Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01995


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Full Text

ANNODE im
QUAftTA FERA 59 DE MATO. NUMERO 110.
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H <%'
mano ra tnitmiiWi
Ha
Subscrevc-*e nu-malmente a 640 reis, adiantadns. :ia Tipoyr.fia
do Diario, pulso da Matriz de S. Antonio sobrado da porta larga
nde se receben! correspondencia, e anuncios; estes insirem-se
gratis sendo do propros assi^nantes somente c vindo assignados.
Tndo ajrora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, *
deniego, e enerpia: continuemos como principiamos e se remo
apontados com admirar;* entre as Nncoes mais Cultas.
I',u, iimario da Jsstmbhm Geral *o Bmtl.
9fmpjrc0jar3 em ^entatntuco por 9o?e dsctonno ie abren.
DIS da SEMANA.
I *% ** V* ***%
4.*- 8. Maximino- Junta da Faz., e aud. do Juiz dos
Fetos de m. Pr. aos 30 m. da t.
5.*- S. Femando-Aud. do Out. doC. de ra., do Ch.,
c doOuv. do Civ. de t. Pr. alh.e 18 min. da t.
6/-.S'. Pctronilla- Jt. da F., A. do O. da C. do J.dos
F. de m., e do J. de F. det. Pe. as 2 h. e 6 m. da t.
Sab.4o-S. Firmo- Rl.- de m., e Aud. do V. G.*1
det. Pr. as 2 h. e 54 mil, da t.
Dota."- %.S. Tridade-Vr. as 3 h. e 42 min. da t.
RIO m JANEIRO.
fes posta do Senado d Falla do Throno fia abertura
da Sessao Extraordinaria.
SENHOR : O Senado, reconhcCendo com a Regen-
cia a- argente necessidade de providencias Legisla-
tivas par atalhnr o progre-sso dos embaracos, damnas,
e inconvenientes o'casionados pela moeda de cobre,
ruinosa a todo o Imperio pela sua quanfidade, e qua-
lidade; manifesta a Vossa Magestade Imperial o seu
aprazim^nto pela medida opportuna de huma Sessio
Extraordinaria destinada especialmente a prover do me-
Ihorameuto do meio circulante monetario; e espera
dirigindo toda a sua altencio, e esforcos a este impor-
tantsimo objeclo, poder contribuir* da sua parle, para
me se nao malogrem as esperancas da Nacao.
Respondeo a Regencia, cm nome do Imperador,
Que cava certa dos bous sentimentos do Senado.
Resposta da Cmara dos Deputados.
SENHOR: A Cmara dos Deputados apreciando
devidamente o passo que a Regencia, em nome de V.
M. I. araba de dar, convocando extraordinariamente a
A semblca Geral Legislativa do Imperio, a fi:n de oc-
< upar-se com especialidade de medidas tendentes ao me-
Iboramento da circulacao monetaria, nos envia em so-
lemne Deputaco ante o Throno de V. M*I. para ren-
dcr-lhe a sincera homenagem de respeito e affeicio, de
que altamente et possuida para com a Augusta Pes-
soa de V. M. I.
A Cmara, Senhor, sempre solicita de tudo o que
frde melhorar, e engrandecer o Imperio Brazileiro,
avia j encetado trabalhos apropriados a to urgente,
quio melindroso objecto ; e confiando na efficaz coope-
rario do Governo de V. M. I. ousa esperar ique nes-
ta parte os males da Naci serio minorados, quando
de huma vez, pela sua magnitude, nio poss$o ser sa-
nados.
Paco das Cmaras, 16 de Abril de 1833.
A Regencia respondeu, que agradeca Cmara.
Na sessao de sexta feira 26 de Abril, a Cmara,'
dos Deputados vottou sobre os differentes Projectos
que apparecerio para se melhorar o meio circulante.
Foi admitido, para padrio monetario, a base de
2$500 reis por oitava d'ouro de 22 quilates o o
bre em as Estacos publicas, nos pagamentos de maia
de f0$ reis, entrar pela quota de 5 por "/, as pro-
*
vincias aonde corre papel, e pela de 10 pbr /0 em
todas as outras. Igualmente se decretoii a creacio do
hiim Banco que deve elevar-*} quarrtia de 20 mil
contos, divididos em acedes de 100$ reis cada huma.
O Governo ser accionista de 40$acc5es que c rea-
lizatio em prazo indefinido,- com os eapitaes da Na-
ci, ora existentes no Banco existinclo ;- com o pro-
ductodo novo imposto, do sello, dos imposto crea-
dos pelo Alvar de 20 de Oulubro de 1812, dos con-
tractos que o Governo celebrar com companhias de
mineraco nacionaes e estrangeiras, e da taxa annual
de 2$ reis por cada escravo que houvcr as cidades e
villas, logo que exceda o numero de 2 para os pro-
pietarios solteiros, e de 4 para os cazados. As aced-
es to Banco do Brazil serio pgas em barras ou moe-
das de ouro ou prata, nacionaes ou estrangeiras : esta
se encarrega de substituir por notas suas todo o nape!
do Governo, actualmente em circulacao' no Rio ae Ja-
neiro, Babia e $. Paulo, de guardar a Caixa de de-
psitos pblicos e dos orphios, do movimento do*
fundos pblicos sem commissio alguma, e de descon-
tar os particulares a 6% ao annno, quando muito.
oi finalmente aprovada huma emenda do Snr. Hol-
landa Cava lean t:, afim de se adoptarem com as neces-
sarias modificaces, os Estatutos do Banco dos Estados
Unidos da America. Taes forio as deliberaces to-
madas pela Augusta Cmara na sessao de 26 de Abril,
tornando o Projecto com todas as emendas aprovadas,
s Commisses especial e de redaccao, para que apre^
zentem a lei rediriga do modo por que deve ficar.
Permita a Providencia que estes remedios aproveitem,
e que o seu resultado corresponda ao bom dezejo com,
/tiio Cnvr* vntl^.lfis !
(Da aurora.)
que foro votlados !
Falla cem que a Regencia do Imperio em Nome d*
S. M. o Imperador o Senhor D. Pedro II, en-
cerrou a Sesso Extraordinaria, e abri a Sessfo
Ordinaria da Assembla Geral Legislativa, no
diaZ de Main de 1833.
Augustos b Digmssimos Senhores Represehtaktes
da Na<;Io.
A Regencia em Nome do Imperador, o Senhor D.
Pedro Segundo, no acto de encerrar a Sessio Ex- *.
traordinaria, e abrir a ultima Sessio ordinaria da se-
guida Legislatura, vos agradece o disvlo verdadeira-
niente patritico, que tendo posto na discusso das me-
didas concorreifes ao melhoramento do meio circulan-
te ; e se lisongea de que tao importante assumpto con-
tinuar a merecer-vos particular cuidado, at qua a
Naci obstenha cfficaz remedio aos males provenientes
da viciosa circulacao monetaria.
Augustos e Dignissimos Senhores Representantes da
Naci, be forcoso, que a Regencia mage o seu, e o .
-o eoraco com a recordacio dolorosa da grandissi-
ma perda, que wnVau o Brazil no dia 16 de,Janeiro
deste anoo. Hum dos ornamantos, e penhoresdo Thro
/
f
*~*
m


(466)

Constitucional Bi azleiro, n Senhora Princeza D.
Paula Mariana, 'o ... pj K supremo Arbitro
s Imperios chamada habitadlo dos Justos, leixai
i rnais pngeme saudade. < a sA consolacO religio-
dt .^sfar gosando o premio /le gua innocencia, c vir>
les.
1% As relaces de amizade, e boa inteligencia entre o
Imperio, eos Estados d 'ambos os Mundos, conservo-
se inalteradas. A Prnssia, e a Saxonia j respondern
s oommun ciees, que Ibes foro feitas da exaltaco
do Senbor J). Pedro Secundo ao Trono, mostrando
viiro interesse pela Augusta Pessoa do Joven Monar-
rha, e prosperidad o do Imperio.
Acha-se restabelecida a tranquillidade as Provin-
cias do Cear, c Maranho; mas noassimnosconfins
fia de Pernambueo, e Alagas. Dimeil tem sido por
h k> a essa revolta por circunstancias locaes, e a falta
iimciente tropa regular a despeito de avultada des-
pe dos Cofres pblicos, eos dosesforcosempreados,
o* qunes continan a ser applicados, e a final consegui-
rlo o desejado xito. A Comarca do Rio Negro, no
Para, por meio de hnm movimento sedicioso, decla-
rou-se Provincia, Romeando Presidente, e Comman-
te das Armas l'oi bastante porm huma Barca arma-
da, que se apresentou no lugar da barra, pira redu-
cir :>s cousas ao antgo estado. Em Matto Grosso cin-
ta soldados dos destacamentos da frontira amoti-
nro-se, mas entrrSo fcilmente nos seus deveres :
julgou-se com tudo conveniente dissolver o resto da Le-
gio d'aquella Provincia. Finalmente, o genio da dis-
cordia pode exercer sua influencia na Capital de Mi-
tas Cernes, onde tambem huma sedico apparecida na
nott de 28 de Marco, em ausencia do Presidente, co-
guio priva-lo do exercicio do seu em prego naquella
( idttde : em todas as outras partes da Provincia lein-se
manifestado com enthusiasmo (iecedida de.-approvaco a
fesse acto illegal; e segundo partid pames recentemente
chegadas, espera-se que em breve a ordena esteja all
ci mpletamente restabelecida, vista do bom sonso, e
bio do sizudo Povo Mineiro. e da sua provada dero-
c/i causa da legalidade.
Ov Ministros, e Secretarios d'Estado vos daro cir-
meiada eonta do estado dos differentes ramos da
istraco, e sollicilaro de vfa as providencias re-
clamadas pelas necessidades publicas.
justos, e Dignissimos Senhores Representantes
Pi rao, a Regencia, em \orne do Imperador, o Se-
nil ). Pedro Segundo, esperando do emprego das
fossas reconhecidas luzes, e patriotismo o feliz resul-
i tranquillidade. e prosperidade geral, vos as-
Segui em to importante trela a sua Sanca, e leal
c0< (faci : da unio dos generosos esforcos dos esco-
lhiiioN da Naco he
(pie pode provir a felicidade della.
sar servs homens, cujos nomos
hostilidades contra a Cauza abraca I. p>
que perteneeis Quaesquer que 1 pre os,
com que y os enganassem, as armas
fiadas para a defza da Conslituico, e do I areno do
nosso Joven Imperador ; e o crime, com que vos man-
chaos he hum enorme attentado contra esses objec-
tos santos da veneraco, e respeito- dos Brazileiros.
A Regencia, que governa em Nom. do mesmo Impe-
rador, assim o tem declarado, que esperars pois?.
Que espirito vertiginoso vos detem \oai nossos
bracos, Cantaradas, confiai no vosso nntigo Chefe.
Vede que se resists esta ultima appelaclo, que se
faz vossa razan, seris responsaveis perante essa mes-
ma Patria, perante o Brasil inteire, dos males, que
vo ser o deploravel resultado, desla lula Jo irmos
contra irmos. Ah nao hesitis o sculo da paz,
o amor fraternal, vos espero de hum lado do mitro
s tendes a vossa ruina, e espada iiu xoravel da Justi-
ca : a escolha nao pode ser duvidos i. Viva a DO
Santa Regio, viva a Naco lirasilei ;. viva a Consli-
tuico, viva S. M. o Imperador o .Senbor 1). Pedro
II, viva a Assembla Geral Legisl Li viva a Re-
gencia Permanente, viva o Exm. Prndenle desla
Provincia o Dezenihargador Manoel na. io de Mello
e Souza.Jos Alara Pinto Peix .. Con an-
te da Forea contra os sediciosos.
Ouro-Prclanos 1 A Justica fnei I exi y que
se em pregue a forea publica para resl go-
verno legitimo nessa Capital, ondea fai liberleei
da ousou derriba-lo : a nccessidadi imbater os
sediciosos utorisa medidas de rigor, diri-
gem aos autores de mal tao grave. ai tranquillos
em vossas casas; vossas vidas e propriedades sern r.
Idiosamente respeiladas : eu vos juro poi esta Patria
querida, que hum punhatlo de desod* iros tem enfue-
tado e o'endido. Os ohectos de Tossa culta politi-
co: a Conslituico, as Lei., e o Trono do Senhor )
Pedro II, vo ser salvos : elles s armio os bracos tfc
vossoa bravos irmos, quefbnho a honra de corama-
dar. rug de tomar parte em hum crime que l
com rasao magoado os coracnes dos brofos Mineiroj
nao consintis que continu por maii t'empo na Capi-
tal da Provincia hum estado de cousas Ido contrario
vossos juramentos ; to oppotos a vossa prosiM i idade.
Quaesquer que sej os pretetts dos sediciosos, ell
nao podem nunca justificar o attentado. de que se -
zeio reos : oulros sao os meios, outras as vas, eom
eme a Constituico e Lei do Imperio mando proi
rar o reparo de injusticas verdiideiras ou pretendida
Ouro-Pretanos, mostrat-vos pviros, i de hum
contagio, (que nSo o duvideis) -meaca de tnleira di
solueo vossa patria ; nao queirnes, a \o-- i, ser
vir huma faeco sempre hostil as inst a es livres,
que tantos bens vos promettem, e de que a goi tes em
parte. A Lei nao pune Cidadaos pacficos, ou n
Iludidos commettrdo erros : ella i m| r
contra verdadeiros criminosos. Ouro-Pl i-
xai qi* opere a forea Nacional para chamar seus de-
veres os sediciosos ; esta i seguros em habilaci-
es, e se nao podis aiudar vossos irmos ni seu san-
to cmppnho, nao engrosseis ao menos as fil^iras da
dico; de outra sorte vos seris tamben, i
perante a patria, peante o tfrasil. pelos males, que
seguir^m desla lula fratereida : e a espada da Justica
IvrsrrV upar. Po hesitis na escoUia, aj>ra
Os : a causa he tambem vossa. Viva a i
sa Sania Religio, viva a Naco J'rasilcii.r. viva u
Conslituico, viva S. M. o Imperador o Sur. 1). Pe-
dro l, viva a Regencia Permanente, vivaoKvii:
Est fechada a Sesso extraordinaria, o aberta aSes-
sio o i linaria.
aetco de Limar SilvaJosda Costa Can-
valhuJoiio Braulio Moniz.
MINAS GE* AES.
Proel naco do Marrchal Pinto Pcixuto ao Re-
betdes.
\ tvnADAs! No momento, em que se va empre-
sa r a forea Nacional para vingaiJas Leis, que 1-
fcdidos tendes violado, he ainda lempo de abracar
?Msos irmos, he ainda lempo de reparar n>ssa falta
a Patria que vos lamenta, nao vos regeita ainda. Ah!
nao per nilais \('>s que se df trame o singue Minen
nao qm raes onstinados abrir o apio da guerra (i-
^ileml ima Provincia, al aqu i*enta denlo grande
ea'amid.de! Vede que s( o eego instrumento de
bilma fa< co, que vos deshouri; ., M.m o pen- ( Presidente desla Provincia o Dczeniba gador Mnocl
*


(467)
, i
Ignacio de Afollo e Souza. Joze Mara. Pinto Pei-
-ru, Coain andante das Forcas contra os sediciosos.
Jiespostn duda pelo Mareehal Pt. ao Cor* Ribas.
Illm. bi. Manoel Alves de Toledo Ribas.
Rb i bi a de V. S/ de 20 do correte, e o lel-a
'I es. ;.mh. i-o, powi prsuadia-mc ( como se tinha
oerswad^ooSr. Presidente quando confiou-lhe o Co-
ma ado da forra dessa Capital) que y. S/ nao eslava
da accao desorgauisadora, e anarchica,
/nenie tem reduzldo os pacficos Cidados
, estado de terrorismo, que inspira huma tropa
cuiivada deliberante, e executora dos delirios do
huma populan, descomedida-, porm infelizmente on-
Gane.-mc, e \ S/ longe de obedecer asrdeos das au-
ihoridade., legaes e fi has da Constituicao, declara-se
executor das ordens do poyo e tropa nao posso con-
oefcr como possa V. S/ combinar a obediencia Re-
f^LJPeiA t*"**> Pe,a GoMtilllMo, sendo
oexceutordas delibrame* de huma tropa, a quem
::,C,"n1^ -aoul,e(|ecer-lhe! V. S/IimoLe a
i ti mtter-nic hum sedicioso manifest do chamado poro
- tropa, como para justificar a sua condula, que se tor-
na por i*o mais rrnninosa : em retribuicao remolto-
1 J5 '^'fraacao para ser lida frente dessa (ropa,
a.-lasiada ao absmo pela ambiro de degenerados offi-
caes, que qneeutoi dos seus deveres filio mais de
preswi a hum srdido interesse, do que quelle pon-
duupr, e ponto d honra militar, que earacteri*vo a
nfficialtdade desse Corpo, que tire a honra de comm-
flar : espero que \ S/ aproveitando-se do convite,
que lato aos militares Iludidos, faca ver aos soldados.
(jue elles nao sao seno meros instrumentos, de que se
serve ambiciosos, e que nenhum outro premio podem
tirar seno hum trado saque feilo a irmos.... se a
cobarda, que \ S/ mastra na obediencia faccao, e
desobediencia as authoridades, Ihe derem Ingar, es-
pero, que afcnndo os othos essa gente Iludida, faea
todos os seus csorroi para que a tropa votte a subordi-
nacao. Diz-me V. S/ finalmente para evitar a a-
n ti- li.a, e guerra civil, se torna indispeusavel huma
enlrcvisla, econorencia ntrenos he imsorisoria
essa (rase !
que chama V. S/ anarcha ? Parece-lhe que ella
nda nao existe ? eu Ihe explico : quando hum Coro-
nel Commaudante envestido por authoridade legitima
diz ( como \ ) cumpre-me assegurar a V. E/ que
toda a tcopwe povo desta Capital firmes em sen pcefes-
'". qur leve lujar nesta Capital na noite de 10 do cor-
reate, que incluso envi, &c. a sl (.ilamo e .,...
Ouanto a guerra civil, eu a saberei evitar, e
..((.lados bravos Guardas Nacionaes, que tenhoa
honra de Commandar, sabere.i fazer respetar a Cons-
tituicao, e restabelecer a ordem legal.
Quanto ao convite que V. S.' rae faz, dir-lhe-hei,
que para hir ver o meu companheiro o Sr. Ribas nao
duviduna hir ao Capo, e mais longe; mas hir confe-
renciar rom facciosos, que nao reconheco revestidos se
nao de crines, eu nao conferencio. Se V. S.a quizer
vir como Ihe cumpre aprsenlar-se-me ser.rccebido
como coslumo : ludo o roais seria descer a ifidigfiida-
des, que nao sei pratiear, e que s poderia fazer se a
eoni,-n/l i fosse entre duas Nacoes mas eu son envia-
do pela Regencia em Nome de S. M. I. e C. Jara sub-
metter rebeldes ao jugo das Leis, e nao sei transigir*
eom elles. .Qucluz 2.'$ de Abril de 183,' J
MINISTERIO no IMPERIO.
fU.- e Ex." Sr. A Cmara Municipal da Villa
de S. JoSo d'El-Bei anab de receber com sur presa
. Oficio de V. Ex/ de 19 do corrente mez, em o qual
V. Ex.* se nao digno u mm ao menos levemente res-
pender ao objecto princinal do sen Officio, em q<>
clamava a conservarlo do actual Presidente o Desem-
largador Manoel Ignacio de Mello e Souza.
A Cmara se lisongea de haver preenchido os seus
deyeres, e concorrido de algum* sfyte para vingar a
Lei to atrozmente violada por infties sediciosos ; e
quando ella esperava ver coadjuvados os seus esforcos
pelo Governo Imperial, observou com profunda magoa,
que o seu comportamento era. tido em menos conside-
radlo 5 e que obrando de acord com as Proclamacoe*
da Regencia, que convidavao os Mineiros todos re-
pellir o atentado commettido na Capital da Provincia,
nem ao menos mereceu receber huma decisao termi-
nante.
A Cmara quando pedio V. Ex.' a conservaco do
actual Presidente s leve em vistas a consolidarn da
ordem publica, e editar o perigo que ameacava i
as nossas Instituicoes se por ventara fosse sanecionado
o precedente da Capital da Provincia: nao he favor
de individuos, que a Cmara se esforca he favor
das Insliluieoes que ella reclama a consideraco do Im-
perial Governo. Se fosse dado poucos individuos
ambiciosos e descontentes' derribar seu grado as Au<
toridades legalinente constituidas, e sunstituil-s por
quem Ihe aprouvesse, apoz do Presidente hino fea-
hindo as outras Auctoridades, al que por seu turneo
mesmo Governo Impi^rial cederia ao impeto dossedi-
cioso< ; e enlo a anarchia mais deleslavel viril oceu-
par o lugar das Leis, e da ordem publica.
Quando o Governo lonjje do tneatro da desordem.
nao lem meios para reprimil-a, nem forca para subjli-
gar os desordeiros, forcoso be que ceda, que capitule
com os sediciosos ; mas quando o Governo tem por si
a loica publica, a opinio Nacional, a Lei em fim.
condescender com os desordeiros he animal-os para n
vos, e mais alrozes crimes.
Nao duvida a Cmara que entre os sediciosos d Ou-
ro Prelo muiles sejo Iludidos, e a maior parte arras-
trados p exislem os sedurlore-, os caberas da sedico ? Por ven-
tura o povo e tropa, que se reuni no Ouro Prelo,
nao teve directores, que para ali o arraslraro, que o
seduzirao mesmo com promessas? .Nao se vio como a-
penas ef'ectuada a revolta os cabecas quizero logo ser
premiados, e recobrar a sua antiga influencia? E ao
menos esses cabecas nao sero merecedores de castigo?
O contagio, que V. Ex.0 deseja que nao lattie en-
tre os Mineiros, s pode conlamina-os pelo funesto
exemplo da impunidade : nem tema V. Ex.a que hu-
ma Provincia, que toda inteira se arma para resistir
aos desordeiros, possa iicilmenle deixar-se arrastrar
por elles : a Provincia tem declarado abertamenie a
sua opinio, e ella nao capitular cornos restaurado-
res ; e esta Cmara firme, nos sentimentos, que tantas
ve/.es tem manifestado perante o Imperial Governo, de
sustentar a Legalidade, confia que V. Ex.* melhor in-
formado das inlences de todos os Mineiros amantes da
Ordem, coadjuvar com oportunas providencias o seu
inleiro restabelecimento ; e anuir aos votos de toda a
Provincia conservando o Presidente deposto at que a
sua auctoridadetsea roconhecida pelos sediciosos, dis-
persos, e punidos os cabecas, e a paz publica consoli-
dada na Provincia.
Dos Guarde a V. Ex/ muilos anuos. Villa de S
Too d'F,l-Hei em Sesso cxlraordinaria de 27 de Abril
de 1833. Iil.n' e Ex."* Sr. Nicolao Pereira*de Cam-
pos \ erguiro, Ministro e Secretario d'Bstado do Ne-
gocios do Imperio. Martiniano Severo de Barios
Francisco Antonio da Costa Jos Joaquim de Sa*ta
Anua Antonio Fernandes Moreira Jos AKibia-
des Carneiro.
a*-*
%
I


>
(463)

..>
Extracto d hum Ofici d Manchal Joze Mara
Pinto Peixoto ao Goi'erno, datado de 4 de Maio
rt* 1833.
A7 escrevi V. Ex. pelo'Tenente Mdagies, e
;mitt enfo a minba opniao, a qual cada vez
se confirma, e reitero, direndo que qualquer
Mam, que se d de retrogradacio do expendido na
Prrx taroaco de 3 de Abril, he o da da declarado da
guerra civil, em que islo se fizer. A indignaco da
incia contra os facciosos de Ouro Preto excede as
spr>sses das Municipalidades ; e se qualquer allera-
eic i.ouver, sacrifica-se o Governo central, e a Pro-
Vina nadara em sangue.As forcas delles nao ex-
eed n 350, se tantos forem, muitos sao meninos.
A ne ja os persegu:. Pela Piranga nada entra :
o pela forca de Matto dentro para por o cerco no
fnfii onado ; e pelos de Sabara para oceuparem a Ca-
cheara i logo que. cheguem hirei para o Capo.
R metto V. Ex., e rogo-lhe que me reenvi, a
Carta de Manoel Soares, qual respond mui lac-
nicamente, dizendo-lhe que as minhns Iiistrccoes
constnv* do Decreto da minha nomeaco, que man-
dei por copia, e da Proclamaco da Regencia, datada
de 3 de Aoril passado. Tenho assegurado disto mes-
mo ao Exercito. Tive parte omcial do Ponto de San-
ta Rita, e sei que chegando ali huma forca de 12 ho-
men. cavallo, com 40 pedestres, s 6 horas da ma-
ah, com man dada pelo Tenerife Mascarenfias (chefe
da sed cao na Capital) este mandou faser fogo sobre os
ossos, e felizmente nrnhum foi ferido : o Comman-
dante Lino Joze da Cunha Commandante dos Guar-
das Nacionaes deste Municipio, repostou, ecahiolo-
> mortalmente ferido o tal Mascarenhas, e mais 2
delles foro feridos ; immediatamenlc batero pal-
e dejwzerao as armas. O Capito curou-os,
deu-lhes de eomer, lomou-lhes os armas, e mandn-
os que voltassem Capital dizer o que lhcs tinha a-
oniecido, mandou o OfBrial em huma rede. A chc-
f ada do Chefe da revoluco ferido Gapital, foi hum
estupor para os sediciosos, que inmediatamente man-
darlo o Juiz de Paz proclamante fallar-me, este en-
controo-me no Ouro Branco, onde me arengou, tra-
/.endo-me huma credencial de Manoel Soares, em
orne do Povoe Tropa, a qual nao quiz 1er antes que
me responderse se os sediciosos eslavo promptos obe-
decer a Regencia : disse-me, que nao, e que me que-
riio para seu Presidente. Resnondi-lhe que as rai-
nhas Instrucces manda vio collocar na Prezidencia
Manoel Ignacio, o que nao cedia se nao vista da
absoluta obediencia ao legitimo Presidente, e Re-
gencia. Foi-se; e a Guarda Nacional deu ento es-
pontneamente Vivas Regencia, e os mais vivas Na-
cionaes.
Hontemtive noticia de Sabara, donde parti o Co-
ronel Jacinto com huma forca de 375 homens sobre
a Cachoeira do Campo, e la deixou cen, que querem
vir ; deixou a Villa guarnecida com cem homens, de-
via oceupar Ifmtem a embocadura da estrada meia
legoa da Capital. O Jacinto Percha dos Reis desa-
parece u, tendo anteriormente vendido os trastes.
Se, como espero, chegarem seus pontos Antonio
Coturno, que me dizein estar em marcha, que he de
12 legoas, e Felippe Commandante das Divisdes, que
deve occupal-o em 4 dias contar de hoje, posso as-
segurar Vv. Exs. que em 8 dias estara entregues
ao iuge da Lei os sediciosos.
N Ouro Preto comraetlem-se cada vez mais exces-
os: o Sanches Thcohaldo tem lirado devassas as
pracas publicas, fazem-se insultos amilas, viola-se
o as y Ib, d buscas as casas toda a hora, e a Sol-
pa '"sea, aproveitando-s da licenciosidades commet-
tem excessos, que a modestia manda calar, e isto tem
me constado por alguns foragidos, e por cartas que
aqu vem ter a particulares.
%%%%- %-% v
PERNAMRUCO.
Quartelda Legio 25 de Mato de 1833.
Oruem do Da.
OSnr. Coronel Chefe da Legiao determina ne
entre aman lia de dia a Praca o Snr. Cap So SH-
veira \ o Batalho da Boa-vir^a dar as Guardas do
Bairro de Santo Antonio, e as Companhias do Reci-
fe as dalli.
S. S. o Shr. Coronel nao pod deixar de dirigir os
seus agradecimentos e louvores aos Snrs. Cominandan-
tes, Officiaes, Officiaes Inferiores, c Guardas Nci-
rtaes dos Batalhoens de Santo nton:o, e Recife pek
assiduidade com que se tem preslado ao servico, no
que exuberantemente mostro quanto se interesso pe-
lo bem, e tranquilidade da Patria. Pelo contraria
he com o maior scntimenlo que o mesmo Snr. Coronel
tem visto as reitaradas faltas cometidas pelo Batalho
da Rea-vista, nao dando jamis a gente pedida pera a
guarnieo ; o que cerlamente nao s** devoria esperar
deste brioso Corpo. Conhfccndo porem o Snr. Co-
rme! os sentimenlos Patriticos de que sao animados
todos os individuos delle, fica na esperanca de ifde
nao seao precisas novas admoestaces para que se
prestem com a milhor vonlade ao servico, b?m co-
mo o fazem os seus camaradas de Santo Antonio e Re
cife dezempenhando d'est'arte os deveres de venia-
deiros Guardas Nacionaes.
francisco Joze da Costa. Mnjor da Lcgio.
wmujm-
ALanxa Paquete N. S. da Pe/da, de que he
Mestre Joaquini de Jezus e Silva, sabe para a Ba-
bia no dia 4 de Julho prximo vindouro.
^%* -%%^%* *
Para a Balda.
ALanxa Paquete N. S. da Pettha, Mestre Joa-
quim de Jezus e Silva, pertende sabir no dia 4
de Junho p. futuro : quem na mesma quizer carregar
oa hir de passagem dirija-se ao dito Meslre, ou a ra
do Collegio D. 10, 2." andar.
* V* v %%*
ROzas & Braga fazem leilo de fazendas limpal,
a va riadas; por conta de quem pertencerem, no
dia Quinta feira 30 do corrente, pelas 11 horas da
manlia, na casa da sua rezidencia, no largo do Corpo
Santo n.# 5.
furto
WfO dia 28 de Maio do corrente anno destparec90
1^1 da salla do 1/ andar da casa em qne mora o Com-
mandatc da Praca um colete de viludo rxo novo,
urna carniza tambem nova com 3 butoens de mar de
pellas e dois pares de butoens de ouro cortados, um
pente d| balcia aberto, (quebrado em sima) e um len-r
co de j>escoco tendo a camisa na berlura a marca se-
guinte I. I. R. : quem do dilo roubo der noticia ser
generokamente recompencado.
* %%%%%? *%^
flbi^os rarticularpJ
(RF.cisA-se de urna mulher para ama de urna casa,
a qual saiba cosinhar, e engomar, e que d fiador
a sua conducta, e prefere-se sendo prela ? na ra do-
Collegio armazem D. 13.
Fmhjt. jv* Tvp. do Djro. 1833.
. 7.
-?


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