Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02011


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Full Text
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ANNODEI8S3, QUINTA FEIRA 20 1>E JUNna NUMflRO P9
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9mprc*ft em er*tsmvuc3 or ^oyc tficioiino Dr abren
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7;; VS SEMANA.
.'>.'- .V Selviao- A Oiiv. doC dora., dp h.,
c do Ouv. d i (livl de I. Pr, as G h. o Gmin. da m.
.: ;./,/--3t. da F., \. do O. daC do J. de F.
d i:)., e doJ. de F. del. Pr. as 6 h. e 54 m. da m.
S Pau//>-Rl.,p,dem., eAud. do V. G.ed
!. Pr. as 7 h. e 42 nr.n. da m.
.x /o5o Sacerdote Pr. as 8 h. e 30 rain.
i
RIO DE JANEIRO.
Tisvost\ do Senado a' Faj i d Tunoso.
S:J Jv)iO Senado no: enva hoje em Dputaco
ame peante o Thronde-V. M. I. aaprrseu-
hr a eXj.rcsso sincera c respeitc&a do sen vol de
e do sua adijcr..e> a Au msla Pessoa !. I.
V d ispeito dos soUs ardentes deaejos elle aintlu nao
pode, dar comeen a e piuhoza diseuss > das importnu-
didas de intoresse vital para o Imperio qno fise*
ahilcto \\ Coavoeaco extraord naria da Assem-
blea Legislativa, porque pendendo huma Prposta
aliv'a da parte do Goveruo, perante a Cmara d >s
D.'pulados, (orcoso era na formada Con .titui lo esp1-
rai* pelos IrabaUos all iniciados.
Ouvio o Senado rom am.sior pnjanle dt a reeor-
da infausta e prematura perda da Princesa a
Sur." I). Paidi Marianna, quena aurora dasua vida,
|)asson por inexecutHVoia isposices da Divina Pro-
videncia !' contfernados <>:. nosaos corac6es e o Tbrono Cons-
;ud Brasilciro desguarnecido de hum dos seus
penhores e orna .nonios. O mesmo Senado se com-
/ em cougratular^se com V. M. I. pela ban armo-
na, c in!.||'.o-.-icia, que existe entre o Brasil, e as
difieren i -, Nacoes de ambosi os Mundos, bavendo a
la, ea Prussia respondido recenlemente ; av-
s que se Ibe Bz.ero e declarando o seu vivo
c p'i'la Augusta Pessoa de \ M. i- ea pros|ie
rosos, que perlnrbarao a Irawjulilade publica
as Provincias do Maranbo, Ceat, Pernambuco,
;, na Comarca do Rio ?ogro, e llllimmenle
naCaplal de Minas Gersi hipara o Senado mullo
tuj'orosa. Sao sempre berrivois, eTunealas as diarw'-
tlias ,r.i,1' irmos: o Sead > porcm senlio suavisar-se
de algum modo a sua magoa pela certeza de que a paz
e lr,uiq lillidado se acho ja reslabcleeids na maior
parir eslas Provincias, eom bem fundadas esperancas
i;',ial reslabelecimentn as oulras, qtic alnmi se a-
ehu p Tlurbwdas. sendo muito apnisivel ao Scuadi
consie.'aeo de(|ue no niei. (W todas estas r.v
dis.seneoese.ivi1>. o Sagrado e Au Mime do Snr.
1). Pedro II. (* h ;;;.:.ii;iiic ao Poltica do Imperid,
tem -ido conslanlem;:ii!<, i:vo I rea <11
salvKjto, onde eslao de l '
1
I
<]') Brasil iros. O Senado finalmente presando mais
o lestemunho fiel df bu na conseiencia pura, (pie o
apnlansn epbemero dosPar-idns Polilicos, se oceupar
ne '< S '-.l;, lendo visla os Velatorios dos Ministros
c Secretarios re Estado sobre os differentes ralhos da
Administraeao, de promover quanlo !he Por possivel
o in"reses Nacionaes sem preterir o melboraitcnto
do m io circulante, e aproveitar de bom gr4o a vo*
ope 'iro do Gov< rno nijierial para melbor desempe-
nhar os seus deveres, e corresponder tlignamcatc as
i i JNacao.
Q Prnsifhinte a Regencia fwspondeu, //.?, em
ffome de S. o Imperador, agradeca os sent-
mentas do Senado.
posta da Cantara dos Depatados
<-,'/. | [\A Cmara dos Depulades nos impoz o
dever senpre grata i eoracoes verdadeiramenle Brir
diluiros de sermoa por esta vez ante o 'Trono de \ .vi.
I., os Interpretes dos seniimenios de amor, e de res>
peilo. cu ^ ell ::a Augusta Pessoa de\ M J.:
a,.; is, e ar entes votos, que ii>e(v-:ui- '
temen forma la l I leridade de nos-a Patria com-
mum, ''.'. Ptlizmenl .confiada aos cuidados e di-ve-
lada po :,:'' de \ M. 1.
A Ca na dos Depubfdos, Smiior, deplora a mor-
te premriura da loveli Prificeza a Snr." O. Paula
Mariana*, lenra fipr do solo BrariUiro, e'hmelos
Ornamentos da Dynastia Imperial; mas sempre Sub-
missa aos oceultos designios dd Providencias Be, por
hum ftido sent profundamente to grande prda, p*r
outro ?c ao menos eom a rrenca de que o ob-
yecto da Divindade.
Senhor, assim como eom a paz florecem os Imperi-
os!, assira tambera eom a guerra c rn m a sua ruma a
despeilo das melhores .''is cat da mesma l.berdadei,
que ento se torna iium nome. vao. hum :. ni isma sera
real ida d e ; be por isso qw.a Cantera dos Oputadoa
ao mesmo passo qwe se eon^ralula com ^ M. I., pe-
la eonservaoo d.i boa rnleligencia e harmona entre o
Imperio, c os outfos Membros da grande ftmil:a da
genero humano, quepovoao a trra._ se encha de :;a-
{'oa ouvim'.o que o gen* '' discordia conlioun a i .-
p'reer sua influencia nos cunfias de RcriaaaJ>uco, c \-
laoas, e que al-'-m disto, ousando afpftrcer a pou
na Capital de Aunas, pugna por derramar osen veo*
no sobre os proficuos babtlanies dessaa boroioaa Pro
vincias, sem que al*' boje hniUa cedido aos es'c.rees a
Gov.-r IO, c generosos sacrificaos u-- Patrioias amiga
da oi-icm
Em venbide, Senhct, mo era desperar, que cw
hum pai/. que a jv.nav/i r:,n;|nvri com tai;
menina de felicidad^, e ande a vm\M liberdad
cnplaj (!V'
anrinhos das booms e
honesto as m *4 '; m
\vv. -ouy mpunl ra
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(560J
5 3C'
-rus rimo", sua Prlria armas de sangue, que ou ne-
nluim uzofdevero absolutamente ter entre nos, 011 a
>er elle in'ivitavcl, |>cla imperfeicao da humana natu-
iv/.i, e fatfl necessidade do mal sobre a trra, s po-
da ser tolerado contra os obstinados inimigos da feli-
i idade commum, uuico fim das humanas associacoes ;
mas ja que huma infausta realidade a convence do eo-
lrario, a Cmara dos Populados, la-limando a sorle
desses fillios infolizos, da Patria, folga no monos do
persuadir-so eme lalves huma cegocira momentnea os
arredade seus devores, e que nao ser difcil chmal-
os oulra vez concordia, o ab {gremio da Familia Bra-
zleira. Assim pois penetrada detaq lsongclra opini-
o, a Cunara dos Deputados, Senhor, no tiliimo
qnartcl da Legislatura senlindo mais do que nunca a
honrosa ambico de ser mil seus compatriotas, o d
roncorrer eficazmente para Armar a fecidade do sua
Patria, protesta a V. AI. I., o assdno empreo de
seus estceos para a consotidaco dn paz interior do
Imperio, que com o mclhornmento do molo circu mo,
rujos trahailios ja se aehoo adrantados eonstituem artu-
dmcfitc as ditas mais urgentes necessidades do >nvo
Brazlero.
\este glorioso empenho para proceder com (oda a
reflexo e madurez, assim como tobcm com o mais
pleno conhecimento dos Pactos, o suas causas, fila me-
ditar profundamente os Rclatorios dos Ministros de
\ M. I.. com cu je auxilio seguro da poderosa coo-
peracao de \ M. I., do senso, e herosmo do l>om
rovo do Brasil, ella n.To duvida esperar o mais feliz
resultado de suas fadigas, o que reunidos outra vez lo-
dos os Brasileiros em huma so vontade, venho bem
depressa a formar lium loixo indissoluvl, Imm Povo
de roaos, objecto do i n veja, respeito, o veneraco
do todos os Povos d Ierra.
Paco da ('amara dos Dcpulados, 17 de Maio do
1.S33.M. Alvos BraucoA. P. da Cosa Ferreira
A. do Soiua o Oliveira Coutinho.
A Regencia responden,q' em Nomo do Imperador,
agradeca os sentmentosda Cmara dos Deputados.
S ultimas noticias que liaviamos publicado sobre
j. .Minas forao do darla de A de Maio eagora publi-
camos as q'constao das folhas q' recebemos pela Sumaca
N. S. do Monte Pernambucana, c Paquete Inglex.
MINAS GERAES.
.A r,tic.os t>f. Officio.
Illm. e Exm. Snr.Poslo s Ordens do Presidente
desla Provincia por \. Exc, e lendo-lhe dirigido
parlecipaces quotdianas de todas as medidas, o or-
dens, que lenho dado, a fijo deque possa cabalmente
informar Regencia, em Nome do Imperador, de
nanlo hei fcilo, julgava-me dispensado de me dirigir
directamente : agora pois, que recebo ordem para as-
sim ofazer, dire a V. Exc, que tenbo cercado a Ca-
pital da Provincia com pcrlo de 3,000 Guardas Naci-
onacs, e com duas companhias de Municipaes Perma-
nentes; leudo cada poslo huma reserva consideravcl :
que tenlio offioiado a Cmara do Ouro-Prelo, aos Jui-
zes de Paz, < ao Coronel Commandante da lona Mi-
litar, enviando-llies Proclama* oe>, pedindo a huns,
c ordenando a oulros, que as Cacao ospalhar, a fin de
que os povos eonheco quaes sao as ntences do (in-
vern; e vendo que ei o inruc.liCcras todas as medi-
das, mandei o Juiz de Paz do Ouro-Braneo procbmar
aos Povos da Capital, mostrando-Ibes seus erros, e dis-
tribuir Proelamaces, cujas copias, o de Oficios
fu chegar ao conhecimento do Presidente da Provin-
cia, o do Exm. Ministro dos Negocios do Imperio eiH
Offino, que Ihe dirig, raataan de objectus relativos
a sua Reparl| | |o foi fefrajftfero: determine
onlao desmanchar os tifosas dos sediciosos, promoven-
do huma contra-revolwfo, e prevenindo anticipada-
mente as legitimas, e pseudo-autoridades da Capital.
de que se nao se rendessem, lhes corlara os Vveres?
puz islo em execuco. Tentaro romper o cerco por
Sania Rila; ahi, depois de admociiados, mandaran
(sordos a todas as razes e arengas, que the dirigi o
Capitao da Guarda Nacional, Lino .lozc da Cuuh.;,
Commandante daquellc ponto") fazer logo sobre o> nos-
sos ; Corno enlao repostados, ficando ferido o sedicio-
so, e j d'antes criminoso, Alferos Mascarenhjs. c
mais dous ; rendero-.o enlao, entregando armas, o
municos ; o assim voltario Capital, nao leudo o di
to Capitao apasionado nom hum, contra o que cu iba
tinha recommendado relativamente aos ebefes dos se-
diciosos.
Mandei no da 8 avancar para Boa-vista a vanguar-
da da columna da Comarca do Rio das Morios, que
eslava no Capan, ao chegar aquello ponto soEfrerlo
l.um fogo d'artiihcria, dirigido peloTcnente Coronel
Francisco Theobaldo Sanchos, e pelo Major d'En-
{jenheiros Joo Reinaldo de reina Bilstein, e foe
Ferreira Sel te de Abril
Depois de tercm dado 10, ou 12 tiros de CanhaV,
que o Tenente Lima, commandante da vanguarda
soubc evitar, fazendo deitar a Tropa, apparoeeu da
parto dos sediciosos hum individuo com huma handoi-
ra parlamentar. O Tenente Lima, sem ter dispara-
do hum s tiro, receben o parlamentario, que pedio-
Ihe fosse lidiar ao Theobaldo; o Tenente foi acompa-
nhado do Alfoces AI varen ga ; o colloquio versou <;>
bre a justica da causa, que deendio, a queoTeoen-
to rospnm'-i;, que as ordens que tinha eran de oeeu-
par a Boa-vista, e que n mais nada respondera.
O Theobaldo limiten so a pedir ao Tenente Lima,
que tomasse o sitio de Joze C*;ra, pois que ell<- oe-
cu pava a Boa*vista, c pedio hum armistieio indetermi-
nado. O Tenente, que nao tinha ordem de hatee, B
cuja vanguarda ora apenas re 200 homens blondos,
voltou a tomar a posco indicada, por spr a nica en-
tre o Capao do Lana, o a Boa-vala. No da 9 appa-
reccu o Theobaldo frente dos sediciosos, trazendo
huma peca de calibre 3 na vanguarda, c outra na re-
taguarda ; romprfio o fogo^ e os nossos defendero-se
heroicamente : a morte dofcmigerado Sette de Abril
lancou a consternaco, e a perturbacSo entre os facci-
osos ; os nossos aprovcitando-s lomarn huma peca, a da vanguarda, entretanto ellos
se poserao em retirada doixando 6 sobre o campo, o
fllguns feridos, como V. Exc. ver da mioha ordem
do da. O Theobaldo appareoeu frente revestido
de huma grande tampa de caldero de ferro batido,
estanhada, em cuja a/.clha cufiara o braco servindo-
Ihe de escudo, e devo dizer a V. Exc.. que o ridcu-
lo desla personagem animou nos nossos bisonbosGuar-
das Nacionaes hum despreso pelo lal chele, (pie o a-
grediro como se fosseni soldados experimentados. Es-
te escudo tero 3 furos de halla, o son informado, de
une olio enriara em huma rede em Ouro-Prelo. O
Major Bstein que commandava a peca da van/ruarda
foi o que primero fugio, creio que, sem ser fe: ido,
porque entre a sua appricao, e dcsiparicao nao ba
espaco.
Entre os dilirios, com q'entretivero no dia tecior
o Tenente /i/na, diz fio, que reapettavfo a Constitu
cao, a Religiao, a Regencia, c tudo qunto respeta-
mos ; mas (pie Manoel Ignac'o, e o Depntado Vas-
concellot nao se nnnra mais serhta Presidentes da
Provincia nao a bahitni <> ofTerecerao ao
Tenenln Lima a Presidencia da IVo-incia : alli eslava
tambem o AUeres de Givattaria AnArm*. O Bstein
2x
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~\
1
i.
i eslava \
Bstein \%
i 3i


(531.)

'.
1/
uou da *ua coslumada, e inveterada soltura de lrn-
goa, insultativa de tudo quanto governa, e pode go-
vernar.
Pelo lado de iMarianna acha-se o Tenente Coronel
Jos Manuel Carlos de Gusmao, dirigindo o cerco;
este me informou, que hum sedicioso, Manoel Jos
Estoves, reuna gente para vir soecorrer os sediciosos,
e que o Tenente Coronel Couto Moreno commandava
este troco mas o Tenente Coronel Gusmao nao ve
oisto hnm motivo de terror, e ere, que nao lero (br-
ea para violar o cerco posto polo Municipio de Vlarian-
na, ja forte de hum Balalho de Guardas Nacionaes
de Queluz, e de 100 soldados das Divises, e de por-
to de 400 Guardas Nacionaes do Municipio de Cae*
th, e da gente de duas Lagios de Marianna.
l'enho soltado emissarios |>ara dentro da Capital a
chaar os iliudidos para fra, mas os sediciosos nao
deixo sabir pessoa-alguma, que posa desanimar o po-
vo ; porem espero, que, com a approximaco das Tor-
tas de todo-; os pontos ter os povos mais meios de se
virem abrigar s fileiras da legalidade, evadindo-se ao
crime, e fome.
Hoje recebi huma carta de Manoel Soares de Cou-
to, cuja copia envi a V. Exc, e de tudo dou parle
ao Presidente.
IVns Guarde a V. Exc. Alto do Morro de D. Vi-
dencia, 11 de Maio de 1833.Illm. e Exm. Snr.
Honorio formato Carneiro Leo. Jos Maria Pinto
Peixolo.
Okof.m no I)i\ 10 r>F, Maio de 1833.
Quaitel General do Alto Morro.
TEitn os sediciosos do Ouro Prelo tentado fazer
desoecupar a vanguarda do Exercito susteatador
da Legalidade, da posico de Jse' Correa, foro vi-
gorosamente rechacados pelas sustentculos da Consti-
tuico, us t)i osos e pacficos Guardas Nacionaes, e
Municipaes {'imnenles, perdendo elles, alm de ou-
iros, o mais atrevido dos Clicfes da sedico, o deno-
minado SetS direilo ao nome de dezeste a Abril. Os Sediciosos,
vendo cahir ]nr torra o sen audaz Chefc, e vendo fu-
gir o facanhudo Thcobaldo, se puzeio cm perturba-
do, e os nossn, bravos avancando sobre ellos llies ar-
ranca o das maos huma peca d'Arliihai a, em que pu-
nho todas as suas espera nens, apresionando 1 dos se-
diciosos, tomando as municoes d'Artiiharia, milites
luzis, e corrame, que abandonarn com precipitaco
para mais levemente poderem correr. Com quantosin-
ia ver que Brazileiros iliudidos por alguns ambiciosos
eusassem aepometter o Exercito da Legalidade, para
Misicnlanin o interesse de ambiciosos, que postergan-
do a Couslitiii: ;io, e as Leis, ouso impr condices
Regencia, em nomo do Imperador, era menoscabo das
attrilmicoi-. Magestaticas ; nao posso drixar de manir
(estar a todo o Exercito de Guardas Nacionaes da Pro-
vincia, a consideraco, e estima, de que se tem torna-
nado avadares o Ratalho provisorio de Barbacena, o
de Lnvras., a 2.* Companhia de Municipaes#Perma-
nentes, as fraccGes da Compauhia do Ouro Branco. c
Consentas do Campo, e o contingente das Guardas
Nacionaes de Sabara, que salerosamente acodiro ao
m dos Jiros, estando a retaguarda. Nao he menos
-digno fie louvor o RataHiao de S. Jos d'El-Rei posta-
dlo na Venda do Campo, commandado pelo Snr. Al i-
[ar de Legio Eliziario Garcez de Arauio, que todo
se Iferp-vo a correr a eortar a retaguarda dos feccic-
utando entre os ceejos de voar ao poni
la Boa Vista, e a obediencia as minhas Ordena, que
o* sustentar aquello, marcha rao boje por
alinda prdro a oceupar a Roa Vista, posico em que
se su >f i4no, o desbaratados desampararte-
\

apresionando hum Guarda Municipal P<
Sargento Januario, irmo do de 7 d'y:
homem prelo, que se diz forro, e que tin
mas, e municoes. Informado pelo Snr. I eueafl
s joaquim de Lima, a quem coube a
fender aquelle ponto, da bravura, e subordinaco mi-
litar, com que os briosos Cuardas Nacionaes se port-
ro, querendo cada hum ser o primeiro a perseguir os
rebeldes, e obedecendo logo que o dito Snr. Tenento
Ibes disse que s tinha ordem de defender, e nao de
perseguir ; por. isso que minhas intencoi s so de per-
suadir, e nao de vencer pela forca, nao poj&o deixar
de agradecer collectiva, e individualmente a todos O
Snrs. Guardas Nacionaes, e Municipaes Permam
sua bravura, e obediencia. Tendo sido estes bravos
dirigidos pelos Snrs. Tenenles Manoel Joaquim d>
Lima, e Altere* Caivalho, que fielmente exec
o plano de defesa que Ibes dera o Snr. Tenente Lima,
nao posso deixar de allribuir-lhes meus elogios*pela
pericia, com que evilro a nerda dos nossos, tendo a
lamentar a morle de hum Guarda Nacional do Bala-
Iho de Lavras que suecumbio valerosamente na defe-
sa do ponto. Segundo me informa o Snr. lente
Lima, os sediciosos perdero 6 homens, que se tem
sepultado, sendo incaleulavel O numero dos flidos.
Desejando que tacs feilos cheguem ao conhecimcnlo de
toda a Provincia, determino ao Snr. Tenente L.ima.
que depois de fazer lr esla a todos os Coriios do seu
Commando, a passe a cada hum dos Snrs. Coniman-
dantes dos pontos, que formao o cerco da Capital.
( Diario do Governo.)
BAHA.
COxr.i.i iiuo-se as ejeicoes desla Provincia, e sabir
rao cleitos Deputados os Snrs. Ernesto Ferreira
Franca com 463 votos, .los Goncalves Ccsimbra 405,
Antonio Ferreira Franca 338, Honorato Jos de Bar-
ros Paim 3-29, Inocencio Jos Galvo 315, Arcebispo
da Baha 252, Joaquim F. A. B. Muniz Barrcto 243,
Jos Lino Coutinho 240, Antonio Augusto da Silva
232, Conidio Ferreira Franca 229, ft^* Luis Paulo
d'Araujo Bastos 219 ^^ Paulo Jos de Mello 219,
Manoel Maria do Ama ral 215. Supplentes mais vo-
tados os Snrs. Francisco de Paula Araujo, e Al-
meida 212, Francisco Goncalves Martins 211, Miguel
Calraon du Pin, e Almcida 199, Francisco Ramiro
d'Assis Coelho 19U, Jos Ribeiro Soares da Bocha 190,
Jos Floriodo de FigUircdo Rocha 188, Joo Jos de
Moura Magalhes 185, Manoel Alvcs Branco 164.
Ficarao por tanto mamados- os Snrs. Monlesuma, e
Rcboucas, boje Graos Caminars.
/\%%\\%%\\ v
*
X
X
KDITAL.
ACama/a Municipal da Cidade do liecife e seu
termo em virtude da Lei
F\z saber aos que, no Atterro dos Afogados, estao
edificando casas, ou quaes quer oulros edificios,
que pala resoluco tomada na sesso dodia 12 do cr-
lenle mez, fica de nennum cffeito o Edital com 'lacla
de i do mesmo, publicado no Diario desta Provincia
N. 122, pelo nnal exiga que lhe exhibissem os ttu-
los, que tinbio dos al'oramenlos, ou compras dos ter-
renos sobre que estavo conslruindo os edificios ; as li-
cencas, que obtiverao, e as respectivascordeaces, pa-
ra ser ludo examinado, e poder depois mandar alevan-
tar o embargo, que nos mesmos mandara far.cr por p
Fisca! Rodolfo Joo Barata de Almeida. E para que
chegue a noticia a lodos uiandou publicar o presente
por a imppensa assisnade por ella. Dado e passado
nesta Cida'e do lecife em SessSo prdinari| de 17 de
Junho de 1833. Jow 'I ; '0}'-< daFnnreoa. Se-
-.


..-i";
mi
mam
(532)
cretano i .'-.ivit',...- Joaqun Francisco de Mello Ca-
?akana,fP.Joaquim de Oliveira e SouzaJoze Va -
cisoCamolloJoze Maxado Freir Pereira da Silva
nitor Antomo Pcrgrino Maciel MonteiroDo
Simplicio Antonio Mavirmier.
ntor
ATIZO.
O AUXILIADOR
Da Tndust tonal.
F\ij\\\ ao Rio de Janeiro hum Pe iodco, que cs-
palhasse por todas as ctasses da Socieda le. 5.
cimentoj necessarios ao progresso da Industria Naci-
nal, nao so rolhjriiido a.* experiencias, observacoes, e
ideas dos Brazileiros instruidos as Sciencias Econ-
micas, dosqoaea existe nao pequeuo numero, como
tamcem eseolhendo, traduzindo, e puf)!icm:!o em
, hueyo frolhelo, as descobertas, e melbodos mais a-
pereicoados das oulras Naeoes, que pos ao aqui ser
ulcia aos nossos Lravradores, Fabricantes, e pcssoa<
industriosas. A Sociedaoe Auxiliadora m [stoi-stpia
- icioHiL, somata em promover n'esta p rl ;
resses dos Brazileiros, e nao contente nind 1 c m
recer ap seu conhecimento, e noticia mullas rmquina
em uso as Nac5es Industriosas, e que aqui sr-rrem,
modelos aos que desejo amelborar os seus Iralhdhos
resolveo fozer publicar O Auxiliador da Industria
Nac mal, Peridico Mensa!, de nutro blhas de
impresso em 4.\ c que aparecer 110 da 6 decada
me/, principiando em Janeiro de 1833.
A! ::i. ('-' rue a Socidade possue a grande copia de
Memorias, c noticias interesantes Industria, nara
compren n r lo til publicaco, comtudo, confiada
110 /eio palnolieo das pe>>oa instruidas, anima-e a es-
perar, ({ucsejacodjuvadacoraescrptos, c traducc-ues
.. nteressantcs, que se Ihe remettao para serem publica-
dos, sendo prneiram< ote revistos, e apprevados, *e-
gundo os seus Estatutos. O campo da observacao he
largo no Bnizi!, e os Brazeiros nao sao menos sensi-
veis a .-lona da Sua N'acao, do que os outros Poros,
para que se possa esperar, que abandonem huma em-
presa tao neeessaria, e tao raijajosa.
As memorias ( assignadas, ou anonrmas ) sobre ma-
leras induslnaes, poden ser remettidas ao Encarro-
gadoda Redaccao do auxiliador da Industria Vacio-
ruy c y Secretario da mesma Socidade, Januario
axiLwihaBitrhoza, Ra dos Pescadores, N. 112
(pone pago;) ou Officina Tvpographica de Seniot-
Plaueher, e C. Ra do Ouvidor, *V <>;,. onde se
imprime esto Peridico, e se fazem as asignaturas
8&000 res por auno. 4#0OO reis por 6 mezes, e os
nmeros arabos se vendern pelos preeos, quesea
p ai .. conforme a despeaa, que com clles se E-
/er. J
As 1 s que qoizercm nssignar podem dirigir-*ea
Praca mao, lojc de livros X- 37 e 38, poaendo
mi') a ja 4 nmeros at Abril.
'V*%V\% t
-VS
i '.. 1 1. :. .. .
P
Ur
i a Administraran de novo so participa que
acha em andamento a oommunicaco desta Cidade
com o acampamento d'Agua Preta por Correios Ca-
minh< iros partindo todas as segundas, quartas, e s
'i- feras ao meio da do cada semana desta Vdminis-
iido Acampan puoi \\
o E Q, e Serinhai o id tocio, obran
, mesmo un E por itieiadetod
faz pu lo.
't mal1 (lio
O !
Grande o Sul na Siia -22 do corrente as 4 horas da
tarde.
IC2?" O Correio Terrestre da Par ahiba do Norte
parle boje 21 docorrente ao meio dia.
3=* A Sumaca S. Jos Palafoxf de que Mos-
tr Ignacio Marques pertende sahir jiara o Aracaly 110
dia 28 do corrente.
1
Aloco Cocksch' II fcComp, fazem leilao'imjc Ouin-
-^ll 'eir 20 (....., nte as l h >.- da ni 11
porconta do quem perii ncer; de vi lias o cah s
salvado do naufragio do Brigue Ebenezer, ra do
pive novo.
r ~. : .
:>.,
*wo de linbo tolloens, dito de hambr.rgo !ii
puro, peas grandes e pequea-', fiuissimas siline-
ri-- e chitas par! luto : na loje de (azi ndas' ru do
i^ueimado f). 2
S li > P. R. R., dto do Porto engarra
dito mu .cate! dito, dito xaupagne, serve;,1 muito b
Ij:, Uissoii primeira sorle, pas is m lito i
: s multo bons, al< tria, m lonas, e la
mais: na venda defronte da Caifeia em Olinda.
^^a Urna escraya crila, m boa a
e coze so'Vive!, sem vicio alg im : a u 1 da < .1 u
Recife casa P." 51.
^r^ Vrend-se, ou trcci tima c::r.or que carr
8no a lono lijollos, por urna que carregu i ,") O
ditos-: na loje de ferragem, no paleo ("orno .''..uto
^ ^5 Oslas de champan ha ehhgndas da Frai na
Galera Crs : no armazcm \. 53 na ra da Cvut.
lia
.
Eum quintal das 5 Ponas urlaro c:n a noiit do
dia 5 para 6 do corrente nho bum cavallo n
pequeo, que lera 8 annos de idade, e entre oulri
ferros (em n seguinte marca JB : a persea que o ra restituir, ou delle tirer noticia, dirija-se a ra do
Collegio D. 9, 1." andar, que sera bem gratificada.
quizer dar 1:000^) ou 2:00^ de rs. a 1
mo de 2 por cento ao me/, com seguranca aquan-
anuucie.
^^* O Snr. que |x>r engao tiren do correio a
caria viuda de Lisboa na Galera S. Joao I3a.plisla para
Joze de Oliveira queira por obzequio etrcgal-a 1
ra das .' Oontas E. J, ou mesmo corceio.
l: ;-* (^uem precisar nesta Praca de um meslre do
Primeiras Loicas, para ensignar particularmente al-
guns meninos : oercce as lices por diferentes 1
thodos, andian(amentos, e'hrandura noensino, rfe
nao tem lugar: ronforma-sc com raodif-cacd a
ajuste : tfnuncie nore le '''ario.
NOTICIAS MARTIMAS.
SLIJA DA ROA VISTAS 54 dia ; E. Port. Ttusa,
C:j). Lourenco Joze \ eir ; sal. manteiga, e pei-
xe : ai to Joze Xavier d'Almeida.
RIQ -OlJiJOZO ; 24 horas; S. Tketis, M. '
Joaqui -ia. eaixas rom atsueur : Jo/e Amo
1119 \*>\ Co.Msl.uiiino da Silva com
mu familia.
miumn iw't'wwm- *

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4
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