Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02120


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Full Text
ANNO DE .1833-
*"*%*/ *** %%+ \* s. _* '.\* .... V V* M* *' ** ^* ^* *** *%%
TERCA F&RAfeDE AQOST.
3 _
NCJiVJ
Subetreve--. icnaalnienM a i>4() rea, adjuntados, na Tipografa
dr> Diario. ,.;i,. i '. de b. tutonio toorado da porta larga
onde se rronb ,; tpondencias, <* anuncios; Mies insirera ,
gratis e*d i do pro trios signante* somence e viudo signados.
Tndo agora depende de nos meamos, da uo*m prudencia, m-
deracao. c energa: eoniiinictiun cerno principame* c serano
apuntado coi:, admirac.au umt a Nacef mai*culta.
l'incln::iat:'Ao da Aattmbltm Gerul do Brattl.
r-Mimmiitii-nira mim
KVmiKWjmaa.*- a*^
KtltHtmnr.M,,
Swpresso cwftamamtouco por S??e ictmm nc Ebreu.
aossags'S **a r n"i~iT~ im
WASoa SU MANA.
3.- ^ fwmisda- Re.*" de ni., < uu.j do J. de
O.-fuH de t. P. as 8 h. e 54 m. da ni.
4.'- .>'. Caetano -Sesso da Thez. Publica. Pr. as
9 Ji. ( 4:> itj. (!;i m.
5.*-.V. CV/Ve.y-Iltl -,|. m., Aiul. dosJ doC de m.
edet., cCb. Pr. as 10 b. c 30 m. da m.
b\'-.S' liomfo-Ses. da Thez. P. de m., e Aud. do J.
de Orfos dct. Pr. as 11 h. e 18 m. da m.
Si!).''0- >*< S. Lourenqo, Pr. aos 6 m. da larde.
Domtngo-S. TiburcfoPr. aos 54 m. da .
^"k Pagete Cousfanca Ifbuxe-nos cartas, o (bltias
Vrdas Provincias do Norte; mas nao de mui recen-
te dalia em razio de sua tanga viagem. O Para fr-a-
va erosocegoa 23 de Maio din de sna sabida. Diz-
a-se porem que algn pontos do interior estavo em /
oomoeao, exigindo o PovO a expulso dos Portugue-
ses, e adoptivos em eotosecfuencii] dos acn tecimentos da
Capital. iVcsfa eslava anda aborta > devassa contra
os revoltosos do dia lo* d'Abril, c grande numero de
habitantes, de 100 a 150 quasi lodos Portuguczes, e
a loplivos, emigrara para Lisboa e Maranho, uns por
compromet-dos, re'ccosos de sahirem pronunciados
"a devassa, outros apoderados d'um terror pnico. I-
juai, ouainda mais numerosa emigrado, voluntaria,
e coacta sofreu a Provincia em 1824; mas viu em me-
os de ura anuo todos voltados seu seio. Apezar de
nao Berem o-; expatriados grossos capitalistas he inega-
j? l'le ^ara hadesofrer muito em seu coramereto,
e desfalcar se de eapitaes, e populaco, alem do des-
gosto de ver foragidos alguns pacficos adoptivos, u:-
a imprudencia dos seus involve as desgras, que sfj
devio cliegar aos revoltosos. O Poltico sera sempne j
as de.4ordens, e emigrac5es d'um Paiz, o germem
detua dccatlencia. Mis nao sera miis, que eiuiva-
nnteperda da populaco, e capitaes, o ganho do
*>':;>, que ter o Para ro n a auzencia desses espri-
fcm revoltotos, que s tem servido jura o infelicitar,
;i proprios, G a acuelles dos seus, que mais polticos
secomporio do modo, qtte sena rerdideirns itileres-
;;s (^l(t*r"? O lempo ola mostrar. A#b1hasda
I rovincia continuavao qeixar-se muito do Gover-
no central em cu jos actos arespeito da Provincia s
veem lolericoes sinislras, Nislo eremos, que alo tem
roxao. Ixoveroo viu, como murta m...... no parti-
odAgOlo urna aglomeraco de partes lictcroffencus,
divididas emopmioes, e intereses; masromiidos por
momento. Viu pessoas, que le queran aproveitar da
oecds.ao para suplaniar rivaes do qurm nao ditorda,
vao em credo; mas ruja preponderancia nao podio
tolerar. \ m oulro^, cu; i *sc tinbto
por n.n pivvenir desorden p qui m
I.-" anl.)Mn,vr/eniii: ales. \ ,,,. ,.,..u>. as-
->im con* cin todos os partido- n
nem porque. Viu fina!n"ni, grande atunero ac^a i- I
les, que sempre inimigos fgadaes dos Brasfletros, se
aprove!tSo de todas as occasiocs em que contra ejtes
possao obrar. Ora na dtficutdade de extremar os pri-
meiros dos ltimos; e de castigar lii&radc numero
de Cidadao lenlou elle todos os meis de pac(ieaeo,
h fim dn fazer collocar-se cada um no lado a que suas
iHec5<*s oehamavao, e separar assim os bous dos
mos, qoc cedo, ou tarde faro por merecer o dev-
i!o castigo. Kis a razio da Tolerancia para rom os A-
goslizadores, toleramia, que ainda assim se nao e-
tendia aos pronunciados, cujo julgamento se mandou
continuar. Kis a razo da mudanca das authoridades
todas as ve/e-, que se persuadi o Governo, que t!!
se tuihao apa: lado da imparcialidade, que t'iv.o se-
guir. Nao defenderemos em ludo ao Governo ; nem
lodos seu* aelos sobre o Para tem sido mareados com a
prudencia, que devio : o emprego i\o Coronel Bitan-
conrt pronunciado em urna devassa no Para, he acto
sobre ilegal, canaz.de muito indispor o partido hoje
influente naquella Provincia 5 porem nunca concede-
1 \\y que o Governo tivesse oulras inlenc&es, se nao
iG \v o Para, e conciliar seus habitantes, oque ser-
na sobre modo til aos interesses da Provincia, e do,
Brasil. Inelismente nada se" tem consegud; porque
inda ha mais difcil do que fazer ceder um, quanto
mais mujtos boraens dos seus eaprixos. Por fim os
negocioido P^ir vao mudando de face: o partido A-
^tisador divtdiu se. funs uniro-se aosoulros,- al-
guiis. amajorparte dos comprometidos e pronuncia-
do, de ento se apartaro tUa Ag :! -' ire, nao se
compr im tero com ellos, e existem com banca, e bo-
menagem na Capital; ejaz desbaratada e fugidaa par-
le oueelassific irnos em ultimo lugar, composla quasi
exciusivgieiile de Logistas, e venderos, qucjulgan-
do-se demasiadamente fortes lenta rao a catstrofe de
!(i de Abril, que se tornou contra clles Talvez fos-
se possivel iornar ao le^raeado Pura alffum socego la-
ca n do um reo de esquecimente sobre todos os actos an-
teriores ao dia K) le Abril, e castigando severamente
aquelles dos cheles, e influentes dd conjuracn deste
da, qae hajo escapado com vida, le de crer. que
os Ihus Paraenses eontribuo para acalmar os nimos,
e nagnu >nlar .1- conciliacoes, que rizem as follias, e
carias se ttrem conseguido. He nmi favoravel cirefls-
lan'ia o bivcr.ni pouquissimos Brasileiros comiu-ome
lidos ne.-tes ltimos l'aetos, o o ler a maior parle dos
pronunciad s de Agosto, que existosollos pt Cidfide,
se abil betn sobre o estado do*Para.
A Provincia do Maranho donde J* livemos n-ais
rcenles noticias pela Escuna- Jo\ina 5 ficava em sce-
lo. O espirito publico nesta Provincia he todo Bra-
~*m^
silciro, e s'cg dedoz da* carta*, papis pblicos
ico para Dcputados os restauradores nao fa-
ihi vwa. As lolbas os batem'coi heroica cner-
Do Ceara estara tambei a CaAttal em socego : mu
i)


ir -
(678)
no centro havia aparecido um grupo armado, eapila-
-neado por um dos cheles de Pinlo Madeira, agracia-
do pelo General Labatut. que foi logo batido, e des-
baratado. As bllias publicas entretem-se com polenv-
eas, o que as torna pouco legiveis e interessantes tora
da Provincia.
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
JV. Deas nos val andando, c j a su; manteiga me-
nos rancosa s Vai tornando mais saborosa. S|o
sabe quanto goslei, cquedoce sensacao se derramou .
por todo nreu ser. quando li em sen Diario V" 1 "2 a
benigna, o mui coueclum palavra, ((ue dn:^ bum
Pcrnambucano livre a todos os Redactores de Perua-
buco Confesso-lhe fiquei como erabriegado de pra-
ser E quena dera livesse cu mu lio sublimado esti-
lo para com igual harmona bradar alerta para todos
os pontos, que nos ameacaa pergo da Patria Si esse
intrpido Patriota guardado est para o pergo da Pa-
tria ; eu sou, Snr. Redacto:-, luim daquelles, que
por sua folha fiz ver os meus Patricios, que em qui-
lo elles huus com os outros se querellassem por mal
entendidas, c indiscretas dssenses, nao seria pega,
era gavio : porera logo que se declarasse a volta de
Pedro 1. ao Brasil; eolio conlassem commigo, e cis-
me em campo a cumprir minlia palavra. Vendo a mi-
nha querida Patria atraicoada por alguns legtimos, e
outros bastardos parricidas, e que seus verdadeiros
(hos, indiferentes, e Trios se mostravo; met cora-
cao se horrorisou, o minba alma tocn a meta da des-
esperado; enlao dice commigo : ser possivcl, que
esses Povos Pernambucanos, lao fallados, jai nao exis-
ti i. Ou d se accaso estejao de lodo degenerado ?!!
Masan! que minba illuso se dissipou, ouvindo gri-
tarresistenciaaquelles, que no Altar da Patria ju-
rar) vingar as singas dos Mrtires da Liberdade. J
* hum Pbilo Harmnico, e outros vo a parecen do a o-
porem invencvel barreira a esses facciosos, que apro-
veitaudo-se da ignorancia, e divergencia dosespiritos
lisongear pretendem ao povo, offerecendo Ihe bum
Senborio, que elle detesta, e aborrece : be desta ma-
neira que ultrajar pertentem a condico de homens
livres, e Indcpendentes, e he assim que esses mons-
tros da especie humana nos quercm laucar os vergo-
nzosos ferros docaptivero Nao, caros P.-i trcaos, nao
consintamos que esses Ursos esfairaados tornera conta
do nosso terreno: mhstremos-Ibes nossacoragem, ea
bravura de pedos Pernambucanos: accautelemos as
sitadas desses Tigres, que manhosos, e traicoeiros nos
agelo suas garras. Convem nao perdermos lempo
com pala viados e vans theorias, que nada a prove to:
lembrai-vosque a cega, e louc cuescendincia nos lem
condusido semprc ao pricipicio, e m allogrado bern
concebidas esperaneas: lembrai-vos (pie se o nosso
Groverno actual nao fosse nimiamente indulgente, nao
se vera na estreit,. necesdade de hitar braco a braco
com os seus descobertos inimigos e nimigos da pros-
peridade do Brasil; elles sao aquelles mesnao que nos
bem os conhecemos, e que i escancaras trabalhao no-
le e dia, para a nossa total ruina. E nao vedes vos
como alguas, dos que se dizem Negociantes "aqu, e
mais la-Jimio, e grillo pelo alRKo do commercio, de
conivencia com alguns seus malungos de Alagoas, ali-
mento, eaninalouos l'acinorosos. o ladros cabanos
de Pael- com fins premeditado-..' Sao elles pois que
tupidez, emalvadcza daquelles ppvos,
augmeta-l i crmes, excilldo-os ao roubo, aoaaiM-
sii.io, e a Ludo quaolo poje haver de mais horrorozo
obre a li:ii-i: c que devemoi faser em tal caso? Aca-
br > com os perverso* Cabanos Wor< i d aqui, que
os outros espalbadose dispersos pelos matos, nao tendo
quem llie envi os soccorros de plvora, e baila, fcil-
mente desaparecerlo com a menor persiguilo : emho-
ra sejamos, ou fiquemos pobre, vistamos nossos panos
d'algodlo, grosseiramente fiado, alementemos-nos dos
mariscos, e ostras de nossas praias; antes de que hu-
mildes escravos dos nossos suppostosSnrs. Malvados!
Quanto te engaas! llum Povo j acoslumado a sabo-
rear os fructosde sua Liberdade, a mais curvar o ce-
lo ao mais a vi lian te despotismo. Si os leus proyectados
planos he huma segunda Ahrilada, e que ajudados da-
quelles salteadores selvagens possas dar cabo das nossas
vidas, invadir o Santuario de nossas cazas, atacar as
honras de nossasmulheres, e fiabas, o saqueares nossos
bens, e propriedades Treme por esse da corja in-
fernal! Treme pelo castigo de tuas maldades! os te
fare nos eonhener enllo o apuro de nosso sofrimento.
Aberta Pernambucanos, deixai-vos de rastejar a Lei
para apoio, e evasiva densos mSstros saidos do Apocaly-
pse. lie vergonha nossa, Sur. Redactor, que anda
se atreva a inficcionar os nossos lares hum ngento, e
pertifero Caramu ;i, que nao tendo naquella immun-
da cara o menor assombro de vergonha, se aprsente
entre nrVs deilando helo, e Cascudo caretas, pregan-
do dizem, a restaurado de sen Senhor Pedro Bour-
Iton : que desgraea E nao sair huma segunda ve/
scarreiras?. Alerta mea Povo, alerta com o velho
de 1817, que na Tipografii do (gero vai fazer sua
descarga, bem serviola hade fiear. Basta Snr. Redac-
tor por agora ; logo por l passarei pelo muito (jue lbe
lie agradecido o
Seu Assignante.
THEATRO
O Actual Empresario do Theatro Nacional desta
Cidadc, Joao Joze Ferreira de F-reilas lencionando
abri-lo pila primeira vez no da l t!o correte para
oque se nao lem poupado a despezas, e Irabalhos, j
mandando fazer huma Platea nova de muito nieihor
gosto e aceio do que a antiga, j mandando pintar hum
novo pao de boca, secnas novas do melhor gosto. hu-
ma illuminaco tanto para o scenario como para a Pla-
tea, de exquisito gosto e novo modello, e rennindo hu-
ma companhia como at aqui ainda nao esleve latn boa,
mandn escrever para esse din huma comedia nova, na
qual-reduzi.--.se a moral a par da decencia ; afnn de se;
nao equivocarem os Dramas da prezente Empreza com
a obrenidade e desmoral sacan que se cncontrava na
ngiioi- parte dos Espectculos da Empresa transada ; a
rogo de mu i tos Snrs., vai aprezenlar o plano que abai-
xo *e segu, para organisar a assignalura de ("amaro-
tes, e plateas, e espera que o benigno Publico desla Ca-
pital, o coadjuve para levar van te come mfsmn accio
e pompa a nica casa de divert me oto que aqui se a-
eha, cuja Ulilldade he bem saliente, nao s(') pela (slra-
co, e recreio, como tambem pelo grande numero de
familias qu sustenta, as quacs com osen suor adqui-
rem o pao nonestamenle, sem que a sua indegencia so-
ja pezada sociedade que os protege. Estando pos o
actual Emprezario convencido, de que os Theatros !b-
rao inventados para in^trucco Publica, c para polr
os coslumcs por isso que a comeda como diz Lacom-
!>c, be a imilaclo dos cosumes, po.-la cm aeco, o seu
fira be agradar e instruir, e dever-se-hia sempre a-
paitar da scena ludo o que tendea perpetuara liberti-
nagem, ea perverter os cos umes, em luger de os cor-,
rigir, escudo o I heatro de LaCid. di li .; <-,
la da devas&ido, d,i imoralidaile, e da indeceucia pois
s nellc se admirava o i adiculo, e o imiMoraLelle de-
gcnciou mclborar quanlo possirel fos?e Ininia^'a/a lao
peretsa em lodos os paizes. e comoa molestia en fi i-
I


\ V
i
ais
(679J
M
M
e moral, elle a melhorou fsicamente ca forma assima
dita, e moral monte requerendo ;< Auoridade compe-
tente, instrucoes pelas quaes so dirigisse; oque te-
do conseguido, bem como a certe/a de sepem mantidas
em todo o seu vigor Jiuma vez promulgadas, por isso
que nada ser capa/, de torcer a inteireza do Meritissi-
mo Snr. Inspector e Chefe de Policia, elle espera vy
voltar ao Theatro inumeraveis familias que h muito
d'lle 'ugiao pelas calizas mencionadas, e ter o goslo de
ouvir rlizer aos Pais de familias que ja nao duvido tra-
x.er|a elle, suas filhas, por isso, que rir.-'O in c nao ver escandalosos Baihanos, e indignos Enlreme-
7. es.
He pois confiado ni>to que o actual Fmprczario se
animou a huma Empreza, em que tem adiado mil in-
convenientes e que loria feito esmoreoer, aquolle que
nao livesse tanta coragem, e que confia-se monos na
proteccao e bom gosto dos Snrs. Pernambu^anrs.
Plano para assigiialura do Thcalro do Reeife. lla-
vera Theatro para os Snrs. Assignanlos duas vezes na
semana, nosdias de Domingo, e Quurlas feiras.
Os Ensaiosgerais soro pblicos aos Snrs. Assignan-
tes, e tanto ne>les como nos pareis so a c'.les sera per-
mitido (Miliar no palco scenanario, o queoom ludo Ihes
ser vedado na noile do Expectaeulo, pelos inconveni-
entes que dahi podem seguir-so.
A assignalura, por agora devora ser at o da 2 de
Dczembro, sendo paga todos os mezes depois de feila a
primeira Opera.
Todos os mozos se da rao duas ptssas novas e dois ou
mais lMitrenuv.es, variando so de tal sorte os Expecta-
culos, que a pessa nova leve Entrcmez vislo, c vicever-
sa.
Os precos da casa nao sendo por assignalura sao os
seguintes.
Camarotes.
Trizas........2-^400......frente......-4.^000
Ordem nobre. 3$200. ------ dita.......f>#000
Torrinlias.....1-G00...... dita.......2$560
Platea superior 960, dita inferior 640, varandas 320.
Os procos da Assignalura sao os seguintes.
Camarotes.
Trizas. l.)920. .. frente 3$200 por mez I5&360
25.^600.
Ordem nobre 2>,i00 dita 4#000 dito dito 19$200
32(^000.
Torrinhas. 1$280. dita 2>)000 dilo dito 10$2<0
16^000.
Platea superior 640............ dito dilo 5$ 180.
Dita inferior 80............ dilo dilo 3)84o.
l's Jan airo no da 7 do correle as 10 horas da mi-
A
nlia.
fefac&o dos Oficios abaleo declarados os (junes
aevcmpagm os portes nesta Admtistraca
pava serum remetidos aos seus destinos.
C. do Ummandante das Armas, ao Exm. Presidente,
.nteresse do Francisco Xarier Albqucmuo.
J;. dodito, codito, in^resse de Felipne Serrlo.
*.. do dilo, aodito, iiiteresse de Francisco Assis C-
pos.
Carta segura de Ffancisco Paula Vasconcelos, a loie
jrogono de Jcztis.
quem no mesmo quiser-carregar, dirija-se a seu pro-
pietaria Lourenco Joze das Nevos, alraz do Corp
Sanio. N.32.
Para Lisboa.
^3^ A (ialera Brazileira Santa Hita segu viagem
com a brevidade possivel, por ter ja prompta parte da
sua carga : quem na mesm quiser carregar, ou r de
passagem para o que tem muito bons commodos, diri-
ja-se a Joze Antonio Gomes Jnior, ra da Cruz n.
1.2, ou ao Capilo da mesma na Praea do Commer-
cio. .
/*\x*x v\ \*
Suo a f t te
PAu\ qualquer Porto que convier a Polaca Austra-
ca Maedonell, muito volloira, de lote de 50 a 60
tonelladas : quem a perlender dirija-se aos seus Con-
signatarios N. O. Bieber & C. ra da Cruz N. 63.
TkOi s cnvallos, com selins, ou sem elles: na ra da
-I-FCadeia velba D. 60.
.>/?* I m balolo com todos os seus pertcnces : no
atierro da Moa vista n. 19, 1. andar.
^?3** Uma canoa de conduzir agoa, e urn selim in-
glez com manta, e abocadas em bom uzo: na ra No-
ra D. 21.
VZ?* Uma negra crila, 20 annos, cosinu ben,
engoma, lava, e co;e chao : na ra do Vigario N.* 3
2 andar.
Sr^= Borrjs com vinho tinto PRR de 5 em pipa de
superior quahdade, al 4$: no armazem do alescido
Pinna.
^?= Uma venda com os fundos de 100$ pouco
mais ou menos; touc'mho as arrobas, vinagre, c a-
zeite is caadas : no beco do Dique D. 9.
^=" Um cavallo de sella, bom esquipador, c car-
regador : na ra do Vigario n. 13, 2. andar.
^|* A Sumaca Grogue Americano fundiada de-
fronte do Trapiche do algodo; ou frela-se para qual
quer parte; tabeado de amareilo em costado, cosladi-
nho, e assoalho, em pon o grande, e a relalho e
Jacaranda pela mesma forma, ludo muito em tonta : a,
fallar com Ga&psr Joze dos Reis cm ft>ra de Portas ca-
za do tanque d'agoa.
^r^* Vende-se 0m sitio, ou Iroca-se por casas em
qualquer dos Bairros, no principio da eslrada da Cruz
<\c Almas indo pura o Arraial, com terreno sufficiente
para planlaeoes, chaos proprios, livre e desembaraca,
do de penrao alguma, bastantes arvoredos de frutas,
casa de vi venda de tai pa, com estribara grande que
acomoda 5 cavallos, sendo a dita casa no moio do sitio
poco d'agoa de beber e.vellente, lagadico correnle onde
tonicomunicacao dentro do mesow o rio Beberibe e
Agoa-fria, cercado lodo de madeira, o qual se xende
por preciso a diuheiro avista, e a |>razo com boas /ir-
mas ou outro ajuste : na ra do muro da Penha /). 6,
das 7 horas da manha at as 8 e meia, e das 3 da tar-
de at as .'.
fc
A loja de couros da ruado Livramento D.
14 di parlcdo n.seene, a qual tem o.veollontes com-
modos para uma familia, e um bom sortiraefito de um
ludo : na mesma.
\%%v%
^-*/ Peiuc AiacaML
Onial^S. Antxrrtia F'oaehr saldr com toda i !>re-
vidade poi- ter a maior parte d.. carga pfohfa ;
Cotrpras
UM piano qm nao exceda ilc 45 a 30$ reis, para
se pagar no fim deOulubro : anuncie.


(6W>
?
4
9llixmti$-
Llvg-sco sitio pequeo da Estancia, com excel-
_Jentecasa de virenda, para urna grande familia, e
porto de embarque junto aponte da Magdalena : na
ra do Trapixe n. 5.
$>crDa.
D,
.EsAPAi.nro da venda n. 8 da ra Dretta um
_ "meio bilhole da Lotera desle correte auno \."
336, junto com um papel de trato de milito importe :
roga-se a quem o tiver adiado, ou levado por engao,
que ira entregar na mesma que ser recompencado, as-
sm como tambein faz-se sciente do Thesonreiro da
lasara Lotera que o dito billielc de Caelar.odeSou-
u Pereira Brito.
%\*x*>\
5iBi?e0 particui
{
IZabel Francisca das Cl> va do
lescido JooLuiz Vctor Lcutier, previne no Publi-
c, que A. Saisset, leudo lido Sociedadc com odi
sea Marido, e depois fasendn se Senhor da Botica, e
Cusa de Drogas, estabelecida ero a ra da ra Cruz do
Recife, e Desli laceo cita nos Cecilios por humaEscrip-
lura Publica porem simolada que de venda Ihe passa-
ra dos ditos Estabelcrimenlos o mencionado seu .Mari-
do ; tem apurado, e continua a arrecadar dinlx iros,
ou coisas perteneentea queHcs mesmos Estabelecimen-
tos ainda depois de niorto o Marido da Anunciante
qual fienrao filhos menores, e com osquaes se dtve fa-
zer Inventario e Pai'tilhas dos bens do Cazal, pelo que,
nocumprc, que antes de inventariados os bens, e a-
i listadas as con las entre o mesmo Saisset, eni tacs ofli-
cios pertencenles Anunciante Viuva, mceira, c en-
Fabecada nos bem do Caza! \ assim roga a quem tiver
qual quer negocio com sua Casa a ella se naja
de dirigir, deixando de pagar, ou semilhanles tran-
zacoens lser com o sobredito Saisset por ser pessoa in-
conptente, e principalmente por j ter" elle declarado
m Juico que he simolada a referida F.sci iptura de ven-
da da Botica, Caza de Drogas, e Destilado de que j
fez mencao.
^C^" O abaix assignado faz sciente no respeitavel
Publico que ninguem contrate negocio algum com os
bens do Cazal de Thom Teixeiea de Moris, e Flo-
rinda do l'ozario visto que este Cazal oblivcrSo Sen-
tenca de divorcio, em VlTtude do qual o abaixo assig-
nado comprou a parte pertencente ao dito Thom, e
se acha em litigio com a referida Florinda pa lar
partilha do> referido bem.
Mano el Bento de Macedn.
$r^" Qualquer pessoa que percisar de urna ama,
(crila) para zelar huma casa, que sabe bem cnsinbar
o colediano, engoma, e faz lado o mais serrico econ-
mico da mesma-, desempedida de familia : drija-sc a
ruadas Trinclieiras ladoesquerdo (uem vem da Ma-
triz D. 6.
?^ Percisa-se de um rapaz Nacional, ou K-Iran-
geiro, que seja pequeo, para ajudar em urna venda :
na ra do Peixoto das cinco Ponas armazem de cou-
ros
V,v* Perciza-se arrendar um sitio perto da Praca
que admita 12 a 16 vacas de leitc : no mesmo.
^T^* Quem percisar de urna ama decusa: clirija-
-e a ra de Orias asa |>egado aos Martil i s D.-67.
V3* Allu;i a pela escrava, ou lima para
vrndergallin'arias, pagandn-sc206rei por dii ; quem
a liver.dirij.i-u'- atri do Calabouco ni in$a n porto
dos (arteis ero uin ^obrado de um andar, lado direilu.
%3a* l'endo aparecido em o Diario N. 166 de Sex-
ta fe i na 2 do eorrente un anuncio, em que o seo au-
tor offerece per renda o oficio de orfos da Villa de
Santo Anto: apreco-me a fazer ver ao Respeitavel
Publico que o dito officio.se ada arrendado a.Joao Pi-
nbeiro da Palma por eseriptura que hade findar em
27 de Julho de 1837, eujo arrendamento foi selchra-
do pelo selebre Prnprictario Joaquim Joze de Andra-
dc Franco, c por elle j recebido a qnnntia de lodo o
arrendamento, e para que nao seja sacrificado na bol-
ea pessoa algumn, rogo-lbe a pubiieaco da presente
de(ue Ihe sera grato.
O immigo dos calvteiros.
?" Quem annnciou querer vender um e cr.vo de
na a propri para < endo mosso, e bem robus-
to ; dirija se as Ponas loia de era i). 21.
^T^3* Aliuga una c.ia lerria no l-urro Je Sanio
Antonio que nao exicdadc ."> a G mil r : quem a li-
ver anuncie.
- -;, .; >, Pm ...... e( atijj n escravo
ivin : uii'ija-se a Praca i.a. B -vis-
.....i Jnior & Compauhia, que a do-
igar.
Quem tnun< ion querer alinear urna escrava,
para cosinhar ; dirija-se u ruado Rangcl i). 3.
Vf3^ Quem anunciou querer rehater urna letra de
120$ reis : dirija-se a nv -na c. im ;.
'w.-^itt -' ......,
r A noel, eanoeiro, Pullo, estatura mediana, quexa-
__.das largas, e pernaa cambadas $ fgido no di t.
de Agoslo : rwa Nova sobrado D. 21.
$3p- Joao, naco Rebelo. 36 anuos, bastante ladino,
com oficio de eanoeiro, c Irabalhava com urna carro
ca na ra do Rozara da Boa-tvista, boae. lalur.i, gros-
so, bem barbado, bastante fulla de denles adian'.e, um
signal na macS do rosto ao p do ollio esquerdoj f-
gido a 7 para 8 dias, com urna camisa de estopa nova
bastante comprida, 2 pares de calcas, urna de iilt por
baixo, e oulra de ganga por sima, e oi vi.lo na uasa
Forte carrgaudo madeira : ra do Rozara da Boa
vista D. 3.
Vr,"-?* Micaela, gorda bracos bem grossos, estatura
ordinaria, cor fula, com brincos as srelhas, de euro,
cobcrlo de retro/, preto por estar de lulo ; suponhe-se
andar pelo Recife at o Afogados; fgido a 4 do eor-
rente : a Cidade de Olinila ao Capilao Olivcita, OU na
Pracinha do Livramento ao Capito Gusmo, que se-
r generosamente recompe ca o.
ff- Joaquina, nacoGrbr, lem 4 dedos mao
direita, e h toda suspeiia.le ser Curiada po' razao de
nao ter fagidoa dez annoque a Senboraa possue; lu
gida no 1. do eorrente : a ra Nova D Ib.
NOTICIAS MARI IIMA5.
Fainos entrados nodiaS.
OSTOX ; O dias-, li. Amr. Pages, Cap. Gcor-
gc Bockmn : farinha, e mais gneros : a Fema-
ra fcMansfield. .
I ISBO\ ; 135 dias K. Port. Muandn de ,; \c i,
CpJofioMariaCeletiiio: vinlio, e mais gneros: a
Antonio da Silva & Compauhia.
LIVERPOOL: 53 dias-, G-. Ing. Montrcvl, Up-
rhoroaz S npbon : bstro.
Pgf.Y. jt frp. oo Diurno 1
i

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