Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01998


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Full Text
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ANNO DE 183.1.
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SABR DO 1. DE JUNTTO
mtmuiu *% *%**. ***"*
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NUMFRO 110*
M> XV VVVkVMV WV V
^'g' *!
w^wmMww^:^jn?!555?!25!^^
d.i 'I
ide
. ,,,! ., ;ntc a :: ) vis, adiantos. na Tipojfr fia
d Matriz lie S. Antonia sobrado 11 porta i" '
ii correspondencia!., e anuncios; estesinj.ircm.se
|)ro?rios a ifiianies somante e (rindo assignauoa.
do aeora d<-pend* d te rr.....nos. da Wsq; prudencia, *
deraS eWrpia: con ,u.-m* o4mo pHncipfamo. c serena
apunado, cotn admin .entre .;- N* .^,m""" ,,,
r-x'Mwti
ragjn-^--- ismmSSmSmmmmmm*immm*M*
m&t9& rm pcniaibitra por 3c?e afctortfi De Sbreu.
so-
DAS da SEMANA.
Sab>-S. F/Vmo- Rl. de m., e And. do \. G.<
| ; i as 2 1. 0 M mili, di l.
Dora.'- S.5. Trmdade-Vv. as 3 h. e 42 min. da t.
V* \ 1-- V kVt \ M -%%%'% %%*%'* \ 1
%%'%'%** *'**'
i\W\WV.%W% *
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
SI a Imprensa nao exislisse, siodireilo de exprimir
05 nenio* nao entinase na escala (ios bens, que
nosou ^Governo Representativo, si a liberdade
de < ver nao reprimase os dilatados vos, que para
o abu o, e o arbitrario, de c mtinao disferem os u s-
... pr, \u,_ cr-rto mclbor (ora viver emCnnslaii-
,,..,. nn Brasil: por sao que o cefrbre de-
i;,,-." utituicu Inglesa mu judie menle ai-
e entrase no circulo da po>sibl.ade a
'"**',
*
a ( ;, d irrito apreciavd nos negocios pblicos, loda a
lallode, de qu sceptfve! nos pcrrmtle laucar al-
1;, rab icas contra o grosseiro, e illegal Uactanlcn-
lo, ue ai aba de dar aos olares do 4." anno do Lur-
, Juri ico de Olinda, o nao muito Estudante, Loa-
de Lourcro, boje Lente em commisso,
se de D.oV, e niuilo menos o indispensavcl
i oncui i i ido por graca da nossa desgraea, dispensa
a L pelo MinUrodo Imperio, e pusilamidade
da i io dos Lentes !
Dtscrevani > ocaso, demo-lhe loda a publicidade p'.
v( r i] osse mto conseguimos a diminuidlo de tan-
c Ilegalidades, de (uc somos diariamente
O Sur Trigo dco para Sabalina do di;; 25 as matt-
rias estudadas na semana, e para que pdesse colher
algum ramo de Louretro acrescentou urna queslo^ j
debatida) n urna otra Sabatina, na qual absorveo-se
o lempo, ado os gladiadores, nao o arguente, desig-
nado pela sorte; mas o mesmo Snr. Trig i n Sur.
ranea Leilc, sorteado defendelnte. Este procedimen-
lo era Ilegal-, porque os Rsfalulos ng art. 5 do Cap. 5
naii'-i: que se d um ponto interesante, quando icr
conveniente para ser discutido, c nao me acrescente
no objecto t-ia do que prudentemente alguns Estudantes Ifier3
ua> rectamiices eom polidez, e outro menos prudente
taxou (d/ o Sur. Laureiro) de illegal similhante pro-
ceder. Eu nao louvo um tal excesso, e sempre|icon-
ttiarei o iraelo, que cm regra a educaco boa impSe:
ritos em Jim illegal era o procedimenlo, e de qualquer
modo, (pie contra elle serepresentasse, nao odia pres-
cindii-sedatavt de illegal. Nadaalein dlssoapareceo,
os Estudanil \endo o indifirimenlo de suas pelicSes
r<*lirarao-se^).ira suas casas. -No dia 25 subi o Snr.
Lonrelro a' Cjdeira, que s eomp te l)."'s que a lem
tirado em concurso e dando todo o espaco aoseo genio
reprehendep a briosa mocidade Brazeira, que tem
assento na A na ('o 4.' anno, grosseiramenle adoestou-
;i, e um qarto de hora consumi n'esse tracto de sua
polides : a esse lempo circunstantes em grande nume-
ro afluiro, e cm s;os semblantes anarecio assomos (l
indifnaco, q'. em ludo correepondio aos quesedivi-
savo no* dos Eldanles, os quaes todava mudos, e
quedos se conservar (gracis a decelidade-do carapter
Brazileiro] e liem um so respoudeo-lhe. E porque si
n.-thante rcprehcnsSo Por fer-se exigido a exececao
da Lei! E quem deo poder um Encarregado de ex-
plicar, c aiuda um verdadeiro Lente de reprehen-
der aos si:>> Escolares ? Os Estatutos nao, o uso mui-
lc menos, rf. ? qra- ? Audacia, qt'. s poderosa Ah
nao*se limita;o os tractos de jiolidez; a india arran-
cados dos bancos nove Exudantes, no numero dos qua-
es ertlrava o Snr. Franca Leile, e um outro, nao af-
feieoado, foro victimas de tudo quato pode empre-
ar um honfem furioso. Principiou elle por detremi-
ar contra a lei ao 1." arguente, a questo, que devia
npresenl ir ao seo defendente, que era o mesmo Snr.
FrancaLeile, e qnal seria ja descalida 1 Ahi prin-
cipiou o combate, grosserias forfio cm pregadas ; foi
ordenado o silencio ao Snr. Franea Leite que de um
modo sobre maneira pacifico se portn : de igual sorte
paifcciparo o restantes, e s um por ser;...... foi
credor de urbanidade. Nao cabe em minhas forca dis-
crever circunstanciadamente este aejo : so a vista po-
derla apresental o ao etendiujento : mas no enlanlo
compre n lar, que ninguem presenciou-o de sangue
fri, a aula sentio immediatamente um grande vacuo,
que q grande numero dos circunstantes e a maior parr
te dos escolares CugirSo essa scena.
Tal c o estado a que tem chegadp os Ksludantes de
Olinda, tal a sua cdducacao, e a docilidade do ge-
nio Brazileiro, que impune icou esse altentado Si
em alffuma das Academias da Europa ltolivcsse lugar,
misero do homem, seria o alvo de continuadas apupa-
tlas de vaias, e de mil outraa cousas. O paocedimen,-
la'dos aldanles, digno de lauto or-r elogio qu:
to tem lido elles o xeia|klo triste d( os Lento as
C......i >fi em dwcusses. 0 Snr. Redac-
d publica a estas rabiscas de
1 ( ni
v
nte.
^rXsi-<>
$r. Ht I ador.
m>,EAFUDO,pelo substituto itiriuo rsoJuri-
t.'W.oSnr. Loufenc Trigo de I o, sobre
,; i E5od i ilo mercantil-para o publico, eu
lvaeapareco no lugar marcado parpeom-
,.,,,,. das maneiras dictaumaes do Snr. ,Lorei-
ro, e lom ; n m que quis, q. i op.niao
prevaleces e, e > i escndalo de toda Academia me
;.ii.,!-I. dencio acabando po desafio.
Euexponbo i questao ll qual na Acade-
mia c la! qual se f is m, e o publico fan juiso sobre


r
(478)
hs. H na Academia todos os sbados hum excr-
ticio, a que chamlo sabatina, para i qual se tiro no-
ve esludanles a suri' do I laes os trez primeros sao
defienden les, eos- tei puentes. O lente
tobem tem o poda de fter eam Bscolha dos norc es-
tuda ni es por si iudependente da sorte. Km eonse-
queacia no da 18 lo passado Maio para hum desses
t'\ :ci( ios sahi eu pela sorte hum dos dependentes ; o
meo arguente adiando propria a occazio propz-me
lium argumento, que o Sur. Loreiro lintel dado para
huma desertaco, a saber so em huma sociedade om
nonie ollectivo os socios nao declarados no aclo social
leudo j.ule nos negocios soeiaes ero, ou mo consi-
derado solidarios? A isto respond, que primeira-
meoii conveneno das parles deverio determinar ca-
si qual dade ; a isto o Sur. Loreiro tomou o quest&o
. si, > sse-nie, que eu a nao linha entendido, por
que i. >c redima a saber se o socio \ que noesta-
a n > 1 lo social, e de que nao existia acto algum,
I ndo todava parle nos negocios soeiaes, era ou nao
lidari a respeito de lerceros, que contratavo cora
ed de respond, que o ero visto, que toman-
par as negocios soeiaes ero gerentes e que nes-
qualidade nao havia duvida, que crao solidaria-
mente responsaveis para eom lerceros, que contrata-
vo com a sociedade nisto replicn o Snr. Loureiro,
que a hipolese era que o socio nao eslava no acto so-
cial, e pie nao ero tobem gerente, mas que parti-
cipara dos interesses soeiaes, ento Ihe respond que
nesae caso nao ero responsaveis se nao se provase,
tjue elle tinha entrado para a sociedade na qualidade
de socio solidario. Suslenlei a niinha opinio, po-
rem dando a hora ficamos inconsiliaVeis.
No dia 20 perguniou me o Snr. Loreiro se tinha
mudado de opinio dissc-lhe. que nao, ao (jue res-
pondeo-me, que tobem estava firme na sua : ento
lhe repliquei, une como isto era ohjecto de huma d-
se rlacao, que elle linha dado, loriamos occasio de
estudiar bem a materia. Passou-se isto, e no dia 24
marcando elle a materia, .que deveria servir para o
exerekio do outro dia deo a nossa questo emaddico
Cheg^o dia 25 o Sr. Loreiro dep* de tratar mal a toda
aula (por queixa bem, ou mal fundadas, que linha
de hum estudanle) nao quis, que se tirasse a sorle os
esludanles, e elle intimo (direito que lhe compele)
passou a nomeal-os. Eu fui o primeiro ; depois dis-
to mandou a hum esludaute, que me proposesse a
questo passada (direito que nao lhe compele) ao que
elle saliste/..
Em respjta disse, que linha ja respondido a ques-
to, mas, que hia anda corroborar minha opinio
com novos argumentos a isto fui tal a bilis do Snr.
Loreiro, que o levou a excesso de gritando, e dando
com as mos diser, (pie a minha opinio era errnea,
que eu deveria 1er os rligos 42 6 4(i do rodigo do
eommereio francez, Rogoron, ePardcssu?, $eus com-
mentadores, ao que lhe repqm que n. e
respondesse depois aos meen irgumeffa: 5 resi mdeo-
me que n.io e-Ij\ para isso. ->, que < evesse
para O publico qo< -, .-ia, e muidru..
meo colega, qu< se s [ue^ajumentatac, dando
por find: a qestho para 1 ominigo.
Eu paso pois em eonsequenci a expender as ra-
ides, en que mr funde, e <>.- hotnens Couhccedores
da materia dkidir6. A questo he se aquelle que
nao seiarha no a-1 social U ado participado dos nego-
cios soches he ou '.To solidario para com terceire, que
contratarlo con b suciedad lo ledo sido elle geren-
te na soci dad.1, neta seo nomo fazeudo parte da fi -
ma sofial. Eu digo, que nao salvse provar-se por
seos faclos. quf cssa be a sua inteiuj.
Trez sao os meios, que fenlio a empregar para a~
poiar a minha opinio ; a saber, 1. pelos principio
na solidariedade 2. pelo direito positivo, isto he,
pelo cdigo do eommereio dos (ranee 35 3.'.final-
mente pelos motivos de equidade, e inleresse publico.
Pelos principios de solidariedade ige, (pie nao.
Ninguem he oLrigado se n5o por aqun* actos que
pratica; isto he, nao s de justica universal, mas
tobem de interesse commum, porque do contrario
as leis, a razao, e governo, nao poderio amis ga-
rantir a nenhum individuo de vexacoes sem numero,
e ninguem teria hum motivo de seguranca, e tran-
quilidade. Isto foi o que fez os romanos na L..5. (>">
ff. de op. noc. nunc. diserem, que o faelo de hum
nao deve prejudicar a oulro, que nelle nao leve par-
te eque" dchetnocere factum alterius, ei qui nubil
facit.
Esta regra sofre huma limitaco, e he a do mn-
dalo, porque reputa-se feito por nos o que lasemos
por outro, conforme a regrawQui per alium fcil per
se facer videlur Desla limitaco da regra naicca
consequencia, que o mandante he solidariamente res-
ponsavol pelos actos do mandatario, nao tendo-este sa-
ludo da orbilra do mandato, tomo disio os romanos
na L. 5. IV- demandat. Diligenler fines raandali coa-
todiendi sunl nano qui exeessit, aliud quid facer
videlur.
Ora isto poslo se ve, que na nossa hip 0 socio
pretendido nao he gerente, e por isso o? actos soeiaes
n;V) sao feitos immedata maule por elle < conforme a
primeira regra estabolecida elle nao pode ser vspon-
savcl por ellos, alem da oulra regra do ti reit( roma-
no Res nter alios acta alus non post prejudilium la-
cero) Se o nome nao est na razo social (conforme a
hipolese) nao existe aclo social, que comprore, que
elle considera poder nos inais socios para girai'em "('-
mo seos mandatarios, em cujo caso smenle podem
os actos dos outros obrigal-o nos limites do mandi o :
logo como se pode concluir cssa soledaricdade '
O mndale pode ser de dous morios presso, ou tcito ; expresso qnando eipre^santente
autorisamos a oulro para obrar em nosso nome ; l"
to quando consentimos scieulemente, que obre em
nosso mesmo nome, conforme a regra da Ici roana
semperqui non prohihel aliquem pro s< interveui-
re, mandare credilu l()> lf de re.;j. jur.
Na conformidade da nossa hipolese nao se prova
mndalo expresso, porque nao existe acto social, nXo
se prova tcito, porque nao citando seo nome na ra-
zo social nao se pode provar seo consenlimcnlo aos
actos dos outros ; c por isso pelos principios, que re-
gulan a solidariedade nao se pode concluir, que elle
seja solidariamente responsavel para eom ti n ciros que
contratarn eom a sociedade.
Pelo cdigo do eommereio dos francezes digo to-
bem, que nao. O art. 27 do mesmo cdigo dizOs
associados em nome collectivo, indicados (N. H ) no
acto Ja sociedade, sao solidarios para lodos os con-
tratos da sociedade, ainda (pie lenho sido assinidos
por hum s('> associado, com tanto que isto seja cilo
debaixs da rasao social.
Por esle artigo do cdigo francez se v claramente,
que para que os socios se o solidarios sao essencial-
menta necessarias duas condicSes, a saber, l que
se'v Indicados no aclo social 5 2 que o n< gocio teja
afeito debaixo da razo soeial, donde segue-se que se
faltar hum destes dous requisitos, i-to he, nao oslan-
do o socio indicado no acto social, ou nao tendo sido
0 negocio feito debaixo da razao social, i;i'i poda ha-
ver solidariedade.
Ora se ossocios indicados no acto social nao tepdo

i
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(479)
-.'
i
sido o contrato feito debaixo da raso social, nao sao
solidariamente responsaveis, apezar de seos nomes a-
7erem parte da raso social, como ser aquelle, que
nao est no acto social, nem seo nome faz parte da
razo social ? Se o Snr. Loreiro nao ignorasse a ra-
za) d-ste art., nao cahiria no perigoso absurdo, em
que tem cahido.
O art. em questo lem a sua fon te na L. 14 ff. de
nact., e na L. l. 9. ff. deexerc.it. acto; suaraso
he, porque o acto social he a prova do mandato, jue
os socios nelle indicados se confercm reciprocamente
para obrar nos negocios sociaes, e a raso social em-
pregada, pr qual nuer dllcs, he a prova, de que o
socio nao sabio dos limites do mandato, quando con-
Iratou, por isso fe. que o art. os torna reciprocamen-
te respons;:veis .solidariamente pelos negocios sociaes
liuns dos outros, porem isto he, o que nao se verifica
coma possa hptese, q pretendido socio nao est no
acto social para conferir o mndalo expresso : elle nao
esta to bein na raso social para conferilo tcito, logo
seni elle obrar por si ser ligado solidariamente aos ac-
tos dos outros socios?
Veamos os art. 42, e46; ol.dis(42)oextracto do
acto da sociedade em nome codeelivo, ou em coman-
dita deve ser romeltido nos quinze das da sua dataao
secretario do tribunal do estricto, onde se ada esta-
belecida a caza de comercio social para ser transcrito
no registro, e afixndo pendente tres mezes na salla das
audiencias Estas formalidades serao observadas
deba yo da pena de nullidado entre os inloiessados,
porem a falla dea, nao poder ser opposta atereeiro
pelos asociados.
. Al!. 40. Toda a continuaco da sociedade depois de
soofaraao espirado, ser contestada por huma declara-
cao do> coassociados. Esta decaraco, e todos os actos
efTeriudo i-dissolucao da sociedade antes do termo fi
\o para sua duraco pelo acto, que a estabalecc, toda
inuanca, ou retirada de associados, todas as novas
cstiptmces, ou clausulas, toda a mndanca na raso
mmuI, sao sobmetidas as formalidas prescritas pelos art.
4-2, 43, e 44. Em caso de ommisso destas formali-
dades lera lugar a disposicao prtial do art. 42.
E o estes os art. que o Snr. Loreiro cita em seo fa-
ror, e com tanta ufania, e impudencia qnnnto quer
que os outftos se sobmeto sem replica a sua diviso !
|sto oem moslra, que elle os leo, mas nao os entendeo
< Senv \, ges non hoe est verba tenere, sed vina ac po-
leslalem)) !
\ falla (Lis formalidades prescitas neslcs art. produz
somonte a nulidade entre os socios, c nao para com os
teraetrat, que rontratarSo com a sociedade isto he,
pela iilla das formalidades prescritas por estes rticos
reputa-se a sociedade nao ter existido para com os so-
cios, nao se ibes concede aeco alguma huns contra os
outros, porem para cornos lerceiros reputa-se a socie-
dade exisiindo, ainda que stja feridade nulidade, mas
er.sa falta nao las a sociedade perder a sua naturesa pri-
mitiva, e tomar outra. Sejamos mais claros.
SuponhamoR a sociedade em comandita, cojo acto
nao foi publicado, o que a eontece conforme a dispo-
sicao dos artigo* cima referidos ? A sociedade perde
por ventura sua naturesa, e torna-se em sociedade em
nome collcctivo ? 0.s socios em comandilos deixao de
0 ser, e torno se por ventura solidarios ? N|o certa-
mente ; a pena da Lei he, que na nossa hptese re-
pula-se nao ha ver sociedade entre os socios, isto he/
elles nao tem ac o por ella, e para os terceiros a s*
ciedade reputa-se existir, como se o acto fosse publi-
co, e os socios comanditarios nao mais responsaveis pa-
ra com Otlerceiros, do que o serio se o acto fosse pu-
blico, e 80 soirem a pena de perderem aeco, que te-
L--
ro coutra os gerentes,' se tivessem prehenxido as for-
malidades da Lei.
Isto mesmo foi julgado pelos tribunaes de Bruxcllas.
Douai, e Caseaco erc Franca na selebre qnestao da
sociedade de Vancaneglten, socio comanditario, e Car-
los Moelbe socio gerente, cujo acto social nao tinha si-
do publicado, e os terceiros querio responsabilisar
\ ancaneghen.
Se asfaltas das formalidades prescritas nos art. ante-
cedentes nao muda de naturesa a sociedade ; se ella co-
serva a sua naturesa primitiva para com os terceiros,
como acabamos de mostrar, como e porque principio
se ha de julgar solidario hum socio, que nao existe no
acto social, que nao he gerente, e que nao tem seo
nome na raso social, sem :' mostrar por fados ex-
pressos. ou tcitos, que essa he a sua intenco ? Co-
mo se pode somente porque hum homem qualquer
tem parte nos interesses sociaes considralos solidario ?
le necessario ignorar as regias mais Iriviaes da juris-*
prudendencia sera! para afirmar to eslrauho absur-
do !
Se o Snr. Loreiro nao ignorasse, que pode liavir
em huma sociedade em nome electivo socios gerentes
(fallando genricamente) que nao sao solidarios *, se el-
la tivesse podido comprehender a origem da solidari-
edade, se entendesse a legislado francesa, que se en-
ea rregou de explicar, se tivesse coprehendido a dis-
posicao dos art. 42, e 46 5 se conhecesse, que as leis
pnaes nao lem interpretaco extensiva ; se sobesse,
que he hum principio gcral da jurisprudencia, que
nao se deve ja mais ulgar comprehendido na genera-
lidade de hnma Lei, aquella disposicao, que se nella
stvesse seria a onte de mil vexacees, e injusticas,
em fim se pensasse que explicar jurisprudencia de qual
quer naturesa, queseja, nao he copiar as postillas do
commerc.io, que ando pelas mos dos caxeiros de ta-
vernas, para rectalas na aula, nao cahiria em to
grande absurdo, e nao deTunderia a seos discpulos
dotrinas to errneas, como perigosas, como dogmas
de jurisprudencia cominorcial,
Vejamos ainda o que diz a legislaco freesa sobre a
quesl. Art. 1202 do cdigo civil. A solidariedade
nao se presume; he necessario, que ellaseja expressa-
mente estipulada. Esta regra nao "cessa se nao no
cazo, em que a solidariedade tem lugar de pleno di-
ce reilo, em virtude de huma disposicao da lei
Argumentando para o nosso cazo, pode desla legis-
laco diser-se. que aquelle que uo est no acto socia
da socied.' em nome collcctivo, que nao he gerente s
pr.q'. participa dos inleresses sociaes he solidario sem se
mostrar por factOl BOS, que he nessa qualidade, que
est nella ? Nao estipokefo expresa, que eadiqu<
sa ser sua intencao j nao existe to bem desposa
que o detemme, porque a lei. (art. 22) se falla
socios indicados no telo social, logo be conseguirte
que elle nao pode ser considerado tal, sem me
proprios o demonstrem, porque conforme a le a so
ndariedade seViio presume.
Pelos inetivds de equidade di> tobem que, nao f*
repugnante havr emuma sociedade : em nome coll
tivo socio comaUarios(art. 27)daqui heconseq
te, que esse, qenao se acha no acto social, nem
nome est na raso pode partecipar da sociedade na
qualidade de socio eneomandita-, pode tobemparteci-
par da meama como em remuneraco de servn
la prestados, na forma do art. 269 do cdigo le rbvsl-
p.nha, e s eunstaneia loase esas sneio ipso fado eonewdo soli-
dariamente SO* por pie leve parle nos negocio* sociaes?
>. que "manifestando todoaseos facos, que
elle era cncomandita fosse esst cireunsUneia conprova-
t


jw
(480.)
M
A* peta | u loi despresada, e elle ligado a huma rcs-
ponsabilidadc para que nao rontratou, ncm a le o li-
icucias tristes se nao seguirio de
hum tal | te? PoderiSo por ventura tcrceirs
que files contratarao na fedessa rcsponsabi-
I. ? Poderio elles ter i* em hum socio, que elles
nao conhecio, nem linho noticias de sua existencia ?
Tin bao elles intenco de contrataren! com elle, ou a
ua f, e calculo gmente versera sobre os socios conhe-
cidos no acto, epela raso social ?
He fundado oestes principios-derasao, equidade, e
Inleressc, t';!'r;d, '|iie o tribunal-de Douai em Franca
julgou me o raencioaa"08 uoacto social, que bi publicado, nao he
por esse faci sotuente reputado associado em nome
colleelivo, e como tal rosponsavcl alem dos seos fun-
dos arrest de 8 de Janeiro de 1814, e be fundado
tooem nsto, que eu digo, que pelos motivos da equi-
dade, einteresse comum elle nao pode ser considerado
solidario se nao br provado por seos faetos, que fbi
jicssaqualidadc, que elle entrou para a soliedade.
Os autores citados pelo Sur LourotffO nao favores-
sera milbor a sua opinio, que o-; artigos do cdigo,
em que elle se quis fundar, eu nao desenvolv por li-
gera asdoulrinas desses celebres consultos para nao er
mais cuenco, em outra occazio o iarei. Rogo ao Snr.
Redactor queira dar em sua follia publicidade a estas
liabas, visto que a questao, de que se trata, enserra
interesse publico; pelo que multo Ihe Picara obrigado
o seo &c. N. Ji. S. Franca Leile.
-------=^^x^^^--^
CO'.ii.vi \ do com a publicaran .Jas pessas ofic.iaes a
respeto do Consulado Brasileiro em Portugal ofo-
recemos aos nossos leitores os dois oficios abaixo trans-
criptos dirigidos pela Regencia ao Snr. Vicente Ferei-
ra da Silva Cnsul Geral do Brazal, em Portugal para
que conbeco aonergia e patriotismo com que este dig-
no Pernambucano tem sustentado ;i honra do Pavlbo
Brazilciro. A eonfianca que nelle o Governo faz lie
huma provanmcontestavel da sua honra e hum estimu-
lo para o nosso reconhecmento.
Tenho paseme scus Oficios N. 9 puplcado
10, 11 e 12,,e ficando perfeitamentesciente das in-
teressaatea noticias, que Vm. c0mmunica n 'ses lti-
mos, teubo o prazer de significar-lhc, quanto ao pri-
meiro, que mcreceo a Apprevaco da Regencia era
Nomo do Imperador a judictoza maneira porque Vm.
se houve, negando a sua intervenco pa a sabida de
yarios Navios Portuguezes com Bandeira Birazileira.
A IVlesma Regencia Esta bem certa deque Vm. com i-
,naj prudencia evitar senipre qua imet-
luenioao Governo loapecial .
ingerencia era os negocias do Brazil. Aecrescen
Vm. que bem certo estou deque similhiK (altase nao
reproduziro, e que o Governo Imperial nui d^-
r tolerar que sejo tratados com menos*.d<> os
gados que residen no Exterior para pro!<;; r os Sub-
ditos Nacionaes.Dos Guarde a Vm. Palacio do
de Janeiro em 7 de Janeiro de 1833. Ben w-
va LisboaSnr. Vicente Ferreira da Silva.
-------. .tSi>fiSi;ij.----------
THEATRO DO RFCITE.
|\0'.n\nn } de Junho a Beneficio se
Jt*a Peca iilitu!;idaO Novo D:zitor Franct *
No fin da Peca o Pantomimo denomin i '
teiro bgradoFindando com o Miudinbo.
zando todo o expectaculo com a (arcaXox
furtar ou o Gczelim da Babia.
ANUNCIOS.
OS Snrs. Subscriptores do Diario que
ver i, 2, 3. e i mezes, haio ;: 6aj>tis-
fazer, ou dar ordem era suas eaz i rara i n pri-
meira aprezentaco do recibo saplisiiyaoj
as vezes que o cobrador tem hido intil, i
urna divida seta contrahi da lo volu
V^* A Bussola daLibi rd:.i!e subir L
leudo um raciocinio sobre ;. revoluto dj (
extracto de urna carta inleressantc do ll'n
e Noticias eslra
ciados.
'angeiras : rende-: e n<
Briguc
Nacional Oriente de que n I 'aj
P

o Rii
qs patriticos servicos por Vm. ahi presta tes.-Dos : ,:fi m ,om ^ res
Guarde a \ m. Palacio do Governo em 13 de ; '
~-
mte de
'francisco Antonio dos Sani
Grande do sai ro din ?; de Junho.
^C?* O Correio Terrestre de Garanhtifi* hegou
no da 31 de Maio, e paite no dia () ao m. o d
^C?* O Brigue Escuna Froncelina de me be
pilo Jo/.e da Silva Neves sae para o llio rraude do
Sul no dia 10 do cor rente.
dia Quinta feira 30 de *.Iaio frtar* ra-
vallo d campo de Palacio velho com i
segunte3 : la/.ao tostado, dinas e cauda corl om
um signa! branco na testa, oulro do fueinho mais pe-
queo, raaos brancas, tem urnas, malias de cabello
curto por ter iclo piolbo, e est L*ncahelando de no\o,
novo '. est igualando a ultima muda, e anda i
tem o dente columim : quem delle souber, ou tive
Doticia o pode aprehender ou denunciar n. i
Morentina, na ultima casa ao sabir no (ampo de Pa-
lacio vcllio, que tem lampio, com padaria, que gra-
bro de L832 IL'iito da S.lva Lisboa Sor. \ cen-
le 1'ireira da Silva.
oastandi tverno Imperial, poi coi
iiMrmoo an xoxerno imperial, j>
uicacode Mafceilino Rodrigues da SibtfTqui
goi-aanles Bra/drims Manoel t.onc3V(>s'dv-.Sir\a e \\\.
teoO Joze Machado a elle sehaviao di agido vallicitau-
do-lhe a >aeionalkirio de .Naviosjuu/ primeiro
endero pelo Cansulado Geral, eav^o de \ -n e li s
ora invada; Onl>-na a Regencia em Nome do Iiape-
f, que \m. ciamaudo a su;' prejnca OS mencio-
nados uegoaiilcs, Ihes si
te oecasi(o, em din
re prese ii tu OMtni ,
Govern > li )|.en,i!: o
que. lotice deak.uiar o > ih ,\,.\.
eebio i
X
NOTICIAS MARTIMAS.
Vavlis mitrados no dia 31 do pausado.
Eo fundo no Mosqueiro o 15. Barca ('.' ; ra S.
Chtystovao viudo da Barra Grande.
Sabidos no niesmo dia.
Si ISBOA ; B. Novo Paquete, Cap. Ricardo da Sil-
.iva Npves : asquear, e outros genros. Passaj
CAPITANA no ESPIRITO SANTO, n
IIIA ; S. Sania y/ana, que havia arribada no
dia 23 rfopassado.
J
>%%* i-\\% %
Erratas,
'O N. 117, eol. A lin. 6 em lugar de orneceWi
^lcia-sefavoreceu-acol lin. 23 etn lugar
dedimissao!; ia-seadmis.-o. \
'./ V) P lj hi.i. :>.' i
1__i


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