Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02083


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNOUE 184.
SEXTA FEIRA34DE JANEIRO
immw^wHmmwwi
V~%VlWV.<'**'%**'
NUMERO 302.
K% *+%f%*%V
mano "ot
KJj
$utx;re\(-.. inriisalinente a 640 re-., adiantadiv-. rPOf;fana
o Diario, pateo da Matriz de 8. Amonio soorado da |>oria larpa
nrte e rtcetieni correspondencias, e aniinrios I estes insirciii-se
ralis sendo do pro^nos assijrnaiiies rnente e viudo assigaados.
Tudo aora depende de nos mesmos, da nssa prudencia, rao
deraco eInercia: continuemos como urincipiainws e seremos
apouiudos con. admiracao entre as Nacoes n.a.s cnitas.
l'ioclama^io da AssembltH erttl d Braitl.
aiPe333 em jaernambuco p3t 3|o?e ajtctonno oc 9Dteu.
i.
DAS ..a semana.
6.'-S. Habitas-So*, da Thcs.T* de m. eAud. do
J. de OtTao-5 do t. Pr. as 3 h. 42 m. da m.
Sabbi lo-.S'. Ananias- Rl.'* de m. f amb do Vig.
G. de t. Pnamar as 4 li. 30 m. da y.
Do::0. .S\ Policarpo Preamar as 5 h. 18 minutos
m. Via t.
DI as ha, qne nao nnvimos noticias de Jacuipe, e
Panfilas !<'m esculo as Irisles noticias, que lo
Mido della corrio, e ja nao parecen) lia ver es-es te-
mores. i;u;tii lodos os e-pirilos pusero em movimen-
to, e, uuo coucort ero para os ertderecos, e requiaicu-
es, que-vfieio ao Gowno. Quer nos parecer,
jiiR na vi i exagerado as novidades, e que n elhores
informaujes tenho feito cessar os reveas. Mas to-
mar-.-e-ho 011no as providencias exigidas? E lera
tratada.a guerra dos cainnos eom o cuidado, e alten-
cao, que j merece? lo oque es eramos e que *
par de a'guns inconveniente*, que ja sentimos, tos da reuniao dos bern de se lom-rein enrgicas p evidencias rnntra os
cabanos, providencias quedesde muito sedevloter
tomado sein esperar, que honves-e intervena > p'
pular. He tstumo ordinario dos Movernos pmmetle
tudo, qnando eom .trinas na mo Ihe pede o l'ovo, e
pouco, ou nada faser, qnando as este lem d -posto ;
e parece, que nisto tenrrasi; porque elle eom
pete execular, e nao ao Povo, que dte ou (.be e-
per ao Goyerno, ou s desobedecer para o mudar ;
nao aos agentes secundarios ; mas ros primeiros de
f|uem dependo a marcha di admini-traco, e a felici
dade publica. A intervensao popular directa > deve
ter lugar nos casos externos, que raras vezes chegao,
c dos quacs devem os Povos ser mais, que muito ava
ros, e leval-os ao fnn ; e nao fieqnentemeule poique
os bens, que se teni em vierta sao quasi sempre Iludi-
dos, e mui poneos-se conseguem; c sao inevitaveis os
males que ella cansa, N* sof remos ja falta d comei-
eio, canaria de gneros, e nao pequea intriga, e ne-
nhum dos bens, qu linhao em vista os reunnidos.
Verd filies? Esperemos, e vel-o liemos; mas no
entanto dirijimos nos ao Exm. Senbor V. Presidente
o Ihe lambamos a necessidade d por todos os meios
possivei-4 acabar rom a desastrosa guerra dos rbanos,
e ios Seuhoret Jui/.es de Paz, e Chefes da Polica, q
devem ter toda a vigilancia a fim de prevenir as re-
messas, e cnmmunicuco dos restauradores da Capital,
edasonlraa Provincia com os do centro desta. Nao
be mu difcil aos Juizes de Paz, no estado actual de
pequenez dos seus destrictus, e com o grande nume-
ro de Inspectores, que lem, osaberquanto de nteres-
se f.iz nos seus deslridos. Srjlo os Jaitas de Pas vi-
gilantes, eaclhe bons Inspectores, que vigiem bem
seus quarteiroes, e os eabanosa haro mis dificulda-
de em se communicarem e abastecer desta Cidade.
*%*'%%* %%'%*%
PROMOTOR PUBLICO.
OFFICIOS.
vLlm. e Exm. SenhorComo pode acontecer, que
Mo Gerente do Consulado de Franca nesta Cidade,
on oCda'gnntirio da Gilera FrcezaCamoesL. A.
Oubonreq, querendo de*embaracnr a mesma, que a
requisito minba est einb.iracjda por a Alfandega das
fasendas, rfqueira ao.Juiz da mesma para prestar ll-
anca por as quanlias em .(pie oCapitSo da referida Ga-
lera houver de ser condemnado por a falsa declaraco
que fez na Alfandega quando nessa csta<;ao appresen-
tou o manifest do carregament da mesma Galera : a
bem da Cauza publica, e em de-sempenlio do meu offi-
rio, peco a V. Exe. que d< termine ao Juiz da Alfan-
dega, que nao tome a fi.inca, que Ihe hpuvcr de re-
querer, ouo Gerente do Consulado de Franca, ou o
Consignatarjq da Galera ; visto que, as condemna-
coes de quetraej o Art. 6.*.do Decreto de 4 de De-
zembro de 1SV2 devem ter lugar c fascrcm-se eecli-
vas pelo simples ficto da adiada de mais, ou de me-
nos, ou dis difereneasdeqtialidude do manifest, sem
dar lugir n disputas judieiaes.
D-os Guarde a V. Exe. Recile 22 de Janeiro de
IS34Ilbn. e Exm. Senbor Vice Presidente da Pro-
vin-ia, Minoel de Carvalbo Paes do AndradeJo-
ie Tavares Gomes da Fonceca, Promotor Publi-
co.
litro. SenborSendo-me por o Exm. Vice
Presidente da Provineii a carta inclusa, para requerer
as neeessarias indag:4coes, c como for direito, preciso
se faz a cte fin, queV. S. baja de mandar compare-
cer na sua pre>enca na hora, e (lia que determinar a
Francisco Paulo de S, que foi quera entregou dita
cuta, i fi'n de se ha ver deate os necessar ios esclareci-
mentos, e as declara, oes, que tenho a exigir para cu-,
jo fim eslarei presente
Dos Guarde a V. S. Recife 22 de Janeiro de 1834
Illm. Senbor Juiz di Paz do l> DeUrictO do Col-
legin Joze Tavares Gomes da Fonceca, Promotor
Publico.
DENUNCIA.
MWFkiirriV. S., Senbor Juiz de Paz do 1.* Des-
l trido do Collegio, denuncia Joze Tavares Gome.
da Fonceca, Promotor Publico neste Municipio^
Pedro Ivo Veloso da Silveira, brarico casado^
lente d'Artilheria de 1." Linha, e hora no^-
ment de Agaa-Prela, o. do Capitn da me*
p linha. Cesarla Mariano ile Albuquerque*1
to bem branco cazado morador uesla Cifl
caso .
i
1L


:>
-
CISO
Hivend*-se manifestado no lugar denominado Pa-
( nellas de Miranda nesta Provincia huma insurreico
contra o Governo de S. M. I. o Senhor D. Pedro
2., a fim de se restaurar o Govervo do Duque de
Bragartca, insurreicio, que leve principio em Julho
. de 1832, e que at agora tem continuado, passando
d'aquelle lugar ao de Jacuipe, e outros da mcsma Pro-
vincia, e das Alagoas, o que nao leria atontecido se
os insurgidos, a cuja frente nao se acha alguna pessoa
de considerarlo, nao trves>em quem osdirigisse eaju-
classe ocultamente', e Ibes (ornecessa ao men03 rnuni-
coes de guerra, agora nao be duvidoso serem os denu-
dados agentes, eco-operadores em til iinurreiclo,
fornecendo e agenciando elles aos insurgidos munico-
es de guerra para poderem continuar a guerra a favor
da restaura cao, como se v da carta junta assignada
pelo primeiro Denunciado dirigda do ponto de Capo-
eiras, em 19 de Julho de 1833, ao segundo Denunci-
ado nesta Cidade, em a quid se aprehende com toda
a clareza serem outros parteripanles do me.mo nego-
cio, a qual carta, declara o-Suplicante haver I he sido
remettida com hum officio do Exm. Vice Presidente
da Provincia com dacta de 20 do corrente para que
sobre a sua veracidade, elle fizesse as neressarias inda-
gacoes, e procedess como fosse de direilo contra seu
Autor. E como o caso seja gravemente punivel, se-
gundo o Artigo 87 d Cdigo Penal, o Supplicante o
denuncia a V. S. a quem requer que hftja de mandar
tomar por termo a sua denuncia e juramento, eque
julgando a mesma provada com a dito carta, e declara-
cao junta, feita por Francisco Paula de Sa portador
da mesma, sejo os Denunciados e quem mais direi-
to for, pronunciados a pristo e livramento depoh de
selhesfaserasperguntashaformada Lei, sendo seua
nomes lancados no rr.l dos culpados, pa^ando-se or-
dem para serem recommendados os que otiverem pre-
zos, e para serem presos os que estiverem sollos P.
a V. S. seja servido Hie' diferirE. R. M-vRecife
23 de Janeiro de 18340 Promotor Publico-Jozc
Tavares Gomes da Foncec.i.
-\.,
INTERIOR.
DEmos j ao publico bum extracto da Memoria de
hum Fabricante Ingles, na qual este mostrarle
quanta vantagem seria para a Inglaterra a livre ad-
misso los produelos colrmiaes do Brazil, em con-
currencia com os das suas i I has Q-ideutars &<. espei-
almente a respe ifo do %fdao, cuja principal introduc-
to na (irn Bretanha, devida a Industria Amerina,
O Fabricante, pelos motivos que all expoe, entende
ser nociva ao pas por seus indirectos resultados. Se-
gunda Memoria, nao menos 'interesante appareceo a-
gora no Correio Official, tambera traducida do In-
glez ; besubcripta por hum Negociante do Brazil,
e occopa-se excluzyamente com oeommerrio lo Cha:
o negociante faz ver os inconvenientes do trafico fei-
lo at hoje cbm a China, por intermedio da Compa-
nhia das Indias Orientaes ; enumera asalcavalas e tra-
picaras que os Ingleses tem a tolerar no mercado de
Cantao, as interrupcoes que ha soffrido ocommercio,
e a que s podem faser face os vastos depsitos da'
Companhia ; nota as grandes sommas que cumpre dis-
pender pura tranzaeces to longinquas; e finalmente
'idica o Brazil, como o'paizque pode com facilidade
^stecer de Cha o mercado da Gram Rretanha, logo
respeito da China cesse o previlegio da Com-
bas Indias Orientaes.
(diz o Negociante) o Autor vem propor
^obviar isto, e de habilitar o nosso Go-
pgurar relacoes commerciaes mais 'moni.
imtnte ventajosas com a China. Estes
meios se achao em lugar talvez ainda no Jembrado,
por nao estar nem na Iuglerra nem na Asia.' O BRA-
ZIL os oflerece. *Li o cha prospera lobem, se nao
melhor, do que na-China. Su cultura be conherida
em todas as Provincias, mrmente as do.Rio de Ja-
neiro, e S. Paulo, nroduzodo qualquer variedade
que tenha vindo da Chni, com hum sabor to hi < I-
lente que l o preferem ao genuino, que trazem du In-
dia.
O methodo de colher, secar, torrar, e enrolar as
folhas esta bem conhfcido, por ter silo munado p r
huma nnmrrosi dio Va 'e Chinas q e mandou bus-
cara Cantao em 1810, para este niesmo fim.
Quil quer numero de ps obten se sem custo. A
planta robusti e activa em crescer, d no terreiro au-
no |ima colheita abundante, que continua por espaco
de 30 annosf O
O escriplor pe le lirenca para diferir da opiniio do
author da analise, sobre a assercioque ela cultura pe-
de considera veis dcsembolcos, pois qie tendo vUto o
modo de plantar, de colher, secar e preparar o ch'd,
elle tem motaos para sustentar que o de psignifi -ante, comparado com o que exige m os enpe-
nhos dassucar, e blendas decaffe.
O cha necessita de vasto terreno, e esta considera-
co, de grande pezo para a China to exuberante em
popuiaco, de nada vale no Brasil!
Com o judiciosp emprego de 15:000 trabalhador no
Brasil, durante trez annos, para preparar o terreno e
plantar o arbusto, obter-se-ha sem duvida o numero
sufficiente de ps, v. g. 100:000:000 osquaes no fim
de 4 oi 5 annos da rao bstanle porco deboloes, e fo-
haj para suprir os pedidos da Inglaterra, v. g. 30 mi-
Ihoes de libras, quantidade que provavelmente nao
aere subir, vista a redueco do imposto sobre o Man.
5e o numero proporcional de operarios para colher,
e preparar o cha for enviado gradualmente duranta
este intervalo, ni qualidade de colonos, e misturados
com os Brasi'eiros, que podem seraltrahidos fcilmen-
te dos distritos centraes, huma popuiaco de 90
100:000 individuos depois de se entregar durante se-
le meses no anno este trabalho, que nada tem de pe-
nozo, e que dar per feita mente corita do que se pro-
cura, estar apta de mais a mais, nos 5 mezes restan-
tes a, tirar com pouca fadiga huma abundante subsis-
tencia do frtil solo daquelle pas avantajado.
(uem se nao encher de satisfaco na contempla-
cao de sem.lhante, gradual, e sem duvida bem suc-
ceUida ooloniMcio no paiz mais abencoado da trra,
a qu, sera hum foco de ordem e de industria para o
Brasil que retribuir com graido aos seos fundado-
res; por que o pequeo desembolco, com que dever
entrar, bes ser retribuido com immenso ganho, a-
lem do hsonge,ro sentimento de ler resgatado tanto
emigrantes, que para l forera, d, miseria, e da ocio-
-sidade !
E nisto que ganhar a Naco Ingleza ?
Obteremos hum genero, que se tornou entre nos
de huma importancia transcendente para o* individu-
os e o fcstado, sem sermo* obrigados nos humilhar
perante a ma.s depravada, orgulhosa, a caprichosa
de todas as as iNaces. Nao seremos obrigados a pa-
gar hum dire.to de 3 ds. em cada libra ao Governo
IJrasileiro; o que representa hum tributo de
?! */Pe pagamos ao Governo Chines, nem
300:000 ditlo pelas quebras dos negocales do Honzx
nem o
200:000 ditto pelo empate nos armasens, do provi-
menlo de alguns annos, como seguranea
contra as caprichosas interrupcoes do com-
, mercio, nem a lem disto
4
'<

f

f

: ^

-**-r


(1207)


>00:Ooo dilto que representio q grq menor ta ivali-
aco Ja difTcrcnca para mgnos das despezas
da agencia deste ramo pelo commcrcio livre,
em vez do da Companhia^ e da dimiuuico
dos (Veles de embarcacoes armadas e manli-
das com luxo, para os de vazos mercantes,
' mantidos com parcimonia e consagrados u-
nlcamente a lomar carga, qnaes os qtte ja
trazem do Brazil caT, assucar, algodo, e
ouro.
As ideas do Negociante do Brazil parecem-no** ex-
actas, menos na p.rte em que julgi redundaren! da e-
mrgracfo Ingleza vanlagcns ao Brasil para a cultura do
Cha. Na julgimos que os colonos Britnicos difcil-
mente se accom moda rilo ao. paiz, e aos hbitos de vi-
a gue ahi alo necessirios saude. e mesmo indispe-
avetaexistencia. A cultura dficji lie* b urna da-
que'las a que melhor se pode occOrrer com a ppala-
Cid existente. Todos os embaracos que se tem exil-
iado acerca desse cultivo, sao chimericos: he elle
hum dos mata facis no Brasil, segundo o que nos in-
formlo pesso.is experientes e enten lidas. Com qnal
quer favor indirecto que tal industria receba, veremos
O sen produrlo crescer com tanta rapidez, como em
cortas provincias obteve o do caf. Principalmente a
provincia de S. Paulo, anude alguns FazehdeiroSse
tem dado a plantarlo do Chdn poder em breve ressar-
cir as perdis que Ihe lia cauzadn .1 descida dos asa-,
carea Braaileiroa no mercarlo Europeo. Alem de nu-
tras vanlig.Mis que na cultivarlo deste genero se en-
costran, ha a da (cilidade do transporte, milito nt-
tendivel em huma regiao como a nossa, aonde he mili-
tas vetes impossivel trazer os objeetos aos portos de
embarque pelo preco a que avultao as despesas dec-
ducefo. O Negociante do Biatil lembra romo gran-
de meio de dar incremento cultura do Chano nosso
paiz, a colonisaco Ingle/a. Nos dissemos a tal res-
peito o nosso volto, todava, seria ella tal vez conve-
niente, se alguns especuladores Inglezes, 011 indivi-
dualmente, 011 por companhias, intentassem a empre-
za de l'azer cultivar aqu o Cha com bracos importados
dasua patria. Tuda a soite de industria he no Bra-
Zil permittida aos estrangeiros, gracas liberalidade
que nessa parte respiran as nossas Lia. O Cha pro-
metie incremento de futura prosperidade nossa tr-
ra aonde a Natureza est sempre corrigindo os erros
dos hmeos.
(Da Aurora.)
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
PAssando eu pela praia da Ribeira no dia 22 do
correte mez, huma hora e meia da tarde vi
hum homem le calca e camisa mandando acuitar hum
escravo parei, e observando perguntei o quetinha fei-
to aquelle negro se jquelle homem hera seu senhor,
dicerie-me que hera hum Inspector do 4. Destrieto,
perguntri m.iis se utn Inspector eslava authorizado a
mandar surrar a escravos alheios, e de carniza, e calca
sem xapeo : perguntei maisque qualidade hera aquel-
lo Inspector, dice rao me que hera huma anzoleiro.
Senlior Redador fiquei pasmado de ver hum homem,
como hum matulo mandando acoitar escravos alheips,
e como nao, baja Ley, que o authorize para mandar a-
eoilar escravos alheios. Rogo ao Snr. Redactor
queira dar ao prclo para que o Snr. Juiz de Paz tenha
todo o cuidado no dito Inspector.
Hum dos que observou.
Hummw
Snr. Redactor.
SEaminha honra gravemente offendida pelo cri-
minoso artigo do Snr. Que nao carece de hum
laquistainserta no Diario d'A ministradlo n. 17 de
22 do crrenle mez, np reclamasse hum uisfnrco com-
p.ilivel com astLea ; e como o carcter de quem, como
eu, tem sempre trilhado o espinhosocaminho da hon-
ra ; eu por certo entregara a injuria que nelle se me
fea, a hum completo desprezo, por ser, como eslou
persuadido, esla a.arma com que se devtm ferir os
que para dar algum pezo as suas palavrasa se cobrem
com as vergonhosas vestes do annimo., para d'est'arte
ssaltarem aquellas, cujo Patriotismo envejo, e cujo
meiitono podem guiar. Por estas concideracSes
poia, lembrando-me de mais a mais, que s'eu nao
concorrer para que a espada da Lei, se descarregue so-
rre a cabeca d hum vil calumniador, como o Author
do artigo em questo, contribuo, posto que indirecta-
mente, para que huma fra semelhante esperancosa
da impunidadr da Sociedade : eu aproveito-me do seu
bem conceituado Diario, para declarar ao respeitavel
Publico, e em particular aos meus amigos, q' vou cha-
mar a Jura.los o author c lio infame calumnia: Neste
incorruplivel.Tribunal, espero que elle apprenda a
respeitar a honra dos Cidados, que como cu, nao se
tem poupado a aerifi.'ios, quando se tracta da pros-
peridade de sua Patria.
Seu Venerador.
Cae tao tinto de Veras
Recite'22 de Janeiro de 1834.
-%%*%%*%%**% v%%v
Snr. Redactor.
1^ M ol)7equo da verdade,- faca- publico para que
li nao fique tantos Cidados probos e honrados vaci-
lantes a respeito do que tem publicado certo Vigario
fora desta Cidade, que o Exm. Bispo' me suspenden
do exercicio das minhas ordens (quando tal nao ha) e
ainda sendo assim eu lancaria mo da benificencia do
mrsmo Exm. Bispo de quem j tenho recebido muitas
gracns e favores, e nada menos do Reverendsimo
Doutor Vigario geral com quem eslou em doce armo-
na ; que afinal concluo ser.taobem falsissimo ter lo-
bem dito aquelle Vigario que sou crimino, huma
vez que osSnrs. Escrivaens aesta. Cidade por ordem
superior publiraro qne nao existia, e nunca exislio
nos seos Cartarios crime algum pelo qual me tornease
reo perante a Lei, como j fiz ver pelo Diario de 26
de-Agosto do anuo p. p. axando eu muito acertado q'
as actuaes circunstancias o silencio e a ,unio sera lou-
vavel no.Sacerd.ute para se respeitar a Lei e as autho-
ridades, e nada de intrigas porem que a ninguem he
permelido notar sem ser notado.
Sou Snr. Redactor seo alteneioso criado.
O Padre Joaquim Eufrazio da Cruz.
*%*/ *%%%%v%*v
Publicacao Literaria.

SAhio luz a Educado das Filhas, por Mr. Fene-
lon, Arcebispo e Duque de Cambraia, Iraduzida
em Portuguez por Joze Correia da Silva Titra : fi-
zer elogios a este tratado torna-se escuzado, pois seu
autor bem conhecido entre nos, principalmente pe-
la composico das Aventuras de Telemco, que ora
quanto noseja de tanta utilidade, tem-se feito bastan-
tes edicSes na nossa lingua ; e bastar diser que na
obra que ora se publica acharo as Senhoras Maya de
familia o neceasario para bem educarem suas filhas, e
isto de um modo que chega a comprehenco de qual-
3m
TV.
PPP
m


(
1208)
v
fuer pessoa. Os Snrs. e Senhoras que se dignarao as-
signar para esta impresso podem mandar receber su-
as assignaturas na Praca da Unio lojade livros
n. 37 e 38 \ onde se vender aos que o nao forem pe-
lo preco de 960 reis cada exemplar.
O
de.
SU0O0 no Correto.
Paque Jnglez Reindeer rerche as malas para a
Babia, e Rio de Janeiro hoje pelas 6 horas da tar-
^^" O Palaxo Boa-ventura recebe as malas para
Santos e Rio Grande do Sul amanb pelas 11 horas
do dia.
l\M1U\i
$aiuo,3 a carga.
Para o Araca.
SEguc viagem a Sumaca Ave Mara : quem nella
quizer ca regar, ou ir de passagem dirija-se ao
proprietario Manoel Joze morador no porto das cano-
as, ou ao Mestre Francisco (VJurtins de Oliveira abor-
do da mesma ancorada defronte do Trapixee novo.
I f M cava lio, muilo manco, bom rerregador e es-
Jquip.idor: na ra da Cedria de Recife n. 18.
^3T Um faqueirode p.rata : na ra Direila pada-
rial). 13. P
^^" Um violocom muito pouro uzo, e boas vo-
zes : na ra do Livramrnio D. 7, lado direito.
^T3* Rap' Princeza uhimamente ch. gado em libras
eoilavas, feriaba de mandioca em sacas, barrica de
servia preln, cha bisson,. imperial, e uxim : na ra
da Cruz n. 53.
fcSP" Una 'rmaco de venda com os seus pertenres:
na ra qie entra para o pateo da Santa Cruz D. 28.
. r*S3h Urtia venda na Rib. ira da Boa-vala D. 30,
m"biu lugar e coiumodos para familia : na mes-
-ma. ;v" *'
- :'. '
% **v*tv%%
- Cotuprag
(tM negro para rosinhar, quetenba 14a 18 annos,
Je paga se em Lom cobro : anuncie.
^W*" rfentea de tartaruga uzados, oh aiuda mesmo
quebrados,' e cobre velho, ou ainda mesmo moeda
dancbah que nao corra : na ra do Cabuga junto a
toia. do bandeira.
,* twnw
:?O0 particulares.
QUirino Antonio do Espirito Santo faz sciente aO
Sor. Manoi-J Antonio da Silva Antunes, caixeiro
do >nr. Cokrhot, que compareca boje, ou amauh,
ou o mais breve possivel a casa de sua rezdencia, na
ra d'Hortas, pois tem negocio interessante, que Ira-
jar ; e por o anunciante andar (lente, e nao poder
procuradlo, he que Ibe faz ole avizo.
T^- Roga-se ao Snr. Juiz Interino da Alfandega
da* Fazendas, Luiz Joze de Sampaio, que a bem da
jN'aco, e deseus concidados, lenlia a bondade de in-
Coraiar quanto antes a reprcscntaco que fez o Cidado
(ttano Pinto de Veras, ao Inspector do Tbezouro, o
qual fo* informar a sua Seuhoria no dia 18 de De-
zembro p. passado.
^p- Quem anunciou querer dar 100$ reisde co-
bre marcado a juros declare a sua morada.
^.Quem'ticr.e quizer allujjar urna preta que
saiba vender na ra, e que se ja fiel; anuncie.
^^ Roga-se ao muito Reverendo Snr. I r. Galdi-
no de Santa Ignez e Araujo, ex procurador do Mos-
teiro de S. liento de Olinda, declare, onde o pode pro-
curar quem Ibe percisa fallar com empenho.
^$- Quem precisar de um feitor para sitio que en-
tende de plantaces d'orta ; dirija se a ra do Quei-
mado D. 11 loja de ferragem.
^- Quem anunciou querer 100$ rris a premio
de dois por cento, e por espaco de oito mezes, dando
de penhor ouro de lei; dirija-se a ra dos Quartcis
D. 5, t.*at>dar. O
^- Preciza de urna ama de leite, que nao ten ha
cria, e prefere-se captiva : no palco de S. Pedro ca-
za terrea D. 4, ou anuncie.
fcy Preeisa-se. de um caixeiro Porlngue/. de 10 a
12 annos para servico de ra ; na casa D. 8, em Nos-
sa Senhora do Terco.
As pessoasque se quiserem aplicar arte Comiea
recebendo 480 reis diarios, compareci no IJo|. I The-
atro junto caza da opera, que leudo habilidadti c-
ro admitidos.
crfosfiatDc0.
STmao naco. Gtcange, estatura mediana, cor pre-
ta, rosto redondo, denles aberlos, a ebrio do cor-,
po ; fgido no dia 12 do rente indo para o cpim,
com calca de estopa, camisa da miuftpolo. e chapee
de pal ha : roa da Conceiro da Boa \i-ia D. 13.
ft-^s* Mara de naca Rebolo, cor luli, mossa, ros-
to chato, e macis levantadas, altura ordinaria, sec"
doeorpoepes; fgida no dia 22, m sai.i de xit.i
azul com palmas autarcas, pon m bastante u/.ada, i
carniza de algodozinho : ha desroifiaiica de ler sid(
fin ida ; a pez a r de ja ter 8 annos le trra : quem del
la ti ver noticia, ou pega-la leve ao Capito Joze Wa
lia Hdefnnto na ra do Hospicio.
VT^ Ignacio, pescador do tarrafa, baixo, gro>-o
docorpo, rosl picado de bixigis, um denle falto da
liarte de simii. a cabeca pela parte de traz chata, muito
limpo do corno com um talho na barba, deacoufi-e
qii'etej oceqtto por j se ter visto por varia vezej
vir da nevara, e recolher-se ; fgido no dia 5 da
Dezembro do auno p. p. : o p leo de S. Joze I). 3.
iNOTIClAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 22.
mjEW YORK; 3-2 das; B. Amr. Susan, Cap.
HiCowplnd: farinha, e mais gneros: Oldaui
& Comp.
Sabidos no mesmo dia.
RIO FORMOZO-, S. Guadalupe, M. Monee'
Pe re ira de Almeida : lastro.
RIO DE JANEIRO, pbla BABIA ; &. Amr. Ce
missarj, Cap. Charles Runlelt : lastro.
>\
ERRATAS.
myO Diario N. 299, col. 5.a lin. 26, augmente*
1^1exigenciasdepon da palabraasendoli^
36 cm lugar de concorressem leia-jeconcorrcrcni'
lin. 60 em lugar deralliem se lea-seralem-se.
OMW'I,IHI \mm*tS**#*pitrr**.:rn *

Pbujv. .\\a '/'>/. do Diento 18.;
T7T
7


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E70DT9TLF_QBG91R INGEST_TIME 2013-03-27T16:21:59Z PACKAGE AA00011611_02083
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES