Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02007


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Full Text
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P U1R VDO 15 DE JNHO,
NUMERO l?l
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vc-se nieiisaim >' i Diario |itcr) (fa Matriz re S. Antonio "obrado da p , V-iii coi :.-.;i'i ni. ncin, c aiianr-:o; c-t.". iusir i -,
'; (o: proprios ssiffnanttM :.'. i.los.
*t Mi.^.-^-M,^>JJ^^j.^^^:^^^r,^-|M11Ynj|^|jg|[_c
g?rr*"--*S'>*'Biw*^rT'^"-?w?^.'5
Tiifo ajrorn ilr-prndr di* n'w nicvnios, di nwsa prudencia. m->-
ifcnioa (i.' "M" "iiiii-.'in.is '-.'ino |>: !w:p:a".i')s e seremos
a|ii)!ii;n.i>- om Dilm "sirt't > entre ;;< \;;co." mi eoltue.
/,,,, ...,..,, ,-/,, f.nei'/hU (i ral *?mm*M
>^^.'i^l^:Vj>.M^M>M>tW^WSVM>^V>
H.III
Smjwe&o eiw eroamt,uco par !$rfe atctorn r?c abren.
- i -..->. :*.- ..<-ps36i^.
DAS ha SEMANA.

-
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ui.wutmuti, ti % -, .,
i .,..-, >
%
Sab.Jo-S. Fito-Til.....ilem., o Aud. do Y. G.'dct.
Pr. as -2 h. e 0 min. da m.
Dom. 5. jurclumq -Pr. 2 h. e o rain, 'la m.
ARTIGO DE OFFICIO.
Al PANDEO \.
L'.m. Sur. Km virludc da Portara V. S do
30 do mes pastado, partimos desta no dia 31 e nos
naos ao lugar de Pona de Pedras aondn chega-
ii< ste mesmo din, e no seguinle fomos a bordo do
Ibig le luglez Chayde aun tinha dado a costa no \umr
r numinado Carne de N ac, distante de Pona do Pe-
des 2 ic;;oa:. c mcia ponen mais ou menos, no qual a-
- hamos lium grande n. de gente armada, que diziao
er guardas do Juiz de Paz, c as eseolilhas abertas, eo
p) mcipliunos 1 g0 a descarga fasendo transportar
ira bordo da Su naca Laurentina a carga q' esta pode
admit r eoudusir para esta Alfandega, conforme
|i ios a V. S.
Km quencia de nao haver mais eml)iu-cacoens
que condusissem para esta as fazendas, req ao Ju de Paz do luga/hum armazem aonde podesse-
mos dt'p .Miar as a/indas at serem transportadas para
i Ulndega, c nos foi dado a Igreja daquele luanr,
para onde hzemos condusir a fazenda que se pode sal-
var, que foi quase loda a carga, a exeepeao de 50 e
i icasi grandes de huma n.assa deca incenoa-
ria, as quaes fearo a bordo por nao se poderem con-
duzr para ierra as embarcacoens que estavo empre-
as na liesrarga, e alguns {;os do loica que ran se
podero i rar por eslarem dcsmanxados e haver bsta-
te agoa deotro da embarcaefio. Em todo o lempo da
des ..,,, i m lio a bordo 0 Feitor Manoel Jernimo U-
oacol uarda Geraldp Antonio da Costa Bores, e
s L*m trra encarregados da arrecadaro das fn-
que ficavo distantes do bgar do desembar-
ii,,,' ra o deposito, fazendo-sc toda a descarg, em al-
,;! quaudo a m.uv o permita, p em canoas e
Jangad i.s das quaes algnmas aproveitando-sc da escu-
ridio da noitc desaparecio, rujas cateas o angadas
orao aplicadas a aquello servico n requisit So *o*sa e
:es, a fia, do com brevidade seconduira d.-
;"; .u por cansa da muila agoa que a embarcaco la-
zia, o para poderem ser opcadas neste servico, apre-
lavao lmm bdhete do Juiz de Paz. N din axava depositada toda a fazenda, o a bordo exisla !n- :
na alvarenga carregada de gigos, htrkn de sbrveia,
larris de manteiga e alguns volomes variados : he do
'lm: :in:imU) principiamos depositar as fazen-
enuisitamos aoJuiz de Paz huma guarda, a tpial
nos foi dada eposta na Igrejo, porcm havendo noticia
dc^ue pertcndiio roubar as fazendas deposiid.s, .--
rremos W0 ao Juiz de Pazparaquehouvesse.de
mainlar refoVcar a guarda, e rondar os lugares crcun-
vtzinhos, o n^.e nos foi dado, ficando semprc hura de
n<>s na guarda : finalizamos nesse mesmo lia 5 a de3
carga, e por \> l estavao o ionio substituidos' pelo Guarda Jozc l:yi+
cisco Pereira Feio, o qual tambemse retirou nodia 7.
por nSo haver a bordo nada dia 6 a lardo aparceco a Sumaca Laurenlina p;*ra rece-
ber mais carga o conduzir para esta Alfandega os g-
neros depositados com cuja chegada amotinou-se o po-
v), que chamara sua aquela fazenda, o augmenloro-
so o^ boatos, de qite queriiio saqueir a Igreja ; Juiz
do Paz os contpve nessa oeseasiao, coadjuvado por l'V-
c.is!"> \utonio Pereira dos Sanio-, chegado a aquello lugar. No dio 7 principiamos a fa-
zer condnzir para bordo da Sumaca a fazenda deposi-
tada ni igreja, c. a alvarenga que eslava a bordo, co-
mo a cima reuVo; com este i- i ios avizados r q'
era certo o saque 'pie queran fazer, mediatamente re-
quisilamos ao Juiz de Paz fi homens para coadjuvar o
om!)a!,fpc, visto serem poneos os guardas, o o povo
e-l.-'.vi la i desin\ dio a at as no sas vista- puxavao facas
de punta o rasgavan os lardos para tiraren) fazendas, v.
ronbavo outros volumes pequeos, cuja requisico li.'i
salisfeila ; porcm como essa patrulha o condniore-. rrio
os primeiros a roubarem, requisitamos ao Juiz de i\ mais 4o homens e que os pozesse a disposico de Fran-
cisco Antonio Pereira dos Sanios para fazer conter a
desenvoltura do novo, o que satisez reuninlo ndo o
numero que lhe foi requisilado,, porcm os que pode
reunir e osses mal armados; infelizmente essa $\
ultimaiv,'. ule mandada veio augmentar o numero dos
Iadroens, por que no ultimo emharque liraro a forca
das rilaos do gtiarrla Antonio do Paula Mello hura far-
do que logo dividirn entre si, escapando milagrosa-
mente das Tacadas que lhe a liraro, o que iconteceo
pelas 7 horas da tarde. \esse lempo pi ineipiou-se a
reunir o povo clamando que aquela fazenda llie per-
tcncia o que os oficial s d'Alfandega o ln';!e/.es os que-
roubar, nao pudendo enloj eoiitetos o Juiz do
Paz e o dito Frauciscn Antonio : dero principio ao
saque pelol gigos de lenca e dois lardos que por falta
de trabalbaflores nao se pode condnzir para bordo o
(carao na portada Igreja, por fue o* trabajadores
nao quizern Irahalliar mais do meio dia em diantc, c
por sso foi preciso que o Inglez Joee Ganstoii Uw bus-
car os prelns da alvarenga para (zer o embarque, e
como nessa occaso tjvessemns noticia de que queriao
assassinar ao dito Inglez, e filbo do Consol que ah se
ochava como seos representantes, os a y izamos que st
retirassem para bordo, poi que bem vio adescnvol
ti
qiu
para na-.) i aticarem iva ianUs [actos.
ora daquelt povo. ffOt era tal o ?eo d-enrenca
me nao atend.i ;. aAnoestacoeiis que o Juiz di Pa^
.Jies fnzia para nao i aticarem sr iva lhanU-s
no vissem que o Juiz do Paz os admoestova pai
pi-alicarem x mclhan *, fizorao lo.;< i
guarda ipio se acbava na (fuarnicSo da ;
m u:is
lava na fpiai nicao q>i
porias for'&o arrom acado, u
descargas o com andes voserias dejfc u .>
mmm
mmm


CSI-l;
ciaes d'Alfandega, c os Inglezes ou,' nos qucromrou-
bar i aossa fazeuda a visla do que foi-nos perciso c-
vadirmd%os e ovultarmo-nos, e ao depois fomos con-
duzidos pelo Juiz de Paz c huma escolla para hum lu-
gar mais seguro, onde cstivemo> al se flnalisar o sa-
que, (fue principiando as 0 horas finalisou com repi-
ques de sinos as 11 e maia, continuando os tiros por
toda a noite, lendo-se reunido para esse fim mais de
2:000 pessoas de ambos os sexos e de todas as dudes.
Do lu^-ar aonde ltimamente nos pos o Juiz de Paz,
sahio pelas 4 horas da madrugada do dia 8 o Escrivao
da Descarga e o mesmo Juiz de Paz o se dirigiro a bor-
do da Sumaca a partecipar o acontecido ao llho do
Cnsul e o Jngiez Joze Ganslon e Ibes fez ver cine se
retirava quanto antes visto que a Igreja eslava sa-
queada, e apenas axou huns eaixoens de sahao e dois Car dos peza-
ritoyiuc nao podero conduzir, e nessa oocasio requi-
sitou ao Juiz de Paz que mandasse ajunlar aquellos
fragmentos e condu/.ir para bordo da Sumaca. Depois
de feilos estes ltimos exames, ti vemos noticias de que
linda pertendio ronbar a Sur.; km, e tirar-nos os as-
sentOS que lindamos feito e as vidas, e como vissemos
que o Juiz de Paz nao tinha (breas suficientes para c-
ler hum povo dcsenrol'.o, nao s drmele luftir, como
de todos os lugares rircunvisinhos c \ illas, pela 1 ho-
ra da larde dease mesmo dia 8 cmharramo-nos em hu-
ma balea, ficando a bordo i\d Sumaca o Guarda Ge-
raido Antonio da Costa Borges, e em tena Antonio de
Paula e Mello, e nos recoihemos a esta C'dade aonde
chegamos |>ela meia noil".
Sao estes os motivos que nos obrigo a rcrolher a es-
La antes ;!< euviarmos para a Alfandcga a carga do tfri-
guc que dco a costa, e o estado de abaliment, e mes-
mo incmodos de sude com que chegamos nao nos
permite remeter j os assentos que fizemos e que anda
eslo em borro.
Incluso remeto a V. S. a parte que nos doo o Guar-
da Antonio de Paula Mello que j aqu se aeha tam-
bem: assim como a rellaco dos vollumes embarcados
a bordo da Sumaca Laurentiua.
Dos Guarde a V. S. Recife 10 da Junho de 1833.
Ulm. Sur. Luiz Joze deSampaio, Juiz da Alfandega.
Thomaz Lins Caldas, Escrivao da Descarga.iMa-
noel Jernimo da Cosa xoa, Feitor.
LK-se no Propagador da Industria Riograndonse
o segu ule, iiu*eressante artigo sobre a instituico
da Caixa Econmica.
k Scja qual for a posico social dohomem: qualquer
que seja a sua fortuna, he indubitavel, que por efli-
o da condico e flaqueza huma, o pela veraitilidade
dos acontecimentos do ?.Iundo, pode instantneamente
ver-se rodeado de privacoes e de miseria ; e a experi-
encia diaria nos moslra notaveis, e frequentes exorn-
los desla verdade : os naufragios, os iuvendios, as
especulacoes mal calculadas, a vontade e caprichos dos
agentes do Poder, acorrupeo dos Juizes, as molestias,
o roubo: e infinitas outras causas lorno o'homem fre-
(|uenlcmenle de rico, ou-remediado, pobre e indigen-
te; mis nao he s nestas causas externas c insunera-
veis, que o hornera tem a origem das suas infelicida-
des; elle tambera a tem, e muito mais perene, as su-
as proprias paixes, na sua ignorancia, e sobre ludo
na improvidencia e na prodigalidade. lie desta ultima
ibnte, donde inuilo ordinariamente emano os vicios,
os crimes, e quasi sempre a indigencia, o vilipendio,
ilaco. Ser pois do maior inleresse 'azer co-
uhecer e* abracar bnm remedio que sahedoria huma-
na tem nrincilado coutra 9 vicio ipinwnir"Tf InflufM mtese soffrimenios.
A^M ',.---~---' t 1 ... ... .----:
A Caixa economitu he hum dos inventos, que ratt}"
to.honro o espirito humano, por (pie elle couduz d**
reclmenle para a felicidades e ten de particular o
tar ao alcance de todos os individuos, e de todas aa
classes. Cortamente nao he fcil encontrar hum hornera
que nao possa fazer alguraa redueco as suas despeatsi
e dispensar para a Caixa econmica huma somma maior
ou menor, a qual successi va mente augmentada, jtf pe-
las repetidas, anda que mdicas, entradas, j pea ac"
eumulacao dos juros compostos, forme hum capitel, e
hum recurso infallivel para a adversidade, em prepor-
cao com as suas necessidades, e com a posico em que
se aeha enllocado na ordem social. Nao so 0 homi m
favorecido da Fortuna pdealii encontrar remedio pre-
ventivo contra a inconstancia desta Deoza verstil; e
contra os acontecimentos e reveles, que nao pode evi-
tar 5 o em pregado publico, o medico, o oficia! mili-
tar, o artista, o jornaleiro, o criado de servir, todos
poden all iir buscar hum refugio contra a miseria,
na velhice, ou em huma molestia dilatada. O mesmo
escravo pode all aehar o meio de recobrar a liberdade
perdida, e a condico de homem, c at a mulher pu-
blica pode tirar recursos para sabir do estado vil, mi-
se.ravel, e precario da devassido, c da immoralidade:
disto ha frequentes exemplos em Franca, donde esta
instituico se tem vulgarizado.
Quando se analizao os (elizcs resultados da Caixa e-
conomica, todas as vantagens individuaes ( publii
que de tal instituico podem nasccr, a phihintrophia,
o patriotismo, e o amor de familia, o sen ti ment (tt
propria eonsorvaco e felicidade, o amor da virfnde, e
todos os scntimenlos, que enobrecem o cora .10 hu
no, se intrresso vivamente na divulgacao d'aquelle
estaheh'cimento. Oue consolado nao he para o pai
de familia, (ruando sent diininuirem-se-llc as fbr
c afrouxar-sc-ihe a aclividade e o trabalho, (|ue p fez
subsistir e crear seus fiihos, ver hum recurso certa e
seguro, que lhe abona huma velhice socegada, livre
da miseria, e da agitaco das necessidades Quanto
ser menos horrivel o aspecto da morte para aqueneq ,
com o fructo das suas economas, deixa a :ua lamilia
escudada contra os perigos e de;;radacoes da indigen-
cia
Pelo contrario o dissipador imprevidentc. que nlo
tem olhado ao dia que hade vir, naquclle lempo era
que se rasga o v<-o das illusoes, nao pode ver no futuro
se i-.o indigencia c vilipendio ; nao pode sentir se u.u>
o dissabor, eoremorso; em vez de meio indepen-
dentes para passar os seus ltimos dias, descobrira
o horror da lome, que o espera ; em lugar tic huma
familia com honesta subsistencia, e com educar qm
a torne til a si e sociedade, encontrara os resultadas
da dissipaco, a miseria, ea immoralidade.
Nao he menos palpavel a influencia da (..
conomica na prosperidade Publica, e nos orogre
da Moral, por que estes cresccm com o espinte oc <
nomia, de aclividade e de trabalho-, e aquella insli-
tuicSotsobremaneira concorre para o diffundir.
mais, o empreo dos fundos da Caixa Econmica as
a plices da divida publica, serve muito para augmen-
tar o credilo do Governo, e da NacSo.
((Aurora.)
CMARA MUNICIPAL.
Sess&o ordinaria do 15 de Mam de 1 BM.
Prezdf.kcia no Sr.. Li noiiio.
COMPAttF.cF.uA5 os Snrs. Estcves, Oliveira, Mello
Cavalcanli, Paula, e Doulor Mavignicr, faltando
com causa os Snrs. Carnciro Rios, e Nunes de Oli-
veira. .
Aborta a sessaO Ico-se a acta da antecedente que %\
s r
V
\*


t
(515)
sancionada por estar conforme. O Secretario fez a
leilura do expediente huin offieio do Exm. Prezidenle
para que se lhe enviasse hum documento aullentico
sbreos Vcriadores que comparecerao, ou deixaro
de comparecer na Sesudo que devia haver no dia 7 de
Abril : posta a materia a votaeao depois de discutida,
rezolveo a Cmara, que se lhe enviasse huma certido.
Oulro do mesmo para que se posesse cm execuco
o que o conselho tinha re/olvido, e se havia determi-
nado em offieio de 22 de Abril findo : posta a mate-
ria a volacao depois de discutida, resolveo a Cmara,
que o Conselho ordenara, o que j cm dacta de hon-
tem havia communicado a S. Exc. para o fazer cons-
tar ao Conselho.
- Outro de Engenheiro pedindo o orcamento da Po-
te do Reci'e : a Cmara mandou que se Un; rernct ;sse.
lo
Outro do actual carcereiro instando novamente pe-
concerlo do alcapo que va para a enxovia : a Gi-
ma ra ordenou, que de novo se recommendasse ao Fis-
cal deste Bairro dito concert.
O Procurador Porteiro, e seos Ajudantes, e os Fis-
caei dos trez Bairros desta Cidade aprezentarao os t-
tulos com que esto serviodo : a Cmara nomeou hu-
ma Commissao composla dos Snrs. Paula, e Mello
Cavalcauti: para examinar, e dar seo parecer sobre a
edoniedade d spe>soasque esto exercendo ditos car-
gos. -
A Commissao das conlas do Cidadio Bento de Bar-
ros apresentou seo parecer sobre ellas, porem a C-
mara n3ose silisfazendo'com elle, resolveo q' tornas-
sem os mesmosa Commissao para examinar melhor.
Tendo o Cidado Manoel de Carvalbo Paes de An-
drade feito ver por seo offieio, *que nao podia *ervir
como Veriador por ser Juiz de Paz da Boa-vista : a
Cmara admiti sua escusa por lhe parecer justas as ra-
zoes allegadas, e resolveo. que se chamasse o inme-
diato. Dcspncharo-se alguns requerimentos. Eu
Joze Tavares Comes da Fonceea Secretario a escrevi.
Ludgiro P.Eesleves Oliveira Mello Doutor
Mavtgnierc Paula.
* %v*%
O
Extractos de fo has estrangeiras.
Capito Cocol do barct Aliance descohriq no
'Mar pacifico, pelos 4.", 30 m. de Latilude S. e
"Km. dcLongilude E., hum grupo de 14 Ibas,
que nao estavao mareadas nos seus mappas, e a que
Il'U o seu nomc. Todas ellas sao povoadas, e os ha-
bitante, falli o idioma castilhano.
Agora que se verificou na Inglaterra a possibi-
lidade de applicar as carruagens de vapor a totfa a sor-
te oe caminhos, esta se fabricando hum sen) numero
dtllas para o servico das estradas pnblicas. E
ealeulou-se que esta invejico havia de eauzar huma
ievohirao na Agricultura. Com efcilo o numero dos
<'avalles, que percorrem os principacs caminhos da
Inglaterra, chega a hum milhao 5 cada qual necessiu.
para o seu sustento hum terreno igual pela dimenso
;;^> que servira para alimentar oito bonicos. Dalli se-
gue-se, que, tornando-se os cavallos nuteis pelo uso
las carruagens de vapor, o torroda Inglntelra pede:-
r sustentar mais 8,000,000 habitantes ; e finalmente,
dobiar-se-ho-a populadlo, os recursos, e as riquezas
da Gram-Bretanha.
A Frenca ja tomou as medidas convenientes para
d^fructar os mesmo* beneficios. !>>baixo da prpte-
<* do Governo, tem-se formadoentPariz huma Com-
p inlii.i, que j mandou vir de Londres os modelos
que ialtavao, u he de presumir flUfl cm breve o servi-
co dos viandantes, entre as principaes cidades do Rei-
no, far-se-h pelo meio do vapor.
(Do Jornal do Commercio ).
ANUNCIOS.
HOje sabio a Voz do Povo con tendo um artigo era
resposta ao Snr. Redactor do Carapuceiro sobre
a pena de morte, e urna pequea observaco sobre
os negocios da Parahiba : vende-se na loja do Sur.
Figueroa, Praca da Unio D. 37 e 38.
^^* Sabio o numero 4 do Candeia contendo
um artigo sobre a opinio c o Desenvolver, oulro so-
bre o Theatro do Recife, e urna correspondencia 5
vende-se nos lugares do coslume.
^C?~ Sahiu hoje o Carapuceiro N. 57 contendo 3
artigos, o 1. mostrando o que he urna precioza ridicu-
la, o 2. sobre a entemperanca, e o 3. contendo urna
Fbula entre o mocho, o gato, o patinho, e o rato. 0
%.%*.
3btSQ0 do Corrno.
OBiigue Brazileiro Boa Fortuna de que e Ca-
pilo Matbias d'Almeida e Castro sai para Lisboa
no da 28 do correte.
%\ %*%<*/**
antttf*.
UMa obia de T. Livio, lupa di^a de Virgio. e urna
Prozodia tudo j>or preco commodo ; e em hora
uzo : na ra Direita D. 32.
T-' 2 osera vos um bom carreiro, e oulro traba
Ibador de enxada : na venda da esquina do beco do
Padre ). 1, que j se dir quem os vende...
K.3"* lima eseiava que sabe eosinhar, e trahalhar
de enxada : na ra Direita nadara 1). 43.
^#* Continua-se a vender bilhetes da Lotera do
Seminario de Olinda; na ra da Cadeia do Reeifr
loja de cambio n. 3.
$u5" Urna negrinha da costa, 10 a 11 alios: na ra
do Jardim D. 17.
^3" Uma negra, cosinha, engoma, ensaboa, e
boa para criar meninos por ter de tudo muila pratica:
na ra do Livramenlo n.# 9.
$CJ* Urna escrava que entende de vendas, cosinha
o diario de urna casa, e ensahoa : na ra da Concei-
cao da Boa-vista, junto a Jannuario msico.
$T^* Rap de superior qualidade tanto de Lisboa
como da Babia : na Praca da Boa-vista D. l.
$*" Um escravo naco Angola, 24 annos, ganhr.-
dor, entende do servico de campo, e hbil para
qualqucr servico : na ra Direiia esquina do bcco do
Siragadp J. andar.
\
Compras
^r

UM selim em bom estado eom lodos os seos prepa-
ros : c tobcm nm de Senhora da mesma lor-
ma na roa -Vcllia I). 43.
3?" Compra-se, OUalluga-se urna padaria, sendo
na ra Direita, ou na do Rosario: na ra do Pala-
cete casa teiria pegado ao sobrado de Miguel de Fon-
tes.
%'^p* Um escravo de naeo, que sirva para todo o
servico : na ra da Cruz to Recii'e n." 29.
ti',^=* Una jogo de mallas, que estejo em bom uzo ;
anuneie. -
r- 2,cavailos magros novos e earrcgadoics, urna >
espada, talnn e pasta para oiftcial (jue >eja*pzada : Pt
111,1 do Rozario larga D. 8, 2." andar.
V 1 '
r.
' 1 9 .11


(510)
t

Q[ i:m anuncien lor-lbe fgido uin papagaio ; di*
ri a-sea ra ilo Queimado ), J.*>, que dando os
signaos serlos se Ihe entregar.
v* *.*
furto
T^fA noile de 12 do corrente, no atierro dos Vfoga-
.W dos las maos de dois mniequcs furlaro (Sois c-
vanos, um castanho oom os stauacs sm guilles : a mo
direita, e un n; calcado', una signa) brauco na toslay
rabo o cunas grandes, dade de 5>a># airaos, pouco
mais ou menos, e o oulro rudado apalarado com g
signaos seguales: ps grossos, e un dolles com urna
pequea sicalriz as moles, dinas grandes, e cauda
creso i da, ambos de boas carnes: quom os aprehender
os peder cv:ir no Hospicio sobrado onde morou o
Con>u! Olandez que sera gcneresuml.' recompencado.
&t>i?60 pamticnias.
w CJis Qomes Fcrreira, lindo de retirar-se d'esla
jCidade julga ser muito fe seu dever Icslemunuar
aos Snrs. honrados Pernambucanos bpu reconhecimen-
t > por o boni ucolhimenlo, que Ibes iscian nao s era
particular, como as Bepar.licoens publicas c Tribu-
i;u's: e inlimamente .-culo naocaber-llie nos poneos
dias, uno leve de .repararse para a viagem, ir pes-
soalmpnle significar a cada lium dos dilos Snrs. esta
sia ingenua coufissao, e e!rspedir-se : e espera qoy
11c desculparo essa falla involuntaria.
O Sur. Joo Carneiro da Cunta e Albuquor-
que qneini anunciar a sua murada, para ser procura-
do i negocio do seo interesse.
-' O abaixo assignado fa publico, que por
motivo le molestia se Ihe faz preciso hira Europa clei-
vindo por Procuradores e administradores dos nego-
i ios de sua caa sua nmlher Mara Fraucisea da Silva
Gumaraens, e Joo Hamilton, .Tozo Francisco Ri-
heiro de Souza, fraudo sem vigor o anuncio (pie sa-
ln) no Diario n.u 127 do abaixo assignado, lano por
assignatura sahir criada, como por mudar de nonic
le um dos administradores.
Joaqun i vroncalves f eir Guimaraens.
^r^* Quena anunciou querer dar dinheiro a juros
sobre pe nitores (Ir rala: anuncie.
:-' Preciza-se de um Portugus, de 12 annos
pouco mais, ou menos, para caxeiro de urna taberna
tora desta Praca 12 legoas : anuncie.
Aquello Sur. Acadmico, (juo liver em seo
poder o segundo, c sexto totume da obra de Pascoal
Joze d Mello, com a assignatnra do anunciante logo
na primeira biha, queira fhzer favor mandar entre-
gar em sua caza, ra das Trineheiras 1). 8, ou alias
anuncie por este Diario.
//en/jiu: Felis de Dacia.
!^" Alluga-se urna preta, que sirva pata todo o
Irabalhp de nina casa, e que Nieva tobcm para vender:
anuncie.
'CCy* Troca-se duas ancoras com sepe de pan am-
bas de dezquintis, leudo sirvido em urna si viajera.
por outras duas que tonho urna seto quintaos < ineio,
e a outra oilo e nieio pouco mais ou menos: na loja
do cabos de Joo l.eite de Azevedo no largo do Corno
Sanie n. .">.
'S^?2' Quem quizer dar 360$ reis a uros de 1 por
-(ilo : anuncie.
-$>^* Ouem precizar de um caxeiro Brazilotr
' r loja, on ouli.i iervioo ; dirija-so a ra DI re t a
1) 53.
^^= Qiena quizer ailugar alguno escravos i Uriw s.
tu me.smo'al(juir!.i ocsoa lorra que queira traba Miar
o dito servico; di ija-sea ra da Larangeira I). i.
] Prcoiza-se de una Icitor preto, ou pardo, que
saiba Icr : na ruada Aurora ). 9.
jj ^ A pessoa que percisar de urna nnilber parda
para ama de casa anuncie.
tg*W**. ': '/virjn-x.
wQctupi Gonealves Rodrigues, Capolao o extiu -
*o Corpn tle Polica desia Provincia de Perriamlru-
co morador no patea do Oirmo lado diroito FV i.
Anuncia, que n i .'' II do Junbo do corrente an
l'u;;io de sua rasa Uin seu oseravn p:-.rdo, de non
Antonio, o (peal vendia miudezas na ra do Qucrm-
do com os signaes seguintes : boa figura, mais cabra
do (pie pardo, rosto redondo, olbos vivos e pretos, o
rosto lorn bastantes espinhas, pouea barba; suicasrm
poneos cabellos, cilieca pequena o'cabello cortado i
Francesa, dos [oelhos para baixo tem as prnias c n
basUntes marean de (cridascujas marcas est mais np-
gras do (pie a pelle, tem os ps bstanle grandes c mal
'eitos anda calcado faz muito uzo de calcas de bir-
guilha, intitula-se forro; e por isso trata-e por An-
tonio Joze de Santa Anua, nacional da Villa do Pao
do Albo e criado no Limoeiro, onde muito cortil
cido, tem ntai oscrava de Sanoel IVji'ges, v qm i:'!n i
escravo do Capito Alejandre Manuel Bi/en-i; cons-
ta que se dirige a Villa do Pao do Albo e Limoeiro,
com negociar de miudezas levando em sua eompa
nbia nina parda sua niazia a niulber : qualquer Capilao de campo ou :es-oa podr
prendlo e perseguillo al lbe ser entregue ([' ter d
gralficaco vinlc mil reisem moeda decobre.
', Antonio, nacao Gabo, baixo, mosso, p
coco bastante gposso, cicatrizado de glndulas que le-
ve, e beieos encarnados ; fgido no dia 4 do corren
te: ra do Livramento, lado dircito, no l." an-*
dar do sobrado ). l.'i.
"f^jp" Antonio, estatura alta, sem barba, a perna
direita para dentro, sem unta no dedo grande do pe.
dircito, com na ferida no e-so do p cscpierdo, pes
grandes, bastante cabello e est cortado com duas tu-
tes nos lados, beicos grandes : fgido no dia 7 do
corrente sallando de urna jmila bastante* alia, jul-
ga-se que tenUa alguMa ferida da queda, levou comiza
suja de cabeco de brim, e calca domesmo: \.'
Saisset ra da Cruz n. 54.
Navios entrados no dia 1:2.
GOIA^NA ; 4 dias; S. Laiirentina Jirar-ii- -'/,-/. M,
'Joze Marques de Souza : sendas do Briguc Ing.
natifraugado.
Dia 14.
ARACATI; 25; dias; S. Santa Rita Cariota,
til. Joze Joaquina Alves: couros, sola, e irinlu.
Passagciros .
Sahidos 77o dia 12.
BUENOS-AYRES, -por. MOKTEMDEOi Pat.
Oriental Helia l nio, M. Me.noel Azcrclo :
varios gneros.
Dia 13.
. POllTiOS no SLL; Patj. X. Januaria, Com. o
1." Ton di te da Armada Joaquim Lucio de Aran jo.
Passageiros o "2." Tenente da Armada 'Anionio Qirdo-
zo de ("arvalbo c Mallos, o 2." Cadelc da Cavallaria
de I." Julia Honorato Joze Fcrreira, Bonifaci '
(IKvcira, Ignacio Fernanaes de Miranda, pee or*
dem do (tovci rio. e Alexandre Balbino
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