Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01898


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Full Text
ANNO XXX. N. 91.
SEXTA FEIRA 21 DE ABRIL DE 1854,
kL
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i iiiem i
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco "para o subscriptor.
ENCAREGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Rece, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pere.ira Martins; Rahia, o Sr. F.
Dupradj Macei, oSr. .loaquim Rernardo de Men-
donca Parahiba, o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
talio Sr. JoaquimIgnacioPereira;Aracaiy,.o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr". Victoriano
AugustoRorges; Maranhao.o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 i/8 d. por 1
Paris, 3i0a 345 rs. por 1 f..
ct Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 1 i/2 a 2 porO/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de,premio.
a da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de Icllras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 2935000
Moedas de 6J400 velhas. 16000
de 655400 novas. '. 163*000
de 49000....... 9S5000
Prata. Patacoes brasileiros..... l>930
Peso columnarios. ..... 19930
mexicanos ....... l800
PARTIDAS DttCORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhus nos dias i e 15.
ViHa Relia, Roa-Vista, E-ve Oricury, a 13 e 28.
'Goianna e'Parahiba, segures e sextas fciras.
Victoria, e Natal, as quiras feiras.
PREAMAR IE HOJE.
Primeira s 11 horas e minutos da raanha.
Segunda s 12 horas e Grainutos da tarde.
\ AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.,
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
l.'vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.
Abril.

F.PHEMERIDES.
5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheiaas4 horas, 26 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 2 horas 26
minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. Primeiraoilava. S. Anicele p.
18 Terca. Segunda oitava. S. Galdinob. card.
19 Quarta. Ss. Expedito, Aristonico, Scrates.
20 Quinta. Ignez do monte Policiano v.
21 Sexta. S. Anselmo are.; Ss. AbdecalaseSilvio
22 Sabbado. in Albis. Ss. Sotar e Caio pp. mm.
23 Domingo, in Ablis el.' depois de Pascoa. A
fugidada'SS. V. Mai de Dos, para o Egypto.
PARTE OFFICUL.

GOVERNO DA PROVINCIA.
Eipedinte do di 17 de abril de 1854.
OfflcioAo Exm. manchal commandante das
armas, para mandar por em liberdade orccrula
Manoel J oaqnim d'Albuquerquc, visto ser inca-
pal do servico militar.
. DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendan.lo, que remeta com brevidade se-
cretaria da presidencia oito exempUr ** -'-
nack dos nfficiaes do exercilo, pert*ncente ao anno
de 4853. "- V .
DiloAo mamut, jar^mapilar passar ama de
soceorrimento ao aliado 8.jbatalhao de iofauta-
ria, Francisco- Martina Pamplona, que tem de ir
para acorte, tlm de esjudar na escola militar.
Parteripo*a-*e ao Exm. mareclial commaudanle das
armas.
PitoAo mesmo, inteirando-o de haver conce-
dido 40 dias de licenQa com meio sold ao capitao
Jos ThOmaz ftenriques para ir a Parahiba.Igual
commuicac,ao so fez ao Exm. marechal comman-
, danta das armas. '
Dito.(o director do arsenal de guerra, com-
municanilo que, segundo partecipou o Exm. ma-
rechal commandante das armas, ausenlou-se do
hoipital regimentaknodia 12 do crrente, o africa-
no livre, Aurelio, que se achava empregado
servico da botica do mesmo hospital.
DitoAo mesmo, para fazer apromptar com to-
da urgencia os caixOes que sito precisos para le-
varem os scllins encommendados para a provincia do
Para.
DitoAo major encarregado das obras militares,
recommendando que mande calafetar com Jirevi-
dade o-soalho do hospital-Tcgiinental.Fizeram-se
as necessarias eommunicaeoes.
DitoAo inspector da alfandcga dcsla cidade
apprevando a deliberacSo que Smc. tomou, de dar
iiisiruec,oesaoeommandanleda escuna Lindoya, pa-
ra um cruzeiro de 30 dias aff longo das costas desta
provincia, at a altura do Aracaty na do Cear, to-
cando em*lodos os portos, bahas e cuspadas inter-
' medias.
DiloAo juiz municipal supplenle do termo do
I.imoeiro, inteirando-o de haver, por despacho des-
rdala, dado sobre o requerimeuto do esrrivKo e
tabelliao il'aqnelle termo, Antoni o Peres Quintas,
nomeado a lenlo Jos Goncalves (i ni maraes, para
substituir temporaria ment ao supplicante nos ter-
mo* do decreto 1291, de 16 de dezembro do au-
no prximo lindo, o recommendando que
ao nomeado, que solicite quanto anles o respectivo
litlo na secretaria da presidencia.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para o .Mar-
nhao, por conla dogoverno no vapor que se espera
do sal, i Manoel Antonio Lopes Ribciro, que leve
baixa dojervico do excrcilo.
DitoA^tEsm. marechal commandante das ar-
mas; recommendaudoj que mande passar et.-jsa,
visto ter aptejenlailn sencHo legal, a Andr Gomes
da StVM, ittW#pgIo siqi recrutado na cofoarca de
Santo Autao^oi al% ,Jno g.o blalu* "de infau-
taria. .
DiloAo'capitao M anoel da Cun'7 W'andcrlcy
Utns, delegado do tcrm.s, j0 r-,0 \0r roso ordena n-
do,.que venha a esta -capja\ afim le ministraros
eselareciroentoe, que lhe foren 4 CT dos pelo mare-
chal commandante das armas.- _i..erain-se as neces-
sarias commu n carnes.
PortaraConsiderando vago o lugar do 1. sup-
plenle de subdelegado da freguezia de S. Fre" Pedro
Goncalves do Recife, e nomeando para o mesmo
lagar o bacbarel Carlos Augusto da Sil% eir Lobo.
DitaDesonerando, de conformidade com a pro-
posta do che fe de polica, dos. cargos policiaes da
comarca da Boa-Vista, abaixo declarados, os cidadaos
seguidles :
Termo da Boa-Vista,
i. supplenle do delegado, Francisco Saluslumo
Granja.
2. dito, Eduardo Nones de Barros.
Freguezia de Santa Hara da Boa-Vista.
Subdelegado, Jos Cbrispiniano Rodrigues Coelhg.
1, supplenle, Luciano Leite da Silva.
Freguezia de Cabrob.
Subdelegado, Manoel Florentino dcAlbuquerque
Montenegro. -
DitaNomeando, na mesma conformidade, para
os cargos policiaes dacomarca da Boa-Vista, abaixo
declarados os cidadaos seguintes :'
Termo da Boa-Visla. *
., 1. supplenle do delegado, Honorato Honorio 11 i-
beiro (tanja. ,
J. dKo, Francisco Iierculano G ranja.
Freguezia de Santa Mara da Boa-Visla.
Subdelegado, o tenente Francisco Alvos Guima-
raes.-
1." supplenle, Manoel da Silva Franco.
Freguezia de Cabrob.
Subdelegado o 1. supplenle, Manoel Ricardo da
Paixo Quinaquina.
i. supplenle, JosSoares de Mello Avellino.
DitaConsiderando vagos, Be conformidade com
a proposta do chefe de polica, os lugares de 2." 3.
' *." e6. supplenles do delegado ilo termo do J.i-
moeiro, e nomeando para esseslugares os cidadaos
seguales:
Delegado, Feliciano Joaquim de Aguiar.
2. supplenle, Antonio Rodrigues Revoredo.
3.dito,LourencoSoaresCordeiro de Mello.
4. dilo, Jos Francisco de Amida.
6." dilo, Manoel Francisco de Maura e Silva.
DilaConsiderando vagos, na mesma conformi-
dade, os lugares de 1. 4.? e 5." supplenles do sub-
delegado da freguezia do I.imoeiro, e nomeando pa-
ra os preencher a Henrique Luiz da Costa Gomes
Alexandre Manoel Bezerra e Joaquim Olegario Go-
mes da Sdv.
DitaConsiderando vagos, na mesma conformi-
dade, os lugares do e 6. supplenles do subdele-
gado do 1.districto da fregoezia do Rom .l^nlini,
e niwniMii o para supplculc^do mesmo subdelega-
do, os cidadaos segniutes: M
1. Jo3o Lopes,Delgado LeaL_^.
2. Joao Francisco de Amida.
5." Gervasio Jos de Aguiar.
6." Manoel de Farias Leite Jnior. Communi-
se ludo ao chefe da polica.
18
Oflicio Ao inspector do arsenl de marinha, pa-
ra mandar entregar ao director do collegio dos or-
phaos um dos africanos livres existentes n'aquelle
arsenal, recebando do mesmo director o de nome*
Francisco para ser empregado no servico do supra-
dito arsenal. Fizcram-sc as necessarias commu-
nicaces a respeilo.
Dilo Ao director da colonia'mililar de Pimen-
leiras, recommendando que declare ao respectivo
capellao, que elle'nao deve cobrar dos colonos emo-
lumento algum pelo actos do seu ministerio que all
liouver de exercer, visto que para isso j percebe
urna gratifirac.io dada pelo governo, podendo apenas
receber a parle dos emolumento que perteucer ao
vigario.
Portarnr Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra mandar apromptar e cnlregar ao cliefe de polica
4 pares de algemas, afim de scrcm enviados aos
subdelegados da freguezia da Escada.
Dita Ao mesmo, para fazer eutregar com bre-
vidade ao chefe de polica, para serem reme ti idos ao
delegado do termo de IguarasSu', 20 rlavinotcs, da-
zentos crtuxos embalados do respectivo adarme, "20
palronas proprias para caradores, e fgual numero de
capoles Commutiicou-se todo ao referido chefe
de polica.
Illm. Sr.Pareccndo dignas de acolbimenlo as re-
flexocs ronsagradas na"memoria inclusa acerca da
iiisirurrao primaria, o Exm. presidente da provincia
ordenou-me, que as remeltesse V. S. para ser pr-
senle a aseJ>>bla provincial,funde peza-lasem sua
ioria.
. -Dos guardeW. S. Secretaria do governo de
Pernambuco em 28 de msreo de 185i.Illm.Sr. Dr.
Krancjsco-Xavier Paes Itarrelo, primeiro secretario
d assembla le-=I;iliva provincial. Joaquim Pires
M ocluido Porlella.
Illm. Sr.Nao lendo anda sido possrvel ao Exm.
Sr. presidente da provincia, oblcr todos os esclare-
cimentos estalusticos que exigir dos agricultores,
alim de poder npresenlar a assembla provincial al-
gumasreleies sbreos meiosconducentes ao me-
lliorameSlt) da agricultura, conforme di&se eni seu
relalorio. e reconlieceiido osconhecimentos tlieoricos
e pralicos do engenheiro civil francez D.mjoav. re-
soi'veu ouvi-lo a tal respeilo, ejulgando dignas de a-
eolliimenln e adopcAo, as ideas expendidas na carta
quMiie dirigi em rosposla a S. Ele, 'nnto aceren da
conveniencia de um engenno central, como das con-
dicoes de sua localidxlo e escota pratica respectiva,
ordena-me que envi por copia a mesma earta a V,
S., porque a assembla provincial, apreciando-a em
sua sabedofia, delibere a respeilo como entender
mais conveniente a bem da agricultura, 13o credora
de todos os nossos disvellos.
I)eos guarde i V. S. Secretaria do governo 20 de
abril de 185.Illm. Sr. Dr. Francisco Xavier Paos
Brrelo, primeiro secretario da assembla provin-
cial.-Joaquim Pires Machado 'Porlella.
27 Jos Carlos de Almeida reas...... 416.
28 Carlos Aribur Busck Varella...... 413
29 Luiz de Almeida lirand.lo. 4...... 411
30 Augusto Francisco .Caldas........ 409
31 Manoel de Oliveira Fausto........ .402
32 Braz Cnrneiro Belem.......... 395
33 Fabiano Pereira Brrelo......... 391
34 Baro de Lages.......... 379
35 Claudiono Antonio deAzeredo Coulinho. 366
36 Barita de San Goncalo.......... 364
Supplenles.
1 Jos l.uiz Campos do Amara!...... 35
2 Jo,lo Raplista de Castro Moracs Antas. 350
3 Braz Fernandcs Carneiro Vianna. 3H
4 Autonio Jos Ferreira da Silva..... 339
5 Manoel Ailonsn da Silva Lima...... 337
6 Antonio Jos Moreira Guimarttes : 336
7 Luiz da Motta Leite de Araujo..... 336
8 Braz Pereira Nunes............ 335
9 Amaro Emilio da.Veiga......'. 324
10 Fernando Mondes da Costa. 324
- 1 de abril
Reuniram-.se honlcm os accionistas da companhia
brazileirade paquetes a vapor,' para Ihes ser presente
o relalorio annnal e para procederem i eleicao do
conselho de direccao.
Lido o relalorio, que abaixo extractamos, propoz-
se e passou unnimemente um voto de grabas ao con-
selho de direccao.
Quando o presidente declarou que se ia" pssar
eleican do novo consellio, lomoua palavra o Sr. For-
bes o eihortou a directora a cooliuuar testa da
empreza, no qne foi aprovado por ootros accionistas.
O Sr. conselbejro Faria, por sieem nome dos seos
collegas, agradeceu a prova de confianza que Ihes
davam os accionistas, mas declarou que o copselho
nao poda desistir da resulucao que previamente ma-
nifestar de re!irar-se.
Procedendo-se a eleicao para o seguinte Iriennio
hiram reeleitos os mesmos tenhores, apezar das
spas reiteradas declaraces de que nao podiam con-
tinuar a servir.
Apenas se concluio a apararlo, propoz o Sr. cou-
selhelro Faria que se procedesse a nova eleira, pois
que elle e os seus collegas persistiam na delermi-
nai-o de sahir da administraran da'companhia.
Alguns accionistas conlinuaram i insistir com
os membros do conselho para que modilcassem a
sua resol uc.lo; e como estes a isso se negassem, pro-
poz o Sr. Santos Ferreira, e assim se vencen, que
a eleicao do novo conselho ficasse adiada por quin-
ze dias.
Eis os extractos do relalorio a que cima nos refe-
INTERIOR.
'. i'
^LHETIM.
imhMiAE ijuei. (*)
rat'uiQKi k raoiraiis, t pedio uccohe.
'.km., ..
PRIMEJlRA PARTE.
III.
Unan hspitiltdmlc sinsninr.
( ConlinuarOo )
etanlo Dimilri nXo perdia nenhum dos movi-
s do desconheeido. Quando este parava re-
lente, como atacado de um Icrror glacial,
ro parava igualmente ; quando levava n inflo
nto, e.apalpava ofunlio das pistolas, ocscravb
mi lava logo essemovinieulojnellendu a milo dc-
beixo dos vcsliilos como para procurar urna arma
oceulta ; erolim quando o maucebo coiilinuava a -
roiuhar tremendo, ainda com um reslo de emorao,
m sorriso feroz assava pelos labios de sen' silencio-
so campanheirf o qual erguendo impcrceplvel-
os boiuljros, prosegua seiicaminlio.
t* enlo .tinbam andado um ao lado do oulro
* uifc pataca, o desconheeido profunda-
rtorliiiio por essas alternativas de terror e
"v Dimilri applicando o ouvido, c a-
l*0^1 ) primeiro aliorrc<-cu-se enilini
ilencio f0 incommodava, c ilemais julaou
a con Zg^jo C0IH se singular guia enga-
1 a8, e Ihe faria esquecer lodas as ap-
prouensoes. ^^^^
-" vISt' icmPeg)Bloem casa do principe Har-
an, disse e p a IViiniirilWamiiianilo-llie as l'eices
fL da la, ecnbc>e bem cssa habitado ;
Itne escalar os muros-Jclla a tal hora da
iioite. y
CTRoula directa pareceu desagradar visivcl-
mentea Dimitri ; elle abaixou os olhos e' respon-
deu com voz sombra;
#u escravo do principe HarUotr, senhor.
Enlaoo principe da-lhe gratide liberdade, pro-
sigui o desconheeido, ecreioquc se ncharam pou-
inores dispostos a autorisar essas excursoes
O principe nao s a'utorisa, tornou Uimitri
i livesse conbecimeulo dellas, as prohibira neve-
raineule.
. (*j Vide Hiri a." W.
RIO DE JANEIRO.
31 de marco de 1834.
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL.
Apuracao geral fcilapela cmara municipal.
Votaram 947 eleitores. Deixaram de volar 197.
1 JoSo Caldas Vianna...........
2 Francisco Antouio de Souza.......
3 Luiz Alvares de Azevedo Macedd. .
4 Francisco Alvares de AzevedoMacedb. .
5 Francisco Leocadio de Figueiredo. .
6 Joaquim Manoel de.Macedo. ......
7 Antonio Luiz da Cunha Manso Sayao. .
8 Jernimo Jos Teiveira filho.......
9 Baro do Pilar..............
10 Antonio Jos Goncalves Fooles......
11 Francisco Jos Cardoso..........
12 Joao Nepomuceno Caslrioto .......
13 Francisco Manoel de BuIhSes Ribejr...
14 Angelo Tliomaz do Aniaral. ..;.'...
j. Jos Gomes de Souza Portugal.. ...
620
583
583
567
556
516
511.
536
528
525
515
514
510
507
487
16 Antonio Pedro Gorgolino........ 479
17 Joao' de Almeida Pereira filhol..... 474
18 Lliiz Honorio Vieira Sonto........ 470
19 Joaquim Pialo Netto dos Res...... 468
20 Dionj sio da Cunha Ribeiro Feij .... 465
21 Francisco Manoel Soares de Souza. 449
22 Manoel Jos da Costa Pires....... 437
23 Francisco Ravmundd Correa de Faria So-
brinlio. .^"............. 435
24 Eugenio Jas Pereira de Mello...... 434
25 los da Cimba Barbosa. .*........ 430
i0 Antonio Francisco de Almeida Barbosa. 422
a O servico contratado rom o governo imperial fo
desempenhado com a maior regularidade, nao obs-
tante argumas contrariedades de qneadiante tratarei.
Kllerluaram-se no decurso do aun findo 24 viagens
redondas ao norle, e II viagens completas e 1 in-
completa ao sul. A deficiencia de barcas para o
servico ordinario collocou-me na impossiblidade de
fazer servico extraordinario, eni que alias a compa-
nhia fez avullada receita nos annos anteriores, e
em que igualmeotet-la-hia feito no anno findo se
por ventura possuis.se maior numero de barcas.
O naufragio da Pernambucana, de votta do Rio
Grande, foi perda duplamente sensivel, j por nao
haver barcas de sobrasalente para preencher a falta
daquella, j porque tPcrnambucana acabava de fa-
zer a obra comecada por meu antecessor, na qual se
despenden a avullada somma de 76:0003000, ou cer-
cado 80 *; do primitivo cusi delta. Nadase salvou
da naufragada Pernambucana, ncm n quanlia de
7:0009000 em dinheiroque nella remetiera por conla
da compauhia^n agente do Rio Grande.
mesmas conseqajfcias que a da .s". Sebaslifio em 1852,
islo he a necessidade de a.suhslituir por oulra barca,
c entre lano o frelamenlo da Mucury para duas
viagens ao sul a 4:5003000 por viagem, e subsequen-
lemenle o da Josephina pr qualro mezes a 5:500*
por mez, a qual foi destinada a substituir na linba
do norle a Guanabara, que, cnvinlia passar para a
linha do sul. No frelamenlo da Josephina Uve dnus
fins em vista : primeiro, o desempenho do servico
a cargo da companhia ; segando, experimentar as
vantagens e desvanlagens do propulsor Jieliee nos
pequeos trajelos, e principalmente na volta do
ponto extremo da'linha do norte para barlavento.
A Guanabara; mandada construir em Inglater-
ra para preencher a falta da S. Sebasliao, ehegou
em jullio do anno pfssado, e logo entrou em servico
dispensando a Mucury, que custra companhia
o fretc mensa! de 7:0OOSO0O. Ocuslo da dita bar-
ca, sabio a 20,040 (sem incluir accessorios .
despezas de cvpedicao ), islo he, mais 2,140 do
que fura contratada, teudodadomolivo a est acres-
cimo as alleraces ordenadas pelo meu antecessor
aps a recepeo da copia do coulrato celebrado
com os fabricantes.
Os en gen hosda Guanabara sHo d nao vulgar
Eerfeic/io ; todava nao devo dissimular que esta
arca offerece inconvenientes, sendo o principal o
enorme consumo de combustivel, que por emquanlo
infructuosas tem sido as tentativas do primeiro enge-
nheiro ta companhia para modificar. Eis a razao
que me induzio a dar preferencia Guanabara para
substituir na linha do sul a Haitiana, por isso que
nesta linha ser menos onerosa companhia, que na
do norte.
ti Como a barca Paraense careca de obra muilo
dispendiosa, apezar da qual jamis poderia lornar-se
elcienle paquete, fui autorisado a aliena-la, eeffec-
livamente a alienci com una jogo de ealdeiras con-
certadas de sobrasalente pela quanlia de 25:000$.
Em sulisiiluicao desta barca igualmente fui autori-
sado para a acquisicao de oulra inleramenle nova,
que vem a ser a Tocantins, de 605 toneladas e de
forca de 220 cavallos. O casco desta barra foi con-
tratado com Flelcher por i. 12,450, e os engenhos
com Miller Ruvenhil por 9,900, importando .
22,350, nao comprehendidoscertos accessorios. Se-
gundo os ltimos avisos de Londres nao posso contar
com a chegada da 'Iscantins antes de jullro pr-
ximo.
a A avullada despera feila com p pessoal que'para
aqu ennduzio a Guanabara, decidio-mc a mandar
Inglaterra o commandante Borges com missao de
conduzir a Tocantins para o Rio de Janeiro, deven-
do tocar em Lisboa aflm de substituir, por oulra me-
nos onerosa, a tripolacijo com que sabir de Ingla-
1 ?
E nao, teme que elle asconheca?
Temo que ello as prohiba, c nada mais !
Havia em Dimilri urna certa grosseria selvagem,
que dava s suas palavra um ar parlicnlar de fran-
queza audaz e alliva.
D dcsconheci vir essa linguagem de formas rudcs, que. nada dis-
simulava do pensamento daquelle que a empregava.
Essa sombra energa agradava-lhe, e era como um
forlc perfume de dores mal comprimidas que su-
liiasn-lhc ao cerebro, e emhriagava-o ino grado
seoF Elle sentia-se animado de urna profunda e
suipalliica piedade pelo desespero que se re clava
na altitude desse hoincm, amava sua altivez, sua au-
dacia, e at cssa especie deropulsao que pareca ins-
pirar-lhe.
Vine, deve ter soflYido muilo, disse o mance-
bo emlini, depois de lguns momentos de silencio,
causados pela admiracHo em que o laucaram as ul-
limas palavras do escravo; comprchendo quanto
fel. amargura seu roracao deve contar. A posi-
<;3o.dos cscravos desle paiz he deploravel, mascada
dia a civilisaco d um passo para este lado, c antes
que setenha passado inuito lempo, suasorio ser
incllionfca.
O sorriso que um inslanlc antes se deslizara pelos
labios tle Dimilri reappareceu, c elle res|iondcu :
Somos muilo sceplcos acerca dos mclhor.-i-
menlos que nos promeltcm, e temos o direito de
sc-lo. Temos sido muitas vestes engaados e nao
Ionios adiado nos ricos seuao odio e despreteo.
Tovia todos nao silo da mesma tempera. .
Todos !
Vmc. pile enganar-se, e ser injusto.
Nunca o seremos tanto quanto clles o sSo para
eomnosco...
O desconheeido paron. A' medida que adianlava-
sc Jiessa convci sacan, espantava-se ca'da vez mais da
profundeza que o desespero linha causado nessa al-
ma quebrada.
Dimilri nao era certamniilc|am homcm ordinario;
(iihamsidoncccssariassciuduvidacirc'imstanciasmui
particulares paraque elle se achasse em umaposicao.
para a qual a nalureza nao o havia formad. O
mancebo encarou-o com urna curiosidade eivaila
de inquielaco, e quando vio essa fronte aberta, es-
se olliar inlcllgcnle, (oda essa physioiiornia que rc-
velava em tilo alio grao, a coragemat a lealdadc fe-
NHSs do selvagem. perguntou a si mesmo com es-
'-' paiito, pafa i|" l'eos linha creado scmellianles ano-
malas na nalureza, e para a expiacao deque crime
era esse hoiiiem tratado lao criielmenle.
Vara elle que ora joven, e eslava anda sob a in-
fluencia das primeras impressOes dayida, havia ahi

Ierra. O commandante Boros levouadupla incum-
bencia de contratar directarenle, ou por inlerven-
cSo do Sr. John Miers (a qum a Guana&rira e a To-
cantins forao encommendias ), a acquisicao da
barca novi| que a perda da 'ernambucana tornar
indispensavel. Tenho nolica da chegada* do com-
mandante Borges Inglatera, mas nao ainda d
haver concluido ajuste algur. Segundp as miabas
instrurcoes, esta barca nova deve ser"o matares
dimensoes e forja que a Toantint.
As remessas que tenho silo para Londres, al
ao momento em que escrevo esta rotatorio, mnntam
a 35,000, sendo. 3,861.6,11 por saldo do cuslo,
accessoriose despezas da xpdicao da Guanabara,
e 31.138,3,1 por conla dasJuas barcas novas.
A barca /mperador eonesou a-obra qae preci-
sava apenas entrou em seri* a infeliz'/'ern'/mbu-
cana que asubstituio na inha do sul. A obra .1 a
imperador foi radical, e enho convc^Ro d que a
emharcacau (caro como va para fazer muilo ser-
vico independente de rearo* de importancia ; nu
entanlo, com a obra da lljferador nflo se gastn
mais de 46:0005000, ou erca de 26 ; do seu primi-
tivo casto. Por effeito <3 grjndes estorbos foi con-
cluida no curio periodioda 3 mezes, como imperio-
samente exiga o desempnfando servico a cargo da
companhia, em quanto jo a obra da malfadada
Pernambucana levou 9 naatfs concluir. 4
A barca lmperatrizv%tai estado de anda fazer
muilo servido sem necessitue de reparos de impor-
tancia.
A barca S. Saltador 1eb* de receber novo torro
de cobre, e pelas i n forma ces que tenlio anda pode-
r fazer bastante servico.
A barca Haitiana ach>se em disponibildade,
nao por que a considere intapaz de navegar, como
se ha propalado, mas por n> poder desempenhar sa-
tisfactoriamente a missao di paquete, principalmen-
te em consequeucia de barcisqueofferecemraelhores
accommudacies e sao de miior marcha ; pelo que,
tenho para mim qae o expeliente mais sensato ser
aliena-la logo que choguem de Inglaterra as duas
barcas novas.
a Pelo resumo do lmlanc.i fechado em 31 de de-
zembro prximo passado, {appenso n. 1 ), veris o
estado da |companha. pirecendo-meinais proprio
para induzir em erro do re para indicar a verda-
deira posicSo da emprezaND systema seguido pelo
meu antecessor de figurar \o aclivo delta lodo u
material pelos cusios prlnitivos, sem altehcan ao
uso e deterioramento, proced, do aeoerdo com o
conselho de direccao. a urna conscienciosa valia-
cjlo do material da empreza, resultando a reducejo
de 474:9358808. Conseguintemenle a cifra do ca-
pital e fuodo de reserva, que no bala neo de 31 de
dezembro de 1852/ gurava pela somma de
1,826:3693825, desceu a 1,351:434)017.
No extracto da conla de gaiibs o perdas ( ap-
pehso n.2), veris que a empreza deu no anno lindo
o contingente de 127:4258719 para capital e fundo
de reserva, elevaudo-o a sorflma de 1,478:8598736,
queem meu couceito nada tem de ficticio, e s pW
efteilo de urna liqiiidacao forjada poderia solfrer
redurcau. Se lomarmos por norma o exemplo de
idnticas empreza?, o saldo da conla de ganhos e
peritas transportado para a cont de capital e fundo
de reserva, nao se piule considerar lucro liquidado
mas sim o-equivalenle ao uso e deterioramento do
material, que nesle paiz uo posso computar em
menos de 10 por cento cada anno. Demais, senho-
res, cumpre allcnder que as barcas nao cslAo sega-
ras, e assim a economa do premio que figura na-
quelle saldq de 127:4258719 espe a companhia
contingencia do prdas, das qucs idnticas empre-
zas estSo livres, por islo que as snas embarcacoes
navegam seguras contra riscos martimos.
Na labella annex sob n. 3 veris a comparaciio
da receita edispeze do anno de 1853 com a do 1852.
No acervo da receita apparece urn augmento em 1853
de 34238446 contra o de 16VW68I04 no da dcs-
peza, A receila terla.wdo muilo maior se (como ja
fiuii....;, .__,-.i.,,. -ii,vS&a Ksv -i -- -i
te para servico extraordinario. *A receila emfretes
do governo, que em 1852 foi d 82:5158600, limitou-
se em 1853 a 578300 Na compararlo do costeio ge*
ral em 1853, com igual tem em 1852, notareis a di-
minuirlo de 14:6008637, que sem davida teria sido
maior se as obras da Pernambucana e Imperador,
em importancia superior a i26t0008, nao excedes-
em muilo ao que se dispondera com a Imperatriz,
nica obra radical que se fez em 1852. Tenho fun-
dada.esperanca de que o costeio geraltersensivel di-
miDuicao no correle anno, nfio s por nao haver
obra de consideraco a fazer as barcas da compa-
nhia, como em resultado de roelhor fiscalisacao. Fal-
lara n um dever que reputo sagrado.se omiltisse ues-
te lugar a confissao do muilo que devo zelosacoad-
juvacao do Sr. Jos Mara da Conceieo, especial-
mente encarregado da inspecoilo das obras, c da fis-
calisacAo das ollicinas, depsitos, etc. O consumo de
carvao nao foi maior em 1853 do que em 1852, ape-
zar da Guanabara ter consumido, em 3 viagens que
fez ao norle, o duplo do que qualquer oulra barca da
companhia consume. No entanlo .o cuslo do com-
bustivel exceden em 1853 31:871)987 ao de 1852.
Ainda assim os elevados preros do carvao no decurso
do armo passado poderiam ter afleclado mais seria-
mente os inleresses da empreza, se por ventura nao
eslivera assegurado por prvius contratos, o torneei-
mento aqu, na Baha, em Pernambuco,'no Cear e
no Ro Grande do Sul. O eicesso de despeza.no cus-
lo do carvao provm do fornecimento em Santa Ca-
tharina, Victoria, MaranhSo e Para, que nao esta
vam por contrato.
Findaram em 31 de dezembro prximo passado os
antigos contratos de fornecimento aqui, na Baha e
em Pernambuco : felizmente aproveitei o nico en-
sejo favoravel que se proporcioiiou no decurso do an-
no findo para elfectuar novns contratos na Bahia e
em Pernambuco, a saber: na Bahia por 18 mezes
(islo he, al 30 de juoha de 1855), razao de 188
por tonelada, convencionaudo-sc posteriormente o
augmento de 18 quando o fornecimento do car Va o
for exigido em saceos ; e em Pernamboco por lodo
o crrente anno, ao preco de 18) por tonelada.
um enigma que adevinhar, e seu roracao ardenle-
menlc vido procurava penivelmenle a dorifracao
delle. Todava n9o quiz, dar razao ao odio que Di-
milri dizia ter votado aos ricos, c depois de deixar
pouco a pomo exlinguir-se esse senilmente, de doce
piedade, que um inslanlc antes lhe comovera o co-
rceo, proseguio em um tom grave que revelava evi-
domenle urna sabedoria, e urna prudeucia muilo
cima de sua idade.
O que voss diz, Dimilri, nao he justo nom
generoso ; enmprehendo que os horneas o l'enliam
ofl'eudido cruelmente cm seus mais nobres senti-
mentos, romprehendo al ccrlo poni, que o dese-
jo de urna vinganca terrivel tsnha-se profundamen-
te arraigado cm seu coracn, e que s ar morle pos-
sa arraura-lo dahi; mas se Dos deu-Ihe ps dons
da inlolligencia, se recusaiido-lhe o mais precioso
dos dons que den ao homcm, a liberdade, poz-lhp
na fronte o sello inefavel de sua ino divina, a in-
lelligeucia, para que um dia ninguem o ropilla
quando voss for reclamar san parle dos hens desle
mundo, baveria maldade em conservar no fundo do
coracilo esse odio que o isolumento ahi faz fermen-
tar. A resignaran be iiobre o corajosa, a colera e o
desespero s servem de cega-lo, e lorna-lo indigno
de melbor sorle. Alm disso, bem como acabo de di-
zer-lhe, lodosos homens nao saosemclhantes aos que
voss conhecn; mais do um ter piedade de sua con-
dirao miseravcl, e eu mesmo su esperasse encontrar
cm voss grandeza rea|, e urna sympalbia mais viva
pola rara humana, que at agoa o tem repel ido de
scu scio, romquanlo np soja rico, hilo hesitara cm
rcsgata-lo de sua servidao, e dar-lbc lima sorle mais
branda. Se quer, Dimilri, basta dizcejuma pala-
vra, o o principo HartzofT a meu pedido/consenlir
cortamente em dar-lhe a liberdade I
Dimilri que al cntflo onvira com sombra amar-
gura as palavras do desconheeido, senlio rcpenlina-
nionle applacar-sc o odio em son corarlo, o a serc-
nidade rcilascer cm sua fronte, l'ma cslranha sa-
lisfarao hrilliou-llie nos olhos,.elle volveu os olho%
espanladosm torno de si com ama tmida hesila-
rao, e pondo a niflo no eoracao, como para (ompri-
niir-lhc as pulsacOes. responden com urna voz que
a emor.lo fazia trmula :
Sua ollera he de um homem generoso, c acei-
lo-a com rccanhceimenlo. Dcos dispc de mis i
sua vonlade, e minlia hora ainda nao he chegada :
mas se as circumstancs obrigam-mc hoje a recu-
sar-lhe, nflo dcizarei^ior isso de conservar elcriia-
menle a leuibranra da svmpalhia que me Icslomu-
nliou, e posto que o senhor o leiiha dilo, no seroi
neni ingrato, nom man.. O senhor esla em um paiz
que nao couhece, e este paiz est atormentado pur
valcanli, em Goyaz, o bacbarel Antonio Cerqueira
Lima Jnior ; da comarca da Imperatriz, da provin-
cia das Alagoas, o jaiz de orphaos Fraocisco Libralo
de Mallos ; da comarca da Mata Grande, da mesma
provincia. JoSo de Souza Beis.
Jnizes de orphaos: da capital da provincia da Ba-
hia, o bacharel Casemiro de Sena Madareira ; da ci-
dade do Recife, capital da provincia de Pernambuco,
o bacharel AbilioTavares da SUva.|
Juiz municipal da primeira vara da capital do Ma-
ranhflo, o bacharel Pedro Camello Pcssoa.
Juizes municipaes e de orphSos dos termos reu-
nidos de Mata-Grande e Taipi, da provincia das
Alagoas, o bacharel Francisco Jote de Meira ; do ter-
mo do l'enedo, da mesma provincia, o bacbarel Can-
dido Kibeiro de Moura ; do termo de Caruar, da
provincia de Pernambuco, o bacharel Christov.lo
Xavier Lopes, Picando sem cITeito o decreto que o
nomeou para o termo de Flores,' da mesma provin-
cia ; do termo do I.imoeiro, da mesma provincia, o
bacharel Nabor Bezerra Cavalcnli; do termo de
Flores, da mesma provincia, o bacharel Rodrigo Cas-
tor de Albuquerqae Maraahao ; dos termos reunidos
de Melgaco e Ociras, *da provincia do Para, o bacha-
rel Joaquim de Paula Pcssoa ; de S. Francisco e Por-
to Bello, da provincia de Santa Catharina, o bacharel
Augusto Lemenha Lins.
Fo apresenladoo padre Joaquim Emygdio Ribe.
ro na cadeira de meia prebeuda, que se acha vaga, na
S Metropolitana.
Tiveram merc da serventa vitalicia dos olHcios de
Primeiro labeliao do judicial .e notas, e scrivilo
da provedoria, orphaos e ausentes da villa da barra
do Rio de S. francisco, da provincia da Babia. Mo-
desto Euxino de Souza.
Primeiro labeliao do judicial e notas, e escrivSo da
provedoria do termo de Villa Nova, em Sergipc,
Francisco Manoel Prudente.
Primeiro tabelliao do judicial e notas, e eserivito
do crime, capellas e residuos da villa da Boa-Vis-
ta, da provincia de Pernambuco, Manoel Autonio de
AragSo.
Eoi rpvogado'o decreto de 3 de Janeiro ultimo, qae
declara vago o oflicio de segundo tabelliao publico,
judicial e notas da cidade de Campos, da provincia
do Rio de Janeiro, de que he servenluario vitalicio
Antonio Joaquim Franco Jnior.
Foi removido o juiz municipal e de orphaos Ro-
drigo Nello Firmiano de Muraos do termo do Penedo
para os de Camaragibe e Porto de Pedras, da provin-
cia das Alagoas, por o haver pedido.
Por decreto de6 do mesmo mez foram perdoadas
as penas em que foram condemnados pelo crime de
primeira e segunda descrcSo, as pracas do corpo mu-
nicipal peaunenlo da corle, Manoel Rodrigues Soa-
res, MarceinnQ, Ricardo o Silva, Leopoldo Augusto
de Alcntara, Antonio Moreira da Silva, Candido
Jos Ferreira Bcando, Valeriano Henriques Jorge,
Antonio Marques Soares, Rufino. Jos Amalo, Mar-
cellino Jos Joaquim, Joo Manoel Rodrigues, Fran-
cisco Xavier de Barros-e Joaquim Furlado Olympio.
Por decretas de 7 do mesmo'mez foram apresenla-
dos as freguezia? : de Noss Scnhora da Apresen-
tacao da villa de Porto Calvo, na,prc>vnca das Ala-
goas e bispado de Pernambuco, n padre Imcharcl
i.mz i.nuriniio da Paz 0 Lima ; no .sanussimn t,orae.1o
de Jess da villa do Pao de Assucar, da mesma pro-
vincia e bispado, o padre Antonio Jos Soares de
Mendooca ; de Nossa Senhora da Saude da villa de
Tacarat, da provincia e bispado de Pernamboco, o
padre Manoel Corroa de Figueiredo; do Seohor Bom
Jess dos Alllir los da villa de S. liento,' do mesmo
bispado, o padre Antonio Alves de Carv.illio ; de
Santa Ann d Alagoa Nova, do mesmo bispado e
provincia da Parahiba, o padre Jos Antones Bran-
dao ; de S. Joo Baplista de l'orb*Al4gre, do mesmo
bispado e provincia do Rio Grande ^o Norte, o padre
Joo Francisco dos Santos Montciro.
Toi nomeado lerceiro supplenle do primeiro dele-
gado de polica do municipio da corle, o Dr. Manoel
Pereira de Azevedo.
A' sombra benfica d paz se vo desenvolvendo os
germens de grandeza A prosperidade a que temos di-
reilo do aspirar ; e a esl.io para altesta-lo as gi-
gantescas emprezas qae no imperio se animnm, da
navegaeao de nossts ros, de estradas de ferro, e ou-
Iras de geral e conhacido interesse publico.
m novo que se preoecupa de assumplos lo eleva-
dos e importantes v na paz a sua primeira necessida-
de ;* eu confio que oS Minciros nao .sero os ulli-
mos em acompanhar o pensamento patritico qae,
protegendo a ordem e a liberdade, conslitue o pro-
gresso, nao o dos saltos mortaes, que estaca, mas o
verdadeiro progresso, o que dura nomovimento.
.Scaumnco individual.
Nao he inflizmeate lisoogeiro nosso estado quan-
to seguranca individual.
(iravissimos alien lados se tem commeltido ern^ al-
guns lugares da provincia, como em Sauto Antonio
do Monte 'municipio de Tamandu,1, Ouro Braucu,
Dores do Piranga, Brumado, Patrocjuio, Grao-Mo-
gor, Paracat e bulros pontos.
Esta desagradavel estado nao dala de hoje ou de
honlera ; os relatorios do minisler) da Justina*, e
posteriormente os da presidencia da provincia, tem
referido sempre aconlccimentos lamenlaves, como
esses de que fazem hoje menso os mapps criroi-
naes.
Confesso qae seria para mim esle dia o dos mais
gloriosos de minba vida, se eu vos pudesse nesta oc-
casiao informar que o braco doassassinoera absolu-
tamenle impotente na proviucia de Minas Geraes.
Se me n.1o he dado porm o prazer de tranquill-
sar-vos completamente a este respeilo, passo assegu-
rar-vos no entretanto que as mais activas, promptas
e enrgicas1 providencias tenho dado para a punirlo
de 13o alrozes delfctos; e he de crer dellas nao de i vem d" surtir o desejado effeilo.
Tratando desle objecto cm seu relalorio, assim se
exprime o digno dicta de pofica : Sem ama esla-
lislica de todos os crimes commellidos, embora pare-
ca avultado o seu numero, lambem juizo algum se
podo enunciar.acerca da moralidade publica, porque
a somma dos deudos que a deve qual idear nao pode
ser considerada*em abstracto, mas comparativamente
ao algarismo da populacho, e ignorando-se aquella
desapparece um dos elementos essenciaes do clculo
que serve de termo de comparadlo.
o De ordinario o anno frtil em dellclos, que ou
pela sua maior gravidade, ou pela cndilo das pes-
soas que nelles liguram, mais acluam sobre a imagi-
nadlo, parece o mais fatal seguranca individual ;
entretanto que a somma geral dos crimes commelli4-
dos em lodo o seo decurs-prova o contrario, b
Do mappados jolgamentosjnnto.sob p. 1 veris o
numero de crimes que foram punidos durante o anno
passadusllouvc processos instaurados por mais de
um crime, crimes commellidos por mais de un reo,
c reos qae commeltaram mais de'um crime : dahi a
diflereiica que nolares'enlr os algarismo indica-
do-. O numero total dos julgameulos compreliende
13 crimes puqlicos, 205,pariiculares, ca76 nolicies.
l'ericnccn aos do 1 classe, resislencia 9, fuga de
presos 4 ; aos de 2a, homicidios 97, ferimentos 75,
infanticidio I, polygamia 1, ameacas 1S, roubo 5,
furtt7, daino 5 ; aos da 3", ajuntamentos Ilcitos
dos 125 Bi) huno do 1SJ9, ex mais nos anuos ant
rieres."
Por decreto de 5 do crrente moz foram nomeados:
Chefe de polica da provincia do Alio Amazonas,
o juiz de direito Pul j carpo Lopes de Lean.
Juizes de direito da comarca de Solimoes, da mes-
ma provincia, o juiz municipal Antonio Marcellino
Nunes Goncalves; *Ia cidade de Cuyab, capital da
^provincia de Mato-Grosso, o bacharel Joaquim Au-
gnsto de Hulla ma Costa Freir;. da comarca d Ca-
Bo relalorio apreseotado pelo Sr. Dr. Francisco
Diogo Pereira de Vasconcellos, presidente da provin-
cia de Minas Geraes. assembla provincial na sua
installac/Io em 25 de marco prximo passado,' apres-
samo-nos a Iranscrever os periodos que naactualida-
de parecem mais importantes.
MINAS GERAES.
FXTRACTO DO BELATORIO APRESENTADO
EM 25 DE MARCO P. P. PELO PRESIDENTE
DA PROVINCIA, O SR. FRANCISCO DIOGO
PEREIRA DE VASCONCELLOS, A' ASSEM-
BLE'A PROVINCIAL DE MINAS GERAES.
Tranquillidade publica.
'Nao posso esconder-vos s emocOes de meu jubilo
ao informar-vos que na provincia de Minas Geraes
(em reinado* a mais profunda paz. Os Mineiros, que
sobresabem por sua lonvavel dedicaco ao (rabalho,
nao desmentem a honrosa nomeada, qne ja tanto os
distingue, de sacrificarem pela defeza de nossas insti-
tu ees os objectos que Ihes sao mais charos.
O espirita publico felizmente de dia a dia se escla-
rece, e as dissencf es que*per largos annos tolhiam o
passo no caminho do proareno parecem hoje ao todo
exlinctas; nem he de receiar-se que as paixoes de no-
vo se cxallcm, atienta a marcha circnmspecla da ad-
minislracao, que modela seus actos pelos principios
de justic,a imparcial a lodos, inspirada sempre pelos
saudaveis conselhos da moderarlo.
paixoes terriveis, cautele-se !... Em lroca do scr-
vico'qc fez-me, c anles que nos separemos paia
sempre, vou rcpclir-lhe o qucdis^e-llro quando nos
ciicoiitramus pela prinici.a jfz... Em qualquer
parte onde for, olhc bem em torno de si... qual-
quer palavra que pronunciar, pronuucie-a tao baito
que uenAum ouvido humano possa ouvi-la, que ne-
nhuma bocea possa repeli-la... Tenha sempre os o-
Ihos a herios, e o eoracao fechado !...
E ionio fallando Jissim livossem chegado n porta
da viin kiosque elegante situado no mcio do parque
que acabavam de percorrer, Dimit i acrrcseenloa
desigaando-o :
Desojada offereccr-lhe para esla noilc nm a-
bri go mclhor i>ie este ; mas estas horas, c depois
do. caminho que lemos andado, isso me seria im-
prissivel; porem pondo o p no luiniar desla casa,
11.I0 esque^a-se quo -va ahi correr grandes perigos,
e que una imprudencia poderia comprometlcr sua
i ida. Se nos tornarmus a encontrar algum dia de-
I taxo de um eco mais benigno, c em melhorcs-con-
< I i roes, praza a Heos que cu possa enl.o a perla i-
li! ficav. oservii^o que-mcfez. ,
Di'mitri prendeu enlo o cavallo urna arvorc do
parqu.e, c leudo aportado aflecluosainente a nio
que u desconheeido lite esleiidia, retiro u-e rapida-
men le pelo caminho que seguir parachegar.
F cando so, o desconheeido pergunlou a si mes-
mo se batera nossa casa, na qual segundo as pala-
vr as dp escravo, graves perigos o aguardavam ; mas
'ri mo nada dava-lhc luga,r. a crer que Dimilri hou-
\ esse dilo a venlade, c alm disso, acbava-sc mui
I aligado da viagem, c coracrava a desojar vivamen-
I e algum repouso, levantan sem hesitar o pezado
c ariello do forro.
A rosposla nflo se fez esperar, a porta abrio-se
c pia-i immodialamcnlc, e o desconheeido entrou.
.Ninguem eslava ahi para rccche-lo ; mas ello uo
i Icixnu por isso de proseguir seu cauinho com lir-
neza, e ebegou assim sempre s, e sem inlrodiiclor
' un mu bello saino, onde um fugo ai denle crepilava
i. a rliaininr. o pcrlo desta achava-se jima mesa a-
I uiiiihuilenienle servida. 9
O desconheeido nao sabia o que pensasse da soli-
i' .flo que rcinavano kiosque, nem desse preparalivOs
c le coia que pareciain annunciar urna hospilalidade
.'onerosa ; porin eslava lao fatigado, romecava a
sentir um foinc tao viva, c alm disso, ora tflo jo-
\en que mo pode resjstir a esse convite mudo, o
deu-sc pressa a aprovcita-lo com toda a negligen-
cia e^escuido tle um cavalleiro de aventuras, l.ai-
gou pois o capole e o chapeo sobro o sola do salao,
sacudi ctun u cliicotinho a poeira. que lhe mancha-
Dos 205crimes larticularcs, .foram commellidos
contra as pessoas 188, e contra a jiropriedade apenas
17. Entre'as causas doa 97 homicidios nao figura o
amor do lucro. O limitado numero de crimes per-
petrados contra a propriedade confirma a opiniao ge-
ralraente estabelecida que nao altribuc i miseria a
causa dos crimes nesta provincia, mas nada provam
quanto moralidade publica. Em minha opiniao o
senlimenlo moral que se oppOe perpelracao do cri-
me he sempre o mesmo, que/ esle offenda as pessoas,
quer a propriedade.
ExecucSo do decreto de 19 de maio de 1853.
A inha divisoria Iracada por esle decreto nao tem
sido ainda respeitada ; ronlcslaces bem desagrada-
veis se suscitam entre as autoridades desta e da pro-
vincia do RO de Janeiro, como veris da correspon-
dencia com os ministerios do imperio e juslica, e da
que se lem trocado entre as duas presidencias, a qual
vos ser prsenle.
N3o lenho ah enunciado juizo sobra a convenien-
cia e juslica das dispos^oes daquelle decreto quando
doler m i nou as divisas provisorias que hoje sao objecto
de constantes impugnarles; meus esforros so tem
limitado a instar para qae ao menos se respeitem
essas linhas divisorias, (ornando responsaveis as au-
toridades desla provincia por qualquer excesso qae
possam commelter. Pela Exma.presidencia do Rio de|
Janeiro oulro (auto se tem feito. ltimamente em
dala de 21 de feveroiro prximo passado baixou um
aviso da secretaria de es'tado dos negocios do impe-
rio, communicando-me que se aalorisava o Exm.
presidenta do Rio de Janeiro a mandar all uro enge-
nheiro que, reconhecendo os limites eolre as duas
provincias, apresenlassc um trabalho com vistas de
por termo a tao repetidas redamaces.
Neste pe se acha questo.
Havia escriplo j este artigo, quando recebi do
digno, presidenta da provincia'do Rio de Janeiro,
em 14 desle mez, as inslruccoes qae dera ao enge-
nheiro' civil Pedro Taulois. para haver-se no desem-
penho da commisso de que tara encarregado pelo
governo imperial; este oflicio vos ser lambem pre-
va as bolas, e dirigio-sc eom grande satisfaeflo para
a mesa, a qual nrraslou para mais porto do fogo.
Todava eomo,,apezar de sua mocidade e do seu
descuido natural, linha um fundo-de prudencia aue
sua vida aveuturcira desenvolver e cmo que dw-
J,encio myslerioso dessa habitaran o lizora lembrar-i
se das recommendarocs de Uimitri, julgou anles
de pfir-se mesa dever explorar os lugares, c exa-
minar al que ponto era provavcl que houvcsse al-
gum perigo.
Tomou uina vela, ilcscmbainlioii dramticamente
a espada, ceutrou a fazer a vistoria do salao. Abri
mui los armarios, nos quaes nflo achou senBo objec-
tos som signilirarao, sondou militas livrarias ocrul-
fas na parode, c parou enifini dianlc do uma'porta
de phxsionoinia sos|ioil,i, cuja fecliadua foi-lhem-
possivel dcscohrir. Era ahi som duvidn que devia
de estar o perigo, se o havia, c o mancebo protestan
comsigo mesmo nao perde-Ia de vista, j que nflo
poda profundar mais o myslerio que ella fazia
oceultar.
Emfim, disse elle comsigo voltando para a mesa
servada, que eslava junio da rhaminc, eis um geuc-
ro dp morte no qual nao cuidaran!, e confesso que
nesle momento he o que roe leria sido mais des-
agradavel.
. Fcita esta rcflcxflo, asseutou-sc juhlo do fogo.a-
travessou a espada sobro a mesa, collorou-se o mc-
lhor que podo para n'ao perder do vista a porta se-
creta, c comcc.ou a ceiar.
Todava para fallar a \ordade, devemosdizer que
foi eom urna certa apprchensao qne ello provou os
I ni ohmios pratos de que seVvio-sc ; maso vinlao era
lao generoso, o os guizados 13o delicados que ello
esqueceu-so desde o primeiro copo de lodos os seus
receios pucris, c poz-so a ceiar francamente.
No lim de cinco minutos a porta secreta dava-lhe
apenas algumas leves di-trarces, e no fim de nm
quarto de hora tiuh.i-so esquocido coinfilotamentc
dola !... Nessas condicps de negligencia o segu-
ranca, o desconhcciihi'prolongou ceia quanlo po-
de, o quando acabou, e lancou casualmente os olhos
em li>rno da sala oliservou com satisfacao que ne-
lilium pluutasma liuha-se erguido repentinamente
da parede, e que a porta nao se linha movido.
Levantando os hombros sorrinilo como se hoiivo-se
respondido a algum resto de terror esquecido, elle
lanroii para tange de si a espada nua, arraslou a
mesa para o meio da sala, atirou o tago que inseu-
sivclmoiilo se linha apagado, o poiido os ps sobro
os caos da cbainin, wspoz-se a dormir :i sesla.
O soniiui nao lhe falln mais do quean jaular,
e depois de alguns instantes de hesllacao'Tlevidos
sem duvida'ao seulimeulo que o relivera no rau
monto de por-se mesa, a cabeca inclnou-se-lho
sobre o hombro, os membros afrouvjrain-se-llic c
elle fechou os olhos.
Haviam apenas alguns segundos que eslava noasa
altitude quando a porta secreta abtjo-se, o orna mu-
Iher passou silenciosamente o lumiar. Esa,i mulher
linha mu pequeo vn ile velludo prelo que enco-
hria-lhe parte do rosto. Ella pareceu primeiramen-
le examinar com attenco a sala era que acabava de
entrar, o depois tetido fechado a porta que dera-lhc
passagem caminliou levemente
o a porl.i i
te pai
i ^ iaiaiite.



a chamin, o
foi assciil.ir-se porto do joven v iajanTe. A poltrona
em queeslo osiava asscnlado, achava-sc collocada
de maneira que a niulher nao poda vr-lbc o rosta;
ella rocolhcu-sc um instante, loinoii mu lvro osque-
rdo sobro o marmore da cbamin, o folboou-o com
impaciencia. Mas sem din ida cssa distraerse nao
i satisfoz completamente, pois levanlou-se pouco
depois, sempre com as mesmas prce.iin.oes silencio-
sas, e dirigio-se para o janella.
O da come(;ava a dourar o horisnle com seus
pi nuciros fogos.
A mnlhcr parecen dosgoslosa, lanrnn um olhar
discreto sobre a montanlia, e vencida lalvcz sem o'
saber por urna secreta curiosidade vollou para o lu-
gar quelcxra junto do desconheeido.
Este porm nada liuha ouvido, e eslava dorraindo.
IV.
A nasteherata..
Quando pola segunda vez a moca achou-so junio
da chamin, rf nina poUrona, cilio braco locava no
da poltrona em que repoosava o desconheeido, seu
olhar vollou-so lentamente para oslo e fui descan-
sar com unia'cspcrio de alegra feroz sobre sua fron-
te- tao alva c lao pura. Ella passou assim niiiilo
lempo. Depois, quer bouvesse adovinhado sobre
ossa froplo, cuja liebre sinecridade ncnbuin.i ruga
linha ainda alterado. Urna caudura que a locsse,
quer cslianho senlimenlo a quo obedecer entrando
nesso sabio houvcsse cedido o.lugar a oulro senil-
mente mais brnieno c mais tranquillo, quer cinim
as fcicoes do desconheeido a hoiivessem arrancado da
preoecupacao penivel que acabava de absorv*-Ia,
sen olliar pareceu mpregnar-sc repentinamente de
urna tristeza ndeliuiveU seu seio ergueu-se mullas
vezos, o um suspiro qne no cuidou em relcr veo
expirar-llie nos labios.
Ella lirou lentamente a mascara, c lendo-a larga-
gado sobre a chamin deixou braiidninonle cahir-lhe
a fronte t>lrc as mitos; o poz-se a-meditar... ,
Essa inullier ora radiosamente bella I...
Seu eolio airoso tiuha loda a magestoaa flexibili-

I
senleopporlanamentecom os papis que o aeom-
panharam.
Cadeiai.
Segundo as ioformacOesque (hegam diariamente*
ao conhecimenlo da presidencia,ha na provincia urna
falta quasi geralide prisoes seguras commodas ;
qoem como vos conhece tanto esta, verdade, ter for-
rosamenle de convir u#necessidade de fizar-se algo-
ma regra de que nos nao afastemos na determioac,ao
do numero deslas construcQes.
Percorreodo a legislaco provincial, deparei eom a
tal n. 189, qae dota cada comarca com ama cadeia e
os municipios eom casas fortes ; adoptada; as. ideas
desla lci, leriamos dentro em poaco lempo tantas ca-
deias quantas sao as comarcas^) qae nem est fura
de nossos recurso (\nanceiros,,liem contraria o pre-
ceilo constitucional.
Actualmente onde meqos segure se podem con-
siderar os presos he as cadeias. Eis o que diz o
chefe de.polieja a esle respeilo ;
o Ha cadeias na provincia qne de prisSo apenas
lem o nome; excepeo da desta capital, s podem
ser consideradas taes a de S. Joao d'EI-Rei, que aca-
ba de ser oonstroida com todas as cundieses de sega-
ranea ; a de Minas Novas, a de Caldas, apezar de
suas limitadas proporcOes, as de Barbaceoa e Ma-
rianna quando devidamenle concertadas, o a da
Campanjia, logo que se ultime sua coostruec^o, se<
guindo-se as do Tamandu, quando tambem se con-
clua a sna rcconstrucco, ea da Itabira, sendo am-
bas, bem como a da Campaoha que he' de taipa, for-
radas de prancbSes. Temos comarcas hteiras, e da
mais subida importancia pela, sua popnWco e ri-
queza, como a da Pomba, limitrophe da desta ca-,
pital, em que nao existe urna cadeia, pois como taes
nao podem ser considerados os casebres de paos a pi-
que que coro esse nome existem as tillas da Piran-
ga, Pomba, Presidio e Mar d Hespanha. n -
Quanlo a esta ultima villa cumpre observar, que
se tem j dado comeen a construccao da nova cadeia
com a quota consignada na lei n. 606, e com o pro-
duelo de urna subscripcao promovida pela cmara
municipal e que dea em resultado 6:0009.
Do qaadro n. 2 veris mais detalladamente as
providencias que por esta presidencia tem sido dadas
^ sobre diversas cadeias da, provincia, em vista das
quolasque Ihes foram consignadas.
InslruccSo publica.
m dos primeiros cuidados de- minha administra-
ro foi a confeccao dos regulamentos de ns. 27 e 28,'
expedidos cm virtude e segundo as b'ases da lei o.
516, que autorisott a reforma- desle jmporlante ra-
mo do publico servico. Furidci nesta capital nm
lycu, do qual com justificados motivos mallo espera
a juvenlude mincira, tao rica de talentos, tao vida .
de inslruccao.
O objecto que por aquelles actas ficou regulado he .
Ulo difflcil, c ao mesmo passo de transcendencia leo
superior, que, apezar de- todos os meus escrpulos e
dos preciosos esalarecimenlns qae me forneceram a
experiencia e luzes do digno vice-direelor geral, ea- '
loa inclinado a pedir-Vosque.se os achardes dignos
da vossa illustrada approvaco, continuis por mais
um anno presidencia faculdade paca alten zuna
ou nutra dispotico que a pratica possa mostrar des-'
feiiuosa. Assim, eises regulamentos 'oroarSo, *-
nflo perfeilos, pelo menos em oslado de remover
quanto lie possivel os embaraces que deixaram as la-
cunas da anlga legislaco, alias urna das mais con-
eeituadas no imperio.
No relalorio do vce-direclor geral encontrareis os
fados mais notapiis qne se deram de oulubro para
c.i na inslruccao publica da provincia .
Desse importante documento colligi os seguintes
dados: .
' O numero das cadeiras de primeiro grao de ins-
trucoSo primaria creadas por lei, ou por portaras da
presidencia em virtude da aulorisaciio da lei n. 516,
he de 151 ; destas esli prvidas 125 e vagas 26. A *
freqiicncia habitual no anno prximo passado sabio
a 6,688. Das 51 cadeiras do segundo grao ealo pro-
vidas 40 e 2 vagas sendo a sua frequeucia 1,038.
Das 33 creadas para o ensino de meninas. 29 se
acham prvidas e 4* vagas,' sendo frequentadas por
1,095.. Sommam as cadeiras creadas para a inslruc-
cao primara do primeiro e segundo graos de ambos
os sexos 235; as providas 203, as vagas 32, e os
alumnos que as frequentam 11,801.
As cadeiras de inslruccao secundaria eslo incor-
poradas ao seminario episcopal, e aos differentes col-
legios particulares, ezcepcodas de latim e fran-
cez da cidadede do Serr, da ConceicSo e de Taman-
du, odas de latim das cidades de Pooso-Alegre,
Campaoha e Paracat, eda de francez, geographia
e h'istorio desta ultima cidade. A freqiiencia das
aulas soladas cima referidas foi no sobredito anno
de 153.
Os 20 collegios, comprehendidos o lycu mineiro
e o seminario episcopal, silo frequenlados por 1,086
alumnos, sendo 670 internos 416 externos.
A lodas estas sommas, se addicionarmos m trce
mais, qae vem a ser os qae frequentam as aulas par-
ticulares de Inslruccao primaria e secundara, 'tere-
mos o coiuideravel numero de 17,024 atranos.
Estradas, obras publica*, empresas.
Nao venho diacorrer nesle lugar sobre as vantagens
do assumpto oj^aerve deepigraphe a este artigo : a'
impropriedade da iccasiao seria um poderos%iolivo
para absler-me de tal intento, se nao Tora o princi-
pal vossa ren.nliecida illuslra^ao e o empenho que
dade do de um cisne, snas espadoas de linhas cor-
rectas e vivamente vonlornadai resahiam eom a al-
vuta de nm bello marmore de-vetas azues sobre a
cr baca do seu vestido de velludo preto.
Seus cabellos abundantes e de um reflexo louro
rasav.im-se admiravelmciilc com a palldez inquie-
ta de sua pello, e jiunca olliare rainlia Uvera mais
brillio, e mais roagestade real do. que o seu.
Qoem a visse assim com a fronte ielinada sobre
a nio alva e elegante, te-la-hia voluntariamente to-
mad por urna estatua da meditacao I
Porque meditava ella assim com o cotovelo apoia
do no braco da poltroua ? porque parava seu oKiar
lis vezes rarregado de urna doce languidez sobre o
semblante levemente animado do desconheeido ?
So Dos teria podido diz-lo. Em certos momentos
a fronte eurugava-se-lhe repentinamente, e un re-
lmpago feroz pareca saliar-lhe das negras pupillas;
depois cssa impressa fugitiva desapparecia logo pa-
ra uo deixar em sen semblante calmo seaSo o cu-
nho do urna serenidade perfejta.
Nada pode pintar o efleito dessa singular mobili-
dade ile suas feicOes. Ora urna muda tristeza cur-
vava-lhe brandamente a fronte debaixo do peso de
um pensamento descoohccidg, e entao urna .'lagrima
brlhava-lhe as palpebras tngueiras ; ora os labios
vivamente corados cstremeciam-lhc debaixo da
presse*apaixonada de sens denles, e entao por um
movimeuto repentino e altivo- ergoia a cabera, e
sua mflo impaciente amnrrotava o estafo do vestido.
Kinlim seu olliar mais brando, e.mais humano pa-
nul una ultima vez sobre o desconheeido, e nao
Hosvioa-se mais delle... Urna hora pouco mais ou
menos passou-se durante (odas essas indedsOes, o
dia t>antava-se pouco a pouco no horisnle, a cla-
ridade da alampada empallidecia' scnsivelmente ;
todava nao ouvia-sc anda mais do que o rumor
iiionotono do relogro, o os estelos mais vivos do fogo
po crepilava na cljamin.
De vez em quando' o desconheeido fazia um mo-
vimeuto .leudo agitaran de scu somuo; urna vez
at abrir os olhos, e seu olhar encontrara o da mo-
ca ; mas quer o somno lhe bouvesse entorpecido a
razao, quer essa appari^o lhe tivesse parecido nma
crearlo phanlastica de seus sonhos, elle sornoii ;i
fechar brandamente os olhos, e pendo a mSo sobre o
roracao conluuou seu somno interrompdo... A
mora suspirou, e um sorriso* de indefinivel melan-
cola dessou-se-lhe rpidamente peles labios. ,
(Contnuar-te-ha.)




M
i-': "
i.
haveis manifestado de| dolar a provincia com os
meios adequadoj a promoverem-se os melhoramen-
los materia*, nicos que a podim salvar do deDnha-
menlo e da miseria, a que seria infollivelmeate vo-
lada scnloaeompanhasseis o mortjente do progres-
*>> expressao caraclerialica da qaadra cm que nos
chames. A provincia de Minaa nao pode deiiar de
w grata, a votsa aolicitude ella abenjoart vossos-
esforess, e bemdir vosso nomes, so nao arrefecer-
dea em (So bobre quilo louvavel empenbo; o para
que avallis qucteaolieiconlrariadovosso ponsaincn-
lo era o de meusdignos antecessores, acompanhare
este paragrapho do quadro resumido do estado dai
estrada!, obras publicas e emprezas que oceuparam
minha aliensao desde que lenho a honra de presidir
a provincia.
Entrada Parahybuna.
Em virtude do contrato datado de 31 de Janeiro
do anno de 1853, approvado pela lei n. 631, adia-
se entregue, desde o da 1 de Janeiro desleanno,
ao director presidente da companliia Unio e Indus-
tria, a parte desla estrada comprehendida entro a
Tldade de Batbacena o a divisa da provincia, (endo-
se posteriormente assigoado termo da referida en-
trega pelo procurador do dito presidente director,
pelo dacaraara de Barbacana, e pelo-lenle Joao
Joee da Silva Tbeodoro, encarregado da inspeccao d
Mirada.
Na parte comprehendilla entre Barbacana e Ouro
Branco, eonlinuam os trabalhos de conservsab, se-
.guodo os contratos celebrados com os diversos 'em-
preuriiw.
Estrada do Falco.
Qualquer que seja o futuro que n antagonismo,
anda o mais pronunciado reserve a esta capital, e as
povoacoes que demoram ao norte della, vem aos o-
Ihos de lodos a coveoiencia de ligar (ao importante e
populosa parte daprovfncia, linha de urna estrada
que a coltoque na maior proximidade do lilloral, .e
neohuma offereca na actualidade, condisoes metlio-
res pata lavar-sea efteito este peosamento do que a
estrada do Parahihuna.
Obsum-lhe enlrtanto o desanimador e quasi
impcalicavel transita de serra de Ouro Branco, co-
nhecidede todos vos, para que carece eu faligar-vos
com a eiposiro de suas difflculdades.
No dia de minha chegada a esta capital, congre-
gue alguns pralicos, e com elle* vim observando a-
qutlla trra e o camioho que lhe Dea direila ; e
em resollado convtnci-me da possibidade de um
mellior alinhamenlo.
Foi, pois, um dos primeiros artos da minha admi-
iiistracao, o encarregar o engenheiro Bruno de Sper-
l'g, em dala de 25 de outubre ultimo, a explorado
do terreno; e com efleito, depois dos convenientes
eMe e etlodos, e de haver eu pessoalmente* esami-
nadoa picada em eompanhia dos en'genhiros E. de
1* Martiniere e Borrell du Vernay, verificou-so a
pwsibilidade, de um novo alinhamenlo qoe, di-
minuindo a disiancia, economisa a quantia de
3o.*5255i que de mais se teria de despender com a
eooclusjo da meso estrada e pontes pelo antigo ali-
nhamenlo.
OeagenrmirgSernand Halfeld, que por aqui pas-
hhi regressando^a penosa eiplora^o do rio S. Fran-
cisco, a pedido meu Uve a complacencia de revistar
dito alinhamenlo, a respeilodo qual no officio de
rraacuo que me dirigi exr,rime-se nos segra-
les termos
Revislei a allerasio do alinhamenlo da estrada
entre ponte do Falcao e arraial do Ouro Branco,
" ^^!rt0 l*'01 engenheros Bnrell du Vernay e
Speriing; e,combinando alies com algumas alte
raides indispentaveis porliim indicadas, son de
parecer que a execucao da estrada por aquel le ali-
hamento.corresponde cm ludo que resolve o pro-
hlema de desceras serras da.Italia e Ouro Branco
com lodos os, preceitos da lei moeira, atalhn e mc-
nos dispendio do que se tara com qualquer ootra
direccao de estrada entre os cima referidos pon-
tOS. B
Depoisda.algumasobservasemais, assim con-
cine: ,
O agora referido alinhamenlo de estrada, tem a
grande vanlagcm de serrirpara a estrada porSan-
la Rila e Caltas Alias ao Mar de Uespanha, a-
brindo-M a mesma Resta direcjo em diante i
ponte que se hade construir sobre o ribeiro re-
limo a llalai. .""'*,
Aperar de tao valiosa opiniao era apoio da mu-
denca, projeclada, s havia eu resolvido mandar abrir
aertradaalaltoti.ta, Meando o alinhamonto dahi
por dunie ainda dependente de nanni raamc^o ,.i-
fO?0"' """"""' '" em dirix-c3 Varginha, ou
Ooeluz, no intuito deverificar-se se poderia conse-
Rirvcomo alguns pralicos se persuadan), diminuir a
distancia anda mais para aquella villa, passando a
estrada a um lado do Ouro Branco.
Agota, porm, i vista dos ames frites'pelo
dito engenheiro Du Vernay, e de qat me den conta
em officio de 20 do correte, deliberei adoptar com-
pletamente o nove alinhamenlo at o Ouro Branco,
como primeramente me havia parecido convir. Ser-
*"**h*o pwaentes, Unto o relator io e orcamenlo que
aprateateo o engenheiro B. de Speriing, como oolu-
eo.aj*pe ase redro, e delles mais delalhadamente ve-
rei a motives e as vantagens da resoluto que a es-
U rssaeito ttmei.
nitrada do ftio Preto.
Aebam-se annunciados os cancerlos desU estrada
esaas poetes, desde a villa .lo Bio Preto at a encru-
ztlhada da que se dirige' para Sr Joo d'Elrei, pela
qaanlia de 14:2888784, segando os orcamentos pre-
sentados pelo ex-eugenbeiroda provincia J.iiilcheos,
Para que se faca urna idea do estado de ruina em que
existe esta imprtame estrada, bastara nolar-se que
desde 1849 nao tem ella recebido melhoramnto al-
guna, excepcaedo concert da ponte de Santa
Asma.
letradas do Mar de Uespanha.
Conlinuacao dos conestios e cocaervacJo a cargo
do commendador Custodio Ferreira Leite, empre-
wnchue nos servicos parle dos Africanos*
vrej.
Estrada do Picu'.
Progriaem os trabalhos sob a iqspeccSo e direc-
Sao do illuslre baro de Pouso Alio, adiantando el-
le as quantias necessarias para pagamento das ferias
de despeu, cuja importancia recebe depois pela rc-
ee^dorU do Picd. A ponte de Antonio Hornera,
obre o BloVerde, Umbem a cargo do dito baro,
esto projecUA p ora novo syslema, nico que vau-
UJosameDle pode all ser.empregado, por aao depen-
der de esteos.
Ftlrada daserra de Carrancas.
Eeargrlade do disposto no arl. 3 da lei n, 520, a-
chaceo engenheiro Borell du Vernay encarregado
de Wcroseamese orcamentosdesta estrada.
Bitrada da Campanha a S. Goncalo.
r ^i!"i "^ C005'*nou Par eita eslrada a quan-
oe 1:500*: niste.a pUnU de, orna primeira sec-
'.*, mas por ora nada se ha feiU era por arremaU-
cao, nem por administra^ao.
Brevemento providenciara a este respeilo, como'
peda a cmara aonnieipal da Campanha.
Httrada de najuba.
Achava-ae wcarregado dos raparos desU eslrada,
Pa a qoal eonUgnoi, lei n. 56:0009, o cidadao
^rancbeoVieir. da Silva: era visly-pcrm, dowxa-
mm,que proceden a me du real. na. feria, de
e frem.Mu, madou-e suspen-
'** estaco riscal d.quella
* f*"enUs e mais objeetos comprados para
esma estrada-
anansaoU ir ara engenheiro examinar o
WU e orear o qoe falta* -para se por em has-
ta pnica.
**J.ra*_^ fula Ckriillna para o Carmo.
A le n. J95contigooa para esta estrada a quantia
*l | e sendo encartegado dos concertos o presi-
de 8:000, e a de n. 434, a de 15:000; monUu Jo
porm os*orcamentos a 168:922, lendo-se chegada a
annunclar a arrematarlo, (e cstando-se a ponfo de
conlraUr com os licitantes que eompare'cram cm
1850, resolvea o Exm. vice-presidenle, que ento
se achava lesta da administradlo, nao fazer con-
trato al2um, em vista, da exiguidade daquellas quolas
comparadas com ot ornamentos.
He entretanto reconhecida a urgente necessidade
de mclhorameolos nesta estrada, e a cmara da vilU
Nova da Formiga, em officio do 14 de novembro ul-
timo, bem a faz sentir. A quota porm votada para
obras publicas no correnle exercicio nao pode sup-
portar dislrac^ao de quantia alguma, por achar-sej
comprometlida com as obras conlracladls; a da lei
" 407 nao pode ser mais despendida, em vala das
clausulas que companharam a sua concessao e li-
nalmenlc a de 14:000 de que Irata o % 3 'do art.
5 da lei n. 510 foi dislrahida do sen deslino.em vir-
tude do disposto no j 3o da de n. 510.
Espero'pois que, tomando este importante objeclo
na devida considerado, habilitis a presidencia com.
os necessanos meios para levar a cffeilo o melliora-
monlo do queho dignaesU eslrada de lao vital in-
lercsse para urna grande parle da provincia.
tstrada do Pefanha para S. Matheus.
Por ralla de communcac.6es, apenas consta que os
emprezanos encarregados da abertura da picada,
Remigw Electo de Souza, e Joao Baptisla Das, at
5 de junho do anhn prximo pascado haviam chega-
do com a mesma al quem djRio Suassuhi. No-
vas informac6es foram ltimamente exigidas, mas
ngo chegaram ainda.
Ettradat do Cuilh.
Nao he de hoje, senhores, que*se trata de abreviar
nossas communicacOes, de conhec-las o determina-
las para nos approximarmos ao porlo de mar quemos
offerece a provincia do Espirito Santo. A historia
antiga desta provincia atUsta quanlo cuidado mere-
ceu jd a abertura de eommunicaces pela Serra do
Mar, por esse lado do territorio mioeiro; meus il-
lustrcs anlecessores nio se Um descuidado.de acom-
panhar lo patritico peosamento.
Nao foco, pois, nada mais do que imitar to nobre
cxemplo.inrormando-vosqueemdata de 21 de Ja-
neiro do correte anno aulorisei o cidadao Francisco
o/raulaFaria a abrir urna picada em direccao
provincia do Espirito Santo, seguindo do Sacramen-
to Grande em romo ao corregodo Bananal, na an-
tiga aldea de Paulo Carahyba, desla ao Tevo as
cabeceiras do Ribeiro do Queiroga, dahi ao rio
Cuilh, em rumo as serras vertentes para o BibeirSo
deJoaoPinloelUtiaia, a encontrar a picada que
fez Frei Bento de Bubbio e vai ter ao rio Ma-
nhuass.
A vantaaem de urna eslrada de Una importancia
para os municipios de Marianna, Itabir, e Serr,
aproveilando a fertilidade de trras que, senao cx-
cedem m bondade, nao sao. inferiores as do Vall
do Parahyba", e a immensa e prodigiosa riqueza das
carnadas de ferro queahi se cnconlram ; essa van-
lagem, digo, he tao obvia, que dispensa reflexesm
seu abono.
Espero que al lina desle mea, ou meado do se-
grale, vos farei o lisongeiro annnncio de estar aber-
U esta picada ; e reconnecidas entao por pessoa pro-
fessional algumas oulras que se Um aberto j, e de
que abaixo passo a IraUr, poder-se-ha lomar accor-
do esclarecido sobre qual mellior convenha seguir, e
vos cabera a gloria de haverdes auxiliado urna em-
preza das mais vaUs, das de maior eTnais esperan-
coso fuluro a provincia que Undcs a honra de re-
presentar.
m Picada do Aire-Campo ao Cuielhi.'
O subdito porfuguez Cypriano Alves Pereira re-
queren, em nome dos habitantes da mata do Abre-
Campo, um auxilio pecuniario em favor da eslrada
quedeve communicara provincia de'Minas Geraes
com a do Espirilo-Santo, ponderando que desla ci-
dade j existe al all commodo transito, e que do re-,
ferido lugar Abre-Campo abrio-se caminhoat o Ri-
beiro Vcrmelho, por onde transitara tropas na distan-
cia de 8 leguas.
O cidadao Joao Jos da Silva pretende, no*mesmo
sentido, continuar a eslrada'do dito Ribeiro Vcr-
melho at o Cuielhc, approveiUndo em alguns luga-
res a picfda ji aberla pelo cidadao Domingos de Lana
para a colheiU de poaia, e calculada de 10 a 14 le-
guas a dislaiftia desse Ribeiro ao Cuicth.
Em data de 17 dc'novcmliro do anuo prximo ps-
sado o brigadeiro director geral dos Indios remelleu
' presidencia um officio do director do aldeamenlo do
Manhuass, communicaudo a abertura da picada do
Ai-i<--chuu|niw,caicHi, e<|ueos iraoamaaores ti-
nham regressado, cooduzindo por ella animaes ahi
n ase id os. 9
Segundo estas informaoes, ha do Abre-Campo ao
Cuielh 14 leguas do distancia-
Tratando dos diversos caminhos em direccjloi pro-
vincia do Espirilo-Santo, nao posso dcixar de dar-vos
noticia, ainda que minio resumida, da-antiga eslrada
hoje abandonada por causa da deslruio da ponte
oult'ora existente sobre o Bio Doce, e conhecida pelo
nome de Ponte Qoeimada, que 5e reputa ter sido urna
das melhores.
C verendo Antonio Vilclla de Araujo, muilo co-
nhecedor daquelles lugares, e que em junho de 1853,
por commissao do Exm. bispo diocesano, foi ao Sa-
cramento Grande administrar o chrisma aos habitan-
tes daquelle lugar, ha mais de 25 annos privados dos
soccorros espiriluaes, alienta a nao existencia de ca-
minhos para all, assim se exprime n'um officio que
me dirigi, datado de 22 de fevereiro ultimo, acom-
panhando urna pequea memoria sobre os terrenos
devolulosMo Bio Doce, e sobre um ramal de estra-
da. Callas-AlUs de Mal-Denlro ao Sacramento
Grande:
Tenho feitb um pequeo es boro do que pude ver,
observar e indagar relativamente aUrrenoa.devolu-
los, e por raim mesmo meditado sobre um ramal de
eslrada que me'parece ser de limita cononria e inte-
resse publico ; e vem a ser : seguindo de Callas-Al-
tas, atravessar pelas fregueziasde S. Miguel e Prala,
approveiUndo acaininhodo Sacramento Pequeo,
de modo que v lr ao ultimo morador desU lugar,
l.iiii Carlos da Conha, di-lanle (res qnartos de legua
poueo mais ou menos do Bio Doce, dahi descer es-
querda desle at alcanforo aperto da Ponle Qoeima-
da, lugar este que muito pode garantir a duraco de
urna boa ponte, ou alus construir-so all mesnio a
apnle, que, posto devaser mais extensa, comtudoof-
rerecer vanlagens, como a de proximidade e melhor
dircejao para o Sirramento Grande, mrmente por-
quo da ponte Queinrada a este lugar se encontram
terrenos hmidos que durante as aguas se Unyaro
ntransiUveis. Eslou certo de que este camioho do
Sacramente Pequeo he digno de ser approv'eilado,
porquanto, com mui pouca despez se tornar urna
boa eslrada e na melhor Hirecro possivel para a capi-
tal, pois que os extremos ou pontos em contrario aog-
mcjitarao legaas, dlpen4o e dilliculdades ; son por-
lanlo animado a indicar como mullo conveniente o
mencionado ramal, a par do esbpco que tenho a hon-
ra de submelfcr considersrao de V. Ex.c.
Estrada io Serr.
PIMO DE PEBNAMBCO. SITJ FEIR4 21 DE ABRIL DE 1854.
\
queeapom providenciar nao *> a respeilo, como
sobro a reconslruccao da ponle no rio que corre junto
daquelle.arraial, foi o engenheiro Borell du Vernay
por rmm encarregado dos convenientes exames e'de
Presentar os ornamentes.
Nacega^Oo do rio das l'elhat.
Um dos objeetos principaes de que julguei conve-
mente oceupar-me logo que Umei conta da adminis-
Ineao desla provincia foi o de obler os dados neces-
sanos para verificar a posrtbilidadedi navegacao des-
le importante rio.
Nesle iiiluilo. d.epois de colher os poucos dados
expenles na secrelaria, e dos quaes apenas consta-
VT" <0 "Welento Jos Peixoto de Souza
ohlidoem 1836 a concessao da transferencia dopri-
vilcgio anlenormenle concedido auilhcrmc Kopek
para navegar a vapor o dito rio c ode S. Francisco,
semqufcchcgasscaorgauisara comnanhia qA de-
v.a lomar a si esla empreza, pelo que caducara o pri-
tilegio, d.r.gl-me cmara municipal de Sabara, exl
gindolodoso, esclarecimenlos a seu alcance sobre
laoranscendcnteobjccto; aquella cmara inspira-
da de patnolico zelo, receben obsequiosamente a
portara desla presidencia, a que procuren satisfazer
o ma,s amplamcnte possivel, preslando-me as infor-
macoes conslanies do officio que junto por copia vos
aprsenlo sob n. 5.
A' viste de (aes esclarecimenlos, e coplirmando
cmara algumas das noticias que particularmente ha-
v.a^.ooblido.dequeanavcgac.ao se havia ja por
vezes enectoado desde aquella cidade at a villa Ja-
nuana. transportante o negociante Manoel Joaquim
Goncalves-diversas mercadorias em ajjos, dos quaes
apenas perdra um por descuido dos barqueiros, of-
ficialmenle me dirig a elle, pedindo que houvesse de
prestar-mc um relatorio circumstanci.do dessas suas
fiagens, mencionando os obslaculos que houvesse en-
contrado, tanto em cachoeiras comoem as chamada-
corrcieiras, o modo porque vencer essa dillicul-
dades, e Mmente todo quanlo na sua derrote por
esso no observara de mais interesse a esclarecer a pre-
sidencia, H
Dei conhecimenlo desses fictos ao governo impe-
rial, que, avallando sua importancia, dignou-sede-
7r^!,POr aVS da r,PBrU d<> imperio, dala,
do de 30 de janeiro ultimo, que aguardava os escla-
rccmenlos mais ampios que procurava cu obler so-
bre o rio em questao, afira de poder ser* lomado em
considerasao o importante melhoramnto que provi-
ra da respectiva navegacao a vapor, se por ventura
recoiihecer-se a sua exequibilidade. Animado ainda
mais pelo interesse que mostrara o governo. imperial
por tao vantajosa empreza, o demorahdo-se por ou-
tro lado as informaQes exigidas do negociante a que
cima me refer, deliberei encarregar o hbil enge-
nheiro E. de la Martiniere da explorado de lodo o
no desde o Sanar na Ponte Grande ata.ua con-
fluencia nodo S. Francisco; e luvendo elle daqni
partido em meiado de fevereiro, incumbido de ais
guns traballios que devia examinar em caminho pelo
lado de Sania Barbara e Caelh, ohegou aquelte ci-
dade onde foi recebido e acolhido com mais viva-
demonslracoes de cnlhusiasmo pela populacao em ge-
ral, e especialmente pela cmara municipal, Exms.
v.ce-presidente Jos Upes da Silva Vianna, harao
de Sabara, e de mais autoridades e pessoas gradas a
quem particular e officlalmenle o havia eu recom-
mendado ; provando islo o vivo interesse que os dig-
nos Sabarenses lomam por urna empreza de Unta
magnitude.
Ao mesmo engenheiro tenho mandado daqui pres-
tar todos os auxilios requisilados para o melhor e
mais complete desempenhodesua musan, e nulro a
mais bem fundada esperancaje que o resultado cor-
responder em ludo coufianea que nelle deposite.
Supponho que por todo o mez de maio lera elle
concluido sua larefo, e muilo folgarei que vos encon-
tr anda reunidos para vos ser presente o trabalho,
que he muito provavcl aguardis com anxicdade.
NavegarSo do rio S. Franrtsco.
Em dula de 9 do correnlo idirigi-me ao engenhei-
ro Fernando Halfeld, solicitendo informajces resu-
mida de sua ultima viagem e eiploracs relativas
ao Rio S. Francisco. O dislinclo engenheiro em o-
firio de 13 dcslc mesmo mez leve a bondade de (rana-
mi tlir-me esses esclarecimenlos ; e pareceado-me de
alta importancia a s'ua polica, fiz resumi-los para
que ainda podossem ser Irazidos a vpsso conheci-
menlo. ',
En o que em resumo conste do mencionado of-
ficio :
*-A estrada prbjeVteda para carros de qualro re-
das om tua Jo naruacena e a carra do Kio
das Velha.s, que' elle calcula provisoriamente em
6,963:000, lem 90 leguas e um quarto, cada urna de
3,000 brabas ; mas pode ser muito reduzida esta dis-
tancia, quando se tratar mais minuciosamente do seu
alinhamenlo e de sua construc^ao. Ella Um de se-
guir da cidadede Barbacena em rumo' de NO e N,
passando por muilos lugares, e sendo os mais nota-
veis o arraial do Bramado, a villa do Bdm Om, Fo-
nil do Rio Paraopeba, arraial de Sania QoiUria,
passando comladamenU pelas serras que se esten-
dem de Italiaiussu a Sabara e Corvello, e termina na
barra do Rio das* Velhas com o del*. Francisco, de-
fronledo arraial da Manga. Se porm for determi-
nada a estrada para carros movidos a vapor, elfo de-
ve, chegando ao Funil do Rio Paraopeba, tomar a
direcro'da margem desle rio edo de S.'Francisco
baxo al a cachceira da Pirapora,em cujo ponto po-
de comejar a navegarn desle ultimo rio, segundo as
observacGes a que proceded.
O referido engenheiro expoe que embarcou-e no
PouUldo Rio das Velhas como deS. Francisco,
donde desceu pelo curso principal desU, sendo pou-
eo abaixo do referido pqnlal, onde ja se achara reu-
nidos os dilos rios.a profundjdade do canal navegavel
de 21 palmos, medidos da superficie de soas aguas or-
dinarias, o qual nesle lugar he de iOOS palmos de
largura ; mas se se contar dos barrancos das suas
margenstem 1680 palmos : a doclividade de snas
aguas hedede 1,65 pollegadas em mil palmos; a sua
velocidade he de 3,14 palmos em om segundo, eo
volume dellas que o rio d cm cada um segundo im-
porta em 31,652 palmos enhicos. A maior endien-
te, que leve lugar cm 5 de fevereiro de 1853, subi
55 palmos e 5,1 pollegadas cima do nivel ordinario
de suas aguas, e espraiou-se at a largura de2 a 2,^
leguas, entre a dominada Scrrinha, a meia legua
atrs do Arraial da Manga, e a raizda serra do Geni-
papo, a margeni esquerda .lo rio. .
De 28 observarles baromtricas lomadas 51 palmos
sobre o nivel das aguas ordinarias do rio no Arraial
da Manga, leve em resultedo, termo medio, a altu-
ra de 28,548 pollegadas inglezas ;o Iherraometrojun-
to ao barmetro 79,34 graos ; o Ihermomelro sola-
^,75,83 graos He temperatura.
=
-*-
Desla ao rio Paracatii,
a villa deS. Rnao. 6
i barra do rio Licuia 6
o arraial de Hras dos An-
Ricos. 6
" ao arraial das Piras de Maria
da Cruz. 15
ao arraial do Saado. 3
ao arraial dos M-rinhos. 17 ^
ao arraial do Miga do Amador
(bella siluaca) 2
barra do Rio rde, divisa da
provincia de Inas coma da
Baha na margei direila do rio
de S. Francisco. 4
ao ponU| e quael do registro
da barra do d Caruuhanha,
divisada proincia de Minas
com a da Baia na margem
esquerda do o de S. Fran-
cisco. 5
leguas,
a
V
jomma.
87 X leguas.
8 egu
. 64 D
20 B
10
10
35
12 0
6
30 v s
16. s
Continuara os trabalhos de mellioramenio c conser-
vacjja de diversas sectoes, segando os contratos cele-
brados eom os respectivos emprezarios.
dente da"
cmara muniojpal Joo Carnciro Santiago,
ez ver depois de comecado* os trabalhos a insuffi-
da quoU ; em vista do que, e das infcrma-
* 9*t a respeilo presin a mesa das rendas, man-
Mfce entregar mais .500 em presUctles mensaes,
"oporcao que apfesenlassc as ferias de despeza na
receewdoria da Pic.
. Sitrada da Boeaina no /lio Preto.
CoMinuam os trabalhos da abertura da picfd'a a
rgo da coaomissao composla dos cidadaos Manoel
Aaaaiasde Asis Jonqueira.Culodin os Vieira
Marcellino Jos Pecanha. O onego Antonio dos
Silva Rezende. e oulros. qeium-^se do ali-
^ento.epropoem-se a faze-la a expensas suas,
o-lhc oulra directo para evifor o prejuizo que
*W effrer de parle de snas Ierras. J a este res-
1 *wido o engenheiro Borell du Vcmey, e
"ida as informnrocs ltimamente exi-
" cttD,f municipal da Ayuraoca.
dada ^'Ma da Formiga a S. Joo tEURti
Alai a ur-f^ndo peta U w consignou para esla eslrada a qOanlii
strada de Sabara.
ConsUachar-se.em pessimo estado, apezar dos rn-
cenos que ltimamente foram feitos; e para com me-
lhor conhecimenlo de causa providenciar-se a res-
peilo, acha-seo engenheiro Borell du Vernay encar-
regado de rever as plantas eorramenUe que apresen-
tira o ex-engenheiro J. Hilcheos.
Ettradjade Sabara ao Carral i'El-Itei.
Desda o annopassado lira raro concluidos e pagos o*
iontelaioes mandados construir no novo alinhamento
desla estrada ; eulretanto iicnhuin beneficio" presUm.
ao publico, por falla dos necessarios atorros que os lor-
nem accessiveis os viajantes ; attendndo pois ao
se a este respeilo represenlou a cmara municipal
daquella cidade, ordenei-lhe que mandasse proceder
n um orcamenlo da quantia em que importaran) os
mencionados atorros e inforatiasse sobre o melhor meio
de sciem cssas obras levadas a elfeito.
Estrada da Caelioeira.
Achando-se muilo arruinada esta estrada em diver-
sos lugares, e lendo-se j4 fcito anteriormente algans
reparos desde a subida da serra at os llenriques,
officiei ao cidadao Joo Fornandes Ramos para en-
carregar-se demandar concertar esses lugares e abrir
os esgotos, apresenlando upportunameulc a conta para
ser paga.
Estrada de Cotias Altas.
Concluiram-se os reparos desla eslrada, e depois
dos convenientes exames polo engenheiro E. de la
Martiniere, anuunciou-se a arrematarlo oreada ero
66(f920 annualmente: neahum licitante porm com-
parecen.
Estrada na terra.do Pico de llubira.
Mailo armiada conste estar esta eslrada, e para
O Rio das Velhas, poajeo cima do fontal da bar-
ra, lem 743 palmos de largura na superficie de suas
aguas ordinarias, 820en|re os barrancos de suasmar-
gens, e 9 de fundo no seu canal navbgavel ; a velo-
cidade de suas aguas nesle lugar importa em 3,01
palmos por segundo, e o volume que nesle esparo dr
lempo contribue ao rio deS. Francisco he de 9159
palmos cbicos.
Da barra do Rio das Velhas para baixo at a o-
cheira denominada do Sobradinho, ou Sania Aona,
que tem urna distancia de'242 leauas, he o rio nave-
avel fcilmente para barcas de certa Grandeza, que
all ja'se,usam, porexeraplo, urna de 905 palmos de
gcomprimento, 15 % d largura e 6' de fundo, e para
ajjos de 2 ou 3 canoas; eiceplo na estecho da sec-
ca, em que, estando as aguas na sua altura ordinaria,
lorna-sc mais difcil a navegarao pela falla de co-
nhccimeiito dos bancos de ara on coras que fur-
mam-se durante a ultima enchentc que tem lugar
ledos os annos, aconlecendo porisso fcilmente' en-
calharem estes bafeas ou ajjos. Ha mesmo.algumas
dilliculdades durante esle, lempo, nao s por essa cau-
sa, como pela obslrucc^o de parte do canal natural
por madeiras escondidas s vezes debaixo da superfi-
cie das aguas do rio, a^or liaver alguna bancos de
cascalbo, o que he summaraente perigoso ; mas nao
obstente esles iuouveentes, que fcilmente se po-
den remover, pde-se desdeja prcm pralica a na-
vegado por vapor, precedidos os necessarios traba-
lhos, e obler-se segura e desimpodda navegacao
desde aCachoeira da Pirapora ale o Sobradinho, que
sat 247 leguas, ou mesmo al a villa do Joazero na
provincia da Babia- Durante essa disiancia a sua de-
clividade varia *s%0,07 pollegadas at 1,88 em mil
palmos, e a sua velocidade de 1,9 a 4,2 palmos por,
segundo, devido ludo slo a' achar-se o volume de
aguas em alguns lugares mais comprimido do que o
onliiiario, e cm oulros muito mais espraiado.
Na provincia de Minas o Rio de S. Francisco
presta navegasao franca no seu terreno desde a co-
cheira da Pirapora atea baitajln rio Carunhanha,
isto be :
O Arraial da Malhaddiste y% legua da barra do
rio Carunhanha, o dtta al villa da Carunha-
nha lem 1 legua ; amas as- povoarOas acham-se
situadas na provincia d Baha ; a Mateada na mar-
gem direila do rio, e dita villa na margem es-
querda,
Alm da extensao naegavel pelo rio de S. Fran-
cisco, ofTerccem os seii.conllueiiles na provincia de
Minas a navegacao maiou meuos desenvolvida que
necessila de coirecco
O rio Geqailahy al fazenda do Gc-
qilahy.
O rio Paracat at ao prlo de Burili.
O rio dal'rata.
O rio Preto.
O rio do Somno.
O rio Uracaia.
O rio Pardo. I
O rio Psndoiros. '
O rio Verde Grande.-
O rie Carunhanha.
Smma. 211
Navegacao io tequilinhonha.
Comquanto houvesse o gverno imperial por avi-
so de 5 de selembro ultimo, mandado pr dsposi-
Sao desla presidencia a quaitia de 8:000 para ser
empregada' na navegacSall polida do alte Gequiti-
nhonha, e em conseqnenca'houvesse, lambem o meu
dignefantecessor dado swnvenientesordens ao en-
genheiro Pederneiras, emarregado desses trabalhos
por parte da Exm. presidencia da provincia da Ba-
ha, paraque.com a maiot brevdade possivel tra-
lasse de organisar os desacamenlos indispensaveis
para a dte polica, i semahanca do que esteva pra-
licaodo na parto pertcnemte aquella provincia, por
falta de regularldade as communiearoes nao chega.
ram tees ordens ao conhecimento do dito engenheiro
comomefez elle ver emcirte escripia da cidade' da
Bahia em data de 17 de jweiro prximo passado. Ja
a este lempo havia en, en resposla ao seu officio de
15 de jullio ultimo, mandido por sua disposicSIo
na collecloria de Minas Novas a quantia de 1:000,
que elle calculva ser entao sufflcienle para o esta-
belecimeote de nm qdartel, compra de utensilios, ar-
mamento* e'oulros objeetos relativos a gastos de
primeiro estebelecimenlo ; e nada hvendo occor-
rdo que demandasse novas providencias, limitei-me
a enviar-lhe urna segunda va do officio de 19 de de-
dembro prximo passado. em qae slo lhe commu-
n iba va. f>
O mesmo engenheiro conlava recomecar os Iraba-
Ihos interrompidos logo que o rio descesse ao seo lei-
Iq-ordinaro, e he de cre que a esta-hora estejam el-
las em andamento.
Empreza do Mucury.
Para que formis juizo sobre o estado desla empre-
za, julguei conveniente offerecer-vos o relitorio que
em dala de 20 de Janeiro me apresentou o digno di-
rector da eompanhia ; a"esse relatorio acompanham
dous imporUnUs documentos; o primeiro se oceu-
pa em minucioso detalhe de descrever as circums-
lancias da navegacao do Mucory, desde a fot at a
cachoeira dafcanla Clar,a e sea Ilustrado autor,
Christiano Benedicto Ottoni se oceupa em expor o
resultado de seus estudns sobre o rgimen da parte
navegavel do mesmo rio, parecendo-me conler todos
os esclarecimenlos desejaveis sobre a pralicabilidade
dessa navegaro. %s'
O secundo documento nue me refiroiie a nm-
sicao do engenheiro Roberto Schlobach, na qual en-
contrareis a plante de Philadelpliia, e o mappa desle
ponte a Minas Novas, nesse trabalho se faz mencao
das differentes picadas qae se abriram, e asseguram-
me que he da mais rigorosa exaclido.
Em dala de7 de fevereiro prximo passado,- man-
dei explorar a eslrada desde o Alto dos Bois al Phi-
ladelphia, e logo que se-concloa esse; exame vos ser
presente o seu resultedo.
Reala que tomis, senhores, deliberacao definitiva
sohre as rail aceoes reservadas pela eompanhia pro-
vincia; nos anteriores reltenos se vos tem esposto
esUassumpto, cuja oluro eolendo nao Convir por
mais lempo prolongar-se.
Adhiro inUira e completamente s ideas manifes-
tarlas por meu digno anUcessor no relatorio com que
foi aberU a ultima sessao da legislatura linda, ac-
crescenlando que.nao reputo oneroso, pelo contrario
me parece de vanlagem que a provincia se associo a
urna empreza que promette futuro lio lisongeiro s
importantes comarcas ao norte della.
(JotmoI do Commcrcio.)
-------b m
Da caehaeire da Pirapora a barra do rio
das^'ellias tem

' 5 Legaas.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBTJCO.
' PROVINCIA Das AJCaGOaS.
Cldada da Alarou 10 de abril a 18S.
Ora o tal meu amigo fez a linda e bonita; ar-
rancou da geba o onerosissimo fardo, chimpou-m'o
no costedo, e aual o amante passarinho baten a lin-
da plumagem, rerando-se para os bosques; e es-
te ? I Pois isso se faz amigo Castor ? Entao Vmc.
arrufa o Sr. do Philangelho, briga e congraca-se
com o Teixeira, enquigila o Luiz, india a venta ao
Mello, faz, o nosso Pipclet da secretoria ficar de
nariz torcido, indigeste os nossos bous e curiosos
comprovincianos com" urna tremenda barrigada de
conjecluras ( com que Acarara impando ), Urce os
bigodes a Mr. Bcrard, entende-se com os eliaruti-
uhos dos bem educados esludaules do Museo, cora-
prometle o porteittMnodelo, o inclilo Machado, cs-
quenla o fleugmatico Porlo, vaPprocurar os activos
fiscaes, implora a. cmara municipal, alreve-sc
(proh dolor! ) a fazer exclamac.oes sobre a ressur-
reisao do Tcmpo assanhar Ssconsliluinles, ^pisa
na parte rozagante do Mximo, arreste ,o cascavel,
( a mais terrivcl e venenosa das serpentea ), pfie
cm dnvida a astucia ea|ilai-an de Matre Renard,
narra o eloquentissimo discurso formosissimi AngB-
Ambrctii, vai desencovar o macilento Pedro, tez o
ex-Uncnte Araujo dar Uramella e comonelUr
aquella discordancia launa que tanto nos arripiou
os ervos, tece pomposos encomios ao oitavo bala-
IhSo, meehe com os oculos c testa do secretario,; taz
roncar o Passos, e finalmente pondo toda este gen-
te em alarma e de alcaleia. escafede-se para o mnlto
deixandb-me nadansa? Diun-me, dilcelissimo'ir-
m3o, onde vou agora angariar noticias para forneter
ao seu corrcsppndenle? Quem sera tao tolo qie
converse d'ora em diantc m voz alto cerca de al-
guma falcalrua que por ahi naja ? Quem vira cori-
liar-rac algum bom segrediuho bem occullo? Conh
que cara bei de apparecer as galeras do palacete"
Quer entao Vmc. qae qual nocturno ladrao iue
cscuUndo pelas porUs para ouvir o que se diz 4 Nao
vs qne nao quiceram dar crdito tua revehirao c
assignatiira?! >N*> lens remorsos de comprom'clter
o colrico Tilra, o bondadoso Moura, o engra jado
G. Graf, o rliclorico Passos Jnior, e o espirra-.-ca-
nivetes Rodrigo, sobre os quaes agora quasi unaiiU
raes recaliem as suspeitas?! I! Nao foras (u meu i--
mao c quasi un nutro u que nao me ariscarria a
lomar os cosas redactor do Diario, para dizer-lhe as intimas re; i-
fiesque me lgam ao sen ex-correspondeute de
saudosa recordajao.
Como elle mesmo dcclarou na ullima caria qu e
lhe dirigi, imcumbio-me de fazer as suas vezes, e
disse-lhe qiie^u era o seu Pollux. Pois sem duv',-
da saber Xm. que he este um nome mythologici
e vou dar-lhc a razao por que elle assim me chara, a.
Quando estudavamo latim eramos Uo amigos e
pareeidos, e andavamos sempre tao junlinhos, qu
os bous dos meninos nos appellidaram: elle ( qui
he um poncachinho mais velh que eu) Castor, c
e a mim Pollux; a nossa parerenea physica nada
era ainda vista da moral: os mesmps hbitos, cos-
vam urna igualdadc quasi malhematica: pareciam-
nos un com o nutro,'romo dous graos de mlho da
mesma espiga, como duarfolhas de urna mesma ar-
vore, como dnas torres de. urna mesma reja 1 Para
desmentir porm este quasi fabulosa igaaldade con-
cedeu-lhe Dos mais urna pequea dose de sarcas-
mo e urna iuleressante gaguez, c a mim mais um
pequeo quinhao de romantismo c um olho meio
lorio, alvas estes duas pequeas ilifferencas, somos
mesmo como dousbrinqunhospenduradosnas orelhas
dcalguma pimpona. A'visla do que venhode expen-
der nlose admirai Vmc. de ver quasi o mesmo es-
rjio, e que entre nos nao ha segredos, confiamos um
ao oulro lodos os nossos pensamenlos.
Concluio os seus negocios ua capital e rctirou-se o
meu bom Castor para a nossa querida cidade natal,
dizendo-me:Nao deixes, meu Pollux, de fornecer
ao nosso correspondente de Pernambuco ludo quan-
lo soubcres; conserva aquelle nosso eslylo simples,
chao e charro, e pede-lhe que nao nos desfigure
com os malditos barbarismos, solecismos, galliris-
mos c com aquellos endiabradospersonagens mylho-
logicos: vede, meu charo Joaquim, que estemos na
quaresma e seria urna impiedade ou irreligiosidade
solelrar scmelliantes nomes. Promette ludo ao
bom Antonio ; porm nao sei se poderei dar satis-
fatora conte da incumbencia, i vista da revolurao
que ello por aqui fez ; mas emfim,' Sr. correspon-
dente, nao ha oulro remedio senao principiar a di-
zer-lhe alguma cousa.
O mez de abril nao quiz desmentir o anexim, que
lhe cilou o Antonio : desemburaram as chavas, des-
penhando-se abundanlcmenlc das cateractes do co
ha porm seus lucidos inlervallos, e em urna bella
larde deslas sahi de miuha choupana para refocillar,
e dar um passeio ; dirigi-me por defronte do pala-
cio, elomsi pela ra do Commcrcio (note Vmc. que he
a ra principal) no principio ha um areal digno de
azer urna pequea parte do grande deserto do Sa-
hara, da frica, sahi daquelle difficil passo e comes-
sei a subir e a descer por lindos oiteiros e socavos,
que fariam oveja a qualquer de nbssas estradas do
interior; engrasados cnlitillos de pedrinhas eealica
ainontoadas aqui e acola, parecm de proposite all'
postas por algum menino Iravcsso, para dar s for-
mlgas urna idea do que sejam as monteabas pedre-
gosas ; fui. nao sem difitculdade, gateando aquellas
fragosidades, e bem defronte da loja do Paulo, vejo
um lago que de longe julguei ser o Titicaca da Bo-
livia, e defronte da loja do Cutrim nutro, que dava
ares da Lagda dos Palos do Rio-Grande do Sul, para
maior scmelhanja pareceu-me estar all nadando
um vulto baixo e gordo, que se assemelhava a ama
rolluj: na calcada esteva umsujcilo alto, vellio, meio
calvo e magro, mesmo como um espinho, com urna
bengalla na mjto e gesticulando: algumas pessoas
pareciam querer aplacar1 a colera do homem alio,
que pelos gestos dcmonslrava achar-se bastante en-
rarecido cuntra o gorducho, e amcarava-o cord a
bengalla: dahi a pouco vi o roctranchndo dirigr-se
para a loja do Manoel do Rodrigo, e fiara o oulro
passeando na caljada follando c accionando de vez
em quando para a loja fronteira dizendo:,Hei de
hoje furar-lc o nmbigo, pafe Daqai nao saio em
quanlo te nao pilhar.Fiquei um bocado 'de lempo
vendo cm que daria o negocio, mas dahi a pouco
perceb que cm quanlo o homem alto e magro dava
urna reviravolla na calcada, o gorducho se foi es-
gueraodo pela porte travessa: b engrasado he que
0 magro coulinuava a ameasar e vociferar esperaudo
pelo oulro, e creio que assim ficaria at a vinda de
el-rci D. Sebastao, o desejadol Continnei na mi-
nha peregrinasSo pelos invios rochedinhos da ra
do Commercio e vi flo fim que, bem como iodas as
cousas nesle mundo, acabava como linha principia-
do, aerfica por um bello areal! Fui seguindo pelo
largo dos Marlyrios e volUndo esquerda,emboque
pela ra da Boa-viste, (oulra ra principal), vi que
este achava-se no mesmo lamenlavel estado, os
mesmos pilorescos lagos, os mesfnos alcanlilados
barrancos, foltendo-lhe apenas os apraziveis areaes.
Como he islo, Srs. da cmara ? / Qum te incuria
capit i! Pois urna cidade que ja se acha adornada
de edificios toes como o palacete, cade, c mercado
que ua opiniao dosentendidos (e entre elles creio
que na do Sr. do Philangelho) lem disncto lugar
entre os mais bellos do Brasil, ainda se acham suas
principaes ras em semelhante eslado ? Talvcz rae
respondis. Nao ha dinheiro. Como ? 1 E por
ventura nao tendes a restricta obrigarao de fazer ver
essa necessidadeao nosso administradorque lano tem
curado dos melhoramenlos raateziaea.1Nao lenda*
razao; eu c lodos sobre vos toncamos a culpa do
pessimo estado de nossas ras. Deserevi as duas prin-
cipaes, faja idea das secundarias e das travessas e
beccos Eslo tao atravancadas de lixo, pedras e
madeiras que assemelham-se a urna barricada1,! I 1
Eslava cu entad defronte da igreja do Livramento,
e por acaso olhei para o sobrado em que morn o
vice-consul inglez.Misericordia, exclamei.Virgem
9antssima I Qae he aquillo, meu Dos ? Pois fal-
la-se nos perigos da Serra dos Dous IrmSos e do
oileiro a pique estando nos expostes toda a lwra
aquella perigosissima ralocira! Srs. da cmara,
nunca vos acontecen passarapor aquelle maldito
becco?! Tcnham d do capilo Polycarpo e de
sua uumerosissima familia Compadecsm-se do
I>0b!2!Ianoel Joaquim Becca-negra e da viuva
RcflgWl Vcjm que na Serra dos Dous Irmaos e no
oileiro pique s morre aquelle que ousado vai
afrontar os perigos; mas aqui, Srs. vercadores,
pode morrer lano o audaz como o medroso: sobre-
ludo cu, que terrosamente tenho de poralli transitar
lodos os dias, estou vendo a hora que aquillo des-
anda burrr. .e ai denos 1 Creiam.meas ama-
dos camaristas, que nunca por all passo que nao
seja rezando baixinho o credo. Olhem que o in-
vern j este comnosco e reparem que lodos os pon-
leiros daquella gaiolla esiao podres e carcumidos
por baixo: se algnm desastre h.ouver quem ser o
culpado'.' 1
Disse-lhc o meu charo amigo em sua ullima missiva,
que tema que nos vissemos ahornados com urna
das preciosidades da hocete de D. Pandora; era da
fome que elle queria follar, e com efleito, Sr. cor-
respondente, mais cedo do que suppunhamos veio
a tal preciosidades enlender-se comnosco sob
orma decaresta s'farinha de pao que cht-
fgou a firar^ a 800 rs. e mesmo a-lJOOO o quartei-
raol II Virgcm Mai de Dos, onde vamos parar I?
Felizmente porem o Sr. Safaiva, que n5o dorme
quando se trata do bem publico, remediou logo este
maj, nomcando urna commissao composla dos Srs.
Rvm. Vigan'o Barbosa, 'Coronel Coste Moraes, e
Teixeira d'Oliveira para abastecer.de farinha de
mandioca o mercado publico: como por encauto
apparcceu logo este genero por preso muito'mais
mdico i Veja, Exm. Sr., se V. Exc. possue Um-
bem alguma varinba mgica capaz de transformar a
crnica de que nos estamos alimentando, em carne
gorda e salubre! Por mais que o meu amado irmao
narrasse a bella scena que linha presenciado no
maladouro, e invocado a'demencia da cmara foi
o mesmo qne nada, foi mesmo como elle dizia,
Vox clamans t'n deserto. Veja, Exm. Sr., que a
cmara nao d providencia alguma, que nem lodos
tem o dinheiro necesario para comprar ama galli-
nha por 2 pateras para comer em um dia, e com
quanlo seja lempo de quaresma, nem todos podem
alimentar-* de pcixe ( lambem bstenle caro.') e
mesmo* os tacs Messiairs les pe ti te enfans d* Esca-
lope, que parecem ter feito algum pacte com
Ncptuno, prohiben! que certas estmagos degiram
seus subditos, os frescos habtenles do ocano, ma-
res, lago, rios etc.
Continnei a minha perigrinaeam, edirigi-mc com
o Piuheir para o passeio -{oo projectodojardim)do pa-
lacele.e la fui topar um utroprodigio-Qucheislo, Sr.
major.coinoesleaterrotaoadianlado? .Naovejo aqui
carros.Dcm boisccavllos, o noentantecoinojesla
obra nesle estado-' le que oMendonsa sabe deslas
cousas (loruou-me.o Pinheiro) repare cora que
presteza, aclividade e goslo liabalham aquelles ne-
grnhos! Creio que ateo meiado do mezdemaio
estar ludo islo plano, c j podetemos eslender aqui
goslo os ganbiasVamos ate a ponte de Maceio,
Sr. major 1 Vamos, lornon-me o Pinheiro. D
alto da ladeira do Algarve olhei para a ra que llalli
segu para Jaragti e exelamei Eslou mais que
1 arrependido, meu major.de liaver ha pouco increpa-
do a cmara respeilo do seu far.niente: desla
feito sahio do seu serio: veja como este bouiU esta
ra, parece que ella quer melhorar as roas da pe-
ripheria para o. centro. (como diria o Balda). Ago-
ra sim, pozeram-me una montera, aos queivos !
Continuamos nosso passein bem dizendo a cmara
municipal, quando topamos* Lisboa que vinha ja
de ovlla do seu coslume tour de promenadBoas
lardes Sr. inspector, como tem passado? Aqui, como
urna barata entre as galinhas. Rimo-nos da grasa
louvores sejam dados a illusUissima cmara mu-
nicipal pelas altes mercs beneficios' que nos fez,
mandaudo melhorar este ra que he a entrada da
bella capitel de nossa florescenle provincia; ja ago-
ra os passageiros dos vapores nao hao de'zombe-
lear quando por aqui transitaren) Levantou o
Lisboa a perna, consertou os fundlhos das calsas,
tomn ama retumbante pitada, c respondeu__Estao
vosses muito engaados, se julgam que foi aca-
mara que mandnu fazer, ou lembrou a conveni-
encia desle melhoramnto ; nao ha tal : quem se
lembrou disso foi o Sr. presidente da provincia o
incumbio-me dessa obra haver 4 mezes.Logo vi,
disse o Pinheiro. Eu fiquei atoleimdo, e'assim
com cara de paspalhao, por causa dos agradeci-
mientos que acabava de dar cmara, e para nao
parecer ainda mais pedacod'asno, disseCuidado,
inspector,- nao fique a sua obra como um
angu com a forra do invern Nao lhe d isso
cuidado, lornou-me o Lisboa, e despedo-se de nos.
Tui continuando o passeio com o Pinheiro, que
me esleve contando que ja tinha sido sanedonado
o projeclo de lei, creando o estebelecimenlo de
educandos artfices para os orphaos desvalidos, e
apesar do seu genio mordaz e nm (ante saryrieo,
nao pode o Pinheiro deiiar de louvar o Exm. Sr.
Saraiva pelas pnovidendas que lem dado para os
melhoramenlos materiaes de inconlestevel utildade
e pela creara do estebelecimenlo de educandos
artfices, e regressamos conversando nests e ou-
lras muites cousas, quando encoolramos o MeHo
Vasconcellos. Nao sendo nenhnm de nos matulo,
ulgou o Mello que nio qiujbrava o juramento e
solemne protesto que havia feito, dando-nos um
dednho de conversa cerca da seguranra indivi-
dual: por elle viemos a saber que a poiciacon-
tinuava com aclividade a perseguir o crime, e que
durante este mez so tinhamos a lametoter a morte
de um menino de9 annos, de nome Damiao, succe-
dida no termo de Anadia, disparando-se arcille
talmente unte arma de fogo das mos de
Jes dos Santos, <= acbava preso ; hajK lam-
bem naquelle pacifico termo recinjaaoesbordo-
amento entre 2 individuos qui brigaram. Soube
depois (islo nao foi o Mello que me disse,) que no
municipio da Atelaia o famigerado Bernardiuo as-
sasino do capullo Souza e mais um liom compa-
nheiro chamado Manoel, deram 2 tiros em Jos
Gomes da Silva, inspector do qaarteirao do Gr-
vate, que ficon baleado em 4 partes: a esparrella
esteva armada em um lugar perte de Tamoat.
Quando o Mello acabou de inteirar-nos destes e
outrs cousas disse-lhe en Sr. Mello, Vmc. anda
conversa tiestas cousas: nao tem medo do correspon-
dente de Pernambuco ? Eu bem sei com qaem
converso, lornou-me elle e foi seguindo.
Ao chegarmos defronte da casa de Mr. Berard vi
alguns ordenanzas azafamados, como que fazendo
arrumaeoes, conhed que era projeclo de passeio.
Entao Sr., enle, tomos viegam 1 Vamos
passar a semana sania as Alagoas Como? V. S.
est brincando T Pois vSo-se assim sem mais nem
mais, sem dizer nada aos amigos ? Creio que
nao temos a quem dar salisfasOes (tornofi-me elle
nm pouco azedo). Vendo ea que a causa era seria
deixci o Pnho e larguei-me s carreiras para a Le-
vada afim de ajasUr urna canda. E esU, ia eu
dizendo, olhem o qae ia eu perdendo: vao-se to-
dos e querem deixar-me aqui sosioho no inspido
Macei 1 Pois nao: querem ver se me logram? Pois
eu Umbem bei de ir. Soube por intermedio de
um ordenansa, que a projeclada viagem era para a
madrugada do seguinte dia*. Qne fico aqui fazen-
do quando toda a corte, deputedos el reliquos mag-
nates vao para a minha querida Alagoas? Que
con las hei de prestaran Antonio e ao corresponden-
te quando soubercm que o presidente e toda a gen-
te grada se acha na velhas metropol, e que eu
aqui ficava como um besla ? Ajose urna boa
canoa e dos esforrados remeirosjt voltei casa
para lambem aprompter-mc. Ainda bem nao linha
o gallo cantado a 4.a vez, j eu eslava na Levada
espera que chegasse o presidente, pois nao queria
perder o menor circunstancia la viagem: reparci
que o escaler da alfandega eslava ancorado junto a
casado Sr. Ileideman e para alli'mandci siugrar
a minha canda, esperei bem urnas divertidas Irez
horas matando os inoflensivos marus : serum 7 ho-
ras pouco mais ou menos quando vi rhegar urna
cavalgata. S. Ex. c o valentc ajudanle entraran)
no cscaler que principioa logo a dar de si: chamei
postes os meus dous remeiros e toca I Com qnan-
u i-udcssa .1 millli.i i,-. iuuIiu mus i-clol que o
cscaler, por deferencia ordene* minha gente que
remasse de modo que deixassc sempre ir adiante o
escaler. Esperar eu que a regala almosaria na Bo-
ca da Caixa em casa do bom velho Felis, con-
fiado na amisade que desde menino me liga ao
Macario conlava lambem.all almocar, e ouvir al-
gumas histerias do lempo das passadas presidencias,
e mesmo algumas descalradeiras nos hachareis (gen-
te da especial embirrancia do bom velho-. Fiquei
desapontedo > pois vi qne o escaler conlinnava o
seu camioho sem fazr o costurando cortejo ; nao
live remedio senao abicar nm pouco no engenho
para follar com o Macario ; sube porem que nego-
cios de madeira o relinbam em Macei. Segui in-
mediatamente no encalco do nobre cscaler esperan-
do dejeuner onde aproavesse Umbem aquella illus-
lre gente almorar : ja linha as tripas cm carne vi-
va, pois eram mais de 10 horas, quando vi indireitar-
se o e escaler para a Bca da Pedra, mande lambem
aproar para all a minha fruala e fui-me encafuar
n'um recanlo, d'onde poda ludo observar sem que
ningaem me podesse bispar : os nobres viajores ac-
commodaram-se debaixo de urna frondosa roanguei-
ra secular com cuja copa os sussurrantes. zephiros
murmuravam brandamente misteriosos sons por
cutre as follias Ao ver aquelles frescos e romn-
ticos lugares notei qoe se enthusiasmavao ajudanle e
previ que ia elle enceUr alguma bella e potica li-
rada n respeilo daquellas sombras, cante dos-passa-
rinhos e qae se exprima em Iingaa barbara (creio que era
o maldito francez) pela seguate maneira.
Charmanls oiseaux de ce riant bocage '.
Chante: 1 chante: '.......
Porm ja he muilo larde, eslou bastante cansado,
e nao posso mais escrever; guardo-rae para referir-,
lhe em outra occasiuo ludo quanto presenciei, di-
zendc-lhe agora apenas que os nobres viandantes
iam bem prevenidos, pois assim qne principiou a chu-
ver puxram de urnas tem fornidas capas c aga-
salhram-se ; qnanlo mim fiquei a pe quedo gu
entando toda a cliava^obre a minha pobre sobrera-
saca de alpaca, prima-ro-irmaadd de lila do meu
querido Antonio. Chegmos as Alagoas pelas 5
horase meia da larde, fui logo dar um abraco no
querido Castor, e aqui me aclio iustaUado prompto
ao seu dispor e preparado para noliriar-lhe ludo o
que vier. represenlar-se dentro da retina do meu
olho (orto, ou locar a melindrosa membrona do meu
mimoso tympano.
Aproveilo a occasiao em qoe parte para Macei o
bomCadaval, e he por elle que remeti esla: xoguei-
lhe encarecidamenU quefosselansa-lanocorreio as-
sim que l chegasse; nao sei porm se o lal cadlfolso
curiositate compuUus quercr ver de que papelada
he elle o portador, e entao temos o caldo entorna-
do. Pollux.
P. S. Esquecia-me dizer-lhe que conlram-me
que o Dr. F.- Aflbnso de Mello segu ues-
te vapor para ahi, pillando de conlale cora
o despacho que alrancou : sei que ha muilo fozeni
Votes, commercio de amisade, e por isso don-lhe os
parabens pela ucquisico de urna pessoa de reco.
nbecido mrito, longa pralica do foro, e bstente
versado cm nossa legislara;) (sobre ludo ae fozen-
dn); n3o posso porm deixar de rccommcndar-lhe
que lenha o olho aberto com elle e pree: garde !
pois informaram-me que vai ancioso para descubrir
o nosso segredo, c por-me a calva mostea.
turnes, modo de pensar a fors iutelectual os da-1 [ e disse-lhe eo-^uilas sanias raja.s mui loa sanios
ASSEMBIiEA 1UEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sestao' ordinarto em IB de abril da 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cdcakanti. '
Ao meio da feila a chamada, veriGca-se estarem
presentes 25 senhores deputedos.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior,
que he approvada.
O^Sr. 1. Secretario menciona oseguiute
, EXPEDIENTE.
Cm officio do secretario da provincia, participan-
do ter S, Exc. o Sr.' presidente des"gadM dia de
hoje, pelo meio dia, para receber a commissao que
jem de levar anecao alguns aelos legislativos.
Inteirada.
S3o nomeados para a commissao cima, os'Srs.
deputedos Jos Pedro, Brit, e Neva. '
Oulro do mesmo, em solaceo i requisito feila pe-
lo Sr. Francisco Joao, sobre a correspondencia offl-
cial havida eom o juiz municipal de Iguarassu.A' -
quem fez a requisirao.
Oulrodo mesmo, sobre o reqaerimento dos pro-
prielarios da ra da Aurora.A' quera fez a reqoi-
sisao.
Oulrodo mesmo, remetiendo 38 exemplares do
balanso da receila e despeza da provincia no anuo fi-
nanceiro de 1832 i 1853.Maodou-se distribuir. ,
Oulro do mesTtro, participando ter-se expedido or-
dera a Ihesouraria para pagar a ajuda de costo ao
Sr. deputado Aprigio J. da Silva Guimaraes.Intei-
rada.
Oulrodo mesmo, enviando os requerimentos Vs
vigaros do Cabo e Altinho, cm que pedan qnote
para reparos das respectivas malrizes.A' commis-
sao de orcajnento provindal.
Oulro do mesmo, remetiendo a resposla do Exm.
hispo diocesano acarea do projeclo n. 15 desle ^nno.
A' quem fez a requisirao.
Oulro do mesmo, enviando a represnteselo da c-
mara monidpal desla cidada, acerca da capella do
cemiierio publico.A' commissao de orcamento mu-
nicipal.
Oulro do Sr. depulado Barros de'Lacerda, parti-
cipando nao poder comparecer s sessoes por adiar-
se anojado.Mandou-se desanjar.
, ORDEM DQ DIA.
. Entra em primeira discussio e he approvado'o
projeclo n. 29 desle anno, qoe abre um crdito de
20 conloa ao governo, afim de melhorar o fabrico do
assucar.
lie igualmente approvado em primeira discatsao *
o projeclo n. 31, que autorisa o governo a jubilar o
proiessor publico de Serinhaem. .
Con^niujao da discusso do art. 12 do ornamento
Tndal
O Sr. Aguiar levante-se para unir suas voxe s
do honrado membro-f oVa^fari'do ), em favor da
emenda por esle apnesenladVTara a abertura do
ro de Goianna. Faz *(r aa grandes vanlagens que
dessa obra devem resaltar, nio s para a comarca da
Goianna, como parar a provincia em geral, "pois qoe
essa Via de, communicasao servir para por ella se
rem conduzidos os productos de quasi todo o nerte
da provincia.
Observa mais que, se acaso se nao lomaren) promp-
(as medidas, lera d ficar inleiramente obslfuido o
ro de Goianna, queja hoje nao se presta senao a '
pequeas candas, que anda assim nao ebegam so-
porto da cidade, como antigamenle raziara os barcos
de maior porte ; e couclue declarando que, com-
quanto entenda nao ser a quantia oreada fiara a.
obra sufflcienle, comtsdo se resolve a volar pela au-
torisasao ao governo para dispender essa mesma
quantia, por isso que, quando se nao foca ludo, al-
guma cousa se for.
OSr. Carneiro da Cunha observa que, embora
pareea que, na qualjlade de membro da commissao .
de fazenda, esteva na rigorosa obrigacSo de votar
contra tedas as emendas oflrcidas ao art. 12 do pro- "
jecto de orcamento, por isso qae ellas tendera a dia-
tribuir a verba designada pela commissao para as
obras publicas, de urna maneira diversa da que a
commissao enlendeu, com ludo vota por todas' as
emendas qoe disserem respeilo aos interesse* mate-
riaes da provincia, porque o mais que' dahi pode re-
sultar he, que nao chegando o dinheiro nem pera a
quarte parle das obras que se querem fazer, dar-se-
ha arbitrio amplissimo ao goveruo para fazer aquellas
que julgar mais argentes ; arbitrio que ji se Um'dado
por oulras vezes. Enlende, qne he este o nico meio
que se aprsenla para sahir da dlfficuldade, porque
leudo os honrados membros interesse dnv geral petes
raelhorameulos da proviuda, lambem o Um mais.
especialmente sobre urna ou oulra localidade, e por i
consecuencia o meio de ludo conciliar he o que apr-
senla ; e por follar em inUresse particular, declara
que alguma cousa ha de dizer em favor da estrada
do norte, porque lem muilissimo interesse. na sua
factura.
Passando a tratar da emenda qne manda abrir o
rio de Goianna, o orador, fiel ao principio que esta-
brieceu, de votar por todas as emendasquttendamao
bem material da provincia, lambem adapta esta ;mas
enlende que, dado o caso de se nao poderem fazer s,
duas obrasabertura do rio di Goianna e eslrada do
Norte.e ter-se de. dar.pr r-ren^ .tvoraa dellas,
conviria aTt <"TSzer-e a est. fportfue lera deoli-
lisa nao so comarca de Go, auna, e a todas aquel-
las que man m os seas productos embarcados pelo
rio, como pyulaco ex/rstenle entre a capital.e
aquella cidade.Vesullado este que se nao nbler com
a abertura do rsV visto que os qae raorarem na dis-
iancia de 4 ou 5Teguas da capital, nao mandarao
os seus productos para Goianna ;|accrescendo a ludo
isto que o rio Goianna anda offerece meio de trans-
porte para os productos dessa parle da comarca, o
que nao succede aquelles que ficam enlre Goiannae
a capital na distancia de algumas leguas.
Alera das razoes apresen tedas para provar a vanla-
gem de dar-se preferencia eslrada do norte, acres-
cenia que esta dar muilo mais meios' de se conduzi-
rem os productos j em carros, s costas decavallos,
etc., o que muites Vezes be de mais conveaienda pa-
ra os pequeos productos, do que mandaran es seus
geny os embarcados.
Tratando da parte da estrada do Norte que j est
concluida, o orador nao pode deixar de lamentar que,
a dous passos de Olinda, se nao possa transitar, nao
obsUnte dever estar definitivamente entregue essa -
obra; e mesmo quanto ao caminho qoe conduz des-
la cidade a Olinda, nao sabe canto se cobra ton pe-
dagio, quando esse caminho nao tem es predicados
de estrada, e at os conservadores qae l exisliam e
retiraran), lornando-se o dito caminho pessimo e in-
capaz de satisfazer s neressidades pblicas. Diz
que com isto'nao quer acusar a ninguenr.'ejn inda-
gar quem he o culpado de semelhanies coras, mas*
v-se tersado, como morador daquelle logar, como
pessoa qae transite por aqulla eslrada, a fazer estas
observaroes.
O Sr. Jos Pedro (pela ordem):A commissao
encarregada de apresenjar os ados legislativo*
sancrao, cumprio sua missao; e que, sendo receida
com as formalidades do eslylo, S. Exc. declarava/iae
os tomara na devida consideraste
O Sr. Paes Barrefo levanla-se para responder
aos oradores que na sessao anterior combateram a
sua emenda relativa cadete de Cimbres. Declara
que apezar do que dissera o Sr. depnUdo Barros
Brrelo, continua pensar que Cimbres he vilU e
nao um simples povoado, nao s porque ainda nao
foi revogada a le que lhe deu essa cathegoria, mas
ainda porque em lodosos aclos oBlcaes e al m
leis geraes se Hieda o titulo de villa, sendo qae na
opiniao do orador o fado de ler sido a sede do ter-
mo transferida para Pesqeira.naoinvolvea suppres-
sSo da cathegoria de villa que perteucia a-Cimbres.
Lamenta que o mesmo nobre dejurtado, as infor-
mases que prometleu dar_ respeilo desla vjTU,
nao esclarecesse em nada a odes!3u e antes a tor-
nasse mais obscura ; o nobre deputado informou
a malriz esteva arruinada e em desmoronara
quando be sabido que ainda o anno passado essa
matriz fora reedificada A esfyrcos da populasuo do
lugar; informou que a villaftao cootinha mais d 27
casas, quando dous honra Jos deputedos que lem es-
lado em Cimbres declararan que o numero das. suas
casas excede 50; infurmau finalmente qoe a cadete
alm de arruinada Urte 25_palmos de frente e 30 de
fundo, quando pela leituna do documente official
feite peloSr. Jos Pedro, fiqourse sabendo qae esse
edificio he de 50 palmos de frenVe- e, que .apenas a escadn e o lelhado EmUes'circumslancias enlende qj-ejui^raOTmacoes
do honrado membro nao podem si aceitas pete-ca-
sa para a questao.
Concorda em'que sendo rosqueir? a !ede do ter-
mo, e por consegrante o lugar em fine residen as
autoridades e funeciooa o jury, n'l'la devera ser
feita a cadeia, se por ventura as v ( rendas per-
mitlissem ter cadeia cm todas ase s* de 'rnto;
mas nao sendo isso possivel, he sl ipiniao que se
deve aprovelar a cadeia de CteabjaV ioe esl quasi
concluida, e que ficar emej^TOde lardar os pre-
sos com urna pequea dsdpeza, sendo\ Jkelhor ler os
presos em urna cadeia segnra e comra*||a, e 3 le- -
guas de distancia do que no tronco c ean nm cala-.
bous" cama actualmente acontece era pVgod''a, ou
a 15 leuas de disiancia quando sSoremaitidos para
o Briso.
Observa que, a passar a emenda addiliv^do Sr.
Jos Pedro, qne manda comprar a casa do Sr. Pan-
Uteo de Seqacira |iara cadeia, a provincia tere de
dispender nao s o valor da casa, mas ainda ama
sctnma igual senao superior que lie necessaria para
a concluso de cadeia de Cimbres, e isloporqae se-
r preciso acommodar a referida casa fo deslino que
se lhe quer dar : em Garuar e Naxarelh, porexem-
i
i
i
*
t 1


*--
po, as cari que secompraram para eadeias cusla-
rim menos do jbeo concerlos e acommodacoes que
te Bzeram para que pdessera servir de prisOes.
Admira-se de que o nobre deputado, o Sr. Jos
Pedro, avaliasse o concerlos da cadeia de Cimbres
* (tem n"nca ter l ido) era 8:00O0O0 rs., ao paso
que julga poder-te comprar a casa do Sr. Panteleao,
Ojtte alias descreveu ebrao um grande e magesloso
edificio, em 8008000 rs. A' vista de laes av.iIiac.oes
e da inleresse que o nobro depulado moslra n'este
negocio, est persuadido de que.se passarem as duas
emendas, necessariaiuente ha de sp comprar a casa,
memo porque perlenceiido a cadeia de Cimbres .
provincia, os pedidos e os empenhos litio ser lodos em
favor da compra da casa que he particular.
Nlo entra na questao de saber qual das duas -Id-
ealidades he mais importante, se Cimbres ou Pesquci-
ra. Notar simplesmente que Cimbres he superior
1 en populacao eem commercio a Pesqueira, que ne-
* nbam 'turo lem e que est hoje do mesmo estado
*" quefjeachava quando para ella foi transferida a
sede do termo.
Depois de mais algumas observar-Oes, conclue de-
clarando que vola pela sua emenda, e contra o ad-
eptamente do nobre depolado o Sr. Jos Pedro.
O Sr. Baplista diz-, que a duas opnifles que se
agitan na casa, ama querendo a cadeia em Cimbres
outra querendo-a cm Pesqueira, podiam marchar
admiravelmente sem se involverem no campo de in-
formados* contradilorias" nmas com as outras. Que
para elle orador era Iristc ver membro* da casa, e
que igualmente reipeita, estarem dando informacoes
quesecontradizem.unsanirraando que Cimbres he
rauito povoado, que offerece grandes vanlagens,
que lem bonitas e bellas casas, o quo ludo viram; e
ostros que Cimbres est em ruina, que nao tem casas
nao de barro, e pequeos mocambos, e que lambem
isto viram. Que nesle caso dfcil era a resoluco
e s reatava a cada un ajuizar por si do es
a povoaco, como entendesse e podesse<-sbendo elle
orador com certeza que Cimbres tem casas pequeas
r mizeraveis, aspecto m consa alguma. w"
Observa que a cadeia deve se#em Pesqueira, c
. o em Cimbres, mesAo para evitar o que tanto se
ha censurado, isto he, reterem-se presos em tronco,
e que isto s se evitar com a factura de urna cadeia
ern Pesqueira, porque sendo all que trabalba o jury,
e podendo esto acabarlas sesses fora de hora, on
* pwaos tergo de ser mandados para Cimbres, ou
hilo de ficar no tronco, como se disse.
Admir-sexte qne tendo Cimbres ISo boas propor-
Joes, nem ao menos a cmara la funceionc, de modo
queso podia persuadir-se que a assmbla deu um
a),'-'*0 errado, quande transterio a sede d'aquelle lu-,
gar, urna vea que se qoeira ter como exactos as in-'
locmacoes que a respeito das bondades de Cimbres
-. se haviam dado na'casa.
Diz mais que nao quer saber se Cimbres he ou
nao villas e quando sabe de certque acamara fr-nc-
ciona era Pesqueira, que ah residem as autoridades
. judiciaes e policiaes, nao vendo por consegu nte con-
* veoencia, em se edifhVar a ctdou^m Cimbres.
Pede (cenca para ctaasiucar as duas opinies que
seoMobatomoacasa, e fa-lo dizendo, que ama era
calma, socegada, e prempla a satisfazer-se com tu-
da) 5 outra exclusivista e intolerante, pela razao de
ae aqueUes que querem a emenda do Sr Jos Pedro,
> isto he, a compra da casa em Pesqueira, nao excluem
a outra manda que manda reedificar a cadeia em
Cimbres, o que deiiam a escolha do presidente, e he'
de oerto muito conveniente, aopassoque os que def-
ienden] outra opioiao, so querem que se construa
a cadeia em Cimbres, coro exclusao da outra idea de
compra da casa em Pesqueira,
Diz quo o presidente, nao podendo deiiar de
guiar.se pelos oteresses pblicos, havia de resolver
** qaeslio allendeodo a esses interesses, e que por
consegrante, ficando-Ihe a escolha dos.dous meios
elle havia de resolver o que fosse mais conveniente.
Acerescenta, que a casa em Pesqueira tem gran-
des acommodaeSes, a ponto de poder o dono morar
ella, dar sals para o jury, para a cmara, e lu-
gar para estarem os presos em seguranca ; e qqanlo

i de, como isentos os cofres de fazer o dispendio inu-
til com a obra de Flores.
Sao estas, seohores, as rellexGes que tenho a fazer
aesla .Ilustrada cmara, queis. diguar aceitar esta
medida por mim apresenlada, concorrendo assim pa-
ra o melhoramento e engrandecimcnlo de'nm lugar,
a quem a aiurcza ja ,em dado (anUs vm|
* ^rf COa51 direi ,ambem< Sr- Presidente, a
respeito da queslao de Cimbres c Pesqueira. mas
ueixo de tomar parle nesta discusso, que lano tem
oocupado a alinelo da cmara, por me achar bastan-
te lucommodado, e mesmo porque vu empenhado
nella alguns nobres dcpulados, que por sua inlclli-
gencia superior, nao deiiarao de esclarecer suflici-
enteroenle a materia.
O Sr. Mello Reg :Sr. presidente, en tencionava
nao tomar mais parte na presente' discusso; porm
hoje provocado pelo nobre deputado que actualmente
se acha direita de V.Exc. (oSr.Carneiro da Cunha)
vejo-me na necessidade de oceupar a allenc,3o da
casa, quando nao] o esperava fazer. Alm disto
eureconhejo que este debate .tem suas vanlagens, e
qne nao tem sido desproveitoso : ho de convenien-
cia, fie deutilidade publica, he mesmo do inleresse
da-propria repartido das obras publicas, que seu*
actos nao sejam ighorados.que o publico tenha intei-
ro cnnhecimcnlo delles, que os esmerilhe bem, que
os aprecie em sua verdadeira face ; porqne esse ser
o meio de se Ihe fazer ajuslica^ue o silencio e igno-
ranca delles, tem sido eausa para que Ihe seja ne-
gada. '
O nobre deputado tratando demonstrar que he pre-
fenvel a continuacao da estrada do norte, aber-
tura do rio Goianna, disse que aquella estrada esla-
va em pessimo estado, que nao se podia mesme dizer
que liavia estrada, que de Olinda para dianle logo a
dous palmos de distancia, o estado della era tal que
nao servia ao transito publico. Eu nessa occasiao
fclhe om aparte, pedindo-lhe quo dissesse razo
do ma>*ui notava. visto que elle o sabia: o nobre
deputado respondeu que nao quera dizer; eu enl.,
me compromelH a satistazer essa trete, no que puu-
co direi.
Sr. presidente, a razao do mo estado da estrada
de que se trata lie muito simples : essa estrada an-
da nao foi entregue definitivamente, e o arrematante
atada esl tezendo Irabalhos de aterras, que frescos,
como estao, produzem lamas com as chuvas qne lti-
mamente tem havido, e isso de certa embaraja um
poncoolraasito: creio que o nobre defulado nao
me contesta...
OSr. Carneiro da Cunha: Em parte, con-
testo. ,
" O Sr. Mello Reg : Contesta que nao est ato-
lando, porque tem cjiuvido sobre alerros frescos...
OSr. Caruetro da Cunha : Nao, o que contes-
to he que o aterro nao devesse ter j sido feito.
O Sr. Ailo Reg : Essa assercao involve urna
censura...
O Sr. Carneiro da Cunha : Involve urna
queixa,, ,
O Sr. Mello Reg : A quem 1...
O Sr. Carneiro da Cunha : Ao mundo.
tadas.)
O Sr. Mello Reg : -Eu digo que involve urna
censura, porque revela urna falta, e eu quero que ee
sa.bade quem he essa falta, que de certo nao he dos
engenhelros. Eu vou contar o que se passou. Os
dous ltimos leos da estrada do norte, o 2.- c 3.-,
oram recebidos provisoriamente, segundo a phrase
da le, sera que eslivessem inteiramente em estado
de o ser, como objecin a repartido das obras
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FIRA 21 DE ABRIL DE 1854.
(Ri-
poblicas. Has tendo fas arrematantes requerido, q.
ellcs fossem recebidoscondicionalraente, obrndo-
se durante o anno da respousabldade i ejecutar os
Irabalhos que no verao nao podiam ser feitos, toes
como recortes de taludes, ezcavajoes de vallas, plan-
lacees de capim, ele. o presidente de enla-o, o Sr.
Ribeiro, nao obstante a informado do engcnlieiro,
scnoudealgum pcsqasrazOes dos arremtenles e
mandou se recebessem os lauros provisoriamente com
a cond.cao de se fazeraqnllo quenolinha sidofeilo,
durante o prazo da responsabilidad, o qual fiodou
no mez de fevereiro. Nessa poca quzeram os arre-
matantes fazer a entrega definitiva, mas fallando
anda esses Irabalhos a que se referi o nobre de-
cada urna sao diversos. As segundas devem ser na-
turalmente mais caras, porque ha Helias o custo da
pedra nao fallando j no quebramento della e col-
locaao.oquetemumacertamo d'bra que nao
se da as escavane, enterro,. O nobro deputado
uavia ter fcite essa distincrao ; e-por isso pens que
nao foi muilo feliz na sucomparco.
OSr. Carnro da Cunha diz, que o precedente
orador confirmara que eram justes os seus clamores,
s' he, que os lapcos da pslrada, -fie se acham fei-
los, estaomaos; mas que, quando elle orador afiir-
mou isto, nao censurou a ningucra, porque diversas
causas podem concorrer para que urna cousa nao va
bem, sendo que afumas vozes solas na as podem igualmente concorrer para que todos cum-
pramraelhor os seus deveres, sem que islo importo
urna censura a alguerq, Nao ada necessario ir
ongemdomal, mas cmo representante da provin-
cia, c como morador daquelle lugar, julga poder di-
zer que urna cousa esl mal feito, sem com' ludo ser
obrigado a melhora-la; e que por consequencia se
houve censura em suaspalavras, foi ella feita a lo-
dos, elle orador, roparucSo das obras publicas, e
at ao governo.
Declara ter dito.queos arrematantes lnham como
principio fazer o menos posvcl e o mais depressa,
e que entao repartido eao governo compete bus-
car os meios de fazer com quo ellcs pratiquem o
que he conveniente.
Admira-sede oulro nobre depulado trazer para a
discusso o que se disse em urna conversa particular,
porque esse mewio senlior j o havia censurado for-
tomenle, por ter elle orador trasido para a casa um
factoquese linha passado em conversa.
Faz ver, para que sa nao diga qua elle s advoga a
causados outros, quo lambem lom iuteresse nesta
estrada por muilos motivos: mas qae era certo que
essa estrada nao era s para elle, que por conse-
guinte o publico que por ella passa, tem direlo a
que ella seja boa, tanto mais quanto paga urna bar-
rcira, podeudo-se soinente concluir de ludo quauip
se ha dito, que os Irabalhos que agora se esiao f-
zendo, deviara ter sido feitos j ha m uite; e observa
que se a causa desses inconvenientes he filha do re-
gulamento, ao nobre depulado conliecedor dos de-
fetos que elle lem, cumpria propor-lhe as devidas
emendas.
Manifesla o scu sentimenlo.por ter-se procurad
augmenlar-lhe o numero de inimigos ; mas, dado
essecaso, declara que querendo muito bem aos ar-
rematantes, aos engenlieiros, e a todos, com tudo
quera mais bem a si proprio. Diz que, quando for
arremtente, podem desconfiar dcllo, porque eniao
hade estar no interesse geral do arrematante, que he
acabar a obra com brevidade para r'eceber a sua
importancia.
Insisleem que lodos tioham culpa na m factura
dessa estrada, porque al se chegou ao panto de
mandar tirar aterro, aonde elle nao eiista, isto he,
de dentro d'agua, o que se nao era culpa, era defeito
que cumpria para o futuro remediar ; e copclue,
quo o que deseja he eslrad, e bem feita, como at
agora se nao tem alcanzado.
A discusso tica adiada' pela hora.
OSr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao. .
3
ao preeo porque essa casa deve ser comprada, enten- J P'ado, a reparlicao das obras publicas recusou-se a
1 isso, czigindo delles que fizessem. aquillo a que
de que deve ser o do seu justo valor.
Serviodo-se de passagem das inrormaces dadas,
nota que,* estando em 50 essa cadeia no estado que
disse o promotor fiscal,,e ejjrJ2-omo afflrmou um
do con-
ado.
e a
9se
iden-
que s
. malar
nobre deputado, he de Y
tinuado o abandono, se-ach en*
Conclue que he sua opiniRs
emenda do Sr. Jos Pedro, .porqu,
decide a questao, derolve-se o negocia
te, para qne o resol va como entender, se
esta simples comidera co era su nielen te
todae qualquer questao a este respeito.
Faltando cerca de urna emenda do Sr. Marcal,
relativa a um acude que deve ser feito em Baixa-
Verde, emsubslilnicao a outra do Sr. Varejo, en-
teode que esta nao deve passar, e qne antes se deve
pprovar a do Sr. Marcal, nao entrando em graa-
des considraces a semelhanle respeito, porque ten-
do a patavra o autor dessa emenda, e sendo conhe-
eedor da localidade, mcllior o pode fazer do que
elle orador.
OSr. Calanho ( N8o resltuioseu discurso.;
O Sr. Marcal:Sr. presidente, obrigado como
sou a justificar a emenda que tive a honra de snb-
melter considerajao desla cas, em substiluicao a
onlra emenda ouerecida pelos honrados merobros.os
Srs. Epaminondas, e Varejo, em que pedem um
acode para Baixa Verde, comeca.rei por declarar
casa, qne, promovendo por meio desla medida, a
transferencia de um acode que se-mndou fazer em
Flores, para a Baixa Verde, nao tenho em visto outra
eoasa mais do que poupar aos cofres a despeza que
ia fazer com-uma obra (ao desnecessaria, quanto
intil, como seja o acude de Flores, e acabar ao mes-
mo lempo com um Oagello, essa necessidade d'agua
que soflrera os habitantes da Baixa Verde, o'lugar
mais importante de Paje; nesta parle estou de acor-
do com os nobres depulados.autorcs da emenda subs-
titutiva, mas precendo-me naochegar ella au ponto,
lejulgo mais conveniente, e mais justo, que lie
| aos cofres a despeza com a obra de Flores
Tforcado aofferecer em substituirlo a emenda
n defendo, Eu disse, Sr. presidente, que era
uan .m anude em Flores, porque sendo
.aquella villa btnhada pelo rio Paje, conserva dous
rendes pocos, que quasi nunca seccam, e quando
aconlec* seccarem peta falta absoluto de chovas no
correr do anno, o rip lem agua naUva donde com
pouco custo seexlrahe para asnecessidades publicas e
aprovahequenasmaioresseccas.que temos tdo,
como as de 25, o de 45. nao houve exemplo de se re-
. tirar urna si pessot por falla d'agua. Tambera nao
he nlil.Sr. presidente, um .acude em Flores, porque
sendo aqnelle terreno duro e pedregoso, como lie,
neuhuma commodidade offerece para se fazer um acn-
de, donde se posia esperar alguma ulilidade, como
por exemplo fazer-se plantacfcw acuelles logares
que a agua ter deixaudo pelo seu Sc^menio ; e ha-
to vwta a um que all fezNogueirl Par> no (empb
em que adminislrava a prbviucia, o,Sr. Chfihorro
da Gama, que apesarde procarar el ,erreuo mais
apropriado, todava nao se sabe ailda al hoje para
que tem servido esse. acude, cmfetay0,Sr. presiden-
fe, o mesmo nao acontece em Baixa Verde, que sen-
do um dos nuiores povoados da ceajarea, e o reenr-
nesma comarca, eommeimo de algu-
ma provioq vizinha, tema infeljiidade tle nao ter
ia;qBandofoosfcbeporsortealgmBom invern es-
sa necessidade desaparece, mas esses invernos sao
Hti raros, luamos quasi sempfe com seccas rigoro-
sas, e nesses-casos ficam os, habjtanles daquelle er-
lillssimo terreno na maior cltJnSra*c3o. Eu poderei,
scnliores, chamar emmeu apote 0 lestemunho das
s desla chtade, que M lem gdo, poderei cha-
m.remmeu.poioote.Uraunh/do digno preftilo
.laPenha.fro. Caet.no de Messina, que conheceu
bemsde perto essa necesidad* t j i
, c'-e,",aae, t ponto de, sendo I-e-
vado pete seu espirito de uruu,i t i
servico comoc, ,io ^Zt^T "^
out,osrvicos mpnrlant. SJli "ora^Fu
. disse,Sr. presidente, que a B^f' pres,0U-, Etl
mais importante de Paje e^jT erd-e era ,agar
n o contestar,'
lavam obligados, e assim se fez on.est fazendo. Se
ha nisso motivo para censura, vi a quem loca. Eu
entend dever narrar o qne se passou para tirar de
sobre a reparlicao das obras publicas a censura que
llie oso-cabe, por isso que da maneira porque o no-
bre depulado falln, ern descer a origen", de fado,
com metas palavras mesmo.como eu Ihe dei um apar-
te,, pareca qne se queria dirigir aos engenheiros...
O Sr. Carneiro da Cunha i um aparte.
O Sr. Mello Reg: Entend assim e lodos hao
de ter eulendido, porque quando se falla de estradas,
quando se falla de obras publicas, e se diz que ellas
vao mal, cnlende-sc que devora ser aecusados os en-
genheh-os, por serete os que devem ^zelar sobre a
boaexecucao e conservacao deltas.- ,
Ohobre depulado sabe todo qu'antotem aconteci-
do naquella estrada Uo bem como eu; mora all,
inleressa-se vivamente pelo bom andamento della,
tem conhecmeulo desle negocio desde o seu princi-
pio, at porque eu Ihe tenho contado tudo quanto
se ha passdo; e entao porque nao deiter a culpa so-
bra quem a tem, o fallar de un modo vago, para
dala resultar responsabilidad a quem nao deve car-
regar com ella ? He umfacto' que a estrada foi rece-
bida em uro estado em que nao devia|se-te ;mas foi o
governo quem o mandou,por julgar altendiveis asra-
zoesdosarremalaoles, que na verdade linhamalgum
fundamente comquanto nao mequeira encarregar de
os defender; porque cerca de arrematantes sabe
lodo o mundo o querelles sao em geral. O nobre de-
pulado mesmo confessaque saouma raea que nao es-
to definida...
O Sr. Carneiro da Cunha: Aonde disse eu
ISSO?
COMARCA DE PA 0 D ALHO.
17 de abril de 1864.
Depois da ultima que lhc dirig, communicando
Ornas ultimas occurrcncias do mez passado, u,1da
mais tem havido de inleressanle. Apenas porm
discoolentamentos tenho notado estes dias pela fran-
queza,- com auc expuz alguns defeitos dignos de
corrcccao e.efhsura. Tudo isto pouco iocommoda
este seu criado, -qne bem sabe quanta desagrada a
franqueza quaudo nao lizongeia a vaidad mundana.
l-elizmenlesou teslcmuulia ocularc (auricular de
lodos os commentanos, que fazem s minhas cartas,
os crticose.ccnsores desie bom lugar, e como clles
me nao conhecein, dizcm que sou lettrado, padre,
agncullor, soldado, chaflaUlo, e uitimamcule me
qualilicaram de frade ; no que iam acertando, por-
que lio bem exacto queo habite ngo faz o monge
Sena mcllior, que epi vez de tantos juizos precipi-
tados, procurassem n'csta villa o filho de mcu pai.
too conhecido por ier a barriga para a frente c as das
pcriias para a resguarda, palito a moda, chapelinho
do Chile, charuiu ,10 queixo, bengala e luneta, e
sentado aqu e all conta c ouve historias como
estas:
No da 6 pela amanha, foi recolhido a cadeia
aesta villa, por mandado do juiz dos feitos da te-
lenda, Jos Ignacio Correia de Mello, rendeiro do
engenlio Itapieiiga, por nao ter querido recollier
coiieciona a importancia do arrendamento do' mes-
mo cugenho. >esse dtanolte apparcceu dolado
do poente um pequeo cometa caudato, que s se
niaufestou por duas noiles, e fez com que o enev-
clopedjw) Jos do Egypto valicinasse urna grande
tome este mesmo anno.
No da 7 foi sequestrado o patrimonio da capelb
f "l?3! &" -!0Z do ''ma.' dc 1ue em outra Un
porque alm de ser o lugar da, plantaco,.
gar demaiorcoromercio, para onde aniuem lodn, n
negocios, e onde ha urna grande 'leira m .
... cn cilio na
se eonsumem dezoito, e vinle rezes, alm das nn
malam no correr da semana, mas todas estas vamT
gens vao desapparecendo gradualmanle. proporca
que se vai lomando ais sensivel a falla d'agua," o
que acontece sempro dous ou tres mezes antes' de
comejar o novo invern. Eu podera.Sr. presidente,
recorrer o Exm. Sr. presidente da provincia, que
autorisado.se me nao engao, por urna lei para man-
dar fazer acude* nos lugares da provincia que jul-
gasse conveniente, podia mandar fazer um cm Baixa
Verde, mas julguei mais acertada esta medida, por
que flea assim nao s remediada aquella aeceajida-
O Sr. Mello Reg: Em conversa, he ver-
dade...
O Sr. Carneiro da Cunha: Bem... disse, mas
eu disse que ka urna raca cima delles.
O Sr. Mello Reg : Bem, o nobre deputado nao
o disse aqu; digo-o eu, e lomo a responsabilidad
do dito. He una raca n3o delinida.uma familia mlo
classificad8,^ue esta seroprc disposla a sophismar as
condicoes da arrematarlo, a eslabelecer conniclos, .
Iludir as dispusieses do orcaraento ; porque, erafim
quer ganhar'e muilas vezes nao o pode, ou pelo me-
nos lano quanto deseja, sem isso. Defiraos, porm,
este incidente, cu nao facn applicacao a este ou a-
quelle arramatenle ; faUo m regra ; apode haver
exceptes.
O presidente, como disse juigou procedentes as
razes allegadas e mandn receber a obra. Ora, eis-
aqui o que se deu com os dous leos da esirada do
norte. Quanto o que vai desla cidade de Olinda, o
nobre deputado sabe qne o mo estado em que elle se
acliahedevido m qualidadedo cerreno,tanto assim
quese mandou calcar a estrada, porque sem esse cal-
camento ella nao podia prestar commoda passagem
UmSr. Deputado: Esse calcamenlo quer (
nobre deputado para todas as estradas.
P Sr. Mello Reg: Algumas pdem dispnsa-
lo ; mas esta nao, porque a natureza do seu terre-
no he tal que sem um calcamenlo lia de estar sem-
pre a estrada no estado cm qae se acha. O nobre de-
pulado sabe lambem que depois de arrematada qual-
quer obra, a reparlicao das obras publicas nao pode
executor nella nenhum trabalho ; e este a razao por-
que.foi all suspensa a conservacao. Islo trar natu-
ralmente seus inconvenientes, eu c sei ; nao esl
porm as mos dos engenheiros remove-los; inicie
o nobre deputado alguma medida a respeito ueste
casa, visto'que o governo mesmo nao pode fazer o
que talvoz o nobre deputado deseja.
O mesmo acontece com a barreira, com a qual
nada leem os engenheiros. Reconheco com o |nobre
depulado que o publico, urna vez que paga, tem di-
relo de gozar ; unirei minhas vozes as delje, para
que se'suspenda o pagamento da barreira, lana he
a impossbilidade em que acho que esl a reparlicao
das obras publicas para o fazer ; coofesse-se que ella
por si- nio pode tomar nenhuma resoluco a esso
respeito. Espero que o nobre deputado, j'nsto como
he, aceitar estes minhas observaces.
Agora approveilo a occasiao para rectificar urna
especie de equivoco que apparcceu no discurso do
nulirc lcpulado, o Sr. Braudao, que muilo sinlonao
esteja na sala. Esse nobre deputado querendo provar
que os precos do orcamenlo do ro de Uoianua eram
bateos, disse : Como s/ querer, que urna braca
cubica de escavacao coste 59 quando para urna
bca de empcdramenlo d-se 98 1
Sr. presidente, he preciso nao confundirmos as
couses: nao pod. haver comparado entre unidades
de especies dilTerentes. Cma braca cubica de esca-
vacao ou aterro nao he o mesmo qne urna braca cor-
rente deempedrameoft, a al mesmo os Irabe lliosde
a
-Ihe
e muilo breve sera arrematado cm hasta
publica, nao obstaute os manejos secretos de certo
nteressado que desfructava aquellc lerrcuo sem pa-
gar um real de renda.'e com sua manada do ove-
inas consegua ludo, pagando o guari em vez do
aizimo.
Eulrou a semana santa, faltando-nos esses actos
pomposos, que sobram nessa capital, havendo porm
missa solemne c commiinhao geral quinla-feira
maior, sendo que eu lambem me purifiquei iiesse
da das mazellas anligas.
Prepararam-se aqui os paluscos para na quarta-
leira de Irevas serraras velhas ; porm a interven-
cao da polica mallogrou esse dcsideratnm, ficando
de nenhum excito as poesas, que para tal aclo pre-
parara o nosso facete harbeirt.
As chuvas tem sido copiosas, e a farioha continua
canssima, sendo porm tanta a abundancia do milho
que esto por menos de nielado do valor d'aquella.
A carne boa vai dando de 12 a 14 patacas a arrolla.
Antes de concluir esta, consinla dizer-lhe duas
palavras a respeito do projeclo, que ora se discute
na assmbla provqcial, restaurando a antig fre-
cuezia da Luz, e Oxando os limites desla comarca
com a do Recite.
Segundo vi em um dos seus ltimos Diarios, a
rreguezia que se quiz restaurar dividir com a da
Utona pelo nacho Aralangi. e pelo de S. I.ouren-
cocom os limites que angameule as separara,
uaiido-se a S. I.ourunco cm compensacao das faltas
quo sofre comesia divisHo, urna porca de lauaras-
su c o engeuho Mussurcpe distante' desla villa u-
ma legoa, ficando porcm toda a freguezia perleu-
cendo ao termo dessa capital.
exandod parle o que diz respeito a Iguarassn',
s> trato dos limites de S. Lourcnco, c das duas co-
marcas, e assim direi ,'eningucin m'o contesto; que
o engenho Mussurepe perlenconte ao mosAiro de
j"ororma com 0<|eS. Bernardo urna s pro-
pnedade uidiviza, viudo demarcar dentro desto vil-
la, e a passar tal projeclo sera urna explcacao, le-
mos quo a pella mor da igrcjaVe N. S. do Rosa-
rio sera sugela vigararia de S. Lourcnco, e 0 cru-
zeiro e naves do templo a vigararia desa villa, por
que essa u-reja esl situada cm urna das melhorea
nas, e tem urna parle cm Ierra de frades, c outra
rio sen patrimonio. O que da-ie a respeito do po-
der espiritual, da-se lambem a respeito do tempo-
ral, porque asacougue e matadouro publico sao
em torras de Mussurepe, c ainda mais sendo j a
comarca Uto pequea que mal pode sustentar o ju-
ry, sem que os mesmos juizessirvam duas sessocs
seguidas, com essa siilisiraccrm e .nem um augmen-
to est do caso, de ser extincto. Nao quero censurar
o parecer da illnslre commissao, por que talvcz por
mal informada redigisse aqnelle projecto mas
Uto somenlo escrevi estos Hutas, que com nutras
informacoes, quesern dnvida nao faltarao, previ-
mraoo inconveniente de urna lei confuza. Vale.
Y.
(Carla particular.) '
COMARCA DE SAMO APiTAO. *
Victoria 17 do abril de 1854.
Passou-se aqui a semana sania cm profunda paz e
soceso, e sem incidente algum desagradavel, que
desabonaba religiosidade da maior parlo desle po-
vo : mas nao sendo todos bons, ha pessimas ndoles
quesoteudem aomal; uestes grande* dias consa-
grados pela reja urna penitencia mais austera, A
urna meditacao mais seria dos grandes mysterios da
nossa santa e augusta relisiao, cm quanto lodos se
preparavam para entrar dignamente nestes venera-
dos das, houveram homens, (desgracados !) que s
iralaram de offender a Ueos, ilamnilicando a seu
prximo, toi aqui perlo desto cidade, em um si-
tio que se alcanca com a vista, que se efiectuou
um roubo em quinta feira santa e sexta da parxo.
He preciso muila brulalidade, ou desprezo pela re-
ligiao I pns dias Uto rc'speilados quasi por lodosos
povos da trra, uns dias taosanios, e de tanta edfi-
cacao para um verdadeiro cbrisUo sao profanados
sacrilegamente por dous mizeraveis. Sinto isto no
intimo de minha alma, encho-me de horrot, c- tenho
medo de habitar urna Ierra, onde em algum lempo
se roubou a igreja matriz, protenandd-se al as sa-
gradas termas, e agora zomba-se de um lempo tao
santo para fazer-se furto: lie sem duvida por isso
que a peste continuada lem ceifado rallharcs de seus
habitantes.
Nao houve a meia semana sania, como j Ihe dis-
se, somenle na quinta fera sania levo lugar na ma-
Iriz missa cantada, onde concorreu immenso |>ovo ;
e depois tudo scpullou-seem silencio, al que che-
gou Qjcrande dia da resurreicao, dia glorioso e plau-
sivelTfara lodo o ehrislianismo, e quando ludo ues-
te da as (rejas dessa capital respira alegra, o o
prazer anda-estampado em lodos os semblantes,
aqui apenas se den signal de vida. Nos annos pas-
sados semprc haviam mais ou menos aclos religiosos
na semana santa, porm este auno nada, e islo pa-
ra este lugar he urna ommissao bastante sensivel.
Os bons costumes depressa vao sendo esquecidos, e
os mos praticados.
Ouvi dizer, que .i cmara nsua ullima reunio
marcou dinheiro, e nao qualqur dinheirinlm, po-
rm dous conlos de ris! mas >ara que ? arregaln
bem os olho, abra bocea, dete cahir de pasma-
coira a mandbula inferior, o ule o que Ihe vou
dizer com a altcncao com que sidispunham os ou-
vinlcs do pai lineas para ouvii a sua inleressanle
narracao :
Conticuerc omnes, intenliqu ora tcnebant.
(laca, s dous contos de ris o destinados para
se fazer urna casa de feira. E foi ira isso, medir,
quevoss me preparou com lantopnla'veado ? Sira,
senlior, se Vine, eslivesse aqui haia de dar o valor
que eu don a esta resoluco da nssa cmara, lem-
branca que al nunca foi delta, las do uma pessoa
qu queria fazer uma grande cas para se recnlhe-
rem os gneros da teira, afim e os preservar dos
ardores do sol, ou das aguas da huva, e toda esta
caridade era, porque pretenda ollier d'ahi algum
inleresse. A cmara approveilot esta lcnitiranca,
ficando assim o lembrador loaradi. Esta medida da
cmara he tomada, porque v qe a feira nao pode
permanecer no lugar, onde esU Esta resoluco
com efleito he boa e til, mas qiando sepor e'lla
cm pralica, visto que as obras dicamara nao lem
fim, ou o tem com muito custo Ah esl a casa
das suas sesses, que ainda os ses centos e tantos
mil ris, que o Ur. Santos entrejou em dinheiro,
nao chegam ao menos para a couiuuarlo da sua e-
dificacao. Mas esses homens (talvfz liaja excepcOes)
cm ludo encaram em primeiro lugar o inleresse
particular. Se disse que a feira nto se mudava por
causa das suas casas de negocios, siles querem pro-
var isso mesmo, determinando, qie a casa do pro-
jeclo seja edificada no alto da feira onde he o acou-
gue, e junto cadeia. Ora, con se poetar fazer
ahi uma casa, que possa contar antro a feira de
Santo Anio, onde se ajuntam pelo de. duas mil
pessoas ? Todo projectam, tudo sdlrem com lano
que a tal feira nao e mude, e-a ua resoluco he
um motivo para clla>ao se mudar,para que as suas
propredades (dos vereadores) nao icrcam o valor.
Isso sera bo-n se nao honvessem >oderes superio-
res. Ha alguns-que se lem moslra sos ; nao querem mudar a feira pira o lugar, que
indiquei, por causa da irreverenciis igrejas. Co-
mo esiao sanlinhos 1 Pois muden, para oulro lu-
gar conveniente. Oulros querem nnralisar, dizen-
do em suas altas sabedorias, que a feira sem duvida
nenhuma devia estar junto da cadeia, porque os
malulos assombrados com a visla desta, c de seus
bom hospedes, se absteriam de qualquer tentativa,
lie preciso que as reirs de todas os lugares sejam
junto das cadetes, onde as ha, pira nao se commel-
terem crimes ; e a polica, de qce sao as fciras guar-
necidas, faz ahi de espanlalha porque a. gente se
contm smenle com a visla di cadeia. Mas estes
meus prximos ainda nao taran a historia dos Icr-
rives e njjysleriosos subterrneos de Veneza, ain-
da nao viram as prises de Edimburgo, nem a segu-
ranca de unT.i Baslilha. nem do um Islild, lodos sa-
inara dos horrores deslas prisSes, todos as tiuham
vista, mas nenhum se abstnha decmmetter cri-
mes. Na America do Norte o systcma de priso he
cellular, apenas se commette ocrime, he perso o
delnqueme e posto em sing-sin;, era um slreilo
quarlo de setc ps de comprido, qualro de largo, c
oito de alto, ahi ha somenle orna barra para dormir,
defronte apresenlam o quadro doseu crime ; entao
o preso, se anda nao est calejado em crimes, sen-
te dilacerado o seu coracao, a sut consciencia li a
sua mais lerrivel punitao. Todo sabem disso, c
ate eu que estou aqui, porm porveulura na Ame-
rica Ingleza deixa-se de comineller crimes ? Com-
melle-se, e s vezes bem horrorosos, como se com-
meltera em oulros lugares. Somenle os matlos d'a-
qui he que se abstem -visla desla cadeia, que llies
faz grande medo, como a criancas qualquer tul.
Tornamos a pedir ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia seja servido mandar providencias para,a mu-
danca da feira, quando nao seja para o lugar que
indicamos, ao menos para algum oulro mlhor, e
mais conveniente do que o actual. Nao sou eaois-
la, c nem quero o meo inleresse parlicqlar, snao
o bem geral, mas niio he desles sentimentos de que
estao animados alguns vereadores: querem ludo fa-
zer guiados por conveniencia (delles) e inleresse
proprio ; mas, lempo ha de vr, em que certo cal-
lejo, que julgam muito fqcto, ha de desmoronar o
cahir. Tmpora mutant, et nos mulamur in
i/fi Que vergonha O mallo tem bem capoeiras,
escoudam-se nellas, nao apparecam mais socieda-
de dos homens. Que vergonha O lempo do com-
padresco aqui vai vollando de vergonha a cara, vai
fugindo, vai acabando.
Ainda nao se acabou de inquerr as leslemuhas
do celebre prooesso do jogo, de que tantas vezes
Ihe tenho faltado, e creio que tao. cedo uaose aca-
bara. O escrupuloso subdelegado em cada depoi-
mento medito tres dias para salvar assim a sua cons-
ciencia, para que esla nao o aecuse ao depois de
haver obrado, mal em cousa nenhuma, como j em
oulro lempo succedeu por causa de uma brincado-
ra, que leve com um pobre Portiguez de Cacimbas.
Dos meHvre de tal brncadeira. Agora, eu psuu-
ponho tal como pinta Horacio o bomem probojR-
teger vilm, scelerisque purus. Ora pois, Sr. juiz,
decida esla queslao com copsetencia e probidade,
dispa-sc de todo o odio particular. Veja que muilo
bem pode acontecer que Vmc. algnm dia possa-se
adiar em algum grande aperto, o que nao Ihe desojo,
c querera que se decida a seutevor, adiver do seu
lado a razao.
l)C5.lo =dW,8d. d. allelui* ate noje a chuvas tem
sido abundantes. As febres tem diminuido. Os
gneros de hecenjidade eslo sempre caros, espera-
mos que agora abaixem alguma cousa. A carne
estove muito cara (a 14 patacas), o nao muito gorda.
Aceite senlpre lembrancas de Fr. Bolao, -e do Pa-
Quandu apparecer o amig do Recite, d-lhe
1 caixole nozes; a -Jos Cascmiro Correia da.
Silva.
1 caixao peixe salgado, 822 canaslras balates, 400
rodas de arcos; a Francisco Afvcs da Cunha & Com-
panhia.
2 caixOcs chapos; a AmoVim & IrmSo.
1 caixa ferragens, 4 ditas liulias, 3 cunheles ma-
chados e brida, II caixas echaduras, 1 illa panno
de linlio e cochins; a Thmaz Kernandea da Cunha.
2 ancorlas azeilonas, 1 cunlietc salpices, 2 talas
lampreias; a Bernardinu Comes de Carvalho.
1 caixa nozes ; a Ricardo Jos Pereira Pinto.
20 canaslras alhos, 4 barris peixe ; a. .Manuel Joa-
quim Ramos e Silva.
1 caixa liaelillia e cochins, 30 barris presuntos, 1
caixa relroz ; a Domingos Alvos Maliieus.
1 cunliete peixe ; a Manoel da Silva Amorim.
20 barris azeite, 3 fardos capachos ; a Manoel
Uarle Rodrigues.
. 1 caixao Milicia; a Antonio Joaquira Dias de
Castro.
10 barris azeite, 4-anheles machados, 3 caixas
aratetinios de verguinlia c rollias, 4 dilas ardiles,
5 cmbrulhos coi.decas, 10 canaslras rolhOes, 12 bar-
ris azeite ; a Antonio Joaquim de Souza Ribeteo.
1 caixao salpices c nozes; a Jos tiuncalves de
Oliveira Mata.
2 caixoes presuntos e salpices ; a Jos Joaqbira
da Silva Maia.
1 caixao salpices; a Joaquim Duarfe de Campos.
1 lata salpcOes; a Luiz Marques da Silva Mello.
1 cuuhete salpices ; a Antonio de Souza Duarte.
2 latas peixe e salpices; a Antouio Ferreira
Braga.
4 caixas linhas, palitos, o marcas de osso, 8 barris
presuntas, 3 pacotas lio porretc, 1 caixa obras de pa-
lhela, linha, panno de linho, e pentes. 3 cunheles
martellos, 1 caixa palitos, 9 barris azeite, 11 canas-
tras allios, 1 cuuhete peixe, 50 ancoretas azeitonas ;
a Barroca & Castro.
2 caixas e 4 gigos Iouga, 24 vazos de louca, 6 fi-
guras de dita, 1 porcao de louca fina pintada e bran-
ca, 1 dita dito grossa vidrada, 4,000 tijollos de lim-
par facas, 200 ancoretas azeilonas, 1 caixa relroz, 1
dita obras de palheta; a Francisco Guedcs de
Araujo.
9 barris enxadas, 8 cunheles cnchs, sachos, ma-
chados, fouces, e ferros pedrezes, 3 caixas feiches pe-
drezese tachaduras, 2 dilas linhas, 2 ditas fio por-
reta de vella. 3 fardos dito ililo. 2 dilas peneiras, 1
caixa fono de lalao, 4 caixas pomada ; a Bento Can-
dido de Moraes.
1 caixao 3 imagens ;a Jos Gomes da Silva.
2 tardos retalhos de pellica ; a l.ima Jnior & Com-
panhia. ,'
4 barris presuntos ; a ordem.
2 carluxos moeda da ouro, 2 ditos dilos de prato;
a Jo3o Ignacio de Mcdeiros Reg.
1 viveiro cot canarios, 2 galotas com dilos, 1 pa-
cota peixe; a Manoel Rodrigues da Silva.
1 molho de couro, 2 duzias foucinhas de tarro; a
Domingos Jos Pinto.
* Brigue inglez Melina, vndo de Terra Nova, con-
signado a Me. Calmont & C, manifeslou o seguinte:
2.30 barricas bacalho; aos mesmos consignata-
rios.
Brigue francez .tenue Arthur, vindo de CardiT,
consignado a Me. Calmonl C.; manifeslou o se-
guinte:
198 toneladas carvao de pedra; aos mesmos con-
signatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 19.....35:0273046
dem do dia 20.........1:0263399
36:0.5344.>
(ota.
da minha parle lembrancas, e rerommende-'lhe que
nunca se esqueca de dar corda ao seu relogto lam-
Victoriense.
(dem.)
bur, Deseja-lhe felicidades o
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PRACA DO RECTFE 20 DE ABRIL AS 1
HORAS DA TARDE.
. ('.otarnos olTiciaes.
Capiliio sobre Londresa 27 1|2 d. 60 d|v.
.Algodao 1.a sorte regulari-39600 por arroba.
Di lo a.T sorte ditoijOOO por arroba.
A assmbla honlem.coutinuando na segunda dis-
cusso do artigo 2. do projecto n. II,que regula a
arremalacao de obras putlicas, adiada na sessao an-
terior, approvou uma emenda substitutiva do Sr. Jo-
so Pedro ao mesmo artigo, e beta assim o artigo 3.,
sendo regeilado o artigo 4, e approvada em scu lu-
gar uma emenda do Sr. Francisco JuSo.
Entrando na discusso do orcamento provincial,'
approvou. em substituicSo ao srligo 14, a seguinte
emenda: Em lugar 16 contos, diga-se20 conlos, que
scrao distribuidos pete presidente da provincia rom
a sograntes matrizes : de S. Jos do Recite, Boa-
Vista do Recite, do Labo.de Nazarelh, de Sanlo-An-
ii itarnbe, Umbres. Maranguape, Barreiros, Villa Bel-
la, Caruani c Afogados, e as mais- que julaar ron-
venientes.-Pae Brrelo.A. de Olkeir.-Sou-
za Carcalho.I'eiga Pessoa.
Pastando depois discusso do artigo 15, foram
mandadasasseguintes emendas : '
Sendo 15 contos para o melhoramento da eslra-
denominado Chora-Menino, al ao principio da es-
trada de Pao d Albo ; e augmente-se neslsentido o
quanlitativo do artigo. S. R.Aguiar.Baplista.
A. de Oltceira.B
," ^"^"Paros do convento das recolhidas de
Olinda 1:000 Castro LeSo.a
Comprehendida a conservacao da estrada do Re-
cite para Olinda. Otfreiro. Carneiro da Cu-
tina.i)
Devendo o governo eslabelecer urna barreira na
ponte do Hangumho, ou no lugar que julgar mais
conveniente.Pae Brrelo:
A discossao desle artigo ficou adiada pete hora.
A ordem do da de boje, he a primeira discusso
do projeclo n. 15 ; segunda do de n. 29 desle anno e
di do anno passado, ea continuacao da dehontem.
Pelo vaper ingloz Thames, ebegado honlem a lar-
de dos porlos do sul, recebemos jornaes do Rio de
Janeiro que alcaucam a 14 do crranle, e da Ba-
lila 8 lo.
Alm dos despachos expedidos pelo ministerio da
justica, e que deixamos ttanscriptos cm lugar proprio,
pouco ou nada adianlam aqnclles jornaes nos quo
nos tron te As ultimas datas de Buenos-A y res chegam a 4 do
correnle, e as de Montevideo a 6.
O citado Oriental permaneca em sccego, e linha
sido uomeado mnslro da fazenda o Sr. Dr: Ma-
noel Acostac I^ra.
O conaresso de Santa F enserrouas suas sesses
no. da 7 do^assado, tendo anlesprcslado juramento
peraneelle o general Urquiza, como presidente da
contederaego Argentina.
Em Buenos-Ayres eslava a concluir-se a discusso
da conslituicao da provincia, qne d'ora em diante
sera considerada como um estado livre e no uso ex-
clusivo de sua soberana interna e externa, at que
por noy pacte a delegue em um governo geral. O
poder teislativo compor-se-ha de duas cmaras-
representantes e senadores.
Ni Babia telleceu no dia 13 o eommendador Jo
Joaquim Machado, negociante daquellapraca, e vi-
ce cnsul de Hespanha.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 1 a 19.....
dem do dia 20 .
2:7258271
1143flH
2:8103182
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES HE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 20.......457S19I
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiraentodo dia 1 a 19 '. 3l:354ji12
dem do da 20........1:1483610
32:503022
JVIOVIMENTO DO PORTO.
A'acio', entrados no dia 20.
Parahiba4 dias, hiato brasilciro Kxallacao, de 37
- toneladas, mestre Eslacio Mendcs da Silva, equi-
pasen! 4,-carga loros de mangue ; a Manoel da
Silva .Mondoura Viaona. Passag'eiro,' George
Malhcus.
dem3 djas, hiato brasilciro flor do Brasil, de
28 toneladas, meslrc Jo3o Francisco Martins, equ-
pagem 3, iiarga toros de mangue ;#ao 'mestre.
Passageiros, 7 marojos iuglezcs da barca Countess
ofFeand.
Ass9 dias, lale brasilciro Anglica, de 82 tone-
ladas, mestre Jos Joaquim Alvos da Silva, equi-
paeem 6, carga sal; a Thcophilo- Seve & Compa-
nha. Passageiros, Joao Torqualo Caminha Raposo
da Cmara e Francisco da Silva Calrq_
Buenos-Ayres26dias, polaca hespanboUh/oni^ui-
-iUjjto.li loHeldns, (Mpitaa Marrisu Pares y l)u-
rall. equipagem 12, em lastro ; a Viuva Amorim
liba de S. Vicenter20 dias, patacho inglez Louisa,
de 198 toneladas, capitao Thomaz. Poindeslre,
equipagem 9, carga carvao ; a Shramm W'halelv
i\ Companliia.
dem20 dias, barca in das, capilao John Duply, equipagem 13, carga
caivao de pedra ; a Me. Gilmmit Companhia.
Rio Grande do Norte(das, lancha brasileir Fe-
liz das Ondas, de 29 toneladas, mostr Miguel
Archanjo da Costa, equipagem 5, carga assucar ;
a Joao da Cunha Magalhee.
Rio de Janeiro e Baha6 dias, vapor ingleE *Tha-
mex, commandanle W. Strutt. Passageiros para
esta provincia, Antonio Vicente Garcez, F. Adol-
pho Pereira Cnimaraes, Candido Augusto Pereira
Franco e Joaquim Jos Beyeno.
Kavios sabidos no mesmo dia.
Rio Grande do SulBarca brasileir Mathildes, ca-
pitao Jcronymo Jos Telles, carga varios gneros.
Passageiros, a familia do capito e o preto livre
Joao de Mallos.
Rio d JaneiroBrigue brasilelro llebe, capitao An-
dr Amonio da Fonsera, carga varios gneros.
Passageiros, Anlonio Pavjo de Oliveira, Manoel
deFreitas Viclor, Jou Lucio da Silva, alteres
Iheolonio Joaquim de Almeida Forluua, Julia
Mara da Purilirarao Lima, FranciscaJavaresCoi-
tiuho, 4 filhos, 1 criado e 1 escrava, e 1 escravo a
entregar.
demBrigue hamburguez Anua, com a mesma
carga que (rouxe. Sspendcu do laraerao.
Pare portes intermediosVapor brasilairo Impe-
rador, commandanle o capiao-lenentc Mancebo.
Passageiros desla provincia. Francisco Jos da Sil-
va Jnior. Francisco Soares da Silva Relumba e 3
cscravos, JoaoCardoso, Thiago Jos lavares, Ma-
noela Caetana Lucci, Joanna Januaria S. Bilan-
court e 1 escrava, Carmella Adelalde L'occ, Leo-
poldo Cosa Ribeiro, Antonio Jos Duarte Coim-
bra, Jos Jacintho Ribeiro. 1 menor e 1 criado,
Silvestre Francisco Meira, Francisco Maia Cortes,
1 ex-praca c 1 escravo a eulresar.
comparcram na sata das sessoesda mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
vE para constar se mandn afllxar o presente o
publicar pelo Diario.rSecrelaria dathesouraria pro-
vincial de Peruambuco 28 de marco de 1854. O
secretario, Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaos para a arremalacao.
1.Os concerlos da cadeia da villa do Cabo ter-se-.
bao de conformidade' cora o orcamento appr'ovado
pcla_secretaria cm conselho, c appresentodo pro-
varao do Exm. presidente da provincia, na impor-
tancia de 825JJO00 rs.
2." O arrematante dar principio s obras-no pra-
zo.de qiiiuze dias, e dever conclu-las no de Iros
mezes, ambos contados de conformidade com o arl.
31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir naexecucllo ludo o que
llio for'proscripto pelo engenheiro respectivo, nao
s para boa execurao do trabalho como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lempo para o secaicn
publico todas as parles do edificio.
4.a O pagamento da iuportoucia da obra verifi-
car-sc-lw cm duas preslacei iguaes: a 1-a depois
de feitos dous tercos da obra, c a seguanda depois
de lanzado o termo de recchimento.
5- Nao haver prazo de respoqsabltlidadc,
' \a para tudo o que nao se acha deerminado as
ETsenles clausulas nem no orcamento, seguir-se-
a o que dispe a lei n. 286. Conforme.O se-
cretario, Anlonio Ferreira -1- O Illm. Sr. conladbr servindo de inspector
da tbesouraria provincial, em cumplimento da re-
soluco da junta da fazniula, manda fazer publico,
que no dia27 de abril prximo vindouro, vai nova-
mente n-ara para ser aitVmatoda a quem por
menos fizer, a obra dos ronceras da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avahada cm 2:8603000 rs.
A arremalacao ser teira na forma dos artigo s42
c 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
c sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessaas que se propozerem a esla arremalacao
co m pa reca n na sala das sesses da mesma junto no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
iin-nta habilitadas.
V. para constar se maudou affixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial- de Pernam-
buco 28 de marCo do 1851. O secretario. Anlo-
nio Ferreira da Annuriciarao.
Clausulas especeles j>ora a arrematarSo.
1. As obras dos repares da cadetada villa de Pao
d'Alho scro taitas de conformidade com a planta e
'orcamcnln approvados pela directora em conselho,
e presentada a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 8603000 rs.
2.a As obras comcrarao no prazo de 30 dtoseserao
concluidas no de qual mezes, ambos contodos de
conformidade com o que dispe o art. 31 do regu-
lamento das obras publicas.
3.a A importancia da arremalacao ser paga em
tres prestaces, seudo a primeira de dous quintos,
paga quando o arrematante houver feito ametade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no lim das
obras depois do reeebimenlo provisorio ; e a ter-
ccira paga depois do anno. de responsabilidad,
e entrega definitiva.
4.a Para tudo o mais que nao estiver determina-
do as presentes clausulas, ou no orcamento sc-
guir-se-ha as disposices da lei n. 286 de 17 de maio
de 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira a"AnnunciarSo.
OJ1 llm. Sr.contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
co da junto da fazenda, manda fazer publico qne
no dia 27 de abril proxiir.o vindouro, vai novamenle
a piara, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do acude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avahada em 4:0049.
A arremalacao ser feita na forma dos artigoss
24 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.-
As pessoas que se pcppozerem a esta arremalacao
comparecanrna saladas sesses da mesma junta no:
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou .affixar presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira d"AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para arremataran.
1 .a As obras desle acude scrao taitas de confor-
midade com as plantas c orcamento apresenlados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da proviucia, no
importancia- de 1:0043000 res.
2. Estas obras dverao principiar no prazo de
dous mezes, c serao concluidas no le dez mezes a
Cootar conforme a lei provincial u,; 286.
3." A importancia desla arrcmalacn ser paga
em tres prestaces da maneira seguinte : (., dos
dous quintos do valor total, (liando liver conclui-
do a iqclade da obra: a 2. izial a -primeira, de-
pois de lavrado o termo'de recebimento proviso-
rio : a 3.", finalmente de ura quinto depois do're-
cebimento do'liiiiliui.
4.a O arrematante era obrigado a rommunicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
Iriula das, o dia fixo cm que tem de dar principio
a execurao das obras, assim romo trabalhara -se
giiidamelitc durante quinze dias fira de que possa
o engenheiro encarregado da obra assislir aos pri-
moiros trabalhos.
5.a Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas segnir-se-ha o que determina
a lei n. 286.Conforme. O secretario, Antonio Fer-
reira a AnnunciacSo. '
Couicllio administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
art. 2 do regulametu de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que tarara aceitas as propostas de An-
tonio Pereira de Oliveira Ramos. Francisco Maciel
de Souza, Joaquin) Jos Das Pereira, Joao Pin-
to de Lemos Jnior, Milito de Souza Monto-Ne-
gro, J,oao Fernandos Prente Viahna,e Souza &lr-
mo, para ternecerem: o 1.8 bonete compridos
para o 2 batalhao de intentara a 14J r., 8 pares
dachourcas de la branca a 500 rs., 20 covedos de
erlado a 790 rs.,8 grvalas .de sola de lustre.a 360
rs., 69 penachusde laa para a companhia decavalla-
ri a 610 rs.; o 2 8 pares de sapatos para o 5r bala-
tho de infantera a 19500 rs.; o 3-8 esteirasde pa-
Iba de carnauba para o 2o batalhao de infantera a
200 rs., 350 caadas de azeite de carrapalo, medida
nova, a 840 rs., 24 libras de fio de algodo a 560
rs., 6 duzias de paft'os a 150 rs., 153 libras de velas
de carnauba 320 rs.; e 4 50 meios de sola branca
garroteada a &SO00 rs.; o 5 30 % caadas de azelle
de coco, medida nova a 19320 rs., 24 libra de fio
de alcodo a 560, um oculo do ver ao tange por
289000 rs., 28 libras de corda de lnho, para caixa
de guerra a 800 rs.: o 6, 2 arrobas de ferro de va-
randa a 39000, uma caixa rom vidros por 129000
rs. ; o 7", 50 resmas de papel almaco de linho a
3S300 rg.: e avisa aos supradilos vendedores qde
devem recollier ao arsenal de guerra os referidos
objeclos n dia 22 do correte mez.
Secretaria do conselho administrativo para terne-
cimento do arsenal de guerra, 20 de abril de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal a
secretario.
O conselho de administroslo naval contra-
ta o forneciraenlo dos gneros segninaes, paraos
navios armados, barca de escavacao, enfermarte de
marinha e mais cstabelecimenlo do arsenal, no mez
de maio vindouro, sendo : agurdente branca de 30
grjios, assucar branco de primeira sorte, arroz bran- .
co do MarantiAo. azeite doce do Lisboa, azeite de
carrapalo. bacllo.bolacha.carne verde, carne Mea,
caf em grao, taaba de mandioca," teijio matati-
nho, tenha de mangue em adas, pao, ioueinho de
Santos, vinagre de Lisboa, stearinas e carnauba em
vetas ; bem como compra trila'pecas de brim in-
glez, irjnia pecas de algodao trancado azul ameri-
cano, e Irezentas pecas de cadarco branco estreito,
para tardamente de marinhagem, e contrata a fac-
tura dos mesmos ; portento convida-se a quem coh-
vier dito furnecimcnlo a comparecer as-12 horas do
dia 25 do correnle na sala das seseos com seas
amostras e propostes mencionando os ltimos pre-
cos. Sala das sesses do, conselho de admini-
IrarSo naval em Pernambuco 20 de abril de 1854.
O secretario do conselho, Chrislotao de Santiago
de Oliveira.
BECLARACO'ES.
EDTAES.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo dodia 1 a 19 .
dem do dia 20 .
e,
. 117:2958103
. '7:071 89 i
154:3669997
Desckrregam hoje 21 de abril.
Brigue inglez.im & Sarahmercadorias.
Barra inglcza-i-Con/adem. f
Brigue inglez^-/c/jiiubacallio.
Barca, jpgtezarMisaiilem. .
Barca-porlugiiezaAr. 6-. da Boa-Fiooem-dversos
geairos.
Hialc americanoAosamonternha e bolacht-
,. uli.-is. A
. Importacao .
Barca poluguez A'oiua Senhorh da Boa Via-
gein, vindaf do Por* consignada a Francisco Alves
ix i.onipanIna, maiiifeslou o seguinte:
73 cauasfras alhos; a Domiugos Rodrigues de Au-
drade.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da Ihe-
souraria provincial, em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 12 do'correnta,
manda fazer publico, que no dia 4 de mato, prximo
vindouro, vai novamenle a praca para ser arrematada
a quem por menos fizer, a obra do 21 lanco da estra-
da de Pao d'Alho, avahada em 14:9609000.ris, to-
mando-se por base da arremalacao o abalimento de
8 por % offerecido porMauoel Tlioraaz deAIbuquer-
que Maranhao.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co la de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesouraria provincial, em cumprimeittoda ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia 4 de maio prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
acude na povoacao de Bezerros, avahada novamenle
em 4:2289950 ris
A arremalacao ser feita na forma dos arligos 42 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sata das sesses da mesma" junta" no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas;
E para constar so mandou affixar o presente e pu-
blicar pete Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernambu-
co 8 de abril de 1854. O secretario,
Anlonio Ferreira d" AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematacSo.
1." As obras desle acude serao taitas de conformi-
dade com a planta e orcamento approvado pela di-
recloria cm conselho e apresenlados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da proviucia na importancia de
4:2289950 rs. .
2.a O arrematante dar comeen as obras no 1 de
outubro do crrenle anno, c terminara 6 mezes
depois.
3." Opagamenlo da importancia da arremalacao
sera devidido em tres partes: sendo uma do valor
ue dous quintos quando houver feito metadeda obra;
outra igual a primeira quando entregar provisora-
iiienlc, e a lerceira de um quiutodepois de umanno
na occasiao da entrega definitiva.
*. Para ludo o mais que nao cslivcr especificado
as presentes clausulas seguir-se-ho que determina
a le provincial n. 286.
_ Couforme. o secretario, Anlonio Ferreira
d AnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
co da junta da tazcuda, manda fazer publico que
no da 27 de abril p. vindouro, vai novamenle
prai;a para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concerlos, da cadeia da villa do Cabo, a-
valiada em 8259000 rs.
A arremalacao ser feita na forma dos rticos
21 e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
18>1 e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a estarrenjataejo
Peta capitana do porte se faz publico, que fo-
ram apandadas no rio abaixo,'duas canoas abor-
tes ; quem for seu dono ou pessoa competentemen-
te para isso habilitada, dever apresentar-se nesta
capitana dentro do prazo para isso marrado de trin-
la das contar da presente data, afim de provar o
direilo quo lem sobre laes canoas para Ihe serem
entregues, e nao o tazendoserSo as mesinas remelli-
das para o deposito publico.
Capitana do porto de Pernambuco em20 de abril
de 1854.No impedimento do secretario da capita-
na, Joao Lins Cacalcanti de Albuquerque.
Conseiho administrativo.
O conselho administrativo em virlude da autori-
acao do Exm. Sr. presidente da provincia tem de
comprar os objeclos seguintcs:
Para a pintura da fortaleza do Brum,
Alvaiade, arrobas 4, oleo de lialiatra, arrobas 5,"
poz prelo, arroba 1, verde creme, arrobas2, oca ama-
relio, arrobas 4, secante, libras 12.
Para a mesma fortaleza-
Arcos de ferro para loneis, rom 2 '% polegadas de
largura, teixes 2, ditos de dito ..para jarras com
3|4 de largura, teiiS 2. w
Para o 9 balalho de intentara.
Caldeira grande de ferro balido, para cem ora-
ra* 1.
Para provimenlodosarmazensdoalmoxarirado.
^emcias inglezas para armas do adarme 17,
Para ofiicinas de Ia e 2a classes.
Coslados de pao d'oleo 2, laboas de assoalho de
loro 12.
4 elasse.
rame de lalo grosso, arrobas -27
2 batalhao de infantera.
Pclles de carneiro 100.
Diversos Walhocs.
Maulas de laa 374.
Companhia de vallara.
Espadas 39, coturnos, pares 46.
Quem quizer vender taes objeclos. aprsente as
suas proposlas em ycarla fechada na secretaria do
couselho. a 10 sidras do da 28 do crrante mez.
Secretaria do conselho admiuistralix para fornec-
menlo do arsenal de guerra, 20 de abril de 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel presidenle, Bernar-
nardo Pereira da Carmo Jnior, vogal e secre-
torio.
Pela capitana do porto de Pernambuco alela-
ra-se, para conhecimenlo dus nleressados, que por
-um aviso da secretaria de cstao dos negocios da
marinha de 23 de dezembro' de 1840, tai eclarado
o modo, pelo qual se devjam tazer as matriculas
dos navios, o qual he do theor seguinte:Para
qualquer cquipaseni ser matriculada deve o mestre
apresolaruraa lisia contando o iiome dos individuos,
que pretender mal rular, e a lista da matricuhjjHta
viascm antecedente, com que entrou no portoVt)
meslrc dever, seudode nascimanlo portugus, pre-
sentar uma juslihcaco, na forma do decreto de 18
de agosto de 18.11, e nenhum individuo a nao ser
cidad.lo Brasilciro, ser* jamis admiltido matricula
como meslrc, c igualmente nao deveraa> ser admit-
lidos estrangeiros como caixas as erobarcaees de
rabotagem, 'pois que este coramercie Ihe be vedado.
As trpolaccs na forma dos tratadas existentes nao
poderao admiltir mais da 3> parle de estraugeros.
Nao scadmittematricute maior numero de marinha-
. Traduzida em portiguez do original italiano, por
A. F. Marlelli, e'representada era varios Ibealros
da Europa e do Brasil, sempre com immenso applau- .
so, e iinasar* com um nov coro, composto pelo
habilsimo profssor o Sr. Theodoro Oestes.
No fim do primeiro acto, ser pela orcbeslra des- '
empenhadaa nova uvertura,
A CARACTERSTICA hespanhola.
No fim do lerceiro c ultimo o Sr. Costa, por af-
feicSo ao beneficiado, cantar uma nova aria em
pnrtuguez, denominada.
0 ElflPREZARIO ATROPELLADO.
que lindara com a dansa do
CANCN, .
composirao do insigne profssor. o Sr .Demetrio Ri-
varo, c oxecutada varias vezes pelo primeiro gracio^
so da cortea Sr. Martinho, para quera foi expres-
samenlc composla.
Depois seguir-se-ha a execncao da bellissima u-
vertura,
A MUDA DE PORTICCI.
Finalisando todo o divertimenlo com a nova e'
muilo enararada tarca, traduzida do Hespanhol, e
aceommodada ao gusto 'brasilero, pete Sr. Anlonio
Gentil Ibirapilanga, e que tem por titulo, -
gem, do que que constar da matricula da viagem
antecedentes As embarcaces de tengo curso sao
obrigadas levar piloto de carta, e sendos viazem
de cabo a dentro xlous, um de carta geral, c uutro
mesmo de caria com excepcao. Deve cntender-se,
que no primeiro caso 'nao se exige caria geral, etc.
Capitana .do porto de 'Pernambuco 20 de abril
de 1834; No impedimento do secretorio, Joao
Lins Cacalcanti de Albuquerque,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que em conformidade da
aulorisaco concedida pela ordem do tribunal do
Ihesouro nacional de 20 de marco prximo passado
n. 37, esl aberto o concurso para prcenclii ment
.las vagas dos tetares de pralcanles ique cxislem na
mesina Ihesouraria, c rujos exames terao lugar ao
da 5 de maio prximo futuro. Os pretcndeules
deverao aprcsenlar seus requerimentes al o dia 4
dosupradito inez, mslruidoscoin cerlidao de idade
folhscornda, e quaesquer oulros documentos que
sirvam a provar suas hahilitaces, devando snnstrar
no exarae-que tem boa lellra, sabem o? principios da
grammatica da lingua nacional; asquatro especies
e a theona dos quebrados e fracres decimaes, na
fjina do aiC 2 do regulamenlo d'e 18 de dezembro
delSoO.n. 741. *
Secretaria da Ihesouraria de tazenda de Pernam-
buco 6-de abril de 1854.O oflicial-iuaior, Jimilio
Xater Sobreira de Mello.
COBRE10 GERAL.
Cartas seguras por ntregar, viudas pelo vapor
Imperador, em 19 de abril de 1854.
Auna l.uzia de Barros, Antonio Coelbo de S e
Albuquerque, Joo Alves Ferreira, Jos Pires Fal-
co Brando, Jos Vieira de Carvalho, Manoel d
ConceicaoU'ereira Castro, Nicacio Alves de Souza.
A ROSCA.
Ornada de graciosa msica, composta peto hbil
profssor, o Sr. Joao Geraldo Efrem.
Por obsequio ao beneficiado farao parte no es-
pectculo o Sr. Mend.es e a sua senhora.
O beneficiado protesta o scu eterno agradecimen-
(o aos nobres e generosos habitantes desta bella ca-
pital.
Principiar s 8 horas.
Os bilhetes de camarotes, cadeiras'e platea geral,
acham-se venda em mo do beneficiado, na ra do
Mundo-Novo, casa n. 36, Cm dia do espectculo no
thcalro-.de manhaa e de boIc.
AVISOS martimos/
fiara o Ass e porlos intermedios -pretende se!
gurem-poneos dias a tencha nacional xYoro Espe-
ranca,% lambeta se freta parf Cear qu Aracalv
para carga e passageiros, para o que tem bons cni
modos, irata-sc na ra da Cadeia do Recite n. 50.
teja de Cunha & Amorim. '
Para Lisboa com scate-Bola liba de S. Miguel
o brigue portuguez Bom Successo pretende seguir
cora toda a brevidade : quem no mesmo quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que offerece bons
commodos, trato com os consignatarios T. de Aquino
ronseca &lilho, na ra do Vigaridn. 19, primeiro
andar, ou com n capitao Francisco Jeronvmo de
Mendonca, na Praca.
Para o Aracaty
scBue em poucos dias o bem conbecido hiat Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vtenna: quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem diriia-se
a ra do Vigarie n. 5. i
TGeira' e Maranhao.
Sesue em muilos poucos dias o brigue escuna na-
cional Laura, ainda pode receber alguma carga,
passageiros, etc.: lra(a-sc com o consignatario J. b!
da Fonsera Jnior ua ra do Vigario n. 1 .primeiro'
andar. .
Vendc-se o patacho nacional JoscpTina xle lote
de llt toneladas, de oplima construccilo, muito ve-
Ieiro. pregado de cobre e forrado de zinco, cm muito
bom estado: trata-5c com o. eonsiguatarioj R da
Fonscca Juntar, na ra do Vigario n. 4 primeiro
andar. r reiv
Para a Baha sabe eom brevidade o hiate Vm
OUaa; para o resto da carga trata-* cora Tasso ir^
HBttOSe
Ceara' e Acaracu'.
he T!?les d,as l,iato Sobralense, anda.rece-
bo carea e passageiros. trata se com Caetano Cvriaco
a <-.. M. ao lado do Corpa Santo, toja do massames '
Para o Rio de Janeiro sahe no dia 23 do cor-
rele o brigue nacional nSaglarioo ; ainda recebe
passagiras eescravos : a tratar com o coiisignata-
no Manoel Francisco da Silva Crneo, na ra do
Lollegio n. 17. segundo^ndar.
ara o Maranhao segu at 25 do corrate, O
nergantim-brasileiro Despique de Beiris, por ter o
seu carregamento quasi completo: para r-resto tra-
ta-se no escriptwio do Sr. Manoel Joaquim Ramos
e fcilva.
.29* RECITA DA ASS1GNA.TCRA.
SABBADO 22 DE ABRIL DE 184.
Depois de execulada uma ouvef tura pela orches-
Ira abrir scena a bem aceita e linda comedia-
em 2 aclos intitulada
QDEM PORFA UTA CACA.
Em seguida representar-se-ha o jocoso vaudeville
em dous actos.
INNOCENCIO
ou
0 ECLIPSE DE 1821.
Seguir-se-ha o vaudeville em 1 aclo,
PAGAR O MAL QUE NAO' FEZ. .
Rematera o espectculo com* o gracioso bailele*em
1 aclo.
RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
No qnal haver um passo a Ires em parodia, -dan-
sado pelos Srs. Pinto, Santa Rosa e Mara Amalia ;
assim como um lundum pelo Sr. Monleiro, Pessioae
Maria Amalia.
A emprza previne ao respeitavel publico que os
bilhetes vendidos para a recite do dia 8 do correnle,
lano de camarotes como de platea leem entrada nes-
le dia.
O resto dos bilhetes esl a venda no lugar do
costme.
TERC-i-FEIRA .25 DE ABRIL DE i834.
RECITA EXTRAORDINARIA LIVRE DA AS-
SIGNATL'RA, A FAVOR DE
Joao' da Graca Gentil.
POSTO DA COMPANHIA DRAMTICA.
Subir sceiia o espectculo seguinte: .
Eslrear o divertimento a nova onverlnra da
opera ...
ZANETTA.
execulada pelos protessores da orchestra.
linda a uvertura, lera principio a represcnlarito
da nova e preexcelfenle comedia em 3 actos, inti-
tulada,
DEVIA SER IM,
8) rannM^te)




*K


DIARIO OE PERNAMBUCO SElfA FEIRA 21 DE ABRIL D 1854.
LEILO'ES.
**
LEILA'O.
Anlonio de Almeida Brandan e Souza, Tara lei-
lito dot iiilenenciw do asente Borja Geraldes, tercp-
feira 25 do correte as 10 horas da manbaa, da ar-
raa'cpp o gneros existenles cm sua labenia ua na
do aterrada BA-Vista n. 49, garanlindo a qualquer
pretndeme estar dito estabelecimento livre e des-
erabarasado de cousa alguma.
Ilenry Forsler &C. arao leilan, por autoris*
rao da alfondega desta cidade, por intervenrao do
agente OIrveira, em presenta do Sr.' consol dos Es-
tados-Unidos, e por conta e risco de quem pertenrer,
, do brigue americano Tylerston, de 111 lonelladas
inglezas, capilaP IJ. H. Tice, com os comoelentcs
mastros, vergas, ferros, amarras, veame, c os mais
pertences, tal qual se aclia cmplalo de Indo no an-
coradouro dcste porto, onde as prebndenles podem
eiamina-lo com anleriparao; e tendo dito brigue
sido Icgalmenle condemnado nesle porto, onde ar-
ribouna su reccu te viagem procedente de Nanlu-
rfcet com destino ao mar Pacifico, ser vendido com
os referidos rticos em um so lote; em seguida sero
vendidos em differentes lotes, qnatro esclere pro-
prios para'pescaria, farinha em quarlolas, barris de
carne de yacca e de porco salgada, cascos vazios le-
vantados e onlros abatidos, arcos de ferro, harpoes,
tintas, cabos de mantilha. e varios artigos roiudos:
segunda-feira 24 do corrente, as 10 boros da manbaa
no armazem do caes do Ramos.
AVISOS DIVERSOS.
O bacharel Witruvio conlinna a lecciuoar em'
francez, o para este lim recommenda-se. aos pais de
familia, aos quaes promelle toda solicitude possi-
vcl no aproveitamenlo de seus filhos: ra das Cru-
zes n. 22, primeiro andar. '
l'recisa-se alugar urna ama que lave, cozinh,
engomme e faca o servido interno de urna casa de
pooea familia: na ra DireHa n. 116.
Manela Caetana Lucci, penhorada pelos mnilo
e repelidos obsequios, que ha recebido dos Ilustres e
generosos habltanles-desta capital, faltara ao seu de-
ver, se tendo de retirar-se por dous mezes pira o Ma-
raobao, nao te dirigisse aos seus benignos protecto-
res para manifestar-Ules toda a forca'do seu recnnhe-
cimeolo e gratidao.' Deixando esta cidade por algum
tempo, nao por ambicao, mas para livrar a um seo
collega, empresario de Ihealro do Maranho, dos
embarceos coin que luta, e para acceder aos pedidos
de peanas a quem nao pode fallar, resU-lhe a espe-
ranza de yltar brevemente a urna cidade aonde s
tem recebido allencOes e obsequios. Aproveila igual-
mente a occasio para despedir-so de seus compa-
nheiros, eofferecero seu diminuto presumo a(li, vis-
to.pela rapidez de sua sabida,nao o poder fazer como
desejra.
Um tribut Nao posso deixar de agradecer ao Illm. Sr. Dr.
Lobo Hoscoso, o interesse que lomou no Iralameoto
de minha mullier, que sendo entregue aos cuidados
do Sr. Gossel Bimon, na manbaa de 22 do mez pr-
ximo Ando, achava-se.a lt horas da noile de 25. no
esladojem que o Illm. Sr. Dr. Mostoso deu-se ao tr-
bame de descrever na sua clnica liomeopathica, pu-
blicada no Diario de Pernambuco n. 88 de. 18 do
correle. Receba, pois, o Illm. Sr. Dr. Hoscoso,
meus eternos agradecimeotos pela hablidadc que
leve em curar niinha mulher, e pela promplidao e
zelo com que se prestou ao meu chamado as mencio-
nadas horas.Manoel Jovcncio de Saboia.
taaja-se fallar com n Sr. bacharel Antonio de
HollanJaJCavalcanli de Albuqnerque a negocio de
seu interesse, ou dirija-se a ra do Livrameuto n,
16, ou annuncie so morada.
O regente, procurador geral e roais festeiros de
N. S. dos Prazeres, anuuociam que,para interesse das
respectivas festas, ficam as inesmas transferidas para
o mez de maio, cujo da ser annuociado.
Beseja-se fallar com o Sr. Thomaz, Teixeira
Basto a negocio de seu inlercsse : na ra do Br um n.
26, a fallar com Jos Antonio Lopes de Albuquenjue
Jnior. '
A'uga-se urna preta,capliva, vendedora de ra,
boa lavadeira ecoznheira, pelo prero mensa! de 108
rs. : na ra Nova n. d:l. Na ruesmii casa faz-se ar-
roz de leile; bolo de mandioca e lambem inglez mui-
to bom..
Qaem precisar de urna ama para os serviros de
urna casa, dirija-se ra do Tambi n. 15.
Avsa-se ao respejlavel -publico, que nao faja
contrato de natureza. alguma com Silveria Gomes de
Albuquerque, seu marido e seu filho Francisco Joao
do Pilar, moradores na ilha-de Itamarac, sbreos
bensdcixados pelo fallecido Francisco Joao do Pilar;
por quanto.alm de terem os netos do mesmo falle-
cido alcatifado senlenra, aiiiiullamlo o inventario
dos bensdehados pela primeira mullier dclle. existe
libello proposlo pela fillia do mesmo D. rsula Fran-
- cisca Madeira, pediodo a sua legitima, do qual li-
bello oblevc sen lenca a favor.
Roea-se aoSr. Manoel Francisco Marques, na-
tural de Portugal, o favor de comparecer na ra do
Amorim n. (i, para se entender com Manoel Francis-
co Marques, cidado brasilciro, afm de concordarem.
qual dos dous deve fazer alleracao no seu nome,visto
que assim se evitar nao s o deseucoolro de cartas
' que (em havido de um para outro, como mesmo en-
gaoos que no futuro se possam dar a todos os respei-
los, pela identidade de nome.
O Sr. Francisco Antonio Rodrigues Vianna
queira procurar urna carta na tu a Direila n. 66.
abaixo assignado faz scientc a quem de direi-
tn coropetfr, que desappareceu de seu poder una
ledra da quanliade rs. 1:1149090, sacada por Simulo
' Correa Cavalcanli Macambfra, aceita por Antonio de
.Albuquerque Maranhapeendosada pelo coronel Ma-
noel Pereira da Silva, de Paje de Flore, cuja lel-
tra vencida em 15 de outubro de 1852 acha-se apon-
lada e protestada, ecomo de nada possa servir a quem
a liver, roga-se que a veuliam entregar ao mesmo
abaiio assignado, ou ao Sr. Macambira, em Serra
ralbada.Manoel Joaquim do Reg Albuguerqne.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ba quem d a
quanlia de 2005000 rs. a premio, com penlores de
ouro ou prata.
OSr. M. J. da S. R. queira mandar pagar o
aloguel da casa 11. 28 da praia de Santa Rila, sendo
o seu aluguel 89000 por mez, c em setembro do cor-
rele anno fazem 4 annos, leva-sc em conta qual-
quer recibo que tenha, e do contrario tem de'ver o
seu nome por extenso.
- Jos Rodrigues do Pasto.
ISmm UTTERAMO.
Aclia-se venda a interessante obra de direiloo
Advogado dos Orphos lao. necessaria para os
juizes, escrivaes e advogados do foro : as livrarias
da ra do Collegio n. 9 e 20 ; na do Sr. padre Igna-
ei, ra da .Croz do Recife n. 56 ; na do Sr. Iloura-
do, paleo do Collegio n. 6 ; e na loja de encaderna-
dor, fu do GHIegio n. 8, pelo baratissimo preco de
ajOOOrs. ?^
20:000$000.
Esta'sorte foi vendida em dous quartos
de n. 28$# da oitava lotera do Estado Sz-
nitario, na ra da Cadeia, esquina da Ma-
dre de Dos, loja de miudezas, e nao em
*p,utra parte como se quer dizer
Aiuga-sc a casa'terrea da ra da Gloria n. 53 :
a tratar na ra da Cruz no Recife h. 60..
. "* Alugam-se dous escravos que servem para ser-
vicp interVio e externo de casa, para hotel ou bole-
qutm, por j terem algumpralica c serem liis : a
tratar na ra do Vigario n. 29.
l'recisa-sc de um caixeiro na refinacao da roa
Direila dos Afanado n. 13 : a. tratar na mesma.
0 teuenle Cerqueira Lima, leudo de reti-
rar-se para-a corte,-leva em seu servicp os escravos
de sna prnpncilade Julin e Aiiilri'7.,i, crioulos, e
Balbina, flinla, nsquaesse acliam competentemente
despacha*dos pela polica.
Jos Francisco Barrote, subdito portugus,
relira-se para fra do Imperio, e julga uada dever a
pessoa alguma, contodo se algiiem se julgar seu cre-
dor, aprsente a conta na Iravessa da Madre de Dos
11. 16, primeiio andar.
Manoel Goncalves de Moracs vaiao Maranhao.
^precisa-se de um feilor para engenuo, prefe-
rindo-se das 11 lias: quem quize'r annuncie.
Antonio Jos Carneiro Guimares retira-se pa-
ra Europa.
J. Jane dentista,
contina rezidir na'ruaNova, primeiro andar n.19.
, Prcis-se de urna ama para amamenlar um
menino com nove mezes de idade: a tratar na ra
do Vigario n. 9 armazem, ou na ra do Brum se-
gundo andar n. 20. '
. ~T ^r?naga & Bryan mudaram o seu
scriptorio da ra do Trapiche n. 1 para
a mesma ra n. 6, ibgundo andar.
Precisa-se de urna ama quo coziobe c engom-
me, para casa de homem solleiro : na ra da Senza-
la Nova n. 7, segundo andar.
Arrenda-se urna casa com armario para taber-
na, balauca, pesos e medidas, e aluguel barato : no
Manguiuho a fallar com Albino Jos Ferreira da Cu-
nha no sen sitio ao p da mesma casa, ou na cochei-
ra da travessa-.do Ouvidor.
Joao Alves Mooleiro, natural desla provincia,
retira-se par Lisboa.
Precisarse de urna ama forra ou escrava qne
tenha boa eonducta, pira urna casa de pequea fa-
milia : na roa Nova n. 16.
O administrador da mesa do consulado Joao
Xavier Carneiro da Cunha, mudou a sua residencia
da pra^a da matriz da Boa-Vista, para o largo da ma-
triz de Santo Anlonio, casa de um andar n. 2.
Precisa-se de urna ama que cozinhe o diario e
engomme alguma cousa : na ra do Hospicio, casa
n. 17. ,
Aluga-se.uma casa grande, envidracada, na
l'assagem da Magdalena entre as duas pontea, com 4
quartos, 2 salas, soto, cozinha fra, cacimba, quin-
tal. Urna casiulia no fundo' e banheiroque vai ler a
>mar : na ra Direila 11. 3.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mo- 9
dou-se para o palacete da ra de S..Francisco
(mundo nov) n. 68 A.
Jos Teixeira Bastos comprou por ordem dos
Srs. Bastos lrmSos & Compaiiliia, do Maroim, oito
blhetes da segunda parte da sexta lotera a favor das
obras da igreja de N. S. do Livramento, dos segoin-
I les nmeros:1889, 1524, 1626, 2515, 2517, 2160,
1619 e1361.
Di-e 4009000 a premio sobre penhores de ou-
ro ou prata : na ra da Santa Cruz n. 64.
i Precisa-so de urna ama que Icnlia bom leite pa-
ra mamentar orna eriaur-a, preferindo-se-escrava : na
ra do I.ivrarrieuto n. 4, segundo andar.
Alugam-se duas casas terreas com bons com-
msdos, quintal e cacimba, sitas, urna na ra do Tam-
bi n. 5 A, e a oulra na ra Real junto ao Mangui-
nho, a qual lem no fundo um grande armazem de pa-
daria ealguns pertences da mesma, e he n.27; todo
se aluga por preco commodo a fallar, na praja da
Boa-Vista, botica n. 6, ou na ra Real, casa n. 6.
. Os credores do casal do fallecido Jos Anlonio
da Silva Vianna queiram apresentar suas cocas a
sna viuva Tbercza da Silva Vianna uestes oito das,
a fin de se mostrar o miseravel estado desle casal a
eus credores ; isto [Mira se evitar desperas judiciaes.
As mais modernas e ricas obras
depuro.
Osabaixus assignado, donos da nova loja
de ourives da roa UoCabug 11. 11, confron-
to ao paleo da. matriz e ra Nova, franqueiam
ao publico em geral um, bello e variado sor-
lmenlo de obras de ouro de muilo bons gos-
los, e presos que nao 'desagradando a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por
qualquer obra que vnderem a passar nma
conta com responsabilidade, especificando a
qualida.Ie do onro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeitos por "qualquer* duvida
c(ue apparecer.Serafim & Ir man.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo-'da estracao dos premios da 8.
loteria para meflio-amento do estado sa-
nitario da capital e mais povoaoies dol
imperio, extrahida'em 50 demarco
-185*.
ae'ioii. 1 N. 2S40......... 20:000#
1 1958......... 10:000s'
1 184......... 4:000S
2:000$
6 *55, 12 1037 ,
2586 2976 5591 . 1:000$
10 >. 578, 54-8 1707 ,
2895 5179 5468 ,
4496 4550 5742 ,
5842. ....'.. 400$
20 ..177,279, 572, 744,
1654, 1854, 2517 ,
5205, 54O0, 5404 ,'
5562 403* 4048 ,
4146, 4523, 4650,
4726 5695 5749 , .
200$
60 41, 64, 73, 101,
' 162, 169, 273, 309,
400, 578, 755,
801 836, 855 ,
1205, 1596, 1448 ,
1507, 1524, 1558 ,.
1765, 193*", 2111 ,
2119, 2319, 2488 ,
2570 2717 2792 ,
2905, 2959, 5020 ,
5055, 5142, 5151 ,
3258, 3342, 54*2,
5717 5735 5772 ,
5797 5837 4024 ,
4064, 4170, 4265 ,
4590 4632 4756 ,
,4795 4855 4856 ,
4925 4966 5097 ,
5501 5594 5757 ,
5986......... "efli
100 de.\ ......... 40s
1800 de. ......... . 20$
Offerece-sc pal caixeiro da qualquer eslabele-
cimenlo, menostabniae padaria, um rapaz braslei-
ro de 16 annos, o ual d fiador a sua conducta :
quem o pretender (rija-se ao sobrado da quina da
ruado Fogo com a lente para S. Pedro, segundo an-
dar n. 53, ou na ru do Sebo n. 29.
l'reci eugenho perlo desl praca : na ra Crespo n. 15.
En abaixo asgnado declaro que o Sr Joo
Jos da Luz Fcnira, durante o. lempo que foj
caixeiro em minhacasa, nunca pratlcoo aejao que o
desluslrasse o emprmenlo de seus deveres, antes
sempre foi mereceor de minha estima peloeu bom
zelo e aclividade. Aniri .Vanrer.
O abaixo astfnado, leudo de retirar-se desta
provincia at o plimo do corrente, o nao quer fa-
zer sem teslemuiuar publicamente ao Sr. Andr
2000 premios.
Vendeu-se nesta provincia a sorte de
20:000$ em dous quartos, os possuidores
podem vir receber o premio a' loja em
que foram comprados.
Acham-sea' venda osbilhetcs da lote-
ria decima-nona das casas de Caridade-
r CHRBTALOWO.
Galena de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, alfneles e pulcei-
ras ha um rico sorlimento para enllocar retratos,
por preep muito baixo.
A directora do gabinete porluguez de leitnra,
recebe.propostas aleo da 22 do corrente, para a fei-
tura de estantes para a bi bliollieoa : os senliorrs mes-
trermarcneiros podem ir examinar o modcllo que
est no eslabelecimeulo. As propostas serbio entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda em caria fechada.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estnmgeira de pouca familia, para
tratar de meninas I fazer mais algum servicp se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr. Bri.lo.
Loja ingleza de roup feita, ra da Cadeia
do Recife n. 16.
Existe nesteestabelecimento um grande sorlimerUo
' roupa fcil'a de lodas as qualidades de fazendas
A loja da ra dos Quarteis n. 24,
tem para vender aos seus freguezes um-
esplendido sortimento de chapeos de sel
d seda de cores e pretos, e de panninho
com armacoes de balea e de ferro; adver-
te-se que he azenda superior e por pre-
co baratissimo ; assim como eeta' exposto
a'vista dos freguezes um completo sorti-
mento de laascU: todas s coi es para bor-
dar, bengalas, luvas, bicos, botoes, pentes
de tartaruga para cabello, de marfim. e
bfalo para alisar, leques finos de madre-
01 sem lesiemumar uuuucaincuio o a. /< v 1 < c 1,
Nauzer, o agradecanlo dos beneficips que du mes- pwola, cartas trancezas unas para volta-
mosenlior, receba, durante lempo que foi seupi-
eaixciro, beneficia que licaro gravados na sua
lembrancp,|e de e nuncalse mostrara |esquecdo.
Joo Jone da Luz Ferreira.
AVISO AO IR. FISCAL DE OLINDA.
O Rebiribe creseu de tal modo que as agoas do
pantano de Olindi j passam por cima das portas
d'agua, os aterrosiao baxos em muitos lugares e
se aeder providacia podera acontecer algum ar-
rombro prejodicalpara lodos; nao seria melhor dei-
xar as portas do vradouro bertas emquanto existir
cheio, do que as (uardar fechadas.Cm morador.
Alto la! enhores monopolistas.
IVrgunla-se a qiem souber e quier responder, se
oarl.4. do lit. 11 Jas posturas municpges vigentes,
que fulmina pena: de molla e priso aos atravesa-
dores de farinha 1 onlros gneros de primeira neces-_|
sidade, lieapplca'elsmente aos pequeos atraves-
sadores de genero: do paiz, oa tanibem aos grandes
atravesadores do que s3o importados do eslrangei-
ro, les como a fa inlia de trigo, o bacalho, etc. etc.,
os quaes quanto naior he a penuria que ha no mer-
cado desses genrnscom tantomaior gana alravessam
lodo e qualquer larregamenlo que chega io nosso
porlo, para veiaem e opprimirom o misero povo,
impondo-lhc o prjcp que bem Ihes parecr, pela du-
ra lei da neccssdide, a cuja sombra s curam de sa-
ciar a sua voraz s'-de de ouro, arrancando p pao da
faminla bocea dooomem do povo, e cevando-Se assim
com o seu suor e tangue por meio do avallados lu-
cros, obliilos pela abominavel especulacio da fome
popular I!! VAqo.mloca! Basta por ora! Se hou-
ver qoem se digne ce responder, on se continuar 13o
execrando monopoli., vollar a carga porque muilo
mais podem revelaraSenlbuUadopoco.
Na Camboa doCarmo, casa n. 6, -corlam-se e
cosem-se costuras le alfaiale, vestidos e oulras
quaesquercosluris, etambem lava-se e engomma-se
por preep commodoidepressa, tudn milito hem.
Alaga-se urna la com algons commodos, pro-
pria para eserptorle ou rapaz solleiro, na* ra da
Cadeia do Recife n.3: a tratar na mesata casa, ou
na loja de miudezasn. 5.
Jos Das, subiito porlognez, relira-se para o
Para.
TAIXAS DE FERRO.
Na' fundirjao^ d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Rrum logo na entrada, defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existeiil quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros hvres de despeza. Os
precos sao os mais commodos.
Rape Amarelinho.
Viuva Pereira da Cimba enrarregada do depsito
de rap Prnceza de Gasse grosso, meio grosso e fino,
nolioia a seos freguezes que acaba de receber um
novo rap mnlo apreciado no Rio de Janeiro, a que
chamam amarelinho: e em verdade a suaqualidade
o lorua recominendavet: seu preco he da 15280 de
5 libras para cima. Os amantes pos, Ja boa pilada
encontrarn em seu deposito lia ra da Cruz n. 23
todas os qualidades de rap cima, especificadas, su-
jeitaudo-se a qualquer reclamarlo que possa lia ver
COMPRAS.
O Dr.Tliomassin, medico francez, dcon-
sullas lodos os das uteis das 9 horas da >
ni ai 1 lula al o meio (lia> em sua casa ra da"'
Cadeia de S. Anlonio n. 7. i
%
NAVALHAS A CONTENTO.
Navalhas e tesouras feitas -pelo
melhor cutileiro de.Lisboa, pedras
pa.ra aliar, as melhores que tem
vindo a este mercado.
HOSTIAS E PARTCULAS.''
Ricos ferros para fazer hostias e
partculas, e as tesouras proprias
para as cortar.
PADEfRO E COZINHEIRO.
- Peneiras de rame, amarelloe'de
metal branco, ricas formas para
pasteloes, bolos, podios c bulinlios. >'.,
MESA CQBERTA.
Cobertas de metal e de rame,
proprias para cobrinos prato*"na
I mesaetuao nais que diz respito
a cozinha e mesa, e mi titas otttras
cousas que a'iftta faz cobicar ; tu-
l-do isto qi:e acima'se annttncia a
[venda, seencohtra na loja de fer-
ragens da ra da Cadeia do Recife
n. 56 A de Antonio Joaquim Vidal
gj& Companbia.
Coico rama.
Remedio eflicaz par curarlos callos: vendate na
ra do Cabna n. 10, com a iiislrucc.ao para b oso;
a lj)28 cada boiao.
Oabinete portuguez de leitura.
Por ordem da directora, onvoca-*c o conselbo
deliberativo para reunir-se em sessllo, amanhaa 23
do crrenle, pelas 11 horas do dia ordem do dia ;
discusso dos estatutos, adiada por falla de compa-
recimento dossenhores membros.J. Q.de Aguilar,
Io secretario.
GratiUcacSo-
ilomogo f6 do corrente, desencaranhou^e desde
a ra do Vigaro-at o trapiche-Novo, umcaxorrinho
de raca particular, tem o cabello fino, he preto com
nma mallia branca em roda do pescocp, orejhas mui-
lo graudes, c focinho de furao, ps- e maos calcados
de. branco, da pelo nome deHanibl: quem o
trnuxer amado Vigario casa n.7, ser bem recom-
pensado.
Jos Misino Concalves Guerra embarra para o
Rio de Janeiro o seu esesavo Januario, cabra.
Precisa-sede uro prelo ou prela para co/inliar
e comprar para tres pessoas, sendo bom roznheiro
nao se olha preco: na ra larga do Rosario, loia de
Jpuea- ,
O abaito assignado artista do Ihcalrpde Santa
Isabel, tendo de fazer urna viagem provinci do
Marauho. e nao piulando despedir-te pessoalmente
. de lodos- os seus amigos, do publico em eral a
uem deve muitas allenepes.o faz pelo presente, o(
erecendo seus serviros naquejla provincia, e espera
muilo breve achar-sc d .tolla para continuar nos
- seas Irabalhos no mtsmo Bitairo.
Joo acinlhoHibeiro.
PLANTAS VIVAS El VEGETADO.
Os amadores da agricultura que quize-
rem comprar plantas vivas em vegetaofio,
sao convidados para hoje 17 de abril a di-
rigirem-se ao aterro' da Boa-Vista n. 58
loja, onde, encontfarao urna colleccao
distincta d,e plantas asmis raras, as quaes
somente estarao a venda at o dia 23 do
corrente: o.senhores amadores acharan
all em que satisfazer seu espirito.
.' Francisca Serihorinha do trmenlo, viuva de
Jos Narciso da Sijva, ha pouco fallecido em Feira
Nova d'Amares, distante da Rraga urna legna, no
reino de Portugal, previne as pessoas desla cidade,
que por ventura se possam julgar credoras do seu ca-
sal, afim de que hajam de apresentar em lempo a an-
nonciante os seus crditos competentemente legal-
sados, para serem altendidos no inventario dos bens
do dito seu marid, cuja li ranea vai ser arrecadada
pelo seu cimbado Manoel Diss Fernandos, munido
de necessaria procurarn- passada por ella annunci-
ante na qualidade de meeira, e lulnra que quer ser
do seu (ilho menor Cantillo Narciso da Silva : oulro
sim, previne igualmente aos devedores do fallecido
Jos Narciso da Silva existente naquelles reino, que
nao paguem seus dbitos anuir qualquer essoa'que
nao seja ao sobredilo procurador bastante da anuon-
ciante, sob pena de pagarem duas veres, sendo que
far transcrever o presente nos jomaos do mesmo
estado, para que ninguem se possa dizer ignorado.
AO PUBLICO.
No armazem de fazepdas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vender tm completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
procos mais baixos do que cm ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a rctalho, amanendo-
se aos compradores um s pretfb
Lwra todos : este estabelecimento
Jirio-se de combinacao com a
maior parte das casas oommerciaes
inglezas, francezas#18naas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta dojjiie se tem vendido, epor
isto. olierecendq elle ma i ores van-
I tagens do pe outro qualquer ; o
proprietano deste import^ite es-
tabelecimento convida a' fefdos os
seus patricios, e ao publico.em ge-
ral,para que venham (a' bem dos
seus interesses) .comprar fazendas
baratas', no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &RoIim.
Francisco I.ourencp Carlos nada deve a esse
individuo, inseparavel companheiro de Jos l'iiilo
da Costa, da padaria da ra Direila n. 26,'porquan-
lo.sendo o do Costa devedor do annuncianle da
quanlia de 489550, esi nesse debito acreditada urna
arroba de bolacha, que elle maodou vir do dlo seu
amigo, una caixa.de sabao e urna dita de flaudres,
qne em resultado Ihe fira restando, esse Sr. Jos
(laPcna,qqeparadesnioralisaroaiiiiunciodoaniiuii-
cianle, c faze'r-se de verdadeiro, engendran meios
s propriosdesi !! Quantoa cercada nvaliosa lel-
tra do annuncianle eque lem protestado nao pagar,
confirmando o seu annuncio, assevera com toda so-
lidez ao rrspeitavel publica, que della um s real
nao deve e Dem ella foi proveniente de gneros que
o annuncianle comprasse em seu eslaheleeimenlo,
como corajosamente disse emscu annuncio para itlu-
dir ao piiblirn. Esse misterio esl prestes a Tomper-se
e eniao o publico entrar no.pcrfeito couhecimenlo
dos actos criminosos dpdiloSr. Jos Pinto da Cosa,
mais ron herid o por Jos da 1'en lia, rom taberna na
ra Direit n. 14.
l'recisa-se de um caixairo que tenha jiralica de
taberna ; na Soledade n, 18,
de
chegadas prximamente de fnglaterra, co'mo sejam :
palitos, casacas, caigas, rlleles, camisas, reroulas,
ele, e os preros serao os mais razoaveis possiveis,
visio.serosjstemadodmio nao deixar diiiheiro sa-
nir anda mesmo com algum prejoizo.
Aluga-se um sobrado de dous andaros sito na
ra da Aurora n. 22 com bastantes commodos, porta-
rocherae cavallcrice: tratar na mesma ran.
26, sobrado da quina.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
n roa lajpi-dct Rosario 11. 36, segundo andar.
Arrnda-so o engolillo l.co, su na n eanezja
da Escada: 09 pretendentes piidemappareasll'W^I
roda Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar,"qu!
achanto com quem tratar, ou na fregiiezia da Escada,
noengenho Vicente Campello, com Manoel Conral-
ves Pereira Lima.
Thomaz Teixeira Baslos vai Europa.
Precisa-sede qm caixeiro que d fiador a sua
conducta, par* lomar por balanro urna taberna em
quaulo o dono vai fazer urna viagem: quem estiver
ueslas circumslancias, dirija-se a taberna, sla na
ra das Cruzes n. 2, que adiar com quem Iralar
este uegorio.
.Alaga-se um mualo qne cozinha bem o diario
de urna casa, e he muilo fiel: na ra do Fagundes,
armazem n. 7.
Na loja d Terragens n. 56 A da roa da Cadeia
do Recife, deseja-s fallar com os Srs. Bonifacio da
Silva que roorou na ra da-Cruz no Recife, Antonio
Jos da Fonseca que morou na cidade da Victoria e
Cabo, e Manoel Antonio Nogueira, a interesses par-
liculares ; por isso se pede aos mesmos seuhores ou
os que suas vezes faram, de apparecerem na dita
loja afim de se lhe communicar qual o negocio.
Na loja da ra do Crespo n. 10, precisa-se fal-
lar com os Srs. Jos Cyprano Antuncs, Joao Anto-
nio Callo, Modesto Francisco das Chagas, Antonio
Vicente da Cruz e Ignacio Nery de Araojo.
'Roga-se ao Sr. Jos' Joaquim de
Campos queira annunciar a sua morada,
pois su lite deseja fallar, ou dirija-se a ra
da Cadeia n. 24.
Caa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no dia 1" de abril correle, a linalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo no
art. I i do regiment municipal.
O Sr. Joan NepnmUceno Ferreira de. Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
livearia n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Di-s 2:0000000 a joros de 2 por cento ao mez
com firma desta praca : quem pretender annuncie.
Precisa-se*blugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer lodo o servicp de urna
casa de punca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
Da-se dinlieiro a juros sobre penhores de ouro
ou prata: na ra Velha n. 33.
Paga-se mensalmente por urna ama 12$000 ris,
que saiba bom cozinhar, engommar, e fazer todo o
servicp de urna casa de familia, de portas a dentro):
quem pretender dirija-se a ra do Hospicio n. 17!
Aluga-se o segundo c lerceiro andar da casa
37 na ra do Amorim: a tratar na loja de ferragens
A pessoa que por engauo, oh por gracejo (irou
um chapeo do sol que eslava encostado a eulrada da
contadoria geral, queira por o obsequio de o ir des-
trocar rerebendn o que deiiou na loja do Sr. Dob-
rado no paleo do Collegio, cerk.de que se o nao lizer
ser chamado pelo proprio nome, por esle jornal. -
Para alugar por lempo de dez mezes certos e
por aluguel commodo, o sitio do Sr. Guerra na pas-
sagem da Magdalena, presentemente occupadopelo
Sr. renten: trata-se lio mesmo silio.
Precin-se alugar um silio que (enlta boa casa,
e sendo sobrado melbor, do Maugiiinlio a poni de
Ucha ao p do rio, por anno, agradando nao se
blha o aluguel: na ra da Cadeia do Recife 11. 54.
Attencao as pecltinchas.
Chegaram loja de miudezas da (na do Collegio
n. 1, us seguntes objectos, os quaes se vendem por
preco mais commodo do que em oulra qualquer par-
te : um grande sortimento de calungas de porcelana,
como sejam : gatos, gallos, cachorros, mira-, listos,
fructas, figuras, etc., tudo proprio para palileiros ou
enfeites de mesa, assim como S. Jo3o. Nossa Senbora
e n Divino Pastor, estampas de sanios e santas em
poni pequeo e grande, colleccpes da Via Sacra com
14 estampas ; e de louga Sanio Anlonio, S. da
Conceicao, S. Pedro, as Ires pessoas da Sanlissima
Trindade, e outros mais ; balaios, cestos para com-
pras e cestas para meninas (razerem no braco e nu-
tras para fructas e flores, e outras muils molduras
douradaspara quadros, rorreles de acp para relo-
gio, de muitos costos cnlleccpes de Goncalo de Cor-
dova, de il-Braz, dos Misterios de Pars e da revo-
lucao franceza em 1848, retratos de Isabel II ranilla
de Hespanha e de Espartero, de ISapoleao I e III
da imperalriz, assim como oulras muitas cousas que
se deixilo de annunciar, pois n vista do comprador he
que se podem mostrar.
A qoem lhe fallar "duas cabras (bichos) e nm
cabrito capado, dando os signaes certos e pagando os
estragos que as mesmas fizeram, lhe sorao entregues:
no silio da viuva Cimba, ra do Hospicio n. 6.
Jos Manoel Leonardo da Cosa vai ao Para.
Compram-se patacoes brasileirose
hespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se pralaj>rasilera c hespanhola:
na ra da Cadeia do Kewc n. 54.
. Compra-se um escravo robusto, de bons eostu-
mes, e que nao seja fujao ; paga-se bem se agradar :
na Iravessa da Madre de lieos, armazem de Joao Mar-
lins de Barros.
Compra-se urna grammalica ingleza por Gib-
son, usada: na botica da ra Direila n. 31.
Compram-se os ns. 76, 77 e78 des-
te Diario do corrente anno; na livraria
n. 6e8 da praca da Independencia.
Compra-se um Diario do dia 3 de junho de
1853 : na ra do Trapiche n. 48.
retee lecart, e outras muitasquinquilha-
rias que nao se enumera^para :n5o ser fas-
tidioso o annuncio ; tuu he (ja', se sabe)
por preco commodo.
Vcndem-se 5 escravos, sendo 2 negrinhas de
idade 16 annos, proprias para mucamas por j terem
algumas habilidades, 1 preto da Costa de bonita figu-
ra, prdprio para armazem ou palanqnim, 1 moleque
de idade 14 annos e 1 prela com um pequeo de-
leito : vende-se barato pois he pecliincha, e pode-se
afianzar a boa conduela: na roa da Gloria o. 7.
MILHO.
Vende-se a 3JJ000 com a sacca, superior milho
muilo novo, e sartas muilo grandes: na ra do
Crespn. 21.
Vende-se panno azul ordinario, proprio. para
(ropa, em poreflo on a covado, por barato prero: na
loja de quatro portas n. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-se cortes de casemira prela e de cores,
pelo barato prero de 45500, cobertores escuras 800
ris, chapeos de sol de bonitas cores pelo preep de
69000 ris: na loja de 4 portas na ra do Crespo n. 3,
o lado do arco de S. Antonio.
Vende-se urna'escrava de meia idade, sabe la-
var de sabao e varrela, muilo propriapara o servicp
de campo, por j ler sido esta a sua occopacSo:
quem a pretender dirija-se a ra do Crespo loja n. 6.
ESTANHO.
Vende-se estanho em veigUinha : no
armazem de Eduardo H. Wyatt, la do
Trapiche novo, n. 18*
Vende-se um excellenle carrinho de 4 rodas,
mu bem construido, embom estado; est exposto na
ra do Araga, casa do Sr. Nesme 11. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, c tratar do ajuste com
O mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
No pateo do Carmo, laberna n. 1, vende-se
um escravo proprio paca lodo servicp.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ruada Cadeia do Recife n, 48, Io andar es-
criplorio de Augusto C. de Abreu conlinuam-se a
vender a 8,000 ris o par (preep fixo) s j bem co-
nhecidas e afamadas navalhas de, barba, feitas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposicSo de
Londres, as quaes alm de durarera extraordiuaria-
te nao se sentem no rosto na accao de corlar > vcn-
dem-se com a condicjto de nao agradando pod'ercm os
compradores devol ve-las al l."> das depois da compra,
restituindo-se o importe; na. mesma casa ha ricas
tcsotiritilias para imitas feilas peto mesmo fabricante.
ptimo vinho .de Collares,
em barris de 7 em pipa: no scriptorio de Augusto
C. de Abreu na ra da Cadeia do Recife n. 48. 1"
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos quanlos al agora
tem apparecido: no scriptorio de Augusto C. de
Abreu na ra da cadeia do Recife n. 48,1 andar.
, Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem p"
ra vender-sechapeos de castor brancopor coiimd
preio,
Vende-e nma carrora com"os competentes ar-
reios para um cavallo, ludo pouco usado : na ra da.
Cruz n. 38.
No armazenr de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no raes da Allandega, e na ra da Mocda de
Francisco Guedes de Araujo, vendera-se saccas com
excellenle milho, assim como na loja da esquina do
becco Largo n. 26.
Q TOTASSA BRASILE1RA. 4
(^ Vende-se superior potassa, fa-
(A bricada no R^io de Janeiro, che-,
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte FerOn &
Companhia. .
Vendem-serelogios de onro e prata, mjis
barato de que em qualquer oulra parle:
na praca da Independencia n. 18 e 20.'
Chapeos pretos francez es
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem.vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prerp qu em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoaito da fUnra de Tadoa oa Basto* na Baha.
Vende-se, em casa de-N. O. Bieber C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de. es-
cravos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas corp bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce- cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em noVellos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, ajo de milao sorlido, ferro inglez.
&
____________VENDAS_____________
WVendem-se ricas espadas prateadas para a guar
da nacional ; 'na ra Nova, loja de Joao Fernandes
Prente Vianna.
Para a guarda nacional.
Ka roa'Nova, loja de Joao Fernandes Prenle Vi-
anna, vendem-se superiores espadas com as guarn-
res douriun.
IKsTv. 6, de Vi-
cente Montelro Borges, vciidem4e4>icos e rendas da
trra, lencos do labyrinlho mnilo delicados, assim
como urna roda decaa com bico e urna guarnirlo
de rede, ludo por commodo preco ; a ees, fregue-
zes, anles qne se acabem.
* SaccaV a 4$500.
S restara seis saccas com farinha de mandioca da
Ierra para se vender pelo diminuto preco de 49500 a
sacca, afim de s mandar copla, de vuda : na ra
Nova n. 35.
Vende-se por 4508000 um preto de nacao, de
idade 35 annos, muilo possanto e proprio para algum
sitio, nao tem vicios jiem achaques: na ra da Pe-
nda, taberna nova dofronte da igreja:
Palitos de panno fino a 1 C$000.
Vendem-se palitos e panno fino francez muilo
bem feitos, pelo barato prero de 168000 : na roa No-
va n. 16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se um bom prelo ofltcial d sapaleirn,
de meia idade, e por prero commodo : na praca da
Independencia, loja de calcado n. 33.
Vende-se sement de coenlro, nova, e muito
cm couta : na prac.a da Boa-Vista n. 7 ; a ella antes
que se acabe.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio 11. 4, c na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por prero muito commodo.
OVAS DO SERTA.
Vendem-se muilo fcescaes ovas do serian, por pre-
ep commodo: na rita do Queimado, loja n. 14.
Delouche, relojoeiro.
Vendem-se relogios e concertam-se, mais
barato do que em oulra qualquer parte ; as-
__.sim como tem vidros, correntes e chaves :
na ra Nova n. 11. Tambem vende agua rgento-
magnetica para pralcar.
Semen tes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tina, na ra da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
ce nlemenle chegadas de Lisboa na barca prlugueza
Margarida, como seja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, fcijao carrpato de duas qualidades. ervilha
e rana 11 e
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um "bmpleto sortimento de moen-
das meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE EN*GENHO.
O arcano da invencap' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rrlin, empregado as co-
lonias inglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o melliorameoto do
ssucar, acha-e a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agento em 'Pernam-
buco de B. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praja ama grande por-
co de frascos de salsa parrlha de Sands, que sao
verd'adeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de cahir neste
engauo, lomando as funestas consequencias que
semp"re coslumam Irazer os medicamentos -falsifica-
dos e {laborados pele mo daqnelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira* salsa parrlha
de Sands* da falsificada e recentemente aqui checa-
da ; o annuncianle faz ver que-a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, ese achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Vendeie um cofre de madeira con'aiWde
ferro mnilo forle e com tres fechadatas muil segu-
ras, por preco commodo: na ra da Senzala defrou-
te da !oj3 do Sr. Martina, pintor.
Vende-se na ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, urna typographia nova com todos os seos per-
tences. te
Taixas para engenho.
Na fundic.ao' de ferro de D. Vi.
Bowman, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento .de "taixas de ferro
fundido e batido de 5. a 8 palmos 4e
bocea, as quaes acliam-^ea venda, por
preco commodo e com promptidao; :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar hortase baixas
derapim, nafnndicadeD. W. Bowmanyia ru
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrsde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeit de Peixe n. 14, ou a tratar no*
scriptorio de Nova es & Companhia, na
ra do Trapiche n. 54.
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afreguezada: a tratar
coro Tasso & Irmaos.
Aos se altores de engenb.'
Cobertores escaros de algodao a 00 rs., ditos mui-
lo grandes e encornados a t &00: na ra do Crespo,
loja da esquina qne volla para a Cadeia.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12fJw para vender muito nova potassa
da Russia, americana ebrasileira.em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do^u# 'ufta o^rlq^ePMBte, aaaoc*m
aos quepreci n comprar. No mesmo deposito
tambem ha barril om cal' de Lisboa em pedra, pr-
ximamente ebegaaos
Vendem-se lonas, brinzaO, brinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber A
Comoanhia, na ra da Cruz n. i.
Venderse a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao.compradoi-: quem a pretender, -
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se selim prelo lavradot de mnilo bom
gosto, para vestidos, a 28600 o covado : ruinado"
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de cassa do nltimo goslo, e cores
fixas, pelo baratissimo preco de 1920 o eorte : na
ruado Crespo n. 5.
~-_^. Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edi^ao do livrinho denominado-
Devoto ClirislSfJ^niis correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n, 6e8 da- pracp da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo; loja da
esquina qne volla para a cadeia. ^
SYSTEMA MEDICO DE* HOLLOWAY. J
des de
O Deposito de vinho de cham-
(jj) pagne Chateau-Ay, primeira qua-
0 lidade, de propriedade do condi
fA, de Mareuil, ra da Cruz do Re-
- cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
A se a 56S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
9 comteFeron& Companliia.N. B. '
19 As caixas sao marcadas a fogo ''
) Conde de Mareuil e os rtulos
jg| das garrafas sao azues.
. Precisa-sede urna ama para o servicp de urna
casa de pequea familrii, eque seja cuidadosa e prom-
pta aVunipri-lo : na ra.* Hospicio 11 :i.
W- Precisa-se_ de urna ama que saiba cozinhar e
fazer todo mais servicp de una casa : no largo do
Terco u, 27, segQQdo andar.
Vende-sc um escravo proprio para engenho,
por prero commudo: na ra da Praia n. 29. '
No armazem confronte a loja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas curraras novas muito bem
construidas, as quaes scrvin para cavallo ou boi e
oulra usada ; as quaes se vendem pelo prero que o
comprador oll'erecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela Uvadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annns e 30 travs de pao dar-
co : na, ra larga do Rosario n. 25.
I Vademcum dos homeopatas'ou ^$
o Dr. Hering traduzido em por- A
tuguez. gk
. Acha-se a venda esla importanlissima o-
lira do Dr. Hering no consultorio liomceo-
palhico do Dr. LobojMoscoso rna do Colle-
gio 11. 2, 1" andar. s
9
Vendem-se correntes de ferro usadas, lano fi-
nas como grossas, as quaes eslo em muilo bom es-
tado, e por preco muito commodo: na ra da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, lato e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, tonase outros pannos velhos etc.
Na ra do Crespo, loja n. 2o,
vendem-se corles de casemira prela fina a
9 59OOO, sarja preta larga, fazcfula superior, a
SKKl o covado, selim de Macan muil cncor- :
pado a 29500. chales de lila escuras a 800 rs., U
9 panno preto e azul a 3000. corles de casemi-
9 ra parda a 2JO0O,' chita franceza larga rom @
5 algum mofo a 200 rs. o covado, ditas limpas ,'
muito finas a 240, riscados franczcs de cores '
$$ lixas a 180, riscados de. linlto os melhores que 3$
ha no mercado a 240, c mitras muitas fazen-
Jv- das, or prero baratissimo.
&#S&3 *
Vende-se nma negra de iiac da Costa, boa
finura-e mora, com pratica de vender na ra: na
rna de Apollo n. 12. j -.
Extraordinaria baraleza.
Vcndcm-sc cassas e cambraias francezas de barra
ebabados, fazenda nova e do ultim gosto, pelo ba-
rato prci;o de 400 rs. a vara ; na rna Nova, loja n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho..
Na ra do Queimado, sobrado 11. 32, primeiro
andar, vende-se umamegra da Costa, muily fiel, boa
quitantjeira, cozinheira e cnsaboadeira .
Vende-se nma mul.ilinba de idude de 10 11
annns, de bonita Atura esadia : ua ru. 1 de Sania Hi-
la n. 90. *
OLEO DE.L1MIACA EM BOTIJAS:
vende-se m o botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ro larga do Rosario
a. 3G.
loria e direila, coenlro. salsa, nabos
todas ns qualidades.
-feijao. -
No armazem do Sr. Gnerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-se feijao mulatinho
muilo novo, e em saccas grandes': a tralar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas para rap.
Vendem-se superiorescaixas para rap feilas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle' ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto prero de 1$280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se a* sobrado do aterro da Boa Vista n. 5,'lde 1 hora
da (arde em vanle at 6 da larde achara com qaem
tratar.
ATTENCAO!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garantaos, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reila n. 76, esquina do" becco dos Peccados Mortaes.
Na rna da Cruz n. 15, segando andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de couro de lustre, bem fei-
tos, pelo diminuto prero de j.JOO cada um.
Vende-se orna, prela que sabe, cozinhar o diario
de ama casa: na ra do Livramento n. 1.
Capachos.
Chegou a loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, nm grande sorlimento de capachos pequeos e
grandes, tanto compridos como redondos, os quaesse
vendem por preep mais commodo do que em oulra
qualquer parte.
Vende-se um ptimo escravo bom cozinheiro
e de boa conduela, urna prela boa engommadeira,
urna dita que eneomma liso, cose e cozinha, lodos
por prero muilo era conta : na ra Direila n. 66.
Vende-se nm extenso e ptimo terreno proprio
Eira construcres, cm frenle da igreja de N. S. da
az dos Afogados : quem o pretender, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista 11. 42, segando andar.
650 .
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
G50 lijlos de marmore; baratos eem bom
estado.
Vende-se um bom escravo de naro ; na ra
da Cadeia Velha n. 61.
AO BOM E BARATO.
Vendem-se rebol ns muito finos, chegados ullima-
jnenle de Uamburg.o, proprios para barbeiros e culi
leiros, assim como iiulros jnuilos objectos de ferra-
gens, proprios para qualqaer offleina, que s com a
vista do comprador se podera applicar, ludo por pre-
co mais commodo qiue se pdenlo comprar em otra
qualquer' parle ; na ra da Cadeia do Recife 11. 56
A. loja de ferraren s de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
PAQUETE INGLEZ.
Vende-se papel paquete, proprio para escrever pa-
ra a Europa: na ru a da Cadeia do Recife, loja de
ferragens de Antoni o Joaquim Vidal & Companhia,
n. 56 A.
Vende-se om cavallo rodado, muito novo e
bom andador baixo. sera achaques, por prejo com-
modo : na roa do Vigario n. 5.
Vestidos batatos.
Vendem-se vestidos braneos com barras de cor a
300l). ditos de babados a 4ii000, 4?00 c 5JS000. cr-
tsde cambraias aberlat, brancas e de cores a 3SOU0,
cassas trancezas a 29000 o corte, chitas Trancezas'de
padroes modernos a 320 o covado, vestido para me-
ninas de 2 a 4 annos com ca polinho a 2500 na ru
Nova, loja u. 16 de Jos Lu 1 Pereira & Filho.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flaiiclla p, ira forro desellius, che-
gada recenlemente da Amer ca.
Vendem-se cobertores de alsodao grandes a 640
rs. je pequeos a 560 rs. : n<, ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se chapeos d e palha e esleirs, cera
amarella. (lila de carnauba c c primeira sorte, sola,
couriolos iiiiudos, ludo cheg adodenovo do Ararely,
e por pirro commodo a din neiro vista : na ra da
Czn4 do Recife n. 33, casa de Sa Araujo.
Vcndem-se duas das ro ilhores tabernas da fre-
euczia de S. Jos, sendo um a na rna dos Marlyrios
n. 36, c oulra na ra dos As ouguinhos n. 20, ambas
muilo afregnezadas para a l erra, por iso que ven-
dem diariamente, aquella de 309OOO para cima, e
esla vinle e lautos, o que s.3 pdeafiaucar aos pre-
tendentes ; esta venda se faj. por seu dorio se adiar
Eravemenle (lenle, e querer iralar de sua saode, 011
fra desla praca ou do impet io. o paro maior com-
modidade dos compradores a ceita-sc dcsoneracSo do
debito da prara : o> pretenc cutes podem dirigir-se
as mesmas (abernas para ,ln ilarem desla. pechiocha
coin o abaixo assignado.
Jo.-i Gomen Ferreira da Silva.
Vendem-se 10 escravos, sendo 6 escravas de lodo
servicp e entre ellas urna qu- s engomma, cose.cozinha
e fa. lab\riril!io, 2dilos de t odo servicp, c ^n casal
de meia idade : na ra Din lita n. 3.
Vende-se um bom cav alio caslanbo, com habi-
lidades ; pdetser visto ns. cocheara pcrlencente a
casa da rna do Hospicio, 01 ilr'ora habitada pelo seu
proprietario o Sr. Vrenle I rrreira da Cosa.
Vende-se nma armar;' io de taberna, na ra de
S. Francisco 11. 68, por pro ro muito commodo, a di-
nheiro a \ isla : para tiat r na ra da Concordia
n. 26.
1 Vendem-se relogios de ouro, pa
> ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
\ L. Leconte Feron & Compar,
- Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modn lias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinfa de
triga de todas as'qualidades, qne existen) nd mer-
cado.
Muita attenro.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
294OO a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cr com 6 1)2 varas, muilo larga, a 29800, ditos
com81|2 varas a 39000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 39000 rs., e outras muitas fazendas por
preep commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Acenclade Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calhion
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro -pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar era madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco veos para navios, ferro da anecia, e fa-
llas de flaudres ; tudo por barato preep.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem deHenrique Gibson,'
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Casemiras francezaaw-
Vendem-se casemiras francezas de padrees escuras
e muilo elsticas, proprias para o lempo presente,
pelo barato preep de 49500o corle: na ra Nova
n. 16
PARA A GUARDA NACIONAL.
Vende-se superior panno fino azul para fardas de
guarda nacional a 39000 e 49000 o covado : a ra
Nova, loja n. 16. de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se um sobrado na ra das Gnes n. 11:
a Iralar na roa do Queimado n. lt), segundo andar.
Vendem-s .pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, ealvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Voule& Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na coebeira de Poirrier, ne>aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
pretas, como : panno fino prolo 39000. 49000
.59OOO e 69000, dito azol 39OOO, -i5000 e 55000. ca-
semira prela a 29500, setim preto muilo superior
39OOO c 49000 o covado, sarja preta hespanhola 29 e
29500 rs., setim lavradu proprio para veslidos de se-
nhora a 29600, muitas mais fazendas de umitas qua-
lidades, por preep jommodo : na ra do Crespo loja
U.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e Compostas, feitas no Ara-
caly, por menos preep do que ?m oulra quulquer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico tambem grandes, a
19280, dilos de salpico de tapete, a I946O." na ra do
Crespo loja n. 6.
De(>osito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & Companhia; vendem-se
os algodes desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. .12.0
Deposito de familias de trigo-
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem um sorlimento de farinhas americanas:
110 armazem de Deane Youle & Companhia, no bec-
co do Goncalves.
Relogios de ouro inglezes: -
vendem-se em casa de*Deaue Youle Companhia,
Vendem-se em casa de Deane Youle &Compa'
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, ajo de Milao ver-
dadeiro e carvao patente, proprio pira ferreiros.
FARINHA DE MANDIOCA.
Veude-se em porcoes de 50 saccas pa-
ra cima : para-ver, no nrmazerh do%Foi>
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e'para tratar, no scriptorio de
Manoel Alves Guerra tumor.
MUTAS HOLLOWAY.
Este inestimavel especifico, composto inteiramen-
te de' hervas medicinaes, nao contm mercurio, oem
oulra alguma substancia delecterea. Benigno mais
leni'a infancia, e compleicao mais delicada, he
igualmente prompto e segnro para desarraigar a
mal ha compleicao mais robusta; he inleiraroente
innocente em suas operaepes e effeilos; pois basca e
remve as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes qne sejam.
Enlre militares de pessoas curadas coro esle reme-
dio, muitas queja eslavam s portas da morle. per-
severando em te- ->n-eguiram recobrar a sa-
f< de I.- ?r tentado intilmente,
idlot. \
jao devem entregar-se deses-
n competente ensaio dos
de e
tod
pe
efle.
pera
qualqt.
I
sombrosa- medicina, e prestes recu-
neficio da sade.
.rea lempo em lomar esse remedio para
.s seguintes enfermedades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Anipolas.
Areias (mal d').
Asthma.
Clicas.
Convulsoes.
de toda especie
Gola.
liemorrhoidas.
Hvdropisia.
Ictericia.
Indigesldes.
Inflammacoes
ou falla. de
para| qualqaer
Debilidade ou exlenua- Ii regularidades da mens-
IruacSo.
Lombngas de toda es pe- :
ci,
Mal-de;pedra.
Manchas na calis.
Obslruecao de ventre.
.Phlhisica on coosumpc.flo
pulmonar.
Relenco d'nurina.
Rheumatismo.,
Sy Diplomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras,
Venreo (Bal).
Vendem-se estas pilulas no cslabeleeimenlo geralW
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja. de todos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas
de sua venda em loda a America do Sul, Havana e
Hespanha.
Vendera-se as bocelihhai a 800. Cada ama del-
tas contm urna nslrntcao em porloguez parar ex-
plicar o modo de se usar deslas pilulas. -
O deposito geral heem casa do Sr. Soum, pharma-
ceulico, na ra da Cruz n. 22, em Pernambuco.

Cao
Debilidade
torcas
cousa,
Desinteria.
Dor de gargaola.
a de barriga.
a nos ros. -
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
(( venreas. .
ftnaqueea. '
Herysipela.
Febres biliosas.
intermitientes.
ESCRAVOS FGIDOS.
Es'a fgido desde 3 de dezem'bro do anno quesea-
bou, o prelo Joaquim Angola, escravo" do fallecido
Scbastiao Jos de Oliveira Macedo, que sa achava
no poder e administraco do testamenteiro do dito
fallecido, par cumprir-se a verba e_lestamenlaria,
e na conformidade do despacho do Illm. Sr. Dr. ja1%
dedireito do civel; cujo escravo lie bem prelo, de
estatura alta, bem barbado, falla com bastante des-
embarazo, e sem achaque algum, porque como veto
pequeo da Angola e ha mu itos anuos era escr'avodo
referido Macedo, nao parece era nada Africano,
porem crioulo, o prelo lera a.idade de trila e dous
annos: quem o pegar e leva-lo ao abaiio assignado
no Mondego, defroole do portSo do Sr. Loit Go-
mes, ser recompensado.Francisco dt Patita Pi- *
res Ramos. .
No dia 15 de fevereiro prximo passado, desap-
pareceu do lugar de Verlenje^te Taquantinga,-cc
marcado Limoeiro, um/^scravopertencenle a An-
louioBarboza deSjarS, cujo escravo de nome Ale-
xandre, cabra, de idade 22annos, de altura ecorpo.
regular, pouca barba, tem m signa l.prelowi verrn-
ga abaixo de tud dos olhqs, denles perfeilos e-lima-
dos, pes grossos, sabio armado com om davinote
fi.k e faco' ccflama anoar com cm de Igodac
zinhode listra ejulga-se bem elle levarpassaporto .
falso em nom do subdelegado Flix Correia da
Quciroz, e lev cumsigo urna,muala forra de nome
Joaquina, da mesma idade pouco maHoa menos, e
da mesma cor, com pouca differeiica, de altura re-
gular, um (anlo'secca do corpo, denles limados, ca-
bellos corredizos o amarrados; recommenda-se ao
capitaos de capipo de qualquer parte, ou qualquer
pessoa que o apprthender, dirija-se a aquello lugar,
oa ao Recife ra do Queimado 11. 7 loja da eslrella,
a entrega-loa Gregario & Silveira, que recaber boa
gralificacSo.
Desappareceu no dia 26 de marcp do corrente
anno, um escravffcibra por nome Anlonio, com os
signaes seguintes: idade 20 anuos, altura proporcio- ,
nal. cor avermelhaua, tem um dedo' da m"Ho esquer-
da aleijado, e he nanita figura, he bastante esperto e
anda sempre apressido, nao. se sabe a roupa com que
fugio, mas he de rsstume s vestir cal^a e carniza, e
sempre descalco, lerou chapeo'do Chile fino di abas
pequeas, pormj usado, he natural'do Ico, donde
veio ha perlo de 15 mezes: rogare porlanto s au-
toridades policiaes/B capilSes decartipo, a capturado^
mesmo, e mandarfem-no, entregar a sens senhores na
ruado Brum armjiemde"assncar n. 28 ou defrolo
da cadeia u^B fflkeiro andar, que serio recom-
pensados.
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu nm
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de_ 18 an-
nos pouco mais ou menos, com os seguintes signaes ;
baixo e o peilo um pouco mellido para dentro, ca-
bellos carapinhos e desce al o meio da lesla, foi
escrayo de Joanna Maria dds Passos, moradora na ,
Boa-viagem : desconfia-se que fosse seduzido, este
escravo vinho lodns os dias vender leite 'ao Recife,
ha noticia de ler sido visto no sorlo no lugar Var-
zia da Vaca, e*te escravo pertonce a Fernando Jos
da Rocha Pinto, morador no Rio de Janeiro : qem
o pegar e o levar ra da Cadeia do Recife, toja n.
5, receber do abaixo assignado 200J ra. de gratili-
cac,ao. Jnlonio Bernardo I a: de Carvalho. .
>
Vvm,- Tn- W. r. rrta.-WM


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