Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02085


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Full Text
'-'-
MM
1.
kVWM.W WWWH
NNq.lMfi 1834. SEGUNDA F&IRA 27 l JANEIRO NUMERO 304
M^Mi

Sulcrcve-se nensaluiente a 640 re. adintados. mh f'inoprafia
*r> i liano. pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta Mg
Otlii hc retebeni correspondencias, e anuncios; estes nisireiifse
gral la sendo do propnos assignante* soineuic e viudo assigaados.
-------1 ------------------------
Tudo agora'depende de nos mesmos, da nwssa prudencia, mo
der-irao, e emerga; continuemos come principiamos e serenio.
apuntados coui adnura l'iucLmiur .1 o da Atttm'jlen Gerul du iran.
Uropjres&a em $ernauuwco por 31o? e aictontto De afcre
BD4

**l .x--., .,,,,... ,,,.^ .*,% ,%
DAS da semana.
o
t.m-S.Jua.)C.-Aii(\; dos J.' do C. de m., ede t., Ses.
da The/.. P., eCli. det.-P. as 6 li. 6 m. da m.
3ra S. Cirilo- Kel."" de m., e aud. do J. dos
Olaos de t. P. a* 6 h. 54 m. da m.
#.*$ Su'p'c'o-Si's. da The/.ouraria Publica. Pr. as
1 I. Ai ni. da m.
">.-$. iVu/^/'a-Rol." de m., Aud. dosj.' doCiv.
de m. e de t.. e Ch. Pr. as 8 ii. 30 m. da m.
ti.-$. (;/;(,_ Sos. da Tl;c/.. P. de m. o Aud. do
J. de Orlaos de l. Pr. as 9 !i. 18 m. da m.
Shbado-.S\ Ignacio- R|.- de (ni. f aud. do Vig.
G. de t. F reamar as 10 h. 6 m. di m.
l)om. .>'. I'losculo Preamar as 10 I, 45 minutos
da m.
Noticias do campamento.
A uticos d' Officio.
fljLM. : Exm. SenhorCom bastante satisfaco li o
honroso Officio de V. Exc. de 10 do crlente,
ordenando me que s^m perda de tempo marchasse pa-
ra o Acampamento d'Agoa-Preti substituir ao Coro-
nel Aleixo Jo/.; de Oliveiru no Commando em Chefe
das roreas de*ta Provincia em operacoes contra os
salteadores de Panells, c Jacoipe $ edesejando cu c
correr por lodosos nietos ao meo alcance para a Liber
dade de minba Patria, e Gloria, que deve resultar
V. Exc. se por fortuna, e acertadas medidas poder eo-
segmr otenninio da porfiosa lula em que nos adia-
mos; assenlfi, que antes de rae incumbir do comman-
do para que estou horneado, devia com franqueza le-
vir ao couiecimonlo de V. Exc, nao a minha insuf-
iciencia para bem desempenliar esta commisso por ser
ellai assaz condecida de lodos, sim as circunstancias
mais salientes, que no mej humilde entender tem oe-
corrido tiesta muriifi.:anle, vergonhosa, e devastado-
ra lula, afi.ndeque V. Exc. aehando-as dianas de
attenco providencie sobre ellas, e considere como
huma das mais importantes providencias, ser o com-
mando das Tropas incumbido a bum Oficia! mais
digno do que eu, certificando entretanto a V. Exc,
que com esse Oficial, qualquer que elle seja, servirei
de muilo boa vonlade, sem j mais negar-me ao servi-
co debaixo de suas ordens, que cumprirei com inleira
submissao.
Em Abril de 1832, por motivos que sao notorios
arvorou-se no interior esla Provincia o Estandarte dn
rebidio contra o sistema Constitucional, e o Throno
do Senhor D. Pedro 2. E.te estandarte, que anun-
ciava, pelo menos, a devastarlo desta, e das Provin-
cias limtrofes Coi escandalosamente aplaudido pelos
faccocs descontentes da nova ordem poltica do Brasil,
c olbado
deviSo enteressar pira que elle d esa pan cesse pai
sempre ; e em lugar de sh emnr^arem meios eficazes
para o derribar tomaro-se medidas,' que o firmaro
com maior estabelidade. A pouca moral, e instruc-
co do Povo, a insubordinacSo, e por ella a dissolvi-
clo do Exereito ; o mo'uro da Liberdade Constitucir
onal, a froxidao, ea pouca execuco das Leis ; a mal
entendida indulgencia de muitos Magistrados ; a igno-
rancia, malina, e nrev.iricaco de grande, numero
dos nossos Juizes primirios, e a quise total impunida-
de de todos os crimes ineorajou a multido, e fe/, que
debaixo deste estandarte se roeolhessem os homens da
ppior m">ral, a gente mais pprversa do Povo ; v desde
entlo leo-e n^lle est tre nenrla insepipcao Liberda-
de aos cativos, e aosfaecinornso^ liberdade pira mi-,
tar, e roobar!)esde entilo nao reslou duvijj.i do-, ma-
les, que se deviSo seguir se bum tal sistema se |>rp.i-
vgassp pela rmssa da populaco, e apezar disto a nossa
infelicidade permtlio que hum to pernicioso dogm i,
e seos sectarios foswm olhados pelos dois primarios,
e mais poderosos Poderes da Naco com odos le be-
nevolencia ; e em lugar de medidas enrgicas, e em-
eazes, "ue augmentassem os exforeos dos nossos solda-
dos, e Cidadaos em armas baixou dos Arbitros dos nos-
sos destinos, das Fontes da nossa felicidade, dos dois
Grandes Pode re* Legislativo, e Execulivo a absolvi-
co de todos os crimescommpttidos pelos prinviros cri-
minosos do Baasil ronlra a Patrio, eontra a Huma ni-
dade, contra as Leis, contra o Governo, e contra
os Direitos mais sagrados do hornera social.
Animados pois estes perversos ladres .de estrada,
ladros das vidas, e bens ulheios ; animados digo,
com o titulo de revoltosos, com a total impunidade -
de seus horrendos crimes, com a importancia, qoe se
I lies den coma capitulaco proposta debaixo do nome
de Amnista, e com o armisticio, que se lhes cotice- -
deo, e que servio nicamente para sem perigo pro-
curaren! armas, vveres, e.municoes, levantarao o co-
l, e a frota ro a Naco Rrasileira com os insultas q'pro-
dif^alisarao aos dois Poderes, que Ibes consedero
a Graca, e prosejuiro com ouzadia em aeus attenta-
dos. i
Outra circunstancia occorreo nao menos favora>*el
aos infames salteadores, e for que existindo huma uni-
dade de Poder Militar em todas as Forcas em opera-
coes nesta, e na Provincia das Alagoas, foi este Poder
com notavel desvnntagera de nossas opera oes divi-
dido em dois, e independentes, e por isso ficaro exo-
lados, ecollocados na quase impossibildade dse po.de-
rem combinar com proveito. A Regencia, sem duvi-
da mal informada das nossas circunstancias, nesta d-
vizao de Poderes, por Aviso de 25 de Setembro ulti-
mo, incumbi o Commando das F'orcas das Alagoas
ao Coronel Joze Leite Pacheco, na bravura, e intpl-
ligmeia de quem conficou a breve concluzo da luta
actual; mas engaoou se em seo pensar, porque este
com menose attenco por aquelles que mais Oficial Militar, apezar los seos hordese jos, nao tem
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podido nem mesmo conservar a ordc/o* que poreFei-
lo dos exforoos do,E\m. Senhor Camargisc havia es.; (
tabelecido n aquella Provincia.
lie ncsto niel i mli oso estado que se acho os nego-
cios da lula actual, he quindo os cspirilos desanima-
dos pela pouca esperanca que resta, a qu^se todamen-
te de ver concluida a guerra ? he quando j nenhum
recurso efficaz se espera $0 Governo Supremo do
Iniperi'ocm favor dos defensores "da Liberdade : he
quando a insubordinaeo se tcm disseminado peh mor
parte das tropas em Operaces : he quando cida hum
Cidadao campouez s se julga com alguma segura tica
vendo (liante de sua porta huma forca armada para o*
defender ; he quando os Oficiaos, Soldados, e Cida-
dos cansados de fu tai* em vo se nego a mar. bar pa-
ra o acampimento : he quando finalmente a vitalidade
dos Defensores da Liberdade parece extincta que hum
Oficial como eu, sera maior graduacao,-sem opinio
publica, sem conhecimentos, sem prudencia, e sem
valor he nomeado pira tomar oCommando em che-
le das;For:as desta Provincia empregadas contra os in-
fame salteadores, protegidos pela inobediencia da B0*-
sa gente, e manifesta. impunidade dellcs, e de seos
protectores.
Considere-se poisV Exc. collocado na minha po-
sicao, e julgue do direitoque tenho para, antes de o-
bedecer como me cumpre a ordem de V. Exc, pon
derar oque venho de dizer. Se V. Exc. quiser facer-
me juslica nao deixor deoonfessar, que se por hum
lado sou obrigado a obedecer com prmptido as or-
dens superiores, por outro lado dev ser franco com
os inesmos superiores, e prezar a minha reputco, nao
devendo por Isso collocar-me irreflectidament no foco
da responsabelidade de hum Commandnndo para que
nao me julgo apto, e onde fallando-mc a mor parle
do* meios indispensateis nao poderei corresponder a
confiinca que em minise poem. Noentenda V. Exc.
que desl'artereeuz .disolutamente.tomar o commando
para queestou nortieado ; porque sou Soldado, e como
-tal-fillio daobfedieneia-; mis reeeio muito que me lal-
tem os meios de prehnceros fius que se me ordenaos
e que por isto, ou porque eu lance mao das medidas,
que me parecerem efficazeseaia no desagrado da uel-
les sobre quem ellas recahirem, e tenha por isto 00-
tros tantos-Fa rizeos prontos n sacrificarem-me ao odio
1 e vnganeas'dos meos desafeicoados collocados na posi-
co de me fazercm mal.
JdisseaV. Exc. que sou franco, e nenhuma in-
juria me faz confessar a minha pouca capacidado pi-
ra bem desempenhar to prnivel commissao, tanto ma-
is espinhosa quinto conheco por expwimtiaa nece^-
sidade de se enipregarem meios de inli-iro rigor para
chamar a obeilirnria da Lci a huma horda (le barbaros
salteadores, esens mnventes, nue mofando da docu-
m das omisas In>tilnw oes, e da hnnomia do Governo,
6 Aut bt.ridades cnmliluid.is acida passo atraicoo a
Patria, que o alimenta} e nos i melindro/.* erize em
qaeos salteadores ja nao podeni deixir de o ser se nao
levados pela fore, sem -enrgicas medidas, emanadas
do Poder Legitimo, e Soberano ; sem se por a frente
lias tropas de ambas as Provincias hum Militar bastante
graduado, de reronbecido saber, e prudecia; revestido
de hum poder res pe toso, e auxiliado por hum Tri-
bunal de severa punicao, e pelos desvelos dos E\ms.
-Governos.das duas Provincias a guerra continuar, e
se os effeitos levnrid a mnnl, e o roubo al'o Santua-
rio dasCapitaes; sendo inconle^avcl que se ella em
seo comeco tivesse sido tomada na devida considera-
do como 3. do lempo, do numeral io, dos petrechos
de guerra consumios, e das victimas sacrificadas ao
furor dos brbaro Uria sido fadicamente extinta; e ps
desastrosVlnla,' a muilo que descaonan tranqoUa.,
no regassoda Paz,' no mem da abundancia, e no gozo
da Liberdade Constitucional. .
Bastante nfadonho tenho sido em meo ofhc.o mas
eu espero merecer de V. Exc. a Su, notoria imluf en-
ca : ea grica dedispen^r-me de hum eommando lao
superior as minlus (acuidades fsicas, e mtelecluacs;
de aceitar os meos.sineeros votos de veneracao e I: es-
peito que tributo a p.ssoa de V. Exc a quem Heos
Guarde por muilos annos.A^mf>amento de Aftoa-
Preta 18 de Janeiro de 1834-Ulm. e Exm. Senhor
Francisco de Pauia de Almeida e lboqoerque, 1 re-
sidente da Provincia de Pernambuco loaqnim Jnze
Luiz de Souza, Major d'Ai titliera de primera Lin ha
do Exercilo. %
Oficio em resposta o precedente.
Tenho presente o. omcio, qne V. S. me d.rigto
em dala de 18 do frrente esobre o sen conloxto t'-
tiho a diser-lhe, que a.excepco da insuffiiencia, que
V. S. por.sua demasiada modestia diz ler para tomar
o Comnnndo em Chefe das Forcas co.ilra os revolto-
sos de Papellas de Mirada, e Jacuipe, so penetrado
dos mesmossentimeutes: e sendo inconlest :\>| o nao
poder hiver a mnima demora em empie;;.r medidas
muito mai fortes, e com rapidez em sem^ Ihante ne-
gocio, que presentemente h" o primeiro da Provincia,
que deve oceupar toda.a altneo do Governo, ordeno
que V. S. sem perda de tempo tune conta do r< feu-
do Commando ; e empregue tiesta tula para aaniqui-
lacao total desj.i horda de malvados salvngens, as ma-
is fortes e tficazes medidas, a fin de conseguirmos
salvar o throno de S. M. I. o Senhor D. Pe.lro2.%
a Constiluico, a Patria, e a Liberdade em pe igo e-
minenteDos Guarde a V. S. Palacio do Governo
de Pernambuco 24 de Janeiro de 1834Manoel de
Carvalhu Paes de Andrade V. P.-Senhor Sargento-
mor Joaquim Jozc Luiz de Soza.
E.
noticias do Cear.
Xtr acto de urna carta datada de Belmonte 4 de
_ Janeiro de 1834 u Agora os sectarios do Duque
de Hrnganca perten-lero reveendi'car os seos p.-rdidos
dircitos, e o Torres (p.-lo que parece) deixou o ensaio
no centro, efoi para Capital, ela fez o rompimento,
que devra iniciar para sublevarn dosoutros nos Ca-
riris : foro malofrfados os planos do tal corifeo do ab-
solutismo, esse degenerado e infame Brasileiro, e o
Grande Joze Mari.mo entregot as redeas do Governo
san, esiilvn dos liorriveis tramas dos monslros. No
centro 08 malvados pfpro em armas, e logo Manool
Carlos vid .tacar ao Ca pitad Salas nos Itarreiros jun-
to comoHiio Antonio Ferreira, e;outros patles des-
Raplisla, que lem desenvolvido um carcter, e patrio-
tismo, que admira, antes da chegada de meu Tio do
Cear, foi por se em frente delles, que se postaro no
Guincoc, e as nossas forcas nos Barreiros, e com a
chegada do Major osmandou atacar, com to feliz su-
cesso, que foi tomada ji serra le Gnincoe havendo
dois fogos, sem prejuizo de parte parle, depois
do que i-e prendero Manoel Carlos, seos Irmos, e
sessenla e tantos malvados. Em dias de Dezembro
sabio 6 Major com "as tropas do Sabueiro, e fomos to-
dos reunirmos-nos ao Joo Baptista no Guincoc. e
dali marchamos por todas s serras, assim do termo
de S. Matheus, romo do Carir, e ficou tudo policia-
do, prezos muilos malvados, dolruidos ontros. O
Cadete Cayalcanti meu To nuwidou com urna tropa
T


(25)
1Hl S. Pedro auxiliar a* tropas. (]p Cariu', que to ,.
"em entrarao era op^racO-s ; asswn ficou ludo em boiri ,
I"', e nos rccoriienios as nossas cazas em paz, e salva-
mento.
<*%%**/ v
nter ion.
/- escobarla de huma machina em vato aberto, que
transforma o sumo da cana om assucar, de 70 at
. 80 graos do ihermometro centgrado^ sem que ha-
ja produeco de melaco.
O Autor dcsta desco'jrla, tanto da maquina, ro-
mo do novo methodo do libricar por meio dola
o asacar, he o Sr.. Antonio de S. Valerio Seheitlt,
sopigeff.ctivo da Socwdade Auxiliador* da Indus-
tria Nacional desta Corte, j conhecido no Mundo
Industrial, porserhum do df>u#crtador$s da Fabri-
ca Nacional do Rap rea I'reta,- da Baha, ho|e por
sua siipi noridade to arredilado entre os consumido-
res di: todas as Provincias, e que brevemente nos l-
vrara do tributo, que pagamos a labricaco e*trangei-
ra, outr'ora na posse ex. luziva denos nroverdesle ge-
nero.
Desde (jue na Europa se deseobrio o assucar em va-
nos repelaos, c rom especialidad na B.Herraba, os
cbimicos fixaro .1 sua altenro sobre este prodl* to, e
o estiidaro os unios de aperl'eieoar a sua manipulacao,
os Fabricantes de assucar nfs Attilbas, e as outras
Colonias enlre Iropjcae, .onde a cana prospera, em-
penbaro-se muilo pura que oles mclboramentos.se
applicarteni sua iudiWria ; com ludo apezar lestes
eslorcose oludos, .i fabricaci* do assucar de cana fi-
cou (uasi slaiuionuria, e de punco serviro varios
ensaios e inventos, porgue nao se desligando to prin-
cipio fundamental da saccharijicaco adoptado smen-
le pelo uso dos agentes cbimicos, se eonseguio algwma
jn.ll.ora na alvura e apuramento do assucar. Este
uesmo aperleicoamenlo nao se vulgarisou no Hrazil,
que leudo avaucado em oulros ramos de Industria A-
gricultura, ficou ;i respeilo do 'fabrico do assucar qua-
W no ponto, em que eslava no principio do Reinado
del). Alaria l. V
y Inventor da nova maquina pressentindo quanto
seria dilcultoso induzir os Layradores empregar os
meios e maqumismos actualmente uzados na Inglater-
ra e Franca, porque a sua instalacao, c concert, exi-
gem grandes desembteos, e nao deixo de ter seu po-
ngo, mormente qnando manejados por pretos, pro-
urou chegar mesma perfeico com huma maquina
-ingela, izenta do todo o perigo, e que sendo menos
suscepti vol de se desmanchar, quando este caso acon-
tecer pode ser reparada por qualquer oficial que haja
a mo ; vantagem que as machn .s Europeas nao oFe-
r.cem, porque s hum perito artfice ad hoc as pode
concertar: < depois de muitas despezase ensaios che-
;jou a resolver o problema, que se propozora.
assucar obtido por meio da maquina de Mr. Se-
neul, do sumo de huma poroo de cana, <|e veio do
i tooneavo do nosso Porto, e por tanto, passou 5 ou6
das sem ser expremida, nada deixa dezejar, tanto
na cor, como na graa, o que d a presupporque de
huma operaco feita em ponto miior, tendo sido o
producto da primeira de 18 libras, obler-se ja huma
cristatisaco ainda maior. ,
A tolidadc do sumo foi convertid i em assucar mas-
cavado to alvo, que se duvida que fosse admittid na
Franca por mascavadoou bruto.
Huma segunda amostra consta de huma qualidade
superior quasi branca, que se obleve deixado escor-
rer o niel, ou assucar chamado incrislali/.avel, sem
outro socorro que o do seu proprio pero.
Hia terceira amorra appresenta hum assuccr mas*
i.cavado gordo,,* algum tanto hmido, em que existe
todo o principio colorante da cana, porque elle,. por
meio da mesma .machina, ^se fabricou-do, mesmo mel,
que se deixou escorrer da forma do assucar da segun-
da amostra, 4 librase 2 oncas do dito mel rendero
2 libras de asquear, que exprimido, entre o papel par-
do deu hum assucar cor de palha, talvez com a perda
de 5 por cento.
., Segundo o que se diz do novo processo ( que ainda
he segredo) nao se altera nada acerca da ex (relo do
sumo da cana, nem as primeiras operaces necessa-
rias para separar da cabla principio extractivo, af-
enla, en Albumen. Feita esta depuraco, a calda
ra-se travez de um papo fi >o, pira reter as partcu-
las, que escaparo ao escumador, o que lem lugar ins-
tantneamente, porque o liquido esta ainda com o mes-
mo pezo aeromelico, que linba o sumo da cana. Fin-
das olas operaces preliminares, queando a calda
purgada de todas as substancias' eslranhas nao concern
em si se nao agoa, e o assucar em suspenso, ella vai
para a machina, aonde pngrossa sem nunca chegar ao
85 grao do Thermomelro cen,tigrado, pois que enlre
esle grao, c o de 42, o fabrico se obtem, precizando-
se smente mais tempo proporco que a temperatura
se aproximar mola inferior.
Se se alimentao as fornalhas de modo que se conser-
ve hum calor constante entre75 e 85, a promptifica-
co do Assucar tem lugar em 4 ou 5 horas, tomando
o sumo alO graos do Aermetro de Baum por 6 ou
7 polegao.is de liquido na caldeira, e o resultado da
operaco demonstra, que o melaco nao he producto da
cana, sim do assucar oxgenado pela intensidade do ea-
lorico, porque por este processo nao apparece melaco,
ou assucar incristalisavel, e todo o sumo da cana.se
transforma em assucar mais ou menos branco, oque
depende do grao de madureza. da cana, que quanto
mais perfeita produz hum caldo maisalvo.
As vantagens, que a layoura do Brazil pode tirar
do emprego desla machina, sao immensas^e podem-se
enumerar do modo seguinte :
Io Aproveita-se todo o calrico do combuslivel pa-
ra a evapora, o sem que jamis-possa queim.ir o caldo.
2. Sendo verdade comprovada pela experiencia j
que ao grao de 85 graos centgrados, o assucar nao
se queima, ou caramiliza, nao ha por este methodo
produeco de melaco.
3. O fabrico accelpra-se muito.
4. A cristalisaeo he mais formoza em razo de que
a maquina pe as molculas na situaco mais 'avo'ravel
para este eteilo.
5. I)-se a possibilidade de retirar dos melacos or-
dinarios dos Engenhos a porcio deassucar, que elles a-
inda contem.
6. Qualquer individuo pode com esta machina fa-
bricar assucar to perfeito, como o melhor refinador.
7. Para adoptar os amigos Engenhos ao abrico do
novo melhodo, nao he preeizo desmn, bar os antigos
lrnos, que podem servir com addico da caldeira de
nova invencao.
8. Qualquer motor regular conhecido pode dar
andamento amachina.
9. Finalmente ella pode servir para rofinar osas-
sucares fabricados pelo, methodo actual, sem que ha ja
nova produeco de melaco ; e o inventor pertende
com o uso dos agentes cbimicos depurantes, e decolo-
rantes, empregados na Europa para refinaco dos s-
sucares, tirar de.lodo e qualquer sumo de cana assu-
car branco.
(Do Coireio Official da)

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Slfctgo* Do Crrete.
OPataxo Leo do que he Capilo Cario* Liocadio
Vicirasai para Sania Catharina no da (2) de Fe-
voreiro.
^2?* A Barca Castro Segundo de qe he Capilo
Joo de Souza Cirnes sai para o Porto no dia (8) de
Fevereiro.
^C3* O Correio Terrestre d'Agoa Preta parte hoje
(27) ao meio dia.
ik&* O Correio Terrestre da Parahiba parte hoje
(27) ao meio dia.
^3* OPataxo Aurora recebe a malla para o Rio
Grande do Sul amanh (28) do corrente as 4 horas da
tarde.
^3^ A Sumaca Aurora recebe a malla para o Rio
d Janeiro hoje (27) as 4 horas da tarde.
e uiu
-*.-%>*%
s
Samcjs a Carga.
Para Hamburgo.
Ahir at o fim de Fevereiro a Galera Hambur-
'gueza Dorothea Wilhelmene, forrado de cobre e
muilo velleira. Ella recebe carga a frete commodo, e
quem quizercarrogar mlla dirija-se aos consihnatari-
os J. H. & F. H.Lulikens.
Para Santa Cathaiina com escalla por Santos.
^C^ Segu viagem o Palaxo Nacional Lio, Capi-
tao Carlos Liocadio Vieira : quem no mesmo quizer
hir de passagem dirija-se abordo do dito no Forte do
Mattos a traclar do seo ajuste.
Paia Lisboa.
^3* A Escuna Pnrtugueza Olinda, que deve sa-
hir no dia O de Fevereiro vindouro : quem quizer
carregar, cu hir de passagem, dirija-se ao Capitao
Felippe. Antonio Escrivanes, ou ao consignatario Ben-
to Joze Alves.
%-.-%**
Hetlao.
HArrisonsLalham & Hiber azem leilo de fazen-
das a variadas, por conla e risco de quem perlen-
cer, amanh Terca feira 28 do corrente, pelas 10 ho-
ras da manh, ra da Alfandrga velha n. 9.
fliettimf.
IjM sitio as Salinas com urna casa de obrado, has-
Jtante arvoredo : na ra do QueimrdaD. 2, fal-
lar com o seo proprietario Antonio Muniz Pereira.
^t^" Ura palanquim era bom u/.o : na ra do Ro-
zario estreita no 2."andar do sobrado D. 20.
^C2P" Um globo para meio de salla novo, um relo-
gio ordinario, e um selim para montara de Senhora,
em bom uzo : na casa de Antonio Jaze de Magalhaens
Bastos.
^?" Urna libra de prata a 14 Oris a oitava : na
ra do Nogueira D. 20.
fc^ Rap Princezr muito bom chegado ltimamen-
te a 2400 a libra, dito a 1920, e meias curtas de lin-
ho: na ra da Cadeia loja n. 40.
*****%**%%'
Cotcpras*
fj^Scravas que saib cozer, engomar, e cozinhar
.Jperfeito, para fora da trra : na casa de Antonio
Joze de Magalhaens Bastos.
fcg~ Um escravo mosso, que carreguc palanquim:
na.rua de S. Francisco D. 16.
^3f un ternp de medidas de pao unligaa,
braco de balanca para venda, com pezos ou sera cl-
les : anuncie.
$3- Ouro, e prata velha de bom toque que sirva
para desmanchar: na rnn do Fagundes lado domar
terceirosobrado, segundo andar entrando pela Ribe-
ra.
O
tn?0 pirticuin: i.c
Bacrnrcl Joo Paulo de Miranda piopoem-r
a advog^r} as pe^soas. que se qnizercm utilizar
do seo preslimo, dilijo-s a ra Taguas verdes D.
38, 1. andar.
^3" ArTenda-sAim sitio que tenln hiixas para
capim sendo perlo da Praca : quem o tiver unnnii-
cie.
^T^ Quem tiver esf-ravas par mand.it* vendera-
zeite ; dirija so a ra do Rozario estrella no 1." andar
do sobrado I). 20.
$^ Pereisa-sc para bordo do Paquete Allanto um
homm costumado a embarque o capaz, para servir de
despenceiro, ou copeiro : a fallar eom e Command-
te.
#&" Da-so a premio alea quanlia de 1:000$000
reis recebendo-se por fidor prata, ouro, ou joras:
fallar com Joa.ftiim Joze Forreira na prenca OiJ F.
R. deRiilono Foile do Mattos, ou na ra Di re la,
terceiro sobrado hindo do Livramento depois do bee<
de S. Pedro, lado direilo.
^&* O abaixoassignado faz publico que ningucm
receba em pagamento huma ordem passada pelo mes-
mo da quanlia d H$020 reis, passada tm Ouluhro
do anuo p. p., por a dita ler sido desencaminhada, o
j ter o anunciante satisfeito a dita quanlia, e por [isSa
fica sem vigor algum a dita ordem.
francisco Autonio Puntual.
**v%% %%%*%<
QP$cra?Q0 fugt&og
m Ntonio, cacange, rosto comprido, olhos grande*,
mao p das orcinas tem um bolo, baixo, a perna
direita mais corta; fgido a 20 do corrente, com ca-
rniza de riscado azul, ja velha, caiga branca, o cum
prida : ao Forte do Mallos armazem de corof N.8
207.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no (lia 24.
MONTEVIDEO; 36dias; Galera Sarda mora.
Cap. Francisco Risso : carne seca : o menino
Capito.
Saludo no dia 25.
RIO DE JANEIRO, por SANTOS? 15. lrrn&o
2., Capilo Libanio Joaquim Pereira da Silva :
sal, e mais gneros. Passagriros o l.8 Tenente da
Armada Diogo Taylor, o 2. Tenente Jorge Alves Pi-
res Taylor, e Manotl Martins de liveira.
*%/****
ERRATAS.
T^rO Diario N. 208, ppg. l.\ col. 2.', lin. 20
l^l 1.le^-se-. 5.lin. 26 depois da palavra
documentoacrescente-sejuntolin. 27ulge-
ro juniolea sejulgarolin. 28liberallea -se
literal.
Patj\\ j\\4 Typ. no Di aro 18.34
*? rj j' ~
>--^


Full Text
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