Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01899


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Full Text
(
I
r
ANNO XXX. N. 92.

'/
Por 3 meses adiantadors 4,000
Por 3 mezes vencidas 4,500.
SABBWO 22 DE ABRIL DE 1854.

Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o aobscriptor.
i

ENCABEGADOS DA SlBSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria>Ro de Ja-
neiro, oSr. JoSD ernira MartinsjBshia, o Sr. F.
Dupra'd ; Macei, oSr. JoagupflTIernardo de Men-
+ ^onca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, pS Joaquim Ignacio Pedir ;Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Jo,qum Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
, CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
^ Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/rj de premio.
a da companhia de Beberibe ao par.
t da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras 12 0/0
^METAES.
Ouro. Omjas hespanholas. 285500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 990|0
Prata.Pataces brasileiros..... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORBJEIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella," Boa-Vista, Es e Oricmy, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal.jias quintas feiras.
PREAMAR DE no*.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda .0 e 54 minutos da mantiSa.
ADIEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relaeao, lercas feiras e sabbados.
Faznda, tercas e sextas'feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas as 10 horas.*
l.'vara do cvel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civek auartas e sabbados ao meio dia.
F.PnEMERIDES.
Abril. 5 Qitarlo crcscente'a 1 hora, 42 minu-
tos c 48'segundos da- larde.
13 Lacheia as4 horas, 26 minutse
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa*
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
* 48 segundos da manhia.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. Primeira oitava. S. Anicete p-
18 Terca. Segunda oitava. S. Galdino b.' cara.
19 Quarta. Ss. Expedilo^Astonico, Scrates.
20 Quinta. Igiiez do monc Policiano v.
21 'Sexta. S. Anselmoarf. ; Ss. Abdecals Silvio
22 Sabbado. in Albis. Ss. Soler e Caio pp. mm.4
23 Domingo. in.Ablis el." depois de Pascoa.'A
fgida da SS. V. Mai de Dos, para o Egypio.
i
i
PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Eipadiaota do di'l9 de abril Je IBM.
Oflicio Ao Exm. mareclial commandanle la
armas, nteirando-o de haver, crmvisla de sua in
formarfto, deferido o requerimento cm quo o pr-
meiro lente Jos de Ccrqueira Lima declaran rou-
vir-lhe fruir agora a licencia de ilous mezes, que oble-
ve por aviso de 2 de Janeiro ultimo para ira ciirte.
Dito Ao inspector da thesouiaria"" para, que, avista da conla que remelle, mande S.
S. panai- aAiMoijoKiiberlo,j> V^>" ''e ""JOO0
is. cm que"lMqVtrla"nrTh M la(Werl(J4e vidru com-
pradas para o Justre do placi da presidencia.
M'.nmmunicou-sc no director das obras publica*.
DiloAo chefe de polica, Iransmiltindo por co-
pia a relarao dos losares desasnados pela cmara
municipal para despejos pblicos nos Ires bairros
desta cidade, afini de que o\pera as conveniente
orden aos respectivos subdelegados para- que evi-
. tem que se continu a fazer tac despejas em luga-
res no comprchendidos em dita relarao, podendo
para so os mesmo subdelegados rquzilar ao
commandanle do corpo de polica a pravas que
forera precisas para a exerucao de semellianles or-
den.Fizeram-se as necessarias communicaedes a
rcgpeitot
DitoAo director das obras publicas, declarando
que pode comprar para os trabadlos d'aquefla rc-
pariioSoas 31)0 folhas He papel do dezenho, de que
Smc. trata. Communicou-se a lliesouraria pro-
vincial. ,
DiloAo director do arsenal de guerra, recom-
mendando que faca cncaixolar, aSm de serem re-
niellidos para a provincia do Vara, ro vauor que a-
caba de chegar do sul, nao so os sellins de que Smc.
trata, mas tambem outros quaesqoer objeclos per-
tencenles mencionada provincia, enteodendo-sc
para esse fim com o agente da companhia das bar-
cas de vapor.Officou-se a este.
DitoAo inspector da lliesouraria provincial, dc-
, .voivendo o certificado que acompanhou ao ullicio
com que Smc. impugnou'o pagamento da pini uta e
alcatruamento da ponle do Cachang, fim de que
mande Smc. effeetnar esse pagamento, visto cons-
tar de informado do director .das obras publicas,
que o arrematante d'aquclla obra a conclu'io anlcj
le findar-se o prazo do sen conlralo.Communi-
cou-se o mencionado director.
DitoAo mesmo, declarando que o director das
bna publicas, competenlenionlc autorisado, man-
dousubsljjuir por nutra a bica de madeira qoo re-
cebe agua na prisSodo seguro da cadaia tiesta cida-
de,'ebemassim pregar una ferliadura na prsilo
das mulheres, imporlando loda a despeza em 145000
rs.Communicou-se ao su'praditodirector.
DitoAd roesma, devolveudo o certificado que
veo annexo.ao oflicio cjiii que Smc impugnou o
pagamento da importancia da lerceira prestaran do
contrato da obra do 2> lauco da estrada da Vcto-
& C, resolve nomear o bacharcl Joaquim Jos da
Fonceca para, nal qualidade de procurador fiscal
inlerino da lliesonraria le fazenda, dar o sen pa-
recer na accilo ordinaria que pelo juizo de direito
da 1." vara do commercio, movem os snpplicaoles
contra'Jos Brandao da Rocha como leslamenlero
de Antonio Jos' Alves Lepes, visto ter-se rverbado
de snspeilo o bacharcl Antouio de Vasconcellos Me-
neze de Drum'moniklri/.eram-sc as necessarias
communica;Ocs.
------"i- !---------
COMMAKTDO DAS ARMAS.
Quartel ajea^ral do commandi daa armas de
Fernambaco, na cidade do Recite, em 20
da abril da 1854.
OTADEM SO DIA N. 76.
Manda o Em. Sr. mareclial de campo, Jos Fer-
nandas dos Santos Pereira, commandanle das armas
fazer publico, para qoe lenha o devido efleilo, que
por deliberacio da presidencia desla provincia, exa-
rada cm oflicio de honlem datado, o Sr. primeiro l-
enle do miarlo balalho de arlilharia a p Jos de
Ccrqueira Lima, 'enlrou no gozo de dous mezes de
licenca rom o sold simple*, qoe por aviso do minis-
terio da guerra de 2 de Janeiro do correnle anno, ob-
ti vera para ir corle.
Candido Leal Ferreira, ajudante de orden en-
carregado do delalhc.
INTERIOR.
ria, afim de que mande e1"
visto constar da informac
dada pelo direriqjrjje^mi
(sse pagamento,
j(iie
.o de*
iferido dfreHoi
ermo de Olinda,
'cular da repar-
*
obtm M ooDclui.rTaolro
contrato.Conynunieou-si
Dito Ao juii municip,
Iransmiltindo por copia o avi-
(ic^o da juslica, de 16 de marn illimo, pelo qual
se manda declarar aos juizes mjmclpacs', que dos
despachos de pronuncia ou uflo pronuncia, por cl-
les proferidos m caaos de banca-rota, devem inter-
por recurso ex-oflicio para os juizes de direito na
forma do artigo 2. jo decreto n. 707.Jeste senti-
do ofciou-se aos demais juizes mnnicipacs da pro-
vincia, aoExm. consclheiro presidente da relacao,
e ao presi'lcnlcdo tribunal do commercio.
DitoAo rommaudante do corpo .de polica, de-
clarando que, segundo consla.de inforniarocs da au-
toridade competente, o soldado d'aqnelle corpo Jos
Mara, foi processado pelo juiz municipal do lermo
de Goianna por crime de fermcnlo, e sendo depois
absolvido no tribunal dos jurados, appellou o juiz
de direito d'aquclla: comarca da decisao do
tribunal para a relnr.lo do dislricto, a qiicm foi sub-
metlido o proresso respectivo.
. KiloA cmara mnnicipal do Recfc. temeltcn-
do, para ser conservada no archivo"8Tquclla cma-
ra, urna copia do termo do lancameulo da 1. pe-
dra do edificio que se mandou construir no quintal
do qoartcl do Hospicio para hospital rcgimcntal.
Portara Ao agenle. do vapor, para mandar dar passagem para o Para,
por conla do governo no 1. vapor que seguir para
o norte, a Graciano Ferreira que'leve baixa do
servi^odo excrcilo
DitaConcedendo, de conformidade com a infor-
macao do chefe de polica, a demisso que pedio Fraff.
o de Paula Correia de Araujo, do lugar de su Inic-
iado da freguezia da Varzea, c nomeamlo para o
' mismo lugar aocidadao Francisco Joaquinj Mu lia-
do.Commuriicou-se ao referido cnefe.
DitaO presidenle da provincia, atlcndondo ao
que Ibo requereram os negocianles Avrial Jrmios
RIO DE JANEIRO.
31 *Reuniram-se boje os assgnantes mercio em numero de. duzenlos, al'im de tomarem
em considerado, na forma do arR 24 do regiment,
a materia de duas rcprcscnlacOes contra a' actual
admiiiisirar.lo da alfandega desla corle.
O presidenle da commissao da Prsc.a, o Sr. Theo-
pbilo Ilenedirlq, Olloni, abri a sesstlo como seguinte
discurso-, ^ ,
Senliore.Sendo esta a primei* vez que lenho
a honra dedirigir-me assembla geral dos Sr. as-
signantes da Pra do Commercio em aclo que nao
he de mero expediente, lsongeio-mo de poder faz-
lo, feiicilando-mo pelo fado importante desla reu-
niao.
No qne acabo de dizer, senhore, niio lia a menor
referencia ao ohjeclo sobre que tendes de deli-
berar, alias solTreriam quehra as conveniencias e a
reserva que esta cadeira roe iropue. FclicHo-me por-
que me cabe a distnecao de presidir-vos; fecilo-
me especialmeAlc porque lendo-se de avaliar a ad-
ininislracaodeuniallo funecioaariodomenpaz, len-
do-se de discutir aecusaeas que se fazem a esse alio
funecionario, eu vejo a par dos nobres assignanles
mes coinpatrinUs-nin numeroso concurso de hospe-
des de me.u paz, qoe aqui comparecen) senlo de
qualquer Igmor. conscius de que podem allegar cus
direitocom inleira libcrdade e soliciiar, na forma
do nosso regiment, da auloridade competcnlo as
medidas que julgarcm necessarias a beneficio do com-
mercio.
wdde-ohrcB, qualquer que seja a minha
conscicncia polilica, como RrasileVo nS< pnsso dei-
xar do cnsoberhecer-me observando a confianza que
por este fado se revela deposilarcm o nobres mem-
bros do corpo do commercio estrangeiro desla praca
as le e no governo de meu paz.
Senhore, eu scropre tive a convicro de que quan-
do a consliluic.no do Brasil consagra n dircilo de
propriedade, o direito de residencia e quasi lodos os
direitns individuae, f-locom. a mesma ampliludo a
favor' do cdadao e a favor do estrangeiro.
Eslou persuadido de que i proporc,ao qoe mais
me,raff com
cfficazes se fdrem tornando as garantas, mais perfei-
tos os dircilos concedidos aos hospedes deste pait,
mais so approxmar a poca cm*qoe o Brasil posa
aproveilar-se dess"! extraordinaria e preciosa trrenle
de emigracno europea, que he hoje monopolsada
pelo sisan le da Anterjpa do ISorte.
Ju-pdia pola deUar de felcilar-me vendo na
esla assembla e pelos molivos expos-
uina tal ou qual saucedo pralica desla minlias
ideas.
Tendo assim dado expanso aos senlimentos que a
vossa presenca impirou-mc, enlrarei na materia.
Senhore, sao mailn escassas e reslriclas as atlri-
bucOc que pela nossa lei orgnica ou rcgolamnlo
da Praa do Commercio 3o conferidas i commissiln
da Prar^a. A ma importante destas allribuicocs
considero-a consignada no arl. 23, 6, que diz ;
o Tomar em oonsideracao a indicarnos levada
mesa pelo direclor de mez, firmada por qualquer
assignanie. acerca de vexames que o commercio spf-
fra, ou de medidas qoe convenha pedir se adopten,
em beneficio geral dellc ; discutir em sessilo o mri-
to da maleria, e segundo o que. se vencer, exercer
ou nao o direilo de petico em nome dos assignanles
da Praca, precedendo as formalidades marradas no
.artigo seguinte.
n Arl. 2i. Quando ria commssao se vencer que a
/
materia da indcalo deve ser levada aoconheci-
mento da auloridade competente, a commssao far
convocar, por avisos na Praca e nos peridicos, urna
assembla geral dos assignanles e propon) nella a
materia e o requerimento qoe julgar a proposito fa-
zer. A assembla geral decidir pela maioria pre-
sente sobre > opportnnidade e red acra o da re presen-
tarao ; e vencemlc-se pela afirmativa ser o requeri-
mento assignado pelo presidente e secretario da com-
miaso e dirigido auloridade competente.
as ilisposicoes que ac%bo de 1er esi marcada a
maneira porque a commisso e a assembla geral dos
assignanles da Prpc,a do Commercio podem intervir
as questes, ou de vexames que o commercio soflra,
ou de quaesquer medidas que t prbp'onham em be-
neficio geral dellc, roas lodo* v sabis qoe estis
disposicoes do regiment licaram em desaso desde
a sua protmilsacno.janto que snpponho ser esla a
vez primeira, desde a fundaco da Praca, quese re-
ne a assembla geral para objeclos dcsta nalureza.
Os precedentes que achei, precedentes de mais de
14 annos. que foram continuados no tempo em que
lenho servido, silo os seguinte : qoando qualquer
calamidadc publica ou circunstancias criticas da
PAca aconselhavam o pedido de medidas que ordi-
nariamente Tevelavam caso urgente, a commisso
da Praca, sem re'quisicsn alguma, lomava sobre si
representar ao gaverno reclamando as medidas que
julgava conveniente. Cilarei exemplos recentes. .
O orador cita a reprcscnlaco dirigida ao gover-
v eryo por ora-i.lo do flsgello de felire amarclla, pe-
di ndo providencias para o transporte de doentes de
burdo dos navios para o lazareto, &c. ; e a que leve
por fin\o auxilio aos bancos em consecuencia do
principio da crise monetaria do anno passado; e con-
tina : )
Fora desles casos em que a commssao por si deli-
lierava dirgindo-se ao governo no interessedetodasai
classes dos assignanles da Praca, em todos os outros
caso em que nao havia iniciativa que partase da
commisso, o precedentes em geral eslabeleram qoe
em Vez de virom pedido mesma commssao para
exccular-se o artigo do regiment, viesse urna re-
prcseMacao j dirigida ao governo e o pedido para
qu a commisso da Praca informasse. Nesles ca-
sos a commisso nao lnha de cnmprr o artigo do
regiment porque nao se solicitava; vinha, nao orna
indicarlo, mas nma rcpresenUco j feila directa-
mente ao governo e bm pedido i commirsao da Pra-
ca para reforjar esla representaban. f ,
A commisso la Praca lem sido o mais circums-
pecla possivel no modo de dirigir todas eslas repre-
senlacoes de lodo o genero ao governo. Sempre qoe
a commisso nao tnha cabal e perfeilo conhecimen-
lo dos fados que faziam objedo da represeniaco, ou
a considerava de inleresse individual ou mesmo s
de orna elasse, para no. coinpromelter o corpo do
commercio de quem se considera representante, li-
milava- 53o, dzendo qne confiava ifr o governo faria a jus-
lica que roerecesse. Qnando porni a commssao t-
nlia conscicncia da exaclidau dos fados allegados, e
de que as medidas pedidas inlercssavam ao maior
numere, ent.lo, sem sabir jma des limites eir-
crcumspectos qne se tnha imposto, nao deixava de
informar ao governo sobre o allegado nessa repre-
seniaco.
Deslc genero, senhore, he urna da duas represen-
tardes que vou fazer 1er, para inlerar-vos cabal-
mente do objcclo desla reunao. FaJIo da-primeira
represenlaciio que dir.igiram grande nnmero de ne-
gocianles importadores contra a administragao da al-
fandega desla corle. Esta representa cao era basea-
da em numero consideravel de fados qne a com-
misso no lnha por si apreciado. Dava-se ainda
nma crcunmslancia que obrigava a-reserva e o me-
lindro da commisso, e vem a ser: lodos os mem-
bros da commssao da Praca, excepto o presidente,
qoe nao he negociante importador cstavam no nu-
mero dos qneixosos. Por conseqaencia, a comms-
sao lnha obrigarao de proceder com a maior reserva
para que nngnem se persuadisse de que o inleresse
propro poderia didar a soa inlervencao, qoe alias
se exercia em nome do commercio cm geral. Mas
to respeitaveis eram as, firmas que appareciam co-
brindo aquella represeniaco, to geraes os queixu-
mes contra a administracao da alfandega da corle,
qne a commisso nao se pode eximir, de, endere-
cando-a ao governo imperial, accrescenlar que aquel-
las acensacoes, aquellas queixas formuladas na re-
preseniaco, haviam achado echo em lodo o com-
mercio do Rio de Janeiro.
Pssados lempos, oulra represeniaco, que tam-
bem vai ser liria, foi dirigida a commisso. Os sig-
natarios, allegando que se nao havia lomado medida
alguma em virludeda primeira represeniaco feila,
pediam qae a commisso da Praca se incumbsse
pessoalmente desla nova .represeniaco para ler a
honra de apresenla-la directamente a S. M. o Impe-
rador.
FOLgETIM.
MEIORIASJEO^RE: (*)
PXIO lilglTEZ DE FRODDHAS, "e PEDHO ZACCQKt.
'!<' I- -----
PRIMEIRA PARTE.
IV. -
A Itlnnchri-iln.
( Continuara i) ) <
Todava essa scena muda nao podia prolongar-:
indefinidamente. J os reverberos dos prirueiros fo, Silasse a ltussia, onde acbava-sc o coude de Provcn-
> dia tingiam de purpura as vidracas da janelt ca com sua eorte ; naturalmente aventnreiro, o se-
Pcrdoe-me, senhora, se Jardc algum lempo,
em fallar-lhe ; mas o que aconlccc-me he lao cxlra-
ordinario que na verdade nao sci anda bem se es-
tou acordado, ou sondando.'
O senlior duque est perfeilamenle acordado,
respondn a moca com urna voz calma e branda.
O senlior duque inleitompeu o desconheci-
do com urna especie de pasmo, a senhora condece
meu titulo...
Mais do que isso.,.
Meu nome.
E sua patria...
- Mas quem disse-llie...
Ha Ires mezes o senhor eslava cm Franca,
quando o governo inliinuii-lhe a ordem departir im-
medialamulc... O senhor foi Vienna ; ah um
.unL'o do principe HartzofT aconscllioo-llie qfcvi-
^
. 4
la, e um certo muvimento comer.ava a eslalielc'rcr-
.se fra. Adlarapada que allumiava o sabio vacil-
lou algHiis instantes anda, e apacnu-sc, e a campai-
uha sonora do relogio annunciou seis horas.
O desconhecido fez entilo umlevcmovmenlo, es-,'
Icndeu os membros, c apreseuiou-os ao calor mo-
ribundo 3o Togo ; depois passou muitas vezes a mao
pclafronle, e pelos cabellos, c emfim abri os olbos.
A mosa lnha lomado a por precipitadamente a
mascara,' e encarava-o. Foi como nina scena ines-
perada. ..
Qii.indq_tMpam somno, onesconliecTd vio junio de si urna mullier
de cspadbas alvas, de talho delgado, de labios lao
puros, julgou-se sob oijooiinio de una agitaran re-
bril, e procuron em sua memoria enflaquecida, atra-
vez deque vanor transparente havia j entrevisto es-
sa alva apparirfo. Elle a liuha visto cm alguma
parte, em sen'somno, em seus sonhos, era alsuina
- crt*iao de sua imaginaran exaltada pelo desejo, c
que o sonho aprescnlava-lhc oul-a vez.
Passou a mao pelos olbos, pe i fronte, pelo cora-
rao, e quando nao pode mas'e ividar, quando fo-
hc demonstrado al evidenka quo nSo dorma
mais, que ludo isso tao era umvmlio, c que a mu-
Iher que via nao era orna creacSo de sua imagina-
do cm delirio, enlao, urna enmvAo cslranha elevou-
se de seu eoraeflo commoviUo." e elle recordou-se
com urna especie de lerror superstiroso das ullimas
palavrasde Dimilri.
lAnrvaAo um olhar vivo c prompio spbre a porta
secreta, a qual eslaya fechada, e voliando-o depois
para a espada, a qual eslava mui longo delle, litoii-o
emfim na moca, e nm sorriso cheio de alegre negli-
gencia radiou-llic logo no semblante.
O donas tiesta casa, disse elle comsigo, ofrerc-
ceram-mc primeiro nmcxplendido jantar, caja lem-
.branca basta para fazer-me rerolirar meu boni hu-
mor... Agora depois da.ceia ertviam-me urna mu-'
llier, que Beiundo ludo oque vejo deve ser sin-
gularmente bella... Collamente desses perigos qual-
quer feria prazer em correr muitas vezes... <
E vollando-se ao momo lempo, para a mullier.
disse em lom galanle e olequioso :
( ") \\de Diario n. 91.
nhor nao qiii/ penk-r urna occasiao de ver um paz,
que a Franca conhece 13o ponco e aprecia lo mal.
O joven duque sonrio ; o nome do principe Hart-
zofT aneado na cnn\ ersacao o reconduzira ao cami-
nho da rcalldatle, do qual ia aparlar-sc... depois
lornou com alegra:
Sou um grande estouvado. senhora, c nao sci
porque meu espirito perdia-se ainda agora em sup-
posicOcs absurdas. Se nao me houvessc esquecido
de que era o hospede do' principe Hartxoff teria ade-
vinhado logo que linha a honra de fallar...
__ A urna mullier que lhe he complelamcnlc des-
conhecila, interrompeu snaiuterloculora com gran-
de adiniracao db joven duque, a urna mullier que
o propro principe Harlzoff desejara conhecer. Sem
duvida, conliiiiiou ella depois de um repouso de al-
guns segundos, a lilha do ministro da polica russa
lcn#a seu respeito informaeoes mui positivas, co-
nhece em todas as particularidades secreta sua exis-
tencia cxlcrior, c potlcr. se o senhor o desejar, re-
fcrir-lhe com rigorosa exadidao os aconlecimenlos
que o lem acolbidouo mondo... maso que a lilha
to principe Harlzoff ignora, e o que eu posso H-
zcr-lbc, lio a historia de seu pensamiento dia por dia,
desde o iustanlc cm que o senhor se fzhomem,
desde a hora cm que promeileu Irabalhar para a fe-
licidade do seus irmao, desde o mnnlo emque rom-
peu ntibrcinenlc.com o passado cruel daqucllcs que
incalcavain-sc seu por amigos 1
O joven duque ia le sorpreza cm sorprcz'a. Elle
sabia que a polica russa he activa, poderosa, infa-
lisavel. c nada lo-lo-hia admirado menos do que o
conlicrimenlo que leria podido ler a lilha do princi-
pe Harlzoff das diversa* particularidades secretas de
soa vida ; poroi sua curiosidade nao leve mais li-
mites desde n momento cm que soulie, que a mu-
Iher'qnc lhe failava era 13o descouhecida ao princi-
pe, qnanto a elle mesmo:
Sea espirito vivamente enredado nao quz dar-se
por vencido depois da primeira ac^o, e procurou
logo submetlcr pravas, casa ciencia que a desco-
nhecida declaran possuir. Totlavia, ajovialidade
nao o linha abandonado, e foi com a alegra nos
olhns, que toinon um instante depoi, filando os
olbos mis de sua inlerloculorn.
O que a senhora diz-me sorprendeu-me no u|-
A commssao da Praca do Commercio considerou gas do pa>
com toda a madnreza urna solcilarlo lao transceu- crescido
'denle como esta que se lhe fazia, e depois de muilo regulardi
pensar enlenden qife semelhanle paiso, sahindo in- dircilos,e coi,
teiramente das regras do regiment e dos preceden- dellas ; a par d.
les, nao deva ser dado porella ; pe-, ronsequencia queza, ha a obseqiii
responden aos signatarios da represeniaco, que a
commisso nao podia intervir obre o objoclo scnilo
nicamente pelo tramites e maneira .marrado no
seu regiment, que eram as dsposlies dos arls. 23
e 24, e que, sendo requerida, nao leria duvida em
convocar orna reunan geral para'eae^a. Os sig-
natarios insisliram pela reunais.getal, e he em con-
seqnencla dessa pelijao quo ej#',fs reunidos, e qoe
lendesde deliberar sobr os objeclos conlidos as re-
prsenla coe que vflo ser I idas. -
O Sr. Secretario l aS duas rcpresenl|c,oes j pu.
blicadas nesle jornal.
O Sr. Presidente : .Est submeltida conside-
racao da assembla geral a materia' das duas repre-
seiilaces. Qualquer Sr. assigdante poda, fazer as
observfrSes que julgar convenientes.
O Sr. Souza Franco : Da exposico do hon-
rado presidenle desla Pra;a temos visto, que se traa
de deliberar sobre os meios de levfcr ao conhecimen-
lo do governo imperial as graves 'queixas do corpo
do commercio contra a inspectora da alfandega des-
la corle. ..
He um poni decidido que essa queixas sao gra-
ves e muilo reaes ; sh decidido, porque a commisso
da prac.a no oflicio de remessa da primeira represen
tarao (ainda quando na pnsico que o honrado pre-
sidente acaba de explicar, da reservaque lhe cum-
pria cuardar disse que essasqueixas eram muilo mais
doquejuslificadas. He posumpont* que esla vencido,
cna consciencia de todos, que ha queixas e queixas
muilo graves contra a referida inspedoria_Qual po-
rm o meio de levar essas queixas a presenca do go-
verno imperial e'de obler remedie efiicaz para ellas?
lie a queslo de qne se (rala.
Algn senhores peusam lalvez qoe o meio he a re-
messa da segunda (eprcscnlaco, directamente ao
chefe do poder execulivo, a S. M. 6 Imperador. Eu
enlendo porm que a medida qne convem lomar he
tomar mais,expr'essiajajs, mais pronunciadas, mais
provadas essas queixas, e por meio de urna commis-
so de membros dcsta praca repetir a represeniaco.
Pens que oolra medida he fazer consignar na acta
o pensameulo geral do corpo do commercio. do Itio
de Janeiro, de qne elle offre vexames inlolcraveis
da parte da admiuislracao da alfandega. [Apoiaiot.)
He nesle sentido, senhores, que aprsenla remos
urna indicarn.
Talvez o governo Imperial esleja persuadido deque
esla queixas nao sao senSo resudado de um liroci-
ni^e que iro desapparecendq medida que proare-
dfra aprendizagem do cdadao que dirige a admi-
nistracao diaiiirandcga do Rio de Janeirajic talvez o
governo pense qu ella* nao sao ma do que o echo
de inleresses illegtimos at cerlo ponto offendidos,
talvez nao *'julgiie bem informado para dar urna
decisao. (> que no compre eniao^azer'? tancar mao
de meios que lorncm o fado completamente pro vado,
e esses meios s,1o o pionunciamSfiTo gctal do corpo
do
cites sai
commisso que colligndo os fado leve de novo
em urna represeniaco a presenca do governo impe-
rial.
Senhore, diz-se que as queixas a que lenho allu-
dido nao sao gomes. .Querer islo dizer que os ve-
xames nao sao cqnlra lodos sem Taita de um s dos.
membros da praca-? Querer dizer que essas quei-
xas nao lem sido feitas por todos sem falta de algum?
He impossivel de dar-se acircumslancia snpposla de
vexames contra todos sefli excepcao de uriv e nem
he isso preciso para que a queixas se lornem
geraes.
Urna i violencia que se livesse feit a qualquer
cumineTcianle, um vexame injusto que se houvesse
commeltido, era motivosufBcientc para urna queixa
geral de lodos os oulr, que vam nesse faci um
exemplo que seria repetido nellesiapooo geraei);
quanlo mais que nao he uta, s3o quasi todos os im-
portadores, he quasi toda a prica que mais ou me-
nos temsoffrido ncsloou naquclle ponto. (Apoiados.)
Diz-se anda que os vexames nao partem d admi-
nistracao da alfandega,' que sao resultado do regu-
lamenlodeiJdejulhodelSMi, eda pauta mandada
cxecular pelo decreto de 12 de asesto delSi.
Nao se pode negar que atcerlo ponto ha alguma
verdade nesla aerc3o; o regnlmenlo precisa de
reformae tambem a paula; mas o maior mal nao
vem ddregulamento nem da paula, vem da sna cx-
ecoso. (Apoiaiof.) ,'
Desde 183{i que est emexecucao o regulamonlo,
desde 18U qne a paula rege as alfandegasdo imperio
enlrelanto nunca se ouviram queixas como as que
agorase apresentam; logo, nao procedem ellas dessa
duas le.
ellas a renda lem crescido e
co he feito hoje rom a maior
a severidade na pcrccpcao dos
io ha queixas contra nenhuma
rridade, lia a jutica, ha a fran-
idade da expressOe, um trato
tendida, c se o nao for, o que nao ho de esperar, le-
mos recurso para a assembla geral. A indicacao
el assignada por um nico membro e por mim
legarde, especialmente incumbido vde eslodar esla
qoestSo deimtespara esclarecer o seu governo.
o l)m fado desla'iialnrezailcvia forcesamenleof-
convdo os senhores que com ella concordaren) a as> fyndcr no mais .alto ponto a honra, os inleresses e di-
0 regulamenlo e atpauta regem todas as alfando-
que loma respeilado e eslimado o empregado, em-
bora muilo severa seja^^percepeo dos direito*.. -
A alfandega do Para, ''leudo come?ado a domar
ua rdhda desde quefoi dirigida pelo cnI3o escrivn,
servindo de inspector,- Sr. Jos Pnlo de Araujo,
v-a hoje mais que triplicada sob a inspectora do
Dr. Falli Alejandrino dos Rci e Silva, sem que
haja queixas contra este digno empregado. Apezar
de muilo severo fiscalisador, otSr. Dr. Fabo sabe
de tal sortc alliar a severidade da fiscalisacao com a
urbanidade das nianojras, que o corpo da commercio
do Par o respeita e eslima.
No Maranhao a renda snslen(a-sc quanlo o per-
miltem as circunstancia da queda(dccadenle ta pro-
vincia, sob a administraran do Sr. Baptita, sem
que o corpo do commercio lenha de que se queixar
coptra elle.
k alfandega de Pernambuco contina,a augmen-
tar orendimento sob a. administrarn do Sr. Fernan-
do Barros sem queixa do corpo do commercio.
A da Rabia nao he de hoje que d exomplos de
muilo boa administraran, e nao me consta que o
corpo do commercio se qoeixc do Sr. Joaquim Tor-
qualo.
Em Sanios o Sr. Bueno lem sempre gozado os'
crditos de muilo hom administrador da alfandega
sem que o commercio lenha que queixar-se de sua
fiscalisacao.
A alfandega do Rio de Janeirn sendo dirigida pe-
lo Sr. consclheiro Ferraz, suscilnn algumas queixas
quando foi preciso passar-se de Jim estado de cou-
sas rcnsurnvel para urna reforma completa ; mas
desde que ludo enlrnu nos seu eiios, desde que as
medidas de grande severidade exigidas pelas eircu ins-
tancias nao foram mais necessarias, nem o regula-
menlo nem a paula deram lugar a queixa alguma,
ccomludo a renda leve notvel augmento.
Sii portan lo, a aKamlesa do Rio de Janeiro be que
ha de dar hoje molivos para essas queixas contra o
regulamenlo c contra a pauta ?!
Srs. nutrarazao prnva .anda queo mal nao vem
do regulamenlo, nem da pauta, massinv, da atlmiai
nslracffn. Nao desejo proferir a menor palavra que
possa ser directamente dirigida ao inspector da al-
fandega to Rio de Janeiro ; mas nao 4pvo occnltar,
e lodos o sabem, que onde quer que elle se ache
testa de urna alfandega, as queixas apparccem c se
reproduzco!. (Apoiados,) Nao sei a causa ; talvez
nao passe de simples infelicidade queo faz desagra-
dar a todo o commercio das pravas de enja ilfan-
dega be inspeclor, sem que obtenha resultados mais
favorSves, nem augmente mais a renda to que
outros inspectores que nao coslnmam offender lao
gcralmcnle o corpo d s-ommcrcio.
* Ileoque'so lem ilado nesta praca, e tic que se
queita o corpo do commercio, porque o corpo do
commercio nao quer scnSo inleira juslica, (apoia*
daijaolarnaw da todas os oegocianles
a.faC'i inleira juslica que baja isualdade pa-
para com" indos. (Apotado'.J Por ronsequencia,
repito para concluir, as queixas nao nascem nem to
resida ment nem da panla, mas da administracao,
c he. portanto contra estaqueo corpo do commer-
cio 6e lem de queixar. *
Senhores, quando ludo annuucia nm grande futu-
ro commercal praca do Rio de Janeiro, e convi-
da os- barcos- de todas as nac.es para visitaran esla
magnifica baha, urna das mais bellas do muiulo
faz doer o roracio de lodos os Iirusileros, de todos
aqui residentes, de todos que se interessam pela
prosneridade deste paz, ver que lao imprudente-
mente se peiam os vflo desla aguia quedllxada s
subira muilo alio; faz doer o coracao ver que em
igar de se facilitar a entrada.dos navios,' e.lodos os
meios de desenvulvimenlo ao seu commercio, como
que se procura, mesquinlumente perseguir o com-
mercio, violenla-lo na tocasperanc.a de lucro que
he smenle de um dia e que no ouiro trar a per-
da, o csmorccimcnln do commercio, a cessaro da
vinda dos navios, o abandono da Praca (Apoiados.)
Por estas consdcracOes crcio que nao querendo o.
corpo do commercio seno que se lhe faca juslica,
deve primeiramenle consignar na acta que sao ve-
rdicas as suas queixas, e muilo graves c reaes con.
Ira a administracao da* alfandega desta corle ; em
segundo lugar,' nomesr urna commisso de cinco
membros para levar oulra represeniaco ao governo
de' S. M. o Imperador, que creio nos fara juslica de-
pois deste pronunciamento de nma assembla to
numerosa qu3o respeitavel, que nao quer senfio o
que he .mais conveniente ao thesouro e a, todo o
paz. [Muilos apoiados. L a indicarSo.l
Supponho que urna represeniaco que fr docu-
mentada, como espero, -nao pode deixar -de ser al-
signa-la e a votarem nesto sentido..
Vai mesa, e he approvada sem debate e ona-
nmidade, a seguinle indicacao :
a Indicamos: 1* Que estando vencido na commis-
so ta Praca que ha queixas graves contra a admi-
ni'-trac.lo. da alfanilesa desla cidaVle, se nome urna
commisso de cinco membros desla assembla geral
para redigir a representaran,quo deve ser dirigida ao
governo imperial, e se fr preciso i assembla gerah]
legislativa do imperio, contra os vexames que soffre o
corpo do commercio desta corle.
_ 2.* Que alm da menean* na arla das, caosas
desla rennio da assembla geral dos assignanles da
Praca e dos fin a qne ella se prope, fique consigna-
do na mesma acia que o corpo do,commercio desla
praca considera sobremodo vexalura e oppressiva a
actual administracao da alfandega djsla cidade do
Rio de Janeiro. Rio de Janeiro', .10 de marco de
18i.Chritlian fleidner.* Berna&o de Sonsa
Franco, n ,,
O Sr. Presidente : Vai proceder-se i nomeacao
da commisso.
He apprnvado o seguinte requerimento depois de
algumas observac/les do Sr. L'lrich pela ordefh ;
o Requeiro que a nomeafo-da com -nissao seja por
indicacao da mea.forjia Miranda. i> -
Sao nomeados para a commisso :
Os Srs. :
Consclheiro Bernardo de Sooza Franco.
Baro do Rio Bonito.
Joaquim Jos dos Sanios Jnior.
Dioso Mac UroTflhcr.
Bernardo Ribeiro de Carvalbo.
Nada mais havendo por emquanlo a tratar, o Sr.
presidente levanta a sesslo.
- 13 .
O paquetea vapor Camilla, entrado honlem do
Rio da Prata, traz dalas de Buenos-Avres al ede
Montevideo al 6 do correnle. ,
No estado Oriental cSnlinuava a reinar perfela
Iranqui'lliiiade.
J dissemos qqeo senado tnha approvado por vo-
lacflo quasi unnime,a resoluco que' lomara o gover-
no oriental He pedir ao gabinete-imperial a entrada
de urna divisan doexercito brasilero no territorio da
rcpiiblica. Accresccntarcros hoje que no da 20 do
mpz passado approvou a cmara dos representantes
por 33 votos contra 4 a mesma resolnco.
Por decreto de 30 to mez passado, foi nomeado o
Sr. D. Manoel Acosla'e Lara minislro da fazenda.
Em Buenos-Ayresnenhum aconlerimento poltico
de importancia linha occorVido.
A discassaoda consliluic.lo da provincia eslava a
termiajr. A provincia de Bnenos-Ayrcs ser um
estado cn/n o livre e exclusivo uso da sua soberana
interna c externa, al que por meio de. novos paclos
a delegue cm um governo geral. O seu poderle
gislativo sera representado por duas cmaras, repre-
sentantes e senadores.
(I gnvernadur anda nao linha resressado capital
ta sua risita aovttepartainefltwi de. norte.*
As noticias das provincias do interior sao favora-
veis cansa da ordem. A Iranquillidado publica es-
lava com pdame n le restabelccida em lodo o norte da
confedera^ao.
No dia 6 do mez passado presin juramento o gc-
jicral Urquiza, peranle o congresso oonstitninte de
timo ponto, e crea que cslon encantado de er tao
iiilimameutc ron herido por lao linda pessoa... To-
dava, se dovo dizer todo o meu pensamento. e j
que a senhora conhece-o, nao vejo inconveniente
nisso, coufcsso-llie...
Que nao er na realdade da sciencia que an-
nuncio.
Precisamcnle.
E deseja pravas...
t Se nao he iso pedir muilo.
En tan n'o d crdito s minluls palavras.
Nao disse tal.
Pensa que quero engana-lo.
Pens, senhora, que ha em minha vida certas
accOes, que su Dos e cu devemos couhecer, e
como nao' creio na magia, nem nos sortilegios, 11-
carei convencido al prova do contrario, ou que
a senhora toma-mc por ouiro, ou quando muilo que
quer desperlar-me a curiosidade pelo engodo de
revelaefics agrada veis...
O senhor he desconfiado...
E como quer que o nao seja, senhora ? Eslon
aqui sem defeza, aprcsentu-lbe una o rosloe o co-
racao, em temer -por nm nem por ouiro seu
olhar investigador ; a seiihora pelo contrario, igno-
ra a que sentiment obedece, e parece querer enro-
brir-me ilcbaxo dessa mascara invejosa, um rosto,
cuja formosura faria vollar ronlianca ao meu co-
racao, c a serenidade minha frtnlc.
A mora lian responden ; mas leven a mao ao ros-
to e tirando a mascara por um movimenlo cheio de
graja, pareceu interrogar o joven duque com seu
olhar franco c leal.
E agora, senhor, tlssc ella, ainda recusa crcr
na snccritladc de mnhas palavras ?
' Oh a senhora he formosa, disse o duque com-
movdo por lanos encantos, o por 13o ingenua ab-
negaclo, pondo as maos, c repousando nessa pura c
anglica vigilo, seus olbos deslumhrados.
Depois por urna volta-repentina sobre si mesmo,
rerordando-se com pezar da desronlianca qoe lhe
Icslemunhra, a alegra dcsap|>areceu i'mmediala-
nicnlo para ceder o lugar urna tristeza branda e
silenciosa. O rubor vivo o animado do suas faces
dcsappareceu, c elle estcntlcu moca urna maoj
comtaovida e supplcanle, di/.endo-lhe com oacecn-
lotle um coracao magoado:
PeYdoe-me, senhora, houvemais do que esbjo-
vamento c lcviaiidade cm minha conduela, c agora
soffro a pena disso ?a senhora respoudeu nobremen-
to minha tlesronlianra, c uao resta mais no meu
coracao senaoo senlinicnto de te-la menospresado,
c menospresaudo-a de Ic-la offendida ; uerdoe-me,
senhora... mas lenho vivido al hoje to isolado, le-
nho lido lanas vezes de lulr. lenho soffrido tanto
j nesle mundo onde entro apenas, quo aprend, mo
grado.mea, a desconfiar da affeirao que me mos-
Iram, c s vezes al lenho icnianic de repeillr a
amiznilc que me Icstcmunham... He urna triste e
'dolorosn existencia essa, senhora, e posto que seja
ainda Joven, creia que lenho lido muitos das roaos,
mulas noils c|uei!...
tem st'. respoilth'ii a inora, a qual pararen to-
rada pelas palavras do joven duque, e do rcenlo
com que foram pronunciadas,
A senhora o sabe, lornon o joven duque dan-
do um grito cheio de amargura, sabe qne dor in-
mensa trago no coracao, que lembranra amarga pe-
za-inc sobre a alma... A senhora silbe, que sosubo
na vida nao lenho por guia e por sustentculo senao
as ultimas .palavras de meu pai, do qual apenas re-
cordo-mc, c os ltimos befjos de urna mai, cuja
imagem csli sempre gravada no fundo de meu co-
racao... ali se abe isso, quem lie entao a senhora ?
pois que esle segredo eu o lenho arrullado a todos
os olbos, essa lembranra.cu mesmo a lenho quasi
esquecido, dessa doremfimstenao fallado a Dos!..
Oh dign-me. senhora. disa-mu, seria essa minha
primaira felicidade, e essa felicidad eu leria o pra-
zer de deve-la senhora, meu Dos, senhora, a
quem amoj como una mai, como um iruula...
como, um temo aujo que o co me leria enviado pa-
ra povoar, c alegrar-mc a solidan 1...
E rallando assim elle tomn as maos da moca c
beijou-as com um transporte quasi louco.
Eta nao cuidava ep retiir as raaos, e poder-se
hia crer mesmo que linha nina secreta satisfarn em
oovir o joven,duque fallar cm felicidade e cm
amor. I *
Sim, senhor duqnc, disse ella desprentlendo
emfim as maos do aperlo apaixonado cm que elle
as relinha, sim, sci de todas as suas lulas, de todas
as suas dore e tle todos os seus sogredos... Ha
muilo lempo que o sigono mundo, e desde os pri-
meiros dias de minha vidajjnsinaram-rnc a conhe-
ce-lo, e. ordenaram-me que o odiasse...
Que me odiasse '!
Osenhor tem seus segredos, eu tambem lenho
os meus... minha vida esbi como a sua suspensa em
nm temor cierno, c era preciso que eu eslivesse bem
certa da mocitlade de seu rorasao e da lealdade tle
seu carcter para vir fallar-lhe, eomo fiz... Fique
pois esle encontr nm myslerio entre n. O se-
nhor v-me hoje pela primeira vez, vamos separar-
nos daqui a um instante, c duvido qoe Ocos oflerc-
ca-me segunda vez a occasiao de lornar a v-o, c
de fallar-lhe... Mas seja qual for a posirao em que
o acenso o lauro, seja qual for o desuno que tenha-
rnosde cumprir nao esquesa-se deque delxou nesla
Ierra ingrata c iuiniiga urna mullier, que giiardarj
muilo lempo sua lembranra e que sabera vigiar so-
bre seus dias, c prolegc-los. se liver esse poder as-
sim romo lem essa firme vontade...
A senhora deixa-me !...
Assim he preciso.
Tao depressa !'
Demorei-melalvezj demasiadamente... '
E vn4*Vora vollar i fra realidade da vida.
Tenha coragem, c esperansa.
E quem me sustentar agora ?
' A lembranra de>ua mai.
Quem me ajudar a carregar o mea fardo ?
Veos.' _
Honvc um inslanle detilencio.. A-moca que se
linha levantado, (ornando a tomar a mascara, esten-
deu a oulra mao ao inven duque.
f Nao 1 evclamuii este, mo, niio dexe-nie, nao
deixje-jne assim... ou no menos de-nie ao partir nm
nome que eu possa invocar as mnhas horas tle du-
vidn e de desespero, uiu nome que flear sobro meus
Sania F, como presidente da, confederacao Argen-
tina. .
N da 7 se dissolveu o congresso.
O novo presidenle organison o seo ministerio, no-
meando para a pasta do interior ao Sr. D. Jos Gor-
rostaga, para a de cslrangciros ao Sr. I). Joo Mara
Gutirrez, para a de fazenda ao Sr. O. Mariano Fra-
sueiro, para a de juslica, ao Sr. O.. Santiago Ilerqoi,
e para a de guerra e marinha ao Sr. general D. Ru-
decindo Alvarado. ,
A cidade do Paran, na provincia tle Enlre-Rins,
foi declarada territorio federal e ponto de residencia
das auloridade nadonacs.
De Assumpcao dj^Paraguay hdalas at 16 do mez
i 1 reunio-sc o congresso quinquen-
passado. No dia
nio,*e por unanmdade de volos, cslanlo presentes
200 representantes, reelegeu.aoSr. D. Carlos Anto-
nio Lpez presidente da repblica.
Da mensajjem a presentada por S. Exc. ao congres-
so Iranscrev emos o seguinte trecho relativo s rela-
eiies do governo paraguayo com o governo impe-
rial.
o .A honrada represeniaco sabe, por ser notorio
qoe urna forra destacada pelo presidente da provincia
de Mallo Grosso desceu do Alio Paragua^, e se apo-
tlerou como por sorpreza da ilha do Pao de Assucar,
sem previo aviso nem a menor parlicipacao, .quando
eslava pendente nm ajuste de limites por aqoelle la-
do, e quando resida junio do governo da repblica
um agente diplomtico, o Sr. Pedro de Alcntara Bel-
reilo da repblica, e por o governo na desagrada-
vel necessidade de adoptar medidas prooiplat e enr-
gicas para repellir esta novo genero ,de invasao de
iim territorio a que a repblica se considera1 com
direito.
de suas medidas, quiz empregar todo o arbitrio que
podesse impedir que se cliegasse a um conflicln san-
ni mi 1 culo ; e para esse fim concordou com oSr.Bel-.
egarde, encarregado de negocios de S. M. o Impe-
rador do Brasil, que ella se encarregasse de acn--
selhar ao presidente da provincia de Mato-Grosso,
sob sua respoosabildade, a retirada dasforsasbrasi-
Icirase.a evacoacao do ponto oceupado al solurao
da negociacao de limites qoe se achava pendente.
Dsgrasadamenle nao prddur.iram effeitoos bons ofi-
cios do Sr. Bel legarde, e fpi necesario empregar a
forca para desalojar a guarnico *raslleira. '
Por molivos inteiramenle peculiares de admi-
nistracAo nterinr, julgou o governo conveniente re-
tirar a guarnico de Olimpo, nnligamente Boorbon,
c evacila o forte. Esle ado praticado, como dis- .
se, porconsderaces de administracao interior, de
nenliiim modo affecla ou prejudica s direitos de
propriedade e dominio que a. repblica tem nplerr-
lorlaae immediases do forte Olimpo, nem pude to-
mar-sc como renuncia ou abandono do territorio e dos
seus direitos. O supremo governo fei em tempo nma
declaraco formal sobre esle objecto, que, pira cons- ..
lar em qualquer poca e evento, mandn depositar
no archivo do canselho de estado : *c|*B esta mani-
festacao ao honrado congresso nacionailpara reiterar,
corroborar e das pnblicidade citada.dedaracao.
a O governo dS. M. o.Imperador do Brasil nao
tardn em dar ao da repblica nma prova nao equi-
voca de suas intences pacificas, expedindo as orden
convenientes reprovando gemelhantoavaneo*, "edei- *
xando ludo no estado em que se achava al" um
ajuste pacifico de limites por aquella parte da re1 \
publica.
uEsle governo lefti felo desde 184*reitera'yioSesfor-
cos e instancia para chegar a esse ajuste lao condu-
cente a man ler a boas relac.oes entre os gavernos
subditos de ambos os estados,' e evitar vas de fado
como a que se den no Pao de Assucar.
jt O governo da repblica ente ter dedjzer a hon-
rada represeniaco nacional qae seus BSfrr,p* l
agora nao prodnziram o detejado ajuste.
it O nosso encarregado de negocio ra corle do
Brasil, chegou a propor em Janeiro de 1847 um pro-
jeclo de conjenco de limites, com ahasedeneu-
Iralidade do terreno nos/ios Apa e Blanco -para ser-
vir iie separaclo entre os territorios de ambo* o* es-
tados, e teve que regressar em 1849 sem o misino
resallado de soa missao' O giverno da repblica
acredilon oufra miasao na-corta do imperio do Bra-
sil no anno de 1831-, no inler'eaw de oblar unta so-
lurao do citado projecto de 1847, e entSa o governo
imperial brasilerc repellio deAilivamenle a indica- '
da base de' neutralidad*, rortpeu-se a Maj*(iaeio
em principias de 1853.
n f.m uuefdo """M" ?f*^tlSf -WVIw ijtk Pjt i
reir Leal, encarresatlo de negocios do Brasil, npro-
senlou nm projecto de nav'egaro e conjuntamente .
de um tratado de limites com o ultimtum de queo
Paraguay recoohecesse perleneente ao Brasil a direi-
la do Apa ; nao era possivel aceitar .esta pretencao
exhorblanle o menos esperada, desde qne ella rooli-
vouo cilado rompiniento de negociacoes, porm o
governo da repblica espera confiadamente queo de i
S.M. o Imperador do Brasil reconhecer a conveni-
encia e necessidade de chegar a nm. accordo que fa^a
desipparecer os grave inconvenientes que nasceoja
incerteza de limites entre ambos o estados.
tr Ouiro acoatecimento desagradavel foi, a neces-,
sidade em que se vio o governo da repblica de en-
viar os passaportes ao referido9r. Leal,feloeslranho
procedimenlo que lev* com o governo da repblica :
o do imperio do Brasil nao responden ainda lila
que a 12 de agosto ultimo lhe foi dirigida sobre a
despedida do Sr. Leal.
O Comercio del Plata d at segurles noticias da
Malvinas:
n Informado o governador de que na* immedia-
ees daquellas ilhas andavam alguns navios emprega-
dos na pesca, e deltas tinham (irado gados, (ofiicioa
ao almirante Henderson pedindo auxilios. O almi-
rante mandou-lheo brigae.MH de6 pecas,para,
guardar a coala.
Este brigue encontrn dousbaleciros norte-ame-
ricanos, e levou-os para o porto. O governador man-
dou processar aos caplaes e foram esle condemoa-
dos a*pagar urna mulla. -
Appareceu entao naquellas aguas a crvela nor-
Ic-americana Georgelown, sahda de Montevideo lo-
go'queaqui se-teve noticia deste acontecinedto, e
fundeou sem salvar a bandeira ingleza icada na
Malvinas. Alm disso o commandanle do Hacer vi-
labios assim como sua lembranca licar profunda-
mente gravada em me coracao.
- Chamam-me Georgelc.
Pois benf 1 Georgele, Georgcle, seja bemdila
para sempre, porque.dcstc momento em diante urna
nova vida vai comecar para mim ; porque de ora cm
tliantc minha existencia ter um fim; nao serei mais
desherdado tas alegras tleslc mundo, e em qualquer
lugar a que fr, lerei urna lembranra viva que.po-
derei eslimar, qm nome tldce que podefe amar..,
Adcos adeos o co the pague lotla a felicidade
que voss me deixa ao partir.
Dizendo isso, elle apertou entre as suas asmaos de
Georgele, c beijou-as com lagrimas de alegra e; de
saudade.
Adeos, lornou a dizer Georgele. >
Adcos adeos 1 repeli o joven tinque.
A msjra. relirou-se lentamente,''empurruu urna das
molas ila porta secreta, e tlcsappareCcu aos olbos do
duque depois de ter-se vollado urna ultima vez pa-
ra fazcr-llbe com a mao um aceno amgavcl. No
momento cm que Georgele desappareceu, a perla
opposta abrio-se lentamente, e o conde de Bergalas-
se entrando repenlinamcnle, deu urna grantl gar-
galhada. O joven duqoe vollou-sc pallido de sor-
preza e de colera.
Bcrgalnsso exclamen elle avistando o conde,
o qual parara,no luiniar da piula em urna altitudc
grotesca,
En mesmo, respoudeu Bergalassc com ai clio-
carreiro, e adiantando-se at ao meio da sala.
O joven tiuque deu- lhe logo as rostas, c l.mcoii-se
em una poltrona crguendoos hombros de dcspeilo..."
licrgalasse nao fez caso desse movimenlo. puxou
una pollrtina para junio da chamin, | larcnu o ca-
pole c a espada, e foi assentar-se junto do fosa o
como s.e so Iralasse da consa mais nalujal.
V.
A tr qnsil O oiitlc de Rir~al:!s>,i- se
dezenha.
Uuranle um quarlo de hora o silencio mais pro-
fundo renou na sala. Bergalassc acocorado junto
dn foau diverlia-se em atormentar os tienes acosos, c
cmpflRrva nesse cxcrcicio urna altcnco loda deli-

E podc-sc ler conhe'cimenlo delle ?
cada, da qual seu conipanheiro nao pareca dar f." __ y^0 vejo inconvenientes nisso.
Esle recostado na poltrona o com os olhns filos no Lago o senhor ccrcava-me?
. pollr
forro do. Icclii, admirava escrupulosamente os ara-
bescos, scni fazer caso to fogo que lancava crepitan-
tes faisca, nem do conde que delle lnha cuidado.
Largando por tanto a.tenaz em nm canto da cha-
min, rreosloii-so na poltrona, cruzou as nemas
ajuiitou as maos, e depois desse prembulo mudo
fallou ponco mais ou menos uestes tennos :
' Desde o dia em que nos encontramos pela pri-
meira vez, senhor. duque, vossa cxccllencia tesle-
munhoii-me urna aversao qtic o tempo lem augmen-
tatlo, e que hoje, se nao me engao, atlnge.a ulti-
ma phase de sen desenvolvmcnlo, e com ludo, se
bem roe lemhra, a primeira vez que tive a honra tle
fallar-lhe, foi com o intento de scr-Ilie til, e o pri
raeiro acto de minha sjnipathia foi fazcr-lbe um
servijo, o qual vossa excellencia agradeceu-me enlao
com cffusao.
Desde a prmeiras palavras de Bergalassc'o joven
duque havia abaixado brandamentc os olbos, de ser-
le que qnando esle lerminou a phrase, elle aparou-'
a com a mao, e com o olhar c respoodcu-Ihc com
lana dignidade, qaanla calma :
O que o senhor diz he verdade. ,
Perfeilamenle, proseguio Bergalassc sem tlci-
xar a altitudc indolente que lomara, perfeilamenle;
o senhor era-aac obricado, c agradeceu-me ; o agra-
tleciracnto vana oserviso feito, uso ficamos a dever
nada um ao ouiro, estamos quites...
Nao aceito essa maneira de raciocinar, inter-
rompeu o joven duque, ainda nao me esqueci do
serviso' que o senhor presou-me, e se algum dia,
poder reconhea-Io mais eflicazroenle do que Qz,
crea que dar-mc-hei pressa...
Nao duvido, meu lieos, nao duvido ; smenle
desde esse dia em que o acaso nos collocara na raes-'
ma estrada, vossa excellencia lem procurado afaslar-
se de mim, dando-mc a entender que, minha com-
panhia lhe be desagradavel, c empregando lodos os
seus cuidado* em evilar-mc.
__ Para que seguia-mc o senhor com tanta insis-
tencia ? objeclou o duque.
__ O senhor nsava de seu dircilo fusindo de mim,
cu nsava "lo >"' procurando tosas as qccasies de
cnconlra-lo... Uemas eu linha em procurn-lo um
inleresse que o senhor nao-lnha em fugr de mim.
Obi
Um inleresse mui grande.
Com o nico intuito de afastar de vossa excel-
lencia lotla a pessoa suspeila, e de impedir que una
rcvclacao imprudente viesse abrir-lbe os olhos sobre
De quando em quando Bergalassc parava repcnli- I sua posirao, daitdo-lhe a espueacBo da realidade.
mente, veltava a rabosa para o lado to joven du-,
que, e lomando a acha-lo cm sua allilude obstina-
damente pensativa, ergua imperccplivclmenlc os
hombros, c couliuuava phlosophicamcnlc sua la-
refa".
Todava depo de algons minutos concedidos
liesilasao, qiuintlo cslabelecitlo o foso cm bases no-
vas, as ehammas subiram claras e viva* no Tundo to
fogao, e elle vio que o joven duque nao faria ne^
nhuin movimenlo hospitiilciro que permittisse
coiq^rsasSo lravar-se nalurulinenle e sem esforco,
jjilsoq de sen dever dar os prmeiras pangos, e evitar
assim ao parcero os eniliaracos inseparaveis de una
estica.
Nao o enlendo.
Tanto pcior, senhor. duque ; porque nao pos-
so dizer-lhc mais. O myslerio que o rodeia he ne-
cessario para o repouso da pessoa a quem sirvo, e
lanilieni para a seguranza de sua existencia.
re a primeira vez que o ouro fallai-me assim.
. He a primeira vez que v*ossa excellencia da-
me occasiao para isso.
Ah'. se 0 senhor me houvesse feilo ouvr euiao
semelhaute liusaagem...
Isso leria corrompido ludo, eiihor,*0 qne
lieos faz he bem fritle he aversao inanVesla que
vossa excelleucig diguou-se testcuiuuhur-me, que
ilcvo Icr conservado o posto que oceupo junto de ,
sua pessoa.
O senhor desempenh enlao urna misase ?
O senhor o diz:..'
E essa misso em que consiste ?
Em,segui-lo, vigiar-lli os passos, c daT urna
conla fiel tic todas as suas arews... ,
Eis um triste papel... disse o duque com um
gesto de aversao...
ni- Oh! disse Bergalassc, os papis tristes .sao para
-flous actores, senhor duque ; se vossa excellencia se
a livesse dado ao Irabalbo de couhecer-me. faria me-
Ihor npiniao do papel que represento; por quanlo,
digo-ocom orgulho, lenho'sido mais vezes seu sal-
vador que sea espiSo.
. Nao ienho nenhuma razao pira cre-lo.
Todava ha algumas horas vossa excellencia
nao existira, so eu nao houvesse vigiado sobre o se-
nhor hoje !
Que quer dizer ?
. O escravo Dimilri, senhor, he reputado o mis
hbil atirador to todas as Russias, e no momento em
que adminislrci-lhe qdasi u queima ronpa um tiro
de pistola que frartorod-lhe o hombro...
Que foi o senhor ? interrompeu vivamente o
duque.
En mesmn, senhor, para p-4o na impossibili-
ibule de assassiua-lo.
Como ?
'".Oh 1 juro-lhe que nao foi boa vontade qae
fallou-lhe...
Que inleresse ?... *
Ah eis... ihal it the que*ton como dizera o
Inslezes, se o senhor sonbesse o motivo do odio de
l'imilri, conheceria o do interess^ que tomo por spa
pessoa, c coiivem.que o senhor ignore ainda ao me-
nos por algum tempo urna e potracousa.v
Mas emfim expliqense, disse o duque impa-
cientado, porque ando no meio de estenos impe-
l etra veis, eujo sentido procuro enr vgo, e irada ins*-
lante angmenla-m mais a anciedade, para nao di- I
zcr quasi o terror !...
Bergalasse assenlou-sc c filando em seu interlocu-
tor dous olhares nosquaespintavam-se urna sallsfa-
can nao equivoca, e urna penctracao ltenla.que
nao lite era habitual, respondeu com voz quasi bai-
xa c qne linha crlamentc pretencOes ao mvsterio :
Senhor duque, permilta-me que lhe ifeaque,
se cm sna idnde eu me livesse, achado hincado no
mundo como vossa excellencia est, as circunstan-
cias que o tem acolhiHo, se houvesse visto em tor-
no de mim lanas sympathias de urna parle c da
oalra lanos odios, alravcz das illuses mentirosas
da adolescencia, teria procurado cachado a sigmfi-
cacaode ludo quaulo houvesse podido parecer-me
extraordinario o iucomprelieuivef... Ierdidoe iso-
lado no mundoeu teria sabido forca de paciencia,
de coragem ede vontade porque porta havia enlra-
#
do nelle. e que poscao Dcos ou o acaso me havia
designado ah. O cuidado que tomam em segui-io,
espia-Io, conlar-lhe os passos, o pcsar-lhe as accOes
ler-me-hia j em seu lusar aberlo os olhos obre
mim mesmo, e cu nao lena esperado qu urna rc-
velacao queaopodevir, me mdicasse o alvo para
oqualdcviactmiuhur. (ConUmat-m-ha.)
*m*i





DIARIO DE
siloa o coromandanle dTcorreta, e este, segundo se!
diz, nao lite pqgott a risita.
Posteriormente exigi o commandante nnrte-
americano a inimediata cnlrcga dos navios dolidos.
Houve (roca de notas, e alinal concordoii'-so -em que
e deixaria aos dous govcrqos a decisao do aso.
. ------ .1 HHOMH '-------
PERNAMBUCO, SABBAOO 22 DE ABRIL DE 1854.
.'
a. PAULO,
g. Paao, 5, da abril da 185*.
O theatro de S. Paulo val-sc tornamlo de dia om
dfa o campo das rixas e desordena : ordinariamente
ahi se represenlara dramas interno* c externo' cm
cada tima noite de espectculo. Ignoro se deva al,-
tribuir'esses aconterimeutos ralla completa de un
reculamente interno thcalral, on autes i improvi-
dencia da aejo policial no edificio.
Seja o que Mr : o que lio real lie que no dia i."
deu-se um con II icio issuslador en I re os esludantes c
algnnl mililares ; correu sangue, muitos acadmicos
foran esbordoados e feridos, e, se nao inlcrrem
immediatamente aforra publica, le'riamos agora de
registar argomas norles,
, Nao estire, no theatro, pois fojo de l ir, atienta
a ausencia de medidas regulameiilares que obviem
essas scenas immoracs e escandalosas que quolidia-
namenle ahi se observam, esse desrespeito e intuito
mesuro a algumas familias -que se collocam na pri-
meira ordem ; nao posso pois referir os aconteci-
mentosda noilc de sejencia propria; tenho de lou-
var-me em pessoa fldedigua que preseucou os fados,
podendo asseverar-Ilic que a nariajao que passo a
fazer coincide com o depoimento geral.
Em recila anterior o alferes Caldas aprscnlou-
se, cobcrlo, em um dos camarotes, contra os cstylos
o direito consuetudinario invocado pelos acadmi-
co, com razfio ou sem ella. A platea, que se .com-
poe geralmente de gente acadmica,' repellio o eom-
liortamento do ofllcial, que oslentava a quehra dos
relhos wc, querendo saltar por sobre a soberana
popular qu* 'he mandara t'rar bonete.
A insistencia da platea, por meio de /tras e nsso-
bio, masnou os cempanheiros d'armas do nlferes,
que, em recita posterior, resolveram tirar a desfor-
ra. O cadete Ellis foi o cscolhido para- fazer/ o ma-
nifestode guerra, exhibindo-sc de bonete c ameajan-
do*ta platea com vaKnlia ou chicote.
Aosahirda platea travnu-se combato de .lgica
, entr os 'dona belligerantes ; os sentimentos etlicos
e paldicos foram tomando vulto, ale que chegaram
, i etoquencia phgsica. Travou-se o combate de pao
e cabezada; inlcrveio a forja armada e nesle lance
' foram feridos os acadmicos, que uSo podiam lutar
contra a guarda, que sob o pretesto ile destratar
tomara o partido, dos cadetes, dando coronliadas e
al ferindo urna das partes tmente.
Da parte dos cadetes, cootam, se vio luzir urna
enorme faca, que iria cumprir o seu destino se o
, capillo Maeedo nao dsse voz de prisao a tres ca
deles. Eis-aqui como se passoa o facto principal.
He referido por pessoa insuspeita. Deixo de mencio-
nar as de mais peripecias da tragedia, que nos nao
importam agora, cgmprindo-me dizer-lhe que dis-
tingo nesle drama dous alos dislinctos : o primeiro
provocado pelos acadmicos, que cnlndiam contra
iireUo o procediinento do alferes, moslrando-se
coberto, me parece, por estar em servijo ; o*seguu-
. do petos cadetes que premeditaram a desordem, ol-
vidando que. eslamos em sociedade conslitoida, que
ahi ha a forra publica, e que a niogoem be dado
fazer jrislica por si jnesmo.
Osaronlecimeiilos da mito fem dado serios cui-
dados popurajao; ile um lado est o partido nume-
roeiarimo de estallantes-, dos quacs se acham muilos
feridos e esbordoados pelos mililares; do oulro um
granlle grupo,de militares que se'julgam insultados,
aggrarada tua posijao pela prisao de tres cadetes,
que i ordem do presidente se acham recolhidos ao
' quartcl. .
Est pois declarada a guerra enlre as duas naritet,
e com bous fundamentos se receia que nova desor-
dem renho rebenlar, se a .policia nao inlerpozer
meios de prevengo, pois sci de boa fontc qnc' os
mililares o estallantes, recelando novo choque de'
forra*, passciam armados c dispostos para sustentar
sen brios, que cada lado jolga otTeadidbs.'
O poro acadmico reunio-se -para conferenciar, .e,
rmroHertiro, fomaruma deliberaran. Resolveram d-
' rigir urna enrgica rprcscnlarao ao Sr. Josino, pe-
dindo providencias.
S. Exc. responden que seriam lomadas medidas
conveni.nlp.
Campre-mc dizer-lhe que os fcrimenlos da hala I ha
sa apenas leves, e que o Sr. Coulinho va proceder
ao" eorpo de delicio. .
Est pois declarada guerra formal.e desabrida
entr as arma* e as lettras: ella lera funesto e ven lo
se o Sr. ebefe de polica nao applicar remedio a estas
ocenrrencias.
S. S. j syndcou dos factor, est procedendo a
ludagajOes, e consla-me qu mandn fechar o thea-
tro, sob pretexto da appro.ximagao daSemann Sania,
alim de arrefecer os nimos, ou desviar os eiercilos
joimigos do campos do combale, qu* iufelizmenle
he theatro.
.Estes acontecimenlos inspiram urna reftexSo. Nao
roarat que a polica ccnsinla representejo sent
que'se confeeione um regiilaroenlo interno, como se
observa em todos os Iheilros; esse regulamento, e'a
dcsignajao de guardas dk platea; para fazer obscr-
- va-lo he esseBciat; sera elle he impossi vel a preven-
Cao de todos esses excessos c desacatos que diaria-
mente.se rfem no sal.lp. Contamos queoSr. cliefa
de polica nao declinar de pedir ao gorerno enr-
gicas providencias para que a platea de nosso thea-
tro nao seja urna arena de gladiadores, onde ale a
propria lionra das faaajpas he mcuosprezada*: leudo
subido de ponto o esQtdlo que ja algnmns tamilias
se tem retirado da assignalura da primeira ordem,
nAo podendo supportar os delirios de urna platea
desenrolla, em que avultam as pala/radas e insul-
tos, ota que se tanja aos camarotes muidas de aobre
e frutas, como se I cni presenciada.
Todos estes fados a opiniao publica tanja sobre o
nrpo>aendemico, porque alguns de seus membros
tem sobresabido no abaso; mas o que lie real, lie que
era lodosos fados abusivos, que partero da platea
sao commaltidns por gente acadmica, cdja maioria
he essencialmente morigerada.
A opiniao geral se revolta contra os esludantes do
* .>.<; annoMeirclles, tielulioe Jardm. que eslivcram
i testa do conflicto. Mas cumprc dizer que cslcs fo-
ram provocados no segundo facto, enrbora dos eslu-
, dantos partisse a oOensa no primeiro. Os cadetes
prorederam fra de villa e termo, lomando jnslira
cm propria cansa, o procurando nm conflicto so-
letane.
Esta lie a verdade : nao pendo para nenhum la-
; confesso que alguns acadmicos tem procedido
mal em quasi todas a9 representares : na ultima
nao foi assim. Se algum apaixonado me averhar de
injusto, nao me faz isso mossa ; cumpro o meu de-
verdeclarando o que s passou, desgoste a esle or
aquelle. Se ist nao agrada, quem carrcga'com a
culpa o Jornal do CommerdO, que exige que os
seos correspondentes se colloqucm|acima das Irausac-
joes, para referir achronica.
Oilepulado M. Eufrasio levon olumulio lliea-
trai a* altaras de discussao da assembla.
Referi que a guarda avanenu de baioticla cala-
da contra os esludantes; que os enrieles insuffla-
ram a forja para feri-los, e pedio cselarecimcnlo*ao
gorernn, que j envin a parle policial, dereudo so-
bre ella estaheleccr-sc a discussao.
Acalade chegar nnliria da febre amarclla que
esla rlevaslando a Villa de I haluha. Iiz-ilu; pessoa
liclerliuiia qUe a nmrtalirlade lem sido superior s
forcas do lucir. -J est estabelccido um lazareto,
nao he. preciso dizer que he caricato, o qualraiao
xiliando como podem suas pro|iorrcs.
O prcsidcnlo ti provincia mandou qnc se pres-
* lassm os devidos soccorros a lodos os lenles qnc
se rerolhessem ao lazareto. Entre as pessoas ini-
porlanles qne j sucumbiram, eonla-sc o rigario
. Manocl Flix.
Esta asiignadn o contrata para as estradas le
carro entre o contraante Barros e o presidente da
prorincla. Foi remllalo assembla, a quem ago-
ra incumbe conseguir anua mais alguma compla-
cencia do Sr. Barros. Junt aenar M COD,icr
rcmella-o pnblicidade.
porar dentro de bm anno, contado da sancrau da
resetur.io que approvar este contrato, ma c'ompa-
nhia com a denominarao n Sete de Setemhro a
qnal lent pot objecto :
1. Construir, mcllinriir o conservar umalinha
de estrada 4e Santos a S, JoSo do Rio Claro-, pau-
sando pelos municipios de S. Paulb, Jumlialij, Cam-
pias e l.imcira, ramificada al O rto'Farahiba pelos
municipios de Mep, jh (;r(fres e Jaci'ehv ; para a
villa do rapera pelos muniriplos di? flu e Capivn-
rj, para Mogymcrirn o Constituirlo, Icvcndo toda
ella offerecer em.qualquer estacao do auno coramo-
lo a seguro transito para carros de i rodas, carrua-
gens e. diligencias. A, enmpanhia far os, ramacs
necessarios'para reunir cssas povoa(Scs estrada,
quamlo nao passe por ellas.' ...
2. Eslabeleccr em toda estrada os carros que
forero necesarios para transporle le cargas ou mer-
carlorias, o diligencias, para passageiros.
Arl. 2. 'A cslrada ter .10 palmos de iargura,
e em geral o declive de 5 %, 7 cm sec;ao de 50 br
ras, nao oxredendo de las secrcs em cada terjo de
legua na serra rio Cubalflo no espaco que vai do Ju-
query, e entre Mogv das Crnzes ao Parahba, o de
urna no resto la estrada. as encostas o quaes-
quer oulros lugares cm que a companhia julguc pre-
ciso, mandar construir parapcilos, guardas ou ou-
tras obras para seguranra da estrada dos viandantes
c cargas,
- a Arl. 3. Nos lugares em que fr necessario, a
cslrada ser pcdregu'hada a juzo do engenheiro
Ircfe das obras da companhia e do engenheiro que
o governo nomear para fiscalsar a execucjio dcslc
contrato. Quando baja descordajicia entre os dous
.engenheiros ser o ponto controvertido decidido por
um Icrceiro, esrolhido pelo governo com. assenti-
mento do directorio da companhia.
i Arl. 4. Se dentro do anno nao cslivcr cncor-
porada a.companhia pagar o empresario aos co-
fres da provincia urna multa de 2:000, imposta pe-
lo governo provincial, salvos os casos de forja maior,
fallccimenlo do emprezario ou desistencia deste, a
*|ual si poder.i ter logar nos primeiros seis mezes
Ucpois da sanecao. A cotapanhia communicar ao
governo da provincia a sua cncorpocac.
Arl. 5. A companhia comcrar as obras da
cslrada dentro de tres anlios coatados como cima,
c seis annosdepois daver aoresenlar prompta a li-
nha de Santos a,S. Joao, e nos seisseguinle as ra-
mificajOes. As obras comecarao pela serra do Cu-
iiatau, c a secjao la estrada de Santos a S. Paulo
levcr.ser a primeira coucluida.
ii Na falla decnmprimehto'dcsIasobrigajOespa-
gar a companhia urna multa imposta pelo governo
provincial, al 4:000, e excedndo a demora a
mais seis mezes perder o drcilo do continuar a o
bra na seccHo da estrada cm que esliver, e de Taz-
la as qne fallaren!, c bem assim lodos os privilegios
c lespezas, ele., salvos os casos de forja maior.-
Fica entendido que continuarao os privilegios c
di rcilos da companhia a respei lo das sccjoesde es-
trada que houfcr concluido.
Para este effeito a estrada fica dividida em se-
jOes, conforme a lci provincial"n. 18 de 12 de maio
de 1833.
Arl. G. Ncnhuma mitra eslraila ser aberla
para transito do carrosmovidos por animacs dentro
de urna lona de 5 leguas fara rada um dos lados de
toda a Hqha e ramificacOes, bu dirgndo-sc para os
mesmos ponto.. Quando convenha augmentar a'li-
nba de estrada ou fazer ramilicajoes que venham
cntroncar-se nella durante o privilegio da compa-
nhia, esta ter a preferencia em igualdade de con-
djes.
Arl. 7.- Se alguma companhia, no prazo deste
privilegio, quizer construir lindas de ferro enlre os
mesmos pontos para carros movidos a vapor ou ou-
Inxnotr mais vantajoso dentro da zona designada
no arlino antecedente, dever indemnisar a csla^ se
nao quizer continuar com o privilegio, do ludo,
quanlo houvcr dispendido com a cunstruccfio da
estrada c nao "cslivcr amortizado, o dos carros e
mais trem empreados na rodagem'rcgula'udo-se a
indemuisarao daquella pelo que esliver esc'riplura-.
do ios livros da companhia, e deslcs por arbjlra-
menlo, 9a forma da-lci.
Arl. 8. Os trabalhos da estrada nunca nter-
ccplarao o curso da actual, c quando quefra a com-
panhia utitisar alguma parle dosla, dever ou con-
serva-la livre ao Iransito publico, ou fazer sua
cusa os desvos necessarios que offerejam passagem
commoila c segura.
Art. 9. Qaanto a rodagem a compauhia o:
brig%se: *
.t 1. A estabelecer armazens le deposito para re-
cebimento dos gneros ou mercadorias em bjersos
pontos da estrada, comprando ou arrendando os
terrenos necessarios.
4. A ter os carros, carrnagens o diligencias
que forcm necessarias para o transporle das cargas e
dos passageiros. Os'carros scro de cixo fixo, c te-
ro capacidade para carregar pelo menos 150 ar-
robas.
*. 3. A conduzr gratuitamente nos carros e mes-
mo as diligencias as malas do correo, se o peso
nao exceder d meia arroba ; e quando exceda, com
razoavcl indemnisura'o ajustada com a ad ministraran
do rorrcio. .
b Aft. 10. .Os carros, carrruagens e diligencias
comecar a trabaliiarao logo que .esteja concluida
urna secjao de estrada, ou antes se assim convier
companhia
.a Art. 11. Oplanode construejao dos carros, car-
rnagens e diligencias, a maneira de se fazer ser-
vico pelo que respeila a regolaridadc, seguranja c
commoilidade dos passageiros, e bem assim n cele-
rldade dos rehicuios, scrao determinados "em regu-
lamento fc" pela companhia e aprovado pelo go-
verno provincial. #
r -Art. 12. O governo garante companhia quanlo
entrada:
1. Por q liaren la .anuos 0 rendmento das bar-
reiras, segundo a tabella annajj, as quaes srao
cobradas por ella proporjaoqnc for concluida cada
sereflo de estrada. Esla tabella ser revista denota le
roncluida a cslrada, c dahi em diantc da quiltro
cm qualro anuos, podendo o governo diminui-la,
comanlo porem que o recudimento da harreira
nunca desea, pelo fado da diminuirn, a menos
de 18% do capital empregado para conslrurjab da
eticada. O calculo se far pelo termo medio do
rendimento dos tres annos anteriores revisao. Se,
depois de. demiuuida a laxa das barreiras, nliecer que* o rendimento nao etaega ao mximo
marcado, poder o gorerno, na occasao da reri-
sao augmenta-la nunra excedndo porem eslabc-
lerida por osle contracto.
o 2." O direito de dcsapropriaf na forma las
leis os terrenos particulares que torem necessarios
para oatajoes o> barreiras e conservadores da estra-
da, quando se nao oblcidia dos proprietarios por
compra, aforamcnlo ou qualquer oulro accordo dv
%larada pelo governo a utilidadc da desapropriajAo
c bem assim os terrenos em que a estrada liver de
ser construida, pagas somenle as bemfeilorias desles
por sen justo valor, metade pelo governo provincial
e metade pela companhia. A companhia recebern
" Art. 15. O excesso que honrar dos 18f. mxi-
mo juro eslidiclcciilo, sera dividido cm duas parles
servindo urna para indemnisar a provjncia do que
houver pago, segundo o arl. 12 3. Fela esta in-
demnisajao todo o lucro ser da companhia:
1 Arl. 1G. O governo garante companhia quanlo
rodagem.
M" A cobrar por espace de 30 anuos, contados
rio eslabclccimcnlo dos vehculos,' 05 prcros de
transporte marrados na tabella anexa. Esla tabella
ser revista pelo governo de 10 cn\1Qannos, ese
nos Irez ltimos afinos o lucro liquido livdemlo
liver exedido le 18 por ceulo do capital emprc-
gado para rodagem, ser reduzida a tabella, deven-
do-so pagar 7 rs. cm legua por arrolla nos objeclos
le mporlajao, c mais o correspondente a duas
leguas em uns e oulros pelo recebimenlo e entrega.
Se na segunda revisin inda o dividendo for maior
de 18 por ecuto pagaraoos objectos de expor-
larao c o sal 6 rs. por arroba cm legua, e o dobro
os de mporlajao, e mais o correspondente a duas
legua-, como cima.
2. 0 direito de desaproprmr nos tormos da le
os terrenos que frcm necessarios para estabelecer
armazcjis, eslajes c suas dependencias, quando os
nao oblenlia por accordo com os jjropfielarios, de-
lesa propriaj.lo.
'.. imposcocs
Syulos da
-u seu gran-
.uejao lesvan-
cbapos, ele,
pimte do Goqueiro depois le concluida, concor-
n.lo com a qiianlia de 60:000^ para o pagamento
della.-
3. O mnimo juro de 6 % los fu mos empro-
gados no estuilo e conslrurrao da estrada, quando
a enmpanhia nao liver reudimenlo' liquido maior.
Quando porem urna serjao de cslrada der rendi-
mento liqoido maior de 6% e outra nao, aquella
compensar a esla o o governo s ser obrigailo cm
falta. Par'rerifieajao do rendimento da compa-
nhia, esta franquear seus livros, e dar 09 csrla-
recimenlos precisos a quem o goverap determinar.
Esta rerificajao poder ser feita sempre que o go-
vern assim o entender. Esta garanta he devida
logo qne hajaemprego do fundos para constrocro
lia cslrada.
4." Isenjao do servico da guarda polirial aos
empregados e operarios da 'companhia.i S terao
direito 'a esla isenjao os empregados pela compa-
nhia, que estierein incluidos em lista entregue to-
dos os 6 mezes ao presidente da provincia e assig-
nada pelo seu director, nao podendo passado o pri-
meiro semestre, ser nella contemplado o iudivduo
que 11K0 liver 3 mezes de ctTectivo exercicio. Con-
vencida a companhia le qualquer abuso em de-
trimento do servijo publico poder ser multada pelo
govetuo provincial em 1:0008, e perder mesmo
este favor em raso de reincidencia.
Arl. 13, Ficam isenlas do pagamento de bar-
reiras a pessoas do mesmo municipio que tiverem
d ir .frecuezia ou rlla. No rcaulmciilo se cs-
labelcer 0 modo pratico de ullerluar-sc esta
isenjao.
< Arl. 14. Ne mximo juro de 18 % estabelecido
o arl. 12 8 1." ficam comprehendidos tres quartos
por ccnlo anuuacs para amortisarao lo capilal
emprcgado.os quacs scrao rnpilalisados animalmen-
te a juro rom|iosto de 6 % at) anno.
. Se no fim dos 40 anuos 10 contracto se verifi-
car que o capital despendido para conslrucrao d
estrada nao esla totalmente amortizado, o governo
inileninisarii a companhia do que anda nao esliver
a mortido rcgftlaudo-se a indemnisajao pelo que
est ostTqeleriiln no art. 7." A amortizarao s ser
dcdu/idaTlepois de haver a cmpanbia lirado o juro
de ITi/4.
clarada pelcgovcrno a nulidad
< 3. Isenjao dequacsqucr
provincacs ou muncipacs si
compauhia e empregados^
Arl. 17. Os objectos que c
de volume C poucajjpeso frem
lajosa, como ruobilas, caixi
po.lcrao pagar al o dobro lo ,>rcjo geral. Tam-
bem ficarao s'ujeilos a nma tabella especial, appro-
vacj| pelo governo, os deacondujao perigosa como
a plvora, etc. ; e os do rcsponsabildade raaior,
quer em razio nos, louja, ridros, ele, quer na de seu valor su-
bido, como prala, ouro, joias, etc., cujos prejos
serio designados em tabellas especiaes approvadas
pelo governo.
< Arl. 18. A cada umjiassagciro ser pcrmitlido
levar hagagem al mcia arroba, sem nada pagar
por.ella. Os passageiros e obje'dos do governo ge-
ral ou provincial pagado 10; menos do que os
particulares e terao preferencia, quando vinle o
qualro honrantes frem avisados os agentes da
empreza, qne mediaute requisijao porao lodos os
meios de eondoccao disposir|o das autoridades pa-
ra sen ico de urgencia.
i Arl. 19. O preso de transporto d pessoas ou
cargas em carruagens e carros especiaos e extraordi-
narios, para aquelles que nao quizerem servir-sc das
diligencias c carros, ou qnc desejarem maior cele-
ridade ou mclhor commoilodo que marcar o regu-
lamento, depender de ajusto entre as parles.
Arl. 20, A qualquer he permctlido viajar m
(.vehculos proprios, pagando somenle as barreiras
por omle. passar. He igualmente pcrmitlido o
transporte de quaesquer generes ou mercadorias, em
animacs, com o mesmo pagamento.
o Arl. 2l?%s carros dos possuidores los terrenos
por onde passar a cslrada poderao atravessa-la ou
precorrola denlro d suas respeclivas fazendas sem
pagamento de Iiarreira, ficando somenle pbrgados
ao reparp immediato dos estragos que causaren).
Aos carros de eixo.movel nao ser permellido pas-
sar por parl alguma da cslrada.
Arl. 22. A companhia obriga-se a fiel entrega
dos objectos que Iho forem confiados, e indemnisar
aos proprietarios ou seus prepostos qualquer damno
011 extravio que soflram, quer nos armazens, quer
na estrada, n forma da legislaran commeVcial vi-
cenle.
%k Arl. 23. No caso de inlerrupsao dos transpor-
tes he permitlido a tollos o uso do qualquer especie
de conduejao. Se a inlorrupjao cxcetler le nm
mez, sera a companhia multada em 5O0JS, se exce-
der le lons a mulla sera de 1:0009, e assim 500$
por cada mez que fr excedndo al completar seis
mezes, lidos os quacs echara o privilegio da roda-
gem, salvos os casos de forja maior. Durante o
lempo da intarrupjAo na rodagem cessar o minimo
juro garantido pela provincia.
' Arl. 24. Findo o privilegio la rodagem, se as
coniliicjes de cargas ou passageiros tiverem de con-
tinuar por .empresa, a cmpauliirfer preferencia
cm igualdade de condljocs.
i Art. 25. Se os podcrcs.provinciacs cntendercm
de conveniencia publica eltecluar o resgate da csr
trodn, pode-to-liao farcr mediante previa imlrmnl-
sarao companhia, que sor regulada peto art. 7.
deste conlraclo.
com'a companhia, senao depois nos da duraran do privilegio.
< Arl. 26. Encorporada a companhia e nomeado
a Seu ilircclorio, prestar (lonja idnea paralsafsrajao
das obrigajnCs impostas no presente contracto e de.
quaesquor outras que se imponham nos rcgulamcn-
os.
a Arl. 27. O governo ceder companhia para a"
estrada e rodagem os edificios provincacs de que
nao careecr, ou eslivercm na lnha, sem indemni-
sajao alguma.
o Art. 28. O governo prestar companhia por
meio das autoridades toda proteccao eompativel com
as leis, para que ella possa realisar a empreza e ar-
recadar as laxas estabelccifcs, pcrmittindo-Ihe ter
guardas-barrclras o do'estrada pagos por ella, os
quacs poderao andar armados, porem sujeilos ins-
necrao das autoridades Iocacs; e nos 'seus regla-
mentos, c nos da companhia por proposta dosla po-
ner estabelecer mullas at 2009 e pena de prisao
at 30 lias contra OS infradores, afim de garantir a
propredade, seguranja c rommodos, quqr dos par-
ticulares; quer da companhia, e a rcgularidade do
snico.
Arl. 29. Findo o prazo do privilegio; a com-
pnhia;cnlrcgar ao governo"provincial,^ cslrada m
perfeilo estado de conserva jilo, podendo este man-
dar fazer i cusl della todos os concertos que frem
necessarios, assim como nos edificios pnblicos cujo
usufructo lhe he concedido, e'que devem ser restitu-
los 110 cs|ado em que frem entregues. Indemni-
zara porem o governo por avaliajao arbitral na for-
ma da le quaesquer edificios da companhia de que
qncira utilisar-sc ,
Arl. 30. Fica a Aisnosijo do governo provincial
a piarla parle dos aeros- que a compauhia houvcr
de emillir para arealisajao da empreca.
i Artigo addiliro.
a A assemblca e 0 governo provincial soiicilaro
do governo aeral:
1. A dispensa do servico da'guarda nacional
para os empregados e operarios da companhia com as
condicOcs exaradas no arl. 12 4.
2. Aisenjo de direitos de importarlo por 12
annos para as machinas, instrumentos e mais objec-
tos destinados construejao da estrada c rodagem,
incluidos trilhos de ferro, quando lenham do ser em-
pregados nella.
3. A concesso de terrenos devolulos, onde hou-
ver mais prximos a alguma povoajao, aos estran-
geiros jnlrodnzidos para os Irabalhos da cmpreza.'e
aos nacionaes pobres que Irabalharem Ircs annos na
mesma empreza. Os terrenos serao concedidos em
proporjao ao numero dos bOficiados, c a sua de-
marca j3o o diviso ser feita cusa da companhia.
S. Panlo, 31 de iriarjo doK).
o Antonio Paes de Barros.
Oulra empreza apparecen quasi igual, propos-
la com condicOes mais favoraveis provincia.
* Afinal baixaram as nomcajiles qne lano re-
< la inri para a regular marcha da thesourara geral:
nao querendo atlribuir s considerarnos qne, fiz ties-
ta carta,damos os devidos louvores ao Sr. viscondede
l'arana.quc Alcgdeu nreessidode que de lal medi-
da sentimos, c anda mais fazendo rtcahi-las sobre
empregados habis emnl aquinboados na proposta
passaila, como o Sr. M, Eufrazio de Azcvedo Mar-
ques Sobrinhs. que o alirado para 3. escriplura-
rio sendo um dos funecionarios que renes cjaUabi-
Uidadc, inlelligencia reconhocida. Assim o SrSinis-
1ro da guerra seguisso o exemplo do seu collcga da
fazcndi, acudindo de promplo s necessidades que
em favor da opiniao publica me fajo cargo de pu-
blicar. Esle dest-jo sobe de ponto, quando vemos
que ho iiidcrlinavcl a necessidade de a auloridadc
ter soldados para fazer cfleclivas asordensquo ei-
pede.
Os furtos e roiibos vao lodos os dias se reprodu-
zindo ; temos um ebefo de policia que sabe cumprir
os deveres a seu cargo ; mas talbam todas as inleu-
J3e liante da falla de soldados, al para velar n
seguranja da cidade. Tanto he de haler que o Sr.
Bcllegarde lia de se compadecer de nos, islo he, dos
guardas nacionaes destacados, e dos de liiiha^ue
eslo a mojo dia; S. Exc, que he militar, abe a
forja djexpressao eir a meio dia. '
Eslo depawagam na capital o-Dr. Nebias qne
segoe paraSanlos, e o Dr. SaySO pora a corte.
^ Quera fazer urna resenha das phases por que
ha passado a nossa assembla provincial, que se tem
convertido em urna sala do Irabalhos medicinaes,
em que diariamente se faz a autopsia Ja honra de al-
guns collegai, preteriodo-se os interesses provincaes
que ahi eslo clamando. Islo se enlende com quem
toca.
Reservo o desenlio para a seguiule : o correo vai
sabir.
Pecp-lho cnlrelanlo a publicajao dos segoinles
projeclos do couselhelro Carnciro de Campos, de
.muito alcance para a provincia, a quem S. Exc. va
prestar bem grandes servijos.
A assembla legislativa provincial decreta :
Arl. .f. O presidenta da provincia mandar pro-
ceder a lodos os eiames e Irabalhos necessarios para
verificar a existencia nota provincia de minas de
carro mineral, nao s do chamado carvao de pe-
dracomo do antbracilo, especialmente no terri-
torio da comarca da Itapelininga, cima o abaixo da
serra do Mar, onde constar qucajstem profundida-
des em que comejam seus jazigos, e o rolnme tfesles,
de modo qne se possa avahar a importancia da mi-
na : assim tambem as immediajcs on proximida-
des del las a existencia de minas de ferro, He argi-
la de refraejo e dos ingredientes proprios para os>
primeiros fabricos do ferro. ,
< Arl. 2. O presidenta da provincia informar a
assemblca na sua prosima sssao*com o resultado
daqucllcs Irabalhos, e ludo o mais que convier re-
lativamente ao proveilo que se possa colber dessas
minos, bem como dos meos.de que para esse fim
convenha lanjar mao ; como sejam, enlre outros, os
que forem proprios para fazer seus producios che-
garem fcilmente a mercado da provincia on de
fra.
Art. 3.#"*ica para este fim aberto desde j ao go-
rerno da pi vincia om crdito de 25:000.
f Pajo do assemhiaproviiicial. aos 30 de mirjo
de 1854. CarlorCarneiro de Campos. t>
a A assembla legislativa provincial decreta :
o Arl. 1. Fica creado ncata capital um conser-
vatorio industrial, que contera o seguinte:
1. Machinase instrumentos, bem carne seus mo-
delos, desenhos e descripsOoa, proprios para seapro-
vetar mejhor os aclnaes trabalhos agrcolas e fabris
da provincia e fomentar a iulroducjao de noros que
com facilidado e vanlagm possam ser cmprclindi-
dos ; e escrptos dos mais acreditados qne peridica-
mente se publicaran) noticiando os melhoramentos
que em oulros-paites vau recebendo as prodoejoos
similares s da provincia.
2. Amostra dos productos naluraes da provincia
do rama mineral.
3. Carlas, planos de devisas do communicajn,
inslrnmenlos a mais objeclos perlencenles ao archi-
vo de obras publicas.
Arl. 2. Franquear-se-lia nesle conservatorio,
em accasiao determinada, a iospeeso os objectos
mencionados no artigo anterior, e se dar a quem
pedir as esplicajdes convenientes para coohclmcn-
lodo oso a"que sao destinadas as machinas e inslrn-
meulos, bem como para inlrodncjJlo de plantas e
animaes uteis, do lugar em qne podem ser compra-
dos, despezas de sna acqusjo o Irapsporle.
Arl. 3. O gorerno provincial se incumbir de.
mandar comprar e conduzr quaesquer dessas ma-
chinas e instrumentos, plantas e animaes, por conta
de quem o desejar, rqtebcndo previamente o sen cus-
i ou fianja pelo pagamento.
Art. 4. As amostras dos mincraes de qne trata
o artigo 2. serao pelo govtno solicitadas dos habi-
tantes da provincia, c femetldas para o conservato-
rio pelo meio que elle designar com o signal de um
algarismo sobre cada nma deltas, e adompauhadas
de urna noticia em que cada om desses algarismos
forme nma rubrica, contando a designarlo da para-
gera donde foi extrahida, a amostra e o nome de
quem a forneceu, afim de ser transcripta em nm
livro proprio de registro, e archivadas.
i Art. 5.0 presidente da provincia prover cVi
regulamenlos boa execuso desta lei, para que s
consiga osns desle estabelecimento ; providencian-
do mesmo para que d cncarregdo dellc possa ir col-
ligindo informajOcs, enlre oulras. sobre o estado das
producjdes da provincia; methoramementos que se
forem inlrodu/.imlo, divulgaran dos que convenha
vulgarisar para ntatabr servir os inleressscs agrico-
las^e fabris da provincia ; e <. ir prepaooada urna
nlaliilica industrial da mesma ; Mbrmando-se de
tudoannualmenl assemblca provincial.
o Arlf6. Emquanlo esle estabelecimento nao to-
ma as proporres de que he susceplivel, o gorerno
da prorincia o occomodar em local que esteja
sua disp.osir.ao, ter um s empregado, que ser o en-
carregado delle, 'com o rencimenlo qne fica aulori-
sado para lhe marcar.
Art. 7. Fica desde j applicada para as des-
pezas deste estabelecimento a consignaban annnal
de5:000>. '
Pajo da asiemblea provincial, aos 30 de marco de
1854. Carlos Carneiro de Campos, a
Todava, nao me forro ao dever de dizer-lhe duas
patarras sobre o corpo fixo.
Bem Iba disseeu, em correspondencia passada,
que oSr. Camam encontrara muita cousa qne ver
nesle corp. Parece que j aderinhara.
S. Ex. lirigio-se ao quaitel para examinar a es-
cripturasio do corno 'o pedio os lirros de registr,
qne lhe foram apresentados em consideraYel atraso.
Pedio as minutas e toMlie trasido om caixole que
as cncerrava. Aberto que foi, santo.Deos 1 salta-
ram sobro os soldados nmliadas de ratos para o re-
gistro *.
Sr. ministro da gnerra, mande-nos selddos : o
quanlel est vazio, e slalos j delle se apossaram
exersendb u nscapiao. ( Carla particulvr.j
7 do abril
Se qualquer de*nos estivesse, na uccasiao era que
escrevo, revestido da auloridade de chafe de policia
na capital de S. Paulo, sem duvda encontraramos
embarajos em frente dessa porcclla ameacadra da
seguranja dasduas classesque na noite do 1 de abril
lauraram o catlct guerreiro.
De felo, a cidade rai agitad^ ; o corpo acadmico
(cm maioria) rcune-se em grupos nocturnos pelas
prajas, dando bem vulto a boatos que ressumbram l
das bandas doquartel do corpo tlxo ; mil pensamcu-
los revoam em todas as mentes ; outras tantas repre-
seolaeocs prcmeditam enderecar ao palacio presiden-
cial ; cada nm descrendo da efflcacia da aulori-
dade publica se previo** de inslrnmenlos para a de-
feza propria.
Por oulro lado") a milicia nutre serias apprehenses
desses meetngs escolsticos, e procura sustentar sua
fama tradicional, elevando s alturas da sublimdade
o podre ~-f-'<- \)f-j qUe de feitoj se eslragou
na passagem dos lempos, fazendo bastear o pendan
guerreiro contra essa aventad? que procura suavi-
sara queima das pestaas com o folguedo que llis he
natural. .
He nesta emergencia que os belligerantes inculem
serios cuidados aos nenlros, isto he, a pacifica po-
voajao da Paulicea, que est rende o momento em
qne est li o raio, e relenla a trovoada de armas e
letlras. |
Todava, assereram os praticj, esse vendaval vai
a esmorecer, se o Sr. Camamu aconselhar a esse trio
de cadetes,' que cumprc entrar as vias de roodera-
rao, para que nao se d o litigio de livro o espada,
o antes o duelo no 3" andar. Para a casa da espin-
gardamonttroie nenhum modo convm qne se sus-
penda a controversia,pois he quem lucra comas los-;
tilidades. vendendo por bom proco o contrabando do
guerra, oulro tanto nao vai pelas casas das lavadei-
ras, cozinheiras, amas e toda essa sucia de roedoras
dos orjamcnlos escolsticos, que, sobresaltadas re-
ceam que estes se lembrein 4 pedir, semelhanca
dos gaialos de Coimbra, a mudanja da academia pa-
ra outros bordos.
O negocio vai se tornando crespo. Conta-s que
as abas da cidade percorrem grupos belligerantes,
guardando a lodo o momento occasiao de ataque ;
que as ameajas de urna das partes vao-se reproduzin-
do com mais firmeza ; que as demoiislrajes do, v as
le factr'vaorcdobraiido,.e que na noite le honlem
um pobre neutro que bem (ranqnillo singrava os
mares, pois que era tan neutro como en ou Vmc.,
levou nm lrode canhao, islo he, iima'^va de pao,
porque um engao horrivel contra lodo o direito in-
ternacional foz que elle fosse reputado estudanle, por
conla de quem receben a recelta!
Se o corpo fixo livesse mais saldados que ralos, o
permanente mais.engajado, e a polica mais pe-
destres que malanMrins, fcil serla applacar a: tor-
menta. Masque fazr '! O corpo.fixo n.lo tem corpo
( nem cabeja ), o permanente nao basta para a guar-
nijo da praja, e os pedestres sao carolas de .S'an'o
Ocio: quando Irajan o uniforme I tirano, penduram

V.
o espadagao, e lomam todas as direcjoes da cidade,'
pata rondar, es|ao habilitados para dormir soinno
sollo, e velar na seguranja de sua saude'; introdu-
zem-so as estufas e espeluncas da nossa cite, a faja
Dos bom lempo. Se o poro quizer forja para se
guardar dos malfoilores, para fazer o servijo da
guarnijao, e impedir que os cadetes briguem, que a
pessa ao ministro da guerra.
Em consequencia, aproveitemos a circumstancia
pira reiterar o reclamo da opiniao publica, que pe-
de soldados para o servijo primario da provincia.
Quem trabalha nesle escripto nao tem ontro inleres-
se na satisfaco desta necessidade senao aquelle de-
ducido do bem publico; deve pois ser acreditado
quando diz que, o Sr. ministro da gnerra mindando
algumas prajns para S. Paulo cumprc um dever in-
declinavcl ; c nao he desalroso aara o ministril da
cora aceitar do pinculo das postros urna medida
lembrada por um do povo. Se S. Exc. duvda da
sinceridade com que se faz o pedido, ouja oSr. Jo-
sino, que se vio forjado a chamar a guarda nacional
para fazer servijo da praja, que he sempre odioso
lara
1 "1
fenso ao fim de sua crearao ; a guarda nacional,
que s em pocas anormaes, segundo sAa doulrina,
dere sabir a campo : a opiniao contraria he vello-
ria dos direitos do culada.
J tive occasiao de notcar-lhe que as paredes
da assembla provincial tem ouvdo na presente reu-
nao o que jamis dereria om deputado proferir no
recinto da assembla.
Couliuiia-se a estabelecer a discussao odenla, va-
riada como o jugo do apodo e sarcasmo, correndo
desl'arte rerclia os primordiaes interesses da pro-
vincia, pela mora dos mais importantes projeclos,
que ficam asphyxiados as pastas das 'commissOcs.
He lamen lave! que a assembla vigente, as propor-
jes de felicitar a provincia, por isso que conta em
seuseo algumas llusu-ajes, qUe podiam como re-
curso da inlelligencia engfandece-la, e elera-la ao
p que as suas condicOes lem marcado, tenha con-
sumido precioso lempo no terreno de personalidades,
alimentando a curiosidade das maledicentes gale-
ras, apinhadas, quando se eslabegece srdida pol-
mica, desertas e solitarias quando se discute.
Todava alguma cousa se lem feilo, merecendo
especial mensao os projeclos d couselheiro Car-
neiro de Campos, que anteriormente transmit!, o
do Dr. Cabral, que foi refundido pelos Drs. Ribas e
Mendonja.
O orjamcnlo caminba a passos lentos, clamando
desde j por urna prorogajao. Na occasiao cm que
escrevo nao se passou'do arl. 5, porque alguns Srs.
deputados discorrem largamente sobre objectos de
pequeua monta. Talvez olfenda a algnemregistrando
esla verdade: nao importa, sigo por norte a verdade,
einbora traga odio. '
O Dr. Dogo Pinto tem discutido largamente, e
bem sobre a inslrncjo publica, mas temos visto seus
discursos depreciados pela urgencia da passagem* do
orjamento.
O deputado Manoel Eufrasio de Toledo, orgao da
opposijSo franca que a1i vejo, continua a fulminar
a presidencia em longos arrazoados', seguido pelo
padre Francisco de Paula Toledo. A razao da guer-
ra desabrida por elle declarada ao Sr. Josino tem si-
do atlribuida a negocios alheios a questoes publi-
cas ; tem sido immoderado para com a pessoa do pre-
sidenfe denomnando-o ssassino do partido saqua-
rema. Isto lem provocado a represalia de alguns de-
fensores lo governo que o alacam no mesmo tem.
Um deltes, o Dr. Barata, fulminou-o' sem pieda-
de. Foi enlo qne ti vemos occasao de onvir urna
polmica odiosa,que a meu ver rebaixou os bros da
assembla ; fui entilo que reciprocamente se alira-
ram sarcasmos e injurias desdobrando a vida particu-
lar, por meio de insinuajites.'Nesta occasiao o Dr
Barata, a quem aquelle deputado lansara em rosto
n5o sei que, poz joellios em Ierra, pedindo pelo amor
de Dos que o contrario exhibase proras contra sua
honradez. Foi nm lance dramtico-parlamentar, que
fez sprpreza as galeras.
Em sesso ulterior anda outra scena veio animar
a espectasao publica. 1 ravou-se discussao enlre o
Dr. Ricardo Gombleton, o o mesmo deputado da op-
posijao, que chegando ao auge de furor desafiou
o adversario, que julgou curial nao aceitar oconvite.
Todas estas scenas eu reajalro com pezar ; desejava
que ellas ficassem suffoJKdas no mbito das sessoes:
Paulsta, nao^uereria que a assembla. de minba
Ierra desse triste espectculo. Mas he forja calar o
desejo cm face da obrigajao que ma corre; restao-
do-mc o unitivo de dizer que a grande maioria des-
te corpo cumpre seus deveres, nao abdica a dignida-
de de seus foros.
Eis a resenha do mais nolavel que ahi ae ha pas-
sado. Restam ninda muitos dias do trabalbo ; ago-
ra que ja os oradores estilo estacados, qne os da op-
posijao dernm expanego a suas maguas, que o lempo
urge, e n provincia pedo em alias rozos medidas re-
clamadas geralmente, cenfia-se que a maioria d im-
pulso aos traballroa, pedindo o encerram'ento das ds-
cusses secundarias, que tem o presumo de ronbar o
lempo que os commitlentes querem rer empregado
oa satisfajao das necessidades qne nao podem ser
adiadas.
Tratando da almospbera crregada das- discnsse9
da assembla, a rentada manda qne en diga que a
maioria absoluta deste corpo em nada lm coopera-
do para esses conflliclos anormaes gue'durnimcnte
se rao dando. Seu presidente procura quanlo he pos-
.svel guardar a dgnidade la casa ; mas no calor de
discussao rebentam as prorocaj5e, trazando dilo-
gos desagradareis, ameajas e desafios.
O deputado Gumblclon foi em nma das ultimas
sessOes julgado tara do estado de deliberar, por
dizer que um seu collega qualificava prevaricador ao
presidente da provincia, porque esle nao goslava dos
^prevaricadores, qne o deputado a quese refera con-
lava mazelas em tua vida. Foi mandado retirar para
fora da sala.
Vai tomando vulto o espirito de empreza* Ja
lhe noticie! que foi celebrado enlre o presidente'da
provincia e o cidavJao Barros o contrato pira as es-
tradas de carros na lnha Irajda enlrea villa do Rio-
Claro e a cidade de Santos, comprehendendo a dis-
tancia del0 leguas. Vai Ser presente assem-
bla.
.' Agora apparece na estacada nova companhia, a
Ypiranga, a cuja frente se acham os cidadaos Ma-
llieus Fernandos Couliamo. Domingos de Paiva Aze-
veilo, Jos Ela de Paiva Azevedo, Antonio Bernar-
do Quartm, Jos Porfirio de Lima,engenheiro civil.
Scgiiem os mesmos arligos da proposta ja ofierecida,
fazendo modilicases favorareis aos cofres prorn-
ci.ics ; julga-sc por isso que om frente desla concur-
rencia ra.aquella prejudicada : alm de menos one-
rosas as condicOes desla, qnem assigna he urna asso-
ciarao que offerec as garantas da realisajo da idea
e transige com as conveniencias publicas, fazendo a
irtha locar na capital, nao monopolisando os raroaes
Ique convm ficar ao cargo de oulras emprezas, ce-
dendo da isenriio. pedida pelo Sr. Barros, do servijo
da guarda nacional c provincial, condijai) vexatoria
para o servijo publico.
Alem disto, pelo lado econmico e prompta reall-
sarao da idea, anda he.preferivel a Ypiranga : que
pedo 7 annos para a ulntajao da linha Inleira, 2
pra cslrear as obras, 36 de privilegio para a cobran-
ja da laxa das barreiras, e 27 ptra a de rodagem ; ao
passo que o Sr. Barros desproporcionalmenle pede
9 annos para a ollimajao, 3 para eslrear as obras, 40
d privilegio para a cobranja da laxa e 30 para
rodagem. (
- Sobro a amor I isacao o Sr, Barros pede que se ef-
fectue, quando a companhia lirar o ju:o de 17 %
aiYpira.nga limila-se ao juro de 17 simplesmente,
modificando consideravelmenle as dfferenles laxas
de barreiras.
Dizein-nos que o Dr. Carlos Ildoro pretende orfe-
reccr proposta para cucarregar-se dos ramaes.
He pois rinda a poca em que a prorincia pode
esperar o seu desidertum, estabelecendu-se boas
vias le communicajao, sem as quaes nao se desen-
rolvero*tantos elementos de riqueza.
O projecto vai ser sejeito consideracao ta assem-
bla ; se ella quizer sahjremos do estado de torpor
om que nos adiamos. He lempo de o governo iirar
de si a incumbencia le fazer estradas ; o governo
que>jamas, diz o passado, poder occorrer todos os
melhoramentos lesteramo, mis todos.sabemos por-
que. Alem de que os melhoramentos matcriacs.ma-
xime os de vias do communicajao, concordam todos,
s se ajiproxuriara ao estado le perfeijab quando se
levanlam associajOes para emprehende-los, escuda-
das pela forra expansiva de seus capilaes. Estes ca-
pilacs subirn a altara que a companhia quizer, ag-
glumcrando infinitasquantasna porporjno dotando
que vai realisar a idea.
Se esta doulrina he inconcussa, se as companhias
tem mais habililajes qnc a administrarlo para este
misler, se as vias le rommaiiicajao, na bem eropre-
gada phrase le um homo fiuanceiro, So as arterias
do corpo de urna n.acionalldade por onde circulara
todos os elementos que vao alimentar c fazer creseer
os mais longinquos lugares do paz, e hablta-lo pa-
ra concorrer com o contingente que lhe compete pa-
ra o engrandecmenlo geral, se urna companhia co-
mo a Ypiranga, cercada do todas as garantas, se
aprsenla para,a to importante linha de qUe se ira.
la, cumpre que a assembla, examinando acurada-
mente sua proposta, lhe d apoio. A provincia esla
cansada da tata enlre a poltica mesquinba e seus
interesses reaes; ella nao quer fraquear na jorna-
da ; sua posijao financeira pode ser nvejavel desde
o momento em que a inlelligencia, o Irahalho e a
probidade deixar vestigios nos annaes legislativos.
Consla-me que a pro posta est em maos do Dr.
Hippolyto: S. S. alguma cousa deve provincia de
S. Paulo, qne adopten como sua : e seu represen-
tante provincial e geral, tem nella subido a posi-
jOes eminentes, aqui esl o ecu domicilio ; a pro-
vincia lem o direito de pedir-lhe q8e nesta occasiao
nao negu o seu contingente para que ella chegue
posse de seus mais ntimos interesses. A qnesiao
be de empeuho ; nao ha aqui divisao le partido,
pois que a causa he commum. O Sr. Barros he o
primeiro a declarar que seu fim he realisar-se a idea
na provincia; que a ceder a outrem que otlreja
garantas de realisajiio ; que coadjovar mesmo
qualquer associajo que para osle fim se aprsente
com a qnantia de 28:000.
Resta que algum rano fado que paira na provin-
cia nao frusto as esperances de seu progresso.
A nao ser as occorrendas acadmicas a os boa-
tes, talvjz levantados pelos malerolos que procuram
dirertir-se com o susto alheio, emVegra geral a pro-
rincia caminha cm pefeila paz. Todava o desejo
de immorlalidade reio dar-me.o trabalbo deregis-
trar tres suicidios. Um Allemao sexagenario da
freguezia da Penda dirigio-se ao bosque para Irazer
lenha. Conduzio a familia para atada-I o a carre-
gar, a lomando um desvio,- por on^Spodesse erl-
tar as rislas da companhia, muilo frescamente fez
de urna arvore o patbulo, deixando a pobre gente
em sua procura.
A narrativa desle herosmo germnico metteu
um fuSo em desejos de compartilhar a sorte do ve-
lho. Conla-so-me que para as bandas da Tabatin-
guera foi huntem encontrado esse individuo, cscra-
v o de um estudanle, dizem alguns, entercado a
pastes de Menezes.
Aps estas noticias chega parl policial, l da
Paraliybuna, que urna vellia se suicidou, laucando
m5o, nao da corda, nem d faca, mas de um ins-
trumento que jamis lemhron aos suicidas dos lem-
pos anligos e modernos. Nao se acreditar que a
dssgrajada cravou no peito esquerdo um furioso es-
pito '. Morreu poneos instantes depois.
Est na Ierra o ador Joaquim Augusto, que.,
se diz, vem escriplurar-se no nosso theatro : a pta-
ta lhe seja propicia, comojiede o sen talento. Em
sua passagem por Santos leve occasiao de represen-
tar, dizem-nos que vai seguindo as pegadas do 5%
Jo3o Caetano. A julgar petas ovajOes recebidas na-
quella cidade, he #um bom actor; leudo feilo all
um beneficio obteve um conlo e tanto, sendo brin-
dado pelos amadores do lugar com urna cora de
prala, cantando urna pedra de brrlbnnlc.
O Sr. Quarlim, emprezario do oosso tbealro, diz-
nos qne far estarcos por conlracta-b pela qnantia
de 3005*icnsaes,e alguns beneficios, representando
o ador esua senhora. He bem gravoso para a em-
preza mais esta verba, quando a discussao dos alga-
rismos revela que o acanhamento do edificio tliea-
tral nao proporciona locrds que compensem o Ira,
ballio e despeza. O subsidio com que a assembla
auxilia a sustcnlajao da companhia he fraco, nao
devendo ser elevado emquautoella nf.u centraclasse
um galn, cuja falta torna mancos o caricatos todos
esses espectculos. Agora qne a falla ra ser sup-
prida he razoarel que se decrete maior quola, l-
tenla a despeza com que tala o Sr. Quarlim, aval-
lando agora que a companhia rai ficar, em retarao
localidade, lao boa como a de S. Pedro, que sa-
be-sc o que he: i exceprao do Sr. Joao Caetano,
Ludorna, c um oa outro. bufo, pode-sc dizer que
o restante he trras-filas, na pbraseologia lechnica
dos bastidores. Resta que alguns Srs. deputados nao
negucni pad e agua s medidas que dao dinheiro
capital, fundados em nimios escrpulos econmi-
cos: a'subvenrao que pede o Sr. Quarlim nao he
desa'rrazoada, salvo se se opina quo a sustentaran do
tbealro nao lie unja necessidade para a capilal. Bi-
ta ahi o basillis.
1.a se fui o Barraciio; repelidas reelaraacoes
populares contra a inconveniencia da fcira, de-
monstrarao da cantraproducencia da uslituijao, sob
condijOes obrgatorias, os abusos mesmo que nessa
coca de Caco se commelliam, lizeram qne o conse-
lheiro C. de Campos oflerecesse nm projecto tor-
nando meramente facultativa a concurrencia.
He ainda problema o asserto da assembla, pois
que dizem algunsOs taherneiros empregaram acu-
rada lctica, occnllando yiveres, para que a falta
fosse atlribuida postura que creou a feira, c as-
sim tivessem porto franco para monopolio. Oque
he real ho, que depois da cessajao dos diat de tra-
pilho veio a baixa de alguns gneros.
Todava ella ainda nao 3tt^a5'--elasses po-
bres continuam a soiTrer tafia- 4e gneros pela im-
possibilidade de have-los pelos procos cogenles;
ainda ha tome para esse circulo, qne nem ao mes*
nos lem recurso banana, que est para cllcs como
a batata para a gente necessitada da Inglaterra.
He admiravel a caresta extensiva at esle genero,
sendo que, como dizem os entendidos, he um dos
vegles qu se reproduz com muita facllldade, pe-
lo modo por que crcsccm os .individuos agrupada-
mente, pela pouca sombra de suas arv ores, e abun-
dancia de seus fructos. Islo dereria induzir os la-
rradores ao cultjvo deste vegetal, que compensa os
gastos de producrilo. Mas dexcmos esla queslo de
bacanas para o Agricultor Brasileiro cn lcilura fez-
me correr a penua para interpellar os nossos agr-
colas sobre sua inercia no cultivo dosla 6a tilcira.
O deputado Manoel Euphrasio acaba de propr
que se peja ao governo o adiamnlo da assembla.
Limilo-me noticia, deixando a ponderarlo da aon-,
roniencia para quem compele*; agora que se trata de
estradas de ferro, de tirar a prorincia da miseria em
que se acha relativamente a este ramo, he, sem tirar
nem por, nma eslravagancia.
Tem viudo de Iguape repelidas queixas conlra
o Dr. Cardim, juiz municipal, pela inspeejao que
quer exercer sobre o colleclor da villa, protendendo
sustentar a opiniao te que o colleclor esl, em cer-
tos respeilos, sob suas1 ordens, obrigando-o assim a
comparecer as audiencias 1
Parece que o juiz nao- eocoolra em direito urna
disposijao em que se estribe para exigir a presenja
desle empregado no seu tribunal, sempre que de au-
diencia. Esta abuso trarla graves inconvenientes,
quando se v que a presenja do cnllcclor he indis-
pensarel em certas AccaslScs de seo servijo, e nao po-
de ser lislradido sem grarame da fazenda.
te costume, se taz com asolemnid.de'devida ao fc-
ld da paixo de Christo, que nesle dia 6C recorda aos
(Jefe.
NJo seise digo bem quando nolicio qoese/ez a
procissp de Triumpho : procisso he ceremonia reli- '
giosa, eni que vao ordinariamente, em doas'ala, pea-
soas ecclesiaslicas, irmandades, ele. Ora, eu nao vi
que pelas mas dascid&ljfc(Uassem cssas alas ; ape-
nas, de quando em quando, so fia um ou oulro ir.
mo do- Senhordos Passos, qae l rinha solado ; e
alguns Carmelitas que se encirregaram de saltar as .
apparenefas, para que a opiniao do poro nao deajpr-
regasse o golpe sobre todos quo se deixaram ficar em
casa, frnindo aj locuras da janella. A consequencia
que colheram os observadores da procisso da peni-
tencia foi que, se estas ceremonias proqessionaes.tein
por fim derramar no povo o fervor religioso, repre-
senlando-lhe as phases da paixo'do Roemptor, se-
ria mais conveniente que sa nao fizessem por Um too- ,
do que attrabe o ridiculo, o corrobora a opiniao COf-
renle, qne j l se rai ojemn*i*igoso ; se lie
pralicavel p.r-se aos olhos do povo urna 'procissaWj,
digna deste nome, fazendo-se-lbe suustiliiirjinj pal
seo sem observancia de ordem, sem eom^rMimento
de irmaos para fazerem alas, sem pessoas competen-
tes para carrear os andores, eotregandn-se at as
imagens a crianja^e soldados, he preferivel qne l
fiquemos santas em aeos nichos, o contrario he dar
lugar profana jilo e ao ridiculo que reeahe sobre a
ceremonia religiosa, sem apparato nem pompa, im-
propria de urna capital. Sobe le ponto o escndalo
quando se v que as pessoas gradas, os proprios ir-
maos, desamparan! ai procisses ; quando se v que
j vai passando em julgado qne a gente de alguma
plana nao desee de seu sobrado para tomar urna opa
ou balandro fazendo ala as procssCcs. Com rarls-
simas e dignas excepjfles he o qae oqui vemos : a aris-
tocracia fie* em casa ; o poro, aplebe que se encarre-.
gue dessas consas._ .
Para corroborar oque rai dito, para ratificar a opi-
niao, que nen)aa|^a-'4^-0rl^eiVefrM estabefe-
cem medidas ponSaes, para desviar a desordera e o
ridiculo dentro dos templos, rctiro-lhe um tacto.
Tinha-se .rccolhido a.procisso, o orara o deputado >
padre Valladao. Umsandeu metteu-se peta igrejn a
lentro, talvez porque jnlgoq-se com igual direito
vendo por l muitos oulro. A orajSo, qoe e ouria
da Bocea do sacerdote, era inlerrompida por apartes
do mentecapto, seguinlo-se hitaridade prolongada
nos espectadores. A scena se reproduzia, o dudo"
era conservado naigreja, al qne, nto se limitando
aosaparei, fez nm peque'uo discurso, robarte pelas
gargalliadasdosouvinte!. O orador rio-se olirlgado a
mterromper o sermao, e o povn esperava, exttico,,
que algum irmao puzesse fora o pertarbador Trou-
e o fado para mostrar-lhe que razio me assiste quan-
do digo que estas ceremonias nao sendo fetasoonve-
nientementelie preferivel que se notajam.
Nao me posso forrar ao dever de acrescntar, tra-
tando de cfuesles religiosas, que bem desgostoso rai o
povo da capital com a ausencia do Sr. bispo na qua- '
resma, era que S. Exc. n5o devla desamparar a sua
cadeira. Parece que nao vicia Semana Santa ; l
anda pelo Norte como um santo peregrino, na phrase |
do om lisongeiro pensando no seminarlo. Estamos
em tede vacante.
O presidente da prorincia, segundo a> iostrae-
ces do gorerno geral,"rai esplanando o eamiohe para
a execujao da le de Ierras.,
J dirigi circulares aos juiziS muriicipae, recta- j
mando classificaja dasrterras denlro deseo mu
pi, e publicou edilaes declarando aos proplanos
aobrigajo do registro, denlro do prazo constante da
lei, com significajao das multas aos infractores.
Ao principio a lei de Ierras parece* contar lodosos
elementos de impralicabilidade, provocando o ran-
ear popular contra a sna aiecnjao; serUs raceios ap-
pareciam do mesmo renlo da'tai de nascimentos e
bitos, qae foi esmagada pelo prejuieo do povo e nao
comprcb.ensao.de seu espirito.
Hoje desvaneceram-se esses receios : sfbe-se qOe a
lei, em rezdc invadir a propredade, de originar des-
ordens e arrancar ltalos te pwsse, ao conlririo, rai
fixar, estabelecer, legitimar a propredade. J o po-
ro nao labuta com o prejuizo antigo, pois que tem
evidencia das vanlagens publicas que ella traz, j
elle esl orientado no bello fim publico a qne so quer
\
^
h'
atlingir, a col
turo que seno
c 'isene
Usas tdae esta.
rlncia ; resta que
ludo a prudencia
rereda que a lei I
nrcvcnjlo domedonhofa-
la falla de brajos cscravos
r ^^i tu i-Ios. -
idas na popclajao da pro-
gencia, a honradez e sobre-
caladores nio diOicaltem a
- trilliar.
OSr. Nabuco, o ministro activo por cxcellcncia,
quepSesua gloria no Irahalho, que lom enriquecido
a nossa legisla jo com essa serie de avisos,ou(ros tan-
tos fchos que csclarccm as omissoes das leis feilas
sobre a perna, a quem devenios esses bellos Iraba-
lhos regulamenlares, li invocado nesta occasiao para
fazer bailar um nv isa que extinga a luvida em ques-
ISo. Nada mais. velatorio c mesmo perigoso do que a
duvida de um juiz municipal narora, converlendo-
seem sabio Brego, e enlendcndo o dircilo com herme-
nutica de sua larra.
Oolro suicidio 1 mas desla feita nao deu cuida-
do policia ; o morto era um cidadao pateador, sem
presumo para a quadra, era que rai baqueandoa in-
triga partidaria, para dar lugar bandeira dos melho-
ramentos maleriaes. Hoje prende mais a altcnj3o a
faciura de urna ponto, a construejao de um chafariz
o quebramenlo deum salte, do que um bello discurso
roando pelas regies aereas, aposlrophanilo as Cala-
radas do inferno, c o jar'dim das Hesperidcs. Quando
[algum folicolario loma a alten jao do. poro clamando
conlra o dbsolutitmo, a dictadura do Brasil, a oli-
garchia da corle, o povo lhe falla sobre estradas de
carro e abertura de mas.
J ia concluir o lopico, quando. vejo queaiuda nao
lhe disse quem se suicidou. Foi a Honra, a apimen-
lada e insofirivel Honra, que. sem embargo das ideas
extremadas e phraseologia ajroadora, era bem es-
cripta o revelava o talento de seus rcdartores,,que.
segundeas ms.linguas, eram os esludantes semi-
dootores Marcondes, Vianna, Uelulio c algum ad-
junto.
Conclnio o semestre c noz corda ao pescojo. Cons-
ta que a redaejao val engrossar a do Ypiranga. San-
to Breve!
Tere hoje lugar a procisso, do Trumplm, ao
cargo dos jimios da ordem terceira do Carmo, que,
- O Dr. Carra,, servindo de promotor dos resi-
duos, mandou locar rebato no campo dos lestameu-
teiros, desenvnlvendo a necassaria aclvidade a ex-
ercicio de suas funejoes. A chamada do coalas ,'
para este circulo era urna medida reclamada .pelo *
senso do publico. S. S. comprehehded-a, conquis-
tando o louvordosquc queremquea preacripjao le-
gal nao seja mais do que um conselhp. Consta-mo.a
existencia le urna lista conlendo o nome dSOO e "
lanos testamenUiros q_ue nunca se deram ao prole;
Ha testamentos do lempo dos capilaes eeneraen.que,
al presente dala, nao foram cumplidos. Parece
que vai raiando a ora em que a lci rai ser ama rea-
lidadc.
9 de abril:
Estamos em domingo de Ramos.
Calebra-se na S o culrada de JesuUChrJsto em Jc-
rusalm tem lugar o soterancyOIBcio de Ramos,* '
a pomposa ceremonia da sagrario dos Santos leos...
hererdadenaoha sagrajao dos Santos leos: o
Sr. hispo nao esta na Ierra ; deixou o sen poro, e l
anda pelas sclras fazendo seminarios.
Em oulro lempo odia de.Ramos era marcado peta
grande ceremonia religiosa : O Sr. D. Manoel G-on-
jalvesMe Andrade l' ia para sua cadeira, Infondin-
do.com sna presenja o fervor do seu povo. Hoje essa -
Cadeira est-abandonada, o ofliejo divino fica trunca- '
do ; parece que a devojao rai sahindo da casa de
Dos, porque o exemplo rem de cima. Nio seouvio
o magesloso Ave san I um oleum ; nao se vio o chefa '
da groja, que ainda ha pouco entroa pelas podas
desla capital no meio'da saudaro dos sacerdotes e
do enlhusiasmq do poro, que va nelleo regenera-
dor da igreja paulistana Tantas esperanjas lase fo-
ram aoahysmo, c se esroa'rnm em um seminario.
Eu, que son amigo doSr. bispo, n.1o declino do -
dever de tratar de sna pessoa, na grande domnga de
Ramos, em que sna mitra atavia transluzir no espajo-
so templo ; os liis sepliram sua falla ; e estas pala- 1
vras que aqu'i depoulio sao as que ouvi rolar pela
igreja de bocea em bocea.
Mais foram assiozcs do que as nozes. Houve
suspensa de armas, cessaram os receios d conflicto
entre estndanles e cadeles. Reciprocamente metle-
ram-sc as vias de prudeucia, e nenhum mo suc-
cessa tenho registrar.
Parece que os boatos exagerram aslentalTvas, al-
um mediador plstico inlerveioa polmica, ou um
pluuo sacudi o tridente ; o cas beque restabe-
eceu-se a pat; os cadeles estilo fazendo a nenlnel-
*a, c os eslndanlrs arg^imenlando Sobre a nova reforv.
ma jndiciara.
(liem.)
(Jornal do Commercio.)
PERNAMBLCO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Susao' ordinaria em 19 da abril de UM,
Presidencia &% Sr. Pedro Cavalcanli.
Ao meio dia feita a chamada. vrik^e eslarem
presentes 29 senhfjres depuladcs.
I O Sr. Presidente abre a sess".
O Sr. 2. Secretario l a arla da sessao anlerter, 1
que he approvada!
O Sr. I. Secretario menciona o seguinte
EXFEWENTE.
lm reqoerimento de Nabor Carneiro Bezcrra*Ca-*
valcanti, propriel? i do sitio denominado Torre na
estrada de Belnn, -utos iindos' partidpam das Ier-
ras innundadns pe pantano do (Minda, pedindo se.
mnndem eonslruir aas comportas,nma no lugar do
Varadouro e entra na exlremMadc meridional lo
mencionailo pantano.A commisiao le obras in-
blicas.
lie lido e approvjuto 0 scgnfnle parecer :
" Versaulo o ofajecto ,l incluso rcqiierimcnte e
Anselmo lerrcira Cmara, sobre fnlerprelajao d
urna postura municipal, emende a commissflo de ne- .
rocos de amaras que o dito reqnerimcnlo deve ser
cncaminhado commissao de legi-laj.io.
( Sala tas commissOes 19 de abril de 185l.*-lHi-
vcna.~*S Pereira.
ordem no mA;
Primeira parte.
He approvado em segunda discussao p projecto n,
20, que aulorisa o governo a pagar'as dividas de
exercicios lindos.
Enlra em segunda discussao o projecto n. II, quo
regula o meio de fazer as arremata joes de obras pu-
blicas.
He approvado semdiscnwao o art. 1."
l'assa-se discussao do arl. 2.
O Sr, Carneiro d Cunba diz enxeYgar ne arli-
i
7
'- -"', '"_ T '
r^V


go era discussao un desgoaldadc, senao urna n-
jusiica par cora o arrematante de obras, por quanlo
que no artigo so eslabelee orna pcnaldade
"elle, quando por ventora se arrepenta-do
> quo oereceu, a .azenda pode, depois do rcce-
Ihn d**1*,an^0' desraze-lo Pr apparocer quem roais
pscente que a fazenda s deve ler inleresse
la loTPr n(tnciii3 etnan in,di-a r> nn mil nrncniliip
DIARIO DE PERHAMBUCO SUBIDO 22 DE ABRIL DE 185';.
mh,__' luinu >. .., .-..... -~ vlbu,iiu eu, oaseailo ni
StE Ao.reWfir;,B.Jrben,rei.M, da n^ma^en? T^Xllr?0 "*> dUV"
e que condijoes sciam tao acotnmodadas, que con- O p n., r .
veoham a ambas as parle*. a ^d Barr" : ~ Eu d'8 1U tenho toda
Por utas onlras razocs, concille mandando a me- l Sr '/ j. u i.
JrI^"nendB'en,qUeProPOe S SOpPre5saod' a^e6u^t^ltcfn7lc7o.E.ma D3 ^
Sr. /o* /VaVo responde ao precedente orador n S Pn"> Bar""0'- T Na m<
.tonta o artigo em discuto, mostrad o ni ,ada,' Pemn "" nnt---E cabcSa. i
convenientes do svsteuia actual das arremaUrp rfo d r. .. '
obras publicas, e quanlo so vai prevenTcoi a d -. T'' Sr- P"?"". aue <"> ar-
ricio do referido artigo. Prevemr com > <"- pumente quo servio de base ao nobre primeiro se-
O Sr. Aguiar corneja declarando, qoe nonc ir S" P" provar,'qoe a cadeia devera ser em
remalou obra alguma, nem imai" arreraatrJ ,?>l lm1bre? na em Pedir, mas este argumento eu
nsequencte este livre'd tes^negocios con? a S?0 ,""e,ranle"Le) fJ.'*- T** ?<" lavado,
ende publica; mas que senap lem^ni me ne '> "sa em .,2 del.berou quo a^sede' de villa
.eracous.s.desla ordem, enlende odavia ser 'l,e.C,mb;es-fo8S8 ""slenda para Posqueira, que
er ah residem as autoridades puliciaes. que ahi fue-
ggw ario guardar a juslica, quando se (rata de" em-
ular o inleresse particular,, com
blieb.
o inleresse pu-

H. ^J? Vif *m qae arl' I"8 !e liscule,
eer approvado, por Ihe parecer que est tora
i COndijoes a penaiidado quo quer impor : por
apio .da maneira porque elle se exprime suppGe-
-Jiue, oerecido o maior tanjo, esta leilo o contrato
"> podando mamo ser de outra maneira visto que
a artigo obriga parte, a asignar um termo.e qan-
> nao assigne, a responsabilsar-sc pelas desvanla-
gens que resulterem.da falta da arrematacao, islo
he, petos prejuizos que resoMarem fazend, ou no
caso de mandar-se tezer a obra por meio de arrema-
cao,oupeladiu"crenja J* prejo desta. Explica
que a penalidade nao podeler lugar porque, quanlo
a elle orador,nao erisle ontraloleiloeconsummado,
depois do recebimento do ullimo lnjo; vislo como
se a le admille que uem ^inda laucar mais a lerceira parl e tirar
reueia aquello que j arremalpu, |,e JfiSrmfraSlfc Xe^LfaJftHlSmn ni0,l? a neceaiid.de....
do ae offerece o maior lanjo, nao e^Se3ra?T os^^d^ ""'^ = ~ NceeMdide ha em lodo'
Rum; e nao eiislindo contrato porque pode ser al-
terado por un lerceiro. ojie venia perecer mais mu
tanlo, be claro que o artigo nao pod ler apelicarjo
.alguma. Ratendo a leiiuw do artigo, o orador cou-
cliw anda, que pao se di o contrato consummado,
e nao estando o contrato consummado, segue-se qoe
nao pode lar applicajao a disposico da lei.
tespondendo ao uobre ilepulado, autor do pro-
jaeto, qmt disse ser o arl. necessario para firmar a
disposioao do artigo, e qu lende a evitjir os con-
Ioloa as arremalajOes, observa o orador que nao se
illudam. visto que o negocio nao be tilo grande, que
lodos nao conhejain ; que quando urna obra vai em
praj.,1, todos ja sabem qnaes sao os arrematantes, e es-
pecialmente aquelles que qoerem laucar sabem in-
mediatamente quera saei sens competidores, porque
nunca be .um numero loexceasivo, que escape
aquelte quctem inleresse ; e quo por consequencia
. o oerecer por carta, ou offerecer de viva voz, lhe
parece indiferente, pois que se elle orador tivesse
inleresse na arreraatacao de.um laojo de estrada por
empto, e soubesse como poda fcilmente saber
pelas babilitaj6es,qnem eratn.os concorrenles, pro-
eurana os moios de rreda-los, qoer as propostas
m por cartas quer por meio de hasta publica,
egaodo para ewe lim queros pedidos e empe-
nho, Jjnei o diuheirn...
i Sr. deputado insiste en) que quaiquer arre
cessario cnlrar novamente nesa discusso, e hmbcm
cmittio o nobre primeiro secrelario, algumas propo-
S%corm.as, 9aae nao estando inleiramentc de
acord, fui obrigad. a tomar a palavra.
hr/!'1UU uob,r,a8ecrelario observando, que Cim-
e^.H I"6,.1*3.?""3 e nj0 Pesqueira : eu lrei o
segiimle artigo da conslituijao. (16).
iergunlo eu, baseado na conslituicao, se Pesquei-
ram/ld,aZ "" ""'' m" fil"10' "a ,Prln- o eorajao oprimido e o peito anciado
4
a cmara etc., parece quapenlio razo
O que se trata
cons o jury i i ai n ciu pflww
quandoligo que Pcsqueira he villa, u m
agora he de saber da conveniencia da cadeia em urna
ou nutra das localidades.
O Sr. Pae* Brrelo : O que lhe digo he que
Cimbres nao foi supnrinrMa.
OSr. Pereira de Brio : So a assembica pro-
vincial mandou mudar a sede para Pesqueira, como
nao foi supprimida ? isso est subentendido; e ajl.o
isla o mais claro possivel.
Urna nnica idea, Sr. pesidenle, devemos apreciar
sobre amenda do nobre deputado primeiro secreta-
rio, e vem a ser a conveniencia da edideacao de urna
cadeia quer em Cimbres, quer em Pesqueira: para
mim coiivm a edilicajao desta cadeia em Pesquei-
ra. Ja hontem demonstrei a inconveniencia quo re-
sulla da cadeia ser em Cimbres....
(Crasam-tt varios apartas).
Se o nobre deputado qr.izer, mande demolir a ca-
deia de Cimbres ; mas digo, que deve haver urna
O Sr. Pereira de frito: Enlao querfl reedlS-
cai-lio da cadeia em CimLres comdesvaulascnsi' .
O Sr. Paet Brrelo : Quaes sao M
O Sr. Pereira de Brito :J hontem o demons-
u-ei: o nobrd deputado hem tcm ouvido dizer que
Cimbres di.la de Pesqueira 4 leguas, e dado o caso
que estivesse a cadeia prompta, o nobre deputado co-
mo juiz deve eslar bem a par de que nao se inter-
roga a um reo duas, Iros, nem qualro vezes para se
lhe Tormar o processo, lem de ser ioterrogado as vc-
zes mais de seis e oilo vetes."
O Sr. Paes Brrelo:Por isso acho melhor a ca-
deia em Cimbres do que no Brejo.
O Sr. Thepdoro d.i um aparte.
O Sr. Pereira de Brito:Singuen) pode ser con-
denado sem ser ouvido...
O S.r. Paet Brrelo :O jury he que condena.
O Sr. Pereira de Brito :Me penloe o nobre de-
putado qnc lhe diga, que nao tem raiao se Irata. de
me alrapalhar, eu continuarei da misma maneira.
OSr. Paes Barreta .-Nao don nem mais um
aparte.
0$r. Pereira de Brito :"Pude dar que lhe hei
de responder sempre; ainda que novato n'estes ban-
cos, com ludo farei a diligencia, eoorisso o nobre
deouladodevia mostrar toda sua indulgencia para
comigo... e fiado nella Requeme animo ainda a df1-
zer alguma cousa. Dilia eu, Sr. presidente, qoe ji
matante, nma vez que queira, Dode 'saber auani < w. "7------"7""",
em competidores, por^ncrteldo cada um delles de ,,* 'a ,n,lra,40; inconvenientes quo ha em
haWUre. basta iiso para conhece-loT d'onde ,p ,ma c'lJe'aser distante do lugar omle funeciona o
segu que he um engao o suppor^e que, sendo as f'' d> '"7 d,nde re?Jiam ,as aaiorii^ P"
l feilasem carU fechada, evita-se oconluio -^h ? e.TanlaBenasnpnonlio que n8o ha um
Prescindindo porm desla questao, e mesmo uo- -. .m-em.br2 darCaf'a qUJe. des,?">^: Por empto
pondo que o individuo offer.ja u,d maiorTnco e "" daR"'fe. f,S| i,qU'" lesuas' ,e ,iyessem
quelheVjaenlregneoramoUa-aseledocomtudo Z?T" Bdr .'"M P0' "! P" vir res-
o termo, entendt que nao Ilw\m Bm2 ^ a a JDry' *" ",1lerroS*dos P *vcrsas vezes,
I consummado.o contrato PrgunU Zr por ,0l"=zes,ter.am de andar HO lego*! e qnantos
tesimples facto, podo querer- com jS"" Jn 1|nacIom.modo'. 1ui,nto. inconveiiienls resul.ariam
-iduosojaobrrgado'a assi^ar ^.'Si.^oS &%%Z*''*aet*MMl
T2Z^&$nE^ & J-ISn^vX-informajo. W tem apresen
rada obra por meio do .rremataru^" d"ar aw *PJ. eu concordo milito
ael isW muito duro, porque se a' fazenda pode n?,T 3"" *", .nbrc dePul'ldo. Sr- Baptista
ae, cia de 7329000 rs. Ao procurador dar receber os
porcenlo. i
Oulro do procurador, aprescnlando o balanjo da
recaila c despeza municipal" do mez de marjo ultimo,
e odoccmilerio publico, do trimestre vencido no ul-
timo do mesmo mez, e communicando, atim de que
a cmara.providenciasse.lcr-sej dispendido ale o-
lira do referido mez com a cnpella do cemiterio pu-
blico a quanlia de 8:823836, alm de mais de 3:000
rs., em que importara as con tu que lhe iem sido a-
presenUdas, e nutras que lhe conslaj existem li-
radas ; achando-seassim esgolada a quota marcada
na le para dita obra, e o satdo doexercicio lindo
que passou para o correlede7:22i05 rs., mandal
do tambera pela mesma lei applicar semelhante
construejao.Resolven-se que se officiassea S.Exc,
expondo islo mesmo, e o mais que fosse convenienle,
am delle resolver acerca do modo porque se deve
continuar a dispender com dita obra, vislo nao po-
derem os cofres municipaes supportar despezas
iguaes as que] se lera feito, nem convir que pare a
conslrucca, segundo a necessidade que della ha, co
seu estado de adjaulamenlp.
Outro do engenheiro cordeador, Iratando sobre a
demolicojcxecutada.do muro lateral da parle do
sul, do.quarlel do Hospicio, dos motivo justos que
allegou o desembargador Figuelra de Mello, parase
opporademolijao do muro da parte do norte, e da
conveniencia de ser aberta logd al Santo Amaro a
ra do Pires.Inteirada.
Oulrosdo mesmo e do fiscal da Boa-Visla, infor-
mando que a obra que se est fazendo na praja da
mesma freguezia, vai em regra por terera as suas por-
tas as dimensoes symelricas. ." "
.Posto em disrussao, depois de haver o Sr. Gameiro
argumentado contra a affirmaliva'dos ditos empre-
ados o Sr. Barata toma a palavra e combalo as
'deas por elle emiltidas, sustentando, que nao sendo
a obra urna edificajao nem reedificajo, nao havia
obrigajao de lerem as sua, portas oulras dimensoes,
que nao aquellas que aftlrmam os dous funceiona-
nos que ella lem :. vista do que jutgou a cmara,
que as informajOes estavam em regra. .
Oulro do mesmo engenheiro cordeador, dizendo
que oi arreraalanle do aterro da estrada dos Reme-
dios, Caelano Pereira de Brito, o lem ejecutado com
as condijocs do respectivo orcaraenlo. Mandou-sc
passar mandado de pagamemo.
Outro do fiscal do Recife, informando ser preciso
e de mmla utilidade urna praja publica no terre-
no em lora de Portas, que para" esse Din foi ltima-
mente concedido cmara,pelo governo da provin-
cia. Adiado requcrimenlo doSr. Barala.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado morto para consumo na semana de 27 de mar-
coa 2 do correle 430 rezes, inclusive 62 pelos parti-
culares.Que se arcliivasec.
Foram nomeadas novas commissoes que ficaram as-
sim compostas: .
Ejificacao, Uirilavo e Mamede.
PolicM, Baralae Gameiro.
Saiide, Reg e Albuquerque e Gameiro.
nrova ameir f a9e8uinle iudicajan que foi ap-
Tendodcrctirar-separaacorle'do imperio,
lomar assento na cmara dos senhores depulados, o
tj\m. ',*r **eenlliT.i'-------> *
l ,,a caraara "o* senhores depulados, o da remesSa de 100-OOttinnn r i T "" r".""" mor corlado:
ina-
o po-
pedi-
|ue se
olle. lomara o partido que julgasse conveniente. Eu,
Sr. presidente, nao criminei a algucm por apresen-
lar informacOes d,ejla ou daquella forma, e foi isso
por cerlo que me furjon a lomar novamenlc a pa-
lavra- Nao me oceuparei em demonsliar o estado da
cadeia de Cimbres, porque me parece que tem sido
provado nao s por pessoas que l tem ido, co-
mo por pessoas que. moram n,uto perlo e esl.io
mujlo em contracto com os moradores daquel-
les lugares, como bem o Sr. Neiva, que lia pou-
co acaba de fallar, e apezar disso ainda o aopre
1." secretario duvida, c nao >prcsentand nma s7
informajao a-fewr ds fu^jmjniao, ao menos ainda
se nao dignou moslra-Ia -^^miu^TIMU V ""h. a
mformajao do Sr. Dr. Bento em 18j0, que"
monslra o estado de ruina em que se achava a ca-
lea e de entilo para ca sem ler quem a velasse, que
tivesseomenor cuidado, j serviiufo ento de chi-
q/ieirode cabras, como elle mesmo aliestoa, de nc-
cessidade estar' em muitu peior estado de ruina e
desmoronamenlo ; nSo convindo, porlanlo, a reedifi-
cajao, porque julgo que a cadeia deve ser na sede
o governo edifique a cadeia alli,_flu compre
--- :-t" ".-, f-^.^Mv^ a i.n.tuu.1 loae, eje
ido um lanjo dado, admittir nm terceiro que ve-
nh enerecer mais, he tambera dejustira queaquel-
que oOtreceu um lanjo,. rilas que depois conhe-
laqiie se perdia, possa recuar, sem ser obrigado a
a^ia *' RiS8r4a'^t ""S contratos ordinarios
da Ttda, a lei pfmitte arrejwnclimeulo, o o autorisa
por cerlo espaeji de lempo; e?*do assim, na sabe
fono b que com a fazenda pubicSu arrematante
nao pode arrepender-se. Diz mais, que^aaujsabe at
onde quer chegar a (azenda publica, a quairla-sc
censliluindo inimiga .capital do genero humano:
e em apoio desla asserjao cita alguns fados.
Repele que nao v raziio algura, para que se n3
'le a respcito das arremalajOes o contratos cora a fa-
zeuda, o oiesmo que se da a respeito dus contratos
em tral, Islo he, uro cerlo prazo para o arrependi-
mento; e figuraudo diversas liTpotheses, faz senlir
como a guiridade de disp<- l cm ambos o casos
he fe juslic*. ^
Enlende que oL Z. .... ..\ ',>'
teria, sendo lalvivFpor cauia d
ler legislativo todos os das
dos, eam rogativas, de abales ...
podara evitar nao aperlindo lanlt
lazenda publica j eslarmada de n ., ,,, ua.
ra poder lular com. vantagem edelTcnder seus inle- ""c7"..j.
ressea; e qoe em vista dos seu, privilegios c sen- a -P,d". lndo hontem fallei c referi-me
jes, i reapeito do. peliculares, no he-poiivel sem ffliIM,1inrwnMt8e d !obre dpPu,ado- "Srr Dr.
leer.maneira o equilibrio que deve hT -. ij^rh"18-qu0 elle ?"le"d?u,-m9 mal,por-
ver, a orespelto que se deve guardar tambera ao di- q, ^ m" expressOe. mui fortes, expres-
lo particular, Alendara raais as peias quenren- 'n Vr r^wS Varal" ,1 "?*" ^^
tatmo dTreite. Em conclusa dizP que o*'%%%**%??"' ,
achatonvenlente nao seja o arligo approvado, por- rL-* f. Dr" %* nao era capaz de di-
jlde fazer um beneficio;, taliez traca innu- X m" Se8 queonobrB cpnUdo lanjou
meros inconvenientes mesma fazenda, comi aa re- ,-, s> rnmfc o a- i ,
clamaiqes e os pleitos, que hao deapparecer, o que g T'p'"f'"T-gd!r3l'h,8ua'-
nos ser me para a mesma telenda, como lam- i. [?,? a d\Dn' ?a J'e, S. presiden,-
bem para a Isrlnna publica, sabendo lodos que esla .??"!, .formaSues,do nobre deputado eram fal-
, Iiaoiecomp0einao das fortunas particulares; e "s,D,*.'(ru CUM lnh por urna faWdade, mas e-
. que por todas u razes expendidas nao podia deixar "?,!' nformaSues leslemunho do nobre de-
de volar contra o rtico, por lhe parecer excessivo J, V",pJ)0n 0Jqu.e das ,nrrma0e8 para o iui-
e mal. howroso do que convem.mesmoaos inleresse; "'',? "J^?*T ^.T"" diIte""*. Pora,,e eu
da fazenda pobliea. e ,0'10* nM Podcmos ler informar/es falsas; eu pos-
OSr. SaplOla defiende a disposlrao do arli- ^l0l'"i"I rm.a qTl5 runlaJe,n intermajCes
go, fnndando-se em que embora o' tentador. pr 2n; !?'\to\ qU,8 eU dSSe ao "obre rte-
maisesrorjos que faja, nao possa prevenir todos os Lhr 'a pa lle oulra rou,a' mi" como
abusos, corotndo a melena sjeita he urna daquella* lltt^'"/.'''''^^ qne
cm que asprevisOes devcm-enlrar cm grandeescala; ne l^T' f," i""0' permilla que lhe di-
e diz que se nao de fizer aquilto que o arligo es a- "A i ab dePulado ,ie que argumentando
belece,. condijo da fa.enclaaer.Vmais desfavor.vel f.0^,,a ^'J? ca: P?U!l o raen tes-
do flue o dos arrematantes, pois que he principio o 'munl> e o nobre depalado reteno-sc a informa-
?SS! deRois dc rece- (algn, aparte,.)
OSr. Pereira de Brito:O nobre deputado refe-
no-so ao meu leslemunho...
.. 9 Sr-Ctitanho :Disse, que se o.nobre deputado
Unlia o dircilo de irrogar a outrem essa injuria, os
oulros tainbem (inham o mesmo direito.
O Sr. Pereira de Brito:Eu, Sr. presidente, nSo
quero nem mesmo de passagem locar mais nislo,
mas referi-me ;is informacSes qne o nobre deputa-
do linha apresenlado, enao ao seu leslemunho, o que
fazmoila difierenja.,
( Continuar-se-ha. )
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 5 DE ABRIL
DE 1851.
Presidencia do Sr. barap de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Mamede,
Reg, Gameiro c Barata, faiteado com causa partici-
pada o Sr. Viann.1, ahrio-se a sessao e foi lida e ap-
provada a acta da antecedente. '.
Foi lido o seguinte ,
EXPEDIENTE.
Ifm ofilcio do Exm. presideulo da provincia, di-
zendo ler expedido ordem para serem dispensados do
servico aclivo da guarda nacional, os guardas muni-
cipaes mencionados na relajao que acompanhou ao'
ofilcio desla cmara n. 35 de 22 do mez ullimo.
Inteirada, e que se participaste a quem fez arefluisi-
jao da dispensa. '
Oulro do mesmo, remetiendo por copia o parecer
dado pela commissilo de obras e industria da assem-
bla legislativa provincial sobre o requer ment, que
tambera remetlia,de Claudio Dubeaux.A' commis-
s3o de petijOes.
Outro do presidente da cmtnissao do hygiene pu-
blica, ehdercjade ao governo da provincia, e por este
rcmellido cmara para informar, solicitando provi
. w,...,ub,,.. ., il.tp^.|reucd uc|)uis (ic rece-
bido o ultimo lanco, tifio podendo mais por cotisc-
queocin ser retractada. Note que com effeilo por
parte da fazenda no vigora este principio ; mas que
a razo disso nao se aprende nos livros portugue-
ze. nos quaes "s se eifconlra o obscurantismo, e
no principios, por lodos os'autores que ractam da
materia, reconhecidos e areilps.
Entra em outras muitas considerajoes jurdicas,
. acerca da materia em queslo, e conclue volando
pelo arligo.
O 8r. Jai Pedro responde os argumentos do ora-
..dor que combaleu : e em segundolusar o arligo em
disenssao.
Vai vmega e he.apohda.a seguinte emmenda :
a E^om a factura" do um ajude cm Nazarelh.
Motenp, -Aprigio, Brandao.n '
O Sf. Neiva: Sr. presidente, nao ternaria parle.
na discussao, que nos oceupa relativamente a cadeia
do termo de Ciml>res,s nao reconherc dade que'lem aquella termo, de ler urna cadeia :e
Vara reconhecr-se essa necessidade, baste dizer-se
que as presos daquelle termo vjo gara o do Brejo
em distancia de 14 legua?.donde rosultam grave sin-
ronvenientes.
Direi tambem, qne a cadeia deve ser collocada em
Pesqueira, e nao em Cimbres, porqnc sendo hoje
Pesqueira a sede da villa, residindo all todas as au-
toridades, e fanceionando nesse lugar ojuizo, o jury
e a cmara municipal, cnlendo que ahi tambem he
que deve estar colocada a cadeia, enao em Cimbres...
OSr. Paet Barreta i. L o funceionar a cma-
ra nada tem com os prsSa^
O Sr. Neiva : Digo, qucSendo Pesqueira a sede
da villa e do termo, ha ahi que deve ser collocada
a V?'1*' T'1'? auc nesse lugar csiao como j disse,
lombas autoridades, hcnclleque funrrioia ojuizo,
o jury, e a cmara, e conseguintemente loma-se
necessario, que nelle esleialambcm a cadeia.
Por lano, Sr. presidente, entendo que em Pes-
queira se deve ou construir nma cadeia, ou comprar-'
se orna casa qne (enlia as prop'orjOcs necessarias
pata esse llm.
A casa de Pesqueira Sr. presidente, cujas lojas
tem servido de calaboujo ou cadete para se guarda- rcmetlido cmara para interinar, solicitando provi-
3S VO&iKSrt? S --para ~asr,,eslinadi,s".
pmpotjes para com alguns reparos dar ma famosa mo maltratadas pelos campias com paucadas, agni
cadeia: nao te diga que com o rusto dessa casa, c lhoamenlo, laidos de facas, mutilajes e oulros lor
dos reparos d.ue nella se liver |de tezer se ter urna mentes que enipregam nm as fazer chegar ao lea
despeza maior do oueanuella que he necessana para a.___.____..,-._ j_ ,
^S3f&SS&VS^r. da-tenja,e dizendo ser conveniente q-e. um .
tsl comnletamenle arruinada, "ilativo pago pelos cofres municipaes, assista a ma
/
muuiu^ao na cauea ae-imiirrs,,iiao porque a -------'-----
cadeia" de Cimbres est completamente arruinada, "ilativo pago pelos corres municipaes, assista a ma
a talvcx quo hoje, nem tres paredes se lhe possam tanja, fim de examinar s rezes antes de serem es
aprovitar... .... quartejadas, c conhecer se solTrem alguma molestia,
^fe-mPCmfbr;r?''--EOnUbre "T J" -no por sua magreza, pode servir para ali!
O Sr. Seic: N3o; mas esloii bem informado mentajao.Uesolveu-se que se officiasse ao fiscal res-
alvez queem 18:>0 se podessem aproveijar peclivo, nao s pira prohibir (,1o brbaro coslume,
r^l1lUma,|0,r",? m" l,oje "i,- fazenooobservarinleiramenteoquedispoe o titulo
d.ft^r?S.,r^ftS^a?^XcoSmo "r-l-ras.mu.lnd,. para sempre que alguma
aqu te disse, antes pelo conthu-io a julgo boje supe- ou algumas rezes apresentarem antes ou depois de
- :nfe- moras, symptomas de molestia, chamar facultativo
"9 e para examinar, e depois procedemos termos da pos-
SJ tura ; eque islo mesmo se respondeise a S. Exc.
i do delegado supplenle cm cxci*icio do pri-
. > districloesVa cidade, solicitando da cmara as
necessarias ordens no sentido de serem activados os
fiscaes acerca da observancia dos artigos 7 e 8 do ti-
tulo ) du posturas, dizendo quo outro tanto havia rc-
rommendad'o aos subdelegados das freguezias da ci-
e~(c-Mandou-se nsle sentido qxpedir as ordens
coiivenieTy>^jrjM|/er ao delegado.
Oalro do fiscal de Santo Antonio, participando
que, por leramanhecido doenle, nao podia compare-
cer hoje reparlicao.Inteirada. ,
Oulro do administrador do cemiterio, remetiendo
a note dos preeos dos carros fnnebre, que condiizj.
fa-
..._._-----------.....- --------.uu,s, ue i-esqueira ..,
nao recorrem a.Cimbres para lerem os socccrofSa '
iareja, como tambem aqui se disse, pois exis( ~- Outro
Pesqueira nma formoSa igreja, tendo por capellam^melrodi
coediulnr ils freaiirria. nue adminislr a i^j,.. -11 ',,c""
<..i|..uiii iiiiHi iv.iv...<,..ju, ...i.wu jiu, i'.inciiao^^
coadjutor da freguezia, que administra a lodos elle*
essis soccorros espirituaes.
Sao estes,pois, as considerajesque tenlio deapre-
sentar. rasa, pelas qu^es reconhejo que a cadeia
de qne se trata, nao s he necessaria, como que deve i
er collocada em Pesqueira, c nao em Cimbres.
O Sr. P.de Brito:Sr. presidente.cnmoquc coagi-
do pedi lipalsvra ainda uestaquesiao.que versa sobre a
emenda do hobre deputado primeiro secrelario, que
parece-me ja. ler sido bastante illucidada para, que
esta casa lenha formado um juizo quaiquer sobre a
materia ; porero, como o penltimo nobre deputado
qne tellou sobre este emenda, livesse omitlido algu-
mas rtftpfceaavWWis n minha pea, jnlgiiei ne-
que.ro qae se nomeie urna commissao para, por parte
desta cmara, agradecers. Exc. os bons servijos
por elle prestados esla provincia.
Sala das sessoes 5 de abril de 1834 Ga-
meiro.
F.oram nmeados para a commissao, o autor da in-
dicajao e os Srs. Reg o Barata.
Despacharam-sc as pelijesde Albino Jos Tcixei-
ra da Cunha, de Antonio Dias da Silva Cardeal, de
Auna Rila de Mello, de Caetaho I>ereira de Brilo, de
Kedenco de Souza Gomes, de Herculano Alvos da
Silva, de Joo de Sa l,i
Jacome.deJoaquimFer.....
francisco de Souza, de Jo3o Pacheco de Quelroga,
7.7-,./, an0A'mda tran ii. n' r Vi Z > correspondenc.a Morrer laojoven...sem poder ao menos
l-eitao; de Juaquim Pinheiro lran*cnpia no Jornal do Commereio de 10 do cor- Ouvir no extremo arranco a sania benjao,
ernandes de Azcvedo, .da Joilo rcnte- que esteve na thesouraria de Pernambuco na A sa"la ueD(ao de seps pais, que o atente
de Joao Pacheco de Quelroga,'occa,ao em q"o o thesoureiro e um escrinturarin Noduropasso!...
A sua mai...AUi nesses allarps
d< n i "~' ""''" "'eco ae yueirnga, .....-. u qua o uiesoureiro e um escriturario
our. Joaquim de Aquino Fopscca, de Joaquim eontiram o dinheiro que ;e mellen no caifa; que suamai--------
rrancisco de Paula Esleves Clemente, de Manoel nS cn'o o dinheiro nem allendeu a conlasem A*de m.H quo 'anjbem pe'rdeu seu fillio,
Pigueiroa de Faria; (2) de Moreira & Duarte.de Ma- 1'" ..ro ,imple,mente ; e que d, contadores po-' ,M,d *!to-wS"
noel Peres Campello Jacome da Gara., e- levantou
se ?. sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli a escrevi no imped-'
"'"dosecrettrio.-Barod,, Capibaribe. presi-
-|fiego Albuquerque. Mamede. Gameiro.'
ila de Atmeida.
dce
-/lega
DIAgWDE PERNAMBUCO.
assemblqa hontem, depois de approvar Um pa-
recer da commissao de instruejao publica, sobre o re
quenmenlo do profcssor de primeiras ledras Joao
Jos de Araujo, e mandado imprimir un, projeclo
assignado pelo Sr. Brandan, e mais 19 senhores de-
pulados, empalou na votejao e por conseguinto adiou
un parecer da commissao do orramento municipal
sobre urna reprejentejao da cmara municipal do Bo-
mlo. Entrando na primeira disenssao do projeclo n.
28, qne declara perteilcer aos compradores de ra-
mos do contrato de 3fsm sobre cabeja de gado con-
sumido, de que era principal arrematante Francia,
co Carne.ro,la Silva, o abale proporcional, que ao
mesmo foi concedido, foi essa discussao adiada pela
Passando segunta parle da ordem do dia, segan-
da discussao do ornamento provincial :
Approvoo o artigo 13, cora as emendas ao mesmo
ofierecidas.
Ao arligo 16 foram ofierecidas doas emendas, urna
dos Srs. Francisco Joao e Paes Brrelo, e oulra do-
Sr. Augusto do Oliveira ; elevando a quola do arti-
go a 18 eonlos de rs:, e dando a hora ficou a discus-
sao adiada.
A ordem do dia, he a primeira discussao do pro-
jeclo n. 33 do anno passado, e conlinuajoda de
hoje. .
CORRESPONDENCIA.
----- descren
lado, e as lagrimas sa'llando-me das palpebras .
mal posso Janear a mao da penna lalvcz para scrcu-
o primeiro a dar-lhe o golpe mais terrivel que (era
levado em toda a sua vida 10b! meu irmosof-
fra com paciencia que eu principici primeiro a sof-
frer 1
Nosao bom pal be morto. I | i
Dura parca, para que foste (3o a^ressada cm da-
sabar (cu cruel golpe sem que eu pdeme ver (depois
da dez anuos de ausencia), aquello charo objeclo,
um dos mais queridos c na Ierra !
O deslino fatal foi cumprido.e vs.meu bomtDeos,
lii da manjao dos justes o fizesle acabar em 17 de
dezembro de 1853, porissoseu liigarj lhe eslava des-
tinado, e entGo_perniiiii que elle participe das glo-
rias de vosso reino.
Esla ra noticia chegou-meas raaos pela barca
Bom Succeno, cm.4 do corrcnle (bem mal auccedida
foi para nos).
Eis finalmente a nova que levo a seu conhecimen-
to, e assim acabo, porque a dr dc avivar minhas
ideas por tal contecimenlo.oao me deia continuar;
por isso chorarci, e lodosos irmaosueste imperio de-
vem chorar aquelte, que las bom era para nos, pois
s assim dcsabafarao nossos corajes lo masoa-
dos 1
Ailcos.irnio,cuidem is-llie n'alma, e cm nossa boa
mltviuva, emliin em toda a ternilla que nos reste.
Sem mais.
Seu mano o amigo, 4
Antonio Joaquim Tchceira flasCos.
POESA **
A' senlidissima morte de me pai Manoel Joaquim
Teixeira, fallecido em 17 de dezembro de 1853 na
freguezia de 8. SebattBo de P/tssos, Reino de
Portugal, dedicada a meu irmio Sraiu Tei-
ra Baitot, residente em Macei. _..
Ah meu bom pai! j nao eii s,! -
A trra le cobre, e a campa iria,
Que magoa nao soflre agora 1 *
Um fiiho quo tanlo lbe quera i
Mi'.'ormenlos opprimcm meu peito,
Ferido sem cura tenho o coracao !
Desatorar i re no deserto.
Para ver se encontr consolajao ..
Chorai Irmaos juntos comigo,- ,
Chorai boa mi sem censorte 1
Que taouhlirae pejihor a todos .-.
O ronbou a tremenda morte !
Sem mais o ver deiiou a Ierra,
Ha dez anuos d'elle ausente 1
E como ser possivel agora
Viver com dor tao ardente !...
Adeos, irmap, chora tambera,
Oue extensa ser a toa dr!
Por teres perdido aquel le ...
A quem linhas tanlo amor !
Recife de Pernambuco 6 de raarjn de 1853.
Antonio Joaquim feixeira Bastos.
(Jornal da Bahia.)
a ou que fura abcrlo o caixao depois de sellada, ou
ir que sobre esse sello que se note impcrfcilo, se pu-
l zera alguin lacre, que por sua supposijo se'note
ci assim imperfoito.
au acrescenlarei umas palavra a este parecer
de arbitros tao competentes, nem appellarei, como o
Sr. Figucira, para o passado, porque no quero- re-
presentar de aecusador. Quero smente justificar o
procedimeolo da auloridade, que, lendo s'usp%ilas
daquelfo que assim se achava indinado, lomou as
medidas de que, sem raziio, sCqueixao Sr. Fi-
gucira.
lie por essas medidas com que ella procura salvar
ao estado um gravo prejuizo, e desaggravar a lei, e
nas quaes ao mesmo tempo tem o Sr. capitiio.tenen-
1c urna occasio de repellir esss suspeitas indicios,
altamente desagradaveis, ainda quando infundadas,
a todo o homem dc honra, que dcvtria ser S. S. o
p.rimeiro a agradecer a auloridade.
A opiniao nao pode ser injusta para com o Sr. ca-
pitao-lencnte,nem para com os funecionarins da Ihc-
souraria de Pernambuco ; lodos (em direito consi'-
derajan publica, e quando um futuro se aprsente,
que por algum delles foi neccssariameiile corametli-
do, a opiniao suspende-se, o implora igunldade para
com todos, actividade e severa imparcialidade nas
diligencias, policiaes para que ludo se descu-
bra...
O Sr. rapitao-icneiilc Figueira invoca o sed foro
especial : no enlro na discussao da queslo por el-
le suscitada ; smente direi que, invocando esse pri-
vilegio, por zelo pelos direilos da sua classe, como
declaraba sua correspondencia, fez o maior dos sa-
crificios a essa classe ; porqnanto a sua innocencia
nao poder apparecer a todas asiuzes, seno quando
for ouvido, confrontado, acareado cem os funeciona-
rios de Pf rnambuco, e jnlgado com eltes pelos mes-
mos juizes.
Ao menos, quando diversos lenham de ser os Iribu-
oaesque julguem definitivamente, nao ha quem nao
sinta que as diligencias para a formajao da culpa,
dependem essencialraeute da confrontsjao de lodos
os suspeitos, e se nao fosse possivel consegu-la, entao
cm vez de iouttis processos, seria mollior proclamar:
a Nao baja processo algum : lodos sao innocentes, e
culpados sao tnicamente os 20:5008000 qae tiwram
o rao gostop a pouca delicadeza de sumirem-se. a
IMPARCIAL.
[Jornal do Commereio.)
II.
t
a I!j
Ii
5111,
A mono do
Sr. Antonio Joao'
Carvalho. '
Barbeta ele
O ROIJBO NA REMESSA DE lOfctXWfWOO PARA
OTBESOURO. ^^ .^
O Sr. capiao-lenenta Figueira enleodeu quo lhe
cunvinha tezer um.ippcllo opiniao publica, para ar-
rodar de si as suspeilas que por ventera sobre elle
recahissem de ter lido parte na subtrajao de 20:500
Quando da malla no silencio augusto
O tronco unnoso, que ne chao baqoeia,
Da um gemido prolongado, immenso, ,
Lgubre, surdo :
A malla (reme, mas o som se extingue
Por entre os ramos, porgue o vclbo Ironco
Nasceq, floria, fructificou donoso
Cumprio seu munus.
MaS quando a flor,-qae vecejou nas selvas,
Sem nomo, agreste, mas singela o pura
So
O empenho he louvavel e passaria lalvcz sem o
menor reparo, se o Sr. Figueira tivesse exposto o
faci como elle realmente se deu.'c nao como se lhe
antolbou. N.1o leqho o menor .desojo de aggravar a
posijo do Sr. Figueira, mas como daquillo quo cs-
creveu se pq|b'deduzir que S.S. quer aprescntar,se
victima de urna perseguijao atroz e infundada, pre-
ciso se terna reslabeleccr a verdade dos fac-
tos.
Pompear nos prados", refulgir nas aras,
D. 9ruar da virge' as perfumadas trancas,
, Marcha na lama :
i quem de darse lhe nao parle a alma ?
Que corajaose nao afoga em lagrimas 1
Que labios ferreos ficarao rechados,
Ermos de iranios''.
Sim como a flor corlado o nosso amigo
Ei-lo sem vida junio campa fra...
Mais um instante...escampa vai cerrar-se
An 1 para sempre !
mLnte" iSH. ^^.^T^eaCh efe**-* Poder aomW
A
diam errara conla, deixando de incluir alguma
quanlia, ou praticando quaiquer arto dc esqueci-
mente sem elle comraandante o saber.
Doaulo deoamca que procedeu o presidente da
provincia de Pernambuco, apenas leve, milicia da
sobtracao do 20:5009 na remessa.feitaj>cla tliC,ouri-
ria daquella Provincia, vtoe que a'ffenioria do Sr.
Figueira lhe foi infiel.
Eis como os fados se-passram, segando os depoi-
mcnlos contestes dos empregados de Pernam-
buco i
Tirado o dinheiro da caixa da Uiesouraria e collo-
cadocm cima de orna mesa na sala Joscofres, cnnla-
va-o o thesoureiro e pssava-o ae primeiro escriplu-
rano, scrVindo de escrivao, Jos Francisco Goncal-
ves.
Este verificavaa contegem, e maneira que rofu-
lavaos majos entregaca:os ao commandante do va-
por (que se achava sentado i mesa entre o .thesou-
reiro o o escrivao) 0 QL COMAS SUAS PRO-
PRIAS MAOS OS ARRUMA VA NO CBIXAO, qpe
immcdialamenle foi pregado ejacrado era sua
presenja e ha do primeiro escriturario Jos Brazi-
lino da Silva
He, pois, evidente, que o Sr. Figueira nao foi
espectador simples o indiflerenle da scea de cen-
tagem edearrumacao, como diz na sua correspon-
dencia.
Terminado esto processo assignou o Sr. Figueira
aran guia era que declara nao s haver recbido a
quanlia 100:000->!XX), mas al o numero e valor das
olas que prefaziam agella quanlia. ,
Ora, ninguem ignora que quando por quaiquer
motivo o commandante do vapqr n3o assiste conte-
gem c encaiKjlamento das notas que tem de condu-
zir, faz essa declarajao no conhecimenlo e nao o asr
signa tem reslriccao como o Sr. Figucira assignou o
conhecimenlo em questao. Estas reservas sao fre-
quenles, e ainda na remessa folla pelo San Sala-
dor declarou o commandante no conhecimenlo
que ignorava o contedo do caixote que lhe entre-
gara a thesouraria provincial. t)
Diz o Sr. Figueira que o Sr. thesoureiro geral,
examinando o caixote no thesouro nacional, conhe-
ceu que nao havia o menor indicio de que livesse si-
do aborto.
Nao sci.qual foi o exame a que preceden o Sr.
thesoureiro geral, p que sei he, que do exame formal
Srs. Redactare,.-O annuncio publicado no Oa-
no de lj do corrcnle, em resposla a umn corres-
pondencia assignada O amigo do progresso-, he
escripia cm estvlo tao incorrecto, teo esdruxulo e
descortez, que, se nao fora a conspieuidade ros Ir-
nos, o a inlenoBo maligna que o suggerira, bem
podera dispensar-me de com elle oceupar-me um
so instante.
Como, porcm, se deprehende evidentemente do
'al galimatas, ou coo, Vane, que o seu autor
presume que lhe eu qniz roubar arteria da pseudo-
er I?! O^T d0 ""^ ae reU9que dc soc- Salla ^''"'Cao de que o caixao foi aherlo depois
cor permit.a-me que lhe diga que no aspi- de ter sido pregado e lacrado na thesouraria de Per-
rei nem a onginahdadc, nem ao monopolio de se- narabuco.
" *... iiraiiupuuu ue se
mediante ideia, que, por ser de simples intuicao,
nao se pode dizer que seja privativo de quem quer-
que seja, cabendo-me apenas a- priorid.de de sua
publicaran.
Sealgnem, penetrado da necessidade de um tal
vapor, ja havia reclamado do governo o seu esta-
belecimenlo aqui, ignorarn-o eu\
/neomWdo.dos melhoramentosdo porto, e dc pro
mover ludo quanlo possa melliorar a navegado
&c. &C.&. era natural que esse algucm se nao
bouvesse esquecido de prever a essa imperiosa ne-
cessidade ; e longe, Borlante de conlrister-me
porque esse beneficio foi lembrado antes de mira
leudo razaodc sobra para ategrar-inc, por ver q
pessoa tao habcliteda me preceder na lembrauja
que alias ja outro mdividuo, igualmente incombido
dos molhorameulos do pbrto, cpusta-nie que tam-
bem livera.
Tudp isto prova que esses diversos fwcomoido* se
oceupam com zelo esclarecido dos objeclos seu
cargo, c por tal molivo sao dignos de elogio," mas
por cerlo que nao autorisa quem quer que seja a
mostrar-se tao enfadado o susccptivel, s porque
um qudam leve a phantesia dc assignar-so ami-
go do progresso-, e a tirar d'ahi a conclusao de
qne esse misero ytiirfam se jutea o uuico amigo do
progresso, iecorrendo assim no desagrado de quem
lie ainda mais amigo do progresso.
Para'provar que sou despido de toda a amhijao,
e desvauecer todas as duvidas a respeilo do assump-
to cm questao, declaro que cedo cm beneficio do
autor do annnncio, a que me reliro, toda a glo-
ria que por ventura possa resultar da lembrauja
do o vapor de reboquo de' soccorros limitndo-
me a fazer votos ardentes para que se elle eslabc-
leja dc prompto, e o ainda mais amigo do pV-
gresso seja coUocado a par dos bcmteilores da
hmatiidade. O amigo do progresso.
Pl'BLiCACOES A PEDIDO.
SENHOR SERAFIM TEIXEIRA
BASTOS.
Macelo'.
Pernambuco 6 d mareo de 1854.
Mano e amigo.liberte denegro, I runalo,
com
O vapor-5. Salvador entrou neste porto em 13 de
fevereiro, e no dia 14 foi entregue o calxo no lhe-'
souro uacional. Desdo entao at 31 de mKejrStel
ve sempre sob a .guarda do Sr. Ihesurciro ce-
ral.
Em 31 demarjo, antes dc proceder a polica ao
exame a que me reliro, foi chamado o Sr. Figueira,
mostrando-se-lhe o caixSo, pergtinlou-se-lhe se se a-
chava no eslado em qne ficra quando em 14 de feve-
reiro fra aberlo cm sua presenta.
Smetite depo^da resposla afflrmaliva desle se-
nhor, he que compareceram como perllos, o Sr. pro-
yeifor da casa damooda oos-primeiros abridores
Monleiro e Paradella, e passaram a examinar o cai-
xao. .
Aqni Iranscrevo o parecer desles senhores: '
Examinimdo os qualro sollos que existem no cai-
xa, julgain serem procedcnls da mesma matriz da
do modelo vindo da Ihesourariade Pernambaco em
separado', modelo que nesse arto Ibes foi apresentado*
e se aclia junto aos autos ; c oorronlando os sellos do
fondo com os da tampa, acl lam aquelles mis bem
impressos do que estes; qoe no sello da lampa que
esta por baixo dasassignaltir. i feitas neste acto not-
ramduas mssas que parecen n ser teitas depois da
imprcssao do dito sello, com algum instrumento a-
quecido, sendo urna dellas bel n encostada orlado
cadarco ; quo tambem .so nota no sello que fiea por
cima das difas 'assignaluras, fa Ha d% impressao nos
lugares em que ha mais abnndi incia de lacre, estan-
do esla cm oulros mais baixa, p or cxemplo, do lado
<16 temo ha impressao da legend a e das ponas das fo-
Ibas desle, vendo-so junto cL las grande altura de
lacre sem nenbuma impressao, o que Ihes parece nao
devia ter lugar, #se depois da su a mpressab mo fos
se alterado. Obcrv mais do la do do ramo de ra"
,..fc
urna impressao que parece ser de sle vegetal, porcm
pouro clara o muito desviada da posijao quo devia
oceupar; o que poderte ler sido r Multado dc derreti-
mcnlo no contra do sello, exitin do alera deslas im-
presses snbreo cadarco, alguma* ledras e urna indi-
cajao de. tejo. E qne, em viste A que vem de rete
rir, Ihes .parece quo a Ihesouraria de cerl, nao de-
verla mandar um objeclo d tants t importancia, com
um dW sellos to mil nipres-e, estando os oulros
W cotii soffrief impressao, it t or isso Uves parece
.
nos deparainda botancabida,
Paluda, murclia
Quando os perfumes, que o botao guardava
Dentro do seio, como em cofre d'ouro,
"i se gelam, copio o estro ao bardo
Em flor cortado: '
Ah
Com diirimmensa : ,
Vindc, oh vos lodos, que passais i caso,
Vos, indi*rentes, vinde, vinde lodos...
Conlemplai-me, e dizei, se lia dr na Ierra
Como esta dr!...
undosa memoria de me* presadsimo patri-
cio o es adame Antonio Joao' Barbosa de
Carvalho, talleaMo' mo dia 18 do crrante
Da morte a frrea lei nao derroga!
Nas paginas fataet he ludo eterno '.
Bocagc.
Nao onviste, Barbosa, esses gemidos,
Que em torno do leu funebreatlude,
Repassdosdedr, saudosos, tristes,
Volitavam de peitos leus amigos ?
NSo ouves, charo amigo, d'alcm esse
Cemleo firmamento, que equilibra
O mnimo da Dextra Omnipotente,
Milechos'qBeiepelem mil suspiros,
Sim, mil suspiros, qu entre dr se escom 1
Doce amigo, patricio devolado,
Prente temo, obediente filho,
Porque (ao preste aos leus abandonaste ?
Ve nossos rostes, v quao conlrislados
Se abhan^da magoa, que nos-rala o peito !
Dos!qne lgubres sonhos volatcam
Sobre o paterno lejo !EiJo 1^1 meu filho...
Innime !no esquite condnzido,
Em pompa sepulcral campa fria !... ,
Oh 1nao ; meu filh vive ;eu be que sonlio
Este sonho fatal, que dilacera
As entranhas d'um pai, que, ento velando,
Lagrimas verte pelo ausente filho
Desgrajado!leu sonho nao he sonho,
Porra pura e cruel realidade !
Sim, que d'um pai o corarn presago,
Quer scisme ou durma, he vale, lie adevinho !
Desgrajado!mas nao, es pai diteso :
Se o filho c .na trra has 'tu perdido,
Te-lo-has l no eco em melher vida,
Que este vida he dos vivos sepultura
Joven modesto, lhano, puro joven,'
Tuas virtudes na manso dos justos,
lialardoadas pelo Dos clemente
Scrao,que Dos he recio. Teus costme
Conformes com as lois, que os patrios lelos
Te inllillraram ness'alma, ao bem propensa,
Em Alores broWam no bril eterno
De puro aroma, de. ambrosia clica .'
Morrestb !sim, raotresle, mas a morle
He a lodos qnc vivera necessaria.
Suecumbisle !porcm predestinado :
Assegura-o a vida, que viveste,
I.impa dc vicios, pura qual la alma.
Que hoje radia na eterna I morada
Sb o solio eslellifcro do Immenso!
II
E de sobro o co ntenle.
Onde a lieos os aojos ronl,ini
Onde os prophelas levantam
A Dos seus hymnos de amor ;
Nesse co tao refulgente *
Onde habita s pureza,
Onde mora a singeleza,
E se eiitrouisa o pudor ;
Onde urna vida innocente
Entre graj-i se desusa ;
Nesse co que se matisa.
De mil cyrios cn'o fulgor ;
liosa, amigo eternamente
Das delicias do outro mundo,
S feliz uo co profundo, '
'.< No paiz do Salvador.
III
Sim, Barbosa, sim descansa
Dos justos na alta manso,
Que teus patricios saudosos
Neste pego de llusao
Viverao, al que os passe
Da morte o cerlo farpao.
'Detcarregm hoje 22 Ae abril.
Barca-porluguczaN. S. da Boa-Viagemdiversos
geperos.
Bnguc inglezAnn Si Sarahmercadorias.
Barca inglezaCorridadem,
tjaropeiraLicraciogneros dojiaiz. .
Briguc i n g fezMelinabacal bao.
Inlportacao .
Briguc inglez Ana & Sarah, vindo de Liverpool,
consignado a Me. Galmojil & C, maniteslou ose-
omnlo:
i3 calas vinho, 22 ditas fio de algodao, 30 meios
gigosloura; a U. liibson.
I caixas leridos de linho; a Paln Nash 4 C.
12 barricas ferragens, 20 fcixes ps de ferro; a E.
Wyal!. -
12 barricas terrageiis, 20 ditas e 21 gigos louja, 17
ixas miudezas; a I. Ilalliday.
19 fardos algodOes lisos, 1 oiixach ; a ofdem.
2 barricas ferragens, 1 caixa instrumentos deci-
rurgia, 50 gigosTouca. 1 tala terinha de aveia e 10
-lias dc louja ; aJ. F. Johnslon & C.
270 toneladas carvao de pedra; a Me. Calmont & C.
-2 fardts algodao de cr 1 caixa dito estampado;
Jarroca J Castro.
34 fardos algodesbrancos; a J. Crabtree & C.
1 gigp, 1 cesto e 1 sacca amostras; a diverso.
apor brasileiro Imperador, vindo dos portes do
, consignado a agencia, mauifeslou o seguinte:
i lata ; a Manoel Joaquim Ramose Silva.
caixas; a Jos Saporili.
1 parole; a Manoel Jos Silva Porto.
1 caixole;' a E. A. Burle.
2 pacotes ; a Novaos <5 C..
1 fardo; a Malinas A. Vitarouco.
1 caixole; a Santos <& C.
1 caixole; a Rycardn Frcilas, .
2 caixas; a Manoel William. '
1 caixa; a Joao Francisco Araujo Lima.
2 pacoles; a Antonio Lopes P. de Mello.
2caixa; a Antonio P. Ramos.
1 encapado e 1 caixole; k Joaquim Oliveira Maia.
1 pacole; a Joaquim A. I Ion jal ves Rucha.
2 embrulhos; a James Crabtree.
1 caixao; a FortunatoC. dc Menezes.
2 raixcs; a Jos Antonio de Araujo.
Barca ingleza Corrido, vinda de Liverpool, consig-
nada a Adamson lioivie & C, maniteslou o se-
guinte:
104 toneladas carvao de pedra, 50 barris manlciga,
_ j calzas e 2 fardos tecidos de algodao; a Russel
Mellors &C.
121 gigose 1 caixa louja; 24 fardos e 9 ojias- le-
dos de algodao; a Fox Brothers.
537 embrulhos e 2 caixas ferragens, 50 caixas
quefjos, 1 fardo lileli ; a M. .1. R. e Silva.
f caixa roupa; a II. Taylor.
10 tnnctodaseS quiulaescarvao queimado; 12 to-
neladas do ferro'brulo,.6 barricas tinta; a C. Starr
&C.
44 laixas ferro fundide, 14 ditas dilo balido, 18
caixas c 5 fardos tecidos de algodao, 6 fardos dilos
dc 15a; a S. P. Johnslon & C.
o fardos leeidos de algodor 50 barris manteiga,
2 caixas tecidos de algodao, 1 dita roupa, 1 lila pa-
pel ; a Deane Voule & C,
194 pedras para ladrilho, 46 fardos tecidos de al-
godao, 7 ditos difos de lnho; a H. Gibson, 30 sac-
eos pimenta, 79 fardos e 6 cajxas tecidos de algodao,
' terdos ditos de 13a ; a J*Ryder,&- C. '
16 fardos tecidos de algodo, 12 caisn dilos de di-
to. 1 fardo dilo dc l.la,; a R. Kovle.
3 fardos tecidos de algodao, 3 dilos dilos de la, 1
caixa e I barrica ferragens, 1 embrulho amostras; a
Johnslon Paler & C.
4 barricas e 1 caixa drogas, 1 caixa papel, 4 Urri-
casMmta. G dilas alvaiade; a J. C. Bravo.
90 barris manteiga;. a J. de Oliveira.
103 barricas cerveja, 15 caixas tecidos de algocBo,
ditas chales, 1 fardo apele. 1 caixa teuca, 4 ditas
miudezas; aj J. Aslley & C.
2fardos tecidos de liho, 20 barricas cerveja: e
Adamson Howie & C. r
4 caixas tecidos de algodao, 4 dilas ditos deda: a
J. Kellf>r& C.
20 barris oleo de linhaca, 20 barricas e 2 caixas
forragens, 4 embrulhos rodas, 1 barrica presos, 25
caixas linha., 5 ditas chapeos d sol; a E. H. Wyatt.
10 barricas ferro ; a Silva Barroca.
4 caixas chales, 6 caixas e 4 fardos tecidos de algo-
dao, 1 caixa dMosde la ; a Paln Nash & C.
1 caixa chales c camisas, 17 ditas tecidos de alge-
ia, 7 fardos ditos.de dilo; a J. Crablree& C.
1 embrulho conro, 6 barricas carvao em n; a D.
W. Broman & C. '
1 caixa bonetes, 1 dita casacas de alpaca; a Rslrori
Rookcr&C. .
2 fatuos c 1 caira leeidos dc algodao; a A'. C/ de
Ahreu.
4 barricas ferragens: a Brander a Brandis & C.
2"fardos e 3 caixas tecidos de algodao, 1 caixa
chales, I dila tecidos de algodao e seda, 1 dita amos-
tras, 1 gigo louja; a Rosas Braga J"C.
1 caixa rendas, 1 Tardo tecidos de laa, 5 caixas di-
los de aludan ; a Timm Mousen A C. .
1 caixa leeidos dc algodao; a Barroca & Castro.
2 barricas cerveja, 4 caixas vinho, 24 prsuulos e
18 queijos, 1 barrica conservad caicha bolaia", 1 bar-
rica agurdente; aT.Lyel!.
-2 saceos amostras a diversos.
Iliatc americano Rosamond, Modo de Baltimore'
consignado a II. Forsler & C-, manitestou o ae-
guuile :
842 barricas c 100 meias ditas terinha de trigo ,
100 liarrieas Dolachinha ;nos consignatarios.
Lancha UiracBo, vinda da Bahia, consignada
a Domingos Alves Matheus, maniteslou o seguinte :
3" caixas miudezas, a Vaz & Leal.-""
1 caixas rap; a Domingos Alves Matheus.
2 caixas fazciidas, 1 dita miudezas, 1 dita estolas
o roquetes, 12 eaixoes e 557 caixas charutos, 100
lardos,-tem loes, 5 duzias toros de Jacaranda'; a An-
tonio d'Almeida Gomes&C. '.
400 mollios piassava, 8 fardos tenace ; a ordem.
Escuna bollandeza Pollu.x, viuda de Amsler-
dam, consignada a Rolhe & Bidoulac, n.anifeslou o
seguinte :
100 caixas queijos, 200 barris e 200 frasqueiras
.enebra, 100 botijas oleo de linhaca, 1 paeate a-
moslras dc assncar, 500 cestos btelas,' 40,000 kilo-
ramas carvSo, 23 fardos corilame alcalroado, 2
caixas rame do lateo, 2 ditas clcheles e olhosde
latao praleados ; aN. O. Biebar & C.
14 caixas, e 1 barril e 6 fardos ferragens; a Rran-
der a Brandis & C.
Iliale nacional Anglica, vindo do Ass, consig-
nado a Theofilo Seve & C.\ man festn o seguiole:
380 alqueires de sal, 10 barricas e 4 sarcas cera
de carnauba, 1 barrit-peise; a ordem.'
3 caiioes fazendas; a Manoel (Jomes Leal & C.
34 caixas cera dn carnauba, 42 muros salgados; a
l.iiiz Borges de Siqneira.
. 70 meios de sola, 6 harriquinhas cera de carnau-
ba ; a Jo5o Ferreira Ramos.
3 harriquinhas e-.I) saceos cera de carnauba, 120
mteos de couros; a Raymundo Carlos Lcile & (iou-
vcia.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo d dia 1 a 20.....36:a">3!H45
dem do dia 21......'. 2:1728259
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 21 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotejos ofticics.
Cambio sobre Londresa 271|2 d.e 27l|4 d.60 d|v.
Dito sobre o Rio de Janeiro2 % de desconln.
lesconto, dc lellras de 20 e 40 das12 1|2 % ao
anno.
ALFANDEUA.
,IC. Rendimenlo do dial a20 ... .154:3669997
dem do dia 21 .'........8-.21*437
ga queijos e mais gneros; a Rolhe & Bidoulac.
Por lo27^1 ias, brigue porluguez A". Manoel I, de
168 toneladas, capitap Cario Ferreira Soare,
equipagem 13, em lastro ; a Manoel Joaquim ru-
mos e Silva. Passageiros, D. I.uzia Rosada Trin-
itario, D. Thereza de Jess Oliveira, Jos Antonio
(onjalves Moreira, Manoel Moreira da Silva, Da-
mio de Hezende, Francisco de Rezende Reg, Ma-
noel Lourcnro dos Sanios. Agoslin Je Silva Vi-
cario, Mauoel Ferreira dos Sant> Antonio da
. Oliveira Carvalho, Antonio Jos tie* Pinheiro,
Francisco Monleiro.Pereira Martin), Bernardino '
Francisco Orphao, Manoel FranciscoOrphao, Ma-
nuel Aulonio Moreira, Antonio Jos da Sil*, An-
tonio Jos de Souza.
1 Iluda AssumpjSo8dias, esenna ingleza Alexan-
are, de 147 toneladas, capitn John Dnvis. equi-
pagem 8, em lastro; a Deaue Voule &'Compa-
nhia. .
Londres, Palmouth, Lisboa e S. Viceqle-*S6 die,
crvela a vapor brasileira Beberibe, commandante
o capilo-lenenle Segundino.
Parahiba2 dias. Mate brasileiro Parahibano. de
37 toneladas, meslre Bernardino Jote Bandira,
equipagem 4, carga loros de mangue ; ao mealra.
Navios sahidos no mesmo dia.
Sontemplon e-portos intermediosVapor inglez
Thames, commandante W. Slrult. Passageiros'
desta provincia, Thereza Mara de Jess, C. A.
Kordof, Chrislian Eduard Augusto Vinassa, A.
Srhraidl, sua senhora, 5,filho e 1 criada.
BahiaHiale brasileiro Amelia, meslre Joaquim Jo- -
s da Silveira, carga varios gneros.
Ro de JaneiroPatacho brasileiro Al/redo, meslre
Manoel Gomes de Oliveira, carga varios gneros.
Passageiros, Jos unjalves Machado e 10 estra-
ves a entregar.
CoiinguibaSumaca brasileira Flor'do Augelim,
meslre Joao Rodrigues dos Santos, em lastro.
DECLAHAC^-ES.
38:2253704
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo d dia 1 a 20 .' 2:810J182
dem do dia 21 ........277M87
3:1178689
Exportacao'.
Bahia, Male Amelia, dc 63 toneladas conduzio o
seguinte:2 saceosraizes, 50 barricas hacalho, 62
caixas spermacele, 50 barris manteiga. 90 harriqui-
nhas bolachinlias, 30 caixas massass, 6 dilas linhas,
I caixole fazendas, 10 pipas azeile dc carripalo, 13
qoartolas dito, c*T barris dc qnarlo dilo, 40 ditos d
quinto dito, 2 dilos dc sexto dilo, 210 saceos arroz,
1 Caixao doce, 25 saceos carnauba, 3 arados de ferro,
3 caixes clcheles.
Rio de Janeiro, patacho brasileiro Alfredo, de
200 toneladas, conduzio o seguinte :1,450 saceos,
e 100 barricas com 8,016 arrobas- e 28 libras de' as-
socar, 30 saceos cera de carnauba, 15 pipas, 90 qu-
telas vinho, 99 barris, 40 meios ditos- manteiga, 9
barricas caslanhas piiadas, 34 caixas araeixas, 40 bar-
ris azeile doce, 3 caixas telendas, 4 ditas frasees de
salsa Brislol, 12 sacras com 58 arrobas e 23 Iibra9 de
algodao.
Sanios, lancha nacionaiajVorafiV/ieranfa, dc 31 to-
neladas, conduzio o seguinte : 10 fardos, 3 bah's, 6
caixas, 2 pacoles fazendas, 1 barril, 2 garrafes vina-
gre, 1 ancorela, 1 garrafaoazeite doce, 1 acco albos
em molhos, 1 orejo de balan ja. 3 caiioes, 1 embru-
lho diversos objeclos, I caixa miudezas, 3 caixas, 1'
mala, 1 gigo louja, 1 caixa -alelria,^ garrafOes, 2
barris vinho, 1 barrica terinha de trigo, 2 caixes
cera, 1 lala,!,barrilmanteiga,2caiiuescra,12cadei-
ras de amarcllo, 1 marqueza dito, 6 caixOes efilo, 7
duziasde tahuas Je louro, 1 malla, 1 sacca e 9 bar-
ris bolachas, 1 caixa sabo, 2 chapeos para senhora,
2 ramasile vento, 3 bahu.s novos; 1 sacca caf.
Coiinguiba, sumaca nacional Flor de Angelim, de
98 toneladas, conduzio o seguinte : 3 caixas fazen-
das, 1 embrulho pellos de hezerro franco?, 1 caixa
velas dc espcrmacele, 1 dila de ferro para engcnbo
1 folhadiversas miudezas, lraiva velasdecarnauba'
2 canecos de amarello para carregar agua.
KECEBEDORIA DE RENDAS" INTERNAS OH-
ItAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 21........ Smara
CONSULADO PROVINCIAL. ^^
Rendimenlodn dte.j a _!<>......32:503g0-"
' 4:67fi,f7(H
dem do dia21
A'aeiM entrados no dia 21.
S. Slalheiis pela Bahia18 dias, c do ullimo porto
IJI.iale brasilpiro Son Accordo, de 42 toneladas,
mestre Joilo Antonio tlomes Correa, equipagem 7,
carga terinha de mandioca ; ao meslre. Passagei-
ros, Antonio de Araojo Leite Jnior,* Jos Fran-
cisco de Paula, Severiano Peixolo do Amaral
Brandao. Ficou dc qiiareiilciin por 5 dias.
Parahiba2 dias, biale brasileiro Tresi Irmilos, de
30 toneladas, mestre Jos I loarte dc Souza, equir
* pagem 5, caraa toros de mangue ; a Joaquim Du-
arle de Azcvedo. Passageiro, Miguel Mariano.
Dundee53 dias, briue inalez.Uountaineer, t)p 182
toneladas, capitao James Tosh, equipagem 9, car-
ga carvao ; a Mr. Calmont ^Companhia.
1ii2:58lj431 Amslerdam38 dias, escuua bollandeza Pollux, de
--'i" I 120 toneladas,capitao J.Moli, equipagem 7, car-
Co'nselho- administrativo.
O conselho admipislrativo em virlode da aulori-
sajo do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objeclos segointes:
Para a pintura da fortaleza do Brara.
Alvaiade, arrobas 4, oteo de linhaca, ai-robas 5,
poz preto, arroba 1, verde creme. arrobas 2. oca ama-
rello, arrobas 4, secante, libras 12.
Para a mesma fortaleza.
Arcos de ferro para toucis, com 2 J polegadas de
tergura, feixes 2, ditos de dte para jarra com
3|4 de tergura, feixes 2.
Para o 9 batelho de infantera.
Caldeira grande de ferro balido, para cen bra-
jas 1. ,
Para p'rovimenlodosarmzensdo almoxarifado.
ir,P lUjOUO.
Para officinas de 1 e 2 classes.
Costados de pao Toleo 2, I atoas de assoalho de
loro 12. .
4 claese.
rame do lalo grosso, arrobas 2.
'2 balalhode infantera. '
Pellesde,carneiro 100..
Diversos batalboes. **
Mantas de laa 374. ,
Companhia de cavallaria.
Espadas 39, coturnos, pares 46.
Quemquizer vender taes objeclos, aprsente as .
suas proposfas em carta fechada na secretaria do
conselho. as 1J) horas do dU 28 do correte mez."
Secretaria do conselho adminislralivo para forneci-
mcnlo do arsenal de guerra, 20 de abril de 1854.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidente, Bernar-
nordo Pereira do Carmo Jnior, vogaf e ecre-
lario.
O Illm. 'Sr. inspector da lhessuriria.de fazea-
da manda tezer publico, que em conformidade da
autorisajo concedida pela ordem do tribnnal do
Uiesouro nacional de 20 de marco prolitho passado
n. 3T, est aberlo o concurso para preenchimento
das vagas dos lugares de pralicantes que eilstem na
mesma thesouraria, e cujos exame terie legar no
da 5 de maio prximo futuro. Os pretendeetes
devero apresenlar seus reqaerimentes at o da 4~
do supradito mez, instruidos com cerlidaa de idade,
folha- corrida, quaesquer oulros documentos qoe
sirvam a provar suas liabililajocs1. deveodo moslrar
nc exame que tcm boa lellra, sabem'os principies da
grammalica da linuua nacional; as quatro especies
e a theoria dos quebrados e fracjOes decimaes, ne
fojma do nal. 2 do regulamento de 18 de dezetnitre
de 1850, n. 741.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda dc Pernam-
bnco 6 de abril de 1854.O oflicial-maior, Emilio
Xavier Sobreira de Mello.
O conselho de administracao naval conlra-
la o fornecimento dos gneros siguiles, pera os
navios armados, barc-a dc csravajao, enfermarte de
marinha e mais eslabelecimcnto do arsenal, no mez
de maio vindouro, sendo : agurdente branca de20
graos, assucar brancode primeira sorto, arroz tran-
co do Maranliao, azeile doce de Lisboa, azeile de
carrapajo, bacalhu.botecha.carne verde, carne seca,
caf em gran, terinhade mamlioca, feijo mulati-
nho, lenha de mangue em adas," po, loucinbo de
Santos, vinagre de Lisboa, steorittas c carnauba em
vetes ; bem como compra tripla pejas de. brira in-
glez. Irinla peras dc algodao trancado aul ameri-
cano, e Irezenlas pejas de caiterjo branco eslreilq, -
para terdamento de marinhagem, c contrate a fac-
tura dos jnesmos ; portantecoirvida-ee a quem con-
vicr dilo Ibrnecimonlo a comparecer as 12 horas do
dia 25 do cprrenlc na sala das sessoes com suas
amostras e propostes mencionando os ultimo pre-
eos. Sala das sessoes do conselho de admioijl
Irartlo naval em Pernambuco 20 de abril de 1854. '
O-secretario do conselho, Chrlslovao de Saniiaaa
de Oliveira.
Companhia Brasileira- rJe paquetes de
vapor.
O vapor Imperalriz, commandante, o primeiro
lente rorrezao, espera-s dos porlos do-norte al.
24do correle, devendo'-sahir nodia seguinte ao da
sua chegada, para Macei, Bahia e Ro de Janeiro: .
passageiros para o Ro, na camera 1205000, es-
cravos 228000 rs. uo convez; agencia na roa do
Trapiche o. 40, segunda andar.
CORREIO GERAL.*
Cartas seguras para os Srs.:
Antonio de Ardjo Aragao BuIcSo, Diodolindo
Mondes da Silva Moura. oaquim Ignacin Alvares
de Azevedo, Nicacio Alves de Souza, Manoel da
Conccijao Pereira e Castro. Jos Carlos de Oliveira
Franca, Manoel Antonio da Rocha, Francisco Soa-
res de Souza, Joaquina Maria da Goncejo, Franca-
co Pinto Pessoa Cezar, Jos Theaorio do Mello e Al-
huqiierque, vigario de S. Lourcnjoda Malte.
29" RECITA. DA ASSeGSATDKA.
SABBADO 22" OE AKRIL DF. 18K4.
Depois de*\eculad'a urna ouvernra pela orches-
Ira abrir < scena a bem aceite e linda comedia
cm 2 actos intitulada
QUEM PORFA MATA CACA.
Jim seguida representar-se-ba a-jocoso vaudeville
ero dous actos.
INNOCENCIA
ou
0 ECLIPSE BE 1821.
Segnir-se-ha o vaudeville em 1 acto
PAO IR O M.U CE NAO' FEZ.
Rematara' o espectculo com o gracioso bailete etn
1 acto.
RECRTAMENTO NA ALDEIA.
No qnal haver um passo' a tres em parodia, dan-
sado pelos Srs. Pinto, Santa Rosa e Maria Amalia -
assim como um lundnm pelo Sr. Montciro, Pessina e
Mari Amalia. I
A empreza previne ao respeilave! publico que os
bilheles vendidos para a recite do dia 8 do corrente,
tanto de camarotes como de platea teem entrada oes-
te dia.
O resto dos bilhetes est a venda no- lugar do
coslume.
TERfJi-FEIRA.SS DE ABRIL DE ,8S4. .
RECITA EXTRAORDINARIA-LiVRE DA AS-
\ ^ONATIRA. A FAVOR DE
/
/
Joao' da Graca Gwtil,
POXTO DA COMr.VNlllA DRAMTICA.
Subir d scena o espectculo seguinte :
Eslrcar o diverlirnenlo a nova ouvcrlura da
opera
ZA8ETTA.
cneeulada pelos professores da erelicstra.
Finda a ou' crlura, lera principio a represenlajao
da nova e preexcellonte comedia cm 3 actos, inti-
tulada,
DE\IA M II,
Traduzida cm portugoez do original italiano, por
A. F". Marlelli, e representada em varios theatros
da Europa do Brasil, sempre com immenso applau-
so, e linalisara com um no\o coro, composte pelo
habilissimo professor o Sr, Theodoro Orejtes.
No fim do primeiro aclo, ser pete onfptra des-
cmpeuhadn a nova uverlura,
\-CARACTERSTICA HESPANIWU.
No fim do terceiro e ullimo o-Sr. Coila, par af- '
feijao ao bepeflciado, cantera utna nova arl em
porluguez, denominada.


.

\
r--
v ..
4
O EMPREZaRIO ATROPELLADO.
que lindar/i coro a daosa do
CANCN,
coroposirAo do insigne professor. o Sr. Demetrio Ri-
vato, e executada varan vezes pelo primeiro grario-
so d> corle, o Sr. Marlinlio, para quem foi (^pres-
tamente composta.
Depois seguir-se-ha a execucao da bellissima ou-
verlura,
A BfUDA DE PORTIGCI.
Finalisando lodo o divertimenlo com a nova e
muito engracada farr,a, traduzida do Hespanhol, e
accommodada ao gosio brasileiro, pelo Sr. Antonio
Gentil Ibirapitanga, eque tero por titulo, *
A ROSCA.
Ornada de graciosa msica, composta pelo hbil
professor, o Sr. Joao Geraldo Efrem.
Por.obsequio ao beneficiado farao parte no os-
pecgiculn o Sr. Mendes e a sua'seuhora. .
O beneficiado protesta o sea eterno agradecimen-
lo aba nobres e generosos habitantes dcsta bella ca-
pital. .
Principiar s 8 hora*.
Os bilhetes de camarotes, cadeiras e platea geral,
acham-se a venda em mao do beneficiado, na ra do
Mundo-novo, casan. 36, e no dia do espectculo no
theatro de raanhaaede noite.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBAOO 22 DE ABRIL DE 1854.
AVISOS martimos.
^. Arariaga & Bryan mudaram o seu
escriptorio da rita do Trapiche n. 1 para
a mesma rita n. 6, segundo andar.
. Precisa-se de urna ama que cozinhc c engom-
roc, paracas de nomem solleiro :-na na da Sen/a-
la Nova n. 7, segando andar.
Arrcnda-se urna casa com smacao para taber-
na, balanza, pesos c medidas, e aluguel barato : no
Manguinho a Miar com Albino Jos Ferrcira da Cu-
nha no seu sitio ao p da mesma casa, ou ua cochei-
ra da Iravessa do Ouvidor. .,*
Joao Alvs Monloiro, natural dcsta provincia,
relica-sc pira'Lisboa.'
. O administrado ita mesa do consulado Joao
Xavier CarneirodnConha, mudou a sua residencia
da praca da matrizda Boa-Vista, para 0 |arg0 ua ina.
triz de Santo Antonio, casa de um andar n. 2.
Precisa-sede urna ama que cozinhc o diario e
engorrone alguma cousa : na na do Hospicio, casa
n. 17.
Para o Astil e portos intermedios pretende se-
guir em poucos das a lancha nacional Sota Espe-
ranza, e tambero se freta para o Ceara oo Araratv ;
para carga e passageiros, para o que tem bons enm-
modos, Irla-se na ra da Cadeia do Recite n. 50,
toja de Cunda & Amorto.
Para o Aracaty
iegoe em poneos dias o bem onhcido hiate Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vianna: quem no
mesroo quizer carregar ou ir de passagem dirija-se
a ra do Vigario n. 5.
Ceara' e Maranbao.
Segne em moitos poucos dias o brigne escuna na-
cional Laura, anda pode receber alguma carga,
passageifo, etc.: Irata-se como consignatario J.B.
da Fonseca Jnior na ra do Vigario u. \ primeiro
andar.
Vende-se o patacho nacional Jbsephina de lote
de Itt.toneladas,'de ptima conslmecao, muito ve-
rtir, pregado de cobre e forrado de zinco.'emrauilo
bom estado: trata-so como consignatario J, B. da
Fonseca Jnior, na rna do Vigario n. 4 primeiro
andar.
Para a Baha sahe com brevidade o hiate A'oro
olinda; para o resto da carga trala-se.com Tasso lr-
maos.
Ceara'e Acaracu'.
Segu, nestes dias o hiale Sobralente, anda rece-
be carsa e passageiros.. irtia-se com Caetano Cyriaco
da C. IL ao lado do Corpo Santo, loja de massames
n. 25v
Parado Ro de Janeiro sahe no dia 23 do cor-
reate o brigue nacional Sagitario ; anda recebe
passageiro.<*e escravos : a tratar com o consignata-
rio Manoel Francisco da Silva Crneo, na ra do
Collegio n."17, segundo andar.
Para o Marauho segu at 2." do .corrente, o
berganlim-biasileiro Despique de Bei/-is, por ter o
seu carregamento quasi completo: rra o resto tra-
ta-se no escriptorio do Sr. Manoel Joaquira Ramos
e Silva.
Para o Riode Janeiro seguir' bre-
vemente a bem construida e veleira escu-
na nacional Flora, capitn Jos Severo
MoreiraRios; recebe carga e" escravos a
frete ; a tratar com os consignatarios* An-
tonio de Alineida Gomes & Compar-hia.
Para o Rio de Janeiro,
sahe impreterivelmente no dia 2* ou 23 do correle,
o brigue brasilciro ConceirSo, para passageiros ou
escrtivos, trala-se com o capitao na praca ou no es-
criptorio de Manuel Altes Guerra Jnnior, na ra
do Trapiche n. ti.
' Onrigu portoguez Bom-Sueeesto segu e,ra
direitura para Lisboa com toda a brevidade: para o
resto da carga e passageiros, Irala-se com os consig-
natario* Thomaz de Aquino Fonseca 6 Filjio, na na
do Vigario n. 19 primeiro andar, ou com o capitao
na praca.
LEILOES.
LEILA'O.
Antonio de Almeida Brandan e Souza, far lei-
lo or intervengo do agente Borja Geraldes, lerr_a-
feira 25 do corrente s 10 horas d manha, da ar-
maran e gneros existentes cm sua taberna na ra
do aterro da Boa-Vista n. 49. garantindo a qualquer
pretndeme estar dito estabelecimenlo livre' e des-
embarazado de cousa alguma."
Henry Forster &C. farao Jcilao, por autorisa-
53o da alfandega dcsta eidade, por ntervenrao do
agente Oliveira, em preseuca do Sr..consol dos Es-
tados-CnidoS, e por cona e risco de quem pertencer,
o*l brigue americano Tylerston, de 111 lonelladas
inglezai, capitao li. H. Tice, com os .competentes
?asiros, vergas, ferros, amarras, veame, e os mais
peTtenr.es, tal qual se acha completo de ludo no an-
coradouro deste pono, onde s prelendentes podem
s(amina-lo com antecipacao; e lendo dito brigue
sido legaluieule condemnado nesle porto, onde ar-
ribouoa sua recente viagem procedente de Nanlu-
cketeom destino ao mar Pacifico, ser vendido com
os referidos adieos em um so lote; em seguida sero
vendidos em differentes lotes, quatro escaler pro-
pr-os para pescara, Jarioha em quartolas; barris de
carne de vacca e de porco salgada, cascos vazios le^
vanlados e outros abatidos, arcos de ferro, harpSes,
tintas, cabos de maolilha, e varios arligos miudos:
segunda-feira 24 do correte, s 10 boros da manhaa
no armazem do caes do Hamos.
. LEILAO' DE TABERNA.
O abaixo assignado com taberna no aterro da Boa-
Vista, n. 49,' avisa ao respeiUvel publico, assiro como
aos seus credores, que nao Ihe seodo possivel reali-
sar, a venda da mesma al o presente, resolveu fazer
leiiaodos fundos existentes; para mais depressa em-
bolsarem os seos credores o producto da mesma ; o
qual lera lugar terc.a-feira 25 do corrente mez, as 11
horas da mauhaa.
. Antonio de Almeida BrandSo e Souza.
O Dr. Sabino Olegario Lodgero Pind mu- 9
I dou-se para o palacete da "ra de S. Fraucisco Cr,
) (mundo novo) n. 68 A.
D-se 4009000 a premio sobre penhores de ou-
ro ou pra'a : na ra da Santa Cruz n. 64.
Precisa-se de urna ama que Icjiha bom leite pa-
ra mamen lar orna criaura, preferindo-sc escrava : na
ra do Livramcuto n. 4, segundo andar.
Alagam-se duas casas terreas com bons com-
modos, quintal e cacimba, sitas, urna na ra do Tam-
bi n. 5 A.,e a outra na ra Beal junto ao Mangui-
nho, aquai tem no fundo um grande armazcm de pa-
blara ealguns pertencesda mesma, e he n. 27; todo
se alngn por preco commodo : a fallar na praca da'
Boa-Vista, botica n. 6, ou nS ra Real, cas n. 6.
As mais modernas e
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova loja
de ourives da ra doCabug n. 11, confron-
te ao pateo da matriz e ra Nova, franqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor-
limento de obras de ouru. de milito bons ges-
tos, e oreos qne' nao desagradado a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam pijr
qualquer obra que Tenderen) a passnr urna
conla com responsabilidade, especificando a
qualidade ilo ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvidn M
que apparecer.Serafim & Irmo. B
Mmmmsmmm
Rap Amarelinho.
Viuya Pereira da Cunha. encarregada do deposito
de rap Princeza de Uasss grosso, meio grosso e fino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber um
novo rap muito apreciado no Ro de Janeiro, a que
chamam a/narclinho: e em verdade a sua qualidade
o torna recommendavel: seu preco he do 1280 de
5 libras para cima. Os amantes po(s, da biJa pilada
encontraro em seu deposito- na ra da Cruz n. 23
todas as qualidados de rap cima especificadas, su-
jeitando-se a. qualquer retlamarao que possa haver
O Di'.Tliomassiii. medicoXrancpz. dii con-
sultas todos os das uteis das 9 horas da
mauhfia at o meio dia, em sua casa ra da
ideia de S. Antonio n. 7.

AVISOS
DIVERSOS.
O Sr. Caetano de Assis Campos lem urna carta
na livraria n. 6 e 8 da prafc da Independencia. .
LOTERA JO RIO DE JANEIRO.
Etoa' venda os'bilhetes d 19 lotera
das casas de caridade; a lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dous dias a sua saliida como
acaba de acontecer com o vapor Impe-
rador ; se pore'm nao vier por este vapor,
vira' impreterivelmente pelo vapor inglez
Brasilera esperado neste porto no dia
5 do m&. prximo.
; Ofierece-se urna ama para casa de pouca fa-
milia : quem precisar, dirija-se ao pateo da Penha
, n.6.
i Desappareeeu ^o silio da Trempe ik 1, na sex-
ta-feitk santa, um mnleque de uome Joo, de uarao
Angola, de idade 20 annos, boa altura, tem os ps
grandes, e o dedo direito medido pira dentro e
apapagueado, levdu calca e camisa de riscado tiranco
e azul, costuma embriagar-sc a miudo, he dado a va-
lente, anda ordinariamente quando tone pelo* arra-
ladles desta eidade por ser muito condecido netla.
tambero he amigo do jogo, quando desappareeeu an-
dava vendando (rucias em urna bandeja, nao levou
chapeo, mas j.i foi visto cm, ama taberna com cha-
peo de palha desabado para bailo : rosa-so. a todas
as autoridades policiaes o capitaes de campo que o
encontrar oappreheodam e leveni-o ao referido silio,
qe serao generosamente recompensados.
. Aloga-se um sobrado de um andar na rna das
Tricheiras n. 44, com bastantes commodos para fa-
milia, e cpm bom quintal e cacimba : os pretenden-
' bss podem Iratar de seu preco no largo da Trempe,
sobrado n. 1, que lem taberna por baixo.
Adverte-se ao carnicciro Luiz Mo-
reira, que quando tal liar a carne ao povo
reparta igualmente a carne e os ossos, e
ifio mande .para ns metade do peso em
ossos, e que as candas do- boi leve elle
para casa. Srs. contratadores, ollio viv
com este meco, que lie um dos tas que
espera pelas ceblas do Egypto, econta
em ir desacreditando o contrato at-que
apparera o ante-ehristo suspirado por
elle enutros'marchantes'que opprimiro
tepoyo, comprando bois a,i4$0C0, e
vendendoxarne destes mesaiosboisa qua-
torze patacas a arroba ;-. mas essa sucia
fique desengaada que a imprensa os lia
desancar.at que os velhacos vao sabo-
rearos bellos caranguejos de Fernando.
Isto Ihe advefte o freguez que compra to-
dos os dias urna caneila por carne
. ATTENCAO".
Us abano assiguados scicnlificam ao respcivel
publico e a assemblea provincial legislativa, que re-
tiran) suas nssignaturasdarepresenlacao, qae fazcm
os senhores do engenho Cordciro, para se deslisarem
da rreguezia da Varzea, para ronlinuaiem a ser fr-
goezes da mesma matriz da Vanea. Barbalf. ',
do abril de 1854.Antonio Ignacio dos Prazcres
Antonio Jacntho do Amaral, Manoel Francisco dos
Prazcres, Dionizio trancisco dos Prazeres, Manoel
francisco dos Prazeres Jnior, Jos Alves Camello
Joao Fancisco dos Prazeres, Antonio Jos do Bom-
fim, J^ Jos Fernandas.
Sitio na Baixa Verde.
PLANTAS VIVAS EJI VEGETACA).
Os amadores da agricultura o,ue f|ttze-
rem comprar plantas vivas em* vegetacao,
sao convidados para hoje 17 de abril a'di-
rigirem-se ao aterro da-Boa-Vista n.58
loja, onde, encontraro urna collecco
distinctade plantas asmis raras, as quaes
somente estarao a venda ateo dia 25-do
corrente: os senhores amador.es acharao
all em que satisfazer seu espirito.
> AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2, ,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por.
presos mais baixs do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
qoes, como a retalho, aflian^a^lo-
se aos compradores um s preco
para todos : ^ste estabeleci ment
ahrio-s de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
coata do que s tem vendido, epor
isto oirerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
. Francisco l.nurenro Carlos nada deve a esse
individuo, inseparavel co.mpanheiro de Jos Pinto
da Costa,da padaria da ra Direita n. 26, porquan-
tosendoodilo Costa devedor jo annunciante da
qUanlia de 48S30, est nesse debito acreditada orna
arroba de bolacha, que elle mandn vir do dito seu
amigo, urna caixa de sabSo* e urna dita de flandres,
que em resultado Ihe (lea restando, esse Sr. Jos
da Penha,que para desmoralisaroannunciodoannun-
ciaule, efazer-sc de verdadeiro, engendrou meios
s proprios desi !1 Quanto a cerca da invaliosalet-
Ira do annunciante e que lem protestado nao pagar,
confirmando o ser annuncio, assevera com toda so-
lidez ao respeitavel publico, que della um s real
nao deve e nem ella foi proveniente de gneros que
o.annunciante comprasse em seu estabelecimenlo,
como corajosamente disse em seu annuncio para Ilu-
dir ao publico. Esse misterio est prstese romper-se
e entilo o publico entrarnu perfeilo conhecimento
dos actos criminosos do dito Sr. Jos Pinto da Costa,
mais conhecido por Jos da Penha, com taberna na
ra Direita n. 14.
BC JB80S*8n88E288SSB8?5-gS
NA VALHAS A CONTENTO^^
Navalhas e tesuras feitas pelo
melhor cutileiro de Lisboa, pedras
3g para aliar, as melbores que tem <
Jg vindo a este mercado.
HOSTIAS E PARTCULAS.
g Ricos ferros para fazer hostias e
jg particulas, e as tesuras proprias
S para as cortar.
PADEIRO E. COZINflEIRO.
Pendras de rame, amarellede
metal branco, ricas formas para
pasteloes, bolos, podinse bolinhos.
MESA COBRTA.
Coberlas de metal e de rame,
proprias para cobrir os pratos na
csaetudo mais que diz respeito
a cozinha e mesa", e militas outras
cousas que a'vista faz cobicar ; tu-
do isto que cima se annuncia a'
venda, se encontra na loja de fer-
ragens da ra da Cadeia do Recii
n. oO A de Antonio Joaquim Vidal
i&Comptnhia.
Perdcn-se um titulo de residencia pertenccule
a Jalo Benlo Lagos : quem o liver achado e entre-
gar na refinado dos Afosados, rereher.i 4OU0 de
gratificado.
~ ,Vende-se urna casa terrea, sita na ra dos Coe-
Ihos n. 13, muito bem edificada e larga, e rende 209
rs.. por mez : quem pretender, dirija-sc ra do
Qucimado, loja n. 10.
Vende-se sement de macaxpira o capim de
planta : no silio da Trempe, sobrado n. I. Assim co-
mo bonilos ps de sapotis, goiabeiras brancas e laran-
geires de umbiuo.
CERA DE CA RNAL'OA.
Vende-se cera de cariiauha chegada agora do Ara-
caly : na roa da Cadeia do Recite n. 41), primeiro
andar. .
SAL DO ASSr.
Vende-se sal rdcgdo agora do Ass, a bordo do
hiale Ai\/elica : a tralar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
Alngam-so duas casas lerreas. orna na roa da
Onceicio da Boa-Vista n. 42, e outra dcfronle do
quarll da Soledade, que ambas se acham com cs-
rriptose bem tratadas : quem as pretender.enloda-
se com o sen-proptictario JoAo Leite Pitia Orliguci-
ra, ra da Cruz n. 12.
Precisa-sede um caixeiro pequeo, porlugiiez,
para loja de fazendas'em Olinda nos quatro cantos:
a tratar na ra larga do Rosarlo n. 22 loja de mlu-
dezas, assim como se vende urna escrava rrioula e
A-luga,-*
de um sdio no luga
a fon preleuffentes dirjam-se pra
f, ...-... r,.,.i,w, un ni ij.irii?ir (i IlIiUtt
'nhia ,K> ''"' "0 *,rmi,ze.ln de RomSo & Conlpa-
cria, a qual cozinha o diario de urna casa, engom-
Uia lizo, ensaboa'e compra na rna : a tratar na mes-
ma loja, vende-se lamliem o 1 equartn lomo da histo-
, vende-se, ou faz-se iimarrendamenlo, ifia ajugar acima,_ dn Bomao Amonio da se vende Indo o sortimento .le miudezas e qiiin-
3uilharias por "rajos muito baralos, aos compra-
ores.
Antonio Ferrcira Lima vai a Por
I
CHRYSTALOTYPO.
Galria de ricas pirituras pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
Decaixas, quadros, medalhas, alllnetes e pulcei-
ras da um rico sortimento para collocar retratos,
por preco muito baixo.
PFecisa-sc alugar urna ama forra ou captiva,
paro* urna casa estrangera de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Vclda n. 00 primeiro
andar, 014 na Capunga silio do Sr. Brito. .
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadeia
do Recife n. C.
Existe ueste estabelecimenlo um grande sortimento
de roupa feita de tudas as qualidades de fa/.endas
rdegadas prximamente de Inglaterra, como sejam.:
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, ceroulas,
etc., e os prenos* ser.lo os mais razoaveis possives,
visto ser o systema do dono nao deixar diheiro sa-
hir aio'da mesmo com algum prejuizo.
Aluga-se um sobrado de dous andares, sito na
ra da Aurora 11.22 com bastantes cpmmodos, porta-
rocheira e cavallerice: Iratar na mesma ra n.
26, sobrado da quina.
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leao, silo na fiegoezia
da Escada: os pretendenles pdem apparecer no ater-
ro da Boa-Vista,- sobrado n. 53, segundo andar, que
acharao com quem tralar, ou na freguezia da Escada,
110engenho Vicente Campello, com Manoel lioncat-
ves Pereira Lima.
Roga-se ao Sr Jos Joaquim de
Campos queira annunciar a sua morada,
poisselhe deseja fallar, ou dirija-se a ra
da Cadeia n. 24.
Casa da aferico, na ra dasAguas-
Verdes n. 25,
O aferidor participa,, qae a revisSo leve principio
no dia 1" de abril corrente, a ftnalisar-se no dia 30
do junho prximo futuro: segundo o disposto'no
arl. t do rftimento municipal.
. O Sr. Joitn Nepnmuceno Ferrera de Mello,
morador na passagem de Olinda, tero urna carta na
livraria n. 6 e 8 da prasa da Independencia.
Precsa-se alugar urna ama que salba lavar,"
engommar, cozinhar e fazer todo o servico de* nma
casa de pouca familia: na ra Direita n. 119, loja
de selleiro..
D-se diheiro a.juros sobre penhores de ouro
ou prata: na ra Yelda n. 35.
, Aluga-se o segundo c lerceiro andar da casa n.
37 na ra do Amorim: a Iralar na loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recite n. 56 A.
A pessoa que por engao, oh por gracejo iirun
um chapeo de sol que eslava encostado a entrada da
conladoria geral, queira por o obsequio de o fr des-
trocar recebendn o que dcixon na loja do Sr. Don-
rado no paleo do Collegio, certode que se o nao fizer
ser chamado pelo proprio rumie, por eslejornal.,
Para ajugar por lempo de dez meses cortos e
por aluguel commodo, o sitio do Sr. Guerra na pas-
sagAi ila^Jagdaleha, presentemente oceupado pelo
Sr. renten: trala-se no mesmo sitio.
Precisa-se alagar um sitio que tenha boa caa,
e sendo sobrado melbor, do Mauginho a ponte de
I cda ao p do rio, por anuo, agradando nao se
olha o aluguel: na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Attencao as pechnchas.
Xhegaram i loja de miodzas da ra do Colicu
n. 1, os seguinles objectos, os quaes se veodem por
precio mais commodo do qoe cm outra qualquer par-
te : uro grande sortimento de calungas de porcelana,
como sejam : gatos, galles, cachorros, nucas, tigres,
fruclas, figuras, etc., ludo proprio para palileiros ou
enfeitcs de mesa, assim como S. Joao. Nossa Senhor
e o Divino Pastor, eslampas Ve santos e santas em
ponto pequeo e grande, collectOes da Via Sacra com
14 estampas ; e de lonra Santo* Antonio, N. S. da
Conreicao, S. Pedro, as tres pessoas da Santissiroa
Trindade. e outros mais ; balaios, cestos para com-
pras e cestas para meninas trazerem no braco e ou-
tras para finetas c llores, e outras mudas molduras
dopradaspafa quadros, edtenles de ac para relo-
gio, de muils goslos, rollecces de Hnralo (|e Cor-
dova, de Gil-Braz, dos Misterios de Paris e da revo-
lucao francezaem184S, retratos de Isabel II rainha
le Mespauha ef de Espartero, de IN'apoleao I e III e
da roperatriz, assim como outras muitas cous.is que
se denao de annunciar, pois a vista do compradorie
que se podem mostrar.
Jos Mapoel Leonardo da Costa val ao*Pari.
Precisa-se diurna ama que saiba cozinhar e
fazer todo o mais servico de urna casa : np largo do
Terco n. 27, segando andar.
O bacharel Witnivio -continua a leccionar em
francez, e para este fim recommenda-se aos pas de
familia, aos quaes promette toda' a soliritude possi-
vel no aproveilamcnto de seus filhos : ra das- Cru-
zes n.22, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna ama que lave, cozinhe,
engomle e faca o servico interno de urna casa de
pouca familia: na ra Direita n. 116.
Manoela Caelatia Lucci, ponderada pelos muito
e repelidos obsequios, que ha rerebido dos Ilustres e
generosos habltantes.dcsta capital, fallara ao seu de-
ver, se lendo de relirar-se por dous mezes para o Ma-
ranbao, nao se dirigisse aos seus benignos prolecto-
res para manifestar-Ibes Inda a torea do seu reennhe-
cmento e gratidao. Deixando esta eidade por algum
lempo, nao por ambicito, mas para livrar a um seu"
collega, emprezario do thealru do Maranhiio, dos
embaracos com que lula, o para acceder aos pedidos
de pessoas a quem nao pude fallar, resta-lhe a espe-
ranza de yollar brevemente a urna eidade aonde s
lem receido atlencoes e obsequios. Aproveila igual-
mente a occasio para despedir-se de sens compa-
nheiros, eofierecero sen diminuto presumo all, vis-
to,pela rapidez de sua sabida,nao o poder fazer como
desejra.
O regente, procurador geral e mais feslciros de
N. S. dos Prazeres. ar|minciam que,para intei esse das
respectivas festas&cam as mesmas transferidas para,
o mez de roaio, cujo dia ser annuncia do.
*- Rogh-se ao Sr. Manoel Francisco Marques, na-
tural de Portugal, o favor de comparecer na ra do
Amorim n. 6, para se entender com Manoel Francis-
co Marques; cidadao brasilciro, alim de concofdarem
qual dos dous deve fazer allerarao no sen nome.vislo
que assim se evitar nao s o desenconlro de cartas
que lem davido de um para outro, como mesmo en-
gaos que no futuro se possam dar a todos os respei-
tos, pela identidadede nome.
; O Sr. Francisco Antonio Rodrigues Vianna
queira procurar urna caria na ra Direita n. 66.
O abaixo assignado fazscehtc a quem de direi-
In competir, que desappareeeu de en poder urna
lellrada quanliade rs. 1:1143090, sacada por Simiao
Correa Cavalcanti Macambra, aceita por Antonio de
Albuquerque Maranbaoeendocada pelo coronel Ma-
noel Pereira da Silva, de Paje de Flores, cuja let-
Ira vencida em 15 de oulubro de 1852 acha-se apun-
tada c protestada, ecomo de nada possa servir a quem
a tiver, roga-se que a venham entregar ao mesmo
aliano assignado, ou ao Sr. Macambira, cm Serra
Talhada.Manoel Joaquim do llego Albuquerqhe.
Na'rua Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d a
quantia de 2000000 rs.- a premio, com penhores de
ouro ou prata.
. Otlcrece-se para caixeiro de qualquer estabele-
cimenlo, menos taberna e padaria, um rapaz brasile-
ro de 16 anuos, o qual d fiador a sua conducta :
quem o pretender drija-sc ao sobrado d* quina da
ruado Fogo com a frente para S. Pedro, segundo an-
dar n. 53, ou na ra do Sebo n. 29.
Precisa-se do um homem para fetor de um
eu gento perlo desta prac,a : na ra Crespo 11. 15.
En ahaixn assignado declaro qne o Sr. Joao
Jos da Luz ferrcira, durante o lempo que foi
caixeiro em minna casa, munca praticou aejao que o
deslustrasse no cumprimenlo de seus devere, anles
sempre foi merecedor de minha eslima pelo seu bom
zeloe activdade. Andr Mauzer.
O abaixo assignado. lendo de relirar-se desta
ptovintia al o ultimo do correle, o nao quer fa-
zer sem teslemiinhar publicamente ao Sr. Andr
Nauzer, o agradecimentoxlos deneficios que do mes-
mo senhor, recedeu,- durante u lempo que foi seu
caixeiro, beneficios que lirarao gravados na sua
lembranra,_c {deque nunca se mostrara esquecido.
/o3o Jos da Luz Ferreira.
Na Candna do Carmo, casa n. 6, corlam-se e
cosem-se"-cosluras de alfaiale, vestidos e outras
quaesquer costuras, ejambem lava-se e engomma-se.
por preco commodoedepressa, ludo mudo bem.
Aluga-se ama sala com alguns commodos, pro-
Era para escriptorio ou rapaz solleiro, na ra da
adeia do Recife n. 3: a tratar na mesma casa, ou
na loja de miudezas n. 5.
Irmandade de N. S. do Livramento.
Nao tendo sido possivel realisar-se honlcm o an-
damento das rodas da mesma lotera, em consequen-
ca do avullado numero de bilhetes, que ficaram na
importancia 7:8003000 ris., quantia esta que muito
excede as forjas da irmandade, inhabiliton ao abaixo
assignado de dar rnmprimenlo a sua prnirfessa, nao
obstante ter envidado lodos os esfor^os nao s de sua
parle, romo igualmente da do Sr. Salustiai)o de
Aquino Ferreira que milito tem feilo, para que nao
houvesse transferencia, avista deste inconveniente
de novo marca o din 12 de maio prximo vmdouro,
un qual imprelerivelmenle ter andamento', ainda
que para isso sja preciso a irmandade arriscar, o
mesmo thesoureiro desde ja implora do respeilavet
publico a' nrurrencia da compra do restante dos
bilqelrs r lugares do coslume, alenla a boa ap-
plicaco ,ue pare re ter dado a irmandade, dos
produrrns'de'suas loteras. |e por consegointe me-,
rece ser ai ma por esla vez favorecido sem menor re-
cejo do seu andamento, posdesla forma poder cor-
rer muito antes do dia marcado.O thesoureiro,
Joao Domingu da Silta. ,
Caf e sor ve te.
Axha-se aberlo das 3 horas em diaplc, a nova ca-
sa de sorvete e caf na roa do Rosario estreila n.
10, com duas salas decentemente ornadas, oOere-
cendo bellos commodos para familias (TndepCudente
dos homens), e para a bella rapaziada. 1
Olferece-se urna ama j de roeia idadt. para ca-
sa de homem solleiro, para cozinhar e engommar,
e muilo fiel: quem pretender dirija-se ao becco do
Sorteado 11. 13. "
Em o dia 20 do'corrcnte, desappareeeu um cs-
eravn criouln. de mime Zacafias. idade 18 annos,
cor fula, bonita, fiausa, levou vestido caifa de brim.
camisa de atendi, chapeo de palha: roga-se s au-
toridades policiaes o mais capiles de campo, de o
pegaren) e levaremn seu senhor Domingos Jos Mar-
tins, na passaecm da Magdalena junto a entrada
para os Remedios, que sero recompensados.
Os mesarios encarregados de festejar a imagem
dp N. Scndora dos Prazeres, ereela na matriz de S.
Fr. Pedro Goncalves do Rccire, fazem scienle aos
devotos da mesma sendera, que em ennseqoencia de
se achara matriz ero obras, deixam por isso de fa-
mente no domingo 23 ao corrente, missa cantada no
aUar da mesma senhora; ficaudo a mesma mesa
para o anuo d 1855.
Vende-se urna negra de nacau da Cosa, boa
figura e raoga.'com pratica de vender na ra: na
ra de Apollo n. 12.
Extraordinaria harateza.
Vendcm-sc castas e camhraias francezas de barra
e babados, fazenda nova e do ultimo gosto, pelo ba-
rato preco de 400 rs. a .vara ; na ra Nova, loja n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho. J
Na rna do Queimado, sobrado n. 32, primeiro
andar, vende-se una negra da Cosa, muilo fiel, boa
quilandeira, cozinheira e ensaboadeira.
Vende-se nma mulatinh.i de idade de 10 a 11
annos, de bonita figura c sada : na ra de Santa Ri-
ta n. 90.
Na ra do Crespo, loja n. 23,
9 vendem-se cortes de caemira preta fina a @
' 53000, sarja preta larga, fazenda superior, a #
* 23OOO o covado, sctim de Maci, muilo encor- $
3 pado a 23500. chales de la escuros a 800 rs.,
panno preto o azul a 33000. corles de casemi-
ra parda a 23000, chita franceza larga com
algum mofo a 200 rs. o covado, (lilas limpas
muito finas a 210, riscados-franeczes de cores
fixas a 180, riscados de lindo os melbores que
ha no mercado a 240, e outras muitas fazen-
das, por preco baratissimo.

Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de enturos decnuro de lustre, bem fei-
tos, pelo diminuto prco de 23500 cada um.
" Na ra doVgario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sechapeos de castor brancopor commodo
preco,
No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no caoj da Alfandega, c na ra da Moeda de
Francisco Guedes do Araujo, vendem-se saccas com
excedente roilho. assim como na loja da esquina do
becco Largo n. 26. '
MUITA ATTENCAO !
A pessoa que precisar de um mulato
de 18 a 20 annos, que se pode chamar
urna bonita pe<;a, e queira dar por elle
760JOOO,, va' na ra do O'ueimadon. 7.
loja da Estrella, de Grigorio Silveira
Paulina francisca do Livramento Cedrim, ca-
sada com Ignacio Joaquim Ribeteo, morador na ei-
dade da Victoria, faz scienle ,10 publico, que niu-
auem faca Iransacco de naliireza alguma com o
dito seu marido relativo aos bens de sen casal, assim
como, que ninguem compre a escrava Lnza com
duas crias de menor idade, pois asupplicante canea-
da de sotlrer o mo trato que Ihe d dito seu mari-
do, morrendo a fome tom seus filhos, -est resolvida
a devorciar-se do dito sen.marido ; a annunciante
teualmenle scienlifica aopublcn, qoe seu casal nada
deve a pessoa alftuma, e todo e qualquer documento
que apparera assisnado a rogo do dilo seu manido
sem ser por ella ou por seu filho Miguel Archanjo
Riiicro Cedrim lie falso, pois -o dito sen marido
quando se ansentou de Casa disse nannnuciante'que
ia fazer dividas falsas afim de prejudicar'a suppl-
cante e seus innocentes filhos menores" o que ludo a
annunciante provar em lempo compleme com o
lestemuiidn de lodos os habitantes da mesma eidade
da Victoria, qp.'esiao-a par da m conducta do dilo
seu marido para com ella e seus filhos.
Precisa-se de urna ama de ICile para acabar de
criar urna menina ; na ra Nova n. 29.
Aluga-se a loja i). 3 do aterro da Boa-Vista,
com armaran do amarello, envernisada e envidrara-
da, propria para qualquer negocio : a fallar na loja
n. 1.
Desqja-se fallar com o Sr, capitao Trislao Po
dos Santos: lia loja do marcueio francez, na ra
Nova n.45.
,Bernardno Joscda Silva.cm resposta a Francisco
Lourenco Carlos, diz apenas que he realmente seu
credor, como mostrar em juizo logo qne for possivel
cla-lo, o que ser summa'menle difficulloso, por
quanlo nao apparece A ninguem l Quanto ao mais
de seo annuncio, nada diz, perqu de inleiramenle
allieio es'sas questoes, que se movem entre o Sr.
Jos Vicente da Costa, e o Sr.Antonio Carlos Pereira
de Burgos Ponce de Lean.
Precisa-sede 1:0003000rs. a jurosa 1 % 10mez
sobre hypolecas em casas nesta praca. llvre e des-
embarazadas: no aterro da Boa-Vista Toja n. W.
COMPRAS.
Compram-se patacoes brasileirose
hespahoes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20,' loja de Cambio.
Compfa-se om escravo robusto, de bons costu-
mes, c que nao seja fujao; paga-se bem se agradar :
na Iravessa da Madrele Dos, armazem de Joao Mar-
lins de Barros.
Compra-se urna erammatira ingleza por Gib-
Sbn, usada : na botica da ra Direita n. 31.'
Compram-se os ns.' 76, 77 e 78 des-
te Diario do corrente anno; na livraria
n. Ce 8 da praca da Independencia.
Compr-se um Diario do dia 3 de junho de
1853 : na ra do Tiapichc n. 48.
Compram-se as 3 ou 4 eslncSes de lompson;
quem a liver, dirija-se ao aterro da Boa-Vista n. 2,
primeiro andar. ,
VENDAS
Vende-se o sobrado em Fra de Portas n. 82,
com 2 salas, 3 quarlos, terraco, quintal, e cacimba
foreros a marinha : ver no mesmo, ea Iratar na
rna da Cruz no Recife n. 63, segundo andar.
Vende-se um lindo en va I lo mellado, cuna bran-
ca, ptimo passeiro, e perito esquipador : lamliem
se faz negocio por troca de algum quarlo viajagei-
ros os pretendenles entendam-se com o Sr. Sebas-
lio Lopes (uimarrs Jnior.
Vende-se urna casa terrea .na ra de Santa
Thereza : quem a pretender, dirija-se ra de Hor-
las, sobrado de dous andares 11. 48.
A loja da ra dos Quarteis n. 24,
tem para vender aos seus freguezes um
esplendido sortimento de chapeos de sol
de seda de cores e pretos, e de panninho
com armcoes de balea e de ferro; advr-
te-se que he'fazenda superior e por pre-
co baratissimo ;' assim- cmo esta exposto
a'vista dos -eguezes um completo sorti-
mento de laas de todas as coi es para bor-
dar, bengalas, luvas, bicos, botoes, penteS
de tartaruga para cabello, de marim e
bfalo para alisar, leques linos demadre-
perola, cartas francezas linas para volta-
retee lecarte, eoutras muitasquinquilha-
rias que nao se enumera para nao ser fas-
tidioso o annuncio ; tudo he (ja' se sabe)
por preco commodo.
MJLHO.
Vende-se a 3SO00 com a sacca, superior milho
muito novo, e saccas muilo grandes: na ra do
Crespo 11. St,
Vende-se panno azul ordinario, proprio para
tropa, em porfo ou a covado, por barato p'rec,o: na
loja de quatro portas n. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-se cortes de casemira preta e derrotes,
pelo barato proco de 43500. cobertores escuros* a 800
res, chapeos de sol de bonitas cores pelo preco de
GSO00 ris: na loja de 4 portes na rna do Crespo n. 3,
ao lado do arco de S. Antonio. >
Vende-se urna escrava de meia idade, sime la-
var de sabao e varrela, muilo propria para o servico
do campo,-por j ter sido esla a sua occupacSo:
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo loja 6.
ESTAJEO.
Vende-se estanho em verguinha : no
armazem de Eduardo H. Wyatt, ra do
Trapichcnovo, n. 18.
Vende-se um excedente carrinbo de 4 rodas,
mu bem construido, em bom estado; est exposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
|m> mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
No pateo do Carmo, laberna n. 1, vende-so
um escravo proprio para lodo servico.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra/lo Collegio n.-4, e na na da Cadeia do Reci-
fe 11. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
OTAS DO SERTAO.
m Vendem-se muilo fresraes ovas do serian, por pre-
50 commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.'
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Framdjj^ jjar_
tins, na roa da Cruz n. 62, as roclhorc^e'nYentes re-
cenlemente chegadasde Lisboa na bar, portugueza
Margarida, como seja : couve tronxudav monvard.-i,
saboia, fcijo carrapalo de duas qualidaues. ervilb'a
torta e direita, coentro, salsa, nabos cTabai-.-ctn, de
todas as qualidades.
feijo
No armazem do. Sr. .Guerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-se feijao mulalinho
muilo novo, e em saccas grandes : a Iratar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas para rap.
Vendem-se superterescaixas para rap felas na c
dade de Nazaretli, pelo melhor fabricante deste ge-
nere naquella eidade, pelo diminuid prec de 13280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n. .'lde 1 hora
da tarde em vante al 6 da larde achara com qoem
tratar.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
priraeira qualidade, por preco commodo : na roa Di-
reita n.76, esquina do becco dos Boceados Morlaes.
-Vende-se orna prcla que sabe cozinhar o diario
de nma casa: na ra do Livramento o. I.
Capachos.
Chegou i loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um grande sortimento de capachos pequeos e
grandes, tanto compridos como redondos, os quaes se
vendem por preco mais commodo do que em outra
qualquer parle.
Vende-se um oplimo escravd bom cozinheirn
e de boa conduela, urna preta boa engommadeira,
urna dita que engorrona liso, cose eacozinha, todos
por prejo muito em conta : na ra Direita J& 66.
Vende-se um extenso e ptimo Ierren0%roprio
para ronslmcc,es, em frente da igrej deN. S. da
Paz dos Afogados : quem o pretender, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista n. 42, segundo andar.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
650 tijolos de marmore ; baratos e em bom
estado.
de uaco
ANMCIO LITTERABIO.
Acha-se venda a nteressante obra de direito o
Advogado dos Orphaos tao necessaria para os
joizes, escrivaes e advogados do foro : as livrarias
dama do Collegio n. 9 e 20 ; na do Sr. padro Igna-
cio, ra da Cruz do Recife n. 56 ; na do Sf. I leu ra-
llo, |ialeo do Collegio n. 6 ; c na loja de encaderna-
dor, ra do Collegio n. 8, pelo baralissimo preco de
33000 rs.
20:000|000.
Esta sor te foi vendida em dous quartos
de n. 2846 da oitava lotera do Estado Se-
nitariof na ra da Cadeia, esquina da Ma-
dre de Dos, loja de miudezas, e nao em
ouir parte como se quer dizer.
*Colcorama.
Remedio efiicaz para curar os callos: vende-se na
ra do Cabulan. 10, com a instruccao para o uso?
a 13280 cada boiflo. ., .. .
Gabinete poituguez de leitura.
Por ordem da directora, convoca-s o conselho
deliberativo para reuuir-sc em sessao, amanhiia 23.
do ronenle, pelas 11 horas do dia: ordem do dia ;
disrussao dos estatutos, adiada por folla de compa-
recimento dos senhores membros.J. (.de Agilitar,
1 secretario.
Gratilicacap. .
Domingo 16 do corrente, desencaminhoii-se desde
a ra do \ gario at n Irapiche-Novo, um caxorrnho
de raja particular, teni o caberlo fino, he prelo com
urna raalha branca em roda do pesclo, oreldas mui-
to grandes, e focinho de furao. ps c ninas cateados
de branco, d pelo upinc deHanibal: quem o
trouxcr a ra do Vigario casa n. 7, ser bem recom-
pensado.
Precsa-se de um prelo ou preta para cozinhar
e comprar para tres pessoas, sendo bom cozinheiro
nao se olha preco :' na rua'larga do Rosario, loja de
louca. -
Precisa-se de um feitor para engenho, prefe-
rindo-se das Ilhas : quem quizer anhuucie.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Aluga-se urna rasa grande, envidrarada, na
Passagem da Magdalena entre as duas puntes, cun 1
quarlos, 2 salas, solao, cozinha fura, carimba, quin-
tal, urna rasinda no fundo e hanhero que vai ter a
mar ; ni roa Direita 11. 3,
Vendem-se ricas espadas prateadas para> a guar-
da nacional ; na na Nova, loja de Joao Fernandes
Prente Vianna.
Para a guarda nacional..
/ Na ra Nova, loja de Joao Fernandos Prente Vi-
anna, vendem-se superiores espadas comas guarni-
eres douradas.
" pji<,'1,"t a 4.S00.
S reslam seissarcas com farinda de mandioca da
trra para se vender pelo diminuto preco de 4$500 a
sacca, alim de se mandar conla de venda : na roa
novan. 35.
W Deposito de vinho de cham- @
W PaSne Chateau-Ay, primeiraqua- f
lidade, de propriedadAdo condi (fi
tt .e Mareuil, rna da Cruz do Re- *
" cife n. 20: este'vinho, o melhor '
W de toda a champagne vende-
@) %e a 56S00 rt. cada caixa, acha- jk
. se nicamente emeasa de L. Le- ^
W comteFeron& Companhia. K. B. ^
As caixas sao marcadas a fogo pl Conde deMaicuil e os rtulos ^
$) das garrafas sao azues. ^
eS@':*f i: @@SS S9
*. No armazem confronte aloja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas carrocas novas muilo bem
construidas, as quaes serven) para cavallo ou boi, e
ouira usada ; as qaacs se vendem pelo preco que o
comprador oflerecer.
- Vendem-se 4 escravos, 1 mulato, de 20 cunos,
1 moleque de ff annus, 1 preta lavadci'm o engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e ;10 travs de pao dar-
co : na roa larga do .'riosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Veride-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companliin.
Vendem-se relocios de ouro e prata, mais
barato de que erg qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carj, os melbores e de forma mais elegante que
lerop'indo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco qoe em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepoiito da Fabrica de Todo o. Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.*
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, edegado de Lisboa presentemente pera
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em peJra, novissinnf.""^.
Vendem-se em, casa de Me. Calmonl &' Com-
panlna: na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaOsortido, ferro inste/..
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha^
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engqnliOf ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.* V
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenejao' do,Dr. Eduar-
do Stolle em Berlm, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
asthicar, acha-se a venda,, em latas de 10
libras, junto com o .metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. *0. Bieber & Companhia,.na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
' Vicente Jos de Brito, Onico agente em Pernam-
buco de II. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem edegado a esla praca una grande por-
Co de frascos de salsa parritlia de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de l.lo precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias qu
sempre coslnmam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela m3o daquelles, que antepoero
seos interesses aos males e estragos da hnmandade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
deste fraude e dislngua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui choga-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de tnicamente em sua botica, na roa da Cnnceico
do Recife n. 61 ; e, alm do receitoario que acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira paain;
seu.nome impressu, c se achara sua firma num
nuscriplo sobre o invollorio impressd do mesmo
Traeos. 1
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ru da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
; na ra
-j:'-.c---'r
i
Vade-mecum dos homeopathas ott ^
, o Dr.FIeringlroduV.idoem por- (A
tuguez. ,
Arha-sc a venda esla iroporlantissima o-
hra do Dr. Hering 110 consultorio homreo-
palliico do Dr.. I.obo.Hoscoso rna do Colle-
gio n. 25, lo andar.
Vendem-se correntes de ferro usadas tanto fi-
nas como grossas, as- quaes estao em muito bom es-
lado, e por "preco muito rominodo : na ra da Seu-
zaja, armazem defronlcda loja do Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo aroazero compram-se ferros\veldos,
cobre, lalo e outra qnalquer qualidade de melal,
assim como brins, lonas e outros pannos vellios etc.
Vende-se um bom escravo
da Cadeia Velda n. (II.
AO BOM E BARATO. .
Vendem-se rebolos muito tinos, chegados ltima-
mente de Uambur^o, proprios para barbelros e culi-
leiros, assim como outros muitos, objeelos de. ferra-
gens, proprios para qualquer .ofiicina, que s com a
vista do comprador se poder applicar, ludo por pre-
co mais commodo que se podero comprar em oolra
qualquer parte ; na ra da Cadeia do Recife n. 56
A, loja de ferragens de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
PAQUETE INGLEZ.
Vende-se papel paquete, proprio pora esrrcver pa-
ra a Europa: na ra da Cadeia do Recife, Idja de
ferragens de Antonio Joaquim Vidal & Companhia,
n. 56 A. .
Vndese um cavallo rodado, muilo novo e
bom andador baixo, sem achaques, por preco com-
modo : na ra do Vigario n. 5.
Vestidos batatos."
Vendem-se vestidos brancos com hartas de cr a
3-5000. ditos de babados a 43000, 49500 e 59000, cor-
tes de cambraas aherlas, brancas e de cores a 3SO0O,
cassas francezas a 2900O o corle, chitas francezas de
padres modernos a 320 o covado, vestidos para me-
ninas de 2 a 4 annos com capnlinho a 29500 ua ru
Nova, toja u. 16 de Jos l.uiz Pereira. & Filho.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
a venda a superior flanella para forro dcsellius, che-
gada recentemente da America.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 650
rs". c pequeuos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se chapeos de palha c esleirs, cera
amarella, dita de carnauba de primeira sorte, sola,
couriohos miados, tudo cliegadnde novo do Aracetv,
e por preco commodo a dindeiro vista : na ra da
Cznj do Recite 11. 33, casa de Sn Ar,aujo.
Vendem-se duas das melbores tabernas da fre-
guezia de S. Jos, sendo urna na roa (ios Martirios
n. 36>e ouira na ra dos Ac.ouguinhos n. 20. ambas
muilo afreguezadas para a trra, por isso quo ven-
dem diariamente, aquella de 369000 para cima, e
esta vinle e lanos, o que se pode afiancar aos pre-
tendenles ; esta venda se faz par seu dono se adiar
gravemente doenle, e querer Ira lar de sna saudc, 011
fora desla praca ou do imperio, e para maior com-
mndidadedos compradores accite-se dcsoneraciiodo
debito da praca : os prelendentes podem dirigir-sc
as mesmas lahernas para Iratarem dcsta pcebineda
com o abaixo assignado.
Jos Gomes Ferreira da .Siten.
Vendem-se 10 escravos.sendo 6 escravas de lodo
servico e entre ellas urna que,engomma, cose.cozinba
c faz labyriutho, 2ditos de todo servico, c um casal
de niela idade : na ra Direita n. 3.
_ Vende-se um bom cavallo castanho, com habi-
lidades; pode ser visto na rorheira perlencente a
casa da rna do Hospicio, oull'ora habitada pelo seu
proprtelario o Sr. Vicente herretea da Costa.
Vende-se urna armado de. taberna, na ra de
S. Francisco n. 68. por preco milito commodo, a di-
heiro n viste : para Iratar na ra -da Concordin
n, 2.
u- Na_rua do Vigario n. 19, primei-
n^lnatfap, tem pra~>Ri^p-enversas Otee-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rfedowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vepdc-se no armazem de Tasso Irmaos, farinlyi de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Milita attencao..
Cassas de quadros muito largas com -12 jardas a
23100 a peja, crles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de edr com 6 1p2 varas, muilo larga, a 29800, dilos
cnm8ij2 varas a 39OOO rs., cortes de meia casemira
para calca a39OOO rs., e outras muitas fazendas por
preco commodo.: na rna do Crespo. loja da esquina
que volla para a Cadeia.
As enca de Edwln Haw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com' forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
(ara casa de porgar, por menos preco que us de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e te-
nas de flaudres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem deflenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
uislez, da melhor qualidade, e fabricados em. Lon-
dres, por preco commodo.1
Casemiras francezas.
Vendem-se casemiras francezas de padres escuros
e muilo elsticas, proprias para o lempo presente,
pete barato preco de 49500o corle : na ra Nova
n. 16
PARA A GUARDA NACIONAL.
Vende-se superior panno fino azul para fardas de
guarda nacional a 39000* e 49000 o covado : na ra
Nova, loja ri. 16. de Jos Luiz Pereira < Kilho.
Vende-se um sobrado n ra das Cruzes mil:
a. Iratar na ra do Queimado n. 10, segundo andar.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de acu-
car, c alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por pregos commodos : na rna do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Vellia n. 52, em casa de
* Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrer, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se nm completo sortimenlo de fazen'das
pretas, como : panno lino prelo .1 39000. 49000 ,
59OOO e 69000, dilo azol 39000, 49000 e 59OOO, ca-
semira preta a 29500, setim prelo muito superior ,
38000 e 49OOO o covado, sarja preta despalillla 29 e
25500 rs., setim lavrado proprio para-vestidos de se-
ndera a 29600, muitas mais fazendas de muilasqua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Crnz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras wompostas. feilas no Ara-
caty, por menos preco do que cm olra quuluucr
parte. '
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19140; ditos de salpico lamliem" grandes a
19280, ditos de salpico de tapete, a I9400 ; na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
E" aw'1.0 Iearnt >'onle & Companhia. vendem-se
os algodoes desta fabrica : na ra da Cadeia Velha
Deposito de farfollas de Irieo.
ro'"1 "'"'^ t ?SSF 9 ra8S V** no*mercado,
nTarmaTlT!, "ZMrt,"!ento de "arioliM americanas:
r,rGm:cXteaDC'o,,,e,SComr,anhia'nobec-i
Relogios.de oury^CiSes:
vendem-se em casa de Dearfe v0ute & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Voulc iCompa-
nlna,, ra da Cadeia Velha n. 52, ico de Milo ver-
dadeiro e carvao patente, proprio para ferreiros.
FARINHA DK MANDIOCA.
Vende-se em ))oi-ci"ies de 50 saccas pa-
ra cima": para ver, 110 armazem do For-
te do Mallos, dcfronle do trapiche do al- *'' rfel,'*r lo ai*< assignado 200 r ; ^ r
,. cacao. .iHtonio Hernurdn I a: de C1 irratno.
godiio, e pura tralar, 110 escriptorio de_____________________. ________ __________
Mtmoel Avea Guerra Jnior. Fra, Tj. **t. F< Fch .IW*
^ende^e ora cofre de madeira com arcos de
ferro muito forte e com ires techadoras muilo sega
ras, r^r preco comnrodo: na roa da Senzala defroV
le da I011 do Sr. Martins, pintor.
Vende-se na roa das Flores n. 37, primeiro an-'
dar, urna lypographia nova coro lodos qa sen. n!.
Unces.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do ,Brum, passan-
do o chafariz continua haver um |
cmpletd^sortimento d taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmo de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Mohnos de vento
"ombombasderepuxopaTa regar,hortas c baixa
de capim. na fundicao de D.W. Bovroan : na ro
doBrumns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO. *
Vende-se superior vinho do Porto, m
barrisde4., 5. e 8.: no armaiem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, n:
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezsda: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos seahore%de engenho.
Cobertores escuros de algodao a 800 rs., dilos mui-
to grandes e encorpados a 1 $400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA.
>o antigo deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Hussia, americana ebrasileira, em pequero bar-
ris de 4.arrobas; a boa (jualjdade-e prima mi ba-
ratos duque em outra qualquer parte, ^e amanram
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra. pr-
ximamente chegados.
Vendem-selonas,brinzaS, brins e metas lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber A
Comoaruna, na ra da Cruz n. 4.
Vende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a terra,^ com poucos fundos, e faz-sevan-
tagem ao comprador: quem a pretender,
duija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se setim prelo lavrado, de mnito bom I
oslo, para vestidos, a 29800o covado: na ruado '
Crespo, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se cortes de cassa do nlfimo gosto, e cores
hxas, pelo baralissimo prejo de 19920' o corte : na
ra do Crespo n. 5.
1. Devoto Chttstao.
Sahio a luz^a 2. edicSo do livrinho denominado
Devolo Christao,raais correcto e acreacenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In- '
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoqdas,
brancas e decores de nm s panno, muito grandes e
de l>om gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla rhra a cadeia.
RARIAZP DE EDDJ
H. Wyatt, ra do Trapiche Nov
18, ha constantemente para vendt
em grosso os seguintes artigos :
Altaiade de primeira qualidade, em bar-
rilinhbs de 28 libras.-
Superior ere em barricas de 3 a 6 quin-
taes cada urna.
Fio de vela e de sapateirfJr-
Chumbo de1jpn*caosortido.
nca preta, em barricas de*
duzias.
dita em meias garrafas.
Vinho do Porto e Cherez, em barris deTi
quatro empipa.
Bicos de algodao estreitos e largos:
Linhas de dito em novellos, diveisossor-
tunentos.
Chapeo, d--' *. u. de barras lar-
gas ei
Fitas de Ir
Ditas de
gursT
Meias curtas de dito cruaspara homem.
Luvas deseda-para senh8ra, brancas, pre-
tas e cor de canna.'
Ditas para hmem, ditas ditas dita.
Metas de seda brancas e pretas parase- ,
nhora. ,X..
Chicotes inglezes para canos.
Loros e silbas para sellins.
Couros de lustre para cobertas de carro.
Globos de vidro para corredores ou es-
cadas.
Lustres bronzeados para velas, de 5, 4 e
5 luzes. .
Candelabros ditos dito dito.
Arandelas ditos dito de\ luz.
Lustres douradosde^uzespara azeite.
Casticaes de ^asqTJmha com* mangas.
Aqo para molas de carro.
Facoes com cabo de osso de pau.
Fechaduras inglezas de patente grandes,
para portas com 2 chaves..
'(.llancas para pesar cartas-.
Livros para copiar cartas com ndice
sem elle.
Papel de dito em resmas de dous tai
nhos.
Dito mata-borrao encarnado em folhrto
maior. .
Tinta prta de copiar.
Dita encarnada.
Lacre superior encarnado e preto.
Lapis e obreias inglezas.
Cutelarias e ferragen de todas as quuli-
. dades, proprias para este mercado, da,s
quaes ha sgmpre em ser um sortimento
completo.
VENDE-SE NO ARIiZEI DE
Eduardo H.^'vat:, na do Trapicha
Novon. 18,
Um lindo estojo, que pde**ervi
nhora 011 homsm-, a vontade. do com-
prador.
Estojos pequeos paratoijete daisenhoras.
bscalas de lita com cai*a prateada, pro-
prias para armaze. ns ou loias d fa-
zendas.
Superiores lentes dito dito. .
Estojos de facas e garfos com folbas pra-
teadas para o servico de sobre mesa.
Ditos com 1 faca, garfo e cober do mesmo
metal para meninas.
ESCRAVOS FGIDOS.
es sor ti das.
dao brancas.de diversas jr-
Est fusido dcsde3dc dezembrodo nnnoarjieaca-
hou, o preln Joaquim Angola, escravo do, faJIeeido
Sehasliao Jos le OMira Macedo, que se achata
no poder c admin'slraco do lestamenteiro do dilo
fallecido, para cumprir-se a verlo e tMtaroeiilaria,
e na con formidade do despacho do IUm; Sr. T)r. juit
de direito do civel;_BJrJeseravo he bm preto, de
estatura alta, bem barbado, folla com baslaqle de
eiuharaco. e sem achaque "algum, porque como veio
pequeo da Angola e ha muitosannos era esenivodo
re ftido Macedo, n3d parece em tda Africano,
porcm crioulo, o preto lera a idade -delrima e dous
annos: quem o pegare leva-lo ao a'baixo-a'signado
noMondego,djrrfonte do corlan dS.Sr. Iuii Gr^
mes. sera re/*mpensado.F, ancisa > de Paula Pi-
res Ramot.
-ry"> dia 7 de maio" de 1852, d -ppareceg om
^arfSvo, pardo de nome Leonardo de idadede 18 an-
uos pouco mais on menos, com os ser uinles signoes;
hai\o e o peito nm pouco mettido.pai a dentro, ca-
liellos ca'rapinhos e descero at o meit d lesla, loi
scravo de Joanna Mara do* Passos, moradora na
Iioarviagem : desconlia-sc qu* fosie 1 eduzklo, esle
escravo vinha todos os dias vender .le.il e ao Recife,
ha noliria de ler ido visto no sorteo 1 o lugar V*-
7.1a da Vaca. e-leeVnno perlcnce a r ernando Jos
da Rocha Pinto, morador no Kio de Ja ne'r Qar'"
pegir e o levar a rna da Cadeia do R ecire, leja n.
de gralili-


Full Text
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