Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02026


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Full Text
?
ANNO DK 1836. SEGUNDA FfilUA
12 DE SETEMBRO N. 197.
Pkhh a mu uro. Tvp. <>R M, P. d* K h i a. IHMG
das da semana.
12 Segunda S. Anta V. M- And. dos Jnizcs. do Cr.
de m. e di! t. ses. da Tliezoiirana Publica e
Chano, de t.
13 Terca S. I'el|pe M. Ilel- de ni- a and. do J. de
O. d(' t
II Quana Exalta(a3 da Santa Cruz. Nao ha detp.
13 Quima S. Domingos ent Sor. Re. de m. and. do
J do C. de ni- e Ch. de t.
16 *>Xta S. Cornejio se*, da Th. P. and. do J. de
() det.
17 Sbado S. Pedro de Arbuet Re. de m. e and.
do V. (!. de t em <>|nda.
18 Vmiinro Testa des dores de X. S. Quartocr. aos
5 ni. da mi.
Ti-do i.inri depende p nos menino da nnu |iru
llenen, moderacao. e enercia .-continuemos eomn
principiamos, e rriiim apontadot com admira*
cao entre as Naeoes mais cultas.
Proclamaba da Jurmhlta Btral < A'mil
Sulisr.reese lOOOm. mensae pago adiantado
ne*ta T pografia. na da* Crnzcs D. S, e na l'ra-
ca da Independencia S. 37 eSH : <>nde correspondencia legalisadas. e aniiuiicios: nterin*
do se ntM rrati endo din proprioB axtognames.
e findo asignado*.
CAMBIOS.
Srtemtro Z-
T
Ondrrs 8J a 36 Ds. St. poi I,, etrt. ou prata a
5o porcento de premio \omina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, N'ont.
Tranca'26:) .465 Rs. por tranco
Rio de Jan. 6 p. c. de prein.
Moedaa de 6,,4u0 iS2iio I3400
4.,ooo 6..700a C.,8ix)
Pezos I,.410
Premio da prata 50 p. c.
das lettras. por mez 1 '.' por o(0
Cobre 35 porcento de descont
PAKTIDA DOS CORRR'108.
Olinda_Todos os diasan meio da.
Goiana, Alhandra. Paraiba, Villa do Conde, Mo
m.iiignape. Pilar. Real de 3. Joao. Rrejo d'Area,
Itaiiiha, Pomlial, Nova de Soipia, Cidade do Natal,
Villas de Goianninha, e Nora da Prineeaa, Cidade
da Fortaleza. Villas do Aquirs. Monte mor nova,
Aracat, Cascavel. Canind, Granja, Imperatriz,
S- Kernardo, S. Joilo do Principe, Sobrar, Nova d'
F.IRev, fc, S. Matheiis. Rcachpdo sanjrue, S.
Antonio do Jardlm. Quexeramoliiin. e l'.irn.ihi a
Segundas e Sextas leira ao meio dia por \ia da
Paraiba. Santo AntSoTodas a quinta* feirasao
meio da. Garaiilnins. e Honi'ii nos dias 10 e'.'4
de rada mez ao meio di. Floresno dia ISde
cada mea ao meio di, fabo. Serinbaein, Kii For
nozo, e Porto Calvonos dia* I, II e'.'I de cada
mez. _____________
PARTE OFFIC1AL.
RIO DE JANEIRO.
iSSEMBLEl GF.RAL LF.GISLATIVA.
SENADO
Sessa de 30 de Jun 'o.
Prisid.ncia do Si. Rento Barroso P.reir.
Logo uneseacha reunido nomiro >uf-
iciente deS madores pira formar casa, o
Presidente decida abe-la a sessa, he li-
d< e approvada a aet* di antecedeii'e.
D se cou'a do expediente :
Ordem do dia.
Passa em ti 11 ni -i di-cuss'5 p.ra se re
metler ouira Cmara, a resolucio do
Sead" rel*t va aos vemimentos e honras
do-Conselheiros de Estado.
Pasea etn oltima d-.cuslo, a resoluca
sobre os exames de Puannacii, parase re-
met er sanceo.
Coatiiiua a dibCU'SaS da 3. snb-emenJa
d> Sr. Vergueiro, offere. ida s emendas
da segunda discus-io do projecto sobre o
Suprimo Tribunal de Justic*.
Tena a palavra o Sur. Veigneiro, oqual
ced .
D-se a materia por discutida, pe se
votos a sub-eitunJa, e c.i approva-
ds.
Tend > de passa r se conlinu >c 5 da
disi ussao da primera aub-emeuda, que,
segutid > a d-ub r. fwade adiada para entrar em di-cus-a a
tercena sub emenda. Consultada tal
bespeito a Cmara, Vence-te pela allirma-
liva, e passa a entrar em discuasa a quar-
Ij sub emenda
Qundo a Relaca Revisora se con-
formar Ci.m a (ocio lo Ti i Unal, a sua
senienca aera executada aera maia recurso;
quandoti5oseconlbrni.tr, voltar osart-
toa ao Tribunal, e ah ser a questlo de-
tinitianieiile decidid por lo'Os osCou-
selheiros presentes.
OSnr. Maique/. de CaraTellaa enretaa
diMUssaS detlaub-emenda, edeclara que
a .sua consciencia, como Cidadio BraslW-
ro que leve a honra tieter parte na relae-
ca da Conslituigo, nao Ibe permiti di -
xar pass-r tal sobemendaj q"e ja em
votra OCCaaifo, traUndo-se I* tercena
sub-emenda expo/. que sobre esta mate*
ria h^via huma conlusio de ideas qumdo
se considera <|Ui-, quando o Supremo Tn-
I) mal de Ju tica di/, ha nullidade, ou < -
crd| ou; nega revi ti, e'Lobia como Ju
iz ; parque deve-se attend r a que a ses-
so do Tribunal quando se o. cup* de ta-
es decisoes he huma se^So politice e nao
judicial ia, porque ueste caso elle obra nio
como Juiz, mas sim como vigilante da le,
porque a Constituido com'iin >u os ba-
tneos neos^arios para a conservaca de
todos os pnderes polticos, pois a exUti-
rem poderes poltico-* sem batneos elies
c'ie^aiia o ponto de abusan m dosstus
dretos.
O nebre orador entrando na qtiesUS
da alilidade e conveniencia do Supiem-
Triliunal de Justica, entrar no condec
metilo do fotrlo do litig'o, olerpr>-tand
a-s'in s leis, demonstra que ialo iinpor-
laria nada menos que a desti nica da l>gi>-
laca, redu%ind o Tribunal as leis a a-
i estos, dan !o-se assi n a cireunsfncia dos
cao* jul|**doae final o resoltado vi-
na a .ser oTnbuual Supremo abaicar to-
da a materia I ffislativa relativa juris-
prudencia, tornndose assim'bum pod r
enorme,sem qieddla baja recur-o; pro-
curand'i B* p >r este molo, em vez de
niai li'ierd.ide e garanta para os povos,
a t.s iMvidio o alis.iluli.smo no Poder Ju-
diciario ; oque nanea podia sirdeS'j-do
po> quem tem huma C nsliuica to li-
beral. N> la qae a ino>.i in que se quer
iulrodozir na dmini-tiaci > d Justica im-
porta lio a reforma na Constituica6, e
hacend duiijs a e te respeilo, he sua
opiniio seno tentar huma IjI medida
por semelhaole meio. pnrem sim pelos
meios legaes da lefurm neressaria ni
Con tiluicri, ro o contrario prodiziria
em renlt d >, ou o d-spotismo, ouaann-M
cha; e que em qoanio -e bar na Tn-
bwiia, ha de sempre impugnar taes ideas
Mibv, rsivas d;i-boa ordem, e nppost.s aos
piincipios de direilo publico, que ono-
lue orad ir decl ra nio trrapieudido pela
leitura de gzetas de L;sb. a, mas tlOB nos
rnelbores aflores que sobre tal materia
lera eseiip'o; ffnalin'n'e que lie sen vo-
to, q.ie se nao trate d sim ilas emendas q.ie e.sliverem -m bai-
ni mi a i om o projecto, viudo d out a
Cmara, que se limitara nicamente as
felace-- ; ronc'ue corroborando a'guns
dos aronmentos apres'otados p.lo Sur.
Carneiro de Canp -s, emanteiio'es sea-
si-s, e votando contra a sub-eunrid'.
OSnr. Vergaeir considera que a ma-
teiia tiesta sub-emenda be qusi identi. a
da emenda anterior, por ser d lli.-il o ter-
se tratado da anterior emenda, sem se lo-
car na mateia que esla contera : dems-
Iraqueviido maleria primordial da
ontra Cmara, no S-'nado sejulou conve-
niente a clauaula de que o Tribunal Su-
premo julgasse afinal no caso de nullda-
des, e ob.ervandu o nobie orador que is-
tu as'im ticvi Dcompleto fuera auas
su'i-emnda por Ihe parecer haver at
incoherencia de que o tribunal jalgue de-
liniivamente xandi sem providencia ogeasos de injus-
tica ; e os argumentos tirados da Constitu-
ic5 para o combalerem apiesentava hu-
ma conlradiccio manifcsta, poique n-lla
o nolire Senador que o combateu na.sses-
aSrs anteriores, arhou uue a Constituica
peimillH jo Supremo Tribunal entrar no
fundo dos autos quando baja nullidade,
entretanto que neg.s pssj faculdade no
caso deinjustica ; masque eslava conven-
cido -pie assira como a Constiiuico con
ceda mi hum caso, larabem o conceda
ero out o. R'-sp'-ndendo ,io anlecedente
orador na parte em que demonstrou que
til do trina be opposta Constituica,
ni ta que para atoge.sustentar se tem pro-
curado irit mo4o muifo foicWll) sigu do o prnsa-
raento de cada hum ; e elle orad t limita-
se ao que diz a Conslihiica, na qual, nao
v di'posicaS alguma, para que as revistas
sejo feitas pelas Ril<< do d< termioadou hedeaz.- que o Tri-
bunal SiiQStTiu) que foi por ella creado
decida fi^ o fim de de emnenhar as
luncgtjts'Asua alta cailie.;oi ia, pois a
quereT-sJflWrcotitraiio, istn he, queasRe-
Idcf-s cijteslem as de< i.ses d> Supre-
m>Tnbun.d, reformando as suas deei-es,
\\k. cocino que querer que as RelacSes
e toiaa'emSupia Supremos-Tribunaes-
'de Jpstica; que era pois para salvar hum
tal a'isorilo que apresenlou a suas sub
em i las.
Conlin ti a disctiss- sob'o a nnmeira
sub niendi adala na ^e-io de 7.5 deju-
nbo.
Disoute-aea i. sub-emenda : u Esta sec-
CaO examnala priroeiio, se ha q esli
de nullidade, e havi-ndo-a fai seu relalo-
rio oTrinun.il, que decidir "obie ella
definitivamente,
D-se poi piejudica la, e bera asitn a
ma8 malcra das debis sub emendas.
Pas>a a entrar m 55. discuaafi as e-
mendss, appinvadss em ?.. discjfts>a5, ao
pr..eclo da C a mira dos Ueourados sobre
levi tas.
Arl. i. additivo. Asf.ltas e erros
couimsttidos na inieiposic.i da revista,
e no seguimento, na5 impedem t|ue no
Sapremo Tribuii.il de Jn tica se conbeca
do recurso interpoito em lempo, revira-
do nesta parlo o arl 38 da resolucc de 2O
de Desemhro de 1830, sugeitando smen-
te 0 E-ciiva a re.-ponsaliilidade. )
Di-se por di-culid- a materia, e pon-
do se a votos, fica approvado o artigo 1.
com a menda que Ihe foi olererida.
Tendj dado a hora, iica a discussa ad-
d3da.
D-se pata ordem do dia da seguinte
sesaS, as materias dadas e ediadas emai
algumds resolucSes, e levanta se a sessa.
CAMAIU OOS DF.rt TA1)0^"
Sessa de 30 de Junho.
Preaidenci* do 5r. Araujo Lim >.
Aberta a sessio he da e approvada a
acta du antecedente.
O primeiro Secretario da corita do ex-
pediente.
Heremettidb Commissio de Intimo
qo Publica hum requeri ento dose-lu-
dantes da cidade de (jlinda.

psTSO.
Ordem do dia.
ntinu a di cussa adiada na aulerioi
spssSo, sobre a re.so'uca do Si. Paranhos,
e emendas apoiadas arerca do augmento da
lepresfntaga nacional. jr
OSnr. Maciel Monteiro mostra que a
se pode augmentar a representacao das
difieientes Provincias, sem que a -tu po-
pulacho se ja augmeriL di; e huma vez
que se queira augmentar nasoutias l'io-
vincias a sua represtntaco, a Provincia
de Peniamburo e-t no caso de Lambem
ler mais hum Deputdda e hum Senador,
e assim est disposto a votar por toda a-
quella emenda que augmente o numeio
da Deputaci daque'U Provincia ct jo au-
gmento de populayo viiveluierite se li-
ver conhecido.
O Sr. Paianbo-, diwrorrendo largs-
sjaflie si.lne e-ia Materia, detlaia que,
acerca dacbjeclo de que se trata, tem
vindo a esta Cmara vanas n presentaces
das Assemblas Provinciaes, as tjuaes Ib-
r.- o anno passado diiigidas% Commis-
sa deEstalialica, a fim de'apresentar a
tal respeilo huma medida ger.il. Depois
de ouiras rell-xes, conclue votando a
favor da resolucs.
OSr. Henriqovade Resende eslranha
que se queira augmentar o numero dos
Dequtados para c represen I ai, a nacional,
quando a rataS exiga que elle se dimi-
nuisse ; que elle, Depuiadu, lambem po-
dei ia pedir que a Deputaca da sua Pro-
vincia fosse augmentada Com mais lies
Deputados, mas como st.> 1 contra os
seos prii c pos votava contra todas as e-
mei.dis, que por tanto mandara huma
emenda para que se adoptasae por base a
represenlaca Provincial.
OSr. Duarte e Sdva di?, que sendo
o nico Deputado pela sua Provincia de
Santa Catharina, nao pode deiiarde ad-
vogar oesta casaos seu* intei.sses ; que
be sabido que a represcntaci nacional sa
FNrONTRADO


2
v
DIARIO DE PERNAMBCO.
deve bascar sobre a populagaS. Riostra
o Ilustre Deputado que a populaca da
sua Provincia tem augmentado, que e8"
t quasi elevada a sessenta mil almas, e
conclue votando pela sua emenda.
He apoiada huma emenda do Sr. Gur-
gel, que declara que a Provincia de b.
Paulo d*r inais hum Deputado e bum
Senador.
O Sr. Veiga Pessoa diz que nao trata-
r de repetir os argumentos em que em
outra sessa se fundou para nao se alte-
rar, assim como se quer, a representa-
ca de huma ou outra Provincia ; e de-
clara que se tinha inieiramente opposlo,
s porque^assim, sem ser por huma me-
dida geial, seia augmentar a represen-
taca da humas. Provincias, em quanto
se nao augmentava a de outras, que es-
ta va 5 no mesmo caso 5 e isto principal-
mente, porque a ConslituicaS qo artigo
97 (como elle Deputado, j bavia de-
monstrado em outra aessaS, em que fallou
com a Constituica na ma5), determina-
ba que huma lei regulamentar marca" ia o
' modo pratico das eleiQes, e o nmero de
Diputados relativamente populacho do
Imperio, que em fim pedia a Cmara que
attendesse b-.m o peso dtstas fzoes, a
sua propria dignidade e Justina, que im-
portava ostentar, e que assim oiaria pe-
lo projecto, e por todas as emendas, e
com maior rasaS pela da sua Provincia,
cuja populacaS, elle, Depuado, j havia
mostrado, inda que indirectamente, pe-
lo rendimento da lei do ornamento, o
quanto havia erase id o ; assim como pela
do MaranhaS, cuja juslica era muito sa-
liente.
(Continuarse a.)
GOVERNO DA PROVIRCIA.
Expediente do dia 9.
OFF1CIOS.
Sofrita Assemblea Legislativa Pre-
vincial desta Provincia do bem ser dos
habitantes da mesma, e querendo espa-
lhar por toda ella o salutar preservativo
das bexigaso pus vaccinieoestabelle-
ceu, q'em todos os Municipios, houvrase
um CirurgiaS com o ordenado, da cem mil
ruis encarregado de propagar o mencio-
nado pos, vaccinando a quantos oa> le-
nbao ainda tido bexiga. CumsJJpois
que essU Cmara em virtude de semilhan-
te disjsOsicaS haja de nomear algnru Cinir-
giaSjajque seencarregue desta operaca,
o qual ser obligado a remetter todos os
mezesao CirurgiaS Franci-co Jos da Sil-
va, Encarregado da Vaccina nesta Capi-
tal no mappa das pessoas, qne houver
vaccinado com declaraca da seos nnros,
sexos, e idades, e observares sobre o
desenvolvimento da mesma Vaccina% e
ao referido CirurgiaS requintar as' la-
minas de pus. Pia que possi o Cirur-
e'a, que bouver de ser norueado cobrar
o seo ordenado, dever appiesentar ura
attestado da Cmara em como cumpre
com os deveres ; e dever a Gamaia par-
ticipar *eu nome a este Governo para o
comrounicar a Thezoui aria. rVk^
Dos Guarde a Vms. Palacio m> Go-
verno de Pernambuco 9 de Setembro de
l836.Francisco de Paula Cavalcanti de
Albuquqrque.Srs. Piesidente e Verea-
dores da 'Cmara Municipal de Pao do
Alho.
Oficios semelhantes se expedirao as
deroaisJJamaras da Provincia as do Re-
cife, Olmda, Goianna eSerinhaem.
lllro. e Exm. Sr. Accusindo a
rece pea 5 do odilo de V. Ex. de 18 de
Junho prximo passado apresso-ma em
responder V. Ex., significando-lhe q'
teodo ltimamente cheg.^do a esta Cida-
de hum Engenheiro abridor de Poco* Ar-
tesianos, o qual fora engajado em Ingla-
terra pelo Mrquez de Barbacena, por
ordem do Coverno de S. M O Impera-
dor, desneceasaria e mesmo intil se faz
a vinda dos que cu bavia rogado a V. Ex.
de faser ahi engajar, eaoqueV. Ex. la6
oficiosamente se havia prestado, pelo
que me cumpre derigir-lhe agradecmen-
tof, assim como os protestos da miuha
estima, e consideraca.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do
Governo de Pernambuco 9 de Setembro
de i836.Illm. e Exm. Sr- Luis, Mou-
tinhodeLima Alvares e Silva, Enviado
Extraordinario e Ministro Plenipotencia-
rio do Brasil na Corte de Fianca.Fran-
cisco de Panla Cavalcanti de Albuquerque.
Ao Corouel Chele da LegiaS da G.
N. de Olinda partecipandolbe a nomoa-
ca de Joze Joaquim de Almeida Guedes
para Major da mesma LegiaS.
. Ao Coronel Chefe da LegiaS da G.
N. do Cabo para fazer constar ao Cida-
daS Joaquim Pedro Patriota a sua nomea-
Co8 pra Major Commandanta do Escua-
drad de Cavallariado mesmo Municipio,
afim de que solicite a sua Patente pela
Secretaria do Governo, e passe a fazer
a proposta dos Officiaes respectivos.
-,- Ao mesmo, aoctorisando-o para dar
posseao Teen te Coronel Commandante
doBatalhaS da G. N. do Municipio do
Cabo, e ao Major do Esquadrao de Ca-
vallariado mesmo Municipio.
PORTARAS.
Ao Director do Arsenal de Guerra pa-
ra mandar fazer um estrado para a Meza
do Despacho da Secretaria da Presidencia,
por urna po>ta nova em duas ametades no
quarlo do Porteiro, cobrir de tapete a sal-
la interior de Palacio, e cqllocar nella 4
bancas de Jacaranda.
Ao mesmo ordenando-lhe d. Iteren-
tes a rran jos de aceio, e decencia as Sal
las d Docel, e da Junta de Justina.
Navio despachado no dia 9 de Setembro,
as seguintes EmbarcacSes:
Brigue PortugusVentura Feliz pa-
ra o Porta, Mestre Antonio Francisco dos
Santos. #
LtnxaSS Benedicto para Maceio
Mestre Miguel dos Pas-os Moreno.
Brigue Encuna Brasileiro Navegante
para o Rio de Janeiro, com escala pela
Baha Mestre Manoel Antonio de Olivei-
SumacaConceicaS Felicidade do Bra-
zilpara Acarac, Mestre Manuel Do*
mingues Gomes.
X
S. Exc. o Snr#.Presidente da Provin-
cia manda fazer publico o futi abaixo
transcripto do E'ivisdo Exiraordinaiio,
eMini tro Plenipotenciario, do Brasil na
Corte de Fianca, e o Avila que elle se
refere. Seeretaiia du CojUUio de Per-
nambuco 9 de SetembroM^iofi Vi. en
te Thomaz Pires de FiglfcfWi Camai-
B0,
Illm. f Exm. Snr. Hltofflme o
Ministro dos Negocios Etri^p^owi Corle enviado o Aviso inclui>#ljstt'o
aoestabeleeimento de om novoTJharol'nas
Costas de Franca, e sendo da niai'r uti-
lida le, que este annuncio chegua aos prin-
cipaes Poitos do Brasil no interese da
navegaca entre os dous Paizes, tenbo*r
honra de o transmittir a V. Exc. para que
h-ja dedai-lhe a pub'icidade que jular
conveniente. Aproveito esta opportumda-
de para assegnrar a V. Exc. da mioha mai-
or consider^cio.
Deot Guarde a V. Exc. Paria 9 de Ju-
Iho de 1836I lm. e Exm. Snr. Fran-
cisco de Paula Cavalcaati de Albuquer-
que, Presidente da Provincia de Pernam-
bucoO Enviado Extraordinario e Mi-
nitUo Plenipotenciariu do Brasil, Luiz
Moutinho de Lima Alvares e Silva.
Direction Genrale des Ponts et chausses.
Pheres et Fanaux.
AVIS
Aux Navigateurs
Phare de la Pointe d-- Ver,
Depaitement Du Calvados.
Les Navigateurs sont prvenus qu' par-
tir du i5aot prochain, un feu vari par
des etlats s'gnalen, pendant touta la du-
ledesmuits, la tour rcemment cons-
tru! sur la pointe da Ver, par 4q. aO
28" da latitudeet2. 5i' a4" de Lungitu-
ueO. ,
L'appareil d'clairage sera tabl I 11
melresau-dessusdusol, etdominera ain-
si de 4 metres le niveau des pleines mers
d'quinoxe.
Les clats du phare se succederont de
4 em 4 minutes, et auront une duie de
8 10 secondes.
Le feu moins brillant, qui paraitra
dans les intervalles des clats, sera pic-
detsuivi decourtes eclipses. II pourra
tre aparen, dans un beau temps, jus-
qu'a la distance de 5 lieues marines.
Dia 10.
OFFICIOS.
Ao Prefeito da Comarca do Bonito, di-
zendo-lhe que pode effeituar a compra da
casa, que julga sufiicieote para residencia
do Destacamento de Policia da mesma Co-
marca, e mandar-lhe fazer os arranjos ne-
cessarios ; remetiendo a con'a legalisada
de toda a despeza para ser satisfeita pela
Thezouraria Provincial.
Ao mesmo communicando-lbe, que
para se mandar fornecer de sustento os
presos pobres de Joatiea d'aquella Cumar-
ca he mister, que o Prefeito envi ao Go
verno, urna relacaS nominal, dos que o-
ra existem em priaaS.
Ao Commandante Geral do Corpo
Policial iotelligenciando-o, de que foi ex-
pedida ordeman i.'ei' Mdicos do ex-
melo Hospital Militar, para as dez horas
da mantisa do dia 11 do rorrente, com-
parecerem no Ho-pital Regimental do
mencionado Corpo, como requisitou o
dito Commandante Geral, em seo ollieio
de 9 destemez.
PORTARAS.
Ao Primeiro Medico do extincto Hos-
pital Militar para comparecer no dia li
do coi rente, pelas dez horas da manha
no Ho-^pical Regimental do Corpo Policial,
afim deassistii a uina conlerencia.
Igual Portara foi deiigida ao 2.a
Medico do referido extincto Hospital.
Ao Director do Arsenal de Guerra,
ordenando, que entregue a ordem do
Prefeito da Comarca do Bonito 4n0 ca''*
tuxos emballodos do adarme i3, para o
servico da Polica d'aquella Comarca.
Ao mesmo, paraentiegar a ordem
do Commandante Geral do Corpo Policial,
um par d'algeroas, para seguranza de um
preso, que tem de s-er remettido ao Juis
de Direito da Comaica de Coi. una.
DIVERSAS REPARTICOFNS.
PBtBJyURa, DA COMARCA DO RKCIFE.
Parte do dia 10.
Illm. e Exm. Sr. Tendo a requisi-
ca de Luiz Joze de S. Paio mandado dar
busca horitem pela mmb em casa do Sa-
pateiro Ignacio Joiquim, morador na
1 na das Trinxeiras, por ter n'ella oceulto
um p cedeo que o sobredito eseravo ^e degolasse
na ocea>ii de ser pie.^o com urna peque-
a faca, com que eslava armado ; foi re-
colhidoao Hospital, e ainda nao morreo.
Fez-se auto de vi-tori, e m.mdei pren-
der o mencionado Ignieio Jo.-quim.
OSub-Prefeitoda Freguezi de Santo
Antonio remetteo o pteto Luiz Ro/.mio,
escravo de Josefa d'Abieo B.nb>.-a, por
est.ir fgido.
O Sub Prefeito da FreguetU do Cabo
rem>-tteo um reciuta.
Dos Guarde a V. Exc. Secretaria da
Prefeitura do Racifc 9 de Setembro d'l836
Illm.e Exm. Snr. Francisco de Paula Ca-
valcantede Albuquer(|ue.Manuel do as-
cimento da Costa Monteiio Prefeito da Co-
mal ca.
ALFiNDEGA DAS FaZENDAS.
O Brigue Iogles Antelope, vindo de Lon-
HEZA DAS DIVERSAS RE1DA8.
A pauta be a mesma do N. 184.
ELLEIQOES de JU1ZES de PAZ.
Freguezia de Santo Antonio do Reofe.
Joaquim Bei nardo de Figueredo 57i
Francisco Garneiro Macha-Jo Rhs 4UI
Domingos Agostuiho da Silva Neves a^4
Paula Gomes.................. *3
Curato da S de Olinda.
i
Felippe Manoel de Cbri to.
dres, CapitaSJohm D.lrymple, entra-
do em 5 do crtente Consignado a Ho-
zas & Braga.
Manifest o seguinte.
100 barricas com grsxa, 1 caixa com
pesos duros, 4oo barris de plvora, 4oo
ditos com chumbo de munica, 1 c\x*$
com bolaxinha, 1 ditas com vellas de sper.
mcete, 3 ditas com fasendas, 1 dita com
miudezas, i dita com livros, 14 fardos
com fasendas, 1,000 Tijollos, I08 pares
de sapato-t, 2 taxos ou caldeira de cobre,
499 barricas de farinha, 1 dita com fo,
i0 caixas com chapeos, 9 barricas com
serveja, 30 ditas com salitre, 2 caixas
com papel, 1 dita com ski veres, 1 dita
com roupa, 1 dita com chapeos de sol,
4 gigos com mostai das em conservas.
O Brigue Americano Wallace, vindo de
Philadelphia, CapitaS Luke Chase,
entrado em 6 do coi rente, Consignado
a Luis Gomes Feneira & Mansfield.
Manifestou o seguinte.
98o barricas com farinha, ao ditas
com bolaxi, '4o ditas com bolaxinha,
2oduziasde cadeiras, 200 caixinhas con
cha, 101 meias barricas de Polaca, 8
barricas com dita, 1,595 ditas abatid,
com seus competentes arcos, 77 embru
Ibos com tampas para as ditas.
O Brigue Brasileiro S. Jos Triumphan
te, vindo de Lisboa, CapitaS Jo.
Gonfalves da Roza, entrado em 9 d
corrente, Consignado a Antonio Mai
ques da Costa Soarea.
Manifestou o seguinte.
al2 pipas com vinho de Lisboa, 59o
barriscos dito de Lisboa.
A Barca Franceza Avenir, vinda do Ha-
vre, CapitaS Thrchurt, entrada em
9 do crrenle, consignada A. L+onir
liesuget, e Puget.
Manifestou o seguinte.
5o4 volumes com diversas fasendas, 7
barns, i3 sextos, iO caixas com vinho,
575 hdriiscom manteiga, 29 volumeseom
drogas, 4 ditos com coraestivos, 2o cai-
xas com agurdente, 200 barricas com
l'.rinha, 600 gigos de batatas, 100 sextos
de serveja.
Fora do Manifest.
5 caixas.
O Brigue Ingles Melbi, vindode Liverpo-
ol, CapitaS Henry Edn, entrado tin
9 do rorrente, consignado a Me. Cal-
mont &Cmp.
Manifestou o seguinte.
261 barriada manteg, 8 barricas d
ferraje-n, 46 gigos, 61 meios gigos, i
barritas, 4 caixas, com louca, i5 embru-
Ihosdepaz, 1 u.'o de fasenda, 2 caixas
de chapeos. 5o preaunto, 1 ci-ixa coro
prata, 453 barricas com li inhn, 5uo cai-
xas de sabaS, lai caixas, 96 fardos col
fasendas.
Fora do Manifest.
I raixa gnora-se oconleudo, 1 cartel-
ra, 1 caixa de folha de flmdres.
MFI HOR FXEK/


DIARIO DEPERNAMBCO.
'
Fieguezia de S. Pedro Marlyr da mes-
rna Cidade.
Joze Antonio de Oveira eSilvj.
PublicaqaS pedido.
Diz Lourenco Joze de Carvalho Pro-
curador que foi do falecido Joaquim Pe-
dro Quintella & C. residente em Lisboa
dos contractos de S.l e azeite de Baleia os
qttaes lindar.- no anno de mil oito ceios
e hum continuando correspondencia
de sea constituinte at o anno de mil oito
ceios e sinco, e lo rao Ihe remetidos Ba-
tneos e cantas do resto de sua negociaca
no anno de mil oito ceios e quatorze e
outras antecedentes como se ve da escri-
ptu.aca; por vezes pedio o Supplicante
sua dimica e nenhuma solluca5 ihe foi
dada ; consta morrer dito Quintella, sao
passad->s vinte e tantos annos nunca apa-
recers herdeiros a solicitar a tal respei-
to, e delles na5 tem o Supplicante noti-
cia : nada existe na Procuradoria de cori-
ta daqaelle constituinte Falecido e sa-
penas humas divi las acobrar como so mos-
tea por documento unto : allem da cre-
cida idade do Supplicante; achaques
proprios da mesma, residencia no seo
Engenho e Lira demndalo, tudo cope-
ra para que nao posa continuar em tal co-
brarla e nem conservar por mais tempo
monumentos alheios ; as grandes revoltas
acontecidas em Portugal faz prezuroir a
naS existencia daquellesa qnem competa
enteuder-ae com o Supplicante. A V. S.
nao he oculto as Leys que remedeia oque
o Supplicante leva expendido eobrigaao
Supplicante, e por tanto requer a V. S.
seja servido mandar rever por quem Ihe
aprazer todos os Livros e papis perten-
cenles aos referidos contractos para de-
pois de revistos seren entregues por in-
ventario ao Thezoureiro dos ausentes e
dar-se ao Supplicante a competente qui-
taclo. P. aoSr. Juiz de Fora e Prove-
dor de auzentes seja servido deferir ao
Supplicante como tem requerido. E. R.M.
tspaeho Para rever esses papis ,
contas, e livros como requer oSupplid
te nomeio ao Sr. Agostinho Henriques da
Silva, que espero aceitara' esta nom-a-
co. Reafe 18 de Outubio de i83a.
( assignado) Eteves. lllm. Sr. Dou-
tor Juiz de Fora. Satisfazendo aorespeita-
vel despicho de V. S. em dacta 18 do cor-
rente mez e anno passei a examinar os
livros e mais documentos de que faz men-
caoo requerimento de Lourenco Joze de
Carvalho e nio encootrei coiza que du-
vida oflereca ptra nio ser attendido no que
requer e com mais veras quando apareca
algum engao a entrega nao venda a re-
clnmacio por qualquer d*s partes. Re-
ir a?, de Ootubro de i83a. ( assignado)
Agostinho Henriques da Silva N. 43o-
Pagoa quareuta res de sello. Reoiflk 8 de
Novembro de i832 (a-signado ) Ferreira
eGuimares Despacho -- A. o Escri-
vio junte os documentos e co itas apre-
..sotadas ; e passe Mandado para serem to-
dos os papis e Livios postos em Depnzi-
to dando-se ao Supplicante Q itaco ,
01 dezobriga. Reciffe 4 de Ouiubro de
18J2. (assignado) Eleves- Seguio-
se o mandado para o Depozi'o assim co-
nio a lista dos Livros papis e documen-
tos, que all se entremuri e agora segu
se o Mandado de d-zobi iga. Mandado de
dezob.iga &.-. O Advogado Joze Anto-
nio Esleves Juiz de Fora do Oral e Or-
laos e de auzentes pela Ley Provincial
de Oapellas e Rezidos da (id d do Re-
ciffe eseu termo com Aleada por S. M. I.
C. que Dos Guarde &c. Em consequen-
cia dos requerimentos de Lourenco Joze.
de Carvalho Administrador da caza do fa-
lecido Joaquim Pedro Quintella SrC e
igualmente se acharen) ia' no Deposito Ce-
cal desta Cidade lodos os papis e Livios
peitenceutes a mesma adroinistracao pelo
dili> requerido e por mim m n lado.
Hei por dezobrigado o dito Lourenco Jo-
ze de Carvalho c'a reaponsabedade em
que >e acliava das contas da Admini-tra-
coda caza do dito falecido por ha ver en-
tregue neste Juiso lodos os livros e pa-
pis pertencenles a mesma Administraco
e visto os justos motivos por elle alegados
comprase. Este se passou em virtude
dos requerimenlo* e roeus Despachos que
ficio em poder, e Cartorio do Escrivio
que este subscreveo. Reciffe 31 de Outa-
hro de 183a. Nicolao Tolentino Pereira
da Silva Escrivio o subsraevi (assigna-
do ) Esteves.
VARIEDADES.
Morte de Sociales.
Os onze Magistrados destinados pira
execucio dos criminosos comparece, o ce-
do na prizio a fim de o livrar dos ferros
e annunciar-lhe o momento da saa morte.
Muitos dos seos Discpulos entrarlo ao de.
pois, eeriopouco mais, ou menos vinte !
elles encontrarlo seo ladoXantippe sua
esposa tendo em seos bracos o mais mogo
deseosfilhos. Logo que ella os ayistou ,
exclamou com huma voz, cortada de so
lucos
u
Ah!
luv" nn eis os rosos amigos, e he
pela ultima vez Scrates tendo pedido
Crilon que a fizesse conduzir sua casa
ella foi tirada daquelle lugar lancandogiii
tos doloro-os, e magoando seo proprio
rosto. Nunca ellese havia mostrado se-
os Discpulos com tanta paciencia e tan-
ta coragem: elles o nio podiio encarar sem
serem opprimidos pela dr, nem ouv-|os
sem sertm penetrados de prazer. Na sua
ultima conferencia, elle Ihes disse que
a ninguem era licito attentar contra os
seos das porque collocados sobre a
tena eomo em hum posto, nio o devia-
mo8 desamparar, se nio com a permis-
sio dos Deoses ; que, quanto elle r<-
zignado sua vontade, suspirara pelo
momento em que devia receher a felici-
dade, que elle havia procurado merecer
pela sua conducta. Ao depos passando ao
dogma da immoralidade d'alma, elle a
provou por buma multidio de argumen-
tos que justilicavlo suas esperancas. E
quando mesmo dizia elle taes esperau-
cas fossem infundadas, alm de que os
sacrificios, que ellas exiguo me nio im-
pedirlo de ser o mais feliz dos homens ,
ellas apartio para longe de mim as amar-
guras da morte e derraman .-obre meos
ltimos momento* huma alegra pura, e
deliciosa. Desta forma, accresceutouel-
le todo o homem que renunciando os
deleites sYsm. 1 ou em d >i liar sua alma ,
n.i5 com ornamentos e-tranhos mas sira
com ornamentos proprios della, taes como
a justica a temperanca contras virtu-
des deve estar cheio de huma inteira
coufianca e esperar tranquilamente a
hora da sua morte. Vos me seguiris,
quando a vossa chegar ; a minha se apro-
xima epara me servir d< exp es-a de
hum dos hoscos poetas, eu ouco ja'aaua
voz que me chama. Nao tendes acaso
alguma cotiza nos prescrever relativa-
mente iossis filhos 00 a' fnmo* neg*
eos ? Ihe perguntoii Criton. Eu V"S lei-
leiro o conselho que por tontai vezes vos
liei dailo respondeo Scrates, o de enri-
quecer-vos de virtudes : se o segundes ,
eu nao tenho preciz.i das vossas pioines-
sas ; -e v^ o desprezardes, ellas s ioutea a minha familia. Ao depon elle
p.i-sou a banhar-se em hum peijueno
quarto,. Criton os-gmo 5 os outros seos
amigos s'. nlretiveraS com os discursos ,
(jue aiabra d'ouvir e com o estado a'
i)oe tiles 6 te : elles se eonsderavaS ja'como Oifos
privado do m> Ibor dos Pais, e chorava
menos s>bie elle do que sobre si mesmos.
Apresentars Ihe os seos 3 filhos : d tul es-
t iv.16 .nuda em huma idade mui tenr..
elle deo flgnmas ordens as mulheres, que
os conduza, e depois de os ter d sj cJi-
do veio iiovumente junlar-se seos ami-
go*. Hum momento depois o guarda da
piiza entrou. "Scrates, Ihe diz elle ,
eu nao cedo s imprecaces que ordina-
riamente 1 o-tnm .0 dn ijn -un quelles a
quem vendo annunriar, que lie tempo
de tomar o veneno. Como nunca vi aqu
pessoa que tive>se tanta coragem e do-
cura como s, estou evito, que me
nao attribuireis o vosso infoi tumo: vos
bem contiei eis os seos anthor.s : adeos ,
procurai submelter-vos mces-idade. ,,
za, a fim de as poder darramar a' tua
vontade. ** Adeos, Ihe respondeo Scra-
tes, u Rcguirei o vosso Conselho'' e vol-
t.indo st para os feos amigos, Ibes disse ,
Este homem tem bom corceo i durante
0 lempo, que tenho aqui estado, elle
mu tas vezes veio conversar comigo ....
Vede como elle chora .... Crilon he
roisler obed cer-lhe; que me traga o ve-
neno se esta' prompto quando nio ,
que o faci ja' preparar ,, Criton quiz l'a-
zer-lhe ver que o Sol estava ainda no
hoiisunte, e que outros havo lancado
mi desse pretexto para prolongar suas
vidas mais algumas horas. Elles tinhio
suas razes diz Scrates, e eu tenho as
mullas para obrar difidentemente.,, Cri-
ton expedio ordens, e quando ellas forio
neeutrdas hum ciiado trouxe o ipo
1 tal. Scrates perguntando o que tinha
elle a' fazer. Passear depois de teres lo-
mado o veneno respondeo o criado, e
deitar-vos de costas quando sentires as
peinas pezadas. Enlio, sera mudar de
semblante, e com a mao firme elle to-
mn o copo, e depois de ter dirigido suas
suplicas tos Deoses chegou sua Lea.
Wesle momento terrivel, o sobresalto e
o pavor se apoderarlo de todas asaluias,
e lagrimas involuntai ts corre> lo de todos
s olhos. Huns para occulta-las cu-
billo as cabecas oom seos mantos; oulrog,
se levantaviosolucando para que ello as
noprezenciasse ; mas logo que elles en-
carndolo, prezenciario que elle acoha-
va d'encerrar a morte em seo seio sua
dr, por muito lempo comida, foi o-
brigada a romper e seos solucos dupli-
cario ans gritos do Joven Appollodoro ,
que depois de ha ver chorado lodo o da,
fazia retumbar a piulo rom seos espan-
tosos lamentos. Que fazeis \<'n, meos
Amigos ? Ihes disse Sucrates sem alterar-
se : eu tinha afa-tado de mim aquellas
mulheres para nio ser testemunha de
iguaes fraquezas : chamal a vossa cora-
gem ; eu sempre ouvi dizer, que a morte
devia ser acompanbadu de bons auspicios.
" Entretanto continuava a passear ; lo"o
que elle sentio o pzo em suas pernas ,
deitou-se sobre seo leilo, e cobrio-se com
o seo capote. O criado mo trava aos as-
sistenles os p ogressos successivos do ve-
nino. J' huno fro mort.tl havi. gelado
seosps, e punas, e estava prximo a'
tarar-1 he O coracad, qu.mdo Scrates,
levantando o seo capote, diz Criton.,,
N devemos hum gallo Esculapio nio
vos esquecais de o pagar. ,, Sera' cumpli-
do re-pondeo Criton ; porm ru leu-
des mais alguma re-omendaca a' faze -
nos? E'!e nad-* re pondeo : hum instan-
te ao depois fez hum pequeo mevimen-
to o circulo de-cobrindo o rereb-o seo
ultimo olhar e Criton Ihe feixou os o-
Ihos. Desta forma morreo o mais Religi-
oso o mais virtuoso e o mais ditoso don
homens o nico talvez que sem t-mr
de ser desmentido, podrsse dizer aliamen-
mandando certificar.se do mesrao annun-
ciante, este llfoafirmou declarando logo
que nao se responsabilisava por elles 5 a
nio a annnnciada assenlio nqe elle os
lives.se coinsigo, mandando-lhe diser, que
onserv-sse-osem seo poder, visto terem-
noprocuiado, comoainda o mesmo Pro-
rurador da Annunciada, de notne Joze
Femantes da Cruz, coocordou, em que o
annuntiante os livesse, e conservasse em
sua posse at decislo da partilha : pelo que
ficou o annunciante sobre maneira surpre-
zode um aununcio, em que annunciada,
meno-pi esadora do seo trato, e pala vi a, se
esqueceo de ter consentido na conservarlo
destes doisescravos em o seo poJer; por
outro l.do strictamente obligado justi-
car-se, pe. ante o publico, da negra calum-
nia, e lals.dade de os ter seduzido como
para llicitmente usufruir os seos servias,
quando do contrario est convencida a an-
nunciada, nem Ibe consta, que elle costu-
ma praticarsemelhantes actos, porque sem-
pre prezou a sua reputaclo, procurando a
estima, ecoufianga de seos Cond dadlos :
quanlo mais que desafia, para que appa-
reca, quem allirme, que e annunciante
anda deligenciando pessoa, que os com-
pre ; mas como a annunriada tez da sua c-
pacidade regia para medir a do annuncian-
te, elle se contenta do que tem dito em sua
defesa, e de que o Publico imparcial Hi-
tar justica.
Mathias de Albuquerque '
WP O abdico assignado avisa .
que coro elle coHtrahirio contas em
po que elle annunciante esleve decaixei,,
de Antonio Joaquim de Mello na ruaDirei-
taD. 22defronteda Sacrestia da Igreja do
Livra^nento, e estes Snrs. at o presenta
nio tem cumplido com osseus pagamen-
tos talvez por nio saberem onde reside o
annunciante, por esta folha faz publico que
sua residencia na ra do Livra ment D.
2 pegado a Joao Carlos Pereira de Burgos
e m.is av a, que todos de quem elle por
seu arbitrio c.onfiou algumas quantias, es-
to em o balanco que o annum imite pro-
cede, para entregar a cas:, ao dito Mello,
e oio laucadas em seu ordenado, e quan-
do sabio da casa, o dito Mello j ficou pa-
go esali.sfeito, e o annunciante se acha no
desembolco de taes quantias, e por issoa-
viza por esta f.ilba que hajio de Ibe pagar,
do contrario lerlo o descosto de verem se-
us nomes, empregos, e quantias no publi-
co, alias o annunciante recorrea Autliori-
dade competente.
Francisco Joze Ferreira Veiga.
O Sur. Amonio Rodrigues d'AI-
n c d.< de S .uza e Menees, pode procurar
urna carta vind-i de Lisboa na Prarinha
do Lin amento loja d- fe. ragens D. 35.
W A p'Ssoaque aunuiieiuu querer r
para um sitio, dirna se a Piacinha do Li-
vrann nio loja I). i9.
Piei i^a sede urna pes-oa, forra ou
t v <4 E'i nunca hei commetido nem f captiva, que sirva pea comprar e con-
pelas miabas palavras nem pelas minhas
aeces, a mais pequea inju.-tica. ,,
Bartheleiny Voyage d'Ana. haisis.
( Do Correio Mercantil. )
AVIZOS PARTICULARES.
O abaxo assignado lendo no Diario N.
i9i o anuunciode D. Maiia Joaquina dos
j^nt s. em que esta previne, que ninguem
con.pre, ou negocie com o me-nio dois es
iraVosde DOjne, um J ao iiibeii'o, e outio
Pedro, quediz aerem seos, e que forio por
elle sedusidos, e se cMo era seo podei,
v-se ad-tiiito decLrar, por bem de sua
probidade calumniosamente vilpendiada
pela dita D. Maria, a qual poderia riod^ar
a sua reputado para com aquelles ,
que o nio conhecessem, que falso olia\e-
re'm .ido aquellos esclavos sedusidos po.
elle, riem lio pouco conservados m seo
poder sem s.iencia, e conde, ment da an-
num iada, por quanto o annum ianu- ru-
berdeiro cun ella, aeonteceo, que em
quanto se cuidava do Inventa, io, pro Suas lagrimas Ihe permitlira apenas ac- I rassem sua companhia estes dois esciavos,
br; ellese rttiiou para hum canto da pri- 1 o que vin lo a noticia da anuuiiciada, e
nh-r em umaiasa de pequea familia;
i.o3. aodar ao lado do l.ivrm> uto ou ra
d 1 Periha, junto a um sobrado que ae est
edificando,
/y Quem prec sai- de qualquer quan-
liiate800.) reis a juros dando penhore
de 1 ni.i.nii ouio: anhuncie.
jrj^ l'recisa-.-e de um padeiro cativo,
ou forro que ent>nda de padaria para a
Villa do Rio Formoso : a fallar com Igna-
cio Al ves da Silva Santos na ra da Gloiia
portan [). 1.
tr^T* Ollerece se luvas por urna rasa
te. rea ou loja sendo no alte, ro da Boa-vis-
ta lado 1 sperdo quera vai para o Rerife:
qualquer pissoa que queira l/er este ne-
gocio annuncie p r este Diario.
VV Dezeja s>' la bar nesta Praca, corn
0 Sur. Jo/.e Martins dos Santos, e o Snr.
J >ze Pacheco do Amaral, quei.io ter a
bonadde de'anuunci remaasuas moradas,
por este Diario.
ajCir* Pe. lende-se urna pessoa para ex-
ei cr a o cupacio de caix' ico de urna loja
de f .s-nda-, e que desta leuda prtica : na
ra doQ-ieimoduloj) D. 7.
V^ Q uta preci-ar de folhas corridas,
passipoile* para fura do Imperio e P.o-
vmcias d niesiu e de quem se entaru-
gue de pro. urar Cauzas lano Cieis ,
1 o no criu.es, dirija se a ra detias do O
labouca D. 16 ou a ua do Crespo D. 7,
vIPLAR ENCONTRADO


r
N A M D U C O.
que se Ihe Jira' quero de tae< coito se en
car-raga.
H3^ Pi"pcis-se urna ama de le te ; a
pessoa quee-tiver nestas circunstancias di-
rija-se a ra do Rosario tstreita D. a5 no
2. andar.
y Quem precisar de um rspix lira-
tile'uo hbil para qualquer stvci de es-
cripturago etc. o qual sabe bem ler es
cievere contar ; paia ni', esiripta, ou
outia qualquer caxeirara ; annuncie a
ba morada.
V3P" Prici^a se fallar coro a Senhoia
Mara Gel rudas e '" rao su ignora a sin
inor.nJa por iss<> te ls o presuite pira
festr o ffur deannumiar a :ua re-idni-
cid.
tj^T Quem precisar de um Portugus
paia cxcno de venda cu tratar de planta-
rio ero alguna Hi* do que j* tem al-
guns co ih' ci-.D.mlos d-n lo elle fiador
a suj t oidu-ta annuncie paresia Diario
asua no ada pira ser procurado.
%Jp^ A pesso qi aununciou to Diario
Je Quaila f'fid "j jo cor rente atoa ama de
casa de um homem solleiro dirija -e a
Camboa do Caiino to beco que val p-r
detrs da Conceicio D. i que la' asara'
lOfli quem tratar,
SQr" OfiVrere se um hmiiem razado ,
com pouca familia de bo> conducta coro
Ilicio de rarpina para qua'quer das
partes que queirio *eulilisaf do sm of-
ficio, 0.1 sem elle pois elle lie mwito in-
teligente ao tiaboli.o aiiim.'ii'iea sua na..-
rada.
|KJP* Qaem precisar de ora raixeiro
Portug. quina do b-'io dos Burgos venda de M-
noel Jo-e d'Andr-ide ou aun unce a su mo-
rada piu >er procurada.
NAVIOS A CAUGa.
Para Li.-boa
Segu ri
.g-m o B' "gil
Po/Ugaoz \f i-
cura no dia ao do Crrenle: quem nelle
cj ui.-ei cari' gir, ou ir di p.i&sagem fallem
ao C 'pilio, uu do seo conogm tai io.
^3" S gne viage n para o.Rio de Jan i
ro com cv calla pela Balda, pira onde ni-
camente receba Carga ou passageiros por ter
excellenles comodps, at 12 do correle, o
Brigue Bra-ileiro Fe.'iix, mu; lo val io, e
lu rado de cobre : o- pertenden'es dii i jo-
i-e a seo piopiielaro Antonio Joze de VJa-
galBaena B.sto na ra do Queiii a.lo D. ib
ou au Capitio JoZe (i. nciv.s Catnacho.
VENDAS.
Urna p> rilo de raix6es de dore le gaia-
bi: du principio co alen o dos Aloyados
era ra-a de Joo Bsplista Con eia.
9ry Pdia fon da Provincia, ou Fnge-
nbo urna negra de naci, n-oca e de lioni-
U figura, rosinba, engoma, coze, lava de
aaloe v.-rrell*, ludo cota umita peif i
cao : eni Fcra de Pollas cata terrea junto
io sobrado de trec-andares o. 28.
UC^" Uira negr nha de i4 a i5 anuos,
crila, sabe lser renda, coser xo, e coi-
iiha > ordinai io : na i oa o'Ag a> rerdea so-,!
briditihi den andar piot. das de ii-jVo m>'
pede N. S. do Terco.
t3T" U:n silio ern Sanio Amaro coco
duas moradas e caas f randes ii' pedia e
cal, cacimba de agua di beber, curiar pa-
la seis vaceas, estriba lia para dois cava-Ios,
dos forr.-os um de f. ser farnba e ou-
tro de fasar pi, om b>-m ritero riepeixe,
e baatantes fruieira-: na ra Nova D. >
dtfror.te do caldeireiro.
/y Urna n ga ro.ssa sem virio al-
gum, para fo^a da Provincia ; nesla Typo-
gialia e dir quem vende.
T3" U.na ts<:/ara, eosinli'.ir.s tngo-
madtira, a OuatQrelra con u annos, sendo a dita de a5 anms de i-lade,
eque suipiYibi MdtJUJ, e do >ervico iu-
teroo, s-m vjcio aJgum." em casa do De-
pusitaiio geral, roa do Rosario e^trella.
rtr* No armzern da roa Nova D. 3 i se
achaavenda por preco muilo cmodo o
segoinie: boas eaueiraa ameicanas, dit'S
de palh riba tanto do Porto como de jata-
r.-nd, boas cmodas de Jacaranda, oa
ina.f, mesas de roeio de salla e pua man-
gas de vi-lro, mesas de amaieilo econdoii'i,
mls de bora gos'o, e bons tocadores, assim
como trez allioelts de d amantes e um de
brilbante degusto mu i tu moderno, e outras
militas cousas qu avista do comprador se
fnl pHlen'e.
IQP Urna Biblia em Portuguez : no ar-
irasem de Francisco Joaquicn da Costa,
pivia do t'oINgio, ou aiiuuncie.
%&' Na ra do Livamtinto armasein
de'aleadoe couros D. i5 que novamente
>e abri vende-se todos 01 geneios do ar-
timenlo da mesma por moeda de cob-e
testa li-a, e marcada rtfugla com "devi-
do di-sconto, e por preco cmodo.
WW U eoie c-nsn iji ci IngleZa mode !-> otiion-
td.ecoiu pouco us--: na ra doOepo
\op D. 6.
T^" E-pingard.iS de dois canos lionxa-
das da potente Iiglez', comed xa e todos
es apartjlios p.na casaa na m- sm.i casa a-
cima.
rjpr Um pieto denago de 2i a 22 au-
nes de ida de, l>oa finuia r robusto, tal
(pialoQkial de aapatrii'o, *.i!>e seivir, u-
ma casa por trr t>ervido de p gem, e ser-
ve t, mbern paia o tii balito do cau-po : na
roa nova 1). 3, a. andar.
tr*^ Urna preta Oloflsa bou ta ligara, de
18 a 2 j annos, cubinlia o di.-rio de urna ca-
za, faz doces, lava de Varrelia e s.ibic, en.
p,oa\, acole cha'-, pata lora da trra ou
E'gento : na luaNuvi anim-iin louca
lina. Hl.
5ry Uui pelo bom cosiubeiro, mm
vicios conhecidos: na 1 ua nova do o,\>>
das canoas, casas novas do Mesquita, 2 "an-
dar.
VJT" Urna logrinha ci ola d laanns,
lendaia : na ra Noa.-> bradoD. al, pe-
la nomi, al as 9 horaa, cu a tarde.
f'^r- liixas de superior quali-Jada < he-
gil.is ultiinamantu de Li b a por preco
multo cmodo: na ra do Vigariu venda
de Temotheo pinto Lial n. 50.
>S'&* Um Boi de ca ro : 11,1 ra do Col-
ligio D. 3.
rjF" 250 B ais, por peco rommilo,
r|ueni oa queira ir receber n 1 Ar*c..ty, na
l'aseid-i Joaztiro do Coioael Joo Cjv..I-
caiite d'Albuqoeujue : <|uem ospetender
dii'ja-eeas cinco routas, primeiro andar
do sobrado I). G, unto ao Terco, fallar
com Leonardo Biitna ole queira Cavol-
can te.
*?y Vndese, ou hpoteca-se u roa sor-
le de trras lio lugar do Altinbo, a qual
piopria paia alg rdio e mandioca, e serve
para criar gados por ler.Ireategoas de ier-
ras: na ra Wllia rasa que leiu Umpiio
defronie do bi o de Joo Fianosco.
yjp Urna ii'giinha crila de 11 armo-,
com principio decoslura, esabe co inb.ir:
na 1 ua do Vigai io n. 28.
3T* Urna es- lava que eosnha o diario
de uitiacis-i, engoma, e faz beni bolinho- e
polios: na rua do Rosaiio larga 1). 11
no 2 11 lar do roeio dia at as 3 boras d*
tarde.
^'^r* T.iboado de pinho de todas as lar-
gu cas e cu 1 n primen tos, pr preco muito
1 oiri '!> : Oiiarmasein do sal do f-descido
B n'n J./i' da Co ta.
l-fTJm Uiiioser.iVo de n.icio propiio pai a
oervicj rio lampo, ou lroca-se por u-na
preta Sadia, e sem virios: ni esquina da
1 ua das Cr o/.es Hopo da Praca, l.ari'r.
tfje- Um .lio de criar gado, na Ribei-
ra do Putgi, Proviacia do Rio Grande do
Noite, denominado Piuioapo, com lie*
lego, s de tena, de omito b,a prodcelo ;
pe tencente jaos berdeiros do finado Joa-
quimJu-t Fernandes Souza : m rua dos
Q iai li is D. 3, 2. andar, ou ariurici-.
a-^jr Duas porras pen lies com tres
ba"orinbs capados, por pn-c,o comiii .do
quem pertender dirija-se a ruana Moren
una 2.a ra*a quem vero da parla d.i mar
p-ra o maro.de S. Fiaocisco casa to li-
1.<.'.(> J.iio Zuiique.
mp Na loja aberta de tre dias no al-
ieno da Boa-vista D. 63 lein para vt-n-
tit r Mipaioa de setim de Seohora de v.nos
cores fitoa em Lisboa a tres patacas e mcia
i!iit)S de duraque a 3 quatro, dilo> de
duivqlie para raparigas ole 10 anuos athe
14 a J80 dilos de marroquim e corda-
rio preto a 800 rs. butins em bianco pa-
ra bomem a 3ooo rs. dilos para meninos a
ti patacas emeia rap Princesa de La-boa
a 3o rs. a oitava, e da li..hia a5 >s. ron-
diais as-faHseoolrasmiudeza>; adverte-
se que nc.be-se do fiegnes'S que coco-
praivm ealsados e conde-as etc. opatScfu
a quaho patacas e dois tusloens.
jy Na rua do Moodego ca-a D. 5a
lem pra vnliO 120 alqueiies de ptima
Cal a 4**-o alqneiivsem rculo e com ra
sola p.lr medida vrlha e 1 iioh'IIio mui'o
n anso e grande urna vara que deve es-
tar parida # 2 iiuvilhas penlos filbas do
pasio tud^' por i4 JJi s 1 escrava
(joe se Ihe nao tern Oescoberto vicio alguin J
ven-le-t-e por molifo*.
ALUGUE1S.
Alaga se Orna morada de ca-a de pedia
e cal c un hastf nt<-s comodo>, e .-ti iliaria,
qointal grande murado, com cacimba, e
tanque, no Mondego: na 1 ua do Collegio
. 3.
*f3F" Alnga-se um armasem ba-laute
giande lio atierro das cinco ponas defion-
te do tiviro do (Muniz; aluga se tambem
o silio que fui do Vice/ile Bolicaiio no lu-
gir da iassdgcm com granderasa, viveiro,
algumcapirn de planta, bous arvoiedos de
t- dss s quaiidados, lugar para banho :
qumn pTiender duij.i-sea Manuel Gon-
calve Pe eir Lemos.
P Eli DAS.
Pcrdeu-se na tarde do di-i 7 na occai
emque parsavio as tropas no atierro da
B a-vista, um alfinete de peilo com trez
podras Verdea no meio, e na ciicunfeienca
destas, outras brancas finas, mais peque-
n.-s : a pessoa rjue o axou, ou mes-no al
gnem que j o tenba comprado e quereu-
i|o ri s'.itui-lo, |. ve-o a iua do Queimado
D. 7,'qie ser 1compensido.
**?* Perdeo-Se u.na sedula de cem rail
re, assignada por rJ nomaz da Silva GoS-
mo, eoSic Pires, rio dia 9 i'oc.-i rento
pulas 9 lioras do dis, pouco mais ou menos,
aahindo se da la dasTiinxeiras, entran-
do-e pela da Rosario, e em seguimento,
entran lo-se na do Collegio, e continan*
dos- pela pontate o Corpo Santo, onle
se descobrio <> desappaivcimeoto ; a pessoa
pois que a achoii, e <|Ueira restitu-1., po-
de procurar a rua das rbrinxeiras D, i5
OU a loja de lir. s da praca da Independen-
cia n. 3;e 38, do que ser geneos.meute
teempt 11-adi).
1T57- No dia 9-locoirenlefiig'o do silio
de Francisco de Pula Freir em Sanio
AmihuiIio um Carneirodequalrocbifies ;
quem souber do m< s uo, o 1 o liver e que-
rendo eolregallo l*re-o ao dito sitio ou
anniincie por esta folb,que o meslo re-
compensar a qu m o levar.
K8CHAVOS FGIDOS.
L iz. \ri da estatura m-diana, seco do
corp ., |Vi de cara o tn-.l feto de c-rpo,
mal arranjado nos trajas, o-dedos do--pez
i. signaos, com um smal 011 m uva dr fis-
tula em om t da b -x-xas, naiiz chato, p-z
dos oot'id s alto-, falla ai< da muito m< I,
e pouco luteligivel, um tanto atolemado,
e oreguicoso ; rogse a todas a- Autboii-
dades, e Camparihmt a ariduidade em ser
o m- sino apiolado, pelo que b m re-
<" -ni -) u-a. a si-.. Sonrio.- o i-ini.ii o das O-
hr->s publicas Lilia Fi'amico de P.-ulo
n.oiailor 110 beco da Bomba.
t?f" Anlonio, ci lolu, le ilade de 20
amioa pouco uns ou mercs, cor preta,
p-ss.inie, bem f-lante, com todos os deotes
nfrenle, sofrirel d- raa, estatura roe-
duna, principiante de pedreiro, levou ca-
misas calas, j-q-ietas e doi- ch peos, foi
e.-cravo deJoze Ignacio da Silva morador
emluiiisruc, eporisso roga se as Autbo-
rida les daquelld lugar que delle liveiem
noticia o mande condusir a casa do Depo-
sitario geral na rua doliosai ioestreita, que
ser bem recompensado, o mesmo ^e roga
a todos Os Capitaena de Navios e Autboii-
dades Polaiae-.
r*
No dia 30 de Agosto, fugirio do
Engenho Santa Roza dois e era vos, de na-
ci Angola ladinos, chamados om, Reinu-
bld baixo, groe, de idade 30 annos, na-
riz chato, maces de bixigas no rosto, bi-
cos grumos, qutbado d'huma veril ha, he
seir.-dor; levou vestido calca e aqueta e
chapeo de pello. O oulro da nome N.r-
cizo da mesina ilade. aito, s. co, mais fu-
lo, desdeulado na frente direita nariz
pe |u. no chalo, puca haib., levou calca
preta, jaqueta branca, e chapeo de oopa 5
carreiro, ede erizada. Quem delles der
noticias certas, ter boasalvic*ras ; e quem
os levar presos ao dito Lingeuho, sei hem
pago do teo tri'bi'ho.
Antonio da Costa N-gueira.
93h Fugio no dia 9 de Setemhro do
io rente anuo orna negr* crila com os
signaes seguinles ; chama-se Elena re-
piesenla ter de ida le 16 ^nnos, de nie-
d.ana estatura seca do corpo ps apa-
pagueadof; levou carniza de algo'lo-inho,
evetdj de sita com assenlo bianco e
llores encarnadas : quem a ep'r-hender
le e-a a rua Direita D. 3 que s-ra' re-
omn pensado.
H'SP Duis naco criollo fugid > no
dia 'j do curenle com coniza de xdla
pama caiga de brim de vella b;xo e
groco cara lelond 1 olhos vi-iro-lh-s ,
heicos grocos, b'inpitto da ior, pernal
gioc-is tero unja ferida no dedo grande
do p direito e miica lusca de ferida nos
inmediatos e sem unha ; as pessoas que
o apeobfndroni dirijo se a rua do Fa-
gundes D. 7. quesera' bem recomptn-
cado.
*P3T Fugio no dia 5 do comiile nira
negra por nome iVIaria de m-go d'Ango'a ,
bonita liguia b liante gorda rom o mi
maica ras costas levando vestido de lita
branca ecami.-a de madapolao : os apie-
lien dt dores a podero lavar na 111a do -o
toveilo a Francisco de Barios Faliode
Lacerda (pie serio bem recoropencadoo
do tuiballio.
*^ Jacinto naCalo fgido a ti Hita de
Feverui'i) desie auno e atl.e o presente
nao lem aparec lo em parle alguma que
Si a visto : ii.os suspeila se que ands la'
para as bandas do Ri Formoso p >r ^1
parle onde elle foi escravo de Francisco
Nones da Suva e Sou-a nove aonos e tero
amisades bastante com outros seos iguaes;
lem o< -igri.e-. seguintes alto bem pivlo ,
pes apalhelod >s qun lo and < m I n jne>
llu para dentro sigiiol esle suffi lente p->-
ra ,-er cuiihecido ; os aprebendedores quo
o ferareui melao o em feros arinunci-
< m p >r qualquer foia que serio b ni itr-
compens-dos.
Taboat das maret chelas na 'orto
Pernumbuco.
2 -Segur da - 61. 54 ni
3 T; H - 7-2i
4 (l- - 8 30
5 -Q: - - 9-18
6-S: A - 10 6
7*! - 10 54
8 D; 3 = - 11- 4a
i Man.
NOTICIAS AKITIMAS.
Navics enVadvs no dia 1O.
Goianna; 4 das; Mate Conceicio do
Pillar, M. Pedro Galdioo Piulo: estucar, |
e mais genero^ : Juio Leile de Azevcdo.
Passagenos 4.
S. tUatheosi i3 dias; S. Auroia. \i-
Theotonio Joze Fe reir : fuinlia : An-
lonio Francisco dos Santos Braga. Ton.
67. J
Santos j 37 dias ; Pataxo N. S. do liosa-
rioS. Joze, M. Jo-quim Antonio Maria:
vaaios gneros. Ton. 117.
Perm. na Tir., de M. F. Fama


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