Diario de Pernambuco

em diante, e sorvete das 6; comoj^
tambem convida as familias para to-S?
marem sorvete, por ter a casa uma|
sala decentemente ornada e iadepetvS
dente dos homens. Cliegai rapaziada^
a este bello passatempo. m
; Quem precisar de rrtadeiras de todas as goalida-
dcs, lamanhu, ou grossura para conslriicgao de casa:
ou navios, entrando nislo alm de todos us seus per-
de qualquer tamanho, e tambem lu-
de barcaga de qualquer tamanhos
plorio de NVanderley & Irmo para
lempo fazerem-se para fra as cncoinmendas me-
diante os ajustes. '
Quem liver cavallos para se cnsinar a todos
os andares dirija-se ao Mangoinho, silio que vai
para os Alllictcs, com portiin de pao. No mesmo
silio vendem-se ps de larangciras o de limociros ;
ludo por prego commodo.
O abaixo assignado, tabelliao publico nesta ci-
lade do Recife, julga conveniente publicar a inte-
gra das escripturas que seguem langadas em olas
Bezcrra Cavalcanli, hoje -seu caHo, alim deque
as pessoas ioteressadas, qne por qualquer cirenms-
lancia Ibes fallciu ostilulos originaos, em consequen-
cia do tenipo que ha decorrido aquelle cm que fo-
ram celebradas, posiam lirar ccrlidOes dellas no seu
cartorio na rpa do Collegio n. 17; e declara que
continuar na puhticagao de onlras escripluras e
tilulos que possam inlerossar aos proprictarios de
Ierras c, fnzeudas ruraes.
Escriptura de venda d'um quinhlo de sorte de
Ierras silas no engenho S. Julo, frcgpezia de S.
Lourcngo da Malla, que fazem o capillo Manuel
Barboza Filgucira c sua mulher D. Gathariua de
Barros Pessoa, ao capillo-mr Jlo do Reg Barros
1725 a 1726:
dem de Nieacio de Mallos e Albuquerque, c sua
mulher Francisca de Freilas Xavier, ao capito-
iiirir Jlo do Reg Barros, no mesmo engenho S.
Jlo da Malla, 1725 1726.
ilem do alteres Antonio Marlins Flandres, e sua
mulher D.vMaria Barbosa Filgucira, ao capilao-inur
Jlo do Reg Barros, no predi (o engenho S. Joao da
freguezia de S. Lourengn da Malla, 1725 1726.
dem no agude do Pico, que fazem Joo Dias de
Galhegos, c sua mulher D. Theodora de {.emos Bar-
bosa, ao reverendo padre Jos de Souza Velho, 1725
a 1726.
dem de urna lurte de Ierras no engeubo Pantor-
ra, freguezia de Ipojoca, que fazem Beatriz de Al-
merda, viuva que licou do Francisco de Amorim da
Cmara Costfp Dias de Oliveira. 1725 1726.
dem de Irauucgao e amigavel coinposicao; que
entredi fazem Gongalo rancisco Xavier," Nicolao
Goelho de Albuquerque, o sargenlo-mr Fernando
l'ragozo de Alququerque, o Dr. Jos Correia de S,
D. Juliana de Nobalhos, o capilao Vrauciscp Gomes
ileNobalhos, Andr Gomes de Nobalhos, e o capillo
Joo Gomes de Nobalhos, a respeilo do engenho
Panlorra.na freguezia do Cabo e Arariba de baixo,
sobre demarcaglo, 1734 1736.
dem de venda de urna sorle de Ierras cm S. Ama-
ro Jaboatloicliamada osCaraijs, que faao al-
feres Manoel Rodrigues Campello, como procurador
do coronel Francisco de Moura llolim, e sua mu-
lher D. Rosa Francisca de Barros, ao alteres Ma-
noel Carnciro Leao; 1731 17:16.
dem do engenho Bamburral na freguezia de S.
Anlao, que (izeram o capillo Jos Rodrigues deSouza
esua mulher 1). Thereza da Silva Vieira, ao profes-
sor de gramrhalica latina Joaquim ApolinarioMaicr,
que confina com os engenhus Aramaragi e Lages,
conforme o mappa topographico e demarcarlo, que
ezislcm, feila pelo sargenlo-mr de arlilhria Jos
Fernandes Portugal em 8I2 1813 e por virtude, libello civl que entre si muveram o professor Maer
sua mulher, Joaquim Jos de Oliveira Gndimeou-
Traslado de avivenlaglo, por virlude de demarca-
gao lei la no engenho Camorim, freguezia de S.
I.ourenro da Malta, entre .Inaquim Jos Vaz Salga-
do, sua mulher, e o coronel Julo do Reg Barros, a
respeilo do engenho Massiape, 4805. Francisco
Bapthta de Atmeida.. ,
COMPRAS.
Cotnpram-se patacoes brasileros e
hespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
u: 20, loja de Cambio.
Compra-se am escravo robusto, de bons costu-
mes, c que nlo seja fujlo; paga-se bem se agradar :
na Jravcssa da Madre de Dos, armazem de Joao Mar-
tins de Barros.
4Qt: ComP"" um Otoio do dia 3 de junbo do
18.)3 : na ra db Trapiche n. 48.
Compram-se as 3 ou i eslages de tompson :
quem a liver, dirija-se ao alerro da Boa-Visla n. 2,
primeiro andar.
___i________________ ,
VENDAS

HE PECIIINCIIA.
Na na do Qucimado, loja de razendas n. 21 A,
vencem-sc casemiras muilo superiores e de lindo*
padrues, pelo baralissimo prego de iJWOO o corle, c
longos do seda muilo bonitos a 1g280 cada um as-
sim como corles decassas decores a 1??S0 cada um.
-\Vnuc:s= a "aberna, sita na ra da Cadeia n
2b. '*m^re5iiezada
mesma.
para a Ierra : a tratar na
yende-se um carro de quatro ro-',
das cora molas de patente, e ptimos in-
icios : na travess do Veras n. 15.
'H Deposito de vnho de cham- ^)
($) Pajne Chateau-Ay, prmeira ipta- S
^ lidade, de propriedade do condi S
S de Mareuil, ra da Cruz do Ke- ^
- cife n. 20: este vnho, o melhor -
9 de toda a champagne vende- w
se a 56-OOO rs. cada caixa, acha- ft
se nicamente em casti de L. Le- j-j
comte Feron & Companhia. N. B. W
As caxat sao marcadas a logo i$:
Conde deMarcttil e os rtulos &
das garrafas sao azues. &A
_ No armazqni'confrontc a loja do Sr. Marlins,
pinlnr, vendem-se duas carrogas novas muito bem
construidas, as quaes servein para cavallo ou boi, e
ouira usada ; as quacs se vendem pelo prego que o
comprador ollrecer.
Vendem-se i escravos, 1 mualo de ^O annosi
I ooleque de 17 anuos, 1 prela 1 ivaileira t- engom--
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar--
co : na ra larga do Rosario n. 25.
B Vade-mecum dos homeopathas ou ^;
(i&i oDr. llciingtraduzidoem por- t\
tufuez. (,
v' Acha-sc a venda esla imporlanlissima o- "*>
tft lira do Dr. Ilering no consultorio homn-o- (^*;
Z palhir do Dr. l.obiMoscoso rna do Colle- X|
^a gio n. 25, 1 andar.' \W
Vende-se urna barcara pie pt'ga 240
saceos com assucar, bem construida c
prompta a segut viagem : na rita da Ca-
deia do Recife n. loja.
Vende-se urna taberna no lugar da Passagem
daJUagdalena n.70: quem a preiendcr, dirija-sen
mesma.
Farinha de S. Mathciis.
A bortlo do hiate A'oi-o .tecordo, fondeado no caes
do Ramos, lia para vender-se muilo superior farinha
(de S. Malheus, a prego commodo: para Halar, nd
escriplorio do Domingos Alves Mathcus, im ra da
Cruz n. 54.
Vende-se um alambique de cobro de 2. cana-
das, cm muilo bom estado, c em conta : na Iravessa
da Concordia n. 19.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemiras francezas, padres modernos
c muilo elsticas a 4&900. 49500 e 50O0 o corte, di-
tas meias casemiras a 25800 o corte, panno fino azul
para fardas de guardas nacionacs a 38500 o covado,
selim prcto de .Macan a 33000 rs. o covado, casemi-
ras pretas i 23200, 2400. 23800 c 33000 rs. o cova-
do : na ra do Crespo n. 15, loja de Andr Guilhcr-
me Brerkenfeld.
Vende-se urna escrava de nagn ainda moga,
sem vicio, propria para lodo servieo, muilo boa qui-
landcira, e muilo fiel : na ra do Amorim no Reci-
te, casa n. 9, lerceiro andar. Na mesma casa cima
vendem-se duas c-i^as terreas junto do sobrado gran-
de da Magdalena. ,ie pedra e cal, quintal murado,
cacimba morir, e com um terreno annexo, onde se
pode edificar outra casa.
.Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
onvidragados, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer eslabelecimenlo, por seren muilo bem feilos ;
assim romo nina mesa de mognopara janlar que ad-
miti mais de 40 pessoas, e. oulros trastes que se do
por prego muilo commodo ; no armazem do corre-
tur Miguel Carnciro, na ra do Trapiche, ou ni ra
da Cruz n. 34.
VJhde-se um bom Icrrcno com alicorees, Jen-
do de l%ile 30T>alnios c de fundo 120, em frenlc de
S. Francisco : a fallar com o corretor geral M. Car-
l> c ira.
Vendem-se dous caixes novos para depdsilo
degeneras, que ainda nlo foram servidos, e do-se
em conla : na praga da Boa-Vista n. 7.
Vende-se urna casa terrea, sita na ra des Cec-
ilios n. 13, muilo bem edificada e larga, e rende 203
rs. por mez : quem pretender, dirija-sc ra do
Qucimado, toja n. 10.
Vepde-se sement de macaxeira c capim de
planta : no silio da Trcinpe, sobrado n. 1. Assim co-
mo bonitos ps de sapotis, goibbeiras brancas c laran-
gciras de umbijo.
CERA DE OSUNA IBA.
Vende-se cera de carnauba rhegada agora do Ara-
ralv : na roa da Cadeia .oo Recife n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSL".
'_ Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
Male Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
Vende-se nma negra de nago da Cosa, boa
figura e moga, com pratira de vender na ra: na
ra de Apollo n. 12.
Na ra do Queimdo, sobrado n. 32, primeiro
andar, vende-sc urna negra da Cosa, muilo fiel, boa
qiiilandeira, cozinbeira e cnsaboadeira.
Vende-se um lindo cavallo mellado, clina bran-
ca, ptimo passeiro, e perito esquipador : tambem
se faz negocio por troca de algum quarto viajagei-
ro : os pretendentes enlcndam-se com o Sr. Sebas-
tilo Lopes (iuimaraes Jnior.
A loja da ra dos Quarteis n. 24,
tem para vender aos seus freguezes um
esplendido sortimento de chapeos de sel
de seda de cores e prelos, e de panninho
com aPmacoes de balea e de ferro; adver-
te-se que he azenda superior e por pre-
ro baratissimo assim como esta' exposto
fc'vista dos freguezes um completo sorti-
mento de laas de todas as coi es para bor-
dar, bengalas, Juvas, bicos, botoes, pentes
de tartaruga para cabello, de marim e
bfalo para alsat'i leques finos de madre-
perola, cartas francezas finas para volta-
retee lecarte, contras mutasquinquilha-
rias que nao se enumera para nao ser fas-
tidioso o annuncio ; tu'do he (ja' se sabe)
por preco commodo.
Vcndc-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var do saiilo e varrela, muilo propria para o servigo
de campo, por j ler sido esla a sua ocenpagio:
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um cvccllenle carrinho de 4 rodas,
mui bem construido, embom estado; est exposlo na
ra do Aracao, casa do Sr. Nesme n. (i; onde pddem
os prolendcntes e\amina-lo, e tratar do ajiisle com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27. armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCE/.ES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim,
na ruado Collegio n. i. c na ra da Cadeia do Reci-
fe u. 17 ; veudem-se por prego muilo commodo.
OVAS DO SERTAO.
Vendem-se muilo frescaes ovas do serian, por pre-
go commodo: na ra do Qucimado, loja n. 11.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na rna da Cruz n. C2, as melhores sementes rc-
centemenle chegadas de Lisboa na barca purlngueza
Margarida. como seja : couve tronzuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo de duas qualidades, ervilha
loria e direila, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Feijab.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodio, tem para vender-se feijlo mullinho
muilo nov, e emsaccas grandes : a tratar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas p ara rape.
Vendem-se superiorescaias para rap feitasna ci
dade de Nazaretli, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto prego de 13280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n. 53 de f hora
da tarde em vanle al 6 da larde achara com quem
tratar. <
ATTENCAO'!!
Vcndc-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qiialidade, por prego commodo : na rna Di-
reila n.76, esquina do becco dos peccados Morlacs.
Capachos.
Chegou loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um grande sorlimenlo de capachos pequeos e
grandes, tanto compridns como redondos,- os quaes so
vendem ftor prego mais commodo do que era outra
qualquer parle.
Vende-se om oplimo escravo bom cozinheiro
e de boa conducta, urna prela boa engommadeira,
urna dita que engomma liso, cose e cozinha, lodo.i
por prego muilo em coula : na ra Direita n. 6b*.
-* Vcndc-se uin extenso e oplimo (errefro propric
para roustrueges, cm frente da igreja deN. S. da
Paz dos Afogados : quem o pretender, dirija-se ao
'aterro da Boa-Visla u. 42, segundo andar. -
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos do couro de lustre, bem fei-
los, pelo diminuto prego de 23500 cada un*.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
prego,
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no raes da Alfandega, c na ra da Mncda de
Francisco Guedes de Araujo, vendem-se saceos rom
ccrellente milho. assim como na loja da esquina do
becco Largo n. 26.
POTASSA BRAS1LEIRA. Q
Vende-se superior pqta'ssa, fa- (f)
bricada no Rio de Janeiro, che- A*
gada recentemente, recommen- S
da-se aos. senhores de engenho os 2
seus bons efl'eitos ja' experimen- W
tados: na ra da Cruz n. 20, ar- \
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&SSSSSS :SSSS@ #
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de, que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
p carii, os melhores e de forma mais elegante que
tem Mielo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prego que em Outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Sepoiito da fabrioa de Todo* o Santos na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algoda trangado d'aquella fabrica,
mui toproprio para saceos de assucar e -roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar," h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca (itinip ia, o segu ule: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima. ^
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11,o seguate:
vinho de Marseillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em no vello ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, ago de milaosortido, ferro nglez.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engeribo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagQin. para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Hj>bcr & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.,
S4NDS.
SALSA PARRiLHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
.buco de.B. J. D. Sands, chinden americano, faz pu-
blicoque lem chegadof esla praga una grande por-
gao de frascos de salsa parrilha de Sands, que slo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lio precioso talismn, de enhir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre cosluinam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mlodaquelles, que antepoem
seus iiilcresses aos males e estragos da humanid.ide.
Porlnnlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada c recentemente aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se \en-
de nicamente cm sua botica, na ra da Cnupeicao
do Recife n. 61 ; c, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo spbre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
\enile-se um cofre de madeira com arcos de
reino muito forlc e com tres techadoras muilo gu-
ras por prego commodo : na ra da Senzala defron-
te da lo|j do Sr. Marlins, pintor.
Moinhos de vento
'ombornbasdrepnxopara regar horlasc btitak
decapim.nafund.cadeD. W. Bmnaan : na ru,
doBrumns. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FIN).
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptono de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiehen.54.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afregnezad'a: a tratar
com lasso frmaos.
Aos seuhores de engenho.
Cobertores escuros de algodio a 800 rs. ditos mui-
lo grandes e,encorpados a-19400.: na ra do Crespo,
toja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova pot
da Russia,americana cbrasileira,em pequeos!
ns de 4 argobas; a boa qoalidade 8 prego mais U.
ratos do que em outra qualquer parte, se amanean
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra. pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzao, brinse meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber &
Com lanhia, na ra da Cruz n. 4.
- Vende-e a taberna da ra estreta
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a tena, e compoucos fundos, efaz-se vnn-
tqgem ao comprador; quema pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos -a. 22.
Vende-se selinM>rNn lavradn, de muilo bom
Boslo, para vesiidos, a 2,-JO o covado: na rna do
Crespo, loja da esquina que volt para a cadeia.
Grande pechncha !
Vendem-se corles de cassa do ultimo* goslo, e cores
fixas, pelo baratissimo prego de 19920 o corle : na
ruado Crespo n. 5.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edirlo do livrinho denominado ,
Devoto Christao,mais correlo e acresceutado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 dajpraga aa In-
dependencia a 640'i-s. cada exemplar.
Redes anchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, toja da
esquina que volta para a cadeia.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
*
I
Vendem-se correnles de ferro usadas, tanto li-
nas como grossas, as quacs esto cm muiloliom.es-
lado, e por prego muilo commodo: na rna da Sen-
zata, armazem defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros vetnos,
cobre, tallo e ouira qualquer qualidade de metal,
assim como brins, lunas e oulros pannos velho ele.
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
050 fijlos de marmore ; baratos eem bom
estado.
Vende-te nm bom escravo de nago ; na ra
da Cadeia Vclha u. 61.
AO BOM E BARATO.
Vendem-se roblos muilo finos, chegados ultima-
menle de Hambnrgo, proprios para barbeiros e culi-
leiros, assim como oulros mnilos objeelos de ferra-
gens, proprios para qualq-jer odlcina, que s cora a
visla do comprador se poder applict.r. ludo por pre-
go mais commodo que se poderlo comprar em.oulra
qualquer parle ; na ra da Cadeia do Reciten. 56
A, loja de ferragens de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
Vende-se um cavallo rodado, mnito novo e
bom andador baixo. sem achaques, por prego com-
mie.li. : na rna do Vigario a .
Na rna do Vigario n. 19, primeirofandar, tem
venda a superior flauella para forro dcscllius, che-
gada reccnlemenlc da America.
Vendcin-se'cobertores de algodo grandes a 640
rs. c pequenos a 5G0 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
r- Vendem-se chapeos de palha e esleirs, cera
amar-lla. dila de carnauba de primeira sorle; sola,
courinhos otados, Indo chegado de novo do Araczlv,
e por prego commodo ii dinheiro visla : na ra da
Cziu do Recife n. 33, casa de Sa Araujo.
Vcndeni-sc uuas das melhores tabernas da fre-
guezia de S. Jos, sendo nma na rna dos Marlvrios
n. 36, c mitra na ra dosAgoiiguiulios n. 20, ambas
muilo afreguezadas para a Ierra, por isso quo ven-
dem diariamente, aquella de 309000 para rima, e
esta vinte e lanos, "o que se pode afiangar aos pre-
tendentes ; esla venda se faz por seu dono se adiar
gravemente doente, e querer tratar de sua saudb, cu
fra desla praga ou ihi imperio, .e para maior com-
modidade dos compradores aceil-sc desonerago do
debilo da praga : os pretendentes. podem dirigir-sd
as mesmas (ahumas para tfalareui desta pechncha
com o abaixo assignado.
Jos borne* Ferreira,da Silla.
. Vendem-se 10 cscravos.sendo 6 escravas de lodo
servigo e enlre ellas urna que engomma, cose.cozinha
e faz. labjriiitho, 2ditos de todo servigo, c un casal
de nina idade : na ra Direila n. 3.
. Vende-se um bom cavallo raslanho, com habi-
lidades; pode ser visto na eccheira perltncente a
casa da rna do llosprcio, oulr'ora habitada |ielo seu
proprielario o Sr. Vicente Ferreira da Costa.
Vende-se urna armaran de taberna, na rna de
S. Francisco n. 68, por prego muilo commodo. a di-
nheirp visla : para tratar na na da Concordia
n. 26,
k ten-te inglez, por commodo pre- i
tt <;o: na ra da Cruz n. 20, casa de tt
2^ I-. Leconte Feron & Companhia. f^
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio delaneiro.
I-ABINlIA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao. >
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
29400 a pega, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, corles do vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29800, ditos
com81|2 varas a $&000 rs., cortes de meia casemira
para caiga a 39000 rs., e onlras militas fazendas por
prego commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Ajnela de Edwln SKav.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lanto ra-
sa corno fundas.'moendns ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forga de
4 cavallos, cocos, passadeiras de Cerro slnhadu
para casa de purgar, por menos prego que os de co-
bre, csco vens para navios, ferro da' Suecia, e fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato prego.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique G i bson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
Vcndc-sc um sobrado na ra das Cruzcs n..ll:
a tratar na ra do Queimdo 11.10, segundo andar.
' Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha 11. 52, em casa de
Dtane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4- rodas ; pode ser
vislo na cocheira de Poirricr, no alerro da Boa-Visla.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
relas, como : panno lino prelo a 39000. 49000 ,
55OOO e 63000, dilo azul 38000, 49000 e 58000, ca-
semira prela a 2-."0t). ,-cMm prelo muito superior.,
:)5<>00 e 49OOO o covado, sarja prela hcspanhola 29 e
25.00 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
11 hora a 29600, muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por prego gommodo : na ra do Crespo loja
n;6.
p
. Velas de carnauba*
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feilas no Ara-
caty, por menos prego do que cm ouira qualquer
parle.
Vendem-se cobertores hrancos de algodlo gran-
des, a 18-40 ; ditos de salpico tambera grandes, a
?92S0, ditos de sajpico de tpele, a I51OO .' na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodo da fabrica de todos os
santos. ,
Em rasa de Deane Youle & Companhia, vendem-se
os-algodes dcsla fabrica : na ra da Cadeia Vclha
n. 52.
Deposito de farinlias de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado
como lambem ura sorlimenlo de familias americanas:
110 armazem de Deane Youle & Companhia, un bec-
co d (ongalves.
Relogios de ouro inglezes :*
vendem-*e em casa "de Deane Youle & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Yonlc ACompa-
nnia, ra da Cadeia Velha n. 52, aro de Milo er-
dadciro e carvao patente, proprio p ferreiros.
Taixas para engenhos.
Na fundcao' de ferro de D. W.1
Bowmann, ana ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento.de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 nahnos de
bocea, as quaes acham-se a Venda, por
preep commodo e com. promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se na ra das Flores n. 37, primeiro.a-
ilar, urna (\ pographia nova com lodos o seus per-
lences.'
IMIESTO HOLLMYAY.
Milhares de individuos de todas a uacOes podem
Icslemunharas virtudes desle remedio incomparavel,
qnc e provar, em caso uecessario, que, pelo uto
dclicfizeram, tem seu corpo e membrosinleraraenle
saos, depois de haver empregado intilmente oulros
Ira la ineii los. Cada pessoa poder-se-haconvencer desss
curas niaravilhosaspelaleilura dos peridicos qoelh'as
relalam todos os das ha muilos auno; e, a maior
parte dellas slo lio sorprendentes que admiran) os
mdicos mais clebres. Q na ni as pessoa recobraran)
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
tiernas, depois de ter [permanecido longo lempo nos
hospilaes, ondeileviam solfrer a amputago Dellas
ha muitas que havendo deixado esses nsjlos de pa-
deciiiifcnlo, para se nlo submellerem a cssa operarlo
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algomas das laes pes-
soas, na eliisao,de eu reconhecimenlo, declararam
esles resultados benficos diaule do lord corftjgedor,.
e,. utios magistrados, afim de mais autenlieareiii
sua aflirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
tivesse bstanle conlianga para ensaiar esle remedio
constantemente, seguiudo algum lempo o tralamen-
to que necessitasse a nalureza do mal, cujo rcsulla-
ro seria provar i nen leslavel inenle : Que ludo uira!
O ungento he ul'l rnals particularmente^* ,
sei, 4>i(e> casos :
da matriz.
'e. ra.
Mates das pernas.
do peitos.
-r de olhos. '
Mordeduras de repln.
Picaduras de mosqnitos.
t'ulmfies.
Qeimadelas.
Sarna.
Supurages pulridW.
Tinha, em qualquer parle
que seja.
do ligad*
das arl'iculages.
Veas torcidas, on noddas
uas pernas.
Alporcas.
'" 'DuV-is.
TWIIOS.
i'.t liberes.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
En Tenuidades da culis em
geral.
Enl'ermidadcs do auos.
Erupges escorbticas.
Fstulas Uo abdomen.
Frialdade on falla de ca- trmor d ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
Frieiras.
Geugivas escaldadas.
Inchages.
lnliuminaglo do ligado.
. da bexiga.
Vende-se este ungento uo eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, Slrndi e ua loja de lodos o boti-
carios, droguistas e outras pessoas encarregadas de
sua venda em luda a Amrica do Sul, Uavana e
llespanlia.
As hcelas veudem-se a 330, 800e 19300 ra.'- Ca
da bocel 111 ha con lem urna inslrucglo em porluguez
para explicar o modo de fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na ra da Crnz n. 21, em Pernambuco.
Vendem-se em casa de S..F Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Novan. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente nglez.
Chicotes de carro.
Fa reli em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candeiros bromeados.
Despenceira de ferro galvansado.
Ferro galvansado em folha para forro.
Cobre de forr-
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS^
vende-se em a botica de Bartliolor__
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n. .")G. *
>0 COASLLTORi^HOMEOF^THICO
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
riomeopathica S3>- O NOVO MANUAL DO DR."
J.VI1R _<5t Iraduzido em portuguez pelo Dr. P.
A. Loira Moscozo, conlendo um accrescimo de im-
portantes explicagOes sobre a applicagiio das dote, a
diela, ele, ele. pelo traductor : qualro volumesen-
caderoadus era dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana- '
tpmia, pbarmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 4800(1
macarleira de 2i mcdicamenlos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 409000
Hila de 36.....^ 459OOO
Dila, de 48 ....',','.'.'. 508000
Urna de bOluboscom 6 frascos detin'cluras. 609000
Dita de 144 corn 6 ditos......10OJ0O
Cada carteira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteira de 24 tubo pequeos para algi-
beira ... ,....'... 88000
Difcrs de 48 ditos ... .... I69OOO
Tubos avulsos de glbulo..... 19000
Irascos de meiaonga delinclura 290O
xta tambem para vender grande quanlidade de
tubos de eryslal muito fino, vasio e de diverso ta-
manhos.
Asuperioridade destes mcdicamenlos esl boje*por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N; B. Os senhores que assignaram ou compraram a
obra do JA 111',, antes de publicado o 4* valuine, p<>-
dem mandar receber esle, quo ser entregue sem
augmento de prego.
__ Vende-se 5 sobrado cm Fra de Portas 11.82,
cora 2 sala-, '! quartos, lerrago, quintal e cacimba
forciros a ma.-inha : ;i ver no mesmo, ca Iralar. na
rna da Cruz no Recife n. 63, segundo andar.
Vende-sc urna prela que sabe cozinbar o diario
de nina casa: na ra da Livramento 11. t.
ESCHAVOS FGIDOS.
,>
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu um
-eteravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
uos pouco mais ou menos, com os seguinles signaes;
baiio e o peilo um pouco mettido para dentro, ca-
bellos garapinhose desce al o meio da testa, foi
escravo de Juanita Maria dos Passos, moradora na
lioa-vingem : dcsconlia-se que l'osse seduzido, esl
escravo vinha lodos os dUs vender leile ao Recij"
lia noticia de ler sido vislo no scrliio no lugar V,
zia da Vaca, esle escravo perlcnce a Femando Jo*
da Rocha Tinto, morador 110 Rio de .Janeiro : quem
o pegar e o levar a ra da Cadeia do Recife, loja 11.
5, receber do abaixo assignado'2009 de gralili-
dagiio. dntonio Bernardo l a; e Cartalko.
sle
Pr,- Tjr,. tW. F, .r.rU.-l8M


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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01900


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Full Text
ANN XXX. N. 93.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 24 PE. ABRIL DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o ttbscriptor.
ENCAREGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recifo, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim. Bernardo de Men-
donra ; Paralaba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Letnos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AuguSoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1$
Parte, 340 a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 95porccnto.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia -de seguros ao par.
Disconlo de letlras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 2839500 a 29$000
Mocdas de 69400 velhas. 1655000
de 69400 novas. 1655000
d 49000...... 955000
Prata. Patacoes brasileiros..... 159930
Peso columnarios...... 159930
mexicanos.......1?800
PARTIDAS DOS CORREK>S.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuos riosdiasd e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Exi Oricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segunlas e sextas reiras.
Victoria, e Natal, as quioas feiras.
PREAMAR SJKME.
Primeira s 2 horas e 6 noratos da tarde.
Segunda s 2 lloras e 30 niatos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cohimercio, segundas e qnintasfeiras.
Relajo, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tanjas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
." vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIiEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescent a 1 hora, 42 minu
tos e 48 segundos da'tarde.,
13 Luacheia as 4 horas, 26 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DAS da semana. .
24 Segunda. Os Prazcres da SS. V. M. de Dos.
'25 Terca. S-- Marcos Evangelista ; .S. Herrnino.'
26 Quarta. S. Pedro de Ratas b. ; S. Cielo p.
27 Quinta. S. Tertuliano b. ; S. Turibio are.
28 Sexta. S. Vital m.;' Ss. Agapio e Anhrodizio.
29 Sabbado. S. Pedro m. ; S. Tertula v.
30 Domingo do Bom Pastor, e 2. depois de
Pacoa; S. Catharina de Sena v.

%
PARTE OFFICUL.
MINISTERIO SO IMPERIO.
Illni. e Exm. Sr. Tenho a honra de pasar s
maos de V. Exc. O'relatorio, que me Coi apresentado
peta eommisaao. encarregada de explorar a regio
aartfera comprehendida entre o rios Tury eMara-
cassam. Com quanto nao poderse a referida com-
missjo, por (alta de instrumentos proprios, c por
causa,do rigor da estacSo, proceder a largas e com-
pletas observaces, comluilo parece confirmar a no-
ticia, de que as minas de Marai-assumc sao ricas e
ahondantes. '' 'andq_n 'filjr '": como son in-
formado, silnadas m ierren? devolutoe pertencente
dominio nacional, rogo a V. Exc. se sirva decla-
rar-me o que devo obrar a respeito della;' se con-
vir pramnver a incorporarlo dealgnma companhia,
l seencarregue de sua exploraran, on tomar ou-
i qnalquer expediente. f
r Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo do Ma-
ranhao. coi 18 de fevereiro de IS.'.Ilim. e Exm.
Sr. eonselheiro I.iii/. l'edreira do Couto Ferraz, mi-
nistro c secretario de esladn dos negocios do impe-
rio.Eduardo Olympio Machado.
Illm. e Exm. Sr. l)r. Eduardo Olympio Machado.
A commissao encarregada por V. Exc. de explo-
rar as minas He Maracassum tem a honra de apre-
. tentar a V. Exc. o relatorio de seos trahalhos com a
descripcao dos diversos lugares que atravessou edo
atado de cultura, bem corno as informaees que
pide rolher acerca dos objectos que V. Exc. designa
a instrnccOes que Ihc transmittio.
No dia 21 de dezembro partimos dn capital para
Alcntara, e ahi embarcamos no ponto do Jacar,
coa directo is cabeceiras do rio Uerij, que ter
qnalro leguas de extensao ; deste porto dirigimo-nos
ao de Tocupahy, que ter tres quarlos de legua. As
margena desles rios prestam-se cultura dacanna de
anear, algodao e mandioca : grande parte deste
terreno he coberto de palmeiras, e aprsenla alguns
, morros. De Titcpaliy seguimos pela Pericum,
atraveasando ama pequeua baha na extensao ile
urna legua, formada pelos rios Itayinundo S: o Ta-
pavliiiinha ; estes dous rios cercam o districto de
Santo Antonio e Almas, e desembocam ira baha de
9 Gnimaries.
O rio Pirieuma tem de extensao desde a baha de
Cumi, que he a sua foz, al ao ponto de Sania Crin,
sete leguas, e he navegavel al este ponto por suma-
cas, qoe ahi vem carregar algodao e arroz. I na le-
na abaixo do porto de Santa Cruz entiza o guarapo
daGama, cuja "cabeccira serve de porto ao lavrado-
lanta Helena, Paran e suas immediaccs.
l>o porto do Gama dirigimo-nos villa de Santa
Helena ; quasi lodo esta terreno na extensao de nove
lesna* he proprio para a cultura do arroz, algodao c
1 raima ; porm-esta se faz em pequea escala pela
grande falta de agua: encontramos algurnas fazenilas
flan excellcnles casas papa habitarlo abandonadas,
lalvez porse acbarem asierras reduzidas a c-apoei-
** asa campos 'j^re'^^
A iVht.JfkffySb^Ti "*'' "'""'* na'margeni
direita do rio Tryasst qVinze legua ao oes-suJnesle
da villa de Goimares, saiu^abilanles eultivam al-
godao, arroz e mandioca ; o rio he abundante de
peixe, qoe he o principal sustenta, dos habitantes. As
sua* margen* servem de vero para campos de crear
de invern innndam a ponto i.al que podem navegar
sumaca* at meia legua distan'.e da fazenda Jussaral
onde existe um porto. A estrada que se est abrindo
a ramo de agulliada fazenda Jussaral, leve "principio.
Lfelembro de 1853, com vinle trabalhadnres
elos escravos ; destes vinle trabalhadores
rarn-se gratuitamente e os outros venceram
o proal de dnzehlos e quarenta ris ; o numero dos
trabalhadores que tem recetado jornal e' dos que se
prestaran! gratuitamente nos uniros mezes V. Exc.
ven pelas fblhas que o capitn Frailas apresentar.
Pela nula seguate V. Exc. ver cm quanto impor-
tara os jornaes e elape desde 10 de selembro at 31
da dezembro de 1853.
Jornaes.
Selembro 19 a 30................... 319810
Ootubro 1 a 31.................. 13G&WO
Novembro 1 a 30................... 995)880
Dezembro 1 a 30.....'.............. R1W0
a ramo ue a
a I8j| sele
edMpreln
dosjmlar
Semana............. 3509600
Etapes.
Setemhro................:............. 629100
Ootubro.,...........................,... 36-29700
Novembro............................... '2589900
Dezembro................../............ 182J700
Snniraa.............. 8663100
Os jotnaes e etapas do mez de Ja-
neiro calcula-S'j montar a........ 20091)00
.-................... 1:1199000
Despeta lotal........-...............
A ealrda vai com direceo ao poenle,que he a po-
sHJHi em que se acham as millas ; tem de largura
.vinle e qnatro palmos, o he abertam mata virgem
compoata ile grossas aores, cujas roadefras sao
proprias paaa conslruccllo, movis, engenhos, ca-
'noes, &c.: acha-se com seis leguas de exlensao, e
depois de concluida flcara com qualorze a dezaseis
leznas, e paasa entr duas picadas que conduziamao
Mocambo. Em alguns lugares desvia-se um pouco
4e tua drreeoao para evitar alznns morros c liam-
marraes; he corlada por dous igaraps, que quando
enchem impedem a passagem : he conveniente cons-
truir sobre ellos pontos de madefra. Di ponto*em
que se esl abrindo a estrada seguimos a picada dos
QuilOmbolas, atravesando os igaraps do Engao,
Urubuc, Cocal, Celestina,Canajuhal, Coudonga das
Pedras e Olho d'Agua, qua lio correnlc de verSo:
ilahi passmos o rio Maracassnm, e um igarap de
grandes pedras prctas, desse igarap ebegamos a um
antigo mocambo denominado Pacoval, passandoo
Sapucaya, chegamos ao Jacarequar, onde ullima-
meiilc eslavam eslabelecidos os qoilombolas, legua e
meia distante das minas.
Desde a fazenda Jussaral, onde comer a estrada,
al o isarap do Engaoo, na exlensao de seis leguas
e meia, o terreno he piada, muilo fresco, composto
de arta preta, vcrmelha e mac,ap, proprio para a
cultura do algodao, arroz, mandioca e caima.
As madeiras principaes, de que se compncm as
maltas, sao pao d'arco, cedro, bacury, sapucaya, ta-
(ajiiba, louro, pao santo, passaraba, broca, condur
e piques, exisliudo aqu e all algurnas palmeiras,
hacaheiras e jnosareiras. Desde o Engao al o Uru-
buc o terreuo e a vegetcHo sao da mesma natureza
que os precedentes, existindo- porm alguns guaru-
inanzuas no terreno comprehendido ontre o Uru-r
bnc e o Cocal existem grandes oiteiros e algurnas
chapadas coberlas de carrascos e buretissegos ; a
malla que cobre esses oileiros he mais techada e as
arvores sao mais alias e grossas. Entre o Cocal e o
Olho d'Asua existem Ierras proprias para toda e qual-
quer lavoura, e algurnas chapadas que, depois de
queimadas, poderao servir para campos de criar ; o
terreno compe-se de torra vermelha e pedra preta.
Do Olho d'Agua al Maracassum o terreno apr-
senla poucas'clcvacoes; as maltas sao aliase menos
densas do que nos outros lugares, seraeadas de ube-
raes, mais proprias para a cultura da canna, caf e
arroz do que para algodao.
O rio Maracassum tem pouca rorrenle do vero
e no ponto em que atravessamoshe cheio de grandas
lages pretas, lem dez bracas de largo vinle palmos
de profondidade, correndo entre duas barreiras.
O terreno comprehendido entre Maracassum e
Jecarequar he molanlloso, coberto de pedras bran-
cas e pretas ; a Ierra he macap j imarello ; as maltas
sao as melhores que encontramos.
De Jecarequar dirigimo-nos s minas passando
por um terreno cortado de altos morrea, alguns dos
quaes lem duzeutos a Iresentos ps. Observamos que
o terreno do Pacoval he metallifero, exisliudo ahi o
ouro dessiminado as pyriles(xidos de ferro porra
em mu pequea quanlidade. As rochas que se en-
conlram desde csse ponto at s minas sao calhus ro-
lados, quarlroscs, ligados entre si por urna materia
argilo-ferruginosa, arencea mais ou menos abun-
dante.
Extendem-se a grande distancias c eslo a desco-
berlo, o qno obla a que nao e possa determinar a
sua idade relativa.,
Cavndo-sc em varios lugares na cstenrSo de urna
Iciraa. e fazendo-se lavagem das Ierras, c reas
observamos que o ouro apparecc em mainr ou menor
quanlidade na profundidade de dous palmos; tuga-
re ha em que se encentra i superficie ; e propor-
o que a profundidede augmenta descobre-s c on-
ro cm eraos mais grossos.
Nos diversos lugares que examinamos as carnadas
acham-se accidentadas na sua exlraucaco; e o carc-
ter mais -.alenle das rochas eslraficadaa he que ellas
s3o mais ou menos metalliferas e parece qne toda a
massa lem sidu sujeila a ama penetrarlo* geral ; o
qaarlz sobre Indo lem grande aplidao a penelrar-se
dos principios, mctallifcros.
A dispersan do ouro as rochas he lal que muilas
deltas trituradas e lavadas podero fornece-lo: o.
ouro acha-se tambem as materias que formam os
aterros dos diversocriachosque corlam este terreno,
e das gruas mais ou menos consideraveis que exis-j
tem ao p das morros.
Para poder-se avaliar a porro media de ouro que
pide dar un volunte determinado de trra, era pre-
ciso qne se abrissem vallas profundas nos lugares
donde se lem exlrafcjdo ouro; porm a falta de gente
para esse Irabiillio, os poneos instrumentos de que
podamos dispor, e o rigor do invern foram causa
de que no se fizesse esle Irabalho, alias de grande
importancia.Nao obstante podemos aflianrar a V.Ex.
pelo que observamos, que o terreno he rico, e* que
logo que se intruduzao trabalhadores e machinas
para se executar os trablhos em grande escala, se
reconhcccr ai immensas vanlagcos que olTerecem
essas minas, e tanto assira que pelas experiencias que
fizemos na profundidade de dous a tres palmos,
obtivemos Irabalhando-sc no espaco de seis horas
com urna s hatea duas olavase meia.
He verdade- qu poderiamos xecutar trabadlos
mais perfeilos e de nutra ordem se acaso livessemns
lodos os 'instrumentos necessarios e a cslaro o per-
millisse, e nfloempregassemos alguns dias em per-
correr o terreno para escolhermos o lugar mais pro-
prio para o assento do destacamento que lem de per-
manecer as minas, e fazermos as observares neces-
sarias. v
Quantois informa<;es que V. Exc. pede acerca dos
nbjeeloj que designou as inslrucoesque nos trans-
mittio, observamos que a confluencia do. Sapucaya
com o .Maracassum fiea legua e meia de distancia
abaixo da paragem denominada Pacoval, e o ngulo
formado por esta coufluencia nao nos parece pro-
prio para o assenlo do destacamento, porque a es-
trada que se esl abrindo da fazenda Jussaral afas-
la-se muilo deste ponto ; parecendu-nos mais con-
veniente que o destacamento se estabelcca em lu-
gar prximo da estrada e das minas, para obstar a


orcanisaeo dos quilombos as vsinlianeas das mi-
nas. Se V. Exc. determinar que elle se eslabelega
prximo das minas, deve ser sobre um oileiro qoe
havemos scolhido, com pouco declive, circumdado
de agua correnlc, cm cojo cimo existe urna extensa
superficie, e n'uma rea de cem bracas quadradas
se pode construr o quarlcl-, casa do commando, paiol
c ranchos nccneVihis.
Examinando ffjkmlo donde devem parlir as duas
piradas que V. Exc. quer mandar abrir, adiamos que
devem partir do lugar onde se eslabeler o desta-
camento : atroelta que tem de abrir-se com direcc.30
aoTury vira a fiSream, vinle e seis leguas pouco
mais ou menos a rumo'de agulha, c da queso abrir
ao rio Gurupy nao se pode avaliar a extensao, poi-
que lem depassar por maltas virgens e muitos vilei-
ros, e era preciso um homem pralico dessas matas
que'sonbesse abrir a picada a rumo de agnlha para
se dirigir ao Gurupy.
Pelas informaees que podemos colher de pessoas
qoe tem subido o Gurupy, este compoe-se de trinla
c urna cachoeiras, e cima da ultima existem algu-
rnas aldeas de Indios, como V. Exc. ver peta nota
junta.
A fundaco da colonia militar no antigo lugar do
porto grande nao nos parece vantajo.sa, porquanlo
existindo as minas nrf terreno de Maracassum, ahi
he que deve fundar-se a colonia. Corlcorrendo para
essas paragens grande numero de individuos atrahi-
dos pela ambicao do ouro : alm disso com grande
difOculdade se poder fornecer de Vizeu ou de Tury
o gadoc gneros de consumo para a colonia, porque
nao lem, o que fcilmente se pesie obler sendo a
colonia eslabelecida no Maracassum, abrindo-se
urna picada dos campos das Novas Colonias que
abundam em gado, com direccao a estrada principal'.
Os lavadrores do Paran e oulros que virSo esla-
belecer-se nestas paragens. fornecero a farinha e
oulros gneros para o sustento dos colonos, nao
lndo necessidade de os exportaran. Os Indios as
aldeas do Gurupy. que trocam os seus gneros com
os VendelhOes de .Monean, Vianna e Para se -dirigi-
rao para esle ponto, onda poderao encontrar mata-
res vantagens.
Finalmente, a dose lesnas de distancia das mi-
nas existem Indios Timbiras que'balero os qu-
lombolas que se eslabeleram em um lugar deno-
minado Queimado. Ora, fundando-so a colonia mi-
litar pesias paragens, mni fcilmente se poder
chamar esses Indios civitisac^o, entrelendo rea,
roes com elles individuos que siibam a sua lingua.
A pesar das grandes difficnldadesque encontramos
para chegarmos as minas, e das chuvas continuada.,
que iiiterrompiam os trahalhos. acredita V. Exc.que
empregamos lodos os meios ao nosso alcance para
conseguirmos um bom resultado, o desempenhar-
mps a commissao de que fomus eucarregados.
Paran, 25 de Janeiro Fernandeg da Silva. Ricardo Francisco Mendcs.
Conforme, no impedimento do secretar io, Joao Ru-
[inomtfpim, officnrrTrratOT.
+*k~+~
MINISTERIO DA JUSTICIA.
DECRETO N. 47 DE 18 DE MARCO DE 1854.
Da nota organisaco \guarda nacional dos muni-
cipios de Pastos lions e Passagem Franca da pro-
vincia do Maranhao.
Atlcndendo proposta do presideule da provincia
do Maranhao, bei por bem decretar o segoinle :
Arligo 1" Fica creado nos municipios cima refe-
ridos um caminando superior de guardas nacionaes, o
qual enmpreheoder em Passos Bons dous batalhues
de infa otaria do servido aclivo, de 6 compendias ca-
da um, e urna seceso de balalhn de 2 companhias da
reserva ; e em Passagem Franca dous batalhSes de
infanlaria do sen ico aclivo, de 6 companhias cada
um, e urna seccao de batalhao de 2 companhias da
reserva.
Arl. 2 Os corpns terao s suas paradas nos Inga
res que Ibes frcm marcados pelo presidente da pro-
vincia, na confnrmidade da lei.
Jos Thomaz Naburo de Araujo, <|o met conse-
'lho, ministroe secretario de estado dos negocios da
justica, assim o tenha entendido e fac,a xecutar.
Palacw do Rio de Janeiro, em 18 de marco de '185i,
trigsimo lerceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Tho-
maz Kabuco de Araujo.
DECRETO N. .1819 DE 18 DE MARCO DE 1854.
EstabeJece para maior faeilidade da organisaco da
guarda nacional das provincias a maneira por-
gue decem ser expedidas as patentes dos respecti-
vos officiaes superiores e do eslado-maior.
Para maior faeilidade da organisaco da guarda
nacional das provincias e commodidade dos meus sub-
ditos nellas residentes: Hei por bem, em conformi-
dade do art. 102 12 da conslituicao do imperio,
decretar :
Artigo 1" As patentes dos officiaes da guarda na-
cional das provincias scro pela secretaria da justica
expedidas e remeltidas aos presidentes deltas, logo
que baixar o decreto respectivo, alim de seren en-
tregues aos agraciados, quando elles apresentarem o
conhecimenlo do pagamento doe direilos, sello, joia
ou emolumentos que pelas mesmas patentes fore.m
devidos.
Art. 2 A patente ser acompanhada da nota de
que tralam os decretos n. (1:1-2 de 27 de agosto de 1849,
arls. U, 13 e 14, e n. 673 e 15 de junho de 1850 ;
por essa nota-so far o pagmento como os ditos de-
cretos detarminam.
Arl. 3o O secretario do toverno, vista do'conhe-
cimento rcspcclivo, ccrliucar o pagamento no yerso
da patente.
Art. 4o A rcmessa dos cnheCimenloseVda impor-
tancia dos emolumentos que secrelaeia perlenccm,
ser frita mensalmente, e na mema ccasio.
Jos Thomaz Nabuco de AraSjo, do raen' consc-
llio, ministro e secretario de Csfado di-- negocios da
justica, assim o tenha ciitcndtfte far. 'lecutar. Pa-
lacio'do Rio de Janeiro, em 9 de mrco de 1854,
trigsimo lerceiro da ndepeiidenota-e^lo imperio.
Com a rubrica de S. M. o Impehtdor.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 3 D MARCO DE 185.
Ao presidente da provincia d> Rio de Janeiro, em
resposla ao sea ofilcio de 21 di fevereiro lindo, se
declara que regular tai o prncodimcnlo do juiz de
orphaos da f idade de Carpos na arrecadaeo do es-
polio de I.ourenco Jos de Araijo, fallecido naqucl-
le municipio no- estado de solleiro e intestado,' por
ser conforme ao disposto no regularoenlo de 27 de
junho d 1*11.5, e as ordens de 10 de Janeiro de
1846 e 23 de novembro de 1&53.
1 8
Ao director geral da contaliilidade, que havendoj
a seccao de fazenda do cooselht de estado, a quem S.
M. o Imperador mandn consallar acerca da appli-
cae .o que devia ler o decreto n. 686 de 9 de julho do
atino passado, sanecionando a resolurao da assem-
bla geral legislativa, que declama D. Victoria Car-
lota da Silva com direita ao monle-pio de seu falleci-
do pai, o leenIc-coronel Francisco Jos Ignacio da
Silva, por estar comprehendido as disposiees do
art. 4 do plano approVado pela resolurao de 23 de
selembro de 1795, dado seu parecer acerca deste ob-
jeclo, declarando que o dita decreto devia ser consi-
derado como regra geral, e nao como graca especial-
mente feita pessoa a quem s" refere : e havendo o
mesitio Augusta Senhor couformado-se com este pa-
recer, assim o manda declarar a S. Exc. para seu
cnnliecintcnlo e execugo.
Aomesmo, que consallando a dita secco so-
bre o requerimento e mais papis em que D. .Mara
Jos de Araujo Fernandes pede o ululo de declara-
rlo de montepo militara quescjulga com direita,
como viuva do lenenlc-coroncl reformado do exerci-
lo, Jos Antonio remandes : foi do parecer que
supplicanle cumprc desfazer a duvida de nome : e
que se acha firmado pela resolurao datada de 7 de
fevereiro de 1810, tomada sobre consalta do conse-

FOLHETIM.
ffilmsiJU^REI. (*)
FOI AMIT K nitUi, l PEDBO ZACCOHE.
PRIME1R.\ PAUTE.
V.
Nt titinl o conde dr Bepsaiu9t(e sl,
dezenha.
( CnlimiacHo )
O joven duaue otvia a Rcrcalasse seni quasi r
,lende-lo; todava comquantn proeurasse debalde
couiprelii-udei o senldo mystfrioso de suas pala-
netilia .pouco a pouco uina vaga curiusidade
apoderar-se-lhe do espirita, c quando seu cumpa-
nlieiroc*sou de faltar, ocorai;ao vibrava-llicainda
rom umaemoraoilesi'oiihecida, qne. as palavras do
mesmo linham-lhe despertado.
Diga-me, rontinuou Bergalase reparando no
eHeilo qne produzia, diga-me, o senhor lem de/oilo
anuos, nio he '.'... ,
l'.reio que tenhodczssetc... responden o duque.
Dezessetc, sito ; o senhor na esla certa disso,
tiero eu tambem... He rifo t
-^ Comfc um principe.
Isso quer dizer que nao conhece sua riqueza.
Sini. t
- Tudos os annos pelos fins de dezembro vossa
exeellcncia recebe por una va deseonhecida, c cu-
ja tanta nao pode ainda descourir, uina somma suf-
Scicnlc para* Iratar-se como rei.
' Sem duvida ; mas como sabe disso '.'
Porm a ultima vez a somma lardouun pou-
rn, e en vez de chegar noTini do dezembro, foi-
Ihe entregue no ftm de Janeiro.
He verdade ; mas qoom o iuformou lambcni
diwo ?...
Oh 1 soube da maneira mais simples... Desia
vex fui eu o enrarregado de entregar-lite essa som-
t me, e como o senhor sahio de Vienna sem dizer pa-
ra onde ia, live atgumn demora em fazer-lhe en-
trega della.
Mas o senhor conhece enlao as pessoas que in-
leressam-se pela minha 3orlc 1
t_Vao diaxe-lhe ara.
0 senhor falla-lhes algurnas vezes 1
") vweiwanoa..
lito supremo militar de 6 de dezembro de 1839, e
dcrlaracn do cousellieiro procurador da cora, de
1.5 de Janeiro daquelle anno, o direita pelo qual se
devem dirigir as estceles fiscaes a quem perlencco
conhecimento de taes processos o requerimentos,
sendo ociosa qalquer discussaq ledenle a sdscilar
duvdts acerca de qnesles resolvidas pelo poder su-
premo : c cunformando-se S. Mdl.com este parecer
por sua mmeda(a resolurao de t do enrente, as-
sim se communica a S. Exc. para seu conhecimenlo e
execucao.
MINISTEKIODA GUERRA.
DECRETO N. 1345 DE .18 DE MARCO DE 1854.
Manda organisar para a guarnifao da provincia
da Parahiba, um meio batalhao provisorio de
car-adores.
Hci por bem mandar organisar para a guarniefio
da provincia da Parahiba, nm meio batalhao pro-
visorio de caradores peta plano do da provincia do
Cear. >
Pedro de Alcntara Bellegarde, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da guer-
ra, o tenha assim entendido, e expela os despachos
necessarios.
Palacio do Rio de Janeiro, em 18 de marco de
1854, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubricado S. M. o Imperador.Pedro
de Alcntara Bellegarde.
----------OKH---------
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente da dia 20 de abril de 1854,
(lllicio. Ao Exm. presidenta da Parahiba en-
viando dous exemplares da falla que dirigi a assem-
blea legislativa desta provincia na abertura de sua
sessao ordinaria desle anno. Igual remessa se fez
a cada nm nos presidentes 8as provincias do Norte.
. Dito. Ao Exm. marechal commapdanta das ar-
mas recommendando a expedirlo de suas ordens pa-
ra que siga para a comarca, de Flores a -reunir-se ao
respectivo destacamento vinte pracas de linha com-
mandadas por oflicial competente, devendo as mes-
mas pracas seguir de l opporlunamente para fa/.e-
rem junecao com as do destacamento da Boa-Vis-
ta. Fizeram-se as necessarias communicaees a
respeito.
Dito. Ao inspector da lliesouraria de fazenda,
Iransmittindo para os convenientes exames copia da
acta do 'conselho administrativo datado de 20 de
marco ultimo. .
Dito. Ao mesmo, para mandar pagar ao mare-
chal de campo Antonio Correia Scra o sold corres-
pondente ao prsenle mez, visto ter elle de seguir
para a corte a tomar assento como deputado a assem-
blea geral legislativa providenciando a mesmo lem-
po para que se passe guiada soecoraimenlo a ferido marechal.
Muitas vezes.
Amigos ?
Nao digo que nao.
Meu pai lalvez...
Oh '. isso he impossivcl.
Como ?
Seu pai \igia lalvez sobre o senhor ; mas he
de urna maneira longiuqua...
Destarrado '!...
, Morlo '....
IIouvc um silencio. O joven duque abaixou a ca-
bera, quando tomn a leanla la. Bergalassc pode
ver urna lagrima correr-lite pelas faces.
__ Ah com ludo, tornou elle um instante de-
pois, com titilo, o senhor conhece-o, sabe sen li-
me.!. Graras a Dos tanbo ainda bastante amor e
veneraban para amar e respeitar sua memoria. Di-
ga-m seu nome.
Nao posso ilizc-lo.
Como assim ?
- Nao posso dize-lo, senhor.
Todava o senhor o conhece..,
Sem duvida.
E ceetisa "
Desojara salisfaxe-lo; mas he isso um segrc-
do que devo callar-llic por ora...
Porm o senhor- m'o dir...
- Logo.
Brevemente'.'
Nflo sai.
Oh o senhor be cruel !
Son apenas prudente...
O mancebo calou-sc de novo... depois como se
unta idea inesperada llie sallasse rcpenlinamenle do
cerebro, le\anlou-sc com viveza, e den um grita
cheio de esperanza e de alegra... "
Bem bem cxrlaniou elle ; nao lite pergun-
lo mais nada... Esse eegredo he seu, guarde-o.. sei
de unta pessoa que m'o dir...
(juenf!
(Jite Ihc importa '.'
Ser a tnulbcr com que o achei conversando 1
Talvez.
Georgelc !
__Conhecc-a tambem'!...
tambero a todos. .
Pois bem quando fosse ella, disse o joven
duque com ar de desalio.
Nao o felicitarei por isso, respondeu brutal-
mente Bergal.tsse fazendo urna careta grotesca. A
masrherala he bella, mas he per%la, e se o senhor
lomar a fallar-lite, aconselho-lhe que acaulcle-se
dos encantos dessa nova Anuida.
Quem d-lhc o dircito de pensar assim dessa.
mulher'!
Oh isso e aquillo, ludo e nada... Tenho mi-
iha opiniao, e julgo-a boa... (icorgele tem manei-
ras que me sao suspetas... c alm disso tambem le-
uho tni.s'san de vigia-la.
O senhor !
Eu mesmo... c quando souber justamente o
que defp peusar della, o iuformarei disso.
Muilo obligado !
Nao hade que... ,
Bergalasse fez unta inrlinacao cmica com a ca-
liera em quanto o joven duque recoslava-sc na pol-
trona rom o espirito irresoluto, e o coracao cheio de
despeilo.
.Concebo, proseguio Bergalassc, que a quem
passou algurnas horas com unta mulher lormosa nao
seja fcil capacilar-se de que essa mulher nao he
mais do que unta asluta loureira, e que seus encan-
tos nao ocultan ncm aapparencia de um coracao.
Quem o aulorisn a fazer scmelhanles suppo-
siecs "! iittcrrompeu vivamenlc o duque arraucado
do silencio pelas palavras cTc Bergalasse.
O qpc sei de Gcorgele, senhor, responden es-
te, e pdecrer que sei muila rousa a respeito della.
Calumnias I...
Oh oh nflo sao cousas graves, e que possatn
compromctlcr muilo a reputara de unta mulher ;
porein taes quaes sao, lem algum valor. dentis
l fii'.ii minha opiniao, e julgo-a boa !,..
Bergalassc criizou as peritas, tirn um frtelo de
sobro a meza, c recostou-se iicgligciilcnientc na pol-
trona. ,
Meu charo amigo, disse elle com urna indolen-
cia que nao era falta de certa gra;a, he preciso prj-
meiro que tudu ler a eoragem de despojar a vida de
(odas as lluscs mentirosas, com que nossa imagi-
nario se compra* de orna-la. Tcnuo mais idade,
e por consegiiinle mais experiencia do que o senhor
das cousas desle mundo, .e apezar da rcpulsaq mu
cxplicavet que Ihc inspiro, pcco-llie que nflo des-
preze.os conselltos que posso dar-lhe. A Europa
'i raba Iba tiesta mntenlo em melhoramenlos do toda
a especie ; senhor pode' fazer no grande drama,
que ah vai represenlar-se, um papel de alia im-
portancia, e excrcer sobre os acoulecimentos, que
vio effectuar.se, urna influencia salutar ; o senhor
Icio as niee-o sen futuro, nao o largue jamis ain-
da que seja para repousa-lo segunda vez tas maos
de um amigo, menos ainda as de urna amanta du-
vidosa. Creia-me, senhor duque, nao desprrzc sen fu-
turo pelas promessas aaradaves, mas fqieis de uni
Dito. Ao mesmo inleirando-o de haver
lineado no requerimento em que Antonio I.uiz
(idrttalycs Fcrreira pede licenca para vender ao Dr.
Jos Mamede Alves. Fcrreira o alagado n. 53 A. no
atierro da Boa Vista, o despacho scguinlc. Sim
pagos os direilos nacionaes. '
Hito. Ao mesmo transmitndo o aviso denma
letra na importancia de 16(3700 rs-, sacada pela
thesouraria de rendas provinciaee do Rio Grande
do Norte sobre essa e a favor de Jos Ignacio Fer-
nandas Barros Bolaxinha. Parlicipou-se ao Exm.
presidente d'aquella provincia. .
Dito. Ao majnr encarregado das obras milita-
res recommendando que mande quanto antes rele-
lliar o quarlcl da Soledade. l'arlicipou-se ao ma-
rechal commandante das armas.
Dita. Ao capilao do porto transmiltindo, em
cumprimento do aviso da reparlieao da fazenda de
8 do correnle, o requerimento da companhia de na-
vegaban cosleira a vapor, pediudo permissao para
ler no recfe um armazem para deposito de carvo de
pedra afini de que Smc. informe a respeito
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial
communicando que a assemblca legislativa' provin-
cial aulorisou a presidencia a pagar a Manocl Gon-
calves Agrh empresario do Ihealro de Santa Isabel
a qnantia de seis cotilos de ris, que devia receber,
caso tivesse apresentado a companhia 1\rica, ,
Dita. Ao mesmo, ioteirando-o de haver cuida-
do ao commandante do corpo de plieia para nao s
descontar das pracas d'aquelle corpo que*ullimamen-
le foram em servico as Alagoasa qnantia de 1.59000
rs. que adiantou-lhes o chele de polica dalli mas
tambem para fazer recolher a referida qnantia es-
sa thesouraria, e recommendando que faca enviar
na primeira opportunidadc a somma de que se trata
ao mencionado chefe de polica Ofliciou-se ao su-
pradilo commandaota.
Dito. Ao juiz municipal da 2. vara inleinndo-
o de haver designado a Smc. para presidir a exlrac-
'jao do segundo terco da lotera conced da a favor das
obras da igreja de N. S. do I.i vramcnlo.
Dito. Ao commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recita recommenitando a
expedirlo de suas ordens para que sejam dispensa-
dos do servico activo da mesma guarda nacional os
emoregados da secretaria do governo meucionados
na relajo que remelle.
Relarao d qu: se refere o offtcio cima:
FirminoHcreulano Baplista Ribeiro, Luiz Fran-
cisco Vieira d Lima, Joaquim Antonio Alves, Ber-
nardino de Sena Muniz.
. Dito. A cmara municipal do Limociro com-
municando ter transmitlido a assemblea legislativa
provincial afim deser tomado*em consideracao o of-
ftcio cm que aqoe.lla cmara pede providencias a-
cerca do concert de que precisa a ponte do Piran-
hira. ,
Portara. Ao agente da companhia das barcas
do vapor recommendando que mande dar passagem
para o. Para por conta do governo no vapor impera-
dor ao soldado d batalhao II. de infanlaria Do-
mingos Jos de Gees. Tarticipou-se ao Exm. ma-
rechal commandante das armas. a
Dita, Ao director do arsenal de guerra para fa-
zer apromptar com brevidade alim de screm remel-
tidas para a companhia fixa do.Rio (liando do Nor-
te enreumprimento do aviso qqe remelle por copia
os arligosde fardmenlo mencionados na relarao que
tambem remelle por copia.
- Dia 21.-
Oflkio.Ao Exm.marechal commandante das ar-
mas transmitlido por copia o avis da repartirn da
guerra de 9 de marco ultimo, fim de que expeca
suas ordens, nao s para que se cffectuc a passagem
do8. par#o 9. batalhao de infanlaria concedida
ao altares Antonio Matloso de Andrade Cantara,
mas tambem, para qne esse oflicial trate de pagar
quanto antes na recebedoria de rendas internas, a
vista da nota que remelle por copia, a importancia
dos emolumentos correspondentes a semclhante pas-
sagem. Oflicioo-se ueste sentido a thesouraria de
fazenda. .'
Dito. ao mesmo remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra de 16 de marro ultimo no qual,
naots se declara, que fallou no titulo que em.20 de.
julho de 1850 se passou ao ex cabo de esquadra do
2. batalhao de infanlaria,' Agoslinho Manuel de
A Uncida, a nota doler sido a yerbado nolivro compe-
tente mas lanibeiu se manda fazer a convenieule
doclarac/io da quola de 93?}e05 de que se den Ululo
ao mesmo ex cabo de esquadra para ser pago pelo
thesouro nacional.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar adiantar 3 mezes le vcncimenlos ao
altares do 2." batalhao de infanlaria Antonio-Marques
de Souza, que*'aicommandar o destacamento de 1.
linha existan te ua comarca do Brejo". Parlccipou-
se ao mesmo marechal commandante das armas.
Dita. Ao inspector do arsenal de marinha e ca-
pilao do porto transmiltindo por copia o aviso da
reparlieao da marinha de 11 do correnlc, do qual
cousla, que, por decreto de 5 desle mez, nflo s se
concedeuao Bacharal Thom Fernandes Madeira de
Castro a demissao qne pedio do lugar de secretario
da inspeerflo d'aquelle arsenal, mas tambem se re-
entregouno mesmo tugare Alexandre Rodrigues dos
Anjos, que leve exercer igualmente as funcc,oes de
Secretario da capitana do porto, e recommendan-
do, que especa suas ordens, fim de que o sobredi-
tes de pagar ua recebedoria de rendas internas des-
ta provincia os direilos o emolumentas mencionados
as notas que remelle por copias. Neste sentido
officiou-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, approvaado o contracto que
Smc. fez com o mestre da lancha Nova Esperanra
para a conducho da plvora pertencente a provincia
do Rio Grande do Norte, e bem assim de urna ara-
de de ferro qne para all lem de ser enviada. Of-
ficiou-sc ao Exm. presidente d'aquella provincia
communicando esa remessa, e rogando que provi-
dencie sobre o pagamento do frote. .
Dita. Ao juiz municipal da 1, vara para mau-
llar apresentar cum brevidad^ ao commandante da
fortaleza do Brom Ires calcetas fim .deserem em-
pregados no servico da mesma fortaleza. Parteci-
pou-se ao rnesmo marechal commandante das ar-
mas. *''
Dita. Ao inspector da lliesouraria provincial
inlcirando-o de haver .devolvido ao commandante
do corpo de polica o requerimento cm que i 2.
sargento d'aquelle corpo Francisco Ferreira da Sil-
va pede pagamento do que despenden-com o forne-
rimento de agua e luz para o quarlql do destaca-
mento da comarca da Boa-Vista fim de que elle
proceda respeito de conformidade com o parecer
da 3." seccao da contadoria d'aquella thesouraria.'
Dito. A cantara municipal do Bonito, aecusan-
do receido o cilicio em que comm'unicou lerem
sido arrematados por 3 annos os imposlos de repezs
dos arengues das povoaces de Bezerros e Grvala, e
declarando que approva semelhanle arrematarlo.
Portara.Resolvendodeconformidade com apro-
posla do Chefe de polica nao s considerar vago o
lugar de supplcnle do subdelegado do 2. lslriclo
da freguezia do Bom Jardim, mas tambem demillir
de 2. supplcnle do mencionado subdelegado a A nto-
nioJoaquhu da Costa Comes, o Horneando part subs-
tituir a este o cidadao Jos Correia Tavares de
Mello c para aquello lugar a Jos Saverino Cabral
de Arruda.i Communtcou-so ao referido chefe.
Dito. Ao agente da companhia das barcas de
vapor para mandar dar passagem por conta do go-
verno para o Par.ne 1 vapor que passar para o
norte a Ha;, mundo Antonio que leve baixa do ser-
vico do exercilo. Igual acerca de Barlholomeo
Manuel. '
Dita: O'presidenta da provincia altendendo.aq
que lhe requerco o paisano Joaquim Gonralves de
Santa Auna, resolve que seja elle admittido como
voluntario ao servico do cxercitft por, lempo de seis
anos contados do uia em que. se realizar o seu
alista ment visto ter sido julgado apio para esse fin
cm inspercao de saude, percebendo alcm dos vejici-
tnentos que por lei lhe compelirem o premio de300??
rs. que lhe serao pagos na forma do regulamcnlo
u. 1089 de 14 de desemhro de 1852.Fizeram-se
i
as necessarias communicaees.
Segunda secrflo. Rio de Janeiro. Ministerio
dos negocios do imperio, em 7,de abril de 1854.
Illm.. e Exui. Sr. Acbando-se S. M.--0 Impera-
dor inteirado, pelo seu oflicio'n. 15 de 22 de feverei-
ro ultimo, instruido rom varios documentas, orra-
menlnplanta do lazareto, qnte se projecta construir
na ilha do Pina Pequeo, da necessidade de levar-se
a clleito o mesmo estabelccimenlo; manda declarar-
l'ie que, approvando conforme V. Exc. propon, a
respecliva planta e ornamento, qaeora IhcdevoKo,
sera contemplada a sua ilespeza na dislribuicao do
prximo exercicio, visto que estando mu sobrecar-
regada a verba d'onde tem de sabir os necessarios
fundos, na pode semelhantc dispendio ser autoriza-
do no exercicio correlo; comprimi que V. Exc. v
dispondo as cousas de maneira, que taes obras pes-
sam comecar em junho futuro, afim de que como
impulso que o zeta de V. Exc. Ihes dar, eslejam
concluidas antes do prraeiro varita.
Dos guarde a V. Exc. /Miz l'edreira di Cou-
to Ferraz. Sr. presidenta da provincia de Per-
nambuco.
Cumpra-se." Palacio do aoverno de Peruambuco
21 de abril de 1851. Figueiredo.
Contarme. Antonio Leile de Pinho.
Hlm. e Ex. Sr. Recoohecendo a grande neces-
sdada de adiantar as obras do porto do Recita, nao
tenho ceasado de activa-las; e com effeilo.encoiitrei
nflo s no ex inspector do arsenal de' marinha JSo
Henriques de Carvalho, como no acbnil capilao l-
ente Elisiario Antonio dos Santos, dous directores
diligentes dessa obra ; mas tenho reconhecido que.
sem um engenheiro especial e mu pralico nos tra-
halhos hydraulioos, nao he possivcl obter-se o adi-
amntenlo o mesmo a pertec,ao, que li de desejar-
sc cm um servido (So importante, Tambem reco-
iIicqo a urgcntissma necessidade de um mcslre de
obras deslecttero. que tenha dado provas diulurnas
de sua pericia e bem como de alguns serventes alrci-
los trabalhar com o sino hjdraulico, que se
acha promplo, e que deve ser empregqdo no que-
brntenlo das podras da barra do Picao, e coftslroc-
rao da torrinha da Tartaruga, segundo o plano
adoptado, que nao seria mao ser de novo examina-
do por algum engenheiro de longa experiencia, co-
mo enteude o actual inspector do arsenal de mari-
nha, nflo obstante ter sido elle um dos membros da
commissao que entrn ua organisacao do plano do
inelhiumenlo do porto, e da mesma sorte o enge-
nheiro que ora o dirige, e que com quanto seja h-
bil, he ajuda principiante, a acha-se de mais a mais
oceupado na "direccao das obras publicas provincia-
menta sobre a do porto, como me parece necessa-
rio: Assim pois rogo a (V. Ex. se digne autorisar-
me para mandar engajar na Europa um engenhei-
ro, e alguns larblhadores especiaes para o mencio-
nado irabalho, se V. Ex. no qnizer faze-lo directa-
menta, como creio de nrgentissima necessidade, vista
que fcilmente se comprenhende, qne grande, des-
vantagem resulta fazenda publica de toda e qual-
qner interrnpcao e demora nos trahalhos dessa na-
tureza, nma vez comejados. Dos guarde a \.
Ex. Palacio do governo de T"ernambuco cm 5 de
dezembro de 1853. Illm. e Exm. Sr. Pedro cntara' Bellegarde, ministro e secretario d'estado
dos negocios da guerra, e interino dos da rnaripha.
Jos Rento da Cunhd e Figueiredo.
N. 21.Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios
da marijhaemideabnj de 1854.Illm. e Exm. Sr.
O engenheiro Charles Neate, que fofcor esle mi-
nisterio encarregado de examinar o'estado das obras
do melhoramento do porto d'essa provincia," julgar
da su efficacia e ccouomia em relacio ao plano e
aos meios de execucao, propondo ao mesmo tentpo
as modificaces e obras addicionaes,, que eWendessc
mais conducentes ao lim que se tem em vista, apre-
sentou-mc o relatorio c parecer, que V. Ex. ver,
do extracto junto, que vai assicnado pelo oOicial
maior d'esta secretarla d'estado. O referido enge-'
riheiro, cujo parecer merece ao govjrno a maior
consideracao approva em geral o plany que seacha
cm via de execucao, suggere algurnas allerares nos
meios pralicos de leva-lo effeilo, e propDe sop-
pressSo de nma parle "elle, a ampliarSo deoulra,
e finalmente o adiamntenlo das ^hras interiores,
que nao sao esseuciaes para dar Tiarra e ^ncora-
donro a profundidade que se deseja obler. O go-
vcrnojmperial nao leve lempo bastante para resol-
ver defiiilameute sobre a adopto do parecer do Sr.
Charles Neate; creio porem, que assim o resolver
nia s pelo crdito que lhe merece o anlor, e pelas
razes com. qne elle explica e sustenta o sen pare-
cer ge nflo tambem por que creio ltaver intaira con-
formidade entre o dita parecer c as ihformasoes,
que em seu relatorio deste anno den o capilao l-
ente inspector do* arsenal de marinha dessa pro-
vincia. Nao obstante a falta de urna resolurao defi-
nitiva sobre tao importante objeclo, eslou aulorisa-
do para abrir um crdito addicional de trala contos
de ris para connuat;ao das obras jk carneradas, .
sobre as quaes concorda o Sr. Charles Neale ; de-
vendo .V. Ex. providenciar, para que nessa conti-
nuadlo, se adoptem os meios de construejao, que
elle indica,-e se nao prejudiqne a adopcao do pare-
cer, nos pontos importautas de sua divergencia com
o plano da commissao de 189. V. Ex. dever ou-
vir sobre o relatorio e parece do Sr. Charles Neale
o inspector do arsenal, e o engenheiro das obras,
transmiltindo a informaeao desles com os esclareci-
menlos.que por sua pr'rle possa V. Ex. subminis-
Irar-lhe sobre a matara cm questao. Fica assim
salisfeito o objeclo dos seus officios nmeros 4 e 7,
de 16 de Janeiro e 5 de fevereiro prximo passado. ,
1 iiianto as medidas, que V. Ex. soliutott pelo of-
licio ti. 69, de 5 de dezembro ultimo, creio que a -
opiniao de V. Ex. sobre a sua necesidade ser mo-
dificada em vista do parecer do Sr. Neate, segando
o qual deve-so dispensar adifficil obra' da desobs-
Irm-cao da barra do Picao, e se pode confiar na di-
reccao s< ienlilica que presidio aos trahalhosj fe-
los. Se todava, e depois de novas informeOes, V.
Ex. entender qne o engenheiro Mamede, nene ain-
da com urna gralificaeflo razoavcl pelos cofres ce-
nes pode prestar o ncessario cuidado as obras, de
que trato, nao llavera duvida em mandar-se- para
alii um dos nossos melhores engenhoiros dos qoe se
acham disponiveis.' Tambem ser satisfeita, e como
V. Ex. propOe, a.aequisicao de um mestre e opera-'
rios de obras hydraulicas, se V. Ex. insistir nessa
medida; devendo, neste.caso, informar-se e infor-
mar a governo imperial sobre o importancia da
despeza. DeosguardeaV.Ex.Jos Mara da Silva
Parauhos. Sr. presidenta da provincia de Pernam-
buco. Cortarme Antonio Leite de Pinho.
^wtoiiii-
i,
amor problemtico... tambre--e de que a Europa, o
mundo inleiro talvez, espera do senhor um emnrc-
go mais digno de seu pensatnento; de sua existencia'1..
Meu pai! meu pai! murmurou o oven duque,
cujo espirito irresoluto era disputado por mil sonhos.
3o he de seu pai que se trata agora, respondeu
Rercalasse, he do senhor, de seus irmas, da Fran-
ca, da Europa, do mundo inleiro. Aconte para urna
vida nova, e nao espere para levantar-sc e andar os
conselbos de homcusque nao teriam sempre como eu
o lempo nem a voutade de dar-1'hos.
Bergalassc fallando assim linba-se levantado, foi
lomar o chapeu, a espada e o raple, e vollando lu-
go para o duque, que nflo bavia deixado sua posico,
disse-llie com voz iutairamenle tranquilla e grave :
Reliro-me,- senhor duque, quer que nos reti-
remos juntos?
Onde vai ?
A' Mlau...
Eu (ico aqu.
Faz mal.
(Juero saudar o principe Harlzoff, e agra-
dccer-lhe a generosa bospilalidade que coucedeu-
nio esla ttoile.
PeTiloe-me nao be an principe qne o senhor
dcieria agradecer urna hospitalidadc; porm ao
escravo Dimitr o a faila (ieorgelc.
Georgelc! Dinlr?...
Sem duvida. 0 principe parti liontcm a
ttoile de sua residencia para votlar a Millau rom
a llha. He isso o que explica romo Genrelc
poitde' fazer-lhe as honras desle bello pavilhflo.
O senhor rr isso '.'
Eslou certa.
O senhor sabe muila rousa, Mr. do Berga-
lasse.
Sei -ludo o que pode ser ulil a mim c aus
meus amigos.
E faz-mc a honra de contar-me entre seus
amigos'!..
Se o senhor nao he meu amigo, eu o sou
seu, responden Bergalasse jiclinanduo.,
O joven-duque no pode deixar de inrrir, e
levanlou-se.
Eotao vem? exclamou. Bergalassc a esse mo-
vimento.
Assim he preciso.
r Iremos juntos.
i Se for servido permttir-nte isso. disse o du-
que/ incliuaiidu-se tambem como para pagar a
Bergaiasse sua polidez.
Aisle acoutor o ar com o chicote, e dando rima
vfa sobre si mesmo exetantou com alearia:
to Alexandre Rodrigues dos Anjos trate quanlo au-, es, sendo-lhe por isso impossivel estar permanenle-
Em boa hora Folgo dessa dlerminarao,
posto que teuha-lhe sido inspirada muilo 'menos
pelo dosejo de vigiar contigo, do que pela impos-
sibilidade de acertar o caminho.
O joven duque coroii de ver-se assim adeviuhado.
ApressOu-se pois a laucar o capole nos hombros,
i-ingir a espada, c lomando o chicolitiho disse a
Bergalasse dcsigiiando-lbe a porta.
Mr. de Bergalasse, quando quiz'er
Bergalasse precipilou-se para a porta, abrio-a, e
ambos sahiram.
Alguns minutos depois ambos seguiao a cavallo
a estrada do .Millau.
VI "
A DI ta do principe Harlzoff.
Uus quinze dias se linha* passado depois dos
acntenme tilos referidos nos ea pillos precedentes.
Em urna das salas .do palacio do principe Hart-
zolf unta moca eslava assentada junio do proprio
principe, e pareca ouvir com allencao profunda o
que esle lite dizia. *
O principe Harlzoff, ministro da polica impe-
rial, era um homem de seus cincuenta anuos, que
apresen lava em loda sita pessoa'0 lype mais comple-
ta do russo mais atillieuliro. Eia baixo, um lan-
o cheio do corpo, de unta physionomia lude e
quasi repulsiva.
Seu crneo liso e nu linha perdido ha pouco os
cabellos abundantes que havian sido un dos seus
mais bellos ornatos ; seus bicus grossos lestemu-
nhavao una volupluusiilade grusseira, do que a lar-
gura retalla (lo pescoco leria sido j, se preciso fos-
se, um indicio sufiiciente- lina conga todava un-
ta, el na phv.sionomia desse homem era ccrlauen-
te a viveza extraordinariamente movel de seus
olbos, cuja expressao *o mais hbil 'pincel nao teria
podido retratar. Seu olhar linha alguma cousa da
astucia desconfiada do galo, e da fiia malicia da
serpenle'... elle iuha ao mesmo lempo a firmeza
cruel do ahulre, e o faguciro ardor do liai'e... Jttia
nava em Ionio dessa'singular individiialidadc nina
corla unosphera que \inba sempre, por lint a gelr-
Olanlo ao mais, o principe Harlzoff era um ho-
meni incomparavelinenle hbil, tinlia chegado ao
posto dilliril que oceupava a forra de sagacidade,
e conservava-se nelle a forra de' hahilidade. No
momento em qne o pomos "em scena elle eslava tao
slidamente eslabelecid em sita posicao que itin-
guem leria ousado disputa-la,
O principe eslava em p {Unta da lilha leudo o
cotavelo apoiado na chamin e os olhos filos no ta-
peta i(ne cohria o assoalhoi Sua alltlude linha um
ar partcula/ de rigidez, seq olhar era duro c severo.
COBXHANDO DAS ARMAS.
Qaartel jenaral do commando da* araaaa de
Pernamboco, na cldade do Recito, ana 22
de abril de 1854.
ORDEM DO DA V. 77.
O marechal de campo commandante' das armas,
em vista da-communrracao qne em data de hoolem
lite foi feita pela presidenciajesla provincia, deejara
para sciencia da goaa^icao edevido eftato, qne o go-
verno de S. M. o Imperador houve por bem, por avi-
so do ministerio dos negocios da guerra de 9 de mar-
co do correnle anno, conceder passagem do oitavo
para ondno balalfio de infanlaria,ao Sr. alteres An.
Ionio Maltozo de Andrade Cmara.
Assignado.Jos Fernandes dos Sanios Pereira-
Conforme. Candido Leal Feriara, ajndante de
ordens enrarregado dodelalhe.
*
EXTERIOR.
Eis o que tinha a dizer-le, l.ais, disse elle cm-
fim acompanhando suas palavras de um gcslo seceo
e breve ; muilo me affligiria senio comprehendes-
ses todo o alcance de minha linguagem, e se a in-
suficiencia de meus rogos obrigassem a dar-te or-
dens, as quaes forzoso te seria obedecer.
A moca que brncala indolentemente com urna
caixinha que penda de seu rico bracelete, crgueu
os hombros, hateu muitas vezesno tapete rom a pon-
a de sua chinella verde, c responden Iranquillameu-
le, sem mesmo dar-se ao liabalho deerguer os oHieV.
j dissc-lhe, senhor, o que pens de seus ro-
aos, c da moralidade de suas inlcnees; tenho a.
vonlade linne de naodesaferrar-me da conducta que
hei tid al agora, e o senhor conhece-me bstanle
para saber qu coslumo fazer o que digo...
He essa la ultima palavra ?
He minha ultima palavra.
Enta nada mais tenho a dizer-le.
__Assim como eu nada mais tenho que respon-
dcr-lhc. .
O principp reprimi um violento niovtmenlo de
colera, mordeu os lcitos, den alguns passos peta sa-
la, c cmfim. depois de alguns instantes de hesitarn
abri vitamente a porta e sabio sem pronunciar
urna palavra.
-A mora nao linha fetlo nenlium.movimenlo; so-
inenlc quando ouvio o rumor da porta, que lornava
a tachar-sc, volteta lentamente a cabera para o lado
por onde dcsapparecra o pai, sorrio mpereeplivel-
nictile ergucu os hombros, e leudo agitado branda-
mente o cordao da sinela que penda a um dos lados
da chamin dexouAee cahir lnguidamente na pol-
A lilha do principe Harlzoff era imt lypodc graja
c iic genlilqza, c linha enlao dezoilo annos. Sem
ser precisamente formosa, ella possuia ludo o que
na mulher allrahe jnvencivelmenta o olhar, c en-
canta o coracao ; era de estatura l.aixa, delgada c
ileMiel; seusottios vivos postoquo de unta braudura
inexpriiilvel pareciam em certas momentos illumi-
nai-lhe o lindo rosto; qnando na-se, os labios roza-
dos cntreabriam-sc-lte.graciosamente para detxa-
rem entrever doas ordens de denles magnficos; em-
flm.ludo al o lalhe vivo e. forte do nariz dava a sua
physionomia *m ar de finura experta e altlada.
I.ais tinha vivido at enlao na crle da.Russia.
Tciido ticrdido a mai ha muilo lempo, ella' mesma
linha taita sua propria ducacBO, linha eresrido Ion-
ge du pai, o qual os negocios absorviam inteiramen-
le, e as pessoas, de que sua nfoncia se achara ro-
deada, nao possuiain nenhuma%lns qualidades ne-
cessarias para vigiar sobre ella, guiar-lhe os prlmei-
Allocaco dirigida, pelo patriadla de Mosco*,
ao 6." corpo, no momento da sua partida para o
Danubio. '
Filhds do pai-czar e da nftiRossia {czar-otetz
ma-Rassieja), os nossos rmaos doexercito, o czar,
a patria, a christandade vos chamam.; as oraees
da Igreja e da patria vos acompanham. A Russiu
he de novo provocada pe) inimigo vencido'o re-
nado de Catharina 2-", no de Alexandre t., e no de
. >,' -, '='
ros paseos, e coitigir as primeiras impressoes que
recebia. Assim l.ais acltara-sc sosinha, e essa posi-
cao desenvolver nella cedo os felizes Inslindos de
iulclligencia. finura, e energa, de que a natureza a
dolara. Tinham-na visto menina, e lornaram a
v-la repeutinautente mora possuindo j essa arto
exquisita que n3o he de ordinario seno o resanado
de urna tanga experiencia'do mundo, manejando
com ama habilidade,. com urna elegancia, c com
unta recudi igual a linguagem, o gesto, o juizo des-
sa sociedade que ella nunca vira senao atravez de
seus sonhos de menina Desde os primeiros passos
que deu nessa companhia em que a collocavam a
posicao do pai, o nome da mai, lodos adevinha-
ram logo urna natureza primorosa, orna dessas or-
ganisucoes taitas para o dominio, lodos, mesmo as
mulheres, inclnaram-se dianle dessa raiuha que lo-
rnava tan imperiosamente posse de seu imperio.
Esse poder que Lais conquistou ao principio pelas
gracas exteriores, do que o acaso a dolara, ella sou-
be conserva-lo pelas suas maneir^s claras e fraileas ;
caminliou audaciosamenlc ao alvo sem procurar ro-
deios, sallou inlfcpidamcnta embarazos que jlie im-
I.....ham as sociedades, c quando vio que Imh* sa-
cudido o jugo de scrvidaO que a mulher recebe ao
nascer, lanjou os olhos sem cmpallidecer em toro
de si, e examinou sem receto o eftato que produzira
sua conducta... Toda a sociedade a linha seguido a
csse terreno conquistado, e ella so vio .de todos os
lados olharcs rccoiihecidos, s ouvio applausos fre-
ncliros.
S desse da em dianle be qne ella foi a rai-
nha dessa nobleza que a rodeava admiranda-a !...
Todava sua conducta'nao tardn a fazer molim,
c lalvez lbum .escndalo. As mulheres que fi-
candu alr/. linham-se achado soladas pelo eQ'eilo
do movimeulo, que amistara em seguimcnlo da mo-
ca loda a mullidaodossaloesde Mdsrow, naoaceita-
ram sem despeilo a nova posicao em que as colloca-
vam, e vingarani-se despertando a suseeplibilidade
daquellas qne'um resto 'de pudor relivera, e que
nao tinhain lomado parle no arrehatamento gcral.-
Duas sociedades foi-raaram-se, dous campos, dous
exercitos... separados por urna grande questao de
vaidade e de amor projprw, e s um combate encar-
nizado pedia approxjfna-los.
Tal era a situacao, quando o principe jJarUoffjnl-
gou dever fazer algurnas rprehensOes a lilha a res-
peito dessas dVussfies, que abalavam a corte impe-
rial. Pelo resto da ron versaran que comer capi-
tulo o leilor lera podido ver que effeilo produziram
sobre a filha as rprehensOes do pai.
(Contimm-*e-ha.)
,
m

..+n i,. -


m
t*B'0 DE PERNAMBUCO, SEGUIDA FEIR U DE ABRIL DE 1854.
Nicolao 1. Vejaos irmJos leem j foilo. reiiver o
velho habito de rumnaicrem por torra e por mar.
a So eslu eseripto nos decretos da providencia
que tos vejaes a cara ao inmigo, lembrai-vosentao
de qae oonibaleis pelo mais piedoao dos czares, pela
. *o*sa querida patria, pela sania igreja, e contra 01
perseguidores da ehritandadc, contra osopprcssores
dos povos da noaaa mesma raja' o da nossa mesma
rtlisiocontrae profanadores dos lugares sanios
e venerados, que vi rain o nasci me nio. a paixao e a
' ressurreijaode Chrislo. A victoria, a gloria, a ben-
jio e a alvajao cierna so hoje mais do que nunca
devidas qoelte. que dio asuavida"pela f em Dos,
pela dedicajao ao ciar e patria. -
ih anligosdefensores da patria deixaram es-
eripto que pela falcanjarei a victoria ( Epstola
aos Hebreos, XI. 13.),, Vos lambem veucereis pela
f. Nos vos dizemos adeos com nossas orares, c
com o symbolo da foutr'ora o nosso velho e venc-
ravel pai e predecessor Sergio, quo viveu sempre
para a Russia, abenjoou a lula victoriosa de vossos
anlepassados contri osopprcssores da patria.
A sania imagem foi' levada aos nossos regiment
uo reinado dos ciares A lefio, Pedro 1.eAlexandre
t., por occasiao da grande (uta contra vinte povos,
Que a imagemUo veneravel Sergio vos acompanhe
tambem, como penhor das fervorosas e eflicazes ora-
jfiesvqoe por vos elle tem dirigido a. Dos. Levai
e conservai a palavra guerreira e victoriosa do czar
propheta David ; n em Daos est a salvado e a g!o-'
. ra ( Psalm. LXI.*) ( Braz litana.)
Kecehemos a seguale carta que nos apressamos a
publicar. Adignidadede urna corporajao Ilustre,
e o bros de urna nacao pundonorosa fallam alai
pela bocea de um offlcial c,onhecido e apreciado dos
seos carnerada, vingaodoa offensa, por ventora ir-
reflecUda, de um gracejo mal eabido e ingrato. Na-
da podemos acrescenlar mais eloqunte do que o es-
eripto coja leilura vrvaraeole recommendaroos.
Sr. Rtiactorn. Movido pela curiosldade que
hoje desperla a questao do Oriente, deparei no Jor-
nal dos Debata de 10 do corrento, com os discur-
sos proferidos n o janUr dado a air Charles' Napier,
no Reform Olub. Eotre ellcs se distingue" o de S.
S, Lord Palmersloo, que pareceu naquella occasiao
esqueceraa estrictas conveniencias, deque sao (Jo
zelosos os homens Ilustrados da Graa-Brelanha,como
se para elogiar o seo amigo, fosse preciso ultrajar o
lirio e pundonor dos fillios de n m paz, que se lem
(aerificado conslntemente i poltica e talvez as am-
bicies da sua patria. Esqueceu todas as convenen-
cias, repito, porque S. S. devia lembrar-se de que a
saa soberana he prima dos res que reinaran), e rei-
nara, nesse pjz, onde os ofllciaes (segundo o nobr
lord) levara ponlapes o que da tolda d urna nao
o fazem Ir parar ao porao della hyperbole de
GeacSona qual S. S. uso recordou, apesar de ter
principiado a saa carreira na vida do mar, que a dis-
tancia da tolda, a. escotilha grande de orna au he
de O a 50 ps iTue sir Charles Napier he bravo,
ningoem o contesta ; mas para altesta-lo era desn/-
ressario affrontar os membros de orna corporajao
qoe, m saa grande materia, nada devem em saber,
iolelUgencia e bravera aos ofllciaes da mariuha d
S. M. Britnica. A Inglaterra oto deve esquecer
qoe Portugal como potencii|marilima he seo prede-
cesaer.Se ja Dio podemos aOrontar o seu poder,temos
por ltalos o seo respeito todos os. padrees que an-
da, hoje repelern o nosso home al aos conflns da In-
dia, e mesnto na centro das uas 'actuaes possessoes.
A marinha de Portugal, nestes ltimos tempos.po-
de ter Hffrdo desaires; nenhuma foi ou he isenla
della ; a colpa njo se deve porem imputar aos ofli-
eiaas della, seaeo forja de circunstancias, guer-
ra civil, h ralla de disciplina, organisajao, e tneios.
S. S. nao foi generoso como deve ter o ministro de
urna graudc nacao escarneceudo esses pobres ilolas
portagoezes, que regaran) com o melhor e mais puro
do aeo sangue os campos da Pennsula, e com os
. seu cadavere alolharam os fossos de Badajoz o S.
Sebastiao de BUcava tudo para maior honra e
gloria da tiria-Bretanha .' '
" He de cerlo singular que o ministro ca cora de
> m oovo alliado e amigo, se exprima em publico de
um modo tilo improprio.
Em lodo o lempo que ti vemos a honra de, servir
a dehaiio das orden de ir Charles, conhecems nel-
. le um chefe que sabe allar a bravura, com a modes-
tia a tutuca, linhamo* direito de esperar qu um
lio'mem qoe* he almirante pnrloguez, que por cima
Ha sua farda'ngleza, cinge a gra-cruz da Torre e
Espada, e que todas a vezea qoe se acha neste paiz
nao se esquece de-que he conde e grande do reino,
reslabetecetse os fados taes elles eram. Por dgnida-
. de sua deVia le-lo fcito. e poda, sem perder nada
da sua gloria, dizer que, abordando a au Rainha,
poaio qae sao achasse nelta a resistencia que devia
esperar de din navio de tal lote, frouxidao nascida
lalvez da m forroajao da sua eqnpagem, que pela
maior paste era comiiosta de gente agarrada as ras
.de Liboa; poda dizer, repito, que apezar de todo
n*o a abordara sem cusi, e qoe, se a linha rendido,
fora com a perda do bravo capilo George, do te-
nearte Woobridge, com .tres entiladas na cabera de
*u Blho, com 17 morios e 40 e tantos feridos, e que
por fia, o eoaimandaole dessa nao fora muri boc-
it do paiol da plvora com um morrfio na mao para
* fazer sallar o navio. Esta confissao seria gloriosa pa-
i ra o nobre almirante, porque oler vencido homens
que se tnhain batido bem, anda que sem mclhodo
e orden, era de certo mais lsongeiro do que ter
vencido e Urna manada de carneiros.
O Ilustre almirante poda tamben) teracrescenla-
do, seo desdouro seu, que asequipagens da esqua-
dra de D. Miguel estavaui cejpdaminadas; qne, no
meioda aceito, a nau D. Joao VI deca ron-se a fa-
vor delle; que este fado lanjtra o deslenlo no res-
to da eaquadra ; que, a bordo #A* navios, metadoda
equiparen) dejconftav a da oolra metade. Deem-se
taes condijcs a bordo d urna esquadra britnica, e
lalvez nio ejam mais felizes ; .eienlao saberao Io-
dos o homens de bro quanto sao desarosos, para
quero o di, estes pon tapes no infortunio.
Oaanlo a tomada de Valenca; o nobre almirante
mesmo entenda que nao era s com urna carta sua
qoe a praea se tomava. Se assira pensasse. nao le-
vara 16 pecas de calibre 18 com municoes c repa-
ros mandado todo desembarcar da fragata D. I'ctlra,
qoe andava cruzando defronte de Camiuha, em con-
serva da corveta Cybele, Isabel Mara, Porlueme,
brigae Villa Flor, escuna Amelia : nao levara
(00 Bracas de maruja.commandadas pelo tepenle Pe-
dro Alejandrino da Cunta, desembarcadas na (oz co
Miulio.Sir Charles Napier nao se diverta com oston-
tacAes iooteis. Cumpria-lhe porlauto repellr essas
fanfarronadas qoe, etn lugar de o elevaren) o rebai-
xam aos olhos de quem raciocina. O nobre almiran-
te devia nesse ponto explicar que, quem guarneca a
prca de Vafeara, ern o regiment de milicias de
Vianna, e que teodo-se apresentado a elle almirante
. o coroaal, e*ee escreveu aos seus amigos para que Ti.
zesemRtrega da praca. Devia contar mais, que, na'
dita carta, ae dizia que Lisboa linha acclamado a le-
gitima Soberana, e que D. Miguel, acensado por to-
da a parlo,elendo perdidos capitaese a esquadra,es-
lava reduzido ao ultimo aparo, e que como bous
' portugueses, centribuissem para terminar a guerra
, vil, evitar o derramamento de sangue. E\pres-
saodo-se auim, sir Charles Napier nada perda da sua
ratea de louros, porque, para ser bella, baslava ter
coacebida a grande idea de sohmelter as provincias
' do norte a obediencia da soberana.
Tenafjttrei esta mioha carta, dizendo a V... que
nteaialambro dos principios que comba (i, nem
daqoelle por quem m bat, quando vejo ultrajados
meas irmaos, embora oolr'ora meus adversarios.
Mslo s roe lembrou qoe sou portdguez. Pertenco
os fenedores; mashooro-me em dize-loquan-
do me enconlrei frente a frente- com os meus com-
patnota.com a espada na mao, defendendo cousas
as, aelwi sempre homens quo nao voltavam a
Ti* 77 'nem peii* pn,a d --
.nd !! ,r0"pto a V'"? e novo.amanhHa
rr^o^,n.l,0 ""*" Pr,an, "''"Z"- Es"
iue hoje sao. Escre,^ com f .
qoehveja. honra deservir com oniciaes Z&Z
. a rt. d sua. 8ehuriM ^ho|| ^
p.d..mlaBWaontoaminll.Mofls,e. ^
aalbe paco a msercaodasU car.a. Como-
Hno, se. como prosa estes seniimenl05
nodaaoan patria. Crca-me etc.
J^CemlmrM, capilao de fragaU da mariuha porr
, S. C. 19 de marco de 1854.
m<
(Imprenta e Ui:,
Ml------
fteapotta do ronde Neselrode segunda circular
ao Mr. Drooyn de Lbuys,
CvpiM iermittpacho ao Sr.de Riixleff, em
Pars, datado de S. Petersburgo no 1 f13) de agosto
de 1853.
Huspoudenilo com nicu despacho precedente
primeira circular de Mr. Drouvn de Lhuys, tenho
examinado igualmente esta parte da segunda,' n
qual versa sobre a quesillo religiosa. Resla-me
considerar aqu o quo, nesse ultimo documento, se
refere mais especialmente nossa entrada tempora-
ria nos principados, o ponto 'de visla'dbaxo do
qual devenios de encarar a mensagem da esquadra
angjo.francezn no (Viente, e o juizo que faz o go-
verno francez de nossa altilude actual.
Sejariios pormitlido em primeiro lugar que' dei-
xemos de parle a asscn;ao de que no houve cm
Conslantnopla, da parle de nenhum do represeu-
lanles eslrangeros, compresso de nenhum genero,
nem ingerencia alguma na regeicao da Porta Ollc
mana de aceitar a ultimas coudicfies, que Ihe tinha
offerecido o principe Menschikoff. Reservamos nosso
scnl.mento a esse respeito, fundado em informaefles,
que nao concordaran) interameole com a opinao,
que expnme o goveroo francez.
Mas nao podemo deixar de insistir cm nosso
modo de ver, enos affeclos e caracteres que eremos
poder altnbnir a demonslrac,ao naval das duas po-
tencias.
A comparajao das datas' feilas por Mr. Drouvn,
de Lhuys, eslabelece claramente que a ordem das
esquadrairem ancorar periodos Dardanellos foi da-
da primeira noticia do rompimento de relacdes,
queacabavade 1er lugar entre o principe Meuschikbff
e a Porta, e antes que so podesse saber em Londres
e Pars, que partido tomaramos.. Essa precedeu
poilanlo a comniiinirarao mesmo das medidas pu-
ramente eveutuaes,cuja execuc,ito sugeitavamos ain-
d resposla, que nos seria dada em Conslantnopla.
A chegada das csqgadras s aguas turcas procedeu
igualmente esta resposla. Nao temo razao para di-
zer que a presenca das duas esquadras influo forte
mente as decisoes Gnaes da Porta, por conseguate
influio as proprias dechOcs *
Res|Kmdem-nos, que nossas medidas tiuham sido
annunciadas de modo, que nao deixaram nenhuma
duvida sobre nossa firma intencAo de dacrlhe exe-
cuclo. Nao he menos' certo, que sua excucao
dependa da conducta incerla do goaerno turco. O
goVemo turro poda aceitar nosso ultimtum. '
EUe podia, nao aceitandu-o, responder de modo
que devasse urna porta aberla, para que se tomasse
outra vez em consideraran as nossas medidas
c as sojlicitacocs que a Austria aos faria nesse
sentido, slo he, nao responder como fez Reschid
Pacha, estabeleceudo acerca das promessas mesmo
que seu goveroo ja tinha aceitado no ultimo pror
jeclo de ola dirigido ao principe Menschikoff, uro
principio que deslroe pela base aquelle, que conten
o tratado de Kainardji a respeito da religiao c das
grojas.
Parece-nos pois que nossas medidas, s pelo fado
de as termos aonuncado de antemao, nao deviaiu
ser consideradas desde enlao, como sendo ja irrevo-
gavelmfnte executadas. Denias vio-se que antes
mesmo de as conhecr, he que as duas potencias
deram ordem as suas esquadras de so apparelharem
para o Oriente.
Que a demoostracao das potencias, antecipando-|
s nossas decites finaes, poz em jogo nossa honra
jalao empe'nbada ua qnesl.in, he oquebSr. mi-
nistro dos negocios estrangeiros nao'contestar, se
reconlieccr, conforme os ternos d sua primeira
circular, que cada govern'o he o nico juiz das exi-
gencias de sua dignidade.
Mr. Ilion \ i, de Lhuys repelle toda a paridade que
queremos eslabelecer entre as siliiacocs respectivas.
Na verdade jamis nao pretendemos, que houvesse
paridade de situacao entre nos c as duas potencias
para com o gnvpruo'ollomano.
O que julgamos poder susleular he, que as poten-
cas pela poscao naval, que tomaram, nos deram
urna razao de mais para procurarmos um equiva-
lente m urna posirao militar. Quando dizemos o
equivalente, eremos ficar aquem da verdade. O es-
tarein ou nao as esquadras liante da capital olloma-
na, he urna queslao de palavras que nos. ser per-
mettido nao traamos' seriamente, e retiramos de
boa Minlade a eXpressao, se geosraficainente ella
pode parecer inexata*
Mas he certo que a baha de Besika fica a peque-
a distancia dos Dardanellos; que, quando as Do-
lencias ahi lomaram posirao, gnoravamos como
ellas, de que modo a Porta otilara a nossa eulrada
nos principados; que, segundo o testemunhodo pivj-
prip Mr. Drouvn de Lhuys, a Porta foi dcixada in-
(eiramenle lvre em suas rcsoluces; que ella linha
dircto, e anda tem, segundo elle, de considerar
nossas medidas como um acto de guerra, de decla-
rar os estreitos dos Dardanellos c du Bosphoro aber-
tos ai esquadras da Franca c da Inglaterra. Em
urna igual hypolhese, basta medr-se a distancia ou
anies os obstculo', que ha para passr ou vencer
da duas parles, para dicdir-se, ae por trra, node
nossas fronteiras. mesmo aquem do Danabio, esta-
mos mls perlo de Conslantnopla, do qo* esta-
ran) por mar as duas potencia de nossas praias e
de nossos portos.
Representar a altilude armada c combinada dos
dous niaiorcs estados inarilirnos da- Europa em um
fim claramente formulado, como oancoradouroinof-
fensivo de alguns navios solados, visitando sem es-
tacionar portos amigos, abcrlos a todas as mariohas,
parece-nos qne he tomar era pouca consideracao
nossas justas susceptibilidades e nossos motivos de
preocuparan n8o menos ligilimos.
Dissemos mais cima que em um certo caso, a
posirao lomado pelas duas corles Uvera podido ser
muito masameacadora pranos, do que a nossa o
he para Constanluiopla. Mas, sem fallar nesse caso
extremo, nao he bastante o menor furacao para
obligar as -duas esquadras a mudarem seu an-
coradouro actual cm una poscao nteiramente
difierente 1 Podemos nos esquecer que.em 189,
quando as duas curlesentenderam, que dviam semJ
necessidade collocar-sc na mesma altilude (sem ne-
cessdade, dizemos nos, porque antes mesmo de re-
ceber aqu suas primeiras commanicaciies,- o im-
perador j tinha por deferencia amigavcl para com
o sullao e pela missao, que Ihe tenha feilo este so-
berano, de um emiaxador extraordinario, renun-
ciado espoulaneamenle a insislir sobre a parte prin-
cipal de suas exigencias), podamos,* digo, esquecer
que o mi lempo servio naquella poca ao almiran-
te Parker de razao sulhciente para deixar a estacSc
de Besiiia a penetrar nos Dardanellos i Anda mes-
mo tora desse ealreilo, e sem eslarem diante de
Conslanlinopla, riso sao as duas cortes senhoras no-
ralineiilc delle com a presenca e suas esquadras ?
Era caso da perturbaeso na capital, nao estaran)
em suas raaos os destinos do miperio oltomano'!
E podemos ver com um olho indifferenle pre-
dominarsua influencia absoluta, exclusiva cm detri-
mento dessa parte de aceao e de innuencia, que a
tranca reclama com justo titulo na Turqua, e que
a Russia tambem pede com justo tllelo pode re-
clamar para si mesmo? Parece-nos que lie bastante
formular estas questes para resol ve-las.
Ouando se v, como ha pouco, em nm porto da
Turquin aborto livreinente a todas as marinhas, os
navios de guerra das duas nacOes igualmente ami-
gas da Porta Oltomana, prepararem-sc para o com-
bate, e diante de um facto semellianle, as autori-
dades otliimanas atacadas de impoteucia e de imo-
biiidadc, he fcil julgr-se do grao de independencia
que pode deixar a Turqua a presenca de naos cs-
(rangeiras em sens portos e em suas aguas livres.
Nao he sem alguma razao, que julgamos poder
olhar a altilude naval das duas potencias, como urna
demoiistraco le urna nalureza grave, do que um
simples ancoradouro cm porlos abortos a todas as
marinhas, e fom<-s obrgadosa altribuir a essa alti-
lude para comnosco um caraeler cominatorio, urna
compressJo exercda em nossas rcsoluces.
Para completar nosso pensamcnlo, -pediremos
a Mr. Drouvn de Lhuys para Ihe apresentarmos
une hvpolhese.
Supponhamos* o que Dos nao permita, que
sobreviesse eijlre a Franja e a Inglaterra urna
dessa grandes dissenroc, do que poilc resultar
aubilamcnle a guerra, ou pelo menos conserva a
paz cm perplexidadc. No mais intrincado dessa
questao a Inglaterra, in virlude de um tratado
de allianra u outra qiialque convcncSo antec-
deme, nos convida a llie pAstarmos o concurso
de nossas forjas marilinias.' Do repente, e sem gne
urna participaban lenlia sido feila par nos So go-
verno francez, quinze oo viute navios russos ar-
mado cm guerra vm do fondo do Bltico anco-
rar e tomar orna. posicSo combinada com as tor-
cas da Graa Brelanlia nos porlos desle ultimo paiz,
em urna diiinnciiaj^iaj, o0 menos prxima das
coias eslabelecimentof marilimos da Franca,
Porventura o goveroo francez vera nisio um an-
coradouro. inofensivo as aguas e porlos aberlos
livremeote todo o mondo? Nao so julgaria elle
com algum a direito de qualificar um igual mo-
vimento de demonstracao comminaloria ?
Confiados em sua lealdade c em seus senlimen-
tos de honra nacional, he que formulamos essa
questao.
A circular termina rom urna accusac5o muito
grave, que .nada menos lie, quo representar a
passascm do Prnth por nossas tropas, como in-
Iroduzmto no direito publico um principio inte-
ramcnle novo, cuja admsjao se oppe o in-
lerosse gcral do mundo.
Um exame mais calmo convencer, como es-
peramos, o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
de que nossa entrada nos principados nao tem
entretanto, como precedente, lodo o alcance, qne
e Ihe d.
No direito Mblcu europeo lem havido em to-
do o lempo una dislincco nolavel entre um acto
de guerra positiva c medidas simplesmeule c oer-
cilivas. O governo nao precisara remontar muito
longe para achar mais de um exempto desta dis-
tingo na historia contempornea e em seus pro-
prios antecedentes polticos. Para nao fallar na
entrada das tropas francezas na Morca, na po-
ca da revolucao grega, afim de expellir dalli as
do sullao, quaudo elle protcstava altamente con-
tra esse ataqae teito contra a inlegridade de um
te rrilorio, que. elle olhav'a anda como seu ; sem
Tallar do bloqueio das cosas; da captura e at
da destruicao dos navios oltomanos, serie de me-
didas vilenlas, que nao determina van) todava o
estado do -nena; pederamos lembrar anda qae
a Franja, depois de 1830, de acord com a In-
glaterra, ms em' opposijao directa com as repre-
sentacoes da Rnssla, da Austria e da Prussia envadia
u m territorio, em cujo abandono o rei dos Pai-
zes-Baixos anda uao tinha consentido ; exiga delle
a retirada de suas tropas ;bombardeava depoi An-
tuerpia ; bloqueara com seu alliado os portos hpl-
landezcs, apezar do protesto do rei, o o das tres
potencias, que nham procurado decidir aquelle
soberano aceilacao voluntaria das condi^es que
Ihe tinliam sido feilas.
A Franja a Inglaterra qualificavam enlao es-
ses actos de medidas coercitivas, encerradas em.
um crculo que ellas linham tricado de ante
mao. Nao temos I evado at aqu, que o saiba-
mo, a um tal ponto a exteurab do meios de
coacc.io. Entramos, para obler sadisfacao do que
nos recusam, em um lerrorio, de que, a Porta he
suzerana, he verdade, mas onde nao existe um
so turco, com quem nossas tropas possam achar-sc
em collisao; e quaesquer que sejam os peritos
inherentes a esla^'sorles de situaedes equivocas, to-
dava exislnd* j a dislincao entre os meios co-
ercitivos e a guerra, e tondando-se ella em pre-
cedentes muito mais graves que o caso actual,
nao jiodemos aceitar a censura de ter. introdu-
zco pela primeira vez um principio novo no
mundo, trazando todas as rousequencasq ue Mr.
Drouvn de Lhuy, faz deduzir delle.
Tende a liberdade, senhor, commanicando a
presente ao governo francez,Jne Ihe submetter es-
ta rellexoes em replica aquellas que elle, nos faz
Estovamos no dever de rcstabelecer eerlos factos
anteriores e sustenrar alaumas de nossas opinBes,
cuja apprciaco por elle nao nos pareceu iotei-
ramente justa para mis. Mas no momento mesmo
em que nossas ultimas noticias de Vicua parecem
autorisar que nao renunciemos completamente a
esperanca de um arranjo com a Turqua, s
veramos com pezar, no caso de proseguir com a
Franca orna controversia aqu, gyrando sobre o
passado, conseguir difiirilmente conciliar as opi-
niOcs.' divergentes. *
A disposieao qu acabamos de mflstrar, dando
uossa aprovarao as ultimas proposlas qu a Aus-
Iria acaba de fazer a Conslantnopla, prova que
nosso desejo, nao obstante essa divergencia, he
anda o que tem sido sempre, islo he, prestar-
mo-nos i procura de um meio efcaz de ir-
raujo entre a Russia e a Porta. Depende agora
do governo fraucez concorrer com sua lnguagem
e seus conselhos Porla oltomana, para acelerar
umasolucao pacifica, que iiinguem aceitar mais
sinceramente do que o imperador, por pouco que
ella seja conforme a seus. inlfresses e a sua di-
gnidade.
Rorebei, ele, etc. {Preste.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAKBUCO.'
PARAUIBA.
17 d* abril de 1854.
, Deixei passar o correio de 14 sem dar-Ibes noti-
cias miuhas porque sendo aquelle din um dos mais
augustos, e respeiUveis para o cbrigUo, nao quiz
dislrahr-me das religiosas consderajoes, que elle
suscita, da estupenda recordac.Ro que elle motiva,
para ocrupar-me dos miseraveis negocios deste mun-
do, que cada ,dia mais miseraveis se mo antolham.
Perdnc-me a falla cm alinelo ao motivo.
Se me permit ira dar livrc curso aos meus peusa-
menlos, esc me fora possivclrcduzr a eseripto quan-
to sinto,certameulc que sera esta nma homila bem
digna do nobre amo da fatal apoplexia, que tao consideravel ruina cau-
sou, nao lano ao amo como ao criado Mecenas ; tao
importante perda repblica li Iterara, e principal-
mente aos pacientes ouvinles.
Em yerdadffainda sob as contrarias imprcsses
daquellc da de alegra e tristeza, de gloria e igno-
rancia, de fraqueza e herosmo, de derrota c victo-
ria, cu dedicara algumaslinlias ao Iicrue aquem he
consagrado, ao Homero Dcos, que humilhando-se
exaltou-se, fraqueaudo reanmou-se', e morrendo
venceu... Mas nesla occasiao o sileucio he mais elo-
quente do que todos os felizes rasgos de um espirito
sublime. He esta ama das opportuqjlades, poucas
na pralca, cm que se pode ser orador*!em trabalho.
Aprovcilemo-la.
Assisli aos aclos da semana sania, desde o domin-
go de Ramos, que reprsenla as adulajoes, e mil
mentidas manifestacoes de eslima com que os ho-
mens cslumam laudar o hroe no apoge de sua
gloria, e eraquanto entendem que delle alguma ul-
lidade Ibes pode resultar, ao menos de consideraejo
publica, al a Reasurreijo, que serve de ljSo, em-
bora improflcua, aos ingratos, que esquecendo os
beneficios, olvidando o incens que Ihe quemaram,
lem apedrejado o bemfeilor, c, quando o julgam
complelameiile abysmado no profundo bratro do
nada, estpidos, e boqui-abertbs, o vem surgir mais
brilhante e poderoso.
Nao sei se ser um pouco profana a moralidade
que tiro de actos taes, do acoiitefcimentos tao respei-
taveis c santos; mas perdoem-me os homens seve-
ros, porque a moralidade sempre he boa, quando lie
moralidade. '
Extraordinario. fo o concurso a todos aquelles ac-
los religiosos, e a matriz vjo em seu recinto todos
os brilhante gruposfSfcae s recebe na festividade de
sua Padroeira.
Hava a differenca, muito justa e rasoavel.de es-
larem os restos um pouco mais tristes c recolhidos,
o que nada Ihes fez perder de seu ordinario inte-
resse. ,
Na quarla-feira de trevas, que quanto a ram, re-
presenta a occasiao'cm que os mos eslao em seus
antros preparando negros planos contra a unoceu-
cia, os maldizeutcs aucdclas contra a honra do pr-
ximo, ao sabir da igreja lveram os devotos- de se-
guir para suas casas com agua pelo meio daspernas.
Urna grossa balera Tagua, tao forte como ha mili-
to nao tenho visto, unundou as ras, e algumas ca-
sas da ra da baixa.cujosmnradores quasi reclamaui
bombas.
Eu Uve de tirar minha roupa de galla para nao
ficar privado de continuar a apreciar a msica nos
oulros aclos, que estove muito boa em sua excucao,
embora as peasas tossem qm pouco festivaes c ale-
gres, mais do que a occasiao,, c lugar reclamava...
0 vandalismo musical do secuto 19, tem destruido e
fcito desapparecer aquellas bellas c sublimes pro-
durrOcs de msica religiosa, que tao magestoso ef-
feilo produziam nos antigos .templos golmcos. O
modernismo; cm seu rnror de iuuovaroes, nada quer
deixar anliguidade, quanto a mira, mil vezes mais
potica.
Nao negarci moderna .as ptimas c brillianles
qnalidndes de economa fnanceira, de especuladora,
do agiota, de usaquiaisla e mesmo de egosta; mas
potica... aisso ella nunca chegar por mais que
queira. Se-lo^-ha como um brelao. Continu nos
seus caminhos de ferro, as suas minas da Australia,
e Clifoniia, malevialtse e -vapori:; o mundo, emito-
------------- i
ra que a poesa pertencer contcstavelmente'aos
antigos.
m dos cantoras que ouvi em urna lafceniacao,
soube locar uas fibras de neu corarao, naquella fi-
bra scnsivcl e sonora, quo j una nica vez foi to-
cada, e vibrou docemente essa capital, ua igreja do
Corpo Santo. Que sjudos)s recordajSes me deixou
aquello cantar divino 1 Jeremas lamentou, e o
cantor o traduzio liller-ineutc. Estara este ferido
no mesmo ponto do coa<8o daquellc ? S Dos o
sabe!! .
At hoje s (abo ouvido estropear aquellas su-
blimes strophes por garfantcadores mais ou menos
constipados.
O laca-pi-.<, esse acto idmiravel do abnegajo di-
vina, e de licao philosoplilba, foi feilo com bstanle
decencia. Os homens rio capazes de viciar as cou-
sas mais sanias, pensava eu uo momento em que o
representante de ChrisU lavava um p aos improvi-
sados discpulos Se hoje um magnate publica-
mente se apresenlasse Uvandu os pos de quem quer
que fosse, e' Ihe gritaa orgulhoso Es hy-
pocrita nesta tua osleobcao de humildade Anda
impoiido de humilde ue patenleas leu orgulho.
Nao aproximars nuuca leu acto de fingida canda-
de, d mentida humilhacao, ao qu te serve de mo-
dsllo !...
O pregador, explicaido e moralsando o faci
apostrophou aos grandese potentados,, pela soberba
e orgulho... Ah sbberla, e orgulho! Um facto
daquelles falla mais eloquente do que todos os ser-
anees do Mandato. Eu o quzera ver reproduzi-
.do, mas nao moralisadas. O sermao esleve bom
quanto pode estar um ierm3o sob tal assompto.
Entre aquelle cesto seapre ha a dlflcrencado vi-
vo ao piulado ,
A paixao, oh Ella por si he magestosa, dspn
sa inteirameiHp o bom desempenlio dos qoe a re-
presentam. ,
O. tmulo he o nais puugente sermao para os
liis... "~"
A procissao esleve mailo boa, os andores bem
preparados, o concurso grande.
Durante esses das a ehuva cabio em abundancia,
mas com tanta attenrao, que os assistentes dos mais
actos nao foram perturbado em suas retiradas.
A alleluia esteve iptiiua, quanto o podia eslar, e
a msica brilhou, porque, como tenho notado, esta
afeita as execusses alegres, vivas e brilhante.
Eu sei que o director difficilmente obler pessas
apropriadas aos actoi religiosos, porque as antigs
uao existem, e os compositores modernos cstain
acoslumados ao ouropel, para o que talvez tambem
roucorra os estragados ouvidos, dos espantadores, e
apreciadores. Bastante gloria lhc cabe pelo qu
lem podido fazer, e por iseo, pcrmilta-me, que o
chame redemplor de nosso ouvidos.
. Com quanto os descendentes do discpulo trahidor
eslejam hoje soba protecsao da cmara Ilustre,
com tudo o povo teimoso em suas vingancas, e vin-
galivo contra os trahidores, pode pilhar mai de um
Judas, e inaugura-los nos ferro dos lampioe, on-
de alumiavam tanto como qualquer d'aquelles. Por
occasigo d'esse complemento popular dos successo
da paixao, da recordarao de castigo de um acto tao
infame, o tao commum, houte urna ocaurrencia ri-
dicula, e cmica, que pode ter serias consequencias.
Eiecutaram um Judas na porta de um portuguez,
que aqu parece ter algumas desaffeicoes, o na alle-
luia foram 1er ao p 0*6 cadver (do Judas) o testa-
mento, na forma da Iei anlga, boje em desuso, o
qual alludi.1 bastante, e at insultava o vizinho, cu-
jo nomc parecc-me, que emprestaran) ao ejecutado.
Em quanto linha lugar o acto judicial (creio que o
he) o pobre homem conservou-se mudo e quedo,
lemendo sem duvida que o sumriassem por deso-
bediencia ; mas logo que cessou (aqai est a impru-
dencia) fq queixar-se a S. Exc. o$r. presidente,
que Ihe promelleujuslica, como era seu dever.
Qual ser ella nao sei, mas he muito provavel, que
tenha de augmentar a indisposcao, 'sem dar urna
satisfago ao offendido, que neste caso helmpossvel.
Assisti ao alegre acto da Ressurreisab, que poz o
remate a serie de estupendos aconlechnentos, prin-
cipiados no Olivele. e lindos no Gelgolha. Com que
ancedade nao seria rase cumplimento das proficias
esperado pelos discpulos, e crete da nova, e ad-
miravcl religiao, cujo mssionario sellara com seu
sangue quanlo asseyerou cm suas doctrinaes ? Mti
videro, non creda r, dizia um dos discpulos acas-
lellado em sua duvida.
Duvida tao justa, que foi benignamente disspada,
fcilmente perdeada.
A msica esteve sublime, o o sermao eloquenlis-
simo, e bem pronunciado. O reverendo padre SiI-
veira excede-se, e ganhou mais um fiorao em sua
corea de pregador.
Urna procissao com o Senhor Glorioso, em um
bem pensado andor, corren toda a ra d'esta cda-
de. Esteve ella simples, mas linda, e alegre com a
bella manliaa em que sabio.
A msica de paucadaria particular, j unitormisa-
da tocou ricas pessas, c muito bem executadts. Aiu-
da he fruclo do trabalho do director da orcheslra.
Eu qusera o uoiforme mais simples, e apropria-
do tal msica. Parece-me, que a sobrecasaca nao
Ihe fica muito bem, porque he vestuario muito
paisano para urna msica, da qual nao podemos
apartar a idea de militar. He certo que boje1 os mi-
litares lera lomado a pacifica sobrecasaca dos paisa-
nos, feito d'ella urna especie de monslro, arru-
mando-lhe seas galSe, e perendenguens; mas eu
me nao posso acostumar a esse mixto.
A Iranqniljidade publica, e segurauja individdal
vio sem maior novdade ; e o thuggs mai parcos
de passaporles para o outro mundo. Assim Dos os
conserve para nosso bem.
A poucos da foram presos doiis celebre nego-
ciantes de esecvos alheio, que trazando um carre-
gamenlo d'essa fazenda do interior d'cssa provincia,
aqui se pozeram era comtfco de breganha, e ainda
chegaram a receber uns lautos *is conta.
Um delles foi capturado na povoacao do cabedel-
lo.edizem-me.quesob a proleccao de um agente
de polica. 0 Di. Silverio ai mostrando, que nao
gosta dos vclhaeos, enetn ama muito ao dolce far-
niente.
O gneros alimenticios conlinuam caros. A the-
souraria geral continua cm crisc, c, segundo os me-
lhores calculistas, tao cedo nao readquire forjas. He
nma das peiores pUiisca conhecidas na'medicina, a
fnanceira.
Eu tenho urna, chronca, que me nao tem sido
possivel curar; apezar de todos o xaropes, e cor-
dias. ,
Com tudo, praza ao cos, que fosse esse o nico
mal que me allligisse...
Finou-sc na sexta da paixao, o guardiao de S.
Francisco deste provincia, Fr. Antonio Cardse, di-
zem os mdicos, que de urna auartsma m> pesco-
jo, aquelles que o nSo sao, que de urna defiuxao.
Seja como for, o indubilavel he que elle finou-se de
um embarajo no canal respiratorio. Suas ljoas
qualdades lornaram aquella perda bastante sensivel
a seus amigos.
Consta-me que por ah teera apparecido seos ar-
rufo em cousequeuca de minha observarlo a res-
peito da ualuralidadc dos africanos libertos. Eu en-
tenda que era ella urna questao internacional, uto
innocente como qualquer outra, e por isso, confes-
sando minha ignorancia, submetli minha actual op-
niao a melhores juzos, sem desejos de offender a
naciooalidadc qualquer; porm, como offensas ap-
pareccm, retiro quanlo disse, c tico em minha igno-
rancia iiutiga.
Estaro salisfcitas as susceptibilidades 1 Vejamos
mas se nao esliverem, cutao darei o silencio em
resposla.
Parece-me que he occasiao de concluir a narra-
3o de minha jornada, que! t8o a proposito ficou sus-
pensa naruz do Espirito Santo, povoajao de.mcs-
quinha apparenca, e que tem urna sonve! feira ao
domingo, urna rapella microscpica, um proprieta-
rio simi-abastado, um mestre escola, um fiscal om-
nisciente, um inspector omnipotente, e um ferreiro
com honras de tonel. J v que a tal povoajao ad-
milte mu bem por Iragc o limao aberlo, e as meno-
res. He san facn, e par isso nao Barde:
Ahi pernote!, porque minha alimaa eslava ex-
ausla, c redamando um corroboramento, c tive de
apreciar os liarmoniosos sons de nma viola n'um
baanno rasgado, capaz de fazer dan jar as proprias
pedras. He o lal baianno, que em verdade lem um
nao sei o quo de bulijoso, o (anger nacional, a har-
mona de furor a unir peca msica de nossos matu-
los, no qual esquecem facca, espingarda, cavVlo,
mulher e todos os seus possuidos de mais estima.1
Nao sei a ualuralidadc desse toque mgico, ma
provavel que fosse na Baha, onde elle he execnta
com loda a maciesa e compasso,e. onde se corla 4 j
canaregra,
Me foi mister o canjasso de seis leguas de vasco-
lejo de intestinos para me fazer resislir ao magne-
tismo daquclla mwica ; mas minhas palpebras se
nao curvaran) por loda a noite.
Ao romper d'aurora cavalguei novaraenle, e to-
me a estrada. Pouco adianto da povoajao deixei
a estrada, que vai para o ledo d'Ara, e lome, a
esquerda a da villa do Pilar, para onde me dcslina-
va.
Com poucos ceios de. passos enconlrei urna bella
cerca de mulungs antigos, que era um muro im-
pcnelravel, mas que a ruslicdaile fuera cortar em
certa altura, pelo que niu,tas]daquellas arvoreslive-
ram de morrer, e por conseqoencia de deslruir-se a-
qaelle cercado, obra de muito anuos, e que pro-
mettia urna durajao secular.
He nm dos maiores Irahalhos de uossa agricultu-
ra pelo lempo que consume, ejmadeiras que deslue,
o cercar, entretanto que nada he mais fcil do que
a factura de urna cerca nativa de mulungs,rajatei-
ras, limoeiros, ou oulras qoaesquer arvores de fcil
vegeta jao. de que tanto abundan) nossos mallos; po-
rem nossos agricultores preferem fazer annualmente
um cercado a plantar uns ceios do arvores, por
que, dizem elles estas nao satisfaro seu fim duran-
te sua vida, n que ainda nao he exacto.
Lamentando o vandalismo, que deixo re'ferido,
continuei abismado em profunda meditajao, e
fui dittrahido quando o burro abalroou-so na por"
teira do engenho Santo Antonio por cujo cercado
devia passar. Enlrei nesle, e vi urna capella bas-
tante arruinada, mas quedenotava ter de entrar em
obras pelo material jucto. O engenho necessita de
reparo, e musir haver sido descuidado. -Ao sabir
do cercado enconlrei-me novamente com o magesto-
so rio Paiahiba, cuja reas alvas, e brifhanles pelas
moracaxetas, que em abundancia existem com ellas
misturadas, pareciam representa on novo co de
estrellas fixas. O rio linha muilactuca agua, e a-
penas de espajo em espajo grandes* deposito oflere-
ciam banho ao viandante ob a coberla pe brando-
sos joaseiros, e umarineiros. Resist tentajao de
banhar-me, porque eslava um penco agitado, mas
nao pude recusar-me a delar-me a borda de um dos
laes depsitos sobre a fina ara, e debaixo de urna
copuda arvore, onde poosavam centenares de pas-
arinhos, que aprecavam a fresca virajo, e se re-
vam no espelho da cristalina agua.
All, cm um momento, passei na imaginacu urna
longa aerie.de annos, quo tenho deixado no passado,
e quasi desanimo pelo pouco que me pareceu dever
viver anda ; mas passada essa primeria impresso
a que anda o espirito mais forte nao se pdde urtar;
enlrei a olhar o passado e futuro, com olhos mais
phlusophcos. (.Inanias gerajei, pensava- eu, nSo
tem calcado estas mudas rea, qu impassivea a*
temv isto desapparecer no abysmo do nada. Quan-
to nao tem para ella lanjado oa olhos sem reflecli-
rem, que muitos outro desde o cornejo do mundo,
as tem olhado com descuido e desalen jilo, entretan-
to que ellas existem, a elles......sao hoje o mesmo
que aquellos serao lalvez amanha, islo ha um
pequeuo monte de Ierra, ou ara....
Depois, por nma transjo inadvertida, rocordei-
medo que foi nossa agricultura a cncoenta annos,
e do adiantamento que tem feito.... Neste ponto sen-
t o corar jo conlrahir-se-me de dr... Triste verda.-
de, quaai nada temos adantado, entretanto qae te-
mos municipalidades, assembleas proviociies, e tan-
ta rousa que faz pena. <
Cavalgucmos, c continuemos nossa jornada, di;
zenflo um adeus saudoso a esta impagavel e hospi-
talera sombra, da qual me Jie'a de recordar por todos
osdias de mioha tris* vida, nao tanto pelo pensa-
mentos philosophicos, ou econmicos, que ahi
me oceuparam, como por outros mais doces, que
os acompanharam, pertencentes a um perio-
do de minha vida, no qual o. sentimentalismo,
e poesas roe possuram, para me deixarem nm es-
tril desengao. Idade das illusOes longe e ve 1...
Eu te record com dolorosas audade, mas nio de-
sejo que recomeces.
Tomoi a margem opposta do ro e segui por urna
estrada nao ni, embora um pouco lamosa.
Passei por m bello pomar de laranja, e outros
jriiclos, que enfesados pelo sol, aciosos esperavam
pelas coiitinuajcs das 'chuvas para saciarem-se de
seve. e lomarem o devido desonvolviraenlo.
Vi all o caslanheirn do Portugal, o pinhao, a ca-
ella da India, o fruclo de pao, a jaca, o cajueiro,
a manguclra, e outra arvore da beira mar, que
lem n'aquellas alturas urna vegetajao difiicl e
rachitca. '.
Meia legua distante tve de passar novamente o
rio no lugar chamado Paisagem do Pobre, onde
elle, firmando um cotovello, tem urna crescida lar-
gura. As mesmas aras, a mesma magestade, a
mesma poesa.
Fica esse ponto do rio cinco legoas, pouco mais
ou menos, distante da villa do Pilar, e quatro dis-
tante do povoado de S. Miguel do Taiju onde exis-
te a igreja matriz de N. Sra. Rainha dos Aojos. A
estrada que couduz a esse povoado he a mesma em
qualidade e conservajao, e atravessa ainda o rio por
duasvezesnoslugaresdo Marau cPattagcmdoMar-
tin. Fica ella orlada pelos engenho Massangano,
Saula Auna, Marau', Itajun, Oiteiro, Pedra Bran-
ca, e S. Miguel.
A povoajao he mesquioha, mas enllocada em
urna eminencia agradavel, e que offerece urna bel-
la vista. A anliga matriz jaz em ruinas, e actual-
mente serve a capella de S. Miguel, qae alem de.
pequea, est em miseravel estado. 'Existe em
principio de cdifllcajo urna oulra capella, mas,
conforme as apparencias, sua conclusao nao ser
neste secuto.
Segui de passagem e com mais de cinco legoas de
camiuio, ache-me na villa do Pilar.
Tem essa villa uro, maior numero de casas do que
o Espirito Samo, e Santa Rita, em daas ras lima
dasquaes a principal, e que acompanha a estrada,
he bastante longa mas irregular.
A matriz ameaja ruinas e j a assembla vofou
urna quota para saa reedficajao, a qual, com a que
deram os fiei acha-se em mao dos encarregado da
obra, mas nao me consta que esta tenha de comejar
nesle anuo pos nao vi para isso disposijao algu-
ma. Existe urna pessima cadeia, se que he tal nome
merece urna casa velha, e sem a menor seguraoja,
assin como um sobrado com o nome de casa da c-
mara, e onde Irabalha tambem o jury.
Tem aquella cmara un bem sofrivel patrimonio,
talvez o maior das cmaras da provincia, mas seus
rendimenlos,so existem, uada aproveitam aos mu-
nicipio. Se houvesse alguem que tomasse conheci-
mento ao rendmcnlo d'aquclle patrimonio, e sua
aplicajao cerlamenle^que esse alguem faria nma o-
bra toda meritoria.
Ali fiquei eu, e nao continuei. por quo oblive o
quedesejava, e cm mcu regresso lorne pela mesma
estrada, por lauto findei a viagem.
As chuvas continuara com forjas, e n'este mo-'
ment cabera ellas com lodo o desembarajo.
Nada mais ha. Saude. e dinheiro, e todo quan
to he bom Ihe desejo por muitos annos. ,
PRMICO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
6 essa o' ordinaria em 19 de abril da 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Catalcanti.
(Conclusao.)
O Sr. llanos Brrelo : Sr. presidente,-eu nao
tomara mais a palavra sobre esta qaesiao, se por-
veotura urna infjinajo dada antes de hontem por
ram nesla casa, nao houtesse sido contestada, prin-
cipalmente pelo meu nobre amigo o Sr. primeiro se-
cretario.
A questao, Sr. presidente, ja se tem tornado enfa-
dnnha, e de cerlo ninguem de muito boa vontade,
querera boje tornar parte nella. Era esta una raza
para que eu me lrmasse no proposito de mjo tomar
mais a palavra ; entretanto, urna crcumslancia pa-
ra mira muilo dolorosa, me forjou vir ainda boje
abusar da paciencia da casa e implorar a sua costu-
mada, mas nao merecida, benevolencia para co-
mgo.
Eu disse aulas de hontem, Sr. presidente, que a cu-
nosidadc de saber qual dos dous lugares seria o mais
conveniente para ser a sdq da Iregueza de Cimbres,
visto que na sessaode 18>-\ se tinha tratado de mu-
danja da sede daquella freguezia.que a auriosidade.
me linha levado a Cimbres e a Pesquera, para por
niin mesmo julgar das duas localidades.
Disse entao, Sr. presidente, que por mim mesmo
linha contado o numero de casas, linha visto o esta-
do daquella villn.liulia visto a matriz, a cadeia, etc.,
e urna inexaclidaoda minha parte, urna inexaelidao,
Sr. presidente, que nao servira jamis para provar
que eu quizesse avanjar um falsidade nt, casa :
porque nao vinba ao caso saber-.se (pelo menos para a
minha argomentajao) se a cadeia linha 32 on 50 pal--
mos de largura....
O Sr. Pan Brrelo : Quem Ihe disse isso ?
quem fallou era falsidade'.' -
O Sr. Barros Brrelo:O nobre deputado disse,
que en tinha avaneado proposijoes inexactas, que eu
linha dado ama informarlo falsa.
O Sr. Paes Brrelo : Nao usei deste termo.
O Sr. Barros Brrelo: Poi eu assim o tinha en-
tendido.
Mas, Sr. presidente, o nobre deputado e a casa,
acredilarao que eu seja tao papalvo, que querendo
provar que a emenda do nobre deputado nao devia
passar, por trazer urna despeza intil, fosse provar
que a cadeia de Cimbres podia ser reedificada com
menos do que aquillo que he realmeulc'necessa-
rio t
Porque, dizendo eu, que a cadeia era menor do
que realmente era, provava, que com menos dinhei-
ro, se poderam fazer os reparns.vstoo estado de mi-
na ser o mesmo, quaesquer que fossem as diraensoes
d edificio, e importar em menos, sendo elle me-
nor
(Ha alguns apartes.) ,
O Sr: Barros Brrelo:Senhores, eu preciso de-
fender muilo bem a minha poscao a eile respeito : eu
nao tenho inleresses em Cimbres nem em Pesque-
ra, nem meo, nem de pessoa de minha...
OSr. Paes Brrelo: Nem esto seu criado.
OSr. Barros Brrelo :-r Eu nao me refiro a nb-
goeiri, eslou fallando por mim; nao tenho interesse
de nalureza nenhuma,nem em uma.nememoutra lo-
calidade ; tantas relajees tenho com a familia de*Pes-
queira, como com o Sr. Joo Leile, tanto com os que
querem que seja Pesquera villa, como com os que
querem que o seja Cimbres ; nao (eolio motivos de
resenlimento contra o Sr. Joo Leile...
O Sr. Paes Brrelo : E que vem ao caso o
Sr. Joo Leile ?
O Sr. Barros Brrelo: 0 Sr. JoSo Leile re-
presenta a idea do ser a cadeia em Cimbres...
O Sr. Paes Brrelo: Est engaado, a emen-
da he minha.
O Sr. Barros Brrelo : Embora a emenda seja
do nobre deputado, as informajoes nao sao suas.
Mas eu nao eslou dizendo que o nobre deputado faja
mal em ouvir o Sr. Joao Lete, eslou deunindo a mi-
nha posijo nesta questao, estou dizendo qae eu fui
indagar as cousa por mim, que nao sou dirigido por
inforroajes de ninguem, nem tenho interesse em fa-
zer com que Cimbres seja suplantada : qoero pro-
var, que o nobre deputado deve ter alguma condes-
cendencia paracomigo......maso nobre deputado
nao aceita informajoes de ninguem, enlende, que s
as que elle tem sao as verdadeiras, que o estado de
Cimbres he o mais prospero possivel.... Cimbres em
1852 era menos do que urna tapera,'Cimbre hoje he
urna villa prospera c de grande cummercio !..
(la alguns apartes.)
OSr. Paet Brrelo : E nao parejo ter lano
enlhuaiasmo como o nobre deputado.
O Sr. Barros Brrelo : Mas, senhores, cu ap
pello para a consciencia do nobre deputado, elle que
decida, se neslaqnesto posso ser levado por outro
enlhusiasmo, que nao seja aquelle de fazer appare-
eer a verdade inteira.
Senhores, eu quando fallei em oulro da, disse,
que nao quera nem a cadeia era Cimbres ,
nem em Pesqueira, que nao era a favor de nenhuma
dessas localidades ; que naowolava nem pela emen-
da do Sr. Jos Pedro, nem pela do Sr. primeiro se-
cretario ; portento, que interesse posso eu ter em
vir aqu dizer seno aquillo que he verdade ? qual o
mea interesse suo este '. ado qae he preciso altri-
bur-se-me um desejo muitomesqunh, para nao se
me acreditar n'uma infarinaeao que don casa.
Disse-se, qoe Cimbrea de 1852 para c, tem pros-
perado, mas nao ha motivo para que haja essa grande
prosperidade : em torno de Cimbres s habitara os
Indios...
O Sr. Catanlto : Mora muita gente que nao
he Indio: o senhor Paolaleao at tem urna enge-
nhoca.
O Sr. Barros Brrelo: Fallo em torno de Cim-
bre.
O Sr. Paes Brrelo : Mas aquillo he menos
qae tapera.
OSr. Barros Brrelo : En disse em 52 ; mas
eu vi que a gente que all liabitava nSo era gene,
que tivesseuma riqueza tal, que se empregasse em
industrias de natureza tal, qae pela sua riqueza po-
desse improvisar em Cimbres urna villa prospera in-
mediatamente, dar-lhe essa bonita perspectiva de
que se falten aqui. Cimbres he arredado da estra-
da geral qna|go leguas, em cima de ama serra onde
sechega por um caminho pessimo: qual he, pois, o
motivo, porque todo o commerco ha do correr para
Cimbres, como disse o nobre deputado que se senta
defronte de mim ?
O Sr. Calanho: E a Escada lambem nao est
collocada em cima d'oma serra ?
O Sr. Barros Brrelo : Eu pao estou dsculin-
do a Iei que creou um municipio-ua freguezia da Es-
cada ; trato de Pesquera de e Cimbres.
V, porlauto, V. Exc, qUe nao ha razao para que
Cimbres se iraprovsasse tao depressa cm villa en ci-
dade, como talvez queiram os nobres deoula-
dos...
OSr. Paes Brrelo : Heteelhor improvisar
em tapera.
O Sr. Barros Brrelo : Respondo ao nobre de-
potado, que nio he improvisar ; porque sai tapera
heomareaoiaodecasasde tapa.emroo estedo, e
em pequeo numero, enlao Cimbres era tapera em
1852. .
Pesqoeir.Sr. presidente, nao esl no mesmo caso,
Pesqaeira lem muito melhores casas, Pesqueira esl
collocada ajuma estrada, nao tem falla d'agna,; par-
rece-me que ninguem, qne conhecr ambas as loca-
lidades,hesitar nm momento em dizer que Pesquera
deve ser preferida a Cimbres.
Eis-aqui quaes foram as razoes que me levaran) a
pronunciar-me do modo porque o fiz a respeito de
Cimbres. Mas o nobre deputado combatendo a ar-
gumentarlo produzida por mim sobre a sede da vil-
la ser Cimbres ou Pesqueira, nao quiz tambem con-
cordar com a minha opinao, e apresenlou argumen-
tos de que me nao record, mas que cnlendo que
nao podem destruir a minha argumenta jao.
A minha argumeutajao, Sr. presidente, fundou-
ena constituijao ; a consliluijao determina, que
hajam cmara cm todas as villas e cidades, e a le de
I83C determina, qae a sede da villa de Cimbres fos-
se transferida para a de Pesqueira ; parece, porlanto,
que sendo a sede do termo Pesqueira, deixa Cim-
bres de ser villa.. E ciernis, quer o nobre deputado
tome a palavra villacomo eutidade moral, quer
tome como entdade material; conssliudo em urna
reuniao de casas, quer n'uma, quer n'outra accep-
rao, Pesqueira nao pode deixar de ser villa, e. Cim-
bros nao pode ser viila, porque tendo a Iei determi-
nado que a sede do termo Cimbres passasso para
Pesqueira, he claro que Cimbres deixou de ser
villa.
OSr. Paes Brrielo: Pois eu nao acho.
.' OSr. Augusto de Oliceira d nm aparte.
O Sr. Barros Brrelo :. Se eu nao quero que
Cimbres tenha cadeia, nem Pesquera, para qbe est
cora esses apartes ? Poi quando eu vejo urna cidade
que prospera como Rio-Formoso,* nao ter cadeia,
hei de conceder que se faja em Cimbres mais em
Pesqueira ?
Sr. presidente, eu poderia aventurar mais alguma
reOexes, nao a respeito de Cimbres, qae protesto
n3o tomar mais parle nesta discusso, mas a respeito
do que aqui se disse sobre as obras publicas da pro-
vincia ; porm, Sr. presidente, eu tambem nao que-
ro entrar nessa discusso, e s tomarei parte nella
quando for a isso provocado, ou qnando algum faci
que me disser respeito, for trazidn casa ; mas ha
accusajOes vagas que ninguem sabe onde vo locar,
nao me obrigo a responder.
OSr. Siqueira C'aiacanft (Nao.devoWeuo su
discurso.)
O Sr. Veiga Pessoa : Sr. presidente, sendo um
dos signatarios ,da emenda que ha pouco fra lida,
An que se consigna a idea da factura de um acude na
cidade de Nazarcth, corre-me a obrgajao de apre-
senlar algumas razoes em sua justifica jao.
A cidade de Nzareth, Sr. prcsidcnlc. acha-se si-
tuada, como ho de Icr acieocU alguns senhores oe-
pulados, em urna localidade bastante elevada, c era
um lerreoo todo pedregoso ; (.eloque se resente a
falla de olhos d'agua, que npstam saliifazer coramo-
damenle essa primeira neoessidade vital, apenas exis-
tem all duas foiites publicas em distancia de 100 a
200 brajas, onde todos os sea habitantes mandara,
o affluem a busca-la.e quo palaescassez em que ellas
vivem constanlenaenle, mal salisfazem ao consumo
diario, occorrendo deroais a eircumslanca de secca-
rem pelo lempo de verlo quasi inteiramente, a pon-
to de recorrer-se a outro. logares diilantes um qaarlo .
de legua, a nao se querer morrer de sede ; a agua
por esse lempo anda all por indulgencia.
m Sr. Deputado : Islo he exaio.
O Sr. Veiga Petsoa : Este anno mesmo'deo-ae.
urna crisedestas, urna daquellas fonles seccou, e se-
ment a outra he que ollerecia ainda alguma agua,
e para onde lodo corriam, succedendo at desor-
dens, em conseqoencia do que tive, oa qualidade de
encarregado da polica daquella cidade, de postar
una forja para regulariur a distribuj,1o d'agua, e
vitar assim alguns disturbios.
Alm disto, Sr. presidente, nao he lmente a qaao-
lidade d'agua.que loma grande a necessidade de ter
all um ajudc, tambem a sua qualidade ;a agua qae
all se bebe em gcral be pessima, e de mao labor, os
nobres deputados que j foram aquella cidade'nbem
perfeiUmenle, o quanto nao soffrem nesta parfe os
seus habtenles.
A'vista, poi, desta razoes, enlendo ser de reco-
nhecda ulilidade que all se faja um ajude para
assim melliorar a sorle daquella cidade, alia impor-
tante, lano mais quanlo, tem sido bem infeliz na
distribu jao dos beneficios obra publicas nao
existe alli um s, concedido pelo governo. de ordem
a offerecer urna ulilidade publica, lao apreciada co-
mo inconlestavelmente ha de prestar esse de qoe fal-
lo ; ao puso, porm, que he urna comarca mailo
ricae agrcola,e que concorre com um contingento
um tanto poderoso; para o artigo rerruta da provin-
cia, ahi et o nobre inspector dalhesouraria, qoe
nos pdeinformor desta verdade.
Porlanto, acho no caso de ser altenddo em face
desta considerajoes, qae serao sem 'duvida subsir
diarias, as que tem de offerecer o oulros signata-
rio.
Encerrada a discusso, he o artigo approvado eom
todas as emendas.
Entra em discusso o artigo 13 qoe be. o se-
gninle:
a Art. 13. Com o cajaJjjienlo das
ras desta cidade. /*>\ ?""-- 16.-fJ000OO
l'assa-se ao artigo 14 que diz as-
sim :
a Art. I Com as obras das ma-
'''** i6*oafjoo
V'ao mesa e sao apiadas as 15 emendas seguin-
tes : (vide Diario n. 90.)
OSr. Carneiro daCunha observa que, tendo pas-
sado na casa um parecer de commissao Je fazenda,
que devolveu ao governo a dslribuijao da' quotas
necesarias para reparos das matrzes, nSo convm
que a casa agora, dcslrundo-sen proprio faojo, se
encarregue dessa distribu jao.
Faz mais diversas cousiderajSes, tendentes mos-
trar que o governo melbor habilitado pode fazer-es-
la desgnajao, porque pode conhecr nao qoae as
materias que mais precisan) d soccorro, como tem.- '
bem a qoaolidade desse occorro.
A discusso Eca adiada pela hora.
O Sr. presidente designa a ordem do da e levanta
a sessi.
Saaaao* orttlnarU ana SO de abril ala 1884.
Presidencia do Sr. Pedro CacalcantL.
Feito a chamada, verifica-se eslarem presentes 33
senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sessan.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior,
que he approvada.
Nao houve expediente.
lie lido. jolgado objecto de deliberajo,e manda-
do imprimir o seguate projecto:
o devido criterio o reqoerimenlo de Jos Poiv carpo
de Freitas, professor de primeira lellraa do collegio
do orphaos, em que pede a esta assembla que, em
declarajSo a Iei u. 313 resolva, que ao ordenado que
elle tem de [rceber em virlude de sua jubila jao se
jante a gratiftiaco que igualmente percebe por estar
as condjSen do artigo 10 da Iei geral de 15 de ou-
lubro de 182'' ; bem assim qoe se declare dever a
sua dila jubilajo regular-se nao pelo artigo51 do
regulameoto de 12 de maio de 1851, mas pela Iei de
10 de ju'nho de 1837, visto como ainda se achara de-
pendentes disposijOes dos artigo 11 e 59 do citado ragulamen-
10, que, augmentando os oadenados dos professores
aulorisaram o que se acha p^criplo no referido arti-
go 51, o qual no entender' do peticionario Ihe nao
[""'""-"yn'1'....."' nance T"* petijo do
supplicanteseja altendda, visto coi r> o supplicanle
lem direito a ser jubilado pelas disposijoe da Iei de
W de jonho de i837V-jr~e achar excluido do regu-:
lamento de 12 de maio de 1851, como prova com o
offtcio da presidencia de 26 de maio de 1851, sendo '
que nao pode ficar de peior cond i jao do que os pro-
fessores de desenlio tfo lyceji desta cidade Januano
Alexandrino .da Silv.i [tabello Caneca, e do de pri-
meiras leltras da povoaj?o de Beberibe Alexandre
Dornellas, o quaes,per seaeharem excluidos do men-
cionado regulamento ele 12 de maio de ISSLxffcrim
jubilados na razan de viote anuo. Jubila!
como entende a commiaao que deve ser o pe
rio, segundo a le de 10 de junho de 1837, he cura
que lbe compete a percepjso da gralificajo pur mal
de 12 annos de servi jos,concedida pela Iei de 1* de ju-
nho de 1819, e por isso a commissao submelte a con-
sideracao da casa a seguinte resolujao.
A assembla legislativa provincial de Pernam- .
buco resolve :
a Arl. nico. 0 professor de primeira letlra do '
collegio dos orphaos Jos Poi) carpo de Freitas, lem
direiloaser jubilado pelas diiiposijes da le de 10
de junho de 1837, percebendo porlanto a gratifica-
jo por mais de doze annos de serviros, tegoi
de 14 de junho de 1849, revocadas as disposijocs em
contrario.
a Sala das coinmissoes 19 de abril de 18o4.Pit-
la Baptisla.Brandao.Fraueiaco Joio Carneiro
da Cunlut, com restrijes.
ORDEM,DO DA.
Primeira parle.
Continua jao da segunda .dnxusso do projecto n.
11, que regula a roaneira defuera arrema tajoes..
de obras publicas. Art. 2, com a emenda sdppres-
siva do Sr. Carneiro da Caoba.
O Sr. Carneiro da Cunha continua a oppor-aa ao
artigo, sustentando a'opinao que emittio na sessao
anterior, e d algumas razoes nova paraapoia-la, fa-
zendo ver que, com o systema da cartas fechadas,
lalvez nao se conseguase o fim que o autor do projec-
to lem em vistas ; porquanlo, teodo esse systema j
existido, parece que a experiencia demonslrou a ne-
cessidade de revoga-lo ; e nesle caso nao sabe como
andar-se n'um circulo vicioso, como o de tato
hoje um systema, amanha revoga-lo, a no oul,
tornar a adoptar o que se revogou, etc. Entra em di-
versas considerajoes especiaes acerca do artigo er
discusso ; e declara ter estimado que soas reflexoes
houvessem dado causa a que o autor do artigo modi-
ficasse suas ideas, seguudo lbe consta. Alinal con-
cille volando pela suppreso' do arligo, comu pro-
pozera.
O Sr. Mello Reg (Daremos em outro numero..
O Sr. Jos Pedro principia declarando, que pouco
mais tem a dizer em refutajao as razoes que havia
apresentado o orador que combata o artigo, por se-
rem estas razoes quasi as mesmas que tinha o mesmo
orador trazido p.ara discusso quando faitea a primei-
ra vez, e te-las contrariado nessa occasiao. Entran-
do na quesiao,fez mais algumas considerajoes sobre a
conveniencia da adopjao da medida consignada no
artigo,'e males que resalturium de sua regeijao,'e diz,
era refutajao ao* argumentos trazido para a discus-
so, qae sendo o termo de um contrato de obra pu-
blica apenas ura titulo, pelo qual parias contratan-
es fazem valer em todo temp. o seu direito, uao he
por elle que o contrato Oca ultimado, mas sim pela
aceitajao d. lclaco oflerecida, visto que para oxis-
lir um contrato basta haver a rleeiarajao concorde
das parle contratante e possibilidade de transmaUir
0 objecto, e por iaso o arrematante _he obrigado a as- .
sianar o termo do contrato logo qoe fdr aceito a seu
lauco. Que a permissao de reeosar-se a> esta a
natura, como tim de evitar aresponsabilidade, im-
portava a resiisSo do-mesmo contrato contra a vonta-
de da oulra parte, quB-ttnha todo direito de evitar o
sft engaada, e que ficasse nullificado o fin) legal a
que se hava^ proposlo. Finalmente, que nao v in-
conveniente em obrigar o arrematante ao enmpri-
nicn'o^ieste dever, ainda quando tires elle moti-
vos para retirar a licilajio logo que a o'flerecesse;
porquanto podem esles' motivos ser depois allendidos '
pelo governo para modificar ou rescindir o con-
trato.
Sendo o orador neste poni contrariado por ipM-jj
tes, em sustentajo desta sua opinao diz, que nao1
sabe se alguma Iei existe qoe vede ao governo res-
cendir o contratos que fizer por interesse servijo
publico, mas que est convencido que Ihe deve com-
petir esta atlribuijao, visto como nio podeof estos
contratos estar, como os tollos pelo particulares entre
si, dependentes do tribooae para a rua resrsSr>i 'er



**
DIARIO DE PERMAMBUCO SEGUNDA FEIRA 24 DE ABRIL DE 1854.
3
-
que m interesse pblicos rauilo soflram pela dil- i eu por elle lomasse era muito juslo, por qoanlo en
\
?
X


cnidadst e demoras dos procesaos.' Que os iribu'naes
devem aervir par sustentar os inleresses dos particu-
lares, mu eslaudo estes inleresses em lula com os da
sociedide, as questoes agitando-se era urna esphera
mais elevada, dcvem por Uso ser julgados por raa-
neira diversa rra das regras ordinarias com loda ce-
leridade, e sempre em vista- desles inleresses. Que
ae estala em erro, errava com moilos escriptore* de
direito administrativo que sustentan esles princi-
pies, a querem que o govcrno sejao competente para
estabelecer as condijOes com que devem ser feilos os
contratos de inleresso publico, e competente ainda
para os faier, interpelra-los e rescindi-los, e dizem
mesmo' que se faz necessario que teji elle juiz e parle
ao HMtmo lempo ; e como isto he o que elle orador
observa ni pralica, e nesta mesma provincia temo
governo rescindido contratos e absolvido os arrema-
tantes' das mallas, nio v inconveniente algam em
pastar o artigo que te discute, pois a sua dsposcjio
Dio priva, como j o havia dito, de serem altendidos
o* arrematantes -depois de termioados os contratos,
para qte os nio execulem.
Respoiidendo mais a outros apartes que Ihe forara
dirigidos, pasea a justificar um artigo que manda a
meta em substituieo ao que se discute, e diz que
pensando melhor sobre a questao, juica que aquelle
que se recasar a assignar o termo, nao deve ticar su-
jeito a malor pena do que soffre o que abandona o
contrato, e por isso os nivella, suhstituindo as penas
impostas uo dito artigo pela mulla de que trata o art.
34 datan.286.
Va meta e he apoiada a seguinte emenda subs-
lilntiva
* O licitante preferido, e sea fiador, que por qual-
quer maneira recosarera assignar o termo da arrema-
tadlo, ficarao sujeilps a mulla de que trata o art. 31
da citada! le. E*la tespoosabilidade se far eflecliva
por meio de termo, em que assignarau duas teslemu-
nhas, que tenham presenciado a licilacao oflerecida.
Jote Pedro.** ^" ^
O Sr. Aguiar continua a impugnar o artigo, abun-
dando as ideas que emitlio na tsalo anterior.
Julgida a materia discutida, he appiovada a emen-
da substitutiva do Sr. lose Pedro, Picando prejudica-
do o artigo e emenda do Sr. Carneiro da Cunha.
Entra em discusso o art. 3.
li approvado.
Passa-se 4 discusso do art. 4".
O A'r.'CotJseirt) da Cunha v-se forjado a votar
contra o artigo 4 do projecto, por isso que, vista
delle, seno admille a banca em apolices da divida
publica, aceces do banco, objeclos preciosos etc.; e
em quanto o lloarado autor do projecto nao mostrar a
desconveniencia de taesfi.inc.as ; emquanlo uao pro-
var que t os bens de raz servirn para garantir s
flaneas perante a thesooraria provincial, est disposto
a votar contra o artigo.
OSr. Francisco Joao juslitica emanda-si mesa a
seguinte emenda ao art. 4:
constituida em bens de raz, croes do banco, a pli-
ce* da divida publica, dinheiro ou objectot preciosos,
cuja existencia ser provada por meio de documen-
to, sendo o deposito eflecloado em forma legal : a
esta* seguran5,1 s juntar o prettndenle a declarado
per eteripta do Dador, de que se presta a flanea.
Francisco Joio.n
Apoiada, entra em discusso.
Encerrada a discusso, he approvada a emenda
substitutiva eprejudicado o artigo.
Continuarlo da segnoda discusso do artigo 14 do
orcamento provincial, com as emendas ja a'poiadas.
. Vio meta e sao igualmenate apoiadas as seguin-
tes emendas:
Para a edificarlo da matriz do Taquarilinga
% n. Aguiat t Cotia Goma.
Gata as malrizes de Serinhaem e' Taquara,
i cont de ris para cada urna, dous contos
deria. Meira, Pereira de Brilo.
matriz de-Barreiros urn ctrata de res.
Mtb*,'Ptreira de Brilo. u
im epnlo de res para conclusSo da ma-
tria do Peco da Panella. Brandao. a
Bm logar de 18 contos, diga-se 20 conlos, que
crie distribuidos pelo presidente da provincia com
tintas matrizes: de S. Jos, e Boa-Vista do
I, do Cabo, de Kazsreth, le Santo AntSo, do
l.imeeiro, de Garanhuns, J aiao, Ilambc, Cim-
bras, MariDgoape, Barrero.., ,>'^ .Bella, Cauar
Alagados e oulras mata que 6presidenle iulgar eou-
venitate. Paes Brrelo, A. de Oliteira, Souza
Carealko. Veiga Pessoa. o '~^__
- OSr. Mello Reg (Nao dovolveu seu discurso.) !
O Sr. Meira. Sr. presidente, nao tomei a pa-
lavra com o iotoilo d fazer opposicao emenda, e
muilaj tenos de oppor-me quota designada para as
malra '; bem peto contrario eu lamento, que ella
sejadt itiadamente pequea, porque he para lasti-
mar qte a provincia de Pernambuco onde sedesig-
tlas da 20, 30, 40, 50 e mais conlos de ris
M*> verbas, se deem 16 conlos para cincoen-
ta e tanta* matrizes! 1
Vn Sr. Deputado: Mas isso he todos os annos.
O Sr. Meira: Tambem se d em lodos os an-
ana pa I as outras despezas. Ua nesta provincia, sal-
vo o engao, 96 matrizes, e tts sabido que quasi to-
das se acham em miseravel estado; mas lendo desig-
nado a lei do orcamento 16 contos de ris para repa-
ro dallas, apresentou-se lunlem um chaveiro de
niadas, que far subir a quota talvez a 40 conlos
daris.
Ora, Sr. presidente, isto importa de. cerlo modo
iultlficar a disposicao do projecto de orcamento, oa
entao he rhero luxo.de oHentacao.; porquanto nao
he posvel que com 1S coutos de ris se possa soc-
correr a toda* as matrizes designadas as diversas
emendas qne se acham sobre a mesa, ped n Jo quola
paro cada ama deltas.
Entretanto appareca ogora a emenda que se disca-
te, elevando a quota do ornamento a 20 contos, e de-
signando as-milrizes, a cujos reparos deve ser ella
applicada. Nao me opponho a esta emenda quanto
ae augmento da quota para 20 contos, desejara ale
que foseen 30, 40 ou 50 contos; mas exislindo na
casa, como creio, requerimenlos de alguns vigarios
pedindo qaofas para as snas matrizes, e que nao es-
t? designadas na emenda, parece que estas matri-
na nao daviam ser esquetidas quamdo seus proprios
parfhw reclamara esso auxilio. Nesle caso se a-
cliara as matrizes daTaquara, .Tigicupapo, Escada,
Bom Jardim, Scrinhem.uao sei mesmo se algumas
outras, po rimenlos de parochos pfdindo quota. para
matrixes, porm n,1o cstou aclualmonfepresenle de
sen nomos.,. -^-/~
Um Sr.Deputado: O da Varzea.
O Sr. Metra: Nao sei se elle pedio ; nao tcnlio
ieleretse por inhuma; porm estou mostrando as
raioet porque presto o meu voto emenda com a
nmdHcaejki qn* me parece dever adoptar-se, visto
a naa tfieocionam matrizes, cujos paro-
chot te dirigiram a esta assembla, e que enteiido
a* dcvem ser preteridas por onlras, cojos vigarios
nao aolicilaram temelhante soceorro.'
O Sr. l'aet Bawtlo: o governo distribuir
com estas...'.
O Sr.. Meira : Mas, perdoe o nobre depntado,
quanuu rnallizes esli aqui designadas t (l) 15 ; ja
. se v pois, qne sobram apenas cinco conlos, agora
pergunto eu, temos certeza.de que o presidente
applfcar este* cincos contos para aquellas malyzes,
ajo* -vigario* pedem a esta assembla urna subven-
' 5*0 f e nao entender o nobre deputado comigo,que
enes vigarios estao no caso de serem altendidos com
preferencia, visto que j enderecaram a sua pelicHo
casa para occorrerem a necessidade que lem desso
auxilio 1 Pelo que respeila, por exemplo, alm de
oulras malrizes, a'de Taquara.eu estou persuadido
dt qno nfla actualmente terrf argente necessidade de
quola para o sea reparo....
Vm Sr. Deputado : Mas he e Pernambuco ou
da Parahibat-
O Sfi. Meira : Eu esperava esle aparle, mas
direl que por decisao dsU assemljbia. ella pertenre
a esta provincia ; e o carto^e que o'respeclvo pa-
rodio percebe a sua congrua pela ihesouxaria geral
de Pernaraboco, i j foi pago aqui pela (hesouraria
provincia). x
t' Sr.feputado: Mashe pelos cofres geraes.
O Sr. Meira : Mas desta provincia, e nao me
coosla que os vigarios da Parahiba sejam pagos pe!a
tnetouraria geral de Pernambuco.
O .Sr. Sousa Carvalho : Quem paga ao coad-
jutor
0*St. Meira : Athesouraria provincial de Per-
ibuco. Esla questao, Srs., j foi aqui suscitada
resolvida ; e en prescindo agora de aprecia-la, so-
mente fallei ueste vigario, porque elle tambero re-
quereu urna quota para a sua matriz, e eu eslava
tratando das qne linhaui enderezado pelicoes neMc
sentido; roas nio porque tenha por ella inleressc
algqm parficttlir, bem qua qnakjueT inters* qnp
reronbeco, e a casa talvez nao ignore o sen mereci-
menlo, e selmesmo qne elle em dispendido do seu
em beneficio da matriz, e da feslividade do orago,
como ainda ha ponen fez.
Por lanto, Sr. presidente, cu cntendo que urna
vez que esta asa assembla designa cerlo numerode
malrizes, a favor das quaesdeveserapplicadaaquola
de 15 conlos de ris, deve lambem designar um nu-
mero que preencha a de vinle contos. Para que
dar-so arbitrio, ao governo s uesses 5 conlos de
ris"? Pens que oulras matrizes eslo no caso de
merecer igual soceorro, como por exemplo,- Serinha-
em, Bom JardimTaquara, e outras queja indiquei.
l'm sr. Deputado : Se se desse a todas que
precisam, entao nao haveria dinheiro que chegasse.
O Sr. Meira :Nao digo que se d a todas, mas
creio que as mesmas razes qne levaram os nobres
depulados autores da emenda a especificar estas 15,
pnderiam tambem move-los a especificar aquellas
cujos vigarios requereram; mesmo porque nao esl
provado que as matrizes ahi designadas rao as que
mais precisam de prompto soceorro; e bem pelo
contrario eu enlendo que as malrizes do mallo pre-
cisam mais do que as da praca; como as de Boa-Vista
e S. Jos, que leem muilo mais recursos; alm de
qne no mallo feralmente fallando, ha urna s igreja,
a qual urna vez innlilisada, ou mesmo arruinada,
deixa de haver casa de oracjlo; mas na praca feliz-
mente isto se nao d. As'im, se por qualquer incon-
veniente urna das matrizes d'esla capital se inulili- .
_ -. delles quena bailar, oppundo-se o oulro que prelen-
sar, lemos oulros mullos templos a oue recorramos, .. .. rr. j .
a mu.-"- = ... ,. a. ...! (lla ler melhor direito sobre a Helena, produzo urna
o que infelizmente nao acontece no centro da provm- .
grande assuada, capaz de ler as mais senas conse-
quencias. Escusado he dizermos que as vias de fac-
to representaran! o seu papel civilisador, e que len-
do principiado entre os dous contendores, propaga-
ram-se mais ou menos entre os qu intervinram na
ERRATA.
No Diario n.*92de 22 do correle, na sesso da
assembla provincial, na lerceira pagina columna
primeira, liona, aonde se diz O Sr. Jos Pedro
responde os argumentos do orador que combateu : e
em segundo lugar o artigo cm discusso leia-se
O Sr. Jos Pedro responde aos argumentos d ora-
dor quo combateu, em segundo lagar o artigo em
discusso. *
. Na mesma pagina, columna t linh, deve lcr-so o
seguinte .que deixo'u de ser impresso :
A discusso lira adiada pela hora.
Segunda parte da ordetn do dia.
Continuario da segunda discusso do orcamento
provincial, art. 15 e emendas.
Depois segu como esl.
----- -I9ICMCI-
REC1FE 22 DE ABRIL DE 1854.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL.
Tratando em nossa revista passada do baile masca-
rada que na noile de 15 leve logar em o thcalro de
Sania Isabel, eslavamos longe de pensar que esse di-
jcrlimenlo, repelido em a imite seguinte, seria per-
turbado de urna maneira inslita, proporcionando
por isso ao publico sensalo lions motivos de queixa;
mas entretanto acconteceu como nao esperavamos.
Urna contcstaco entre dous mascaras ou intitulados
cavallciros, por causa de certa dama, com quem um
provm
ca. Nos vemos, por exemplo, urna emenda pedin-
do S contos de ris para Taqoarili'nga ; e urna ma-
triz que precisa de 8 conlos de ris, nao merece ao
menos um?
O Sr. Cotta Gomet:Nao lem igreja la.
OSr. Meira: Oh nao tem matriz, e nem ao
menos urna casa decente que a subslilua'.'
O Sr. Cotia Gomet: O vigario guarda os orna-
menlos em sua casa paraosnaodeixarnolelheiro,que
serve de igreja.
OSr. Meira:Entao melhor seria sup'primir-se
a freguezia. Eisaqui, Srs., o resaltado das divisOes
de freguezias, que esta casa est constantemente a
fazer; porque quando se quer crear freguezias di-
vidi-las, nao se olha seno a certas conveniencias.
entretanto que se crea urna freguezia sem haver
um s templo, para sanecionar-sc o escndalo que se
da em Taquaritinga. Melhor he que se supprima
esla freguezia, e eu darci o meu vol; porque a nao
lia ver um templo em certos lugares, decente, jamis
convem crear all freguezias. lie verdade, que
quando as circunstancias o reclamarem, bastar ao
menos urna casa decente ; mas o nobre deputado nos
diz que nem esla existe, o que certamenle ignorava.
Em concluso pois, n"o duvido prestar o meo
voto emenda, mas com a designado daqucllas
malrizes, cujos parochos pedirama concessao de urna
quota ; ou en.tio concordaren o que ser talvez me-
lhor, que se n^o designe matriz a I suma, e fique a
distribuirlo de toda a quota ao arbitrio do governo;
mas, Srs., distribuir 15 conlos, dcixando-sc cinco ao
arbjlrio do governo, parece por certo urna medida
parcial de nossa parte ; e por tanto, be sem duvida
melhor que, ou designemos s matrizes al preen-
cher os vinte contos de ris, como prope >a emenda,
ou entao nao facamos especificarlo alguraa, e deixe-
mos ao governo essa dislribuicao.
Nao concluirei, Sr.' presidente sem fazer
orna reflexao em resposta ao fbe acaba de dizer o
nobre deputado que me precedeu (o Sr. Mello Reg)
relativamente ao deleixo de alguns parochos no rece-
bimenlo da quola. O anuo passado se me nao engao,
esla assembla marcou para matrizes, mas sob umi
cond cao, que ao meu ver talvez se possa o!liar como
immoral, de promoverem previamente os respectivos
parochos esmolas no valor da melade da quola que
tinham a receber dos cofres pblicos.
(ReelamarSet.)
b S.r. faplisla: Onde esU a immoralidade.
O Sr. Meira : O nobre deputado sabe muilo
bem, que lia freguezias do centro onde nao exislem
pessoascm circumslancias de dar esmolas, nem
de vinle mil ris, nem mesmo de dez : entretanto a
assembla concede matriz um cont de ri, se o
vigario tirar em esmolas 500d ris! Ora para rom as
freguezias pobres, qual he o resultado ? he que os
vigarios ver-se-hao na necessidade de obler do-
'alsos, para provarem que lecm esse di-
nheiro de esmolas, se quizerem cunvprir a coudicao
da lei.
{Kcclamaroes.
OSr. Meira:Apresentem os nobres depulados ou-
iro recurso: ou elles se bao de valer de oulro meio,
oa alias nao receberao a quola....
Um Sr. Deputado". Pois nao recebam. ,
O Sr. Meira : Entao pira esles ser intil a
graca'. Podem fazer ainda outra cous; apresenla-
rem-se a receber o dinheiro .mediante urna flanea,
pela qual se compromettam em um prazo flxo re-
alisar o recebimento dessas esmolas al a quaolia
correspondente > proporcional; e como quer que en-
conlrem diiliculdadesinvencivcis para satisfazlo desse
compromisso, sao Toreados pela thesooraria a reco-
Iher o dinheiro ; e eis sem duvida a razSo porque
murtos deixam de receber a quola, visto como se
desanimam em presenta de tal imposicao, que al
cerlo ponto he onerosa e inexequivei ; por quanto
se em algumas freguezias ainda se poder obter por
esmolas 500$ ris, certamenle em oulras nem a me-
lade elles poderiam adquirir, pur maior zelo e inle-
resse dequesepossuissem para esse fim.
Voto pois pela emenda, relativameule.au augmento
da quola, com oacrescimo porem de outras matrizes
que devem ser designadas al preencher os vinle
contos de ris, especialmente daqaellas cujos paro-
chos pediram a quola para os seus reparos, e con-
cerlosde urgente necessidade, bem como Taquara,
Bom-Jardim, Serinhaem, Escada e Caruard ; -e
nesle sentido mandarei urna emenda additiva i que
se acha em discusso, a qual, como disse, adopto in-
teiramente. com esta alterarlo que espero niercca
o apoio dos nobres deputados signatarios delta.
OSr. Baplitta pronuncia-se contra a emenda.
O Sr. Francisco oio faz algumas observa-
rles, com o fim do explicar um aparle que deu.
Encerrada a discusso, he o rligo submellido
volarlo, eapprovadocomas emendas ofterecidas.
Entra em discussaeo artigo 15, que he o seguinle:
o ArL<*#r*Cm os reparos e conser-
vgaffrj de todas as mais obras.
Emenda ao art. 15.
.Sendo 15 conlos para o melhoramento da estra-
da de Apipucos, c 5 para o da estrada desde o lugar
denominado Chora-menino at ao principio da es-
trada do Vio d'Alho ; e ugmente-se nesle sentido
o quanlitalivo do artigo. S. R. Aguiar, Bap-
tisla, Augusto de Oifcfra.
Emenda ao artigo 15.
a Comprehendida a conservado da estrada do
Becife para Olioda. Olieeira, M. J. Carneiro
da Cunha, Aprigio.
a Cum os reparos do convento das rccolbidas de
Olioda, um conlo de ris. S. R. Catiro Ijiao.
Emendaaddilivados Srs., Oliveira, Aguiar e
Bap tisla.
o Devendo o governo estabelecer urna barreira na
ponte do ManguDho,_ou oude julgar mais conve-
niente. Paei arreto.t
O Sr. Jote Pedro, oppOe-se as emendas dos Srs.
Quinlino e Manoel Joaquim, a primeira por j
haver passado o arligo em que de'via ser effecluada,
a segunda por ser desnecessaria, pois eslava o go-
verno aulorisado a fazer a despeza, com a conser-
vacVde lodas as obras inclusive a estrada de Olinda.
O Sr. Carneiro da Cunha explica e suslenta a. sua
emenda, moslrand.o a necessidade que ha de ser ella
approvada, visto nao ser o sen fim oulro seno fazer
com que na estrada do Becife para Olinda, se posta
Iransilar convenientemenle, emquanlo se nao con-
cluem os Irabalhos que na mesma estrada se vio fa-
zer, e j eslao arrematados.
O Sr. Catiro Le&o sustenta a su a emenda e d as
razes porque entender conveniente apresenja-la
nesle artigo, fazendo ver que essa emenda era de ne-
cessidade urgente, pois que o convento que ella lem
por fim beneficiar, se acha em grande ruina, e he
lo pobre, que a assembla Ihe d uma quola annual
para sustento, firn de que por si possa fazer os re-
paros deque uecessila.
O Sr.Paet Brrelo tambem sustenta a sua emen-
da, com o fundamento de que, gastando a provincia
dinheiro nos reparos deesa estrada de Apipucos,
quem por eUa passar ou gozar, deve pagar uma bar-
reira. nao Kavendo motivo para que a respeito desla
estrada se faca uma excepto, e esta ser feila deixan-
do de ter orna barreira, quando as demais a tem:
A discusso fica adiada pela hora.'
OSr. Presidente designaba ordem do da e levan-
la esso.
lula, tomando o partido de um oa oulro dos prota-
gonistas: os sopapos, os poulaps, algumas quedas e
ferimenlos, corolarios naturaes dos disturbios em lu-
gar circumscripto, taramos resultados da brincadeira,
que por alguns gritos da morra annunciava
querer tomar maiores proporc,6es, quando'felizmen-
te foi aplacada. Se porm nos pergunlarem que es-
peranza teios, que garantamos fqram dadas, de que
nao continuarlo a reproduzir-se scenas 13o barba-
rescas, forjoso ser refugiar-nos no silencio da igno-
rancia, para nao enlrarmos em rodeios e disserlaeOes
escapatorias, que a ninguem podero salisfazer. O
nosso Iheatro, tendo j contra'si valiosos argumentos,
parece compromelter-se cada vez mais pelos factos de
individuos imprudentes e descomedidos, que emen-
den) dever patenlear os elidios de uma m educarlo
no mesmo logar considerado por alguns como escola
de moralidade, como machina de amenisar os costa-
mes, e em taes circumslancias, que credilonos po-
der merecer, que conflance dbder inspirar s fami-
lias honestas, e aos homens sisudos?
Em a noite de 16 houve tambem um grande distur-
bio na ra das Aguas Verdes, por occasiao de um
jantar de noivado-. e tal foi a balburdia entre hos-
pedes e convivas, que foi rnister acudir a.pulida, e
ser n noiv couduzido a passar a noile no quartel de
polica; onde sem duvida amargn o inesperado tro-
co do thalamo nupcial pelas inclemencias de uma
prisio. Felizmente nenhum ferimenlo se fez na pa-
lascada, e cifrou-se ludo em gritos e ameacas, at o
momento daquelle ingrato e sacrilego desfecho.
No din 20, a larde, jogaram publicamente murros
e sopapos dous individuos, que se ada varo em a loja
decalcado da praca da Independencia, quedeLos
fundos para a ra do Rosario larga. Concorreu logo
grande numerode espectadores para teslemnnhar 13o
bello emoralenlretenimento; a passagem por aquel-
lo lugar flcou dorante algum lempo obstruida; e afl-
nal, depois de satisfeitos os gladiadores, separan.m-
se todos, referindoecommenlando ocaso, sem esque-
cerem a fortuna com que os ditos saldaram as suas
cuntas sem apparecer a jiislica credora.^
Checaram do su) os vapores Imperador e Tltamet,
aquelle no dia 19 e est no dia 20. Poucas foram as
noticias recebidas, mas nao deixaram algumas de.ler
inlercsse. O congresso constiluinte de Santa E con-
clua os seus Irabalhos; o gerieral VJrquiza presin
ante elle o juramento de presidente da Confederaco
Argentina e a ddade de Paran, em entre Ros, foi
declarada territorio federal e ponto de residencia das
autoridades uacionaes. A discusso da conslituicao
de Buenos-Arres tambem eslava a concluis-se, de-
vendo segundo ella ser essa provincia um estado li-
vre e independenle. Da corle do Rio de Janeiro, o
que veio de mai importante, foram os despachos pu-
blicados peto ministerio da juslica, dos quaes i es-
tao os leitores bem inleirados.
No dia 20 tumou posse do lugar de procurador fis-
cal da Ihesouraria geral desla provincia, o Sr. Dr.
Fernando Alfonso de Mello, tendo sido aposentado o
Sr. commendador Antonio Joaquim de Mello, que
por longos annos o exerceu com a sua inlelligencia
e honradez reconhecidas, mas que ltimamente o
donara em consequencia de molestias, sendo substi-
tuido interinamente pelo Sr. Dr. Autouio de Mene-
zes Vatconcellos de Drumond, que invidando lodos
os seas estarlos, consegua desempenhar satisfacto-
riamente as fu'nccOes de tao espiohoso emprego, mus-
(rando-se assim digno da conlianra do governa.
O troco das sedlas dilaceradas, que antes do ac-
contocimento da Ihesouraria marchara regular, com
a fallado thesourciro paralisou, e vai pondo a popu-
lacho menos abastada em terrives apuros, pois que.
succedendo frequenlemenle cahir algum d'aquelles
trapos de papel as maos do pobre, tica este reduzi-
do a nao ter que comer, quando sendo-Ihe rejeitada
a sedula, n3o acha no thesouro publico o recurso da
troca ou subslituicao, A' vista, pois, de semelhanle
mal, esperamos que o Sr. inspector da Ihesouraria
procurar remedia-lo do modo que mais prompto e
conveniente Ihe parecer. -
Deram-se sepultura no dia 21 os restos morlaes
do Sr. Nurberlo Joaquim Jos Guedes, que na occa-
siao de quadrar-se o terreno do cemiterio publico de
Santo Amaro, cedeu gratuitamente uma boa parte
de um sitio que possna junto aquelle lugar, a fim de
obter-seoquadrado desojado; parecera portanlo juslo
que a illoslrissima cmara municipal Ihe desse em
retribuirn um jazigo perpetuo. O enlefro do Sr.
Norbertofoi o que maior acompanbamentn de carros
apresenlou, desde que tal uso seintroduzo.
Segundo as cartas que publicamos esta semana dos
nossos correspondentes de Flores, Sanio Antao ePo
d'Alho, tinham apparecido'as chuvas em lodas essas
enmarcas, e o invern pareca seguro.
Errtraram 27 embarcar fies e sabiram 19.
Renden a alfandega 53:2165385 rs.
Falleceram 43 pessoas: 16humens, 11 roulheres e
8 prvulos livres; 4 homens, 3 mulheres e 1 prvulo,
escravos.
tratar isto de bruxaria, mas eu acredita, mxime, i
depois que eslive na villa de Cabaceiras na Parahiba,
onde vi couzas^exlraordinarias n'csse genero; o se
alguem duvidar, nao lem mais do que dirigir-se a
aquella villa, que l ser de ludo informado.
O invern tem continuado, com tarca, sendo que
por issoesUlo os nossos aggricullorcs com as melhorcs
csperaiicas.
A salubridade vai soffrivel, sendp a molestia que
mais grassa por ora, defluxo, proprio da eslacao.
Dezejo-lhe saude, etc. -V.
(Carta particular.)
' COMARCADO .BONITO.
5 deabrU d* 185<.
O carneiro que linha o vclho deouro, a gera os
arrcbalamentos, conformo a auloridade de sua fo-
li nba do defunt 53; vamos por tanjo no lempo dos
arrcbalamentos, isto be, dos transportes de paixao
bons ou maos que fazcm fazer cousas extraordi-
narias, segundo turma o classico Moraes, fundado
no seu cuega ViciraVerb. Arrebal.
Por esto frazeado conhecor. Ihe quero dizer, e#-
tamos sob o dominio do Sr. Aries, que comeepu
22 do passado, desde quando esl a senhora huma-
uidade habilitada a tomar-se herona, pois nroe ha
o que faz essas cousas extraordinarias, ou fura das
ordinarias; pelo que, meu cahro, era de esperar
livesso eu boje grandes fados para fazer chenar a
presenca de seus pios leilores ; porm tal huma-
nidad? j est muilo cansada de seus desvarios, de
que uenlium lucro tem tirado, senao Irabalhos,
qui nous rend sag, diz o judicioso Bluwcr; nos
folties ; e por lanto vai fazeBo por viver, e tor-
cendo o corpo s influencias do lal carneiro se-
ment. Assim nada hei o que contar-lhe, e somon-
te para encher papel va o successo seguinle :
II fauides epoux attorlit
Dans le tiene du mariage.
Havia por esles bairros um anlropophago, oue
estando para se ligar aos indissoluveis, e leudo-lbc
apparecido embargos de terceiro, c senhora preju-
dicadn, que foram logo recebidos e julgados prova-
dos s et iu quantum, c achou que o modo pralico
de desforrar-se '
COMARCA DE MZABETH.
30 4* abril de 1854.
Nunca me aconteceu estar tao baldo de nolitias,
como agora; de maneira que sinlo-me em apuras
sobre cuino hcide formular esta: por mais qde re-
corta aos meus repertorios ambulantes, trahalbo
perdido! nada sabem; todava, vou aprsvciUir al-
guma ronza, fliie em oulras orrasioes leriii despre-
zado, para que uSo fique descouteiUe, no lodo.
Passou-se por aaui a Semana Santa com o maior
indiflerenlismo da vida; sal>endo-se s quo era a
Semana Santa, por dze-lo o seu calendario; nao
obstante, alguns ralungas, symbolisado o judas,
amanheccram cutarcados em arvores, pelas ras, uo
sabbado d'Alleluin. /
Foi pr'ezo namesmif semana um desertar do 9."
Iialallin de infantaria que, tendo receb'rdo o perdi
de uma oulra deserrao, por va das duvidas, poz-se
logo ao fresco.
Tambem tai prezo, e acba-se rccqlhido a cadeia
desla cidade, o pardo Joaquim de Sanla-Anna, in-
diciado, como mandalario, na tentativa de assassi-
nalo na pessoa de Antonio Francisco de Souza, soc-
redjdaem Janeiro desta auno no lagar doCamorim
d'esse termo. Esta prizao tai eflectuada pelo dcsla-
camcnlo volante d'esla comarca no lugar de Guliu-
biuba, dizem-m'c, que por ordem do Sr. Dr. dicta
de polica; louvurcs I lie sejam dados! Sendo muito
para scnlirqiie S. S. mi ton ha conheCimeulo de
alguns rrinies, que se commelcram. em data mais
remola, cujos aulores leem cado al hoje impu-
nes....
Consta-mc que cm Alagoa-serca van festejar, no
dia 23 dcsle mea, a Sr.-ylo Bom Despacho; nao sei
se ser algnma Santa. nova, 4vislo como nao vem
mencionada em sen calendario: como quer que seja,
dizem-me que a fesla ser explendida.
, A proposilOj corre por aqui uma grande novi-
dade,, e vem a ser: um padre de boa vida, morador
em urna trra, que lem o nome de mnlher, por ex-
emplo, Vicencia, ou Anglica, acha-se Irabalhando
(valha a verdade) cm expellir.'por meio de exorcis-
mos, um demonio, quecnlrounq corpo de uma ra-
pariga Dizem aquellos, que observam a rapariga
que, com t-lfeilo, d,i ella idea, pela grussura que
q,if/i-i.i:i, de ler um corpo eslrttuho fin si, AWuem
: dos primeiros e*ponsae.cra casar
de facto com a ultima, e para isso raptor^, depo-
sitando-a na respectiva, onde a fotocoi ^)bre o
throno, sine autorilatc ecclesirje, quero d.ier, an-
tes do ego ronjungo vos.EnlSoM polica, dio,
um subdelegado, vendo que o i'rn; nao quera
casar com a embargantes nem o poda lambem com
a embargada cortou o gordio n agarrando o tal
feliz para fazer parte dos que por tarca ou vonta-
de entrenan! o peilo em defeza da patria : o meri-
lissimo tem pessima chronica nessas materiasdo
crestte et mltiplicaminl.
Aqui ehegaram Manoel Filippe e seu fllho, pre-
sos em Pajeu, os quaes eslao nesle termo pronun-
ciados por agella morle que houve em Bezerros,
sendo o cadver enterrado na arela do rio! hade
se lembrar que lhc fallei delta.
Louvres s justiras de Pajeu' pela prisao d'a-
quelles acelralos. Nada'lia.mais que dizer, senao
que o nosso rio tomou agua, mas j esla outra vez
era secco, por que as chuvas nao vollaram, apezar
das militas armamos que parecem traie-las. Nada,
nada de chuvas, esl ludo ardendo. Todava temos
uspenuica de que a presente estacao cumplir o sen
dever, e se o lempo continuar assim sera um Dos
nos acuda.' Os dons da flaca Ccres eslao por altos
prcos, espccialmenlc a farnha, que reina a 32 pa-
tacas. O milho vai a 10, e o feijao a 480 a cnia.
A carne tem cuslado a 14 patacas a arroba. De ma-
neira que be preciso milito e muito dinheiro para a
inlallivel feira do sabbado,que he o da mais liorri-
vel oestas alturas para quem nao lem oi-ircum-
il orbem. O compadre de Caruaru' enviou-me
nma epstola em versos, a qual he a que se segu:
Ha hci*flcmpo,.meu compadre,
l'ma carta lhc nao mando,
Enviei, e nao sei quando
I ma lifra a Vmc, .
Mas por fim nao sei por que
A missiva me vollou.
2.
Essa nao pcqueua ausencia.
Que Ihe fez meu pobre eslro,
Alegrou os taes maestros, *
Que por c inda porfa,
Astopram quer noite c dia -
Com prejuizo auricular,
3.
E agora eis outra vez
Minlia penna cm exerciro ;
t Oh j vejo o rebublico
Que vai ella ora causa,
Nao deixando descansar
Os bous sucios deste polo.
Meu compadre, infelizmente
Nao hei boje o que contar ;
Po'rque quero amnistiar,
0 que be velho e se passou, '
Desde quando se acabou,
A tal derradeira caria.
5.
Do principio deste abril
1 -lhc ei eudcscreveudo ,
O que d'oniao for ha\eii>lo ;
E s inalerias do lugar *
Suprii ao as d'alr.;n mar, /
Se acaso torera poucas. '
6.
As chuvas eslao chuveudo,
O invern come cu u,
Pelo que j se acabou
O inedo que case linha,
De que madama farinha
Se conserve sempre cara.
Nenhuma morte me consta
Pue se lenba agora feito.
Salvo dessas taes de leito.
Que, se diz, he de chrisl.o.
Mas da qual nenhum maanan
Assim mesmo quer chuchar.
8.
Ku us das.....era noite......
J me linha ou deilado,
Acordei muilo assustado
Por causa de us etlouros,
Desses que apenas os cauros
4 Tostam, quando nao vem bala
9.
Pelo que incontinente
i a (oi ter D. polica,
Que nao ciiconlrou noticia
A respeito do \ou\oii.
Que lives tiros disparo,
E me fez perder o somno. ,
* 10.
A minlra chara Bernarda
l'or um Iriz que nao moveu
L'm ontro afiihado seu.
Pois ella he muito neroosa,
E um pouco |n'i inosa,
Quando lem gente no ven lie.
11.
Alem do que dilo levo
Nada mais sei en de novo
Succcdido entre este poyo.
Vamos pois a tal do dia,
A questao de la Turqua
Com o russo imperador.
12.
Me contou cerlo moncher.
Que me ouvioum criticar
Par ver-mc sempre locar
Na questao l do Oriente,
E assim meter-se gente
Esle parir ipojucano.
13.
O meu homem da Moscovia
N'ao esta em boa sella,
Pelo que leve herysipe|a,
Pois est muito solado
At do proprio cimbado i
E cousin da Prussia e Austria.
14.
Que o deixaram s uo campo
Confiando s em Dos $>.,.,__-N_
E isso ja aos povos seus
Elle proprio confessou, .'
l'or isso os exhortan
A uma cruzada novji.
15.
He cerlo que Dos ajuda,,
A quem faz bem por viver
, Mas nao a quem quer fazer
ludo, quero por que quero;
Para csses 'elle be fro.
Por que lu rei dosjuslos.
16.
Cady Vctory Ihe qoeen
lisqueceu iras antigs;
Pelo que estao amigas
A Franca com Albion,
E neveu Napolen.
Suas botas vai calcando.
17.
Ergo prtanlo compadre
Veja que tal o assado,
Em que o ini--i> adeidado
Do principe de Menidiicoff
Moten ua Ierra dos olfs
O neta de Pedro Graudc.
. 18. .
Que cst'bora esl p'ra Europa,
tiomo outr'ora Troia e'recia
Por causa de' uma Lucrecia,
Miilber do bom Mnelau,
Que roubou corto maro u
Amigo do padre Eneas.
19.
..Maudou-mc dizer lambem
L'm cujo de Pelcrsburgo
Que o nosso Taumaturgo
Ja pedio um favorao :
Que nao vendessem carvo
Ao inglez, Dinamarquezes.
20. .
Porm q'cstes respondern!,:
Meu amigo, l se ale,
Quera alou seu n disale ;
Deixc-nos viver cm paz,
O que pede mal nos faz.
Le a faveur n'cst pas possible.
21/
J que me acha n'Euiopa,
llevo fallar-lhc da Iberia,
Onde a cousa nao vai sera ;
E me vonlni os jomaos,
Que agarraram generaos
Pon causa floquel hm.vi*.
12.
Os patricios de Pelagio
Que, se diz, creou o doin
Para a gente do gram lom
Costaiii muito de brigar,
Al j querem ligar
O seu reino ao porluguez.
23.
Senito fois'elles to longe,
Ahi eslava a Americana,
Que nao bo muilo banana
Em cousas de anexaran,
Os taes El hombres entao
Servidos logo seriara.
. 24.
Adeos, compadre e amigo,
' A pancada ja vai alia,
E depois me far falta
Tanla vea esperdirada.
Lembranras ca da Bernarda
Que nao sl pas rlablie.
(dem.)
REPARTIQAO^DA POLICA.
Parte do dia 22 de abril de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qae dss
partes hoje recebidas nesta repartirlo, consta terem
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia de
S. Fre Pedro Goncalves, a parda Leonarda Maria
Jos, para correceo, e Antonio Manoel de Santa
Anna, por uso de armas defesas; ordem do subde-
legado da freguezia da Boa-Vista, Mara Francisca,
por insultos; e ordem do subdelegado da freguezia
do Poco da Panella, Jos Joaquim Flix, para re-
cruja.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da policia de
Pernambuco 22 de abril de 1854. Illm. e Exm.
Sr. coselhoiro Jos Bento da Cunha e Figoeiredo
presidente da provincia.u; Carlos de Poica
Teixeira, chefe de policia da provincia.
DIARH, DE PERNAMBUCO.
A assembla ante honlem julgou objeclo de deli-
heraco dispensou da impressSo, alim de ser dado
para ordem do dia de hoje, um projecto assignado
por alguns Srs. doputados, aulorsando o governo
da provincia nao s a applicar compra de ac;es da
companbia que se organisar para a construcc,o do
caminho de-ferro desla provincia, o producto do ero-
preslimo de que tracta a lei provincial n. 269 do 5
ile maio de 18>2fcorao tambem a elevar para o mes-
mo fim o referido emprestimo i quanlia de 2 rail
conlos de ris, se assim o julgar conveniente.
Passando a primeira parte da ordem do dia, ap-
provou um parecer da commissao de orcamento mu-
nicipal sobre a prelenco de Joaquim Francisco de
Paula Esleves Clemente, com urna emenda do Sr.
Epammondas relativa a segunda parte do mesmo
parecer.
Entrando na segunda parte, conlinnon a segunda
discusso do orcamento provincial; approvanrlo o
art. 16, adiado na sessao antecedente, e regeitando
as emendas oflerecidas, tanto para augmento da quo-
la, como para suppressao da verba marcada no ar-
ligo.
Foram Horneados para a commissao que lem de
presentar a S. M. o Imperador os pezamet pelo fal-
lecimento de S. M. a rainha de Portugal, os Srs.
Viscnnde de Olinda, Hollanda Cavalcanli, Figueira
de Mello, Baplista e BranUao.
A ordem do dia de boje consta da discusso do
projecto o. 31 desle anno, dila do que utorisa o
presidente da provincia a comprar cees da com-
panhia, que se organisar para a conslruccao da es-
trada de ferro, eda coolinuaco da de aiile-homem.
Pelo vapor, brasileiro Beberibe entrado de Lis-
boa recebemos gazetas porluguezas que alrancam
a 3 do correle e por ellas ti vemos noticias de Lon-
dres at 27 de marro prximo passado, c de Pars
at 26.
Portugal licara tranquillo.'*%* corles prosegu-
an! regularmente em seus Irabalhos oceupando-se
ainda a cmara dos Pares com a discusso da res-
posta fallada coroa, a qual tem*sido baslaute
animada.
A Hespauha conlinuava no mesmo estado de a-
cilacito. Os sublevados de Saranoca e os olliciaes do
reeimento de Cnrdova foram mandados para Peri-
gueux em Franca onde deviam residir. Alli tive-
ram elles noticia do trgico fim de seu commau-
dante o lenle coronel D. Salvador de la Torre,
o qual suppiie-sc ler mi.nido de fonic. c de fadiga
finando procurava passar fronteira.
Por decreto de 22 de"marco a Itainba conceden
amnjstia geral lodosos individuos que porhaverern
tomado parle diroela ou rodirectaraenle em conspi-
raciies, rebcliOcs, ouinvases cslrangeiras como
fim de promoverem desordens ou commetterem
qualquer oulro crime poltico na ilba de Cuba.esli-
vessem processados, condemnados, ausentes ou ex-
pulsos por ordem do governo.
linha chegado a Madrid o Sr. Isturitz ministro
hespanhol em Inglaterra.
No dia 20 de marco desembarrara tambem cm
Cdiz o general Rosas ex-dictador de Bnenos-Ayres.
Da Italia o aconlccimenlo de maior importancia
leve lugar no pequeo ducado de Parma.
No dia 26 de marro fra ferido gravemente em
nina das ras de sua capital o duque de Parma com
uma pii.nbalada no ventre da qual morreu na tarde
do dia teginle. O assassiiio nao fora ainda preso.
Attrihue-se a morte do duque ao projecto de le-
vantar um emprestimo forrado.
No dia 28 foi proclamado soberano o principe Ro-
berto de Parjua que se chava ainda em menor
idade, pelo que a regencia do ducado foi commet-
lida duqueza viuva.
Na Russia bapdo um grande numero de familias
ricas de S. Pe'tersburgo solicitado autorisarao para
organisar cada, uma deltas sua oustjy um regi-
ment de inrautaria, o czar accedeu a Me pedidp,
e conceden s mesmas familias o noiuearem os res-
pectivos ofliciaes.
A nobreza de laroslaw offereeeu por sua parle
80,000 rublos como contrilmicao de niierra.
Os ofliciaes de Marinba russos que desfruclavam
penses de reforma bem como os soldados licen-
ciados foram chamados ao serviro por um ukase
do imperador. ,
O governo russo declarou que eslava salisfeilo
rom a exlricla neutralidad^ que a Prussia se re-
solveu a observar, mesmo pela forra das armas se
for necessario. *
O mais que poderiamos dizer consta do se-
guiflle artigo da Revolucao de Selembro de 3 do cor-
rente abril.
o Pelo paquete entrado houlem recebemos folhas
de Londres al 27 e noticias de Paris al 26 do
passado.
O Timen diz que em a noile de sabbado 25 linha
chegado o mensageiro enviado corte de S. Pe-
lersburgo da ordem de S. M. Britnica. O impe-
rador da Russia tinta sabido da capital para Hel-
sinfors na Finlandia, porem sabendo j a natureza
das iulimares que Ihe dirigiam as potencias occi-
dentaes, de que era portador o dilo correio. O
coude de Nesselrod foi encarregadb de comraunicar
aos cnsules da Inglaterra e da Franra, que na
ausencia das duas legislarles sao os principaes re-
presentantes de seus respectivos governos na Russia,
que quanto a intimacao para evacuar os principados
a corle imperial nenhuma respoau dara.
o Ai-crcssenta o mesmo jornal qne a convencao
que ha de reaula/ as opperarOes militares das tres
potencias, Inglaterra, Franca e Tnrquia j fora as-
signada cm Constautinopla no dia 12 de marco;
que isto he j um acto de hoslilidade positiva, po-
rem a deelaracao de gaerra ser feita em forma
e por isso seria presentada no mesmo dia 27
em ambas as cmaras ama mensagem da coroa an-
nunciando a final terminacho das commnnicares
diplomticas com a Russia por umacto equivalente
a declaradlo de guerra, c fundamentando a inevi-
lavtl necessidade de recorrer s hostilidades para
fortalecer os principios que o governo de S. M.
lem resolvido defender com o activo apoio da Fran-
ca e os cordiacs bons desejos do resto da Europa.
Julgava-sc que esla mensagem seria lomada cm
considerado ua prxima sexla-ferra; porm a cf-
fectiva declararan de guerra .seria determinada no
coiisclho que teria logar na quarla-fera e se expe-
diriam instrnecoes s tarcas navacs para Iralar
como inmigos os uavos e subditos do eslado ad-
versario : lodo o commarcio e rommumrarao enlrc
os subditos ser lidn immedialameiite como Ilegal
sujeitoa captura e confisco, exeeplo no praso que for
concedido para as carregacOes.ou qualquer oulra pro-
priedade-j embarrada e em camuho para a Graa-
Brclanha ao.lempo do rompimcnloda guerra, prasn
que em 1807 foi de 15 das depois da declarado
as lostilidades.
o O imperador Napolcao no dia 27 declarou ofli-
cialmentc guerra Russia communicando essa im-
portante rctoliiflto ao senado.
a De Marceiha escrevem gue diariamente chega-
vam tropas ali ni deembarararein ou para Constautino-
pla ou para Algeria para render asqne sahiamdalli
di reclmenle para a rampauju.
a No dia 25 decidiu-se OatOineute mandar lodi a
for^a de cavallaria ingleza destinada para o oriente
por va de Franca a embarrar no Mediterrneo
em Marceiha; nenhuma imita parle do contingente
britnico ir por esle caminho. O comniandhnle
em chefe he o geueral lord Ragln, o segundo em
mmmando o lente general Jorge Brown, os ge~
neraes das (res divisdes de infantaria sao Sir De
Lacy Evans, Sir R. Euglaud, c. S. A. B*al o Duque
de Cambridge ; general conimandanle da divisao
ilc cavallaria o conde de Ljon; ajudante general
o lii-inadeiro J. B. Eslcourl; quartel mostr gene
ral o brigadero lord I). Ros.
" No sabbado 25 (jen olord-mayor de Lo mires um
banquete em Mansion-house aos membrue do mi-
nisterio inglez, a que assislram os representantes
das potencias eslrangciras; ahi se fizeram brindes
ao gabinete por sua publica e aos alliados, e te-
promincaram alguns discursos muilo- applaudidos;
o ministro de Franca conde Walewski foi muito
victorado quando repeta as palavras de seu sobe-
rano, Luiz Napoleao a saber:
Que o lempo das conquistas passou para nunca
mais vollar, accrescen'lando que nao'nao pode nem
deve inquietar ninguem urna guerra eraprehendda
para defender os bons principios, para suslenlar o
fraco contra o forte, e para manter os tratados.
a Os ltimos bolelins do Time* limitam-se ap
seguinte:
a Vicua, domingo de rhanhaa.O quartel mos-
tr general barao Hess foi mandado esla noile em
commissao especial a Berlim.
O grao-Mufli, apoiado pelo cx-SerasLier. c os
ulemas, suscilou dificuldadcsa respeito do seu fetwah
ou bcneplaribi, sem o qual nao poda publcar-se o
firman u favor dos christos. Houve numerosas con-
ferencias a que assislram o Solfeo q, o grito-mufl,
mas em consequencia dos escrpulos deste ainda
nao havia resultado definitivo.
' -L'ma caria de Malla refere que alli linha die-
gadoao dia 18* regimeuio de fuzileros esccete*
da guarda a bordo do Simoom.
ti Conslava que o imperador Napolcao adiaolara
ao Sullao a somma de dez milhes de francos al, se
realisar o novo emprestimo turco. .
* O pnico' commercial que se manifeslon na
praja de Paris foi muito exagerado; a quebra de
uma casa de commercio deu lugar a symplomas
aterradores, porque se julgava que mais duas ou
tres das mais respeilaveis se encoutrariam no estado
de fallcnca ; mas estas sabiram da sua posicao cri-
lica, c o susto desvaucceu-se. Os tres por cento
ehegaram a obter 64 francos e 40 cenlimes e fecha-
ran a 44 francos e 20 cntimos.
o O governo belga chamou a attencao dos fabri-
cantes d'armas de Liego sobre asgraves consequencias
qae podan resultar de veuderem armas Russia
na occasiao presente, por quanto a Inglaterra e a
Franca, por seus cruzeiros ou por outros meios in-
terceptara este commercio; o ao mesmo perigo se
expunham querendo frnecer os insurgentes (re-
nos as armas e nfbni;0cs de guerra, cujo transito
be prohibido nos territorios du Alemanha.
Ainda continua a iiositacio o modo pouco expl-
cito de se explicaren a Austria e a Prussia na ques-
tao pendente, jolga-se que a primeira destat poten-
cias lem ciume da Prussia. que pretende ap'rovei-
tar quaesqucr circumslancias para ganhar superiori-
dade sobre a sua contendora na influencia com os
estados menores da Alemanha. Dabi vem a poti-
lica expectante e coutemporisadora que tem causado
graves receios as praras de Pars e Londres.
Do ti teatro da guerra nada lia de novo. De O-
dessa participara em data de 15 do passado, que
ebegara a Sebastopol o principe de Woronozoff
para inspeccionar as obras de defeza da praca c
porto.
Olanlo a insurreicao das provincias turco,
grecas, as noticias sao cm parte contraditorias; mis
dan a rcvolla quasi sulfurada, oulro* dizem que os
Gregos foram derrotados na Albania, mas que os
helados avultara n'oulras provincias c'que rece-
soccorros ; o rei da Grecia envin algumas
tropas para a fronteira.
< He muito para notar a mudanra deopinio dos
egorjantes e outros subditos gregos resdeutes em
Londres, depois que o governo inglez publicpu os
documentos cm que se pruva qne o imperador Ni-
colau convidava as potencias occideutacs par;, se
repartir o imperio ollouiauo; viam-se Iludidos de_
cahiudo as esperanzas da fundacao de um imperio
byzantinn sobre as ruinas da Turqua ou pelo me-
nos de un ronsideravcl incrementa do pequeo
reino da Grecia.
AS noticias da Asia referan novas desordens
u'alguus dislrictos dos Binnans. Da China conslava
que us rebeldes anda eslavam .de posse de Shan-
ghai e faziam seus quarteis de invern em Fech-
l.iu, distante de Pekn cera militas.
ii Os rousolidadus inglezes na praca? de Londres
liveram pouco movimeulo e fleavam a 88 e um
oilavo ; uao havia atleracoes' ri*os fundos eslrannei-
ros, e as Iransacoes eram rauilo limitadas ; os nos-
jos fundos nao vem colados na folha ingleza do dia
27.
Rogo-vos, sehhnres redactares, a publicarlo desla
seoteura como o palladlo da innocencia.
Um amigo.
COMMERCIO,
ALFANDEGA.
Bendimcnto dodia 1 a 21 .
dem do dia 22,......
. 162:581t43*
, 6:0961874 .
16878308
betcarrtgam hoje 21 de abril.
Barca porluguezav. s. da Boa-Viagemdiversos ^
gneros. .
Barca inglezaCom'da-^-roercidorias.
Briijue inglezMelinahacalho.
Hiate americanoitosamondfarinha o bolachi-
nhat.
Brigue brasileiroMai anafumo e diarulos.
Importar;ao'.
Brigue nacional Mariana, vindo da Babia, con-
signado a Manoel Ignacio de Oliveira, manifeslon o
seguinte :
6 barricas cravo da India; a Lima Jnior & Com-
panbia.
28 cadeiras, 1 mesa el commoda; a i. H. Gaensly.
2 barra azeile de Palma, 2 cahqes e 95 enixiohas
charntos, 38 laboas de vinhatico, 1,200 quartinhas,
i talbas de lonja, 1 caixo quartinhas, 20 saccas fa-
rinha, 1 caixAo calcado ; a ordem.
1 caixo charutos: a Manoel Tavares Cordeiro.
.Tmeruzuasde pescar; a Franca & Ir mi.
4 caixoes charuto* ; Vctor Latoe.
8 caixoes e 33 caiiinhat charatas; a Ja* Vicente
de Lima.
3 caixoes diarulos ; a Autanio Luiz de Oliveira
Azevedo.
130 caixinhas charutos; a Jote Rodri|aes Fer-
reira.
Hiate Hoto Aecordo, vindo da Baha, consignado
a roestre, mauifeston o seguinte :
1,360 alqueires de farinha ; a ordem.
1 CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....38:
dem do dia 22 J......fcf
39:3471048
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....
dem do dia 22 ....... .
3:067f669-
uet
* 3:104y0
Exporta98Q'. *
Buenos-Ayres con escala por Moatavid*o, brigue
brasileiro Belizario, de 232 toneladas, coaduno o
seguinle : 152 pipas espirito, 720 barricas con)
5,302 arrobas e 4 libras de assucar.
RECEREUOR1A UE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 22. ..... 6071*11
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiroenlodo dial a 21 .34:179*726
dem do dia22 ........ l:13tfM6
3.T.3041672
PRACA DO RECIFE 22 BE ABRIL DE
1854, AS TRES HORAS-DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios---------Saccou-se a 2827 3(4, 27 ) por 19, e Orna onica lransacro a
27 Xt tuppOe-M que nao dedioa-
" rao.porque as noticias da prafa do
. Rio sao de 28 e 28 X Ia* ** coala
firme pela razo de ter comecado
all a colbeila do caf, cuja tafra
presente ser a mais abunda a le das
conliecnlas.
Algodao------t Vieran) aomercado nicamente 154
saccas, e houveram pequeas ven-
das de 59600 a SfBOO, e algam de
terceira sorle a 59 por arroto.
Assucar Em consequencia das chavase din*
festivos mu pouco lena entrado, e
os prego* tem sido quasi nominaes;
mais espera-se. que logo que o lem-
po melbore a entrada avallar, e
o* precos lomaram direceo.
Couros -.---------Vcuderam-se de 170 a 175 rs., e
mesmo alguna a 180 rs. por libra
dos seceos salgados.
Bacalhuo O carregamento qae esteva tai ter
consta (ora vendido a 129200 rs.
por barrica : relalhoa-e de 138 a
159, e Acarara em ser 3,000 bar-
ricas.
Carvao--------- Dos enrregamentot chegado* nerta
semana e dos existentes, cinco se-
., gira ni para os portas do tal. Fez-
se venda de ama porcao a 139 por
tonelada.e ainda ha oulra* porrjoes
a \ender. '
Farinha de trigo- Smente chegou um carregamento
de Ballimore, que se est veoden-
do a relalho: -o deposito baixou a -
7,900 barricas.
Manteiga--------A qae exista em deposito foi vendi-
da para|especalacao; a franceza de
i 460a470rs. por libra, eda ingle-
za de 550 a 570 rs. .
Descontos Continuaran de 12 a 15 por cento
ao anno.
Frctes ---------Do assucar em;accot para o Canal
e Mediterrneo de 50 a 55 e 5 por
",. e em caitas a 60; e do algodao
para Liverpool a 5p3 por libra com
cinco porcento.
Ficarara no porto 62 embarcarles, sendo : 2 ame-
caiinas, 1 argentina, 1 austraca, 36 brasileiras, 2
francezas, 1 hamburgoeza, 4 hespanholas, 1 hollan-
deza, 7. iuglezas,5 porluguezas, e 2 suecas.
C0PESP0M\Cl\.
MOVLMENTO DO PORTO.
Chegando esla bdla e heroica provincia de Per-
nambuco em o anno de 1840, contando apenas 13
annus de idade, achei neWa au s uma mai carinho-
sa, como tambem em os seus naturaes outros tantos
pas, amigos e disvelados, como aquelle qae, por dita
minha.tai omeu progenitor.
Aqui acabando, por assim o dizer, a minha edu-
cacao entreguei-me as commercio, que a principio
apresentaudo-me uma face risonba, a'minha mi es-
trella guiada por meu genio um pouco franco, me
fez provar o fel do calix das precises. "
Isto posto, resolv mudar-me, desta Uo amavel
provincia para oulra nito menos hospitalera e
igual em heroicidade, a muilo nobre provincia de
Maranhao.
Nesla resolnc,ao, pois, en seria o mais ingrata de
lodos os entes, se por ventura olvidasse, por um mo-
mento se quer, os favores que receb da maior par-
te dos filhos desla fiorescenle e bella porcao do Brasil,
e se em particular, nao .desse um tcstemonho solem-
ne de gratido aos meus-particulares amigos.
Para nao cahir nesla falla, eu para pao cramel-
ler este verdadeiro|crime, tenho a honra de declarar,
que trarei sempre gravado no meu coracao qs obse-
quiososservtaos, valiosa e franca proleccao que me
prodigalisoo a muilo Ilustre e acreditada casa com-
mercial em Pernambucu,conhecida pela'lirma Meu-
ron & C. quem devo extremosa amizade ; bem
como ao meu particularissimu amigo ecompanheiro,
o Sr. Jos M*rTins Dia.
Dgnense elles aceitar o meu grato e saudoso
adens : assim como os meus diminutos serticos na
provincia de Maranhao, ou em oulra qualquer par-
le onde o destino e a Providencia me collocarem.
Com est favor, RSrs. edactores, muilo obrigarao a
quem sempre foi seu constante leilor, e continuar a
ser de Vmcs. ltenlo venerador e criado. Manoel
Goncalves de Moraes. w
Becife 22 de abril de 1854.
PBLIC4C40 A PEDIDO.
Navio entrado no dia 22.
Parahiba2 dias, hiate brasileiro Paquete, de 31
toneladas, meslre Sveriano da Cos* e Silva,
eqoipagem 3, carga lros.de mangue ; a Joao Pe-
reira da Silva.
jacios sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroEscuna insleza Token, com a mes-
ma carga que troaxe. Suspenden do Urmeirio.
demBarca ingleza Aguia, cora a mesma carga que
trouxe. Suspendeu do lameirao.
demPatacho inglez Louisa, com a mesma carga
que trouxe. Suspendeu do lameirao.
BahaBrigue inglez Mountaineer, com a mesma
carga que trouxe. Suspendeu do lameirae.
Asi pelo Bio Grande JtjjiorleLancha braeileira
A ora Esperanza, dPI Bernab Jos de San-
l'Auna, carga varios^Bieros. Passageiros, Flo-
rencio da Cosa Oliveira e sua senhora, Joo Cor-
rea de Mello e 1 filho,. Joo Gomes de Castro, Cons-
tantino Gomes da Silva,' Manoel Vicente da Gu-
nba, Joad1 Guilherme Ferreira, GottetJBimonl e
sua familia.
Afecto- entrado n dia 23.
Bahia-rlO dias, brigue inglez C. T. Sulton, capi-
taq Georgc J. Doray, carga tabaco. Veio a este
porto por ter faiteado um tripulante durante a
viagem, e alguns mais accommeltidos da-tabre
amarella ; proveu-se de medicamentos e seguio o
seu dtstioo para Bremen.
DECLABACOXS. r
AO PUBLICO.
Bem justo c profundo he o nosso prazer ao cnun-
ciarmos, que os senhores lente coronel Manoel
Florentino Carneiro da Ciihba e seu fllho Saloslino
Epbigenio Carneiro da Cunha foram absolvidos, em
grao de recurso, pelo Sr. juiz de direito substituto da
comarca de Goiauna, do imaginario o calculado cri-
me, que s a calumnia, de mapa dadas com a raalda-
de. Ibes podero imputar.
O Sr. Antunio Pinbeiro de Mendonca, empunhan-
du a espada tutellar da juslica, soube despedazar es-
ta segundo artefaclo prcesso, operado pelas
niaos habis da mentira, da maidade eda hipocrisja.
Se uma senlenca, obtida subrepticiamente no juizo
municipal de Goianna, em que se fecharam berme-
licanienle as portas lateraes da defeza,'servir dene-
grejante carvo para mascarar-sc as reputa^Oes tem
maucha dos senhores Florentino c seu lilao Saluslino;
a senlenca infra proferida no juizo de direito, em
que se abri 6 ampio campo da defeza, presentan-
do os pronunciados as valeules c vigorosas provas de
sua innocencia, he a anua pan, c lmpida, qae ser-
vir tambem para lavar e volaliiisar a asquerosa lis
na, s laucada por espiritas energmenos, virulen-
tos e re falsa ros.
Receba, pois, o Sr. Antonio Pinbeiro de Mendon-
ca, pelo exerciro de um ailodo lio subida juslica,
osapplausos de lodos aquelles que aoompanbaram
rom o coracao aos senhores Florentino eseu fiiho Sa-
luslino a Iravcz desse sarcal abrasador de convicios,
calumnias c antis.
Vistas e examiuadas as razos de 0. 7 a II. 15 e
documentas de II. 16a II. 125. produzidos pur parte
dos recorrentes o lenenle-coronel Manoel Florenti-
no Carneiro da Cunha e seu lilho Saluslino Epbige-
nio Carneiro da Cunha, bem como as do recorrido o
coronel Eslevao Cavalcaoti de Albuquerqu, cons-
tante de fl. 132, II. 110 v. c documentos de II. 141 a
fi. 167 v., julgp procedente o allegado c provado
por parle dos mesraos recorreules, e pelu que pro-
vendo o seu recurso, reformo o despacho de pronun-
cia, constante de fl. 33 e sua sustentaco de fl. 170,
e mando que se de baixa-na culpa aos mencionados
recrtenles, e que inmediatamente se Ibes passe 1-
var de soltara ou carta precaloria para a subelcga-
cia de policia da villa da Alhamlra da provincia da
Parahiba du norlc, anude osmesmos exislem presos,
Conslho administrativo.
O conslho administrativo em virlpde da aulort-
sai;ao do Exm. Sr. presidente da provincia tem. de
comprar os ohjectos seguintes:
Para a pintara da fortaleza do Brum.
Alnniade, arrobas 4, oleo de liabaca, arrobas 5,
poz prelo, arrabal, verde creme, arrobas 2, oca ama-
relio, 'arrobas 4, secante, libras 12.
Para a mesma fortaleza.
Arcos de ferro para loncis, com 2 y poleadas de
largara, feixes 2, ditos de dita para .jarras- com
3(4 de largura, feixes 2.
Para o 9 batalho de infantaria.
Caldeira grande de ferro balido, pan
cas 1-.
Para provi roen lo dos rmateos do almoxarf
Tederneira* inglezas para armas do adarme 17,
Para olBcinas de 1 e 2> dasses.
Costados de pao d'oleo 2, laboas de assoalho de
looro 12.
i'1 classe.
rame de lalao grosso, arrobas 2.
2" balalhaodeinfanlarra.
Pelles de carneiro 100.
Diversos bataihoes.
Mantas de laa 374.
Companbia de cavallaria.
fcspadas39, colurnus, pares 46.
Ouem quizer vender taes objectos, aprsente as
SinJIEP0^*?!! ca^", fec,,8d8 Surto *
S ''h 10 hofs d" dU do correle ez.
Secretaria do conseibo administrativo para forneci-
menlo do arsenal de guerra, 20 do abril deJ854-
JosedcBrtlo Inglez. coronel presidente. Bernar-
nardo Perora do Carmo Jnior, vogal c ere-
13 rio.
,i,~ V'1?- Sr' i"9Peclor da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que erai contarmidade da
aulunsacao concedida pela ordem do tribunal do
l hesouro, nacional de 20 de marco prximo passado
u. J7,eslabertao cuncurso para preenchimenta
das vagas dos lugares do pralicanles que exislem na
mesma lbesourariav e cujos exaraes tero logar uo
dito oeverao apresenlar seus requerimento* at o dia 4
dosupradilo mea, instruidos com certido de idade.
ta ha corrida, e quaesquer uutros-docnmeulos que
A...nLpnT 8UilS hal,il,taS. deveudomostrar
o exame que lem boa leUra, sabem os principios da
grammatua da l.ugua nacional; qoatro especies
e a Iheona dos quebrados c fracceS decimae*. na
taaraa do nit. 2.do reguramerHo de 18 dedetembro
ie ioou, n. "?i. *' -
Secretaria da Ihesotjraria de fazenda de Pernam-
bncobdeabnl.de 1854.-0 oUicial-maior, fimi/fo'
Aarier Sobreira de Mello,
O conslho de adruinistrac,ao naval contra-
a o_ fornecimeoto dos gneros seguinle*, para os
navios armados, barca de escavaco, enferoMria de
manoha e mais eslabelecimento do arsenal, no raez
perpetuo silencio. Pagas as cusas pelo 'recorridos
cm que o condemno. Cidade de Goianna 1 de abril
de 185,1. Antonio Pinheiro dt Mendonca,'
O

alim de serem postas era liberdade. O cscrivao junte, de maio vindouru, sendo : agurdente brancTdl!*
estes autos ao respectivo prpeetto, qae utjt jotto era graos, assucar branco de primeira sorle, aroz bran-
co do Maranhao, azeile doce de I.isla, azeile de
carrapalo, bacalbo.bolacha.car'ne verde, carne teca.*
cata em grao, frinhi de mandioca, feijlu moiali-

- ^4w
.**- -


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V**
4
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA TEIRA 24 DE ABRIL DE 1854.
'


nlio, leoha de mangue cm adas, pilo, loucinho de
Santos, vinagre de Lisboa, slearinasc carnauba om
vela ; bera como compra (rinla peras de brim in-
glez, Irinta peras .le algodo (raneado azul ameri-
cano, e (rezetitiy peras de radargo branco eslreilo,
para fardamento de* marinhagem, c contrata a fac-
tura don mesmos ; porlanln conviila-se a quem Cun-
vier dilo fornecimento a comparecer as 12 doras do
dia 25 do. correnle na sala-da* icssoes coui suas
ajnoslrase propostas menciunando os ltimos pre-
sos. Sala ar sesses do. conselbu de adminis-
traran naval em Fernambiico 20 do abril de 1854.
secretario do cuuselho, Christocao de Santiago
de Oliteira.
Companiiia Brasrleira de paquetes de
vapor.
O vapor /mperalri:, commandaute o primeiro
(eneiile ForrezSo, espera-sc dos portes do norte at
21 do correute, devendo sahir no dia seguinte ao ila
suachegada. para Macci, Bahia e Rio de Janeiro-
passageiros para o Rio, na cmara 1209000, es-
cravos 22900O rs. uo convez; agencia na ruado
Trapiclie n. 40, segundo andar.
TtR(V FEIRA 2: DE AIIRIL 1)F iS.'M.
RECITA EXTRAORDINARIA LIVRE A AS-
SINATURA, A FAVOR DE
Joao' da Graca Gentil.
TONTO DA COMPANHIA DRAMTICA.
* Subir seeia o espectculo seguirte:
Estrear o divertimento a nova ouvertura' da
pera
ZANETTA.
escrutada p.elos V*essores da orcliestra. *
Finda a oavertura, lera principio a representarlo
da nova e preexccllente cumedia em 3 actos, inti-
tulada,
DEM SER DI.
3) ra
Iradozida cm portuguez do original italiano, por
"?* d' *'r,e"'> e representada em varios thcatros
da Europa e do Brasil, sempre com immenso applati-
so, e ftnalisar eom uro novo coro, rompostn pelo
habilissimo professor o Sr. Theodoro Orestes.
No fim do primeiro acto, ser pela orcliestra des-
empenhadaa nova uvrrliiia,
A GAIAC TOBSf ICA HESPAMIOLA.
fXo fim do lerceiro e ultimo o Sr. Costa, por af-
feigao.ao beneficiado, caulari una nova aria cm
. portuguez, denominada.
0 EHIPREZARIO ATROPELLADO. '
que lindara com a dans do
CANCN,
. coraposigao do insigne profesor, o Sr. Demetrio R-
viro, e executada varias vzes pelo primeico gracio-
so d corle, o Sr. Martinho, para quem foi exprs-
smente composlf.
Depois seguir-e-lia 4 execurao da bellissima ou-
vertura,
A MUDA DE PORTICPI
l-.inalisando todo o divertimento com a nova e
muilo engranada larra, (raduzida do Ilespauhnl, c
accomraodada ao gosto brasileiru, pelo Sr. Antonio
Gentil Ibirapilaoga, e que lera por titulo, '
A HOSCA.
Ornada do graciosa musir, cumposta pelo hbil
professor, o Sr. Jlo Heraldo Efreni.
Por obsequio ao beneficiado farSe parte no es-
pectculo o Sr. Hendes e a sua sent ora.
O beneficiado protesta o scu eterno agradecimen-
lo aos nobres e generosos habitantes dcsta bella ca-
pital.
Principiar s 8 horas.
Os bilheles de camarotes, cadeirase platea gem.
acham-se venda em mito do beneficiado, na ra do
Mundo-Novo, casa n. 36, c no dia do espectculo no
heatro de manhaaede noile.
AVISOS martimos.
Para o Ass e portos intermedios pretende se-
guir em poneos dias a lancha nacional .Voto Espe-
ranea, e tambeni se treta para o Cear ou-A'raral\ ;
para carga e passageiros, para o que lem bous enm-
. modn, trata-se na ra da Gadeia do Recife n. 50,
loja de Cunha & Amorim.
Para a JJihiasahe eom brevidade o hiate .Voto
Olinda ; para o resto da carga Irata-se com Tasto Ir-
ruios.
Ceara',e Acaracu'.
Segu uestes dias o hiate Sbrateme, ainda rece-
be carea e passageiros, trata-se com Caetano Cyriaco
da C. M. ao lado do Corpo Santo, luja de massames
u. 25.
Para o Maranhao segu at 25 do corrente, o
berganlim-brasileiro Despique de Beiris, por ler o
seu carregamento quasi completo: para o resto tra-
la-ie n escriplorio do Sr. Manoel Joaquim Hamos
e Silva.
Para o Biode Janeiro seguir' bre-
vemente a bem comtrnida e veleira escu-
na nacional a Flora, capitaoJos Severo
Morena Ros ; "recebe carga e escravos a"
' t f rete*; a tratar com os consignatarios An-
tonio de Atmeida Gomes & Companhia.
O brigue portuguez Bom-Suecesso segu em
direilura para Lisboa com toda a brevidade: para o
resto da-carga e passageiros, trata-se com os consig-
, nalarios Thmaz de Aqnino Fonseca & Filho, na ra
do Vigario o. 19 primeiro andar, oti com o capillo
na praga.
Para 4 Porto,
jk A barca portugoeza V. S. da Boa-I'iagem, se-
W gue em muito poueoe dias por ter parle do carrega-
mento prompto: quem na mesma quizer car regar
ou' ir do jwssagem. para o que lem excedentes com-
modos, dmja-se aos consignatarios Francisco Alves
da Cuoha&C, rua.dn Vigario n. 11, ou ao capitn
na prars.
LEJXO'ES.
LEILAO.
Antonio de Atmeida lirandfio e Souza, far le
lio por iuten engrio do agente Borja eraldcs, lerga-
fen-a-25 do correute is'10 horas dj manha, da r-
magao e gneros existentes cm sua taberna na rna
do aterro da Boa-Vista n. 49, garaulindo aqualqiicr
pretendeule estar dilo eslabelecimenlo livre e des-
embarazado de cousa alguma.
Ilenry Forsler &'C. farSo leilao, por aulorisa-
rao'da allandega desta cidade, por inleivencao do
agente Oliveira, em presene^ do Sr. cnsul dos Es-
tados-Unidos, e por conta e risco de quem perupcer,
do brigue americano Tylerslun, de 111 tonelladas
inglezas, capilao I,". 11. Tice, com 'os competentes
masires, vergas, ferros, amarras, veame, c os mas
perlenccs, tal qual se aclia completo de ludo no an-
coradouro desle porto, onde as preterdentes .podeni
examina-til com anlecp?r;lo ; e tendo dito brigue
sido legalnieute rondemnado nesle porto, onde ar-
ribouna sua recente visgem procedente do Manlu-
efcpeomdeslino ao mar Pacifico, ser vendido rom
otpjferidos rticos em um s lole; oro seguida sero
vendidos em diflerentes lotes, quatro escaleres prft-
pnospara pescara, farinha em quartolas, barris de
carne de vacca e de porco salgada, cascos Tazios le-
Yantados e oulros abatidos, arcos de ferro, harpoes,
lintai, cabos de mantilha, e varios arligos miudos:
segonda-feira 24 do corrente, s 10 liaras da manilla
no armazem do caes do Ramos.
LEILAO' DE TABERNA. '
O ahaivo assignado com taberna no aterro da lina-
Vista n. 49, avisa ao respcitavel publico, assim como
aos ses credores, que nao llic sendo possivcl reali-
sar a venda da mesma al o presente, resotveu fazer
leilao ffus fundos eiistenles; para mais depressa em-
botaren) os seas credores o producto da mesma ; o
qbal ter luaar terca-feira 25 do corrente mez, as 11
horas-da mauhaa.
Antonio de Atmeida BrandSo Sonsa.
Schapheillin & Companhia farlo leilao, por
mlerveiirao do'agente Oliveira, de grande sortimeu-
to de fazendasfrancezas, suissas c aliemes, as mais
pruprias desle mercado : ter<;a-fcira 25 do corrente,
as til horas damanbla. Do seu armazem, ruada
Crtri do Recife.
Francisco Severiano Rabcllo'& Filho farlo lei-
lao, por inlerveuran do aente Oliveira, e npr conta
^fde quem" pertancer, de 20 pipas de vinagre
de Lisboa muilo superior, prximamente d'alli im-
portado : quarla-feira 26 do corrente, as 10 horas da
manhaa, no largo da Alfandega.
AVISOS DIVERSOS^
s Silio na Baixa Verde.
Alga-sr, vciide-se, ou faz-se um arrendamenlo
de um silio no losar, cima, de Romo Antonio da
SihiTAIranlaia : (p preleildcntes dirijam-sc praca
do Corpo Santo, no armazem de Romn nhia.
fP Sr. ('.aciano de Assis Campos tnm urna caria
na livraria n>6 e 8 da praca da Independencia.
L0TF,R1A DO RIO DE JANEIRO.
EstSoa' venda os bilheles da 19 lotera
das casas de caridade; t lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvadorv se este vapor
transferir dous "dias a sua sabida como
acaba de acontecer com o vapor Impe-
rador ; se porcm.no vier por este vapor,
vira' impreterivelmenle pelo vapor ingle/.
Rrasileira esperado neste 'porto no dia
i do mez prximo.
Precisa-se de urna ama qnc cozinhe o diario e
ensomnie alguma cousa : na ra do Hospicio, casa
n. 17.
O r. Sabino Olegario Ludgero l'inho mu-
sa dou-se para o palacete da ra de S. Francisco SD
(mundo novo) n. 68 A.
*>:
Alucam-sc duas casas terreas com bons com-
modos, quintal ecacimba,"sitas, urna na rija do Tam-
bia n..) A, o a oulr na ra Real junio no Mangui-
nho, a qual lem no fundo um grande armazem de pa-
daria ealsuns pertencesda mesma, e he n. 27; ludo
acaluga por proco commodo : a fallar na pra^a da
Boa-Vista, botica n. 6, ou na ra Real, casa n. 6.
Rape' Amarelinlio.
Viuva Pereirada.Cunha.enrlrregada do deposito
de rap Priuceza de'Gasse grosso, meio grosso e fino,
noticia a seus freguezes que acaba de rereber um
novo rap muilo apreciado no Rio de Janeiro, a quo
chamara amarelinho: e em verdado a suaqnalidai|c
o loma recommendavel: seu pteco he do 1280 de
5 libras para cima. Os amantes poi da boa pitada
encontrarlo em scu deposito na ra da Cruz u. 23
todas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jeiland.o-se .qualquer reclamarlo que possa haver
O Dr.Thomassin, medico fraucez, d ron-
sullas lodos os dias uteis das 9 lloras da
manilla at o meio dia, cm sua casa ra da
Cadeia de S. Antonio o. 7. ^t
FUSTAS VIVAS EM VEGETACAO.
Os amadores da agricultura que (|iii/.e-
rem comprar plantas vivas em vegetarao,
sao convidados para hoje 17 de abril a d-
rigirem-ie ao aterro da Boa-Vista n. 38
loja, onde encontrarSo urna colleccao
distincta de plantas as mais raras, as quacs
somente estarfio a venda ate dia 23 do
corrente: os senhores amadores acharao
alli em que satisfazeivseu espirito.
Francisco Lourenco Carlos nada deve a esse
individuo, inseparavel rompanheiro de Jos Piulo
da Costa, da padaiia da roa Oireila n. 26. porquan-
to sendo o dilo Costa devedor do annunciante da
quanlia de 48f)550, esl nesse debilo acreditada urna
arroba-de bolacha, que elle mandou vir do dilo scu
amigo, urna caixa de sabio e urna dita de (landres,
qne em resudado Ihe fica restando, esse Sr. Jos
da l'cnha,que para desnioralisaroaiiuunciodoannun-
ciante, e fazer-se de verdadeiro, engendrou ineios
su proprios desi I] Qaanto a cerca da iuvaliosa let-
Ira doannuncianlc eque lem protestado nao pagar,
confirmando o seu annuncio, assevera com toda so-
lidez ao respcitavel publico, que della um s real
nao deve e uem ella foi proveniente de gneros que
o annunciante comprasse em seu eslabelecimenlo,
como corajosamente disse em seu annuncio para Ilu-
dir ao publico, Esse misterio esl prestes a romper-sc
e enllo o publico entrar no perfeilo ronhecimento
dos actos criminosos do dilo Sr. Jos Pinto da Costa,
mais conhecido por Jos da l'cnha, com taberna na
ra Direita n.'14.
NAVALI-IASACONTENTO.
Navalhas e tesouras ieilas pelo
mellior cutileiro de Lisboa, pedras
para aiaf, as melhores que tem
vindo a este inervado.
ROSTASE partculas.
Ricos ferros para fazer hostias e
partculas, e as tesuras proprias
para as cortar.
PADEIRO E COZINIIE1RO.
Penetras de rame, amarelloede
metal branco, ricas formas para
pastelees, bolos, podinse bolinhos.
MESA COBERTA.
Cobertas de metal e de rame,
proprias para cobrir os pratos na
mesaejudo mais que diz respeito
a cozinha e mesa, e militas outras
cousas que a'vista faz cobirar ; tu-
do isto. (|ue cima se annuncia a'
venda, se encontra na loja de ier-
ra gens da ra da Cadeia do Recife
n. 56 A de Antonio Joaqujm Vidal
j| & Companhia.-
3WOK3
Perdeu-so um tildlo de residencia pertencenfe
a Jlo Bento Lagos : quem o liver achado e entre-
gar na refinacao dos Afogados, receber 4>000 de
gratifica;ao.
Alugam-sc duas casas terreas, urna na ra da
Conceirao da Boa-Vista n. 42, e ouira defronlc do
quartel da Soledade, que ambas se acham com es-
criptose bem frsladas : quem as pretender entenda-
se com o seo proprietario Jlo Leile Pilla Orliguei-
ra, rna da i'.ta/. n. 12.
Precisa-sede um cai\eiro pequeo, porluguez,
para loja de fazendasem.Olinda uos qualru cantos:
a tratar na ra larga do Rosario n. 22 loja de miu-
dezas, assim coma se vende urna escrava rrioula e
cria, a qual cozinha o diario de orna casa, engom-
ma lizo, ensalma e compra na ra : a tratar na mes-
ma loja, vende-se lambemo I equarto tomo da histo-
ria dePorlugal, assim como se declara que nesta loja
sevende todo o sorlimenlo de miudezas c quin-
quilharlas por preces muito barajos, abs compra-
dores. .
Antonio Ferrcira Lima vai a Portugal.
Perdeu-sc n dia sexla-feira da paiiio, no cho-
ro da matriz de Santo Antonio, urna pulceira com
um cadeadoe urna corrente; j se sabe quem iachou.
por couseguinlc haja de a levar ra Direita n. 36,
quamlo nao se dir scu nnme
.. Precisa-sc de um bom feilor para umengenho,
preferindo-se um que lenlia familia : trala-se na rna
da Cruz n. 34..
Aluga-se o lerceiro andar do sobrado da rna da
Lapa n. 13, por barato preep : na praca da Boa-
Vista n. 7. .
Jlo da Silva Freirc, obdilo porlugue;, e sua
muther, reliram-se para l^lina.
F. W. Ruist, snbdilo allcmlo, vai ; Babia.
' Est jus'if a compra da taberna da ra do Mou-
deso n. 68 ; se algucm liver algum direito a ella an-
nuncio por estes tres dias, ou dirija-sc ao Mangiiinho
n. 51.
* Precisa-se de um cozinheiro livre, o que seja
bem moralisado, para o collegio de educandos, na ci-
dade de Macei : quem liver as habililaroes o Ihe
convier, dirija-sc aos qualro cantos, na ra do Quei-
mailo n. 20.
<<&-S-<

. Fonle & lrmio fazem scienle ao publico, e
principalmente a sens freguezes, que Manoel Rodri-
gues Ribeiro da Cruz deixou do ser seu caiieiro desde
22 do corrente.
Ofierere-se nma ama para o interior de urna
casa de pouca lamina ou d hornera solleiro : quem
.quizer, dirija-se a ra das Aguas-Verdes n. 2.
Precisare de um caixeiro portuguez de 12 a 16
annot, para caiieiro de taberna : na ra do Pilar em
Fra de Portas n. 90.
Offerece-se urna mulher de mia dade para
ama de cu de pouca familia : no Recife, becco do
Moaleiro, loja de Luiz (ornes, junio do sobrado do
Sr. Cunha.
Quem annunciou querer dar 2:000j)000 rs. a
remio, dirjanle ao aterro da Boa-Visla n. 5. pri-
meiro andar.
CHIYSTALOTYPO.
Galera,de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Visla n. 4.
I)c caitas, quadros, medaihas, allinnlcs c pulrei-
ras ha um rico sorlimenlo para collocar retratos,
por prero muilo haixo. *
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira do pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mait alzum servido se lor
preciso : na ra da Senzalla Vclha n. 60 primeiro
andar, ou na*Cnpunga silio do Sr.Brilo.
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadeia
do Recife n. 16. *
Eistc nesle eslabelecimenlo um grande sorlimenlo
de roupa feila de todas as qunlidades rhegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, cerOulas,
ele, e os prcros serlo os mais razoaveis nossiveis,
visloserosyslema do dono nlo dcixar dinheiro sa-
bir ainda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arreuda-se o engenho Leao, sito na fieguezia
da Esrada: os pretendentes pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
adiarlo com quem tratar, ou na freguezia da Escada,
no encenho \ cente Campello, com Manoel Goncal-
ves Pereira Lima.
Casa da aferirao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no dia l1" de abril correnle, a finalisar-se no, dia 30
de junlio prximo futuro: segundo-o disposto no
arl. ti do regiment municipal.
O Sr. Jlo Kepnmucenn Ferreit-a de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem una caria na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precsa-s alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinbar e ftzer todo o servieo de urna
casa de pouca familia r Da ra Oireila n. 119, loja
de selleiro.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de ouro
ou piala : na ra A "el lia n. 35.
Para alugar por lempo de dez mezes cerlos e
por aluguel commodo, o silio do Sr. Guerra na pas-
sagem da Magdalena, presentemente oceupadu pelo
Sr.'F'eiitcn: Irala-se no mesmn sitio.
Attencao as pechinclias.
Chegaram loja de miudezas da rna. do Collegio
n. 1, os seguinles objectos, os qnacs se vendem por
preso mais commodo do que em ouira qualquer par-
le : um grande sorlimenlo de calungas de porcelana,
como sejam : gatos, gallos, cachorros, nucas, tigres,
fruclas, figuras, cfc.f.ludoproprio para palileiros ou
enfeites de mesa, assim como S. Jlo. IN'nssa Scnhora
e o Divino Pastor, estampas de sanios e santas em
Cafe e sorvete.
- Acha-se aberlo das 3 horas em diantc, a @
nova casa de sorvete c caf na ra eslreta do
-3 Rosario n. 10, com duas salas decentemente
ornadas, ofierecendo bellos romntodos parj
':"/ familias (indcpeuddbte dos homens), e para iX
a bella rapaziada.
No dia 2 de maio prximo vindouro, perantc o
juizode orphaos da villa do Cabo, tem de ser
arrematados por veuda cm ultima prae.o, para paga-
manto dos credores do finado Caclano de Barros
Wandcrlej, por quem maior pre$o oll'ercrer, 11 es-
rravos, 25 bois mansos, 8 aarroles,'!) vacras com
3 crias, 3 novilhos, 12 cavallos, 4 carros ferrados, c
I arado.
Aluga-se urna escrava qne sabe engommar, co-
ser, fazer lab>rinlho c marear, para casa de fami-
lia: quem precisar dirija-se a ra de Apollo n. 2i.
O ,-ibaixo assienado faz scienle ao resppilavcl
corpo de commercio, que tem dado soriedade "cin
sua taberna fila na ra da Cadeia de Santo Anlouio
ii. 16, ao Sr. Antonio Sebastilo de Mcdeiros, desde
o dia 20 do'correle mez, a qual tem de girar de
boje cm liante sol a firma de Santos&Medeiros.
Antonio Teiaeira do% Santos.
Avisa-se ao publico, que itinguem faca negocio
algum cem Joao Antonio Baudeira de Mello sobre
csrravo, pardo, de uome Joao, visto que o dito senhor
o nlo pode negociar, por pertencer a massa da' casa
de Baudeira & Garca.
__ Diz-se que o Sr. Agoslinlio Jos de A mira-
de quer as escondidas embarcar para o Rio de Janei-
ro, e assim aiieifa vir pagar o reslo qnc deve a quem
sabe, porque do contrario embargar-se-ha suaviagem.
Precisa-se de urna escrava que Taca o servieo
diario de urna casa de pouca familia ; paga-se bem
seudo ile boa conducta: na roa do Padre Fluriano
V:,.
O. Maria Anglica Pereira Paiva, viuva de Jo-
s Frant-isro de l'aiva, remelle para o Ro de Janei-
ro a seu escrava, cabra, de uome, Bruno,
pras e cestas para meninas trazerem no braco e un-
irs para fruclas e flores, e o'ulras muitas molduras
douradas para quadros, correnles de ac para relo-
gio, de inultos goslos, collecces do Goncato de Cor-
dova, de Gil-Braz, dos Misterios de Pars c da revo-
luclo franceza em 188, retratos de Isabel II ranilla
de llespanha e de Espartero, de Napolran I e III e
da imperalriz, assim como ootras muilas cousas que
se deixao de annunciar, pois a vista do comprador lie
que se podem mostrar.
O bacharel Witruvio nnlinna a leccionar em
fraucez, o para este fim recorrtmenda-se aos pais de
familia, aos quacs promelle toda a soticilude possi-
vel no aproveilamenlo de seus lilhos : ra das Cru-
zes n. 22, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna ama que lave, cozinhe,
ennommee faca o servido interno de urna casa.de
pouca familia: na ra Direita n. 116.
regente, procurador geral e mais feslciros de
N. S. dos Prazeres, anuunciam qne,para inleresse das
respectivas testas, licam as mesmas iransi'ei idas para,
o mez de maio, cujo dia ser aununciado.
Iloga-se ao Sr. Manoel Francisco Marques, na-
tural de Portugal, o Javor de comparecer na ra do
Amorim n. 6, para sventender com Manoel Francis-
co Marques; cidado brasilero, alim de concordarem
qual dos dous deve fazer alteradlo noscu nome,visto
ue assim se evitar nao s o deseuconlrrf de carias
que tem havidode um para oulro, como mesmo en-
gaos que no futuro se possam dar a lodos os respei-
los, pela denudado de uome.
O abaixo assignado faz scienle a quem de direi-
to competir, que desappareceu de seu poder una
lettrada qianliade rs. I: II i-0'.ll), sacada porSimilo
Correa Cavalcauti Macambira, aceita por Anlouio de
Albuquerque Maraiilioecndotadapein coronel Ma-
noel Pereira da Silva, de Pajei'i de Flores, cuja lel-
tra vencida em 15 de outubrd de 1852 acba-se apon-
lada e protestada, ccomo de nada possa servir a quem
\i liver, roga-se que a venhun entregar ao mesmo
"abaixo assignado, ou ao Sr. Macambira, cm Scrra
Talhada.Manoel Joaquim do Reg Albuquerqne.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem'd a
quanlia de 2009000 rs. a premio, com penhores de
ouro ou piala.
AMiMIO LITTERAR10
Ach-se venda a inlercssante obra de direiloo
Advogado dos Orplios lio necessaria para os
jiiiz.es, escrivles" e advocados do foro : naslivrarias
da rna do Collegio n. 9 e 20 ; na do Sr. r/adro Igna-
cio, ra da Cruz do Recife n. 56; na do Sr. Honra-
do, palco do Collegio u.6 ; c na loja do.cncadcrua-
dor, rna do Collegio n. 8, pelo baratissimo prego de
3^)00 rs.
20:000-;000.
Esta sortefoi vendida em dous quartos
de n. 2846 da oitava lotera do Estado Sa-
nitario, na ra da Cadeia, esquina da Ma-
dre de Dos, loja de miudezas, e nao em
outra parte como se quer dizer.
Colcorama. ,
Remedio etlicaz para curar os callos: vende-sc na
ra do Cabug n. 10, com a iiistrucglo para o uso;
a I.-2S0 cada boilo.
Gratifica cao.
Iinniinso-16 do correnle. desencaminbuu-so desde
a ra do Vigario at o trapiche-Novo, umcaxorrinho
de raca particular, lem o cabello fino, he prelo com
urna inalha branca em roda do pescoro, orclhas mui-
lo grandes, e focinho de furao. ps c mos calcados
de branco, la pelo uome dellauihal: quem o
trouer a ra do Vigario casa n. 7, ser bem recom-
pensado.
Erecisa-se de um preto ou prela para rozinhar
e comprar para tres pessoas, sendo bom cozinheiro
nao se olha proco : na ra larga do Rosario, loja de
louc.
J. Jan dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Aluga-se urna casa erande, envidrarada. na
Passagem da Magdalena enlre as duas puntes, com
quartos, 2 salas, solio, cozinha fra, cacimba, quin-
tal, urna casinha no fundo e banbeiro que vai ter a
marc : na ra Direila n. 3.
Desappareceu do silio da Trompe n. 1, na sex-
(a-fi'ira sania,'un molcquc de uome Joao, de naglo
Angola, de idade20 anuos, boa altura, lem os ps
grandes, e o dedo direilo mettido para dentro e
apapagucado, levou calca e camisa de riscado branco
e azul, cosluma embriagar-sc a miudo, he dado a va-
lente, anda ordinariamente quando fogo pelos arra-
baldcs dcsla cidade por ser muilo conhecido nella,
lainbcm he amigo do jogo, quandn desappareceu an-
dava veudendo fruclas em una bandeja, nlo levou
chapeo, mas j foi viso em urna taberna com cha-
peo de |alha desabado para baiio : roga-se a lodas
as autoridades policiaes c capites de campo quo o
encontrar o apprchendam elevem-o ao referido silio,
que serlo generosamente recompensados.
Aluga-se um sobrado de um andar na ra'das
Trincheiras n. i 1, com bastantes commodos para fa-
milia, e com lioimquinlal e cacimba :'os'pretenden-
tes podem Iralaroe seu prego no largo da Trempe,
sobrado n. "1, que lem taberna por baixo.
rOflcrece-se para raixeiro de qualquer eslabele-
cimenlo^ rtenos taberna e padaria, ifm rapaz brasilei-
ro do 16 anuos, o qual d fiador a sua conducta :
quem o pretender dirija-sc ao sobrado da quinada
ra do Fogo com a frente para S. Pedro, segundo an-
dar n. 53, ou na ra do Sebo n. 29.
En abaixo assignado declaro que o Sr. Joo
Jos da Luz Fcrreira, durante o lempo que fui
caixeiro em miiiha casa,'nunca pralicou acglo que o
desluslrasse no cumpriineulo de seus deveres, antes
sempre foi merecedor de minha eslima pelo seu bom
zeloe aclividade. Andri tt'auzer.
O abaixo assignado, leudo de relirar-so desla
provincia at o ultimo do correnle, o nao quer fa-
zer sein lestemimhar publicamente ao Sr. Andr
Nauzer.'o agradeciincnlo dos beneficios que do mes-
mo senhor, reccheu, durante o lempo que foi seu
caixeiro, beneficios que licarao gravados na sua
lembranca, e de que nunca se mostrara esquecido.
. yoiio Josda Luz Ferrcira.
Na Camboa do Carmo, rasa n. (i, cortam-so e
cqscm-se cosluras de alfaiale, vestidos e outras
quaesquer costuras, clamhem lava-se e engomma-sc
por prego commodo e depressa, Indo muito bem.
Aluga-se urna sala com alguns commoilos, pro-
pria para escriplorio u rapaz solleiro, na ra da
Cadeia do. Recife n. 3: a tratar na mesma casa, ou
na loja de miudezas u. 5.
OITcrece-se una amaj demeia idade, para ca-
sa de lioinem solleiro, para rozinhar e eugoinrqar,
e muilo fiel: quem pretender dirija-se ao becco do
Scrigado n. 13.
-r- Precisa-se de urna ama de leile -para acabar de
criar urna menina ; na ra Nova n. 29.
Oflerece-se um rapaz brasilero para caixeiro
de qualquer estabolecimenlo, excepto taberna, para
oque sujeita-sea servir gratuitamente al eider pa-
tica que Ihe d direilo a ordenado : quem de seu
Vrestimo se quizer ulilisar, annnnrie fiara ser pro-
curado, ,
MUITA ATTENCAO !
A pessoa que precisar deum mulato
de 18 a 20 annos, (ue se pode chamar
urna bonita peca, e queira dar por elle
760,<(000, va' na ra do Queimdo n. 7,
loja da Estrella, de Grgorio & Silvera.
Paulina Francisca do I.ivramento Ccdrim, ca-
sada com k'iiaeiu-oaqiiim llibeiro, morador na c-'
dade da Victoria, faz scienle ao publico, quo nin-
suem faca Iransacglo de nalureza alguma com o
dito seu marido relativo aos bens de scu casal, assim
como, que ninguem compre a escrava Luzia com
duas crias de menor idade, pois a supplicanlc canga-
da de sollrcr o mo Iralo que Ihe d dilo seu mari-
do, morrendo a fome com seus lilhos; est resolvida
a devorciar-se do dilo scu marido ; a aniiuncianlc
igualmente scienlifica ao publico, que scu casal nada
deve a pessoa alguma, e lodo c qualquer documento
que apparega assignado a rogo do dilo seu marido
sem ser por ella ou por seu filho Miguel \ relian jn
Rihciro Ccdrim' he falso, pois o dilo scu marido
qaando se ausentou de casa disse a annnucianlejque
ia fazer dividas falsas afim de prejudicar a suppli-
canle c seus innocentes lilhos menores, o que ludo a
annunciante provar em lempo competente com o
leslemunhn de lodos os habitantes da mesma cidade
da Victoria, que eslo a par da m conduela do dilo
seu marido para com ella e seus lilhos.
Aluga-se a loja n. 3 do alerro da Boa-Visla,
com armarlo do amarello, envernisada c envidrnga-
da, propria para qualquer negocio : a fallar na loja
Bernardino Josda Silva.cm resposta Francisco
I.ourenro Carlos, diz apenas que he realmente seu
credor, como mostrar em juizo logo que for possivcl
cita-lo, oque ser sumniameiite difficulloso, por
quanto nao apparcic ningiiein nanlo ao mais
de seo annuncio, nada diz, porque he iiiteiramenle
nlheio aessas questes, que se niovem enlre o Sr.
Jos Pinloda Cosa, e o Sr. Anlouio Carlos Pereira
de Burgos Ponce de Lelo.
Precisa-sede 1:00tfc0OOrs. a juros a t \ ao'mcz
sobre hypolecas cm casas nesla Praga, livre e des-
crqbaraga-4s: no alerro da Boa-Visla loja u. W.
CAEE E SORVETE.
No aterro da Roa-Vista oll'erece- |
se a o*sa n. 17 para a bella rapazia-^
da tom
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