Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01903


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Full Text
\

AUNO XXX. N. 96.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA f EIRA.-. 27 DE ABRIL OE 1854. .
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
\
F.XC.VREGADOS DA SUBSCMPCAO*.
Recife, o prprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira MartinsjBahia, o Sr. F.
fiuprad; Macer, oSr. Joaquim Bernardo de Mcn-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr:
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBrges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. pr 1*
Paris, 340 a 345 rs. -por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
. Rio do Janeiro, 1,1/2 a 2 porO/n de rebate.
Aeccs do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconto de lctlras 12 0/0
. HETAES.
Ouro. Gneis hespanholas. 289500 a.29$000
Moedas de 69400 velbas. 169000
de 69400 novas. 169000
' de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnario*. .' .' 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos flias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Orifjury, a*13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sejitas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feitfs.
PREAHAR OE IWJE.-
Prjmeira s 4 horas e 30 rnioiilos da tarde.
Segunda s 4 horas e 54 mininos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1. vara do .civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da Urde.
La cheia as 4 horas, 26 minutos e
48'-segundos da manhaa.
> 20 Qarto minguante as 2 horas 25
< minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DAS da semana.
24 Segunda. Os Prazeres da.SS. V. M. de Dos.
25 Terca. 8. Marcos Evangelista ; S. Hermino..
26 Quarta. S. Pedro de Rales b. ; S. -Cleto p.
27 Quinta.. S. Tertuliano b.; S. Turibio are.
28 Sexta. S."Vital m. ; Ss. Agapio'e.Aphrodizio.
29 Sabbado. S. Pedro m. ; S. Tertula v.
30 Domingo do Bom Pastor, c 2.' depois- de
Pacoa; S. Calharina de Sena v.
PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente o di 24 do abnjl de 1854.
Ofllcio Ao Exm. presidente de Minas Geraes,
acemando recebido o exemplar da primeira parle
do relitorio por S. Exc. apresenlado assembla le-
gislativa daquella provjucia no acto de sua abertura,
edl o dia 2 de marro ultimo.
Dito Ao Exm. director geral da inslrucrio pu-
blica, inleirando-o de liaver designado para exami-
nadores nos concursos a que se I lilil |n>n ilfll |m>n
provimenlo das cadeiras de insrrTiccflo elementar do
primeiro grao das freguezias de Nossa Senhora do O"
do lermo de blindaje Alagoa de Baixo, aos professo-
res mencionados na rla^fc<|uc lemeue. ,
Relarao a que se refere o officio ntpra.
Pira o concurso da cadeira'de Nossa Schnorado O'.
Jos Joaquim Xavier Sonreir.
Miguel Archanjo Mindcllo.
ilvann Thomaz de Souza Magalhiies.
Para o concurso d.1 radeira de Alagoa do Baixo
Joaqufrn Antonio de Castro Nunes.
Antonio Rufino de Andrade Luna.
Padre Miguel Vicira do Barros Marreca.
Dito Ao Exm. mareclial commandante das ar-
mas, declarando hjver, em vista da informacao da
thesouraria de. fazenda, in deferido o requerimento
que devolre, no qual o tenenlc do segundo balallian
do rnfanlaria Gabriel de Souza Guedcs, peile Ibe se-
jam adiantados tres mezes de seas sidos para podar
fazer o seo fardamento grande.
Dito Ao mesmo, iran-niitliu.ln para os fins con-
venientes, tres exemplarcs do aduanal, dos olTiciacs
do exer^ito, perleneenles ao anno Ae 1853.
Dito Ao mesmo, remetiendo para lercm o con-
veniente deslino,a le de oflico'do alferes Vctor Gon-
i Torres e a gula do soldado Manoel Francisco
de Souza. qoe liveram passagem, esle para a com-
panhia fixa de estallara dcsla proviucia, e aquello
para o secunda batalllo de infantera. Commu-
nicou-se ao Exm. presidente das Atogoas.
Dito Ao inspector' da thesouraria de fazenda,
para mandar adiautar um mez de sold ao lente
ajudante do quarto hatalhao de arlilharia a p Ma-
noel Deodoro da Fonscca, que tem de seguir para a
corle, providenciando ao mesmo lempo, para que
e facam as convenientes declararles na guia do
mesmo official. Parlicipou-se ao mareclial cora-
mandante das armas.
DitoAo mesmo, transmiltiodo para os conve-
nientes exames copia da acia do consethn adminis-
trativo datada de 4 do currente.
Dito Ao cltefe de polica, jnteirando-o de haver
transmitido thesouraria provincial para ser paga,
estando nos termos legies, a conta da despeza feita
nos mezes de Janeiro a marco deste anno, com o
fornecimento dos presos pobres da cnlcia de Santo
Aolflo.
jjtto Ao mesmo, declarando que pude aulorisar
aocirurgiao encarregado ila cufermaria da cadeia
desla cidade a comprar os 20 colxces,|que sao preci-
sos par/a referida enfermara.
Dilo Ao cummandante da estacan naval, Irans-
mitlindo para ler o conveniente deslino, a guia do
mrinheiro do hrigue d guerra Cearense Valerio
Rosa, qne se aclis a disposirao do S. S. a bordo do
vapor mperalriz. flieinu-se neste sentido ao
agente da companhia das barcas de vapor.
Dilo Ao inspector da llicsouraria provincial,
devolvendo a conta das despezas feilas por Joao Jos
de Oliveira, com o fornecimento de luz e agua para
a guarda da povoaco dos Afugados no mer. de mar-
Sj ultimo, alim de que a mande pagar nos termos
inibrinacHo da terceira seceso da cooladoria d'a-
qelia lliesouran.i.w^f^k
Sio do Recite, datad a de .ido corren le; c a informarlo
o respectivo commandante superior do 19 do mesmo
mez, resolve noslermos do artigo 48 da lei n. 602
de 19 uVsetembro de 1850, nomear para offlciaes do
referido batalliao aos cidadaos seguinles.
Estado mair.
Para tcnenle-quarlel mestre, Francisco Lucio de Cas-
tre.
Alferes porta barraeira, Luiz Alves da Porciuncula.
Primeira. companhia.
Capitn, JoAo Hermenegildo Borges Diniz.
Tenenle, Joaquim Galdino Alves da Silva.
Alferes, francisco de Lemos Duarle.
Viriato ile Freilas Tavares.
VSesunda companhia.
Tencrrle^dCii'l"'"1 Correia da Costa.
lfc-"HP*el JosSuaresd'Avcllar.
j) Fredl
Terceira companhia.
Capilan, Anlonio Jos de Castro.
Tenentc, Francisco de Pauta Machad
Alfares. Luiz Gonzaga da Rocha.
Jos Filippo Nery da Silva.
Quarta companhia.
Tenenle, Jos Velloso Soares. .
Alferes, Anlonio Carlos da Silva Duarle.
Jos Marlins Ribeiro.
Quinta companhia.
Capitn, Jos Maria Freir Gameiro.
Tenentc, Guilhermiuo de Albuquerque Marlins Pe-
reira.
Alferes, Francclino Anguslo de Holanda Chacn.
b Jos Anlonio da Silva Mello.
Sexta companhia.
Opilan, Jos Camello do Reg Barros.
Tenenle, Jos de Barros Correa Selle. .
AITeres, Jos Franciso d'Amorim Lima.- *
n Joaquim Demetrio d'Almeida Cavalcanli J.u-
nior.
Oilava companhia.
Capilo, Francisco Anlonio Cabra! de Mello.
Cninmti n i coti-se ao refer-lo coin manda ule superior.
DitaO presidente da provincia, altendendoao que
lhe requereram os capiles avulsos da guarda na-
cional, Manuel Alves Guerra Jnior, Jos Francisco
l.avra, Jos Rodrigues Pereira, Tenenle Joo deis
Santos .Vorln e alferes (aldi/io Antonio Alves Fer-
reira, esle j)ertencen1e ao municipio de Olinda, e
quellesao ilo Recife, resoive, nos termos do artigo
90 da lei n. 602 de 19 do selembro de 1850, refor-
ma-Ios nos mesmos poslos, e ordena que neste sen-
tido se expecam asconveuicntcs communica;oes.
t 25
Officio Ao Exm. mareclial commandante das
armas, recommendando a expedirn de suas ordens,
para que seja recebido como preso no cstado-maior
do quartel do Hospicio o ex-secrelario do corpo de
polica Augusto Carlos de Lemos Pacheco, alim de
poder responder ao processo que contra elle se est
instaurando. Communicou-se ao commandante
daquclle corpo.
Dito Ao mesmo, dizendo que pode S. Exc.
mandar vir da comarca do Limoeiro o capilAo Jos
Lzaro de Carvalho, visto que he necessaria a pr-
senla dellc nesla capital, alim de ajustar as suas
conlas. ,
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazenda,
inteirandn-o ile haver o juz de do Bonito. .'Ir. Manuel de Freilas Cezar Garre/.,
participado que lendo chegado !'i provincia de Sergi-
|>e para lomar assento na reepecliva assembla legis-
lativa, recebeu communicaro official de ler sido
adiada para o da 20 dcsle mez, a aiierlura da mesma
assembla.
Dilo Ao director das obras publicas, iuteiran-
do-o da haver, cm vista de sua informarlo, indeferdo
o reqocriiiicnlo em que Joaquim Ribeiro de Aauiar
Monlarroyns, arrematanle da punte sobre o rio Pi-
remelle, mande me. |J%r ao artminitraclor da 'rapama pedo permissiTo para substllnir a parede dt
Ijpographiat Unio a quanlu, de 18J. importancia lorroes de relva para uonsotidacao dos taludes, por'
dos mappas qu< foram feitos para a directora uial uma carnada de trra mas arenosa c ecmentada, ou
*
I
i mappas qu< forar feitos para a directora gfjBl
da inslrucrao publica.
Dilo Ao mesmo, para que 4 visla do confie-
leule cerHficado, mande pagar a Joaquim Candido
Fetreira. arrematante da conservarao da estrada da
Victoria, i imporlanciD da primeira prcslarao do ter-
"mode seu contrato. Communicou-se ao director
das obras publicas.
Dilo'.Ao mesmo, dizendo ficar inteirado de ha-
ver AolOBo Flix Pereira, dando por fiadores o
Exm.senador Francisco de Paula Cavalcanli fle Al-
buquerque e Manoel Francisco Duarle. arrematado
_ o pedagio d Barreira de Santo Amaro de Jaboalao,
petaquantia de cinco conlos o um mil res, c de-
clarando era respojla que approva essa arremata-
rlo.
Dilo Aq director das obras publicas, dizendo que
deveSmc. conservar naquella reparticao, a -bussula
, com pe e cnrrenle, que tejido sido enviada ao pri-
meiro tenenle Jos Ignacio Coimbra. quando csteve
em Cimbres foi entregue na mesma repartirlo
pelo primeiro lenle Manoel Deodoro da Fon-
seca.
DitoAo mesmo,|Jtorsan jbra da rasa de detengw, o bMMkfk^arcSo de que
Smc. frata. Comm'unicou-fS a UiesouraYIa provin-
cial.
Dilo r A" cmara muocirlal re Iguarass, accu-,
> sando recebido o balanro datreceita e despeza da-
quella ramara, relativo ao anuo finaurciro munici-
pal de 1812 a 1853, e bem assim o orramenlo para o
de 1854 a 1855.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor,, para fazer transportar para as Alagoas no va-
por fmperatriz, dous caixcs com artigos de farda-
fhonto do oilavo balalhao de inmutara.Coramuni-
cou-se ao director do arsenal de guerra.
DilaAo mesmo, recommendando que mandedar
transporte para as Alagoas, par conta do governu no
vaper Imperariz, ao capitn tenenle da armada Mi-
guel Joaquim Vicira.Communicou-se ao comman-
dante da estacSo naval.
' Dila,Komeando o alferes do pslado-maior de se-
gunda classe da exerc>tu,Alo\andrc Augusto de Fras
Tillar para eXercer inlerinainenle as funcrOes
de rnajor do balalbao de arlilharia da guarda nacio-
nal deste municipio. Fizeram-so as necessarias
communicasoes.
DilaConsiderando vago o lugar de subdelegado
da fregueza da Gloria do Goil.i, e Horneando de con-
formidade coin a proposta do chefe polica, ocidado
6 Mara dos Santos Cavalcanli, para o referido
lugar.Communicou-se ao referido chefe.
ssidente da provincia tendoem visla a
nenie coronel nqmnoandaiile do.tercei-
re.terva.da guarda nacional do muni-
'
t
FOLJHETIM.
MEIORLVS DE [I KEI. (*)
mo AiQDa u rsus, s aao ueWB
*+*+., i
PRIMEIRA PARTE.
IX. "
Don tiros de pistola.
( Conlinuariio J
:ididametilc Dimitri era um criado de activi-
le sem segunda. Elle achara o visconde de Cha'-
Uenil junio da amante, cootora-lhc que Iralava-sc
fie um duelo serio, o visconde tomara- a espada, o
dfixfita- a amante. Achara o marquez de Loovain
o'senlado a unja mesa de pa*a-dez, dssera-lhe
.que o duque esperava-o. em uma mesa de lansquenet
Ibrmidavcl, c o marquez apressra-saa correr casa
do duque.
Quanlo ao conde de Sivry, a garrafa de vinho do
nheno nao podera sustentar urna segunda lula com
uma garrafa do vinho de Champagne, e elle nem
sequer deu-*c ao prazer de esvasiar a primeira anfes
de lanrar-se a segunda. ...
O visconrle chesou eom ar espantado, o marquez
com a phjsiouomia animada, o conde com o olhar
melanclico.
Entretanto o duque fizera singulares preparativos
^PyV1* "H" te D.rrrilri. Abrir sua papelli-
vbrtTbalas. Dn,a com d,la9 Pi9l0"^l,|-
ra com um cuidado minucioso se a pl-
vora eslava bem secca, se as halas erando calibre
c saUsrilo eom osle exame carregra df,^*r Ido'
i*. Ka primeira bulara plvora smen e, n, s
d iniroduzira uma bala. e' Da bc=""
'FeTmiaada etsa operaro, lornou a melter as dus
pistolas na bocota, a qual pozemeima da ehaminS
eesoerou. "L|
Tuilo islo foi feilo com um sangue fro, com uim
reaularidade, com uma precisao que nao crao fallan
Je eerlo cuyaho sinisero.
'' Quando aesentoa-ae, o joven duque crozou os bra-
vos e aspernas, e poz-se a refleclir esperando as pes-
que Dimilri liulia ido chamar. Seu corario es-
lava violenlamenle coininovido ; mas seu espirito
i.inservava lixis a sua raima r loda a sua screnidade.
Elle |asa\a que quesinn que se apresenliiv
marco, por ser encontrado com faca de pona *-esl-
se procedendo ao competente su miliario.
Amaro Jos de Oliveira, rcmettido da provincia
das Alagoas, para onde se refugiara a 27' de marro
como indiciado em furto de escravos esl-se pro-
cedendo ao competente summario.
Antonio Joaquim de Araujo, preso em flagrante
por avanzar com rima faca de mesa para ura indivi-
duoConsta ser lonco. i
- Lmirenco Jos de Araujo, Francisco Vieira da Sil-
va, Miguel Tertuliano da Silva, Antonio Jos de A-
raojn, Pedro Ferreir de- Andrade, apresenlaram-e
a prisSo a 5 do correnlc, ostros primeiros estao pro-
nunciados noarl. 192 do cod. pen., e os dous ulli-
Imosestosendo processados por denuncia do mes-
hio crime do morle.
Calislo Rodrigues Ferreira, remettido para recruta
pelo subdelegado do Boique a 31 de marco.
Jos Bernardo Ferreira, preso no 1. do crranle
por furto.
Francisco Pereira da Costa, roo pronunciado no
art. 192 do cod. Jfen. e pela minha orden, pelo al-
feres commandante do destacamento, a 7 do cor-
rele.
Joao Pereira.presc pelo subdelegado, do 1. distre-
lo a 31 do prximo passado, por ferimenlos feitos na
sua mulhcr.
JoaoBaplistaAccoIi, preso a minha ordem a 7
do correte, por diversos furtos de escravos est
sendo processado.
Marccllino Pereira da Silva, presos minha ordem
a 9 do correle, por furto.
Msjor Chrislovao Teixeira deMacedo, apresenlou-
se ao joiz municipal a 9 do corrente, reo1 pronuncia-
do por esta dSegacia no arl. 193 do cod. pen., pela
moe feita a pessoa do eapitao Antonio Rodrigues
Lima. '
Ignacio Alves da Costa Jnior. dem dem.
Francisco Feij da Alboquerque. Criminoso na
provincia das Alagoas, por furto ds escravos, e preso
no dislrclo de Correntes pelo commandante do des-
lajawenlo, por minha oidem, a rqisicao do de-'
legado do termo da Assembla.Ja o remelli ao res-
pectivo delegado.
Francisoo-Ferreira Leo, por alcunho, Vermelho.
preso por ordem minba a 10 do correte, no distric-
to de Correntes : consta ser reo pronondo na pro
viuda das Alagoas, ecni Quipap.He espoleta e
cha-se indiciado em crime de furto de animaes nes-
la provincia.
Jos dos Sanios Correa. Recrutaremettido em
11 de abril pelo subdelegado de Papacaja?
Manoel Ferreira de Azevedo. demdem.
Jos Leonardo. Remettido pelo subdelegado'de
Papacara, como reo pronunciado, sem declarapio de
cnlpa. '.
Joao de Barros Correa. Preso por minha ordem
pelo commandante do destacamento a 11 de abril por
indiciado em crime de morle. ,
Delcgacia de t Garanhuns 12de abril de 1854.
Carlosde Mofaes Camisao, capilao delegado.
que aquella obra -seja recebidn provisoriamente sem
a conclusao desse pequeo servido.. Igual commu-
uiracan se fez ibesourarn provincial.
DitoAojan municipal supplcule da primeira
vara desla cidade, remetiendo por copia" o avtfa da
reparlijao da juslira de 3 do correnle, e bem flsm
o decreto de 30 de marco ultimo, pelo qual foi per-
doada ao reo Custodio Ferreira de Mello a pena de
setc anuos de prisao, ejn que foi condemnado por
senlcnra do jury desta capital.
DiloAo alfares Manoel de Azevedo do Nasci-
mento, subdolcgadrAo dislricto de Timbauba, re-
commendando, que Irate de atusar uma casa na-
quella pnvo.-ir.ao, para servir de quartel ao destaca-
mento sub seu niiniman.lo, nfim deserem entregues
com hrcyidade aoshonleiros do finado Anlonio Jos
Guimaraes, as chaves da casa em queso aclia actu-
almente aquarlelado o mesmo destacamento.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, pora mandar dar passagem para as A lasoas no
vapor Imperariz, ao alfercsMaael Joaquim Bello,
e ao cabo de esquadra Vicente Rodrigues dos Santos,
que, lendo viudo em servicoa esta provincia, vSo re-
colher-se agora ao 8. ballllo de infanlaria a que
pcrlencem. Pnrtidpou-so ao mareclial comman-
dante das armas.
DitaO presidente da provincia, attendendo ao
que lhe requeren o paisano Manoel de Mello Pila,
resolve, que seja elle admittido ao servco doexerci-
to como voluntario por lempo de 6 anuos, contados
do di cm que se verifiew o-seu alislamenln, visto
que em inspeceo de saudc oi julgadoapto para csse
Om, abonatHo^so-lhe alm do suido, que por lei lhe
competir, o premio de 3008 rs., que lhe serao pagos
noslermos do regula me uto de 14 de dezcmhro'de
1852.Fizcram-se as necessarias communica;oes.
Relaco daspestoas que pelo capilao, delegado do
termo de Garanhuu/, foram reeolhidat a cadeia
da mesma villa desde 13 de marro ultimo.
Cosma Gomes da Si Iva,presa em 19 de marro a're-
qusrao do juz de direilo da comarca.
Joaquim Pinto, remettido pelo subdelegado de
Correntes a 19 de marco, por furto.
Joaquim Jos de Santa Anna, idem idem furto
de cavallo.
Jos Manoel da Silva) alias Jos Leao, idem idem
pur morle osla sendo processado.
* Jos Luiz de Barros, preso minha ordem a 19 de
marco, por ser encontrado com faca de ponaest-
se procedendo ao competente processo.
Francisco das Chagas, preso a minlra ordem a 19 de
era para elle una queslao de vida ou de morle ; que
era uma provaro formidavel.para sua honra, da
qual rumpra a lodo c, cusi, que ella sahislc sem
mancha ; que se permanceesse indeciso nc'ssa occa-
si.lo, loda. a sua existencia (icaria eternamente ma-"f
culada, c que era melhor uma morle honrada do
qpe uma villa suspensa de umasuspeilade infamia!
Disso eorasigo que afinal era so no mundo, que
nao deixaria apon si nenhuma saudade amarga, que
seu tmulo se fechara sem rumor, c que nenhuma
dor viria ajoeihar-se sobre a pedra funeraria.
Que importava-lhc vverou morrer sua vida li-
nha sido lao trislc al entilo ; elle eslivera j lio
porto do suicidio que a imagem da morle nao era
eslrauua ao seu espirito... elle a linha j entrevisto
muilas vezes alravez dos vog fluctunnles de seus
sonhos... nos mosdiasda duvida, e do desespero...
e >eu dedo mostrava-lhe'enlan o co como um refu-
gio cerlo.jcorao um abrigo protector. .
Todava desde que eslava em Millau, meira vez que psrava no lumiar da vida, prestes a
lanrar-se na eternidad. Sua vida ah Tora inuito
oceupada, o visconde rJe Chdcuil de una parle, a
Mascherat de cintra, haviam-lhe conservado o es-
pirito despertado...
-r Chadeoil, Gcorgele mnrmurou elle recostan-
do-se na pollroiia c rechando brandamnle os olhos.
Chdcuil I era o primeiro homem que tinha-Ihe
sidoUo rrancamcntesjmpalhico... Era o primeiro
amigo, as mos do qual linha de 13o boa vonlade
repousado a mito! Chdcuil cramais idoso qne elle
uns dez annos, mas pareca ao menos lao moro co-
mo elle... Era um verdadeiro lypo de genlilho'mcm
assim como a historia da media idade deixou-nos
alguns.
Era bello, vivo, espirilmiso, ciegan
linha nm ar particular de nobreza c di
l 'I
Vide Diario n;95.
.;anle, seu rosto
linha umar particular de nobreza e de sinceridade,
elle camiDhava lutrcpulamcnlc alravez da vida of-
ferecendo seu peilo nu' .-> loda'a espada leal, se co-
rarao a lodo o senlimenlo generoso... leria sacrifi-
cado viole amantes por uro amigo, tena ntorrido
vintc vezes pelo seu re !... O joven duque ama-
va-o ruin, todas as afTeices de sen coracao, ecmbori
o ronlicccssc apenas ha duas semanas, nlia-llie vo-
tado urna,amisade que criara vivas e profundas
rijizes... -J^*^1**.
A Maseterata! era a primeira mulhcr em cuja
fronte esqnecra seu otliar pensativo... Era formosa,
admiraveiniiMite feita em todas assuas propon;i>es ;
a camlura e a iiigenuidadebrilliavam em seq bellu
rosto pallidu, e nm ar de inefarel bondade respirava
em seu gorrisn melanclico. Ter-se-hiam encontra-
do muilas mullieres de urna belleza mais deleitosa,
nao se teia adiado urna ai que offerecesse jio lodo
EXTERIOR
-
PORTUGAL.
Caa doiDltno! Pare*.
Sessao de '13 de fetereiro.
O Sr. Ministro dos negocios cstrangeiros e da
marinha Passo a Iralar agora das desinlelligen-
cias que tiveram logar em oiKubro de 1852, entre o
goverao, e o ministro do Brasil uesla corle. ( .O
Sr. visconde de. Laborim Oucam ) O digno Par
o Sr. visconde de Laburim, quando'se referi a esta
queslan, mostrou evidenlemenle que prlilha da
lo,dc Inglaterra, para por termio a questao sobre o
procedmeolo do ministro do Brasil nesla corle. Nao
existi tal intervengo, nem ela foi pedida, nem
cntrou jamis no pensamenlo Ido governo, que po-
desse, nm devesse ler lunar,/ nem era necessaria
para caso algum. Porm, eu nao teoho desejo de
dcsaGgurar Os fados; e digo mais, para suspeilar-sc
que o governo portugoez pra csse passo, leve o
digy Par um certa motivo, fue, nao sendo vcrda7
dero, podia comtudo induzi-t om erro invol-unta-
rio. Para demonstrar islo, fl forcadp^a dcsccr al-
gum tanto a particularidades, qu des?~-a evitar,
para nao parecer demasadarmoteh^|u'ii>so.
O governo vio^e obrigado a flerromper as cora-
m un cagues offlciaes com o ministro do Brasil
mas s com elle: nao comprebendeu ne-la me-
dida a legarlo br asi Ierra. O faci era individual;
a deniunslrai.-ao que esse ficto frovorava, nao devia
passar da pessoa, que o platicara : para que iste
fosse dev idamente apreciado, ido devia consentir-sc,
que houvesse incerteza e duvida por parte das pes-
soas, que qncriam e deviam scrinformadas do acon-
tecido.Os membros do corpo diplomtico, que de-
sejam sempre receber informaees de objectos loes,
para os (ransmitlirem aos seus governos, procura-
vam informar-se de mim, de qual fra o procedi-
menlo havidocom o ministro do Brasil; e eu a todos
o expliquei, mencionandc-lhcs, bem cxprcssanienle,
para que com exaelido fuessem as suas parlicpa-
res, o que o governo, com niulu desgoslo seu,
fra obrigado a praticar s exclusiva'e pcssoalmcnte
com o Sr. Drummond, e os motivos porque assim
obrara.
Acontecen por essa mesma occasiao enconlrar-me
com o ministro de S. M. Britnica nesla corle ; c
sempre possuido do desejo, exactdao o occorrido, e*s motivos que haviam de-
terminado o ministerio fui com elle nao menos
explicito, do qne fra coro os oulros d i ploma ticos ;
c pedi-lhe mesmo que fiesse a communicaro, do
que acabava de me ouvir, nao s ao seu governo,
mas lamban ao ministro inglez no fto de Janeiro,
o Sr. Southern, que j aqu havia sido encarregado
de negocios, para que este cavaliero podesse adiar-
se habilitado a explicar o facto, no caso de dar-
so a neCcssidade, ou oppcrtunidade de o fazer.
Eu, cm carta que egerivi ao. Sr. conde de Lavra-
muniquei a oceurrenca com loda a explicarlo da
sua importancia: quero dizer, fazendo-lhe sentir,
qae a nterrupco da correspondencia official, era s
com a pessoa d minislro do Brasil.
O nosso ministro, cm urna conferencia que leve
com o ministro dos negocios cstrangeiros de S. M.
Britnica, fallnu eom elle obre este objeclo, do
qual o minislro inglez nessa corte, lhe havia dado
conhccincnto, e nada uns houvc do que referir-
se o caso, de que ambts haviam recebido partid
cparao.
Succcdeu depois desla cjii\ ersaro, qoe lord Cla-
rendon desse a noticia do occorrido a lord Aberde-
en, e qu.e Csle levemente suppofafcg, que baveria
alguma perleuran da nossa (arle aypcdir-lhe a ar-
bilragcm do governo Inglez mera eonjectura sua,
e para a qual nao linha o menor fundamento, por-
que o facto era como eu o levo referido. Lord
Aberdccn, fallando com o ministro do Brasil, na
corle do Londres lhe disse, que se tralava da sp
posta arblragcm, o que muilo admirou aquello di-
plomtico, o qual nao linha a menor idea 'de tal
pertenro, era a cria necessaria por uenhum mo-
tivo ; o nao obstante isto julgou dever referir ao
seu rsped i vn ministro no Rio de Janeiro o qu ou-
cos, que entenderam e me censuraran por ter usa-
do, sem precedente, e inconvenientemente do nome
de sua magestade na nota que dirig quelle mi-
nistro, partiapamin-llie a inlcrriipcao da correspon-
dencia official com elle da parle do governo de
Portugal; o digno Par, por um modo significati-
vo, disse que at se usara n'aquella nota do ex-
celso nome da rainha.
Lere i cmara a parte da ola a que S. Exc. fez
allusao (ei). b Por ordem da mesma augusta se-
a nhora, devo communicar a V. Exc. o seguidle,
etc. Estes sao os termos de que usei na minha
nota, que lem a dala de 8 de, uovembro de 1852.
Permitta-mc a cmara que eu leia tambera parte
de uma nota, quo tem a dala de 8 de abril de 1851,
e que diz o sguinte : Ordenou sua magestade ao
abaixo assgnado, que pondere a S. Exc, ele.
Creio que nenhuma differenca'ha, nem no sentido,
nem na forma" usaija, em uma e outra ola ; e te-
nlio, porlanto, muila salsacao cm socegar o ani-
mo do digno Par, p Sr. visconde de Laborim, de-
claraudo-lhe que fra o digno Par, o Sr. conde de
Thomar, que redgio ncsle ponto, pelo mesmo modo
que en Gz, o ultimo pequen? extracto que acabei de
ler. O diguo Par, o Sr. visconde de Laborim, por
certo nao recusa a auloridade. *
Tambom servio de censura o ter eu datado do
Paco a minha nota. Oulros ministros- que me pre-
cedern), pelo mesmo modo dalaram do Pajo as
notas que dirigram a diversos diplomticos estran-
geiros, e entre ontros est presente quem o fez, re-
firo-me ao Sr. visconde de Almeda Garrcll.
Inexacto he tamban oque S. Exc. allirmou, de
que se linha, da parle do governo portaguez, bus-
cado a arhitragem, a que S. Exc. chamou palroua-
opiniao emlida por alguns dos seus amigos polili- vira a lord Abcrdecn. D'aqui proveio o que o mi-
de sua physionomia tantos encantos docemenle en-
cobcrlos... Gorgcle possnia ao mesmo lempo a ne-
bro elegancia da aristocracia, e a affectuosa henevo-
Icnora da burguezia... Nada era mais magestoso do
que seu olhar, nada era mais seductor do que seu
sornso... O joven duque amava-a tanto pela sua
nobreza,. como pela sua bondade, e ter-lhe-hia lido
igualmente a amisade tranquilla de umirmaoou a
ternura iuquicla de um amante.
Georgele Chdcuil murmurou elle...
E como se no momento de partir para os mundos
desconhccidos, a saudade lhe houvesse pela primei-
ra vez locado1 o coracao. algumas lagrimas cahiram-
lbo brandamcnle dos olhos. e foram cnchugar-se em
suas [aces ardentes. Foi nesse momento quo os
genlishomcns levados por Dimilri enlraram no
quarto.
O visconde de Chadeuil precipitou-se para o du-
que, c esquecendo assuspeits injuriosas do>princi-
Pf Harlzoir, estcudeu-lhc as maos com ceuerosa cor-
dialidldc. -.' i
O joveu duque recebeu-o com uma affeicao fra
e digna, apcrtou-lhe silenciosamente a maoi o de-
signando-lhe rom a outra uma cadeira que acabava
lar-se nclla. Dingio-so depois ao conde de Sivryr
uepois ao marquez de Louvain, e lendo repetido o-
mesmo geslo, foi fechar a porta, e lornou a ir recos-
tar-se i chamiu..
Os tres gentshomens formavam assim um circu-
lo eslreilo dianledello. Chadeuil ficra slupefac-
( com a recepeflo recatada do duque, Lonvain pare-
ca descontente, c Sivry que comesava a perder a
embriaguez, lanravade quando cm quauJo um olhar
obliquo sobre o cscravo Dimilri.
Todos esses preliminares Muan-se passado etn
muilo menos tempo do que levamos cmconla-los.
Depois que todos se sentaram est abeleceu-se um
silencio solemne.queoduquerombou uestes termos:
Seuhores, disse elle com voz grave vollando-
se para o conde c para o marquez, d evo o prazer de
coiihece-los, e a felicidade do gozar de sua amisade
accresccntou drigndo-se ao viscom le, A uma cir-
cumslancia fortuito, a um acaso pi ovideneial, que
rcunio-nos em uma hora dada, no i nesmo ponto da
estrada que val de Miltau < Goldin; en. Os saibo-
res aaolheram-me como um cumpal rila, amaram-
me como uirt irmao, sem perguular -me nem mcu
nome, nem minha posirao, nem se vi nha como ami-
go, nem se o acaso das revolures fin -ra-rae seu iu-
mso... Por csse arolhimeiiln verda leiramenle ra-
valleiros.1 bei de conservar-Ibes, en i ineu coracSo
um i'eaoiiheriiiii'iilu eleruo...
Todava^cuiheudo-uie com tanta franqueza, Ta-
nslro dos negocios cstrangeiros no Brasil disse no
senado a respeilo da solicitada arhitragem de Ingla-
terra.
V6-se pois que de uma falla de intclligencia de
palavras, ford Aberdeen' communicou uma inexac-
lidao ao minislro do Brasil em Londres,* e este
fez a communicaro desla noticia ao seu mi-
nistro,
Mas nao leudo o governo pensado em arbilragem,
nao se havciido passado senao o que acabo de refe-
rir, e no qoe me nao atfaslo da rigorosa relaco dos
aMos, segue-se que o governo nao pode ser censura-
doporactos que nao foram seus (Apoiados).
Disse o digno Par que o Sr. conde de Lavrfdio
fizera sobre esleassumplo, em Inglaterra, relevantes
serviros. A este respeilo eu devo declarar aqu
mui explcita, e solemnemente, que o digno Par o
Sr. conde de Lavradio he um alto funecionario
chelo da prudencia, de um enlendimenlo superior,
o que desempenha da maneira mais lonvavel e ju-
diciosa todas as incumbencias que recebe do gover-
no (Apoiadot). o pode ser excedido na dignidade
com que representa o Soberailo do seu paiz, o que
alm dos seus dotes pessoaes lhe concilia loda
contcniplacao dos seus collegas diplomticos na corte
em que se acha (repelidos apoiadot}, e finalmente
deve-so confessar que em lodos os actos pralicados
pelo nobre conde, ofciaes ou nao offlciaes, reluz
sempre aquello amor de patria, que elle nunca dei-
xou de manifestar pelas asas do nosso paiz, pela
dignidade do governo e boaW d nac.o porlugueza
(Muilas apoiados).
Islo que acabo de dizer he pura verdade sem
a menor exagerarao; mas com a mesma verdade e
exactdao declaro que, o ministro do Portusalcm
Londres nao leve de empregar trabalheljlgum.sobre
zendo-mo adrnitth- nos'sal6^4aciigraco fra>ice-
za, os seuhores emppnliaram-sc u proteger-me
e defender-me da injurias de uma hospilalidade
desconfiada, assim como eu empenhei-me para com
os seuhores a nao soffrer nenhuma injuria sem rc-
pelli-Ia, e apresen-lar raen peilo leal totl.-i a calum-
nia prfida. Determinados assim claramenr os de-
veres recprocos que nos impozemos reuiiindo-nos,
passo a tratar do negocio mui penoso para o qal
mandei pedir-llies que viessem.
Um duelo ? disse o visconde.
O senhor foi insultado* perguntou Louvain.
O senhor bale-so > murmurou Sivry.
Um duelo l eu afloo temera, respoudeu ojo-
ven duque, se houvesse sido insultado directamente
e em face, a mim mesmo encarregaria do cui-
dado de vmgaro insulto piinindo oiasullanle, emfim
se livessc de bater-me, pedira aos saibores para scr-
vircm-me de testemunhas, e nada mais.... Nao, se-
uhores, o negocio he mais grave, e exige um desen-
lace bem difietente...
Que ha cntSo? perguntou Louvain com innui-
etajao. '
, Ha, senhores, proseguio o duque, que esta noi-
le em casa do principe Harlzoir um boato ofensivo
para os senhores que me serviran de uadrinhos, pa-
ra mim que sou-lhes desconhecido, circulou nos sa-
lees cheios de gente beque aisla hora aquello
que lhes Talla esl quasi deshonrado...
Deshonrado disseram ao mesmo tempo o
marquez de Louvain, c o conde de Sivry.
Deshonrado repeli o duque erguendo no-
brcmenlc a fronte emquanlo um leve rubor vinba
corar-lhe as faces, deshonrado!... o visconde de
Chadeuil, mea amigo ouvio a injuria, e leve a bon-
dade de dofender-me... lie essa uma coragem quo
aprecio, e que adquirc-lhc loda a minha dedracfn;
mas nem as generosas palavras que o senhor "dis-
se, nem a indignadlo que mostrou bastam de ora
em diante... Pois mesmo os senhores nao salan mais
que o principe HarlznlT se o honicm que acolhcram
13o Icviauamenlc he ou nao um espan |.
Cm c-spiao !... exclamou Louvain levantan-
do-so.
Um espiao repeli o duque, cujos labios lor-
naram-se paludos, e cuja fronte enrugou-se.
He impossivel disse Sivry.
. Pois o disseram.
Quem
esle instante todos os cebos de Miltau o re-
pelan, e os saibores mesmo pergualam coinsigo se
levan rrer-me ou lemer-ino !...
liin silencio signifiralivo succedeu a essas pabi-
vras. Q duque sorrio amargamente, e lancuu sobre
este negocio, Vjue por all nao corra: redusiram-
sc todas as suas occupaQes a receber e responder
s rommiinicaces que lhe liz a respeilo do objeclo
i cerca do qual me transmudo a sua opiniao. Eu
sempre o far-o sabedor de quaesquer occurrcncias
mais graves, porque considero a legaeo da Ingla-
terra como centro dos nossos negocios diplomticos
e aonde principalmente convmque os negocios de
mais ponderaran sejam devida c justamente conhe-
cidos c apreciados.
He comludo certo, que a transaran de que me
oceupo foi exclusivamente minorada e levada ao
fim pelos dous governos, mediante a gerencia offi-
cial do minislro portuguez no Rio de'Janeiro;
nenhunia oulra' intervenjao, nem nenhuma nutra
cnlidade tevo parte no assnmpto desde o seu prin-
cipio al sua conclusao (Apoiados J.
O digqo Par o Sr. visconde de Laborim, que
tem dignamente percorrido uma tonga carreira de
magistrado, cestumadoa ver nos aatos o Modo por
que os ad\ ligados sabem defender os seus clientes,
minorando osefleitosde ai ensarno, corren rpida e
resumidamente quando se relerio ao officio do mi-
nislro do Brasil, era que este dera parle ao seu go-
verno de se ler desenlia lo uma imaginaria fabrica
de carnes emsacadas muilo adulteradas c corruptas
em Aldea-gallega.
S. Exc. com relutancia disse que cria que a-
quelle diplomalico se.-dera ao ercess de dizer, que
a\ car na humana semislurava as'carnes ensacadas
e no emtanto o officio foi publico, e ninguem deixou
de saberos termos e o sentido em que fra escripto!
Quasi pelo mesmo modos e expressou lambem
o digno Par Sr. conde de Thomar sobre o mesmo
assumpto.
Nao he mcu proposito encarecer o que o officio
contera,. mas igualmente nao desejo que conste
menos do que elle diz, e por isso peco licenca
cmara para o ler; mas observarei que ha j muilos
mezes'que o facto acontecen ; quando elle constou
produzu grave sensacao publica, e o govecno pro-
redeu entilo como devia proceder. Hoje essa sen-
sacao he menos forte, e para ayaliar o facto pre-
cisemos transportar-nos ao lempo em que leve
lugar. Esse mesmo facto quesera ao principio a-
valiado como mereca, mais tarde era desculpado
pelos escriptores de partido.
fac,o, considere ludo istodevo notar que o offi-
cio nao vem desjgnado confidencial e foi'maudado
publicar pelo governo. do Brasil ( Leu).
2. Seccao u. 92.Legarlo imperial era Por-
tugal, Lisboa em o 1. da juih de 1852.
a Illm. e Exm. Sr. Como de Portugal se cx-
porta para o Brasil nao pequea porcao de paos
a e ehoiiricns annualmente, devo informar a V.
a Exc, para conhecimento do publico, que a poli-*]
a cia deste dislricto acaba de desrobrir por denun-
n cia uma fabrica dcsts artigos em Alda-gallega,
a onde serommellia toda a esiiccic d falsificacao
ii na maiiufadiiru deltes, ajuulando-sc a carne de
porco, de quo sao compostos, carn de c3o, gato,
u cabrito] cacaLo e de oulros anmaos marrn por
a doenca ou cansara. Dcsconlia-sc que al carne
humana se lhe ajunlava.
2. Islo que eslava aconlccend cm Aldoa-
gallega, e foi descoberto por uma denuncia, lie
a presumir aronicra tambem em oulras partes, c
e que assim tenha do, e costume ir para o Ilr.i-
sil palos e cbouriros, e mais .carnes ensaccadas,
corrompidas, adulterada, envenenadas mesmo
por este nqualaflcavel proceder da acarezd e da
a immoralidade.
a He incontcstayl que a polica do dislricto da
capital se faz com mjis acert e menos ncgf-
gencia do que nos oulros distrclos do reino.
He lambem incontestavel qne neste dislricto da
capital as fraudes e falsificacoes nos negocios de
commercio e meio circulante sao menos frequeo-
tes do que nos oulros.
Islo posto sobra razao para acreditar, oii ao
menos presumir, que nos oulros distintos, sobre-
tudo nos do M'uihn, c Douro, anude, esta indus-
tria se excrc em maior escala, e da mesma
; forma se embarca o seu producto pela barra do
Porto, igual, ou maior adulteraran baja ainda
no exerricio della; e que polica nao faca maioi
caso, ainda quando tenha disso denuncia feche
a os oVtoaKbix tolere por conveniencia a coutinu-
ar,ao db'-erme.
mais 'que uma v inganca particular.
.a Tenlin a?Jionra de renovar a V. Exc, os pro-
ir. testos da minha mais perfeita estima, e subida
consideracao. Illm. eExm. Sr. Paulino Jos
Sores de SouzaAnlonio de Menezte foscon-
a Cellos de Drummond.
a Perguntarei agora alodos os que me ouvem-
ha ou n3o aqu Iranslorno da verdade? Ha; ha ve-
ra tambem insulto nai.-ao porlugueza? Por.certo
que ha (Repetido apoiados).
O governo devia esperar que aqnelle diploma-
lico que durante tantos annos residir em Portugal,
que possuia lanos mcios de informar-se dos acon-
lecimenlos anda os menos pblicos, se nao lem-
braria de csrrever participares de tamanha impor-
dancia, e peto modo que o fez, aules de achar-se
munido dos documentos mais seguros para as justi-
ficar: no succedeu assim.
Publicado aqu esle officio do minislro do Bra-
sil, diariamente me vi opprimido de represenlacOes
do muitos individuos, e de corporaces do com-
mercio, e oulras que de toda(a parte do reino me
foram enviadas, queixando-se amargamente con-
Ira as asserees oflensivas c caluniosas' que naquelle
officio se encontravao.
A imprensa de todas as cores polticas, sem dar-
se uma s cxcepcaii, linha uma s para condemnar
a offensa da honra e do carcter nacional, e aquella
parte da mesma imprensa qne lem constantemente
advogado a poltica dos dignos Pares da opposicao.
perguntava sem ressar o qoe fazia o governo, c co-
mo se permilda que o minislro do Brasil conM-
nuasse a residir em Portugal! Mas o governo pro-
cedeu com screnidade; antes de dar esse pasco pro-
curen buscar inforraaces, e por modo delicado c al-,
lencioso perguntou ao Sr. Drummond', donde livera
elle os esclarecimcntos, ou os documentos de' que'
se servir para dar parte ao sen governo de um
Tacto que nunca fra- por ns conhecido, nem o era
naquelle mesmo momeuto ? A resposta que recebi,
divagando sobre muita cousa alheia da questao, re-
duzia-se a que era r .publica, e que o seu officio
fra confidencial, quando no mesmo officio elle
declara que era desuado ao conhecimento do pu-
blico !
A ultima observarlo a considerei muito aggra-
vante. porque parece que a perlencao era calumniar
impunemente a nacao porlugueza, privando-a do
conhecimento da accosarjto e dos meios dt se defen-
der: e quem pode saber quanlas participar/tes igual-
mente falsas e infundadas leem sido dirigidas con-
tra nos por aqucllc diplomtico ao seu governo!
A' vista de tedas estas circumstaucias. que menos
poda fazer o governo em demonstrarlo do senti-
incnlo que lhe causara tamaito ullrage, do quo in-
terromper cor aqnelle cavaliero-, ,e s con) elle, as
coinmnnirac,cs officiacs, pediido ao governo d
Brasil que mudasse de iniuislro ne^fccrle '.' Por
outro lado o governo considerou seare em rodas
as fuucroes publicas a legacao brasileira, e foi.as-
sim que, no dia natalicio ds sua magestade o impe-
rador do Brasil, foram convidados a j^tfar no paro
o secretario" e addidos da mesma legajad, e lodos
aceilaram a honra do convite.
Agora, cm qnanlo ao termo da questao, ella foi
concluida por um accordo amigavel entre os dous
governos: convieram, que feito .um annuncio na
fulha official de Lisboa, deque, depois de mutuas e
satisfactorias explicar oes,' se ac}cam reslabeleci-
das as relacoes com a legaco do Brasil; o Sr.
Drummond saldra de- Portugal cm gozo do uma li-
cenca quo linha para esse fim, e nao voltaria mais;
assim liraria satisfeito o nnny desejo, e os dous go-
vernos se dariam por contentes.
Pelo modo por que fra feito o annuncio, o go-
verno nao devia merecer a censura dos dignos pares
os Srs. conde de Thomar e visconde de Laborim, e
SS. EE- pelas observaces quo fizerarn, parecan!
mais prppriamente advogarera a causa.do minis-
tro do Brasil ; a linguagein de SS.-sE., quasi
pelos mesmos terrniH, foi a linguagem dos jornaes
da opposicao no Uto e Janeiro ; e as reflexoes que
lizeram sobre o anouymo do annuncio foram as
mcsnias exactamente que o govorno d.i'Brasil ouvio
contra s. Diz o Sr. viscociU e Laborim, que o
Sr. DrummfmJ saldr dcst cortepor motivos diver-
sos dos que se allegara; isso sabe-Io-ha S. Ex. o fac-
to lie, que o ajuste feito entre os dous governos foi
cumprido: o Sr. Drummond sabio, outro minislro
j se acha em seu lugar.
Devo dizer lambem cmara, que depois que di-
rig ao Sr. Drummond a minha ola, em que lbe par-
Mcipei que enlre elle c o governo portuguez cessava
loda a correspondencia official, nem de palavra,
nem por escripto, tive mais communicaro alguma
com aqnelle diplomtico. He para notar, que o
minislro dos negocios estrangeros no Brasil, aggre-
dido no senado, e defendendo-se como eu rae defen-
do, disse'.oh aecutaio de ter mal sustentado a
dignidade do meu paiz, e,ao ministro dos negocios
strangeiros em Lisboa, acontecer o mesmo, igua-
es accutacScs hade ouvir no parlamento portuguez
O minislro do imperio fot propheta realisou-se a
soa propberiaf Ai'xo,;.
As duas opposicoes seguiram a mesma verdade,
liveram o mesmo fim; ve-se, he verdade, que os
dons governos accordaram cm terminar a questao
a descontento dos seus respectivos adversarios; mas
o facto he, que procedeiam com honra e diguidade
para ambas as naedes ( Apoiados '.
(Diario do Governo de Lisboa/,
Um peridico belga, publica uma corresponden-'
cia de Londres, com os promenores curiosissimos
acerca dos poderosos meios de destruirad que pos-
sue a marinha ingleza, e qoe v.to enipregar-se na
giganlesra^ita que se prepara.
A Inglaterra fechou os seus arsenaes a lodos os
curiosos, e al aos membros do Parlamento, para
nao serem condecidos os uovos.meios de destruir^
que vao alm de todos os clculos. Entre estes mei-
os figura o foguetenadador, temvcl invento do ca
pl.1o Wagner, que se achava guardado no arsenal
de Woolwich, com muitos "blros, que esperavam
oceasio para sabir.
Consiste este invento em-um foguete grosso a
congreve, que se dirige cm linha recia Mor d'agua
ronda o navio', em cuj costado iiitroduz uma ca-
bera de ferro que conlm um kilograramo de fulmi-
nato de mercurio. Quando o fogo chega a este re-
ceptculo estala, fazendo na obra viva urna abertura
lao larga como a porta de uma'cocheira, que he Un-
os tres genlishomcns um olhar ao mesmo tempo dig-
no e reservado.
O visconde de Chadeuil foi o primeiro que rom-
peu o silencio exclamando com certa anima'rao :
Mas emfim que importa esso boato diffamador.
se nao he verdadeiro !... Amanban aquellos que nos
virem junios ousarao pon-entura suspcilar ainda que
o senbor.veip a Miltau representar um papel infa-
me ?... Nos o acolitemos com franqueza, ha v anos de
proleg-Io enm coragem... Appello para estes senho-
res que mo ouvcm, e nao duvido... 0 visconde de
Chadeuil parou repentinamente,' e nao alreveu-se a
ir avante : compreheudeu pela allude do conde e
do marquez que duba ido muito longe, e calou-se.
O duque sorrio de novo, apertou a mao do viscon-
de, e teudo-se outra vez encostado chamiu conl-
nou com o mesmo semblante tranquillo, e voz grave:
Obrigado, Mr. de Chadeuil, obrigado pela cer-
teza que d-ine pela t sua parte ; infelizmente o se-
nhor marquez de Lonvain, c o senhor conde de Si-
vry nao tem uma f Uo robusta cm minha lealdade,
e quero convence-tos. cusle-mc o que cuslar, de que
nao suu nem ura inimigo nem um espiao...
Isso nao pgde ser, interrqmpcu Chadeuil. -
Isso pode ser, lornou o duque, e essa possbi-
lidade basla para absolver o condo e o marquez da
desconflauta que me testemunham. *
Nos lempos difllcies era que vivemos comprehen-
do perfeitanieute scmclhantc hesilacao, e nao me
queixarci jamis de terem-mc rcduzido a uma justi-
ficado que comquanto feila nestas condices, nao
dcixa de acarretar comsigo alguma liumilhario.
O duque calou-sc um instante, c depois proseguio:
He preciso ter vivido como tenho vivido, ter
solfrido como leuho soITrido, Mr. de Louvain, para
um homem nao recelar offerecer a lodos os olhos
humanos sua propria existencia, para deixar ler a-
berramcule em sed proprio coracao. Se a fortuna
boilvessc-me,lomado como a Mr. de Sivry no comc-
C0 da vida, eu nao leria jamis experimentada osla
hu ni Hilaran de ronlar a coracoes desconfiados as do-
res que me tem acolhido no" camnho, as miserias
que lein-mc acoinpauhado desde que vieraiu-me a
terca e a coragem... Creiam, seuhores, que a alma,
rudemente experimentada cobre-se inslnclivamen-'
le, e he com. un certo pudor, alias misturado de al-
tivez, q'uc deixa os olhos iodiueienics sondareqi-llie
as chagas, e conlarem-lhe as laidas. Essi narra-
rSo cirrumslancada de minha existencia espero ter
lgum dia o lempo de faz-la ; agora as circumslan-
cias inslaiu inui'vivmente, e roniprehendo que os
saibores eslao aucosos *por acabar rom essa BtMpet-
la de infamia dXieos compromcltc, ao mesiuo tempo
que me deshonra.
possivel tapar, como se faz ao buraco redondo de
uma bala.
Suppond que as esquadras russas se reliravam
as fortalezasinatacaveis de Sebastopool e Cronsladl,
nem por isso ficariam o abrigo do lerrivcl fogaetc,
cujo alcance he illiraitado, e sobrepuja o de todas
as armas conliecidajt. Nem mesmo pode mpedir-se
que passe pela entrada dos mais eslreitos portos.
Os barios submarinos aperfeicoaram.se agora
por tal modo que podem ir laucar um brulote (em-
ban-arao rheia de materias inflammaves) aos navios
inimigos, sem correr o,menor risco. Fuoccouar
tambem o Uro asfixiante, que nao mata,* mas que
parausa uma Jripolacao toda durante algunas ho-
ras, isto he, o tempo preciso para a fazer presioaeira.
Embarcaram-se tambem grandes quantdades de ba-
las explosivas, que rebentam logo que chegam, por-
que se inflmmam sabida da, peca, queimando co-
mo pequenos congreves, at ao momento da esplo-
sao, incendiando as carretas das pecas, como sefos-
sem fardos de canhamo.
Esl-se conclnindo a construrcao de dous 'peque-
nos barcos de vapor de uma figura singular, que s
levam duas enormes pecas Paixlians na proa. Os
.costados tem dous metros de espessura de madeira
de pona, robera com nm colchXo de 50 centmetros
de uma substancia impeOelravel s balas,' eludo
forrado de uma capa de estando e 'ferro. Aproa,
lem forma angular de uma courara destinada a deejf
viar as balas, cora uma especie de toldo da mesma
forma para fazer resvalar as bombas ao mar.
O brulote pesado e pouco veleiro hira a reboque
e sera laucado contra os navios que estejam capa
ou ancorados, a os qnaes abordar de frente e pela
popa para airojar-lbes as bombas flor da agua, e
orvalha-los com uma chava de logo grego por meio .
d'uma bomba movida a vapor.' He evidente que
uma esquadra de noS de linha sorpjendida pela
calma pode ser completamente destruida por um
s destes ourneri ou queiraadores, como lhes cha-
mam, conduzido por dez homens determinados.
Agito u-se a questao humanitaria de saber, se o
direilo das gentes permute empregar meios qne o
inimigo desconhece.
. O almirante Napier poz fim ao debate com a s-
guinte irnica resposta: Se temis causar mal ao
inimigo carrega os fusis com balas de algodao, e a
arlilharia eom balas de arroz. .
A esquadrj ingleza vai alm disto provida- do
globos incendiarios, que irao, espargindo sobre as
povoacoes por onde passem com vento favravel.
He um oubro nvenla^mais terrivel anda, e cojo
segredo guarda um pequeo numero de pessoas do
cnlado-muior dos navios que bao de leva-lo. Os
aconlecimenlo que se preparara sao mui curiosos
para a histeria da guerra, porm .muilo afiliclivos
para a bumanidade.
, Tem feito grandes seusacCe? no que se chama
o bolsn era Pars, a invenrao de uma nova plvo-
ra, prodigio da chimica, de torca dupla-da conhe-
cida at agora, mais leve, e que se inflamla quan-
do esl m'olhada. Costa muito menos, e se fabrica
momenlaueamenle rom os mas simples ingredi-
entes.
(lraz Tisana).
O duque volteu-se para a cbaminc, lornou a bo-
ceto das pistolas, que ahi sc^bava, abrio-a silencio-
samente, e apresentou-a conrmao firme ao marquez
de Lonvain dizendo-lbe:
Senhor marquez, fara-me o favor de tirar uma
das duas pistolas que oslan nesla hcela.
O marquez de Louvain nao comprehendeu ao
principio 'de que Iratava-se, examinou cmn'attaiean
as duas pistolas, teparou que eram de alto prero, e
tomn uma.
O duque tomando a que reslava, fechou a hcela,
e lornou a po-la sobre a chamiu sem perder nada de
seu sangue fro. Smente o roste cobrio-se-lhe *de
urna sbita pallidez, c a'screnidade de seu bello
olhar embaejou-se. Elle deu alguns passos para sa-
bir do circulo trcado pelos tres genlishomcns ; mas
ao passar por junio do visconde', sculio uma mao
apoderar-se-lhc da que linha livre.
t.oinpreheiido o que vai fazej, rlisse-Ihe rpi-
damente e em voz baixa o visconde, isso he nobre c
grande. Se o senhor suecumbir eu o vingarei, se
viver, cu o amarci! Adeos! adeos!.;.
O duque apertou a mao do visconde, agradeceu-
Ihe com oplbar, e adiantou-se at ao meio da sala.
Entretanto qiier o conde e o marquez tivessem -
do repentinamente o insMnclo do que ia passar-se,
quer a maneira grande e nobre pela qual o duque di-
riga essa scena houvesse-lhes difundido respeilo,
qalquer emfim que honvesse sido a causa, os dous
gcnlishomens levautaram-se espontneamente1, e len^
do os olhos alalos, os ouvidos atientes, olharam e
escolaran).
O duque que acabava de armar a pistola que o
marquez de Liuivn deixra na ncela, vollou-sc
para os dous gcutrsuomcng1, e com a voz sempre fir-
me, c o olhar sempre tranquillo, disse-lbes : :
Seuhores, ruuvido-vosu coul.ir ainanbaa so-
riedado de Mitlau como o duque Luiz de Nandorf
responde a uma suspeila de infamia e de c.ovardia.
E pondo immcdialamenlo a bocea fra da pstela so-
bre o peilo.descoberto disparou-a. Dons gritos res-
ponderam ao mesmo lempo, um dado pelo visconde
de Chadeuil, o oulro peloescrav'o Diinilri.
No primeiro momento o denso, fumo da plvora
envolveu de tal sorlc o duque que fo impossivel aos
assistentes adevinharem o resultado' do tiro ; mas
depois de alguns tosanles toda a anciedade cessou,
o o duque appareceu paludo, immovel. e cora as
snbrancelhas rarregadas fora da nuven que o cobria.
Chadeuil e Dimilri lancaram-se ao mesmo tem
a elle, e aprescularam-lhe as maos; mas elle repel-
lio-os brandaineiile c dirigio-se ao marquez ; por-
quaulo s linha cumplido metade de sua laiefa.
Mr.deJ.ouvaiu, disse elle au marquez, pode.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO, DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Farabiba 21 de abril de 1864.
Esto todos os polticos no dominio das conjectu-
ras, hatees dias, pouco mais ou menos; oceupados
na descoberla da causal da demora, j notavel, do va-
por dosul, e eu mesmo, talvez porque a raolestia*seja
epidmica, sinlo em mim os assomos de uma impa-
ciencia, estimulada peta cuiiosidad de saber qual o
motivo dessa demora, que veio fazer jogar com os sen-
tmenlos das profundas almas polticas. Entre a ,va-
riedade das opiniOes, cada qual mais disparatada,
nao posso encontrar uma que me faca convencer de
que he elta a verdadeira, embora tedas me parecam
verosimeis.
Uizem uns que esses cinco dias do demora foram
motivados pelos dias da Semana Santa, que o vapor
leve de passar em qUalquer dos portos ;. mas eu en-
tendo que he muilo looga para ser occasionida pela
espera de dous dias, quando muilo; alm de que as
secretarias dos governos das provincias nao sao maito
amigas de sanclificar os dias, quando ha afazeres. -
Oulros sustentara que o vapor perdeu-se. He mui-
lo possivel. Conlra essa opinio nada tenho a oppr,
excepto a incredulidade com que rVcusamos receber
as ms novas, sem que o espirito tenha u trabalho de
indagaros molivos.
1 Estes, dizem que o mo tempo tem retallado a
marcha do vapor. Ache grande a differenra, se ao
mo lempo nao acompanhou alguma avaria, que exi-
cisse reparo. Com ludo talvez teja esta a opiniao
mais prxima i verdade.
Aquelles dizem, que o paquete foi demorado na
curie para receber o grande carregamentode oovida-
des )ue por li tem havido. Mndanca depolilici, dis-
selucSo de ramara, nomeacoes de presidentes, remo-
Ces de magistrados, demiwes de empregados, final- -
mente alta o baixa reforma em todo o grande mon-
do poltico para bem da patria, e diverlimeoto dos
curiosos.
Admitlida, como o faco tem conitrngimento, do-
vida, e pezara possibiidade da roudanca de polti-
ca, ainda assim acho muito grande a demora, salvo
se os homens do teme sao uns ei(ensos*doroinlicos.
Roma nao se fez em um da, e portante nao he pos-
sivel qoe clles concebam o pensamenlo de revolver
essa ordem de coasas de um s jact; e para fazer as.
mudanzas mais importantes 48 horas sao sufficienles
para quem tem.tomado de vespera urna pasta. Para
isso nao sao precisos mais de cincoenta decretos, que
se fazem em um quarto de hora.
restar alguma duvida em seu espirite, e o senhor
pude pensar bem como Mr. de Sivry que udo isto
ndo be mais do que uma m comedia... fara-rae o
favor de trinar sua pistola, c dcscarrcga-la naquelle
espelho.
O marquez de Louvain obedecen, armou a segun-
da pistola, estendeu o braco, e disparou. O espelho
saltou logo em pedacos. Essa ullima prova era de-
cisiva ; o coude e o marquez olbaram um, para o
oulro, e estenderam ao mesmo tempo a mao ao
duque.
O senhor responde nobremenle s injurias, quo
lbe lizeram, disse o conde.
E desde este momento, accrescenlou o mar-
quez, creia-me, meu charissimo, que loe sou lodo
dedicado...
Muilo me alegro de t-Ios convencido, respon-
den framente o joven Nauden ;.o que acaba do
passar-se nao linha outro fim... Infelizmente isso
nao bstai para convencer as pessoas interessadas
em propagar boatos diOamadores, que offenderem
minha honra... he preciso que reclame dos senhores
outro senro.
Falle I falle-! disseram ao mesmo lempo Lou-
vain e Sivry.
Esse ultimo serrico he lao simples quanlo in-
ilspensavcl,*tornou o duque.
__E de que trala-se i
De um duelo. ,
Com um"de nos 1 i
Com ambos os senhores.
Mas que motivo 1 objerlou Louvain.
Debnixo de quo pretexto 1 accrescenlou Sivry.
Pelo nico motivo de quo isso me he ul, se-
nhores, pois nenhum dos que aecusam-me Ousar
suppr que o marquez de Louvain e o-onde de Si-
vry possam jamis conseulir em cruzar suas espadas -
roma de um espiao... Quanlo ao motivo, os senhores
arharao fcilmente algum ; espero isso lao vivamen-
te que se por acaso nenhum dos saibores o achas-
sein, ver-me-hia toreado a fazer nasccr uma dessas
drrumstauras que nao dcixam duas allcrnaMvas a
um homem de brio.
Essas ultimas palavras foram pronunciadas com
lal energa que inslinclivamenle o marquez de Lou-
vain e o conde de Sivry levaram ao mesmo tempo a
mao a espada, e disseram:
Pois bem !... nao procuravamos isso. Heos fa-
ra-o responsavei |>eIo sangue que for derramado...
at amanhaa Mr. de Nandorf.
AI6aManlila. senhores... responden o duque
rcoiidu/.indo-os ate a porla...
( COrtftmtar--fw.)


4
1



I
3E
ir
DIMIODEPERMILBUCO, QUINTA FEIR 27 OE BJ.IL DE 1854.

Suanto a mim nao esl deecoberla incgnita.
utros menos ambiciosos diiem que a demora lie
motivada pelas medidas que sa esperan) para esta
provincia. A sabe/alteraco na lisia dos vice-prc-
sideoles, para nao ficar na administraran or. Fla-
vio ; porque, diiem eiles. o governo (eme que aquello
doutor Iranslorne sua babll polilica uesla provincia.
' Se assim fosse, molla honre se faria 14 pela corle
ata minha provincia. Se ella causaste a demora
de om vapor, nao direl por cioco das, mas por cinco
horas, eu Bcaria lo orgulhoaocomo o mais fofo Bre-
Uo, qaaodo oitve cantar as glorias de sua patria.
Ni duvido, ole creio na alterarlq dos stipplenles,
porque ha saldente ser o Dr. Flavio honesto e inte-
gra para ler bons amigos, sem contar o eslarmos em
circumstancias laes, que nao merecemos ser ouvidos
UN negocios que nos dizem respeilo. Os Parahiba-
nos teero inaplidao para os negocios pblicos,% nao
tabem administrar nem anda sua casa. Se quem
pode me onvisse, en pediria que mandasse um cura-
*N da um de nos, l.i desses lugares nosqttaes
e nasce com juizo, prudencia, parioliimo, econo-
ma e animo conciliador. Entao nao dariamos cabe-
rada, nao brigariamos com nsvirinhos, murreriamos
l*t P""'* eriamn abastados e entregaramos a ou-
lra tace a qoera nos mditse urna deltas.
Qoao felices nao seriamos !!...
? ,D|- Navio? Oh l He Parahibano, c isso sig-
lodo. Nao he capai, nem anda para vice-pre-
tidente.
Muilo bem... Tambero pens assim ; mas nao.be
essa a causa da demora do vapor, digamo que qui-
zerem.
E qual ser ella ? Para sabe-la, eu dara os annos
queja viv, os beos que me perlenceram, os amigos
qne me trahiram, os Irastesque me incomraodam, da-
ra meu amigo Mereles, dara mesmo..., mas nSo,
nao don...
Mu lo breve o saberemos gralit, quem Uver pressa
fretc orna jaugads. ,
As chuyas teem continuado com toda a forc, ecev
saram nossos receios de falta de invern. O calor con-j
tinua intenso, logo que ellas param um pouco. Teem
apparecido algumas inftatnmacoes de olhos, princi-
palmente nos meninos. ,
Fallecen no dia 18 do corrente o tonente-coronel
reformado Cnenlo Severo de Moraes. Sna morle
eonfirraou-rae na opiniao de qoe o funecionario pn-,
nlico honrado tem de niorrer na miseria. Aquel le
finado seguio soa carreira desde a praca de solda-
do nesla provincia, donde nanea sahio, edeveuscus
posto un condacla illibada e honradez prover-
Muilos annos exerceo o cargo de encarregado de
tepotilo de artigos bellicos, que nesla provincia he
orna especie de encarregado de obras publicas e con-
cert de armas, e de tudo quanlo he mister pro-
vincia. -
A sua economa nesse cargo era tal, qoe muilos ar-
tistas repugoavam Irabalhar em taes obras, lemendo
a inspeccao do honrado funecionario.
Morreo cora o sold de ienente-coronel no meiado
doroei, e em sua gaveta apenas se encontraram ris
loQOOO !
Deixou a.vida repentinamente, quando principia-
. v/a, depois de moitos annos de trabadlo insuportavl,
a gozar descanso. A Ierra Ihe seja leve, e Dos o ro-
compense, pois os homens nao se oceupam de cousas
to pequenilas.
^Segnio para a Icrcera comarca o capilp Alfonso de
Ittineida e Albuquerque (do corno policial) com 40
horneas, e com elle o Dr. Medeiros como delegado
o resultado.
Os thtggs anda continnim em Iranquillidade.
Appareceram as nomeaepes dos supplentes dos jai-
zesmunicipaes, qoe nao agradaram a alguem. Nada
diret a respeitu, porque nao perlencp justica e nao
- 'enhebensdemandaveis. S posso temer algum pro-
ras, porque dizem-me, que nm dos desle muni-
cipio lem assomhrosa facilidade por zelo da justica,
de preparar(nao sei se o termo he expressivo) um
* laes qoadernos de papel snjo, que d3o em resul-
tado ama visita ao Ferrao, quando nao ha crime ou
bons padriphus.
Consia-me que elle me lent algama boa vonlade,
mesmo sem cotilieecr-me ; mas eu d'ora em dianle,
adanstelam, direi que ha om joven de esperancas,
lindo como os amores, agudo, penetrante, 'interes-
ante, amavel. espirituosoe ravalleiro,e se mais mun-
de houver l chegarci, com tanto que processo
niklis.
Quero approveilar esta occasiao pira dar meas a-
gradeeimentosjao Sr. director da musita desla capi-
tel, pelo coocerto que me deu, embora fosse offere-
eido ao mea Sosias, o que desculpo.pois lhe reconhe-
{o a boa intencao de obsequiar-me. Se eu fra in-
vejoso dira com outro
Hosversiculosfeci, talitaltcr honores
Sic vos, non vobis...
Slc ves, non vobis...
Sic vos, non vobis. ,
Mas, como sou amante da justica, reconliero que
aawm como elle loma suas merenriaes por minba
ra, tambem deve receber as poucas honras que me
dedicadas.
Bslon muilo obrigado au Sr. direclor, tanto mais
que tazendo justica ngo mereco obsequios.
Tambem nao posso deixar desentir-me da..'.flla
de palavrn do Rvdm. padre meslre Fr." Vellozo,
quando negou o Mosleirq, depois de o haver promel-
tido ao Sr. padre Ednardo, para dito concerlo. Eu
so susceplivel como urna namorada zelosa, ou como
certo apaitonado que eu couheco, e por isso raagoci-
me desse acto um- pouco desairoso.
O padre mesfre prior do Carmo pz o seu conven-
to a disposicao da obsequiadora msica, e no da 19
leve logar o concert. Eu, com o Mereles fomos ou-
vi-te do muro do,Crmo, e all apreciamos o cl-
enle cirmelo do Sr. Rtmos, a melodiosa llaula do
Sr. Uinsliano, o perfeilo rabecaodoSr. Sarapiao, fi
Dalmenle o bom desempenho e execucao de quasi lo-
doso* instrumentos, em pecas tiradas deescolhidas
peras italianas.
Coacluio o concerlo com Suas pecas executadas pela
ataca marcial, na qual n zabumba foi tocado pelo
excellenle msico Sr. Sarapiao. Conclua d'aqui qual
seria a execucao. ,
Soli muilo, e mais o men amigo (com quem ja fra-
lernsei) o nao poder meter denle nos bolinholos,
que me dizem eslavam excellentes, e lamber os bei-
w|com o oplimp porto, do qual j perd ateo costo.
Esuve por um rt'i a descobrr-me, e ir tem parte
. na merenda.
Se nao approveilei os obsequios maleriaes-do Sr.
direclor (permittam-me essa nova classficae,ao de ob-
sequios) tire um vanlajoso resultado da harmona'.
Achava-me nessa tarde com os humores crassos, ata-
cado de orna mortificante hj pocondria, abatido, pros-
Irado, um perfeilo Inglez .lacado do terrvel spleen.
ludomeincommodava, nenhum lugar me agradava,
o mesmo Mereles eslava, para mim, insupportavel-
mente inspido. Condeca a molestia, mas nao poda
combate-la. Deftnimado, via que ella me ia inulili-
aando, urna a urna, minbas facnldades inlellecluaes,
ejn previa urna completa prosirajio.
<>pru)ieiro sonsda msica vibraram era ineu co-
racao. orno que o despertaram. Entao sent cor-
rer o qeer que fosse de saudavel em mnhas veias, e
por um pnenomeno-ioeiplicavei ao Ondar da primei-
ra vanacao ja me senda com um novo ser. O cora-
S*> palpilava regularmenle, o espirito funeconava e
rateaMva a direccao do corpo. E digam-me qoe nao
ha .ama correle magntica, que parlindo donde Suer
qoe seja. se infiltra em ns.jogacom os nossos nr-
veo, eicila nossas facilidades inlellecluaes ou as in-
lorpece a seo bel prazer.
Tenho comprehendido os effeitos da harpa de David
o moral de Sal.
Senli os effeitos, n?o posso-dixer as causas.
o Mereles flcou interessante, suas observacoes ju-
deram-me novo deleile, o meu bom Im-
"nor'"PP1*". e en eslve sob esta benigna e salu-
inucficia por loda.a noile. Os ecos compensen)
quem Tez essacara, embora momentnea, porque
mal me accommetteo no oulro dia, c eu nao posso
J"' msica lodos os dia. ,
_ Breves momentos de prazer valem bem das de Iris-
w, essim diz um mysanlropo de men conheci-
lTr!!e.cI,e?0U vaDOr' ue n3 M Perteu ;
k noticias demudante poltica, ecreio mesmo
'Tj?* ,rr a conlra-dansa vicc-presidencial.
n-.L"i,i,",a ,oda,M noticias, porque Mereles ape-
alase, que checou alguma tropa, se um le-
iie-coroncl para organisar aqu um corpo flxo de
?eompanhias. Dos assim o permuta, porque
no leremos Iropa para impor respailo fami-
Noda mai occorre de novo. Saudc e patacos le
!? ISI "'u."n!uq"'-a, porque son generoso
c^Utrre.X.,palmenle qUan"-0 aeD0 in"
ta pare pagamento do dote de sua mlhcr. A re-
ferida commissao.
Um parecer da commissa% de obras publicas, ibde-
ferindo a prelencao de Nabor C'arnero Bezerra Ca-
valcanti. Approvado.
Primeira parle daordem do dia.
Entra em primoira dUcussan o projeclo n. 33 do
anno passado.
Nao hayeudo quem acerca do mesmo peca a pala-
vra, he approvado.
Tambem he approvado em primeira discussao o
projeclo n. 33 deste anno, otorisando o governo a
comprar accOes da companhia que se organisar, pa-
ra construir o canrinho do ferro. .
Em segunda discnsso he approvado o projeclo n.
26 desle anno, que approva compromissos de diver-
sas irmandades. *
l'assa-se asegunda discussao do de o. 27.
Art. 1. Approvado.
Entra em discussao o artigo 2.
Val I meja e be apoiada a segninle emfnda :
a Fica perlencemio fregnezia de'S. Lourcnco da
Malla to.do o terreno que compreheode o engenhos
Pindobinha, Ainiar, Improviso,' Mussupnho, Mus-
supe, Caiap, Engenho (TAgua, e as propriedades
Pilanaa, e Arregalados, engenho Utinga, e dah ao
Caluc, servindo de divisao os lmite deslas pro-
priedades,que fleam desligadas da freguezia de Igua-
rass.Francisco Joao.
O Sr. Metra Henriques_(fis.o resliluio o seo dis-
rso.)
O Sr. Francitco Joo satisfaz o pedido do prece-
dente orador, mostrando que a sua emenda vai de
acord com a opiniao do prelado diocesano, porquan-
to sendo "ella a de que se reinstaure freguezia da
Luz, e bem assim que se compense a de S. Lnureuco
com mais algnm territorio, he isso o que a emenda
propoe.
Nota que a fregdeze de Iguarass nao fica redu-
zida, porque conslandojella de 50 engenhos.anda fica
com 40, e os puvoados que actualmente lhe perlen-
cem.
Observa, que nao be por despeilo para com o dig-
no vignrio daquella freguezia, quo elle faz esta pro-
posta de dosmembrasao, por quanlo esse \ gario be
pessoa de respeto, e lodos os seus froguezes lhe sao
alTeicoados.
Faz ver que osengenbos que se liram de Iguaras-
s para S. Lourencp, ficam muilo mais perto desta
do que daquella freguezia ; _e conclue votando pela
erueuda.
0,Sr. Meira Henriques (Nao devolveU o scu dis
corso.)
O Sr.Paes Brrelo responde ao precedente ora-
dor, mostrando que os seus escrpulos sao demasia-
dos, porquanlo tendo j sido onvido oSr. bispo, es-
casada he nova audiencia delle sendo estylo da casa
ouvi-io quanlo a idea geral, e nSo quanlo aos seus
delalhes.
OSr.BrandSo pedenformacoes ao Sr. Caslr-
sobre a conveniencia da emenda, e aventura al-
guma consideraefles geraes sobre a materia, fazen-
do sentir os inconvenientes que ha neslas suppres-
sees, divizoes, sub-divizes de comarcas e.freguezias.
Nota que sempre uvira dizer," qoe o termo de
Iguarass etjlmiuitb iusignificante ; c receia que
para se corapisBar Iguarass do que ora se lhe lira,
nao se v sublrahir da freguezia de Goianna j tao re-
duzida, algum terreno. .
Conclue, nedindo de novo ao Sr. Casior, as infor-
macOes quA^e rogara honvesse de dar*para poder
votar consciosamento.
O Sr. Cattor: Sr. presidente, urna necessida-
de publica sentida pelos povos da extincta freguezia
da Luz, deu lugar a que fosse de novo instaurada
por esta assembla, a dita fregnezia, sublrabindo-se
graHde numero d engenhos da fregnezia de SLou-
renco, que lhe Corara annexadas : e lendo sido sub-
neltido aconsideracao do Eira, bispo o projeclo de-
que acabo de Callar, elle o consideran conveniente,
recommendando erase parecer, se me nao Calta a
memoria, que. fosse compensada a Creguezia de S.
f-ourenco com alguns engenhos pertencentes a Cre-
guezia de Iguarass, e tendo eu de assignarwte pro-
jeclo como ora dos membros da commissao "de esta
PERMIBIJCO.
rVMr.nlBI.aA
LECH8LATIVA
rciAU
' raimarla na 24 alo abril do J85<.
Presidencia 4o Sr. Pedro Cavalcanil.
ita a ehamad, veriQca-e estarem presentes 31
"notes denniadm
por exemplo-Goianna, que ficam mais prximos de
Iguarass, do que das comarcas a que hoje perten-
eci. Conclue declarando que vota pelo artigo do
projeclo. t
O Sr. Manat Clemenlino justifica o manda
mesa a seguinte emenda :
a Depois da palavra feci/e, diga-se, e ao muni-
cipio de Iguarass, lodo o terreno dos engenhos Pi-
lar, Itapirema de Cima, Vinagre, Jardlm, Muudo
Novo, Marzago, Cara, Carausinho, Poco, e o en-
genho Bez cora os seus limites, e Oeando lodo elle
desligado dos lerronos de NazarcIbeGoianna. Ma-
nat Clemenlino .o
Tendo pedido a palavra diversos senhores dipu-
tados, fica a discussao adiada.
Segunda parle da ordem do dia.
Conlinuacao da segunda discussao doorcamenlo
provincial.
Art. 17. Com o corpo de polica a
saber :
1. Com o sold e gratilica-
SScs.
2. Com o Cardamenlo
3; Com as forragens.
4. Com o armamento e equi-
namente
5. Com o snppriraenlo para o
curativo das pracas.
6. Com agua e luz para os
quarteis do corpo e dos destacamen-
tos.
a 7. Com livros.
8. Com p fundo de reserva
para os adiantamenlos de sold para
as pracas que salitrera em diligen-
cia ou destacaren].
lie approvado.
Acl. 18. (".oini lluinmariio das
cidides do Recife.Olindae Goianna.
He approvado com a seguinte e-
menda:
o Ao art. 18.
Devendo cu I loca r-sc desde j SOlaamcijci.
o romero da estrada Chora Menino al a ponle gran-
de da Passagem da Magdalena. Cpiminoidas de
Mello.
Arl. 19. Com o hospital de ca-
ridade, a saber :
i 1. Com o curativo dos po-
bres.
1(|-2:908500
11:0373600
1:380*000
2:000000
2:0108000
2:i30s000
2009000
3:0009000
68:3289000
10:0009000
2:0009000
2. Com o alguel e reparo da
casa.
lie approvado cora a seguinte e-
raenda :
< Ao arl. 19.
Com o collegio da Seiibora do
Bom Conselho em Papacara. 1:0009000
Baptitia.
Arl. 20. Com os cullegos dos *
orPh5os- 3:0009000
He approvado, bem como os arts. 21,22,23 e 2*,
que sao os seguinte :
Arl. 2. Com o hospital dos
Lazaros.
Arl. 22. Com os exposlos.
Art. 23. Com o sustento e cu-
rativo dos presos pobres.
o Art. 24. Comas recolhidas do
convento de Goianna.
o Arl. 2."). Com as recolhidas do
convenio de Iguarass.
Vai mesa e he'apotada a seguinte emenda:
ii Ao art. 2.".
Em vez de 64)9000 diga-se 800000 rs.
Baptisla. i. ^
o Arl. 26. Com as recolhidas do
convento de Olinda. 5009000
He approvado con o seguinle art. addilivo :
a Ao arl; addilivo do Sr. Oliveira.
Com a vnda de algumas irmaas
de caridade, segundo a tei ltima-
mente declarada
a Arl. 27. Com s coadjutores
das Creguezias.
3:5009000
16:6009000
6009000
6009000
6:0009000
0:6009000
He approvada bem{como os arts. 28 e 29, que sao
lislica, nao hes.let, porque entend,que pouco ira "osscgoinles :
prsjudicar interesses do digno vigario desta fie- o Arl. 28.
de
are-
jor:
guezia e amonicipalidade deste mesmo termo ; mas
vejo, Sr. presidente, que he mandada mesa urna
emenda substitutiva do projeclo que acaba de ser of-
ferecido a esta assembla, e noto, que se esta emen-
da passarcomoseacha,lem de ficar um pouco redu-
zido o municipio, e por conseguinte a freguezia de
Iguarass. o que nao he conveniente, e j de agora,
declaro, que preslarc o mea vol a mencionada e-
menda, seoulra *pparecer como se diz, compensan-
do a parle que he esanexada do termo de Igua-
rass.
O Sr. Brandao : Islo he o que eu temo.
OSr. Castor i O nobre depnlado que nutre
tal receio, e outros, tem smente encarado esta ques-
opclo lado da loogitude : isto be que nao deve
servir de impecilio aos nobres deputados e a esta ca-
sa, para lomar urna deliberado decisiva sobre o pro-
jeclo que se acha em discussao ; porquanlo, sendo o
engenho d'Agua, o que fica mais remoto da freguezia
de S. Lourencp, em rigor* segando sou informado,
nao seja de cinco leguas a sua longitudc a esta fre-
guezia, ficando osdemais em menur longilude de S.
Lourencp da Malla.
Pergunto eu ao nobre depulado, o Sr. Dr. Fran-
cisco JoSo.se a sua emenda ao projeclo como se acha
concebida, se diz respeilo smente as negocios ci-
vis o polticos ? oa se tambem se entende com os da
Igreja ?
OSr. Francisco Joo : Trala-sepor ora de des-
membracao de freguezia.
O r. Casior : He o que tenho i expender a ca-
sa acerca do projecloa que Uve de prestar a minha
assignatura como membro da commissao, e creio que
a casa pode conciliar-os interesses de laes Creguezias
semgrandesprejuizosdas localioades.e bem assim
das municipalidadfi.dos Cunccionarios puUicos.
O 5 Manoel Cltmentino declara*qne .vola
contra o art. 3." do projeclo era discussao, que se-
para do municipio de Iguarass para unir ao do
Rectfe parte do territorio a aquelle perlencenle.
Musir a importancia do municipio do ReciCo, eua
snpenoridade sobre o do Ig'oarass qualquer que
seja a relacao, sob qoe-Atre elles se faja coropara-
Sao, c em vista das consideracoes, que ncsle sentido
Caz. conclue que a idea, consignada no arl. 3. do
projeclo carece de conveniencia e olildade, e so-
bre ludo ottende as regras da juslia, circumscre-
vendo um termo pequeo em Caver d'outro, que lhe
he superior em extensao," popnlajSo, riqdeza e il-
luslracao. Sustentando a conveniencia da conser-
vacao dos limites dos municipios do Recife, e. Igua-
rass, como actualmente estao esfabelecidos, entra
em o-uservacao sobre a qoeslao de conCormidade dos
limites das divisdes eca|esialicas e civis, que pa-
rece ser o Cundamento do artigo em discussao. Mos-
ira que o rigor do principio Invocado deslroe oolros
qae se devem ler em, eonsideraco na.divisao dos
municipiy, osqoaes s convem que se conserven), e
secriem, quando o dslricto de sua comprebenso
Overa precisa sufficiencia para o'boro servijo das
insliluicoes, qae dao lugar. Observa, que sup-
posto admita em these a verdado do principio, to-
dava na especie em questau a sua applicacao con-
tra Iguarass deslroe interesses bem serios, qae con-
vem attender-se, e argumentando neste sentido
pondera que mais convenientemente o rigor do
principio concluira contra o municipio do Recife
em favor do de Iguarass. Conclqe observando, qae
nao he novo na provincia o Cacto de pertencerem
a diversos municipios as fr.-goczias, para o que po-
den) concorrer bons fundamentos ; e era prova de
sua a Luz creada pelo projeclo em discussao, a qual fazen-
do parle ds de S. Lourencp pertencia ao termo de
Pao d'AUo, ao passo que o resto da mesma fregue-
zia de a Lourencp era do municipio do Recife.
O Sr. Francisco Joao Caz ver a conveniencia
que resulla de ficarem as populaces perleneondo,
quer no ecclesiaslico qaer no civfca esse mesmo lu-
gar, nao se-vendo obrigads a rcorrerem no civel a
nm monicipio. no ecclesiaslico a oulro; concorda em
que isso se da em diversos losares lamenta que assim seja, e entende que, nao ficando
os babiianlcs do lugar que se prebende desmembrar
em pciores circomstancias. recorrendo antes ao Re-
ciCe do que a Iguarass, r.o ha inconveniente cm
Suizamente e
1:7099080
8619000
3:2009000
3:0915000
2:2519000
15:3509000
ti
I
libases depalados.
O Sr. Presidente abre a sessSo.
"*' 2- Stcrtiario lea acta dawssao anterior
quo he approvada. #
O Sr. i. secretario menciona o seguinte
,. expeOiexe.
A quenr rez a requisieao.
Faras Barbosa. -A quem fei a requisi0.
Outeotem^,eomMWorraacoeS do direclor
f^v*" ^ P"WC4!; b' requeriraentr
Joto vieira de Mello e Silva. A'qoero Cez
qusicio.
Oulro do mesmo com o requerimniin a. i c
wlt^Feri*dAiwetoolror^ Qnanl "^^ ou d
A corarais- duvida do honrado
sao de Cizenda.
Um ruquerimcHlo de Manoel joaqaim do Reg0
Albaqaorque, pedindo quota para pagamento do
alague! de sea casa, que serve de quarlel i guarda
da barreira do Giqui. A' dita commissao..
Oolro de Thom Vieira de Alcaolara, casado
V
merqbro que o preceden, de
ficar reduziuo o lerrao.de Iguarass quanlo admi-
nistratao civil e mooicipal, declara que embora nao
tivesse ainda lempo de considerar al onde he exac-
ta essa proposicSo, com ludo, logo que esteja con-
vencido de que eflectivamenle esse termo lica reduzi-
^^^'s^s^t^s^T^rs:.^
Com o
fabrica das matrizes.
capuchinhos.
O Sr. Carneiro daCunlia diz que, tendp-so pre-
parado a apresenlar urna emenda ao art. 8, cuja vo-
Ucpo fica adiada, o qual consigna a quantia de 7009
rs. para a associac/iu dos artistas ; e estando inCor-
mado de que essa verba he insufficenle para que es-
ses asjociados, que alias merecem a proteccao da ca-
sa, occorram a algumas despezas urgentssimas, taes
como a de pagarem a um meslre de primeiras ledras,
mandaren) Iraduzir um compendio de geometra, e
oblerem alguns modelos, resolver offerecer a consi-
deraejo da casa a seguinte emenda :
Emenda ao art. 80.
Em vez de 7009000 dga-sc 1:SOO0OOO rs.-
Carntiro da Cunha.
He approvado sem discussao a emenda do Sr. Car-
neiro da Cunha.
Arl. 30. Com a (hesouraria, a
saber:
8 l. Coran inspeclor,secretario,
porleiro, continuo e um oflicial para
a secretaria, cajo lugar Cica creado
com o ordenado de 8009000
2. Com o procurador fiscal,
seus ajudantes, escrivao dos Ceilos
da Cazenda, solicitador, e offlciaes de
justica.
3. Com os 6 por canto da divi-
da activa que vencem os dilos em-
preados.
%% Com os cm pregados da con-
tadoria e pagadoria, ficando creada
para aquella estarn mais urna sec-
C3o para a escripturacao da divida
activa, suas operaepes, o aquellas
que dizem respeilo as obras publi-
cas, do vendo compor-se dos mesmos
em pregados e com os mesmos venci-
raenlosqoe tem* as secces que ac-
tualmente exslem
. 5. Com o expediente e aceio
da casa.
O .Sr. Brandao pede a palavra com o fimde obter
do nobre inspector da lliesouraria alguns esclareci-
raentos a respeilo das disposicoes do presente artigo,
porque observa que a nobre commissao de oreamen-
lo,oo projeclo que oQerece a consideracao da casa,'
propoz a creaco de mai urna seccio para a lliesou-
raria, havendo oulra disposicao na mesma lei, que
manda pagar as commissoes externas encarrogadas
do exarae das contas da extincta Ihesooraria.
Diz, parcccr-llie ociosa despeza Ceita com taes
commissoes, urna vez que crea essa nova secco de
empregados; por isso deseja oavir as eiplicasoes qoe
pedio.
O Sr. Jos Ptdro responde ao precedente orador,
e dando-lhe as etplicacoes que lhe pedio diz, que
no artigo das despezas eventuaes veria elle qae os
trabalhos de que se acham encarregadas as commis-
soes pertcnciam aos excrccios anteriores ao prxi-
mo findo, isto he, que estavam pondo em dia o Ira-
balho alrazado, e o Caziam Cora das horas do expe-
diente ; que nao era, portento, para este Irabalho
que pedia urna nova sccc3o, mas para vencer o Ira-
balho ordinario e de cada anno, pois a seccao de con-
tas nao o podia cbnseguir, e qte nao convinha que
novo atrazosc desse era sua reparlico, e ficassem
por isso permanentes as sommssOes que ora existem.
O orador conclue pronunciando-se contra o systema
de commtsses, c Iraz-ao conhecimeato da assembla
os esCorcos que elle e toda a sua reparlico tem em-
pregado paro vencerem o servicp a sen cargo.
O Sr. Oliceira ?Senhores, as inCormacpes, que
acaba de dar o nobre depulado, nao me resolvern) a
volar pelo augmento de empregados, que se propOe
no artigo.
O nobre depulado, no sea retnlorio que. Coi Irazi-
do casa, disse que a lliesouraria a rnente com o
pessoal que lem, nao podia satisfacer todas as ne-
cessidades do servicp ; e por isso pedia augmento de
empregados : Sr. presidente, eu nao me opponho a
que se decrete esse augmento, caso se.reconliera a
suaprecisao ; mas o que nao ado curial, he que lo-
dos os anuos se esteja creando empregados para a
lliesouraria, pela le do'orcameulo. Seo nobre de-
pulado, inspector da lliesouraria. entende que is em-
pregados que existem, nao satisfazem s necessida-
des do iervicp, sendo rea torda commissao de Cazen-
da, devia formular um projeclo organisando de novo a
repariicSo, para que lodosos annos nao se estoja fa-
zendo alterarles. Esta reparlico forreada em 1848.
com 13 empregados.; no anuo seguinte crearam-se
mais um secrelario, um escrivao de-receita, e dous
platicante. : no anuo de 1850 m 11-lie, empregfdo?.
V-se, pVjs, que, dentro de dous annos, houve um
augmento d,e7 empregados; agora pede-se mais um
oflicial para a secretaria, e urna nova seccao ; e as-
sim talvz para o atinse repita um tal pedido.
O nobre deportado, pela pratica que tem dos tra-
balhos dessa repi trlirao, (ftve saber qual o numero
de empregados q ue precisa, para propu-los por ama
vez. Mas eu not, 1, que o governo da provincia ero
seu relalorio, testando da administracao da" Cazenda
proViuoial, di.z o segninle (U.)
Creio, qap ao presidente da provincia, no caso de
estar convencido da necessidade desta proposta, cor-
ra a oj) riearao de recomraenda-la.
Vnt Sr. Depulado :Tsso he censura ao presiden-
te, n$as nao prova qae deixe de haver Calta de em-
pregaa.
O 6'f. Oliceira :O presidente, peloaelo addicio-
nal, lem obrigaco de nos in formar de todas as ne-
cessidades da provincia ; por conseqoencia, se elle
entenda, que eses novos empregados eram uecessa-
rios, devi no seu relalorio dizer-nos Islo.
Um Sr. Depulado:E qae Importa o mesmo, que
dizer, que sao nec-essarios.
O Sr. Oliceira :--N3o importa o mesmo, porque
mais adiante, tratando da existencia das commissOes,
diz o segninle (f). *
A presidencia jnlga indispensavel, nao o augmen-
to de empregados, prm que seja ella autorisada
empregar occasionalmenle alguns individuos, qae
coadjuvem os acluaea empregados, pa.ra que de ama
vez sCponha termo a essa anliga manqueira da re-
parlico.
Eis o que propoe a presidencia.
Um Sr. Depulado : E esse syslema ha o me-
lhor ?
O Sr. Oliveira :! oser o melhor, mas esta cm
pratica as secretarias- de estad, a no thesouro1; e
he conveniente, prqo cessando a necessidade, os
colloboraw ^* s8pdesj.eddos, e a Cazenda- fica livre
de urna dc^pez- nerminente.
fi .*K0&z& o nobre, depotado enten-
que o individuo empregado assim, lem o mesmo
zelo que os outros ?
O Sr. Oliceira :Pode ter, assim haja boa ins-
peccao. Eu ja disse, quo nao me oppuuha ao aug-
mento'dc empregados para a Ihesouraria, reconhe-
cida semelhante necessidade ; mas, como islo nao cs-
leja verificado, desejo oavir os dentis membros da
eommissao.
Senhores, Coi sempre minha opiniao que as repar-
tieses publicas devem ter o numero de empregados
absolutamente necessario para o servico, e nao em-
pregados desobresalenl paraos trabalhos que po-
derem occorrer : o mal qae se pretende remediar,
nao provm exclusivamente do pequeo numero de
empregados; lalvez proveaha tambem do desacert
das noraeaces, porque uen sempre se escolhe o m-
rito ; nomem-se homens kabililados, raarquem-sc-
lhes ordenados sulucientcs, para a sna decente sub-
sistencia, imponha-se-lhes a lei. quando prevarica-
ren), e vero os nobres deputados, que 6 emprega-
dos habis Carao mais do qae 18 iohabeis.
da
Senhores, consta-me qae, ainda ha pouco,
.V-.Ortsnm 'thesouraria provincial fdraai baldeados, nao seise
para o consolado, dous empregados que por sua in-
habilidadepoaco ou nenham servico flzram, em-
qunnto alli esliveram.
O Sr. Jos Pedro :Quindo Coi isto ?
OSr. Oliceim :Creio qae o nobre depulado sa-
be mais do que eu.
O Sr. Jos Ptdro :Eu nao sei disto.
OSr. Oliveira :Foia: o nobre depulado, qne
me disse..
O Sr. Jos Pedro .Poh en podia. dizer ama coli-
sa, que nunca succedeu ?...
O Sr. Oliceira :Succeden. Senhores, quando
a escolha dos empregados Cor boa, Cor de pessoes ha-
bilitadas, e nao de de analphabetos, cstou convenci-
do de que se nao darao estts inconvenientes...
Um Sr. Diputado :Isso serve para mostrar, que
as nomearoes sao mal feitai, mas nao que o numero
de empregados he sufficiente.
O Sr. Oliceira :Isto serva para ptovar, qae o
defeilo nao esl no pequeo numero, este no desa-
cert das nomearoes ; e qoe espirito de patronato
sempre existi, existe, e ha de existir...
Um Sr. Deputado: Entao he das cousas, que
nao tem remedio.
O Sr. Oliceira :--Tem remedio, quando o gover-
no quizer faze- ?1fs cscolhas.
Senhores, noto mais, que o nobre deputado decla-
rando, que o administrador do consulado reqoisilava
a crcacpp da mais alguns empregados, mormente de
guardas, o qoe eu acho de necessidade, todava nao
procedeu a respeilo, como fez acerca da thesouraria,
apezar do consulado ser a reparlico por onde se
arrecada mais de melade da,renda publica, e ca-
recer por tanto de estar bem montada.
Diz o nobre deputado, em aparte, que nao propoz,
porque a maioria da commissao nao con veto nislo ;
quero acreditar que assim fosse; mas o nobre depu-
lado nao eslava inhibido de apresenlar um projeclo
de lei nesle sentido.
Sr. presidente, eu entendo que os empregados da
thesouraria sao suCiicienles, (ante assim, qae alguns
dellesseempregam al-em serviros alheio%aos da sua
obrigaco.
Tambem nao he exacto, que os empregados traba-
Ibassem sera obrigaco mais ama hora por dia, por
quanlo a lei de 4 de ouldbro de 1831 Ihes impunha
esse dever, quaudo a presidencia por necessldaUe do
ser viro o delerminasse.
Senhores, imitemos a assembla geral; quando el-
la crea urna reparlico, esta existe moitos annos sem
sotfrer alleraces ; sigamos os seus exemplos, e nao
esleamos aqui lodos os annos com essasconlradansas
de augmentes de empregados ; porque isso denota
ignorancia, e nos nao estamos no caso de soflrer este
pecha. ,
O Sr.Jos Pedro principia dizendo.que pela na-
neira por qae o orador qae o bavia precedido tinha
impugnado a creacap de -novos empregados. para a
thesouraria,-deixava bem percebr a maligoidade'de
suas intenedes, e o fim f qae se diriga, e por isso o
tratara na resposta que lhe tinha a dar, conforme
com este procedimenlo. Respondendu as aecusacoes
que lhe Coram dirigidas, e aos argumentos de qne o
dito orador se servio diz, que elle Irouve para a dis-
cussao o numero de empregados com que havia sido
creada a thesouraria sera os externos segundo as es-
tacpes a que perteoeiam||fin de fazer valer calcu-
ladamente a assercaoVque haviam actualmente
empregados sulnciente5,.enlretanto que sabia que os
.empregados pedidos eram para a secretaria, e para a
contadoria smente; que a secretaria ate hoje com-
punha-se s do secretario, a que a contadoria teve
uo comeco ii^cial thesouraria 5 empregados, in-
clusive, ibefc. para lodo seu Irabalho, c por is-
so fdi elle oradofonVigado a pedir a creacao do se-
cretario e do escrivao da receita, afim de passarem a
Irabalhar nesla estaca" os empregados que oceupa-
vam estes lugares que erara os'segundos escriplu-
rarios. Quo eolao eslava a contadoria limitada ao
trabalhque fasia no lempo da extincta Ihesooraria,
mas logo que passou a lomar as cenias dos diversos
responsaveis, Irabalho este que nao lhe consta lives-
se felo essa Ihesooraria, ficou conhecendo que os
mencionados empregalos u3o eram sufficientes, epor
isso se vio obrigado a pedir urna seccao de contas,
que diflicilmciile e com. grande opposijao obteye.
Que apos deste exame de contas senlio-se a neces-
sidade da liquidacao da divida activa que se acbava
alrazada desdo 33, e copio fosse imposs^vel vencer
esta seccao m,, esie jjabalho as horas do expedien-
te, Coi delle encarregada urna commissao por um
contrato, para o fazer Cora destas horas, visto ser
cranosla de empregados da lliesouraria. Qae feilo
este contrato, que se lirailou i liquidacao da divida
al o exercicio de 51 a 52, fizeram as estacSes de co-
hranrp a liquidacao do que pertcnceu ao exercicio
prximo findo, e como resullasse desla liquidacao
4,000. devedores, cou evidente que a, mesma secrao
nao podia vencer o Irabalho que em cada exercicio
lhe pertence, e por isso no seu relalorio do corrente
anno, e no projeclo de lei que se discute havia pro-
posto a creaco de mais urna seccao, nao s para es-
cripturar a divida activa que daqui pur diante se
rcalisasse, como para incumbir-se de todas as opera-
res que dizem respeilo a esta divida, e daquellas
que pertcncem s arreraalaces de obras publicas,
operscoes estasque pesando actualmente sobre a sec-
cao de escripturacao a tem interrompido no traba-.
Iho que lhe he proprio, e muilo prejudicado o an-
damento regular desle Irabalho. Deslas reflexes ti-
rouoaradoraconsequencia.de que nunca desco-
nheceu o Irabalho que tinha a desempenhar a thesou-
raria, como lhe havia dito o precedente orador, e
nao podia ser censurado por -pedir empregados na
occasiao em que se fizeram uteessarios enera o de-
via ser, se aind pedisse novos empregados, pois nao
era culpado de accumular-se i actual thesouraria tra-
balhos queperteucian aextinrla,e oulro- provenien-
tes de novas leis, como a de elcment5 das mas, e
a do empreslimo.
Depois de algumas reflexes mais cerca dos ts-r
torcos que lem elle e sua repartirlo craprgado para
vencer o Irabalho que .sl seu cargo, em cojo nu-
mero menciona a hora da prorogacao nb Irabalho
diario qu lema mesma thesouraria, desde que Coi
instalada, o orador defende os seus empregados da
aecusacao que Ihes fez o precedente orador.
Continuando a sustentar a creacao da secrao, pro-
nuncia-se ainda contra as commissoes, nao s por nao
poderem ler urna fiscalisac3oimmediala e continua,
senao lamben) por nao eonvir que sejao deltas en-
carregadas pessoas que nao sao empregados pblicos,
qoe nao incorrem em responsabilidade alguma pelo
que de mo fizerem, e cujas habililaces b3o se
achao provadas, ao passo qoe tambem os emprega-
dos da Ihesooraria sao os mesmos troprios para este
Irabalho^ visto qae devendo faze-Io larde quando
se acham caneados, o desempenharito sempre com
muila demora, o que nao convem. Acrescenla que
nada por ora tem i dizer dos empregados de sua re-
parlico que se acham encarregados de certas com-
missoes, e deposita nelto toda eonfianca ; mas que
ningoem poder negar que se elles nao livessem
a precisa probidade poderiao diversos pretextes
lomar o Irabalho que fazem, senao inlerminavcl, ao
menos>dependendenle de longo lempo para o con-
cluir. Diz finalmente que o Cacto que Irouxe a caa
i cerca da difiiculdade era que se tinha achado, psra
verificar qual era o ultimo respoosavel por ama di-
vida de 33, liquidada pela commissao que deste Ira-
balho esta encarregada, nao pode preslar-se a iolel-
'igencia que lhe quiz dar o nobre deputado quem
responda, que somante provava a necessidade que
tinbam as commissOes, de direccao immediata, equan-
to era difcil a liquidacao da divida activa, quando
ficava atrasada.
Passando a responder censura de nao ler pro-
posto us dous Ianeadores pedidos pele administrador
do consulado, diz que achands opposicao nos dous
memlxrjj.fiajoiBTirssao de orcamento, fundando
elles na exeguidade da renda publica. Coi vencido e
nao havia propor esta medida por meto de om pro-
jeclo era separado, para nao luter com essa opposi-
cao, nem com as boas disposiepes que linha o ora-
dor, que lhe Cazia esta censara para acolher a crea-
co de empregados.Explica a necessidade que ha
desles Ianeadores, e mesmo de maior numero de
goardas para o consulado, e concloe dizendo qae nao
qaer que,acerca da creacao de empregados para ven-
cer o servico da sua reparlico, que a assembla lhe
faca um Cavor e tenha a menor condescendencia para
com elle; quo vote como lhe parecer, pois, se Cor
contrariado nao lhe cuslare dizer ao goVerno,' que
nao se fez o servicp por falta de empregados, e as-
sim salvar a sua responsabilidade ; mas, que obser-
va qae a medida he econmica, porque he econmi-
co tomar contas aos responsaveis e liquidar a divida
activa.
A discussao fica adiada ipela hora. |
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, e levan-
ta asessao.
4M
Discnrsos do Sr. Depulado Brandao pronunciados
na tessao de 6 do corrente.
O Sr. Brandio: Sr. presidente, leodo-se empe-
nhado na qoeslao prejudicial, de dever ser" o pare-
cer, que ha pouco foi lido, remedido ao presidente
da provincia, para apreciar a materia couda no re-
querimento sobre que elle foi proferido, um de-
putado tao illuslre, qae goza de tantos-e tao mereci-
dos credilos^e de quem tenho a honra de ser amigo,
eu por cer0lrepidaria em entrar na discnsso, se
nao livesse em meu apoto a stguinte mxima : ~
Amicus sccrates, amicus Plato, sed magis rnica at-
ritas. Seguindo, pois, o conselho do sabio que a
enonciou^assarei a comba ter as razes a presentadas
pelo meo nobre amigo em favor da declinatoria, que
pretende estabolecer, e para isso soccorrer-me-hei da
propria tei, de que se elle prevaleeeu.
O nobre depulado procurando explicar a lei n. 299
lanrpumo modo algum admillir o que tenho como certo em
materias taes, e mesmo o que hei lido em livros, que
Ifatam de hermenutica jurdica, he que senao pode
conceder, que em unta lei qualquer se encontr urna
palavra ociosa, um termo intil, que*nao conlenba
um pensamento legislativo...
O Sr. Francisco Joilo : Isso he a meu favor.
O Sr. Brandty: Veremos: para abracar a
doulrina opposla, fra mister suppor da parle d le-
gislador leviandade, e admillir qae elle em vez de
reunir em suas leis pensamentos luminosamente dis-
cutidos, tratara apenas de fazer deltas um corpo de
palavras equisonantes, destinadas a alimentaren) a
chicana do foro, e a fazerem delle um labyrintho,
ainda mais inextricavcl do que actualmente he ; o
qae em boa f senao pode conceder.
Portento, tenho como inquesliunavel, qae toda a
palavra que se encontrar n'iiraa lei e que nao fr
o complemento de ama disposicao anterior, deve ne-
cessariamente exprimir urna idea dislincta da pala-
vra antecedente...
( Ha um aparte.)
O Sr. Brandao : Eu tenho urna autoridade mui-
lo respeitavel, para opprao nobre deputado ; lie a
do direilo romano, que na lei n". 219, D. de terbo-
rum significaliont, consagra o principio que acabo
de enunciar. Ora, em face do que fica dito, nao pos-
so jumis coraprebender como o nobre depulado pre-
tende confundir as expresses, que se acham no art.
5 da lei n. 299 com as do arl. 6, e islo a ponto do
dizer, que todas ellas enuncian) a mesma dea, con-
ten) o mesmo pensamento. No arl. 6o se encontrara as
segu ules palavras lt :
Ora, ser possivel qae o legislador para exprimir
a idea de diminuirlo de divida, tenha usado de urna
duplcala devocabulos? Nao o posso crer, tanto mais
porque observo qus no art. 5 da lei, quando se cs-
tabeleco a necessidade de recorrer previamente ao
presidente da provincia, apenas se Taz menrao das mo-
ratorias fe reinisses, donde concluo que ellas nao po-
dem ser confundidas com a expressaoabaleque
se acha no arl. 6", exprimndo differenle idea e Ca-
zendo parte de outro pensamento...
Um Sr. Deputado : Averigemos priraeiro a
accepcao jurdica da palavraremissfloe a acceprpp
vuigar do mesmo termo.
OSr. Brandio: Se me diz em um aparte, qae
enmpre antes de ludo, averiguar a accepcao do voca-
bulo, remssao de divida, e em resposta devo decla-
rar, que a cmara sabe pcrfeilamente, que urna das
grandesdificuldades cora qne lula a nossa legislaran
para ser perfeitamenle entendida, procede da falta
de delinicpo jurdica dos vocabulos : he sabido que
entre os Romanos, todas as palavras empregadas em
tima lei, linham unta significaran definida no corpo
da jurisprudencia desse povo, mas nao obstante esse
grande deleito do nossas leis, tenho como cerlo, que
no caso prsenle'nao se pode tomar a palavrajba-
te pelo vocabuloremssao mormente achando-se
ambos empregados no mesmo artigo e na mesma li-
nha, e nao sendo de presumir, que o legislador fosse
lo inepto, que quizesse fazer luxo de urna supera-
bundancia de palavras, para exprimir a mesma idea.
Pelo que, pois, entendo que nao se tratando de mo-
ratoria ou remssao, mas siraplesmente de um abale
da quarta parte do preco da arremalacao, qne os pe-
ticionarios sollicitam da equidade desta assembla
por causas plenamonte justificadas, nao lera lagar a
declinatoria, que o nobre depulado oflerece, porque
o art. 6" da lei j por veze s citada a nao admille ;
passarei agora a tratar da conclusAodo parecer.
UmSr.Depulado: Eu naoenlrei nessa ques-
1 to, porque me falla isso. *
O Sr. Brandio : Digo com a mais profunda
convieco, que esse parecer deve ser regeitadn pela
casa, porque observo que a razao apresentada pela
nobre commissao para indefirir a prelencao dos pe-
ticionarios, he tal que a ser recebida nao havera jus-
tica individual, naofcaveria cidadao que por mais
razao que livesse, recorrendo ao poder legislativo da
provincia, devesse ser allendido...
Um Sr. Deputado : Ah esl para que serve
a lei.
O Sr. Brandao : Senhores, eu estou resolvido
a ser muilo cauteloso em dar o meu voto a urna pre-
lencao individual, mas an mesmo tempo nao posso
seguir absolutamchte ailoxitrina.dc que os individuos
nao lem justica, nao tem razao. He mister poupar
os coCrcs pblicos para que elles nao fqucm aberlos
disposicao de especulacpes e de especuladores, mas
tambembe muilissimo nccessaro.queso reconheca a
jastial daquella que teme quando ella fr demonstra-
da por documentos, ou por oulroqualquer meio, ser
urna perfeila ns-iuidado deixar de altende-la. No ca-
so presente nao tenho duvida em afirmar, que os
peticionarios provaram exuberantemente a justica
da na pretencSo; pois que vejo juntos ao. seu requs
i-imeulo documentos, que nao podem ser contestado-
pela qualidade'das pessoas qne nelles figuratn, as
quaes certanieuta os nao dar iam se o coutedo dil-
les nao foss. urna verdade. Mas, dexando de parte
esses documentos perguntarei: lia na casa um s
membro, que desconheca, qe negae, que 0 nossa
provincia no anno que flndou e nos anteriores lu-
lou com grandes difOculdades por causa da secca?
Creio que nao, porque uto foi lo publico, que alero
de constar dos jornaes, servio do motivo para qUe
o presidente da provincia modificasse as bases do
contrato feilo para o fornecimenlo das carnes verdes
esta cidade. E, pois, se em boa f nao ha quem
possa contestar ter occorrido aquella calamidade ; e
se a razio fundamental em que so baseara os peti-
cionarios, para pedir o abale da.quarla parle do pre-
so da arremalacao, he ler existido secca qae assolou
osserlOes, e que por conseguinte influio muilo na
arrecadaca dos dizimos, se esta mesma assembla em
casos semelhanjes tem concedido abales, e lalvez nao
lo*jusliflcados como este, como se pode dizer que
no presente caso o deve negar, quando se nao apr-
senla contra a pretencn dos peticionarios ama razao
poderosa, que mostr pretenderen) elles nao evitar
nm prejuizo certo, mas especular com a ftzend pu-
blica ?
Repito, senhores, o convero abrir os cofres p-
blicos s especularles individeaes, mas tambem seria
clamorosa injuslicp deixar de reconhecer a razo que
assiste aos individuos, e olh.tr impassivel para sua
perda. Nao tenho relacSeS com estes senhores, que
requeren) o abate, aoSr. coronel Ferraz tenho apenas
visto duas vezes, mas delle faro o melhor conceito e
tambem das pessoas que forneceram os docufnentos,
por conseguinte nao posso crer que elles nao tendo sof-
frido um prejuizo, verdadeiro ereal, viessem assem-
bla provincial sujeitar-se a urna discussao, sem te-
rero certeza do resultado, smenle fiara especularen)
com o thesouro; e assim espero que esta assembla,
altendendo s consideracoes que acabo de expender
e mais ainda aos principios de urna bem entendida
equidade, desprezar o parecer da commissao c-a
emenda oQerecida pelo honrado membro, o Sr. Fran-
cisco Joao, defirindoa prelencao dos peticionarios e
concedendo-lbes o ahate qn.M4- p Sr. Brandio : Em mais de urna das propo-
siepes emiltidas pelo honrado membro que acaba de
sentar-se, elle se poz de acord com as ideas que
eu enunciara em contrario a sua opiniao; observei en-
tretanto que nao obstante isto, o mesmo .honrado
membro continua a sustentar o principio de que esta
assembla nada pode deliberar sobre a materia, qae
se discute, sem que u presidente da provincia seja
previamente ouvido, mas permla-me elle que en
tambem continu a considerar como excntrica e
inadmissivel a sua doulrina.
Srs., na esphera das altribuirpes conferidas as as-
semblas provinciaes pelo acto addicipnal.que he a
grande lej que devo reger as snas deliberaroes, eu
nao vejo disposicao alguma que torne os aclos legis-
lativos dependentes de um processo feilo pelo presi-
dente da provincia : o que apenas encontr nessa
'ei fundamental sao direilos e deveres expresamente
impostos s ditas assembla, para cuidarem do bem
estar das respectivas provincias, o neste sentido le-
gislaren); donde se segu, qae camprind ellas com
estes deveres obram dentro do circulo de suas altri-
buirpes, sera ser mister receberem inspirarais do
presidente da provincia.
O Sr. Francisco Joaa d om aparte.
O Sr. BrandSo : O que he verdade he qae o
nobre deputado nao moslrou ama disposicao qual-
quer que obrgue a assembla pfcvincial subordi-
nar-so a um processo, a urna informacSo do poder
administrativo ; e, pois, como diz que ella niopode
tomar conhecimento da materia que lhe esl sujeita
sem primeiro onvir o presidente da provincia ? Re-
pito, que a sua doulrina me nao agrada. Porem
ainda disse o honrado membro o bom senso acon-
selha que isto assim se. pratique Srs., esta palavra,
bom senso, de que osn o meu nobre amigo, tem
um sentido muilo vagoe at arbitrario,mas seja qual
for a accepcao em qne ella se lome, he perto qoe nao
exclue da assembla o direit qae ella tero de resol-
ver qualquer qneslao, segundea indiligencia de sens
membros, e eselarecimentos fornecidos pela discussao,
pois que a considero inatramenle independente do
presidente da provincia.......
O Sr. Aguiar Isso nao obsta qae se oura o
presidente.
O Sr. Brandao :Quando for necessario. Fi-
nalmente diz o illuslre membro que a lei 11.
299 assim o ordena, e eu lhe respoixicTw^^jjuc^ 1
poica tei a que deve a assembla rcligiosamenfl
obedecer, he o acto addicional, poisque licite he que
se acham marcadas as altribuiepes. e (ora delle todas
as outras emanadas desta casa podem ser por ella
revogadas, alteradas etc. etc.; alcm de que eu j fiz
veras noBre depulado,'que a assembla .possue
meioFpor onde se possa esclarecer respeilo da
queslao que se discute ; assim como que remissao e
abale uio exprimen) a mesma idea: que no artigo
5. da lei n. 299, quando se trata de remssao, quiz
a assembla que isto n .0 livesse lugar, sera quo pri-
meiro o presidente informasse, porque a especie era
mais grave e de maior consideracao, visto ter por
nm extinguir a divida ; mas- que no caso de .abale a
b\ ptese nao era a mesma......-
O Sr. Lacerda: E a moratoria he mais grave
do que o abate?
O Sr. Brandao: Tambembe muilo importante,
porque pode ser dada por um grande numero de
annos.
O Sr. Aguiar: Pods haver abates mis impor-
tantes do que algumas remisses..
( Ha outros apartes. )
. O Sr, BrandSo:Assim nao se pode argumentar,
porque he muito fcil phanlasiar hypoteses, mas o
qoe he certo he, que abale nao he o mesmo que re-
mssao de dividas; e quo a' razao do arligo 5. da lei
n. 299 est muito clara : essa lei quando exige do
presidente como disse ha pouco, esse pronsode que
o nobre deputado tanto falla, referio-se expressa-
menle a remissao, que se nao pode negar ser objeclo
muito grave por importar a extinccAo do debito,
mas sobre o abate nada yejo determinado no mesmo
sentido........
O Sr. Francisco Joo d um aparte.
O Sr. Brandao : O nobre depulado quer con-
verter a assembla em tribunal de justica, ueste caso
eu enlendo qae ella deve proceder como .uro-corpo
legislativo.........
O Sr. Oliceira : Tambem julgo.
O Sr. Francisco Joao : Exerce funcepes juri-
dico-ailminislratvas.
O Sr. BrandSo : Por tanto, Srs., cingindo-me
religiosamente ao acto addicional, qoe me parece ser
a Arca Santa xuja sombra esla assembla deve sem1
pre estar brigada; nao posso deixar de volar conlr
o parecer e emenda do Sr. Francisco Joo, e neste
mesma occasiao aprsenlo urna oulra emenda para
ser submclda considentco da casa.
Dtscursotlo Sr. deputado Souza Carvalho, nases-
sao de 21 do corrente.
O Sr.Sousa Carvalho :Sr. presidente,, quando
se tratou aqoi da pretencp"o do emprezario do thca-
1ro de Sania Isabel, por um motivo de delicadeza
que julgo lera sido de\ idamente apreciado, recusei
tomar parte naquella discussao ; porm hoje que a
qucslo nao he pessoal, que a queslao se refere a
urna empreza futura, enlendo qne eslou na. rigorosa
obrigaco de dar a minha opiniao a este respeilo, e
sioto smente faze-lo em occasiao em qae me aho
vivamente incommodado. ,
Proponho-me a sustentar o artigo da lei do orca-
mento, ainda qae jufgo que a commissao ste na ri-
gorosa obrigarpo de fazer a defezado seu projeclo, e
nao precisa do mea auxilio.
Senhores, eslou convencido que o subsidio de 12
conloa de reis lio muilo sufficiente...
(Ha alguns apartes:)
Dizer-se simplesmenle, que se d para o Ihealro
no anno futuro 18 contosdareis, nao indica a ato-
roza dos cspeclaculosque alli hao de ter lugar. Quaes
elle possamser he pois o que noscumpre examinar
primeiro, para calcuarraos quanto devenios dis-
pender. Ora, a este respeilo, eu enlendo qoe o
Ihealro nao pode ter senao companhia dramtica.
Companhia I)rica, nao podemos ter senao acciden-
talmente, qticre-la,seria querer Cazeras despezas hor-
rorosas e toacas, que se tecm Ccito no Rio de Janei-
ro, e enlao nao eram 18 conlos de aeis qua rhega-
vam. He minha opiniao que o Ihealro s pode ler
urna companhia dramtica, e sendo nos termos ra-
zoaveis em que ella deve ser oraanisada, muito lere-
mos felo, e com isso devenios ficar salisfeitos. Os es-
pectculos h ricos sao meramente objecto de bellas-
arles e um divertimento de laxo, ao passo qup as
represenlarpes dramticas leem um interessa intel-
lectual, c muilo mais relevante. O desenrollar aos
olhos do espectador cora toda a magia do estylo do
poeta, c com todas as illosos da acea, as pocas ou
os aconlecimenlos histricos, a quadro das pai-
xes humanas, tem om interesa* muito mais elevado
.s..
que odesses diverlimentos de luxo e bellas-artes.co-
mo sao as represeutarpes hricas... -
O Sr. Paes Brrelo :Entao .naosedao as re-
presenlarpes Ijricas essas scenas descriplascom a ma-
gia do eslylo dos poetas ?
Um Sr. Depulado:As representacpesIyricasnSo
teem tambero astumplo dramtico* ?
O Sr. Apriqio :O qae lie o Hernani 1
O Sr. Souza Carvalho :Ora.eudessjavaque os
nobres deputados me.dissesseni se o nnsso povoqu
nao sabe o italiano, e mesmo s pessoas que o saben)
pdera uo Ihealro lyrico italiano apreciar litleralura,
ou quasi siraplesmente msica ; desejava queme dls-
sessem, se preferem as bcllas-arles as bejtas ledras,
se se deve aulepor as obra* de msica s. gloriosas
produccoes da inlelligencia dos Corneilles, Molieres,
Hugos e Dumas. Prm, como concordara contigo,
que nao podemos maater companhia lyrica, passarei
a Tallar sobre a sufficiencia do subsidio de 12 conlos .
para urna companhia dramtica.
Entendo, Sr. presidente,que urna companhia dra-
roa tica pode Irabalhar com o subsidio que te d ao
tbeatro, gattendo-se dous cantos de reis, quando mui-
lo,dous conlos e quntenlos mil res mensaes ; e pos-
so apresenlar proras aqui de que a companhia ac-
tual qo chega nem a esta quantia. Aqui tenlioa
relacao dos actores que agora tem o Ihealro, coj fur
lha importar apenas em dous conlos de reis.' Alm
da companhia dramtica existe um chamado corpo de
baile, cujos vencimeutos aodaro por 6009'ou 7009 1
rs'. mensaes. Ora, confronten) estas duas verbas de
despeza com o subsidio de 1:7009 rs. por mee, que
recebe o lliea tro, e cora o producto liquido de suas
represeutaepes, e ser evidente nao s que o empre-
sario nos mezes de empreza que lhe faltara, equili-
bra a despeza cora a receila, como que al podetia
amealbar algum dinheiro, se-todos os seus rendimen-
tos no seachastemja comprometlidos por empentaos
anteriores. Tenho por lano, domonstradq, com um
exemplo bem prximo e visirel, que o subsidi, de
12 conlos pur anno, sendo de 1JB(38- nprtnez, visto.
'obrgadVSTJSr es-
pectculos durante 7 mezes, he nao s sufficiente pa-
ra sustentar urna companhia dramtica, como tam-
bera alguns dansarinos. E nao se diga a. companhia
dramtica que tem agora o llieateo, nao lem raereci-
mento,depois da saluda de lautos artistas, qzie lia
pouco se leem retirado. A directora do Ihealro, a
quem competa avahar isso,-continua a dar allesta-
dos ao emprezario.
Agora, Sr. presidente, provarel que nao ha contra-
dicho deste casa, votando a inderanisao da 6 conlos
de reis, elevando por conseguinte o subsidio 18 (Son-
tos, e votante para o anno s 12. O governo eoo-
tralou com o actual emprezario que desse represen-
teepes duranle-7 mezes, com o subsidio de 12 coutos
de reis, vindo a ser 1:714 rs. por mez ; o empreza-
rio entendeu, que devw dar renresenteepes. nao em
7 mezes, mas em 12, excedendo as obrigacps do seu -
contrato : -esta assembla julgoo que islo mereca
ahjuraa consideracao, e deu-lhe ama indmnsacao, .
mas nao se segu dahi que lhe fosse dada essa io-
demnisaepo, porque a assembla cntondesse que era
nsufflcienle a quola de 1:714 rs. por roez. Depois
o emprezario contratou actores superiores em nume-
ro ao que devia ler a sua companhia dramtica : a
assembla entendeu anda que elle proceder assim, '
nicamente por desejos de satisfazer ao publico, e
que a ella cumpria inemnsa-lo pelo prejuizo ot>
casionados por esses desejos, mas nao se deduz dahi
que a assembla reputaste insufficenle o dito sub-
sidio. Alm disto, o emprezario deu aos actores orde-
nados exageradistiraos, com prejuizo seu, e a assem-
bla atienden a essa crcumstancia, mas tambem da-
hi se nao conclue, qde a quantia de 1:714* fosse
insufficenle.
Demonstrare! tambero, que a assenjbla dando a
indmnsacao e augmentando o subsidio com mais 6
conlos de reis para o anno, pode Jar lugar, a enor-
mes lacros a algum particular, e muila despeza des-
necessaria para a provincia.
A empreza actual deu representado durante me-
zes a qae nao era obligada, contratou urna compa-
nhia desmesurada e deu ordenados exageradsimos.
Debaxo destas bases que Coram prsenles assem-
bla no requeriacnto do emprezario, vota ella uipa
indemmisaci; mas todas essas circomstancias nao se
segu que se deem para o anno, e mesmo dorante
esla empreza nao exhalen) ja. Se a folia era de 5
cuntes e lano, est.i redti? ^^K* a menos de me-
lade, porque acham-sr jdolSSlro muilos actores,'
unsdequeo emprezan ,ioedndooseus recursos.pro-
circumslartcias. curoudescurlar-se, ooulros por diver-
sasEnlreteoto se esla.asserabla votar 18 coates para
o anno, pode um individuo qualquer fazer. um con-
tra lo com o governo pelos mesmo 7 mezes, pode
contratar urna companhia regular e nao extraotdina-
ria.couio a que teve o actual emprezario.e com na/
companhia de dous contse tanto, pode ler um sub, ,
sidio de tres conlos c duzen los mil reis por mez, que
he o que resolte de 18 conlos divididas por 7 mezes..'
OSr. Paes Brrelo: Entao'sdppo, qoe quem
lizer o contrato ha de fazer Indo quanto o empieza*,
rio quizer ?
O Sr.Souza Carvalho:Senao houver eonca
c\a ha de fazer o queeliequizer,porque o nobredepu-
ladosabe que a arremalacao desles contratos de empre-
za nao sao Ceilas como asma1s,s3o taitas atsem anunu-
ncio.O Sr. JosZteniofoiouoicopresideBtequeman-
dn publicar edilaes para que- houvesse concurren-
cia, mas nao ha duvida que taararreraalacoes poden
ser taitas da forma qoe o govtfls> qnizer,pqrqe 080
ha tegslaciio'a respeilo'.
Sr. presidente, he mister tambem advertir qoe o
.subsidio he sempre maior do queso pensa.- Alero da
quantia que os eraprezarios recebem em dinheiro,
he necessario calcular tambem com b alagad dv
theatro e o guarda-toona, que elles lera de grasa.
No Rio de Janeiro no lempo do anligo theatro de S.
Pedro de Alcntara, pertencia o' theatro a urna com-
panhia de accionistas e o emprezario pagava de sai
algibira 12 coutos de renda do Ihealro ; aqui o em-
prezario nao lem eiisa despeza. Alm disto ha os
vestuarios, e segundo disse o honrado membro oSr.,
Jos Pedro, a provincia se acha habilitada agora
para fazer um conl rato muito mdico em virlude do
grande guarda-rou oa que deixa o actual empreza-
rio....
O Sr. Pats Ban'tlo:L'ma vez que cllou-o Ihea-
lro da S. Pedro, sa be quanlo elle tiojia de subven-,
cao?
OSr.Souza Cdrvalho: Creio que 48 conlos
de res para corap. tnhia dramtica, lyrica e corpo da
baile.
0 5r. Paes Brrelo: Hojedas-s 12
para o Ihealro lyri co e perto de 50 para o
O Sr. Souza Ca rralbo t Acresse atada a 000-
sideracao da qu* o subsidio deve ser da))o attenden-
do-se as tercas da proviucia, e euto ser regulado
petes mezesem q iieforpossivel-haver espeelacolo*.
Aqui ja houve con trato por 12 mizes, por 8 e por 7;
pode haver por 6, o sendo por 6 mezes sao don
cotilos de reis por mez, e he nislo pouco mais ou
menos que imporl a a companhia. Conseguintemenle
ha meio de se han nonisar essa necessidade .com as
tercas da provnci. 1.
Agora compete-' ne explicar urna razao muito es-
pecial e teda prati. m, porque os subsidios nunca.die-
gam em Pernarnbi ico : conlrala-se a empreza, pen-
sanvos nobres de pillados que o emprezario tern
autoridade para di ir os ordenados quo julga razoa-
ves aos actores-; 1 io, senhores,as primeiras notabi-
lidades da trra a< iresenlam-sc empenlianri .-:
pondo at os orde aados qae deve dar aos clores,
sob pena de soflrer guerra desles ou daqaettes....,
Asseveram-'mc qi le grande parle dos prejtiizos do
aclnal emprezario he devida a essas imposicoes a que
'foi obrigado a cu rvar-so.-
Um Sr: Depula do: Islo he em favor de queso
augmente o subsi" dio.
O Sr. Souza 1 Carvalho : Nao he tal. Quando
vejo que os dinhe iros da provincia nao sao applica-
dos para saliste' xt as necesidades publica, mas
nicamente para fazer a vonlade aos protectores da
aclrises, cantoras e- dansarinas, parece-tne que nio
devems sujetar a fazenda da provincia merc
dos caprichos de .algn (nditidaosl
Entilo o que l necessario he1 -fazer, eflectivos. os
contractos ; he 1 lecessario que o emprezario s con-
t com o subs dio marcado, e nao cora as pro-
messas qae se 11 ie fazem do indeminisacoes...
O Sr. Souza Leao : Isso devia ser dito ha oas,
O Sr. 'oura ; Carvalho : lio necessario,. que
estes contrates si '.jarri com qualquer outro particu-
lar, para cuja snlisfcao os contratantes conclurm
os negocios que lhe fazem conta.; e he para islo qtje
eu chamo a alte iicflo da casa em relacao s empresas
futuras...
(Ha alguns apartes).
Sr. Presidenl e, dz-se que a civilisacao exige qae
a provincia ma otenha um theatro com 4o8b o explen-
dor, e eu direi que a civilisacao exige modas outras
cousas de mai w utilidade. (Apoaos.) Eu direi,

V

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DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 23 OE ABRIL DE 1854.
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que 'mi cidade como sta, nao existe ainda um
hospital d caridade ; que islo ha orna vcrgonha
Vaate das naftas estraugeiras, cojos embarcadicos
ati achara aqui onde se tratar, e qoe a vergonha
he tanto maior quanlo queremos gastar mais do que
aquillo que be rasoavel com objectos de luso...,
OSr. Me ira: Trezeulos e vinte e tres conlos
de reas II...
O Sr. Soum'candho: Onde no existen) es-
tradas, icnio al S. AnUo.nao sedeve tratar smen-
le de esplendor do thcalre...
O Sr. Brandao : E a ras clieias de lama.
OSr.StmtaCarcatho: Justamente., Onde os
empregados bucos se acham lao mal pastos (e eu o
dille apeaar de se diier aqu que he vergonha fallar
. eaa pregados mal pagos) onde os profesores pu-
blico* ato gosam do menor hera-estar material, sem
o qual nao poden* Icr independencia e sem aqual
naepedera gosnr da consideracao que Ihes lie devi-
da, aio lie para altender-nos nicamente ao'exWen-
dordo thedlro. Nao quero diier com islo que se
eievem os ordenados, e al volarei muilas vezes con-
Ira bao, perqu as forras da provinrsa nao o per-
mitem, mas enlao lambem nao permitcm que se
gaste tanto cera objeelos de luxo. Aqui nao existe
um azylo de mendicidade, eolrelnto eu julio,que
coait conloa annuaeslalvez se podesse manter um
azyle de mendicidade; e tanto se gasta decretando
6 cont da ndemnisacSo ao emprezario actual e 6
de augmento para a empreza futura.
No anuo atrasado a eoramissao de ornamento en-
tendeu que nao devia marcar a menor verba de sub-
sidie' para a empreza; a favor desla idea fallaram os
Srs. Jos Pedro, Barros Brrelo e oulros ; dsse-se
que o* Ihaatros para se suslentarem nao precisavam
de subsidio do governo, e foi com a tnaioj dificulda-
de que a assembla conceden 8 conlos de res. Depois
a pedido do Sr. V. A*. Ribeiro augmentaran) raajs
4 cont. J hoje dote conlos nao sao suMicientes,
querem que so d.desoilo.amanha querero vinte
e quatro conlos, e q resultado ser absorxerejifcse
sommas enormes que podiam ser mais bem applica-
dat. {Apoiaiot.)
tahres, a cidade do Rcife tem ricos propre-
tariot, capitalistas, negociantes, empreados p-
blicos de elevada categora e mocidade elegante que
podem mi bem concorrer para sustentar um theatro
sm precisao de urna subveiico excesiva dos cofres
pblicos...
O Sr. Paet'Barreta: A queslo he se he ex-
cessiva ; anda nao provou.
(Para provar anda qoe o subsidio de doze eon-
toshesulBctontepara o thedlro, o Sr. depuado ap-
prnta varios calculo! c algumas considerares, no
meio de um grande numero de aportes.) "
'OSr. Souza Carcalho :Tcndo demonstrado
que o subsidio de doze cootos de rU he sufficienle<
concluirei com ama smpms rcflexau. Seohores, o
novo julga-se sempre com direilo de esperar gran-
des eousas dos seus representantes, de esperar que.
elles facam correr ros do leile e de mel, que es.
palliem todo o genero de felicidade as mitos cheias,
que facam volver o lempos de. Saturno e de
Rha. Na inpossihilidade de operarmos lodos es-
tes milagros, ju!go quede nennuma sorle taremos
um servico inferlil, se salvarmos alguns conlos de
rcis, que se pretendo consumir' sera grande utili-
dade, para os applicarmos a algum dos innmeros
melhoramenlos quo a provincia reclama, e que es-
rao muilo cima dases esplendores theatracs.
nao porque seja d'aquelles que se esconden) as tro-
yas para cravar o punhal, (como bem ouvo dizer)
mas, porque lendo coosciencia de que nao injurio
niuguem, quero andar com mais liberdade sem ser
notado, e ler o grande gostinho de ouvir da mesma
bocea de alguna tafues, que a nao lem muilo fecha-
da para ai, quanlo mais para osoutros, as forjas qua
leem representado.
i)ou parle a Vmc. que descobri urna casa de jogo,
hemoccul(a. onde taVvez se tcnlia feilo bstanles et-
perleza*. Senhores jogadores, lomem o exemplo
d'aquelle que anda eslanacadeia; vejam que pode
sabir d'abi algumcstellionalo. .
Oraras as chuvas que lem sempro continuado, e a
desaprumada parede dcoitaode urna igreja d'aqui,
j nesle lugar nao se ajunla certa sucia, que princi-
piando pelos vivos afaba profanando o descanso e
apazdalouza, nao sei onde lie agora o ponto de
reuiiio. Que torquezadas nao se dio abi na vida
privada de pessoas talvez mui respeilaveis !
A.pnlicia vai fazendooseu dever. Foram presos
Joao Francisco, indiciado de ler assassinado Manoel
da Koclia, no Curato do Bom Jardim : Joaqun) de
Amorim, por suspeilo ein crime de morle e de ser
autor do roubo da matriz da Escada.
Hooverm mais algumas prisOes, mas ignoro a
causa deltas. .
. Vamos por c bem de invern, porque as chuvas
lem sido frequentcs. As febres lem cessado, e nem
ra consta ler siguen* morrido dellas esles dias.
A feira de gado esleve pouco abundante, c a car-
ne relalhou-se, a 12 e 14 patacas. A feira de sati-
nado passado esleve grande, mas ludo caro : a Jari-
nha mi muilo boa a 480 rs. a cuia, e o feijao pelo
mesmo prego.
O nosso velho e devoto esmoler das almas lhe en-
va muilo saodar, elle sabe j o)nem he
O, Vicloriense.
(Carla particular.)
idges.
REPARTigAO' DA POLICA.
Parto do dia 26 de abril do 1854.
lllm. e Exm.Sr.Participo a V. Exc. que das
parles boje recebidas nesl repartirlo, consta lerem
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, Malinas AI ves Ferreira Brandao;
ordem do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o
portoguez Joaquim Jos Ferreira Guimarea, ambos
para "orreccao.
O cnmmandaule do corpo de poliria na sua parle
de hoje refere,que pela palmilla dodislricto da Sen-
zala, lhe fora participado que um individuo dera
urna tacada em oulro. conseguindo o aggsessor por-se
em fuga.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de
Peruambaco 26 de abril de 1854.lllm. e Exm;
Sr. conselliciro Jos Bento da Cnnha e Figueiredo
presidente da provincia./.ui: Carlos de Paita
Teixeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERJUMICO.
COMARCA DE SAMO AMUI.
Victoria 24 de abril de 1854.
Principio este por noliciar-lhe, que a minlia rais-
aiva de 15 do. correnle causoa aqu urna grande sen-
tarlo, foi lida, em algumas reunies, e muitos foram
os juizos temerarios respeilo do seu escrplor ; as-
se vero-I he que lenho lidu urna aceitaco quasi geral,
(nao sei se ser'de cora gao i so o que sei dizer be que
todo este applauso, nao he pelo mrito Iliterario,
pois.qoe me reconheco por um ninguem em materia
de lilleratura. mas smente porque digo a venta le
nua, e crua,(alguns acham que s digo mentiras:
abi eslios jornaei,'contestara o que escrevo) c co
mo ludo nao he bom para todos, nem anda as cou-
sas mais sanias, por so lenho adiado quem cheio de
fanfarronada arrogante rosne improperios contra a
ininha pobre e humilde pessoa ; tem dnvida s pode
de mim ler bastantes zangas quem lem dado suas
soffrveis escorrgaiuras, tomendo-se batante, que
nao as veja luz do sol: mullos porm vendo-me as.
sim fallar flcaram desaccra^ado; suppondo que en-
trare! de repente pela^l^r^|3BCiLJL4ur'-?''utar a
vida privada de cadaunh, e Ir para" irr3r!T~csil
to grande susto, e para arredar esse pensamenlo lao,
vil, qtfede mira pessain facer sem razio ( eu devolvo
esta idea mimosa a quera for seu autor) devia prin-
cipiar as minhas carias por ora alio, e solemne pro-
testo de nao me importar, e nem fallar da vida pri-
vada da-mais pequea pessoa, e as-ini julgo na ini-
nha eonscieucia ler feilo al o prsenle. (Juantos
no exclamaran a visla dsso:liberatut sum, res-
pirat\ Demai-o Vicloriense para escrever nao pre-
cisa eommetter tal baixeza, porque os fados pblicos
abnmlam, tactos que ninguem aqui ignora, mas que
deyem ser sempre memorados, factos que devem ser
ponidos, ou eorrigidos pela le; he pois sobre esles
qoe hei de fallar com lodo valor, e energa. Vomi-
tera embor contra mira mil injurias e ameacas, que
u bem como um dar rochedo, que poslado em pro-
celloto mar znmba das furias dos lufoes, assim esta-
r! tobranceiro tudo sera tasto e sera medo.
J v pois Vmc. que a intrepidez he a minlia di-
visa. Estabelecido este principio, com toda ra/.So
poderalguem dizer que na Victoria j se nao deve
viver ou morar de hora em dianle cora socego e tran-
qulidade; assim com efTeilo sorceder as .mas cons-
ciencias. Se en fosse delegado de polica averigua-
ra cora toda minucioajia.de obre a conducta de laes
pessoas, porque cerlaBenle liara de adiar muilas
falhae, filhas da fragilidade humana, qne poderiam
servir para bons processos; se asssim acontecesse ba-
viam de.andar mancinhos com receio de que lhe
nao cahisse o raio da justica em casa, mas como s-
raenie ouvera advertencias rugen), e esbravejam.
. Ingrata genle, peior poderia ser!
A ingratidao sempre foi considerad} no mundo
inteiro, como cousa deleslavel, e a gente d'aqui he
com ella que paga o bem que se lhe faz, porque ao
menos nao sabe dar o justo preco e valor as fadigas
que lem o pobre V clnense, 'que do seu gabi-
- nele loma o trabalho d corriair, e admocslr a
aqnelles qoe dos seus cnnselhos necessilam. Mal
agradecidos! Al se tem o arrojo de dizer, que se eu
desse a mo a alguera para nao pretipilar-te em al-
gum abytmo, a minha mao "seria antes decepada. do
que a minha caridade e 'compaixao aceita. A visla
disto veja Vmc. em que camisas de 11 varas eslou
medido. Paciencia. Irei sempre .a vant; quero
ver bem moratitada esta cidade, que na verdade he
urna ingrata madrasta de' todos quanlos nella nao
nasceram. Dlzem que a verdsde fie dura de se di-
zer, porm eu sempre a direi; ea dro todas as pes-
soas honestas, e bem educadas; quem diz a verdade
nao pode injuriar ninguem.
Eu nao sei era que injuriei a alguem, que lao ad-
verso se me moslra. Vmc. lem visto que eu apezar
de nao ser engranado, todava lenho feilo bem esfor-
cos para parecer jovial e faceto, adocando desla ma-
neira alguma verdade mais acre, e esta genle a dizer
que toa befantedesavergonhadoe atrevido, ora en-
tendam lTtto; h urna grande injustira que me fa-
zem mim. que fui sempre tido como um matulo pa-
cifico"c de bom ci.raeio. Nao ha quem nao diga que
. sou manso como um cordeiro. mas como nem todos
sao bons e justos para me avaliarem,alguns me nrham
pessimo. Terei resignarlo. Tenhjulgado. que 'ha
. pessoas aqui, que entender tanto de injuria, como
um pobre idiota, que depois de ouvir as palavras
mais insultantes, tmenle qser tomar atroz vinganca
Il fallamcom mais azedume de mim, sito as que lem
bot razfies de que as sus heroicidades nao saiama
' lume. Por exemplo, gnstarode ouvir fallar nos no-
mes de otB lal fulano de Anginha e um lal Ouco,
dous terriveissiirradoretderaulheresl nao, eu sei
com certeza phisica, que nao gostam, mas eu sempre
os lembrarei par* corrgirem de lao mo coslume,
e porque nao estamos em lempo de se pralicarem im-
ionemenle t3tf feias cousas. Porque mo hei de fal-
lar de nm pobre lapuz la da Meringaba, que serve
de ego instrumento de ura bicho bem repolhvdo c,i
da cidade? Eslamos lvre destes, diz o bicho, amar-
ra aqnelles, e aquelles (desgranados!) la viuhara
ajoujadot. Tudo islo cedo pu larde se ha de descoT
brir, porque temos, (iracas Providencia e eo nosso
bom governo, magistrados e'empregados bem mori-
gerados o de muita inlelligencia. Treman)!!' A
providencia de lieos esl entre ns. Que gloria me
njio caberia se eu pelas minhas advertencia, tillias
do amor de meu prximo, podesse coter em seus
verdadeiros deveres esa genle, e azer da Victoria
um'eden de moralidadeesingelas delicias! Mas cu
reeooespavorido dianle de emellianle idea, porque
aqni esta minha gente esl muilo inveterada no seu
mp uso: lodavia como a constancia ludo vence, e
eu ahnejo ser ulil ao mea prximo, hiio desacoroa-
rei, irei sempre avante cora a minha tapefa: podo
er que venha um da, que i forra de rae ouvirem
niudem do nurle (tef%rande migre) e lomem as-
aim urna derrota, que os possa salvar Vi algum lerri-
vclescolho (que occasionasse sua irreracdiaiU per-
da), achando-se no depois bem seguros em bom por-.
lo. Quem pie dera ver isso! Parece que quem es-
t ponuido destes teulimenlnt nao deteja o mal de
niuguem, antes a sua felicidade e vcnlura-_Baf
Je maasadas, porque Vmc. ha de ler esgolado JoTraa
la paciencia, prometi nao dar mais cavaos com
ninguem, digam o que disserem, irei sempre ayante
como meu proposito.
L'mmoro d'aqui esta para ir a esta prar,?, e pro-
lettou qoe quando vollasse para este lugar havia de
dizer en silo e bom tom o meu home, por tanto ad-
virlo a Vme. que lenha bastante cuidado, veja que o
lal meniBo excede muito a Lavaler n'arte deconhe-
esr phisJenomiaj; e pode muilo bem descortinar al-
go mu couta a: quero conservar-mencoberlo,
A aasembla hoje mandou imprimir um projeclo
de commissao respeclva, sobre o calcamenlo das
ras da cidade. Adiou,por haver pedido a palavra
oSr. Brandao, um parecer da commjtsSo de fazenda,
indeferindo a prelenrao de Jos Cavalcanti Ferraz 'de
Azevedo e oulros. Approvou em segunda discussao
o projeclo n. 31 do annb passado; rerhetlcu com-
missao de poderes urna indicarflo do Sr. l.uiz Filip-
pc, para que se chame um supplenle para supprir e
falla do Sr. Aprigio, que parlicipnu retirar-so para a
corle, fim de tomar nssenlo na cmara temporaria.
Entrou na segunda discussao do projeclo n. 17, ap-
provaudo o arl. 1. eregeitando urna emenda do Sr.
Epaminondas. para que fosse ouvido o governo, Pi-
cando o resto do projeclo adiado pela hora. Appro-
vou o parecer da commissao de poderes, adoptando
a indicacaodo Sr. Luiz Filippe. .
Pastando i segunda parle da ordem do dia, conl-
noacau da segunda discussao do ornamento provin-
cial, approvou o arli 30. e entrando no arl. 31, ficou
adiada a discussao deste pela hora.
A srdera do dia he.alerceira discussao do projeclo
n. 27, e contDiiarao da de hoje.
CORRESPONDENCIA.
Srt. Redactores.-Lendo eu o EcM Pernambuca-
no de 21 do correnle,deparei com urna corresponden-
cia assignadapeloinimigo dos malsins, em resposla a
que foi publicada em o Diario dePernambuco por nm
meu amigoe pai de familiac como quer que esse
senhor inimigo dos malsins nos vern com ps de la
vender gato por lebre, defendendo com inepcias e
falsidados ao Sr. Joaquim Jos da Silva Guimaraes.
pela prisao que soffreu, em razo de ler labolagem
publica em sua casa na roa de S. Amaro, e insullar
aodito meu amigopai de familiahe jusioque fi-
que desmascarada a sua impostura ; e por sso en-
tend que devia tomar o trabalho de responder-llic,
|>otlo qne- seja ello escriplor de pulso, c quij al-
gum doutor to amante do innocente dvertimento
da casa do Sr.Gnimares que sacrifique alli os brincos
da propria mulher, e lome por esta razo as dret
pela prohibirlo de semelhanle labolagem.
Para satisfazer pois a minha tarefa, acompanharei
ao aulor de 13o elaborada correspondencia em lodos
os seus pontos, e resumidamente lhe direi primerro,
que declare quaes sio os bens da fortuna que possue
o Sr. Gnimaraes, e d'onde havdos ; segundo que in-
dique onde he a officina de ourives em que elle tra-
halha ? trceiro se he ser bom pai de familia quem
faz a sua felicidade com a desgraea de oulros ?
(Juarlo se foi voltarele, gama, ou vlspora, que se
eslava jo'gando em sua casa quajido l foi pela se-
gunda vez a polica, ou se era o gago '.' e senao se
pejade mentir to descaradamentequando tantas
tesleraunhas presenciaram esse varejo e apprehensao
dos copos, dados, e mesa de gago, sobre aqual se
achavam para mais de oilocentos mil rcis em dinhei-
ro ? Se he ou nao labolagem publica que |havia na
casa do Sr. Guimaraes. diga-o o Sr. major.., que
francamente o confessou s auloridades polipiaes,
prometiendo a sua extincrao. Se era gago ou nao,
que alli se jogavadigam os Srs.' Drs... Se era ga-
mao ou gagao, responda um oulro Sr. major, res-
pondan) anda o Sr. coronel... o Sr.lenente da guar-
da nacional do tv balalho de artilharia do lenle...
o Sr. cocheiro do porlo das canoas.... o Sr. pprlu-
gucz..e oulros..Quinto que prove ser o meu amigo
o pai de familiao proprio denunciante, e qnal a
paga que este leve* Sexto que pai da vida he aqucl-
le que consenle enlrarem na sua casa individuos que
nao conhecc, sujcilando-se a toda sorle de infamias
pelo vil inleresse de recelier um pataca de cada um
jogador que pega no copo para lomar tudo. Stimo
que se as auloridades policiaes invesgasscm asi-
duamente fi vida te coslumesde um artista, que au
asa da sua arte, su sienta familia, mora era casa de
sobrado de iluguel de 20JSOOO rs. mensaes, e baso-
fa de possuir fortuna, este artista?, sim, estarla ha
muito recolhido gaiola... i lavo que qnem nao
quer ter lobo no lhe veste peliese o Sr. Gui-
maraes fosse traln'lliar pelo seu olliciu, e noquizes-
se fazer sua subsistencia de ncios rpprovados e il-
lieilos, se nao zumbaste da/ advertencias que pri-
meramente lhe foram feilas pela autoridade, nao
dara csses desgoslos a sua familia. Nono que roo
de polica he aquelle, que, como o Sr. Guimaraes,
nao respeili as les, e vive, como fica demonstrado,
de,meios criminosos ; e nao o meu amigoo pai de
familiaque nunca foi cadeia. Dcimo que o Sr.
Guimaraes foi sollo por autoridade superior a coja
disposirao tirina sido poslo, e nunca por ser falsa
a denuncia,llegue foi preso em flagrante, e por con-
teguinle provadaNa ashtfv sua-etrrpa.
Calle-so, pois, o Sr. inimigo'dos malsins, calle-sei
[tome o meu conselho ; pois, se continuar terei mais
que lhe dizer.'e chamarei em meu apoio o lestemu-
nho dos interessados, e prejudicados no innocente
devretimento do seu cliente, publicando a extensa
lista de todos elles.
Fica esperando o seu ulterior procedimenlo.
O amigo do pai de familia
HORRENDO ASSASSINATO.
A 27 de novembro de 1852, o tribunal criminal
de Zuricli, na Suissa, sentcnciou a desgraeada Ma-
thilde Gommer pelo crime de assassinalo na pessoa
de seu marido Frcderico Slaboyer,' na noitc de 5
do mesmo mez, cuja sontenca foi exceulad na ma^
nhaa de 29 em presenca de numeroso concurso. A
causa desla malfadada mulher, por scu horror e cir-
cumstanclas, lem chamado a atteneao d toda a
Suissa, e as parlicularidades de suas historias dado,
motivo a um milliao de fbulas e inventos variados
e discordes. A nrracao que abaixo copiamos nol
fi ministrada pelo Sr. Knuffijrman, advogado do
juizo de appellacftes, c fiscal que foi no dilo proecs-
so de cajo original cerlifico haver extractado ficl-
menle.
s No decurso do annoque findou,de 1852, vieram
esles esposos de. Pars para Zunch, or.de alugaram
urna decente e commoda casa na roa de Uflderwal-
don, na qual leem vivido, fren,neniando a primei-
ra sociedade, cora todas as commodidaifcs da vida,
tem saber-se como, ou por onde lhe vinham as
grandes sommas de dinherro quo gastavam em ex-
traordinario luxo, mas das quaes aproveilava tam-
oeni os desvalidos. Freilerico era, um cafalleiro na
oxlcnsao da palavra de cerca de 30 anuos, de ele-
gante presenta o d'um cntcudiinciito nada cominuiir.
manejava com inlelligenc os idiomas anligos e
modernos, franco e sem reserva em seu trato, e cm
sua couversarao fino e delicado. Dizia-se que elle
havia sido coronel ao setvico de S. M. Chrislianis-
sima, o qual abandonou por seus amores, e o pri-
mognito d'uma das mais esclarecidas, fiis c opu-
lenlas familias do meio dia da Frauc.a. Malhilde
eonlava pouco mais de 17 annos, mulher formosa,
scicotfica, das formas mais encantadoras, sua ori-
gen) e verdadeiro nomo foi um myslcrio impossivel
de pendrar, at mesmo nos ltimos momentos de
sua execueslo : entretanto seos-elevados horcos re-
flectem pela boa educac.30 e arranjo dos iudividuos,
a desveulurada Malhilde, apesar de sua tenacdade
cdo horrendo crimc.com que aggravoa o paci so-
cial offendendo c injuriando vindicta publica, de-
vc-se collocar na ordem de pessoas da primeira ca-
'hegoria.
Esl plenamente provado pelos depoimentos conr
lestes dos criados, que a r nao quiz contradizer-se,
mas antes augmentar a indgnac,ao publica ; tal-
vez sem o rcflecllr, ratificando o alroz delicio, con-
fessou ella que lodo o dia 5, que foi bstanle inver-
noso, o tinha passado ao lado do seu consorte leu-
do, escrevendo on locando c cantando na piano,
bastante salisfcila : que comeram tranquillos, reno-
vando enTsuas couversaces joviaes, os leslemu-
nhos mais affccluosos do sincero carinho que profes-
savam ; que de tarde se adornou com um rico Irajc
de seda de cor de canoa, e chapelinho de plumas
que reciprocamente se serviram de cha, repelindo
ainda as expressdes mais amorosas, qno rfko se sen-
tio disposla para ir ao thealro, mandou retirar a
carruagem e lacaos : que anles de recolher-so vol-
lou ao piano, e cm qnanlo seu marido conciliava o
somno cantou com deliciosa voz aquella fnebre aria
de Laura, no prado, que era a sua favorita : e quo
logo que Fredcrico dormo profundamente, abri as
cortinas c lhe cravou um punhal no corarao, reco-
lhendo osaugue que durramava em um copo de
crystal, cm cujo momento declararan) as testemu-
nhas e confessou a delinqneote, te ouvio urna voz
agonisante quedisse : Malhilde, defende-me que
me matar'; e que ellaaa-epUcou : Frederico, j
eslou salisfeila, bebo o leu sangne, e o encontr
demasiado doce; e que as criadas que se achavam
no aposento immediato, se alarmaran) a Uto extra-
ordinaria novidade : que pouco ifepois abri *por-
la e chamou a sua criada Couslanra, qual fez a-
cender o lustre graudc do dormitorio, e maodando-
a assenlar no soph, Ibc fallou nestes termos : __
Minha querida ( ma diere ) se tu fosses lao minha
amiga como en sou tua, ese nao lemesses os mor-
ros, me ajudarias a desfazer-me d'aquelle cadver
(apontando para a cama nupcial ) ao que a criada
se negou, e sabio d'alli gritando em alias vozes que
atlrahiram a visinhanca, que deram parle do occor-
rdo ao inspector do bairro, e este, apoderando-se
de MaUilde, a conduzio ao magistrado do dittriclo.
Era meia neilc quando, |em companhia daquelle
juz, demos principio s interrogarnos summarias,
e protest que jamis havia visto orna mulher mais
formosa, nem alma mais inleira, nem urna dispo-
sican mais dominadora.
Como vos chamis ?
, Agora Malhilde G rom mor.
E anlcs? i
O juiz indaga o delicio, e nao esquadrinha as
conscicncias.
Qual he vosea patria ?
' Malhilde nao lem patria no crime, c nao he do
caso revela-la.
Onde voseducastes t
Dizem que em nma abbadia'de Pars.
Qnaakmalou a Frederico Slaboyer 1
Eu s.
Por que o malasios ?
Porque tive razfies para isso.
Com quo lhe destes a lbrle
Com esse punhal que esl sobre a mesa.
D'onde o honvcsles ?
Nao sei.
Ignoris que lie um grave delicio malar o pr-
ximo'!
. Nao ignoro, cm urna mulher da minha or-
dem e educaeso podcignora-lo ; mas Frederico nao
era meu prximo, era urna cousa minha, era minha
propriedade, cu tinha um direilo a elle, e as lels
deste paiz nao estao claras em malcra tao deli-
cada.
Meditastes' o assassinalo ?
Ha mais de um mez que esperava occasiao de
execnta-lo.
Que podis allegar em vossa defeza t
Nada, porque mo a quero, nem a lenho.
Vossa causa vai serjuhyda por um. tribunal
recio c juslicero.
Melhor para mim; menos terei que soffrer.
Suppondes eslar em vosso inteiro juizo ?
Nanea me sciiti tao tranquilla.
A criminosa foi rccolliida prisao, a cairsa seguio
seus tramites, e a desventurada Malhilde foi seqftn-
ciada segundo as leis. Na nolie anterior execu-
c3o,supplicou qu a nao molestassem tantas pessoas
que vinham v-la : que o lempo era pouco e queira"
aproveila-lo escrevendo a seus amigos. 'O animo e
disposirao dessa. mulher tem sido, o assombro de
y.uriih. Em scu trajeeto comprimenlou a muilas
pessoas queconhecia, com ornis rsonho semblan-
te. As diversas carias que dirigi aosjuizcs, e a
resposla quelhesdeu de ficar iuteirada de sua sen-
tenca, todas, escripias dc.seu proprio pnnho, sao as
mclhores pravas da illustracao de Malhilde e do co-
nliccimenlo.que lioha das leis. Na mesma occasiao
em que soube que ama sociedade de senhoras se
nteressava porsalvar-lhe a vida, dirigi aosjuizcs a
seguinte carta:
O oflicio de um juiz he sagrado e rcspeiluvel
em quanlo senao separa da rectidao e' da iinparcia-
lidade ; mas quando se demora em paixoes, e quer
execular e contemplar os compromeltimentos par-
ticulaics, torna-so indigno do seu ministerio e des-
prczivel a si proprio. Asscguram-me que se inle-
ressa por minha vida urna Sociedade cujas runecoes
desconhe^o. Supplicc-vos que vos nao deixeis cor-
romper, nem fajis dobrar as varas' que eslo em
vossas raaos. *
Pouco anlesda ebegada do coche que devia con-
duzi-la ao patbulo, enlregou ao guarda da prisSo
a carta que abaixo copiamos, ceini um retrato scu, e
oulras prendas, rccoramcudand,o-lhc dirigiste ludo
para Paiis. Tirou dos dedos Ixes preciosos aunis
de diamantes que distribuo aos criados do carcere,
danduVo de maior valor aoverdogo, a quem recom-
mcinlou a nao fizesse padecer, o que empregasse a
sua destreza no golpe.
o Zuricli, 29 de novembro, s duas- horas da.noi-
Ao meu querido Si mao. cm-Pars. Ha
muitos diasque me negas toas leltras ; sem duvida
que cnlrelido has grandes reunies. oceupada toda
a imaginarao com as novas operas de iiossini nlo le
lembras que cu existo. Quando esta chegar s las
niaos, ja nao haver uccessidade de que lo incom-
modcs, as leis da Suissa se eucarrega.rao de mim,
pois dizem qne as hei violado. Pobre Frederico !
elle foi meu amigo, meu esposo, meu protector,
meu meslre, meu confidente, porem por minha
desgraea nao soube respeilar cslcs ttulos sagrados.
Dando-llie a mortc, eu quiz ainda quer seu sanguc
cireulasse com o meu, que doce o achci Accu-
sam-me ,dc aleivosia, n'esla parle nao eslou de ac-
cordo com os juizes. Nossas vidas, ao darmos as
mSos, foram trocadas edm divinos votos. E que mais
fiz eu do que tomar o que me deu o altar ? Elle
lioha igual direilo sobre mim. Dizem que lenho
aggravadoa vindicta publica, que teoho escaiidali-
sado o universo, que nao lioha razao...... sabe Dos
que me subrava. Una noitc, souliei ver Frederico
em outros bracos, c desde' esse momento formei o
projeclo de quo meus ollios nao lestemunhasscm o
amargo presagio. Minha inlencao foi sctrui-lo aos
Elyseus, nao sei porcm que covarde mao sujeilou
minha arrogancia quando acabei coro, elle, se seri-
an) suas moribundas palarvras Malhilde, defen-
de-me que me matam on se me embriagariam
seus liquidse., cu nao sei, Siman.
Durante a minha detenco nesla prisao, lenho
scflVido muilo. Os mais k1 uros remorsc>s, as sombras
mais iracundas me tem alorineulado, alincjo pelo
dia para enconlrar-mc com o meu amanle... lenho-
o de continuo cm minha pre3cuca, c'n'^ste momen-
lo em que pela ultima vi :z le escrevo, parecc-m que
o vejo.... lint.... alll esl elle.... llia' o derrama-
do sanguc pela horrenda, ferida que lhe fiz com bar-
bara mao.... stijeitai-a... mas... j se loi. Dcscul-
pa-mte com o mundo, e sunca reveles meus segre^
dos : euxuga las lagrt as amistosas, nao me i n-
queles o fri repouso. Minha familia... eu lenho
'aliido oei-ullav ^euini iip, a-ine tfu ultimo au-
xilio, esse retrato o essamadexa de meus/cabellos,
entrega-os na ra de Saiut-Honor n. 7 : faz que
vao cumseguraoca s mos da pessoa que habita alli,
diz-lhc que o original dcscanca no reino das almas,
satisfaz a.curiosidade com prudencia se mais le per-
guntar, mas occulta-lhc o funesto fim da minha
existencia. Compadecei-vos da minha desgraea.
implcroo perdao de lodas as do meu sexo pela of-
fensa que Ibes hei feilo, c ao hinnilhar-rac a esta
graca, Ibes recommendu aborrecam a cr(ura dessas
obras romanescas que despertam c corrmpem as
paixoes, detestando investigarlos arcanos da sabia
phlosophia reservada para o homem. Recebe tu
cssa memoria de meu carinho, e em toas fervo-
rosas oracOcs pede a Dos por la amiga. .Malhil-
de. ( Braz Tisana.) '
COMMERCIO
PKACA DO RECIPE 26 DE ABRIL AS 3
" HORAS DA TARDE.
CotaQf.es ofilciaes.
Cambio de leltras de lora sobre Londresa 27 1|2 d,
60d|v.
Frcle da Parahiba para Liverpool50| e 5 % por to-
nelada de assncar.
ALFANDEGA.
Rendmonto dodal a 2.5.....186:1208112
dem do dia 26 .........5S7269U1
191:993*043
Descarregam hoje 27 de abril.
Barca inglezaCorridamcrcodoras.
Barca portuguezaN. S. da Boa-ViagemXoa^a.
Hiate americano Rosamond familia, e bolachi-
* nbas.
Patacho hollandezPolluxdiversos gneros.
Brigue haraburguezBobertfarinha e massas.
4 Importacao'.
Brigue liamburguez Robert, vindo de Fiume, con-
signado a N. O. Bieber & Companhia, manifestou o
seguale i
150 cunhetes aro, 156 caixas massas, G. ilas pa-
pel, 1 pacole amostras, 1,239 barricas fa. ,nha de
trigo ; aos mesmos consignatarios. ,
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 25.....43:9838062
dem do dia 26..........1:8188715
45:8318777
CIVBRSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 25 .' 3:3598785
dem do dia 26........1648623
3:5248408
Exportacao'.
faro de Camaragibe, hiate nacional \oro Destino,
de 24 toneladas, conduzio o seguale: 60 volnmes
gneros cstrangeiros, 23 ditos'riilot nacionaes.
HECEBEDORIA DE KENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento djp dia 26.......592$0!3
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia la 25.....38;628498
dem do da 26.....4 1:4868868
orgamenlo approvados pela direcloria em conselho,. Limpeiro avahado annualmenle Dor!
c presentada a approvacao do Exm. Sr. presidente "
da provincia na importancia de 2:8608000 rs.
2." As obras comecarao nuprazodcSO diasaserao
concluidas no de quatro mezes, ambos contados de
conformidade com o que dispoc o arl. 31 do regu-
lamenlo das obras publicas.
3. A importancia da arrematadlo ser paga cm
tres prestacocs, sendo primeira* de dous quintos,
paga quando o arrematante houvcr feilo amelado das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras depois do recebimento provisorio ; e a Icr-
ccira pagn depois do anno de responsabilidade,
e entrega dcliniva'.
4-. Para tudo o mais que nao estiver determina-
do nas presentes clausulas, ou no orcamenlo se-
guir-se-ha as disposiccs da lci n. 286 de 17 de maio
do -1851. Conforme.. O secretario. Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
OJIIlm. Sr. contador tervindo de inspector da
lliesouraa provincial, em cumprimenlo da resolu-
co da j un la da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril prximo viodpuro, vai novamenle
a [uai;a, para ser arrematada a quem por menos li-
zer, a obra do ajude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avallada era 4:0048. '
A arremalacao ser feila na forma dos arUgoss
2i e 27 da lei provincial n. 286, de. 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparceam na sida das sessocs da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-'
mente habilitadas.
E para constar se mandou afilias o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secretara da Ihesourara provincial de Pernam-
buco, 23 de marro de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira ctAnnunciacSo.
Clausulas especiaes para arrematacao.-
1.a As obras deste acude se rao feilas de confor-
midade com as plaas c orcamenlo apresentados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia, no
importancia de 4:00*8000 rcis.
2;" Eslas obras deverao principiar, no prazd de
dous mezes c serao concluidas no de dez mezes a
3:52l000
10:1155366
r.IOVIMENTO DO PORTO.
Ncio entrado no dia 25.
Fiume53 dias, brigue hamburguez Rober, de 204
toneladas, capilao Frederico Becher, eqnipagem
9, carga farinha de trigo e mais gneros; aN. O.
.Bieber & Companhia.
iVactoi sabidos no mesmo dio.
Rio Grande do NorteLancha brasileira Feliz das
Ondas, mestre Miguel Archanjo Ja Costa, em lt-
iro. Passageiros, Trajano Leocadio de M. Cosa,
^ Francisco Jos de Oliveira, Joo Ferreira de Mello.
GibrallarBrigue hamburguez O'inda, capilao J.
Wiepert, carga assucar.
Biicnos-Ayres por Montevideo Brigue brasileiro
Belizario, capilao Manuel da Silva Sanios, carga
assucar e agurdenle.
Liverpool'Brigue inglez Primc'J)ona, capilao
William Newell, carga assucar e algodao.
BabiaBarca franceza Pemamlnno, capilao Dur-
ruty, carga paite da que trouxe e niajs couros eta-
tajuba. Passageiros, J. F. Scholt, Ransclans, Pau-
lo Augusto Hcbrar'd, Augusto Renoutl.
Rid de JaneiroBrigue brasileiro Sagitario; capi-
lao Manoel Jos Prestrello, carga varios gneros.
Passageiros, Domingos AlexandriiiodrSilva, Jote
Francisco da Silva Porlo, Francisco Gonc.ilves
Braga, Jos Trancsco de Oliveira Pelisco e 1 es-
cravo, e 22escravos a entregar. .
Rio de Janeiro e porlos inlermediosVapor Impe-
ratriz, comraandanle o primeiro-lenenlo- Trre-
la. Passageiros desta provincia, o general Sera
e 1 cscravo, Domingos Lopes (le Amorim, Jos Lo-
pes de Amorim, Ciucinalo Mavignier, Manoel Ja-
uuario Bezerra Montenegro, J. V. IIomiiimi, Fran-
cisco Antonio de S. Bento, Adolpju I'erefra Car-
neiro, Candido Luiz Jos, Francupo Bringuel de
Almeida Gnc les, Aprigio iusliniano da Silva e 1
cscravo. Joo Ferreira Vuelta e 1 esclavo, Miguel
lieoevides Seabra de Mello e 1 escrav, Joao Jos
de Miranda Jnior, Francisco Edeltrudes Xavier
de Medeiros e 7 escravos. Dr. Thomac Cardoso de
Almeida, sua familia e 2 escravos, Jos Carlos
Parea, Dr. Lindolpho Joto Correa Ncves e 1 cscra-
vo, commendador Frederico de Alrreida Albu-
querque e 1 escravo, 1 alferes, 1 cab), 5 deserto-
res, 1 cadele, 1 particular e 11 escravas a entre-
gar.
Nados entrados no diati.
ArribadoPatacho transporte nacional Pirapama,
commandante Camillo de Lellis Fonseca ; por nao
ler podido" alcanrar a ilha de Fernando de Noro-
uha,' ..'
New-Caslle51 dias, patacho h olan de: Cornelis-
zoon, de 180 toneladas, capilao K. J. tan Hemert,
eqnipagem 8,'carga carvo ; a G. A. Brander a
Brandis. Seglo para o Rio de Janeiro.
Australia82 dias, brigue pqrtugnez imalia I, de
270 toneladas, capilao Joao Antonio da Silva Ma-
la, equipagein 9, em lastro ; a Manoel Joaquim
Ramos e Silva. ,
Terra Nova32 dias, barca ingleza Oberon, de 279
toneladas, capito John Goldtworlhy, equipagem
15, carga bacalho; a James Crahirce & Compa-
. nhia.
dem32 diat, brigue inglez Faiey, de 194 tonela-
das, capito Joseph Shelford, equipagein 13, car-
' ga bacalho; a Me. Calmonl & Companhia.
/Vanos sabidos no mesmo dia.
Baha:Hiato brasileiro Soco Olinda, mtstre Cus-
todio Jos Vianna, carga varios generoi. Patsa-
Seiro-, Dionizio Colla, Hertiiian Pan Brrelo,
os de Campos Magalhaes, Joo de Canpos.
Rio ile JaneiroBrigue brasileiro ConceiiSo, mes-
lre Joaquim Ferreira dos Sanios, carga arios g-
neros. Passageiros, Joao Xavier do Reg Barros,
Antonia Julia, Justiniano Julio Jardim, J,oaquiin
Jos Teixeira e 14 escravos a cnlreaar.
CamaragibeHiale brasileiro oco Destini, meslro
Estev.to Ribeiro, carga varios gneros. Passagei-
ros, Jos dos Aojos Rodrigues e Manoel loaquim
dos Santos. ,
contar conforme a lei provincial u. 286.
*.' A importancia desla arrematarlo ser paga
em tres prestae,oes da mauci.a seguiule : l., dos
dous quintos do valor tidal, quando liver conclui-
do a melado da obra: a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de recebimento proviso-
rio : a 3.a, finalmente de um quinto depois do re-
cebimento definitivo. >
4> O arrematante ser obrigado a communicar a
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
Irinta dias, n dia fixo em que tem de dar principio
a oxecucao das obras, assim como trabalharu se
unidamente durante quinze dias fim de que possa
o engenheiro encarregado da 'obra assislir aos pri*
meiros trabalhos.
5." Para tudo o mais que nao estiver especificado
nas prsenles clausulas seguir-sc-ba o que determina
a lei n. 286.Conforme. secretario, Antonio Fer-
reira iTAnnunciacSo.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesourara provincial, em cumprireulo da resolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamenle
praca..para ser arrematada a quem por menos li-
zer, a obra dos colicortos da cadeia da villa de Seri-
nliaem, afiada em 2:750$00O rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessocs da mesma jnnta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Per na m-
buco 2g de marco de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaciio. '
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a Os coucertos da cadeia da villa de Serinhaern
far-sc-hao de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em conselho e apresentado
approvacao do Exm. Sr. presidente na importancia
de 2:7508000.
2. O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de um mez e dever conclu-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do arl.. 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seos trabalhos ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para a boa execucao das obras como
em ordem de nao inulilisar ao nicsino lempp para o
sen ico publico lodas as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalacao
ten lugar era tres prestarles iguaes;' a 1", depois
de feila a melado da obra; a 2a, depois da- entrega
provisoria; e a 3a, na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Para ludo o que nao se acha determinado na*
prsenles clausulas nem no orcamenlo seguir-sc-ha
oque dispe a respeilo a lci provnicial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacuo.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesourara provincial, em'cumprimenlo da rcsolu-
ean da junta da fazenda, manda fazer publico, que
n dia-, 27 de abril prximo vindouro, se ha de ar-
rematar a quem por renos fizer, a obra dos con-
cert da cadeia da villa de Garauhuns, avahada cm
2:2498280 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 24 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessOet da' mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, com peten te-
niente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 28 de marco de,185i.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
EDITAES.
"\) lllm. Sr. contador servindo de inspecbr da
Ihesourara provincial, era cumplimento da rrsolu-
cao da junta da fazenda. manda fazer publir 1 que
no dia 27 de abril p. vindouro, vai novameile
praca para ser arrematada a quem por menosfizer,
a obra dos ronocrlos, da cadeia da villa do Caio, a-
valiada em 8258000 rs.
*A arremalacao ser feila na forma dos artigos
24 e 27 da lei provincial u. 286 de 17 de mab de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copadas.
As pessoas que se propozqAyn a.esta anenidacao
conuiareram na sala das sesifics da mesma juna no
dia cima declarado, pelo meio dia, compecute
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prcsailc e
publicar pelo Diario.Secretaria dalhesourarii pro-
vincial de Pernambuco. 28 de marco de 1854 O
secretario, Antonio Ferreira da Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1.* Os coucertos da cadeia da villa do ('.abo /ir-so-
lan de conformidade com o orcamenlo appnvado
pela secretaria em conselho, e appresenlado pro-
vacao do Exm. presidente da provincia, na inpor-
lanca de 8258000 rs.
2.O arrematante dar principio s obras nr pra-
zo de quinze dias, e dever conclui-las no di tres
mezes, ambos contados de couformidade com n arl.
31 da lei 11. 286.
3.-10- arrematante seguir nexccueao tudo t que
lije for proscripto pelo engenheiro respectivo nao'
s para boa execucao do trabalho como em oxlem
de nao inulilisar 110 mesmo lempo para o sevico
publico lodas as parles do edificio.
4 a 0 pagamento da iuportaucia da obra virifi-
rar-sc-ha em duas presbices iguaes: a 1's d-pois
de feilos dbus tercos da obra, e a seguanda dipois
de lanrado o termo de rccebimcnlo.
- Nao haver prazo de respohsabillidade,
6.a Para ludo o que n3o so acha deerminaiU nas
Ercscntes clausulas nem no ornamento, segu-se-
a o que dispoc a lei n. 286. Conforme. ( se-
cretario, Antonio Ferteira O lllm. Sr. contador servindo d inspclor
da'Ihesourara provincial, em cumprimenlo da re-
soliicu da jimia da fazenda, manda fazer pubico,
que 110 da27 de abril prximo vindouro, vai mva-
meulc praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra dos coucertos da cadeia da illa
de Pao d'Alho, avahada em 2:8608000 rs.
a A arrematacao ser feila na forma dos arligcs42
e 27 da lci provincial 11. 286 de 17 de maio do 1151.
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esta arrcmal.clo
comparecam 11a sala das sessoes da nicsina junl. no
dia cima declarado, pclu meio dja, compcleile-
mtnte habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o presenc c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara proviiichC de Permm-
buco 28 de marc,o de 1854. O secretario. A.to-
nio Ferreira da-Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arremataro.'
i." As obras dos reparos da cadeia da villa de 'ao
d'AllHero feilas de conformidml com a plana e
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i." Os colicortos da cadeia da villa de Garanhuns
far-sc-hao de conformidade com,o orcamenlo ap-
provadu peta direcloria em couselho, c apresentado
a approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 2:2498280 rs.
2. O arrcmatanlc dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes c dever conclui-las no de seis
raezes ambos contados na forma do arfe 31 da lei
11. 286.
3." O arrematante seguir nos ^eus trabalhos lu-
do o que lhes for determinado pelo respectivo en-
genheiro nao s para boa execucao das obras, como
em ordem "de nao inulilisar ao mesmo lempo para o
servico publico Indas as parles lio edificio.
1 4.a O pagamento da importancia da arrematacao
(era lugar em tres preslacoes iguaes: a Ia, depois
de feita a melade da obra: a 2a, depois da entrega
provisoria; c a lrceira na entrega definitiva.
5.a O prazo da responsabilidade ser de seis
mezes.
6.a Para tudo o qne nao se achar determinado
nas presentes clausulas nem no orcamenlo, segoir-
se-fia o que dispoc a respeilo a lei provincial 11.286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaciio. ,
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesourara provincial,' m cumprimculo da rcsolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prjimo vindouro, vai novamen-
le a praca para ser arrematada a quem por menos
fizer, a obra do acude da povoacao de Salguciro ava-
hada cm 2:5308000 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arts. 24 a
27 da lei provincial 11 .286 de 17 de maio de 1851, el
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sessGcs da mesma junta,
no dia aeima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraga provincial de Peruam-
baco 28 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras desle acude serao feilas de conformi-
dade com a planta c orcamenlo apresentados tiesta
dala approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:530?>OO.
2." Eslas obras dc\crao principiar no prazo de
dous mezes, e scraA concluidas no de 10 mezes a
contar conforme ajei provincial 11. 286. '
3." A importancia desta arrematacao ser paga
em tres prestacocs da mancha segainle : a Ia, dos
dous quintos do valor total, quando liver concluido
a melade da obra; a 2a, igual a primeira depois de
lavrado o termo de recebimento 'provisorio; a 3a
linainicnlede um quinto depois do recebimento de-
finitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar a
repartirn das obras publicas com antecedencia de
Irinta dias, o da fixo em que lem de dar principio
a evecucao das obras, assim como trabalhar segui-
damente durante quinze dias, fim de. que possa o
engenheiro encarregado da obra, assistir aos primei-
ros trabalhos.
5." Para ludo o mais que nao estiver especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-lra oque determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciaciio.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesourara provincial, em virludc da resoluto da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em com-
primenlo da lei, peranlc a mesma junta, se bao de
arrematar ojn hasta publica a quem mais der nos
22, 23 c 24 seguinles:
28500 rs. por cabera de gado vacenm que forcou-
summido nos municipios abaixo declarados.
Bonito c Caruar avahado animalmente
por.............2:5178000
Brejo avahado annualmenle por. 1:6118000
Cimbrea avahado annualmenle por. 1:1528000
Garanhunt avahado annualmenle por. 2:989000
Flores e Floresta avahado annualmenle
por............4:0048000
Boa-Vista e Ex. 4:07080<>0
Nos tres ltimos municipios, islo he, Garanhunt,
Flores, Floresta, Boa-Vitla, e Ex sao arrematadas
conjuntamente os impostos a cargo dos conectares
e 20 por cento do cnsamo de agurdenle, conforme
determina o arl. 52 da lei provincial u. 286 de 28
de junho de 1850.
20 por cento sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguinles municipios:
Olinda avallado annualmenle por. 8108000
Iguarass avahado annualmenle por. 848000
Goianna avahado annualmenle por. 648000
Pao d'Alho avahado annualmenle por. 768000
Nazareth avahado annualmenle por. 638000
Sanio Anio avahado annualmenle por.' 2028000
Bonito c Caruar avahado annualmenle
por............ 33*000
Cali avahad) annualmenle por. '449000
Rio Formuso e Agua Preta avahado an-
nualmenle por........ 418000
Serinhaern avahado annualmenle por. 268000
Limoero avahado annualmenle por. 908000
Brejo avahado annualmenle por. 308000
Cimbres avahado annualmenle por. 309000
As arrematares serao feilas por lempo de 3 annos
acontar do 1 de julhodo correnle ano a 30 de ju-
nho de 1857, e sob as mesmas condices das ante-
riores.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessocs da mesma junta noa
dias cima indicados pflo meio dia,compe(enlemen-
te habilitadas. ,
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annvcarao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesourara provincial, era cumprimenlo da ordem
do Exm.Sr. presidente da provincia de II do cor-
rente, manda fazer publico que, nos dias 2, 3 e 4 de
maio prximo vindouro, peranle ajunla da fazenda
da mesma Ihesourara, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a pintura e alcalroameolo das pon-
tes de Sanio Amaro, da Tacaruna., dos Arrumbados,
da ra da Aurora, e da pintora somente da do Va-
raduro, avahada,em 303*705 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematacao
comparecam na sala das sestees da mesma junta nos
dias cima declarado], pelo meio dia, competen tmete
le habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesourara provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d' Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
.1.a As pinturas d'estas pontes serao feilas de con-
formidade com o orcamenlo apresentado ne-la dala
a approvacao do Exm. Sr. presidenta da provincia
na importancia de 3038705 rs.
2.a Serao principiadas no prazo de 15 dias, efin-
daro no de 60 diat, coatados segundo o regla-
mento.
3; A importancia desla arrematacao ser paga em
urna s prestacao quando a pintura estiver concluida
que sera recebidn definitivamente.
i.a .Para tudo o maitque nao estiver delermuiado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario, ,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesourara provincial, em cumprimenlo da ordkm
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro.
vai novamenle a praca para ser arremalaflli quem
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso,
avahada cm 33:0008000 rt.
, A arrematarao'ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abati copiadas.
As iiessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta 00
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitada ,-
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Pernam-
buco 13 de abril de 1854.-O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacuo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras serao feilas de conformidade como
orcamenlo e planta nesla data approvados pela di-
rectora cm cooselho e apreseutados a appprovacao
do Exm. Sr. presidente da provincia na importancia
de 33:0009000 rt.
2. arrematante ser obrkado a dar principio
as obras no prazo de dous mezes e conclui-las no de
vinte mof.es, cootados de conformidade-com a dispo-
sirao do art. 31 da lei n. 286.
3.a Para execucao das obras o arrematante dever
ler um mestre pedreiro, e oulro carpina da confian-
za do engenheiro.
4.a O pagamento da importancia d'arremalacao
sera feilo m seis preslacoes da forma seguinte: a 1.a
da quaulia de um dcimo do valor da arrematarn
quando estiverem feilas lodas as paredes al o nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano de esgolu;
a 2." 'da quaulia de dous decimos quando estiverem
feilas todas as parales exteriores e interiores al i
altura de receber o Iravejamenlo do primeiro an-
dar, e asseutadas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3." da quaulia de dous decimos quando etli-
ver astenlado (oda o Iravejamento do primeiro an-
dar, feilas todas as paredes al a altura da coberla,
e embucadas as cornijas; a 4.a lambem de dous de-
cimos quando estiver- prompta tuda a coberla, assen-
lado o Iravejamento do forro ddprimeiro andar, re-
bocado e guarnecido todo o .exterior do edificio;-a
5.a tambera de dous decimos quando estiverem con-
cluidas lodas at obras e recebidas provisoriamente
a 6.a finalmente de um dcimo quando fur a obra
bos contado* pela forma do artigo 31 di lei nume-
ro 2Kb.
3.a Durante a execucao dos trabalhos o arrema-
tante ter obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcacas, on pelo canal novo' oa pelo leilo d/> ac-
tual rio.
4.* O arrematante seguir n execucSo das obras
a ordem do trabalho que lhe for determinado pelo
engenheiro. > .
5.'O arrematante ter^ obrigado aapnfcenlaruo
fim do primeiro anno ao 'menot a quarti1>rte das
obras prompta, e oulro tanto no fim do tagondo an-
no e faltando a qualquer dessas condice) tt pagara
urna multa de um cont de ris.
Conforme. O tajaetaro, Antoni*Ferreira da
Annunciarao.
"Wur
O Dr. Jos Raymundo da Costa Menezes, juz mu-
nicipal supplenle em exerrico da segunda vara do
termo desta cidade do Recita de Pernambaco por
S. M. o Imperador, qne Dos guarde, ele.
Facu saber que pelo Dr. Francisco de Assis de Oli-
veira Macicl, juz de direilo interino da primeira
vara criminal da comarca do Recita, me foi parti-
cipado ler convocado para o dia M de maio prximo
vindouro,, a segunda sesso judiciara do jnry deste
termo, cujo sorteamento leve hoje lagar, e pira o
qual sahicara sorteados os 48 juizes de fado, qqe te-
guem-se:
Joao Miguel da Costa.
Manoel Mendos Carocho Le$o.
Manoel Coelho Cintra.
Antonio Jos Rodrigues.
Dr. Pedro Autran-da Malta Abuquerque.
Francisco Antonio Berget.
Dr. Joao Augusta de Souza Lea.
Nerco de S e Albuquerqne.
Lourenco Rodrigues das Nevcs.
Jos Pereira Teixeira. '
Manoel Ferreira Ramos.
Dr. Joaquim Ferreira Chaves.
Marcolinu Grncalvea da Silva.
Antonio Augusto Bandeira de Mello.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Joo Sebastiao Piretl.
Jos Jacome de Araujo.
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina.
Lourenco Jos de Moraes Carvalho.
Francisco de Pauta Paes Brrelo.
Manuel Cactano Snares Carneiro Monleiro.
Manoel Francisco Marques.
Manoel Mendes da Silva. ,
Manoel Luiz Goncalvet.
Justino Pereira de Faria.
'Joao,Ferreira dos Sanios.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
JoaoCancio Gomes da Silva.
Oclaviano de Souza Franca. -
Dr. Pedro de Alhayde Lobo Boscoso. *
Joaquim Theodoro Pereira de Oliveira.
Dr. Pedro Dornellas Peftoa.
Francisco Antonio da Rota,
Rodolpho Joao Barata de Almeida.
Serafina Alves da Rocha Batios.
Tiburcio Valeriano Baplisla. .
Dr. Cyprano Fenelon Guedes Alcofrado.
Jos de Barros Correia Selle.
Salustiauo deAquno Ferreira. ,
Seralim da Silva Pereira Monleiro.
Manoel Joaquim Gomes.
Francisco de Carvalho Paes de Andrade Juuior.
Dr. Jos Maria da Trindade.
Manoel de Souta Leo..
Francisco Jos'da Costa Ara 11 jo.
Ignacio Franaisco Cabral Cantanil.
Guilherme Jos Pereira.
Dr. Gervazio Goncalves da Silva.
Os quaes hilo de servir durante a referida sessao,
para o que- sao pelo prsenle convidados, devendo
comparecer, assim como os interessados, no indicado
dia, pelas 10 lloras da manha, sob as panas da lei.
E para que chegue noticia de lodos, mandei pas-
sar "presente, que ser publicado pela imprenta e
afiixado nos lugares mais pblicos deste termo.
Dado e paseado nesla cidade do Recite aos 25 de
abril de 1854. Eo Joaquim Francisco d Paula Es-
leves Clemente, cscrivao privativo do jury o escrevi.
Jos Raymundo da Costa Menezes.
~ DECLARARES.
Real companhia de paquetes ingleses a
vapor.
No dia 2 de uni es-
pera-te da Europa mu
dos vapores da compa-
nhia real,o qual depois
da demora do coslume
seguir para o sal; para pataageirot trata-se com os
agentes Adamson Hovtie & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42. > -
Passagem para Rabia 25 patacet mexicanos, brasi-
leiros ou hespanbpes.
para o Rio de Janeiro 50 ditos, ditos, ditos.
para Montevideo tOO.ditos, dito*, dito*. -
. n para Buenos Ayres 110 dilos, ditos, ditos.
Companhia do Beberibe.
A direcloria da companhia do Beberibe, lendo de
mandar aterrar nma valla na povoacao de Apipucos,
convida a quera con^er enearregar-ee deste servico
a apreseutar as seas propotlas, em cartas fechadas,
no dia 4 de maio prximo, 00 csrrplorio da mefma
companhia: na ra Nova n. 7,' primeiro andar,
riendo o arsenal de mariulia precisao de srven-
les para as suas obras, e sendo orna deltas n arre-
cife, pelo que veucerAo os que nella oceuparem-se o
Jornal re 960 rs., por dia ; manda o lllm. Sr.' ins-
pector convidar os qne. nisso se queiram empregar,
apresentarem-sc-lhe no mesmo arsenal.
Secretaria da inspeceo do arsenal de maraha de
Pernambuco 24 de abril de 1854. O secretario,
'Al'exandre Rodrigues dos Anjos.
O lllm. Sr. inspector da Ihesourara de fazen-
da manda fazer publico, qne era conformidade da
aulorsacao concedida pela ordem da tribunal de
(hesouro nacional de 20 de maree prximo passado
11. 37, esl aberto o concurso para preenchiment
das vagas dos lugares de pralicantes qee existem na
mesma Ihesourara, o cujos exames lerao logar no
dia 5 de
a 5 de maio prximo futuro. Os prelendentes
deverao apreseutar seus requermeotos at o da 4
recetada delictivamente o que lera lugar um anno, dosupradilo mez, instruidos com certidede idaae.
Recite avahado annualmenle por 5(>:OI5300o
Olinda avahado annualmenle por 2:26MXH>
Iguarass avallado annualmenle por. 1:7:209000
Goianna avahado qnnualraenle por. 6:5219000
Nazarelh avahado annualmenle por. 4:4309000
Cabe avahado annualmenle por 1:5159000
Sanio Anlo avahado animalmente por. 6:0119000
Serinhaern avahado annualmenle por 5619000
Rio Formoso e Agua Preta avahado an-
nualmenle por..... 2:5218000
Pao d'Alho avahado annualmenle per. 4:0019000
E nos municipios seguinles noa quaes t pagar
aqaellet que lalham carne para negocio, e os cria-
dores o Uizimo:
depois do recebimento provisorio.
5.a Para tudo o mais que nao estiver determinado
nas pretritas clausulas, e nem no orcamenlo seguir-
se-ha o que dispe a respeilo a lci provincial n. 286.
Conforme__O'secretario,
Antonio Ferreira da*Annunciacao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da the-
souraria provincial, era cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 12 do correnle,
manda fazer publico, que no dia 4 de maio prximo
vindouro, vai novamenle a praca para ter arrematada
a quem por menos fizer, a obra do 21 lauco da estra-
da de Pao d'Alho, avahada era 14:9608000 ris, lo-
mando-se por base da arrematacao o abatimenlo de
8 por1,, oflrccido por Manoel Thomaz de Abuquer-
que Maranhau.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernambu-
co 15 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaciio.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesourara provincial, cm cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia 4 de maio prximo v iudouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesourara, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
acode na povoacao de Bezerros, avahada novamenle
em 4:2289850 res
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 42 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sata das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria da thesonraria provincial d Pernamba-
co 8 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira "Annunciacuo.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras deste acode serao feilas de conformi-
dade com a planta e orcaraen lo approvado pela di-
rectora em conselho e apresentados a approvacao do
Exm. Sr. presidenta da provincia na importancia de
4:2289950 rs.
2. O arrematante dar comeco as obras he Io d
oulubro do correnle anuo, e terminar 6 mezes
depois.
3.a O pagamento da importancia da arremalacao
ser devidido em tres partes: sendo urna-do valor
de dous quintos quando liouver feilo metadeda obra;
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de um quinto depois de um anno
na occasiao da entrega definitiva.
4.' Para ludo o mais'que nao estiver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei provincial n, 286.
Conforme. O secretario, Anlohio Ferreira
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesonraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidenta da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamenle a pra^a.para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do mol Ilumine uto do Rio
Goianna, avahada em 50:6009000 rt.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 8
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio do 1851,
sob at clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacae
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas. '
E para constar se mandou atlixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'.M/Unciafuo.
Ciouiifa especiaes para a arremalacao.
1. As obras do melhoraroenlo do rio Goianna far-
se-ho de conformidade com o orcamenlo plantas e
perfis approvados pela directora em conselho, e
apresentados a approvacao do Exm. presidenta da
provincia na importancia de jO:6009.
2.a O arremtame dar principio as. obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de Irestnnos, am-
fulha corrida, e quaesquer oulras documentos qoe
sirvam a provar. suas habililacoes, devendo mostrar
no exame que tem boa lellra, sabem-os principios da
grammalic da lingua nacional; ai quatro especies
e a theora dos quebrados e frac^des decimaes, na
huma do ait. 2 do regulamento.de 18 dedezembr
de 1850, n. 741.
Secretaria da Ihesourara dp fazenda de Pernam-
bnen 6 de abril de 1854.O oflicial-miior, milio
Xavier Sobreira, de Mello.
ADM1NISTRACAO DO PATRIMONIO DOS OR-
PHA'OS.
Pela adminislracao du patrimonio dos orphapsse
lia de arrematar a quem mais der, e pelo tarop que
decorrer do dia 3a arrematacao at o fim de junho
de 185o, aa rendas da cata 11. 4 do Psseio Publico e
29 do largo do' Rosario: as pessoas qoe se propoze-
rem a arrematar ditas rendas poderao comparecer
com seus fiadores nos dias 28 do correte mez, e 5 do
futuro mez de maio na casa das sessoes da adminis-
lracao ao meio-dia. Sala das seaoes da administra-
cao do patrimonio dos orphaos 25 de abril de 1854.
i. i. da Fonseca, secretario interino.
Peranle o conselho de adminislraro naval con-
trata-te a factura de 15 fardetat e 15 calcas depaonc
azul, 15 frdelas, 30 calcas, 30 camisas de brii, 40
polainas de panno,c 15 bonetes de dilo para Mpracas
do batalhao naval ; 12 fardas a 1S calcas de panno
azul, 20 lencos prelos de seda e 76 pares de tpalas
de couro preto de duas salas para as pracas do corpo
de imperiaes mariuheiros ; assim como contrata-se o
fornecimenlo deapplicacode bichas, liradas de deu-
les, cortes de cabellos e factura de barbas aoa docen-
tes da enfermara ; pelo que os que intaressarem em
ditas contratos sao convidados a cumparecerem as 12
horas do da 3 do mez de maio vindouro, oom suas
proposlas e amostras, quanlo ao fardarneiilo. Sala
das sessoes do conselho de adminislracao naval em
Pernambuco 25 de abril de 1854. O, secretario do
conselho, Christtio Santiago de Oliveira.
^^fj*49ti
Ollim-FEIRA 27 DE ABRIL DE 1854. *
BENEFICIO DE CURISTINA CANTARELU-
Fin coii'cquencia de nao fazerem parte da tom-
nanhaosSrs. Mendos, sua tenhori o Sr. Senna
ele ele c nao querendo estes senhores preslarem-
'oleeqiiiosamenle beneficiada be impossivel
oromptifirar a comediao Novicoigualmente nao
pode i a scena o bailete asqnatro nacet-por nao
haver qoem se encarregne da parle dp Onalier, e
em sen lugar ir a cemUia ero 2 actot-aHr. Men-
des Leal.
QEM PORFA HAIi Cid
No fim da Comeda, a Sra. Dsperini,em obsequio
beneficiada, xanlar urna anta di tua escolha.
Em seguida a beneficiada e'a Sra. Pessma danca-
rao um novo pasto a dous oraposto por J. De-vec-
clu, intitulado .
A STYRIENNE.
A msica he composieo do dWtiocto professor o
Sr. Theodoro Oresles
Seguir-se-ha o vaodeville em 1 acto
PAGAR O QKt W*' *M'
Findo o qual a taneficiada uansaru em aelo a ca-
racler, compoticaodeJ. De-Vecclrj.
Finalisara o espectculo com o applaudido vaaoe-
ville cm dou actos, msica do Sr. Noroulia.
?-



. IH

;.: -"-. V



w
INNOCEflCIO

, O
0 ECLIPSE DE 1821.
A beneficiad! pede mil desculpas pela mudanza
que fui obrigida*a fazer no espectculo, porem es-
pera da bondade do generoso publico que Ihe rele-
ve sis (alia, avisto das poderosas razOes que apr-
senla, e qu a pozeram na triste collisfio de, ou hin-
car mao desle espectculo, nico que presentemenle
pode ir scena, ou nao fazer este beneficio uoica
recorapeosa de seus irabltios.
Os bilhetes veudem-se na ra das Cruzes d. 12,
no dia.no eejriplorio do th
Principiar as horas do
AVISOS MARTIMOS
P.ira a Bihia sabe coni hrevidade o hiato .Voto
OUnda; para o reslo da carga Irala-se com Tasso Ir-
isaos. '
Para o Rio'de Janeiro seguir' bre-
vemente a bem* construida e veleiru escu-
na nacional Flora, capitao Jos Severo
Moreira Rios ; x-eceBe carga e escravs a
frete ; a tratar com os consignatarios An-
tonio de Almeida Opines & Compar-hia.
^> brigue portoguez. Bom-Suecesso segu em
direitura para Lisboa com loda a hrevidade: para o
resto da carga e pssageiros, Irala-se com os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na roa
do Vigario d. 19 primeiro andar, ou com o capitao
na praja.
' Para o Porto.
A barca porlugaeza V. S. da Boa-I'iagem. se-
gu em niuit poucos dias por ter parte do carrega-
meulo prompto: quem na mesma quizer carregar
ou r dtf passagem, para o que tem excellentes com-
modos, drija-seaosconsianalarios Francisco Alves
da Cuaba & C, roa do Vigario n. 11, ou ao capitao
na praca.
Paria Baha segu em poucos dias a veleira
garopeira Livracao, por ier parte de siia carga
prompla, para o resto trato-se em casa de Domingos
Alve* Matheus, na ra da Cruz n. 5i.
A galera portugueza Margarida,
sahe para Lisboa no dia 29 do coi rente :
roga-se portanto aOs senhores pssageiros
queiram ter a bondade de embarcar as
suas bagagens no dia .28.
? Pafa Lisboa.
A barca portuguesa A'oa Senhora da Boa Via-
gem segu impreterivelmenfe al o dial > de nuiiu
prximo futuro, para pssageiros, tendo para isso
excellentes commodos: trata-se com os consignata-
rios Francisco Alves da Cunha &C, ra do Viga-
o n. 11, 6o com, o capitao na praca.
T,T!tT.O'^
si^:iiKSeeE:Kx^Eas
DIARIO QEPERW^BUCO, QUINTA FEIRA 27 DE ABRIL OE 1854.
NAVAtHAS. A CONCENTO.
Navalhas e tesouras feitas pelo
melhor cutileiro de Lisboa, pedras
para aliar, as melliores que tem
vindo a este mercado.
HOSTIAS E PARTCULAS.
Ricos ferros para fazer hostias e
partculas, e as tesouras proprias
para as cortar.
PADE1R0 E C0ZINHE1R0.
Peneiras dearamej amarelloede
metal branco, ricas formas para *
pastelees, bolos, podios e bolinhos. I
MESA COBERTA.
Cobertas de metal e de rame,
proprias para cobrir os pratos na
mesa e tudo mats que diz respeito
a cozmha e mesa, e muitas outras
cousas que a'vista faz cobicar ; tu-
do isto que cima se annuncia a'
vEnda, seencontra na loja de fer-
ragens da ra da Cdeia do Recife
n. 56 A de Antonio Joaquim Vidal
Companhia.
Schfheillin & Companbia transferirn) o seu
leilo de fazendas, por causa da chuva, do dia
25, para qninta-foira 27 do correle, as 10 ho-
ras da manhaa, quando teri lugar no seu armazem,
ruada Cruzdo Recito,por intenencao do agente Oli-
veira ; .oo mesmo acto se vehderao por' ordem do
Joao Keller & C, e porcoota e risco d quem per-
tondo cadastjma 100 duziasde meias de algodao ava-
nadasd'agua saleada a bordo da barca fraeeza Gru-
mo II, capitao llaulbois, na sua rcenle viagem do
Havre para este porto, onde aporton em 16 de mar-
(o prximo passado.
Leilo de batatas. *
Hoje 27 s 10 horas da manhaa ter.-i, lugar no caes
da altondega o leilo de batatas annunciado para 25.
Seito-fcira 28 do correte, as (1 horas da ma-
nhaa, o agente J. Gatis Tari leilo no armazem de
M. Carneirona ra do Trapiche n. 38. a saber:
roobilia de Jacaranda, guarda loucas do amarello,
camas, bersos, lavatorios, quadros com eslampas,
candieiros, Linternas, relogiospara cima de mesa e
para algibeira; e mi tros muilos objeclos que vale
a pena comprar, visto nao tercm limites: assim co-
mo tambem 2 caixas com chapeos de castor prelo e
branco. um excedente carro inglez de rodas em
'muito bora estado com cubera e 2 acentos, sendo
ara atraz.
Precisa-se de urna cscravn que Taca o servido
diario de urna casa de pouca familia ; paga-sc bem
sendo de boa conduela: na na do Padre Fluriauo
D. 5.
Precisa-se de 1:5008000 sobre hypolheca em\
casas nesta praca, livrese desembarazadas pelo lempo
e juros que convencionar-se ; na ra do Hangel n.
54, fabrica de licores.
. O secretario da irmaiytade do patriarcha San
Jos da Agona, erecta no convento deNossa Senho-
ra do Carino do Recife, convida a todos os seus cha-
rissimos irmaos, para se reunirem no consistorio da
mesma irmandade, domingo jJO do corren!* pelas oi-
to horas da manhaa, afim de se tratar da eleicao da
nova mesa, que tem de reger no futuro anno de 1854
a 1855.
Loteria da irmandade do Livramento.
Esl a venda nos lugares j;i conhecidos, o res-'
(ante dos MI toles da lotera do l.ivramenlo. que
deixou de Ier andamento no dia 21, oque se tara
infallivelmenle no da 12 de maio anda que
restem bilhetes por vender-se, o que nao he do sup-
por, porquanto o espaco de vinte dias, garante a afir-
mativa do andamento, intlependento de sacrificio da
parle da irmandade; vista da presente resolucao
pariera com menos receio, concorrerem a compra dos
bilhetes antes que apparocam os ganhadores,'que'j
se esiao provendo da compra de porcao de meios bi-
lhetes para prem a vepda com cambio, na forma
docostume. Othesoureiro,
Joao Domingues da Silva. .
Foi roubada do abaixo assignado do dia 23 do
correte urna letra aceita pelo Sr. Jacintho Ferreira
Ramos, da quanli de 565) a vencer-se em o primeiro
dejunho do corrente anno, por isso se previne ao
mesmo senhor que nao pague a pessoa alguma seno
ao abaixo assignado.Jote Luix Affonso Marques.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico de
casa de urna pessoa: na travessa de S. Pedro,, n. 2,
segundo andar.
Precisa-se alosar 'um feitor, que enlenda de
liortalica, plantadlo, trate de animaes, e que lenha
boa condeca moral': quem nestas circumstancias cs-
tiver, tlirija-sc a ra do Vigario n. 3 a contratara
respeito. .
AVISOS DIVERSOS.
O Dr.Tliomassin, medico francez, da con-
sultas toilos os dias uteis das 9 horas da
maulujB al o meio dia, cm sua casa ra da
Cadcia deS. Antonio n. 7."

**
O bacharel Wilruvio continna a lecciunar.em
francez, e para esto fim recommenda-se aos pais de
familia, aos quaes promette toda a solicilude possi-
vel no aproveitomeuto de, seus filhos; leccioua lam-
bem pela manhaa na praca da Boa Visla emeasa 'do
Sr. Uadaull: a tratar na ra das Cruzes n.22, pri-
meiro andar.
Antonio Barboza da Barros, subdito porluguez,
relira-se para a Europa, a tratar da sua saude.
Jaso Luiz Affonso Marques, que se chainou
oulr'ora Jos Luii Marques, subdito porluguez, re-
tira-se para fra da provincia.)
Precisa-se alugar urna casa de dous andares,
sendo em qualquer ra dos bairros de Santo Aulo-
nio'ou S. Jos : na roa do Passeio Publico, loja n. 7.
IRMANDADE DE SAN PEDRO. .
Achando-se bastante atrazada a co-
branca dos foros da irmandade de San
Pedro, pela difliculdade da mesma cc-
branca, devida aos senhores forleros, o
abaixo assignado escrivao da mesma ir-
mandade, roga a todos osforeirosdasruas
de Aguas Verdes, Hortas, pateo de San
Pedro, dito do Carmo, ra de Santa Tlie-
reza, Palma, bece do Falcao, travessa do
Lobato e antiga praia do Caldeireiro," pa-
ra que comparecam- em sua casa ra do
Queimado n. 37, at o dia.6 de maio,
poisdessedia em diante os mandara' cha-1,
mar a juizo.O escrivao presidente, pa-
dre Joao Jos da Costa Ribeiro.
PARA FUNILEIROS.
Folha de Flandres charcool, |de qualidade sape-
f" ir a qualquer outra que exisla no mercado, por
jdico proco, quer em porcao ou a relalho : quem
quizer comprar, dirija-se roa do Queimado, loja
de rerragens u. 30, aonde achara um completo sorli-
mento.
O abaixo assignado declara ao Sr. Jos Anlouio
de Souza, que do dia 14 do corrente nao he mais fia-
der de Raymundo Rodrigues da Silva, e que sua
carta de Banca fieaiem efleilo deste dia em dianle.
Francisco Lucas Ferreira.
'- O Sr. Joaquim de Souza Pirto tem urja carta
na livraria n. 6 e 8 da prac.a da Independencia.
Arrenda-se o engenho Canha, moen-
te e corrente, .'distante duasleguas da ci-
dade da Victoria,, em tetras de matas a
margem dorio Natuba, com muitas var-
zeas para plantacoes de carinas, arroz e
outras lavouras, debo'a produccao: mo
confanimaes, ese pode mudar para moer
d'agua, e o rendeito que a isto sepropo-
zer, paga-se no arrendamiento do dito en-
lio. Neste engenho tudo he bem re-
porque o mel de furo naochega
pura oscompradores, e do mesmo modo a
agurdente, porficar este engenho na en-
trada dosul. Vende-se tambem urna pe-
quene safra, mas esta nao servir' de.em-
baraco para o arrendaiucHto, cujopreco
s se podera' estipular, depois que ointe-
ressado houvervistoo engenho eas trras.
No dia 23 df) corrente ausentoa-se o prelo Joa-
quinf) naco Augico, bstanle alto e secco, tem um
lobinho no alio da cabera: quem o pegar leve-o na
ra da Aurora u. 44, que ser recompensado.
Arrenda-se o engenho Camaleao, ao norlc da
freguezia d'Agua Preta, a margem do rio de Una, e
no qual passa a estrada real para o interior da pro-
vincia, com lods as obras de que possa precisar um
engenho moenlce corrente ; excellente machina, as-
entamonlos de assucar macho, relame, etc., tem
um grande e bom cercado e os mclhnres logradouros
e Ierras que se possam dasej^r. Vende-se tambem a
safra plantada para mais de 1,200 pes de assucar
macho. Faz-se este negocio pela nica razao de que
seu proprielario vai edificar um novo engenho con-
{ronto a villa: a entender-se com o proprielario do
aesmo engenho.
H Fugio no dia 25 do corrento o escravo criujilo
de nome Vicente com os signaos seguintes, repr-
senla ter 30 annos,bcm prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levoo vestido
camisa de meiaJ rola, calja do riscadioho j suja
porem he de rJfcpor que mudasse de trage, esto es-
cravo he propriedade do Sr. PaulV.de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una,
quem o pegar#u der noticia na ra do Kosario lar-
pensiado00 "0 d" 8ngeDho 1uo 5er bem Te raiL.^akl,'0-,assignfdo,*Por mais- ,era wfor-
;?..?. i T",ar Plen,c. Pelos jornaes, por-
7.SL XZ^LnZTP Kc*" odiosidades, com
C.cirao^^E,d'er. ,a,gu"" cousa- e,n de'-
i*cl publico, em.consequenca
f Ji^Tm^\'"" annunciw, que
tom eito publicar coaira eilc, o seu ex-corrcVon-
denle o Sr. Jos Pintol Co,(ai ,, qnol^^
tonlaraaccaode.nju,^ E como 0 arja10 ^"|
nado,froeura melhor doeiinieotar;para sualcomolela
justifieacao, elle no entretanto roglo fioPqoe
suspenda seu juizo sobre lodo qnanlo tem ivanra-
do-o Sr. CosU.-^ntonio Cario. Pereira deBu7ws
Ponce de Len. '
Os Srs. Joao Raphael Cordeiro, Joo Jacinto
Soares, Navarro & Campos, Joao Uamasceno da
' Silva, Jos da Fonseca CuimarJes, Antonio Poli-
carpo,' Benigno Jos Orreia, Francisco Antonio
l.iiu, e llorainzos Jos Dias Mourao, queiraru di-
ngir-se rua_da Cruz n. segundo andar, a nego-
cio quo Ibes diz respeito,
O abaixo .assignado, tabelliao publico nesta ci*
dade d Recifevjulga conveuieiilc publicar a inte-
gra das escripturas (fue seguem laucadas em notas
do carlocio do finado tabelliao Guilberme Patricio
Bezerra Cavalcanti, boje a seu cargo, afim de que
as pessoas inleressadas, que por qualquer circuns-
tancia Ibes fallem os litnlosoriginaes, em consequen-
cia do lempo que ha decorrido n aquello cm que fo-
ram celebradas, possam lirar certides dellas no seu
cartorlo na ra do Collegio n. 17; e declara que
continuar na publicado de outras escripturas e
ttulos que possam interessar aos proprielarios de
trras e fazendas ruraes.
Escriplum de venda d'um quinho de sorle de
(erras sitas no engenho S. Joao, freguezia de S.
I.ourenco da Malta, que fazem o capitao Manoel
Barbosa Filgueira e sua mulher Calharina de
Barros Pessoa, ao captao-mr Jo3o do Reg Barros
1725 1726.
dem de icacio de Mallos c Albuquerque, e sua
mulher J). Francisca de Frailas Xavier, ao eapitao-
mr Joao do Reg Barros, no mesmo engeiiho S.
Joao da Malla1725 1726.
dem do altores Anlouio Marlins Flandres, e sua
mulher D. Maria Barbosa Filgueira, ao capilao-mor
JoSo do Reg Barros, no predito engenho S. Joao da
freguezia de S. I.ourenco da Malla1725 a 1726.
dem no acude do Pico, que fazem Joao Dias de
lialliegos, e sua mulher D. Theodora de l.emos Bar-
bosa, ao reverendo padre JosHc Souza Velbo, 1725
i 1726.
dem de urna sorle de Ierras no engenho Pantor-
ra, freguezia de Ipojuca, que fazem Beatriz de Al-
meida, viuva que ficou de Francisco- de Amorim da
Cmara Cosme Das do Oliveira1725 1726.
dem de transaccao e amigavel cumposico, que
entre si fazem Gonzalo Francisco Xavies, Nicolao
Coelho de Albuquerque, o sargeoto-mr Fernando
, CHRYSTALOTYPO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Atorro da Boa-Visla n. 4.
De caixas, quadros, raedalhas, alfineles e iiulcei-
ras ha um rico sorlimenlo para enllocar retratos,
por preco muilo baixo. f
Precisa-se alugar ama ama forra ou captiva,
para urna casa eslrangera de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Brilo.
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadcia
do Recife n. 16.
Existo neste estabelecimento um grande sorlimenlo
de roupa feita de todas as qualidades de fazeudas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colletos, camisas, jreroulas,
ele, e os u/ecos serito os mais razoavqis possivis,
visto ser osyslema do dono nao deixar diuheiro sa-
hir anda mesmo com algum prejuizo.
. Paulo Gagnou, dentista,
pode;. w procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leo, silo na fieguezia
da Escada: os pretendentes pdemapparecer n ator-
ro da Boa-Visla, sobrado n. 53, segundo andar, que
acharao com quem tratar, ou na freguezia da Escada,
n engenho VicenteCampcllo, com Manoel Gonjal-
ves Perera Lima.
Casa da afericao, na ra das Aguasa
Verdes n. 25.
- Q aferidor participa, que a revisau leve principio
no da 1 de abril corrento, a finalisar-sc no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto do
art. 1S do regiment municipal.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira de Mello,
mocador na passagem de Olinda, tem urna carta na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
O abaixo assignado faz scienle, que o Sr. An-
tero Jacomo de Araujo nao he mais seu caixeiap,
desde 23 de abril correle.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
, Precisa-se de um hornera habilitado para an-
dar em urna carraca : quem quizer dirija-sc ao silio
que Ri do fallecido Muniz:
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro ambir n. 19.
Oficrece-se urna ama j de mia idade, para ca-
sa de homem solleiro, para cozinhar e engommar,
e muilo fiel: quem pretender dirija-se ao becco do
Serigado n. 13. >
ileirao Fernando com nadara na ra da Flo-
rentina, lendo no domingo 23 do crrenle deixado
sua casa entregue ao seu forneiro Francisco Ribeiro
Tavares, aconleceu que vo!lando para sua casa nao
encontrassem o dito forneiro Francisco Ribeiro Tava-
res, encontrando porm una ca xa arrumbada e a-
chando-sc rouhados na quanlia de tres contos trezeiv
los "e tantos mil res: porta uto rogam a todas as au-
toridades policaes a captura do dito Tavares, enjos
signaes sao os seguintes: Porluguez, alto, magro,
pouca barba na ponta do queixo, cor om Uflto pli-
da, algumas marcas do bexigas, represento Ier25au-'
nos de dade' recompensa-se Eeiiarosamciitoii qual-
quer pessoa que delle der noticia.
Sorvete.
No primeiro andar do hotel da Barra ha lodos o
dias, das seis horas em diante, sorvelc. '
Precisa-se de 200, dando-se para pagamento
desla quanlia e dos juros, o alusuel de urna casa na
ra da Conceicau, que rende 8!) mensaes: a quem
convier, pode dirigir-se botica n. 6 na prac,a da
Boa Vista para saber, iaformares, e quem precisa
do dinheiro.
-TOL1C0.,
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto cm por-
qus, como a retlho, ayancndo-
se aos compradores um s preco
pana todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido; epor
isto oferecendo elle maiores van-
tagens doqxie ou-o qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e o publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
putado,
Fragozo de Albuquerque, o Dr. Jos (".orreia de S,
1). Julianna de Nobflbus, o capilao Francisco Gomes
de Nobalhos, Andr Gomes de Nobalhos, eo capitao
Jo3o Gomes de Nobaftios, a respeito do i engenho
Pantorra, na freguezia do Cabo e Arariba de baixo,
sobre demarcarlo1734 a 1736.
dem da venda de urna surto de torras em S. Ama-
ro Jabuatao chemado osCarijosque faz o al-
feres Manoel Rodrigues Campello, como procurador
do coronel Francisco de Moura Rolim, 6 spa mu-
lher D. Rosa Francisca de Barros, ao altores Ma-
noel Carneiro l.cao, 1734 1736.'
dem do engenho Bamburral na freguezia do S.
Aulao, que lizeram o capilao Jos Rodrigues de Sena
e sua mulher D. Thereza da Silva Vieira, ao profes-
sor de grammatjca latina Joaquim Apoliuario Maier,
que confina com os engenhos Aramaragi e Lages,
conforme o mappa lopographico e demarcacao, que
existen!, feita pelo sargenlo-mr de arlilharia Jos
Fernaudes Portugal cm 1812 1813 e por virlude de
Ubellocivel que entre si moyeramo professor Maier
sua mulher, Joaquim Jos de Oliveira Gondim e ou-
tras a respeito do engenho Lages1794 1798.
Traslado de aviventacao, por virlude de demarra-
cao feita no engenho Camorim, freguezia de S.
I.ourenco da Malta, entre Joaquim Jos Vaz Salga-
do, sua mulher, e o coronel Joao da Reg Barros, a
respeito do engenhb Massiape, 1805. Francitco
Baptisla dd Almeid.
0 Sr. Joaquim Pereira de Oliveira
Ramos, tem urna carta na'rua do Trapi-
che n. 54.
CAFE E SORVETE.
Acha-se abcrla das tres horas em diante, a
nova casa de sorvete c caf na ra do Rosa-
rio eslreila n. 10, com duas salas -decente-
mente ornadas, oferecendo bellos commodos
para familia (independente dos horneas), e
para a bella rapaziada. ,
THEATRO DE S. ISABEL.
En aiaixo assignado, actisUi dramtico do Ihelro
de S. Isabel, vendo, no annuncio do espectoculo que
vai em beneficio da dansarina a Sra. Cantarclli, que
linlia mudado de peca porque cu c minha mulher,
nao raziamos parle da companbia, declaro publica-
mente falsa scmelhante asercao; porquanto eu le-
nfio urna cscripiura com o Sr. Agr de 15 de agosto
de 1853 al o ultimo de junho de 1854 sem inler-
rupcao alguma, c que aioda nao esl rescindida en-
tre nos, nem ha lenjcs disso. Suspend he verda-
dcos'meus (rabalhosno thearro por falla de paga-
mento, mas pouco durou cssa suspenslo, pois que le-
nho Irabslhado desos disso, as recitas em que me
tem oceupado. Einquanlo Sra. Canlarelli, nem
he minha collega, nemlao pouco eu poda desdizer-
medoqdc lhe tinha diloj ha lempo, que nao ira-
balhava no seu benelieio, pelo motivo j exposlo;
ella entilo recorreu a oulros meus collegas quo nao
entravam na peca, que tambem lhe recusaram tra-
balhar, o depois dessas recusas, dirigo-sc segunda
veta mim, eincrena-me a mim s, persuadindo-se
lalve? que cu seria a parte mais fraca para poder
compromeller-me para com um publico que sem-
pre me (em 'protegido e obsequiado. Emquanlo a
fallar em minha mulher, tambem, foi de proposito
liara indisposiejio, porque ella nao cnlrava na come-
da oNovico, mas'slm, era eu s qoe a beneficia-
da quera que fosse esludar um papel de umita cir-
cunstancia, no aspaco de tuna terca urna quinla-
feira da mesma semana. Aprsenlo esta satisfazlo
ao publico, para fue elle njuizc de mim com lod a
juslica.Manoel Joaquim Menes.
Recife 26 de abril de 1854.
. Os Srs. I.asfargue c Ucstibeaux, queiram an-
nunciar as suas moradas, ou dirigirem-scao escripto-
tio de Jos Baptisla da Fonseca Jnior: na ruado
Vigario n. 4 primeiro andar.
OH>rece-so um moco porluguez para cauciro
de qualquer eslabelecimento, ou mesmo para tomar
conla de alguma taberna por balando, do que tem
muila pralica: quem precisar dirija-so ao paleo do
Terso 22. .
Miguel Aichanjo Poslbu.no do Nascmcnlo
coiitimia a promover os lemos da execuco que no
juizo da segurla vara municipal encaminha aos her-
deiros do fallecido Affonso Jos de Albuquerque e
Mello, e por essa execuco esl correndo as tres pra-
9,a do siylo a proprieilada do Alto e seus poden-
cos na lioa'x iaiicni, penhorada pela mesma execuco,
lendo ja litio lugar a primean praja, e lia lugar a segunda prara na casa da residencia du Illin.
Sr. I ir. juiz municipal supplRRtc da segunda vara,
Jos Raymundo da Costa Menezes, no dia '9 do
corrento mez.
Qnerta Uver cavallos para se ensinar a lodos
os andarcsV, dirija-se ao Manguinho, sitio que val
para os Afflictos, com poriao de pao. No mesmo
sitio vcudem-sc ps de larangciras e. de limoeiros ;
ludo porpreco commodo. t
O abaixo assignado, lestamenlciro de seu fina-
do pai, Antonio Jos 'l'eixcira l.ima, pelo presente
scienlifica a todas 8s pessoas que se julgarcm credo-
ras do casal do mesmo finado, que esta procedendo
ao inventario respectivo pelo juizo de ausentes desla
cidade, cscgiv|aA'sconcellos. .
Joo Miguel Teixeira Lima-
Ilenriquc Bruun, curador dos hens do fallecido
negociante Joo Daniel Wolfliopp, avisa a todas as
pessoas que com a mesma exlincla casa tem negocios
de qualquer nalureza, de se dirigirem sua casa
na ra da Cruz n. 10.
rrecisa-se fallar ao Sr. Higno Firme das
Chagas V ta ra da Cadeia do Recife, loja de cam-
bio d. 24.
A Illnr.. Sr. D. Ig'nacia Francisca dos Passos
tem ama carta na ra da Cadeia do Recito n. 23,
viuda da Parahiba.
_ O, Anna Joaquina de Jess Qero#Guedes,
viuva do fallecido Norberlo Joaquim Jos Gucdes,
declara que continua o estabelecimento e servico
das afvarengaa do seu casal, da mesma forma que se
achava dirigido m vida de seu fallecido marido, e
com a mesma promplidao e condirOes ; e por isso
espera que os senhores negociantes c mais pessoas,
que dessa industria se utilisavam em vida do marido
da annunciaote, lhe conlinucm a prestar a sua coad-
juvacao.
Roga-se a quem por engao trou urna caria do
armazem do Sr. Vicente Ferreira da Costo, com urna
ordem de 400SO00 rs., vinda da cidade da Parahiba,
contra o Sr. Manoel Goacalves da Silva, e a favor
de Francisco Tavares Correa, manda-la entregar no
dilo armazem do Sr. Viccule Ferreira da Costa, ou
as Cinco Ponas n. 66.
OOerece-se um homem do mea dade para ca-,
xeiro de qualquer casa de negocio de atacado, linio
de fazendas como de molhados, no trapiche ou ar-
mazem de assucar, o qual lain pralica de ludo, eda-
r inforniacoes de sua conduela: a fallar na travessa
dosQuarleisn. 35.
. Ter 0 admillido em sociedade commercial mea
irmao o r. Jtao W. Stadart adoptamos a firma de
Vsconeellos & Sludarl.
-Mf Paes Pinto de Vsconeellos.
Joao da Silva, subdito porluguez, e sua mu-
lher retiram-se para Lisboa.
Pereunta-se aos administradores da massa fal-
lida de Abreu l.ima, qual o destino que derantaos
3:5009000, que receberam cm 15 de fevereiro do
1853, segundo dizem os compradores da loja, vislo
que no seu anuaacio'do Diario de 26, n. 1).">, s-
menle aecusam os 2:000OO que receberam em 30
de marco prximo passado: isto lhe pede um cre-
dor que nao quer ser prejudicado.
Previne-se ao publico que ningucm faca ne-
gocio algum com a casa n. 3, sita na ra Augusto
desla cidade, porquanto o dilo predio tom encar-
gos legatarios a cumprir, e para pagamento do que
o leslamenteiro deve aos herdeiros.
Aluga-se urna casa de campo com grandes com-
modos, acabada com goslo moderno, a ullima da
ra dos Prazeres do bairro da Boa-S'ista; a Iralar
com Jos Carneiro da Cunha. '
Aluga-se o 2. andar do sobrado da ra do
Rangel n. 10, a chave acba-se na taberna por baixo:
quem o prelendencnteiida-sc com o seu propriela-
rio Joao I.ele Pilla Orligucira, Yia ra da Craz o.
.12.
Fugio a 24 do correle um prelo crioulode
nome Pedro, bonita figura, sem barba, beicos gros-
sos, pannos no resto, ps grandes, siguaes aoligos
de relho as cusas e pescojo, onde lalvez lenhasig-
nal do gancho, com que eslava, e com o qual fugio,
he cauhoto e falla enchendo um pouco a bocea de
lingna : quem o pegar- levc-o ao escriptrio do Dr.
Viccule F. G.. no pateo do Collegio ou a Galdino
Ferreira Gome-, no silio do fallecido Silva & Com-
patihia na Casa Forle, onde ser recompensado.
Fugio em 9 do curenle do engenho Mansa-
beira, dislriclo de Aris na prbvncia do Rio Gran-
de do Norte, um mulato de nome Joaquim, alvo,
alto, secco, denles aberlos, com alguna pannos pelo
corpo, levou um cavallo caslanho pequeo com os
ps brancos e estrella na testa; quem o pegar ou
souber alguma noticia do mesmo leve-o ao dito cn-
geiiho, ou nesta jiraca luja de Joao daCunha Ma-
galhes, ra daladeia do Recife u. 51 que ser ge-
nerosamente recompensado.
Lendo em o Qiao de Pernambuco de 19 do
corrente mez, de abril um annuncio l'eilo pelo Sr.
Jos Francisco Cirneiro, em que convida a Tibur-
liiiu de Almeida Pinto para ir sua loja da ra No-
va u. 47 para negocio que lhe diz respeito, deseja o
abaixo assignado saber, se esse convita se enfeude
com elle ; porque, se assim he, responde que, se
oSr. Carneiro lem algum negocio' eom o abaixo as-
signado, se podo a elle dirigir, urna vez que oSr.
Carneiro nao ignorar a sua morada na cidade da
Victoria, lano mais porque o abaixo assignado nao
leve em lempo alsum retocos commerciaes, ou ou-
Ira qualquer com" o Sr. Carneiro. Cidade da Vic-
toria 22deabrildeJ854. Tiburlino Pinto d'Al-
meida.
Agencia de passaportes, titulps'de residencia e
fnlhus corridas.' \
Claudino do Reg Lima, despachante 'pela repar-
tirlo da polica, despacha passaportes para dentro e
tora do imperio, ttulos de residencia c folhas corri-
das: na ra da Praia n. 43 primeiro andar. '
Nos abaixo assignado, dissolvemos amigavel-
meiite no dia 20 de fevereiro do corrente anno, a
sociedade que tlnhamos na loja de sclleiro na ra
Novan. 29, soba razao commercial Sanios A mirado
& C, ficando ambos obligados pelo activo e'passvo
de dita firma e liquidaco a cargo de Rodrigo Pic-
io Moreira, o qual Ucou com dita estabelecimento.
Joojuim Antonio dos Santos Ahdrade.Rodrigo
Pinto Moreira.
O Sr. Manoel Nunes de Farias lem urna caria
na travessa da Madre de Dos n. 10.
As mais modernas e ricas obras
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova' loja
de ourives da roa do Calinga n. 11, confron-
te ao paleo da matriz e ra Nova, frauqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor-
^C tmenlo de obras de ouro de muilo bous gos-
tos, o precos qoe nao desagradado a quem
quera comprar, os mesmos se obrigam por j
qualquer obra que venderem a passar urna
conla com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 qutales, fi-
cando assim sujeifos por qualquer duvida
apparecer.Serafim & Irmao.
0 abaixo assignado em resposta ao annuncio
publicado honlem nesfe Diario, declara que o es-
cravo pardo, de nome Joao, nunca foi propriedade
de Bandeira & Garca, e sim .do mesmo abaixo as-
signado.Joao Augusto Bandeira de Mello.
O advogado Antonio da Assiimprao Cabral mu-
dou a*oa residencia para o segundo andar do so-
brado n. 7 da quina da ra do Cabug.
Para afinar pianos.
Quem quizer bom afinador de piano; dirija-se ao
paleo do Paraizo segundo andar, unido a igreja,
Thomaz Rolhvoell retira-so para a Europa, le-
vando em sua companbia sua senhora e 5 filhos
menores.
O abaixo assignado scienlifica ao Illm. Sr. co-
ronel Antonio Alves Vianna, que,como herdeiro do
finado Manoel Thomaz Rodrigues Campello, uno
pague a quanlia que em seu poder exisle a Fran-
cisco Sancho do Amaral, cuja quanlia s a deve
receber o mesmo abaixo assignado por ser herdeiro
legitimo da finada D. Francisca Rosa.
Ignacio Tolentino de Figueiredo. Lima.
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.,
Estaoa' venda os bilhetes da 19 loteria
das casas de ebridade; a liSta pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dous dias a sua sabida como
acaba de acontecer com o .vapor Impe-
rador ; se porm nao vier por este vapor,
vira' impreterivelmente pelo vapor inglez
Rrasjleira esperado neste porto no dia
5 do mez prximo
9 O Dr. Sabino Olegario Ladgero Pinho.mu-
J* dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
~ (mundo novo) n. 68 A.
Atugam-se duas casas torreas coitl bons com-
Sodos, quintal ecacimba, silas, urna na roa do Tam-
n. 5 A, e a outra ua ra Real junio ao Mangui-
nho, a qual tem no fundo um grande armazem de pa-
daria e alguna perlencesda mesma, e he n. 27; ludo
se alus* por prejo commodo : a fallar na praca da
Boa-Visla, botica a. 6, ou na ra Real, casa u. 6..
Rape'.Amarelinho.
Viuva Pereira da Cunha encarregatla do deposito
de rap Princeza de Gasse grosso.'meio grosso e fino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber nm
novo rap muilo apreciado no Ro de Janeiro, a que
chamara amarelinlm: e em verdade a suaqualidadc
o torna recommendavel: seu preco he de 1&2H0 de
o libras para cima. Os amantes pos, ta boa pilada
enconlrarao em seu deposito na ra da Cruz n. 23
(odas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jeilaudo-se a qualquer reclamacao que possa haver
O abaixo assiiinado faz ver ao proprielario to
sobradinio do becco to Rosario n. .", que de boje
em dianle nao se respmisabilisa como liador la lo-
ja ilo dilo, licando a caria de boje em dianle de
nenlium cffeiln.Recito 2* de abril de 1855.An-
tonio de Souza Matinho,
COMPRAS.
Compm-se um escravo robusto, de bons coslu-
mes, e que ido seja fujao; paaa-se bem se agradar :
na travessa da Madre de Pcos, armazem de Joao Mar-
lins de Barras.
Compram-sc as 3 ou 4 estacOes de torripson;
quem a Uver, dirija-se ao atorro da Boa-Visla n. -2,
primeiro andar.
Compra-se um boi bom de carroca, e tambem
a carroca, estando em bom eslado : na ra da Cadeia
n. 17, armazem de lijlos.
Compra-so urna casa torrea no bairro da Boa-
Vista, com preferencia na ra da Sania Cruz: quem
liver, dirija-se mesme ra n. 82.
VENDAS
r- Vndese urna ekrava, crioula, de dade22
annos, pooco mais ou menos, cozinha o diario de urna
casa, lava de sabao, sabe vender na roa e (ambem
serve para strvico de enxada : na ra larga do Ro-
sario n. 44, das 6 horas da manhaa at as 9, e to
meio dia as da tarde.
Xaropes para refrescos.
Vendem-se na frenlo da ra do Vigario taberna
amuralla, a saber:
De grosellas. De laranja.
De Kmao. Ue lima.
De tamarindos., l)e capil.
De anaoaz. De abacaxi.
De caj. De pitonga,
e oulros: o preco fixo he 400 rs. pbr garrafa, com-
prando dizia.
Malas para viagem. 4
Grande sorlimeiilo de tudas as qualidades por pre-
co razoav?!: na ra do Collegio n. 4.
Veide-se um escravo de Angola, moro, pro-
prio pan qualquer servido : na ra da M'adre de
Dos n*8.
Veade-se um bonito molecolo de 22 annos de
idade, qte enlende de padeiro e petlreiro, e tambem
proprio larapagem: na ra da Praia n. 6.
Vende-sc urna casa torrea no bairro da Boa-
Vista, travessa do Quiabo : a tratar na ra eslreila
do Rosaiio, casa de marcloeiro n. 43.
.. Vsnde-se urna rede de pescar, d feilio inelez
c uov, com 16 bracas de compriinento e 2 de larT
gura.muito propria para pescar qualquer viveiro: Jid
roa d> Trapiche n. 3.
Vende-se um escravo, pardo, de todo servico,
sadioe moto ; na ra Draito, sobrado n. 36, tercei-
ro aular.
Vende-se cambraia lrance/.a de
geer i\a a 440 rs. a vara, ditas de i
gbibadoesxcrte de ^8 varas, a 4$500,
^clita f'ranceza degosto moderno a
^2 0 o covad, pera de chita com 38
jg cvados, com toque de mofo, a 5# rs., |
pt a-das a 3s500, peca de tarlatana
branca para vestidos com 8 12 va-;
ra a 2'500,chales pretos de fil bor- i
didos ele4 pontas a ZjfOOO cada um, |
dizia de toalhas de linho alcochoadas:
a I O.sOOO a d jzia, cortes de casemira:
o! pura Isa de*cores e modernas a
.?(000, camisas de murim ou mada-
plao francezas n 2^060 cada urna, I
asemira preta franceza a 1^'800'ca-
ca covado, romeiras de cembraia
lordada para senhora a 5$ e 6^000 i
sda epreta de linho^ cada urna 5J
tCsOOO,cortes de seda escosses com
j covados a -14^000 cada um, bare-";
p de seda e laa a 040 o covado, cor-:
fe decambraia aberta com vara de
hrgo ecom fi varas pada corte a o$
., chales de casemira de cures fip-J
indo seda a 7S000, e outras muitas
izendas de seda e de linho, de mui-:
b bom gosto, por preco mais barato i
lo que em outra-qulquer parte: na
ua do Crespo, lado do norte, loja!
imarella n. 4.
Vendem-se cobertores escuras e de boa qualida-
de, a pre^o de 720 rs. cada um: na loja de 4 porlas
n. 3 ao lado rio arco de Sanio Anlouio.
Pao de senteio.
Vende-se as qaarlas e sabbados, superior pao de
senteio : ua padaria da ra da Senzala Nova n. 30.
Vende-se urna linda escrava excellente eugom-
madeira e de ptima conducta ; na ra da Praia n.
43, primeiro andar.
Leite puro.
Vende-sc leto puro na ra Direila n. 32, segundo
andar, todus os dias pela manhaa.
Na ra das Cruzes n. 22, vendem-se qualro es-
cravs mocos e hiuiias figuras, sendo urna parda,
duas crioulas e urna da Costa,' as tres primeiras sao
peritas engommadeiras e coznheiras, cosem chao e
lavam de sabao, e um escravo crioulo proprio para
Krvi(.o decampo. *
Vende-se com os fundos que convier ao com-
prador, a fabrica de licores e todos espirito*, da ra
do Rangel n. 51, berr montada e afreguezada ; a
tratar na mesma fabrica com Victorino Francisco dos
Santos.
Vcmle-se nm casal de gansos muito novo; na
ra do Rangel n. 54.
Cousa rara.
Vendem-se chapeos pira seohoras a 35000, 4$000,
59 e 79000, bem enfeitodos e bonitos; ua ra Nova
n. 42, defronle da Conceicau.
Pjchiuclia.
Vendem-se cambraias francezas a 320, 360 e 400
rs. a vara, lindes padreese cores fixas ; naTua Nova
11. 42.
Vendem-se relogios de ouro palele inglez, j
bem conhecidos, e papel de peso proprio para escre-
ver pelos paquetes in2le7.es : em casa de Russell
Mellors& Companhia, ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se fio de linho proprio para sapleiro
alfainte, lilallas de novellosede carretel: em casa
de Russell Mellors & Companhja, ra da Cadeia do
Recito n. 36.
Vendem-se cortes de chitas francezas, junta-
mente de barra, peto barato preco de 20000 : ua lo-
ja n. 3, ao lado do arco de Santo Antonio.
Vende-se a taberna dos Burros Baixos n. 2; a
tralar na mesma.
Vendem-se chapeos de sol de seda de bonitos
cores, os mais modernos que ltimamente chegarnm
de Paris, a preco de 69OOO rs. : na toja n. 3 ao lado
do arco de Santo Antonio,
No armazem confrontaba loja do Sr. Marlins,
pintor, vendem-se duas carracas novas muito bem
construidas^ as quaes servem para cavallo ou boi, e
outra osada ; as quaes se vendera pelo preco que o
comprador oll'erccer.
Vendem-se 4 escravs, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta Uvadeira e engom-
madeira, 1 prelo d 40 aDnos e 30 Iraves de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Milho.
Na loja de fazendas, sila no Passeio Publico n. 17,
vendem-se sarcas com milho muito grandes, e po$
preco commodo. *
Vende-.se um bora prelo de meia dade, bom
ofilcial de sapleiro; na praca da Independencia 11.
33, loja de calcado. *
Na estrada nova vende-se urna casa com 2 sa-
las, 4 quarlos de cama grande, cozioha tora, 1 quar-
lo para pretos, estribara* para 2 cavallos ; esta casa
he envidracada, ladrilhada, pintada etc., decente
para qualquer familia, (anto para morar annual co-
mo para passar a Testa, por ficar perto do fio Capi-
baribe, boa cacimba d'agua tic beber, boa baixa para
plantar capim, e bom pasto para vaccas: tambem lem
commodos para taberna, que he muilo bom por fi-
car defronle de um rancho; tambem se vendem 5
vaccas, sendo 3 paridas e 2 mojando, todas de pasto
e de 4 a 5 garratos cada nma; 2 quarloS bem for-
tes, o todo o preparo df Vender leile;, (ambem se d
boas frguezias : nesta typographia se dir com
quem se Irala.
Vende-se urna bonita mulatinha de 10 a 17 an-
uos, com habilidades, a qual se vende*por precisSo ;
na ra Direila n. 8, segundo andar, se dir, quem
veude.
-r Vcndcm-se 2 cavallos bons, sendo um proprio
para o esquadro de cavallaria da guarda nacional;
a Iralar na praca da Independencia u. 19 21.
Vende-se um moleque, crioulo, de 7 a 8 an-
nos, muilo sadio, c nao lem vicio algum ; ssim co-
mo um retogio de praia plente inglez. muilo bom
regulador; na prac.a da Indcpcudeucia o. 19e21.
Vendem-se as ca^as, sitas na ra do Caldeirei-
ro n. 80, e do Sebo n. 29 ; a Iralar na ra das Cru-
zes n. 30.
Meios bilhetes da loteria do Livramento.
Vendem-se chapeos de palha e esleirs, cera
amarella, dila de carnauba de prjrneira orle, sola,
courinhos miudos, tudo cliegado de novo do Aracaty,
e por preso commodo a dinheiro vista : na ra da
Czni do Recito n. 33, casa de Sa Araujo.
Vende-se urna barcaca que pega 240
saceos com assucar, bem construida e
prorapta a seguir viagem : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopr commodo
pr$o,
POTASSA. BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- i
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho.os
seus bons etTeitos ja' experimen-
tados r na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
r.r^ nVlffT, torf de nwoeira com reo de
ferro muito forle e com tres techadoras multo gn.
ras, por prec/> commodo : na ra d Senzala^fren-
te da lojx do Sr. Marlins, pintor. Mla Mnnr
Moinhos de vento
'ombombagdrepuxoper regar borlase bau,,'
decapim.narundisaoeD.W. Bewmaii: na ,w
do Brumos. 6,8el0. .."*
VINHO DO PORTO MUTO FINO.
Vende-se superior vinlio do Pprto, cm
barrisde4., 5. e 8. no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Nva'e ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria mulloafregoezada*. Iralar
com Tasso & Irmaos. ,
Aos senhores de enc-eno. '
Goberlore* escaros de algodao a o n.\ dilosmui-
o grandes e encorpado a 1>400 : na ra do Crwpo,
toj4\da esquina que volta para a Cadeia.'
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato de que em qualquer outra parle:
na praca da Independencia 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melliores e de forma mais eleganle' que
lem vndo, e oulros de diversas qualidades por rae-
nos preso que em outra parte : na roa da Cadeia do
Recito, n. 17.
Deposito da fabrica de .Todos oSantoina Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodafi transado d'aquella fabrica,
muitoproproparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravs, por prejo commodo..
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, cliegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sesuinle: saccas de farello mnlo
novo, cera em grurae e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em podra, novissima.
- Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
paubia, na praca do Corpo Santn. 11, o sesuinle:
vinho de Marsellecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, aso de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento' continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tabeas de ferrq batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-.
do Stolle em Rcrlin, empregado. as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de, vantagem para o melhoramento do
assucar^ acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra" da
Cruz, n. 4: ;
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brilo, nico agento em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem cliegado a esta praca urna graudo por-
So de frascos de salsa parrilha* de Sands, que sao
verdadeiramento falsificados, e preparados do Bio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de too precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslurqwi trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao tlnquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da homandade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conccco
do Recito n. 61 ; e, alm do receluario que acom-
panba cada frasco, tem embaixo da prmeira pagina
seu nome impresso, e se achar sua firma em ma-
nuscripto sobre o iuvoltorio impresso do mesmo
fracos.
desla casa tom approvado.por qnaoto tem sempre sa-
ludo algumas ortos grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vende-se urna canoa aberta de 700 lijlos de
alvenaria grossa: no armazem de lijlos da ra, da
Cadeia numero n. 17.
Vendem-se 2 vaccas com leite, e orna prxima a
parir: no armazem de lijlos ta ra" da Cadeia nu-
mero D. U.
5- Vende-se a taberna dama de Santo, Amaro n.
28: a tratar na mesma.
Vende-se urna bonita millalinlia de 14 a 15 an-
nosj propria para mumbanda: a-tralar no paleo do
Carmo taberna n. 1.
. Vendem-se 5 vaccas paridas e boas leileiras :
a tralar na Capunga em casa do Sr. Jos Bernardo
\ entura.
iae-mecum'doshorneopathas ou
" o Dr. Hering trad uzido em por-
tuguez.
Acha-se a venda esto iraiporlanlssimao-
bra do Dr. Hering no consultorio homceo-
palhicd do Dr. Lobo Moscos rnado Colle-
gio n. 25. 1 andar.
Vendem-se duas cabras (bicho) sen-
douma dellas" muito boa, e um lindo car-
nero proprio para menino por ser mui-
to fraud c, manso : a tratar na ra-da
Gkrian. 38.
V-I;is de carnauba simples de flem libra,
mulo superiores, em caixas: uani.i ta Cruz no Ite-
citon. 31, em casa de Luiz Freir de Audrade.
ra' r ss
, Vendem-se correnles d e ferro osadas, tanto fi-
nas como grossas, as qtiaes e to em milito bom es-
lado, e por preso muilo co ramndo : na roa da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. N mesmo armazem co mpram-se ferros velhos,
cobre, lalaoe oulra qualqnor qualidade de melal,
assim como brins, lonas e 01 Uros paunos velhos etc.
Vende-s urna preta qui 1 sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livtramelo n. 1.
Farinha de S. .Matheus.
A lior,do do hiato A'oro Aixordo, fundeatlo no, caes
do Bamos, ha para veuder-. e muito superior farinha
de S. Matheus, a preso coiJimodo: para Iralar, no
escriplorio de Domingos Al.ves Malheus, na ra da
Cruz n. 54.
Vendem-se Iras bou itos armarios de amarello,
cn\ idracatlos, proprios pa ra biblioteca 011 oulio qual-
quer estabelecimento, p or seren muito bem tollos;
assim corno urna mesa d> mogno para janlar que ad-
miti mais de 40 pessoa- j, c oulros trastes que se dao
por preco muito comijiodo ; no armazem do eorre-
tor Miguel Carneiro, lia ra do Trapiche, ou Da ra
da Cruz 11. 34.
CERA,I)E CARNAUBA.
Vende-se cera de rarnauba chegada agora do Ara-
caty : na ra da Ca leia do Recito n. 49, primeiro
andar.
SI iL DO ASSli'.
. Vende-se sal chop jido agora do Ass, a bordo do
hiato Anglica : a l ratar na ra da Cadeia do Recife
n,41, primeiro and ar.
Vende-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var do sabao e van tela, muilo propria para o servico
de campo, por j ter sido esla a sua ocrpacao:
quem a pretender ti irija-se a ra do Crespo toja 6.
Vende-se um excellcnlc. carrinho de 4 rodas,
mui bem construid! 1, emborn eslado; esto exposto na
ra do Araaao, cas; 1 do Sr. Nesme 11.-6, onde podem
os prclemlenlis cxi imna-lo, c Iralar do ajuste com
o mesmo senlior ic ima, ou ua ra da Cruz no Recife
ti. 27, armaztim.
PALITO'S D E ALPACA FRANCEZES.
Grande soi.-timem'.o de palitos de alpaca e de brim,
na ruado Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe o. 17 ; vciidcm-st; por preco muito commodo.
Senientes novas.
Vende-se 110 armatero de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz 11. 62, as melliores semenles re-
centemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarida, como seja : cove Ironxuda; m'onvarda,
saboia, fcijo- cvrrapato de duas qualidades, ervilha
loria e direila.n-icnlro. salsa, nabos e rabaneles de
todas isqualidadi-s.
Fazendas baratas.
Vcndeos-se case niras francezas, padrbes modernos
e muilo elaslices a 4C000, 49500 e 58000 o corte, di-
tos meias casemiras a 28800 o corle, panno fino azul
para tantos de gual tas nacionaes a 38500 o covado,
selim prelo Macao t .38000 o covado, casemiras pro-
las a 28200, 25400.; >8800 e 35000 o covado: na ra
lo Crespo n..tj, loja de Andr uilherme Brecken-
told.
Vende-se um esc ravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do alcrr oda Boa Visto n.53d> 1 hora
ta tarde em vante ak 6 da tarde achara com quem
Iralar. H
ATTliMCAO'!]
Vende-sc o verdadeiro 'nmo de Qaranhuns, de
prmeira qualulatto, por pr so commodo : na ra Di-
reila 11. ib, esquina do bec co dos Peccados Morlaes.
65 0
Vendem-se na rita da Mangueii'a n. 5,
CoOtijolosdemarmon :; baratos eem bom
estado.'
Na ra uoAUgarion. 1 9, primeiro andar, tem
venda a superior flanella p ara forro desellius, che-
gada recenlemenle da Amei .^ca.
Vendem-se cobertores
rs. e pequenos a 580 rs. : u
ro 12.
Vcntle-ae'uma armara
S. Francisco 11. (, por ur"ec
nheirou Aisla ; para Iralar
Vendem-sererogiosdeouro, pa
ten-te inglez, por commodcL_gre- j
ro: na ra da Cruz n. 2Vl, casa de '
L. Leconte Feron & Companhia:
POTASSA.
Ko anligo deposito da ra da Cadeia do Recito ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa
da itussia, americana e brasileira, em pequenos bar-
ns de 4 arrobas; a boa qualidade e pree/>sjnis ba-
ratoa do que em oulra qualquer parte, se affiansam
aos que precisarem Comprar. No mesmo deposito
tambem ha barra com cal de Lisboa em pedra, pro-
ximamenle chegados.
Ve^no^m-selonas,brinzao, brins e meiai lo-
nas da Ruasia : no armazem de N. O. Bieber &
Comianhia, na ra da Cruz n. 4.
Vendem-se os verdadeiros charutos
lanceiros, da mais acreditada iabrica da
Rahia ; a excellente qualidade ja' be bem
conhecida, e sao vindos pelo brigue Ma-
cianna : a nica parte onde se vendem
he na ra da Cruz no Recife n. 27, arata-
zem de Vctor Lasne.
"=-ende-se selim pret-vrado, de moflo bom
ansio, para vestidos, a ^8800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volt para a cadeia.
Grande pechieha !
Vendem-se corles de cusa do nliimo goslo, e cores
fixas, pelo barassimo preso de 1J920 o corte :
ruado Crespo n. 5. .
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edieSo do livriuho denominade
nevlo Lhnslao.mais correlo e acreseentodo: veade-
se nicamente na livraria n. 6e $ da "praca da In-
dependencia a 640 rs. cada esemptor.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo nr_
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo. loiaN
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se um carro de quatro ro-
das com molas de patente, e ptimos ar-
reos : na travessa do Veras n. 15..
10 C0MLT0RI0 H01EOPATIHCO
o
DR.P.-A. LOBO HOSCOZO.
Vende-se a melhor de todas as obras ri
norocoiathica 135- O NOVO MANCA!
JAUR G* Iradiizido em poriuguei
A.LoboMoscozo, conlendo um accrscimo- eim-
porlanles explcasoes sobre a applcafSo das dotes, a
diela, etc., ele. pelo traductor : qualfo volumes eit-
caderoados em dous 20)060
Diccionario dos termos de mejjerna, crdrgi, ana-
toma, pharmacia, ele. peto IWMoscozo': ider-
natlo 4900o
Urna carleira de 2i medicamento tom dos
eos de linduras indispensaveis non
Difa de 36 ......
Dita; ile t'.........
Urna de 60 tubos com 6 frascos delinctoras.
Dita.de 1-44 com 6-ditos ......
Cada carleira he acompa'nharia de om exeroplar
das duas obras *cima mencionadas. <;
Carteras de 24 tubos pequenos par'ag-
bera.......... 83000
Ditas de 48 ditos ......... 100000
Tubos avulsos de glbulos.....
Frascos de meia onsa de lindura ....
Ha tambem para vendergrandequanlidade-.de
tubos de cryslal muito fino, vasios e de diversos ta-
manhos.
A superiordade destes medicamento* est hoje por
lodos reennhecda, e por isso dispensa elogios.
N". B. Os senhores que assignaram ou cornp
obra do JAHIt, antes de publicado o 4- ve!
dem mandar receber esto, que ser entregue
ugnienlo de preco^ ^
daalgotlA grandes a 640
1 ruado Crespo vume-
1 de laberna, na ra de
o limito commodu, a tu-
na ra. da Concordia
Na fu do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta,, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclic-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO. "
Vende-se no armazem de Tasso lrmos, farinha de
.Irigo de todas* as qualidades, que existem no mer-
cado. .
Muita a'ttenco.
Cassas de qiujdros muito largas com 12 jardas a
29400 a pesa, corles de ganga amarella de quadros
muile lindos V 13500, corles de vestido de carabraia
de cr com 6 1|2 varas, muito larga, a 258OO, tutos
com81|2 varas a 39000 rs., cortes de meia casemira
para calsaa33|OO0 rs., e outras muitas fazendas por.
preso commodo: na ra do Crespo, toja da esquina
que volla para a Cadeia.
Agencia de EeTrwin BKaw.
Na ra de A pollo n. 6, armazem de Me' Calmon
& Companbia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tonto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodos os lamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro esta 11 liado
para casa de purgar, por menos preso que os de co-
bre, esco vens pira navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flandres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vemlcra-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, -pronrios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos.: na ra do
Trapiche Novo n.16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youlc & Companhia,
vende-se um carro americano de i rodas ; pode ser
visto na cocheira de toUty-, no aterro da Boa-Visla.
-- Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000. 4JKKX) ,
55000 e 63000, dilo azul 39000, 40000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, selim prelo moito superior ,
39000 o 4JO0O o covado, sarja preta hespanhola 29 e
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29600, mui las mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas'de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feilas no Ara-
caty, por menos preco do que cm oulra qualquer
parle.
. Vendem-s.e cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 ;,dilos de salpico tambem grandes, i
19280, ditos de salpico de tapeto, a 19400.' na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica le todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & Companhia-. vendem-se
os algodOes desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n.52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como tambem um sorlimenlo de farinhas americanas:
no armazem de Deane Youle & Companhia, no bec-
co do tioncalves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Voule & Companhia
Vendem-se em casa de Deane Youlc & Compa-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, aso de Milao ver-
dadeira e carvao patente, proprio pira ferreiros.
. Taixas para engenhos.
Na fundirlo* de ferro de D. W-
Bowmann, na ra do lintm, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea,*' as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca tn-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se na ra das Mores 11. 37, primeiro an-
dar, una lypogrit|ihia nma com lodoosseus per-
tences.
lera
STRR
respeilusamente annunciam que no seu tn
tabelecimento em Sanio Amaro, continua I,
conS a maior perfeiso e promptido.lodi a
de machinismo para o uso da agricultura,1
Sao e manufactura, e que para maior comn
seus numerosos freguezes e do publico em geral
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do. Brum, atraz do arsenal de 1 arlaba,
DEPOSITO DE_ MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
.MI i acharao oscomprador.es um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com todos os melho-
ramentos (alguna .deHes novos e originacs) de que a
experiencia de muilos, annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia presso,
taixas de lodo tomaohb, tanto batidas como fnnd idas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos del ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvadR conslruccao, fondos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas,
inlinidade de obras de ferro, qoe seria enfadonho
enumerar. No rrfbsmo deposito exisle urna' ]
intollisento' e habilitod para receber todas as cn-
commendas, ele, ele, que os annuncianles conlau-
do com a capacidade de suas offioinas e machinismo,
c pericia de seus'ofliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perfeiso, e exacto
conformidode com os modelos ou desenhos, e iuslrnc-
>oes que lhe forem tornenlas.
Vendem-se em casa de S. P. Johns- .
ton & C, na rua.de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Cliicotes de carro.
Farello em saccas de o arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galva'nisado.
Ferro-galvanisado em folha. para forro.
Cobre de farro.
TAKAS DE FERRO.
Na fund9ao' -d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum. logo na entrada, e defi-on--
te do Arsenal de Marinha ha',sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e ,em ambos ologares
xistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' Os mais commodos.
Na botica da na larga do Rosario
n, 56, de' Bartholomeu F. de Souza ven-
dem-se pilulas vegataes verdadeira, arro-
be 'affecteur verdadekt), salsa de Sarifls
verdadeira, vt-rmifugo inglez ( emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
lda de 1 ate 12 libras. O aun undante af--
flanea a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua-botica-
ESCRA-VOS jFTJGIDOS.
4
la 7 de maio de 1852, desappareceo om
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
uos pouco mais ou menos, com os segrate* signaes;
baixo o o peilo um pouco mellidn para dentro, ca-
bellos carnpinhos e descem al o meio da lesta, foi
esciavo de Joanna Mara dos Passos, moradora na
Boa-viaaem : tlcsconria-sc que fosse seduzido. esfe
escravo vinha lodos os dias ventler_ leile ao ReciT,
lia nbtica de ter sido vislo uo scrlo no lugar Var-
zia da Vaca. eIe escravo perlenee a Femando Jps
da Rocha Pinlo, morador no Ro de Janeiro : quem
o pegar e o levar a rua da Cadeia do Recito, loja 11.
.5, receber do abaivo assignado 009 de gralli-
cacao. nlonio Bernardo I a: de Carttko.
Fe, Ti,
(tur,
|rU
,-xw*.


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