Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01993


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Full Text

ASNO DE 18.33. SEXTA FEIHA 24 DE MAIO. 'NUMERO 114-
">scrcve-se mentalmente a 640 reis, adiantados, na Tipografa
<< l),nrm. pateo da Matri de S. Antonio sobrado da portalarra
onrte *e rere n'in cnrr^n.nxd.np;^ ______ .
e recetan correspondencias, c anuncios; estes imirem-se
gran-, sendo rio. propnos signante tmente e vindo assi.-ruados.
Tudo agora depende dp nos mesmos, da nossa prudencia,
deracao, e energa: continuemos como principiamos mtcbn
apontados com admiracao entre as X.-.coc niais cultas.
Proclama-o da Attcmblr* Qerut do Brazil.
%mp%tm tm pttnamnxw por 5o?e Ocotmo De abreu*
>S1^B#8M
DAS da SEMANA.
6.--.S. ^/ra. Jt.. da F., A. do O da C. i\o 3. dos F.
dem., edoJ.deF. del. Pr. asbh. e30m. data.
Sab S. Greg ,ro- Rl." de m., c Aud. do V. G.eI
del. Pr. as9h. c 18 min. da m.
Dom.-Pa.c/oa do Espirito Santo-Pr. as 10 h. e C
da ni.
min.
H\UUHHMWVHIHMIHH tninitmv.HitVKliH
_______RELATQRIQ.
II *venj>o ja exposto, ao publico em os bolilins, que
MMuccssivamenle publicamos, a marcha, o progres.
so, easmudancas, que soffrera a molestia verdadei-
:'- terrivel do faltescido benemrito Snr. Teni n-
ronel Jozc Francisco A a y. de Pinho Carapeba,
i no he concluir o quadro desagradavel de lo
tormidvel infermidade.
o dia 1S prineipiou o doente a sffrer gran-
de modifcaedes no seu mal, e todos ossvinplomas.se
rao: o pulso ronservou-sc frequente^ a;, fa-
id< i intellecruaes profundamente aneciadas, pe-
em alguns curios momcnlos pareciao em sua natu-
ral infegrrdade; a sensibilidade geral deminuio no-
Imonle, e o habito exterior indicava o oslado di-
lodo mal. Entfe linio a ferida conservava-?e
sofrivel aspecto, c a supnuracao com;) anteceden-
c plida; face hvpocratica: ventre depremido5 tho-
rax elevado. As feridas, anterior c jwsterior dene-
gridas, eontendo puz ensanguentado. O fmur frac-wW^
turado, a exlremidade superior da porcao inferior of-
ferecia algumas pequeas ponas, e principio de ne-
crose: a porcao superior, deixou destacar com facili-
dade o pequeo trocnter ; do lado posterior' do
grande trocnter exlraio-se, sem cusi, outra porcao
mui grande deosso; a* face externa e a exlremidade
superior deste trocnter cstavo destNffduA.com de-
sigualdades ; a origem do eolio do emUr eslava esfol-
liada; o ligamento capsular inflammado, mas o inter-
arficular no estado normal; o rebordo da cavidade
coiiloideca levemente destruida fuma pequea caria):
o interior da arlieulacao continba una scrosidade pu-
rulenta Na parle superior, e inferior das feridas
I havio dous focos purulentos denegridos. Aqu se
ermintl o exame cadavrico que sooejamente explica
a causa da morte. contra a cjual nao era mais possivel
opr obstculos: Recife 22 'de Maio 1833.
Di: Mavignier.
* Pereira Teireira.
ippuracao como anlecedcn-
; parceendo com luco maisevideule a lezo e
do grande trocnter. Do dia 19a2dhuma
'1 diarrhea succedeu ; rebelda do ventre, c
v' !r-.e aos o u tros srmptoinas, que tomaro
bu teter de gravidade summaroente assustador',
feudo isto c estado de consideravcl meteoris-
mo de lodo o ventre. Hum grande abatimento do
toi ;;ue-sc a este estado mrbido, c apesar i\o
ventre ter deminuido de rolume e de elevaco, non
diarrhea perdeu sua copiosidade c violen-
te periodo j o eslado do docnle pareca
mortal: a ferida lornou-seplida, e insensivel; o
ventre bixo, mas impassivel: o pulso pequeo, c
mu delgado; a face decomposla, e hyppocralica5
ibilidade quasi anihilada ; a respiracao sem fbr-
ca, mas algum tanto accelerada; finalmente o aspecto
i pintado em todo oseucorpo: assim existi
lodo o da 21, e assim conlinuou o enfetrao tl as 5
horas do da 22, momento em que, perdend o re8.
torcas, que ainda o animavo, augmeltando-
u-ih. a anciedade, perdndo a luz dos olhos, eo co-
ra< ando de palpitar, exalou o ultimo suspiro
.ihd mstanle!
No mesmo dia s 11 horas procedeo-se a abartum
do cadver j e ahi o Snr. Doutor Mavignier ajudado
peloSnrs. Comes, Teixeira, Faria, e muitos amigo'
- ri capitulando previamente toda a historia
dade verifijou, como se havia establecido,
Vccroscopia.
Ca^er extremamente d uearnado,' 2 cor rerami
RIO nE JANEIRO.
Cmara das Denotados.
Relatorio do F,x.mo Ministro da Fazcnda, apre-
. sentado no segundo dia da ses So extiaordinania,
lif por mais de hum titulo digno da consideracao pu-
hliea : mas uo sendo possivel dar hum extracto de tu-
do quanlo nelle se eontem de interessante, julgamos
nao poder dispensarmo nos de o fa/.er quanlo antes,
daquelta parte que dia respeito ao modo por mw S
Fx.' entende dever ser considerada a materia que motivo convocaco da Assemblea fl;rd! extraordina-
riamente. S. Ex.a nao julgou conveniente de submet-
tor Assemblea Geral huma proposico do Poder Fate-
cutivo, segundo as formulas prescritas pela Constitu-
cao : contentando-so de transmitlir informacoens, He
insina o vol do Poder Excculivo'pela maneira -
guinte.
Cnmpre-me agora fallar-vos dos meios, que se ol-
ferecem como mais recomendaveis para operar o me*
ihoramento da nossa circulaco monetaria.
A Commisso, que meneionei, tratando da moe-
da de cobre, decidi-se pela substituiclo desta por hum
papel moetla resgatavel dentro de presos, e circunstan-
cias determinadas!: eondicoens estas, a que deve tam-
bera sugeitar-se o/papel, que actualmente circula. Es-
te meio se afliflura na opinio commum ser o n
promplo, efficar. e menos dispendioso para cortar de
hum golpe os majes provenientes da circulaco da .
'da de cobre. Entretanto elle lem contra si as segu
tea obieecoens : J." O papel necessario pa fazer-
1. 1 >. t,________r.K_:...i_ .
mencionada tubstituicSo quanlo mesmo fihricad.o seja
dentro do Imperk exigir p nos eis m< es
ra ler nroraptinWlo, e distribuido pelas Provine!)
oatanto te
r jyrorupi
c tal v

se efle : '


(458)
tulcto; o'que pode dar lugar a huma forte introduc-
en o de cobre falso, que necessariamente ser attrahido
pelo incentivo da mesma substituico : 2.* Suppondo
sor le 20,000 contos a soinma em moeda de cobre que
lera de ser substituida por papel, deixando o resto pa-
uso dos trocos, a massa de cobre, que por osla
man -ira tem de por-se em movimento sobe a mais de
**U> mil arrobas ; peso este equivalente carga de 80
erabarcacoens de eabofagem do porte medio de seis mil
i r< )as ou de 60 mil bestas do porte de 8 arrobas ;
que j d.i huma idea bem sensivel da morosidade,
e de^pesa* iniciaos da operaco : 3.* Huma vez Coila
simibaute substituicao, resla anda o grave ineonve-
nieis'c das oscillacocns de valor, que devem neeessa-
ian jnte aeompanhar bum papel nao realisavel ven-
tada co possuidor, conservando-se assim em flucliiac&o
11 tunas particulares, c a renda publica 4.a Leva-
a eflito a amorlisacao las Votas doextincto Ban-
cargo do. Governo, na forma j decretada, isto
raso de 5 por"',, ; e fa/.endo-se extensiva esta a-
saco ;is sedulas da Bahia', e ao novo papel pro-
ule da substituicao do cobre, ter-se-ha humades-
i' innnal, que addiocionada ao cusi da nossa divi-
inlerna, e externa, (nao oumpreliendondo o Em-
prestimo^o^gue^) pela/, huma somma i'', i como? o que dar uascimento a bum dficit
arirual de 2, a 3 mil coritos, na siippo'sico mesmo de
ttevar-sc a nossa renda publica a 15,000 contos.
Outro. meio se aprsenla, o qual, ao que me pa-
reo-, coilduz indirectamente a bum resultado mais sa-
tis torio, e que nada cusa a Nace : e rom quanto
elle nao soja bem acceilo na opinin de alguns, nao
le) por isso de ser vantajosamente adapta vel a liuim
nistraco, que busca dirtgir-se pela combinaco
i principios da Sciencia Econmica.
0 primeiro remedio a dar ao meio circulante lie
n auvida subordinal-o desde j a \mmpodran lesal
'lores, o qual sirva ao (invern de escala iiiva-
para regularas stias tranzaccoens; ao Cor po Le-
al vo para fixar as despesas publicas ; e ao Com-
o para segurar os .eus contractos. Este padro
estar em harmona eom os actuaos encargos do
-no, e com as tranzaccoens morcantis (\o dia.
Convmi depois acreditar o papel circuanle eHabele-
hum lando especial de amorlisacao ; e fixar bu-
lla l>rma de pagamentos as Estacoens de Fasenda,
desviando destes gradualmente a actual moeda de co-
bre, at que ella entre no seu verdadeiro officio__o
fif trocos.
Eis, Senhores, a que se redusem as operacoens
do meio, de que vos fallo. Esta idea nao be para vos
nov ; ella tem apparecido por vezes as vossas diseu*
icoens sobre tal assumpto; e o Governo na Sesso de
t, vos apresen tou ja huma Pro posta, para a peor-
icao do syslema monetario, tendo em vista o mes-
mo fim, e parlindo quasi dos mesmos principios, le
poi> iproveitando-me das luz.es, que a voaa sabedoria
te* derramado sobre a materia, que eu me aventuro
a dicar-vos anuclles arbitrios, que me parece con-
ducentes para levar a effeito similhanle idea, como
dse] ido xito : laes sao os seguinles : 1. Tomar para
o legal de valores a nossa Jooeda de ouro de
i )0 computada no valor de 10-^00 ; donde re-
a fixar-se o cambio /ior para o&dinheiros sterli-
! 43a ', eadmitlir o curso lejal de quaesquer
da de ouroe de piala, assim moionaes comoes-
trangMra* debaixo de valores fixaflitf pelo Governo
ido, i ii quanl i
. lisa o nosso syslema aiooetai p of-
!< i amortisaro das V ,1(;lo
eo) Gxada p>i I<-i na raso de por cento, toi>
/
nando esta mesma amorlisacao extensiva s sedulas da
Bahia; e tirar anhualmente da circu anota e
sdalas de menores valores: 3. Det< rminar que os
impostas jio acto da importaco, e expoi la cao sejo pa-
gos integralmente em papel, a saber, Mol .tinc-
to Banco, ou sedulas da Babia as resp tiyjs Provin-
cias; ou metaos preciosos na razio do padro estafo
lecido : e smente nesta ultima especie as Provincias,
em que nao gira o papel: 4." Admitir por ora a moe-
da de cobre no pagamento dos mitro- npostOS na ra-
zo de t$280 rs. por libra.: 5. Au ai o Govfr-
no para regular o pagamento aos fuoe i< narios pbli-
cos quanio especie de moeda, na forma qu< permil-
tirem as rendas arrecadadas : e outro sino para reor-
ganisar a (-asa da Moeda na Corte (nica que deve ex-
istir no imperio) da maneira que julgar mais conve-
niente, ennh imlo-se ahi entre tanto rnente moedas
de ouro de quatro oitavas, isto be, as de 6$4O0 rs. ,
snm que se imprima nellas o valor nominal correspon-
dente : G." Acabar desde j com o imposto de. 5 por
cont sobre a mineraco nacional
Nao temis, Senhores, que a fixaco de novo pa-
dro monetario importe huma alteraco na moeda le-
g.il, efTectando por esta maneira os contratos os me-
taes preciosos, que tal padro se rcfi I tem pre-
sentemente curso livre no mercado, por conseguale
nenhuma relaca eom as transaccoens de I
contrario a alterico do ant'go padrp monetai osera
lano mais :,.islfoavel, quanto ella mais li nr
do oslado prsenle das cousas. Tin pouco ic-
cear que falle^o os meties preciosos para os ti-
tos exigidos n"-ii especie : o cominercio, a quem isto
inferessa, os fnr promplamentc apjiai m quanti-
dade sulTie'enfe. Bani larbem de vossa imaginaco
qualquer escrpulo a cerca da desmon (iva* gradual
(la moeda de robre ; pois que injustica serie, e mesmo
bum procedimento absurdo que o Governo | aos
particulares, como moeda, aquillo mesn \ Ibes
tem comprado como mercadora.
Os dois meios indicados sSode nal-iva tal, < 10
a pessoa, que bem se penetrar da effi"i ia, e vaulagens
de bum delles, eertamente excluir o outro. Eu |k>-
r^m com quanto me baja decidido pela eonw >en< ia
do segundo consultando somente a mii. ,. opini O, Bao
duvidoconvir na adopeo de bum |tercero mi .o, que
parlicepando das vantagens capitacs d<- rao a dos
dous apuntados, mais se accorde com a op.....io eom-
mum a tal respeito, cuja forca deve influir poderosa-
mente no bom ou mo xito das medidas, que bajo
de ser tomadas sobre o objeclo em queslo. Eu con-
ciliaria estes meios da maneira seguinte : l I.mitin
do sedulas em troco smenle de 10:0(1 los moeda de cobre (inc'.uzive asactuaes medulas da Babia)
amorlisaveis annnrdmcnte na razao d renda | POdiizi-
da pelos fundos Pblicos, que poss ser comprados
pelo valor desse mesmo cobre desmonetizado : !' efl
tuando similhante troco as Cidades, e. Villas mais
constara veis do Imperio, segundo hum ratero razoa-
vol enf relaco sHa imporlancia commercial \ seep-
to na provincia do Bio de Janeiro: 2. Fixando o
t
uf n
padrof monetario, e admillindo o curso legal dos mc-
tais pr.ciosos da maneira queja expend: e tornando
ao mesmo passo effectiva aamortisaeo da Notas tu
extinto Raneo na razao j decretada: 3." '.si.'< I. -
oendolhma forma de pagamentos as Estaeoens Pq
.blieas, na qual os metis preciosos entreo ao menos
por motad"; o limitando os pagamentos n actual moo
obre ao mximo de 1-^ reis, ale que se oiga
nize o novo svstoma monetario.
Por este'modo conseguir- -h tirar da cireulaco
hunka quantidade de cobre suffioiente para dcVmb
\ -
.



(459)
rara, mercado de moeua tao iraperfeita e in-
deixano mais livpq o raminho entrada
reciosp^ sem que por outra parte a Na-
gravadacom frum accresatmo de despe-
ga proveciente de tal operaco. E obtem-se ao mea-
nio (eiupoA vantagem qapital de, flcar o nosso meio cir-
culante subordinada a Iium pad/uo legal de valores,
cas condicoens determinadas, aloque no fnn dchum
prasoj subido se ache completamente regenerado.
Cumpre-me aqu anunciar-ros, SenJiores, que
5te momento trabalha huma Commisso errada pe-
lo ( rtverno i a reforma do nosso de'eituoso sy>tema de
pezos, e medidas, e con juntamente do systema mone-
tario; cujos trabalhos eu espero apresentar-vos com
'le. le sdepois de reorganizado o sy.Ue-
ma monetario, eachando-se ja domiciliados emo nosso
mercado os metaos preciosos, que poder fcilmente
tnstiituir-se. e vingar entre nos Iium Banco Nacional,
o quil vii., dar a ultima deciso ao melhoramenlo do
B0880 meio circulante, imprimindo-lhe o carcter,
erudito de tes &tabelecjmejitos.
!>e iiov finalmente lemurar-vos, Senhores, que
quaesquor .pu- sejao as medida, que julgardes em
vo*n sabedoria mais acertadas acerca da moeda de co-
bre, estas nao podero soitir todo o seu efeito, se
na combinaco dellas nao entrar, como elemento n-
dispensav I, hum prudente arbitrio dado aoGoverno,
para leva! a exeeiico com aceleridade, circunspcc-
i ido, croe demando a uatureza do objecto,
t o lo,;.- rio das circunstancias : e se por' outra parte
om.sniu G ivernono for convenientemente habilita-
do jpara praver opportimamente, como mfclhor julgar,
sustentadlo do n6ssa crdito externo, (piando este
baja de resentir-se de similhanlc onor.ico.
(Do '/'ampo).
BAHA.
OS boatos, qne ap.trccero sobre a Babia, acabao
wi-confirmados. O Militar, Peridico da-
quella Provincia nos aprezenta o relatorio desses aconr
tecimentos : mas em im os defensores da ordom tri-
unaro. Toca-nos porem lamentara intriga, que aFi
se aumentar : a populado se dividir, e.....Futre
i/o extorco da parte dos Patriotas parasuf-
local-la. Rm rezumo diremos o racao, que faz o iMiKlar dos quairo dias 26, 27, 28, e
29 do paswido em que durou a sublevaeo. Alguns do
Soberano Poyo da S. Felis, e mais prezos de Jus-
tica, que existido na Fortaleza do Mar com designio
de se sutaabirem as penas no da 26 pelas 4 horas da
tarde lora das prizoes ocuparo a batera, explana-
da, e ran pas da mesma Fortaleza, seduzindo, ou sur-
prehendendo o Destacamento, nao obstante a opo/.i-
oo do Commandante o Sur. Capito Carvalhal, que
escapando de ser assassinado por esses traidores,
quem para minorar dos males da pristo consenta an-
darem fura aella, nao escapou de sofre- urna punha-
lada no quarto, e tambem seu Irmo, que estando ali
de risita com sua familia sofreo golpes, e naneadas na
al- -a {fetas desordena, que foro aperfebidas da
embarca* -s sartas no porto, chegando ao eonhec'-
por intermedio do Sur.
emnarcacoes sartas no porto
ment do Ex.-0 Presidente
fnleieleiev da Marinha, de quem o zello, e aclivida-
emprogada no ro>tabeleehnento da orddm, tj
i i U direilo a recomendaro dos verdaderos
delenxi' na J,iherduic pozero toda a Cidade em a-
larma im quauto o susto, e o terror se apoderara
de seu tifeos habitantes, os Militares, os Guaran
Paci* e Permanentes disputando a gloria de me-
rein seu> deveres corrijo wtt postea,
Jtr cu irii-
No dia 27 ao amarillecer os wwurg-.-Mrs iearo, firma-
do com um tiro le peca urna bandeira desconhedda
em lugar da Nacional, a qVial aprezentava trez listas
postas vortitalmente, sewdo a do meio branca, e azul
as dos extremos, e desde ento que gritaro, que qne-
rio fazer a Federaco, quem davo vivas. Mais
tarde fizero fogo de Artilheria para oa Barcos, Tran-
chas, e Canoas,-que* ivinho do Reconeavo para aCida-
de. As 10 horas da manha (de 27) j se achava reu-
nido o Ex."-" Conselho de Governo, fim de se da-
rem as providencias, que um tal cazo exiga, e una
horada tarde resolveo, que fosse atacada a Fortaleza,
fieando os uos, e plano para islo a disposicao do
Ex."* Commandante das Armas. Pecas'de Artilhe-
ria foro collocadas em j>ontos, que dominavo a Fui
taleza, tudo Coi disposto, e pelas 4 horas da mesma
tarde rom peo o fogo contra os insurgidos, que lon;e
de arrearen) a bandeira trelistada, e cedercm de mas
fanticas preteneftes correspondero aos tiros, q
hio de trra com outros tantos. No dia 28, vend-
se os insurgidos atacados por tantos, e diferentes pon-
tos, e athe pela Corveta Regeneraco, ra isto se halda aprestado com a possivel brevulade e
mais embarcaces nem assim nesmo deixaro obstina-
dos de lser um fogo vivissimo para trra, e de con-
servar a bandeira: no meio do combate urna bali. di-
rigida, dizem, qne da Curveta cortou o pao, en> que
se axava ieada a bandeira trelistada, depois das onze
oras apaieceo na Fortaleza do Mar urna bandeira bra-
ca, e logo depois no toco do pao, que linha sido Por-
tado a Bandeira Nocional irasileira, en tao cesson a
combate. No dia 29 depois de romper pelas 11 oros
/lo (lia um fogo vivrssimo novamente, segando a de-
sesperacao dos malvados ponlo de nuererem ene odi-
ar o paiol da Fortaleza, onde existio 4 mil Larris
de plvora, o que sem duvida cauzaria grande des-
truicoem toda aCide. Desacorocoados de suas loe
negras tentativas icarao de novo a bandeira brama? e
ento o Tencnte Francisco Lopes Jequerec foi a For-
taleza, toinou corita della, reuni o resto do Destaca-
mento despeno, colloeou as pecas em seus lugares, e
recoUbo os presos seus respectivos calldboucos. As-
sim termiiiaro-se os acontecimentos daquelles das. e
a Babia de novo se vio salva do furor dos anarcb.ia^
D;z-se, que os Snrs. Barata, e Ajudante Mondiu di
igualmente presos nao tivero parte naquelles acontt -
eimentos, e o primeiro nao obstante seu estado mor-
bozo prestou-se de hom ^rado ao curativo do Com-
mandante e seu Irmo.
VJHIED 4DE.
COR HESPON DENCIA.
Snr. Redactor.
AS familias derrotadas e fora de suas Proprie^ades
alem de sustos e prejuizos cauzados por Domin-
gos Lourenco Torres Galindos, seu filho, seu valtn-
te Brigada, os filhos de Joze Antonio da Silva Vieira
&c. desojando justica igual Ihe rogo a publica-o do
seguinte. Como aquelles bomens vivem em campo as-
sassinando e roubando, parece de raso que S. Es.'
mande que sujis familias abandonem suas prop eda-
des carregando seas bens para onde melhor lhes pare-
cer, athe que se conclua a execuco de seus malvado?
maridos, fi:hos e manos calcando-se em suas.casas
tropas para n. Ihor se acabar de dislruu aquelles coi-
to de los &c. il. I) ita publicaco Ihe Reara assaz agradecido
Hum seu Patricio corrido com .sua familia velo*
malvatfoi.
\
fr
IM !">
^.


(4)50)
ANUNCIOS
1.* numero do Candeia.
SAhio boje o 1.* numero do Candeia. Vendc-se
na Praca da UniSo, na Tipografa do Diario, c
Olinda no Botequim- do Arruda; preco 40 rfcis.
Vy Minha gente assignem a Palmatoria, olhem,
qui ella s faz mal aos Toleiroes, nao se assustcm,
proiejo essa folia, que he interessante. ICO reis
saes pagos adiantados, e o hir assignar na Tipo-
ia da ra das Cruzes n. 5 nao faz mal ningiicm.
i Muro da Penha, por baixo do sobrado ond #
I Major Costa, que se lhe agradecer gener
$Cr* No dia 1$ do corrente das 9 pa
do dia desapareci um mcninojcrilo foi
Martinho de 10 annos, com barniza, .
" dinho azul; quem delle souber, ou tivcr u ar
o favor leva-lo a casa de Miguel Bernardo Quinteiro,
' ra Nova n. 32, que ser recompensado.
'XVfc\%**
CenDag.
IMk negra da Costa bureteira e propria para ou-
! ro qualqucr servico: na ra da Cruz n. 30.
i f" Urna venda no paleo da S. Cruz que faz es-
iguii i para a ra Velha : na mesma.
W* Urna cscrava parda mossa : na ra do Padre
n auno D. 6
". .^- Silva Lisboa, Direito mercantil, Pcreira e
i isa, Dicionarios Jurdicos, Lobo, Nottas a Pas-
hoal, Lobo, segundas linbas ao Processo Civil, Pe-
reirae Sonsa, Processo Civil, dito e dito, Processo
Cmninal, dito Caseos dos dimes. Tratado de Test-
semos por Gouvca Pinto, Appclacoes e agravos, pe-
lo mesmo, Correa Telles, Doutriftas das acedes, dito
Manual de Tabellies, Cornelius Neps, Phadri la-
bule, Selccia Primeira, Arthemetica de Bezout, Se-
(Tsmi ido Strrchaeu, Philosophia, Thesouro de Me-
liuo*, dito de Meninas, Elementos de Civilidade,
Escola de Poltica, Entropio, Gramtica Portugucza
de L t alo, Lances da ventura e Acasos da Desgra*
ca, DiaboCoxo, Cartas de Sylabas, Taboadas, peri-
nas, i..pcl, e os Compendios de Philosophia tinto em
Portugus, como em Lattm : na Praca da Unio N.
'." > 38.
, \ inho fie P. 11. R. quase branco com pou^a
lifefenea do do Porto a 1600 a caada, garrafa 200
res, dito inais tinto garrafa ico reis, dito 14o reis,
cale lib a a 2 0. cha primeira sorte libra a 1C00, a-
' i v caada a 1020, garrafa a 280, esparmaecte
l.l)a a 640, queijos de ptnhaa l 120, papel almaco a-
il aparado a 3520, e dito sem ser aparado : na ven-
ta di -juina do beco do Padre D. 1.
Compra?.
u;
rjl ixorro de filia ou atravessado novo, tuna vi-
yaca para ter miudezas a porta usada, e um
>n i oupa em ponto alto : anuncie.
i00$ reis de cobre nao sendo voador : an-
(tuncie.
fcS* \leia duzia decadeiras em boin uzo : anuncie.
Persa.
MTj 21 do corrcnle desapareceo um menino
l*bn :o, de nome Manoel, e bem conhecido por
> w>m os signaes seguinlcs : picado de sardas,
*JMdf., cheio do eorpo, olhos a/.uaes agateiados,
''" l stanbos, boca grande&c, 14 escrevepou-
'*>, e ta de axero em a loja de faendai na ra
Unai lento, de Luis de Franca daA-us Ferreira,
n """ fora ralo no mesmo dia a arlo,
opat. doCarmo, com ootra ., ,,;.
ooi piao qualqucr pesar que o i
(,,i.(lf'" "aja de participar na >...,!).-
re^delrontedatorredo Livrameutoc u..
" ;.i . tfurtog.
myO dia Quarta feira 22 do corrcnle furlou-*e ele
1^1 sima de una me/a um relogio dalgibcira com
caixa de ouro cobertd, maquina orisonlal, que tra-
balba sobre diamantes, cadeias tambera
  • brado com dois grilboens presos por dois cordoens
    grossos, e passador, ludo noves e acomodi
    actual* o relogio de fabrica 'Inglcza, nal
    soa, a quem for ofTerecldo, ou delle li' r
    rija-sea ra da Cruz n. 5, qui
    trega, ter a gratificado de 10<
    ^f^* A pessoa que lhe for offerc un didal de
    ouro, c um solitario era vado com ue diamante; po-
    de tomar e entregar na ruada Flcrcnlipa n. 214,"
    que ser generosamente recompencado, protestndo-
    se de ni'ia, se querer saber, se nao da entrega dai
    pes as.
    %yvm particulares
    nRciSA-se fallar com o Snr. Ai-.ionio.Tozi l" Lima para negocio do seu interesse, i por
    roga-seao mesmo Snr. ipieira declarar a aRi m
    tt-v" Precisa-se de um fcitor de boa conducta, qai
    soja solteiro: em V. S. d Teico I). 8.
    ^^ Quen anuneiou querer 30$ reis dando p'--
    nhores de ouro, por irez meses dira-se a ra
    Rangol 1). 3.
    K Manoel Pcreira Guimaraens V Companbia
    rogo aos seus credores de no dia 29do las 10 horas da manila so reunirem em seu Eacrlfto
    rio ; visto que no da 22 se nao ajuntou numero puf-
    ncicnte para tratar de negocio de importancia relatr
    siia casa.
    t^* Quem quiser dar 600^ reis apuros
    cenlo com hipoteca em um sitio proprio de UtVoras,
    j>or seis niezes : anuncie.
    aIta, dogentiode Angola, muito nova, estatura
    Umediana, seca do eorpo, olhos grandes o pie!
    roslo redondo com urna sicalriz. no pescoco da parte
    direita, maos e nes pequeos, e costuma negar o i
    me ; fgida em Marco do corrente c se desconfa que
    esteja servindo em alguma parle : ra do Range] D.
    3, que ser gratifirado.
    VO^~ Malinas crilo, bonita figura, 12 a 14 ann< -.
    levou vestido caira e camisa ra iNova casa de Caldercro D. l'<. que ser recom-
    pencado."
    fe^^ Crpriano ei moco, boa estatura cor ver-
    nielba, deptes ah i limados tem urna cicatriz na p
    esquerda, e fall cbelos na nuca por causa de um
    ferro que te vi iiunescoc*, omciaj de pedreiro : o
    Snr. do Engenho ritrib Lourenoo Cavalcanti de Al-
    )iif|uerqi|i>, ou a fallar com Joao Mauricio ('avalcan-
    u da Kocha W lev, Estudanle o 0 na
    terceira easa a direita ua lad.ira rio Varad ra
    sei recompt ncado.
    9MBjf. .Y Tj r. no
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