Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02040


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Full Text

ANNO DK 1836.
SKXTA FREIR
30 OE SETEMDRO N. 211,
9IA11IO
Per* a Manso, aa Tvr.na M. f. d V n n iH.ifi-
OAS DA SEMANA-
2g Sepinda S. Cjpriano e J. Aud. dos Juizps. do Cr.
de m. e de t. ses. da Tliezourana Publica e
Chae, de t-
27 Terca- S. Cosme e D. Re. de m. e aud. do J- de
O. de t.
28 Quarta S. Wenceslao Duq. ."es. da Th. P.
29 Quinta 4f ? Miguel Arcanjo.
30 Sexta S. Jernimo nr. ses. da Th. P. aud. do J. de
O-det
1 Sbado I. de Out S. Virissimo Re. de m. e aud.
t> V. fl. de t ero Onria.
2 Domine O SS. Roxario de N. S. Qutrt. m. aos
5 m. da t.
Ttdo agora depende e nos roesmos da nnssa pru
dencia. moderacao. e energa .'continuemos como
principiamos, e serrinos acontados com admira-
o entre as Nac,5es mas cultas.
Proelamafi i* iiiimtlii Car a I 4 Brasil
SuhscreTe-sea lOOOrs. mensaes pagos adiantadns
nesta Tipografa, ra das Crnzes D. S, e na Pra-
ca da Independencia N. 37 e SU : onde recrliem
correspondencias legalisaaas, e annuncins inseriu-
do e tea rrstii sendo dos proprios assignantes.
rindo sssignados.
CAMBIOS.
Sttembro 29.
-LiOndre* 37 Os. St. poi l ctd. ou prata
50 porecnto de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal. Nota.
Franca 260 -265 Rs. por franco
Rio (le Jan. 6 p. c- de prem.
Moe.las de 6..400 IS.,200 13..400
4000 6..700a 6800
Pe os I ,,440
Premio da prata 50 p. c
das lettras, por mea I &2poro|0
Cobre 25 por cento de descont
PARTIDA DOS CORHIIOS.
Olmda_Todns os das ao meio dia.
(Imana, Alhandra. Parailia, Villa do Conde, Mo-
manguape, Pilar, Real de S. Joao. Brejo d'Areia,
Rainha, Pnmbal, Noa de Souaa. Cidade do Natal,
Vil'as de Goianninha. e Noa da Prineeia, Cidade
da Fortaleza. Villas do Aquirs, Monte mor ora,
Aracaty, Cascavel. Canind, Granja, Imperatrif,
S. Bernardo, S. Joan do Principe. Sobrar, Norad"
KIRey. Ico, S. Matheus, Heichodo sangue. S
Antonio do Jardim, Quezerainobim. e Parnahi a
Segundas e Sextas feiras ao meio dia por via da
Pariba. Santo A man Todas as quintas feiras ao
meio dia. Garanhiins. e Bonito nos das 10 e 24
ile rada inri ao meio da. Floresno dia 13 de
cada mea ao meio dia* Cabo. Serinhaem, Rio For
moxo, e Porto Calvo- nos dias 1, He 21 de cada
me*-
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
SSEMBLE*. GRRAL LEGISLATIVA.
CAMAIU DOS DErUTADOS.
Sessao de 18 dejulho.
A' 10 botas feita a chamaba, e aefian
do-se numero legal, foi abena a ni sao
depois de lid*, e approvada a acta d'ante
cedente.
OSnr. i. Secretario dando ronta do
expediente leo hom officio do Ministro da
Jusiica, que fot Cominiss ca. .
Leo tois outro do Senhor Mini-tro da
Fazend*, que foi a imprimir, e remelli-
do depoi* Gommissio de oicamento.
Leo mais outro olli. io do aiesmo Snr.
era que partecipa na5 poder por motivos
ju tos compirecer na sessao : a Cmara
lirn inteirade.
Ordem do dia.
Contiauou a dicussa addiada sobre o
a. arl. da resolucaS das rtformas dos 01-
ficiaes de milicias, e a das emendas appui-
adas.
O Sr. Vriga Pessoa disse, que havia
rotado contra o 1. arl., porem que as
lava determinado a votar pelo a. cud ta-
t que se adoptasse huma emenda additi-
va que roandou i meza.
A emenda fui appoiada, porem a dis-
cussa Hcou ainda addiada.
GSr. 1. Secretario obseivou Cma-
ra que o officio do Sr. Mmi lo da Fa-
zenda.fra impresso no Correiu OH'n i-*I, e
por cousegumte ihe parecia desnecessario
a na impres a5 (apoiado.)
EntruuoSnr. Ministo dajustica, e to-
mando as.-euto leo a seguinte propos-
ta.
Augustos e Di>>nissmos Snrs. Repre-
sentantes da Ne o.
A segu anca individual e de proprieda-
de dos cidadlos he garantida p la Cons-
tituica do Imperio. O Governo, firme
em proteger huma e outra : na5 *e acba
para isto solficientemeote habilitado: el-
le Tem solicitar de vossa sab. doria e patri-
otismo meios adeqoados para fazer effee-
tiva aquella garanta. A polica d- hu-
ma cap t esta, nao pode >er desempenhada cora o
pequeo numero de Guardas Municpaes
.Permanente ora existentes, porque, em
vasa das necessidacies publicas e indis-
pensaveis, sa5 tmpregadas era tantos ser-
vicos, que apenas re-ta a cada soldado meio
d a de fola, como live-tes occasiaS dero-
nhecer no Re'atorio da repartca a roen
caigo. S b'e tulo, quando os meios de
escapar punica do dilicto *io tantos e
ta facis em ra-io da insufficiencia dos
nossos Cdigos, he de absoluta nece^i-
dad< huma Polica preventiva, que acau-
tele oh insultos s peasoas e proprieda-
des, porque em todo o caso he rr.elbor
piwenir os delirios d> que punil-o?. 0
Governo julga indispensavel espalhar pe
las ras desla capital hum tal numero de
soldados que, ( o mas queseja p-ssivel)
em contacto hum com os outros, pon>a5
observar l. da a (Hade ao mesmo lempo,
e auxiliar se ern Mas dillerentes deligen-
cias ; por i*so o Governo enfeude de acu
dever off^reper-vos a seguinte propos-
ta .*
Art. i. O Corpo Municipal Permn-i;-
t fica augmentado com rnais duarntas
pracas de soldados, quatro segundos Sar-
gentos, e oito cabos repartido1* pelas qua-
tro companhias de iufanlaria existen-
te.
Art. a. O Corpo Mnnicpal Permanen-
te destacar todas ai nuiles desdrf as Trin-
d.'dea al araanhecer huma forca saffic-
ente para ser distribuida pela tuaa da
cidade, a fim de aigiar constantemente na
tranquillidade e srg.iranca pub ica.
Art. 3. O Goverro he antborisado a
despender com estas pragasa quantia an-
nual de cincuenta mntos de res.
Rio de Janeiro, 18 de Julhode 1856
Gustavo Adulfo de Agnilar Pantoja.
Foi a Cornniisso de Ju-tca Criminal a
proposta : o Sr. IYI ni-lro icou para as-
sislii lerceira discuss<5 da preposta do
Governo sobre a .suspensa de garantas no
Rio Grande do Sul.
O Sr. R f*el de Carvalho disse que nao
achou que o i spirito da Astembla Proviw*
nal do Ro Grande fosse aedicio 'o notou
que que o Sr. Jos de A rao jo Ri'>eiro re-
conheceu legal a Asaemblea qu-ndo es-
cievto huma Caita a Rento Congalves.
O Snr. Carn-im Lea interrompeo o
discorso do Sr. Rafael pedindo a pilarra
pela ordem, e logo que a obtevx disse que
a posse du Presidente Araoju Rbirofo-
ra reconhecida legal pela Cmara (apoca-
dos), que tudo qn -rilo o Snr. Deputado
havia dito eia escan<1alozo, e imiigno de
ser profeiido na Cmara (apoiado-). Nu-
tou que o gosto do Sr. D--pulado era con
tradizer sempre qnantas deas fussem re-
cebidas na Cmara, p ir sao era contra a
ordem, e que o Corpo L'gislativo nao o
devia ouvir (apoiado).
O Snr. Ril'ael de Carvalho continu-
ando a ter a patavra sustento i a sua o-
pinio.
O Snr. Rezende fez io Snr. Ministro
a seguinte* pe julga inntil a amnptia para o Rio Gran-
pu. 2. seju'gandu-a pll est resollido a
coiiredel a com approvjca da Assemblea
Geral. 3. se entende mais ronveniente que
a atona!a a suspens.- de g-rantias ?
O Snr. Ministro responden, que o G >-
verno off-recera amnista aos Rebeldes
do Ro Grande quando ulgou que seria
til, por agora que se precis<5 medidas
vigoro.*^, e na6 brandas : e neste caso o
Governo ju'ga mais conveniente que a
amnista a suspensio de garantas.
O Snr. Rezende ten do a palavra oppoz-
se proposta por na5 ter confianga no
Governo e ofFereceo a seguinte emen-
da.
Arl. i. Fica approvada a aroni-lia
prometlida pelo Governo, nao .' para os
que j le tem unido causa da Irgilda
de, mas para qnaesquer pes os, queden*
Uo do pia?o de hum n>ez, contado da
publirac6 desta n<* Provincia do Ro Gra-
de, dr-pozerem as armas lebeldes e se sub-
metterem obediencia das Autoiidadts
legaes.
Arl. a. Durante o paco marcado no
art. antecedente, o Governo tomar to-
das as medidas de cegoranca as opera -
ces militares, e nao consent que
soinln a des'e prazo os sediciosos ganhem
mais forca.
Art. 3. Se fin do o prazo marcado to-
dos os sediciosos nao tiveiem deposto as
armas, (icio suspensas, Vr. como na pro-
pona.-Ilem iques de Rezende.
A emenda foi apoiada.
Snr. Caineiro Le*8 disrorrendo lar-
gamente e fV/endo v.irias nflex s re
f.dou a opinifo do Snr. Rafael de Carva-
lho.
O Snr. Sou/.a Marlins fazendo valias
rrQexes relativas ao que havia dito oSr.
Rafael de Caivalbo : disse q os Coi pos Legislativos era permittidu
cen-uar o Qoverno quando o merega,
roas que n.5 julgava pernriltido a hum
Representante da N-g 6 dizer que o Go-
veruu G- ral piatique actos reb Ides : dis
se mais, que vigt dos actos dos rebeldes
no Ro Giande nao se deve ter a menor
consideraga rom elle*.
OSnr. Paranho-s re>pondeo a todos us
ai guenlos do Sr. Rafael de Carvalho : e
disse que a emenda do Sr. Rezende Ihe
pareca impiopria rio lugr.
O .Si. Rafael d-Ca val do fallando Ion-
g lempo respond o ao discurso do Snr.
Carnfiru L a; inipugnou as ra-es do
Sr. Souza Maitins ; e por fim disse que
julgava inutd a I* i em discnssa, que o
Sr. Araujo Ribeiro comeleo erro, equeo
Governo lera sido cap ichozo em sustentar I
esse erro. Vuluo contra o projedo.
OSnr. Caroeiro Lea dis,e que os docu- j
menloa que se refere o Sr. Rafael de
Carvalho lora lidos, e examinados pe-
la Com.Tiiss.i5 respectiva, e que esta os
encara va como devi.i, e se.'o Sr. Deputado
os leo; e tirou delies outro exame que
u aprsente, e neste sentido orou longo
lempo.
Dando a hora ficou a discossa adia-
da de i se para oidem do dia a mesrea
materia.
Levanlou-te a sessao pelas a horas da
tarde.
SENADO-
SessaS de ig delulho de 1836.
Depois do Expedienta lido pelo Sr. i:
Secretario leo hum parecer por psrte das
Commiss5es de Mariuha, Guerra, e Fa-
zeoda para que se pega5 itifurmac6es aO
Governo sobre a pretenca dus E-rrivies,
e Commissarios da Armada, pedindo aug-
mento de Vencimento.
O mesmo Sr. Senador leo oulro pare-
cer da Com ussio d<* IVfarinba e Guerra
para que tambera se peca5 informag6es ao
Gotrnb sobre o requerimento de Rinto
Gongalves Turinho, em que pede ser in-
demnisa lo do prejaizo que tem soffrido
em seu accesso. For5 ambos l> go appro-
vados.
Entruu em a. discu-sa o Projecto'de
Decreto que marca aa altribuicdei dos
Juizea Manicipies no I. Art. que o Sr.
Vergoeiro impgnou como oppsstoao Ait.
addiccional.
O Sr. Cameiro de Campos sudenlou o
Ait., e o Sur. Vell^sques, auclor do Pro-
jedo, lequereoq e Ijssc > mesmas Com-
DI oes, a que se havia mandado o Pro-
jecto sobre os Juizes de Pas, o que ficou
d da do, por se adiar o Snr. Ministro di
Marinba na ente Salla, e sendo iutroduzi-
do, cunlinuou a discussio da L> i que fixa
as forras dente nu Art. 5 que sed/o por dicut
do, como os Arta. 6., e7.
No Art. 8. o Snr. Borges requereo que
se restabelecesse o Art. da Propona do
Governo, em lugar da Emenda posta na
Cmara dos Snrs. Deputados, (ira de
que s se concedi luengas aos Ofiiaes-
da Armada qua aiequerem para embar-
car em Navios mercantes com metade do
sold, e vencimento desold.
Os Sr*. Salurniuo, e Paianagu sus-
ten'aiio a Emenda da outra Canuta, e es-
te ultimo ollerereo huma Emenda para
que depo's de Navios mercantes se diga
lrasileiios o Snr. Borges applicou esti
Emenda ao Art. da Proposta do Gover-
no4 e depois de longo debate, deo i? por
discut Ja a traten*.


s
Entrou ein discussa o Ait. 9, que
cria dua. Comptnhias de Marinheiros em
trra para 'embarcaren! oppoi tunamente,
ed*poij de grande debate, era q ie o Sr.
Ministro def odeo o Ari. fallando contra
oSr. M. deParanagu, deo-.-e por dis-
cutido ; e por dar a hora retirou-se o Sr.
Ministro.
Passaudo-se votac ForaS approvados
os Ait". 5., 6., 7., e 8. com a Emenda
da outra Cmara, < s.b-emeoda doSr. M.
dd Parauagu ; eo Art. 9.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
V-
BXA DAS DIVCR8.VS RBNDA9.
A pauta he s meeme do N. 18.
PERNAMBUCO.
GOVRRNO DA PROVWCIA.
Expediente do dia a8.
OFFICIO.
Ao Exn. Presidente da Provincia do B.
Grande d Noite dizen'do-lhe que im sa-
tisfaca8 a exigencia que faz em seo officio
de ia do comnte das 6 pecas de ferro de
calibre ia que por ordena do Governo Su-
premo fora mandidas no Brigue Oro-
rimbo pra aquella Provincia, eaqui dei.
xadaa no Arsenal de Mainha, foi expe-
di'a oi'dem ao respectivo Inspector para
as rerielter no l. Paquete, ^ou em qual
quer outra oportuna tecasia.

PORTARAS.
Ao Inspector Geral das Obras PtibK-
cas, pa.a info. mor se a pe. tenca* de Gon-
zalo Jote da Costa eS. constantes dos re-
querimentosquese lh^ enVa6, p.ejndi-
ca a Fazenda Publica, 011 aos arfanjos da
Alfandega, ten do em vista os que se deve-
ia6 ainda fazer. .
__ Ao Inspector do Ara-nal de Man-
nha, para remet ter para a Piovinria do
Bio Grande do Norte a entregar ao respe-
ctivoExm. Prndente, pelo 1. Paquete,
ou por qualquer ootra embar.aca6, que
aquella Provincia se derija as 6 Pcas de
calibre la do Rio de Janeiro viera no
Biigue Orozimbo.
Navios Despichados no Ha 8
Galeota Hespsnhola S. Paolo Para
Barcelona, McstieD. Ai.t Sumaca B>a?ilera Cneeic*8 Para
o Rio de Janeiro, uestre Tbeotonio Jote
Ferraira.
DIVERSAS BEPABTICORNS.
TREEITt'RA DA COMARCA DO RECIPE.
Parte do dia 28.
Illm. eExro. Sr.
Pelo Comrrissario de Polica de Fra
de Ponas foi-me participado ter-s hoje
enforcido pelas li horas do dia o pelo
de nome Jote, e-ci avo de Firnimo Peasoa
da Gama, moradoi no dito lugar de Fo-
ra de Poita* por baixo do Trapixe do Ar-
senal deM'iiuln. #*.,
ForaS presos, e recolbidoseo Gallboii-
eo a p'rela libe, la de nome Joaquina Ala-
ria da Conctica6, reroettida pelo Sub-
Prefeito de 8. Antonio, por furto, ewi
noel Pereira da Fonreca, remeltido pelo
Coramiwatio de Polica do DUrido da
Bc.avista, por ter espmrado sua mulher
r insultal a de pal-vrae injuriosa*, eeon.
lar sefelle Fonceca avesado tuifc.s de ca-
valfo, sendo Ibe aprehendido um, que foi
rerolfcido coxia do Guipo Policial.
Nada oais consta. ,
Dos Guarde a V. Ev. Secretar. da
PrefituradaGommareado Rerife 28 de
Seiembro de i836.-Ilm. e Exm. Sr.
Fr.n.iscode Paula Gtvalcar.ti de Albu.
qoerque, Preeidente da Pr viocia.Ma-
nuel do NaacimenU- da Coata onter.o
K-
ORRiS PUBLICA!.
Em observancia das ordena do Exm.
Sr. P. esid.nie v..i ser arrematada, a quem
po-- menos a fi/er a obra do reparo, e
arrescentamenln da ponte do Manp,uinho
avaliada *m 3:998^075 eis. As pesaras
que a qm/ci arrematar pod m comparecer
ta Caza do lu-prcip das O iras Publicas
onde staia ptenle o _orc..-mento todos os
dia otei* as h< raja do expediente. E no*
dias.3, 5, e 7, do mee o'Oulubro prn-xi-
u vindouro lea lugar a errematacio ,
pata o que os Leitores be aprezentaio de-
vidamente habilitad a com Fiadores ido-
neos. Iuspeociodas Obras Publicas.
Moracs Ancora.
Pela AdminisIrscaS Fiscal das Obras
Publicas tem de se comprar porcaS de ty-
jol a de Alvenaria grotsa, e de ladrilho ;
posto uo lugar da ponte d> Manguinho, as
pe-soas que pertendem ender, com pare-
ce 8 na Salada d ta Adminislr c8 no dia
3 de Oulubro prximo vindouro para tra-
tar do ajt-s'e, e rotnprar-se a quem por
menor preco vender, ouvindo no acto da
diU ai remataca n>> con Iic8es.
Admini-tr.ca Fiscal ds Obras Publi-
cas 30 de Se te m I 10 de 1836.
Moura,
Administrad >v Fiscal.
ContinuacnS da Civilisa^aS Europea, in-
serto no Diario da B.iha.
CAPITULO 3 "
Dos eF^itos da Civilisa?a8.
. i. Da influencia da Civibaa?a8 tobre
bre a na tu reza fysica.
A Civilistas, no parecer de alguna e-
ruditoe, he reputada como inimiga da
natuieza, e causa de coopbta deprava-
^a8, ou qando menos de degeneraca ;
por.m tal jui/.o heei roneo, e muiloprin-
cipalmente pelo;que respeta a naturesa
fysica; porque para qoalquei p.rle, que
volteroo- as Ulas, a percal emos a hem-
fazeja t< fluencia da C'vilisa.aS, vendo
liropas as flores, ruteadas as tharnecas
hco os tenenos paatanosos, roner pe-
los empos um ar m-is benigno, plaas e
animaes, ouir'tra desconhteidos na Eu-
ropa abi b<>e pro-p-ra en. Nos lem-
pos remotos paires inni feriis fcoflriara
canstia, e no Seculo 18 o produdo das
batatas, que be avahado igual ao tripulo
do trigo, chegoa para bstanle sustento
d s homens as Ierras s m*js pobres. As
producc8esindig088 lem tido melhoia-
mentosmui nolaveis; as do Sul (oram
naturali adas com b-n en'o em o Norte.
NoreinadodeHenrique8. a Ingl.terra
Via8conheeiaosn^bos, as cenouras, e as
alaces, li tribue a assaz para ftuia de muilos
Conda-'os. No Secu'o 18 muilos dos sni-
maesselvagen foran s. bmettidos o ju-
go do homem, e oa indorra.eis desaj pi-
receram: ne.essilava a Inglalena fie 4
milliSes de libras de seda, i4 mtlbes de
bixra de*eda foram creadost para as ne-
reidades do P.iz. Em Munnh ce, lo
H. benaireit rbteve buns rebultados d.. c. e-
aca dos bi. hos de seda ordiaaiios, da es-
pecie liena pnetela ao j.onto de p- 1-os eo
etladod* formar leci lo fino sobre a parte
exterior d'um molello de papel, suspen-
so na piala forma do Edificio.
. a. Da influencia da Ciilsaca8 sobre
o homem.
Alguns homens h, que nao obstante
viverem gosando do grandes bens, que
o desnolvimento das faculdadea humanas
tem produzido no mundo exte-ior, ge-
mem himples lembraoca dos graves in-
conveniei.t.-', que segundo o seo IDO 'o
de ver ea-e deanvolvimento causa bum-
nidale. Si bera que descridoa de que
Ad8 ti veste sido de gigmlesca estatura,
eMalhoz.lem vivido muitas cenlenss de
sr.r.os; tsdavia, seembebetn na idea de
que os progres o.b da Cirilisaca8 vaofax.n-
do de dia envidia a Especie humana, ca-
da vea mais flaca, mais d-.enlu, e menos
a*da pa.a o* go.os da vida ; por isso an-
hel m pa^r a vid. m.ne.ra d'esses pre-
tendidos homens d^ naturesa, que bab.-
tam aserdeiantes illiaa do mar do Sul,
e lend *os eloquf ntes discursos de Rosse-
au, senlem, como Voll.ire, des.,os de
qoadnipeand*r. ( ) .,
Pranos conencermos da benlgmda-
de do poder, e.fi!* x^' "
bre a ponstituiC5 fysica do hornero, bas-
ta. que observemos, que hoje os homens
'ae.ui.Wtam rom m-lhores al.mentos, ha-
b^tam moradas mais sad.as, e t.a.am ves-
tidos mais limpos do que nos lempos pas-
sados, predicad.. e*es, que g^ntam
otamanho, e afu. moiean o l.lhe do co,-
po humano, ao meamo tempo, que Ihe
d8 forra, e vigor : e que pelo contralto
umviv.rspmprecheio de necesMdades o
nnfranuece. ofiui l apuquenta, e enflaque^* ,
j i.in. serem deesl'ua m-,s .,
i. esbel.o os M-gnales, do que os Campo-
netes E.clnvios; difieren?, esta, queex.s-
te tambem enl e os joven ..ros, e os po-
bree da nfima classe. Fallara-nos os pre-
cisos registros cerca da tnlen,.dade das
molestias, e enfermdadesem lempos ma.s
.paitados, porm, pelo que temos obser-
T.do podemos julgar, que o minero de
homens rontrafeos era enlao muerdo
que hoje: sim, s.8 inclclaven as des-
formdades, que a vaccina per s. so f
d.sappancer, e esta evidentemente pro-
vad.> oaogmenloda vid. do homem. Na8
sabemos porque eatrenhi singulanu>de E-
miliiH Mecer as tuas Consideracoes so-
bre a Lex Falcidia leduzio a mu peque-
na pr. porca6 a vida, que o l-o-nem and*
pode esperar, em ebegando a certa idade :
pelos calculesd'e-te Auihor, n.nguem po-
de contar com mais de aO annoi na darle
de 33 3 ditos, com mais de 18 aos 40
ou 45, e esperar alm de 9 aos 50.
P. rom os calculo* fund dos em observa.
<5es mais rcenles, da6 ainda e.-.per.ncas
de aa nnos ao homem na idade de 40. e
prom.tiemlambemaa aquelle, que ja
tem chegado aos 50.
. 3 Vista d'olhossobrn q porvir da C-
vili-aca na Europa.
Considerando a riqueza, e variedade
d >s recursos da Europa, e iefle< lindo no
desenvolvimenlo progresivo, e posMvel
dos ten. meica de ivlisaca, ns8 pode-
mos ni aguardar dos sonhos, que deixam
Ter no futuro o qu dro bnlhnte d'e.la
parte do Gl'b.
Mas taes sonhos melhor fundamento t-
em, que asroedrosts aprehensis, deque
se deixam pesuir aquelles, que imaginara,
queoapeifeicoamenlo progresivo n en-
tra nos plno d* Nalure a : e na veida-
de quem pode supp^r, que a meama
Naturesa, que d spoz. a Europa pa.e ser
otheatro das suas admiraveis manifesta-
c8e., queira contradictoria comsigo mee-
roa deslustrar o bilbo das sua. obras?
N8, a nalureta nao he culpada dos hu-
so*, que em seo nomo espirito* fracos l^m
commeitid, poia s admitle na sua alli-
anca e-piritos superiores, havendo de><\e
o romeco de lo las as roses tomado por di-
visa a segunte legendaMAIS ALEVI.
( Cvnlinuar-se-ha. )
HISTORIA DO ASSUCAR.
Fundaca e Commercio das Colonias ac-
tuaes.
As mararlhosas descol>ertas que ope-
ron a audacia dus navegaules euiopeos
nos fins do dcimo quinto seculo, e no
de.-ui-Q-i do deci.no sex'O, fiz- ra8 nascer
hum syslema de novo* inieresses, sob ou-
(*) Qu. ra nao g>.tar drupe-anda. pode usar de engatinhar, ou
andar de galnh-.s, correspondenles fra-
se Francea. Rampersuile qustre meta?
bres. V- B-
jo imperio ainda se acha8 collocadas as na>
c5iSComercant*s. Ospovosda Pennsula
Ib' rica, favorecida por felizes circun-t a,.
ca-, eslendera seu dominio exclusivo o-
m.i grande parte d'America Septentrional,
e tutalidade d'Amer. Meridiunal. A ito}
accrescentiraj|l(ig > fcit poss?s-8es nos mares do Oriente.
A Inglaterra, que devia colher hum
pule iu5 g.ande d'esia fortuna ranq .,.,,_
da todos, a H llanda, cujoa destinos,
por tanto lempo brilliantes, ju>tifi o
sua teressante divisa : Conroidia res
patvro cresceni ; a Franca em fi.u, hje
qoazi desherdadj, livertS ..Itei natilamen-
te seus dia. d'esplendor e gloria. E*tas
tres potencias que chegara tnui tirde pi-
ra ter pirte na prmeira paitilha d'hu.na
metade do globo, acharad no curso do
XVIIo seculo, no e.-piilo o'emprezi.8 e
aventuras, os m*ioa de fundar, n'Ameri-
ca e caminho das Indias, eslabelecirnenlo^,
cuja influencia as riquezas e bem estar
da*acluae gerates, 11.18 ee pode des-
conherer.
N m sempre fora felizes os primeirog
ensaios decolonisaQa. A-> emigiaces fa-
zia-.se sob a directo d'alguns liomtns
emprehendedores, quesollicilavaS e obti-
rih concess8s dos soberanos ; ellescon-
sideiava os payzes dscubeitos como de-
volvidos aos primeiros occupaules. ()
primeros viudos tnha lut.r conti. os
feros hab tanles das Ierras colonizadas,
contra as periences de mais antigos ex-
ploradores, contra o ciume de colonos ve-
zinhos, e s-bie ludo, o ntra a inluemj
e os inconvenientes de climas p.>uco favo-
reveis, emfim contra a falta de abii.o e
vveres. Muitas vms pereca a colonia
antes de consliluir-.se, e eus restos debis
procurav8 outra vezo payz natal, ou ia
lundir-se em estabelecimentos mais tVli-
zes. Tolavia, semelhantes exemplos n8
liulirt o poder de desanimar nova.s tenU-
ti\as. Outros aventureiros, mutas ve-
tes de nsca8 diffrente, apresentava-se
seu (urno. Capitaneados poi pe-soas mais
habis, melhor prvidos de r>curos, aca-
hava por vencer a difficuldades e cena*
tituir huma colonia regular, que a me-
Iropole tnha nteresse a pr.teg.r e soc-
correr, pois hum sen'ment instinclivo
faca enta reconhecer que lia vii ia ser
para a mai-palria hum mananciol de ii-
quezas e de prosperidade.
O dominio da Espanba e o de Poitugal
tnha secunslidado rapidam-nle na mai>
or paite dos dos continentes d'A-ierua;
mas, alem do litoral int-iro o'America
S.plenlrio al, Ibas numerosas, rujo ar-
chipel.-go fo.ma huma cinta em roda do
golf, mexicano e do mar das Anlillia, of-
I recia ao outros povos europeos espe-
r nc zia tspnnhol. na8 era ahi mais que nomi-
nal. Ella o.'8bahtava a diffnder a i in-
mensa extenst d s paizes sobre que li-
nh perten^es. Por isso, no decurrjodo
p.imeiro meio seculo XVII, os Ing'eies,
Franceses, Hollard es, e ao d.pois os
Dinamaiquezes, tiers oc< upar os pon-
tos qua mai. Ibes convinh-. Os fiaros
herdeivos do liono de Carlos Quinto nao
Ihes podia poi b-tacul-., e os rstados
surcssivo-. que rtgulr.8 o d.eito publico
daEuiopa, reconheieraS s mud.ncisde
dominio, queoUmuoeas guerr-stinlwo
j eslahelecido.
Osp.imciros che fes dos colonos, con-
c.ssi- naiios, ou companhi.s priviltgiadis,
linlu que dirigir, para hum fin til,
os trabalhos de homnis que se res"lvero
bascar fu luna as ilhaa anenranas.
Conlava se com as v*magens d'hum eom-
rneicio lucrativo coma Ierra fime, que
po.suia os espaobes, ms, inie.lo ei
es^e recurso. Foi pois necessaiio recor-
rer ao amanho das trras, e ohler pea a-
gi cultura as 1 ou>as indispenaveisa exis-
lenc*, e ao depois objetos que l"'i*ea,
tro^do-por lulo que n6 >e poda outer
sena8 da industria Europea.
Aop.incipio os productos for..o m"
diminutOK. O tabaco, de que e comme-
c.vausar, e cuja odiu-a he -cil, >"
hum dos primeiros arligos de que se tri-
tn. O cacao, que crescia quasia espon-
tneamente, .Igum algud.8, nadeira. Je
tintura, ia e marcenara, era tudo qu.rito
t>a colonos p-dia d*r o commercio. t or
5,0, as rcK^ei de caveg*c.8 dos culo^


DIARIO DEPERNAMBUCO.
nos franceses e ingleses cora sua mai-pa-
tria erafi mu irregu'ares. Em Franca os
espiritos se occnpava5 d Fronde pr-
1111 bagSes i! i min trida le de Luis XlV.
Na Inglaterra, lutavu Ca los i. contra o
parlamento, e compl lava saa de-g>acida
sorle na deffesa do poder absoluto. Na-
da pois embaragara outra n ca5 perse-
Tifantee laboriosa, que, atienta em na5
deixar esrapar a menor oceazwb de lucro,
achava colono mui disp>slos a cambiar
cometa seus producios. N5 obstante os
es'b' eos dos io icessionorios franeezes, que
tinha reservado para si o monopolio dos
f irtieoim- ritos ; na6 bitaute o ciume do
commercio inglez, os hollandezes, flo-
recidos p la proximi ladede sfui propiros
estabeleoimentos, n* podi. ser afielados
senaS por medidas rigorosas. O- rrnisgo-
vernos decidiraS se tanto mais fcilmente
a reprimir este aecommetimerito a seus dt-
reitos, qu introduccaS da cana riuha
dar nova importancia s colonias que -u
formtra. E.ta cultora, que produzo
to grande rerolucacorameicial, mere-
ce que relatemos-u origem.
Muito tarde foi conheci lo na Eiropa o
assorar. Os auctores antigos nenhuma
menead fatem d'elle, eap.nishe citado
levemente por Theophrasto, que falleceo
tres seclos antes de Je&us Curato. Plinio
e Dioscoiides que escreviio no primei-
ro s-eculo de nossa era, o dtscrevem o n
caracteres segundo os quaes he fac de lu-
zir que a substancia de que f Ho liavia s*r
o assucar Cao li. Segundo Paulo d'Egim.
no VIIo seculo, o assucar amia e.a punco
conhecido, e longos annos e paste an-
tes queseu uso -'e tornaste geral.
A cana de assucar he-originaria d'Azu
oiiental ; ella crece no tul da China, no
rihipelago widiauo e nos reinos de Siam,
e da Coclunchina. He d'hi que parece
ter passado para o I idos'io, e muito io
depois para a A'rabia, eenfim s paites de
Alia e frica, que horda o Mediterrneo,
ea Eihopia, Nub, &..
Antes dssis iraiismigrages da planta,
que facultarn o fabricar-se o assucar rais
perto dos consumidores, com muito Tajar
se otriidutio seu uto entre <>s Oci lenta-
es. Foi mister q e passasse de mos em
miOS, da China aos paitos da ludia, d'ahi
a. gilfo Prsico, ou ao mar vei melho, e
que ultimas-e por meia das caravanas, a-
the o lito al do Mediterrneo, a de r ta
que tinha de percorrer. O. traficantes
d'a (iirlles tempos lo-igiquos incumbio-se
d'arii?)-. mis preciosos e meno. vulum -
BOI ; nio he pois de admirar que o assu-
car fosse ra o e qua*i objeclo decnnosida
de. Foio piovavelmente o rabes u
Sarracenos que desenvolverlo na Europa
a nece-sidade d'e>te con orno.
No decurso do seculo IX, os Sarrace
mos, senhores das illias de Rhodes, Chy-
pre, Creta ediSicil a, introduziio n'el
las a cana de a-suc.r, cuja cultor, e pre-
narsoiO elles conhecil >. A conqni-ta que
ja se havia feito dos reino* de V.tanca,
G.enadae Marca, na Espanha, v.leo
estes paytes >ui naturalizago. As plan
tacfiea que n'elles se fi eri" ti-iho-se ron-
servado ponto, em i66', doler ainda
algnma n pn tancia.
As Cruzadas, que punhio es p -ros do
O ridente em relac5es com os Orientaes,
oaactivtdadedanrvegaciodos Venecianos
e de outras naj a Italianas, deiramaiio
o gostoe a nece-sidade do assucar p la En
ropa occidental. No priiic;pio co seculo
XV, os Espanhoese os Poituguezes Itra-
T<> 8-?mentrs di cana s ilhas Canai ias, e
Madeira. S ippe-se mesmo ser d'este ul-
timo lugar qoeaonafoi Irausportadi pa-
ra o Novo-mundo, bam que alg lO lii>to-
riadores petl-n'loque ella < rescia j m-
toralmenteem algumas partes d'Amefir*.
O atsu ar differencava-se em .|U-lidde
segundo os p-yzes, e h ductores. O da Vladeira parece ter gota
do de certa miperioii lade ; o di Arabia e
do Ejyplo era p-lo ro-ilrerio inferior.
Foi no tim d > eculo XV, que os VeuefJ*
anos inventiio o procedo da iefin. que h>.je tem chegido maior prleicio.
A pequea ilha d S. Thome, prrten-
rente aos porluguezea, possuia em i5a0,
*hu.iTi grancta numero de en>{enhjs. Os
auctores cO:.tempoiantos estima vio a sua
nroduccio em m.is de 138 000 arrobas.
Na meiina poca, a catn levda ao Haity
pelos espanboes tinha feito grandes pro-
gressos. Favorecida pelo clima e solo pro-
lutia tres o qustro veies nsais do qa om
Espanha, e vmte e oito engenhos erio oc-
cupados no fabtico do assucar.
Esta cu'tura, propagada em diversos
pontos do continente ameiicano, adquiri
alguma importancia no Biazil. D'ahi he
que os portugueses exenit o o monopo-
lio do fbasterimenio da Europa, dursnte
I o fim do seculo XVI. e p: iucipio do XVII.
i A e>te trafico e ao commercio di India I.i
; qu Lisboa deveo a poca de tu maior glo-
I na.
Diversas causas contribuirlo -emover
esta fonte de riquiz sob o jugo di Espanha, e os estab leci-
mentos das outras nac5es Europeas, as
Indias occidentaes, por falta de Consum-
do-s do tabaco e outivis poicos productos
em <|ue se oceupavio, principiarlo cui-
dar no assucar.
A cultura da cana tinha-se, he verda*
de, conservado as gmnles Aotilhas sob-
mettidas Espanha, mas, com t.5 pouca
iinpoitaii ia, que qu'tido os inglenes ap s
srau-se^da Jamaica em i656 soarl-io
tres engenhos, ojo numaiO Ira o loj>
de augmentar. Na Huhada, desde 1646.
piincipiou seja exportar assurar, e to
activos mostrarlo se os habitantes, que o
omraercio d'aquella ilha, I finta anns
depoi-, occupsva qnatro c ntos navio-,
lutados em scenla mil tonelada*.
(Continuarse .)
Continuado do Art'goRxMgUo.
Sobre a inutili la le dos Hegulaies,
Huma grande parte dos nossos Polticos
lamenta a taita que f izem Repablia,
(autos homens que protesto hnm catado
o qaial os impaibiliia para a -"*rvirem nos
seus diversos ministerios; e faZendo me-
moria de todas as cU'Ses de O cupaces ,
em que e>lei homens se pole.ia. empie-
gar S'gund. os eus talento, fumio
hum solisma poltico que tem bastante
forca em qu ntose rluexsmiua por pira
tes. Entremos neste exa-ne.
A prim-ira rrfl xio que me occorre,
a penas entro nrste asto assumpto .ho,
que entre o* diversos n.ini t.rios en que
os homens sio uteis Patria estes sabio-
l'oli'i os nao mettem em conta a lleliyi ..
Entenderlo elles, qneoexer. 'v i perenne,
e g'ave do Culto publico teja pernicioso ao
Estado ? D-* outra man ira pen>' o os
Legisladores da China d'K parta, d'Athe.
nts, e de Rom rmandna s-guranca lo*
Imperios no exercuiod 1 R ligo, lalqual
a conhi'if > : dictara-Ib s a raslo e a ev-
periem ia de todos os >eculos, que o rincu-
los da so-edade Re igioai o a alma das
Leis e os a neis q ie formio a cada da
S >'-ii'dade civil.
He su.nmamChte til ao Estado qn ha-
ja homens, que se appbqoem por offi mo a
persuadir aos ootrmeii^ os bom cos-
tumas: he este o constante emprego d >s
obreiros Er or parte das Corpor^c-js Regularen. Es-
olis de Moialcx> si ti va. epi tica, p" > e-
iu.mente abertn nos Clati-tfcs, e no- Tem-
pos, nlo so ouira tantas lo tmi 6 a, que
coooerio par ensinar i> h >m"ns a ser ui
tos? Quem poten'T que no 8. i o das
R.dgibes escondidos no reto o e no si-
lencio h imito,bofeni de virtode heroi-
ca, que po-l.-m enlrn no num-ro dos sin-
co justos, a favor do- quaesosenbor pdo-
a Cidide prevaricadora ameaijdda dos fo-
gos queronMi ni.io a impura Penta-
pois ? Ali se enrontrio outi os que po -
toque nao toquem os ultiiO" apees da
perfei 1 tem em horror os v cios e do
bomx roplo. |'od^M*ato uteisaou-m
ostractis, e COJIUIh. No onfessioiun..
dearreigio vi ios e planto virtudes,
eom'5e disseiises domesticas, re-olvem
duvidisde cnaiencia lamoem materi-
as de ju tica romo de randade. E sei
pequen o servir;. que nesta parte so laz
aoE-tado?A.ca-op-r ser p uco appa.a
toso ( por que de ordinario se faf em .g,e-
do)lei menos de esli navd ? Sabeu-o
preciar aq.ieltaa a c jo reapeito se exer-
cita c que d le tirio UlillUade. Prgate
meio quantas dissentaVi se pacifica) ?
Quaolas restimiyes se'fazem da honra e
da fjenla? Qusritis honrarse salvio ,
Quantasinjustic/as seevilio? A piz.e Iran-
(juilidade publica se con.euem mais fcil-
mente por estes meios de per-uaslo, ede con-
selbro nolribunal da Penitencia, e pela une-
viosacrameatal, do (|ue p lo rigordasleis ci-
viz, que (endoscoacc.o externa, o malicia
e a industria sahem corar is rrinies evi-
tar o conbecimento dos roilfeitores.
Nlot e>tes, que lm o verdadeiro es
pirito de seu estado m.s anda aquel les ,
que por iu ap sao piopriiisp.ua este servigo, semprecon-
correm pira as acides do Culto pub ico,em
que se tameiita a pie dale popular, se satis-
az a os acto de Relgiio se aplaca aira
deD-es, ene impetrio os seus beneficios;
por que anda que al^uns nao s> j j stili -
cados as Oraroeus publicas os sacrifici-
! Os, e todas as nutras prece i fico dele.inlad -s do tu iVoeto anda que
I atguin dos seus Ministros s.j 1 n ligio. Su-
pre estes iiierecimetitos a justica dos hons a
j inteqiu da Igrtja e a iniseruoidia infi-
nita do sal v ,<1,11.
Passemos a alginnas rdiexes paitiru
lares. He cei lo que^>s R -guiares po liio
servir em mullas ocupaco's, em que de
Lelo nlo sei vem : ms se indegarmos a
causa desta iuutilidade veremos que nao
proce le d'alguma inhabilidad- rontrahi la
pela sua Proli sio mas sim impedimentos
esiranhos que la. ilimarnenle podiio e
talve de*nio remorier-se. C'o-ifesso, que
nao percebo a diversa rasio po que po-
dendo Regulares ser Bi pjs, niopossiser
PiOvisores Vig -nos Ceraes, Promotores,
e i) si'inlin gnl.ii es das R*lac5es Ecclesiis-
ticas. O ianio os Religiosos beOeipeTitol, sa-
bios e sizudi'S poderio, empregir-se uas
I|jieja. rlara que os Beneficios E\ Usiaslicos sello
provi.iosem C'eigosS culare, nao exel e
delal sorle os Regulares, q' estas re^ra nao
pi'lecji militas exe epc5.-s. Vatios ^rs. Bis
pospvla penuria de clrigos seculares t-m
lanzado mo de alguna R guiares para a re
genci* dis Parochia-, e nao se tem dado
por mal servidos Alem disto hum R-guiar
educado i o meio do exercii io das fuocS'es
E cletsiastira-i em huma corporagio onde
os Templos sao tratad s rom ac o, c os
Olli tos Divinos com dignid i le e onde tem
estudado e h>q lentido o Pulpito e non -
fessionario virolo coa modeacio e so-
biiedade tem dispa-tces ra.u; pr.iprn-p .-
i a d empenhar o mini-teiio pa toral, do
que hum sacerdote se ular p r mais di-
gno que elle sejs a quem fillao estes au-
xilios, (ue rilo p dem adquirir em aiiis), ca-
MSainda q'seji 1 l "C'Ssi iih OSicra
ineiiiodi Ordem nos Regulares be o mes*
moque nos secutaras; po que Jesu Chris-
lo na> in*tiluio clrigos Seculares iiem
Regul.res : nsttitio Sacerdotes- A secu-
laudad-' o 1 reg^lari lade sio aci i lenes, e
nem huma men "iitra conferem maior rio-
bre/a ao Sace d icio e ido pois em todos es-
ia Ordena a mesma nao psrece diamelral-
mente oppo^to inlerices do seu Divino
lu-t tuidor qu nao .os lo huns utios
exereitar os mesmo* m ni le io ? Qu m
te por tanto a culpa da sua iuutilidade ?
iNio -ei, que pie>ercio tem o vul^o fi-
losfico deste seclo contra os Ejidos-
Mouasttcos que os reputa cheios de ran-
go sem justiga e semgisto. Fagamos
i)ii huma curta digressio. \ Theolo-
gia lijCuIaslica tratada pf elle rom tan-
li despr' zo, tem direitos funda 'o a nos-a
gratidao, e devemos consi ler. la como o i.
e-forco da ia/.io p Os l'hro'ogos buscuido as apalp.idillas a
las.ea verdeado no esciiplo dos antgos
Filoiofis sem se desvianm dos priu. ipi-
os da Fe ; e quaud riles nlo livessem
ledo a r izao humana out- o ser- igu, seno
o de in melhudo geomt trico, qu"1 ja m nlo c-i>lie-
cia, isto o' dveeria pe.s dir-no-. atr.i-
C-altos de lio 1 a mu-ira menos, biUSC.i.
Foi hu na auroia, que sil' e 'en as tievas, e
fui precursort de noaior fot! mas enlie-
tanto uio dev mos negar a este cies|ius-
culo o esplendor, que I he rompte,
Julgar dos prea-nt^s estudios Monsti-
cos peioque elles foro ha anuos, he pio-
te-lar contra fact s, q le Cali por si ines-
iiios. Km Coi nbra 'ora o> Regulares
os pi ioieiios,que ensmno a Filosofa mo
derua. -Carlos Mara Pimentel nos Cru
ziosj os Djciores, Fi. Franciice de S. Ben-
!*abasaam>i mueja;
toBaiba e Fr. Jo.q.im de S. Clara nos
Beneditino', e o Doutor Fr. Alejandre da
Silva nos Graciannos. O msiuo metbu-
do seguirlo osProfessores, que Ibe succe-
deiio ata a Refo m < da Universidad*,
que so teve lugar qunze anuos depois que
as Escolas M>iuasticai se tinbio ja rtfor-
ma lo a ti mesillas.
Apontados lanos meios, e destinos, era
q e os R guiares podei lio servir a Igrt-
ja, eao Estad> sem repugnancia da sua
ptoliso, e finque defacto ni aervem,
he necessario 1 i 1 ar em boa lgica estas
consequenr ias.
1. Qoe o seu estado nio os faz nula,
e que, se uio seivem, he porque o^ nao
orcupio; e dere ie.-s.ir a accusicio da
sua iuutilidade.
2. = Qus seo E lado e a Ig'eja sio
b 111 servidos sem os occupai', de%e igual-
mente sessar a ra'uuinia de <|ue os Regu-
laos privan a Igreja e o Estad u deuui-
tos sogi-itos que pnli Servir.
I Continuarse )
ng'iawii
VlBIEDADE.
Noras Experiencias para uulisaros fius da
Arauhr.
No fim do seclo passado, Mr. B 111 de
Mmopcller apresen! ai Academia Real
das Sciencias de Paila, urna raemoiia mu
curiosa s bre urna especie de seda que li-
nha ob: d das teas d'aranba cou muns.
Aprrstiit.u este sabio, juntamente como
seu te a uri 1, algiimas amostras que cha-
maran sobre luaneira a aileugo dos nileL
ligentes. Mr. Bou sulimelteu aquella se-
da a 10 las as m idific.u,et do mniiho e do
torno, cardou-a, liou-a, e f-oinou com
ella uitrercnte> tecidos, entre os (juaes e-
ram mai-de n t .r ui 11 1 iar de iu-tas, e al-
guns pares de luva-. Tomou a Academia
em ronsideracio as ohserraces do Mr.
15 ti, e commissio iou a um dos seus inem-
bros, Mr. Riumur, para que c mtinuas-
se as experiencias mediante as quies se li-
nham obtido as producfdes pr--eritadas ;
p ii' n a iiilor.Daciu do Academ'co nao foi
fa tora re ao novo d -m b iidi-oio.
Ao dar cena a A.ademii dos seus 1ra-
balhos disse Mr. Riumur, que a seda fi-
ada pela aiaiiln era de urna i'uilidad.* in-
feio-, e que romo cada um des-es in-eclos
rilo pode piod utr mais q le um umi pe-
quena quantdrde, nio vale a pena Cu Ibe*
la. Fez sobresahir a sup rio. ida de do I us-
tre dos filamentos dos biebus de sed-, e
lerminou a sua inf rm cao ess. gumudo .1
Academii, que nunca seia possjivel Utili*
zir aquelledts ob i.neul por DtaU Van-
l jo os que fossem piuoena vista os seus
reiultdos p-is (|u<- ni cpisinl, da
elle, criar m c mu idi la le as aranhas
como os bichos de seda, e p.ripie seria
niui dilficil dar-Ibes um alimentoo&veni-
ent- Desde aquella epocha t; pre-
sente muit s ti 111 f ito 1 epetidos ensatos pa-
ra rencrr as dilfiouldadea indicadas 5 mas
si i-goia ningwem alcaneuu romplela-
mente. Mr. Ko't, d; Fnday Stre.t, a-
caba actualmente Ue levar ni.-i- adi ni 'e ,is
exp- rieiicias, e o mais b lhsnte ivxuliado
roroou seus esforgos. A .-ociedadeaina ar-
les de Londies receben cuita benevolencia,
a amostra de seda 0 randa, apresent.da
por Mi. R-lt e den Ihe urna medalu
de pr.-U em lecompeusa dos Seua traba-
Ihos.
Mr. Rolt lixou principalmetileaXsua.il-
lenciu na aiauha dos (rdiru ranea dem. A lu mu oto da na mo urna
destas aranhas, e c-uno o insiri puncipi-
ava fiar una coi da por meio daqualdes-
1 i 1 .o clno, Mr. R dt fe/, gii ai o filamen-
to ao redor da mi ; ms.'i meoida ijue
o dobava hia a aianh 1 fimdo niais e mais.
Iliior en depois Mi. I! -It um iiKlhodo
man e|)e ito, langando Rilo de urna do-
badoura de vaj o< ; apeoas a -ranha prin-
cipiara abixai, poiiba Air. B It a uoba-
d ura em raoviuei t >. G'rafa o iustru-
mento om rapidei, e rao ha -empre
continu va a piod.-zir U>J quando t-s-
sin poi fim, j ti iba o'itido Mi. Rolt um
fio de 750 1 de emprido. A anmst-a
que envi u es'e nab-o a su ie lade pro-
ducsio d.- aO aranl a n e-pago de du a
h -ras. O romprinieiilo do lio e de 1H mil
.es; sua.i e-bianquicada, Je um lus-
tre brilhanle e metallico ; todava nao
chegou Mr. Rolt a rtuuir muito ios puc


*
DIARIO DE P E R N A M B U C G.
ni d i-' i 'o O lio da aianh-dus jr-
riti iniis d.luatu i|< o dos bboa de
s la ; n.s a ni < f rea metioi que a des-
le tiltiii os, e seu peso tst em propor-
9o ilire ta com a sua fo ca.
A aranba pJe dar dus vetes por anno
um fio de j50 ps de cumprido j porem de
urna :() ve/, da o bicho de seda um de 19
mil ; donde senfeie que o producir dos
bichos de seda est na aza do d.is aran-
has cerno de 6 para 1 de manen a que se
sa5 piecisos 3:5oo bichos par* dar urnali
bra de seda carecer-se ha de aa mil ara-
iles para obler igual produccaS. Alea
gora na se tem podido Ciiar juntas muitas
aranhas, porque MM insectos atacam se
sempre e devorara se unsio. outns; si-
ria necesario que eslivesse cada um m
umaccllula particular. A'Sag*< id ole de
mi. Rolt se di-ve um t-ystema de colroea
bastante engeohoso destinado creac^o e
iducaca da aranhas ; nel'a cada insecto
occupa um alveolo distimto, e acha-se
iateiramente separado dos seus companhei-
ros; purem este meio, por mais enge-
nbo o que s* ja excesivamente cusioio ,
altelos os resultados que pode proluzr.
(lievue Brilannique.)
AVIZOS PARTICULARES.
tT^T Qual quer Senhor eslrangeiro que
se queira utelisar de um cosinheiro Por-
tuguen ; annuncie ou dirija-se a ra d-
r*-ita Padaria D. 33 de quatro portas.
*JL9' Precisa se de u:u rapaz Pm tu-
guez de i< a 16 anuos para raxeiro de
venda inda mesrao nao sabendo ler na
ra do RaOgel D. i2.
jcy Precisa-se de loo$ rs. por cinco
meses rom ipoteca em urna escrava e da se
o servico da mesma pelos juio> do di-
nheiro : annunrie.
jT4av* A pessoa que anuuncou saber do
pardo que se ada no reconcavo da Bj-
iiia moraemOliuda ra de S. Benlo so-
brado n. 47.
U> A p.ssoa que tem a pequ.ni casa
no poco ptraalogar ari'iu.lm. nte, diri-
ja-se a ra de Orlas sobrado D. 65.
SCy Que 11 qniser alujar um caixode
Angiiiho, com caix's de p< as de bom
goslo, e por prego cmodo, dirij se a ra
do ^ragi D. 4a, i. andar.
97- Luis Gomes Silverio, f.-z sciente
aos Snrs. Ai rematantes dos 40 ein em ca-
ada de agurdente, vinho, licor e mais
bebidas espirituo>as, consum las na Pro-
vincia, q' visto nio se convencionar no q
deve pagar aos Snrs. orreroatanles por es
tes quereiem o duplo do que se persuadem
oannunciante nao poder vender, e por is-
so convida desde i ao Sur. anematante
a comparecer na sua taverna para lomar
conhcimento, e faser nota das bebidas su
geitas aos 40 leis em caada, e na mesma
couformHade tcd o* quanto t-ntrarem para
a taverna doannunciante; ouiro sim igu-
almente fas sciente aos arr. untantes para
comparecem na taverna doaununciante, e
no ultimo dia de Junhodei837, ou to
mamola das bebidas que nao tiver sido
consumidas para se faser o complente dis-
conto das impos idf s que esio sugeitas,
quando Por consum la, e finilmtnte se
ara o o Snr. anetnat.nte e mostrar omis-
ao ao diseres cima, mande um dos seos
agentes pata a s'ia taverna todos os dias to-
mar conhecimento das bebi las que se con
sumir para justamente reeeber aquillo que
a Lei obriga.
%jy A pessoa que no Dia io n. a07an-
nuDciou ter tub s auditivos para vender,
declaie o lugar onde sepidei ver, ou
dirija se a Fora de Portas, I- g< no pi inci-
pio da ra, lado direitoem casa de Jerni-
mo JoZe Ferreira.
aj-y Quem no dia 26 do rente an-
nunciou por esta fo ha querer tres ron
tos de reis a premio"d.n lo seguranc, di
rija- e to principio do atierro dos Afo-
gados a casa de Joao Bptida Corris
Nnnes.
t#y Precisa-se de um cazinheiro para o
Collegio do Orfa ; quem estiver nestas
circunstadcias diiija-se rua d>Vigar>
Armasen n. 17 ou na rua Uireila no
I. andar do sobrado do beco que vai para
Penha lado es^ue.do.
O ibaiio asiig'iado cora venda oa
rua do Amoriro, que faz esquina para a rua
do Cuderuis laz sciente que t ndo sido
encomodado por diversas veses pelos offi-
ciaes de Justica que ando recebendocom
mandados os Novo* impo*tos d. n o.n in >do
-- Banco do Bras.il llie tem apresfntado
manJadoade pessoas que nunca lorio do-
nos da dita venda so porque Ihe inf*>r-
mio le-sido dono della utn Amonio de
tal, um Francisco de tal &.-. prevind.) is-
to, e dos itunda s nao traser nnmero
de casa.", e pa que deixe de ser encomo-
dado, las sciente que a dita venda I'.i
eslahelecida pelo Sur. Antonio da Costa
Ferreira em i822,e pago pelo me mo ate
i8a9, tmpo que Ib i dono depois J.>io
Firuin de Des ate i83i, e pago pelo
mtamo depois Ffaociseo Gonsalves, o an-
no de 183a pago pelo annunciante e de-
pois o annunciante que tem pago ate o auno
que se hade vencer em Junlio de i837
confoi roe os rec bos que tem exigido de
seus antepassados, e os que tem pago que
pari em seu poder ; o mesmo faz certo ao
Snr. Escrivio doa ditos Impostos que a
d ta venda tem sidn CollecNda pela roa
do Cud. rnis- zle i83a. e dahi em diante
pela tua do Amorim N io3, e por isso
nada deve a Fasenda Nacional do ditolm-
postos e dos mais ate Jonho do crlen-
te. Rccife28 deSeteoibrode 1836.
Antonio Vaz de Oliveira.
V^D-sea premio ate a quantia de
um cont de es sobre piobona ou fir-
mas acontento ; ou rebate ae bilheles da
AI lian dega : no 3. andar do Sobrado da
rua das ('ruzes junto a Pi ac.
ajry P.eiisa-se de um sobrado para
morar, que tenha loges para vender di-
ferentes gen-res, anda -endo em fo a de
portas, on atierro da Boa -vista : annuu-
cie.
ARRKMATACAO.
Perante o Jus de Direito o Doalor Na-
vrro da a/ Var. se hade arrematar fin-
dos os dias da Lei trez moradas de casas na
rua doQueimado D. 32 e 33, e urna pe-
quena sem Decima aneixa a Decima 3d :
quem quiaer lansar compareca em prava
no dis ao de Oubro de-te pre ente* i-nno.
Jote Fel da CruzeS
Ttstamenleiro.
COMPRAS.
UmOr.itoiio em l>om estado?, tendo u-
ma Imagem doS fita: quem liver annuucie, ou dirija-se
a rua da Cadeia velha toja n. fO, que la se
Ihe dir quem pe tender.
ajry Um* cai-a terrea qun seja em rua
pulilica, e tenha chaos proprios : na rua
da Cadeia qu. em casa d Cimrgio Manuel B.rnardmo
Mon'eiro.
VENDAS.
U.n escravo mestre de dois oficios car-
reiro e canoeiro, de a5 annos, bonita fi
gura, sem vicio atgum : na rua do Rangel
110 sobrado de 1 andares D. 32 defronte
da casadas D.versas Ren'-as.
Uns Diccionarios Portugueses de Mo-
raea antigo, e usados porem anda ero
bom estado : annuncie, ou dii ija se a rua
Nova ao p da S em Ohnda.
ajrj^ Um cvalo rudad bom esqui-
pador, e corregador, gordo, pr pieco
cmodo : na rua do Kangel D. aO
a/y Excellentes bisas de Liboa, e
por preco commodo em 0!nda n* bo-
tica de JoO Climaro Frene, rua de S.
liento D. 1 o.
jCaT* Urna vends,narus doNcgoeira
D. 14, que lera de 4oO, a 5 >c$p is. le
fundos com cmodos paia familia: a Ta-
lar rom o dono na mesma.
f/JB Madapoloens finos em relalhoa
a vara a a80 ie> e sendo de 10 varas paia
aima a 240 res; na e.-qnina da pracinha do
Livramento, ua loja do Burgos Ponce de
Len. _
*W Rob Antcifiliticr. de Lafleoteur e
xcenca de salsa panilh. tudo verdadei-
10: na loja def i-enJaa junto i.0 arco de
Santo Antonio. 1.
KJT Um m lato de maiar dado, Bel,
e para tolo o servico p incipalmente o de
olaria, poique lem ba^tanle pralica, ven-
de-e porque fui comptado para o servio
da mesma, e como nio ?e quer este negocio
por isso he que se vende: no sobrado da
rua do Fernandes a toda hora.
W Urna preta cora cria de 16 meses,
lavadeira, e ptima vendediira de frutas :
na rua da Aurora n. I9.
tty Um cavallo fasendo a segunda
muda bem gordo muito bom man ha-
dor de baixo ate meio com perfeicio, sem
x que a'gum co no se pode ve; e junta-
mente um selim com todos os seus per-
terrees, multo novo pois so f servido irez
ve?es, e dentro desta prac dii/aae a
casa de Joo Baptista Correia Nunrs no
principios d > alten o d s Alogados.
jrja lic-n is pequeos de potassa de su-
perior qualidade, e por preco coramodi:
na rua do Vigario Arma.-em N. a4.
/y Rap piiucesa de Lisboa em arra-
tel eoilavas, d ti dito da Babia dito, ares
preta da Baha dito desta Provincia,
cha iss<>n da prinv imeira sor e dito al-
jofir, dito per. 1< dito Imperial em ca-
chiuhas de duas libras e meia, dito em ca-
chinhjsde arrateis, tinta de es rever,
graxa de dar lustro Sita precisar dees-
covas neos estoj s de a navalhas finas
Ingleas, tesouiinhas finas para unhas,
chapeo< de seda para homtns e um
sortimento de miudisasde todas as quali-
dades excelentes pilulas de familia em
faces de loo com o seu competente fo
Iheto e superiores b'xas pelas de Li-b a
muito grandes e tudo se vende por pre-
co cmodo, a troco demoeda Imperial os
mercado*, einbora. seja feio eme mi de
LX e de viniera dcrus : na praija da In-
dependencia loge N. 20.
%/y B tins, sapatoa de marroquim
tanto para homens, como para meninos
de vanos lmannos ditos para Senhora
de manoquim de corlavo de dura-
jue pelo, e de coes, dito para meni-
nas de vaiios Lmanhos e superiores qua-
liJades ebegados ultmame! te de Lisboa
e por preco cmodo : no atierro da Boa-
vita D. i5.
ajy Um preto moco Canoeiro com
outivs muitas hbtlidades : em fo.a de
portas lad) do nascenle no Sobrado que
foi do flescido Juio Nepomoceno N.
t^a a > p issaros de varias qualidades,
ledos Canto, por preco cmodo : em fora
portas rasa D. a9.
/y U.n pieto de Naci angola que
n-pie-enta a2 annos, mui'o sadio e sem
achaques, o qual seo dono o vende por
p.ecio. e he hbil para qoalquer ser-
vico : na rua do queiraado luja de fasen-
da D. 8.
a/y Um banheiro de amarello, obra
muito segura e bem feila : na mes na lo-
ja cima.
/y 60 couros esp'xa los muito bons
por preco cmodo, e mesmo com algum
praso: na rua DireiU D. 34 lado do pente.
itry* Poias^a americana em bairis pe-
queos, agurdente humea em pipan, e
Charutos da Bshia. por preco cmodo : na
rua do Azeile de Peixe aimaseiri b" i7.
jry Bizerros muito giandes, ehegajos
prximamente, mairoquim de toilas as
cores por preco Cmodo, e obras de todas
asco*ex: ni rua do Livramento D. 9.
9> Urna mulata bem alva de idade
de 2 1 a 22 annos muito heno prendada, 6-
el e ^e ra f ra da Provincia ; a visia dy com-
prador e dir pirque vende : a falai co u
com Joao Baptista Coneia Nunes no prin-
cipio do atierro dos Afogados defronte do
viveiro, sobrado de um andar.
jy Um corrame de lustro, urna sa-
cada de pedra de Lisboa, e um escravo
mulato, com idade de 23 a a5 annos,
muito sadio e po.-aante, e muito bom car-
niceiro : na rua doa Maitirios lado dal-
greja D. 8.
jty Um preto, moco, ruhusto bom
canoeiro: na rua dos Ta .oeiros atmazom
de recolher i oarrs
%T Feijio e milho cm alqueire ou
quartas medida velha, feijio a 8$ rs. e
milho a 2^J560: rua da Cadeia em S.
Antono juuto ao tanque d'agoa.
ax9" Urna negra Mina, das que 'ora
ltimamente] arrematadas em Leila, a
despoem-sedella, por n.<5haver outra na
casa, da mesma Naca5, que a en->ine a
vender na Rua : na rua da Cius N. 57,
2. andar.

ARRENDAMENTO.
Quem quier arrendar ou comprar um
sitio no lugar do Arraial na travessa da Ca-
sa Forte, com boas ca.-as de vivenda, hoa
baix* para capim, e c m seus a< voredos d
fruta, di* ija-se ao mem > lugar sitio do de
funto Manoel Jozo da Cmara.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 2o do coi rente fugio o es-
cravo Jiio de Naci1 congo de e-tatura
muito baixo 35 anuos para mais, em um
dos pez tem um dedo botado para cima
um do outro, rom calva rota, e jaqueU
preta, cbelos compridos na p me da
barba, e higo : e no dia a3 Jos de na-
ci loanda de boa estatura aeco do corpo,
e e representa ter 4 annos de idade, tem
alguns cbelos hranres na cabeca com
faltado denles na frente de tima 1,-vou
toda a roupa que tinha biela encarnada
qualqu r Capitio de Campo os podeiio
pegare lvalo a rua do Rosaiio estieita
D. i9 a entrgalos a Jos Lino Alves Co-
elho que seiio recompercidos do su
trabalho. Os ditos escravos costumio an-
dar no ganho e trabalhavo pelos sitios
pertos da Piaca por isso fas serlo a qual-
quer Pioprietario de sitios, aonde el les
possio andar trabilbando da sua fuga
para darem parte para se mandarem pe-
gar, afim de nio ficaremj incursos as
penas d* Lei.
Q^> Caetano Benguela, cheio do cor-
po cara comprida e com signaes de bixi-
gas Camisa e calcas de estopa quem o pegar
pode lvalo na rua do Roaaiio larg deci-
ma 1.
f z sciente ao Sv. coletor das agoas ar.len-
tes que do dia 30 do presente mez de Se-
tembro endianle nao vende mais este ge-
ntro em -ua taverna sita na rua do Livra-
mento D. 19.
Taboas das mares chciai no Pono de
*,
Pernambueo.
16 -Segunda g
ai 17T:
Tarde.
Navio entrado no dia 18.
Aracati pelo Asu'; 75 dias ; S. N- S.
Jcse Palafos, M. Ignacio Marques ; dono
Luis Elois Durio : couros, sal, e algodao:
Ton. 75, pa-a -geiros 3.
Sahido no mesmo dia.
Lisboa-, RergatmN. S. Jos Triunfan-
te, M. JoioGonaalves da Roxa : assucar,
e algodio.
ERRATAS.
Na parte do Registo de hontem, em lu-.
gar de Navio entrado no dia aa lea-.
e Navio entrada no dia 27 ; e a sab-.
da do mesmo dia.
PBRN. hA TIP., DB M. F. F*RIA I86


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