Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02109


This item is only available as the following downloads:


Full Text
4I11l
aNNO Dl 183.% v
u.
TtRCA FKIRA2.3DE Jl LHO.
Vtmttrpr
\
k> s f &
Subssreve-se mciualmeiitr a640 reis. adia-itados, m Tpo-t.-fia
do Diario, pateo da M.itiiz <* & Amonio sobrado da porta larjra
onde se reccbei.i err. -poi.d.-H-ia-^. e anuncio.- estes msmem-se
rrati* sendo do proorio- awiffnwne viniente e viudo ass.-nados.
Tudo a pora depende de nos mwmos, da nossa prudencia. m-
dorarao, e energa: continuemos coiwo principiamos e renla*
apuntado* coiu aiiiin'raro entre as Xacoe>. niai cultas.
Pm'rlamavn i'n jtuetnble* Geral to Rraul.
im*nr*B*>-*
4tnpjre009 em j&ernammico por 3o?c Octoritto &e 3brcu.
WLJO^^sSga<^a^> DILS oa SEMANA.
<%%**w*v*'
W/HVVIVi*V *V%V>V*'%%V%'V%V%V**'VV
3.a -S./iftolinano-iel'^ e au.l do Ouv. da C. de m.
doCh.. edoO. doCiv. de t. P. as9h. ISm.dam.
\}- S. Chiixlina- Junta da Faz., e aud. do Jai/, dos
Feitos de m. Pr. as 10 h. e 6 m. da m.
?>.*-% S. Tiago-Pr. os 10 h. e 54 m. da m.
fi.a-5. 5w//tno-Jt' da F., A. do O. da C. do J. do F.
dem., edoJ. de F. dct. Pr. as 11 li. 42 ni. da m.
Sabbado-S. Paura!iao-l\o\.,m i]e ux. e and. da Vig.
G. de t.. Preamar aos D m. da m.
Dom. 5. Anua M<~U da Mae de Dos. Pr. al h.
18 m. dat.
ARTIGOS DE OFFICIO.
ILlm. e Exm. Sur.Ha ven do a Regencia em-Nme
do Imperador o Sur. ). Pedro Segundo por Op-
relo desla inesma data Dispensado do Comrnando das
Irmas dessa Provincia de Pernambuco o TeoeneCo*
luncl Graduado, Joaquim Jo/.c da Silva Santiago;
Determina em consecuencia a Mesma Regencia, que
soja chamado.- para exereer interinamente 0 referido
Cornmando das Armas o Coronel de Ca vallara de 2.'
Linda, Francisco Jacinto Pereira. O que partecipo
a V. Exe. para seo con heci ment e execuco. Dos
Guarde a V. Fxc. Palacio do Rio de Janeiro em 22
Snr. Presidente da Provincia dcPernambuco.Cum-
prn-se e Registe-se. Palacio do Governo de Pernam-
baco 11 de Junlio de 1833Santos.
Tllm. e Exm. Snr.Tendo cu ja communic:tdo
;i V. Exc. aehar-se dispensado do Cornmando das Ar-
mas dtssa Provincia le Pernambuco por Decreto de
22 do correte mez o Tenerte Coronel Graduado Jo-
aquim Joze da Silva Silva Santiago ; julgo do meu de-
ver partecipar ;i V. Exe., que A Regencia em Nomc
do Imperador o Snr. D. Pedro Segundo Houve por
Ix'in na mesma data Mandar encarregar o sobredito
'lenle Coronel do Cornmando de todas as Tropas da
Provincia do Maraiihao; ordenando-lhc, que lepo
(fue logue o Cornmando das Armas, parta immediata*
rneijte para eu novo destino. Em consequenci.i pois
V. Exc. facilitar os neceasarios meios para a prompta
execuco das ordens da Regencia. Dos (rtrde a V".
Exc. Palacio do Rj de Janeiro 26 de Junho de 1833.
Aiitero Joze Ferreira de BritoSnr. Presidente da
Provincia de Pernambaco. Comprase e Registe-se.
Palacio do Governo de Pernambuco 2-2 ele Junbo de
1833Santos.
* XV *, fcV
RIO DE JANEIRO.
mrlMos lolkas da Capital ale 11 de Jnnbo, ,
eidligunos estar aquella Provincia emsocegoi no
prximo n." publicaremos o que nellas hqnrer domis,
intcressante.
i .lMlas
i!
CMARA MUNICIPAL.
23.a Scssfro Ordinalin do da 19 de Junho de 183.
Viw.7Anv.cik do Sn. Doutou Mavigmr.
COMi'AiiKr.r.nXo os Snrs. Gmelo, Silva, Doutor Pe-
regrino Maciel, e Oliveira, faltando com cauza
os Srs. Paula, Mello Cavalcanti, Ludgro, e Estoves.
Aberla a sesslo e lida a acta da antecedente t'oi san-
cionada por estar conforme. O Secretario fez a lcitu-
ra do expediente. Iliini officio do Fiscal da Fregu-
zia de Santo .Amaro de Jaboalao remetendo a contado
niajia das escollas que se llie tinha pedido : a Camurn
icou inleirada.
Outio d:: Olmara Municipal da Cidade do Rio de
Janeiro pai tecipando a remessa das medidas de liqui-
des, e secos, que se Ibe haviao pedido em officio de 7
de Fevereiro ultimado.
Ouro do enearregado da sustentaco dos presos po-
bres du-Cadeia, pedindo escusa da administradlo, e
jinriei-pando que so servia ate o ultimo do corren te :
posta a materia a vofaco, resolveo a Cmara, que st;
Ibe concedesse a cscuza, partecipando isto mesmo ao
Exm. Presidente para qu com tempo podesse provi-
denciar a respeito.
Outro do Exm. Presidente sobre a limpeza das r-
as, caes, e Praens desta Cidade, principalmente da
Praca vde Palacio : inleirada.
iNinguem appareceoqne qnisesse laucar as obras,
([ue ba muilo ando em praea, resolveo a Cmara que
o contracto das bancas e repe/.os, assim como as obra*
cottCinuassem a andar em Praca, porem que o contrac-
to-das cazas da Ribeira do Peixe, e Praca de farjnba
deste Bairro n$o fosse mais apregoado at segunda or-
dem.
A Coinmissffo encarregada do exame das contas do
Administrador do sustento dos presos pobres a presen-
tou o seu parecer relativamente aos mezes de Abril e
Maio, e a vista delle foro as mesmas aprovadas, ba-
vendoem favor do Administrador bum saldo de 2,955
reis.
Resolveo a Cmara que se e^tregasse ao encarre^a-
do do sustento dos presos pobres 400-^000 reis da
quota do mez actual, queja devera terrecebido no i.'
do mesmo.
Sob informaco ilo Snr. Camelo, resolveo a Cma-
ra, que o Fiscal deste Bairro providenciasse sobre os
abusos praticados por os Soldados, que eslo a sxia di's-
posiro na pr.ica da farinha.
O Snr. Camelo indicou a necessidade da seg inte
Postura addeionalHe probibido a venda ao Povo do
remedio sob a denominaeao deLe J>oyse ja por
Droguistas, Boticarios, ou outras quaes quer pessoas,
e somonte os Boticarios o podero vender coin receila
dos Facultativos : o qu conlraviei a presente Postu-
ra pegar a peni pecuniaria de SOFODO reis c corpo-
ral de 8 dias de priso, e mais perder toda aquanli-
dadede remedio, que ti ver. e se Ibe axar ; e na rein-
cidencia soircr o duplo das uipncionadas [lenas en-


i1 ^
r
^M_


i
tfSTJ
ndAilo em discusb > e dcpoii cm votarlo fui approva-
da.
O racsmo Senhor Camelo propoz mais a seguale
Postar addcicnalFie i prohibida a venda d'agna d'
Minda para o consumo desta Cidade: os que emsc-
mediante genero Ira-fteo somenle a podero mandar
-conduzir flasbicasdo Monlciro: os contraventores pa-
gars por a prioieira contravenclo 12"S res por cada
huma canoa, que br encontrada com a referida agOa
de Olinda, ruja pena na reincidencia se delirar, e
alem disto o Fiscal, procedendo os necessarios termos
ara deitar fura a agoaruja proposta depois do discu-
tida foi approvada, nomeaudo o Sur. Presidente os
Sen llores Doutor Peregrino Maciel, e Camelo para re-
dtgirem aquella e darem o seo parecersobre estaNao
haveudo oais nada de urgencia traetar na presente
sesso ordinaria o Seuhor Presidente dando a inosmi
por encerrada alerantoja a sessao* Joze 'lavares Go-
lpes da 1- onceca Secretario a esorevi.Doutor Uavig-
nier, Pro P.CameloSilvaOlivciraDoutor Pe-
regrino Maciel.
CORRESPONDENCIAS.
Sur. Redactor*
fw\Y.-\o apparecido no seo Diario de. 10 do correnta
8. huma declararn, de (jue eu nao tinha assignado
a representaco, intitulada contra os Caramnrs, e
leudo essa declaraeo sido feila com tai malicia, poda entender (bita por miin, julguei, que, como
primeiro passo, devia eu rogar-lhe, que pulnicasse se
tinha eu sido o seu author ; agora, que a vista do sua
decluraco no N. l.)4, se ve, q' no'ui, re>ti-me dar,
mo amante da mi ola reputaoo, os motivos, porque
nao quiz -assignar tal represen lacio.
Antes porem de o fase r seja-me licito discr-lhe, que
o nao ter eu a honra de ser couhecido de \ me., nao
he bstanle, para que nao possa Vmc. conhecer hura
" inimigo meo quando pelo aclo de ter elle mandado
publicar o meo nume, 8 de mais dous, nio sendo s
trez, os que deixamos de assignar a representaco, bas-
tante claro denota, que tal fez para denegrir a nossa
boura, e quem procura denegrir honra de huma pes-
so.i. nao pode ser seu amigo-, principalmente nao ha-
vendo na conducta dessa pessoa mancha alguma, pela
qual nossa desmerecer na opinio de seus coneidad-
os. lobem o epilheto, que ao author da deca ra-
-cao dei de intrigante, nao deixa delhe ser apropriado,
por quanto elle se procura encohrir com o manto do
esredo para mais lacilmcntc dirigirme suas pestilen-
las setas; porem nao as temo, e desejara muilo. que
com mais generosidalle nao se escondesse de imi inimi-
go, que elle nao pode temer. O desejo, Sur. Redac-
tor, que mais levo a peito he, que. se nao veja neste
acto meo de nenhuma surte satisfaco dadaaos influen-
tes da represeutacio, cujo bom, oumojuizo a meu
respeito em menos przo; sim (pie se veja hum justo
- tributo a opinio dos homens sensatos, a qual anhelo
conseguir.
Nao assignei a representaco, quando para isso fui
incitado, porque sendo esludanle. e estes guardas naci-
onaes, quando apareeesse, nao sc> os restauradores,
porem mesmo nutra qual quer desordeno, as aulhori-
dadescompetentes, se jntgavsew conveniente, o ar-
mara, c ma-.idariao para o po*to, (pie aos guardas
nacionaes compete em semelhantes cazos. Quando nao
foswm guardas nacionaes, os esludanles sao Cidados
do Brasil e como tacs obrigados a defender o Imperio
por lauto nao ludia a representaco por fim, M uo a
oi&reeflr-se para t^cumprisiento de huma obrigaeo.
'..isit' ojQ'erla Mi^mle ser feita, ou por quem
desconheie a forca da obrigaeo, ou por espirito de a
dulac;, ou outro qualquer motivo occullo da parle
de seus influentes : o primeiro nao se pode suppoi'
nos qjesmos influentes, a quem abrilh oilo talento-; /
nao vulgares : a ser Retribuida a representaco aos ou '
tros, eljes nao prevalecido, quanto a mim, e por foso
nao a assignei. Acrecendo alem disso a meo respeito
-hum motivo ponderoso, que expuz a quem me aprc-
sentou a representaco para assignar, c vem a ser, que
achando-me a concluir meos eslndos uestes trez me/.e-,
o ha vendo de retirar-me desta Provincia nesse lempo,
intil se lornava a minha ossignalur'a, porque, se o
duque de Dragonea viesse a Pfirnambuco, o que eu
nao posso crer, nao poderia ;>qui chegar se nao pelo
menos daqui a seis me/es tempo cm que la me ocha-
ra na Baha, ou Rio, oiideumprira o nieu dever:
nao (luciendo praticar assim huma verdadeira quijo-
tada, (pial a de promeller derramar a ultima gota de
sangue, saliendo qus nao me adiara no lugar ao lem-
po da precisao. Longo de mim com ludo pensar, que
todos que assignaro a representaco foro levados dos
motivos, que expuz, os quaes s appliquci aos influ-
entes : por quanto sei, que a excepeo (lestes hum
grande numero foi levado da considerarlo, de que e-
ii ella neeessaria para lser conslar-ao (invern o pen-
sar dos Alumnos do Curso Jurdico; consideradlo fin-
ca na verdade, porque o Governo devo estar certo,
independente de taes representarnos, nao s dossenli-
mentos dos estudontes, mas de todos os Brasilefros,
(pie nao podem querer de maucira nenhuma a antiga
ordra de conzas ; porem respeitavel, e digna de en-
comios : outro grande numero assignou pelas instiga-
cous dos que nndavao com as listas, e temores de se
verem laxar tle Caramura, e de verem seos nomesno
Diario ; ameucas, que os influentes QzcrSo publica-
mente : restando so, alem dos que nao assignaro, que
nao foi pequeo numero, os influentes verdadeiros 1-
beraea de tiros, tolerantes de ameacas, infamantes das
alheias reputacoes com avisos equvocos, e rheios de
maldade, esfaimadas serpes da sociedade civil rechei
atlas de exnectacoes em pingues lugares, aos quaes
faltavap celehridade, e mostras la influencia que lem
na opinio dos Acadmicos, influencia, que julgo
possuir em summn grao.
Rogo-lhe, Sur. Redactor, queira inserir essrts mal
trabadas linlias, de quem tem a honra de ser rom con-
sideraco, e estima
Seo muilo attento venerador.
Luir Barbalho Muniz Ftiza.
' Olinda 20 de Julho de 1833.
S/ir. Jiedaclor.
mjO seo Di.irio de 1(J do corrate Julho vi huma
1\| declaraeo, que Vni. fez dos esludanles da Acade-
mia de Olinda, que nao quisero assinar hum reque-
r ment ao Exm. Sur. Pre/.idente contra os Caramu-
nis, cuja declaraeo enserra somenle os nomes de trez,
quando foro mais de quirehta, e nesse numero dos
trez vem o*meo nome. Isto parece de. proposito pra
me tornar odioso para com o publico; nao digo por
Vm-, porque estou persuadido, que nao o fez se nao
por inbrmaco de oulro, quesempre se fingi "meo a-
migo, e que esenndeo-se com o rundo me tralur liunia,
e roaisvezes, que elle poder, porem como son assim
increpado, e maliciosamente a presentado ao publico,
permitta-mc Nm. que me defeiu'.a, pura o que Ihe ex-
porei o caso.
Chegando a Accadeniia no da 15 de manh, veio
ter rommigo o Sur. Felis Pxolo de rito, para que
eu assinnssc huma petico ao Exm. Snr. Prezideutc,
iu qual se tratando da mensagem do 1 \m. Jlioistro
v-.Ji



TmT)

miiifiii mm*
dos Negocios E.vlrangoiros contra uCiaumnis ofe-
recio-se os Aocademieos pura pegar em armas contra
enes, c pediao ao Exm. Sur. Presidente, armamento
piv$L isso ; respond, que ea considerara extempor-
nea e.-sa pelico : e mesmo impoltica ; extern
jmporanea
porque tendo sido a mensagem feta a Cmara, cuja
tnaioriti tem sempre apoiado o Governo, e que ella
tendo exigido os documentos comprobatlvos dos fados
refrendos na mensagem, e tendo o (roverno dado-lhe
yses documentos, deviamos esperar pela dicisao da
Cmara, e conforme ella procedermos; impoltica,
porque aparecendo huma (al represonlaco, e a seo
exmplo muitas, antes da decisao da Cmara, poderio
ellas colocar a niesma Cmara em circunstancias de a-
dotar medidas extraordinarias, sempre perigosas em
qualquer Governo, contra os consellias da prudencia.
O Sur. Pexoto se op/. aos meos argumentos eu
ibe declarti, que esta era a mo ha opinio, e alie por
isso eu nao assinava. Pussou-se islo, e dopoi> ouvi
dizer, que aquel les que nao assinassem o requerimen-
to serio declarados no Diario, pareceo-me sto exoes-
=>o da mocidade, e nao acreditei, qne assim se quisesse
adquerir ussinanles; eis que de entre muilos aparece
no Diario o meo norae, e de dous dos meos collcgas,
Jium dosquaes nao tenlio a salisfaco (o Sur. Fina) de
conhecer.
Eu nao crimino similhantcs assinados, nao os fi.-o,
mas nao prohibo, que se faca ; he hum direito de que
lodos goso (o de pelico) e cada hum tem direito de
uzar, e deixar de u/ar deile, como qui/.er, e que cri- !
' me tem aquello que nao quiz uzar do seo direito? Por '
que motivo se ameaca, e.e expoem a odio publico,
quem nao quer uzar do siu direito? O meo fingido
amigo asendo, ou informando ao Snr. Redactor para
lser aquella declara' o, nao teve cm fim ai nao me de-
xacredicar, ou pura com o publico, ou para com o Go-
verno, mas enganou-so 5 porque o publico sensato rae
nao julgar se nao pelos meos fastos; elle (leve saber
por experiencia, que aquel les, que mas me procura-
vao tornar odioso, foro os mesraos, que o engwaro,
e logo que adqueriro seos votos, declararo-*e inimi-
gos daqu<||(.s mesmo?, que os apoi.tvao, e di lendio
cootra mim \nma proCurei engaas' o povo para
onterseos .i. a para empreo, porque sempre me
parece-, ,, (io \lomf>m de bem, aquello que .por
engao.-, t ingimeutos illude o*seos concidadog pa-
ra obter d. I, sufragios, que com a franqueza, e lisu-
ra de carcter na bleria jamis. Para com alguns
osmembroi do G< reruo, e 110 meo msmo dallc-
preseirtaco Nacional, ,11 sUU conhecldo de muilos*
nos, c nao he por es*, deebracVque perders
para commigo a atlenco, com que de mullo lempo
me tem honrado. Nao tenho imbem necessdade le
nt.w!, nPa,nrr'Sm da m"!lU P"^ remo Ullvez
pretenda o meo finirlo iml.r. iv- 1 1 1
u alarma ,w, "% a S0, "M e dePramandu
alarma, o susto noscoraces das famitiias, que po
aeremos salvar o Brasil q>- .'.'
ims una da 1831 al tole, e estai l,.i 7 i,
* i,,: .i., p ,. 1 CMaa le*s existem anda.
1 c, da h(g,aa l.rou ao Gov, ,no tooa awo. deo
Ijsemblea todo o poder. O Governo se vio por L
i
ras circunstancias era difcil calcular toda a externa*
do perigo.
utra lei tirou oas militares o nico insentivo de
fideldade, e adbeso ao Governo, e estimulo para
serrico. Prohibindo as promoces no exercilo, re-
du/if) essa clace ao desespero. Nenhum Alleres fas
servcos, e se expoem a perigo sem esperancas de pas-
sar a Tenente, CapitoL&e.; essa lei liramlo-lhesa
esperauca de milhora nuwidio-lhes as saudades da Ad
ministraos*) passada, o odio da presente, e aumentos
assim as fileiras dos inimigos da revolucao com aquel;
les mesmos, que a linho feito. Outras leis recluzi-
ro os Prexidentes de Provincia, a Presidentes de
Conseihos deliberativos, e infraquecerao assim as mo-
las da admiuislraco. As Jis do Orcamenlo tirarn
ao? Ministros ta Guerra, c da Marinha, os mcios dt
sustentaras defesas necessarias do Estado 5 hum vio ;<
Marinha apodrecendo na baha do Rio de Janeiro, se
os OfhYiaes empregados, em embarcaces do commer-
cio, e barcos d'Alfandega, ou passeando pelas mas da
Cidade cm detrimento da diciplina militar, e outro as
forlalesas, e fortificacSes arruinarem sem lhe poder
dar remedio.
Outra lei (a da Guarda Nacional) exlinguindo a
milicias creou cor pos iscados dos partidos, e deo-liies
cheles tirados dos mesmos partidos, nao deixando ao
Governo hum motivo de conftanca nesses cor pos, neni
aos SfOS oTieiaes hum principio de dependencia, adhe-
zao, e fidelidade ao mesmo Governo. Ao mesmo (pie
aumentou o numero dos descontentes pelos olHcaes,
que se vi rao de repente sem exercicio. Os inimigos
da revolucao aproveitaro-se dos males provenientes
dessas lei.*, e os atribuiro ao.Governo. Gs homens,
que devio sustenta-lo deseonfiaro clolle, e elle lom
sido obrigado a procurar empregados para os altos eui-
p'egos das Provincias, e da Naco, onde nao lhe tem
sido fcil a ha-los capaces como em seo relalorio fa/
ver o Ministro do Imperio, o Snr. Vergueiro.
Neste estado de triste posico o Governo tem sido
obrigado a procurar hum apoio da Cmara dos depu-
tidos, e para bte-lo, se tem deixado dominar pov
muilos dolas ; que por nenhum principio poderio ter
alguma influencia. Eu lenho dito, (pie o Governo
nao tem volitado sua ; porque para ter huma vonlade
independente, he necessario ter independencia, e o
Governo a nao tem Muita gente h, que ineapases
ele cal ular todos os males, e beneficios de huma lei,
atribuem os mesmos males a couzas difTerentes, e pro-
curo o remedio, onde elle nao existe !
Outros muilos males eu poderio enumerar aqu,
se nao fossem os limites, que devo conservar. O re-
medio delles nao existe nessa pelico dos Senhores Ac-
cademicos meos collegas, existe na Cmara, e a Assem-
blea Geral, reeorho pois a ella, que eu estou pronto
a unir-me a alies. He nisto, que eu faco boje consis-
tir o patriotismo, e nao cm requerimentos assinados
por muitas pessoas, que "as OOCasioes, ou nao apare-
cem, ou rilo eslo reunidos, por so acbrem muitas
vezes es pal hados por casas de seos pais. Eu tenho di-
to, que nao erimino esse procedimento, mas toei"
nao eonkeco razo para se me criminar, porque nio
quiz partilbar com ellos essa gloria.
Como. Sur. Redactor, em seo Diario foi (eitm a o-
diosc decl.i'Mco contra mim, espero lobem, que pu-
blique nelle estas linlias, se nao [Kir ann'sade, ao me-
nos por equidade ; pelo que lhe ficar. muita obriga-
do o sea criado.
V. /'. I, Fran le,

u.
I
J!a


I
(636)
Caa, i/ue Intu Pernambucano livre dirige ao Re-
dactor do Velho de 1817.
Snr. Redactor do Velho de 1817.
AC\bo neste momento de 1er o primeiro n. do vos-
so infame Peridico, e confesso-vos, que fique
sobremaneira assombrado da petulancia eom que bus-
casteis imbair no Povo mais livre as ideias mais escra-
vas ; e assevero-vos mesmo, que se nao conhecera a
quanto chegnr pode a audacia de hum vil Caramun,
cu por certo atribuira o vosso arrojo a algum excesso
de loucura ou embriaguez. Vos na verdade conheeeis
bem pouco o carcter do Povo, que acabaes de insul-
tar ; julgaes scm duvida, que eslaes em elgum canto
do Japo ou de Constantinopla para dcspeja:laniente
pregar ideas, que taes: porem nao : vergonzosamen-
te vos enganaes : vos ests em Pernambuco : na Pa-
tria dos Antonio Henriques, e Domingos Thcotonios}
em bum paiz classico de Liberdade : entre bum povo
em fim que vos far pagar caro a vossa ousndia, se vos
.itreverdes a lamentar a ausencia de hum principa cor-
rupto, de hura mo Pat de Familia, de hum adulte-
ro ; em huma palavra de hum perjuro que bem longo
de ser o protector das nossas liberdados, como nos pro-
meten, mandou despticamente ao patbulo os Cane-
cas, Montes Agostinhos, e quantos tiverao a heroica
oragein de I he lembrar esseus mais sagrados deverrs.
Os Pernambucanos, Senhor Redactor do Velho de
1817, sao com effeito assaz prudentes \ porem he nc-
cessario, que vos nao abusis desla virtude : se conli-
nuardes, vede, que vosarriscaes a ser victiim rio sen
justo recentimento: estaes ainda em tempo de vos sal-
var : e eu vo lo pesso, que o facaes, nao por amor a
vossa patria, por que vos por certo sois surdo aos seos
sis, Snr. Redactor do \ elho de 1817, que eu vos
dou este salutar conselho, porque temo a forca dos vos-
sos raciocinios: pelo contrario : eu passarei na pri-
me ira oceasio, quetiver; a vos convencer da vostt
nulidade : falla re i nesta6 supostas virtudes, com que
queris adornar huma fera de tal natureza : nao me dis-
cuidarei m.m0 de tocar nestes(q'vschamaes)orimesd!
Regencia ; en to con hecer-me-heis tal vez bem de per-
to ; e tereis ocazio de observar se sao ou nao bem
fundados os meos argumentos. Muitas outras cou/.as,
Sr. Redactor do Velho de 1817, podia dizer-vos: po-
rem temo desperdigar to precioso tempo com vosco :
do que venho de vos lembrar, podis com evidencia
conhecer dos meos sentimenios, e por ellos njuizar rl.i
maior parle da Provincia, que me vio uascer : desen-
gauai-vos pois que as vossas palavrasno lasein fortu-
na em Pernambuco: os Jurados ho de inalive!mente
punir vossa uusadia, se antes disto nao levantardes a-
prcssadamcnle o vosso mal desposto campo.
Eu me as>igiio, Snr. Redactor do Velho 1817.
O iaimigo da infeinal cahilda Caramilla Chumbei-
ra.
O
ANUNCIO.
Abaixo assignado communica aos Seuheres Re-
, dactores desta Cidade do Recife, queteni serado as
funcoes de Promotor dos Jurados nes abu/.os da Li-
berdade de Imprenta, que por eleicao exercia ; e a-
gr.idece nos mesmos Snrs. a prompta remes* (pie sem-
pre fizero dos Impressos. Outro sim communica
aos mesmo Srs. qae d'ra em dianle devem r-
ter s Lmpreasos no Digno Promotor Publico, quena
conformidad? lo Cdigo do Processo li elcito.
t 'aetau<> fose d,i Silva Santiago.
I
-**"'
(2;?)
3bi.3cg Do Ccrteic.
Lancha Paquete N. S. da Penha, recebe a m/-
Ja para a Baha boje as G horas da tarde. *.4
^C?" A Sumaca jLaurentina recebe a malla lioje
.'?) as 10 horas da mauha para Santos.
A
U\M \S*%%
Heao'.
t^j-0 da 24 do corrente, pelas 3 horas da tarde, laz-
1^1 se leilo de urna prcao de couros de cabra rorti-
dos, em lotes do cem, e de du/entos couros 5 bi/.erros
da trra, e camurens branca, no armasen! de trastes
na ra Nova junto a ponte da Boa-vista.
v \% \u liv
UMa duzia de cadeiras de olho, o um camapc de
muilo bom gosto ainda nao servidas : na ra do
Rosario estreita na toja de trastes D. 20.
^s*" Tima pnrco de tabeado de Ionio : i1;l rni{ ,lo
Encantamento armazem u.' 4, e lambem se vende eni
porcoes pequeas.
V. ^ Uro preto carniceiro: na ra da Stenzala ve.
Ib
a n."
A.
v** **
SHluaisH*
m Lj.it; A-se por preco commodo urna rasa lerna na
lm.rua Nova da Cidade de Olinda, com nm bum
quintal de arvores fructferas, a quul tein suficientes
commodos para pinlquer familia : fallar com Fer-
nando Affonso de Mello, ra de S. Benlo, sobrado
da esquina, que fica quasi defronte da guarda velba.
i\ti\iut m
OS Snrs. Caelano \rente de Almeidada & Irmao
quero declarar a suas moradas, para se lliecom-
municar negocio de sru proprio interesse.
^^a* Perciza-se de 500^ rcis em moeda de cobre
(ou em fa/.enda por preco commodo) a juros de dois
por cenlo ao mez por esparo de quatro me/es : hipo-
teca-se para seguranca urna parte que um herdeiro
tem em um engenbo de faser assucar, moente, e cr-
lente, situado no Sul, distante desta Praca treze le-
goas. cuja parle Coi avaliadeem 1:700$) reis livre dr
duvidas, como se far ver com todas as provas, e do-
cumentos : anuncie.
^T^" Percisn-e de um cont, e duzeutos mil reis
eom o premio de dois por cento ao mez, com hipoteca
em de/, esclavos ladinos de todo o servico, por tempo
le um anuo; que antes deste tempo ser inclemnisa-
do: anuncie.
<5^- Pereisa-se de una Embarcaco para condiv-
zir a Babia duzentos r tantos volumes de l'asendas que
foro salvados do naufragio do Bricue Inglez Clyde
em pnta de pedras: quera n liver diiija-seao Escrip-
torio do Consulado Britnico: para se tratar do (rete.
tpy A Typografia de Pinheiro & Faria percisa
de um oficial compozitor ; quem qnicer dirija-se a
mesma, n| ra dasCru/es D. 5-
x
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio en ti ado n o da 21.
RIO df. JANEIRO ; 21 das; E. Jhpmce, Cap.
Joze Joaquim Garca: carne, xifre, esebo: no mes-
mo Cap.
Saludos i/n mesmo dia.
jOSTON; B. Fsct ,ia Arar. Bnu, Cap. Tobia *
U Da ves. assucar.
RIO rr. JANEIRO; B. .V, Afanoel Augusto, Cap
Joio Mocl Altes : lastro. Pas*ageir ifci;s.7Jrj Tj f M>Ui^no 1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBKQCBUXR_6VRUXN INGEST_TIME 2013-03-27T14:04:51Z PACKAGE AA00011611_02109
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES