mi ngues da Silca. -
Ataga-se urna pesso.i forra ou captiva, que sai-
ba cozinhar ou engommar : na rua Nova n. 67, se-
gundo andar.
. Precisa-se comprar um seltim de boa qunlida-
de.j usado : quem liver annnuciepara ser procu-
rado. '
Precisa-se de nm pequeo de 12 a 14 anuos,
par? taberna: na rua da ConceirAo 0. 6.
-Cbcheira de carros fnebre.
Os proprielario derte cstabelecimenlo, julgando
nada deverem rclalivamenle ao mesmo, rogain as
pessoas qne se julgarem credoras, de apresentar anas
coolas para serem pagas.
En abaivo assignado. filho da fallecida D. Au-
na Maria Monteiro, morador na rua de Agua Ver-
des, taro ver a todas as pessoas que linham penWes
na mil da dila tallecida, que bajam de os vir lirar
no prazo de 15 dias. senao sero vendidos para seu
pag.-imenlo.Jo-i- Jacintho Monteiro.
' LATERA DO RIO DE JANEIRO.
Qiiarta.ou qiiinta-fe.ia ta presntese-
mana deve cliegar do snl o vapor S. Sal-
vador, conductor da lista da lotera 19.
das matrizes.
ViuvaAinorim f Filho fazem sejenta, qne o
Sr. Jo3o Bap.isla Moreira deixou de ser raueiro de
sua casa de commercio, desde o dia 30 de dezembro
passado.
Prerisa-se de urna lavadeira qne di conheci-
menlo ile sua conduca : na rua de Hurlas, casa ter-
rea i. 62, com a frente pinlada de azul e as porta-
das brancas.
O abaixo assignado den inleresse na sua toja
de ferragens da rua da Cadeia do Recita n.56 A.'ao
seu caixero o Sr. Joao Carlos Bastas de Oliveira.
contnuunili>'sru negocio sob a razo de Antonio Joa-
quim Vidal <& Companhia, ji cargo de qnem fica o
activo e passivo da mesma taja, o que lem principio
em o primeiro de Janeiro de 185*
Antonio Joaquim I idal.
Precisa-se de um silio para um homem sol-
leiro, no Manguiuho. Captinga ou ponle de l'rha :
quem liver para alugar, dirija- esta tvpotra-
phia.
p Precisa-se de una anw secca para casa de pon
r*tamilia: a Iralar na rna da Aurora pnssandn a tan.
(llco primeiro porliio.


DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 4 DE JANEIRO DE 1854.
O Sr. Joaquim Pereira de Souza, lem carta na
rna do Y in.no n. 10, segundo andar, escriptorio do
Machado I'inlieiro.
O .redoren de Joo Baplisla da Silva Lo lio
""aero a sua loja de faieudas, sila no Vasseio Pu-
"Ik-o ii. .""> A,com os fundos que na mesma eiislirem,
para pagamento dilles : os prelcndenles pedern di-
nsir-se a Flrmiano Jos Kodrigues Ferreira, que se
cha para issn aulorisado.
Precisa-se alagar una ama que saiba lavar,
'iigummar, cozinhar e fazer lodo o servico de uina
casa de pouca familia : na roa Direila n. 116.
AO PLBLICO.
O abaixo assignado pharmaceu-
tico approvado pela faculdade de
medecina do Rio de Janeiro, ten-
do comprado a botica da fu No-
I vadesta cidade n. 53, que fbi do
finado Joaquim Jos Pinto Gui-
maraes, e com sociedade na mes-
ma com o pharmaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer-
rara, faz publico a seus fregue-
zes e a quem convier, que nella
o acharao sempre prompto aqual-
quer hora para aviar toda e qual-
quer receita, para dentro, ou f-
ra da cidade, com amaior preste-
za eidelidade, por acliar-se sor--
tido das melhores e mais recefites
drogas ltimamente chegadas.
Jos da Cruz Santos-
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 28 da ra
larga do Rosario por cima da loja de louea : a fal-
lar na mesma casa, ou na loja do Sr. Guilhermc.
Dam-se 1009000 rs. a juros sob penhores de ou-
ro ou prala ; quem pretender anuncie.
Bichas.
Alugara-seevendera-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
O abaixn assignado, na qualidade de socio ge-
rcule, e liquidatario da eitincta loja de fazendas, de
Aodrade & Amara!, na ra do Cabug n. 11, faz ver
aosdevedores ao dTto estabelecimenlo, que venham
sal isfazer seus debilos na ra Nova n. 2/, ou ao seu
-aiieiro Jos Joaquim Lopes Pereira (.'mimarnos, que
he o nico por elle aulorisado a fazer dilas cobran-
cas amigavel ou jodicialmenle.
Joaquim Antonio dos Santos Andrade.
Tendo sido descoberto no Ri de
Janeiro, um falsificador do verdadeiro
Xarope do Bosque, os ^ senhores R. C.
Yates & Companhia, gerentes da nica
casa que recebe da America do Norte a-
quelle virtuoso etao acreditado remedio,
tem requerido o castigo de itiiutal abu-
so perante os tribunaes d'aquella corte, e
i'ecommendado'aos seus agentes as mais
provincia do Imperio, para terem a
maior vigilancia em qualquer introduc-
co do falso, e que annunciando tal des-
coberta que tanto damno causa ao res-
peitavel publico por se llies vender
um medicamento com que nada apro-
veitajjara qualquer padecimento, como
elles, por se perder o tao bem fundado
conceito que o mesmo remedio tem go-
sado, pelas suas militas virtudes, repitam
os annuncios das easas em que tema ven-
da odito Xarope, debaixo da sua cuida-
dosa vigilancia ; sendo n'esta cidade ven-
dido smente por miudo, o verdadeiro.
XAROPE O BOSQUE.
Na botica de Bartholomen Francisco
de Souza, ra larga do Rosario
n. 36.
Garrafas grandes 58300 rs., e as peque-
as a 5g000 rs. urna.
Sendo falso todo o cpie nao for vendi-
do n'esta casa,; pois consta que chega'ra
em um dos ltimos navios do Rio de Ja-
neiro urna porcao do.mesmo falsificado ,
e os agentes, vao tratar de descobrir os au-
tores dessa introduccao para acusa-lospe-
ante os tribunaes.
AVISO AO~COMMERCl
Os abaixoassignados continuara
a franquear a todas as classes em
feral os seus sortiinen tos de faen"
as por baixos precos, nao' me-
nos de urna pera, ou urna du/.ia,
a dinlieiro, ou a prazo, conforme
se aj ustar : no seu armazem da
piara doCorprv Santo, esquina da
ra do XpK:he, n. 48. Ros-
trofirRboker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5. do' correte mez a
sua loja de fazendas da na do Col-
legio e Passeit Publico n. 15, di-
ida'pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoei Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
or atacado e a retalho.
Jos' Rande',
Mitran-,olor de caliellos, da casa imperial, faz colla-
res, pulseiras. cordoes, Iranselins.coucerlos e calas
para reoslos, memorias, aunis, brincos para senho-
ra, e flores de cabellos: no ulerro da Boa-Visla,
0.38.
Pcile-se ao Sr. Rufino Coelho da Silva, declare
a sua morada para se Ihe fallar, ou dirija-se ra
da Cadeia, coebeira n..">.
Marianno II. C. Jnior.
Precisa-se de um criado eslrangeiro ou brasi-
leiro, que nao jenha familia e que de- conhecimenlo
a sua conduela: quem q.iizcr. dirjanse ra Au-
gusta, casa terrea do lanipeo, na quina do Peixulo,
i. 33.
C. A. Kordorf relira-se para fora desla provin-
cja, e supe nada dever a pessoa aleuma ; enlre-
lanlo, quem se julgar seu credor, aprsenle sua coti-
la al o dia 15 de Janeiro proiimo vindouro, na
casa n. 55 na ra da Cruz-do Recite.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dnlisla, receben agua denli-
frice do Dr. Pierre, esla agua conbecida como a me-
Ibor qne lem apparecido, (e lem rauilos elogios o
seu autor,) lem a propredade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de denles: lira o
goslo desagradavel que da em geral o charuto, al-
gumas golas desla n um copo d'agua sao sufucieu-
es; lamliem se achara p dentifrice eirelleule para
a conservacao dos denles : Da ra larga do Rosario
n. 36, segando andar.
CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPTICO.
I N. 11 Ruadas Cruzes N. 11
Consullas lodos os das desde as 8 horas
da manira al as 2 horas da tarde.
i Visilas aos domicilios das 2 horas em
diantc.
as moleslias agudas e graves as visilas
serflp' feilas a qualquer hora do dia ou da
palle.
As senhoras de parlo, principalmente,
serSo soccorridas com religiosa promp-
tidSo.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
AVISO JURDICO.
A segunda edculo dos primeaos elementos para
ticos do foro civil, mais bem corrigida e acrescen la-
da, nao s a respeilo do que alleruu a tei da refor-
ma, como acerca dos despachos, inlerlocutorias e di-
flnilivas dos julgadores ; obra cssa 13o' interessanle
aos principiantes em pralica que lhes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n.6 es.
CONSULTORIO HOMOPATHICO.
Gratuito para os pobres.
I Ato Recife, ra do Trapiche Socanumero 14. i
ODR. CASANOVAlemaberlooseu con-
sullorio no Kecife, onde poder ser procu-
rado a qualquer hora do dia.
N. B. As pessoas qde nao forem pobres,
pasarn nelo tratamenlo de 5 a 209000 rs.
{ nao eiredendo de dous mezes. ) ,
Aviso. ?
J. Falque dono da fabrica de chapeos de sol, si-
ta na ra do Collegio n. 4, faz scienle ao respeita-
vel publico desla cidade, e em particular aos seus
freguezes, que elle abri um deposito dos ditos ob-
jeclos de sua fabrica na ra da Cadeia do Kecife
n. 17, onde je achara sempre um erande e variado
sorlimento de (odas as qualidades, lmannos, gostos
a (ii ecos, lano de seda como de panninho, para ho-
mense scnhftras, assim como bengalas de diversas
qualidades, baleias para vestidos n espartilhos para
senhoras, lambein se recebe qualquer cliapo deso
para se cubrir le novo ou concertar, o que se far
cun muda presteza e aceio, e quanlo ao preco he
muilo mais commodo do que em uutra qualquer
parle.
COMPRAS.
Compram-se -ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
VENDAS.
, ALMAYik.
Sabio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, comtner-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressinio de trabalho
e dispendio nao peraritFirant--aaedictor
vende-Io pelo antigo prer^o, e sm^ppr
400 rs. ; vendedo-se nicamente na li-
ria ii. 6 8 da praca da Indepen-
denci'W"'
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000 Nacas feliz dos quatro cantos da ra do Queima-
do n. 20, vendem-se tiiHieles, meios, quarlos, uilavos
e vigsimos, da 19 lotera das raatrizes da provincia,
coja lista se espera no dia 4 a 5 ; a elles, se quize-
rem esperimenlara sorte feliz do novo auno.
WMM
GUARDA NACIONAL.
Na praca da independencia n. 17, ven-
de-se loda a qualidade de objeclos para o far-
damenlo dos senhores officiaes da guarda na-
^ cional, assim como para primeira e segunda
m linda, ludo por muilo commodo preco.
wmmmmmmsmmmmmim
Vende-se orna armaco i franceza, de!amarello,
envernisada, propria pra qualquer estabelecimenlo:
a tratar no aterro da Boa-Vista ii. 44.
Vende-se no a Ierro da Boa-Visla
escrava com abilidades.
n.-41, urna
Do abaixo assignado desappareceu no (dia 17
deste mez o seu escravo, crioulo.de nome Luiz, pre-
lo, estatura baixa, grosso do corpo, bocea grande,
nariz graude, chalo e grosso, bracos bastante compri-
doc, falla-llie denles na parle superior, e| reprsenla
ler a idade de 40 annns, lem urna cicatriz redonda
do tamauho de urna moda de cobre de vinle rcis
cm uro dos lados das fonles, elal'la-lhe um dedo em
um dos ps; levou camisa brinca de algodozinlio,
calca azul do algodo trancado, chapeo de palha da
Italia. Este preto logo depois de comprado em o
auno passadu ao Illm. Sr. Jos Caetano de Medei-
ros, desappareceu desla praca e andou pelo enge-
nho Moclo e Brejo, sendo capturado cima desle
ultimo lugar. Quem pois delle tiver noticia ou pe-
ga-lo, venha ao arsenal de mariuha quesera genoaj
rosamente recompensado. Bem como se protesta
proceder no rigor da le contra aquella pessoa que
por ventura lhe der asv lo ou acoilar.
7Aom Fernndes Madeira de Catiro.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
l vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com. a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, aemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
corita do que se tem vendido, e por
isto olferecendo elle maiores van-
taffens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
_0 abaixo assignado, professor particular de ins-
Irucco elementar do segundo ero, residente no ler-
ceiro andar da casa n. 58 da roa Nova, scientifica ao
respeitavel publico, e mxime aos senhores pais de
seus alumnos, que lem determinado abrir sua aula
a 9 d Janeiro do correnle ; declara lanibem que em
novembro do anno passa.to foram examinados e ap-
provados quatro de seus alumnos em materias do
segundo grao ; e promelte igualmente todo o esme-
ro no adianlamenlo dos mesmos, como sempre o lera
prodjgalisado. O mesmo lecciona tambem no recin-
to de sua aula, gnmmatira latina e franceza.
Jote Maria Machado de Figueiredn.
I'ermutam-se escravos por casas terreas, as
ras do Aragflo, Velha, da Gloria, Gmceicfio. da Ri-
beira, no bairro da Boa-Visla ; eem Sanio Antonio,
as ras llireila, Pracinba do Livramenlo, CambOa
do ('.armo, eslreUa do Rosario, das Cruzes, da Ca-
deia,Augosla,Hartyros c Aguas Verdes : outro sim
tambem se eompram adinbeiro i vista, sendo que as
mesmas casas eslejam livres e desembarazadas : os
pretendentes dirijam-se a fu Velha, casa lerrea n.
20, que acliar.lo com quem Indar.1
Charutos linos de S. Flix.
Na ra do.Qiteiuiado, n. 10, lem che-
gados agora da Bahia, os verdadetros
charutos deS. Eelix, daacredituda fabri-
ca de Brandao, os quor
precos mais commodos- do que em ontr
parte. *
Primas ]>ara rabeca,
a 40 rs. rada una, muilo novas: na ra do Ouei-
mado, loja n. 49.
ROB LAFFECTEUR.
O nico aulorisado por decisao do consellio real
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrob
Laffecleuv, como sendo o untco aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Soriedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a, lomar
em secreto, esl em uso na mariuha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as afleccoes da
pelle, iropinsens, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
catharros, da bexiga, as contrccoes, c i fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecc,6es ou de
sondas. Como aiilUsvphilitico, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vot
vem incensantes sem consecuencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iujeccoes que represen-
Um o virus sem neulralisa-lo. O" arrobe l.airecleuv.
he especialmente recommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio ,c ao ioilurelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na liolica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de II. Pedro n. 88, onde acaba de ebegar urna
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, vin-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovveau-
Laflecleuv 12, ru Richev i Pars. Os formularios
dam-se gratis em casa do,agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Bahia, Lima & Irmos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magates Leite; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Cont \ (..
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinlio Chery,- em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de ouro patente inglez.
FUNDICAOD AURORA.
Na fundicilo d'Aurora acha-se conslalemenle nm
completo sortimenlo de machinas de vapor, tanto
d'alla como de baixa presso de modellos os mais
approvados. Tambem se apromplam de encommen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como tem de
coslume aliaiinun o perfeito trabalho dellas, e se res^
ponsabilisam por qualquer defeito que possa nellas
apparecer durante a primeira salra. MuiUs machi-
nas de vapor construidas nesle estabelecimenlo lem
eslado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e alguroas al nenhuns absolutamen-
te, accresccndo que o consoromo do conbustivel he
mui inconsideravel. Os senhores deengenlio, pois,
c outras quaesquer pessoas que precisaren! de ma-
chinismo sao respeilosamenle convidados a vigilar o
estabelecimenlo em Sanio Amaro.
Deposito de tecidos da fabrica
de todos os Sntos, na Bahia.
Vende-se em casa de Domingos Alves
Malheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodao transado daqella
fabrica, muilo proprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
prec,o muito commodo.'
Vende-se urna carroca con! seu complenle boir
era bom eslado : na roa da O.onceirao u. II.
Na. tua das Cruzes n. 22, segundo andar, ven-
dem-se dnas escravns crioulas, de 26 annos de idade,
bonilas figuras, engommadeiras e cozinheiras, la-
vara bem de sabao e lodo o arranjo de urna casa, e
nma dita de 25>aniios, ptima fignra, com um filho
de 3 annos, muito bonito, e urna dita de naco que
cozinha, lava de sabao, e vende na ra, e duas dilas
muilo possanles, ptimas ganhadroas de ra, que pa-
gam 480 rs. por dia.
CORTES DE CHITA DE RARRA.
Na loja da ra do Crespo n. 10, vendem-se ricos
corles de vertidos de chita de barra, bonitos padrOcs.
*m defeito, pelo diminuto preco de 29240 e 29500
ris.
Vendem-se dous escravos pSdeires, sendo um
forneiro, crioulo, oulro da Costa, proprio para arma-
zem de assucar, por ser bem possanie, e urna escrava
crioula de 38 annos de idade, com urna cria, ou sem
ella : na ra Direila, padaria n. 26.
Vende-se nm prelo d 30 annos, de boa con-
duela, nao tem vicios nem achaques,ou tambem per-
mula-se por urna prela que lenha as habilidades, ne-
cessarias, qne he cozinhar engommar e ensaboar, e
ludo islo cora perfeito : quem guizer este negocio
dirija-se a ra das Cruzes, n. 20.
Vende-se rap bom de Lisboa, as libras e a re-*
talho : na ra das Cruzes, n. 40.
Vende-se umacasa terrea de pedra e cal, chiles
proprios, na cidade de Olinda.naroadoJogo da Bola,
nos Quatro Cantos, a casa que faz quina, a Iralar na
ra do Livramenlo, o. 16.
Relogios de ouro para algibeira, inglezes de pa-
tente : vendem-se a preco commodo : no armazem de
Barroca & Castro ra da Cadeia do Recife, n. 4.
Vende-se orna loalha de primoroso labyrintlio
em cambraia de linho: na ra do Rangel, n. 59, se-
gundo andar.
Vende-se urna cabra bixo) com bastante leilc,
e duas crabilinhas: a Iralar na Lingoeta, o. 2.
Vende-se um brajo Romo novo, proprio para
retinado ou armazem de carne : na rna do Vigario.
o. 14.
No paleo do Carao, taberna n. 1, vemlc-se
muilo boa alelria, a210rs. a libra.
i Vendem-se saccas com muilo superior caf da Ier-
ra', por menos preco do que em oulra qualquer par-
le : na ra da Praia, armazem de carne, n. 22.
Vende-se urna escrava crioula, de boa figura; co-
zinha, engomma liso, cnsaboa, lava e faz todo servi-
co com perleicio e se aflianca nao ler moleslia, nem
vicio : defronle da matriz da Boa Vista, quina do
Hospicio, n. 88.
Vende-se urna cabrinba com II annos, perfeila
ensoromadeira e costureira, bonita figura, uina negra
com 20 annos, perfeila engouimadeira e cozhiheira
tanto- de forno como de massa, um moleque e um
mualo com 15 annos, urna cabrinba com 7 annos
muilo galante. 10 escravos de ambos os sexos : na
ra da Senzala Velha, u. 70, segundo andar, se dir
quem vende.
Vendera-se 10 escravos, sendo: dous mnleonies
de boas figuras, de idade 18 anuos, um delles bom
copeiro com principio de marcineiro, 1 escrava de 18
a 20 unos de idade, pngomma, rozinha, faz lahy-
rinlho, borda e marca, 4 cscravas de lodo o servico e
3 ditos do servico de campo : na ra Direila, n. 3.
No paleo da Santa Cruz, n. 10, Ha para vender
prala, ouro'e diamantes em obras: precos commodos.
Vende-se a loja de calcado da ra Direila, n.
48, com algura cabdal e muito boa armaco enver-
nisada, cuja loja e casa lerrealem commodos para fa-
milia : a Iralar ua mesma.
Vende-se vinho de Rordeaux, Chaleau, Mar-
geau.Sl.Julien, branco. Graves & Haul-Sauternes
lano emquarlulascomo engarrafado, vinho do Por-
SALSA PARRILHA.
DE
As numerosas experiencias feilas rom o uso da
salsa parrilba em todas as cufermidades, originadas
pela impureza do sangue. c o bom exilo obiido na
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presi.lcolc da aca-
demia imperial ile medicina, pelo alustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixolo em sua clnica, c em sua afa-
mada casa de saude na Oamboa. pelo Illm. Sr. Dr.
Sal omino de Oliveira, medico do exerrilo c por va-
rios uniros mdicos, permitiera lioje de proclamar
altamente as virtudes efficazes da
' SALSA PARRILHA__________
de ,
BRISTOZ,. *
i'.ila.Cada garrafa conlemduas' libras do liqui-
do, e a salsa pa?Hha de-Brislol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio,., iodo, polassium.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafarz.
Vende-se um grande silio na estrada dos Afflic-
los, quasi defronle da igreja, o qual tero muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de plan taces, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
entender-se com o Sr. Antonio Manoei de Moraes
Mcsquil Pimenlel, ou a ra do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha e Figuei-
redo.
ARADOS D FERRO.
Na fundicao' de C. Stan*. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
BOTICA
CENTRAL HOMEOmilICA
51 ruada Cadeia do Reeife, 1. andar 51.
DirlKlda pelo pharmaceutico approvado,
e professor m bomeopathla Dr. P.
de P. Pires Ramos.
Nesta botica se encontrara os melhores e
mais acreditados medicamentos homopalhi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacti-
do, pelo pharnmceutico approvado e proles- ES
sor em homopalhia Dr. Pires Ramoi, sob as *"
indicarOe do Sr. Dr. Sabino, com i era ha
pralicado ha 4 annos,todas as regras, 7h phar-
macia homopalhica.
Os medicamentos desla botica, cuja effica-
cia lem sido verificada na tonga pralica do
Sr. Dr. Sabino, c reconhecida por lodas as
pessoas, que delles lem feilo us, exercem
urna grande vanlagem, sobre todos os que ji
por ahi se vendem, a qual consiste lano na
promptido dos seus .cllilos, como na qua-
lidade de se conservarem muilo lempo sem
soflrerera a menor alleracflo ; o qne os (or-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o malo, onde nem sempre lia facilida-
de da provisao de novos medicamentos.
Existem carleiras de medicamentos em
lubos grandes de fino- crysbl de difieren tes
precos, desde 128000 al 120000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dynami-
sa$oe9, e riqueza das caixas.
Cadavidrode tintura da quinta dy-
namisaciio........29000
Cada lubo de medicamento lgOOO
A', fl.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Piuho se presla a dar esctarecimenlos a
lodas as pessoas, que compraren! medica-
mentos nesta botica, na ra das Cruzes. n.
*~ l TALuma ,raa1,e-cear' e qae M,b.1,.bein- to eChampagne, ludo da melbor qualidade: na ra
igommar : na Iravessa de Jcao Francisco n. 16. da Cruz, n.5.
de
evam
no
Vendem-se cerca de 800 formas de folba
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que b>
tres arrobas cada orna : vendem-se muilo em conla
para fechar : na ra de Trapiche n. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas, para piano, violao e (lauta, como
sejam, quadrillius, valias, redovvas, scho-
tickes, modinhas, tudo niodrnissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rna
do Azeite de Peixe n. 14, oh a tratar
escriptorio de Novaes 6t Companhia,
ra do Trapichen. 5't.
PARA NArf'ENTRAR EM BALANCO
Vendem-se cassas francezas escura
cores lixas, muito linas, e de bonitos
droes, a 520 rs. a vara ; dain-se amostt
trazendo penhores : na ra do
n. 14, loja de. Jos Francisco Das.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
para vender, chegado de Lisboa presentemente
barca Olimpia, oseguinle: saccas de farello m
novo, cera em srume e em velas com bom sorti-
menlo de superior, qualidade, mercurio doce e
de Lisboa em pedra, novissima.
Vende-se uma negra crioula, de idade do
anuos, propria para o servico de campo por ser
malo : na ra da Praia n. 32. .
Vendem-se 1,300 pares de sapatos ebegados
tunamente do Araeaty. muito em conla : alraz
praca. da Independencia loja de calcado n. 2.
Na ra do Caldeireiro n. 54. vende-s uma
crava de naco, que cozinha o diario de uma
lava de sabflo e he boa quilandeira.
pa-
Crespo
i pi
casa
POTASSA SUPERIOR
Vende-se por preco muito com-
modo, no armazem n. 7' de caes da
alfandega, de Jos Joaquim Pereifft de
Mello, ou no escriptorio de Novaes &
Companhia ha ra do Trapiche n. 51.
& 28
$ RA DAS CRUZES. $.
{jf No consultorio do professor bomopalha *j
,a Gosset Rimonl, acluini-se i venda is obras Zt.
'4 seguinles: VgJ
ijjf Segunda ediecn dos elementos de lio- (A
iA moPall>ia ; revista consideravelmenle j
tpy augmentada, e redigida de proposito para
[, os principiantes que quizerem de ttia f
W esperimenlara nova medecina. .
$) Trnlaraento homopalhico das
/A moleslias venreas, para cada um
*^ poder curar-se a si mesmo.....
homopalhicos brasileiros e poso-
logia homopalhica, ou admiuis-
tracao das dnses..........
OBRAS EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
cina .............
Organon da arle de curar.
Tratamenlo das moleslias chro-
nicas ............
Novo manual completo do Dr.
Jahr...............
Memorial do medico homopa
Iba................A
Medicamentos.
lima carlcira com os 24 princi-
paes medicamentos (tubos grandes)
e a segunda ediceso dos Elementos
de homopalhia. .
Uma earleira com os 24 princi-
para medicamentos .
tirando sortimenlo de-carleiras
do todos os tamaobos por precos
commodtrsimos. 0
1 lubo. de glbulos avulsos .
1 frasco de % onca de tintura a
esculla ......,'..
JOOO
1J000
39000
109000
79000
189000
149000
39000
209000
IO9OOO
500
19000
Vende-se no deposito de materlaes da ra da Ca-
deia de S. Antonio, 11. 17, pelos baralissimos precos
abaixo declarados, de 100 pecas para cima.'
Telha, uiillieiro..........309000
Tijullos de alvenara balida, milbeiro 309000
Uilos de ladrilho, dito.......269000
Ditos de lapamento larao, dito ., 159000
Ditos de lapamento eslreilo. dito. 109000
Ditos de alvenara grossa.dilo.....20a000
Cal branca', alqneire. 19600
Dilatpreta conforme o preco que qsliver na sema-
na, assim romo por baratos preco, cemento, barro,
oca amarella, rouxo Ierra, ara lina, dilagrossa. li-
jollos para fogao, ditos para forno, telhas*de pona,
minholos etc. etc.
ANTIGUIDADE E SUPERIORIDADE
-IU
SALSAPARRILHA DE RRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DESAKDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOI, dala des-
de 1832, e lem constantemente manlido a sua re-
putarlo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as prcpararOes de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISJ'OL lem
provocado infinitas ovejas, r. entre outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-Vork, preparadores
e proprietarios da salsa parrilba conbecida pelo -
me de Sands.
Estes senhores solirilaram a ageneja de Salsa par-
rilba de Bristol. e como nao o podessem obler, fa-
bricaran! uma imitacao de Bristol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Urislol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
, Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciare! senhor. l
Em lodo o anno passado temos vendido quanti-
dades consideravels do extracto de Salsa parrilba de
Vme, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
quelles que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar tnuilissimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio cooinosco, eremos que
nos'resultara muita vanlagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer'que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, c se Vmc. vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semclhanle, leriamos
muilo prazer em o ver en nossn botica, ra de Ful-
ton. ri.78.
Ficam ;s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'. _~
1.c A anliguidade da salsa parrlha He Bristol lie
eiaramenle provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu- em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obler a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilba de Bristol
he inconteslavel: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e do uma porcao de ol- tras pre-
para^oes, ella lem manlido a sua replalo em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilba em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sangue, e o bom xito obtido nes-
la corte pelo Illm. r. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado S*.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua.
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios oulros mdicos, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes 0llica7.es da salsa par-
rlha de Bristol vende-se5a 59000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, cm frente ao chafarz.
Na praca da Boa yisla n. 32, vende-se um es-
cravo, prelo, crioulo, de 20 annos. pouco mais ou
menos, sadio, 3o se embriaga e nem foge, sabe fa-
zer lodo o servico de criado de uma casa de familia,
he alfaiate, cozinha soOrivelmente e al de forno,
sabe bolear e he bom pagem.
Na na da Cruz n. 15, segando andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bon i; tudo por
preco commodo.'
Vende-se um terreno na roa Imperial, com 22
palmos de vao, com alicerces de pedra ecal, ecom4
uma meia agua na frente, sendo de taipa. Vende-se
barato, quem pretender dirija-se a ra Imperial n.
31, das seis horas da manha as 10, e das tres as qua-
tro da larde.
l|^) Os. mais ricos e'mais modernos cha- ()
Mk Pe de senhoras se enqonlram stmpre (>
2g a loja de madama Theard, por um preco ^
{ niais razovel de que em qualquer uutra (si
parle. Z
Folha de flandres.
Vcnde-se superior folha do liandros charcoal de
lodas as grossuras e latnanhos, por menos preco do
que em.oulra qualquer parle: na ra do Queimado
11. 30, lojade'ferrageus.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz,, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO IIOMEOPATIUCO
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melbor de todas as obras de medicina
nomopalbica jar O NOVO MANUAL DO DR.
ti. II. JAHIt .-"3 Iraduzido cm porluguez pelo
Di. P. .\. Lobo Moscozo : quatro volumes encader-1
nado em dous. 209000
0 4. volume conlendo a palhogenesia dos 144
medicameulos que nu foram publicados salar mui-
lo breve, por. estar muilo adianlada sua impressao.
Diccionario dos tormos do inedi ina, cirurgia, anato-
mia, pliarma. a. ele. ele. encadernado. 49000
Uma earleira de 21 tubos, dosmelhores e mais bem
preparadas glbulos homopalhicos com as duas
obras cima .......... 409000
Uma dila de 36 lubos com as mesmas. 459000
Dila, dila <>e 48 lubos....... 509000
Dila de 144 com as dilas......'IOO9OOO
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira............ 109000
Dilas de 48 ditos......... 209000
Tubos avulsos de glbulos ..... I9OOO
' CAL V1RGEM DE LISROA.
Vende-se cal nova em pedra, chegada
hoje no palhabote Lusitano, por muito
commodo preco: na ra do Trapiche n.
15, armazem de Rastos limaos.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Sanio n. 11, o seguale:
vinlio de MarseilIccm caixas de 3 a 6 duzas, liabas
em novellos ecarreleis, brea em barricas muito
grandes, ac de milaosorlido, ferro inglez.
* \:cndem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melbor autor hamburgoci na
roa da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor.-;Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a h-
ver um completo sortimento de moen-
das .e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaulos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado ns co-
lonias inglezas e hbllandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em. latas de 10
libras, junto com o'metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber <& Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
POTASSA DA RliSSIA.
Vende-se superior potassa da Russia, e
Americana, por preco muito commodo:
na ra do Trapiche 11. 15, armazem de
Basto limaos-
POTASSA.
GANTOIS PAILHETE & COMPA- f
I NHIA.
Conlinua-se a vender no deposito geral da
ra da Cruz n52, o excellentc e bem con-
@ oeituado rap areia prela da fabrica de Gas- 9
lois Pailbcte >\ Companhia, da Bahia, em 5
grandes e peq nenas poicos, polo proco ostabe- @
lecdo. St
Os martyre pernambncanos, Tictimas m 11-
berdade, naa dnas revolBfo'es enseUdas n
1710 e 1817, .por um loso pernambncano ( 9
padre Joaqnlm Das Martn.)
Acaba de sahir a luz a primeira parle desle im-
Eorlante e curioso trabalho, al hoje indito. He a
iographia de. lodos os,pernambncanos preeminen-1
tos que enlraram, ou fie qualquer modo se compro-
metieran! na'revolurao dos mscales, e na da pre-
lendida repblica de 1817 escripias as ace.5es
de laes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos uossos das, e que anda hontem ronliecenins
lodos na congregacAo do oratorio de S. Filippe Nc-
r\, como um dos ltimos, e mais eslimaveis m-ni-
lirosHlessa vcnerayel casa. O padre Joaquim Das
deixa-nos ver esses caracteres ^ luz severa com que,
os encara, desenhando-os a grandes traeos j^^Trio
elles em duvida um grande merecimeiito para a
posteridade, quandn os bouver de julglrserue :
o dosalinlio do hjsjcriadot.-,
Nao lut-amlia em I'ernamBnai a/ quem esle pe-
queiiodiccioiiario histrico n<1o diga respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : conten mais de 600 artigos.
Acha-se a venda no paleo do Collegio, oflicna de
encaderuaco.
respeilosamenle annunciam que no sen exlenso es-
labelecimenlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeco e promplidao.loda a qualidade
de machinsino para o-oso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maiar commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
abcrlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na roa do Brum, alraz do arsenal de mariuha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
All achanto os compradores um completo sorti-
mento de moeodas de caima, com todos os melho-
ramenlos(alguns delles novos e originaos' de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia presso,
taixas de lodo tamauho, tanto batidas com o fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assi*
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro batido para farinba, arados de
ferro da mais approvada. constrnceju, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e uma
inlinilade de obras de ferro, que seria enfadoiibo
enumerar. No mesmo deposito existo uma pessoa
inlelligente e habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele, ele, que os annunciantes contan-
do com a capacidnde de suas oflicinas e machjiiismo,
e pericia de sens officiaes, se comprometiera fazer
executar, com a maior presteza, perfeiro, e exacto
conformidade com asmodelosoudesenbos, e iuslruc-
joes qae lhe forera fornecidas- -
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior flanella para forro desellis, che-
gada recenlemenle da America.
' Vende-se bom capim de planta, no silio da
Trempe, sobrado n. 1, que tem taberna por baixb ; e
ala mesmo precisa-se alagar dous escravos que sir-
van! para vender na rna fruclas e horlalices : paga-se
bem e bom tratamenlo: quem os tiver, dirija-se ao
mesmo sitio, que achara com quem Iralar.
Ven:le-se uma espada das mais modernas, para
inicial da guarda nacional: as Cinco Ponas n. 13.:
Vende-se nm deposito no paleo do Terco, cora
poneos fundos : quem o pretender, dirija-se ao mes-
mu deposito 11. 44.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a JOOO rs. cada uma botija, e por me-
nos sendo em porcao : na ra da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
? Palitos e toalhas.
Vendem-se pililos de brm de linho de cores,
bem felos, a 38 e 40 cada um ; toalhas de panno
de linho do Pprlo, propriaspara rosto a 800rs. cada
uma e a 08 a duzia; c panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 28
avara: na ra da Cadeia do Kecife, toja n..Vi.
Cola da Bahia.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
ra da Cadeia lo Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labynnlho fejtas no Araeaty,
constando de toalhas, en;oi, coeiros, rodas de
sais
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em ontra qualquer parle, se alliaucain
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
tambem lia barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente ebegados.
ATTENCAO'.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do Recife o.
50, lem para vender palha de carnauba nova, co-
ros de cabra bous, pennas de cma, e velas de car-
nauba, a I8500ocento.
VERDADEIRO
robe Antvcipliellitique de Laffecteur :"
vend-se na ra da Cadeia do Recife ,
botica de Vicente Jos de Brito.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado,; vende-se em casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 38.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nho, e charutos deS. Flix, de boift qua-
lidades, epor precos commodos : na ra-
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vende-se um preto crioulo, de idade de 18 ao
nos, de boa conduela : na rfla Imperial n. 167.
Vendem-se casas de 1 ew) andares, na melhores
mas desla cidade, assim como sitios nos. lugares do*
Afilelos e Arraial : a fallar com o corrector geral
M. Carneiro.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinle :rpasla de lyrio florentino, o
melbor artigo que se condece para impar os denles,
branquece-os e fortificar as geniivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugasr e embellezar o rosto, assini co-
mo a tintura imperial do Dr. llrown, esta prepara-
e5o faz os cabellos ruivosoo brancos.co mplersaaonte
prelos e macios, sem damno dos mesmos, todo por
precos commodos.
Deposito deca de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada no
hialo Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra': na ral da-Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Vende-se m cabriolet com os com-
petentes arreios, para um cavallo tu-
do em J|pm estado, e poi pre^o muitis-
simo commodo : a tratar na ra da Ca-
deia do Recife n. 6, primeiro andar.

Nb armazem de C. i. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. 3, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de folha d ferrQ, pintadas, pai
fabrica de assucar.
Cordao de linho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Miiao sortido.
Carne devacca em salmoura.
^Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de cana. *
Lazariras e ca vinotes.
' ^?,K*rtSf<:,n,*^S*mi*y.
)
i Vende-se uma porcao de esleios qu e foram da
ponte dos Afogados, que serven) para alg urnas esto-
cadas : quem qnzer dirija-se a ra Direi la dos Afo-
gados n. 13.
Depoiito da fabrica de Todo* o Santa na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio parasaccos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se lonas, brinzaft, bririse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber *
Companhia, na ra da Cruz o. 4.
Taixas para engenhos.
Na funfl*ao'. de' ferro de D. W.
Bowmann, na ra. do Bi-uin, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tac vas de ferro
fundido e batido de 5 a t palmos de
bocea, as'quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com pi -omptidao' :
embarcam-se 011 carregarn-s e em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se um escravo proprio pai 1
viro : no oilo do Tero 1 11. -2.
Vendem-se relogios de turo, pa-
tente inglez, os melhores que ti im vindo
a este mercado, e do mais a creditado
fabricante de Liverpool: em cass 1 Me Rus-
sel Melloi-s & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. (i.
Agencia de Edwln Mam.
Na ra de A pollo 11. fi, armazem de I .li r. Calmont
Companhia, acha-se consta 11 temen I e bous sorti-
menlos de taixas de ferro rnado c balido., lano ra-
sa como fundas, mocadas ineliras loda s de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a rnia r em madei-
ra de lodos os lmannos e modelos os ir tais modernos,
machina horisoutal para vapor c< ,m forja de
cavallos, cocos, passadeiras de fe rro eslnhado
para casa de purgar, por menos precc q ue os de co-
bre, esco vens p?ra navios, ferro da Suecia, e fo-
Ibasde flaudres ; ludo poi barato, pre c,o.
Superior folha de llar idres.
Na ra do Queimado, toja de ferrase nsn.30, ven-
de-se superior fidha de llandres (cbar coal? lano em
poroso como a relalho, para o que lem .um exfol-
enle sorlimento desle genero, qur em ;irossuras,
qur em lmannos, e em qnanlo a pi ecos iiao m ais
razoayeis do que em oulra qualquer | iarle : na mes-
ma loja tambem se compra cobre e b ito vellvo.
( Vende-se um resto d( 1 exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, vera) o portugue-
za de D. Carlas (luido y Sr. tao : na ra
do Trapiche n. I i, pi-ime| o andar.
'> A
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. D. Sands, chiinco americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca uma grande por-
cao de frascos de salsa parrlha de Sands, qne silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
midores de llo precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre cosluraam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nio daquelles, que antepocm
seus inleresses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recenlemenle aqni chega-
da ; o anuuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na 9ua da Cnnceico
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acoro-
panha cada Irasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome imoresso, e se adiar sua firma em ma-
nuscriplo sobie o invollorio impresso do mesmo
fracos.
Vende-se nm bonito cavallo de cabriole!, bs-
tanle grande e novo : quem quizer comprar, pro-
cure no Hospicio, taberna do leo de ouro.
wST Sellins inglezes. Jtr>
Vendem-se sellins inglezes
de patente, de primeira qua-
lidade, para montara de se-
nhora. e cabezadas avulsas,
por preco muito commodo:
110 armazem de Adamson
Howie & Companhia. nu ra do Trapi-
che 11. 42.
Vende-se superior familia da tr-
ra e de barco, tanto em saccas, como a
retalho, por preco mais barato do que
em outra qualquer parte : no armazem
da ra do Rangel n. 20.
heiroi
rhinisla e fundidor (Je ferro, mui respeilosamenle
anuuncia aos senhores proprietarios de engerihos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, qae o seu esta-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na ruado Brum passando o chafariz, contina em
fvoxrcf TesacIa complclamen
com apparelbos da primeira qualidade para a per-
feila confeccaO das maiores pocas de machinismo.
Habilitado para emprebender. quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais pai*
tirulurmente chamar a attencao publica para as se-
guinles, por ler dellas grande sorlimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslranseiro, tonto em prec^i como em
qualidade de materias primas e ma de obra, a
saber: f
Machinas de vapor da melbor conslrucafl.
Moendas de caima para enzenhos de todos os l-
mannos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e sorras.
Manejos independenles para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e churoaceiras.
Cayilhes e parafusos de todos os lmannos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalba.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou por ani-
maes. e piensas para a dita.
Chapas de fogao e Tornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de. repaxo,. movidas a
ma, por animaes ou vent.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede para Tuso,
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de ma e arados de ferro, etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja* geral-
mentereconhecida, David William Bowmau garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nlies remeltidos petos senhores que se dignaran do
fazer-lhe encommendas, aproveitando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
^ Vendem-se relogios de ouro, pa na
ten-te inglez, por commodo pre- j.
eo: na ra da Cruz n. 20, casa de
@ L. Leconte Feron & Companhia. ($
Vcndem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de/.inca, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
FARELO DE LISBOA.
Vende-se farelo de Lisboa, muito su-
perior, chegado agora no palhabote Lu-
zi lao, por preco commodo : na ra do
Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
mos.
Moinhos de vento
lodno ser-> <*ombomb.isderepuxopara regar borlase baixas
dernpiii, nafuiiilicade I). >V. Bowman:na ra
do Brum ns.6,80 lll.
MOENDAS. SUPERIORES.
Na ltindicao de C. Starr & 'Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construcco muito superiores.
O Deposito de vinho de cliam- (
($) pagne Cliateau-Av, primeiraqua- |
fj (idade, de propredade do condi 1
rg. de Mateuil, ra da Cruz do Re- ,
(j\ C'' n" ^: este vmn0 melhor
W de toda a champagne ? vende- (
(j) se a 36S000 rt. cadacaixa, acha- t
(Sk Se un'camente em Cii8a de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. '
W As caixas sao marcadas a fogo fl
'<$} Conde deMarcuil e os rtulos <"
^J) das garrafas sao azues. i
^@@@:@: S@SS $9
Vendem-se licores de Absynlh e
Rimch em caixas; assim como chocolate
francez da melhor ([ualidade que tem ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Franca, e por preco baratissimo : na ra
da Cruz' 11. 20, primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- 1
gada recentemene, recommen- (
da^se atos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja'experimen-
tados : na ra da Cuz n. 20, ar- '
mazein de L. Leconte Feron & <
Companhia. 1
do* termos
aaatomla ,
da aaadletea,
pharmacia ,
Diccionario
clmrfia ,
etc. etc.
Sabio a luz esla obra indispensavel a todas i
as pessoas que se dedicara ao esludo de J
H- medicina. Veude-se por 4g 1
_______ i rroa^
Collegio, n. j, primeiro audar.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSfTO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas
de fabrica nacional como estrange
batidas, fundidas, grandes, pequeas
razas, e fundas ; e em ambos os logan
existem quindastes, para carregar
noas, ou carros livres de despeza.
precos sao' os mais commodos.
Vendem-se os bem construidos ar
reios para carro, de um e dous cavallos :
assim como mantinhasde casemira de di'
vei-sos padrOes, para os sellins de dit
arreios, cpie os fazem abrilhantar mtl
to, tudo chegado pelo ultimo navio t
Franca : na ra da Cruz n. 26, prim
andar.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda decores, enfeilado
proprios. para meninas e meninos a 59 cada um
inanleleles prelos e de cores com colleies e sem elles,
por precos commodos: na roa da Cadeia do Recife,
loja n. 50.
Vendem-se relogios de ouro
sabonete, patente inglez, da me
or qualidade,e fabricado em Londres :
na ra da Cadeia. n. 00, armazem
Henrique Gibson.
Vende-se CARNE DEVACCA e de poreo de
Hamburso, em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conbecida e verddei-
ra, havendo poneos signs de resto,'que se venderao
para recbar, a -248000 rs. :
. AC DE MII.AOsonido;
TAPETES DE I.A. lauto em peca como sollos,
ra forrar salas, de bonitas cores emuiloem conla.
pa
ele. :
-Vende-se farinha de mandioca
muito hpa, a l.i.soO rs. a sueca : no ar-
mazem do Forte do Mattos n. 20,ou a
tratar com Manoei Alves Guerra Jnior,
na ra do Trapiche n. fi, primeiro an-
dar.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42. ? t
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
Kadapolao* avallado.
Na ra do Crespo 11. 14, loja de Jos francisca
llias, vende-se una porcao de 1 nada potan largo conv
um pequeo toqoe de avaha, a 29200 e 2*500 a
peca.
Oleo Essencial,
para impedir a cabida de cabello, faze-lo crescer
e liinpar a caspa, a 500 rs. cada vidnnho : na ra
do Rangel botica n. 8.
Vendem-se camas de ferro de nova
invencao franceza, com mollas que as fa-
zem muito maneiras emacias, chegadas
pelotultimo navio francez Pernambuco, e
por preco miifto commodo : na ra da
Cruz 11. 20, primeiro andar.
OLEADOS de cores para forrar corredores, c,.
OLEO de luibaca em latos de cinco galoes : em
casa de C. J. Aslley 4 Companhia, ra do' Trapi-
che n. 3.
Na rita do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou h
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varas
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas preta
para chapeos desenlila, fundo lados
para chapeos, courinhos com setim, fi-
vellas, litas para an odios e debium,
trancas e outros imiitos(pbjectos. d cha-
peleiro,
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 2C de dezembro desappareceu do enge-
nho Massatandnba o escravo, prelo, de uacSo", de li-
me Manoei, estatura regular, ps comprdos e per-
nas meias zambas, levando camisa de raadapolito. ce-
rnida de atoodaiizinho amencuio, chapeo de palha
0111 ineio u,so, e perleuce a Manoei Antonio Vieira
de Carvalho, lavrador no menino engenho ; quem o
|H'2ar, leve i ra do Collegio n. 23, primeiro andar,
que ser graificado.
Desappareceu era dezembro proiimo passado,
um cabra de nome Elias, de idade de 28 annos, pou-
co mais nu menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, retoes regulares, cara lar-
ga, falla pausida, com uma cicatriz redonda na es-
padn direila. e unirs antigs de castigos qne le-
vou : quem o apprebender, leve-o ao llr. Lopes
Nello, na la Nova, quesera recompensado.
_ Hontem 1. do correnle, pelas ."> e1|2 horas da
mandila, ausenlou-se do sobrado da rna Direila 11
'Vendem-se fardos de fumo da Ua- 6',u'"S.,.Di',?r,J T*** TV' d* ""y:
u," ua "* munda, cor alabiada; baixa, cheia do corpo, com
ara;charutos ; .nubosos ulhos doenles, e com uma cicatriz na nuca
eirf forma redonda, e bstanle saliente, motivada pe-
los canslicos apphcados nesse lugar; levou veslido
de chito de asseuto branco cora palmas roas miu-
das.e chales de chita de assenlo cor de caf com
pinluras.amarellas: quem aapprehender, pdele-
va-la a retorida casa cima, que ser recompensado:
nessa occasio furlon uro veslido com lalbe atogaijo,
e uma camisa de madapolaoda senhora.
No dia 27 de dezembro proiimo passado, desap-
pareceu oescravo de nome Julio, crioulo, oflicial 41
sapateiro. com os sgnaes seguinles : baixo, sem bar-
ba, espados largas, olhos vivos, falla desembarac-
do, e anda muilo aprecado ; levou calca de casemi-
ra aznl j usada, chapeo de Braga usado, e camisa dae
madapoliln : consta que anda pelos an ahaldes des! a
cidade ; e quem peaa-lo, tove-o ao seu senhor, qo e
mora na ra do Livramenlo n. 29,. que ser gratif 1-
C"-^______________________________________________* ,_
Ptm.rTjrp. 4* M. F. da Parta, -IBM.
para; cliari
de Caixas
com
hia, primeira qualidade,
assim como um resto
charutos, que ja' se vende por preco
baratissimo, que he parase-fechar con tas,
ahogado tudo da Bahia pelo ultimo na-
vio : na ra da Cruz n- 20\ primeiro
andar. ,
Vestidos modernos. .
Vendem-se vestidos de miirsulina lina de cores
com barra, fazenda nova a 59 o corle; dilos de liia
e seda e barege modernos a !l-5 o corle de 12 cova-
dos; chitas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e G10 rs. a vara; e mitras muitos fazendas por
baratos preQos: na roa da Cadeia do Recife, loja
11.50.
Vende-se una escrava da Cosa, com idade de
22 anno, boa quilandeira, lava eeogomnin bem : na
ra de Amias Verdes 11. 23, sobrado.
\

i


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