Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02003


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Full Text
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ANNODE1833.
SABBAD0 8 DE JUNHO
^.m...** .,... .,..">''
NUftfKRO 121
I
Tinto ngnrn ile| ende de ri" mes**. !*> n'owa prudencia, m-
(. ni) ra: nontinuomos rom |>rinc; mos e wn n >.
ui).iiitiii1i i ......i>'--:'"' i*rf*rje h Xh^cn ai- wdti.
!,. In.i a. >h> ia A*MinhU>4 dr..l ia Brasil.
lmenlo a040 res, adiantail-w. ni >>' lii
i ,, ton 'ii '-ia-. v .irtinn! >': i"l u fefcl-
;.,- c,)>.-i :wi$iia!ite< 'ora tf- viudo aw.:lrt-i-.
*5:. irt2 : afta i aasasgassanitra mu iiii n.......... Mmagigaaa
rao &*&-
, *aae
***V-'V** HV.littt !%' VIWWI >
DAS da semana.
Sil).J -S. 5a/iwfMo-Rl.mdem.1 c And. doV. G.e
del. Pr. as 8 h. e 30 aun. da t.
Dom.- .V. Primo-Vw as 9 h. e 18 rain, dat
RIO ms JANEIRO.
ao do Rotatorio do Ministro e Secretario
Estado /' \$ Yegocios do Imperio.
SaijoK Publica*
OFIagello da Cholera-Morbos, arop.t, e Norte da America, mereeeo a alten-
cSo i!o Governo, quo tem dado todas as providencias
para vedar, se possivel Por, ?. sua entrada em nosso ter-
)rio, e procurado instruir os Povos, do que, no
':: invasao, dvem praticar; publicando pela im-
;ico!. i. e distribuindo pelas Municipalidades a Memo-
r >pelo escripia pela Socicdade de Medici-
tB Corte, que com louvave! patriotismo inuito se
dado aos interesses acionaes.
O Governo oi instruido de ter apparecido no Chile
huma epidemia nao menos perniciosa, que aquella \ e
na falta de informacoes sobre a uatureza, c tratameuto
da eufermidade, l'mitou-se a recommendar a execuco
ilas medidas Policiaes de eaulella, para obstar sua
< nmmunieacao.
A vaccina contima a propagar-se nesta, e as ou-
Iros Provincias do Imperio ; para as qnaesse tem feito
rnessas du pus a rogo dos respectivos Presidentes.
He para sentir que em algumas a ignorancia, e preoc-
cu pacoes populares tenha retardado a propagneo de to
til preservativo; mas o G. espera vencer com a per-
suasfio, eeom o exemplo, to infundada repugnancia.
Os pantanos dos terrenos haixos em torno da baha
desta Cidade, c que se estendem al aos Campos dos
Goitaca sao causa de robres mortferas, que por ve-
ces se tem upresentado, c neste anno com grande forca
ea'Iraj, Pilar, e circunvisinhancas. He de instante
necessidade o esgotal-o.s, c paraesse 6m lem o Gover-
no mandado tirar os nivelamenlos por Engenhcivos ha-
bis, que euviou para Campos, e Macacri 5 e se con-
tinuara este trabalho, onde convier, esperando, Se-
nhores, que o habilitis eom meios proporcionados ao
taan!o da empresa. ,
V proj a, Senhores, que o anno passado foi sub-
mettida vossa consideradlo para o eslabeleeimenlo"de
Juntas de Saudc Publica principalmente as Cidades
mariiinia-- do Imperio, parece de grande utillladc, c
digna por isso de ser reeommendada a vossa sollicitu
C Continuarse-n.)
"^x-^x^rr
:i
Maneira polida, e decente, rom qae nos rosnen)
.deu o nosso Colleja o1 Sur. Redactor da Ijii
crenca em que estamos de seus bons desejos sobre
i'elieii! nos.oPaiz, nos faz continuar a discutir
1 om eil a Lncelada questo. Respondemos a sna pi
Dosicao de que os Exaltados nao liver > parte nos
males presentes; por que nenhuma influencia tom ti-
do no Governo desde 7 de Abrilque nao depende do
Governo, nem em lempo alguna dependen moUiorar a
sorte d'um P:dz. si suas medidas nao cncontro apojft,
geral. A classificarmos como Exaltados, os (amores
de rurgas para exigencias arbitrarias, denortacSes &c
,'- ellcs devemos nSo se terem adoptado algumas medi-
das necessarias ao bom andamento da revolucao 5 jo
por quo seria perigoso exemolo, faser o Governo sen
lei, que o aulhorisasse, atraillo mesmo, querecusava
quem por forca, e iHegamentc o exiga ja por que
atacado por uns, vi-se obrigado, a servir-se para se
sustentar, de todos, que Ine prestavSo seu braco, tem
0 pie feria cabido, c entregue contra a esperanca, que
nele se depositara, o Brasil todos os horrores da a-
nuquia; ja por que resultou dcsla oposicao perder
Governo a forca, e ousarcm os Juizes, e outros empre-
ados, arrasta-io, e opor-se s ideas da revolucao, c
proteger seus mais figadaes inimigos. K como descul-
par a guerra, que desde enta se fez ao Governo, os
excessos que se excitaro ? Aquella comecou, c as desor-
dens, ainda antes, que o Governo podesse ter dado ^
passo algum : ainda antes da eleieo do actual. E exi-
gia-se forca do Governo, coisas, que lhe nao compe-
tiao conceder. O castigo dos maus empregados, e dos
inimigos do Brasil he da atribuicao do Poder Judicial;
a deposicao dos empregados, nao se poda, nem se po-
de dar sem preceder formaco de culpa. 011 enlo tero
Governo poder provisorio para o lser s 11 dependen-
cia disto. Coneedeu-lha o poder Legislativo ? Ao con-
traro opos-se-lhe depois, quando urna proposta para
este fim foi apresenlada na Cmara dos Deputados.
' Vindo assim o Governo a ser atacado por que nao dava
providencia* extrarordinarias, e a encontrar oposicao
quando para o faser pedia poderes, e ludo Uto da par-
te dos Exaltados, e daquettes, que se disem, e elles re-
conuecem, seus Cb.el'es. Pode-se crcr, e sempre pen-
samos, que hajao, e houvessem muitos exaltados de
boa ('' ; mas os seus inculcados Cheles, oulro m nao
tem em vista se nao por tropeeos, e embaracos ao Go-
verno, 8 hjn de que caa, e lhe sejao sucessores. Meo
juiso que formamos dos Andradas, JMonlesumas, e
mais sacia. *
Por que de xofre atacarao a revolucao, quando sa-
bio, que thfl^volucoes, quem para, perde-seno-
pergunla o nosso Colega, refernclo-se aos Moderados.
Por que devendo dirigi-la, e modera la a queriao pre-
cipitar ( os Exaltados ) em todos os excessos, deque sao
ellas capases, poder-lhe-hiamos pergunlar, o suficien-
temente lhe tinhamos respondido. Porem dar-lhclie-
mos a raso. Aquelte oi cOrrsequencia deste erro, e
por nue uns a queriao precipitar em todos seus ex'cs-
itros a parar Mas jpote, <|cra^r
ti ou quando ja multo se linha conseguido; que
parando para prevenir c podia-se ftse-Ki
seguir o iiecessario curso, (piando s lineados^qucHc--,
mas que urna rez em W V**1 <-',,x
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mais possivel drigi-la, e s parara quando caneada
d seus 1( riMie viesse repousar multo aquem do pon-
to, de que ti una partido. Porem, eoisa extraordina-
. os que a quizero pr cpitaf" de ro'o, bem depres-
sa, mudada a opiuio, se oposero ao mesmo, que li-
nbo exigido, quando legal, e seguramente podio ver
realizados seus desejos, e Hguns esfo hole ligados nos
mesmos a quem fasio crua guerra, aos mesmos cuja
txislencia, e impunidade erad culi > escndalo sen, aos
mesmos, que sempre considararaocomo causa dos niales
do Brasil, e seus inimigos, oque como taes o devem
anda contar boje, e o d, vero sempre. O nosso Col-
lega inculca desejos de que a vingauea publica fosse sn-
tisteiia Tem elle- calculado alhe que ponfo da ehe-
garia Ignora ello a nsatiahilidadc das paixoes huma?
uas? o perigo da9 medidas arbitrarias ? em fimos hor-
rores das vingancas ? jVs desejav.-mos. e anda di -
seamos usl jjjsado*; e que as exigencias de vingancas produsis-
sem a nao satjsfaco da Justica.
Nada no sentido da revoluco (dissemosns) e tuJo
no conservado:-e daqui conciuio nosso Collega Icr-se
conservado a anliga ordem de coisas. Nem sto se de-
prebende de nossas palavras, nem tal se fez. I). Pedio
el.iva abdicado, o Ministerio, Presidentes, Coman-
dantes d'Armas, hostis liberdade, mudados todos,
em fin dadas as providencias, que cabio na aleada do
Governo. O estado autigo pois nao existia. Alas nao
se eurou eni u de medidas no sentido tu revoluco,
i lo lie de medidas extraordinarias, de modancas &e.
por que era mixter altender urna neeessidade mais
u .-yei,lea <;)!)rTvieao d,is vidas e propriedades d. s
Cidados, a ordem, < seguranca do Estadoes oque
sj' devia azer, e se le/, no sentido conservador ; eis oq'
.!iu rem di/< r aquellas nosa>expressf>es. Passou a c: ise,
e nao tomou a Asseml Vi medidas, por que o noqui- -
vio os Moderados, d'.i o nosso Collega. De facto al-
guna liouye, que contra a proposta votaro : mas por
que as exigencias llegaos os linhao tornado demasiada-
mente timoratos. Porem a guerra toda contra esta me-
dida partiu da oposico, e dos Fxaltados, que tivero
grande parte na sua regeicao. As opinioes do nosso
Colleg.i a este respeito fundaro-se no principio deque
do Governo devem partir todos os melboramentos.
Esta idea he inexacta, sobre tudo tomando-o no senti-
do restricto|>elo Fxecutivo. Sem leis, e enrontran-
i!o oposico as Cmaras, que pode elle faser ? Com
mar.sJuizes, e F^mpregados desafectos como pode li-
brar? Como mudar, de repente, coMumes arrei-rados,
preconceitosantigos de um Povo novico na liberdade,
e educado sob o despotismo? Por mais rectas, que se-
jo suas inlcncoes, por mais capacidade que tenha,
: m d'encontrar grandes obstculos, e s com o tempo
lie que os pode vencer.
Temos respondido ao nosso Collcga, quanlo se com-
padece com a brevidade, e laconismo, que. se exifem
em artigos de peridicos. Temos, sem os santificar,
defindalo o Governo, e Moderados, no/porq;ie del
le dependamos para interesses particulares; nosso es-
tado actual nos inhibe de Ibe receber *fu*ores mas
porque em geral seus principios tem estado em concor-
dancia com os nossos. Reconhecemos as dificultades
com que lem lutado, a critica situac em que se tem
achado, e que si nao tem feilo quanto era necessario
para melhorar nossos males, tem ao menos feilo quan-
to iLe era possivel, e qualquer oulro, que em sen
lugar estiv.sM K para ajeiins Gigantes Antonio Carlos, confesa, que
s un .Napoleo, (jue dominava o destino, era cipa/,
de salvar o Bra I do abismo, que o rodea ? Semp
pensamos; apezar de nu>sa< curtas ideas, e inexperi- j
encia, que a reve'u^o de 7 de Abril, nao era ofnl
lux de nossa fel'eidade ; mais s urna remocho dos
grandes obstaenl-s, que a empecio, e um necea ario
p;isso para ella dado. Seu enfluxo bentfio i.o po-
da extender-se ao ponto de tornar nosso Povo, al
milito amante da liberdade. amstrado nos meios de
Ibe conseguir a ortica. Islo he s obra do tempo.
Nao podia extender-se a separar d'entre nos, e de to-
dos os lugares, os hmeos, que por nteresse, por h -
Irlo, ou por ignorancia, amo o Governo desp o.
Tornar nulla sua malfica influencia, ou bem f-
seu eomportamento s com o lempo, e muilo un h i-
do se podia deancar. E como castigar, ou anda I?t
zer perder o poderio em poneos dias sem tran-lorno da
ordem, e perigo da revoluco talvez mais de ;>0.$
pessoas, poderosas, pelas suas riquezas, saber, rela-
coes, e influencia antiga ? Os que o julgo possivel,
nao sabem o que he reger Potos, o mudar Go\erno>.
O meio seguro de conseguimos os melljoramenlos,
que bavamos mixter, ero nosso ver, primeiro q^.>e
tudo a escolha d'um bom Governo, ( (pie de cerlo
olivemos) em quem poilessemos confiar; deviamos
ter po e medidas, nos conservado unidos, e obedientes a es-
pera de pro videncias suas, e da Assemblea, e te-lar*
hiamos conseguido : ponpie nao terio nossos huan-
gos tido a coraguem de nos intrigar, seduzir a tropa,
armar-nos uns contra os outros, e nem os grlos, e e-
torvos d'um Montezuma, Rcboucas, Andrada, ou-
tros, pie taes a terio emba^acado em sua marcha, e
providencias. Alcancari unos della, o que bella de-
via nos vir : o resto la-lo-hiamos nos. E por me o
da snelo moral, do desprezo, do odio, e a inda ; -
partindo-os de todos os cargos electivos, reduzinamos
a i uli lade, qre m^recem, e tiraramos a consice ao
aquelles do> nossos inimigos, que nao estives.M m ao
alcance das leis. Ser islo urna Utopia, digo-no ta-
bora mas ;o principios ineontestaveis, que poli
em pratica, dario saudaveis rezultados; quando
eonlrario os que combatenns Irazio apo/. si dejordens,
miseria, e ruina de nosso bello Paiz. H. dcwaca,
que es P >v >s tenho, ou de azer infelices sob o i"o
de setas tiranos, ou quandodelles livres, desofi
algum tempo as ronsequencias dos mos hbitos, e ri-
cios, que sob elles contrahem, do transtorno em que
poem todas as repartiedes do enarasmo en qu d xo
os cofres &c. &c Mas o passo para a lb rdad,
que uma vez deve ser dado, seja-o qicvnlo hoIcs. c
longe de nos arrependermos do que haremos d do no
glorioso dia 7 de Abril, devem todos nossos ix'oreos
convergir .i nelle perseverarmos. at que o levemos ao
fim, e consigamos os bens, que tivemos em virta. J
llie havemos sofrido os mais duros dos m.-.les, j.i lhe
saboreamos alguns deliciosos fructos, e na' temos
a lemer as desorden^, a que espiritos inconsideradoa
e demasiadamente activos e exigentes nos lev o o. e
nos podio levar ; todo, o nosso perigo ho^e vem d i^ i-
deas de retrogradado, desses homens, que tmidos, e
humilhjidos, quando vio sobre suas caberas a epula
da justica, esto hoje orgulhosos e atrevidos ; p rque
em sua louca prezumpeo, julgo, nao nos div rem
temer. Contra elles be que nos devemos unir, e v
cido este segundo e mais terrirel obstculo, teremot
acil caminho na marcha prosperidade. Quoira S
^losso tollega o Snr. Reeaclor da Hnssola, releva!-n
algumas ideas, que por ventura Hie deza^radem
Continuar, como em seu N." 25, cu)a leilura acn
{bamos todos nossos Patricios, a aindar-no. a d
' BMSCarar a vil escravitura C-ramuruana, c a contra
elles unir, e congraear os Hra.ii!eir \s livres.
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(499)
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EDITA L.
i Cama'a Munic:pnl da Cidade do fecifr e seu
te^nw ,"'ii < i /. da Iri
,n l "J> r il stH1 concidados, que nos das de ses-
P .6es, que dec irrcrem do da da publicarn dpste
8, nntecila se hade arrematar i quem mais der toda
madeira inutilizada, da ponte da Boa Vista, que es-
recollida no seu armazm da ra das Flores deste
hWro. E para que cfcegue a noticia a todos mandou
publicar o presente por pila assiguado. Dado no.li Ci-
dud do Recife de Pcrnambuco em sessao ordinaria de
5 de Junho 1833. Joie Tav.i're Gomes da Fooceca,
Secretar o o escreveo. Francisco Ludgro da Paz,
P. Joxe Antonio EsteresDoutor Simplicio Anto-
nio Wfavignier Doutol* Antonio Peregrino Maciel
Mont *ro Jjaquim Francisco de Mello Cavalcanli
J >/e Masado Freir Pcreira da Silva Joaquim de
Oiiveirae Souza.
-^---------------
CORRE5PON DECJA.
Snr. Redactor.
TEjtdo sido atroz, e injustamente delrahida a mi-
nlia reputacao pelo F.xm. Snr. Presidente Yanoel
Zeieriuo dos Santos, o qud espalhara, que eu hnvia
commettido o crime de prevarioaco, e, por ser inti-
mo Amigo dos Snrs. Comniandanle das Armas Joa-
3uim Joze d.t Silva Santiago, r Capitn Joze Joaquim
a Silva Santiago, extraviara alguna papis relativos
actos eriminosos, praticados p< los referidos Snrs., de-
pois de pessoalmente allar-lhe acerca da sem razo,
coinq' me havia desacreditado, dirigi-lhe o requermt.
abaitu transcripto, o qual peco a V. M. queira in-
- i r t.iu o despacho nelle cxirado, a fim de que o
l.-|)'itavel Publico teuha logo pcr'cito conliecimento
desjte negocio, que vai ser judicialmente decidido:
cumprindo-me declarar, que boje o mesnio Snr. Pre-
sidente achara em sen gabinete particular umdos pa-
pis, que disse extraviados, o qual era um requer-
m< lite de Manoel Joze de (lastro, no qual se queixava
do Snr. Commandantc das Armas, pelo ter conserva-
do preso alguns das sem culpa formada : e que o Snr.
Presidente, em consecuencia do primeiro facto narra-
to no mcu rcqucrimciilo, dissera ao Porlciro da Se-
cretaria, que havia commettido um grande crime, sen-
u ii( iando-o logo com a pena de porcia do Lugar, como
se para lauto tivesse poder; anda mesmo que o facto
criminoso : o que obrigou ao Porteiro possuir-
se de un temor pnico, derramando I
a qual declaradlo Pf>ra fela pelo Porteiro da Secreta-
ria, que liuvia e^rito o dito requerimento : e tambera
que o.Suplicante ex'nviara alguns papis relativos
ao Commandante das Amias, e ao Capilo Joze Joa-
quim da S;l\ Santiago ; e sendo de de ver do Suppli-
ante mostrar ao Publico a sua innocencia, fim de
que nao haui, quem se persuada, que o Supplieante
com eeito pn vaneara ; e que Y. Exe, por sua bon-
dade, e p r nao querer perdel-o, deixara de mandar
proceder con ra elle :
P. a \ Exe. mande proceder este respeito judi-
cialmente, no caso de ja o nao ter feito, como diese ao
Supplieante. E. R. M.
Recife 5 de Maio de 1833.Antonio Joze de Oti-
traco, (pie por qualquer cousa suecumbe, como que
lambcm tivesse a facilidade de dizer-me, que eu nao
era oais Of&cial da Secretaria. Porem engannu-se
meu respeito, por quanto, nao tendo nunca abusado
do meu Emprego, estou disposto a desmascarar a ca-
lumnia.
9 Snr. Redactor, scu assigna.te, e muilo atien-
to veiii rador
Antonio Joze de Oliveira.
ILi.*r e Exm. Sr. Diz Antonio Joze de Olivr.% Offi-
tl ila Secretaria do GoVerno da Provincia, que
tendo V. Exe. atroz, e injustamente detrada}) a sua
reputacao, nica preciosidade, que o SupplicanJe pos- i
sue ; propalando, que elle commeltera o crime oo pre- |
?nf pelo simples facto de haver o Supplieante
( ucdidq a parle ) mandado fazer no requerimento
de uiOQpposilor j jCadeira i\r. Grammatica Latinada
\ rila d Cayo a seguale deeJaraeSo oppondo-se en
veira.
Despacho. Independente da stipplica, que faz,
eu eslava disposto a mandar preceder, reservando isto
para quando so assinasse a Acta do Conselho. Palacio
do Governo de Pernambuco 5 de Junho de 1833. j^-k
Santos.-
^M *%%-%*% **%
Sociedade Federal.
DOminoo 9 do correte roga-se aos Snrs. Socio
ha;o de Comparecer para se lerem oflicios inte-
ressantes recebidos do Pata.
KU'MIIOS.
Bussola da Liberdade saldr Domingo 9 do cor-
rente, conlendo o seguimento das noticias do Pa-
ra. \ende-se no Recie Praca do Comercio D. 2 ar-
masen Inglez, e m Santo Antonio ra do Cabug
loja doSr. Randeira.
r^- O Topinamb sabio Segunda feira, contendo
um importante artigo sobre arevolucode 1824 : ven-
de-se nos lugares do costume. O numero seguinte j
sera destribuido pelos nossos assignantes, que nos qui-
zerem continuar a honrar.
A.
^ *x.%*
THEATRO de OLINDA.
HOje Sabbado 8 de Junho se representa a excel-
lente. TragediaD. Ignez de Castro depois de
morta cornadaSendo feita com a sumptuosa coroa-
cfoDanca de safa-coleles, e o novo Entremez O
Morgado de Aldegavinha.
%V*%'/**V%*
Ma venda, com poucos fundos ; c bastantes com-
modos para familia, nos 4 canlos da Boa-vista ca-
za da esquina de portas encarnadas : na mesma.
^ Um relogio caldeirSo London que regula bem,
um anel de diamante rosas, um anelo lavrado moci-
co, e urna porco de prata para desmanchar em obras:
na ra do Rangcl D. 3.
^r^ Cha hisson em caixas grandes e pequeas fu-
mo do Rio muko novo, dito da America proprio pra
fazer cigarra*, prezuntos Inglezes, queijos londrinos,
barrilinhos Ae salmo, conservas e molhos de lodas
as (jualidades, caixas de genebra de Olanda, serveja
branca em barris, caixas de charutos Americanos por
preco de 40ft reij cada cento, caixas de sabo, barrii
de carn salgada, dito de dita de porco, barricas de
graxa do melhor auctor Inglez, lonas e meias lonas ln-
glezas, sapatos Inglezes de superior qualidade, cha-
peos finos de Chili, ditos ne palha Americana por pre-
co de 640 cada um, carnizas e .-relas de mcia, tintas
brama, preta, encarnada e verde, oleo de linhaca,
agoa raz. e azeite de peixe : na ra do Traprxe s>
mazrm n.* 3. T
^r^ Tctica idas A-embicas, de Jei-emias Benthan,
Dircito Publico Constitucional, de lUmon SbIIu, 1
primeiro lugar a Cade ira de Paja de flores e hM r
jales de ter pbtido desnacb9 ,dc -- Pass^ ftrovisio; i logio da loucura por Erasmo, tradiuxdo pelVOouior
Vi."
I
,{

j
h
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(5Q0j

Autran da Malta e Albuquerque ; Mieromegas, OU
Stira do Orgulho humano, por Voltaire : Menon,
ou a Prudencia Humana, pelo mesmo; Caverna da
Morte, wovclla moral 5 Economa da vida humana,
ou compendios dos deveres dos humanos em todos os
estados da vida : Expositor Portuguez, ou Compen-
dio para os meninos a' aprenden) a ler; Pnmeiros eo
nhc-i intentos, para u/.o dos mesmos; o qual cofttem
urna breve nocao de quanto existe, mui apropriado a
idade dos alumnos; J. M. M., Elementos de Econo-
ma Poltica 5 ludo em <> edioma Nacional; e um sor-
timenlo de livros Fraucezcs, iucluzive o Dircilo JNa-
tural c das- Gentes, por Felice, edico de 1S30, muito
correcta, e ptimo papel: na Praca da Unio loja de
livros n. 37 e 38.
^O^ 300 alqueires de sal, de Lisboa, abordo
do Brigue Boa Fortura fundiado na volta do forte
^> Mallos : fallar na ra do Vicario n." S.
V.^ UmPianno, e urna cama : na ra dn Laran-
geira em urna loja confronte ao CirurgiSo Peixoto D.
1! ; na mesma tem os livros seguintes: Feliz Indepen-
dente do Mundo, Recreaco do Homem Sencivel,
Orlhographa de Vladnreira, Guarda Livros Moder-
no, Secretario Portuguez, Vida e Perscguicfies de
Frederico, Almocrcve de Petas, Historia de Portu-
gal com 15 volumes.
$^pF" Urna cadeira de ra em hom uzoo : fallar
com o Sur. Bandeira ruado Cabug.
^2 2 escravos de Angola mossos, sem vicio, e
habis para todo servico : na ra dos Martirios J). 9.
'* $^* Um preto, naci cabinda, mosso, carnioeiro,
f hbil para todo servico : na Praca da Uniao loja n.
2, e na mesma tamhem se vende 20 moedas de 4$ rs.
Couwaft.
O Uno velho a dinheiro de trez oi lavas, e um selim
em hom estado com todos seos psrtences : no ar-
mazem de trastes ao p da ponte da Boa-vista D. 34.
$Q?* Escravos ladinos para lora da trra sem olfi-
cio : em fora de Portas n. 71 das 6 horas da manh
, at 9, e das 2 da lardate as 6.
^C3?* (jrralas vazias sendo de conta e hem limpas,
e tamhem ditas leudo servido de moscatel, pelo preco
d 40 res, e botijas vazias limpas pelo preco de 30 rs.:
na venda da esquina do beco do Padre c Livramento.
3lluccuet*.
ALi.x.G\-se um 1 anclar na ra do Rozario larga
n. 1, proprio para escriptorio, ou abruma familia
pequea: no mesmo.'
YjC^* Urna casa terrea na ra Nova pronria para
por qualquer negocio : na ra do Collegio por sima
do bolequim 2." andar : na mesma lambem se alluga
duas casas na Soledade urna nova com corniii" los para
nao pequea familia, com quatro a/tartos, dois
sallas, cosinha fora, quintal murado, e boa cacimba;
e outra vizinha com o mesmo commodo, quintal bas-
tante grande com varias arvores de fruclo, e urna gra-
de cacimba para se lavar roupa.
*p= Urna pela com hom leite : no sobrado que
lo i do falescido Padre M.cl do Muro no Bairro Baixo.
Verija.
REy>i;-se, que ninguem negocie
urna letra do
Jl valor der 71$195 reis, paasmda em 16 de Abril
pretrito, a ticz mezes, aceita por Francisco Xavier
de Mifcafedn
nella so achava ainda em fraileo
o no-
nao pagar, seja quem quer que for que Ihe aprezenle*,
por isso que foi perdida.
vtowfl nrretelas
n Commisso Administradora dos Hospital de 1
/mridade, ccaza dos Exposlos aviza a todo* osSnrs.
c Senhorns que tiverem a seo cargo ExpostyB rece]
dos dos Mordomos trnzalos por termos comparecao
cornos mesmos na Penha no dia 1 I do c.01 rente a s
boros da mauha jura screm conheci los da mesma (
missao.
l^*?" Quem quizer dar 100j reis juros com a
prazo de 3 mezes, a 3 por ce;*:to comjhipoteca em urna
casa terrea no Bairro de S. /vntonio: anuncie.
l'.^i-- Ignacio Francisco Gomes Jardim, pintor, faz
scientc ao Respeitavel Publico, que tem urna Litogra-
phia livre e desrmbaracada, onde nella imprime di-
versas obras de desenlio eapazes, c proprias para or-
nato de (jualqucr casaou salla. Supposto que nao u-
tili/.a a Provincia por se achar em mo de urna pessoa
intil c dizem que, aparentada con um dos anima-
es..! Porem assim mesmo se offereee, n todo o
cuidado e zello, para prestar, a'aquellas pcssdaschn
abandono este abuzo ou sistema, todas as obras Lilhographia, sairno por melado do custo, que be
cstabeecido, nos Reinos Estrangeiros e com a nx
na superioridade.
^ W Quem anunciou querer comprar un ava
lavadeira: dirija-se a ra das Triacheiras: D. 21. se-
gundo andar,
^3* O Sur. Joz da Costa Pinto far o favor anun-
ciar a sua morada que se lhe dezeja fallar.
^?* Qualquer mulhcr desempedida de qualquer
circunstancia, sendo a sua pesssoa s, equerendo vi\
acautelada em companhia de um homem e leudo a
preciza eapacido de regers urna Casa: anuncie'
Vj3* Quem anunciou querer vender urna pretil Ja
Costa bruta de 30 anuos 5 dirija-se a ra Dircita e
quina do beco do Singado.
^3* Quem quizer mandar ensinar algum escravo
ou ilho ao offirio de sapaleiro : dirija-se a ra do Li-
vramento loja I). 7, lado do Nascenlc
$y O Sr. que ajuslou urna casa terrea para c8
prar na ladeira do Varadouron.0 13, haja de hir eo-
cluir o ajuste e se nao quer, anuncie.
#3P Quem anunciou querer comprar urna escla-
va mossa, e sem vicio, c (pie se ja lavadeira ; dirija-M
a ra dos Quarleis sobrado D. 2." andar.
' ICF* Preeisa-se de 100) aeis a dois por cento,
por seis mezes, com hipoteca em urna caza : anuncie.
^3=* Precisa-se de 100$ reis a juros dando-se pa-
ra seguranca um negro ; na .-ua do Rangei D. 5.
&y Quem anunciou querer comprar um^atra-
vo lavadeira, sem vicio 5 dirija-se a ra d'Agoas ver-
des n." 37-
Ipy Ofiferece-se urna mulhcr parda para todo o
seavico interno de urna casa pelo preco qu:|aclnr, a
qual desembaracada, e gil para o servico: c como
s nao lhe difcil: na loja do sobrado V- rua
do Rozario cstreila.
. uihdo bucal
xo e grosso do corno, cara redonda,
P!
)-5jj-^Eq)io, nacao congo, 10 anuos, uihdo bucal, bai-
>sso do corno,
ic chalo ; "fgido no dia 5 do corrente com cale
brim branco, c camisa de algodozinho^tudo lavado:
ra do Collogio I). 10, 2. andar, que se pagar com
araor
,1 de
genero- id;1 de
p.i1 wiwwnwnwwfywup
me do>*i< acor. ') anunciante est prevenido para .
. .XA T) P. DO OlAHlO,' i'i'S.


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