Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02088


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Full Text
-*
MM
ANNODK 1834.
QUINTA FRIRA .30 L)K JANEIRO NUMKM.O 307..
*>
|
...

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y

Substreve-se mensaluionle a'40 res. adiaiitari<>. Tiuo lo Diario, pateo da Matriz; ((< S. Antosio obrado < ,na lar^a
rtde se rece I m cdrrspond'encMM, c wtnoiuc j este* tusircm-se
gran* sendo dos proprtos assij>naiiie? simiente e vindo assigaados.
Tudo agora depende de nos mesmos, da nassa prudeacia. rao
(i.racao, e enereia: continuemos coma principiamos e seremos
apuntados com admiraco entre as Kacoes mais cuitas.
Pioclama^o da AsstmbUi ernl du iran
^mpxtz&v em pemsmbuco por 3o?e Victorino ue atoteu
DAS na semana.
%%V% **%**%V'*****%%'%'*%V%''%%%'**'** *%*%*%*%*

ft.'S. M,minha-v\v\.im de m., Aud.dosJ.* doCiv.
de m. e de t., e Ch. Pr. as 8 h. 30 m. da m.
ti.a-.S'. (7/<>-Ses. da Thez. P. de m. e Aud. do
I. de Orlaos de l. Pr. as 9 h. 18 m. da m.
Sahbado-3. Ignacio- Rl "" de m. f aud. do Vig.
(j. de i. Preamar as 10 b. 6 m. da m.
l)oiu. .S'. ['/sculo Preamar as 10 h. 45 minutos
..**%%/x%*..*^*-**** *****
RIO DE JANEIRO.
JA varios Jornaea desta (lorie tem publicado com
exartido oretatorio dos aeontecimentos da tarde
do da do correle; e as pecas omViaes, que ueste
Correio t mis dado aosleitores, poberio bem dispen-
sar-nos de repetir o que j lodos sabem, se nao fosse
o aUendcrmosqtie os Brasileiroa das Provincia* amo
le condec ment dos Tactos da Corle, at por diversas
f'ollias.
O Povo, que no dia 2 do corrente sobira grande
indignacin vista de huma pintura, que a Socie.dade
Milita, Iluminara na frente da casa, em que fazia as
Ma* SessSes, reunio-.se nesta mesma oitc bradando
ue se fi/es-e arrear o painel, em que acreditara ver
o retrato do t*X Imperador ; e o Juiz de Paz do Dis-
tricto, depoide varas admoestacoes, anuio ssnppli
cas do povo fizendo levar para sua caza o dito painel
sobre o qual fez o auto, que j em o outro numero pu-
blicamos.
A Sociedade Militar, que havia incorrido as sus-
peitas do povo por este, e por ontros motivos, prin-
cipiou logo Convocar huma Sesso extraordinaria de
todos os seos Socios para a tarde de Quinta feira 5 do
corrente. Coneorreo nao ptmco para a explnso dos
Brasiteiros nessa larde contra a Sociedade Militar as
provocadoras Proclamaces do Fsbana, que parecio
relativas bum propinquo accometlimento dos restau-
radores, e lambem a publicaco, no mesmo dia 5, do
novo peridico o Fado dos Chimangos, que poz re-
ale a tudo ijuanto a ouzadia, a impudencia, e a tor-
peza de eser i plores anarchicos tem at hoje vomita-
do.
OPV(l, pelas 4 horas da tarde, tempo em que a
Sociedade Militar liona de celebrar a sua Sesso ex-
exlraordin aria, juntou-se no largo de S. Francisco de
Paula cheio de lodiepacfo pelo acinle, que aquella
Sociedade pareca querer fazer-lhe. Acorrreo logo o
Juiz de Piz do Deslricto, e tambem desta vez teve de
ceder s repelidas representacSes do povo, para se
dar busca na casa la Sociedade, por se ter espalhado
a noticia de que ali se bavia de vespera oceultado ar-
io miento. Os Socios nao com parece rao ; e apenas se
fes a coneesso da busca, formou-se huma torrente de
povo, que innundando aquella casa, e nao achando o
nruiumenlo, que se dizia escondido, passou arrancar
da fr nte o rotulo deSociedade Militar, que ali
exislia ern grandes letras de uro sobre campo de azul
'ferrete. Nao contente com este desafogo da sua indig-
/naco, lancou das .mellas- io largo a mobilia, que
guarneca as sallas das Sessoes.
Comecou-se logo organisar bum requerimento ao
Governo, em que se pedia a dissoluco daquella Soci-
edade, suspeitada de centro dos restauradores ; e a
suspenslo do Tutor de S. M. o Imperador, sobre o
qual de dia dia, maiores desconfianens cahio dec-
nivencia com os inimigos da Revolueo de Abril. Ma-
is de mil assigmturas cohriro este requerimente, que
fo d'ali mesmo remeltido ao Governo por intervenco
dos Juizes de Paz.
Nem parou aqui o movimento que se haviar come-
cado contra a Sociedade Militar; hum excesso he
sempre pr ludio de outros. Mas o carcter doce dos
Rrasileiros bvm se manifestou nao se poder mais con-
ter vista das repetidas e insolentes provocacoes dos
restauradores, em folbas por elles mantidas, e escan-
dalosamente propaladas, nao se vingou com sangue,
nem concorreo armado para esse desafogo, que era f-
cil de prever as circunstancias, em que nos achava-
mos. Os mais esquentados desta reunio concertaro
entre si destruir ns duas Officinas Typograficas Para-
guass, e fliario do Rio, como fontes das mais in-
solentes doutrinas Caramurs, e da imoralidade, com
que os Escriptores desse credo pervertem o povo inex-
perto.
Feito o estrago destas duasTypografias, surprehen-
didas por dous grupos de gente irritada, sucedeo tam
bem o apedrejarem as janellas daquellas pessoas ha mul-
to indrgitadas como mais influentes as maquinages
da restaura! ao.
Entretanto havia chegado ao largo de S. Francisco
de Paula a resposta do Governo ao requerimenlo que
Ihe fora ^presentado ; eera que tomara em considera-
cao o pedido, mas que convinha tranquilisarem-se os
Cidados, recolhendo-se s suas cazas, e confiando no
Governo que vella sobre a seguranca Publica. A re-
unio comecou a disfaser-se, e o resto da noite pas-
sou-se sem novidade.
No dia 6, tambem de tarde principiarao de novo
juntar-se os Cidados; mas apenas os Juizes de Paz
Ihes fizero ler a Proclamaco da Regencia, que j
tambem no Correio publicamos, elles se retiraro tr-
quillos esperando com tudo as providencias que o Go-
verno dar, depois que deliberar sobre o requeri-
mento, que Ihe fora apprezentadj.
O ordem do dia 7, publicada ao Exereito, he j hu-
ma parte da attenco, que merece ao Governo o re-
querimento do Povo. Sem sahir da rbita da Lei,
elle acabou esle motivo de suspeita, que a Smciedade
Militar oerecia aos bons Cidados, pondo em alar-
me a Cidade, e em perigo as vidas de muitos de seus
membros, que aeintosamente quererio ainda reunir-
se.
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Confiemos no Governo ; elle tem dado provas de
que he Nacional, e deque promove os Leus, que nos
devem resultar da Regeneraclo de Abril. Em quan-
!o marchurmos em eonformidade com as Leis, e sem
quebra da nossa Nacionalidade, seremos forles, e se-
remos gloriosos.
__ Os nossos provocadores desaparecem logo que a Na-
<;ao Ibes mostra huma atitude respeitavel ; o ltimos
acontecimenlos, que temos relatado, provlo bem qui-
to sao (raros aqueles que pretenden! triumphar oflen-
deudo o bro Nacional, que resiste, e resislir sem-
pre a execueio dos seos negros planos.
Nota-se ainda alguma desinquietado no Publico,
porque tem-se espalbado que os Restauradores tem
formado reunies em diferentes lugares com animo de
agrcdirem aos Brasileiros livres, e amigos do Throno
do Senhor I). Pedro II, mas esperamos que todos os
espiraos soceguem porque o Governo est muilo vigi-
lante, e se agredirem nao ficaro impunes.
(Do Cenco Official)
Requer intento que a $. M. I. oSnr. D. Pedro
2.' dirigi o Vovo.
SENHORA Vossa Magestade Imperial nao sao
occullas as maquinaces 'eitas pelo Tutor /02c Bo-
mJacMde Andiada e Silva contra a Liberdade e In-
dependencia da nossa commum Patria, como contra o
lhrouo de V. M. 1.
O Brasil todo sabe que pela abdicado do ex Impe-
rador tentarlo os bem conhecidos Andrada* oceupar
o Poder supremo do Imperio, e para esse fim pratica-
rao quanto a ambicio podia aconselhar-lbes; maso
Brasil de 1831 nlo podia supportar o jugo de Ier-
ro, sob que gemeo em 1822, e 1823 : o" Brasil os re-
peli.
O amor proprio, eorgulho destes mos Brasileiros
puados, Mies inspirarlo a principio dezejos de vingl-
ca: ligJiao-se com os descontentes de 1831, e princi-
pios de 1832, afiancaro-lhes quanto o sen ardente
patriotismo Ibes figurava til ao Brasil, e a final o Go-
verno de V VI. I. |hes transtornou os planos, sendo
victimas os homens que elles allucinaro, e seduzirlo
com promessas lisongeiras, mu irrealisaveis.
Desengaados de ganharetn com este pertido o que
elles perlendilo, procurarlo conciliar se, e efectiva-
mente se conciliario com os restauradores, e com elles
Wlfo urd.n.lo os damnados projectos de demolir o
lhrono d Abril, ede chamar um Principe eslrangei-
ros para vir satisfacer suas corrosivas paixoes. Nn-
gurin iguora osacotecimentos de 17 de Abril de 1832
nmguein ignora, que o Tutor foi o principal agente
dessa consp.rcao; que o Paco Imperial da Boa-vista
loi o ponto de reunio dos conspiradores ; que o ma-
or numero destes sao creados de V. M. I., e que o
1 ulor a despeno de to grande atentado, nlo s con-
tinuou a conserval-os no Seu Imperial servieo, mas
concedeo penques as viuvas dns que ncabailo no eom-
'''r YaeSP6'!ra',Ca ,Pm pois Tnronn' e preciosa
vida de Y.. M. I. eni qUa(0 esliver confiada aos cui-
dados dease vt Iho maligno ?
Nao menos conhecidas slo as maquinaces do Tutor
dcpois daqnelle infausto dia ; he pnbico que elle assa-
laria, e remunera assassinos custa dos bens, edi-
nheiros Imperiaes ; que elle promove a publicado de
papis infamantes, que deshondo a nossa civilisayo,
por si, e por seus asnelas prega a nece^sidade de ser
V. M. I. derribado do Throno, para ser nelle subs-
tituido pelo ex Imperador ; inda mais, tem procura-
do l'orcas as feses da populado e>lrangeira, que
annos Portugal despeja no Brasil ; um dos limaos do
1
le Andrada Machado e Silva, l est na Europa
lando publiga, t- eseandalosamente a restara-
beir de
concertando pi
ca'o. E vista deslcs, e d'oulros muilos fados, que
pela sua notoriedad! se deixlo de referir, podem os
Brasileiros tranquilisar-se ; podem contar com'a pre-
ciosa Vida de V. M. I. em quanto for seu Tutor es-
se velbo devasso, e traidor, e, o que he mais, res-
taurador ?, I
Poderlo os Brasileiros ver com indiferenca o cres-
cimenlo do partido restaurador, a volta de Antonio
Carlos acompanhado de mais alguns inimigos nosso- ?
DeverS esperar que rompa a guerra civil, <|ue corra
o sangue Brasileiro, que o Throno de V. M. I. seja
abalado para entlo se reprezcnlar contra o Tutor,
que nos est trahindo a todos? Por certo nao. Este
o motivo porque os Cidados Brasileiros abaixo assig-
nados, vem pedirn. M. I., que sema menor de-
mora suspenda o mencionado Tutor, primeiro a-
gente e apoio do partido da restaurado que des-
poem de infinitos recursos, isto he da Dolarlo,
Bens, e domsticos de V. M. I., e o remo va pai a lo-
ra do Imperio como altamente o reclama a cauza pu-
blica.
Um dos grandes recursos em que ora se firma o
Tutor he a Socied.tde intitulada Militar, que nao tem,
e nem mostra teroutro fim do que a restaura co do
ex Imperador : urna prova bem convincente he a ap-
presentado d'umqualro com o retrato deste princi-
pe, no dia 2 do correte ; levando a insolencia, a il-
lumin.il o, o a expol-o ao publico. Seus principi.es
membros slo bem, conhecidos por mortaes inimigos
do Brasil, e alguns pronunciados coiho restaurado*
res.
Urna Sociedade tal, i,|0 pode existir legalment.',
tanto porque a Constituico nlo permilte delibera oes
de orca armada, devendo esta ser essencialmente obe-
diente, como porque os seus membros na quali.lade
de militares se apresentlo armados, quanclb nenhuma
Sociedade h estabele. ida no Imperio, que use de ar-
mas. E sendo grande o numero dos membros desta
Sociedade, nao poderlo em urna reunio geral nculir
serios, e graves rcecios ao Governo, e tranquillidade
publica ? e convir consentir lio nnmeroza reunio
armada, em tempo em que os mais forlrs motivos h
para suspeitar-se que os inimigos (uerem. apresentar se
em Campo, como elles mesmos assevcro em seus Pe-
ridicos ? Nem a Con-tiluico, nem as Leis permi-
ten] t..es reunies. A dissoluco pois dota sociedade,
ea remosslo dos prineipaes de seus membros para lu-
gires onde menos possao prejudicar a Canza Publica,
sao medidas da maior 'urgencia, e que os Suplicantes
reclamlo do (averno de V. M. I a fim de (ju posta
reshbelecrrsea tranquillidade Publica, lo gravemen-
te alterada.
E R. M.
S'guem-se as assignaiuns M^^riF.no DA Justica.
Acaba de ser presente a B. gneia, em Nome do
Imperador o Senhor D. Pedro 11 o >eu 0IT1 io, que
mclue a Proclamac... que Se tem uffixado boje as es-
quinas, ea Mesma Regencia ordena US fat;a imnedia-
tamente tirar, proclame, e faca conhecer ao Publi-
co que a Regencia e (invern desapprovo altamente
sementantes ProclamacSfcs e reunies populares, que
ella convida osC.Jados, que assim incautamente po-
dem prec.p,tar-se na anarchi.. Vm. fara logo dis-
persar quaes quer ajuutamenlos, que se comecem a
formar, empregando para sso lodos os meios, (un- ^
Leispueaoseualeai.cc, e fazendo a lode o custo mu-
Tutor, o,tuo eanti-^ilei, Antonio CaHos Ri- r^T.^^^
/


L-
/*
(1227)
\
convidar os de mais Juizes de Paz, e ibes !Cr esta
ordem para que obrera de confofmidade, e nao con-
wao de modo algum que se formem ajtamentos, que
Mein resaltar aos Brasileiros a anarqua, eopprobrio.
< emetto igualmente huma copia da Proclamadlo, que
Mesma Regenc.a ora manda Imprenta para ser
destr.omda ao Publico, a fim de que Vm. faca dril, o
UM conveniente. Dos Guarde a Vm. Paco em 6 de
Hombro del833-Aur,|ianode Souza e Oliveira
Cout,nho--Snr. Jmz de Paz do 1. Desrielo da Fre-
guezia do Sacramento.
%%W%%%% MV
PROCLAMACA.
' Brasileiros,
rwi .Hi>Rcnh,nca noGoverno, que eminentemente
-B.ialr.ot.co nfo consentir j^iais qe prevaleca
^^e.pa.tidoho.tilao Brasil! iMcunpre que
S32T? Pr,me,os a ,esPeitar s Leis, e aa Aulho-
r ladea const.tu.das, e a obedecer aos seus mandados,
Jo contrario eahiremos fia mais hedionda anarchia, de
que todos seranos victimas : recolhei-vos as voseas ca-
jas, e espera, iranduiHoa que o Governo obre como
W.leju.t.ca eobem^ralcvija; |ie ao Governo
n< ao laclo das verdadeiras necesidades da Patria
urapretomar ,s medidas justas, e prudentes para m'-
? jeguran?. publio, e indvidnal, faser respei-
njr n (-onst.tuuo, o Tbrono do nosso Augusto Mo-
narca Brasilero O Senhor D. Pedro II., V. L,is o
Gov,rno esta vigilante, dcscancai sob-e elle, e nao
vos manches rom actos, ,,ue vos poden, d,sdourar e
'',"' r** '.or?a ,ao 'njmigos da prosperidade do Bra-
mI. Brasileiros 1 Confiai no Governo rccolhei-vos
vo;sas ,,,/as e ertai tranquillos 5 n^im vo-lo Ordena
^Regencia, era Nome do Imperador o Sur. Pedro
\ va a ReligtfoJ
Viva a Navio Brasilera.
Viva a Constituido Poltica do Imperio.
VivaoSnr. D. Pedro II.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Moniz.
Aurehano de Souza e Oliven a Coutinho.
%%% % X
DECRETOS.
A Regencia Permanente, Considerando os rraves
ma|e>, que devem rczultar deque o Conselheiro Jos
IJmHco de Andrade e Silva continu no exercicio da
lutelladeS.M.I oSenhorD. Pedro II, e de Suas
Au{justas Irmas, Ha por bem pm Nome do ^^
peh Assemhlea Gcral Legislativa se nao determ nar o
contrario.
Antonio Pinta Chi.h.rro da Gama, Ministro Se-
cretar^ d Estado dos JVrgocios do Imperio o tenna as-
m>h entendido, e laca **wutar ,-om os despachos ne-
aawos. Palacio (!o R de Janeiro em 14 de De-
rubro de 1833, Duodcimo da Independencia e do
Imperio. '
Francisco de Lima e Silva.
Juo Braulio IVuniz.
Antonio Pinto Chichona da Gama.
A Regencia Permanente Tendo alinelo as dis-
pelas e bem notorias quididades qnc carecteriaio o
Marque/. dc Iuanhahem, Ha por bem em Nome do
Imperador o Senhor D. Pedro II, em quanlu pela
Asamblea Gem Legislativa se nao determinar o con-
trario, encarrega-lo da Tutella do Mesmo Senhor, e
de Suas Augustas Irmas, de cu jo exercicio foi suspen-
so, por Decreto desla data, o Conselheiro Jos Boni-
iaciode Andrade e Silva.
Antonio Piulo Chieborro daQamaptenha assim en-
tendido e faca ejecutar com os despac hos necessarios.
1 alacio do Rio de Janeiro em 14 de D-zembro de
1833, Duodcimo da Independencia e do Impeiip.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Muniz.
Antonio Pinto CJuchorro da Gama.
/'1uc la/naca o.
Bazii.eiros A tranquilidade, a ordem publica,
sao anda huma vez ameacadas por individuos, que
devorados d'ambico, e d'orgulho, nada poupo p*ra
levar a elFeilo seos intentos detesta veis, embora com
uso sacrifiquen! os deslinos, e prosperidade Nacional.
Huma conspiraco acaba de ser, pelo Governo, des
coberta, a qual (em por fim deitar abaixo a Regencia,
queem Nome do Imperador gove.ru ; e quica des-
truir a Monarchia Representativa iri Terra de Santa
Cruz. No proprio Palacio de S. Chnstyfo, as in.e-
diacOesdestes, e ein outros potos se forjaro os planos
armamento e cartuxames foro j dektribuidos| eos
selerados so aguardan o momento destinado para Ihes
darexecuco. Brazileiros A Regencia est vigilan-
te, e tem tomado todas as medidas ao seo alcance pa-
ra frustrar as insidias dos conspiradores ; havendo en-
tre ellas lancado mo de huma, que julgou iudispensa
vel para desalentar as criminosas esperancas dos per-
turbiHores da ordem. Ella acaba de suspender o Tu-
tor de Su. Ma'geatade Imperial e Suas Augustas Irmas,
o Doutor Jos Bonifacio de Andrada e Silva, o hornera
que servia de centro, e de instrumento aos facciosos ;
havendo nomeado para substitui-lo, em quanto p Asserablea Geral Legislativa se n|j determiuar o con-
trario, o Mrquez de Itanhahem, Brasileiro dislinc-
to, e que to dignamente | exercera a mesma Tutora,
Miando dela encarregado. Brasileiros! Confiai no
Governo : a paz publica ser mantida, e conservado
inabJavtl, o Tbrono Nacional do Joven Monarcha,
ingente Peuhor da Prosperidade, e Gloria do Impe-
rio ; dolo dos Brasileiros, que se houro de perten-
cer Brioza Naci, de que somos Miembros.
Viva a nossa Santa Religio Viva a Constituico.
Vira o nosso Joven Imperador o Senhor D. Pedro II.
Francisco de Lima e Silva.
Joo Braulio Mus.
Antonio Pinto Cichotro da Gama.
*%%*** *mwm
Quart l General no campo da Honra 7 de Dezem-
bro el833.
Ordem do Da.
Publico para couhecimento da Guarnico e para
que chegue a noticia dos individuos a quem compete,
o Avi,o da Repartico da Guerra desla dala, e deter-
mino que se cumpra fielmente a sua disposico.
AVIZO.
Illm. e Exm. Sur.Tendo o Governo, nao obstan-
te as lermi.iantese positivas disposico do artigo 14T
da Constituico do Imperio, consentido que se ins-
talasse na Corte huma Sociedade militar com os fius.
aparentes de beneficencia reciproca entre os seus mem-
hros, e de sustentar as instituicoes politicas, e a disci-
plina do Exercito ; mas nao tendo a mesma Sociedade
correspondido a expectaco publica, sendo alias moti-
vo d'alaraie e de susto para os habitantes pacifico da
Capital (!) Imperio, que disigno similhante aggrega-
do deCididos oertencente ao'Exercito, como hostil
ns liberdades Patrias, por iss que alguus de seus raem-
hros aberrando dos principios da Honra apresenlo*
suslento sem rebusso opinioes reprovadas pela Nco
na Gloriosa revoluco de 7 de Abril de 1831 : cum-
pre ao Governo, como guarda da seguranca e tranqui-
lidade publica, chamar a ordem aquelles Cidados qu
menos refleciivos incomnlodio a Nacao, e concorrem
*w
*
/


/r~.
\
-\
.j
( 28
.para a desordem. Pelo que a Regencia em Nome lio
Imperador o Snr. D. Pedro Secundo, nao querendo
netn mais hum momento, que so deixem de observar
puntual e estrictamente as sabia* disposicoens do citado
Art. 147 da Constituidlo ordena que V. Ex. faca bo-
je mesmo publicar na Ordem do dia, que nenhum o-
fieial da 1. ou extincta 2.* Linha do Exercito, e mes-
mo das O de naneas faca parte da mencionada Socieda-
de militar e u ella pertenca sob pena de serem castiga-
dos exemplarmente como desobedientes e infractores
da disciplina militar, tendo V. Ex. todo o cuidado na
pontual observancia desta Ordem.
Dos Guarde a V. Ex. Paco em 7 de Dezembro de
1833.Aritero Joze Ferreira de Brito.Snr. Manoel
da Fonseca Lima e Silva.
Manoel da Fonseca Lima e Silva, Commandante
das Armas. Est ronforme. Manoel Antonio da
Fonseca Costa, Ajudante d'Ordens.
IMMMIMI|fMIMfV
Discurso que recitou o Excel, Snr. Brigadeiro Raimundo Jos da Cu-
nta Mattos, Membro da Commissuo que emposiou o Tutor.
SNHOR.
A Regencia em Nome de Vossi Magestade Imperial encarre
gou-nos a honrosa eommissao de supplicarmo9 a Vosea Magostado,
que se digne acceder aos seus votos, e aos fervorosos desejos dos Le-
aest Habitantes do Cidade do Rio de Janeiro, que so reputaro mu
felizes se Vossa Magestade Imperial qnizer tr a sna residencia por
algum tempo nos Pacos da Cidade. Os Rrasileiros, que na Pssoa
Augusta de Vossa Magestade Imperial tem o penhor mais nobre das
venturas a que aspirao, nao podiao collorar o Throno Excelso de
Vossa Magestade Imperial em pedestaes mais vigorosos o maiscons-
tantes do que os seus coracoestao sensiveis como patriticos. Vossa
Magestade imperando sobre huma Naca.) generosa encontrar om
toda KHa subditos fiis, que nao poupem vidas e fazondas, para con-
servaren! edefenderem a existencia gloriosa de Vo*a Magostado
imperial Ninguim, Senhor, respeita mais a Augusta Possoa de Va*
sa Magestade Imperial do que a Regencia cm Nome d> Vossa Ma-
gestade, e os Leaes Moradores do Rio de Janeiro. Bu, tenho a
Honra de er orgao da Regencia, constituo-me orgao do Povo
e porisso com o mais profundo acatamento, supplico a Vossa Ma-
gestade Imperial que se Digne acceder, e annuir aos votos da me,-
ma Regencia, e aos desejos dos fiis Subditos de Vossa Ma-ostade
Imperial, Moradores do Ro de Janeiro, cstabelec3ndo por'algum
lempo a sua residencia nos Pacos da Cidade
r ?^r"eStB(,e !mPerador> e Su^ Augustas Irmaas atiende-
rao mu g ociosamente a todo o discuro, eosdons M.mbros da
&SSXSI?!0 a.ho"rade J^tar con, a Augusta Famiiia. Pe*
PrZt ho me,ada lardc< Sua Magostado, o as Serensimas
Frincezas sahirab em grande estado do Paro de S. Christovao e
dmg.rao.so para os da Cidade. acompanhados polo novo Tutor e
S?!S22lZ. Cn,imSsSeS' a UC SP I;" Campo da
rtoura os fcxcel. Snrs. Reprezontantes, e os Ministro* de Eftado.
lf-i ^ co"sc,ue,nc,a d* intimacao dos Snr. Juizes de Paz, o
t~JhL 1 B,nifacio de Andrada e Silva ombarcou polas qua-
tro horas da tarde n um eacaler do Governo para a Ilha de Paquot.
variasr",derao"BC n? Pala--io de S. Christovao. o as immediacoos
a f suspritas, assim como o Sr. Hen'o Vahia. Vcador
de! Stmana de Sua Magestade : e consta-nos que no Quarto de Sua
., f2 a Pro,e?o existiao alguns daquelles individu-
fnnlu11^81 edizemque tambem ali se achava o Tenente
p^rTumajaTeila C UtrS lue conseguirao escapar-se saltando
rnm^ r?AVI nem^& menor d"*oIem. tanto em S. Christovao
iriMn o Governo j tinha dado as providencias ecos-
fm,nf/ qUC unmediatamente sufocada.
intPr?o,V a CaP'tal fcolheu com enthusiamo o seu Joven e
1?h r'Tarcha: noite h"verao illuminacoes, e grande
"" f m ,dada8 Percorrerao M rua-c< COfI> muzica, dando Vi-
nn toda"* cSeadf' Reg:encia- maior soce& reil,a hoJe
Pata que os nossos leitores conheco, at que pon-
to chegou a audacia dos Peridicos restauradores do
Kio de Janeiro, publicamos as seguintes pecas.
rroclamacao do Esbarra n. 6, peridico restaura-
dor, publicado no Dia 2 de Dezembro, aniver-
sario de S. M. o Imperador.
Quando o povo se rene contra o Governo, que
em vez de anhelar sua felicidade, s procura cscravi-
zl-o, elle pratica hum acto justo, e legal.
orazileiros O axioma cima transcripto parte de
hum Moderado Sua consciencia o trahio, e sem
querer cortamente, elle nos indicou o passo, que (le-
vemos mover para derribar ob Mandoes. Reunamo- I
poscontra os RACHAS, qito* nos querem esclavizar j '
e rom 08 FERROS?, com que querem manietar os nos-
sos pulsos, csmtguemos as hydras do Jacobinismo.
Nao prolonguemos mais hum s momento o Reino da
iniquinidade. Qunlquerque soja a nossa sorte Intu-
a, he sem doria a melhor, do que a prezente : Tor-
quemada, JScro, Cromwel, Danton, Robspierre, Ca-'
ligul:i, outros tiranos de igual jaez, que influo tn
nossos destinos, nao podero opprimir-nos tanto o se-
vandija, renegado, estupido, e selerado Aureliano
Coutinho de Souza e Oliveira, Irmo do bandalho, e
patife General do Assassinato do Theatro, seus conso-
cios, e NOMEADORES. Se este malvado, capa-
cho, e Eunuco servil do palacio da M. deS protetor, v
executor das perseguicoes da infame Quadrilha saltea-
doraChimangaFlorestiuaEvaristeiro Braulio
nao nos en^rasse#omo horda vil d'Afrcanos, nao se-
ria elle to ousado; era tao.nescio que com tanto a-
fan nos insultasse. Brasileiros Nem hum momen-
to mais delonga. UNMONOS e vinguemos as il-
frontas, com que a vil protervia dos energmenos as-
sassinos nos provoca. O triunpho nos e>pera ; corra-
mos i buscl-o. Enxngucmos os inconsolaveis prati-
tos de tantas familias det aludas na mizeria pelo saque,
e pelas violencias dos salteadores. Arranquemos das
escuras masmorras as encarceradas victimas da cruel-
dade. Restituimos Patria a tranquilidade, que
delln atizenlou-se : e entreguemos as redeas do G. a
aquelles, que smente siibo proteg-r-nos, manter a
Censtituigo JURADA, sustentar o Throno do Snr.
D. Pedro 2 nosso LEGITIMO Mona re ha, e tebar
com a discordia, serneada pelos Mandoes para por oa-
is tempo se seguraren!. A's ARMAS.
Viva a Constituico Jurada. Viva o Snr. D. Pedro
2.: Viva a Santa Opposieo.
Proclamaco do Esbaira ti. f>.
Com efeilo o sanguinario Gwvcrno d.i R., com-
posto dos mais abiertos Dragos, que todas as furia*
do Inferno poderio produzir, dezafi.i cada vez mais
contra si a execraco do povo, que pasmado admira ;1
audacia, e insolencia, com que elle o accomclte Nao
he possivel encontrar-se hum composto tal de malva
de/.a, e bi/stialidade Mais estupidos que selvagens
e mais feroses que tigres, os nossos Capoeiras Gover-i
nantes s atienden s suas particulares paixes, e a
huma incomprehensivel cobica. Orgaos, e escravoa
da Ladra Facco Chimanga, a vontade desta he' a pri-
raeira das Leis; embora se comprometa a Naeo, e si-
perco o repouzo, e prosperidade publica !
A medonha, e tenebroz.i perspectiva da anarquia
nenhuma sensaco prduz nos malvados sanguinocra-
tas, que affeicoados aoscrimes, e aosroubos, nenhum
attentado ha, de que nao sejo capazes de perpetrar !
Nao sabemos, com ingenuidade o dizemos, em que
se estribo os Monstros para tanto abuzaren) da pacien-
cia do povo, que os despreza e detesta. Porem o nos-
so Coraco palpita de jubilo com a li-mbranca de que
breve est o termo das nossas amarguras : o raio da
vinganca Nacional, cedo deve vibrar sobre os saltea-
dores, piratas, alcoviteiros, pelinlras, sevandijas,
bandalhos, e estpidos erabosteiros, petulantes, in-
cestuosos, e malcriados camellos. Nenhum Chiman-
go, anda o mais dcsprezivel deixard de ser casti-
gado, como merece : nao havera a mnima contem-
placo com os renegados, descarados, semvci^onha
Adoptivospatifes, e nescios, que at contra seus con-
terrneos conspiao.Essa Trompe defacto, monstruoso paito da
mais negra, e abominavol traico, que : ara b in do Hrasil julgou
o Corpo Legislattvo ter nomcado, mas que fomento para roubar
tem trabalhado, soja a primiira camplico caligar-sc, mas como.' Se
Luiz XVI innocente e virtuoso Monarcha, amante do Povo Frail-
ee z foi guilhotinado, como devem ser punidos laranyoiras despre-
ziveis e tiranos .' Do m.-smo modo .' Nao : de huma maorira
cxemplar.
Pern. na Tyy do Diario.

V
-rr


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