Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02312


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Full Text
ANNO XXX. N. I.
Por 3 mezas adiantados 4,000.
Por 3 mezas vencidos 4,500
----- iil-tOtCI
'li Mi
4
SEGUNDA FEIRA 2 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para o subscriptor-
BNC.UlRKti.V0OS DA SUBSCRIP^AO'.
* Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Dupmd ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Mcn-
donra Parab. iba. o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Ivt-
^01, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Antea ty, o Hr.
^ Amonio dr-Lemos Braga; Otar, o Sr. Vieffriano
Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Undri'27 1/2 a 27 3/4.
. Paris34o.
Listar1, 93 por eonio..
Arenes do \tnt0 5 0/n de premio.
_ ^ da (pnipanhia de Beboribeao par.
da *niip|nliia de seguros ao par.
Discomo 'tiras 10 a 12 0/0 de rebate.
.\1KTAKS.
Orno. Oncas iiespanholas. 285J500 a 29SO0O
Moetlas de 69400 velbas. ... 16?N)00
de 69400 novas. 169000
dc4000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros 19930
Pesos columnarios...... 19930

mexicanos...... 19800
IAH IIDAS UOS t-ORKKIOS.
Olinda, todos os das.
Camai Bonito e GaraidiuRS uos das 1 c 15-
Villa Bella,'-Boa-Vista, Kv e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Paraliiba, segundase sextas feiras.
Victoria, o Natal, as quinta; feias.
PREMIAR DB HOJE.
Primeira as 6 horas e 54 inmutes da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 miamos da tarde.
AL'liIEXCIAS.
Tribumal ilo Commercio, segundas c quiutasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sahbadns.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
.Itiizo de Orphos, segundas e quintas as 10 lloras.
1.".vara do civel, segundase sextas ao*meo dia.
2." vara do civel, qnarias e sabltados ao raeio dia.
Os Tribunaes de Justica estao aechados at o ulti-
mo de Janeiro. >
l.l'IICMKltlOl.S.
Janeiro 6 Quarto rrcscente a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
1 i La clieia as 6 horas, 42 minutos e
12 segundos da manhaa.
' 22 Quarto minguante ao 38
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos
48 segundos da tarde.
'.
MAS O V SEMANA.
2 Segunda. S. Isidoro b. ; S. Martinho martyr.
3 Tinca. S. Aprigio; S. Antero p. m. S. Primo.
4 Jjuarta. S. Tito b.; S. Prisco presb. martyr.
".'i (.tilinta. S. Semeo Estelrta ; S. Thelesphoro.
O Sexta. gojtEpiphania (M. do S.) Dia de Reis.
7 Sabhado. Regresso do Menino Jess lo fifftplo.
8 Domingo. i. depois de Res. S. Lourenco
Justiniano.
1
|
\
i
ADVERTENCIA.
Firme no propositocte tnanter em stia
provincia um vehculo deconimunicages
iioticitas, o proprietario to Diario pre-
tende ertabelecer tima agencia decorreios
pra o interior da mesma, propriamente
sita, e independenteda do governo, ve-
rilicada as esuinte condicoes :
Memettera' atia* vezes por semana os
Diarios pjira qualtjuer villa ou eidatle
qne distar derta capital 10 legoas, urna.
vez que ella Ihe de 50 animantes, o
qtues nenhuma depeza terao a pagar
ale'm do preco da ubscripeao, e poderao
enviar *ua carta em estipendio algum.
Da mesma mapeira mandara' os Dia-
rios para as villas on cidades ate 32 legoas,
I'ornecendo-lhe qualquer deltas 100 as-
stgnantes, e 150 at 50 legoas.
Tal he o commodd que semelhante ex-
pediente oirerece.aOs senliore assignanter
do interior desta provincia que parece
escolado imisYir sobre elle especificad*
mapte.
O annuncios dos senhore assguantts
serte publicados d'ora em diante a 40.
por linha. em tvpo commum ; pelo db-
nro, em typo dinerente, levando-se em
ambo* os "casos smente metade da pga
as repeti-es. As pessoas que sul$re-
verem por un anuo gosaram de alguna
modilicarim no preco da publicara* ios
ditos annuncios. As correspond*cas
terso publicadas mediante ajuste espacial,
e osannuncios dos que nao foremass^uan-
tes cusanlo 100 rs. por cada liuha.
pirte orncui.
Dito Ao mesmo, aulorisatido-o, cm vista de a
informa*!", a manjar paitar a Jos liaplisla finta.
a comnrtWo de 2 por cenlo.por ter sitio enearregao
de ciniiprar no mercado os seeros mencionados
retaca* que se refere o oflicio, que remelle por -
pa, dpresidente, doconselho administrativo. \-
leiroiHa este.
Dito Ao r.omniandante| superior da guarda s-
cioual'esle municipio, recommendando a expedido
de sa ordens.para que de um dos corpa- da mrsia
Cuardi nacional, seja aquartelado um conligente
100 raras rom um capito, dous subalternos.e
qualn> inferiores equivalente a um quarto de sut-
it:.-4fn> djilleriutr cutti a.lropa tinha no servb
da ptarriijao, visto nao ter a Corsa de linha queai-
lua|men\e exisle'nesla capital, sufllcienle pa'a dan
meacionavla uviarnirao. l-'iieram-se as necessarii
coamunievoes.
Dito A* commaudanle do corpo de polica, con
mtnicando tan, segundo constoa de oflicio do con
Undante dodestacamento da comarca da Boa-Visll
sfcujra para ata capital a reunir-se ao corno .sob
ututo de Smc.^> soldado JoAo Francisco Ferreir]
fie alli Itavia Gcido nflr doenle, e recommendaodt
fue mande desconW.dos mezes de sold que se es(
dever ao rel'eridovVlilailo aquantia de 4I930O ris
que com o seucuratW dispendeuo delegado daqttel
te termo Alvaro Erncao do Carvallio (iranja. ochan
lns-e por elle autors*t> a receber a refpridaquauli.
obacharel Joao l'rancis da Silva Braga.
didas sobre um tliealro sem limites. Existem al-
guns estados monos satormenlados: estes formam
um numero insigniGcante. Apenas existem dous
ou tros em que urna poliliea mais prudente pre-
valeceu e leve tempo para se fortificar bastante a
fim de conler os elementos rebeldes; sao estes lam-
fteiu entre os quacs o desenvolvimento da civilisacao
he o mais notavel o o mais rpido. Os outros tri-
Iham maisou menos, a cslrada das revolucoes anar->
chicas ou militares; entre estes ha sempre alguma
sublevac;ao que se continua pu se prepara; Bao ces-
sa de haver alguma revolucao suspensa sobre os
governos, ou enlao, sao os govemos que se fazem.
revolucionarios no sentido mais estricto do vocabulo,
I'la pretendida democracia de que sao os promo-
tores intelligcnles. Cometemos primeiramente pe-
lo norte, que.foi Colombia nos prirneiros dias da
independencia e que boje forma Venezuela, Nova-
(irauada e o Etpiador:nao be, como se ver,
a porcao da America melhor dividida, aquella cuja
historia contempornea lie a menos agitada. Pelo
contrario jKirece que'ludo se rene aqui para mi-
nistrar um dos espcimen mais curiosos da anar-
chia da America do sul. Com ludo he no seio
desla anarchia que se devem deslindar as questocs e
os interesses principaes que caracterisam a solucao
g; actual dessas regies.
O primeiro desses estados, Venezuela, est desde
?uns annos em poder de urna familia do paiz, a
GOWMANDO
Qaartel gMral 4o
Penanbaco,
tJ dniobro ae IBS3.
OBDSM no niA
O marechal de campo cominat X^ das arrnas.em ramilia dos Monag'as: o presidente aclual sceedeu
vista da communicacSo que receb ^V]a presidencia :_.-. ^ ,i k i c .
desla-provincia em nicio datado lo eupiran- lr,Hi,; mas anda 'stonao he ludo. F.Mslem
teme'!, declara para conhecimento \ miarnicao
i
{
I
l
i


OOVEBMO DA PROVINCIA.
TTiHl-r-- da 99 da ttaaaaabro ae 1853
arlara O presidente da provincia, iendo em
vhtia a proposla do coronel commandantetf>5." bala-
Ihaa de (Untara do municipig do KecifeJdalada de
i) do frrenle, e a inforrtiacao do respectivo com-
maadanle superior interino de -) deste me, resolve
Bta tcrmnsdo art 48 da lei n. 602 de 19 selembro
de IttiO. nomear para ofliciaes do referid batalliao.
ao eMadios segointe : .
fc'n/atto-niaior.
Teoeole quartel-nujstre Americo Ctrneiro de Al-
hooaerque.
Alfana ni alario Joao Dias Caroeiro d Albuquer-
qoe Jnior.
1." eomptmhin.
Cemanwdanle o major l.uiz Francisfp da Barros
RBH. .1
lenle Joo l.insCavalranli de Albu|uerquc.
,'.!'t-re aiaaoet JarinUtc P.'rcira.
Allern Jaa Francisco de Barros l.iin'.
2.a' ctHiiporiAia.
l.apiUo Jas Francisco de Barros Keai.
1 enealt Maaocl de Sampaio Barros Alevedo.
Al (eres Auttmiu Carlos da Silva Fragaso.
AMares Jota FrBcicoSarai\a do Mcuezes.
3. companhia.
Caoilao Jns Ferrat Oallro.
lente Manoel Isidro da Knclia Falcfo.,
Alteres Jntv Marinlio da Bocha Falrjr.
Airares Antonio Vicente Ferreira Chayes.
t." companhia.
C*pilao Joao de Azevedo de Araojo Hnheiro.
Teneate Joaquim Rodrigues Carapello.
Alfere. Amaro Martins V ianna.
5.* companhia.
Cipil*> Manoel Cavilcanh de Albuqierqde.
Tenenle J"a Bernardo da Rocha Falco.
Alteres Joaquim de Araujo Pinheiro.
6.' companAtu.
(jptUo Francisco de Paula Cavflcanli da Sl-
retra. > .
lenle Francisco Jscinllio Pereira.
Alfere* Joaquim Bernardo da Rocha FalcAo.
Palacio do governo de Pernambut 29 de dezem-
krottot853.
Idaaa do da JO.
armas, inlairando^) de haver autoritdo ao inspector
da thesotiraria de fazenda, a mandir indemnisar o
balamian.ilde infamara, da qniftia deque (rata
o oflicio de 8. Ene 1052, urna vez ene esteja nos ter-
km legies a relacao que o acompaqnou.
OH* Ao Exm. presidente da einmi*sao arbitra
docalcarnento das ras desl ridaie, dizeudo que
rom a parecer que remello por conia do inspector
da llteourri provincial, respond ao oflicio em que
aojadla caaamaaio procuta saber, Sor conta de quem
ilave eorrer a despeta como calciienlodas testadas
dos templos quinto, porm,,a grifi dos Inglezes, he
foca de davida, que Ac sujeila aopnus da lei n. 297,
conforme indica o procurador l'iscil da mesma llie-
soararia.
Dito Ao inspector di Uiesoararia do fazenda,
Irmamillindo. por copia, o avis da repartico da
marrana de 7 do correnle. doqua consta que fora
elevado 1:2009000 r., desde o I.- deste mez agra-
lificasao de 80090UO n. aanuaes, que percebia em
virlude de tmlro avisa de 30 de maio deste anno, o
capilo lenle da rasada Antonio Eliziario dos San-
ios, inspector do arsenal de marislia desla provincia.
Igaal copia remeHeu-te ao Mencionado inspec-
tor.
Dilo Ao mesmo, devolvendo a nota da filiacao
dos Umliire Manoel Flix dos Sanios e Joao de Dos
de Sotua, que se ajustaran) para servir no batalliflo
de artilharia da guarda uacioial desle munisipio,
lim de qne S. S. mande abrir .aquella Ihesouruna,
aa aasenlamentos de semellianlis pracas nos termos
de eo oflicio n. 10C6. Com*ninicou-e ao com-
mawlaale iperior da referida guarda nacional.
devioo efleito, que o governo de S. V\ o Imperador
ItoovA por bein por aviso expedido [>.v> ministerio
dos nuiocios da guerra de 22 de novenVo ultimo,
deler' linar que o Sr. capilo do nono bauliodey-
fanlaila Francisco Antonio da Fonsoca tiVao. siga
para A provincia do Pr, afim de ser a* conve-
menleSieiile enipreaado; nesla coiirormidadajevees-
lar prip.irado para seguir ao sen deslino na ptyieira
tipportuua occasio.
O msmot marechal de campo determina, qn^na
maiihai tlo'dia 2 dejaneiro do anno prximo
douro, le passe revista de rnoslra em seus res|
vosquatteisaos corpos do ejercito aqu eiistel
pela msWira seguinte: '
As 6 toras ao balalbao n. 9 de infantana ; as 7
balalbaou. 2 la mesma arma, e aos recrulas em d
psito ; |s 7 <*4 a companhia lixa de cavaliara ; e as
S ii cnmtanltia de arlilices. Ao balalhiio 4- dearti-
Ibaria *p a quarlelado na cidade de Uliiula se pas-
sar mostra no mesmo da 2 pelas 5boras da larde.
AsteandoJo' Fniande do' Sanio Pereira.
ConMme Candido Leal Ferreira, ajudanle
tl'ordeus encarreuado do detalhe.
e no exercilo de Venezuela dous gencraes de divisao,
EXTERIOR.
' REPBLICAS.
- DA AMERICA DO SITL-
VOEZBEI.A. NOVA-GRANADA. EQL'A-
OOR-V-PEHCB0L1MA-CHILLE.-^- ES-
T,UMjpDt) PRATA-
1.Venezuela.
Hrpti'jlim i')cmetralica PresiJ'Me, o gt-
neral fos i i regario Monagos.
Siiu:ic;Jh di' Veno/.iiola em 1853.Questties ex-
teriores.-1- Negocios com Roma, com a Franca,
eom a \V kilerni.Tratados com o Biasil:Pu-
blicat'ao! si^i*nd'js do commercio com diversos
estallos da TJrfla e poltica .imericarfa.Quesloes
interiores.ileiciio do \ ice-presidente da repbli-
ca.Scisao A rivalidatlf. do presidente*Gregorio
Monagas e deVen irmao o general Tadeu Mona-
gas.Unia lis tkius irmaos e oslado dos parti-
dos?Insuman de 1853.Siluacao financeira
de Venezuela.
Certamente 11 o mais triste de todos os quadros
o de um n^unddinteiro, como o mundo hespano-
americano, etitrgue anarchia, chcio de toda a
especie de agitases esteris, e tao complelamen-
i a se sugeilar s rondices de
le ordem.ede Irabalho. Seas
is possuem um aspecto mais
um logo primeira vista como
ssereis que he porque os Ame-
leafkm alli; sao interessados em
istabclcca alguma cousa, inul-
incerleza e apressanl'quanto
tal. Se a America centra
ii den lente agitada, nao pode
gio qualquer, poder-se-hia
io pequeos estados apenados
1 disposios, mal distribuidos
los natniaes, a que se junta
as e das pretenees eslran-
jienetra na America do
onde as emprezs\,da con-
ii le o- linos 11 o su I o le i n
^ao tlous Monagas; existem quairo generaes de
Jrigada, sao lambem dous Monagas. Segundo
carece, assim que chegar o termo da presidencia
ictual existe um lerceiro Monagas para recoiber a
tuceesso, salvo se as colisas nao lizerem remontar
i lieranca ao chefe da familia, de quent urna nova
nsafreico acaba de tornar a dictadura eminente.
la urna especie de tlynaslia democrtica e militar
imada no poder jielo dia sangrento de 24 de ja-
amo de 1848, que ja foi mencionado. Neste dia
Ogencral Tadeu Monagas fazia por mcio V tiros
espingarda que Venezuela se prouunciasse em
favor, c que as cmaras legislativas Ihe poupas-
sua opposieao. Actualmente he o general
fro .Monagas que oceupa a presidencia, e he
. jWminislracao que pectence lodo o anno de
1*52\(>S prineipaos minislros do presidente Mo-
rosas e^jn M. M. Joaquim Herrera das relaces
etcnoreVPedro Gcllineau as financas, o coronel
'"jnaTra' ^P018 M. Herrera, eleito vice-
nesidente \ repblica, fora substituido por M.
Linn Plan\ Ora, esla composirao do governo
um vez fixao,
lojeujo moviaa^io forma a historia da repblica
dB>enczuela no SV, que acalla de sionir-s?
jitre estas (|ucsV,s eviste nina, cuja origcm
renaitava aos annosVeccdcntes c que so conclui-
ran-mJ*5g; sao dj\m genaro bastinteojppsWj
Aljiwnse lembrar esp\ia|n.n,0 ,|.,s fliculdades
relgrjsas que liveram luL |10r occasio do doutor
Vlico, cscolhidn arcebV,, He Caracas, mas a
queaio soberano pontifiroViisra dar a instituL-
cao.ianonica. Alguem se^mbrar tambem das
declinres eslranhas que Se oVralll csle rospeild
noortresso, e ateas ameaaife geisjo dirigidas
ao ox* da rtdigiao catholica. y lssenca, ape-
sar os^uas tendencias (leinueraiilu, o governo de
Ventuli qnasi que se nao affligiXpara levar es-
icacAes ao fim. A mortoV doutor Ve-
as linha mais de oitentaVinnns. veio
0111B
te iin|ioienie ate 1
urna vida regula^
n-Miliii-iH-s mexic
notavel e impn
um ideal de chao
rica nos do Norte
nao- permiltirque I
liplicam as causas t
podem o desenla'o
fraccionada c
fundar una orgail
pensar que lie porqu
nas -iiasfionteiras,
e lu'.'.ndo contra i
o euihate das iuflueri
geiras. Mas quanilt
Sul propriainente dil;
quista sao impossivei!
ilifciildinle de conhecele percorrer os seus domi-
nios, uo se cncontrar*i mesma cousa? Estas nar
cionalulndis novas tsladnrotegidas contra qualquer
yisinlianca tenivel; emlodos os lados tem diate
de si um campo immem mas neirr por isso dei-
xam de ofterecer frequnemente o espectculo com-
plicado da impotencia l da desordem. De.um
extremo do continente nericano al o outro, se
observan! as mesillas cotsas,fanatismo pueril,
dominaeao militar, anlagbnismo tas provineias e
das cidades. Por toda a \arte existe o mesmo fer-
mento de aiiaifliia, por tola a parte existem im-
mensos tcrrilornSs no mopib fraccionamento, onde
algumas pajuces se agilami- se embatem como per-
tas
lazd
muil
apjphj
bisptic
Balate
oujro escrqVia
juflode si
paja legocia
a enorucao
, e se
arce-
ida
nlava
ulo
psito po-lo fora do eml
;ta occasio para nomear
Iba mcreceu a plena
este acto o general Monagas
directamente a sania s, aci
.- Micnelena y Rojas, enviado a
ma concordata destinada a
------r diflieuldailes precedentes, e regu^
todis is queslts de patronato e de provisio di
caiosecclcsiasttcos. A carta d general Mona
resairava os in.ii- louvaveis senlimentos A modera-
cao. Foi a 17 ie agosto de 1852 qucM. Micliele-
nafira recebido Jelo S. Padre, e Pi IX responda
ao (nviado de Venezuela nessas palavras, cujo sen-
tidqconriliatlor e devado he a propria conuemna-
eaolos governos viulenlos, que lancam a sita tur-
buhteia revolucionyja tiestas materias to delica-
das M. Michelea .vem, dizia Pi IX, para
negdSar urna concoriata; a santa se apostlica nao
dese oulra cousa ms do que concluir com todos
os giernos catholicot tratados desle genero, que
sao tros tantos golpa novos para a igreja, mas
que s circumslancias trigem. A queslao do pa-
tronap, na qual os nados americanos vcrn um
iocio de cstadL nao tem a gravidadtt que
dar. A sata s, pela sua parle, nao
governos caltrlcos a autorisacao de exer-
nato; toda a gesteo se rethz segundo
eni.a que, se qsejam |iormanecer catho-
ihecer o sohera
qne nao podei
o formular esta1
as difliculd
sem estas
as em a Nova
lado havia u
gi
se Ihe
recusa
cef o
el les a
lieos e
da igreja
Agora
t", he
emV
que sao
Por
q*)ria i
que
on
poniiliee como chefe
laver difliculdatle.
ncordaia. Entrtan-
tem sido aplainadas
quienes c violencias
lilaila.
a nti-
t

f.
FOLHETIM.
BUAXffCA D'OBISe (*)
( ron Hipporyte Gattille.)
VHI
C Contiltuaclo. ), i
As fonl to o lugar favorito dos conversaees do
campo. He mullas venes na crystaWlas aguas que a
mocidade troca a primaira saudac,o do amor. As
mocas gostam de tlcmorar-se sobre a relva que as ro-
dela, al que as mis vigilante* a chamam.
Ao aspec|o de Branca as tres camponezas deram
Hin rilo ile nvmphas sorprendidas; nas vendo r|a-
rida.le da la seo brande semblante, moa deltas Irmi-
quilsou-se, tooHHi animo, e veio fazer-llie urna rus-
tica reverencia. '
As dnas irmaas a imilaram, e todas tres seooze-
ram a examinar coriosamenlc o vestido de madame-
sella d'Orbe. A mais nit o mais afTout levou a cu-
riosidade ao ponto de pergunlar-llie o nome e donde
vinlta.
A essa ingenua rerguula, Brinca sorro Instemen-
le e respoadeu :
-r- Vendo de muilo longe, de um lugar, para on-
de nao vollarei mais... Meu nome ? ad 1 brevemente
n terei mais nenlium sobre a Ierra, e o nico que
poseo ter he o de utna desafortunada... Branca.
__ E.en chamo-mi! Blandina, etclamou ella ba-
lendo palma*, he quasi a mesmo.
__ Eu son Faiietle acresceutou a segunda.
__ E eu Colombe, dsse a terceira. '
Ellas acompanharam estas palavras de urna nova
reverenda, e de um geslo Uto alegro e lo sracioso,
que foi para a alma da pobre Branca nm alivio senic-
llianle uina sensaro de frescura. Ella nao poda
(irar os odos desses tres lindos semblantes muilo pa-
recidos, ingenuos e alegre* e todos tres coloridos pe-
las fuscas rosas da sade.
Mas, disse Blandina, se Vmr. vem de muilo
louge. deve eslar fatigada, minha bella senhora.
__ 01,1 tim, responden Branca deixando caliir
ditas lagrimas de proslracao, tinlo-ine fraca como se
rslivesse para morree... Por favor dome um pouco
d'agua... ... ,
Apenas ella arliculoo eslus palavrai, as Ires non-
unas soslenlaram-aa porfia, e Ihe chegaram um
. anlaro aos labios. Branca liebeu algnns goles
ja mu
gaede especiebcmdifferenlc.qnt tlava lugar a alguns
novos incidentes: he este eterno egocio dosenilo-
i'es estrangeirns levados pela > -i de espera- Em
1851, sobreviera um ajuste,-eai virtude do qiial
o governo se substitua peanle os eslrangeiros aos
devedores protegidos pela lei de espera, e at inna
somma de 100,000 p. fora inscripta no binlget
para extinguir prngressivame^ Os crditos desla
naiureza.' Com ludo, no me* le julbo de 1852
apparecia um decreto que adiau o pagamento dos
juros vencidos. Era um v > meio dilatorio.
Um protesto fora mmcdiataine'nte iKrigfd ao go-
verno de Venezuela pelo repfBseiilanto da Franca,
c ilalii resultava que o decreto foi declarado nao
applicavel aos Francezes. Quanto aos credores
Inglezes, que tinliam recebido nina mais prompta
satisfaco por un processo que publicamos o anno
passado, reslava-lhs todava anda certa somma,
e a questio consista cm obler/esla somma. Em
1852, a Inglaterra fazia 0 que ella pouco mais OU
menos lizera cm 1851. Nof mez de ilezembro,
sahia-se que alguns navios i ('la-Brelanha ti-
nliam apparecido em S. Thoinaz. Onal era o
deslino destes navios? 0 cncarregado dos negocios
iuglez se conduzia a este respoilo n'uma corla re-
serva. Em todos os casos, imaginava-se que al-
guns meios coercitivos iam ser 'empregados contra
Venezuela, e, antes que os navios apparecessem so-
bre as costas, iratavam de pagar a toda a pressa,
usando do mesmo pmcesss indirecto de que se lia-
viam servido precedentemente- N'uma palavra,
depois tte ter escondido o seu subterfugio quanto
forma do pagamento dos credores inglezes, o go-
verno de Venezuela acahou, sendo obrigado a con-
fessa-lo ila sua exposicao financeira de 1853, fa-
zendo una especie de queixa mira a Inglaterra.
simples meio de. patriotismo 'retrospectivo depoja"
que se cedeu 1
Mas na ordem geral das relaces^exteriores de
Venezuela, dao-se alguns factos monos arcitlentaes
e mais proprios para caractcrisar-lhe a poltica, ou
para com o resto da America dp Sul, ou para com
a Europa. Em 1852, o governo assighava varias
convencoes como Hrasilj urna es|iecialmente era.
destinada a fixaros limites dos tlous paizes. 0
Brasil exiga que os limites ficassem determinados
pelas demarcacoes naluraes dos grandes nos, o que
encerrava da parte de Venezuela nina concessSo
bastante consideiavcl le terreno, mediante um des-
vio das fronteiras estipuladas outrora'nos tratados
de S. Ildefonso c do Pardo, flue punham ura ter-
mo, em 1777 e .1778, a'todas as contesLn oes
terriloriacs entre a Hespanha c Portugal. Vene-
zuela circumscreveu-se aos limites islabelecidos |ielo
tratado de-S. Ildefonso, e icproduzidos na carta
americana mais moderna do coronel Codazzi. A
nova convencao forassignada em 29 de novembro,
e ha sido seguida de um tratado de exlrailiciio para
os criminosos, desertores. &. A proximidade das
Anlillias, e especialmente da^ Guyana desde quelor-
nou-sc um lugar de deportarn, lomava necssaiio
para Franca semelhante tratado de extradicao, que
depois fora com elleito asignado. Em fim, havia
umprojecto de convencao en ni a Hcspaulia para a
execncao reciproca dos contratos civeis e, das sen-
tencas dos tribunaef civis e de commercio. Estes
tratados tein a sua importancia ; entretanto so
possuem urna importancia especial, e neste fac-
i so nao deve ver um symptoma das tendencias
que prcvalecem desde alguns annos na repblica de
\i'.ne/.uela: a realidade he mi estas tendencias sao
contra todos os tratados nos quaes o partido domi-
nante v urna arma posta na mo das potencias es-
trangeiras, sobre ludo das potencias europeas.
Traas as vezes que a occasio Ihe he offerecida,
a legislacao manifesta nina antipathiae vsivel contra
osados deste genero. He um meio de songoar
certo instinclo nacional e democrtico grosseiro e cs-
treito. A eloquencia do congresso de Caracas sii
exercc,cm denominar de estrangeirismo o cancro de
mezuela. Eis rahia intelligencia e o liberalismo
is-demcratas venezuelanns em materia de relaces
rnaciones. Em 1852, todos os tratados de
^nerco em termos de expirar com a Dinamarca,
Baixos, a Suecia, as cidades anseticas,
enunciados. Os tratados com a Franca e a
InglaiVa sa0 os nicos que anda subsistem. Por
outro laV como o tratado com a Inglaterra nao
tenh'a ter)\nl lie considerado por ella como perpetuo,
apesardas Vlicmentes denegacies do governo vene-
suclano. \0 he impossivei que surja dahi alguma
nova difficuluW? 0 que he certo h que Venezue-
la ter traba1lem fazer prevalecer a sua intei pre-
laco, e que, sc\mseguir fazer aceitar lela lngja-
jn-a urna converjo a-termo fixo, nao ser sem Ihe
fazer grandes e seria vantegens. tEntrelahlo, como
diziamos, o governo\yenezuelano denunciou as con-
vencoes prestes a expirar; elle fez mesmo desta
denuncia objecto de im deireto geral, fundndo-
se omque a opiniao pulJica leconhccera a ue-
cessidade de novos tratados irsoados sobre, os prin-
cipios que, a repblica preteHe por hoje em pralica,
e que ja nao sao os que |ievalcciam no governo
quanilo os tratados perdidos !cram concluidos.Ora,
quaes sao estes riovos principios? Podcr-se-hia dizer
que nao assignar tratados, pirque pretender dar-lhes
bases que os estados europeas nao poderiam admit-
tir, equivale a n.io o^ere-iiis de especie alguma.
O segretlo destes principios famosos, tiesta poli-1 trador da lierdade de um negociante inglcz. Este
tica nova,.poder-se-hia lalvezdescobri-lon'uma mis-
so de que o antigo vire-presidcnle ta repblica, k.'ia,ludo ; assislia a todos os conselhos, riominava
nao tinha carcter algum oflicial, mas na realidade
M. Leocadio Gu/.man, fora cncarregado em 1853.
M. Guzman fora ostensivamente enviado a Lima
pan reclamar do governo peruano una somma
tic um milhao de piastras que o Per volara outr'nra
em favor de Bolvar, e que este ao morrer legara
aos seus herdeiros ou aos estabetecimentos de eari-
dade do seu paiz ; mas mito he isto sendo -a menor
jarte desla missao. Em esseneia, M. Guzman fo-
ro acreditado junto das diversas unuhlicas america-
nas. Assegura-.se que se nao tratara de nada me-
nos do que crear urna especie de liga, em que nnlra-
riam os proprios estados do Prata e do Mxico, e
que tendera a fazer prevalecer em toda a America
um mesmo cdigo internacional lnseado sobre o
principio eguinte : igualdadc completa do estran-
geiro com o citladao do paiz, submissao do primei-
ro a todas os azares, a todas as vicisitudes daqioli-
tica interior, compromeitimcnto de todos os estados
em nao conceder por va de tratados excepeo algu-
ma de contribuicao de guerra, em nao aceitar recla-
maco alguma dos govornos, estrangt'iros por cauta
de ma administiacao, de Ilegalidades, do espolia-
cao, ; o em fim garanta mutua contra qualquer
aggressao ou qualquer acto coercitivo. Nao he por
que estas pretencoes sao extravagantes que fora mis-
ter recusar-sc acreditar que ellas tenham podido ser
concebidas seriamente. Verdade he que recentemen-
te ainda o governo venezuano submeta ao con-
gresso de Caracas, para ser nroposto depois a todos,
os paizes da America do Sul, um projecto de orj-
nisacao de um cdigo de dtreito publico america-
no, e. um dosobjectos deste cdigo, he sem duvida
com efleito definir a siluacao e os direilos dos es-
tiangeiros.
'-.O direito americano! Mas he apparentemente o di:
Jeito das gentes d todo o mundo. 0 melhor meia
doeno ser inquietado por Ilegalidades, por violen-
cias, consiste cm nao commcte-las.,; por exeuiplo,
lie nao fazer leis em virlude tas qnaes credores leg-
timos, tendo emprestado o seu tlinheiro sobre con-
trato autentico, se aeham de repente mui democr-
ticamente despojos. Se estes credores sao subdi-
tos do proprio paiz, lie una desgraca, mas ninguem
tem de defende-los ; su sao estrangeiros, os seus go-
vernos os proiegem, o sustenUin a f dos contratos :
nao ha nesla pretencao nada omepcional que pos-
sa ser um aggravo serio contra a Europa, cuja sem-
razao consiste cm defenderos direilos dos seus"na-
cionaes. O que lia no fundo de ludo isto, he o o-
Hio eo chime dos estrangeiros, heesle espirito estric-
to o ceg de nacionalidade quietemos militas vezes
assignalado ;.eni que entra rauita barbaria local e
grande qiiantidnde dessa democracia grosseira que
tvrannisa o norte'io continente sul-americano ; he o
habito em que. se vive da anarchia e da desordem;
complicada irn a estranha inveja do sugeilar os
uniros s coirsi'ipii'iieias desta an.licliia, e rom o mc-
d de ser cTisirangido a respedar os mais simples
demonios t!a vida civilivada. He a^te todo o segre-
do desta poliliea nacional e democrtica que v nos
tratados urna oppresso poltica, que encentra hoje
favor no congresso de Caracas.
Segundo as tendencias que reinam em Venezuela,
he fcil de prever qual foi o comportamento' do seu
govern'o n'uma questoque fez grande bulla na Ame-
rica, durante o anno que acaba de sumir-se, e que
lia sido a occasio de urna recrudescencia democr-
tica : he a tentativa de invasao do general Flores
noEquador. Desde o mez da abril, o presidente
Monagas se fazia revestir de poderes extraordinarios
para armar forras nacionaes destinadas a tomar pai-
to na cruzada contra o usurpador. Esse desen-
volvintenio de forcas nao foi necessario, como seve-
ra ; gmente servio para caracterisar a politica ac-
tual, de Venezuela nas questoes americanas,' assim
fumo a denuncia dos tratados a caracterisa nas rela-
ces com a Europa.
Quanto historia puramente' interior de Venezu-
ela, he esla una parte que nao deixa do ser curio-
sa, |ioslo que a mais difficil de ser considerada.
Os incidentes cram na realidade pouco numerosos e
pouco salientes al a insiirreieao qiie arrebentara ha
poueos mezes ; mas lie de alguma sort no interior
deste governo que fora mister penetrar paca verdeonde
elle se compite, comofiinccioia, que elementos con-
fundidos nelle encontrara lugar. 0 facto culmi-
nante da historia recente de Venezuela, assim como
o diziamos, he a dominaeao dos Monagas. Vio-se
o anno passado que o presidente aclual, Jos Gre-
gorio, nao era precisamente por. si mesmo a ultima
expressao da civilisaco. Acostumado a viver nos
llanos, no meio dos negros e da gente de ctir, no
seio de hbitos pouco elevados, elle se achou sola-
do apenas subi ao toder. Frequcnlando pouco a
sociedade cultivada, onde elle nao he admiltido nem
tao pouco a sua familia, passava soffrivelmentecomo
um chefe acani|>ado em paiz conquistado. (.litan-
do a elcicao prosidencial vinha procura-lo na pro-
vincia de Barcelona, orule elle resida prvido de um
commantlo militar, nao tardava a cercar-se de algu-
mas creatinas obscurasquceHe assoriava ao sen po-
der. De um dos seus validos, juiz i'uma provin-
cia, e que soffrera infortunios commerciaes n'uma
colonia ngleza, elle fizera um ministro das finan-
cas. Outro, M. Obregon, ora um antigo adminis-

r
Vide Diario a. 291!.
urna agua fraca e agradavelao goalo, que alliviou-a
um pouco. .
Senhora, disse cnUo a nais velha das Ires ir-
m8as nos sones Tildas de Uunano, o rendeiro das
acacias nos dominios de Graopieu, venda enmnosco
que adiar o alimento e o repjuso de que necessita.
Nossol pas slo bous, amam os viajantes e os estran-
geiros.
Se nao fdra a prostrac^o que lde lirava parle de
suas (acoldades, Branca leria cimprelietidido, ouvin-
do pronunciar o nome de (iransjieu, que eslava nas
Irrrasilo principe de Ponldis. felizmente ella nao
percebe.u ; ilu -onlrario nada tei^ podido determi-
na-la .i licar. i
Sirle bemditas, mocas amviis, lde disse ella.
heos recompense a bondade de vnsso coracao por soc-
correr les a nina desafortunada, u/ie agora nao tem
mais amigosjininiiindo.
Oiivindo-9miar assim com moa n/. lao doce.eum
senililnle I.Toajl'ecluoso, no qual ineiiloi da alma e do corpo, as tres camponezinbas
sentir.m-se prestes a cliorar.
.t|iressemu-nn-. flisse a mais velba, silo doras
da ceit, Vme. sr assentari i mesa eimuosco.
Blartdina, rriiiada de urna varinna, langa as vac-
ra~ pul ba\ii,|,r um parrera," que seivio de cami-
iilni da lonte no casal, e ia adianto pan anuunciar a
<*goVda aMda. .
A lut paajavi par entre as largas folhjs da parrei-
ra. e allumwvt'o carcinbo, pedregoso ; mas Branca
anotada por las espadoas redondas, envolla por
doni bracos d.dcadns e vigorosos, mal cirecia de to-
car Ho cli'o ri o os pesinhos.
Cu'iisr.imxt1''1 a casal das acacias, cija porteira
abala deiuvvL pausar os rebaubos retardados e as
iv.Oelas carreaki- de Irigo.
Handin linftjj prevenido o p.ii e a nli do en
cojlro que ella pas irmds araliavam ter, de
sor> qne o rendeiro e a mulher esperavanvem pe no
luiiiai ila casa chegada d Branca. Entrando no
pil'n, esta v vastos edificios, celleiros, estribarase
cuiraes. A lialiiiiica caberla de colmo como o mais
diinguia-so pe sua Braca e limpeza. A puede era
foliada por unta viuda e urna roseira velba, que se
etirelacavain pof cima da porta e suliiam akj ao tec-
lo Ao lado dire ''a porla eslava aberto na mesma
prede umniclis.com tima imagem oe Ntssa Se-
niora.
'Apenas o rendeiro e a mulher viram raadanesella
dfOrlie, sentiram-ie edeios de respeilo epiedade. A
cbudico dessa nuca, sua formosura, e o ar 1e sof-
frimttilo espalliaa em seas feicoes zeram-llits pre-
senllr algum grafle infortunio.
?eja bem vifla nesla pobre casa, qual o aca-
ito
le
so a Iraz,
me Tem
est s su;
eos
Branca loe;
me cond
feaso que se
beirt do ca
Estas po
en lio ii, a
a lomar p
Qaal I
pobre moca
mer 1 Vilo ji
cama.
Blandina
(mis com um
ofl'ereco a
lira do arma;.
bem lavados
eslende-os cm
com cortinas
He nesse lei
tico, que deil
completamente
vel e com. os
ainda. Ella ci
a oracin da n
ouvem ajuelha
abrir os plhos,
lornou adiar
emorao augmenl
tcmplam acaba
rebentam einlim
mam-lbe as m
cuidados sao ni
la imite. A ren'i
a necessidade ti.
cepcao de lllaiul
abraca a inocinh
la derrama to
tambem sem ni
adormecen!, ca
pouco depois su.
mo travesseiro.
No dia seguin!
durante muilos
jeila a um iletirii
As palavras que
ranenram muil
liora, diese o remiro. Vine, tem tu-
e ? Carece de repo|o ? Entre, esla cata
rdens. y.
abencoe, minha 1L genle, respondeu
desse simples coL.rimento. eixei-
iqui por v.issas aml >is fillias, e coo-
las nao foram teria Jalvez morrido
nho.
palavras acabarantde esgota-la. Ella
eslava posta, e o utideiro convidou-a
na ceia.
lama a niulher; p/ nao vs que essa'
a muilo doenle, e ijie nao poder co-
ar lele, emquanto en preparo urna
e ao corral, e Milla mu instante d-
lo de leite anda epumante, o qual
a. Durante esse Itnpn a rendeira
irnssos pannos liado 1,1 casa, porm
fu.nados com planta aromticas, e
aa cama collocada em um quarto
hila de flores eucarndas e brancas
seiadoe perfumado, po-lo que rus-'
iiiHilainesella d'Orbe^a qual perdeu
for(a de mover-se. .odavia iramo-
feclisdos, seu peisamenlo vive
os dedos e murinur. em voi baixa
A rendeira e as l'lias apenas a
cm roda do leilo Torntndo a
nca v esse grupo, (|rece-lbe que
a familia, seu corneo abre-se, a
os olliarcs allecluoso que a cpn-
e determinar a crise,', os solutos
m violencia. As Ires ocinhas lo-
procuram acalma-la; mas seus
Os solutos proloiiLMii-se al al-
i e suas lilhas romptehendendo
grande elTusao relirm-se c-
, Em um accesso neroso Branca
occullando o roslii io seio del-
de lagrimas. Utaidina chora
se; mas insemivelmtntc ambas
na cama mesmo abracadas, e
das caberas repoosam no mes-
o proprio presidente, dispunha dos empregos e dos
favores, e n'uma palavra fazia ludo curvar-sc sua
inlliiencia. eleitores, juizes, .representantes. Ao
principio pobre a ponto de invocar o beiieticio da
lei de espera em eonsoqueueia de urna somma de
800 piastras, tornava-se sbitamente rico a ponto
de comprar trras, de adquerir rasas, nossuir no-
vios. E o que se podia dizer? be que indtibila-
volmnle o couselbeiro intimo do presidente Mona-
gas era mui feliz nas suas opeiaroes i......os parti-
culares, sem esqueccr o estado. M. 'Obregon diri-
ga alem disso alguns. escriptos Nalion para se
apresentar de aiguina surte como candidato polilirn*
acrescenlando mui singularmente que. elle a adquire
o "possue tudo em commoin com. o presidente. A-
quelle que adquire e possue em commum, lie isto
justamente o que os maldizentes de Caracas assegu-
ram vir de tima fonte que he mais fcil de adevi-
nhar to que de dizer. Outros tambem entravam
neste sequilo presidencial.
O que ha curioso nisto lie que este sequilo por
u momento conseguio pralicar nina scisao entre o
presidente actual eo seu irmo ogencral Tadeu.
Foi por occasio da cleicao do vice-presidente da re-
publica in 1852. 0 general Tadeu Monagas, que
zera nomear o irmao, nao tardara m ver os seus
cpnselhos completamente desprezados. 0 irmao
^raiicava para com elle, como elle proprio pralicra
alguns annos antes com o general Paz, qve o fizera
nomear em circumstancias senielhantes. Brevemente
o general Tadeu instava de balde cora o irmo para
liberlar-se do squito quc.o compronllltia. Ao a-
proximar-se a poca da eleic,o do vice-presidente da
repblica, elle se esforcava sobre ludo para que o
governo apoiasse a candidaiura do doutor Parejo,
antigo ministro do interior : mas o sequilo do pre-
sidente persuadia a este, que o seu irmao mais velho
pretenda crear um ] artillo para si, e abrir a estrada
para urna nova dictadura. Dahi nascia a candida-
tura goveniamcntal do doutor Joa |uim Herrera, mi-
nistro das relaces exteriores. Nao he que o dou-
tor Herrera possuisse urna illuslraco qualquer ; at
ento era um, simples medico de diminuta clien-
tela, mas mui ligado ao partido democrtico, cujo
triumpho favorecer a sua elevacao progressiva em
1848. No tempo da guerra civil tiesta poca, elle
leve o infortunio, ou aos seus proprios olhos a glo-
ria, toldo governador de Valeura, de mandar carre-
0! de ferros o Ilustre general Paz, apezar de urna
capitulaco que garanta a este ultimo a liberdade,
efazc-lo conduzir. neste estado ignominioso a Cara-
cas. Depois, o general Gregorio Monagas fizera
delle um ministro das rdacoes exteriores. Era o
candidato escolhido pefo governo.
Tal era pois a siluacao das cousas no momento
da eleicaoa vice-presidencia da repblica. O par-
tido oligarchuiu conservador nao ap'resenlava randi-
ilalo, eslava fura da lula. O jiaaiiln democrtico
se achava dividido, duplicailaineiilo dividido,--: pri-
meiramente, por que ha sempre no seio do proprio
partido certo antagonismo entre o elemento civil e
o elemento militar, e alem disso pela scisao dos ir-
maos Monagas. Tomando a queslao sob este ulti-
mo ponto de vsla, de Um lado a influencia do gene-
ral Tadeu Monagas, fundada cm grande parte sobre
o inedo que elle inspira desde o dia sangrento de 24
de Janeiro de 1848,.se einpregava toda em favore-
cer a candidatura do doutor Parejo ; o governo a-
poiava M. Herrera. O presidente,-por via.de urna
circular dirigida aos goveriiadores das provincias,
iutervirtha como chefe da opinio liberal, receir
mendava a unio aos- membros deste partido, pro-
curando excluir todos os outros cidados. Posto que
o partido oligarcha se achasse fora de combate, nem
por isso a lula deixava de ser aplenlc, violenta, e
at dava lugar a sceuas sangrentas. Emiim, a
influencia de go'venwijie mais forte, e M. Herrera
foi quem sahio eleitowhas.'consumada'a eteicao,
restava sempre este facto grave, a dviso dosirraos
Monagas, divisao lano ninis perigosa para elles em
presenca Ua eleico prosidencijuVile 1854, para
/Iiuil se voltara j as amhicocs dos partidos.
Esta rivalidade podia acarrelar as consequeiicias
mais dedsivas, quantlo um incidente imprevisto
vio-so logo depois deten i linar urna nova mudanra.
M. Herrera, eleito vice-presidente, j se nao con-
tentavq, segundo parece, desla posicao ; d'ora em
vantfl elle aspirava presidencia para o prximo pe-
riodo constitucional. Neste sentido he que escre^iil
a um tos seus amigos em Valenea ; exptinlia a es-
te amigo os sus projectos de candidatura, e se li-
songeava de chegar ao seu alvo jiela divisao que
elle e os seus amigos tinha semeado entre os Mona-
gas. Por nfelicidade esla carta foi divulgada ; is-
to foi suffiriento para operar a unio entre os dous
irmos iniuigos. Ao mesmo lempo"- nutras pesso-
as trabalhavam' para reuni-los. Oarcebispo de Ca-
taras especialmente Uies propunba um ajuste que
teria consistido cm fazer nomear presidente, na pr-
xima eleico, um lerceiro irmo, o general Gemi-
do Monagas. Como se y, a siicccsso lateral se or-
ganisava para a dynastia veiieztielana. A carta de
M. Herrera, apparecendo nesse momento, tmava
somentc a reconciliacao mais fcil, de sorte que n.io
restava mais do que a divisao do partido democra-
tico em fracrn ciril e fraccao militar, e neste^pen-
to se prodnzia una comedia bastante curiosa'. Ca-
da urna das duas fracees de que arbamos de fallar
tentava conquistar parasenlados oligarchas. 0 go-
verno se popunha a fazer votar urna emnislia para
a iiiMirreic/to de 1848, exceptuando Paz e com
elle alguns dos chefes prncipaes desta insurreicao.
inmediatamente o partido democrtico adversario
propunha um'projecto contrario de amnista geral
sem excepcao alguma. Desde ento o governo se
via obligados renunciar o seu pnsameiito, antesque
permitlir que o general Paz lornasse a entrar, o
qual seria um adversario mui temivei para a polti-
ca reinante somente com sua presenca em Vene-
zuela.
As cousas se acliavam. neste p, quanido una-
conlecimenlo mui grave veio sellar a uniodos Mona-
gas, ameacando o seu ascendente : foi a.insurreicao
que arrebenlava em diveses pontos de Venezuela
nocoroecp'del853. Jdesde algum tempo se tier-
ra mava no paiz certa agilacao ; reinava um des-
contenlamento profundo, demasiado justificado pela
desordem e pelos desperdicios administrativos ; fal-
lava-se novamente em conspjracoas, nrestes a arre-
benlar ; succediam-se as publicacoes contra o go-
verno. Em fim, a 23 de maio, urna animacove-
liemente comecava a raanifestar-se em Caracas. D-
zia-se que urna iusurjeico eslava para erguer o
rollo em Tuy, no valle de Aragua,--em Victoria..
onde se achava o genetal Santiago Marino,em Va-
lenea, onde devia apresenUr-se o general Justo.
Brinceno, e na propria Caracas, onde o gene-
ral Carlos Castelli passava porchefe da conspiraco.
Ora, estes generaes sao os oflksiaes mais dislinctos '
do lempo da independencia, os que sempre se con-
servaram separados do poder dos Monagas. Desde
os primeiros momentos desla agilacao,.o presidente .
fazia com que o contelho de estado Ihe desse fa-
cultades extraordinarias para armar 5,000 ho-
ineiis, conlrahir um emprestuno de 500,000 pias-
tras e expedir orden* de prisao. Em'verdade, o
general Gregorio Monagas senta tremer o seu po-
der. A emocao a sempre crescendo, e em a '
no'ite de 26 para 27 demarco travava-se urna
lula nas ras de^Caracas. Dizem que o governo.
nao contando" muilo com as tropas que linda, nao.
podera domina-las se nao soltado-as nas ras,
onde malaram txirto numero de pessoas ineffeusi-
vas. Ao mesmo tempo todos os presenlimntos
de insurreicao se realisavam. Sabia-se que o
valle de Aragua era o thcatro de um movimento
dirigido por Opa Joao de Llamora, genro do ge-
neral Paez, e por outros ofOciaes que ara recrutar
cavalleiros nos lanos. Um movimento semelhan-
te arrebenlra em Valenea e nas monianbas visi-
nhas, em Victoria, em Tuy, &. lmmedialamente
o presidente se dava pressajm dirigir urna procla-
marn ao povo e aq exercilo. i general Tadeu
Monagas fon nomeado general em chefe das ope-
raeoes contra a insurreajfio, o fora cncarregado de
o-.'.anisar tropas na provincia de Barcelona, \lein
ili>sn, o poder execiilivo baixava diversos decretes
que nao podemos deixar\te citar: 1. decreto, pra
sequcslrar os bens das'pessoas compromeltidas
fim de indemnisar o estado dos damnos causa-
dos ; 2. decreto, amansando os procuradores
municipaes a prender c conservar em detencao as
pessoas snspeitas ( os proeutodores inunicipaes tfcs-
de 848 sao escolliidos entre as mais baixas clas^
ses ) ; 3.rdecrelo, que conrida as assemblas muni-
cipaes a renovar os funecionarios por nomeaco
dellas, enicndendo-se com o governo ; 4.. decreto,
impondo um emprestimo forrado e divid'indo-o da
maneira seguinte : Caracas, 100,000 piastras;
Carabobo, 30,000 piastras; Aragua, Guarico
Barqucrimeto, Barcelona, 10,000 piastras ; Apu-
ra, 8,000 piastras, &. 0 governo se apoderava
dos fundos da universidade, dos fundos das eaixas
municipacs. 0 general Santiago Marino e alguns
outros foram presos. N'uma palavra lravou-se
a lula.
o sendor Luuruicp; porm o fue os sorprenden es-
Irauliameule f ouvirem misurar com o segundo o
nome do principa de Ponldis, sea amo Nao poiliam
conceber como osenlior l.ou-euro e o principe de
Poultiis fossem ana mesma jersonagem.
Foi amtum sabido i noitc qoe Branca recobren
a razan. A febre lirtia-se ap|Jacado, e nao lde res-
lava mais que orna txirema fraqueza. A moca reco-
ndeceu seus dospedesp agradeceu-ldes com fTusilo.
Algumas lagrimas cokeram-ihe ainda dos odos;
mas ella recobrou logo > ar sereno e digno, que s
perder no momento emiue a eiploso do desespero
e os ardores da fcbre IheVaram olivre oso da razao.
A pedido das pessoas davtsa Branca consenlo em
lomar algum alimento, e nt ,ia seguinte. que era
domingo, veslio um vestido iranco que linha Irazi-
do, eassentou-se na poltrona fe carvaldo em l.aixo
da nnageni de Nossa Senhora i,ra onvir mista eom
o livro de oras.
O mal linda cedido pouco naco ao repouso e
aos cuidados de qne a moca eslav rodeada; n
., la n ni davia podido recobrar as'foK-^ Todavi
niw ser tilil casa, e pagar ao m,,os com sen tra-
ballto a l.ospilalidade generosa que ,|, recehia. eii-
gioquellieconhassemaroupabrane. para concer-
la-la ; mas quando pegou na agulha rnl,eccu que
forcoso era abandonar esse projecto
Desde o dia em que madama de Beauvqers a tra-
tara com lauta violencia, linlu-||l6,Hcado',m tremor
nervoso que sobrev.y.a a molW|ia. Eli, moca
tenlou insIruir.Blandma, e enstnar-lhe a le- e a es-
crever; porem iu lempo da ceifa os meninos tam-
bem sao necessarios. Fot preciso," poTs! perar e
Branca Itcoi. sem occi,pacao .m^poder-lestomu-
rr.."m.WCnheC"neDU> Pe,0s e.ve'ios con, que a
Ouitize dias se passaram assim .,__ ,
parecatn vollar-lhe um pouro a moet L f ^
seguir as tuba, do rendeira aos'c.m'pr e'at'l ,'Ta.
seiiodesse, em sen Irabalho. Anejara, fi J.'
jecces assenloii-se que ao dia S'lt ^T-"
primeira tentativa. Mas lodosa ml 1 '"a* T
da nova deviam rtner-^nBfo!1,M fe V
..iludante ^^iC?^ J^
deira enlrou no quarto de Branca' qnaudo esla ia
deitar-se, e leve com ella urna long coiivcrsaco.
A boa mulder pareca commovda, fez numerosos
esloagos para provocar a coiilianca da moca, fallou-
Ide nas aneices de familia, e nos deveres dos Aldos
para com os pas.
.Branca ou via essa* sabias palavras em silencio com
a melancola que devia naturalmente dar a nma or-
pda semelltante assumpto de conversacao.
Mas como ella conlinuava esse longo discurso com
urna uncao mais viva, a desconfianca enlrou repen-
tinamente no curaran da moca como um dardo acei-
rado. Por um,movimento de sea pesco de passaro
ella ergtteu a caneca, e disse com sua franqueza or-
dinaria.
Porque falla-meiKsim, senhora'.' qual he sen
intento':' Nao recieofleuder-ine; queira exprimir-
se rom inleira siureridade.
Para que usara eu de dcsimtiUro rom vo*e.
minha til lia '.' respondeu a boa mulder. Heos me v,
mas el-1 e sabe qttanlo desejo sua felicidadr. Acrescenlarei
ia que- que este be o voto .le todos desla casa. Assim nao
quero cncobrir-lho nada do que lite diz respeilo:
sua familia deve a esta horas saber onde voss es-
la... lim liomem veio...
Que ouco exclamoa ella assnslada. Oh meu
Dos 1 como sou desgranada! que ser de mim ?
aa febre ardenlo declarou-*e, e
nadamesella d'Orbe esleve su-
fez receiar-se pela tua vida.
niara nas horas do desvario ar-
i lagrimas s pessoas la casa ;
----- ii iaTIPs laKiioois as pessoas ia tn'-o ,
mas se ellas podefej^j,,, aaevnhar urna parte de
suas detgracas,. nfa %ram instruidas no querespei-
tava a sua familt( ,*,,,, de ,ua residerria. Nao
conhecam nem h(|lme,ea ^ Hoehetaile, nm
persegua.
O cacador da canean nao passa nmi l-. v
ligaras floreslas cora sua careira Sffi.^8 '>
Sainl-Ange nao dorme, e se perde no.",T' Ass""'
essa pista aerea, segue-a com mais doT nl'ome",
torna a acha-la. Mdor 'Roque
Uina noite o lempo eslava (empestaom .
casal ladrava (quando a natureza nao in'L Ca" do
fracoscorteses poeeem conformid.de o' no,sos
lecimenlos de nossa vwV una nolie dgm M acon-
l'rol'erindo estas palavras, colirio o rosto com as
maos, e dise debulitada em lagrimas:
Que hornera foi esse ?
A rendeira fez o retrato delte, e nao foi difficil a
Branca reconhecer Ileliot, esse criado do inferno,
digno acolyto de seu amo.
E cora eOeilo era elle mesmo, que, depois de ver
Branca fugir, a linda seguido com a vista mu'lo
lempo do alio de Norville, eao cabo de um mez de
investigarles conseguir lomar a adiar no fundo de
um valle esse diamante escondido debaixo do colmo.
__ Ab! meu Dos! dsse a desafortunada, agora
nao daveri mais urna peilra nesle mundo, onde eu
possa reclinar a cabeca I Perdido fel oulra vez o
meu repouso! Santissima Virgem, porque me aban-
donastos ? Minha boa senhora, proteja-me, soccorra-
me, son muilo desgraciada 1
Tranquillise-se. querida moca, se commetteu
alguma falta, se em um momento de exallacao dei-
xou seus pas, elles estao sem duvida promptos para
esquecerem ludo. -
NSo tonho mais pas, respondeu ella abanando
a cabera, s tenho perseguidores. um sobretodo,
cujt perversidade baslou para alienar-me lodos os
coracoes... Mas que disse esse tomem?
Nada. Depois "de ertficar-se por numeras
per-'unlas de sua dentidade, relirou-se conle;
E devo d'ora em diante dtzer adeos a toda a
alegra nesle mundo Bem sadia que nao seria ja-
mis feliz; mas julsAva ter acltado um asylo, e li-
nda formado um plano de vida innocente e" obscura.
Via j creseer em roda de mim all'eicoes nascenles...
Forcoso he renunciar a tudo isso!... Deixam ao me-
nos o passarindo fazer seu niudo... Ali! a pobre via-
jante ilesatou a Irouxa routo cedo !Ah I minha boa
sendera, para que nao morr no momento em que
encontre suas lilhas ua funlc !
As lagrimas llie corriam lao abundantemente, que
lillravain por entre os dedos.
Para que se afllige assim ? lornou a boa mu-
lher. VossA ralo esl em nossa casa ? Todos aqui nao
a antauf Yosse nos condece laa pouco para julgar
mal de mis? Nao teremos por ventura muilo prazer
em conserva-la enmnosco emquanto Ihe aprouver
aqu e-lar ?
Sem duvida. murmuren a moca, desrulpe-me...
perdoe-me... Mas elle, esse hnmem", ha de lomar a
vir... quem me proteger?
A rendeira niio comprehendia nada neslas pala-
vras inlerroinpidas ; mas Branca conjurava-a, sup-
plcava-llte. fazia-lhe dar os juramentos mais solem-
nes de que nao deixaria entrar ninguem onde ella es-
lava ; e depois comecav a de novo a chorar, repe-
lindo:
Tudo esl perdido I
A pobre moca p&ssou toda a noite mai agitada ;
todava de nianha levantnu-se com o semblante se-
reno. Osentimeulodadigndad at na ddr nunca
se apartava por muilo lempo dessa nodre crealtira.
Ella demorou-ee uoquarto mais que de cosime, e
no momento em que ia sabir ouvio vozes estrontlo-
sas c palavras cruzadas como espadas. Entre essas
vozes urna se elevava sobre ludas as nutras.
Ei-a paz Nao sabem a quem mllam, minha
boa gente? Deixnm-me entrar '.qtiererporobstculo
minha passagem, madama Sieolat?
Sendor, meu marido chama-se Germano.
Pois bem, madama Hermano, honra e sade a
Vme.! Estou cerlo de que se seu marido estivesse
aqui, a senhora seria menos inlralavel.
Se meu marido e nossa gente estvessein aqni,
respondeu a fazeadeira, o senbor seria menos in-
slenle.
Eis-ahi urna palavra offensiva, minha rica!
Mas de que nos serve inveclivarmo-nos come hroes,
quando seria tao fcil enlendermo-nos? Digo-lite
que tem debaixo de seu lelo urna moca. Nunca mais
bello lirio desahrochou no finido de um valle Di-1
go-lhe que essa moca he mjHha, e me pertence por
direito de conquista,
importa ; o que he
outro qualquer, pouco
leqtieeu a quero. Di
Eis como vo estas repblicas. Existir outro
vocabulo que caracterise este estado alt'un do voca-
buloanarchia 1 E como nao seria assim ? A a-
narchia reina em tola a parte, primeiramente na
propria prgan sarao ; esl nessas conslituicoes que.
prohibem aos funecionarios, sob penas graves, obe-
decer s ordens que lhes precam contrarias ao
pacto constitucional,nestas disppsicoes que orde-
nam s assemblas municipaes que denuneiem os
funecionarios,aos. officioes e soldados que nunca
apoiem rom as suas armas as decises que lhes nao
parBcerem conforme* lei. N'uma palavra todos
os cidados sao chamadas a so pporem atorida-
de. 0 grande principio desde 1848 em Venezue-
la, beque a insurreicao he um direito imprescreptivel
desde o primeiro desvio constitucional. Quanto
aos desvos, sabe-sc que nunca faltani. Foi isto
que permitlio que a insurreicao aclual, se nao pode
defender-se como principio, ao monos tem a sua
expBcacao e a sua razo tic ser nas ideas preeoni-
sadas desde alguns anuos e anda mais nas violen-
cias e nas paixoes lie qualquer especie que encon-
tram arrimo na dominaeao democraiica. S'ja co-
mo for, os movimcnlos insurreccionaes se consen-
travam recentemen^ no provincia de ("uniaiia e
abi um acoutecimento mui imprevisto vinha triste.
e,cruelgente em socon-o do poder veneztudano,
sacodeacabesacomo um caTSllo raanhosD, minha
boa madama Ouilherme, ella esl aqui. Essa perola
escondeu-se debati desle mooiao de estreo, que Ihe
serve de casa; mas, anda que deva revolv-lo como
pana, liei de tornar a adiar minha preciosa ioia'
Pelo accenloda voz. e pelas palavras desse furio-
so, cuja colera bem como a alegra he sempre "mislo-
rada de zombaria, Branca recoiideceu Saint-Anee
Uiea de terror, ella asen(a-se em um bahu para
nao cahtr, e escuta com todas as suas torcas.
A pessoa que o sendor proenra nao est aqui
quarto?. "*" Germano' "">strei-lhe iodo?
~ El[c,eP'0 e,le- exclama elle dando com um un-
co elegante duas pancadas na porli de Bran"1 ",
quaes relin.raw al no coracSo da pabre moca e
zeram empallidecer a fazendeira. C '
Acerlei! exclama elle. O' amor, grande de*a-
ninhador de passatinltos! e"owe ueea
Rri^c?!1-0 isso'ilelle a',re'i' Porla com violencia.
Branca da um grito e cade no chao. Esse primor la
masanjaz aos pee de um miseravel. fallida virlude
anjo do sacrificio votado eterna tninolacao, he ten
destino expirar aos1ps do crime !
Saint-Ange levanla-a e assnla-a em urna cadera I
Adl enhor, veja sua obra! exclama a fazendeira!
Ueixe de pabjvras, diz elle, d-me soccorro 1
A torca de cuidados, a moca he reanimada e tor-
nando a abrir os olhos, a primeira pessoa que ve he
Saint-Ange de joelhos, mais bello e mais eleaule
que nunca. ^
Ao seu aspecto, ella recua estendendo as maos co-
mo para repellt-lo.
-~ Retira-te, miseravel! longe de mim Honge de
A mocai na'n profere oulras palavras seno essas
exclamacoet de Itorror... Quando Sainl-Ange eleva
ni ihos P"" M roao*B,",s' ora "'P"''1; '
Deixa-me, Satanaz, torna ella: estou perdida J
oulra vez perdida! Quanto sou deuu-arada i
fcm nome do ceo, ouca-me: venho pelo con-
trario annunciar-lhe...
Cale-se, -sua voz me mata, sua presenca me
faz horror! ;
Saint-Ange renova soas proleslacOes; mas Braftca
interrompendo-o com seus grlos e lagrimas, agarra-
se ao braca da fazendeira, e repele-Ihe a cada un-
tante com voz siipplicante : .
Minha boa madama Germano, pelo Den* a quem
Vme. adora como en, nao me daiio timst momento !
O senhor bem ve, diz a fazendeira, moca recusa absolutamente ouvi-lo,. e que-iua pre-"
sene, a faz motter. (Contlyuau^tm^ ^fT
4f


V*


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 2 DE JANEIRO DE 1854.
l!m medonho abalo da torra dcstiuia quasi total-
mente a cidade do ("iimana, o engulia nilncenlus
cadveres. Semelhanie aconlecimenlo, londo lugar
no proprio thcniro da iusiirrci^o he conxenieule |iara
desanoa-la, rcduzindu-a a impotencia ;mas ao me*-
ino lempo nitro farto se desemolveu no decurso
lestes movimentos : as romniogiieg recentes fizeram
surgir de novo, entre cortos homens do partido de-
mocrtico, o pensamento de dar a dictadura ao ge-
neral Tadcu Monagas, de sorte que de qualquer
turma o general Jos Gregorio parece singular-
mente amearado.
Anda .nao dissemos nada acerca dos kBteteses.
materiaes e hiiancciros de Venezuela ; ho que .com
effeilo elles devem ter necessarianientc pequeo lu-
;ar nesle complexo de aconiec.imentos polticos, e
rom ludo nao fm mam o episodio menos extri-
ganle deste extravagante administrarlo. A sima-
ran flnanenira de Venezuela lie un uuiama verda-
deiro dcbaixo de muitas elacoes; para adevinha-lo,
releva adeviliar muilos outros iiiyslerios. Obser-
vemos esta situaco: segundo um dos ltimos pr-
camentos, sendo'a receita do 3,634,000 piaslrase
a despezado 2,23i,000 p., parecera que havia
um excedente de 1,400,000 p.; mas o governo s
n' esqueceu de urna cousa, be ter un linda de conla
todos os seus atrasados : juros da divida estrangei-
ra nao pagos lia tres anuos, e so elevando
i rfni lauto da linei da.le u'esla, que iiiiigucm se inte-
resa por elles.
O principe Napolen ( filho do re Jeronvmo ) tez
no mez passado urna Titila ao rci de Wurlemberg, e
f.ii acoltiido com muila pompa.
Os jomaos francezes tem dado muita importancia
a moa entrevista que bouve ltimamente enlre o du-
que de Burdeaux (conde de Chambord eo duque de
Nemours. Na Allemanha nao causou isso tanta sen-
sacan, porque lodos sabem que a Europa tem grande
precisan de l.uiz Napoleao, para se prestar s tentati-
vas dos prtendenle*.
O jornaes allemc* tem apreciado d'uina maneira
mu i lo distincla a correspondencia do visconde d'A-
hrantes, durante a sua missao especial.
Procuramos ler essa publicarlo (missao especial do
visconde d' branles i volumcs) e nao podemos dei-
\ar d'unir os uossos Traeos elogios aos' da imprensa
allemaa : be a primeira vez que o publico conbeceu
a linguagem da diplomacia brasileira, e be d'esperar
que essa publicaco abra a porla a oulras, para se for-
mar assini urna collecro que ser de grande inte-
resse '
A primeira parle (negocios do Rio da Prala) esla-
belece d'uma maucira muilo brilbanle a repulacilo
do visconde d'Abranles romo negociadur. as suas
conferencias com lord Abrdeeu moslrrar-se elle dig-
no de lo Ilustre eoncorrenle. Moderado, enrgico,
circumspeclo e sagaz, o|visconde d'Abranles nao fez
ao ministro ingleza menor concessu, passandocom
milita balnlidade ao lado das quesloes, cuja discussao
nao wi\ lalvez conveniente.
Ara do visconde d'Abranles esclaresse um neso-
cio de muila imporlancia. No Brasil se est persua-
dido que a diplomacia be urna sine-cura inventada
itw-U.r na* I P3 vencer grandes ordenados ; pela sua corres-
1,1*1 ,W piastra, juros da divida interior, par- ^sia se seprova o coutrario.
lujas levadas para os orcamcutos precedentes e nao | Tempo vira em que se recouheccr que a diploma-
I
pagas, sommas affecladas aos redores da lei de
espera, & Desde esta poca, o total dos atrasa-
dos era de 2,259,000 piastras contra um exceden-
te, de 1,400,000 piastras, ou anda um dficit de
859,000 p. A rendas publicas vio som duvida
em progresso ; mas esla pregresto nao poderia
ser tan rpida como a do dficit, que vai sempre
crescendo, effeilo natural de delapidaroes de toda a
espeeje exereidas *em lodos t os graos da hierarcliia
adjiinistrativa, e do augmento das necessdades da
nunularao, que paga um tributo cada vez mais ele-
vado por direilos de importac.ao e exportacao.
Com effeilo, de auno ejn anno, a iraportaco lie
i.....rada com algum novo xlireito extraordinario, e
lie forra acrescentarqne nem por isso entramis
dinheiro para o thesouro.
Gomo be que o dficit nao bava de augmentar i
Kis-aqui um genero de operaces da administracao
venezuelana. Em 1852, por exemplo, ella cn-
irahio um emprestimo de um millio de piastraspor
anticinacao sobre o produelo das alfandegas. Os
emprestadows comecam por dar urna commissao de
10 [ir 100 a diversas pessoas conhecidas, .depois
devem dar em dinheiro 250,000 piastras e o resto
>m obrigacocs do estado que" se resgatera alo por
100, e que o thesouro tem ordem para receber ao
par. Ve-se pois que se alguem enriquece, nao he
i criainenie o estado. O que ha mais eslranho he
. que o governo ada nissoum meto de amortisaeao
para a sua divida,mcio mui precario e mu pre-
visorio. Expliquemos este facto rpidamente.
1 na lei de 15 de abril de 1850 reconhecc como
divida nacional a somma de 500,000 piastras que
ronslitue a divida consolidada de Venezuela a 5 por
100 de juro annual,1,337,043 piastras de di-
vida consolidada a 5 por 100,2,188,206 pias-
tras de divida fluctuante com juros,2,781,040
piastras de divida consolidada a 3 por 100,
66,886 piastras de divida fluctuante sera juros,
764,953 piastras de divida da thesouraria sem
juros, 4. ,Ern urna palavra, estas diversas som-
mas, excepeao da primeira, formam um total de
7,217,915 piastras de.capital. O poder executi-
vo propozera ao congresso, na sessao de 1851,
fundir todas estas dividas n'uma s por urna nova
lei de (maneas ; mas o congresso, onde nao bri-
lliain as luzes financeiras, nao tinha podido for-
mar tina opino sobre esla questo.
Tratemos agora do meio singular de amorlisacao
'leseolierlo pelo governo. Ja so vio um espcimen
diste no emprestimo de um niilbu de piastras que
cima referimos. O estado das financas venezue-
lanas, entregue aludas as delapidaces.ne tal, que o
|mder execulivo nunca pode fazer face s desrezas
qiiolidianas, e que os productos das alfandegas aih
dam sempre compromellidos de anlemao por al-
guma operaco semelhanie que temos menciona-
do. A cada necessidade fmanceira, o poder exe-
culivo joma emprestado a especuladores, nao as
ananas de que tem necessidade, mas o duplo des-
las seminas, das quaes urna inetade Ihc be paga em
numerario e a outra em ohrigarcs do estado, esUis
mesmas obrigaroes dfi que fallamos, que se com-
|.ram a 10, 12, e 15 por 100, e que o ilicsouro
aceita ao par,. presta ao eslado urna somm de 100,000 piastras
te Ihc tem a pagar na realidade 50,000 piastras em
lmela e 50,000 em dbrigacoes que Ihe nao euslam
. aMoo 7 ou 8,000 piastras.. Mas, dir alguem, o
que vem a sr da differenca ? Eis-ahi o mislerio,
bstanle fcil de ser penetrado. Tais operaces
lem lugar no correr do anno para muitos milhes
de piastras, e ao passo que a divida publica antiga
-e aiiiiii-li-a desla maneira iloscoilheeida, sem auto-
risacao alguma legislativa, formam-se novas dividas
ilo eslado para sommas iucalculaveis. He fcil de
prever a que resultado caminha a repblica venezue-
lana com um tal systema. Infelizmente acontece
quasi a mesan cousa em todos os ramos de adrui-
nislracao, e nao he assim que se pode conseguir
evlinccao do dficit.
I '.i mu se vi1, nao lie pela felicidade e rectidao das
medidas financeiras que o rgimen actual de Vene-
zuela rcsgala o que lia extraordinario as suas ten-
dencias polticas. Sob este duplo aspecto, a rep-
blica venezuelana tem muitos progressos a dusejar c
a realizar. O primeiro a que ella deve aspirar in-
coiiicstaveluiente, he vercessar a desordem que llic
exhaure'os recursos sem fructo, e paralysi o desen-
volvimcnlo dos seus interesses. Venezuela lem
necessidade de eoiiliecer que a onleni poltica he a
garanta da ordem tinanceira ; cm quanlo nao fizer
' islo fhirluar.i cutre as insurreeiies e as deJapidaces,
gozando -ios beneficios deum governo democrtico,
que quasi nao tem nutro mrito mais do que nao
liaver atliiigido|ii relimenlo da auardiia, a quetem
Hurgado o governo da Nova-Granada, cujas obras c
tendencias vamos ver no arligo seguiile.
[Amuaire des Dcux Mondes de outubro 1853.)
------uiom
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO .
DE PERNAMBUCO.
Hambui go 5 de dezerr.bro de 1853.
cia brasileira lem prestado relevantissimos servidos
ao paiz.e que nada he menos sine-cura do qoeosem-
pregos diplomticos, cujos ordenados nao sao lalvez
sonicientes para fazer face s exigencias da pm{o,
vivendo-se no meio de gente habituada ao explendor
das corles.
Noto com prazer que de cerlo lempo a esta parle a
imprenssa alleiniase oceupa dos negocios do llranl.
Furam geralmenle applaudidos os discursos do dis-
putado Pereira da Silva, a renpeilode colonisae^i; e
do deputado Ferraz a respeilo da nacionalisaco dos
navios : causaram sensaeiio por darem una idea da
altara pac idade desses dous oradores da tribuna bra-
sileira.
Paris 20 da novembro.
Peleja-se no Danubio, peleja-se na Asia e de am-
bas as partes succedem-se os ballelins atteslando pe-
po menos que os Turcos eslao perfeitamente em esla-
do de sustentar a lula contra os Kussos. Resumirei
lono, com a maior clareza quemeforpossPrel, as no-
ticias que nos ebegam do tbcalro da guerra, mas pri-
meiro devo dar-lbe a eonlieeer em que estado se cha
a questo publica que poe em movimeulo os ejrci-
tos, e lem j fcilo correr ondas de. sangue.
Perguntavam todos aqu de que modo acolberia o
czar a declararlo de guerra do sultn, mas hoje
acbam-se todos desengaados sobre esle ponto. O
imperador Nicolao araba de publicar um manifest
qoe deve ser reproduzido, pois be do autcrata que
depende hoje a paz ou o transtorno do mundo, e a
linguagem que elle empresta merece ser estodade.
Eis aqu o lexlo desse manifest lal qual o publica
o Diario de S. Pelersburgo de 2 de nevembro.
. Pela greca de Dos, nos Nicolao I imperador e
aulocrala de todas as Ruaras, i'azenios saber:
Por nosso manifest' de 14 de nnlio desle anno,
communicamos a nossos fiis e muilo amados vassal-
los os mulivos que nos pozeram na obrigacao de re-
clamar da Porla Ollomana garaiitias inviolaveis em
favor dos direilos da igreja orlhodoxa.
Atjpunciamos-lhes igualmente que todos os nos-
sos osforres pera redn/ir a Porla por meios de per-
suaslfn amigavel a senlimenlos de equidade, e ob-
servara fiel dos tratados tinham sido infructferos, e
que por isso julgamos indispensavel fazer avancar
nossas tropas para os principados do Danubio ; mas
adoptando, esla medida, Huiramos anda a espora ora
de que a Porta reconliecera suas fallas e se decidira
a alisfazer nossas justas reclamar Oes.
Nossa esperanca foi illudida ; debalde as princi-
paes potencias da Europa tem procurado por suas
observares abalar a cega obslinaeao do governo ol-
tomano. Foi com urna declarado de guerra, com
urna proclamaran cheia de aecusares falsas contra a
Russia que elle respondeu aos esforcos pacficos da
Europa, assim como nossa longanimidade. Em-
fim alistando oas fileiras de seu ejercito os revolu-
cionarios de todos os pazes, a Porta acaba de come-
r.ir as hostilidades sobre o Danubio. A Russia est
provocada eo combate, nao Ihe resla pois oulra cou-
sa a fazer.querepoiisandoem Dos coro confianza, re-
lado nao pmlhk din deeri-llio. pul dkbanms de rece-
bcra nolicia oc Iresou qualro lentalivas dos Turcos
para passsrem o Danubio, c de rombales mu vivos
que liveram c"iti os Russns. A primeira aerin foi
perfeilamenle bem sucredida. Alguns militares de
Turros alravsaram o Danubio em frente de Wid-
din depuisde se lerem estabelecido em urna ilba si-
tuada no meio do ro, capoderaram-se sohre a mar-
gem esquerda, da villa de Kalal'at na qual se furli-
ficaram.
A passagem do rio foi ain.la ollcelua.la em oulro
pomo cm tlliiMiit/ii. onde orna balallia sanguinolen-
ta leve lunar a 4 denovembro. OsTurcos nao cram
mais que 9,000 hnmens, e oceupavam o edificio da
quarenlena, situado enlre o Danubio e a villa. Esse
edificio e nm velho reduelo linham sido forlificadus
rom materias transportadas da margero dircila. Os
Turros serviram-se com grande successo as baleras
da fortaleza deTourtoukai siluada sobre essa mar-
aem; elles lancavam alravez do Danubio que nesse
lugar lem 260 loesas de largura, balas e bombas que
alcancavam os Russosal junio da v jila situada sobre
urna elevaco. A peda dos Russos foi avahada em
1300 hnmens enlre moriose feridos. Quasi lodosos
cmiimaiidaules de balalhoe varios coronis caram
eridos. A maior parte das feridas eram felas com
balas cnicas e proviubam das carabinas de longo al-
cance que Toram dadas aos fuzileiros turcos segundo
modelo da arma de nossos cacadoresda frica.
Oulra tentativa de desembarque foi feila em Guir-
gewo em .frente de Koastourk, mas nao passou isso de
urna manobra que tinha somonte por fin engaar os
Russos; depoisde alguns tiros d fusil disparados de
parle a parle, os Tarcos tornaram a passar para a
margemdireila dorio.
O general Gortschakoff, fez presentemente grande
preparativos para atacar ociercilo lurco e paralo-
mar urna brilbanle desforra. Um corno de ejercito
de cincoenla mil homens, commandado pelo general
Orlem-Sackeu, passa ueste momento o l'rulb. e vai
reforrar o ejercito de orrupaeao, mas omo lempo
clieaa.c as estradas da Valarida licam inlransilaveis
desde que sao molhadas pelas chovas ; lie pois pos-
ssivel que as hostilidades nao conlinuem, e lalvez
quea diplomacia saiba aproveitar essa demora para
renovar as neEociacOes.
Sobre a fronleira da Asa, a guerra comerou lam-
bem com vanlagens bastante assignaladas para os Tur-
cos. Um ataque foi dirigido contra um forte chama-
do pelos Russos S. Nicolao, e que os Turcos chamam
Cberkfetil. A guarnirlo compnsla de :iOOU Russos.de-
pendeu-se com encarnecamenlo o niio- abandonou a
praraseno depois de ler perdido mil bomens nidr-
ios. Os Turcos fizeram grande numero de prisionei-
ros, e acharam no forle duas mil carabinas, e trezen-
las iceas. Kslas victorias sendo conhecidas em Cons-
la n ti un | da. ejetaram muilo o enlbusiasmo da popu-
larlo. O sulian recebeu as mesquilas o sobrenome
de El-Ghazi, o viclorioso Abdul-Medjid be mui pa-
cifico, mas como quer que o ardor da naci torca se
apossasse lambem delle, acaba de fazer publicar.que
na primavera prxima se poria pessoalnienle fren-
te de suas tropas, e eslabeleceria seu acampamento
em Andrinopolis.
Tal be neste momento o eslado das cousas nesses
pazes da Europa oriental, para os qnaes o mundo
inteu'u lem os ulhns vollados. Os diversos governos
da Europa seguem com auxiedade as pitases dessa
crise na qual lodos podem aehar-se empenhados,
semo ler querido. A Franca e a Inglaterra esli mu
firmemente da parle dosfTurlos: suas esquadras esto
presentemente ancoradas no Bosphoro, esperndoos
arnniecimeirios e promptas para obrar. Nosso impe-
rador nao quer a guerra, mas nao consentir que os
tratadossejam rolos, e que o imperio turro venda a
ser presa da Russia. O governo inglez tem as mes-
mas dispnsices, bem que lord Aberdeen seja anima-
do dos senlimenlos mais pacficos. Quanlo Aus-
tria e a l'russia, a qucslodo Orienlecausa-Ibes mor-
laes desgostos, e essas duas potencias farao ludo o
que for humanamente possivel para impedir que aca-
be em urna guerra geral. Declarares nesle sentido
foram felas por seus representantes na dieta de
Francfort; ha todava na linguagem de urna e|de oulra
diiferensas diversas, e pode-se concluir dellas que se
houvesse rompimenlo na Europa, a Austria se incli-
nara para a Russia ao passo que a Prussia se appro-
ximaria da Franca e da Inglaterra. *
No momento de concluir esta caria soube qoe a
ranba de Portugal acaba de morrer de parlo aos
15 desle mez. Esle fnebre aconlecimenlo sera um
luto para o Brasil, o qual mava em D. Hara da
Gloria a irm querida de seu Ilustre imperador.
7
As hostilidades enlre osTurcos eos Russos, pare-
cem por agora suspensas. Nao ha armisticio regular-
mente convencionado, mas ambas as parlespozeram-
se na defensiva e nao ha mais que conflictos inseg-
u lieante-. I ls (testamentos turcos que liaham loma
correr forca das armas para obrigar o governo ol- do P*:C1"' "? margein esquerda do Danubio lorna-
lomauo a respeilaros Iralados, e para obter delle a ram a Pas?ar Pa margem direila sem lerem sido
reparacao das offensas pelas quaes responden a nos- ? >sso mu vivamente conslrangidos pelos Russi
sas exigencias as mais moderadas, nossa sollicitude
leeilima pela defenso da f orthodoia no Orienle, a
qual o povo russo igualmente professa.
Estamos firmemente convencidos de que nossos
liis vassallos se ajunlarao s fervorosas supplicas
que dirigimos ao Altissimo, afim de que sua man se
digne abencoar nossas armas na sania e justa causa
que em lodos os lempos achou em nossos piedosos
aulepassados ardenles defensores. In le, domine,
speravi, non eonfundar ineternum!
a Dado etc.Assignado, Sieol.
Esle manifest da czar produzio em Paris e Lon-
dres um triste efleiln, por quanlo contera os mesmos
erros de apreciaco, as mesmas violencias, o mesmo
systema de povocacao s paixes religiosas, que fo-
ram assignaladus no primeiro. Por isso nosso gover-
no deu-se pressa de iroteslar contra as asser^Oes do
governo de S. Pelersburgo.' Um arligo escripto nesse
sentido pelo ministro dos negocios eslrangeiros Mr.
linniMi de Ubuys, quasi debaixo do diclame de Na-
poleao III,fez em I- ranea e em Inglaterra a mais vi-
va scusaro, pois indica a resolucSo enrgicamente
tomada d'e no tolerar iiem as mentiras nem as usur-
parfies da Russia. Nao cilarei aqu seuio os ltimos
paragraphos, os quaes darao a Vmc. ama perfeila
idea do tora mui lirme'que toma o governo franrez
plenamente de accerdo com a Inglaterra. Depois de
ler resumido os fados e as negociarles, o ffrligo do
Moniteur continua assim:
K Nao he exacto dizer, como diz o manifest russo,
que as prineipaes potencias da Europa tem debalde
procurado por suas exhortarles abalar a cega obsti-
nado do governo ullumano. As prineipaes potencias
da Europa, e particularmente a Franja e a Inglater-
ra, lem pelo contrario reconhecido que se sua accao
conciliadora nao eslava essolada, o arranjamenlo a
fazer nao devia mais ser concluido por condiees,
rujo perigo o proprio gabinete de S. Pelersburgo se
encarregara de mostrar.
a O manifest termina dizendo, qoe nao resla a
Russia provocada ao combale senao recorrer s armas
Um s ponto da pequea Valachia permanece oceu-
pado, be a povoarao de Kalafal delimite de Widden:
5:0110 homens d exrcito de Omer-Pacha estao ah
concentrados|e al ao presente o general Gortschakoff
nao cuidou em inquiela-los.
Essa interrupt,lodas hostilidades lem muilos mo-
tivos : o man tempo em primeirV lugar ; depois da
parle do general russo, o desejo de esperar reforjes
3ue a\anram lentamente, finalmente da parle (los
ous eeneraes a obrigacao que a policia Ibes mpoe
de nao parecereih oppor obstculo s iiegociacftesque
poderiamser lenladds. -
A respeilo das negociaces, um faci recente lem
reanimado as esperanzas dos amigos da paz. Ogover-
no lurru acaba de dar u um ex-mnislro, Fuad-EITen-
di, a missao de director dos negocios polticos junio
de Omer-Pacha. Suppoe-se, nao sem alguma razao,
que o sultau n3o enviavaria ao exercilo um persona-
gem ISo consideravel.se nao houvesse a fazer ou a
discutir algumas propostas consiliadoras. O que tor-
na essas suposiroes mais plausiveis he que no exerci-
lo do principe Gortschakoff, ha como chefe de eslado
maior o general Rolsebuc, que tem j exercido funo
rea diplomticas, e que achuu-se era relaces com
o proprio Fuad-Effendi, quando foram ragulados, ha
qualro anuos as conehcdesda evacuaran da Valachsa
j occopada pelos Russos nessa poca. Nao sei o que
ha de verdadeiro nesses comentarios, mas as pessoas
sensatas e calmas se aproximam lano quanlo podem
de ludo o que se parece a urna esperanra de paz.
Pela minha parte, o que me parece cerlo lie que a
ohslinarao do czar nao dobrar em quanlo os Turcos
nao ronsenlirem em negociar directamente com elle;
eiitn adiar suas pretences e querer parecer mag-
nnimo, anda que fosse smenle para privar Por-
la que lem mais a perder do que a ganhar, appoian-
do-se sobre Franca e sobre a Inzlaterra. Ora at
aqu o governo lurco se tem obstinadamente recusa-
do a entrar na va das negociantes directas. Elle
comprebende que a Russia nao renunciar jamis aos
seusmos designios e que he simiente por meio da
ra, leal, honrosa para si e seus aliados. Nesse lim S.
M. o imperador Napoleao de acord rom sua pode-
rosa alfiada, a soberana da Gran-Bretaoha. envin
sua esquailra ao Orienle. Confiando as securancas
reiteradas do gabinete*deS. Pelersbureo, elle espera
ainda que a queslo que se levanlou enlre a sublime
Porla e a corle da Russia peder resolver-se; qoe essa
perlurbarao passageira, eslabellecendo claramente a
questo da integridade do imperio oltomano nao fa-
r se nao fortalecer urna independencia lo preciosa
para a Europa inleira, e lo neressaria para a paz do
mundo. S. M. I. osullao pude contar que S. M. o im-
perador dos francezes, o qual cnmprehend&lamhem
as necessdades, os senlimenlos e a dignidade da Fran-
ca,prestar nesse lim o seu appoiu a S. 11. I. o sultfio
o ereio ser aqu o fiel interprete de sua vontade dan-
do esta sPuranra. u
Nao temos ainda o teslo da resposta do sullo. mas
um despacho lelegraphieo aiiiiuncia que elle acco-
Iheu as palavras doembaixadnr com o mais vivos
letieniunhos de reconhcimenlo.
Se a guerra europea rebenlar, -nao ser antes da
primavera, enlrelaulo nosso governo se manlm
promplo para lodos es aconteemenlos Nossa nui-
rinba acha-se em um p respeilavel: a 2 desle mez
Ires naos a vapor e um brigue ue primrira ordem fo-
ram laucados au mar em nossos qualro. portos mili-
tares ; um trabalho importante se faz lambem no
exercilo: dez novos batalhoes de caradores de frica
acabam de ser cercados por um creador, e nsseguram
que ao menor signal de guerra eslo dadas as provi-
dencias para chamar immedialamente s armas todas
asclasses dsponiveis, islo he, mais de 200 mil ho-
mens. Dos permita que nao lenhamos necessida-
de de recorrer a eslas medidas extremas!
Na Inglaterra lem havido lambem grande aclivi-
dade nos arseuaes martimos e a esquadra do almi-
rante Corry acaba de sabir ao mar em direccao
Lisboa, sem duvida para estar mais prompta para r
reforrar. se bnuver necessidade, a esquadra do almi-
rante Dundas. Um incidente linancciro tem contri-
buido muito para augmentar em Londres o temor da
guerra. O imperador da Russia tinha consideraveis
depsitos no banco de Londres. Um desses das pas-
sados, esses fondos, qoe se eleva a 800 mil libras es-
terlinas, foram retirados pelo miustro russo, o conde
de Bruno o a semina em miro foi enviada para S.
Pelersburgo; entretanto o ministerio parece sempre
crer na inaiiulen-ao da paz: a 29 de novembro o
parlamento foi oulra vez adiado para 3 de Janeiro
prximo futuro ;e heeste um facto significativo.
Nosso imperador acaba de passar tres semanas em
Foulaimebleau em cacadas e passeios na floresta e
naoregressou de l senu no 1. de dezembro. Todos
os ministros eslrangeiros foram convidados para as
festas da viagem imperial e Mr. de Kis-elell, enviado
russo, eiiron Irou-se ah com o em ha i vador otlomano,
Velj-Pacha. O ministro do Brasil, o excedente eh-
bil .Sr. Marques Lisboa, o qual goza aqu da consi-
derado a mais merecida, receben lambem o seu con-
vite : elle devia dirigr-se a Fontainebleau com sua
senhora no da 20 de novembro, mas no momenlode
partir oSr. Lisboa soube pela legaco de Portugal a
triste nolicia da morte de D. Mara. Esle doloroso
incidente obrigou-o nao s a apresentar excusas ao
imperador, o qual acolheu-as com benevolencia, se-
nao lambem a acabar com a fesla que devia dar em
Paris no dia 2 de dezembro para celebrar o anniver-
sario do imperador D. Pedro II.
Seas ideas de guerra possivel que suscita a quesiao
do Orienle n3o fxassem nesle momento a allepro
publica, lodos se preoecupariam mnilo em Franca,
de um aconlecimenlo que acaba de ler lugar em
Frosdhorff. Os dous ramos da casa de Bourbon, ha
tanto lempo divididos, acabam finalmente de recon-
ciliarem-sc. OSr.duque de Nemours em nome de
seus raos e de sua roi. foi fazer no dia 16 de no-
vembro, urna visita ao conde de Cbambord, e decla-
rou-lhe publicamente que seas raos, sua mai e elle
mln reronheciam nutra realeza que a sua. O conde
deChambord acolheuesla declaracao do ramo mais
moro, com ossiguaes das atisfaeaoa i,nais cordeal; no
dia 21 foi a Vicua para pagaran duque de Nemours
a sua visita, e no dia -JC recebeu em Frosdhorff os
principes e princezas de Orleans.
Nosso governo nao paceeeu iuquielar-se muilo com
esta reconoiliarao dos dous ramos da casa de Bourr
bon : elle permillio que os peridicos conlasseui as
suas particularidades ; be verdade que nao permilli-
ria que se disculisse o principio da soberana popu-
lar, que oppOe orna barrera invencivcl a toda a res-
taurarlo da aeliga dynaslia.
A inorle da rainha de Porlagal nao tem prodozido
al aqu nenhuma crise na melropole desse imperio,
teme-se todava qoe a tranquillidade de Portugal se-
ja perturbada pelas pretendes de D. Miguel.
A rainha de Ilespanha est em vesperas de ler o
seo boro successo, pelo que se quiz occultar-lhe a
morle da rainha de Portugal, em consequencia do
parlo; mas essa dissimularo nao era possivel, ..pois a
corle de Madrid nao poda dispensar-se de tomar lu-
to. A rainha Isabel, foi pois informada desse fne-
bre aconlecimenlo pelo presidente do ronselho, o Sr.
conde de S. Loiz, e nao parece que seu espirito fosse,
tristemente impressionado por essa nolicia ; ella or-
denouunilulodelresme7.es. As corles hespanho-
las eslo reunidas desde l!) de novembro. e ja orna
oppos{o asss viva se man i feila no seo do senado.
Em T-jrim as cmaras acabam de ser dssolvidas, e
nma agitacao mu viva reina no paiz.
No momento de fechar esla caria, circulam noti-
cias mais tranqoillisadoras sobre os negocios do Ori-
enle. A Austria poz-se de accordo com a Inglaterra
e com. a Franca ; a conferencia de Vienua est oulra
vez aberla.c novas proposlas vo ser enviadas a Cons-
tantioopla. As bolsas de Londres e de Paristemsu-
bido muilo.
Ilollttim da bolm no me: de novembro 4 > 0(0, de
passau' ou seguinle : Conforme as exigencias do
me u dever real e da actual siluaejin pulitica da Eu-
ropa, suhmcllerei vossa considerao um projeclo
completo de systema de defeza. Esle systema he im-
periosamente cjjgido, para enllocar o paiz em esla-
do de conservar a sua independencia.
A Suecia, que pi mais do que nenbum eslado da Europa, lem inleres-
se em que a Russia ponda limites as suas invas^es.
Comprehende que a sua anliga inimga, urna vez se-
nhora do Bosphoro, se-lo-hia do Bltico.
lim navio a vapor, chegado a Trieste em 30 de no-
vembro, trouxe noticias de Conslanlinopla de 21. O
general Baraguay d'llilliers fTa recebido pelo sul-
tn ; e Ihe dirigir um discurso que o Moniteur de
3 de dezembro publicou lodo. Nesle discurso o no-
vo embaixador protesta os senlimenlos que animara
a Franca para restabelrcer urna paz compalivel com
a dignidade a independencia da Turqua I! Nesle
intuito, acresceula elle, o imperador Napoleao, de
accordo com a ao pederosa alliada, a soberana da
Gra-Brelanha, envan a sua Trola do Orienle.
Confiando km protettot reiterados do gabinete de
S. Peteriburgo, ainda espera que a dilferenca que
se lev aniou entre a Sublime Porla e ajpdrte da Rus-
sia se possa resolver.
Eis-ahi um discurso mui pacifico da parle de um
embaixador qoe leva nma espada i cinta, e que se
acba cercado por um brilbanle e numeroso eslado-
inaiur. Todos se admiraran! com muila razao que o
.Moniteur nao publicasse a respeilo do sullo s pa-
lavras capciosas do general Baraguay d'Hilliers.
A Oazelte de Trieste, chegada esta mauhaa, Iraz o
proprio lexlo desla resposta, que he deum estyle
diflerente do eslylo do embaixador de Franca ; eja
m. nao espanto do silencio prudente do Monilmr.
Osullao declarou claramente que nao aceitara pro-
posito alguma de paz, sem a renuncia das preten-
ces manifestadas pela Russia, e sem a evacuac,o
inmediata e Icompleta dos principados. Esle lac-
lo deve ter desanimado de alguma sorle aos senho-
res diplmalas; este revez ibes eausou o effeilo de
nm golpe inesperado. Um despacho elctrico de
Vienna. chegado hoje, annunca a aberluri das con-
ferencias e a redacrao de urna nova ola que ser
enviada amanhaa 7 Conslanlinopla. O despacho
diz, ao terminar, que as hostilidades nao iuterrom-
pero as negociaces.
Como Ihe predisse na minha ultima carta, a fusao
dos dous ramos est realisada definitivamente. Acer-
ca desle facto imperante, eis-aqui promenores pre-
cisos cuja aulhenliridade Ihe posso garantir. A 16
de novembro, o coronel Reille, anligo ajodanle de
campo do duque de Nemours, e o duque de Levv
a justara m em Vienna os preliminares da entrevista'.
No dia seguinle o conde de Cbambord enviou urna
das suas carroagens para conduzir o duque de Ne-
mours ao palacio FrohsdorfT. Toda a casa do prin-
cipe se achava reunida no salo de recepeo ; o priu-
cipe esperava no seu gabinete, que fica situado na
exlremidade desle salo. Ao chegar o duque de Ne-
mours, o mude de Cbambord levanta-se, vem al a
porla do seu gabinete, e tomando aflectuosamenle-(
as duas maos do duque : meu primo, Ihe diz elle,
quanlo me regozijo com a sua visita. Meu primo,
Ihe respondeu.o duque, repulo-me feliz por poder
pralicar hoje um aclo que lia muito lempo desojara
realisa-lo. D'ah, erguendo a voz de maneira que
podesse ser onvido por lodas as pessoas que se sclia-
vam no salao: Em meu nome, e em nome de todos
os meus i i in,io-. Ihe declaro que ja nao reconhecemos
cm Franca oulra realeza senao a de vossa nlleza, ou-
lro (bruno senao aquelle ero que esperamos ver sen-
tado brevemeule o mais anligo da nossa casa. De-
pois desla declaracao solemne, os dous principes en-
Iraram no gabinete, onde licaram sozinbos quasi urna
hora. Se acham perfeilamenle entendidos sobre to-
das as quesloes prsenles e fuluras. O duque de Ne-
mours falln sempre em nome dos seus irmaos e da
sua mi. Nao fez allusao alguma indirecta ao passa-
do. Ao sahirem das suas conferencias, os doos prin-
fim la facorecer o comnufdo, que nao vai bem.
NaPck Pacha mini-tro docommercio dxTurqua,
esl n Pars com o lim de negociar um emprestimo
para i seu governo. Al n prsenle os sens esforcos
io sido infructferos. O banco no arredila no fu-
turo a Turqua ; emprestara mais voluntar men-
le aoi Cossacos. O governo franrez nao quer garan-
tir o mpreslimo turco, porque lambem se acba n'u-
ma rsr,a(i precaria.' Nesle inclnenlo espalhnu-se o
Incal na Bolsa, de que elle l endona fazer um empres-
limojde 1 "><> milbiies, e que enlircgou lodos os seus
esletos para sustentar o 3 por ci'lo a 75 f., lm de
nescriar o seu emprestimo a 74a
()Igoverno russo ieiirou do lianrn de Londres
800,100 libras esterlinas que l tinha depositadas.
Ao nesmo lempo mandn vende Aiuilos valores que
posiie na praca de Paris. l'ns aloihuem semelhan-
ie rtedida a rrilaro que Ihe caAra o comprta-
me do da Franca e da Inglaterra, cuas a nma ne-
cpsidade de dinbeiro que lambem olWigaria a con-
tra} um emprestimo ni Hollamia, ua algum funda-
mello neslas duas supposirves.
i syndicalura das paitaras paga lesle momento
aospadeiros de Paris a indemnidade -^ue Ibes he de-
\ id pela segunda quinzena de oulubra. Esla indem-
ni.lde se eleva a 619,000 f. Como a d''erensa enlre
a Isa ollicial e n prero real do pao he 4e 8 renlimqs
potkilog., esla soninia de 619,000 f. acresceula um
eoniinin de 7 milhes 739,500 kilog. depo durante
a rsinzena, 515,833 kilog. por dia.
jo momento ejn que eslou concluindo a minha
casa, se inaugura a estatua erigida ao marecbal N;.
notaesmo lugar em que elle fura ementado por sen-
lena da cmara dos pares em 1825. M. Bnpin que
foi!) seu defensor deve pronunciar um discurso nos-
la rcumstaucia que se tem procurado lomar mui
solmiie. *
- 7.
lodas as gazelas desla manha, excepto Moni-
tor, do o lexlo da resposta do sullo ao discurso do
geeral Boragoay d'llilliers. Eis-aqui a passagem
mis nolavel :
Na crise actual, como sempre, eu conlava com o
po moral e material da Fram-a e da Inglaterra : a
Finja assim como toda n Europa tem raza para
qurer a paz ; pela minha parte, desejo-a tanto como
el), mas emquanlo nao comprometter de forma, al-
gma nem os meus direilos soberanos, nem a inde-
psdencia da Turqua. Hoje qualguer ajuste he
nunca lcmas suas allegacoa. ticueanlo elle de-
pois, qoando falln pela segunda vez, f-lo repenli-
namenlc por espacn de duas horas.
Fallando imparcialmenle.nao corresponden ao que
delle se esperava, nem ao tempo .pie leve para se
preparar. O poni sobre que se estrbava a acensa-
rlo ao ministro era: que tendoo Dr. Pereira da Sil-
va, do Brasil, sido agraciado com urna coromenda,
e havendo dado 1:200 rs. de esmola par os eslabe-
lecimentos de caridade deste reino, na rdajao dos
que fizeram semelhanie donalivos, e lambem foram
aaraciadus. publicada no Diario do Governo, m0 ap-
parecia o desle cavalleiro. Daqur argnia e dednzia,
0 y'acionat, no arligo aecusedo, que esle dinbeiro
1 inha sido .-onegado Dlo ministril.
Mas diga-sea verdade, que pelos depoiinenlos as
tpsiemunhas e documentos exhibidos uesla famosa
audiencia, se evidenciou. que o ministro nao sabia
de lal transaccao, que foi negociada pelo deputado
Alves Martina, conegodaS, que depositara o dinhei-
ro no banco, nao se averiguando romludo a razao
que houve para demorar a entrega deste donativo,
para ser publicado no Diario junio com os outros.
Orno ja Ihe disae n'oulra occasiao, andou aqui mo
de pessoa aramia qoe se r.ao quer descubrir, que ven-
do que esle dinbeiro era destinado a obras de cari-
dade, e como tinha ouvido dizer desde pequeo, que
o a caridade bem ordenada comer por nsmesmos,
tenlou fazer o dictado verdadeiro, e deu em reiulli-
do'esla depluravcl e vergonhosa querella. 'Mas des-
las e d'oulras fazem-se, tem-se fcilo e han de tazer^
se, sem que os ministros sejam sabedores, nem le^to ^^
vem rasca em laes assaduras. No lempo rtTJ conde de
Thomar, me record, que lendo o commerciante de
livros E. Laemmerl do Riu de Janeiro, feilo um bel-
lo preseule de livros impressos naquella casa, emliu-
gua porlugueza, i bibliolbeca nacional de Lisboa, o
ministro sob informarlo d dita bibliolbeca, o agra^
ciou com o habito de Chrislo ; e depois se soube qu
esta graca tinha cuslauo ao Sr. Laemmerl mais de
novecenlos mil res, nao sei se freos se fortes ; mas
nem o ministro nem na secretaria houve cmplices
nesla enormidade, que de cerlo no Brasil, se se con-
lou como por aqui corren, se havia de allribuir a
concussa, qoando os agenles e corresponden les que
ile laca negocios seencarregam, he quemuilas vezes
fazeru o que qoerem.
Ao pobre Rodrigo da Fonsrca aconleceu um caso
desles. Mas vollando ao processo, depois de lerem
erado os advogados de parle a parle, rerolheu-se o
I
cipes eslavam encantados um do oulro. O duque de lciasegunlf sbreos principados do Danubio:!
Nemours disse ao duque de Levy : levantamos urna a Ogena'1.' rozoff administrador provisorio da
ponte sobre ofossoque nosseparava. A 21, o eon- Moldavia.i,ral'(*<'0,ri0 senhor absoluto. lospsccio-
de de Cbambord fui a Vienna pagar a visita ao du- non ultjaracnlc eslabelecimentes pblicos e psr
que de Nemours. Esle lheapresenlou sua muiker, licular/ Quando vsitou o hospitat israeliU, os di-
seus fillios, a princeza Cleinenlina, o marido della, o| rectn/ le eslalielecimenlo foram muito mal aco-
99,50 a 100.15 sendo a ullima quotaco de 99,90 ; 3
0|0 de 73,20a 7i.80, sendo a ullima quolaco de
74,10. Consolidados inglezes, de 93 \ a 96.
Pars 6 de dezembro de 1853.
A face das cousas no Orienle ainda nao foi mu-
dada por nenbum aconlecimenlo decisivo.. Os ami-
gos da paz esperavam que o invern occasionasse
urna suspensao forrada das hostilidades,e penn(lis-
s que a diplomacia continuasse com mais felicidade
o curso das suas negociaces ; mas nada disso se ve-
rificoo. As noticias que nos chegam do lliealro da
guerra, por mais confusas e por mais contradictorias
que sejam, provam que nenhum dos adversarios
nao deporo as armas, ainda mesmo momentnea-
mente. Um despacho fallara'de um armisticio de Ires
semanas : oulro despacho veio immedialamenle des-
prinripe de Saxe-Cobourg-Gotha e seus filhos. O du-
que de Nemours disse aos filhos : lembrai-vos que
esle da he o mais bello da minha vida, depois,
vollando-se para o conde deChambord: espero que
denlro em pouco possaro servir a vossa alteza,, e vos,
sa alteza se nao lia da desgostar delles. No'dia
guile os dous primos jaulavam no palacio (,
Schaunbrunn com o imperador d'Auslra que II*
(lava os parabens pela reconciliacao. A impera"'
mai, Sopbia, que em consequencia de se acharA"
do mundo ollicl.il, pode usar de maior liberd^"'
linguagem, exprimi a sua satisfarn rom um'1"*
cidade de sentimenlo extraordinario. Toclosc?1"6"
bros da familia de.Orleans,presenlesemVieir>'ePa!'
saram os diasde 26 e de 27 oo palacio deHonsdorf,
afim de consolidar a reconciliacao dos #*ramo-
O duque de Nemours escreveu aos ftenejr* Bedeai.
Cbangarnier e Lamoriciere, annunciajP""16 1uea
fusao eslava realisada, e estes Ires gjc*raes respM-
deram por urna adheso completa. duquezaie.
Orleans licou fra de loda esla o**c'aa0 rou que nao julgava ler o direito/e compromeIIio
futuro de seu filho. Com ludo'|Suem ulSa I"6"
conde de Paris, em sendo maiw seguir o exerrpo
dos lios.
Esle successo cansou gran* estrepito em Paiii e
cm loda a Franca. Os lej,i'nislas naocabem ersi
de contente?: verdade hal" elles sao os que mis
ganham com o negocio. rara apenas simplare-
cordacoes, hoje constituyo om partido. Enl'l "s
anlgos ministros de Ls* Filippe, M. M. Ms.ee
Guizot foram os agenl^ infaligaves da fusao. M.
Thiers he a nica pejonagem importante d/lno-
narchia de julho que prsenle nao lem qifrado
pactuar com a legiH* fortuna Icnham /alguma sorle corrompida i M.
Thiers, rom lu>V't,e a,nda conserva noinlodo
coraco um au> / fermcnlo revoluconarioJ
Pile^e pre/ ^lue *&* bomba, ao arebeujf;
#ou cerla agi|^ campo bonaparlisla. f>> prli-
darios de N/V*30 hngem rir-se, mas parlicr.'iaraen-
le eslo mV. furiosos e mui inquietos. O yiaii re-
vollados 'fi* Jeriuiyiuos. que nao comp heilem
qoe se. y* a audacia de dispor de um,| arlo de
que se^*ideram os proprielarios, no cus de lapo
leaol/ 'er herrieiros directos. Entr /ntomui-
los '; ypartistas lem para.si que a reco' y lias dos
div j/o partido Orleanisla. Verdade he ''que un re-
t, orieaiislas
indmtsticel tem n abandono total das pretenroetma-
nittada* peta Rutria, ea evacuaran completa j|Jur-v Para deliberar, e depois de la estarem muilo
iimediata dos dous principados, que sao parles in- lempo em discussao, veio a sala da audiencia xim dos
jurados dizer ao juiz, que tendo-se procedido ao es-
crutinio havia empale, e pergunlava o que Se havia
de fazer. O juiz disse-lho que, segundo a lei. eram
precisosS volos conformes, tonto para condemuar co-
mo para absolver, e que abriesen! nova discussao,__
e fizessem novo escrutinio al desempatar. Passado
muilo lempo, vio lodo o jury ler a sua ultima dec-
sao, que foi condemuar o Sacionat por 7 vlos con-
tra 5. Houve grande rumor no auditorio, e depois
grande polmica enlre os dous advogados, dizendo
que sendo exigidos pela lei oito volos para condem-
uar, e lendo havido ssele, ou devia ser absolvido o
jornal, ou annullado o reretiietum. Entretanto o ju-
ry persisti na esolorao da sna maioria, e em cou-
sequencia o juiz lavrou a sentenra de condemnai-So.
Eram 10 horas da- noile quando se acaboo esla sena.
Em verdade se diz, que quem lorto nasce tarde ou
nunca se endireila. Esle^irocesso livera maos, pe-
siaios comeos, e o fim foi lorio. A lei diz terrijinin-
te e claramente que sao necessarios sito votos, ou
osddus tercos dos jurados para rondemnar, logo est
insanavelmcnle milla esla decisSo, e por consequen-
cia a senlenca que sobra eBa recahio, Assim o jul-
gamos mais pralicos nesta juri-prudencia. E por isso
o nacional, declarou no da seguinle que tinha sido
absorvido, porque no jury nao se baviam conforma-
do x votos legaes para o condemnar. Inlerpoz ap-
pellac-Ao para a relarao de Lisboa, e aqui vamos ter
nova rampanba.
Em desforra o mesmo Saeional, accasa agora o
me-missimo ministro do reino, de ler vendido por
2:0005 rs., quando i.fficial de secretaria, nm lugar de
mamposteiroda bulla da cruzada, e clama que cha-
me ao jury, porque lem documentos por onde prove,
nao s a venda, mas a reposi.-ao a que o vendedor
foi obrgado. He deploravel islo !
As corles ahrem-se amanhaa, e no dia seguinle
que se celebra o Irintario do fallecimento da raiofla,
vai lodog corno legislativo, e lodosos Iribonaes as-
Rsur ao oflicio. Ser orador o prior da matriz de S.
Miguel, Jos da Rocha Forlado, perqu o rcebispn
de Palmira, que fora Humeado escusou-se, parque
no be para lo difficejs papis.
Tem havido em militas igrejas solemoes olocios
pelo elerno repoozo da soberana fallecida, f em qua-
si todos lem pregado o padre Joo Candido de Car-
yalho. conhecido pelodhexim defaberao, que fui um
jornal que elle redgio antes de ser presbtero. He
trisieque niio baja um prosador capaz em Lisboa.
Jos da Rocha, be prior, como disae, na ilha de S.
Miguel, e esl aqui tratando da sade.
Foi transferido de inspeclor do correio' geral. o
cons. Joao de Sooza Pinto de Magalhes, para o tri-
bunal de conlas; e opmeadoem seo lugar o cons.
do thesouro Eduardo Lessa, sugeilo m'ai hbil.
tirantes do meu imperio.
Aguardarse a conlinuacao ilas hosllidades, a des-
pito do invern. Julga-se que provavelmeule nao
Irera balalha na tnica do Danubio anle- da prima-
vera. A Russia esta l'a/endo preparativos immensos.
>s principados, o principe Gortschacotl. em nome
d seu amo, fuucciona como soberano, e iurorpornu a
anilica e a gendarniaria da Molda'" ao exercilo
rsso. Dzem que as carleiras da rhanceUara rus-
s se achara urna proclamaco que Iratava de reo-
lo ao imperio da Russia.da Mol/'va e da Valachia.
Jnfim. eslas provincias ja sHo IraAdas como paiz con-
uistado. Transportam-se os Odalgos recalcitrantes
ara Siberia, e os lilhos sao ere-orporados ao exercilo
asso. Assim cada um faz^-jue pode para emigrar
o para a Austria, ou pajjr a Turqua, Os Russos
upaibam, para combater ycfleilo produzdo por es-
is emigracoes, que hev|f medo dos Turcos que as
rodo/.. ef
Na Asia, nos arr'edo^ de kulayska, defronte de
iezazidem, Selim-P^^ deu una grande balalha ao
;eneral Neslorofl". J#Russos foram obrigados ase
-elrarem. I)ous^>rsoiieiros foram feitos.
Como a PorljfiWi quzesse receber indemnidade
ilguma pelas reparar/ies feilas ao Friedland, repara-
ros que sobem a quasi :tOO,000 f., o general Bara-
oay d'Hilliers fez presente ao sultau de 2,50 es-
pingardas dos lacadores de Vincennes.
A C.azeta d-' Cologne de de dezembro, d i uo-
lhid/Pur e"e- '' banqueiro kaban leudo ousado
letr/rar-lhe que elle e varias oulras pessoas eram sub-
jps austracos, o general respondeu : Pois l*m, se
subdito austraco v para Lemberg. Unisrae-
a, subdito russo,que se achava presente foi icosla-
o a urna parde pelo general, que Ihe disse: se
temoveres, lemandarei pendurar pelas, barbas.
Depois declarou que os Israelitas seram obrigados a
subministrar recursos a milicia da Moldavia. Os for-
necedores de ea vallas receberam ordem para darem
cavallossomenle aos correios russos.
Parto 9 de dezembro da 1853.
A ordem do dia nos pasmalorios, sao o mara-
nhes; e os especuladores desle genero nao co-ilentes
com improvisar balalbas enlre os coseros e os filhos
do propheta (qoe goslava de vnho, mas que prohibi
que os outros o bebessem) dando as derrotas as vic-
torias, segundo o paladar poltico dos narradores ,
incluiram c a Ierra lusitana no dominio doi cara-
., eo
petoet'. O fim he louvavel, pois "lie eotreleres espi- que tinha feilo com que se adoplassem s eslanpf-
ritos espirituosos dos poltiqueiros. Para mais clare-1 ""jaqueojase usam.
za do lexmdevo declarar que o partido legilimisla c w,e?ou. depulado Avila, qoe fora so congresso
deeslatistica na Blgica, por parle de Portugal ;e o
par do reino J. Izidoro Guedes, que tinha ido a Lon-'
dres para nm negocio particular, que alguns cha-
mam publico.
Tem havido earesliade algans gneros, como azei-
te, vinbo, pao etc., feila pelos monopolistas com vis-
las na guerra do Orienle ; mas tem-se-lhe desvane-
cido a cobica pela afluencia destesgneros em toda a
parle, e os preros tem bailado.
Diz-se qoe no da 20 vai el-rei D. Fernaudo pres-
tar juramento comu regente, ao parlamento. Toda
a familia real passa bem, e nao ha nenhum svmplo-
ma de que lenhamos a receiarpela Iranauillidadc pu-
blica. '
O ministro da jiislifa publicou urna portara indis-
creta sobre os clrigos que tem assignado o prolexlo
da Sarao, e juntamente mandou querellar de lodos
os nmeros era que laes protextos lem vindo que sao
i0 e lanos.
plomara ocmenla. de ensaiar novas u.taC de fij ^^51* itr*'^
iiii'-ia sjs w v ut-oMit ov Lniuuniv ouiiiiu -i-ui *. = as inae a
para obrigar a Turqnia a resneitar o tratados, mas j Enropa que pode obler garantas serias, contra a rea-
no indica as clausulas desses tratados que a Porta
(em violado.
Pelo tratado de Kutcbuk-Kainardji, a Porta obri-
gon-se a proteger o culto rhrislo em lodas as suas
igrejas: as felietaces que as communhoee armenia
e grega acabam de dirigir ao sultau allestam o seu
reconhecimento pelos beneficios rcenles de sua al-
teza. O tratado de Andrinopolis consagra em favor
dos principados da Moldovia e da Valachia vanla-
gens e privilegios que a Porla tem respeitadn.ao pon-
i de no chamar os hosp-.i lares Slirbey e Ghika que
Usaran dos planos moscovitas.
A Franca e a Inglaterra eslo, como j disse a Vm.
perfeilamenle decididas a levarem as cousas al ao
fim, mesmo al guerra, mas que se deve esperar
das duas potencias da Allemanha, a Austria e a
Prussia '.' Rctalivamente Austria, ella declara que
quer permanecer neutra em quanlo seu interesse nao
estiver em joco. lie esta urna promessa mui equivo-
ca, pois nao determina quando nem como a Austria
lera interesse em fazer a guerra. A'quelles que co-
nhecem melhor a posicao do governo austraco e
dcixam boje o poder nao em consequencia de um fir- I necessdades qoe pezam sobre elle, julgam que o im-
man do Gran Senhor, mas em consequencia das or- i perador Francisco Joseplt no podem sublrahir-se ao
dens do Sr. general prncipe GortschakoiT que sua
lealdade de vassallos do sullo nao Ihes permiltia mais
execular.
a O mesmo tratado de Andrinopolis estahelerc o
Prnth como limite dos dous imperios; o Pruth foi
alravessado, em plena paz, por uro exercilo russo.
Passando lambem o Danubio, os Turcos nao lomam
a oflensiva ; be o territorio otlomano, tal qual se acba
determinado pelos tratados, que procuran) defender
contra nma agresso, cuja data reunira a muilos
roetes.
A imprensa de Londres applaudio muilo eslas de-
clararnos do Moniteur franrez e debaixo de formas
menos officiaes cendemnou com igual energa as pre-
tencoes do czar. Oulro documento diplomtico foi
lambem objeelo de seus ataques. Quando o impe-
rador .'rolc, 1'. 11 n, ven minisICK* o Sr. do Nossclrodo
curarrega-se ordinariamente db commentario e he
quem se esforca porailorar por meio dos segredos da
linguagem o que lia de demasa mente spero e oll'en-
svo no tom do amo. Desla vez o'celebre diplmala
nao foi mui bem succedido. Cma circular foi diri-
gida por elle aos agenles russos nos paizes eslran-
geiros para p-los em eslado de fazer conhcer aos
governos junio dos quaes eslao acreditados, as in ten-
roes da Russia, e essa obra provoceu em Inglaterra
e Franca as mais vivas criticas como eneia de liypo-
crisia e roa fe. .
Eis aqui as duas passagens importantes dessa cir-
cular :
Depois de ter resumido os factos que se tem con-
sumado al hoje, o Sr. de Nesselrode accrescenla:
(i De posse do penhor material que nos d a oc-
cupaco das duas provincias Moldo-Valachias, bem
que sempre promplos. segundo nossas promessas. a
e\ ac.i-las logo que forem salisfeilas nossas reclama-
cues, conlenlar-nos-bemos provisoriamente de man-
ler uellas nossas posces, permanerendo na defen-
Se os lei toros do Diario esperam que Ihes faca a
lescripcao de brilhaules e lerriveis balalbas, com o
enlbusiasmo que pruduz ocheiro da plvora ; secou-
lam sohre a narrarao d'alrevidos movimentos slrale-
gicos.e que Ibes indique as posii-Oes tomadaspelas na-
rcies do occideilla que se dizein protectoras da Tur-
qua, tiraran desaponlados, porque nao leuho nada
do extraordinario a contar-Ibes.
Com efleito, a queslflo do Oriente nao tem feilo
um passo depois da nossa ultima correspondencia : o
que lie verdade he que, al hoje os Russos nao tem
oblido vantagem alguma sobre os Turcos, o que be
j om desar para aquelles. Os jornaes allemaes in-
ventara cada din um projeclo de accommodaro, mas
que duram, o que duram as roass.
Al onde pretendem ir os governos inglez e
francs ? Eis toda a questo, e nioguem, nem elles
mesmo lalvez, o sabe.
O governo austraco he quem mais se revolve para
a conclusa pacifica da quesiao ; nasa Inglaterra e
Franca a apertam para que elle declare al onde pre-
tende levar a sua neutralidade.
Abrio-w a sessao do palamento prussiano em Ber-
lim : o discurso do governo, lido pelo presidente do
ronselho, barao de Manleullel (a Iraduccao dn Man
leuflel he bnmem do dabo ) produzio bom efl'eilo
por assegurar o seu amor da paz, sem sbllrer loda-
via iuv asnos ronlrarias ao direln publico enropcu,
d qualquer lado que ellas venhain.
Todos s.ibem que a Prussia be urna grande polen-
cia de convenci, pelo conlingenle que "ella pude dar
ao lado por que se declarar. Sem fronleiras, e sem
uoidade de territorio, ella lem precisao de vivac em
pa/. com lodos, porque o que creou o genio de Fre-
lerico, pode desnianlelai-se no choque d'uma guerra
em que ella se lance imprudentemente.
Abrio-se o parlamento prussiano. Quem ouvir
isto suppor que exisla na Prussia um systema cons-
titucional. '\ lie ha lal, esse parlamento prussiano he
om ernhroglioe um amalgama da philusophia nebu-
losa, alloma,!. Em lunadas nossas prximas corres-
pondencias lijemos conhcer aos leilores do Diario
essa cousa que se chama parlamento prussiauo.
Em geral u'Alleinanha, depois do auno fatal de
1848, lem havido una 1.-1 applirarao de principio di-
vergentes, que ningnem sabe que nome dar as fur-
nias dos seus goveruos: a par das palavras sonoras
de parlamenlo, tribuna, lbenla = de mprensaelc,.
pralicam-so osaclos pomais decidido absolutismo. conciliac,ao, elle appella para'os esiorros
Para ser justo, devo dizer que a maioria vive satis- macia, mas a Porla oltomana nao se deixt
feila, e sem recejos de conmnenos.
Wl escriplor ha, quejnao pode dormir duas nuiles
na mesma cidade, ou povoacao : um arligo que nao
agrada polica Ihe procura urna ordem d'expulso
isnmediala, e como lodas as policas eslo em contac-
to a se communicam, urnas is oulras, o pobre oiabo
nao toma p em parle alguma. Tambem para ser
justo deve dizer que os homens da imprensa abusa-
jugo do reconhecimento que pesa sobre s, e que no
diaem quea guerra europea rebenlar, se pronuncia-
r pela Russia. Relativamente Prussia, bem que
o re Frederico Guilherme seja cunbado do czar, cre-
so que em um momento dado, se convicr absoluta-
mente lomar partido, faria causa coniinum com a
Europa occidenlal contra o czar. Esla upiuio adia-
se confirmada pelas palavras qoe o presidente do con-
selho. o Sr. de Manleullel. acaba de dirigir is cama-
ras em nome do rei, por oecaso da abertura do par-
lamento que leve lugar aos 28 de novembro. Eis os
paragraphos do discurso real que toca nos negocios
eslrangeiros:
a As cmaras lornaram a lomar suas deliberacOes
no momento em que se teme que a paz da Europa,
manila al ao prsenle, seja perturbada pelas difli-
.illdadoe dn qsuealao do Oriento. !ee lomorpa "r,,>
fundados sobre factos ; todava o governo encara o
futuro cora ron llanca. A Prussia apoiada sobre sua
forca da qual lem consciencia, continuar como no
passado a dirigir em todos os sentidos seus eseVr,os
activos e a fazer ouvir urna linguagem tao indopen-
dente quanlo imparcial.para fazer Iriumphar a paz e
a moderaco nessa queslo preuhede coiisequeucias,
porm qualquer que seja a feicao que lomera os a-
conlecimentos, a providencia cnllocou o rei frente
de om povo sustentado pelo patriotismo, e o governo,
em todas as medidas que bou ver de adoptar, lera por
guia exclusiva o verdadeiro interesse do paiz, inse-
paraveldodo Ihrono.
Eslas palavras foram interpretadas em Paris e
Londres como pouco fav ora veis ambirao russa: De-
clarando que marchar com leu povo, que se inspi-
rar do patriotismo nacional,o rei da Prussia pronuo-
ca-se lao claramente quanlo he possivel contra a in-
fluencia moscovita que he soberanamente detestada
na Allemanha.
Se as hostilidades lem quasi cessado sobre o Han li-
gada a acompanhar a Russia, de quem na verdee
he vassalla desde a guerra da'Hungria, peruV'a.
desde o comeen da guerra, lodas as suas pose,oes
na Italia, por isso emprega lodos os recursos f sua
poltica para conjurar a tempestade. Ulir^meiile
quasi que ella nos ccmpromelte com a Itterra :
eis-aqui como o negocio se passou : red ir/urna no-
va ola mui hbil que cm essencia consiga em per-
miltir a Russia e a Tirquia Iratar dircr-mente en-
tre si. O gabinete ingle/, que applau?-1 vidamen-
te qualquer lenlaliva que poda uper urna soluro
pacifica, he de opiniio que se aceitaba ola : sub-
mellem-na a Napoleao da maneira '.iis calhegorica.
Depois desla recusa, deu-se eerl- friesa enlre os
dous governos; mas depois de uya Iroca de despa'
chos, reslabeleceram-se as boas la(oes, com gran-
de pezar da Austria. Mas o gabSele de Vienna nao
se agasta por lo pouco. l'oi -os dias depois desle
revez ella enviava usa nov/proposicao, tendente
a um projecb) de congresso eoa que seriara represen-
ladaa a Frauca, a Inglaterra, a Prussia, a Austria,
a Russia e a Turqua. O lugar em que o congresso
se devia reunir licava i esculla da Europa. A base
das. deliberarse* seria t ola de Vienna modificada
segundo as ebservaces e as reservas da Turqua.
siva cm quanlo nao formos forrados a sabir do circu- bio e na Asia, parece que no MarlNcgro alguns con-
lo noqual desojamos limitar nossa arran. Aguarda- I Hielos lem lido lugar enlre os navios de guerra lur-
rc.iins o ataque dos Turcos sem tomara iniciatura das eos e russos. Era Conslanlinopla annuiir ia-se a loma-
linst i i idades. Depeiidern pois inleiramenle das ou-
lras potencias nao smenle nao alargarem os limites
da guerra, se os Turcos se obstinaren! a no-la querer
fazer absolutamente, seno tambem nao imprimi-
reni-Ihe nm carcter dilTerenle do que pretndeme--
devar-lhe.
Esla Minarlo loda espertante nao poe nenbum
ii'c-lac ale i ronlliluaraodas negnriare-. Como be
de razao, depois da declararan de guerra que acabam
de fazer-lhe, nao he a Russia qoe deve procurar no-
vos r\pedculos; nem qnedeve lomar a iniciativa das
proposlas deconciliaro: mas se melhor esclarecida
sobre seus interesses, a Porla for mais dsposta aolle-
recer ouacolher laes proposlas, nao ser da parle dn
imperador que viro os ohslaculos a que ellas sejam
lomadas em consideraran.
Como v, o governo russo, bem que persista em
ter o direilo de exigir repararoes, falla sempre em
da diplo-
a mais le-
var de proteslaces hypocrilas, e parece decidida a
resolver a quesiao mlilarmenle. Ja.disse a Vmc.
que sobre as vivas instancias dos embajadores o go-
verno lurco enviara a Omer-Pacha a ordem de sus-
pender as hostilidades durante alguns das, salvo se
as uperaenc. eslivessem j comeradas. Parece que
esla ordem norhegoua lempo, ou enlo que o ge-
neral em chefe Omer-Bacb estando ja muilo adiau-
da de um vapor russo : cm Bucharesl annuncia-se a
lomada de um vapor turco, nao se sabe deque parle
esl a verdade: oque parece cerlo be que um navio
russo enralbou e que urna parle de sua equipagem
cabio uas mos dos turcos. Urna esquadra ollomana
romniandacia por um inglez, o capila.i Slade. o qual
lem o titulo de Musbavcr-Pacba e que se compite de
urna mo de Ires pnles, cinco fragatas e um vapor
sabio ilo Bosphoro cm direrro ao porto de Anopa
na costa da Cirrassia, para ah depor armas e muni-
ees. .Nao se sabe ainda se essa empreza foi ou nao
bem succedida. O resta das esquadras turca e egyp-
caca, bem como as duas esquadras de F'raucae In-
glaterra eslo ancoradas enlrada ilo llosphuro.
Ja disse a vmc. qne o embaixador de Franca junio
do-oHan tura mudado, e que um militar distinelo, o
general Baraguav d'llilliers fora iiumeado em lugar
de Mr. De La Cour.
Foi a 15 denovembro qoe o novo enviado do im-
perador do* francezes desembarcos em Conslanlino-
pla. EHt-aquj as passagens mais imporlanlcs do dis-
curso que elle fez aosuliao enlregando-lhe suas car-
las de crcdilo:
A Franra be a mais anliga, a distincla das alliadns
da sublime Porla. Sua sinceridade nao pode ser posta
em duvida. A Franca nao (eme a guerra; fiel ao espiri-
to de sua iiiissau,revelada pelo proprio imperador Na-
poleao, a Franca quer a paz, mas ella a quer dnradou
segund
Vejamos se esle projeclo offerece alguma possibilida-
de de triumpho, junla das parles inleressadas. Por
um lado veremos naiultimas correspondencias de
Conslanlinopla que a torta regeitou definitivamente
a nova nota que Ihe fa olliciosamente apresenlada
pela Inglaterra, e queas dignitarios do divn decla-
raran! que o tempo paitara, Eis-ahi o qui succeden quanlo a) Turqua.
Agora vejamos o que tensa a Russia. f
No Sieele de 4 de Curren hoje o boab de que o imrerador da Rus-
sia recusara Viand&r um plenipoleicarip confe-
rencia proposla pela Austria, e M qual dizem que
a Franca e a Inglajern consentirn ser representa-
das, i) Se a Turqua, responde* o czar*, quizesse
mandar um emhaixadtra S. Pet-rsburgo, eu consen-
tira abrir negociaroes directas; quanlo s negocia-
ci'ws que as qualro potencias ylgariam convenienles
seguir eulresi, aguardarei r resultado, cerno praii-
quei no lempo da conferema de Vienna.
Fra mister ser mui ceis ou mai diplmala para
nos fazer acreditar que dias grandes nacoes impel-
lidas, urna por um espir-o de conquista e de inva-
sao tradiccional, a oulrai>or um enlimento legitimo
de conservacao e de laependeneia nacional, ja ex-
altadas pela lula, sejan embargadas sbitamente por
seis personasen* de ia*aea prela e grvala branca.
sentados em lornod.uma mesa, e disculindo tran-
quil lamente na disidira de seisenlas leguas do lliea-
lro da guerra! (s governos que se respeilam se i
nao deveriam pre lar a esla comedia ridicula.
N'uma palavra os discursos da cora em llerlim e
Slochbolm, na ibcrlura das cmaras, provam que ja
vJo apparecemo incommodos acerca das consequen-
cias da gnerr; do Orienle. Eis-aqui algumas pas-
sagens do dSeurso de el-rei da Prussia.
a Senho-es, as vossas deliberarnos comecam n'um
momento em que se vo manifestando inquielacoes
de qne i paz, lu felizmente o por tanto lempo
maniid:. na Europa, nao seja perturbada pelas com-
plira^ses occorrii^as no Oriente. O governo no po-
de nem quer dissimular que eslas inquielac.esse-
jam bascadas obre factos reaes. Enlrelanlo,. o go-
verno lem conlianr no fuluro. A Prussia, apoiada
sobre a sua propria furca, e lendo della plena cons-
rienria. ronlinuara, como oulr'ora, cm lodos ossen-
lidos os seus esforcos, tendo por alvo empregar na
causa d( paz e da moderaco, nesta questo, qoe
tem tao alia gravidade, onuHinguagem lo indepeu-
dente quanlo imparciaf. Mas qualquer que seja a
race que os acontecimenlos possam lomar, a provi-
dencia collocou S. M., el-rei, nosso gracioso sobera-
no a frente de um povo bellicoso, usidn, sustentado
pelo seu ftatriolismo ; e ficai, Srs^berlos de que o
governo de sqa mageslade, quaesquer oue sejam as
medidas queienha de lomar, nao seguira por guia
dos seus esforcos e das seus aclos seno o interesse do
P"* '"paravel do interesse do Ihrono.
Slockbolm 24 de novembro. El-rei abri hoje a
aiea em pessoa, O discurso de S. M, conlinha a
urna nova restauracao legilimisla *s levara, pila
forra ilas cousas, ao rgimen representativo. Emlln,
o gabinete das Tuilerias, ao passo fie finge indile-
ren;a e menos prero, nao desprlza as procaucles.
No mesmo dia em que se recebia le Vienna a noicia
da fusao. M. Drouyn de Lhays, /emeltia a lodo) os
nossos agenles residentes em piz eslrangeiros, ima
circular em que Ihes rocommeintivada maneira nais
lermioiinle ospassos dos uierabnsda casade Bou^ion
e dos respectivos paftidarios.
Assim, j nao ha em F'rancj seno Ires paridos
bem discriminados: bonaparttlas, legilimistas i re-
publicanos. Se apparecer una lula enlre Napileo
e o conde de Cbambord, a batanea pender paja o
ladiique os republicanos adiplarem. Segundiesla
previsau remola, os dous parlos nianiquislaiTi vo
mostrando boa cara ao parlilo democrtico, Neste
momento j se vilo fazeilo tentativas de isao da
parte dos bonaparlislase liilimislas junio tas che-
fes do partido republicana Nao he provivel que
estes dein a preferencia a*apole3o III; bio inimi-
go mais implacavel e majf poderoso que tim os re-
publicanos. Elles se uiniodem esquecertfo golpe
de estado de 2 dezerabrdj dos prisoes, das depor la-
coes, aliual da restaura do governo absehto. Os
republicanos se nniriaraanles aos legiliraiilas para
deslruirem o inimigo calroum, salvo a qiuserem de-
pois,.como he nalural./Ilispular enlre si os despojos,
N'uma palavra, o govonio actual, ao pasfa que vai
fazendo proposi(0es ais republicanos, ler* lambem
seduzir alguna legitiaistas influentes. r,illa-.-c ja
vagamente que tm dctf^Tlals a[iaivonadosaroniolorc?s
da fosan, o duque vmy, prestara atleuoo ao emis-
sann. e que o liluf e os ordenados Ib senador
(30,000 f.'i seriam o f emo da defec^o. i
Os jornaes lem filado pouco da fusi posto que
o governo Ihesordepisse que o fizessem jkfin) de ler
o direilo de responcr. Nao Ihe deraiifesla insig-
nilicanle salisfaroi Com ludo se dermy crdito s
indiscric.iies dos aiigos do poder, o .VJ^nifeur u3o
lardar a publicar (ni artigo sobre este aisumplu. O
fundo desle arligo (era considerar a recicihaedo dos
dous ramos da cas'de Bourbon, como ua feliz acon-
lecimenlo de f.uiiilu que lodos os domen de bem de-
vem applaudir.eoAu o proprio imperadar.eu o creio,
nao v com indilf'-eiica ; mas que nh poderia ter
o alcance poltico |ue Ihe querem djr, Btc- e|c-
O imperador c imperalriz, deixanjn Foulaine-
bleau no I.- de d embiu, e se achan oas Tuilerias
que .'liandiinara'* durante todo oinve
riaimperial em "liilaiiiehloau.nanfui
incidenle alguni'afiguo de passar
caradas a caval" foram mui brilliar
viado democralonsou allenlar, com
ne, conlra os ds de suas magesladej, Dizem'que'a
imperalriz se eilregou aos exerririosjnnocenles do
balao e as expriencias mgicas das esas da usa li-
les.
Todava, roreu o boato em Paris&g poneos das,
de que o impi'ador anda havia q; ipado a um at-
i.A residen-
ignalada por
ridade. As
e neubum
em Corapie'g-
lentado ronlr quem guarda-
caca Ihe deraom liro e o laucara 1 eavalloabaixo.e
qne o assassii fora fuzilado no metoo inslaule. Tra-
lei de rolher nformarfies, e eis-aqf 0 que po(te ,jr
lugar a setnslianle fbula. N'uni4ae0 pela flo-
rala com oscus inlimos amigos, ttpoleSoquiz imi-
lar o procenienlo grosseiro de na verdadeiro cii-
lleman ; dilou o cavallo a galops; a ab1 da caJs,ra
licou prczaii um ramo de arvorejj ,ua mill!e,|a,|ei
lendo pcrd-lo o equilibrio, deu formidavei que-
da, como un simples morlal, masin, 0 menor g,,.
commndo : levanlou-se uimediajajqenig dizendo
eis-aqui o me he querer zombarta, proimo.
O Monitor de 31 de novemIJo nser0 na sua
parte olliciil a nula seguinle :
No f> I." de Janeiro as se|K admilldas i
recepraoclas Tuilerias, deverSo Ipuseniar-se de ca-
pa de corte, n
Esta ma causou cerla emocs ,,(re os frequenla-
doresfulleras; o preso* amacapi.de cr-
,e, he -. ou 800 f.; assim j-Jg^ que' elcep.
cao da eciedade olDcial, o iiunjr,,ui,9 senllnri,s que
forem almiUidas uo paSo sera tts dimill0,0i !.
zemqm a corle dar muilasfeasesie nverno, da patria de Camfles he moscovita, ou por oulra rus-
so ; e o partido liberal de lodas as parcialidades he
lurco. islo he polilicamenle fallando ; porque em-
quanlo ao mais, apezar de nao ser para deipresar o
paraizo que o Sr. Maluma archilectou ua caximonia,
e promttle aos seus renles,o lestamento veno e no-
vo naocedeu nem cede os seus direilos de'-alominio
ao CorAo. As romeras por ca em lugar devser para
Meca sao para o Bom Jess de Bragagmdgha boas
frigideiras. Jf
Apoltica palpitante, lem* agora ''{i armisticio
forrado, al a abertura da lliealro par A' neniar, que
esta para o dia 15. Alguns pas da pal- j andana a
fazer as suas despedidas, lie opino .. ral le que a
sessao d'aberlura. em que o rei ha de" zer menro,
no discurso que fizer, da morte da ra. .a. a comino-
cao ha de ser grande, e o acta solem-tr., O deputado
Jos Eslevao, que aqu se acba ha di anda convi-
dando todos os peridicos para qu' -innimemente
pugnem pela obra do camiuho de ferrs de Lisboa ao
Porto. A ojira he grande e til, pafem he bem de
recejar que fique em projeclo, como miilas oulras. O
progresso em Portugal he de palavrrs, e j nao he
pouco Temos muitas cousas escriplis no papel, islo
j he grande melhoramenlo !
Continua ainda a fazer muila bula a queslo en-
lre o ministro do reino, e o peridico Saeional, que
foi ao jury no dia 2. A lei que entre nos he femea ,
isto he, sem forca, manda que para condemnacaa se-
jam precisos 8 votos conformes, de 12 de que o jurv
se com poe ; porem no caso miniante, depois do jury
se ter rccolhido veio fra um jurado declarar queha-
via empate, islo he 6 volos contrie (i a favor ; islo
he,mais om vol do que o numero preciso para absol-
ver ; mas como a declararan foi verbal, o juiz man-
dou que desempatassem, e apresiolassem a decisao
escripia, na forma legal. A decisja foi a condemna-
c.lo do jornal por maioria, nao alistan le o protesto
do reo, pelo faci da declaracaode empate, que im-
portavs nbsolvirfio. Sao galanteras e bellezas do
mundo, que sem estes apimenjados acepipes seria
montono e aborrecido A auulemuacau foi era
lOjJOOO de mulla e as cusas. Kao fui d'aleijar.A
galantera agora esla em que o Nacional diz que foi
absolvido, apezar da senlenra rondrmnaloria ; e o
ministro diz que triumphou. Ora ah esl um pro-
cesso que parece qbe foi irrefular, e conciliou duas
cousas opposlas, pois ambas is parle.* dizem que li-
caram bem. Foi un mi gordis corlado sem ser pre-
ciso a espada d'Alexandrp. O objeelo da quesiao,
que be natural saber-se ah j, fei una cummeuda
da Conceiciio dada ao brasilero Pereira da Silva, do
Bio de Janeiro, oblida medanle a quanlia de 1:2009,
que o brasileira Aguiar resiienle nesla cidade, deu
a quem a obleve. Ora o S'adonal chaman ao minis-
tro cunenssionario, por esle facto, o ministro que-
rellou. Alaqui vai'bem o-aso, eo Saeional niel-
leria urna lansa em Africaise provasseoquo disse;
porem nao foi assim. Proviu-se que alguem I inha re-
cebido e guardado o raelaj sonante e taanle; mas
lambem se provou que qministro uo soube disso,
nem vira as cruzes a lal diiheiro, apegar de usar de
oculos.
Esta lebreest corrida.
O visconde da TrlmJae (Jos Antonio de Souza
Bastos) foi reeleilo nresidlnle da cmara municipal.
Corre om rnge-ruge, le que se iralnlha em urna
bernirda, com o fim de leclarar a inairdade'de Pe-
dro V, e acabar com ^regencia ; porirh o guveruo
tem confianca no exerclo, e parece na receiar.
Os peridicos hespanoes dao Porlugal era esla-
do de grande fermenlaeau; porem por emquanto as
fermenlasOes limilam-le aos eslomago-ae caberas da-
quelles que ou por balito, ou par acast, apandara a
sua turca em vulgar liebedeira.
O vinbo esl caro,,o azele, e oulrcs muitos gene-
ros tambem, dizem qe pela cscassez, mas em com-
pensaco lemos grande abundancia ie peridicos e
de maranhOes, cere dos successos dajubianos.
O Porto tem acluilmenle nove peridicos polilicos
(com bstanle impatilica s vezes), Braga tem um,
ViaM lemum, Aviro nm, l'.oinihra mu e Lisboa ci-
to,Ouod abunda! non noret.
As noticias de Respanha nao sao di interesse. As
corles occupam-s dos raminhos de fen"o, lendo sido
incluido nos projtclados o que deve v ir a Badajoz.
Lisboa U de dezembro l 1853.
Finalmente jalgou-se no dia 2 do i renle.,a (ao
prolrahida cauta de abuso da lberdaae de apren-
sa, entre o S'ational do Porto, e o mdistro di reino
R. da Fonsecci Magalhes Foram toqui dus |a-
chigraphos da cmara dos depulado* fva loaiarem
a sessao desle nolavel processo, mas for emquanlo
nao se fez etsa publicarn. Todaviaftelo que refe-
ren! os jornies daquella rielado, e as firlas parliru-
larcs, Ihe farei una completa resenh"'o succedido.
A sala da audiencia logo pela manliia se enejieu
lil le al nien.e, estando prsenles as ?;i*oas mais tua-
HficadasdoPorlo. Juiz era o cons' 'rmenlo. na-
gislrado muito bem visto naquella "de. O adro-
gado do miiisin, do reino era o |ir>l'lnsi;io de l-
menla e Brilo, realista, e um dos ifrados mais sa-
bis do nasso foro. O do jornal aifua(lo era o la-
chare! Custodio Jos Vieira. redar d mesmo Aa-
lional, e.i que linda e*ciiplu o arjpo querellaib
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Mambao* 28 do rtemoalnu da 1863.
Ainda que paraos seus leilores lalvez no seja no-
vidade. com ludo parlcipo-lhe que no dia 18 do tor-
rente chegou do Porto a Nova Aurora, trazndo-
nos ainrausta nolicia da morte de Sua Mageslade a
rainha de Portugal Essa nolicia encheu de Irisleza
a tuda a nossa popslacao, por quo consideravam a ii-
luslre Imada comoirmaa do nosso adoradoraonarcha
e anda mais por que nella viam o lypo sublime de
urna mai, rainha extremosamente desvelada pela sor-
te de seus lilhos, e subditos..... Quasi lodos os nossos
priucipaes jornaes *iuber.no expressar era adequada
linguagem, o piedoso senlimenlo que comsigo trouxe
juna tao premaluramorle, a qual nesle momento en-
luta Portugal eo Brasil.....
O cnsul daquetlanaco. acaba em nma bem lo-
cante proclamaco de convidar todos os Porlugue-
zes aqu residentes, a lomarem ludo pelo espaco de
seis mezes. Consla-me que un igual eonvle (oi fei-
lo pelo nosso mmislro era Lisboa, lodos os Brasiiei-
ros residentes naqnelle paiz. "un
A nolicia tendo-uos chegado em dia de espectcu-
lo, foi este suspenso, por ordem do governo. Esta-
mos espera das partes olUciaes, p.i, *, proceder i
lodosaquelesaclosnecessarios publica demonslra-
pio de seutimeolo, por um successo lo lamen la-
A minora da nossa assembla provincial, conbe-
cendoque haviam de todo cessado os meios pelos
quaes ella se oceupava mais em discoroporoaoveVuoe
seus partidarios, do que em cuidar nos ulereases da
provincia, o vendo que por oulro lado a lei do orca-
menlo foi approvada.naoobslantetodas as Irelas em-
preaadas, afim de ver se se findava a aclual legisla-
tura sem aquella lei, aecessaria a marcha regular
d um governo honesto- acaba de se retirar inleira-
mpnle da arena..... "*
O l)r. Maia nao quiz aguentar de queixo leso
una derrota, para ellelSo bumilhaule, e por isso re-
irando-se da assembla, levou comsigo (oda a sua fi-
leira de comparras, os quaes se |ir um lado deram
burras ao acompanhar o corrpheu, por oulro nao
deixaram de dar puogeates suspiros pelo leile que .
lies fornpcia a gorda tella do thesouro provincial-
Collados linham receiss da-chama de supplenles. e
d ah as instes cousequeocias d'ura capricho que elles
pagavam bem caro 1 .
Esse lampejo de posicao ollicial que a Estrella ex-
perimenlou na qualidade de minora da assembla,
pode ser considerado como um choque galvnico que
ihe deram ao sen cadver. Agora, porem, nem ella
mais lem essa vida material que quasi lodos os cornos
possucra.quandose Ibes appl ira o celebre iuveulo do
(alvaiii. O cadver dessa Messalina, acha-se agora
em sua decomposiso ; os miasmas que exhala espan-
dem-se perniciosamente cm a nossa alhmospbera po-
ltica, e al domestica pelos immundos jornaes que
el|a como que deixou pregados em roda de si. O Es-
tandarte, o DesperUdur e o Itemteri sao as cloacas
aonde se desferhain (odas as inmundas calumnias,
injurias e regateirices que d'ha muilu furam aeradas
nesse pesliphero ulero da Estrella que so chama o
Itodin. Felizmente o desprezo lem sido o iireserva-
tivoo mais evidente.i essa citolera da ninioialidade-
at boje, racas ao caracler sisudo da maioria da iirol
vincia, o mal anda nella nao se conlaminou al
hoje orna so resposla nao se lem dado aos paoe'luxo*
que.por vergonba desla nossa Ierra, aqui se winri-
mem. com a mofa do desprezo, o' n.irliJ. ...,....}....
has, leie a palavra o advogado dotuerellante, que
fez realmcule urna brilbanle deleU, e apresenlau
alguns tocumentos viudos do lira*' a respeilo la
commeada sobre qne versava o, pidi, vendo-se por
isto que o processo foi demorado 'aira lambem dar
lempo a vrem esses papis de l.
Seguio-se o advogado do reo, o JT-Vieira.que Ira-
zia o discurso escripto, o que fez U impressiu, por
que aui, lodosos advogados ou lalcni mal ou bem,
marcha regularmente, e S. Ese. naocessa de ciS
nos inleresses reaes do hem publico. O pnnhslT o
bacamarlejazem inertes, e todos os meios iendeHIes a
melhorarema estado moral e material da provea
conlmuam a ser/mpregadoscomc.rkaei^) que"
noeDnarP.D^n T* asci"nm* K ans,qs^
,7-idmfn f n? ^'rem o brillao da ac-
SSlSSsBr** l)e"e, cuis ''"" pr"
nTifJZy*' SKJi"" enco,"m dura resisleucia no-
!pnprinlf'qUPSea?Sen*Oh0mpB1i 1Ue ""-
generando a provincia. esn,aaar a lerrivel e vergo-
i MSS* ?fa, fazendo eom que
os-
da
Do Tury, conlinuam a screm salisfalorias as noli-
cia. Urande numero de quilomboloa, nao cessam
M serem (iu presos ou eniao isem voluntariamen-
te enlregar-se a seus senhores. As eslradas.que a pre-
sidencia mandou abrir al aos lugares indigilados
como os mais aurferos, conlinuam em rpido anda-
mento. Honlem parti para a explora?.*) das mioas
o Ur, .silva, que levou cousgo lodos os necessarios
insirameulos.
cierna e que linha escripto o arfo querellada ; seus denodados campeoes^o facciPoroM coma
estando na banco dos reos, o ed lor#.periodico, n-, Coques. MilUVs p Siivli. 'lcclnoro5us. c<"no
Salves Bslo. Depois do inlerroga.* das leslemu- ju,^%m^{ f blU'>tt't pwvaaiem os amargos
j
i
)
-
S9*
Hi
-.




i> I II
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 2 DE JANEIRO DE 1854.
O eapnrhinlio Fr. Uorotheo acaba, de par ir lam-
bem para l; allm de que eom a palavra doEvangc-
Iha postainfluiromais que forpossirelna sustentacilo
ftm, indspensavel era urna localidade, para
aasim dizer, nova como aquella.
No da 8 do corrente, nm preto do Sr. desembar-
gada Tiburcio enforcou-se. perlo do cemiterio da Mi-
sericordia. O desgranado padeca de aliemicao men-
tal.
-I" eacravo da Sr. viuva S Vianna, rm das
paaiailoV eom ama tacada leniou malar o feitor de
su fabrica de arroz. O Kolpe nao fui inorlal, e o
escravo consta-nie que lendo-se evadido, foca j pre-
ai pela polica. No mesmo dia que se de esse allen-
lado, un oulro eacravo da mesma senhora, na cadeia
publica, aonde se acha preso, lentou por das vezes
untridar-te.
O Froreao de 17 do correnle, afianza que vaj sa-
hir loa da publicidde un peridico de mue o
Coiuirptor ; sendo mais um campoao da actual ad-
ntinislracao. Nao Ihe garanto tal noticia, porque
da tei a respeilo.
N* dia 15 do correnle, gobio a scena no nosso he-
ir, pela primeira vez, o drama As memorias do
Biabo. 0 drama.como abe, he rico de imagina-
cao, e ana execucn correu tao bem, que o publico
bastantemente o applaudio. O Silvestre e a Car.ilina
colheram nesaa noile .as melhores palmas de louvor,
bem comq.o Kaymundo, que nos papis graciosos,
he jnelhor cousa que por cji temos lido. A
jaaaalca coaa que o drama he ornado, foi toda da com-
* posicao do nosso joven e talentoso patricio, p Sr.
Francisco l.ibauio Colas. No lim da peca foi elle clia-
madn scena eeslrondosamen le victoriado.
Veio do Para, e ueste mesmo vapor segu para o sul,
o Sr. coronel (lueiroz Carreira.
Antas d'hnnlem. seguio para aThcresina o Dr. fa-
raaagn como juiz de direito que be la comarca
d'nanrlla capital. Esleve hospedailo no palacio da
pres.dencia. o mesmo vapor seguio para a sua co-
marca de Cavias, o miz de direito Dr. Vieira da
Costa.
O bataneo da casa dos Educandos o mez passado,
demonstrou a favor clella o sabio de 3903)71.
A albudeca reodeu do dia I.- u 15 do correnle
17:541*773.
No. eaiailerio da Misericordia enterraram-se no
mea proiimo paasdo:
Pestoas liares.
Homens............20
Machares...........1737
Escrotos.
Btanos........... 15
Matantes............12-27
1
Total
til
Parakiha 30 da desembro da 1853.
Eslava no dia 26 lio preoecupado pelas recorda-
ste saadosas de minlia infancia, excitadas peta nii-
nha ultima carta, que nao altendi a que uaquelte dia
parta o correio, e por isso deixei de escrever-lhe.
A* 5 horas da tarde foi que me disseram ser aquel-
le dia urna segunda-feira, do que fiquei bastante ma-
ravilhado, como se houvesse parado o meu relogio
regulador1 ou calculador do lempo que vou deixando
a reaa viagem da vida. Tanta be a funja da imagi-
"aejo. tantos alo os encantos da recmdacao, na fr-
gil caneca de um velho !
Anda boje me acho sob as mpresses daquelle do
ce soahar, que constitu- urna das mais apreciareis
facilidades da nosso espirito, a reminiscencia. An-
da mesinto preso pelos tacos magnticos do passado,
e muilo temo o acordar da roalidade, merencorio e
carrejado, como triste noilo de invern em soldao
profunda.
llavera anda ama forca capaz de reanimar meus
espirilos abatidos, de resliluir-me a perdida aclivida-
de, de despreoder-me dos latos do desanimo, de reti-
rar-me do reino tristonho do desengao, e fazer-me
eatrar no brilhante paiz das illusdesdoces e das es-
peranzas? Uaver catar sufflcjeiite a dssolvero ge-
lo da indilteretica que me euv ul-ye como sudario de
finado t Si Dos o sabe. Meu coracAo lem perdido
ama a una soas mais queridas esperancas. Os bri-
thantes entes, filhos de minha imaginario, tem de-
sapparecido como monUnbas de nuvens acontadas
pelo vento. U donrado horisunle, que via ane mim,
oecultau-se em tempestaosas nuvens. As trevas roe
raaharam a senda que me tinha Iracado, e vagueio
* acaso, ignorante do futuro e triste no presente, e
saldase da passado. Nulla st remiti. Tal he a
sentaaca que vejo escripia ante mim.... Nunca mais
vasgoaarei lempos perdidos emal approveitados, que
faajlstos como a sombra para nunca mais lor-
Daixastes amitos profundos vestigios, e so mirrada
lia da mora es apagar, quando este p turnar
saaforma primitiva....
A festa do Natal, apezar de muilo redazida, como
a pac a aovo calendario, dssorganisou-me, ou para
nseaVar dtae-lo, reanimoo-me a imaginario, e por
sais qae desejkreferir-lhc o passado de poucos das,
seaeealroaVoode muitos anuos, que lhe nao in-
O atea archivo foi revolvido, e as olas dos acon-
lecnaentes misturadas de sorle, que quando procuro
asa de 1 de dezembro de 1853, encontr innme-
ras da 25 de dezembro de 1790 em dianle, at
181*.
So eom esta imagem lhe poderia explicar de ama
forma expreasita, o que actualmente so passa em
aneu espirito.
Faeaaaos um esforro e deixemos a anligui-
dade.
Passoo a festa do Natal triste e hv pocondria, como
na noita de Voung. Nem ao menos um bom loar,
qae a embeleersse. Em algumas casas vi armados
VasajMs, mas faltava-lhes a animarlo vida e poe-
sa, ejne Ibes dava as innocentes pastornhas, que
ansiado an som dos maracas e pandeiros, deitavam
mu estadadas loas em houra e louvor do recemnas-
cido.
Os meamos indefectiveis pastis, onlr'ora tao sabo-
rese, apezar de sua exquisita composicao, me Die-
ran este anuo temer o recuar. Nao lenho hoje a fa-
cilidad* digestiva dos meas vinle anuos, e nao quero
iaeammodar por pequeas cousas aos seuhoros -facul-
tativos.
Urna almoaphera pesada me circumdon por toda a
parte....
Felizmente nesta vtsinlianra o crime anda respei-
lam aquella noita solemne.
A papalacao nao se diverlio, mas ou dormilou ou
en pequea porrao, foi tristemente e carregada de
reeordacoes, esperar nos atrios das igrejasa nssado
gallo, e elevar sen espirito au Altissimo. Triste po-
y, reabam-Ieosdiverlimentos e -leixam-le as amar
garas e privaefies i S le resta a resignado !
Va tei se lhe disse em minha ultima, que eslo
ros os assassinos do infeliz Jos Thomaz Pe-
I de Catiro, se Ih'o nn disse, saiba que nao fo-
as gadittas (como chamam os criadores ) como
appor ao recebar o Uro homicida, e como lhe
e, aaudo lhe l'ma escrava, ama da casa da infeliz victima, de
nailo lempo, que fallava e persuada a um irmao
ara enecliiar o homicidio, mas esle, tambem eacra-
vo do mesmo finado,nao se achava cora barbara cora-
Cn de eectutr o crime.e lemhrou um terceiro que
via sido escravo do mesmo Jos Thomaz.e para hoje
an oulro dominio. O lembrado nao desmeollo o
conreito que del|a formaram os commillenles, e me-
diante a quantia de 509 is. paga peta dita escrava,
eonpleloa a obra infernal. Eslo presos e entraran)
na dia de atal nesta cdade, nao sei se sombrando
a popotaro mais pelo desembarazo e fra ndiflereu-
r* qae apr/senlavam, se pela ponca idade que se Ibes
etava para emprehenderem e executarern lio negra
Be.
Chiiz Dens que aquelles assassinos nao soubessem
par mais lempo occullarseu ciime, que eslava bem
distante de Ibes ser imputado, pois as suspeitas vaga-
vam de sobre uro para oulro individuo.
IMxem que nm escravo do mesmo finado raslejando
o assassinn, reconhecera pelo raslo e directo, o as-
sassine, mas esse indicio era 13o fraco que a nJo ser
secundado da eonfissao do delnqueme, mal podra
eadutir suspeitas.
legando a le, devem ser ellas brevemente julga-
g. das, e nenhuma duvida pode haver do resultado do
julgamenlo, vislo a geral disposicao para rigorosa pu-
alaa de taes crimes, disposicao que, quauto a roim,
devera aeneralisar-se a todos os crimes.
Atara asta uovidade, neubuma oulra importante
ase consta, occorrida nestes ltimos das.
Sade e ventaras lhe desejo.
taren o plianUsiar dos |ioolos, passaremos a rofo-
rii' o que na semana occorrou digno ir ser men-
cinnatlo.
Por noticias rea'bidas.do Po-d'ADio, consiou-
nosquo all huvia apparcciilo algum rumor acerca
do re'.'nlaiiii'iiii. para o registro de nascimentos o
oflos, que os nossos matittns ignorantes -$: Iludi-
dos, appellidaram delei do capliveiroDizia-s
que esse regulamehlo ia novamenlc ser jiosto em
eveoueao, por ordem do gpwrno, e nesta liypotliese
l'a/iain-s,' os preparalivos ^iara una nova ja-
neirada. Etitrotanto ;> iranquillidade publica nao
foi alterada, e he de espera que, a esta hora, ja es-
tejam lodos desengaados e certos da falsidade de
tal Imalo, que, destituido de fundamento, nem se
quer um pretexto plausivcl pAdcter.
. No dia i7 cliegou a nossa barra e den fundo no
lanieitau, o patacho portuguez irrogante, condu-
zindo da ilha de S. Miguel um extraordinario nu-
merada colonos poriuguezes, os quaes, pela pouca
capaeidade do navio, .vinham no maior estado do
sofTrimento e mesmo de Mescspntaeo. Noticiamos
esse faeto em o nosso numero do dia .10, e pedi-
mos augmento, em mime ile liiimnnidadc, alguma
providencia para aliviar aquellas infelizes ; mas o
capilo do dilo (talacho, advertido da iinpressao que
iqui causara o seu brbaro e ignobil proceder, nes-
se mesn dia suspondeu o ferro, o deu a vela para
Babia e Rio de Janeiro, depois de ter desembar-
cado alguns colonos, cujas passagens lhe foram pa-
gas. Milito tem dado que fallar aquclle modo es-
ttanho de colonisaeao, quenada menos lie do que
um novo trafico, lillto da seduceao e da perfidia,
combinadas eom a mais torpe'avafeza. Os Porttt-
guezes, princi|>almenie, encherara-se de juak' in-
dignarao, vendo seus patricios rcduzidos condi-
coes dos prctos africanos ; reclamarain providencias
do sen cnsul, mas nada poderam oblcr ; cons-
ta-nos que algum alvoroto houve por essa causa no
bairro do .Recite. Outros boatos mais eorrem a
respeito, porcm nada ainda temos por averiguado.
Varios ratnneiros tem apparecido.varejando as ca-
sas na ausencia de seus donos, e levando o que
emeontram do valor c fcil conduceao. He indus-
tria que so nao perde, e para a qual o tempo de
(esta he o mais apropriado. Os furtos de que te-
mos noticia, nao tem sido considerttveis, era dig-
nos de especial meneo, ainda que assim nao pen-
semos que o soffreram.....
Alguns aguacciros se formaram no dia 27, c bor-
rifaran as ras da cidade ; mas foi cousa to in-
significante, que nada inlluio sobroo, estado da alh-
mosphera. 0 calor, portanlo, contina na maior
iniensidadc, uTrnanilo vcidadeiramonte insuportavel
a habitaoo da nossa capital. Felizmente nao se
lem desenvolvido epidemia alguina ; pelo que mil
gracas elevemos render Providencia.
Damos as boas testas aos nossos Iciloros, c de co-
racao llies apetecemos tanta prosperidade ojn o novo
atino i piai i la para ns desejamos.
Entraram durante a se'raana 9 embarcacoes e
sahiram 24. "
Renden a alfandega......57,999;200
em todo o tnez de dezembro. 322,679;771
Falloccram 45 |>essoas : sendo 12 honicus, 10
mulhcrese 15 parvulos^vies ; 4bomajjt e 4 mu-
lheres, escravo.
COMARCA DE MAZABETB.
29 de dezembro de 1853.
O que por aqu apparece de maior monta, mas
que, segundo o meu pensar humilde, a nada monta,
sao alguns boatos vagos, de. que a popolaco rude
desla comarca, e da de Pao d'Alho, tomanao por
pretexto a lei da guarda nacional, o imposto do sel-
lo sobre os banbos, e nao sei mais o que, pretende
sublevar-se no dia i. de Janeiro prximo futuro : di-
go que a nada monta, porque ja se ha repelido sto
mesmo tantas vezes, e por Mo diversa maneiras,
que s parece especuladlo assim a moda decassuada.
Ja a semana passada appareceram noticias de um
carcter tal, qu% o delegado de noticia fe.: sabir o
capilo Camisao a explorar de que hambres se acba-
vam certos moradores de alsumas localidades da co-
marca, onde a acc/Jo da polica nao pode ser lab ef-
ficaz, pelas distancias em que se achara ; mas o ca-
pillo lendo percorrido aquellas localidades, e pro-
cedido a rigorosas averiguacoes, au poupaudo meios
nem mesmo os pecuniarios, afim de rhegar ao cn-
nhecmento da verdade, voltoa no dia 23deste me>,
asseverando que nada havia que induzisse a-receios
pela Iranquillidade publica.
Hoje. porcm. quando meaos se esperava, e quan-
do o dito capiao se dispunha para marchar para Pe-
dras de Fugo, segundo he correnle, chega, valha a
verdate, urna requisito de Pao d'Alho, pedndo al-
gumas pracas do destacamento, por causa de boa-
tos que circulam por eqjre os moradores do lugar,
foi salsfeita immediatamente a requisieSo, mar-
chando para all o cadete Simos eom vinle e tantas
pracas. Entretanto, o no-so delegado nao queren-
do, como l dzem, que o apanhem descalco, lem
lomado oulras medidas preventivas, que muilo de-
vem aproveitar no caso de alguma emergencia, que
appareca aqui uualli ; por taulo, estamos tranquil-
los e bem tranquillos acerca dessas gramolas, eom
que de vez em quando querem divertir-se casia
da credulidade alhcia.
Na noile do da 24 (vulgo de Natal) foi barbara-,
mente assassinado no lugar da Junco do 1. dislrirto
desla freguezia, o pardo JeoTheobado pelo preto
velho de nome Luiz, escravo de Antonio M.irtins. o
qual (preto) descarregou sobre sua victima dnus ta-
cadas, urna no baixo-ventre e oulra de um lado, por
tal guiza que poucos momentos lhe deixaram de iva-
da. Dizem-me que o delegado tem dado ordens
terminantes acerca da captura doassassino, em vir-
lude do que espera-se que ser infaliivelmenle a-
garrado.
Agita-ae entre os criminalistas d'aqai ama ques-
iao bem diflicil de resolver-se, islo be, para mim
qoe nada enlendo de direito criminal ; foi ocaso:
lendo o subdelegado desta cidade de sahir em dili-
gencia, e nao lendo cavado, nem querendo ir a p,
por nSo serpean, mandn que lhe pegassem am ca-
vallo, fosse de quem fosse ; quiz a sorle que o pri-
meiro cavallo, que se cucoulruu, fosse'de am moco
derepenicos, e que tambem tem seus famas deau-
toridade, agarraran) eom elle e o levaram ao sub-
delegado, que mui lampeiro o cavalgou ; mas, ao
voltar da diligencia, han s o propietario nao quiz
receber a cavallo, como prepara-se para levar o sub-
delegado aos tribuna es, porque crime, nao sei: o
subdelegado mandn depositar o cavallo em juzo,
e espera delnder-se airosamente, e eom ar di
provisoria nujn definitiva delta : foi ede puuco mais
ou menos o sentido da passaaem referida.
lestemiuiha ecnlar eslon habilitado para asseve-
rar a V rae, que Ihes hei dilo a verdade, e que racil
he a prova ; bera que, releva confessar. nao livesse
sido proposito meu oflender a alauein. Ventalle he
que este incidente veio collucur-me era um terreno
melindroso, nao por que recele ser aecusado e con-
vencido de calumniador ; nao, Dos louvado, sei o
que escrevo; mas por que repugna a meu carcter
enlreter urna polmica neste genero, acobertadu, co-
mo eslou, do nnnnymo, que fon;a he guardar ; e
rom quera Ah Moliere, que inimitavel produc-
cao mi foi o leu Tartufo! Entremos em alguns de-
bilites, o>p) licencn dovoslisliiicln alumno da escola
polylecfimca, etc. Nao tenho prsenles a planta nem
oorcamento, porm a mais ligeira inspecciio ocular
sobre a execuco geral dessas obras convencer ao
mais myope, que, ainda no caso de terera sido ellas
feilas de conforraidade eom taes bases (nrcamenlo e
planta) nao se leve era vista o bem publico. Como
foi construida no rio Una essa tapagemde barro ou
paredaode trra? Direi. rea sola, Ierra, equa-
si nenliiim ha(ro, Ira/Jdns ilrrs margeos sobre um
couro por bois, e nrremessados. sem mais arte, ao
leilo do rio, foi loda a base da tal tapagem : nao se-
ria mais solida a obra, se se tvesse empregado s-
uratidao sao asna recompensa. Acota ainda, veris
outros que, inlitulanJo-segovernistas o suslenlacu-
da poltica dnminanle, nao veera no poder senao am
senii-iltosiinpcccavel. justo e santo era todas as suas
obras: cada urna de suas paginas he um dilbyrambo
em honra do sen dolo e dos ministros que o srvein ;
o quer o poder sea negligcnle, qur viole os direito*
do povo, qur comprometa *o destinas da patria,
quraville o seu nome, ludo vaiJKm no dizer dos
seus escripto'res, ludo nada eio*mar de rosas, eom
lano que os cleitorcs sejam seus, seus os empregos
lucrativos; ecom tanto que para alguns corram pro-
picios os fundos secretos, de modo que possa sabir
colorido e animado o branco papel tque entra para
suas nflicinas. E laes peridicos cauzam o grande
mal de illudirem b eoverno, fazendo-lhe crer que
elle ludo pode nusar, e qae fra do circulo dos
seus adoradores nao ha uraa massa compacta, n-
differenle aos manejos polticos, mas ciosa dos |seui
direilos e dos seus nleresscs, e que, se por algum
lempo dormita, he para acordar mais cheia de razao
e mais lerivel. Mais alm, finalmente, veris ou-
tros peridicos que, acoberlando-se semprc eom a
atando capa da poltica, mas realmente sem Dos,
mente o barro, ou mesmo a arca em saccas ou gran- | sem le e sem fe, convertem-se ora em asquerosos
cvn^,'.^ 1^'.,$' Notem \ mes. que a propor- balis, onde se receben) ndesluclainenle todas as
i. io qae o chamado paredao se ergua, era ao mesmo
tempo desfeilo pelo incessante transito dos bois e ou-
tros qtiadrupedes.com prejuizo progressivo dos laes
12 palmos que se lhe assignou, segundo me consta-:
mais solido mil vezes he o paredo do acude-velho,
que ha resistido ao lempo a pesar dos "pezares, e,
posto que j un pouco gasto, he de dorso duro, por
qne foi feito de ptimo barro, que o tempo lem como
qae petrificado.
Iteridam Vm.cs. e os entendedores, se urna tapa-
gem assim to fracamente construida, sem as neces-
sarias condices d'arte, feita smenle eom a mira no
interesse particular, poder por muilo lempo resislir
ao peso e forja da correnle do Una, que nessa para-
gem corre sobre ura plano que. lera alauma inclina-
co, pelo invern principalmente ; e que alm do
que dea dito, recebe as aguas de dnus riachos chama-
dos do Jos Bento o do Vieira ? Com igual solidez
foram execuladas essa pequea obra de al venara e o
enrochamenlo, ludo ceder mais hoje mais amanba
com mais alguma presSaoda crrenle, com o rigor de
una invernada, ou por qualquer oulra causa super-
veniente. Ainda mais una, que cerlo provocar o ri-
so a quem me prestar alinelo, ou serei eu um nes-
cio, como mui competentemente, me qualiiicon o tal
pygmeu : ^construirn) o sangradonro margem ou
ribanceira'esquerda do rio, que he muilo mais alta
que a margem opposta, de sorle qms lendo essa in-
forme roiislruccao, chamada acude, recebido urna
maiorqiianlidade d'aaua, sanaron pela margem es-
querda por ser mais baixa c quando subir a aaua
an sangradouro da direilaV Qiiiz'cram dizeramorr-
nao Ihes ajudou a lingna :he que pabulage nao
lio riqueza, nom barriga cheia lar tura. Emfin j
nao esl arralada essa obra, por que, lendo cabido
urna pequea trovoada, as aguas llzcram urna espe-
cie de argamasen n sop do lal paredo, o que de al-
auma fornta preveniu que, por ccasiao de urna mais
forte trovoada que se seguio, houvesse um derreli-
menln completa.
Peoa respeitavel desta comarca, cujo nomepubli-
carei se o exigir esseajudante de engcubeiro, asseve-
rou-me ainda ha pouco, que o finado Jos Rodrigues
Valenra, que era homem de bem, lhe dra mui cla-
ramente a entender que houve favor, umitas e re-
ciprocas conces-es na entrega e factura do ajude em
queslo:" .nao ha urna s pessoa, nao interesada.
que baja vislo esta obra, que deixe de pronunciar-
se pela minha huinillissima opinian. Quer o aju-
danle que eu publique o tesfemunbo dessas pessuas,'
que produza, alm deslas, oulras provas? Nao me
he difiiculloso ; se o fizer vira ainda una vez Smc.
arrimado sua Irsle evazva, de que lodos somos
nns calumniadores, falsarios lodos.
Arcades ambo. Vcnham ou mandan os prejudi-
cados examinar a obra ; venham pessoas imparciaes,
entendidas, e dignas de f ; se liver de ser exami-
nada por urna comraissan de ajudanles, he marcar
passo, por q'uanlo be sabido que lobo nao come lobo,
e macaco nao olha para seu rabo: Vamos finali-
zar esta massada.
ISSo emprego em referencia ao communicanle as
polidas expressoescom que servio-se briodar-me, pri-
meiramente por que nao son da laia de alguns meus
patricios, quealiramdo p de pao ; aprecie Smc.
se o souber, este meu proceder, e secundariamente,
emfim, por que lodos nos devemos conhecer o nosso
lugar. A guarde-se, porm, de prestar o seu nome
reclamarles audaciosas, imprudentes, e sobre ludo
mal cabidas.
O Exm. ministro da juslica obteve na cleirao de 18
do correnle a matara dos suOragos15.
Fcamos em paz. .y.
(dem.)
DIARIO DE PERM1BUC0.
rERMHBIJCO.

RECIFE3t DE DEZEMBRO DE 1835.
AS 6 HORAS DA TARDE.
HTltWEGTI SEMANAL.
vamos hoje encerrar juslamenleo anuo de 1853,
tazeoaoa revista retrospectiva de sua ultima semana,
eariatra lenha ella de ver a luz, j no dominio oii
efeaeia do de 1854, gue, Dos permita, seja fnais
bgno de fouvorcs do .que o sen predecessor.
* Abandonada pela aristocracia pecuniaria, a nos-
sa etaaaV nao onreceu l um aspecto mui lison-
ajairo nos das 25, 26 e 27; foram das de silencio
e taciturnidade, pois que, alm daqulla cireums-
liajria, o homo bom povo, religioso a| a medula
ae seus oans, nao esleve pela abolirn dasoilavas
sanctitirasdo natal, e portou-se Como se noexistis-
* o Invvnabotiriiinista de S. Sanlidade, 0 papa PO
IX. Tuda aslojas, lodos os armazens, todas asfa-
hriras, olScinas e tendas eonservarara-se tediadas;
e rniesma falta de moviniento pelas ras indicava
|iieo povosaaelMva entregue ao sanio ocio, ea
lonas sdistrace.jes (estivas do coslume. Como be
iso um negocio dcconsciencia c pura liberdada, na-
aoa da resnela observancia dos dias sanios, que a
a algn poda ser onerosa, eumprio o dever de um
li solieilo/pclo bem-estar o prosperidade de seus
likos: mas. nao poda tirar-lls ahberdade de nao
naarem da outorga pontificia.
A mam do gallo altrabio i pnpulato aos tem-
plos da cidade; e ah poderam iodos observar, que
a inuneosa maioria nao lie certaimmie daqnelles que
pouemaaUMr o festa, dehando sua hahitaco or-
dinaria pela do campo. Bem quizeramos dizer al-
guma cousa dos nossos arrabaldes, que devera ter
cnula encantadores, mas falla-nos a imaginarn
para parir oque nao vimos; e nao sendo a nossa
quem muilo pode: tomara ver decidida esta ques-
tao, que por sua transcendencia va tomando for-
mas gigantescas, capazes de mover a urna guerra iu-
lesiinai, ou inlestina.
Succedeu aqullo que era bem facl de prever-
se: as bexigas dlTundiram-se por enlre a popula-
co, e v;io r.izendo proaresso ; ledavia, parecem de
um carcter benigno, e por ora ainda nao fizeram
oulra viclima, alm dquelle preso, de que ja lhe
dei noticia.
O povo fiel aquelle precelo de que: para morde-
dura de cau, o pello do mesmo cao, traa, apezar
das admocslaroes do delegado, e de oulras pessoas,
de iiiiinriilar a pesie, julgandu que assim lhe succe-
der mclhor.
Tudo o mais ticut eral in principio.
Saude e muilo dinheiro. ,y.
(Carla particular.)
COMARCA DEGARAHUNS
21 de desembro de 1853.
/ 'eritas odium parit.Esta expressao da bella e a-
mena latinidade licou-me no caco, desde que a ouvi
na bocea de Fr. Benl.lo, quando esse servo do Se-
nhor, com quem raanliveem minha mocidade amiga-
veis relacOes, peregrinou por estas longiqnas latitu-
des ; j decotreram boas duzias de ano que fica dilo de exordio, cujo concedo Vmcs. lerao
d'aqui a pouco ccasiao de apreciar. Quaudo lo-
meara encargo de correspondente, bem lhe senli com
anleciparao os cspinlios; e. se nao me engao, com-
muniquei a Vv. Ss. as mi nhas previsOes c recejos a es-
te respeilo; por quanto, aineslrado pela experieucta,
proveilosa parlilha,da velhice, ha muilo sei que a ro-
Iha he, lem sido em lodos os.lempus, e continuar
a ser um divino systema: a que oulro influxo, se nao
ella, deve-sc dar araras pelo grao de civilisaco, a
que temos attingido ? A que oulro elemento pde-
se allrbuir a supremaca e as felices applicares da
seiencia do publicista, e da do humanitario?* A que
se deve o successo dos clculos do Ilustrado linanceiro
al as trapaces do srdido aaiola .' He esta diva
aalavanca das repulacOes derahidas. o esteta das que
seoslentam lili badas, alma das con ven ca-, com i cao
dos amernos ferese Ilustrados; he a vida dos gabi-
netes, a garintia dos golpes de estado, seguridade
Pra o futuro, estabelidade quanto ao prsenle; c,
pois, viva a rolha, e delta esperemos grandes cousas!
Mas tenio por ventura stas consideracoes tanta for-
ja, que possam demover-me do louvavel proposito
de di/.er a verdade rom fianqueza, j.i noticiando, j
seriamente interessandn-me pela prosperidade desle
municipio 1! Hoje o silencio, cerca do que he -do
dominio publico, he anachronismo ; respeile eu, co-
mo lenho feito, a verdade e o sancluario da vida pri-
vada, que do meu Irabalho algum bem he de espe-
rar, especialmente para esta comarca: foram estas
principalmente as minhas vistas, anuoindo ao obse-
quiosoconvile de Vmcs. Anles do passar a dianle
cumpre-me agradecer ao Exm. Sr. presidenta da
provincia a ordyp-para a arrematarlo da cadeia da
villa: j lardava esta obra de manifesla ulildade
publica.....
Eslava aqui, quando recebi commnnicacao do Mi-
guel, deque erachegado o correio, que lera de sa-
hir ainanlia cedo, e ainda nao tralei do principal
objecto desta, aque dou conlinuarao agora mesmn
a noile : reliro-me s reclamacas de um lal Felicia-
no Rodraues da Silva, insertas no Oi'aii'o sob n-
meros iff o 27">, e relativas ao trecho de urna das
minhas cartas, em que de passagem fallei da factura
do acudo de Sau-Iienlo. Disse eu que essa obra fu-
ra pessimamenleexecutada, que ser de carta dura-
Co ; o que persuada, ter-se dado favor na entrega
O Diario de Pernambuco entra boje no seu trig-
simo anno.
O augmento de formato com que elle se aprsente
aos leilores, he um fado digno de atlenr,o, e que
marca em Sua carreira orna nova e mieressaiite
poca.
1.aneando os olhos para traz, considerando o espa-
ro percorrido e asvantagens successvamenle alean-
cadas, nao encontraremos senao justos motivos de
um cerlo orgulbo e grande satisfarn para o seu em-
prezaro, a redaccao que ocoadjuva, e geralinenlc
lodos aquelles que na qualidade de assignanles asso-
ciaram-se a filo nobre empreza, a lo iiiporlanle
missao.
Sim ; o saccesso material do nosso Diario ha mui-
lo lempo sesuro elempre progressivo, be a primei-
ra e mais satisfactoria prova de que o seu fundador e
os que para ellecollaboram tem justamente aprecia-
do as necessiiiades nletlectuaes do sea tempo, e bem
dcsempenliado as funeces do seu arduo sacerdocio.
Considerada era si mesma, a imptensa nada mais
he do que am mobil, um simples vehculo: na eom-
municacodas ideas, no coinmercio inlellertuil dos
homens entre si, ella deserapenha o mesrno papel que
a naveaacAo e todos os-outros meios de transporte
preenchem no eomraercio das nicrcadorias, na troca
dos productos materiaes do globo? ella tem por lim
satisfazer e desenvolver necessidades realmente exs-j
lentes; e assim como os vehculos de um ramo dado
de coinmercio sao tanto mais commodos, aperfeicna-
dos e favorecidos, quanto mais rico e activo se torna
esle, equanto mais bom dirigidos parecem aquelles;
assim tambem os progressos materiaes de am jornal,
ao passo qUe indicara os progressos inlellecluacs dos
que o sustentara, denolam igualmente que os que o
dirigem e eserevem bao desempenhado as suas fanc-
coes, bao salisfeito as necessidades da sua pocha.
No meio das vicissitudes e das contingencias da
nossa iraprensa peridica; cercados em todos'os lem-
pos e de todas as parles por um envaine de gazetas
epliemeras, algumas das quaes contara os dias de vida
pelo numero das baixexas e das mizeriaseom que l-
songeam o poder que as subvenciona; he corlara en-
te lisongeira a posicao do nm jornal que, noreceben-
do favores do govorno, e s auxiliarlo pela clientela
do publico, alravessa o esparo de 30 anuos, sempre
firme no sou posto, sempre guiado por suas convic
efes e pelo estudo das conveniencias sociaes. Tal
foi a posirao que nos disputemos a oceupar na im-
prensa peridica seria do Brasil, desde os nossos. pri-
mnos dias, posicao que nos lisongeamos de ter ai-
caneado, e que saliremos conservar, porque uella
est toda nossa recompensa.
NSo ha porm nenhiim milagre nessa modesta for-
luna, nessa fortuna trida moral, que nos hataja e sor-
ri: a causa que a produz, tanto lem de natural,
quanto de honrosa para o nosso paiz.
Assim como a phiLosophia, diz certo escriplor mo-
derno, lem sua mal cria pensante, assim tambera a
poltica lem sua materia soberana. Pois bem, he essa
mesma materia soberana da poltica, que, sem duvida
por desvirtuada, occasiona todos os nanfragios.da im-
prensa peridica do Brasil. Divididos em dous cam-
pos hostia, os homens do nosso paiz que podem escre-
verv lem feito da imprensa (salvas as honrosas excep-
cies asna alavanca do guerra, o echo de suaspaixoes,
e algumas vezes tambera o instrumento de sua fortu-
na.Aqui veris, com effeilo, peridicos para quem a
o p posicao a lodos es ao vernos be um negocio de mo-
da, de systema e de principio: as suas paginas pin-
tam-nos constantemente o poder como um inimige
natural, contra o qual devenios estar seirpre acaute-
lados; ah ludo se i o verte, tudo se.desnaliira. indo
se envenena; ese alguma cousa ha que faz honra ao
governoenao pode ser disfigurada, osilencio heoseu
refugio. E estes, se sao sinceros c firmes em sua
mana, nada menos fazem do que desaliar por seus
sarcasmos, suas inveclivas e calumnias, a violencia
do poder, cuja accSo naturalmente branda e hemfa-
zeja quando secundada pelaconanra, torna-se brus-
ca e prepotente quando supone que s lein.inimsa-
des e repugnancias a vencer. All veris outros que,
dizendo-sede um credo poltico era opposirao, e pro-
curando sustentar atado transe a le dos creles que
engrossam suas fileiras, van tambem a lorio e a direi-
to censurando osados do govenie existente, calum-
niando suas vistas, desacre .litando seus decretos, en-
venenando suas leis, personalisando injuriosaraciile
todas os seus sectarios; mas como o maior numero
deltas, soba capa do partido, Irazem oulra mais cur-
ia e estrella, a do interesse individual, de tal snrte
dispocm os meios de atarpie, tao astuciosa e arleira-
ineiile arranjam as coasas, que o poder, conhecen-
do-1 lies a lctica, chega a sentir a necessidade de usar
de reservas para comessi.s importunos, e de, por loda
sorle de meios, ai ira hir os seus favores, ou comprar
em certos casos o seu silencio, em vez de punir a sua
audacia eos ataques temerarios quo lhe dirigem. E
os escriplores de taes peridicos s servem de aug-
mentar a corrupeo poltica, propagar a dobreza de
carcter, e fazer das opposices um ineio de especu-
larn capaz de dar grandes lucros, deixando apenas,
por compensacSOj aos defensores do governo, aos seus
alliadosoaturaes cdesuteressadns, odireilo de pode-
rem ostentar a independencia de carcter e o patrio-
tismo que os deslingrie, quando a ndifferenca e a n-
merradorias, ura em piratas da reputaran dos seus
desafectos, quem Indo roubain, dando publicidde
s invencoes da malevolencia e do espirita de calum-
nia, comanlo que desse trauco Ihes resultem os mei<
pecuniarios ndispensaveis urna boa mantenc-j. E
semelhantes peridicos, ou para melhor di.er pas-
quins, vivem assim do crime de exporem a honra e a
vida do cidado pobre aos botes de vboras sanhudas,
ao passo que sepultara na obscuridade do silencio a
lepra que consom o rico, tarta de improbdade, e o
funecionario prevaricador, que os pode estipendiar:
ellos tornam-so os cmplices dos fortes e dos perver-
sos, e acairelara da maneira mais ignominiosa o avil-
lanieulo publico.
Nao continuaremos nesta autopsia delicada e repul-
siva; incedimos per ignts. A raca dos homens polti-
cos be lo irrilavel.e lalvez mais ainda que adospoe-
tas; e uo queremos, apezar da aeneralidacle denossas
expresases, desafiar susceptibilidades e represalias.
Temosesbocado com largos traros.o aspecto doenlio da
nossa mprensa peridica, que para bem dizer he o
mesmo que ella moslraem lodos os paizes onde a po-
ltica representa o principal papel,: fallamos da im-
jirensa do Brasil inleiro, que temos razo para conhe-
cer, e nao nos refeaimos smenle a quadra actual, roas
tambem pocas mais remotas, e de que fomos con-
temporneo. Julamos conveniente fazer mais ama
vez, oque outros com igual razo tem feilo ; quize-
mos as'-ianiilar ao publico um grande mal que nos
devora, e de que, em nossa mesma qualidade de jor-
nalsta, tamos tambem sido victimas.
A'vista da realidade que acabamos de recordar,;ju
o publico pode bem conhecer qual a causa geral do
infortunio de muitos dos nossos peridicos, qae, s
se demorara por alans dias sobre o horizonte para
deixarem os vestigios do sinslro claro com que lu-
ziram; j tambera pode descubrir qual a que tem
produzido o successo do nosso jornal e de outros que
com elle rivalisam, ou que pelo menos, em urna po-
sicao subalterna, desempenhem com a mesma
honra e probidade a sua mis-o, "pois que felizmente
para o nosso Brasil, nao consltue o Diario de Per-
nambuco urna nica excepeo : elle lem dignos com-
panheiros na arena jornalisca, e muilo se compraz
de os commemorar. A engeracao das opinies, o
excitamenlo das paixcs, a vehemencia das phrases
sao de certas pocas e pdem agradar a alguns : a
moderacao e a reserva, a juslica e razo sao de todos
os tem pose agradam geralmente a lodos. Por oulro la-
do.as allianrasforr.idas.filhas de Iransacroesigiiobeis,
sao por sua nalureza ephemeras, e apenas duran) em-
quanto subsisten) as circunstancias que as provoca-
ram'! mudadas as condirOes do ajuste, substituida
alguma das partes, satisfeitas certas ambicies, adeos
suhvences e adeos quolas. Em summa, na massa do
povo. e as proprias fileiras dos partidos, existe ama
grande maioria, a quem a poltica s interessa as
occasioes criticas, masque, no curso ordinario da vi-
da e sob um governo regular, s cuidam daquillo
queconduz ao seu bem-estar, e s querem ver respei-
(ados e defendidos os seus direilos civis, os seus in-
teresses materiaes.
Collocado no centro dos partidos polticos, eslra-
nlo s suas recriminaroes e aos seus odios, e vendo
no governo a primeira necessidade de um povo, e o
mais indspeosavel elementa de ordem. o Diario de
Pernambuco, lem constantemente sustentado o prin-
cipio di uloridade, auxiliado suas boas medidas e
acautelado a sua desmoralisarao ; mas isso o nao (em
inhibido de guardar ima verdadeira imparciali.la-
de, vislo que esta nao consiste em conservar com mo
iqipassfvel a batanea igual entre a verdade eo erro,
enlre a virtude eo crime ; e por ess.-.razao, ao pas-
so que ha franqueado suas paginas manifestaso
derenlee commedida de todas as idase opinies,
assim como i defeza de lodos os ofendidos, nao lem
tambem hesitado em desear a arena da discnsso
un cara rale armado do raciocinio, sempre que hoap-
parecido dnolrioas errneas e propagandas subversi-
vas, capazes de aflectar profundamente o> estado do
paiz e ofiender sua prosperidade.Convencido de
que as cousas e os principios perlencem ao publico
e ao debate, mas .que as pessoas perlencem a si mes-
mas. Invernas banido de nossas paginas peraonalisa-
oes odiosas, ou insinuaroes oOensivas ; e rccnnhe1
cendo que a ausencia da calma oasdiscussftes s ser-
ve de palentear a injaslica da cansa qu se plelleia
a falta de f no futuro, a moderacao. e a reserva
(em sempre moderado o ardor de nossas conviertes,
e a impeluosidade do sentimantocausado pelas njus-
tCas recebidas.Cunsiderandq^que urna das grandes
vanlagens da iraprensa be instruiro homem, lornan-
do-o concidadao de lodos os paizes, contemporneo
e teslemunha de todos os successos, temos sido solci-
tos e constanles na trausmssao das noticias de todos
os estados do mundo, e principalmente dos da Eu-
ropa, quer por meta de extractas e transeripoe.es dos
mais a -re libidos jornaes e revistas estrangsiras,
quer por adaos de fundo e correspondencias parlicu-
laresvque nada parecem deiiar a desejar ; e o que
haveaos felo relativamente ao exterior, tem-nua
merecido igual cuidado eponttialidadcqiianlnao que
se passa em todas as provincias do imperio, com par-
ticularidade na corte, e tambem as comarcas cep-
Iraes da nossa provincia.Dando a devida allenco
a poltica e .i adininistra^ao, mas conliecemlo qae f-
ra deltas exislem, a par dos interesses materiaes, in-
leresses moraes de ama ordem elevada, haveraos con-
sagrado as nossas paginas principalmente suste n-
laro e descnvolvimenlo deltas, nos diversos ra .ios
da aclividade social, com especialidade no'commer-
cio.Finalmente como o espirito, depois do alimento
necessarioe til, reclama o deleilavel, havemos ofle-
recido aos nossos leilores folhetins escolhidos e ricas
variedades. .
Tal tem sido a nossa norma deconducta, e tal con-
tinuar a ser para o futuro, vista eslarmus persuadi-
dos de que ella smente devemos o auxilio do pu-
blico, a uloridade do nosso jornal, eos seus suc-
cessos.
Renovado o nosso programma, resla-nos smenle
Ir i bular aos Snrs. assignanles os curdeaes a gradee -
menlosde que se faz credora sua valiosa coadyuva-
cao. Esperamos confiadamente que ella continuar
cada vez mais prompla e mais ampia ; e o Diario de
Pernambuco s esforzar por nSo desmerece-la, tra-
l> dbando cora esmero para que os progressos montes
andera sempre a par dos materiaes, como lem succe-
dido.
romo a lei suprema e inexoravel da aumanidadn, c
ile-animados peta impossibilidade de prever segura-
manto o futuro, affirmamos de bom g-ado que o ge-
nero humano,he condemnado a gicir em nm circu-
lo falal; ora ainda cheios de desgoslofelos virios
da nossa poca, somos levados a dize<- com o poeta
da anliguidade: 0 que nao altera o lempo? va-
lemos menos do que nossos pais que" valiam menos
ilo que nossos avs, e a nossa posbridade valora
menos do que nos Trez conclusoes igualmente
errneas c apparenlcmenle fundadas.
Quem por exemplo, ao contemplar;.. queda do im-
perio romano pela invasao dos barbaras, cao vero
ilesapparccimenlo simultaneo da agricultura, das
leliras e das arles, nao dira com apparencia de ra-
zan que a snciedade inteira retogradava e que as
luzes da civilisaco iam converlnr-st- para sempre
as llevas d barbaria 1 Entretanto esses vencedores
taiTivcis, homens severos, ustranlios ao lu\o e s
superfluidades corruptoras de Boma, nao sentindo
necessidade de escravos para o servjco de suas
pessoas, e preferindo a habitacao dos rampos das
cidades, substitu rain a escravidao dimeslica pela
servido da gleba, e dnrrocaram desta modo o ca-
rnnchoso edificio da socieddeantiga ; prepararam
o degro inlermediario que devia con-luzir a popu-
liberdade, e laucaran) em sui.ini.i no meio
da catastroplie por elles mesmos operada, as bases
de urna ordem social mais ampia, nis suave e
mais generosa. A humanidade deu am passo de*
gigante, e o rlirisiianisnio lovc ccasiao de palen-
tear ao mundo a sua podu-osa inlli eiiei.a, prepa-
rando c auxiliando essa transiro resultante da ne-
ressiilade que creara a invasao. '
Vendo um povo prosperar e oulro decaliir, con-
fimdindo aquelle a que perlcneenios m a huma-
nidade de que faz parte : formando do progresso
tima idea incompleta, dando jaqui naicamenle at-
lencao s e\oluces do espirito, alli aos interesses
da materia, necessariamciile diegarnmos a qualquer.
das outras duas conclusoes. No deienvolvimenlo
de sua existencia, os povos parecer obedecer s
nlesmas leis que regem os seres individuaes* elles
nasceni, crescem, prosperam e mcirem; maso
pensament*quo os anima, pertencendo humani-
dade, pela sua natureza imperecintl, vai sempre
atravnssando as vielssiludes do tempe, ora obs-
curecido, ora brilhante i os fructos qcc esses povos
produzeni, deixsm sempre somentes, que, despersas
lelo curso ordinario das cousas ou peia tempestado,
s esperam um raio de luz vivificante, para germi-
na rem, espandirein-se, e afinarrobrirem a Ierra,
oftereoendo novas fructos .asonados ao peregrino
que sempre avanca. Os povos per&em, mas as
geraroes que se succedem, lomando por poni de
partida o termo a que chegaram o i estarlos das
que as preeedeYajii, e accrescentandc s torcas do
passado as suas proprias, moslrain-r,os a humani-
iinde. sempre viva e caminliando rada vez mais ac-
eeleradamente na estrada do progresso. He o finito
lendendo incessanlemcnle para onntlo, lie a crea-
rao buscando o seio do creador, d'ouoe saliio.
Encelando com o presenta numero di nosso jornal
o anno de 1854, elendo de laucar urna rpida vista
d olhos sobre os successos mais no'aveis do pas-
sado, tomos nsensivelmanle levados a fazer sobre o
futuro as reflexoes que cima deixamos escripias".
Elles indicam o nosso modo de pensa- na aprecia-
eo das differentes pocas "e periodos di vida das na7
roes, o despensam-nos de emiuirmos juizos cathe-
goricos e. ao incsmo tempo defecliveis sobre cada
fado em particular. ,
O anuo de 1853passou<)ranqulloe ooegado para
o Brasil. Etnquanlo as repblicas visinaas oflereciam
ao mundo nm triste c deploravel espettaeulo, con-
tinuando a agilar-se e a estorcer-se, atacadas pelas
convulres da annrehia e da guerra c'.vil, filbas he-
diondas da ambicio polilica c da sede do mando, o
imperio da Santa Cruz, salisfeito com o glorioso pa-
pel que representara no Prata em 18.2, expellindoj
llosas das plagas americanas, couservou-se calmo,
procurando restalle lecei-aa intiramenta do abalo poi-
que passra cin 1848, o ao mesmo tempo aprovei-
iai->r do trafialho e da industria de seus filhos, co-
mo do nico meio de prosperidade eengrandecimen-
to. Se a sua situac.o geral nao foi sensivelnienle
mclhorada no sentido da salisfaco de suas primei-
ras necessidades moraes; se o anuo de 1853
nao offeroceu mesmo ncnlmm grande aconterimen-
to da ordem polilica ou econmica; {.elo
Para assignalarmos algum successo verdaaerra-
iiieiile momcnloso e que torne o anno de 1853
para sempre memoravel nos tartos da historia, pre-
ciso nos he transpor o atlntico, c laucar aS vistas
para os paizes estrangniros, para esse anligo conti-
nente, cuja influencia puliiirae moral subjuga e
domina o universo. Alii acharemos alguma cousa
de grande, mas ao mesmo lempo de desatroso : be a
iiiturriiprao da paz, precioso dom do co, que fe-
cunda as intelligencias, congrassa as naces e segu-
ra os seus passos no caminho do progresso; he,
o comoco da guerra, flagcllo medonlio, que mata o
genio das invencoes, zo la e desmoralisa os povos
parausa c estanca indas as frailes de prosperidade.
Funesta grandeea que abate as intelligencias, e con-
trista os coracoes !
Um chefe de barbaros, homem verdadeira-
l-mentn e.xlraordinario, pbr sou espirito vasta e
profundo, por sua vontade nflexivel e imperio-
sa, o Czar Pedro I, leudo constituido e regenerado
sua nacao, ronecheu o projecto de dar-lhe urna
grandeza o urna preponderancia quasi fabulosas.
Amone o sorprenden no en meco ainija de sua ta-
refa ; mas com seus 28 anuos de reinado j elle
liavia feito bastante. Concentrando em suas maos
todo o podec, linha esse genio poderoso mudado os
cosiumes, os habilos, a organisacao civil, militar e
religiosa do seu paiz. Unta mitllier nao menos c-
lebre atharina II, sentando-se sobre o mesmo
juizo.dos meus direilos soberanos e da independen-
cia da Tnrquia. Aclualmenle, neiibuma eotiven-
ro he possivcl sem a total reunio das pretences
apjiresentadas petaRussia.esema immediata e com-
pleta evacuacao dos principados, que formam par-
lo do meu imperio. a
Agazeta deBreslau d a seguinio noticia :
Certificara-nos que o parlamonlo inglez den-
tro de um mez ser convocado por urna especie de
concesso opinio publica era Inglaterra.
A reunio do parlamento sera preeedida da
publicacao do tratado relativo allianca offensiva e
defensiva da Inglaterra e Franca.
Este tratado ha de marcar os limites a que se
deven circumscrevcr as dnas potencias alliadas.
tanto em relaco aos soccovros que se hio de pres-
tar Turqua, como no que respeita lula que se
deve sustentar contra as usurparas da Russia. >
A Imprenta e Lei de 13 de dezembro nu-
niindo as noticias do Oriente, publica o seguinte :
Correspondencias insertas n estas gazetas rc-
latam quea corte de S. Petersburgo dirigi urna no-
ta aos governos de Franga e de Inglaterra, rejeitan-
do toda e qualquer ncgociac&o ulterior. Accreseen-
lam que na ccasiao em que esta nota foi presente
ao imperador dos Francezes, S. M. disse :iTAh !
o imperador Nicolao adopta este lom. Eh bien,
nons verront
APortarege.itoudefinilhamfiitea nova not quo
Ibrono, continuou com afinco a exeeutar os plano 1 officiosameete lhe apresentou a Inglaterra, e era um
de regenerador da monarchia moscoliva, e a Rus-
sia, que at os primlpis do seculo passado nao f-
gurava ainda na balanca politica da Europa, assn-
mio logo um lugar de ilistiniru, e demonstrou
plenamente com o exemplo de seus rpidos progres-
sos, o que pode lornar-se um paiz sob a direccao
de um governoa intelligente e perseverante. Os
successores dessa Czaria famoza continuaran! a
sua obra at que afinal, o imperador Nicolao I,
queja tem condiizido mais de urna pedra para o
colossal edificio de sua monarchia, julgou quo o
anno de 4853 llie offerecia o momento favoravcl; a
ha muilo espreitado, de firmar sua preponderancia
decisiva sentando o poder da Russia sobre aspraias do
Bospboro. A conquista dcConstantinoplaqiic essa po-
tencia parece destinada a realisar mais cedo ou mais
tarde, e que s tem sido retardada pelos obstculos
da diplomacia, apresonta-se agora mnente sob um
pretexto religioso. Mas como esa- facto acarrelaria o
tnmstorno do equilibrio europeo, e poria em peri-
go a independencia das outras uaces, os esforc,os
e os direilos da Turqua moribunda serio lalvez
sustentados |iela Franca e Inglaterra, guardas avan-
cadas da civilisaco, se bem pomferaos' todos os
interesses, nao Ibes convier antes que o imperio do
crescente tenha a mesma surte da infclizPolonia. (1)
Em todo o caso, e urna vez empenhada inteiramen-
te a lula das armas, a conflag'aco na Euroqa, sera
geral e niedonha: todas as semeutes espalhadas pe-
la revolucao de 1848 pulularam lalvez; todas as
nobres- aspiraccs de independencia nacional e de
liberdades polticas assumiram o seu ascendente na-
tural sobre o espirito das nacoes oppriinidas.
Nao nos dado prever os accidentes dessa lula
tetnivel, nem lio pouco se a soturno do problema
noyamente jioslo ser pela liberdade ou pelo abso-
lutivo : s o tempo o poder mostrar. Nao nos i
dado igualmente vaticinar vso o papel do principal
actor do grande drama de 1853, ser renovar as
incursues desses barbarj que o nome de Atilla ce-
lebrisou na historia, como geralmente se pensa; ou
sesera anles a magnifica misso de eivilisar o oli-
ente, restituir a liberdade s populaccs slavas, re-
generar a Asia occidental c eenirai ligando a China
a Europa.
Fornecendo os elementos para a dilucidacao de
tao momcnloso successo, o anno de 1853 quo aca-
ba de expirar, fornecer unia lioa pagina historia,
urna lico aos governos e aos povos. Mas seja (pial
for o desfecho do trama ; quer triumphc a doulrina
dos pbilautropos do congresso da paz, pelo interme-
dio da diplomacia; quer sejam as armas o meio
de soluro, devemos estar cortos de que a grande
causa da humanidade pone quando muilo sor pre-
judicada por algum tempo, nunca porm vencida.
Pelo vapor Imperatriz, chegado do norle no da 31
de dezembro prximo passado, recebemos gazetas do
Par que alcnneam a IV do dilo mez, do Maranbio a
g a|- il "0 Cear a 21, e do Pianhy a 08 de novembro.
gumasemp,ezas se encelaram, algunas tentativas \^Zr^$%rS*$&
de nirllu.tainontos se fizeram.
O ANNO DE 1853.
Se no curso eterno das cousa, na marcha in-
cessante e indefinita do genero humano para os bri-
llia ules destinos que 0 esperam, os seculos pdem
alonas ser considerados romo momentos; nao seria
romtiido licito inferir d'ahi que ura periodo qual-
quer de sua perigiin.-iro eterna seja indiffeivnti-,
sem valor e sem influencia para o futuro a que as-
pira, assim como sem nexo c sem relacao com o
passado de que he liordejro. Os seculos transac-
tos nao se recommendam pela maior parle me-
moria da posioridade, senao por amor de alguna
anuos c al mesmo de alguns dias felizes e fecun-
dos que 'encerraran!. Na obra loboriosa e gigan-
tesca ilu progresso', um.pequeo melboramciilo exi-
ge algumas vezes longos periodos e grandes trans-
lomos sociaes; oulras vezes tamlieni, por compen-
sarn, inmensos beneficios resultara de simples
modificarnos operadas no mais limitado espato de
lempo. nanlo- o-iniriis nao faz a industria para
produzir um ridculo allinete, ao passo que a ma-
quina animada pelo vapor nao careeq mais, em um
momento dado, que de urna limadura para fondor
os inaresedesaliar os ventos! Ora, a historia dasins-
lituicr's|Militir;is e sociaes he, dehaixo desle ponto de
vista, o transmnpto fiel da historia da -industria
humana : ambas sao a historia da ulclligenri no
sen continuo e rude lutar contra q lempo ou contri
a forra.
Entretanto, se cada sendo, cada anno, e inesinu
cada dia, tem iiironU-sUivelineiile ora lugar e nina
sigTiilicarfio previamente determinados pela Provi-
dencia, nada he mais diflicil ao homem do que iv-
conheeer e explicar com verdade o carcter que. os
distingue, iissjni como o j;ro de iiifliioneia que de-
vem exercer. sobre o futuro da especie humana.
Ora o uiovii-uonto progresivo da sociedade escapa
nossa apreciar; no meio dos cataclysmas que a
revolvem; ora tomando as vieissiiude* dos povos
e gr;.tas esperanras
se onnivlieraiu. A idea da constriieco de cami-
nhos de ferro nesta e oulras provine as, longe de
arrofecer do seu ardor primitivo, rcce'aeu pelo con-
trario novos excilamentos; os projectas de navega-
cao vapor, fluvial e costeira, obtive"am favnraveis
concessocs. As cmaras legislativas (icerraram-se,
be verdade, sem ter apparenlado nenia na dessas leis
que revehrm grandes pensamcntps, pensainentos ca-
pazes de levantar urna siluacao algn tanto depri-
mida, fazendo aperceber horizontes mais puros e
mais dilatatdos ; seria porm fallar juslica, o pre-
tender que seus trabalhos fossem nteiraniente este-
ris. Certos interesses da nossa populw;ao, dissemi-
nada por um vasto territorio, foran; |wr ellas al-
tendidas: dous bispados fram cread e una nova
provincia veio augmentar o numen das estrellas
que decoram o nosso emblema poltico. Pedera-
mos fallar aqui da rrcaco do banco do Brasil, co-
mo de um facto nolavel na ordem econmica; mas
confessamos que, sb o ponto de vista da utilidade
geral, era que principalmente o devenmos conside-
rar, as suas vanlagens para todo o imperio nos pa-
recem saffrivelmente contostaveis.
Na ordem polilica, foi a mudanca do gabinete
de 29 de setembro e a sua subsliticao pelo de 7
domesmo mez, o acontec menta ce maior trans-
cendencia que assignalou o anno le 1853; nao
pelo destacamento material de algnns homens ou
pela troca de certos nomos por outros, cousa que
em demazia estamos acostuinados a ver; mas por-
que, em um paiz como o nosso, onde a sccn"po-
lilica renova-se continuamente, ao pa.so que os abu-
sos pa rece ter o triste privilegio"de pernetuar-se,
li de cerlo grande e notavel fortuna sara um gover-
no novo o poder, pelo seu programma, inculir no
paiz a esperanra de que desta vez a subsliticao de
pessoas lrar,a mudanca da ordem de cousas qtte o
contrista e atormenta. Nao nos pissa pela idea
fazermos neste lugar a censura do gabinete transar-
to, como por prevenejo se poderia inferir das nos-
sas palavrs: ellas rcmoittam-se e pocas mais
afastadas, e sao em si mesmas hsta'itemente com-
pre)H!iisiveis ; alm de que, fra injusto nao reco-
nhecer que p gabinete de 29 de sejenbro desen\ul-
veu sobro alguns pontos una artividide louvavel, a
qual nao foi sempre infructfera : a repressao do
trauco dos africanos, a rediicco a 5 / dos diiviios
de exportaro, o melhoramcnto das inancas publi-
cas, c outras medidas mais, sao factoS que devem
ser levados em conta por qem pretender julga-lo
com imparcialidadc.
Passou-se, com efleito, em nosso Brasil alguma
cousa de seuielbante ao que presencien a Inglaterra
nos ltimos dias de 1852. Lonl Albcnleem, atbala
blindo a Lord.Derby curganisandu o novo gabinete
com as notabilidades de diversos paralo-, declaran
no parlamento inglez que era le ipodc acabar
rom certas distinc^oes nominaes, des'ituidas de sig-
nificacao e de utidadc para o seu? paiz ; e que o
governo de S. M. B.- seria ao mesmo tempo con-
servador e liberal, lendo em vistas rromovero adi-
.iiiiaiiieniii das lefrmas na legislacas ingleza edu-
caco do povo, etc. O Sr. visconde de Paran
suhsliiuiulu o Sr. Rodrigues Torns, ennnciou o
mesmo |iensamenlo, apezar de assoc ar -sua lare-
fa homens'de um s lado poltico. O programma
ministerial consercador-progre>sista swlu-
zio os espirilos, principalmente peb promessa so-
lemne de urna polilica conciliadora, caraclotisada
pela moilcraro e pela juslica, igtulmente amiga
da virtude e adversa ao crime; o paiz scutio-se
bem 111 -in- lo a favor do novo goverso, envergando
na rcalsaco dos principios proclamados o comple-
mento dos seus mais ardentes desejos, visto nn ser
de nessdas, mas de ideas que se trata. Resta so-
mente que a execuro d'aquelle programina nao
venha confirmar enlre nos,".mais una vez, .a ver-
dade do proverbio a que deu lugar, na Franca, o
infeliz exilo do clebre programn.a do Hotei-de-
Ville, depois de consumada a revolucao de jullio
Se assim nn acontecer, se as obras (-oi-respondo
rem s palavrs, o anno de 1853 nao sera perdi-
do para o Brasil, e a sua recoixlaco ser-lhe-ha sem-
pre grata. Mas j lie tempo de o gabinete de 7 de.
setembro, conforme os seus proprics desejos, pro-
porcionar ao paiz occasioes nao ciruivocas de ser
julgado antes pelos seus actos, do que por suas pro-
tnessas.
que possa inleressar os leilores.
Accusamos a caria do nosso correspondente do
Maranho, que encerr algumas particularidades re-
lativas mesma provincia, e vai exarada em lugar
pioprin.
Do Treze de Maio (do Para) apenas podemos
Iranscrever o seguinte:
Consta-nos quo a fortaleza de Macap, nica
talvez. que no Imperio do Brasil mereca as honras da
qualiticarao de boa prac/a de guerra, *salvou no dia
7 de setembro desle anno, anniversario da nossa
eniancipaco polilica ; feita este queja hamuilose
esquecidos annos nao era possivel pralicar-se.;' hoje
porm nao s o fez, como consta, mais, esta em es-
tado de sustentar a honra do pavilhan brasileiro,
pois sal varam suas baleras com i (i boceas de fogo as-
sestadas, e oulras que se pretende levar aos seus la-
gares ; alera do parque ligeiro, de bronze, de cam-
panha destinado a fazer sorlida fra da prac/a; esta
nao pequeo servico he devido ao zelo e aclividade
do commandaule das armas desla provincia. *Exm,
Sr. coronel Queiroz Carreira, que tom curado de
suasobrigaedes com lodas as suas tarcas, j fazendo
reparar o que pode fazer-se, como solicitando do go-
verno central as providencias uecessarias para' por
esta provincia em bera bom p de defeza militar.
Temos noticia de um relatorio circunstanciado di-
rigido ao Exm. ministro da guerra acerca de provi-
dencias a respeilo, em o qual se den conta do estado
de nossas fortalezas, quarleis, etc. ele. ; se livermos
a forluna de oblermos urna copia desse relatorio, da-
remos ao publico conheciinenio do Importante ser-
vico prestado por S. Exc. o Sr. commaudante das ar-
mas.
L-se no Diario da mesma provincia ;
Joigamos poder certificar a nossos leilores, qne
o cnsul de Franca nesta cidade, apreciando e lendo
felo apreciar ao seu governo, o carcter de equida-
de e a subida intelligencia moral que lem assignala-
do a administracao de S. Fxc. o Sr. Dr. Jos Joa-
aoim da Cimba, acaba de receber do ministro dos
negocios eslrangeiros de Franca a lisongeira noticia,
queS. M. o ImneradorNapoleao III tem nomeado o
cx-presidente do Para Dr. Jos Joaquina da Cimba,
cavalleiro da sua ordem militar e civil da legio de
honra.
A lega rao de Franca no Brasil, ficoa encarre-
gada de entregar as insignias daqulla ordem ao
Exm. Sr. Dr. Jos Joaquim da Cimba, quaudo S.
Exc. chegar ao Rio de Janeiro, o
Do Commercial do Cear exlrahiotos a seguinte
curiosa variedade :
Una monstro.
o Por va fidedigna fomos iuformadosqaeemBoa-
v iagem, desta provinciav appareceu urna dessas
aberraroes naluraes, de que a seiencia suppoe, e nao
determina a causa, y Sr. Jos Filippe, morador
uaquelle logar, cscreve a seu cunbado, "o Sr. Joo
Hibeiro Pessoa Montenegro, resllenle nesla cidade,
pessoa de inleru crdito, que alli tai vislo um mons-
tro procedente de uraa cabra (animalia,) o qual era
urna per feita crianca.a excep;aodos pos, que linbam
cascos dos cabruos, esle semicapro teria sido um ob-
jeclo digno do nosso muzeo, se a sua reinessa fosse
possivel, mas, alem de 1er nascido marta, a ignoran-
cia e pooco aprero dos nossos sertanejon malogram
sempre estas, e semelhantes curiosidades de nao pou-
ca monta. ,
Pelo vapor inglez lliames chegado antes de hon-
lem de Soulhamptoii, via Lisboa, Madeira Tenerife o
S. Vicente recebemos as cartas de nossos correspon-
dentes de Lisboa, Pars HamburgoePorto que ficam
transcriptas emoutro lugar deste Diario.c bm assim
varias gazelas inglezase portiiguczas, alcaneando as
primeiras a 8 e as segundas a 14 ile dezembro p.
passado. "
Ao que nosconnmicam os nossos roiresponden-
^s aecrescentaremos o seguinte :
Respondeqdo an discurso prununciadn pido em-
bai viador francez, general Baraguay de Hilliers,
o sulto expriniio-se da maneira seguinte :
Sompreconliei.e na presente crise confio, no
apoio material e moral de meus amigos alliados, a
Franca c a Gran-Brelanha. A Franca e o resto da
Europa tem o direito de pretender a paz. Eu tam-
bem desejo a paz que possa consegu r-se sem pre-
termo medio entre a nota de Vienna c as modifica-
yes da Porta, tomando por base a nota offeraeida l-
timamente pela Porta ao principe de Menscbikoff.
N'esla ccasiao lord Redclifle deu moslrase muilo
tacto. Comprehendendo quanto era delicado offe-
recer no estado actual da queslo urna nova nota,
nao a fez apresentar por algum empregado, senio-se
para issodoprncipedeSamos, Stefanache Vagorides
(sogro do Sr. ^ussurus, ministro oltomano em
Londres) que ha muitos annos be reconhecido como
agente particular da Inglaterrra. Como o principe
nao tinha carcter algum ofliciai, aquolle passo dado
por elle era officioso, e deixava a Porta em plena li-
berdade Je recusar; sem ferir a susceptibilidae da
Inglaterra ou do seu representante.
0 ministro oltomano e os dignatarios do divn
reuniram-se em conselbo* n'essa noite, a fin de de-
liberarcm, e decidiram por unanimidaie que a nota
proposta nao era safisfatoria, nem garanta sufici-
entemente a dignidade da Turqua, nem a sua inde-
pendencia berana, e que alm d'isto j era passa-
do o tempo das concessoes e das olas : que se ti-
nlia offerecid a nota ao principe Menschikoff para
evitar os sacrificios que depois%e fizeram : roas que
levados a effeito, a Turqua j nao poda aceitar a-
quella mesma nota sem variaeoes.
Os Turcos que estavam em kalafal, avacarain
no da 25 quasi doze railhas em direccao de Grajowa,
c formaram ura acampamento in'trincbeirado d
8:000 homens. Carpos (onsideraveis de Turos
passaramo Danubio.
0-conselhoadminitravo protestou contra a on-
corporacao da milicia valacha nos regi mentes russos.
N estes ltimos dias os Turcos canhonearam a po-
sicao dos Russos emiurgowo.
Occuparam tambem a ilha Mokano, mas foram
desalojados pela artimaa nissiana cotiuiiandflda pe-
lo general Formossofl*.
OsfTurcos resistiranTjamiantos esforcos os Russos
erapregaram para os expulsar da posicao' de Kirsowa,
na confluencia do Talonitza e do Danubio. '
L'ma parte telegraphica de Budiarest, datada
de 29 de novembro diz :
Buchresl, 29 de novembro,
Ovapor russianodeguerralfiodtmir,enviado a
crusarnasaguasdoMarNegro, conduzio a Sebastopol
duas einbarcacoes, urna d'ellas turca, carregada de
cobre,e oulra egypciaua.que era um vapor de guerra
de dez pecas. Esle defendeu-se vivamente. Os Rus-
sostiveram dous homens mortos, e outros feridos.
No Sicenka-Fidningem {gazeta sueca, pa-
nodico semi-official deStockolmo, se le o seguinte :
He j indubitavel que o imperador da Russia
se,prepara para a guerra, e urna guerra vigorosa, -.
em grandoescala. Por islo Revele Rega foram oc-
cupadospor 12,000 granadeiros escolhidos : para
a Filanda inaiidarani-se 16,000, 'alm dos
12,000 que ordinariamente ali eslao de guarnico ;
10,000 mariulieiros chegaram a Helsiuforo, onde
esto novas embarcacoes de linha, sem duvida para
dar vela no principio da primavera, pois que al
essa ccasiao Cronstadi esl cercado de gelo. F.n-
commendarain-se machinas de hlice.
0 Satetitede Cromtadt falla no mesmo senti-
do da Russia estar fazendo grandes preparativos mi-
litares.
Os jornaes auslriacostaarancram que Churschid-
Pach, governador da BosWa, recebera ordem de
Constatitinopla para vigiar a fronteira servia cem
10,000 homens de reditfs bosniacos, e de collocar
em Muslar 5,000 soldados da Herzegovina para vi-
giaren! tambem o Monte Negro.
Oulra parte telegraphica datada de Constantino-
pla em 16 de novembro, diz o segHinte :
Reina no Affghanistan a maior agitecao pos-
sivel. Dosl-Mobanied declaren ao Shah da" Persia
que os Affghanes esto em guerra com os Russos.je
que alravessarao o territorio persa com o consentl-
menio do mesmo Shah se Ih'o quizer dar, quando
nao prescindirao d elle para isso.
Ainda mais oulra :
Trieste 30 de novembro. Araba de chegar um
vapoMrazendo noticias de Constantinopla em data
de 21. O general Baraguay d'Hilliers foi-brilhaht.-
tement lecebido pelo sultao em audiencia solemne.
Pronunciou um discurso eni favor da paz, mas sal-
vando primeiro que ludo a independencia da Tur-
qua. O sulio respandeu affectuosamente e insisti
em a necessidade da Russia retirar as suas exigen-
cias, c evacuar os principados.
Fallava-se em enviar ao Mar Negro vapores
francezes e i nglezes.
barco da esquadra Irallandeza..
.' Mr. de la Cour diegou hoje a Trieste
k gazeta de JugsbHrgo de 28 de novemro
publica a resposta que o principe Alexandre da Ser-
via deu petieao da Porta Ottomana para declarar a
sua opinio sobre a lula entre a Turqua e a Russia.
Esta resposta est concebida nos seguintes termos:
Scuhor. Intendo que devo dar a seguinle ros-
posta carta que o ministro dos negocios eslrangeir
ros de V. M. me dirigi em 28 de outubro.
0 governo servio achar-se-ha sempre prora po
a apoiar a sublime Porta, pelo menos em quanto
Ih'o permittirem ss tratados existentes ; mas nunca
podersabaieiter-se ao queme parece incompativel
com o sen dever.
Tal circiinslancia se aprsenla n'esla ccasiao,
em que se suscilou urna lamentavel pendencia entre
V. M. e o poderoso czar. Permita o ceu que esta
luta seja vantajosa para V. M. O governo servio nao
pode mtervir na questo que existe entre as duas po-
tencias protectoras da Servia. S pode adoptar una
poltica de neutralidade e imparcialidade. D'aqui
resull^que o governo servio nao pode consentir que
,-dgiira corpo de tropas alravesse o seu territorio.
Porntli-lo, seria fallar ao que as circunstancias e\-
gera.
O governo de V. M. ver-sc-lia obrigado
(1) Esta nossa opinlao, desfavoVavel i philanlro-
pia da Inglaterra e da Franca, pode parecer infun-
dada ; mas parece-nos que ella nada lem de extra-
ordinario e impossivel, e a historia contempornea
a justifica al um rerto ponto. Ao lempo do trata-
do de Andriauopole, que, na phrase de cerlo escrip-
lor, foi um novo auel arcrescenlado cadeia rom
que a Russia rulara e apcrla o imperio Oltomano
ha um seculo, o gabinete francez, todo devotado
Russia, eslava promplo, diz o mesmo escriplor, a
dar.Constaiilinopla em troca de una compeusacao
sobre o Kheiio. (Ira. aclualmenle, na faltada devo-
cao, pode muilo bem o estado da Franca, que nao
d puncos cuidados e inquietadles a NapoleAo III,
afasia-la de urna suerra e di-p-la para as Iransac-
res araigaveis. Quanto n Inslaterra, urna vez que
os seus interesses mercantis sejam ressalvados e ga-
rantidos, eremos qae o mais pode *?r fcilmente al-
canzado pelo Czar,
conbecer que n'isto o orerno servio umeamente es-
cula os conseUios da moderacao, que Ibe sviraiii
seqipre de guia. Para tornar mais enrgica a sua
publica de neulralidade, expedios 'ordem a lodosos
habitantes do principado parTesiarem disposios a
execnlar suas ordens, quando o governo Ui'as trans-
miitir. ."',*.
Receba V. M. como sempre a certeza de mi-
nha profunda adlteso. Ktaguserraz, em 6 de
novembro de 1853 { assignado Alexandre Ge-
orgwistsch,
n Vienoa 26 de novembro :
Carlas de Budiarest de 18 annunciam que os
Russos que estavam emlsmail e Bessarabia recebe-
ram ord.;m de voltar para a Vallacha a occupareni
as forticacoes do DaniuSo. tevantaram-se todos
os acampamentos em virtude do rigor da estaeao.
U- no Wanderer de 29 de novembro*
Nao se confirma a uolicia dada pelo telegrapbo
elctrico, de te ter concluido entre a Turqua e a Rus-
sia um Iraciado ay armisticio para o prximo inver-
n. Se lie cerlo que para esle lim se abrirara uego-
ciucoes, tambem he verdade que ainda senao termi-
naran!. Alm d'islo lodosos dias se esto reno-
vando as csraraiiiucas junto a turgewo. 0 inau v
estado dos caminhos nao permitte as tropas avanca-
rem para a peipiena Valarhia. ,
Urna carta de Bucharestdiz que apenas o pri n
cipe Gortschakoff regressou, mandn urna roiii-
mssao especial Oltenieo para reparar os dam-
A
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tundra'jpeta. .tucras., Uin. najte tuoaca-
.?gp^e Si; iuo nao pas-:>m Je
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iFyjOOT ,;hqiY)i'iis lieO/np-is turcas quo. uxislem
ifawurefhtas ja" rclefiua idade) sjldt! im niaior
* parte asayxos_ ...,.,'
j&^ia c l&i), dz gG^alud
jBJfc ;.lo. nos urijipadns; aa
ni I'uilulia, ainda ha
bnsidavpis copsi sDTtietri(i..ft'.x.iTulro Sli^-y, iru/da
H'dVrig!rama Par
riontljjO.^tiuin) touia li l.-se_ lajlibcW i)
^Colonia, falanjo di; ri-conlros
^t**^jn.1>.iW occu'jiar a ittia do Mukalio, djz
fljjjtj'e Mokau situada irgaV uVCriPtUe do
^wfle os Russos (pleraip..tontos horneas
[ft'tes, foi lomada judos Tiir-us, sen
ffcii reiS um nico raituxo, om ai quite de 21
'*r 'lf novomlrr>. No dja.scjjiljrile, pela vol-
l Awff'Sia;oj ftusses aruipm de Giu^-wo i-m
barcas.' lnlwltor'iir desalojar os Turcos; toas es-
tes iwfteram-os'opium fogouio ten? suslenladu
*p*j*j<$ttgirani ateconeeiiii-ar-so om Girgewo.
TaMMa? fot balitado segundo ataque dos russos,
>' ^ahos ofifoiaes, s o poderam. obter forra de
'spfiSrads^ims soldados. Finalmente .dado e
terrttro'ataque conrouas frescas, os Turcos tive-
ram oVs.' retirar para a margeni cjireita.
Ei 11 a noite'de ia para 20 tentaran! eiiio
ate* pSter*! oVamente da jifia ; mas foi ten-
tativa bakM.-i, c lie a oilava desde que se. rompe-
rn is"wtilidad>s. Desde eulau nao tornaran! a
O principe Gorlschakoff cbejjou no uiesnio
dia 'Ciorgewo. Dtzia-se que teicionava passar
o Dtnr&ftroas saVsmwue ceo que nao lera taj
tepfc'V-^&e'al' pelo" contrario lenciona manicr-
pados, sem fazer moviraenio alguut al
irefc os refbtynst
Ihe
- O Uoring Ctronicle publicou a seguinte
l>feegiffcp1cado Viemia, datada de 2 ao meio
PTuiof'carta > de Widujn e de Kalafat que al-
-anraiH m'9Q do novera6roY collocaram-se cent pe-
<;* artiteria as Micarws d Kalafat: isto
i-xpriea o- olivo ; ponnte urna'parte da guarniqao
voltctu pah < 'W'idrliii onde estar mais :i 411a vonla-
iK. -Fielrm.eni Kalafat 8,000 horneas bem for-
licdfe*. ^Its jujea seren su'fBcieole para de-
(aMH ett-pl5ao;. > fl fri foi fatal as tropas na
.\4I>; eUlo' rftjrfes T enferniidailes. No. dia 30
o* Rdssos esvam sobre Danubio, e enj Kraiova;
A Independencia Belga apresejoii o se.
KBA% resumo dos acontecmentos que tiveram lu
ttar no theatro da gueiTa do Levante, depois que a
qnestosahio das maosda diplomacia.
Em 4 de outubro.-*A Port publicou o
manifest de guerra contra a Rttssia.
Em 8.mer-Pach iiitimou o principe de
Ciorlsrhakofl' a evacuar os principados no prazo de
quinze dias.
Em 9.Kespondeu este nao annuindo in-
timarao.
Em 17.Os Turcos lizoram o primeiro mo-
vimenlo para a frente, e tomaram posiejio na ilha
situada entre Widdin e Ealafat.
Eni 43.Batalha de Isaatclia, cujos boletins
ja boje so sabidos de lodos.
Em 87.Entrada dos Turcos na pequea Va-
lacliia, c oceupacao de Kalafat.
k Em 28.Tomada do forte S. Nicolao, na
Asia.
Mo 1- e2- denovembro.Intentara os tur-
cos a passagem do Danubio em Rastschouk, e bom-
bmleiam Giurgewo, apesar de nao alcancarcm van-
tagem alguma.
Nestes dous dias realisam a passagen do Da-
nubio por Tunukar, e fortificm-se em Oltenitza.
Em 4.;Re|!etem os Turcos o scu ataque con-
ir.i Giurgewo.
Batalha de O ten i t/a.
Em 8.Occupam os Turcos a ilha de Moka-
no, eerca de Rousbchouk, e sao arrojados della pe-
lo general Soimanoff.
Em 12.Movimnto dos Russos obrigando
os Turcos a abandouarRm Oltenilza.
Nos dias seguintes os turcos abandonaram ou-
tros pontos, e passaram o Danubio retirando-sc pa-
ra a margem dircita.
Actualmente cireula o boato de que houvc uin
movimnto na Servia ; mas nao se sabem ainda os
seus pormenores.
L-se na Imprensa de Londres, peridico
que se suppoc receber ajiirar;oes de M. Disraeli:
Estamos autorisads ri alfinnar que a corte
ilc 8. Pelersbugo dirigi aos gqvemos de Inglaterra
e Franca urna nota breve e decisiva, annunciando-
Ihesque noannuir a nenhuma negociacao relativa
aos negocios do Oriente. A Russia toinou deni-
tivamenle o seu partido, que lie o da guerra.
Outro peridico ingle/, diz que as declaracoes
ile Czar nao eram to bcllicosas, e nicamente se
liniitavam a rejeitar as hypotheses de qualqucr nc-
% -iaci 1 que lenha um carcter eiiropou, e smente
a admitlir propnslas procedentes do divn.
Alguns peridicos alemes insistem em fallar
ile neguciaces enlalioladas entre Fuad-Elfendi e o
Sr. Cotzenbuc, diplomtico russo aggregado ao exer-
eito de qecupacao. Para avallar estes boatos,
observa lu peridico, bastar observar que dala
das ultimas noticias Fuad-Efi'ondi 1150 havia ainda
sahido de Constautinopla.
a 0 Wanderer tembem publica as seguintes
o idas dos principados:
"A maior parte das tropas russas que seencon-
iravam junto a Oltenilza rigiram-se para a pe-
quea Valachia.
O chefe da milicia veladla foi a Kokbchany no
da 20 de novembro com urna doprttaco para rece-
ber o general russo de Budberg, nomeado commis-
sario extraordinario n Valachia.
Diz urna carta de Bucharest, de 20 de no-
vembro, quehaviam as vizinbani;as daquella cida-
decento e oilenta cairos-aem material de pontos.
Outro numero igual pasW pela cidade, em direceo
ao Danubio. Nao se julga por isso que os russos
tom intentos ilc passar o rio. Parece qne levara
destino a Hirsowa, onde os russos so vem obriga-
dos a deilar pontos no Danubio para impedir a pas-
safea dos turcos.
Confirma-*' a noticia de um enconlru ontre
serios e bosniaeos. Parece que o corpo bosniaco,
lestinado ao exereito oh Omer-Padi, uSo porte
exaeWar a passagem do L'nitza.
Diz um peridico que a Austria anima quan-
pode* Sania para seguir as hostilidades contra
a Turqua.
Sir Edmuiklo Lyons, segundo chofe da es-
quadra ingleza, ja i*egou a Constantinopla.
' AoL/ayd de Vienna escrevem de Andrino-
|wles queja sefaziamalli preparativos para eslabe-
lecer o acampamento imperial, que se formara na
primavera. O sulto chegara em lins do mez de
fcvereiro ; mas o acampamento ha de ser feilo em
dezembro.
Escrevem de Galatz, em data de 29, que a cada
momento seestao vend passar tropas da Bossara-
bia para*i Valachia. As tropas russas entre Galatz
Ibraib preparamos jens quarteis de invern.
l'ma carta de Paris publicada pela jRevotucao
de Setembro expriini'-so assim : ,
Ainda mi est de todo cxtincla a esperanca do
ompor a quoslao tureo-russa evilando-se o risco
1I11 na guerra geral.
O novo projecto de que ha dias fallei, e em
que a Austria se eirqienha como a mais interessada do
de todas as potencias na pacifica soluco dos nego-
cios, parece que foi redigida como urna nova nota,
ate awordo com a Franca e Inglaterra, approvada
pelas cortes de Vienna e Berln, e queem breve se-
r expedida para Conslantinopla; e sundo as
as minhasinformacijes parece quo iNi em termos ac-
ceiteveii pela Porta Otloniana. Posto qUc. g,. .
nore como a lomar o imperador da Russia; com-
anla |demos aventurar a conjectura de acolhimen-
u> pela circumrtancia importante e significativa de
ser um projecto receido pela Austria, que provavel-
meme entra como nenhum outro governo nos segre-
ios do gabinete dcS. Petersburgo.
Entretanto no Times de 8 de dezembro l-se a
QguiMe communicacao transmittida do Odessa aos
17 de novembn
^ O armamentos continan! com gfande ener-
ga ; cr-se annemente aqui que os Russos^pas-
sarao a alravessar o Danubio sem embargo d?
A guarnicao de Odessa vai ser removida
......- un ni
,v. '
para Galatz, c tropas frescas do Tquris oceuparao
(Jderta. >.
1 No mesmo peridico l-se o seguinte commuui-
eado de Paris lao autnticamente declarado que
o boato que. correu fl urna allianc^t se ter formado
"nlre as quatro potencias lio incorrecto : nina nota
colloctiva foi arranjada, mas nenhum penhor mu-
Inofoi dado para assegurar pela fonja a sua acei-
taco.
As folbas do (.'.un.-taiilitioplaanniiiiciaiiique oar-
misliciq de res mezes' |>edido jila Inglaterra fora
recusado jielos ministros turcos o que em conse-
quencia disso lord Stradford livera una audiencia
do sultn a qual durou cinco horas.' Um Divn
extraordinario ia sor convocado.
O Diario do Gobern publica o ssguintc acerca
do Gran ducado de Badn : a
a 0 grao-ducado de Bailen acha-se em grande
gitacao por causa do conflicto, que se levanlou en-
tre o governo, e o arcebispo de Friburgo; Este, ex-
commungou os ecclesislicos que tem apoiado o go-
verno, eo governo, pela sua parle, mam Ion prender
lodosos presbyteros, que publicaram o acto de cx-
communho. Em alguns pontos tem sido os presos
pstos em liberdade pelo povo. Em Gerlacbssbeim
toinou a gentalha por assallo a casa da cmara para
restituir o cura ao seu domicilio, leudo a juslica que
fugir paia a cidade mais prxima. N'outra cidade
gendarma cncarregado das prisoes deveu a vida ao
auxilio do burgomestre. m
A corte de Franca lomara lulo por esqaco de 21
dias, a contar de 5 de dezembro p. passado, pela
mrteda Sra. D. Maria da Gloria.
Em Roma fizeram-se ltimamente algumas pri-
soes por motivos polticos, dizcm que os presos per-
tencem a urna sociedade secreta estabelecida em
Londres.
Sobre o celeste imperio l-se no Diario do Go-
verno o seguinte : ,
As ultimas noticias da China alcancam at 7 de
oulubro, c sao datarlas de Caulda. *
O New eommercial adventurem publica o se-
guinte, extractado de urna carta de mr. Parker, se-
cretario da logaco dos Estados-Unidos:
a Asseguram-meque urna carta particular de Pe-
kn d a noticia de que Hung-Fung, actual impera-
dor da China, fugira no dia 2 de agosto pam Gehut,
na Tartaria, deixando os negocios do imperio ao
principe Nci-Cbim, quinto irmao de Tnon-Krrang.
A esta data eslavam os insurgentes a seis jornadas de
Pekn. Em urna conversacao, que hontem leve
com o cnsul Ingle/., me disse este, que j lite ha-
viam dado.esta noticia havia dous ou tres dias. Eu
julgo-a provavel.
Diz um' peridico : Recebemos por va de
Marselha os diarios da China. Em Shangai apre-
sentam as cousas raau aspecto. Aos oilo dias depois
de tomada esta cidade pelos insurgentes, segundo
'dssemos, o chefe daquelles arvorou o estandarte da
dinasta de Nankin, o suppuidia-se que antes de
faze-lo tinha obtido permissao de Nankin. Porm
soube-se depois que os quo governam nesta cidade
se haviam negado a prestar auxilio aos de Shangai,
fazendo-lhes constar, que assim como at all havi-
am obrado por sua propria cont e risco, continu-
assemdo mesmo modo dabi em diaute. Sabido isto"
pelo general das tropas imperiaes acampadas entro
Chiukeang-ifu e Nankin, resolveu fazer todos os pos-
si veis esforeos para recuperar Shangai.
Amoy 11 o ili una mi aiuda em poder dos rebel-
des no dia 4 dooutubro, nao obstante lerem que sus-
tentar, quasi todos os dias, os ataques das tropas
injperiacs. -
Em New-\'ork cahio no dia 13 de dezembro
urna to grande tempestade'que occasion a dcslrui-
ci 1 de urna somma cousideravel de propriedades e a
lenla de varias vidas. Um grande incendio cau-
sara tambem all grande perda.
0 geueralPerce, presidente da Unio, foi acoui-
incttidn de urna febre biliosa, mas na dat das ulti-
mas noticias, acha-se muilo melhor.
Em Texas os indios tinham-se tornado mu ou-
sados, de sorte que o governador foi obrigado a le-
vantar tropas para proteccao da fmnteira.
Dos outros estados, nao ha que mcroca ser men-
cionado, k
Em Londres licaram os consolidados de 90 7/8 a
971/8; os cinco por eenlo brasileiros de 98 1/4
a 98 3/4 ; os quatro por cenlo portugue-
zes a 42 eos quatro e meio por cento russos de
98 3/8 a 99.
V -i >
-
u .
DIARIO DE PERNAMBUCO
SEGUKDA FEIRA 2 OE JANEIRO DE 1854.
Dito One Olla iluo ito Hio
Grande 1I0 Norte
Sln
Dito dito das A.j:aia~.
l)e|Mwitos sahid^.
Uilos existentes. .
706*374
.i:ria*&-d
a:ass
79lw2ta
dezem-
Mrllo.
Mesa do consulado de Pernambuco, 31 de
uro de-t&i3.< O escrivSo,
Jarome Gerardo Mario Lumachi de
Exportacao .
r.oiiuiiiba, ljate S. Joaquim, de 'vi toneladas,
condozio oieguinle: 180 barricas liacallio, 181|
barris inanleiia, "J monillos de ferro, 1 meo btalas.
I caixa VI libras de rap< 60 barricas farinlia de tri-
co, t caixa queijos, 1 dita velas de espermacete, 1
presunto.
Geuova, polaca hespanhola l.itnm. de 212 tonela-
das, condmio o seguinle : 4,290 saceo assucar.
Australia, galera ingleza .Verapftina, de 129 tone-
ladas, conduzio o seguinte : 4.200 sacros com
23,<2> arrobas de assucar, 31 laboas de pinbo com
"iOO |is cada um, 15 ddzias de taboas de pitillo.
BBCKBGOORIA DE KENDAS INTERNAS UE-
HAES DE PERNAMBUCO.
Rcleio do dia 31.....2:2389)21
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 30 63:1V52!>
dem do dia 31 .- s:inrT:i
M. S. iUw Sanios, do Maranho cun varios gneros,
em '18 dias.
Mein" vapor inilez Olinda, do Itioem 2i.dias,
.:273?i8ti3 da Babia em 20 e de Pernambuco em 17, com varios
gneros.
72:1389163 dem IIvapor indo? C.real II 'ettern, capilo
P. 11 .it, do Rio de Janeiro em 26 dias, da Babia em
21 e de Pernambuco em 19.
NAVIOS A' CARGA.
Para o Rio de Janeirobrue biasileiro Anna.
dem brigue portuguez lista/uto, capitn J. J.
da Rocha.
dem barca portugueza Chriilina, capilo M.
A. de Castro.
dem brigue portuguez Incomparatel.
dem paiacbo porluBucz Jote ll'eiicetlau.
dem brigue purtuguez na //.
dem brigue porluguez Elisa.
Para o Para patacho porlueuez Portugal.
dem barca portugueza Oliteira.
Para a Babia brigue porluguez Tarujo II.
dem pal.iclm brasileiro Flor do .Vorfe.
Para o Macan lian brigue porlnguez Urbano.
Para Pernambuco barca portugueza Tarujo I.
63:9729722
COMMEHCIO.
cK.V(..A DO RECIFE 31 DE DEZEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac,6e> ofllciaes.
Descont de letras de 30 dias I por ceulo ao
mez.
Assucar mascavado colindoa 19700 rs. por ar-
roba.
ALFANDEOA.
Rendimento do dia 1 a 30.....318:8939122
dem do dia 31.......3:7869349
322:6799771
Detcar.regam hoje 2 de Janeiro.
Barca portugueza(iraiidodiversos gneros.
Barca ingleza Lord John Itutttl taixas de
ferro.
RENDIMENTO DO MEZ DE DEZEMBRO
DE 1853.'
Rendimenlo total...........322:6799771
Rcstituicoes............... 1479195
Rs. 322:5329576
Dircilos de consumo.
Ditos de 1 por ceulo de reexportaeo
para os portas estraiigeiros......
I>ilu. dilo para os-poiios do imperio. .
II dito de baldearo........
Ekaeilieiile de 5 por cenlo'dos gneros
tem carta de guia..........
Ililn de 1(2 por c. iliisi'eoei ns do piiiz.
Ilil.nlo I l| |H>r c. dos gneros livres.
Ai -n 1 azi'i lasen 1 de 1 por cento das mer-
cadorias...............
Premio de 1|2 uorreiito dos assignadiH
Mullas calculadas nos despachos. .
Ditas diversas. .............
Sello fi\o........-.......;
Pateules dos despartanles geracs .
Dilas ditas especiaes. .........
Emolumciilus de cerlidoes. .... .
. 316:0629513
2699776
81987
179549
4719342
4189701
119472
IIIVlTIlli.
1:33"I920"
779990*4
1779245
75799.50
52480
2.V9000
119120
PRACA DO RECIFE 31 DE DEZEMBRO DE
1853, AS TRES HORAS DA TARDE.
Recisla semanal.
Cambios Sacou-se a 27 3|4 d. por 19, e lia
dinheiro adiautado para se dar
letras aa pre$o que regulaV al o
dia 21 de Janeiro proiimo, em que
deve partir o vapor para Liverpool,
e que nao deve ser menos de 28
d.pqjl."
Algodilo Em coosequencia das testas de na-
tal, apenas entraram 17 saetas esta
semana, nao tendo adiautado cou-
sa alguma a exncco dos dias san-
tos, tanto para a lavoura, como
para o commercio; .porquanlo Um
e outra tem estado parausados
desde 25 do corrente, e eremos que
antes do dia 7 de Janeiro nao sahi-
rao desle torpor, lanto he certo
que nao se arrancan) costumes de
soclos com urna nova le. Os pie
;i)9 continuaran! de 59800a 69 por
arroba da primeira sorte; mas
mu.ia se eflecluara urna venda
6,150 a 69200 rs. por arroba, c
da segunda de .59650 a 59800.
Assucar ----- As entradas foram mui diminutas
pela mesma razao do algodo, e us
precus se suslentaram por lerem-
se concluido alguns carregameu-
tos que seguiram viagem nesla se-
mana. A falta de navios, e as no-
ticias que nos deve Irazer o vapor
que hoje he esperado de Liverpool,
muilo devem influir nos precos,
assim como o deposito que nos
consta estar-se accumulandoda Pa-
ra|iba e outros portos prximos.
O mascavado vendeu-se de 19600
a 196.50, e o braoco de 29100 a
29700 por arroba.
Couros ----------Fizeram-se vendas de 155 a 160
rs. por libra dos seceos salgados, e
cnnlinuam procurados.
Bacalhao---------Helalbou-se de 129500 a 139 por
barrica, e ficaram em ser 7,000
barricas.
Carne secca A do Rio Grande vendeu-s de
39200 a 49IOO por arroba, e a de
Buenos Avres de 39200 a 39600 ;
ficaram em ser 10,000 arrobas da
primeira, e 34,000 da segunda.
Farinha de Irigo- Os precos nao tiveram alteracao e
o deposito baixou para 9,000 bar-
ricas; nao tanto para a (erra, pnis
tem sido pequeas as vendas para
consumo, mas sim por se ler reem-
barcado 300 barricas das viudas de
Salem, ficando o restante desta
(200 barricas) avariada. Dos dous
carregamenios que existan) na nl-
fandega, veuderam-se 300 bar-
ricas.
Descont----------Beb^teram-seletras de 10al2por
cento ao auno.
Freles-------------Consta que se effectoaram a 90, e
que os navios pedem 5 ; por ha-
ver falla de navios. -
-------i-noaioiQi--------
LISBOA, 13 DE DEZEMBRO DE 1853.
Prero corrente do genero* do Brasil.
Por baldearan.
Algodo de Pernambuco. .
Dito do Mamullan.......
Dilo dito de macliina......
Dilo da Babia.........
Dilo do Para..........
Dito dilo de machina.....
Cacao..............
Caf do Rio primeira sorte. .
Dito dilo segunda dita.....
Dito dilo terreira dito.....
Dilo dilo esculla boa......
Dilo da Babia .-.....
Couros seceos em cabello 28 a 32
Ditos ditos espirliailus.....
Di los salg. Haba e Para 28 a 32
Ditos ditos de 26 a 20......
Ditos ditos Peni, eCcar 28 a 32
Dilosditos dito 26a 20.....
Ditos ditos do M a ran hii 1 28 a 32.
Ditos ditos dilo 2J> i 20 .
Ciavo girofe.........'.
Dito do Maranhao.......
(iomma copal.......'. .
Ipecacuanha..........
Ouruc............
Salsa parrillia superior. ....
Dita dita mediana ... .
I'ila dita inferior.......
Captivo de diveito*:
Assucar de Pernambuco brauro
DilodoRi-i :.....
Dilo das Alagoas.........
Dilo do Para, bruto. ......
Dilo mascavado. .......
Despachado.
Ail....... .-......
Arroz do Maranhao e Para ord.
Diln dito dilo do mol luir ....
Dilo dito dilo superior.....
domina alcalilada 1. sorte. .
Hila dita 2. dita........
Tapioca............a 191001970019800
Prero corrente do genero de Portugal na
dita dula.
Captivos lio it coi Ins.
Amcudoa em milo doce do Al-
. NAVIOSSAHIDOS PARA PERNAMBUCO. '
De Liverpool/thondda.
De MarselhaMarie. -
Do HavreJoi.
fe HamburgoHarriet & Alolly.
NAVIOS CARREGANDO PARA PERNAMBUCO.
Everton-Toicn of.
Fin 1 i,.,.i ) Liverpool-Biron.
Faro.
Em landres Feliz.
Em Genova Itimac.
Em Havre Gstate. II. .
Vendein-se duas barcadas, aiuda novas
melhor cuustrueco, muilo boas de vela e bem ap-
pai ciliadas, por preijo comroodo, c tambem se Iro-
cam por escravos, ou casas nesta prai;a : trata-se na
ruada Cruz, 11. 34.
Paira o Rio de Janeiro sahe com a
maior brevidade pssivel, o brigue na-
cional Firma, o qualja' tem a bordo
iiguma carga, que conduz do Para' e
Maranhiio, com aquelle deslino : para
o resto, passageiros e.escravos a rete ,
trata-ge com o capitao do mesmo brigue
CletoMarcellino Gomes da Silva, na pra-
oa do Commercio, ou com os consigna-
tarios Novaes c\ Companhia, na ra do
Trapichen- "4, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu por estes dias, o brigue nacio-
nal Elvira, por ter parte de seu cane-
gamento proinpta : para o resto da car-
ga passageiros e escravos a 'rete, tra-
ta-se com Machado & Pinheiro, na ra
doVigario n. 19, segundo andar, ou com
o capitao na prava do Commercio.
da com 500 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
40 rs. ; \endendo-se nicamente na ji-
vraria n. 6 e 8 da praca d Indepen-
dencia.
Na ra do Vinario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro desellius, i-be-
sada recentemente da America.
Vendem-e 500 palhas de coqueiro ja em Ierra:
na ra Nova u. 18.
Vende-se bom eapim de planta, no sitio da
Trempe, sobrado n. 1, que tem taberna por bauo ; e
abi mesmo prensa-se almiar dous escravos que sir-
vain para vender na ra frucias t horlalices : paga-se
bem e boro Iralameulu : quem os liver, dirija-se ao
mesmo sitio, que achara com quem tratar
MOVIMNTO DO PORTO.
Vende-se urna espada das mais modernas, para
oflicial da guarda nacional: as Cincho Ponas n. 13.:
Vende-se um deposito no pateo do Terp, cora
poucos fundos: quem o pretender, dirija-se ao mes-
rao deposilon.il. .
Oleo de linhuca em botijas.
Vende-se a 59000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo emporcao: uoarma/.em n. 131, na ruada
Senzala Velba prximo ao becco do Ijoucalves.
AVISOS DIVERSOS.
.Vacos entrado no dia 31.
Para e porlus intermedios II dias e 6 horas, e do
ultimo porto 12 horas, vapor brasileiro Impera-
triz, commandante o segundo-lenenle A. C. de
Brito. Passageiros, Carlos Ernesto Mosquita Fal-
co, D. Leopoldina da Costa Ribeiro e 1 lilho me-
nor, Joaquim Jos Marques Jnior el escravo,
Joo Jos Mondes de Oliveira Castro, Ildefonso
Jos de Abreu, 9 marinbeiros sardos naufragados
no brigue Eduard. Sesuem para o sut: coronel
Jos Gervasio Queiroz Carreira e I esciavo, alfa-
res Luiz Augusto Colin e 1 escravo, alferes Mar-
linho Jos da Silva, D. Josephina Adelaide Ara-
nba, 2lilbos menores c 1 escravo, Jos de Almeida
Mariins Costa e 1 escravo, Miuianuu Heskelh, 3
recrulas para a raarinba, 51 recrulas para oexer-
cilo, 1 praca para o dilo, 2 desertores dilo e 15 es-
cravos a entregar.
Southampton e portos intermedios22 dias, vapor
inglez 'Imwrs, commandante W. SI ni 11. Passa-
geiros para esta provincia, Bernardino Francisco
de Azovedn Campos. Jos Ribeiro Ponles, A. R.
Doval, A. C. Stalil. Dr. Ignacio de Barros Brre-
lo, C. A. Dumemel, Carlos'. P. Poingdeslre, sua
senhora e 1 criado.
Rio de Janeiro21 dias, patacho brasileiro Bom Je-
su, de 170 toneladas, capilo Manuel Joaquim
Lobato, equipagem 11, carga varios gneros; a
Novaes & Companhia. Passageiros, hachare! An-
tonio Joaquim de F. Seabra, Marcelino Ludgero
4 Fonseca Cand, Eduardo Joaquim I'ereira Bas-
tos, Bernardo de Fonles, Domiugos Jos de Aze-
vedo Jnior. % ..
Navio ahido no mcerne dia. ,
Buenos-AyresEscuna hespanhola Anita. capitao
Malheo Limona, carra assucar e agurdente.
AustraliaGalera inglez Seraphina, capitao J. S.
Orr, carga assucar.
GenovaBrigue bespanhol Florentina, capilo Izi-
pro Marislany, carga Matear.
Natos ahido iu> dia 1.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor inglez
Thames, coramaudaute William Slrutt. Passa-
geinidesta provincia, llennanu MehrlenS.
(".iitiiigniballiate brasileiro 8. Joaquim. mestre
Placido Jos de Sanl'Anna, carga varios geneois.
GenovaPolaca hespanhola linee, capilflo i-'rancis-
i-isi-u Marislany, carga assucar.
Ilha de Fernando de NoronhaPatacho transpor-
te nacional /'ira;wmu,*ci>mmaiidante Camillo de
l.ellis Fonseca. Condui o teuente reformado Jos
Ciraco F'erreira, \ pracas do exercito e 22 senten-
ciados, e Jiki Joaquim de Sanl'Anna, Loorenco
Jnsliniano de Souza Lobo, Candida Maria das
Mercs, Anna Luiza doEspiritoSanto, Simplicia
Maria da Conrejcau.
Rio de Janeiro e SantosBarca brasileira Firmeza,
capitao Jos Francisco dos Santos, carga a mesma
que trouxe. Passageiro, Manuel Francisco Luiz
da Silva e 6 escravos a entregar com passaporles.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor brasi-
leiro Imperalriz, commandanle n sezundo-tenen-
te Antonio Correa de Brito. Passageiros desla
provincia, Jus Maria do Valle Jnior, Benjamn
Piulo Nngiieira, Antonio Pinto Nogueira, Manuel
Themoleo Barbosa, Maooel Cvpriano da Silva e 9
naufragados.
ltt 125
n 110
100 110
100
100 110
100
;i 18T75 ISKO
2.-S0I i 2WH10
2*0O 2>7IMI
n 220(l 2S300
)i 1-570(1
2?(I00 2^600
. 112 122
* - 127 137
107 117
n 107 117
112 122
I>" 112 122
122 127
122 127
320
iGO d(K 270
(a) 2S50O 3*800
ft 800 lIIO0
100 185
\i 11X0O t.55000
0 !>5t>on 109.500
)> tiacvuo JOO
os; *
a- tsioo 13(700
n 15200 1*1011
1200 l8tKl
IJtlOO 19150
a 950 1*250
r. tpoa
BlIlO 6&000
n 7SH00
n 79000 7J600
l I3OOO
n 600
Rs. 322:53251576
.V< seguinte etpeeiet.^f
Dinheiro .... 180:757S07l
Assiuiiados Iil:77555
Depotito*.
Em balanco no ullimo de
novembro p. p.....
Entrado no crrenle mez
Sabidos.....
Existentes *. .
Ida
I:983fcl7l>
:n225t
50:3955421
9:0379331
41:3589087
Na* teguinte especie.
Dinheiro..... 1 219960
Letras......39:5339127
Alfandega de Pernambuco 31 de dezerpbre de 1853.
O escrivao,
Faustino Jos dos Santos,
Importacao .
Vapor nacional Imperalriz, viudo dos portos do
norte, consignado a agencia, manifestou o se-
guinte :
1 caixa bichas, e 20 barris manteiga ; a N. O. Bie-
ber & Companhia.
1 pacote ; a Nicolao Brunn.
1 caixote : a Joaquim Antonio Faria Barhoza.
CONSULADO GERAI .
Rendimento do dia 1 a 30: 66:712911(>
dem do dia 31........ 451&8-'i
garve,
Dita em casca ruina. .
Dita dita molar......
Dita dita durazia......
Cera nacional branca. .
Dita dita amacolla. ,
Figos do Algarve comadre.
Ditos dilo braneos .....
Presuntos........'. .
Detpachadu.
"f> IsHOO
alq. 'IglOO
700
550
933
*95
700
100
39300
11
samo
19200
800
600
310
3(10
800
.5110
39IOO

alq.
.67:1619.100
Bacalhao nacional scceo.
Dilo dito fresco.........
Keijan branco das ilbas.....
Dito dito do Porto e I- i uncir.
Dito rajado.........'.
Dilo fradinho. .........
Grao de bico.........
I'assas da Ierra........
Sarro de viuho linio. -. .
Dito dilo branco.......
A* bttrdu.
Agurdente de 30 gr. encascada pip.19090001929000
Azeite.............alui. 92IK) 49HOO
Laranja doce..........c. i. 58000
Sal grosso...........nioio 19150
Dilo redondo.......... laOO
Diln lino para a Ierra......
Dilo Irigueiro grosso. .....
Cortina n. I de 3 la man bus de.
grossura propria para roldas, /jq
Dita n. 2 deHrcs taiuauhos.
Dila o. 3 dito dito.......
I lila 11. para pescara.....
Dita dita para fabricar.....
\ inliu su|iei inr encascado
Vinagre.........
Triuu do reino rijo. .
Dilo dilo mulle.....
Dilo dito das ilbas. .
Ovada do reino.....
Dila das illi
lamo
39200
.500
480
430
- 400
> 500 600
a I9000
29000
29100
19:101
19150
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 30.....5:2739853
dem do dia 31' ...... 9
5:2739803
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
DESTA CIDADE NO MEZ DE DHZEMBRO DE
1853.
Consulado de 5 por'eenlo. 62:78991.95
62:7899195
Ancoragcm.........1:8779ToO
Direilos de 15 jiur cento. onmki
Direitos de 5 por cenlo.. 7OO9OOO
ExpiHlicnle das capaiazias. 5609975 Sellos............1.2239790

Emolumentos de cerlidoes. 69610
4:3V59105

efcttttfMQ
. Dieerta* provincia. 1 li/inin do algodo e oulros

geueros do Mo Grande do r..J0'l.e :,......... 249607 Dito dito dito dito da Para-

n.h,ba...........- 8719315 Dito do assucar e uulros g-
neros da dila........5589185
.59200
39600
560
500
700
29OOO
I92IH)
19100
I9SOO
1920O
792OO
(iSKKI
4500
.. 29100
n I98OO
pipa 709000 7-XKM!
309000 369INI0
alq. 480 600
160 5.50 t
4.50 520
270 300
2.10
DECLARACOES.
O conselho administrativo manda "fazer .pu-
blico, que nao pudendo ter jugar a compra dos oh-
jeclos aiiminciadus para hoje, tica, transferida para
o dia 3 do mez prximo faluro. Secretaria do con-
selho administra I i yo 28 de dezembro de 1853; Mi-
guel A fo n so Ferreira, vogal e secretario inlrino.
Annuncia-se pela mesa do consulado provin-
cial, que os 30 dias uteis para a cobranca da decima
bocea do cofre dos predios urbanos das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, se finalisam no dia
9 de Janeiro vindouro.
Paquetes franceses a vapor, entre Marse-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
IJ'Avenir destinado
a sabir de Marselha
para a Babia e Rio de
Janeiro,espera-sc nes-
le porto hoje.
Passagem para o R8 de Janeiro, cmara -de f
200 francos, cmara de proa 150 francos.
Passagem para a Babia, cmara de r 100 francos,
cmara de proa 75 francos.
A comida e os vinhos eslo comprehendidos nes-
tes precos.
Quem pretender dirija-se ao escriptorio de N. 0.
Bieber & C.a ra da Cruz u. 4.
DE SI4
TERQ-FEIRA5 DEJAXEfRO DE18S1
PRIMEIRA RECUA DA COMPANHIA"JUVE-
NIL TALIENSE El TERPINA. 7
Subir a scena o sublime nieludrania-scmisacro
pastoril que se intitula
A REVELACAO' DO NATALICIO
DO
255
100
Milbn do reino......... 360 :tl
Dito das ilbas.......... 300
Ccntein do rcuo........11 370 400
ESTADO DO MERCADO.
Assucar: Eflectuaram-se algumas vendas para
consumo, e reexportaram-se 106 saccas para a Ma-
dera, e duas para o eslrangeiro.
Arroz. Tem sido regulares as vendas para con-
sumo.
Algodo. Ell'eclunrani-sc algumas vendas para
consumo;conserva firme o preco porque tem sido co-
lado.
Amendoa.Continua a ter prompla estraccao
para consumo.
Caf. He escassa h existencia do do Brasil, o
qual sustenta lililes osseus precos.
Cacan. He escassa a sua existencia, poucas ven-
das se realisaram para consumo.
Cera. Eflectuaram-se algumas vendas para con-
sumo.
Couros. Hoiiveram algumas vendas dos expi-
chados e salgados da Baha para consumo.
Frutas seccas. Para consumo foram regulares.
(iomma copal, ouruc, salsa parrilba. Ellec-
luarani-se algumas vendas para consumo.
Os geueros de importado e exportacao, cujos pre-
cos nao vao mencionados, nao existen) ou fdllam no
mercado.
NAVIOS ENTRADOS.
Dezembro 7 brigue portmmez l'rbann, capilo
1
Dividido em 2 actos e 6 quailros.
DESIGNACAO DOS QUADROS.
Acto !. Acto 2..
1. A revelaco. 1. A jomada.
2. O convite. 5. A adorajSo. '
3. Ajeuniao. I 6. O festejo.
A areao succede na Jiida, nos arrahaldes da ci-
dade de Belem, tendo principio em urna herdade. as
II < horas da noite de 24 de dezembro do auno
40O4 da creacao do mundo na noite seguinte ao
completar 24 horas.
A poesa, a msica, a dansa, e as decoraces, so
producees dos Srs. Modesto F. C. Caima- Barros,
Orestes. De-Wecrhy, c Dornellas. O autor do poe-
ma, de accordo com os oulros artistas se esforcou
em desenvolver o bom goslo e novo estv lo nos "di-
versos pensamentos, e pontos essenciaes em que
se fundam o oexu e unnlade do lugar e da aeco.
Na roa de Santa Isabel n. 13, rasa do actor Santa
Rosa, eslo o\pollos a venda os hilhetes, cnodiado
expeclaculo no escciploi 10 do Ibealro, pelos precos
seguintes:
Camarotes de 1 > ordetn para tuna recila 69OOO
- 2. o 88000
< 3. >. u 59OO
> 1. u :1900o
Cadeiras 2900O
Platea 190OO
Paraizo DO
Oaulor do melodrama. I"inlo omilliilo algumas pas-
sagens inleressanles, para nao lorna-lo muilo exten-
so, est resolvido, a pedido de muilas pessoas, lva-
lo scena, da presento recita em dimite, (al qual o
coinpoz.e ornado com mais algumas novas candiras,
dansas_, ele, ele; assim rumo reunir na repre-
senlacao aquelles quadros que a unnlade da aeran o
perimllir, alimde dar-lbe mais brilhaulismo.
AVISOS martimos.
LOTERA 1)0 KIO DE JANEIRO.
Quarta, 011 quinta-feira da presente ge-
mana deve cliegar do sul o vapor S. Sal-
vador, conductor da lisia da loteria 19.
das matrizes.
Viuva Amor i m c\. Filhn fazem scienle, que o
Sr. J0S0 Baplisla Mmeira deixou de ser caixeiro de
sua casa de commercio, desde o dia 30 de dezembro
passado.
Precisa-se de urna lavadeira que de conheci-
menlo de sua conduca : na ra de Hurlas, casa ter-
rea n. 62, rom a frente pintada dea azul e as porta-
das brancas.
O abaixo assignado faz saber ao respeitavel
commercio e repartieses publicas, que comprou a ta-
berna de'JnAo de Medeiros Raposo, sita as Cinco
Ponas 11. 152, no dia 31 de dezembro de 1853.
Joo de Amoral Raposo.
O Sr. Joaifim Pereira de Souza, tem carta na
ra do Vigario n. 10, segupdo andar, escriptorio de
Machado & Pinheiro.
O abaixo assignado, na qualidade de socio ge-
rente, e liquidalario da entnela toja de fazendas, de
Andrade c\- Amarul, mi ra do Cabug 11. 11, faz ver
aos devedores ao dito estabelecimenlo, que venham
salisfazer seus dbitos na ra Nova. o. 27, ou ao seu
caixeiro Jos Joaquim Lopes Pereira Guimaraes, qt
he o nico por elle autorisado a fazer dila| cobran-
cas amigavel ou judicialmente.,
Joaquim' Antonio d Santos Andrade.
Permulam-sc escravos por casas terreas, as
ras doArago, Velhs, da Gloria, G>nce$8o, da Ri-
beira, no bairru da Boa-Vista ; eem Sanio Antonio,
as ras llireili, Pracinha do Livramenlo, Camba
do Carme, estrella do Rosario, das Cruzes, da Ca-
deia,Augusta.Marlyrios e Aguas Verdes : ontro sim
tambem se compram a dinheiro i vista, sendo que as
mesmas casas eslejam livres e desembarazadas : os
pretendenles dirijam-se ra Velba, casa terrea n.
20, que acbarao com quem tratar. .
PrecisB-sede urna ama secca. e qne saiba bem
engummar : na travessa de Jeo Francisco n. 16.
Dam-se IOO9OOO rs. a juros sob penhores de ou-
roon'prala ; quem pretender annuncie.
O abaixo assignado, professor particular de ins-
truecan elementar do segundo grao, resllenle no ler-
ceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, scienlilica ao
respeilavel publico, e mxime |os senhores pas de
seas alumnos, que tem determinado abrir sua aula
a 9 de Janeiro do crrenle ; declara tambera que em
novembro do anno passado foram examinados e ap-
provados quatro de seus alumnos em materias do
segundo grao ; e promelte igualmente lodo o esme-
ro no adianlamento dos mesmos, como sempre o tem
prodigalisado. O mesmo lecciona tambem 00 recin-
to de sua aula, grammatica latina e franceza.
SoM Maria Machado de Figueiredo.
O abaixo assignado deu interesse na sua loja
de ferragens (la ra da Cadeia do Recife 11. 56 A.
seu caixeiro o Sr. Joao Carlos Bastos de Oliveira,
continuando seu negocio sub a razo de Antonio Joa-
quim Vidal & Companhia, a cargo de quem tica o
activo e passivo da mesma loja, o que lem principio
ero o primeiro de Janeiro de 1854.
Antonio Joaquim Vidal.
Pede-se ao Sr. Rufino Coelho da Silva, declare
a sua morada para se ll|e fallar, ou dirija-se i ra
da Cadeia, coebeira n.5.
Marianno R. C. Jnior.
Precisa-se de um criado eslrangeiro ou brasi-
leiro, que u,1n lenha familia e que d cnnliecimento
a sua conducta: qoem quizar, dirija-se ra Au-
gusta,casa terrea do lampeao, na quina do Peixolo,
11. 33. *
Bernardino Atves Machado deixou de ser cai-
xtiiro do Sr. Jos Dias da Silva desde o dia 31 de de-
zi'mbrn passado
Joao Estuart Borburema vai a Pedras de Voso,
e leva para vender, pertencentes a senhora D. Rila
Caelana .Maciel, dous escravos Amaro, cabra, e Fran-
cisco, crioulo, ambos comprados ao Sr. Mannel do
A mparo Caj, morador e eslabelecido nesta pdade.
C. A. Rordorf retira-se para fra dista provin-
cia, e supe nada dever a pessoa alguma; ntre-
la nlo, quem se julgar seu credor, aprsente sua cou-
ta al o dia 15 de Janeiro prximo vindouro, na
ciisa n. 55 na roa da Cruz do Itccil*.
Abilio Cesar Ribeiro retira-se para o Rio de Ja-
ni jiro.
Precisa-se de um homem para caixeiro de urna
la berna uo Monteiro, que seja porluguez ou brasi-
le iro, e que saiba ler e escrever : a tratar no mesmo
lu ga'rcom Nicol* Machado Freir.
Precisa-se de um moleque de 12 a 14 annos de
id ade, para o sen cu de casa de paSlo : na ra larga
di 1 Rosario, casa de pasto da Cova da Onja.
- Precisa-se alugar urna .ama que saiba lavar,
ei igommar, cozinbar e fazer lodo o servico de urna
c; sa de punca familia: na ra Direita n." 116.
Roga-se ao Srpassageiro do vapor Impera-
d m andadas do Rio de Janeiro para o Sr. J. Chardon,
di ler a boudAde de as mandar, entregar em casa
di ille, ra do Alecrim n. 4; ou anuunciar a sua mo-
ra da para ser procurado.
L oteria da ii-mandade de Nossa Senhora
do Livramenlo.
Nao tendo sido pssivel realisar-se honlcm o auda-
11 .enlo das rodas da mesma loteriu, em coosequencia
do avultado numero de hilhetes que ficaram, na im-
portancia de 5:9009000 rs., quantia esta que inhi-
bilituu anabaixu assignado c a irmandade de dar
ciiimprimeulo a sua promessa, nao obstante ter en-
v dado lodos os esforeos ; de novo marca o dia 14
de Janeiro prximo vindouro, no qual imprelerivel-
nienle lera andamento, ainda- que reste por vender
11 lelade desla quantia.O lliesoureiro,
Joao omingue da Silva.
British Clerks' Provident
Association.
11> orderof Ibe Board ofDireclors Ihe General
l:lalf Vearly Medina of [he Sharehulders *ill be
l.cld al Ibe British and Foreign Reading Ronin on
V'edhesday lite fourth of Januaryal6o'clockP. M.:
v> lien Ibe Dividend for Ibe pasl six monlhs will be
d eclared and new ofliccrs elecled. The' subscrp-
li ons for January will'bcreceived also on Oie fourth,
att Ihe Treasiirer's rooms belneen tbe hoorsof 4 and
5 P. M., and iiolice is hereby given thal eacb share-
h older mus presen! Ins Receipt Buok and Scrip
itbout wliicb no subscripliun will be reeivcd and
II ie fine fnr non payment euforced. Sharehulders
desirous of allering Ihe numher of their sbares or
p- ersons ishing lo join Ibe association are requesled
lo give IheTreasurer wrillen notice priorlo tbe third
01T January. Jane Hunter,
Hou:Sec:
Pernambuco. 29 December 1853.
O Sr. Chrisiovao Nunes Ferreira Campos
U im carta em cusa de Maooel da Silva Santos : na
n ia da Cadeia 11. 40.
, Paga-se generosamente a quem levar na ser-
n tria de Vicente Alves Machado, na ra da Praia
d e S. Rila n. 23, 2 pram-bes de amarcllu.quc des-
ai vpareceram, ou foram furlados no porto da mesma
serrara, na noiie .do dia 28 du corrente.
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 28 da ra
la rga do Rosario por cima da loja de louca : a fal-
la r 1111 1110-111:1 casa, on na toja do Sr. Guilhcrme.
Abilio Gumes Negrao retira-se (rara o Ro de
Ji ineiro.
O Sr. Manoel Francisco Dures tem urna car-
la 11.1 Imam n.ti e N d.i praca da Independencia.
Bichas.
Alugam-seevendem-se bichas: na praca da lu-
ilependencia confronte a ra das Cruzes 11". 10.
0 Sr. Joao Pires Ferreira, (pie alu-
g 011 urna casa na ra do Caldeireio.
<| ueira dirigise a livraria ri. (i e 8 da
p raca da Independencia, a pagar o alu-
guel da mesma casa, e entregar as cha-
ves.
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
tA/.ciu de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vend-se farinha de mandioca
milito fina, a 6$500 rs. a sacca :., no ar-
mazemdo Forte do Mattos n. 20, ou a
ti'atar com Manoel Alves Guerra Jnior,
na rua do Trapiche n. 14, .primeiro an-
dar.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson How ie &
Companhia, na rua do Trapiclie Novo
n. 42.
Charutos de Havana.,
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
prero muilo commado: na ruada Cruz, armazem
n. 4.
Kadapelao' avariado.
Na rna do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias, vende-se urna porcao de madapoln largo com
um peqoeao toque de avaria, a 29200 e 28500 a
pera.
Oleo Essencial,
para impedir a cahida de cabello, fifze-lo crescer
e lmpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinho : na rua
do Rangel botica o. 8.
Vendem-se taboas de pinho, cos-
tado, costadinho, assoalho e forro para
fundo de barricas,detodos os comprimen-
tos, chegadas "agora: atraz do theatro,
armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
, Vendem-se saceos com farello chegado lti-
mamente da America, pelo patacho americano El-
la Reid, a 2JO00 o sacco : na roa do Trapiche n. 8,
e no caeg do Ramos n. 16.
Pautse toalhas.
Vendem-se palitos de brira de linho de cores,
bem feilos, a 3-5 e 48 cada um ; toalhas de panno
de linho do Porto, pruprias para rosto a 800 rs. cada
urna e a 9jJ a duza: e panno adamascado de duas
larguras e Loa qualidade para toalhas de mesa a 28
avara: na rua da Cadeia do Recife, loja u. 50.
Gola da Babia. *
Vende-se superior cola, por prero commodo: no
armazem n. 134, rua da Senzala Velba.
Palils.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vendem-se pali-
tos de hriin pelo diminuto prero de 28800, 38000 e
38500 rs.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlbo feitas no Aracalv,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
Palitos.
Na loja da rua do Crespo n. 10, \ endem-sr- pali-
tos de panno e casemira preta e de cores, pelo dini,
nulo prejo de 118500 rs.; ditos de casineta lina-
por 88000 rs.
Vende-se um dos melhores caval-
los, i' mais gordo que tem apparecido es-
te anno na praca, sem achaques, milito
manso, anda baxo a'tmeio muilo bem;
o motivo da venda he porque, o dono nao
pode montar : a tratar na rua da Praia,
armazem de carne secca n, 9.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra,' fazenda nova a 58 o corle; ditos de la
e seda ebnrge modernos a 98 o corle de 12 cova-
doa; dulas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e 610 rs. a vara; e unirs muilas fazendas por
baratos precos: na ruada Cadeia do Recife, loja
Vendem-se relogios de ouror pa-
tente inglez, o melhores que tem vinio
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 36.
Vendem-se as estivas da ponte da passagem o
Magdalena, em rauito bom estado, e de boa qualida-
de, proprias para Iravejamento e coberlas de casas,
por preco muilo commodo : a tratar na padaria da
dilapassagem.de Domingos Antonio da Silva Beiris.
No caes do Ramos, taberna nova doieejjro n.
26, vende-se lenha de mangue do sul, a 3JW00rs.,
dita de malta, a 18120 o enlo, cal branca, a 1*280.
preta, a 480 o alqueire, aceite de carrapalo, i
em caadas, em garrafas, a 240; e outro mnilos ob-
jeclos, ludo por barato prejo : tambera temos o-ea-
cellenle jogo da bola no interior da casa, para as
pessoas que gosiam de seenlreterem ao domingos e
dias santos, ou todas as vezes que quizerem, "^l o
maior interesse do dono da casa he que se Me daca
algum gasto aos seus refrescos, com lanto que se
pin tem com toda a decencia.
Vende-se a hiberna da ru dos Pescadores n.
II, bem afregoezada para a Ierra, com pojicos fun-
dos, sendo metade a dinheiro e melade a cradilo :
quem pretender,. dirija-se & mesma taberna, qu^
achara com quem 'tratar. **
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, < seguinle: saccas de farello mailo
novo, cera em grunie e em velas com bom sorH-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa ero pedra, novissima.
Vende-senm escravo denac,so, de 25 aobos
de dade, bom carreiro e acoslumado a todo o servi-
co de campo : na roa do Hospicio, taberna de Leo
de ouro.
.Na rua daCruzn. 15, segando'andar, ven-
dem-se 179. pares de coturno* decourude lustre,
400 ditos braneos e 50 ditos de bollos; tudo por
preco commodo.
Vende-se um terreno na rua Imperial, cora 22"
palmos de vao, comalicerces de pedra e cal, e com
urna tneia agua na frente, sendo de taina. Vende-te
barato, quem preterJer dirija-se a ra Imperial n.
31, das seis horas da maulia as 10, e da treaatajua-
Iro da larde.
Os mais ricos e mais modernos eha-
I peos de senhora se encontram sempre
na loja de madama Theard, por um prefo
mais razovel de queem qualquer outra
parle.
POTASSA.
No antigo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeo bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que' erii outra qualquer parle, se aulanram
que precisaren! comprar. No mesmo depsito
COMPRAS.
Para Lisboa o nijy lindo e veleiro brigue En-
i-aiilaiUir, pretende l sakii- com brevidade: quem
nell* quizer carresar-rru ir de passagem enlenda-se
com > seus consignalarios T. de Aquino Fonseca &
I- ilbo. na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ou
com o capilau na praca. f
CEARA', MAHANHAO' E PARA'.
Segu em poucos dias, o patacho Jo-
sephina ainda pode receber algifma car-
ga e passageiros : os pretendentes.'quei-
ro dirigir-se ao consignatario JsBap-
tista da Fonseca Jnior, na rua do Viga-
rio n. -\, primeiro andar.
Compram-se ossos -a peso : no ar-
mazem da illuminacuo, no caes to Ra-
mos, travessa do Carioca.
Na rua do Livramenlo n. 20. compra-se um
:i ipiin-lhu dech. de praia, sem feilio, sendo de gos-
lo moderno : quem quizer v?nder, anpareca das (i
an8 horas da manlnla, e de 1 e m dianlcda tarde.
Compra-se um prelo qoii sirva para um sitio, e
que. nao seja moco : na rua Nova n. 18.
VENDAS 5.
Sahio a' luz a fblh'nlia de algibeira,
con tendo aleni do knleudario o regula"-
mento dos einoluipentos pai-ochiaes, e o
almanak civil, administrativo, eommer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado | Basto
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente ebegados.
ATTENCAO'.
Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bons, pennas de eroa, e vela de car-
nauba, a 19500 o cento.
VERDADEIRO
rdbe Antyciphellitique de Lalfecteur :
vende-sena rua da Cadeia do Recife ,
botica de Vicente Jos de Brito.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ;; vende-se em casa- de Schafieitlin
& Companhia, rua da Cruz n. 38.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, e por precos comuiodos : no ar-
mazem n. 134 na rua da Senzala Ve-
iha, prximo ao becco do Gongalves,
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio flcrenlino, o
melhor rtico que'se conhece para impar os denles,
bra,nqoece-os e fortificar a geugivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e du-lbe mgico
lustre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esta prepara-
cao faz os cabellos ruivosou braucos,ro mplelamcnle
prelos a macios, sem daino dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedr, ebegada no
hiale Lusitano, viudo ltimamente de Lisboa, e
potasa americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Vende-seumeabriolet cornos com-
petentes arreios, para um cavallo tu-
do em bom estado, e por preco muitis-
simo commodo : a tratar na rua da Ca-
I deia do Recife n. t, primeiro andar.
Vendem-sc laidos de fumo da Ba
la, primeira qualidade, para charutos ;
assim como um resto de caivas com
charutos, que ja' se vende por preco
baratissimo, que he par.) se fechar coutas,
chegado tudo da Bahia pelo ultimo na-
vio : na rita da Cruz n. (i,. pfineiro
andar.
Vendem-se camas de ferro de nova
invenido franceza, com mollas que as Jii-
zem muito maneiras e raacias, chegadas
pelo ultimo navio francs Pernambuco, e
por preco muito commodo_nu riiti da
Cruz n. 2fi, primeiro andar/
Vendem-se licores le Absyntli e
Kirsch em caixa: assim como chocolate
francez da melhorqualidadeque tem ap-
parecido, tudo ltimamente chegado de
Franca, e por preco baratissimo : na rua
da Cruz n. 26, priuieiro andar.
POTASSA DA RUSSIA.
Vende-se superior potassa da Russia, e
Americana, por preco muito commodo:
na rua do Trapiche n. 15, armazem de
I raaos.
Vende-se urna porcao de esleios que (bram da
ponte dos Afogados, que servem para alguma* ~ cadas: quem quizer dirija-se a rua Direila dos Afo-
gados n. 13.
Vendem-se cerca de 800 forma de folha de
ferro paca fabrica de assucar, pintadas, eque levam
tres arroba cada-ama : vendem-se muito em conta
para fechar : na rua de Trapiche n. 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversa* mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-e superior vinho do Porto, em
barr8de4., 5. e 8.: no arrr.azem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
PAR,V NAO'ENTRAR EM BALANCO.
Vendem-se cassas francezas escuras,
cores fixas, muito finas, e de bonitos pa-
driies, a 520 rs. a vara ; dam-se amostras
trazendo penhores : na rua do Crespo
n. 14, loja de Jos' Francisco Dias.
DOCE DE BACORY.
Chegou recenlemenie do Maranhao urna pequea
porfo desle delicado doce, o melhor que lia, tanto
pela sua escolente qualidade, como por conservar-
se por muilo lempo em perfeilo estado: vende-se
em casa de Fon te & Irmao. na rua da Cadeia Velba.
No armazem de C. J. Astbjy .& Com-
panhia, na. rua do Trapichean. 5, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro deverguinha.
Oleo de iinhaca em latas de galoes. .
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de folha de %io, pintadas, para
fabrica de assucar.
Gordo de linho alcatroado.
Palha da India para empaihar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
I'tu sor! ment de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazar ir-as e ca vinotes.
VendenMe os bem construidos ar-
reios para carro, de um e dous cavados ;
assim como mantinhas de casemira de di-
ventos padroes, para os sellins de ditos
arreios, que os fazem abrilhantar mui-
to, 'tudo chegado pelo ultimo navio de .
Franca : na rua da Cruz n. 26, primeiio"
andar.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeiladus,
[o oprios para meninas e meninos a 5$ cada um ;
manteletes pretos e de cores com colleles e sem elle,
por presos commodos: na rua da Cadeia do Recife,
luja n. 50. *
Vende-se um relogio de ouro de
sabonete, patente inglez, da me-
horqualidade.e fabricado em Londres:
na rua da Cadeia. n. 60, armazem de
Henrique Gibson.
Venderse CARNE DE VACCA e de poreo de
Hamborgo, em barris de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca condecida e verJadei-
ra, b.-iveiido poucos gigos de resto, que se vender*
para fechar, a 2-1S000 rs. ;
AC DEMII.AOsonido;
TAPETES DE LA, lano em peca como sollos,
para torrar salas, de bonitas cores e milito em conla.
OLEA DOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de Itnbaca en latas de cinco galoes : em
casa de C. J. Asllcj & Companhia, rua do Trapi-
che n. 3.
Na rua doCollegio n'. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a -
prazo, um sortintento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consrrtibdo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, mssas para ditos, bonetes
Dar guardas nacionaes, plumas preta*
para chapeos de senhora., fundos e la '
para chapeos,' courinhos com setira, 1?
vellas, fitas para arrocltos e debium,
trancas e outros muitos objfctos de cha-
peleiro.
X
Dicdoauuio dos termo d aa4icima,
etrargia aaiawaaia pharaaada ,
etc. te.
Sahio :i lu esla obra indispensavel a toda I
as pessoas que se ilediram ao esludo de]
medicina. Voude-se por !$ rs., encaderna-'
do, no ron'sullnrio do Dr. Mosrozo, rua do
Colegio, n. 2, primeiro andar.
Vende-se urna carmea em inuitu bom estado:
na rua de S. Goocalo n. .11.
\
ESCRAVOS FGIDOS.
No da 2 de novembro do corrente anno, .de-
sappareceu do Sr. Jos Antonio Barros, da villa da
Granja, provincia dnCeara, um seu escravo mualo,'
irigueiro, de nonie Lui7- (filho de una eserma do
mesmo senhor, chamada Benedicto', estatura regu-
lar, cabellos crespos e arrimados, roslo oval, narii
grosso, bocea regular, tendo um denle superior que-
hradn pelo meio: lem signa de chicle pelas na-,
degas, os pesdalos, e Iraza um ferro no pescoco ;
levou. ilfum. carta de guia on pasaporto, ludo ral-
so ; este escravo heofficial de pedreiro ; quem o pe-
gar, ser bem recompensado, enlregaudo-o a Anto-
nio de Almeida (ornes C, na rua da Semala Ve-
lba, n. 131.
No dia 26 de dezembro desappareceu do enge-
nho Massaranduba o escravo, prelo, de nacao, de li-
me Manoel, estatura regular, ps compridos e per-
nas meias /ambas, levando camisa de niadapulao, ce-
ruula de algodfloxinbo americano, chapeo de palha
em meio uso, e porteare n Manoel Antonio Vieira
de Carvalbo, lavrador no mesmo engenho ; quem o
pegar, leve rua do Colegio n. 23, primeiro andar,
que ser gratificado.
t
Parn.i Typ. 4a M. T, Falla. 1814
: *-
.


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