Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01905


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Full Text


ANNO XXX. N. 98.

SABBADO 29 DE ABRIL
DE*.
Vi
Por 3 meses adiantados 4,000
Pop 3 mezes vencido 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco panto subscriptor-
ENCAREGADOS DA SL'BSCRIPCAO'.
Kecifo, o proprietario M. F. do Faria; Rio 'de Ja-
neiro, oSr. Joo Peraira Martina; Baha, o Sr. P.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Barahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly,.o Sr.
Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranhao,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justinq Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 -d. por. 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
a Lisboa, 93 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aojcs do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras 12 0/0

METAES.
Ouro. Oncas hespanhblas. 285>500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Trata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS OHMIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns ns di>s 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e tricnry, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas (sextas eiras..
Victoria, e Natal, as quintad firas.
PREAMAR DE HUE.
Primeira s 2 horas e. 6 mimlis da manha.
Segunda s 6 horas e 30 minilos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunar'do Commercio, segundas c quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras* sabbados.
Fazenda, tercas e Setlas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
L.* vara do civel, sogundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIKMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu
tos e 48 segundos da tarde.'
13 xua clieia as 4 horas, 26 minutse
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minutos e 48 segundos da manha.'
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
DAS da semana.
24 Segunda. Os Prazeres da SS. V. M. de Dos.
25 Terca. S. Marcos Evangelista ; S. Hermino.
26 Quajta. S, Pedro de Rales b. ; S. Cielo p-
27 Quinta. S. Tertuliano b. ; S- Turibio are.
28 Sexta. S. Vital m.; Ss. Agapio e Aphrodizio.
29 Sabbado. S. Pedro m. ; S. Terlula *.
30 Domingo do Bom Pastor, c 2. depois de
Pascoa; S. Camarina de Sena v.
r
f
>..;

PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA
O presidente da provincia, aulorsado pela* artigo
3." da lei provincial n. 330, de 19 do correle, re-
solte que para regularidade da exlracro das loteras
concedidas pela assemblca legislativa desta provin-
cia, se observe d'ora un dianle o seguidle
REC.ULAME.NTO.
Artigo. 1. Na extracto das loteras concedidas
pala assemblca legislativa desla provincia, se obser-
var o regulamenln geral de 27 de abril de 18M,
cora as seguimos ihodificacfies.
Art. 2. Pata Indas as- referidas loteras haver um
t thesoureiro. quesera de livre Hornearan do presi-
~8nl*da provincia.
Art. 3. O thesoureiro nfio comerar.i a fiinccionnr
sein que previamentelenha prestado na thesdurara
provincial flanea idnea pelos |dinheiros que houve-
rem de parar tro eu poder, percebendo5 \ peloteo
Irabatho.
Art. 4. Organisar orna tabella de todas as lote-
ras concedidas, designando a orden) porque devem
Mr extrahidas, com allencao s datas das concessOes.
e i maior necessidade dos concessionaros ; a qual
epols de approvada pelo presidente da provincia,
' ser* publicada pelos jornaes.
Art. 5. O thesoureiro, se julgar conveniente pro-
por para ser approvada pelo presidente daprovn-
cla, l reforma dos planos ora existentes, e que nao
cstiverem determinados por lei provincial.
Art. 6. O thesoureiro Ser obrigado, no prazo de
(iO das, depois de exlrahida a lotera, a prestar con-
tal a Ihtsouraria provincial, devendo o iuspeclor lo-
ma-las iminediatamealc. ,
Art. 7. Se por qualquer crcnmslancia nao tiver
corrido a lotera no dia annunciado, fica'r otbesou-
reira abrigado depositar logo na casa forte da the-
wbraria provincial todo o dinlieiro que tiver em sen
poder, para have-lo depois que correrem as rodas-.
" Arl. 8. Ficam revogadas as disposicfles cm con-
iracio.
Palacio do governo de Pornambuco.27 de abril de
185.Jos Benlo agCt^/yi^ Figueiredo.
COMHANSO DAS ARMAS.
Qaartal teatral do commando das armas de
ambaco, ns cldade do Reeife, em 28
da abril da 1864.
oBOBf no da k. so.
. Omarechal da campo commandanle das armas,
en execuco do artigo 17 do regulamento que bai-
xou com o decreto n.1089 de 14 do dezembro de
1852, declara quo nesla dala contrahiram novo en-
gajamento precedendo iuspeccaode saude.xismsicos
le primeira classe da dcimo batalhSo delnfantaru
Belmiro Menries dos Sanios, e de lerceira classe For-
tuntb Jos de Sampaio, do4."Ho_artilliaria a p { 62
targanto do mesmo halalhao Jos Antonio de Souza ;
cabo de esquadra' da companhia je de Carvalho f.cssa, que sem uta finalisaram u
i de servijo.
todas astas pracas obrigadas a servir *nn
a- tempo de seis, anuos, percebemlo nlni
belfa que por lei Ibes oompelirem o pre-
I rs., pagos em parles iguaes nos pri-
' meiros dez metes de praca ; e concluido o engaj'.i-
mento urna dala de Ierras de vinte e duas mil c qui-
-bracas quodradas nos icnnos do artigo 2 ta
lei n. 6*8 de 18 de agosto do referido anno de 1852.
so de descrean.incorreu noperdimento dasvau-
premio, e daqoellas a que lem direilopelo
licitada lei;seraoconsidcradas recrutadas,
i-se no lempo do engajamcnlo o de pri-
Hoem aWodedc sentenra, averbando-so oos litlos
respaelirss este descont e a perda das vantagens,
tomo ha xnresso nn^rliguj^ do sunradito rej^ila-
rrmslar .ios officiaes avulsos da guarda nacional resia
denles nesta municipio, e bem assim aos que se acha-
rem reformados e,m virludc de legislarlo provincial,
que, no caso de prelenderem reforma na conformi-
dade da lei n. 602 de 19 de selembro de 1850, deve-
rao apresenlar os seus requerimentos documentados
dentro do prazo de um mez, contado do dia em que
receberem os avisos desse commando superior se-
melhanle respeilo.
a Dos gnarde a Vmc. Palacio do governo de Per-
uambuco 12 de abril de 1854.Jone Benlo da Cunka
e F{gueiredo.Sr. coronel e commandanle superior
interino da guarda nacional do municipio do iiecife.u
Jos Ignacio Soaremb Af acedo,
Major ajudanlraeordens.
EXTEMOR.
*"Q armas, declara igoate^,ec(mlr:,tdo nesla dala para
ervlr por tres annos nu banda de msica do bala-
Ilio n. 10 de infanlatt na qa|idade de msico de
segundaclasse, nos lermth, da imperial resoluto de
27 de novembro, tambemq0 anno de 1852, o paisano
neo de Arauj0i qae perceber alera dos
vencimanlos, aralificajao de meio sold
' P*JVs individuos que assenlam
*nJfiMlasM> exercilo, e o premio de rs.
_____ ais do que Ihe caberia se fosse e ngajado
de eonformidade com o decreto e regulameolo de I i
de dezembro do ji citado anno, de 1852.
Assignado.Jote Fernanda doi Sanio* Pereira.
Conforme.Candido Leal Feneira, ajndante de
orden* encarregado do delalbe.
OBOXM A9SXCIONAI. A DK M. 80.
O marechal de campo commamlanle das armas,
em preiensa das oommunicafes que foram feilas
pela presidencia desla provincia em oflicios de 26 e
27 do eorrenle, faz certo para conhecimenlo da guar-
nico edevido Oeilp^que S. M. o Imperador honve
' por bem, por decreto de 31 de mateo ultimo, trans-
ferir para o commando do nono btallio de infan-
taria ao Sr. coronel commjndante do oitavo da mes*
ma arma Loiz Antonio Favilla, secundo foi declara-
do em aviso do ministerio dos negocios da guerra de
3 do rorrente mez de abril : que por aviso de 4 do
dito mea foi ^rvido determinar que o reverendo ca-
pellao da reparliriln ecclesiaslica da exercilo padre
Antonio de OHveira Antunes, passasse a servir no
balalbao dcimo da mesma arma : e finalmente por
aviso dewtambem de abril, dignou-se de conceder
passagem para o segundo batalb de arlilharia a p
ao Sr. primeiro lenle quartel-mestre do quarlo ba-
talliao da mesma arma, Caetano da Slv/i Paranhos.
Assignado.Jos Fernando do* .Santo* Pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordena encarregado do delalbe. ,
___1 da commamdo superior Interino da uar-
aaclooal do muaJciplo do Recita 19 de
OBSCsS SO DIA N.- 68.
. Sr. coronel e commamlanle superior inle-
rnu, manda publicar para coiiliecimento dos senho-
rci olilciaes avulsos da guard nacional residentes
nele municipio, e bem assim dos que se acharem re-
formados em virtude de legislaco provincial, o offi-
cio aliaixo transcripto deS. Exc.o Sr. presidente da
X datado de 12 do correte, aflm de que te-
nhamjjte sciencia.
RoSwnmendo Vmc. que, nos termos do artigo
85 das inslrues-ies de 25 de oulubro de 1850, fuga
PORTUGAL.
Cmara dos Dgaos Faros.
SetfSo de\:> de ferereiro.
ORDEM DO DIA.
Continua a discui*So do profecto de t aposta
ao dif curso da cora.
(Eulrou o Sr. ministro da fazenda.)
O Sr. Ministro do Reino.Ao terminar a sessSo
de bontem diegava cu a um assumplo grave, tai-
vez o niais importante da discusso, que nos oceupa,
e de que tciiho de fazer-me cargo. Oeste objeclo
haviam fallado alguns dignos pares, que hostilisam a
admiuislracAo actual, mas nao se delivcram nelle ;
c imasi incidental mente apie-euUram a sua opiniao
adversa, prometiendo um delles mais delido e\a-
me na discussSo da resposta ao oKcurso da coroa.
Esle objeclo he a questao sobre o real padroado
da India.
O 'digno par, a quem eu me oceupava de res-
ponder defendendo o ministerio das suas violentas
argirs, censurou com acrrima dureza o proce-
il i me ri lo do governo a respeilo desla questao, que
j linlia sido' meneionada por occasiAo de tralar-se
do cumprimenlo das estipulaces entre o digno par
e o ministro da Santa Se, de que bontem largamente
me oceupci. '; -
Entao o digno par, com o excessivo desabrimcolo
que emprega as suas aceusares, deelarou o minis-
terio altamente culpado da perda do tempo, que
liavia decorrido desde que S. Exc. concluir o con-
venio, ou os ajustes que- foram presentes as corteg
de 1819. Onando em urna das sessoes \ -asadas se
delevo ern loogas ponderar;oes sVire as funestas con-
sequencias que rcsullavam do sllpposto deleixo, ou
do reprcliensivel syslemado ministerio cm procras-
tinar a lermiiianln do negocio do padroado, o di-
guo par se* apresentou a si mesmo, nao direi que
immodcslameule, como um negociador hbil, rpi-
do, decisivo, de superior inteligencia linio isso lhe
concedo, j que lauto llie apraz) que n'umi s ses-
sao tinlia podido levar a cabo'negocios imporlantis-
vsimos; e que liavia deixado. ad. referendum, esse
ol tro. que, no eu coneeilo era facillimo de ter-
minar, c muilo menos importante que os dous
quc^lle concluir com 13o admiravel presteza esa-
gaciilkde.
Ni's^nccasio, ouviulo eu o jnizo qiieto digno
-swt-erl e habtrrdad dfplbmatira,
ousei oBotp "or atg^MaaaJaagrr^fiat piu[-gw^e-ijiojiu cstranhar-llics.
feusa do g t'crno, lio jjgTOlido pelo digno par: c
moslrei a >inha admiracao de que S. Exc. nao ti-
vesse ">pi jgado lana e tao gabada sufllciencia du-
raute ||1' e dous mezes, que depois do scu feito
brilhai lie occiiu>ra a cadeira da presidencia do con-,
seibo, i *lo para concluir a parte mais fcil da nego-
ciaclo, que, segundo elle, era a questao do padroa-
do; jiiqi''eem urna s conferencia, c como deas-
sallo, S. Exc. liavia terminado ps pontos mais. elidi-
ris, e mis substanciaos dessa negociaran.
A tacs o hservaroes, que nada linhain de ofensi-
vas, c que '' exprmiam a minha admiracao, e a
mpossibilir le, em que me va-de conciliar tanta
actividade i *o esclarecido zelo na parte difllcil,
comtanlodi "ido o negligencia na parte fcil
descuido c n ligencia que o digno par graciosamen-
te veio attril r a admiuistracao actual, sem lem-
brar-sedequ nsmaisfundairamenlco podiamosar-
guir desse de ito a estas observarnos, digo'cu,
responden S. ve. a leu entender talvez plausivel-
menle :, disse ue vinte mezes eram menos tempo
do que tres ai lsi que j linbamos ou quasi de exis-
tencia minisloi. >", ecmo os seus vinte e dous me-
ses linliam sido cVnpregados nao sei em quanlos ne-
gocios, e ebeios do nao -sei que importantes cuida-
dos, ficou subsistinflo a sua aecuacao ao governo
por nao ler posto rmale a esta j imporlante pen-
dencia i este assumplo gravissimo de cujadmor
sfe seguem consequer>cias dcsagradayeise indecorosas
para a coroa, e para 9 narflo. J u3o he o negocio
insignificanlc que S. Exc, deixra ad referendum,
como poni fcil de terminar em um momento de
descanso de oulros trabalhos. Prometleu enlo o
digno par que liavia de tralar prolixamenlo do as-
sumpio na discussao da Tcsposla ao discurso do thro-
no, e cumprio a sua pa(avra. Apresentou pois. a
questao, nao direi se propna se impropriamente, se
como bomem de eslado flOe por tanto tempo oceu-
pou um lugar nos consclhos da cora, e como tal
podia' e devia avaliar a Jelicadeza da'materia, e
enlraCnella com a circumsoocrao devida, uaoa lo-
mando como ponto' de opposIC^o ao governo, para
suscilar-lhe difliculdade ; porque na sua situarlo a
escotha de lid assumplo para boslilisar o ministerio
demonstrara menos seriedade. N.lo direi se sua
Exc. avaliou a conveniencia ou inconveniencia de
Irazer esle negocio a urna discussao publica, e de
tomar a defensa da parle com quem o governo est
negociando, dando-lhe ra/.ao contra elleou mesmo
opinando o contrario ; se a prudencia manda que
estes assumptos sejam tratados como prestando ar-
mas nos cmbales parlamentares:nada direi sobre
isto; a cmara o julgar, c julga-lo-bao os hmeos
circumspectos do paizos que entendem quao pe-
rgoso he tratar levemente, ou fra do lugar c mo-
mento proprios os ohjeclos mais graves, o mas con-
sequentcsrle que um governo pode oceupar-sc ; por-
que involvem nao'so grandes rnleresses da estado,
mas lambem opinies e crenc^s em que lomam
parte as consciencias religiosas. Espero em Dqps,
que por minha falta nao traspcrei os limites que
me assignala o meu carcter poltico.
En poderia, e talvez fosse mais seguro, prescindir
de entrar nesta materia : mas tanto se tem dito so-
bre ella, nao s o digno par, mas oulros que depois
de S. Exc, faltaram, que m parecera indecoroso
passa-la cm silencio.
O" digno par nao leve hesita cues: lancou-se ao
assiimpto.com admiravel denudo e destimidez : as-
sim faz cm ludo mas aqu mostrou algum ccrlo
ar de conquistador com que parece assoberbar os seus
adversarios, e inlimida-los. Esle senlimenlo receei
eu que de mim se aporasse, e que tal aparecesse,
se me enlregasse ao silencio Poderiadzer-se que
os motivos delle eram menos decorosos para mim,
e menos dignos do governo ; e por isso prefer
deixar o assumpto intacto pela minha parle.
sas,contra o menos estimado, s algum houvessc, que lhe nao he permittido collar ou confirmar pes-
uao tomara toda a cmara o pardo delle 1 (Apoi-
adot).
He pois grande impropriedadej! grave iqgonvc-
niente fazer laes censuras, corrndo discurso por
discarso, e citando quasi o norr; de seus autores
e como proferidas se reputan, porque, lidas as
fallas, ninguem ignora quem a pr'ouunciou.
Repilo, dir alguem que isto pode pcrmiltii '.'
( Apoiados ). Teria este modo 16 argumentar al-
guma vantagem para quem na lelle ( Apoia-
dos). Pois o digno par, que mt airusuu t^p^npru-
denle obrou rssim. Dco-me ese tpilliei. ublan-
do (alvez que anda me favoMtia^muiio+~-nao sei
em que lhe mcreccssc a qutAfec.in oflensiva,
Nunca me expliquei deste modo eni ncnbuma 'das
nossas situaees relativas.
Nao creio que jamis lhe desse nolivo. para usar,
comigo de tal linguagem. Mas beque o digno par
entendeu que podia assim exprimirse, atienta a sua
grande superioridade, e quo as srS palavras seri-
am reputadas um orculo de jitir,a, e urna sen-
tensa sem appellacflo. Chamc-nu o qpe quizer :
a mim pode faz-lo, porque estouaqui para dofen-
der-me ; nao assim os membros la outra cmara,
que ao menos por ausentes deviam-ser respeilados.
(Apoiados).
Eis pelo que pericote ao epiieb de imprudente
que o digno par me deu'. Quanlo me disser em
que consisti essa imprudencia, ve-emos m lem ra-
zao. At aqu ouso acreditar, qu: ninguem tacha-
r de menos' prudentes as obserafocs que teuho
feito sobre a inconveniencia do molo porque o dig-
no par tratou a questao do padroaio na sessao a que
me refer ...*,
Agoraemquanls.n materia.
Parece-me, e pero perdao ao d;no par, que S.
Exc. a expoz com algum erro de rbiilrina. r- Nin-
guem se pode gloriar de nao cahimelles, ou antes
lodos, mais ou menos, os commet emos. Pallo qm
cm quanto a'o que se chama dicito preexistente,
que pertence ao real padroado dt India. Cunfun-
dio-se a sgnficacao natural, do termo ; dcslor
cou-se al, para poder combalcr-sc solado. Esle
termo no lugar e no sentido em qie se empresa, be
exacto. Siislenla-se, que o padroado de Portugal
no Orient foi adquirido por libio honeroso, e nao
por mera gfaca c privilegio. A historia mos-
Ira verdade da aasercao Iretendia-sp, pois,
que esse padroado, fumlamlo-se ios principios an-
orisados as les geraes da Ig-eja, nao derivara
originalmente dos indultos pontificios : podia, d*po-
de dizer-se que existi, em virlude dos caones,
autos desses indultos : preexisliaj antes. Esta o-
piniao nao be nova ; he a de rniitos canonistas de
boa ola, segundo a qual se cslabclecc quo o fun-
dador de urna igreja se torna ipo fatlo o patrono
della, e pode exercer as regalas que nessa qualida-
de Ihecompetcm, indepeudcnlc mesmo de oxpresso
indulto, que nesle caso nao he seno o ceconbeci-
mento do dircilo adquerido por titulo cannico e
legitimo ; he a sancVao apostlica do que as lcjs
geraes da igreja aulorisam e rnnqedem. Na bisto-
nao
Foi na sessao do \. do corrente que S. Exc. se
espraiou era censuras e arguedes ao governo, sobre
a questilo db real pacb-oado da India. Parece-me
que elle tratou esta materia com menos conveniencia
em quanto forma, e commetleu ( perdoe-me S.
Exc.) alguns erros quanlo malcra ao menos
emitlio opinies, quo nunca foram nem serao as
dos governos, e dos bomeiis da sciencia era Por-
tugal. .
Quanlo s inconveniencias lio obvia urna d ellas
relativamente ao estado-deste assumplo. Penden?
sobre elle negociares cnlre as duas cortes. A de
Portugal jftlga-sc com bons fundamentos, at agora
menos bem attendidos, e redama a susleutac.au do
seu direito. Existem fados que demonstran) a in
Icngao clara e patente dos.ioiraigos das instituirnos
e da dynaslii, de desvirtuar esta questao puramente
de direitos u> corda, e das suas regalas, e" transfor-
ma-la em questao religiosa, fiuscam-se para isto
todos os pretextos;' de tudo se tem querido tirar
partido para in verter as ideas, para injuriar-o
ministerio, e meuosebar as prerogativas da co-
roa.
A \ eijdade he, que para se conseguir este fim pro-
cura-se collorar o governo cm condiran desvanta-
josa; e at'era estado de suspeicao relativamente ao
supremo chefe da igreja., Muilo embora assim se
portera os notorios inimgos do syslcma representa-
Uvo : osses desempeuliam agua missao ;.. ponco ha ria ecclesiaslica e protaua da E^rojia calliolica. e na
tima nrffasp.. cine, pscaiis no nossa nnvTVTirii....i__ _______.ffl.faiimiMnn rom *
Urna pipase, que escapa no
calor das discussOcs; urna idea mal expressa, que
pode ter duas intelligennas ou mais ; urna in'correc-
rto de1 termos, jmpossivel' de evitar-se, fallando com
algom calor, de tudo lancam mao os nossos con
trarios, os iuimigos do governo representativo.
lisies comtudo, repito, exercem o seu oflicio;
naolh'olevo a mal; masoshomens que se dizem
cheios de adhesao a essa dynastia, a essas inslUui-
cOes, e querem unir-so aos prmeiros lem seus vi-
lenlos ataques, cm suas ardenlcs recriminacOes, que
podera ellos parecer scuao que pretendem dar forca
aquellos adversarios, augmentando as difilculdades
do governo, e preparando, se isso fosse possvel, o
trnmpho que anhelam os iuimigos da causa pu-
blica, os calumniadores das insliluires livres ; Isto
pode ser til para alguem, mas para o estado, para o
paiz, c para o systema representativo, espero que
ninguem o affirmar (Mullos apoiados).
Anda niais, pelo que respeita aos inconvenientes
da forma.Nao sei com quq propredade se fez aqui
referencia s opiniScs emittidas na onlra casa do
parlamento pelos oradores que tomram all parte
nesta questao. He grande temeridade, segundo me
parece, erigir-nos aqui cm censores, e rotuladores
individuaos dos Srs. deputados, que fallaran) na ma-
teria: com que direito nos abalanzaremos a tanto?
(Muitos apoiados). Onde est a utildade deslc pro-
cedmculo?! (Muitos apoiados). Uta vimos fazer
isto da maneira mais estranha o singular. Quem
nao dir que este modo de proceder lem por. ob-
jeclo levantar um verdadero antagonismo entre as
duas cmaras do parlamento, fazeuuo dos dous cor-
pos collegisladores duas naces riyaes e inlmigas ?
(Xfuilos apoiados). O que llevemos desejar he que
as duas cmaras se respeilem mutuamente; que Se-
jam livres no cxcrcicio das suas funcees; qu se
(ralemcom eslima e benevolencia 'Muitos apoiados).
E*podcr o exarae de suprema censura que aqui se
fez contribuir para isso ? (Apoiados). Proferiudo-se
de urna parto palavras ofTensivas, embora contra
cerlos c determinados individuos fossem ellas
contra o mais obscuro dos membros de urna das ca-
FOLHETIiL
KIQIIJtS.DE IM RE. (*)
mi uifie k rtuiis, ycsio zccoke.
0 PRIMEIRA PARTE.
' X.
ConllmitM-iio dnsi avcnlmas lo conde
de BergnliMtie.
( CORliAUCiro ;
' llimilri nailon mbilas vezes o ronde de Bergalas-
se com esse ar de galo montez que lhe era partcu-
reparando que o conde eslava emburado no
te, e disposto a sabir, deu-se pressa a-oliscrvar-
Ibe isso.
9 senhor conde ia sabir disse elle em tom
adocicado e insinuante.
Sim, Dimitri, como vs.
Incemrodo-o'.'
De nenhuma sor'lc.
Muilo me affligiria com issj.
Tinhas alguma cousa'quc dlzcr^me ".
Sim... um conselbo qoedar-lhc.
Um conselbo... nao repulo nenhnm, agente
carece muitas vezes de quem lhe he inferior.
Sim, senhor ajado... creio que jiosso scr-lhc
de alguma utildade.
Pois filia, Dimitri, c s bem vndo, disse o
ronde'o qnal comefava inqiiietar-sc lauto pelas
palavras como pelo ar do eserav.
Este pircccu recedher-se momento, e depois
cotrlinuou erguendo para o conde duus olhos tmi-
do, nos quaes brilhava todava una certa finura
misturada de astucia: .
O escra'JpDimitri; o scnlior conde nao ii;nor.i
que Dimitri fie escravo do principe llarlzolT, e que
noreste Ululo vai e vem cm sua casa sem que'nu-
s.oem admire-sc ou inguielc-se de ve-lo entrar ou
sabir.
Ho um mal, bbjeclou Bergalassc.'
Nao digo que nao, senhor conde ; mas se essa
liberdade tem alguns incoulinienles para osamos,
tema lgumas vanlaf.ens para os servos, e os sarvos
aproveilam-nas.
__ Pois bem : disse Bergalassc, continua.
Otrvi pois, senhor conde, proseguitf Dimitri,
ludo O qo* Wha tlu principe dissc-lbe e a promes-
s que o srnihor lhe fez de vigiar e seguir
.nenia.,. Ora relo que o
a Mas
senhor ronde fez urna
() vkle flarw n. 1
promessa que nao podera "nprir, se alguem nao o
ajudar.
Crs isso 1
Estou ccrlo...
. E veos oOerccer-m leus servicos '.
Se o senhor conde quizer aceila-los.
Bergalassc encarou firnmente ,o escravo, o qual
nao moveu-^e.
Accjtaria de boa vd"'ade leus servicos disse
ergalesse depois desso rapjdoexame da attiludc de
Dimilri, se podesse crer quf offereeimenlo que
me fazos he sincero e leal ; \mas .sei que os cscra-
vos de la especie nao presta fcilmente servicos
aos homens livres, e creio qito lenhas algum inte-
resse occullo em fazer-me u1' proposisSo... cimeo
Daaos el dona ferentes.o qtfe quer dizer que nao
sei o que devo fazer.
deluda disse Dimitri cof" indolencia.
Nao teuho lempo para *> objectou Berga-
lassc. \
He pena. ^ .
Aposto que he muito maspor leu nleresse
que fazes-me semclhanles proposla?'.
Bem pude ser. ^
Es discreto. k
Sou prudente.
Desejo lambem s-lo.
Como quizer, senhor conde. '
Dimilri deu alguns passos para ganar a porta, o
conde rcteve-o.
Essa he lwa teliho visto roncas oulros peri-
gos sem suecumbr : bei "'- ^-^par desle assim co-
mo lenho escapado dos .nitros... aceito.
EnUto ha.de vir comigo, disse Dimilri, cujo
oidcir mi osclareuiiu jW um relmpago feroz.
Ilei de ir, responden ller^pissc passando in
linclivamentc a. mao pelo cinto para certificar-se de
que nao esquecera-sc das pistolas.
E quando partiremos 1 pergpnlou Dimitri.
-T- Quaudo quizeres.
Ja.
Pois bem, j.
.__E onde iremos ?
__Ao fim do mundo com lano que me promet-
a que cnconlrarei ah a Mascbcrala.
__ Entao, disse Dimilri, comeen meu papel, ca-
minlur adanle, o senhor conde siga-me !
m irftlanle depois Dimilri e o conde aje Berga-
lasse saliiram da hospedara de Malheus um apso
oulro. .
Nao nos demoraremos em descrever os sitios mais
ou menas piltorescos que elle atravessaram assim
sem proferir urna palavra, sem deixar escapar urna
s exclamaran ; contentar-nos-bnmos de dzer qne o
conde pareca satisfeilode ter encontrado lo bom
guia, e que Dimilri pareca encantado de ter feito o
conde aceitar scu olferecimeolo.
nossa em pailioui, ^.^.-.sSmexemplos no lem-
po da conquista das Ierras aos infieis, .do excrccio
deste direito logo depois de conquistadas e restaura-
das essas torras. Isto, porcm, he em quanlo ao pas-
sado, sobre o que nao lem lugar questionar-sc.
Mas a fijan) o u o digno par que o direito do pa-
dreado he urna espiritualidade. (O Sr. conde de
Thomar Disse isso?) Disse : eu o ouvi, o
o escrevi. (O Sr.conde de Thomar Est engalla-
do, ; Oovi, porque S. Exc#> disse. j antes lia-
via notarlo algumasexpressesdeque o digno par se
servio, mas que depois affirmou nao ter proferido,
posto que mais alguem me dera testemunho' do ha-
verernsido ditas. Nao besitei, com tudo, em aCrc-
dilar a negativa de S. Exc. ; mas agora pelo mo-
do com que so expressa devo declarar-lhe, que sei
respeitar-me a mim mesmo bastante para s usseve-
rar que ouvi o que realmente ouvi, e que escre vi
o que escrevi.
Est visto que ninguem pode sustentar que o di-
reito do padroado seja urna espiritualidade. Se fos-
se a igreja nao o podia alienar de si : nunca um
leigo ou secular o exercitaria. Nuuca. a igreja tal
consentira, sobre qualquer fundamento, ou fosse
por disposirao dos concilios ou por coosliluraes
apostlicas. Ningocm pode ministrar'no altar ; nin-
guem. permitla-se-me a phrasc, pode locar na arca
santa senao o mandado por Dos ; islo he, o que
tiver missao daquclle a quem ella pertence por ins-
tituirlo divina. ( Apoiados ) O que por oulra for-
ma invadir o sanctuario ter a orlo de Osa.
Se padroado, pois, fosse um direito espiritual,
se livesse o effeito de introduzir o nomeado as func-
efles sagradas, esse direito seria iualienavel da igre-
ja ( Apoiados ).
O padroado consiste verdadeiramete no direito
de designar a pessoa ecclesiaslica a qnem a autori-
dade espiritual competente deve conferir a instilui-
C3o cannica no beneficio em que ella se exerce.
Para a acccilaro dessa pessoa exige-se que ella so-
ja idnea, isto he, habilitada segundo as leis'da
igreja. O direito do padroado restringe a liberdade
do confirmante, ou do cofiador ecclcsiastico, por-
A paizagem que atravessaram era todava urna das
mais bellas que he dado ao homtm contemplar. O
campo um instante adormecido pareca despertar
pouco a pouco aos prmeiros arreboes da aurora.
Um vento fresco vndo do mar passava de quaudo
cm quaedo pelos arbustos defiohados do raminho
dando suspiros harmoniosos ; a paizagem s lia len-
tamente 'das ultimas sombras da noile, e vam-se
iponL-ir no horispnle mil objectos, cujas formas ao
principio vagas e idecisas resahirara depois mais
vivamente sobre o fundo ciuzento do eco ; aqui
urna povoacao inleira, triste, suspensa no cimo re-
dondo de urna collina, mais longe um ranralhete de
hellas de aspecto selvagem e desesperado. O con-
de e Dimitri estavam ambos muilo' oceupados para
dar grande atleucau ao panorama movedico que
desenrolava-sc a seus lados. O conde pensava na
Mascbcrala, e nao llovida va do > feliz exilo de sua
viagem. Dimilri pensava no sombro justicciro e no
formdavel gran-meslre, e s vezes um estremeci-
mcnlo supersticioso corria-lhe pelos membros. A
sociedade secreta de que Dimilri fazia parle gozava
de um poder ilimitado sobreseos membros, a aulo-
ridade representada pelo gran-meslre era feroz, c a
juslca implncavel. Dimitri protegendu os das de
Nandurf que lhe liavia sido designado para victi-
ma, tornara-se culpado de um crime que as leis
crues da sociedade puuiam de morle, e comquanto
nao livesse hesitado um instante em acudir ao cha-
mado do jusliceiro, todava um terror indizivel rei-
nava cm seu corarAO, e esse terror perlurbou-lhe
mais de urna vez o espirito durante o raminho.
Comtudo cada vez que seu olhar voltava-se para o
companheiro, e que o va tao confiado, e tao resolu-
to a segu-lo al ao fim, seus temores pareciam ap-
placar-se, c a paz tornava a entrar um momento em
scu coraco tranquillisado.
Emfim depois de tres horas de caminho, chegaram
ao termo de sua viagem. Acabavm de entrar cm
urna densa floresta de pnheiros, Dimitri anuuncou
ao conde'que linliam chegado, c ambos pararam.
O escravo deu eniao tres vezes um assovio agndo,
ao qual responden inimcdialamenlo outru assovio
repclindo igualmente Ires vezes o mesmo signal.
Dimitri tondo assim aununciadn sua chegada, le-
vantou um alrapao occullo dcbaixo de arbustos cs-
pessos, convidou Bergalasse a Segui-Io, e desappa-
receu.
Bergalasse nao fez-se rogar, e segoio o seu guia.
Entraran) assim em urna especie de avenida mu
eslreila que conduzia a um poco de urna profundi-
dade insondavel. _
Antes de passar adianto, Dimitri acendeu urna
ran.leia. e deseen' primeiro, Sessenla degnios de
ferro de seis pollegadas de comprido e cravados na
parede com um p de distancia de um a oulro, ser-
viam para detcer-se ao fuudo do piifo,-
soa dilTreiilc nos beneficios do padroado he o
que se chama collacAo resnela ; mas nao lolhe de
maneira alguma a libemade que lem a auloridade
espiritual competente quando se mostra a incapa-
cidade on inhabilitaran cannica do nomeado ou a-
presenlailo, de recusar a collarao ou onfirmacan.
Eis aqui porque a igreja desde, o secuto IV se-
gundo me parece, aulorisou aacqusicfto desse direi-
to por qualquer secular, que prcslasse mesma
igreja os serviros que eram requeridos. Pode dizer-
so que tal direito-tom relacao com aclos da aulori-
dade espiritual,mas clasifica-lo de espiritualidade he
opiniao. ipsustentavel.
Xtnha-mc proposlo passar brevemente sobre esle
ponto, e alargar-maura pouco mais sobre o tSo cen-
surado direito preexistente que o digno par buscou
e nao achou, e que en enconlrei designado clara-
mente no proprio cavallario. Mas j creio queme
oceupci bastante desse assumplo, em que na verda-
de tenllo receto de demorar-mc para nao commet-
ter alguma udiscrrao alguma imprudencia,
que o digno par se apressaria a censurar. O que
s me parece dever declarar be que tal direito foi
reconhecido por.muilasabullas pontificias, de algu-
mas das quaes aqui lenho as dalas, desde o. secuto
XV ao XVTc parte, do XVII bullas de confir-
marao dadas pelos mais famosos chefes da igreja cq-
Iholica aos nossos bispos Emendo que sera ocioso insistir mais sobre tal
assumplo, c escusado recorrer auloridade do'Sr.
I.aflenlo o do Sr. jserculano para dcraouslrar que
n3o commetti erro histrico ( tpoiatlns ).
Mas lalvcz que outro fosse o motivo porque o dig-
no par me chamou impeudehte seria ; porque
sobre a preexistencia do direito do padroado fra
mais proprio, tratar-me de ignorante. Na opiniao
do digno par foi erro meu ; e ha diflerenca de erro
a imprudencia, le mais provavel que o digno par
livesse em vista o meu comporlamenlo como minis-
tro da cnra naquella sessao da cmara dos Srs. de-
putados, que tamaito campo lhe deu para as suas
declamares. Digo quo sera, porque me lembro
agora que por oceasiao de censurar a'discussao a qne
ja fiz sefereneia. o diguo par me aecusou de falta de
circumspcccao n andamento do debate. Nao cora-
memoro mais esta polida express3o, porque ella me
desse grande cuidado, nem lhe relribuirei com i-
gual'; mas desejo Irazer memoria da cmara qual
foi o meu proceder nessa mesma sessao, pois quero
fazer .ver, que a insinuarao ou antes ullragc, que
sabio da bocea do digno pac contra o governo, foi
injusta.
Sr. presidente, um deputodo pedir urna sessao
secreta para que nidia se Iratasso dos negocios do
padroado: a sessao secreta bou v e-a ; o* depulado
nao assislio por doentc, mas depois por oiroum-tan-
cias suas particulares, como representante dos povos
da India, exigi de mim, como ministro da juslca,
urna declararan publica sobre o raesino assumplo,
apesar de saber qual tiuha sido o juizo da cmara :
eu entend que nao podia negar a minha acquicscen-
cia aos desejos de un depulado da nacao. Nestes
termos moslrci-me prompto para responder a urna
mCrpLllu.allU, qilC vlfcvliiumvnW-l,D lugr. ul Sto,
pondi prudente, ou impmdeiitcmento a cmara o
ver agora, sem que seja necessario canc-ar-me mui-
to com Iciluras, porque apenas tocarei na passagem
importante da miuha declararlo. O Sr. depulado
tratou de saber como o governo'avalava b compor-
lamenlo daquellcs ecclesasticos da India, que se
volaran) a defonsao do real padroado. (Urna voz
Nao era isso.) Este era o peusamcuto formulado
em Ires ou qualro perguntas, s -junes dci.
urna s resposla; e louvando'o zelo .dos ecclesasti-
cos liis aos direitos do padroado, abstive-me-de
pronunciar juizo sobr o seu proced ment as con-
ten las em que linliam lomado parte, dizendo o se-
iiinte : k Nao estou habilitado para os qualifi-
car c os defensores- do padroado ) agora de per-
i feilos.. Em occasies de exeilacao c de dispulas
a mente pronunciar-se que daparte de uns est sem
a pre a rcgulardadc c bom termo, e dos' oulros o
a crime, a falta e a irrcgulardadc. As vezes co in-
ri mellemos defeilos na defensa da moihor. causa ;
e com fins muito louvaveis callmns cm excessos
a reprchensiveis. O mais seguro he afjster-nos de
a pronunciar um juizo definitivo em quanto os fc-
il tos nao nos forcm inteiramente conhecidos. *
Eis aqu as provas da minha imprudencia ; eis-
aqui como eu respond inlerpellarao feilaem qua-
lro artgos ou perguntas ; e declaro a V. Exc. que
nao ouvi entao nem urna sncrcpacao de indiscreto
ao modo com que mcliouvc naquella oceasiao. Eu
esperavn que o negocio acabasse all, segundo o re-
gular andamento de laes discussOcs, porque o inter-
pellante se deu por salisfcilo.- A minha resposla foi
ouvida n.lo s pela cmara inleira, mas tambem
por pessoas competentes ioteressadas officalmcn-
Ic no assumpto, que me signiliraram a sua approva-
53o s palavras por mim pronunciadas,- que reputa-
ran) dignas c convenientes. Aconteccu, porcm, que
outros membros da cmara quizessem fallar sobre a
malcr dainlerpellaeao, faltaram.
Eslranba o digno par que cu Ibes nao tivesse lo-
Hiido a palavra. Se tal era a disciplina observada
no tempo em que S. Ex. era ministro, dir-lhe-hei, passaportes.
qne essa nao existe boje (apoiados); nem a pretendo I islo.
Esto he o facloT Eu nao disse senSo
exercer, nem provavelmeule adiara quem a ella se
sujeilasse. Fallaram, pois, algunsmembrosila c-
mara como entenderem : qpo diroi se com desgosto L
meu ou nao ; mas o digno par .nao content de
fulminar aqui as opinies entao emittidas na outra
cmara, lanca-so lambem ao governo -^a mim e
exclama que cu de propotUo linha deixado correr
a disciissui. Isto dito por um horneln que em
quanlo governou jamis cessou de queixii|se de laes
insinuaces, fossom ou nao plausiveis os pretextos
Lcom que citas lhe eram dirigidas, he a meu ver dig-
no de admiracao; S. Ex. serupre se insurgi contra
quem assim o coinbalia, mas agora parece-lhe fcil
^-colierCTrre'^oisparaT-iTie urna asvvBaajBsI^^Atui-
ta, dcsliluila de todo o fundamento, e gerada naj
sua vontade de oflender-me, e. ao governo. Esta
aecusacao lizeram os iuimigos das insliluires, o os
quo se assoriaram com ellos; e o digno par nao jul-
gou dever desampara-los. Nao a eslranho uos jor-
naes : bem se sabe quao grande estadio eu desejd
abarlo para a imprensa ; mas nao posso deixar de
maravilhar-rr.c de que S. Ex. siga o mesmo cami-
nbO.
Avalie a cmara a jnslica deste proced ment do
digno par ; avalie se he permittido a m adversario
poltico, c em urna discussao parlamentar, nao s
cBrigir-se' s inlenfjcs de cada nm,masinfama-lo,'|
calumnia-lo ( Apoiados ). Haarguroes quepodeni
ter um fim, um pensamenlo ; quizera saber qual
era o desla. Desacreditar o governo ? Como pois,
julgoii poder consegui-lo as^im '.' Colloca-lo em si-
No ultimo deurao abria-se urna especie de porta,
a qual dava para um caminho.commodo que descia
volteando a urna profundidade de cento e trinla ps,
onde lermnava o poro.
Quando Dimilri e o conde chegaram a esse lugar,
duas grades se Ibes apreseolaram, urna de forro,
outra de bionze. Pela primeira enlrava-se em gru-
tas immeiisas, pela segunda em subterrneos desti-
nados s provas.
A grade de bronze abria-se silenciosamente dian-
te do iniciado, c fechava-se immediatamento airas
delle com um eslrondo formidavel que os echos das
sonoras'galeras repeliam infinitamente.
Esse rumor ja prevenir os mcslrcs de que um as-
pirante enirava as provas da iniciacao, e que era
necessario preparar ludo para rcceb-lo.
A grade de brouze lava accesso para um raminho
coberto de uns oilo ps de aliura sobre seis de largo,
muilo igual e direito.
Em cima da porta desse novo subterrneo eslava
iracada cm lid iras prelas sobre um marmore alvo c
polido, a inscripjao seguinlc para a qual Bergalasse
crgueu os olhos:
Todo aguelle-que passar esle caminho s, sem
olhar nem vallar para traz, cr:purificdo pelo
fogo, pela agwn.'e pelo ar, se poder vencer o ter-
ror da morle, scilr do sei da trra, tornar a
ver a luz, e ter o dircilo de preparar sua alma
pana a reiclarao- dos mysteriot daregeneracao so-
cial. .
Dimitri eseu companheiro entraran) !sem hesitar
pela grad de bronze, a qual, como dssemos, fe-
rhou-sc alraz delles com um eslrondo formidavel.
Bergalasse estremecen ; mas naoolliou para Iraz ;
durante algum tempo ucnhum incidente perlur-
hou-lhes o andar, ellos seguiram o caminho dircilo
e commodo qne se Ihes apresenlava e chegaram sem
embaraco a una parliuha de ferro. Dimilri tinba
conservado a candea do que, munra-se descidado
po;o eallumiava os passos do companheiro, o qual
nao eslava como elle habituado a andar as Irc-
vas.
A porlinha de ferro era guardada por tres ho-
mens armados, o cobcrlos de um capacete em for-
ma de eabeca de cao.
Um dos tres homens separon-so do pequeo gru-
po, edirigindo-se a Bergalasse, disse-Ihe abaixando
a pona da espada at ao chao :
Nao estamos aqui para impedi-lo de passar,
continu scu caminho, se Dos deu-lhe .forc.a para
isso. Oxal nao seja assaz desgracado que volle;
porque entao o prenderemos. O senhor pode an-
da vollar ; mas reluca bem que deste momento em
.liante nao lomar a sabir destes lugares, se n.lo
ebegarao termo que so propoz lcancar. Atienda
sobretodo que nao pode, conseguir jsso senao abriu-
tuacao desvantajosa na negociacao com Roma '.Pois-
esse resultado no seria desairoso para Portugal, se
se chegasse a persuadir o virtuosissimo chefe da igre-
ja, que o governo deste paiz pralirava actos deper-
fiKa, laes como esse de que o digno par me aecu-
sou ? lie'desle modo que se sustenta a dignidade
da coroa. e o decoro da nacao porlugueza ?
Esta forma de discutir e de questionar sobre ne-
gocios importantes nao a sei qualifiear, nao sei que
epilhelo deva dar-lhe : lcmbro-me de algum nao
o empregarei: bem conheco o' lugar em que estou.
Direi s : este modo he injusto, inloleravcl al ; e
mais nada. (O Sr. ministro da fazendaMuito
bem ), Considere quem me escuta qne importancia
e que fim poderia ler a iusinuaeo apresentada pelo
digno par ; e isto me basta.
Eu nao sei como S. Exc. podera conciliar urnas
certas promessas de mparcialidade, e uns conselhos
dados ao guvoino, para qne se mantenha em urna'
posir.lo digua, nao cedendo s demasiadas prcten-
ces de Roma, com essas accusacOes de ma f, que
uos dirige, tirando partido contra nos nest mesma
questao, de qnu ou duas palavras que podem esca-
par as vezes n'um debate acalorado sobre qualquer
objeclo : e Cxclama que ofrendemos a curia roma-
na! c faltamos ao respeilo ao supremo pastor da
igreja respeilo a que se nao falln na oulra casa,
aonde todos os oradores que fallaram deram eviden-
tes mosteas da sua venerac.Ro profunda ao pai com-
mum dos fiis,' mencionando reverentes as suas
grandes e notorias virtudes. Pcfis apezar de tudo
nao csra!''1^!'."* (,u.ni nos cuailwlo c nuvir
tachar de blasfema, de hertica, de scismatica, e al
de infame a cmara dos Srs. deputados da nacao
portugnezA ; e se por compaxao se ihe quer per-
doar, entao crimina-so 0 governo, porque nao go-
verna aquclles representantes do povo como se go-
verna urna companhia de soldados ; nao Ibes orde-
na que nao aeam senao o que o governo quizer
I Apoiados). Mas anda aqui nao ficou o diguo par;
elle que censurou de descomedidos alguns deputa-
dos, inspirados por mim, entendeu que Ihe caba
lambem decusaro ministerio de ler laucado a digni-
dade da cmara s plantas de um ministro estran-
geiro! .':;"'
E tudo isto cabo na esphera das acrusares, e nao
arha o diguo par que baja conlradicao ncslas ar-
gimos conlradilorias, inconciliaveis, repugnantes:
por urna parte tao obsequioso ao Val cano, por ou-
tra tao denodado e firme na sustentarlo da nossa
dignidade. Eu sempre bei de ler as palavras cm
que o digno par achou prostituida a dignidade da
cora e da riac.30 palavras que aqui trouxoirnu
tos das, de reserva, para nos confundir no dia do
juizo da resposla ao discurso da coroa. ,
Approuvc, porm, ao digno par, dar crdito tal-
vez a um boato que soou aos seus ouvidos, de que
o representante da santa s linha feilo urna nota pe-
dindo os seus passaportes, cm consequencia do, que
ouvira naquella discussao. ( O Sr. conde di Tho-
mar Nao disse assim ). Pergunlou se sto era ver-
dade. ( 'Sr. conde de Thomar Se V. Exc. quer,
como estou persuadido, responder-me com lealdade,
eu ratifico o que disse). Eu sempre coslumei pro-
ceder lcalmente, e por isso terei muito goslo em
ouvir o dign par.
6 Sr. conde de ThomarUn nao disse que o
representante de sua sa ululado tioha dirigido notan
secretaria, nem mesmo Jeito 'reclamacao ; disse
que estando na tribuna, e vendo a maueira como li-
nha corrido a discussao, viera aos corredores, e dis-
sera que se pen ventura lhe nao fossem dadas as'
explicasOes convenientes sobre o que all acabraide
se passar, ver-se-hia na necessidade de pedir os seus
O Sr. ministro do reino Nao foi aisim ; mas
quando o fosse, d'onSe en esperava menos a,pergun-
ta era da "bocea do digno par. Se aconfecesse que
um ministro estrangeiro se livesse dirigido particu-
larmente a um membro do governo nos corredores
da cmara, ou em ejoalquer outro lugar, pedindo-
lbc explicares sobre um Tacto v. sr., sobre a
sigmficarao de palavras, que ouvira em nma discos- '
s8o publica, este caso inteiramente pessoa!, epde
dizer-se reservado, nao devia ser aqui trazido por
um bomem as circuifislancias do digno PSr, que"sa-
be que todos os governos estao sujeitos a ocenrren-
cias semclhanles, muito principalmente quando as,
causas arque ellas dao origkni nao nascem de actos
do ministerio. Em todos os negocios, on sejam di-
plomticos, ou de oolra qualquer nalnrza, aquel-
las conversacoes particulares que possam ter logar
entre dous individuos aonde quer que fornos cor-
redores ou no vao de urna janellaninguem erilen-
de que sejam do dominio publico; o mal faz que
aspreleode transformar era actosofnciaes (ApoiadpJ!
O que o digno par linha direio de querer saber
era se sim ou nao se haviam dado passaportes a
um minislro. E anda isto nem sempre se pode-
ra communicar. Qae importa ao digno par, on a
qualquer, que eu na qualdade de ministro'ou de
negociador livesse lido urna, pendencia, urna dis-
cussao, mais ou menos acalorada, com qualquer a- s
gente diplomtico, urna vez que della rito houves-
sc resultado? Que importa que um diplomtico,
suppondo que se lhe fizera urna injustira/iMo ludo
por hypolbese^ me dissesse particularmentea mim
ou a qualquer ministro da cora.Entendo que oove
urna offensa ao meu soberano, o a mim mesmo,
em laes palavras, pronunciadas cm tal discussao:
expi cai-me o sentido das phrases qne tenho por '
offensicas. temo que eu me vrei obrigado a.dei-
pedir-me da minha raissao.Quando assim aconle-
cesse, que importa isso? Nao digo quo s procura
insinuar que esse caso se deu, porque realmente se
nao deu: mas se quizesse fazer era/ que aconteced,
seria urna curiosidade que nao quero agora quali-
fiear, o que talvez nao possa qualifiear muito ai-
rosamente para o curioso. O digno par felizmente
esgotou- todos os epithelos oflmisivos na apreciarlo
dos raeus actos e do governocedo-Ib'os de boa von-
tade: continu exclusivamente a servir-se delles.
Mas, Sr. presidente,nao acontecen assim. A sop-
posicao he destituida de fodo o fundamento.
Eu ja bonlem disse qne o meu systema ca dizer
a verdade quando della se pode usar, alias nao digo
iiada. Mas como sobre este objeclo eston seguro da
minha consciencia, e das dosmeus collegas, declaro
rom toda a franqueza que nao estou disposto a lar-
Car o campo, ao digno par.
Afiirmo que esse respcitavel prelado, representan-
te da Santa S, nao sendo porlugnez, ainda que
possua o. nosso idioma,nao pode entender como qual-
quer de nos o valor das nossas phrases, me disse que .
dcsconliava de 'qae aljamas express5es inconveni-
entes livessem sido proferidas naquella discussao
da cmara dos Srs. deputados desejoo que eu ibe
o*plo4taio quo siouficaerta linha lido a rosla ci lo-
mada, para -elle ficar bem certo do que devia par- '
licpar: e ludo isto me pedio amigavelmenle. ,
Es.-reva o digno par esla confissao do meu crime
q ue bei de gostar de ver como se aprsenla.' ( O Sr.
conde de Thomar:Esru tscrevendo.) Respond
Sr. presidente, que nao linha havido offensa, que a
cmara era incapaz de offendr o supremo chefe da
Igreja, e que eu eslava prompto para .explicar com
a maior franqueza tudo quanto s tinha. passado, e
qual fofa a mu sensata resolucao da cmara na sua
volacao final': que esla era a que'Valia na quelao
e nao urna ou outra palavra de qualquer orador.
Tal explicacao muilo sincera e verdadeh-a, he a
que se conten ua fatal ola, em que o governo, se-
gundo o encarecimento do digno par, lancou no
Tejo do diadema do ebefe do estado; em que as
dorias de Portugal, e a sua historia do Orienfc>;fi-
caram roberas tic einzas; "e cm que finalmente a
nac,a porUgueza foi por nos'.vestida de sace e_^
prohibida de mais apresenlar o rosto a ninguem-.
(Riso). Nessa deploravel ola tambem o governo
arrojou'a dignidade de urna das1 cmaras aos ps
de um minislro estrangeiro. Que pavorosa descrip-,
55o! Mas vejamos. Ousjdiabo de nota he essa?
(Ru).
Peco perdao a V. Exc. e n cmara; mas aqai se
v como no calor da discussao escapara as palavras!
Eu sou um xemplo que prava a exaetidao do juizo
que ha pouco fiz disso. (Rim).
O theor monstuosamente baixo o abjecto desla he
o sectale...Direi de cor aparte escandalosa, se
nao acabar a copia de lodo,..Aqui esl : o lugar
infamado he o seguinlc: aOaoaixo assignado en-
clue declarando a S. Exc, que o,governo de sua
%agcstade senliria sempre vivo .pesar d que
urna auloridade porlugueza de qualquer ralhe-
goria on qualdade, especialmente ecclesiaslica,
a procedesse de modo que vess? a incorrer n de-
sagrado de sua sanlidade, e.causasse o. mnimo
desgosto ao paternal corarlo do supremo-pastor
i da Igreja.
O Sr.' AguiarLeia tudp (Apoiados).
do urna.passagem diante de si sem vollar a cabeca
nem rceuar. *
Depois desla fall Dimilri o Bergalasse passaram
a porlinha,
Essas sceuas repelram-se diversas vezes annun-
cando iUvariavelmente perigos que Bergalasse nflo
va ebegar. Esla partieularidade nao contribua
pouco para dar-lhc inlrepidez; ese houvesse conser-
vado alguma d uv ida sobre o resullado de soa viagem,
essas duvidas se leriam desvanecido .liante da atti-
ludc de Dimitri durante toda a passagem.
Todava a viagem nao eslava anda terminada.
Bergalassc que goslava do trocar alguraas pala-
vras, embora fosse s para dislrahir a monotona do.
caminho, bem quizera induzr o escravo a alguma
con versara.): mas Dimilri nSo pareca disposto a
romper o silencio, e forcoso foi ao conde continuar
seu caminho sera dzer orna palavra.
Foi assim que elles .se acharara na volta de um
corredor sombro, dfMte, de urna porta de marfim
inibuliila de ouro. Jsyttreila e a esquerda'da por-
ta abriram-se duas jancllas ; urna eslava abcrla, a
oulra pareca estar hermticamente fechada.
Dimilri parou, fez mover urna das molas da janel-
la fechada, e convidou Bergalasse a laucar ubi os
olhos. '
O conde adiantou vivamente a quiera lgnco'u um
olhar no interior, deu um grito de srirpreza, e reti-
rou-sc inmediatamente.
Fora um relmpago.... a janella tornara a fechar-
se quasi no mesmo instante; mas Bergalassc Uvera
tempo de ver o quarto lil toral mente cheio de ouro.
Que* csrravos murmurou elle tornando-so
pensatiuo, eis o que me dara desejos do vir a s-lo.
Apenas elle pronunciara essas palavras, Dimilri
empurrou a porta de marfim, e um espectculo des-
lumbrador veio offarecer-se sua vista.
A sala immensa cm que entraran) resplandeca de
ouro ele pairas; mil liucs espalhadas com profu-
s.io por teda a parle bfilhavam cm alampadas de
puro chryslal; as parales estavam cuberas de gran-
des caixilhos de marfim imbulidos de figuras extra-
vagantes.
Do meio em dianle lodos os mentaros immoveis o
silenciosos vestidos de urna tnica de linlio cc'uigi-
dos de um cinto de purpura formavam alas al ao
throno de ouro, no qual cstaa sentado o gran-
meslre.
Bergalasse adanlnu-se cora certa emoi;ao al aos
degros do throno, e lendo-se inclinado com toda a
seriedade de que era capaz, espern que Dimilri
lhe indicasse o quo devia fazer.
Mas nao deram-lhe lempo. O gran-meslre linda-
se levantado, e eslenda-lhe j um copo cheio de
agua pura.
Esla agua, disse elle com gravi.lade, seja urna
bebida de esquecimento para todas a falsas mni-
mas que len.s aprendido da bocea dos homens pro-
fanos...
Depois aprescntando-lhc logo oulro copo de v-
uho do Kheno accrescentou :
Seja isto urna bebida de meritoria para as li-
ces que rceebercs da sabedora.
Bergalasse beben', inclinou-se e seguio Dimitri, o
qual sabio immediatamepte da sala.
O conde, comquanto pouco locado do carcter
grandioso da ceremonia a que acabava de assislr, fe-
licitava-se todava de ser assim tomado em serio, e
de ter podido msturar-so em todas essas scenas ex-
travagantes sem temer um s instante ser exposto a
um perigo real.
Tiuha ouvido fallar muito as lojss maromeas de
Franca, dos Iluminados da Altemanha, de Jos Bal-
samo, do conde de Mirabcau e do professor Weis-
shaupt d'Ineolsladt.... a polica linha desde muilo
tempo os olhos .-iberios sobre as machinamos das
sociedades secretas de que a Europa eslava cheia;
mas essa, em cujo seio acabara de penetrar, pareca-
lhe ofiereccr ao nlwcrvador um carcter particular
do forca, .de grandeza e al de ex Ira vagancia, e nao
recordava-se sem estremecer da secna sanguinolenta
a que assislira atravez do fino repartimento que o
separara urna noile do lugar do reuoiao dos Ilumi-
nados da Kussia.
la sempre urna cousa que me lem admirado
as sociedades secretas, ds*c elle a Dimilri, quan-
do sabram da sala, islo he, que os governos, os ini-
migos dos conspiradores nao prncuram impedir suas
reunios. Se eu eslivesse afrente da polica pare-
ce-me que conseguira isso sem grande irabalbu*.
__Talvez, respondeu lacnicamente Dimilri,
Em Franca, proseguio Bergalasse nao pode ha-
ver sociedades secretas, ao menos em termo ra-
zoavcl. i
He porque os Francezes sao tagarcllas... os
lFussos saliera esperar e calar-se....
Todava, dfese Bergalasse, se eu fosse o princi-
pe Ilarlzofl teria ha muito mandado .'enforcar os
conspiradorescomecando por ti. meu charo Dimilri...
Dimitri crimen orhombro*, sorrio e respondeu:.
. O escravo Dimilri nao esta certo de n.lo ser en-
tercado hoje; 'mas se asstai aconlerer, essa honra
nao cabera enlmenle ao principe Harlzoff.
E a quem cabera enlo ? .
Ao gan jusliceiro dos nominados.
Quefizesle enlo, desgracado? exclamou Ber-
galasse admirado da serenidade com que Dimilri
fall.iva no perigo que corra.
Oh.' commclti um crime que as le da socie-
dade pnnem severamente.
Qual ?.
O de salvar urna victima designada de aule-
inao pela viiigaii^a ominuni-
O duque.'
Elle mesmo.
Irral... e elles te enforcaro por isso !
Receto que sim.
Logo para que vi este?
Para nao trahir meu juramento.
Eisahi eerlamenle b que he bom... mas con-
fesso que nao me sentira capaz dessa coragem.
Porm. disse Dimilri, nao devo fazer-me mais
leal do que sou realftiente ; se vim l)e porque jlgo
ter achado o meio de satisfazer a vinganca commdjn.
Ah! e comoeniao?
De urna maneira mu simples... Ha" duas pes-
soas de que a sociedade quer desfazr-se;
Vejara isso! inlerrorhpeu Bergalasse com um
impulso de Iouc alegra.
A primeira, conlinuou Dimilri, he, bem como
o senhor a.lcvinhou com urna perspicacia que lhe faz
honra, o duque de Nandorf.
Muilo bem, e a segunda? .
O conde e Dimilri linham chegado com o favor
de um longo e sombro corredor, a nma especie.de
crculo fechado de todos os lados por grades de fer-
ro, cima de cada urna das quaes eslava suspensa ,
urna alampada, cuja luz derramava apenasnmaclari-
dade duvidosa sobre os objectos visinhos. ,
Dimilri empurrou Bergalasse para esse circulo es-
curo, e saudando-o com ar de mofa e de desprezo,
disse-lhe: .
A segonda pessoa de que a sociedade quer des-
fazer-se, he o conde de Bergalasse.
Fallando assim, Dimilri techou a grade, e deixnu
Bergalasse ininiovel de sorpreza, gelado de terror, e
pergunlando a si mesmo se o qne via e ouvia nao
era o efleilo de urna-halluc nac.ao.
O conde ficou assim alguns minutos sem mover-se
debaixo da impressao de um susto immenso que ge-
lava-Ihe os membros, c rapedia-lhes o movimenlo.
Emfim fatigado, e quasi envorgonhado de deiiar-
so dominar por esse terror inexplicavel, tirou affou-
inieniB a alampada de ferro suspensa a grade de
nlrada, e poz-se a percorrer com-a pistola em pu-
uho a prisao em que acabava de ser mctldo.
Andou assim roda do circulo.
Atroz da primeira grade vio brilher os doos olhos
cnsanguenlados de urna hiena. Alraz da segunda
ouvio rugir qrna leoa faminla. A' lerceira um cha-
cal veio por snas garras amacadoras sobre as bar-
ras, as quaes rangeram a esse contacto.
A' quarta achou-sa cara cara com nm urso
lira neo.
Emfim quinte um tigre indolente ergneu para
elle seo olhar fro e cruel.
Bergalasse largou a alampada no chao, rruzou por
um instante os bracos sobre o .paito e poz-se a reflec-
lir sobre sua posiem, e sobre a dos animaes que a
rodMvam. ( CMinH^-ha, J


t
V



I

*

J;Sr. l'i/coitfe de Bakemdo-rPeyi a palavra; pa-
Xmc que nao lia inconveniente era se lor a nota
. (SMturroJ. ..
O Sr. PresidentePeco silencio.
O oradorEu nao lenlio inconveniente eni 1er,
neni em que se leiaanola; e estimara ale ouvir
a suaJeilnra para descancar nm poaro. O governo
uaniTestouescriplo, qne aqu cala para que lodos os
dignos pares o vejam, ao paf dos fiisque muilos
selbiria que qualqucr oloridade portuguexa, de
qiialqucr naturesa que, fosse, dsse motivos do
queixa ao supremo pastor da Igreja (apoiadoi) Nin-
guem aqu pode descobrir btixeza, e ninguem nes-
las palavra* poder ver senao o respeito eom que
lodos os soberanos rallmlicos teera Iralado os sobe-
ranos pontfices (apoiadoi) ; aquellos potenlado's de
quem os res de Portugal se assignam obedientes
Uhot (potados).
Pois ae esta he a forma usada, anliga, aceita por
lodos os governos, conforme cora todos os eslylos, o
approvada assim me explirar, por todas as opiniocs
sagradas c profanas; se ella nunca se altern, ncm
anda no lempo desgranado era que csliver.un inter-
rumpidas as nossas relac6es com a Sania S ; so os
nossos auligos reis, 18o zclozos da sua dignidade, e
lio fortes romo felizs campeos da indopondeucia
bonra nacional, j maisusaram par rom o sdmrao
pontfice de oulra linajuagem, que nio fosse a do
lilhos reverentes para rom n pai espiritual de todos
os calholiros romanos, como e porque se diz aqu, e
se repele em altos lirados, que usando das palavrns
que firam lidas, arrojou o governo a cora sceplro,
cmaras, c mais uSo sci que, aos ps de um minis-
Iro eslrangeiro?
Bcm poda eu, se nao receiasse tornar-rae fasti-
dioso,enlrar no examc grammatical dos. periodos que
libastara esse examc, ea demonstrado que del-
Ic resultara, para tirar de cima do coraciodo digno
par o pesadelo que afllige pela perda da dignidade
da eoroa, e do decoro da nac&o, que entendeu sa-
crificados por nos, e lanzados aos ps deum estran-
geire.
Ja o men illoslre collega, o Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeiros, leu a parte interessante desse
documento : eu repil a sua leilura: tenho feto ver
lodo o theor da pega oflicial a lameos, pelo menos
to escrupulosos como o digno par; e, segundo o
juixo de lodos, nao leuho motivo de receiar a cen-
an de S. Ex.
Higo anda mais : heide de corar a passagem ful-
minada pelo digno par (riso), c do lodo o meo co-
rceo asseguro a V. Ex., que nao darei oulra re*
posta a censuras, como as qne nos foram fcitat sobre
este objecto, maisdo que repetir fielmeutc as pala-
vras argidas. Depois perguntarei, e pergunto des-
deja, a todos os homens imparciaesse alguem, que
a respeile o eliefe supremo da igreja, poda mi de-
via exprimir-sc de ontro modo 1 {Apoiadoi repeti-
dos).
Eis-aqui, Sr. presidente, o que me parece dever
contestar as sanguinolentas ohservacfies que o digno
par prsenlo,, a respelo do comporlamenlo do
governo sobre materia Uo grave e lo importante.
(Urna toz. Sanguinolenta ?) Pois na a lie sangui-
nolenta (O Sr. conde de. ThomarNao he). Pois
afiirmar-se qne o governo levara de rojea dignida-
de de urna cmara, e o decoro .da corda porlugueza,
aos ps de nm hornera, nao-ser a mxima oflensa,
qaaudo Calvez se v que Rio a pralico? Ser um
elogio? Uemi I venes sanguinolenta, ao menos para
mira, e paraos meus cellegas, que anda dio per-
demos o timbre do cdaihtas porlugue/es Muilos
apoiado:.
.Ea poda agora darresposla a urna pergunla que
o digno par me dirigi sobre objecto que lem rela-
cao cora este de que me lenho oceupado : a respos-
U, que devia ser pelo caso da pergunla, vinha a nao
ficar destocada aqui; porem a pergunla foi feila em
oulro lugar : o digno par interrompeu a ordem ; e
para tornar o seu discurso mais ameno, illominou-o
de trechos felizes. Eu guardo'este, que nao lie dos
|ieiores, para o lugar em que o digno par o intro-
Iniio (ri>o); e agora, dcixando em paz asessao lio
correnle, irei ao segundo tomo do discurso de S. Ex.;
qne foi proferido no dia 4.
Sr- presidente, passandq o digno par. das consi-
deraedes diplomticas eclesisticas, porque nao l-
nha fallado em oulras, excepcao das do. Brasil, a
qoe honlem live a honra de'respomrer conforme pu-
de, mas com verdade : passando, digo, destes uego-
cios aos negocios internos do paiz, S. Ex. pareceu
que, ao aproximar-Be ao lefmo da sua carrelra, se
quera tornar mais forte e vigoroso as accusacies
que fezao governo ; a esle governo, de quem o dig-
. no par tinha dito varias veres, com summa benevo-
lencia, que nao Irxlava de fazer-lhe opposicao anu-
losa, mas urna opposicao moderada, como convinha
h sna sitiiitrao ; clalvez Ihe livesse conviudo muilo
a opposirSo de censuras nossa falta de experien-
. ca, ede conselhs, fruclo da sua louga pralica, pos-
ta era frente da nossa falla della. O digno parpo-
doria, sobre alsuns pontos de adiuinislracSo, mostrar
que as suas providencias anda nao tinham ldo lem-
po de producir efleito, e qoe nos nao deviamos a-
pressar-nos a alterar o qoe olla fizera aotej que-a
experiencia oaecusasse.
O digno par. aprcsenlando-se como homem cstra-
rko a paixes tenoheis, superior s affrontas que re-
rebra era entro lempo, sera fazer recriminacOes a
niugnem pelas njiislicas de que fura victima, mos-
trara que confiav na .irnparrialidade da historia,
a encarregav a de ajuizar delle e dos seus adver*
sanos. Se islo fizesse poderia desaftronlado avallar
as suas .medidas e as nossas, mostrar as vantagens
'das primelras sobre as segundas pila importancia
dos resultados, e pelo enme dos principios,, com
oulros systcinas, urnas com Oulras formas1. Amistan-
do a sua indiv idualidaile do meio de todas as ques-
toes polticas, ella appareeeria de novo, se elle li-
vesse fazo. Procedendo assim o digno par obrara
mais era sua olilidade do qne fazendo o que faz.
A soa probidade seria desle modo mais bem justifi-
cada. Nao digo aos meus albos, porque ueste ponto
o diguo par nao. lem motivo algum de qucixar-se
de tnim. Porm qne he o que acontece ? A suav i-
dade e placidez*promellida transformoii-se em fci c
em pona de punhal; os eus couselhos saudaveis e
generosos converlerain-se em recriminacoes odenlas
e furiosas; as snas admoestatoes'foram salyras mor-
taeso sen constante objecto oppdr a sua pssoa a
oulras peesoas. Preferencia det homem a homem
o qne elle f ""O qoe os outros fazem, dizem e pensam ; este co-
tejo, esta comparadlo continua, este desforco pes-
soal, este encarecimento de demonstrar que- ludo de
S. Ex.Jie grande, he prudente, he poltico, he jus-
to ; e o qne he nosso mau, pegsimo, detestavel, nao
aprveila lano ao digno par como (alvez S. Ex.
julgae {Apoiado), Com esta ideia permanente, com
este intuito sempre dianle dos seus lhos, o digno
par, Uto liberal de encomios a si como de vituperios
nos seus adversarios polticos, exclama do alto da
stdjpasicao : romo se ha de ajuizar de um governo,
aonde se commetle tamanlib numero de crimes ?
Comparai o* que se commelteram no meu lempo
vede relatara por niinr apresentado s cortes, e
adiareis riotavel diflereucaem miuha vanlagem na
adminslragao publica, na instruccao e na eslatisti-
ca criminal. Em quanto a instruccao o ministerio
actual.lev no auno primeiro da sua gerencia cin-
co mil alumnos de menos na instruccao primaria,
do qoe no meo ultimo anno, e nao aei quanios
assassiialos de mais. Que juizo, repeli o diano
par comemphase, fnromos de un ministerio que as-
sim adminyslra ? Pesslmose o digno par o nao (lis-
ie, bem quiz qne os ouvinles ojolgassem assim. i;
rozEst d seu direkoi. Eu nao tralo dos limites
do dircilo; se o esleudessemos ale onde elle pode
rliegar muilo longe iramostalvez demasiado ; mas
eu trato da propriedade e conveniencia do uso de
taldireito', eo digno par anda adduzio uuia oulra
razao que rae parece singular. *. Ex. disse que
govern, no rclatOrio do miiislerio do Reino, pre-
sentado em 1852, declarou que o augmento dos
crlraes era devido eni parte ao desassocego cansado
pelas descourunsas que o governolnspirava : daqui
conclua o digno par qu o governo da Uiacfji
. nao conlava com,confianca publica a sen favoff
Nao ser exacto islo que eu reliro do diano par'!
Se nao he eslou prompto para rectinoar qualqucr
inexaclidao.
O Sr. conde de Tlumiar Bsla no lelatorm.
O orador.Ms ah que se encontr* 1 O digno
par he memoria viva, en posso agora esqnecer-me
do que contera aquello relatorio (riso):Asdeocou-
fiancs geraes qn havia do governo, disse ele. E
o digno paruo advertio qaa este argumento he
muilo perigesolie espada de dew gumes : que nio
ferem menos sem nllenrao a elle do que a mim
ou lalvez mais a S. Ex, Em que se fundara e*a
_OIARIOOE PERMNBUCO, SABBIOO 29 DE ABRIL DE 1854.
dcscqjifianrn publica no lempo a que nos referi-
mos? Eu lli'o digo:'o recei de rauila gen le' era
de que ogoveru se encoslassc ao systema do digno
par. Enlao nao havia oulros temores... (ApoUtdos).
O qoe mais ardenlcmcnle se desejava, era que a
polilica da a(|mioistra;ao do paiz so dislipguissc
bem da que fura seguida ale enlao. A infca en-
trada no miiiisleiio n,lo concoircu para dimrauir os
rereios que existan). Dizia-so que eu nio era o ami-
go mais seguro da libenlado, posto que ninguem me
pudesse notar um neceado contra ella.
Fallo com franqueza: aqui c as provincias mui-
las pessoas houve que nio virara cm mim urna ga-
ranta de progresso i gente liberal. E que gcnle lio
essa "i He a que sustenta o Ihrono constitucional, u
governo representativo puro, c nao snpbismado, a
a liherdade de imprensa, a tolerancia as opiniOes
sem excluso de individuos, e que alcnla espirito
de assoeiacao, regulado prudentementeease espi-
rito qne Unha sido al'gemado por lauta lempo (Apoi-
ado repelido). 9
Eu sabia que mnilos Iioril patrilasUlo he, mui-
lo homens que se cmpenlivam no dc'senvolvimen-
lo dos nossos recursos cm proveilo da naci, e quo
spiram ao gozo de urna justa librdade, sem rereio
de pcrde-la por injustas desconlianjas dusgovernan-
les, me nao repulavam lao firme uestes principios
como entediam necessario {potados}.
Nao quero dizer que no relatorio de que o digno
par cilou as palavras que proferio, se fazia aUuaSo
s desconfianeas que apuntoe que a ellas se allri-
buia o, maior numero de crimes que se (inham
oommelldo; mas quero demonstrar que o argumen-
to nao aprveila a. quem o emprega para provar que
a nacno se achava saudosa do systema anleriormcu-
(o seguido,.e descontente do quecos professava-
mos e proteaenmos. Os Ocios Irouxram o desen-
gaoa dWianca so ellos a inspirara. Nesle poni
uao ereio W( que as nossas promessas lenham sido
falseadas ,'Apoiadon).
Mas eu nao Iralo de occullar a verdade: diz-se
que lem Mfalo muilos crimes;.lie cerlo que no
anno de IfSf e 18.>2 o seu numero foi maior que
nos dos nai.anlei iores : nao o duvido. Deploro
que assim succedesse; mas a verdade he, que go-
teruo e as suas autoridades se nao poiipam a esfor-
cos para colhcr s maos os criminosos, e cnlrcga-los
aos juizes para os pupirem. Confesso qoe o cres-
cido numero de crimes arge urna naci de barba*
ra e ferozarge a relaxarlo na sua moral, o aira-
Mi comparativo na ra civisacao. A repeiisio dos
crimes assusla os povos, lollie a liherdade, a fran-
queza das suas lransac,cOcs,. aterra-osludo isto he
verdade {Apoiado).
Mas examinemos sem paixio esle negocio 13o gra-
ve. O governo emprega os mcios de que dispe
para diminuir o mal, so o nao nde extirpar. O
digno par encarregou-se de comparar o movimeuto
criminal dos annos de '18iO H 1851, e de 1851 a
1852, com o de dous annos auleriores; masj nio
c&mparou o de 1852 a 1853, cujo mappa aqu lenho,
e posso aprcseolar. ^sle nllim'o he muilo menor
que o do anno anterior. S em quanto ao numero
dos assassinalos commcllcrani-se menos ejncocnla c
qualro, e assim nos demais Relelos c conlraven-
^Oes.
Nao prlcndo com' islo negar o mal que existe
que he muilo grande, e carece de remedio j pas s
quero demonstrar que nao pode repntar-se esla fre-
quencia de crimes effelo de actos do' governo, de
descuido das-autoridades, de agilarao e desconlcn-
lmcrilo no paiz, Nem os que antes so commetliam
provinliam dessas causas.
Nao he este o lugar de fazer o minucioso exame
dellas ; he cerlo cooitodo que existem algumas, ou
muilas talvcz, desl doenca social, a que cu conve-
rflio qoe he necessario applicar reincdio.
Nao devo occullar que, em geral, as autoridades
adminislralivas procedem nesle ramo deservico
com maior acert e diligencia ; apenas appareee
um bando de salteadores, he perseguido com o mai-
or rigor; e dentro de poucos dias sao elles colla-
dos s maos, e eulregues ao poder judicial: islo he
exacto ; e todos os dias recebo pro vas da verdade
do,quc allh-mn. Poucos baudoleiros se evadem s
perseguicocs, e esses pela facilidade cora que os fu-
gilivos Iranspoem as raias do lerriloriq portuguez
{Apoiadoi).
O mesmo digo dos outros criminosos, que silo
sempre rigorosamente perseguidos pelos funrciona-
rios admiraiilrativos, e em sua mxima parle captu-
rados. Devo esle 'testemixiho aos empregados que,
em geral, o merecem pela desinteressada aclividade
que desenvolvem bostas diligencias. E afllrmoque,
-apesar ao. grande muneio ae maleficios^ q., -
ciimnieltcm. ha seguranra as estradas do reino, e
as grandes povoar,ocs; viaja-sc sem receio, e ra-
ras veres se encontrara malfeilores nos caminltos.
Repito, nio faco o elogio do nosso actual estado,
mas lembremo-uos de que anda nio ha muilos an-
uos, que eni algumas provincias se.emprcgavam re-
gimentos de cavallaria para defensa dys viandantes,
e quasi sempre.com pouco resultado (Apoiadoi).
Tullamos enlao mais fori;a militar, e muilo me-
nos seguranca interna. Os crimes, ou a maior par-
le delles sao efleito de vinganras pessoaes, de rixas
e odios'de familias, e,dc prenles desnaturados.
Muilos cxemplos desles poderia eu cilar : malogro
m espectavas de heraiias, parlhas em suppos-
to menoscabo de inleressados nellas, |ertenOes a
rasamenlos ricos dcsaltendidas, perda de processos,
ele, ele. Nao quero com islo dizer que se nao
commeltem robbos e depredaees. que Se nao as-
saltam moradas de cidadaos ricos: lia desgracada-
mcnle lambem desles casos; mas nao sao aii.da as-
sim Ijjo frcqnehlcs como os outros.
Recnnhcco que esle estado he dcploravel; he,
como digo, urna enfermidade do corpo social, que
nao pode inleiramenle curar-e, mas que he poss-
vel iliininiiir-se. E roiuludu nao ser por urna s
providfn,cia, por mais nm deslaca me uto de Iropa,
por nomcaro de urna aleada, nem mesmo pela
crcatao de ama guarda de sesuranca, que nao obs-
tante em algnmas localidades me parece indispen-
savel, principalmente em dous distrclos; como j
declarei n'oulra parte, qne se ha-de mdralisar o
novo (apoiadoi^.
Porem digamos a verdadesejamos justos at com
um governo de que somos adversarios.; pode altri-
huir-sc a. elle o numero de crimes que se commet-
lera ha tanto* annos, s porque cm um dos ltimos
a smma desses crimes foi superior i do anno ante-
cedente? Ha muilas causas, que conspirara para,
os resultados que eu e todos lamentamoscausas-
que nao poden, cxlinguir-sc de repente, assim co-
*mo as providencias para se melhorar de coudirao
la pouco operam repenlioamente. Quem, seuv
demorar-se no exame .pausado de urnas e outras,
declara que o melhor, e o menos Irabalhoso he
altrihuir ao governo a culpa de todos estes incon-
venientes, nao ajiza sem paixao. Mas, perguota-
rei eu, seremos nos os desgranados cm cujo Icrrlo-
rio se commetle o maior nnmero de crimes 1 Qual
paiz estar mais adundado cm cv'ilisacao Inglaterra
e franca, ou Portugal? Pois como se v de todos
os documentos pblicos,-ajuda alteudcndo .dilfe-
renca da popularlo, nos nao contamos maior nu-
mero de (-rimes do que se conla cm urna c outra
dessas nacoes. ( Fozei^-Hc verdade,'. Mas o digno
par dir, que esses governos lambem sao inaos.
(.0 Sr "conde de ThomarNao (ligo )._ Se o dis-
sesee nao havi mais qneslaoacabavam-seos argu-
mentos ; mas se o nio. diz, ha-de convir que esse
fenmeno esla longe de demonstrar a ruiudade dos
governos. O desle paiz enlcndeu ha muilos annos,
o digno par. lambem o entendeu quan'do foi minis-
tro, que nosso cdigo penal era mui defeiluoso ;
que necessiavainos de um mais equitativo mais
pliilosophico, e adaptado aos nossos lempos. Ap-
paroceu esse cdigo. Contra elle se IcvantOu aqui
um gigante, que o comliateu furiosamente, (Itiio)
que leve a gencrosidade de llie nio adiar natlaboni,
de nSo doscubrir-lhe senfio absurdos, e miserias
O governo instara com os.colaboradores do mes-
mo cdigo pessoas respeitaveis por seu saberavi-
vara o seozelo co seu amor ao paiz em que nascc-
cemos : trabalbaram c roncluiram a obra, o que a
lodos se devo, e cora especialidade ao presidente da
commissao, cuja inteligencia e talentos nos sao bcm
conhecidos. ,
e que lie indispensavel (apoiaos). O governo nao
so esqueceu dessa recessidade publica.
Este governo, que linca s gemonias os verda-
deros inleresses di povo, e dorme sobre tudo quan-
to he til c importante nossa.Ierra, apresenlou j
na cmara dos Srs. deputados urna proposla das ba-
ses do cdigo do processo, que bao de ser discutidas
para servircm de fundamento ao imporlanlssimo
traliallio que deve fazer-so,sobre lias.
Parecc-me que meihorando a forma do julgaraen-
lo as causas crimes, ellas hSo do diminuir ; que a
insliluisao do jury produzir os bonancos resulta-
dos, que produz n'outros paizes ; quefo delicio ser
prompto c ellicazraenle punido, c escaparan menos
criminosos devida penalidade. Os jurados terao
scgiiranca, e a sua coiiscienca desapressada de le-
niorc-, spr expressa no competente i-erediclum..
Repilo aiuda, nao aspiro a urna, perfectibilidade
impossivel ; mas sim a um gr.-inde melhoraoienlo ao
presento esido de colisas.. Porque embora. se em-
preguem todos os esforcos hurnanos, aonde houver
socied,1He, haver crimes {apoiado). Seria pois
mais generoso, c mais justo o digno par, *e contra o
que lodos vcm c observara, e de cerlo contra o que
S. Exc. n3o pode deixar do entender, ajuizando im-
parcialmentc, nao allribuissc exclusivamente ao go-
verno a niiiliidao dos crimes que se commeltem,
islo quando as mais bera regidas nae,5es da Europa
estao dando argumentos em contrario.
Tambora o digno par se soccorreu s estatisliras
(C assim sempre faz quando- as er favoikveis aos
seus intentos) para allegar contra a actual admnis-
Iracaoa vanlagem da sua no arligoinslruccao pu-
blica. S. Exc. lomou para exemplo o estado da ins-
truccao primaria no lempo do" seu ministerio, e o
comparou cora o subsequente, que he o do ministe-
rio actual. Mas parece-meque se enganou. Achon
S. Exc. uo anno seguinlc'ao ultimo da sua admrais-
Iragao menos 5:000 alumnos as escolas do cnsino
primario, llir-sc-liia que houvc lulo nos pais de
familia pelo ausencia do digno par, o que demons-
traram retirando seus filhos daquellas escolas; ou
que a adminislrarao actual as mandara fechar. E
O cdigo apreseulou-sc, c apezar dos cmbales qe
rocebcu.cdas asperrima censuras que Ihe frara
feilas nesta. casa, o corp9 legislativo o apjirovou.
Disse o digno par. que lio violentamente o edraba-
lera, que elle causara a desgraca ilo paiz ; c conda-
do ha quasi dous anuos em evecuc. anda conra
o uiesmo se n3n levanlou um s queixumc. Nao
digo que seja isento de defeitos. Seus autores fo-
ram os primeiros'a acreditar que os tena ; foi no-
meada iHiiacommissAo para q examinar, c dar sobre
elle o seu parecer, islo a pedido dos inesraos que o
fizeram.
He comtudo incoutcstavel que delle j lera pro-
vindo muilos beneficios, e nao oe qne deve produzir
realmente nao foi assim : quero 'minorar a dr que
S. Exc parece sentir pelo supposlo atrazo nesle ramo
lio interessante, nesle sustento'inlellectal, que he
urna boa parle da vida das sociedades modernas
sustento que o governo deve ministrar s classes me-
nos favorecidas da fortuna. Parece-me poder mos-
trar-lhe que se enganou. S. Exc. comparou o.se'u
relatorio de 18W a 1850, com o relatorio do minis-
terio actual de 1850 a 1851. No prjmeiro apparc-
cem frecuentando as escolas publicas 41:519 alum-
nos, c as particulares 33:415total 75:000 ; mas no
relatorio scguinle, isto he, no do ministerio' actual,
co'mprehenilcndo de 1850 a 185i, anda que as esco-
las publicas ha de, menos 5:000 individuos, que o
diguo par assegura lerem diminuido na frequencia
das aulas, augmentam as particulares d 33:481 a
4Sc585, vindo a dar urna somma de 80:000 cm lugar
de 75:000. lie o que se v da compararlo dos dous
rclalorios de 4! a 50 do digno par. e de .50 a 51 do
actual ministerio. (O Sr. Conde de Thomar Esse
relatorio he meu.) O orador Pois he seu o relato-
rio que apreseutei em juidio de 1852 ? eja embora,
se o quer ; mas nem assim mostrar decresciraento
em o numero dosMlumno.- da instruccao primaria ;
porque o relatorio do conselho superior de inslruc-
eo publica de 1851 a 1852 d frequenlando as es-
colas publicas do inslruccao primaria 41:255-alum-
nos as aulas publicas, e 40:000 as particulares.
(O Sr. Conde de ThomarEsse nao Vi eu.) Bcm :
enlao nao me parece mui generoso decidir, sem b
Ver, que as escolas sao frequeuladas por menos
alumnos que no seu lempo. Eu respondo peraule
o parlamento pela verdade do qne aturran, e pean-
le o publico. Mas nio para aqui a coillinuarao. de
augmento na frequencia dessas* escolas ; porque o
relatorio do mesmo conselho superior do anno de 52
a 53 d alumnos das escolas publicassempre de
inslruccao primaria, 47:171, eda inslruccao particu-
lar 41:000j s v que era lugar dos 75:000 de
1849 a 1850appareccm' de 50 a 51, 80:000 de
51 a 52, 81:250de 52 a 53, 88:451. No ultimo des-
tes anuos una dill'erenca para mais; .relativamente
ao primeiro, de 13:571 individuose relativamente
ao segundo, que o digno par diz llic pcrlcucc, 6:255
alumnos. Respondo por estes algarisraos, como j
disse; e vista delles creio nao ler errado, quando
alliriiu-i que o digno par se enganava.
Nao quero allribuir esle augmento a causas que
licsar das diligencias do governo e. do coiisellra de
iuslruccao publica, s cadeiras do ensino primario
achavam-se urnas mal servidas e oulras vagas, e
sem concurrentes; e por isso os alumnos diminuiam
as publicas, e talvez augmeolavam as particula-
res. O motivo desla dlercn^a entendo eu que era
a falla de pagamentos aos professores : os mal
pagos serrtam mal, e discpulos nao aprpveilavara :
esse mau pagamento nio convidava os indiv iduos
bcm habilitados para um exercicio mal retribuido :
se algn* candidatos appareciam, nunca ou quasi
nunca aprescnlavara sufiicienles habelitacOes, c de-
viara ser, cm grande parte, approvadon por falla de
nutras melhores. Mas luje nio succede assim. O es-
tipendio he ponlualmcnte Ipago : esla certeza cha-
ma coucurrenlen ; e o conselho, que lera por onde
cscolher, estolhe os mais habelilados, e pode obr:
ga-los no cumprmciilo dos seus- deveres, por que
nao falta quem se proponha a esle magisterio. As-
sim vento augmentar o numero dos alumnos as
escolas publica-, o que eu nao possa allribuir a ou-
lras causas ; o o funesto expediente* de pagar em
dia, ou o raleio (como diz um digno par) a que se
desl uonie, produz ao menos tal resallado. Eu
nio quero agora dizer que seja nma grande fortu-
na o fulminada pagamento poulual aos servidores
lo estado ; mas aturara que os professeres de ensi-
no primario uao o reputara nina desgrata.. Acho
singular o modo por que ueste ponto ha sido combalido
o govcrnp : ; diz-se que todos os ministros que
nos anteeederam empregarara esforcos para conse-
grar essa regularidaile nos pagamentos lodos o
iteavam uiiibem, para obler, e que al sacrificios
deviam fazer-sc; mas desde que se vio que esle
bem foi por nos conseguido, exclama-se : essa pon-
lualidade he urna desgrana Mas deixcmns laes
consideraroes : o Tacto be que a frequencia das es-
colas primarias nao dimuue, augmenta ;,e o digno
par nao lem razi par^ atlligir-se do mal que sup-
punba existir.
Muito podra eu adiantar sobro o estado da ins-
lruccao publica cm geral, mas nao vera ao nosso
proposite. Confesso com tudo qne no svstema que
esl era pralic se carece de aperfeicoameutos : o
que digo he opinio miuha propria. Aillrma-se-me
que se deve dar ao ensino urna certa cuneen tracio ,
formando dille um syslcma em que liarm'ouisem to-
das as partes de que se compile ; que os diversos
ramos de inslruccao ohcdecam a um s peusameuto
que osdirija ; c que simplifique mais o servico, sem
dimiuuici as materias ensilladas. Isto he difllcil,
mas parece-me necessario.
Em quaulo a inslruccao primaria apreseutei na
oulra cmara um projecto, em cuja collaboraco fui
auxiliado por dou-f deputados de muilas luzes e es-
tudos sobre este ponto : islo foi na sessan passada ;
renovei nesta a iniciativa do governo; espero que
a discussao o.apcrfeire, que seja approvado em
ambas as cmaras em proveilo do publico. O ensi-
no do sexo feminiuo he all, considerado como lauto
merece c precisa.
Mas o digno par por est'easiao pcrgunla-nie
qnal he a" miuha piniao, o^romS eu pens a res-
peito da cnilocacan do conselho de instruccao pu-
blica? Pergunla de cerlo muilo licita e sincera,
creio cu. Mas pois que anda nao, discutimos ue-
nliun projecto de inslrncoao jiublica, o digno par
nio levara.ainal.qiic eu me declare nio liabililado
hojepara Ihe respondernem da miuha rcsposla po-
deria seguir-se compromisso algum, porque a ma-
teria s pode esclarecer-se, c determinar as npinoes
quando fr discutida. O digno" par com tudo pode-
ria presumir qual ser o meu pensamenlo a esle
respeito ; c tambera que me nao havia de esquecer
urna cerla discussao, que houve na cmara dos Srs.
deputados, sendo eu relator da. commissao respec-
tiva, c presidente o Sr. Silvestre Pinheiroobme
re'pcilavel, que boje se proiiuncia'com a maior ve-
neraeao por lodos os que honrara os nossos compa-
decidr o que paccer melhor: agora s direi- lal-
vez fique em Co nbra, e talvez nao (rito), sinlo
nao poder condesender nes nonio com os dosejos
do dig'noji|c; o |ro-lhc pordio de deixar sem ou-
Ira resoosU a sin porcuna. Terei pena de haver
"isto deigoilado a S. E- {/lito) (O Sr. conde de
Tkomu:pelo conlflrio, d.i-me muito prazer.)
O digno 'far pJn eslr-nhara quo cu louve a sua
muila aVuCezff as disusses, porque lh'a reconhe-
co, e porq t e Jum m ni tu nio o tomar como li-
sonja. Eu mo qu> s vezes o digno par d como
certo aquilh de iue menos certeza tem, c vice-
versa, faz pcigunts para se lrar de duvidas sobre
um ponto de qjc lepds se musir assaz informado.
Sio estratagemas jaramontares, que podem talvez
ler alguma ulldalc, mas de que cu nio sei fazer
uso, nem creio que imais possa por em pralica.
O digno par, depis do ler tratado a queslio do
padroado do Orienl e alda inslruccao publica, veio
inesperado fazer-re urna pergunla, que embora
innocente, me paiceu nm lano deslocada. Quiz
saber que era feiU deum diploma ou diplomas de
condecorares conedidts a cortos ecclesiaslicoi da
India, os quaes d domas, era lugar de seren man-
dados ao seu destn, ficaram presos na secretaria da
marraba. Nao poda eu deixar de dar peso a esta
pergunla, feita o lmenlo em que se esl tratan-
do de qucsloes relavas ao juizo que se faz do pro-
ceder de alguns eclesisticos Parecer a alguem
e nao a mim que sla sropreza lende a compromel-
ler asjegoriayie:; e qne nio fallar quera deseje
arriseflas, preleilendo'qne se saiba desde j que
o governo agracia bomensque lera sido censurado
por urna autoridile respeilavel; c que nos nio ou-
saramos remellec issis condecorares para nao aug-
mentarnos as dilicildades da nesociarao com a
potencia deque naisdesejamos conciliar a boa von-
lade. Nao dirci;quJ laes sejam 'as inlences do
digno par-j-nao c drei mas pergunla que me fez
podia S.^xc, adovnhar a rcsposla, que te reduzi-
ria a una.oulra pergunla; e vem a ser; porque
razao mandara orriaia-par qiiesesohrecslivcsse pelo
ministerio do Riiu na expedicao de diplomas para
oilo eclesisticos di India que haviam sido ssigna-
dos c refereudadi-, sendo S. Exc. ministro ?
Eu soobe que iquelles diplomas exisliam all re-
tidos ordem d> S. Exc. e nio fiz mais do que
mandar soltar este presos (riso), que l foram en-
viados para a ser.-daria de mariuha, para poderem
ir ate ao l'IIranar. Eis-aqui o que eu fiz dos
laes diplomas! {Kicf.) E he .6 digno- par queme
pergunla noticias ia priso? (O Sr. conde de Tho-
mar:Devia pcr.unlar-rae os motivos). Os moti-
vos os sabia S. Exc, eu s conlo o' fado ; digo
que dei ordem desollura aos qne S. Exc. mandara
prender. (Hito), Preced assim, porque me pare-
ceu juso jrnnfornc os meus principios.
Eu nio Uve cono necessario saber as ra/es qne
moveram S. E.a dar a ordem que qne deu, nem
me pareceu que inha de Conscrvar-me sob a sua
(utella: as causas do seu procedimenlo reputei-as
sus, e nao minha : nem o negocio era Uto grave,
que requeresse rhamamenlo'de algumas notahifidnde
para sobre elle seem consultadas, como econtece s
ve/es. Nao o era: se o fosse, eu de cerlo leria o
cuidado de pedir 3 parecer do digno par (hilari-
dade). E com lulo S. Exc. me aecusou de liaver
daBo liherdade acs seus prsioneiros *(rUoJ. man-
dando qne patsassim para a secretaria db Ultramar!
Nao esperava talver a rcsposla que eu tinha para
dar, ou sdppunlu achar-me desapercebido,' por
ignorar o que fdrj determinado. E com islo nao
prlcndo mais qne defender-me, bem cerlo de qua
a detensa nao poda romparar-se com a violencia
do ataque, ao qual, se nao oppuz palavras lio cor-
le/es, como sempre desejo empregar, foi porque me
foram dirigidas expressoes de cararlcr olfeusivo,
nao merecidas, neir. provocadas por mim, nem do
digqp par, ncm de nombro algum desla casa, como
ministro da coroa.
Sr. presidente, )lembro-mc agora de urna dscusSo
tormentosa que leve lugar na cmara dos pares,
senao S. Exc ministro, quando aqui foram deba-
tidas as. i 11 den ii is;i ces do contracto do tabaco.. En-
lao o diguo par, vollando-s para o lado da cmara
em que eu me achava, exclamou, derigindo-se a
mim qne muito imporlava a opiniao qne eu dera
sobre essas" indemnisaees, porque era a opiniao de
ura hornera verdadeir, juslo.e independenfe.
Enlao era eu vertladeiro, justo e iidepeodenle,
porque o digno-par era ministro ; e boje que o sou
P~u loa,,,, _^, bellas aualidadcs pr i^-
cm que as perd ? Por que motivo -me ultraja ?
Pois essa independencia, posessa linguagem da ver-
dade correspondem ao que agora assevera de mim,
quando diz que eu muito de proposito dei vara
correr a discussao que vera lugar na cmara dos
Srs. deputados,.! Isto nao se proferc, Ara mesmo
a respeito daqucilrs de quem ha oileosas pessoaes :
nada ha que justifique semelhanle linguagem {rozes
Deu a hora; deu a' hora ). E eu eslou j cau-
cado. %
O Sr. prndenleX hora j deu.
O Sr. ministro Eu lenho anda algnmas cou-
sas que dizer, e sobre objecto grave.. Devo respon-
der a um illuslre menibro da cmara, meu antigo
amigo, c cujas aecusaces nao posso deixar de con-
templar muito serias (vozeiFalle oulra vez ).
Pois bem {voze* Falle imanliaa Outrat r
zet Falle j ; -falle j).
O Sr. cisconde de Algct O Sr. minislro he
que ha-de declarar se quer continuar, ou se quer
ficar com a palavra para a seguinle, porque eu ou-
vidizeraS. Ex. que eslava caucado, e que (inha
anda de fazer graves consideracGes.
O Sr. presidente. O Sr. ministro dir se quer
continuar?
O Sr. ministro do reinoEu, se a cmara quer,
conlinuarei, porque em fim, tendoj oceupado duas
sesses com o meu discurso, repugno o pedir que e
me conceda o fallar anda em oulra sossao.
O Sr. riiconde de Algi. Quer dizer que nao
desoja lonliniiar.
(FosesPara a sessAo seguinle.)
O Sr. presidente. Picar cora a palavra para a
sessao seguinle, que ha de ler logar na sexla-feira
(17 do correnle); sendo a ordem do dia a" conriona-
rito da mesma que eslava dada para boje.
Vai ler-sc a rolarlo dos nomos dos dignos pares
que devem formar deputacio, que mauliaa lu-de
levar sancro real varo aulographos de leis, que
j aqui foram approvados.
O Sr. Secretario Conde de- Mello (leu) i Os Srs.
conde de Thomar, viscoudes de Algs, de Almeida
tlarrell, de BalsemSo, e de Bernagazil, conjura-
mente com o Exra. Sr. presidente e o digno par vi-
cc-sccrelario conde le Fon te-Nova.
O Sr. pretidende. Esto fechada a sessao.
Passaca de quatro horas.
{ Diario do Gocerno).
taces dos governos alternaos. Ja citamos alguna ar-
ligos (lo Times, os quaea produziram urna grande
sensacilo em Berlim. A opiniao de oulras gazetas nao
he menos pronunciada.
O Daily .\tir.t acompanha suas criticas de urna
observarlo, que achamos de urna profunda exaclido.
A Europa pede agora se convencer, diz esse jornal,
que nada he mais para sentir do que o mo succeiso
do mnvintenio nacional allemao em IK18. Pergun-
ta-se com que direito governo austriaco, que s
conla nove milbes de subditos, e o governo prus-
siano, cuja pusillaminidade he um insulto para o
palriotismo da naci, exercem ama inlluencia dicta-
torial sobre os deslinos de toda a AUemanha ?
Parlilhamos a opiniao do Daily Neies^ e nao he
pela prime ira vez qiae fazeroos ver hoje, o que ha de
profundamente vicioso e radicalmente falso na cons-
litucSo pnlilica da AUemanha ; ha p%ra essa grande
najao urna causa permanente de fraqneza, e pode-
mos ajunlar que, exprimindo-nos desle modo, en-
contramn-nos com o instincto altamente manifestado
do povo allemao e cora o senlimento de seus publi-
cistas os mais competentes. De lodos os projectos
apresentado*em 1818, nenhum ha que nao fosse me*
llior do que o actual. Depeudia enlao da Prussia to-
mar urna grande postean na AUemanha e na Europa,
e se naquella poca nao cumprio seu destino, ella o
deve allribuir absolutamente s msmas causa, das
quaes provm suas hesilacSes e anas le/giversacOes
actuaes.
A falsa ituacao da AUemanha he finalmente viva-
mente sentida e deplorada por urna parte da impren.
sa allemaa. A opinio se manifesta tanto quanto po-
de manifestar-se, e se os governos nao abra^arem
urna polilica mais franca e mais nacional, nao ser
por falla de lerem sido advertidos. O seguale rligo
da Gazeitepopulaire de Mayence nos parecen dig-
no de urna menean especial:
(t A Correspondance autrichienne A Corretpon-
dance prussienne, orgaos das duai grandes potencias
alleraaas, declararam ambas a 7 de marco, que sen*
governos manteriara a neutralidade. Idnticas no
que se refere ao-princiuo, estas duas declararles
diderem quanto a forma da uculradade. A Austria
nao quer lomar as armas;; mas declara que as po-
tencias occidenlacs eslo em seu direito, e que ella
nao consentir movimenlos de insurrecao as pro-
vincias limilrophcs de suas possesses.
A Prussia nio declara cousa alguma. Propoe-sc
esperar, fim de poder exercer depois era seutido di-
verso urna influencia conciliadora e pacificadora. O
que quer dizer em outros termos, que ella aguarda
reunir-se, conforme as circumstaucias, a urna on a
outra parte e conseguir o equilibrio. Urna tal decla-
rado deve excitar ao mesmo lempo a desconfianca
da Russia e das potencias occidenlaes.
Eis4qui, pois, a polilica da AUemanha ; eis-
aqui o papel quo fazemos, e enlrelanlo a AUemanha
he a potencia que esl mais inmediatamente amea-
esda pelas iuvasOes da Russiat Ella he o baluarte do
Occidente contra a invasSo da barbaria. O pavilhao
russoj reina em um mar, no Bltico, que oulr'ora
perlencia s cidades hausealicas da AUemanha. 'O
maior rio da AUemanha, o Danubio, cujo cuiso ate
Mar-Negro he seguido pelo commercio allemao, esl;
a ponto de cahir nai mos da Russia. 'A- navegacio
nasagaasdo Levante, hoje as mos do I.loyd aus-
triaco, esl perdida se o Orienta lornar-se russo
a O nico mar onde domina a mariuha austraca,
isto he, urna mariuha allemaa, o Adritico, se abre
aos Russos pela desapparicJIo da Turqua. A funesta
influencia, da Russia sobre os governos allemes
qual vimos o imperador Francisco confessar publica-
mente, lorna-se cada vez mais rresistivel a cada en-
grandeclraenlo do poder septentrional. Salla aos
olhos, que somos depois da Turqua os mais. inleres-
sados. Que soem comparado dos nossos os inleres-
ses da Franca nesla guerra ?
a Quanto niais nos he demonstrado, que temos
mais molivos do que a Franca e a Inglaterra em nos
oppor s invasOes da Russia, mais nos envergonha-
mos do papel mizeravel, que a poderosa.Altemanha
faenas.eircumslancias. actuaes.
A Gazttte de Cologne falla una linguagem idn-
tica, e um dos principies orgaos dos inleresses com-
mcrciaes e marilimos da Austria, a Gazeite de Tries-
te, cllega s mesmas concluides:
a A Austria, diz ella, nio .pode ficar espadadora
iiidiffercnle de ara conflicto que, desde ji/pOe em
jogo alguns de nossos inleresses os mais vitaes. Ella
he, antes de tudo, urna potencia oriental. Ella nio
pode tolerar, que a influencia legitima que tem exer-
do em lodo o lempo no Oriente, teja diminuida e so-
bre ludo diminuida em proveilo de urna potencia ri-
val, habituada a lomar a mi toda, logo que se Ihe
oBerece apona do dedo. A Austria he alm disto,
una potencia danubiana. Ella domina esse rio po-
deroso, urna da* estrada* asmis importantes do com-
mercio universal nosdous terco de seu curso; ella
nio pode permiltir que urna poteucia estrangeira Ihe
corle seu transito na foi.
Tal he a lingaagerq da parle esclarecida e por islo
mesmo mais patritica da imprensa allemaa. Quanto
aos orgaos da l ussia,elles lancam arada fogoe cham-
las contra a Franca e Inglaterra, e mererem cada
vez miis as honras da reprodcelo as folhas pilep-
de Sao-Pelersburgo.
A falla de lugar n3o nos permute dar hoje
novas amostras de seu eslylo. Pcrgunlaremos s-
menle a Noucelle Gazeite de Prusse, qe se indig-
nou' da polilica humorstica (ida por lord Palmers-
lon no banquete do almirante Napier, o que pensa de
cerlo banquete, de que ella deu conla, e no qual
seus protectores, graves magistrados, membros do
parlamento prussiano, s olvdaram aponte de can-
lar, ao beber, velhas cantigas de quartel em honra,
do principe Eugenio, Fcrrabrs dos Turcos e do
pagaos. t V
Semelhanles excentricidades deverara faze-la in-
dulgente, e a Souvelle Gazele de Prutse, que he
nutrida das palavras do Evangelho, deveria ler-e
lembrado naquella occasio, da parbola da Irave e
do argueiro no olho. ( Prette.)
ciedades parliculares, mas lambem o governo, em-
pregaram todos os meos para cstudar Jssa molestia
e proteger os lavradores. afim de que nao suecum-
bissem cm presen-a de semelhanle calamidade; e
pois se islo se fnzalli, como deveremos nos deixar
morrer a cultura do algodao, que tanto pode concor-
rer para o augmento da nossa exporlacio ? Eulondo
que islo no ser* prudente de modo algum. Sop-
ponhamoi que diqui a pouco sobrevm urna mo-
lestia na canoa do tssurar.como uccedeu no Rio de
Janeiro, a quo Acaremos rednzidos?
Portento me parece que he muilo conveniente,
que he mesmo de necessidade imperiosa applicar re-
medio efliraz para indagar-se as causas que podem
remover o mal que soffre a cultura do algodao, e esse
remedio por cerlo s se peder remediar oflerecendo-
sc premios e re,comnensa3 aos espirites cstuAiosos c
indagadores,aos homens de scieucia que se applquem
ao esjudo da enfermidade, e dos mcios di cura-la;
he para isso pois'que eu submello considerarao da
casa urna emenda, elevando, a 30:000$ a quota mar-
cada pela commissao para ser applicada ao melhora-
menlo da cultura da canua e db algodao; e porque
supnnho que acamara esl animada do desejo de be-
neficiar a lavoura, espero que adoptar a minha
idea como ulile prove losa.
Vai mesa e he apoada a seguinle emenda :
a Para o melhoramento do fabrico do assuoar e da
cultera do algodao, he .iberio ao governo daprovin-
ciaum crdito de 30:0003rs.,_ do o,ue dar especifi-
cadamenle conla a assembla. lr'ando.
O Sr. Carneito da Cunha diz, qoe por achar-se
incommodado, nio pode prestar a devlda allencAo a
discussao, e mesmo nao entrara nella se acaso o
projeclo que se discute nao fosse da commissao de
commercio e artes, a que perlence.; motivo-este pelo
qual nao pode ditpensar-se de dizer alguma cousa.
Observa que embora o honrado memoro (o Sr.
firando) dissesMtauila cousa, lodavia nada adian-
tou, perquanlo tfPhe necessario Iralar-se dos rae-
Ihoramenlps do assucar e do algodao, lodos sabem ;
mas reste saber-se quals o* meios que se devem
empregar para conseguir esse desidertum, e foi jos-
lamente o que o nobre depurado aulor da emenda
nao precisou. Declara que a razao que levou a com-
missao a dar preferencia ao assucar,foi a considerarlo
de que o algodao de Peruambuco no obstante lo-
dos os males he o mais estimado nos mercados da
Europa, ao pasto qne o assucar nao pode, competir,
nem com b de canoa fabricado era oulras partes do
mundo, nem com o de belerraba, sendo essa a razao
porque a commissao consignou ,a quaulia de vinte
conlos de ris, para que o governo mande por flual-
quer forma vir. machinas das que sao empfegadas
em diversas parles para o fadrico do assucar, ma-
chinas que Cajam com que esse produefo so torne
melhor, para que por esse raeo possa o nosso assu-
car competir-com as oulras qualidadesque affluem
aos mercados daJJuropa. ,
Por ver que^ molestia que afiecla o algodao
nao recabe essencialmenle sobre sua qualidade, mas
sim sobre a quanlidade, c que nao ha dados algtons
anda, sbreos quaes se possa precisar a qualidade
do remedio que se ha de applicar para evilar esse
mal, sendo por essa razao que a commissao nao con-
signou quantia alguma para esse fim, viste que por
ora nada se pode*fazer ; e emquan lo senao descobri-
rem as causas que produzem a molestia do algodao,
o meios de as remediar, escusad sen eonsrgnar-se
dnheiro sem se saber para que fim ; porque, se
acaso for par e sa planlaco, nao havendo entre nos lavradores ou
pessoas entendidas na materia,, nao havendo quem
spossa fazer um juizo sobres utilidade dos melosa
empregar, de nenhum prbvelo ser o marcar-se
premios para qne escrevam taes' memorias, visto
como Has nao apparecerin. ,.
Observa que na Europa tendo sido por vezes ala-
cadas a batata e a uva de molestias que as deilroem,
na Europa onde se esludam essas cousas, onde o go-
verno tema um vivo Inleresse por isso e onde ha mui-
lo dinheiro, anda apezar de lodo o esforco, de lodo
o trabalho, se nao pode descobrir remedio para a mo-
lestia desses productos, nio obstante os inmensos es-
tabelecimenlosscienlificos quo por la existem, pro-
vando islo que muilo mais difftculdades lisveri en-
chamou a atlenco da casa.. E lodavia, quanto a
thesouraria, um repartilo de primeira ordem, o
presidente diz smente que o inspector pede empre-
gadosf sem dizer se elles sflo precisos, como qoe re-
cejando re*ponsabilisar-se por um tal pedido...
OSr.Catneiroda Cunha: Fot enlao simples
mo^o de recados? Pensara que nao podamos ler
no relatorio do inspector esse pedido?...,
O Sr. .Mello Reg: Porm, porque p%osou de
raododiverso acerca de nntrs necesidades, se elle
sabia que mis hariamos de ler o relatorio do cueto
daquella reparlico ? *
Se, o nobre presidente reconhecesse a necessidade
de laes empregados, ler-nos-hia formalmente pedido
que elles fossem concedidos ; e foi isso qne nao
fes.
Portento, ja se v, que a creacS Ap mato owasee-
ro que o orea men i o propfle, nio he Uo necessaria
quanto 6 lem dilo o nobre inspector; so ella o fosw.a
primeira autoridade da provincia, estara convencida
dessa necessidade, porque ella he quem melhor podt
avahar do trahalho que pesa sobre cada urna das re-
parlijes publicas, e he quem deve indicar a esta as-
sembla,quae* as neressidadas que devem ser soccor-
ridas de prompto ; e orna vez que essim nao proce-
deu com a thesouraria provincial,me parece claro.qoe
nio he urgente essa creaciocomo'suppOe o nobre di-
putado....
OSr. Carneiro da Cunha : Mande um reque-
rimeuto pedindo informaedes...
OSf. Mello Reg : Nao, en me cntenlo *eom
islo. .
Urna verdade, Sr. presidente, disse o nobre de pe-
lado segundo secretario, qne nio deve ser esqiecida,
e he, que mais vale um pequeo numero de bous
empregados, do que um grande numero-de mos; e
parece lambem verda de, que por essa lados Ihesou-
rara provincial nio esl muilo bem servida, segundo
o nobre inspector e a illuslre commissao de fazeu-
da na creacao dessa seecio, dito a entender era um
punte, sobre o qual eu chamo a alten(o da casa,
sendo que he anda ura dos motivosqae me fazem
varillar no votoqne desejav dar ao arligo do projeclo
que se discute.
Diz o arligo 44 das disposicOes geraes, (que coni-
quanto nao esteja m discussao, peco licenca pira
l'cr):
a Os lugares Creados pelo art. 30 desl lei, serlo
prvidos sem concurso, preferinde-se aos actuaes em-
pregados da thesouraria os cidadaos, que por e le-
rem oceupado em trabalhos desta repartiera, lenham
dado prqvas de habililacao. n
Bem ; a quem pode favorecer essa -dtjposicao ?
Aos cidadaos habilitados que i presidencia enten-
der, que deve cscolher iudependeote d con-'
curso....
O Sr. Barrot Lacerda, : Jsso nio esl em dis-
cussao. .
O Sr Mello Reg: Esta disposicao do projeclo
do qual he o nobre inspector relator, s pode tet nma
s explicarlo razoavel; e vem a ser, que O'nobrd
inspector, estando convencido de qu osemprej
de sua reparlico, nao estando no caso do mereo
cesso, preciso he recorrer-se ess' tanfte
bililar-s o governo a bdAr pessoas de fifi
melhor prehecham os lugares...
Um 9r. Deputado : Islo nao cabe M
ligo.
O Sr. Mello Reg : Isto he preci
torca prospoico donobresegundosecre
que a thesouraria nao esl muito beni servid* de'em-,
pregado* : he o que se collige desse arl. -I i.
Agora,pergnnloeu : quem ha de ser o juiz das ha-
bilitaroesgestes individuos? O governo e s e gWbl
no ; he elle que lia de ser o onico juiz.
E quem nos diz, que o governo na escolha. qne li-
verde faze/'-'ja levado smente pelo espirite de fa-
zer justica de escolher o mrito onde quer que s
achc?.
Eu confesso que nao tenho esperanzas de que por
esse mel se alcance a "melhor escolha; e quando
mesmo livesse,nio acho razao para ess#excepcao que
senuer fazer na le.
.'O regulamento da thesouraria exige, que o provi-'
mente dos lugares de segundo escnpturarlo seja por
cor

concurso, eos de primeiro poraecesso ; se urna tal
trenos, onde tudo falla, e nao se sabe anda'sobcil ni,PosiSao traz erabaracosn prtica.asse cha quo.
que base devam asscnUr as ndagasSes acerca A raelnor d-* arbitrio ao governo, e abrir-
moleslia do algodao. '. / P01" ao palronalo, como quasi sempre acontece
Quanto ao assucar.diz estar demonstrado que/ fal- 0o s? d semelhanles aulorisacOes, enHo revo-
Ciie-sc o rczuiamenlo.,
'epvtado
trilas illustrcs.
Por occasio desse debate inslmos com o digno
par, enlao minislro, para que conviesse cm que um
dos arligesdo projeclo fosse a mudanca do conselho
de inslruccao publica de Corabra para Lisboa. O
digno par accedeu opiniao predominante na com-
inisao: e comtudo aquello projeclo. approvado na
cmara dos Srs. deputados, nuuca passou para esta :
e o governo, aproveitando ura intervalo de dicte'
dura, substituto apropusta por um decreto sen, e
nclle deixou o conselho em Coimbr.
Mas ludo islo me parece extemporneo.Chega-
Boletlm sammuil da iapransa ettranf etra.
Esperando aMisfussi, qne uno pndern deixar de
comecar enlre a imprensa inglcza a respeilo da cor-
respondencia anglo-russa, que acaba de ser coramu-
o irada ao parlamento, temos de mencionar ura inci-
dente preliminar, relativo a essa mesma correspon-
dencia. Este incidente d urna idea dos meios de in-
formaoao, que possnem os jornaes inglezes e do alto
grao de poder, a que pode chegar urna imprensa li-
vre e inlclligenle:
Todos sabem que a publicacilo da correspondencia
foi provocada pela inepcia da potencia mais inle-
ressada no'segredo, e que as insinuarles do Journal
de Saint-Petersbui o he que forctram o ministerio
inglez a administrar a prova oflicial dot projectos ha
lauto tempo tramados e decididos pela Russia. O
Times, resnondendo o arligo do Journal de Saint-
Pelersburg, o acompanhou de urna- reclilicacan lao
formal e lio franca, qu foi gcralmcnle considerada
como oflicial.
Porm nao o era. Inlerpellados as duas cmaras,
6s ministros, declararam que nao liuham fcilo coin-
niuuicijcao a nenhum jornal ; mas ao mesmo tempo,
nao poderam fazer oulra cousa senao confirmar inlei-
ramenle es assereocs do 7t'mes.'0 Time linha dito,
que as propastas tinham sido feilas pela Russia e
rejeiladas pela Inglaterra ; lord John Russell nao
disse o contrario, porque o publico seria instruida
pela communcacao dos,documentos, c elle nao pode
deixar de renovar essa assercio.
Como o Times penetran o mysterio de una cor-
respondencia absolutamente serela, e se informou
das nlencaes do gabinete ? 11c o que nao tem es-
clarecido as explicaces trocadas na cmara dos lords
enlre lord Aberdeen, lord Malmcsburv, ex-minislro
dos negocios eslranseros, elord Derby. A informa-
cao nao revelou nenhuma ecusacao contra os em-
pregados de ministerio dos negocios estrangeiros, e o
Times guarda o segredo de seus meio de infor-
mac,0es.
A imprenta ingleza conlina a dirigir o fogo inces-
qaande houver umwligo do processo, qTiellie falla, I rao momento da discussao, e espero que enlao se. I wnle de sna polmica eonlra as morosidad w e hesi-
ASSEBKBUSA LEGISLATIVA
PROVINCIAL. '
. Sessao' ordinaria em 25 de abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
(Concluan.)
Entra em segunda discussao o projeclo n. 29, q%c
autorisa o governo a dispender a quantia de 20:000?
para melhorar o fabrico do assucar.
O Sr. Brandao : Sr. presidente, tu acho omi-
to conveniente, muilo prbveilosa a idea consignada
no arligo 1. do projeclo, mas me parece que ella
nao esl completa, porque nao vejo comprehendido
na disposicao desse arligo um importante ramo da
produccao da provincia, fallo do algodao.
V. Exc. sabe que este ramo eo do assucar $0 os
que al l'oje lem alimentado a nossa exporlacio pa-
ra o ex rior; conseguinlemenle entendo que elles
devem s r simultneamente protegidos, e mereceros
disvellos da assembla provincial. '
Tendo lulo o parecer da commissao observe! que
ella exclua da benfica, disposicao do arligo 1., o
ramo de produccao do algodao, sob o fundamento
de achar-se elle em decadencia, por causa da moles-
tia, que de certos annos a esla parte o tem acabrn-
nbado. mas esla raza? bem longe d me fazer abra-
car o pcusanieiito.de exelusio que sobresalte naqucl-
le parecer, concorre para que en permaneca na opi-
nio de que a assembla deve adoptar medidas con-
venientes, afim de que esse arligo de nessa cxporla-
co nio fique exiincte, a ppulo de deixar de figurar
nos mercados-da Europa. Pois porque a cultera do
algodao deiinha lalvez por nao ler sido conveniente-
mente protegida, seguc-se que deve ficar era esque-
cimcnlo, e ser excluida da participarse dos meios
protectores, que a assembla procura eslabelocor'.'...
O Sr. Carneiro da Cunha : O nobre depulado
lome a inicialiva.
OSr. Brandao 1 Eslou analizando o artigo, e
espero em Dos que podCrei formular urna pequea
emenda para mandar mesa.
A cmara sabe, que o algodao em certa poca fez
urna grande parle da riqueza da nossa Ierra; que
grandes fazendeiros se eslabeleceram no cenlro da
provincia, e que all reiiniram grossos capilaes, no
entonto que de alguns annos para c aquelleestado
de cousa* lera inleiramenle mudado pela enfermida-
de que allacou esla especie de lavoura: mas porque
se den eslarircumslancia deve seguir-se que se dei-
e entregue ao abandono, que se nao procure me-
lhorar una cultura lio importante, c que tanto ron-
corren para a riqueza da nossa provincia? Cacto que
nao. E demais, ainda temos .muilos coiicidadie*
nossos que se applicam ao cultivo desse ramo de
produccao. e portento cumpre estender a elles os
beneficios que se deseja fazer lavoura.
Ha pouco lempo vimos que lendo apparecido na
Europa urna molestia as yii.has, nao s muilas so-
la de apparelbos e machinas, he que o torna de nfc-
rior ijuttlade, e por so a commitsgo-'aalaulsB- y-9J,r: D'
qu, contacanda^w n mio.de nwllinrar '" prodne-
jo, e attendendoso pouco*valor que el tem nos
mercados Europeus, e sendo cerlo qua os planlado-
res no podem entrar em concurrencia co a TK juellcs
quo possnem essas machinas, resolveu ajrest -'lar
consideraejio da casa o projeclo era discussa-'. nao
hivdando aceitar qualqucr emenda a.respe/ algodao,*coralanlo que o sen autor precise o-s meios
que o governo deve empregar, e nao diga v/pwmen-
te, melhorar-se o algodao, porque isso he o e todos
desejam, sem ler-se aiuda adiado o meio.
Cinge-se por emquanlo a eslas reflexfie* em sns-
lentacao do projeclo, e nroraelte yoltar -vamenle
discussao, se as observacrt dos honrar membrs
que combaten] o projeclo, o levaren), a'i '
, Segunda parte da ordem do t.
Conlinua^io da segunda discussao ornamento
provincial arl. 30.
O Carneiro da Cunha observa q > nao estan-
do alias sempre de accordo com o illi re inspector,
da thesouraria as suas ideas, resolve omludo, por
I haver-se convencido das razoe> por e; digno func-
t-ionario apresentadas, a consignar n 'rojeclb de or-
carnenlo creacao da secciio pedida, ra thesoura-
ria provincial; e declara que, p?ra resolver-se a
dar esse pasto, levou tres das info rmando-se acerca
da fililidade dessa medida, e s de pois de ler adque-
rido perfeilo conhecimento da s1 a. necessidade, he
que se resolveu e acquiescer a ess>e pedido.
Diz que essa secciio tem por l*m coadjuvar os de
mais empregados da thesouraria, a por em dia a
escripluratao ordinaria dessa reParlirao, visto como
os actuaes empregados nao pode-"' dar vencimenlo ao
trahalho ; ea nao crear-se ess.'sccrao, iram-se aecu-
mulamlo os Irabalhos, e tero rfe lornar-se perma-
nentes as commisses externas que existem naquella
reparticio, o que nao julga conveniente. Faz ver
que, achando-se designado 0 Irahalhu que essas com-
misses tem a fazer, isto he. o exame das .coalas al
1832,. findo esse trabalh*>, erio laes commisses
dispensadas, o que n,1o fuccedera senao se crear a
secciio,porque os trabalh nio podendo ser vencidas
pelos empregados aerares, ir-se-'hao accumnlando
successivanienle, endo J*so prejucal ao bom anda-
mento do ervico publicoV
Por eslas considcrac,oej}, julga que a casa deve
adoptar a medida proposta, wla ser ella de reco-
nhecida necessidade.
OSr. Mello Bego : Sr- presidente, principiarei
por fazer urna declarnco pinito sincera a casa, c he,
que me acho um pouco pei'P'exo acerca domado por-
que hci de volar sobre o arligo que se discute. S
por um lado desejo eslar de accordo com a illuslre
commissao e salisfazer f' exigencias continuadas- do
nobre inspector da Ihesuraria, relativamente ao pes-'
soa'l desua repartilo ;, por outro, nao deixam de pe-
zar em meu espirito algnmas das considerarles apre-
sentadas honlem pdio .hobre segundo sccrela-
rio. /''"'
Vejo lambem queA> nobre,inspector, ao passo que
nesla casa Irala d? encarecer as diflicoldadcs com
que lula pela falla de empregados, no seu relatorio
aprsenla o estado da thesouraria em ponto tal, qae
me faz ver>que ro"'to breve esses trabalhos traza-
dos eslarao eraii*' porque as commisses encarrega-
das delles teera irabalhado cora lal assidud.ade, in-
diligencia e.zePi que fazem crer, que mnilo breve
se vencerio csse* rnesmos Irnhalhos, c que'a repart-
fio ficar com enlao o serv 50 ciTuSuarji'ser feilo com os empre-
gados actualmente existente"-
Eestc pensar do nobre insiiectoj^Jlfijun^smcj^do.
nobre presidente dJfcrovinci, que alias nao pede
ugmenlo de emprimados, e smenlc lembra que se
procure remediara anliga manqueira : e qual he a
manqueira !*Heaccumu!icode Irabalho commel-
lidos ao exame de commisses qne Irabajham fra
das horas do expediente. E nem So diga que o nobre
presidente em seu relalorio, pode creacao dessa
seceo para a thesouraria ; elle apenas diz, que o no-
bre inspector pede-a sem acresceiitar nenhuma con-
siderajao a respeito: enlrelanlo, dz-seqoe isso mes-
mo he um fedido do governo Mas eu confeslo se-.
melhanleassercao, porque acere de oulros objectos
o governo fez pedidos muHo posilivos, fez exigencias
raesmo, como por exempo, a respelo do corpo de
polica, em que oxgio a conservacio do capello, e do
cirurgiao ajodanle ; e a respeilo de irmaas de' cari-
de, etc., al acerca de objeclos de menos importan-
cia, taes como a malriz de S. Jos, sobre a qual elle
no esi em discos- -
O. Sr. Mello /lego : Eueetoa companndo s
disposces dos dous artigo, mrque uro he depen-
dente do outro ; um crea a^ccio,o oulro dio meio
de,provc-la ;'e eu tenho recessldade dessa cortpr-
cao por ler ura bem de fafat de ama nomeacile do
governo.
Antes, porm, de chegar > esse ponto, n5o posso
deixar de deplorar, qae o nobre in
ssaggerido esta idea, como mesmo 1
seo nome, afim de que ella fizesse parle da lei do or-
camento.
Sr. presidente, nunca poderemos ler bons empre-
gados, se nao lhes crearmos um incentivo, elhesder-
mos as precisas garantas, asseguraudo-lhes que
mente o merecimeato he que os ha de fazer sabir
aos logares elevados.
Entretanto pergunto, e pec que se rae responda '
com franqueza : a consequencia da disposicio desse
arligo, nio he ora desanimo qae se yai lancar no es-
pirito dos empregados que ficarem sujeilosa elle
qual ser o que da |ui por diante, aesforc e loto
inleresse pelo servico, que queira cumprir risc s
suas obriga^oeSj quando v qne he o.seu proprio
chefe que vem a esla casa pedir, que se br. porta.
ao palronalo.que se quebrem as sais giranlias, psr
qbe sejam Horneados os que tfverera bons pid
ainda quando sejam iucapazes,e mesmo analphabeln,
como honlem aqui se disse? na ser essa medida
um germen de desacorocoamento e desgoslo ?...
OSr. Jote Pedro : He o contrario disto.
*. O Sr. Mello Reg: Como o contrario disso ?
Quando vejo qae o governo j violn expresamente .
as disposces da lei, nomeando- oro escriplan
para o consulado sem ser por concurso.;.'
OSr. Paet Brrelo: Cite a lei.
O Sr. Mello Reg : O regulamento da thesou-
raria exige'ou nao, que os empregados de fazenda se-
jam nomeados por concurso ? Exige.
Ora, sendo o consulado finia eslacio da Ihesoora-
ria provincial, cujo reglamento manda que os cs-
cripturarios sejam nomeados por concurso...
l'm Sr. Deputado: Sao os segundos eseriptn-
rarios.
O Sr. Mello Reg- Bem ^ie lei nao permH-
1e que para o logar de 2. *escripturari....
O Sr. Paei Brrelo :Quero qoe Me cite o at-
ligo.
O Sn Mello Reg : He o artigo 12 qne
Ninguem sera nomcado para o emprego de segun-
do escripturaro da thesouraria.. ou das esteSoe*
que Ihe sao suhotinadas, sem-mostrar por meio'
de concurso que sbe... etc., etc. O consolado
he urna eslacao subordinada a tliesonraria...
OSr. Paes Brrelo: Lea o argo l., eve^
quaes sao as estaces.
O Sr. Mello Reg : Vejamos : i< Atligo 1. A
thesouraria provincial se eompor de um inspec-
lor, nm contador, c um procurador fiscal. Par o
desempenho dos negocios de sua competencia ser-
'( llie-tiio annexas assegoinles eslaces : secretaria,
a contadoria e pagadpria ele.
O Sr. Paes Brrelo : Na falla em consalado,
logo...
OS>: Mello llego:Isso nao qoer dizer qu o con-
sulado uao seja. estecio saberdiiuid a tbesoar;
recorra se ao regulamento que o organisoB, ese ve-
r, que tanto elle he eslacao, sujeita a aquella re-
parlicao. que o seu adminisltatlpr he subordinado
ao Sr. inspector. Em lodos osTOupos sempre o con-
salado foi por esse modo considerado, Sr; presiden-
le~e se assim o nao fosse, se a disposicaoJsfc lei
"quec:teno Ihe fosse applicavel, essa lei seria in-
consequeote, admitlindo systemas diversos de' pro-
vimenlo para empregos da mesma ualureza, empre-
?os de fazenda..\ -
(fa alguns apartes.)
O .Ir. Mello Reg :Por lano digo, que se exia-
lindo disposicao deJ,e> expressa cerca do provimen-
(0 dos lugares de fazPwda, o govorno saltoTHir cien
della, quanto ma abrinuWs a poda aopafionato,
e mandando que elle eicolhaSv quem quizer, sendo
elle o proprio, o nico jiliz da >oa ou mi escolha.
En jtfo digo, que o governov Aecessariamente f-
zer ms nomea;r>es : nao sei mesnib se essa queme
reliro foi m, porque nao conheco dat habilitacoes
do individuo ; nio he por esse lado que eu a cen-
suro. Devo suppor que seja um moco sem pralica de
eseripliiracao de fazenda; mas emlim elle a pode ad-
quirir em um anno, ou em uou*, ou em tres; pode
M
t
1 '.


"



DIARIO OE PERNAMBUCO SABBADO 29 D ABRIL DE 1854.
V
anda vir a ci'bom empregado. Nao he da noniea-
rioem i que fallo, porque, repilo, nao onlieco o
. individuo ; fallo gmenle do meio porque foi ella
feta ; digo quefoi violada a le, a-para que fim 1
Sem duvida para o atlender a pedidos. 1 Logo se
abrimos a porta... I
O Sr. Barros Brrelo :Deixa de ser violitda a
lei...
O Sr. Mello Reg : Sim, aceito a explicacito ;
ea franqueza roe agrada, mas he dcploravel, lie de
sentir...
din Sr. Diputado :Nao levante castalios.
O Sr. Mello Reg : Assim se deixa de violar a
* lei, he yerdade, mas lie deplrate!, he da sentir que
querido o goveruo despreta 11 lei, em vez dse Ihe
advertir, em ver dse Iba dizer a verdade, se lison-
ge o seu erro, se Ihe faca urna cortezia, dando-se-
lha arbitrio para fazer o que quizer.
O Sr. Jos Pedro E mida que nao ha razo
justificativa dessa autoajsariio que se d ao go%
verno ?
O Sr. Mello Reg :Se o artigo pode ter a expli-
eaeSo que me foi dada ero aparte, e que en aceito
porque me parece adraissivel, elle serve para dizer
ao goveruo : at o presente, Violando a lei, podicis
ter 'o receio de ser censurado pela assembla provin-
cial ; daqui por diante, porm, podis fazer o que
quizrdes, podis preteriros empregados queja li-
veram a'pratica dos trabadlos, podis por de lado o
mrito, cerlo.de que urna s vnz nao leni o direilo de
crgaer-se para censurar-vos. >>
A' pairar semelhante idea, nao vem Iodos qual
ser a sua consequencia nSo ve o nobre deputado,
que he chele da thesauraria, e que se dev inte-
ressar tanto pelos seus empregados qucnlo.iim pai
porseus filhos.flueelles agora iro ser negligentes,
que nao cuidaran tanto as sua obrigaroes como
dantes, por aaberem que o meio de alcancar melhor
posicao he o patronato, os empenhos, e nSo o bom
desempenho de seus deveres?
O Sr. Jos Pedro :Tenfco feilo mais por lies
do que mercf em. *
O Sr. Mello Rego~:lM tambem serve, e vera
em abono da opiniao do nobre 2. secretario ; toda-
va eu acho, que o nobre inspector devera ter pen-
sado sobre os inconvenientes que acabo de pnntar,
e nao apresentar semelhante idea. Eu, Sr. presiden-
te, podia alongar-me nesta ^queslao, mas por ora
tlmito-me ao que tenho dito, e creio que lenho guar-
dado as conveniencias e reserva que devia guardar...
O Sr. JJs Pedro :O que poderia dizer de mais,
quando al aceusou o governo ?
OSr. Mello Reg :Tenho ainda ontros recelos,
que me levara a nao votar ptlo artigo; mas nao os
quero declarar casa...
Jote Pedro sNao me importa que di
I
dos d'aqnella reparticao por conenrso: diz o rcgula-
menlo no scu artigo 42:
uNingnem ser nomeado para o emprego de segun-
do escripturario da thesouraria, ou dai estcoes, aae
Ihe sao subordinadas, sem mostrar por meio de con-
curso'quesiba a grammatica da lingua nacional, e
escrever correctamente etc., etc.
Vejamos agora quacs sao as estac"es subordioadas
a thesouraria e para as quaes ninguem pode ser no-
meado sem dependencia de concurso (le) Arl. 1.
A thesouraria provincial se compor de um inspec-
tor, de. um contador, e ura procurador fiscal. Para
o dcsempeiiho dos negocios de sua competencia ser-
Ihe-hao annexas es seguinles estaes: secretaria,
enntadoria, pagadoria, teudo tambem a scu cargo,
etc., etc. ,
Por^aiilo as estaroes annexas i thesouraria, aquel-
las de que fajla o regtilamonto, e para as quaes nao
se pode entrar, seno por meio de concurso, sao as
queso acham mencionadas no artigo que acabo de
ler. O regulamento nao falla no consulado e rom
quanlo seja urna reparticao fiscal dependente da the-
souraria, todava os seus empregados naoestao sujei-
(os .i concurso, visto que a lei nao os obriga a essa
tondicHo.
Ja ve pois a casa, que nao exigindo o regulamento
para o provimento dos empregos do cousulado o con-
curso, n.lo ha a menor irregularidade na nomeaco
feila peloSr. presidenle.de um hacharel para aquel-
la reparticao sem essa prova.
O .Sr. Mello Reg :Enlo o consulado nSo he
urna estacao sujeita a thesouraria '.'
O Sr. Paes Brrelo:Respondo ao nobre dpu-
(ado, quecom quanto o consulado seja urna reparti-
cao fiscal, dependente da thesouraria, todava nao
perlence aquellas eslaces para as quaes, segundo
aregulamenlo, ninguem pode ser nomeado sem que
proceda o concurso.
O Sr. Mello kego di um aparte?
<\r. Paes Brrelo: Tamben! as collcrtorias
esiai^^ejjygs Ihcsour-ria, r ,u".ra o nobre de-
pul colleclorcs passero por concurso ?
Seirhores, eu n5o entro na qucsUio ilej^ o que
fnais coiivm para o acert da escollarlos emprega-
dos, se dcixar inteiro arbitrio ao governo, oa snjei-
lar os candidatos a prova do concurso: o que digo
he, que nem semprc s:\liem dos concursos os me-
lhores empregados. So o governo algumas vezes
procede por patronato e uomeia individuos menos
aptos ; nos concursos tamben-, sao muitas vezes pre-
feridos os menos habilitados, e creio que ninguem
dnvidar de que os examinadores se deixam arras-
trar pela a Pilluda geni. Em les circunstancias eu
antes quizcra.que se desse aa governo inteiro arbitrio,
na esrolha dos funcrionarios pblicos: ao menos
resta-nos o dircito de censura-Io quando abusar da
faculdadeque Ihe he concedida, escolhendo rr.os
. Millo Reg :E tambem fique certo o no; empregados. direito.que desapparece quando a es-
hre depulado, e aceite eala declaracao, que se jel- coi"!' he limitada pelo concurso^Mas oque he
gasse dever dizer alguma cousa imis a seu respeto, cerl llc' 1ue a'lei o irripoe ao presidenta essa
fa-lo-hia coro toda a franqueza ; e que-por Usu es- ol'.riaS5. eentretanto o nobre depntado sem exa-
cusada he essa liberdade quo me quer dar. m,M a 1ges!o' <*ni alvez ler o regulamento, vem
O Sr. Jos Pedro :-Bem, ja se vi que nao he em sc"surr "I1" m.n1Slrador da provincia, porque
deferencia a mira que oj^Ma. enlende para si que mnauem pode entrar para urna
n c .;; d. .^i-~-i reparticao fiscal sem que se sojeite i am concurso,
O Sr. Mello Reg :Limito-mc a estas observa- ,..,._,___A __-'
>^>i ... m ., j. i niIse lembrando de que quando mesmo o provi-
coes, que me parecein dever pesar alguma cousa no j ... .
-, h~ '" <-"= no men,0 dog |ugareJ do con(U|a(i0 cstivcsse dependen-
,_._' .. le das mesmas regias cslabelccidas para os da the-
0 Sr. Paes Brrelo: Sr. presidente, quando i.- i- j <
rjl ,' "' Hu"uo soorana, anda assim ah esta o arl. 4> do regua-
rallava hotitem o nobre depulado, que he segundo. ,. j ..
oppo^do^e a ceacao d'e mais alguns ZTwu, P"mMa*m, f"a P^-as da repa..,-
gtoo. para a thesouraria, invocou em abono f''^'^ para os lugares de pr.me.ros^r.p-
.piniao a do Exm. presidente da provincia, 'u""~. a no de pe^as^a a.arb.U.o do
dizendo-nos que S.Exc. era contrario a essa crea- do Rver"0- Ora, o nobrrteputado dve saber que
Sao. visto nao a ter proposto no seu relaloro. Eu- "ui""iao """eado, o foi para primejro escriptu-
iwidejiunradoaiembro que se o presidente julgas- rano e "* P segundo, que he selnsufiiceiile o numero dos empreados que ac- ,' ,
lmenle poHue. a thesouraria, o teria declarado Sr-presidente, o nobre depulado para ter occa-
wpressamenle, e como o nao fez, suppoz-se aiitori- siau ^ *clMr a adminislrarao, leu e discutio um
do a concluir, que nao ha necessidade desse aug- ar,"w 'las dispusieses geraes doorcaroenlo, que ain-
menlo de empregados e por is-o nega-llie o seu da nao est sujeito discusso ; e disse-nos que o
que se quera comesso artigo era abrir a porta ao
Senhores, quando mesmo o administrador da pro- Roverno para elle commetter patronatos, como tem
vincia nada livesse dito a semelhante respeto, nao feil al aqu. Eu quzera que o nobre depulado,
aeiem que se funda o nobre deputado para aseverar visto que formula urna acwsaco ISo grave contra o
que elle reprova a creaeflo de alguns empregados presidente, dizendo quo elle lem feito nomcBroes
para a thesouraria: o seu silencio seria a provs roais por patronato, se dignasse apresentar os fados em
evidente de que ignoravamns a sua opiniao. En- 1ue funda a sua acensaran ; he assim que podaremos
Iretanlo a verdade he que o presidente nab se esque- eonheccr se o nobre deputado lem razao, e he por
cea de tocar nesta nece*sidade do serviro publico, e esse mc'o. queaquelles que delfendem a administra-i
foi mesmo o honrado mcnihro qnein nos leu o lopi- S* derao responder-lhe cabalmente,
codo rrlalorio, em qua&rfxc. mencionoj oquofj^' V.I/-//0 /.'cgo :Eu nao pedi resposla.
seinellianle respeito y iaer'ft'diguo^inlpecor da I ^PtWTJarr^lo :Mas.eu quero responder-
thesouraria. Ora, lie claro qu^se S.Exc. nao iul- "lc c v'5l qoe'onohre dpputado se recusa unip-
.quanto souber ; nio receio.
gasse altendivel a ezigencia do chefe daquella repar-
liejto, de certo nao a trasladara para o seu relaloro;
a/endo oiencSo desse.pedido, o presidcrrlc sem du-
vida prcsta-lhc o seuassenso e o recommehda con-
siderarao da casa. Upoiadu*.' (.luerpria o lioumdo
niembro que depoinislo, o presidente disculisse a
necessidadeapontada pelo inspector, c aacompanhas-
se de grandes desenvolvimenlos? Senhores, nao he
ella a pralira, .est entendido que quando um pre-
sidente faz mencao no seu relatorio das reelamacOcs
que Ihe dirgem os chefes das repartieses' em bem
do servir publico, he sem duvida porque as julga
altendiveis e merecedoras da consideracao da assem-
bla. te contrario para que menciona-la*'.' para
que Iraze-Ias ao conhecimento do corpo legislativo?
Sr. presidente, o nobre depulado aimlalios leu em
apoiode sua opiniAo, a parte do relatorio em que o
presidente tratando do alrazo em que se ach o ser-
vico da thesouraria, pede autorisaco para empregar
nesae servico algumas pessoas de fura da reparticao;
mas V. Eic. comprchende perfeitamente que seme-
lhante pedido refere-se a necessidade de piir em da
ostrabalhos atrazadosda thesouraria, e nao para sa-
tisfazer o Irabalho ordinario; nem se pode suppor
que b presiilepte quizesse admitlirc.m urna reparti-
. {So publlla, Irabalhando no seo servico diario, pes-
soas de fraT Pode, portanlo, o nobre depulado vo-
lar conlra o augmento de empregados, proposto pe-
la commissao de orcamenlo; mas vote por sua conta
e nao por conta da presidencia, que de certo nao o
aulorisou para isso.
1 o honrado membrn foi adiante, disse-nos que
innlia a creicao de alais empregados, porque
inervado, que as repartieses fiscaes acham-se
le individuos totalmente incapazes, e que au
pdemcnmprir ascuas nlirigaccs, sendo Horneados
smenle por patronato.
O Sr. liveira d um aparte.
O Sr. Paes Brrelo : Foi o que, o nobre .de-
putado disse, e at falln no baldeamento de empre-
gados da thesouraria para o consulado, por serern
ignorantes e incapazes de cumprir os seus de-
veres.
Sr. presidente, o nobre inspector da thesouraria
i mostrou que o honrado membro nao foi exacto
quaodoasseverou que luviam sido passados para o
consulado provincial empregados da thesouraria.
l'incariorario qne foi nomeado pelo aclual presiden-
te sahio, he verdade, da lliesourara, mas nao para o
consulado ; nomeado.jielu governo geral para jima
reparticao geni, elle leve-de dejxar o lugar que oc-
cupava.
O Sr. OUelra: E o que lem isso ?
O Sr.. Paes Brrelo: lato prova que, nein esse
enipregado foi baldeado para o consulado,como aflir-
urou o nohre debitado, eaem sahio por ignrenle c
incapaz ; nao sendo de presumir, que o governo
lancasse mao dk um empregado para dar-lbe um lu-
gar de maior calhegoria, se elle fosse ignorante e to-
le incapaz de servir. '
O Sr.OHoeira : O governo geral faz muilas no-
. meacOea mas.
O Sr. Paes Barreto : Senhores, o que sSo no-
meacSes boas ou ms '.' De ordinario, quando sao
preferidos os nostos anidados, aquelles-por qoem nos
empenhamos, dizemos que os nomeadm aao muilo
nlelligenlesa muilo ornos ; ae porm nossos pedi-
dos sao desallendiilos, se os nossos allliados sao pos-
toa maniera, Acarnos mal satisfeitos e enlflo as 110-
nieacoes nao prestara, o governo obra por patronato,
os escotuidos sao mni ignorantes e incapazes de cum-
prir ftsuas obrigacoes. ( Apoiados.) Bntrelanlo
o nobre depulado nio apresen ton nem poderfapre-
santar um s fado que justifique a opiniao desfavo-
ravel qua eniillio respail doempregado de que
se Irata.
O Sr. Oliceira :Eu aprsenlo fados.
OSr. Patv Brrelo : Pois v'enham elles. O no-
. bredepulado fallou ainda emempregadus Horneados
sem que sesojelassem i concurso, contra a express.
deterntioacao da lei. Esta aecusacao, que acaba de
*ec.repelida pelo nobre deputado, queme precedeu
o qual insisti em todas as censuras feilas hontem
palo Sr. 2 secretario, uao pode ser mais injusta e
infundada.
Sr". presidente, o nico empregado. que fui no-
meado para o censulado pelo aclual presidente, foi
una hachare! para o lagar de primeiro escripturario,
e nao ha um s artigo do regulmeplo da lliesoura-
ra que.obrigue o presidenta a noraear os amprega-
dido lao ra ivel. dir-lhe-hei que he snmraamenlo
injusto qua lo dirige aecusacties desta ordem pri-
meira autor, lade da provincia sem ^irova-las, c sem
exhibiros fa tosem que ellas asscnlam (apocados).
O nobre disputado fallou em accessos e afllrmo
que mportava urna violcao da lei a nomeaco para
cerlos lugares de individuos de fura das repartieses.
Eu jaacilci o yligo-i do regalanlcnlo da. thesoura-
ria, que permute essas norii eacSes sem se ter em vis-
la o ccesso. Lerei o artigo 4o : b Xa falla de pes-
soas habilit as na forma dos artigos 12 e 43, pode-
rlo ser pro ios nos logares hi mencionados aspes-
soas, que se loslrarem mais aplas para bem servi-
los, devnndo efefir os empregados de fazenda.
Ja v por ( lo, o nobre deputado, que o proprio
regulamento lorisa as nomoaces para primeiros
escrpturarios : individuos de fura, sem seatlender
ac! accesso e q por tanto o governo est no
direilo fazendi aes nomcacSes.
Sr. presiden nao deivarei de lembrar nesla oc-
casao que uao e a primeira vez que islo se pratica
na provincia: dos os presidentes terii feilo a mes-J
ma cousa, sem ( osnohrcs deputadoj levantassem
as nas vozes pa -ensura-k)!....
'O Sr. Oliceii .:Eu lenhu-o feilo muitas vezes.
O Sr. Baet Jrrelo: .....hoje he que os no-
bres deputdos se senlem cheios de escropulos, e se
appresenlatn na ca: 1 dizendo que o governo violn
a lei, e lamentando que em vez de levantr.r-sc loda
a assembla para accusa-lo. se querem abrir as por-
tas para fazer sua vontad nomcacSes de indivi-
dnos analphabetos e incapazes de servir.
O Sr. Mello Reg di um aparte.
O Sr. Paes Brrelo : Perdo'e-me,he sempre am
abuso quando se nomeia empregados que. nSo pos-
suem as habilitarles precisas.
Sr. presidente, o nutro empregado que foi nomea-
do pelo presidente da provincia, he o carlorariu da
thesouraria. Nao sei se o nobre deputado lambeta
exige que csse empregado. passe por um concurso.
O Sr. Mello Reg: Para que traz isto t
O Sr, Vaes Barreto : Trago, c tenho o direilo
de faze-lo: censuru-se o governo por ler nomeado
empregados sean sujeita-los concurso como deter-
mina a lei ; ou os empregados nomeados sao esses
de qua lenho tratado. O nobre depulado poder
dizer que elles nao mereciam a nomeaco que lve-
ram, porque enifim he-lhe permittfdo fazer o jnzoaj
qne quizer desses cidadaos, mas de certo nao poder
sustentar que o governo violou a lei quando os no-
meon.
O Sr. Oliceira: Nao fallei nisso..
O Sr. Vaes Barreto : O.nobre deputado disse
que se linhara nomeado empregados incapazes, sen-
do dous baldeados da thesouraria para o consulado.
OSr. Oliieira: Keferi-me a dous, que j 1h
nao existen), que erao dous analphabetos.
OSr. Paes Brrelo : Diga quaes sao *
OSr. liveira: Nao sei, pergunte ao Sr. ins-
pector da thesouraria.
O Sr. Jos' Pedro : 1 lslo lie que he fazer aecu-
sacSes!
OSr.'Paes Barreto : Ora tenha a hondade
de dizer-nos enl que se fuuda para asseverar, que es-
ses individuos san analplnbn'jjs ; aprsente oslar-
los quo apuicni-. as suas palavras, alim de que possam
ter o peso que o nobre deputado deseja.
O Sr. Oliceira: Supponlia, que durante o
lempo, que estiwcram na lliesourara, nunca iizeram
Irahalilu algura.
O Sr. Paes Bnrreto : Ora em verd'ado nao he
desse modo que se censura os asios do governo...
OSr.MelloJiego-. te me|ilor nao fallar nes-
gas nonfeares.
O Sr. Paes tlarrelo o nobre depulado diz
isso em lom de n lyslero. como qucm'sabe de cousas
imporlantes,eque nao quer declarar, receiahdo pro-
duzr grande ellailo (com forja) diga'tudo quanto
sabe e fique certo de que o presdeme da provincia
nSoroceia, que 01 seusactossejam discutidos c ana-
lisadss.
O Sf 1* Mello Mego : A' mm lam'bem pouco
me imporja.
OSt. Paes BaTntx 'Pois nao me he indiferen-
te que o nobre diputado queira fazer avullar as suas
accusacSes, dizea lo meas plUvras, e isso em lom
myaierioso. l)ig 1 o que sabe e d-nos mais ama pro-
va da sinceridad e franqueza,que lodos Ihe reronhe-
cem.
Sr. presidente, duvido que o administrador da
provincia nomeasse para emp/gos de fazenda in-
dividuos analphabetos; duvido Jambein que o Sr.
ministro da fazenda desse um lugar de accesso um
empregadij totalmenle incapaz, como disso o nobre
depulado.
O Sr. Olheira d- um aparte.
O Sr. Paes Barreto:O nobre depulado appella
paraoSr. inspector, e entretanto liedle mesmoquem
me informa, que o nomeado lem as habililacOCs ne-
ccarias e apenas nao possue muito boa leltra ; mas
e quem nao possue urna leltra muilo bonita he anal
phabelo, enlo muilas pessoas, alias Ilustradas e dis-
linclas por seu saber, sao analphabelas; mesmo gran-
des horacns cxislem cuja leltra he pessiiua.
O Sr. Oliceira : Se o Sr. inspector quizer ser
franco, ha de confessar que lio exacto o que eu
disse.
O Sr. Jos Pedro :Nunca disse isso,
O Sr. Oliceira : Quem nao lem forlaleza para
sustentar as cousas, he melhor nao fallar.'
O Sr. Jos Pedro :>'ao me insulte, pois eu o nao
tolero.
O Sr. Paes Brrelo :Senhores, o fado pralicado
pelo presidente da provincia de noiiie.tr empregados
de certa ordem sem concurso, alm de ser permitti-
do pela lei, tem em seu favor a pralica constante-
mente seguida por todos os administradores : nunca
ninguem se lembrou de acensar o governo, boje he
que as nobres drputados se lemhraram de defender
a lei ultrajada. Eu poderia apresentar muitos ac-
tos idnticos, pralicados nio s pelos presidentes des-
ta provincia, mas ainda pelo governo geral, que todos
os dias.est Horneando para as repartieses fiscaes pes-
soas de fura dessas repartieses c sem sugeita-las i
concurso.
Nao ha 00 regulamento do consulado urna so da*>
posicao que vede laes nomeacSes ao presidente da
provincia, o ainda quando se entenda, que os em-
pregados daquella reparticao eslao sugeito aos re-
gulamento da thesouniria provincial, ainda assim o
art. 45, como ju mostrei, u o aclo do governo co
berto de loda a censura.
{Ha um aparte.)
O Sr.Paes Barreto : O que eu digo he, que a-
inda entendendo-se, que'o consulado he estacao an-
nexa thesouraria, e qne para a nomeaco dos seus
empregados sito necessarios as meamos requisitos
que para os daquella reparticao, ainda assim ah- es-
t o arl. 45 que aulorisa essas nomeacSes sem se at-
lender accessos e nem concursos.
O Sr. liveira: E no cnsul u lo nSo existiam
pessoas habilitadas?
O Su. Paes Brrelo : O.juiz heo presidente da
provincia. E, romquanto o nobre depulado se j li-
gue com direilo de qualificar a qoem Ihe parece de
analprrabclo.hade conceder que odireitodejulgardas
habililacSes dos empregados, perlence, vista da
lei, ao adminislrador da provincia, e nao a mim e
nem ao riobre deputado.
Concluo, Sr. presidente, declarando que tanto o
Sr. segundo secretario, como o nobre deputado que
me precedeu, foram muito injustos, dirgindo ao go-
verno aecusacoes infundadas, e que a lei e os fados
repellem, o nao posso deixar de lamentar, que se a-
presenlera arawiees primeira auloridade da pro-
vicia sem faze-las acompanhar logo das provas que as
justifiquen], '
OSr. Brandad (Daremos em oulro nnmern.)
OSr. Oliceira f S. presidente, eu pouco direi,
tanto mais quanlo nao quero azedar a discusso, que
se lem tornado um pouco calorosa. Declaro que as
razoesapresentadasna casa pelos sustentadores do
artigo em discusso, nao tiveram a forja de- fazer-me
volar por elle: entendo, que a thesouraria provin-
cial, com os empregados que actualmente tem, pode
salisfazer todas as necessidades do servico, embora
alguem diga, que eu ii'esta parle n3o posso ser juiz.
O mcu nobre collega, o Sr. primeiro secretario,
principiando a Tallar sobre o artigo em discusso, deuj
a entender que liiiha mais por fim defender- o aclo
da presidencia do que sustenla-lo. Senhores,. eu
hontem nao llz aecusacoes a presidencia, disse ape-
nas que as faltas de que algumas repartieses se re-
senlem nao provinliam exclusivamente do pequeo
pessoal, mas lalvez do desacert"das nomeacSes; e
eniao ciei o fado de lercm ha pouco existido na the-
souraria dous empregados que nao serviam m m pa-
ra copiar, segundo fui.informado por quem podia
faze-lo.
(' Sr. Paes Brrelo:O nobro deputado disse,
que dAs empregados analphabetos linliam sido bal-
deados para o consolado.
OSr. liveira :Disse, que da IJicsouraria pro-
vincial foram transferidos para oulras repartieses,
dous emprrgados que por inhabes, pouco u ue-
iihuin servico faziam.
Um Sr. Depulado ':Um foi nomeado para guar-
da do consolado.
OSr. Oliceira : Isso prova a favor da rninha
assereao; prova que elle nao tiuha capaddade para
ser empregado da thesouraria, porque o serviro le
guarda he um servico todo material. Por tanto nao
sei a que veio esse afn, com que o nobre deputado
quer sustentar todos os actos da adminis trarao : por
ventura ser o nohre deputado mais amigo do
actual presidente do que u ? creio que nao ; mas
por iss mesmo que sou amigo, julgo dever fazer cer-
tas reparos respeto de alguns actos do governo,
que me parecem menos pensados. .
O Sr. Paes Barreto:Quaes os aclos que mere-
cem sensiira'.'
O Sr. Oliceira:O nobre depulado, semprc que
defende urna causa, quer que a sua opiniao preva-
leea. Causou pasmo ao nobre depulado, que tendo
varios oulros presidentes pralicado aclos iguacs aos
de.que Irato, uu merecedores de maior censura,
nanea se levanlasse ncsla casa urna voz para os re-
provar; e creio ter-se dirigido particularmente
mim, quando o nobre deputado foi teslcmunha de
que em 1851 alcei a minha vor comra alguns actos
pralicados pelo Sr. visconde de Paran, como presi-
dente desta provincia, e contra o governo geral: por
consequencia, ve-se qud com quanlo cu seja um bas-
co depulado, todava lenho algoma independencia,
tenho a fortaleza de dizer oque sinto, estando sem-
prc disposto a carregar com as consecuencias de
meus actos. E, pois, nao he exacta a asscrro do
nohre deputado, quo me aecusa por um tal procedi-
inenlo.
O Sr. Paes Barreto :En tomei a defeusiva.
O Sr. Oliceira:Mas o nobro deputado podia de-
fender a presidencia, sem se tornar e)> forte ; e por
tanto permita que Ihe diga, que n'essa parle nao
leve razio, foi um pouco injusto para comigo. Nada
mais accresxentarei i respeto, porque como \A disse,
nao quero azedar a discusso,- senao ira adiante e
mostrara que o actual presidenta lera pralicado* al-
guns actos para coja suslenlacao nao se pode apre-
sentar oapoio da lei.
O Sr. francisco Joao : Aprsenle e > .dividua-
lise os fados.,
O Sr. Oliceira:Eu nao tenho mysferics, j disse
o potados queram defender i presidencia com ataques
de bayoneta, .quando as reqsuras 1 ella foilas, n.1o
merecem ser assim repclldas, porque osque as fazem
sao lamliem amigos da administraeao, e os nohre'
deputdos sabem qne as censaras dos amigos sao con-
selhos que aprnveilam ; nem eu estou aecusando o
nobre presidente, porque reconheco que elle muitos
beneficios tem feito provincia. Parccc-me que o
nobre adminislrador da provincia nao poda prover
em lugar de primeiro escripturario do consulado um
individuo de fora, privando assim do accesso os em-
pregados da casa, nem lao pouco prover um lugar
de terceiro escripturario, quo anda nao eslava defi-
nitivamente creado (Reclamaroes.J Sim, porque o
regulamento foi posto em execucao, menos na parle
relativa creaco desse empregado e a divisflo da
que ora co-
trado mais prudente c cavalleiro, do
migo.
Paro qui deixando ao juizo da casa o meu proce-
dimenfo nesta. questo.
A discusso tica adiada pela boca.
O Sr. Presidente designando a ordem do din. le-
vanta a ses-ao.
ERRATA.
No discurso do Sr. depulado av;> Pessoa, pu-
blicado no Diario de hontem : n/igina 3 columna 2.a
linlias",em lugar de fazer limites,rleve lcr-se
ferir lmites; na mesma columna liaha 73,em
lugar deislo supposto venios que as habililacSes
lcia-seislo posto, vemos que os liubilatilcs.
REPARTS AO' DA POLICA.
Parle do da 28 de abril de 1854.
lllm. e Exm.Sr.Participo a V. Exc. quo das
parles hoje recebidas nesla reparticao, consta lercm
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia de
S. Fre Pedro (ionealv es, os porlugiiczes Jos Mara
de Castro, para correcrao, Francisco ilibciro Tava-
reSj por se adiar indiciado em crime do ruubo. e o
pardo Francisco Xavier d'Amorim, por uso de ar-
mas.
(* commandante do corpo de polica na sua parle
de hoje refere,que pela patrnlha do dstriclo daSen-
zala, Ihe fora participado que foi encontrado um in-
dividuo conduzindo urna sacra de cofo.e este ao avis-
tar a palmilla alirara a dlasacca ao chao se pozera
em fuga, c que por isso nao foi poasivel ser captura-
do, sendo que depon; a dita palrulha fez depositar a
indicada sacca de caf em poder do inspector do res-
pectivo quarteirao. ( jaat
Dos guarde a V. Ex. Secrelaria da poncia de
Pernambuco 28 de abril de 185). lllm. e Ex'm.
Sr. conselheiro Jos liento da C.unha e Figueiredo
presidente da provincia.Luiz Carlos de Paica
Teixetra, befo de polica da provincia.
MAIIO DE PERAWCOT
A assemblev hontem depois de admilay n (omar
assenlo na qualidade de supplente ao Sr. Abilio
JosTavares, em lugar do Sr. A|Sriaio. passou a
terceira jiscussao do projeelo nySS.'seJjJivo a exer-
cicios (indos, Y qual ficou dependente de votac/ao,
por haver sido approvada urna emenda da commis-
sao de fazenda, incluindo a verba de cVJrs., para
pagamento de Manoel Joaquim do aegu e Alhuquer-,
que, peloaluguel.de umsua casa no tuquia, sertdo
regeilada'outra do Sr. Epaminomlas em quo man-
dava incluir a quantia Ja 340$ rs, para ser pago
Joaquim Francisco Diniz.
Passaudoa segunda parte da ordem do dia, conl-
nuou na apreciarlo da orjamenlo provincial em se-
gunda discusso, approvando o artigo 37, e rejeilan-
do urna emenda ao mesmo oll'ere ida para se pagar
1:0555 aocnaenhciroMllet na forma do vencido em
12 do corrate mez. O artigo :t8 e seus 28 para-
graphos foram approvados com a seguinte emenda :
Em vez de 10por cenlo, dga-se 2> por cenlo das
cautelas dcstes hilhetes, as quaes s pdenlo ser
vend las depois de rubricadas simultarieamcnte pelo
administrador do consulado, visla dos bilnetes ori-
ginaes, que tambem o s#,lo; sendi rejeilada a emen-
da doSr. Mello Reg, quo propinha a tuppressao
desteparagrapho, eado Sr. Carvallio, reduzindo o
imposte sobre o algodo exportado a (res por cenlo.
A ordem do dia de hoje comprheude a segunda-
discusso do projeelo n. 23deste anno; terceira do
de 11. 17 tambem desle auno, e secunda das emendas
approvadasem lerceira aos projeelos n.20 deslean-
no, c 31 de 1853.
COMMUICADQ, *
Biographia de Filippe Bandeira de
Mello.
Ge ne me lasserai poiul de ter des flenrs
sur le slombeaux do nos defensears.
Voll. clog. dos morios na guerra de 1741.
' l'ilippe Bandeira de_Mello, lidalgo da casa real,
cavalleirp da ordem de Chrislo, e lenle do ineslre
de campo general Francisco Brrelo, em cujo exer-
ccio i-oncorreu nio pouco com seu braco, e pratica
*da guerra para as duas'victoriasdosGuararapcs, uas-
ceu na cidade de Olinda, anliga capital da provincia
de Pe( namburo. '
Con.'o primeiro donatario Duarte Coelho Pereira
vieram. para Pernambuco os seus prenles Filippe
Bandeira de Mello, e Pedro Bandeira de Mello, fi-
llios de Sebastiao Pires de Louredo, c de sua mu-
ll I). Filippa Bandeira de Mello ; netos maternos
de Joo Malheiros, e desuamullier Filippa Ban-
deira ; e.bisnetos de tionralo I>ires Bandeira, primei-
ro dcale appcllido, (Villasboas, Sobiliarchia Portu-
guesa) e de sua mulher I). Violanto/Niines.
Pedro Bandeira de Mello, depoisftealgun
porccnlagcm.
Um Sr. Deputado :O que esl dependente de
approvarao he o ordenado, maso lugar na'o.
OSr. Oliceira :O governo foi aulorisado re-
formar o consulado.sem augmento do despeza. O*no-
bre inspector da thesouraria moslrou-se tambem
muiloiacommodado com as inhibas expresases, mas
o nobre depulado.sabe que sou seu amigo, e por
lano nohavia dCTiiolesla-lo sem razo.e .mies enten-
d ijue provocando a discusso Ihe fara nm servico
importante ; porque he assim que se pode reconhe-
cer a necessidade do augmento de empregados,' que
elle pretende.
O Sr. Jos Pedro:Sim, pe-se um chafe de re-'
parlicao de relaxado, e faz-se-lhe favor.
O Sr. Oliceira :0o usei desse lermo, e os no-
bres depalados sabem que pela minha prudencia, e
pela urbanidade com que Iralo a lodos, quando fallo
nao lenho nleurSo de olTender a iienliuin, sendo pa-
ra notar que o nobre deputado se incommodasse tan
lo com o que eu dase, quando elle em oulrasorcasies
em que tem tdo motivos para affligir-se, se ha mos-
mis anuos,
de residencia em Pernambuco, passou provincia
da l'arahiba do Norte, ecoin seus iilhos all sesla-
bclcceu, e he o ii'onco dos Bandeiras de" Mello dessa
provincia, de que ha minios descendentes, e cutre-
lacados com oulras familias. K Filippe Bandeira de
Mello veio casado de Portugal com 0. Mara Ma-
ciel de Andrade, enja ascendencia se ignora,
De Filippe Bandeira de Mello, e sua mulher D.
Maria Maciel do Andrade, nascerarn em Qlinda An-
tonio Bandeira de Mello, e I). Driles Bandeira de
Mello : esta casou-so com 1'e.lro Cadena, mo(;o(dal-
go, c provedur mor da fazenda real 110 Brasil': e An-
tonio Bandeira de Mello caseu-se com D. .'Jerotiyma
de Mesquita Azevedo, iilha de "Matheifs de Freilas
Azevcdo, lidalgo da casa real, alcaide mor da Olin-
da, e do sua mulher D. Mara Kanes, que tambem
foram os pas de Sebastiao de l.ucena, goveroador
da capilania do Para. Foram estes Antonio Bandeira
de Mdto, e sua mulher D. Jerotiyma de Mesqui-
ta Azevedo, os pas do Ilustre olindense Filippe Ban-
deira de Mello, de qoem cnsaiamos esla curta bio-
graphia. (1)
Nao consta o dia em que nasceu Filippe Bandeira
ile Mello; e su se achou 110 livro velbo da S de 0-
liuda o assenlo do baplismo de sua irinta mais velha
Maria. celebrado no dia 14 de. selcmbro de 1608, da
qual foram padrinbo governador geral do Brasil
D. Dioco de Menczes, e su lia i. Brites, Bandeira
de Mello ; u qual D. Diogo deMenezes, governador
geral do Brasil, ua sua vinda do Lisboa arrihnu ;i Pa-
rahib, donde passou a Pernambuco, c seguio para
a Baha, onde cliegou no dito aono de 161)8, e per-
maneccu no governo cinco, romo refere Rocha Pila
livro -3. 11. 100.
Scrviu.Filippe Bandeira de Mello, por esporo de
19 aunus pelo menos, as armadas do remo, nas
guerras do Brasil, Flandcs, Indias, e nas frouleiras
do Algarve.e daBeira, oceupaudo os postes de ca-
pito de nfanlaria, o governador da praca de Al-
meida. nas guerras de Despalilla, c Portugal pela ac-
elamaeilo do Sr. rei D. Joo IV. ; he porm hoje im-
possivel saberem-se os lugares, e poslos em que ser-
vidrias guerras do Brasil, anles de ser nomeado l-
ente do nieslre de campo geueral Francisco Brre-
lo ; os combates que leve nos mares, e em trra, for-
Cas, c pusieses que commaudou, e as victorias que
coroamm ses tlenlos, e intrepidez, quando chefe,
ou em que leve parte, sob o commando de oufrem,
assim nas Indias, e em Flandes, como em Portugal,
antes do governo da praca de Almeida.Nem he me-
nos rapenetrave! a cerrada noite, que nos iinpo-si-
bilila o conhecimento do romero da sua vida publi-
ca, sua primeira praeojio excrcto, passagem ou des-
tacamenlo s armadas, accessos que leve, regresso ao
exercilo, ou se principiou namarinha, ele. ;>toque
enhum escripto, ncnhunia noticia temos podido ai-
canear.
Depois de servir.nas Indias, e em Flandes como
guerreir, To governador de capitana de Porto Se-
guro ; o que prova que reuna capncidade ,d sol-
dado a indispcnsavel instruccao, e tino poliiico para
a adininstraro civil, c poliea. .Nao sabemos se es-
se governo foi ainda em Icmpodadominaeaodelies-
111 lia em Portugal, ou se reinando ja o Sr. D. JoSo
V, aoque nos incluamos ; sendo certo que em se-
lembro de 1644 ja nao tiuha Filippe Bandeira de
Mello o governo de Porto Seguro, e o Seithor U.
Joo IV foi acclainadu 0111 Lisboa nol.dedezetubro
de 1040.
Foi nomeado em 1654 Filippe Bandeira de Mello
goverdador civil, e militar da praca de'Almeida, e
especialmente encarregado da sua defeza. Esla pra-
Ca era a seguranea de toda a provincia da Beira, da
qual era guvemador o conde de Seren, que lulava
com muilas dilllculdades e Irabalhos,pois se Ihe ne-
gavam os meios de a defender, em razo de todos
convergircm, e se applicarcm eniao ao Alemlejo, on-
de de preferencia se faza guerra, queja durava ti
aunus. e se prolongou ainda por 2 ; guerra obstina-
da, em que se disputava o maior inlcresse, e honra
da nacao porlugueza, a sda independencia, t lber-
dude. Tao grave* e arriscado- era o compromeHi-
meuto, e encargo que pesava sobre 'Filippe Bandeira
de Mello! Mas nao seeuganou o governo em sua
evalha. e ru-Mianra. Convencidos osCasle^anosde
quanto Ibes era va na josa a orr 11 paran da pira de
Almeida para a conquista de loda a provincia, cer-
tos dos poucos mcos de defeza, que ella conliuha, rc-
snlveram.toma-ln. Atacaram-na.em 21 de Janeiro do
predito anno com 5 mil infantes, c 400 cavallos. Te-
ve Filippe Bandeira de Mello aviso da marcha an-
les de chegarein praca, e preveno-se para a defe-
za com lanto silencio, que quando os Castelhanos
avanearam enleudcudo, que nao eram sentidos, re-
Teberamto repelidas cargas, tantas gnnadas, c ou-
lros inslramenlos deste genero,e com tanta cneraia.e
acert foi a defeza emfim admiravelmenle sustenta-
da, que foram os aggrcsgores obrgados a seretirarem
com erando perda. ,2
Vede-o agora em Pernambuco, ondeo valor im-
rrlortal dos nossos avs pele-java com a lyraniiia ba-
lava, e proslava o seu^iodcr grande, e famoso.
Tantos carnes alustres, que igualados.
Com razao decem ser aos mais antigos,
Tantos a nenhuns outros comparados.
(f err. L. 2. cari. 8.)
Francisco Brrelo de Menozes, que servir de ca-
piao de eavallara, e era por ultimo mestrede cam-
po de ura Ierro no Alen tejo,'f-ii nomeado ineslre de
campo gcnecal do exercilo de Pernambuco ; e Filip-
pe Bandeira de Mello lente general, junto Vi sua
pessoa.por patente resjia de 20 de dzembro de 1646.
Partirn) de Lisboa para Pernanrouco, commandan-
do Filippe Bandeira de Mello, o soccorro de trezcu-
los liomens, e alguns prelrechos, todo este material
e pessoal (ni dnas pequeas qjaliaiTaeSes.
Na altura da'Parahibaos aggafdaya urna esquadra
llollandcza : baler;m-se, apezar da dcsguaidade do
numeao ; mas nao sendo possivc\ prevalecer contra
tantos inimigos, foram resdidos, u prizioneiros, de-
pois de'morlos parle dos suldados, que os acompa-
iiliavam. J er.1o livres (3) c ambos no exerciclo dos
seus poslos, quando o general Sigismundo com
7,500 infantes, 500 huinens de mar, .300 indios, 5
pecas de arlilharrii, e militas inmiire-. e mantimen-
tos, ufano sahio a campanlia. 'Convoca Francisco
Brrelo os cabos a conselli, e resolvc-se, que se v
encontrar e combaler o inimigo, posto que as nossas
torcas consstissem apenas em 2,200 bomens. Assim
so compre ; e no dia 10 de abril de 1648, apesar da
desigualdade dos dous excrcilQS, o dos ilollandezes
superior em gente, bastimentos, pelrechos, bagagens,
arreios, e galas, e o Pernambucano inferior em sol-
dados, sustentos, descanco, e vestidos, da-se no dia
19de abril de 1648 nos tiuararapes a gloriosa, e sem-
pre memoravel batalha, em que fomos vencedores :
pelejando nclla, c provando Filippe Bandeira de
Merlo quanlo seu mero 'menlo se adianlava sua
opiniao. As resullas, e pedas de urna, c oulra par-
te sao geralniente sabidas; ms como cooperuupara es-
la feliz victoria o dislinclo patricio de quem ensaia-
mos esteesboco biographico.obrigacao nos corre anu
de recordar algumas. O inimigo deixou sobre o
campo morios mais de mil, inclusive lre$ coronis.
dezuilo capilaes, nove lenles, e dezesis alteres ;
leve quinbentose vate e tres fertos, entrando nes-
te uuinerq o general em chefe Sigismundo, de cujo
ferimento ge ficou arrimando toda a vida a urna mo-
leta, e muitos oulros' 'oticiaes ; um coronel prisio-
neiro, e dous fgidos, 'laiihaniosduas peas dear-
tlharia de bronze, muilo armamcnlo, nmnires, e
mantimenlos, 32 bandeiras, e o estandarte geral.
A nossa perda foi de olcnla morios, o qualrocen-
los Cerillos. Nao dcscanciju,. nem comeu o ciercito
Pernambucano por espao de vinte c qualro hora;.
Proftiiidarhenle maguado, ocurrido, o inimigo in-
tenta desaffronlar-se. e para maior salisfarao, naquel-
les mesmos tiuararapes. montes de herosmo, e le.il-
dade hrazilcira.Coin 5,1)00 homens de Infantaria, flor
escolhida enlre todas as suas 1 ropas,seis pecas de ar-
lilbaria, e 300 homens- do mar, o que com oulras
circunstancias constitua este exercito mais forte
que o da antecedente batalha,tomou o coronel Rrink
com antecedencia posicao naquellas fragas memo-
randas, levando-nos ainda nisto nao pequea vanla-
gem. .O exercilo l'ernambucano,que nao exceda a
2,600 homens, por voto unnime dos cabos marcliou
ao combate. J poslado enlre os cngenlios Velho, e
ljjararapes.se Ihe reuniam i noile muitos dos mora-
dores situados pela campanha, alguns montados, e
lodos armados. Batalhou-so, vencemos. Perderam
os Ilollandezes mais de 2.0U0 morios no campo, sen-
do um delles o coronel Brink, general em Chefe, c o
almirante da sua armada, que cummandava a arti-
lharia ; tiveram muior numero de feridos, e prisio-
neiros ; e largaram aos. vencedores dez bandeiras, o
estandarte geral, seis pecas de artitharia, e grande
quantdade de armas, de municSes, e de vveres.
Custou-nos i victoria'quarenta e' selle morios, in-
clusive um sargeido-mor e dbus capilaes, e mais de
duzenlos feridos, enlre os quaes selle capilaes, e
Ilenrique Das. Nesla balallia, da la a 10 de feve-
rerode 1649, a espada de Filippe Bandeira de Mel-
lo foi ainda um preslante auxilio liberdade de sua
palria. A elle, e a lodo o exercilo Pernambucano
rende o conde da Ericeira no su Portugal restau-
rado p. 1 liv. 11 esles louvores nao raipeites : Os
meslres de campo referidos, o lente general Fi-
lippe Bandeira de Mello, e os mais olliciaes, e sol-
dados.se par lien lisaram cun acre- losignaladas,qoe
n.io he possivel individua-las, nem encarece-las.E
assim he,'
, "Queja naqucllc lempo as mais guerreiras
Gentes denos souberam ser vencidas. .
. (CamSes!)
Depois de IRo brilhanles, e estupendas vclnas.
Filippa Bandeira de Mello foi i Lisboa em cuinms-
so de Francisco Barreto expor ao monai rbu o esta-
do,c circumslancias da provincia de Pernambuco ; c
o monarcha por caria de 16 de abril de 1652ordenou
ao governador geral do Brasil, que Ihe cjitregasse o
commando do terco do ineslre de canino Francisco
compor as cousas daquellas capitanas, para que o
sirva em quanto eu o houvcr por bem, e nao man-
dar o contrario ; com o quo ha ver o sold que Ihe
locar, e liouveraro as pessoas qu antes delle o ser-
v iran ; e gozar de loda as honras, preeminen-
cias, privilegie, prerogalivas, iseneScs e liberda-
des. de que gozam os mais tenantes de mestre de
campo general de nieus exercilos. Pelo queman-
do ao governador e'capilao general do dito estado,
e ao mestre de campo general, e mestre de campo
delle o conhecar/i por lente de meslre de campo
general da maneira que sa refere, e como lal o bon-
rein e eslimem*; e ordeno aos sargentos maiores,
capilaes de cavallos, e de nfanlaria. c aos mais of-
liciaes seus inferiores enmpram e guardem suas or-
dens, assim de palavra como por escripto, como
dov oni e sao obfigados ; e oulro sim mando ao pro-
vedur de minha fazenda daquelle estado Ihe Rica as-
sentar o dia, o sold no livro's dola para que delle
haja bnm pagamento. E por esta o hei por mettido
de posse do dilo cargo, jurando primeiro na chan-
cellara na forma cosluniada, que bem'e verdade-
ramente o sirva, guardando em ludo meu servico,
de que se far assenlo nas costas desla carta, que
por firmeza de tudo Ihe mandei passar por mim as-
signada e sellada com qjmeu sello pendente. E pa-
aai* o novo direilo," se o dever, na forma do recl-
nenlo. Pasro.il de Azevedo a fez em Lisboa a 20
de dzembro. Anno do Nascimento de Nosso Se-
nhor Jess Chrislo de 1646. Eu o secretario Alfon-
so de Barros Camioha a fiz ecrever.El-rei.Re-
gislado em um livro de regiflos da provedoria de
Pernambuco a fl. 148 em 28 de abril de 1658.
N. 2.Eu o principo regente, e governador do rei-
no de Portugal e AlgBrves. Faso saber aos que'esla
minha provisao virem, que tendo respeilo ao que te
me represntou por parte de D. Maria Luiza da Sil-
va, vi uva do lente general Filippe Bandeira de
Mello, em razao de se Ihe haver mandado passar
provisao para que o proaedor da minha fazenda da
capilania de Pernambuco faeo fazer a conta do que
constasse que se ficou deveudo ao dlo.seu marido
do lempo que servio de lente general na mesma
capilania, ese achar eslar-se-lhedevendo 1:1129225
rs. a razao de cem cruzados de sold por mez, desde
5 de maio de 647 al 24 de outuhro de655, pedin-
do-me Ihe mandasse passar provisao para ser paga
da dila quantia : e visto o que allega, e a resposla
do procurador de minha fazenda, a qual se de vis-
ta, llei por beiave mando ao provedor della da
dita capitana deaBrnainbuco faca fazer pasamento
a dita I). Mara iii/.a da Silva da terca parle dos
sidos que se ficaram deveudo ao dito, seu marido
Filippe Bandeira de MeJIo do lempo que servio de
lenle general da mesma capilania, na forma que
dispSe o regiment ordens minhas nesle particu-
lar. E compra e guarde esla provisao inleiramenle
como nclla ae conten sem duvida alguma, a qual
valer como carta, sem embargo da Ord. dfc L. 2.
til. 4. em sont.rario ; c se passou duas viai, urna
s tora efieito. Manoel Rodrigues de Amorim a fez
em Lisboa a 21 de novemhro de 678. O secretario
Andr Lopes da .Gama a fez oscrovr.Principe.
Conde de val dfe Res. Presidente. Regislada a fl.
154 do livro de regislos desse anno da provedoria
da provincia; c margem lem ela verba : Por esla
provisao do Sua|Allcza borne pasamento D. Mara
Luiza da Silva, mulher, do lente general Filippe
Bandeira de Mello de 370S741 rs. da terca parte dos
sidos que a ella se*lhe mandn pagar, qno rece-
ben do alrnoxarife da fazenda R. desla capilania,
Manoel.Antunes Corma, em 30 de abril de 1679, e
a margem de seu assenlo da matricula tica posta
oulra verba em forma. Era cima.
COMMERGIO.
PRACA DO RECIPE 28 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotares olliciaes.
Cambio sobre Inglaterra por ledras de foraa 27
Jr2 60d|S.
Desciinlo'de ledras de 3 niezes1 *, ao mez..
ALFANDEGA.
Rendimcnlo ddial a 27.....213557*018
dem do dia 28......... 9:927*120
223:4849168
2:5218000
4:0018000
3:5218000
2:5178000"
1:6118000
1:1528000
2:9899000
8108000
848000
638000
2028000
338000
448000
418000
.268000
908000
308000
30UOOO
Desearregam Ao/e-29 de abril.
Barca inglezaCorridamercaduras.
ilreue inslezFairybicalhu.
Brgue lianiburguczRolierlfarinha de trigo.
Importacao'.
Brgue inglez Fairy, vindo do Terra Nova, con-
signado a Me. Calmont rCompanliia, manifeslou o
seguinte :
2,100 barricas bacallio; aos consignatarios.
CONSULADO OERAL.
Rciidmenlo do dia 1 a 27 a .47:72685%
dem da da 28........'. 1:8378204
RIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeiitn do dia 1 a 27 ....".
Idpm do dia 28 ........
49:5(138800
3:710*464
.738392
I
3:7838856
de Figueiroa, que se achava em Lisboa com lircnra,
alse Ihe consultar, e o prover, ou Ihe fazer a merc
que houvesse lugar.
Has este commando nao se verififJJ ; e em 1653
ja se achavam ambos em Pernambuco, e Assisliram
ao conselho que Francisco Barreto fez em -25 de de-
zemhro'sobre o ataque geral do Recife; no carcter
de lente general Filippe Bandeira de Mello, e no
de mestre de campo, o effectivo ommandanle do
seu lerco,Francisco de Figueiroa. Porsonde tambem
se conrlue, que Filippe Bandeira de Mello leve an-
da a feUcidade de continuar a bem servir a sua pa-
lria, e parlilhar ludas as fadigas, e riscos dos ltimos
ataques, e pelejas at total expulso dos Ilollandezes,
que se verificoo em 26 de Janeiro de 1654, dala da
capilularo.
'Foi casado Filippe Bandeira de Mello cora I). Ma-
ra Luiza da Silva, cuja naluralidade, e ascendencia
nao alcanzamos ; c inorreu sem deseen.lentes, sup-
poniusque cm Pernambuco, e no dia 24 de outuhro
de 1655. Dizemos em Pernambuco, porque nao
consta que depois da restauraran elle daqui sa-
bisse, e porque Francisco Barreto por occflsiao de
sua morte oomcou niel inamcule para Ihe succeder
no posto, a Antonio Jacome Bezerra, que foi confir-
mado por patente regia de 19 de abril 1656 ; nomea-
co interina, que nao era natural, nem em regra
Francisco Brrelo fazer, se Filippe Bandeira de Mel-
lo livesse morrillo em Portugal ; onde estando, al-
guem o deviria c substituir no entanto. o que se
nao deu. E dizemos, qu morreu em 24 de oulu-
bro de 1655, porque ale esse da se ajuslou a conta
do que Ihe ficou devendo a fazenda de suidos do pos-
to de lenle do mestre de campo general.
A existencia do corno poltico (diz Benlan) depon-
de do valor dos individuos, que o compOe : a segu-
ranea exterior do estado conlraseusrvacsdependedo
valor do seos suerreiros, e a seguranea interior con-
tra esles inesinosgiicrrciros,depende do.valur|rfpartido
na ni.is-.il dos oulros cidadaos. Em urna palavra, o
volor he n alma publica, o genio lutellar, o paladn
sagrado por meio do qual gmenle pode o homem
preservar-se de todas as miserias da OsrravidSo, per-
manecer no estado de hornean, c nao rabie na inferi-
oridade dos brutos. Honra perianto, ao cidadao iu-
t(f pido! (ildtia aocapilo valeuteTranjinilta a patria
agradecida perpetuamente de pas a lii/ios o nome de
Filippe Bandeira de Mello,urna das glorias militares
do Rrasil ainda no berro.
.* Antonio Joaquim de Mello.
DOCUMENTOS.
N. 1.D. Jo.lo por grasa de Dos rei de Portugal e
dos Algarves, d'aquem e d'alm mar, cm frica se-
nhqr de Gui, e da conquista, navegaco, rom-
nicriii da Ethiopia, Arabia, l'er-ia. e da India,
ele. Faso saber au's que esla minha carta patente
virem, qnelendo consideracao s partes, sarvjcos, e
merecimenlos, que concorren na pessoa de Filippe
Bandeira de Mello ; haver quinze annos quo serve
a esla coroa nas armadas desle renu, nas guerras
do Brasil, Flandes, Indias, e nas frouleiras das
provincias de Aiemtcjo, e da Beira. oceupando os
poslos de capitn de infantaria, capiUo-mr da cap-
lana de Porto Seguro no Brasil, e goveinador da
praca de armas da villa'de Almeida. procedendo no
decurso, do lempo referido com calisfarAo e valor,
assim "no exercico dos poslos apontados, como nas
occasiSes de peleja, cm que se assignalou : e.por es-
perar delle, c de sua qualidade. qne da mesma
maneira proceder d'a.qui em diantc : HeL por
bem de Ihe fazer merc do posto de lenle de mes-
tre decampo general de Pernambuco Junto pes-
soa do meslre de campo general, que ora mando a
Exportacao .
Canal pelo Rio' Grande do Norte, hrigae inglez
Cotelly, de 290 toneladas, conduzio o seguinte :
l,200.saceos com (UHXI arrobas de assucar.
l'arahiba, hiale nacional Tres rmaos, de 30 tone-
ladas, conduzio o segointe :330 volumes gneros
cslrangeiros, 138 ditos dito; nacinuaes.
Liverpool pelo Ceara, galera nacional Tres Ir-
naos, de 7J2 toneladas, conduzio oseguinte :2,91)0
saceos com 11.129 arrobas de assucar, 5,000 chifres,
10.000 unlias de boi.
KECKBEDOIUA DEPENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 28........1:0006314
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia la 27. .41:0018691
dem do dia28........ 1:315*999
42:3178690
MOVIMENTO DO PORTO
lacios entrados no"da 28.
Rio de Janeiro-2! das, patacho hrasileiro Erml
na, de 182 toneladas, capilao Jos I.uiz Barrlo,
cquipagem 12, em lastro; a Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva.
Terra Nova40 dias, brigue inglez Margare! Re-
illev i), de 184 toneladas, capilao Richard Polfrcy
cquipagem 13, carga hacalho ; a Me. Calmont <%
Companhia.
Livcrpool-s.75 dias, brigue inclez iiMarian, dc*245
toneladas, capilao John James, cquipagem II,
carga carvo ; a James Crabtree & Companhia.
Rio de Janeiro25 dias, brigue escuna hrasileiro
D. Pedro Un, de 153 toneladas, capitn Felicis-
simo Correa Quadro, cquipagem 10. carga varios
geoeros ; a Jos Baplisla da Fonseca Junior. Pas-
sageros, Jos Alveg Pereira, Beruardino Francis-
co Goncalves e Julio da Silva Noves.
dem10 dias, galera ingleza aCty of Kandy, ca-
pilao James tlorris, equipagem 15, em lastro ; a
C. J. Aslley & Companhia.
Diuidee59 das, brigue inglez Williamn, de 204
tondadas, capilao George- Batchelor, equipagem
9, carga carvSo ; a Johnston Paler & Companhia.
Rio Grande do'Sul27 diaj, brigue hrasileiro Ma-
' gano, de 224 toneladas.' capilao I.uiz da Costa
Amaro, equipagem 11. carga carne secca ; a No-
vaos & Companhia. Passageiro, Manoel Marques.
. Navios sahidos no mesmo dia.
ParaliibaHiale hrasileiro Tres Irmos, meslre
. Jos Duarte de Souza, carga varios gneros. Pas-
sageiros, Francisco Antonio Pereira e 1 ma'rujo
index. ,
Italtimure por Maceilliate americano Rosa-
. mond, capilao N. L. Elias, em iaslrn.
Canal pelo Rio Grande do NorteBrigue inglez
Colrillv i), capito Thomaz Jervil, carga assucar
. e laslro. ,
Gibrallar por MaceloBrigue inglez Melena, ca-
pilao John C.-Hole, em lastro.
EDITAES.
(I) D'Alamberl, na Eneje. Brt; Diccionairc his-
toniquesdiz islo : On ser surtout Ires-atlentf sur
la verit des genealogies : ren sans doute n'esl plus
ndferent en so-mine ; mais dans l'elal o sonl
aojour-d'hui les, dioses, ren n'est quelqucfois plus
neccssaiio. Ou aura'donc soin de la donuer exacl,
et surlou! de ne la pas faire remonler'au-del de ce
que prouvent leslili.s rerlains. ()n oceuse Morerv
le n'avor pas at assez scrupulcuv sur cet arficle.
La raiiuaissaiiee des genealogies emprte eclle dii
blasn, dont nos aicux igliiirans ouljug a pronas
de faire une science, el qui malherenscmenl en esl
devenu une, parce qu'ou a mieux lim, comme l'oh-
serveM. Fleury, 'ire guste el sinople, que rouge
el veri. Les anciens ne conassaicnl pas celle nou-
velle livre de la vanil ; mais les, hmnnies ironl
lourjours en se pcrfeclionnant de ce col la. Cum-
pre-nos portanto dcclarar.queasgenealogiasqucaqui
iemoes referido consldm de documentos fidedignos,e
da cerlido, que com provisao do Desembargo do pa-
co de 20 de setembro de 1736 tirou da torre do Tom-
bo em 20 de marco-de 1837 ojsargenlo-mr Francisco
(2) Filippe Bandeira de Mellonofoi o nico Per-
nambucano, que mlilou em Portugal nas guerras da
aedamacao do Sr. D. Jao IV ; foram lambem An-
dr'de Albuquerque de Mdlo, os irmaos.Anlonio de
Carvalho, eBernardm da Cunha de Andrade, um
capilao o oulro alfees lodos Iros morios em haladlas,
Iilhos os dous ltimos de Bernardim de Carvalho,
que issistio segunda batalha dos Guararapes com
seus cscravos; Pedro de Albuquerque, que mor-
reu governador do M iranhau ; o meslre le Campo
Alexandie de Moura e Albuquerque, que se disln-
suio com o sen terco nas haladlas do Ameixal, e de
Montes Claros ; o meslre de campo Manoel Nones
Lcilo. e outros, lodos .militares Ilustres.
(31Francsco|Barre!o,depoisdenove nioz.esde prislo
cm .poder dos Hollandezes fugo; dizem Rocha Pila,
n o conde da Ericeira, que por favor, c industria de
Francisco de.Bra, moco llollandez, filho do cabo
que o guardava > ao qual agradecido Francisco Bar-
reto Irouxe sempre comsigo, c tendo-se baplisado,
Ihe alcancou o habito de Christo,e o poslo de sargen-
lo-mr de um dos tercos da cidade- da Babia,, onde
fallecen nobremente casado, o com larga successao.
Masemum livro da provedoria de Pernamhucn es-
U regislado fl. 105 v. cm 4 de abril de 1.674 o diplo-1
ma regio de cidado Porloguez ao francez Joilo Vol-
Irien, datado daji de ilCzembro de 1652, que o re-
querera.e Ihe flk concedido cm atlcncao reza|o di-
plomad a ler lurniado a fuga daquelle general, re-
sidir ha muilo no reino, e suas conquistas, proceden-
do com grande salisfarao, e zelo do servico purlu-
guez, particularmente no Recife, onde favoreca- a
lodosos Porluguezes, qoeaqui vinham prisioneiros,
e communicar a Francisco Brrelo todos os designios
Dias de Mello Montenegro do brzlo dp armas dado i do innigo, que podia alcancar. Mas como ae livroo
a Gregorio Cadena Villasanl Bandfira de Mello. 'Filippe Bandeira.de Mello? Nao se descobre.
, O lllm. Sr. contador servindo de inspector di'
thesouraria provincial, era cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 11 do cor-
rele, manda fazer publico qu, nos das 2, 3 e 4 de
maio prximo vindouro, peranle a junta da fazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por monos fizer a piulara c alcalroamenlo das pon-
tes de Santo Amaro, da Tacaruna, dos Arrumbados,
da ra da Aurora, e da pintura gmente da do Va-
radouro, avadada em 3038705 rs.
A arrema tacan sera feila na forma dos-arts. 24 e
27 da lei provindal n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematarn
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo mero da. conipelculeniele
te habilitadas. & ,
E para constar se mnuJou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provindal de Pernam-
buco 15 de abril do 1854. iO secretario,
Antonio Ferreira d*Annunciafo.
. Clausulas especiaes para a arrematarlo.'
1." As pinturas d'estas puntes serao feitasde con-
formidade com o orcamento a presentado nesla data
a pprovacao do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 3038705 rs.
2. Serao principiadas no prazo de 15 dias, c lin-
darao no de 60 das, contados segundo o regala-
mento.
3.a A importancia desta arremalae.to ser paga em
urna spreslacao quando a pjplirra esliver caucluida
que sera recebkh dcfinitivamenle.
." Para ludo c; mais que uSo estiver delcrmiuado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que clcleraaina
a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrclario. .
. .4/i,omo'rrci> O Illm.Sr:contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em virtude du resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em cum-
primento da |e, peranle a mesma junta, se hao de
arrematar cm hasla publica a quem mais der nos
22, 23 e 24 de maio prximo vindouro os irapostos
seguinles :
58500 rs. por cabecs de gado vaceum que forcon-
summido nos municipios abaxo declarados.
Recife avadado anoualmenle por 56:015800o
Olinda avadado aanoalmenle por 2:246*000
Iguarass avallado annnalmatile por. fraO000
Goianna avaliaifo annualmenfc por .
Nazareth avadado anuualmentc por. .
Cabo avadado aonualraente por .
Sanio Anlo avadado abnnalmenle por.
Serinhaem avadado annualmenle por .
Rio Formoso a Agua Prela avadado an-
nualmenle por........
Pao d'AIko avadado annualmenle por.
E nos municipios seguinles nos quaes so pagam
quedes que talham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo: .
Lmoeiro avadado annualmenle por. .
Bonito e Garuar avadado annualmenle
por............
Brejo avadado annualmenle por. .
Cimbres avadado annualmenle por. .
Garaiihuns avadado annualmenle* por.
Flores e Floresta-avadado auuualmenle,
por............4*048000
Doa-Visla o Ex........4:0708000
v Nos Iresaullimos municipios, islo he, Garanhuns,
Flores, Floresta, Boa-Vista, e Ex sao arrematados
conjuntamente os impostes a cargo dos cplleclores
e 20 por cenlo do consumo de agurdente, conformo
determina o art. 42 da lei provincial n. 286 da 28
de junho de 1850.
20 por cenlo sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguinles municipios:
Olinda avadado annualmenle por. .
Iguarass avadado annualmenle por.*
Goianna avadado annualmenle por. .
Pao d'Alho avadado annualmenle por.
Nazareth avadado annualmenle por. .
Sanio Aniao avadado annuakneote por.
Bonito e Caruar avahado annualmenle
por. -..........
Cabo avadado annualmenle por. ..
Rio Formoso e Agua Preta avadado an-
nualmenle por........
Serinhaem avadado annualmenle por.
Lmoeiro avadado annualmenle por. .
Brejo avadado annualmenle por. .
Cimbres avadado annualmenle por. ,
As arrematarles serao feilas por tempo de ^ annos
contar do 1 de jutbo do correte anno a 30 de. ju-
nho de 1857, e sob as mesmas coodices das ante-
riores.
As pessoas que se propozerem a esla arrematado
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia,compelentemcn-
le habilitadas.
para constar se raandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diar.io,
Secrelaria da lliesourara provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1854.O secretario, a.
Jnto*io Ferreira d'Annuciacao.
. O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesourara provincial, cm cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai uovamcnlc a praca para ser arrematada aqoesn
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso,'
avadada em 33:000*000 rs.
A |rremalaco ser feila na forma dos* arla. 24 e
27 da lei provindal n'. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As possoasque se propozerem a esta arremalacio
comparecam na sala das sessoes da mesma junta'no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. '
E pgra constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria du thesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de< abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Armunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.' As obras serao feilas de comormidad'e com o
orcamento. e planta nesta dala approvados pela di-
rectora em conselho e apresenlados a appprovacao.
do Exm. Srv presidente da provincia na importancia
de 33:0008000 rs.
2. O arrematante ser obripado a dar principio
as obras no prazo de ribos raezea condui-Us no de
vinlc mezes, contados de conformidade com adspo-
sicao do art. 31 da lei n. 283.
3." Para execucao das obras o arrematante dever
ler um mestre pedreiro, e oulro carpina da confian-
r] do engenheiro.
4." O pagamento da importancia eTarrernalajo
ser feilo enyeis prestarfjes da forma seguinte: a 1.
da quantia'de um dcimo do valor da arremata^So
quando esliverem feilas todas as paredes at o nivel
do pavimento terreo, o juntamente o cano de esgsto;
a 1.' da quantia de dous decimos quando esliverem
feilas todas as paredes exteriores e interiores atea
altura de receher o travejamenlo do primeiro an-
dar, c assenladas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3. da quantia de dous decimos qoJodo esli-
ver assenlado toda o travejamenlo do primeiro an-
dar, feilas (odas as paredes at a altura da cubera,
e erabucadas as cornijas; a 4. lambem de dous de-
cimos quando esliver prompla toda a coberta, assen-
lado o travejamenlo do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5. lambem de dous decimos qoaudo esliverem con-
cluidas todas as obras e rcemelas provisoriamente ;
a 6.a finalmente de ura dcimo quando tur a obra *''
receida definitivamente o que lera lugar um anno
depois do recebmento provisorio. .
3." Para ludo o mais que nao estiver determinado
nas presentes clausulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha o que dispoe a respeitu a lei provincial n.
286.Conforme. O secrclario, Antonio Ferreira
da Annuneiarao.
Olllm. Sr. contador servindo de inspector dalhe-
sourarh provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Srt presidente da provincia de 12 do correte,
manda fazer publico, que no dia 4 de maio prximo .
vindouro, vai nvvamenle a praca para seraarematada
a quem por menos fizer, 3 obra do 21 lanco da estra-
da de Pao d'Alho, avadado em 1 :960000 rjs, to-
raando-se.por base da arremalaro o abalimenlo de
8 por % oflerecido porManod Thomaz de Albuquer-
que Maranhijo.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 15 de abril de 1854. O secretario,
Atonio Ferreira d' Annuneiarao.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector de '
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia* 4 de 'maio prximo vindouro, 'pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar a quem .por menos fizer a obra de
acude ua povoacat) de Bezerros, avadada nbvameote
em 4:2288950 res
A arremalacoaer feila na forma dos artigos 42 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 d maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas, j
As-pessoas que se propozerem a esla arrematar
comparecam na sala das sessoes da mesma
dia cima declarado pelo meio dia, coa
le habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o pra
obrar pelo Diario.
Secretaria da lliesourara provincial dextl
co 8 de abril de 1854. O secrot
, Antonio Ferreira d'AnmuteiacSo.
Clausulas especiaes para a arrematar.ao.
1.a flrs obras deste acude serao feilas de conformi-
dade com a planta e orcamento approvado pela di-
rectora em conselho e apresenlados a approvacjlo do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
4:2288950 rs.
2.' O arrematante dar comeco as obras n Io de
ouluhro do correte anno, -o terminar 6 mezes
depois.
3.a O'pasamento da importancia da arremalacio
ser devidido em tres parles: sendo urna do valor
de dous quintos quando houvcr feito meladeda obra;
outfa igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de um quinto depois de um anno
na occasiao da entrega definitiva.
4.a Para tudo o roais que nao estiver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreir.a
dAnnunciacSo.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, joiz de
direilo da primeira vara ciyel e do coromercio
nesla cidade do Recife e seo termo por S. M. J. e
C, que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o prsenle edilal M, que
d dala desle a 20 dias, se ha de arrematar por ven-
da a quem mais der cm praca publha, urna casa
terrea com sotao, sila na travessa da ra Augusta,
avadada em 1:0008000 rs., peiihorada a Jos Mara
Placido de Magalhaes, por execucao que lhc .ottive.
Jos Joaquim Dias Fernandes.
E pura 'que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo tlieor, que se-
rao alxados pelo respectivo porleiro nos lugares de
terminados pelo artigo 538 dn decreto numero 737
de 26 de novembro de "1850, e' publicado pela im-
prensa.
Dado nesta cidade do Recife em 29 de inar{o de
1854.Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silva {?n-
maracs.
DECLARAgOES.
Real companhia de paquetes ingleses a
vapor. **
No dia 2 de maio es-
pera-se da Europa um
dos vapores da compa-
nhia real,o qual depois
da demora do costme
seguir para o sal; para passageiros trata-so com os
senles Adamson Howie & C, na na do Trapiche
Novo n. 42.
Passagem para Babia 25 palacOes. mexicanos, brasi-
leros ou hespanhes.
u para o Rio le Janeiro 50 ditos, dilos dilos.
para Montevideo 100 dilos, ditos, ditos.
i, para Buenos Ayrea 110 ditos, dilos, dito.
Companliia do Beberilie.
A directora da companhia do Beberibe, tendo de
mandar aterrar urna valla na povoarao deApipucoa,
convida a quem convier encarregar-a desle servico
a apreseular as suas proposlas, em cartas fechadas,
rio dia 4 de maio prximo, no escriplorio da mesma
companhia: na roa Novan. 7, primeiro andar,
Tendo o arsenal le anarinha precisao de serven-
tes para as suas obras, e sendo urna dellas no arre-
cife, pelo que vencerilo os que nella oceuparem-se o
Jornal de 960rs.. pordia ; manda o lllm. Sr. ins-
pector convidar s que nisso sequeiram empregar,
apresenUrem-se-lhe no mesmo arsenal.
Secretara da inspeceo do arsenal de marraba de
Pernambuco 24 de abril de 1854- O secralario,
Ale.randre Rodrigues dos Muios.
11


*



DIARIO DE PERMMBUCO, SmBBAOG 29 DE ABRIL DE 1854.
AOJIINISTRACAO 1)0 PATRIMONIO DOS OR-
PHA'OS.
lela idministvacilo di patrimonio tos orphaos se
lia de arrematar a quem mais ricr, c pelo lempo que
decorrer do dia -!o 1S5** as rent,as da casl "'* do l'8**'0 Publico e
29 do largo do Rosario: as pessoas que se propoze-
rem a arrematar ditas rendas podciao comparecer
com seus fiadores nos-dias 28 docorrente mez, e 5 do
futuro mez de maio na casa dassessoes da adminis-
traran ao meio-dia. Sala'das sesses da adminislra-
.ao do patrimonio dos orpl.Sos 25-de abril de 1854.
. J. J. tia Fomeca, secretario interino.
Perauto o consclho do administraran naval con-
trata-sc a factura de 15 frdelas e 15 calca* de panno
azul, 15 fardelas,t30 calcas, 30 camisas de brim, 40
pqlaiiiasde panno.e 15 bonetes de dito para aspracas
do batalhao naval ; 12 fardas 12 calcas de panno
azul, 20 loncos pretos de seda e 70 pare de sapalos
de couro preto de duas solas para as praea do corpo
de imperiaes niannbeiros ;' assim como contrata-se o
foriiecimcnlo deapplicacaode biclias, liradas de den-
les, cortes de cabellse factura de barbas aos doen-
tes da enfermara ; pelo que os'que interessarem oro
ditos contratos sao convidados a coruparecerem ar12
horasdodia3domez d maio vindouro, com suas
proposlas- e amostras, quanto ao fardamento. Sala
dassetsOesdoVonsellio de adminislracao naval em
Fernambuco 25 de abril de 1854. O secretario do
conselho, Christocao Santiago de Oliceira.
De ordem do Sr. Or. procurador dos fcilos da
fazenda nacional se Taz publico para conhecimcuto
de lodos a quera interessar possa, que d'ora em dian-
te nenhum devedor da roesina fuzcuda se poder con-
siderar desoneado da divida |>or que fr ajuizado,
sem que Ihe aprsente o respectivo coiiliccimuutu, e
dello receba a competente quilaco na forma orde-
nada no artigo 34 das inslruccdes dn directora gcral
do contencioso de 31 de Janeiro de 1851. Recife 27
abril de 1854.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alces.
-T- O arsenal de guerra precisa de tres ofiiciaes de
rorrieire c dous de lalpeiro ; quero se julgar habi-
tuado, comprela no mesmo as 9 horas do dia. Ar-
senal deftuerra 29 de abril de 1854.O ajudaiite do
mesmo, Joaquim iot de Moura.
Precisn-sc alugar urna negra que aaiba vender
lia ra ; na ra das Cruzes n. 23.
Hotel Francisco.
O francez Juslin Noral, morador' no hotel Fran-
cisco, (em a honra de participar ao respeilavel pu-
blico desla cidade, e principalmente aos seus freguc-
zes, que lem um lindo sorlimonlo d obras de liri-
lliaule, diamante, ouro de lei e nutras, Indo do mais
moderno e apurado eosIo, c por preco commodo
Na lja amarella da ra do Crespo
n. 4, ao lado do norte.
Chegaram ltimamente ricos cha-
peos de seda com guarnic/io c plu-
ma, parasenhoras, ditos de palli-
fnha da Italia, com cabellos, cha-
peos da ultima moda ; assim como
ricos adornos para cabera de se-
g nhorns, tudo se vende por preco
3 mais barato do que em outra qual-
tf uuer parte.
^0DE
S*
SiBBAnO DE A1SKIL DE IKIi.
espectculo variado e interessan-
ti, em Favor-da dansarina
Henriqueta Pessina. "
epois que os profesores da orchestra execala-
rem urna nova s> mphouia, abrir a scena-a bella co-
media 6m 4 actos,
Msica do maestro Noronha, na qual lomam liar-
le os artistas, D. Gabriela, Mara Amalia, Costa, lfcv
erra, Pinto e Amocdo.
' No lim da comedia,a Sra. Pessina ca Sra. Can-
tarelli dansarao um passo, composlo pelo maestro
Jos Dc-Vecchv, intitulado
A STYRIEMNE.
Seguir-seha o bailete jocoso lirado dalarca,
RECRTAMENTO NA ALDEIA.
lomando parte por favor os artistas D. Maria Ama-
lia, Monteiro, Piolo, Santa Rosa, a ocueliciada,
Cardella e De-Vecchv.
Finalisar o espectculo cora o ullimo acto da
tragedia
OTELLO, EM MMICA.
posto em scena pelo Sr. De-Vecchv, com os artislas
a Sra. Pessina, Cardelta, De-Vecchv, Canlarclli:
senadores e soldados.
* Este he o espectculo que pela primeira vez a
Beneficiada lem a honra dewpresei.lar ao respeila-
vel publico desla capital, de quem espera loda a
proleccao que ja lem prestado aos outros artistas.
Os bilhetes arbam-sc i venda em casa da Sra
Pessina, ra Bella ri. 29.
AVISOS martimos.
i~/ar* a Bihia Mhe com "rovidde o hiale .\oco
vttnaa; para o resto da carga trala-se com Tasso Ir-
maos.
Para" o Rio de Janeiro seguir' bre-
vemente a bem construida e veleira escu-
na nacional Flora, capitao /ose Severo
MoreiraRios; recebe carga e escravos a
rete ; a tratar com os consignatarios An-
tonio deAlmeida Gomes & Compnhia.
Para a Babia segu em poucos das a veleira
garopeira Ucracio, por Icr parte de soa carga
prompla, para o resto trata-sc em casa de Domingos
Alves Malheus, na ra da Cruz n. 54.
Para Lisboa.
A barca poriugueza Nona Senhora da Boa Via-
gem segu imprelerivelmente at o dia 15 de maio
prximo futuro, para passageiros, lendo para isso
excellenles commodos : trala-se com os consignala-
rips francisco Alves da Cunha & C. ra do Viga-
no n. 11, oo com o capitao na praca.
, ~* Para Lisboa segu viagem em poucos das o
bergantn; portuguez ,s\ Manuel /,. capitao Carlos
t-errefreSoares; lem os mais eicelleulcs coromodos
para panageiros: quem nejle quizer ir de passagem,
.aoxapitao ou a seu consignatario Manoel
Joaqun) Rimos e Silva.
LEILO'ES.
unda-feira, as 10 horas da mauhSa, haveri
rjanla e risco da quem perlencer.de 50*ac-
Ulo boas nozes, em lotes a vontadedo com-
ida prximamente: no armazem de Tas-
largo da Alfandega, t
BbTSOS diversos.
..
KlWiIruvio continna a Icccioiiarera
esle lim recommnda-se aos ais de
aos quaes prometa loda a solicitude'possi-
proveilamenlo de seus iilhos; tecciona lam-
! manilla na praca d? Boa Visla emeasa-do
|Ull: a Iralar ua ruadas Crnzesn.22, nri-
meiro andar. '.'
Wlou-se no logar.da ribeira do peixe, na fre-
*!a .XJoso' um Pequen sacco contendo a
quanlia de 13JKKX) : quem forseu legitimo dono pro
coreo na ra Augusta n. 16, que dando os signaos
certas Ihe sera entregu, pagando sraenle a despeja
deste annuncio. '
Antonio Jos Ferreira- Guimares vai ao Rio
ue Janeiro.
Lotera de N. S. do Livramento.
O Ibesoureiro da mesnia lotera avisa ao respeila-
vel publico, qneasrolaandam indubilavelmenlo
> da 1-2 de maio no consistorio da igreja da mesma
Mora, as horas do coslume, em virludo de ler
vendido o reanle dos bilheles ao Sr. Salnstiano de
Aquino ferreira, qoe us comprou com a condicao
a cor^r d,t0 dla' Ia" annuio o mesa rc-
geaoraO thesoureiru, JoSo Domingnes da Silta.
Amanliaa
g das 4. horas da Urde em diante ha caf com
!!iee.so.rve de creme a 320 o cal : na
ua estrella do Rosario n. 10 ; e contina ha-
2L os domingos e das sanios de guarda. "
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO
Aos 5:000ooo e 2:000x000 rs.
.i O caolelisla Salusarto de Aquino Ferreira avi-
sa ao respe.lael publico, que comprou lodos os i-
Iheletd. mesma Uria ao'theioureiro, V as rod
audam uo da 12 de maio; U5 scus ui eles a%daf
laeslao a. venda no, lugares docostume. Pa" sob
sua respons.bil.dade o, dous premios grande, .era o
Jesconto de 8 % do imposto geral. ,
Meios 3000 3:0008two
(juarlos 1S.0O 1:250*1)00
Decimos 700 5000000
Vigsimos 400 20000
tiik iTun"tVJiJfuino ''"''ira.
TIIEA1BO DE SANTA ISABEL.
A correspondencia da Sra. Cuitarelli, respondo
osegnmte: 1, desdo que en disse ao emprezario
qoe contrnoava a Iraballiar, elle nao (em posto rc-
h ?lgTa Prara *."*"' -' qataftado o Sr. De-Vec-
lyn^,".e-'0,jU,,arae"le n" raesma semana
MtrSiJliL "lPoe,"', meua lriblh'. Por '^o nao
T ~. f 3 fl"nl0 "".Sr. (iraca pznoanuuu-
cio por obseq.110, oi nma devocao da sua parle
craconsequertc. de eu deiiir mi.iha mulher mTrc
?2l~ '' i6 ',0mem' no W'hcuIo Zi
gasao quo nio lem na escrin(Bra. Torno a flirmar
av publico, debaixo de minia palavra de honra, que
toa cscripturaflo com o Sr. Agr ale o n,n "c
juahodo correntc anuo, que ames de r.ndo esse
praio, nao Icnciono sah.r da compnhia. Nada
mais lenho a dier.-A/ano. joaguim MeluU
Rogare o reverendo A. G. deK., morador
no i. C. da K da Escada. que naja de dizer seo nal
uamento que promellau fazer no Recife a.......foi erif
Janeiro passado ou se he no qao ha de vir, Vio con-
Irario ver. por exlenso lodo occorrido.
Na procisso da Dos-Visla do Senhor aos en-
fermos, desapparecu das mos de um anjo na reco-
Ihera mesma, orna salva peqnena do praia, obra do
Porto, com a beira recortada e ps-com lavoura:
quem da mesma tiver noticia, dirija-se ao aterro da
ftoa-Visla, sobrado n. 44, segando ailar.
Precisa-se de um Irabalhador de padaria ; na
ra do Cotovello u. 29.
AVISO JURDICO.
A segunda edicao dos primeiros elemenios prati-
cos do foro civil, mais bem corrigido, acresecntada,
nao so a respeilo do que allerou a lei da reforma,
como acerca dos despachos, inlerloculorias e definiti-
vas dos julgadores, obra asss inleressante aos prin-
npiaples em pralica, que Ibes servir de fio conduc-
tor: naprajada Independencia ns.-6.e8.
No dia 26 do correule mez pelas 4. horas da
tarde, perdeu-se um relogio de ouro ne estrada de
Belcm, desde o sitio-do Sr: visconde ale o do Sr.
Mr. 1'eiluza : quem o qnizer restituir, lenha a bon-
dade de leva-In ao sitia daeSra. Maria dos Pas-
sos, qae sera recompensado.
Segunda-feir I de maio he a praca annuncid-
da do sabradinbo, na travessa da ra Angosta se-
gundo o edilal por esla follia anuonciada pelo juizo
do commercio da primeira vara desta cidade.
Quem tiver cavallos para se ensinar a lodos
os andares dirija-se ao Mauguinlio, sitio que vai
\IUiclos, com portan de pio. No mesmo
(.dla OS .Al.i,,,.-, man j.viiim uc |H(\I. l'U IIICSIIIO
sitio vendetn-se pes de larangeiras e de limoeiros ;
ludo por preco commodo. _
Precisa-se fallar ao Sr. iffino Firmo das
Chagas : na ra da Cadeia do'Recife, loja de cam-
bio n. 24.
Tendo admitlido em sociedade commcrcial meu
irmao o Sr. Joio \V. Studart adoptamos a rm de
Vasconcellos & Sludarf.
. M. Paes Pinto de l'atconccllos.
Prlvine-sc ao publico que ningucm faca ne-
gocio algum com a casa n. 3, si la na ra Augusta
desla cidade, por quanio o dito predio lem encar-
gos legatarios a cumprir, c para jagament do que
o tcslamciileifo deve aos herdeiros.
Aluga-se urna casa de campo com grandes com-
modos, acabada com goslo moderno, a ultima da
ra dos Prazeres do.bairro da Boa-Vista ; a tratar
com Jos Carnciro da Cunha.
' Manoel Ignacio de Oli/eira faz publico, que em
virtude do fallecimento do Sr. \orberlo Joaquim Jo-
so uedescroil do crreme, (omou conta e se acha
desde esse da de posse de todos os negocios do Sr.
fchas Baptista da Silva, actualmente na Europa, por
ser o seu segundo procarador.
O Sr.' bacfiarel Anlonio de Hollnnda Cavalcan-
li de Albuquerque lenha a bondade de dirigir-se
ra do Livranfenlo n. 16, ou anuuociar soa morada,
a negocio de seu mleresse.
FURTO.
Furtaram na madrugada do d|a 26 do
corrnte, da estribara do iiiintal do so-
brado p. 42, que lica na esquina flo nec-
eo do Ferreira no aterro da. Boa-Vista,
umcavaliotodo-preto, lino, gordo, eno-
vo, porm cornos den tes estragados; tem
o sabugo da cauda cortado, mas com os
cabellos da mesma compridos, anda de
meio a esquipado, e com um signal do
ladoesquerdo da barriga, procedido de
urna pequea mordedura. Este cavallo
foi ha oito das comprado ao Sr. Vicente
da Cunha Souto-Maior, proprietario do
engenlio Dos-Bracos, na treguezia de
Serinhaem:'qum delle souber noticia,
ouappreheifder, queira leva-lo ao sobra-
do a'cfma mencionado, primeira andar,
que sera' generosamente recompensado.
Deseja-se fallar com-o Sr. Manoel
Gomes da Silva, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 24-, ou annuncie sua aorada para
ser proem-ado- .'
: Osr. Manoel Antonio Reis Noguei-
ra, por especial favor, dirija-se a ra da
Cadeia, loja de cambio n. 24, ou aman-
ele a sua morada para ser procurados
O abaixo assignado faz ver aos Seus credores,
qne leudo realisado o leilo de soa taberna para o
fim de o producto da mesma ser dividido .por lodos
os credores, foi em a mesma occasiao embargado o
producto do respectivo leilao em mo dos arrema-
ta ules para pagamento de alugueis de casa e orde-
nado de caixeiro, achando-se em poder do Sr. Mar-
celino Borja Gcraldes, agente'do leilao^ o balancoe
ola do producto para ser examinado por quem con-
vier. Recife 27 de abril de 1854.
Antonio de Almeida hrando e Souza.
Attencao ao bazar de calcado.
Na nova loja de calcado barato da trra, compra-
se e vende-se loda qualidade de obra : ua Iravessa
da ra do Queimado u. 7, ontr'ora becco dtf Pcixc
Irilo.
* Quem quizer vender nma negra, seja de que
nacao rur, ainda mpe, sem vicia, por-49000 rs.,
dirija-sen roa Velha u. i, primeiro andar.
~ Pjecisa-sc de urna escrava que faja o servido
diario de ama casa de puca familia ; paga-se bem
sendo de boa conduela: na ra do Padre Floriauo
n. 5.
Jos Afi'onso Moreira, pela brevidade de sua
saluda para Lisboa, lalvez se esqaecesse de despedir-
se de algum de seus amigos, c roga-lhes o desculpem
desli faifa involunlaria.oflerecendo-lhes sen limita-
do presumo uaquella cidade.
_ Precisa-se de urna ama : na ra do Raogel
No sitio denomiuado Torre, emBeleravappa-
receu um carueiro ; quem for seu dono, queira
manda-lo buscar, dando os competentes signaes, pois
o morador do mesmo sitio nao se responsabilisa pela
Apessoa qae quizer conduzir um cavallo para
a 1 araHrba, dirija-se ra da Conceicao da Boa-Vis-
ta n. 54, ou i rira da Concordia a fallar com o Sr.
Luiz Caetano Borgcs.
Precisa-se alugar um feilor, que enlenda de
hortaliza, plantaao, irate de animaos, e que lenha
boa conduela moral: qum ncslas circumstaucias es^
tiver, dinja-se a-rua do Vigario n. 3 a contratara
rcspeilo.
O Dr.Tliomassin, medico francez, d con-
sultas iodos os dias uteis das 9 horas da
inauhna at o meio dia, em sua casa ra da
Cadeia de S. Antonio n. 7. '
Os Srs. JoBo Rapliael Cordeiro, Jlo Jacinto
Soarcs, Navarro & Campos, Joao Damasceno r
Silva, Jos da Fonseca GuimarSes, Antonio Pol
carpo, Benigno. Jos Correia, Francisco Anlonio
Lina, e Dominaos Jos Dias Monrao, queiram
risir-se ra da Cruz n. 57 segundo andar, a
ci que Ibes diz respailo. ,
No dia 23 do corrnte ausentoa-seo prelo J
quim, nasio Angico, baslaitte alio e secco, lem
lobinho no alto da cabera: quem o pegar leve-o
ra da Aurora o. 44, que ser recompensado
Arrenda-se o engenho Canha, .~
te e corrnte, distante duas leguas da
dade da Victoria, em trras de matas
margem dorioNatuba, com multas ..
zeas para plantar-oes de cannas, arroz
outras lavouras, de boa produccao:
comani,maes,ese podo mudar para ..
d'agu, e o rendeiro que a isto se proj
zer, paga-se no arrendamento do dto<
genho. Neste engenho tudo he bem
putado, porque o niel de furo nao di^
para osconjpradores, e do mesmo modo
agurdente, por licar este engenho na
trada dosul.' Vende-se tambem urna
quene safra,- mas esta nao servir' de
baraco para o arrendamento, cujo p.
s sepodera' estipular, depois que o i.,
ressad houvervistoo engenho eas terr
Na ra da Penha n. 23. primeiro andar, se
quem vende urna garfhulilha,. nma vernica, i
correles para relogio. diversos' cordocs, andis
[icdras e sem ellas, medalhas, botocs para pu
ditos para abertura, brincos, rosetas, dous re
de algibeira e uro rosario de ouro. *
O SrDomingos Jos Dias de Olivcirn, lem
rua'ADgusia n. 33.uma caria vinda", de Lisboa,
se entrega a dita caria pessoa propria.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, ,
fazer compras na ra e servico de casa de pouca
milia : na ra da Cadeia d S. Anlonio n. 16.
Precisa-se de um oflicial de pharmacia: a pes-
soa que se julgar habilitada para esse fim, dirija-se
a praca da Boa Visla casa n. 28.
Precisa-se de um homem bastante hbil em
linar assucar, e que se queira contratar para Ira
Ihar em urna relinaro fra desla praca ; a Miar
ra do Vtgario, armazem n. 7
i nego-
oa-
u.n
na
moen-
ici-
I var-
moe
moer
po-
>en-
e-
;'
a
en-
pe-
:eai-
preco
inte-
s.
ir
i duas
com
i punho,
ilogios
na
e sd
para
fa-
rp-
iba-
r ua
Remedio para evitar o calor.
Avisa-se ao Ilustre publico, que amauh.la e lodos
os mais dias desde as 6 at a< 10 horas da noile. cx-
isr Bom sorvele feito com toda perfeicao o de va-
riadas fruclas, na ra das Cruzes n. 44, e pelo preco
de 210 rs.; recomuienda-se, perianto, aos apaixona*
dos jlesle ptimo refresco,quesedignem concorrerao
mencionado lugar, alim de apreciarem um escolen-
le fabrico.
D. W. Baynon, cirurgiao dentista america-
no ; ra do Trapiche n."12.
antigo e
e pulcci-
r retratos,
Gustavo Lainn, subdito francez, vai ao Rio de
Janeiro.
CIIR.STAL0TYP0.
Galera de ricas pinturas pelo
novo estylo.
Alcrro da Boa-Vista n. 4
De caixas, quadros, medalhas, alfinctj
ras lia um rico sorlim'enlo para .ol9
por preso muilo haixo. *
Precisa-se alugar una ama forra ou captiva,
para urna casa eslrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra dagusnzalla Velha n. 69 primeiro
andar, ou na Capunjaraitio do Sr. linio.
Loja ingleza de roupa feita, ruada Cadeia
do'Recife n. 16.
Existe neste estabclecimenlo um grande sortimento
de roupa feita de todas as qualidades de fazeudas
chegadas prximamente de Inglalerra, como sejam x
palitos, casacas, cairas, colleles, camisas, ceroulas,
ele, e os precm sern os mais razoaveis possiveis,
visto ser o syslema do dono n,1o dcixar diul.ciro sa-
ri ir ainda mesmo com algum prejnlzo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar. '
Arrenda-se d eneenho Lean, silo na feeEiiezia
da Escada: os prelendcnles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
aclufrau com quem tratar, ou na rreguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Goncal-
ves Pereira Lima.
Casa da dferirjao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia 1" de abril correle, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo ful uro: segundo o dispeslo no
arl. 14 do regiment municipal.
O Sr. Joan Nepoinuceuo Ferreira de Mello,
morador na passagem de' Olinda, tem urna' caria na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia*.
O abaixo assignado faz scienle, que o Sr. An-
ipro Jacomo de Araujo nao he mais seu caixeiro,
desde 23 (Je abril correnle.
Firmiano Jote Rodrigues Ferreira.
J. Jane' dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar'n. 19.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cocs.como.aretalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-8e de combnaco com a
maior parte das casas commerciacs
inglezas, francezas, allemaa's e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecend elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida' a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
ha ratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Agencia de paswaportes, ttulos de residencia e
folhas corridas.-
. Ciaudino do Reg Lima, despachante pela repar-
licao da polica, despacha passaportcs para dentro e
fora do imperio, litlos de residencia o folhas corri-
das: na ra da Praia n. 43 pririciro andar.
_M1_
As mais modernas c
de ouro.
Osaliaixi^fcassisnados, donos da nova loja i
de ouriveroa ruadoCabug n. 11, confren- |
le ao paleo da matriz e ra Nova, franqueiam \
ao publico em geral um bello e variado sor- :
limento de obras de ouro de muilo bous gos- :
los, e preces que nao desagradaran a quem I
queira cojnprar, os mesmos se obrigam por
qualquer obra que veuderem a passar nina
conla com responsabilldadc, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates,'fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvida
que apparecer.Seraftm&lrmilo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Estao venda os bilhetes 'da 19 lotera
das casas de caridade.;- a lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dous dias a sua sabida como
acaba -de acontecer com o vapor Impe-
rador ; se pore'm no vier por este vapor,
vira' impreterivelmente pelo vapor inglez
Brasileira esperado neste porto no dia
5 do mez prximo.
O l)r. Sabino Olegario LudgeroPinho mu- ^
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco fas
$ (mando novo) n. 68 A.
@@@@@:S@8g
S Os Srs. Lasfargue c Destibeaux, queiram an-
nunciar as suas moradas, ou dirigirem-se ao escriplo-
rio de Jos Baptista da Fonseca Jnior: na ra do
Vigario n. 4 primeiro andar.
Miguel Aichanjo Poslhu.-no do Nascimenlo
contina a promover os lemos da execuco que no
juizo da segunda vara mnnicipal encaminha aos her-
deiros do fallecido Alfonso Jos de Albuquerque e
Mello, e por cssa execuco est correndo as Ires pra-
jas do eslvlo a propriedada do Alio e seus pertcn-
ces na Boaviagem, penhorada pela mesma execuco,
tendo ja lido lugar a primeira praca, e 1.a de "ler
lugar a segunda praca na casa da residencia do I Um.
Sr. Dr. juiz municipal supplenlc da segunda vara,
Jos Bajmundo, da Cosa Menezcs. no dia 2S1 do
correle mez. *
Jos Luiz Alfonso Marques, qne se chamou
oulr'ora Jos Luiz Marques, subdilo portuguez, re-
lira-se para fra da provincia. ,
^-..Precisa-^e alagar urna casa de dous andares,
sendo em qualquer ra dos bairros de Santo Anto-
nio ou S. Jos : na ra do l'asseio Publico, loja n. 7.
1RMANDADE DE SAN PEDRO.
Achandcse bastante a trazada a co-
branca dos' foros da irmandade (je San
Pedro," pela difliculdade da mesma co-
branza, devida aos senhores foriefs, o
abaieco assignado escrivao da mesma ir-
mandade, roga a todos, os foreiros das ras
de Aguas Verdes, Hortas, .pateo de San
Pedro, dito do Carmo,-rua de Santa The-
reza, Palma, becco do Falcaoi travessa do
Lobato e anliga praia do Caldeireiro, pa-
ra que comparecam em sua casa na.do
Queimado n. 57, at o dia 0 de maio,
pois dess dia em diante os mandara' cha-
mar a juizo.O escrivao presidente, pa-
dre Joao Jos da Costa Ribeiro.
PARA FUNILEIROS.
Folha de Flandres charconl, |de qualidade supe-
rior a qualquer oulra que exisla no mercado, por
mdico preco, quer em porcao ou a relalho : quem
quizer comprar, dirija-se a ruado Queimado, loja
de ferragens n. 30, aonde achara um completo sorli-
roenlo.
O abaixo assignado declara ao Sr. Jos Anlonio
de Souza, que do- dia 14 do crrenle nao he mais fia-
dor de Raymundo Rodrigues da Silva, e que sua
caria de flanea lica sem cfleilo deste da em .liante.
Francisco Lucas Ferreira.
O Sr. Joaquim de Souza Pinto tem urna carta
ua livraria ... 6 c 8 da praja da I ..dependencia.
Arrenda-se o engenho Camaleao, ao norle da
rreguezia d'Agua Preta, a margem do rio de Una, c
no qual passa a estrada real para o interior da pro-
vincia, com todas as obras de <|ue n&sa precisar um
engenho moentee correte; excellHe machina, as-
sentamentos de assucar macho, relame, etc., lem
um grande e bom cercado e os melhnres Ingradouros
e Ierras que se possam desojar. Vende-se tambem a
sufra plantada para mais de 1,200 para de assucar
macho. Faz-se este negocio pela nica razan de que
seu proprietario vai edificar um novo engenho con-
fronte a villa: a enlcnder-se com o proprielario do
mesmo engenho.
O abaixo assignado, unico cncarregado de re-
ecber os foros das casas da Treguezia .de S. Jos,
pertcncentes ao Sr. Francisco de Paula Corroa de
Araujo, faz scienle aos mesmos foreiros, pripcipal-
rnenle uquelles qu nao sabem a sua morada, de
dirigirom-te a ra do Pires na casa nova junto
do finado Gervasio.Manoel (Jomes liegas
Os herdeiros do finado Alfonso Jos de Albu-
querque Mello, em virludo de um annuncio publi-
cado nos Diarios dos dias 26 e 27 do correnle, por
Miguel Archanjo Postliunio do Nascimenlo, em que
declara que esl*-_ofrendo a segunda praca para a
arrepialacao do sitio do Alto por elle penhrado, #or
execuco que move contra os dilos herdeiros,'previ-
nem ao publico, para que ninguem ignore que o
casal do fallecido Alfonso c sua mulher deixou tres
propr.edades ruraes, que sao Alio, Balalha e Jordao,
e que a que foi penhorada pelo dito Poslhnmo que
se acha em prara, be a do Alio sila na freguezia dos
Anegados, e sobre a dila execujao os referidos her-
deirosainda leem que discutir embargos de lerceiro
senhor e possuidor prejudicado, para salvarem
mcia^ao dos bens de sua av, que nao pode oslar
subjeila aos dbitos posteriores a sua morte, con-
tratados por seu marido.
~i Pede-se encarecidamente ao Illm. Sr. Dr. juiz
de direito, corregedor da comarca, que lance suas
vistas para o patrimonio que lem urna capella de N.
S. da Concei^o, na estrada de Joao de Barros, que
dizem ha mais de viole minos o administrador ,do
mesmo patrimonio nao presta conlas, e como da es-
"'Pfura resa que a mesma capella lem a quanlia de
1205000 rs. da renda do sitio para as despezas da
masma capella, alim de se celebrar missas nos do-
mingos e.dias santos, para a vizinhanra da mesma
ouvir ', enlrelanlo que se a mesma vizinhanca quer
missf aos referidos dias, paga ao padre, e as vezes
o admitislrador nao consenlc, dizendaqac ,1 capella
lie dellere quet se ha de fazer oque elle muilo
quizer, pois que uno lem a quem dar conlas. Res-
pndanos, Sr. administrador, que faz Vmc. com os
1208000 rs. que lem a mesma capella ; ser purven-
tura para a ajuda de custo do seu viveiro t Alerta,
Sr. Dr. juiz de direito, corresedor da comarca, que o
lal administrador he um pouco comedor, ou delei-
tado |>or oulra.O observador.
Oflerece-se um fiomcm para caixeiro de qual-
quer casa deaegocio de atacados, tanluQdc fazendas
como de nrnailos no trapiche, ou alguma taberna
por balanco, o qual dar iiiforniaccs de sui con-
duela : a fallar a -avessa dos Quarteis n. 35.
No lempo -enripio se prumulgou a disposirno
do S 9 til. 92 do liv. S" das Ord. valia* pona discu-
tir genealogas e apellidos, porque sendo entilo a so-
ciedade conrposla de dillercnles classes, enda urna
deltas gozava de seos foros particulares, de scus pri-
vilegios e iscncOes; hoje, porm, que a constilui-
em-lein felizmente nivellado lodos os cidados, sen-
do todos julsados em foro commum,' e todos com di-
reito, segundo sua capacidade, aos mais elevados
cargos, de que scrvii averigua* se esle he de origem
nobre ou plebca, se aquclle descende de um lenle
general ou de um soldado S a virtude d direito
eslima publica, s ella e* inlelligencia distinguen
o ridado. Pensando assim,dcixariamosscm respai-
la corlo annuncio iiionyin inserido no Diario dt
Pernambuco n. 9.5,se o amor da verdade nos nao ia-
duzissc a bradar ao sea aleivoso aulormeuleso
coronel Grigorio Jos de Siqneira era fill.o d reve-
rendo Dr. Pedro de SiquciraVarejo, que houve
de urna india da aldeia da Escada ; por coosequen-
cia os seus descendentes nao herdaram esse apellido
da escravidao como maliciosamente quizestes fazer
crer. Ha de tudo isto documentos irrefragaveis, que
sero publicados se o mentiroso voltar malcra, e
liver a coragem de issiguar-se.
-1 Quem quizer cpmprai*uma machina de da-
guerreotvpopor preco muilo baixo, e com lodos os
perlences, dirija-se ao aterro da Boa-Vista u. 4, ler-
ceiro andar. ,
COMPRAS.
Compra-Se pmaduzia de cadeiras de Jacaranda
ou de oulra qualquer madeira, em bom uso : quem
liver annuncie por esle Diario para ser. procurado.
Compra-se um compendio de geo-
graphiad^ Vellez;na ra Nova n. 42.
Compra-se.um escravn rohnslo, de bons coslu-
mes, e que n.lo'seja fujao ; paga-se bem se agradar :
na Iravessa da Madre de Dos, armazem de Joao Mar-
lius de Barros. .
Compra-se um boi bom de crnica, e tambem
a carroca, estando em bom estado: na ra da Cadeia
n. 17, armazem de lijlos.
' Compra-se urna casa terrea no bairro da Boa-
Vista, com preferencia na raatda Santa Cruz: quem
tiver, dirija-se mesme ra 11. 82.
Cbmpram-se pombosdo Trocal: no paleo do
Terco n. 13.
VENDAS
Jl
Aeude-se um cabra de 30 annos, bom para
Irabalhar em algum silio, por ler disso pralica; c
tambero sabe iralar de cavallo : he muilo sadio, e
u3o tem o vicio de se embriagar, e nem d fugir ;
queni o pretender, dirija-se a ra Direila, rasa jau-
to .1 padaria, ... 67.
' Vende-se um pardo moco, proprio para pa-
gem, e entende de sapaleiro ; na ra larga do Ro-
sario, padaria de, jr. Manoel Anlonio de Jess.
Vende-se urna escrava, rrioula : na ra Nova,
sobrado da quina que volla para a ra do Sol n. 71,
primeiro andar ; qoem a quizer comprar, dirija-se
mesma casa, qae achara com quem tratar. '
Vend-se urna escrava, crioula, de idade 22
annos,'pouco mais ou menos, cozioha bem o diario
de urna casa,lava de sabao, he quitandeirae lamben
serve para o shco de campo, propria para quem li-
vcr Slf'.0. i '""Su d Kosaro n. 44.
Vende-se camhraia .ranceza de
I cor lixa a 440 St- a vara, ditas de
|babadoes,crteSe 8 varas, a 4S50,
Scbita franceza de gosto moderno. a OT
f 2S-0 o covado, pera de chita com 58
j coVados, com toque de. mofo, a 5# rs.,
ipeca de cambraita muito lina de 8
{jardas a 5$500, peca de tarlatana
\ branca para vestidos com 8 1 2 va-
jras a 2s500,chales pretos de fil bor-
dados de4 ponas a 3000 cada um,
tduzia detoalhas de linbo alcochoadas
I a 10.sOOO a dzia, cortes de casemira
jde pura la de cores e modernas a
|5.>'000, camisas de murim ou mada-
(polao francezas a 2^000 cada urna,
{casemira jireta franceza a U'800 ca-
lda covado, romeitas de czmbraia
I bordada para senhora a bu e 65OOO
i cada urna, ditas de lil branco de
jseda, epreta de.linlio, cada urna 5j
je 6.S'000,crtes de seda escossesa com
|15covados a 14#000 cada um, bare-
I je de seda e laa' a 6i0 o covado, cor*
! te decambraia aberta com vara de
i largo- ecom varas cada corte a .s,
|rs., chales de casen?ira de cores fir-
gindo seda a 7-jOOO, e outras muitas
I fazendas de seda e^de linho, de mui-
|to bom gosto, por proco mais barato
i do que em outra qualquer parte : na
[ra do Crespo, lado do norte, loja
famarella n. *.
Attencao as pechinchas.
Chegaram a loja demudezas da rna do Collegio
n. 1, os seguales objoctos osquacs se vendem por
preco mais conimodo do que em outra qualqner
parle : um grande sortimento de calungas de por-
cellana como sejam: galos, gallos, cachorros, oncas,
ligres, fruclas, figuras c oulros muilos objectos, lu-
do proprio para palileiros 011 enfeites de mesa, as-
sim como S. Joao Baptista, S. Pedro, N. S. e o Di-
vino Pastor, eslampas do santos c santas, pequeas c
grandes coUejees da via sacra eom.4 estampas, e
de louca, S. Antonio, N. S. da Conccirao, S. Pe-
dro, as tres pessoas da Sanlissima Triudde e outros
mais, balaios, ceslas para compras, restas para me-
ninas trazerem no brai;o, oulras para fruclas, llores,
e outras muitas, molduras deliradas para quadros,
corrcnlcs de aro de gosto, muilo bouilas proprias
para relogios, colIecOcs de Goncalo de Cordova, de
Gil-lira/, dos M>slerios de Paris e da revolurHo
franceza em 1818, retratos de Isabel II rainha de
nespanha, de Espartero de NapolcHo 1 e III, do im-
perador dos Francezes, de D. Miguel de Braganra c
sua esjio-a, franjas brancas o de cores-proprias para
cortinados: assim como oulras mullas cousas que
se de.xam de a.tnunciur, pois avista do comprador
be que se podem moslrar.
^nde-^e urna escrava crioula, mota: na ra
da iii^n. 55,segundo andar.
Aviso aos rapazes solteiros.
Cl.egou a loja de miudezas da roa do Collegio 11.
1, umsegredo: nao se diz o que he, porque as en-
commendassao muitas.
Capachos compridos e redondos.'
Vendem-sc na loja de miudezas da ra do Colle-
sio 11. 1, pelo diminuto preco de 610,560, 600 e
460.
"nindem-se saccas de feijiio niilalinho novo,
muilo em conta : 110 armazem da ra do Rangel
n.2C.
TAIXAS DE f ERRO.
Na fundicao' d'Aiirora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defion-
te do Arsenal der Marinha lia' senipre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como eslrangeira,
batidas, fundidas; grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos OS logares
existen] quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se por melade do seu valor um par de
adraeonas : na ra da malriz da Boa-Vista n. 20.
I
Vende-sc ria'loja amarella da ra
do Crespn. 4, ao lado do norjte.
Klvina de seda, fazendas todas
de.qualidades escossezas, a 640 rs.
cada covado: faculta-se as amos-
tras a todas as sen horas de bom
gosto
Vende-sena estrada dos Afllictos, diversas qua
liilnilos de.plnnlacocs em urna casa com embulimenlo
de branca, com Ires portas, pintadas de prelo, e ven-
de-se a dila casa 1 moderna loda dobrada, com um
quintal bem plantado, e boa-agua de beber.
Vende-se urna ncgrinlia de 15 annos, crioula,
propria para o servico rhterno de qualquer casa de
familia por eslpr a isso coslumada, e nao ter ainda
vicios nem achaques, c um moleque de 7 annos tam-
bero ci-ionio: em casa de Jos do Palrocinio do
Bomfim, na ruada Concordia, lerceira casa do lado
esquerdo, entrando pela parle da mar.
Ofeo de linhaca-.
Vende-se oleo de linhaca em barrisde 4 em pipa|:
no armazem de Eduardo'H. Wvall, ra do Trapi-
che n. 18.
Vende-se urna casa terreada pedra ecal, chaos
proprios, na cidade de Olinda, ra do jogo da bola
n. 26. por preco commodo: a Iralar na ruado l.ivra-
n.cnl 11. 16.
PARA AS CRIANZAS NO
mn de mmm.
Na ra do Queimado loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33, vendem-se camisinhas de mcia para cri-
anzas de um a dous anuos pelo diminuto' preco de
500 e 800 rs. cada orna. Estas camisas'so muilo
af ovadas pelos similores medios para as criancas, por
cansa do muito defini que ellas solfrem o lempo
de invern, do qae provm militas molestias perigo-
sissimas.
Vendem-se duas cabras (bicho) sen
do urna del las muito boa, e um lindo car-
ueiro proprio para nenirio por ser mui-
to grande c manso.: a tratar na ra da
Gloria ni 58."
Velas de carnauba simples de 6 em libra,
muilo superiores, em caixas :. na ruada Cruz no Re-
cife n. 31, em cala do Luiz Freir de Andrade.
Vende-se urna rede de pescar, de feitio inglez
c nova, com 16 .bracas de comprimenlo e 2 de lir-
gura, muilo propria para pescar qualquer viveiro: na
rna do Trapiche n. 3.
.Vende-s um escravo, pardo, de lodo servico,
sadio e mojo : na ra Direila, sobrado n. 36, lercei-
ro andar.
t 1
Vende-se um escravo de Angola, moco, pro-
prio para qualquer servico : na roa da Madre de
Dos n. 38.
Vende-se um bonilo molecole de 22 annos de
idade, que entende de padeiro e pedreiro, e lambem
proprio para pagem: na ra da Praia n. 6. '
Vende-sc urna casa terrea no 'bairro da Boa-
V ista, travessa do Quiabo : a tratar na ra estrella
do Rosario, casa de marcineiro 11. 43. .
Xaropes para refrescos.
Vendem-se na frenle da ra do Vigario taberna
amarella, a saber:
De grosellas.
De liman.'
De tamarindos.
De ananaz.
De caj.
De laranja.
De lima.
De capil.
De abacaxi.
De pilanga.
e oulros : o preco fixo he 400 as. por garrafa, com-
prando duzia.
Malas para viagem.
Grnale sortimento de lodas as qualidades por pre-
co razuavcl: na rna do Collegio n. 4. '
Vendem-se cobertores escures e de boa qualida-
de, a preco de 720 rs; cada um: na loja de 4 porlas
n. 3 ao lado do arco de Sanio Antonio.
Pao de senteio.
Vende-senas quarlas esabhados, superior pao de
senteio : na padaria da ra da Se.zala Nova n. 30.
No armazem confronlc a loja do Sr. Marlins,
pintor, vendem-se duas carracas novas muito bem
construidas, as quaes servero para cavallo 011 boi, e
oulra usada ; as quaes'se vendem pelo preso que o
comprador oflerecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de. 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Vende-se um bom prelo de meia idade, _
oflicial de sapaleiro; na praca da Independencia
33, loja de, calcado.
Vendem-se 2cavallos bons, sendo uaa||prio
para o esquadro de cavallaria 'da guarda nacional ;
a tratar na praca da Independencia n. 19 e 21.
Vende-se ym moleque, crioulo, de 7 a 8 an-
nos, muilo sadio, e nao lem vicio algum; assim Co-
mo um relogio de prata patente iuglez. muilo bom
regulador; na praca da ludcpendeucia n. 19e21.
Veudem-se as casas, silas.na ra do Caldeirei-
ro 11. 80, e do Sebo n. 29 ; a tratar na ra das Cru-
zas n. 30.
Meios bilhetes da lotera do Livramento-
Na ra do Livramenlo, loja de calcado n. 35, ven-
dem-se a 2-3700 meios bilhetes, cujas rodas andam
imprelerivelmente no dia 12 de maio ; os bilhetes
desta casa lem approvado.por quanto tem sempre sa-
ludo algumas sorlcs grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vendem-se 2 vaccas com Uile, e nma prxima a
parir: no armazem de lijlos da ra da Cadeia nu-
mero o. 17.
Vendem-se cortes de chitas francezas, juma-
mente de barra, pelo barato preco de28000: na lo-
ja n. 3, ao lado do arco de Sanio Anlonio.
Vende-se a taberna da ra de Sanio Amaro n.
28: a Iralar na mesma.
Vendem-se chapeos de palha e esleirs, cera
amarella. dila de carnauba de primeira sorle, sola,
counnhos miudos.tudo chegadodenovo do Aracely,
e por pree.o commodo a dinheiro visla : na ra da
Cznj do Recife n. 33, casa de Sa Araujo.
Vend-se urna barraca que pega 240
saceos com assucar, bem construida e
ptompta a seguii viagem : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
prego,
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommenT
da-sc 'aos senhores de eiigearfio os
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
.Compnhia.a
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
ua praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os roelhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos, preco que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoaito da fabrica de Todo oa Santos na Baha.
Vende-se, ero casa de N. CL Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO Irailaao d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h'a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, n seeuinle: saccas de farello muito
novo, cera em srume e em velas edm bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa emoedra, novissima. j(
Vcn*^Hcl||aiahaj^amv"C2'o' om"
panbia, fia praca do Corpo Santon. 11, o ^- nte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos eoarrelcis, breu em barricas muito
grandes, a co d e mao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos, os tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas. e .hollandezas,* com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aoha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Compnhia, na ra da
Cruz, n. 4."
SALSA PARRIL1IA.
Vicente"Jos de Brito, unico agente em Pernam-
buco de R.al. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumain Ira/er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daqueljes, que antepoem
seus inleresses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livxar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
deSands da falsificada e recentemente aqu chega-
ila ; o annunciaute faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em siia- holira, na ra da Conccicao
do Recife n. 61 ; e, alcm i'receiluario qae acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu non.e impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
Traeos.
Vendem-se chapeos de sol de seda de bonitas
cores, os mais modernos que ullimamenle chegaram
de Pars, a preco de 68000 rs. : na loja n. 3 ao lado
do arco de Sanio Antonio,
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro mnilo forle e com, tres (echaduras muito segu-
ras, por preco commodo: na ra da Senzala defron-
te da'loja do Sr. Marlins, pintor.
. Moinhos de vento
"ombombasderepaxopara regar horlas c baixas
decapim, na fundicaSdeD. W. Bdwman : na ra
doBrumns. 6. 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO PINO.
Vende-se superior vinho do Porto, cm
barrisde4., 5. e 8.? no armazem da ra *
do Azeite' de Peixe n. 14, ou a tratar no
esenntorio de Novaes & Compnhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escores de algodao a 800 r., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 1f400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla Vara a Cadeia.
POTASSA.
rio antigo deposito dama da Cadeia do .Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana ehrasilera.cm pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e preces mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se afflanr.am
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha.barris com cal de Lisboa em pedra, pro-
iimamehte chegados.,
Vepdem-selonas,brinzaO, brinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. .0. Bieber &
Comiauhia, na ra da Cruz n. 4. '*
Vendem-se os verdadeiros charutos
lanceiros, da mais acreditada fabrica da
Radia ; a excellente qualidade ja' he bem
conhecida, e sao viudos pelo brigueMa-
rianna : a nica parte ondee vendem
he na ra da Cruz no Recife n. 27, arma-
zem de Vctor Lasne.
Vende-se setim prelo lavrado, de mallo bom
gosto, para vestidos, a 2800 o'covado : na* ra do
Crespo, loja da esquina qae volla para a.cadeia.
Grande ,pechncha !
Vendem-se corles de cassa do nllimo goslo, e cores
fixas, pelo baralissimo prejo de 19920 o corte : na
ra do Crespo n. 5.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edicao do livriuho denominado
Devolo Chrisiao,mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas edecores de um s panno, muito grandes l
de bom goslo : vendem-se na'rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
' Vende-se" um carro de ejuatro ro-
das com molas de patente, e ptimos ar-
reios : na travessa do Veras n. 1
fP Deposito de vinho e
tagne Chateau-Ay, primeira qti
idade, de propnedade do <
de Mreuil, ra da.Cruz
cife n. 20: este vinho, p _
9 de toda a champagne vende
se a 56S000 rs. cada caxa, ac*
se nicamente em casa de L.
comte Feron & Compnhia. N
P As caixas sao marcadas a fogo
Conde deMarcuil eosrotulosi
das garrafas sao azues.'
i
Vendem-serelogiosdeouro, p?
ten-te inglez, por commodo pr
co: najaia da Cruz n '20, c:s.
L. Leerte Feron & Tonlprnhia.
Vade-mecum dos homeopathas ou
f^) o Dr. Hering traduzido em por- rtA
gl tuguez.
Acha-sca venda esla imporlanlissima o- w
* bra do Dr. Hering no consultorio homoeo- A
S pathico do Dr. Lobo Moscoso rna do Collc- 22
19 gio n. 25, 1 andar. 6*
^f.@.^SS s@ss^
Vendem-se correnles de ferro usadas; lano fi-
nas como grossas, as quaes ejliio cm mailo bom es-
tado, e por prejo muilo commodo: na rna da Sen-
zala, armazem defroute da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velbos,
cobre, lalao e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brius, lonas e oulros pannos velhosclc.
Vemle-se urna preta que sabe cozinl.ar o diario
de urna casa: na ra do Livramenlo n. 1.
Vendem-se Ires bonitos armarios de amarcllo,
en\ idraraVs. proprios para biblioteca ou oulro qual-
quer eslabelecimenlo, por serem muilo bem faltos;
assim como urna ipesa de mogno para jaular que ad-
milte mais deW) pessous, e oulros trasloa que se do
por pre^o muilo commodo ; 110 acnia/eni do corre-
tor Miguel Carueiro, ua ra do Trapiche, uu na ra
da Cruz u. 34.
CERA J)BCARNAUBA.
Vende-se cera de ra'rnuba rhegada agora do Ara-
cal J : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSIT.
Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
hiale Anyelica : a (ralar lia ra da Cadeia do Rccifc4
n. 1, primeiro andar.
Venl.c-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var de sabao e varrela, muito propria para o servico
de campo, por j ler sido esla a sua ocr.npacao:
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo loja 6.
-^-- Vende-se uro encllenle carrird.o de 4 rodas,
mui bem construido, em bom .estado; est eiposlo na
ra do A cacao, cisa do Sr. Nesme n. 6. onde podem
os pretendenles examina-lo, c tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou ua ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S UE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ruado Collegio n. 4,-e na ra da Cadeia do Reci-
fe ti. 17 ; vendem-se por. preco muito commoxlo.
Sementes novas.
Vende-sc no armazem de Anlonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as mclhores semenles re-
centemente chegadas de Lisboa na barca porlugucza
targariila, como seja : couve irouvuda, monvard.
saboia, feijiio rarrapalo de duas qualidades, ervilha
torta c direila, coentro, salsa, nabos e rabancles de
todas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-sc rase-miras francezas,-padres modernos
e muilo claslicas a 45000, 4">00 e 55000 o corle, di-
las, meias rasemiras'a 23H00 o corle, panno lino azul
para fardas de tuardas nacionaas a 3500 o covado,
selim prelo Slacao a 3^000 o covado, casemiras prc-
las a 2J200, 25100, -25800 e 38000 o covado: na ra
dn Crespo n. 15, loja de Andr uilherme Brecken-
feld. ^
Vende-sc um escravo : queXpretender dirija-
se aosobrado do aterro da Boa Visla n.53de 1 hora
da larde em vanlo al 6 da Urde achara com quem
Iratar.
ATTENCAO'!!
Vende-sc o verdadeiro "fumo de (aranhans, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reila n. 76, esquina do becco dos Peccados Morlaes.
Na ru*do Vigario n. 1! primei-^
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, volao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinlias ,,tudo modernissimo ,'
chegado'do Rio de Janeiro.'
- I A11IMIA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmo*-, firinha de
trigo de lodas as qualidades, que exis m no mer-
cado.
Muita attencao.

Cassas de .quadros muilo largas co 12 jardas a-
25-100 a pe^a, corles de ganga aman a de quadros
muilo lindos a 18500, corles de vest de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga. 25800, dilos
com81|2 varas a 39000 rs., corles d meia casemira
para calca a3oOOO rs., e oulras mui i fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, .ja da esquina
que volla para a Cadeia.
Agenciad* Edwla B iw.
1 Na roa de Apollo n. 6, armazem Me. Calmon
(\ Compnhia, acha-se. conslanb ule bons sorli-
meulos de taixas de ferro coado lido, tanto- ra-
sa como fundas, moendas inetiras das de ferro pa-
650

_ Vendem-se na ra da Mangueira n. 5*
G50 lijlos de. marmore ; baratos eem bom
estado.
Na ra do Vi-ario 11.19. primeiro andar, lem
a venda a superior flanclla para (orro desellins, ce-
gada recentemenle da America.
raanimaes, agoa, etc., ditas para i nar em madei-
ra de todos os tamaitos e modeles os mais modernos,
machina horisonlal para vapor ,' com forja- de
4 cavallos, cocos, passadeirastde ferro eslanhado
para" casa de purgar, por menea preco que os d co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flandres ; ludo por batato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma
zem de Henriqe Gibson,
vendem-se relogios de ouro je sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo. i
Vendem-se pregos americanos, em
barr8, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco,.superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. f 6.
Na ra da Cadeia Velha n; 52, em casa de
Deane Youle & Compnhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas,; pode ser
vislo na cocheira de Poirri'er, no aterro da Boa-Visla.
Vende-se um completo sortimento de fazeudas
pr'etas, como : panno uno prelo a 38000, 48000 ,
05OOO e 68000, dito azol 38000, 48000 e 58000, ca
s'emira prela a 28500, selim preto muito superior ,.
3801)0 e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
26500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muitas mais fazendan de mullas qua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, /eilas no Ara-
raly, 'por menos preco do que em ontra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440 ; dilos de salpico tambem grandes, a
182S0, dilos de salpico de tapete, a 15100: na ra do"
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & Cumpa.nhia, vendem-se
os algodos desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como tambero nm sortimento de farinhas americanas:
no armazem de Doanc Youle & Loiopanhia, no bec-
co do (joucalves.
Relogios de ouro n;lezes: *
vendem-se em casa de Deane Youle & Compnhia
Vendem-se em casa de Deane Youle & Comp-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, neo de Milao ver-
dadeiro e earvao patente, proprio pl 1 a ferreiros.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra 'do 15i-tur. passan-
do o chafariz continua haver_ um
completo sortimento de teosas de ferro
fimdido e batido "de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes achatnese-a renda, por
preco commodo e cm promptidao'
embarcam-se ou* carregan -se em carre
sem despeza ao comprado r.
Vendem-se cobertores de algo do grande a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra d o Crespo uu me-
ro 12.
respetosamente annMenmvifue no seu e-tenso
labelecimenlo em Sajlto Amaro, continua a fabricar .
com a maior perXeicao e promplido,toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em nm dos grandes armazens doSr. MesqoK
la na roa do Brum, alraz do arsenal de marinha,.
DEPOSITO DE MCHINAS
construidas no dito seo estabelecimento.
-\11 acharan os compradores um completo sorli-
mcnlo de*moendas. de eanna, com lodos os melho-
ra mentes (alguns del'es novos eoriginaes) de que a
experiencia de muilos annos tem mostrado a t
sidade. Machinas de vapor debaixae alta pressao,
taixas de todo tamanho, tanto batidas como fundi
carros de mo e ditos para conduzir formas,
car, machinas para moer mandioca, prensa!
to, fornosde ferro balido para farinha, arados de
ferro da mfis approvada conslruccao, fondos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e
iuliuidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., ele, que os aununciantes contan-
do com a capacidade de suas offlcinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromeUem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
coulormidade com osfnodclos ou desenos, e inslrnc-
Ce^ que Ihe forcm fornecidas.
^Vendem-se em casa de S. P.1 Johns-
ton & C, na rita de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrollas..
Fornosde farinha.
Candelabros e caudieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Feri-o galvanisado em folha para forro.'
Cobre de forro.
Salsa parrilha,
,muilo nova, em rolos de 16 libras ; vepde-se na tra-
vessa da'Madce de Dos, armazem do Sr. Fernandes.
ESCBAVOS FUGIDOST-
MULATO FGIDO,
No dia 23 do correule, s 8 horas da noile, desap-
pareceu da casa da ra do Torres n. l, escrlptorio
dos Srs. Joao Piulo de Lemos & Filho. om escravo,
pardo, claro e de cabello corrido, que linha vindp.do
mallo para vender-se nesta, e representa ler de ida-
de 28 a 30 anuos, levou calca e camisa azul, he
provavel que vollasse para o malto, seeuindo o ca-
minho do aterro do Atgado : qoem o pegar, le-
vc-o a dila casa, que ser recompensado.
Fugio a 24 do corrate um prelo crioulo de
nome Pedro, bonita figura, sem bsrba. becoe gros-
sos, pannos no rosto, ps grandes, signaes aetigps
de rcllio as costas e pescoco, onde lalvez lenha sig-
nal do gancho, com queava, e com o qual fugio,
he eanliolo c falla enchendo um pouco a bocea de
lingua : quem o pegar leve-o ao esfiplorio do Dr.
\kcnte F. G. no paleo do Collegio ou a Galdio
"Ferreira Gomes 110 si(io do fallecido Silva & Com-
pauhia na Casa Forte, onde ser recompensado.
Fugio em 9 do correule do engenho Manga-
beira, dislrtclo de Aris na provincia do Rio. (can-
de do Ndrie, um mualo de nome Joaquim, alvo,
alio, secco, denles aberlas, com alguns pannos pelo
corpo, levou um cavallu caslanlio pequeo cornos
pos brancos e estrella na lesla ; quem o pegar ou
souber alauma nolici do mesmo leve-o ao dito en-
sebo, ou nesla praca loja de JoSo da Cunta, Ma-
galhaes, ra da Cadeia do K*ife u. jl que ser ge-
nerosamente recompensado.
__ Fugio no dia 25 do correnle o escravo criedlo
de rime Vicente com os signaes seguinles, repre-
senta Icr 30annos,bejn preto, olhos grandes, cam-
,bado d.ispernas, he muilo prosista : levou esl ido
camisa de meia j rola, calca de riscadiuho j suja'
porm lie de suppor que mudasse de trage, esle es-
cravo lie propriedade p Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una,
qoem o pegar ou der noticia na ra do Rosario lar-
a 11.21 ou no dito engenho que ser bem recom-
penssado.
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu nm
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
nos pouco mais ou menos, cornos seguinles signaes;'.
haixo e o peilo um pouco mellido para denlro, ca-
hcllus carapinhos e descem al o meio da testa, (oi
escravo de Joanna Maria dos Passos, moradora, na
Boa-viagem : desconfia-se que fosse seduzido, esle
escravo vinha iodos os dias venderleile ao Recife.
ha noticia de ler sido vislo no scrlo no lagar \ ar-
zia da Vaca, ele escravo perlence a Fernando Jw
da Rocha Pinto, morador nnRio de Janeiro : quem
o pegar e o levar a rui da Cadeia do Recife. loja n.
5, reeebere do abaixo assignado 20O re. de araliti-
caco. anlonio Bernardo I a: de Carralho.


Vmw,- Tn.uWLT. f rrl.-l8M.
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