Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01901


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Full Text
ANNO XXX. N. 94.
'Por 3 mezes adietados 4,000.
Por S mezes vencidos 4,500.

TERCA FEIRA 25 DE ABRIL DE 4854.
Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para o subscriptor.
EXCAREGADOS D,\ SUBSCRIPCAO'.
Rccifo, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Buprad; Maeei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Paralaba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracty, o Sr.
Aulonio'deLomos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugusloBorges;Maranhao,oSr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr- Justino Jos Ramos.
*
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1
Paris, 340 a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 05 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.'
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconlo de leltcas 12 0/0
METAES. *
Ouro. Oncas hespanholas. 285J500 a 293*000
Mocdas de 69400 velhas. .169000
de 69400 novas. 'l 69000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros ..... 19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS .DOS CORREIOS..
Olinda, lodos os dias.
f.aruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella,.Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segunds e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
i'i!i.aj \it DE nOJE.
Primeira s 2 horas e 54. minutos da tarde..
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quintasfeiras.'
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
JuizO de Orphas, segundas e quintas s 10 horas.
1;* vara do civel, segundase sextas ao moio da.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.
EPIIEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescefite a 1 hora, 42 minu"
tos o 48 segundos da tarde.
)> 13 Luacheiaas4 horas, 26 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quadb minguante as* 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da mapha.
DIAS DA" SEMANA.
24 Segunda. Osfrazeres da SS. Y. M. de Dos.
2o Terca. S. Marcos Evangelista ; S. Herraino.
26 Quarta. S. Pedro de Rales b. ;S. Cielo p.<
27 Quinta. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sexta. S. Vital m. ; Ss. Agapio 6 Aphrodizio.
29 Sabbado. S. Pedro m. ; S. Tertula v.
30 Domingo do Bom Pastor, c 2.' depois de
Pacoa; S. Calharina de Sena v.
EXTERIOR.
. urna causa nohre e justa que desde o principio, nao
Icm cessado de ser o objecto da solicitude csclarcci-

1
i
\
\
i
4
INQLATEBHA.
Banqaeta dada pala club da Reforma ao Tice-
almirante Ir Garlos Napier.
O banquete dado ao vae-almiraiilc sir Carlos
Napier por ter aceitado o cominando da esquadra
do Bltico foi sumptiioso : assisliram a elle 160 con-
vidados, oceupaudo a cadeira presidencial o mui
honrado visconde Palmerslon, o qual (inlia a dirci-
la o vice-almirante sir Carlos Napier e esquerda o
cmbaixador da Turqua. Eutre os convidados des-
liiiuiiiani-sc sir James Graliam, lord Dudlv Stuart ;
sir \V. Molesworlh. sir de ljif>-Evaiis, o contra nl-
niir.inle Herkulej ele. _
l.ordi I\ilinerslon,presro1!moxilo banquete Tez una
saude a rainha, a essa soberVKcujo llirouo repou-
sa ohre a mais solida de lodas bases,' a ronlia-
lidade e afleiraodc urna narao reconhecida c cheia
para com ella de adinirarilo ; depois Tez a saude de
uso ao principo Alborto, a Alberto principe de
Galles, e aos oulros membros da familia real. O
principe Alberto tejh direilo estima e respeitoda
narao : elle lio o patrono invariavcl das artes, pro-
iligalsa animaroes iudastria c ;s scienciase loma
o mais vivo inlercsse por ludo o que pode .contri-
buir para bein estar, para o mollioramento e para
a prosperidade do paiz ( Applausos. )
Lord Palmerslon, continuando : Similores, a In-
glaterra est empeuhada cin nina allianca de gran-
de iinpVirlancia-coui nossos visinlios de Franca,
applausos Na historia do mundo nao tem acon-
tecido muilas vezes acharcm-sc assini unidos b\
dous paizes cin um lini de aceito tao enrgica (ap-
plausos). Durante mais de dozo mezes ionios ti-
do que trsrtar negociaees as mais difliccis c com-
plicadas com o soberano de frailea, ca verdade be
que cm Iodo csse perioilo temos adiado uelle a mai-
oc rectidao ( applausos ) c a mais pcrfcjla lealdaile
junla i sincendade de carcter da uatiircza a mais
elevada e nroa energa le intcneao c urna commu-
nhao de dctermina'ro que nos tem inspirado a con-
fianra implcita em sua pessoa; que, ufano-me de
proclamar isso, cUe-tcm declarado estar sempre dis-
posto de sua parlo a ver em nos. (Applausos eslron-
dosos ).
Por tanto, scnboros, cont que acolhcrcs com sa-
tisfagan a saude que vos proponho : A' saude -do
imperador c da imperatriz dos Francczcs'. (Ap-
plausos eslrondosos.) Se as exprcsses sabidas da
bocea da pessoa a que se dirige esta saude podessein
loma-la mais agradavel a Inglczes, cu luminaria
aqui as memoraveis expresses conteudas em um
rcenla discurso do imperador dos Francezes, ex-
presses qoe, ussiiu o espero, hao de fazer poca
na historia da Europa ; expressoes que sabidas dos
labios do soberano do um pajz que nao leimscmpre
praticadoa doutrlna de que ellas sao o svmbolo, de-
vero ler por isso mais peso : quero fallar dessa me-
moravel declaracao qHe o lempo das conquistas
he panado para sempre ( Applausos ).
Esta declaracao nao he menos honrosa para o
corarso do homem que a fez, do que tranqnillisado-
' ra para os destinos da Europa.
Esta declaracao, assim o espero, nao deixar de
produzrr seu cfl'eilo em um paiz mais rimlo do
que esse de que agora fallo (Applausos ).
Sim, senliorcs, sendo passado para sempre o lem-
po da* conquistas, tomaremos de boje por dianle
inleresse activo e sollFrito pelo bein estar e pela
prosperidade de visiubos que, assim o espero, con-
tinuaremos anda por milito lempo a chamar nossos
cluMuroigos ( applausos ). Sim, espero que, sen-
do pmkndo para a Franca o lempo das conquistas, a
era de Augusto se vai abrir para ella. He com seu-
tiiiientos c pra/er l*ema>i(icero que foco e-la taudc
' asiuipetadorc imraPiTn/ dBs i^rauocim Ano'^fc.
' so,ik
ford l'almerilon. Agora, saude de sua ma gs-
tale imperial o suitao!
Sabores, acabo de fallar-vus do um soberano
com qual a Inglaterra marcha unida por una e-
nergira alliaoca ; proponbo-vos agora a saude de
ontra soberano que inlcressa no mais alto ponloa
lodos os bonicos de bom da Europa ( applausos )
A'HUutfdesua magesladc o sultn Abd'il-Medjid !
SenlioreS, lia duas Circumslancias mais proprias
talrex que todas as outras para o inleresse publico
sobre um homem : a primeira he a boa conducta
ilesse homem ; a segunda, he a iujusliea de nutro
nem a teu' respeilo. ; Applausos ) Por anillos
b* ttulos o suitao tem direilo a todas as uossas
ympatliias, a todb o nosso inleresse. As injuslieas
dea ootros a seu respeilo nao lem necesilade de
explicarfts ; pois nunca nenhum soberano nao foi
mais que o sulWto o objecto da' mais abominavel iu-
justica ( applausos ), injuslica' que em verdade nao
lem igual senao na descripla pela velba fbula do
Cobo e do Corrieiro ( applausos j : com a nica df-
ferenra que o lobo enganoii-sc desla vez '( Risa-
das J. Elle aprendeu sua cusa que nao be com o
rordelro que tem de baver-se ( risadas e applausos ).
O club da Reforma, mclhor que ninguem sabe ap-
preciar a nobre o sabia conduca de um soberano
que tem sido rom'seus eslados um verdadeiro c til
reformador ;,por isso o sallao clbe boje os fructos
de sua poltica sabia e liberal.
ao som do ta voz e ao primean movimento de seu
dedoametade dos subdtos do suitao' se rcvoltaria'
(entra elle, fiebu amargamente desapuntado vendo
que lodos os subditlos do suitao, assim christaos
romo mahometanos, se grupam em torno dclle com
yma energa commuin c com um patriotismo bem
unido, servndo ao mesmo lempo de modelo c de
evcmplo a Indas as uacOcs do globo (Applausos }.
Ha um acto do suitao que o generoso povo de
-Jjnglalerra nao esquecera jamis. Em 1810 quando
os IImigaros foram esmagados pelos exercilos reu-
nidos da Austria o da Russia ; qulindo os mais bra-
vosU'enlre clles form obrigados a procurar refugio
c asilo no territorio do sultn, e quando csse ulli-
mejoberauo comparalvamcnto fraco, fui amcarado
ctflb guerra jior seus dous visinhos mais podero-
s muios, o sultn recusou brava, enrgica e gene-
rosamente eulrcga-lus. (Applausos ). Sim, elle re-
cuso, antes mesmo de ser a-segurado do apoio da
Inglaterra e da Franca, o qual, una vez pedido,
nao poda mais ser retirad. Com um herosmo e
com urna bravura dignosda maior admiraran, elle
nterpoz-sc como una eaide Iniciar cnlrc csscs'iles-
grarados c seus injmigos, c declaruu querer expor-so
a toilaa exlremidade antes que lomar-se culpado da
lni\ecade enliega-los. Por tanto, senhores, sau-
de do suitao e espero que rom apoio da luglauji-
rae da Franca combalendo juntas por seus direitos
a injuslica rom que he ameacado sera confundida
c elle ser restaurado posse soberana e iurontcs-
lada do poder pue tem conslaiitcmciite excrcido pa-
ra o bem estar de seu.povo ( Applausos .
OSr, Muuurii*, embaixaimrda Turqua, fallan-
do em rrancez: Folgo muito, senliorcs, de que a
honra de asnslir a esta asscniblea distincta me cha-
me itde exprimir o meu icconliecimcnlo pelas sau-
de fejla pelo nobre visconde a S. j|. |. men au-
. guato soberano, saude que acolhesies cun cntliu-i-
asmo e signaes unnimes de viva svmpathia. Esta
syui|iathia be o reflexo da que a nacao britnica
. lem manireslado em lodas as pocas em favor do
imperio otlomanu, e*|iecialmenle por ocrasiao de
o imperador dos Fraucezes, augustos alliados de
meu benigno soberano, \So agora desenvolver seu
poder invencivel, como provam os preparativos ma-
geslosos feitos em, ambos os paizes, c a raissao con-
ferida ao bravo almirante, em honra do qual nos
adiamos reunidos ueste banquete.
O quo eu lamento em tao solemne conjuiiclura
lie nao achar em mim o talento sufliciehle para ex-
primir i nacao britnica e ao seu governo os scnli-
nientos de S. M.,meu augusto soberano, do seu go-
verno e *i* ii.tcJIo ollomana ( applausos ) c coufesso
que miiiha tarefa loria sido de.-eopcuhada eom pie-,
no successo, se essa gratidao tivesse lido por inler-
prcle^o Ilustre e eminente orador, o nobre viscon-
de, o qual como acalla de provar, conhece a fundo
os seiitkncutos generosos e as nlenc/ies palernaes
ilo meu augusto soberano, o que por esse titulo bem
como por oulros muitos, nao he menos popular no
Oricnt do que em Inglaterra ( Applausos ). Lim-
lo-me por tanto a ajunlar osmeusmais ardenles vo-
tos aos que formis pelo successo victorioso, do bra-
vo almirante, chamado aconcorrer para o'prompto
rcslabelecimcnto de una paz duradoura e destina-
da a asscgiirar ao mundo urna louga prosperidade e
os beneficios da riv ilisacao ( Vivos applausos ).
Ijirit Palmerslon: Cada causa lem sen mrito, e
cutre oulros mritos, a novidade oceupa seu lugar,
e tem seu encanto (riso A sadde que vou fazer,
senhores, he nleiramcitle nova.... Quero dizer
nova desde a poca das cruzadas : Ao exercilos e
marinhas reunid/ti de Franja e Inglaterra 1 (Tro-
vao de applausos !. Eu ine alegro, senhores, de que
seja rhegado o da em quo urna tal saude pode ser
proposla! lie um espectculo glorioso c helio, de
fazer bater o coracao ( multo bem ) o quo he apre-
scnlaito pela uniao de dous dos maiores o mais ci-
vilisados paizes do mundo, de duas nares cuja r-
validade e conteudas pcrlrbaram durante scciilos a
paz do mundo, boje reunidas em una allianca cor-
dial c sincera, c combalendo nao por conquistas,
por engraiiderimcnlos, por vanlagens directas, mas
couslituind(-sc os campees das liberdadcs dos po-
vos tfpprmidos, da lilicrdadc c da independencia
da Europa. ( Applausos ). Espero, senhores. quo
le de que esse resultado poder cllover sor atran-
cado. Senhores, acontece s iiarOrs o que acontece
aos individuos. Toda a liga conlrahida em um lim
de injuslica, c violencia dcve'dssolvcr-sc por ef-
fcilo do vicio inherente ao proprio principio da
uniao, mas quando horneas se unem para urna
cansa justa, quando ellos se ligam para fazer o bem,
qner seja bem 011 .mal succedido na que emprehen-
de, essa al lia ura bascada sobre a Justina, sobre o di-
reilo e sobre a honra, sobrevive a derrota, c tira do
proprio desastro yin novo cxplendor, urna solidez
nova ( multa bem ); mas.espeio que nossa allianca
uflo lera que sobreviver i nenhuma derrota o que
ella nao soffrera revezos. Teoho conrian^a, pelo
contrario, de que ser roroada de successos e ser
urna bella rousa para a Franca o para a 'Inglaterra
nodei'em dizer, que eutraram em campanha para
sustentara justira contra a injusiiea ; que protege-
rn os que linliam' sido injustamculc atacados e que
pela gloria de suas armas, assentaram sobro urna
base segura a permanente independencia das naccs
e a paz da Europa ( Applausos ). Senhores, he rom
profunda emojao que vos propiiuho urna saude aos
exercilos o marinhas alijadas do Franca c Ingla-
terra !
O almirantr Berkely, Na ansenaia de ufliciaes
nta iiflirriia franceza, qne muito follTirianios de ver
no meio de nos, e era nonio das marinhas reunidas
de Franca o Inglaterra, pecoao Sr. presidente quei-
ra receber os nicus agradecinicntos. Tornando-me
assim o interprete da inarnha franceza nossa alliada,
espero ajunlar ura annel demais cadeia que reuue
os dous paizes em urna allianca de amzade e de fra-
leruidadc quedesejo vivamente continu para sem-
pre ( Applausos).
O general de Lag-Btant. Tcnbo tambem de dar
meus agradecimeulus bem sinceros em nomo dos
dous exercilos de Franca e Inglaterra.
Creio firmemente que o cxercilo francez.comman-
dado ha mcio secute por um dos maiores capilacs
Imo mundo nao Icm jamis visto, nao era, mesmo
deb'aixo da direccao desse poileroso general, nem
niaisbellojiicm mais forte do que he hoje.(Applausos)
O cxercilo iuglczest igualmente oreanisado de mo-
do admiravcl: elle serii diguo de combalcr ao lado
de seus bravos alliados.
Lord l'almerslon: Senhores, ennheci um homem
que sabia admiravclmcnlc ordenar um banquete ;
esse homem chamava-sc sir RobciQi Prescott o rao-
rara na Cit. Quando elle tratava seus amigos em
jrcenwich, depois de os ler abuudanlemenlc rega-
lado com sopa de tartaruga, vollava-sc |iara os
criados c dizia-lhcs : n Agora, rapazes, servi o jan-
lar 'Riso ).
Senhores, depois de nossas prmeras saudcs, que
chamarc i spa Ue tartaruga, ( riso ) passo a nina
saudo capital, saude fundamcnlal do juntar, e
proponho a saude de meu honrado amgb, sentado
aqu a niinha dircla o \ ice-almirante sir Carlos
ISapier, ( Applausos ). Se en fallassc a habitantes
de llampsliirc, coui'ad em que reside o meu hon-
rado amigo,, faria seu elogio como scudo emiiiente-
menlc agrnomo (liso); pois muilas vezes lenhogoza-
almiraule ; lomarri Valonea com' urna simples
carta.
Elle escreveu, com effeito, ao gnvernador para
que se rendesse discripcao, "e o governador, ho-
mem de muito juizo e que sabia com quem trata-
va, rendeu-se discripacao. Ililai idade geral)
Na guerra da Siria, o meu honrado amigo dis-
lingiiio-se scgundo.o sen coslume (Bravos) assim no
mar como em trra. Mar e Ierra lhe sao perfeim-
nienle iinlillereiit"- ; o que Iba importe heW'bnr o
iumgo. e o inimigo, quando o vja^ntesnKreria
ter qualqucr oulro encontr. (Riso)
Ilepois de ter-'se distinguido como general c al-
mirante, lomando SWonia, dirigio-se para Alexan-
dria, onde hrillioj c^ino dyloinata, obtendo de
Mchcmel-Ali (iVijfjB-r soaflropas da Siria.
Os successos passanroKlO meu honrado amigo reiP
pondem-nos por seus successos futuros. (Bravos.)
A firmeza, a audacia c intrepidez nao sao as uucas
qualdades que elle possue. Ello tem a cabera quo
sabe de antemao conceller os projectos, e o Iirajo
que sabe exccuta-los, e o paiz que pe sua sirte nas
maos dclle cslii previamente cerlo do successo ('Ap-
plausos '. Senhores, oito salvas de applausos, e
saude de meu honrado amigo, o vice-almirante
sir Carlos Napier (Applausos.)
Sir Cario Sapier: Mlord Palmerslon o mais
senliorcs, creio quo nao poderei achar cxpresses
sufllccntcs para esprimir-yos o meu reconhecimen-
to pelas boas felicitaces que me dirigs no momen-
to em que vou para longe fazer a suerra. Estou
crr. urna situaao%ingnlar, leudo minha esquerda
um nobre lord que comecou sua carreira poltica na
marinha, pos foi um dos lords do almiranlado, e
direila o primeiro lord do almiranlado, O nobre
lord leve a bondade de fallar s pessoas aqui pre-
sentes, do mi;us esludos ariclas, o fez- me a hon-
ra de alribuir-me alguna melhnramentos ; mas nao
falln de urna invencao qoe lhe ntrommeudo, do
modo de colhcr huiros sendo joven. (Riso) Nao
fui eu que fiz essa invencao, mas se alguem quizer
tomar de mim informaces a este respeilo,.poderei
da-las.
O nobre lord seguio-me aVortugal, e cstu ad-
mirado de que tivesse adiado all tantas historias
divertidas. A maior parte sao verdadeiras, algumas
um ponco exageradas em minha vanlagcm ; mas ha
lima principalmente que devo rectificar. Elle me
fez a honra de ter sido o primeiro a abordar o na-
exacto, Eu
islo qoe cs-
a esquadra.
O men bravo capitn Williainson, j', fallecido, e
meu filho, o rpita Napier, morlo a bordo do fe-
venger, fdram os primeiros que o abordaram.
O nobre lord lombrou depois os meus servidos co-
mo general, e fallou da expedido para a qual par-
lo. Nao posso dizer quo eslejamos em estado de
guerra, pois que em rigor estemos anda em paz;
mas suppnnho que. estamos bem periodo estado de
guerra. Pens que indo para o Bltico terei occa-
siao de declarar a guerra (Applausos eslrondosos.
E cerlamentc, so liver essa occasiao, ospero que
essa guerra acabar felizmente; pos, posso dizer,
que nunca a Inglaterra nao enviou urna esquadra
tao magnifica como a que nesses dias vai partir pa-
ra o Bltico.
Creio que o meu honrado1 amigo, sir James Gra-
bara, merece a maior honra por ter podido esquinar
nma esquadra tao bella- depois de urna tenga paz,
quando ludamos poucos ou nenhuns mariuticiros.
Nao levo esquecer os sen icos de meu honrado ami-
go o inspector da marinha, o qual reparn as fallas
de seus prederessores que Uve a imprudencia de
assignalar; mas desde que Cite dirige as contruccoes,
nao creio que se lenha tido que aecusar urna so de
viciosa. Elle, o primeiro lord do almiranlado e
seus predecessores, pVis compre render do prece-
dente coi,seibo do almiranlado a homenagem que
lhe he devida, mudaram completamente o.svslcma
de nossas construeces navacs, os autigos pequeos
navios lem'siJo substituidos por navios inmensos
munidos da hlice, o que muda totta a tctica na-
val. Temos agora um esquadra boa, nao digo per-
fcila, mas que nao laudar a se-lo, granas ao carc-
ter dos ofllciaes que a commandam. Agradc;o ao
primeiro lord do alinirautado o nao me ter quasi
nunca, digamos mclhor. u nao mi?ler nunca recu-
sado a nomeacSo de um ofTicial sempre que Iba tenho
pedido. Com as Torcas que temos, nao direi que
somos igiiaes .ios Russos, mas creio que com o soc-
corro da hlice podemos atacar tercas consideraveis
e superiores, c que todos os offidaes e marinheiros
da esquadra se lembrarao dessas palavras do im-
morlal Nclson: A Inglaterra couta que cada um
far seu o dever.
Proponho ,1 saude de sir James Graliam, primeiro
lord do almiranlado (Applausos eslrondosos.) Tive
S honra de arhar-mo sob as ordens de sir James
Graliam em 18)0, quando commandava a Galaica.
Elle he anda primeiro lord do almiranlado e lem o
mrito de cu mecar a guerra, se he. que ha gea,
pela expediento de urna esquadra que lhe faz a maior
honra. Essa esquadra partir de Spil|iead .dentro
de poucos dias.o nao dundo que aquellos que ve-
rem ve-la a acluraq em bom estado. Quando vol-
lar, ella, se adiara 'talvez era pcior estado (Riso e
applausos.)
Sir Jame Graliam (applausos) O meu nobre
amigo que. preside faHon-vos, senhores, de nllian-
ras fclizes e de actos enrgicos. Coufesso que fui
mui iionrado e quo fiquc mu encantado do convite
que me dirtestes, por que o considerei como um
IE,"al de ailiauca interna o de energa interior,
por isso que me alegro de ser convidado pelo
Me
,1 ,in ... i -. i- i i ait.r*9'7m 'v ,a3W Mu<; "**5 aici,1" *c ser niiivu iin pelo
do do su i amavel bnspitahdade cu Mercluslo.i.e le club da Reforma com o meu nobre amigo que pre-
ill.orecebidoos iiiaissaudave.sconselliossobrcacrea- side, para celebrar a nomeacSo de sir Carlos Napier
cao dos animaos o sobre a cultura do nabo. (Hila- para o commando da esquadra inglcza do Bltico,
rulado O meu honrado amigo cl.cg.Tjwa ludo e Alliancas telizes no exterior, a uniao no interior
iido sabe fazer, R,,. Hojc, como C.nc.nalo, el- escolha de oficiaes revestidos da confianca do go-
ledeixou o arado elomou as armas, eci-ln promplo vernos da do paiz. os um concurso do cir'cumstai-
r
FOLHETIM.
llORUSBEjl RE. (*)
ra uihd ic FOODUSt e pedbo zacgoie.
PRIMEIRA PARTE.
VI.
A fllka do principe' Horlzoff.
( <"oii(vtMaciJo )
Apenas a rampainha aguada por I.ais retiir na
antecmara, oiivio*se o rumor de muilas porlassuc-
cesivamenti- abortas c fechadas, c una joven cama-
rita apparcrcii no luiniar da porta, onde eslava
fe. Essa camarista que a emigra rSo inporlra i
inssia era um producto rrancez ; tiulia porto de vin-
leequalro aunos, ar atrevido, oUiar tuiliulcnlo. c
iMHCiras vivas ; possuin cni un^-i pnlav ra todas as
qualdades exigidas para as criadas das comedias do
anligti rcperlorin.
A|icnas appareeeu'nolumar, seus olhos percono-
ram rapidaincnte a sala, e depois quo cerl|cou-sc
de que sua ama achava-se ahi sosinha, c que na ij-
nha que temer ouviutes indiscreto*, entrou, fechou
^perla com viveza, e correu antes do que cand-
ara sua joven ama.
rk fenliora riamou-me 1 disse ella collocando-
guns passos distante desla. Eu pensiva que o
senhor seu oai eslava ao seu lado, do contrario podo
oslar r*rla le que nao a lena dehado sosinha.
Meu pai sabio ha potico, responden I.ais, es-
tamos Sos, e assim podes deixar csse liim n-vereu-
v ) Vide Waio n. 93.
monte que em IK13, afrento do uina csquailrilha
de rraglas c corllas, apoderou-sc em Portugal de
urna esquadra muilo mais forte, a qual conlava
dous navios de liuha, a cujo bordo o meu -honrado
amigo foi o primeiro que salteu. Na ponte de um
navio de liuha portuguez, um ollicial porlugiicz
lanca-sc com a espada na mao cnnlra o meu hon-
rado amigo, mas este o mala, o com um poula-p
fortemenle applicado, alra o adversario abaxo das
escotiPias. (Ililaridadc geral.) Nao riis, senhores,
ora essa una grande victoria, (riso) nao fallo da vic-
toria alcaueada sobre o u'lhi.il portuguez, ( riso )
fallo da tomada da esquadra porlugiieza. Esle suc-
cesso decidi da sorle de Portugal, elle roiilribuio
poderosamente para o eslabclccmenlo das liborda-
des portuguesas. Cilaroi anda a lomada de Valenca
pelo meu honrado amigo. I.ord William Ku-seUe
seu amigo o coronel Har encontraran), nao longo
da proel, o meu honrado amigo, mui ligeiramente
vestido (rjso) e acumpauhado por um marulieiro,
o qual Jevava drias espingardas sobre o hombro.
I.ord, WIIhiu Ilussoll lomara ao principio o meu
honrailo amiga por Robinson Cruso nesse Ira-e
campestre (riso.) Que ides fazer, perguuluu-lbe
elle, assim vestido '/ Vou lomar Valenca.Mas,
atacar Vpraca, eslabeloccr trncheiras, dispor ha-
teras!.:.. NJro Icnho lempo para isso, rcphcou o
ciu-o. e fallar-ine como quero que me falles hab-
tualmenlc.' Alm dissu estou enfadada'hojc, e tc-
uu necessidade de dislracg&es...
-4- O scnbor seu pai foi cniao severo ?
Tenlou sc-lo.
E sem lux Wa deixou a fllha suhmissa c arre-
pondida 1
Ucixou-mc muilo enfadada...
Ei scubora, nao convm deixar-sc prcoc-
cupar per tao pouca cousa !... Um pai que prega
moral... apro :... A senhora he demasiadameulc
boa na verdade... Doxc-m obrar, e nao pense mais
nisso... cuide antes na testa desla iioitc de que lodos
Taiiam, e na pial todos dizcm que a aristocracia
franceza se achara reunida...
Que me importa ? -
TJ2r!!m. sci 1"c a aristocracia rranre-
za he mu pou.ro intcessantc cu, massa ; mas se-
parada..._ he oulra cousa.
Crs isso 7 .
"A senhora mesmo nao o sabe ;..,
li ionio queros que eu saiba "?
_ Essa he boa!... a parlicularidade da aristocra-
cia lie n marque,: de l.nuvain.
Umcstnuvado!...
O, conde do Sivrj.
Un faino !...
O visconde .de Chadeuil.
Um valculao !...
Irra! como vai a senhora... mas perdoc-me,
nao comparlilhxrSougoslo... Os estouvados lem sem-
pre alguna gra.;!i. os fatuos sao mui bellos cavallei-
nis. os_ yab^i|pip uio devem ser lesprczados, muito
principalmoule quando hrigain |K>r sua honra.
O-que nmea-le nao lora minbas sxmpalluas.
Ha oulros. ,
Conhcco-os.
Nao aludos.
-. que live o prazee o a hon-
ra do conlicccr pela primjjra vez o meu bravo ami-
go. Elle commandava na esquadra de lord Ex-
muulh as fragatas Thame* e Eurijatut, e nessa es-
quadra commandada* pelos hroes martimos des-
se lempo, nao havia ollicial que -gozasse mais com-
pletamente da coiifianca le lordBxmoulh, nem que
osse mais gcralmcnle considerado por sua brilhanlc
bravura do que o meu honrado amigo. Elle possue
hojc a minha intcira conlianca, e folgo de ter podi-
do rccommciida-lo a escolha da rainha, escolha que,
segundo creio, he approvada pelo paiz e pelos ho-
mens profiissinnaes.
Com quanlo se lenha mudado a forja molrzilos
navios e a lctica naval, com quanlo o meu bravo
amigo va coromandar, nBo W liando de marinheiros
recrutados n pressa, mas a engajados voluntarios
(applausos) ha alguma cousa que nao Imudou, he
a bravura o inlellgcncia do meu honVado amigo.
Elle nao vai sob o pretexto hypocrila de fazer
nina guerra religiosa ('applausos eslrondosos); mas*
vai snstenlar a independencia da Europa, vai resis-
tir e com sucesso segundo espero, ao espirito asgres-
sivo e de -conquiste que anteara perturbar a paz ae-
rar. O meu bravo amigo diz, que indo ao Bltico,
vai declarar a guerra; cu, como primeiro lord do al-
miranlado dou-lhe o meu conscnlimcnto ( Applau-
sos-). Espero que a guerra ser curia. Ella ser
Ao menos lenho-os viste.
Talvez.
. Devo acaso ocrupar-mo com aquellos me meu
pai nao recebe ?..-
lterque nao?...
Kidalgotes ile provincia.
Oh I nao diga isso^
Porque uSo".'
Todava ha um cavaltero gracioso, bello, e
agradavel que a senhora nunca vio, e desoja muito
r.onhecer, e que se achara esla noite na testa do sc-
nbor pnnrpe HarlzoIT.
Excilas-mc a curiosidade...
Esteva corla disso..,
lertesCm Chama CSS 'eU beII caVflllciro "a**
O duque...
Elle este em Miltau '. .
Ha qiiinzc dias.
J o viste *
Muilas vezes.
He bem apessoado ? \
He enrantador.
E julgas que vr esta noite''
Sem duvida.
Quem l'o disse'!
O conde de Bergalasse.
Lais cucaln a camarista com admiracao ; pois era
a primeira vez que osse nome de Bergalasse rocava-
Ihe os ouvidos.
Um novo emigrado? porgunlou ella com vi-
vacidade.
Nao sei.
Como o conheces ?
Elle hoiira-me com suas bondades.
Que queres dizer *
Quero dizer quo o conde de Heralas-e neccs-|
sita na casa Uo principe de HarlzoIT de alguem que I
viva talvez; mas pens que com a coragem e ener-
ga que caractersam o meu honrado amigo ser de-
cisiva. Nos como reformistas devenios ser orgu-
Ihosos de ver o pavilhao ingle* no Bltico e ho Mar
Nesro confiado a dous campees taes como os almi-
rantes Dundas c Napier, os quacs, estou convenci-
do dis.o. scro at ao fimliis ao paiz (Applausos)
Espero que dentro de pouco lempo me convidareis
anda para celebrar a volla triumphaule de meu no-
bre amigo (Appausos).
Muilas nutras saudcs forani fetas, relirando-sc
Os convidados j muito tardo. ( MortunaPosI.)
INTERIOR.
apos
AMAZONAS. -----
Barra, 10 de marco de IS54.
I m dos Irabaibos mais importantes, e indispen-
saveis administrara de qualquer pai/ he, sem du-
vida, a eslalislica ; nao o mero conberimento da sua
popubicao; mas da sua topographia, do eu com-
mercio, da navegacao, dos producios agrcolas, e
manufacirciros. Nesla provinda, como acontece
em tedas asoutrasdo imperio, anda oio ha Irabalbo
algum. qDe condusa a intelligencia ao eslilo das
queslOcs eslalislicas. Tenho qncrido cscrever algu-
ma cousa nesse assumpto, mas era o lempo me
permitle faze-lo, nem hci colhido dados para prin-
cipiar essa tarefa.
_' A popularan da freguezia desla capilal he de
>,08l almas, das quaes 332 s3o escravas. Este re-
sultado consta do um mappa organizado por uina
cmiimissa em 1832 : de 1853 ainda a mesma com-
missao nao appresenlou cousa alguma.
Houveraui 386 nascimenlos, 51 casamenlos, e 63
ahilos durante o anno passado ; islo-bj, nasccram 13
morreram 2 ; nasceram 38. cazaranvtt 5.
Em 1858. a pnpulacao da frcguezWera. de 3:137
livres, o 23 escravos ; nasceram 29), cazaram-se
115, morreram 25.
Houvc portante o augmente te 1:710 almas no
periodo de 5 anuos, ou de 342 par anuo.
A freguezia,mais populosa desla provincia he a
de Manes, que coiiia 5-880 almas Iivrs. e 81 escra-
vastotal 5:961. .A segunda he a da villa Bella da
Imperatriz cujo censo dii 4:385 almas, sendo apenas
82 eicravas. Entretanto os nascimeates naquella
regulara 216, e nesla 137 por anno, donib se v que
na freguezia da capilal os nascimchtos comparados
com a lolalidade' da populacho estao na razao de
1:13, pade Maus, 1:27, e na de villa Bella, 1:32.
A villa d'Ega, que be urna das mais imporlau-
(tes, o talvez a de mais commercio, o "que pollo vr.a
*ser muilo iulercssanle quando se desenvolver a nave-
eacao vapor pelo SolimOes, e o commercio como
Per, appresenta apenas orna popularan de 1:646
almas, c os napr.imontos estao na razao de 1:33 e os
bitos na de 1:43
O commercio interno desla provincia, iaz-se,como
he sabido, cm barcos, e pequeas canoas. Durante
o anno passado registeram-so 111 barcos o caudas
com o total de 2000 lonellada.
Sin'.o que a administrarlo de fazenda provincial
nao tivesse o cuidado do estebclecer.desde o comeco,
urna escripturacao regular semelhiinte respeilo,
porque poder-se-lii.i conhecer o total dos bracos em-
pregados na navegacao interna ; cmtudo, creio que
nao eslarei tenge da verdade asseguraOdo quo mais
le sesecntas pessoas Iripolaram esses barcos, e ca-
noas.
A navegacao por vapor abri ai Amazonas urna
nova era teda cheia de esperauca*. O !. barco que
zombou das corrcnles desse magno rio f.i o Udraj;
cumpre pois dar ero resumo as suas viagens teitas no
decurso do anuo de 1853.
JjViagcm. S.ihiu..J.eJk.kui.i:ij5!v dccmbro.
de 18.12, e ebegou a esla ciliado a 11 te Janeiro, gas-
taudo / dias, 1 hora, e 23 minutos d# marcha c 3
dias, 14 horas, e 35 minutos de estada nos dilleren-
tes porlos intermcdus : consumi 21 toneladas de
carvo de podra, e 21:000 achas de lenha.
eancorou aqui a 20; leve de demora nos portos de
esCaix d'a'' '"* nuri"' "ii'> efectuando a navegacao
em 10 oas, 21 horas 10', e consumnd 20 toneladas
de carvao, e 23.362 achas de lenha.
3. Viagem. A 17 de marco parti do Pari,.e
cheguu aqui a 26 do mesmo; demorou-se nos
porlos 1 dia e 40', navegaudo 8 dias, 5 horas, 50', o
consumi 60 toneladas de carvao, o 7:865 achas de
lenha.
4. Viagem. Ancotou aqu a 21 de abril, lendo
saludo dala a 10 ; navegou 8 das, 17 horas, e 50', e
csteve nos porlos 2 dias, 18 horas, 40'; o combust-
vol gasto foram 50 toneladas ue carvao, c 16:014
achas deleuha.
5. Viagem. Sabio do Par a 9 de maio. e che-
mu aqui a 21 ; navegou 9 dias, 11 horas, .V, lendo
estado nos portos 2 dias. 5 horas. 15'. Consumi 30
toneladas de carvao, e 18:730 achas de lenha.
6. Viagem. Em 9 de junho parti dahi, e che-
gou aqu a 20: esleve nos portos 2 das, 45 horas,
e navegou 9 das, 9- doras,'30': comhuslivel gasto,
>0 toneladas de carvao, e 12:864 achas.
7. Viagem. A 7 de julb.0 sabio de Belem, an-
corou aqu a 19 ; navegou 9 das, 23 horas c30';
esteva nos porlos 2 dias, 10 horas, o 30', e gastou
M toneladas de carvao, e 15:090 achas de lenha.
8. Viagem. Em uovembro 8 sahio do Para,
ebegou aqui a 16, navegou 7 dias e 30"; esleve dos
porlos 1 da, 20 horas, gastando 50 toneladas de car-
vao, e &19 achas de lenha.
9. Viagim. A 4 de dezembro parti do Para,
ebegou no porto desla capitel a 13, navegou 7 das.
20 horas, 30* lendo-se' demorado 1 da, i hora. 30'
nos portos,
Em lodas oslas viagens (s trato da viuda) percor-
reii esse vapor 2:502 teguas em 78 dias, 15 horas e
e 4, uto ho, 32 leguas por dia aproximadamente
consumante 401 toneladas do carvao, e 132:210
acbas do lenha.
Nos mezes d agosto, setembro e oulubro foi o
Marojo substituido pete Rio \egro, que, nas tres
viagens que eflecluouem lidias, 16 horas e 42'
galln 100 toneladas de carvao, e 36:458 adas de
lenha, percorrendo a distancia de 819 teguas. Infe-
lizmente, tao excellente barco inlerrompeu sua car-
reira, por ler partido urna boa duzia de cavernas so-
bre urnas pedras, 5 mil lias abaxo da tez do Madeira
na manhaa de 17 de outubro.em regresso ao Para.
O entrudo andou muito animado esle anno. Os
veteranos da trra allirmam que ha dez ou doze an-
nos.que houvc urna miniatura do que aconteceu,
ueste.
Chegou aqui no dia 3 do crrente as 7 hora da
larde o va|>or Monarcna, mandado pela companhia
le navegaba e commercio do'Amazonas para fazer
a seguuda viagem a Nauta, para onde dever sabir
brevemente. /
Salando do porto de Belem no da 20 de teverciro
as B e meia horas da manhaa, leve de demora nos
porlos do Breves, Gurupa, Sar.larem, Obidos, villa
Bella, eSerpa S dias, 5horas,-e 3 minutos, leudo
estado fondead 9 lloras aules de chegar a Saularem
e 4 horas enlre villa Bella c Serpa. Fez 'prtenlo a
aviagem da capilal capital em 8 dias 19 horas e
25 minutes, vencendo 4 milhas aproximadamente
por hora : he igual a marcha do Maraj nesta
poca do anno.
As ultimas noticias do Per, que se lia recehido
pela nossa fronlera de Tabatinga, sao de nenhuma
importancia. Continuavam pofm a abandonaron
as colonias de Cavallo-Coxo os emigrados para all
condolidos porl). Jurra. Aqui chegou um allemao
alfaiate com sua mnlber e dous filhos menores, e
mais dous sugeitos que haviain estado naquella
colunia, e dizem-me que em Ega exislcm alguus ou-
lros, tambera vindus dalli. A praga, e a teme he
qne os faz ausentar-sc.
Na volla do Monarclia, quo conduz o Exm. Sr.
conselheiro Pena, o secretario do governo, o aju-
dante de ordens, e o agente da companhia aqui re-
slenle, e alguma- pessoas mais nafc Nauta, lhe po-
derei mauislrar oulras infunnaees e noticias.
Na manhaa de 11 de maT(o sahio da oidade da
Barra o vapor Monarcha pelas 4 e meia horas e
chegou no dia 15 as 8 horas do dia. gastando 99 e
meia horas em Iodo o trajelo, incluindu-se 10 ho-
ras de paradas, 3 na Aldea de Manacapuri'i. e 7 no
Coary, onde recebeu o vapor lenha. A viagem po-
dia ler sido menos tonga se a lenha fosse da boa qua-
lidade ; sejlo qnconlrasse tanta forja de correle, e
em algumas parageus, grande quantidade de madei-
ros nucluanles, que embaracuram, e desviaran! a
marcha regular do vapor.
S. Exc. tem sido comprimenlado pejas autorida-
des, e princjnuc- habitantes desla villa, que presu-
rosos alluiram bordo e mesmo em Ierra, para cu-
nhecerem-no.
No mesmo dia 15 segua o vapor para l-'onle-
Boa. (Treze de Maio.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
MARANHO.
San-Luii 15 de abril de 1854.
Eis-me chegado i urna daquellas occasies em que
tenho de cscrever-lhe.sem possur cousa alguma com
que possa salifazer a curiosidade do grande numero
dos seus leilores. i-'arei entretanto, lodo o pos-
sivel para' contenta-Ios.
Estamos na semana santa : nesse curio e-paco de
dias em que a igreja solemnisa us sagrados misterios
do cordeiro do Gulgolha, que, em cumprmenlo da
divina patarra, scllou com. seu precioso sanguc a
redempeao do genero humano. Entre nos, lodas a-
quellas solemnidades fizeram-se rom grande' pompa
na cathcdral, gracas volitado de S. Exc. Rvm.,
que nao poupa e-forros para elevar o nosso culto a
esse cxplendor de que se torna digno. Aquella igre-
ja, que desde algnus aunos, por causa do seu estado
de ruinas, nao oflerecia aos liis um espaco siilljcicn-
te para assislirein aos actos ta quaresma, se acaso se
acha agor.f reparada, deve-o ao digno pastor, que
souhe apressar a obra, adianlaudo at segundo me
consta, a quanlia necessaria para o seu completo a-
cabamenlo.
Antes de honlem, o lempo, que tem estado bastan-
te chuvoso, ..leu lugar a visitecao das igrejas, a cujo
acto, concorreu a flor do nosso madamismo com toda
aquella grata piedosa, qu sempre p carcter isa em
tees occasies.
Hoje sabbado da Alleluia.na forma do coslume, fo-
ram executmos em variasruas desla rida Jes um grande
numero tle judo*. Esla solemnidade, entre mis, nao
,dcixa de ser iiueressanle. Apenas rompe a aurora,
distingviem-seem portas dependuradas varias'elligies.,
do grande traidor ; trsjando urnas, vestuario i, tur-
ca, oulras judaica^ chiuoza, e al de casaca Uo
issouir. nacrousco que pouco importa a execurao,
com tanto que o hroe da fesla nao falle : para com
os apaixonados desse diveriimento, loma-se cm tocio
o rigor da expresso o anexim de que o habilo nao
faz o monge
lia Judos, que, quer pela riqueza do vestuario,
quer pela grande quantidade do fogos que em si.con-
tm, nao cusa nada menos de 80 a 100*000 rs. De
ordinario,, os moradores de ma ra quotisara-se
para lerem um bom judos que apreciar por oc-
casiao do rompimento da Alleluia. Apenas esla ap-
parecc em qualquer greja, comer entilo o rpido
suplicio do judas, acompauhado da .vozeira immensa
dos n.olcq>ies, que mu nidos de enormes varapos>
reduzem a menores fragmentos as parles que o fugo
nao pulv erUnu. He esse o drama mais molecai que
talvez lobamos-, aondeo escarneo na execurao torna
u pena digna daquelle grande criminoso.
Agora urna.pequea observaran. Quintos Judas,
nao vemos ins por ah, que passeando a barba cn-
xula, nao incrccem ura igual castigo !
Passemos ao mais.
A IranquUla.ladc publica continua inalleravcl,
bem como a seguranza individual.
A esse respeilo, Caxias, quo para assim dizer, he
o nosso termmetro, ofierece o quadro o mais en
cantador que he possivel desejar-se Dalli live lti-
mamente noticias de que nenhum allomado se com
metleu, eque.grande e salutar impressao causn as
decses do ultimo jury, lavrando todas aquellas con-
dcmnac&es de que nao ha muito lhe fallei. E a gra-
os he, que ao passo que, esses factos tao viziveis co-
mo a luz meridiana se dao ; ao passo que o governo
tem delles, pelas partes ofllciaes, inlero conhecimen-
to : os orgos da prostituida Estrella em ossada re-
preseulada na pessoa nica do Mariam, e seus as-c-
elas com os lamentos de alguns mais prejudicados
pela punicao dos criminosos daqueila localidade,
nao cessam de piular Caxias como no triste estado
em que ella se achava no tempoda transada admi-
nistrarlo, no dominio exclusivo do punhal e do
bacamarle Ellcs, era seu delirio, chegam al a
alanrar, que.Caxias est prestes a seviclima alen-
de urna re bolillo He al aonde pode chegar a /or-
ea declamatoria de um pulmao, que S vive do ar da
mais desciivolla calumnia 1 !
Tudo isso nao passa da reaccao natural da punicao
dos delinqucutes: sao os suspiros, ou antes, os grites
dedesespero dos condemnadose dos seus adherentes,
ou daquelles a quem elles davam sinislra importan-
cia pela influencia abominavel do crime... Tudo isso
he o recuar da peca, do que nos falla Lamartine,
quando seopera a rpida Iransico do qualqucr esla-
do de cousas...
Nunca posso afiaurar-lhe, Caxias esleve como a-
gora, tao tranquilla e tao suhmissa a accao benfica
da auloridade. E de cerlo. nesse estallo ella sem-
pre se conservar cm quanlo l houverem autorida-
des como o Dr. jpz de direilo Vicira da Costa, o Dr.
juiz municipal l'ernandcs Vieira, oficiaes, como o
de-llie bdas iiifonnaroes sobre o que ahi se passa o
que escolhcu-mc para esse oflicio.
E accilas-te scmellianle missao ?...
Elle paga Ixem.
Trabes a la ama pelo ouro de um eslranliu'.'...
Nao Iraio a ninguem, e sirvo a todos. .
Todava...
Todava... Tenho bastante idade para saber
que quando abre-se una mo nao-he absolutamente
iicccssario techar a oulra, c se salisrazendo o conde
te Bergalasse posso servir ao mesmo lempo a mi-
nha ama, creio chic ninguem perde nisso, c achu
que gando...
Explica-te.
Isso he tecil de comprclinder: o conde le
Bergalasse necessilava de um espia, o com o ouro
que derrama un prbrusao leria adiado fcilmente
um traidor enlre os criados do castcllo. Juteuei
mais prudente cncarrcgar-iiio do negocio, c dessa
sorle lomos um traidor de menos e um ami"o de
mais na pessoa do conde...
Es urna moca hbil.
Julgava j ler dado algumas provas disso
senhora.
Sem diivida.J. sem duvida... mas nao he dis-
so que se traa. Dissesle-inc que o duque esteva cm
al 111 a u f
Ha quinze dias.
Porque nao vcio anda visitar meo pai f
Ja veio.
O prncipe nao disse-mc nada a esse respeilo
Tinha talvez algumas razOes para isso.
Ah com ludo beideve-lo, devo ve-lo em seu
inleresse e uo meu ; ha muilo que espero o oslante
de vivhi!
Elle ha le vir esla noite, segundo dizem.
Quem diz isso *
O visconde de Chadeuil.
E elle c.llll iece-i i ?
S<1o muito unidos.
Alt! e que dizcm Inais dclle'.'
Oh militas cousas.
Falla falla!
Dizcm- que o joven duque leve cstabclcccr-se
em Millau.
Porque'.'
Porque este enamorado.
De quem 1
De urna mulher que vio so um insteute, mas
da qual conserva una lembranca arden le.
E essa mulher ? .. perguutou Lais com impa-
ciencia,
Elle s a vio mascarada...
A Masrhcrala I...
Ella mesmo.
A donzela e a camarisla calaram-sc. Era como
um silencio de susto... I.ais abaixra os orlos c em-
pallidoccra ; a camarista ucu rcpcnliname:Uc urna
risada que tez estremecer a ama...
Dcquerst pcrgunlou esta scnliudo um tre-
mor corrcr-lbe pelos hombros.
_ Rio-mc, respotidcu a criada, da senhora, do
mim, c la Mascherala.
De mim e de t podes rir; mas nao convm
tratar assim a Mascherala... le una mulher na, c
possue um poder termidavel.
Ah .
Nao crtis ?
Zumbo dclla.
Cata-te.
Digo mais, se fosse a filha do ministro da po-
lica rosea ler-nie-Uia ha muilo livrado de una ri-
val l.in pt-rmo-a.
Tina rival !
Sem duvida... nao he ella qno lia alguns me-
zes oceupa. lodos os espirites de Millau 1 Todos fal-
capitaoNclloe o prestanlissimo lente I.una, esse
tcmivcl cacailor das feras de roste humano, qne in-
feslavam grande parle dos nossos mais importantes
sertes... He, para assim dizer, a cssas autoridades
e a um grande numero de celadnos honestos, que
Caxias devo o bello estado em que se acha, bem co-
mo ao sabio administrador que se conserva a testa
da provincia, o qual no cessi de dar teda a influen-
cia a aquellas autoridades, concorrendo desse modo,
para rcalisar um dus principaes alvos do sua polti-
ca, qual oda reprc-sau dos mines, com a sua promp-
ta punicao.
Permita agora, que eu aqui Iranscreva o se-
guinle pequeo artigo do Farol diquetla cidade.
Ei-lo: .
A polica de Caxias foi muilas vezes acensada
pelos jomaos da Estrella, e algumas pelos peridi-
cos da oppo,i cao Luzia de conservar a cadeia publica
cheia de presos a quem uao fazia processos, e de per-
manecerem elles assim por muilo lempo, sem que
podessem tratar de seus livramentos. He verdade,
que aaclividade da polica de Caxias de 1851 por
dianle, deveu-se prso de grande numero de cri-
minosos, de quasi lodosos que mancharan) suas maos
nosangue de seus semelhantcs, durante o longo e
horroroso periodo de 1810 a 1850 ; he verlade,- que
a essa polica pertence a gloria de ler feilo cessar s.
assassinatosifue aqoi se commetliam, plantando a se-
guranza individual; mas a polica de Calas, no
meio da a (fluencia de negocios que linha a seu car-,
go. nao pode nem deve ser accosada de negligente
cm processar ; porquanto fez oque era humanamen-
te possivel, conclu ndo mis Ires ltimos annos cerca
de 200 processos crime- A cadeia chegou a
estar muito cheia, he verdade; mas nao s havia
ncll.i grande numero de presos de oulros pontos da
provincia que erara rcmettidus para aqui para estar
em segura ara, como tambem os que perteuciam aeste
termo, cram logo submetlidos a processo, que se ulti-
mava com mais ou menos 0romplido conforme a
natureza das provaSjB difliculdade de as obter. O
mal eslava, pois, na falta de julgamento, na carencia
de um juiz de direito, que satisfizesse religiosamente
as obrigacs de seu ministerio, de um magistrado
que fosse to empenbado emsubmetter os reos a jul-
garaentos quanlo a polica se moslr.-iva em faze-los
prender e processar.
Tanto mais fcilmente se demonstra, queheda-
hi que deriva o mal, quanto he evidente, que elle
cessoujogo que Sr. Dr. Joao Caelanotei subsliluido
pete actual juiz de direilo, Dr. Francisco Vieira da
Cosa. O julgamente definitivo de nuarenta e tan-
tas reos em dous mezes, qoe, ah se acha o Sr. Dr.
Vieira da Costee a novaconvocarao do tribunal do
jury para junho", sao urna prova inconteslavel de que
a polica no.deixa os presos sem processos, e que
nao he pois culpa sua, que a cadeia chegasse a ter
um crescdo numero delles. .
Fllam de prepotencia, te tyrannia, enlhusias-
mam-secom as correspondencias de seus afei^oados,
o os factos cloquentes contrariam a cada momento as
mais atila-.las combina^ss. Cada pagina escripia
onlra polica de Caxias pela malllia'do Estandar-
te assignala um Iriumphu da polica, e sella o prirf-
cipio rcconheddo, admittido caceito de que os moa
nslinclos nao podem guiar senao para accoes rpro-
vadas, porque a falshlade das acensarnos revela-se pe-
la repulaco aviltavla dos accqsadores. Siga a poli-
ca de Caxias seu caminho de deciso e de energa, e
deixe qne o Estandarte o o Proqresso, por si ou por
seus correspondentes, clamem contra a actual ordem
te cousas. O paiz he o juiz competente e nao fal-
tar com a jusli{a a'quem a merece.
0 grupnho do Mariani contina petes seus or-
gos na enchurrada de descomposturas e calomuias
contra ludo que u3o pertence a pandilha daqueila si-
nislra e agoureira ave. Em falla da argumentos pa-
ra combaer a actual ordem de cousas, he esse um
bom expediente Felizmente para a moralidade da
provincia at hoje, ainda elles nao poderaui tirar de
seus adversarios, nem se sequer o triste fructo da re-
presalia !.. O desprezo, por parle desles, contina
solemne e profundo.
Os redactores do Progresso, qoe s veem o Mara-
nho em Alcntara, e como dahi desejem ver ba-
queada a legitima influencia do bario de S. liento e
do seua.lor Viveiros, para lerem por substituios os
membros da familia S ; continuam cora a atroado-
ra celenma a respeilo do sedjo desapparecimeoto de
um tal Amaro... Nao se importando com as medidas
da auloridade policial, que alona pessoa do seu che-
fe, foi syndicar do facto, do qual nada existe de ver-
dadeiro, lera elles ltimamente prorompido em in-
jurias o invectivas contra o Dr. chefe de polica,
at contra o presidente da provincia.
1 ni dos correspondentes daqueila folha, nao me
lembro d que localidade, depois de fallar sobre o
recrutam'ento csse outro cavalio de batalha dos ac-
tuaos opposicionislas de todo o imperio no que a-
atianca liaverem cercos de grejas, bofadas de recru-
tas levados a ferrao, horrores, calamidades, liudez,
teme, esgotameotos da paciencia publica, etc., c ou-
lros que taes palavres de oogenia engasopadolla :
concluc dizendo, fjue smente houveram quatro re-
crutas!!! A imaginario extraiihamenle exaltada
daquelle correspondente, desapparece cm face da
triste realidadede quatro recrutas! Quo mizera! !
Toda aquella liugiiagem parece realmente ser algum
plagalo do sermonario do padre l'aixfio ; ou a en-
carnarao das entradas de Icao e sabidas de seudeiro,
de qus nos falla o adagio....
Para honra do partido luzia nesta provincia, con-
vm declarar-lhe, que esle proccdimenlo. do Pro-
gresso nao he applaudido pelos seus principaes che-
fes, que reconhecem o quanto a gral idao he um de-
ver para o coracio bem conformado de um hornera
anda mesmo, quando este soja um poltico.
O governo por denuncia que (eve, de que o major
Raymundo Alves da Cruz, possuia cm scuestabele-
c men lo dla v mira urna fabrica de -ed ubis, mandn-o
prender pelo commandante de polica Isaac, e re-
colhe-lo a esta cidade aonde actualmente se acha.
Aquelle individuo, com quanto seja um preslimoso
saquarcma.anligo combllenteda rebelda ultima por-'
que passamos, nao deixou por isso de soflrer les in-
commodos. Um governo que se diz moralisador, nao
allende de cerlo a circumslancia alguma. qnando se'
trata de reconhecer e punir o delicio. Por ora, na-
da induz a crer-se na colpabilidade do Sr. Croz, por-
isso que cousa alguma encontrou-se que posta justi-
ficar aquella denuncia.
Para desmascarar as aecusaedes da Estrella sobre
os so/Y/isaiii desperdicios feitos pelo presidente, dos
dinheiros provnciaes, aqu lhe aprsente, transcrip-
tos do Oftscreador, os seguinles algarismos que de-
monslram com a linguagera que Ibes be propria, a
falsidade daqueila gente:
Bataneo da receita e despeza do.thesouro publico
provincial do Maranho no exercicio de 1852 a 1853.
Receita.
Ordinaria 273:678)1290
Saldo do exercicio de 1851 a 1832 que
passou para este 3:4069068
Venda de farinha 11:973500
Emprestimo em 21
Apolices emitlidas -2:3OOSjOO0
Movimeutos de fundos 35:0690642
- _________________i__
326:4278700
Despeza.
Ordinaria
Compra de farinha
Movimento de fundos
Saldo em 31 de marco de 1854
256:840J774
12:1149000
:2:47152
25:1019074
326:4279700
i Acaba de chegar de Caiena o vapor Maranho,
perlenccnte a,urna companhia franceza destinada ao
temed men lo de gado naquelle paiz. Este vapor pre-
tendo daqui levar duzenlas cabecas de gado, quan-
do se acabarem as estradas afgumas ja con-
tratadas, e outras ja em principio de obra, que
devem unir os serles da Chapada, Barra da Cor-
da, Mearim al os campos de Ansjatuba bem
bom incremento devem ter as fazendas de gado,
cora essa exportaran em grande escala para um con-
sumidor, como he Caiena. A companhia pretende al-
canzar do governo liceuca para embarcar no' vapor,-
o gado, no porto da Gabarra, em Anajatuba. He
apenas urna viagem de algumas .horas.
No dia primeiro de abr), na ra da Cruz desla,
cidade, foi preso um sujeitoque se diz haver espan-
cado a um ootro. At boje a polica nao tem sabido
quem seja a vctima, apezar de se haver encontrado
vestigios de sangeo lngar indigiUdo, como o do
combate. Corre feralmente como certo, que tudo
isso foi urna peca de 1. do abril, anda que oulros
afianran haver sido espancado algum sugeilo,casado
ou nao, convm apparecer, por isso que d'ahi lhe
vira a vergonha de haver soffrido a derrota mesmo
na porta da disputada Dulcinea. O grande caso
porem he, qoe se lgum foi victima, tem comido
calcado, nao obstante as indagacOes policiaes, todo
esse misterio parece que d'algum modo cheira 'a ro-
mance. O que lhe posso porem afiancar he, que v*>
espancameolo nao foi nesla seu criado, cujo caver-
name, gracas a Dos,est no melhor estada possivel.
' N* teja do Antonio Augusto, aonde o Acacio exer-
ceu aquotle celebre entrudo, de que lhe dei conla era
urna das minbas, deu-se o caso de, achando-se pela
voTtadas 8 horas da noite, o contramesere, plcida-
mente assentado n'um banco, recebeu urna pedrada
da ra que oa matando. A polica tem tomado soas
precaucoes, e o processo contra o Acacio conlinua a
bom marchar. Aquella graca, sem duvida, parti de
algum collega do famoso guarda-costa.
No dia 6 do corrate, encerroo-se a correicao do
Sr. juiz de direilo da segunda vara, o Dr. Francisco
Domingues. Tudo correu regularmente, durando a
audiencia do encerramenlo perto de quatro horas.
Houveram muitos e justos provimenlos ; nada appa-
recendq de maior novidade que depozesse contra a
nossa justica de primeira instancia. Pete queme pa-
receu, o Dr. Francisco Domingues, que como Vene.
sabe, heum magistrado completo, muito Irabalhou
no curio espaco de lempo que durou a sua cor-
reijao.
Acaba de se estebelecer na ra de Santa Anua n.
16, um gabinete de leiltira. A sua abertura solera- .
ne leve lugar no dia 26 do prximo passado. Assubs-
cripces sao as seguintes: por mez 18300, por 3me-
zes 39500, por 6 mezes 6SO00, por anuo 129000. '.
Por causa da nao chegam) do Germano no llme
vapor, dcixa hoje do haver grande baile masque' no
Iheatro. Tudo ahi se acha promplo: o salao da pla-
tea fioou sobej|o, bem como apiolara dos camarotes
com as suas cercaduras douradas. Todos o/apaivo-
nados do masque", aguardam-se para outro qualquer
da, logo depoisda chegada do emprezario, que deve
ler lugar, segando nos cunsta, no prximo vapor,
O balanco do lercero trimestre do correte anno,.
da receita e despeza da cmara municipal he o se-
guale:
Receita
lam nolla, todos desejam v-la, e^iinguem atreye-sc
faze-la prender.
E como 1 ,
Pela cav a liara.
Mas oudc'.'
Em qualqucr parte.
Isso he diflieil; porque a Mascherala* recebeu
de sua arle diablica o dom de tomar-se invisivel.
Essas ideas, senhora, juro-lhc que a polica
franceza a obrgaria a perder... Apenas l.iscttc aca-
bava sstas palavras, unas pancadas dadas na porte
do salao vioram dislrabr a allencao das duas mu-
flieres. I.isette correa logo "m signal da ama ;
porm mal abr a porta, voltou espantada e dando
um grito lo terror.
A Mascherala exelamou I.ais a qnal voltan-
do-sc ao grito dado por I.selle, ficou gelada, immo-
vcl. muda, de maos postas, petrificada por essa ap-
pari;ao singular o iuexplicavcl.
Todava a Mascherala leu alguns passos. no meio
do quarto, e chegando-sc a I.ais, poz-lhe a mao de
ni. more sobre o hombro trmulo, e disse-lbe com
voz clara e vibrante:
I.ais, o duque estar esla noite na testado priu-
cipc.'.. Em seu proprio iulcresse aconsclho-lhe que
nao lhe falle !...
VII.
I'tn incidente. .
O principe Harlzofl"oceupava cm Miltau um pa-
lacio, rujo exterior nada linlia que nao fosse de mui-
lo modesta apparenca ; mas cujo interior elle sou-
hera tornar esplendido, c de una magnificencia real.
As salas cram vastas, c.lo um estylo cuja severida-
de rivalsava com a elegancia sumptiiosa. Kcos co-
fres ile uiadoir osiailpda, grande- vasos de purpu-
ro mi de malachiles, ubras antigs de um proco ex>
cessivo, quudros dos melhores pintores, flamngos,
Despeza.
He o saldo que passa para o'qnarto
trimestre de
11:2019055
7:5759891
3:6299164
11:2049055
k ,
O roinlinienlo das repartirles geraes uo mez da
marro prximo passado, foi o seguinle :
Ajrndega. 74:1849872
Recebedoria. 6r978985
Correio 6429830
81:8069687
P. S. Acaba de ser publicado em Oeiras, ami-
ga capilal do l'iauhy, um verdadeiro pasquim conht-
cido pelo OeirenW, aonde se atassalha nogentamenle
o ex-presidunte Dr. Sarava, o actual Dr. Canralho,
e at o proprio presidente desla. He inleiramenle
fosal. ParaVmc. avahar, que taleila nao ser, basta
dizer-lhe, qae tem por redactor em chefe, segundo
nosrommunicaram, ao bem couhecido Dr. M. Sar-
ment !... Seguem ueste vapor, S tomar assento em
as respeclivas cmaras, os senadores Viveiros, An-
gelo Muniz o o deputado Santos de Almeida.
todo cmlim o que constilue o luxo commodo e'pro-
digo'.
O goslo de I.ais presidir ao adorno dos quartes
mais particularmente habitados, e ahi lambem tt-
uha-se reproducido teda a suaiudividuadade bella
e graciosa. A alcova da donzla era um modelo no
genero, lira grosso forro de velludo edr de grana-
da rodcaya. quarto estrellado de ricos quadros prc-
cosamenlc esmaltados representando algumas sie-
nas da vida d% santos o> calendario russo. Um re-
logio de terma extravagante descansav sobre a cha-
mino de marraore branco ladeada de dous vasos
etroscos, nos quaes I.isette conservava flores sem-
pre frescas. Lm tapete encorpado amortsava o ru-
mor dos passos ao mesmo lempo rae aS cortinas do
velludo c de cassa interceptavam os raios de um sol
demasiadamente vivo nos dias do ve-rao. '
De noite urna alampada de in'armorc suspensa
por urna tenga corrente de ouro derramava nesse de-
licioso reino urna claridadc voluptuosa que ia raor-
rer nos cortinados fluetuanles do leito
Os salees do ministro Uartzoff eramos mais fr-
qiientados pela aristocracia franceza quo oexilio lau-
ara nessa trra longinqua, e por todos os membros
da aristocracia russa, os quaes a oflueocia dos acon-
tecunentos impellia para o principe, ou- urna admi-
racao platnica atlrahia paiji junto da filha.
Dous das por semana a casa do principe dester-
rado enchia os aloes do ministro, o ahi eutre mocas
risonbas e enteiladas, e mancebos levianos c espiri-
tuosos Iratavam-su os grandes destinos da Franca re-
volucionaria, e os ueaorios nao menos grates da
emigraco em talas.
A aristocracia russa uao degoslava-se de ver de.
perto essa uobreza franceza 13o famosa, e a nobreza
franceza estima va nessa Ierra ingrata, e qu fora-lhe
tantas vezes inhspita, esquecer um instante no meio
das feslas e dos prazeres que recordavam-lhe um


.
*
_.

II k


Y
!*
DIARIO DE PERHAMBUCO, TERCA FEIRA 25 D ABRIL DE 1854.

.


.
CEAKA'.
Foruieaa 19 de abril de 1864.
Depois da minha uUima de 23 do prximo paisa-
do (que ainJa au Uve o gosto de ver eslampada
as pagina* do seu jornal ) mu i puuco (em occorri-
do digno de mencao. Todava he mislcr em abono
da verdade confirmar urna e contrariar oulras das
noticias que ne*M Ihe (ransmiiti, e como entSo prin-
cipe! pelo invern seguirei a mesma ordem.
Principiaran! as chavas no dia 28 do mez prxi-
mo passado, e toan continuado de modo a fazer des-
apparecer o receio de lecca, o bem caz,lo tive eu
para duvidardos precooceiios daquelles que quc-
riam dar como, razao da falta da chuva, a mudnca
da Testa do -glorioso patriafcha S. Jos. Agora esto
desengaados desse prejuizo, pois no dia 9 do cor-
rale romo* aqu andados polas 8 horas da noile,'
com salvas aeras e girndolas elctricas IJo inespe-
radas, que lorearam a muitas pessoa's internccidas,
e pruslradas, petes sanctuarios j so sabe, pedindo a
Santa-Barbara e aSan-Jeronymo que mandassempa-
rarcom a testa ; e na verdade parou, mas a chava
contiooou quasi diariamente de eolio para cu, e
>ntem tai que .levanten o lempo, mas o eiccssivo
calor que se solTre indica que as chavas continaaro
ainda. Flndo aqu a conltariedade e passo conllr-
macio.
Promelti dar-lho conta da.grande fesla da Sema-
'n* Sania, e ou faze-lo ainda que ligeiramenle.
A testa estove pomposa, e foi a que vi aqu cele-
brar com mais solemnidade. Funecionou oConego
visitador, oqual veio para isso da villa de Quexera-
mobim, 60 leguas distante destacidade; e de nutras
villas povoados em distancia de 30 leguas da capi-
tal vieran diversas ramillas asslslir ao sanio aclo.
J vd.pois, que houve grandeconenrrencia. S.Exc.o
presidente da provincia naoteUpua um s ado. Com-
pareceram 12 clrigos, a mato? parle dos qaaes, de
pessima vo, houve tal que principioa a lamentacao
era tom de prefacio, e acnbou no de officio de defun-
ios ; bem moslraram que pouco se excrciam.
O templo que he a nova matriz, eomquanlo nSo
esteja de todo acabado, he bastante magestoso, a mu-
iea tai soffrivcl, e entre os diversos, pregadores al-
gn dsempenharam perfeitamcnleo seu ministerio,
sobresahino sobre lodos o vigario desta capital Car-
io Augusto Peiiolo d"Alencar.
Se por um lado muilo ganhou a religip e a mo-
ral com a pralica de actos de lamanha devocao e
piedade, do oulro muito lucraram os nossos logistas,
pas nao Besa por essas lojas um s trapo preto, que
MM fosse vendido. .
Respeito poltica vamos bem, porque por ora to-
dos os partidos confiara na justicio aclaal adminis-
trador ; tu porm ama questao de vida 'e morte, cu-
ja aottioao se espera com a chegada do vapor do
tal.
He a nomearao dos substituios dos juies muni-
capaes, contra a qual representou a cmara da capi-
tal por ter sido hila ora mez ames de findar o qua-
porm, esleve a procissao soffrivel; foi concorrida
pelas pessoas mais gradas, inclusive S. Exc.
Em seguida (ivemos os offlcios de llamos, de Tre-
vas, lava-pse a Paixao, que alm de decente foi raai's
que concorrida, bem como a Alleluia c Ressurreii.ao,
que muilo bem acabara se na procissao nao enten-
dessem os Lanzeos, que carregavam a imagera, que
lhe deviam dar urna formidavel queda, quelhofrac-
turou um brara, verdade he que um dos laes tam-
bera quebrou a cabera ; porlanto fique sabendo qoe
na cidade do NatalChristo soffreu ainda depois da
Ressurricao.
Foi preso em Tamalanduba, e so acha recolhido
cadeia desta cidade, ora tocinera que dizcm assassi-
nara na provincia da Parahiba ao infeliz vigario da
Taquara. O l)r. chefe de polica vai proceder ao
interrogatorio, e eu Iba darei parle do resultado :.
como lenho proracllido Inuvar sempre ao mrito,ap-
proveilo a occasiao para lecer meus elogios ao muso
digno chefe de polica o Dr. Herculano Antonio
Pereira da Cunha, pelo ardor e zelo com que tem
procedido na perseguido dos criminosos continu o
Sr. Dr. Herculano como at aqui, e os bons Riogran-
denses, nao podero dcixar de se'moslraiiem agrade-
cidos a S. S., que ludo tem empenhado para fazer
com que a seguranza individual nao seja como outr'-
ora urna chimera.
O delegado de Touros, que havia mandado espan-
car a urna mulher, que pelo entrado o molhara com
essencia pouco odorficas, foi dimitlido.
Foi contratado por S. Exc. o medico do Ccar, que
lhe nolciei aqui eslava, ficando desonerado o Dr. Pi-
mental, que n3o se quiz en sajar (com licenca do col-
lega do Liberal) pelo 1:200 s., que decrelou a lei
provincial do anno passado.
Ainda que promelti nao tocar mais no mimoso col'
lega do Liberal, todava vendo em um dos ltimos
Liberaes publicada urna caria do collega, em qoe se
mostra pouco satisfeilo com S. Exc. pelas nomeaees
dos supplentes do juizo municipal de S. Jos, e em
que com a maior injuslica j principia a molestar S-
Exc, a quem ha to pouco lempo ainda nao tecia lou-
vores, pulei de contente, porque vi que ainda por
urna vez nao me enganei com o collega : realisou-se
u que em urna das mnhas ultimas Ihedissc, que os
elogios do collega sao sempre de mo agouro, por-
que redundara as mais negras injurias e calumnias:
felizmente o amavel nao se fez de esperar; e eu que
muilo de proposito nao quiz aventurar juizo algum
cerca dos nomeados, lhe asseveroque ella foi a raas
judiciosa possivcl, muilo embora nao agradasse ao
collega : lo bem inspirado seja sempre S. Exc. em
lodos os actos do sua administrarn, e ento ter sem-
pre reos Toavores : praza aos ecos que esta seja suf-
ficienle para S. Exc, que pouco conhece ainda o col-
lega, aquilatar sea procedimento.
Np dia 15 do corrente foi morlo no lugar do Ca-
jueiro um pobre velho, cojo nomo me nao record,
por ama escolta de paisanos, que de ordem do inspec-
tor de qaarterio o fora prender.' O cadver da
Irieonio, no que achou illegalidade. A opposicao1 *ilima cae80U "testa cidide no dia 17 para ser vis-
(6qilibristaieehimangos)derendealegalidadedas '"
uomeaefies, e entre outras razoes que oppoz, urna
apreseolou qae calou no animo da genle de um e
OBlro credo, e foi a auloridade nao contestada de
um hbil administrador', o Sr. Olympio Machado ac-
tual presidente do Maranhao, o qaal Tez as mesmas
acfles 3 mezese 12 dis antes de (indo o qua-,
Iriennio. A representaco da cmara foi aftecla ao
iheetmeBlo do governo imperial, ha quasi dous
Dir-lhe-hei qual o resultado, ainda qae o nao pre-
tenda moralisar, porque, como sabe, .a miaba profu-
sa ho inleiramente stranha a poltica, e por isso
o qu ea taco he narrar os fados e chamar
pelo sea nome, porque, como j lhe asse-
gurei, t cont o tato como o cato foi.
O coramercio desta representou ao presidente da
provincia contra arregularidade das demoras dos
vapores aqui, e pelo despacho que obliveram, sup-
ponha-se que eslava acabado esse mal; mas quem
tal dira ? As cousas marcham no, mesuro csiado. e
agora que lhe cscrevo ( 20 horas depois da ch'egada
detle vapor ) ainda se nao sabe quando fecha a mala!
Nio quero com islo culpar o presidente, que suppo-
ho assim obrar porque acredita de mais noque lhe
dizem os commandanles e pilotos, que enlcndem s
deyer demorar-se o lempo, necessario para vir i
Ierra comprar rendas e corrupies, e que fazein um
grande obsequio entrar neste porto.
Concluir! esta fazendo um pequeo reparo no
modo porque sao as causas desl mundo. Tenlio vis-
Ha os empregados pblicos amargamente queixosos
pela supproafn dos das santos, nos quaes regoroi-
tando prazeres eiclamavam Deus nobis hec ocia
fteit. Agora vejo os escrivaes lmenle a clamaren
contra o decreto que lhes deu boas feriados, porque
eslao parados e o trdbalho fortalece o carpo, dilata
o.etptritq e ndu bolia. Nao os emendo, eosSrs.
ministros que sejam juizescom laes mordomos.
Neste vapor chegou do Para o ador Guimaces,
que,segundo me dizem,arranjou a directora ou em-
preza do Ihealro daquella cidade, e vera bascar par-
te dos adores que aqui havia deixario e que anda-
vam Ditina Com effeilo bem precisa m de quem
' os dirija, porque almde sua limitada capcdade
artblica, quando enlreguosva li mesmos razem las-
tima! *
No nico do espectculo que aqoi deram em au-
sencia do tuimaraes, no da 16 do corrente, .apre-
sentaram-se uns pouco* eledrisados, inclusive o be-
neficiador
Basta por hoje de massada. Saude e endiente de
. tsigoaules, que paguem, lhe desejo. '
loriado, porque o delegado de Extremos a cujo ter-
mo perlencc o lugar do delito, naoseisobqae pre-
texto nao quiz fazer a vistoria. Tem sido este um
laclo que muito lem dado que fallar aqui, e que lem
sobremaneira vexado ao Dr. chefe de polica, aperar
de qne sobre S. S. censura ahuma pode reverter: o
delegado do Extremos be um velho raturra e igno-
rante, e que leve a infclicidade de ter coniogenro ao
celebre Pedro Negu escrivao de queja lhe fallei, e
a quem smente serve, e que he o movel de ludo
qaanto de mo ha naquella villa: este rele, porcm,
creio que nao poder deixar de Irazer a'demissAo da-
quelle delegado, |.i muilo reclamada ; pois o Sr. Dr.
Herculano, jusliceiro como he. nao deixar de pro-
po-la. A escolla preleslou resistencia, veremos o re-
sultado, por esta occasiao havia tambera sido recru-
lado pelo delegado Paula um fiihodaviclima.il S.
Exc, porcm, mandou por era liberdade aquelle in-
feliz, que acabando de perder seu .ai, havia lamben)
sido destinado ao desterro I ,
Muito se tem zangado o collega do Liberal por lhe
havercu locado ha mana das cilsccs'! Ora, em ver-
dade eu acho que o Collega nao lera razo, porque o
rollega qae he um refinado censor, que mostra mes-
rao um gostopurado pela scicncia, me nao-poder
pbrigar a que eu seja concorde com elle. Eu nao
'gosto das ciLariics 13o repelidas como elle faz: nao dou
a tradueco que elle di ao dircilo Romano em que
elle lhe pregn um formidavel nariz de cera ; nao
dc\c, pois, por isso se agastar o collega : prosiga em
sua mana das cilares, e eu lhe irci fazendo minhas
observasoes.
lia alguns das a esta pade, que aqui se tem deila-
do por baixo de algnmas portas um pasqoira com o
ululo doFiscal, escripto *m caracteres a imita-
cao de letlra redonda, porm a m3o, e com tal peiv
fcicio que ao primcire golpe de vista ningnem dei-
xar de julgar que he Iraballio typographico: o ob-
jeclo desse pasqun) he todo crilicji pessoal e desapie-
dadamenle tere a este e a aquelle, segando lhe apraz,
me disse o Moreira, que para C9se peridico lambem
o collega d seus artigos de fundo, aunes ao da
grandezaque se l no n. 3; eu s vi o 2 numero,
se poder pilhar algum lhe enviarei para admirar a
paxorrs dos escri plores.
Previno-o para que nao preste muta f ao que o
coHoga noticiar sobre informarnos do J. J. de Brito,
porque esle mora Tora da cidade, e nao pode ser bom
noliriador.
Estoja vai longa. Adeos, saude e palaqainhas he
oque mais lhe desejo, etc., etc.
RIO GRANfc DO NORTE.
Ha*al SI da abril de 1S5.
Finalmente j vi publicadas as miabas missivas,
que tantos sustos me caasaram, porquaklo j as sap--
panhaem maos malignas, e por consecuencia prova-
da a idenlidade do meu eu, Uomultiplicado; ccom
a imUieacao, se bem que ficasse aliviado desse nao
pequeo susto, licoa-me oulro nao menor, o he o de
que aiada venham seos compositores serem accom-
mellidos de alguma iudigesiao termal pela enorme
qaaolidade de palavras, que enguliram as minhas
ultimas epstolas, por turma que licou era mu los .lu-
gares NDlido deltas imperfeilo, e quasi iuiotelli-
Ha muilo qae lhe nao don noticias minhas, porque
lenho andado oceupado na Semana Santa em caUer
noticias para dar-lhe, e nesse lempo todo consagrado
os mais pios deveres do christao, eu nao rae devia
dalles distraliir para oceupar o lugar de chronista. Ja
v, pois, que livemos Semana Santa, a que assisti
principiando pela procissao do Senh^r Bon Jess dos
Pasaos, que teve lugar no dia 7 do correnle, por oo-
eatiioda quarnotei que de alguma cousa serviram
as minhas observarnos d0 anno passado, poisosPas-
teram ornados com mais decencia; fui scnTlo bom,
seBrivel o pregador do Encontro,jac., porm ama
nwahuuve, e que eu nunca \ M actos iguaes, c
qoe per isso nlo posso.deixar passar em silencio ;
quero tallar de am farriedeoquecaminhava na fren-
te da procissao com urna rouquenha corneta, que
igual que anuonciava a destruidlo de Jerusalem, c
que ealre nos nao se i que mislcr linha. Eu nao sou
la dos mais oplimielas; porm quero que em materia
de regiao soguarde loda a decencia possivel: achei,
pois, aquella figura ridicula e indecente; no mais,
ASSEMBLEA LEGISI^TIVA
FBOVZHGZAX..
Sesaao' ordinaria em 21 de abril de UK.
Presidencia do Sr. Carneiro da Cunlta, conti-
nuada pelo Sr. Pedro Cacalcanti'.
Fcila a chamada, verificarse eslarem presentes 31
senhores depulados.
O Sr. Prndente abre a sess.lo.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior
quo he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona oseguinle
EXPEDIENTE.
1.'m rcqucrrr.cnto de Jos Gonralves Ferrcira da
Silva.A' commisso de obras, publicas.
Uro parecer da commisso de instrncrao publica,
exigindo informaccs do director geral dos esludos,
sobre o requerimento do professor de prmeiras lct-
tras Joao Jos de Araujo.Approvado.
O Sr. Branao (pela ordem; Se, presidente, eu
pretenda quando se discutisse o artigo 27 do orea-
monto, aprc-enlar ama emenda, para que as con-
gruas dos coadjutores fossem elevadas no duplo do
que actualmente clles percebem ; mas depois infor-
mando-medos esl\los-da rasa, o mesmo de alguns
arligns addilivos ao regiment, chegaei ao conhaci-
mcu lo ilc que me llanera possivel fazer isto naquel-
la occasiao, e por issoalomei a resol u rao de a prese li-
tar um projedo neste sentido, projeclo esle que me-
receu a acquieseencia dos meus collegas e amigos,
que se acham na casa, pois quesem hesitacose pres-
taran) a assigna-lo ; foi pois para offerece-lo que pe-
d a palavra ; direi entretanto alguma cousa em jus-
lificarao doque nelle se eontm.' Ha pouco lempo,
Sr- presidente, foi qae eu soube, que os coadjutores
da provincia apenas tinham a congrua animal de
100j rs., e confesso que fiquei admirado, porque
quando nos' vemos lodos os dias, empregados que
percebem C00 8009 1:0009 rs., e mais, clamaren) di-
zeudo que o estado da subsistencia da nossa provin-
cia he tal, que nao premilte que elles possam decen-
temente viver com esses ordenados ; deve por cerlo
causar admirarlo que se qacira ler ministros do eol-
io como coadjutores dos parochoscom a ridicula con-
grua do 1009 rs., dir-se-ha lalvez quo elles leem
urna certa quota dos benesses das frequendas, ma*
V. Exc. sabe, que a maior parle dellas pelas divisOes
esub-divisOes que tem.havido, sao tao pequeas que
os seus benesses nao podem rhegar para dar urna ho-
nesta subsistencia aos parodio e coadjutores : islo he
notorio, he sabido por lodos, etambem nao ha quem
ignore, que estes tunecionarios lutam com grandes
difficuldadcs na arrecadarao dos seus rendimenlos,
que nem todos os freg'uezcs llies pagam, c que pelo
contrario a mor paite del les deixa de e fazer, por cou-
segoinle, he fra de duvida que elles s tem como
cerlo, aqui lio que diz respeito a congrua ; o neslas
circunstancias enlendo que a assemblca provincial
deve vir em soccorro dessa classe de nossos enneida-
daos, que merece em vez do abandono e desprezo, a
mais dislincla considerarlo. Porm dir-se-ha ainda
que elles nada requereram : maseu rcsponderei,quc
a assembla nao est adstricla a legislar nicamente
a reqderimculo de parle, he de seu dever consultor
as necessidades publicas e prov-las ; accrescendo
que no caso presente o cumprimento daquelle impe-
rioso dever se torna mais digno de louvor pelaespon-
taueidade com que ella procede.....
Um Sr. Deputado:A assembla ja taz muito em
dar-lhe 1009 rs., porque carrega com urna despeza,
que he geral.
O Sr. Branao :Visto que o poder legislativo
geral, at hoje nao se lcmbrou desla despeza, e qoe
a assemblca provincial sempre cousignou para eiia
urna quala no orcameato, enlendo que emquanto is-
lo se der, compre proceder de umamaneira digna, e
que corresponda as necessidades do servicp : pelo
qoe nio posso aceitar a opiniao , que me deuo aparte, quando insina, qu:se deve
con que a despeza perlencc aos cofres geracs....
Um Sr. Deputado:Segue-se que devem jiedir ao
governo geral que lhes augmente.
O Sr. BrandSo :Se nao he da aUribuicAoda as-
semblca provincial, pagar as congruas d0 coadjuto-
res, dcixe de o fazer, anles do que dar-lhes urna
quantia ino redima, que mais parece urna esmola,
do que verdadeira congrua, porm continuando ella
a fazer esta despeza he de sua dignidado nao conser-
va-la no p m que tem estado at o presente.
Sr. Presidente, he um tacto incontestavl, que a
maior parle das freguezias do centro, nao possuem
coadjutores ; lenho conversado com muitos vigarios,
e clles me lecm dito, que hao encontrado muilissi-
mas difflculdades em adiar sacerdotes que se quei-
ram prestar a ser coadjutor ; ainda ha pouco conver-
se! com o vigario de Garanmins, que me disse, que
por muilo lempo lutou para achar um coadjutor,
e assim deve ser, porque na verdade nao ha padre que
lendo urna capellana que lhe renda 6009 rs., como
muilas que por ahi exislem, queira tomar sobre si a
responsabilidade da administrarlo de urna fregaezia
lendo de congrua JOOJ rs." Comcffeitono estado em
que se acham as congruas dos coadjutores, lenho co-
mo cerlo, que ellos nao podem ter o rendimenlo de
qualquer oulro sacerdote que he capellao de urna
boa capellana, nao pdem induhilavclmenla ter esse
rendimenlo, romo pois qaer o nobre deputado, que a
assembla nao teme isto em considerado sob o fun-
damento de que nao lie de sua competencia ".'
Senhores, o que he exacto he que a provincia tem
pago al hoje essa despeza, por consegointe parlindo
deslc fado, jubo que he de loda a juslira, do loda
a razio, que se d aos coadjutores urna honesta sub-
sistencia ; e o nobre deputado que lambem he de-
putado geral, eleve sua voz no seio da represenlacilo
nacional pera ; reclame, insta para qae os cofres ge-
racs, lomem esta despeza a seu cargo.econseguido is-
so Tirar a provincia alliviada desse ouus....
Um Sr. Deputado :O nobre deputado he que
deve Tazer isso que esta fazendo, l e nao aqui.
O Sr. lirandao :Assegaro-lhe que hei de fazer
alguma cusa a esle respeito, que hei de dizer o que
enlendo..,.
| Um Sr. Deputado :Eulao guarde-se para l.
O Sr. Branao :Has urna vez que a despeza
anda esta a cargo dos cofre provinciaes, e que a as-
sembla geral nao, lomou em consideraran esle ob-
jeelo, faca-se o qae se deve fazer ; islo he, d-sc aos
coadjutores com que possam viver....
Um Sr. Deputado :Para qae a assembla geral
mandasse pagar aos conegos, fui necessario qae se lhe
uSo pagaste.,
O Sr. Branao :Eslou que a. assembla geral
nao ha de ser tao desarrazoada, que nao atienda a
redamacOes lo justas ; mas emlim ea nao .entrarei
por ora nessa questao ; pens da mesma forma que
o honrade meinbro que me lem dado apartes; en-
lendo que esta despeza be geral, porque urna vez
que o pagamento dos parocbos he feito pelos cofres
geraes, o dos coadjutores lambem o deve ser, porque
sao substitutos daquelles, porcm isto nSo obsta, e que
emquanto se nao decide o negocio, se d aos coadju-
tores com que possam subsistir, que he p que clles
nao tem actualmente.
He verdade que at hoje jienhum requerimento-
apparcceu neste sentido, roas cu declaro uue muitas
queixas lenho oavicio fura desla casa, e basto a mi-
nha razo para me fazer conhecer, que os coadjuto-
res eslo n'um estado, qoe os torna dignos de loda
nossa allejican. Submdto por tanto, a considerarn
desta assembla o projeclo que passo a 1er, eespero,
que ella depois de o examinar o adoptar, porque me
parece, que a situarn verdaderamente triste a
q-ie achamreduzidos esses miuislros do altar, deve
di-pcrta-la a soccorre-los como he de juslica, e de pu-
blica ulilidade
He lido, julgado objeclo de deliberaras, e manda-
do imprimir u seguinte projeclo :
A assembla legislativa provincial dePernambu-
co decreta:
b Artigo. U nico. As congruas dos coadjutores das
freguezias da provincia, ficam elevadas a 2009.;
revesadas as dispnsires em contrario.
a Pa^o da assembla legislativa provincial de l'er-
narabaco20 de abril de 1854.Francisco Carlof
Branao.P. Vicente Ferreira de Siqueir Va-
rejiio.Leonardo .intimes Meira Uenriques.Ju-
gaste de Souza Leaa,Jos Quintino de Castro
Leo.Jos Francisco da Costa Gomes. Silva
Braga.P. Manuel Lopes de Siqueir.Lourcnro
Francisco de Almeida C(/tanlu>.Manoel Jos da
Si leu Neica.Aprigio Jusliniano da Silca Gttima-
rSes^-Jos Mafia Mosco:o da le ir/a Pessoa.Pe-
reira de Brito.Barros Lacerda. Epamimndas
de Mello.Machado da Silra..S'u Pereira.fo-
drigo Castor.Paula Baptista.Siqueir Cacal-
canti.
ORDEM DO DIA.
Primeira parle.
Entra envdiscussao o parecer da commisso de or-
cameulo municipal, sobre ama representaco da jca-
mara do Bonito, adiado na sessn de 29 de marco, por
haver pedido a palavra o Sr. Francisco Joao.'
O Sr. Fcanciico Joao depois de breves reftexes
justificativas, manda mesa a seguale emenda :
Que seja remdtido pelos canaes competentes,
presidencia o relatorio, para que a mesma inlerponha
o seu parecer acerca da conveniencia da crearjo de
urna nova comarca.Francisco Joo.a
Apoiada, entra em discussao.
OSr. Machado da Silva: Devo declarar antes
de ludo, Sr. presidente, que o parecer que se discu-
te, nao foi por mim redigido ; mas sim por um dos
meus collegas de commissSo : entretanto como sig-
natorio delle, vrjp-me forrado a dizer alguma cousa
sobre a 'emenda offerecida pelo nobre deputado que
------------.... vW-------------W------------------------------1--------------- ------------------------7^<<- M *,", w..- f.w ou 1UUUU
me precedeu. Entre as contas e orcamentos das dif- .sembl, para sonceder esse abate 1 lenho
posando lamentado, as sombras preoectipnroes do
tetero. .
Muitos mancebos que compunAara a casa do prin-
cipe desterrado educados na escola da dessraca, len-
do rresrido na Ierra do exilio, linbam-se sorpren-
dido muitas vezes chorando a palria ausente, e de-
sojando ardenlemente vollar ao paiz natal. Elles,
leriam voluntariamente feito a revoluto -franceza
o sacrificio gratuito das esperaneas com que fra em-
batada sua infancia, c do teluro que Diiliam espera-
do, nao eslavain tange de crer que o povo linha ra-
tao, c alguns ao menos jamis leriam consentido
dir a eslrangeiros o soccorro de una sangui-
olcnta inlervcncao... erara porventuru milite "cul-
pados aquellos que deixando a Franca haviam serv-
i d ** P1"' a scu P"uripc ; nao devo acaso o odio
vl'Zlldos rrar diantc daquelles que s afosta-
IfcSrjS amor Dl,al- ou delidade religiosa ..
S!^ ^_uluc,pe Uar,"> Pode contemplar
^ fCv,?"""V" "M*o qc inundava os sa-
fara recer aoolhar de iitnhum dono de casa.;. Efam. de
todas Parte os mais graciosos semblante,, os irais
esplendido vestuarios, os nemes mais Ilustres, os
tilnlos mas bnlhaulc, neuhum conslrangimnto
nos olharcs. nenbum roldado uas tronles, o sorriso
em lodos slateos, a alegra em todos, os semblan-
tea, velhose mocas, mancebose vellias todos tinhaiu-
aa reunido em um mesmo scnlimeutn, e a saudade
lo passado havia-e extinguido em seus corarocs...
O que havia demais particularmente notav'el na
nohreza Iranceza om paiz estrangeireraquc.apczar
' da realidade des arontecimentos pro hemens da Repblica, ninguem lena eusado eonles-
lar a*s desterrados o valor de seus ttulos, c a aulo-
ridade de suas posic/>es... Pelo contrario todos em-
pregavarh em fazer-lhes ns honras qae Mies cram \u\* um empenlw cheio de nohreza e de dignda-
ferentes cmaras municipacs da provincia, que teram
remet dos a commisso de orcamento municipal,
de que faro parte, veio incluida urna representarlo
da cmara do Bonita, em que se pedia, i vista de
motivos allegados, nao s qne se creaste all mais
urna comarca, seuao lambem que se abrisse urna es-
trada de certo ponto a oulro determinado.
A commissoaltendendo a natureza de suas attri-
huices, convcnccu-se de que nao podia emillir juizo
allirmativoon negativo sobre semelhante represen-
taran, e por isso entendeu que devia declinar de si
o rcsolve-la, afim de qae o flzcssem as cammiises
para quem dcclinou, viste serem competentes para
isso. Eis o procedimento da commisso.
Entretanto o honrado membro enteode, que llve-
se remelter desde j presidencia essa mesma
representaco, ruja materia ainda nao fui de-
clmenle esludada por commisso alguma. Peco
ao honrado membro. que refuta sobre a natureza do
parecer que se discute, esobre a sua conclusflo ; e
cerlo que veri, que sua emenda he prematura.
Se as commisscsenteoderem que a representaco
de que se trata lem fundamento, e que alem disso,
precisam para deferirem-na, de onvir a opiniao da
presidencia, prjpor-la-hao sem dnvida: mas ouvi-ta
antes de apreciada essa mesma representaco, pelas
respectivas com misses, que o pedirao se ter neces-
sario, heJealraente propor-se medida prematura,
que naoTcn cabimento no parecer qoe se discute.
Enlendo por linio que a emenda do nobre depu-
tado nao deve ser approvada.
O Sr. Francisco Joo explica o sea pensa-
menlo ; aprsenla os motivos em que se fundn, e
faz breves reflexOes em sustentado de sua emenda.
Encerrada ad9easso, he o parecer submellido a
votaran, e haveado empate fica o mesmo adiado na
forma do regiment.
Entra em -i.discussao o projeclo n." 28desleanno,
que declara competir aos compradores de ramos do
contrato de 29500 sobre cabera de gado consumido,
no abale proporcional, como o que foi concedido ao
arrematante principal do mesmo contrate Francisco
Carneiro da Silva.
O Sr. Oliveira : Sr. presidente, eu acho muito
justa a prdenrao do peticionario, porquanlo lendo
elle comprados ramo do imposto de 29500 ris por
cabera de gado dos municipios do Rio Forraoso, e
Agua Prela, ao arrematante Francisco Carneiro da
Silva i quem esta assembla coqcedeu o abate de
20:0009000 e a moratoria de 3 annos, para pagar o
que ficasse devendo 6 fazenda, em prestacoea annu-
aese iguaes, parece dever gozar do. beneficio feito
ao dito arrematante, sem que seja mister o projeclo
que se discute, visto como j existe um caso jul-
gado, e he a Id interpretativa n. 211 de 16 de
agosto de 1818, a qual dispoe o seguinte: (le)
Em vista desta lei se eu fora o juiz, pera n le o qual
se intenlasse urna tal accao. julgaria a favor do pe-
ticionario, sem a menor hesitac3o... .
Um Sr, Deputado: Mas essa lei foi para um
caso especial.
O Sr. Oliceira : Eolendo que o caso he idn-
tico, epor consequencia escusado se torna um ado
alerprelalivo. Todava, pelo principio de que jiiod
abundal non nocet, bom ser que se adopte a reso-
luco, e fique assim mais claro o direito do peticiona-
rio.
Ouvi dizer em um aparte, que o pelicionario j
fora indeferido em 1852, o que ocultara essa cir-
cumstancia no requerimento ha pouco dirigido
casa, e por isso nao devia ser atlendido. Mas, per-
gunto eu, porque urna policio he indeterida n'uma
sesso, segoc-se que uo deva ser acollada em outra".'
De cerlo que nao. I.ogo, nao sei a que Yera islo.
Seohores, muitas vezes esta casa tem atlendido a
fpreteneoes, contra as quaes outr'ora se prouuncira ;
nem sediga que nisso lia incoherencia ; nao, quando
isto acontece, he porque a assemblca, reconsiderando
o objeclo, ro^onliece quo a pretencao esto no
caso de ser altoudida. Concluo declarando, que me
nSo resta a menor duvida i cerca do direito qae as-
sista ao peticionario ; existe em sea favor um caso
ulgado, e eu espero que a casa me acompaobe nesta
pensar. "
O Sr. Aijuiar reconlicce que o peticionario,assim
como os oulros que estiverem no mesmo caso, teera
direito ao que pede, mas enlende que he neces.ario
urna inlerpretacao autenticada assembla, para que
os tribanaesjulguem a favor do peticionario, porque
a lei de 18i8 nao lhe pode ser appticada, porque se
refere a um caso especial, onuu tao pouco a lei de
6 de maio de 1852, porque sendo posterior ao abale,
n3o pode ler cfleilo retroalivo.
O Sr. Branao: Sr. presidente, membro da
commisso que redigio o parecer em discussao, le-
nho de dar as razos em que se fundan ella para
entender, qae devia propr consideraran da casa
essa resolucao, com que o mesmo parecer conctee.
Ha pouco qne cabei de ouvhr dizer ao nobre de-
putado que se sentou, qae o peticionario, e oulros
que eslao as mesmas circunstancias, leem direito
incontestavl a haver do ex-arremalante Francisco
Carneiro da Silva, a parte qae proporeionalmenle
Ibes pertcnce no abate de 20:0009 rs. qne ao mesmo
arrematante foi concedido ; mas qoe esta assem-
bla nao devia adoptar a resolucao que interpetra o
arl. 36d lei n. 283, porque ella he intil e des-
necessaria. Vcrei porm se o nobre depilado tem
razao, oa se pelo contrario a commisso tez o que
devia, quando formulou aquella resolucao.
O artigo de que se Irala diz o seguinte (l), logo
existe n'elle verdadeira obscuridade, porque apenas
falla de Francisco Carneiro da Silva, quando alias
se deve entender, qne a assembla nao Uvera em vis-
tas conceder om favor pessoal, mas exercer um ado
de equidade comprehensivo de todos aquelles que
bem como o arrematante teram prejudicados pela
resciso da arremalaro. Enlendo qoe, pelo modo
porque se ada redigido o artigo, de cuja inlerpre-
taro se trata, toda a vez qae apparecer em juizo
urna questao entre oa compradores dos diversos ra-
mos, e o arrematante, o juiz poder dizer, e com
toda a razaovos nao tendes direilo a urna seu-
Icnja favoravel porque nao estis comprebendidos
no arl. 36, que conceden o abale, viste como esse
abale s tei feito em favor de Francisco Carneiro da
Silva, cojo nome figura sem competidores naquelle
artiga ; p nmt>tJ con'cluso tea ehi sea abono a
leltra da lei, contra a qual poucas vezes se pode ar-
gumentar com vantagem peante os tribunaes.
Mas ser isto de juslica '.'
Um Sr. Deputado: Pode ser...,
OSr. Branao : Seria mesmo de equidade *
Um Sr.Depntao : Pode ser.
O Sr. Branao: En desejava, que me provas-
sem a affirmativa. Creta, senhores, qne a assem-
bla, quando concede um abale deve ter cm vista,
nao o interesse pessoal, do arrematante, mas o seu
prejuizo, c o de lodos aquelles que entraran) no con-
trato, e parleriparam das perdas supervenientes; e,
pois,re islo assim lie,nao pode restar a menor duvida,
que seria iniquo, e sobremaneira injusto excluir os
compradores dos diversos ramos da tem entendida
parleriparo do ado de equidade, que leve por lim
conceder o abale de que se tem fallado, ao arrema-
tante Francisco Carneiro, entretanto que he terroso
contessar, que a nao ser interpretado o artigo, qual-
qaer juiz poder sem responsabilidade julgar o con-
trario, .Qual foi a razao, em que se fundn a as-
ouvido
dizer, e urna tei anterior o declaren, que elle con-
sista em ler-se rescindido a arremalacao do imposte
de 29500 r.por cabera de gado no trienio de 1817 a
1850. Ora se tei esse o motivo, e se a resciso often-
deu ao arrematante Francisco Carneiro,he obvio que
lambem prejudicou aquelles que com elle contra-
taran), a porlanlo a estes deve igualmente o abate
aproveitar as devidas proporcoes ; mas o art. 36 da
lei n.283 que o concedea, presta-se a urna conclu-
s3o inleiramente diversa, qae como j flz ver, seria
evidentemente iniqua ; por conseguate carece ser
interpretado para esclarecer o direilo dos compra-
dores dos ramos, e remover loda e qualquer dubie-
dade; tei islo o que a commisso propoz, porque
enlendeu que a assaubla senSo deve recusar a ex-
plicar o sen peosamento legislativo, mormente cm
casos, que como o de que.se Irata, involvem o
cnmpromellimnlo da tartana particnlar.
Ouvi entretanto dizer-sc que, da parle dos jaizes,
existe a tecaldade da interpretar as tais, e que por
isso nao aos devenios oceupar com este assomplo;
he verdade que elles po lem applicar as leis se-
gundo o seu sentido lilter.il e lgico, mai lambem
he exacto que o poder legislativo he nico com-
petenleepara dar a inlerpretacao autentica, que se
deve enlodo caso preferir a qualquer outra, e
ama vez que houve quem a elle recofretse, pedin-
do essa inlerpretacao nao' vejo razo para que a as-
sembla se negu a da-la, e remella o negocio 10
poder judiciario, pernleo qual, como todos sabem,
os embararos, e difflculdades sao materos, nao lauto
pelo arbitrio e vonladc dos juizes, como pelas ur-
diduras da chicana. Concluo pois, esperando que a
cmara approvar o parecer, e com elle a resolucao
que tei lubmcllida ao seu ilustrado criterio.
O Sr. Francisco Joo: (Publicaremos em oulro nu-
mero.
A discussaofica adiada pela hora.
Segunda parte da ordem o dia.
Continuarlo da segunda discussao do orcamento
provincial, arjigo 15, e as emendas offorecidas.
Encerrada a discussao, he o artigo 15 approvado
com as emendas oflerecidas.
a Arl. 16 com o Ihealro, a saber :
a 1. Com as representare*. 12:0009000
2. Com o oedcoado do adminis-
trador. 1*009000
a 3. Coma galera de coslumes.
1:0009000
Vao a mesa, "e sao apoiadas as seguales emen-
das :
a Com as representares 18:0009000 rs. i'aes
Bar'reto.B ,
a Em lagar de 12 coutos, diga-se 18 contas, seodo
12 contas para a companhia dramtica, e 6 para a
companhia lyrica, ou corno de baile durante 3 me-
es. S. R.A. de Oliceira.
O Sr' Paet Brrelo: (Nao devolveu seu dis-
curso.)
O Sr. Jos Pedro da -a sua opiniao sobre o proce-
dimento que deve ter a assembla para que se possa
|f ffectuar o projeclo de iuduranisac,o concedida ao
emprezario Agr.
O Sr. Car cal ho : N.lo reslituio o leu discurso.'
O Sr. Jos Pedro sustenta o artigo em discussao,
d a razao porque a commisso de fazeuda e orca-
mento, de qae tez parle, limilou-se a propor rnen-
te a quanlia de 12 conlos par o Ihealro ; mostrea
pelos mesmos clculos do precedente orador, qae es-
ta quantia he insufficiente para urna empreza como
ella quer, e conclus explicando-se sobre a contradi-
cao em que linha estado o. mesmo orador.
O Sr". Paet Brrelo :(No reslituio seu discurso.)
O Sr. Baptista discorrendo em geral acerca da
ulilidade dos Ihealro, enlende que talvez conviesse
qae a opiniao contraria a elles um anuo prevaleces-
se, para quercconheceiido na pralica seu erro, por
urna vez ficasse vencida, ocupando assim urna dis-
cussao annual a esle respeito.
Faz muilas consideracoes geraes acerca da mate-
ria, e declaraque est perplexo'quanlo ao vota que
ha de dar; porque,como disse, ainda fazendo violen-
cia a si proprio, desejaria que vencesse a opiniao con-
traria ao Ihealro, para da ama vez socgar, e nao
repetir todos os annos esta discussao.
Insiste na idea deque o subsidio de 12 con los he
pequeo, e diz que mesmo o de 18 nao ser excessi-
vo ; mas que, atlendando ns tercas da provincia,
maior se nao poder dar.
Conctee da maneira que disse, em estado de duvi-
da qaanto ao modo de volar, pelas razoes queex-
pendeu.
A discussao fica adiada pela hora.
OSr. Presidente designa a ordem. do dia, cle-
vaula a sessao.
COMARCA DO BOMTO.
13 da abril de 1854.
Ora.cmfim ahi eslao as chuvas. anda' que com
alguma ceremonia, pois nao tem sido muito fortes,
assim mesmo vamos bem, porque o capim vai bro-
tando, as rocas se esto plantando com seus ram-
panheiros milho e teijao ; um. futuro pois mais
prospero no orneara.
Sabbadn passeava
Cerlo Guelfo muilo fresco
Pelas ras da ciue.
Um Lacater porem vendo aquella ladyship, e
i-onheccndo pelas teices que ella haVla iu illo
se al o regreaso do correio nada houver mais
digno or publralion.seguudo dira um hommj
das Bretanhas; ainda que ando muito zangado
com esses meus senhores das malas, porque quan-
do Ibes do nacooera razem como a pomba man-
dada (rursum) pelo velho No, para ver se as aeuas
tinham baixado ; nao vollam de Caruaru', seguem
para o Recite.' Sera muilo conveniente que o
digno administrador dessa repartirlo nao lites pa-
gasse o jornal sem que elle iprescntassem guia,
ou oulro signal de lereiu locado nesta atienria.
Um deltas al me pregou sofrivcl calo : havia-
me urna comadre de Garanhuns encommendado um
chales, e eu cahi na asneira de pedir ao estafeta M.
P. da L. para leva-lo, mediante urna paga; elle promp-
tamente aceitou a commisso ; e sabe Viuc. o que
tez esse amigo 1 em lugar de o entregar a seu dono
traduzio-o em dons mil ris ; o que sabendo a tal
mnha comadre ainda cahio na curriola de dar
essa importancia ao portador para ir recomprar o
chales; nao afiirmo, porm creio que o mecum en-
gulio ainda essa pilula.
Meu amigo, esta trabalhando a assetnbla provin-
cial, e muito conveniente seria que os nossos depu-
tados dessem alguma cousa para a matriz desla fre-
gaezia : pela le do orramenlo do anno passado fru-
tee marcada urna quola de 2:0009; esse dinheiro nao
sei por que, nao foi recebido. Assim podiam. fazer
reviver na desle anuo essa verba, ao menos com
ella davamos algum impulso a nossa igreja, cujo
estado tez d, e em petares circunstancias estara a
nao ser o trabalho que se tem feito com esmolas etc.
Temos necessidade de estradas, pontos, barcos de
vapor etc. etc. porm os templos muila attencao nos
mcrecem pois sao os lugares destinados aos actos de
ooss religian, c como diz o celebre Delile.
De l'bome.......
la doee tache, el le sublima emploi
Est o honorer sor dieu.
Tambem era muilo til que-mssa mesma lei se
dessem uns 3 ou 4 conloado ris para, que temos he pessima, com ella se tem gasto mais
ou pcrlo de 2:0009, e para cousa alguma presta; aqui
cabe bemo barato sabe caroEutretanto se desde
o principio se livessc feito urna obra como il faul.
teriamos approveitado melhor esses dinheiro dis-
pendidos na factura da actual e seus consortes. Ha
economas que sao eseconomiasConfio que o nos-
sos Ilustres representantes la rao alguma cousa a esta
IerraSei que os nossos cofres nao suportan) lanas
despezas, mas paulalim deambulando longum con-
licilur i ler.
Hontem presin juramento e entrou no exerdeio
de seu magisterio la nova pro fes-ora, que aqoi chegou
ao din 8 do corratePelas inforniares que tenho,
me parece que estamos bem servidos. Au revoi.
N.B.Remetto-lhe para publicar, se entender ca-
bivel, a copia de urna oeifta alocurao arengada por
umoflldaldas antigs guardas nacionaes de Cariris-
Velhos, no lempo em que os postes eram de elci cao uo
acato da posse, isto em frente de toda a gendaro
merie que linha de (car sob'seu comraaudo. Essa
rica pera de architeclura muito se torna recom-
mendavel por ser original, e at conheco o varao
que lhe deu o ser vai transcripta ipsis verbis, e
com a ortographia do autor, que tambem he espe-
cial ; publique-a em continuarao desla minha car-
la ou em auto apartado, quero dizer, em outra oc-
casiao, como ter melhor e possivel! No meu l-
bum ha outras especiaras nesse genero, e urna
vez por outra lhe re mandando para sahirem a
lume.
Amigos Sidadones, e onrados Brasileiros. lodos
junios. Poreu muilo dezejar prestar Serviros a Nos-
sa Palria, e Narao ; garautiar as nomiaroiies de
Vmcs.; Como manda a I.ei e O regulamenlo 2. o
meu pouco Conhecimento, pois que Sapposto nao aja
oulro de mais goste do que eu para desejar loda a fe-
lioidade da patria, e Respeilar as Leis, porm, sim,
lem outras que Iciiho mais requesitos Sufllcientes
para este emprego Como digamos os demais fazen-
da e Sivlidade os que tem mais Instaurnos Militar
e Justiciaes; eJuntam ules aver algum qua estejao.
maisaprovado Em fidelidade as suas runrunes que
Icnhao Exercido, e nao eu pois sou moderno, e nao
me xegou ocaziao Oportuna, para justificar, o quin-
to desejo defender as l.els do ora Imperio, e ga-
rantan Os requisitos dlas, pois Aos brasileiros
Vmcs. o que por minhas imposibilidades nao po-
dia Como Dea Esposlo desejo que com atenrao qae
Vme. me nomearao ; Com mais atenc.lo. e sastifa-
cao devenios, s$s oferecer quando tvermj-oca-iao
ath a propia Vida pelas I.eis do noc,o Imperio, e
porque muito do dever dos onrados Sidadones
sacriterem-se por ella, e principalmente pella Reli-
gio Santa Catlica, e aPostoliea Romana porque
de indo Serem por ella recompensados, tambem
para pagar aos ocos Hirmanos o muito que nos
lem prestadoque ath com o ultimo que a Vida
tem dado por nosSem nos Termos minimo enco-
rnado em Algumas ocasiones ; Oulro Sim recomen-
do muilo apesir de uao precizar que todos scraomais
prevenidos do que eu ; e qae lodo sidadao deve ler
seus Cdigos para oap Ignoraremos o que os nossos"
Chefes nos determinar cprincipalmeote a Carla da
l.ei das guardas Nacionaes, para que alsum nao Se
meta com jurisdirao que me nilo perlencc Como se
tom Visto oque pode resultar maitas ruinase ser reue
do responder consellio e de Subordinar algam Sul-
dado e mais crimes do reiponsabilidade o que ludo
Se pode concdery, e alh tambem aconteco de obe-
decer ao um chefe inlcilo por Ignorare assim se
espera no patriotismo de Vmcs. que sejao mais
gele do que eu e bensprorapto para o Serviro Na-
cional e principalmente tedas as Uis do nnsso im-
perio e aulhoridades constituidas, pois s podemos
ter merecirtente com as boas obras que confio nos
mens irmaos ludo executar mior do que dito fica
por Ser.De Vmcs. Subdito que muito os deseja
garantiar. /,-,
' 15
. Ha tres dias lhe enviei urna carla.e como agora ha
lemporeteilo remessa de um para a trra das rer- portador e alguma materia, nao quero que deixeVmc
o Dr. le ter datas mais modernas deslc ioli, como chamou
ludes, tei dizer ao juiz de direito interino
Delfiuo as desconfianzas que nutria a respeito da
quella indicidualidadc e este inmediatamente
mandn segurar o tal Jacob (assim se chama), e
leva-lo ao lente coronel Bzcrra, delegado' sup- las senao em casus bel/i, mas com urna correicao oa
-Tgrunhidra familia, cuja maior parle ti vendo nes-
te momento a la derradeira ; e nao pude deixar de
desusar um sorriso ao ouvir umsujeto dizer, quan-
do se eslava matando os porcos :.te trantil gloria
mund!
de : o resi>cilo devino n desgraea he orna .religao
prptendamentc sentida cm lodos os coradles l.. O
visconde de Chadeuil, o marquez de Louvain, o con-
de de Svry linhm chegado, os tres joven loncos
rodeavam j l.aisi a qual divertiam com seos eslro-
dosos chistes. Toruaudo-se rivaes os tres aentisho-
mens n8 tinham dcixado por isso de permanecer
hora e fiis auiisns, c cxccpcito de algumas culila-
Uas que se havinm administrado reciprocamente uo
principio de seus amores, sua unan nao fra altera-
da pela especie de hostlidade permanente cm que a
presenra de l.as os conservava.
O coudede llcrgalassc hayia j' lambem apparc-
rdo nos salOes, e desde sua entrada. araras a urna jo-
viadadc natural bem notavel, linha sabido conquis-
tar o favor de toda a assembla.
O conde era verdaderamente hbil em fazer todos
os papis, linha una ciccllcnleopniflo de si mesmo,
quo nunca o abandomiva no meio das circunstan-
cias mais ludiris, e tonto as tabernas da inlima
plebe como as habilanlcs mais aristocrticas, sabia
sempre tomar admiravelmente o trago e as manciras
da situaran.
Demais o.principe Hartzoflb recebera com urna
graea loda particular, dando-so al ao Irabalhode ap-
prcsenta-lo s personaren* mais Ilustres da corte de
Mittan.
- O conde de Bergalassc passou pois como venia-
deiro triumpbador pelos salos chcios de gete, e
chegou com ar radioso ao camarim retirado oude
eslava l.as e sua pequea corte ; porquanlo nao a
linha andado ainda. c desejava tonto por simples
Hiriosidade como por motivo de interesse nessoal
aproximar-seda mora, da qual l.iselte fizcra-lhe um
relrato seductor.
.Nao era por que o conde tesse amante da belte'
zl debati do qualquer aspecto que se lhe appre-
-eutosse ; mas desde iuu rhegada u Millau, tiuha
pente em exercicio, que pelas iudagadies achou
prudente mandar para a cadeia esse filho de Israel,
at que se possa formar um juizo mais seguro a res-
peito da illustrissima profrdade que por ora nao
est muito tfica, conforme a expresso de um meu
vizinbo. O da de festa (Pasrhoa) est destinado
para um baile no* nosso hotel de tille (casa da
cmara) para onde tem de concorrer toda bourge-
oisie deslas veteas e seu contornos. A frincrao he
dada pete Sr: Mauoel Anlonioda ioncera, do en-
golillo Tbcse, a quera cobe a#vez por que oulros
j' deram a sua. Se bem que eu nao son dos que
approvam iu totum os bailes, comtudo acho mui-
lo bom que se procure essa distraernos, principal-
mente onde nao ha odtro recurso ;. tanto mais
qiianlo estas rciinioc provam a harmona que
reina por c entre a familias. J lhe disse urna
vez, nao danso, porque n.lo sou oais menino, po-
rm como livesse o meu Vine, hade ter a bon-
dade de abrilhantar a nossa folganca com sua pre-
seura-l me heide transportar se assim quizerem
minha peinas, para quem faro de fardo, porque
sao ellas que conduzem a mnha ponderabilida-
de. Sulir por hoje, pois leuciono a continu-
arao desla, salvo incitare judilio islo he,
desle joli, romo chamou
um cujo que se diz versado na lingua frauceza.
O dia de hoje se fez annunciar aqui nao cora o
troar dos canhoes, pois por c nao temos dessas fruc-
procurado de balde una occasiao de encontrar Lais,
e como essa occasiao olterecia-se pela primeira vez,
nao quera pcrde-la.
Alem disso o conde era talvez levado a esse en-
contr por outra razao ihysleriosa, cujo segredo s
Lais e elle possuiam. *
Seja como ter, apenas Lais o vio despuntar no ho-
risonte, reronhecendo-o pelo retrata que trarado
por Liscltc couliou a cada um de seus adoradores
una missao particular, que exiga sua ausencia ni"-
nicntanea. de sortc que quandu conde culrou no
camarim achou a duiizella sozinha. Bcrgalasse com-
prcheinleii logo que era esperado, c com sua pre-
suinpfio natural peasou que era desojado.
Cheto dessa idea que aiigmentou anda sua fir-
meza habitual fui inrlinar-se dous passo* distante de
Lais, a qual rcspondeu-Uic a saudai-ao com um ar-
zinho prolerlor.
Perdoe-me, seuhnra, disse o conde tornando a
levaiitor-se, se tardei tanto em vir depor a seus
ps inhibas homenagen ; mas o cmliararo dos sa-
los, c a amahildade verdaderamente ocaulc do
principe.,.
Tenha a bondade de nssenlar-sc, inlcrrompcu
machiialinenle Lais indicando com o Icque urna
cadeira collocada dous passos distante .da sua.
Muilo agradecido,disse Bergalassc assentando-
se; ha muito lempo, senhora, desejava v-la de pcr-
lo, Millau retine do todos os lados com sua repula-
cao, e devo dizer que... ,
' Chegou ha muilo lempo, senhor conde ? per-
gunlou repentinamente Lais sem tezer caso do nuc
dizia Bergalassc.
Ha quinze das, senhora, respondeu este un
tanto offendido pela pouca attencao com que era
tratado ; mas sem perder todava iiadadeseu desen-
liaran)... Ah teiihoj visto muitas colisas depois de
minhar|i>>adn.. Millau In- urna residencia encantada,
Eis a nica cousa que notabilisou a nossa alleluia
por estas redondezas ; dizem que lambem houveram
calungas, porm lhes nao puz os luzios, porque nao
sahi roa ; tencionava faze-lo e nao consenliram as
chavas, que das 11 horas para c lem cahido em
abundancia e com todas as forra* de seu* msculos.
Eu me congratulo com Vmc por esse tacto de gran-
de alcance financeiro para minhas algibeiras, e lal-
vez mesmo para as de Vmc. pois, meu amjgo, teri-
nha de 32 patacas ho quo leva a gente i be ira do
abysmo, mxime a um como eu, que nao lenho a
satisfasao de estar as melhores inUlligcnctat com
os cobres; nao sei porque tegem de mim !
Tem sido lioje um dia de invern, e, pois, est em
opposicto na parte reiatiea aquella regrila, qae
diz :
, Nao ha sabbado sem sol,
Nao ha domingo sem missa,
Nao ha noiva sem lenco), *
Nem segunda sem preguira.
gracasa cavallerosa hospilalidade do principe Hart-
zolT, c a-corte desterrada deve exultar de ter adia-
do...
E pretende passar muito lempo cm nossa cida-
de ? perguuteu a mora.,
onformc._ disse Bergalasse, a gente sabe
quando chega, mas nao sabe quando parte.
E porque?
Oh! meu Dos, vida he semeada de inci-
dentes... ninguem pode jamis contar com o telu-
ro... Os aonlecimeulos sao que impeliera os ho-
niens.
Parece que a revolueao frauceza tei que im-
pello o senhor conde, disso Lais com certa enlooran
duvidosa.
Como calende isso '! perguuteu Bergalasse um
lauto inquieto...
Oh,senhor ronde.ouen-me... disse l.ais.estamos
aqoi no meio de urna fesla deleitosa expostos a ca-
da instante a ser inlcrrompiddl; lodavia'lemos ne-
cessidade de fallar-nos...c...
Tenho necessidade de dzer-lhe iuterrompeu
lambem Bergalasse, que nunca encontrei lano es-
pirito c tanta grata...
Nao digo que nao, senhor conde ; seus compri-
mcutos sao agradaveis e em qualquer oulro mo-
mento eu teria talvez o lempo de dizer-Uic o que
pens driles... mas por ora os aconlecimcnlos nos
inipellem, sirvo-me de suas expressoes, e acho que
taremos bem em enlendermo-iiosautesque aiiiullidao
nos ponha na impossiblidade de faze-lo...
Procuro coraprehender, disse Bergalasse, por
que a senhora obslina-se cm querer dar a nossa
conversaran um tom serio ; mas assevero-lhc que
nao percebo ainda essa necessidade.
Brevemente perceher, disse Mis rom um tem
serr que sorprendeu.a bergalassc, e suspenden
um sorriso |i..uii"i'ir,ii|iii' uasria-lhe nos labios, bre-
vemente" perceber, nao duvide... e tenho muito
boa dea de sua iutellgcncia para, estar persuadida'
de que algumas palavras bastarao para p-lo a bota
caminho. ,
Pois vejamos, disso Bergalasse cm lom de zom-
baiia.
Vejamos! repeli Lais. Primeiraincqle o senhor
conde mo ignora que sou a filha do principe llarl-
zofi".
Feliz pai! murmurou Bcrgalasse no mesmo
Tom.
Sim, feliz pai. se quizer: o senhor sabe igual-
menlc que o [uinripe llarlzorrhe o ministro da po-
lica russa, c deve ler pciintado algumas vezes a
s mesmo. so a lilha nao ter sorprendido algn*
dos scuredos que sito o privilegio do pai...
Creio que a senhora tem o espirito assaz sub-
til.
Tanto melhor !... senhor conde ; por que essa
pcrsuasfto nao lhe ser intil : he bom conhecer a
pe'soa com quera se pode ler que tratar.
Sas atao presente nossas rclacOcs...
Nossas rclacOes, senhor conde, comocam agora,
c acabaran cm pouco* minutos... smente autos de
separar-nos sinlo. a necessidade de dizcr-llic que o
coiihero pe redmenlo...
Que singular acaso !...
Que sei quem he o senhor, c a cifra das som-
mas que gasta para conhecer o que se passa cm mi-
nha rasa.
De veras!
He como digo-lhc...
Mas rulan...
lintao aconsclho-lhc que lente oulro meio e
procure oulro espa.
Isso ser fcil.
Assim lh'o desejo.
EnMo <-s|;lu terminadas uosas rela.rr.e-, %,, d.,.
Sabbado passado ouvi dizer sahiram mais de 100
eavallos carregados coVrffarinha. Enlcndem alguns
economistas que a polica deve retirar a ordem dada
ha muito para se senSo prohibir o vendcr-se por ata-
cado. Estes sao us que compram com cara feia ama
cuia por 16 vintens, e que olham o negocio matcrial-
menlee i em relaco a tua bolsa. Oulros opioam
que deve continuar a ter o povo liberdade de com-
prar o vender, e al j me disse um que iuo era con-
tra a constituicao I Bu perlenco a ullima escola,
porque, quando se prohiba as vendas por atacado,
aconteca gue os farinheiros (compradores e vende-
dotes j lino urna vez lhe disse, taziara seu negocio
pelos camnhos; de sorle que linha a polica o traba-
lho de mandar soldados por fra Irazer os eomhs
para a fera,.chegavam e logo os malulos fechavam -
os saceos pedindo altosprecos.al duas hor^s,quando
lhes facultavam a venda em grosio. Alem disso al-
gumas vezes prendani-se os contraventores da or-
dem ;oi soldados abdsavama essas prises afugeota-
vara ns concurrentes, "todas estas consideraron te-
ram qae inspiraran) aquella medida do ddegado, a
qual lem codcorrido para o augmento da teira, que .
tem sido prodigiosa, porque lodos vem comprar e
vender nella, deixando d ir para outras, m que nao
ha a mesma liberdade ; o que he tambem de multo
interesse para os qne aqui tem estabelecmenlos,
porque esse compradores sao tambem consumando-,
res de oalros generas.
E Dum I'ai& Correia, cuja macha .
E grande etforco faz incejau genle:
Em am destes dias appareceu por estas ribeiras um
experto de nova especie, que tira escravos alheios
para obter dinheiro, o qual conseguido, devolve elle
o objeclo furlado a seu dono. Morrendo e apreu-
dendo, dizia um experienlo que eslava dando cos-
ta, ao ver pnrem-lhe (sobre cinza para nao queimar,
urna braza na mao em lugar da vela.
Pin huIu ecce homo, um modos-vlvendi, por cuja
de4cobertainerera>aau autor Maaoel Joaquim Torres
da Silva, que a polieiaaaa' cautelan agarre-o para
nao inocular. idea, umre/f rtincention do* ra-
loneiros, porque de cerlo a lembranca he reliz : ora
furtar-se, resliluir-se o furto a seu dono, e tirar a
gente com dinheiro e com a honra em seu lugar he
nma daquellas que nem lembra ao diabo !
O caso cont como o caso tei.
Na minna phrase de constante lei,
Esle tixo he finorio, o bol he boi.
Ahiyaio processode queseservio o tal TorretSUca.
Eslava um dia sem dinheiro e nem meios de fazer
(expressoes suas quando tai interrogado) e toca a
botar livr.os abaixo ; finalmente exdamou com o ge-
metra inreni: e tei logo tirar em um engenha do M| .
(diz elle que de umSr.Barros deSaifc) umaescrava,
e*com ella tel->e para o Limoeiro, onde slabeleeeu
seu ubi, e portando-te como bomem de bem, compra- -
va bois para matar,edepois que conseguio urna lepu-
lacao tei ter com urna pessoa all moradora, que ven-
do-o naquelle lugar porlanto lempo lhe emprestou
2009, licaudo a prela de penhor, e depois de Iludir a
quem na maior boa te lhe deu seu dinheiro, furia de
novamenle a escrava e entrega- a uns eapitaes de
campo, qoea andavam proco raudo por incembeneia
do seo verdadeire senhor O iidmjrioto esta M ca-
deia d isposicao das justicas do Limodro, onde elle
tem feito nutras, alm desta branquinha. Contaram
que este Pedro Malatarte* tem o cosame de mu-
dar-se para am lugar, onde depois de tezer por aere-
diiar-se, contrahe maitas dividas, mosca-te da nole
para o da, e vai fazer fortuna em outras regioes.
Tinha-nos cabido agora a sorle e iamos naturalmente
ser victima deste sucio, porque j linha escollado es-
ta paragem para sua morada, porm o lenle-coro-
nel Bezerra nos livrou delle, que est em coberla
enxuta. Ju revoir. (Carla particular.)
VILLA DE HilARASSl.
fc 23 de akrU de 188.
Mea charo.Fui meaos exacto qaando em roiuha
ultima missiva, lhe disse. que am ser celebrados no
convento de S. Francisco desla villa lados os ados
da semana saula; por islo que.os pouco recursos, de
que pode laucar mo o reverendo guardiao, apena
permitliram que se celebrassem alguns:
No domingo 9 do correnle, leve lugar no dita con-
vento a ultima pralica da quaresma, na qual o reve-
rendo Fre Machado, servindo-se do textoannuntia
populo'meo sedero, eorumdcscreveu muitop^ vi-
vo a mi educacao queWiojc d3o os paii de familias,
que dessa nianeira ijau l.-. -idade maos cidados,
ao aliar"pessimos sacerdotes, ao claustro degenera-
dos irm'.o, e ao inferno militares e militares d';
mas; grtou contraes mos cxemplos, que os lili
bebem as aeces de seus genitores; daroou contra
mais perdidas, que arraslam comsigo ao seio d pros-
tituidlo suas innocentes filhas, que pelo desfaramonlo
d'aquellas trocara as candidas vestes da pureza pelos
entallados vestidos da perdicao, que por* sua vez
tambem se trocara petas immundos farrapos da mi-
zeria e do desprezo, quando a raocidaUc murcha, a
belleza se apaga; qaando da bocea da oulr'ora pora,
o boje prostituida filha sabem gritas de maldito
contra aquella, que a mpurrou,para o abysmo I
Oh 1 o nosso guardiao possuio-se de tanta dr pelas
nossas mizeras, que era obrigado pete seu nobre
cargo a denunciar,annuntia populo meo scelera
eorumque lagrimas de arrep'cndimenlo e d con-
lricc.ao saltaram de meus engilhados olhas!
Na quinta teira houye urna bem decanto missa .
cantada, e noile visitou a gente da villa e de seus
arreddres um simples, porm muito bem atranjado
sepulcro.
Na sexta-feira a Urde pregou o reverendo Frei
Caetano, capellao da fortaleza de ltamarac, sobre a
paixao de Christo, locando o corceo dos fiel com a
descripro dos padecimenlos do hornera. Dos, qtie .
bebeu as ultimas tezes do calix da amargara para
salvar aquelle mesmo povo, que o cruciQcava e que
o puspuoha a Barrabraz. Ao recolher-se a procissao
pregou o sermao das lagrima* o reverendo padre Se-
basio.
No domingo pregou sobre a ressorreicao o reve-
rendo padre Manoel Ignacio, e livemos procissao
que em virtude da chuva nao pode percorret todas
as ras.
De novo agradecemos ao reverendo guardiao o
qae lem feito em prol de nossa religao. Ninlaem
ignora os sacrificios, que leva de fazer, os (rakfpios
porque leve de passar S. Rvm. nico em seu con-
vento, para solcmnisar osante lempo da quaresma,
e celebrar alguns actos da paixao do Christo em
ama Ierra pobre, e balda de qaasi todos oa recursos.
Ainda nao se acha debandido o quilombo de
Monjope, apezar da diligencias do digno delegado,
qoe nao se lem poapado a nenhum trabalho para o
fazer; mas contamos qae muilo pouco lempo mais
durar, pois que sou informado qne S. S. est muni-
do* de meios necessario para acabar com esse ajun-
taraenlo de escravos, que, como j disse, pode ir lor-
nando-se consideravel, e vir i dar-nos serios cui-
dados.
Foi Horneado primeiro suppleute de subdelega-
do desla villa o advogado Joto Franciico do Ama-
ral ; adiamos acertada a nomearao, perqu o Sr.
Amara!, he conhecido como moco inleUigento e mif
derado; porm achamo-nos ainda sem subdelegado,,
pois qoe o Sr. Amaral ainda nao entrou em exer-
cicio. Lembra ao Sr. delegado, que o lagar de que
fallo acha-se vago porque o Sr. Scbasliao Antonio
de Albuquerque Mello ha mais de um anuo esta

se Bergalasse com um arenlo de comico'desespcro :
Anda nao, senhor ronde.
Ah !... nao he isso s ? % '
Resta-mc pcdir-lhe om favor.
Um favor a mim !...
Sim, e lenho a intima convicr.lo de que o se-
nhor nao m'o recusar.
A senhora pode enganar-se.
Creio que uo.
mim f dC qUe "a'"reM ,,C faVr qa0 recl"BM dc
He uui simples...
Ha em Millau neste moa
nronrii>.i Ii_____*
monto urna pessoa, ruja .presencainconimoTla-mc
e queeu qu.zcra ver relrar-sc 'quanto antes..
O ministro poderte...
Elle nao pode nada nisso
aceito pelo ministro.
Irra! mas entSo nao
a pessoa he bem
^^""'--'^S.aSa-pessoa deque
Ah!
a ruToH.,'^!UaPerui",ida ,,c uo So" dC Sua **"* ulro Fcer qae o
Qae pessoa be essa cntao ?
. He o conde de Bcrgalasse.
u I
O senhor mesmo !
O conde de Bergalasse refleclio um momento sem
perder nada de sen deseribararo.ealculou as proba-
bilidades que urna lula poderia offerecer-lhe, epe-
sou o valor das palavras do l.als. Mas esta que nao
linha o lempo, nem a pacieucia de esperar o resul-
tado desoas reflexocs,disse repentinamente com vi-
vaciitade. '
Avisto d'aqui o visconde de Chadeuil ; se o se-
nhor lardar muito alomar una derisao qualquer,
ver-me-hia na cruel necessidade de pedir ao vis-
conde ajuda c prolecrao... Que tem resolvido
Resolv partir, respondeu Bergalasse; mas pre-
ciso de um pretexte.
Eu lho darei.
Brevemente ?
Em urna hora.
Entao loruarei a v-la T
Sem duvida, earcresccnlarei qae se em \ez
do lornar-sc meu inniigo o sofihor quizer sen ir-
me, nao ter de que quei\ar-se de mim.
Vejoquah.1 todo o beneficio cm obedecer-lhe...
__ E o senhor obedecer, !...
__Qini cnlhiisiasmo.
_ Nao creio no seu-----
_ Coin disceruiraonlo.
_ o senhor aprenden essa palavra em alguma
parte...
_ Cora interesse entSo...
Trellrojsstr;
. _Bej>srrasso levanlou-se, e disse saudaodo lia-
icdir-se :
-niao al d'aqui a urna hora.
Al d'aqui a urna hora.
E que deverei fazer ?
Seguir a pessoa que eu lhe designa/.
E qual he essa pessoa
A Maschcrata.
Bergalasse sorrio, iucliiiou-se notamente *J
rou-sc cedendo o lugar ao visconde de Chade
marquez de l.ouvain que chegavam.
Mas nao eram elles que 1^1 dse jara ver, era an-
tes o joven duque, cuja vinda a l.lsejte lhe aunuu-
cira, e cuja presenta nada annunciava ainda.
#'


r
o ara-
HaT
Coniiiiiiar-'e-ha .
I
:
II I'
II



madad do dislriclo, que assim se acha sofl'rcnJu a
falta 4* auloridade policial, vUto como o Sr. dele-
itado mar* no segundo dislriclo.
O qae he boro para a provincia he mo para os
Boa correspondentes, As noticias esiao cm calma-
ra ptrida; signa I he do que cm lodos os pontos da
provincia se goza de paz ; mas tambero signal he de
<|ieMus noliciadorcs se acham cm apuros. I.e-se nas
cartas que salicm no sea Oiario.queiase mais quei-
usdeque nao ha urna morlcsiiiha iudepeudenle
des eondice- natura/s, urna cabeja lascada, e o meu
migo Geraldo compadecido de meu estado spurio,
euviou-mc urna charada-para brindar a Vine, e eu
nao quii desprezar csse olTercclmcnto; porque ao
.menas enchc qualro lindas mais dessa caria.
Ei-la;
Dobrada, loma cuidado) ,
No menino comelao ; ) *
Na igreja quando su-o ) ,,
V-ae a ordem cm commuuhao j "
Conceilo.
Sem transporte no Brasil. ,
loslrei-a ao Longuinho, que como vive em anta-
gonismo cora o meu amigo disse-me que nao pres-
Uva, eouereceu-measeguinteque pnvb de umseu
compadra.
O que prodnz nao o he 3
Me acharas no Kocio 2
Conceilo,
Sou animai, mas nao mo
Sou pelinira, bode em pe.
Ora nao vio te gastar os collegas do Bonito e do
Umoeiro, se acharem alguma torcedella de pe nos
. v ninhos ; alleodam que sao obra de um vereador
domatlo, de um olUcial da auliga ouvidoria.
Ada*.
Saude felicidades Ihe deaejo sinceramente.
(/dem.,i
DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 25 DE ABRIL DE 1854,
DIARIO DE PER^AMBU(h~^ S!0 e"
Aassembla approvou huulem em primeira dis-
cuado, o prujoclo n_J3_fque aulorisa o governo a
comprar acc,e* da, eomparthia que se organisar para
eaaslruceadocarainhode ferro, ispondu do cm-
prmlimo para que (oi aatarisado pela lei o. 269 de
5 de mato de 1832, e clevando-o a 2:000:0003 rs.;
m segunda o projecto n. 26 que approva diversos
eompromissos de innandades.
Entrando aa segunda discusso do projecto n. 27
ja* restaura a (regaa da Luz, parou uo art. 3.
cava discusso fieou adiada pela hora,
Passandoasegunda parle da ordem do dia, conti-
nuos na segunda discusso doorca'meutn provincial,
sendo approvados os arls. 17 e 18 com urna emenda
do Sr.Epamiaondas; 19 com urna dila do Sr. Bap-
lisU e oatros senhores; 20,21,22, 23, 21 e 25 enm
oda do Sr. Baplista; 26 com um artigo ad-
dilivo do Sr. Oliveira; 27, 28 e 29 como eslavam.
wgaida foi oarl. 10 (adiado a requerimento
Sr. Caraeiro da Cunhnj; approvad'o com urna
senda do mesmo senhor,.elevando a verba nelle
mrcadal:5005ri.;ea art 30 ic-ou adiado pela
ara.
A ordem do dia de lioje he a conlir.uaco da an-
Cansla-nos ler sido preso peln commandanlc do
destacamento volante de Nazareth, o criminoso Joa-
plimJoadeSanlaAnna, queassassinaraa Antonio
Francisco de Souia, da freguezia de S. Lourcujo.
fia comarcado Cabe foram igualmente presos, e
acham-te recolhidos a respectiva cadeia Calislo de
Ul, pronunciado ha mais de annos por crime de
tentativa de raorte; Jos Joaquim de Albuquei
pelo mesmo crime; Antonio Jos, por crime de mor
perpetrado a freguezia da Escada.
o delegado supplente de Carnar foi tambera
X< criminoso Jos Theodoro da Silva, conheci -
Macamba.
ron homem dos portos do norte o vapor Impe-
"is, e por elle recebemos gazelas do Amazonas
qae ateancam a 18 do passado, do Piauhy a 21, do
m-a a II do correte, do Maranhao a 15 c do Cea-
r a 18.
a madrugada do dia 11 do passadosahio da cidade
*** *" l, Rio rIe8ro>co,n deslino a Nauta.o vapor
a atgnmas palavras que se encontrara na Uniao de
22 do crranle, e tambero a urna correspondencia do
Sr. Jos Soaresde Azevedo, inserta na mesma gazeta.
A'vista desta replica indirecta, quasi nos julga-
mos dispensados de produzir mais alguma couza cm
usteulitao da defeza j feita ao emprezario desto
Diario, visto como o Sr. Snarcs de Azevedo longc
de contestar o que dissemos na referida nota, pelo
contrario ludo cunlirmou, segundo verao os leilores
da sua correspondencia qae abaixo transcrevemos,
limlando-se apenas a fazer o autor da Eslatislica o
obsequio de declarer que as suas emendas na orto-
graphia recahiam soore o manuscripto que nao he
de letra d,o autor. Ora, a esse respeito nada dis lin-
guimos nos; mas eutretanto, para que se possa fazer
usura a lodos, al mesmoaos copistas, bom ser dc-
clarar-mos por nossa vez, qne o aiilographo daEstalis-
lica, tal como se acha em nosso poder, contem Ircfr
partes, urna de le ira do autora duas de letra .de
mais dous individuos, e que lalvez a primeira nao
ficassemais izenla do que as outras das emendas de
orlographia. lie claro por tanto, que o amor pro-
proprio e o desvanecimento do autor da Eslatislica,
pouco ou nada lucrou.
Abslendonos porm de arrazoar a cauza ainda des-
ta vez, nao podemos deixar de responder adequada-
menles publicacOes da Uniao, fazendo chegar ao
conhecimenlo do publico o parecer do arbilro do go-
verno oblido por certidao, e juntamente o requeri-
mento do revisor, oSr. Soares de Azevedo, por on-
de se couhecer que nada avanc,mos temeraria-
mente.
Nutrimos a confianca de que a simples leitura da-
queilas peras habilitara opublico a decidir se a de-
mora na impressao da EstatUlica he causada por
aclo do editor, ou se pelo estado de imperfeico do T5riflca no ca*> presente. Fondado pois nas con-
autographo.'lrabalho das emendas feilas, e lempo "'
addiroes e diviies de numero/, coasas to-
das que niloentraram tos clculos do impressor, c
que inevitavelmeole prejudieam a celeridade da im-
pressao.
Eis as pejas cuja leitura cima promellemos :
lllm.s e Eim.o Sr.Jos Soares de Azevedo, en-
carregado da revisao da "Eslatislica da.provincia, or-
ganisada pelo(Deserabargador Jernimo Martiniano
Figueira de Mello, lendo por oflicio de 2i de selem-
bro do aono prximo passado fcilo ver a esla pre-
sidencia, que aquanlia arbitrada para a dita revisti
era insuficiente i vista do multiplicado numero de
pravas que lhe he necessario tirar, para que a im-
pressao sabia espurgada de erras, alcm de um 1ra-
balho todo novo, com que nnnea conlou, que he o
de cncher immensas lacunas que se acham no au-
thographo, apparacendo mappas inleirus sem calculo
algum : foi servido o Exm. antecessor de V. Ex.,
recpnhccendo o direito do soppcanle, responder-
lhe por officLo de 25 do memo mez e anno, que logo
que o trabUho da revisao eslivesse concluido, se
lhe arbitraria mais alguma gra(ificac,ao, como pare-
cessedo equidade. Esla resposla nao satisfezporemo
supplicante. Elle foi nomeado por portara da presi-
dencia do 7 de abril de 1852 revisor da eslatislica
da provincia; e nessa portara se lhe marca a gra-
(ifcaco de duzrnlos e quarenla mil ris : o suppli-
canteacouirou essa nopieacjo esq boa fe, examinau-
doapenas o volume do authographo, mas nao oque
nelle so conlinha, ncm o modo porque se continhi:
ellelemconslantemenle trabalhado para que aedic-
rao saja crrela e elegante, mas agora como ha
um auno, verifica que o Irabalho que'tem com ella
he mullo mais, qae o quintuplo do que havia calcu-
)
M^jimrcha, da companhia do Amazonas.conduzindo
n'bordam presidente daquella provincia, oqu.il,
em vrtudeTe ordens do govesoo, prnpunha-se a -
rar minuciosas \u[oi^rfiesl7xa.do-etado ,dos,di* .' v
Virso* dislriclas dos Solimoes e das providencias noo^..
cessarias boa 'ucuciSo dos contratos celebrados
a o governo do Per e a sobredila companhia.
Durante a ausencia do Sr. Ferreira Peona, ficou
cnearregado da adminislraco .da provincia o vice-
' presidente Dr. Manoel Gomes Correa de Miranda.
erlura da assembla legislativa provincial,
qmtthvia ter lugar a 3 do mez prximo findo, foi
la para o 1 de agosto, pelo motivo de haver-se
rado a. ultima sessJo cm dezembro prximo
, e anda mais pela conveniencia de ser apre-
lado o relatorio do nresldenle depois qae elle
tonvesse coobecido a parte da provincia que ia
paeeofrer.
Par ruda uosdizem as gazetas, que seja dig-
de roeneao.
Qoanto ao Maranhao referimo-nos carta do uo-
correspondente, que vai exarada em outro lugar ;
e pelo qae respeila ao Pianhy s amanhaa podere-
mos dar aos leilores a carta do nosso correspondente
nema provincia, donde alias nada consta de exlraor-1
dirwrio.
V* capital do Cear, eram constantes as noticias
rprincipiado o invern em todos os pontos
ktrior, e na mesma cidade da Fortaleza chovia
abundantemente.
Palas 7 horas da manhaa de 2 do corrente, leve
lli lagar a ceremonia da benr3o da nova matriz,
eem a ataisleneia de grande numero de deis, entre os
qaaea o presidente da provincia; e as 9 horas tras-
ladaram-se em procissgo o SanlisSimo Sacramento e
Mgans destinadas ao novo templo, luivendo us
10 orna (ma.
Era observado naquella cidade, para o lado do
omle, um pequeo cometa e de cauda lao esbran-
quicada, que pela claridade da la
ceaia.
Ojory deAquirai linha absolvidn Pedro Moreira
Braana, me em 1851 assassinra publicamente no
mel da villa a dous irmJos. Antonio e Francisco
Pombal, e de tal senlencn nao liouve appellaran.
FaHteera no dia 10 Jos Mara Eustaquio Vicira,
cidadaobrasileironaluralisado, i um dos, primeiros
aegooiantes daquella praca, geraliuenle estimado co-
mo hamam probo e prestante.
I.e-se no Ceirenie del e 18 do corren le :
JUSTICA INIQUA.Emtodo o lempo um mo
juia foi considerado como um flagellu, com que Deus
m sua colera castiga um povo : um juiz de paz des-
la capital acaba, por urna senlenca iuiqua, de tirar
ama parta do quintal do Dr. Miranda, sem audien-
cia dolasados; oalro de Soares, i titulo de indem-
lo a nm sujoltoque pedia 169, Pr u dam-
no atlribflida i ara fitho maior de certa viuva mize-
avel, eanderanou i pobre velha a pagar o damno do
fcho sol ja'ris, e para pagamenlo de IG), pz em
^praca um avallo por 2W, am poltro por 209, urna
nw por 209 e urna varea parida por I65, isto he,
. lado qoanto essa mulhsr pnssui a !
ICO' Communicam-nos o segainle : Honlem
Bde niar;o) pelas seis horas da manilla, foi adiado
Waate meia legua desta cidade, na estrada de Tc-
im cadver esfaqueado: presume-se que este al-
io fra praticado para roubarem at) pobre van-
daale.
mor- T*so, quando arcei^nu a misso de qae o governo o
encarregra. O supplicante vem por tanto reclamar
det^, Exc. nm acto dejuslica. Elle nao fica pago
do tratalho que a reviso da estatisca da provincia
lhe tem dadoe continuara dar at de lodo'se con-
cluir, com raeuos de um conloe duzeutos mil ri's;
e he esta quanlia que elle requer de VExc.se sirva
de novo marcar-lhe, reformando a portara de 7 de
abril de 1852, e expedindo neste sentido -as conve-
nientes ordens. E 13o rasoavel he a sorama que o
supplicante exige, que elle nao duvida, se V. Exc.
o julgar uecessario submetter-se dentn de um arbitro
qualqucrqueseja, nomeado por V.Exc. de aecurdo com
o supplicante, e conformar-se com a quanlia maior
ou menor em que elle aval jar o sen Irabalho. Os
inlcresses do supplicante soJTreriam rumio, se esle
ajaste nao licasse de urna vez terminado. Assim
Exc 6 espera o supplicante, como lhe pare-
justica.E. B. M.
Pcrnambuco' 14 de de
Soares de Azcce&o,
selembro 1853. Jse
Illm. e Exm. Sr. Nomeado aAilro por V. Exc.
para avaliar o Irabalho da reviso lila pelo bacharcl
Jos Soaresde Azevedo, na eslatislica desta provin-
cia, organisada pelo desembargador Jeronymo Mar-
tiniano.Figueira de Mello, passo a cumprir a com-
missao de que fui eocarregado. Antes, porcm, de
enunciar o meu laudo, pco a V. Exc. licenra para
expender abreviadamente os fundamentos em que
elle se bazca, pois que isto me parece indispcnsavel
atienta a sua nalureza peculiar.. Pelo exame a que
proced no authographo da referida eslatislica, e ao
mesm'o lempo na parle que existe impressa, pude
convencer-me, Exm. Sr., de que o Irabalho.da revi-
so nao tem sido, nem provaxelmenle o ser para,
dianla^um simples trabalhomaterial, como a primei-
ra visso poderia suppor. Com entilo, mais li-
geira inspecru do authographo convence a qualqaer
que tenha algumas nojoes sobre a materia, do esta-
do verdaderamente deploravel em que elle toi en-
tregue impressao. Sendo urna eslatislica, no que
ella tem de mais essencial, um livro de cifras, pois
que nao he senao o transuropto dasciencia dos relos
suciacs cXprcssos por termos numricos, com o
fim de proporcionar o exacto conhecimenlo da socie-
dade considerada em seos elementos, em sua econo-
ma, sitabeao emovimenlo; acontece qae a rhjgque
se trata naos 9a geral he deficiente u'esta parle, co-
mb at mesranaprsenla quasi lodosos mappascheios
d innmeras lacunas, e oque mais he, outros, e dos
r ais importantes, inoirameule cm branco. Seria
per- ,slidioso offerecer <"fii V. Exc. os numerosos ej-
emplos que justificam a mi 11 ha assercSo, mas nao me
posso dispensar de indicar, como espcimen, os se-
guales mappas alias de pocas ilrazadissimas: o
dos crimes julgados;o dos oascimentos, casamentos
e bitos; os da populacho da provincia, especial-
mente nos lugares do Brejo, Cimbres, Goiauna, llam-
b, Una, AguaPrela, .Barreiros, etc., etc.; o dos
engendra;o dos oftlcibs mechanicos;e Gnalmcnle
os da importaco c exportaco. Ora, a visla desse
estado da extrema imperfeico do authographo, o re-
visor lem procurado suppriras lacunas de mais fcil
preenebimento, j enebendo algumas casas, j fazen-
do as soramas de algarismos que fallam, j calculan,
do as prapnrces e os termos medios; coasas estas
que sem duvjda pareceram ao autor da estatistiea de
nenhuma importancia. Verdade lie, Exm. Sr., quo
sendo quasi lodosos mappas de pocas mui remotas,
e mesmo anteriores data do contrato qae autorisou
a confeccjlo de semelhanle obra, mellior seria deixa-
los intactos, visto que bem pouca utilidade podem
ler. A grande vaulagem das eslatislicas he, como
V. Exc nao ignora, o apresehUrem o estado .claal
de urna certa localidade, ascuas forras, os seus re-
cursos, os meios de governo e adminislraco que ofl'e-
rece; d'onde rcsblta reconhecerera todas as autorida-
des na materia, que ellas' nao podem deix'ar de ser
especies de obras peridicas, que devein refazer-se
ou renovar-se no fim de um prazo qualqucr, ou, pa-
ra mellior di/.er, annualmentc. Mas, sendo assim
que interesse pode 1er a estatistiea da provincia de
l'ernambuco, publicada em 1854, conlendo as'cifras
de Tactos verificados, ora de 1822 a 1825, ora de
1827 a 1829 e ora de 1830 ou de 1810 a 1815? Um
fraco iulcresse, um interesse. meramente histrico.
Seja porm como for, he certo qae o bacharel Jos
Soares de Azevedo lera trabalhado, como disse, por
supprir crtas lacunas; e ainda que esse Irabalho nao
terilia sido rompido, nrn possa se-lo para o futuro,
porque se tal emprehendesse tomara sobre si Tazer
pouco mais ou menos a toral parle da eslatislica, o
ASSASSINATP. OCralo csi readquirindo
ua anllta reputarao de crimes. Agora um rapaz
**~ama mosa d"l^dT5os""cm um tiro, di"
" qa por brinqaedo, que brinquedo .' Napovoa-
doJosseiro, um sujeitoeipancu tsnloS^uma po-
bre mulher paijadt, q,i0 a fez aborUr. Outro es-
tuprouumi filha deoilo annos, a qual ficava amorte
So o presidente da myiaca lest fo||ias,. cha-
manamo. aua aUenqfc para esse oslado semi-sTu;va-
W^^T*0 t"""^ qD8e,gra lo^.empo. umaapreciaao diversa,
Barbalha,qe pablicamo. _,odayU na0 deila ^ COIlsiuerave, e d de ,,,.
ulorda E^atistica desla provincia.'prelendcndo
Z^'Z 1?P:rmM ^'io' dosla
rolha pela demora havlda na imnrcuai. a, u.
i-" ^iseorso inserido mi o nosso
conheeeadt
proprieUrii
? "Wfremedilad
J-^vi. de pronmiarieojuiz7pbu^-.H.:
1 faetos aegados, de nm modo severo eou.-
(ario aggrewor, recorren ao auxilio de um
Urcalni, afim de ver se consegua pelo orgao
de oulrem, aqnillo que se nao animara a pleitear
sob 1 assigoaiora do preprio nonie. Alludimos aqu
-^rio, Para desvar de ,1 ia0 g,u. ,,
c*o, assim <*,>,< probabilidad
i"- isla da
Uceados, de nm mudo severo cou)-a
vW-se em conta, qur pelo lempo que demanda,
qu*r pela impertinencia que o caraclcrisa. Releva
aind'a-ootar VExc, anlesde concluir este trecho,
que a mesnM orlographia do manuscripto desafiou,
pela sua iucorrecijao, os cuidados do revisor; etJes-
de entao propoz-se elle a cprrigi-la, sendo que a par-
te impressa bem demonstra quanlo foi a mesma me-
lhorada. Deixanda del alongar-me mais sobreest
assumplo, para que naS pareca que fago aqui o juizo
critico da eslatislica, qiuando s leuho em vistas fun-
damentar de alguma ""le meu arbitrameuto, pas-
MiM-K do iraimlho material da revisan. A esse
respeito devo declarar a V. Exc. que o estado de im-
perfeico em que ainda se acha entre nos a arle l\-
poRraphica, rolloca o aulor de qoalqurr obra na ne-
em
o grande pe-
a revisao da es-
ao numero de pravas,
cessidade de tirar e rever um mulliplicado numero
de pravas, afim de que a sua edicao possa sabir al-
gum tamo correcta e elegante. A impericia e falla
de goslo dos nossos compositores exigem da parle do
revisor uma Ilimitada paciencia, roubam-lhe em ca-
da forma, e principalmente nas primeiras, con-
ideravcl espajo de lempo, (ornam aliual sua la-
rera summamenle penosa e enfadonha, eomo por
experiencia propria posso dizer. Mas, em abo-
no da verdade, lao longe, esl que
so e impi>rlinencia do Irabalho 9,
lalislica, no que respeila
resulte do deleixo da lypographia onde he im
como talvcz para aproveitar aoccasiaoavaii(,ouo seu
autor na informaco dada sobre o requerimento do
revisor; qoanto he certo e notorio qae essa typo-
graphia com razio passa jior uma das melhores da
provincia, e efTectivamenle alfrahate sustenta pelas
suas Torcas os mais habis ofllciaes que apparecem;
e.eu mesmo, tendo dada a luz cm o meiado do anno
prximo passado, urna edicao do cdigo do processo
criminal, que alias foi impressa em lypographia di-
versa, tive opportunidade para recordiecer qae o mal
apontado nao constiluc de corlo um defeilo exclusi-
vo d'aquella outra, porm anles geral, e por ventu-
ra mais sensivcl fra della, pois que tambera'ahi te-
aho mandadoImprimir alguns trabalhos, e sei b que
clles me nao cuslado na revisao. Entretanto, se a ta-
refa de tirar o rever pravas de uma obra qualqucr
he ponosa e enfadonha, como acabo de dizer, bem
pode V. Exc.avaliar, quanto mais o nao sera quan-
do a obra fdr uma estatistiea, livro quasi lodo com-
posto de algarismos, ch'eio de mappas, cada qual
mat complicado, e contando perto de 600 paginas
em formato oitavo grande, de duas columnas, como
siderales qae succinlaroentevao expendidas (alcm
do motivo j dado, para nao cansar lambem a alten-
cao de V. Exc.) creio que#o trabalhoda revisao do
bacharel Jos" Soares de Azevedo, pode, em boa jus-
lica, merecer relribuc.aode 1:5000000 rs., no caso
de continuar como at o presente tem sido, oque
me parare presumivel. J v por tanto, V. Exc.
que o meu arbitramento nao tem por base o pedido
do dito bacharel, e nem la* pouco participa do ac
nhamcnlo on repugnancia qne talvez livesse elle de
parecer exigente. Tenho dito com verdade o que
em consciencia julgo valer o trabalho sujeilo ao meu
fraco juizo, e o fajo a despeito de qualqner conside-
rarlo eslranha ao ohjeclo del!c; e bem que este
lando possa parecer excessivo em ama Ierra, onde
em geral ainda est longc de ser bem apreciado, e de-
vidamente retribuido o trabalho do hornero de lel-
tras, nao me embaracoo com ludo lal circumslancia
para fallar como devo, e como o exigem o criteris e
a illuslracao de V. Exc. A V. Exc. cabe agora de-
cidir como entender que he mais razoavel e consen-*
taneo cornos inreressesda Tazendapublica; poden
do al, em favor d'esta, escm embargo do meu pa-
recer, outorgar ao sobredilo bacharel a gratificaco
de 1:2009000 rs., cop a qual se contenta, uma vez
que n'isto convein o inspector da Ihesouraria pro-
vincial e o respectivo procurador BscaJ, em saasin-
rormajdes que tenho presente. Eni ambos os casos,
tenho qae a jostica nada soffrcrt, e que o procedi-
menlo de V. Exc. ficar aof abrigo d'ella conlra
qualquer censura.
l>eos guarde a V. Exc. por .mullos annos. Rccife
13 de jaueiro de 1854.Illm. e Exm. Sr. couselhei-
ro Dr. Jos Benlo da Cunha c Ficueiredo, presiden-
te da provincia.Dr. llrai Florentino Henriques
de Souza. ,
:
Sr. editores da Uniao-----Lendo no Diario de
Pernambuco de hontem uma nota da redaccao dp
mesmo Diario feita a um dos tpicos do discurso
do Sr. Figueira de Mello sobre a prclencao Agr no
meio de cujo discurso o mesmo Sr. depulado Iraz
alume a impressao da sua eslatislica daprorncia,
como um cxemplo de obrigar-es mal cumplidas
jolgodo meu dever declarar, como cnearregado de
rever a edicao da-mesma eslatislica, cm ordem a
reclificar os fados ea prevenir iiterprelacocsmalig-
tia.ff/ue os {acunas que me tenho visto obrigado a
preencher, as quaes sao numerosas, dizcm principad
mente respeito a prqporsbcs arithmeticas, a addicoes
edivisOes, de numapos para clculos, (muitosde
seus mappas se acham em branco ) a supprir algu-
mas datas e a substituir parases por outras ; mas
niuica csse preenebimento foi de natiiroza -que me
ohrjgassc a inlroduzir materia nova, nem a recla-
"fr at hojo eselarecimento algum da auloridade.
Esle Irabalho, porcm, enfadonho junto ao de
emendar (oda a ortliographia do manuscripto, que
nao he de tettra do autor, c de tirar por isso grauda
numero, de pravas, fizeraro-me rcconheccr que o
trabalho que linha sobre mim nao era o. de simples
revisor, encarregando somenle de fazer eslampar o
que se acha no authographo ; c deu isro lugar a're-
clamaraoaquc a nota alinde, cuja juslica leve a
boudadedereconhecer nao s o arbilro do governo,
msate o proprio Sr. desembargador Figueira de
Mello, cm soa informaran.
Tenho a honja de scr.'Srs. editores de Vv. SS.
muio ltenlo venerador e assiguanle.Jos Soares
de Azevedo.
Sua casa 18 de abril de 1854.
Desojando dar cabal resposla ao insigne rabiscador
do artigo de fundo do liberal u. 451 de 12 do cor-
rente, que revestido da esfarrapada capa do anony-
modignou-seresponder ouanalvsar ridiculamente o
communicado, que lem por titulo Um tributo de
gralidao inserto no Diario n. 77 de i do corren-
te, esperavamos porem, que elle tirasse a negra mas-
cara, como lhe havia-mos pedido por am aviso pu-
blicado uo Diario a.; mascomo'at agora, depois dp
decurso de8dias nao teuha elle annaido ao nosso pe-
dido, deliberamo-nos a resumi-la em poucas liuhas
incluiudo nclla duas clicilares que dirigir a Ilus-
trada assembla provincial das Alagas ao culo pre-
sidente Exm. conselheir Jos Beulo da Cunha e Fi-
gueiredo, quo tantos e t valiosos servicos fizera
aquella provincia.
S. Exc, que s maneiras benvolas e urbanas reu-
ue lodos quanlos predicados podem caber a um h-
bil, dedicado, juslo e imparcial administrador, alam
de uma alma o um corceo bem formados, deve es-
Ltar convencido de quo os bons peruambucanos sa-
bem-no apreciar tantoiquanlo elle- se ha feilo digno
dos encomios, que esto muilo cima de poderem
ser por nos ennunciados. Fallam por nos os fa'clos,
e os honrosos precedentes de S. Exc.
O Liberal Pernambucano necessilando de uma
bisqninlia para poder jogar o seu trumpho, isto he,
intelramenle rallo de malcra para encher aquello
peridico ou antes pasquim e atiransuas envenena-
das sellas conlra o honrado administrador, aprovei-
ton-se do dito commotiicado para forjar ou rabscar
aquello estirado arligo, elegantemente ornado com
flores de eloquencia, e rasgos de eloquencla digo.pa-
ra arranjar essa mpolante peca, digna de ser lida e
relida em que sobre-sahe o talento eiigenhoso, e su-
blimidadedo illustre escriptor,que muito seesloma-
bou com a phrase espirito malvolo dando as-
sim a enlehder.que tomava a carabuca que realmen-
te he bem applicada. *
Examinemos porem alguns tpicos desse aranzcl
coronme de arligo de fundo do Liberal.
Diz o Liberal que np ha quem, leudo a cor-
respondencia publicada uo Diario de 4 do crrenle,
naose indigne com lao avillanle adularo, c nao atri-
bua a insinuado qne ella contem ao Exm. Sr* Jos
Bentn. e que os desejos de S. Exc, sao ver seu no-
me (di execravel -memoria ) gravado em uma rc-
prescntac.aoda assembla provincial e da cmara
municipal, e conctue finalmenle porguntanda quaes
os beneficios taitas por S. Exc. i provincia de Per-
nambuco para que a assembla, c cmara municipal
procedan! do modo insinuado na correspondencia.
Responderemos a esse escriptor sem peijo, que
S. Exc nunca ambicionou essa prava de considera-
cao da parle da assembla ; coulcnla-sc cum as que
ella tem dado do apoio sua sabia admms!rac.So,
concedendo-lhe os dados precisos para que elle leve
a efeitoossous planos de melhoraraentos materiaes
da provincia. Alcm disto todo mundo sabe o con-
tado ou boa harmona cm que esl a assembla com o
digno presidente, que nao ha nella um s opposicio-
nista qne erga a voz contra os seus aclos. Para que
pois encomendara! S. Exc a assembla essa felici-
taro por roci de nm communicad ? Por ventu-
ra lorna-lo-hia celebre nos annaes da historia'.' Bas-
tara essa felicilar.io para ser avaliada e julgada a sua
administraran 1.
Dizeis que a assembla nfringiriaa Conslitnico
do Estado, a lei, os seus regulamenlos dirigindo
louvores a S. Exc. Seria porvenlura essa felicila-
eflo aque chamis Inuvores que laido vos d o que.
que fazer, a primeira que S. Exc receboria 1 Nao
recebeu elle tantas pravas de consderacao da assem-
bla provincial das Alagas, felicitacocs essas que
muito o honrarameque abaixo Iranscreveremos pa-
ra que vos convengis de que S. Exc. preslou relc-
v anlissimos servicos a esta provincia na sua presiden-
cia das Alagas, livraudo-a d'umo guerra prestes a
arrebentar ?
Ignoris por ventura, c.scrip/ss^quaes os bene-
ficios qne tem reilo S. Exc. a esta provincia 1 Igno-
ris por ventura que foi S. Ex. que arrancou das
mallas o chele de quadrillia, o molor dos combates
de 3 de fevereiro, livrando assim esla e aquella
provincias das luctuosas scenas que se eslavam pre-
parando, em.que correra em jorros csse sangue pre-
cioso ? E sabis quem he csse caudilho, esse homem
que tantos desgoslos causou au Brasil inlcro, csse ho-
mem que derramou a seu bel-prazer o sangue per-
nambucano,' esse homem cinfim que. redimo a mi-
zcria tapias viuvas e orphios que boje tragam oa-
margo pi da desgraca, he......o dizemos com dor,
Pcdrolvo vosso correligionario, que gue achava-sc acoulado nas mtlas circumvisinhas s
Alagas....
Ignoris' por ventura qco Exm. visconde de Pa-
ran, eniao presidente d.esta provincia, fez lidos os
es for n nao seu alcance para prender csse caudilho,
leudo sua disposirao numerosos batalhcs de li-
nha, c ofiereceudo cntos de res a'qnemeonseguis-
sc prende-lo ? E essa honra por ventura ignoracs
a quem coube quero lirou Pedro Ivo e seus sequa-
zes das maltaf%em que uma s gola de sangue se
derramarse, on sem que um vinlem se gastasse ?
Quem conseguio tirar das maltas o celebre Antonio
.Mendos, que andava sedusindp os ncautos para pe-
gar em armas contra a execucjro do regulamenU de
nascimentos o bitos, a que denominavam lei do
captiveiro ? E sabis quem lie este homem he nm
liberal do abdomen, que bstanles, vida^-mbou na-
quella provincia, e bastante sangue derr. nou, in-
cendiando o pnvo com a lal lei mTcaptiy.feiro, e nao
obstanle, em recompensa de tao assignalados servi-
cos contra nos, um certo juiz de direito o absol-
veulfl
Quem lirou "das maltas o celebre, o malvado Vi-
cenle Ferreira de Paula, esse carrasco que bastante
sangue derramou nos nas Alagos como em Per-
nambnco ? Quem acabou com o trafico de africa-
nos que naquella provincia eslava to abracado ?
Ignoris porvenlura memoro da sociedade libera
me domine, que S. Exc, o Sr. conselheir Jos
Benlo lem conseguido arrancar das mallas um sem
nnmero de criminosos? ignoris quaes sao clles 1
nao lem elle lano feito pela re'pressao do crime ?
Mas para que perdermos o nosso tempo com um
scriplor sem provas t Para que caneamos a nossa
laciencia respondendo a quera nao merece 1 ganda-
remos com isto alguma cousa nao, pois que o Sr.
Jos Benlo nao precisa de nossa derezaf
Portante, Srs. do tiberal, ficai cortos de que as
settas qno ncessantemente atiris ao Sr. Jos Bento
de nenhum modo o ferino, pois que no lendes l-
gica para as manejardes: estis pois fazendo figura
de mos cacadojes. Esta conclnida a nossa respos-
la. Quanto ans insultos e improperios que contem
semelbante arligo, s proprios do sou autor que, pa-
rece ler sabido hg pouco de alguma senzala onde foi
criado, nao damos o menor apreco, e entregamos csse
escriptor immoral, esse mascarado infame ao mais
soberano desnrezu.
telicilarao da assembla tegislalica provincial, ao
Exin.Sr.prcsidcnle Jos liento da Cunha e Figuei-
redo presidente da provincia.
MENSAGEM.
Quando a um povo cabe a feliz sorle de ser admi-
nislrado por um governo eminentemente patrioli-
cc^pcrspicaz e enrgico, impotentes sao por certo
osWnais bem concertados planos dos aaarchislas, (1)
que de dia e noilc Irabalham iricessanlemenle na
obra de sua deslruieo, inlorpecendo sou progresso
material c moral por meio do descrdito de suas sa-
bias Jnstituices, que promovem a todo tasto, c
ai-endeudo ao mesmo lempo o facho da guerra ci-
vil; desta verdade expcrrrnentada at por multo*
paizes adianlados na carreira da citisaro, veio ha
pouco ser leslemunha, por triste experiencia n pro-
vincia das Alagas na poca em que os inimigos da
monarchia constitucional, propalandogiosseiros pre-
conceilos nofmeio da popularao ignara contra o de-
creto acerca dosnascimcnlos e uttos, a quo deno-
minaran lei do captiveiro, prepftavam um movi-
roento sedicioso em differenles pontos desea solo,
movmcnlo que manifestahdo-se nas I uluosas sce-
nas do Mnnda-meirlm, e na desvairada ou antes
Uuca misso comecada a executar por Autonio Men-
des,(2) de que se servio como ceg instrumento o
genio do mal, pode ser abafado mediante, gracas ao
arbilro supremo das nacOcs qne tanto protege o im-
perio da Santa Cruz, as acertadas provideocias que
opportonamente tomou V. Exc. em prol desla inte-
ressanle por^ao dos brasileiros, cuj destinos lhe
focam confiados. *
Este fado, Exm. Sr., qge lem de assignalar-se e
rcgislrar-se nos auneas da nossa historia, o passar
poslcridade, gravando-se na memoria dos Alagoanos
de um modo indclevel, e os delxando possuidos de
vivo conhecimenlo pela lembranc.a dos importantis-
simos servicos (3) por V. |Exc. prestados, devendo
ter uma solemne manifestacao, a assembla provin-
cial de quem temos a houra de ser orgo com* seu
fiel interprete, nos enviou em depulaco para con-
gralula'r-secom V. Esc. por medidas coroadas dos
melhores resultados, e que detxarao por muito
(empo^esorienlados os apostlos da nuarch'ia (4) e
fazer chegar ao couheenenlo de V. Exr; cheia do
maior enthusiasmrf pelo bem publico a nobre inten-
caoem que esl de preslar-lhes a mais decidida coad-
juvacao nas raas de suas alribuic,es, se conlinaar
como at lioje e ella muilo confia, o governo de V
Exea estribar-se uesprincipios de juslica, tolerando
e sabedoria com que soube eslreiar sua administra-
cao eom applausos dosAlagoauos, que muilo se ufo-
nam em ser governados por V. Ex. Digne-se poi,,
V. Exc de acolher cpm a bondade que o caracterisa
csUs expressf.|s como verdadeira significajao dos
scntimenlos que dominam a assembla provincial
das Alagas. ,
Pago da assembla legislativa das Alagas 30 de
abril de 1852. /guaci Jos de Mendonea Ccha,,
Th'.otonio fibeiro e Silva, Ignacio llypolilo Gra-
cindo, Vicente de Paula Cascalho, .Manoel da Cos-
a Moran.
Era resposla dirigi commissaoS. Exc, o seguin-
te:
A manifestacao-,; que me acabis, Srs. de fazer por
parle da assembla legislativa provincial, he mais
uma prava da extrema.benevolencia, com que tero
ella sempre interpretado e acolhido os actos de mi-
ulta adminislraco. Recebo pois.a sua congratulado
nao ua altura em que a mesma assembla se d ignou
collocar os meas diminutos servicos, mas como uma
honra que me ella quiz prodigalisar, ou apenas como
demasiado premio dos sinceros votos que tenho feilo,
econtinuarei a fazer em qualqaer parto, para que es-
ta bella provipcia se engrandeca sombra da paz
diurna que o governo imperial lhe lem garantido,
sabendoaproveilar opatriotismo dos Alagoanos.
Apreciando muilo, Srs. o favor com que vos pres-
taste* a ser o orgao dos generosos seutimenlos da as-
sembla legislativa provincial, cu vos suppUco quc
certifiquis o meu ciilranhavel agradecimento, ea
seguranra do profundo respeito e amor que lhe con-
sagro, assim como a vos, do quem me despesso com
sinceras saudades.
Palacio do governo de Macei 30 de abril de 1832.
./use lento da Cunha e Figueirtdo.
(Timbre Alagoano.J
FELICITACAO'.
Da asicmbla provincial ao Exm. Sr. Dr. Jos
Benlo da Cunlia e l-igueircdo, presidente da
provincia, dirigida por uma deputaro no dra
16 do corrente.
Illm. o Exm. Sr.-Assuroir as redeas da adnii-
biriragSo de urna provincia, vir dirigir seus des-
tinos cuntira quadra cleiloral; aplacar nimos dis-
sidcnlcs desde muil&, e fazer que as urnas oxpri-
^isseni o vol da provincia, sem intervcncio go-
fcrnaliva; por algemas polica, cviland dcsl-
arte que podesse aecnar ou mesmo, exprimir, pela
linguagcni da accao, quaes os seus dezejus cleitoraes
c quaes os que deviam ser favoreidosc pelo resul-
tado das mesmas urnas, he Tacto no Brasil, senao
singular, ao menos de raros cxemplos; chegar a
uma provincia cm poca tao melindrosa, como a em
que se acha esta desdo os primeiros aconlecimen-
los da de Pernambuco, e coneiliando admiravcl%
mente a energa d'auloridade com a prudencia do
administrador elemente, c sem (ropecar, na falla
:le grandes recursos, por um termo ao derrama-
ment do precioso sangue brasilciro, razendo che-
gar aos ps do llirono imperial o primeiro chele
dos rebeldes, sem que houvcsse mercanca, ncm
victimas novas,- empreza dra reservada a um animo
profundo c meditador : tomar alto interesse pela
sorle dos governados, promover por todos os modos
o bem material da provincia, c procurar o seu en-
grandeeimento, chamar para o p de. si cidadaos
escolAdos, velar na distribuidlo da juslica, animar
a polica e fazer aparecer sua accao sem dislincao
de classes, e ncm conccdcrcm-sc privilegios a po-
tentados, ludo islo bem merecidamente reclama os
votos de gralidao do povo alagoa no.
a Por taes'razoes a assembla provincial nos en-
va lioje em dcpiitacao. afim de que em seunome, e
*m nome da provincia, que representa, tacamos
sentir a V. Em-. que ella he grata aos beneficios
recebidos, j pela direccao dos_ negocios puramente
administrativos, j e principalmente pela ultimacao
da guerra civil, que lautos damnos causou pro-
vincia de l'ernambuco, e que pareca querer tragar
a esta, para cujas immcdiacOcs ja se diriga ni os
compromeltidos nos negocios da rebelda daquella
provincia.
A V. Exc. fiel interpefledos senlimenlosdeSua
Magcslad o Imperador, cabe a gloria de ler pou-
pado tanto sangue. e ter posto termo a viuvez e
orfandade, e desassombrado esta provincia, cujo
destino a Providencia, por fortuna dos Alagoanos,
lhe confiara. ,
a A assembla provincial, pois, se congratula com
V. Exc, c lhe offerece ^ua Tranca e leal coadju-
vacao, o ve ufanara se por V. Exc. for recebdaem
signal de sua gralidao.
a Assignados os menibros da dcpulac.io Lucio
Soares de Jlbuquerque Eustaquio, Ignacio Hyppo-
Klo Graciado, Candido Jos de Maura, Francisco
Jote da Silva Porto, Roberto Cathtiros de Mello.
RESPOSTA DE SUA EXCELLENCIA.
a Aprecio no mais subido grao os votos be-
nevolencia, que por parle da assembla legislativa
provincial me acabis de manifestar. Tenho o
desvanecimento de considcra-los, nao como' nm tri-
buto pago aos diminutos serviros, que por ventara
haja prestado a esta bella provincia, mas como um
lestemunlio assaz animador de se nao acharem os
Alagoanos descontentes com a minba adminislraco,
que de certo fra merrior, se os meas recursos li-
vessem a mesma xtencao dos meus bous desejos.
Maniendo a liberdadede voto naspassadas elei-
coes; promoveudo, quanto me foi possivel, os"
melhoramenlos materiaes da proviucia, fazendo
distribuir juslica com igualdadc ; perseguindo o
crime sem embaracar-me com os pretendidos pri-
vilegios dos potentados; e pondo em acc,ao todos os
meios da prudencia e da auloridade para qae np
fossem victimas da rebelda, que lano nos ame-
a^on, creio nao ter feito mais do.que executar, posto
qne sem a uccessaria pericia, mas com a maior fi-
delidad*, os sentimentos palernacs e magnnimos
do governo imperial, que se dignou honrar-me com
a sha conlianca. A elle sobre ludo-he que devera
os Alagoanos al tribuir qualqucr beneficio, que bajan
receido por meu intermedio.: lie aos estorbos do
valente exercito brasilciro, c dedicar ao de muda-
res de cidadaos prestantes, nao so desta provincia,
como da de Pernambuco, que devemos lambem o
estado pacifico, em que ora nos adiamos, e de que
a esssembla provincial mui justamente se lison-
gcia. Queira a Providencia prolonga-lo eterna-
mente. ,
. u Sn. depulaadns, prevalecciido-me da honra
que me dais em serdes os interpretes dos seutimen-
los da assembla legislativa provincial, 011 vos rog
de lhe fazerdes bem sentir o meu profundo asra-
decimento, c sincera salisfacao pela mui valiosa co-
operacao, que me ella assegura, e que espero
compensar com igual fervor em beneficio da
provincia, a quem a mesma assembla tao dig-
namente representa, c cuja' prosperidade nao me
ser indifferente cm, tempo algum.
_ (Correio Macioence.J
(1) Esscs anarchistas sao vossos correli giouarios
das Alagas.
(2) Esse Autenio Mondes he amigo preslimoso dos
liberaes d all e ate creio quo um dos redactores (!!)
do Tempo. ^
(3) Entao o que diz a isto o Liltcral'!....
(4) Quem sao esse* apostlos da aarrliia, Srs.
lo Uberar Kf vossos. correligionarios, liberaes
tmbela como vos Saber;''
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 24 l)E ABK1L AS 3
HORAS DA TARDE.
ColarOes ofliciaes.
Cambio sobre o Jiio.de Janeiro d 15 e 30 dias2 %
de descont. *
ALFANDEGA.
Rendimcnto dodial 22 -. .168:6789308
dem do dia 24 ........10:6679660
179:3159968
Deiearregam hoje 25 de abril.
Barca porttisuezaN. S. da Boa-Viagem loora e
azeitonas.
Barca inglezaCorrida mercaduras.
Brigac escuna hollandezPoWiu^-diversos gener
ros.
Hiale americanofosamonifarinha e bolachi-
11 lias. *
Brigue francezJame Arthurcarvao.
- Importaco'.
Vapor nacional Imperalri:, viudo dos portos do
norte, mamfestou o seguinle:
1 caixote encapado; a Joao Ferreira Ramos.
ficaixas: a (juilbenne Curete.
3 pecas de cnsenho; a Christovao Starr& C.
1 balui; a Al lino Lelis lloraos Reg.
1 modelo ; a Antonio de Almeida Comes & C.
1 caixote; a Ricardo Havlv.
CONSULADO CERAL.
Rendimento do dia 1 a 22.....39:3178058
dem do dia 24.........2:3869159
41:7335207
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenio do dia la22 .... .3:1018090
dem do dia 24........1485315
3:2525435
, Exportaco".
Liverpool, briguc inglez Prima Dona, de 317 to-
neladas, conduzio o seguinte: 3,450 saceos com
17,250 arrobas de assucar, 458 saccas com-2.481 ar-
robas c 20 libras de algodao, 50 bar is agurdenle.
KECEBEDORIA 1>E RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 24.....' 6039393
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a 22 35:3048672
dem do dia 24 .......1:8789093
PAUTA
37:1825765
dos prcros correntn do assucar, algodao', e mais
gneros do pois, que'se despachan na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 24
de a 29 abril de 1854.
Assucar emeai xas branco 1.a qualidade (Si 29300
D 1) 2.a 1) M 19900
1960C
2970(1
11 roascavado..... -iJjOOO
refinado %.......... 25720
Algodao em pluma de 1.a qualidade n .55800
' 2.a 55400
)) D 3.a .59000
j> em carco.......... 19450
Espirito de agurdente ,......caada 3600
Agoardenle cachaca........ 5380
de ranna ....... 9100
rcstilada........ 9400
Geiicbra. .......'..... 9100
...............bolija 5180
Licor............... caada 5100
11...............garrafa 5(80
Arroz pilado duas arrobas, umalqucire -0800
i. em casca.......... I56OO
Azeite de mamona.........caada 9720
n mendoim e de coco. 19120
n de peixe......... o 15280
Carau.................. @ 55OOO
Aves araras.............uma IO9OOO
" papagaios '..........um 351K)0
Bolachas.........'......@ i-.so
Biscoilos............... 69100
Caf bou............... "CtiOO
reslolbo............. .I5OOO
b coro casca............ 35600
b moido.............. b 65100
Carne secca............. 25800
Cocos com cusca..........conlo 25100
Charutos bons. .'.......... I92OO
ordinarios.......... 11 5600
regada c primor...... u 252OO
Cera de carnauba.......... (8> 65000
11 em vdas............ b 83OOO
Cobre novo mo d'obra........ 9160
Coaros de boi salgados......... 9180
b espixados .-......... b 170
11 verdes............. S090
b de onca............b 153000
de cabra corlidos. '..... "b 9190
Doce de calda............. 9240
guiaba............ b 9200
b aereo ...'..'.......... S160
b jalea................' 9280
C-lpa nacional............ (i: I5OOO
> enrammirtt, mat d'obra. 15000
Espanadorcs grandes.......... um
. iiequcnos..........
Fariolia de mandioca. ...... idqueire
mili ._........ @
11 ara rula .'........ >-
Feijao ...............alqueire
Fumo bom............. (g>
b ordinario..,.......... .
fl einfolhaboni ......... "
b b ordinario......
>> 1 res.tolho....... b
Ipecacuanha '..........
Ilumina.............alqueire
Gcngibre....... '........(j
Lcnha de acbas grandes........cento
" b pequeas........
b loros............' ."
Pranchasde amarcllo de2 costados. uma
b louro........... b
Costado de amarcllo de 35 a 40 p. de
ce 2 Ka 3 do I. ......
b de dilo usuaes.
Cosladinho de dilo. .
Soalho de dilo. .
Forro de dilo......
Costado de louro. ;
Cosladinho de dito. .
Soalho de dilo
Forro djulilo. ..
Wc(
TWccdro............ i.
Toros de (alajha..........quintal
Varas de parreira...........duzia
b b aguilhadas......... b
ii quiris............".
Em obras rodas de sicupira para carros, par
1 B eiXUS 1) a B B
Melado................ caada
Milhu...........a> alqueire
Pcdra de amolar............uma
s filtrar............ a
b b rebolos -.......... b
Ponas de boi.............cento
Piassaba...............molho
Sola ou vaqueta ............meio
Sebo"m rama......"......(g)
Pellos de rarnciro..........uma
Salsa parrilha.............@ -.
Tapioca............... b
Unhas de boi.............cento
Saban................%
Esleirs de perperi..........uma
Vinagre pipa.............a
Canecas de cachimbo de barro. anilheiro
29000
I9OOO
2g800
29000
9000
69000
59OOO
35000
89000
I5OOO
35000
329000
25000
23000
15600
-5600
95000
125000
79000
205000
109000
. 85000
69000
39500
69000
59200
35200
2J200
:1900o
19200-
19280
19600
5900
5O9OOO
16900O
9160
19280
5640
69000
9800
35800
9320
29IOO
59-500
9190
209000
29800
9210
5080
9160
305000
99000
MOVEWENTO DO PORTO.
Savias entrados no dio 24.
Para e portes intermedios12 das e 6 horas, vapor
brasilciro Imperalri;, commaudante v primeiro
, tenente Torrezao. Passageiros para %sla provin-
cia, Dr. Octaviano Cabral Raposo da Cmara, 1
irmaa, 1 irmao e 7 escravns, Mauoei Lnu Alves
Viann, Jos,Mara Riheiro Paraguass, Carlos
Augusto da Conceicao Riheiro, Sebastiu Gomes
da Silva Belforte e I escravo, alteres Viclor Gon-
salves Thomazx sqa senhora, 2 filhos e 1 escrava,
Lourcnso Pereira da Silva Pimental, Manoel Ig-
nacio de Oliveira. Miguel Bernardes Seabra de
Mello, Dr. Lindolpho Jos. Correa das Neves e 1
escravo, Dr. Flavio Clemenlino da Silva Truze e 1
escravo, Eduardo Power e I escravo, Dr. Frede-
rico de Almeida e Albuquerque e 2 escravos^j
Francisco Xavier Edellrudes de Medeiros, Dr.
Antonio Filippe de Albuquerque Maranhao e 1
escravo, Ignacio Manoel de Lemas e sua senhoaj,
Jos Januario Aranha, Joao Baplista Carneiro da
Cunha e 1 imperial raarinheiro. Seeuem para o
sul.os senadores Jeronymo Jos de Viveiros, 2 ne-
tas e 11 cscravos, e Angelo Carlos Muaiz e 9 es-
cravos, Dr. Miguel remandes Vieira e 1 escravo,
Dr. JosThomaz dos Santos Almeida, 1 sobrinho e
1 criado, l)r. Antonio Jos Machado, sua senhora,
1 filha e 3 escravos, Dr. Manoel Theophilo Gaspar
de Oliveira, capilo Joaqiam Jeronymo Barro,
sua senhora, 3 lhos. 1 criada e I escravo, l.o l-
ente da armada Nuno Alves Pereira de Mello
Cardoso, Antonio Savala, Vctor Demaux, Dr. Jos
de Barros Accioli Pimentel e 2 escravs. Maria
Aulonia Pereira, Francisca menor, 3 primeirosca-
1 deles, 46 pracas para o exercito, 2 dilas para a ma-
rinha, 1 alienado, 40 escravos a- entregar e 9 re-
crutas mais para o exercito.
AssI4dias, date brasilciro Carolina, de 40 to-
neladas, meslre Frantsco Goncalves de Seixas,
equipageni 5, carga sal ; a Jos Joaquim Fernan-
dos com 3 escravos.
_ Mario subilla no'mesmo dia.
Maranhao pelo CearBricue escuna brasileiro Lau-
ra, capitao -Manoel da Silva Santos, carga varios
gneros. Passageiros, Francisco Coelh da Fon-
- seca e 1 escravo, Manoel Nuncs de Mello, Anto-
nio Coelho da. FonseCa, Manoel Goncalves deMo-
raes, Jos Dias, Jos Manoel Leonardo da Cosa.
BECLARACO ES.
seguir para o snl; para
ees. Sala das sessdes do conselho de adminis-
lraco naval em Pernambuco 20 de abril de 1854.
O secretario do conselho, Cnrisfoco de Santiago
de Oliveira.
Companhia Braileira de paquetes de
vapor.
O vapor Imperatriz, coramandante o primeiro
lente Torrezao-, espera-se dpg porlos do norte al
21 do corieu.te. devendo sabir no dia seguinle ao da
sua chegada, para Macei, Babia e Rio de Janeiro:
passageiros para o Rio, na cmara 1209000, es-
cravos 229000 rs. qo convez; agencia na roa do
Trapiche n.40, segundo andar.
<*IIDDE
SI*.
TERCAFEIEA t DE ABRIL DE 4854.
RECITA EXTRAORDINARIA I.IVRE DA AS-
SIGNATLRA, A FAVOR DE^
Joao' da Graca Gentil.
PONTO DA COMPANHIA DRAMTICA.
Subir i scena o espectculo segwnte:
Eslreara o divertimenlo a nova ouvertura da
opera
ZANETTA.
eiecutada pelos professores da orcheslrar
Finda a ouvertura, te principio a represeula(8o
da nova e preexcellanta cornjedia em 3 acta, inti-
tulada, .
DEttV SER 11,
l'radazida em portuguez do original italiano, por
A. 'F. Marlelli, e representada em varia* tbetros
da Europa e do Brasil, sempre com inmenso applau-
so, e finalisar com um novo coro, composlo pelo -
hablissimo professor o Sr. Theodoro Orosles.
No fim do primeiro arlo, ser pela orcheslrales-
empeuhada a nova ouvertura, ,
A CARACTERSTICA HESP^iBdLA.
No fim do terceiro e /ultimo o Sr. Costa, por afr
feicao a beneficiado, cantar urna nova ana em
portuguez, denominada.
0 EfflPrrZARiO ATRQKUIBO,
que lindar com a dansa do
CANCN,
composicao do insigue professor, o Sr. Demetrio Ri-
varo, e execulada varias vezes pelo primeiro gracio-
so da corle, o Sr. Martinho, para quem foi exprct-
samente composla.
Depois segir-se-ha a exeencio da bellissima ou-
vertura,
A MUDA DE PORTICCI
Finalisando todo o divertimenlo com a nova e
muilo engracada farra, traduzida de Hespanhol, e
accommodada ao gusto brasileiro, pelo Sr. Antonio
Gentil Ibirapilanga, e qae tem por titulo,
A HOSCA.
Ornada de graciosa musir, composla pelo hbil
professor;o Sr. Joao Gerardo Efrem.
Por obsequio ao beneficiado farao parte no es-
pectculo o Sr. Mendes e a sua senhora.,
O beneficiado protesta o sen eterno agradecimen-
lo aos nubres e generosos habitantes desla bella ca-
pital. ,
Principiara s 8 horas.
Os bilheles de camarotes, cadeiras e platea geral,
arham-se a venda em mao do beneficiado, na roa do
Mundo-Novo; casa n. 36, c no dia do espectculo no
heatro de manhaa e'de noite.
CORREIO GERAL.
,Cartas seguras virolas do norte pelo vapor Im-
peratriz :
- D. Anna Joaquina de 'S. Jos, Autonio Joaquim
lerreira da Silva, padre Antonio de Oliveira Anto-
nes, Raj mundo Augusto de S, Nicolao Bruno.
O vapor Jmperatri; recebe as malas para os por-
tes do sul, hoje as qualro horas da tarde: as corres-
pondencias deverao ser entregues au meio-dia, e de-
|>ois dessa hora terao recebidas com o porte duplo.
Real companhia' de paquetes inglezes. a
vapor.
No dia 2 pera-se "da Europa um
dos vapores da compa-
nhia real, o qual depois
da demora do costume
passageiros lrata-ae com os
agentes Adamson Howie & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42. '
Passagem para Babia 25 palaces mexicanos, brasi-
leiros ou hespanhes.
- i para o Rio de Janeiro 50 ditos, ditos, ditos.
para Montevideo 100 ditos, dilos, ditus.
para Buenos Ayres 110 dilos, dilos, dilos.
Companhia do Beberibe.
A direcloria da companhia do Beberibe, lcndo.de
mandar aterrar uma vaHa na povoacao de Apipucos,
convida a quem convier encarregar-se deste servico
a apreseutar as suas propostas, cm cartas fechadas,
no dia 4 de maio prximo, no escriplorio da mesma
companhia: na ra Nova n. 7, primeiro andar,
Tendo o arsenal de marinha prjcisao_dc serven-
tes para as suas obras, c sendo uma dells no arre-
cife, pelo que vencern os que nella uceuparem-sc o
Jornal deOGOrs., por din ; manda o Illm. Sr. ins-
pector convidar nsque nisso se queiram empregar,
apreseutarem-se-lhe no mesmo arsenal.
Secretaria da inspec{o do arsei.il de marinha de
Per i i.i mb uro 24'de abril de 1854. O secretorio,
Alexandre Rodrigues dos .lujos.
Conselho admipislrativo.
O conselho adminislralivo -em virtude da aulori-,
saco do Exm. Sr. presidente da provincia lem de'
comprar os objectos seguinles:
Para a pintara da fortaleza do Brum.
, Alvaiade, arrobas 4, oleo de linhaca, arrobas 5,
poz prelo, arroba 1, verde creme, arrobas 2, oca ama-
relio, arrobas 4, secante, libras 12.
Para a mesma fortaleza.
Arcos de ferro para loneis, com 2 } polegadas de
largura, feixes 2, ditos de ditp para, jarras com 1
3|4 de largura, feixes 2.
Para o 9 balalhao de infantera.
Caldeira grande de ferro balido,
cas 1.
Para pro vi meu I o dos armazens do almoxarifado.
Pcderiieiras inglezas para armas do adarme 17.
10,000. '
Para ofilcinas de 1" e 21 elasses.
Costados de pao d'olco 2, tabws de assoalho de
louro 12.
4a ilasse.
rame de lato grosso, arrobas 2.
2 balalhao de infamar a.
Pclles de carneiro 100.
Diversos batalhcs.
Mantas de Iaa37l.
Companhia de cavallaria.
Espadas 39, coturnus, pares 46.
Ouem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas ero carta fechada na secretaria do
conselho. s 10 horas do dia 28 do corrente mez.
Secretaria do conselho adminislralivo para fnrneci-
mcnlo do arsenal de guerra, 20 de abril de 1854.
Jos de tirito Inglez, coronel presidente, Bernar-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria do fazen-
da manda fazer publico, quo cm (onformidade da
.-lulorisac.in concedida pela ordem do tribunal do
hesouro nacional de 20 de marco prosimo passado
n. 37, est abertu o concurso para precnchi ment
das vagas dos lugares de pralicanlcs que existen! na.
mesma Ihesouraria, c cajos exames terao logar no
dia 5 de maio prximo futuro. Os prleiideules
deverlo apreseular seus requerimentos at o da 4
dosupradilo mez, instruidos com certiduo de idade
folha corrida, t quaesquer outros documentos qiie
sirvam i provar suas habilitaces, devendo rtinsirar
no exaroe que tem boa leltra, sabem os principins da
graminalica da lingua nacional; as qualro especies
e a llicoria dos quebrados e fracces decimaes, na
fojina do ait. 2 do rcgulamenlo de 18 de dezembro
de 1850, n. 711.
Secrclaria da Ihesouraria de razenda de Pernam-
bnco6deahril.de 1851.O oflieial-maior, limilio
Xavier Sobreira de Mello.
O conselho de adminislraco naval contra-
a o foruccimeiilo dos gneros seguinles, para os
navios armados, barca de escav.-u.-au, enfermara de
marinha e mais cslabelecimenlo do arseual, no mez
de maio-vindouro, sendo : agurdente branca de20
graos, asquear branco de primeira sorle, arroz bran-
co do Maranhao, azeile doce de Lisboa, azeite de
carrapato, bacalho.bolacha.carne verde, carne seca,
caf em grao, farinha de mandioca, feijao niulali-
nho, lenha de mangue em achas, pao, toucinho de
Santos, vinagre de Lisboa, stearinas c carnauba em
velas; bem como compra trrnla pecas de brim in-
glez. trinta pecas de algodao trancado azul ameri-
cano, e Irezents pecas de cad.irc.o branco estreito,
para tardamente de marinhagem, e contrata a fac-
tura dos mesmes ; portento couvida-se a quem con-
vier dito forneeimeuto a comparecer as 12 horas do
dia 25 do corrente na sala das aessnps cum suas
amostras e propostas mencionando <>s ltimos pre-



I

AVISOS MARTIMOS
Para a Baha samfeom.brevidide ohiate Hoto
Olinda; para o resto da carga trala-se com Tasso Ir-
mos.
Ceara' e Acaracu*.
Segu oestes das o hiale Sobralense, ainda rece-
be carca e passageiros. trata-se com Caetano'Cj riaco
da C. M. ao lado do Corpo Santo, luja de roassames
n. 27.
Para o Maranhao segu at 25 do corrente. o
bergantim-brasileiro Despique de Beirit; por ter o
seu carrcgamenlo quasi completo: para o resto tra-
ta-se no escriplorio do Sr. Manoel Joaquim Ramos
e Silva.
Para o Rq de Janeiro seguir' bre-
vemente a bem constrnida e veleira escu-
na nacional Flora, capitao.Jos Severo
Moreira Rios ; recebe carga e escravos a,
frete ; a tratar com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & Comparhia.
O hrigue portuguez Bam-SiteeessO segu em
direitura para Lisboa com toda a brevidade: para o
resto da carga c passageiros, trata-se com os consig-
natarios Thoraaz de Aquino Fonseca & Filbo, ua ra
do Yigario n. 19 primeiro andar, au com o capitao
na' praca.
Para o Porto.
A barca portuguesa .V. S. da JBoa-l'iagem, se-
gu em muito poneos dias por ter parte do carrega-
menlo prompfo: quem na mesma quizer car regar
ou ir do passagem, para o que tem encllenles com-
modos, dirija-se aos consignatarios Francisco Alves
da Cunha & C, ruado Vigarion. 11, ou ao capitn
na praca.
Para a Bahia segu em poucos dias a veleira
garopeira Licracao, por ter parte de soa carga
prompla, para o reste trala-se em casa de Domingos
Atves Malhens, na ra da Cruz n. 54*
A galera portuguesa Margarida, <
sabe para Lisboa n dia 29 do coi rente : '
roga-se portante aos senhores passageiros
queiram ter a hortdade de embarcar as
stas, liagagens no dia 28.
LBlLO'pS
\ LEILA'O.
Anloyio lAo or nlervchc^o do agente Borja Ceroidea, terca-
fcira 25 do correule^II) horas da manhaa, da r-
macan o gneros i,\i'sleiiles'crrK*ua_t)effl.^na ra
do aterro da Boa-Visla n. 49, garanlindo a-qualqirsc
prclendeuie estar dilo eslahclecimenlo livre ,e des-\_
embaracadu de cousa alguma. ,
I.EILAO' DE TABERNA.
O abaixo assignado com taberna no aterro da Boa-
Vista n. 49, avisa ao respeila vel publico, assim cmo
aos seus-crecieres, que nao Ih sendo possivel reali-
sar a venda da mesma al o presente, resolveu fazer
para cem pra-i pi'-to dos fundos existentes; para mais deprassa cm-
' Rolsarem os seus credores o producto da mesma ; o
qual ter logar lefra-feira 25 do corrente mez, as 11
horas da manhaa.
Antonio de Almeida Brandao e Souza.
Schapheillin & Companhia farao leilio, por
intervencao do agente Oliveira, de grande sor timen-
to de fazendas francezas, suissas e allemScs, as mais
proprias desle mercado : terra-teira 25 do corrente,
as 10 horas da manhaa. no seu armazem, ra da
Cruz do Recite. *
Francisco Severiano Rabello & Filho tarjo le-
15o, por intervencao do agente Oliveira, e por-conU
e risb de quem pertencer, de 20 pipas d vinagre
de Lisboa muilo superior, prximamente d'alli ira-'
portado : quarla-feira 26 do corrente, as 10 horas da
muliaa, no largo da Alfaudcga.
Leilaodequeijos.
Hoje (25) haveri lellao de 50 caixas de queijos as
10 horas, no caes da alfandega.
Leilao de batatas.
lioje (25) haver leilao de 500 gigos com batatas
vindas ltimamente de Hollanda, as 10 horas, no
caes da alfandega.
Joao haller & C. Tarao leilao, por inlefvencSo
do agente Oliveira, c por conta e risco de quem per-
tencer, de duas caixas man as J. K. P. na. 3 e9 con-
lendo cada uma 100 duziasde ineias de algodao ava-
riadas ifagua salgada a bordo da barca franceza (ios-
lave II, capiao Haulbois, na sua recente viagem do
Havre para este porto, onde aportou em 16 de mar-
co prximo passado, quarta-feira 27 do correle, as
10 horas da manhaa, noten arnjazein1 ra da Cruz
do Becife. '
Sexla-teira 28 do corrente, ;is 11 horas Sa ma-
nhaa, o agente J. Ua ti- rara leilao no armazem de
M. Carneiro na ra do Trapiche n. 38, a saber:
mobilia de Jacaranda, guarda loucas de amarellu,
ramas, bersos, lavatorios, quadrps com eslampas,
candieiros, lanlcrnas, relogiuspara cima de mesa e
para algibeira; e outros muitos objectos que vale
a nena comprar, visto nao terem limites.
i


LH
AVISOS DIVERSOS.
Agencia de passaportes, ttulos de residencia e
f"U)ai*corridas.
Claudino do Kego Lrnia, despachante pela repar-
ticao da polica, despacha passaportes para dentro e
forado imperio, titulas de residencia c folhas corri-
das: na ra da Praia n. 43 primeiro andar.
Nos abaixo assignado, dis-olvemos amrgavel-
mente no dia 20 de fevereiro do corrente anno, a
sociedade que tinhamos na teja ele selleiro na na
Nova n. 29, soba razancommcrci.il Santos Andrade
de dita firma o liquidacio a careo de Rodrigo Pin-
to Moreira, o qual licou cum dilo estabelecimento.
Joaquim Antonio dos Santos Andradf,^-Roberto
Rodrigo Pinto Moreira.
OSr. Manoel Nnnes de Facas lem Bina caria
M lovessada Madre de Dos ii. 10. '
fe



DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 25 DE ABRIL DE 1854.
As
9M* %? WM9^F i^**i^^ jWsiWnPwww^wWjp
mi modellas e-ricas ot
' de out'O.
Osabaixos assignados, ilunos da uova loja
ile urivcs da roa do Cabug n. II, confron-
te ao paleo da,malrize ra Nova, franqueiam
an publico em'geral um bello e variado sor-
lirnenlii de obras de uuru de inuilo boas gos-
I. los, % preco que nao desagradaran a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por
qualquer obra que vendern) a passar urna
conia com responsabilidade, especificando a
qualidaJc do ouro dollou 18 quilates, fi-
caiido assim sujeitos por qualquer duvida
que apparecer.Sera/im <& Irmaa. .
O abaixo assigoado ern resposla ao aununcio
publicado honleiii riesle Diario, declara que o es-
cravo pardo, de nonie Joao, nunca foi propriedade
do Bandeira Garca, e sim do mesmo abaixo as-
siguado.Joio Augusto Bandeira de Mello.
GKATIKICACAO.
Sabbado 22 do correle a larde, vou um papa'gaio
. contr.ifeito do fundo da casa da ra larga do'Rosario
ii. 36, em direceo a ra das Larangeiras : quem o
Irouxer a di la casa ser recompensado.
O advogado Antonio da Assumpro Cali ral mu-
dou a sua residencia para o segundo andar do so-
hrado n. 7 da quina da ra do Cabug.
Para aunar pianos.
Quera qaiier bom aliador de piano; dirija-se ao
paleo do Paraizo secundo andar, unido a igreja,
Thomaz Rollivoell relira-se para a Europa, le-
vando em sua eompanhia sua senhora e 5 filhos
me no res.
Oebaixn assignado scienlifica ao Illm. Sr. co-
ronel Antonio Alves Vianna, que,como herdeiro do
finado Manoel Thomaz Rodrigues Campello, nao
pague a quanlia que em sed poder existe a Fran-
cisco Sancho- do Arnaral, cuja quanlia s a deve
receber o mesmo a bailo assignado or ser herdeiro
legitimo da finada 1). Francisca Rosa. >
Ignacio Tolenlino de Figueiredo tima.
O abaixo assignado faz ver ao proprielario do
sobradinho do becco do Rosario n. 5, que de hoje
em dianlc-no se respdisabilisa como fiador da lo-
ja do dito, ficamlo a caria de hoje em Oante de
iicnhura cncito.Recife de abril de 185*.An-
tonio de Souza Matiuho.
Precisa-se de urna ama que sai lia cozinhar e
fazer lodo mais servico de urna casa ; no largo do
Ierro n. 27, secundo andar.
Como administrador da massa fallida do Sr.
Abreu e Lima, respondo ao senhor que me dirige a
pergunla inserta no Libera! Pernambucano de 21
do crrante, e que se dizum credor,posto que se
nao dignasse assignur o sea nome, com a derlaracao
que segu firmadi pelos meus dous collegas e por
mim. So pelo deao se conhece o sisante, a pergun-
la anouyma parece sahir de um cerlo collegio de
maldizentes que so cuidam do que usam. Deixa-los,
o lempo, que he omelhor meslroda vida, fara bem
i-onhecidos aquetles que j o nao sao. A entes laes
que assim abusam da missao civilisadora da impren-
sa, o mclhor he ou despreza-los ou recordar-lhes as
Kilavras tao significativas do noo" Salvador a seu
tviuoPaiperdoai-lhes, meu Dos, qno elles nao
sabem o que fazem. Ha. porm, pessoas de crenra
tao robusta em ludo quanlo diz a leltra redonda,"o
oulras Uo facis e da melhor boa f em persuadirem-
mc de quanlo se Ibes conla, que em ccrlos casos he
preciso abslrahir um pouco daquelles dous alvitrts.
Se respondo ao senhor que se intitulaum credor
pode erer que he por estas consideraces, e nao pelas
qu me pide merecer a sua pessoa, cujos sentimen-
tos ponco dignos se revelam nao s no meio impro-
prio de qae lancou mao para saber o que pretende,
como na forma e redaccao desse sen aununcio, for-
Jd mandado imprimir em typo niaior, com o duplo e
honroso Jim de fazer urna insiuuacao infundid a e
inmerecida, e .provavelmenle extenso capitulo de miserias, e intrigas que.poralgu-
ma parle se accumulam para fins alias mu philan-
Iropos. Hei j gasto lempo de mais para o que me
merece.o senhor intituladoum credor, mascomo
os meus precedentes, segundo minha intima convie-
rto, n3oiulorisam a quem quer que Jeja para fazer
de mim oconceito que esse senhor parece querer em-
preslar-me, peco-llie o obsequio de urna sua decla-
raran assignada,. na qual prove em que lempo, logar
c circumslancias da minha vida deixei j de satisfa-
zer a qualquer divida oa obrigapio que cnlrahisse
por mim ou por oulreni. A chorarrices ou puhlica-
coe anonymas pode desde ja contar que nao.respon-
der!. Recife 22 de abril de J834.
MJk/uel Jos Alces.
Os administradores da rUssa fallida de Abreu
t e Lima, declaram aos credores da mesma massa, que
nao podem (azer dividendo da quanlia de 2:00031)00
rs., receida em 30 de marco ultimo, nica que exis-
te em poder do caixa do administrarlo, sem que se.
decida peto respectivo juizo, a que est afleclo, o in-
cidente cerca do quantum <,uc deve servir de base
paca a porcentagem arbilrada aodeposilario da*mas-
sa, a respailo do que teem os administradores duvi-
. das, que submetteram decisao de quem compele,
e esperan) que sejam brevemente decididas. Findo
este incidente e paga ao dito rieposilorio, a impor-
lancia que se Ihe dever de saldo da sna porcenta-
gem, assim como qualquar oulro debito privilegia-
do pela lei, ser felo do restante o primeiro divi-
dendo aos credores da massa com a maior nromp-
tidtf. r
, O Sr. Francisco Jos Vianna haja de nao reti-
rar-* para o seriao sem que nflb conclua o seu ne-
gocio com Clemente Sores de Carvalbo, na ra dos
Copiares u. 63.
Aluga-se urna oplima escrava cozinheira, en-
gomroadeira e muito fiel : na ra Uireita n. 24.
-r O abaixo assigoado, tendo de reJirar-so desla
provincia, c sendo do seo dever saldar suas cenias
, cono quem Ihe deve, e a quem deve, roga a lodos os
senhores que ihe Ozeram a Jionra de lomar bilheles
para seus beneficios nos Iheatros desta eapilal e que
anida Ihs sao devedores, (nao obstante ler pedido por
varias vexes o que se Ihe deve; tenliam a bondade de
mandjr-lhosalisfazer na sua morada, ra do Mundo
Novo ii." 3G : na certeza de que se isto nao fizerem
no prazo de tres das contado fia dala desle, terao o
dissabor de verem seus nomes estampados neste jor-
' naL pois que a todo os lem em suas lisias antigs e
modernas.Btrnardino de Sena e Silca Loureiro.
Recite 25 de abril de 185*. ,
Precisa-se de 1:5009000 sobre hypolheca em
casa nesta praca, livrepe desembarcadas pelo lempo
e jaros que convencooar-se ; na ra do Rangel n.
a> 5i, fabrica de licores.
Sitio na Baixa Verde. 9
Aluga-se, vende-se, -ou- faz-se um arrendamento
le um sitio no lugar cima, de Romo Antonio da
hilva Alcntara : os preleudcnles dirijam-sc praca
do Corpo Sanio, no armazem de Romo & Compa-
nlna.
O.Sr. Caelano de Assis Campos (em urna carta
na livrara n. 6 e 8 da praca da liidepcinleucia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Estaoa' venda os bilhetes da 19 loteria
das casas de caridade; a lista pode vir pe-
lo vapor, S. Salvador, se este vapor
transferir dous dias sua saluda como'
acaba de acontecer com o vapor Impe-
rador ; se porem nao vier por este vapor,
vira' impreterivelmente pelo vapor ingle/.
Brasileira esperado neste porto no dia
5 do inez prximo.
Precisa-se de urna ama que enzinhe o diario e
engomme alguma cous'a : na* ra do. Hospicio, casa
n. 17. v '
UUr. Sabi
don-se para o palacete da ra de S. Fra
(mundo novo) n. 68 A.
na Olegario I.udgero Pinhajm
seo
Alugam-se duas casas terreas com bous com-
modos, quintal e cacimba, sitas, urna na ra do Tam-
bi u. 5 A, e a outra na ra Real jimio ao Mangpi-
nno, aqual tem no fundo um grande armazem de pa-
dara e algiins perlencesda mesma, e he n. 27; ludo
se aluga por prejo commodo : a fallar na pra^a da
Boa-Vista, botica n. 6, ou na ra Real, casa n. 6.
Rap Amarelinbo.
Viuva Pereira da Cunha encarregada dodeposilo
de rap Proceza do Gasse grosso, meio grosso e fino,
noticia a seus freguezes q novo rap muilo apreciado no Rio de Janeiro, a que
chamam amarelinho: e em verdade a suaqualidade
o torna rccomiueiidavel: ea pre^o he. de lj>280 de
o libras para cima. Os amantes pois, da boa pilada
enconlrarao em seu deposito nL ra da Cruz n. 23
[odas as qualidades de rap acuna especificadas, su-
jeitaudo-sc a qualquer reclamacflo que possa haver
O Dr.Thomassin, medico frailee/, d con-
sullas lodos os das uteis das 9 horas da 5?.
maulla;; at o meio dia, em sua casa ra da 5*
Cadca de S. Antonio n. 7. ^
NAVALHAS A CONTENTO.
Navalhas e tesouras fitas peo
melhor cutileiro de Lisboa, pedras
para aliar, as melbores que tem
vindo a este mercado^
HOSTIAS E PARTICULAS.
Ricos ferros para fazer hostias e
partculas, e as tesouras proprias
para as cortar.
PADEIRO E COZ1NHEIRO.
Peneirs de rame, amarelloede
metal blanco, ricas formas para
pasteloes, bolos, podiuse bolinhos.
MESA COBERTA.
Cobertas de metal e de rame,
proprias para cobrir os matos na
mesae tudo mais que diz respeito
a cozinlia e mesa, e militas outras
cousas que 'vista faz cobicar ; tu- j
do isto que cima se annuncia a'"
venda, se encentra na loja de fer-
ragens da. .ra da Cadeia do Recife
i n.. 56 A de Antonio Joaquim Vidal
& Compaiilna.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas baraT
tas, ra do Collegio n. 2, *
vende-*e um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas,
1 precos mais baixos do que en_
I vtra qualquer parte, tantQ_mpor-
l.'coes^como a retalho,,ffiancando-
/^fi^flos CTrTpTadores um s preco
para todos : este estabelcimento
hrio-se de combinado com a
maior parte das casas cpmmerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o,
proprietano deste, importante es-
tabelcimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-*
ral, para que venham" {a' bem dos
squs intresss) comprar fazendas
baratas! no armazem da ra do.
Collegio n. 2, de '
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim*
Pergnnla-se ao rendeiro do e.ngenho lina, An-
tonio Carlos Pereira Burgos Ponce dq l.eon. lillio do
fallecido Joao Carlos Pereira Burzos, que leve loja
de fazendas. ua pracioha do Livramenlo, em que se
uphIou para, oa eiecucao que Ihe moye o abaixo
assiguado pelo juizo da primara vara do commercio,
escrvaoMolla, dar a penhora m sitio que perlen-
cendoaocasal de seus pais, lem ainda de ser inven-
tariado ( partilhado, nao se saliendo por conseguinle
se locar atoa mai, que he meieira, ou a algum dos
oulrosonze herdeims de seu pai. Pergunla-sc-lhe
i-ualmente eiu qae scsuppOc abrigado para em qual-
quer loja e padaria andar vociferando contra o mes-
mo abaixo assignado, e irrogando-he injurias'.' Se
suporte injusta a execuco de seu credor, deduza seu
direito ante os tribonaes. Mas o Sr. Burgos est j
>coftamao> i proceder do modo que est praticando
para com o abaixo assignado-. Jos Pintada Costa.
VltMe a esse Francisco Lourenco Caldas,
que fci feilor de Antonio Carlos Pereira Burgos Pun-
ce de .eon, rendeiro do engenho Una, que se dar
resposta ao seu nnuncio, qae tem sido repelido em
?;a.n0 Per*<"nbuco, firmando elle com sua as-
signalura o mesmo annuncio. -
Sor vete.
Hi'I!T.eir. tDa' do ,,ul1 Ha ^"a ha lodosos
das, das seis horas emdianle, orvele.
i^T. no6,0,!.?,"8*. ^08, dlll"lo-se para pagamento
desla quanlia e dosjuros.o aluguel de urna casa na
Kn.U-o^^i"^-^-^'-
Bcirao & Fernando com padaria na ra da Fio-
renlina,lcndo|no domingo 211 do crrenle deixado
sua-casa enlrcgiie ao seu forneiro Francisco Ribeiro
lavares, aconteceu que vallando para sua casa nao
eiieonlrassem o dito forneiro Francisco Kibciro Ta va-
te, encontrando porm urna caixa arrombada e a-
cliandu-se roubados na quanlia de Ires contos Ireze'n-
lo e lanos mil ris: porlaulo rogam a todas as au-
toridades foliciaes a captara do dito lavares, niios
*"""** pouci brn na pona doqueiu>. cor um,lauto pli-
da, slgumas manas de bexiuas, reprsenla lepirair-
nos de idade: recompensa-se ueuerosamenle a qual-
quer pessoa que delle der noticia. ^
Perdeu-seum titulo de residencia perlencenle
a Joao Benlo Lagos : qilem o liver achado e entre-
gar na refinacao dos Afogados, receher 49OOU de
gralificarao.
Alugam-so-duas casas terreas, urna na roa da
Conceirao da Boa-Visla n. 42. e outra dcfronlo do
quarlel da Soledade, que ambas se arham com es-
cr i pos o bem Infladas : quem as pretender emenda-
se com o seo proprielario JoSo l.eite Pitia Qrliguei-
ra, ra da Cruz n. 12.
Precisa-sede um caixeiro pequeo, poTtuguez,
para loja de fazendas emOlinda nos qualrd calilos:
a tratar na ra larga do Rosario u. 22 loja de miu-
tfezas, assim romo se vend^ nina escrava rrioula e
cria, a qual coziuha o diario de urna casa, ehgom-
ma lizo, ensalma e compra na ra : a tratar na mes-
ma loja, vende-se (ambemo 1 equartolomo da histo-
ria de Portugal, assim como se declara que nesta loja
sevende lodo o' sortimento de miudezas e quin-
quilharias por preros muito baratos, aos compra-
dores.
Antonio Ferreira, f.ima vai Portugal. '
Perdeu-scno dia sexla-feira da paivao. no cho-
ro da matriz de Santo Antonio, rima pulceira com
um cadeado e urna corrate; j seskbc quem achou,
por conseguinle haja de a levar irua Uireita n. 36,
quandn nao se dir seu uome.
Precisa-sede um bom feitorlpara um engenho,
preferindo-se um que tenha familia : trala-se na ra
da Cruz n. 34.
Alaga-*e o terceiro andar do|sobradt da roa da
Lapa n. 13, por barato preco : na praca da Boa-
Visla n. 7.
Joao da Silva, subdito portuguez, e suamulhcr
reli ram-se para Lisboa.
F. W. Ruisl, subdito alleinyu, vai Baha.
Esl justa a compra da taberna la ra do Mon-
ilego n. 68; se alguem liver algm direito a ella an-
nunrie por estes tres dias, ou dirija-se ao Manuuinlio
n. 51.
Precisa-se de am cozinheiro livre, e que seja
bem moralisado, para o collegio de educandos, naci-
dadede Macci : quem liver as habililaees c Ihe
convier, dirija-se aos quatro cantos, na. roa doQui-
mado n. 20. ...

Caf e sbrvete.' .
2 Acha-se aberlo das'"3 horas em dianlc, a w
9 nova casa de..suYe e caf na roa estrela do
9 Rosar) u. 0, com duas salas decentemente 5$
@-' ornadas, nfierecendo bellos commodos para
K familias (indepcudenle dos horneas', c para
@ a bella rapaziada. $
No dia 2,de maio protimo vindouro, peranle o
juizode orphaus da villa do Cabo, lem de ser
arrematados por venda em ultima prara, para pasa-
mento dos credores do finado Caelano de Barros
Wandcrley, por quem maior preco ofl'erccer, 11 es-
cravos, 2 bois mansos, 8 sarrol'es, 9 vaccas com
3 crias, 3 novilhos, 12 cavallos, 4 carros ferrados, c
1 arado.
Aluga-se urna escrava qne sabe engommar, co-
ser, fazer labyrinlho e marear, para casa do fami-
ia: quem precisar dirija-se a ra de Apollo n. 24.
O abaixo assignado faz scieht ao, respeilavel
corpo de commercio, que lem dado soeicdade em
sua taberna sita na ra da Cadeia de Sanio Antonio
n. 16, ao Sr. Antonio Sebastian de Mcdeiros, desde
o dia 20 do corrate mez, a qual lem de girar de
hoje em din ule sol a firma de Santos & Mcdeiros.
Antonio Teixeira dos Santos.
Precisa-se de urna escrava 'que faca o servco
diario de urna casa de pouca familia ; paga-se bem,
sendo de boa conducta: na ra do Padre Floriano
Fon te <5 lrmao fazem sciente ao publico; e
principalmente a seus freguezes, que Manoel Rodri-
gues Ribeiro da Cruz deixou de ser seu caixeiro desde
22 do curren le.
Precisa-se de um caixeiro porluguez de 12 a 16
annos, para caixeiro de taberna: na ra do Pilar em-
Fura de Portas n. 90.
OflcrccE-sc urna inulher de mea idade para
ama de casa de pouca familia: no-Recife, becco do
Monteiro, loja de Luiz Gomes, junio do sobrado do
Sr. Cunha.
r CHRVSTALOTYFO.
Galena de ricas pinturas pelo antigo e
* novo estvlo.
Alcrro da Boa-Visla n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, allineles e pulce-
ras ha um rico sortimento para enllocar retratos,
por preco multo baixo.
Precsa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangera de pouca familia, para
Iralar de meninas a fazer mais algum servco se for
preciso: na ra da Senzalla Vclha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Brrto.
Loja iugleza de roupa feita, ra da Cadeia
do Recife n. 16.
Existe ncsloeslabelecimento um grande sorlmenlo
de roupa fcila de todas as qualidades de faitidas
cliegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, ceroulas,
ele, eos preros serao os mais razoaveis possiveis,
visloserosyslema do dono nao dcixar dinheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer liora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arreiula-se o engenho Leao,ilo na fieguezia
da Escada: os prclendcnlea podem apparecer no ater-
rada Boa-Visla, sobrado n. 53. segundo andar, que
achargo com quem lrat.ir.ou na freguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Mauoel Goneol-
ves Pereira Lima.
Casa da afei-icao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferdor participa, que a revisao teve principio
no dia 1 de abril correnle, a tinalisar-se no dia 30
de junlio prximo futuro: segundo o dlsposlo uo
arl. 14 do regiment municipal.
O Sr.,Jo3n Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
livrara o. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
Precisa-se alugar urna ama' que saina lavar,
engommar, cozinhar, e fazer todo o servco le urna
casa de pouca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
D-se'dinheiro a ju/os sobre penhores de ouro
ou prala: na.ra Velha n. 35.
Attencao as pechinchas.
Chegaram ld)a de miudezas da rita do Collegio
a. 1, us seguales objeclos, os quaes se vendem por
preco jnais commodo do' que em oulra qualquer par-
le : um grande sorlmenlo de calungas de porcelana,
como sejam : gatos, gallos, cachorros, oncas. tigres,
fructas, figuras, ele, tudo proprio para paltciros ou
enfcles de meta, assim como S. Joao. Nossa Senhora
e o Divino Pastor, eslampas de santos e santas cid
ponto pequenoe grande, colleccoes da Via Sacra com
li estampas ; e de louca Santo Antonio, N. S. da
Conceirao, S. Pedro, as- tres pessoas da Sanlissiiua
i lindado, e outros mais; balaios, cestos para com-
pras e cestas para meninas trezerem no braco c ou-
tras para fructas c flores, e outras muilas molduras
donradas para quadros, correales de ac para relo-
gio, do mutos goslos,' colleccoes de Uoncalo de Cor-
dova, de il-Braz, dos Misterios de Pars e da revo-
lucao francezaem18l8, retratos de Isabel II rainha
de Hespanha e de Espartero, de NapoleAo le III
da irnperalriz, assim como outras muilas colisas que
se deix.ni de anuunciar, pois a vista do comprador he
que se podem mostrar.
O bacbarel Witrlivio contnna a lecciouar em
fraucez, o para este lim recommeda-se Os pais de
familia, aos quaes promelle luda a solcilude possi-
vel uo aproveilamento de seus filhos: ruadas Cru-
zes n.22, primeiro audar.
Na cua Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d n
quaulia de 200QOOO rs. a premio, com peuitores de
ouro ou prala.,
ASMMIO L1TTEBARI0.
Acha-se venda a inleressante obra de direito o
Advogado dos Orphos lo necessaria para os
juizes, escrivaes e advogados do foro : as livrarias
da ra do Collegio n. 9 e 20 ; na Uo Sr. padro Igua-
co, ra da Cruz do Recifo n. 56 ; na do Sr. Doura-
du, paleo do Collegio n. 6 ; c ua loja de encaderua-
dor, ra do Collegio u. 8, pelo baralissirno prejo de
3^000 rs.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ruaNuva, primeiro andar n.ia."]
Desapparcceu do sitio da l'rcmpc n. 1, na sex-
la-feira saula, um molcque de'uome Joao, de uacao
Angola, de idade 20 anuos, ba allura, lem os pus
grandes, e o dedo direilo medido para dentro e
apapagueado, levou calca e camisa de riscado brancu
e azuj, cosluma enibriagar-se a miado, he dado a v-
leme, auda ordinariamente quaudo foge pelos arra-
baldes desla cidade por ser mullo conliecido uella,
laiubem he amigo do jogo, quando desapparcceu an-
dav* v endeudo fructas em urna rianueja, nao levou
chapeo, mas ja foi valo em urna taberna com cha-
peo de pal ha desaliado para baixu : roga-so a todas
as autoridades policiaes e capites de campo que o
encontrar o apprelieudam e lev em -o ao referido silio,
que serao geuirosaiiiunta recompensados.
Ollerece-se urna ama j de meia idade, para ca-
sa de lioiuem solleii o, para cozinhar u cugoiuuiar,
o muilo licl: quem pretender dv,ija-so ao becco do
Seriado u. l.j.
- MUITA ATTENCAO !
A pessoa (pie precisat- de um mulato
de 18 a 20 annos, que se pode chamar
uma bonita ije^a, e queira dar por elle
760i'000, v' na ra do Queimado n. 7,
loja da Estrella, de Grigorio & Silveira.
Paulina Francisca do Livramenlo Ccdrim, ca-
sada com Ignariq.taiquim Itibeiro, morador na ci-
dade da Victoria, faz sciente ao publico, que nin-
guem faca Iransaccao do nalureza alguma com ojj
dlo seu marido relativo aos bens de sen casal, assim
romo, que ningrm compre a escrava Luzia com
duas crias de menor idade, pois a supplicaate canea-
da de soflrcr o mo trato que Ihe d dito seu mari-
do, morrendo a fome com seus filhos,. esl resolvida
a devorciar-se do dlo seu marido ; a nniiuociaulc
igualmenleKieulifica ao publico, queseu casal nada
deve a pessoa alguma, e lodo c qualquer documenlo
que apparcra assignado a rogo do dlo seu marido
setn ser por ella ou por seu fillio Miguel Archanjo
Ribeiro Cedrim he falso, pois o dilo seu marido
quando se ausenlou de casa disse aannnocantejque
ia fazer dividas falsas afim de prejudicar a suppli-
canle e seus innocentes lilhos menores, o que ludo a
annuncante provara em lempo compleme com o
lesternunlio de todos os habitantes da mesma cidade
da Victoria, que eslao a par da in conduela do dilo
seu marido para com ella c seus Cilios.
Aluga-se a loja n. .3 do-aterro da Boa-Visla,
com arinacao do amarello, enveruisada e envdrnca-
da, propria para qualquer negocio : a fallar na loja
n. 1.
Precisa-sede 1:000&0()0 rs. a juros a 1 % ao mez
sobre hypotecas em casas nesla praca. Itvre e des-
embarcadas: no aterro da Boa-Visla loja u.- 4C.
Quem tiver cavallos para se entinar a lodos
os andares dirija-a
para os Allliclos,^,
sitio vendem-se pes l
ludo por preco comn
O abaixo assign
do pai, Antonio Jos]
scienlifica a todas asi
Manguinho, sitio qup vai
portad de pan. No mesmo
Jaraugciras e de limoeiros ;
"lo.
Icslamenleiro de seu fina-
cixeira Lima, pelo presente
,_i-oas que so julgarem credor
ras do casado mesmafiuado, que esta procedendo
ao inventi' orespectivSfpelo juizo de ausentes desla
cidade, esejivo Vascoaeellos.
Jo3o Miguel Teixeira Urna.
Ilenrique Bruno, curador dos bens do fallecido
negociante Joao Daniel Wolfhopp, avisa a lodas as
pessoas que com a mesma exlincla casa tem negocios
de qualquer nalureza, de se dirigirem sua casa
ii ra da Cruz n. 10.
O bacbarel Ohrislovao de Barros Lima Monte-
razo, tendo recebnlo no Rio de Janeiro um chapeo
do Chiii, das inos de um caixeiro, cujo nome igno-
ra, para entregar- a Manoel Pereira de Figueiredo
Tandella, e em sua ausencia a Manoel Das de Cas-
tro; e como Ihe conste que o primeiro desles senho-
res n.1o esl nesla cidade, convida ao segundo que
apparera na ra do Rosario larga n. 35, afim de re-
ceber o referido chapeo.
Na ra da Penha n. 23, primeiro andar, se dir
quem vende urna g.irganlilha, urna vernica, duas
correulespara rlogio. diversos conloes, aunis com
pedras e sem ellas, medalhas, bolocs para punho,
Homceopathia.
& CLNICA ESPECIAL DAS MO- ,
| LESTIAS NERVOSAS. ,
* Hysteria, epilepsia ou gota co-
2 ral i rhematismo, gota, paraly-
K sia, defeitos da falla* do ouvido e '
dosolhos, melancolia, cepbalalgia '
rV ou dores de cabera, er.cliaqueca, (
$) dores c tudo mais que o povo co-
gfj nliece pelo nome genrico de ner-
voso.
As moleslias nervosas requerem muilas ve-
s, alm dos medicamentos, o eraprego de.
oulros meios, quo despertem ou abatam a
sensblidade. Esles meios possuo eu aco-
ra, e os ponho a dsposiran do publico.
Consullas todos os dias (doagraca para o
pobres), desde s 9 horas da manhaa. al
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn-
lo-Novo, n.68 A.Di: Sabino .Olegario
I.udgero Pinho.
% H6HK0PATHU.
g Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueifa Cavalcanli mudou-sc <*
2 para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
V consultas todos os dias, e a Iralar os pobres
^ gratuitamente. Q$
&tS@@:@^@S@
' OHerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelecuuenlo, except taberna, pata
o que sujeila-se a servir gratuitamente al obler ur-
lica que Ihe d direito a ordenado : quem de seu
[ireslimu se quizer ulilisar, anuuncic para ser pro-
curado.
O abaixo assignado, tbellao pujilco nesla ci-
dade do Recife, julga couveuicule publicar a inte-
gra das cscripluras que segueni lanzadas em notas
do cartorio do finado tabellio uMicrme Patricio
Bezerra Cavalcanli, boje a seu argo, alim .de que
as pessoas iulcressadas, qne por qualquer clrcoms-
lancia Ihesfallenioslilu.los orginaes, em cousequen-
cia do lempo que ha decorjdo a aquello cm que fo-
ram celebradas, possain lirar cerlides dellas no seu
carlorio na ra do Collegio n. f; e declara que
conliuuar na publicarlo de oulras escripluras e
tilulos que possaiu interessar aos propriclarios de
Ierras c lazcudas ruraes.
Escriptura de venda d'um quinliSo de sorle de
Ierras sitas no engenho S. Joao, freguezia de S.
Loureu^o da Malla, que fazem o capilao Manoel"
Barboza Filgucira e sua mulher l). Calharina de
Barros Pessoa, ao capilao-mr Joao do llego Barros
1725u 1726.
dem d Nicacio de Mallos e Albuquerquc, c sua
mulher 1). Francisca de lrcilas Xavier, ao capilo-
mor Joao do Reg Barros, no mesmo tngeuho S.
JSa da Malta, 1725 1726.
dem iio aderes Antonio .Martina Flaudrcs, e sua
mulher D. Mara BarbosaFilgueira, ao capiiao-mr
Joao do Reg Barros, uo predito engenho S. Joao da
Iregiiczia de S. Lourenco da Malla, 1725 i 1726.
dem no acud.e do Pico, que fazem Joo Jias de
dalliegos, e sua mulher D..Theodora de Leinos Bar-
bosa, ao reverendo padre Jos de Suuza Vclho, 1725
a 1726. v
dem de urna sorle de Ierras no engenho Pantor-
ra, freguezia de Ipojuca, que fazem Beatriz de Al-
meida,. viuva que licou do Francisco de Amorim da
Cmara Cosme Diase Olveira, 1725 1720.
dem de Iransaccao e amigavel composiro, qne
entre si fazem Goucalo Francisco Xavier," Nicolao
Coelho de Albuquerque, o sargenlo-mr Fernando
Krago/.p de Alququerque, o' r. Jos Correiu de S,'
1>. Juliana de Nobalhos, o capillo Franciscp Gomes
do Nobalhos, Andr 1 mines de Nobalhos, c o capilao
Joao Gomos de Nobalhos,- a respeilo do cngeulio
Pantorra, na rreguczia do Cabo e Arariba do baixo,
sobre demarcarlo, 1734 1736.
ldenl de veuda de urna sorle de Ierras em S. Ama-
ro Jahoatao chamada osCaraijs, que faz o al-
feres Manoel Rodrigues Campello, como procurador
do coronel Francisco de Moura Rolim, e aua mu-
lher I). JVosa Francisca de Barros, ao alteres Maf
noel Caruciro l.eo, 1734 1736.
dem do engenho Bamburral na freguezia de S.
A nlao, que lizeram o eapilau Jos Rodrigues de Souza
c sua mulher I). Thereza da Silva Vfeira, ao profes-
sorde grammalica latina Joaquim ApoInaitoMaicr,
que confina com os eugeuhos Aramaragi'c l.agcs,
muirme o mappa lopographiro c deinarcai.o, quo
e/.islem, feita pelo sargenlo-mr de arlilhria Jos
Fernandes Portugal em 1812 1813 c por virlude de
I i bello civet que entre si muverain o professor Maier
sua mulher, Joaquim Jos de Olveira Uondni e ou-
lros a respeito do engenho l.agcs, 1791 1798.
Traslado de avveulacan, por virlude de demarca-
i;Jo fcila no engenho Camorim, freguezia de S.
Lourenco da^Ialta,'entro Joaquim Jos Yaz Salga-
do, sua mulher, e o coronel Joao do llego Barros, a
respeilo do engeuho Massiape, 1805. 'Francisco
Bapthta de Almeida.
COMPRAS.
CompramVse patacoes brasileiros e
Iiespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se um escravo robusto, de bons coslu-
ines, (|ue nao seja l'ujao : paga-se Hb se agradar :
da iravessa da Madre de Dos, armazem de Jo3o Mar-
tina de Barros.
Compram-se as 3 ou 4 eslaces de lompson ;
qaem a liver, dirija-se ao aterro da Bop-Visla n. 2,
primeiro andar.
VENDAS
Vendem-se cobertores escures e de boa qualida-
de, a preeo de 720 rs. cailaum: na loja de 4 portas
n. 3 ao lado do aco de Sanio Antonio.
Vende-se ama escrava, crioula, de idade 22
annos, pouco mais ou menos, cozinha o diario de urna
casa, lava de sabo, sabe vender ua ra e lamben]
serve para servco de enxada : na ra larga do ate-
sado p. 41, das 6 horas da manhaa at as 9, e meio da as 4 da tarde.
Vende-se urna loja de miudezas, sorlida, com
poucos fundos, em um Jos melbores lugares na ra
do Queimado, propria para qualquer pessoa se ei-
labelecer ; vende-se a diuheiro ou a prazo : a Salar
na ra do Livramenlo n. 4. Na mesma casa vende-
ce um relogio de ouro patente ioglez, varias obfasde
ouro e pulceiras.
Pao de senteio.
Vende-se as quartas e sabbados, superior pao de
senleio : na padaria da ra da Scnzala Nova n. 30.
Vende-so urna linda escrava exccllente eugora-
madeira e de optna conduca ; na ra da Praia n.
43, primeiro and>'.
Leite puro.
Vende-se leile puro na ra Direila n. 32, segando
andar, todos os dias pela manlia.
Na ra das Crutes n. 22, vendem-se quatro cs-
cravos mocos e bunilas ligaras, sendo urna parda,
duas crioulas e umajda Costa, as tres primeiras sao
peritas engommadeiras e cozinheiras, cosem chao e
lavam de sabao, e um escravo crioulo proprio para
servico de campo. '
Vende-se com os fondos que convier ao com-
prador, a fabrica de licores e 'lodos espirilos, da ra
do Rangel n. 54, herc montada e afreguezada ; a
Iralar na mesma fabrica com Victorino Francisco dos
Santos.
Vende-se um*casal de gansos muito novo : na
ra do Rangel n. 51.
Cousa* rara.
_ Vendem-se chapeos para senhpras a 39000,' 48000,
>9 e 78000, bem enlejiados c bonitos; na ra Nova
n. 42, defronle da Conceirao.
Pechincha.
Vendem-se eambraia francezas a 320, 360 c 400
rs. a vara, lindos padrOesc cores lixas ; na ra Nova
n. 42>
Vende-so 1 negro marinheiro, 1 negra parida
ha um me?, e rom oulra lilha mulatiiilia coman-
nos, 1 escrava cozinheira, e 1 dita para lodo sen ico,
ambas com 22anuos, 1 crinlo allnale e cozinheiro,
1 mulato com 20 annos, 1 negro de meia idade e 1
crioula com 7 annos : na ri da Seriala Vflha n.
70,-sogundo" e (erceiro andares se dir quem vende.
Vendem-se relogins de ouro patente inglez, j
bem conhecidos, e papel de peso proprio para escre-
ver pelos paquetes nglezes : em casa de Russell
Mellorsci Companhia, ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se fio de linho proprio para sapaleiro e
alfaiate, liabas de novellos e de carretel: em casa
de Russell Mellors & Companhia, ra da Cadeia do
Kecife n. 36. ,
Vendem-se corles de chitas Trancczas,' junta-
mente de barra, pelo barato preco de 2800! : na lo-i
ja h. 3. ao lado do arco de Sanfc. Antonio.
-r- Vende-se a taberna dos BirrosBaixos n. 2; a
Iralar na mesma.
Vendcm-se chapeos de sol de seda de bonilas
cores, os mais modernos que rltimamenlc chegaram
de Paris, a preco de 65OOU rs. : na loja u. 3 ao lado
ado arco de Santo Aulonio,
$
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinlio, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a-- li'|tt*it\^-. cada caixa, acha-
se nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafal sao zues.
Vende-se urna prcla que sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livramenlo u. 1.
HE PECHINCHA.
Na ra do Queimado, loja de fazendas n. 21 A,
vendem-se casemiras muilo superiores e de lindos
padroes, pelo baraljssimo preco de 18000 o corle, e
lencos de seda muilo bonilos a 18280 cada um ; as-
sim como corles de cassas de cores a 18800 cada um.
.Vende-se a taberna, sita na ra da Cadeia n.
26, bem- afreguezada para a Ierra : a Iralar na
mesma.
Vende-se urna taberna no lugar da Passagem
da Magdalena n.0 : quem a pretender, dirija-se a
mesma.
Farinha de S. Matheus.
A bordo do hiato Saco /lecordo. Tundeado no caes1
do Ramos,' ha para vender-se muilo superior farinha
de S. Malhcus, a preco commodo: para Iralar, no
escriplorio de Domingos Alves Matheus, na ra da
Cruz n. 54.
Veijdc-se um alambidlic de cobre de 25 cana-
das, em muilo bom estado,' e cm coala : na travessa
da Concordia if. 19.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemiras frahcezas, padres modernos
e muito elsticas a WjOOO, 48500 e 5800 o corle, di-
tas meias casemiras a 28800 o corte, panno fino azul
para fardas de guardas uacionacs a 39500 o covado,
setim-preto de Maco a 38000 rs. o covado, casemi-
ras prelas a yflOO, 28100. 28800 o :WKHi rs. o cova-
do : na ra do Crespo n. 15, loja de Andr Guilhcr-
me Breckenfeld. ,
Vende-se urna escrava de na cao ainda 11105a,
sem vicio, propria para lodo servico, muilo boa qui-
(andeira, e muilo fiel : na ra do Amorim no Reci-
fe, casa n. 9, terceiro andar. Na mesma casa cima
vendem-se duas casas terreas junto do sobrado gran-
de da Magdalena, de podra e cal, quintal murado,
cacimba meeira, c com um lerreuo annexo, onde se
pode edificar oulra rasa. '
Vendem-se tres bonilos armarios de amarello,
envidracados, proprios para biblioteca ou'outro qual-
Vende-se urna barcaca que pega 240
saceos com assucar, bem construida e
.prompta a seguir viagem : na la da Ca^
deia aoRecie"n. 5, loja.
Na ra d Vigario 11.19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sechapeos de castor braucopor commodo
preco,
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no raes da Alfandega, c nh ra da Monda de
Francisco (iuedes de Araujo, vendem-s* saccascom
exrellentc milho, assim.como na loja d esquina do
becco Largo 11. 26.
quer estabelcimento, por serem muilo bem feilus; imuitoproprioparasaccosdeassucar e roupa de
assim como urna mesa de maguo para janlar que ad- cravnn. nnr nrpi-n rnmmndn.
para ja atar que
mille mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se do
por preco muilo commodo ; no armazem do corre-
lor Miguel Carnciro, na ra do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 31.
Vende-se um bom terreno com alicorees, leu-
do de frente 30 palmos c de fundo 120, em frenle de
S. Francisco : a fallar com o correlor geral M. Car-
nciro.
\ endem-so dous caixes novos para deposito
le gneros, que ainda nojoram servidos, o do-se
em conla : na prac,a da Bor.-Visla n. 7.
Vende-se una casa terrea, sita na ra dos Coe-
llios n. 13, muilo bem edificada e larga, e rende 208
rs. por mez : quem pretender, dirija-se ra do
Queimado, loja n. 10.
Vende-se sement de macaxeira c capim de
planta : no sitio da Treuipe, sobrado n. 1. Assim co-
mo bonilos pos de sa polis, goiabeiras brancas e laran-
geiras de umbiuo.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de .carnauba (llegada agora do Ara-
caiy : na ra da Cadeia do Recife n. 49 primeiro
:atv : 1
m Jar.
SAL DO ASSL".
ditos para abertura, brincos, rosetas, dous rclugios, | Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
>UIU- hiate Anglica : a tratar a ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
-Vende-se urna negra de nacao da Costa, boa
figura e-moe,a, com pralira de vender na ra: na
ra de Apollo n. 12.
Na ra do Queimado, sobrado n. 32, primeiro
andar, vende-se urna uegra d.a Cosa, muilo fiel, boa
quilaiiileir.i, cozinheira e ensanoadeira. "
Vende-se um lindo cavallo mellado, clina bran-
ca, ptimo passeiro, e perito esquipador : lainbem
se faz negocio por troca de algum quarlo viajagei-
ro : os pretenden les enlendain-se com o Sr. Sebas-
lio Lopes ijuimaracs Jnior.
A loja da ra. dos Quarteis n. 24,
tem para vender aos seus freguezes um
esplendido sortimento de chapeos de sol
de seda dd cores e prelos, e de panninho
com armaees de balea e de ferro ; advr-
te-se pie he azenda superior e por pre-
co baratissimo i assim como esta' exposto
a'vista dos freguezes um completo sorti-
mento de laas de to dar, bengalas, luvas, bicos, botOes, pentes
de tartaruga para tabello, de marlim e
bfalo para alisar, leques linos demadre-
perola, carta? francezas linas para volta-
retee tocarte, eoutras muitasquinquilha-'
riasquenao se enumera para nao ser las-
tidioso o annuncio ; tudo he (ja' se sabe)
por preco commodo.
Vende-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var do Sabao e varrela, muilo propria para o servico
de campe, por j ler sido esla a sua oceupaco:
<|ucm a pretender dirija-se a na do Crespo loja 11. (i.
Vende-se um excel lente arrinho de 1 rodas,
mili bem construido, embom estado; esl exposlo na
ra do Aragao, casa do Sr. N'esm'e n. 6, onde podem
os pretendentes e\amina-lo, c Iralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra daCruz'no Recife
11. 27, armazem.
PALITQ'S DE ALPACA FB.ANCE7.BS.
tirando sorlmenlo de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio 11. 1, e na ra da Cadca do Reci-
fe 11. 17 ; videin-se por preso muilo commodo.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus ons efeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &.
Companhia. 1
Vendem-se relogias deonroe prala, mars
barato de que em qualquer oulra parle:
na praca da Independencia 11. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carj, os melbores e de forma mais elegante que
tem viudo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preeo que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepoiito da fabrica de Todo* oa Santoa na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, li a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o segunle: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas' cruj l>om sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vcndein-seem rasa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na prae.1 do Corpo Santn. 11. o segunte:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muito
graudes, aro de milaosorlidb, ferro inglez.
_ Venderse um cofre de madeira com arcos de
ferro muilo forle e com ir echadura, muilo segu-
rar, por preco commodo : na ra da Seuzala detron-
te da lo|i do Sr. Martins, pintor.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baiiu
decapim, na fundica de D. W. Bowman : na ra
doBrumns. 6,effel0.
VINJO DO PORTO 1AIUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdc4., 5. e 8.: no Srinazem da ra
do Azeite de Peixe n. .14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes di Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de algodao a S00 r., ditos mui-
lo grandes f encorpados a 19100 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia. do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia. americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e preco mais ba-
ratos'do que em oulra qualquer parle, seaffiancam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzao, brinse meia lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber &
Connanhia, na ra da Cruz n. 4.
\ende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a torra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quera a pretender,
dirija-se ao^armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelcimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empregado naj co-
lonias inglezas e hollandezas, cora gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
VccnlcJosc'de Brlo, nico agente em Pernam-
buco ile B. J. D. Sands, chimco americano, Taz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grnele por-
o de frascos de salsa parrilha .de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados n o Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de iao precioso talismn, de cahir, neste
engano, lomando as funestas consequencias que
se/npre coslmnain Ira/.er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que aotepoem
seus inleresses aos males e estragos da humamclnde.
Porlanto pedo, para que o .publico se possa livrar
desla fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aojui chega-
da ; o annunciantc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na run da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, lera embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e sechar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos.
Vende-se elm prelo- lavrado, de muilo bom
osto, para vestidos, a 29W o" covado: na ra do
- Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de catea do ultimo gosto, e cores
fixa, pelo baratissimo preco de 1&920 o corte : na
ra do Crespo n. 5.
. Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodr} pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.



Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Devoto Clirist3o,mais correcto e acresceulado: vende-
se unicamenle na livrara n. 6 e 8 da praca aa In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar. '
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da'
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se o sobrado em Fura de Portas u. 82,
rom 2 salas, 3 quarlos, lxraco, quintal e cacimba
foreiros a marinha : ver no mesmo, ea Iralar na
ra da Cruz uo Recife n. 63, segundo andar.

OTAS DO SERTAO.
Vendem-so. muilo frescaes ovas do sertao, por pre-
commodoT na ra do Queimado, loja n. 14.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tina, na ra da Cruz n. 62, as melbores sementes re-
centemente cliegadas de Lisboa na barca portugueza
Margando, como seja : con ve Ironxuda, monvarda,
saboia, fcijo car rapa lo de duas qualidades, ervilha
loria e direila, cocnlro. salsa, nabos e rabaneles de Imuio Undosa f^rcrieTdc vestido de cambraia
"Narua*do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valssis, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tais o Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que exislem no mer-
cado. i
Muita attenQo. ..
Cassas de quadros muilo largiis com 12 jardas a
2?ilK) a peca, cortes de ganga f.marella de quadros
Rernardino Josdilva.em resposta i Francisco
Lourenco Carlos, diz apenas que he realmente seu
credor, como mostrar em juizo logo que for possivel
ciU-lo, o que ser summamcnle ililticulloso, por
quhnlii nao apparece ningiieni! tluaio ao mais
de seo annuoi iu, nada diz, porque he inleirameiile
alheie essas quesloes, que se' luoveni enlre o Sr.
Jos Piuloda Cosa, e o Sr. A nlvuio Carlos Pereira
de Burgos Ponce de Leao.
11
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico fraucez, d con-
sullas lodos os dias lin seu consultorio
Rl\DASZESfi.28;
No mesmo consultorio acha-se venda um
grande orlimento de rarleiras de lodos os.
tamauhos por precos commodissiinos.
CINCO HIL RIS.
1 csrteira com 24 tubos a esculla.
1 tubo grande de glbulos avuls.
1 dilo mediano. .....
1 dilo pequeo......
>*' onca de lin tura a esculla
i
500
400
300
tigooQ
Elementos de homcopalhia 2 volumes 2."
edieco*.........
Palhogeoesia dos medir.inienlos
brasileiros 1 voliime. ......
Tratado das moleslias veneriat
para se tratar a si mesmo. .
>o armazem confronte aloja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas rarrocas novas muilo bem
construidas, as quaes serven) para cavado ou bol, e
oulra usada ; as quaes se*vcndem pelo preco que o
comprador offerecer.
_ Vendem-s 4 escravos. 1 mualo de 20 anuos,
1 molequc do 17 annos, 1 prela lavadcira e engom-
madcira, 1 nrelp de 40 anuos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
^ V ade-mecum dos liomeopathas ou 4^
(^ oBr.Heringtiaduzidoem por- A
/>a tuguez.. ^
*J Acha-se a venda esla importanlissima o- W
KM bra do Dr. Hcring no consultorio homini- (A
X. palluco do Dr. Loho.Moscoso ra do Collc- T
W Sl" 25.1 audar. Vendem-se correnles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes clao cni muilo bom es-
tado, e por preco muilo commodo :- na ra da Sen-
zala, arinazein defronte da loja do Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros vclhos,
cobre, latao e oulra qualquer qualidade de nielal,
assim como brins, lonas o oulros pannos vellios ele.
Vendem-se em casa de S. P. Jolina
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro. -
Farello em saccas de .1 arrobas.
Fornosde.'arinha. .
Candelabros e caudieiros bronzeados.
es|cneeii'a de ferro galvanisado.
lodas as qualidades.
Caixas p ara rape.
Vendem-se superiorescaixas para rap feilas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naq u rila cidade, pelo diminuto prego de 13280 :
ua ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do alcrro da Boa Vista n.53de 1 hora
da larde em Yante at 6 da larde achara com quem
tratar.
ATTENCAO!!
Vende-se o verdadeiro fumo de (iaranhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reila n. 76, esquina do becco dos Peccados Morlaes.
Capachos.
Chegou i loja de miudezas .da ra do Collegio n.
1, um grande sortimento de capachos pequeos e
grandes, tanto cmpralos como redondos, os quites se
vendem por piejo mais commodo do que cm oulra
qualquer parl.
Vcnue-se um ptimo escravo bom cozinheiro
e de boa conducta, urna prcla boa engommadeira,
urna dita que engomma liso, cose e cozinha, lodos
por prego muilo em conla : na ra Direila n. 66.
Vende-se um extenso e ptimo terreno proprio
paVa coustrucres, cm frenuj da igreja deN. S. da
Paz dos Afogados : quem o pretender, dirija-se ao
alcrro da Boa-Visla u. 42, segundo andar.
650
Vendem-se na rita da Mangueira n. 5,
G50 fijlos de marmre; baratos eem bom
estado.
Vciide-su um bom escravo de narao ; na ra
da Cadeia Velha n. 61. ,
AO BOM E BARATO.
Vendem-so relilos muito linos, chegados ltima-
mente do 1 lamliiirgo, proprios para barbeiros e culi-
leiros, assim como oulros intuios objeclos de ferra-
aens, proprios para qualquer ofcina, que s com a
vista do comprador se poder applicar, ludo por pre-
co mais commodo que se pbderao comprar em oulra
qualquer parle ; na ra da Cadeia do Recife n. 56
A, loja de ferrageus de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
Vendc-se um cavallo-rodado, muilo novo e
lwm andador baixo, sem achaques, por prec.0 com-
roodc : na ra do Vigario n. 5.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior llanella para forro dcscllius, enli-
gada recentemente da America.
"Vehdem-se cobertores de algodo grandes a 64f>
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12. *
Voudcm-se chapeos re palha e esleirs, cera
amarella. dila de.carnauba de primeira sorle. sola,
courintios miudos, ludo chegado de novo d Aracalv,
e por preco commodo a dinheiro visla : ua ra da
Cznj do Kecife n. 33, casa de Sa Araujo.
Vendem-se duas das melbores tabernas da fre-
guezia de S. Jos, sendo unta na rna dos .Mari w ios
a. :l, e outra na ra dos Acouguinlins n. 20, ambas
muilo afreguezada pWa a Ierra, por issoque ven-
dem diariamente, aquella de 302000 para cima, e
esta vinle e lanos, o que se pude afiancar aos pre-
tndenles ; osla venda se faz por sen dono se adiar
gravemente (lenle, c querer Ira lar de sua saude, ou
fura desla praca ou do imperio, e para maior com
modidade dos compradores accila-sc desoneraro do
debito da praca : os prelendenles podem dirigirse,
asmesmas tabernas para Iralarem desla pechiucha.
com o abaixo assignado.
Jos Gomes Ferreira da Silca.
Vendem-se 10 cscravos.sendo 6 escrrfvas de loib
j servico c entre ellas urna que engomma, cose.cozinl
i e faz labyrinlho, 2ditos de lodo servico, o um casa*
de meia idade : na ra Direila n. 3.
Vendc-se um h
lidailcs;' pde ser vislu na rochera perlencen
I casa da na do Hospicio, ouli'or.i habitada pelo sin
proprielario o Sr. Vrenle l'eireira da Cosa.
Ferro galvanisado ein folha. nara lbrro-l ~ ~JzJ^e's* nPM armaeao de laberaa.-oa nurttei
I ( S. I'ianciscu ii. 68, por preco muilo commodo, a di-(
Cobre d forro.
de cor com 6 1|2 varas, muilo la rga, a 298OO, ditos
com81|2 varas a 3S00O rs., cortas de meia aemira
para calca a 38000 rs., c oulras emitas fazendas por
preco commodo : na ra do Cresiio, lujada esqyina
que volla para a CaJeia.
Aseada de Edwin Kaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
Companhia, acha-se constantemente bons gorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-,
raanimaes, agoa, ele.,* ditas para armar em madei-
ra de todos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com. forra de
i mallos,' cocos, passadeiras de.ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prS;o que os de co-
bre, esco vens para navios, fervo da Succia, e,lb-
I lias de 11 and res ; ludo por barato prccO.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arn \=
zem 'de Henrique Gibson, j.
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de palenle
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prejo commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos*: na ra do
Trapicie Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha t. 52, em casa de
Deane Youl S Companhia,
vende-se um carro, americano de 4 rodas ; pode ser
vislu na rocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000. 49000 ,
55OOO e 68000, dilo azol 38000, 48000 e 58000, ca-
semiru prela a 28500, selim prelo muilo superior ,
:19000 e 4$00 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muilas mais fazendas de muilasqua-
liriades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
' Velas *de carnauba. ,
Na ra da Cruz o. ^5, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e couipostas, feilas uo Ara-
rat), por menos prec do que em oulra qualquer
parle
Vendem-se cobertores braneos de algodao gran-
des, a 18440 ; dilos de salpico lambem grandes, a
18280, dilos de salpico de tapete, a IJiOO ; na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Voule & Companhia, vendem-se
os algodcs desla fabrica : na ra da Cadeia Vclha
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem um sorlimen(/> de familias americanas:
jioirmazcm de Deane Youlo & Companhia, uo bec-
co do (joncalves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-so em casa de Deane Youle & Companla.
Vendem-se em casa de Deaue Youlc iSomp?-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 5:!, aro de Miloyet-
dadeico e carvao palete, proprio para ferreirbs.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro i D. W.
BAvmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a_. 8 palmos de
bocea, as quaes acham-s^.a venda, por
"'"^ prero commodo e cPi >omptidao :
einbai'f.im-se ou caireBntre' Bkeetro
sem despe/.a ;io-comprador^
Veude-e na rna das I-lores I. :i", primeiro an-
dar, una hpugr.iphia nova com loilososseus per-
Ituces.
respeilosamenle annunciam que no seu extenso es
labclecimcnlo em San A Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promptido.toda a qualidade
de machinismo para b uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes c do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens doSr. Mesqui-
tanarua do Brum, alraz do arsenal de marha,
Deposito de machinas
construidas no dilo seu estabelecimen W..
All acharo os compradores um completo sorli- -
menlo de moendas de canna, cora lodos os melho-
ramenlos (alauns delles novos c originaos) de que a
experiencia de muilos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
laixas de todo lainauho, lauto batidas como fundidas, i
carros de mo e ditos para conduzir formas de asu-
ciir. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais ayprovada conslrucco, fundos ^ara
alambiques, erivos e portas para fornant, e urna
iniinidade de obras 'e ferro- aue seria enfadonho
gnumerar.. -No mesi ^depo 1 existe urna pessoa
Ttigenle e habilitada para receber lodas as en-
commendas, elc.~ etc., que os aiuiunciantes contan-
do com a rapacidade.de suas oflicinas e macbinismaf,-
e pericia de seus ofliciaes, se compromellcn a fazer
execiitar. com a maior presteza, perfeicao, o exacta 1
confu midade com os modelos oa desenhos, e iuslrnc-
cOes que Ihe forein fornecidas.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHOS.
\A FQDICAO DE FERRO DO.E.M.KIIE1R
DAVID W. B0WI.W, N\ RIA DO BRIJI,
PASSANDOO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguales ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mai mrlerna
ronslruccao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos os lamanhos; rodas
dentadas para agoa ou animaos, de toda as propor-
ces ; erivos e boceas de tomaina e registros de boci-
ro, aguilh0es,bronzes para Tusos e cavilhoes, moinhos
de mandioca, ele.etc.
A MESMA FIXDICAO
se execulam lodas as encommendas com a superiari-
dade j conhecida, e com a devida presteza e cwnme-
didade em preco.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas.de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao de C. Starr. <& C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos de ferro de superior qualidade.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 3C, de Bartholomeu B. de Souza ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadein arro-
be l'jTecteui verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvrdro)
verdadeiro,vidros de bocea larga com fo-
lha de I ate 12 libras.,O annunciante af-
lianca a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua lio tica.
ulieiro visia : para Iralar na mu da Coucordi
TAIXAS DE FERRO.
Na ftiudicao' d'Aurora -em Suhto
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum loga na entrada, -e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequea,
razas,.e fundas:--, e em ambos os logares^
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os'
presos sao' os mais commodos. .
Pianos.
Os amadores da msica acham conlinuadamenlc
cm casa deCrunu Praeger & Companhia. na da Cruz
n. 11), um grande sorlmenlo de piauos.forte* rorles
pianos.de diflerenles modelloS, boa conslruccSu e bel-
las vozes, que vendem pormodjeos preros; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
OLEO DE LINHACA .M BOTMAS
vende-se em a botica de Bartholo
Francisco de Souza, run largado Rosario
n. "6.
__Vende-se um carro de quatro to-
da com molas de patente, e ptimos ar-
veios : na travessa do Veas n. 15. ,
ESCHAVOS FGIDOS.
-No dia 7 de maio de 1&">2, desappareceu um
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18'an-
m pouco mais ou menos, com os seguinles srguaes
baixo e o peilo um pouco metlido pra dentro, ca-
bellos carapinlios e desce ale o meio da toma fi
escravo de Joanna Maria dos .Passos, moradora na
Boa-viagem : descouQa-^e que Tosse seduzklo, este
escravo vinha lodos os dias vender leite ao Recife,
ha nolieJ,x.ito/rFrrTtfo>islo no serlo no lugar VaiW
zia*i"Var.i. ete escravo nerlence a Fernando Jos
da Korha Pinto, morador 110 Rio de Janeiro : quem
o pegar e o levar a ra da Cadeia do Kerito, loja .
.1, receher do abano assiguado SIKto rs. de eralili-
raciio. Antonio Bernardo larde Cmiul/m.
Pr,- Tjp. d.M. F. drarla.-l8M
I


Full Text
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