Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02230


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Full Text
ANNO DE 1836. TERCA FEIRA
i
23 DE FEVEREIRO N. 4
gggggsggg tees*
r-;l
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PmiAMHiicD, nk.Tvr.oit M. P de Faria. 1836;
M

DIARIO DEPERNAMBUCO.
das da semana.
22 Secunda Cadcira de S. Pedro era A. A. do Js. do C. de m. e de
I ses. da Thczouraria Puhlica. Chae, de f
23 TerCS Lzaro Monfre Re- de ni- aud. do Jmz de O. de l.
Quart cr. as U-e59 m da t- .
24 Quurta Tmporas S. Pretxtalo M. tes. da Theaourana Pub.
25 Quinta >J< S. Mathias Ap.
26 Sexta S. Temp. S. Ce/ario M. ses. da Thez. P. aud. do J. de O-
27 SahlM lo Temp. S. Toreato Hcl. de m.c aud. do V. Qb4tt. em
Olinda.
23 Domingo 2. da Quaresma 5. Leandro
Tudo aora depende de nsmesmos. da nna nrodencia. moda
racao. e enuncia: contrnenlo conra principiamos, e ferenios a-
poniadoscoin admiracao entre a* Nacoe* niais cultas.
Fmclamucau da Ati'mbUn Qtral do Brasil
Sulicreve-*e a 1000 rs. menaew pa?o adiantado net Tvposra-
fia. e n:i PraCa da Independencia N. 37 :'H : onde e receliem
correspondencia lejalia*as. e. aiinwici-. inserindn-M e*tes la-
ts sendo do propriosassignantes. e ruido asignado.
PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda_Todosos diasan meio dia.
Gniana. Alliandra. Paradla, Villa do Conde- Mamangttape, Fi-
lar. Real de S. Joo. Unjo d'Areia, Hainha. Pombal. Nova 4-
Souza. Ciilade do Natal. Villa de Goianninlia. e Novada Prinetf,
za Cidade da Fortaleza. Villa do Aqnirs. Monte mor no*
Ararat. Cascavel. Canind. Granja. Iinperatrix. S. Bernardoc
S. Joadn Principe. Sobrar. Novad Rllte. Ico, 8. M atheaa,
acho do sgueue. Santo Anlouio do Jardim. We*eramouiin, e
nailta Segunda e Sexta l'eira ao meio d*
Santo A lilao Toda a qimrla letra* mc tboiu dia.
Garantan, e BonitoAo* dias 9 e 23 do mea ao meio a.
Floresno dia 13 de cada iiirz ao meio dia-
Serliaein. Rio Pormoxo. e Limeiras-Segundas, Quartaa,
Sextas feiras ao meio dia._______________________
%3 Aristarco n. 68 exige nossas nflexSes, ese por
ventura as retardamos, tem nido tnicamente, porque
esperavamoa discurso do Redactor por inteiro, para
lite responderme* He huma ve?.: mas n*6 apparecen-
lu o reto al agora, publicamos, o que haviamos
esoipto.
NaS he oe-pirito de controversia, que nos fez
chamar i terreno o uebno Escripior d'aquelle Pe-
ridico. O amor d<> Brasil, ou aillos suas desgranas,
fiseraS, que nos cumbatessemos.as ideas de lium Re-
dactor, que prezamos, nao como huin joven de
bas eepi raneas, que consagra SU*a vigilias Liltt-ra-
tura, ui.i.s lainbem como pe.soa, que tem em inulto
sua Patria. Se elle porem encaiou bum dos pontos
da quesiaS do regresan por hum lado; li tvenios
a uilelicidade de ai rota-lo por Otilio bem diveso:
se elle creo atrvir o s>u pai, ostentando, hum
piincipio, que nos pareceo desvatHajoso; n tive-
mos a franqueza de no et>on< mmos contiues-e prin-
cipio. Respeilanlo o talentos do Redactor do Aris-
ta ico, e ai'iii.i m>il li/'tia dis sus irit -nces, na
o eouibaleremo* todava sobre tfnobresa heiedttaiia,
e ti ansuiissivel.
a Para quep ngre.o (diz elle) sin niais exar-ta-
mente, paia que ohjerto lo refties o seja duradou-
io, he precis rlat pernee de via o verdadeiio nor-
te, que sa5 os costume., e necesidads do uo*su paiz,
uias uEsc iptor qut-r a nobiesa hereditaria, e trans-
ini>sivel, como elemento la duracaS do regresso, por
que tem S' rvido ella pira conservaga du uutl'oa Es-
tado : equal he a mu i a rnajieia de raciorinac, que
empregad os progies,i\os ? (Vrtoque he esla ; oque
no uouos p'UeB exi-ie : n 6 basia, que a norneza
iiei'cdilatia s ja elemenlo de dii'aca para Oaotltros
paifs rtll especiaes circunstancias, he pr.-ci>o, que
bt no prove, que ella ptWla no Brazil, e isto nao lez
o Esc ipior.u U texto do jndicioso Rededor foi hu-
H)a ai iii poderos? que He subminislrou contra si
m sino. 6e para que oreg'e~<>, ou o sen ob)ecto,
aej* e-tavel lie pivci>o n ume-.. eas uecessi lades do p->iz, he por essa raza,
que uo diasemos, que se lite tornava iiMhr>eiisvel a
iobreza heieditaria, e transni-sivel. Retlicta o A-
ristai cu Sobre oa iioskos coslumes, s -lie ha de abonar os noasos sentiuientos.
Que Povo mais arislocrai, do que o HUM? Que
Po\o maia amigo de nisiincoes, e de foros? Osque
nao tem estas honras, fngerfl umitas vt-zes odia-las,
iua& porque naas tem. Que Povo mai. penetra-
''o daa ideas de commando, e aeuhorio? Tudu he a- i
)istocracia no Biasil. Que o Ai islario, em aair d'
eulie ti| visite o< interiores d'tsta rnsa Provincia.
Que delidalgtis na5 vai elle encontrando logu nos
piioieiros Eugenho! Elle ouvu imineusos Hropri- !
*--iatos jacUi<.in te, theios de ufani, do lr<> dos j
es taiiiilias, cuo quem se ai lu6 ligado. Ha de axar !
niuiios unios, e'amalgamados com as id.'S do tem-
po; adalos lia, em ulguns logar-,, extreiiiaaiente j
?JXaludos, lepublicanos mesiuo : ms de que modo? ,
Republicanos aristcratas, republicanos fidalgos--, j
tem quereren. perder Luid > ponto da ana autiga
linhagem. Que o Aristarco Ihes djier, que nao sao
nolii-e-, ou quedevem deixar de o ser. Quntos
de Norte Sul se achio condecorados, em diverMH
r/.os. com asmercs de Chrinto, e do Cruzeiro?
Quintos pedia, ealcancra estas graca? Quan-
tos ohlivera foros, e pergiminhos, que guard., e
conse.vaS escrupulosamente? Que deprazer se der-
ramou em^lRons. quedepois de prolongada su[)p-
c.is nao l*.ra desp cha los? E lir-e ha, qie os nos
sos costones et 5 em cni-aicaS com a nobreu
bereditaiia, e tiansni-siv.l ? Se esta especie locari.i, se p i-- i nita' out'a, o [Ilustre EsCiptrde.
cubrir em sua digivssa multo* Vse, que cap-i-
clmsos, e assomados, e\ei cit- hum dominio ahso-
lulo e muitas vezes desptico sobre os seus lavra-
dores, e que conse v.io no meio dos seos viinlios hum
respeilo, chuma veneracaS agpwda : nao S" pronun-
cia o seo mime, anda a oito, ou dz lepoas He distan
ca sem dizer-se, que oSnr. Fulano fez, disse, ou
muden. Exuuine por outro lado otratamento dos
esrravos, e ver que o habito demandar, e o orgu-
Iho de hum Senhor nunca fora ta longe. Eis os
nos os costu mes, e mai, ou menos, todo o Rasilhe
aasiui. Sais deales logares incultos, procure as ca-
pital s, pire lium pouco na do Irop rio. e na6 encon-
trar s-ii-. Ti'ulos. c is;*i4 I' ro-, e aristocracia.
Depoir de ii fl -lif -i bre os nS9S C'tUfl9PS. r-
flicti o \ri -lare sobre a n-ssas n-''s 'a s Ima-
ginar hum Tlir-no seui uobivza be conceber h una
i ri non em poltica : he istohuma d*sgrande dea
roberas dos lempos aciua-s. Escapou Uta ao genio
transceudenle de Moiitesqui-u no E'pirtO das Leis,
e s existe noCod'go polilico do emperrado e cabe-
cudo Evaristo, exarado na sua plida, finada Au-
rora. Monarqua (disse elle fallando da do Brasil)
queso tiuha o prestigio da nece si lude Enaenlra
l as prineiras n< cessid-des da N ca5 B Consisten-
cia, e esial,el'daih'do s-u Thiono ? E que pode en-
coulrai-8'' para I he dar maia prestigio, Hoque ano-
breca hereditaria? Na se> ella hum corno, qun
se opponha aos embates da democracia, e as lavas re-
volocionai a. ?
Ma ( lie anda o Aristarco) que nos queremos a
nohrc&a hereditaria, como eleuniito da durca do
rere$o, por que ella tem servido para acohserva-
tja de outro* Estados, e que este m -do de raciocinar
heom-smo, que oa prores-ivos empng.^ por sao
que ells procuraS apeifenioar as inslduigSes, pelo
que existe em outros paite, buscando o absoluto, e
naS o lel-livo. Eiigana-se o Illustre R*lacVr. Nos
tiremos em vista os cwlumu do paiz, e ae dlegmos
o exemplo de NacS s cotistitucioua-.., a quem a no-
bleza escuda, e serve deseguranca, foi, poique esse
1
ra o Brasil, e isto naS fez o Escriptor. Se prest pa-
ra oThrono d< Brazil, presta para o Brasil. Se hum
resto de poder, que se diz anda, que perteoce ao
frgil Imperador, parece lodos os das escapar-lhe ;
claco fi'-a. queosmeios, que sostentarem o Monar-
ra, prestaS paia sosteniar a NacaS. Dispamos o So-
lio Brasileiro do adorno, eapparato dos seus Grandes,
como -elhetem Fitoia, aniquilemos a nbr- za, cer-
quemos o Paco de esfarrapadoi -i m nene, suppiaS
c. fr-mi ia, e n Taremos > imperial hum thentro
de bufos; daremos rio Brazil, huma firca veigo-
nliosa, e ridicula, que vira por ultimo acbr-se oonj
a d< slruiQaO, dos que a po-erem em Scena. e, o que
maia he, com a nosna. Sm, chaoiem-se Marqueses,
e Duqu s os eslrangallia los q-ie. quizerem ; cubraS-
se de fitas, e de lustrosos retalhos os importantes
personngens da genta'ha, que liverem coragem pare
tanto, (tiuiua Oommissa da Asserablea Geral foi j
deste p.nenr .') e s-r isto ruis huma pagina na his-
toria dos nuflaue desvarios, das nussas miserias, ou do
n0SO l)Oili .efi(>.

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exemplo he applic*vel, e ebeio de euccaS.
Por
VA mili" ia t/|/" -------------- -
ventura se alguma CMU* existir entre Po-os eslra-
nhos, cuja adopcaC poa coocorrer para o roelho-
rameuto dal'alria, deixaremos ni de laucar ro^o
di.so, t porque nao he no.so? E he ete modo de
pensar, raciocinar, eaigum.ntar dos progresivos?
Elles naS laucad ma, do que be justo neiti do qne
be anp icavtl: liansplantaS para o B asila lev^'ucaS, ,
em qualquer pai te que a encontraS, tistonaS fa*e- |
mos nos.
Sigamos o Aritarco. Nao basta (a.rrecentou el- |
le)quca nobleza heie titaria^sej* ehiiienlo d- dura-
ra p^ra os outros paizes em especiaes circuostan-
cias, he preciso, que se nos prore, qucclla presta pa-
v.5, para | e os !' ^s c oiher. sem seo* proprios
inl'ivMi ......:. cerlos reapeito*\ tzes-
bem lie-4 v... pie i b trava na ordem deaun
cone>vacad, n huma garanta par-esua
estabeiidade p ildica i n be/a hereditaria, e iran-
mi.iel; repoudeo-nos o Ai i-taico : Queesietra-
balho, alem desee inf'liclfero, e;a tamb. m vergonho-
so (e elle deo suas ra.6es)era infructfero, 'pon o Po-
vo conbece, que os privilegias, e extorsaS de direites
repugnas ao sen inleresse, e liberdade, e eon>agra
estas ideas tal aff icaS, e simpalhia, que emseuo
dio iucorrem aquelles, que procuraS cathequixa-lo.
&c. He veigoiihosit: Porque em vez de difundir lu-
zes be apauar as que exstem dcc. &c. Cumpre nao
confund- u Povo com os orgios de huma opinia,
quesequerero chamar Povo; queasesparbaS egritad
em lime d'elle, poique assim Ibes coovera. Sera-
pre que se a soalhsS d-uirinas singulares, e subver-
siva., faz se rargo ao in auto, e des pereebdn Povo
d-sas mesmas doUtrinas; da-se in'eil mente por
c-'t", qu emaiiafi ve.|e; que elle n pwj que ai
exige; quea-julga proficua! *u IsuVidade, eio-
tees.-: aislo naS he assim, porque P.ivo nemas
conhece, ne aaabe pesar. A' euslo de as ouvir pre-
gr, e repet ir, de se geiieiiasre n, de Ihas imbuti-
rem, de aquecerem com ellas, he que o misero Po-
vo comee entaS aespi igtiicar-se, e vai, como
bum papalvo b.lbuciuid. e.ses principios, tomndo-
os, como eus, e p. rli'hando engeitados, que nun-
ca Ihe pnenceraS. Ent.S os Escriptoies corajosos,
imparcia.-., e sem p-ejui/os, o devem dirigir pela ver-
dadeira iota, apontanJo-lhe as Serles, e os eacolhoa
de que he pre. iso fug'f ; rombal-ndo com denodo
as preorupaces, e o en o*, q-je os genios pe turbe-
-lor.s, e alrabibaiios derramad na sua Pairia. Se
b niens de bem se o p pose re m i semelhanles doutri-
n->; se se lg .r. m eulre si para orientar a opiniad, o
Poto ha de conhecer seus just smieiesses, e acabar
poriobrir de elogios, e de b -ncios aqtielles, que t5
t-nergii-ametite liabelhrafl ,or afasia lo do ieapenha-
deiro* Mas ser Escripior publico, conheccr o des-
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9
DIARIO DE PERNAMIJL'CO.
3

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to da opini.i, confessa-lo m. smo, ver que o Povo
Be Ilude que se j erde, ese transtorna na adroissa
dprincipio!, queaenpie .su !egnr.'nca, e iu-5
qorr*r combaler *taa ideas, por que *a do Povo,
otfse presumem dVl'e, e se presumen profundamen-
te arraigadas ; l>e Sto ir contra apropria convicca,
e consciencia, he isto huma fragilidade iroperdoavel"
Deverser mais corajosos, os oue perdetn a Na-
C5, do qu- aquelles, que a prorura salvar? D-s-
gracadamente assim o ten acontecido. Pode em hura
momento de f. be, e de deliiio o Povo anthematizar,
xnt'sii o p. istgir, p quelite dia a verdadc, focmi-
duz ao-beiu si r ; mas qnandn suigir do menta de
desgracas, em que os sus adveisar-s o titerero se-'
pultado, elle Saber apreciar o Cidada honiado,
q.e Ihe indicou o verdadeiro raminho ; 'He interpo-
roseu juizo, e sabei discernir o Filosofo bem m
teucionado do impostor astuto, e aquelle a quem es-
corcceo poraIgum lempo a ntivem da mal ha de reg>sijai no sen desprezq, e no eeu abandono
coma consciencia tranquilla, de que disse o bem
sua Patria, que a illuminou, coroo devia ; e que af-
frontou as commoces, e perigos da poca, fallando
rom singeleza. NaSieceie por tanto o benemrito
Redactor do Aristarco coinbater as ideas espalhadas
ccn'ra a n>brexa hereditaria, e os seos privilegios,
coni" huma extorsa, re,ornante Liberdade.
Mas ("disse o lllustie E-crptO')iKlaear de fren'e
a idea de igualdad-, ffiontar a maior sin -pathi.-
do Pono, be ti.-nai o reg esa, e dar boma arma.
que ple por huma paite destruir u tod>. Pul
4Mje ? Piocurar, que a nobleza hereditaria enti-
tambero no regresso, he a titear a iguald Con" ae pode lUacar coni isto a gtialdade ? Em que
consiste ella ? Todos os idad5s sao guaes. Ms
como? Perantea Lei. Se on bie, se oh rquez fo-
rem infractores, enliein na destiibuigaS das penas,
como o hornera da nfima plebe, que ouzou transgre-
dir a Lei. Fra desta igualdade nos na5 couhece
idos outi a, se nao a da demagogia, o nivelamento
de todas as clases, e a subversaS de todas as gara ti I as
socaes. Igual sem ser face da Lei? Igual lade qui-
inet ica .' O mendigo ser nunca entre os seus concida-
da igual ao Proprietai io ? O filbo ser igual a seu
Pae, eoe.'cravo sen Seuhor ? O estupido o sera ao
homem de instrucc--, e o corrumpido a<> bornem vir-
tuoso? GozaiS todos entre os seus couipat t iotas da
mesmas honras, do roesmo concejto, e da mesma con
cideraca ? A aocU'dade be como a naHireza, que
na5 possuese naclasses. Ese nao ha, se na5 a 1-
guald-de da Lei, n5 ple haver offensa aos direilos
. do Povo na existencia da nobi eza hereditaria, e irans-
missivel, e ainda menos em instrui-lo sobre esta ma-
lcra. .
De mais (continua o Aristarco) diz o Escriptor
4o Diario: se *e confe.ssa, quesera til, que^xislis-
aehoje huma nobreza que pelo prestigio da aus.antl-
guidade defeiidesseoThrono &c. ; deve-se reflctir
que es-a nobreza ja existe. Pe guillamos (lirada o
nosso confutador) perguntamos : aonde ? Que lie del-
Ja?.. Respondamos. Em alguns logares do Bra-
sil lem anobieza quase tantos serillos de existencia,
quintos os do descobi ment desta parte do Globo.
Ignora o Aristarco, que em todas as Provincias do
Imperio, mais, ou menos, temo familias obres, e
que as temos de lempos immemoraes ? Em Minas,
em S. Paulo, no Rio de Janeiro, na Babia, em Pe -
nambuco, nao ha familias distancias, e aforadas?
lap ha a da Torre a Baha ? Nao o sao os Andra-
des em S. Paulo ? Em Pe nambocco, por exemplo,
,a6 o os Albuquerques e Cawilcantis, quefazem
bum-complexo de mmta Emilias? Como nao exis-
tem N-'biea uo Biasil? Como se pergunla, se exis-
te a ni.bieza, e o que he ii'ella ? E de mais os Titula-
res do Imperio, Bal oes, Condes, e Marqueses, cre-
ados pelo piiuieio Imperador do Brasil, nao sera
dh-s nobies? Existe poisa nobreza, eso Ihe falla, o
que falla em todas as couzas do nosso malfado Im -
perio, huma ma hbil, conservadoura, que a pro-
leja, quesaiba aproveitar-se d'ella, que nad destina,
o que existe, que lbe d as garantas precitas, ele-
vante-a da bumiliaga, e abandono, que indevdr-
jnente a va condenando boje. Se assm for, ella se
tornar o apoio, eo susteniaculo do Throuo, e da
JVaca.
Mas pensamos nos (be o Aristarco, quem falla)
. que o prestigio da autiguidadese nao ganha na mes-
na geracaS que vio a eleraca5 da nobreza. Que
raciocinio la especioso EutaS que se concluc ? Que
nein a Franca, nema Inglaterra, nem a Sueria, e
ruin Naci algunia deve ia lercieado a nobreza, q'
.boje llie serve de tanto (como o Aristarco conf.-ssa) por
isso que, no seu cometo ella nao tete pn-sl.igio al-
,gum ; poi isso que esse prestigio na5 se ganda na ge-
riacho, que \io a elevaa da nobreza. Que modo de
argUBi' utar 1 Se nao a tivesseni criado, na5 a tei iad
.boje. Sehoje Jbea piesta, he, por que a cieaia.
fe lodosos hometM se dfixasMni esvalar por este
tz:
'
principio, o Uni.cerso estara ainda agora as faxas,
errantilhasda natureza inculta. Todo o que na6
pozasse 1o!o dos sus uorps, dos seus tiabilbcs, das
suas desrobeflas, s<" limitara a pequenbezdo presen-
te, eas necesidades do da. O velho n5 plantara
huma ai vore para sfUlVfilhos. Anda hoje nos esta-
ramos sem Conatilnica, porque m verdade para
quem ella menos pvesta, he para ni. As revollas,
as sublevaces, a proscripca, as intrigas, sao a nos-
sa parlilba, porem' os que vierem arharo nossa
rusta lineados os caroihos, e cm liiba recta as si-
nuosidades, que nos eniDiracaP, fatigao.
Evos lastimamos (conclue o judicv'" Escrtptot)
a falta de hiin-;. ncd-rez, corro a da Franca, e Iii-
r glaterra, a ql poderia presta,- valiosos sei vicos
aoTluono, noapeitoen ue se elle arna' P''m
dissemosiarnb.rn. queea se ns5 podia crear ho-
je, para servir boje mesmo. e que '.,s'a, ^ j
imrossiliilid.de, eessava taiphem a nece*8,dae des-
sa insiituici5 &c. 4rc. Cumpre nota-, ouf- es,e"
" boje de qUe uzarnos equivale aos nossos 'emP"^
e as pr xma!, geraeSes. E quem lh d|sse
por que nao boje mesmo ? Epor que nem m,,|| para as ger8f5es mais prximas ? I to be hir muilo
longe Saiba pos o Illuslre Escriptor, q' se *,la exl*~
te, romo o temos provadn, ella servir boJe wefcSBO^
spi vira para as npr?c5"s mais prjimas, e serT"a Pa"
raas gerac5Pj> ma! aff-sla 'ss. huma vez nue a "e'
asson brem 0 avillamenlo, que acntemen,e a lem
condemnado.
Conrloi,emos, reroi dando ao IHustre Redactor do
Aristarco^ n.1(. na5 apparpcendo no Diario de vr-
nambuco nenbuma produca quendiqtp n'lV"9E9-
crij>toresy- ,]em nos qneexistao, n6 ha na re^accao
mas do qUP as mesmasantigs, e mal-aparada Pe"-
nas, que a dii igia.
PERNVMBUCO:
GOVERNO da PROVINCIA
Cont. do Expediente do dia 10.
\_|Fficio; A'Cmara d'esla Cdade, para r< mpiler
Secretaria do Gove no urna relaca6 de lodos os Jiii-
zes de Paz do i, Destiicto da Boa vista, rom rlccla-
racao d'aquelles que j tem servido, epor que lempo
em cada um dos anuos, se como siipplenles, ou co-
mo Proprietarios, n5omltindo o n.# de votos que
lem cada um dos luise*.
Ao Inspector da Thezouraria, para mandar a-
bonarao Alferes Manoel Pedro da Fonceca um mez
de sobb'j e o necesario transporte para a levar ao
Acampamento d'Agoa Pieta.
Ao Chefede LcgaS da G. N. d'Olnd.i, par
despensar do servico das guardas somenle os Escriva-
ens dos Jui/.es d'Oi phas, e Municipal da Cidade de
Olinda, como renuesita o resppclivo Juiz.
Ao Juiz d'Orphas, e Municipal d'Obnda,
communirando Ihe o conlheu^o do preced-nu-oli-
co.
Ao Director do L'ceo, para mandar o Pioles
sor de Latim Fianri-co do Reg Barros aprpzentm'-se
ao Director Interino do Curso Jurdico, a fim de no
dia ao assislir como Examinador o Concurso da
Substiliiicao da Cadiira da Lingoa Latina do Colegio
das Arles.
-.- A o Inspector da Thezourari, para informar
sobre o que em um reqm rmenlo pedem ao Gover-
no Ger.il os Empregadus da Alfandega d'esta Pro-
vincia.
Ao Inspector das Obr-is Publicas, para enviar
ao Governo urna relaca da ma letra, que em smi of-
ficio de 12 do conente, diz follar para a obra da
ponte do Recife.
Ao Bacharel Joa Joze Ferrera de Aguiar en-
viando-Ule por copia o seguinte Ai izo.
IIIm. e Exm. Sr. = O Regente em Nome
do Imperador, em deferimento a reprezentacaS do
Bachartt Joa5 JDBC Ferrera d'Aguiar, em que pede
ser iceiitiegado no lugar de Juiz de Direito d'essa Co
marca, Ha por bem que V. Ex. fca constar ao Su-
plicante, que posto que, nocumprimento do Avizo
de22deJunho do anno passado, 'V. Ex. excedesse
os limites da sua lilteral e expressa dispos'caS, (pian-
do, alen: de fazer entrar o Bacharel Joze Gemiuiano
de Moraes Navarro no logar de Juiz de Direito da 2.*
Vara do Civel do Reiif-, (o que somenle llie orde-
nara o dito Aviz") fez voitir o Bacharel Berilo Joa-
quim de Miranda Heniiques, que enia oceupava
esse logar, paia o de Juiz de Direito da mesma Co
marca, em que j eslava prvido o Suplicante, coin
tudo tal pi ocedimento se deve considerar e haver por
justo, eattslvez, como iraplcitamente compre-
hendido no mesmo Avizo ; pois que poKelle lomcu-
te se reduzra as couzas quelle estado, em que se
ai hava no arto de ser o Suplicante nomeado para o
logar de Juiz de Directo da Comarca do Recife, que
entaS se houve por vago, mas que na6 devia ficar
s illegalmenle se na6 livesse negado a posse do lugar
de Juiz de Direito da 2.* Vara do Civel ao Baxarel
Jote Joaquim Gemeniano ; e assim como a entrada
do Suplicante foi consequencia d'e.-se primeiro fado,
que se julgou Ilegal, assim tabem a sabida dever
ser a constquencia do cutio laclo em emenda d'aquel-
le.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Janeiro
em la de Janeiro de i836. Antonio Paulino Lim-
po de Alii co. Sr. Prezidenleda Provincia de P, r-
namburor Cumpra se, e Bei'i-te-se Palacio
do Goierno de Pernambuco 19 de Fevereiio de t836.
Cavalcanti.
Poi taris ; Ao Inspector do Arsenal de Marinha
para tncrar rom urgencia um Pralico para conduzir
a Provincia do MaranhaS a Gal. ra Francesa Aclif,
que transporta objectos vindos da Coi te para o Pa-
ra.
A o mesmo, para fretar urna emh transpoite ao Para 200 pracas, inclusive alguns (Jffi-
ciaes.
Ao CirurgiaS encarrrgado da Vaccna, para
apromptar alguroas laminas de pus vaccinieo a fim
de seren enviadas a Parali ba.
Ao Comroaiidante da I vi una Fluminense pira
entregar ao Commandaiile do ''aquete i.# de Abril,
que segu pura os Poitos do Noiie, os les* runes da
Divisad de Marinha expedClonara ao Pai, paia se-
rem all entregues ao respectivo ( ommandame.
Ao Comm.'iidante do Paquete 1.* de Abril, pa-
ra receber, e dar o comptante desuno as pracas da
que tracta a precedente Portara.
DI VBRSBS REPARTICOENS.
PROMOTORIA.
I
_Llm. Sr. A bem do Servico Publico baja V. S.
mandar-me o Sumario 011 Devassa tirada por Joze Li-
banio, em que sabio pronunciado Manoel Girdpzo
da Fonceca, pela importaca de moeds de cobre tal-o.
Dos Guarde a V. S. por muilos annos. Recife
18 de Fevereiro de- i836. Ao Illm. 8r. Joze Af-
1'onsoGuedes Alcanforado, Escr^a das Ex cuces
do Jurados. Dr. Elias Coelho Cintra, PrO>notor
Public.
Illm. Sr. A bem do Servico Publico hajs
V. S. de mandar-me o processo contra Francisco Vi-
cente Valin, e Sebasti6 Joze de tal.
Dos Guarde a V. S. por muit 18 dt Fevereiro de i836. Ao Illm. Sr. Juiz de
P*z do 4. Distiicto da Ribeira. Dr. Elias Loelho
Cintra, Promotor Publico.
Denuncia.
Perante V. S. Sr. Juiz de Paz Suplente do
i. Dislricio da Boa-vi-ta denuncia o Promotor Pu-
blico Dr. Elias Coelho Cintra do Juiz de Paz actual
Joa Domingues da Silva, e. do seu escriva, e o mo-
tivo da denuncia he o.srguinle :
Que estando o denunciado a processar o seu su-
plente &tnaide, e mandando-lhe no da 6 do correnle
as copias das pi ovas que o criminaVd para elle res-
ponder em 5 das, sem ouvilo o pronunciou no mes-
mo dia 6, o que se prova cora os dous documentos
juntos, obrando de.Ma mam-ira contra a lit ral despo-
sicaS da lei : Art. 159 do Cdigo do Processo Crimi-
nal. E os denunciado osta encursos no art. 129
do Cdigo Clin.nal pr que mais se prova a ma l'
Coin que obrara coin as duas testemunhas al.'aixo
declaiadas, que vrao entregar o dito processo ao
Albaide, para responder no dia 6 as 6 horas da tarde.
EV. S. auloada, esta e prestado o juramento procede-
r na formr da Lei.
Dr. Elias Coelho Cintra,
Promotor Publico.

JUIZO MUNICIPAL D'OLINDA.
Mllm. Si. Os presos Manuel Gomes, e Mari-
anno de tal, segundo sou informado, scaba de fe-
tr na ebeca, e pelo corpo com urna hacha de lenha
a um oulro prezo ; e nesies ermos conven que V.
S. proceda a visloria nos leriroentos deste na forma
da Lei. Apioveitandoa occasia, levo comidera-
cao de V. S. issiro a necessidade de faier comroandar
assuasroadas polietaOS por Igum dos seus Ifttpcttc-
res, quando V. i>. na6 posa. como ade dar ex edi-
cto asOrdms doGove;no da Piovinris arvrta do na-


p
DIAMIO DE PERNAMKUC
**
mero de Recrotas, que a V. compete dar.
Deas Guarde a V. S. por murtos anns. Olinda
14 deOuttjbn.de ib35. Illm. Sr. Ignacio do
Almeida Sarinho Juiz de Paz do 2 Di-ti icio.
Doutor Lourenco Trigo de Loreiro Juiz Municipal.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a merma do N' 35.
O
l'O RU.
Brigue Josefa rcib^ a malla para Angola boje
a'3 do crtente as 5 oi\i da tarde.
O
ARCEMAL DE MARINHA.
Arsenal de Marinha tem precisa o de comprar
20 aribas de (mu indo ; 30alqueires de feijao, me-
dida do Mitigo Patrio, i3 bai ricas de bacalhao de 4
arrobas, i pipa d< azeite doce da niilbor qualidade
para o Navios, e 3 dilaa de azt-ite inferior, ou de es-
permaceti', para as luses do Farol da Barra: quem
tae g- ero liver e quiser vender, pode dirigir-se ao
mesmo Arsenal no dii a4 do correte depois das ii
horas do da p>ra lrtr di> ajuste.
Arsenal de Marinha aa de Fevereiro de 1836.
Auioiiio Pul o de Carvalho.
Inspector do Arsenal
REPREZEMACAO'
Que o Ex."* e R." Snr. D. Marcos Antonio de Sonsa,
Rispo desta Diocese doMaranbo, Levou ao couhe-
cimenlo d'Assemb'ea Legislatiaa Piovincial em
odia 22 de Feve.eiro |>. p. pedindo po viden-
cias areca dosobiectos nela mencionados;
,8 qual em o dia i/ do coi -rente f i remeti-
da Comrais-ao Ecclesiastica, que em
Sessodo dia aO apprezeniou o pa-
recer, queabaixo vai transcripto.
Maranhio ai de Marco de 1835.
ALl."** Snr. Obi gado por hum dever inherente ao
Episcopado a promover o exercieio do culto publico
religioso, e procura/ todos os meios convenientes,
para que o ministros doSanctuariosrjio decentemen-
te alimentados, como positivamente declarou em di-
v.isoh Captulos o Sacrosanto Concilio Ti edinlino,
responsavel pela defesa dos direitos, e prerogativas
destd I. giozo, que me tem mugido pelo oigo desuas Mu-
nicipalidades, eJusiicaa de Paz, representagoens pe-
diodo fundacio de paiocbias, Sacerdotes paiaadmi-
nistracio dos Sacramentos, e crismo da moral Evan-
glica, e pratica dos actos da Ri-ligiio Chiisti, que
piolle.-sa considero cumpiir o roeu fficio pastoral,
levando aoconherimento de V. S. e-ta ex posicio dic-
tada pela voz da consciencia, para queseja presente a
Assemblea Legislativa Piovincial, authorisada por Car-
ta de Lei da Relorma Constitucional de la de Agosto de
i834 r. i, 7 e iO a deliberar e fazer publicar ac-
tos 'egi-laiivus >obre esle objeclo.
Esta Cathedi al do Maranhio, consagrada Virgem
Sant taima da Victoria seacha era g ande falla de mi-
nistros preciosos para a relehracio dos oficios Divinos,
que por muitos auno tem sido solemnizados com glo-
ria de Dos, e edificarlo desta Cidade nobre, e popu-
losa : Nao >6 ha logares va^osem acorpoiaco Capi-
tular, como -f .liuiiiiiii'lo ,, numero *e outios inioi.
tros, e por iato o tullo Divino em muitos das nao po
de ser exercitadn t-m a primea Iitnf 'la Dotesv ci-n
a dignidade, e decoro deviiio Magejiade Supiemi.
Em alguinas v.jhs lemeessado as fni que f sendo impiessio em os sentidos, tocio oscoi-
$es, exi iti.i senlimeiitos de virtude, e piedarie, que
he rauifo proVeit'za, romo escreve S. Pau'o. Em bre-
ve lempo os fi-is serio privado dos actos religiosos,
que auimao su* f, o Bispo nao podis oficiar na for
madorilo da Igreja, nem ser ceadjuvado ero admi-
nistra cao da Dioces para cuj fim foiio instituidos os
Presbiterios, eS- nados Sacerdotae*, se nio forem ex*
?iedidas providencias legislativas qar* remediar os roa-
es, que ameacio esta Igreja, que se acha em bem
aencivel falta de um Siiuinai io para educacio religio-
sa, moral, e literaria da mocidade.
A sospenci" do |u ovimenio das Dignidades, Cano-
nicatos, ebriietiiios, del< luiimda em o Regirivrrio
da Regencia permanente de i4 dejunlio de i83i,
parece unfifectiva a vista da expressa disposicio da so-
hiemeui ionada Lei Reformadora. Esi especificando
as at11 ibuitOes unitarias, e esnlrae* sobre a provisio
i
dos empregos pblicos, firma a regra em contrario.
Sendo pois na Hirarrhia Eoclesiastia somente excep-
tuada a uomiaco para os Bispos, he ron queme que
legislatura Provincial compele fixar, e iegu provimenio de todos os oulro- bemficios Ecl.astieos
na forma de Direito. A neressidade por tanto desta
Igieja requer providenrias d tluslracin, patriotis-
mo, er. ligiio dos Senhores Depuiados d'Asseroblea
Legislativa Piovincial, a qual incumbe raanter em to-
da a sua inlegridade a R lig io Calholica, Apostlica,
Romana, que deve continuar como d'ants era em
obseivancia doArt. 5.* da Constituicio solemmmen-
le jurada. Esta tetido por primea base a religio de
Jess ( lirisio, assguia loa ministros do F.vangelho a
fruicin de diieilos por elles adquii idos debaixoda pro-
tercio das leis, e garante as recompensas mei ecida pi-r
seos sei vicos, bem tomo aosoulios Cidados do Es-
tado.
Fundado peste solido principio do nos cial me persuado que o Clero da Cathedi al, emaisem-
pugiidus da mesma seaelig.. nasciirun-tanci^s de go-
sar os beneficios da Constituicio poliliiH, sendo-lhe.
acresi enfadas suas congruas, bem como tem sido os
ordenados sidos, e gratificacoens nV nutras classes
de lunccionarios pblicos. A Magistratura velando
sobie a execucio das Leis nio serve c-m roais utilida-
de ao E>tado, que o Clero dirigindn as consciencias, e
os cos rus es, esem os quaes nada apro'eilio as Leis
no sentir do Lyrico de August". Os profiVssoies dos
estndos elementires rofazi-m mais relevantes servi-
cos bumanidade, do que os miuialrofl doChii-tiani>-
mo ensillando a adorar o verdadeiro Deus, e a prati-
car os deveres. e mximas dema Rep.. Santa, que
sendo fundamento da moralidad?, guran-e o'socego
publico. Os EccIesiaMiros privados das liquesas do
Comercio temporal, eembaracados por sua profissio,
e ministerio sagrado a eropregar-se em outroa Iraba-
Ibos uteis, eropregados em o srrvico da Igreja piote-
gda pelo Estado, tem direito a urna porciodas rendas
publicas. Os dizimos por suanatureza, e primitiva
instittiicio destinados para o culto doSenhor, esusten-
latio de seus ministros, sempre em progressivo au-
mento, e de grande valor nesta provincia constilurra
consideravel parte dess renda. A inda que incorpo-
radon a massa das centrihuiconens ec. bidas pelo Tb>-
aouro Publico, com ludo desde a fundacio da primei-
ra Igreja do Brasil, ficou salva a congrua snbsi-tenc a
dos que eervemao altar, e quedevem viver do mesmo
altar segundo o preceito Divino. Antes da nova or-
dem Constitucional o Clero desta Igreja foi attendido
peloGoverno, que cutio regia o Brazil, suas cong'U-
asliverao algum aumento. Poim variando as < ir'
cunslancias do lempo, as materias alimentares tem
subido a excesstvo preco, e porisso os diminutos ven
cimentos pagos pela Administracao Fiscal ufo insufici-
entes anida paia as prirneiias nece-sidades da vida de
empregados pblicos, que por duas veres em cada dia
devem comparecer com a decencia conveniente ai su-
as importantes hincoens. Nem ainda pode ser man-
tida a fabrica da Cathedral, cujas despeas eilu em
outro lempo suplidas com es congruas dos logares va-
gos, deduzidas asquanlias, que por direito natural
pe ti ncio aosque os substituiio em os seus oficios,
e obi igacoens. Os conegos da Capella Imperial, e Ca
tbedral do Rio de Janeiro receben) do thesouro nai io-
nal as congruas aminas de s> is ceios mil reis :.os de
Minase S. Paulo tt m vencimentos maioies do que os
desta Diocee do Marahhio; osde Pernambuco, e
Bahia tem sido attendidos pelo Poder Legi lativo Geral,
sendo mi I horadas suas congruas como consta de im-
pi eessos oficiaes.
Seudo pois acto de iustica que os (Sotarnos facili-
lem a seus subdiios os meios de exercer seu culto re-
ligioso, o qual nio pode existir sem Sacerdocio, he
conaequenle que o Clero tem direito a sua decente su-
bsistencia altenuis as circunstancias dos lempos e dos
log-i s. En, ie-peio de.stes incontestaveis principios
de J .stica os inesnos Goverim- Proteganles de Hol
Luda,, e dos Pai/es Biixos tem f ito conencoens com
a S Apostlica, pactuando socconer o Clero t'atlio-
lico, a< paes ; e dotar com liberadade as Calhediaes, para
que po>s.i decentemente viver os ministros de urna
Religiio Santa, conciliadora d'harmona, apa/, em o
corpo social, como consta das concordatas in-eridas
no$ Diarios Fluminenses dei3 de Dexerobro de i8a-,
e 8 de Janeiro de I8a8. AlgUMPrincipes da Alema-
nha de comunhio Protestante convencidos que do ca -
ractor religioso de seu povo pende seu estado moral,
e empenbados em remover lodos os obstculos ao li-
vreexercicio religioso de seus subditos Calholicos tem
apresent.oto o S. P'aitre piopos'as, obrigando-se a dar
lodoo necessario paia a vntagera dos Bi-p"'os. que
pertendem estabel'ecer, havfndo em cad^ urna C-the-
di al um Senado Ecclesiastioo, ou Cabido, cujas aitri-
buicoeus alem do culto publico fossem ajmlar o Bispo
no legiinen da Diocese, sendo concedidas suficientes
congruas nio t aoa Capitulares, como ainda aos ou-
tros ministros necessarios para organizado das Cithe-
drne, como se pode lr em as obras e M. Ab>>. Du
Pradt, i.presS'8 emi820 Ainda em America do
Noite, pais GUs-ico da Liberdade : em todos os das
se fundi esUbel-cimento8 consagrados verdaHeira
Rebg'io. e em lavor dosque se ds|nio uoseiv-od
Igreja. florece o Catliohcismo, romo ae deprehene
do Diario Fluminense de 13 de Maio dei830, con-
tris irapi e-sos.
Estes ossentiiui ni os das Nacoens mais cultas, e ci-
vilizadas, e que jusiiBaio a importancia de ser con-
servada a Religio Chi istan com todas as suas institu-
cueus radicadas na veneracio dos povos, o que tanto
mais interesas no Bias 1, onde i e t-belecida pm- Lei
Consiituitiva, e fundamental. Peto que h todo o
!ugar a esperar em abono da Religio, e da Igreja na-
qmlla paila, em qut* ella de-canca '< sombra protec-
toia da Consiituicao do Estado que o Cleio desta Igre-
ja alcance milhoramenios rasoaveis e jutos, atentos
os senlimentoH religiosos dos Legisladores inleics>adoa
u b. m da Patria, e prosp-iidade dasua Piovuicia, e
que bem de perto conbeceni as necessidades desta I-
greja, e de seus couridadaos consagrados ao servico
do Altar.
Digne-se V. S. fazer presente todo oexpendido
R>'pi es utacao Provincial, como importa cansa da
Religiio Crlliolica, ao bem estar dos fiis desta Dioce-
se, porque a Religio Cliristam destinada a fater afe-
licidadedo homern na vida fulnra, o fas taubem na
presente, segundo a ex pie-sao de hum bem deslindo
Publicista.
Dos Guarde a V. S. muitos annos. Maranhio
2a de Fevereiro de i833. III." Sor. Dr. Joae Mi-
guel Peivira Cuidoso, Secietario da Assemblea Legis-
lativa da Provincia.
MARCOS.
Rispo do Maranhio.
eORRESrONDENCIA.
Snrs. Redaitorti.
^m
EXTERIOR.
LONDRES 2 DE JANEIRO.
O
^*S papis Carlistas renovio, segundo o sen costu-
me, suas nova v.ntagens 8"bie as tropas do Go-
veino ; poim nio m s f^zem o favor de n<>s infor-
mar, nem dfS dalas, nem das par icnl-ridades dess*e
vantauens. As carias do Ba\ onna nos ili/.em que as
operaces na Navaira nao tinhio sido renovodos, e
que ludo se conservna no anterior estado. As eartas
sio datadas em 36 de Deseu.b.o. E las nosdisem que
os GeneiaeaCordova e Evans, e o Ministro da guerra,
tinhio chegado a Pamplona a 20, e que se piepaiavio
a abi 1 a campanha sem esperar pela chegada das tro-
das auxilales Por! gUeZaS.
As nolieias de Madrid chegio a a4 & mez ps*-
do ; purem nada conten de iinportsiicia.
O Peridico Franctz O Tollones presiste em
affi mar que a llha deSaidenha selevanton contra o
Rei C*rlos Alberto, e que proclaraou a sua indepen-
dencia.
(The Times.)
AVIZOS PARrlCULARICS.
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S'
(t*l

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te
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1*''

1
JLLrjiu* das Repartices Pubicaa, que merece alten*
co do Ex.m,SnrPrasidente, e grande censura uosaa
he o Tribunal denominado oda SAUDE (da molestia
lhe chamo) Vros. talvez ignorem, o que por l vai, e ..
se eu Ihes coutasse muito se admirario saber como ae '\
7.omt>a de servico ; mas contentar-me-he em notar, ,j J
que elc.m d'outios milagrea, o actual Provedor (oSr. *
Gusroao) tamlit-m Preside a Cmara Contra todo ,3
o direitoes'e Gniadaosimultneamente e t^xercendo *
dous empregos, e dando cuota asim-smo..... Ac~ ^^*S
caso a usna Cmara Municipal ignorar o ref-rido, e I **
utias coitinha- peioies ? Crea, que nio. ni.-scomo/^ _
ha amitade &. &c. a tudo se fecha os olhoa......./ ,
muito bem assim he, qua so ubi a Doaei ulo dal luses,
ou dos progiesoos. Oque levo dito nio se ent-nde n\^
coro Piullessor, ignoro se elle tero nmpndo com as J^
suas ubrigacoens ; porque nada tenho ouvido fallar a
seu espeito.
O qne tem mdo da peste.
>
O
Abaixo assiguado faz publico, que Irasendo u-
u>a demanda desde 1831 com Jos Barbosa Dinis do


DIARIO DE PER'aMBCCO.

N
logar do Limoeii o, este fora a^sossinado f i'4 de
Setembro prximo-passado. *> entre os papel do fal-
les id.i fo'i'i ar hados por sen gcoro Joze Manoel de
Azvedo -Guimaraeus quatro uu cinco lessal-vas que
Ihe baviao passado Manoil Tcixeira de Carvelho e
ontrn m-u prenles do lugar do Valentim as ques
monta vio a mais de sete cantos de res, em ronsequeii-
cia do dito Calicillo lee passado credil. a fantsticos
ao mesino, afim de entraren) es-as dividas em raleio
quamio a (remanda losse decedid* ; isto fi me ruino-
niendo peame tesemonhas Joio Nepnmuceno
Barroso, Antonio Pereira Barios, e Joie Francisco
Marinho, pelo dito i re Manuel de Ate ved o Guima-
raeus que nessa occasiao veio igualmente por paite
de ana Sosia viuva do fatescido Diniz, cin caita para
minha mulherdedata de 5 de Outnlno para queen-
tereedesse eom que en me acoroodaese respectivo a de
manda, o della tivcse rompaivi", do seu aflicto
estado e miseria para oque vinha autorizado o dito
genm de tudo quanto fises*e apiovava. Em eoii*e-
queticia dis-neu tinha pivroettido faser essa acomoda-
cao de maneira que a vium nio firase exaui ida de lo-
dos os seos bens, principiando pjpr Ihe enlregarty*tU
escraTos que e>ta\o penhorados em poder de Joto
da Junha Magalhaens dn*t cidade ; acon'e.-se p nem
que e'ssa viuva e filhns iiludidos pelo sobredi lo Mnac!
TetXeia deC'arvallm, e parantes nao quise-sen* estur
mais pela conuidacao que havio c<>m tanto empenho
pedido, sendo-me isso lomonicadi. pelo rele ido Jote
Manoel de Atevedo por carta de 24 de Janeiro, e cons-
tando hontem 17 do coi rente por poi tedorea que dol
cbegariose espalhon que fura assas^nado o dito Joze
Manoel de Azeedo, por mandado do Jora de Paz
paienle desse Tcixeira : faCo o presente n nuncio
para a todo o lempo constar a faUidade de lt.es crdi-
tos, se por acaso ap.uectiem preveiiindo desde ja que
uzaiei do direio que roe corop< te contra aquclles que
se ;inie-ent.ii em com 'ao dolidos documentos. Rcile
18 de Fevereirode 1836.
Jeo Maria Seve.
ay Mr. C." Perel relojoeiro avisa ao publico que
elle muda temporariamente, e somt rite em quanto se
concerta a sua loja na ra Nova, a sua residencia para
arua do Sol penltima casa terrea; onde continua o
seo oflicio.
yy Precisa-se de mu hornero livre. para tomar
contade urnas canoas, com ascondices quw lite serio
patentes: a quem convier este negocio, dbija-se a
venda da rua do Collegio por bailo da casa em que
mora o senhor Commandante das Armas.
y Pyirua do Fagundes D. 3 preci.-a-acalugar 11111
.ni avoque seja bom serrador.
$flsF" Snr. que mora va nos 4 cantos d'Oliuda,
que leveuiii pelo alugado, baja de mandar satisfiser
lialugueJ 00dito pelo.
y/JF* A powoii que annanciou querer servir de
criada no Diario N. 4a e ll"e mora ama do Siw.
Bom Jetus das crilas, quena procurar ha 1 oh d-is
crines D. 7, que achai com quem tiacUr Jas 9 llo-
ras da manir al as 4 <> tai de, nos das uleis.
try Pcrcun'-seao IllAsli saioio Sor. CowiiBan-
danle do 4" Corpo u'Aildharia de 1.' Linba os.segan-
tes quisitos.
1."Se fui derrogudo o regulamento Militar.
Xa Ate-lo sido, para que se 16 ao reciula quundj
se Ihe assenta praca, e Jura Bandeia.
3. Commellendo o Militar roubo, pu sassino se
be entregue pelo comniaiiiUnte do coi pu a Ja-tica leui
que seja antes julg.'do eui cuiisellio por qualquer dos
mencionados crime.
4.' Se aiualiCd Judiiialmente pode sentenciar o
Militar de qualquer coi po sem nenliuina atleiico ao
Commandnte delle, inda mesmo sendo cpturido
por ella em flagrante por qualquer dos mencionados
vi i mes.
5.* Sendo o Militar capturado pela Juslica por
qualquer dosmeniioijrtdos eiraes, e sendo ltfHiMla-
loa dita palo conimand,iite do para uli icspondcra conceibo-de guerra, ilo nio per-
mite.
6. Se ja nao be permeltido ser despido das insigni-
as Militares pelo corpo a que peiienn-, o Militar que
commeleu crimes teiidenles aerse fin.
*y es.jase fallar ao Sur. Sabino Ribeiro (iui-
roaraens, e cornos* ignoia a sua minada, rcga-.-c-llie
a ciueira publicar por esta loilia.
^y Ero o DiarioN. 34 de 1 do eorr.>nte Feve-
reiro bu Fdiial inserido no mesii,o, no qnal biihihi-
ciaolllm. Snr. Doulor J-r.e Bandeira de Mello Jh
de i lause Auzeules d Vil'a, de N. S. das Muida-
nhas deCiml>r.s, e Interino JnU de Diieilo damas-
ina oassado am 23 de Jaueno leste ni.....m auno, em
virtude do qualsc ienliriroao mesmo Sur., que o e*
cravo mencionado ero dito ac Edit.d, e aunuiu io su-
pradito, he pcteiuente ao aba:xo ass g -ado. o que
docunientalnieiilc apresentarei norV-pdivo J..i/.o no
pi'OMI ">as hW l"" P'Jsi\tl me i u O uu.iu a-
baixo assignado annuncia ter oulro escravo fgido
desde o dia i5 do p. p. mei, de nome Maicelo, cri-
lo, de idade de 35 annos, deesiatura ordinaria, bas-
tante grosso, nain cbato. pernas gressas, pe* gran-
des, eso tero poura barba na punta do queixo, le-
vando cohiso na occasiao de sua fgida urna carta
irisada a ttto dirigida, a qual ignoro quem ro'escrc-
veo por ainda nie ter aberto. Qoenl p eiciavooreiolhaacadia mais prxima do lutar on-
delbr pieso. e me pariiip-no lugar de muiha resi-
dencia, quesera completamente satisfeito.
Ba.nal* da R,xa Pessoa d'Albuquerque Mello.
%y A pe-soa que precisar de uro caixebo Biasi-
leiro par, erkorio, annuucie por este Uiasio paia
ser procinada.
jqpt. Mana d,s Dores faz sciente ao publico qoe
pessoaalguma nao lac< jiegocin de compra, e venda,
com seu genio lvo Antonio Ped00, por i-so que nao
se responsaruli.sa por nada, pois o mesiD seu goro
tem toando fasend. 6- la cima s.ti faca o que elle se acba devendo.
YV O Sr. M. C, baja de ir pagar um par de bo-
lina qnecumprou a dis annos, na loja de couros da
mad.) Ligamento D. 14, do contrario se declara
por cxteiicu seu no me.
A R11 KM ATA 9 AO.
JL Erante o Doutor Jdisdo Civel Jote Joaquim Ci-
miniaiio de Moraes Navarro, se hade arrematar quem
mais dr, fiados o das da Le, una morada aera-
tas de sobrado de un andor, sita na rovoaeio do Poco
da pauella, yssim como mais urna porciii de escravos,
tudo pinhorado por a Puteada Nacional, a stodeve-
dor Alexaiidre Lopa Ribeiro.
COMPRAS.
A. Recreacio fil.iaofra do Padre Theodorio d'AI-
meida, nio sendo .inda aei vida : quem a tiver annuu-
cie.
*y Um prelo. ou pardo que seja b<>m official de
carpiua, mar inein, ou ca pinten o ; na 1 ua do Fogo
.it.
LKILAO.
JBRt.s Fires & \dour, Kiem Lei'So de vai-i-
...-1 .t- iidaslranteas; sedas, fila, rne;.-s de seda, bn
icosdefi'6< dec^mluaia, perfoinse yaiio rticos de
yjuiiealheiia &c. lwj T. rea fena 25 doro, rente,
s l Olieras, em Casa de sua residencia ra da Cadeia
do Recifa N. -j4.
VhNDAS.
.
_ M negro mos-o, bem robusto, e hbil para todo
o servicn: na ra da cadeia do Hvife loja n. |9.
yf Sarjas pactas liaM a i4, e entrancads a
r 1000o covado, panos fios prelosay.nes, e mais cores
a 0#>, 4&3&&20, 3^-200, e 9.^H80 o covado; e re-
cebe-S' dinlieiro de cobre IuipvrM : ua squina da
Praciuha do Liviamenio na lujado Burgos ponce de
L-on.
%JF* Urna porc.Su de enelua em b.lijas, queijos
Ion lnno-i, srtela branca e pela poi pieco commodo:
na riu da cruz U. ''
Sfjf Um neiiio moco, si'tn vi<'ios nem achaques, e
tamben) se ti oca por um inolcque de 16 a 18 anuos:
ua ra Nova loj< D. 4.
fcy Urna eacidia ciiola p'opria para servir do
c ampo, ou p*ra taboleuo : na rua do Queimado D.
^ry" Dua canoas de condusir agoa : na rna do
crespo loja 18.
^jf* Unas ucee*com midi a 2$880 : na rua da
cruz aimaseni de Joio Doiliy n. 10.
%&* Urna d\i/.ia de cadeii a- americanas, que teca 8
dias de compradas, por preco commodo : na rua d*
Floientina D. 5, adiieita quem vai para as casas de
Joan Zurncb.
\fja (iolaxa fmaHa, e redonda milito l>oa a 1700,
e pequeua pafa vendas a 1 U20, sendo era porco se
ara auuui abate, limito bom pao por vales para se
recebe* ou fim dome, bi.^oito, e bolaxiuba por pie-
tso lumnoilo : na pdaria da tna drreita D. 34, lu .
u poeiltc.
Um preta de ao annos, sabe cosinbar, engo-
mar, coser, e faz renda, tu^o com perft-icfo, e um
molequeidade i6annos, com bom principio de sapa,
leiro: na rua do Fogo D. 11.
*y Garrafas de Rob A nli-Siphilitico verdadeiro
chegado da Franca pelo navio Gamoens, que hio de
desembarcar por estes dias a io^> rei em prata a
gOO, ou 15 reiscom cambio: em ca.-a de Domingos
Kodrigu-a do i'asso na rua da Cuia o. 16.
jrjT" Um mulato de idade de 16 annos por preeo
commodo, com p< iacipio de gapaleas, e cosmheiro :
fallar na Botica de Joio Ferien a da Cuuha, largo
da Praca.
^3^ Superiores pseocinhos de fil delinho, luvaa
curtas, e c'unprida.s d>- 8td, lisas, e a bertas, indis-
pensaveis d tontas, lensosde garsa de Imm go-to, fi-
ivelias de cint> prelas, e dour^da-, da ul'iffla moda,
por preco commodo : ua rua Nova D. a loja de Fie-
derico Chaves.
*y Ca ue nova, e superior de Montevideo, por
preco cmodo ; e troca-e por estucar : abordo do Bii-
gue Sardo, Orestes & Pylades, ancorado na Praia do
Collegio, a tratar com u Capitao, ou com o Consig-
natari A. Sihiamm, rua da Crut N. a7.
0^- FoliiiiMsa de porta, de Algibeira, e
de Padre, para o presente auno de 1836,
por preco commodo, na Praca da Inde-
pendencia, loja de Livros N. 37 e 38, e
na rua' da Madre de Dos venaa que foi
do Uezende.
ESCJIAVOS FGIDOS.
J Oso mulato idade i5 annos ; fgido no dia i9 do
crrente Fevereiro, e levou calca d- biiini camisa de
algodiosinho, chapeo pequeo de palba, rosso e
l>em conformado : quemo levar arua das crutes D.
7 ser bem recompensado.
^3f* No da 16 do crtenle fogiu um moleque
crilo, de idade : 3 annos pouro mi* ou menos, com
is signaesseguinles, bu'to e grosso, corpo feio de cara,
narii grande e rbato, com urna cosluia no n do na-
rit e alguoias marcas na cu beca con filia de cabellos,
bracos e peinas bem feilas, mios curias pez algum
tanto : e levou vestido camisa de chila azul, sii'.a no-
vo de estopa: 06 prebiniedoies lev ro-noas5 Pontea
padaria D. ao, que serio bem recompensados.
Wr Jote, cabra escuro, cheio do coi po, cara re-
donda, levemente marcado de bixipa, estatura ordi-
nario, pea grossos, andar pezado, falla grossa, repre-
senta '20 ou aa annos de idade- desapareceo no Do-
mingo a uoile depoisde folgar eiitrudo, com calca u-
iii ament, por ujo motivo ignorase boje que ves-
tuario leni ; << aprehended rs levem-no a la No-
va S'birtdn ; 4 iid o s D. i<.
%3f D -'io ua l'oiile d'Uxoa, em que e-t o
Doutor Mont-uo, lngiion* manlia do ultimo Uiiii" neQ'as una de nome Jozefa de estatu
um poncualut, delgada do corpo, com vestido de ris-
ca'iu escoro, e pao azul lino, e unir de nome Lucre-
cia, de estatura tiaixa, um pou o mais gorda que a
pruiuira, de ve.-tido de n.-eado de cor, e pao da cos-
tn. lie provavtl, que amb>s levassem alguma Irou-
xa ou voluiue : quem as descobrir ou acb r, dirija se
ao mencionado Doqlor MouleHo, que piomete urna
generosa recompensa.
NOTICIAS MARTIMAS.
Taboas das mares rhetas no Pono de Pernambucv
6Segn i* 9>. 18 < ,
7-T: i 10 b I
8 Q: 10 5i
9Q: 11 -2
JCrS:----- 4 0 30 a )
I-18 ..
12 D: J 2- 6 a

2 11S
Vlaubf.
Tarde.
Navio entrado no ilia 21.
AnGOLs ; 3idias; B.Porl. Biodouro, Cap. Lua
Jote Balista : lastro. Ton. 136.
Dia aa.
PORTO; 68 dias; Galera Portuguesa Flor de
Porto, Cap. Joio Jote P. r ."a Borge'a : varios g.-ne-
,-ofl : Auloni.. Joaquim de S.uza Ribeuo. Ton.
194- Pa-si genos i o.
MONTEVIDEO; 38 dias; Plaio Eroilu, Cap.
Candido Jo?e Francisco Golarle: carne; ao me**
M.stre. Ton. 94.
Vern. na Typ. do Diario 1836.


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