Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01902


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Full Text
t .
ANNO XXX. N. 95.
Por 3 meies adiantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
gljjjjlijjljjjlljlj^^^.
,
QUARTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1854.
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
anal
KXC.VREGADOS DA SBBSCRIPCAO\
Recita, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Peraira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Jlacei, oSr. .loaquim Bernardo de Men-
donra; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
ial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Leroos Braga ; Cea ni, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;MaTanhao,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobr Londres 27 3/4, 28 e 28 i/8 d; por 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento. 9
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Arenes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros a#par.
Discanto de Iettras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69*00 novas. 169000*
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios......' 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS COBBEIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar," Ronilo e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Relia, Boa-Vista, Ex e Orieury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qninlasfeiras.
Reluci, torgas feiras e'sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMEP.IDES.
Abril, b Quarto crescente a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 Lacheia as 4 horas, 26 minutse
48 segundos da manha. I '
20 Quarto minguante as 2 horas. 25
rainnlose 48 segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. Os Prazeres da SS. V. M. de Dos.
25 Terca: S. Marcos Evangelista ; S. Hermino.
26 Quarta. S. Pedro de Rales b. ; S. Cleto p.
27 Quinta. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sexta. S. Vital m. ; Ss. Agapio e Aphrodizio.
29 Sabbado. S. Pedro m. ; S. Tertula v.
30 Domingo do Bom Pastor, e i.' depois de
Pacoa; S. Camarina de Sena v.
parte orriciAi.
GOVERNO DA' PROVINCIA.'
EwpMIte d dia 32 de abril da KM.
OfllcioAo Exm. marechal commaulante das ar-
mas, recommendando em vista do aviso que remelle
rcopia, espedido pela repartirlo da guerra em
de miren ultimo, que de suas orden* nao para
que se faca eflecliva a passagem concedida para o
primeiru balalhao de infanlaria ao segundo cadete
prlmeiro sargento do oono da mesma arma JosTei-
xetra Campos jnior, mas tambem para que o refe-
rido cadete'pague quanlo antes na recebederia rendas internas desla provincia a importancia dos
emolumento* mencionados na nota qae lambem re-
malle por copia.Neste sentido ofllciou-se ao ins-
pector da Ihesoataia e faaeuda.
BitaAo mpsroo, para enviar com brevidade.aflm
de ser transmillida isecrelana.de estado dos nego-
cios da goerra, a guiado segando cadete Herculano
Geraldo de-Souza Magalhaes, qae leve passagem do
nano baUlhao de infanlaria para o primeiro da mes-
ma arma.
DitoAo inspector da lliesournria de fazenda, di-
zendo qoe visto achar-se esgolado o crdito Osado
para as despezas da rubricaobras militaresno
presente exercicio, anlorisa a sua senhnria a ir dis-
verdadeira salisfaeao o despacho secreto e confi-
dencial que llie communicou Sir Hamillon Sey-
mour. Apprecia devidamenle a franqueza que o
dictou. Encontrn neste documento urna nova pro-
va dos sentimentos de amisade que llie tribnta sua
magestade a rainha. *
Conversando familiarmente com o enviado brit-
nico, sobre as causas que de nm dia para outro po-
dem accasionar a queda do imperio oltomano, n.io
'entrara no pensamento do imperador propor para
esta eventaaiidide um plano, pelo qual a lluvia e a
Inglaterra dispozessem de antomao das provincias
regidas pelo sulla,um systcma inteiramenteregular,
ainda mrnos urna transar cao formal a <. Iuii-se entre
os dous gabinetes. Na idea do imperador Iralou-se
pura e simplesmente do dizer confidencialmente
das duas partes, menos o que se quer do qae O que
se nao qner ; o que fora contraro aos interesses
nglezes, o que se-lo-hia aos inleresses russos; a
fim de que, verifcando-se o caso, se evitasse obrar
em contradicho com uus ou com outros.
Nao lia pro j ce los de partilha, nem ron ven cao
qfle obriguem as mitras cortes. He urna simples
a
pendendosob a responsabilidade da presidencia, as
qoanlias que forcm necessarias para pagamento de permuta de opinies, e o imperador nao julga que.
r
s
t%
!
tees despezas
DitoAo mesmo, para mandar pagar ao almncre-
ve Joo Filippe de Souza, a quaulia de 49UUO rs.,
3ue seIheest a dever em consequeocia da lee con-
uzido em seu cavado 34 armas enviadas para o ter-
mo de Santo Anlo-Communicou-sc ao clicfo de
polica.
DitoAo mesmo, rccommendaodo que mande
fornecer ao capillo secretario geral da guarda na-
cionaldesle municipio, amlivro com 300^ fallas em
60 para registro das patentes dos ofliciaes refor-
madas da mesma guards nacional.Inteirou-se ao
resMQtivo coramandanle supriur.
toAo commandante da estarlo naval, dizendo
ficar inteirado da demora quc'dcve ter no porto des-
la cidade o vapor de goerra nacional Beberibe, pro-
cedente'da Europa.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, rccom-
mendaodo qae faca entrar qoanto antes em ejerci-
cio dos lugares de secretarlo d'aquelta inspecrao c
da capitana do porto desla cidade a Alejandre Ro-
drigues dos Anjos, visto ter elle pago os emolumen-
---iMJflrrespondentes a sua reintegracao e assim con-
rir ao servico.Communicou-se a thesouraria de fj-
xeada. '"'
DitoAo mesmo, acensando recebido o ofllcio.em
qoe Smc. commnnica haver contratado com diversas
pessoas a compra dos objectos mencionados em dito
alucio, per serem necessarios a aqoelle arsenal, e rom
Jase Antonio de Araojo o farnecimento de carvao de
pedr qoe se fizer preciso durante o ultimo trimestre
. do anno financeiro corrente; c declarando que appro-
va semelhatites contratos.
DitoAo engcnlieiro encarregado das obras mi-
litares, para mandar apromplar com urgencia urna
grade de ferro para ser collocada em urna das janel-
las da enfermara do hospital regimenlal, que esta
da para o tratamento dos cadetes dos rorpos
guarnicao nesta provincia.Communicou-sc ao
manchal commandante das armas.
ilto. Ao inspector da thesouraria provincial,
% transmilliudo por copia o aviso do primeiro do cor-
qual o Exm. Sr. ministro da fazcnda
ao paseo qae communica, qae em cumprimento da
i assemblca legislativa da/provincia da Babia de
9 degosto, eregnlamenlode ldeselcmbro de 1851), e
do artigo segando do de 20 de fevereiro deste auno,
e le de 3 de malo de W-^^T libera seqoeslro em
m predio icionalJ|^rrit"^B>iv aluguci.i po
parle de thesouro dfltrnesma provincia para indem-
.'nfeacRo das despezas com o cairamente da roa em
freate de um proprio nacional, recommenda as neces-
sarias providencias para qoe lal oceurrencia se nao
d nesta capital.Iguaes copias, forao remedidas ao
inspector da thesouraria de fazeda.e ao presidente
da commisso arbitrado calcamento das ras desla
cidade.
Dito.Ao contador demarinha, concedendo aan-
torisacao qoe pedio, para mandar caiar e pintar as
paredes e portas aquella repartirlo.Communi-
con-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
DitoAo oommmandantc superior da gaarda
nacional desle municipio, inteirando-d de haver em
vista dasoa informadlo deferido o requerimento em
, qne Trajaoo Gomes da Fonceca, pedia ser dispon-
. sado do servico da mesma guarda nacional, por es-
tar matriculado no lj cea desla cidade.
PortarlaAo director do arsenal de guerra, para
fazer apromplar com brevidade, afim de serem re-
medidos j>ara o hospital do meio balalliio do Cear
nos termos do aviso que remede por copia, os ob-
jectos mencionados na relacSo que lambem remede
por copia.
I -w-------
COamANDO DAS ARMAS.
Oaartel temaral de coaarnaado daa armas da
Parmaaabaco, eldada da Recite, em 25
ata ahrU da 1864.
OBDIM DO.DA W. 78.
' Tendo a presidencia desta provincia nomeado por
portara de linnlem datada, o Sr. aderas do corpo do
. eslado-maior de segunda classe, Alexandre Augusto
da Fras Villar, para exercer interinamente as func-
Soes de major no balalho de artilharia da guarda
nacional desle municipio ; segundo conslou do ofll-
cio da referida data.; o mareclialde campo comman-
dante das armas, assim o declara .para os fins con-
venientes r bemeomo que o mesmo Sr. alfares deixa
de ser empregado nesle quarlel general; sendo ues-
te servico sabstilaido pelo Sr. alfares do nono hata-
Ihio de infanlaria Antonio Hatloso de Andrad C-
mara.
A ssignado.Jo s Fernande* do Santo Pereira-
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajodante de
orehsns encarregado dodetslhe.
seja necessario fallar nifto antes de lempo. He pre-
cisamente por isso que elle se acauteloii de querer
fazer desle assnmpto o objecto de urna communi-
cacjlo ofticial de gabinete a gabinete. Limitando-se
a fallar disto pessoalmciite, em forma de conversa-
rilo familiar, ao representante da rainha, cseolbou o
modo mais intimo e mais confidencial de se abrir
francamente com sua magestade britnica, desejando
que o resoltado qaalquer destas conversas licasse
no qae deve ser, um segredo entre dous sobe-
ranos.
Desde eniao cahem as objecrf>cs qne agita lord
John Russcfl coulra ,qujilqaer rcsisleacia que fasse
faila pelas'oulras potencias no caso de ama transac-
CHo formal, de qae se nao trata de maneira alguma
no presente ; e desde entao desapparecem o incon-
venientes que elle assignala como podendo servir
para accelcrar a cvcnloalidade que a Russia e a
Inglaterra lomam a pcito previnir, se a existencia
de semclhantc Iransarcao viesse a ser conhecida
anteriormente pela Europa, e pelos subditos do
Sultao.
adoplou outro. Foi por via de ameacas qne ella
ohleve contra a ledra dos tratados, a adraissao, de
um navio de guerra nos Dardancllos. Foi com a
prole-rao das pecas de arlilhariaquc ella aprescnlou
por duas vezes as suas reclamaeOes e exigencias de
indemnidades a Trpoli, depois i Constantinopla.
Foi ainda por intimidaran qne, na contestado dos
Santos Lagares, ella occasionoo a annulaca do fir-
man e a das promessas solemnes que o sultao havia
dado ao imperador. Pcrante lodos estes aclos de
prepotencia a Inglaterra guardn um silencio com-
pleto. Nao fez offertas' de apoio Porta, nem ad-
moestaces ao governo franecz. A consequeocia disto
he mu clara. A conclusao iicccssara lie que da
Franca sosinha tem ella a esperar, como a temer, c
qne pede impunemente iludir as reclamaeOes da
Austria e da Russia. Foi dest'arte que a Russia e a
Austria, afim de obter justira, se acharam lambem,
mo grado sea, obligadas a obrar pela inlimidncao,
pois qae lem de tratar com um governo que s cede
perante um procedimenlo pcrcmplorio; he dest'ar-
te que por culpa sua, 6u antes por culpa daquelles
que a enfraqueceram de antemao, a Porta he im-
pedida em urna estrada que a enfraqueceu cada vez
mais. Portanto, enmpre qae'a Inglaterra a persuada
a altender a razio; que em vez de se unir Franca
contra as justas reclamaeOes da *Russia, deixe de
apoar, ou mesmo de parecer apoiar, as resistencias
do governo oltomauo; que seja a primeira a convi-
dar este, assim como ella propria julga essencial, a
tratar os cus subditos dirigaos com mais equida-
de c humanidade. Ser este o mais seguro meio de
poupar ao imperador a obrigaeflo de |se] prevalecer
oa Turqua desles dircitos de proteccan tradicional
de que usa someulc a sea pezar, e recuar indefi-
nidamente a irise qne o imperador e sua magestade
a rainha pretenden! igualmente previnir.
Em su ni na, o imperador d os parabens a si pro-
prio por ter provocado enlre elle e sua magestade
a rainha esta permuta intima de confidencia. En-
coulrou insto preciosos protestos de que se aprovei-
facao sera dada is exigencias qae o governo de
toa magestade imperial tivesse jes a fazer. .
Eu nao teria difliculdade alguma em provar es-
ta asserclo pela evidencia escripia ; e acrescenta-
rei, em qualqoer justa exigencia qoe a Inglaterra
lenlia a fazer a um gabinete eslrangeiro, s dese-
jo que o comportamenlo de ua|Bj|Dlencia amiga
para comnosco o que qniclameW sem ostenla-
5A0 o governo inglez seguio n^queslao ciplica-
da dos Sanios Lugares quanl
Russia.
Sollicto de novo os iions o
ra fazer que o estade real di
sameute entendido ; n'unia
que urna creuca contrara seja i
reelamaees da
de V Ex. pa-
io s, preci-
i, para prevenir
optada emquan-
EXTERIOR.
INCLL'IDOEMANO. 7.
(.Vmorandiim.'
O imperador vio com o maior inleresse e
1/
>
i
''
FOLBDETIM.
'wsjjEji^m-*)
fo* (uira k ronus, e pedro uccon'e.
HMEIRA PARTE.
VII.
tm Incidente. -
( Conlinuaco
, iV,h,HTeritay""110.mail0 lonac de ren-
garuafilha do pnnc.pe Hartzoff. Convidado para
"I*a ^Xm"' dc,Iwa-se levar ahipelo'vis-
conde de Chadeuil. '
Desde sua chegada fora impressionado pe|a ai
mospliera lnguida que reinava nossaloes, eii f
ligado rellrra-se depois de ter saudado o priiciuV
para urna sala solilafia, onde nao linha peiielrulo
ainda nem o rumor da conversares, nenr o calor
dos siles."
Ahi elle-lanciira-se sobre um sof, e sosinlin com
a rabees apoiada na raao, e lendo as pernas indo-
lentemente cruzadas urna sobre a oulra, abandona-
va-se a esses mil sendos da infancia que ordinaria-
mente povoavain-llie a solida".
De quando em guando una maca fresca passava
pelo camarim dando um grilinho meio ajustado,
meio provocador ; seu coracao disperlava entao, e
' elle lomara a abrir os olhos, e segua com a vista
essa graciosa apparitfio, que\ perder-se e des-
apparecer as ondas de hoa^^i mulheres que
murmuravam nos saloes. EnfaOTIle tornava a ca-
Mf em sua medilarao, e oulra imagem mais.grave e
n.lowenos bella, mais severa e nao menos seduclo-
>ra, alravessava como um raio de luz, a noile (acu-
cia que elle ereava em torno de si I
O joven duque senta o corara abrir-sc-llie, ..
palpitar soba influencia de unta fali-idade desconhe-
eid*. Desde que linha consciencia de sua cxislcn-
cia nuuca havia senlido'soinellianleimpressao .-.lu-
do o que amara na vida, tudoo que. lamentava, Icrn-
brancas de menino, lembrancas de mancebo, tudo
tornara a passar-lhe pelos odios eocautados, e esses
graciosos fantasmas saudaram-no igualmente quan-
dopastavam. ,
Pouco a pouco os rumores da fasta extingoiram-
Tae ao louge, os saloes esvasiaram-se, e quando elle
desperlou de sua tonga meditarlo vio com grande
admirarlo flue as salas visiuhas eslavam quasi dc-
' serlas, que as alampadas apenas lancavam urna
claridade moribunda. Levantou-se.
() Vide Diarion.'91.
to nao for claramente asseverado, se a minha ex-
posirao he ou nao correcta. Tenbo a honra,etc.
(Assignado) G. H. Scymour
No. 9.
SIR G. H. SEYMOLR A CONDE DE
CLARENDON. '
(Recbida em 19 de mateo;.
Secreta e confidencial; S. Pelersburgo 10 de margo
de 1S53.
My-Lord. Tive urna conversarai mui amiga-
vel e salisfatoria com o cliancellcr, o qual desejara
ver-me, em conseqaencia da impressao que a mi-
nha carta de 8 do corrente originan acerca do me-
morndum do imperador.
Lemos juntos o memorndum, q conde Nessel-
rode observou que tudo quanlo H desejava no do-
cumento era, que appetlando-se ao mesmo lempo
para a magnaninidade e para os sentimentos de
justira do imperador, o governij de sua magestade
empregaria alguus esforcos para abrir os olhos dos
ministros franrezes quanlo ao falso procedimenlo
adoptado por Mr. de I.a vale le. \:
A islo repliquei qne tal linhi sido o comporta-
menlo seguido pelo governo da sua magestade,
nao em urna occasio, mas em varias occasOes ;
e que, quanlo a um espcimen da lignagem usa-
la com viva satisfar. Os dous soberanos disseram. ,,a pe,0 predeccJ1M)r de V. Ex. para com o gover-
Quanlo ao proprio objecto dista permuta de op-
nies intimasa queda possivel do imperio olio-
manonao be cerlainciilc senao urna cventualidade
inccrla c remota. Nioguem poderia cerlamenle fi-
xar-lhe a poca, c nao occorreu crise alguma real
que torne inminente a sua realisaeao. Mas em fim
pode acontecer, ale acontecer inopinadamente.
Sem fallar das causas sempre rresrcnles de disso-
lurAo que aprsenla o estado moral, financeiro cad-
ministrativo da Porta, ella pode sabir ao menos de
urna das duas qucslOes mencionadas pelo ministerio
inglez no seu despacho secreto. Em verdade elle
nao v se nao simples disputas que nBo transpo-
rtan! o alcance das diflirnldadcs de que ordinaria-
mente se orenpa a diplomacia. Mas esto genero" de-
disputas pode todava semear ahi a guerra, e com a
guerra as-consequenein qoo o impurador recaa ';
se, por cxeniplo, nos negocios ilns Santos Lugares o
amor proprio c as ameacas da Franca, continuando
a pesar sobre a Porta, ebrigassem esta a recusar-nos
qualquer satisfazlo, e si, por outro lado, o senti-
mento religioso dos Gregos Orlhodoxos, ultrajado
pelas concessoes taitas aos Latinos, sublevass contra
o sultana i inmensa matara dos seus subditos. Quanlo
ao negocio de Montenegro, segundo as ultimas no-
ticias, pode ser hoje considerado como arranjado.
Mas no momento em que o imperador leve a con-
versa com Sir Hamillon Scymour, podia-se recear
que a queslao lomasse um carcter dos mais graves.
Nem nos nem a Austria podamos permittir a
devastara prolongada ou a submissao forrada de
Montenegro, paz que al hoje permanece em urna
independencia elTecliva da Porta, paiz qae as nos-
sa prnlccrao se eslende ha mais de um secuto. Os
horrores que la se commedem ; aquelles que o fa-
natismo oltomano tem desenvolvido, ha pouco lem-
po, sobre a Bulgaria, Bosnia e Herzegovina, davam
a entender is nutras provincias chrislaas da Porta
que a mesma sorle as aguardara. Eram capazos de
provocar a sublevncao geral.dos chrisiaos que vivem
sob o sceptro do imperio turco, e precipilar-lhes a
ruina. Porlanlo itao he islo urna questao ociosa c
imagiuaria, urna evenlualidade demasiado remola,
que as prcorupa;oes do imperador assignataram i
adencao da rainha sua. al liada.
Em presenra da incerteza e da caducidade do es-
tado actual das cousas na Turqua, o gabinete inglez
exprime o desojo de que se use para com a Porta
da maior longaoimidadc. O imperador tem a cons-
cicncia de nunca ter obrado de oulra sorlc. O ga-
binete inglez convern nislo. Dirige ao imperador
sobre as numerosas provas de moderarn que lem
dado at hoje, elogios que sua magestade nao acci-
lare/por qae nislo nao tem failo mais do qifc obe-
decer as suas imperiosas ron viernes. Mas, para que
o imperador possa continuar a concorrer nesle mes-
mo systema de longanimidade, cabsler-se de todas as
demoustracOcs, de qualquer linguagemperemplora
seria mistar que esta systcma fosse igualmente seguido
por todas as potencias ao racsm o lempo. A Franca
francamente um ao oulro o que, na hypothcsc ex-
trema de que Iratam, os seus interesses respectivos
rulo poderiam comportar. .A Inglaterra romprehen-
de que a Russia nao poderia permittir em Constan-
tinopla o eslabelecimento de urna potencia chrislaa
assz forte que a contrare c inquiete. Declara que,
para si mesma renuncia a qualquer intensan ou
desejo de possuir Conslanlinopla. O imperador des-
approva igualmente qualquer desejo ou designio de
se L-i rslahetccer. A Inglaterra promede nao en-
trar em ajusta algum qae tanda a estatuir sobre as
disposieocs que se lomem no caso da queda do im-
perio turco, sem que seja previamente convenci^
nado com o imperador. O imperador, peta sua
parte, se ubriga da mesma sorlc. Como sabe que
en; semelhanle oceurrencia pode igualmente contar
rom a Austria, comprometala pelas suas promessas
a ajdstar-se com elle,- considera com menos receto
a ralaslruphc que deseja incessantemente 'Conjurar
c remover tanto quanlo depender delta.
Nao nimio prwiosiK llie foram as t"slcmanhos
de amisade e contianra pcssoal da parle de sua
magestade a rainha, de que Sir Hamillon Scymour
nesta occasiao se faz orgam para com elle.
Neste tacto v a flanea mais segura contra o futuro
que a sua previdencia julgra dever assignalar do
governo inglez.
No. 8.
SIR G. H. SEYmoUR AO CONDE DE
CLARENDON.
decebid* em 19 de mareo)
(Secreta e confidencial; S. Pelersburgo, 9 de
marco de 1833. -
My-Lord Como parece mui evidente que o
memorial secreto que, por um despacho de hoje,
tenho a honra de levar a coiihcriment de V. Ex.,
fora esrripto sob nm erro completo, (real on pre-
sumido) acerca da parta tomada pelo governo de
sua magestade nos ltimos negocios'turcos, julgaei
do meu dever dirigir ao conde de Nsselrode a
carta particular e confidencial, de qae remello in-
cluso urna copia a V. Ex.Tenho a honrra, etc.,
(Assignado) G. //. Seymour.
Incluida em a No. 8*
S1RG. H. SEYMOUR AO CONDE NESSEI.RODE.
fTartcutar e confidencial). S. Pelersburgo, 2i de
de fevereiro 8 de marro de 1853.
Meu lio coude Nsselrode. Vejo-me obriga-
do a fazer orna observarlo relativamente ao im-
portantissimo memorndum qae honlcm me foi en-
tregue por V. Ex.
Apresso-mc a observar que Cite papel deve ler
sido esrripto sob a impressio da poltica ingle/a era
Constantinopla ter sido mui difieren lo do que he
na realidade.
Posso afiirmar conscienciosa c dslinctamenle que
o objecto proposta a mim pelo governo de sua ma-
gestade tem sido obrar como amigo commum na
contestadlo entre os'governos adiados ; e que tange
de se-lcr indinado, como lora dito, para Franca no
decurso das ultimas transacres crticas, lem sido do
desejo dos ronsclheiros da rainha (na plena exten-
di permidida a um governo compellido a obser-
var um comportamenlo neutral) que ampia salis-
Essa tonga meditariio. esse longo sonho feliz o li-
nha en Traquenlo e fatigado!., cito ptlssou a 111,10 pelos
cabellos, c pela froule, lomou o chapeo esquecido
junto de si sobre o sof, e* deu alguus pnssos para
retirar-sc. Entao, e quundo ia passar o lumiar do
camarim em qae eslivera durante todo o sarao, ou-
vio murmurio de urna conversarao longinqua na
qualjulgou distinguir seu nome pronunciado limi-
tas vezes.
Esse iocidenle suspenden sua retirada do palacio
do principe, e elle applicou o ouvido e escutou.
Mas j a convcrsacio tinha cessado, c nao ouviam-
sc mais do que algumas risadas soladas que se apar-
tavam. Todava o duque nao deu-se por vencido,
o camiiihoii na direcrao das vozes, cujo som chega-
rn-lhe aos ouvidos..
Repentinaincnte elle parou c empallidcceu reco-
nhecendo .1 voz do principe Harizoiv. a do ama alia
personagem da emigraro, a quem fura apiesenta-
do, e depois a voz mais conherida mais amada do
viscondede l'.hadeiiil.
A piiiicipio 11 joven duque julgou lec-se engaa-
do ; porque as palavras que ouvira craiu muilo in-
snlluosas para sua honra, e nao poda crcr que o
principellarlzoff lvesse ousadopronuncia-las; mas
peto caler 00111 que o visconde de Chadeuil o defen-
u'a. recoiihcceu que linha ouvido bem.
Ym ludo ronliniiou a csciitar.
depois de 1er dcixado fallar o visconde, o princi-
pe HartzolT lomou a inSo,, fallou muilo' lempo,
l'onderou giaves coiisidcraces, apresentou algumas
aprcciaroes que fizeram subir o rubor da colera i
fronte do joven duque, e emfim lerminou dizendo :
. Crea-mc, charo visconde, o senlior he moco,
desronlie de sen enthusiasmo : o senhor acliar no
mundo mais pessoas dispostas a cngana-lo do que a
scrvi-lo... Quanlo ao duque de que fallamos, nao
posso deixar de repetir o que dissc-lhc, o qae lodos
diziam lia pouco, be um espino
Ouvindo esta alluha patarra," o joven duque deu
um grito, o sanguc subio-lhc ao rosto, as fonles
palpilava-lhc, urna md.gnacao vigorosa mordeu-lhc
^ .^,0,?- lm,?r-se Pra o principe Uarlzofl
quando seno-sc rel.do por una mao que veio apo-
lenir-se da sua. O mancebo voltoii-sc viramenlVe
vio urna miilhor : ci'a I-ais. r
VIII.
Pusii.-u' deliendn.
Ao principio o duque nao comprchendeu que sen-
Umento levava essa mulher a rcl-lo no momento
em que ia provocar da parla-do principe Harlzolj
nina explicaran efara e franca. Entregue lodo 110
seulimenlo de alliva indignado, que apoderara-so
delta, repcllio vivamente a m3o que pegara da sua,
e dando um passo para apartar-se, exrlamou corr
umaccenlo doloroso:
no Trance/, pedia-lhe licenca para ler um extra-
cto de um dos despclios de JLofd Johu Russel.
Nesta conformidade li cinco on seis liuhas do
despacho de lord John Russel a lord Cowlcy em
28 de Janeiro que comer assim Mas o governo
de sua magestade nao pode deixar de perceber,
e que se termina da maneira gifhte. a as re-
tardes das potencias amigas, a qual passagem en
copiei e levava comigo.
O conde Nsselrode manifcslou a sua ardenta
salisfaeao, ao ver que o governu^ds sua magestade
havia dado lao excedente conselhoao gdVeruo fran-
cez i c smentc lamentava que ha mais lempo nSq
estivesae na posse da evidencia Uto conclusiva
quanlo a parle tomada na questao dos Santos Lu-
gares pelo principal secretario de estado dos ne-
gocios eslraugeiros de sua magestade.
Em conclusao, o clianccller pedio que eu con-
siderasse a passagem do memorndum imperial
que romera com as palavras. Vortailo rumpre
que'a Inglaterra so empregne, a, .-omn expressaa-
do urna esperauca, e nao romo iiirluindo urna
censura,como relativas ao processp que se desc-
jsra fosse seguido pelo governo de sua. mageslade
e nao alludindo ao que tinha sido seguido.
Tenho, etc., (Assignado) G. //. Seymour.
No. 10.
0 CONDE DE CLARENDON A SIR G. H.,
SEYMOUR.
(Secreta e confidencial); Forcing office, 23 de
marro de 1853.
Sir. Os despachos de V. Ex. de 21 e 22 do
passado foram apresentados rainha, e tive~ordem
para expressar a inleira approvacao de sua mages-
tade erca da discrico c disaernimento desen-
volvidos- por V. Ex. as conversaroes que V. Ex.
tare a honra de sustentar com o imperador.
. He escusado asqegurar-lhe que as opinies de sua
magestade imperial receberam da parte do gover-
no de sna magestade a anciosa e deliberada con-
siderarao que a sua importancia requer ; c posto
que o governo de sua magestade se veja obrigado
a adherir aos principios e poltica seguida Ao
despacho de lord John Russell de 9 de fav ereiro
romtdo alegremente condescende com o desejo
:1o imperador, de que o objecto seja para o futuro
francamente discutido. A generosa confinra exhi-
bida pelo Imperador d direito i sua magestade
imperial i mais cordial declararlo de opinio da
parta do governo de sua magestade, o qual est
plenamente informado de que, no caso de algu-
ma intelligcncia com referencia a' contingencias
futuras, ser conveniente] ou mesmo possivel, a pa
lavra de sua magestade imperial fora preferir!
a qualquer curencao que podesse ser formada.
O aoveruo de sua magestade persevera na rren-
ca de que a Turqua ainda possuc os elementos,
de existencia, e considera que os acontecimentos
recentes lem mostrado a rectidao da opiniao ex-
pressada no despacho do meu predecessor, que nao
ha causa su (Vicien le. para intimar ao sultao que
olle nao pode mantee a paz no interior, ou con-
servar "relarOes amigareis com os seus viznhos.
Nesta conformidade o governo de sua magestade
soube, com sincera salisfaeao, que o imperador se
considera ainda mais interessado do quo a Inglater-
ra em previnir urna catastrophe turca ; por que esta
convencido de que da poltica seguida por sua ma-
gestade imperial para com a Turqua, depender o
aeodamciilo ou o adiautamenlo indefenito de urna
evenlualidade que todas as potencias da Europa sao
obrigadas a evitar. O governo uc sua magestade
esta convencido de que nada he melhor calculado
para precipitar essa evenlualidade do que a cons-
tante prediccao de estar mnente; que uada pode
ser mais fatal a vi lal id.ule da Turqua do que a pre-
sumpeao da sua rpida e invariavcl decadencia; e
que se a opiniao do imperador, de que os dias do
imperio lurco esli contados, se tornar notoria, o
*eu desmoronameoto deve occorrer mais cedo do
qne sua magestade imperial agora parece esperar.
Mas na supposirao de que, em consecuencia do
causas que nao podera ser evitadas, a catastrophe
ver lagar, o governo de sua magestade inleira-
raente eomparlilha a opiniao do imperador, de qu
a occiipacao do Constantinopla por qualquer das
grandes potencias fora incompatvel com o equili-
brio actual do poder o coma manulencao da paz
da Europa, e deve ao. mesmo lempo ser considera-
da como impo.ssivcl ; que nao ha clemeutos para a
reconslruccao de um imperio byzanlino; que o mo
governo sistemtico da Grecia nao oOercce anima-
cao alguma para desenvolver o seu dominio territo-
rial ; e que como nao ha maleriacs para governo
communal oa proviucial, a anarchia sublevara as
provincias da Turqua, ou permitUria que se for-
massem%m repblicas separadas.
O imperador annumciou que assim que fosse per-
millido nm estabelacimento da questao por meio de
qaalquer um desles melhodos, se preparara para a
guerra; posto que o governo de sua magestade
esteja disposlo a concordar no vigor das medidas por
lomado sua magcstadc'imperial, com ludo considera
qae a simples predeterminacao do que nao pode ser
tolerado, pouco contrbue para resolver as difllcul-
dades reaes, or estabelecer de qualquer maneira
qe seja praticavel, ou mesmo desejavel, tratar os
materiaes heterogneos de qne o imperio turco he
com posto.
A Inglaterra' nao deseja cngrandeffimenlo algum
territorial, e nao hareria partido, algum para um
previo ajuste de que ella tirasse beneficio algum.
A Inglaterra nao poderia tomar parte n'um accor-
do, posto que geral, que seoccultassa oulras po-
tencias ; mas o governo de sua magestade er que
nenhum ajusta poda contrariar os sucressos, e que
ncnlium accordo poda ser conservado em segredo:
Na opiniao do governo de sua magestado. estes
ajustes seriam p signa! para a prepararan das intri-
gas de qaalquer natureza, e para revollas entre os
subditas christaos da Porta. Todas as potencias c
todos os partidos .se esforcariam para assegurar os
seus futuros interesses, e a dissolurao do imperio
lurco seria precedida por um estado de anarchia
que deve aggravar qualquer difficuldade, se nao
toauasse urna solucao pacificada questao mpossivel.
O nico modo por que urna solucao poderia ser
tentada fora o de uin conucesso cmnpau, mu lo ai.
d. urna rezAo addicional para desejar-se que a pre-
sente ordem de cousas na Turqua seja mantilla, po-
is que o goreruo de sua magestade- nao pode sem
sustoreflerlir sobre os chim- que entao seriam Bro-
cados, a impossdilidade de reconciliar as diferen-
tes ambicies e os interesses divergentes que seriam
postas em lata, e a certeza de que os tratados de
1815 dereni enlao ser exposlos revisao, quando a
Franca se preparasse para arriscar as probabelidades
de urna guerra europea para liberta-la das obriga-'
roes que ella considera injuriosas sua honra nacio-
nal, e que lendo sido impostas pelos inimigos vic-
toriosos, sao urna fonle perenne de irritara pa-
ra si.
O principal objedo do governo de sua magestade,
a que os seus esforros tem sido e sempre scrao di-
rigidos, he a conservarao da paz; e deseja susleu-
sar o imperio lurco", pela con vicro em que esta de que
non huma grande queslao pode ser agitada no Oriente
sem que se torne urna fonte de discordia no Occi-
dente, e que qualqlcr grande questao no Occidente'
tomar fim carcter revolucionario, e implicar urna
revisao de lodo systema social, para que os gover-
nos continentes nao estao cerlamenle preparados.
O imperador esta plenamente convencido dos
materiaes que estao em constante fermentaran sob a
superficie da sociedade, e da sna promptidao em
manifastar-se mesmo nos lempos de paz; e por tan-
ta, sua magestade imperial provavelmenle nao des-
concordar da opiniao de que o primeiro liro de
peca pode ser o sighal para um estado de coasas
mais desastroso mesmo, do que essas calamidades
que a guerra Iraz inev ila> cimente com sigo.
Mas semelhanle goerra seria o resultado da dis-
solujao e do desmembramcuto do imperio lurco; e
dahi provem a anciedade do governo de sua ma-
gestade em evitar a cataslrophe. Nao pode elle ad-
mittir que os signaos da decadencia larca sejam ago-
ra ou miis evidentes ou mais rpidos do que nos ali-
os passados; ainda existe grande energa e grande
vigor 11a Turqua; urna disposicao para melhorar o
systema de governo ji.Io he necessara; a corrupto,
posto que infelizmente grande, ainda nao tem carc-
ter, nem um desenvolvimento que ameace a exis*
Dcixc-me! deixe-me! demorci-me muilo aqu
pois duvidam de minha honra... deixe-me !
Onde vai '. perguntou Lais.
Vou ter com o principe, cuja voz reconheci,
cujas palavras flzeram-me corar de vergonha.
Espere f...
Deixe-me !... 1
Um instante !...
Nao posso!...
E se entretanto eu tivesse de abrir-Ihe os
olhos sobre sua posiran, e applacar sua colera, se
viessefazer-llie um servir, nao se arrependera osc-
nhor dMer-inc rcpclldo, de tea recusado ouvir-me?
O duque parou e encarando a Lais, ficou admira-
do da oxpressao viva e animada de seu semblante,
da inobilidade singular de seus olhos, e hesilou um
momento sobre o partid que devia tomar. ,
Mas emfim, disse elle, que quer comigo ?.... a ,
-enlioia nao cunhece-me, sou-lhc eslranho, e tai-
vez a senhora tara lambem de mim a mesma opi-
niao que o principe....
Iii'songane-si'. senhor duque, eu o conbero,
sei quem lie o senhor, lenho-o nm una opiniao
que nasce de um seulimenlo de benevolencia nao
equivoca...
Mas o principe pensa deferentemente, e sua
opiniao.v
-^ O principe pensa como sua filha, senhor du-
que ; porein lem algumas razos para dizer o con-
trario do que pensa,
Que a senhora lie ?...
A filha do principe HartzolT.
E conhece-me ?..:
Muilo....
Mas esse boato de que fallava o principe, e
que dcsignou-me s suspeilas de (oda a minia...
Esse boato eu o ignorava, senhor duque ; mas
tinha alguma razan para crer que meu pai preten-
da faze-lo circular.
Ah I hehorrvcl de pensar-se !...
Se eu tivesse podido enconlra-lo osla noile,
l-lo-hia prevenido.
Que I a senhora teria cuidado...
O senlior duque cliegnu muilo tarde.
Ah eu eslava perdido no meio dessa mulli-
da, onde nao encontrava nenhum rosto amigo, on-
de s ri rostas desconhecidos.. passei parte da noile
neste cantaran.
1- Fez mal.
Um mal que rai pdr-mc na necessidade de
deixar Midan logo amntala...
,E o senhor desejava ficar em Millau t
Agora mais do que nunca.
Por que entao '.'
Por que agora levarei o pezar de te-la visto
sem a falicidade de l-la coohecido....
He isso urna frlicidade ?
Sem'duvida, senhora.
O senlior he galante...
Sou moro, senhora, e Iciibo no coracao urna
fonte inesgolavel de amor e de adorajao.
De surte que deseja cinpie~rr-seu amor e sua
adoradlo, disse Lais com um snrriso de zorr.baria.
Eu exclamou o joven duque, e quem p>
de fazo-la supporisso f
O qoe disseram-me do senhor.
E que dsseram-lhe ?
Que o senhor duque eslava enamorado.
Esta rnlcrpcllacao muilo directa admirou o jo-
ven duque; mas sem*embaraco-lo.
Desde que estou em Mtlau, responden elle,
.1 senhora he a primeira mulher com quem tenho
faltado.
Mas nJo he em Millau que o senlior ronlicceu
a mulher de que ta lo.
Em Vicua t
Nao aci lainenle.
Em Frailen *
Tao pouco.
Nao vejo oulro paiz...
Porque na quer ver.
Jurqalhe...
Oh! nao jure, senhor duque, porque as in-
formaees que possuo sao muilo positivas, c ser-
me-lita mui fcil convcnce-lo de erro voluntario.
Heais fa-lo-hei observar que se o senlior foi ga-
lante para comigo, se-lo-hia muilo pouco para com
essa mulher, se se obstinasse em negar mais ; urna
conlssao franca e sincera' seria de melhor aosto, c
aconselho-lhe que resolva-se a isso.
Mas...
Ainda reticencias.
Em quanlo fallava, Lais tinha-sc dirigido tentar
menta para o sof, no qual assonlra -so, e o joven
duque a seguir mariiinalmnle. Ambos davam cos-
tas a porta de entrada, de sorle que nao podtam
ver que ha um instante a Mnchenla eslava immo-
vel no i 11 miar. Esta tendo a mao dircita apoiada no
reposteiro de velludo, e a esquerda cainita, litava
'sea odiar ardenle no joven par.
A Mascherala, senlior duque, proseguio Lais,
nao he urna mulher fue um hornero romo vussacx-
ccllcuoia possa amar... Ella lem adqnerido urna
triste eclebridade, c duvido que a sustente muilo
lempo.
Essas maneiras mysteriosas podem durante al-
guus dias. excitar a curiosidade publica ; mas a
gente cansa-se emfim, e inqnita-se.
Sei queja a polica russa estranhou o papel ioex-
plicarel que representa essa mulher, e meu pai cui-
da em faze-la rigar. Cedo ou tarde, ella ser dcs-
cobcrla, e se a polica apoderar-se delta, dere con-
cordar que ser um triste desenlace para seus a-
mores,..
lencia do estado; o tratamenta dos christaos nao he
rigoroso, e a tolerancia exhibida peta Porta para
com esta porrao dos seas subditos pode servir de ex-
emplo a alguns governos que olham com desprezo
para a Turqua como urna potencia barbara.
O governo de sua magestade er que a Turqua s
exige paciencia da parte dos seu adiados, e a dcler-
minarao de nao fazerem reelamaees de urna ma-
neira humilladora dignidade e independencia do
sultao,---esse amigavel apoio, n'uma patarra, -que,
com os estados assim como com os individuos, o frn-
co tem direito a esperar do forteafim nao s de
prolongar a sua existencia, mas remover todas as
cansas de susto respectivo sua diasolueao.
He nesta obra de benevolencia e de saa poltica eu-
ropea que o governo d sua Magestade deaeja coo-
perar com o imperador; elle lem plena confianca
na rectidao das inlences de saa magestade imperi-
al, e como lem a salisfaeao de pensar qoe os inle-
resses da Russia e da Inglaterra no Oriente sao
completamente idntico*, nutre ardenle esperauca
que semelhanle poltica ahi prevalecer e tender a
reforjar a allianca enlre os dous grandes paizes, que
sua magestade e o governo de sua magestade pro-
curara promover.
V. Ex. dar urna copia deste despacho ao chan-
ciller ou ao imperador, no caso de V.-Ex. ler oulra
vez a honra de ser recebido por sua magestade im-
perial.
Son, ele, (Assignado) Clarehdon.
No. 11.
SIR'G. H. SEYMOUR AO CONDE DE CLA-
RENDON. .
(Recbida emende marco.)
(Secreta e confidencial.) S. Pelersburgo, 12 de
marr,o de 1833.) *
My Lord. O chanceller mandou-me chamar es-
ta manha, enlregoa-me urna copia do memorndum
que j deve ter chegado ao conliecimenta de V.- Ex.
por.-va do mea despacta) de 9 do corrente.
Nesta copia o imperador escrevera, a lapis, que
eslava desgosloso por ver qae h Hamillon Sey-
mour havia considerado urna -passagem do papel
como refarindo-se ao comportamenlo do governo
de sua magestade; que nao houve ida alguma de
censura, c que o clianccller faria bem em rer-me e
dizerque se fosse do mea desejo Ihe entregas-e o pa-
pel que o alterara.
Depois de alguns momentos de refievao occorren-
me que as explicarocs que eu haria recebido eram
su lli cien tos, de sorle qne ama lem branca fora obli-
da das intcncOes amigareis do imperador, o que o
papel, se fosse entregue, poda ser alterado em mais
de urna das suas passagens; gor tanto declare,
queemrezde Irocar o memorndum, eu lem bra-
va que S. Ex. me escreresse algumas linhas expli-
cativas acerca da intelligcncia da passagem qae eu
julgara susceplivelde objecres.
. A islo o chanceller aceeicu, c s restara-me pe-
dir que Sua Exc. se dignasse manifestar ao impera-
dor que excessivameute apreciei a sua obsequiosa
solidlude em apagar urna desagradavel impres
sao.
Tenho, ele, (Assignado.). G. II. Seymout.
. .No; 42.
SIR G. H. SEYMOUR AO CONDE DE
CLARENDON. .
Recebida em i de abril) '
(Secreta e confidencial.) S. Petersburgo, 16 de-
marco de 1853. '
My Lord.Com referencia ao despadio assigna-
do secreto e confidencial, que tive a honra de
dirigir a V, Ex. em 12 do correte, peen licencia a
tran-mittir em original a carta que o conde de Ns-
selrode enlendeu escrever-me expressamenle por
ordem do imperador, para mudar a passagem do
sou memorndum qae eu havia considerado expol-
ia a alguma ra interpretadlo. Tenho, &c. (As-
signado.;G. H. Seymour.
Incluida em a So. 12.
O CONDE NSSELRODE A SR G. H."
SEjfMOL'R-
.315 de marco, 1853.
A' explicado que tive a honra de oflerecer-lhe
vcrbalmenlc, meu charo Sir. Hamillon, tenho o
prazer de acrcsccntar, que lendo levado as suas
duvidas ao conhecimento do imperador, sua mages-
tade autorisou-me a modificar a passagem que as
fez nascer no espirito de V. Ex., so todava V.
Ex. o julgasse necessario. O imperador deseja an-
tes que tudo afastar de'urna communicacao inteira-
iiicnle pcssoal e amigavel com o governo de sua
magestade a rainha, o que podesse dar lugar a urna
interpretadlo mesmo errnea, que fosse contraria
lis inleyces que a dictaram, como ao alvo qne sua
magestade leve em mira.Dignc-se, &c. (Assigna-
do) Nsselrode.
No. 13.
O CONDE DE CLARENDON A SIR G. H.
SEYMOUR.
(Secreta e confidencial.) Foreign-office, 5 de abril
de 1853. ; ,
Sir.Os despachol do V. Ex. de 9, 10 e 12 do
passado foram levados ao conhecimento da rainha.
O meu despacito de 23 do passado ter-Ihe-ha mi-
nistrado respostas para todos os pontos principaes
alludidos no memorndum que o conde Nsselrode
depositou nas maos de V. Ex.; mas he do meu de-
O duque eslava mudo embarazado. Nao quera
precisamente negar que conhecia a Mascherala,
pois aa realidade a conhecia; mas desejava adiar
palavras que convencessem Lais da poma afl"ei;ao
que Ihe linha, embora no fundo do coracao nao se
senlisse livre de toda a sympalhia, como quera af-
firmar.
Admiro,, disse ede em fim, com quanta graca
a senhora mofa de mim. Se estivesse enamorado da
Mascherala, duvido que seus conselhos me achas-
sem dcil ; por que o amor he um seulimenlo im-
perioso que nao deixa-se dirigir fcilmente; mas
nao d-lhe cuidado o desenlace de ineiis amores, e
nao tema por mim iienhuma caslaslroplie desastro-
sa... Todava se tivesse certeza de ser ouvido, j
que a conversarao Iraz-nos a este assumplo, eu
llie faria um pedido.
Ali disse Lais vivamente, c esse pedido sein
clnvida lem a Mascherala por objecto.
Precisamente.
E julga que me empregaria...
Nao llovido... Meu pedido be simples, corlli-
nuou o joven duque, mas desta vez rom certa dose
ilc melancola, a senhora araba de fallar-me em
pergo, disse-inc que a polica russa lem esla 11 liad o
o papel que represenlava essa mulher; pois bem,
se a senhora tem alguma Influencia sobre o .espirito
do principe, se he servida empregar essa influencia
por mim, tara com que nao inquietem a Maschera-
la. e fazcnita isso, ter-mc-ha prestado um servico
de que jamis me esquecerei.
Eis o que eu chamo amor.
Chame a isso reconhecimento, e dir a ver-
dade...
Ah! he baldado defender-se, o senlior a-
ma-a !...
Nao; mos essa mulher leslemanhoii-me al-
guma alfai^ao. julguci I* em seu odiar urna dor oc-
culla; em sua fronte um sombro desespero, e nao
Ihe cncobrirci que liquei commovido... Essa mu-
lher tallou-me no meu passado, cm ludo o que le-
nho amado, em ludo o que lamento ainda, e suas
palavras ca!riram-me sobre o coracao como um or-
valh refrigerante. Ah se a senhora souhesse o
que lie viver sosinho, sem amigos, sem familia...
caminh.ir s na vida, pensar s, amar s! Eu nao
ia a ella, porem ella veio a mim ; quando che-
gou, eu eslava triste, quando parti, parecia-me
que; eslava consolado !... Oh isso nao he amor, se-
nhora, he amisade... he a sympalhia dos que sof-
frem pelos que choram!...
Lais mordeu os heicos com ilespeitu, e nao res^-
pondeu. De mais ainda que houresse desejado res-
ponder, n3o teria tido lempo ; pois que a Masche-
rala chego-se ao duque, e tocou-IUe no braco com
a poota do dedo.
Este levautou-se e eslremeceu.
rer informar a V. Ex. que este importante e nola-
rel documento fora recebido pelo gorerno de sna
magestade com sentimentos de sincera salisfaeao,
como ora prora da confianca e dos amigareis sen-
tmenlos do imperador ; e o gorerno de sa ma-
gestade deseja manifestar o seu reconhecimento
sna magestade imperial, ao recordar-se das opinies
que elle expressou na intrerisla# com que V. Ex.
foi honrado por sua magestade imperial.
O governo de sua magestade nao considera que
algum lim til seja proporcionado, prolongando u-
ma correspondencia sobre urna questao a respeto
da' qual se tem estabelecido urna completa intelli-
geneia; c por isso tenho smenle a declarar, que n
governo de sua magestade observa com prazer qne,
na opiniao do imperador, a queda do imperio tur- ,
co he considerada como urna incerta e distante con-
tingencia, e qae nao ha occorrido crise alguma que
torne a sua realisaeao immioente.
O governo de sua magestade nunca leve desejo
algum de disfarrar a sua poltica, qae elle reputa
ser honesta e justa para com todos os outros paizes;
mas em semelhanle queslao ellalamentara parti-
cularmente que alguma -illaso existisse no espirito
do imperador, e nesta conformidade aprova a nota
confidencial queV. Ex. dirigi ao. conde Nsselro-
de, a fim de rectificar algumas ideas qoe diziam
respeito ao comportamenlo seguido pelo governo de
sna magestade. .
Quanlo ida do Charlemagne ao Bosphoro, den-'
se ama correspondencia entre os governos inglez e"
francez, e posto que a Porta dpsse a sua sonejao
incondicionlmenle, a solucao eventual da questao'
foi de conformidade com a opiniao'do governo de
sua magestade, foi resolvido qae o Charlemagne
cotnhuisse M. do l.avletle Constantinopla, sob
as quaes circunstancias fara' estabelecido qne a
passagem do navio de goerra francez nao seria ei-
probrada pelo governo de .sua magestade.
Quanlo aos Santos Lugares, V. Ex. est infor-
mado das inslrucroes dadas ao coronel Rose para
0 seu governo na Porta, e do despacho dirigido ao
embaixador de sua magestade em Pars, o que foi
comrauoicado ao governo francez, depois informei
a V. Ex. que o visconde Stralford de Red el (Te sa-
bia que o governo de sna magestade, sem que pro-
fessasse dar ama' opiniao sobre o assnmpto, nao
desconhecia os direitos superiores da Russia, tanto
a respeito das obriga^oes de tratados da Torqnia/
como da peda da influencia moral qae o impera-
dor soffrerta em seas dominios, se, na posiejo oe-
cupada por saa magestade imperial com referencia
igreja grega,.eslava paja, ceder alguns privilegios
que al entao linha gozajf igreja latina, deque o
imperador dos Francezes reclama va ser o protector.
Quanlo ao conselho que o imperador recommen-
da que seja dado > Porta pelo governo de'sna ma-
gestade, V. Ex. informar ao chanceller que o vis-
conde Stralford de RedcliiTe leve ordem a vollar ao
seu posto, o-um carader especial, foi dado sua
missao por urna carta autographa de saa magesladc,
sob a impressao de que a Porta estara mais dispps-
ta a ouvir conselhos de moderado, quando fossera
1 eflorecido* por alsuom da alta posic.l do visconde
Slratford de Redclilf, e de grandes conhecimenlos e
experiencia sobre os negocios turcos ; e elle part- ,
cularmente desejava aconselhar a Eprta a tratar es
seus subditos christaos com a maior* brandara pos-
sivel.
A'cerca deste ultimo ponto, o governo de sna
magestade est inclinado a crer que o gorerno lur-
co foi afinal dispertado por um sentimento dos.,
seus proprios e rerdadeiros interesses. No principio .
deste anno soubemos que ordens foram enviadas a
Kiamil Pacha para dirigir-se immediatamente
Bosnia a fim de reparar as qaeixas dos christaos, e
autorijar as communidades chrislaas a edificar gro-
jas. Quasi no mesmo lempo a Porta mandn as mais
enrgicas inslrucroes a Ornar Pacha para obrar com
invariavel moderaran e humanidade para com os
seus inimigos (os Monleuegrnos); e o vice consol
inglez em Scutari confirmou todas as exposicoes
anteriores de qae os habitantes de Montenegro com-
metleram um ataque nao provocado sobre as tro-
pase subditos da Porta; ao passo qoe as noticias
que chegaram ao governo de saa magestade, cerea
das atrocidades que dizem ter sido commelUdas pe-
los Turcos em Bosnia, Herzegovine,e Montenegro,
sao extrahidas dos jomaos austracos, e por isso de-
vem ser recetadas com cntela.
Em conclusao tenbo somonte de acrescentar, que
como sua magestade eo imperador teem agora mu-
tuamente renovado os protestos da intensan' que
lem de sustentar a independencia e jntegridade do
amperio turco, he o mais vehemente desejo do go-
verno de sna magestade que o representantes das
duas potencias de ora em vanle cooperem em rea-.
Usaras suas intences, aconselhandj>_ Porta no
mesmo espirito amigayeL_^^-^""^ ~..
V. Ex. lera este despacho ao chanceller, e dar-'
Ihe-lia urna copia, nocaso que elle deseje__Sou.&c..
(Assjgaado) Clarendon.
No. t.
SIRG. H. SEYMOUR AO CONDE DE
CLARENDON.
S (Recbida em 2 de mato.)
creta e confidencial.) S. Pelersburgo, 20 de
.I -
Senlisr duque, disse a Mascherala, vossa ex-
cedencia esquece-se aqui de que lem que defen-
der, e vingar talvez sua honra ; entretanto he lem-
po de cuidar uisso. se nao quer esperar para deci-
dir-se, que seja muilo tarde.
Depois acrescentou em voz baixa :
Acaba de oovir algumas das palavras que o
senlior pronunciou, o cu ouvir seus rogos, por
que sao os de um mancebo nobre e generoso !...
V, Dos vigi sobre seus dias... Em sua casa
achara o escravo Dimilri, leona confianza nelle, e
empregue-o como quizer.
Durante este rpido colloquio, Lais linha-se le-
vantado, e em pe, immovcl, com o semblante pal-
udo, e os odios filos pareca devorar a Mascherala
com seu odiar ardenta.
Quando o duque, a quem as palavras de Masche-
rala arrunraran da especie de medilarao em que
linha-se esquecido, fez um movimenlo para sabir,
Lais nem mesmo ruidoii cm rcte-lo, c um singular
e-treinei iinenl de susto rorreu-lhe pela pello sem
que ella podesse dizer justamente, que temor de
ccra-lheao coracao.
Entretanto o duque passou vivamente o lumiar
da porta, o com se houvesse tambem obedecido a
algum movimenlo sobrenatural que nao poda do-
minar, alrnv e-son rpidamente o sala, 110 qual
fluctiiava ainda um resta desse vapor quedle e em-
balsamado do baile, e chegou ra sem c'ompre-
bcuder bem as inipresses que havia experimenta-
do
Todava chegando ahi, a frescura do ar passan-
do-lbe pelo rosto, refrescou-lhe o coracao, e sna
posiro aprcsciilou-se-lhe em toda a sua horren-
da realidade.
l.'m espiao dissera o principe Hartzoff.
E essa aecusarao pronunciada com toda a aulnr-
dade que sua posicao dava a quem a formulava, cir-
culara 110 baile, achara mil odios comlescende'ules,
e viera ferir 110 coracao a elle pobre mancebo des-
conhecido, que nao linha por defensor nessa socie-
dade desconfiada, senao um amigo de um dia o vis-
conde de Chadeuil, scnSo urna amiga ddfoassagem
a Mascherala 1....
Que mporlava-lhe a afledlo ioexpcavel qne
pareca leslemunhar-lhe Lata* Elle mal a conhecia;
esse carcter de mulher cansava-lhe urna secreta re-
aulsa, e nao senta por cita nenliuma sympalhia...
No primeiro momento o joven duque deixara-se
levar como um homem confiado e que lem o coracao
cheio de. amor, dessas mil gradas exteriores que se-
duzcm o espirito mais do que captivam o coracao;
mas agora que reeordava-se do singue fro e espi-
rito tranquillo, .da altilude, da lignagem, e dos
odiares de Lais, sua caudura e sua~ingeiiudade re-
vollavam-se, e aecusava-se de ter esquecido tanto
teropo a injuria, do pal pelo sorrisbdafba.
Ecrela e
ilde 1853.
(Exlract.) .
I m espiao, murmura va elle... e sua palavra zu-
nia-lhe aos ouvidos como urna lerrivel accasaetto;
elle a via brilbar em Iettras de fago em todas as fia-
redes romo urna ameara... a gente que passav, a
prefera em voz alta e demonios familiares subindu -
Ihe ao hombro a repetiam o sen ouvido...
O duque correu al ao palacio, chegou esbaro.-
ndo, e subi com rapidez os degraus que conduziam
o seu aposento.
As vezes cria que tndo o que acabava de aconte-
cer-lhe nao era mais do qae um sonho borriv'el, que
ser-lhe-hia ainda permittido sorrir ao dispertar ;
mas quando entrando no qaarlo avistou o rosto im-
passiycl de Dimitri e a primeira patarra que pro-
nunciou, vic-o inclnar-se e responder pelo nome de
Georgele, entao a duvida nao foi-lhe mais possivel,
elle armou-se de coragem, recobrou todo o seu san-
-111' fro, e reflectio.
S havia dous partidos a tomar; o insulto fora
publico, conviuha que a repararan o fosse igual-
mente, tinham-no acrusado de covardia e de infamia,
convinlia que desse prova de nobreza e de coragem.
A questao eslava claramente proposta, imporlava
qne a resposta fosse tambem clara e precisa e qne
fosse directamente ao fim.
. Dimilri! disse elle repentinamente, parando
no meio do quarto o qual percorria a passos larros.
Sajihor, responden o escravo inclinando-sc.
Tua senhora, conlinaou o duque, envioa-b; a
mim para servir-me, nao he assim?
Sim, senhor.
Amas tua senhora 1
Mais do qae a Deas,..
Bem! con heces o visconde de Chadeuil? .
Sim, senhor.
E o marquez de Louvaiu ?
Tambem
E o conde de Sivry ?
Tambem
He preciso que esses Ires gentishomens esteja m
aqu dentro de una hora quando mudo.
Ir arei o que o senhor deseja.
Prumetts-me
A Masclierata ordenoa-me que o servisse eon 10
servira a ella propria, o senhor ha de ficar sati s-
feilo de mim.
E que fars para acha-los em to curto espa jo
de lempo?
O escravo sorrio, e responden:
O visconde de Chadeuil ama as mulheres,'; re
a casa de sua amante, o marquez de Lourain a ma
o jogo, irei a casa de jogo; o conde da Sivry am a o
ririno, irei ao bolequim.
Dito isso, o escravo indinou-se o sabio, j,,
Urna hora depois Chadeuil, l.onvain, e Smy m-
travam em cas- do doque. ( Conliimar-e-*fl -, )
\
*



i
O imperador, ao levantar-se da mesa quanuo li-
ve a honra' de juntar no paco a 18 do correnle,
cnvidou-rae a que o acompanhisse ao salao imme-
diato.
Sua magestade entao dlsse que desojara mani-
, festar-mea saturable real e sincera que Iliecausou
o despacho de V. Ex.-marcado a secreto e confi-
dencial de 33 do pasudo.
Fora-me muito grato, disse sua magestade, ver
que as propostas que faram dirigidas ao goveonn de
sua magetlade tom sido respondidas no mesmo ami-
gavel espirito em que foram feilas; que, para usar
de urna expresso primitiva nada liavia em que elle
depositase Uo grande confianza romo o a patavra
deum lldalgo; que condeca 'que as retalies das
duas corlas estavam em melhores bases agora que
un acord claro havia sido obtido quanto a pontos
que, se flcassem duvidosos, podiain produzir desin-
telligencia, e. como sua magestade eslava disposlo
a ecreseentar, me era obligado' por eu ter contri-
buido para este amigavel acordor *
E sua magestade disse: peco-lhe que fique cerlo
de que p que eu tenlio pleiteado ser igualmente
respeitado pelo meu. successor: ah existen) agora,
memorndums das minhas intenses, e seja o que
for que eu leona promeltido, meu lillio, se as mu-
danzas alludidss oecorerem no seu lempo, ser 13o
prompto a execular como Tora seu pai.*
O imperador disse que mui francamente faria
urna observarlo ou duasao despacho de V. Exc.
O despacho falln da queda do imperio turco
romo un acontecimenlo incerto e distante ; obser-
vada qne um termo exclua o outro. Era picerlo
na verdade, mas por esta razao nao necesariamente
remolo, desejava que assm acontecesse, mas nao
eslava certd que as cousas seguissem este destino.
Sua magestade lesejou alera disso observar, que
nao poda duvidar que o governo de sua magestade.
houvesse lomado em considerac,;lo a popularan chrs-
Ua na Turqua ; o sulla podia ter entendido* roe-
lhorar a sua condicaopoderia ter dado ordens
oeste sentido mas eslava totalmente cerlo que as
suas ordens nao tiuham sido attendidas.
A'cerca da miulia observarlo de que o governo
de toa magestade jnlgava receber noticias mu ex-
actas do que se pasta na Turqua, o imperador re-
plirnu com animarn consideravel, que duvidava
desle facto ; que pelo contrario cra que alguns dos
agentes consulares inglezes eram inexactos as suas
noticias; elle se referia somonte Bulgaria; ahi
prevaleca o maior desconlentmento, e sua mages-
tade afhrmivaque se, nao fossem os seus continuados
esforros em reprimir a manifestarlo de senlimenlos
desto sorte, os Bulgariaaos desde muito que se a-
charum em insurreicSo.
Sua magestade tralou de comparar o comporto-
mento ameacador que linha sido Issomido pelo con-
de Leiningeri com o carcter pacifico da inissio do
principe MenschikofT, nao porque elle desejasw cen-
surar o imperador d'Austria, um nobre principe, a
quem estimava sinceramente,ecujosadoi todos apro-
' vava ; a diflerenca existia as circumstancas, e
quando Montenegro fui ameacado cora total devas-
tado, o imperador d'Austria fora obrigado a obrar
com energa ; sua magestade, disse elle, houvera
obrado da mesma maneira.
Netarei aqui, que parte das observaces do imper
radorer evidentemenlc dirigidas a,roim pessoai-
meote.e como urna resposta nao s a urna alluso que
. eu fuera ^quanto intolerancia religiosa da Turqu,
como aos meas commenlos ao chanceller acerca do
eompertamento do gabinete austraco relativamente
1 s ultimas medidas de coofiscacao na Lorobardij.
Sua magestade depois de observar que, segundo as
noticias recebidas (as de 29 do passado) pouco ou
nenhnm progresso te fuera para o ajuste das diOlcuI-
dades em Constantinopla, dlsse qne anda nao havia
movido um navio ou um batolho, que nao havia
obrado assm por motivos de considerarlo ao sultao,
nempor motivos econmicos ; mas qne repeta, que
nlo linha inlenco de causar lulas, e que se os, Tur-
cos nao cedestem razao, cederiam inminencia do
perigo. a
Obtervci ao imperador, c foi smente pelos des-
pachos chegados, que eu live noticia do desembarque
em Pera do embaixador francez, o qual era consi-
derado como urna parte para os ajustes que estavam
a se concluidos; a resposta indirecta que todava
me foi dada por sua magestade. e as expressoes de
que nsou, fizeram-me suspeitr que esta considera-
rlo nao recebeu a alinelo da sua benignidades que
me parela ter direito.
No. 15.
StR G. H. SEYMOURAOCONDE DE CHAREN-
DO.
{Recebida em 2 de mato.)
(Secrete e coandcnciaU
S. Petertbnrgo, 31 de abril de 1853.
My LordTi ve i honra de receber o despacho de
V. Exc., secrete e confidencial, de 5 do correte,
que, m obediencia as ordena de V. Exc, communi-
qoei ao conde Nesselrode a 15 do mesmo mez.
Sua Exc, antes da chegada desle mensageiro, de-
tejou ver-roe afiro de co.-nmuncar-me um papel que
lera escripto por ordem do imperador, e que deva
ser considerado como nma resposta ao despacho de
V. Exc. de 38 do passado.
Este documente, qne peco licenca para transinit-
lir nt original, foi-me nesta canformidade entregue
pete chanceller, o que observon qual havia previa-
mente pensado que encerrara a correspondencia,
mas quiera possivel que o novo despacho qne eu le-
vara ao seu conhecimanto, sendo apresentodo ao
imperador, originarla aigumas novas observacSes da
parte de sua magestade.
A nica ptssagem no cloc ment incluso i que o
conde Nesselrode desejra chamar a mioha alten-
rao, foi a em qne se faz ama ebserVaco acerca do
Iratomcuto da populacho christaa como he descrlpta
pelos agentes inglezes e rnsso.
Observei, em resposta, que o ponto ora o menos
material, porque o governo de sua magestade he lab
desejoso como e gabinete imperial poda ser, de que
nenhnm esforco seria necessario por parte da Porta
para remover qualquer motivo de queixa que foss
feita com jnslica pelfe subditos christaos do sultao.
V. Ex. perroiltir-me-ha observar que,9uppondo* a
irise preseplojjagnegocios turcos coocluida, urna u-
iSI?5STie feita no d5Nim;r.',o ineloso, a qual.se for
tomada e cncorporadaCm urna resoluto ainda por lo;
das as grandes potencias, poderia servir cierneio pa-
ra evitar urna calaslrophe quo,acontecesse e que IcnS
provavelmente desastrosas cojisequencias mesmo
para aquelles a quem ella posea ser considerada roas
proveitosa.
-
% Depois que a parte precedente desle despacho
foi ea***lpte,o chanceller ntimon-me que como o im-
perador era de opnio qne o documento que en ago-
ra remito, fosse seguido pela conversarse que live
a honra de sustentar com sua magestade a 18, podia
tef considerado como resposta a alguns pontos do
despacho de V. Ex., nao oflereee observacSo alguroa
nova aos atsumptos da discussao. S. Ex. nfiooccul-
ta de mlm a sua salisfac.no a esta resoluto, por qae
estes ipnmptos sao, como elle observou, denatureza
Uo Mirada, qae hajsempre objeccSes a fazer-se no
correr da discussao.
Teeho, ele. (Anignado.) G. H. Seymour.
1NCLIND0 EM A NO. 15.
(Memorandnm.)
O imperador receben com viva satisfcelo o despa-
cho de lord Clarcndon d 23 de marco, sua mages-
tade te felicita por ver que as suas ideas e as do ga-.
tmsele inglez coincidem inleiramentc cerra das
.*rabtna<*t politiras que fora misler principalmente
evilar no caso extremo em que viesse a realisar-se
no rlenle a cventualidadu que a Rassia e a Iugla-
. Ierra tomararaigualmenle a peilo preven ir,ou ao me-
ra atestar pera o fulnro mais remoto possivel. Par-
limando em geral as opitiies emiltidas por lord 0.1a-
reedon sobre a" necessidade da manutencil* prolon-
s gada na Turqua do estado actual de cuusas, o impe-
rador nao podia entretanto eximir-sede reparar em
om ponto, qne Ihe faz suppor que as informacOes re-
cebidas pelo governo britnico nao sao inleiramentc
de. acardo com as nossas. Trala-se da humandade
e da tolerancia de que a Turqua dara prova na sua
maneira de tratar os seus subditos christaos.
Abtlrahind de mu tos outros etemplos anteriores
em contrario, he de notoriedade que em o ultimo lu-
gar as crueldades eommetfdat pelos Turcos em Bos-
nia obrigaram centenares de familias chrislfla a pro-
curar refugio na Anslria. N*uma palavra, sem que-
rer entrar aquiem discussao sobre os symptomas mais
oa menos palpaveis de decadencia que. aprsenla a
patencia oUomaua, ou de mais ou de menos vilalida-
de qne pode conservar a soa conslilucSo interior, o
imperador coovir voluntariamente que o mellior
meio de suslenter a duraco do governo turco, he
""o faliga-lo por meio de exigencias imperiosa)
apoiada* de urna maneira humilladora para *sua
adeuda e dignidad*. Soa magestade esta dia-
patfc ramo tero estado constantemente, a pralictr
scgundoesle syslema, advcrlindo todava que a mes-
ma regrt de proceder seja. observada indistincla e
unnimemente por cada urna das grandes potencias,
e que nenhuraa dellas abuse da fraqueza da Porte
para obter consenses que se convertajn em detri-
mento das outras. telo posto, o imperador se decla-
ra prompto a trabilhar de acord com a Inglaterra
na obra commum de prolongar a existeneia do impe-
rio turco, atestando qualquer causa de susto acerca
da dissuliico. Acolhe com enlhusiasmo os teitemu-
nhos que lhe ofterece o gabinete britnico do plena
confian;*, na sinceridade dot seus senlimenlos, ea
esperance de que, sobre este base, a sua allianc,a
com a Inglaterra se tonificar cada vez mais.
S. Petersburgo 3 15 de tbril de 1853. '
' (Aonrino Cnronice.)
Boletina aeauaal da Imprenta eitrantlra.
O facto mais saliente e mais curioso, que temos
de verificar esta semana, he o silencio quasi absolu-
to tido pela imprensa ingleza sobre o empreslimo vo-
lado em Franca e sobre o augmento de impostos pro-
pos'tos por lord Gladstone no parlamente brilanico.
Nimjuem duvida que em lempos ordinarios os jor-
naes do Londres tivessem submeltido os dous pro-
cessos urna compararlo aprofuodada, e que as fo-
Ihas da opposico houvessem ecusurado ao ministe-
rio o nao ter seguido o exemplo dado pelo governo
francez. Nao teamos Picado admiradlos de yermos
osjnmaes apoderarem-se desse theraa, como de urna
ba fortuna, ou pelo menos procurar debaixo do
ponto de viste de urna discussao mais fra e mais im-
parcial, porque djssemilhanca as condic,Oes econ-
micas dos dous paizes, dous governot unidos pelo
mesmo fm e resolvidos tos mesmos sacrificios, ti-
nliam sido levados a seguir dous melliodos differen-
les, e porque Mr. Gladstone, propondo aggravar o
presente e desoneraro futuro, se tinha post cm con-
tradijao com Mr. Bineau, que propoe aggravar o fu-
turo em allivio do presente.
Nenhuma semelhanca lev lugar; e quando te con-
sidera a impopularidade que, em circumstancas or-
dinarias, oblem em qualquer paizlodo augmento de
impostos, nada prova mellior a unanimidade e' a
deciso da opinao na Inglaterra, do que a approva-
vaco sem reserva, mis de nenhum modo motivada
e quasi silenciosa pela ausencia de toda contradicho,
que o plano de Mr. Gladstone encontrou no parla-
mentle na imprensa. %
Nenhuma objeceo se levanten de algum lado, e
os jornaes se contentara em lembrar conveniente-
mente, que o imposto sobre a renda tinha sido pre-
cisamente inlroduzido em outros lempos, como con-
tribuirlo de guerra no systema linanceiro de Ingla-
terra. Da anlipathia, que elle nao deixou de excitar,
desde que foi reslabelecido por sir Roberto Pe'el em
um outro fin, nao ha um s vestigio, c a opposic,o
parece teresquecido completamente, que ella denon-
ciava todos qs anuos essa laxa, hoje-augmentada com
metade, como o mais velatorio, o mais iniquo dos
impostos.
Fora temerario inferir, do qne se passa nessa occa-
sio, que as deas de urna parte do povo inglez lenham
mudado sbitamente,'eque o'incoms axstenha
tornado repentinamente a mais popular das eonlri-
buiees; mas he legitimo concluir dahi, e he o que
queremos provar, que o governo inglez pode contar
com concurso absoluto da, opnin, e lem obtido
carta branca. Est demonstrado por nos que, se Mr.
Gladstone livesse proposl um empreslimo, tivera
sido recebido com a mesma solicitude, e se tivera
al pedido mais fortes augmeulos de laxas, nao teria
achadn opposiciooistas. Como interpretar esse silen-
cio, quando toda opposic^o he permltida, eque
pensar dessa unanimidade em om paiz, onde a dis-
cussao nao lem freio ? A conseqnencia he man-
testa, e descobrimos com esse exemplo vivo, qne a
opposic.ao nao he o monstro que se pensa, e os peri-
gos 13o temidos da discussao nao sao mais que um
simples cspantalho.
Se o parlamento britnico fosse nesse momento a
arcuadosparlidosero theatro das emularles egos-
tas ; se a cmara dos communs amesqninhasse os
subsidios; se M.r. Disraeli nliraise ao ministerio
questoes do gabinete; se alguns jornaes de Londres
se apresenlasseni como advogados da Russia, os ad-
vogados da Russia, os adversarios da liberdade nao
deixariam de tirar de uin espectacolo 13o lamenlavel,
urna moralidade lao favoravel ao seu systema ; elles
nao nos invejarain a coqaolaco e o orgulho de tirar,
do que pode causar-lhes, admirac,ao, urna conclusao
conforme nossa f. Elles nos perraitliram leconhe-
cer, qne discussao nao significa necetsaramente dis-
cordia, e que a liberdade pode ter firmeza, desinte-
resse e patriotismo.
Apezar das nterpella^Oes qnasi qnotidianas, e que
finalmente tem a vantagem de conservaren] a epiniao
em duvida, pode-se dzer que' as cmaras procuram
crear embarazos ao governo ? E a imprensa ingleza
por ter livre moslra-se menos governameolal e pa-
tritica? Ainda ha oulra observado que se pode fa-
zer, he qne todo o governo as grandes circumstan-
cas, qualquer que seja a sua forma, he immediata-
raenle investido de um poder sufuciente e adequado
soa responsabilidade. O gabinete inglez nao s se
acha na verdade ao abrigo de toda modificarlo at o
lim da guerra, mas este investido de urna verdadeira
dictadura pete confianza publica e mandato tcito e
unnime da opinao.
A imprensa ingleza s pede duas cousas: que a
guerra seja proseguida com o maior vigor possivel e
poupe, quanto poder ser, os jnlercsses commerciaes,
que sSoos grandes interesses da civilisacao:
. Os governos empenhados nesla questao, diz o
Tima, tem de regular soa poltica por tres princi-
pios : fater a guerra ao inimigo o mais eflirazmente-
que poderem, reduzir aos limites mais cstreilos os
golTrimentos qne ella pode causara seus vassallos ;
evitar as medidas que pdem esteuder seos males e
seus perigos, malquistando-as com outras potencias.
Todas as vezes que ama medida susceptivo! de em-
barazar e cancar o inimigo acarreto grandes prejuizos
para nos mesmos.ou desgoslos exeessivos para os neu-
tros, essa medida lie de urna otilidade ao menos du-
vidosa. j
a O commetrio dos neutros nao pode ser embaraza-
do de oulra sorte senao por um bloqueo cfleclivo e
porufna intervenro violenta nos dreitosdas outras
nanees. Mas as vanlagens desse commercio nao sao
lodas para um s dos belligeranles. Se elle diminue
os soft rmenlos do estado atacad*, o estado qae ataca
approveita-se tambero disto. Pode-se portento du-
vidar que os meios extremos, que consisten) em to-
mar das maos dos outros as mercadorias do inimigo,
sejam sempre uteis e vantajosat aquelles que se ser-
vem delles. O mesmo snecede com os corsarios.
O damno cansado ao inimigo he mui pooca cou-
sa em compararo dos eneilos desastrosos desse resto
de latrocinio, que at hoje tem tido reconhecido pelas
potencias martimas. As leis de teda nacao civilisa-
da deveriam, como as dos Estados Unidos e toda ju-
risprudencia honesta, prohibir aceitar cartas de mar-
ca de um estado estrangeiro contra os navios de urna
potencia amiga.
' Nao podemos admiltir o principio dos antigos
juristas, que a destruirlo do commercio e da nave-
gara seja o nico lim da guerra martima, afina de
enfraquecero poder naval do inimigo. Podem haver
grandes perdis particulares com esse rgimen, mas
mni poucas vezes se consegue o fin poltico. A In-
glaterra nao foi enfraqaecida pelo systema continen-
tal, e Napoleao nao foi derribado pela destruidlo do
commercio da Franja.
a Inflingiremos provavelmente Russia grandes
privarOes pela ruina de seu principal commercio, e
deveremos bloquear os porlos russos nao s no Bl-
tico c no Mar Negro, como timbem Arkhangel, cen-
tro de um commercio importante. Mas a captura do
que pertence aos particulares, lem relolvamenlc
pouca impiirlanria suhrea sorledosimperios, e lempo
vir om ijiio ella seja renunciada no mar como cm
Ierra. /
todos esses usos, e diminuir esses males tanto quan-
to he possivel, cm prejudicar o lim mesmo da guer-
ra, o qual he,nao damnificar os individuos, mas tra-
zer os governos a urna submssao. Temos razSo para
crer que esto materia esl tujeila ao esludodo gover-
no de S. M e das outras potencias martimas. Far-
sc-ha um servico duradouro i humandade, apro-
vcilandoe esla occasiao para dar, por meio de con-
venres communs, a maior seguranca aos neutros em
lempo de guerra.
Comfeito, todos se lembnm qne os rtinislros in-
glezes lem declarado repetidas vezes, que a watt
53o dos neutros seria regulada de ama maneira sats-
fatoria antes do cornejo das hoslilidades. He esse um
dever de primeira ordem, e nenhuma terete he mais
digna da solicitude dos governos civilizados. He
mister que a civiliucao se manifest e se firme, an-
da mesmo na guerra, que parece contraria a sua es-
sencia, e a qual ella recorre contra vontade.
Asdeclarases semi-officaess publicadas cm nome
da Prussia e da Anslria pelos orgacs ordinarios des-
sas duas potencias, parecem ter produzido em Fran-
ca nma impresso igualmente desfavoravel. Ellas (i-
veram na Inglaterra urna sorle um pouco differentc.
Achou-sea linguagem da Austria 13o clara ela
firme, quanloo permiltia a ituatao. Causn me-
nos impresso o pezar que a Austria manifesta era
ver as cousas chegadas a esto ponto em que tilas se
acham', do que a solicitude com que ella reconhece
o bom direlo das potencias occidontees ; e se tem
visto na reso!uc,ao, que ella loma, cm s consaltar os
seus propros interesses, urna especie de declararlo
formal conlra a Russia. A Rutsia ttm sido mais se-
veramente traladt, o o Times em um artigo, em que
elle censara vigorosamente o da Corretpondance
Prussienne, dirige a essa potencia raa verdadeira
deelaracao de guerra:
a Recuundo seu coucurso aclivo s outras poten-
cias, a Prussia conceden Russia ludo que o Impera-
dor Nicolao poda pedir ; ella aggrava a posijao ge-
ral do continente, heutralisaodo o papel que o povo
allemae era chamado a representar.
a Em urna luta semelhanle, as forjas prnprias da
Prussia podem ser de pouca importancia, mat o ef-
feilo que tem prodnzido esse abandono dot interes-
ses pblicos da Europa, pelos motivos os mais misc-
raveis, e razoes as mais vagas, he evidentemente o
resultado da influencia moscovita sobre o re da
Prussia, e todo homem que lem no corajao a inde-
pendencia da lleroanha, ficar com stohumilhado,
indignado, e dolorosamente affectado mait do qne
podaramos dzer.
A importancia desta resolucao da parte do go-
verno prussiano toma-so muito maior pelas circums-
tancas mesmo em que ella foi formada e annuncia-
da ao mundo.
' e Os jornaet alternaos j fizeram saber, e quanloa
nos, com perfeite eiactidSo, qne a Franca ea Ingla-
terra litiham preparado, ha poucas semanas, e apre-
sentedo approvacao das potencias alterosas, um
projecto de tratado formal, que obriga as quatro
potcneias a regularen a questao do Oriento tobre a
larga base dos interesses europeus e procurarem os
meios de conseguir seguramente este lim.
a Os gabinetes de Vienna e de Berlina eram ento
de opinao que urna tal medida era prematura ; po-"
rra ltimamente, e depois da missao do conde Or-
ion", o projecto do tratado toi continuado em Vienna
de urna maneira infinitamente honrosa para os mi-
nistros anstriacos, c havia toda razao para crer, que
nenhum obstculo no se opporia ao completo aca-
bamiento desse projecto.
O obstculo, como existe, veio da Prussia, e he
depois de ter sido vivamente instada pelas outras po-
tencias da Europa, que este corle vacillabte e fraca
pnblcou a declarado, qne he o assnmplo destas ob-
servasoes. Ella se separa pois nao s da poltica ge-
ral da Europa, senao ainda se oppe expressamente
s medidas que reclamae recommenda AuWria, pa-
ra que esta poltica tenha seu elcito.
o Nao noi lembramos de qne jamis houtesse urna
conducta mais completamente indigna de um esta-
do, que quer ser admiltido a tomar assento-entre as
grandes potencias.
dar nma posico de espectador entre os dous gran-
des interesses, qae dividem o mundo, merece o des-
prezo e a hostilidade dos dous lados belligeranles.
Nao dissemos nada do povo da Prussia eda Allemn-
nha. Cabc-lhe qualificar,' como merece ser, urna
poltica pela qual o nome de seu governo vir a ser
urna injuria proverbial na Europa.
Esta requisitoria, cheia de invectivas, deve ser tan-
to mais considerada, quanto nos a extrahiraosde um
arligo evidentemente simi-oflicial, do mesmo artigo,
de que tiramos hontem o brilhaote desmentido di-
rigido ao Journal de Saint-Petersbourg.
He bastante lembrar o discurso de lord. John Ras-
sell contra o imperador da Russia, para se conven-
cer, de que no paiz do parlamentarismo por excel-
lencia, os ministros nao se julgam os obrigados a se-
crificar em toda a oceurr enca a verdade; e at a pai-
x3n s formas parlamentares.
Na Prussia as ultimas evoluc,cs do gabinete de
Be'rlim naolhc valeram, como ja -(vemos de fazer
observar cm outra occasiao, senao as felicitarles da
Noutelle azetlede Prusse, isto he, de urna folha
que eleva o fanatismo da Russia ateo delirio o mais
estravaganle. Os jornaes sensatos manifestaran),
quanto podan), seu descontentamente Entretanto,
as foi lias allemAas em geral, eicepluando-se as de
Vienna, hosts m materia Russia, sao' dominadas
por nm prejaizo nacional, que falsea seu pensamen-
lo, e ihes nao permute apreciar justamente a situa-
do.
Por urna especie de patriotismo exagerado e de
sufficiencia nacional, ellas eslao persuadidas, que
pertence Allemanha inlervir na questao. como ar-
bitro soberano, pronunciar urna sorle dtquosego,
fazer pender a balance sua vontade e terminar a
guerra quando e como lhe aprouver. A historia
protesta contra este erro lisongeiro, e a Allemanha se
deveria lembrar, de que jamis se envolveu em urna
guerra geral, seno para ser o campo de batalha uni-
versal. Um vicio constitucional a impode de influir
ua Europa com um peso proporcionado sua densi-
dtde.
Os jornaes allemaes apregoam altamente ama po-
pulacho de 70 railhes de almas e nm contingente mi-
niar perfeitemenle em relacao com esla cifra mag-
nifica. Nada leriamos que objecter, se por acaso se
tntasse de "Omillioes de allema%, e de nm ejercito
inteiramente germnico. E ainda assm fra preciso
que a Austria e Prussia tivessem chegadoa identi-
^ade de interesses, que he contraria nalureza das
censas.
A* gazetas censuradas de S. Petersburgo conti-
nan) a canter em todos os tons a gloria da Russia e
a generosa longanimidade de sen imperador. En-
treljanto. diz a Fenllle mi Muir: a A medida est
cheia: queris a guerra ? Pois bem vos a lereis.
A's armas, irmaos Russos, a gloria vos chama I Des-
prendamos a bandeira do direilo contra a injuslica ;
a da cruz contra os psndo^chrisiaos A's armas !
Vos sois osescolhidos animados pela tanta cham-
ma, sede os apostlos de Jess Quisto Sede va-
lentes guerreiros, que a aurora brilhar, onde os in-
fames inimigos, coherlosile vergonha cahirem de joe-
l'ios diante do nome rnso e o adorarem. n
Em um outro jornal da corle lemos: a Nos, fillios
da Rosta, queremos provar aos filhos corrompidos
do-Occidente, quanto prezamos a memoria do santo
nome de Bysancio, e como elle nos este reservado
debaixo da forma de nm testamento. s
. (i O punho terrivcl d Russiaencher de terror seus
inimigos, e a cruz santa replantada por Nicolao Ilu-
minar os paizes byzantinos, e seu brilho sagrado
consolidar os thronos. Embora! eis aqu a fran-
queza, t
He verdade que esse Russo, que preza Bysancio,
nos faz lembrar Ilarpagon fallando dos bellos olhos
de sua caixinha ; porm nos preferimos autes essas
ingenuas franquezas do que os protestos diplomticos
do Sr. de Nesselrode. Constantinopla eslt ligada
Russia por nm testamento, sem duvida o de Pedro
I, e o czar he um orphao, que quer entrar na posse
de seu patrimonio. Para cuteuder-se, he misler que
se sigam as cousas claramente.
N8o encoutramos esla vez nada de imprtente nos
jornaes dos outros paizes. A imprensa piemonteza
continua a seguir com um interesse apaixonadn as
pitases successivas da questao do Oriente; mas nos-
sos extractos precedentes bastara para mostrar o pon-
i do > isla, em que ella este enllocada. O projeclo
de einnro-l imo renunciad pelo Sr. de C.avnir mos-
tea bstanle, que o Pemnnte enlrev corlas even-
tualidades, que n3o podem implica-lo na lula.
Os jornaes minslcraes de Madrid felicitan) o go-
verno pelo resultado do negocio de Saragoca. iJuaii-
to aos jornaes da nppbsic^lo, graras a frcquenles ap-
prehcnsOes, s nos cliegam mui poucas vezes, c sao
naturalmente despidos do interesse.
(Presse.)

DIARIO
RMMBUCO, CUARTA FEIRA 26 OE ABRIL DE (854.
que'os homens vivinm mal tonga idade:hoje os
anuos sao maiores, o nao sabomos, porque raaldirao
esteraos retrocedendo, cabendo-'nos tornete por
sorte um terjo da dade d nonos ovoengos.
Quando nos lembramos, que tomos vida, que li-
mos, que cantemos e folgamos, que nos oceupamot
lanfo com ai mizerias deste valle de lagrimas, e que
na estrada da vida, l n'uma certa encrozilhada es*
l postada a magra e feia, prompto sempre a cortar
o tenue fio, qne nos prende vida, com aua furiosa
fouce, fique c*No de que pos arrependemos de ter
nascido 1 O que est feito, nao est por fazer; nao
lia mais remedio 1 Nossa primeira inai assim o
quiz : nao pode resistir s lenlacSes do pintado ;
dcixou-se Iludir por suas artes e labias, e arlema-
nhas, e siz comeu do fructo prohibido, que alguns
naturalistas philosophos suslcutam ser o fructo da
bananeira. Se nossa primeira ma comease s,
transeat, mas o Sr. Adao, que vlvte perdido de amo-
res, e era todo um criadinho da bella Eva, comeu
tambem, e adeos ludo quanto Marina fiou. O boni
homem era Uto attencioso, que seria capaz de comer
um cacho inteiro, se sua querida metade o orde-
naste : ordenasse, dizemos bem, porque eremos,
que nesses primitivos lempos a mulher governava o
homem, e tanto he isto verdade que, depois do nec-
eado, segundo reza o Ceness, disse Dos Eva :
Tu parirs leus filhos com dores, e estars debai-
xo do poder de teu marido, e elle te dominar.
E pois mnilo lucramos com o peccado original, por
que dessa occasiao data a emanciparan .do genero
masrolino, que ao quero, posso e mando da mulher
mn> ia-sc como um pobre cordeirinho. Mas nao ha
gostos perfeitos 1 A tentenca fulminante de tu es
p<>, eem p te has de tornar veo collocar-uos em
bem mos tencuas.
Veja como SPl cousas... Queriamos dizer-lhe
que o dia de-araanbja he para os Peraambucanos
um da de gloria oft recordas&es guerreiras, e veja
aonde fonios dar com os mtolos I Sempre temos
uraabemmcabeca!
O dirT. ue meco do anno da grata de 1633
ioi assit .alado nesa proyiucia pelo Iriumpho de
nossas armas contra as phalanges do principe de
INassau, que teram rechacadas do forte do Arraal
com grande perds, segundo diz a ebronca dos nos-
sos gloriosos feilos dessa poca.
Era" nosso proposito dizermos-lhq, isto simples-
menta, para ao depois darmos-lhe a razao porque
pelocorrco pastado nao lhe escrevemos, e de segui-
da en I ramios en materia.
Afianc,amos-lhe, que por pregnija nao foi que
dexamos de escrever-lhe ; e nem queremos dzer
com sso, que no temos urna boa dse de preguija
espalhada por lodo o nosso eu, mcrc de Dos, temos
muito, mas nao tanta que nos inhabilite de satisfa-
zer nossos comprometimientos.
A tabella da sabida dos crrelos designava os dias
H e 29 de cada mez para a partida dos estafetas de
Caxias, que sao, os mesmos que conduzem a cor-
respondencia da. corte e das provincias. Eis seno
quando, e sem que uinguem esperaste, e nos ainda
menos, qn nos achavamos a 15 leguas d'aqui, alte-
ra-se a ordem das saludas para os dias 9 e 24, e
conseguintemenle ambos nos ficamos logrados ; ci
o escrevinhador das missivas, por nao poder escre-
ver, e A'mc. por icar tem noticias desta boa trra
do Piauliv.
Esto salisfeilo oom as nossas desculpas? Se nao
esti, tenha paciencia, por que os bons sao os que
soflrem.
Ha oreasioes ciu, que no grande theatro do mundo
fogem os actores da sceca, e fica o espectador em
branco, contemplando somente as peripecias da vi-
da ordinaria. Queremos dzer em nossa algarvia,
que desta vez nao ha novas inlcressantes; lie verda-
de que temos muito que contar, porm os assurap-
tos sao fao ridos, quo tememos abusar da pacien-
cia de seus njjgos e honrados leilores...
O respeitovel publico he o animal maisdesenfreia-
do e indomavel que ronhecemos; por sso, quando
elle nos dirigimos, levamos sempre o credo na
bocea, por temor de cahir em seu desagrado... Li-
vre-nos Dos de tenfm hora 1 Antes soflrerde que-
branto, e ornados, antes trazer a espinhela cabida.
porque sao males que militas de nossas respeitaveis
avs sabem perfeitment curar: mas o desagrado
do respeitovel publico, Aojo nenio, .Ave Maria, nem
pensar nisto he bom! Antes queremos ouvir fal-
lar urna mulher um dia inteiro, antes lidar com
mos escrivaes, (e por e que os ha de polpa) mil
vezes todo isto, d que o peso dos descontntame ti-
los do soberano publico.
Como llio .-iio.s dizendo. temos panno para man-
gas. Na primeira, que lhe escrevemos, se he que
nos nao engaamos, promeUe-mos-lhe fallar-lhe do
rio Parnahba, depois que o engenheiro Dr. Joao No-
nes de Campos, encarregado de sua explorarlo, con-
fecconasse a plante do rio, e sen rotatorio. Esse
trabalho j foi presente ao Eim., Sr. Dr. Can albo.
Podemos.conseguir urna copia do relatorio, que
passamos a transcrever aqui, em quasi toda a sua
integra.
Memoria acerca do rio Par inhiba.
< Chegaudo esta capitel em principios do pre-
sente invern fui constrangido sobrestar na exe-
cucao ulterior das ordens da presidencia pela iropos-
sibilidade raiilerial,'em que me achei entaojde po-
der sonlinuar com fructo os exames acerca' do rio.
D'islo mesmo informei opportunamente V. Ex.,
qae me fez a honra de aprovar a deliberaeao qae
tomara. Venho agora expor V. Ex. o resultado
de meuspri.meiros Irabalhos.
u SituacSo geograpkica e dimensves. O rio
Parnahba da fozdo Iguarussu' entre o Piauhy e
o Cear, at a Therezina tem de desenvolvimento
quasi 90 legaas de- 20 por grao e qatorial, .o de
largara, com excepsao de raras localidades de 80
100 bracas. Os pontos extremos d'esla linha jazem
cutre 2. 5.' 27 de lat. meridional, 43. 38 27'
de long. occidental de Taris. A dffercca das la-
titudes he de 2. 51' 33", a deferenca das longitudes
de 18' 3". A posicao desles, e dos pontos in-
termedios mais notaveis he a segninte:
LocalUvlM L-mg. OwldeoUl do Pilis Ut. mi'riaiona
AiMrrio (Cttnli 11* 38' "
S. Joan da 1'arnahUui. !.) 45" 57"
llana dn hoiig.
IWod.Mirii Maranlijo.)
H.-l-arli.a.t n^ianu.
(lonri-ii.ii.
Ksianho.
niaclo Maianli- :
I liiTivin.i.
so ai-' ;io"
Ha 10" Si-
llo i" K,"
*io B" 3S"
?W 11" 57"
! 31" ,-ls--
41o 4(i" 30-
i" 5i" i7'
*> 55" Wfl
3" 13" Sl-
30 30' "30"
.10 S" T"
4o 40" 30"
. s r -
.0 JO"
50 41'
INTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PEENAMBUCO.
PIAUHY.
Th erezlna 23 de marpo de 1854,
SVMMARIO.Urna detrulpa sui generis.Memo-
ria acerca do rio Parnahba. A jm-oacab de
Santa PlUlomena. Loucoret merecidos, apre-\
eiacao da sessuo-judiciariadeOeiratporS. Ex*.,
com forte reprimenda aos protectores dos cri-
minosos. O Juiz de direito de Principe f'mpe-
rial. A plha perdida./"arios diversos.
Estemos na vespera do da 24 de marco I Nao lhe
parece, que o notso 185 vai indo a galope Nes-
ses heroicos lempos, em que o anno se divida em
dez mezes, e que o senboi marco capitonea)a o an-
no, segundo jalemos em um alfarrabio, he cerlo
a N'csla dilatada extenso conla o Parnahba pro-
prio 103 estjroes, e Yguarussu27, destes ltimos 20
da bocea superior S. Joao da Parnahba, e 9 d'ahi
ao mar", uns e outros de comprimenlos diferentes.
(Segue-se a nomenclatura dos 103 esliroes do Par-
nahba, que no escrevemos por ser demasiadamen-
te tenga.)
Os esliroes de Yguarussu' i3o feralmente mais
estreitos, e menos longos, que os do Parnahba : a
agua contSflrflWlRerati5 o vigsimo quarto csliro
da Parnahba era direceo para o.,mar.
O longor dot esliroes do Parnahba he nimia-
mente variav'el. Um d'ellestodo Eslanhado) tem
4 leguas: oalro (o de S. Maraede) tem 3 j outros,
nma, urna e roca, c urna legua, tees sao os da
Conceffloda Vargem, da llha da Aula, do ChicSo,
da Madeira, de S. Jos, e outros. Emfim a maior
parte nao excede meia legua, e salvo as vollas do
rio nenhum tem menos de quarto de legda.
o Fundos, Coros, Arrecifes, Alfaques, Paos,
etc. O rio tem feralmente, m extrema* secca, um
fundo regular, na linha inferior de seu leilo de 12
18 palmos. Em alguns pontos rom ludo o fundo
excede cinco bracas, em uniros nao passa de tees
palmos. Os ionios de menor fundo cnttte a There-
zina e o mar sao os segunles :
localidades. Fundos mnimos.
1. Maria pequea (Yguarussu'.) i} palmos.
M
*X
4,! e as vezes 3)
3,' palmos.
3
3
3
2." Pcdreiras (Parnahba.)
:." Corvinas (dem.)
4. Melancias flilem.)
5.o Itagorani (dem.)
C. Mtenoslo (dem.)
7.o Vassouras (dem.)
8." Poly (Wem.)
Innmeras sao as coroas permanentes, que o rio
forma, a qne feralmente se conserva este nome,
quando despovoadas de anoredos, ou se d a de
Ibas, quando prvidas d'elles. As mais notaveis sao
a ilha Grande, as dos Ponles, Tucenes, Pao &A-
gua, S. Raphael, Cabras .na Anflucncia do I.ong)
Matambo, Aula, Bebedouro. Sabonete, Pintadas,
Furo, Moquem, Autaet, Mutuns, S. Jote, as do
Estanhado. Santa Rita, S. Martnho, Boa Vista.
a Poneos to os lrecifei, que oceupam o leilo do
rio, e nenhum he perigoso, por acharem-se mais ou
menos juntos margen), em lugares por onde te
nao navega. Ot mais notaveis sao os da Vargem, e
os da Ladeira.
a 0> alfaques sao em lamauha quautidade, que
dillicil, alm de intil, fora nomca-los todos. Os
princpacs sao os .da Maria pequea, (no Yguaros-
tu") os das Corvinas, Pcdreiras, Poty, Itegorar, Ma-
taposto, Vassouras (no Parnahba.) Todos elles sao
de areia quartzoza, aigumas vezes com mistura de
sexos miudos e rolir;os. Um dos maiores embara-
os da navegajao he o que provem des paos, trazi-
dof pela correnle, e depositados no leilo do mesmo
rio. (ti que mais empecem o transito dos barcos or-
eara em 125, e exlgem urna despeza de rs. 1:20(19 a
1:3009 para serem removidos d'onde eslao para a
margera mait prxima. He especialmente nos esli-
roes dos Caibros, das Carahiba, e do Machado, que
esta limpeza se torna indispensavel.
a As revessas a3o numerosas; mas geralmenle
pouco prejiidiciact navegacao do rio. A nica
que durante as clicias, e isto por pouco lempo, em-
pece completamente a passagera dos barcos, ao me-
nos de baixo para cima, he a qae produzoPoty,
quando extraordinariamente mait cheio, que o Par-
nahba. Asseveram-me, qne nessa. circunstancia he
lo impetuoso o eu curso, que cortando de lado
lado o rio Parnahba, lhe reflue as aguas para cima,
e quasi impossbilila a coraraunicarao fluvial entre
a parte inferior e a superior de seu confluente. A
revessa, que provem da influencia das mares he
tonto mais forte quanto mais prxima do mar he a
localidade em que se ella observa. Esla influencia
com ludo so chega at a Tilia das Aulas, cuja posicao
j n faz bem prxima da cidade Ai, Parnahba.
Multo maior he o obstculo, que ofterece o ven-
to geral, que os habitantes da margem chantam, ora,
viracSo, ora, terral, desde o raez de juoho at o de
dezembro, entre a Amarrarlo e S. Mamede. He
tal este opposicao, que os barcos, que descem o rio,
pela presa, que dao ao vento at suat toldas, sao ar-
rojadas muitas vezes impetuosamente para cima,
apezar de quantos esforcos em contrario faca a tri-
polacao, que as conduz. N'etta poca, s pela ca-
lada da noile he que se pode descer o rio. Esta ob-
servadlo obrigar sem duvida o vapores, que na-
vegaran o Parnahba usaren) de om toldo ting-
lo por cima da coberto, sem nenhant embarazos la-
teraes de camarotes, ou de boliches, que deem presa
aos venios, porque atis achariara facilidade da
navegado um tropero tolvez insuperavel. Qualquer
crescenle faz subir o nivel do rio de cinco, tete, no-
ve e doze palmos ; as grandes cheias elle sobe at
cinco bracas.
a De ludo quanto fica exposto, he fcil deduzr,
que um vapor que demande quando muito o fun-
do de tres palmos, peder chegar a Therezina
em todo o lempo do atino: que para a facilidade
seguranra de seu transito, couvem desncar-
se o ro dos pos, que lhe embarajam a na-
vegatao. A primeira d'cssas condic&es satisfaz
nm vapor de forra de trinla cav altos, segundo ge-
ramente tiles sao construidos ; para satsfazer-se
a segunda ser preciso empregar n'e sse serviro
homens rontcienrosos o diligentes, e urna quanlia
de cerca de 1:300)1000 res. He quanto se me of-
terece levar au conhecimento de V. Ex. acerca
da probabedade da navegacBo do ro Parnahba
desde a sua foz do Yguarussu1, na AmarraoSo, at
a cidade de Therezina. Dos gaarde a V. Ex.
etc. O engenheiro Joo Nunes de Campo. ;......
Cremos, que depois dos Irabalhos da explora-
cao do ro -Parualiiba, nao haver mais quem af-
firme, nao ter elle as proporrOes necessarias pa-
ser navegado por barcos de vapor. Estamos
lao convencidos da exequibilidade da navegado,
confiamos tanto as boas disposirOes do governo
geral respeilo de emprtzas d'esta ordem, que
ousamos dizer, que nao deve estar longe o mo-
mento em qne lenhamos de gozar de seus bene-
ficios.
O nosso digno representante, Dr. Joao Luslosa
da Cunda Paranagu, que d'aqui sabio para a
corte na tarde do da 6 do correte, tomar
assento na cmara temporaria, levn todos os
esclarecimentos precisos, tendentes remover quaes-
quer embaraces qne se possam oppor exequi-
bilidade da navegacao. Quando nao soja o bas-
tantes os dados e iiiformacGes, que apresentou o
hbil engenheiro, que acaba de explorar o rio,
entao o goveroo que mande explora-lo de novo
por um hirco de vapor, e por habis peritos, com
o que segurar seu juizo acerca da juslira de
nosso redamo, e da facilidade da empreza.
Cremos tamban, que nossa assembla provin-
cial nao se esquecer na sua prxima sessao de
dea-retar urna subvengo at de 10:0009000 ris
em auxilio de qualquer companhia, que te tenha
de eslabelecer. .
Pastando oulro assnmplo, devenios dizer-lhe
que os protectores de criminosos eslao com a pul-
ga na orelha. em virtude de um olirio da pre-
sidencia ao promotor, da comarca de Oeiras.
S._ Ex. que, louvores lhe sejam dados, nao po-
de ver, ouvir, e calar, quando se falla em pro-
teger rriraes, que tem procedido enrgicamente, na
represase- dos delitos, acabar de dar urna lijao aos
protectores do assassino, Venancio Jos de Sou-
za, de quem j lhe fallei. Lea o oflkio, que
abaixo trausrrevemos, c diga-nos, se nao he isto
bastante para embasbacar nos gestos aos protecto-
res de criminosos. Meu charo he necessario que
certa gente se convence, qne j nao estamos no
lempo do dominio da faca de ponte e do ba-
camarle, e que as radeias s eslao com as por-
tas trancadas para os cidadSos honestos c pac-
ficos, e que vamos caminliando para urna poca,
em que teremos de ver as cadeias os propros
protectores de criminosos, quando a le os con-
siderar tambem cmplices..... Essa lacinia do
nosso cod. crin), hade eucher-se um da.... e en-
lao.... quem no quizer ser lobo, nao lhe vista
a pelle........
O ofilciu de S. Ex., que tanto nos lem dado no
goto, se le na Ordem n. 39 de 8 do correnle, e he
du segninte Iheor. '
Ao promotor publico da comarca de Oeiras:'
Kecebi o seu ofilcio de 18 do mez passado no qual
communica-me Vmc. ter appeltedo das sentcncas
de ausolvcao de dous criminosos de morle Venan-
cio Jos de Soma, c Jos Joaquim de Moraes, cuja
culpabilidade he bem evidente, convenecudo-se
Vmc. de que se nao fosse o espirito de mal enten-
didas proteccue-. qae cm semelhantes uccases cos-
tumam appareccr, os jurados te portaran) rom
mais juslica e circunspecto, deixando tic absolver
criminoso-, que sao d'elles mesmos bem conhectlos,
c cujos dolidos nao ignoran). Esto presidencia, in-
teirada de quanto se passou as sessOes do jury em
que live rain lugar lao escandalosas absolvioes, uQo
pode deixar de louva-lo pela maneira digna por
que Vmc. se portou, oppondo por meio d'apellacao
barretea urna mmoralidade lao funesta tocieda-
de, e que s serve para desacreditar entre nos a
bella instilulcao do jury, e lamente, que hajam in-
felizmente alguns jurados faccis em demazia do se-
ren dominados por empenhos, que esquecendo-sc
de seus propros iuteresses, do que devem socie-
dade, e al da sanlitade do juranjento, qae presten),
nSo tluvutora dar a mais triste idea da sua moralida-
de, dos seus senlimenlos de justica, e da sua inde-
pendencia, concorrendo para absolvjoea de facno-
rosos. Dos guarde a Vmc. etc. Ionio Fran-
cisco Pereira de Canalho. Sr.Galdiuo Francis-
co Ramos, promotor etc. n
Neste capitulo lhe vamos dar noticia de urna nova
povoacao margem do roParnahiba.para cuja fun-
dacSo tem o Exm. Sr. Dr. Carvalho expedido as or-
dens convenientes. Os resultados, que se devem es
perar tic fundat-fics le povoados as ruargens to
Parnahiha, s.1o ucalculavcs, e, pois.S. Ex. n3o des-
cansar, era quanto n5o vr bem desenvolvido es-
se, que actualmente Ihe'occupa a atlenjao.
Essa nova povoacao distante de Goyaz 40 leguas,
ficar siluatla na margem do Ko Parahiba, defron-
leda barra to ro Medonho (provinciado Maranhao
em terrenos nunca habitados, incjillos, porm fer-
iis c ricos de madeiras de consteuesoes e maraa-
ra.
De ha muito, que alguns habitantes e proprieta-
ros da comarca de Paranagn prujectam all estabe-
lecor-sc ; porm nunca se animaran) a'realisarsnas
vistos, lemendo as hostilidades dos Indios sclvagcns,
que percorrem essas paragens. Agora porm que
S. Ex. para alli manda destacar 10 (iracas de po-
lica, esses propretarios brevemente eflectuarao sua
transferencia, pela certeza to poderem viver em se-
gurausa, e debaixo da proteccSo do governo. -
A nova povoaso recebeu j o nome de Sania
Philomena, que lhe poz S. Ex., em razao de have-
remscus futuros habitoiilcs cscolhido esta Saula pa-
ra sua padroeira, e cuja honra pretendem erigir
urna ermida.
Qne da fundaego d'csKa povoacao se devem espe-
rar immensas vanlagens, he inegavel; porque
40 leguas de Goyaz, de futuro podemos abrir com
aquella provincia eslrcitas relajees por esse porto;
prxima s tribus dos selvagens da familia Goajaju-
ras poderemos chama-Ios aldetemcntos, e con-
seguintcraenle a civilisacao por meio da cateche-
se ; na margem do rio Parahiba, concorrer es-
se ncleo de povoacao, no futuro cortamente impor-
tante, para o desenvolvimento da navegajao de lo-
do o seu cano.
Com quanto este ponto povoado venha ser o mait
remlo da provincia, muito fcil lhe ser cntreter
com a capitel prompto e rpida communicajao pe-
lo mesmo ro Parahiba, viagem que he realisavel em
10 dias, e tolvez em menos; pur qne com demoras,
c nesse etpaco de lempo, veo ha pouco este cida-
de com madeiras Jos Antonio Barretea de Macedo.
Este individuo, fazcmleiro em Paranagu, c mora-
dor na ribeira do Gilbucz, com o genio emprehen-
dedor de que he dotado, muito far em favor da
nova povoacao, pois lhe onvimos dizer que sera o
primeiro a mudar sua residencia para ella.
Pelo ofucio da presidencia ao delegado da polica
de Paranagu Vmc. mellior, ver o que ha acer-
ca desse Msumplo.
o AoaWegado dapolicia do Paranagu:aRepre-
senlando-me Jos Antonio Ban-eira de Macedo, por
si, e por oulros acerca da conveniencia de te es-
tabelecerem na margem do rio Parnahba, no lugar
fronteiro ao em que conflue o rio Medonho, e pa-
recendo-me vanlajosa a criacao de um povoado em
parte al hoje inhabitada, e 18o remuta, annui
semelhanle prelent.-an ; pelo que recommendo
Vmc. preste todo o auxilios,que por estes ndeviduos
forem raquititodos, ifim de que posta ir avante a
povoajao, que lera o nome tic Santa Philoraen,
quem lomram por padroeira : E como para ga-
ranta dos povoadores seja preciso um destacamen-
to, que os defenda das hostilidades dos Indios, pela
vesinhanea dos Geres : ordenou-lhe, que do
destacamento d'essa villa faja partir 6 soldados de
polica sot> o commando do furriel' Sabino Aufrizo
Valadao, os quaes com mais 3, que n'csla data fajo
seguir d'esta captol formarao nm destacamento
de 10 pracas, qne estacionar n'aqnelle lugar, dan-
do-lhe Vmc. a manicio precita, e (cando o mesmo
destacamento pur em.quanto Sua disposir.no, c do
inspector de quarteirao, que Vmc. nomear para al-
li, at que se crie um destrcto policial sobre o que,
em occasiao opporluna, me offlciar Vmc, propon-
do atua creaco, e o individuo que estoja as cir-
cumstancas de ser nomeado subdelcgdo, se assim
for conveniente etc. Antonio Pereira Francisco
de Carvalho.
Seria til, que S. Ex. sollieilasso do governo ge-
ral a viuda de ora ou dous missionarios apostlicos
para a catechese dos indiost d'cssas paragens, e pa-
ra ministrar aos no vos povoadores os soccorros cspl-
rituaes.
Foi removido para a cmara de Garanhuns, d'essa
provincia, o honrado juiz de direito da comarca de
Principe Imperial, Dr. Jos Bandeira de Mello. Ao
rerar-se d'entre nos too dslincto magistrado, he
nosso dever deeterarmos os senlimenlos, que nos
dominan) seu respeilo, principalmente por que
tem de n'essa provincia exercer as funcedes de juiz
d direito.
Estemos convencidos, que o magistrado, que o
vera substituir, o Dr. Ibiapina, honrado, e Ilustra-
do como he, hade seguir a.mesma senda que seu
antecessor, e sso para nos he ama comolarao.
O Dr. Jote Bandeira de Mello presin nesta pro-
vincia relevantsimos servicos, e cerlamculc hade re-
couliece-lo, qnem, estudando a situadlo moral do
Prncipe Imperial antes de sua serventa, quizer
compara-lo com a actualidade. O.Principe Imperial
se linha celebrsado pelos frcquenles assassinatos, por
toda a sorle de crimes, e como theatro de lulas o-
diosas de*familias, e de raucores cambaes: hoje vi-
ve quasi desassombrado, c expurgado d'esses fami-
gerad.os assassinos Mellos, d'esses numerosos sequi-
lo queem todas as dirccjes a-percorriam, levan-
do o horror e a dessotoca* ao centro das familias.
fazendo do roubo um meio de vida. O Dr. Bandei-
ra soubc Uto bem cumponar-sc, e obrar era todo o
lempo de sua serventa, que a ordem foi sempre
mantida, e a seguranra de vida e propriedade mais
ou menos retpeitada. Se por ventura fados crimi-
nosos se tem dado, seus autores lem sido capturados
e processados.Se criminososs de grande importan-
cia tem sido absolvidos nos diversos jurys por elle
presididos, lem elle sempre obrado com (anta cir-
cumspect;ao e energa, que, se completamente nao
tem podido minificar os elfeilos do patronato e do
espirito de partido, pelo menos1 tem retardado sua
acgSo destruidora e subversiva: e conseguinte-
menle se lem mosteado dicun da estima e gralidio
de rodos os Piauhy cuses honestos o pacficos, c de-
xa entre mis sinceros amigos e admiradores. Se-
os comprovincianos de Garanhuns o vao conlieccr, e
appreciar as dstinctas qualidades.de que he orna-
do.
Vamos rnntar-lhe um facto ha poucos dias succe-
dido n'esta cidade, c que ranito tem oceupado a al-
lenc.lo publica. .
Urna pobre mnlher, rasada, porem que seu ma-
rido se achava ausente, sahindo para buscar agua
ao rio, deixou sua innocente fllhinha de quasi tres
annos de idade, dormindo, e sob a guarda, de um
preto, com rerommciiilarao de nao adeixar sahir
de rasa, quando acordaste, por infelicidade dorma
o preto quando a manca despertoa. Como he na-
tural procurou a pobre menina pela mai, e nao
encontrando em casa, sabio acorrer pela estrada, d
qual desvairando, se foi internando pelo mallo, esem
dscrc,3o.... Calcule qual nao seria o desespero da
pobre mai, quando ao chegar em casa, e nao vendo
sua querida filha, encontrou seu guarda dormindo
profundamente !! Quasi allucinada correu a pro-
cara-la por (oda a parte... em balde o fazia.... Com
a desesperadlo piulada no rosto, ella naocaucava de
procurar o charo penhor de suas alfeicoes, lodos por
ella perguntova, e ninguem lhe sabia responder !
Seis dias longos de pungente agona, c de angustias
acerbas curti a misera mai! Por seis dias foram
as lagrimas o teu alimento, e a mesma dor o seu
unitivo 1 J linha perdido as esperanzas; porem
ainda.....
De olhos filos no ecos, ao eco pedia1
Seu mais doce penhor, seu bem mais doce.
Nao somet sem fructo,e nem o destiuo foi surdo
suas vozes.Chegaudo ao conhecimento do Exm. pre-
sidente psle facto,expcdti elle as mais promptas pro-
videncias, mandando grande numero de pessoas e
soldados em procura da menina perdida. Depois
tas mais sollicitas indagaroes, um soldado a ciiron-
Irou 3 qoartos de legua distante da casa da pobre
mi, no centro do mallo, delaila, anda com vida !
Seis dias e 4 horas j hzviam dcrorritlo !!! He cri-
vel, que urna enanca de 3 annos de* idade possa re-
sistir por tanto tempo fome c a sede, exposto ao
sol e chuva ? .Parece inverosmil, mas o facto he
verdadeira !
A innoccnlnlia eslava reduzida porem ao mais
lamenlavel estado 1 Com as carnes maceradas pe-
lo acoite dos mallos, com o crneo carcomido pelos
vermes da Ierra, parece iinpossivel poder sobreviver!
No crneo, meia polegada abaixo do le reo superior
do occipital nota-se um grande buraco de mais de
nma polegada'de extenso, d'oude foram extrabi-
dos mais de duzcnlos vermes ; uesse sitio foi apenas
poupado parle do periosto. O Dr. Antonio Mauoel
tle Medeiros que nos den estes informaroes palho-
logicas, acredita em seu restabelecimento, apesar
de ser bem lamenlaveluestado em que se acha.
' A innoceuttnlia foi levada ao hospital de carida-
tle, onde tambem foi haplisada c tomou o nome de
Felicidade: (anda estova pagaa !! ) alli tem ella
o mais zeloso curativo, que certainciilc a mai lhe
nao poderia dar.por falta dos necessarios recursos.
Um amigo offerereu-nos os seguiules versos, que
i'uinpo/. por occasiao desle aroulccimenlo, e sobre
o mrito tos quaes nata lhe podemos di/er, porque
nao pcrlcuccmos rebublca tas nove I ruinas.
A' miiii inaT qne pi-piU-u n flli.i.
I.
Sao dores ? Nao s3o dores, sao torturas.
Anrias de mortc amarga, acerba, e croa !
Ai! Que assm be que soflre a pobresinha,
Que a filliinha perdeu l !
Mais nao soffre o avaro, que o (hesouro
lie dia cnoitc vigilante guarda.
Com zelo extremo de cioso amante,
Se Ih'o rouhara acaso I__
Oh Que nao se compara A dor daquella,
Da mizerrimahe pura,he nobreTHe-santo,
Filba do coradlo, que se contralle, '
QueTfenlc urna por urna at fibras todas
Dilaceradas com o pungir d'angusta !
Ai! Que assnf he quo soffre a pobresinha,
Que a luz dos olhos seus procura em baldo
Com ais 13o doloridos,
E afflicla, errante deparar nao pode
' Com o talismn mimoso,
Qne a tranquilla existencia Ibcj doirava 1
A dor, que senle a mai, que a filha perde,
He dor que se nao pinta,...
=
> *

II.
Perdeste. infeliz o sizo,
Verdate acato a razao,
De lem labios qu'he do riso,
O bater do coracao ?
S le reslam tristes ais, "
Somente isto nadada mais"!
A mizra ma nao canea....
' Ai! procura at morrer I
Nao perde cedo a esperanra ;
- Que he ultima em perecer :
Para o co eslende a mao,
Implorando compaixao.....
Dos acolhe o frsle pranlo
Da-Toizerrqia, que chora,
Qne o co desolada implora
Com fervor humilde e santo :
Dos ouve 'sua oracllu,
Reslitnc-lhe seu cndilo.
m.
Minha filha Do intimo Uo peilo
Sola a mizera mai orno um Remido...
E outra vez minha filha! exausta e trmula
I.he ouvem murmurar por entre os labios.
Que se contrallen) com o sorrir d'augatuat!
Nos olhos da infeliz fervem as lagrimas
De um prato copioso....
Ella loma nos bracos seu Ihesouro,
A tua flor querida, .
Marcha em botao, e macerada, paluda ;
E teas ardentet labiosorna e oulra
E mnites.....maltas vexat i.
Nao Cariara de beiji-te.... ,
\
*
Dos salve a innocenlinhal... Oh, que astn seja-,
Que a dor que tente a mai, que a filha perde,
Hedor qne te nlo pinto!...
* .*.* '
D'esta vez nao he muito lacnico o relatorio dot
Cactos criminosos, que tem chegado i ututo ceobeci-
mento, ou que temos procurado taber.
Principiamos, dizeodu-lhe, que foi racolhida
cadeiada villa de Marva.-e eit.senda procattada
Martha Ribeira da Silva, qae dizem ter atsassindo
seu marido !
E que tal a mal de familia! Dcos no livre de
lao carraosas esposas!
Foi preso em Principe Imperial Antonio Thoraaz
de Aquino, autor da morte de tua mulher por no-
me Victoria. Cremos que Aquino deve ter por esposa
a tal Martha Ribeira. Para too bom esposo, t mm
consorte d'aquelle jaez. A morte de Victoria leve
lugar em Valeoca em,i8:!9.
No dia 8 do passado foi recomido sr cadete
d'esta cidade, de onde se liavia evadido na madri-
gada do dia 17 de setembro do anno passado, o cri-
minoso de morte Luciauo Francisco. Foi capturado
na Passagem-Franca, provincia do'Maranlo.
Nu dia 3 du prximo passado fui armiado no
termo de Principe Imperial Cypriano Lopet Galvao,
pobre pai de familia,por um cabra de nome Joaquim,
que te evadi para o, Inhamuos, e cr-te que esto
asilado no Cocuci, no lugar Oity, onde reside teu
sogro Vicente Ferretea.. Esta morte foi perpetrada
15 leguas da villa da Principe Imperial, era. um
quarteirao de que he inspector Jote Lopes da Croa.
que expedio urna escolto para a pristo do acara de
combinacao com outras providencias dadas pelas aa-
toridadet superiores da comarca. No decano de tres
mezes se tem feito n'esse quarteirao trtt atsassnatot'.
Pela distancia, em que se acha da villa, a por
postcSo thopographicaofferece propore^etpr
commetterem com iinpuuidade toda a snrle de eti-
tnes. Essa localidade he limitada por dous ladot pela
serra-grande ouda Ibiapaba; por um lado a ira a
divide do interior da provincia, e por ou,tro do Inha-
rnuns, para onde com facilidade sepasean os astas-
tinos, e se internam pelos vatios serte do Ceara,
Uo desprovidos de terca publica, deixando malo-
gradas (odas as diligencias.
As autoridades do Principe Imperial repreuate-
ram ao Exm. presidente acerca da conveniencia de
havpr n'esse celebre quarteirao nma forea perma-
nente -. e S. Exc. tomando em coosideracto rata ne-
cessidade do servico publico, enao pudendo ditporda
terca desta capitel, que se acha muito desfalcada,
autorison o delegado de polica do Principe Impe-
rial engajar para o eorpo de polica dex raee/ss
solteiros e morigerados, e addi-lot i terca publica da
comarca, para que assim fique habilitad* destacar
n'esse quarteirao algorjiornea*.
Ha pouci-das foriiraa.'no termo de Oeiras;
por diligencii do delegado de polica Sudano d-
til pronanciadojwisao e livramento. IgnoraaM* '
qaal seja o erime. de. que he este individuo acco-
sado.
Foi preso o ultimo dos assassinos de Beato, Fer-
retea de Aquino, o fralrecida Francisco Thoraaz
de Aquino. Na nossa ultima lhe fallimos da priso
de Claro Thomtz de Aqnino.
Fui preso no termo de Principe Imperial Luix
Soares da Silva, por lalouomasiaLl Pilludo
alli pronunciado por dous_ crimes de morle, um, per-
petrado napessoade JoaoMarns Avellno.em 1830,
e oulro em Eustaquio Lns.
. Na mesma villa de Principo Imperiil, pela 7
horas da noite do dia 2T de fevereiro, estando paci-
ficamente deilado na calcada de sua casa Francisco
Antonio Lindares de Charez, aproximou-s-lhe ama
petsoa a cavallo, e disparoa-lh nm tiro, quaej
queima roupa. Ou por qne o horror do crime fizeate
tremer a mao do assassino, o* por qualqner outra
feliz circiimslancia, a bala respsitoa a victima, para
a qual era destinada, e foi cravar-w na pared*, da
casa, (.indaresdeclarou conhecer a aieattia*, que
se cliam Joaquim, e he eraro de Francisco Cor-
rea Lima. A causa dessa tentativa de morte exp-
ca-se pelo helo de havet Lnhares no dia anterior
dado, cora um chapeo de sol n'esse escravo, por ra>-
sivos que ainda ignoramos.,N'essa occasia* proletlou
o escravo viogar-se. O delegedo de polica prpra-
ptomente expedir urna escolta, que seguio no rasto
do assassino at a fazenda de seu stnhor, onde fot
preso, e d'alli conduzido parra cadete, onde .te acha
recolliido.Est sendo insteuradoo competente pro- ,
ees so.
O assassino Joao Ferretea, coahecido por Joao
Bandeira, pronunciado no Principe Imperial pela
mOrtc de Francisca Joaquina de Santa Auna, eva-
dio-se, e consto-nos qne para as partes de Uruba- "
relama, termo ta Imperatriz, ua proviora do Ce-
ar, onde lie morador seu pai Estevao Bandeira.'
A comarca do Principe Imperial he a Ierra clstica
dos assassinatos, porm felizmente potsue hoje Uto
enrgicas e zelosas autoridades, que alli nao eu-
conteam guarida os assassinos,como suecedia o-
tr'ora, que percorriam impunes per leda ella, com
escndalo -da justica, e ido menor injara das
autoridades.
Foram, presos no termo de S. Goaeaio/esc
at-hao recolhidot na catlea d'estaj-idade, Qnutili-
ano Jos, indiciado de erime de raortt em Campo-
Maior, e Geraldo Pereira da Silva, snppesto .de ser
desertor da provincia do Maranhao.
No dia 1. do correle,, pelas 8 horas do dia,
no (ugar denominado Porteiraa, do 2. dislricto de
do termo de Peracuroca, foram atgatsiuados Taca-
das Ignaoio de Arauj* Mello, e Dcshlwiode Araajo
Maciel, e terido gravemente Miximianode Araujo*
Maciel, sendo autor de o barbaros .crimet Joa-
quim Facundo do Reg, que. se acha preto na
cadete de Peracuruca, e convenientemente pro-
cessado.
Um facto que eneben de espanto e horror a ci-
dade de Oeirasfoi a morte feita publicamente a
pessoa to padre Manoel Qunluo tle Brilo, em
184! I Seria longo e imprudente coular-lhe o
promenores d'csse horrvel allentailo, e determinar-
lhe as causas.
Dous dosassassinos tl'esse infeliz sacerdote foram
presos ; um por "nome Jos Victorino, soldado de
.li"bn, l*go depois da perpetradlo do crime. Este
assassino leudo sido r ilemnath) a pena ultima, fot
executotto cm '^ajg^f segundo, Manoel dos Sanios.
Sonza, alteres tl^n^Tciq, f0 preso na cidade da
Victoria, dessa provincia, por diligencia do Qr.
Pirclti, e jaz ainda hoje as cadeias de Gfjrat,
coudemmdo penado morlo.O torceiro assassino.
ullimo que fallavaser capturado, acaba de ser preso
no Crato, de onde rbi remetttlo para Jaio, a hoje
deve estar recolhido na radeia de Oeiras.
Oros queira, que se roiripam ot veos que ainda
hojeinvorvem Uo execrando crime I
P .S. Ao (acto da- menina perdida devemosacres-
seniar aigumas crrumslanras, que nos escaparan,
e que reclama a vcraeitlade da narrara.
Doui toldados, dos que andavam em procura
crianca ehegaram um sitio cerrado por um grai
de tobocal;um d'elles ao aproximar-se mais dis-
tingui om vulto por entra a sombra da (blhagem
e chamando o corapanhetro, para irem reconheeer
o objecto que atlrahia sna curiosidade, vram qae
era a pobre crealurinha, que sem alent alli jatia,
A
vi
.

'..
-


as
oHa-Ho fr.ee, e. compasados gemido,. Ao rito
AHwoini.-HiMden ra dM ^^ iaji
te, linda fore> pera erguer-se;-e agarrar-se do
brat que estendec-ii,e Mljlld0t ,,,, depo9
MU de alalo, e quate cm completo delirio.-
um dos soldado u tomou nos bracos e a
7* nrti e pai, que do diaanterior Hnha
ido de umariacem. CoDsesuintemonte foram
< eolo um como Ocou dito, os soldados que
acharara a innocente perdida.
*aemps aqu ponto; por que longa vai a mas-
ri temos miis que tejerAdcus Desejanios-
muito dinheim, saud e felicidades etc.
DIARIO DE PERNMBUCO QUARTA FEIR 26 DE ABRIL DE 1854.
Parafclba 33 da abril da I8M.
Nio quero perder a opportunidade da passagem do
Imperatriz, para dar-lhe noticias desta provincia,
que, em verdad*, nao lem estado abundinte deltas ;
por isso, apezar de pouco ter a dizer-lhc, vou em-
puuhando a peona, entrar na materia.
Chegon o raen amigo Retumba, e vai cnlrar em
obras nos eogenhot dos Reis, San Joao Oiteiro,
sendo a priroeirae ollhna inteiraraenlc novas. Esli-
me muito ve-lo melhoradinho dos olhos, e Dos Ihe
conaanraa vista para si e para qaem delle precisar.
Consla-me que veio incumbido de urna reeommen-J
d*eao de certos amigo*, para mim, islohe, que deco
ieixar mena tonhot, e retomar meu mitigo es-
tilo.
Aceitarei a cerreecao t et in quantum, apezarde
nSo m'a haver dado pessoalmente. Com ludo, era-
bora o meo proposito, (alvzns nao possa satisfazer,
porque son ineorregivel em minhas divagaees. e nao
posso inteirimente suspender o curso de minhas re-
flexoes, quapdo me chega a mar.
He muito fcil a qualquero sallar por aquellas ll-
allas, que entender ma**ante>, assim como o fazem,
eom algunas patavrss, aquelles, que eslao enearre-
gadosde decifrar minlia calfgraphia.
Neste vapor *egnem dons dos nossos Tpresenlii^
tes, e com cites nossas esperances de melhoramentos
da patria. ,
t'ico temendo que o atino os nao tente parascrera
parlamentar*!, porque tenho observado, qoc os que
lem sido atacados dessa morrioha esquecem facil-
nwote mus bonitos palavroes, logo que estao em op-
portunidade de passar da theoria a pratica. Eu 11
alguna dos discursos de mostrar, pronunciados l di
can das promessat, e goslei lanto das ideas de im-
portancia das provincias, considerarlo dos homens
grados, concurs" dos-directores do partido nos ne-
gocio publico*, e ontras qupjandas, que soppoz,
brevemente o. mundo 'poltico corrigido, mas es-
taos ms mesmis, senao em peiores circunstan-
cia*.
Auligamente um dos partidos andava salisfeitoi
boje nenhum, outr'ora os directores delles tinham
opion nos negocios pblicos, hoje todos recusam i
responsabilidide dos acto* administrativos'provin-
ciaes. i
B nio poder hoje um dos pais da patria pedir
audiencia do augusto recinto, na occasiao mais op-
portan*, e 1er um dos discursos de algtim dos parla-
mentares do anno passado 1 Ocio que sim, e eu,
se tirara l ama cideira, o faria. E como respon-
der-mef
NSo nasci para poltico, portante faeo ponto
aqui.
Admroo-me o sahlr o vapor e nelle os dous depu-
tades, exactamente no da em que devia haver um
baile oiTerecido a 9. Exc. Era muito natural, visto
haver entrado no mesrao diae bastante larde, que
completaste as 24 horas, para que honrassem esse ac-
to ;se assim o quizessem.
Dei o meu cavaqainho com' isso, porqoe que-
ra nesta descrever-lhe o baile, pois pretendo ira
elle.
Alguns do* que concorreram com os seus lanos
re* para case tignal de gralidao, nao gostaram mui-
to de serem convidados por urna carta asslgnada por
urna commssao, para aqoillo a que se julgavam com
igual direilo. Nao sei se elles teem razo. He qaes-
laodepouca importancia pira mim, que fui convi-
dado tine pecunia.
AconlradansaYice-presidenciilqueseesperava.dcu
em resultado nicamente, o nao seguir para a corte
oExra. presidente. Nao sei se isso indicar pouca
contonea do governo geral nos vice-presidentes, mas
o ciato he, que liguen) por aqoi o assevera.
Em entra dissea injuslicade semelhanle asserco,
ou, a ser ella verdadeir "t ipjuilica, filha d ms
tafoxraacSes,* do gojkT S'B Viee-pfsi
sio pessoas consideradas e te, com que os honram seus comprovincianos, ni-
cos jo izes dessa questo.
, O Argos uao esl mu lo satisteilo com a adminis-
trases do Exm. Sr. Banileira, que diz ter sido de me-
ro expediente. Deu motivo a isso a proposta da guar-
da nacional, porque o digno Sr. commandaole supe-
rior Joaqun) Gomes daSilveira, nao leve a lembran-
a esencialmente tolerante conciliadorade pro-
por nicamente homens da opposico para os pos-
to*.
Qoer o Argot qne S. Eic corrija essa falla, e a-
cbo-He sobeja razo.
Os thugts continuara sera maior alterariio.
Diz-me o Mereles que o Dr. chefe de polica se-
gu brevemente para a corte, a tomar assenlo na as-
sembl*. Nao Wsevero a noticia, porque tamben)
onvi dizer que elle ia para Panc.
Os vveres eonlinnam cares, ipexar do invern; e
eu muito breve faro bancarola, como a lliesour*-
ria, depois da remessl dos oilenta contos para a
corto.
Consla-me qu o arrematante do segundo .Unco
da cadeia, esti em aperlos para receber a nllima
prestacto, e que at foi aconselhado para rebale-la
cara Mgum agila, mas uito creio, porque a obra con'
tiniur por administrarlo do Sr. engenbeiro da pro-
vincia, e nSo lie possivel qne nao seja paga obra
feita por falta de dinhero, qoando contina.
'Felizmente priocipiou a limpeza da fon te do Gra
vat, que ha inulto lempo por greca da c-
mara 8 prazer das chorradas est quasi obs-
truid*.
Dizem-me que o governo foi qaem manden fazer
aquelle servico, o que em verdade, he moli honroso
illustrissima.
3s polticos eslao anciosos pela rehuiio da assem-
lilea, na qaal esperam como na ressurrecao dos ca-
puchos. Eu creio Unto nos polticos, como elles
creara em mim.
Foi iccebi da com agrado a noticia de que foi jul-
gado.por qaism heeompetenle.innocente o thesourei-
ro'ena pro vincia, o Sr. Domingos AflbnsoNery Fer-
nn, o e vaporaco dassednlas remellidas pira a
c entran pai m cofres. Eu nio conheco pessoalmen
'eestehottetlocidadao, mas sympalhLso com elle pe-
las inform lefia* qae tenho lido de sua probidad! e
patrios, m a por isso moito me alegrei com essa no-
ticia.
'lomara, eu .ver decifrado o enigma da fuga das
sedlas, daaaaberU esse phenomeno empalmador,
qae lem oslea aMtw aukde um desses-ammae'
eatrema w* da torre, y***^** v que a evapera^o da moeda papel he possi-
Provi ivelmeute, como muito bem dase um seu
corresp ondente, os nicos criminoso nessa miililica-
co, tr rao os coutinhos, qoe (iveram o mo gosto de
fagir,, qnando a patria delles tanto necessilava.
relo que isso he orna desercao em tempo de
goerr a.
Do u os emboras ao Sr. Nery Ferreira, que, con)
qaan odescancasse em sua conscieucia, devia estar
basta Me affiieto pelo resultado dessa qnestao, em
que | io envolvido, rrnando menos o espera va.
Ec i lenhoesiido novamenle atacado daquella hy-
poco adria de que me curou o concert que em mi-
nha aMmn tbe refer. Talvez, e eu o relo, que *
ena aaoledi* aejam devidos os sonhos da que se quei-
iam saea* amigos. Consnltei ao Dr. Vital, e elle as-
*a*e ra-**M que miaa eofermidade lem sua sede no
eoraiaao, e que be inearavel. .lima lal noticia, para
outras la I vez horrivet, de-se prazer pori
jaMKe de qae lenlio -yaga, n nup iti n
vdavlr
[ Para mudiear-roe qur elle tanta eousa, que eslou
reMlyido <% ficar antes toda i vida enfermo, do que
nbmeUer- rme a ladaoha da bolica, ojue me recei-
tozv
Desped o Dr. eanlregue-me ao destino. Agora
advirtoqui i V. qu*r noticias da provincia, nio do
estad*da ioeu coracao. pois ben, oque ha da pro-
viBcia flea dito, e o mais logo dtrei.
ade ai patacos Ihe desejo. que Dos livre na
|da*i/por*cio, [rao que Ihe acomellio boa
i Bla.
r DHOV
CMaa* aTaaiaM M a ahril 4 1IS4,
p, SaaaWei Re lactores, deparei con a car
respondencia datada desta cidade, e firmada com o
pseudonymo Cometa, senli viva" alegra ; por ver
que alguem se havia lembrado de levar aos prelos
publicas ooiicias desle canlinho do mundo, lambem
situado, c onde se passaria vida commoda e diverti-
da, se honvesse mais amor ao serio desenvolvimenlo
dos muitos germens de prosperidade, cora qne a na-
turezacom mo prodiga lberalisnu a lodueste paiz.
Espero pois. e conjuro mesmo o nosso eslirnavel
Cometa, que em suarevo!ucao, que desejo seja du-
radoora, se digne balxar mais a essa Ierra o inspirar
a seus habitantes, e principalmente a suas autorida-
des polciaes, judiciarias c administrativas, para qne
comprehendeodo bem a nobre missao, que Ibes he
confiada, meltam maos grande obra do progresso e
da civilisaciio, j.i expurgando a sociedade dos dege-
nerados setarios do erirae, esse hediondo verme
quscorroe e a'podrece as enlranlias das na;Oes, j
dotando a localidade de muitos melhoramentos, qne
para se levarem a cuello, basta haver vontade, por-
que como muito bem sabem podes h*) querer.
Desea pois o nosso Cometa a esta Ierra, desprenda e
faca recahir seus iuduxos sobre as referidas auto-
ridades, para que se incelem os melhoramentos,
qne tanto reclama este bello torrao.
Tratera as autoridades, sempre na rbita dje suas
allribuicfies, de por em acc/io os meios a sua dispo-
sicao, eem poneos annos teremos de v-las abencoa-
das por lodos.
Tralem primeiro que ludo da punicao seria do
prime, parla elle donde pulir, e uao esquecara os
meos preventivos, inleressanJo os propietarios de
toda a cor poltica para que os auxilie nessa nobre
empreza de policiar o municipio. Em ura paiz vas-
to e despovoado como o nosso,a aeco da auloridade
policial s poder ser completada pela coadju-
vajao franca e leal dos proprelarios, que devem
ser oulros tantos inspectores das ac$es dos babila'n-
|es de suas Ierras. Procure o governo dar expan-
sJcra-esta idea, e ella produzir immensas vanlagens.
Se anda "assim for mal succedido, cree incentivos, e
os resultados serao certos.
Agora a nossa* corporacao adminislraliva. Bem
sei que essa insttcao, Uo bella em Iheoria e em
suaorigem, esl muito desapreciada, e como que
accommettida de, marasmo, mas anda assim pode
prestar valiosos serviros. Trate a illustrissima da-
qui da organisaco de posluras adequadas a; inn-
meras necessidades do seu municipio, e veremos lo-
go todo por-se em boa va de melhoramento' e pro-
gresso.
Temos aqi tres fontes publicas do escolenle
agua potavel, qne rivalisa com as melhores, mas in-
felizmente somos as vezes obrigados a traga-la em
pessimo estado, porque as taes fontes nao passam de
charcos, onde se fazenv lavagens de lodo o genero,
o que muilo contribue para estragar a saude publi-
ca, e talvez para a prolongado de cerlosaiefluxos,
qoe aqulsao imperlinenles, epodem cansar as bron-
chites e a longa caterva dos itit, de que com tanta
iraca fallava o sen corresponden le do Rio.
Um local montanhoso como esle, cujas habila-
ccs sao situadas junio s abas da estrella serra, em
que assenta a cidade, sendo a maior parle dos qoin-
laes firmados nos despenhideiros, e depositando-se
ahi ou as visinhancas lodo o lxo das casas e das
roas, sobrevindo urna chuva forle.JHo frequenle nes-
te clima, deixa tndo escoar para o fundo dos valles,
em que eslao os taes charcos, chamados fontes, que
sendo mal construidas, e estando quasi sempre *r-
rombadas, sao Invadidas por endientes de lama e
podridao, que desee dos quiotaes, ontras lanas
cloacas por onde se escam immumlicias de todo o
genero.
E qnando se falla em reparo dessas fontes, o que
acontece ? Todos laocam a culpa a municipaldade.
Mas, diz a illustrissima, nos nao temos receita
para fazer face as despezas com o concert e reparo
das fontes ; nos nao temos dinhero para occorrer
as despezas com a edificacao de curres e asson-
gues, oulra calamidade desta Ierra ; nos nao temos
dinhero para nada de melhoramenlos. .
Perm a isso responde-se : vos nao leudes porque
nao queris; vos nao lendes porque segus a preju-
dicial e egostica mxima dos jezulas corram as
coasas, como quizeremfocamos nosso dever tal e
qual.
Has se qnizesseis, se tivesseis vontade, podiets cor-
tamente fazer algumacousa, e oulros que Uzeasen) o
mais.
a lei d* vossa creacao, qae mes-
mo depreciada, como anda, vos fornece materia
para legislar no sentido dos melhoramenlos e pro-
gressos materiaes do vosso municipio Que inn-
meros pontos de partida encontrareis ahi para servi-
rem de fio, que vos derija nesse ddalo da organisa-
(3o de ura cdigo de posturas, adequado s crcums-
lancas peculiares do lugar 11
He um Irabalho pesado, reconbeco, esse de orga-
nisar semelliante legslarao ; mas he possivel, e
qnando vsquizerdes, tereis vencido metade do tra-
balho. "*
Com urna boacollecslo de pos!. tereis dinhero
e muito dinhero proveniente de ollas ; o, ponto
est era terdes bous fiscaes, que saibam enraprir seu
dever, que multem a quem for arfombar as fontes
ou nellas fazer certas lavagens, que damnifiquem as
aguas ; qae multem a quem levar aos laidos a carne
m ou doeute ; que multem a quem naoacaro seu
lalho, lavando-o, esfregando-o ele; qne mullen) a
quem deilar lixo fra dos lugares designados pela
cmara; qoe multem a quem fizer e expozer venda
pao de trigo de qualidade daquelle que qoasi dia-
riamente se dos vende, de farinlia podre, mal amas-
sado, porco e fedrenlo ; que mullen)* a quem ex-
pozer i venda gneros e lquidos cajrrafeitos, e fi-
nalmente qne multem todos os que contravierem
suas posturas previdenles e adequadas s nossas ne-
cessidades.
For tanto com boas posturas, bons fiscaes, e uro
activo procurador, lereis dinhero. Com dinhero
fareis ludo, porque o dinhero he com a impetuosa
trrenle qne nada resiste.
Se anda assim nao houver suflicienlc para os
melhoramenlos do vosso municipio, reslam-vos ou-
lros recursos, esgotai-os : recorrei asserabla pro-
vincial ; ella incumbe auxliar-vos nesta tarefa,
dolando-vos em seu orcamento das verbas de qae
precisardes. Nao vos dar ludo quanto precisardes?
Dar-vos-ha o que puder : mais vale pouco do que
Dada. De oulra vez se dar mais, e assim se vai
pouco i pouco cuidando de preparar commodidades
para o povo, para a naca<..
Fazc a3sim, que todo mod.-j. Daiesses eooiros
passos, e eslaro laucados os pcjmeirog fundamentos
do edificio do progresso majen,,!; porque vos ha-
biltoreis para mandar repfar as tonles publicas,
construir depsitos ou cajxas d'agua potavel, que
tanto eonlribuem paraaMnde publica ; vos habi-
litareis para fazer cenar a porcari que reina nos
acodgaes ; vos habilitareis para mandar abrir e re-
parar as estradas d vosso municipio; fin) de se
torjtiffnart'TJrnmodo oT.snsilojpJblico, nfloesque-
cendo o calcamenlo e empedramen
cidade, cujo terreno est ficando na
ilailc possivel pelo atlrilo dos ps, a
sobre tudo pelo mu gosto de certos
parece, capricham era cootravir a
Providencial para que so Iralc de aceiar a povo-
ajao d'Alagoa Grande, cuja populado fesl sendo dc-
cimada pelas repetidas epidemias, que all se desen-
volvem cspanlosamsnle, o que procede (alvez do
intenso calor qne all reina, e da proximidade da
alagoa, immenia cloaca, donde se desprenden) ema-
narles ptridas que impedidas pelos" venios do sul
e saturadas de gazes delelerios, que se communicam
de oulros focos de infeccao, como sejao us grandes
e frequenles depsitos de careros de algodao conli-
nuatnenle revolvidos por exlencas manadas de porcos
formam, por assim dizer, urna almosphefa marlifera,
que est matando aquella misera populado, qne he
o pasto cm que ha alguns annos se cevam os saram-
pos, bexiga, as cmaras de sangae, as esqueneucias
e o lerrivel llagado da febre amarella, que agora re-
apareceu com furor, tendo j feilo mudas victimas.
Consla-me que a cmara desta cidade deu final-
mente um passo relativamente ao deploravel estado
daquella povoacno, pediodoao governo Ida provincia
que se mandasse all um facultativo aflm de minis-
trar os convenientes remedios aos pobres aneciados
da epidemia. Fdeus sinceros louvores a illustrissi-
ma por essa providencia que se ,dgnou sollicitar do
governo. Porm lio conveniente que se advirta que
taes medidas serao incompletas, todas as vezes que
nao forem acompanhadas de ontras, que completen)
o philantropico pensamento de livrar o povo dos
horrores d'uma epidemia.
Emraeu humilde entender n3o basta o medico
em semelhanles crses ; o que mais convinha era
mandar eslabelecer hospitaes ou lasarctos em duas,
Ires, quatro ou mtis easas visinhas, que o governo
mandasse alugar, e seus agentes que escolhessem
pessoas dedicadas e capazes, a quem confiaste os lu-
gares de enfermeirose zelladores', fazeudo recolher
e Iralar convenienlcmente todos' os pobres, foroa-
cendo-lhes dormitorios, roupa, alimenlaco, eCmas
que necessaro.fosse al o seu reslabelecimento.
Tudo que na for isto he Irabalho perdido.
Mas dir alguom, por este modo s a California
era peso poderiasupporlar a despeza ; he justamente
nisso qne consiste a illusao. ,
Procedendc-se, como disse, se atediara mais de-
pressa o progresso da epidemia, e se ponpar despe-
za prolongada com mdicos e ambulancias, e o que
mais vale, se pouparlb muilas vidas que leriam in-
fallivelmente de succnmbr as garras da penuria,
e por consegunto lncra o estado duplicadamente,
lanto na economa, como pa prolongaco de umitas
vidas.
Muito iinha anda a dizer, mas j estou muito
longe do Cometa, a quem recommendo o desenvol-
vimenlo dessas deas, ede outras prove losas, que
poilerao influir no animo das pessoas, a quem com-
petir. Na minha seguinte tralarei dos melhora-
menlos das vias de comonicacjlo e da industria agr-
cola do municipio, chamando sempre a illustrissima
para por-se a frente do raovimento, que deve ser
determinado pelo giro do Cometa. Adeos, .Senho
res Redactores, perdoc a massada doEspectador.
------------m
PERMMBim
das roas desta
ior desigual-
o das .goase
rliculares, que
Xularidado das
em, sem aj-
tencao ao declive das ras, altura e nais proporcoes
dos predios visinho, contribuindo de:la irle para se
perpetuar a lortnosdade das ru.v, o que denuncia
falla de polica administrativa, falla te posturas mu-
nicipaes.
Mas vos nao legislai convenienlunenle para o
vosso municipio ; vos vos eulrelendes com medidas
frivolas epequeninas, como lodos os vtssos anteces-
sores; vsde'rxai os mais charos interessts do muni-
cipio correr a discricao ; nao fazeis proposlas o
poder competente, nada exigs de oaem vos deve
e pode soccorr'er ; cruzis os bracos e nao apreci-
ando devidaraenteo inmenso pauejjue representis
na escala social, ficais mujlQuiaho slem ficar os que
se acham* levad
i borda i
i abismo
urao, se queris merecer o coHceTTO pu-
blico, e segai a mpulsao dada ao espirito publico.
Comprcheodei a poca; a poca hca do movimenlo:
isto he, dos melhoramentos materiaes, porque esle
Iranio infalivelmenteos maraese inteleetnaes.
Depoi que liverdes dad* estas e oalras muilas
providencias de que vos fallei, tendentes ao aceio,
comraodidade eaformoseamento da cidade^po es-
quecais (liar lagares aqui e ra povoacao d'Alagoa
(iraude, precedendo asoecessariasinforraac/tes, para
servirem de deposito do lxo e mais mundicias,
dando orden) aos fiscaes para de lempos am lempos
mandar levantar fogeiras naquelles lugares, e por-
Ihe* fogo note depoi da hora de recolher, Om
dse deslruirem pela accao do fogo, os elementos
das emanarse* prejiultciaes nade publica, ou usan-
do de uros procesaos aconselbados pela* regras de
hygie.
ASSCMBI^A LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
S**Mo' ordinaria em 22 de abril de 1854.
Preiencia io Sr. Pedro Cacalcanti.
Feita a chamada, verifica-?e eslarem presentes 31
senhores depnlados.
O Sr. Prndente abre a sessao. ,
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. l.o Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario da provincia, com urna re-
prcsentacfio Rv. prefeito da Penha, pedindo a quota
de om cont de ris para o collegio do Bom Conse-
llio.A' commssao de fazenda.
utro do mesmo, sobre o pedido da comarca do
l.imoeiro, para se coocertar a ponte de l'iauliira.
com missao de obras publicas.
Oulro do mesmo, com copia de urna carta do en-
genbeiro civil francez Danjoy, sobre os meios con-
ducentes ao melhoramento da agricultura.A' com-
mssao de industria.
L'm requerimnto da irmandade do SS. Sacra-
mento da cidade de Nazarelli, pedindo a approYaco
doseucompromisso.A' commssao de negocios ec-
clesiasticos.
Oulro da irmandade da matriz de Papacara, pe-
diodo a approvaco de seucompromisso.A raesroa
commisso.
Oulro de Joao Francisco d Paula Estoves Clemen-
te, pedindo quota para pagamento das cootas, que
Ihe deve a cauara municipal do Kccife, compus-
sao de orcamento municipal.
_ lie lido, e adiado por haver pedido a palavra o
Sr. Aguiar, um parecer da commssao de legislarflo
sobre o requerimento de Anselmo Ferreira Cmara.
Tambera se l o seguinte projeelo :
A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co resolve:
> Arl. nico. Fca o presidente da provincia au-
(orisado a applcar compra de arroes da compa-
nhia, que se orgaujsar. para a construefo da estra-
da de ferro desta provincia, 'nao s o producto do
empreslimo deque Irata a lei n. 296de 5 de maio de
18.'), como lamhem elevar para o mesrao fim o re-
ferido empreslimo quantia de dons mil conlos de
res, se assim o julgar conveniente.
a Paco da asserabla provincial de Pernarabuco
22 de abril de 185*.. Francisco Xavier Pote Bar-
relo.-*Antonio Alces de Souza Cavalho. Sebat-
tiao do Reg Barros de Laceria. Francisco Joao
Carneiro da Cttnlia. Francisco do Reg Barros
Brrelo. Bpaminoniasie Afelio.. Jos Alaria
Moteo;n ia l'eiga Pessoa.P. Manoel Lopes ie
Siqueira.Theoforo Atochado Freir Pereira ia
Silea Junior.--lMiz Filippe de Souza Leo. Au-
gusto ie Souza Leilo.Joao Jos Ferreira ie Aguiar.
Manoel Joaquim Carneiro da Cunha.Siqueira
Cavaicanti.P.Vicente Ferreira ie Siqueira i'a-
jilo.Roirigo.Castorie Albuquerque Alaran/tilo.
Leonardo A atunes Meira Henriques. Joao Francis-
co ia SUca Braga.-Alanoel Clemeniino Carneiro da
Cunha. Josi Francisco ia Costa Gomes.Jos
Quintino ie Castro Lean.Antonio Jos ie OU-
ceira.Francisco ie Paula Baptisla. Francisco
CarlosBraniao.Aprigio JustinianodaSilca Gui-
mares.
Depois de julgado objeclo de deliberaran, he dis-
pensada a impressao a requerimento do Sr. Aguiar.
Primeira parte ia oriem do dia.
Discussao do parecer adiado, da commssao de or-
rameuto municipal, sobre nm requerimento de Joa-
quim Francisco de Paula Estoves Clemente, cm que
pede que pelos cofres provincia, n Ihe pague a
importancia das copias qne tirn para o processo dos
ofliciaei do Corno de Polica.
Val meta e he apiada a seguinte emenda :
Emenda segunda conclusau do parecer. Quanto
a segunda parles he de parecer, que seja ouvida a
commssao de orcamento provincial. Epaminon-
ias. a
O Sr. Francisco Joo diz, que as obsetvares, que
lem fazer sao muilo ligeiras, porque ellas todas di-
zem re reca-lhe, que tendo a commssao tirado ronclu-o
de que eslava inhibida de inlerpor um parecer qual-
quer, porque esto parecer devia pertencer |rommis-
so de fazenda.devia remeller para essa commssao
o requerimento e essa devia ser a sua segunda con-
cluao. e estando ira mesa urna emenda neste senti-
do, declara volar por ella. ,
O Sr. Barros ie Laceria:Sr. prcsidenle.mem-
bro da commssao do orcamento municipal, c autor
do parecer qoe se acha em discussao, me compele
defende-lo, ou.explicar as concluso que nelle se
achara exaradas. Apparecenluin requerimento de Joa-
quim Francisco de Paula Estoves Clemente, pedin-
do, qoe pelos cofres provinclaes se Ihe pagassem cus-
tas de ura processri, que se ach era andamento; a
mesa devida, ou iudevdaraente mandou esse reque-
rimento para a commssao delorcamenio municipal,
embora o pretndeme solicilasse ser pago pelos co-
fres provnciaes, talvez porque se tratava de castas
de processo. A commssao examinando-o diz qne
pelos cofres municipaes, nao deve ser paga essa des-
peza, porque u3o est anda lindo esse processo, ca-
to em que a lei manda que a municipaldade pague
as castas, isto quando a justica publica decidir, ou os
reos sao pobres : esta he a primeira conclusao do pa-
recer ; a segunda que o parecer comprelicnde, lio a
direrr.to que qu o requerimento deve ter : o pre-
lendeule requer que as cusas Ihe sejam pagas pelos
cofres proviuciaes.entao a commissan di/.que quanto
a esle ponto, nenhum pai peer pode dur. Ora he
cosame das commisscs deelinarem de si para atou-
ma oulra coramisso, mas este parecer nao declinnu
de si para oulro, declino!) desi peranle a mesa, a es-
la .pois agora compele dar direrrao a esse requeri-
mento, S commssao poda declinar de si para oulra,
mas nao lem rigorosa obrgar.to do o fazer, nao o fez,
n mesa competo depois da declararan que a cora-
misso faz, de qne Ihe nao perlence, remelte-lo
aquella a quem o objeclo do requererimenlo per-
len^a. Eiso qae he o parecer, e nao vejo nSolivo
para que dexe de ser approvado.
O Sr. BraniSo : (Daremos em oulro numero.)
Encerrada a dicussao, he o parecer approvado
com as emendas doSr. Epaminondas.
Segunda parle da oriem do dia.
Conlinnaco da segunda discussao do orcamento
provincial, artigo 16 e as emendas ao mesmo ofle-
recdas.
O Sr. Meira Henriques : (Nao resliluo seu dis-
curso.)
Siipprima-se o artigo 16.A/eira Henriques.
O Sr. Baptisla responde ao precedente orador,
mostrando a i m possibil i dade de sustentar-so o tliea-
Iro cora o subsidio de 12 contos de reis, e explica a
conlradicao em qae o Sr. Meira suppoe estar o hon-
rado merobro, quando na sessflo pastada disseque vo-
lara pela emenda, que supprlmissc toda a subven-
cao dada ao thealro.
O Sr. Souza Carmlho : (Daremos em oulro nu-
mero.)
O Sr. Paet Brrelo: (Publicaremos em oulro nu-
mero.;
O Sr. Meira: (Nao devolveu seu discurso.)
Encerrada a discussao. he o artigo approvado, re-
sedada a emenda supressiva, e a do Sr. Aguiar, re-
lirendo o Sr. Paes Brrelo a saa, eseudo opprovada
a da commssao.
O Sr. Presidente nomea*ara a commssao 'que
lem de dar os pezames a S. M. o Imperador, os se-
nhoies... (vide Diario n. 93 de 24 do correnle,; de-
signa a ordem do dia, e levanto a sessao.
WWW
Contrato das carnes verdes.
Relacao das pessoas que mataram rezes, mediante
a multa de 109000 rs. por cabeca. na conformi-
daie do arl. 9 do contrato das carnes verdes, e
resoluco da presidencia de 21 de dezembro io
anno prximo passado, sendo ditas multas dos
dios 17 a 23 de abril do correnle mez.
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PIBLICA0' A PEDIDO.
NAO SE PODE ABRIR ACENTO OS CASA-
MENTOS E BAPTISADOS ABAIXO DECLA-
RADOS POR NAO' TEREM VINDO AS CER-
TiDO'ES.
Casamentas.
Francisco Antonio Silvano com Alexandrina Ma-
ra da Paixao; licenra para o padre Joaquim Anto-
nio (ion^alves em 18o0.
aldino da Silva Marlins coro Mara da Purificao
53o Medeiros, licc/lca para o padre Jos FrancLsc-
de Arruda em aS de noverabro de 1852.
Narciso Mara de Carvalho cor* Julia Mariana Bur-
le, licenca para o reverendo vigario do Poro em G
.de feverciro de 1852. "
Joao Rbciro Pessoa rom Mareolina Froncisca dos
Prazeres, licenca para o reverendo ex-provucial Fr.
Lino do Monto Carmello em 6 de fevereiro de 1853.
Francisco Brandan Paes Brrelo com Genoveva
Augusta de Mello, licenca para o*padre Chrislovao
de Hollaoda em 22 de novembro de 1853.
Antonio Rodrigues de Oliveira com Mara do Es-
pirito Sanio, licenca para o padre Jote Dionizio de
Oliveira em 26 de novembro de 1853.
Baptisiios.
m filho de Pedro Jos da Costa, licenra para o
padre Manoel Adriano em 28 de oulubro de 1853.
' Urna filha de Antonia Francisca de Mello, licen-
ra para o padre Francisco Jos de Oliveira Moura
em 25 de oulubro de 1853.
Um lidio de Manoel Ribeiro de Carvalho, licenca
para o padre Pedro da Silva Brando em 11 de Ja-
neiro de 1854.
Um filho de Antonio Francisco de Souza Xavier,
licenca para o reverendo vigario do Poco em 17 de
Janeiro de 1854. Q vigario,
Venancio Henriques de Retenie.-
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIFE 25 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces olciaes.
Descont d lettras de 6 mezes 10 % ao anno.
Assucar roascavado em Macei 20100 por arroba
posto a bordo.
Couros seceos salgados era Macei a 165 rs. por
libra.
ALFANDEUA.
Rendimento dodia 1 a 24.....179:34$968
dem do dia 25......~i 6:7749171
por.
2:51780001
1:6119000
1:1529000
9899000
1:1200142
Detcarregam hoje 26 de abril.
Barca inglezaCorridamercaduras.
Hiato americanoRosamondfarinha de trigo.
Patacho hollandezPolluxdiversos gneros.
Barca portuguezaS. S. da Boa-f'iagtmloara.
Importacao'.
Hiato nacional Carolina, vindo do Ass, consig-
nado a Jos Joaquim Fernandez, manifestou o se-
guinte :
160alqueires de sal, 6 saccas cera de carnauba,
150 couros miuilos, 4 meios de sola, 3 vaquetas, 1
arroba de cera amarella, 38 couros salgados, 100 mo-
lhos de palha ; aos roesmos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia,l a 24.....41:7338207
dem do dia 25 .,.......2:2499855
43:9839062
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 24
dem do dia 25 .
3:252*435
1079350
3:3599785
Expc
ortacao'.
Rio de Janeiro, brigoe nacional Sagitario, de266
toneladas, condazo o seguinte:93pipase 215 bar-
ris vinho, 8f ditos azeile, 20 dilos gesso francez, 15
pipusAinagrc, 1 cai\3o e 6 caixas com 30 latas de
cha, 736 saceos e 42 barricas assurar, 3,422 meios de
vaquetas, 294 molhos de couros de cabra, 91 fardos
fumo em folha.
dem, J>rigu nacional Conccico, de 192 tonela-
das, ronduzo o seguinte : 1,513 barras de ferro,
177 duzias de pranches de pinho, 30 caixas e* fei-
xes aro. 1 caixa com 36 duzias de luvas, -1 arado de
ferro, 5 harris cerveja, 25 latas cora tinta, 2 caixas
e 2 harris ferragens, 20 barris pixe, 60 saceos com
300 arrobas de assucar.
Bahia, hiato hrasileiro .Voro Olindq, de 85 tone-
ladas, ronduzo osegainte: 125 barris manleiga,
17 caixas armas, 12 caixas fazendas, 1 dita urna lata
de doce, 1 dito missangas, 1 dita lencos de cassa, 1
dita espingardas. 2 ditas, vidros, 1 dita formas, 1
amarrado papelao, 1 caix3o gesso. 1 pao de serra. 20
barris carne salgada, 61 harfs, 2 pipas, 2112 ditas,
5 quarlolas e 5 barris pequeos azeile de carrapalo.
254 saccas arroz, 40 caixas velas de carnauba, 1 dita
clcheles, 100 ditas qaeijs, 75 cunhetes assucar.
Cear o Maranho, brigue escuna nacional Laura,
condmio o seguinte : 486 volumes diversas mer-
eadorias estraageiras, 145 barricas e 575 barriqu-
nhas com 3,466 arrobas e 43 libras de assucar, 1 cal-
illo violas, 15 podras de amolar, 1 barril alcql, 1
caixio chapeos, 3 caixas rap, 1 .harriqunha com 2
arrobes de assucar refinado, i cajxaa^eouras, 2 roa-
cacos de ferro, 1.800 cocos seceos, 20 rolo* de fumo,
4 registros de ferro, 1 sino' de bronze, 3 barricas
quarlinhas, 33 quaoSnhai.
Gihrallar, brigue hainburgucz Ofinda, de 339 to-
neladas, conduzio o seguinlc: 3,600 saceos com
18.000 arrobas de assucar.
dem, brigoe hespanhol Jooo Emilio, de 237 to-
neladas, conduzio o seguinte : 3,090 saceos com
15,000 arrobas de assucar.
Babia, barca franceza Pernambuco, de 251 tone-
ladas, conduzio o seguinte :601 couros seceos com
23,472 libras, 1,614 quinlaes e 2 arrobas de talaju-
ba. 1 caixa livros e msicas.
Rio Grande do Norte, laucha nacional Feliz das
Ondas, de 29 toneladas, conduzio o seguinte:__12
volnmes gneros eslrangeiros, 12 cadeiras de ama-
relio.
ItECEBEDORlA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 25........270937-
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 24 .. 37:1829765
dem do dia25......., 1:4459733
38:0285'! 98
EDITAES.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm virtude da resoluto da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em r.uiii-
primenlo da lei, permite a mcsina junto, se bao de
arrematar cm hasta publica"* quem mais der nos
22, 23 e 24 d maio prximo vindouro os iraposlos
seguinles: '.
29500 rs. por cabera de gado vaccom que for con-
summido nos municipios abaixo declarados.
Recito avaliado animalmente por 56K)l5900n
Olinda avaliado annualmenle por 2:2463000
Iguarass avahado annualmenle-por. 1:7209000
Goianna avaliado annualmenle por. 6:5219000
Nazarelh avaliado annualmenle por. 4:4309000
Cab* avadado annualmenle por 1:515900o
Santo Anlo avadado annualmenle por. 0:0119000
Serinhaem avallado annualmenle por 56)9000
Rio Fermoio e Agua Preta avaliado an-
n nu!mi;nIe T-.,....... 2:5213000
Pao d Albo avahado annualmenle por. 4:0019000
E nos municipios seguinles not quaes so pagam
aquelles que talliam carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
l.imoeiro avaliado annualmenle por. .' 3:5219000
Bonito eCaruir avaliado annualmenle
Brejo avaliado annualmenle por. .
Cimbres avaliado annualmenle por. .
(nranhuns avaliado annualmenle por.
Flores e Floresta avaliado animalmente
por.............4:0019000
Boa-Vista e Ex. .'.....'. 4:0709000
Nos (res ullimos municipios, isto he, Garanhuns,
Flores, Floresla, Boa-Vista, e Ex sao arrematados
conjuntamente os iraposlos a cargo dos codeclores
e 20 por rento do consumo de agurdente, conformo
determina o arl. 42 da lei provincial u. 286- de 28
de jdnhn do 1850.
20 por cento sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguinles municipios:
Olinda avaliado annualmenle por. 8IO9OOO
Ignarass avaliado annualmenle por. 849000
Goianna avaliado annualmenle por. 649000
Pao d'Alho avaliado annualmenle por. 769000
Nazarelh avaliado annualmenle por. 639000
Sanio A ntao avadado annualmenle por. 2029000
Bonito eCaruar avaliado annualmenle
pof............. 339000
Cabo avaliado annualmeote por. 449OOO
Rio Formoso e Agua Prela avaliado an-
nualmenle por........ 41 JOOO
Serinhaem avaliado annualmenle por. 269000
l.imoeiro avaliado annualmenle por. 909000
Brejo avaliado annualmenle por. 309000
Cimbres avadado annualmenle por. 30000
As arrematarles serao feilaspor lempo de 3annos
a coutar do i de julho do correnle antio a 30 de ju-
nho de 1857, e sob as mesmas condices das ante-
riores.
,As pdssoas que se propozerem a esta arrematadlo
comparecam na sala dat sessoes da raesma junto nos
das cima indicados pelo meio dia,compe(entemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o jiresen le e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferrejra "'Annuciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm.Sr. presidente da provincia de 11 do cor-
renle, manda fazer publico que, nos dias 2, 3 e 4 de
maio prximo vindouro, peranle a junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a pintara e alcalroamento das pon-
tes de Santo Amaro, da Tacarana, dos Arrumbados,
da ra da Aurora, e da pintura somente da do Va-
radouro, avadada em 3039705 rs.
A arrematado ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286'de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem 'esta rremalarao
rompareram na sala das sessfles da mesma junta, os
dias cima declarados, pelomeio dia, competeutemete
le habilitadas.
E para constar se mandou aflxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernarfl-
buco 15 de abril de 1854. O secretario, *
( Antonio Ferreira S Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrcmalacao.
1. As pinturas d'eslas puntes serao fritas de con-
formidade com o orcamento apresyntodo nesla dala
a approvaco do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 3039705 rs.
2L Serao principiadas no prazo de 15 dias, e fio-
darao no de 60 dias, contados segundo o regola-
mento."
3." A importancia desta arrcmalacao ser.paga em
urna s preslarJo quando a pintura esliver concluida
que sera recebida definitivamente.
4. Para lado o mais que nio esliver determinado
as presentes clausulas seauir-se-ha o que determina
a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario. .
Antonio Ferreira d Annunciaco,
O Illm. Sr. contador servindo de inspector d*
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, qne no dia 18 de maio prximo vindouro,
?ai novamente a praca para ser arrematada a qntm
por menos fizer, a*>bra da cadeia do Rio Formoso,
avadada cm 33:0009000 rs.
A arremalaqao ser feita na forma dos arlt. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremataran
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bucq 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreirt da Annunciaco^
Clausulas especiaes para a arremataran.'
1. As obras serao tedas de conformidade como
orcamento e planta nesta dala approvados "pela di-
rectora.em cooselhoe apresenlados a appprovarao
do Exm. Sr. presidente da provincia na importancia
de 33:0009000 rs.
2.* O arrematante ser obrigado a dar principio
as obras 110 prazo de dous mezes e condui-'las no de
viole mezes, contados de conformidade com adispo-
sicao do arl. 31 da lei n. 286.
3." Paraexecurao das obras o arrematante dever
lr um meslre pedreiro, e outro carpiua da confian-
za do engenheiro. t
4. O pagamento da importancia d'arremalarao
ser feilo em seis prestarles da forma seguinle: a 1.a
da quantia de um dcimo do valor da arremalaco
quando esliverem feilas lodas at paredes al o nivel
do pavimento terreo, c juntamente ocano de esgolo;
a 2." da quantia de dous decimos quando esliverem
feilas todas as paredes exteriores e interiores al a
altura de receber o Iravejamento do primeiro an-
dar, e assbtadas todas as grades de ferr das janel-
las; a 3.a da quantia de dons decimos quando esli-
ver assentado loda o Iravejamento do primeiro an-
dar, feilas todas os paredes al a altura da cubera,
e embucadas as cornijas; a 4.a lambem de dous de-
cimos quando esliver prompla toda a coberla, assen-
tado 6 Iravejamento do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5. tambero de dous decimos quando esliverem con-
cluidas todas as obras e recebidas provisoriamente.;
a 6.a finalmente de am dcimo quando fur a obra
recebida definitivamente o que lera lugar um anno
depois do recebimento provisorio.
5.a Para tudo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O (rehiri.
Amonio Ferreira ia Annunciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da Ihe-
souraria provincial, em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 12 do correnle,
manda fazer publico, que do dia 4 de maio prximo
vindouro, vai novamente a prara para ser arrematada
a quem por menos fizer, a obra do 21 lauro da estra-
da de Pno d'Alho, avadada em 14:9609000 ris, lo-
mando-se por base da arrcmalacao o abalimenlo de
8 por oO'erecido por Manoel Thomaz de Albuquer-
que Maranliau.
E para constar se mandou affixar o presento e pu-
blicar pelo Dikrio.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 15 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira o"Annunciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da or'dem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no da 4 de maio prximo vindouro, pe-
ranle a junto da fazenda' da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
acude na povoacao de Bezerros, avadada novamente
em 4:2289950 res
A arremalaco ser feila na forma dos arligos 42 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataro,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou ufilxar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 8 de abril de 1851. O secretorio,
Antonio Ferreira i'Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremataro.
1. as obras dile acude serao feilas de conformi-
dade com a planta e orcamento approvado pela *ii-
rccloria em conselho e apresenlados a approvaco do
Exm.Sr. presidente da pnvincian importancia de*
4:2289950 rs.
2.a O arrematante dar comeeo as obras no 1 de
oulubro do correnle anno, e terminar 6 mezes
depois.
3.a O pagamento da importancia da arremalaco
ser devidido em tres partes: sendo urna do valor
de dous quintos qaando houver feilo metadeda obra;
oulra igual 3 primeira quando entregar provisoria-
mente, e a tercera de um quinto depois de um anno
na occasiao da entrega definitiva.
4.a Para ludo o mais qoe nao' esliver especificado
oas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d' Annunciaco.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, era cumplimento da resolu-
caodajanlada fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril p. vindouro, vai novamente
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concerlos, da cadeia da vrila do Cabo, a-
valiada era 8259000 re.
A arremataro ser feila na forma dos artigos
24 e 27 da lei provincial 11. 286 de 17 de, maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aolxr o presente e
publicar pelo Diario.Secretoria dalhesouraria pro-
vincial de Pernambuco 28 de marco de 1854. O
secretorio, Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1.a Os concerlos da cadeia da villa do Gabo far-se-
hao de conformidade com o orcameolo approvado
pela secretoria em conselho, e apprcseolado apro-
vacao do Exm. presidente da provincia, 11a impor-
tancia de 8259000 rs.
2."OSrrcmatantc dar principio s obras do pra-
zo dequinze dias.o" dever ronrlui-las no de tres
mezes, ambos couVdos de conformidade com o arl.
31 da lei 11. 286.
3.a O arrematante seguir na'cxccurao ludo o que
Ihe for nrescripto pelo engenheiro respectivo, nao
s para boa esecucSo ju irabalho como cm orden
de nao inufilisar ao mesmo lempo para o servico
publico fcdas as partes do edificio.
4 a O pagameuto-da inporlancia da obra verifi-
rar-so-lia cm duas prestaces iguaes : a depois
de feilos dous tercos da obra, e a seguanda depois
de toncado o termo de recebimento.
5-a Nao haver prazo de responsabitlidade,'
6." Para ludo o que nao se ada deerminado as
presente* clausulas nem no orcamento, seguir-se-
ha o que dispoe a lei o. 286. Conforme. O se-
cretorio, Antonio Ferreira tPAnnunciarSo.
O Illm. Sr, contador servindo de inspector
da Ihesouraria provincial," em imprmenlo da re-
solnrm da junto da fazenda,. manda fazer publico,
que no dia 27 de abril prximo vindouro, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a. obra dos concert da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avadada em 2:8609000 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos artigo s42
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes. abaixo copiada*.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecam na sala das sestees da raesma junto no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E par% constar se mandn afllxar b presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854. O secretorio. Anto-
nio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arremataro.
1.a As obras do* reparos da cadeia da villa de Pao
d'Alho serio feilas de conformidade com a planta e
orcamento approvados pela directora em conselho,
e presentada a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 2:8608000 rs.
2.a As obras comecarao no prazo de 30 dase serao
concluidas no de qualro mezes, ambos contado* de
conformidade com o que dispoe o arl. 31 do regu-
la ment das obras publicas.
3.a A importancia da arrcmalacao sera paga em
Iros prestaces, sendo a primeira de dous quintos,
paga nuando o arrematante houver feilo a metade das
obras*) a segunda igual a primeira, paga do fim dat
obras depois do recebimento provisorio ; e a !cr-
ceira paga depois do anno de responsabilidade,
e entrega definitiva.
4.a Para tudo o mais que nao esliver determina-
do as presentes clausulas, ou 110 orcamento se-
guir-sc-ha as disposicors da lei u. 286 de 17 de maio
do 1851. Conforme. -* O secretario. Antonio
Ferreira i'Annunciarao.
Ojlllm. Sr. contador servindo de, inspector, da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
Co da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamente
apjaca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do'acude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avadada em 4:001$.
A arrcmalacao ser fe|a na forma dos artigse
24 c 27 da lei provincial n. 286; de 17 de maio de
1851, e solfas clausulas' especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declararlo, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de marco de 1854.O secretorio, Antonio
Ferreira Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremalaco.
1." As obras desle acude serao feilas de cpnfor-
midade com as plantas e orcamento apresenlados a
approvaco do JLim. Sr. presidente da provincia, no
mportaucia de 4:0049000 res.- '''*
2." Estos obras deverao principiar no prazo d
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes a
conlar. conforme a lei provincial n." 286.
3. A importancia desta arremalaco ser paga
em tres prestaces da maneira segumfe : 1., dos
dous quintos do valor total, quando liver conrlui-
do'a metade da obra : a 2.a igual a primeira, de-
pois de'lavrado o termo de recebimento proviso-
rio : a 3.a, finalmente de um quinto depois do re-
cebimento -definilivo. 9
4.a O arrematante ser obrigado a rofnmunirar a
repartirn das obras publicas com antecedencia de
Irinla dias, o dia fixo em que lem de dar principio
a execucao das obras, ssim como Irabalbara se
suidamente durante quinze dias lim de que possa
o engenheiro ncarregado da obra assislr aos pri-
meiros trabadlos.
5.* Para tudo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha "o que determina
a lei u. 286.Conforme. O secretorio, Antonio Fer-
reira d" Annunciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
rao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamente
praca, para ser arrematada a qrfem por menos fi-
zer, a obra dos concerlos da cadeia davilla.de Seri-
nhaem, avadada em 7509000 rs.
A arremalaco ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiada*.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
corapareram na sala, das seasoes da raesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para cotutor se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Uiesouraria provincial de Fernn)*
buco 28 de marco de 1854O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.a (H concerlos da cadeia da villa de Serinhaem
far-se-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em conselho e apresentado
approvaco do Exm. Sr. presidente na importancia
de 2:7509000.
2.a O arrematante dar principio s Aras no pra-
de um mez e dever' conclu-las no*de seis me-
ter lagar em Ires preslacoes iguae*: a 1, depois
de feita a metade da obra: a 2<, depois da entrega
provisoria; e a lerceira na entrega definitiva.
5.* O prazo da reaponsabilidade ter de seis
mezes.
6.a Para tudo o que nio se achar determinado
as presentes clausula* nem no orcamento, seguir-
se-ha o que dispoe a respeito a le provincial n. 286. -
Conforme.i) secretario, Antonio Ferreira da
Annunciafio.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da resolu-
rao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindourb, vai novamen-
te a praca para ser arrematada a quem por menos
fizer, a obra do acode da povoacao de Salaueiro ava-
llada em 2:5309000 rs.
' A arremalajao ser feita na forma dos arl*. 24 a
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas, especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das seasoes da mesma jnnto,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente e -
publicar pelo Diario. ,
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
. Clausulas especiaes para a aripnuUafSo.
1. As obras desto acde serao feita* de conformi-
dade cora a planta e orcamento apresentado* netta
data approvaco do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:5309000.
2.a Estas obras deverao principiar no praxe de
dous mezes, e serio concluidas no de 10 mezes a
contar conforme a lei provincial n. 286.
' 3.a A importancia ueste arrematacio ser paga
em Ires preslacoes da maneira seguinte: a Ia, dos
dous quintos do valor total, quando liver coocluido
a metade da obra; a 2a, igual.a primeira depois de
Iavrado o termo de recebimento provisorio; a 3a
finalmente de um quinto depois do recebimento de-
unitivo.
.4.a O arrematante ser* obrigado a commonicar a
repartirn das obras publicas com antecedencia de
Innta dias, o dia6x0 em qne lem de dar principio
a exccuojto das obras, assim como Irabalhar segui-
damente dorante quinze dias, lim de que posta o
engenheiro ncarregado da obra, assislir aos primei-
ros trabadlos.
5.a Para ludo o mais que n5o esliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha olque determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de malo de 1851.__
Conforme.O secretorio, Amonio Ferreira da An-
nunciaco.
DECXAHAgO ES.
zo
zes, ambos
n. 286.
contados na forma do art. 31 da lei
3.a O arremtente seguir nos seus trabadlos tudo
o que Ihe for determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para a boa xecucHodas obras como
em ordem de nao inutilisar ao mesmo tempo para o
servico publico lod*s as partes do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremataro
ter lugar em tres preslacoes Iguaes; a Ia, depois
de feila a metadeda obra; a 2a, depois da entrega
provisoria; e a 3a, na entrega definitiva.
5 0 prazo da responsabilidade ser de 6 mezes-
6.a Para tndo o que 1100 se acha determinado na*
presentes clausulas nem no orcamento seguir-se-ha
o que dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretorio, Antonio Ferreira ia
Annunciaco.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo viqdouro
vai novamente a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhoramento do Rio
Goianna, avaliada era 50:6009000 rs.
' A arremalaco ser* feita na forma dos arts. 24 a
27da le provincialn. 286.de 17 de maio do 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado pelo meio da, competentemente
habilitadas. '
E para constar se mandou afllxar o presente e pu-.
blicar pelo Diario. %
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacUo.
1." As obras do melhoramento do rio Goianna far-
sc-hao de conformidade rom o orcamento plantas e
perfis approvados pela directora cm conselho, e
apresenlados a approvaco do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6009.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tresaqnos, am-
bos coulados pela forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3." Dorante a execucao dos Ira.balbos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcacas, 011 pelo canal novo ou pelo leilo do ac-
.lual rio. *
-k O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do Irabalho que Ihe Ior determinado pelo
engenheiro.
x- 5.a O arremtenle ser obrigado a apresentar no
fim do primeiro anno ao menos a quarla parle das
obras prompla, e oulro tanto no fin do segundo an-
no e fallando a qualquer densas coudiccOes pagar
ama multa de um cont de ris.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira ia
Annunciaco. 0
O IHra. Sr. conlador servindo d inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
ro da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no da 27 do abril prximo vindouro, se ha de ar-
rematar a quem \ior menos fiaor, a obra dos ron-
certos da cadeia da villa de Garanhuns, avaliada em
2:2199280 rs.
A arremalaco ser feita na forma dos rts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecam na sala das sesscs da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conster se mandou afllxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretara dalhesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854O secretorio, Antonio
Ferreira ia Amunciacao.
1 Clausulas especiaes para a arremalaco.
1.a Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hao de conformidade con o orramenlo ap-
provado pela directora era conselho, c" apresen lado
a approvaco do Exm! Sr. presidente da provincia
na impor|ncia de 2:2499280 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes c devora tonclui-las no de seis,
mezes ambos coutados na forma do art. 31 da la*
n..286.
3." O arrematante seguir nos seos trabadlos In-
do o que lhes for determinado pelo respectivo en-
genheiro nao s para boa execucao das obras, como
em ordem de nao iuuUlisar ao mesmo tempo para o
servico. publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalaco
Real companhia de paquetes inglezes a
. vapor.
No dia 2 de maio es-
pera-se da Europa um
. do vapore* da compa-
nhia real, o qual depois
_ da-demora do costme
seguir para o sal; para passageirot trate-te eom os
agentes Adamsou Howie & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42. 4
Passagem para Babia 25 patecoe* mexicanos, brati-
leiros 00 hespanhoes.
para o Rio de Janeiro 50 ditos, ditos, dito*.
para Montevideo 100 ditos, ditos, ditos.
para Buenos Ayres 110 ditos, ditos, ditos.
Companhia do Beberibe.
A directora da companhia do Beberibe, feudo de
mandar aterrar ama valla na povoacao de Apipucos,
convida a qaem couvier encarregar-sc desle servico
a apresentar suas propostas, era carias techadts,
no dia 4 do maio prximo, no eacriplorio da mesma
companhia: na roa Nova n. 7, primeiro andar,
Tend e arsenal de marinh* preeiaSo de srven-
les para as suas obras, e sendo urna deltas m? arre- .
cite, pelo que veucerao os que nella oceuparem-se o
jdVaal de 960 r., por di*; manda o Illm. Sr. ins-
pector convidar os qne nisso se queiram empregar,
'apresenlarem-se-lhe notmesmo arsenal.
Secretaria da inspeceo do arsenal de marinh* de
Pernambuco 24 de abril de 1854.O secretario,
Alexanire Rodrigues iot Anjos.
Conselho administrativo.
Oj conselho administrativo em virtade da autori-
aaeaq do ExnjpSr. presidente da provincia lem de
comprar os objectos seguinles:
Para a pinjara da fortaleza do Brum.
Alvaiade, arrobas 4, abo de linhaca, arrobas S,
poz prelo, arroba i, vcrdUbreme, arrobas2, oca ama-
relio, arrobas 4, tecanle, libias 12.
Para a mesma fortaleza.
Arcos do ferro para loneis, com 2 % polegadas de
largura, feixes 2, ditos de dito para jarra* eos 1
3(4 de largura, feixes 2. r
Para o 9 balalhic- de infantera.
Caldeira grande de ferro batido, para eem pra-
cas 1.
Para provimnlo dosarmazeos do almoxarifads.
.Pederneiras inglezas para armas do adarme 17,
10,000.
Para oflicinas de 1 e 2 chutes.
Costados de pao d'oleo 2, tebots de assoalho de
louro 12.
4* clisse.
rame de latao grosso, arrobas 2.
2a bala Ihio de infantera.
redes de carneiro 100.
Diversos batelboes.
Manas de laa 374,
Companhia de cavallaria.
Espadas 39, coturnos, pares 46.
Quem quizer vender ues objectos, prese*te as
suas propestes em caria lachada na secretaria da
conselho, s' 10 horas do dia 28 do correnle mez.
Secretoria do conselho administrativo art forneci-
meolo do arsenal de guerra, 20 d abril de 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente, Bernar-
nardo Pereira io Carmo Jnior, vegal e eere-
terio.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que em conformidad da
aulorisaco concedida pela ordem do tribunal da
Ihesouro nacional de 20 de marco prximo paitado
n. 37, est aberto o concurso para preonchimenlo
das vagas dos logares de praticantes qae exitlem pa
mesma Ihesouraria, e cojos exames terao logar no
dit 5 de maio prximo futuro. Os pretendenles
deverao apresentar seus requerimentos at o da 4
dosupradito mez, instruidos com cerlidao de idade,
folha corrida, e quaesquer oulros documentos que
tirvam a provar suas habilitaces, devendo mostrar
no exame que lem boa Ietlra, sabem os principios da
grammalira da lingua nacional; as quatro especies
e a theoria dos quebrados e fraccoes decimaes, na
huma do ait. 2 do regula ment Me 18 de dezembro
de 185fL D. Hl.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernara-
bnco 6 de abril de 1854O oflical-maior, Emilio
Xavier Sobreira de Mello. .
A reparticao -da* obras publicas contrata por
esparo de seis mezes.os materiaes necesarios para as
obras que tem de ser ezecotadis neste cidade, a
saber, cal preta, (jlo de alvenaria grossa batida,
eareia: os pretenden tes comparecam nesla repart-
cao munidos de suas propottas al o di* 29 do cor-
rente mez. Directora dat obras publicas 25 de
abril de 1854, O secretario, oaquim Francisco
de Mello Santos.
QUINTA FEIRA 27 DE ABRIL DE 1834.
BENEFICIO DE C11IUT1N.V CANTAREI.LI-
Em consequencia de nao fizerem parte da com-
panhia os Srs. Mendcs, sua tenhora, o Sr. Sena*,
etc., ele, e nao querendo estes senhores preslarem-
se obsequiosamente beneficiada he "ImpocstVel
promplificar a comediao Novroigualmente oo
pode ir a scena o bailoteasqualro nacespor*nao
haver quem se encarregue da parte de Quaker, e
em sea lugar ir a comedia em 2 artos do Sr. Men-
dcs Leal.
QEM PORFA UTA CA?A.
No fim da comedia, a Sra. Denerini, em obsequio
beneficiada, cantera urna aria da sua escolha.
Em seguida a beneficiada e a Sra. Pessina danea-
rao um novo passo a dous composlo por J. De-Vee-
chy, intitulado
A STYRIENNE:
A msica be eomposic,o do distiact professor o
Sr. Thcodoro Orcsles.
Seguir-se-ha o vaodeville em 1 acto
rM.AIt O MAL JIJE NAO' VEZ.
Findo o qual a beneficiada dansara urn solo a ca-
rcter, composs3o de 1,. De-Vecchy. *
Finalisar o espectculo com o applaadido vude-
vlle cm dous actos, msica do Sr. Norouha.
INNOCENCIO
00
0 ECXIPSDE 1821.
A beneficiada pede ,4iil desculpas pela mddanca
qne foi nbrigada a fc(zer no especlacolo, porm es-
pera da bondade do generas* publico qoe Ihe rele-
vo esto falto, aviste das poderosas razoet que apr-
senla, que a pozeram na triste collito de, oa tan-
car mo deste espectculo, nico que presenUanrHe
pode Ir scena, ou nao fazer este beneficio nnca
recompensa de seos trbateos.
O* bilhetes vendem-se na ra da* Cruzes n. 12,
e no dia.no e*crplorio do thealro.
Principiar s hora do cosame.
... *.*.,..,:..,.
I
r-
i M r
II A
- JBk.

m-.M^i


DIARIO DE PEBIUMBUCO, QUARTA FEIRA 26 DE ABRIL DE 1854.
J
?VISOS martimos.
Para a Baha sahe com brevldade o hiale Soto
Olinda; para o ralo da carga Irala-M eom Tasso Ir-
ruios.
Ceara' c Acaracu'.
Segu nestes da* o hiale SobraUrue, anda rece-
be carca e passageiros, Irala-se com Caelano Cyriaco
da C. M. ao lado do Corpo Santo, loja de roassamcs
n. 25.
Para b Rio de Janeiro seguir' bre-
vemente a bm construida e veleira escu-
na nacional Flora, capitaoJose Severo
Moreira Rk; recebe carga e escravos a
f rete ; a tratar com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & Companhia.
-O brigae porlaguez Botn-Suecesso segu, era
direitora para Lisboa com toda a brevidade: para o
resto da carga e passageiros, trala-se com' os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, na ra
do Vigaro n. 19 primeiro andar, ou com o capilao
na prar,a.
Para o Porto.
A barca portugoeza N. S. da Hoa-I iagem, se-
gu em rauito poucos das por ler parto do carrega-
menlo promptg: quem na nesuna quizer carregar
ou ir do passagem, para o que tem excellcnles com-
modos, dirija-sc aos consignatarios Francisco Alves
da Cuoha&C., ruado Vinarion. II, ou ao capilao
na praca.
Para a Baha segu em poneos das a veleira
garopeira LicracSo, por ter parle de na carga
prosapia, para o resto lrata-se em casa de Domingos
. Alves Matheus, na ra da Cruz n. 54.
A galera portugueza Margarida,
sahe para Lisboa no di 29 do cot rente:
roga-se portante aos senhores passageiros
queiram tr a bondade de embarcar as
suas bagagens no dia 28.
' 1
VI

LEILO'ES.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Estaoa' venda os bilhetes da 19 lotera
das casas de caridade; a lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dous das a sua sabida como
acaba de acontecer com o vapor Impe-
rador ; se porm nao vier por este vapor,
vira' impreterivelmente pelo vapor inglez
Brasileira esperado neste porto no dia
5 do mez prximo;
Precsa-e de urna ama que coznhe o diario e
engorme algoma cousa : na ra do Hospicio,- casa
n. 17.
gk O Dr. Sabino Olegario Lodgero Pinho mu-
9 dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
Alagam-se duas casas terreas com bons com-
modos, quintal e cacimba, sitas, urna na roa do lam-
ba n. 5 A, e outra na rus. Real junto II Mangui-
nho, aqual tem no fundo um grande armazem de pa-
daria ealguns perlencesda mesma, e he n. 27; ludo
s aluga por preco commodo : a fallar na praca da
Boa-Vista, botica n. 6, ou na ra Real, casa n. 6.
' Rape Amarelinho.
Vierta Percira da Cunha encarregada do deposito
de rap Prioceza de Gasse grssso, meio grosso e fino,
noticia a ses freguezes que acaba de rereber um
novo rap mnito apreciado no Rio de Janeiro, a qae
chamam amareliiiho: e em verdade r sua qualidade
o torna rccommendavel: seu preco he de 19280 de
5 libras para cima. Os amantes pois, da boa pilada
enconlrarao em seu deposito na ra da Cruz n. 23
todas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jcilando-se a qualquer reclamarlo que possa haver
O Dr.Thomassin, medico francez, da con- 1^
sullas todos os das uteis das 9 horas da ^
mauhaa at o meio dia, em sua casa ra da 3bv
Cadeia de S. Antonio n. 7. ^
Schafhtitlin & Companhia transferiram o sed
leilo de fazendas, por causa da chava, do dia
25, para quinta-feira 27 do corrente, as 10 ho-
ras da manhita.quando lera lugar no seu armazem,
ruada Croado Recife.por intervengan do agente Oli-
vera; e no mesmo acto se v enderiio por ordem de
Joao Keller & C, e por eonta e risco de quem per-
teocer, duas caixassob marcas i. K.P. ns. 3e9,, con-
tendo cada urna 100 duzias de meias de algodao ava-
riadasd'agua saleada a bordo da barca franceza Gus-
tavo II, capilao Hautbois, na sna recente viagem do
Havre para este porlo, onde aporlou em 10,de mar-
ro prximo passado.
O leilao da taberna da ra do aterro da Boa-
Visla n. 49 annunciado parahontem 25 do corrente,
em consecuencia da "chuva, fico transferido para
hoje 26.
_ Francisco Severiano Babellooi Filho fardo lei-
lao, por intervengo do agente Oliveira, e por conla
e risco de quem pertencer, de 20 pipas de vinagre
de Lisboa muilo"superior, prximamente d'alli im-
portado : quarta-feira 26 do corrente, as 10 horas da
manida, no largo da Alfandega.
Sesta-feira 28 do corrente, s 11 horas da ma-
nilla, o agente J. Ualis far leilo no armazem de
M. Carneiro na ra do Trapiche n. 38, a saber:
mobilia de Jacaranda, guarda loucas de amarello,
camas, barcos, lavatorios, quadros com estampas,
candieiros, lanlernas, relogiospara cima, de mesa e
para algibeira; e nulros muilos objectos que vale
a pena comprar, visto nSo terem limites: assim co-
mo tambem 2 cai jas com chapeos de castor prelo e
braneo, e um excelleole carro inglez de 4 rodas em
muilo bom estado com coberla e 2 acentos, sendo
um altar.
SBcflsfflK9K'flOSoP/ilrjeo6C'aKlsK8fcSR
AVISOS DIVERSOS.
I!
Antonio Barboza de Barros, subdito portugaez,
retira-ee para a Europa, a tratar da sua saude.
HOMEOPATHIA.
(A O Dr. Casanova, medico francez, d con-
av sullas todos os das no seu constltoro
RlADASrRlZE^N.28.
No mesmo consultorio acha-se venda um
grande sorlimenlo d carleiras de todos os
Umanhos por precos commodissimns.
CINCO MIL RIS.
1 carleira com 24 tubos a escolha.
1 tubo grande de globulusavuls. 500
1 dito mediano...... 400
1 dito pequeo...... 300
' X on Elementos de homeopalhia 2 volumes 2.
edieco.......... 59000
Palhogenesia dos medicamentos
brasileirosi volme...... 25000
Tratado das molestias venenas
para se tratar aj mesmo. 19000
NAVALHAS A CONTENTO.
Navalhas e tesouras feitas pei"o
melhor cutileiro de Lisboa, pedras
para aliar, as melliores que tem
vindo a este mercado.
HOSTIAS E PARTCULAS.
Ricos ierros ptra fazer hostias e
partculas, e as tesouras preprias
para as cortar.
PADE1RO E COZINHEIRO.
' Peneiras de rame, amarello e de
I metal braneo, ricas formas para
pastelues, bolos, podinse bolinhos. 3
MESA COBERTA.
Cobertas d metal e de rame,
proprias para cobrir os pratos na
mesa e tudo mais que diz respeito
a cozinha e mesa, e multas outras
cousas que a'vista faz cobicar ; tu-
do isto que cima se annuncia a'
venda, se'encontra na loja de fer-
ragensda ra da Cadeia do Recife
n. 56 A de Antonio Joaquim Vidal
& Companhia.
.Os administradores da massa fallida de Abrcu
Lima, declarara aos credores da mesma massa, que
nao podem fazer dividendo da qpantia de iifiOOfOM
rs., recebida em 30 de marro nltimo, nica que
existe em poder do eaixa de administrado sem que
se decida pelo respeelivo juizo, a que est anecio, o
incidente acerca do quantum que deve servir de
base para a porcentagem arbitrada ao depositario
da massa, a respeito do.queleem os administrado-
res duvidas, que submetleram a deciso de quem
compete, e esperara que sejam brevemente decididas.
Findo este incidente e- paga ao dito depositario a
importancia que se lhe dever de saldo da sua por-
centagem, assim como qualquer outro debito privi-
legiado, pela lei, ser feilo do restante o primeiro
dividendo aos credores da massa com a maior
promptidao.L. Leeomte Feron & C..V. Lame.
Miguel Jote Alees.
As dissences nos estados sao a ruina das gran-
es familias e o principio das pequeas. Duas ra-
zos houve de se confundir 'os apellidos em Por-
tugal pelo baptismo dosMouros, que tomaram os
do padrinho, e os negros os dos senhores, o mesmo
se d no Brasil, mas nao por Mouros, contra o dis-
posto ni ord. I. 5. til. 92 9 nesta parle em vigor. O
tenente general Antonio de Siqueira Varcjao Cas-
telio Braneo, natural da cidade e corte de Lisboa,
nico tronco, desta familia em Pernambaxo para
onde trouxe 3 filbos, Antonio, Lourenco e Joo de
Siqueira Varejio Castello Braneo, este c'asou-se com
D. Anua Mara de Mello Wanderley, sua sacccssao
nesta familia; o segundo com D. Iguez de Brlo e
Mello, so> successo as familias dos Regos Barros
e Cavalcans ; o terceiro com D. Joanna Pinto da
Fonseca, da casa e linha dos Sasde Benevides, ape-
lar d se tambem dizer, que do portuguez Joio Fer-
nandes Vieira (desconhe^o); delles foram filhos D.
Urjota Maria da Fonseca, qoe cssou com Antonio
de Miranda Vieira e os reverendos Drs. Pedro e
Antonio de Siqueira Varejio, nanea casaram, nem
tiveram fitnos bastardos, para o que se offerece o
testamento do ultimo, feito de 1779, registrado no
cartorio competente 1. 45 a fl. 15, assim nao poda
Gresoro Jos de Siqueira, coronel dos pardos, ser
seo filho bastardo.
l'recisa-se de nm caixeiro pequcno,.porluguez,
para loja e fazendas em Olinda nos qualro cantos:
a tratar na ra larga do Rosario n. 22 loja de miu-
dezas, assim como se vende urna escrava crioula e
cria, a qual cozinha o diario de orna casa, engom-
ma lizo, cnsaboa e compra na ra : a tratar na mes-
ma loja, vende-se tambem o 1 equarloloraoda histo-
ria de Portugal, assim como se declara que nesla loja
sevende lodo o sorlimenlo de miudezas e quin-
Suilharias por-preros muilo-baratos, aos compra-
ores.
l'crdeu-se no dia sexla-feira da paixao, no cho-
ro da matriz -de Santo Antonio, urna pulceira com
ure-cadeada urna corrente; jase sabe quem achou,
por conseguinte baja de a levar i ra Direita n. 36,
quando nao se dir seu nnme.
Precisa-se di um bom feitor para unienscnho,
preferindo-se um que tenha familia : trata-se na ra
da Cruz n. 34.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da ra da
Lapa o. 13, por barato prero : na prara da Boa-
Vista n..7.
JoSo da Silva, subdito porlaguez, e suamalher
reram-se para Lisboa.
Est justa S compra da taberna da ra do Mon-
dego n. 68; se alguem liver alcum direilo a ella an-
uoncie por estes tres dias, oo dirja-sc ao Manguinlio
D.51.
Precsale de um cozinheiro livre, e que seja
bem mralisado, para o collegio de educandos, na ci-
dade de Maci'iii: quem tiver as hablilacOes e lhe
convier, dirija-se aos qualro cantos, na roa dQuci-
raado o. 20.
Homoeopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
ta, defeitos da falla, do ouvido e
l.dosolbos, melancola, cepbalalgia
ou dores de cabera, enchaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
hece pelo nome genrico, de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem muitas ve-
I zes, alm dos medicamentos, o eroprego de
outrus meios, que despertem ou abalara a
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os ponhn a disposicSo do publico.
Consultas todos os dias (de graca para os
pobres), desde s 9 horas da mantilla, al
as dnasda larde, ra de S. Francisco (Mn-
de-Nove, o. 68 A.Dr. Sabino Olegario
Jp Lugerq Pinho.
essds s-ss@sssi
Arrenda-seoengenhollanhrnua da comarca de
Pao (TAlho, distante da praca 12 leguas, moe com
tiestas, est moente e corrente, tem boas trras de
producto para todas lavouras, com bons partidos em
lugares planos perto do engenhd, pode safrejar dous
a tres mil paes conforme a posse do rendeiro, lera
bom acude, permanente de agua doce, e tem maltas,
o rio Capibaribe, passa encostado a bocea da forna-
lha, a casa-de vivenda he sobrado: quem o preten-
der dirija-ce no mesmo eugenhu a tratar cora Jos
Ignacio Correia de Mello.
MECHillISMO PARA ENGE-
No dia 2 de maio prximo vindouro. perante o
jaizode orphos da villa do Cabo, lera de ser
arrematados por venda em ultima prara, para paga-
mento dusveredores do finado Caelano de Barros
Wanderley, por quem maior prero oflerecer, 11 es-
cravos, 25 bois mansos, 8 garrotes, 9 vaccas com
3 crias, 3 novilhos, 12 cavallos, 4 carros ferrados,
1 arado. '
Aluga-se urna escrava qne sabe engommar, co-
ser', fazer labyrinlho e marear, para casa de fami-
lia: quem precisar dirija-se a ra de Apollo n. 24.
O abaixo assignado faz scienle ao respeilavel
corpo de commercib, que tem dado sociedade em
sua taberna sita na roa da Cadeia de Santo Antonio
n. 16, ao Sr. Antonio Sebasliae de Medeiros, desde
o dia 20 do corrente mez, a qual tem de girar de
hoje em diinle sob a Urina de Santos & Medeiros.
Antonio Teixeira dos Minios.
Precisa-se* de urna escrava que faja o servico
diario de urna4 casa de pooca familia; paga-se bem
sendo de boa conducta: na ra do Padre Floriano
n. 5.
Fonle & lrraao fazem scienle ao publico, e
principalmente a seus freguezes, que Manoel Rodri-
gues Ribeiro da Cruz deixou de ser seu caixeiro desde
22 do corrente.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 12 a 16
anuos, para caixeiro de taberna: na ra do Pilar em
Fra de Portas n. 90,
* Offerece-sc urna niulber de meia idade para
ama de casa de pouca familia : no Recife, Jiecco do
Monteiro, loja de l.uiz Gomes, junto do sobrado do
Sr. Cunha. .
O abaixo assignado faz ver'ao proprielario do
sobradinho do becco do Rosariq n. 5, -que de hoje
(ni (liante nao se responsabiuW como fiador da lo-
ja do dito, ficando a carta de hoje em (liante de
uciihum efietn.Recife 24 de abril de iSi.An-
tonio de Souza Uarinho.
Precisa-se de 1:5009000 sobre hypolheca em
casas nesla praja, livresedesembarazadas pelo lempo
e juros que convencionar-se ; na ra do Rangel n.
54, fabrica de licores.
HR\STAL0TYP0.
Galeria de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo'.
Alerro da Boa-vislafl. 4..
De caixas, quadros, mcdalhas, alfineles e pulcei-
ras ha um rico sortimento para collocar retratos,
por prero muilo baixo.
Precisa-se alugar ama ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pooca familia, pata
Iratar de meninas a fazer mais algum servico se_ for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, oo na Capunga silio do Sr.Brilo.
Loja ingleza de roupa feita, ruada Cadeia
V do Recife n. 16.
i Existe neste estabelecimento um grande sortimento
de roupa feita de todas as qualidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palilos, casacas, calcas, colletes, camisas, ceroulas,
ele, e os precos serao os mais razoaveis possives,
visto ser o syslema do dono nao deftar diuheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejoizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leo, silo na fiegoezia
da Escada: os pretendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Visla, sobrado n. 53. segundo anflar, que
acharao com quem tratar, on na fregnezia da Escada,
no engenho Vicente Campcllo, com Manoel Conni-
ves Pereira Lima. ,
Casa da afericao, na ra das Aguas-
. Verdes ni 25.
O aferidor participa, que a revisAo leve principio
no dia 1" de abril corrente, a finalisar-se no dia 30
d junho prximo futuro: seguido o disposlo no
arl. 11 do regiment municipal.
O Sr. JoSo Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna caria na
livraria n. 6 e 8 da prara da Independencia.
Precisa-se alugar ama ama que saina lavar,
engommar, cozinhar e fazer todo o servico de urna
casa de pouca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de ouro
ou prala: ua ra Velha n. 35.
Attencao as pechinchas.
Chegaram loja de miudezas da ra do Collegio
n. l.os seguales objectos, os qaaes seveudempor
prero mais commodo do que em outra qualquer par-
le : um grande sortimento de calungas de porcelana,
como sejam : gatos, gallos, cachorros, oucas, tigres,
froctas, figuras, etc., ludoproprio para palileiros oo
enfeites de mesa, assim como S. Joao. Nossa Senbura
e o Divino Pastor, eslampas de santos e santas em
paulo pequeo e grande, colleccOes da Via Sacra com
IT eslampas ; e de lonca Santo Antonio, N.S. da
Concedo, S. Pedro, as tres pessoas da Sanlissima
Irindade, e outros mais ; balaios, cestos para com-
pras e cestas para meninas trazerem no braco e ou-
tras para fructas enflores, e outras muitas molduras
douradas para quadros, correntes de ac para relo-
gio, de muilos goslos, collecsOes de Goncalo de Cor-
dova, e Gil-Braz, dos Misterios de Pars e da revo-
luc^lo franceza em 1848, relralos de Isabel U ranilla
de llespanlia e de Espartero, de Napoleao I e III
da imperairiz, assim como ootVas muitas cousas que
se deixaude anounciar, pois a vista do comprador he
que se podem mostrar.
O bacharel WUrnvio continua a lecciunar em
francez, e pira este fim recommenda-se aos pas de
familia, aos quacs prometle toda a sol ir ilude possi-
vel no aproveitamenlo de seus filhos; lecciona tam-
bera pela manha na prara da Boa Vista em casa do
Sr. Gadault: a tratar na ra das Cruzes n. 22, pri-
meiro andar.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d a
quantia de 2009000 rs. a premio, com penhores de
miro ou prala. ,
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Offerece-se urna ama jn de meia idade, para ca-
sa de homem solteiro, para .cozinhar e engommar,
e muilo fiel: quem pretender dirija-se ao becco do
Serigado n. 13.
ODerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelecimento, excepto taberna, para
o que snjeita-sc a servir gratuitamente at obler prj-
lica que lhe d direilo a ordenado : quera de seu
prestimo se quizer utilisar, aa'nuncic para serjiro-
corado.
Beirao & Fernando com padaria na ra da Flo-
rentina, lendo do domingo 23 do crrenle deixado
sua casa entregue ao seu forneiro Francisco Ribeiro
lavares, aconleceu que vallando para sua casa nao
enconlrassemo dito forneiro Francisco Ribeiro lava-
res, encontrando porm urna cixa arrombada c a-
chando-se roobados na quantia de Ires conlos Irezen
tos e tantos mil res: portanto rogam a todas as au-
toridades policiaes a caplura do dito lavares, cojos
signaes sao os seguales: Portugaez, alto, magro,
pouca barba na pona do queixo, cor um tanto pli-
da, algumas marcas,do bexigas, representa ler 23 an-
nds de idade: recompensa-s generosamente a qual-
quer pessoa qoe dellc der noticia.
Sor vete.
No primeiro andar do hotel da Barra ha lodos os
dias, das seis horas emdianle, sorvele.
Precisa-se de 200$, dando-se para pagamento
desta quanlia e dos juros, o aluguel de ama casa na
ra da ConccirAu, que rende 8-5 mensaes: a quem
convier, pae dirigir-se botica n. 6 ifa praja da
Boa Vista para saber informares, e quem precisa
do dinheiro.
MULTA ATTENCAO !
A.pessoa que precisar xle um mulato
de 18 a 20 annos, que. se pode chamar
urna bonita peca, $ queira dar por elle
760$000, va' na ra do Queimadon. 7,
oja da Estrella, d Grigorio & Silveira.
Aluga-se a loja n. 3 do alerro da Boa-Vista,
cora armario do amarello, envernisada e envidrara-
da, propra para qualquer negocio : a fallar na loja
o. 1.
Qoem liver cavaUos para se cnsinar a todos
os andares dirija-se ao Manguind, silio que vai
para os A mirtos, com portan de pao. No mesmo
sitio vendem-se pes de larangeiras c de limoeiros ;
tudo por prero commodo.
O abaixo assignado, leslamenteiro de seo lina-
do pai, Antonio Jos leixira Lima, pelo presente
scientifica a todas as pessoas que se julgarem credo-
ras do casal do mesmo finado, que esta procedendo
ao inventario respectivo pelo juizo de ausentes desla
cidade, escrivao Vasconcellos.
Joao Miguel Teifeira Lima.
Henrique Bruno, curador dosbens do fallecido
negociante Joao Daniel Woiriiopp, avisa a todas as
pessoas que com a mesma extincla casa tem negocias
de qualquer natureza, de se dirigirem sua casa
na ra da Cruz-n. 10.
O baeharel ChrisfovSo de Barros Lima Monte-
razo, leudo recebido no Rio do Janeiro um chapeo
do Chili, das mios dem caixeiro, cujo nome igno-
ra, para entregar a Manoel l'ereira de Figueiredo
1 andella,- e em sua ausencia a Manoel Dias de Cas-
tro; e como lhe conste que o primeiro destes senho-
res o.1o esl nesla cidade, convida ao segundo que
appare$a na ra do Rosario, larga o. 35, alim de re-
ceber o referido chapeo.
Na roa da Penha n. 23, primeiro andar, se dir
quera vende urna gargantilla, urna vernica, duas
correales para relogio, diversos cordes, anneiscom
pedras e sem ellas, ntcdalhas, botes para punho,
ditos para abertura, brincos, rosetas, dousrelugios
de algibeira euro rosario de ouro. .
^il^^BBR^3^BtSa>^BBpaaal9HHBH^4
oaquina de Jess Utoeiroz Uuedes,
viuva Norborto J.oaquim Jos Gueaes, agra-
dece a idos os senhores amigos de seu falleci-
do marido^ que por ultimo obsequio m suas
cinzas, tveran-- boudade de acompannsr seo?
corpo sepultura.____________
B. Anna Joaquina de Jess Queiroz Gucdes,
viuva -do fallecido Norbcrlo Joaquim Jos
Guedes, lendo de fizer celebrar na matriz do
Corpo Santo na inanhaa de quinta-feira 7 do
correle mez de abril, pelas sele horas, a'missa
do stimo dia pelo elruo repouso da alma do
mesmo sea marido, pede aos amigos desle que
se digoem fazer-lhe o oBsequio de' assislir a
este acto.
Milho.
Na loja de fazendas, sila no Passeio Publico n. 17,
vendem-se saccas com millio muilo grandes, e por
prejo commodo.
Vende-se ama mulalinha de 7 annos de idade ;
na ra de Santa-Isabel n. 5.
Vende-se um bom prelo de meia idade, bom
(inicial de sapa|eiro ; na prara da Independencia u.
33, loja de calcado.
Na cslrada-nova vende-se orna casa com 2 sa-
las, 4 quarlos de cama grande, cozinha fra, 1 quar-
to para prelos, estribara para 2 cavallos ;' esla tysa
he envidrarada, ladrilhada, pintada etc., decente
para qualquer familia, tanto para morir annual co-
mo para pas-ar a festa, por ficar perlo do ro Capi-
baribe,, boa cacimba d'agua de beber, boa baixa para
plantar capim, e bom pasto para vaccas: tambem tem
commodos para taberna, o que he muilo bom por fi-
car defronle de nm rancho; lamben se vendem 5
vaccas, sendo 3 paridas e 2 mojando, lodas de pasto
e de 4 a 5 garrafas cada nma; 2 quartos bem for-
tes, e lodo o preparo de vender leite; tambem se d
boas freguezias : nesta typographia se dir com
quem se traa.
. Vende-se urna bonita mulalinha de 16 a 17 au-
ras, com habilidades, aqual se vende porprecisao ;
na rua.Dircita n. 8, segundo andar, te dir quem
vende.
Vendem-se 2 cavallos bons, sendo um proprio
para o esquadrao de cavallaria da guarda nacional;
a tratar na praca da Independencia n. 19 e 21,
Vende-se um moleque, crioulo, de7a8an-
ngs, muilo sadio, e nao tem vicio algum; assim co-
mo um relogio de prala palate inglez. muilo bom
regulador; na prara da Iudependeucia n. 19e2l.
Vendem-se as casas, sitas na ra do Caldeirei-
ro ii. 80, e do Sebo n. 29 ; a Iratar na ra das Cru-
zes n. 30.
Meios bilhetes da loteria do Livramento.
Na roa do Livramento, loja de calcado n. 35; ven-
dem-sea 29700 meios bilhetes, cujas rodas andam
impreterivelmente no dia 12 de maio ; os bilhetes
desta casa lem apprevado.por qoaoto lem sempre sa-
ludo ale-amas sorlcs.grandes, pelo que vale a pena o
aerescimo de 200 rs. de lucro.
*'ende-se ama canoa aherla de 700 lijlos de
alvenaria grossa: no armazem de tijolos da ra da
Cadeia numero n. 17.
Vendem-se2 vaccas com leite, e qma prxima a
parir: no armazem de lijlos da ra da Cadeia nu-
mero n. 17.
Vende-se a taberna da roa de Sanio Amaro n.
28: a tratar na mesma.
Vende-se urna bonita mulalinha de 14 a 15 an-
nos, propria para mumbanda: a-tratar no paleo do
Carmo taberna n. 1.
Vendem-se 5 vaccas paridas e boas leteiras :
a tratar na Capunga em casa do Sr. Jos Bernardo
Ventura.
i Vende-se urna barcaca que pega 240
saceos com assucar, bem construida e
prompta a seguir viagem : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na roa do Vinario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra veuder-se chapeos de castor braneo por commodo
preco,
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no raes da Alfandega, e na ra da Moeda de
Francisco Guedes de Araujo, vendem-se saccas com
excedente milho, assim como na loja da esquina do
becco Largo n. .26.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elieitos ja' experimen-
tados*: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
D, Auna Joaquina de Jess Qeiroz Guedes,
viuva do fallecido Norbertp Joaquim Jos Guedes,
declara que continua o eslabelecimnlo e servico
das alvarengas do sea casal, da mesma forma que se
achava dirigido m vida de seu fallecido marido, e
com a mesma promplidao e candimos; e por isso
espera que os^enhores negociantes e mais pessoas,
que dessa industria se ulilisavauuem vida do marido
da annunciante, lhe conlinuem a prestar a sua coad-
juvajao.
Irmandade de San Pedro.
Acsndo-se baslante alrazada a cobranza dos f-J
ros da irmandade de San Pedro, pela difllculdade
da mesma cobranza devida aos senhores forers, o
abaixo assignado escrivao da mesma irmandade, ro-
ga a todos os foreiros das ras de Aguas Verdes,
Hortas, paleo de-San Pedro, dito do Carmo, roa de
Santa 1 fiereza, Palma, becco do Falcan, travessa do
Lobato, e antiga praia do Caldeireiro, para que
comparecam em sua casa ra do Qoeimado n. 37,
aleo dia 6 de maio, pois desse dia em diaute os man-
dar chamar a juizo.O escrivao presidente, padre
JoSo Jote da Costa Ribeiro.
O Dr. Aprgio Justiniano da Silva
Guimares, tendo-se retirado para a corte
a tomar assento na cmara dos deputa-
dos, e nao tendo podido pessoalmente des-
pedir-se de seus amigos, oHerece-Uies por
este meio seu muito diminuto prestimo
naquelle lugar.
y Roga-se a quem per enga liroo urna caria do
armazem do Sr. Vicente Ferreira da.Cosa, com una
ordem de 4008000 rs., vinda da cidade da Parahiba,
contra o Sr. Manoel Goiic,alves da Silva, e a favor
de. Francisco lavares Correa, manda-la entregar no
dito armazem do Sr. Vicente Ferreira da Cosa, ou
oas Cinco Ponas n. 66.
. Esta justa a compra da taberna do Manguinho
n. 39: quem liver algum direilo aellaanuuncie por
estes qualro dias oo dirija-se mesma.
Oflerece-se um homem de meia idade para cai-
xeiro de qualquer casa de negocio de atacado, taulo
de fazendas como de molhados, no trapiche oft ar-
mazem de assucar, o qual tam pralica de ludo, e da-
r informa;oesHe.sua conduela: a fallar na travessa
dosQuarleis *,*
len di itlido em sociedade commercial mea
irmao o Joo V>". Studart adoptamos a firma de
V asconcellos & Studart.
M. Paet Pinto de 'asconcellos.
Aluga-se urna casa lerrea ua ra de San Jos,
a Iratar com seu dono na ra larga do Rosario n. 44,
pr imeiro andar.
Vfdermecum dos homeopathas ou
o Dr. Hering traducido em por-
tuguez.
Arha-sc a venda esla importanlissima o-
bra do Dr. Hering no consultorio lwmoeo-
pathico do.Dr. Lobo Moscoso ruado Colle-
gio n. 25, 1 andar.
COMPRAS.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grbssas, por
* precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cSes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores vni $ preep
para' todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinarlo com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
propretano deste jmporiante es-
tabelecimento convida a todos os
seus rjatricips, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rohm.
Compram-se pataces brasileirose
hespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se nm escravo robusto, de bons costu-
mes, e que nao seja fujao ; paga-se bem se agradar :
na travessa d Madre de Dos, armazem de Joao Mar-
lis de Barros.
Coropram-se as 3 oo 4 eslares de lompson ;
qoem a tiver, dirija-se ao alerro da Boa-Visla n.2,
primeiro aodar.
Compra-se um boi bom de carrosa, e tambem
a carrosa, estando em bom estado: na ra da Cadeia
n. 17, armazem de tijolos.
VENDAS
NHOS.
^ .HK DE DO MENIIEIRO
DAVID W. B0WI.M, NA RIA DO BtUiM,
PASANDO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimeaio dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprioe para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moends da mais moderna
conslrucsJo ; latas de ferro- fendido batido, de
superior qnalidade, e de looos>os Umanhos ; rodas
denudas para agua ou an.maes de todas as propr- .
Oes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei- eir j linha algumas folhas com lettras d conla,
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e cavilhocs, moinhos ------J- '
de mandioca, etc. ele.
A MISMA FINDICAO
se exeeutam todas as encommendas com a superiori-
dadej conhecida, e com a devida preslexa e commo-
fidade em preco.
' Cincinalo Mavignier retratista pensionista de
S. M. o Imperador, vai.as Alagoas a servico publi-
co, e vollara no primeiro vapor do sul, e nao tendo
lempo paradespedir-se de alguna amigos, faz esle pe-
lo jornal.
Precsa-se de urna ama de leile: na ra do
Queimado n. 3, primeiro andar.
< O secretario da irmandade do patriarcha San
Jos da Agona,' erecta no convento de Nossa Senbu-
ra de Carmo do Recife, convida a todos os seus cha-
rissimos irrhos; para se reunirem no consistorio da
mesma irmandade, domiogo 30 do corrente pelas ol-
la horas da manha, alim de se Iralar da eleirao da
nova mesa, que lem de reger no futuro anno de* 1854
a 1855. .
Loteria da irmandade do Livramento.
Est a venda nos lasares j conhecidos, o res-
lanle dos hillieles da lolciia do I.ivramento, que
deixou de ler andamento no dia 21, oqitesefani
infallivelmente no dia 12 de maio anda que
reslem bDlietes por vener-se, o qu nao he de sup-
por, porquaiilo o esparo de vinte dias, garanle a alir-
maliva do andamento, independenle de sacrificio da
parle da irmandade; visla da presente resolurao
podem com menos receio, concorrerem a compra dos
bilhetes antes que apparerain os ganhadores, qne j
se esiao provendo da compra de porrao de meios bi-
Iheles para purera a venda com cambio, na forma
do coslumc. O thesourciro,
Joao Domingues da Silva.
Jos Luiz Allomo Marques; caixeiro do Sr.
Luiz Antonio Pereira, sahio da casa do mesmo se-
nhor no dia 24 do corrente, o qual lhe agradece os
obsequios de sua mao recelados. .
Foi ruubada do abaixo assignado do dia 23 do
corrente urna letra aceita pelo Sr. Jaciutho Ferreira
Ramos, da quantia de 568 a vencer-se em o primeiro
de junlio do corrente anuo, por isso se previne ao
mesmo senlior que nao pague a pessoa alguma senSo
ao abaixo assignado.Jote Luit Affonso Marques.
Preci casa de urna pessoa: na travessa de S. Pedro, n. 2,
segundo andar.
Perdeu-se na noile do dia 24 do corrente, na
matriz de S. Anlopio, urna carleira com dinheiro,
coutendo7 moedas de 9000rs., 1 dita de 169000
rs., 1 palaeao novo de 2000 rs., 4 moedas de qua-
lro patacas e o mais em moedas de pataca, de 5
losloes e 'do dez lostoes novas, vinha ter a lila car-
leira 1009000 rs., ou ma is alguma cousa, a car-
Agcncia de pbssaportes, ttulos de residencia e
folhas corridas.
Claudino do Reg Lima, despachante pela repar-
tirlo da polica, despacha passaporles para dentro e
fora do imperio, litlos de residencia e folhas corri-
das: na ra da Praia n. 43 primeiro andar.
Nos abaixo assignado, dissolvemos amigavel-
mente no dia 20 de fevereiro do corrente anno, a
sociedade qne linharaos na loja de selleiro na ra
Novan.29,soba razaocommercial Sanios Andrade
& C, ficaodo ambos obrigados pelo aclivo e passivo
de dita firma o liquidaran a cargo de Rodrigo Pin-
to Moreira, o qual licou com dito eslabelecimnlo.
oanuim Antonio dos Santos Andrade.Rodrigo
Pinto Moreira.
, O Sr. Manoel Nunes de Farias lem ama caria
na iravessa da .Madre de Dos n. 10.
As mais modernas e
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova loja j
de ourives da ra do Caluma n. 11, confren- ;
le ao paleo da matriz e ra Nova, franqueiani i
ao publico em gcral um bello e variado sor- :
lmenlo deiohras ile ouro ile muilo bous gos-
los, e precos que nao desagradarao a quem
queira comprar, os mesmns se obrigam por
qualquer obra que vcnderein a passar urna :
conta com respohsalilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvida ;
que apparerer.Serafim & rmlto.
he de mola: quem a achar dirija-se a ra do Cres-
po d. 19 que ter de gratificarlo 408000.
Precisa-se alagar um feitor, que enlenda de
hortaliza, plantaban, trate de animaes, e que tenha
boa conduela moral: quem nestas eircumslaucias es-
liver, dirija-se a ra do Vigaro o, 3 a contratar a
respeilo.
O abaixo assignado em resposla ao annnncio
publicado honlem nesle Diario, declara que o es-
cravo pardo, de nome Joao, nunca foi prnpriedade
de Raudeira & Garca, e sira do mesmo abaixo as-
signado.JoSo Augusto Bandeira de Mello,
"*. GRATIFICACAO.
Sabbado 22 do correnle a tarde, vou um papagaio
coufrafeilo do fnodo da casa da ra larga do Rosario
n. 36, em directo a ra das Larangeiras : quem o
Irouxera dila casa sera recompensado.
' O ad vogad,o Antonio da Assumpcno Cabral mu-
duu a sua residencia para o segando andar do so-
brado n. 7 da quina da ra do Cabug.
Para afinar pianos.
Quem qoizer bom afinador de piano; dirija-se ao
paleo do Paraizo segundo andar, unido a igreja,
Thomaz Rothvoell relira-sc para a Europa, le-
vando em sua corapauliia sua senhora o 5 filhos
menores.
O" abaixo assignado scienlifica ao Illm^Sr. co-
ronel Antonio Alves Vianna, que,como.hcrdeiro do
finado Manoel Thomsz Rodrigues Campello, nao
pague a quanlia que em seu ptrler existe a Fran-
cisco Sancho do Amara!, cuja qnanlia s a deve
rereber o mesmo abaixo assignado por ser herdeiro
legitimo da finada D. Francisca Rosa.
Ignacio Tolentino de Figueiredo Lima,
Vendem-se cobertores escuros e d boa qualida-
de, a preco de 720 rs. cada um : na loja de 4 portas
n. 3 ao lado do arc de Santo Antonio.
Vende-se urna escrava, crioula, 'de idade 22
annos, poaco mais ou menos, cozinha o diario de orna
osa, lava de sabo, sabe vender na roa e tambera
serve para servico de euxada : na ra larga do Ro-
sario u. 44, das 6 horas da manhaa al as 9, e do
meio dia as i da tarde.
.Vende-se urna loja de miudezas, sorlid, com
poucos fuodos, em um dos melliores lugares na ra
do ueimado, propria para qualquer pessoa se cs-
tabelecer ; vende-se a dinheiro ou a prazo : Iratar
na roa do Livramento n. 4. a mesma casa vnde-
se um relogio de ouro patente iuglez, varias obras de
ouro e pulceiras.
Pao de senteio.
Vende-se as quartas c sabbados, superior pao de
senteio : na padaria da ra da Senzala Nova- n. 30.
Veude-se urna linda escrava excelleule-eugom-
madeira e de ptima conduela ; na ra da Praia u.
43, primeiro andar.
Leite puro.
Vende-se leile puro na ra Direita n. 32, segando
andar, lodos os dias pela manha.
Na ra das Cruzes n. 22, vendem-se qualro es-
cravos moros e benitas figuras, sendo urna parda,
duas criuulas e urna da Cosa, as tres primeiras sao
peritas engommadeiras e roziuheiras, cosem chao e
lavara, de soUs^x um escravo .crioulo proprio para
servido de campo.
Veade-se com os fundos que convier ao com-
prador, a fabricaoc licores e lotos espirilos, da ra
do Rangel n. 54, bem motilada e afreguezada ; a
Iralar na mesma fabrica com Victorino Francisco do
Santos.
Vende-se nm casal de gansos muilo novo; ua
ra do Rangel n. 54.
Cousa rara.
Veudem-se chapeos para senhoras a 3])000, 4$000,
59 e 7J)000, bem enhilados c liooilos ; na ra Nova
u. 42, defronle da Conceico.
* Pechincha.
Vendera-se cambraias francezas a 320, 360 e 400
rs^a vara, luidos pudres c cores lixas ; ua ra Nova
n. i \.
Veude-se 1 negro niariulieiro, 1 negra parida
ha um mez e rom oulra lilha mulalinha com 4an-
nos, 1 escrava coziuhera, e 1 dita para todo servico,
arabas com22aunos, 1 crioulo alfaiate e cozinheiro,
1 mualo com 20 auno-, 1 negro de meia idade e I
crioula com 7 annos : na ra da Senzala Velha n.
70, segundo e terceiro andares se dir quem vende.
Vendem-se relogins de ouro patente inglez, j
bem conhecidos, e papel de peso propriu para escre-
ver pelos, paquetes inglezes : em casa de Russell
Mellors & Companhia, ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se fio de linho proprio para sapaleiro e
alfaiate, lindas de novellos e de carretel: em casa
de Russell Mellors & (fciupauliia, Jua da Cadeia do
Recife n. 36.
Vendem-se cortes de chitas francezas, junta-
mente de barra, pelo barato preco de 2000 : na lo-
ja n. 3, ao lado do arco de Saulo" Anlotiio.
Vendsse a taberna dos Uirros Baixos n. 2; a
tratar na mesma.
Vendem-se correntes de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslo em muilo bom es-
lado, e por prejo muilo commodo : na roa da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr-Marliiu, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se 'ferros velbos,
cobre, latan e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, looas e oulros pannos velbos ele.
Vende-sumescravo: na ruada Conceico n.1.
Vende-se nma prela que sabe cozinhar o diario
de ama casa: na ra do'Livramenlo ti. 1.
HE PECHINCHA.
Nnrua do Queimadb, loja de fazendas n. 21 A,
vendem-se casemiras muilo superiores e de lindos
padroes, pelo baralissimo preco de 49000 o corte, e
lencos de seda muito bonitos a 1$280 cada um ; as-
sim como corles de cassas de cores a IjBOO cada um.
Vende-se a taberna, sita na ra da Cadeia n.
26, bem afreguezada para a Ierra : a tratar na
mesma.
Vende-se urna taberna no logar da Passagem
da Magdalena n. 70: qoem a pretender, -dirija-se a
mesma.
Farinha de S. Matheus.
A bordo do hiale -Voto Record, fondeado no caes
do Ramos, ha para veuder-se muilo superior farinha
de S. Matheus, a prero commodo: para Iralar, no
escriplorio de Domingos Alves Matheus, na ra da
Cruz n. 54. .
Vende-se um alambique de cobre de 25 cana-
das, em muilo bom estado, e em conla : na travessa
da Concordia n. 19.
Fazendas baratas.
Veudem-se casemiras francezas, padroes modernos
e muilo elsticas a 13000. 4S500 e 5000 o corle, di-
las meias casemiras a 2$800 o corte, panno fino azul
para fardas de guardas nicionaes a 33)500 o cavado,
selim prelo de Mario a 3)000 rs. o covado, casemi-
ras prelas n 2200, 2>400, 29800 e 39000 rs. o cova-
do : na ra do Crespo n. 15, loja de Andr Guilher-
me Breckehfeld.
Vende-se urna escrava de naro anda moca,
sem vicio, propria para lodo servico, mallo boa qui-
tandeira, e muito fiel : na ra do Amorim no Reci-
te, casa n. 9, lereeiro andar. Na mesma casa icima
>endem-se duas casas terreas jnnto do sobrado gran-
de da Magdalena; de pedra e.cal, quintal murado,
cacimba meeira, c com um terreno annexo, onde, se
pode edificar outra casa. *
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
envidracados, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer eslabelecimnlo, por serem muilo bem fetos;
assim romo urna mesa de mogno para janlar que ad-
mille irais de 40 pessoas, e"oulros trastes que se dao
por prero muilo commodo ; no armazem do corre-
tor Miguel Carneiro, na ra do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 34.
Vende-se um bom terreno com alicerces, len-
do de frente 30 palmos c de fundo 120, em frente de
S. Francisco : a fallar com o correlor geral M. Car-
neiro.
Vendem-se doas caixCes novos para deposito
de gneros, que ainda nao foram servidos, e do-se
em conla : na praca da Boa-Vista a. 7.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba chegada acora do Ara-
caty : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSU'.
Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
hiale Anglica : a Iratar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
Vende-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var de sabao e varrela, niuil* propria para o servico
de campo, por j ler sido esta a sua ocruparao:
quema pretender dirija-se a ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um excellcnle carrinho de 4.rodas,
mu bem construido, era bom estado; est exposlo na
ra do AragSo, casa do Sr. Nesme n. 6. onde podem
os pretendenles examina-lo, c tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALrrO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brra,
na ruado Collegio n. 4, e na ra da Cadeia doTfeci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
centemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarida, como seja : couve tronzuda, monvarda,
saboia, fcijao carrapato de duas qualidades, ervilha
loria e direila, coenlro. salsa, nabos e rabanetes de
todas as qualidades.
Caixas para rape.
Vendem-se saperiorescaixas para rap feitas na ci
dade de Nazareth, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naqurlla cidade, pela dimiuulo prero de 19280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
: Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n.53de 1 hora
da larde em vante at 6 da larde achara com qoem
Iratar.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por prero commodo : na roa Di-
reila n.76, esquina do becco dos Peccados Morlaes
Capachos.
Chegou i loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um grande sortimento de capachos pequeos e
grandes, lano compridos ruino redondos, os quaes se
vendem por prero mais commodo do que em oulra
qualquer parle.*
Vende-se um ptimo escravo bom cozinheiro
e de boa conduela, urna prela lioa eugomraadeira,
uina dila que engomtna liso, cose e cozinha, lodos
por proco muito em conla : na ra Direila u. 66.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle:
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos prec,o qae em oulra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17. g
DenoMto da fabrica de Todo* m Santos na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n._ 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Na na do Vigaro n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
rnenlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima. i
Vendem-se em casa* de Me. Calmont & Com-
panhia, na prara do Corpo Santn. 11,o seguate:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecatreteis, brea era barricas muilo
grandes, aro de milab sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento .de moen-
das e meias moendas para engenho, "ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
A%SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com. o methodo de empre-;
ga-lo no idioma portuguez, em casa de .
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
._ Vender um cofre, de madira c.m reos de
ferro muilo forle e com tres fechaduras moilo *egD>
ras, por preco commodo : na roa di Sentala defron-
le da loj do Sr. Marn, pintor. ,
Moinhos de vento
'ombombasderepniopara regar horlase baia
decapito,nafantficaodeD. W. Bowman : na roa
do Brumos. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Pixe n". 14, ou a tratar no
escriptorio de Noves & Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afregaezada: a Iralar
eom Tasso & Irmos. -
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., dilos mi-
to grandes e encorpados a 19400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposito da na da Cadeia do Bectfe ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
Ma Kussia, americana e brasileira, em pequeos br-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parte, se ataaueam
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris eom cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzad, brins e meias lo-
nas da Bussia : no armazem' de N. O. Bieber &
Comoanhia, na ra da Cruz n. 4.'
Venderse a- taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem' afreguezada para'
a trra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vicente Jos de Brlo, nico agente em Peroam-
bnco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta prara ama grande por-
?o de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, c preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem cautelar es consu-
midores de Uo precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seas interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingna a verdadeira salsa parrilha |
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos.
$$S$$$: $$$$$$$
'& Vendem-se relogios de ouro, pa tj$
ten-te inglez, por commodo -pre^
" co: na ra da Cruz n. 20, casa de l
O L- Leconte Feron & Companhia. tt
SS0SSS&: ssss
Na ra do Vigarion. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicft.para piano, violao e flauta/como
sejam, quadrilhas, valsas', redowas, scho-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do F'O de Janeiro.
[NBA DE TRIGO.
azem de Tasso Irmos, farinha de
qualidades, que existem no mer-
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2&4O0 a pera, curtes de canga amarella de quadros
muilo lindos a 19300, corles de vestido de cambraia
dec6r com 6 1|2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com8 lr2 varas a 33000 rs., cortes d meia casemir
para calca a 38000 rs., e oulras muitas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquine,
que volla para a Cadeia.
Vende-se selim prelo lavrado, de moilo bom
costo, para vestidos, a 2jftfJ0 -ovado: na ra do-
Crespo, loja da esquina qae volts para a cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de cesea do ultimo goslo, ecorea
lixas, pelo baralissimo preco de 19920 o corte : ha
ruado Crespotn. 5.
Devoto Chtisto.
Sahio a luz a 2.' edcjlo do livrinho denominado ,
Devoto Chrstao.mais correcto.e acreeceotade: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de nm s panno, mallo grande* e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, teja da'
esquina qae volla para a cadeia.
Vende-se um carro de. quatro ro-
das con molas de patente, e ptimos ar-
reios : na travessa do Vers n. 15.
NOAMAZEIDECJ.ASTLEi
E COMPANHIA; RIA DO TIAPICRE N 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Acp de Milao sortido. N
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
La zar i ras e ciar notes.
Papel de paquete, ingtez.
Brim de vela, da Russia.
Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de verniz para arreios-
Arreios para um, e dous cavallos,-guarne
cidos de prata e.de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabecadas para montaria, para senhora.
Esporas de ac prateado- %
Vende-se o engenho Limeirinha, situado a mar
cera do Traenhaem, com 600 bracas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, e ptima moendai com bons partidos que
com 2 carros e 4 quarl videro moer al 2,000 pJes
o que he de grano*-* ^>ara rq principiante.
He de ptimo assoca e uoavoroducc,o, U
canna como de leg _-s : vende-se com algum di-
nheiro visla, e o mais a. pagamento conforme M
poder convencionar: os pretendenles dh-ijam-se ao
engenho Taraalape de Flores.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
F:
Vende-se no
trico de lodas,
cado.
Asenclade Edwia
Na ra de ^ollo n. 6, armazem de He. Calmon
& Com panliiar acha-se constantemente bons sor t-
menlos de taixas de ferro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madi-
ra de lodos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Ssra casa de porgar, por menos preco qne os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem ae Henrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinavaaperior qaaif-r-^-fcrcas para
P1LIMS HOLLOWAY.
Esle inestimavel especifico, composto inleirsmeti-
le de hervas medicinaes, nao conlm mercurio, nem
outra alcuma substancia deleclerea. Benigno mais
tenra infancia, e cpmpleicSo mais delicada, he
igualmente promplo seguro para desarraigar mal na enmpleirao maisjAasta; be inleiramente
innorenle em suas operafdK effelos; pois busca e
rerhove as doen^as de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes qae sejam.
Entre milhares de pessoas caradas com esle reme-
dio, muilas queja eslavam s portas da morte, per-
severando em seu uso, consegraran) recobrar a sau-
de e forras, depois de haver tentado inalitmente,
todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se deses-
peracao: faeam nm competente ensaio dos efflcaxes
effeilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da sade.
Nao se perca lempo ero lomar esse remedip para
qualquer das seguales enormidades:
Vendem-se chapeos de sol de seda do bonitas
m-is modernos que ltimamente chegaram
preco de JOC'J rs. : na loja n. 3 ao lado
cores, os mais modernos que ltimamente chegaram
de Pars, a proco de 6^00 -
do arco de Santo Antonio,
No armazem conrroule a loja do Sr. Marlins,
pmlor, vendem-se duas carroas novas muilo bem
construidas, as quaes servein para cavallo ou boi, e
oulra asada ; as qaaes se vendem pelo preco que o
comprador oHerecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela Uvadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annns e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Rosario n. 25.
rosjrrTmmodi
iCl6.
modos: na ra do
50
Vendein-se na ra,da Mangueira n. u,
(550 tijolos de marmore; baratos e em bom
estado.
Vende-se um bom escravo de oaro ; na ra
da Cadeia Velha o. 61.
AO BOM E BAHATO.
Vendem-se rcbolos muilo linos, chegados tillima-
menlc de llainhurgo, proprios para barbeiros e culi-
leiros, assim romo oulros muilos objectos de ferra-
gens, pruprins para qualqaer oflicna, qae s cura a
vista' do comprador se poder applicar, ludo por pre-
ro mais commodo que se poderaO,comprar em oulra
qualquer parle ; na ra da Cadeia do Recife n. 56
A, loja de ferragens de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
Na ra do Vigaro n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro deselliust che-
gada recentemente da America. '
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Veudem-se chapeos de palha e esleirs, cera
amarella, dila de carnauba de primeira sorte; sola,
courinhos miudos, ludo chegado de novo do Aractry,
e |K>r pre^o-commodo a dinheiro visla : na ra da
Czoj do Becife n. 33, casa de Sa Aranjo.
Venderse urna armaran de laberoa, na rita de
S. Francisco n. 68, por prero muilo commodo, a di-
uheiro visla : .para tratar na ra da Concordia
dade, por preo.
Trapiche Novo
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Yon^e& Companhia,
vende-se um carro amrucano de 4 rodas ; pode ser
vislo na cocheira de Poirnter, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se um compleWivlimenlo de fazendas
39000. 49000
49000 e 59000, ca-
moito superior
, besr-'-tvola 28 e
29500 rs., selim taviWu proprio para vestidos d 00-
nliora a 29600, muilas mais, fazendas de muilas qua-
lidades, por prero commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Craz n. 15, segando andar, vendem-se
velas de earna'ba, puras e compostas, feitas ao Ara-
caty, por menos prec,o do que em oulra qualquer
parle.
Vendem Sftcubertores brndcos de algodo gran-
des, a I9HO; tifos de salpico lambem grandes, a
19280, dilos de salpico de tpele, a I9OO: na ra do
Crespo loja n. C.
Deposito de algodao da fabrica ile todos os
santos.
Em casa de Deane Youlo & Companhia, vendera-se
os algodOes desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo. .
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como tambem aro sorlimenlo de farinhas americanas:
110 armazem de Deane Yoiile & Companhia, no bec-
co do tioncalves. -- -
Relogios de ouro inglezeSi
vendem-se era casa de Deane Yole & Companlila.
Vendem-se em-casa de Deane Youle & Compa-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, ac de Milao icr-
dadeiro e carvo palele, proprio pira ferreiros.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bownann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3^a- 8 palmos de
bocea j as quaes aclan-se a venda, por
preco commodo e/ com promptidao'
embarcam-se ou ebrregam-se em cai-ro
sem despeza ao comprador.
Vende-se na ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, urna Ivpographia nova com lodos os seos per-
tences.
Accidentes epilpticos.
Al porras.
A ni polas.
Areias (mal d').
Asihma. ,
Clicas.
Convulsdes.
Dcbilidade ou cxlenua-
^ao.
Dcbilidade ou falla de
qualquer
cansa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
o nos ros.
Dureza nOvenlre.
Enfermida'des no figadu.'
a venreas.
Enxaqueca.
Herjsipela.
Pebres biliosas.
a intermitientes.
Vendem-se estas pillas no cslahelecimcnto geral
de Londres, n. 241, Slrand, e na toja de todos os*
hoticrios, dxogiiistas e pairas pessoas encarregadas
de sua venda eut lUUf a thaerica do Sul, Usvana e
Hcspanha. v
Vendem-se as bocelinhas a 800."\ Cada orna del-
las conten urna inslruccao em porlugue- Dar, ex-
plicar o modo de se usar desla* pilulas.
O deposito geral lie em casa do Sr. Soum, phsrma-
ceulico, na ra da Croz n. 22, em PernamUuco.
a de toda especie.
GoU.
llemorrhodas. -
Hydropisia.
Ictericia.
Indigestoes.
InflammaeOes.'
Irregularidades da mens-
Iruacao.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao de venlre.
Phlhisica ou consumpcao
pulmonar.
Relencao d'ourina.
Rhearaatisnm. '
Symplomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
lilrerasv
A'enereo (mal).
cliaua-_tt
de Mareuil," ra da Cruz do Rtv
Deposito de vinho de
gne Cliateau-Ay, pr
iidade, de propriedade do centli
cife n. 20: este vinlio, o mell "^
de toda a champagne vende-
* se a 36*;000 rs. cada caixa, acha- |
se nicamente em casa de, L.'Le-
I comte Feron & Companhia. N. R.
8 As caixas sao marcadas a fogo.
Conde de Mareuil e Cjrotulot]
(A das garrafas s|o azues.
ESCRAVOS TJGIDOsT
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu om
escravo, pardo de nome Leonardo.de idade de 18 an-
uos pouco mais ou menos, com osseguitils sigrftes;
haixo e o peito um pouco metlido para dentro, ca-
bellos carapinhos e desce at o meio da testa, foi
escravo de Joanna Maria dos Passos, moradora na
Boa-viagem : desconfia-sc que fosse seduzido, esle
escravo vinha lodos os dias vender leile ao Recife,
ha noticia de ter sido vislo no serlo no lagar V|r-
zia da Vaca, esle escravo perlenco a Fornando Josa
da Rocha Pinto, morador no Rio de Janeiro : qoem
o pegar e o levar a ra da Cadeia do Recife, loja aj
5, receber do abaixo assignado 2009 ti. de Bralifl*
cajao. ^itont'o Bernardo i az de Carvalho.
Per.-. Tj. staM. r.

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