Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02313


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Full Text
;-**+
t
ANNO XXX. N. 2.
Por 3 motes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
TERCA FEIBA 3 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte, franco para o subscriptor.
KA.\KRKC.\IM>S DA SUr.niP<:.\0\
Kucife, u proprielario M. F. de Faria; Wo de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
iHtprad; Mare, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
lonra ; Pajahibu, o Sr. Jos Hodrigues da Costa; .Na-
tal, o6r. Joaquim IgnacioVereira; Aracaty, o Sr.
^itonio de Lentos Braga; Cenra, o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Mamullan, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Par.i, o Sr. Justillo Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobro Londres 27 1/2 a 27 3/4. *
Pars, 345.
Lisboa, 9o porecnlo.
Aerees do banco 5 0/q de premio.
da companhia de Beberhc aopar.
da c.....|.anliia de seguros ao par.
Itisconto de leltras, 10 a 12*0/0 de rebate
METAES.
Ouro. Onoas hespanholas. 28$o0 a 29&000
Modas de 69400 venas. 1GS000
v. de 69400 novas. 169000
. de 49000....... 99000
l'rala. Palaccs brasileiros..... 19930
Pesos columnaros. ....*. 1993
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS l.iiHItl-IOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e (larannuns us dias 1 e ij.
Villa Bolla; Boa-Visir. E\ e Oricury, a 13 e -28.
(Manila e PaTahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as qiintas feiras.
I'Ki:\M\H DE HOJE.
Primeira as boras e 44 minutos da manluia.
Segunda sShorase 6 minutus da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cqmmereio, segundas c qniiitasfciras.
Helaran, tercas feiras e sabbados.
Emenda, tetis g sextas feiras 10 horas.
Juizo-de Orplios, segundas o quintas s' 10 boras.
1 .' vara dii ci'vel, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civel, piarlas e sahliados ao meio dia.
Os Tribuuaes de Justiea estao fecbados at o ulti-
mo do Janeiro.
EPIIEMER1DES.
Janeiro 0 (Juarto crescente a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
14 La chcia as 6 boras, 42 minutos c
t2 segundos ra manhaa. .
22 (Juarto mingifnle ao 38 minutos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 boras, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
2 Segunda. S. Isidoro b. ; S. Marlinho nuirtyr.
3 Terca. S. Aprigio; S. Antero g. A. S. Primo.
i (Juana. S. Tito b.; S. Prisco presb. martyr.
5 Quinta. S. Semeao Kstelita ; S. Tlielesphoro.
6 Sexta. go|Kniphania M.'do S.) Dia deReis.
7 Kabhado. Regrosso do Menino Jess do Egypto.
8 Domingo. 1." depois de Res.' S. Lourcneo
Ju>tiiiaii<>.
PETE OFFICIAL.
OHeH
\
DA -.PROVINCIA.
lUM tawkra o 1853
-Ao inspector dathesouraria pruwjncial, de-
1 aue approva a arrematarn que fez Then-
l de Souza Jardim, da otii a do 5. lauco la estra-
da 4* Becada, com 25 por cenlo de abale, sendo Ha-
dar Manuel Joaquim do Kego e Albuquerque:
Bu Ao mesmo, apprnvandu a arrematara, que
asa hadurel Antonio Pereira Barroso de Moraes,
da arado aterro do empedramcnlo do t. lauro da
entrada do norte, com un por cenlo de abate, e dan-
dupar fiadores Manuel Anlon.. (onc,alves, c Luiz
Jas Pereira Simos.
Wo Ao ntanto, dizemlo ficur Inteirado d hater
Jos Gouralves da Porciunctibi. dando por "dador
Jee Mjgu de Miranda, arrematado a pintura e al-
caaraaaniale 4a ponte do Cachaug, com um por cen-
ia de abale, e declarando que approva essa arrema-
1
I
MaAs director das obras publicas, aulorisan-
de-o a fazer a despera necessaria com a remora.. da
ral o aaadeka ajae se acham na casa que onlr'or
en w para a gam-da principal na cidade de Olinda.
e arevenindo-o de liaver ulliriaila ao director inte-
rnan do carso jur.lico, para mandar entregar aSint-
as chaves da mencionada casa.Fez-se o ollicio de
uese trata.
DiloAo commandante do presidio de Fernando,
Inmsaaltindo, par a lereiu o conveniente destino, as
gatas rdarao da i presos que segueta para aquella
rtha aapatache Prapama, alim de cumprireni all
as aaaa sealeaca.
PartariaAo agenle da companliia ile vapores,
aara laadar transportar para a provincia das Ala-
ajaas, a bardo do va por Impcralri:, a CincinauS Ma-
v isa|ar, aa quaKda de de passaaeiro do estado.
I*flaComidera ndo vagos os pastos de capilao da
Ve i.* caaipan liias do batalhao^dearlilliaria da
gaarda aariaual dille niunicipi para os quaes fo-
raaa inaaeidn por portara de l) de etembro ulli-
ata, Maaael l.aix (innralve* Jnior, e Manel Alves
(aria Jnior.Communicou-sc ao respectivo com
maadaote sapee ior. .
rEtN\MBllCO.
Y
MU liaKIA DE PAJEU .
Mea......In OI85S.
iata qniatena. aao feudo das mais lerleff em noli-
la, aao he tan ibera das mais destituidas do relos,

\

Sajada presa a esta villa e recolliidn a casa de delen-
caa, como recru la, Eafraiio de Tal, lora cninluzido
para aaaa cidade, par ama palmilla do Ouricury.
sjaa aanillava aa tros recrulas daquetla comarca. Ma-
aaal Pequaaa. a ai de Eufraiio, avisado no Navio, on-
ae atara, da prtaaa viamni do Ribo, partir ri'alli
caaasjsa aeajaito de 11 homens, e alrancandn a palm-
tha coa Baria Israaca, ahi, som a menor resistencia,
t, aesaada diiea, de comitiiun aocurdo, apoderou-ie
daM, daaalrorecrula niai e de duas granadeiras
aa jurxt, acra armar osnovos-canipres.
HadMlMo deSaa Jas, perlenrcnle ao novo ler-
aaa da lagaaetra, Ciiaaniro de Tal a aaaj laasaatira. por cansa da mullier do menino. Con-
laaaaa m't a .aso aasmi: '-J^r
Caseminaandava ka anuos em eoncubinalo com a
aaatJber de Naaratira, com a quul inorava. t) incau-
Nival r"r. Caetano de Messina, que t.io relevmiles ser-
varas ha pri-slado a iareja e ao eslad em sua niissan
acta interior desla provincia, rliegaudo .i villa de In-
i, e all missionindo. aparlnu-os dessa uiiio
ecoiideinnavr, restiliiule a adultera a seu
rido. Tres diasdenois i(e eslarem junios,
a hvdra eaavidaado a marido a um passcio a peque-
a distancia, nenie passcio o en tragn ao'assansino,
ame a aguardara, e Ihe roubou a existencia, nao sein
anuas Itejbalhe, parque lambem sabio ferido com
daa tarartaa. A adultera c assassina exadio-se em
(rajas ile lioruem, e o sen co-ru. lendo sido preso
saibdetegado daquelle districlo, no Iralameiil
r lacadas, fug vestido de mullier. Parece que os
haviam ajeniado o meio porque deveram
akadlr a aliea, e esta por iuexperiente engolio a
tVeaala a gaarda nacional, de que Iralei na pre-
rtdaalc. parti daqui o delegado de polica no dia 3,
rasa carra de 151* horneas an demanda de crimino-
ana. Ka dia 4 pela madrugada cercou a povoacao de
Kazeiida (irande (Sti lesnas daqui) onde capturou
daa indiridaos; evadindo-se na vespera, por aviso,
Jas Antonio Pereira, que all eslavasw um mez, ru-
ana aaatvera o uiesmo delegad, que o seguio no en-
calco uara aa partes de Tacaral e rio le San Frail-
ean; da que no lia noticia ahuma.
a dia5 tres criminosos, dos que se acham aqni
preso*, sendo escoltados por outros lanos soldados
ate o lie, que Rea a distancia de I.V) bracas, para
servir; que elle* l sabem; acontecen que levando
am das preso* urna chave falsa com que abri o ca-
dead da crrenle, largaram-se lodos a correr, dos
atuns se evadiram doas, un criminoso de unirle e
aira de tarto de cavados: o terceiro que lambem
era criminas de morle foi alcaucadu ecapturado pe-
Ins aaldadas, que odeixarammollc.de bordoada*. As
aajaarndade* poliiiaes deram immediataiienle todas
as providencias, qne aproveitaram, poique no dia 7
M acivantenle recolhido radeia o mcsino criminoso
de anirle, capturado por um inspcc.lor de quarleiro.
O jury, como era-de suppor, nao se reuni a -i des-
le oda apenas comparecido uesse dia nove inem-
aro: lerto a sorleio dos supplenles, foi adiado para
12, e. neme dia, fallando anda qnatrn membros, nao
secf'elaou a reunio, com Ihjiii pesar para oscrimi-
uiis presos e onlros acossados pela indicia,
m Fallar i vardade, se pode dizer, esta activa
> nunca.
Boas chuvas cahiram em moilos lugares desta co-
marca (menos aqni, pois estamos quasi na mesma
nos dias :l, i e ti do crrenle mez, dei xa do1 mais
animados os criadores, que ja perdiam a paciencia,
pela perda que comecavam a soll'rer em suas for-
tunas.
Posto que o mez de dezembro entre nos no seja
lempo pi oprio para certas planlacoes, rom ludo mu-
la sement lem os esperando* avradores confiado
n trra na iulenrao de apruveitarem neste fim de an-
uo e principio ilo seiuinle, o qoe.pcrderam no de-
curso daquelles mezes, em que o invern foi de bal-
de esperado.
Ua em varios lugares desla comarca terrenos mui
productivos, cuja lavoura lie de superior qualidade
a de oulros losares da provincia, alias mais adianla-
dos na agricultura. A tosaa caima, mandioca, caf,
llgodu e varios oulros producios talvez nao tenham
itperior em toda aprovinria; noentanto mu longe
estamos aiuda de pdennos colher as vaulagens, que
esles diversos ramos de industria nos ofterecem. Um
no pequeo numero de difliculdades, posto que em
parte venciveis, tent l.lo poderosamente intluidn
sobre s destinos desla inalfadada t.erra, e com to
cousideravel damuodanossapropriedade e industria,
e al da nossa propria educarilo, que nos vai ames-
quiuliamlo eos olhos das mais comarcas, como talvez
os menos industriosos e os mais alrazados habilanles
da provincia.
A considcravel distancia de cenlo e lanas leguas,
uue separa esta comarca da capital da provincia e de
oulros lugares rommeiranle-, as difliriildades das
cninmutiicacoes e transportes, pelas pessimascinlran-
silaveis estradas que temos, sito incontcstaveis incon-
venientes aojdesenvolvuento do nossd commercio e
prosperidad da nossa industria agricula. Por oulro
lado as militas e successivas sectas, que tantos estra-
gos coslu mam fa/.er em lodosos sertoes das provincias
do norte.como que levam de vencida esla infeliz par-
le da provincia de l'ernambuco.
Daaui a seguinle alternativa: ou ha secca, e en-
tilo vemos succumliir aos horrores da fome os nossos
irniilos e as uessas fortunas, peia maor parte consis-
lenles em gados de varias especies; ou ha invern, e
neseie ras cahimos no inconveniente opposto: temos
.ilmiidaiiria, mas una abundancia prodiga, orna
abundancia sem fprovei'.o; porque ngo leudo valor
os no-sos producios, netn podendu ser transpor'tados
para outros mercados, consomem-se, eslragam-se e
perdem-se sem vanlagera ahuma para os produc-
lores. '
Mcllioradas as vias de conimunicarao e transporte,
o que nao he inipussivel, alenlo n pe mi que se acha
a negoeiaro acerca da eslrada.de ferro da provincia,
que deve uecessaiiamenle atravessar parte desla co-
marca, segundn plano discutido c adoptado; os
nossos oulros males pi'idem ser, seno exlinclos, ao
menos atenuados pelo goverime assembla da pro-
vincia, se lanrarein vistas palernaes para os sertoes,
que no Ihes devem merecer menos atlenrao do que
as ricas e populosas comarcas prximas capital; se
curarem melhor da educaran do povo, que anda ia-
nora os principios mais Iriviaes, que se cosluma
ensillar mis escolas primarias; se mandarein cons-
'ruir a;udes em lugares adequadns, que sirvam dr
de criminosos, assinl como aos bous desejos dos cida-
dflos lioneslos, queso na justa punirn dos malfeilu-
res pdem encoulrar a garanta de suas pessoas e de
suas fortunas.
As cmaras desangue, comquanlo nao tenham Tej-
i victimas, nao nos deixaram inleiramenle: de
uuaudoem quando apparecein casos aterradores para
os enfermos c seus assistentes.
{Caria particular.!
REPARTICAO DA POLICA.
Parta de dia 3 de Janeiro.
Illm. eExm.Sr.Participo a V. 'Exc. que das
|rtes hoiilem e hje reeebidas -nesta repartirlo,
rousta nicamente ter sido preso: a ordem do sub-
delegado da fregnezia da Boa-Vista, o pardo Jos
Roberto do SAuza, sem declararlo do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
l'ernambuco 2 de Janeiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. consclheiro Jos Bento da Cunta e Figueiredo,
presidente da provincia.O dcsembargadoT -Cae-
tuno Jos da sil ni Santiago, obele de polica in-
terino.
Ibes a esphera em que devem eoiislanlemenle g\rar.
Nao be por nutra raioxfilou governo, emqualqunr
unta das ua^es' roais ailianladas, que possamos
analys.ir, deuti'e aipjellas que udoptaram de prefe-
rencia as forniubis eODSiiWciotises, esforca-se pri-
meini que ludo por fazot' eflecliva a accao de tao
indispensaveis elemenlos ; e, reeonlieriMide que sem
elles nao jide eonsexuir o fin a que se propie,
trabalba incessanterneute por icutir no espirito da
socedade, a que elle preside, ponsainentos edoufri-
nas que, se por um lado favorecem eesleiidemo
COMULGADOS.
ninnera alguma aos instlelos licenciosos e auar-
rhinis, por oulro coDlrbuem admiruvelmeute para
eslalielecer o doiumto da onleni, sem sanecimiar,
todava, o rigor o a lyrannia. Sob oslas bases cre-
am-se na socicdsde direilos iualienaveis, sirgcm
inleresses disliitctos, despertam necessiilades da
mais elevada magnitude, ilirein-se as fon tes s n>-
piracoes nobres, o progredir das boas cclicas jiolili-
cas lavra rom iminensa ratiidez, o em rolaran to-
d* os ramos do aclis ida; a iulelligencia mareKa
desasomhraila o senhora Aa si.
dedura ilosinterosscs, que :i primeira vista parecer cs-
Iranhos edi\ersos. Como conceller a existencia
de un pvo, rugido pelo governo representativo,
sem a rcalisaciio dessas ideas, sem a prompta eneai-
nagao desses principios, que esli iulimamonle li-
gailos com a Datureza daquelle governo ? Como
comprcliender a vida de um povo livro, sem que
ello sinta despuntar em torno de s" todos esses' ger-
inens productores da felieidado e do bem estar com-
inum ? Nao be por outra razo que nos aventu-
ramos o ponsainenlo deque sem o apoio da opiniao
principio vital da lilierdaue, sem dar uxpansSo dei publica,* sem a manifestacoo legitima dos dous ele-
, Theatro de Sania Isabel.
Assislimos em a noite de 30 ao primeiro espect-
culo da companhial.yrica-Eulerpina, composta
de 3 meninos e meninas pernambucanoo; he urna
variedaile inleressanle, um passa-lempo mui agrada-
vel na quadra em que nos achamos.
O drama he no costa e no genero dos autos do se-
ndo XVI, composicSo em versos rimados, modo em
que fallavam s pastores'dessas pocas poticas c tr-
gicas dos prinmiros lempos hisloricos mo, lem por fundamento o prodigios assumplo do
nascimenlo do Redemptor ilo genero human. O
complexo ila obra revela gusto c hahilidade no res-
pectivo autor; e fallaramos i verdade se nao regis-
Irassemiis aqu o noine do Sr. Modesto.
Pondo ile parte o acanharuento natural a rreancas
que pela primeira vez se apresen la vam em publico'
fallar r cantar, podemos assegnrar que o vaudevillc-
sacro foi bem desempenhado pela companhia de in-
fantes.
Em gcral sao dolados de voz agradavel, i bem en-
loadns, resollando d todo urna harmona appreriaV
vel. Alm da bella msica que Ilumina n drama,
ha dansados execulados por grupos divertos, que
nao podemos dcixarde preslaMhe cerla admiraco,
allendendu-se idade daa p?rsonagcnsrepresenlanle<<.
A dansa he dc'siiniilcs composicin, com exige ob-
jeclo, perlcnceaoSr. De-Wecchy, cuja hahilidade e
paciencia, na obstante o pune lempo que leve,
consegnii urna execurito mui soll'rivel.
Poslo ene msica' qu orna o \au da e anloga ao aosomplo, nao foi dexempenhada
eomfideliiiide. Nao be a primeira vez que temos
notado cstcdeleixo.
Ejtrinios cerlos que a censura nao perlence s-
menlr no Sr. director da orcheslra; grande parle
della cabe ao subordinados do Sr. Oresles. Pi-
quen! ronreiicidns estes senhores que sao pasos para
execul.ir com perfeirao as pecas cd>e o ibes apresen-
larem. e un para alnindoiiarem os in-lrumenlose se
dislrairom rom a represenlaco, como temos prc-
encadn por varias vezes. Esperamos por tanto que
o Sr. Orr>s!n9 ome em considera rao ple pequeo re-
inolecroe^jiantia a agriculliua, e creacao conlr, | Paroi 'lin' deque nao seiamosHorrados aadverli-Io
essa praga. quasi amiual. denoniiiiada serta ; se pro- nu'ri' ***
curarengeneralisaf na provincia certa especies di -""so podemos deixar de agradecer publicamente oa
productos e de animaes, de que se tera feitn irrper: r?'"^*r *"!%'"?':'!'. .*?'..fnT?KJf-.l?*T! !"*"
ment (ir mitra parles, c cujas vaulagens ji se vil:
rolbendo; se nos enviarem llualmcnle pessoas pral!
aafosraM
fciacaA
unjpis <'p dislracrjl para n publi-o deata cidade,
pem rociiar prranlc despezas e san lirios. Tnlia-
mns a m^innrcompanhia dramalira soflrivrl corpo de baile, e no entnnto aiuda uiai quiz
obsequiar, uestes diss feriados, rnni especlariilos de
genero dicrenle. Todavia sentimos que hnuvesse Ifio
pouca e'inciirrencia; mas estamos r'erlos que boje
lodas ns llovidas acerca da execi:ro nslaro desvane-
1 ridas, p que nos espectculos seguinles as fadigas da
jjiegou Tir- ncansavel empreza serao salir-rartoriamcnlc com-
eas, qne nos iiislruam nos degredos, qiie iguoramoF
assim a respeilo sla col;nr das trras em geral, con:'
a respeilo dos proressos tendentes a nieliiorar ?
aperfeiroar certas especies de productos, de que, mu!
las "vezes por ignorancia, deixamos de tirar prev!!
Ilepois d eslar esla quasi concluida, cj
correio de Tacaral, por quem soubemos a seguinlr peneadis.
noticia. Jos Antonio Pereira, Tugiiido de Fazeudr. : O divprlimeiilo da noite de tIO lie de um genero in-
Grande, c redu/ido nllimanienle a qualro guard- eiramrr! novo, nunca o livemnsaqui, o em nada
cosas, atravessou o rio para o Curral dos lie- r ?0 parece: romessas,o ilelegado seguindo-o foi lera villa de Tacaral, eren- ,''"*. A deroraco he nova, fanlaslca e de gosln,
nindo-se rom as autoridades daquelle termo, a salir ^J1^'11" t!ocu'ne",0,,a nade e esmero da
o delegado, o subdelegado e o juiz municipal sup- j Emlia!, Inda a coadjuvaca que prestar em-
pleule, alrayessou o no vdejxando delegadp do la- preza le nada .menos que uto tributo de gralldo a
caratii com Wbomeus para guardar o porto do lado : aquelle, q ieiao bellas nuiles nos tem proporcionado;
de lVriiainbiirii siliou o povoado do Corral do-! pois presumiinosqiie, vista_ de lanas despezas, o
llois, onde foram uresus 4 faci.noras: i de Jos Anlo-'. ^r- Ag.a s b( de ler lido prejuizos enormes.
'"o, 1 de Jos l'eliv c I que fiigio da prio de Taca-
ral. Os sitiados tentaran) intilmente resistir, dan-
do anda 1 tiros contra a forca sitiante, porm sendo
correspondidos com una descarga de 10 liros, e co-
uhecendo lodo o horror da sua situara, deseugaiia-
ram-se e entregaram-se. Nesse inesmo -dia cercun
(anda do lado da Bahia) a casa de um celebre crimi-
noso do termo de Tacaral, denominado Praucisqui-
uho, onde I lie linbain informado se acbavam lodos
aquelles criminosos ; mas o cerco nao os comprehen-
deu, porque elleseslatam occultosem urna roca jun-
io a iiiargem do rio, e ahi-sendo avisados da appro-
xiinacii da forca, prccipilnrani-sc sobre urna canda,
que casualmente passava, e cuja prolecrao implora-
rain e nella se evadiram. de modo que quando a for-
ca cercou o escondrijo, ja elles demaudavam a roar-
gem oppusla do caudaloso rio S. Francisco.
Admira que arjiando-se o delegado de Tacaral,
em pleno dia, a um liro.de espingarda do lugar do
dcseinbarqur daquelles criminosos, como reza a mis-
teriosa rolbinba iruc tenho presente, e dispondo de
:0 honieiis armados, nao desse o menor sigiial de vi-
da !!... O Sr. I'uriclla Tez alravcssar immedialamen-
te o rio urna forra da guarda nacional, que seguio os
criminosos, sem que os podesse alcancar, al o riacho
do Navio, ou riacho do I ul'enio,segundo a denomina-
cao, qire hoje com muila propriedade lhe d o Qole-
bre missionaro Fe. Caelanode Messina. '
Em outra ocrasiao fallarci deste veneravel missio-
nario; eruncluo esla dizend, que a policiafactiva e
vigorosa do Sr. l'oriolbi nao pido dcixar de corres-
ponder a esperlaliva de um governo justo e iuimigo
f
FOLHETIH.
**<--
mSAMUA' D'OUBE.
( >* BppolTte Cattllt.)
n
VIII .
( ConunuarOa. )
Oura-me por favor, diz Saint-Auge, no vim
aqu por ama causa rug; ua vrlude lirou-m? o
encanta, confesso-me vencido, e sinto-me cheio de
aalH[a? e de respeilo pela senhora. Creia-ine em
a*N tabnuii, dgne-sr de oiivir-me: venho aqui
i aa alenres mais serias.
elle, porque ujfo sa precisas muitas palavras a quem
qner ir ao fim.
I'ertnilta-me primciramenlc que confesse meus
erros, e delle me arcuse a seus ps; sim, confesso
que raquee) nicus deveres de lldalgo, e que .fui des-
leal ; mas, eis-ino prompto para expiar minha falla,
para reparar o mal que llz a essa repinaran transpa-
rente como o gclo das monlanbas, o paralaso nao co-
nheco mais que um meio, esse meio he consentir raa-
daiucsella d'Oilic em por sua chura mao na minha, e
tornar-se comlcssa de Enlragucs.
O senbor o scnlior meu marido!..... E pode
pensar..... ,
Foi apenas urna patarra', um geslo; mas esse ges-
Ici exprimi lo bem ossentimentos de urna alma in-
dignada, que Saint-Auge empallideceu. Elle senta
i a ni bro o peso do dfsdem, rom o qual, seai cessar.
Mas Branca recusa (iuvi-lu, e sii responde aos sru npprimia os oulros, todava sorrio; esses orgu-
arnarlon pensanirnios. Ihosos creeiu ler feito ludo quando apresenlam dr
S*. basta
I
minha biimilliarao, exclama ella
\ minha vida Siin|'lrus desejos serao breve*
asente saDsfeilos, e minlia vista deve ler-tc mosira-
do, que la obra vai prcgredimlo !
A estas palavras Sainl-Ange nao pode resistir ;
emb carafaa soberbo hum.illiou-se, e baleudo nos pe-
la* eMe exclama :
Desgranado de mim,. merec a morle I
Lagrima* verdadeiras cw rein-lhe dos olhos, e pe-
^la primeira vez d sua vida falla com siuceridade.
Ksaaei;a-sB um momcnl de meu crime, a
asaw anglica das craluras seu destino est ligado
ao que quero diwr-lhc, o meu an que me respiluder.
Pec> me o um momento de vudiencia, e promelto-
Ihe respeilaida em taas menores: ordens. A senhora
ana despedircm um geslo, ou una palavra quando
ajobar, esto parta pode ficar aberta, e madama C.er-
mane vir ao primeiro chamado.
Parece-me, diz a fazendeira, que com estas
adrede*...
Vmc. nao o>condece! murrniirou Branca.
Bata conversado Seri a ultima, continua el-
le, se (al he pelo menos o seu desejo ; jur que .le-
pis afta tornarei jamis a apparcrer em sua presert-
ra asan sea consenlimenlo.
Cerrada de suppiicacoes. Branca consenle enilim,
aja* madama Cermaiio retirc-sc un inninenlo, dei-
do a parla abarla. Vendo-a sabir Sainl-Ange nao
Ma escapar neiihum sgnal de alegra ou de Iri-
aanaho; a**enla"-e alguns passos dislaifle de mada-
mesella d'Orbe, e est realmente serio.
Serei breve conlra meu eostume, senhora, diz
#J Vide Otario a. I.
.l*
um rosto riso'ubo.
Eiililn devo lelirar-me. sem mesmn oidor o
prrdai'de nimbas culpas? disse elle.
Se seu arrepciidinienjn he sincero, assim possa
Dcos perdoar-lhc com eu lhe perdoo! A religiao nao
exige que faramos mais pelos nossos iniiiigos.
Nao podendu iibler mais nada, Sainl-Ange er-
gueu-se com essa graja e desembaraco, qne ningnem
lhe poderia contestar, e que aos olhos do publico sup-
pria nell a vrlude, e inclinando seo corpo elegante,
piase, lomando a tomar seu lom impertinente e lo-
viano:
J-ique iioquer dar-me sua mao, consente a
minha bella nimiga em deixar que lhe d um heijo
na face?
.No se approxime exelamou Branca. Oh he
infame o homein a qUem apeclo da fraque/a. do
soflzjmcnlo c da desgrana nao desarma Retrele,
senhor, relire-s; se ninguem neste mundo se le-
vanta para defender-me o castiga-lo, tema canear a
paciencia de Dos !
A senhora me desafia! exelamou elle.
Vendo o huicar-se sobre si. Branca -heia de terror
leu um grito ;a fazendeira, sua familia e seus cria-
dos, os quaes arabavam de recolher-se, appareceram
na porla do qiiarto.
Eis urna virlud bem guardada! disse Sainl-
Ange, pois bem. hoje nao, heamaiihaa.Eu linha fei-
to em meu coracao o grande sacrificio ao dos 11 \ -
minea: abrigado pela sua recusa, ......bunesella !
I'osso anda saudar a alegre liberdade. Apre! esca-
pei de boa se a senhora tivesse aceitado, eu estara
perdido; agora lu> limito larde, levo comigo o meu
segredo, liem romo o meu amor asurado de odio!
Ditas esias palavras, elle sabe e alravessa orgulho-
ConsideragSet sobre a poltica cm geral, com
relacao ao Brasil, especialmente pelo seu
lado exterior, e sobre a nomeacao do seu no-
vo ministro plenipotenciario em Portugal.
Em lodos os paizes que vivem sob o rgimen re-
presenlativo, o onde por umalei natural, o impor-
tante elemento da opiniao publica, leude a maoi-
feRlac-se em toda a sua p'lentude, concorrendo po-
derosamente para que as ideas generosas de ordem
o liberdade se dosenvolvam e caminhem deampe-
cadas e vigorosas, he necessario que a adminislra-
rao se rod.; de todas as condicocs essenciaes sua
existencia, que o governo compreheiida a clevacao
das suas funecoes, que observe eom perspicacia o
tino suflicicnles a vordadeira posicao que deve oceu-
par, eque aprecie o procure satisfazer as mais
transmdenles iiccessidades sociaes c |ioliticas. De
qualquor maneira que esses paizes oossam ser con-
siderados, viu se atienda aos seus melborameiilos
maleriaes, ou so reflicta exclusivamente sobre
progresso das-ideas da civlisacao e de UkIo esse bri-
llianle eorejo di: seioncias e arles que lhe sao inbe-
rentes, jamis sera possivel prescindir do apoio e
incurso(laquclles principios; por que, partiudo
da propria.ndole do svstema repmsontatvo, da sua
mesma organisacao, elles \-eetn dar forca a lodos os
diroilns, proporcionar-Ibes as ennvouienlcs garan-
lias, desenvolver todos ns inleresses rcaes, assignar-.
Quando assim a opinijo se ntaiiifisla no meio tic
una associagao pnlitic.i, a|iaudo-se naquellcs
dous germens de bous e felicidades, be cerlo que es-
sa nssociacao j se acha'constituida ; c lio ciiiao
que a administraeao, tue. tem de dirigir os seus
deslinOS, llevo empnig:feudos OS SClls esforeos para
manter-se n posicau qii Ibe-compele, e repri'sen-
tar somonte o papel que Ibe eabe no grande doseu-
volvimcnto do mundo sosal. Imaginemos um |hj-
vo qualquor que viva sol as formulas domnenlo
reprsntaiivD, supponl,anios qualquor tima uara
assim organisada, ptaloro ella aspirar ao titulo de
verdaderamente livre, o prelender os foros de civi-
lisida, se o centro doidc Ibe parte a ilireceao, se o
|>ojler que administra, nao atiende ludas as nexx's-
sidades que ella cvpirimeiita, nao cerca de garan-
tas inviolavois o evercicio dos direilos doxadu t m
dos associados, e, nao rala de estabclecer' as rola1
eiVs ifcssa naeao ou ibssp povo eom os jiovos c na-
eues eslranbas, de regularlas o promove-lus ?
Seja qual for o,pa,z, >u elle se chamo Inglaterra
ou Estados Cuidos, iu se vanglorie do ser a pri-
meiro a realisnr as ajnplas llicorias constitucionaes
c do apn!scnlar o i\|u da libcrdinlo poltica, ouse
ufano com ,i iila de'lur sacudido o jugo do una
mnlropole, o apoz nlzunias dezenas d annos arvo-
radoo estandarte da libeiilade, ello' nao poder \i-
vor i sombradas sua; nslitui^oeshenclicas e anima-
doras, so nao for iiiinlida a |iax e a segurano.a no
seu territorio, se a sua integridade nao for defendi-
da esustentada contra os caprieboseas tentativas au-
daciosas de potunrias estranbas, se o commercio,'.a
industria, a scienciac a lilleratura delinharem som
esporanea do iiiellun;.monto, se, m fim, as suas
lelaeoes e intoressea aun as narses o paizes esiran*
goitos nao forem bem deliidqs e conservados.
Ueiiandode parle a urii-cm philusopliiea desla* cun-
dic umis admiflir nrganisaio 'alguma politica ; pivs-
cindindn da nijcesidaiJe tic esludar cada unta dellits
o de mostrar que das premissas por mis esuibcle-
ctd.-is que julganios de .oceoido com a scioncia ellas
si-ilerivaiu como consequetteias necessarias ; [Kiis
que a larofa do oxamiuir essas lois caberia ao Mon-
lesauiea o aos Benjamia-Constant, alm de ser ma-
teria sobre a qual de soora nos falla a historia de
lodos ns governns livres ; basta que atindanlos a
urna s dolas para reeouheccr-lhc urna grande im-
portancia, e para ver que ella jamis se daria, a
nao existir a nocessidade urgente de basea.r na li-
berdade e na onlem, afirmadas pela opiniao pu-
blica, a ailminislracao poltica, sob o rgimen
i-iinstilueonal, queremos fallar dessa harmona re-
ciproca dos iiilercsses de nm para com o'ulro povo,
de una para com outra naeao, dessa cadeia de m-
Ianves, mutuas que entro elles se desenvolvem : bas-
la que refiietamos sobre este poderoso elemento de
vida que s por si concorre para colloca cada tun
dos paizes iiaquolla psjeao, i que lie naturalmente
destinado. Sc.poriimladunoidium povO quepreze a
sua liberdade pode wet sem que a nianifcslaco
dos seus direilos mais importantes progrda na es-
cala da sua propria activiilade.sem que possita um
svstema regular deorgauiseco jitdiciaria," sem que
as jis, os costumes, as instituiooes adopUidas e ro,
cabidas se firmem nos vordadeiros principios
que lhe devem servir de fundamento ; se dlc nao
pode' ler una existencia poltica propriamento dita
se nao quando abre fontes copiosas industria, ns
artes e a commercio, quando regularisa a instrur-
co publica sob as bases de urna reforma radical e
proveitosa ; por outro lado nao Ibe sera possivel
conseguir osle imprtame fim, sem que por mel de
um governo jierspicaz % enrgico as suas relacis
com lodos os oulros pavos sejam plenamente sus-
bMiladas c defendidas, sem qUe os seus' mais vilaes
inleresses forado seu. territorio sejam fielmente com-
prhejldulos c satisfeitos. Assim, ao passo que no
interior do paiz a trauquilldade c .i seguranea de
vem ser mantillas em loih a sua exlcncao, coiiili-
r;io esla som a qual be impossivel que g adminis-
traeao iWum |wssosobqiialqucraspectoem que acon-
siderenios, be iialis|iensave| que. no exterior se lhe
dilate a vida, harmonisaitdo-se em lao vigoroso
por meio le unta 'poltica Ilustrada e comprehen-
mentos da ordem olilwrdadc c dosnieios que tondem
a aiigiiioiilar-lbes a influencia e o ileseinolviun;nlii,
a administraeao de qnalquer pai/.rnnslilucional nao
poder jamis altingir ao sublime desidertum,
a que se dirige : he por esta razio lambem que,
.ncarando sob umu forma sxudptica cada una
dessas obndieoes essenciaes, e argumentando espe-
cialmente com a tiecesidade do una dolas, a de
representar nos paizes eslrangciros os inleresses e
diieilns [loliticos e sociaes, mostramos que sem el-
las nao ha administraeao possivel, nio ha governo
algum realmente urganisado.
Se estes principios que temos expendido sao por
si inesmo evidentes, quando os consideramos em re-
lacao a qualquor um paiz que viva sob o rgimen
representativo, anda mais inconteslaveis se tornam
quando os apreciamos pelo quo diz respeilo ao nos-
so paiz ; e para qne mais nos convonenmos desla
importante verdade, basta que encaremos e exami-
nemos no iloseiivoltimento da nossa vida polilica
qualquor nina daquellas necessidailcs que j deba-
mos mencionadas.
0 Brasil, que pela sua posjcao goographica .pa-
rece destinado a realisar um dos mais briiaules
papis no mundo social -, que pela abundancia de
reeursos'naturaes coin que a Providencia o enri-
quecer, he chamado, talvez, a represeutar um pen-
sament grandioso, na longa successio dos secu-
los; iiecesiiita igualiucnle da prompta ixmcurreucia
ilaquellos |Hlerosos Runenlos que lauto influein na
vida dos povos livres, c que lhe abrem o ca-
niinlio civilisaeao c ao pigresso. Novo como
ello he, tendo principiado ha bem po'uco a sua vor-
dadeira existencia poltica, podemos al 1 i
zer, som receiojlo commelter um erro, que elle nc-
cessita mais do que nenhum outro paiz da offieaz
realisacao do lodas as coiulieoes, que tanto lem con-
tribuido para o engrandec ment c prosperidad de
bulas as paccs cullas ; o he poi' isso que curre nos
a administraeao publica deve, sob |ieia do nao con-
seguir o seu fim, aricar mao de todos os meios pro-
prjos a activar o ilesonvolvimcuto material o mural
da pupuujaa, cercar o evercicio de suas funccies
de tiMo o poder capaz de fazo-las respeunveis e mo'
aficirrecidas, dar impulso aos mstindos nobres o es-
pontneos, animar a cultura das artes de inaior
utilidad.- goral, promover um syslema regular do
legislaeao, o preparar :i senda pura a adopeao dil
lodas as rcfoinias provuitsas o elevadas: Keliz-
ineiito boje. o governo do g&sij cointirotteudeu,
Constituida politicamente A sociedade brasileira
como olla se ocha, he nina uecessidade imperiosa
para a.adininslracao que a dirige, o concorrer com
Ualas as suas torcas para sustenta-la e robuslece-la
em suas pmprias bases : e esses mesmos elementos
n,lloraos que superabundam no paiz, e que s por
si pareem destinadas a rcalisar grandiosas ideas,
a prometter seguramente a existencia de varios inc-
llinraineulos, assim maloriaes, como at minaos ;
essas mesmas fontes de riqueza o prosperidad pu-
blica, seriam destituidas de lodo o proco c valor,
se una politic.Tpalriotica ecivilisadora nao Ihes desse
incremento, nao Ibes coinmunieasse vida, pro-
legenilo-aseliliertandivasde lodos os obstculos e. ti o-
pecs. Hoje, he verdade, lamo- irm existencis so-
cial propriameitle dita, formamos urna assoeaeo
politica, feriencemos-lisia dos povos livres, con-
quistamos a nossa independencia, o o que mais be,
sem os dolorosos e ensanguentados sacrificios por
quepassaranioulrospovos; mas sto naq succederia,
se nao seboiivosso formulado urna -conslilujco ade-
quada ao nosso estado de civlisacao e progresso, se
na" se traiassc.de eslabelecer um systema de legis-
laeao mais deaccordo com o principio fundamental,
se nao se promovesse o apuro dos costumes, o aper-
fecnamento sas necessiilades, se nao se deiinisscm os vrdadei-
ros diroitos do cada um dos assoriados, se nao Ibes
fossoni unidas as garantas convenanles, se. nao se
cuilasso do dar impulso as jfondklOeS le mais vital
interesse no systemq represeiilalKo, se a Irauquilli-
dado publica, a ordem, a liberdade, a seguranea
smente a muliidflo es|mtada. Essa boa gente Tur-
ma duas hleiras para deixa-lo passar; enem sequer
ello se digna diHxar cahir sobre elles um seo'
Iba
esse olho de lince os fres^
le Fanelle c de Blandine?
He pura esquecendo sua co-
mas como nao observar
cosroslosdeColombe,
No momento da sabir,
lera.
Pertencc-lhe^TMia mullier, toda evsa ninhada
de mocas ? oh aposto que uos tornaremos a ver al-
gum da.
Dizendo isso saliesen! mesmo esperar rcspnsla. lia
parle de fora seus senlimentos encontrados e con-
radiclurios.como vagas contrariadas lelos venlos.ex-
halam-se em liberdade.
u~ Ten,, acx' um coracao de tigre? exclama
elle, taimo pude contemplar sem ser rommovido es-
sas faces enipallideridas pelos solu-imenlo* que cau-
so Sou acaso wepeule, que o veneno que tenlio nao
me ofieade ? Desde quando. sao rinos o amor e a
rrueldade? Hunde- v. ni quoao \-la assim quebrada
e. resslenle anda1 eiporinienle um prazee singular!
Seus desprozos, suas coleras, seus bellos oihares irr-
lados.Suas palavras, que cahem lo alio de seus la-
bios o ameacamrme com a vnganca divina, lodas es-
sas cousas ii rilaiu-nie o coracao o os sentidos, e ex-
clam-mc a urna lula eslranha". Ha momentos tinque
parece-me que meu amor nao se acalnaaria senao
em seu sangue. Sim. mais que nunca he agora entre
nm um cmbale alao ullmo suspiro! Com quoar
me la:ioou ella essa recusa nao era unta luva adra-
da ao rosto? Tua fraqueza nao le salvar, paluda
amazona da vrlude! Eu le tinto forlii debaixo de
leu desfallecimenlo, e sempre victoriosa ; mas meu
braco he mais poderoso que nunca. Estamos em cam-
po fechado, ambos revestidos de capacete e epurar-a.
Desgranado do que ficar vencido !
A penas elle se apartara. Branca fechou a porla ;
ella quera occullar sua vergonha, pois eslava eu-
vergoiihada de soflrer laes persegu cilea cuino outra
qnalquer o leria sido de commcller una falla. Cho-
rar so, lal era o nico allivio dessa nreli:, a qual
renunciara ao sen plano de existencia obscura e sim-
ples, ou pelo menos esse pcnsamenlo nao pa lia mais
ler lugar em sua alma perturbada. As noitcs ella as
passava em una anxieiladc perpetua, e de di a ousa-
va apenas enlre-allrir a sua porla. A aiueaca canuda
as ultimas palavras de Sainl-Ange erguia-si-em sua
imaginarn como um phanlasma.
Esse solamrnlo inesmo devia contribuir para sua
nenia ; elle occultou-lhe as manobras do ininiigo.
Lin .lia, entretanto que madamesella d'ijrhe orava
e chora va na ubscuridade de seu quarlo, uina calera
paroii dianle da porla da fazenda, e delta *.:hio una
bella dama vestida de pelo, a qual linha em arno-
iulerior do paiz; e especialmente das suas relacoes,
externas, dos seus lacos de alliaiiea ruin os de mais
paizes, nao existissem realisadas e estala-lecidas em
bases solidas o inabalaveis. Que seria do Brasil,
deste vasto imperio, aonde a Providencia parece ter
enllocado Um novo Edn Jo constante- primavera,
deencanlose delicias sublimes, aonde a'nalureza
folga no meio da opulencia, e se rev nos quadros
Ae nina belleza admiravel ; que seria dolle, se o go-
verno quo lhe dirige s iloslinos, no tratasse de
dar-lbesob a ndacp jKililica esse carcter do forra
o elovaeao, que tanto tem concorrido para o .espan-
toso progresso de oulros paizes em idnticas cir-
euinstancias ? Quo seria deste paiz abencoado, se
ao passo quo elle goza do una orgauisaco poltica
regular, a sua administraeao menosprezasse todos esses
eleweiiins do prosperidad que elte avultam, e dei-
va-se otique o pendan de anarebia odas facones
revolucionarias se levanlassoem cada porca do seu
territorio, ou que urna guerra ooiiliiiua e ajustado-
ra com as lotencias ostrangoiras abajasse os funda-
mentos de siia.eslabelidado, o destruisse radicaltneii-
to os mais momentosos nteressa, que em iodo o
lempo, o oni quai^fner emergencias o circumslon-
cias ciiiiviria suslontaii o defender ? Sea. Brasil
lie un paiz novo, be por isso raesatuquo todas essas
riiniliw.siiii|is|iensayois sua propria existencia
devero sim- niantida* ; be por isso .....sino que iodos
irineipios euiislitutiviis da sua vida [dilica .le-
ca opposlaestasquehavemos assignalado, eque jul-
gamos derivar-sc da propria ndole c organisatao
do syslema governainental que adoptamos, tiraran
sem duvida depreciadas a grandeza e a dignidad.:
da naeao ; o at os elemenlos naturaesque mais do
que em nenhum outro paia.-.sui-gem entre nos
espontneos, prometiendo um futuro brilbante, um
porvir das mais lisongoiras e. encantadoras esperan-
ras, desappareciam de um para< a maior rapidez, ou nada poderiam aproveilar pelo
seu proprio yaior. xo queremos dizor eom isto
que todas as' nacoes, e particularmente aquella de
que fazeinos par', vivaiu s o exclusivamente pelas
Has tvlaroes (jpliucaa externas, e qne todo o enpran-
ilecinienlo lhe. proVenha da ligaran mais estrato
que possa manter com as nacoes estranbas, -com
cujosiieresses'possain os seus harmonisar-se; mas
reoonhecemos lima verdade indubtavol, que consiste
es|ii.rialmontena seguranea de suas relacoes externas
a seguranea de una propria vida polilica; e quo
inda a voz que essas esiiverem abaladas ou falseadas '
0111 sua base, nao pode baver prosperidad nacional,
seja qual for o aspecto sob 0 qual,possa esla sst con-
siderado.- 0 Brasil,'pois, osla pida sua nalureza
collocado em urna posicao tal, que, para ser bem u-
miuislrado politicamente, e para atiingir a desen-
volvimento real do suas tendencias e necesidades,
na manifestacao salisfaloria de seus mais inipiestio-
uaveis iiiteresses, no lhe he bastante susHntar
dentro do sou territorio a paz, a tranquilliilade e a
segurancaj publica ; convem-lhe sobre todo ir assegu-
rar, no meio dos outros poros, que lhe sao ligados,
e alguns dos quaes espreltarri,- por ventura, o seu
uinv imento o gozo dos seus direilos, a guarda tas suas
negoeiacoes, a directa.insiwrrao dos seus inleresses, a
rtigularidadc das suas relacoes sociaes. He por esta
razo, sera duvida, que a administraeo. do paiz.
uestes ltimos lempos mais ou menos fiel aos princi-
pios n as los orgnicas do estado, coniprehemleudo
a justiea e a coneiacao como una das ooudcoes
mais indkspensaveis na marcha da verdadeira polti-
ca, tem procurado sobre tudo acalmar oesiiirito das
faecoes mesquiribas e corrompidas que |>or acaso
possam apparecer para ombaracar-llie e nlorpocer-
llie o moviineiilo, e jwr outro lado se era choreado
|r imprimir na politica externa do paiz esse carc-
ter de nacionalidade, que deve ser nm typo immor-
redotiro dos grandes jnlcrcssese das grandes aspira-
eoes que so Ibe despertam no .sein, o que iecessitem
de,u cam|x.inais largo onde possim desentolar-se-,
Assim, perlcncendo America pola situarlo physi-
ca, polos nobres inslinclus da liberdade da inde-
pendencia que se Ibe despertam no berro, o Brasil
doixaria de ligar-se essa rica" porefo do'gloho, se
suas relacoes Kililicas, se ns inleresses que elle em
de satisfazer como naci j realmente constituida,
nao so e-tonilossem a lodos os povos do cuulinonle
americano, nao fusse elle idoniificii-se'pelos bjcos
da amizade oda barmouia social rom todas essa* in-
dividualidades qur. liem que sejam dislinrlas. per-
teareB uin iik'shki cimim, a uiu so gremio. Assim
uianfestar-se om Inda a sua eMensan as leis eiiii-
iientemonlo sublimes Jo systema rejJresutalvo, que
nos rogo. K se assim be, se urna tao evidente ver-
ob-
tos
apes nina boga serie de experiencias imitis, que 'lllr ueste iiichIo Ihi pio no meio de nos pudera
para dirigir-llic coiivoiiionteinenlo os destinos he
precii alteiiilpr do mais alto s grandes neej'ssdu-
.les que ello experimenta por todos os lados: c
dando de mao ao espirito aviltanle de partido, (pie
niiiilas vezes nao faz mais do que relardar aproinp^
la exoeiieo do medidas da mais iucotilosUivcl im-
portancia, o atrasar a marcha dos negocios, publ-
co.-,_procura constantemonle dar vida aos yoidadei-
ros inleresses, o cumplir a dislihcla missao que lhe
coulie por sorte. Se hacerlo que entre nos, dentro
do nosso paiz, urna nalureza abundante o magni-
fica reina |Kir todos o lados, na ordem pbysica e
material ; o os mananeiaes de urna riqueza varia-
da e brilbanlo sedoscorhiuain aqui e all coin toda
a profuso aos ollios do observador que atiento as
perscrifta ; se as bellezas do solo, a sua fertilidad
pasmosa, hcni longeilc seren contrariadas por um cli-
ma ingrato e abrasador, sao favorecidas |ior unta allt-
mpspbora sempre serena, por nina temperatura de-
licada o suave ; se ao passo quo o terreno he corta-
do |s>r todas as partos de rios caudaes o soberbos,
dosabrodia-Uio a,vida com opulencia concanto, pul-
lula-lhe a vegetacao com maior Juro e loucania,
avullam-lhe as prodcenos naturaes, o os elmen
tos de vida se lhe augmentara d dia para dia ; se
os agentes materiaes prnprios ao Irabalho o a ex-
ecur-ao das mais uteis 0|ieracoes industriaos appa-
recein do sobra, e proettram por si inosnins harmo-
nisar-se, enlaijar-se para produzir resallados van-
tajosos; se em fim ha una instriKXjao pu-
blica mais ou menos desenvolvida o urna litleratu-
rabom que mscenlo, bordoira das tradircries e glo-
rias d'oulra, vai tomando o carcter e typo que
lauto sobresahe as llleraturas dos povos anda no-
vos, eembalados com as crencas sublimes do amor
o da liberdade, he evidente que todas essas condicocs
que naturalmente offorece.o nosso paiz, de nada
poileriam valor, e at completamente desapparn-iv
riam, so a administraeao publica nio as animasse,
nao Ibes desse impulso, se, Iludida c fascinada pe
los apparentes atlraclivos de urna politica sagaz i
corrii|rora, se desrarreasso da marcha que Ibe
eonycm seguir. He por isso mesmo que cm o nos-
so paiz se ilo esses inoios espontneos de floresc-
monlo e grandeza, que o governo est rigorosamen-
te nliriga.il. a promove-los a estimula-los.
bree severo das pessoas piedosas. Com grande ad-
miraran das pessoas da casa, ella pedio a madama
Germano una conferencia particular. A boa mullier
a fez enlrar em urna saleta rustica, na qual ninguem
enlrava senao nos dias de Testa, e perguiilou-lhe res-
peusaineiile o motivo de sua vsla.
7,i delJgAtoUp, pois, era essa panlhcra de gar-
ras agudasiiiformuu-selogo se havia na rasa uin
mora de rara belhnK-, fazendo nessa ocrasiao o re-
Iralo de madamesella d'Orbe.
A senhora he prenla dessa infeliz ? exelamou
a fazeniloifx,^ t
~ l'ouiieTen co tal Vergonha replicn ella.
Ab! bem vejo que a senhora nao sabe que monslro
recolheu cm sua casa !..... mas nao he disso qu se
(rala acora, arrcsrentot ella vendo a eslupefarrio e
incredulidade da boa mullier. Antes de ludoiloscul-
|Ka indisiriran de niiulia jiergunla. Ah senhora,
lenlio um ir.mau!.....
Aqui essa lingua suhlil esbocou em qualro pala-
vras o retalo de Sainl-Ange.
Ser possivel! exelamou a fazendeira. Esse
bello sanhor he seu irmao?Acho com eireilo na se-
nhora e nelle m ar de familia...
i vio meu irman Deandoco, leude piedade
de mim? Eis o que eu tema eilcsahe que ella esl
aqui; a prfida nao lera deixado de lhe communicar
isso. laes saoas Iracas desse demonio dsrarradn de-
baixo de modestas apparoucia,.que engaa os oibos
anda os mais perspicazes. Meu irmo he um lioruem
perdido; ella far delle o qne qaizer, leva-lo-ha a
algum casamento vergonhoso, o qual lera mesmn a
arle de recusar ao principio para fingir que nao rede
senao as iuslancias mais vivas. Couceba meu irmao.
o conde de Enlragues casa lo com orna moca, cuja
vida n.lo he senao um tecido de escndalos, que em
urna idade lo tenia lem j conquistado a inaisinfa-
miinlecelebridade? Porm o que ha de mais odioso
lie lomar ella agora a mascara da piedade ; foi assim
que se nlroduzio em Norville... uesse caslello, do
qual sabio as escondidas depois de ler frustrado em
paga da generosa bospililidade de madama de Beau-
v illiers, o casamento de una de suas fillias com o
senhor principe de Ponlhis.
Nosso proprielario! exelamou a fazendeira.
Elle mesmo, % nao sei al qiie poni elle (ica-
ria salisfeilo sesoubesse que dais asilo a...
Ah .' meu Dos 1 O senhor principe quechega
boje de Pars c vem vigilara fazenda !
Isao vos perlence. Obrareis como vos parecer,
responden Zo de Lignerolles ; conjuro-vos sement
de nao receher aqu jamis a meu ii man.
A Wa mullier fez lodos os juramentos qne Ibe fo-
ram exigidos, mas saa conciencia nao eslava em re-
pouso. As objeccOes voltavam-lhe sem cessar os la-
bios. Ella nao poda err a seus ouvidos. Tanla sin-
geleza lano pudor I lauta modestia Era com er-
feto mu difficil crfir que tudo isso inenlia. A imagi-
najio frtil da cruel intrigante responda a ludo ;
ella ainonloava successo sobre successo, circumslancia
sobre circumslancia. Em um quarlo de hora cons-
Iruo urna existencia inleira e ludo isso era claro,
palpavel, sem coulradicco, de lal sorte que um ce-
rebro menos espesso que) da boa camponeza nao le-
ria resistido.
Dado o ultimo golpe, e era bom o golpe de macha-
do do algoz ella ergueu-se como urna dama de ca-
ridade que tem concluido sua exborlaro, promet-
iendo vollar algumas vezes e inleressar'-se pelas me-
ninas. Alravi-ssaudo a sala de entrada seguida da ba
mullier que a rerondii/ia. ella dignou-se olbi para
CnloinlH' e suas irmSas.
. Que amareis meninas, disse ella. A innocencia
hrilha-ibes sobre a fronte. Sao lenras llores qne com-
pre conservar ao abrigo do vento... Oiardai-as sobre
ludo d menor contacto com essa moca, ella as .per-
dera !
Kelrando-se, Zo de l.igqerolles deixou algumas
modas d^p ouro para as Ires irmas comprarem briu-
quedos. Qual o meio de desconfiar das palavras de
urna pessoa que obrava to nobremente I A fazen-
deira leve logo una conferencia comseu marido.. Es-
te ficou espantado principalmente das ronseq.inicias
que poda ler a presenca da descunhecida. Mr. de
l'onlhs es|ierado ha das devia rbegar de um mo-
menlo.para oulro, o fazendeira concluin, porlanio,
que conv inba despedir Branca cencarregou a mullier
de lhe dar a entender, com a maior brandura possivel
que devia iinmedialamcnie ir procurar asilo em nu-
Ira parle. Aperar das calumnias de' madama de l.g-
uerolles, a boa mullier comliateu.esle piojerlo, pois
expcrimenlava urna repugnancia invencivel'em eu-
carregar-se de tal missao. Ella pergunluva a si mes-
ma como suslonlaria a espanto desse olhar lmpido.
Sem suspeilar a ba f de madama de Lignerolles, a
fazendeira nao podia crr na completa perversidade
de Branca.
Ter commellido alguma falla, disse ella, a des-
gracaeasapparenciaslcrao acabado de perd-la ua
opiniao do mundo.
Nao devenios entrar em taes considerares, res-
pondeu o marido.
No meio dessa conversacao, Branca abri a porla
do quarlo e dirigio-se para o paleo. Havia j inulos
dias que nao sabia, l'assando por junto de seus hos-
pedes', ella os san.Ion. mas ficou estupefacta ao ver
a frieza com que elles lhe responderam. Foi anda
peior quando leudo a pequea lllanuine largado o fu-
ser planamente, satisfeitos e desenvolvidos, por pcrlonqiiwlq Europa na.. So pete civilisa.;ao, como
dada nao poder seriamente ser combatida, que
jeeln llover iiioroeer mis' decidida allenoao,
nossos estaifislas e administradores deque as rela-
eoos do nOSSO paiz eom os pases ostrangeiros ?
Que oulro ponsamento poder sor mais digno dos
desvenas e da assidua hwjitaeo du governo brasiloi-
ro, do que o do dar villa aos nossos intoresses, o
de consolula-los, o de imprimir-Ibes um carcter
do seguraiioa o estabilidatte ? Podcremos nos jac-
hir-iios do um progresso real, do urna verdadeira
civilisaeao, .le um adiaiitaineino material o moral,
(le nina iiidopondoncia no son sentado proprin, sem
queo go'vorno que aibninistra com Indo o cuidado
o vigilancia os. negocios interiores do paiz, procure
ao mesmo tmpo represenla-tos no paiz eslrangoiro,
por meio ,h delegados seus, que, obedocemlo a um
centro cummuqi do direcoao,toda utl aos inleresses
naeionaes, para elle faca convergir todas as mais
fonjas e diligencias'?
Daqui a necessHl.iilc urgente do urna subida act-
vidadejia pofilica exiorna do Brasil, que,pela
mesma circumslancia de a'r um paiz novo, e de
baver adoptado o governoconslihiciunat representar
ttvo, precisa mais do que nenhum oulro quo a oei-
V3 da vida SO lite nao mirre qo meio du grande
[mullan do dag que o agiiam.
D'aqui a uecessidade imperiosa de dar aos nter
resses naeionaes, fora do territorio onde elles surgi-
ram, toda a expausao possivel ; por qua, d'oulra
jsorte pouco ou^iada imporlaao as reformas judicia-
*rias, econmicas e induslriacs, que se llie possam
addilar, acimfeccao dasinrlliores lois o regiilainonlos,
o ilorramamonto das lujes, o polmcnto dos costu-
mes, as aspirnooes generosas no vasto dominio das
artes oda- gencias, a energa c prudencia n'aiptel-
les quo administram justiea, a represso dos i-rimes,
c al essa cor ile civilisaeao faustosa e arrogante quo
lauto avulla as sociedades modernas, e que entena
os sainos so reproduz nos ajuntamenlos das elasses
mais elevadas, o parece estar lia mullo de accordo
com o verdadeiro progresso, coin a verdadeira Ulustra-
'..i. quando nao faz mais do que conlrariar-lbe as
tendencias. A seguir-so urna administraeao politi-
su para vir abraca-la, o pai ordeuou-lhe (tatamente
que se n,lo lev aulas.p. A menina, uo menos espan-
tada, obedecen. Branca voltou-so vivamente para o
fazcudeiro, mas elle abaixou os olhos. Ella sentioen-
lao um tremor cm lodo ocorpo e um sussurronos ou-
vidos que a lveram um momento nonovcl. Depois
dirgio-se para a casa e laucando um olhar vago pe-
lo paleo, recolheu-se ao 'seu quarlo onde se deixou
cahir eiu'uma cadeira. A fazendeira entroualguns
instantes depois. O coracao de Branca haleu-lhe
com forca. Sua hospede ia e vinhasem nada fazer
como urna pessoa que lem a dizer alguma cousa, mas
que nao ousa abrir a bocea.
Que procara, miaba boa madama Oermano ?
arlirulon Branca?
Oh meu Dos nada, responden a fazendeira
com embauco.
Talvez lenha que di/er-mc alguma cousa ?
Eu ?... nao... islo he...
(".ii observar inda agora eni.sms maneiras una
frieza qual au me acoslumaram. Terei lido a des-
grana de fazer alguma cousa que Ibes desagra-
dasse ?
A senhora ? oh n,1o, nao. Pela nossa parle
nada temos que dizer, absolutamente riada... mas he
que...
Precisa acaso desse quarlo e deseja tornar a lo-
mar posse delle'!
Por exemplu exelamou a boa mulhr esque-
cendo completamente suas resolucoes; a senhora
urna moca Iu mansa, lo tranquilla e docnlc... Se-
ria preciso ler um coradlo de pedra !
E sentindo-se enlao cheia de emoejio, sabio sem
dizer mais. Branca ouvio o fazendeira que ex-
clama :
Nao lvest animo de fallar, pois bem, eu fal-
larci !
Elle entrou logo sembaler. Esta circumslancia ir-
ritan madamesella d'Orbe, a qual levanlou-se orgu-
lliosamente. Seu bello rosto exprima a dignidade
..Hendida. Ao aspecto desse rosto paludo, desses gran-
des olhos azues que pareria.il ler no fundo de sua al-
ma, o fazc-ndeiro perdeu lambem a tramontana, sau-
dou desasada e silenciosamente, abri um armario
de roupa branca sem saber bem o que faza e sabio
fechando a porta com um pouco de violencia. Branca
abaixou-se. Durante lodo o resto do dia ninguem a
vio mais mecher-se, passou dez a doze horas sem es-
lar senlada nem ajoclh.ula, mas de alguma sorte aco-
corada no chao. Durante esse cruel dia ella nao po-
de fazer oulra cousa que dar grandes suspiros, cho-
rar silenciosamente e murmurar frumentos de ora-
cOes. De quando em quando repela com voz quasi
desfallecida :
[.rlaslrailirees, coslu mes o liiujua-cm d'um povo
como qual viveu por muitosapnos, o a cuja treccqo
eslu sujeto, o nosso paiz perdera, sem duvida, ..
lugar que lhe compelo na escala das nacoes bem ,or-
ganisdas, se esquecesse as relacoes polticas quo he
convem sustenlar sempre com lodos os povos do vi -
llio mundo : d'aqui parle a neoessidailo urgenle de
nina politiea externa, que relativamente a lodos es-
ses paizes d'alem mar lenha do representar com in-
da a seguranea e nviolabilidade os graves inleres-
ses ila naro brasileira.
E se por este lado, a dignidade da nossa palria
uo poder ser jmSis garantida c sustentada, sem
que a aaminilracao publica v enllocar, por assim
dizer, fra dos muros-do seu territorio salva-guardas
tieis dos seus imftlrtanlissimos direilos: se, para
marchar em ludo com a ndole do seu svsteroi or-
gnico, c acompanhar o movmento constante e na-
tural de todas as nacoes livres, de todos os'paizes
coiiiilucionaes, como temos demonstrado, be es-
soncial que realiso a represenlaco legitima do>
seus .iii|eresses com lodosos oulros povos civili-
sados, parecemos que a respeilo de nenhuma
naeao carangera o Brasil deve reainlioeer tanto a
necessdade imperiosa de susteular urna politica en-
torna propriamento dita, como respailo der Portu-
gal. Entre esles doustpaizes a ligacao dos intores-
ses toma um vulto mui lo mais distincto do que en-
tro quaosquer outros que se queira observar: a iden-
tidade dos costumes, dos hbitos, da lingua, da lil-
teratura, da religiao e das artes faz d'eslas duas na-
coes tupa s naeao al cerlo ponto, e estas circums-
lancias, unidas! idea de terein sido por imrito teni-
po ligadas 'polticamente, sao motivos suficientes pa-
ra que o governo em ambos elles diligencio eficaz-
mente eslabelecer una politica de harmona e plena
consoltdacao. Se nos fosse possivel analvsar mi-
nuciosamente o grao de ligaco o, contacto" em que
cada un dus paizes rivilisados da Europa so ai lia
para coin o Brasil ; se podCtsenios esludar profun-
damente a posicao social do cada um d'elles, o es-
tado potinco, e medindo-lhes os inleresses que Ihes
sao proprios, os confrontassems rom os inleresses
renes, do nosso paiz, se pesando na batanea da jus-
tiea a importancia 'de cada um d'elles de por -i,
avaliassenios as relacoes que man tem com o posta
paiz, as i-irciinislani'ia.s .jiu que para co:u elle se
Meu Dos, oque hei de la-zer ?... O que hei de
fazer para caminhar?... nao posso mais andar... au
tenho mais torcas... Enlretaulo he necessaraio que
eu parla...
Outras vezes ella pensava na morle e enlao era isso
um novo loriando para esse espirito religioso. .
Ah! ah murmurava ella, os mais culpados
recebem pelo menos os ullirnos sacramentos... Onde'
reclinare! a cabera para inurrer ?... Se morrer no ea-
minbo, deverei ficar exposla aos ullrages do tempo e
dos animaes ?... ser preciso que um descouhecido
ponba a mao sobre mim e me sepulte ?... Ah en-
tretanto rumore partir! Que liz u para ser assim
evpellida ?... Porque razo son um objecto de odio
ou de desprezo para todos?
Depois ella I orna va a rali ir em..... longo silencio,
sem que as lagrimas ibe cessassem de correr. Chega-
da a noile, reuni as foaeas que lhe restavam e projeu-
rou levanlar-se. Cnstou-lhe muilo manter-se em pe e
approximar-se da janello. a qual consegu.i abrir.
Essa jauella dava paqi um pomar. A la brilhava
entre as arvores e penelrava no quarlo. A'sua cla-
ridaVe Branca Irarou com mo trmula as seguinles
palavras: .AgradeQO-vos pelos cuidados que roe
leudes prodigalisado... o co vos pague !... Kugo-vns
que como indemnisarao pelo meu sustento e pelo
aluguel do quarlo que oceupei por esparo de um
mez que passei aqu, aceitis o meu crucifixo, o men
livro de horas, o meu vestido branco e diversos ob-
jeclosque se acham na minha Irooxa. He ludo o
que possuo, mas nao vos inquietis por minha cau-
sa, nao tenho mais necessdade de cousa alguma...
Dos e a Virgem Santissinra vos prolejam a
Ajancllaeramui baxa, Branca fez suas disposi-
efes para parlirsem mesmo mudar o vestido, o qual
era de fazenda escura. Oiereudo deixar tambem o
chapeo a suas hospedes, alou na cabera um imples
lenco hrauco; depois fez o sigoal da cruz e disse :
Meo Ueos.j que a vossa vonlade nao be que
eu morra aqui, rogo-vos que me deis torcas para
sabir V
Servindo-se de una cadeira, ella conseguio com
elTeito descer ao pomar ; senlia-se ,fria como se a
vida livesse comecado a retirar-sc de si. O ar viro
da noite quasi que a sulloca. Ella se poz em marcho,
se he que sem escarneo se pode isso dizer. Depois de
se ter arraslado al Irerentoa passos pouco mais ou
menos do pomar por trz da fazenda, a 'noca abai-
xou-se no meio de urna mouta junto de una'pedra
grande chamada a Pedra dos Pobres. Seus olhos cn-
Ireabertoseo ligeiro movmento de sua respirarn
Jia denotar que a infeliz esta-

erain apenas o que poj
va aiuda viva.
Continuar-ie-ha.;



-wrT

'm~*m*wm
--
2

DIARIO DE
V
-
acbam oollocados, as negociares que, porventura,
tonham sido entaboladas de urna e outra parte : de-
monstraramos por cerlo, cora todo o rigor lgico,
pie anda por este lado a nacao europea le oais
intima contrexao cora a nossa pie a poriugueza,
ate seria um dos argumentos mais valiosos para
apreciarmos sobre ludo a poltica externa'do Brasil
com o reino de Portugal. Entretanto, quem vis-
to destas simples considerarles, quo temos feito, dei-
xar de reconhecer que, ao passo que a administra-
cao do nosso paiz, para ser conforme com o pro-
gramma indeclinavel e constante urna vez adoptado,
deve esfurcar-se por maiitor com todos os outros pai-
zes a sua conveniente posicao, nao pode recusar-so
iiecessidade urgente de aioda mais preencher esta
cssencialissinM coudico, quando'so trata de uin
estado, cuja retacees Hie sao mais prximas 1
He pur todas estos razos que nao podemos deixar
te ligar a maior importancia nomeacao do novo
ministro pleai potencia rio do Brasil em Portugal, e
de reconhecer n'elta um dos actos de mais elevado
patriotismo, illustragao e lino poltico da parle do
governo. brasileiro. Se se tratase; de salisfazcr a urna
necessidade, anda mesmo real, "porm de menos
gravidade para o imperio ; se se tivesse por fim de-
cretar urna medida, bem que Olha de urna prerisao
urgente, porm menos provcitosa aos interesses do
pau ; nao veramos no acto do gnverno que ten-
desee a n-alisa-la, um objecto de lauta magnitude,
uen esseaelo senos a presenta ra com um carcter
de too subida ronsideracao, c too connexo com a
propria dignidad nacional. Quando, porm, re-
flertimos na marcha dos negocios pblicos, e obser-
vamos que a adminislracoo poltica do paiz, sobre-
maneira conscia da excellenca de sua missao, alm
de esforcar-so |ior estabeleccr a seguranza interna,
empregando para isso todos os meios legtimos que
se lie proporcionam, ousa especialmente de susten-
ta-la e ilefende-la com todas as fon-as fra dos limi-
tes do seu territorio ; quando contemplamos a fer-
vorosa anciedade com que elle se esmera na obra
grandiosa da civilisaeo, procurando primeiro que
ludo atar por vinculo estreito as suas relacoes cora
as de todos os povos e nacoes adiantadas c bem
constituidas ; o nosso pensamento principal be, de
fcilo, acreditar na estoblidaile das nossas augustas
nstimiecs, e julgar que os poderosos elementos do
progresso e da prosperidade nacional evidentemente
se desenvolvem e augmentam. E he por isso, he
por que o governo comprehende em toda a sua ex-
tensoa magestade das sitas funecoes, que, tratando
le harmonisar a sua existencia poltica e social com
a te todos os'dcmais governos, para conseguir o Dm
de sua organisaco, nao poz de parte os vivos in-
teresses que o ligam por quasi todos .os lados ao rei-
no de Portugal, com o qual esleve unido por mui-
tos autos, e que, se nao tem hojo para com o Bra-
sil as mesmas relacoes que se estabelecem entre urna
i-okmia e urna metropole, relai6es qusi stmpre de-
stguaes e oppressivas, tem,oulras por sua natureza
mais distinctes as que sao firmadas entre duas
nacoes igualmente livres, entre douspovos irmaos___
A necessidade clamorosa de dar impulso e vida aos
interesses por este lado reciprocos, ainda mais evi-
dente se torna, quando consideramos que por cor-
tos cireumstencias, qu nao nos convem agora apre-
ciar, peto successo de certas oceurrencias, que alias
foram su lucientemente estudadas pelo governo de am-
bos os paizes, eanalysadas com toda a perspicacia na
imprensa e na tribuna, estiveram quasi parausadas
por algum lempo as commuwcaeoes entre elles, os
negocios e %t relacoes, e at certo ponto foram fal-
seabas e Iludidas as formulas ossenciaes" do drelo,
e nullificadas as condc,es de urna perfeita harina
na e seguranca. Acontecimcntos d'esla ordem v-
nham pedir ao governo brasileiro urna prompta re-
paraciio; o he sob este duplo aspecto que nos consi-
deramos a nomeacao do novo,jninislro plenipoten-
ciano do Brasil em Portugal, e a mirramos como
nm dos resultados mais felizes da poltica civilisa-
dora do paiz. Com effcito,. se por um lado he ini-
possivel conceber a verdadeira existencia poltica
ueste vasto imperio sem a guarda-inviolavel de to-
das as eondicoes de sua organisaciio, e snm que a
paz a esttbpUdade de suas instituices, a lihcrdade e
a ordem sejam desenvolvidas e garantidas nao so
no interior eomo lanibem no exterior, |>or outro
lado he fora deduxida qu no estado em que lti-
mamente se achavam os negocios de ambos estes
paizes, ronvinha mais que nunca dar-Ibes urna for-
ma regular, c para isto o primeiro passo deveria
ser, como realmente foi, o que deu o governo bra-
sileiro, no-meando para aquee ponto um represen-
tante fiel dos seus interesses e direilos.
E esse acto eminentemente justo do governo, re-
damado por urna necessidada imperiosa c urgentissi-
ma, ainda mais digno de consideracao e de apreco
nos jiarece, quando attendemos pessoa sobre 'a
qual recahio essa grave nomeacao, e a quem foi
conferida urna missao too distnctoe elevada; quan-
aos principios que o devem sempre guiar na escolha
dos seus delegados, chamou para exercer -este no-
bre cargo um dos mais Ilustrados c distinclos com-
patriotas. Praticando desla sorte ella nao fez mais
do que realisar o pensamento que a razo por si
mesma snggere, e que anda escripia em todos os
publicistas de melhor noto : confiar os altos lu-
gares do estado ao&homens de mais illusiraco, ser-
viros e^atriotismo. He sobre este" aspecto que
nos encaramos a nomeacao do Sr. conselheiro An-
tonio Peregrino Maciel Monteiro, e nao'podemos
leixar de considera-la como urna consequencia glo-
riosa da boa administrado poltica do paiz, co-
mo a saiisfacao completa de una das necessidades
mais irrecusaveis na actualirjade. Se expedcndo
*as eonsideracoes, nos passamos a fazer o elogio
las bellas qualidades deste digno delegado do gover-
no, he anda para fazer sobresaliir o acert da esco-
lha ; e esse elogio, ou como se queira considerar,
bem longe,4o ser o effeitb de lisonja, que por
certo nao estemos habituados, he aq^ontrario o re-
sultado a que nos tem conduzido o fio natural
das nossas ideas ; e ainda deste maneira parece-
nos que demonstraremos calialmente que o governo
.lo Brasil, assaz compenetrado das condces essen-
ciaes a urna verdadeira administraijo poltica, em
ludo conforme com os interesses do estado, prestou
a mais sena altencao a um dos mais sublimes ob-
jectos a.scguranea, a estebelidado das suas reta-
cees externas, especialmente para com una nacao
JHsi homognea em crenoas e costuroes'.__ Se o
ijoverno, em vez de ir procurar um personagem cre-
doc da sua estima e confianca para exercer esse car-
go de tonto magnitude e gravidade fosse comen-
to a um bomem desconbeeido, sem mrito, sem
i-onsidoracao, poueo versado nos eslylos diplomti-
cos, ealm disto, infenso pelas suas opinoes i causa
da ordem e da liberdade constitucional, podamos
dizer que tinha elle cumplido o seu dever,- e pres-
lado um servico real nacao ?
Entretanto, esse sereic apparece em grande cs-
.ala^om a nomeacao do novo ministro brasileiro
em Portugal. Convinfaa sobre ludo que fosse cha-
mado para representar os interesses nacionaes n'a-
quelle paiz um hornera conhecido pelas suas eren-
cas polticas, pela firmeza do seu carcter, "pela sua
illustracao, peloseus continuos esforcos a bem da
patria, pela sua dedicar,o espontanea c fervorosa
aos verdadeiros prnci|)ios sociaes, e, alem disto,
peh posicao elevada que porventura occiipasse entr
o seus conterrneos.
teto eondicoes se do justamente na pessoa do
Sr. eonsemeift Maciel Monteiro. Desde que pela
pnmeira v appareeeu na arena poltica at o mo-
mento em que escrevemos estos linhas, tem o
Sr. wnselbeiro Maciel Monteiro trilhado constanle-
inente a senda do verdadeiro patriota, dedicado do
coracao aos interesses de sua pairia ; unindo ao bri-
llante talento com que a natureza o enriquecer,
um espirito sempre disposto abragar as ideias de
urna poltica sublime, elle nao foi rollocar-se as
Moras de um partido i^nobil, de urna farcao
quinha e abjecta eapaz de entorpecers mjs
rosas aspiracoes ; adoplou, ao contrario 0g oensa-
menios e as optmes mais conformes com a ndo-
le do nosso systema governativo, o desde ento at
hoje tem militado sempre co'mo vigoroso defensor
das instituices juradas, sem declinar jamis osen
procedimento como cidado e politice. A essa ir-
reprehensivel fidelid.ide so uniram bem depressa ti-
tules nao menos proprios a conquistar-lhc de novo
aestimaeorespeito dos seus compatriotas : uma
eloquencia vigorosa e enrgica o constituio em bem
pouco lempo um dos mais illuslres oradores parla-
mentares do Brasil, e essa eloquencia elle a tem
feito por vezes resplandecer nos seus diflerentes dis-
onos, minios dos quaes pela submidade dos pen-
shienlos, pela belleza e harmona da porase, e
oinda mais por serem pronunciados em pocas me-
moraveis, e sobre assuinptos summamcnie impr-
tente?, nao tem que invejar aos melliores discursos
dos mais famosos oradores estrangeiros. Por cau-
sa de too superiores qualidades esto Ilustrado brasi-
leiro tem sido chamado a orcupar eminentes cargos
no paiz, onde foi ministro e secretario de oslado dos
negocios esirangeiros, e tem sido quasi sempre de
potado assemblea geral legislativa ; e, patentoan-
do em todas estas occasioes o mesmo tino poltico,
a mesma decidida adbeso causo da orJem, os
inesmos elevados talentos, he justamente considera-
do nao so como um dos. mais conspicuos ornamen-
tos dosta provincia, quo o vi^nasccr, mas tambem
como um dos polticos mais babeis do Brasil, e um
dos seus mais intelligeiiles estadistas. Piel no cum-
priinento dos seus deveres como homem publico, o
Si. conselheiro Maciel Monteiro tem desempenhado
sempre com pericia c discricao admiraveis os car-
gos de quo tem sido incumbido : e he nestes difie
rentes periodos de sua vida poltica o parlamentar
que elle tem adquirido uma longa pralica dos ne-
gocios pblicos, o cstudado com reflectida penetra-
cao os diversos ramos das sciencias sociaes, com es-
pccialidado aquellas qu csto mais em rclacao com
as leis profundas da diplomacia, o com o dircito
administrativo. Quando, pois, observamos que be
um personagem dcsta ordem aquclle, a quem o go-
verno do nosso paiz cominelleu a grande missao de
rcpresenta-lo n'um dos paizes que Ihe sao mais li-
gados ; (ruando vemos que he as maos de um ci-
dado too prestante o benemrito que foi confiado o
deposito dos direilos nacionaes n'um dos pontos da
Europa de mais importancia para nos, poderems
deixar de reconlieeer nessa nomeacao nm acto do
mais subido alcance poltico, poderemos deixar de
bem dizer com a maior effusao de enthusiasmo o
procedimento desse mesmo governo, que too perfei-
tomente sabe comprchender e apreciar as necessida-
des da situaco ? Quando meditamos por.um pouco
sobre a marcha que teni sido assignalada nestes l-
timos tempos todos os negocios pblicos, e sobre
o afn com que especialmente polo que toca s rela-
lanoes externas do Brasil com os povos mais
cultos, se tem tratado de estabefecer bases garantas
valiosssiinas, seremos lio indiflerentes ao progres-
so de nossa parira, que nao divisemos impresso
por toda a parte, cora muilo mais razio nessa' pol-
tica externa, eminentemente conciliadora epacifica?
Sao razoes estas mais que poderosas para que cada
vez reconhecamos a maior importancia, a maior uti-
lidadc na escolha judicisoa do governo : elle nos deu
por corto, na pessoa do seu novo ministro plenipo-
tenciario em Portugal' um valioso representante poli-
tico, um esforcado garante das suas instituices, um
agente diplomtico digno de toda a consideracao do
paiz pelo seu proprio nierecimcnlo. Eoi procurar
um homem, que peb na brilhante eloquencia he
um dos mais conspicuos oradores do paiz, que pela
sua firme adliesao i causa da ordem e d monarchia
constitucional teui conquistado os foros de unidos
seus mais dedicados athlctas, que pelos relevantes
servicos prestados ao estado as diversas posicocs
sociaes que tem oceupado he reconliecido como um
dos caracteres polticos mais puros e generosos; que
[icios conlieci mente* variados quo possiie' em grao
eminente as materias mais connexas com a sicncia
administrativa he reputado um dos mais Ilustrados
estadistas brasileros; um homem, em fim, que pelo
apurado gosto com que cultiva as bellas leitras em ge-
ral, he considerado como um dos mais Ilustres Ilite-
ratos do paiz, e que pela delicadeza com que sabe af-
feicoar a sua linguagem aos sublimes encantos da
poesa he enllocado enlre os nossos mais suaves e
liarmoniosos poetas. Ueste estado, quando o go-
verno do Brasil o tem honrado com a sua confianca,
cbamando-o para too elevado emprego, pensamos
com toda a raso quo nao so fez um servico inques-
linavcl ao paiz, e soube apreciar devidamente a dig-
nidade dos' seus proprios interesses, como al con-
correu para que o governo dessa na^ao alliada, no
meioda qual elle vai appatecer, continu a manter
comnosco em toda a sua plcnitude as suas relacoes
sem a mnima quebra que possa offcnde-las. Sere-
mos ns^ludidos em nossas esperancas ? nao o jul-
ganws ; antes eremos que a nomeacao do Sr. conse-
lheiro Maciel Monteiro he'unraugurio feliz para a
sustentai-io dos nossos interesses polticos em Portu-
gal ; c que, entrando no exercicio de suas funecoes,
o digno ministro cin ludo corresponder so penso-
menlo do governo, e preeiicher a risca o nobre man-
dato de que se ada enearregado. Nao sao oulros
os votos que constantemente fazemos ; e too con-
vencidos estamos de que, exprimindo estas ideias,
proferimos uma verdadp, que nao duvidamos acre-
ditar que entre os inimigos politices deste distincto
brasileiro nenhum poder seriamente impugnar o a-
eerto da sua nomeacao. Para nos que o conliecemos,
e que nao apreciamos o mrito atravez do prisma
sempre falso e engaador das preoecupacocs odiosas
de partido ; para nos que, arredados do turbilbao e
do tumulto da vida poltica, abracamos, todava,
com a S mais ardente as crencas querella se desen-
volvem mais de acord com os prinripios da ordem
c da liberdade, este acto do governo revea o desejo
de caminhar sempre com lino e acert na adminis-
tracao dos negocios pblicos, .at certo ponto a ne-
cessidade de dar um testemunlio de profunda conside-
racao c estima a um dos caracteres que mais hon-
ran eenobreccm o paiz.
Tudo isro nos faz crer que as leis lundamentaes
do systema representativo, sob o qual vivemos, bem
longe de seren falseadas em suasbases, como succede-
ria, se uma administracao anti-patriotica e toda de-
dicarla aos interesses de uma facQao dominasse no
paiz, cada vez vo sendo desenvolvidas com mais
forca, equeo governo, que actualmente dirije o ti-
mao do estado, nao faz mais do que realisar os gran-
des pensamenlos de ordem, concilacao etranqui-
lidade, sem os quas lie inipossivel 'a existencia de
qualquer associa^ao poltica. Esses fecundos ele-
mentos que too poderosamente acluam sobre a
sortc do# imperios c das repblicas, que tonto in-
fluem sobre o progresso material e moral de qualquei
nacao, tem sido mui bem apreciados pelo governo
brasileiro, que, dando-lhes toda a expansao e movi-
meiito, nao cessa de promove-Jos com ^ maior ac-
tividade, e assim concorre para firmar, c assegurar
as instituices do paiz, para fortificar a sua estabe-
lidadc interna, para dar incremento s tendencias
progressivas e animadoras, e sobre tudo robustecer
e consolidar a sua existencia sob a relajo exterior
com os outros povos. Se a administracao publica
do paiz continuar na senda que eneelou ; sd rodear
se de todas aquellas eondicoes que somente Ihe po-
dom communicr vida; se, conscia dos seus deveres,
e da altura da sua diffieil mas nobre missao,-prose-
guir na marcha provcitosa, que uma vez adoptara
de -uiclhorar por lodosos lados as fonles d riqueza
publica, abrir o campo industria, ao commercio,
as artes e as sciencias ; se para os lugares de mais
eminente amafio, demaior responsabilidade, espe-
cialmente sob a rclacao administrativa e diplomtica,
lizer too boas e acertadas nomecoes como essa de
que fallamos ; a gloria do Biasil, a sua completa
civilisaeo irao adianto, e a ndole do systema cons-
titucional representativo, cuja sombra vivemos,
sera em tudo perfcitaiiienle apreciada e desenvolvida.
TERCA FEIRA 3 DE JANEIRO DE 1854.
mes-
gene-
PlBLICAfOES A PEDIDO.
Unca nfflctal lm ida com o ministerio da guerra, e
tres presidentes conspicuos e Ilustrados, que sabem
avallar o metilo do (uiiccioiinrio protio e lioueslo,
queem todos os lempos sabe n>f ar-*e a razer favores
na* cousas do seu jillicio, alim de que a lei mo toflra
a mais pequea q delira, nem o servico publico qual-
quer prejuizo.
S. tic. bem publica c distinclamenle, sem impos-
tura nem liypocricia, manirestou cutre nos o seu ani-
mo religiosoe nJtural urbanidad, a par de una re-
Hectid.i c diiislaiilceiieruia, nn dislriuiiicao e cum-
primenlo das suas urdeus a prt do lervijo e con-
ducta dos seus subordinados, a quem nao puni prlo
so pruzer de ostentar uma severa autoridade, e lao
simiente casligou com a louvavel idea de corrigir de-
reitos, de apurar, de fazer melhorar a disciplina
dessa fraccao do eiercito conliada ao seu digno com-
niaudo.
He Rualmcnle sabido ler-se S. Ejc. dado i espi-
nbosa laref de elaborar um relalorio acerca do es-
tado actual dos diversos eslabelecimenlos militares
da nossa provincia, com deelarneflo minuciosa das
medidas que mais convm aduptar-se sobre os diffe-
renles pontos da sua defeza, sua gaarni{ao, e ordem
ile servijo. Kessa neja ja vista no gabinete de S.Exc.
por entendedores da materia, que reconliecem per-
feilamenle acabada e primoros no seu genero, en-
contrario o goveroo geral como provincial, valiosas
nrorin.iccs e planos sobre o objecto de transcenden-
te importancia.
Ao concluirmos esta mui breve recapitulacaosdos
ejcellenles dotes d'alma de S. Ejc. e de sua dedica-
do ao servic.0 do Imperador e do calado, cumpre-
nos mais o grato dever de significar a todo" o Brasil,
que os babilantes em geral do Para, e com parlicu-
landado a guarda nacional desta Ierra classica da
bospilalidade, muilo se lionram de oflerecer ao Exm.
Sr. coronel Jos Gervasio- de Queiroz Carreira puros
votos de eterna gralidao.
fPubticador Paraense de 19 de dezembro.J
Ca-son lioulem, 16 do correnle, o paquete a vapor
Impcratrl:, Irazendo a seu.bordo o Sr. lenenle-coro-
uel Jos Antonio da Folicea Galvao, nomedo com-
mandante da ardas desla provincia. S. 8. loraou
posse do romniando hoje pelas 10 horas da manhia.
S. Exc. o Sr. coronel Jos Gervasio de Queiroz
Carreira foi exonerado do commando das armas des-
la provincia, por assim o haver pedido.
No curto espaeo do seu commando dea -S. Exc.
exuberanles pruvas deactividade e pericia militar;
como probo"e Ilustrado fuuccionario cumprio risca
a sna niisslo, sem allender empenbos no seu olU-
co. A inteireza do seu carcter Ihe altrahio inve-
losoa de que S. Ene. sempre Iriumphou, dando a me-
recida importancia a essas intrigas mesquinhas, que
resvalando-lhe da lina couraca, iam Terir o seu auo-
nymo autor S. Ec. ao relirar-se deia em cada
peilo um altar de gralidao erigido a ma memoria.
Ainda (nlumos muilo que dizer, mas por falla de
espaeo fechamos aqui o expediente
(Diario do Crao-Par de '.
MOW
119 de dezembro.J
\
PARA
Offino do Jim. e Exm. Sr. eon/elheiro SebatliSo
du llegoBarros,preridenle daprocincia do Para,
",",..". eJ:xm: Sr- coronel Jot* Oenato de
Vuetroz Carreira, ao pautar eme tenhor o com-
de""*'0 *"* mcc"f0r< dia n *' dezembro
1JLS:TI!in- *>** *'<1 V. S. exonerado do
commando das armas desla provincia, secundo
mefoiconimumcadopor aviso da secretaria do go-
que \ S. Taca entrega do mesmo com ludo o que
Ihe perlenca.ao tenenlc-coronel Jos da Fonseca Gal-
vao, nomeado para subslilui-lo. Corre-me por esta
occasiao o dever imperioso de reconhecer a valiosa e
leal coadjuvaclo que em V. S. sempre encontr! du-
rante o lempo que comigo servio; bem como a intel-
ligencia ezelo.de que deu provas no equivocas, a
bem do servico-publico, no desempenho do impor-
tante cargo que 1 lie filra confiado, e pelos quaes se
faz credor de todos os elogios e consideracao desla
presidencia. *
l'eos'guarde a V. S. Palacio do governo da pro-
vincia do Para 1 / de dezembro de 1853. Soaa-
do do Reg Barro.litro. Sr. coronel Jos Ger-
vasio de Queiroz Carreira, commandante das armas
oesla provincia.
r.;?,^1" Sr" cotonel Jo, ^"asiode Queiroz Car-
reira mi exonerado do commando das armas, por as-
sim o haver pedido. *^
mJi "lu? ?rr",d..de sua imPrlane commissao, a
coular de julho ||imo a parle de s E;
nar^? ^ c?mam*" P"Wi e inleireza
rnniiar, como evidentemente o allesta a correspoo-
Sr. redactor. Em o n. 4, vol. 3 da Revista
da Martima Brastktra deparei com um artigo
firmado com as niciaesS. B-, o qual tem por
epigrapho O dique do Maranho.
Como o autor do referido artigo eniille acerca do
assumpto o seu juizo,.e este me nao pareca verda-
deiro sob mais de um aspecto, otisarei, s compcl-
lido pelo interesse que nutro por tudo quaiito he
concernente nossa marinha, e^nao por qualquer
nutro motivo, rectificar esse juizo no que elle en-
cerra de falsp e inexacto.
Nao contesta o autor do artigo a conveniencia do
dique que se est conslruindo no porto do Maranho,
porm pergunta elle se esse dique preencher
o fim a que lie destinado, isto he, so admillira lo-
dos os vasos da nossa marinha quando precsem
lli fabricar e, encarregando-se elle mesmo
da iioeVao do seu qucsilo, afiinna que o di-
que s podo servir para os nossasbrigues-escunas c
navios menores.
A razo cni que parece fundar-sc o autor do or-
tiyn be que.diz elle, desde muilo lempo j nao ebe-
gam ao ancoradouro deste porto os navios maiores
da nossa marinha, c isto; se nao tanto pela falta
de fundo no canal, ao menos era attenco a sua es-
treiteza.
Posso assegurar sem reccio dft ser desmentido,
que este porto d entrada qualquer embarcacao,
cujo calado d'agua nao exceda muilo de 22 ps ro-
tees, devendo fundear no ancoradouro denomina-
dn O Poco marcando a igreja dos Remedios
por 82.- SE. c o forte ,de S. Antonio por 24. NO.
Ahi pode ella conservar-sc ainda na bai xa-mar de
mares vivas de eqninovo, sera o menor risco de
cncalhar.
O exemplo que se aduz de terem cncalliado no
canal os brigues Tres de Mato c Cabocto. nao
prova nem a falta de fundo, nem a eslreteza do
mesmo canal, porquanto einbarcacoes de menor por-
te, como sejam os brigues-escunas Piroja e Lega-
Itdade tambem alli cncalharam : e o mesmo acon-
tece a canoas que navegam para o ii\jcrior da pro-
vincia. () lugar em que estas embarcaces leem
encamado he a restinga denominada S. Francisco,
sendo isto devido m direceo, eno eslreiteza
do canal, que, apezar de ser mais estreilo ueste lu-
gar do que em nenhum oulro, tem todava, na
baixa-mar, da ponto da mencionada restinga ao
banco de areia que Ihe corresponde ao rumo de O,
45 a 50 bracas de largura, com 18 a 19 ps de
profundidade.
Para prava desta sserco, drei queemdczembro
de 1840, enlrci neste porto, na occasio da baixa-
mar, com a charra Carioca, couimandada pelo
Sr. capitao de fragata Luiz Caetano de Almeida que
em novembro do prximo passado, entrou aqui a
fragata vapor americana Saranac em mcia
mar, sob a direceo do pratico da coinpauliia bra-
sileirade paquetes vapor, oSr.Joaquim Duarte
de Souza Aguiar. Esta fragata estove fundeada no
citado ancoradouro, ao norte da fragata vapor Af-
fonso, virando "cora toda a faeilidadc as enchenles
e vasantes, sem que Ihe obstasse a pretendida es-
lreiteza do canal ; e sabio deste porto, abastecida
"de combustivel al a Babia, tambem com mcia ma-
r de endiente, calando ento 20 pes d'agua eu lie
que aleveian Iiacolumim. Dircl mais que, no
dia 18 de jiinho do corrente anno, entrei neste por-
to s 11 horas e 30 minutos da noite, na occasio
do baixa-mar, com o brigue de guerra Itapartca
procedente do/Para ; e lie bem sabido que este
brigue nao lie de menor calado d'agua qneo Ca-
bocto ou o Tres de Maio.
Quanlo ao alvitre que apprenta o autor do arti-
go, de se construir o dique no Itaky, iiu vejo maior
conveniencia em se fazer alli semelhante obra, an-
tes afirmarei que existem grandes inconvenientes
que lornam inteiramcnle inaceilavcl o alvitre pro-
posto. Assisti a um exame que se fez ha pouco
tempo, no terreno do ltaky ; e, em resultado, de-
cidirn! os peritos que o dito terreno lie improprio
para a construrrao de um dique. Accresee ainda
oulro inconveniente, assaz poderoso para os que
enlendem da arte, e lie que, em frente desse ter-
reno nao podem os navios eonservar-se cinco mi-
nutos aproados ao mesmo rumo, em razo do re-
domoinbo constante-das aguas que ficara entre a
praia e a Iba do Guarapir ; ora esse niovimcn-
to voraginoso tornara dillicil, se nao inipossivel, a
entrada dos navios para o dique.
Nao contesto inteiramenle a idea do baro de
lloiissin, quanio diz que os navios, cujo calado
d'agua for tal, que os-impoca de entrar no porto de
S. Luiz, e que leudo do reparar avariu-, queiram
um ancoradouro ainda mais tranquillo que aquello
(o que se nega), o acharaofjo SO. do Maranho, na
Babia do Itaky ; porem observaroi que ao N. 0.
da barra do Maranho pod qualquer embarcacao de
grande porte ancorar em 10 bracas d'agua em bai-
xa-mar, fundo areia, marcando 58.- SE. e a pon-
la da Guia por 89.- SO. Alm disto permita o
autor do artigo que Ihe eu diga que a autoridade do
baro de Roussin nao he para mira irrefragavel no
que respeita materia em questo ; pois pelo co-
iihccimento que tenlio da costa do Brasil desde o
cilio de S. Agostinlio ao -Je Maguarv, posso allir-
mar qneo roteirodo Ilustre navegador francez ca-
rece de iKiiaveis reparos, e que sem elles, Vnuilo se
atascara quem o tomasse por guia segar, e infal-
li\el de suaderroia. Assim por exeinplodeixa Mr. de
Roussin de mencionar no sen roteiro o-denominado
baixo do meio inimigo traieoeiro dos que de-
inandam a Babia de S. Marcos ; e troca as.l.arras
da Parnabil, engao tambera fatal
procurara aquella paragem, cct.
Diz o autor do artigo em abono da sua asseve-
raco, que a fragata Imperalris, em 1835, quan-
do no Maranho precisou fazer algnns reparos, leve
forcosamenie de procurar o ltaky. Ao exemplo
que appresenta o autor do artigo, ainda addiciona-
rei o da fragata Paraguassu' que, sendo do menor
porte que a Imperalris, tambem nao procurou
o ancoradouro de S. Luiz, quando aqui estove em
1828; porem, nem aquella nem esta o podiam
Ier, em razo de lercm perdido o lome, a pri-
meira na Coma dos cavados a segunda no
baixo da Cruz ao NO. do morro do Alegre. Nao
dcixaram, pois de entrar neste portopela razio que
allega o autor do argo, isto lie, pela falta de pro-
fundeza c largura do canal. Mas i>erguutarc ago-
para os que
ra, qualquer destas fragatas poderia ontrar no dique
do Itaky, caso o liouvesse, sem ficar em 17 a 18
ps d'agua 1 Certomcnte que nao ; ora, com e
mesmo calado d'agua pode entrar um navio do
igual porte, o ainda maior, no dique qiioora se es-
t conslruindo ; pois que as mares tanto no porto
de Ss Luiz, corno no Itowy clevam-se, no pveamar
d'aguas vivas ordinarias d 18 a 19 ps, e de 18
a 21 as do cquinoxio.
Seni desvauccimento (quo neste caso seria mal
cabido) direi que me lesponsabeliso conduzir para
dentro do porto (de S. Luiz qualquer das nos-
sas fragatas, sem que coito o menor risco do en-
calhar.
Aqui termino as minlias rellexocs ao artigo da
Revista Martima Bratileira s suggcridas,
outra vez direi, pelo interesse que tomo por tudo
quanlo respeita nobre prosso na qual, posto
que simples acolyto, nao cedo, em desejos, aos sous
maiores sacerdotes. Nao me fajo cargo de defender
0 Sr. roinmandaiite da divisao naval do Maranho
da arguicao que lbo he feita pelo autor do artigo,
porque o julgo inuito habilitado para responder tri-
iimphantemenle, e quica melhor do que cu o po-
deria fazer. A' perspicacia do digno comman-
dante da deviso, cucarreganda-se da .direceo do
dique no porto de S. Luiz, nao escaparain certa-
mr.ite as considcracBcs do autor do artigo e mui-
tasoutras que foram por elle pesadas oro e fio.
Sou.'Sf. redactor, ele.
Pedro Francisco Pereira.
i ublicador Maranhense)
. LITTERATBRA.
LEMBRANCAS DO CAIRO.
A planicie d' Aid Bey, e a legenda ara-
be d'ElModhi
Ka
Quando alguem salie do Cairo pela porta Bab-em-
asser (da \ ictoria),a visla s derrama sobre um o-
oceano de areia, que os veutos do deserto, ou a aceito
dos seculos, amonloando-a desigualmente, tem d"is-
posto como vagas ; he una planicie infiuila, fulva,
anda, calcinada, por rima da qual as carnadas at-
niosphericas fervem como vapor de uma forualha,
ese perdem as profundidades de um co impregna-
do de uma luz incandescente. A parte desse lenc-1
arenoso, yisinho da cidade, tem o nome deAid-llev;
e mais alm toda a dennimnac^o particular desappa-
rece : he uma longa eilencjlo de desertos successi-
vosede arei que se multiplica em areia.
A planicie de Aid-Bey he uma cidade como o Cai-
ro, e povoadu de um modo(nleiramenlediverso, por-
que tem viole crares por habitantes, masviulese-
racOes que mortelem locido com a ponto de suas
azas ; e as casas, e as mesquitas e os palacios encer-
rados em seu recinto, silo tmulos, onde ellas dor-
mem seu ullimosomno. Aid-Bev he o grande cem-
teno do Cairo.
Ninguem poderia descrevir a mpressao que s ex-
perimenta, quando do alto as massas grauilicas, que
coniam a anligacidadella dd&ilifas.a vista abrange
essa myriada de tmulos, o| primidos uns contra os
outros, como as lages de una calcada infinita. Pa-
rece que se tem .liante de i nao o cemilerio de
uma grande cidade, seuao o de toda a fiunani-
dade.
Uo meio das myriadas de tmulos do pobre, as
quaes consislemem uma airarles pedra levantada pa-
ra o Oriente, se erguem aqui all Inmutes mais ou
menos perfritos, mais ou menos ambiciosos, os quaes
representara ao mesmo temi, nao so as diversas
classes da sociedade musulmana, como as diflerentes
idadesda arle creada pela genio rabe.
Um grande numero, e sao a> mais simples enlre ns
que sobresaliera d'entre a mullidao, se compoera de
um pedestal macisso ornado de uma columna,susten-
tando um turbante esculpido.oqual indica de que la-
do est a cabeca do morto. Esle ornato he geralmeu-
le o carcter distinclivn da ulima inorada, que a
classe media escolheu om Aid- ley. Outros consis-
lem em qualro pilares sustenlaido qma cpula feita
de lijlo, cujo ponto culminante he oceupado por um
rrescenle gigantesco. Se a maior parle.deites.lumu-
los sao os primeiros ensaios de ama arte rudimenta-
ria, alguna .talles lom todava uma tal lurmonia de
proporcoes e parcularidadesde rnalo de sna deli-
cadeza encantadora, que se pe considerar como o
producto de uma civilHacao arlistica bastante avan-
zada. A forma (lestes ltimos parece ler sido final-
mente o lypn, pelo qual se tem produzido os de um
estylo mais rico ou mais composto. Com ell'eito. os
pilaressao substituidos por elegantes arcadas de re-
levo delicado e nobre; a abobada feita de lijlo ce-
de o lugar a uma copula de marinare branca; a po-
dra se faz em flores e se cava em rail pli?nlasias ca-
prichosas, e o merlo repousa debaiio de um zimborio
.cobcrlo de arabescos e de versculos do Alcoraojnat-
mente os tmulos reaessao conhecidos por mesquitas,
atgumas das quaes sito preciosos primores d'obra da
archileclura rabe do Egv plu, hoje mora como sua
irniaa de Granada e de Seviia.
Nada ha de mais elegante, de mais cheio de uma
doce e tranquilla poesa do que essas roesquitas-lu-
raulos, com seu adro interuode galeras de arcadas
mouriscas, descansando sobre columnas de marmore
brauco, com sua fonle desliaada s afilucoes, e seu
lemplo.'onde o mortodorme debaixo de uma abobada,
a qual conserva suspendidas era redor da pedra se-
pulcral urna innui.ta.le de lampadas de prala e de
cobre. Peta parte de fra epor cima da abobada, se
erguem ordinariamente um ou dous minaretes, que
tazem brilhar ao sol seus fustes semeados de capri-
diosos arabescos, e suas galeras aereas recortadas co-
mo uma renda.
Esse luxo da morle, esses graciosos ornatos que a
syinboliaa uo Oriente, vo-la lornam quasi amavel; o
aspecto de um tmulo uilo vos estreila o coracao all
como em nossos paizes privados de luz ; pelo con-
trario lica-se sorprendido a ponto de invejar a
.locura do repouso, de que goza aquello que dorle
o s.nnno eterno nesses frescos oasis de pedra.
He para notar como nena misteriosa Ierra do
Egypte a morte lem sido iempre rodeada de uma
poesa que ella nao euconlra em nenhiima ou-
tra parle. Ella he o fim. o ponte de uma da scien-
cia, da industriae da arte egipciaca ;o sabio procu-
ra explica-la, o artista Ihe pede suas inspirases, o
povo te consomede gerago em geracao em erguer-lhe
monumentos gigantescos; ella est por toda a parle,
anima lodasascousns.se he permillido fallar assim.
Dir-se-hia, quando "se acoirpanha em sua historia o
povo egv pcio,_ que elle notem comprehendidoa ne-
cessidade, o lim da vida ; parece pelo contrario pro-
curar fundar o imperio da morle; lodos os esforcos
|de sua aclividade se conceitfam principalmente as
*bras pharaonicas. e essas obras so tmulos Por-
ventura era da sua parle uma penetraran mais pro-
funda do misterio da campa, uma especie de intui-
caodo que existe aleindella ? Era somente ama lula
encaminada ronlra adestruico, assim como se pode-
ria pensar pelo seu systema de embalsmenlo erigi-
do em principio religioso i Levanlaudo templos
morte. obedeca elle por acenso a esse inslncto, que
faz adorar ao homem o que Ihe he desconhecido '! ....
Seja como fr, os nihosdo Islam soflreram a in-
fliicncia,debaixo da qual a [recccupac,ao da martecon-
servava o velho Egypto; tambem elles tem a religiao
dos luraulos. Elles se deleitam em zela-los e embel-
lecer como sua residencia ie predileccao, e assim co-
mo nos, fugindo aos rumores da cidade, vamos no do-
miifgo descancar no campo as^fadieas eos cuidados
da vida, elles vao todas as sextas reirs entregar-se a
uma doce e mediladora quietarlo junto dos tmulos,
que guardara os despojo dos seres, que Ibes foram
queridos. Este cOSIume explica a utilidade dessas es-
pecies de pavilhoes couligoos a uma mullidao de t-
mulos semeados na planicie de Aid-Bey. Alguns
del les ha que sao verdadeiros palacetes,'nos quaes
tudo esl disposlo para encantar as horas que seu do-
no all vai passar. O hoiucn rjeo na Europa lem
sua casa na cidade e outra no campo; no Oriente,
militas vezes elle lem arabas, e alem disto, possue
serai familia.
NSo sao os horneas somente que vao fazer esta doce
peregrinacao do tmulo. Na sexta feira, extensas ca-
ravanas de mulheres colunias com veo, se compri-
men; na porta da cidade e se derramara por lodo os
caminhos da vasta necropole. Ao ver-sc vaguear es-
sas formas brancas e mysleriosas atravez das pedras e
masinores sepulcraes, crer-se-hf que os paflldos ba-
bitanlos daquellas solidoes deixram sua ultima ha-
bilacao. Mas nao, o silencio lie intrrompido, vozes e
gritos se fazem ouvir : he a cidade dos vi\os que vi-
sita sua irmaa, a cidade dos morios. As mulheres es-
13o sentadas em tapetes e esleirs ; eunuco* susten-
lam por cima de suas raberas immensos parases fei-
los de bandas de seda de mudas cores, os veos nao co-
brem mais os rostos e as lagrimas comec,aram. Essas
lanieiitacoes s.1o sugeilas a um rhythmo, que, por sna
monotonia, as barmonisa com um espectacufo, que
lem por scenario os tmulos e o deserto, esses em-
blemas do iminulevcl. Emquanto a mullidilo das mo-
lieres psalmodia suas dores, ahumas deltas soltara
loncos gemidos, agitando por cima de suas caberas,
conforme o uso rabe, e com uma especie de frene-
si crescenle, um randa. Iei.ro ou veo de cr.
Oulras ha ainda que, adiando na intensidad de
suas maguas uma inspirarito poclira, entrara a cantar
n elogio do morto, guisa das improvisadoras da
Corsega. Mas pnuco a pouco as lagrimas seccam, os
suspiros se calara, a dor adormece e a conversarlo
comer. He, como uo banho, sobro as mysleriosas
intrigas dos harens, que ella recahe; ah sedisculem
bagalellas, fazem-se ir.uilas vezes confidencias bem
intimas ebem perigosas.
Feliz do morto que podesse ouvir ludo!- Os vivos
(os horneus, bem entendido) eslao severamente apar-
tados, e quando riles podem-sc aproximar desses t-
mulos depositarios de too doces segredos, nao encon-
tram mais que algumas llores faadas, que trahem a
passagem das bellas visitadoras.
Os mais bellos, os mais interessanles principal-
mente desses monumentos, so sem rontradiccao os
tmulos do suliao de Barbouk, de Sala-ed-Uin e de
Malek-Adelj esse lerrivel guerreiro, que Ricardo Co-
racao de Leao nao pode vencer no campo cerrado da
Terra hanla. A arle rabe, essarfada, coja variaba
mgica lalha a pedra em maravilhosos bordados, pa-
rece que se esraerou em desenvolver todas as suas ri-
quezas sobre o mausoleo do hroe musulmano. So-
mente a Alliamhra he que pode rivalisar cem este
monumento, em graja, em harmona em fantasas ca-
prichosas e arrebatadoras. Qaer a vista s detenha
na cpula do templo fazendo brilhar ao sol sois ele-
fantes molduras, ou se levante com os dous minare-
tos cobertos de arabescos, ornados de tres galeras,
verdadeiras rendas felas de pedra, atravez dis quaes
a luz se cea em chava de ouro, quer desea ao paleo
interno, cujas arcadas mouriscas fogciu em uma pers-
Cactiva ebeia de sombras graciosas, enlre uma do-
rada fileira de peryslijos de marmore bfauco; por
loda a prtese encoutra uma belleza do lodo, uma
perfeitao e delicadeza de minuciosidades, que fazem
deste tmulo uma .las mais puras creares da archi-
leclura rabe do Egypte.
Algumas piastras de bakclnt, dadas ao man, ao
qual esto confiada a guarda desse monumento, me
biriram as portas, que ofaualismo religioso conser-
vava outr'ora rigorosamente fechadas para os ebris-
Uos.
Este preoi.no edificio siinilba a esses hnmen, cujas
apareadas robustas escondem ama irreparavel ve-
Ibice; ol.servando-o internaraenfe, vi que eHe amea-
ta ruina de todos os lados! Tudo faz ver ahi a in-
curia e o abandono o mais completo. As piscinas
destinadas s piedosas ablures eslao quasi entulha-
das; a abobada, debaixo da qual descansan] os restos
mortaes do hroe, que salvou o Egypte da tempes-
tade do homens iutpellidos do Occidente pelo espirito
das cruzadas, est cheia de femlas; os corvos fazem
seu niiihos na bacia das lampadas, que vellavam ou-
tr'ora era derredor do tmulo : e triste eultimo ul-
trage da ingratidao e do olvido, o proprio olena que
guarda essas ruinas, apenas sabe o que foi Malek-
Adel.
Eu eslava parado, assim como o velho, dianfe do
tmulo, meditando o tanilat tanitatum da Escrip-1
tura, quando mena olhos enconlnram uma inscrip-
cao trarada no marmore. Aproiimei-me e vi que
erara versos rabes. Com quanlo lesse muilo mal o
rabe, cora o auxilio do velho imn, entrei a deci-
fra-los, e eis-aqui o sentido, se nao he a Iradurao
perfeita .lidies:
Em nome do Dos poderoso, pertenca-te a sua
gloria, sulido juste, que o proplieta e'uviou para
exterminar os iufieis!
O infiel, cujo p mancha hoje a cidade dos Ca-
lilas, a victoriosa penda de SalahEdin !
. Ao ruido de seus passos leusossos deveram tre-
mer em seu sudario; o coracao dos musulmanos mir-
rou dentro era seu peito, e elles amaldiroaram esses
das de luto.
Mas Dos envino seu anligo exterminador!
El-Borak, a egua prela levou a vingador de Allah
nos dous desertos; o seu casco de ac fez surgir das
areias legioes de cavaltei'ros indomaveis, que correm
sobre roeus passos, como paulheras sequiosas de
sangue.
Eu dizia a Dos: como posso oppor raeu braco
desarmado s suas espadas, e meu peito s suas
bailas!
E aquel le que juro u sua parda me mostrnu, em
oulio leu tmulo, era cujo fundo briihava como um
cometa o ferro de uma tanca
He preciso pois que eu levante essa pedra fne-
bre ; mas nao tocarci uo mais pequeo nsso de leus
ps, suifio justo !
E amanhaa os caes, os corvos, o- Nilo e a Ier-
ra entre-aberla devorarlo os restos de seu exercito
maldito, porque eu sou o enviado de Allah J
Julguem qual foi a minha sorpreza. Esta poesa
mystica e feroz, era urna especie de appello fuilos
armas, referndo-se a aeolrtecinvenlos, qu ja eslao
bem longe de nos ; eomludo a clareza dos caracteres
faza crer, que tiuliam sido ltimamente gravados. O
guarda pareciaategrar-se com minha adrairacan, con-
servando essa iiialtcravel impassibilidade, que he o
fundo do carcter musulmauo.
Sabes dizer-me, Ihe pergunlei eu, por quem
foram escriplos estes versos ? v
Ah disje o velho imn erguendo os olhos pa-
ra o ceo, aquel le que os escreveu, oceupa certamen-
te um do primeiros lugares debaixo dos ramosdo s-
dracli de flores de ouro.
Eu sabia que os primeiros lugares debaixo do sin-
dracK no paraizo d'Allah, silo dados quelles q.ws
derramaram seu sangue pela f, mas isto nao me di-
zia o nome do poeta.
Hader! assim seja, disse eu ao velho, servindo-
me da expressao consagrada peto civlidade rabe ; e
como se chamava elle 1
El-Mndhi. o anjo exterminador I
El-Modhi exclamei eu, o prophela que sable-
vou as tribus dos dous desertos e os. camponezes do
Delta contra osFrancezes?
Esse mesmo.
Como homem que sabe o qoe he acuriosidade h-
bilmente despertada, o uleraa pareca 'decidido a en-
cerrar se em um laconismo cada vez mais tentador.
Inslei para que me contasse o que sabia a esse res-
peito.
Oh! disse'elle, como nao queremlo ceder ain-
da, be uma historia longa.....
Comprcliendi que essas reticencias signiGcavam,
que lodo contador tice cunta daquelle que o-eteu-
ta ; dei ao velho uns vinte paoli florentinos, que lia-
viara na minha bolsa.
Satsfeto deste modo, o imam deseorolou um des-
ses pequeos tapetes, sobre ns quaes os musulmanes
se proslram pararesar ; senlamo-nos e ello co-
merou :
Savia ja muto lempo que o Cairo tinha aberlo
suas portas ao exercito de Bounabardiv aquel le mes-
mo que tinlm dcixodo as margens do ti'Ao, quando
calma, em que os vencedores criara viver de entao
em diante, succederam surdos rumores, que presa-
glam a tcmpeslade.
Diza-sc que o deserte do Occidente, os do meio
da, os do Oriente at o oceand indico, as provin-
cias do norte at o paiz dosTeherkess, deviam enviar
seus guerreiros contra o infiel : partirn) para lodos
os pontos do horisonle apostlos para chamar s ar-
mas os filhos do prophela. e o Egypto fremente nao
esperava senao um signal para se erguer e sacudir
fora o jugo.estrangeiro.
Enlre os que mais ardentemente pregavama guer-
ra santa, cilava-se cora uma especie de terror supers-
ticioso um ente singular, queja se tinha lomado le-
mivel aos christos. Modos nao o eonheciam senao
vagamente e por ouvir dizer, e alguns o designa vara
com o nome de El-Modhy ; mas lodos o olhavara co-
mo o enviado de Allah. Tinham-no visto quasi s-
multoiieamente no Delta, em Fium, nos desertes
de Elephanlin, nos oasis do poenle ; sua vida final-
mente eslava cercada desse poder myslerioso, que re-
vela o eleito do co. Comludo, eu'no cra em sua
missao celeste; os raios da luz nao tinham ainda che-
gado at os .neus olhos.
L'ma noilc, emque eu dorma tranquillamente,
fui dispertado pela vozdosmuezzeins, que cantavam
do alto dos minaretes viziollts a segunda orarjo. A-
penas comece a recitar os versculos dos coslurae,
qne retumba vara por cima da mesquila, quando ou-
vi enliio, como hoje, um grito estridente, agudo, que
tinha alguma cousa de sobrehumano. Levantei-rae
sobresaltado,e vi correr sucrcssivaraenle porcimadas
tres galeras um grande phantasma, que foi collocar-
se com os dous ps em Cima do crescenle. Um ca-
vallo preto amarrado uma columna relinchava im-
pacieutenientc no pateo, e cora seu casco de bronze
fazia retumbar o pavimento com sinislros ruidos.
Lm terror profundo se apoderou inteiramenle de
mim, sem que eu podesse saber a razao disto ; liquei
alguns instantes imaovel. O muezzein conlinuou
sua oraro, e o phantasma firme no frgil apoio. em
que descansavam seus ps, como se o crescenle fosse
uro eirado, vollou-se rauitas vezes para os qualro
pontos do horisonle, eeslendeu depois paramimseus
grandes bracos, como se livesse querido fazer-meum
signal para que me aproximasse delle. O reo rober-
lo de um crep, era rendido de momento a momen-
to pelos relmpagos cor de sangue,e ouvia-seao lon-
ge, como viudo do deserto, o rumor surdo de uma
mullidao de cavados, que galopavara sobre a areia.
Tnvoquei o nome de Dos, porque sent, ericarem-
sf-me.os cabellos de horror.
Reuiiindo Indas as forras de minha razao para
comhater este Irorror secreto, procurava explicar-rae
naluralmenle o que se passava dianle de meas olhos,
quando vi o pateo eneber-se decavalleiros, os quaes
silenciosamente se opprimiam mais uus contra os ou-
tros.sem que nina palavra, um movimento, nm gesto
viesse tralur, que elles eram anda deste mundo. A
porta da minha liabilacao se abri enlao por si mes-
ma, e om homem appareeeu no lumiar. Eslava
qliasi nu, uma pelle de panlhera cobria seus rins,
deixando descoberlo seu peilo da cor do lataki, e
no seu rosto imberbe cabam tengas transas de cabel-
los cheios de snor c de pocira. Por delraz delle esta-
vam dAus cscravos negros siisleniando turbas.
Scbeick, me disse o desconhecido com uma voz
estridente, que me fez lembrar o grite que eu ti-
nha ouvido a prnrip'io, ergae-te e loma as chaves
do sanctuario ; est escripto que oiuguem violar o
lugar santo.
Eu quera obedecer, mas meus membros, como se
toasen) de chumbo, se recusavam a isto ; nUto elle
eslenden a mao para miro, mandn que andasse, e o
segu, cuino se meu corpo nao soubesse mais dir-
gir-sc d all em dianle senao por sua vonta.ic.
A mullidao se collocou respeitesameute dianle de
nos, e abri a porta do templo. Eu tinha a certeza
de ler apagado as lampada ha muilo lempo; nao ti-
nha queimado perfumes nos brazeiros de bronze, e
todava apenas a porta se abri, sabio de dentro do
templo ama nnvem de incens, e vi as lampadas a-
cezas. innnndando de luz o zimborio e as lages do
tmulo. Im longo mu.mario de fervor e de-adm-
rarao coireu peta mullidao, a qualse precipilou no
templo e se proslrou para orar. Pude ento consi-
derar i seres mysleriosos, de que eslava cercado.
Havia Beduinos do grande deserto, negros do .Soli-
dan. Abyssnios, Berberes, rabes do Hvemen e do
Hedjaz, muitos quasi us, oulros vestidos de gros-
seros caflans, de pclles de carneiros, alguns cober-
tos de ricos lecidos da Arabia, armados de tancas, de
arcos, de espingardas, de sabres e de macas, 'velbos
e mocos, ricos ou pobres, confundidos em um tro-
pel, que me representava uma dessas pliantasticas vi-
sOesproduzi.las pelo baldos.
O desconhecido que linba orado lano lempo, se
endireilou ; os oulros se agacharan) as lages de
marmore. c enm essa voz, enjo som se pareca com o
choque dos timbales, ibes disse:
Filhos do prophela. regozijai-vos, o sol da ma-
nha se erguera vermelho eomo sangue, porque de-
ye allumiar um dia de vinganca. Hegoiijai-vos, os
inheis dormem seu ultimo soniio, e breve cada um
de vos poder suspender as crinas de seu cavalio
uma de suas cabecas malditas. E, que sou o en-
viado de Allah vingador. vos prometi a victoria!
Coragem I a fe he um sabr, a qiie se nao resiste, e
o manto do prophela (bemdilo seja o seu nome em
todas as idades) servir de escudo aos verdadeiros
crenles As laminas de aro fino de Korassan se que-
brado como vidro sem ferir na cabeca ; as bailas se
molgarao no seu peilo, como a cera aquecida-ao sol;
e veris os nfieis espavoridos e trmulos fugirera
dianle de vos, semelhanles gazelta perseguida pela
panlhera. l.uerra, pois, a esses caes impuros, que
manchan) a Ierra dos filhos do islamismo Guerra
de morte, guerra de exterminio, guerra sem iregoas
e sera perdao!
_: .""
Quando o desconhecido fazia este appello ns ar-
mas, todos que o cercavam, se tinham levantado si-
multneamente, como impellidos por urna molla, e
gritos de morte e de vinganca, mais lerriveis oue os
rugidos de urna mullidao de leoes, responderam
sua voz.
Nesse momento um homem de rosto macilento e
descarnado, de um ar inspirado, coberlo desaiode
pelle branca iistrada de pardo, veio arremessar-se
aos ps do enviado de Allah.
Qoequeres, Ihe diz osle.
Favorito do prophela, disse o homem do saio,
'.oque a toa mi minha cubera e meus bracos para
que eu seja santificado e lelia a forra de cumprir
minha obra.
Seja feito segundo a la vonlade. disse o mys-
lerioso, e depois de alguns minutos de silencio, ajun-
lou : vejo a resolurJJo que se abriga em leu coraran:
(na coragem vencer todos os obslacutos, e debaixo
de leu piinhal cahir chete maldito dos inflis.
Fallando assim, sen rosto se tinha i Iluminado ;
seus olhos dilatados desmedidamente parecan! fizar
alguma scena invizivel para us, e o homem, ajoe-
Ihado dianle delle com os bracos estendidos t a fi-
gura em extase, parlilhava seu religioso transporte.
Mas, conlinuou o desconhecido, cujas feicOes
se conlrahiram, e a palavra se lornou mais estriden-
te e mais breve : he mister que tenhas um desprezo
invencivel da morte das torturas ; porque, lor-
nando-le cuvarde pelo sofTrimento, poderias amal-
JUcoar tua resolurao e renegar (ua dedicacSo. So-
limao, he lempo aiudale reinar.
Reruar bradou este com o olbar de leao, a
quera se quer arrancar sua presa ; meu curaran desa-
la todos os suplicios e insulta todas as dores. Oh!
dirija Allah meo braco, assegure meus golpes, que
abandono depois meu corpo aos algozes. E|res po-
dero oviebrar meus ossos, poder lo despedarar mi tilias
tas carnes e dar-me ainda vivo como paste as leras do
deserto: minha bocea uaosoliar un grito,raeu coracao
nao lera um pezar.
Nesse momento, uro cavallo comecou a relinchar a
os oulros respondern!.
He a hora, disse El-Modhi, e eslendeu os bracos
para a porta, que se tinha fechado e se abri logo.
Todos os assislenles desfillaram inclinando-se di-
anle delle, e Picamos sos. Eu eslava potado, mudo
e trmulo contra essa columna, que est defronte de
vos, e elle se achava no lugar em que estamos com os
olhos Oos na porta. Poder-se-hia ouvir as palpte-
nles do meu coracao, com lana torea balia elle na
expectativa, do que se ia passar. Elle se voltea para
mim ; nao poude sustentar o hrilhodoseu roste ; fe-
chei os olhos; mas, poste que o nao visse, senta que
elle me olhava. e experimenlei o mesmo sollrimenlo,
como se me tivessemapplicado na mtilia fronte a pon-
a de duas espadas. L'ra eulorpecimenlo invencivel
se apoderou de lodo o meu corpo ; minhas palpe-
bras tornaram-se pesadas como chumbo ; minha ca-
beca se encheu de sussuros; parecen-me liada que
uma mao descancava era minha fronte, edepois fi-
que privado de tedo senlimolo.
Quando lornc mira, eslava s; as lampadas cs-
(avam apagadas, a porta do templo fechada ; nada
fazia conbecer a scena da noite, e sem estes versos
tracados no tmulo, e uma pedra que tinha sido oes-
locada, eu teria podido crer que tinha sondado.
Este sondo, finalmente, Fora um aviso do co; por
que duas horas depois o canhao trovejava no Cairo,
e o chete dos nlieis morria depois debaixo dos golpes
de Sohmao. *^
Acabando o imaasua narracan, procurei intil-
mente faze-lo faltar anda : elle me tinha dito
ludo, e naocomprebendiaque eu oodesseter alguma
cousa anda para pergunlar-lhe ; quanlo s minhas
duvtdas, elle se encerrava nesla respnsli invariavel:
inrorraai-vos no Cairo. Foi o que fiz nessa mema
noite. Interrogando os musulmanos, vi qae esto le-
geoda he para elles um argo de f. (Monileur).
Relacao presenlada ao imperador dos Fran-
cezes sobre o estado da imlruccao publica
em Franca depois do di-a 2 de dezembro de
1851.
Paris 13 d setembro de 1853.
Senhor : V. M. abri para a Franca uma nova
era. Depois.de 2 de^ezerflbrB, "s instituices, as
leis eat as ideias e os costuines to lentos de mu-
dar, tudo no paiz s modificou profundamente, ta?
do_se melhorou debaixo da mao quo acabava de ven-
cer a marcha e entregar a nacao i si mesma.
O ensino publico nao pdia escapar a esta obra
de regeneraco. O anno de 1852 ncar marea-
do nos fastos da universidade de Franca. Nao s
as bases da educarlo publica foram renovadas, se-
nao ainda regulamcntos estudados com raadureza fi-
zcram penetrar a reforma at as ultimas particu-
laridades do rgimen das escolas do estado. Vos,
Senhor, me lavis permillido que aprsente a V. M.
o quadro destas Balotares modificaces. Com quan-
lo ellas nao dalem seno de honem, j se podem
appreciar hoje os mais importantes resultados : e
nos he intil observar-Ibes os traeos ossenciaes e ftxi
na lembranea os priieipaes molivos, que os inspi-
ra m, no momento em que ellas se effeclueni.
I
Julgo necessario, logo no principio, expor a V.
M. qual'ha a dezoitoniezes o estado geral da ins-
lruci;o publica. Nao desconlieco quo delicada
be erla jiarte de minha Urefa ; a'rei obrigado a in-
sistir sobre tristes aconlecimetilos, que prefera calar,
mas que he", indispcnsavel recordar para justifica
cao.do presente e para nsirucro do futuro. Com
tudo e\pjinind'i-ine com franqueza a respeito das
causas; espero que nao sena injusto para com as
pessoas, cujos talentos e servicos ninguem apreeia
mais que eu.
A instituicao primaria, desenvolvida peb appli-
cacao piogressiva;da1ei de 28 dejunbo de 1833,
depois de ter cebido da revolucao de 1848 um
impulso ameacador para o interesse sagrado da socie-
dade, tinha adiado um fieio na le de lo de marco
de 1850, que, sem a enfraquecer, tinha podido, por
inspeceo mais immediata e mais activa, obriga-la a
entrar em sua esphera, e a fazer assignalar-se somente
por beneficios. A cspcricncia da nova lei, apenas
comeeada, s exiga ueste ponto que fosse prose-
guida ; e sea administracao pedia preoceupar-se a
introduzir, gracas influencia por toda a parte pre-
sente de um poder mais forte, uma-economa e uma
simpcidane melhor desenvolvidas no meeanismobem
complicado deste servcd ; se a exemplo das grandes
nacoes visinhas da Inglaterra e da-Allemanha, ella
-devia piocurar ap'mesmo tempo os meios de fazer
concorrer mais emeazmente essa parte too extensa
do seu poder para augmentar as torcas moraes c
uteis da nacao poda |ielo. menos nos mellioramen-
tos ltimamente obtidos, aguardar para um tempo
mais remoto aquellas, que ella se propuiiha ahintar
ainda. s
A instrueco secundaria c a nstniccao superior
recia mavam pelo contrario toda a. solieitude de um
poder esclarecido. A afinec-es de lima revolucao que
|>erlurbava at os lares domsticos, tinham contrihu-
iudopara des|iovxiaros nossos collegios o^ ardenles
e amigos ataques dos partidarios,da liliurdade do en-
sino, animados pelo deploravel concurso dascireums-
tonc>as, Ihe perparavam oulros muitos perigos-. A
lei de 14 de marco de 1850, que reprimindo as de-
sordens da iiistnicijao primaria tinha exigido e-sacri-
ficio doPprivilegios da universidade, parecia filar
:ra nma dato .prxima a queda de seus estabeleci-
nientos.
Porque nao ousariamos lembrar ? as dniitrinas
didesluveis de que a sociedatle europea eslava justa-
mente inquieta, passavain por ler adlierenles as es-
colas do estado. Uma1 minora certomente muilo
nfima pelo numero, mas hbil em oceultar sua
flaqueza por detraz da altura de suas pretonroes, prr>
carava por todos os meios propagar o contagio. Con-
lida pelo temor, ella moderava sua linguagem c nao
divnigava.suas opinoes.; porem de tempos cra'tenh
pos fados escandalosos appareciam como urna revo-
lacao repentina do secielo perigo que ainearava o
ensino publico, ea opinio indignada |ierguiitava o
por accaso nao se devia altribuir a maior parte dos
males da poca propria instituicao, que, alguns
anuos antes, parecia ser um dos mais bellos orna-
mentos da patria o irm de seus mais legtimos moti-
vos de orgulho.
Os 312 collegios municipaes, encarregaJos de
enllocara insiruc/io secundaria ao nivel das fortunas
as mais modestas, foram os primeiros que soffieiam
os ataques do descrdito. Imperfeilameute sugeilos
autoridade universitaria, que nomeava os profes-
sores sem ter nem os meios de os odu;r, nem a o-
brigaeo de remunerar seus serviros, elles tintara
calii.lo uma. inipopnlaiidade, que a era ai-
ment. Em3annos, surcuiiibiram 58 del les
.onrurrencia dos estabelecimentos ecdesiaslicris.-- pa-
reca s entestado de aproveitar-se de sua decadencia.
Os 55 lyceus tinham perdido mais de 6,000 des-
cipulos ; sua receita linlia diminuido quasi um
milho. A prestaeo necessaria pata cubrir suas des-
pezas tinha sido vivamente contcstodaem 1850. A
confiam_'a das familiasse retiravae as proprias assem-
blas, que se tinham mosirado too ciosas de manter
os privilegios universitarios, pareciam conceder urna)
predilecco notavel s instituices cleticaes, que a li-
berdade do ensino faria nascer por toda a parte, e cu-
jos successos todos estovara dispostos a exagerar.
As faculdades encarregadas de dar inslrucco su-
perior, e preparar jura as grandes esplieras civis, es-
lavam sem nexo enlre si e sera regia certa que ulili-
sasseosaberdeseus professores. As feculdade dos de-
parlamentos jaziamem um olvido inmerecido ; as
<
se refugiado, nao produziam todos os fructos qi
poda esperar ; dsse'ram que certas cadeirai eram
antes creadas para satisfago pcssoalde seus brilhan-
tos mestres do que para a educacao regular d mo-
cidade, que convinha preparar para lodos os servi-
cos pblicos.
Os graos que essas faculdades conferiam e que
tem sido em todo o lempo as'maos do estado um
meio honroso de guardar a entrada, e de manter o
nivel quer das profisses liberaos, quer das adimnis-
traces publicas, eram ao mesmo lempo investigados
c contestados por lodos. O badiarelado em Jeto-as,
se tinha tornado uma fonnalidadecom queseentre-
linham asintolligcnciasmdnos preparadas, epar na-
da mais dizer, um commercio deshonrado por, frau-
des sem repressao; as provas de que elle se eorapua
nha, e que nao linham urna relaeo bastante esajet-
com a inslrucco secundaria que ellas deviam ter-
minar, nem a instrueco superior, para a qual el-
las vao ter tinham acabado porse transformarenr; gra-
sas a mdus-, ra de alguns negociantes, em urna mi-
nseinotechitia estril, que nao dava neidiuma ga-
ranlia da aplido do saber dos candidatos.* .
A escola tinha parte no desfavor dos eatabetecrV
meiitos, cujo pessoal se recrutava em seu seio. Le-
vada pela currenuea mesmo das ideias do lempo pa-
ra os estados de nhilnsopr,;., e da historia, ella tinha
insensiveimentedesprezado por estas duas estabili-
dades o alto cultivo luterano, que ello eslava encar-
regada de dar ao espirito dos mestres-da mocidade
I elo prazerde bnlhar por uma eondico contestovei
e por ma gravidade preceu, tinha-se pouco a peuco
csquecido-#s condi^es laboriosas e. modestas da ar-
te de ensinar. Dahi nascinam inimizades apaixo
nadas, quecada dia, entregavam esto escota des-
confianca das familias e aos rigores do estado.
O concurso da substatuicio nao 6b. dei:;ado de
ser engenhoso lorneio ; mas a utilidade praiiea dos-
resultados nao respondia s esperancas (|Ue obrilho
dessas lutos tinham feito nascer.. Quasi sempre os
substitutos vencedores de seus rivaes cro nediocres
professores. Essa e.vpresso feliz, que tinha cativa-
do os juizeseos espectadores do concurso, era im.
potente para governar metnos. O mrito irttis
essencial, o de dirigir bem uma classe e eiisina-la,
lomava-se cada vez mais raro, talvez par falta de ser
animada na instituicao, na qual se deveria proferir
a tudo.
Porventnra a administracao superior achava nos
anhgos regulamentos uma forca sfficiente para re- ',
mediar os perigos de uma tal 8iiia.;o ?
Era da nomeaca dos f miccin arios que se Ira-
lava ? A Irvre escoUta do poder re-ipoisavel era em-
baraada por todos os obstculos do concurso e das
apiesentaces obligatoriasi dos candidatos. Deva-
se por accaso reprimir a inania, a m conducta, o
olvido dos deveres Os regulamentos pareciam com-
binados de modo que garantissem mais-a posicao do
professor, do que prevssem suas omisscs. O pro-
cesso disciplinar, quo a lei de 1*150 notinha.po-
dido reformar, era complicado nos casos os mais
graves* de formalidades too numenjsos, queosfunc-
conanos seconderavamcomc inamoviveis, msto
que este privilegio nao tivesse sid.i generalisado pela
Icgislacao.
Tinha a administracao pelo me nos'a certeza de li-
rar a autoridade de que tinha necessidade na aecao
dos conselbos, com os quaes o ministro tinha al ea--
too parttlltado a alto direceo das escolas do estado ?
O corpo, em que toda forca destes conseluos devia
resumir-sc, aseceopermanente do coi iselhosuperior
de instrueco publica, reunia segur atoent noroes
illuslres, e ropresentava a velhaexpetieaciada uni-
versidade ; mas as oirenmstoncias ei n que se adta-
va colloRido, o que em outros tem pos (vera sido
certomente um apoio consideravl, nao era tolvez >
um pengo de mais ? Esses mestres e mnenles, cuja (
gloria estova to intimamente associada aos amigos
hbitos poderiam por acaso prestar em-se todos as
allercc.s que se faziara necessarias ? Collocados
frente de uma numerosa cIL-ntella, quehaviamfor-
mado, nao s* pelo brilho do sen ensino, seno ainda
jielas d.vers^Sgrcgacoes, as quaes tinham presi-
dido, Te peto escolha mesmo do pessoal, que por mui-
lo lempo lhes tinha sido 'entregue do uma maneira
quasi absoluta, elles icriam, somente cora sua pre-
senca involuntariamente prolongado Ja existen-
cia s medidas ainda as mais urgentes. To-
dos estes diversos a-gimentos do excrciio aniversita-
no do qual.cada um 0b.5de.ria a W c. ironel bem
conhecido, masque nao inlia sido j* ais submei-
ttdo a um s general, tinlam necessidade, no pe-
ngo actual, de ser dirigidos por uma s mao. \
ordem nao poda ser rcsiabelecida senao pela mais
rigorosa uindade de direceo.
Que devia fazer o governo a quem acomeci-
mentos extraordinarios acabavam de def.srir a he-
ranca dessa situaeo complicada e dillicil Besig-
nar-seou nao fazer seno liudas modifiraees ri-
vera sido raosKar-se nteiramente indine mote aos
alarmas da sociedade e prolongar os tormentos das
escolas do estado. Para conjurar a sua pirda eomo
para responder ao voto publico, era mitjter, que se
resolvesse tentar a carreira das reformas. Todos
os interesses legtimos achavam ahi seu lugar. A
dificuldade ostava em fixar o lira, de modo qubse
naopercorresseoriscodc expurludo llrapassan- .
do-o.. ,
V. M. me ordenou que reimisse os elementos
de um projecto, que abracasse todas as par es da
inslrucco publicabas escolas primarias, shc'uv
o ensino superior, a administracao central, os e
labelecimoutos. scicntficos e litterarios. V.is li-
nbets julgado, senhor, que esse trabalho gem en
necessario ao menos para qne, determinado uma
vez o ponto d partida, e o fim que se devia atin-
gir, se lena de alguma sorte debaixo dos olbr-s todo
o itinerario, ainda quando, debaixo do irnpeiio das
circu instancias sempre to movis, seno devesse
correr intetramente.
O ponto de,partida de uma iiov*owanisaeatBo
poda ser tomado fra da 'lei de lo de ma reo de
1800. A liberdade quirido, que o poder, mesmo transformado, nao
procurava contestar. Entretanto a lei -ru .1 tinha
consagrado, apresenta-se no que dira respailo
nstruccao secundaria e inslrinro.superior, dous '
graves inconvenientes : de um lado, ena tinha com-
plicado o governo de instrueco publica para o por
em harmona com o rgimen da liberdade ; rjci ou-
lro lado, ao passo querefza- todos os poder. d
ensino publico, nao mudara nada em seus me-
Ibodos. .
Sobro estes dous pon los principaes convinh fa-
zer tiKKlificacoessem demora. Desde o mez .1 fe-
vcre.ro de 1852, duas medidas indiearam a direc-
eo, que vnssa sahedoria ia dar instrucr;So pu-
Wica. A 7 ,le fevereiro promulgastes o decreto que
resumi a iniciativa do chote do estado, n concho
.laspensoes dos lyceus, que uma le promulgada
em 14 eniregava as prows aiatorias ,1o con-
curso c a deciso soberana do uma ommiss5 par-
ticular. A 23 do mesmo mez, no meio das mais *
xagas preoecupacoos da reoi^anisaco do podSr,
vos daveis uma prova eslrondosa de vbssa solici-
RAno 3S sciellcias' propondo um premio de
oO.OOO francos ao autor da deseoberla, que fizesse
applicavel nom economa n pilba de volta indos- *
tria como principio de calor 011 de luz, chimica,
mecnica e medecina pralica. Restebolecer
por toda a parte auioridado no corpo de ensino,
reformar os esludos alim de assegumr com o des- "*
envotvirnenio das sciencias a preeminencia das ar-
tes do nosso paiz, eram oc dous problemas que
vosso governo tinha de resolver ; erara as duas tes
de salvaco que elle |iodia abrir a universidade em
perigo.
A primeira questo parecia a V.- M. a mais ur-
genie, e vos pensaveis que se nao podia emprehen- '
,1er modificar o systema da educajo naeionl antes
de ter elevado a jerarchia e consiiiido forten^nte
as autoridades, que ilevmm ser os inslmmentos des-
la reforma. Demais urna consideracao'devia do-
minar ludo. Convtnhao mais.ce.lo'que fosse, pos-
sivcl por a orgamsaco geral da hisir.tceo publica
Tve'"3 com 8 principicl mesmo do novo
Foi este o objecto do decreto que V. M. fez pro-
mulgar a 9 de marco de 1852.
Por este decretoi a autoridade central reasuma
o diretto de nomear e demjtr lodos os professore*.
funccionarios e agentes da insiruecopiiblica.aquaU
quer grao da gerarchia que estes pertencam. Dos
angos systemas de nomeacao, so existe aqueUe **
que assegura a dignidade dos prolessores sem ohstar
a accao do governo. O recrutamento dos eorpos "
porsua propria nomeacao esto abolido. O concurs,
supprimido para as cadeiras de professores, exisje *
aponas para os lugares de subsliuilos. As apreseji-
I

i
7
m
\
0



N*

DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRJ 3 OE JANEIRO DE 1854.
K candidatos sao levadas a todas as ordens
de (acuidades, porem nao sao mais obriijalorias para
o poder, que reserva seus direilos. O cicfe do esta-
do,snbrcjropos!a do ministro, nomeia os mem-
eros do conselho superior, os inspectores gpraes, os
directores, os professores das fatuidades, docollegio
de Franca, do musco de historia nalural, da esco-
ta das linguas orientaos vivas, os Miembros de es-
criplorio" das longitudes e do observatorio de Pars e
de Marselha, os administradores e conservadores
das bibliotbecas publicas? O ministro por delegarn
do befe do estado, nomeia os professores da escota
das charlas, os inspectores da academia, os membros
ilos conaelhos acadmicos que procodiam preceden-
Maente da eleioo, os funcionarios o professores do
ensillo secundario, os inspectores primarios, os em-
pegados das bibliothecas, e gcralmcnte pessoas ad-
didas a esUbeiecimentos de isimcfo publica tier-
teocenle ao estado, O directores, por riclegaco do
ministro, nomeiam os professores. munkipaes.
Alem do dimito de nomear lodos os empregados,
o governo reasume, pelo decreto de 9 de marco, os
poderte disciplinares os mais -ezlensos. As lonlas
anualidades e as Uceos do amigo proeesso desapa-
reeiam.; a repressao be immedia.la a lodos os graos
e de baixo de todas as formas. O poder pronuncia
directamente e sem recurso a admoestacao peraOleo
eooselbo acadmico ; a censura peranie o conselho
superior ; a troca ; a suspensa com ou sem pri-
aeao Mal ou parcial do ordenado ; a de'missao,
qde pode ser dada aos membros de todas as ordens
le ensinu, romo o simples excrcicio da mais inalio-
navel prcrogaliva de um poder responsavel dos actos
de seos agentes.
O decreto de 9 de marco nao se limita a mudar
o modo de recrulamento c a ostfeitar a disciplina
dos corpos universitarios que elle confirma cm suas
lmenes, elle modifica profundamente o conselhocn-
rarregado de coadjuvar o ministroem suadirecao e
cm sua vigilancia, (azendo entrar tres membros do
-nado, tres do conselho de estado, cinco rcebispos
ou hispo*, tres membros dos cultos nao catholicos,
tres da corte de cassacao, cinco do instituto, oito
inspectores gentes, ilous membros do ensino livre.
Os inspectores geracs, subslitoiram a seccio per-
manente supprimida pelo decreto. Era um dos gra-
ves inconvenientes do rgimen precedente, que os
inspectores geraes encarregados de tomar informa-
cues nao s a respeilo de todos os membros da uni-
venidade, sendo ainda sobre a marcha geral dos es-
tudes, sobre a cfficaciados methodos amigos c sobre
o valar das novas experiencias que se podessem
faaer, fossem separados de alguma sortc do* mi-
mslerio pelo corpo intermediario da seccao perma-
nente, quo nao permillia mesmo aquellos que li-
nkam visto as cousas, iulervirem'^ias decisoes de
que ellas eram objecto. Porventura os ministros
(radiara ter melhpres 'conselheiros que os homens
que, por sua relacao continua com os professores
e com as familias, deviam sempre saber o que va-
hara uns c o que queriam os putros ? Nao tinha amislro, de sua parte, o iiiteresse de fazer vigiar a
^"TlJalPBiji^iiujiV'illl '"T'~" para com *,-;,>(-
tes nemos que tfnnam tido patc ohi sua'pre-1
pararlo ?
Era igualmente til adrailtit os inspectores no
conselho e commetter a inspeccao aos conselhciros.
aa para que esta reunan dos dous corpos de ins-
peccao e do conselho produzisse seus fructos, era
mister que aquello que era chamado para os subs-
tituir, represen tasse todas as necossidades e todas -as
ordens de ensino, epodesse dar pravas de iniciati-
va no debate de todas as quesioes de firmeza na exe-
cucao de, todas as ordens. Convinha sobretodo
que, pela notabilidade das pessoas, que o eompo-
zessera, ello conservasse a auloridadc o o brilho dos
aatigos conselhos da instruecao publica.
Estas condiepes .foram precnchidas. Ainspec-
Sio geral quasi inteiraioonic concentrada al enlo
no serviros da im truecan secundaria, abracou fi-
ualmente de um modo regular a inslruccao superior
e.a primaria. Dous inspectores geraes da insirue-
co primaria surrederam aos dous inspectores su-
periores das escolas. Seis inspectores geraes do
eaaino secundario, tres para as letlras e tres para
as sciencias, (ram especialmente encarregados do
vigiar os Ivcus. Cm numero igual de inspecto-
res foi arrn-srrnlailo ao dobrado servico scienlifico e
litti-rario do-alto ensino; dous inspectores geracs
fraai, como outr'ora, encarregadds de inspeccio-'
liar as duas ordens particulares do direitoc da m-
deeiM.
Entre os homens consideraveis que, desde o
principio, linham coadjuyado a poltica do vosso
governo, a scicncia contara alguns de sous mais
Ilustrados meslres. Mrs. IIunas e^Le Vervier,
uaeaahros ultimainenle orneados do senado, re'pre-
seaiaram na inspeccao geral as sciencias pbvsieas o
Mathemaucas, quej representavam, no institulo,
um onlro membro da academia das sciencias, Mr.
Bmngniart, foi encarregado da inspeccao das scien-
cias nattrraes. Tambem do instituto he quo foram
tirados os tres inspectores geracs do ensino nipe-
rior litterario ; Eugenio Uumouf to codo arriba-
do a essas novasoccupaccs, -que deram ao menos
algumas consolaees as dores de seu fim prematu-
ro, tinha sido escolhido para communicav uni-
versidade regenerada tudo que Hk' 'podesse minis-
trar daramente orna critica vasta e profunda appli-
rada ao systoma completo das lingoas humanas ; a
par deste raro genio, MrsI Nisard e Ravaisson
ntostravam. um senti monto elevado das bellezas
das lingoas ctametTs e o espirito das especuiacoes
ahilosophicas. O decano da primeira escola me-
dica do mundo, Mr. lloran!, passava a ver o ins-
pector, geral das faculdades do medecina ; Mr. La-
(erriere assumia a inspeccao geral -das facilidades
do direito, que o governo precedente (he tinha tira-
dor Para a inspeccao geral do ensino secundario,
vos me ordenaste que escolhesse nos amigos quadros
e vos propozesso os fimcciouarios quei depois do
Icrem dado maior numero de pravas de sua expe-
rieneia, conservassem ainda uina actividade mais
necessaria que nunca, lim prelado sabio e virtuo-
so, administrador igualmente nolavel por sua ha-
bilidade e coragem, o padro Daniel, a quemo epis-
copado devia logo recompensar todos os mritos,
Beregciiou fazer parte do sucao permanente nes-
se corpo to mil da insporfao geral, dos lvoV-us.
Outro eeclesiaslico nolavel pela fecuudidadc c excel-
lencia de seu ensino phHosuphico, cm um lempo
em que a philosophia era aecusada de esterilidadc
c de erro, o Sr. padre Kairol, hrmava onj o seu no-
mo e com a in-eprehensivel originalidad! de suas
ideas todos os limites c tradiecos solidas, que elle
acVav ja na inspeccao geral do ensino primario.
Organisada deslo modo a inspeceao geral, ella
nao era inferior aos eonsellws," que liaviam outr'ora
presidido os destinos da uivefsidade. Oilo ins-
pectores genes smenle deviam ser animalmente
designados pata lomarcju asscnlo no ronsulho stqie-
lior da instrureSo publica ; porm aquclles que
nao tomavam patte em suas doliboracies, podiam
eer chamados para as suas sessoes com vol consul-
Uh'vo ira o examo das qucsloos especiaes. Vos
quizestes quo todos elles formas*em jumamente o
conselho interno e privado do ministro.
Coinludo, cmquanto foi preciso appicar reme-
dios enrgicos aos males que vexavam o corpo de
ensino, o ministro nao partilhou com pcssa algu-
ma a honra perigosa, c importa inuito coofessar,
pouco hvejado em alTrontor os desconieniameiiios
extirpando os abusos e restaurando a disrip|na
destruida. Ouando esforaos perseverantes assegu-
raram o successo, e a ordeine a'gerarehia ficaram
ronsuiidadis na insuccao publica, como o eslavam
oa sociedade, cutio sem pretender nada tirar de
ana rcsponsabilidode pessoal, elle chamoti para junio
de si os auxiliaresesclaii'iiilus cujo concurso oflici-
* di'- entendeu ospacar.
A -28 de outubrode 1853 he que umdecrcto cons-
titnio os inspectores envcommisses, os quaes cor-
Tespondern as grandes divisoes do ensino primario,
secundario e superior. Estas commisses, reuni-
das regularmente todas-as semanas, dao adminis-
aejao pareceres motivados sobre as pessoas e sobro
ascousas : sao ellas que preparam os projo-lbs do
egalamento e as decisoes mportanles ; ellas con-
inuam .tebalxo do novo rgimen, essas tradicoes de
, ate experiencia o de livre discussao, que o go-
verno querera sempre manter, persua.lido de que
elbs nao comprometlem nem sua propria iniciati-
va, nem a independencia de sua accio.
(Continuar-fe-ha.
vamente ilocnca que accommelleu vaccas al im-
portadas de Portugal, teuho a liunra de levar ao cn-
ohecimeulo de V.S.a que, comparaudo ossymptomas,
a dita docnca apenas dilere da que se chama aqui
inflaromarAu dobaco {anihrace em linsua latina
que se toma s vezes nao menos perigosa e rpida-
mente mortfera entre nos, do que em l'crnambuco.
Uiz-sequeo mal be proveniente de causa- climticas,
como, grande lalor operando prcjudlcialmeiile sobre
pasto, e bebida.
Em laes casos a molestia pode-se desenvolver es-
pontneamente n'uoia manada de gado, conmiuui-
cando-se por contado a militas bestas.
A doenca pode-se impedir por vacinaco, como
tambem por sanara.lirandn-sc 6 al H libras de san-
gue, urna ou duas vezes, e dando aos animaes urna
soluto de tai de lilauber interiormente, para pro-
curar repelida* evacui.rOes. Teri sido milito neces-
sario de conhecer o methodo de nutrimento, segun-
do o qual os ditos animaes foram tratados, porque se
a ferrasen) consistir de capim 4'Angola e milito,
como supponlio, estes gneros me parecem demasia-
damente pesados.
Todava eu creio que a queslo be tao importante
para o Brasil, que ordenci pergunlas publicas na
Guela Agronmica, dirigidas aos veterinarios, para
eompir um relalorio das sues rcsposlas, que lerei a
sali-tacao de submelter i V. S. cm lempo upporlu-
no. Nao temo a impossibilidade de impnriar e accli-
malar as nossas vaccas no litloral do Brasil ; se fe
cultivar as nossas gramas e vegelaes tuberculares ;
e da miiiha parle sempre eslarei promplo de contri-
buir ipiantu de inim depender, para assegurar aos
beiiililorcs de sua palria o mais feliz successo, quer
na esculla de animaes proprios, quer na procura e
Iralo das semenles precisas.
Com mullo respeilo ele., alenlo venerador e cria-
do- Dr. J. tithmit.
Haroburgo, aos 30 de novembro de 1K5.1. lllm-
Sr. Jos l.ucio Correia, consjil geral do Brasil ele etc..
em llamburgo.
COMMERCIO.
PKACA 1)0 RECIFE 2 E JANEIRO AS 3
HORAS DATARDE.
Cotaries otTlciaes.
Uoje no houveram colacSes.
Af.FAM)EGA.
Uendimenlo do dia 2 12:631 $582
Descarregam hoje 3 de Janeiro. .
Barca maleza Lord John Ruisel louea, cabos e
laxas.
Barca porlnguezaGralirlaolacedo. ,
Patacho brasileiroBom Jessdiversos gneros.
Importacao .
Brigue nacional, D. Affonto, viudo do Aw, con-
signado a Bailar & Olivciro, manires'.oii o aegunl :
1,126 alqueires de sal, 300 mlhos palha de car-
nauba; nps mesmos consianatai ios.
Yapar; ingle.- Thamct, viudo de Soulhamplon, ma-
nifesloQ o seguiute:
2 caias joias; a J. A. Gensly.
1 dita das; a J. C. Robe.
1 dita reoslos, 1 dita joias ; a ordem.
1 dita joias ; a J. P. Adour & Couipaobia.
2 dilas amostres, 1 dita saliao ; a Tiinin Mouson &
Compjuliia.
1 cuibi-jilio impressos; a C. J. Aslley & Compa-
nbia. ^
1 caixa impressos ; a John Lilley.^.- ". '
Bajtll smWs^^J^^cJuijt>^ompan|,ja.
*8.1as c um einbrulbo amostras; a j. Keller
Coill|rnnliia.
2 caivas amostras ; a \.. Fernn i Companltia.
t dila dilas; a Oiiveira Irmos & Ounpaohia.
1 dita ditas; a J. R. Lasserre & Oompauhia.
1 dila papel; a Schramm Whalely & Comp'anliia.
1 emiirutli-. amostras ; a RUssel Mellors& Cum-
panhia.
I dito amostras ; a R. Royle & Companhia.
1 lito amostras ; a Jolinslou Pater & Companhia.
2 caixas amostras ; a H. Gibson.
1 dila amostras; a E. Burle.
5 quurlolas vinfio ; a Adainson Ilowie & Compa-
nhia. <
Patacho nacional. llom-Jess, vindo do Rio-de-
Janeiro, consignado a Novaes & Companhia, inani-
leslou o seguiute :
I eaixa charutos ; a Julio Fcgesmier.
20 duzias lalinas, 1 parole quina, 1 caixote limas,
200 temos barricas vazias, 25 pipas grata, 5 lar-
ris azeile. 70 caitas velas, 8 banca- mel de ahelhas.
7 eaivOes chapeos, 20 rolos fumo, 2 callles Jamiuos
de chumbo; a ordem.
CONSUEADO GERAL.
Rendinienlo do dia 2......2:0512355
' IMVERSAS PROVINCIAS.
Reiidimenlo do dia 2...... 35J993
,. Exportarlo .
Philadelphia, patacho americano Brete, de 290
toneladas, couduzio o seguiute : 33 cascos azeile
dcpeixc, 192 inolhos harbalana de baleia, 2 loros e
1 pianchao madeira de amarello. :lll toros dita de ja-
caranda, 1,008 couros salgados com 31,267 libras,
3,250 saceos com 16,250 arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, hriaue nacional Iteeife, de226 to-
neladas, eonduzio o seguiulc : 120 barrfs breu, 8
fardos eravo da India, -150 barricas bacallio, 6 sac
cns cera de carnauba, 22 molhos esleir de dita, 72
saceos milho, 2,900 alqueires sal, 255 saceos com
1,275 arrobas de assucar, 297 molhos courinhos de
cabra, 60 saccas coiu 319 arrobas e 8 libras de algo-
djo.
Buenos-A\ res e Jlonlevido, brigue hespanhol
Jaanilo, de 259 toneladas, couduzio o seguate:3
caixas bichas, 63 pipa/ cachaca, 1250 barricas e 150
liarriquiuhas com 9,801 arrobas e 23 libras de as-
sucar.
Lisboa, brigue porluguez Encantador, de 297 to-
neladas, couduzio o seguiute : 2,612 saceos e 12
liarriqiinbas com 13,252 arrullas e 22 libras de as-
sucar, 2,810 meius de sola, 53 barris mel,300 couros,
2 pranclie-e 1 taima de aiuarellu, 3 barricas lari-
nha, 1 sacea arroz.
RECEBEDORIA DE RENDAS- INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2.....1:i22s82
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE J'ERNAMBI!-
CO DO ME/. DE DE/.EHBRO.
Renda dos proprios narinnaes. .
Foros de terrenos, de iiiarinha. .
Ladennos .........
Siza dos bens de raiz......'
Direilos novos c velbos c de chan-
cellara .........
Ili*ina da dila........
Carlas de hachareis.......
Sello do papel llxo, e proporcional .
Premio dosdeposilos pblicos. .
Emolumentos.........
Imposto sobre tojas c rasas de dcs-
contos...........
Dilo sobre casas de movis, roupas,
ele., fabricadas em paz cslran-
' gero ..... ......
Diios sobre barcos do interior. _.
l)\o d 8 por cenlo dos premios das
loteras......"...
Taxa de
r p&pagaios........
Itiil.irJi.i,.............
Bisroiliis.............
Cale bom ;.........
reslolho.....'.....".
com cusca...........
muido............
Carne secra...........
Cocos com casca ........
Charutos bous..........
ordinarios.' ......
regaba e primor .
Cera de carnauba........
_ cm velas..........
Cabro novo mo d'obra.....
Couros de hui salgados......
Vpixados........
verdes......-. .
de onca.........
do caba curtidos?. .
Doce de cabla..........
guiaba.........
seceo ...........
jalea. .'.........
Estopa-nacional.........
eslranaeira. mo d'obra.
Espanadorjss aramios......
|iequenos..
lidio
:\s
um
\
Farnba de mandioca.
I) !> lllilllli ....
aramia .
Feijao ..-....'....
Fumo bom.......
)> ordinario .- .
u em folba bom .
, ordinario
reslolh-j.
Ipecacuanha......
Goiurjia..... .
Gengibre........
I.eiiha de aclia aramio-........
n poquenas.......
loros ..........
Pranchas de amarello de 2 costados. .
d huiro..........
Costado de amarello de 35 a W p. de
c. c 2 i a 3 de 1. .
de dilo usuaes........
Costadnho de dilo..........
Soalho de dilo............
Forro de dilo.............
Costado wt louru...........
Cosladiuho de dilo..........
Soalho de dilo............
Forro dedilo.............
_ cedro. .........
Trus de tatajuha. .
Varas de parreira. .
aguilliadas
o qurs. .
39OOO
39900
65WO
55200
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43000
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cento iVriKI
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8210
8200
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18000
18000
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73000
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3B00
258000
291)00
25OOO
15600
11 8600
95000
lima 1-28000
78000
203000
103000
75-500
65OOO
38.500
68000
55200
:i3o
25200
35000
13200
18280
I9OOO
3960
quinlal
. duzia
Em obras rodas dcsicupira para carros, par 403OOO
eixos
Helaco........
Milho........
Pedra de amolar. .
' lilirar. .
rebolos .
Ponas de boi. .
Piassaba .......
ola ou vaquela .
Sel em rama .
Pelles de carneiro .
Salsa parrilba. .
Tapioca.......
Cubas de, lioi. .-
Jititi......
Esleirs lu* perp*f^.
Vinagre pipa. .,
. ranada
alqiicrc
. urna
.
i)
. cento
. 1 nuil 11
. meio
. (g> "
. urna
.. . cenlo
. *
. nina ,
165000
8150
15120
8640
65000
8800
33600
8320
25000
55000
3180
185000
25880
8200
siteo
8100
MOVIMNTO DO PORTO.
yatio* entrados no dia 2.
Ass15 dias, brigue brasilairo D. Affomo, de 212
toneladas, capil.lo Lauriann Jacntlio de Carvalho,
equipagem 13, carga sal ; a Ballhari Oiiveira.
Ballimor42 dias. biale americano RosamonU, de
130 toneladas, capilao N. L. Ellis, equpageni 6,
carga fariulia de trigo e bacalho ; a Hcnry Fors-
ler & Companhia.
Nato* sonidos no menino dia.
Montevideolirisue hespanhol Joanito, capilo Pa-
blo Jsern, carga assucar. <
Rio de JaneiroBrigue brasileiro feije, capilo
Manuel Jos Ribeirn, carga .varios gneros. Pas-
sageiros, Joaquim Xavier Vieira Ligo.- Luiz Dias
Correa, Sabino Jos de Vasconcellos e a parda Ber-
nardina de Sena, e 10 escravos.'
PhiladelphiaPatacho americano Brese, capilo
"Wm;S. Ouliibriilce, carga assucar.
Buenos-Ayres por MontevideoBrigue hespanhol
Monarcha, capitn Antonio Pages, carga assucar.
EDITAES.
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
ahaivu declarados :
l.iinoeiro. avallado animalmente por 588000
Brcjo, por .503000
Boa-Vista e Ex, por 1988000
A arremalaeao scriifeila por lempo de Ires anuos,
amolar dol.de jiilbo de 1853 30 de junho de
1856.
Os licitantes compareeam na saladas sessoes da
mesma j un la. no dia icima declarado, pelo mcio dia,
com seus Dadores competentemente habilitados.
E para constar se mandn afllxa'r o presente e pu-
blicar |lo Diario.
Serreiaria da lliesouraria provincial de Pernam-
6uco 17 de dezemhro de 1853.O secrelario,
Antonio Fcrreim da Annunciarao.
V- O lllm. Sr. inspector da lliesouraria. provin-
cial\em cumpriineulo da ordem do Exm. Sr. presi-
denl.da provincia de 14 do correte, manda.fazer
publicy, que nos dias 10, II e 12 de Janeiro prxi-
mo vin.'louro, se ha de arrematar a quem por me-
nos fizcr). a obra do sexlo lanco da estrada da Es-
cada avalfada em 9:3268278.
A ar-em^liirSo ser feiin na forma dos arligos 24
" 27 da lei provincial n. 286de 17 de maio de 1851,
zer publico, que nos dias 7,8 e 9 de feVereiro pr-
ximo vindouro, peranie ii junla da fazend* la mes-
ma lliesouraria, se ha dearremalar i quem por me-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, avallada em 4:0048000 rs.
lo ser fela lia foroia dos arls. 2!
A arremalarjo ser fela la forma dos arls. 2 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esoh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremala-
eao, compareeam ua: sala das sessoes da mesma un-
ta, nos dias cima declarados pelo mcio dia, conipe
lenlemeiilc babeliladas.
E par a constar se inaudou allivar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de l'eruaiii-
buco, 24 dodezembro Antonio Ferreira Clausulas especiad ara a arremalaeao.
1; As obras deste acudo serio fcilas de confor-
inidade com as plaas e 01 carnelo, appresenlados
ncsla dala a approvacio do Exm. presidente da pro- 9 de iaiieiro vindouro
vincia. na iinnurlaiir.iu de 4:IHI4IKKI rs. '- <
DECLAIL\<;0'ES.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
manda fazer publico que, no dia 3 do correle por
dianle, pagam-se os ordenados e mais despezas pro-
vinciaes, vencidas al o lim de dezemhro prximo
lindo. ^v
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de Janeiro de 1854. O secrelario,
Antonio t'erreira d'Annunciarao.
O concibo administrativo manda fazer pu-
blico, que nao pudendo Icr lugar a compra dos ob-
jeclos anuiiiiciados para boje, (ca transferida para
o dia 3 do mez prximo futuro. Secretara do con-
selho admnislrativo dedezerabro de 1853. Mi-
guel Affonso Ferreira, al e secrelario interino.
Aniiuucia-so pela in,a do consulado provin-
cial, que ns 30 dias uteis par a cobraba da dcima
bocea do cofre dos predios mbaiius das freguezis
desla cidgde e da dos Afosados, se liualisain no Jia
1188000
22.-s2:l2
8558.57
2:685681
1:!WI>I.1I
187^187
128000
:2603l88
163062
97520
C-.0708200
2105000
1968800
escravos.......
ReposicOes e restiluices.....
Dcima addiconal das corporaeOes
de mao mora ., ,. .
Dila urbana. >, ... ..
Mullas por infraecesdo regulameulo
7208000
1:1323000
58000
1:475091
158768
4>il5
, 18:9933-232
Recebedoria de Pernambuco 31 de dezembro de
1853.
O escriviio,
Manoel Antonio Simoes do Amoral.
CONSULADO PROVINCAL. .
Rendimenlo do dia 2......3:3503899
RENDIMENTO DO CONSULADO PROVINCIAL
NO MEZ E DEZEMBRO DE 1853.
Direilos de 3 por cento........ 35:2593953
Direilos de 5 por cenlo........ 5:4575352
Capalazia................ 6103520
Dcimo dos predios urbanos...... 16:8958381
Mciasiza de escravos......... 1:567880
Sello- de horaneas e legados...... (,938083
Novos e velbos direilos......... 1813601
Escravos despachados. ....-...-. 3:1008000
Emolumcnlos de polica......... 8600
Imposto de 3 por cenlo........ 788180
Dilo de 125800 rs........... 128800
Dilo de 20 por cento do consumo de
agurdenle. ............ 408000
Mullas. ............... 513650
Cosas. ..........*..... 178716
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidenle
da provincia, manda fazer publico, qus no dia 23de
feverciro prximo vindouro, vai novmenle a prat;a
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concerlos da cadeia da villa de Garanhuns, Mi-
liaria em 2:2198210 rs. A arremalaeao ser feita na
forma dos arligos 24 e 7 da lei provincial n. 280
de 17 de malo de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a est arremalaeao,
compareeam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente Habilitadas.
E para constarsemndou alliiaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da lliesouraria .provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annungiaelia. -
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1." Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-bao de conformidadecom o oreameto appro-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
approvacSodo Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2198280 rs.
2. O arrmala n le dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e deveri couctui-las no de sei
mezes, ambo; contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que Ihe for delerminado pelo- respectivo engenbei-
ro, nao s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao inulilisar an raesino lempo para o ser-
vico publico todos as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalaro,
(era logar em tres prcslacocs Iguacs ; al., depois
de feila a melado da obra ; a 2.', depois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega definitiva.
5. O prazb de responsabilidade ser de seis mo-
res,
6. Para luda o que nao estiver determinado as
prsenles clausulas nem no ornamento, sesuir-se-ha
o que disp6e a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
..~ O Il.lm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em i'iimpriiiieiilo da resolucilo da nula da fa-
zenda, insuda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro.vilo iiovameiile apra^a para'se-
rem arrematadas a quem por menos fizer, as obras
necessarias a fazer-se junto ao acude de Garuar,
avahadas em 1:9808000 rs.
A arreim-lacao ser feila na frma dos arls. 24 e
27 da lei pruviucial h. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoasqnese propozerem a esta arremalaeao,
compareeam na sala das sessoes da mesma jtinla* no
dia cima declarado, pelo meio da. competente-
mente habituadas.
_E para cobstar se inaiulou adiar o present c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacuo.
l. As obras necessarias a fazer-se junto !m acude
de Garuar para evilar-se as lillracoes. serflu excu-
ladasdeconformidadecomo orcamenlo approvado
pcladirerUniaelnoiiisellio e apresentado a appro-
vapio do Exm. Srf presidente da provincia na
e sob as clausulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas q\ie se propozerem a esla arremalaeao
eompareeain na cala das sessoes da junla da fazenda
da mesma Ihesotirara, nos dias cima declarados,
pelo mel dia, compelenlemenle habilitadas.
E para constar se inaudou alliiaro prsenle e pu-
to ica pelo liinrii. Secretaria da thesouniria pro-
vincial de Pernainbuc4M O secrelario. Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes^-para a arremalaeao.
1." As obras do sexto lauco da estrada da Encada
serao exondadas do roiiforrnidade com a planta per-
fil e orcamenlo, appi ovados jiela directora .em con-
selho, eso tonel I idos a approvaeao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, iu portando em 9:3268278.
2.a No prazo de 30 dias o arrematante dar prin-
cipio as obras, devendo conclui-las no de uin anuo,
ambos contados de conformidad); com o arl. 31 da
lei provincial o. 286.
3.a A importancia da arrematbalo sera paga em
quiltro prcslacocs iauaes; a priiiieira\quando livor
a lerccira parle das obras concluidas^: a segunda
(piando Uveros dous lereos; a lerceira quando livcr
feilo a entreaa provisoria; .e a ultima 'finalmente
na entrega dellnilva. \
4.a l'ara ludo quanlo nao estiver determinado as
presentes clausuras ou no orcamenlo, seguir-se-ha
oque dispe a l?i provincial O.- 286. Coiiforme.
O secrelario, Antonio Ferreira WAnnunciarStt,
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, cm i-iimp imenio da ordem do Exm. Sr. pre-
sidenle ila provincia, manda fazer publico, que no
da 26 de Janeiro prximo vindouro, vai novamenle
a praca, peranie a junta da l'a/euda da mesma the-
sourarin, para screm arrematados a quem pormenos
iizer, os Irabalhos da conservacao da estrada da
Victoria, avahados em 5:5178600.
A arremalaeao ser feila por lempo de um anno, a
contar do dia em que o arrematante tomar conla
da estrada, e sob a* cundirnos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeao,
compareeam na sala das sessoes da mesma junta, uo
(lia cima declarado, pelo meio da, 'competeule-
mcule babeliladas.
E para conslar se mandou aflixar o prj
publicar pelo Diario. '
Secretoria 'da lliesouraria provine^' de Pernin-
buco 17 de dezembro de 1853. -* Ferreira d Annunciarao. ^s
i f'n"x'''a{,efl>e'da^Xtfaa arremalaeao.
M Os Irabalhos di^rriservacao pcrmanenled es-
tol Y ie|oriajjfS0 Cxeculados de conlormidade
^Jiiiin1'approvado pela directora em con-
selho, e apresenlado a approvaco do Exm. Sr. pre-
sidenle da provincia, pelo lempo de um anrtu, e na
importancia de 5:5176600.
H'* .t>. pagamento da .importancia d'arrcmalacao
sera dividido em prestacocs mensaes de una duod-
cima parle, visla do cerlificado pissado pela di-
rectora itas obras publicas.
3. Para ludo o que nflo estiver determinado as
prsenles clausulas e no orcamenlo, seguir-se-ha o
que-dispe a lei provincial n. 286.Conforme. O
secrelario, Antonio Ferreira t Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da (heiouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
denle da provincia, manda fazer publico, que no
dia 19 de Janeiro prximo vindouro, peranie i jim-
ia da fazenda da mesma lliesouraria, se ha de arre-
malar a quem por menos. Iizer, a obra dos concerlos
da cadeia da villa de Serinbaem, avallada em
275OSO00.
A arremalaeao ser feila na forma dos aals. 24e
27 da tei pruvncial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta ari-emalarilo
compareeam na sala das sessoes da mesma junla,
no dia cima declarado, pelo meio dia, compelen-
lemenle habilitadas.
E para conslar se mandou aflixar "o presente c
publicar [icio Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pefnam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secrelario, .An-
tonio Ferreira etAnnunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacuo.
I. Os concerlos da cadeia da villa de SeriuhSem
far-sc-hao de coiiformidade com orcamenlo, ap-
*j prvido pela directora em conselho 6 prsenla-
do a approvado do Exm. Sr. presidenle da pro-
vincia, na importancia de 2:7503000.
2. O arrciuatanlo dar principio asninas no pra-
zo de um mez, e dever coucliii-bs no de seis me-
zes, ambos contados na frma do artigo 31 da lei
n.286.
4.a-O .arrematante seguir nos irabalhos tu lo o
que Ihe for determinado pelo'respectivo engenheiro,
nao s para boa execuoao das obras, como em or-
dem de neo inulilisar an mesmo lenpo, para o servi-
eo publico, lodas as parles do edificio.
4. O pagamento da imporlaticia da arrematarn
lora luaar em tres preslaces iauaes: a primeira de-
pois de feila a melade da obra; a segunda depois di
entrega provisoria^ a lerceira na entrega definitiva.
5.a 0 prazo da responsabilidade sera de seis
me /.es.
6. Para ludo o mais quo nao se acha delermina-
as presentes clausulas, nem no orramcrKn, se-
guir-se-ha o que dtspSe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario Antonio Ferreira d"Ak-
nunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesauraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26de Janeiro prximo vindouro,
vai novamente a praca para ser arrematada i quem
i por monos Iizer, a obra do mellioramenlo do rio
de Guianna, avadada em 50:6008000.
A arremalaeao ser fela na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaos abaixd copiadas.
As pessoas que'se propozerem a esta arremataran,
compareeam na sala das sessoes da mesma junla
no dia cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitada-.
E para constarse mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. 0 secretario, An-
tonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas tspecittes para a arremalaeao.
1.a As obras do mellioramenlo do rio do Goianna
far-se-h.1o de conlormidade com o oreaiiento, plan-
las e-per lis, approvados pela directora em. consolbo,
e apresenlados a approvaro do Exm. Sr. presideu-
le da provincia, importancia de 50:6008000.
2.a Onjt-romnlanto dar principio i s obras no pra-
zo de (res mezes e as concluir no de lies anuos,
ambos .contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286.
3.a Durante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar (ransilo as cano-
as e barracas ou pelo capal novo ou pelo trilho ac-
tual do rio.
4." O arrematante seguir na execucao das obras,
a ordem do Irabalho que Ihe for determinada pelo
engenheiro.
o." O arrcmalanlc ser obrigado a apresentar no
fim do primoiro auno, ao menos, a quarta parle das
obras prompla e outm lano no lim do segundo an-
vincia, na importancia de 1:0018000 rs.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de 2
me/es, e serao concluidas DO de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desla arremalaeao ser paga
em tres preslaces da manera segtiiiile : prime ira
dos dous quintos do valor tolal, quando liver con-
cluido amelade da obra ; a segunda iguala primei-
ra, depois de lanado o termo de recebrflTMilo pro-
visorio ; a lerceira finalmente, de um quinto depo-
is do rocebimcnlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar a
icpailicao da obras publicas coiu antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que lem de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalhar sc-
gudainenle durante 15 dias.aliiu de que possa o en-
genheiro encarregado da obra aswslir aos primeiros
Irabalhos.
5.a. Para torio o mais que nSoesliver especificado
as prsenles clusulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
^Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d' Annunc.iacSo.
'O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em cumplimento da resulurao da junta du fazenda,
manda fazer publico, que no dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, peranie a mesma junla, vai nova-
menle praca para ser arrematada a quem por .me-
nos fizer, a obra do acude da povoaeo de Bezer-
ros, avallada em 3:8448500 rs.
A arremalaeao ser feila na forma rio arls. 24 e
27 da lei, pruviucial n.286 de 17_de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a est arremata-
cao, compare^ara na sala das sessoes da mesma jun-
la no dia a cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente babeliladas.
E p3ra constar se inaudou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro d 1853. O secretorio,
Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arremSlacao.
1.a As obras deste acude, serao fcilas de confor-
midade rom a plaa e orcamenlo. approvados pe-
la directora em conselho, e appresenlados a appro-
vacao _d> Exm. Sr. presdeme, importando t.u
*^r7&.*. rs. fc A
2.a O arrgfii'ante dar comeen as obras no pra-
zo de 30 das (V leri!!IHr- no de seis mezes, cuida-
dos segundo cari. STuViCan. 286.
3. O pagamento da iroporfitftya da arremalaeao,
ser dividido em Ires parles, endotmia do valor de
dousquinlos, qiiriiiilo liouvorfeilo me+jKeda obra,
oulra igual a primeira quando eniregar pffvysoria-
nieiile, e a lerceira. de um quinto, depois dc^sun
anno, na occasi.la da entrega definitiva.
Paquetes l'i-ancezeta vapor, entre Marse-
lha e Ri de Janeiro.
O paqi-ole a hlice
L'Acenir, desti.-gdo I
a sabir de Marsertia
para a Babia e Rio de
Janeiro,espera-se ues-
te pof lo boje.'
Pas-aaein para. o Rio de Janeiro, cmara de r
200 francos, cmara de proa 150 francos.
l'assagem para a Baha, cmara de re 100 francos,
cmara de proa 75 francos. -
A comida e os viudos estilo comprehendidos. ues-
tes procos.
Quem pretender dirija-se ao escriplorio de N. O.
Bieber & C.a ra da Cruz u. 4.
Banco de Pernambuco.
Ero cumprimenlo da resolucao que abaixo segu,
'da iisseuiblea geral do banco de Pernambuco, para
levar a clleilo o complemento do capital de dous
mil cotilos de rcis, o respectivo conselho de direccSo
convida aos Sr*. accionistas, a realizaren) de 2 al
15 de Janeiro prximo, a cidrada de 20 por cento
sobre o numero de acones, com que a mesm reso-
lucao Ibes permute licar.
" Banco de Pernambuco, 22 de novembro de 1853.
O secretario do conselho de dirccnio, Joa Igna-
cio de Medeirot Reg.
Resolucao.
A assembla geral do buco de Pernambuco, reu-
nida em sessau extraordinaria, aos 26 de setembro
de 1853, resolveu adoptar as propostas oflerecirias
pela direcclo do banco, em dala do 1 de agosto,pela
forma seguinle:
Art. 1.'O conselho de dircecg fica anlorisado a
levara efTeilo o augmento mximo doca pill,de-
crelado peto art. %' doseslalulos.
Arl. 2.- As resujjtivas acones sero dislribui-
dc.s [ironorcionalmaave por todos os seos socios.
Art. ^.. A cobranea do imporlc das accOes serfl
roalisada segundo as precisoes da eaixa. e por de-
leberacno do conselho 'de diroceao. '
Ai I. i.- O conselho de direeeo vender por nn-
la do banco, as acees que uo forem realisadas pelos
rsped n os accionistas, nos prazos que forem marca-
do, nao podeodo todava vende-las por preco menor
do que o par.
Sala das sessoes da assembla geral, em 26 de se-
tembro de 1853. Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanti d"Albuquerque, presidente. Jos Ber-
nardo Galrao Alcoforado,!.- secrelario. Anto-
nio Valentim da Silca Barroca, 2.- secretario.
Est conforme. Joao Ignacio de Medeirot Re-
g, director secretario du-cvnsclho de direcefc.
PROSPECTO.
Obras completas do virtuoso e sabio
prelado, o cardeal patriarena de Lis-
- boa, Saraiva de S. Lniz.
Vifo publicar-se pela primeira ves as obras com-
pletas do virluo'o e sabio prelado, o cardeal patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. I.uiz.
O editor, herdeiro dos seus manuscripos, enlendeu
que prestara relevante servico s lelras patrias, col-
ligiudo e communicaiirio pela impressao os irabalhos
de um oscriplor recente, que lauto nome alcaiieou,
inerecendo-o pela castdade e elegancia do esljlo,
pela importancia dos assamplos, e pelo fervoroso cul-
to das glorias nacionaes, amor e cuidado constante
da sua vida patritica einlelleclunl.
Mesmo quando oslaros rio sangue, e a gralidao c
Saudade, devdas memoria de um lio extremoso e
desvelado, o no obrigas-cm a empregar n'sta edi-
cjlo o maior esmero, a idea de flddftar as paginas da
lilteralura contempornea com too vastas e inleres-
sanlcs composicies, Iraoadas as diversas provincias
do saber humano, baslaria para Ihe espastar o zelo,
e redobrar a vigilancia. W
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz urna
parle acha-seainda indito, e he a maior; a oulra
enconlra-se dessiininada pelas memorias da acade-
mia real das sciencias, qual originariamente foVdes-
l"nda, ou corre avulsa em brocliuras estampadas
luir ,.*JnM .:___._ mi ... .
\
por 1,'dem e i cusa da dislincla eorporacao, ou em-
ito) vio luz em peridicos Iliterarios, cuja publica-
cao cessoo haimuito. O editor, para aierapressiu
e eiicorpora(,S0 de todos os eseriplns na eoltet
obras completa?, alcancou a prompta acquii
da academia das wiencias, que limbron por e
do-cm'ajiintars anidas unta nova prava da
4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ba o que deter-
mina a le n. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria 'provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do correnle, manda fazer
publico, que nos das 17, 18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, peranie a junto da fazenda da mesma Ihe-,
siniiaria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Tauquinbo ua cidade de)
Goinna, avahada em 4:0023320 rs.
A arrematacuo ser feita na fima dos arls. 21 o
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sol ns clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a eslov arremalaeao
compareeam na sala das sessoes da mesma junta,os
dias cima declarados pelo meio dia, compelenle-
menle habilitadas.
E para conslar se mandou aflixar o presente e po-',
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de l'oinani-
biicu 29 de dezembro de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annuciuciio.
Clausulas especiaes para arremalaeao.
I.' As obras dos reparos a fazer-se no lugar ddj
Tanquinbo ua cidade de Goinna, serao execula
das de contormidade com o orcamenlo nesla d..l.
apresentado i a pprovaeo do Exm. Sr. presidenle d;
provincia, lA importancia de rajs 4:0028320.
2.a No prazo de 30 dias serao principiadas asi
obras, e concluidas no de seis mezes contados segn
do o regulamenlo.
3.a A Importancia desla nn-emalac.ilo ser pag
na frma do regulamenlo n. 286.
.-i Para ludo nr.iis que nao esliver delermiiiaih
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que detento
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario, <
Antonio Ferreira da Annunciaro.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenle'
da provincia de 3 do corrente, manda l'azer publico,
que no dia 26 d Janeiro prximo vindouro, vai no-1
vamente a praca para ser arrematada a quem por
menos Iizer, a obra do acude de Paje de Flores,
avallada cm .3:1909000 rs.
A arrenitacao sera feila na frma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
^DE*^
01 ARTA FEIRA 4 DE JANEIRO DE !$>4.
SEGUNDA RECITA DA COMPANHIA JCVE-
NII. TAUENSEECTERPINA.
Subir a scena o sublime nielodrama-semisacro
pastoril que se intitula
A REVELACAO DO NATALICIO
DO ^
ftatt^at.
Dividido em 2 actos e 6 quadros.
DESIGNACAO DOS QUADROS.
Acto 1.-
1. A revelago.
2. O convite.
3. A reuiiiao.
rjt" Hiirnilt
ae Belem, lendo i
Acto 2..
i. Ajumada.
5. A idorscao.
6. Opstejo
baldes da ci
24
11 i hpras da uoile de__
4(K> da creacilo do mundo, ua noite seguinle
completar 24 horas.
A poesia, a msica, a dama, e as deeoracoes, silo
producoes dos Srs. Modesto F. C. Canna-Barros,
Oresles. De-Wecrhy, e Dornellas. O autor do poe-
ma, de accordo eom os outros artistas se esforrou
em desenvolver o bom goslo e novo stvlo nos di-
versos pensameolos, e pontos essenciaes om que
se fundara o nexo e umdade do lugar o da aer
. Na roa de Sania Isabel n. 13, casa du actor Santa
deraoao pelo Ilustrado socio, que leve
ser seu vicepresidente lame lempo.
As obras complata do sabio prelado abrangem va-
riadas materias, que por suas especialidades (lodenios
reduzir a tres classcs principaes'-Slemorias liislu-
ricas e chronologicasmemurias esludos filolgi-
cose miscellaneascntnpostastle noticias eedesias-
lica, biographiasdo alguos vares notaveis porlu-
guezes, e emm de irabalhos acerca detobjects di-
plomalicos, archeologieoa, e de muilos uniros ramos.
A publiracao pnneipiar pelasMemorias Histri-
cascomprehendendo o primeiro volme os esludos
e ensaios sobre difiranles pontos histricos em di-
versas pocas de Portugal. Successivamenle conli-
uuarao a sabir ossegu!iite3, se a edioao obtiver a a-
ceilaoilo que se lisonjear de merecer aos cultores
das lelras e glorias patrias, formando (quanlo pode
oahular-se urna serie do onze a doze tomos de oitavo
fraiK-ez, e 400 paginas de texto cada tomo. .
A edicao sera acompanhada de um juizo critico,
escriplo peloSr. I.. A. Hebello da Silva, c de amo
concisa nolicia da vida do distinclo prelado, fela
pelo editor Antonio Corroa Caldeira.
Assigna-se para a cullecco completa as bijas da
viuva Bertrand eFilhos, aosMartvris; e na do Sr,
Mariins Lavado, na ra Augusta 8..
Prjo de cada volume par zs-
sigiialure............ 1200 resfortes.
Avnlso. ........... I5920 8
Dcclara-se que o volume ou volume*, que contve-
rem oensaio sobre alguns syuoiiimos da Uagua por-
lnguezae os Glosarios-re alguns outros Iraba-
lhos nao serao vendidos em separado.
. Subscreve-se em Pernambuco na livraria n. 6
da praoii da Independencia, sendo
occasioda entrega.
No dia 27 de riezembn
parecen o escravo de noi
sapaleiro, com os
ba, espadoas larg
muiloiS
_ IdoBrl
madapelD) i consto que
,cidade; e qu-
inera ni ru
A TODOS OS VERDVa^^H^H
Aiidan por
lebdo assigii, ) malo mir an
pulo al
lodo <"iji^^^^^^^^^^^^^HH^^^^^^?
wenli
signare
Mulidoa'quenosnrest is que com islo
-
vinirqo'
lio justo s oh
bem obler
rear; e por
Irar an mundo
-eratt,
denles de Alfonso-
uulros muilos que lano snberam ni
a.sua palria. o pqvluy\\
Aula de primefras le|
Manoel de Souza Cordeiro Simoe-
de seu alumnos, que no dia 9 rio corrento mez de Ja-
neiro, principiam os Ira! icular
de primereas lellr; satos,
casa n. 18, seguiid cente
ao respeilavel pblico, slas e
meios porconisla lilias.
que Ihe confiaram a educacao de seo filh
encontrarn: ;o, q|
amor,'cuidan i
,61
mai
I P1
As |>essoasque se propozerem a osla ancmalarao, 'Rosa, eslo expostos a venda os bilheles, e nodia d;
mparecam na sala das sessdes da.mesiua Ihesou- lexpectaeolo no escriplorio do theatro, pelos preros
ria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe- seguinles: a d sociedade
.. 1____...I I 1 li l "i,--,..,!,. Ja A 3 ilfim lans ,imi idiMla filalatVWk
03:9725722
Mesa riorousulado provincial 31 de dezembro de
1853,-p-o segundo esrriplurario,
Lu: de Azcceilo .Volita.
PAUTA-
i ao preros rnrrentes do assucur, nlgadan', e mais
gneros do paiz, que se dcspaihuin na mesa do
ennsutudo de Pernambuco, na semana de- 2
1 d Janeiro de 1854.
Assuearemcaixasbran 1.a qualidade ti
0 n 9.a n i
poftancia de t OSlioO rs." no, e fallando a qualquer dessus coudicfles pagar
2. Asobras^ipiaro no prazo de um.meze TMSSl* <:OOt0Ot. ". -
terminaro no de dous, conlados courorme arl. 31 fjSSS^ secreUAo' An">Ht0 Ferr"ra
V'A importancia da arremalaeao ser paga em 0~^''im; Sr; in?Pcclor da Ihesouraria provincial,
duas preslacocs igoaes. ndo a 'primeira qSando E^I+Emi 7' r** pteS,i}f"lc
houver eilo a melade das ohras.easeunda na occa- rir/ corr,elile,manda lazcr publico,
siao do reeebimenlo que no da 21, de Janeiro prximo vindouro, vai no-
4.a Para tudo o 'mais que nao esl especificado TpT," nftJ1?5*! V"? "" lar.e,Jr,".a,U a 1"em l",r
-ha a lei... 286. ^ZJSSf obra do atude do T'q.*w< n
AfiWClLTlRA.
film. Sr. Em retposla presada caria de 20 di
na* allimo. escripia pelo Dr. Netto do Recife,
V. S. leve a bondadede me communicar relall-
" .mase.........
bar. esac. branco. ......
" mascavad.......
II rehilado ....
Algodoem pluma de i.a 'qualilade
." 2.a |)
3.
em carneo .....
Espirito de aouarilenle .'. [
Agoarileme cachaca.....
de cai.ua ....
re-Iil.ida .....
Genebra...........
Licor.......'.....
.


caada
t*^.........botija
.....'........ canada
., ............Brrala
Arroz pilado duas arrobas, uui-alqueirc
_ em casca...........
Azeile de mamona.......
ineiidnin e de coco.
de peixe.......
Cacan.............
Aves araras. '. '. !
canaria

n
2S350
1S950
1.TJ650
2930
13700
>560
68000
jOOO
55200
1->500
5-500.
9320
5100
5300
5100
9180
9100
9180
49800
19280
5720
1-9360
19280
59000
as prsenles clausulas, seguir-se
Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
. O rilm.' Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, m cumprimenlo ria ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 20 do' correnle, manda fa-
zer pnnlieo, i|oe us dias 3, I o 5 de Janeiro prxi-
mo vindouro,. peranie a junla da fazenda da mes-
ma Ihesonraria, sn ha do arrematar i quem por
menos Iizer a obra da pintura o .ilealroamento da
ponle da Boa Vista, avahada em 7719232 rs.
A arremalaeao ser feila na forma dos arleus 21 I
e27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,1
esoh as clausulas especiaes 'abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeao
compareeam na sala das sessoes da mesma jimia
nos das cima declarados, pelo meo-da, compe-
lenlemenle habilitada-.
E para constar so mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria>da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de dezembro de 1853. O secretario, -4n-
lonfo Ferreira da Annunciaco. '
Clausulas especiaes para a arremalaeao.
.1.a A pinlura da ponle da Boa Visla ser feila
de cooformiilade com j> orramento apresentado
nesla dala a ipprovaro do Exm. presidente da
provincia, no importancia de 7719232 rs.
2.a Ser* principiada no prazo de 15 diaa, e finda-
ri no de 70 dias, contados segundo o regulamenlo.
3." A importancia desla arremalaeao ser paga
em urna s proslacao quando a pintura esliver con-
cluida, que. ser reccbid.-i ilclinilivmenle.
4.a Para ludo o mais que nao esliver determina-
do as prsenles clausulas seguir-se-ha o que de-
termina a lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851.- Conforme. O secretario Antonio Fer-
reira da Annuitciaciio.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da juntada fa-
zenda. manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenle a praea para
3:3005000 rs.
urna 1090001 ser arrenulado a quem mais der, o rendimenlo do
A arremalaeao sera feila ra forma dos arl*. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarn,
compareeam na sala das sessoes da mesma junla, no
da cima declarado, (h'Io meio dia compelenle-
menle halilil.-idas.
K para conslar se mandn aitivaropresenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pernain-
huen, 14 de dezemhro de 1853.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremaiarilo.
1." As obras do acude do llniqne seriloTeilas de
(oirformidade com a planta e o comento approva-
dos pola directora em conselho, e apresenlados a
approvacan do Exm. Sr. presidenle da pruviicia na
importancia de 3:3009000. rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de 60
dias. e serio concluidas no de dez mezes, a contar
da dnla da nrrcmalaijin.
3.a A importancia desla nrrem.ilaco ser pasa
em Ires preslaces da m.ineira segninle :a primei-
ra dos dous quintos do valor lotol, quando liver
concluido melade da obra ; a segunda igtiai a pri-
meira, depois ricl&vrado o (crino do'rcecbiiiicnlo
provisorio;;! lerceira linalnienlede um quinto depois
do reeebimenlo dcfinilivo.
4.a O arrematante ser obrigado a commuuirnr
a roparlioilo das obras publicas com antecedencia de
30 diasodia-lixo, emque lem de dar principio a
execucao das obras, assm como Iralialtmr seguida-
mente 15 dias, afm de que possa o eiigeiibcirii en-
carregado da obra assislir aos primeiros Irahalhos.
5.a Pora ludo o mais que nao esliver especificado
as pre-enl.es clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 do 17 de maio de 18l.
.ourunfie.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
cial,-em euinprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 22 do correnle, manda fa-
com
raria
leulemente habilitadas.
E para constar se inaudouafilxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1853. O secrelario, i
Antonio Ferreira tCAnnuneiacSo.
Clausulas especiaes para a arremalarUo.
l. As obras deste acude serao feilas do confoT-
miriade com as plantas e orramento apresenlados a
approvacan do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:1909000 rs.
2.a- Estos obr*as devoran principiar no prazo de
dous meze, e erad' concluidas no ile dez mezes, a
contar coufonnea lei provincial n.286.
3.a A importancia desla arremataeao ser paga
cm Ires prestarnos da maueira seguinle: a pri-
meira dos dous quii* do valor tolal, quando livcr
concluido a melade da obra ; asegunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de reeebimenlo
provisorio ; a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do reeebimenlo delinili vo.
4.a O arremalapte ser obrigado a communicar a
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em que tem de dar principio a
execucio das obras, assm como trabalhar seguida-
mente durante -15 da?,, alim de que possa o enge--
nbeiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
' 5.a Para tudo o mais que So esliver especificado
as presentes clausulas seuuir-se-ba o qu determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1831.
Conforme.O secrelnrio,
Antonio Ferreira d'AiMunciarHo.
0 lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. rcsidenle
da provincia, manda, fazer publico que.n dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, peranie a'junla da fa-
zenda da mesma lliesouraria, vai novamenle a pra-
ca para ser arrematada a quem piir menos fizer, a
obra do concedo da cadeia da villa do Cabo, ava-
liada em 8255000 rs,
A arremalaeao ser feila pa forma dos arligos 24
c 27 da lei pruviucial n. 286 do 17 do maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacto
compareeam na saladas sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado,, pelo meio dia, compelenle-
menle habituadas.
E para conslar se manilou aflixar o presente e
publicar pelo^ Diario. Secrelaria da lliesouraria
provincial de Pcriiambuco15deriezemhro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunducdo.
Clausulas especiaes para a arremalaeao.
1 .Os Irabalhos da cadeia da villa do Cabo far-
sc-ho de contormidade eom o orramento approva-
do peto directora em conselho, e apresenlado p-
provaciio do Exm. Sr. presidenle da provincia na
importancia de 8255000 rs.
2. O arromalanlod.il.i principio as obras no prazo
de 15 dias, o llover conclui-las no de Ires mezes,
ambos c.inl.iilns do roiitoriiiiriarie com o artigo 31
da lei n. 286.
3. (I -ni emnlanlo seguir na excciicao ludo o que
Ihe for presefiplo-.pelo engenheiro re'speulivo, nfiu
s para boa eaerurftn do Irabalho, como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo tciilpo* para o servico
publico lodas as parles do edificio.
4.0 pagamento da importancia da arremalaeao
verilicar-se-ha em duas preslaoes ganes : a pri-
meira depois de l'eilos dous tercos da obra, c a se-
gunda depois de lavrado o termo de reeebimenlo.
5. Nao ha\era prazo de responsabilidade.
6. Para ludo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas, nem no orcamenlo, seguir-se-
ha o que dispe a lei n. 286.
Conforme- O secrelario, Antonio Fereira
d'Annunciarao,
Pjla inspectora da alfanriega|sc faz publico que,
uo dia .) do correnle, depois do meio dia, se bao de
arrematar em hasta publica, porta desea rcparlico
12 qucljos londiinos, abandonados aos direilos por
J. S. Orr, com o peso liquido de 71 libras, vallada
caria urna libra cm 600 rs., segundo a larifa, total
43580(1 rs., sendo a aircmalaeao livre de direilos ao
arremtame.
Alfaiidcga de Pernambuco 2 de Janeiro de 1854.
O inspector, Beato Jos Fernandes Barros.
A cmara municipal desla cidade, leudo de
proceder no dia 7 do corrente a apuracao geral dos
votos para deputodos desla provincia, que bao de
servir uo Irieunio de 1854 a I855.com ida a quem cen-
vier, a comparecer no mencionado dia, na casa de
suas sessoes, allm de assislir a esse arlo. Paro da
cmara municipal do Reeife em o 1. de Janeiro de
1854.llariiode Capibaribe, presidenle.JoUo Jo-
s. Ferreira dt Agttiar, secretario.
Camarotes de 1.a ordem para nina recita
Cadeiras
Platea
l'araizo
)> 2.a
3.a
4.
69000
89000;
59000
39000
29000
19000
600
seulimcnlos de saa 1
(erias que ce
lura e eacrij
rios, explic-
imperio, grammail
vocal.
Antonio Lul
mercio e aopublia
daile
ra da Coilecio 1
o -. li
Oaulor do melodrama, lendo omiido algumas pas-
sagens nleressautes, pira nao lorna-lo muilo exten-
so, est resolvido le mudas pessoas. lva-
lo i scena, da prsenle recita em dianiet lal qual o
rompoz.e ornado com mais algumas novas canlorias,
dansas, etc., etc.; assim eomo reunir na repre-
sentarn aquellos quadros que a unidade da aceito o
permiltir. alim de dar-lhe mais brilliautisino.
S. Em vrtude de se eslarem preparando cer-
tos arranjos para mellior desempenho do melodra-
ma, foi transferida a sua represenlarao para o dia
cima maceado.
AVISOS MARTIMOS
Para Lisboa o moi lindo e veleiro hrigoe En-
cantador, pretendo sabir com brevidade: quem
nelle quizer carregar ou ir de passagem entenda-se
com os seus consignatarios T, de Aquino l-onseca S
Filho. na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ou
;ojn o capilo na praca.
a o Rio de Janeiro sabe x>m a
maior lirwMe possivel, o brigue na-
cional Firina5S,s> qual ja' tema bordo
alguma carga, ju>\)nduz 4o Para' e
Maranliao, com aqt?!l|J dafiino : para
o resto, passageiros e (Vr3*0*^3 frete ;
trata-se com o capitiio.do\sPmo brigue
Cleto Mrcellino Comes da Sl\V ua pra-
ca do Gominercio, 011 com os^jOusigna-
larios Novaes & Companliia ua iW do
Trapichen. .>*, primeiro andar. x tera.icj
PARA O RIO DE JANEIRO. ftlanle'dos mesmT^l'
c i- 1 : uosTa^reFilo\;ostume ale o dia t:i__(1 Ihps
Segu por estes das, o brigue naci-1
nal oElvirao, por ter parte de seu carre-
gamenlo prompta : para o resto da car-
ga passageiros e escravos a frote, tra-
ta-se com Machado & Pinheiro, na na
do Vigario 11. 19, segundo andar, ou com
o capitiio na praca do Com mercio.
lim, se
in dasOuzes
as melhore
hamb
retalie
a isreja al
bellas com
achon, quer
4, lerceinAi
Preclsa-se de^tnw ^a^B
me, para servir di
tratar na ra Augu-
quina que volla para o
Precisa-so de um fo
sua arle: na ra da Sen/
O Sr. Anrico Lins baja
da Cadeia do RccilV
monto a certo nozocio qo
LeDle Por este mesmo J
vel casa
lado da igreja. que be a parle mellj
dades, sendo o banhn |>oi i
do para iso ir-se a g
fesla agora tem mar
l'estividadeile Nossa :
oulra, de NnssSe
Forte, e oulra, a
oiilras. algumas dellas com novena
ra da Penha n. 9, onri oxplicXes.
(ireclsaa, das 9 lj as 4 1 y2. -j^u
O Dr. Joaquim de Oiiveira o Souza eiisinaV
Iradnzir, fallare escrever a lingua fiante/
do AragSo 11.
Lotet
"'uiiui va
setori|.te,
mandgde de Nc
AVISOS DIVERSOS.
Ilesapparerou para o l.l.ln .lo forte do Mallos
nm cliexen ; quem o |iejiar o quze'r enlregar a seu
dono, que uralihcara bem, dirija-se i na da Moda
n. I, 110 Tiapirhe.
Ilesapparereu em de/emhro prximo pausado,
mu cabra de iiunie Elias, de idade do s annos, pon-
co mais mi menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, feieies regulares, rara lar-
ga, falla pausada, com urna cicalriz redonda na na.
padiia diroila, e oulras auligas do ca*slgos que le-
von : quem o apprehendec, leve-o ao l)r. Lopes
Nello, na ma Nova, quesera recompensado.
Prccis-se de urna ama para rozinhar e com-
prar o necessario para urna casa de duas pessoas de
familia: a tratar na ra Direito, sobrado 11. 01, se-
gundo andar.
Precisa-se itoummoleque de Ua 10 anuos : lle,i fa'-'", v"a '?''?9 asPCSsoa* que linham penhorea
na ma Nova 11. 36. toja rieeiililero. "'30 da dito fallecida, que hajam >le os vir lirar
Ilonlein 1. do correnle, pelas e Iri horas da no |)rMO l,e ,5 ''""' senSo ser5 vendidos para seu
manhaa, ausenlou-se do sobrado da ra Diroila 11.
Gl, segundo andar, a cscrava, parda, de nomo Ho-
mnida, cr alaloaria, baria, cheia do cor|io, roin
ambos os olbos doenles, e com urna cicalriz na nuca
em forma redonda, e bstanle saliente, motivada pe-
los custicos applicados nesse lugar; levoo vestido
do chita de assenlo branco com palmas rhas mia-
das, e chales de chila de assenlo cor de caf com
pinturas ninnrollas : quem a apprehender, pode le-
va-la a referida casa cima, que ser recompensado:
nessa oecasio furlou mu vestido com lalbe afogado,
c una camisa de mariapolao da senhora.
O abaixo assignado faz saber pelo prsenle an-
nuneio aoSr. arreinal.inlo do imposto de agurden-
lo, que ileixoii de vender em sua taberna, sila no
aleo da Bea-Vista u. "O, espirilos do produccao
lirasileira. Joaquim Coelho de Almeida.
as rodas desla lo-
bilheles que resle
A i venda
Ibesoureiro,
Joao Domingues da Silca.
1). Jliria Salusliana de^morm exporto para
o Rio de Janeiro o seu escravo Julio, de naro.
Aluga-sc urna nessoa forra ou captiva, qoe sai-
bacozinhar ou engommar : na ra'Nova n. 67, se-
gundo andar.
Precisa-se comprar um sellm de boa qoalida-
rie, j usado : quem liver aminncie para ser procu-
rado.
Precisa-sede unt pequeo do 12a 14anuos,
par hiberna: na ra da Conceicto da Rua-Visla
u. fi.
Cocheira de carros fnebres.
Os proprelarios derte eslaboleeiraenlo, julgando
nada deverem rolalivameuh- ao mesow, rogam as
.pessoas qur-sp julgarein eroiloras. de npTesenlar suas
'nulas para serein pagas.
Os rrednres do JoSo llaplisla* da Silva l.obn
veiiilem a sua luja de fazeudas, sita no Passoio Pu-
blico n. 5 A.com os fundos que na mesma exislirem,
para pagamento delles : o prelendenles podcrAn di-
riair-se a Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, qne se
acha para isso autorisado.
Eu ahaivo assignado, filho da fallecida 1). An-
ua Mara Monleiro, morador na ra de Aguas Ver
paiMinenio.Josr Jacintho Monleiro.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Quarta, ou quinta-eira da presente se-
mana deve chegar do sul o vapor S. Sal-
vador, conductor da lista da ioteria ltt.
das matri/.cs.
Viuva Ainorim & Filho fazoni scienle, que o
Sr. Joao Raplsla Morcira deixou de sercaixeiro de
sua casa de commercio, desde o dia :>0 de dezembro
pasado.
Precisa-se de ama lavadeira que de conhec-
mento de sua conduela : na ra de Borlas, casa ter-
rea n. 62, eom a frenle piulada de azol e as porta-
das brancas.
*.
* T ? Sl> Pedro ,An]mo fle arvalho lenha a bon- O Sr. Joaquim Pereira de Soaza, lem caria na
dade de vir ra da heala V cllw 11. 94, concluir ra do Visario n. 19, segundo andar, e-ei iplorio ito
o negocio que nao ignora. Machado A Pinheiro. '
".



^
l'iecisa-se deam inolcque de 12 a tt anuos de
idade, para o lervico de casado pasto : na ra larga
do Rosario, casi de paslo da Ova da Onca.
Precisa-so alugar una ama que saiba lavar,
'iiuoniniar. co/inhar e tezer lodo o servico de uina
caaa de pouca familia : lia roa Direila n." IPB.
AO PUBLICO.
() abaixo assignado phai niaceu-
lico approvado pela facuidado de
medecina do Rio de Janeiro, ten-
do comprado a botica da ra No-
va desta cidade n. 53, que foi do
finado Joaquina Jos Pinto Gui-
inaraes, e com sociedade na mes-
ma com o pliarmaceutico appro-
vado Antonio Maria Marques Fer-
i'cii-.i,^/. publico a seus fregu^
'es e a quem convier, que nella
o acharao sempre prompto a qual-
quer Jiora para aviar toda equal-
quer receita, para dentro, ou lo-
ra da cidade, com a maior presten-
xa e lidelidade, por acbar-se *rjr-
tido das melhores e mais royentes
drogas ltimamente clicgiulas.
Jos'da Cr/.'Sanios.
ileciare
ja-se i ra
0 abaixo assignado deu nteresse na sua'luja
de terragens da ra da Cadeia do Recite n. .Vi A, ao
seu caixeiro o Sr. Jou Carlos Bastos de Uliveira,
con l nii.imo sen negocio sob a razo de Antonio Joa-
qun! Vidal & Companhia, a carao de quem lica o
arlivoe passivoda inesiua luja, o que leni pri
emo priuieiro de Janeiro de 1854.
.Intonio Joat/uim l'idal
Peae-se ao Sr. Rufino Coelhc da Sil
a sua morada para se Ihe fallar, ou di;
da Cadeia. coclieira II..").
Mariann Ii/C. Jnior.
' Prccisa-sc de um criado e^rangeica ou brasi-
lero, que iiflo Icnlia ramilla e qe de cniliecimenlo
a sua conduela : quem tfMVT< dirija-se ,ro Au-
gusta, casa terrea do lambi, na quina do l'eixoio,
n. "W.
C. A. Ronlott ieliia-se para fora desla provin-
cia, e supoe nark, dever a pessoa ni:una : entre-
tanto, quem se/JU|gar M0 credor,.apVeseuto sua coti-
la al o^dia/'5 iic janeiro prximo'vindouro, na
casa n. .Vna ra da Cruz.du Recite.
-Artiilio Cesar Ribeiro retira-se para o Rio de la?
neir^,. *
^1
DIARIO DE PERHWBBUCO, TERQA FEIRA 3 DE JANEIRO DE i 854.

Aluga-se o lerceiro agriar da casa n. 28 da
larga do Rosario por cimarda loja de louca : a ral-
lar na mesma casa, ou,ta Inja dQ Sr. Goilhorme.
O Sr. Manoel franrisco Duraes lera una car-
la ua Imana n.6e 8 da praca da Independencia.
Bichas.
Alugain-se o vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes u. 10.
O abaixn assiguado, na qualidade de socio ge-
leute, e liqui.lalario da eilincla loja de fazendas, de
Audrade4 .Vinaral, ua na do Cabug n. 41, fax ver
aos devedores ao dilo eslaliclecimento, que vnliam
''u** seus dbitos na ra Nova u. 27, ou ao seu
caixeiro Jos Joaquim Lopes l'ereira f.uimaraes, que
be o nico por elle aulorisado a fazer ditas cobran-
za amigavel ou judicialmente.
Joaqun, Antonio don Sanios Andrade.
Tendo sido descoberto no Rio de
Janeiro, um falsificador do verdadeiro
Xarope do Bosque, os senhores R. C.
Nales 4 Companbia, gerente* da nica
casa pie recebe da America do Norte a-
quelle virtuoso etilo acreditado remedio,
tem retpierido o castigo de um tal abu-
so Pante os tribunaes "aquella corte, e
i ecommendado aos seos agentes as mais
provincias do Imperio, para terem a
ja eui qualtpter introduc-
^ue aiinuiiciando tal, des-
; tanto aVUi11" cansa ao res-
1 peiuwel iblico por -'' Ibes vender
um medicamento com qf nada apro-
Nf**" Parir~?ilH"ei" padecimU1^, vftmo
files, por se pender o Aao bein fundado
pceito que o mesma remedio tem go-
sado, pelas suas militas virtudes, repitam
osaiiiiunciosdaseasas em que tem a ven-
r-dito Xarppe, debaivo da sua euida-
vigilancia ; sendo n.'esta cidade ven-
fosmente por miudo, o verdadeiro.
yirme do BDsoiE.
botica de Bartholomeu Francisco
a Souza, raa larga do Rosario
r.39.
ralas grandes 5.SJ00 rs.,' e as peque-
, nasa .sOOO rs. ttmti.^
Jsndo falso todo o que nao fr veiidi-
h'esta casa ; pois consta que chega'ra
um dos ltimos navios do Rio de Ja-
mna porrfio -do mamo falsificado ,
i-twagentes vSo trata rde^letcobrir'os au-
tores dessa introducrito para acusa-los pe-
ante os tribunaes.
, Precisa-se de um homem para caixeiro de urna
'taberna no Monteiro, que soja portuguez ou brasi-
leiro, eque saiba ler e escrever : a tratar no mesmo
lugar com Nicolao Macliado Freir.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaisnou, dentista recebeu agua denli-
rricc do Dr. I'ierre, esta agua coubecida como a ine-
Ihor que tem apparecido^ (e tem luuilos elogias o
seu autor,) lein a propriedade de conservar a bocea
elieirosa e preservar das dores de denles: lira o
gosto desagrailavel que d em gerai o cbarai, al-
L'umas gotas desta n um copo d'agua sao suflicieu-
tes; lamlii'iii se adiara p ilenlifrire excelleute para
a conservaco dos dentes : na ra larga do IWsario
n. 36, segundo andar.
AVISO JURDICO.
A scguuda iV.Hxao dos primeiros elementos para
ticos do tero civil, mais bem corrigida e acreVcenla-
da, nao sii a respeito do que altern alci da relor-
ma) como Acerca dos despachos, interlocutorias e di-
finitivas dos julgadores ; obra essa -lao interessanle
aos principiantes em pralica'que Ibes servir de lio
conductor na praca da Independencia n. 6 e 8.
Aviso.
.1. Falque, dono da terica de cbapos de sol, si-
la ua ra do Collegio u. 1. faz sciente ao respeila-
vel publico desla cidade, c em particular aos seus
freguezes, que elle abri um deposite dos ditos ob-
jeclos de sua fabrica na ra da Cadeia do Recite
ii. 17, onde se aihar sempre um grande e variado
-sortimeuto de todas as qualidndes, laman los, soslos
a (luiros, tanto de seda como de ^iininlio, para lio -
meus e senboras, assim como bertgalas de diversas
qualidades, baleias para vestidos e esparlilbos para
senlioras, (amhemse recebo quAlquer cliape deso
paraos cobrir de novo ou concertar, o que se far
com umita presteza e accio, c qtianto ao preco be
muilo mais commodo do que em oulra qualquer
parle.
I
110-^
III

,rjag
AVISO SO COMMERCU
Os abaixo assignados continuam
a banquear a todas as classes em
al os seus sortimentos defazen-
' por baixos preqoS nao' me-
umti peca ou '">; duzia, "
jtfo,_i wffu*s, ^..-jTaaBS|
, ustar : no seu armazem da
ca do Coq>o Santo, esquina da
tti do Trapiche, n. 48. Ros-
iron Rooker & Ck>mpaniia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
to ao respjeitavel publico que abri-
'ranH^ dia 5 do cn-ente mez a
sua lj defazendas da ra do Col-
legio ePatteio Publico n. 15, di- t
rgida p^los senhores Jos Victori-"
no dePaiva e Manoel Jos de S-vj
cjueira ^itanga, para venderem
r atacado e a retallio:
i
Do abaixo aigndo dcsappareceu no dia 17
desle mez o seu escravo, crioulo.de'nome Luiz. pre-
lo, estatura baUa, gros do corpo, bocea grande,
ir eraudc, cralo e grosso, br?"os bastante compri-
, tella-lhe denles na parte yjvtipr, e representa
aidadcdeWanims, teV\*ia cicatriz redonda
amaulio de urna moda "'i en tire de vinle reis
wn doladsda9fontei''*falta-llie am dedo em
pet;" levou carhisa>brnca de algodozinbo,
IgAdao trapeado, chapeo de pallia da
llalaT^Esla-Mejo Ipgu-'dapois de comprado em o
auno passado ao filmrSr. Jos Caetano de Medei-
n, desappareceu desta praca e andn pelo enge-
nbo Mocte Brejo, sendo capturado cima desle
ultimo lugar. Quem pois delle liver noticia^u pe-
ga-lo, venhaa arsenal ,le mariulia que cufien
rosamente recompensado. Bem como se protest
proceder.il*. *>t da lei conlra aquella pessoa que
|ior ventura; lie der asylo ou acoitar.
Tntim Fernandez. Madeira de Castro.
Ollereco-se um rapaz porlugnez para caixeiro
de taberna ou nutro qualquer estabcleeimenlo, para
tonii ^nla por balaucoou sem elle, para o 'que tem
bal%iS pralica; quem de seu presumo se quizir
ulitisnr, dirija-se a praca da Independencia o. 10,
das loboras da manlia as .1 da tarde.
AO PUBLICO.
-rmazem de fazendas bara-
do Collegio Of&T'
iicle-se i completo seliimento
de fa/.endas^tnas e grosas, por
pre:;os mais bai>.S"do queemou-
traquabmer parte, till*0 *" "-
lesTimio a retalbo, ali;
se aos com piadores um
para todos : este eslabelecimento
alirio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doqtte-se tem endido, e'por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os,
seus pafc-icios, e ao publico em fje-
ral.para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSantori Rol ira.
O abaixo assignado, professor parlicular de ins-
Iruccan elementar do seiiiindo ero, resideule no ter-
reirn andar da casa n. SU da ra Nova, >.- <.- iilii-.t ao
respeilavei poblico, e mxime aos senliofes pais de
seus alumnos, que tem determinado abrir sua aula
a 9 de Janeiro do correnle ; declara lamliem que em
novembro do anno passado ten m eiaminailos e an-
provadot quatro de eu alumnos em materias do
segundo grao ; e prometi igualmente ludo o esme-
ro no adiantamento dos mosmo-, como sempre o 11M
prodigalitado. O mesmo lecciona lamliem no recin-
lo de sua aula, grammatica latina c franceza.
Sot Maria Machado de Figueiredo.
Penrwlam-se escravos |>or casas terreas, as
i uas du AragAo, Velba. da Gloria, Oinceirjo, da Id
berra, no bairro da Bua-Visla ; c em Santo Antonio,
nas ras Direila, Pracinba do I.ivramenlo, Cambda
do Carinn. eslreila do Rosario, das Cruzes, da l'.a-
deia.Augusla.alarlyrios e Aguas Verdes : oulro sim
ianilicm se comprain a dinlieiro vista, sendo que as
mesillas casas eslrjain livres e desembarazadas : os
pretendeules dirijam-se i ra Velha, casa terrea u.
JO, que acharao com quem tratar.
Preeisa-sede urna ama serca. e que saiba bem
iiiuummar : na trate** de Jcao Francisco u.Ifi.
CONSULTORIO UENTHAL
MEOPATIIICO-
N. II Ra das Crzes N. 11
Consultas lodos os ijias desde as 8 horas Z\ \
da niaj^aa. al a _> horas -at-iia>- vtomki'iio das 'i-hor;s
dianle.
as molestias agudas e graves as visitas
sera.t feilas a qualquer hora do dia ou da
uoile.
As senboras de parto, principalmente,
serao succorridas com religiosa promp-
lido.
Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inlin.
rutos linos de S. Flix
ra do Queimado, n. 19, tem clie-
agora da Rabia, os verdadeiro
harutos deS. Flix, da acreditada fnbri-
a de Rranda'o, os quaes se vendem \\ov
precos mais oommodos do. tute em outra
parte.
Primas para rabeca
a SO rs. rada urna, muilo novas : na ra do Quei-
mado, loja n. i'.t.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorado por decisao do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilas recommendam o arrolw
Laltecleuv, como sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
diramenlo d'um gosto asradavel, e teril a lomar
em secret, est em uso na marmita real dese mais
de.60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com penca despeza, sem mercurio, as afteccOes da
pelle, impiiii.'1'iis, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica c
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
ralharros, da betiga, as conlracroes, c fraqueza,
dos orgaos, precedida do abuso das ingeccocs ou de
sondas. Como anti-syphililico, o arrobe cura, em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, "que vol-
vem incessautes sem consequencia do emprego da eo-
paiba, da cubeba, ou das injeccoes que represou-
tem o virus sem neulralisa-lo. O arrobe Lalteclciiv
he especialmente recoinmcndado contra as docncas
inveleradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na liotica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azcveilo, pra-
ca de I). Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porco de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovveau-
l.allecteuv l, ru Richev Pars. Os formularios
(lam-se gratis em casa do ageule Silva, na praca de
I). Pedro n. 8. No Porto, em casa de Joquim
Araujo; ua Babia, Lima & Irmaos; em Pernam-
bnco, Soniu; Rio de Janeiro; Rocha & Filbos. el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Joo l'ereira
de Maizales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Couto & C. ,
Vende-se em casa de S. P. Jolms-
ton & Companbia, na rita da Senzala No-
va n. 42.
Vinbo do Poilo, superior qualidade, en-
garrafado. ,
Vinbo Chery, em barris de qurtp.
Sellins para moutaria, de homem e se-i
nhora.
Vaquetas de I ustre paravcoberta de carro*.
Rclogios de orno patente ingle/..
FUNDICAO D AURORA.
. Na lundirao d'Aujora acha-se coustaiiteiivtiile m
eompielo sortimeuto, de machinas de vapor, tanto
d alta como de baixa' pressao de modelloV JiS^uak
approvados. Tamben-. Se apromplam de^ertcoinnie!?
aa ile qualquer terina que se fossai.Tdesejar com a
maior presteza. IIabis m^m'cs serto mandados
para as ir assentar, a.-j& tebricanles como tem de
^'nieanansarrijrferteitotrabalhodcllas.e seres-
aMfqualqner raute a primeira salra. Muilas niachi-
Icm
Madama Routier, modista franceza,
na Nova, n. 58.
Acaba de chocar pela Pirnambucana, um lindo
sorliiiienlo de cliapeos de seda do ultimo goslo, inaii-
lelcles pretos c ile cores, romeiras de camliraia com
mangas bordadas, preparadas para vesli.-se por bai-
xo de palito, chales prelos, cainisinli.is para sende-
ra, manguitos baldados com bien, maulas prelas
de seda a imitarn de blond, vestuarios de seda
para meninas, ditos para meninos, loucas ^para bap-
lisados, espartanos, teques, gms de aples preto
muiloilino. selim macan prelu, clianialole preto, en-
tce meio linnlailo, calcas buriladas para meninas,
recorte debabadus de vestiilos de diversos dcseiilios,
um sortimento de plumas para chapese toucadns;
faz vestidos e toucados com goslo por preco com-
modo.
Dam-se 100?>000 dfea juros sob penhores de ou-
roou prala ; quem prerender annuucie.
C0\SliLTlRI0 HOSOPATHKO.
Gratuito para os pobres.
So Itecife, ra do Trapiche Soto numero 14. f
O DR. CA SANO VA lem aberlo t> sen con- i
sullorio no Recite, onde poder ser procu- S
radu a qualquer hora do dia.
N. B. As pessnas me na fi'ffpm p"'ire?^l
"*o pelo,4raianicnra de 3 a 2OS00O rs. |
H n;-exrederklo de dous inezc>.'' i
0 abaixo assignado faz saber ao respeilavel
commercio e rtiparlioOes publicas, que comprou a la-
herna de Joao de Medeiios* Raposo, sita as Cinco
Ponas n. 15, no dia 31 de dezemliro de 18.V1.
Joao de Amoral faposo.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illumincao, no caes do Ra-
mos, travssa do Carioca.
Naru do Livramento n. 26, compra-se um
apparclho de cha. de prata, sem fcitio, senda de gos-
to moderno : quem quizer vender, appareca das 6
as 8 horas da mauhaa, e del em diante da larde.
Compra-se um preto que sirva para um sitio, e
qu* nao leja moc,o : na ra Nova B. 18.
VENDAS.
-----------------
Saino a luz a iblhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o reguh-
mento dos emolumentos parochiaes', e o
almanak civil, administrativo', commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engnlios, alm de mitras noti-
cias estattsticas. O aeresimo de trabalho
e. dispendio nao permittiram ao edictor
Vende-lo pelo antigo p^-eco, e sim por
400 -s. ; vendendo-se nicamente na li
vraria n. G e 8 da praca da Indepe;
dencia.
Vende-se urna carroca em rauilo lmorTestado \
na roa deS. Goncalon. 84.
E Vande-se nm preto crionJo, deidafe do 18au-
nns, de boa conducta : na rufa Inrpenal n. 1(i7.
P0T4SSA SUPERIOR
Vende-se por preco muilo* com-
modo, no armazem n 7 de caes da
alfandega, de Jos Joquim Pereira de
Mello, ou no escriptono -de Novaes &
Companbia na ra do Trapiche n. 5i.
28
'> RA DAS CRUZES.
(^ No consultorio do professor lionicopalba
> Gossct Bimont, acham-se i venda as obras
VI seguinles: VU
i$ Segunda edicro dos elementes de lio- jg
S rnopalhia ; revista consideravelmcnlo J?
J) a'.igineiilada, c redisida de proposito pan f&j
i
os principiantes que quizerem de boa f
exjierimeulara nova medcriiia. 6^000
Tralameiilo homiiilpalhico das
molestias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo.....
Pathugcucsia dos medicamenlos
homopalhicos hrasileiros c|h>so-
logia honicopatbica, ou adinijlis-
Irarao das doses..........
.OBRAS EM FRA.NCEZ.
Ilici'iimano cmnpiolo Je/inede-
cina ......."/. -
rganou da arte de curn.
Tralauenlo das molestias cliro-
nicas
IJOIK)
iteotxi
105000
7>000
H .... .j ....1
Novo manual cmvlelo do Dr.
Jahr........A......i
llia
Memorial do medico homopa-
18S000 S
13000 ^
39000 ($
Medicamentos.
lina carleira' com os -i princi-
paes medicamentos (tobos grandes)
e a segunda irdircao dosElenicnlos
de lomopalbia.......tteOtHl
l'ma ca'leira com os 24 princi-
pis mocamcnlns.....IUjOOO
drame sortimenlo de rarleiras *
de todos os tamaitos por rtreros
eomnMimmo$.
i tubo de glbulos avulsos 500
I frasco de './ onca de tintura a
escolha -......1-000
7 ende-se 110 daposito de materiaea da ra da Ca-
dria de S. Antonio, n. 17, pelos baraiissimos preros
sbaixo declarados, de 100-peca.para cima.
30)000
:to#XK)
.dtfijOOO
1SS000
itiaooo
tjOOO
13600
vapor construidas ueste eslabelecimento ..
eslado em constaule servico, nesla prnviucia 10, 12,
eat 10 anuos, c apenas tem exigido mui insiamti-'
cnnles reparos, e algutuas alo nenbuus ahsolutamen-
le. arcresoendo que o consumnio do coubuslivel lie
njui inconsideravcl. Os senhores de engenta, pois,
euulras quaesquer pessoas que precisaren! de ma-
clunismo silo respeilosameiile convidados a visitero1
estabcleeimenlo em Santo Amaro.
Deposito deTcidos da fabrica M
de todos os Sntos. na Rabia.
Vende-se em casa de Domingos Alves
Matheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
priroeiro andar, algodao transado daquea
fabrica, muitoproprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como Do proprio para
redes de pescar e pavios para, velas, por
prego muilo commodo.
SALSV NIULHA.
DE
[As numerosas experiencias teil.is rom n uso da
salsa parrilha em todas as entermidades, originadas
p*la impureza do singue, o n boni exilo oblido na
cdrle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud. presidcaJC ila aca-
demia imperial de medicina. pelo Ilustrado Sr. Ilr.
Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua ata-
luda casa de saude na (iamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino deOlivcira, medico do exerrilo e por va-
nos oulros mdicos, permiltem lioje de proclamar
altamente as virtudes eilicazes da
''. SALSA PARRII.HV
de
RRISTOL.
olaCada garrafa conten duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bristol he garantida como
puramente veselal sem mercurio, iodo, polassiWn.
JO deposito desla salsa mudou-sc para a botica
ft anceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se tapioca stiperior: na tva-
essa da Madre de Dos, armazem pinta-
o de rv.o.
Vende-se umgrando silio na estrada dos Afllic-
los, quasi defronlcda igreja, o qual tem mu i las ar-
vorea de rr^clas, trras de plaulacoes, baixa pira
capifn, e casa de vivenda, com bastantes conmin-
aos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
jnlender-se com o Sr. Antonio Manoel do Moracs
Mosquita Pimeutcl, ou a ra do Crespo 11. 13, -no
fscnpiorio do padre Antonio da Cunlia e Figuci-
pdo.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C.
Santo Amaro acba-se
ios de ferro
em
para vender ara-
de superior qualidade.
es-
casa,
Ha ra oVCaldeirero ,. j,ende-se uiia
crava de naci, que cAziuha o diario de urna
lava desahito eheboajquilandeira.
Vonde-t onna escrava da Cosa, com idade de
2annoi,boa uilandeira. lava eeuguinma bem : na
inajf>erdes n. 2;(, sobrad
RA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000x000.
^v"a casa telizdos quatro cantos da ra do nHernia-
do n. -i, vendeni-se bllheles, meios, quartos. oilavos
e vigsimos, da 19 lotera das malrize* da provincia,
cuja lista se espera no dia i a 5 ; a elles, se quize-
rem esperimeular a sorle feliz do uovo auno.
Vende-se una negra crioula, ele idade do 22
anuos, propria para o servico.de cam|Hi por ser do
mato : na ra da Praia u. 32.
\ eiidcn.-se 1,500 pares de sapalos cliegados nl-
limamenlc do Araraly, muilo em roula : alraz da
praca da Independencia loja de calcado n. 2.
Vendem-se casas de 1 e 3 andares, as.melhores
mas desla cidade. assim rumo sitios nm lunares dos
a fallar com
Arflirtos o Arraial
M. Carneiru.
(1UAHDA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven-
de-se loda a qualidade de objectos para o far-
lamenlo dos senhores olliciaes da guarda na-
cional, a.im como para primeira e segunda
liona, ludojnir muito commodo preco.
BOTICA
CERTBAL HOMEOI'ATHICA
51 ntn da Cadeia do Itecife, 1. rt Dirigida pelo pbarnuceatico approiado,
e professor em homeopathla Dr. F.
de P. Pires Ramos.
""Nesla botica se eucoiitrnm os melhores c
mais acreditados medicamenlos homopalhi-
cos, qur em glbulos, qur era tinturas,,
preparados com a mais escrupulosa exacli- K
dio, pelo pharmaceuliru approvado e nrofes- HS
sor em homopalhia Dr. Pires Ramos,"sob as 'M
I indicaces do Sr. Dr. Sabino, com quem ha j
pralicadoha i aniu.s.iodasas regras da pliar- K
kmaria homopathica. H
V Os medicamentos desta botica, cuja eflica- ffi
citlem sido verilicaila na longa pralica do S
Sr. yr. Sabino, e reconhecida por lodas as 38
pessoas,- que delles tem teilo uso, exercem ?Si
urna "gran.lc vanlagem, sobre lodos us que S|
por ahf.se vendem, a qual consiste lauto na ja
Iiromptido dos seus ,ellcitos, como na qua-
lidade d se conservarem milito lempo sem
soll'i-ercui menor lleracSo ; o que os tor-
na muilo rerommendaveis, principalmente
para o malo, onde nem sempre ha facilida-
de da provisao de novos medicamentos.
Exislem rarleiras de medicameulos em
tubos grandes de fino crvslal de diflerentus
precos, desde 123000 al 20B000 conterme o
numero dos medicamentos, suas dvuami-
"sacoes, e riqueza das cateas.
Cada vidrode tintura da quinte dv-
iiamisaco........ayon
Cada lulHide medicamenlo' I^OOO
V. .<) Sr. Dr. Sabino Olegario l.udge-
ro Piulio se preste a dar csclarenimcnlos a
Indas as pessoas, que eomprarem medica-
mentos nesla botica, na ra das Cruzes. 11.
Vine. Temosmuite prazer que Vme. us responda
sobro este assumplo, c se Vmr. vicr a esta cidade
daqiti a um mez. ou cousa semclliante, teriamos
muilo prazer em o verem nossa bolica, ra de Fui-
Ion, n.79.
Ficatn j'is ordens de Vme. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. SaNDS.
. CONCLSAO-.
1.a A antignillade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
equeva de Sands s appareceu em I8i2, pora na
qual este droguista nao pode obler a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
he inroulesiavcl; poisaque nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de una porcao de mil ras prc-
paraces, olla tem mantillo a sua repulacao em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias teitas com o uso da
salsa parrilha em todas as enferniidades originadas
pela impureza dnsanguc. e rf hnm exilo oblido nes-
la corte pelo Illm. "ir. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clinicli, e em si:a
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exordio, e
por varios outros mdicos, permiltem boje de pro-
clamar altamente as virtudes eilicazes da salsa par A
rilha de Bristol vende-se a 5?J00O o vidro".
O deposito desla salsa mudou-se para a bolica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chateriz.
Na prac,a d Boa Vista 11. 32. \ ende-se um es-
cravo, preto, crinlo, de 20 anuos, pouco mais ou
menos, sadio, nfla se embriaga e tiem tege, sabe fa-
zer todo o servico de criado de urna casa de familia,
be alTaiale, co/iuha solfriielmenle e al de temo,
*abe bolear e lie liom pagem.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vn-
dem-se 179 pares de coturno, decourode lustre,
400 ditos blancos e. 50 ditos'de holitis; ludo por
prei;o commodo.
Vende-se om terreno na ra Imperial, com 22
palmos de vo, com alicerces de pedra e cal, c ruin
lima meia agua na frente, sendo de laipa. Vende-se
barato, quem pretender dirija-se a rita Imperial n.
31, das seis horas da manliaa as 10, e du
tro da larde.
corrector geral i ferro nara faDrice de asquear, pintadas, c que
.tres arrobas cada uina : vendnn-se muilo em
' Vende-se urna armaco franceza, delamareilo.
envermsada, propria para qualquer eslabelecimento:
a Iralar no aterro da Boa-Vistan, li.
Vcndc-se no aterro da Boa-Vista 11. i I urna
escrava rom abilidades.
Vende-se nina carroca com seu competente bol,
em bom estado : na ra da Couceico 44.
Na ra das Cruzes n. 22, segundo andar, ven-
dem-se dnas cscravas crioulas, de 2ti anuos de idade
bonitas figuras.engoinmadeiras e rozinheiras, la-
vam bem desab.no e lodo o aiTanjo de urna casa, o
una dila de 2'iannos, oplima figura, com um ti'lho
de :t anuos, muilo bonito, e una dita de narao que
cozinha, lava desahijo, e vende na tua, e duas ditos
muilo possanles, ptimas ganhadroas de ra, que na-
gamlSOrs. pordia. '
CORTES DE CHITA DE RARRA.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se ricos
corles de vestidos de chite he barra, bonitos padrees,
sem deleito, pelo diminuto prero de 29210 e 2SvH>
ris. ^^
Vendem-se dous escravos pndeiros sendo um
rornoiro, crioulo. oulro da Coste, proprio para arma-
zem de assucar, por ser bem possanie, e urna escrava
crenla de 38 anuos de idade. com urna cria, 011 sem
ella : na rua Direila, padaria 11. 2t.
em
rua
110
na
- _S HfiS
\ endem-se cerca de 800 termas de folhu de
levam
.- em conla
para recliar : na rua dn Trapiche ti. ;1;
Na rua do Vigario n. 19,'primei-
po andar, tem para vender diversas "mu-
sicas para piano, violao e llaula,, como
scjam.quadrillias, valsas, rdowas, sclio-
tickes, modnlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
V1NHO DO POKTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porto,
barris de i., 5. e 8.: no antaxem da
doAzeitede Peixe n. I i, ou a tratar
tscriptoriq de Novis & Companliia,
rua do Trapiche 11. 34.
PARA NAO'ENTRAR EM HALANCO.
Vindem-se cassas lrancezas esc'iras,
cores lixas, muilo finas, e de bonitos pa-
droes.aOi-s. a vara ; dam-se amostras
trazendo penliores : na rua do Cresiio
n. 14, loja de Jos Francisco Dia.
Vende-se a taberna da rua dos Pescadores n.
II, bem alreguezada para a Ierra, com poucos filu-
dos, sendo melade a dinheiro e melado a crdito :
quem pretender, dirija-se mesma taberna, que
achara com quem Iralar.
Na rua do Vigario n. 19, primeira andar, ha
para vender, chegado do Lisboa, presentemente pela
barca Olimpia, o seguintc: saccas de farello muilo
novo, cera em grume c em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
; de Lisboa em pejra. novissima.
Telha, milheiro .
Tijuilos de, alvenaria batida-, milheiro
ilos de ladrilho, dilo.....
Ditos de lapamenlo largo, dilo .
Bilos de lapamenlo esfreilo. dito. .
Ditos de alvenaria grossa, dito. .
Cal branca, alqoeire.....
Dila prela conforme o preco que estiver na sema-
na, assim como por baratos presos, cemente, barro,
amarella, ruvo Ierra, arca lina, dita grossa, li-
_ja tego. ditos para forlio, telha de pona,
minhotos>l^etc.
ANTItiUlK^DE K SLPEKIORIDADE
'-;. da
salsaparr1lija de bristol
sobre -
A SALSA PARRILHA M SANDS.
Attcncao'
A'SALSA PARRILHA )E BRISTOL daU des-
de 18.32, > lem i-onstanlemente mnntido a sua re-
pulacao sem necessidade de recorrer a pomposos
nnuncins, de que as preparacoes de mrito podem
dispensar-se. t) successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, enlrc otilras, as dos
Srs. A. R. D. sands, de New-York, preparadores
e proprietarios di salsa parrilha'coubecida pelo no-
mo de Sands.
lstes senliores solicitaran! a agencia de Salsa par-
rta de Bristol, e como 11S0 o podessem obter, fa-r
briraram urna imi/afito de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. I). Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no lia 20 de abril de 182.
e que se a-ha em nosso poder: ,
Sr. Dr. C. C. Brtelol.
Bfalo. 4c.
Nosso apreciael senbor.
Em todo o anno passado temos vendido quanli"
dade* cemsideraveis do estrado de Salsa parrilha de
Vme., e pelo que ouvimos dizer.de s*s virtudes
aquelles que a lem usado, jnlgamds que a venda da
dila medicina se augmentar iiti.ssmoT~~Se Vme.
quizer fazer um convenio romnosco, eremos t\ne
resultara muila vanlagem, laido a nos como a
: das tres as qua-
Os mais ricos c mais modernos cha-
peos de seiihoras se encontram sempre
na loja de madama Titear, por un preco
mais razovcl de que em qualquer oula'(,
parle.
Vende-se urna porco de esteios qu foram da
ponte dos Ategadiai, qgc seiMiii para algumas esta-
cadas: quem quizer dirija-se a rua Direita dos Ate-
gados 11. I'l.
Dcpoiito da fabrica de Todo* 01 Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bicber 4 C, ua rua
da Crur 11. *, algodao trancado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar c roupa de es-
cravos, por rlrcct'comnioilo.
Vendem-se lonas, brinzao, brinsc mcias lo-
nas da Russia: uo armazem de N. O. Bieber 4
Compauhia, na rua da Cruz n. -i.
Taixas para engenfaos.
Na fundicao' Tie Tetro de D.. W.
Bowmann, na rua do Brum, p'assau-
do o cliafariz continua baver um
completo sortimenlo de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos" de
bocea, as quaes acliam-se a veriBa, por
preco comnodo com promptidao' :
emliarcam-se ou carreijam-se em cri'O
sem despeza ao comprador.
'Vende-se um esrrnvo proprio para todo o ser-
vico : 110 oii.01 do Terco 11. 2.
Vendem-se reloitios de
Iha de flandies.
Vende-se spcrior telha de flaudres charcoal .de
todas as grovjuras e lmannos, .por menos preco do
que em oujfa qualquer parte: na rua do Queimado
n. 30, lojjle terragens.
e-se a verdadeita salsa parri-
Sands: na botica franceza, da'roa
frente ao. cliafariz.
CONSULTORIO 1IOME0PATH1CO
/ DR. P. A. LOBO JOSCOZO.
\ ende-se a nielhor de todas as obras de medicina
homopalliira car O NOVO MANUAL DO DK.
ti. II. JAIIR: .sj traduzido em pnrluguez pelo
Dr. p. A. Lobo Moscozo: qiialro volumes encader-
uados em dous. t 205000
O. voliime ronteud a palhogenesia dos H4
medicamenlos que-uao teram publicados sabir.1 mui-
tobreve, por eslar muilo adianlada sua imprc-sao.
Diccionaiiodos jci nas de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmaria, etc. ele. encaderuadol 13O00
Urna carleira de 2J tunos, dosmelhores e mais hent
preparados glbulos homopalhicos com as duas
obras cima.........- 103000
Urna dita de 3ti tubos com as mesmas fWOO
Dila, dila .'e 48 tubos....... 509000
Dila de 1 V rom as dilas......100&000
Carteirsde 2i luln.s pequeos para algi-
beira........... logo)
Dilas de 48 di tos.......... 209000
Tubos avulsos de glbulos...... 19000
CAL V1RGEM DE LISBOA.
Vende-se cal nova em pedra,'ebegada
hoje no pa iba bote Lusitano, por muito
commodo preco : na rua do Trapiche n.
15, armazem de Bastos Irmaos.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni 4 Com-
panbia, na pracado Corno Santn. 11, o seguinte:
viulio de Marseilleem caiaS de 3 a 6 duzias, liuhas
em novel los ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, aro de ntilaOsortido, ferroinglez.
Vendem-se pianos fortes de'.superior qualida-
de, fabricados pelo nielhor autor haubutgci ;i na
rua da Cruz 11.. 4.
AGENCIA
Da' Fundicao' Low-Moor. Rua da
* Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a ha-
ver um llas e metas mocuilas para engenho, ma-
chinas de vapor, -e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveucao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado ,as co-
lonias inglezas e bollundezas, com gran-
l'OTASSA DARIiSSIA.
Vende-se superior potassa da Russia, e
Americana, por prero muito commodo:
na ra do Trapiche n. l."i, armazem de
Basto Irmaos.

Itia. primeira qualidade, para charutos
assim como um resto de caixas
charutos, que ja' se vende por
baratissimov que he para se.lechar' con .
chegado tudo da Babia pelo ultimo n
vio: na rua da Cruz n.f26, primeiro
andar.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de murAilina fina de coies
cftm barril, lazenda nova a Se o corle; dilos de Ua
e seda c b.-irge modernos a B o corle de 12 cova-
dos; chitas e cassas fraucezas novas a 320 rs. o Co-
vado e 610 rs. a vara; e oulras muilas fazendas por
baratos precos: na ruada Cadeia do Recite, loja
POTASSA.
No antigo deposito da rua da Cadeia do Recife .
armazem 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e hrasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
de vatitagem para o raelhoramento do, poucos fundos: quem o pretender, dirija
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-Io no. idioma portuguez, em' casa de
N. O. Bieber 4 Companbia, na rua da
Cruz, ji. 4. .
t
GANTS PALHT 4 COJlPA-
NHIA.
Conlinua-se a vender no deposito cera I da @
@ rua da Cruz 11. 52, o excelleute -e bem con- @
$ ceiloibi rap arela prela da fabrica de (jan-
3 lois EaillielG 4 Compatihia. da Ilahia. em
gindese pequeuaspor^oes.pelopreroestabc- @
lecido. a^i
Os. martyres pernambucanoi, victimas da li-
berdade, na dnas revolaco'e* ensaiadas em
1710 c 1817, por um lasa pernambucano ( o
padre Joaqnlm Slas Martini.)
. Acalla de sabir a luz a primeira parle desle im-
Eorlante e curioso tralialho, al boje indito. He a
ioaraphia de .lodos os pernambucanos preeminen-
tes que enlraram, ou de qualquer modo se compro-
mcltcran na revoluto dns mscales, e na da pre-
tendida repblica de tacs homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos no-sos ,)ias, e qge ainds honlem conhoremos
lodos na consregacao do oratorio de S. Vilippe e-
rv, como um dos itllimos, c mais estimavis mem-
liros dessa vencriivcl casa. O padre Joquim Das
i'.ci\a-mis ver esses caracteres luz sever com que
os encara, desenhando-os a grandes Irajos ; e terao
elles sem duvida um grande nicrectinenlo para a
posleridale, qiiandoos liouver de jatear serene :
o desalinho 1I0 historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico nilo diga respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso nao iuleresse vi-
vamente : conten mais de 600 rticos.
, Acba-se a venda no pateo do Collegio, ofticina de
encader.uaco. .
c. ^WKKeWm^
respeilosamente annunciam que uo seu extenso es-
labelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perteiraoc promptidao.toda a qualidade
de marhinismo pitra o uso da agricultura, navega- ratos do que em oulra qualquer parte, se amancam
cao emanuteclura, c que para maior commodo de aos que precisarem comprar. .No mesmo deposit
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem i lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pro-
aberto em- um dos grandes armazens do Sr. Mesqui- ximamenle cliegados.
la na rua do Brum, atraz do arsenal de mariuha,
nm
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimenlu.
All acharao os compradores um complete sorti-
menlo de moeudas de caima, com todos os melbo-
1 a ilion los aten ns delles novos eoriginaes de que a
experiencia de mui bis anuos (em mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixae alta pressao,
taixas de todo lamaubo, tanto batidas como Tundidas,
carros de mo e ditos para conduzir termas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, temos de terro balido para termita, arados de
terro da mais approvada constriiccSo, fundos para
alambiques, crivos e portas para foruarhas, e urna
inlinidade de obras de farro, que seria, enfadotibo
enumerar. No mesmo deposito existe unta pessoa
intelligenle e habilitada para receber todas as ett-
ronimetidas, ele, ele., que os annunciantes contun-
do com a capacidade de suas officinas e machiiiismo,
e pericia de seus olliciaes, se compromettem a faz
executer, com a maior presteza, perfei^o, e exacta
ciiiilorniidade com osmodelosou descubes, e inslruc-
ces que lite terem ternecidas-
Na rua do Vigario 11.19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellins, ebe-
gada recenlemente da America.
Vendem-se 500 palhas de coqueiro ja em Ierra:
na rua Nova n. 18.
Vende-se bom capim de plante, no sitio da
Trempe, sobrado n. t, que tem taberna porbaixo ; e
ahi mesmo precisa-se alugar dous escravos que sir-
vam par vender na rua frtelas e borlalices; paga-se
heme bom tratamento: quem os liver, dirija-se ao
mesmo silio, que achara com quem tratar.
Vende-se urna espada das mais nm.lernas, para
ollicial da guarda nacional: as Cinco l'oulast. 13.:
Vende-se um deposito no paleo do Terco-, com
,a-se ao mes-
mo deposito n. i .
Oleo de linhuen em botijas.
Vende-se a 5J000 rs. cada unta botija, e |ior me-
nos sendo em porcao: un armazem n. 134, na roa da
Senzala Velha proximo.au becco do C-oucalves.
_ Pautse toalluis.
Vendem-se palts<-lcJj*i.'u -4& VVnlu de cores,
liem teilos, a 35 e tfj cada um ; toalhas de panno
de liuho do Porto, proprias para rosto a 800 rs. cada
uina e a O9.-1 duzia; e panno adamascad de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mem-aS
'a vara: na rua da'Cadeiado Recite, teja u. 5CL
Cola da Baha.
\ ende-sc superior cola, por pre;o commodo: no
armazem n. 131, rua da Senzala Velha.
Palils. .
Na loja da na do Crespo 11. 10. vendem-se pali-
ls le brim pelo diminuto preco de 23800, 33(0Oe
39300 rs". .
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de lahyrinlho teitas no Aracalv,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
Palitos.
Na loja da run do Crespo n. 10,. vendem-se pali-
to de panno e casemira preta e de cores, peledimi,
uto preco de 149500 rs.; dilos de casinete tiua-
por 89OI!) rs.
Vende-se um dos melhores ca vat-
ios, e mais gordo (pie tem apnarecido es-
te atino na praca, sem achaques, muito
manso, anda baixo at meio muito bem;
o motivo da venda he porque o dono nao
pode montar : a tratar na roe da Praia,
armazem, de carne secca n. 9. -
ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: ein casa de Bus-
sel Mellors 4 Companlna, na rua da
Cadeia do Recife, h. oii.
Atonda de Edwln Haw.
Na rua de A poln n. G, armazem de Mr. Calmonl
4 Companlna, acha-se cqnstanlernente bous sorli-
meiilos ile taixas de ferro coado c batido, lano ra-
sa como futidas, mocadas ineliras todas de ferro pa-J
ra auimaes, acoa, ele, ditas para a rutar em madei-
ra de lodosos lamauliose modelos usmaisino machina horisonlal para vapor rom terca (ie
i ravallos, ticos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prero que os de co-
bre; esco vns para navios, ferro da Suecia, e te-
lhasdc llandros ; ludo por baralo preco.
Superior folha de flandres.
Na rua do Queimado, loja de terragens 11.30, ven-
de-se superior telha de flandres (eharcaal) tanto em
porcao como a retalbo, para -'o que lem um ex.el-
lenlc sorlimento desle gener, qur em grossulas,
qur em tamanhos, e em quanlo a presos silo 111 aij
ra'oaveis do que emuulra qualquer parle : na mes-
ma loja lambem se compra cobre e latan voltio.
" Vende-se
parrilha.
Vicente Jos de Brito, upico ageqlc em I'cruam-
liuco de I!. J. I).Sands,chiroico. americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande |ior-
rao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente lalsilicados. e preparados no Rio
le Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores, de lao precioso talismn, de cahir ueste
imiano, tomando as funestes consequencias que
empre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e_ elaborados pela mao daqiielles, qne an.lcpoctn
eus interesses aos males e estragos da bnmanidade.
Portento pede, para que o publicse >possa livrar
desla fraude o disliugua a verdadeira salsa parrilha
ilc Sands da falsificada e recenlemente aqu chega-
da ; o antiuiiciaule tez ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da ConccirOo
do Recite 11. 61 ; e, alm do recejluario que acom-
panlia cada frasco, lem einbaixo da primeira pagina
seu mime impresso, e se adiara sua firma ein 111a-
nusrriplo sobre o iuvollorio impresso do mesmo
freos. '
Vende-se um bonito cavallo de cabriolel, bs-
tenle grande e novo : quem quizer comprar, pro-
cure no Hospicio, taberna do leao de ure.
*S~ Sellins inglezes. ^Srr1
Vendem-se sellins inglezes
de patente, de primeira qua-
lidade, pira montara de se-
nlora, e cabecadas avulsas,
poi- prero muito commodo:'
110 armazein de Adamson
llowie 4 ('oiii|iinliii n;. rua do Trapi-
che 11. 42. .
Vende-se superior farinha da tr-
ra e de barco, tanto em saccas, como a'
retalbo, por preco mais barato do "que
em outra qualquer parte : no armazem
danta d lanrjel n. '26.
) Veiulenv-serelogiosdeonij, pa (j$
^ li'ii-te iuglez, por commodo pre-
co:na rua d Cruzn. '20, casado
$ L. Lecoule Feron 4 Companbia.
Vendem-se presos americanos, em
barris, proprios para hafi-icas de assu-
car, e alvaiade de/.neo, superior |iial-
dade', por precos cotuuiodbs : na rua do
Trapiche Novo u. 10.
ARELO DE LISBOA.
Vende-se f'arelo de Lisboa, irtuito su-
perior, chegado agora no palhahote Lu-
zitano, por preco commodo : na rua do
Trapiche n. 15, armazem de Bastos li-
maos.
Moinhos de vento
-oniboniba-ili-ropuxopara regar borlase baixas
decapin. nal'undiradc 11. W. Kowmau: na rua
do Rruiit ns. t, K c 10. -
HOENAS SUPERIORES.
Na fuidieiio tle C. Starr 4 Companbia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendiis de caimas todas de ferro, de un
inodello e construccao muito superiores.
ATTENCAO'. ^
Cnnha 4 Amorim, na rua daXadeia do Recife u.
50, lem para vender palha de carnauba uova, cou-
ros de catira^ bons, pennas de cma, e velas de car-
nauba, a 19500 o certlo.
VERDADEIRO
robe Antycipbellitique de Lairecteur :
vende-se na rua da Cadeia do Recife ,
botica de Vicente Jos de Brito.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinbo de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schaflieitlin
4 Companbia, rua da' Cruz 11. .58.
Vende-se- arroz grauda do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, e por precos cora modos : no ar-
mazem 11.151'', ua rua da Senzala.Ve-
lba, prximo ao becco do Goncalves.
aua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte -.pasta de lyrio florentino, o
nielhor artigo que se conhece par* (impar os denles,
bra-iqucce-os e fortificar as gengivas, deixaudo bom
goslo na bocea e agradavel clieiro; agua de niel
liara os cabellos, limpa a caspa, e d-lhc fiagieo
lustre; agna de pcrolas, este mgico cosmtico pare
sarar sardas, rugas, e embellezar o roslo, assim co-
mu.a tintura imperial do Dr. Browu, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivesou hraucos.co imilclamenle
pretos e macios, sem daino dos mcslnos, lodo por
piceos commodos.
Deposito de cal de Lisboa.
Vendem-se, barris com cal em pedra, chegada no
hiale Lufitano, vjndo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-,
deia do Recite, teja 11, 50.
Vende-se Um cabriolet.com os col
Detentes arreios, para um cavallo ,
do em bom estado, e por preco muit
simo commodo : a tratar na itia da
deia doRecife-n. t, primeiro andar.
Chegou recenlemente do Maranhao urna pequea
poico desle delicado doce, o nielhor que ha, lauto
peta sua excellente qualidade, como por conservar-
se por muito lempo em perteilo estado: vende-se
em casa de Ponte 4 Irmo. na rua da Cadeia Velha.'
1 Ne armazem de C. J.Astley & Com-
panbia, na rua do Trapiche 11. 5, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 000 libras. ,
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de Imitara em latas de 5 'guios.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro'desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de folha de Ierro, pintadas, pula
. fabrica de assucar.
Cordao de linbo alcntroado.
Pallrn da India pare euipalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em sal 1110111a.
Lni sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de cara.
Lazarira e clavinotes.

1UVII) WILLIAM BUWMA.TfipMPre ma-
chinisla e fundidor tle ferro, mui respeitosamente
aninincia aos senliores proprietarios de engenhos,
fazeudeiros, e ao respeilavcl publico, que o seu esla-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o rbafaiiz, contina em
eflectivoexercicio, eseacha completamente monlado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila cotifeccaO das maiores pecas de marhinismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sna arte, David William Bownian, deseja mais par-
ticularmente chamar a allenca publica para as se-
guinles, por ler deltas grande" surtiineiilo ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podein competir com as fabri-
cadas em puiz estranzeiro, tanto em prero como em
qualidade de materias primas .e mao de obra a
saber:
Machinas de vapor da nielhor ronstreaS.
Moeudas de caima para engenhosde "todos ns ta-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaos.
Rodas do agua, moinhos de vento e serras.
Manejos iudependeutes para ravallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, lirn/es e chumaceiras.
Cayilhcs e parafqsos de todos os tamaitos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de ternalha.
Moinhos de-mandioca, movidos a lilao ou por ani-
maos, e prensas para a dila. '
Chapas de tecaoc Carnea de farinha.
Onos de ferro, tornciras de terro e de bronze.
Bombas para cacimba c de repuxo, movidas a
man, por a n'imaes ou vento.
Guindastes, guiuchosc macacos.
Prensas hjdraulic.'is ede paralnso.
Ferragenspara, navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas. grades eport0cs.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mace arados de ferro, ele, etc.
Alm da superioridade das sitas obras, ja' geral-
mente rcrohcida, David WilliamBowmati garante
a mais exacta coiitermidade com os 'moldes e dse---!
nlios remetlidos pelos senhores que se diaiiarem de
fazpi-lhe encomiiicndas, aproveilando a ttccasiao pa-
raagradecer aos seus numerosos amigse freguezes
a preferencia com que tem sitio por lies honrado,
e .issegura-lhes que bao poupara estercose diligen-
cias para ronlinuar a merecer a sua conllaiira.
um resto de exeinplares
da obra Raphael, paginas da jtirentu-
de por Lamartine, vei-sao portup-ue-
za de ). Carlos (nido y Spaiia : na rua
do Trapiche 11. IV, primeiro andar.
(& Deposito tle vinbo de) chain- !^)
0$) pague Chaleau-Ay, primeiraqua- fi)
^) litlatle, de propriedade do condi ta
Mk de Maretiil, rua da Cruz do Re- \
- (''e "" ": eSle vinl,' o'melhor
\0 de toda a champagne, vende- @
^ se a 5ti.s000 rs. cdacaixa, ach- (j,
j/ se tnicamente em casa de L. Le- j.
couitc Feron 4 Companbia. N. B. <$
As caixas sao marcadas a fogo $
1$> Conde de.Mareuil e os rtulos @
$f 1 las garrafas sao azues. (&
Vendem-se licores de Absyfilh e
Kirsci'i em caixas; assim como chocolate
franctzda melhor qualidade que tem ap-
pareci do, ludo ltimamente chegado de
Franca, e por preco baralissimo: na rua
' da Crii /. 11. 2t\, primeiro andar.
POTASSA BKASILEIRA. ($,
Vende-se superior potassa, fa- ffi
bricada no Rio de Janeiro, che- A*
fada recentemente, recoinmen- /
da-se aos senhores de engenho os S;
seus bous el'eitos ja'expeiimen- ^
tados : nu rua da Cruz n. 20, ar- w>
mazeni de L. Leconte Feron 4 (?.
Companhia.
-*-.tVif ,i;'--> y,-"
do* taraos
anatoma ,
de medicina,
Pharmacia ,
Diccionario
cirargla ,
etc. ate.
Sabio rluz esla obra indispensavel a lodas
as pessoas que se dedicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderua-
do. 110 consultorio do Dr. Mdscozo, ma do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
Vende-s farinha de mandioca
muito fina, a 6<500 rs. a sacca : no ar-
mazem do Forte .do Mattos n. z0,ou a
tratar rom Manoel AlvesJ Guerra Junioi.
na rua do Trapiche 11. I i, primeiro a 11- para pudre, massas para ditos, bonetes
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'^urora em
Amaro, e tambem 110 DEPOSITO
rua do Brum log na entrada, e defron-
te do Arsenal de Matinha ha' sempre
utn glande sortimento de taiebas ta
de fibrica nacional como estrangei;
batidas, fundidas, grandes, pequen
razas, e fundas ;*e em ambos' os loga
e\istem quindastes, para carrgar
noas, ou carros livres de despeza.
precos sao'' os, mais commodos.
Veudem-se os bem construidos
reos para carro, de um e dous cava 11
assim como mantinliasde casemira de
versos padrOes, para os sellins de
arreios, que os iazein abrilhantar
to, tudo chegado pelo ultimo navio
Franca : na rua da Cruz 11. 26, primeiro
andar.
Chapeos e manteletes.
\'cni|em-se chapeos de seda de cores, eufeilados.
proprios para meninas e meninos a 3$ cada um ;
manteletes prelos e de cores com rlleles e sem elles,
por precos commodo: na rua da Cadete do Recite,
loja n. 50.
Vende-se um relogio de ouro de
_ sabonele, pllente inglez, da me-
horqualidad.e fabricado em Londres:
na run da Cadeia, n (0, armazem de
llenrique Gibson.
Vende-se CARNE 1)E VACCA e de poreo de
Hamburco. em barris de 2110 libras ;
CHAMPAGNE de marca coubecida verdadei-
ra. h.-ivendo pouco) algos de resto, que se vender?o
para tediar, a 2490110 rs. :
AC DE MU. AO sortido:
TAPETES DE I..A, lauto etm pera 'romo sollos,
parayterrar salas, de bonitas cores e muilo em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele;
OI.EO de linhaca em lates de .cinco gatees: am
casa de C. 1. Asllej 4 Conipaj.ihia, rua do Traiii-
che n. :(.
Na rua doColljgin n. 21, segundo
andar, vende-te por. be.rato preco, Ou a
prazo, um sortimento de chapeo e ou-
tros objectos de chapeleiro, comisando
em chapeos de mussa, de seda qnaljdades, e a gomma lacre, chapeo
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos'oleados para
assoalbnr salas,tanto emqualidade, com o
no escoihido gosto de desenlio : no ai>
ijiazem de fazendas de Adamson Howie 4
Companhia, na" rua do Trapiche Novo'
n. \>.
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de seniora, fundos e lados
para chapeos, couriuhos com.setim, li-
vellas, litas para auochos e debium.
trancas e outros muitos objectos de clia-
peleiro.
escravos; fgidos.
No dia de novemliro do currente anno, tte-
sapparereudnsr. JoseA.ntouioHarrus, da villa tte
(rama, proviucia doCear, um seu escravo mulato,
ir.suetro, de noroe Luir, lili,,, ,te uma crx ,,
mesmo senbor, chamadi Benedicla1,, estatura ea-
lar. cabellos crespos earruivados. roste oval. 1
arosso, bocea regular, tundo un denle superior
Di.is, vende-se uma porcao de madapoln lano rom brao pelo meio: tem siauaes de chicle pelas
11111 pequeo toque de'avaria. a riO e >VJI) a !'legas, os pes ctalos, e trazia um ferro no
peca. levou, dizem. caria de soia 011 pasaporte, ludo
este escravo be ofllcial de petlrefro ; quem o
Charutos de-Ha vana.
Vendem-se venladeiros charutos de Havana por
preco muilo eoinmudo : na ruada Cruz, ai mazcm
11. 1.
Madapolao' variado.
Na rua do Crespo 11. H, Juja de'Jos l'raiirsro
. Oleo Essenci.-il,
para impedir a cabida de cabello, teze-lo rresrer
e limpar .a caspa, a 5tx) rs. canil vidriutio : na rua
do Rarigel bolica n. 8.
Venden'i-se canias de ferro de nova
invencao franceza, com mollas que asfa-
zem muito maneiras e nutrias, chegadas
pelo ultimo navio fraucez Pernambuco, e
|K>r preco muito commodo: na rua da
Cruzn. 26, primeiro andar.
Vendem-se fardos de fumo da Ba-
gar, ser bem recompensado, enlregando-o a An
niodeAlmeida Gomes & C, na rua da Senzala Ve-
lha, 11. l:ll.
No dia 26 de dezemliro desappareceu do ence-
nho Massaraiiiluba o escravo, prelo, de naeilo, de li-
me Manoel, estatura regular, jies ronipridos e pei-
nas meias /ambas, levando camisa de madapoln, ee-
roula de ateodozitiho americano, chapeo de pal ha
em meio uso, e perlenre a Manuel Antonio Vieir.i
de Ca \albo, lavrador no mesmo enuenlio ; quem o
pesar, leve rua do Collegio 11. 23, primeiro audar
que ser gratificado.
m.t Ty>. Bt. P. PaHa. 184


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