Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02110


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Full Text
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AVNO DE 18.35.,; QUARTA "FEIRA 24 DE JULHO. NUMERO 59.
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KWtMWtt'^MWyuMMtt^tMH^mtMwt^t^MKm^^nm^t.
111.110 QS ^llMIli^t
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, a Tilio^r.fia
di Diario, pateo da Matria A>' S. Amonio sobrado ra porta larjra
'ile k reccbetn r; irrv-poiidend.i. e ann rictus: rste* in^iivni-se
.-iri- sTiri > do (>r>trios assi;rnaric< Romate viudo atiplados.
Tildo Ajfora depende do ns mesntp, da nossa prudencia, m*-
deracao. c* muts-s: oontiiitu-nios como principiamos c seri,io&
apuntado* cora admirac" catre as Nacort inai culta*.
Pfclimatio da AnemhXt* Gem do lirazil.
auauMt
MM
%\\\pxtzrsz em ptmMttm por 3toc Cttctornc De abreu.
----------------------- aaaapaaaaaaaaaajaflajpfc, -
DAS da semana.
4.- &. Chnstina- Junta da Fat., e aud. doJuizdos
FeitOS de m. Pr. as 10 h. e t m. da m.
5.'-i|i V. Tiago-Vr. os 10 I, c 54 m. da m.
*.-#. Sin/ronio-Jl." da F., A. do O. da C. do J. de F.
dem., edo.T. deF. del. Pr. as 11 h. 42 m. da m.
Sanbado->. Pautaliao -Bel.*" de m. e aud. do Vig.
G. de t. Preamar os ) m. da m.
Dom." S. jinna Mi da Mae da /Vos. Pr. a 1 h.
18 m. dat.
RIO DE JANEIRO.
d ~\ Handk tem sido a colera que os Cnrumurus eonce-
Jl)( r) contra afifemagem, "presentada s Cama-
ras pelo E.vm. Minislro dos negocios eslrangeirns. Pa-
ree*' (jue a puhlicidade desse importante documento
rom peo ou desordenou alguns planos cin que os agita-
dores punho ronfiaoca. Ilomens que as Cmaras,
e no jorualismo lem sempre chimado em prol da ptlbli-
edade, porque (dizio e.'les) conrem que t Nacao sai-
b tudo, que a luz penetre por todas as fiestas do edi-
ficio social, e que nada se faca as trovas, sao os mes-
mos que hoje poe asmaos na cabeca e gritantraico !
perfidia quando hum Ministro do Poder executivo
vem expender diante dos Delegados do Brasil, diante
do Povo que os nomeou, as informaeSes, as probabili-
dades, os receios de huma catastrophe que truria com-
sigo mil calamidades ao Dra7.il inteiro, e eujo conheci-
mento interessa por tanto a todos os cidados sem ex-
eepco de hum t O Gorerno, instruido por seus
agentes diplomticos nos paizes cslrangeiros de que na
Europa se trama a restauracao de D. Pedro, e combi-
nando estas noticias com os Cactos que no interior se
passo, com a audacia de hum partido que j nao dis-
farea as suas uieucocs, ras a fim de esperaran ah o Redemptor; que ase-
gura nao Jiaver salvac&O para a Patria se fl&O na-
'juclle (jue p/o longo habito de ter sido obedecido,
crime em quem deo vivas a Pedro l.8 com as armas
na mi, ou que lhe tecem a cada instante extenso?^
injustos, .Dengosos, e intempestivos panegricos. Si
o Governo, porque nao guardou as trevas do segredo
verdades que a todos importo, e cuja reserva por ma-
is tempo eomprometteria seu crdito, e o argira de
fraco se nao de traidor ; se he da boca deslos que se
pode ouvir em tal materia huma lingoagem razoada,
i m prela I e sincera, o senso publico o decida. Muitas
relaeoes, muilos interesses obrigo eertos individuos
S ocultaren) o que saben), para que levemos anossa
boa-0' ao extremo de acreditarmos na que os conduz
em suas acones, nos motivos que aceendem o fogo do
seu falso patriotismo. Nao sao os patronos doatteuta-
Pedro l." que ueste assumpto devem merecer o assen-
so e n fi: publica. Esperar delles o milagre de que ve-
n/iao confessar a importancia das revelacoes qut1 o Go-
verno. acaba de aspr s Gimaras Legislativas e Na cao
he querer o impossivel, e conhecer muito mal o cora-
cao humano.
O Ministro dos negocios estrangeiros he culpado ;
eommetteo hum grande crime : e qual foi este ? Nao "
conservar as sombras do ministerio quillo queaosCa-
ra mus e sos nimos indi Aferentes convinlia esconder:
noticias ameacadoras externas, que perfeitamcnle con-
cordo com os manejos, e movimentos internos, eque
podem prodnzir nos Hrasileros a intima convceo de
que se trama dentro e fora para a restauracao de D.
Pedro. Despertaros espiritos, fazer sentir a necessi-
dade de nos prepararmos para essa formidavel lutta,
at; na intuito de a evitarmos, repartir huma pezadissi-
ma responsahelidade com os Legisladores que o Brazil
ha 9 ou 5 anuos escolhco, e rujo complexo nenimma
(brea legal pode agora modificar, ou destruir, tal he
o attetitado horroroso que exeitou no maior grao as fu-
rias (fo Cattio e as de todo o exrcito que o aeompanha.
O Snr. Bcnlo da Silva Lisboa fra sempre tratado pe-
tein facilidade de conquista! a nova obediencia^ o los cscriplores da Oposico com buma aAfectada deli-
lioverno, cncarregado de vigiar sobre os destinos do eadeza ; mostrava-se para com elle huma simpalhit.
paz, e de prover u tudo o que for relativo seguran- claramente dirigida a tornal-o su>peito, a neutr.ili/.al-
ea interna e externa do Estado, foi depositar o seio
da Kcpresenlaeao Nacional, e levar ao conhecimento
os Brasilciros seus temores bem fundados, e as ra-
zoos que prepondero, para fazer recear tentativas de
restauracao da parle debura Principe que se deixoil
sempre dom.nar por mos eouselhos, e cuia voluhi-
dade de animo nos deve dar mu pouca seffuridade.
^taconduta franca e leal, este passo digno do hum
ministerio que prefere o bem eommum ealiberdadc i
mesoutnhts eonsideracues particular, s, he toda' a ac-
rolliido com muiras,
burlescas, indecentes
Uttrajes, calumnias, huas
por quem? Por angeles que
_Lm
*e lem mostrado sempre fautores do imrtido restaura- purea que eUes antes Ib
dor, sitanos deseusenefe conheejdos, nimicos da raro-o lo jacobino eos
rt-volueip de Abril, poraoucilcs qiu :;*.; ulgaoliaver logod?|6ts a terotarS
f
^
oca metiera divio entre os inembros do Ministerio.
Desprezando tao pueril elada, estratagema jtocn-
nhecdo e grosseiro, esquecendo. mesmo cenemplac-
es pessoaes a me espiritos fracos fcilmente se curva-
rio, o Snr. Lisboa encarou a ideia do de ver, rom-
peo por todos os obstculos, e ante o Corpo Legislati-
vo trouxe essa ponderosa Mensagem que tem irritado
tanto as iras dos hninens da relrogradnco. No mes-
mo momento, os Caramur deixaro a sua lingoagem
hvpoerila, lincaro sobre o Ministro honr.ide hun.
Iropel de injurias ahjectas, de invectivas contra de-
fe i tos phisicos da pronunciaco oral, e da forma cor-
prea (jue elles antes lhe n*) linhao jirecgtido : decs-
como todos osoulros eidados (jut
o de 7 de Ahn!. se onpescro
^
Ul


{p3Hf
-

s violencias, e firmaro no Brasil a Monarqua Cons-
titucional Representativa. Nos damos disso parabens
no digno Ministro dos negecios estrangeiros : a Naco
lhe l.*ra costa i* todas as amarguras que se lhe tem
querido fazer trabar, e honrar em todo o lempo,
quaes quer que sejo as oceurrencias, a sua nobre leal-
tade.Mas a Mensagem (affirmo os Caramurns) he
a precursora do novo 30 deJuIho; E porque? O que
ha de commum entre o da 30 de Julho ea Mensagem
do Ministro dos negocios estrangeiros ? Eis o que nao
nos disem os prfidos intrigantes. Ser o 3f) de Julho
i cierno esptalho que obste entre nos ao (loverno de
eumprir com seus deveres e de trabalhar para bern e
salvacfio da Patria Essa allusSo mil vezes repetida,
essa arma uzada ja nao produz o eFeito que os ambi-
ciosos aceredilo." A Mensagem (accrescent"o)tem
!>or fim inflaramar os Brasileiros natos contra os Brasi-
eiros adoptivo* e trazer dest'arle a guerra civil s
provincias do Norte : be com esse designio que a sa-
bida do Correio que de va partir para aquelle ponto
dnImperio, Ib i demorada.,.Em primeirolugar, ne-
nhuma exctaeSo as paixQCs se enconlra nesse docu-
mento pie a razSo fra diclou e escreveo; ao depois,
que relacao intima se d entre a-ideia de restauradores
e a de B. adoptivos ? Se alguem tem a reecar da publi-
co lade que se deo aos tramas u/.urpadores, sao os pr-
ir.eiros, e nos nao eremos anda (pie a massa dos nas-
cidosem Portugal esleja comprebendida sob essa desig-
nacao. Quem ah os circumscreve, he o Catao, que
\? certo Ibes nao presta deste modo grande servico.
Qtianto demora da saluda do Paquete; convinha
que fossem de pronto remedidas tocias as Provincias
i\o Imperio a Ufensagcm o. as P ropos fas do Qo ver-
no : nao be s ao Rio de Janeiro que interessa o seo
eonheeimento. Nao vemos poisaqui motivos para ar-
guico e queixumes. Continuaremos anda sobre este
assumpto.
DEpots de huma tirada de fucecias galantsimas,
com que o Cato procura lser rir o seu povo a
respeto da Mensagem do Ministro dos negocios estr-
geiros e assegurar aos peixinbos que nada ha a recear
nem da viuda de D. Pedro, nem de bum partido res-
taurador, porque os agentes diplomticos sao espides
assa!aviados ; d-nos esse jornal o parecer da Com-
misso de Consti.tuir.ao do Senado, subscripto pelos
Snrs. V. d'Alean tara, V. de Cayn, e D. Nono Eu-
genio de Locio, sobre a metera. A Commisso,dos
documentos (pie obscuramente indica, enviados pelo
Ministro dos Negocios estrangeiros, nao pode tirar as
iarons que este tirou, a favor dos planos de res-
toiiiK ao. Do engajamenlo de soldados forasteiros
para servirem o duque de Braganca em Portugal, ou
fradelle, dos trabafhos de huma socedade que ;tn-
I ira colonos para o Brasil, preferindo militares e ho-
mens rapazes de pegar em firmas, da linguagem aos
nd'vilu-' que cereo o sempro influirn no espirito
de 1) I1 dru e que boje blasono de regressareiu cedo
a este nutri, a que sao chamados por bum grande
nido, e requerimentos cobertos de multas assigna-
.', le ludo isto, a Commissio da Cmara vitalicia
,., n, !:(. ; ie noha nao cousas illuzoras e sem
inseridas em peridicos, para desafiar
D tro, ou para outros fins partcula-
;;,.. m-o a brmar este pozo' as seguinles con-
, ._,, ,)(>s(, 1.a \ diffieuldade que ha em que o du-
que- d Braganci, em romo est, no ai :
negocio a libertado de Portugal, tente outra emi
ya anda mais diflficil e arriscada2." A dinVcnluade
dn realfacio des#e Piojocto, contra o qu.d (leve con-
fl geral -rnti-nntodo Brasil,?.' \ lidia de

cooperacao das Potencias4.' finalmente, o nao ter
accrescdo, depois que se apresentro as prmeiras
parlicipacoes da restauracao ao Senado, circunstancia
ntate!, p;rra augmentar receos de huma empreza
tao 16Xica e temeraria. Entende pois a Commisso
que se nao (leve dar grande importancia aoquea Men-
sagem refere e que se espere por motivos superveni-
entes (pie occorrao por fatalidad?, e que co acere-
ditar a tentativa de tao arriscado projeeto. Eis-nos a-
bi pois livres de sustos, o a idea de restauracao talha-
da de bum golpe pelos trez Snrs. que mencionamos ;
qnanto ll:es deve a patria Mas se depois de tao pe-
remptoria deciso, ainda he licito temer, e mostrar
medos, nos diremos que os pblicos receios nao bro
desvanecidos pelos raciocinios <'a Commisso Senato-
rial, e que l'undaudo-se estes sobre conjecluras, com
outras nuito mais plauziveis podein ser destruidos.
Em 1. lugar : as ditieuldades em (jue D. Pedro se v,
para realisar a empreza em que estouvadamenle se
laucou, amcaco-o de bum prximo revez; c be dese<-
ao tbrono Poetu'uez
lindo de suas loucas esperancas ........ ^g..
que elle provavelmente se aecolber idea de relia ver
0 que perdeo, e de que nao deixaro de vir-lhe as sau-
dades, logo (pie se desvaneci as pbantasias do impe-
rio Luso-Hispano com que o fascinaro. 2." Quanto
difliculdaile de se realisar no Brazil a tentativa da
restauracao \ se ella nao apparece aos olbos dos que
no interior do paiz eonspirao em favor do duque de
Braganca. como se mostrar a quem deve de estar ja
meio sedu/i'lo por seus appetites e desejos, por quem
noouve se nao a lingoagem dos lisanjeires que lhe
assegurao a simpatbia dos Brasileiros, o arrependi-
mento (\uv todos aqui tem do que fizerao em 7 de A-
brn, ea forca inametiSA do partido que o reclama co-
mo redemptor, ea anfo tl<- talvacao ? .'}." Sem au-,
xiliodas Potencias Europeas pode D. Pedro querer
tentar venturas no Brazil, muilo especialmente sendo
lalvez chamado por individuos que julga influentes no
paiz, e gozando de alto grau de populartdade. E pe-
lo que respeita a nada ter accrescido de notavel sobre
planos de restauracSo, quillo de que j se haviSo in-
Ibrmado as Cmaras em 1832, nos rogamos a Ilustre
Commisso do Senado que leiilia a paciencia de ler nu-
tra vez buns e outros documentos, e desenganar-se-ha
do sen erro. Os dados que as informacoes exteriores
tem offerecido, para se. accredilar na existencia de
planos de restauradlo, sao em 83ft muito mais forte
c seguros do que erSo em 1832.
E se nao he i.-to nssim. porque nao leve a Commis-
so da Cmara vitalicia a bondade de de<;irar-nos o
enigma, de dizer-nos (pial he a explicaco provavel dos
mesmos pbenomenos que aponta ? Se be por ventura
para bir r5qlistar a China ou o reino de Maocos, q
!). Pedro estabeleceo nos erigaamentos de fjrasteiros
mercenarios a condicao de o servirem em Portugal ou
f(>ra delle ; se as colonias militares para o Brazil, vem
para aqui s ordens do Senbor D. Pedro 2.", sem que
o seo Cioverno os lenha cncommendado : se finalmen-
te os validas do duque de Braganca blazono de seu
pronto e triunphante regresso a este Imperio, s pelo
prazer de comprometterem o nome de seu amo? F\
ra muito melbor que os menbros da Commisso do Se-
nado dissessem logo, como cerlos jornalistas tem feito.
(pie os nossos diplmalas mentem, que os documentos
m que se refercm. sao fabricados de proposito, ou que
os trez nobresParlameutarcs tem por seus agentes-
: otcias nv.iitcfrnais exactas do que se passa uaEuropai
tdera ser assim qu muitos Ibes dssesn crdito, e
era empre leguii melbor eaminhodo que o de funda-
rem-se >l econjecluras l'uteise caducas para derriba-
ren! inforrearors de lacios quc.cllcs nao tomaiao a ta-
T

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rea de explicar, apezar de ni lvamn dahi as illa-
ces que lirou o Exm. Ministro dos INegocios estran-
gciros. Todava, a Commisso entende que, no ca-
zo de occorrerem motivos supervenientes (por ejem-
plo a aparico de D. Pedro na barra do Rio de Janei-
ro, ou mesmo talvez a nolicia de haver sabido do Por-
to eom direrrto ao Brasil) o Senado deve por o Go-
veino em estado de poder sustentar o patriotismo e
vatio nacional, prestando-lhe os meios para isso
necessanos. Mais vale tarde do que nunca -, e a Na-
eo deve por toda a sua confianca nesta promessa am-
bigua da Commisso da Cmara vitalicia. Mas nao
podera tambem acontecer que aproximando-se a este
miz O ex-Imperador, apertem as saudades a alguns
dos que se derao muito bem eom o seo servico, que
lembrem logo os grandes beneficios que I). Pedro nos
faz equeo Juiisla, tem dctalbadameule apontado nos
Diarios do Rio, bem como as grandes qualidades do
Jlfiedo e Carlos Magno, fundador do Imperio ?
O cuso be pelos menos provuvel, e foi esta buma con-
jectura (pie esqueceo itluslre Commisso enumerar,
para faser ver a irrtpossibilidade das tentativas da res-
tauracao. Muito se abuza da tolerancia dos Brazi-
leiros; porem nao euidem os homens que na proxim;-
dadc do perico, nos dizem dormi, porque islo nao
ha-de ser nada nao cu'idem elle (|uc eslao preparan-
do para si camas de rozas. Quando o Brasil aeord-;s-
se, e se visse traidora, ou cobardemente entregue as
mos do Prncipe que elle aborrece, e que nao pode
oais faser a sua felicidade, seria terrivel e faria pagar
caro quelles que o bouvessem atraieoado, sua desle-
aldades ou indiffercnea. fie para evitar-mos essas
erises sempre Pataca que nos dezejamos precaucSes a
tempo adoptadas, que nos applaudiniof a franqueza do
Governo quando veio ante as Cmaras Legislativas,
ante a Na cao aprescniw seus temores, os fundamentos
desse* temores, e lser assim bum appclln tremendo
ao patriotismo e ao dever dos Representantes do Bra-
sil. Se esses forcm surdos, se derem assenso pleno s
conjecturas da Commisso do .Senado, e nos acense-
arem que durmamos-, ento(eoxal nos enge-
os !) ai da nossa querida Patria !
(Da ^/nora.)
Pede-se-nos a puldicaco do seguinl.
Llm. Sur. Doulor GomesPernambuco 20 de Ju-
Ibo de 1833Fulminado pela calumniosa iinpula-
efio de haver contribuido por icios txicos morte
(por nim bem lamentada) do nif.ii infeliz e defunto a-
migo M.r Leucticr ; ulguei eu ao principio nada de-
ver produzir em miuha dol'csa, esperando, que asim-
ples consideradlo de nao ler eu pteeiso de commetler
buma areo lo atroz, hum assassinalo, que (piando
mesmo livesse as vistas de inlercsse, que malignamen-
te se me tem emprestado, e principalmente o ronheci-
mento inteiro da iniuh% conducta ueste pas, baslario
pira desvanecer to prfida ensinuaco. Como porem
nao tenha assim sucedido inteiramente, e seja do meu
rigoroso dever, destruir ainda o mais pequero resto
de prevenco, que pOSsa manchar a miuha reputadlo,
(rdito ; tomo a liberdade de vos enderecar estas l-
uhas eom o fim de pedir-ros, me declaris ao p des-
la se entre os symptomas (pie observasles na enfermi-
lade de meu desgranado amigo, algum descubriste,
que vos fi/esst dispertar a ideia de um en venenamen-
W>; .sfva<..i(4estu.s) a que elle sucumbi, vo p-M'cce
rao efteto de alguma substneia e 6nai len-
te se a gravidade ao mal em si BMMOW riao VOS fu
suficiente para esplicar terrivel roorle di ii n<
J i ri.lo atrozmente na minba bonra, e delicadeza, eu
esfera, que me nao deneguis este Itstemuuho da '
II.;
mos
I
sa imparcialidade e ntereza. Com elle poderei eu a*
menos fazer calar meus inimigos c detractores, e con-
vencer ao publico niparcial de que a amizade c grati-
do, que sempre consagrei ao meu defunto amigo,
nunca por mim foi desmentida, eque se durante a sua
vida ella arrastou-me a concorrer com elle em actos
que meu carcter reprovava, ainda depois de sua mor-
te conservo s suassinzas a mesma intensida e pureza.
E o que nao faz ella em una alma sincera egrata !. .
Acceitai, Snr., os protestos de minba alta eonside-
raco, e persuadi-vos, de que eom a maior verdade te-
nbo a bonra de servosso auWoado c atiento ser-
voA.c Saisset.
Illm. Snr. A* SaissetDe muito boa vontade sa-
tisfarei ao que me pede. Fui chamado no dia 8 do cor-
rente mez para prestar socorros mdicos a M.' Leuc-
tier : achei-o com os symptomas seguintesFace ru-
bra ; lingoa eca no meio, e bastante saburrosa nos
lados ] respiraco fatigada, j)ulso m.ui freqnenle, e pe-
queo \ ventreelevado*, bum largo tumor Heugmono-
so no quadril direito, que pareca ter flactuarq de
liquido abscura o joclho esquerdo tobtm se acnava
bum pouco inflamado. Odoent.- queixava-se de gran-
de nppressSo na respiraco. e dor o lado direito do
pello ; aneiedade, e grande dor, e calor no tumor do
quadril. Apalpando-lbe cu o ventre achei-o timpa-
nitis o, c o doeute acusou sofrer dor cm toda a parta
que se apalpava, com parlieularidade sobre o figado.
e estomago.
A d aguse que lirei foi que o doeute sofria inlama-
efio aguda em quasi todas as visuras do baixo ventre.
principalmente no estomago, figado, e peretureco,
que os orgos da respiraco, com parlicularidade a
pleura lobem sofrio inflamacoes.
F.sta molestia s'gundo a historia dada pelo mesmo
doenle, e depois pelo professor assislenle, nao loi raa
is do qe a exaltaco ue inflamacoes crnicas, que n
doenta padeca de data mu remota, contraidas na cui-
ta d' A frica, que por varias vezes se linlio tornado a-
gudas, com causos excitantes (segundo meinformaioj
e mesmo quando foi acometido desfe fatal ataque se a
chava eonvaleseendo de huma vilenla opbetolonia,
que para ser debelada foi necessario sofrer largas san-
gras, tanto tpicas como geraes, e estando ainda bas-
tante dbil foi ex por se a golpes de calor, o de yento
na sua fabrica de desfilacho, donde foi acometido de
SUpressSo de urinas ; daqui se desenvolveo a molestia
que acabo de ex por, a qual engravessendo cada vez
mais terminla a vida do paciente no dia 11 drslr
mez.
Pela cxposco qua acabo de fazer, conhecer Mr.
Saisset que eu olribuo a molestia as causaes tanto pro-
ximasaomo remotas que concilio de Ihe expor, e nao
a veneno; e que a violencia da inflamaco extendida
a tantos o gfios, e to essenciaes a vida foi motivo ma-
is que su luciente para aniquilar a vida de seu amigo,
lie o que sobre o objecto de sua carta tenho deres-
ponder-lbe, e que sou seu venerador e creadoDou-
lor Joze Fustaquio Gomes.llecife 21 de .lulho de
1833.
Illm. Snr. SaissetReccbi a carta, que V. >.
m.e dirigi com dala de 2-2 do correte mez, e sobre
o seu objecto, sou a responder Ihe : que haveudo ob-
servado o seu defunto amigo o Snr. Leuclier duas ve-
zes, huma cm conferencia com 0 seu assislenle o Snr.
Doulor IVi.it. e outra le nesmo Medico, e
Snr. DoMtor (jomes, eni ambas a> octasiSes estabele-
ei ser victima o indi ado Sur. lienlier de huma infla-
maco do estomago, figado, in -lints, e ben> assim
de hum tumor phlegmono i. que oceupava a parte
externa c superior da cxa ti < tendia a derra-
/

ma


mi

(B15Jr
mar-se pelo flaneo do mcsmo lado, o qual segundo as
informacoes, que pude colher, havia sido precedido
de dores em as articu)a<6es dos membros inferio-
res, parecen do me serem taes sofrimentos o inevitavel
resultado de affeccoes intestinaes chronicas adqueridas
na latitude da frica, onde o paciente havia por mui-
to tempo habitado : que quanto a gravidade do mal,
ella foi sempre por mim reconheeida, atiento o gran-
de numero de orgaos losados, e a sua natural intnsi-
dade, sendo taes circunstancias mais que suffieientes
para explicar a Irthalidade dos emplomas, e conse-
cuente morte do infermo : que finalmente quanto
imputaco, que V. S. diz fazerem-lhe alguns de en-
venenamento, nada me parece mais improvavel, e
mais inroncebirel, visto que por hum acaso assaz sin-
gular, ncm mcsmo hunisimptoma houve, (pie analoga
livesse rom aquellos que sao producidos pelos txicos
corrusivos, narcticos, ou mixtos; o que na verdade
rae parece singular (como l disse) porque sendo o mal
no estomago e mais entranhas abdominaes, ncm mes-
ruo ?omitos houve. '
He o que tenho a honra de responder a V. S. de
quem souAtiento venerador e creadoDoutor An-
tonio Peregrino Maciel MontciroS. C. 23 de Julho
de 1833.
%*/%* %%v\,*
CORRESPONDENCIA.
Snr. Reda*toi\
S armas as armas! PernamBucanes o Sur.
/mJ.ii!/ Roma, reunido com certa genio trata da
iistauraeo a .eJJes Senhoras Autoridades !
Pernambucauos conhecei, quem vos forja os ferros !
O Sentinella.
Ai
*%* *%^-*,*
Soci'edade Federal.
k^Essi extraordinaria araanh as horas do costme
\*%% v<% v%%% %,
anuncios.
OAbaixo assignado faz sciente, a quem o conheci-
mento deste pe teucer, que est invertido do car-
go de Promotor Publico deste Municipio ; e que sua
residencia he na ra do Collegio no 1." andar do so-
brado D. 4.
Joze Tavaies Gomes da Fonceca.
*&* Sahro hoje a Bussola da Liberdade conlendo
m Communicado interessante.
**.%%**%*
O
egar
oje
2bj3033 do Correto.
Corrcio Terrestre de Santo Antao de ve ch
hoje (-24)e sabir amanh ao meio dia.
?^" O Correio Terrestre de Agoa Prcla sai
;24) ao mero dia levandeas correspondencias de Seri-
rinhaem e Rio Formozo.
Lefia?.
HAnaisoKS Poole & Latham fosera ieiao de 1 i ver-
sas foseadas; Sextas feira 2( do correnlc, pelas
10 horas da manb, na casa de sua residencia, ra da
^Llfandega velha n. 9.
***%%%%% %
ItM pai de esporas de prata de lei, novas, c do ul-
Jiimogosto, sem eilio : e duas rotulas de noria
mod -mas. e com iizc no arqnaeeift da ra d
Col! ';n -.-: fia d< lui.-.pio qu vi r l>a. .i...
%.:*" Sl J. Lir-hoa qual ida : no 15' i
fe, rua,daCri. uauha a
9 k |P9"Chapeos castor, brancos, e pretos de superi-
or quahdade a 7$, ditos de massa superiores a 3&520
ditos mais inferiores a 2$720, riscados larg* em cas-
salvados a 200, ditos de muitos padroes a 160, chi-
tas finas o corado a 200, 180, 160, 140, e'l20,
cambraia transparente pessas a 3$500, cassa liza mui-
to fina, e mais inferior, meias de.Sonhora muito fi-
nas, c mais ordinarias lencos blancos finos, ditos com
barra, selincta fina, dita de listra de diferentes cores,
brim de cor rom listr, dito escuro transado, e bran-
co, e xalisde inorin : na loia do Mello ra do Cabu-
g D. 6.
V?- 2 poltros da primeira muda, e um quarto
capado por fase r a segunda muda: na ra Dircita
D. 11, 3. andar.
tr^" Um preto carniceiro : na rm da Senzala ve
Iba n. 1.
*%%**%%%
Slugurts
ALi.co;\-so para deposito de gneros de commercio.
oarmazem do primoiro sobrado na ra do Sol
virando a esquina da ra Nova, lado esquerdo: t
(aliar no mcsmo sobrado.
%%%* *.*
fu rr< $
mjO da 15 do roneiite Julho um bolieiio, quero*-
latumava ensignar cavallos, por nome Firmino,
pardo escrayo de Angelo Lisboa, cimhado de Fran-
cisco Antonio de Olivoira, receben de urna Senhora
na Ponte de Uxua um cavallo para ensinar, e al <>
presente nao appareceo mais a aquella Scnliora, '.lis-
tando por noticias ter-se ausentado, levando comsigo
o dito eavilio, < qual tem os signae segundes: cas-
tanto, calcado d ambasaa ma0's, Mtrelia na testa, fer-
rado ua pa direil.i, e levou selim inglex: qualqnep
pessoa, que tiver o dito cavallo, ou souber aonde m
aeha, dando os signaes cortos, e de mancirn queseo
dono o possa haver, sera gratificado: entcndrndo-sr
com Salvador Coelhode Drumond e Albuquerque no
pateo do Carino, sobrado novo sem n.% contiguo ao
Juiz de Paz Joo Arcenio Barbosa.
OAbaixo assignado romo precisa hir a Una lugar
onde tem tambem familia sua, faz sciente a aquel
las pessoa! que o pretenderen! communirar, que a sua
ausencia ser o mais at.trinta dias.
Joo Chrisostomo de Gusm&o e M**llo.
*r^" Trocn-se urna casa de podra eral com ditas
sallas, quatro quarlos, cosinha fora, copiar, ou va-
randas, lidiante, e fftrnz, e grande quintal: na lnd<
ra da Mizericordia em O inda do lado do Nascrnlc,
defronte da casa do Cirurgiao Serpa : construida a ;V
annos: por o otra de igual moreeimento nos Riirros
da lioa-vista, ou S. Antonio : fallar no pfimeiro so-
brado da ra do Sol, que faz esquina pira a ra Nova.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 23.
RIO FORMOZO ; 24 horas S. S. Joze* Viajan-
tr, M. Hcnrique Carneiro de Almeida : assuear.
P.issageiros 3.
OfVSERVACOKS.
Fuinliarao no Lameirao duas embarcace, una Rra
zileira, e oulra Americana, ambas viudas de Philadel-
phia, c bord io duas m lia.
O Briue Doix Jnu susp ndco a qnarentena.
rLLl! UBI
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g'"'f"J.FSM"
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j? Trp m> l)i,iitio. 183.1.
X


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