Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01904


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Full Text
AHNO XXX. N. 97.
SEXTA FEIRA 28 DE ABRIL DE 1854.
V,
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
mmit
Por Anuo adiantad6 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
-------*M
\
\
,v
M
ENCABEGADOS DA SUBSCRIPTO'
Iteciff, o proprelario M. F. de FariaJ Rio de Ja-
neiro, or. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Hacei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
Jonga ; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa;- Na-
tal, o Sr. Joacrum Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho.o Sr. joaquim Marques
Rodriguen; Para, o Sr.'Justino Jos Ramos. .
CAMBIOS-
Sobre londres 2T3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f. "
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aeces do banco 10 O/o de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companbia de seguros ao par.
Discontodelettrasl2 0/0
METAES.
Ouro. Oncas nespanholas. 289500 a 29$000
Moedas de 69400 velhas. .'. 16*000
de 69400 novas. 16000
de 49000......9>000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios..:... 19930
mexicanos........15800
PARTIDAS DOS CCRREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhins ios dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista', Ex e Wcury, a 13 e 28.
Goiana e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE BJE. *.
Primeira s 5 horas e 18 minus da manhaa.
Segunda as 5 oras e 42 minitos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeir3|.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 La clieia as 4 horas, 26 minutse
48 segundos da manhaa. -
-20 Qurto minguante as 2 horas 25
minnlos e 48"segundos da manhaa.
27 La nova 2 horas, 45 minutos e
," 48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
24 Segulfea. Os Prazcres da SS. V. M. de Deo*.
25 Terca. S. Marcos Evangelista ; -S. Hermiuu.
26 Quaria. S. Pedro de Rales b. ; S. Cleto p.
27 Quinta. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sexta. S. Vital m.-; Ss. Agapio e Aphrodizio.
29, Sabbado. S. Pedro m. ; S. Tertula v.
30.Domingo do Rom Pastor, e 2.* depois de
Pascoa; S. Camarina de Sena v.
PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LEI.N. 326.
Jos Denlo provincia de Peruambco. Fajo saber todos os seiis
habitantes, que a assembla legislativa provincial
dscrelou e en sanecionei a resolu;3i> seguinte :
Artigo. nico. Pica elevada a categora de villa
a povparAo de Nossa Senbora da Escada, e crca municipio na freguezia do mesmo nnme: revogadas
a's dsposiooesem contrario.
Mando por tanto, a todas as autoridades, a quem
o coulierimcnto e elecuran da referida resaludo per-
lencer, que a cumpram e faam cumprir ,1o jnlei-
ramenlc, como nella se conicm. O secretario nlr-
da provincia a -f^* imprimir, publicar e cor-
rer. Cdade do Recife de Peruambco aos 19 dias
do mez de abril de I8 ; trigsimo lerceiro da inde-
pendencia e caT imperio,-
I,. S. Jos Benlo da Cunha e Figueircdo.
Cari* de lei, pela qual V. Etc. manila execulara
rewrtucSo da assembla legislativa provincial, que
sanecionou, elevando a categora de villa a povuacjlo
de Nossa Senbora da Escada, e creando um munici-
pio na freguezia de mesmo nonie.
Para V. Exc. ver.Joao Domingues da Silca a
taz. ...
Selladle publicada nesla secretaria do governo
de Pernambuco. aos 19 de abril de 1854. Joaquim
Piret Hachado Portilla, oRicial raaiar servando de
secretario da provincia;
Kegislra'da a II... do livro lerceiro da leis pro-
vinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 19 de abril
da 1854.Joo Domingues da Sitea.
LE N. 327.
JosBenlp daCunha e Kigueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fajo saber n ludos os
seus habitantes, que a assembla, legislajiva provin -
vial decretou, e eu sanecionei' a resolurao seguinte :
Artigo. Uoico. O subsidio e ajuda de cuito dos de-
putados provinriaes, para a futura .legislatura, sero
regulado pela lei provincial ik-267, do 1. de julho
delf ; revogadas as disposi^oesem contrario.
Mando par tanto, i todas as autoridades, quem
o coaliccimenlo e execujao da referida resolucao
perlenetr, que a cumpram e farnm curaprir tao in-
teiremette, como nella se contm. O secretario in-
terino da provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer. Cldde*ilo Recite de Pernambuco, aos 19 dias
demez de abril de 18i ; Irgesimo lerceiro da in-
dependencia e do imperio.
L. S- Jote Berilo da Cunha e Figueircdo.
Carta delei, pela dual V.Exc. manila eiecular a
resolujJo da aVembl legislativa provincial, que
sanecionou, determinando que o subsidio e ajuda de
Uto dos depulados provinciaes para a futura legis-
ara. sarao regulados pela lei provincial n. 267, do
t. dejnlho de 1850.
Para V. Exc. ver.Jpo Domnguez da Silca a
(ex.
sellada e publicada nesla secretaria do governo
a provincia de Pernambuco, aos I!) de abril de
IS3*.Joaqnint Pirtt Machado Purlella, oflicial
fyindo de ecrelario da provincia.
Hada a II...do livro lerceiro de leis pro-
vinciaes. '
alaria do governo de Pernambuco, 19 de abril
de 1H4.Joao Domingucs'da Silca.
LEI N. 338.
Jas Beato da Cunha e Figueircdo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fas saber i todos os
seas habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial aVrrelan e eu sanecionei a resoluto seguinte :
Arllfa nico. Fic'iaijXreidis duas cadeiras de
'i primara,](0a^sata.ina Arl. 1. Ficam concedidas em favor das igrejas.ir-
mandades e estabelccimentos religiosos e de carida-
des abaiso mencionados, 19 loteras de 100 contos
de rcis rada una, distribuidas do modo seguinte,
em os respeclivos planos dades pelo governo.
Qnatro aos colleglos de orphaos e orphaas desla
provincia, duas a cada ama das igrejas: matriz de
San Jos do Recife, imperial capel la die ossa Se-
uhora da Fronteira da Estancia, recolhimenlo do
Coraro de Jess de Igaarass, recolhimenlo da So-
Icdude de Goiauna, irmandade da Conceirilo dos
Militares e ordem terceira deNussa Senbora do Car-
modo Recife para a fundarlo de um hospital; urna
a cada urna das irmandades: de Sania Kila de Cas-
sia. Scnbor Rom Jess da Via-Sacra da Santa Cruz
ila Roa Vista e Senbor Bom Jess dos Marlyriosda
cidade de Gi*nna.
Arl. 2. O beneficia de 12 por exlrabido do ca- I
pilal das referidas loteras, e bem assim odeoito
por ". de que trata o art. 12 da lei n. 526 de 7 de
selemhro de 1850, serao applicados aos reparos de
que necessilatn as igrejas em que eslo erectas as re-
feridas irmandades; as quaes daro ae juiz de ca-
pailas conla das respectivas despezas.
Art. 3. Para regularisar as loteras concedidas por
lei provincial, (lea o governo autorisado a expedir os
ncressarios regulamentos; sendo derogadas as dispo-
sic/i.-s em coutrario.
Mando por tanto Imlavis autoridades, a quera o
conbccimcnto e'execuco da referida resol u cao per-
tencer, que a cumpram e facaiu cumprir Uo inteira-
incnte como n'cllaso conlem. O secretario interino
da provincia a faca imprimir, publicar e correr. Ci-
dade do Recife de Pernambuco aos 19 dias do mez
de abril de 1834-; trigsimo lerceiro da independen-
cia e dirImperio.
L. S. Jos lenlo da Cunha e Figueircdo.
Carla de le pela qual V. Exc. manda executar o
decreto da assembla legislativa provincial, conce-
dendo loteras de cem conlos de ris aos collegios de
orbaos e orphaas desla provincia, duTcreotes ir-
mandades, nial i i/es e igrejas, e aos rccolhiraenlos do
(lomea de Jess de Iguarass, e da Soledade de
Goiauna, ludo como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Joao Vomingues da Silca, a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco aos 19 de abril do 1851.O oflicial
maior serviudo de secretario da provincia, Joaquim
Pires Atochado Portclla.
Registrada a fnlhasdo livro 3." de leis provinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 19 de abril
de 1854.
Joao Damingucx da Silca.-
Utiolio ; revogadas s
_uipapa, frjRaea do
dbaaiio5e em mirrio.
ido, porlanln, a lodas as autoridades, a quem o
nenio e execusSo da referida resolueflo per-
*a cumpram e fac,am cumprir la'o intei-
ramei Ipo nella se contem. O secretario inlc'ri-
as imprimir, publicar e correr.
Ib Reci(s de Pernambuco aos ID dias do mez
le 185, trigsimo lerceiro da independen-
cia e d imperio.
9. Joi Benlo da Cunha Figuciredo.
_rta de lei pela qual V. Exc. manda executar a
. ratohico da assefcbla legislativa provincial, que
sanccioiiou, creando cadeiras de instrurran primaria,
, para o sexo masculino, na povoacflo- do Peres, fre-
guezia dos Afogaos e na deQuipap, perlenccnte i
do Altinho.
. Para V, Exc. vn
Joao Domingucs da Silca a fez.
Sellada publicada nesta secretaria do governo da
provincia de Pernambuco aos 19 de abril de 1854.
Joaquim Piren Machado Portilla, official-m'aior ser-
vindo de secretario da provincia.
Registrada a fl. do livro 3 de leis provinciaes.
etaria do governo de Pernambuco 19 de abril
de 1854.JoBo Domingucs da Silca.
LEI N. ,
Jos Rento da Cunha c Fituriredo, presidente da
provincia de Pernambuco. t Fajo saber a todos os
eos habitantes que a assemila legislativa provin-
cial decretou, e eu sanecionei a resolucao seguinte:
i ;Arti|o nico. Fica perlenfccndo ao municipio e
I comarcal' de Pao d'Albo lodo o lerrilorio que ou-
Ir'ora csnipunha a ettinen freguezia de Nossa Se-
ntara da Laz; e revbgadas as disposicoes em con-
trario.
Mando, iporlantn, a lodas as autoridades a quem
tiento e cxcc.orao da referida resolucao
^umpram e faean cumprir tilo in-
a se contm. O secretario in-
*aWaca imprimir publicar e enr-
i Pernambuco aos 111 dias
^igesiuio-tcrcciro da mie-
do mez de abril de 1854. If^
pendencia c do im|>eri.o. \.ha Finueiredo.
I..S. Jote Benlo da C\ -,, iar n
Carta de lei pela,qual. V. En. i.
resolucao da assembla legislativa pi,
ionou, determinando quelique perlen ao
^io e comarca de Pao d'Albo todo o lerrilo-
rio, que milr'ora compunha a exliucla freguezia de
Noesa Senbora da Luz.
Para V. Exc. ver.
JoSo Domingue da Silca, a fez.
Sellada publicada uesla secrclaria da provincia
de' Pernambuco aos 19 de abril de 1854. Joaquim
Pire Machado Poriea, offlcial-maior scfvindo de
secretario da provincia. '
Registrada a fl.... do livro 3. de leis provinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco 19 de abril
de 185*. "
nao Dominguetda Silca.
._ LEI N. 331).
Jos* Benle da Cunha e Pigueirotfo, presidente da
provincia de Pernambuco. raen saber a todos os
sen* habitantes que a assembla tglsaliva provin-
cial decretan, e eu sanecionei a lei seguinte :
Expediente do da 24 de abril de 1854.
Portara. Nomcando snpplentes dos juizes mu-'
uicipaes de defieren les termos da provincia.
Para o lermo de Olinda.
1. Dr. Nuoo Ayquede Atvellos Aynesde Broln-
g'ez.
2. Dr. Manuel Ferreira da Silva. .
3. Dr. Filippe Jansen de Castro Alhuquerque.
4." Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Coulia.
5." Dr. Joo Cavalcinli de Alhuquerque.
6. Dr. Leonardo Augusto Ferreira Lima.
Para o lermo do, Cabo. ."
1." Jos de Moraes Gomes Ferreira.
2. Ignacio de Barros Brrelo Jnior.
3. Vicloriauo de Se Alhuquerque. -
4. Jos Carneiro Rodrigues Campcllo.
5. Domingos Francisco de Souza Leflo.
6. Manoel de Sqoera Cavalcanli.
Para o termo do Rio Formoto.
1. Dr. Quintiuo Jos de Miranda.
2." Dr. Jus Luiz de Cilla* Lilis.
3. Dr. Joo Hircano Alves Maciel. ,
4. Joaquim Cordeco Hibeiro Cam(M)s.
: oiiirs")* i''iln de Amorim Salgado.
6. Dr. IIereulann lloncalve/. da Rocha.
/*ai:o o termo de Serinliaem
1." Dr. Manoel do Barros Wauderlcy.
2. Gaspar Cavalcanli de Albuquerqe Uchoa.
3." Careaolano Velloso da Silveira.
4. Antonio Germano Rigueira Pnlo de Souza.
5. Gaspar do Menezes Vasconeellos de liruin-
mond.
6." Francisco da Silva Santiago.
Para o termo do Brej.
1. Francisco Biriuguer Ceiar Jnior.
2. Manoel Claudio Bezerra do Menezes.
3. Caelann de Oliveira Mello.-
4. Flix Cavalcanli de Alhuquerque.
5." Thomaz Alvos Maciel Jnior.
6. Joao do Reg Maciel.
Termo do Limoeiro.
1." Jos Francisco da Costa Gomes.
2." IIimii-iqui'ILin* da Costa Gomes.
3.' Antonio Rodrigues Rcvoredo.
1." Joflo Antonio de Uliveira Caclho.
5. Antonio Gomes da Silva Cumarii.
6," Jos Antonio Corroa Gaio. fc
Termo de Goianna.
i." Dr. Joaquim Francisco Cavalcanli do Alhuquer-
que Lius.
2." Coronel Antonio Francisco Pereira.
3. Dr. Jos Ignacio da Cunha Rabellu.
4." Dr. Joflo Francisco Cavalcanli.
5. Jos deS do Albuquerqe Mello Gadelha.
6. Antonio Pinbeiro de Mcndnnca.
Termo de Pao CMho.
\." Dr. Paulino dos Santos Cavalcanli.
2. Dr. Chrislovao dos Santos Cavalcanli de.Albu-
querqe.
3." Loureneo Cavalcanli de Albuquerqe.
4." Dr. Manoel de Oliveira Cavalcanli.
5."' Francisco do Ileso* Albuquerqe.
6. Manoel Francisco Ramos.
Termo de fgttarass.
r Dr. Francisco Jo.lo Carneiro da Cunba.
2." Manoel Thomaz Rodrigues Campello.
3." Dr. Joao Anlouio Cavalcanli de Albuquerqe.
4. Jo Francisco-do Amaral.
5. Luiz cle.S.io Boa-Ventura Salerno.
6." Hcmeterio Jos Vellozo d Silva. '
Termo de. Nazarelh.
anocl Jos de Oliveira e Mello.
alonio de liollanda da Rooha Wanderley.
aaaakuv !' n*i> i --"n II imlnlm J 1t I., 11 .. '
quarto balalhode arlilbaria a p Malinas Pereira
do Lago Cafezeiro.
' DitoA mesmo, dizendo que pela leitura do
aviso que remelle por copia,' Picar S. Exc. scienle
de se b.'iver concedido seis mezes de licenca com ven-
cimentas, ao capellao da reparlirao ecclesiaslica pa-
dre Manoel da Vera Cruz, para vir a esla provincia.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
reparta-ao da guerra de 4 do corrente, no qual se
determina que o capilo do segundo batalhao de in-
fautaria Jos Thomaz Henriques, v servir no meio
batalhao provisorio da provincia da Parahiba.Com-
municou-se Ihesouraria da fazenda.
DKnAo mesmo, para mandar por em liberdade
o recruta Amaro Tbeodoro, vislo (pie sobre ser elle
guarda nacional du sexto batalhao de i n tanta na des-
eo municipio, era o nico que cuidava de sua in.ii e
duas rmaa-.Fizeram-sc as necessarias' communi-
cases. *
DitoAo mesmo, Iransmiltindo por copia o aviso
da reparticao da guerra de 4 do correte, determi-
nando que passe a servir no dcimo batalhao de in-
fantina o capellao da reparticao ecclesiaslica, padre
Antonio de Oliveira Anlunes.Inleirou-se u Ihe-
souraria de fazenda.
DitoAo commaodanle da eslacAo naval,inlciran-
don de haver nao s ordenado ao inspector do arse-
nal de marinha, que mande fornecer para a corveta
lleberibe, os ohjectos constantes da, relaco que S.
S. remelteu, mas lamben) exigindo que elle informe
a respeilo do que S. S. expende.Oflicion-se neste
sentido ao mencionado inspector.
Dit-Ao mesmo, remetiendo em resposta ao sen
ollcio n. 22, copia da informarlo do juiz de direito
auditor de guerra, devendo S. S. indicar ao mesmo
juiz o dia em que deve elle comparecer para fazer
parte do conselho de guerra de que trata o citado
oflicio.
DitoAo presidente do conselho administrativo,
para comprar as fazeudas e mais objectos menciona-
dos na relacHoque remelle, os quaes sao necessarios
ao arsenal de guerra para satisfnzer dous pedidos de
arl sos de fardamenlo.Fizeram-sc as necessarias
communicacoes, t
Dito-^-Ao mesmo, para promover a compra dos
medicamentos mencionados no pedido que remelle,
os quaes sao necessarios para fornecimento da boti-
ca do hospital regimenlal desla provincia:Neste
sentido lizeram-se as necessarias commuuicaces.
DiloAo mesmo, recommendando que informe
soTirc a demora que leih havido. na. compra de al-
guns dos objectos mencionados na relaco a que se
refere o oflicio da presidencia de 18 de novembro
ultimo, providenciando logo paya que sejam com-
prados com brevidade os 200 pares de chinellas de
que trata a mesma rclaeao.Parlicipou-se ao ruare-
chai commanuante das armas. ,
Dito Ao engenheiro ncarregado das obras
militares, declarando que nao s approva a delibe-
raran que Smc. tamou, de contratar com Antonio
de Paula e Augusto Jos Tefxeira pela quanlia de
1208 rs. os lraha 1 hos de. pedreiro e carapina a fazer
na fortaleza do Brum, mas tambera o autorisa a
mandar npromplar pela quanlia de 1008 rs. as gra-
des de ferro de que necessita a prisao da mesma for-
taleza, na qual esto recolhidos varios criminosos.
Communicou-se Ihesouraria le fazenda.
Dilo Ao inspector da.Ihesouraria provincial,
para mandar pagar ao arrematante do 2. lanco da
estrada da Victoria, i importancia da lerceira pres-
tado a que elle lem direito, visto nrhar-sc aquel-
la ohra concluida, e em estado d j ser provisoriamen-
te recebida.Communicou-se ao director das obras
publicas. .
DiloAo mesmo, recommendando que, vista do
competente, certificado, mande Smc. pagar ao arre-
matante do r8 lauco da estrada do Pao d'Albo a
importancia da 2." prestaran a que elle lom direito,
por ter frito dous trros daquella obra.Inleirou-
se ao director das obras publicas.
Dito Ap mesmo, para que, vista do compe-
tente certificarlo, mande Smc. pagar ao arrematan-
te do 19. lanco da estrada do Pao d'Alho, a, impor-
tancia da 2. prestaran do scu contrata, visto queja
se achara feilos dous tarsos daquella obrt. Inlei-
rou-se lo director das obras publicas.
Dilo Ao mesmo, recommendando qae, em
presenca do competente certificado, mande pagar
aoarrcmalanle da rampa da ponle dos Alegados no-
ve decimos do valor da obra, vislo achar-se ella
concluida, e em estado de ser provisoriamente rece-
bida.Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
Portara Reformando no mesmo posto o capi-
13o da guarda nacional do municipio do Recife, Jo-
so Ignacio Ferreira da Silva. Communicou-se ao
commandanle superior respectivo. .
1.
2.'Dr.'
.1." Hrciilairf
ran'nsco Bandera de Mello.'
ra Jnior.
o Lopes Lima
4. JoscrranciscT^-J ,- .
5. .'os Correia de Olive.rd-J"Vl
6. Jao Cavalcanli Mauria^nerl':..
Termo do Bonito.
1. Jos Antonio da Porciuncula Laage.
2. Francisco Qninlino da *>iha Vieira.
3." Jos Vieira de Mello..
4. Francisco Bezerra ita Vasconeellos Torres.
5. Jos Gomes Cabral jnior..
6. Manoel Gomes da Confia Pedrosa.
- 2(1 -
OflicioAo E\ru. marcrhal commandanle das ar-
mas, Iransmiltindo fior copia o aviso da reparticao
que siga com guia de passagem para a companbia de
invlidos da Babia, o sargento quartet mestre do
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnaitel general do commando das armas de
P.rnambaco, na cidade do Recite, em 27
de abril de 1854.
ORDEM DO DIA N. 79.
O marcchal de campo commandanle das armas,
tendo tm vista a communicaco, que a presidencia
desla provincia lhe dirigi em oflicio datado dehon-
tem, declara para inlelligencia da guarnico e devi-
da observancia, que o governo de S. M. o Imperador
houve por bem determinar, por aviso expedido pelo
ministerio dos negocios da guerra a Meste mez.^ue
o Sr. capiao do 2 batalhao de infantaria Jos Tho-
maz Henriques, v servir no meio batalhao da pro-
vincia da Parahiba.
Assignado.Jos Fernandes dos Santos Pereira.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregadododetalhe.
objeclo que se discute : assim se tem feilo com a
maior franqueza ; porm, um rasmbro do ministerio
que tem de defender-se de tartas arguc&cs, v-sc
embaracado para juslificar-se rb aecusarocs c cen-
suras oppostas, contradictorias, e repugnantes, que
sabidas da opposicao, muitas vezes, por 'eocou-
trdas e inconciliaveis, se loriam quasi iuintolli-
gves.
Daqui provm os'embararoi-cn que me vejo,
sobre a resposla que devo dar mesmas censuras,
digo, s fcilasa um mesmo objeeto. por ea-isas dia-
nielralmcnte oppostas.Taiafcem me.vji diftlcil
abreviar a mnha defensa, rariUnjt ~\ urna s
resposta aos argumentas produiidosr o mesmo
ponto pelos dilfercutes oradora U- opposisao ; e
tendo procurarlo o meio de occapar por menos lem-
po a cmara, sem deixar de salhfazer aos meus ad-
versarios, nao o achei que me partcesse adoplavel,
sem grandes inconvenientes. Ver-mc-hei por isso
obrigado a repetir talvcz, sobre o nesmo assumplo,
'as mesinas cousas que j tiver. dio, lornando-me
assim tedioso e enfadonho ; pelo que desde ja im-
ploro a benevoleucia da cmara.
Nao lenho pois methodo que nellior me parera
do que o de responder por sua orJem a cada um
dos oradores, que succcssivaotcile, e sem inler-
riipsao, se lem seguido em seos (taques i admi-
nislracao"; porque at agora nerlium dos dignos
Pares que apoian o governo ka pedido a pa-
lavra,
Pcza-mc nao sci se me he lidio dize-lo, mas
se nao o posso dizer como minis.ro, seja-mo tole-
rado como membro desla casa *- peza-mc que esta
discussao se lenha, a mcu- ver, rehaixado tanto
Parecc-me que no meio dos nkjcrlos graves, que
deven) merecer a allenrao do corpo legislativo, como
sao providencias importantes para melhorar a nossa
situarao, segundo exigem as ncessdades publicas ;
e quando os grandes acontccimmlos que lem lugar
na Europa ocdupam todas as attenroes. e suscitara
immensos cuidados a todo o liimem, que se inte-
ressa na sorle dos Estados, e esiecialmenle do seu
paiz parece-me, digo eu, que no meio de lodas
estas considerarles, que sao.to serias, como a c-
mara pode avaliar no seu bom sonso, he desgrasa
que nos tenhamos embrenhado i'uma discussao, que
nao sei que siguificarao possa Ur Mas o que lodos
vemos, e lodos naturalmente sentimos, be que a
maior parle do que se tem flitt, a Tnaor parta dos
assumptos, que lio sido objecli dos bellos e elo-
quuules periodos de muitos oradores, he infeliz-
mente muilo inferior aos assunplos de que deve-
nios oceupar-nos.
Eu vi, e lodos nos vimos agu, substituir o exclu-
sivo individual, o triste pernal, e s o pessoal, aos.
pontos geraes da poltica do na.z, das suas medidas
de aduiinslrarao, e de linanfls! Aqui traton-se, C
j se linha tratado, como prologo i resposla que
devia dar-so falla do llirono, da demssao de um
liomcm : o que lolvcz seja em ai urna grande injus-
lisa ; mas o governo pode, nao obstante, seguir
urna boa poltica, pode estar nos verda^iros pr'm-,
cipios, pode merecer >a conliarraT g/fP^Mipcsar de
lev feilo a Injustiea dt demiNtr .um cunhado da um
membro desla casa. Deseemos s cousas mnimas,
tratamos da venda de urnas pouras de chapas per-
tenccnles s monteiras dos remeiros do arsenal; c
desde as chapas al algumas pesas de lona, que o
ministro mandn vender, ludo da mesma on menor
importancia, nos mereceu gravissima allenrao, e.re-
flexes profundas. .
&o digo que isto nos faz pouca honra nao sou
capaz de tal afllrmar; porm, digo que lacs ohjec-
tos nao nos deyiam oceupar assim. .E.comtudo,
sem ir agora prescrnlar as causas, todos entende-
mos que quem rompen e suslciiinu tao impropria-
mente este debate, den oceasiio a que nos desvias-
semos dp verdadeire andamento que elle dejria
ter 1...
Eu, Sr. presidente, sou pouco propenso para fa-
zer aggresscs pessoaes ; a cmara o sabe ; e*uao s
o sabe pela inhiba obscura historia parlamentar, mas
porque bem cohcce quaes as minhas disposicoes,
filhas por certo da organisasao que tenho, c que me
nao permiti injuriar ou- ofTender ninguem, tratando
violentamente a qualqner pessoa, por pouco valor
que tenha ; sou incapaz de proceder de tal modo ;
quasi sempre me vejo enllocado na posicao de ile-
nsa, dcsraulajosa, forrada, e que nao admiti poe-
sa. Sei quanto esla situaran he desagradaxel, mas
nao a posso evitar; e j agora farci sempre o mes-
mo, procurando s defender-me das arguiscs mals
oo menos acres, mas sempre durasmais ou menos
impregnadas do que me parece odio c^ rancor
pessoal. .
Talvez ipo engaelalvezmas cstou persuadido
peitare cumprir, nao para salisfaro de individu-
os, mas para'bem da causa publica. E apelo con-
trario, vejo empregar contra cssa lesislarao |in-
uagemiinais opprobriosa, a que pile inspirar mai-
or desprezq: um canastrao de leis dlssc um
digno par, fallando dcllas toda. Isto seria permil-
tido quando se disculiram; anda hoje nao fra
cstraubavcl na phrafc d'um arl. de jornal; porem,
crcio que nao poj ser louvavel na boca de um dos
incluiros nesla cmara. Um rana-Ira de leis!!!...
Quando usamos de linguagem como esla para tra-
tar des objectos que mais importa tornar respei-
laveis, como sao as leis desla Ierra; quando um
membro de urna das casas do parlamento' he o
assim se explica a respeilo dcllas parece que falta
o zeta que todos nos devenios ter para qnc sejam
devidamente acatadas as providencias que saliera das
duas casas do parlamento, c que nos, primeiro que
ninguem, devemos esforrar-uos para tornar respei-
taveis, se nos mesms queremos que o publico te-
tilla por nos algum respeilo (Apoiadot).
Mas, Sr. presidenta, seguirci o meu proposito, de
mencionar chronologicamenle os argumentos ofle-
recidos contra os actos dos ministros, e contra o es-
tado aclual das cousas, comecando pelos prmeiros,
e respondendo nos oradores na ordem em que elles
fallarara. O primeiro foi o digno par o Sr. viscon-
de de Laborim, que deu grasas a. Dos de que II-
vesseraos de responder esle anno a um discurso da
corda, porque o do anno passado nao foi da cora !
Repeli pois S. Ex. a este respeilo as observa-
Ses queja fizera na prxima paseada sessio legisla-
tiva ; essa doble tarefa nao deixa de ser-lhe pcrmil-
lida: mas nao creio que lhe fosse mu prove losa;
felizmente, porem, contentou-se S. x. em ver o
discurso da coroa prenunciado pelos regios labios!
Eslimo que isto satisfizesse os seusdesejus Picamos
de accordo; eso direi que S.Ex., acamara, e Portu-
gal inteiro, sabem que se .o discurso da sessio pas-
sada mo foi pronunciado pelos regios labios, a cau-
sa nao dependen dos ministros da cora.
Diz o digno par, que o gnvento oslentosamente
promelte paz e tranquillidadc .lo paiz vindo fa-
zer-nos aqu cssa vaidosS promessa. Mas a verda-
de he, que o goveruo nao promclteu cousa algu-
ma: disse que havia paz e Iranquillidade; mencio-
nou o que exista, o que se ve, o que todo o mun-
do confiere, porque o experimenta. O digno par
exclama, que quer fados, o nao, palavras. Pois bem:
ahi esl a paz e a ordem publica em todo o paiz,
ahitemas autoridades todas"no uvercicio das suas
funcsOcs, sem coacrao, sem violencia; sem oppres-
sio ; ahi tem a administrado na sua marcha ordi-
se cavalleiro por meu amigo^ sent profundamente
o seu desvio, e que as nossas retasos de amizade li-
cassem inlerrompidas desde o momento em que vi
aquello escriplo. Nao posso deixar de declarar que
esla necessidade me causa verdadeira pena.
O goVeruo portuguez mostrou ao Brasil quaes
r-ram os motivos que lhe assistiam para exigir que
Sr. Druminoiiil nSo ronlinuasse a residir aqu. O
governo do Brasil accordon com o de Portugal, por
meio do scu ministro no Rio de Janeiro, no modo
pelo quals 6 havia de cumprir o juslo desejo da nossa
corle. Nao houve difllculdadc em terminar esle*
negocio, enao em quanto ao modo, que devia ser
decoroso para ambos os sovernos, animados do sin-
cero desojo de concluir uui assumplo em si mesmo
delicado: tratava-ser de que se desse decorosamente
a satisfarn que nos era devida, sem que podesse
suppor-se a menor suspeita de menoscabo digni-
dade brasleira {apoiadhs), porque ambos os galer-
nos eslavaui animados do puro desejo de cada vez
cxlreilarcm mais as relaresde amisade que devem
existir e existen), atilre dous povos ta ntimos,
Uto irmaos, c que, nimia hontem, formavam urna
mesma naroj (Muitos apoiadot). O so ver no do
Brasil enlcndeu que nesta Iransacao nao havia da
nossa parle a idea de ficarmos em inclhor condirao-
no se I rala va de vencer, nem ser vencido: mas
sim de acolher ajusta reclamacio que o governo
portuguez fazia, por dever que linha de pugnar
pelo decoro da naaf o. Neste sentido, e por estes
principios, sedirigio a ncsuriara, a qual devia ter-
minar de modo que licasse bem claro o pensamento
de que, dadas mutuas e amigaveis explicasoes, se
verifleasse a remora do ministro do Brasil. Que
exigi, pois, o'geverno do Brasil l>ev cirios ion fes-
sar que fin generoso: en oyonfess como ministro,
e como membro desla casa. O governo do Brasil
s exigi da nossa parte urna simples declaracao
a de que se haviam dado muitas e anrisaveis>e\iil-
cases, em virlude das quaes terminara, como us
desejavamos, o negocio da mudanra do seu minis-
tro nesla corte.
. E o digno par, quejulgou fazer-nos urna forlis-
sima censura pela publirara que apparecra so-
bre este assumplo, fazia-nos um elogio por certo
sem o saber, c contra a ina intensan.' Esla he a
verdade. Nao houve difficuldade alguma otTerecida
pelo governo imperial, em quaqjo a uslira da nos-
sa exigencia: traton-se nnicamcnle, repitq, do
nodo decoroso para ambas as nares, de a levar
a cffeilo. Foram necessarias para isto mutuas ex-
plicai;cs, sempre amigaveis: nem de oulro modo
poda dar-se o aecrdo enlre aml>os os sovernos.
X
nana,MjuizesexercendoasVias funesesjudicia- Apr!tt^,e fazer esla declararan verdadeirae pre-
os administradores exercendo .-suas funeces' r,ro ^p^ a tr,uqueza aO misterio c s torluosi-
EXTERIOR.

s>
r

FOi^HETIM.
lEIORUSDEJl^REl. (*)
nu ufliiEz n rtiisus, i pedio uccoie.
-wat11.
PRIMEIRA PARTE.
' v ..X.
tvcaitiir.iw do conde de Bcrgalnaigc.
( Conti'ftuaro;
O ronde de Bergalasse achava-sc em urna posirao
uui didlril. Nao poda duvidar ile que a lilha'do
(fineipe Hartaoff eslava inleirada de sua existencia
diplomtica; sua linguagem iia noitc do baile era a
uto expliclia possvel, e s reslavam a conde dous
partido* a tomar. Cumpria-lhe ou obedecer im-
periosa Law, e submeltcr-sc sen) replicar aos seus
aconcebiveis caprichos, ou renunciar a ficar mais
lempo em Miltau, e deixar 4m demora cssa Ierra
inhspita.
0 conde nao hesitou. Sem dhvida elle amaldi-
roau a sorte inimiga que rollorra em seu camiuho
una menina crcaday:0m demasiado mimo, que cora
ama s patarra mpruijenle leria podido corapro-
metter o successo de sua missao, e que pareca
oidisposla a pronunciar essa palavra imprudente
a menor hesilarao de sua parle, nyocaudo muitas
vetes o norae dos candes de Bergalasse, seus avos
peftio impeli ao co a salsb$t de urna pequea
viimanra ; mas nao deixou per isso de, coninrehen-
der com urna precisan nolavel de juizo que seu
ro diplomtico, e lalvez sua propria existencia CT
(am nesse momento nos maos da formosa I.aU.
Revollando-se contraesia iiecessidae, elle acciloii-a
todava com coragem e resignaban.
i deponale terminada a festa, quando amnl-
nlenle dessa noile deixou os salos, o conde
galassi -oue nao dekra de aproveilar-se sa-
osro para observar o que passa-
i ) Vide
n. 96.
vn-sc no seo da sociedade frauceza, denrse pressa,
apenas amanheceu, a conformar-se nonlualmenle s
ordens que Lais lhe dera.
Afina!, servir a La.s era servir ainda.os inlcresses
da Repblica franerza ; o que conviulta era tomar
a cousa em un certo sentido para tirar dola todo o
proveito dcscjavel.
Todava o conde nao quiz aparlrr-sc de Miltau,
sem ter fallado alguns intaules coif a mosa queo
lanriira nesse bespeiro.
Lisello linha tanto desejo de ver* Bergalasse quan-
to Bergalasse poda ter de fallar a Lisetle, e como
procuravam-se mutuamente nao tardaram a encon-
trar-se. ,
Muelle '. disse Bergalasse adiando a joveu cria-
da, a qual tinba-se esquecido de proposito em um
caniarun retirado, eu le procurava.
Bem ve, responden Lisetle com um olhar mo-
fador, que cu uno fugja difsenhor.
Tenho do fallar-te.
E cu lamjiem.
As mil maravilhas. Vou comeijar.
Estol) SUa di-posirao.
Fallei a la ama.
Muilo bem. .
Soube dclla que lhe linha- fallado, e que ella
coiihecia-mc lauto ou mclhor do que a polica frau-
ceza me conhccc.
Fiz nisso um servsp ao senhor.
Obrigado, julgoei-me perdido um instante.
Knlao o scuhor conde na he hbil.
Todava minba reputai.ao he boa.
Logo ella vale mais do que o senhor...
Sim... mas ao lie disso que trata-ge. Nao
gnardo-lc rancor peta pesa que me pregaste, e que-
ro-te sempre bem do mesmo modo.
Parece que o senhor tem necessidade de mim.
Des bem.
E parS-que '.'
Para una cou-i mili simples que pagarei raui
caro. .
Ouco-o com toda a attenro.
Toa ama ordcnou-ine que vigiasse asaeses
da Maseberata, e promelti obedecer-lhe sob cond-
cao de que ella se raUu a.
PORTUGAL.
Cmara dosDlfaos Pares.
SessSo de H de fecereiro.
ORDEM DO DIA
Continua a discjprfft^^ ^ r.fp0la
discurso da corda.
O Sr. Ministro do Reino.Sr. presidente, a dis-
cussao tem sido variada ; os objectos dola, eslra-
nlios resposta ao discurso da cora, que a com-
missao apreseulou, hao stdo Imbuios dveraamenle
pelos diii'crciiics oradores, que se lem oceupado de
combaler ,o ministerio ; do modo, que um grande
numero de argupienlos^empregados neste cmbale
pode servir de resposta a oulros prodazidos para o
mesmo fim, e s vezes sobre o mesmo ponto da
qucslan.
He licito a cada um avaliar a seu modo, qualquc
Isso he prudente.
Mas i Maseberata he perigosa.
E o senhor lem medo...
Talvez.
, Dclla?
Nao, dos que a rodoam.
Mas que quer que eu fasa nisso ?
.Nada.
EulAo que me pede ? ,
Isto... A Mascherala, a qnal entrevi ha pouco
no bail^ hade voltar brevemente para sua habila-
sao ; segui-la-hei onde ella fr, enlrarcl onde ella
entrar, e saberei cinfim s he um segredo que cssa
mulher opculta ou se he urna comedia que repre-
senta..'.
Eis o que he louyavcl, senhor duque, disse Li-
setle com lom znmhelciro, e se mnha ama n3o o
recompensar por isso, a polieja russa lhe ser iuQ-
nitamcnle agradecida.
Nao he nem a polica russa, nem a tua ama que
quero servir; tornou Bergalasse um pouco olfendido
de ver suas inlenroes ai lev i libadas ; lie a mim mes-
mo.,. Confcsso que miuha curiosidaile eslava um
lauto desperlada a respeilo dessa .Mascherala, de que
lodos fallara, que todos temem, e que muguen) alre-
vc-se'a procurar adevinhar... e muilo estimara...'
Ver as cousas por si mesmo, interrompeu Li-
sette com um sorriso maligno.
Precisamente, responden Bergalasse.
.Pois bem! proseguio Lisetle, cstou pelo que
disse : isso he graudc sagacdade i!e sua parte, mui-
lo principalmente sabcudo a Mascherala pelo menos
tantos segredosquantos mi nha ama sabe, e podendo
o seu achar-sc comprehendido entro os rjue ella ir-
ru la.
Eis o que he penetrarlo.
Conhesoum pouco o rorarao humano...
Bem o vejo... e nao quero Ilutar mostrar- rao
mais lino do que lu... Obedcso a la ama; mas sir-
vo ao mesmo lempo os interesses da Repblica
irance/a. sseiilenios nis-o e nao tornemos a fallar
a case respeilo. Smente como essa pequea via-
gem que projeclo alravez do desconhecido para con-
seguir deseobiir o, retiro da Mascherala pode ter pa-
nas,
administrativas, lodos os empregados os seus luga-
res, e o povo tranquillo e quieto !... Ser isto ver-
dade ? Respondam os dignos pares, responda a n-
S8o toda. A quo proposito, pois inlendeii o digno
par que isto he apenas urna v a promessa, e nao
factos rcalisados? S.Ex. Iallou das negociaces
com a S Romana mui perfuncloriamehle. Eu re-
servo este ponto para o tratar depois em resposla a
alguns oulros memhros desla casa. t Unir o Sr.
ministro'oilhegocios estrangeiros.) Tambem S.
Ex. se oceupoucom o artigo da falla do llirno, re-
lalivamenle ns oceurrencias que houve com o mi-
nistro do Brasil nesta cortes O negocio j foi ex-
plicado ; nao tratarei de o examinar de novo mui
extensamente.
S. Ex. deelarou que havia enlre os fados o as as-
serroes,do governo una repugnancia formal que
se diziara vencedores os que na verdade lioham Pi-
cado vencidos. Nada mais simples do que dizer is-
to. He urna especie de epigramma de fcil com-
posifilo, quando para se fazer se pc de parte a ver-
dade dos fados, que deVendo ser tdo, sao" nada
nesta caso. Desle modo o que temos de admirar he
a engeuhosa rol locara das palavras, e a farmosura
do cstylo : neste terreno alcauram-se nao dispnla-
dqs Iriumphos.
Eu poderia responder, que nao confiero na con-
lemla a que alludio o digno par, nem vencedores,
nem vencidos ; que ninguem so empenhou em ven-
cer; nao se deu um combale, tratou-se Je o evitar;
e tratou-se a accordo de ambas as partes, empenha-
das em consegui-lo dignamente para urna c ouira.
O digno par Mucosamente ajuizou de urna trau-
sacrao diplomtica, e quera por forra que o fim
desta Iransacrao fosse vencer urna das parles e ficar
a ouira vencida ; ma&adversarios era o que fall.av a
e nao oshavnido, quem havia dehatalhrT-^
havia de conquistar, nao tendo occorndo nunca a
idea de peleja '.'
Ha aqq-c'sj especie de ttbsHiasao lo empenho
de ftir crer que houv desinlclligcncia e azedumes
de que ajuizo bem. Nao redarguirei pois oiren?i- tnlre'o Brasil e Portugal. Na_o houve jiada dso.
vamente; e sejmto^tojofcu^
sempre sejJSo^o mas aujali ao maj, arrogante, ao
dades, que se dominan) poltica, por meio das qua-
es se pertende, nao explicar, mas encobrir aquillo
que se procura figurar a sabor de quem lem algum
iuteresse em occulla-lo.
Mas o memorndum? Disse o digno par Apre-
senlou-se, lre cerlo, um memorndum do 'governo
do Brasil! E que se dizia nesse memorndum, que
na verdade era bem escriplo t Dizia-se que o go-
verno ile Portugal havia idomais longe, comcrn-
#o loso por suspender as suas relares com o mi-
tro brasileiro, do que o negocio pedia. Quem o
nega? 'O Sr. conde de ThomarMas agora he que
o confessaj. Agora he que o confesso porqu
agora .fie que se Irala desle objeclo.
Mas o governo do Brasil enlendcu que esse. tal qual
exresso da nossa parte, havia nasrido dos motixos
fortes que o governo portuguez Uvera para desde
logo manifestar quando lhe importava pugnar pelo
decoro, da nasao (muitos apoiados). Islo nao pode
negOr-se. Esle foi o seulimeulo geral; ninguem
o ignora: lodos osjornaesdo lempo o exprimirn):
appelo tambem para o testemunho dos jornaes, por-
foram unnimes nesla mamfestasao: nem
nos espero que alguem considere que me vejo
obrigado, em virlude da mnha situar3o, a proceder
assim. Tem outras rondires especiaos a discussao
que nos oceupa, evemaserque flzeram objeclo
dclla os negocios j passados!... Vollamos aos de-
cretos da dicladura, e se renovaram poderosos ar-
rmenlos sobre esses decretos, como se elles -anula
hoje podessera ser assumplo de um debate; como se
aiuda hoje os que reprovam a. poltica do governo, e
os seus procedimentos administrativos, podessem
envolver na mesma condeninarao os homeus e a le-
gislaran que elles fizeram, sem necessidade de mais
do que de um voto contra o imnistwws "
Ha nm empenho em desacreditar es-a legislacjo.
da chamada dicladura, muilo eiuhora ella seja a lc-
gislacao do paiz, revestida das solemnidades que
tal a constilucm, e que por isso importa fazer res-
ra mim graves perigos, he preciso prever lodas as
probabilidades.
Muilo bem!
Vou seguir a Mascherala ; mas quero que al-
guem me siga ateo momento em que en desappare-
cer ua gruta que serve de habitar-ao essa fada ma-
lfica.
Muilo bem!
. E se einliin um dia depnis do meu desappare-
cimcnlo, eu nao seguir asdversasaventuras de mi-
nha perisrinacao, quero que venham com forras suf-
ficicnles arrancar-me dos lugares inhspitos m que
minlia dedirarau e raen zelo me leriamlaiirado.
Isso s ?
: S.
Ser feilo o que o senhor'deseja.
Promestes-mc ?
Palavra de' Lisetle !
Tanto melhor i E agora que acabei, falla por
loa vez... que queras dizer-mc'.'...
Oh! una, cousa raui simples... mas que certas
individuos pagariain mui caro.
Que devo paga-la ?...
Nao, cu. a darei.
Isso he bello
.De minha parle ?
*-'Heo que cuquera dizer ;continua... deque
Iraln-sc ?
- De minha ama.
Apostemos que adevinho!
Nao digo que nao.
Ella cs. enamorada ?'
Sim.
Do mcu duqucznho?
Precisamente.
Desde muilo lempo ?
Desde honlem.
E quer casar com elle ?
Se for possivcl.
E conhece-o ?
Sem duvida. .
Bergalasse refleclio, e depois tornou :
Nao creio a cousa fucil, disse elle faaendo urna
careta cmica.
Porque? '
Escuso de fazer agora menean de factos que j fo-
ram feferidos lalvez com demasa da individaselo ;
direi Minenle que o goveruo porluguez proceden
com dignidade : concederei que movido do sen l-
menlo que lhe caosju urna formal injuslira feila ao
carcter nacional, talvez fosse no romero do nego-
cio um lano alm do que ira em circumstancias di-
versas ; pode ser que assim succedesso ; mas conce-
do-o por Turma de argumento.
O governo portuguez interrumpen as spas rela-
Ses c correspondencias com o ministro do'Brasil,
nicamente com a sua pessoa, porque entendeu que
nem a lesara, nem o governo imperial tinliam
parle na injnslira que aquello funecionaro irroga-
ra ao carcter e t honra da hasao portugueza, in-
juslisa feila n'um mom&ito de allucinaco, u de
paixao, que or ccrl asilava o scu animo quando
escreveu o famoso oflicio que chamou confidencial,
mas que era de mui diversa uatureza. Eu linha cs-
que
sempre os guisllero iujuslos': o seu primeirobrado
foi um brado nacional) Redamaran) todos do go-
verno providencias em desagravo da honra do povo
portuguez; o porque' estas providencias lhes tarda-
vam romeoaram a aecusar o gpvenio de tibio, de
indiflercnlc, e desprezador do decoro da nasao, of-
fendido por urna pesa oflicial, a que se dra* a
maior publicdade.
Eu nao sei se is.to que Vou dizer acarralara sobre
o goveruo alguma aecusasao; mas como se lhe fa-
zem por tudo, veulia por mais alguma cousa. O
governo enlendcu que se nao lomasse urna medida
decisiva sobr esle ponto, embora ella Iranspozesse
os lmites das que se lomam em taes casos, pode-
ria^-ijar motivo, lana era a agitarao dos esjiirilos
nbsta ipital^a algum aconlecmenlo desagradavel
rom a pessoa que "motivara essa effervescenaia ; o
que'dcvia por lodos os modos previnir-se, nao s
porque o cavalleiro era o representante de urna
potencia intima alliada nossa, mas porqne era um
ridado eslrangeiro, .a quem se devia toda a pro-
tecsao e segnranra. Tomou, pois, a i^ssolusao de
interromper com elle, e com elle s, as^elaces
ofllciaes; salisfez assim a publica anciedade, cstV;
cesou-se a agilaro, que se moslrava em todos os
nimos. Este foi o motivo do procedimenlo, talvez
excesivo do governo, e nao o desejo oe exercer
vingancas. Nos nao somos accessiveis a esses mi-
seraveis senlimenlos (.apoiados >. t
No memorndum faza-tc menc^o do procedi-
menlo do governo portuguez, como demasiadamente
severo, segundo adoutrina dosraelhores publicistas,
que nos tamben) lomos. Wallel anda as maos de lodos,
c ninguem ignora o que, a nao se daram as cir-
cumstancias que dcixo referidas, importava fazer;
porm, no caso em que estavamos, pareceu ao gor
Verti que nao obstara eflicatmeute aos inconve-
nientes, que pertendia evitar, se nao procedesse
como proceden. O governo de sua magestadeto
imperador do Brasil, tao esclarecido como he, en-
lendcu bem o negocio de que-se tratara; e avaliou
melhor o nosso procedimenlo do qae os jornaes
desle paiz. Esses jornaes, ocho o principio do i
tmenlo publico, In'sligavam o governo pera <
fizesse sahir do reino o ministro do Brasil, e o ac-
cusaram de nao proceder assim; naas alguns mezes
depois^e quando se suspertou que a medida tomada
fra tida como excessiva, mudaram di linguagem,
e aecusarm o goveruo de "haver feito mais do qne
devia. J nao linhamos razaoj esta se acluva
da parle do ministro estrangeiroj elle nao havia
menoscabado o carcter nacional. Tal'he a histo-
ria Idc procurar adversarios ccnscieociosos, de
sojetar-vos a juizes lirados de qualquer partido
dizei-Ibes que promiuciem, e acharis isto Antes
de procedermos accusart-iios de inacsaologo de-
pois, aecusam-nos de ler feito pouco passados
alguns mezes de ter feilo de mais.
Mas o que nao posso passar em silencio- he que a
opposiro no Brasil procedeu como a nossa, e tal-
vez com o mesmo intuito. All o governo pade-
ceu o mesmo que nos temos padecido, e estamos
padecendo. Essa oppos|c.ao clamon que o governo
do imperio film vencido, e o de Portugal vencedor.
Que o negocio se terminou com menos decoro da
uacao biasileira, sahindo triumphanle o governo
porluguez 1
Oranomoiodestas accusacSes oppostas e repug-
namos, no meio desles- clamores encontrados de
ambas as opposiroes, que em nada se nnem e con-
cordara senao em guerrear os respectivos governos,
dando largas ao desafogo de paixes polticas de
que parte, dzeraos, estar a justisa c a razio ? Enr-
iendo que ella se acha no procedimenlo dos dous
governos, que, respeitaodo-se mutuamente, e guar-
dando cada um o proprio decoro, vieran) a um ac-
cordo que salisfez a ambos ( Apoiados ).
Proseguio depois o digno par acensando o gover-
no por nao leaainda apresentado as cortes a cou-
ta do nso que (fizera do voto de confianca que as
cmaras lhe haviam dado para'proceder divisa
judicial e administrativa do territorio, quando es-
ta div sao j se acha elTecluada. Mas eu posso in-
forma-lo de que o goveruo se prepara para dar
conla: anda,naopassou o"prazo marcado ; e o go-
verno enlcndeu, que para cumprir melhor. esse de-
ver importava dar-se alguma demora : ha algumas
reclamarnos, que sempre apparecem quando se to-
ca m divisao de territorio: ( apoiados ) quem tem
pratica do parlamento, quem tem ordenado estas.
a tlcraroes e lem estado nos conselhos da coroa pode
muilo bem saber que cm lacs occasies ha sempre '
interesses que se combaten), hbitos que se contra-
ran), e esperanzas (fuslradas em opposicao a espe-
rancas novas. Seria impussivel que a divisao de
que se trata podesse cffectuar-sc dcsappareeendn
esles iucouvenentes. Nio afflrmo qua tollas as re-
clamares sejam injustas. Para o (rabalbo poder
fazer-se. corh a necessara perfeislo seria preciso
que tivessemos aperTeJsoada a topographia do paiz,
c qs esclarecmentos indispeusaveis para ama cir-
cumscripsao que satisfizesse a todas as indicie*-
'queso devecn ler um vS^ffi fl-cump"* ''"" no ter-
ritorio do reino. Faltam esses trabalhbs, que nao
podem ir filo depressa como desejamos. '
O governo procedeu, leudo presentes os docu-
menlos e esclarecmeulos que possuia, mas isto nao
basta. Tomou as nl'ormaces que pdcobler; con-
sullou as pessoas que lhe pareceu poderem dar as
melhores ; mas nao creuqne a divisao ficaria. isen-
ta de defeilos ; e esperava que em vista das reela-
maroes que se fizessero, teria necessidade de orde-
nar algumas modficases na divisao, o que sempre
acontece ; porque he impussivel deixar de haver
fallas, que s podem remediar-se, quando conheci-
da e avahadas. E anda depois de tudo isto nao
havera meio de evilar alguns qqeixum.es. O pon-
to esl em que esses queixumes nao sejam dignos
de maior lteoslo, porque a idea de salisfazer a to-
dos os interesses e a todas as opiojfies, essa nanea se
realisar.
Tambem me parece que o digno par. achou ira-
pcrfeila a redacsao artigo em que se faz menrio da
immensa perda que a naco soffreu com a funesta
mortc S. M. a Senbora D. Mara II, de dudosa
memoria. A esle respeilo nao creio quo jamis .pos^
sa evlar-se essa imperfeicSo'; porque, diga-se o que
se disser, tudo ser pouco, e menos expressivo do
que o sentimenloo exige.
De oulro ponto tralou o digno Par tambem per-.
functoriameulc: a estatisticados crimes commel-
tidos no reino durante os ltimos auuos.
Tocarei pesse objeclo daqui a pouco : he assump-
to importante e que merece ser esclarecido impar-
cialmente : a todos toca ; nao pertence por exclu-
sa a nenhum partido polilico. .
.Ago/a mencionarei, urna especie sobre a qual o
mesmo digno par faz-encarecidas censuras *o mi-
nisterio, sem qne eu possa atinar com o motivo del-
tas. S. Etc. enfeude que o decreto da dictadura,
quo-acabo a compauhia dos vinhos do Alto )ou-
ro, danb-aquelle commercio e aquella administra-
ra un* nova forma, sufislituudo-lhe um sysleraa
deficiente, foi calamitoso para a agricullura e com-
mercio dos vinhos do Douro. Mas disse anda o
digno par, dirgindo-se aos minteos : tds- aqu affirutar, que era decido ao vosso decreto eae
augmento de exportaciol Eu coufesso qne nao
sei aonde'se dise tal cousa ; na falla do thjpoa de
certo que nao. O digno par deve declarar aonde
achou esses "ridculos cncareciments de vaidade c
presumpsao, apresentados" pelos ministros. Nem
eu, nem ncuhum de meus collegas nos' lembramos
do hVcr feilo declarasao semcllianle. JJnlgamos
O duque odia o prncipe Uarlzoff.
Isso nao he razao.
Nao; mas elle ama a Mascherala.
Isto seria razao ; mas he verdade que elle a
ama '.'...
Creio que sim.
He preciso certificar-se.
Como ?
Perguntando.
A ello ..-,.,
Nao, Mascherala. *
Eslon louca ?
Nada.
Explica-te.
Se o duque,esl enamorado, scuhor conde, dis-
se Lisellc, ha de occulla-lo com lodo o cuidado, com
toda a discrirao, c coin todo o pudor que a gente em-
presa cm occullar um primeiro amor... Se a Mas-
cherala pelo contrario adevinhou o amor do duque,
e a mulher adevinhn logo essa especie de segredos, a
alegra que ella experimentar por Isso, brilhar. em
seos olhos, em seus gestos, em toda a sua pbysiono-
mia, e al cm suas palavras... Nada ser-lhe-ha pois
mais fcil, se o senhor a vir brevemente) do que cer-
tificar-se por si mesmo da realidade do amor do du-
que... Que pensa ?
He muilo justo.
J v.pois que lenho razao.
Tcns razio sempre, Lisetle, c proclamo Ircs ve-'
zes feliz aquello ou aquella que te possue como sua
conselhcira intima. '
Enfilo nao precisa do iosirucses?
Bastam-me estas.
Pois al logo.
Al logo.
Liselte e o conde separaram-se a estas palavras ;
Lisetle foi reunir-se ama, o conde vollou para seu.
palacio.
Assegurada nessas eondiees a r-mpreza que pro-
jeclava, nao reslava-lhe mais do q ue conhecer a lia
hilaran da Mascherala ; porm i-m nao era muilo
fcil. Fallava-se muilo da Mascherala em Miltau ;
mas ninguem teria podido dizer pie lugares ella ba-
biava. O conde era assjg aveu'.ureirode carcter ;
vida, quepassra atpiso, desenvolver nelle
eminentes qualidade de intriga; a coragem nao fal-
tava-lhe ; mas faltava-lhe^ainda um ponto de parti-
da, urna certa base de operaces para comecar com
alguma segnranra a pesquiza perigosa que medlava.
A Mascherala eslava em toda a parte mas na rea-
lidade nao eslava cm parte alguma. Voltando para
casa, o conde procurou cm suas lembrauras algum
fado "que podesse guia-lo, c nao achou nenhum.
Sua masillaran sbitamente exaltada recusava crer
ua impossibilidade do successo, e todava essa impos-
sibilidade era quasi evidente. Elle subi auseu apo-
sento c reflectando fez alguns preparativos que li-
nham sua significasao. Carregou duas pistolas, e
inelleu-as no cinto. Tomou o'punhal que eslava
sobre a chamin,embainhou-o e escondeu-o na al-
gibeira da casaca. Emfim cingio a espada, e lansou
o capote sobre os hombros. Todos estes preparativos
levaram-Ihc algum lempo ; por isso davam seis ho-
ras no relogto quando elle acabou.
O conde-de Bergalasse lapsou um olhar dislrhi-
do sobre lodos os objectos. que deixava no quarlo, e
camiubando a passo firme c resoluto abri a porta.
Elle flnha tomado un>arcsoli>sap decisiva, e nada pa-
reca dever faz-lo parar.
Todava no momento em que abri a porta, re-
primi um.mBvmento de sorpreza e quasi de ale-
gra, e tornou a entrar vivameulc no quarlo. Aca-
bava de ouvir Dmlri em companbia de um escra-
vo, o qual ceconhcceu logo ser Malheos, a deixando
a porta cerrada, poz-se a escalar.
O justicciro sahio agora daqui. dizia Malheos
em voz baixa, elle ordenou-le que rossesao lugar ue
nossas reuuides ordinarias.
Que acontcccu 1 pergoaitou Dimiln.
, O gran-mestre qutr fallar-le.
O gran-'maslrc havia-lc encarregado de urna
comuiissiio. que nao execulasle.
Elle disse isso !
Disse. -. .,
EntSo he um castigo que querem inflisir-ine
-, Pnt le *t'r.
E os irmaos eslao reunidos ?
__Provavelmenle.
Mas Georgele eslar hi ao menos ?
Creio que sim.
Ah ella me salvar, ella......
Nao esperes muitu, Dimitri, abusaste estranha-
menle da conGanr qae unssos irmaos tinliam depo-
sitado em ti; sua colera ser terrvel.
He verdadei
Porque hesitaste ?
Elle he tao joveu !
Todava tinhas jurado...
Elle, he tao generoso!
Teu braco, tremen.
Nao, foi meu corasSo.
Devias fechar o coracao como um tmulo, c
nao abri-lo senao para sepultar nelle lodo o senli-
mento humano.
Quem disse isso ?
Ojusliceiro.
" Sua vingansa ho as veies. cruel.
He sempre lemivel.
__.He innitaaVczes o exilio.
Ileem cafia momentos amorte.
__Elles baonrram Alexjs.
Malaram Ywon.
Dimitri calou-se alguns instaulcs, o depois tornou
com um accenlo de delermiusao nao equivoca :,
Vou correr um grande perigo ; as nao re-
cuarei.
Vais ? -
Heidelr.
Begalasse escutava vidamente cada urna das pa-
lavras trocadas 'enlre os dous eseravos. Essa con-
versas*) o fazia voltar a urna serie inteira de ideas,
de que os acdhlecilneutosdanile.obaviamafastado.
Elle ouvio pouco depois Ma.'heos retr;ir-se a pas-
sos lenlos, e Dimitri proourar r- apalpadellas. aira-
vez do corredor urna sabida que lhe permitsae aem
duvida deixar o palacio.
Tres ou quatro segundos depois algumas pancadas
foram dadas porta de seu quarlo. Pelo seu con-
vite a porta abrio-sc quasi immediatamj:nte, e Di-
mitri entrn.
FIM DOPBiMEIBO.VOLUME.
'CQntinwr-f.-Ht.'

V

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Ma
JL
-.
.

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que os resultados ilessa medida seriam favoravis;
mas uio Unto como extraordinario, augmento,que
houve na exportajo do produelo Ja colheita pas-
salla. Que espcravauos beneficio tada, podamos nos dicr sem vaidade, nem desco-
medinienlo,: as esperanzas sao permillidas a todos;
e se as nao livessemos seriamos absurdos em decre-
tar aquellas providencias. Nesse caso seria bero ca-
bida a censura.
Porem, aonde he que nos fallamos de taes espe-
ranzas, a nao ser no relalorio do decreto ? Aonde
lea o digno par, aonde e a quem ouvio que atlri-
haiamos muilo ulanos nossa medida o augmento
de proMaridade naquelle ramo de agricultura c com-
sercio C-raciosidade do digno par ;Quiz-nos
cercar eom mais essa aureola de vaidade ; embora
enhuma consa livessemos dado tomento e apai-
xooada acensaran que nos dirigi. E em quaulo S.
-Exe. nao declarar aonde leu, ou aonde^wos ouvio
ses gabos que nos imputa, lia de permiltir que
pelo menos eu Ihe assegurc que os accusou mo-
vido s da mi vontade que nos tem. A prospcrida-
deque lem liavido na exportaiao e prcco deste ge-
nero, nunca nos allrbuiamos ao decreto de que
falln o digno par ; mas S. Em. exagerando assuas
aceusaOes, veio, em quauto a mira, a proferir um
i inmenso absunio, e urna grande heresia em econo-
ma poltica applicada ao caso : disse o digno par,
Sense n$o engao, porque nao quero fazer-llie io-
jmlicas, e ssim defendrr-me, que a adminis-
trardo da producrao augmentan a procura, por
consequencia encareceu. o genero, e dahi he que
rtm essa psosperidade que alias he urna desgrana !
Eu n*o sei ao que o digno par chama desgrara ?
Se teme, como en, como todos tememos, que con-
' limie o flagello da molestia das vinhas, fataiidade
sera a carencia de genero tao precioso, tao rico pa-
ra Portugal Isso sim : mas para se verificar a
mxima economa aprsentela por, S. Exc. devia
fcr fallado no mercado o genero para a exportarao.
O genero nao faltou ; e tanto nao- ralln, que na
roalidadc a exportarao foi dobrada da que ha mui-
los anuos tinha tillo lugar pela foz do Uouro. Nao
foi por tanto a diminuirlo no producto queaugmeu-
loa a procura. Fodcria augmentar o preco, se no
mercado houvesse escassez ; mas o facto demonstra
que a nao houve. Concurrencia grande de compra-
dores, essa sim' foi extraordinaria, porque os mer-
cados de consumoaugmenlaram muito. Tal concur-
rencia fez subir o valor ; mas, repito, nSo faltpu o
genero ;e taoto que, lendo sido a exportarao regu-
lar dos vinhos de primeira qualidade entre vinte e
eineo e trinta mil pipas, estaexportacao quasi dupli-
rou ; e pede supprir-se abundantemente,
A molestia dos vinhas di minino a produccao, se-
gando se calcula, de urna terca parto da colheita ;
mas em alguna anuos a mesma colheita, n3o exis-
timto a molestia, ha sjdo me,uor do que a passid; e
os vinhos tiveram o preco ordinario, com pequea
variacao ; qUando pelo contrario, osvinhos da pro-
doccao de anno passado, se venderam por preco
mais quedobrado. Logo as causas do pheoomen*
eommercial sao oulras, e sao muitas. Ajera he
tare referir-me ao fulminado e fatal''decreto d
goveroo : por elle se abriram muitos mercados
.que nao podiam ser abastecidos pelos nossos viohos
directamente a qiialiliracao dada aos vinhos de
siniplesmente exporlaveis, facililou a sua exporta-
1*) sem detrimento da sua qualidade1libertou-os
do monopolio acabou com o artificio da carencia
do producto, que tinha por dbjeclo sustentar-llie o
preco e em resultado empobrecer o producto pela
abundancia da produccao. Abolida a slince,So en-
tre primeira e segunda qualidade, c aberto o mer-
cado de Inglaterra, como lodos os do mundo, ao
viuho portavel, a procura cresceu., O vinho do
Porto pode ir directamente .do ouro para toda a
Europa, America e Asia, assni como para os novos
paizes da Orean*! e Australia novos mundos de
consumo, que augmentar espero em eos, pelo
espantoso augmento da prosperidade que apparece
uessasregoes. ( O Sr. coude de Thomar Apoia-
dos.)
Nos paizes aonde novsimamente se lem desco-
berto ricas minas de metaos preciosos, he c.uja pe-
|wlac*o erescc rom tmaoha rapidez, se abrtram
lambem mercados aos nossos vinhos que ex.ee-
demem valor a lodos os ou I ros wuheeidos, e sao
estimados pelos Inglezes, raja principal dos novos
povnadores. Todos estes mercados estavam fechados
aa nosso genero.O decreto de 11 de qutubro os
abri ; e nesta parte ao menos, parece'me, que se
pode reconbecer, sem que me tachera de inmodes-
to, que algum beneficio receben a naci daquel-
la medidafunesta, segundo*o juizo do "igno
par, que nao lem mnitos companlieiros u'a o|iiuiao
que apregoa. Nao quero auTrmar que sejam s
estas as causas do augmentando valor e da exporta-
cao dos nomos vinhos: nao enbo essa vaidosa pre-
lencao. ao deseo a enumerar outras rircimwtaucias,
que podem ler concorrido para a elevacao do valor,
daquelle abencoado producto, porque so nao trata
agora de ama discussao sobre tal objecto: parece-me
demonstrado que a alterarlo no svsUraa anligo da
legislaciio da corapanhia, algum tanto concorreu pa-
ra ineJhorar esse raoio da nossa agricultura ; c que
o juiza lgubre pue o digno par faz dessas medida?,
ha s filho da sua imaeinacao exaltada. Quem nos
dera niuitas desgracas destas 1 Esperojq ue leos afias-
lar de nos os casos com que S. Ex. nos ameaca
em suas medonhas profecas. ,
OIWIODE PERNAMBUCO. $EXW FEIRA 28 DE ABRIL DE 1854.
Nao me lembro de que o digno par fizesse men-
clo de objecto que merecewe serias consderacoes,
mais do que estes.
Agora, Sr. presidente, teuho que oceupar-me de
algamas censuras feilas pelo diguo par o Sr. Ferrao.
S. Ei.* tralou de assumptos que foram j avaha-
dos pelo Sr. mimitro da fazenda ; e ou, depois do
que S. Ex. reipondcu ao digno par, nao ouso, nao
sei mesmo dizer coma que vallia a pena de ser es-
calada ; nao he por taoto desses assumptos quehe-
dc orcnpar-inc. O digno par, porm, aprcsenlou
serias bservaces sobre o convenio teo com a
Curt de Roma, sendo negociador o Sr. conde de
Thomar examinou este convenio vontade, segun-
do emenden, e suas em ice-oes : atrmou, qoeem lugar de um Iri-
Imoal de legacia, exncl pela lei ou decreto da
dictadura de Sr.' 1). Pedro, o minktcrra'actual ti-
nha estabelecido qualro rrihuiiaeg de legara "O
digno par censaron forlomenle o fesbelcimento
ila Bolla da Cruzada por maiVdWm motrVo ; mas
um delles parecea-me intejrtlmente novo, e por oer-
toiaesperado. Seum/uao engao, se ouvi hem
' a4Bx.. ai^pUjsirla concessao da Bulla da Cru-
zada foi um mel de augmentar os crimes nesle
reino! (feoe'Vozet,*oi isso.mesmo, foi). Se
islo he inexacto a culpa lem-na os meus ouvidos, c
dos meus viinlios. Mas, pois qoe, segundo ouco,
nao entend mal, nflirmo a V. Ex. que ouvi'n-
do-o en acreditara que tal dissesse o digno par. Nao
sel como possa afirmar-se que as indulgencias da
igreja, solicitadas pelos Deis, contribuam para des-
moralkara sociedade. Esta doulrina contrari'a a da
mesma igreja, por ella sustentada desde o principio
do ebrutianismo. (Apoiado).V.a nao devia mara-
vithar-me ao escotar a observajao do digno par,
porque lenho ohrigarao de avaliar qua varios sao
os juizos humanos. Para se concluir como conluo
o digno par, dviamos suppor tamanlio o embrute-
eimenlo dos Porluguezes, tao arreigada a sua des-
moralisacao, tao pervertidas as doutriuas do seu cle-
ro ; n'aoiB palavra, tao barban) o nosso estado, e a
tal ponto corrompidas as nossas creness. que nos
chavamos sepultados na icnorancia de sgaos lem-
pos da idade media, guando a absulvicSo dos pee
caoos chegou a ler um prejo designado. Sim, lmu-
ve nesses tempos de obscuridade c barbaria a alwnr-
da persuasao de que os maiores peccados podiam
remides desta sorte; mas estamos us nessas po-
'as desgrajadas Bem sabemos que nao. As indul-
gencias da igceja, em beneficio d-beis, s.lo dadas
a^ugo dclles; os qaejjsVuppI
co estas cousas. O Si: conde de Thomar Nao caia
nisso). Bem nao quero eu cabr, mas nao esta, isso
as rinlius maos; e lalvez o digno par concorra
para a queda, (/tisoj. O faci, porm, foi esto: .o
digno par. pergunlou de que servia a Bulla da San-
la Cruzada ? Eu poderia pedir-lbe que o perguu-
tasse aos fiis, que conoorrem a prover-se delta,
com a louvavel persuasao de que Ibes servo para
trauquillisar os escrpulos da sua conscieucia; e o
hornera que precisa de recorrer a igreja paraxibter
oslo lim, ludo podo ello estar, menos desnioralisado;
e a maior prova consiste no crdito que d ao po-
der da mesma igreja, e cllicacia da sua. indul-
gencia. (O Sr. conde de ThomarApoiado). Nao
sei, pois, sendo islo, como he, de imiegavel exacli-
da, porqne o digno par pode conceller quo a acci-
tajao a concessao da Bolla da Cruzada era um in-
centivo para augmentar o numero dos crimes !
Em quaulo i rcstituir/io da Bulla, foi ella ajusta-
da no convenio de O de setembro de 1851. ( Sr.
conde de Thomaroutubro; digo outubro; islo he,
antes do acto addicioual. Esle convenio leve des-
de logo um cornejo de execu$ao, ,ou por dizer me-
Ihor, c\eculou-se logo, faltando apenos o'acto do
governo sobre a forma da^adtninistrarao da Bulla:
nunca se ealendeu quo fosse necessario para isso
approvarao previa do corpoligislalivo.
Nao se Iralava de nma conslituicab apostlica,
em que houvesse disposicao geral nova : era a con-
linuacao da quo existir por mais de qualro seclos,
e durara al i desinleligenria com a Santa S em
1834. O governo portuguez nunca descontinuou
de solicitar a rennvacao da Bulla. O seu eslabcle-
cimcnlo nunca fiira considerado extincto : achava-
se suspensa a sua execurao; o lano se nao tinha
como abolido, que em 1836 s rcgularam os orde-
nados dos seus empregados, apesar deja nesse lem-
po haver cessado o exercicio.
A sua renovacao era desejada por todos os que
se iuleressam nos eslabelecimenlos ecclesaslicos, a
favor dos quacs tem applicaca o uroducla>da Bul-
la ; era desejado por mnitos e. mullos fiis, cujas
consciencias delicadas precisavam desta indulgencia
apostlica. O ministerio actual receben este nego-
cio no estado em que o encontrn, como resultado
necessario dos ajustes celebrados com a corla de
Roma, presentes ;s cortes #m 18). e sabidos de
lodo* o paiz. Segundo a inteligencia que sempre
se deu caria nos 7. 8. do art. 75., o governo
se liuba por aulorisado a concluir c executar as
suas negciacSes com as corl!,estrangiras, salvo
o caso excepcional do 8. (alienacilo de territorio
Esta inteligencia foi a propria que deu o*negocio o mi-
nisterio anterior; proque aeiecurao dos ajustesc omc-
?ou log, e se leve alguma inlerrupcao, foi esta
devida a causas estranhas ao objecto, como o cum-
priraento da parte que perlencia ao nosso res-
peilnvel rollcga o Exm. arcebispo de Palmyra. Tu-
do islo foi da maior notoriedada, sem que jamis
apparecesse redamaran alguma.
Accrescc ainda, que os diplomas da cxccuc,ao dos
mencionados ajustas; tanto a respeito da Bulla da
Cruzada, como das sceles da 3. instancia as cau-
sas ecclesiasticas, foram apresenta()os' ao corpo le-
gislalivo com os demais decrclos da denominada
dictadura ; e foram appAvados em ambas as cama-
ras, sem que houvesse urna' s observado em con-
trario. Nesle caso poderia o ministerio considerar
necessarta a previa apresentacao s cortes t (Apoia-
do*,'. E dir-sc-ha que deva agora mesmo pedir
essa approvacao para ratificar os ajustes j postos
em execuc,ao '! Como hade tornar a ratificacao de-
pendeule de semelliante acto, agora depois de dous
annos de pleno eueilo, sem que urna s duvida se
(cuba suscitado sobre es^e ponto em uenhuma das
sessoes da legislatura, nem fura do parlamento'.'
Repito : esle negocio foi terminado e comeado a
executar durante o^regimen da carta, e antes da
promulgado do acto addicional; por couseguinle,
regendo o art. 75, da mesma carta, nos seus S 7. e
8., segundo os quaes careca de ser aprcsenlad is
cortas; e leve a sua execucao durante esse rgimen
.IpniilUiis ,'.
Em quenlo ao outro ponto, sto he, as secces de
3.a instancia asrausas do foro ecclesiaslico, o dig-
no par disse, que era lugar de um tribunal de le-
gacia o governo inslilura qualro ; e eu allirino que
nenhum.
(.usa a perreber sobre que base o digno par l'ciu--
dou o-seu argiimcnlo, oa mais claramente, como o
digno par leve coragcui de apresentar tal argumen-
to. Eu nao son canonista, bem se vi"; isso at pelo
giio rathuliea
acreditam he porqne professam a reli-
e se a professam estao convencidos
iinZ,l''^l'lMOlK'le,CO Pito. he mieema-
no que ofrcenos da religiao.sejam observados:
nao he urna mpra, b0 ura sarrfici
. c^s oirerecen. para serem dispensados de certas
,^.cas penosas a moitos, c de' que fica.n isenlos
M+o.4A*m contribue desta maneira para
d^moralisar os bornea. 1 Nao he am mndUL llc
um conseUio apenas/- se tanto be. ThomarApoiado;. A indafceucia pois taprovei-
taaquemacrodta;e quem acreditar nao se
iltsmralua desdo que emende qBe ella lbe serve
'orno remedio espirilaal. (O Sr. conde de Thomar
dito bem). Nao posso, digo, conciliar com esta
doulrina, que me .parerc a verdadeira, .a opiniao
do digno par quanto desmoralisaco. que recebe
incremento pela ceRcessfte da ViifW da Cruzada.
Sr. presidente, quasi que enlooquef4 quando ou-
modo'porque fallo sobre estes objeclos (fM>), mas
entendo que a execucao dada pelo governo parte
los ajustes a que raetenho referido, relativa a csic
objecto, uenhuma alleracao fez no direilo caiionM*}
cb, recbido sempre e ainda boje no nosso paiz ( O
Sr. nuarlc Leituo Apoiado ). O decreto da dic-
tadura Uo pouco o altern em nada : as causas do
foro ecolesiaslico devem, segundo esse direilo, ser
decididas^m tres instancias; fallava urna pela in-
lerrupcao do tribuual da legaca; e esa que falla-
va dea-se-lhe. O digno par enlende, que para taeg
causas cumpria que houvesse o recurso de revista,
conio o lia as ca usas do Mro civel; mas Uto he o que o
direilo cannico |ior corto nao admiti : isto he.que
seria urna inuovarao: o direilo cannico, tepilo, s
reconltece as tros instancias (ApoiudosJ.
Que fez, pois, o coverno sobre esle assumpto,
que tanto reclamava urna provsao definitiva, cuja
falta produzia gravqs embarcos.' FeTvigorar o
direilo cannico recebido'nestcs reinos. Com que
-fundamento argumenta o digno par ad odium, que
em lugar de um irib nal de legara o governo ere-
ou qualro desses tribunaes? O fundamento he ne-
nlium. O governo provou a falla que era geral-
mente reconhecida. Nao tralou de legacas, nem
de urna, nem d qualro: iusliluio legilimamenle.a
terceira sereno as causas para que a le a determi-
nava; e nisto nao fez innovarlo alguma. Eis quau-
lo posso dizer sobre as qualro legacas (Apoiados j.
Mas, diz o digno par que isto se coosegoio com
falta de dignidade, e do decoro da coroa e do gover-
no. Aonde est esta falta ? A terceira instancia
ecc.lesiaslica foi estahelccida com Juizu; portugue-
zes, em logar de eslrangeiros, que dantas eram (O
Sr. I isconde Se Almeida .Marren. Apoiado);
mas estes Jutzes, ncslus-rlusas nao podiam receber
jurisdirao sean da amtoridadc ecclesiaslica, e a ju-
ri-dicao Ibes foi dada por essa autoridade, em con-
formidade d** direilo respectivo.' Remcdiou-se a
grande raMa que geralmente se lamentava por lodos
os ly>ens compelemes do paiz sbre esta materia
iapoiado*}. Eis-aqu o que me parece bastante
para responder ao diguo par, tanto sobre a acceita-
eflo e execucao da Bulla da Cruzada, como sohre os
que S. Ex. denomina qualro legacas. Era negocio
concluido, e dado execucao, tinha sido prsenle
1s' cortes, fura .depois a presen lado pelo ministro ac-
tual do corpo legislativo com todos demais aetos da
dictadura, nao coiitinha nenlmrn desses ajustes cons-
liluicao nova. Diz o digno par, que o corpo legis-
lativo nem se qner locou em tal assumpto: pois lo-
Cisse (Apoiados. > Quem impedio o digno par de op-
per-se a elle ? Se eutao dormiln, e deixou passar
o momento opporluno da sua bpposicao, como en-
lende que pode acordar agora, e fazer reviver a
qucsiao j decidida '.' Vale ou nao vale alguma
cousa a sanccSo dada pelas corles a esses decretos to-
dos ? Suppunhamos que clles eram defeiluesos na
sua,forma, que algumas Taitas .conlinbam que de-
vam ser sanadas: lie imiegavel que a autoridade
rompetente para conceder n sanecao he o corpo le-
uislalivo; e esse approvando, como appfovou, o que
se havia decretado, sanou quaesquer defeitos< se os
houvesse (Apoiadoi). Por consequeueia a pretencao
exquisita que, depois de dous annos de execucao
plena c pacifica, vem "presentar o digno par, de se
dar por uullo ludo quaulo se contratou, se decre-
lou, e leve os seuslegilinios eflelos, sobre taes ma-
lcras he inadmiasivel; he mesmo impossivel de
(tisculir-se. Ser preciso restituir as esmias rece-
bidas? E agora me occorreuqueso far em
qjianlo s cousas que lenham 'sido julindas no foro
ecclesiaslico, passadas .pela lerccira insUiucia do'
mesrao foro'! Ainda bem que me lerabrei dcsle p6-
queno inconveniente (Uso .
Tambem o digno par tralou cora loda a profiri-
oncia da seguranca publica do paiz ; mas como co
fui mais aagredido sobre este poni pelo Sr. conde
de Thomar, perinitla-me S. Ex. que responda de-
pois. NaoTieXjnc eu uotenha tm lodo o aprcro
as suas obspn aces: pelo contrario, S. Ex merce-
me a maior cousideracao, muito mais qxe do pensa.
Digo islo porque sei de que -modo fenbo sido trata-
do pelo' diiio par. O que lbe afirmo he, que se pos-
acreditar nao se j ponho agora o objecto sobre que desejava respon^
que denote essh antagonismo irrecouciliavel quo
Iransparece nos modos e as formas da argumenla-
Sao do digno par. Seja embora assim em quaulo a
elle, que'eu, sem curar muito das suas provocar/es,
espero nao fallar ao que devo a mim, o a S. Ex.
Tratarci s de detender-mc como homem, que leu-
do. consciencin das suas limitadas forras nao ousa
sahirdas linhas da pura defensa procurando, apeua
juslificar-se dasarguiefles que lbe sao taitas.
NSo posso dcixar de comecar pelo principio. A-
inda que o meu illuslrc collega da fazenda se refi-
ri ja a urna proposito do digno par. Esle dissera
que o Sr. ministro da fazenda sentenciara a siluacao
actual, quando, alludindo a urnas palavras do dig-
no par o Sr. conde da Taipa, declara' que para ac-
ensar os ministros nao bastavam arguices vagas,
era forcoso acompanha-los de pnnas ou documeq-
tos, em que taes accusacOes se fundassem. Sobre-
est observacao do Sr. ministro da fazenda disse o
A'gno par, no comeco do seu discurso, que esta ob-
servacao fra a senlenra da siluacao actual.
Ora e coufesso a verdade: nao atino com a sub-
lilcza empregad pelo digno par. O que he preciso
subenleflder-se, svezes me parece mais que mis-
terioso; uao me quero dBr Iralos para decifrar. enjg-
mas. Sejam iutelligiveis as palavras e claro 5 sen-
lido deltas ; em qunto a mjslerios s creiq nos da
rcligiao, para os respeilar; dos mais curo pouco
ou nada.
Como li que as palavras claras e terminantes, e
a idea lgica do Sr. ministro da razenila>seiiten-
ceiam a siluacao aclual 1 Uto he a poltica do go-
verno, a sua gerencia administrativa, os seus de-
feitos, as suas virtudes, se algumas livesse, que cli-
zcni nao ler; em urna palavra, odos os aclos prati-
cados pelo governo* rApoiados.) Aonde est aqui i
sentenra desla siluacao ? O Sr. ministro da fazeu-
da disse : para me aceusardes produzi provas ou
documento): isto lodos podem dizer; tal pedido
todos podem e devem fazer: o digno par ja usou
deslaspalavras algumas vezes, (apoiados)entao sen-
lenciou-se a si quando as disse ? Seutenciaria a sua
sitoacao quando assim se cxplrou Nao : o digno
pac lilil a razSo que lodos leem quaodo deelaram,
que ao aecusador incumbe fundamentar "a aecusa-
Co que faz (apoiados). De oulra sorte, islo he,
quando sem documentos, sem provas, sem ao me-
nos fortes indicios, que juslifiqucm as arguices, so
aecusa um homem, c se clama que esje homem de-
ve ser condemuado, quem merece a condemnacao
sao os aecusadores, que podem comrazao ser ar-
gidos de proferirem calumnias (apoiados); mas que
o dito do Sr. ministro da fazenda senten ceie esla si-
luacao, nao sei porque, nem como. -(OSr. conde
de Thomar Eu me comprometi em hoa liar mo-
ma. Eu tambem o espero : nem, creio quo o que
fica dilo promova a desharmonia (Apoiados).
Sr. presidente, antes eu quizera deixar passar
desapercebido un.a ou oulra passagem do discurso
do digno p'ar, quizera antes nao ouvir allusOes ao
lempo passado, para me dispensar de rila-las em
defensa de mputaces summamentes olfensivas, nao
provocada), inuteis ou lalvez prejudiciaes a S.
Ex., e de cerlo em nada proveitosas causa publi-
ca, que nosdeve merecer o prmeiro inlcrcsc. Des-
sas alluses inventadas, fallo eu, que sao Uros di-
rigidos ao peito de um adversario publico, dispa-
rados com o deliberado proposite de avilta-lo, de
ennegrecer-lhe o nome. Debilite as queris quali-
ficar de innocentes: a sua origem as enndemna. ( O
Sr. conde Thomar Apoiaoo).
Eu nao quizera ler ouvido da bocea do digno par
urna evprcssao, quo leude a fazer desestimar a
tancar no desprezo o carcter, a vida de um homem
Ilustre. Allligio-me ouvir-lhe dizer, que o duque
de Saldanha havia ilescido ao campo da revolta por-
que tinha Tome, e pretenda euriquecer-se. Esta fra-
ze proferida pelo diguo par alllgura-se-mo de grande
impropriedade, filha de nolavel allucinacao, e que
pode ler consequencias pessim) (.Wuo apoiados).
lie pelo menos o cumulo da jnjustica' (apoiados);
rujuslira inaiiiresta,' porque lodo o mundo sabe que
o marechal a nao merece (Apoiadoi prolongados).
Para enriquecer-so o duque de Saldanha .' Pois nao
pode haver mil motivos, uns mais, outros menos
lesculpaveis, oulros ate dignos de louvor, oulros
injuslos por falsa, ainda que sincera, apreciarlo,
que levem o homem a commetter qualquer feilo
por censuravel, ou meaos justificado que elle seja?
Nao so ha-de adiar senao urna causa ignobil que
obrigasse o duque de Saldanhaaemprehcnder o mo-
vimento reaccionario de abril de 1851 1 Entre to-
dos os incentivos que imperan) no epracao humano,
digno par achou esso da mus indigna vileza
crecm na sua
dcr-llie, he porque as torcas me lalleecui para repc-
licoes, que aliscreio desuccessarias, c um tanto eu-
fadochas.
Tambem cscrevi algumas notas sobre o discurso
dd digno Paro Sr. conde de Thomar ; hei-de per-
corre-las, mas nao espere que v offerec*r-4ne um
para o attriljuir ao seuadvorsario ? V. quem dcsle
modoargne, como pretender ser julgado ? (Apoia-
dos.)
Para enrqneccr-ae por estar pobre! E nole-se
que o djgoo par se eiicarregou de domonstrarque
este motivo era falso ; porque pausadamente* havia
examinado com a frialdade de Tiberio, quanlo som-
ma o que tinha dexado ao duque de Saldanha com
as demisses que lhe dra, urnas apoz o atrs; o fei-
las miudaraenle estas contas, declarou que ainda \
Ihe ficaram seis mil cruzadosaccresccntando que
era rcndimenlo bastante, e dos maiores, ou o maior
que desfructam os funecionarios pblicos {repelidos
apoiados ). Islo lio mulo baixo ; ,esl abaixo de lu-
do (apoiados). Nao quero, demorar-mc neste tris-
lissimo objeelo ; mas infelizmente lu nao podia dei-
xar de mencioia-lo (Apoiados.) O duque de Salda-
nha. o vencedor do Almoster, o companhero da-
quelle homem Ilustre que all est (oorador indi-
-a o Sr. duque da Terceira), ser irmao de armas;
porque ambos salvaram a patria o a liberdado; por-
que a ambos deve o paiz a queda do despotismo c
la lyrannia, c nos lodos os nossos lares, as nossas
familias, e as nossas: inslituicocs (Repelidos apoia-
dos). n duque de Saldanha, repito, hade ser nesta
T. acetisA.lo de tentar urna ru\ulucao para ter di-
nheiro 1 Esta arguieao oliendo a um e a outro ma-
rechal, apoiadoi); ambo)sclmam a se avaliam
mutuameute. O duque^da Terceira tnmbcmjaen-
Irou n'um movtmento reaccionario, em que en to-
mei parle (.o Sr. Aguiar Eu tambem). E ousa-
r alguem afllrmar que o duque di Terceira se a-
balaocou aquella empreza para se enriquecer f
(sensarao Sejamos, pois,justos para com todos, e
sobre ludo respeile-se o homem que nao esta aqqi,
c a quem se preleude ferir petas costas (Apoiados).
Nao, Sr. presidente, lameos de carcter c de gran-
deza d'alma do duque do Saldanha e do duque da
Terceira, que eu confiero, e qne por isso posso ava-
llar, nao so movem, quando praticam taes actos,
por incentivos de vileza Apoiados repetidos).
Queraemprehende um feilo summamente arrisca-
do quem, servindo-me da phrase do digno par,
ousa sahlr a campo com dous aicos batalhoes, sem
mais nma s baioueta, sem o menor apoio nacional,
e arrosta lodos os perigos de arto de tamanha auda-
cia, nao pode ser. levado de um motivo vil (Apoia-
dos). Os grandes commellimeiitos sao elleilode ex-
tremado valor; e esle nao he movido por sentimen-
los despreziveis, laes como esse de amor do ouro :
podem laes feilos ser injuslos al criminosos se-
gundo as lea podem ser urna calamidade para o
paiz ; mas allribui-los ao furor de adquirir dinliei-
ro, he o maior dos ultrajes {apoiados). Esse m'o-
vel da^ aceces humana* nao leva o homem ao cam-
po dos combales alternativa de perder a plria, e
de ir gemer no exilio dias de amargura e mizeria.
Os individuos devorados dessa' paixao desprezivel
alacam oa viajante) as estradas, ou arrombam os
cofres doacapitalislas c usurarios inspirarles in-
dignas nunca podem produzir senao acres abomi-
naveis. Mas sobre ludo isto fazer a esenha dos
me:os qne ficaram ao djquo deSalduuha, e o juizo
que so proferio de que os seis mil cruzados era soin-
ma laslaulc para esle marechal,' he urna auroiita es-
ludada, que nenhum homem devia fazer a outro
(Prolongados apoiados). Ofi '. Dos Nesse caso
nao tinha sido injusta domilli-lo, ayilta-Io, e arras-
la-lo, porque ainda lhe ficavam .seis mil crazai
(iisofiio). Podia ser groscripto, podia ser infama-
do, sem dever qqaliar-M porque l lhe tinli.im ilei-
xado seis mil cruzados 1 (vozesmuilo bem). Pudia
ser coberlo de' opprobrio, de escarneo, do ultimo
desprezo, e assim apresenlado aos olhosde seus con-
cidadaos e calar-se l tinha seis mil cruzados!
Tremenda senlenca foi esla 1 mas nao cerlamente
para o duque de Saldauha (Apoiadoi.)
Srl presidente, a respeito da circular do ministro
dos negocios eslrangeiros ja o meu collega fez as
observar.Oes que eu. faria se S. Ex. as nao tivesse
apresenlado cmara. Eu sinto que essa circular,
pela iulclligencia que o conde de Thomar lhe deu,
possa parecer a S. Ei. que contem urna oflensa pes-
soal, urna injuria a elle feila, urna iraputac,ao ex-
clusiva i sua individuilidade. Nao, senhor, as pa-
lavras delta sSo. o juizo que se fez de urna siluacao
combale de espadachim. nem um jogo de pogilalo, | era referencia a ptssofc atauma nao arge crimes,
ainda que possa ntlar defeilos do ystema de admi-
nistrarlo. Com esas oxplic devendd accrescentir que,, com quanlo isso fosse
apreciasao de um olido prelerllo, lu bem cerlo
que a commonicaca* olTicial era reservada, e s pa-
ra ser vista petes chites de mifsao. lia teda a certe-
za de que os empreados da secretaria dos negocios
eslrangeiros nao fataram ao seu. dever trahindo a
confianca do goverm. Os agentes diplomticos nao
teramaulorisaite adar copia, nem a fazer leilura
da circular ella lies era destinada para poderem
ficar habilitados a lar algumas explicaeess em ca-
so de necesiidade.
Mas est demonstrado que o digno par de algum
delles obleve transimpto dossa circular, "que por
motivos de honra e decoro nenhum devia eomrau-
mcar-llie. s. Ex. nao podia possui-la, a nao ser
por urna deslealdad, que nao diminue por mudao-
ca de siluacao.
O Ss. Conde de ThomarNao, senhor, ninguem
m'a forneceu; livi conhecimcuto delta porque a
imprensa a publcou.
O orador Diz S. Ex. que essa cironlir foi pu-
blicada : sso sei ai ; a resposta peder parecer
plausivel; menos acuelles que acreditaren haver i
publicado sido ordenada por S. Ex., afim de ser-
vir-se do documenU depois de-impresso, eem lem-
po competente. A lctica lie velha ; nao salva nem
esconde ninguem. A circular foi-lhe fornecida por
um chefe de misso diplomtica, que o era ao lem-
po da expedicao do cocumenlo.
O governo, se o iao soubesse, podia sabe-lo, e
anda hoje exercer ima certa severidade com o in-
dividuo culpado de Bo indigno procedimenlo ; nos
temos passado nesle; casos ao excesso da tolerancia.
Diga o digno par o cae disser, ao menos essa virlu-
de nao ae nos pdenegar excepte se nos lanca-
rem em rosto que a levamos alm dos limites do
justo, lalvez em detrimento do serviro.
Sr. prstenle, no governo houvesse de proceder
por alguns i de iifidelidade... paro aqui.
Agora p j tratar de um assumpto grave
delicado para mitrn-afara o digno pr, menos pelo
que devo dizer, do que pelo que devo deixar de di-
zer. .O digno par, sahindo destas cadeiras, e indo
oceupar aquella, lem urna grande vantagera sobre
mimS. Ex. tiata das questoes mais delicadas 1-
vre de loda a nsponsabilidade, em quanlo en le-
nho muila ; e ac diguo par talvez nao seria desa-
gradavel que euincorresse ainda em maior do que
a que pesa sobremim.
Fallo, Sr. prcadenlc, dos negocios de Roma, a
enjo respeito din i s quanto baste em rainha justi-
fica cao. ( Vozes: J deu a hora.)
O Orador: Ouco dizer queja dea a hora; esla
razao, e a de aclar-me caneado, obriga-me a ficar
hoje aqui, e a pecir a V. Ex. me reserve a pala-
vra para continua- manha (Apoiados.)
O Sr. Prndenle disse que ficiva reservada a pa-
lavra ao digno pir ministro dos negocios do reino
para continuar manhaa' o seu discurso ; e encer-
rou a sessao 'nm inoras da larde. #
-------I8IOI8I--------
. Londres 20 de mareo de 1854.
A correspondencia secreta e confidencial entre os
governos inglez e ruiso que leve lugar na primeira
parle do anno passado, e o memorndum appresen-
tado pelo conde Nesslrodeem jonbo de 1844, for-
mam urna mui nolavil e iostrucliva addicao a evi-
dencia resultante dosdocumenlos j cummuuicados
ao parlamento ; e o poverno inglez sob multas reta-
cees nao tem razao alguma para lamentar o desafio
do Jornal de S. Pelersburgo, que o babililou a por
teda a questao ante mundo. A despeito da aceu-
saco de credulidadee conuivencia dirigida ao go-
verno, os ministros ca cora se haviam reputado at
agora nbrigados a sultrahir ao publico a parte mais
importante da sua sluacno, porque repousava nos
protestos pessoaes do imperador Nicolao ; mas agora
ver-se-ba que as der aracoes em que clles deposila-
vam confianca eram le um carcter muito mais po-
sitivo do que as coneudas nos livros azues (blue-
books); aopasso que urna comparacao das datas des-
tas declaraces com a^rocessos qne foram emprega-
dos simultneamente em ConstanlinopIi, convence o.
gabinete russo de um rao de duplicidade quasi sem
igua! na historia poltica da Europa.
O a Memorndum > do conde Nesselrode fundado
em communicacesreiebidas do imperador da Rus-
sia quander-'ivenes paiz em I8U, estabelece com
grande disfran>tv'Og principios, em virludedosquaes
a Russia e a Inglaterra coneordaram em regular o
seu comportamenlo para com a Porta, e nffo he urna
circunstancia immaterial qiie o governo inglez j
esteja de posse desles enmpromissos poderosos e sa-
tisfactorios a esle respeito. Os dous gabioeles de-
clararan! enlo que eitavam mutuamente convenci-
dos, de que he do seu ioteresse commumque a Tur-
quta conserve a sua independencia e as suas exis-
tentes poisesses (erritoriaes ; que uniriam os seos
esteraos pera consolilir-lhe a existencia, e evitar
perigos que lhe amea(avam a seguranca ; e que para
este limera essencialdeixar a Porta sosinha, sem
intilmente fatiga-ra eom dif /ciudades diplomti-
cas, e sem .interferir nos seus negocios internos,
excepto em caso de absoluta necesrdade. A' Russia
acrescaptoo que era dcsejavel nao permiltir que a
Porta indispozesse os diflerentes estados da Europa
entres*, mas manter, lauto quanlo fosse possivel, a
unanimidade dos representantes das potencias es-
trangiras, sem assumir o carcter de ascendencia
exclusiva. Estas doulrina sao perfeitamente sas e
conformes com a pul tica estabelecida da Graa-Ure-
lanha, e o minislro russo foi justificado, ao recordar
o ficto que este paiz adoptou como a base da sua
poltica os dous principios que elle estabcleceu : a
saber, que procuraramos manter a existencia do ira*
perio oiidmano no seu estado aclual. lano quanto
fosse possivel; e que, se previssemus a sha ruina es-
tar i inminente, nos esforcariamos para concordar so-
bre as medidas que devem ser lomadas, de modo que
as mud.incas que possam occorrer na condicao in-
terna daquelle imperio nao sejam prejudiciaes i
nossa propria seguranca ou aos nossos direilos, ou
ao equilibrio do poder.
rumstmeias que o indozissem' a oceupar Conslanli-
nopla como ma flanea. Lord John Russell, assim
que 4e\e noticia desta conversaran, Jeu em 9 de fe-
verero a resposta a que j se fez urna allusao ; mas,
lendo cuidadosamente esle documente, somos obri-
gados a dizer que nos nao parece merecer o lbuvor
que pretendamos dar-lhe. Todava, esta resposta
equivala a urna regeteSo da proposta russa, excepto
emquanlo o gabinete inglez voluntariamente decla-
rava que nao linlia intenc-m alguma ou desejo de
apoderr-se de Conslantinopla, e que nao entrara
em compromisto algum pafa previnir a contigencia
da queda da Turqua, sem previa communicacao
eom o imperador da Russia.
A 20 de fevereiro o imperador enrgicamente re-
peli a sua conviccSo]de que, o enfermo eslava mo-
ribundo ; e no dia seguiole se abri mala franca-
mente com o ministro inglez.. Releva lembrar que
naquelle momento o principe Menschikofl eslava de
viagem para .Conslantinopla, os aconlecimentos
subsequenles provam que o imperador Nicolao na-
quclle momento se acliava inclinado a associar o go-
verno inglez, conjunctamcnle com o seu proprio ga-
binete e com o de, Vienna, em um projecto para a
ultima divisaoda Turqua, excluindo a Franca do
juste. Comecou por significar mui claramente os
resultados que*io tolerara : disse que nao tolerara
a oceupacao permanente de Conslantinopla pelos
Ruases, seus proprios subditos, ott pelos Franczes
ou pelos Inglezes ou por qualqaer outra grande na-
to ; que nunca permirtiria ama tentativa para a
reconstrucsao de um imperio bysantino, ou para o
desenvolvimento tal da Grecia que a tornasse um es-
tado poderoso, e, ainda menos*, para o relalhamento
la Tcrqoia em pequeas repblicas. Enlistante,
antes da eonclosao desla conversarlo, observou elle
que os principadosj sao quasi estadosindependentes
sob a sua propria proleccao, que a Servia esla quasi
as mesmas circomstancias, e que a Bulgaria pode
ser igualmente independente. Se todava o impera-
dor negar Iodos estes expedientes, professando ao
mesmo lempo crer a distoluco da Turqua estir*"
inminente, s exislsxadivisao aclual dos seos terri-
torios ; o estamos confirmados na supposicSo de que
tal era a sua inlencao, pelo fado que elle declarou
que nao tiuba objeccao alguma a fazer no caso de nos
apossarraoadoEgypto, e nao va razao para que a
ilha de Canda se nao tornasse urna possessao male-
za. Podemos observar aqui que, em contradicho di-
recta com urna das esposicOes recentemenle feilas
pelo Jornal de S. Pelersburgo, foi expressamento
exlipulado pelo Memorndum russo de ,21 de feve-
reiro de 1853, que o resultado desla discussao fi-
cariao que deve ser, um segredo entre os dous so-
beranos, a
A estas sleclaraces dos designios da Russia que
chegaram ao Foreign-Ofpce (reparlicao dos negocios
eslrangeiros ) a 6 de marco, lord Clarendon repli-
cn que, concorrendo como fez as deelaraefles ne-
gativas do imperador Nicolao, o governo inglez per-
severa na creuca de que a Turqua ainda possue os
elementos de existencia, e que o acedamente ou a
definitiva procraslinacao de ama eventnalidade que
(odas as potencias da Europa sao obrigadas a evitar,
depender principalmente da poltica -da propria
Russia pira com a Porta ; mas que a Inglaterra nao
deseja em caso algum engrandeeimenlo territorial,
que nao podia ser parta em um ajuste previo de qye
ella podesse lirarqualquer beneficio, ou em qualquer
iccordo, posta que geral, quedevesse ficar oecullos
outras potencias. Qualquer que possa ler sido a
decepcao realdo imperador ao receber esta resposta,
elle fingi ficar illamemtesalisfeilo cqm ella, e ter-
minou a correspondencia por um Memorndum
que era um completo reconhecimenlo de lodos os
principios pelos quaes o governo inglez tinha conten-
dido. Hepelioque a Inglaterra e a Russia coinci-
diam quanto s medidas que deviam ser evitadas no
caso daquella contingencia succeder no Oriente, a
qual ambos os estados desejam previnir, ou ao menos
adiar tanlo quanto for possivel. Sem entrar n'uma
discussao sbreos sym plomas mais ou menos palpa veis
da decadencia da Turqua, o imperador promptamen-
te reconheceu que o melhor meio para apoiar a du-
racao do goverdo turco he nao faliga-lo por va de
exigencias imperiosas, defendido de urna maneira
humilladora para a sua independencia e dignidade.
Se esla regra fosse respeitada por todas as poten-
cias da mesma sorte, a Russia declarou que eslava
prompta i trabalhar conjuntamente com a Ingla-
terra na trete commum de prolongar a existencia
do imperio turco, removendo qualquer causa de
apprehenccs i cerca da sua dissolucao. Nada podia
ser mais explcito ou salistatorio do que esta conclu-
so de urna nccociacno que o imperador da Russia
navia tratado em pessoa, .como elle mesmo disse por
varias vezes, sob a palacra deum ca%alleiroHt peta
qual elle se obrigou formalmente trabalhar de
aecurdo com a Inglaterra" no objecto que ella tem em
vista, saber, a preservajaodo imperio turco. Elle
mesmo acrescenlou, que agora existiam memorau-
dumsdassuas inlences, eseja o, que for que elle
lenha preraellido o seu filho estara igualmente
promplo executar. Semelhanle proteste foi ludo
quanto o governo inglez podia requemr, e irais do
que elle podia pedir, porque fora escriplo pesso-
al, preciso, e completamente deaccordo com apoltica
deste paiz e os inleresses da Europa.
Agora seja-nos licito applicar n este compromisso
o texlo dos fados. O a Memorndum a de que temos J
extrahido estes particulares, he datado em S. Pelers-
burgo, a 15 de abril de 18.53. Mas.j naquelle lem-
po o principe Menschikofl havia dirigido Porta sse
projecto de um tratado secreto que fora actualmen-
te Iransmillldo Inglaterra por lordStralford em 11
de abril. Este tratado o enviado russo se havia esforcado
para conserva-lo oculte s outras polencias;sustentara-
o por via de amearas Porta ; e eslava Irabalitando,
como disse lorifSlralford, a para reslabelecer a in-
o fluencia russa na Turqua sobre orna base ixclu-
siva, e cin urna forma particular. O Memorn-
dum de S. Pelersburgo e o trabalho secreto de
Constanlinopla chegou ao Foreign-office, um em 2
de malo, o outro em 26 de abril, e certamente nun-
ca houveram dous documentes, emanando dos agen-
tes do mesmo governo, mais absolutamente contra-
dictorios no espirite e nos termos. No mesmo mo-
mento o imperador da Russia faza estas promessas
Quasi par capare de.ilez anuos depois da rompo-
9550 deste docunenlo as suas eslipntasoes foram fi-
elmente observadas, c he juste que o govern^TfisSpI que elle pretenda violar ; c, post que a historia di-
observe, que em varias occasjoes quaqdo a Europa.e
a Turqua estavim igualmente'mal preparadas pan
resistir a urna poltica de aggressao no Oriente, o
imperador Nicolao nao se aproveilou da opportuni-
dade que se dava para flns contrarios ao espirito
deste -compromisso. Todava, a nove de Janeiro de
1853, o proprio imperador se encontrando com Sir
Hamillon Seymour no'palacio da Gria doqueza He-
lena, enectou urna conversaco com esta ministro,
que pareca sera primeira de urna nova serie de com-
inunirac/es confidenciaes sobre esla' objecto. Era
sobstanra ij(^^tl!\arsaccs e o seu resultado nao
diuerem m .icrialnienle dar principios estabelecidos
pilo conde Nesselrode em 1844 ; mas, examinando-
as com mais rigor, he agora evidente que foram fei-
las com intenrAo mui dilTcrenle, e que actualmente
coincidem com oulros e mui importantes successos.
Assim, smente dons dias antes da primeira destas
conversaces comp imperador, Sir Hamilton Sey-
mour referi ao seu.governo que tinha razao para
crer que 144,000 homens haviam recbido ordem
para marchar para a fronteira dos principados da-
uuiaiios, e durante lodo o decurso destas negocia-
Coes a misso do principe Menschikofl eslava era pre-
pararoes ou'em progresso.
O imperador comecou,por intimar a sua convieco
de que a Turqua eslava as bordas da ruina,eerescen-
lando que a sua queda seria um grande infortunio,
eera mui importante que a Inglaterra e a Russia
chegassem a nm perteito accordo sobro "estes nego-
cios, e que urna nao dara panno algum decisivo de
que a outra nila fosse informada. Dar-se-ha caso
que se tratasse deste accordo 1 Nao acrescenla Sir
II. Seymour ; porque, como elle observa justamente,
concluir o seu despacho, o.accordo com a Russia
que a Inglaterra pode desrjar lie designado para pre-
vinir o desmoronamento da Turquao que a Russia
procura eslabelecer he com um designio aos resul-
tados de semelhanle suceesso. A 22 de Janeiro esla
conversaco foi renovada. O imperador renuneiou a
poltica de Calharina II, dirigida conquista e ao
desmoronamento do imperio lurco ; asseveron o seu
direilo proleccao dos christos no Oriente, mas
disse que islo deu nascimento a muitas obrigacoes
inconvenientes ; e manifeslou o deseje que tiuha de
chegara urna explicacao com Sir H. Seymour, como
amigo e como caealleiro, aftnt de que a queda da
Turqua nao apanhasse a Europa de sorpreza. Entao
declarou que se a Inglaterra protendi estabelecer-se
em Constanlinopla, elle nao o permitthia ; mas que
eslava igualmente promplo a nSo ceraprometler-se
para tomar Constanlinopla, ao menos como sn pro-
pria, porque nao negava que podiam occorrer cir-
p&matca das corles absolutas aprsenle muitos
exempifis vergonhosos de equivoco e duplicidade,
pergtintariHKc-se em lempo algum houve um caso de
falsidade lao videnTnv&.pralicado pelo chefe
de nm grande imperio. Esta crW^jdencia
traordinaria ministra varios outros ponlosd^grande
inleresse, dos quaes trataremos em oulri occasiao,
pois que j temos excedido os nossos lim ites usuaes;
roas nao, he a parle menos singular desla transacejio
em que a Russia oflerece a evidencia que demons-
tra a enormidade de sua m f. (Times.)
Aguerr podia-ser breve e decisiva se todas as
grandes potencias estlvessem preparadas para fazer o
seo dever ; e'a retirada da Prussia da causa commum
sempre deixa ama, preponderancia irresislivel de
forca da parle dos alliados, se elles pdem contar
com a coadjuvaco da Austria. Mas o rumor sinistro
de ama declararlo de nculralidade, a ser adoptado
pela Federacao Germnica, indica a possibilidadr do
que a Inglaterra e a Franca tem de soflrer lodo o pe-
so da lula ; c bom he que nem eslejam preparados
nem sejam iguaes n terete. O gabinete de Berlim
ainda finge estar firme pelos protocolos de Vienna, innocente a> :u respeito. A sede do ouro he o
nico motivo que os convida, ea commissao, que el-
les recebem nao pode lavar urna infamia.
Mas nao he smente um emprego vergonhoso, he
um emprego perigosissimo,como se val ver pela oppo>
sico que todas as potencias Icnt concordado fazer,
por meio de suas leis municipaes ou por seus trata-
dos, aquellcs que o exercem. lia na conducta das
nacOcs a esle rcspeilo urna conformidade singular c
notavol, que faz delta, para fallar a verdade, urna lei
geral do direilo das gentes, Eis aqui alguns extrac-
tes dos tratados, que provam essa rc'provacao
le na conlenda, lerao estabelecido um direilo a tomar
parte na solucan. A ultima consideracao que entrar
nos conselhosdos beligerantes,ser deferencia aos de-
sejos ou s opiniOes de governos tmidos, que nem
sao a favor nem contra a causa do direilo.
aMa per se foro.'
Quando o gabinete de Berlim annnnciou a inten-
tencSo da manter a categora de urna grande poten-
cia sem encorror nos riscosa sacrcios correspon-
dentes, as revelacGes singulares da correspondencia
secreta ainda nao tinham transpirado. Mas o povo
intelligente da Allemauha, por muilo lempo indig-
nado da sua dependencia poltica para com nma po-
tencia estrangeira e detestada, veri agora com indig-
nacao que, arranjando de novo o campo da Euro-
pa, o coosenlimrnto da Prussia foi desprezivelmente
desacatado pelo czar. Ao passo que a Inglaterra era
cortejada ao passo que a Franca era considerada
como um ioimigo-e ao passo que a Austria Va des-
cripta, com protectora confianca, como um amigo in-
separavelnao se fez a menor illuso aos desejos ou
inleresses da Prussia. Actualmente, releva ser ad-
miltido que os aconlecimentos tem justificado a ap-
precacao que o imperador Nicolao formara do seu
prente e alliado ; mas parece quasi impossivel que
os proprios representantes leaes e moderados da ni-
cao prussiana consntam, sem oulros prolestos mais
do que elles lem recbido, conceder os meios para
preparir-se um exereilo, qu ser intil, se nao for
Iraicneiramenteempregado. A neutralidade daAlle-
manha, emquanlo fr estrictamente observada, nao
pode requerir proleccao. A Russia, por seu proprio
inleresse, nao a violar ; nem os alliados pdem ser
suspcilados .de meditar urna va e fulil aggressao.
Urna conlribuicao lancada sobre o povo prussjano
como fimde guarnecer o reino da Polonia, causara
ura perigoso descontentamente ; nem as potencias
occidentaes lolerarSo movimenlo al^um que tanda a
tomar urna mais ampia porco do exercito do inimigo
til no lliealroda guerra.
As pro postas feilas peta RuMi--Jnglalerraeerca
da diviso do imperio oltomano tambMMfierecer
altencaa em Vieriha. Os protestos ofllciaes que o
governo austraco tem repetidas vezes manifestado,
da sua implcita confianca as promessas de mode-
rac8o continuadas nos manifeslos russos, nunca
foram entendidos uo seu sentido lilteral; e agora
al se lorqa impossivel pretender acreditar na sin-
ceridade desles velhos penhores. O proprio impe-
rador Nicoli'o, com toda a sua indilTerenra veraci-
dade diplomtica," expressamentc limiten as suas
promessas de nao-interferencia na durarlo da paz
entao existente. Urna guerra, como elle frequente-
menle disse a Sir Hamilton Seymour, causara a
immedihta dissolucao do paciente; e a questao j
se nao converleria nos meios de preservar a sua vida,
mas na disposicao de sua heranra. O caso em que a
Russia entenda claramente lomar Conslantinopla
como um deposito que agora lem occorrdo vista
da de toda a Europa ; e nenhum estadista pode fin-
gir pensar que urna aova manufactura das notas, de
Vienna encontrara a cris presente. O conflicto do
direilo cem a hypocrisa est no fim a forca est
prestes a ser encontrada pela forca.
Na conlenda immnente,a Prussia pode levantar-
se, posto que seja costa da sua directora na Allema-
nhae da sua cousideracao naEurop.i. Todava, quanto
Russia, a conquista da Turqua peta Russia seria
feila com o mais formidavel e imminenle perigo ; e
diariamente se torna mais evidente que ella nao tem
alternativa, excepto complicidade ou resistencia. Se
ella nao pode esperar extender oseo dominio at os
Balkans, a expulsao do invasor russo do Bateo Danu-
bio sera absolutamente necesssaria sua propria se-
guranca e independencia. Nao ha duvida que ,o
governo de Vienna preterira infinitamente es actu-
aos arranjos lerriloriaes a qualquer pe'rgpso projecto
de eograndeciaiento ; com ludo o czar asseverou
que o seu alliado imperial eslava perfeitamente iden-
tificado enmsigo em polilica. So em verdade a Tur-
qua cslivesse sosinha em campo, he possivel que a
A asira possa acquiescer as proposlas usurparles da
Russia ; maso imperador Nicolao pode apenas espe-
rara sua concurrencia em umidivisao que he pro-
hibida pela Inglaterra c pela Franca. Ella nao pode
deixar de antecpar os successos dos exercitos turcos,
quando ajudada pelos seus poderosas alliados; e nao
ha duvida que qualquer golpe infligido na Russia
seria saudado em Vienna assim como em Londres oo
em Par. Todava he urna indigna pos^io' para i
potencia mais immediatamente iuleressada na con-
lenda, entregar a prolecao das sus fronteiras is ar=.
mas dos eslrangeiros; e, no caso presente, a neutra-
lidade he Uo pergosa como he indigna.
As forcasmaisproximasdosbelligerautessao iguaes.
He cerlo que a Inglaterra e a Franca perseverarao
al que lenham realisado os seos intentes; mas
talvez sejam precisas varas campanhas antes que o
inimigo seja finalmente humilhado. Ao mesmo lem-
po, o gabinete austraco com o poder de decidir o
conflicto que se acha em suas maos, incovreria no
risco evidente, inherente a urna guerra na sua vsi-
nhanra immediata. As potencias occidentaes se en-
vergonhariam.de qualquer insurreir.no contra um
alliado, mas certamente deixariam que una governo
neutral se prolegesse a si mesmo. Desde o anuo
passado, lodosos inimigos da'Austria, domsticos ou
eslrangeiros, tem esperado que ella se lance cega-
mentc nos bracos da ltu9sia ; ea supplica seria nj-
raajRda, sea Inglaterra c a Francacassem expostas
pelejar sTinhasa balalba da independencia euro-
pea sem qualquer soccorro di Allemanha.
Morning Chronicle.
Corsarios-Piratas.
lini dos nossos antigos collaboradores nos commu-
nica as notas que se segucm, a respeito de um boato
espalhado ha poneos das pelos jornaes inglezes, o
qual causou algumas inquielacocs ao commercio
martimo :
c< Dizem que os ministros plenipotenciarios da
Franca eda Inglaterra em Washington, dirigiramao
governo dos Estados-Unidosfeclamacues preventivas
contra o projeclo, que se supp{e, Russia, de armar
corsarios nos portes da Cuino, e dar cartas de marra
aos armadores americanos. Esle projeclo da Russia
pode existir apezar das prelences desta potencia de
respeilar, mais quenenhuma outra, os principios da
neutralidade martima e a promessa fdRa por ella
em seus tratados de nao dar cartas de marca .seny,
aos seus proprios vassallos ; mas o qne se "Mlode
suppor e o que garante o suceesso diplomticas, de qua se falta, ^eVjffZ^bmele de
WasjjUuitonilolere Jamais_effle]|!u-^ladM Mmel])!mT
les emprtdsr'"0" ar-?i os principios menos contes-
tados do direilo das gentes, a conducta de lodos os
estados civilisados, sobre ludo aos seus proprios tra-
tados.
Postoque opposla aos verdadeiros principise aos
progressos feilos pelo direilo internacional moderno
no nso das guerras continenlses, comprehende-se a
insliluicao daacommissOesde armamcnlo, pelas quaes
os estados em guerra cbamam nlgnns de seus subdi-
tos a lomarem parte em seus riscos e perigos, na Iota
contra o commercio de seus inimigos ; mas o fado
daqoelles que se armam em nome de um principe es-
trangeiro,,e fazem a guerra prconta desla ou por
sua propria aos alliados do seu paiz, que permanece
neutro, lem sempre merecido e obtido a reprovarad
uuiversal. lie um emprego'vargonheso, diz Val-
lel, o aceitar commissSes de ura principe para exer-
cer actos de pirataria contra urna nac3o absolutamen-
hias esteandaime de um edilicio que nunca foi com-
pletado, ha muilo lempo que vai sendo demolido.
Ha Ires mezes, era considerado um facfo importante
que as qualro grandes potencias fossera unnimes no
seu juizo quanto s condicesem que urna paz razoa-
vel possa' ser negociada ; mas j nao ha queslao al-
guma de negociarlo ou de paz, entretanto qoe os
mais altes inleresses da Europa exigem qne o pertur-
bador do mondo seja ohrigado a abandonaras suas
prelences. Os representantes da Austria e Prussia
em Vienna tomaram parle na rgelo s'mnmaria do
nllimo conlra-projecto proposlopela Russia ; e quan-
do umdosmembros da Conferencia toma a supo-
sico no Ci-decant protocolo, nao he fcil reprimir
um senilmente de desprezo peta afTedacno qoe recu-
sa reconheeer a raudanca das circomstancias.
Depois de algumas semanas, a Prussia approvou os
termos oflerecdos pela Inglaterra e Franca por parle
da Turqua. Todava, como o.imperador Nicolore-
cusasse tomar em consideracao estas proportas, nem
a Porta nem os seus alliados nao as oflerecem mais j
e fra impertinencia da parte de nm mediador nSo
convidada, pronunciar um juizo sohre urna eonc!us3o
diftereutedaqneos propriosbelligiranles lem esco-
Ihido. Presentemente, senao agilam preliminares de
paz; e quando, em algum periodo futuro, se reco-
mecarem as negociaroes, serao inriaeiiciadas pela
fortuna da guerra, pelo estado actual das cousas, e
pelos inleresses daqueUesque, lia vendo lomado par-
ir Ser mui expresamente prohibido aos subdito
de S. M. I., de S. M. R. eatliolica receber de qual-
quer oulro principe que fr, o que se chama commis-
soes para armamentos particulares, ou cartas de re*
presaba (de marca), para omnleltercm hostilidades
conlra ossqbdilos de um ou de oulro; quo se algum
delles infringir esle artigo, ser tratado rata, nao s as provincias conlra as quaes recebem
laes commissdes, como ainda em todos os dominios
do principe, de que elle he subdita. (Artigo 42 do
tratado de 1 de maio de 1725 entre a Austria c %
Hespanha.)
O artigo 3 do tratado de. 2&de seiombro" de 1786
entre a Inglaterra e a Tranca, contera urna prohibi-
Cflo anloga o debaixo das maiores penas que pos-
sam ser ordenadas conlra os infraclores, alm da
reslituico ecompleta salifaco do prjuizo.o
e Os subditos de S. M. n.1o poderao I T.ne-
nhuma commissao para armamentos articulares dos
principes ou dos estados inimigos dos Estados-Geraes,
e mesmo ir em corso com ellas .do pena de serem
perseguidos e castigados como piratas; 0 que ser
igualmente observado pelos subditos das ProyJncta-
L'nidas a respeilo dos subditos de S. M....1 (Art. 16
do irtedo de 27 de abril de 1662 entre a Franca e os
Paizes-Baixos, reproduzido pelo artigo 2 do tratado
concluido pelas mesmas potencias a 10 de agosto de
1678, e pelo artigo do tratado issignado entre ellas
em Versalhes a 12 de dezembro de 1739.)
Os subditos dos dous estados nSo poderao rece-
ber commissao para armamentos particulares, nem
cartas patentes de nenhum principe de um estado
inimigo de umi ou da outra parte contratante. El-
les nao deverao fazer jmaisjlaes armamentos e cor-
sos s<6 nena de erem consideadoi como piratas.
(Artigo 12 do tratado de 20 de julho de 1789 enlre a
Dinamarca e a Sardenha.) -
As mesmas expressoes -se acham no artigo 36 do
tratado de 17 de agosto de 1753 enlre as duas Sici-
lias e a Hollanda; c se ameira at aquellos que o
inioguaem eom serem perseguidos e castigados
como piratas. ,
Finalmente a' propria Rumia tm seu Iriiado de
13 de marco de 1801. artig 98, com a Sdecla, pro-
hibe dar cartas de marca a nao ser ios seus proprios
vassallos. Mas he sobretodo nos tratados concluidos
enlre as potencias europeas e os Estados-Unidos,
que essa prohibirlo se acha enrgicamente estipu-
lada:
Nenhum subdito do rei christiinissimn, diz o Hi-
go 23 do tratado concluido a 6 de fevereiro de 1798
entre a Franca e os Estados-Cnidos, tomar com-
missao ou cartas de marca para armar eerso contra
os dilos estados ou algum delles, ou contra a sua
propriedade ou dos habitantes de ajgnm de entre
elles, de qualquer principe que for, com o qual ns
Jditas Estados-Unidos esliverm em guarri. 0u
mesmo modo nenhum cidaio subdita ou habitan-
te dos Eslados-Unidus pedir ou aceitar afgaraa
commissao ou carta de marea para armar algum na-
vio para corso contra os navios de S. M. Christianis*
sima, ou algum d'entre ellas oa sua propriedade, de
qualquer principe ou estado que for.^om quem sea
dita magestade sencbar em guerra, e se algum sub-
dito de urna ou da oulra nacao tomar commissao oh
cartas de marca, ser punido como pirata.a
As mesmas disposicoos no artigo 15 do tratado da
commercio e navegacao,. assigriado em Londres a 31
Kledezembro de 1806 entre os Estados-Unidos ea
Inglaterra; no artigo 19 do tratado de-8 de oalubro
de 1782, enlre os Estados Unidos e a Hollanda; oo
artigo 20 do tratado de 10 d,setembro de4785, en-
[re os Estados-Unidos e a Prussia; no artigo 23 do
tratado de 3 de abril de 1783, enlre os Estados-Uni-
dos e a Sdeca; no art. 22 do tratado de 3 do outu-
bro de 1824, entre os Estadc*-Unidns e a Colombia;
no art/24 da couvencao de 5 de dezembro de 1883,
enlre os Estados-Unidos e a America ceHilral. Ejn
lodos estes (piados a prohibicao taita aos eslrangei-
ros, subditos ou habitantes dos Estados-Unidos, de
aceitarem cartas de marca de urna terceira potencia
he sempre saucconada com pena commiaada aos
pintes.
Negou-seque o principio qne *utorisa a conside-
rar como pirata os armadoras, que exercem as fune-
ces de corso com cirtas de marea de um principe
eslrangeiro, podesse ser considerado como urna le
geral do direilo das gentes. (Ortolan, egles^^M
nationales de la mer, lom. 2"., pag. 259.) Comlud
Islo nao he duvidoso, segando o direilo das ge
natural, e nao o he mais conforme o diretfo escriplo
nos tratados. Por aquellcs, cajo extracto acabamos
de dar cima, se pode ver que tedas as potencias,
cuja autoridade pode ser invocada no mundo, se
tem promellido alternadamente proscrever u com-
missdes de armamcnlo dadas a subditos de urna ler-,
ceira potencia, ea considerar como piratas aquellos
que forem encarregados deltas.
Nao temos citado lodos os. tratados contloidos pela
Franca com as potencias barbarescas das costasda
frica e com as repblicas da America central. Te-
mos aqu um principio reconhecida pela razio uni-
versal e sinceionado petas tratados de todas as po-
tencias. O.que he pois ama lei geni do direilo das
gentes seno isto Y
NSo ha pois receto de qoe os Esladus-Unidos anto-
rfseiri ou tolerem jamis, que algum de seus eida-
dns, subditos on habitantes sollicitem ou aceilcm
cartas de marca da Ruis! "t6 por esta boa riiSo
de-qwrnso'ha potencia, .mi x.t.lfetpa, com a qual e!ur~
se nSo lenham obrigasio por todos-os mais solemnes
Iratados a castigar como piratas qualquer subdito oa
habitante du territorios da UnSo, qoe viblasse as-
sim a neutralidade de seu Estado; tambem por esla
outra razio de que a Franca e a Inglaterra, se essi
promessa fosse esquecida, estanam aulorisadas a pe-
dir-lhes coala, como de orna violado mauifesta de
ens tratados e do dever de sua neutralidade.
Mas os Estados-Unidos nao eslao smente ob
dos por seas tratados.; elles tambem o salo por sua .
le municipal inlcrua. A Franca deu na Europa o
glorioso exemplo de declarar, no artigo .16 do regu-
lamcnto de 2 prairial lo anno,XI, que ella nao con-
cedera jamis cartas'de marca para armamentos de
corsos seno a seas proprios subditos. 'Sea cdigo
penal de 1810 comprehendeu no numero' dos cri-
mes de estado os actos hoslls do seos subditos con-
lra os povos e governM eslringeires, e fimlmenle
pelo a.rligo 3 de sui lei de 10 de abril de 1825, ella
declarou qqe lodo francez que, sem autorisarflo do
rei tornasse commissao de urna potencia eslrangelra
par commandar um navio armado em corso, seria
perseguido e punido coma pirata. Os Estados-Uni-
dos, de seu lado,.derata o mesmo exemplo. Da
parle dos cidadaos arrericanos, diz Mr. Wbeaton,
apoiaudo-se na autoridade de Jeflerson, commeUer A
issassinalos e depredares nos membros das oulras
naces ou projectar taze-lo, pareca ai) governo do '
Eslados-L'uidos ser (o contrario s leis do paiz,.
como malar ou roubar seus concidadaos, merecer o
mesmo castigo. Os mesraos principi"/ acrescenla
elle, foram encorporados em mr"^T~. T"*j
sanccioniila em 1794, e revi**"^ -
1818. Por esta le, se de-f 9" e r'bl~< m
qualquer pessea na jo ". f ?n *w "'o.Pa
angraentarTforca / ^^ ^ &!-
p,. "" avio de guerra de urna
ir* em guerra com oulra potencia,
.- os Es lados-Unidos eslivessem em pac, ou
fazer parle no armamento de nm navio para cruzar
ou commetter hostilidades em nm setvieo eslran-
geiro conlra urna nacao em paz eom e!tes._
Os Estados-Unidos lar- portante obrigai
seo tratados, por suas leis, pela opinl jo enrgica-
mente expressa de seus publicistas, e estadistas, a
repelliras propostas da Russia, se he qne estas pro-
postas lhe sao feilas por ama potencia, qs se lem
obrgado em seas tratados p.rliculires a s dar car.
lis de marea ios seus proprios snbdifos. A que
justas represalias nao se exporiim elles, se faltas-
sema promessas tao perteitasl' Devt-se aereseso-
tar que o inleresse, o grande inlereese do governo
dos Estados-Unidos he conformar seriamente sos
conducta as eventualidades, que se prepara, cen
seus Iratilos e suas leis.
A guerra aclual dar necesariamente mu gran-
de extensflo ao sea commercio de commissao, e elles
souberem _conservar-se na esricta impartlidaue
dos neutros; e quanto menos for o aman da jas-
tos motivos de qoexa, que derem ios balligeranleB,
mais razio terio para fazerem respeilar os direilos de
soa nacionalidade. (Jales seriam as vantagf us, pri-
vadas de alguns armadores sem eonsdeneia., os quaes
acelassem as odiosas commissoesda Russia, era. tro-
c das \ antageos mcionaes, que pode retirar o esta-
do lodo, e alguns de seus vassallos empenhados em
um commercio leal da observancia rigorosa da'mus
deveres' ^
Nao se deve suppor por simples presumpeoes, que
um grande povo vi-se achar deste modo promplo pa-
ra desconhecer suas. promessas e suas mximas.
Mas seos Estados-Luidos depois disto, nao iomas-
sem em considerac5oesla..circumstaiicia, nem seus
inleresses, nem suas leis, nem seus .tratados, as rfua
poderosas naces.cujas esquadras combinadas vao en-
trar em lula conlra a Russia, estariam perfeitamen" "
te eem um direilo de um estado,ntlo s de perseguir
jolgar o corsarios americanos em commissao russa
como inimigos illegilimos, senao aprehenderlos em
qnalquer-tigar e castiga-los como piritas.
j^ Presse...
V
I
/
v
INTERIOR.
GORRESPODENCIA SO DIARIO DB
PERNAMBTJGO.
PARAH BA.
HUsaasujaipe 31 a abril 4 1M.
Nao poneos esforcados Hiladores n'arena jornalbU-
ca, lodos deste municipio, primando cada um em


soa especia
alidade, tem dignamente occupado as
OIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FElfiA 28 DE ABRIL D 1854.
V
lamitM de*ea Biar. kppit que em jnnha tcrcei-
ra missivilhe Rz ver, que dlOerenles campeoes por
lima-lo, ou nflo sei porque, como bem disse om
lies a tentinella so apparelhava a eanlar cm
M o veno o nono Mamauguape, cujo lomno
datava de ha muilo, e pareca querer ainda deixar
correr alguritluslros 1!
Esta'extranrdnaraalrandancii de correspondencias,
ra rom que me considerasse desligado da obrigajo,
qae conlrani para oom Vrac.ao menos quauto a re-
gular periodicidade de minhas epislolas, para evitar
que, na ausencia de Celos pblicos, para occorrer a
*atata procura, fosse desrespeilada a vida privada,
equefostem duplamente registrados esses poucos
factos, que aqu to occorrendo, e que nem sao suf-
ficertes para almenlar.por quiuienas, n'uma penna
l* mal tangiu> como esta rninlia ; agora porem que
me parece ir ja declinando tanta vontade teriben-
ii ama vez que as tres ultimas semanarias remes-
ad de su Diario, que me lera cliegado as maos,
nada de novo vejo acerca deste municipio, justo he
qneeu volte a continuar a carreira encelada : rnaos
a obra. *
Muilos lustros de existencia ja conla esta villa
urna das mais anligas da provincia, e talvuz a que
tem solTrdo mais diviso, e aubdivisOes em seu ter-
ritorio ; entretanto lendo ja orescido algumas ve-
na, e ostras tantas decahido, sempre por calculadas
causas, nao conhecdaa on antes desprezadas por
quem deveria procurar arreda-las, islo he, por seus
habitantes, de novo se ostenta em via de prosperar,
tambem em lija com sna aotiga rival, a capital, a
quil continua a invidar todos os forjo a seu alcan-
ce para impedir, ou ao menos retardar o golpe, que
ecesuriamente tora de solTrer, como mullo bem
dlsse p Ilustrado correspondente parahibano em sua
masiva de 17 do mez lindo: e ainda desta vez llcari
a vietoria do lado da capital, que se ostenta mais for-
le por ser a cabera da provincia, nao obstante ser
pesslfna sua pnsijio commercial, pola proxmidade
la ridadedo Recite, e-pela grande distancia, que ha
sepan dos lugares mafs productivos da mesma provin-
cia, ainda pan apezar do leonino methodo de com-
merciar, que adotaram os seus commerciantes, e
que necesaariamente profluz-lhes grande* lucros, e
Inevilavtl prejuizo aos consnmidores e prodoctores.
Desta vez alguma coasa se lem fcito, ao menos pa-
ra so (ornar a lide duvidnsa por mais alguns dias;
peta es commerciantes, establecidos nesta villa,
eosscios de Indo quanto hei dito, tem procurado ni-
vellaro mais possivel, al mesmri melhorar.a
eondijio dos productores, que demandara esfa vil-
la para fazer sua; transacjPes, com a dos que ainda
procuran) aquella cidade : este proceder tem feilo
com que no correnle anno, apezar da pequenhez das
safra*, tenha-st conservado sempre o commercio em
grande aclvidade : a m t porem de alguns (e nao
poneos) productores da 1,1a. que tem Irazido para o
mareado porjao de saccas de tal genero, conlendo
material estranhas, como pedras, e oRros-objecios,
confiados em que nada perder, sendo descdberto
particularmente aquejle vicio, entretanto quemaior
valor terto vendendopedris por la*, ttm feilo com
que haja afrouxado o commercio desse genero, com
manifest prejuizo dos productores de boa t, que
zelam o* productos que tem de expor ao mercado ;
cesaidade pois de urna inspeccao legal sobre a
lia nesta villa he palpitante, e me parece que o nos-
so digno presidente nao a desconhecera, e nem to
pouco deixar de faze-lo sentir aos nossos dignos de-
pulados provinciaes na sua prxima reanio.
Ja la vai mais .do um mez, que urna colla ao
maudo de Mauoel Amaro, inspector do quarteirao
.de Grvala deste municipio, indo noite a Marma-
rtfc, quarteirao diOerente, afiui de prender por ds-
r ao infeliz Caetano de tal, que de idade centava
moca menos de 8 lustros, e o- .. ih>
eidadao pacfico que era, y
tevaido incomm'odado pt ,i,
cereon-lh a casa, e imir ... o.en-
ranole, e que i.__ ._...,, >nos nucos
casos por lei designados, he permitlido. enlrar-se
e*l casa de qualquer cdadu, desprezadas todas e
qoaeaquer formalidados, penetrou o interior da casa
daqaette infeliz, e aHi em um cantinho bastante es-
trello, Iravou-se com elle em tota, e o fez suecum-
bir terrives golpes de faea e ccele, e islo cpm
anta barbaridade, queja os intestinos da victima
eram puados pelos (wijjpJK^ucs. ainda esles se
aiodivampor salUca^TT. Tff HWi ittrqwe-algll
escolla sahiram tofno*: quem fatia porm laes fe-
rimentos"?
Seria Caetano repellindo a aggresslo, ou os pro-
priosaggressores, que privados de solucicnte clari-
dade, por ser nsite, do espajn peta pequenhez do
quarto, e mal* que tudo de grande parle da raza pe-
losesquentesque haviam tragado a largos sorvos,
pan malhorraenle darem conta da empreza, antes
da .partida, e durante a vlagem nao linham, e nem
podiam ter, um per feilo couhecimento do que fa-
ziam 1 '
Ueu-se e forrado passamento de Caetano, soube-se
com certeza quaes foram os autores desse brbaro ho-
micidio j entretaulo ainda om so delles nao foi pre-
so, nem ao manos procurado pela polica 1 I Que tal
eaU : I Contta-me apenas, que n subdelegado sap-
plente, enlo em exercicio, foi ao I ugar do delicio, e,
vestorou os ferimeolos ; e que vallando, tralou le-
g de instaurar o competente processo, fazendo in-
querir como Dos ajudou, diflerentea testeuiuiihas,
leudo-e esquecido porm de prender aos les da es-
colla eom quem alli se edcnnlmu ; e quaes scro as
lestamunhas ? nao live anda a curiosidad de inda-
gar ; de-oulra vez lhe direi, bem como o andamento
que fdc lando tal processo, que dizem-me estar en-
^ calhado pela prometera publica. '
Na nole do da 10 do correnle, junio a porlera
do engenho Dique, prximo a esta vi lia, Paylo de tal
foi espancado por Francisco Msico, queso acha pre-
so da ordem do aubdelegado, e por Claudio de la!,
que evadio-sei lendo. nesta mesma occasjjo ferido.
gravemente eom urna faca, a Francisco Casado, que
pretenda accommodar aos que lutavam : tanto o de-
legado cerno o aubdelegado vesloraram os ferimen-
tos a eonlusoes ao da ti deste mez ; nao ha de ser
por falla de prova.do felo criminoso/ que a juslica.
ha oa dacahir, a a cmara municipal pagar a*
cusas.
Itmniion-se a semana Sania com a pompa com-
palivel eom us recursos pecuniarios da irmandade,
pos qaaes muilo infloiram as avalladas esmolas da-
das petn juzes ; grande foi o concurso de poro a
lodosos actos,ediminulao numero de sacerdotes,
pelo que tlveram alguns desles de trabalhar dupla-
mente.
Abril tem nos dado aguas mil, com o que muilo
saifeitos eslo os agricultores e criadores, menos os
que IribaUavara 'ja em baixos alagadizos, receiando
a secca.
Esquecia-me dtievHie, que foram dispensados os
supplentes do detegado7>s*obt toldos por novos,
dosquaessoprimeiro, o I)r. Antonio Filippe de
Albuqunrque, preslou juramento, etomou possede
dito oafgo. '
Oide mais parecc-me que eslao' rangosos. Atlens.
genhosperlenceates comarca de* Nazarelh; para a
de Pao J'AMo ; por quanto nao esperava por certo
que agora se^ratasse desta pretencao, quando ella
aha-sc affecta a commissao de estatistica, eesta
ainda nao dera o seu parecer. Nao sei.mesmo, como
a casa posta deliberar com o preciso conhecimenlo
Acerca de uraobjecto, que tej)de a fazer limites de
urna comarca, sem saber-se do resultado do exame
a que est procedendo a commissao que esta de
posse de tres representarles ; nma no sentido desta
desmembraeflo, e duas contra, sendo urna destas da
cmara municipal ; ns quaes sem duvda existem
razOes, ecircumstancias mu peculiares aquellas lo-
calidades, que devem ser apreciadas com alguma ma-
dureza, e reltexao.
He este, Sr. presidente, um objeclo de alguma
importancia; porque trata de conveniencias publi-
cas, e que (ende a mudar lmites por assm diter
naluras de' 2 comarcas,cnlendo que,para deliberar-
se precisa-se de in'ormacocs e esclarecimentos, os
quaes ninguem melhor os pode slisfazcr do que a
cmara municipal, e mesmo os moradores d'alli, que
representaram em contraro a esta desmembrarlo ;
pelo que devenios pesar as ponderates que se
cham exaradas nessas raesmas representares e de-
liherarmos com vagar.
Assim,po9, me parece esta occasio inopporluna, e
mesmo irregular ; porque segundo o nosso regimen-
t qualquer pretencao, qu vem a esta assembla.he
encanrinhada a urna commissao, e sem o parecer della
nada se podo discutir ; oque ainda nao fez a com-
missao com a queslao quese discute provavel-
mente ella est astudando-a, e tendo talvez encon-
trado algam embarazo que deve ser abreviado e es-
clarecido,por i-so acho alguma irregularidadc.e mais
om motivo-para se dover seguir os tramites marcados
no nosso regiment.
. Nao obstante a iaopporlunidade de se tratar desse
objeclo agora, e na duvda de a casa o aceitar, eu
sempre me empenho na discussao, e procurare! pre-
sentar algumas razes, que me levam impugnar
essa pretendida desmembracilo, a que se refere o
artigo addilivo. Antes porm de entrar nes-o rte-
senvolvimento cumpre-me fazer casa urna conside-
rado ,loda ingenua, e vem a ser qu, nao he pelo
interesse proprio na qualidade de juiz municipal da
comarca pr%judicada,que me leva a fazer essa impug-
naran ; porque a minha missao aqu he mais nobre
e importante; he a lei das conveniencias^>u blicas, c
bem estar dos povos : por consequencia devo ar
redar d mim toda a id que possa ferir-me.
Sr. presidente,- alguna sjnoradores e proprietarios
de engenhos, de Nazarelh e limilrophes com l'io
d'Alho solicitaram esla assembla a desmembra-
ra o daquella comarca para esta, fuudando-se na
nica razao de se acharen) mais prximos villa de
Pao d'Alho, do que cidade de Nazarelh. He'ver
dde qne qualquer desses engenhos, cujos proprie-
laros desejam essa desmembraciio, achando-se eom-
prehenddos os engenhos de Crusahy, Malemba, e
Pindobal, i que se refere o arlgo, ficam mais perto
da villa de Po d'Alho, do que da- cidade de Naza-
relh, masentendo que nos nao (levemos allende^
aqu si) a distancia disto que se chama cidade, de-
vemos sim attender a razao da distancia para mim
mais valiosa em que se acha a matriz da freguezia
* que perlncem, onde vao buscar os soccorros espi-
rituaes, que a cada passo est o povo precisando, e
nao da distancia onde est a casa da cmara muni-
cipal, e autoridadesjudiciarias &c. devemos assm
procurar aquellas medidas de mais conveniencias
publicas, e de mais eommodidades nfra os povos.
Isto supposto, vemos que as habitacOes de qualquer
de um desles engenhos, que se pretende des-
membrar, acham-se finalmente mais prximos,, da
matriz de Tracunhaem do queda de Pao d'Alho: por
cxemplo, o engenho Pindobal lica distante de Pao
d'Alho mais de urna legua e meia, ao passo que
dista da matriz de Tracunhaem,onde recebem actual-
mente os soccorros esprluaes pouco mais de nma
legua.
(Reclamacoti.)
O Sr. IfiaxCPesioa : Felizmente, o que eslou
fallando nao he s para a casa, estn tambera fal-
lando para os moradores d'aqullas localidadeaque
eonheeem bem aquellas distancias, nao eslou aqui
innovando! digo que do eogcnio Pindobal, com
maioria de razao de Crusahy, matriz de Tracu-
nhaem he pouco mais de ama legua.....,
O Sr. Barro Brrelo : E a Pao d'Alho.
O Sr. ItigaPeisoa: O engenho Pindobal tica
mais de legua e meia, e Crusahy mais de urna.
**-&-n^tiX-Gomei : A Crusahy he urna leeaa
pequea.
O Sr. Vega Peetoa : Sr. presidente, na esla-
luicSo de medidas essencaes e necessaras, he que
consiste u.n dos mritos da lei, na confeccao de
leis della ordem, nos devemos attendet aquillo qae
presta urna utilidade mais immeaiata," recoraa-rae
agora o pensamenlo de om escrptor tratando dos ca-
racteres das Bis, diz elle, que a lei que grada no
indiferentismo aquillo que .he medida de necessida-
de he tao pouco sensata e judciosa, como aquella
que jnlga neeessario aquillo qae nSo tem senao o ca-
rcter do indiferentismo : fazendo applicatio des-
te principio para a queslao, necessariamente ha de
conhecer comgo o nobre dopulado autor do artigo,
que nos devemos Hender mais a igreja, devemos
ver a distancia em que ella realmente lica...
OSr. Manoel .Clementino : A qnestao he do
municipio nao da freguezia. %
O Sr. l'tiga Peuoa : Nao senhor : eu lerei a
emenda par diesipar essa du'vida do nobre dipu-
tado (t). Sao ambas as cousas, e esta hp urna razao
mais para nao se adoptar o artigo ; porque devemos
onviro Exm. bispo diocesano : he esta razao muilo
poderosa.e que devemos attender sempre que se tra-
ta de bolir com limites de freguezias.
Alm disto, Sr. presidente, existe um inconve-
niente muilo poderoso, eque deve ser alleodido, que
vem a ser os dous grandes rios, que estao de permeio
entre esses engenhos que se quer desmembrar o a vil-
la de Pao d'Alho, quesao o.Cspibaribe e Crusahy,
bastante caudalosos, qae no lempo.de invern nao
daopassagem com facilidades tem assm de impedir
aadmnslracao dos socCorros da igreja, nao estar
sujeita muias emergencias.
Os limites destas daas comarcas nesta parte que se
quer alterar, sao como j disse,nalurae,,he o rio Cru-
sahy e estrada da Ribeira, e nao encontr razes, por
onde possam ser desprz,ados para se admiltir terre-
nos de engenhos por limites.
Taess3o,Sr.presidente, os meussenlmentos acerca
desse artigojddivo, concluo finalmente as minhas
pbservaeffs, vtamhfcaotUra elle.
OSr. BarrosBarruo: -VSr. presidente, eu pre-
tendo dizermuipoucas palaras cm sustentado da
minha emenda, principalmente porque o negocio nao
he dessa transcendencia que figura o nobre depula-
do. e tambera porque os trabalhos da casa estao bas-
tante alrazados. Entendo que nao devemos perder
lempo com discusses sobre objectos de 13o pouca
importancia.
Encerrada a discussao he o arlgo addilivo appro-
vado.
. )Coninuar-se-ha.)
*.
3
PEUMBICO.
AMBMBLU l^EOISLATIVA
J PBOVIXICIAZ..
aafaa' ardlmaria tm 26 de abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Catalcanli.
Aoraeiodia faila a chamada, verifica-sc eslarem
Tsenles 19 senhorei depulados. .
^r- Pretiienle abre a sessao.
2." Secretario lea acia da sessao anterior
Tu he approvada.
*> *- Secretario declara nao haver expe-
iliente.
Pritieira parle da orden, do dia.
'adoem lercelr. discuwo o projeclo que
autnrisa o goverho >,,, 0_Tf?;feJ5orHae ime.
raslellraadapovoa^odeBeberibe
Continua a discussao do nrr,pri cm i_i
" projeclo n. 27 nucins au-
ra a freguezia da I.uz.% ." ;
Entra em discussao oart. 3com.~ ^
a. _^. c. u___,n IB menda odereci-
da pelo Sr. Manoel Clementino.
Nao Ifavendoquem faca observarse, i. ..
he .bmutido, volare ^XSZS-
da t emenda.
Vai ii meia
livu:
i Fiea pertencendo a Pao d'Alho, na parle civil e
acclesiaalicajoJo 0 terrilorio daseugenhos Pindobal,
Malemba e Crasahi, dajCreguaziade Tracuohaem.
Jlarror Barrito. *
. Punca :Sr. presidente, causou-me
algama sarptau a lilura do artigo addilivo, que
acaba da oAftcido ao projicto em diaeossao, em
qae m rqnim Trdfd desMcaakracSo da tres ea-
e he apoiado o seguinte artigo addi-
ERRATA.
No discurso do Sr. Dr. Manoel Clementino, pu-<
blicado no Diario de hontcm: pagina 2, columna 2,
linha 18, em lugar *de observacAo deve ler-se b
ervacpese onde sel conformidade, deve'ler-se
uniformidade.
Diicirtos dotSr. depulad Meira Henriquei, pro-.
niniciado* na eesso de 22 de abril de 18W.
O Sr. Meira: Sr. presidente, eu nao pretendi
lomar parle na discussao acerca do llieatro, mas de-
puis da emenda do' Sr. primeiro secretario, resolv
fazer algumas relie xfles,
A queslao acerca do thcalro tem rodado sobre fres
pontos : P primeiro, a utilidade dos thealros: o se-
gundo, insufilciencia da quota marcada no projeclo
de ornamento: o lercoiro, a designarlo explcita da
quota para pagamento da indemnisaco que foi vo-
lada nesta casa, em. favoj do Sr. Agr. Eu nao di-
rei urna s palavra acerca da nlilidade ou inntilida-
de dos Iheatros, parque argumentos;valiosos se tem
apresenlado nesta casa em favor da sua nlilidade, a
que me uo opponho; mas uo posso-deixar de dizer
alguma cousa a respeilo A emenda que pede se ele-
ve a quota de 12 contos a 18, com o augmento de
6 contos, assm como, que nao posso prestar o meu
voto pela quota dos 12 contos.
t Opponho-me aos 6 contas pedidos nn emenda em
discussao, porgue ainda ha pouco a casa volou urna
iudemnisacao de igual quantia em favor do Sr. A-
gra, e essa indemnisajao foi tuneada cm motivos in-
leiramente eslraohos insufilciencia desta quota, em
ordem asatisfazer as obrgacoes do contrato ; por-
quanto a pretencao do Sr. Agr, assenira em des-
peras extraordinarias com o guarda-roupa, vagens
ao Rio para aequsicao de cmicos e dramas, etc.,
etc.
Ora tendo, pois, passadoesta indcmnisaco de fi
contos da res, pelos motivos que acabo de especifi-
car, e que sao independenles do valor da quota, he
claro, que esta devejehogar para a execucao do contra-
to, isto he,que 12 contos devem ser sufllcienles;lauto
mais quanto, o nobre primeiro secretario apenas se
contenta com urna companhia dramalica.edizque nao
quer urna companhia lyriea, ou que nao pode que-
rer. Portanto, com maioria do raza deve chocar a
quota de 12 conlos, e assim o allirmo bascado no
mesmo relatoro, quer da presidencia, quer da direc-
tora do thealro; esla relatando a governo da pro-
vincia o eslado era quo se achava o thealroem 31 de
Janeiro deste anno, diz que nao s o thealro se acha-
va completo no poni dramtico, como mesmo prc-
parava-se para (er urna companhia lyriea, se o em-
prezaro fosseajudadocom si; conlos de rois.........
Um Sr. Deputado : Faz favor de 1er, aonde isto
se acha, porque eu lenho esse relalorio, e leio neUc
o contrario disso.
O Sr. Meira (le): Diz a directora, que o thea-
lro na parle dramtica est promplo e complelo.'que
o emprezaro fez esforcos para obter a companhia
lyrca ; pelo que. fleando ello agora s com a par-
te dramtica, heclaro queas despezas dimiuuam, e
consegnnleraenle se torna sufiicienle a quota de 12
conlos de res para salisfazpr as despezas do thealro
sement com a companhia dramtica.
Tambem nao voto pelos 12 contos, por urna razao
deduzida de um e oulro relatoro, e que vem em a-
poo do que nesta casa se lem dito por mais'de urna
vez, e me parece acertado, a saber: qae ha melhor
fechar o Iheatro do, que conscrva-lo no p cm que
nao seja conveniente estar na capital desta provincia,
emuito-meoos.acrescenlarei en.mahte-lo eom. aacri-
flcio da forlaua dos particulares que contratam a sua
empreza.
A directora diz no seu relalorio, que para o thca-
lro se conservar.no seu verdadeirn estido, he neees-
sario um subsidio de 2i contos de res, e esta .quota
nao podendo ser votada, intil me parece a consig-
narlo de 12 contos', porque com estes, segundo pen-
sar directora, nao se pode ler um hora Iheatro, e
como quer que, se havemos de le-lo mp, senao pes-
simo; he melhor fecha-lo, eu voto pela suopresso da
verba. -' "\
Compre tambem observar, que adoptada a emen-
da que pede o augmento de 6 contos, importara dar
os 2i cootos, pela preso inprAo alias bem fundada, de
que nao obstante este augmento, a empreza do Ihea-
tro para o anno prximo futuro, pedir urna Indem-
nisacSo baseando-se nos relatnos, allegando
igualmente em seu favor ler feilo esforcos a sacrifi-
cios enormes para agradar ao publico, e que se nao
por jus,tii, ao menos por equidade lhe devemos dar
essa indemnisacao, que sendo pelo menos igual a-
quella qae ha pouco foi dada as actuil emprezaro,
tem de elevar a qnola a 2 contos, de acenrdo eom o
sentir da mesma directora.
Ainda me opponho a emenda. o> nobre primeiro
secretario, pelas inlormaroesque houtem apresetou
na casa o Sr. Dr. Carvalho, informacocs qae me
merecen) muilo peso, por isto qu*oconsidero na ver-
dade muilo hlbililado na materia,; e elle mosl^ou
que com os 12 contos o emprezaaio lucrava; entre-
tanto que do parecer da directora se deduz o con-
trario, e outras informasOes teem aqui apparecido ert
senlido opposlo, o que me faz crer que se nao pode
seguramente alflancar a iusufficiencia da quota de
12 contos para o thealro somcnle com a companhia
dramtica.
Agora direi que nao volando pela quota de 12 e
contos pelas razes que j expend, motivos va-
liosos rae assistem para negar o meu vol i de2i con-
tos, como pede a directora em sen relalorio.
Antes de tudo eo rconhejo que as nossas finanjas
nao comportan) semclbaiilc. despeza, tanto mais
quanto as nossas rendas j se acham seria c graves
mente compromeltidas por torca do mesmo orsamen-
lo, e das allerai-Oes de que elle, tem sido enxcrtaMo,
e do que sem duvida continuar a se-lo, visto como
existem na casa alguns projectos, cuja approvac,o
demanda desppzas no-pequenas para a sua execu-
jao, e que cerlamente seno podem considerar de
menor utilidade, e vanlagemuue a de Iheatro.
Alm distoobservarei a'casa que cm presenra do
relalorio da directorio o dispendio com o arlgo Ihea-
tro nao ser tahez iuferior a 50 contos de ris.
Um Sr. Deputado :Como, onde vem sto ?
OSr. Meira:Eu vou mostrar por um calculo
que me parece exacto.
Dados os 24 contos, e contando com nma indemni-
sacao que nao ser inferior a 6 conlos, (risadas; te-
mos j 30 conlos, que com a galera de coslumes, e
administraran em visla do projeclo de orcamento
no valor de 2:800 rs.', chegam a 32:800 rs. Esla
despeza unida a que se tem de fazer com o conserva-
torio que se acha creado, pintura a oleo de todo o
Iheatro, dous barracOes. nos fundo* Jn n[f""i
Veio a casa, Sr. presidente, urna ropresentasao de
alguns moradores e proprietarios d.a freguezia de
Tracuohaem, comarca de Nazarelh, pedindoque os
seus respectivos engenhos ptissassem a pertencer a
To d'Alho, nao s na parle ecclesiaslica,' como na
civir: essa represenlacao foi ter commissao de esla-
lislica, que talvez por (alta de nm de seus membros,
6 relator, lem al hoje demorado a deciso desse ne-
gocio ; porm discutindo-se um projeclo anlogo,
entend conveniente mandar a emenda que est suh-
melllda consderacao da casa, determinando que
s Ires engenhos passassem a perlci.cer a Pao d'A-
lho, engenhos cujo territorio pela maior parte, per-
lenceja hojea freguezia de Pao d'Alho.. O que.se
faz pela emenda hesmente passar o terreno em que
estao enllocadas as casas de seus proprclarios para
Pao d'Alho. Entend que por esla forma ficavam
concillados os interesses dos moradores daquelles lu-
gares c os interesses da freguezia de Tracunhaem,
que nao vem a sofirer grande prejuizo com a passa-
gem smente de Ires e nao de sele engenhos como
requereram.
O' nobre depulad procurou combater a minha
emenda pelo lado das distancias: mas, senhores, na
falla do dados por ndese possam calcular com pre-
ciso#sdilancias das localidades do interior, eu nao
quero aqui avancar nada a esse respeilo; mas cin-
gindo-me as representacoes e ao pouco conhecimenlo
que lenho daquellas localidades, nao posso deixar de
reconhecer que os engenhos de quo trata a minha e-
menda ficam muilo mais perto de Pao d'Alho do que
deNmtareth-: eu j andei por aquellos lugares, rnas
nao*me lembro bem das distancias.
(H wn aparte.,^
OSr. Barros Brrelo : Jestveem Nazarelh,
j fui de Crusahy a Tracunhaem, e creioque o no-
bre deputado no tara essa distancia porroeuos de 2
leguas.
(Ba um aparte.)
O Sr. Barros Brrelo : Por tanto, Sr. presdan-
le, nao vejo razao para que se faja opposiro a urna
emenda tao simples como a que mandei mesa.
(' Sr. Meira :Pelo que ja ponderoi, e por de-
ntis pela convicrao em que eslon de que; elle em
'inio resultado fechar-se-ha independento de reso-
lur^^iossa:jsleja o nobre depulad' cerlo do' que
agora i|t,aliaii{o. f
Acresaa|jnda que eu nao penso^he elle se deva
fechar parasWpre; pois que pa^to anno podemos
crear esla desneakge julgarmos enlao conveniente ;
tanto mais que fechaaitiy|>te||a anno, o governo
poder melhormehte esludar a causaHresses emba-
rajos com que lutam as emprezas, e d'eise estado ir-
regular e anarchico cm que se diz acharase o thea-
lro; c coma quota'designada para as represen la ees
mandar lazer as obras', reparos, e despezas, qae a di-
rectora reclama, para o qu ser talvez mesmo con-
veniente essa paralysacio : sendo que assim fazemos
nao pequea economa, e podemos para o anno pr-
ximo futuro termos um Iheatro em melhor p, aug-
mentando mesmo o. subsidio se for neeessario, ao
passo que esla medida poder apenes exigir de nos o
pequeo sacrificio da prtvacan d'esle gozo- por um
anno, para d'ahi em dianle apreciarmos.meJhor, e
lalvez mesmo como desejaraos. Neste sentido pois
offereco urna emenda.suppressiva.
OSr. Meira: Sr. presidente,.se comeffito
eu me deixrsse dominar do certas impresses, nao
deveria mais fallar sobre esta qdestao, porque os
nobres depulados que me precedern), mostraram-se
poucosatsfeitos com as minhas asserCes; mas creio
que islo povm sem duvda de ter eu sido mal com-
prehendido, pelo que.entend dever explicar-me, e
o farci brevemente. V
Eu nao disse que o Iheatro devia fechar-se para
que o governo acabasse as intrigas de bastidores, co-
mo pareceu entender o nobre deputado o Sr. Dr.
Baptisla; disse sim que estas intrigas decanieds, de
empresarios, c mesmo de certos iiiflwyrfes de'lhea-
tro, essa estado irregular em. que cq^se ten. n-
servado, c o mais que aqui ouvimns d. nosso nus-
(re collcga o Sr. Dr. Carvalho, tinfUjITU ihdie^^tiim
cabos, urna anarchia, urna relaxaran, unv mal qual-
quer que precisava de curativo, e o governo duran-
te esse lempo, em que o thealro estveise fechado,
poderia methormente esludar as causas, qur ellas |
nasfam do pcssbal, qur do contrato, para montar'
melhor o thealro, e continuaren) as representarnos i
depois desse intcrvallo, sem que se desse dahi em
dtontc a alternativa que figurn o nobre deputado.
Acrcscentei qae semelhante medida era evidenlc-
meute econmica e aprovcilavel; tanto mais quan-
to a directora entende que o Iheatro nao poder
continuar capazmente sem o auxilio de 21:000, pog-
rom nao com o de 18, o muilo menos com o de 12;
sendo que fiz sentir a casa, e he fcil comprehender
ser maior esforco, que pelo menos se eeonomisarao
os 12 conlos de ris marcados para as representa;
cOes, e que podiam ser applirados para as outras
despezas a fazer com e mesmo Iheatro, e reclama?
das pola directora, e nao poderiamos receiar urna
indcninisarao. que seria de tanto maior equidade,
quanto a mesma directora pede para"as representa-
res o duplo do quantlalivo designado -no projeclo
de ornamento. ltimamente cbnsiderei que par-
cia-me valer a pena essa inlcrrupran de um ahr!o
para oblermos outras vantagens mais seguras"; lano
mais quan|o por torra dos contratos com difierentes
emprezaros, as emprezas, tendo sido por oto e s-
te mezes, importava fechar o llieatro por qualro
cinco mezes.
Senhores, eu nao dcsconhero a utilidade dos thes -
Iros; e bastar-me-hia reconhecer a' necessidade d)e
dislrarao ao espirito, e mesmo a conveniencia de ofv
ferecer meos de subsistencia a urna classa de iudiv i-:
dos que vivem do llieatro; mas tambem reconher,;
com o nobre deputado e com oulros ouiitos que hei
melhor techa/ o Iheatro do que conserva-lo tora do
p em que deve elle achar-se convenientemente
montado. (Apoiados.)
Recoulicep, senhores, que alm de nutras neces-
idades importantes da provincia, salla aos olhos de
todos a de um asylo de mendcdade,' apoiados) que
afaslando de nossas vistas triste qyadro da miseria
que observamos pelas ras s'poutes deta cidade, d
abrigo o amparo a tantos desvalido', dignos da nos-
sos cuidados e soccorros; e creio qne urna tal ins-
tiluirao he de urna necessidade e utilidade tal, qne
seria oflender ao bom senso, iilustrarlio e piedade
desta assembla collora-la a par do passo thoatro; o
qual alias tem sido at hoje um%-anrni devorador
das rendas da provincia, que ao meu ver seria m
melhorm'eote appiicadas a. saisfacab de oalaas ne-
cessidades de muilo maior alcance e de vital inte-
resse. _
Em urna palavra, senhores, o thealro nao. pode
prescindir da quota de 2i contos, ea provincia a
nao pode dispensar, conteniendo, em vez de dar-
mos urna quantia iusulUcienle, he melhor fecha-lo;
e porjsto insisto na emenda que j nitor or. '.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
A assembla approvoa hontem em terceira discus-
sao, na forma emendada .em'2." o projeclo n. 27
desle anno,continuando na 2., discossao do projec-
lo n. 17 adiado da sessao de hontem. approvou o
artigo 2.. terminando assim a discussao do mesmo
projeclo.
Fcou ainda adiada pela hora, a segunda discussao
do artigo primeiro do projeclo n. 29, tendente- ao
mclhoraraento do fabrico do assucnr, havendo sido
offerecidas ao mesmo projeclo algumas emendas,que
ficaram tambem adiadas.
Passando segunda par da^orilem do dia, conti-
nnou na segunda discussao do ornamento provincial
e foram approvados os arligos 31, 32, 33, 3i e 35.
A ordem do da de hoje he: primeira discussao do
projeclo n. 3* deste anno, e terceira dos de n. 11
deste anno e 31 do anno]passado,e continuarlo da de
hoje.
COMUNICADO.
tros reparos urgentes de quo elle carece, nao ser
cerlamenje inferior a quantia de 50 contos, pois que
Indo isto nao orear tslvez menos de 17:200 rs.,que
cortos 32*800 rs. prefazem os 50.'
Um Sr. Deputado :E para que tudo isto, quem
pede?
O Sr. Meira :A mesma directora, em seu rcl-
toria (l); e at iusla e encarece com a maior urgen-
cia os reparos, que ella entende de toda a necessida-
de ; tauto que podio ao governo autorisasse logo o di-
rector das obras publicas para faze-los independen-
te de au^>risac,ao desta assembla.
O Sr. Pac* Brrelo :Que tem islo com as re-
presentares?
OSr. Meira:Nao digo que toda esla despeza
se tenh. de fazer com as. rjepresenlacOos; mas sim
com o artigo thealro, e por .conseguirte para que se
possam dars represertac5es; e nolc o nobre depu-
tado, que quando mesmo seno queira admitlir a
ypolhese de indemuisasilo, me parece que esla lica'
compensada por qualquer augmento que prpvavel-
menlese dar no calclo da despoza com.qualquer
um d'estes objectos j especificados, bem como a ga-'
lera de coslumes, que dispender muilo mais de um
conlpdris, e quando mesmo qaerimos anda
prescindir do estrago feito no Iheatra pelo cupim,
friitaoa) a que convem acudir sem demora,'segun-
do nos diz o nobre deputado o Sr. Jos Pedro; ea
proposito direi que o cupim est alli fazendo o'mes-
mo que o Iheatro lem feilo no cofre provincial ani-
sadas.) '
Demais, Sr. presidente, lendo a provincia neces-
sidade de outras muitas despezas de vanlagem su-
perior e de interesse maito mais Irauscendente. como
estradas, matrizes, acudes hospitaes, ,e mesmo um
asylo de mendicidade. que infelizmente ainda no
temos, nao posso votar cu m preferenoia em favor do
thealro. Finalmente pror.uncin-me pela soppressao
da verba a villa do exposto, e entendo que he con-
veniente e mesmo prudepil ferhar-se actualmente o
thealro.
Um*Sr.
ris-.
, Deputado :-
J nao he a Parahiba d.e hoje a mesma que lem si-
do a de 3 anl.ios anteriores. Preside aos seus desti-
nos o Exm.Sr. Dr. Joao Capslrano Bandeira de
Mello, cujo nome he por si bastante para assignalar a,
grande, a immensa dfferena que se d entre a sua
adminislracao e as anteriores, depois da do sempre
respeitavel e sempre lembrado Dr. Agoslinho da Sil-
va Neves. Sim. o nome do Sr. Dr. Baudeira de Mello
est associado ao do illustre lente da academia jur-
dica ilc 01 inda, ao de ura deputado ral por diver-
sas provincias e -em diuerentes pocas, sempre res-
peitavel, sempre considerado; est assocado. ao do
ex-presidenle da provincia das Alagoas, em cujo go-
verno lano se distingui, lano fez realcar o laurel
de sua gloria; o nome d S. Exc. flnalmcrte he a as-
sociacao da prudencia, do subido lino administrativo,
da independencia, da illoslracao, da experiencia e
saber profundo na sciencia de governo.
. Ao tomar conla S. Exc. daquella adjninlrarao,
. luiava a provincia com todos OTTBlB^Uj, qusem
entorpecer a ordem a marcha regular do seu gover-
no. Hoje felizmente dolada a meunit provincia de
urna sabia adminislracao, tem sentido os luminosos
e Balotares influjos,.que della emanam; hoje j se uao
recente da falladas providencias^que enlao reclama-
va, e que nao eram dadas.
Vigilante, activo e zeloso o Sr. Dr. Bandeira de
Mello estuda todos os ramos da publica adminislra-
cao, a todos presta sua seria attencao, applca a lo-
dos o mais acurado cuidado ; nao lhe escapa mesmo
a menor cousa, que na gesiao dos negocios pblicos
fcil he de fugir lemhraura de um presidente.
S. Exc, Ioeo que chegou naquella provincia", deu
promptas e eflicazes providencias respeilo da guar-
da nacional, qae eslava no pcior estado possivel, as-,
sim como sobre o corpo do polica, ea companhia*
fixade primeira linha, tao desorsanisadas e debanda-
das, que nao prestaran) urna guarda, na capital.
Urna diligencia qualquer, por mais necessaria que
fosse, nao podia ser feta de prompto, porque senao
achavam soldados nacionaes, policiaes ou de linha
que pode-em realisa-la conforme a urgencia do caso!
S. Exc. remediou de prompto tamauho mal. O ter-
mo do Pianr, que lem sido n'oulras admiiiistrar.f>cs
a sede de inalfeilores e sicarios, o llieatro de (cenas
sanguinosas, hojejs nao he .i mesma cousa., S. Evc,
para alli mandou um delegado, hachare! formado,'
eslrapbo s intrigas da localidade, acompanhado de
for^a sufiicienle para reslabelecer a ordem, para fa-
zer que appareca o imperio da lei e da Justina, para
promover a represso do crme e sustentar e defender
os foros do ridadao, a liberdade individual e a segu-
ranza de vida e da prepriedade.
Para lodos us mais termos do interior da provincia
S. E\c. tem sabido estender soas vistas e attender as
suas necesidades, e remedia-las de prompto.
' Teni S. Exc. procedido .com o mais escrupuloso
exame na escolha de lodos os empregado, lano poli-
ciaes como de juslra, nds para a capital como para
lodos os termos do interior, e com cffeilo nada resta
desejar em laes nomescoes. /
Mullos anuos haviam decorrido que a capital da
provincia s resenta da falla de lampones; e nem a
escuridao das ras de urna cidade e os inconvenien-
tes resultantes desperaran] a alinelo de oulros ad-
ministradores para providenciaren)sobre a illumina-
caodamrjsma cidade. Moje felizmente au-eutrar-se
naquella capital, j nao parece um lugar ermo e io-
habilado noite ; existo illuminarao em toda a cida-
de alta e baixa, que se conserva at de manhaa. Nao
linhamos um mercado publico, e apenas um lellieiro
particular pequeo e sem accoramodac.6ff, arrendado
Taienda, ervia mal para os concurrentes, em nu-
li m.
progresso, sendo q .
efn breve ter a capital de gozar desta beneficio ao
primeiro intuito neeessario, lera de cortar um edifi-
cio publico de urgente a palmar utilidade.
Nao linha o presidente da provincia forja publirn,
qoe lheservisse do seguranza e garanta, para que,
como j cima se disse, nem a guard nacional, nem
a de polica, nem a companhia fixa de linha, desman-
telados como se achavam, podiam prestar o menor
servido.
S. Exc. roclamon do governo gcral providencias
semelhante respeilo, j hoje, alm da ordem, me-
lhor rgimen que por suas medidas lem lido a forja
anteriormente existente em pequeo numero, conta
a provincia com um meio batalhao do linha cliegado
nn ultimo vapor.
Se, pois, cm lo pequeo espajo de tempo lem a
provincia gozado de tantos beneficios, de to pronun-
ciados melhoramenlos, durante a saba administra-
do do Sr. Dr. Bandeira-de Mello, he tora de duvida
que ella chegar prosperidade de que he digna, se
tiver.a felicidade de ter a frente de sua administra-
Cao o homem por tantos ttulos importante, a lodos
os pontos de vista respeitavel.
Acaba o Sr. Dr. Bandeira de Mello dedar ama
prova mais assignalada de seu zelo e de sua dedica-
cao. E com effelo he urna destas provas de tanta
transcendencia, qae nao pode adiar elogios que Jhc
correspondan). Como depulad geral da provincia
do Cear, nha S. Ex. de r tomar assenln na c-
mara legislativa prxima futura. Nao he S. Exc. um
deputado, cuja falla deixasse de ser muilo sensivel
ao corpo legislativo; tem S. Exc. precedentes muilo
honrosos, mula consderacao e bem'merecida, ga-
nhada pela sua illuslugao, relevantes serviros, fran-
queza e patriotismo ; ten alm disto amigos na corle,
interesses de maior ordem quer pblicos, quer parti-
culares, que o convidavam a deixar urna provincia
pequea, pobre e sem recursos. E, pois, conservn-
dole S. Eac. naquella provincia testa de sua ad-
minislracao, acaba de prestar por sem duvida um ser-
vido o mais importante ao governo de S. M., ervico
pelo qual a mesma provincia deve render-lhe o seu
profundo reconhecimenln e seria gralidio. Conser-
vando-so S. Exc. naquella provincia faz nm sacrificio
por sem duvida grande de seus commodos, de seas
prazeres e conveniencias. Elle deixa de ir a corte, e
tica na Parahiba, Iheatro pequeo c acanhado. Para
ura homem nolavel, de aspiracAo e de futuro tao bu-
llante como lhe usseguram os seus precedentes hon-
rosos, be por cerlo ama abnegacao e urna virlude c-
vica bem rara. A Parahiba era verdade ser tao gra-
ta ao Sr. Dr. Bandeira de Mello por semelhante sacri-
ficio seu, quanto reclama a conlinuaro de sua presi-
dencia para sua prosperidade. O governo de.S. M.
reconhecer Unto, e saber apreciar a importanciaJ
de seus serviros, quanto deve inleressar-se pelo bem
de um provincia digna de boa sorle.
O Sr. Dr. Bandeira de Mello lem merecido a cali-
ma geral dos Paralbanos ; suas raaneiras graves, cir-
cpmspeclas, polillas e excellente* lhe grangeam a es-
tima, considerarlo e respeilo de qne be credur. A
sua juslica, illusiraco e independencia o collocam
cima de todo o elogio. Continu assim o Sr. Dr.
Bandeira, e a Parahiba o proclamar o seu bero-
feilor.
Recito 27 de abril de 1854.
Um Parahibano.
CORRESPONDENCIA.
Srs. redactores.Queiram ler o obsequio de inse-
rir eslas poucas linhas nn seu acreditado jornal, em
resposta a um arrazoado que o Sr. Mendes, artista
do thealro de S.- Isabel, fez publirar em sea jornal
de hontem. Diz esto Sr. que he falso o que eu dis-
se em meu annuucio, isto he,: lee ello nao fazia par-
le da companhia do mesmo thealro, que elle linha
suspendido os sus trabalhos por falla de pagamen-
to, mas' que essa suspensao pouco durou, por que
depois disso tem trabalhado as recitas em qne o
teem occupado 11 a islo respondo que, se esse Sr.
faz parle da companhia, como' he que o Sr. empre-
zaro nao conta com elle nem com sua sendera para
asTecitas da^ casa? 11 se este Sr. faz parto da com-
panlila, como de que elle nao trahalhou no benefi-
cto do Sr. l)e-Vecchy, lendo tanto ello como sua
senhora papis para esse espcclacnlo?!! Ah! es-
quecia-me que o Sr. J)e-Veccliy tambem nao he
}cu collega! I se esto Sr. faz parte da companhia,
como de que o Sr. tirara diz no annuncio do seu
beneficioque por obsequio ao beneficiado, o Sr.
Mendes e sua senhora, farao parte do espectculo? I
ser por que esto Sr. tambem uo he seu collega?!.'
O Sr. Mendes sabe que se o thealro estivesse i raba-
Uva n do regularmente, e os artistas pagos, eu nao
pnrrisava pedir por obsequio ao Sr. Mendes, 'para
cnlrar no meu beneficio, pois que a isso era obriga-
do, .00 caso de nao ter este Sr. alaum artigo na sua
escrlplun, que o isente de Irabalhar nos beneficios
dos oulros artistas! I!' porm creio pamente 'qae o
Sr. ernprzaria nao calara nessa asneira! Eu so
incasta de compromelter pessoa alsuma para com
o pubMco : disse a verdade, e o Sr. Mendos peca a
Dos quo, para o seu beneficio nao encontr os mea-
mos cmharacos que 'eu cncoulrci. Resta-me do-
clara -*|ue he a ultima vez qae responderei pela ira-
prensa a qualquer artigo que possa sabir a esto res-
peino.Christina Cantarela.
mero crescido. S. Exc. reconheceu logo a necessida- barrete d'alaodao brinco profundamente enterrado
de tao urgente de um mercado, e o maudou fazer, e |ia ral)esa e levantado sobre a testa, diz urna teslc-
dc feito marcha elle no melhor progresso, sendo que w
manda oceular, vesta sobrecasaca escura, e calf ava
urnas cdinella. Fez o giro d'ama parle do jardim
n'uma ra areiada de proposito. Cercavam-ho os
ofiiciaes municipios e o procurador regio. Tnha
as maos ligadas, e mal, como ides ver. Levava ao
uso inglez as mos crusadas sobre o peto, c urna
corda lhe ligava os colovellos alraz das costas. Aa
seu lado os capellaes que haviam recusado asslgna'r
o pedido de perdao, choravam.
A na areiada couduzia a escada. Olaco eslava
pendente. Tapncr subi. O carrasco trema; os
carrascos inferiores commov'em-se s vezes, Tap-
ner collocou-se por si mesmo sb o laco, c enfiou
por elle a cabera, c como tivesse as maos mal liga-
das, vendo que o carrasco, perturbado, mal "poda
descmpenliar sua misso, ajudon-o. Depoiso como
se presentir o que ia segair-sc acrescenta a mes-
ma testcmunha, disse: ligai-me melhor as maos.
He escusado, responden o algor. Postado assim
lapncr de p medido o pesclo no lajo, com os
ps sobre o alrapao, o carrasco puxou-lhe o barre-
te a cubrir-lhe o rosto.
Nao se vio mais desta face paluda do que urna boc-
ea que oraVa. Passados poucos segundos, o lempo pre-
ciso para se voltar, o hornera enviado de Inglaterra
para a execuefto aperlou a mola do alrapao. Um
buraco se abri debaixo do condemnado e elle ca-
bio precipitadamente a corda esteudeu-se, o
corpo grou, jiilgou-sc o homem morlo. a Creu-se,
diz a teslemuuha, qne Tapner li'avia morrdo ins-
tanlaneamenta pela rolara da spinalrm'edulla.
Cabira da altura de qualro ps de todo o peso de
sen corpo, era homem de grande estalara, e a tes-
lemunha ajunla a este alivio dos coraeftes opprimi-
dos nao durou dous minutos. Defpenle o ho-
mem ainda nfio cadver, mas j espectro, moven-se ;
as peraas se levantaran! e baixaram urna p's.outra
como se leulassem raminhar no Vacuo; o que enlao
alli so observ ,r\ a, havia-se tornado horrivel, as maos
quasi solas se aifastavam e aproxiraavam como
para pedir soccorro diz a tejtemunha.
A corda que lhe ligava os colovellos havia-se
quebrado na occasio da queda. Nesle estado con-
vulsivo a corda comecou deoscillar, os colovellos do
misero bateram contra as bordas, do alrapao, as
maospoderam agarrar-se'a ellas, o joelho direlo
ahi achoii apoio, o corpo crgueu-se, e o cu toreado
inclinou-se sobre a mulidio. Cabio novamenle,
porm renovoa a tentativa. Duas vezes, diz les-
temunha. Depois levantou o barrete, e a mullidao
vio-lhe o rosto. Durava isto demasiadamente, ao
que pareca, e era preciso concluir. O carrasco que
hava desculo, sabio, novamenle e fezcito sem-
pre a tcstemunha ocular desistir do intento ao
paciente. Houvpum momento de lula entre o
carrasco, e o espectro ; o carrasco venceu.
Seguidamente este infeliz, condemnado tambem
precpitoa-se noliuraco aondependia Tapner, apar-
tou-lhe os joelhos e. suspendeu-se-lhe aos ps. A
curda halanenu um momento, sustenlando o paci-
ento a o carrasco, o crime e a lei. O carrasco II-
nalmenteabaudonou-o. II'via concluido. O ho-
mem eslava mbrlo.
J vedes, senhor, que as cousas corrram'prefei-
taraente. Nao ha,nada a desejar. Se era um grito
de horror que se pretenda, alcancou-se.
Sendo, como he, a cidade construida em amphi-
Ihealr, via-se o espectculo de todas janellas. Os
olbares convergan) lodos para o jardim.
A mullidlo grita va: Shamc! Stame! Mulderes
cadiftm desmaiadai.
A este tempo Fouquel, o agraciado de 18.">1, fi-
.nha-su arrepeudido. O carrasco fez de Taptfer.
nm cadver, a clemencia fez de Fouquel um ho-
mem (1). a
Em quanto a Tapner, acabo de rlalar-vos co-
mo foi a sua morle.
A Iheora do exemplo esto salisfcitos. O philo-
sopho aclui-se porem contristado, e pergunla se he
a isto que se chama a juslica. que segu o seu
corso, o
He neeessario acreditar que o philosopho labora
em erro. O supplicio foi medonho, mas o rime
era horrendo. Em fin), senhor, he piniao vossa.
os Tapner devera ser enforcads, com tanto qae
nHo sejam.....
Cumpra-sc a, voulade dos homens de estado I
Os idelogos, os visionarios, os espritos chime-
ricos, que tom.nores do bom do mal, nao po-
dem sondar sem inquietacao certos lados do problc-
ma do destino.
Porque razao nao matn Tapner em lagar de
nma.mulhcr Insertas, o lhe nao ajuntou tambem
algumas centenas .de velhos e creaocas ? Porque
he que em logar de forjar urna porto nao...? Por-
que dequeem lugar de furlar alguns schellinga^
nao...? Porque he que em lugar de queimar a casa
Sjujou nSo.. Elle leria um...
Conviria pois precisar em'que ponto Tapner ces-
sa de ser um malvado; e Sehinderauus corneja a
ser poltica.
Senhor, isto he horrivel. Vos e eu habitamos'o
infinitamente pequeo. Eu nao soy mais que um
proscripto, e vos nao sois mais que um ministro.
Eu sou a cinza, vs sois o p. De alomo para alo-
mo pode-se fallar, b'm nada jpoije dizer a oulro
algumas verdades.
Pois bem, ficai sabendo, sejam quaes for os
esplendores da vossa poltica, seja qual for a gloria
quer que-seja a honra que jnlgneis pejtencer-vos
pelo accordo a que haves cliegado, mu retumban-
tes c magnficos que sejam os vossos communs
Irumpljos na queslao turra, esla corda que se ata
ao pescojo de umhojncui, este alrapao que se abre
debaixo de seus ps, esla esperanja de que file ha
de quebrar a columna vertebral uo arlo da queda,
esla face que se torna azul debaixo do veo lgu-
bre do patbulo, estes odos eiisanguenlados que
rpidamente saheui das suas rbitas, esta lingua qae
salla da garganta, este rugido de angustia que o
lajo abafa, esla alma perdida que se refugia no
crneo sem poder de la sabir, esles joelhos cou-
vulsvos quo bscam um ponto de apoio, eslas
maos ligadas e mudas que se jnnlam e pedem soc-
corro, e quelle ontro homem de aspecto sombro
que se lanja sobre eslas palpilajcs supremas, que
se agarra aos joelhos da victima, que se suspende
nn entorcado, tudo isto senhor', he um espanto tre-
mendo. E se por ventura as coajecturas que pro-
curo aOaslar da meato, sao vci dadeiras. se o homem
que s saspeudeu aos psde Tapner foi M.... enlao.
isto seria monstruoso f
Repito, nao me atreva a arredila-lo. Vos nao
ohcdeeesles a nenhuma. influencia; dissestes que a
justia segu o seu curso; destes esta ordem
como daries outra; as questOes sobre a pena de
morte inleressam-vos pouco. Enfoscar om homem
he beber um copo d'agua. Nao atieogsls aiuda a
gravidade'do acto. He urna leviandade do homem
de estado, e nada mais.
B Senhor, guar'dai as inconsiilcrajoes para a
trra, mo as oflerejaes eternidade. Acredilai-me
nao brinquis rom estas profundozas a>iao lancis
ellas cousa vossa: he- impruileule um tal proceder.
Destas profundezas eslou'eu mus perto do que vos;
vejo-as eu. Tomau sentido. lj-ul sicut mortuv;
eu fallo-vos deMeiitro do tmulo .
Oh! Mas que importa um homem entorcado !
que succederi? Um cordel que vamos, enrolar, .um
v guenlo que vamos despregar, um cadver que
vamos enterrar ;'grande cousa.' Jugaremos a
artildarla ; nm ponen de' fumo no Oriente, e est
dito ludo. Guernesey, Tapnei, precisam de mi-
croscopio para seren vistos.
Senhores, esle cordel, esla viga, este cadver,
esto patbulo mperreplivel, esla miseria, he a im-
mensidade, lie mais ainda; he aquillo que a torra
nao ahrange. Oque he pouco, he a vossa arlilharia
a vossa pnlilica, o vosso fumo.
O assassino que da manhaa para a larde so torna
cm assassiiado; cis o que he medonho; urna al-
ma que voa, segurando o extremo da corda da torca,
eiso que he formidavel. Vos, homens de* eslado, en-
tre dous protocolos, entre dous jantares. entre dous
sorrisos, carftgais insensivelmente com o vosso
legar, caljado da lava brinca,,'* mola da. Do-
lencia, e o alrapao cabe debaixo dos ps do en-
torcado : Sabis o que esto aljapo significa ? He
YARIEDADE.
I Cana de Vctor a Lord Falmenton.
A Jord l'almerston, secretario i estado do interior
em Inglaterra.
Iievo.i vossa presen ja urna serie de tactos acon-
tecilos em Jersey ha viute annos a esla parte.
Hh dczoito annos Marim, envenenador, foi con-
den!nado morte c perdoado. Ha quinze anno
Calinl, assassino, foi condemuadb morle e perdoa-
do. | Haoito anuos Tdomiz Nieoll, assassino, foi
condiemnado rorle e perdoado. Ha Ires annos,
em 18131, Jaques Fouquel, assassino, bi condemna-
do njorte e perdoado. Para lodos eales crimino-
sos a n-.iorie foi commutada em deprtacao. Para
alean jai- estas grajas nestas difierenlcs pocas, bas-
lou urna' peticao dos habitantes da ilha.
Ajunta rei que em 18*t se lirrtilaram igualmento a
deportar Edward Carlton, que hvia assassiiado sua
iinillier em circumstancins horrives.
Eis o qu.e se tem passado ha vinl anuos na ilha
donde vos escrevo.
Deixemos agora Jersey, e passemos a tiuemesey.
Tapner assassino, incendiario e ladro, foi con-
demnado m orle.
Actualmente, senhor, (e se fosse neeessario, os
factos" qae acabo de citar-vos haslariam para o pro-
var) em todas as. consciencias saas c recias a pena de
morte est abol da; condemnajao de' Tapner a gri-
ta se levanta e a:s petijOcs se multiplican); Urna que
se apoia enrgica mente sobre a inviolabilidade da
vida humana, he assignada por seiscentos dos habi-
tantes mais illusli ados da ilha. Notaremos aqui que
nem um sminislr o de culto algum rhrisln quiz
prestar a na assi^-nalura a eslas peliroes. Ests
homens iguoravam provavelmenle que a cruz he um
patbulo. .0 povo cxclaraava : perdao o padre
bradava :%)orte I. amentemos o padre, e dcixe-
mo-lo. Sao-vos envi adas peljOes, e vos concedis
um adiamenlo. Em I aes casos o adiamento signifi-
ca commulajao. A il lia respira ; a torca nao ser
levantada. Mas nao, ivi torca levinta-%o Tapner he
entercado.
Aps isto a rcilcxao.
Porque ?
Porque razao so recusa em Guernesey o que tan-
las vezes se conceder ei.n Jersey ? porque motivo a
concessao a una, e ail'roi: la outra? porque razao
o perdao aqu, e o earrasc acola ? porque motivo
esta difieren ja aonde, s ha via paridade! como se
explica esto adiamento que s sorve de agaravo ? lla-
vera nisto misterio ? de que sen-vio a rrflexo ?
Senhor, dizem-se cdbsas que\ horrorisn ouvi-las!
Nao, o que se diz nao pode ser v etdadero. Que .
nma voz, a voz mais obscura, a vyz mesmo de nm
exilado, nao poderla pedir graja, d' r>im canto perdi-
do da Europa, para nm homem qul? vai morrer,
sem que Mr. liona parle iutervenha n ii" Mr. Bo-
naparte que... Que! em negocio lalteriei.svs.scnor,
recoio de desagradar ao proscripto, delo razao ao
proscripto, seria'a execujao um acto di; compla-
cencia, seria esta torca lima prosa de corles 'a, e fa-
rieis vi isto para inauler a amisade Nao :' islo nao
pode ser. Eu nao creio, nao posso acredito -lo, nao
posso mesmo admitlir a idea, sem que se me arre-
piem os cabellos /
Ser possivel que a face da, grahdy, da generosa
naran inglcza a vossa rainha leuda w direlo de per-
doar, eMr. Bonaparte teuha o dir eilo de voto Ao
passo que ha, um Todo Poderczo no. co, haver
tambem esto Todo Poderoso na. trra !__Nao !
Seja como for Tapner depo'isdefrcs prorogajOes
e Ires rtHevoes foi eutorcad.o hontem lt de feverci-
ro, e se por ventura algorjj fundamento ha as con-
jecluras, que repillo, abi. tendes, senhor, o bolclim
do dia. Em tal caso podtrei transmtli-lo i'is Tu-
Iheras. Esles detall es nSo lem nada de repugnan-
te para o imperio do'adedezembro, elle pairar
alegre sobre estalvrelora. He uma|asuia de patbu-
los.
Havia um jai -dim junto prisao. I.evanlara-se
ahi o cadafalro, |, >ralicara-sc ama brecha no moro
para dar passacem ao coudemnado. As oild* horas
da ,mauh3a' apiuh das de povo as ras vsinhas,
acliando-se duzentc s espeeladores privilegia-
dos no jardira^appa receu Tapner ua brecha. Ca-
minhava com passo firimee a freule elevada ; vjnha
pallido ; o circulo verirt elho da iusomnia lhe guar-
neca osolhos. O mez quevacabava.de derorrer havia-
o eiivelhecido vinto auno*, r" Este liomera de Irin-
ta adis apenas pareca teiv cneoeuta. Trazia um
PRACA DO RECIFB 27 DB ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
CotajOes ofiiciaes.
Cambio sobre Londresa 27 lj2 d. 60d|v. a di-
nheiro. .
Frea da Parahiba par* Liverpool3(8 d. e 3 % por
libra de algodo.
AI.FANDEC.A.
Rendimenlo dodia 1 a 26.....191:993(043
Jdem do da 27 ... 21:5o*jl)0
-
2I3^57JKH8
Descarregam hoje 28 de abril.
Barca inglczaCorridamercaderas.
Barca porluguezaN. S. da Boa-Viagemlijlos.
Brsue inglezFairgbieilhio. ,
Brigue hambujguezBobertfarinha da trigo'.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 26.....45:8318777
Idemdodia27. ........1 flSi'J
I 47:736|56'
PIVERSAS JROVINOAS.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....3:324*408
dem 4o dia 7........186f056
3r710464
Exportagno'. '
Lisboa, galera porlugueza Margarida, de 380 to-
neladas, couduzio o seguinle : 464 Meca* com
2,084 arrobas e 2 libras de arroz, 21 pedras de filtrar
agua, 238 cutiros salgados, 21 taboas d amarillo,'
276 barrs, 23 pipas e 15 meias ditas melajo, ca-
xa, 2,203saccos, 1 couhele, e 4 barricas com 2*475
arrobas e 18 libras de assucar, 1 ca xa 13 hcelas
com i arrobas e 1 libra de doce.
Buenos-Ayres por Montevideo, brige hespanhol
Monarclm, de 300 toneladas, conduziooieguinte :
100 barriqujnhas e 630 barricas com 5,121 arroban e
9 libras de assucac 200 pipas agurdente, 20 ditas
espirito. .
Bal ti more'com escala por Mace, hlate america-
no llotamond, de^JO toneladas, couduzio o segoin-
te : 30 toneladas de rea para 'lastro, 1 sacro com
padeces,
Buenos-Ayres, barca oriental Colonia, de 27B to-
neladas, conduzio o seguinte :* 200 pipas, 2 meias.
ditas e 23 barris cachaja, 1,165 barricas barrqui-
uhas eom 6,557 arrobas de assucar.
Parahiba, luate nacional SxaltacSo, de 37 tone-
ladas, conduzio o. seguinte : 165 volumes .gneros
eslransciros, 300 arrobas de carne secca.
BECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAriBCO.
Rendimenlo do dia 27........1:222(640
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 26.....40:1159366
dem do dia 27......... 886*323
nv cineti
\
(1) l.ia-se nos jomaos de Jersev a 7 de Janeiro
ile 1831: Jacques Fouquel Asscgiiram-uos que
Jacques Fouquel condemnado morle pelo nosso
tribunal supremo de jusiija, como culpado do rime
ilc assassinalo na pessoa de Frederico llornsbire,
cuja pena fui commutada por sua maeslade na de
degredo per pe uo, foi transferido ha seis mezes. da
prizao. de Mlbank aonde linha permanecido, para
Derlmore. Aclia-se qasi completamente curado
da doeoja que linha no poscoco, e o seu corriporla-
menlo em Mlbank (ero sido tal, que o goveroador
deste carcere considera como milita provavel ama
nova ronimularao da sna pena, em expulsan das
possessOes inglesas.
o infinito qne appareca ; hao insondavet, o datV
nhecido ; he urna sombra immeusa qae se abre r-
pida e terrivel debaixo da vossa peqoeuez.
Conlinuai. He justo. Veja-se o empenho doa ho-
mens do velho mundo ba sua trela, lima vez que
o passado se obstina, observemp-lo. Pissemos em
revista as suas obras : em Tnois o cvatele ; nos
dominios do czar, o knout; nos do napa, o garro-
la ; na Franca, a guilholiua ; n Inglaterra, a tor-
ca ; na Asia cna America, mercado dos escravos.
Oh I ludo isto desapparecer Nos os aoarebistas,
os demagogos os bebedores de sangue, vo decla-
ramos, a ys conservadoras, a liberdade bnmana he
um principio santo, a vida he divina. Entretanto,'
euforca.
Olhai, porm. O futuro aproxima-se. Vos julgais
morlo o que osla vivo, a julgais vivo o que'esto
morto. Tendes-vos Iludido. Pineales a mito as
Irevas sobro o espectro, e havei-lo ligado ao vosso
deslino. Viris as costas vida, e ella vai ea bre-
ve le van tar-se de traz de vos. Quando pronuncia-
mos eslas pilavras : progresso, revoljao, liber-
dade, humanidade sorris, homens deagneades,
este sorriso moslra-nos a escuridao em que estantos,
e aquella em que vos adiis.
' E sabis o que esta escuridao significa ? Eu vo-lo
digo. Dentro de pouco as ideias apparecerao nor-
mes e radiantes. A democracia qae hontem se ha-
mava Franja, amanhaa cbamar-se-ba Europa. O
eclipse acluai apeuqs mascara o misterioso eugran-
declmento do tro.
Sou, senhor, vosso obediente servo Vctor
Hugo. Mar i n'e Tcrrace, 11 de fevereiro de 1854.,
{Recolucia ie Selembro).
COMMERCIO.
41:001*691
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vaoio entrados no,dia 27.
Buenos-Ayres27 das, patacho sueco Julio, de
-199 toneladas, capilao N. G. Melem, equipagem
9, em lastro ; a Richard Royle.
Rio de Janeiro17 dias, patacho brasileiro .Sania
Cruz, de 237 toneladas, meslre Chrislovo Fran-
cisco Gomes, equipageui 11, em lastro a Eduar-
do Ferreira Bailar. Passagelrea Jos Francisco
dos Res o Joao dos Santos. Veio recebar ordens
e seguo para Mace.
.Varios mhidox no mesmo dia.
Bahiadlarca ingleza Oeron, rom a mesma carga
que trouxe. Suspenieu do lamjrao. '
ParahibaHiato brasileiro Exaltara, meslre Es-
lacio Mendes da Silva, carga, varios genero. Cou-
duz um capilao e 11 inarujos inglezes que vao to-
mar conla da barca irfgleza Constes Zeteland-,
TriesteBrigue hespanhol Juan Emilio, capilao J.
T. Cuculo, carga assucar.'
EDITAES.
O litro. Sr. contador servindo de inspector da
Idesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 11 do cor-
rente, manda fazer publico qae, nos dias 2, 3 e 4 de
maio prximo x indouro, parante ajante da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos Gzer a pintura e alcalroamento dai. pon-
tes de Santo Amaro, da Tacarona, do Arrombados,
da ra da Aurora, e da pintora somente'da do Va-
radouro, avallada em 3038705 ra.
A arrematajao ser feta na forma doa artj. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes obaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arremalajan
romparejam na sala das sessoes da mesma junta no
dias cima declarados, pelo meio dia.competentemete
le habilitadas.
E para constar se maudou aflixar o presente e pu-
blicar peto Diorib.
Secretaria da Ihesouraria provincial d Peroam-
buco 15 de abril da 1854. O secretario,
Antonio Ferreira iVAnnunciaro.
Clausulas especiaes para a arremataro.'
1. As pintoras d'estas puntes se rao Tti las re con-
formitjade com o orcamento apresenlado oesla dala
a approvaoflo do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 3039705 rs. *
2^ Serap principiadas no prazo de .15 dias, e fin-
daro no d 60 dias, contados segundo o ragola-
menlo.
3.* A importancia desta arremalacso ser'paga em
una s prasUjao quando a pintea* estiver concluida
que sera recebida definilivamenle.
4. Para lado o mais que uao estiver determinado,
as presentes clausulas seeur-se-hao que determina
a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Coiifo/me.O secretario,
Antonio Ferreira cfAnnunciaco.
DECLARACO'ES. ~*
tarde.
CORREIO.
A mala que lem de
conduzir o vapor de
guerra Btberibe para o
Rio de Janeiro ficha-se
hoje (28) as 5 horas da
Real companhia de paquetes inglezes a
Vapor.
No dia 2 de maio es-
pera-se da Europa nm
do vaporea da coarpa- -
nliia real, o qual depois
da demora, do costume
seguir para o sol; "para pa'ssageiros tfala-se com os
agealeS Adamson Howe C, na ra do Trapiche
Novo u. 42^
Passagem para Bahia 23 palacoes mexicanos, brasi-
leiros a hesfinhes.
' para o Ro de Janeiro 30 ditos, ditos, ditos.
para Montevideo 100 ditos, ditos, ditos.
para Buenos Ayres 110 ditos, ditos, ditos.
Companhia do Beberibe.
A directora da companhia do Beberibe, tendo do
mandar aterrar ama valla na povoarjo de Apipucos *
convida a quem convier %encarregar-se deste servjo"
a apresen lar a spas proposlas, em cartas fechadas,
no dia 4-de maio Jroximo, no escrplorio da mesma
companhia: na rftNova n. 7, primeiro andar,
Tendo o arsenal de raarinha precisao d serven-
tes para as suas obras, e sendo urna deltas no arre-
cife, pelo que venceio os que-nella oceuparem-se o
jornal dc960rs., por dia ; manda o lllm. Sr. ins-
pector convidar os que nisso se queiram empregar,
apresentrem-se-lhe no mesmo arsenal.
Secretaria da inspecjo do arsenal de marioha de
Pernambbco 2* de abril de 185% O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Pera oleo conselho de administrarn naval con-
trata-se a factura de 15 frdelas a 15 ea'ljas de panao
azul, 15 frdelas, 30 calcas, 30 camisas de brim, 49
polaiii'sde pinno,e 15 bonete!de dito |ra asprajas
do batalhao naval ; 12 (ardasa 12 calca de panno
azul, 20 leucospretos de efla e 76 pare de sapato*
de couro prcto de duas mas para as praeas do corpo
de imperiaes marinheiroe ; assim como conlrate-se o
fornerimenlo oeapplicajaotle bichas, liradas de den-
te, cortes de cabellos e factura de barbas ao doen-
le da enfermara ; pelo que os que irteressarem em
ditos coiilralos sao envidados a comparecerem as 12
horasdndia3domez de maio vindoarq, edm su*
propostas e amostras, quanto ao fardaifcnto. Sala
das sessoes do cewelho de idmnwlrco navat em
Pernambuco 9 deibrll d 1854. T) secretario do
conselho, Chrieloto Santiago 4* Oliteira.
a


m
mm
4
DIARIO DE PERNA^BUCO-, SEXTA FEtffft 28 DE ABRIL DE 1854."
ADMINISTRADO 1)0 PATRIMONIO DOS ORs
PHA'OS.
rola odminislrarao do patrimonio dos orphaos se
. h ile arrematar a quem mais der, e pelo lempo rfhe
decorrer do da da arrematado at o lim dejuuho
de 1855, as rendas da casa n. 4 do Psseio Publieo e
20 do largo do Rosario: as pessoas que se- propoze-
reni a arrematar ditas rendas podero comparecer
rom seus fiadoresnosdias is docorreute mee, e 5 do
futuro mez do malo na.casa dassessOcs da adminis-
trar^, ao meio-dia. Sala das sessoes da administra-
do do patrimonio dps orphaos 25 de abril de 1854.
J.. da f'w,.secretario interino.-
^00E
S*


S4BB4D0 29 DE ABBIL IE 18:;.
ESPECTACLT.* VARIADO*: INTERESSAN-
TE, EM FAVOR DA DANSAWNA
Henriqueta Pessina.
1 Depois que os protessores da orcheslra executa-
rem urna nova symphonia, abrir a scena a bella co-
media ero 4 actos,
Msica do maestro Noronlia, na qual tomam pr-
teos artistas, D. Gabriela, Mara Amalia, Costa, Be-
zerra, Pinto e Amodo.
No lim da comedia a Sra. Pessina ea Sra. Can-
tarelli dansarao um passo, composlo pelo maestro
Jos De-Vecehy, intitulado
A STYRIENN.
Segoir-sc-ha o bailete jocoso (irado da tarca,
RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
tomando parte por favor os artistas D. Maria Ama-
lia, Mdnleiro, Pinto, Santa Rosa, a beneficiada,
Cardella De-Vecchy\
l'inalisar o espectculo com o ultimo aclo da
"OTELLO, EM MIM.
posto em arena pelo Sr. De-Vccchy, com os artistas
a Sra. Pessina, Cardella, De-Vecohy, Canlarelli;
senadores e soldados.
Este Ito o espectculo que. pela prmeira vez a
beneficiada tem a honra de aprescnljr ao respeila-
vel "publico desta capital, de. quem espera toda a.
proleccjto qoe j lem prestado aos ootios artistas.
Os bilhetes acham-se venda em casa da Sra.
Pessina, ra Bella n. 29.
(AF E S0RVETE.
^ Acha-se abcrla das tres horas em diante, a
jj nova casa de survele e caf na ra do Rosa- g$
3^ rio estreita n. 10, eom'duas salas decente- f,;
mente ornada, offereceudo bellos commodos @
@ para familia iodependenle dos bonicos e j...
|$ para a bella rapaziada. J;
g@a:gs
i i Precisa-se de urna escrava qu faca o servido
diario de urna casa de pouca familia ; paga-se bem
sendo de boa conducta: na ra do Padre I'Inri ano
n. 5.
O secretario da irmandade do patriarcha San
Jos da Agonia, erecta no convento deNossa Senho-
ra do ('.anuo do Recife, convida a lodos os seus cha-
rissimos irmos, para se rennirem no consistorio da
mesma irmandade, domingo 30 do corrente pelas oi-
to horas da nianliaa, afim do so Iratar da cleicSo da
nova mesa, que lem de reger no futuro anuo de 1 cs>
a 1855.
Lotera da irmandade do Livramento.
Est a venda nos lugares j conhecidos, o res-
lante dos bilhetes da lotcria do Livramento, que
deisou de Ice andamento no dia 21, oque se fura,
infallivelmente no dia 12 de maio aiuda que
restem bilhetes por vender-se, n que nao he de sup-
por, por(|uau tu o esparo de viole das, garaute a afir-
mativa do andamento, indepeudenle de sacrificio da
parte- da irmandade; vista da prsenle resolucSo
podem com menos receio, concorrerem a compra dos
bilhetes antes que apparecam os ganhadores, que j
se estao provendo da compra de porcao de meios bi-
lhetes para porem a veDda com cambio, na forma
do coslume. O thesoureiro,
JoSo Domingues da Silva.
Foi roubada do abaixo assignado do dia 23 do
corrente urna letra aceita pelo Sr. Jacinlho Ferreira
Ramos, da quanlia de 56o a vencer-se em o primeiro
dejunho do 'corrente anuo, por isso se prefine ao
mesmo senlior que nao pague a pessoa alguma senSo
ao abaixo aAigoado.Jos Luiz Affonso Marque.
Precisa-te de urna ama para lodo o servido de
casa de, urna pessoa: na travessa de S. Pedro, o. 2,
segundo andar.
Precisa-se alugar um feilor, que entenda de
hortalica, plantario, trate de animaes, e que lenlia
boa conduela moral: quem neslas circumslaacias es-
liver, dirija-sc a ra do Vigario n. 3 a contratar a
respeito.
@ O Dr.Thomassin, medico francez, d con- j&
sullas todos os das ulcis das 9 horas da fe
maohaa at u mcio dia, en sua casii ra da J
SHt Cadeia de S. Antonio n. 7. J
CHRYSTaLOTYPO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estro.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, alunles e pulcei-
ras lia um rico sorlimento para enllocar retratos,
por preco milito baixo.
Prec'isa-so alugar um ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
tralar de meninas a fazer mais algnm servico se lor
preciso,: na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brilo.
Loja ingleza de roqpa feita, ruada Cadeia
doRecien. 16.
Existe neste eslabelecimenlo um grande sormenlo
de roupa feita de todas as qualidades de fazeudas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, raleas, rolletes, camisas, ceroulas,
etc., e os precos serio os mais razoaveis possiveis,
visto ser o systema do dono nao deixar dinheiro sa-
hir anda mesmo com algum prejalzo.
Paulo Gaignot, dentista,
pode ser procurado a qnalquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrendarse o engenho I.eao, silo na fieguezia
da Escuda: os pretendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53.-segundo andar, que
acharao com quem tralar, ou na frcgiiezia da Escada,
to engenho Vicente Campcllo, com Mafti H Gonc,al-
ves Percira Lima.
Casa da afericao, na ra das Agilas-
Verdes n.*S.
O aferidor participa, qne a revisan leve principio
no dia 1" de abril corrente, a finalisar-se no dia 30
do junho prximo .futuro: segundo o disposto no
art. 1 i do regiment municipal.
O. Sr. Joan Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna caria na
livraria n. 6 e 8 da praea da Independencia.
O abaixo assignado faz scie'nlc, que o Sr. An-
tero Jacomo de Araujo nao he mais seu caixeiro,
desde 23 de abril corrente.
Flrtraano Jos Rodrigue Ferreira.
Precisa-se de nm homem habilitado para an-
dar em urna carroea : quem quizer dirija-sc ao sitio
que foi do fallecido Muniz.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Ouei"" liver cavallos para se ensinar a lodos
os andar? '"rija-se ao Manguinho, sitio que vai
para os Aralte^com poriao de pao. No mesrorf
silio vciulem-eps do larangeiras e de limoeiros :
Indo por preco. AMBmodo.
Precisa-se!
Chagas: na ru
bio n. 24.
D, Anna
viuva do fallec
declara que con
Tendo
irmao o Srl
Vasconcellf
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha sah.e com brevidade o liate Aforo
Olira; para o resto da carga trata-se com Tasso Ir-
inaos. ',
Para o Rio de Janeiro seguir' bre-
vemente a bem construida e veleira escu-
na nacional Flora, capitaoJos Severo
Moreira Rios; recebe carga fe escravos a
(rete ; a tratar com os coi is%na tiyius An-
tonio deAlmeida Gomes &Compar>liia.
Para a Baha segu em poucos das a veleira
garopeira Licracao.i por ler parte de sua carga
prompta, para o resto trala-sc em easa de Domingos
AtveS Malheus, na roa, da Cruz n. 54.
'-^-A galera porttigueza Margarida,
sahe para Lisboa no dia 29 do.cotrente:
roga-se portanto aos senbores passageiros
rjueiram ter a bondade de embarcar as
suasbaggejs no dia 28.
Para 'Lisboa.
> A barca porlusueza Sosia Henhma da Boa fia-
dem segu impreterivclmentc al o da 15 de maio
prximo futuro, para passageiros, tendo para Isso
cxcellenles commodos: Irala-se com os consignata-
rios Francisco Alves tta Conha & C, ra do Viga-
ro n. II, ou com o capiao na praea.
Para Lisboa segu viagem ci poucos das o
berganlim porloguez S. Manocl\, capilo Carlos
Ferreira Soares ; lem os mais cxcellenles commodos
para passageiros: quem nelle quizer ir de passagem,
rtirija-se ao capitn ou- a seu consignatario Manuel
Joaqun) Ramos e Silva.
LEILO'ES.
-----------------------------------------1___________________
Sftta-feira 2$ do corrente, s II horas da ma-
nha*a, o agente J. Galis.fara lciao no armazemde
M. Carnciro na ra do Trapiche n. 38, a saber;
ruobilia de jacarando, guardas Imitas de amarello,
camas, berros, lavatorios, quauros com estampas,
caudieiros, lautcrnas, rclogifa para cima de mesa e
para algibeira; e utros muitos objeclos que vale
a pena comprar, visto-nao lerem limites : assim co-
mo tambem 2 caixas com chapeos de castor prelo e
brgneo, e um cxcellenle carro inglez de 4 rodas em
inuito bom estado com coberta e 2 acentos,' sendo
um alraz. .
AVISOS DIVERSOS.
O bacharet Wilruvio continna a lecciunar em
francez, c para esle lim rei-ommenda-se aos pais de
familia, aos quacs prometle toda a. solicilude possi-
vel bo aproveitamento de seus lilhos; lecciona tam-
bem pela manlia na pras da Boa Vista em casa do
Sr. Gadault: a tratar na ra das Cruzes n. 22. pri-
meiro andar.
Precisa-se de 2008000, dando-se para paga-
mento dessa quanlia,c dos juros o' alugael de urna
casa na ra da Conceirao, que rende 8p000 rs. men-
saes : a quem convier, dirija-sc praea da Boa-Vis-
ta, bolca u. 6, que se dir quem precisa.
Maneel Ignacio de Oliveira faz publico, que em
\ irlude do fallecimento do Sr..Norberlo Joaquim Jo-
s Uuedes ero 21 do correple, tomou coutae seacha
desde esse dia de posse do todos os negocios do Sr.
Elias Baplista da Silva, actualmente a Europa, pur
ser o seu segundo procurador.
MULATO FGIDO,
No dia 23 do correle, s 8horas da noile, desap-
pareceu da casa da ra do Torres n. 14, escriplorio
dos Srs. Joo Piulo de Lentos & Filho, um cscravo,
pardo, claroede cabello .corrido, que liuha viudo do
malto para vender-se nesla, c representa (er de ida-
de 28 a 30 annos, levou caiga e camisa azuL e he
provavel qne voltasso para o mallo, seguiudo o ca-
minho do aterro dowATogados : quem o pegar, le-
ve-o a dita casa, que ser recompensado.
O Sr. bacharel Antonio de Hollanda Cavalcan-
ti de Albuquerque tenha a bondade de dirigjr-se
ra do Livramento n. 16, uu annunciar sua morada,
a uegpclo de seu iqjeresse.
Sebaslia dos Oculos Arco Verde Pernambuco
. convida a seus fiihns e netos, herdeiros do seo casal,
para conparecercm e se reunirem na casa de sua
residencia, no sitio da Capellintia da Sacra Familia,
da dala desle a 15 das, para tratar-se do. inventario
que o annuuciaote tem de fazer em consecuencia da
morte de sua roulher, afim de declararen! se o qne-
rem fazer amLavel, e do coutrario para tratar de o
fazer juditialmenle.
FURTO.
Furtaram na madrugada do dia 2C do
corrente, da estribara do quintal do so-
brados. 42, que fica na esquina do bec-
< o do Ferreiro no atento" da Boa-Vista,
um cavallotQdo pretq, fino, gordo, eno--
vo, poi-m^coraos dentes es-agados; tem
o sabugo da cauda cortado, mas com os.
cabellos d mesma compridos, anda de
mcio ,a esquipado, e com um signa! do
-ladoesquerdo da barriga, procedido de
urna pequea mordedura. Este cava!lo
t foi ha oito dias comprado ao Sr. Vicente
da Cttnha Souto-Maior, propretario do
engenho Dous-Bracos# na reguezia, de
Serinhaem: quem delle souber noticia^,
ou apprehender, queir leva-Io ao sobra-
do .i'cima mencionado, primeiru andar,
que ei"a' generosamente recompensado.
Deseja-se fallar com O Sr.. Manoel
"Gomes da .Silva, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 24-, bu arjhuncie sua morada para
ser procurado- *
O Sr. Manoel Antonio Rcis Nogitei-
i a, por especial favor, dirija-se a ra da
Cadeia, loja de cambio i>. 24, bu annunr
ce a sua morada para ser procurado.
O abaixo assignado faz ver aos seus credores,
qne tendo realismo o leilo de sua taberna para o
lim de o producto da mesma ser dividido por lodos
oscredores. forem a mesma occasiao embargado o
produelo do respectivo leilao em mo dos arrema-
tantes para pagamento de alugools de easa e orde-
nado de caixeiro, achando-s* cm poder do S. Mar-
colino Borja Geraldes, agente do leilao, o blanco e
notado producto para ser examinado por quem con-!
vier. Recife 27 de abril de 1854. '
Antonio de Almeida Hrandio e Sfluza.
, AttencSo ao bazar de calcado.
Na nova loja decalcado barato da Ierra, compra-
se e vende-se toda qualidade dq, obra : un travesa
da ruado Queimado n.T. outr'ora lieceo do VeUe
Frito. a ,
-Quero,qnizar vender nma negra, seja de que
raiceo fr, aiudi nx^a, sem vicios, por 450000 rs.,
dmja-ea roa Velha n. 34, primeiro andar.
Os Srs. Joao Raphael Cordeiro, Joo Jacinto
Soares, Navarro & Campos, Joao Uamasceno da
Silva, Jos da Fonseca.Guimaraes, Antonio Poli-
carpo, Jienigno Jos Correia, Francisco Antonio
Lins, e Domincds Jos Dias Mourao, queiram di-
rigir-se i ra da Cruz n. 57 segundo andar, a nego-
cio que Ihes diz respeilo.
(& komeopathia. ^0
& O Dr. Casanova, medico francez, d con- {ji
/JL sullas todos os dias no sen consultorio
S .BIL DAS ^HEQBS N. 28. g
J? No mesmo consultorio acha-se i venda um 7
(Pf grande sorlimento de carteiras de lodos os ^9
(t (amanhos por presos commodissimos. /At
I CINCO MIL RIS. 1
1 cartira eom 24 tubos a escolha. (f*
1 tubo grande de glbulosavuls. 500 W
'fy 1 dilo mediano...... 400 'S:
/ 1 dito pequeo ...... 300 <
W 'W onja de untura a escolha 1SO0O W
mk Elementos de homeoplhia 2 volunies 2.a (A
- edicc;3o. ......... 550UO S
Palhogenesia dos medicamentos ^
brasileiros I volme. '.....2yXKL, (ft
Tratado das molestias \enorias
para st tratar a si mesmo. I3OOO V?
O abaixo assignado, por mais, lera esfor-
eado-se para evitar polmicas,* pelos jornaes, por-
que de alguma maneira accarrelam odiosidades, com
ludove-se compcllidoadizer alguma cousa, emdef-
ferencia ao respeilavel publico, em consequencia
d'uns desapontados e insoituosos annuiicios, que
lem feilo publicar contra elle, o sen ex-correspon-
denle Sr. Jos Pinlo da Costa, contra quem -se va, i
tentar a acrao de injurio. E como o ahaixn assig-
nado, procura rnelhor docunienlar;para sua|cnmplela
justifivae.lo, elle no entretanto roga ao publico que
suspenda seu juizo sobre ludo quanto tem a\ anea-
do o Sr. Costa..intonio Cario Pereira de Burgo
Ponce de Len. '.
No dia 23 do corrente ausen lou-se o preto Joa-
quim, naeao Angico, bastante alto e secco, tem nm
lobi 11I10 no alto da cabera: quem o pegar leve-o na
ra da Aurora 11. $4, que ser recompensado.
Arrenda-se o engenho Cnha,' moen-
te e corrente, distante duas leguas da ci-
dade da Victoria, em trras de matas a
margem dorioP{atuba, com militas var-
zeas para plantacoes de cannas, arroz e
outras lavouras, de boa produccao: moe
com animaes, ese pode mudar para moer
d'agua, e o rendeiro que a isto sepropc>-
zer, paga-se no arrendamento do dito en-
genho. Neste engenho tudo he bem re-
putado, porque o mel de furo naocliega
para os compradores, e do mesmo modo a
agurdente, porlicar este engenho na en-
trada dosul. Vende-se tambem urna pe-
quene safra, mas esta nao servir' de em-
baraco para o arrendamento, cujo precio
so sepodera' estipular, depois que ointe-
ressado houvervistoo engenho e as trras.
Na roa da Penha n. 23, primeiro andar,'se dir
quem vende urna gargantilha, urna vernica, duas
correles para r^logio. diversos conloes, annis com
pedras e sem ellas, medalhas, bolOes para punho,
djtos para abertura, brincos; rselas, dousrelogios
de algibeira c um rosario de 011ro.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do CoDegio- n. 2,
vende-se um completo sorlimento-
de fazendas, .finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci ment
ahrip-se de combinaran com a
maior parte das casas commercias
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oTerecendb elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante s-
. tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a'- bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegion. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Agencia de paaportcs, titulo de residencia e
filhai corrida.
Claudino do Reg Lima,, despachante pela repar-
tlefio da polica, despacha passaportes para dentro e
tora do imperio, litlos de residencia e- folbas con i-
das: na ra da Praia n. i3 primeiro andar.
St As mais modernas e ricas obras M
de ouro. ,' M
*g Osabaixos assignados, donos da nova lq,ja S
M de ourives da ra doCabug n. 11, confrcli- X
M fe ao pateo da matriz e ra Nova, franqueiafm JK
ff. ao publico em geral um bello e variado sor- S
gi lmenlo de obras de ouro de muito bous Ht- M
jS tos, e precos que nao desagradarSo a quem 3
frt queira comprar, os mesmos se obrigam por S
5 qualquer obra que venderem a pnssar urna S
conla com responsabilidade, espeeiticando a **
** qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, Ti- *&
m cando assim sujeitos por qualquer duvida M
JS- qoe apparecer.Ser/im & Irmao. 3
aMMM3rflrQ)QOg:%M:^0?W^aOgg
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Estioa' venda os bilhetes da 1.9. lotera
das casas de caridade; a lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dotts dias a sua sabida como
acaba d acontecer com o vapor impe-
rador ; se porem no vier por este vapor,
vira' impretervelmente pelo vapor inglez
Brasileira esperado neste porto no dia
5 do mez prximo.
$3@@@:@$@9a@9
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete d,T ra de S. Francisco
(mundo novo) h. 68 A.
Jar ao Sr. Higno Firmo das
eia do Recite, loja de cam-
quina (le Jess, Qeiroz Guedes,
'orberlo Jqjqviim Jos Guedes,
- JT ttfbclecimento e servico
das alvarengas dt7Ma casal, da mesma forma que se
aeliava dirigido hm vda de sen fallecido marido, e
com a mesma pr^mp^ao e condicoes; e oor isso
espera que os scrhure," negoeianlfcs e mais pessoas,
que dessa industria se utilisavam cm vkla do marido
da annuuciaule.ltjc contiimem a prestar a sua coad-
juvacao, f
Roga-se arquen, por engao lirnu urna carta do
armazem do Sf-. Vicente Ferreira da Cosa, com urna
ordem de 10&000 rs., viuda da cidade da Paraluba,-
contra o hr. |ano^j (;unralvcs da Silva, c a favor
de francisco gayares Correa, manda-la entregar no
dito armazem/do Sr. Vicente Ferreira da Costa, ou
as Cinco Po/nlas n. 66.
Offerec-se am homem de meia dade para cai-
xeiro de quanquer easa de negocio de atacado, tanto
de fazendas, como de molhados, no trapiche ou, ar-
mazem de ssucar, o qual tam pralica d ludo, e da-
r nlbrmarioes de sua conduela: a fallar na travessa
dos Quarte admiliido cm socedade commcrcial meu
Joao \\ Studart adoptamos a firma de
s & Studart.
Al. Paefl'lnto de Vasconcello.
Previtie-sc ao publico que ningucm fa^a ne-
gocio algunli com a casa 11. 3, sita na ra Augusta
dcsla i'idaiCe, por quanto o dilo predio tem encar-
gos legatarijos cumprir, e para pagamento do que
0 lestamenAeiro deve aos herdeiros.
Alugarse urna casa de campo com grandes com-
modos, acabada com 'gosto moderno, a ultima da
ra dosprazeres do bairro da Boa-Vista; a Iratar
coirr Jos t^aroeiro da Cunlia.
Fugo a 24 do corrente. um preto crinlo de
nome Ped^ct, bonita figura, sem barba, bei{os gros-v
sos, pannos .-ib rosto, ps grandes, signaes amigos'
da reino nas-f^as e pescoco, onde lalvez lenia slg-
nal do gancb com que eslava, e com o qual fugio,
he c.ojilo, Jfalla enchendo um pouco a bocea de
lingua: quem o pegar leve-o .10 escriplorio do Dr.
iAVcnte F. ti. 110 palco do Collcgo 011. a Galdino
Ferreira Goma no sitio do fallecido Silva d Com-
panliia na Gasa Forte, onde ser recompensado.
1 -y Fugio em 9 dd corrente do engenho Manga-
beira, djslriclo de Aris na provincia do Rio Gran-
de do Norte, nm mulato do nome Joaquim, alvo,
.alio, secco, denles abertos, com alguns pannos pelo
corpo, levou um Avallo caslanho pequeo com os
ps brancos e estrella na testa ; quem o pegar qu
souber alguma noticia do mesmo leve-o ao dilo en-
genho, 011 nesta praea luja de J uno da Cunlia Ma-
galhes, ra da Cadeia do Recite n. 51 que ser ge-
nerosamente recompensado.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-s para vender ara
dos de ferro de-superior qualidade.
Vendem-se duas cabras (bicho) sen
do urna dellas muito boa, e um lindo car-
neiro proprio para menino por ser mui-
to grande e manso : a tratar na ra da
Gloria n. 08. %
Velas de carnauba simples de C em libra,
muilo superiores, em caixas : na ra da Cruz no Re-
cite n. 31, cm casa de Luiz Freir de Andrade.
Vende-se urna rede de pescar, de teitio iozlet
e nova, com 10 bracas de comprimento e 2 de lar-
gura, muilo propra para pescar qualquer viveiro: na
rna do Trapiche n. 3.
Vende-se nm cscravo, pardo, de lodo servico,
sadio e moco : na ra Direita, sobrado n. 36, lercei-
ro andar.
Vende-se um escravo de Angola, muco, pro-
prio para qualquer servico : na ra da Madre de
Dos n. 38.
Vende-se nm bonito molecote de 22 annos de
dade; queenlende de padeiro e pedreiro, e tambem
proprio para pagem : na ra da Praia n. 6.
Vende-se urna casa terrea no bairro da Boa-
Vista, travessa do Quiabo : a Iralar na ra estreita
do Rosario, casa de marcjnciro.11. 43.
Xaropes para refrescos.
Vendom-se na frente, da ra do Vigario taberna
amarella, a saber:
De grosellas.
De limito.
De tamarindos.
- Da ananaz.
De caj.
De laranja.
De lima.
De capil.
De abacaxi.
De pilan ga.
Vendem-se chapeos de palha e.wteiras, cera
aniarella. dito de carnauba de prmeira orle, sola,
courinlios mudos, ludo chegado de novo do .iracaly,
e por preco commodo a dinheiro -vista : na ra da
Cznj do Recife n. 33, casa de Sa Araojo.
Vende-se urna barcaca quf pega 240
saceos com assucar, bem construida e
prompta a seguir "viagem : na roa da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
prejo,
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-'
gda recentemente, recommen-
da-se os senhores de engenho ps_
-seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fero &
Companhia.
&
COMPRAS.
Compra-se nm escravo robusto, de bons coslu-
mes, e que no seja fujilo; paga-se bem se agradar :
ta travessa da Madre de Dos, armazem de Joao Mar-
Uns de Barros. .
, Compram-se as 3 ou 4 esta;0es de iompsoo ;
<|uem a tiver, dirija-se ao aterra da Boa-Vista 11.2,
primeiro andar.
Compra-se nm boi bom de carroea, e lambem
a corroja, estando em bom estado : na ra da Cadeia
n. 17, armazem* de lijlos.
Compra-se urna casa terrea no bairro da Boa-
v.ista, com prefereucia na ra d.-i'Sanla Cruz : quem
t ver, dirija-se mesme ra n. 82.
'Compra-se a obra de Horacio, conlendo no
volumeasodes, epstolas, satyras, arle potica; as-
sifn como Ovidio conlendo as elegas, epstolas etc.
1 Compram-se pombos de Trocal: 110' pateo do
Terco n. 13.
VENDAS
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Jlysteria, epilepsia ou gota co->
ral, rheumatilmo, gota, paralv-
sia, defeitos da Jilla, do ouvido" e
^ ou dores,de cabeca, encliaqueca,
(^ dores e tudo mais que o povo co-
(i. nhece pelo nome genrico de ner- \
Tr As molestias nervosas requerem muitas ve-
{>) les,' alm dos medicamentos, o emprego de '
'j outros meios, que despertem ou abatam a
W sensibilidade. Estes meios possuo en ago-
$Sk ra, e os'ponho a disposicno do publico.
sjL Consultas lodos os dias fde graca para o
llW pobres); desde s 9 horas da manliaa, al
(A as duas da larde, ra'de S. Frahcisco Mnn-
5k d(>-Nov.o, n. 68 A.Dn. Sabino .Olegario
"a* Lvdgero Pinho. .
A Illir..%r. D. Ignaria Francisca dnsPassos
lem orna caria na ra da Cadeia do Recite n. 23,
viuda da Parahiba. '
Aviso ao commercio.
Um caixeiro que cosluma andar pelos scrloes, tem
de sabir para o centro s cobranzas, uestes das:
quem do seu presumo se quizer ullisar, dirija-se a
ra Uireilate. 81.
O Sr. Domingos Jos Das de Oliveira, lem na
ra Angosta n. 33 urna caria vinda, de Lisboa, e s
se entrega a dita carta pessoa propra.
Quem precisar de urna mulher de meia idade
para ama do urna casa de pouca familia, que cozinba
perteitamente e engoirma, dirija-sc a rna de Aguas
Verdes, confronte ac-oilao do Terco, n. 98.
Oucrcce*sc urna mulher de ions coslumes, pa-
ra ama de alguma casa de familia: quem precisar
dirija-se amado Crespn. 16 esquina, que se lhe
dir quem he.
' Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
fazer compras na ra e serviso d casa de pouca fa-
milia : na ra da Cadeia d S. Antonio 11. 16.
1 Precisa-se ileumollicial de pharmacia: a pes-
Soa que se julgar habilitada para esse lim, dirija-sc'
a praea da Boa Vista casa 11. 28.
' Mara Carolina Borgcs de Maeedo lem urna
caria vinda do Maranbo. na ra da It i boira em 0-
1 inda, na man do Joaquim Jos Marques Jnior..
Precisa-se deum homem bastante hbil em re-
finar assucar, e que se queira contratar para traba-
Ihar em urna relinarSo fra desta praea ; a tralar na
ra do Vigario, armazem n. 7.
Remedio para evitar o calor.
Avisa-se ao Ilustra publico, que amanlula c lodos
os mais dias desde as 6 ale as 10 horas'da noile, ex-
istir bom sorvele feilo com loda perfeicao e de va-
riadas fruclas', na ra das Cruzes n. W, c pelo preso
de 240 rs.; recommenda-sc, porlanlo, aos apaixon-
dos deste ptimo refresco.quesedgnem concorrer ao
mencionado lugar, am de aprecia!em um cxcellen-
le fabrico.
@ D. W. Baynon, cirurgiao dentista amerca- @
no ;rua do Trapiche n. 12.
Quem tiver semenles de flores e fruclas para
vender, qoeira annunciar no Diario, que ha quem
compre.
Oflerece-se uina ama' para o inferior de urna
casa de pouca familia: quem quizer, dirija-se ra
de Aguas-Verdes n. 92.
Gustavo Lainn, subdito francez, 'vai ao Rio de
Janeiro.
Vende-se camliraia tranceza de)
|cor flxa a 440 rs. a vara, ditas de i
gbabadoes. corte de 8 varas, a 4#500, i
Kchita franceza de gosto moderno ai
^2i0 o covado, peca de cliitacom 58 1
covados, com toque de mofo, a 5' rs., j
peca de cambra i uta muito lina de 8
jardas a-5,S'500, peca de tarlatana '
branca para,vestidos com 8 lt2 va- i
ras a :2.s-300,clia les pretos de fil bor- i
dados de4*pontas a 3#000 cada um, I
duzia de toalhas de linho alcoclioadas
a lO.vOOO adazia, cortes de casemira f
de pura laa de cores e modernas a |
5S000, camisas de murim ou mada-1
polao rncezas a 2<000 cada urna, |
casemira pr^a franceza a 1$800 ca-S
da covado, omeiras de cs.mbraia
bordada para senhora a s e 6,$000
cada urna, dita de fil brancp de
seda, epreta de linho, cada unaos-;
e 6$000,crtes de -seda escossesa com
15 covados a 14.S000 cada um, bare- j
je'de seda e.laa a OVO o covado,cor-]
te de cambraia aberta com vara de i
largo ecom 0 varas cada corte a 5$;
rs., chales de casemira de cores fin-!
gindo seda a 7#0Q0, e outras multas
fazendas de seda e de linho, de mui- i
to bom gosto, por pretjo mais barato j
do queem outra qualquer parte: na '
ra do Crespo, lado do norte, loja!
amarella n. 4.
e outros: o prejo fixo he 400 rs. por 'garrafa; com-
prando duza.
Malas para viagem.
Grande sorlimento de todas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio 11. i.
Vendem-se cobertores escuros e de boa qualida-
de, a preco de 720 rs. cada um: na loja de 4 portas
. 3 ao lado do arco de 'Sanio Antonio.
Pao de senteio.
Vende-se as qliarlas e sabhados, superior p3o de
senleio : na padaria da ra da Scnzala Nova n. 30.
No armazem confronte a loja do SJ-. Marlins,
pintor, vendem-se duas carrosas novas muilo bem
construidas, as quaes servem para Cavallo ou boi, o
oulra usada ; as quaes se vendem pelo preco que o
comprador oflerecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 Ircves de po'dar-
co : na ra larga do Kosaro n. 25.
Milho.
Na loja de fazendas, sfa noPasseo Publico n. 17,
vendem-se saccas com milho muito grandes, c por
prero commodo.
Vende-se um bom prelo de meia idade, bom
oflical de sapafeiro; 'na praea da Independencia n.
33, loja de calcado. .
Na estrada nova vende-se urna casa com 2 sa-
las, 4 qnarlos de rama grande, cozinha fr, 1 qoar-
to para pretos, estribara para 2 cavallos ; esta casa
he envidraciida, ladrilbada, pintada ele, decente
para qualquer familia, tanto para morar annual co-
mo para passar a fesla. por Picar pcrlo do rio Cap-
baribe, boa cacimba d'agua de beber, boahaixa para
plantar capim, e bom pasto para vaccas: lambem tem
commodos para taberna, o que he muil bom por li-
cor delrunte de um rancho; lambem se vendem o
vaccas, sendo 3 paridas e 2 mojando, todas de pasto
e de 4 a 5 garrafas-cada urna; 2 quartos bem for-
tes, e todo o preparo de vender leile ; tambem se d
.boas freguezias : tiesta tjpograpliia se dir com-
quem se Irala.
' Vendem-se 2 cavallos bons, sendo um proprio
para o esquadro de cavallaria da guarda nacional ;
a Iratar na pra^a da Independencia a. 19 e 21.
Vende-se um moleque, crionio, de" a San-
nos, minio sadio, e 11S0 lem vicio algum ; assim co-
mo umrelogio de prala patente inglez. muilo bom
regulador; na prara da Independencia n.19e21.
Vendem-se as casas, sitas na ra do Calderei-
ro n. 80, e do Sebo 11.29 ; a Iratar na roa das Cru-
zes n. 30.
Meios bilhetes da loteria do Livramento.
Na roa do Livramento, loja de calcado n. 35, ven-
dem-sc a 2&700 meios bilhetes, cujas rodas an'dam
impreterivclmentc no dia.12 de maio ; os bilhetes
desta casa tem approvado.por quanto tem sempre sa-
bido allomas surtes grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vende-se urna canoa aberta de 700 lijlos d
nh uara grossa : no armazem de lijlos da ra da
Cadeia numero 11.17.
Vendem-se 2 vaccas com leile, e orna prxima a
parir: iui armazem de lijlos da ra da Cadeia nu-
mero n. 17.
Vendem-se corles de chilaS francezas, junta-
mente de barra, pelo barato pi eco de29000: ta lo-
ja u. 3, ao. lado do arco de Santo Antonio.
Vende-se a taberna da ra de Sanio Amaro n.
28: a Iralar na mesma.
- ,Vende-so urna bonita mulatinha de 14 a 15 an-
nos, propra para mumbanda: a-tratar no paleo do
Carino taberna n. I.
Vendem-se aaceas paridas e boas leiteiras':
a Iralar na Capunga em casa do Sr. Jos Bernardo
Vajitura.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qnalquer oulra parle:
na praea da Independencia n. 18 e'SO.
Chapeos pretos francezes
a carj, osmelhores e de forma mais elegante que
tem viudo, e outros de diversas qualidades por- me-
nos preco que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recite, d. 17.
Depoiito da fabrica de Todo o Santo* na Babia.
Vende-se, cm casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n._ 4, algodaO trancado d'aquetla fabrica,
muilo proprio parasaccoSde assucar c- roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, oaaguinte: saccas de farello muilo
novo, cera cm eruroe e cm velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
- Vendem-se em casa de Me. Calmen I & Com-
panhia, na pr.ua do Corpo Santn. 11, o 'segointe:
viilio de Marseillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellns ecarreteis, bren em barricas'muito
grandes, aro de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fudica' Low-JMoor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sSrtimenito de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Algam-se duas asas terreas com bons com-
modos, quintal ecacimba, silas, urna na ra do Tam-
bia n. 5 A, e a oulra na ra Bcal junto uo Mangui-
nho, f qual tem no fundo um grande armazem de pa-
daria ealguns perlencesda mesma, e li n. 27iludo
se alnga por prego commodo : a fallar'na praea 'da
Boa-Vsla, botica n. ti, ou na ra HeaF, casa n. ti.
Os Srs. Lasfargoc e Iioslihcaux, queiram an-
nunciar assuas moradas, ou diricirem-se ao escriplo-
rio de Jos Baplisla da l-'onseca Juuior: na ra do
Vigario n. 4 primeiro andar.
OITercce-se um mogo porlugucz para caixeiro
de qualquer eslabelecimenlo, ou mesmo para tomar
conta de alguma taberna por balanco, do que lem
muita pralica:.quem precisar dirija-se ao paleo do
Tergo n. 22.
, Miguel Atchanjo Poslhu.iio do Nascimenlo
continua a promover os lemos jila execucao que 110
juizo da segunda vara municip.it encaminha aos her-
deiros do fallecido Aflbnso Jos de Albuquerque e
Mello, e por essa execucao ot rorreudo as tres pra-
vas do esljlo a propriedada d'j Alto e seus pertcn-
ces na Boaviagem, penhorada :pela njesma xecurao,
tendo ja lido lugar a primeira praga, e ha de'ler
lugar a segunda prara na casa da residencia do Illm.
Sr. Dr. joft municipal suppH-nte da segunda vara,
Jos Rav mundo da Cosa Mcneies. no dia 29 do
corrente mez.
Antonio Barboza de Barros, subdito porluguez,
retira-se para a Europa, a iralar da sua saude.> *
Jos Luiz Alfonso Marques, que se chamou
outr'ora Jos Luiz Marques^ subdito porluguez, re-
lra-se para fra da provincia.
J?recisa-se alugar, joma casa de dous andares,
sendo em qualquer ra dos barros .de Sanio Anto-
nio ou S. Jos : na'ra 'do Passeio Publico, loja n. 7.
IRMANDADE DE SAN PEDRO.
Achando-se bastante atrazada a co-
branca dos Jfros da irmandade de San
Pedro, pela dilliciikla.de da mesma co-
branca, dex'ida aos senhores forieros, o
abaixo assignado escrivao da mesma ir-
mandade/roga a todos osforeirosdas ras
de'Aguasf Verdes, Hortas, pateo de San
Pedro, dito do Carmotrua de Santa The-
reza, P'ilma, becco doFalcao, travessa do
Lobato e antiga praia.do Caldeireiro, pa-
ra <\u comparecam em sua casa ra do
Queinliado n. 57, at o dia 6 de maio,
pois desse dia em diante os mandara' cha-
mar a juzvo--O escrivao presidente, pa-
dre Joao Jos da Costa Ribeiro.
PA*A I-UNILEIROS.
Folha de 1- landi ,es charcool, |de qualidade supe-
rior a qualquer oulni que exista no mercado, por
mdico pre?o, quer om porc^lo ou a retalho : quem
quizer comprar,.dirijavso roa do Queimado, loja
mento. \
O abaixo assignado decXlara ao Sr. Jos Antonio
de Souza, que do' dia,14 do cirrente nao he mais fia-
dor de Rav mundo Rodrigues .da Silva, .e que sua
caria de flanea fica sem efleilo iesltf dia em dianle.
Francisco Lucas Ferreira.
O Sr. Joaquim de Souza PinKp lem urna carta
na livraria 6 e 8 da prasa da Independencia.
Arrenda-se o engenho CamabeHo, ao norte da
freguezia d'Agua Prcta, a margena do rio de Una, e
no qual passa a estrada real para o interior da pro-
vincia, com todas as obras de qu.e possa precisar um
engenho moente e corrente; exe.ellenle machina,* as-
senlamcnlos de assucar mach-o, rtame, ele, tem
um grande e bom cercado c os. melhnres logradouros
e lenas que sepossam desejar .. VAde-se lamliem a
safra plantada para mais de 1.200 paos de assnrar
macho. I-a/.-se este negocie/pela nica razln ilq que
seu propretario vai edilic./r um novo eugenhn con-
fronte a villa: a cnleddtif-sc com o propretario do
mesmo engenho,
PARA AS CRIABAS NO
H TEHPO DE I-WF.
Na ra do Queimado luja do miudezasda boa fa-
ma n. 33, vendem-se camisiohas de meia para cri-
anras de um a dous 'annos pelo diminuto preco de
00 e 800 rs. cada urna. Estas camisas sao muilo
a provad as pelos senhores mdicos para as cr aneas, por
'causa do muilo defloxo que ellas solfrem no lempo
de invern, do que provean muitas molestias perigo-
sissimas.
Oleo de linhaca.
Vende-se oleo iMinhaca em barris de 4em pipa:
no armazem che n. 18. .
Vende-se urna casa terrea de pedra ecal, chaos
propros, na cidade de Olinda, 'roa do jogo da bola
n. 26 por preco commodo: a Iratar na ruado Livra-
mento n. 16. .
Vende-se urna negrnha ile 1." annos, crioula,
propra para o servico interno de qualquer casa do
familia por eslar a isso coslumada, c nao ter ainda
hemcrioulo: em casa de Jos do Palrocinio do
Boinfim, na ruada Concordia, terecira casa do lado
esquerdo, entrando pela parle da marc.
Vende-se aa estrada dos Afuict,os, diversas qua-
lidades de plantaees em urna casa com embulimenlo
de branco, com tres portas, pintadas de prelo,e ven-
de-se a dila casa n moderna loda dobrada, com um
quintal bem plantado, e boa agua de beber.
tario
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao-' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-;
Ion as inglezas- e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nnico agente em Pernam-
buco de fi. J. D. Sands, chmico americano, faz pu-
blico que (em chegado a esta praea urna grande por-
raoWe frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verrladeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaolelar os consu-
midores de iao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre roslumam Ira/er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, .que antepocm
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publicse possa, livrar
desta fraude e dstingua a verdadeira.salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da; o aonuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de quicamente em sua bolca, na roa da Conceicao
do Recite n. 61 ; e, alm do receluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara Sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio im.iresso do mesmo
fracos. .
Vendem-se chapeos de sol de seda de bonitas
cores, os mais, modernos que nllimamente chegaram
de Paris, a proco de 63000 rs. : na loja a. 3 ao lado
do arco de Santo Antonio,
'_ Vende-se nm cofre de madeira eom arcos de
ferro muito forte e com tres techadoras muilo segu-
ras, por preco commodo na ra da Smola defron-
te 4a loja do Sr. Marlins, pintor.
r
Moinhos de, vento
'ombombasderepnxopara. regar hortas e baixas
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ro*
do lirum ns. 6, 8 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porto, em'
barris de 4., 5. e 8.: rio arniazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Nova es & Companhia, na
ra do-Trapichen. 54 i ^
Padaria.
Vende-se nma padaria muito afreguezada a tratar
com Tasso & Irinaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de algodao a 800 h., ditos mui-
to grandes e encorpados a 1JH00 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposite dama da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Bussia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
rates do que em outra qualquer parle, se affiancam
aos que precisarera comprar, fio mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzaO, bros e meias lo-
nas da Rossia : no anpazem de N. O. Bieber c%
Comoanhia, na ra da Cruz o. iJ" '
1 Yendem-se os verdadeiros charutos
lanceiros, da mais acreditada fabrica da
Rabia ; a excellente qualidade ja' he bem
coohecida, e sao vindos pelo brigue rianna : a nica parte onde se vendem
he na ra-da Cruz no Recite 27, arma-
zem de Vctor Lasn e.
Vende-se selim prelo lavrado, de muito bom
oslo, para vestidos, a 258DO o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina qne volta para a cadeia.
Grande pechincba !
Vendem-se corles de cassa do ultimo gosto; e corea
fixas, pelo baratissimo preco de 1J920 o corte :.na
ra do Crespo n. 5.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2.* edieao do livrinho denominado
Devoto Cbristao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8* da praja da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoada,
brancas e de cores de nm s panno, mallo grandes e
de hom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina qne volta para a cadeia.
Verjde-se um carro de quatro ro-
das non* molas de patente, e ptimos ar-
reios : na travessa do Veras n. 5.

Deposito de vinho de^
iagne Chateau-Ay, primeira <|j
dude, de propriedade do coi
de Marnil, na da Cruz do R
cife n: 20: este vinho, o melhoi
de toda a champagne vnde-
se a 56S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa-de L. Le-
comte Feron & Companhia. N- IL
1 As caixas sao marcadas a fogo!
I Conde de Marcuil e os rotulo;
ln. .------nr)|( S-Q azues
Vendem-se relogios-de'ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20,' casa de
L. Leconte feron & Companhia.
Vade-mecum dos homeopathas ou
oDr.,Heringtraduzidoem por- |
tuguez.
Acha-se a venda esta importanlissima o-
bra do Dr. llorna uo consultorio liomso- |
pathico lo l)r. Lobo Moscoso rna do Collc-'
gio n. 25, 1 andar. I
Vendem-se coi rentes de ferro usadas, tanto Ti-
pas como grossas, as quaes csli) em muilo liom es-
lado, e por prero muito commodo : na ra da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, latan e nutra qnalquer qualidade de metal,
assim romo brins, lonas e outros pannos velhos etc.
Vende-se urna preta qne sabe cozinhar o diario
de nma casa: na roa do Livramento. n. 1.
Farinha de S. Matheus.
A bordo do liate Novo Acctrdo, fondeado no caes
do Ramos, lia para vender-se muito superior farinha
de S. Matheus. a preco commodo: para Iratar, no
escriptorio de Domingos Alves Malheus, na ra da
Cruz 11. 54. .
Veudem-se Ires bonitos armarios de amarello.
m v idraeadns, proprios para biblioteca ou outro qual-
vicios nem achaques, e um moleque de 7 annos tam- quer eslabelecimenlo, por seren muito bem teitos;
linm m-ir,itliL 4 nm ^ J 1 : B 1 v. a____I_5 1 n 1 .t '. nn ._ i. v ^& -- _._^ __k__>_ 1______________________-___a__________ V
Vende-se na loja amarella da ra
do Crespo n. 4, ao lado do norte.
KelvurTtteseda, fazendas toda
de qualidades escossezas, a 640 rs.
cada covado: faculta-se as amos-
. tras a todas as senhoras de bom
gsto
i
Attencao as' pechinchas.
Chcgaram a loja de mudezas da rna do Collegio
n. I, os sesuintes objeclos os quaes se vendem por
preco mais commodo do que em outra qualquer
parle : um grande sottimeiilo de calungas de por-
cell.ina comosejam: galos, gallos, cachorros, nucas,
Mures, fruclas, figuras e outros inultos objeclos, lu-
do proprio para palileiros 011 enfehes de mesa, as-
sim comoS. Joao Baplisla, S. Pedro, N. S. e o Di-
vino Pastor, estampas de santos c santas, pequeas e
grandes eollees da via-saera com 14 estampas, c
de louca, S. Antonio, N. S. da Cnnccirao, S. Pe-
dro, as tres pessoas da Sanlissima Trindade e oulros
mais, balaios, cosas para compras, restas para me-
ninas Irazerem no braco, outras para fruclas, flores,
e outras muitas, molduras domadas para quadros,
correntes de ac de goslo, muilo bonitas proprias
para relogios, colleeocs de (ioii^alo ile Cordova, de
Gil-Braz, dos Mysterios de Pars e da revolueao
franceza em 1848, retratos de Isabel II rainha de
Hespanha, de Espartero de NapoleAo 1 e III, db im-
perador dos Francezes, de D. Miguel de Ki.manca e
sua esposa,'franjas brancas c de cores proprias para
cortinados! assim como outras muitas cousas qne
se dcixam de annunciar, pois ivisla do comprador
he que se podem mostrar.
Vende-se urna escrava crioula, moca: na- ra
da Guia n. 55,segundo andar.
Avis aos rapazes solcitos.
Chegou a loja demiudezas da ra do Collegio 11.
1; um segredo: nao se diz" o que he, porque as en-
commendas sao muitas.
Capachos compridos c redondos.
Vendem-se na loja de miudezas da ra do Colle-
gio 11. 1, pelo diminuto prero de 610,560, 500 e
460.
Vende-se por melado dd*seu valor um par de
adragonas : na ra da matriz da Boa-Visla n. 20.
. Vendem-s&. saccas de feijo mulaliifho novo,
muilo em rola : no armazem da rna do Ransel
n. 26.
Salsa parrilha,
muilo nova, em rolos de 16 libras ; vende-se na 1ra-
> essa da Madre de Dos, armazem do Sr, l'erintudes,
assim romo urna mesa de mogno para janlar que ad-
miti mais de 10 pessoas, e oulros trastes qoe se do
por preco muilo commodo ; no armazem do eorre-
tor Miguel Carnciro, na roa do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 34.
CERA DE CARNAUBA.
Vend-se cera de carnauba chegada agora do Ara-
caly : na rna da Cadeia do Recite n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSL".
Vende-se sal chegado agora do Assii, 'a bordo do
hiale Anglica : a Iratar na ra da Cadeia do Recite
n*41, nxtniro_ajida._
Vende-se urna escrava do meia dade. sabe la-
var do sabo e varrela, mnilo propra para, o servico
do campo, por j ler sido esta a sua ocupaeao:
quem a pro tender dirija-sen ra do Crespo toja i. 6.
Vende-so um excellente carrinhn de 4 rodas,
mui bem construido, emhom estado; est exposto na
roa do Aras.lo, casa do Sr. N'esme n. 6, onde podem
os prclendenles examina-lo, c Iralar do ajuste com
o mesmo set'rlior cima, oa na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brim,
na ruado Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
te n. 17 ; vendem-se por preso muilo commodo.
Sementes novas. ,
Venderse no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. (2, as mclhores semenles re-
centemente chegadas de Lisboa na barca purlugneza
Margarida, como seja : couvo ironxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo 4c duas qualidades, ervilha
torta e direita, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de-
tallas as qualidades.
Fazendas baratas. ,
Vemlem-se casemiras fnincezas, padr6es modernos
c muito elasless a 18000, 4'9300 e 5JJO0O o corle, di-
las meias.casemirasa 258OO b corle, panno fino azul
para faribs de guardas nacionnes a 38300 o covado,
selm prelo Maeo a .IsOOO o covado, casemiras pe-
las a 2*200, 25100, 800 e 3SW0O o covado: ua roa
do Crespo n. 15, loja de Andr Guilherme Brccken-
feld.
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Visla n. 53 de 1 hora
da lardo-era van te al 6 da larde adiar com quem
Iratar.
ATTENCiAO'!!
Vcnde-sc o verdadeiro lumo de Garanhuns, de
primeira qualidadej por prero commodo : na ra Di-
reita 11.16, esquina do becco dos Peccados Mortaes.
630
Vendem-se na ra da Mangueira n. o,
650 tijolos cte marmort;; .baratos e em bom
estado.
Na na do Vigario n. 19, primeiro andar; tem
a venda a superior llanella psra forro desellins, che-
gada recentemente da Amerca.
Vendem-se cobertores! de alzodo grande* a 6-10
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12. >
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro indar,, tem para vender diversas mu-
sicas'para piano, vioiao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redgwas, schc-
tickes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem d Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existen] no mer-
cado.
Muita attenejo.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2S400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
mjio lindos a 19500, corles do vestido de cambraia
dMor com 6 1)2 varas, muilo larga, a 29800, ditos
com 8 I (2 varas a 39000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 39000 rs.', e outras muitas fazendas por
preco commodo : na"ra do Crespo, luja da esquina
que volta para a Cadeia.
Aseada de Xdwio Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmen
ti Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com 1 forra de
4, Cavallos, cocos, passadeiras de ferro cslanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens- para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem deHenrique Gihson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, d,1 melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco corarapdo. *
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios' para barricas de assu-
car, e afvaiade de zinco, superior quali-
dade, por presos commodos: na ra do
Trapiche Novo n.16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa.de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pone ser
visto na cochera de Poirrier, no aler.ro da Boa-Visla.
Vende-se om completo sorlimento de fazeudas
prctas, como : panno fino prelu a 39000, 49000 ,
59000 e 69000, dilo azul 38000, 49000 o 59000, ca-
semini prela a 29500, selim preto muito superior ,
39OOO c 49OOO o covado, sarja prela hespanhola 29 e
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29600, muitas mais, fazendas de muitas qua-
lidades, por preco sommodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e cranoslas, teitas no Ara-
caly, por menos preco do que em oulra qualquer
parle. ^*
- Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a iiiill j ilitiis de salpico lamliem grandes,a
19280, ditos di'lpico de tapete, a lg400: na roa do
Crespo loja n.6.
Deposito santos.
Em casa de Deane Youle & Companhia. vendem-se
os algodoes desta fabrica : na ra da Cadeia Velha
1. 52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se tarn lia de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem um sorlimento de farinhas americanas:
no armazem de Deane Youle & Companhia, 110 bec-
co do Goncalves.
. Relogios de ouro inglezes:
vendem-sc em casa de Deane Youle & Companhia
-' Vendem-se em casa de Deane Yoole&touipa-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, ajo de Milo ver-
dadeiro e carvo patente, propria para ferreiros.
Taixas' para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.. W.
Bowmann, 'na ra do Bru, ppssan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de.tai.xas de ferro
fundido e batido de 5 'a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem desptv.a 10 comprador.
Vende-se na rna das llores n. 37. primeiro an-
dar,-urna Ivpoiiraphia nova con lodos os seus per-
lences.
I- PARA
. Abit.
!Sa FtXDICW DEFERR0DOENGEKHEIB9
DAVID BOWMAN, NA RIA DO BRIM
PASSANDOOCHAFABIZ,
lia sempre nm grande sorlimento dos segrales ob-
jeclos de merhanismos proprios pafa engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrurc.TOjlaixasjU^^^Jt,ndido balido, de
superriir Trrj!rrTaTIeT"i^^^^P\os tamaitos ; rodas
dentudas para agua ou aw-wies, ^e todas as propar- .
Ses ; crivos e boceas de fornalHa e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinlros
de mandioca, etc. etc.
A 1ESMA FIKDICAI'
se cieculam Indas as encommendas com a superiori-
dadej couhecida, e com a devida presteza commo-
didade cm preso.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
IMIENTO HftLLOWAY..
Milhares de individuos de todas aa naces podi
lestemunharas virtudes desle remedio iucomparavcl.
que e provar, cm caso necessario, que, pel uso
delle fizeram, tem seu corno emembrosinteirainente
saos, depois de haver empregado intilmente outros
tratamenlos.Cada pessoa poder-se-haconvencer dessas
curas iiiaravilhosaspelaleilura dos peridicos que Ih'as
relalam todos os das ha muitos annos;', a maior
parte dellas sao Uto sorprendentes que sdtniram os
mdicos mais clebres. Quanlas pessoas recobraran!
com esle soberano remedro o uso de seus bracea e
per as, depois de ter permanecido longo lempo Dos
hospilaes, onde deviam soffrer a amputarlo Dellas
ha muitas que havendo deixado esses asjlos de pa-
ilccimemo, para se nao submellerem a essa operajao
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso ilesse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de seu reconhecimeoto, *
estes resultados benficos dianle do lord
e oulros magistrados, afim de mais auten'
sua aflirmativa.
Ninguem desesperaria do oslado de sua saode sa
livesse bastante coafianca parq enaaiar este remedio
conslnillemenl*, seguindo algum lempo o Iralaroeq-
lo que necessilasse nalureza do mal, cojo result-
is seria provar incontestavelmcnte: Que tudo cura!
O ungento he til mal particularmente nos
seguate casos :
da matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos. ___^
Csnrcres.
Corladuras. 1
Dores de cabeca.
. das costas.
dos membros.
Ln tenuidades da culis em
geral.
Inl'ermidadcs do auus.
Erup^oes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
I'rialdaile ou falla de ca-
lor as extremidades.
Friciras.' ,
Gengivns escaldadas.
Inchaeoes.
liiflatiim'aeao
Lepra.
Males das pernas.
-i- das paitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquito.
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna.
Supuraes ptridas.
Tinha, ein qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
-- do ligado.
das afliculacoes.
Velas torcidas, camodadas
as pernas.,
do figado.
da bextga.
Vende-sc este ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, St'rand, e na loja de Iwlos os boli-
carior droguistas o outras pessoas coral-regadas de
sua venda om luda a America do Sol, Uavaaa e
Hespanha.
As boectas vendem-se a 330, 800 e 19300 rs. Ca
da borclinha contm urna instruejao em portaguez
para explicar o .modo de fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em rasa do Sr. Soum, phar-
maeculico, na ra da Cruz. n. 22, em Pernambuco-
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no dia 25 do corrente o escravo crionlo
ile nome Vicente com os signaos seguintes, repre-
sen la ter 30 annOsTbem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas( he mnilo prosista : tevou *vrsi ido
camisa de meia j rola, cal^a ;de riscadinhs j aoja
porem he de f uppor que mudasse de trace, este es-
cravo he propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Ciicalda freguezia de Un,
quem o pegar ou der"nolic na ra do Bosario lar-
ga n.24ou no dilo engenho que ser bem recom-
penssjidfl.
-Nodia 7 de maio da 1852, dcsappareceu um
cscravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
nos pouco mais ou menos, cornos seguinics signaes;
baixo e o peilo um pouco mellido para dentro, ca-
bellos carapinhos e desce al o mcio da teU, loi
escravo de Joanna Maiia dos Pastos, moradora na
Boa-viagem: desconfia-se que fosse sedando, esle
escravo vinha todos os dias vender leile o Kecire,
ha noticia de ler sillo vislo no serlao no lugar Var-
zia .la Vaca, e.le cscravo parlence a Fernando jos<-
da Rocha Pinlo. morador 1* K10 de Janeiro : quem
o pegar e o levar a ra da Cadeia de Recite, lojan.
5, receher do abaixo assignado 205* de graMI-
cacao. .tntonio Bernardo taz de Carralha.
*\
Ti. UM.T. *rrta.1
-/


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