Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01897


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Full Text
QUINTA FEIRA 20 DE ABRIL DE 1854.
PorAimo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCAREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Raeife/o propretario M. F. de Fara; Rio de Ja-
neiro, oSf. Joao Pemira Martins* Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donga ; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho. Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. .

por
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d.
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Bisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Acopes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500a 29JO0O
Moedas de 69400 velhas. 1655000
de 68400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
. mexicanos.......15800
PARTIDAS DOS
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeir s 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnntasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civelj segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao mcio dia.
Abril.
KPIIEMERIDES.
5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu
tos e 48 segundos da tarde..
13 La cheia as 4 horas, 26 minutos e
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguanle a* 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova'as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA,
17 Segunda. Primeir oilava. S. Anicete p.
18 Terca. Segunda oilava. & Galdino b. card.
19 Quarta. Ss. Expedito, Aristonico, Scrates.
20 Quinta. Ignez do monte Policiano v.
21 Sexta. S. Anselmo are.; Ss. AbdecalaseSilvio
22 Sabbado. in Albis. Ss. Soler e Cato pp. nun.
23 Domingo, in Ablis e 1." depois- de Pasco'a. A
fgida da SS. V. Mi de Dos, para o Egypto.'
PARTE 0FF1CIAL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
3.* Seccao.Ministerio dos negocios da juslira.
Rio de Janeiro era 31 de marro de 1854.
Illm. oExm. Sr.Pelo olTiclo n. 1, de 4 de Ja-
neiro docorrenle annn me communicou V. Ene.
que, em.consequepcia de se haverem feilo nes-a pro-
vincia algumas nomeacOes de supplcnles de juzes
unicpaesposteriormenteadata do decreton. Sft de
21 de novembro de 1849, m que a lisia dos respec-
tivos supplentes estivesse esgolada, nem lindo o qua-
nomento? R a un*."#xcepcao daquellas em vir-
lude das quaes Itaviam j sido praticados actos de
jurisdiccSo, por entrar em duvida se a respeilo deslas
deve prevalecer a disposic.ao do arl. 8. do lado dc-
CTclo, era razSo de se dar nesto caso o principio da
ordera em qne se fundou a dita disposicSo, e pede V.
Bxc. por consequencia csclarecimenlos a respeilo :
Houve por bem S. M. o Imperador mandar declarar
.por sua imperial e inmediata re-ulucao, lomada so-
bre consulta da secccSo de juslira do conselho de es-
tado de 18 do presente mez, que nao procede duvi-
da do V. Exc. porquanlo a providenciado que Ira-
la omencionadoart. 8."'dodecreto n 649 foie heres-
trkta snomeacoes anteriores sua publicaco para
nao prejudicar actos praticados em boa T, por vr-
liule de nomearoes at entao permitilas ou duvo-
sai; sendo que, de otlro modo, o mesmo decreto
unecionaria a sua nSo execuc3o, legitimando as
rtomeaces que alias prohiba, e seria mu dacreto
' iuefficaz e sem Vigor. O que communico a V. Exc.
para sua inleltigencia.
Dos guarde a V. Ec.Jos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia de Sergipe.
iBioims"
OOVEBftO DA PROVINCIA.
Expediemte do ia 12 de abril da 1854.
OIBcioAo Exs>. director geral da instrucrao pu-
blica,appi ovando os dous. couipcudios, que S. Ex.
rewetteu, de gramraatica*da linzua porltigueza pelo
professor Joaqun) Antonio de Castro Sones, e de
geometra linear pelo professor substituto Silvano
Thomaz deSouza Magalhaes, fim de que sejam,
romo S. Ex. prope adoptados" as escolas pu-
blicas.
DitoAo E\m. marecha! comniandaute das ar-
mas, transmillindo, para que llic d cumprimeuto,
copiad avislo ministerio da mierra.de-2\ de dc-
temhra do anno prximo passado, pelo qual se
concedeu liccnra ao alteres do 8." batalllo de iu-
faflaria, Francisco Jos Marlins Pamplona para
estudar o.curso de sua arma, visto ter csse oflicial
apresenlado conlierimeuto de ler pago na recebe-
doria de rendas internas a importancia dos dircitos
emolumentos correspondentes a dita lceuca.
Communcoii-se-a thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, declarando que av despeza de
roiipa para os africanos livres empregados no ser-
viro do Hospital regmcntal, deve sabir da quata
consignada para o mesmo hospital.
DitoAo inspector da thesouraria. do fazenda,
inteirando-o de liaver o juiz municipal do termo do
Cabo bacharet Joflo Paulo Montciro de Audradc,
participado, que no dia II do correle entrara no
9 excrcicio ilc ,J/'"'r**f|iw i,7"*1 c,?,^.'"u,a'r.*ca se
Ice acerca do jui/. Wtl >^-4tttltHI^Uihi-i
backual.Uuiuel/Arcauju .Vonlcirn de iudrade, e
participou-sc ao Exm. coinelheiro presidente da
relapso. %
DitoAO mesmo, transmutado para os ronve-
nieates exames, copia da acta aWonscllio adminis-
trativo para fornecimento do arsenal de guerra
datado de 24 de marro ultimo.
DitoAo mesmo, communicamlo que no dia 8
do correte, fallecer o lenle da primeir lio ha,
reformado, Thomaz Pereira Piolo.
DitoAo chefe de polica, dizendo ficar sciente
de quinto Smc. communicou acerca do processo,
que se ioslaurou pclo,assassinato perpetrado na pes-
soa de Fernando Antonio Fidi.
DitoAo director das obras publicas, inteirando-
o Ai haver deferido o requerimeulo, cm'quc o con-
splho da direcrjl da Companhia Pernambucana, pe-
o se lbe conceda por impreslimo c por espado de
30dias o cngenlidro d'aquella reparlirao, llcnri-
3iic Augusto Milex para se encarregar do traballio
e informar quaes. as obras que devem ser exeru-
tadas pela mesma directora nos portos, onde leem
de tocar os vapores da supradila companhia.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, pa-
nqu, de conformidade com a sua nformacao da-
rla sobre o requtrimenlo do .Manuel Thomaz de
Alboqoerque Maranhilo. mande Smc, por nova-
mente em piara a obra do 21." lauco da estrada do
Pao d'Alho.que bavla sido arrematada por Amaro
' Fernandos Dallro, servindo de base a no.va arre-
matacao o abate de 8 "o offerecido pelo suppli-
cante.
DitoAo mesmo, transmillindo duas conlas em
duplcala, das despezas feilas nos mezesde fevereiro
e marco ltimos com o sustento dos presos pobres
da cideiaWde Nazarelh, c com o fornecimento de
luzes para a mesmacadeia, alim de que, estando el-
las nos termos legaes, seja paga a siaj importancia
. ap delegado d'aquellc termo ou ao scu procarador.
Para o mesmo' fim tambem se. Irausmtlio the-
souraria de fazenda a conta da despeza fcila nos ja
citados mezes, cpm o fornecimento de luzes para o
quartel do destacamento da refariila cidade, c com-
muncou-o ludo ao chefe'dc polica.
Dito Ao juz de direito da" comarca da Boa-
Vista, dizendo ficar sciente de liaver all chegado o
capilao Manocl de Campos (.clc Penleado, c lerSine. em consequencia da difliculdade de reu-
nir-M a cmara municipal, deferido juramento, e
dado posse do cargo de delegado ao mesmo capitao,
e declarando que esse eti "procedimciilo est au-
torisddo pelo aviso do ministerio da justca, de 11 de
abril de 1849 comprimi por tanto, que Smc.
corumunique quanto anlesl sej o nao fez, ao pre-
sidente da referida cmara t a mencionada posse.
DitoAo commaudante Jo corpo de polica, pa-
ra mandar transferir p.-fc-O qnaclel do Hospicio os
sx-oficaes daquellc rorpo, Manuel Pedro dqSyi-
Jlo Germano dfe Paula, visto assim o have-
rem pedido.Parleipou-sc ao Exm. marechal com-
, niandante das armas.
DitoAo commaudante do destacamento de Goi-
anna, concedendo seis das de licenca para vir,
romo pretende, a esta' capital.Partecipou-se ao
Exm. marechal commandante das armas..
DitoA administraran dos estabelecimenlos de
caridade, aecusando recebidos os mappas dos len-
les tratados as enfermaras do grande hospital de
caridade, desde o 1. de julho de 1852 at o ultimo
de dezembro de 1853.Transmitliram-sc os mp-
Iias de qne se traa ao presidente da commiss3o de
ivgiene publica. '
PortaraConcedendo tres me/es de prorogacao
para conrlusAo da obra do 8. lanro da estrada do
sul, da qual he arrematante Manoel Gouveia de
Souza Jnior.Fizeram-sc as necessarias commu-
itlcacOet-
DilaAo senle da coiupanbia das barcas de
vapor |ira facer, transportar para tr Pnr.-eomo
passagelro de estado, no 1. vapor que chegar do
sul, a Francisco Maia Cortes. Igual acerca de
Manoel Joaquim Paes Brrelo.
Dila-Ao mesmo, recommeudando, que mande
dar passagem para as Alagoas, por conta do gover-
no, no vapor que se espera do norte, ao alferes Es-
Ics.hi Jos Paes Brrelo, e ao soldado .Francisco
Lopes da Silva, perlcncenles ao 8." batalhilo de in-
fantaria.Communicou-se ao Exm. marechal com-
mandanlc das armas, e ofllciou-se ao inspector da
thesouraria de fazenda para mandar passar guia de
soccorrimento ao mencionado alferes.
Di laA'o mesmo, para mandar dar passagem pa-
ra a corle, por conla do governo, no primeiro va-
por que vier do norte, ao particular 2. sargento
L'lysscs JiLstiiianuo de Oliveira, e ao soldado deser-
tor Jos Soarcs.Iguaes, mandando dar passagem
para o Par aos soldados desertores Joaquim Placi-
do dos Saiilos^o Francisco Jos Vicente.Commu-
nicou-se tudo ad Exm. marechal confmandatite das
armas.
DlaAo mesmo, para mandar dar transporte
para as Alaaoas, por conla do governo. no vap'oo
que se espera do norte, aos desertores de i.' linhar
Domingos da Silva Sautiago, Joaquim Francisco
Baplisla dos Santos, e ao soldado Joaquim Porfiri.
da Vista.Na mesma conformidade se mandn dar
passagem para a corle ao desertor de I." Hiiha Vi-
cente Fcrrcira da Silva, c parlecipou-sc ao Exm,
marechal commaudante das armas.
EXTERIOR.
No. 4.
LORD JOHN RUSSELL ASIRG. H. SEYMOUR.
(Secreta e confidencial).
Repartirao dos negocios estrangeiros, 9 de feve-
reiro de 1853.
Sir.Recobi, aprcscnlei i rainha o seu despa-
cho secreto e confidencial de 22 de Janeiro.
Sua magcslade, ne^sla romo as nutras occasics,
ufana-sc de rcconhoccr a muderacau, a franqueza,
e a amlgavcl disposicao de sua magestade impe-
rial.
Sua magestade ohlenon-me auc respondesse no
mesmo espirito de discusso moderada, candida e
amigavel. ,
A qoestao suscitada por sda~ magestade imperial
he mui jgrave. He, suppondo a contingencia d
ilissoliicao do imperio turco ser proVvel, ou mesmo
immineiilc. se nao he mclnorquc esta seja providen-
ciada de atitemo por urna contingencia, do queca-
hirmos no chaos, na ronfnsao e na certeza de urna
atierra europea, em ludo o que deve aronipauhar a
ophc se occorrer inttpinismentt,-'* antes
que algum syslema ulterior seja planejado : cis o
ponto, disse sua maecstade imperial, sobre que
desejo que V. Exc. chame a altencao do scu go-
verno.
Considerando esla grave queslao, a primeir re-
flexSo que occorre ao governo de sua magestade,
he que uenhuma crse actual (em occorrido que
tome ccossai ia> una solucao dcslc vasto problema
curopcti. Agitaram-se dispulas a respeilo dos Sanios
Lugares, mas estas eslao fora da esphera do governo
interno da Turqua, c ptrlencem antes i Russia e
Franca do que Sublime Porta. Algumas per-
turbares das relacoes entre a Austria e a Porta
tem sido cansadas pelo ataque turco em Montone-
ro ; mas islo aiuda se refere antes aos perigos que
alTeclam a fronleira da Auslria do que a auloridadc
e sezuraura do sullao ; de sorte qu nao ha motivo
suflicicnie para intimar ao sullao que elle nao pode
nianlcr a paz dentro do fpu imperio, ou conservar
retacoes atnigavei^rom os seus visinhos.
Almdiss.i occorre ao governo de sua magestade
observar que, a eventualidade quesc recis, nao est
dcfiuilivamcnle fixada. Quando Guilhcrme III e
Luiz XlVdispozcram.porvia de tratado, da surcessao
le Carlos II de Hcspanha, procuravam previnirum
successo que'nao eslava longc. As enfermidades do
soberano de Hcspanha, c o fim de qualqucr vida
humana, lornaram a contingencia certa e prxima.
A morlc do re hespanhol nao foi de manera algn-
ma aprestada pelo tratado de divisao. A mesma
consa se pode dizer da convencao, feila no ultimo
scalo, acerca da disposicao da Toscana por orca-
siao da morlc do ultimo principe da casa dos Me-
diis. Mas a contingencia da difsolucao do imperio
otlomaoo lio do oulj-a especi. Pode acontecer daqui
a vinle, cincocnla ou cem anuos.
Nestas circunstancias fora iucompativcl com os
sentimentosamigaveis parjeom o suliaoqueanimam
ao imperador da Russia, assim como a rainha da
(iraa-llrclaiiha, dispor de antemao das provincias
do seu dominio. Todava alem dcsta consideracao
releva observar, quo um ajusto feil era lal caso
lende mu securamente a apressar a contingencia
que se pretende providenciar. A Austriaca Franca
nao podiam ser conservadas na ignorancia da tran-
saccSo, nein scmclhanlc segredo seria compalivel
com o fim de previnir urna guerra europea. Em
verdade, tal segredo. nao pode ser pretendido por
#
FOLHETIM.
IHMIIASJEI^REI; (*) .
PELO UIQOEZ DE F10BDUS, E PEDIO UCCOKE.
"iWWi ----
PRIMEIR PARTE.
II.
Trc jfcntIsl oineiiH e inn dcsconhecido.
' Continuarlo )
m cavallero conliuuava a cami-
Entrnlanlo o.
nhar. Jo o ven
pUt labios, j c
surro ffitpoiojio -
Jas, mas piten
nao dvisava m^
. 'EiiiaoiMimcnrjei,
do ; mas solado, rmik
planicie q-ie estouda-stT
que partido 'e resolvesse,
continuar. V
Evidentemente Miliau ficava
um meio seguro de alcauca-la ca.
Todava elle.disse comsigc
Blhork at Uoldingen. que nao ,
ige, do que dirgir-se MiUau qu
e onde alias nao nha presea de chegar.
Por felicidade sua, no momcnlo em mlw.i
seas refttaxoes, vio dspuularem noVrisuu-
Ic, precisamenle no camiiiho em que eslava, tres
cavalleros, os quaes vinham para dio. O mancebo
ileu de esporas ao cavallo, lornou a p-Io a cami-
n*, e um finarlo de hora depois alcanrou os'Vrcs
cavalleiros..'. r
lo mar passava-Mfc agudo c fno
ais dstnMameute o su-
obre ojoclfdo das cos-
> que voltftse os olhos
lo humana.
linha-se engana-
dido nessa vasta
le. nao sabia a
via voltar, ou
ao era
^-Ihc
c i.i-
e*-
a mais,
Irega-
cavalleirot...
. Perdoetn-me, senhores, disse elle entao dir-
gindo-te em mo russo ao quydiava-se mais pro-
mo, pdem dizer-me se esttrcaminho conduz
MiHau ?
Conforme o sentido em qne for lomado, res-
ponden sen interlorlor em om tom levemente mo-
fador, por ora o entrar vai a tioldingen.
Adeco-lhe mil vezes o obsequio, (ornon o
mancebo sem parecer reparar r.o tjir. ro.r. que fora
() VideDioron.89,
fci'U a resposla, c saudando corte/mente ao seu in-
terlocutor, disse : O senhor anima-me a perguntar-
Ihe so ha alguma hospeduria em que cu possa pas-
sar a noile.
A primeir casa ao cnlrar em Goldingcn, res-
pondeu aquello a qnem era feita a pcrguuta ; em
tres horas o senhor chegar l.
E o cavallero ia coulinuar seu caminho, quando
abriudo-se o capole com o movimcnlo que fez para
ajustar as redeas do cavallo, o mancebo vio que ti-
ulia um uniforme fraucez.
A cssa visla elle nao pode conter um grito de ale-'
gria, e correu para o cavallero dizcudo-lhe em bom
franecz.
O acaso serve-me alem de todos os meus desejos,
e s desejo urna cousa agora, lie que este encontr
scja-lTic lao agradavel quanto o li a mim.
Apenas o mancelio pronunciou eslas palavras,
tima mudanca operou-sc as dspositjes dos tres ca-
valleros.
Um Frahcez !... exelamaram clles ao mesmo
lempo, c parando os cavallos rodcaram porfa o
joven \janle.
Peloe-mc, senhor, disse eniaoaquclle que ti-
nha fallado, eu devia ler dcscontiado isso pela sua
manera de pronunciar o russo ; perdoc-mc por nao
1er sido mais cortez em minhas respostas ; mas ues-
te pessimo paiz ningucm salic se trata com homens.
nais es- "-Depois le algumas palavras de polidez rapida-
meite trocadas, os quatro mancebos culraram a coi-
vers.-r sobre aqullo que oceupava a lodos, a patria
commim.
' Ei senhor vom de Franca ? porgunlou o pri-
meiro.
Quasfijrcrlamenle, responderlo desconhecido.
Sahid de la ha muito lempo ? accrcsccnlou o
segundo. '
Pcrln
E vi! a ha tres mews..-.
sim.
E-
panj dar-ll
isso
Sem
Mas,
lau mo he
zer que o s enhor vai la.
Meu Dos! nao
trahir-me.
Esla leeommend?
parar um s da.
lornou o prifleiro, a residencia de Mit-
agradavel ; son duvida n.lo he por pra-
nho oulro liin sonrio dis-
I alguem".' -
de cello.
es a pessoa
.accesso
IVl'o'o "Bf"
aqu influencia suflicieute
ociedade franreza?
tornou o mancebo com
sua magestade imperial. Pode ser inferido qne, as-
sim que a Graa-Bretanha c a Russia concordarem
sobre o processo que deve Ser seguido, e delcrmi-
narem dar-lhe finca, communlcariam as suas inten-
es is grandes potencias da Europa. Um- ajuste
feilo d'csfartc, e desl'arle coramuuicado, nao (icaria
em segredo por muito lempo; e ao passo que assus-
taria e alienara o sullao, o reconhecimento da sua
existencia estimulara lodosos seus inimigos a mator
violencia c a mais obstinado conflirlo. Pelcjariam
com a convierto de que a final triumphariam ; ao
passo que as tropas c os gencraes do sullao veriam
que nenhum sucresso iimncdialosalvara a sua cau-
sa !.i ruina final. Desl'arloMeria provaJo que a
a narohia que actualmente se recaa, c a previsao dos
amigos do paciente se tornariam a causa da sua
morle.
O governo de soa magestade nao precisa exagerar
os perigos inherentes execurao do qualqucr con-
vcucao semelhante. O cicmplo da Guerra da Suc-
cessaohe sufficicnle para mostrar quao pouco sao
respeitadas as concordatas quando tima urgente
suggestao exige a sua violaran. A posicao do im
perador da Russia como depositario, mas nao como
propriclario, de Constan!inopia, seria expostaa inn-
meraveis revezs, tanto da parte da ambicao da sua
propria na cao como dos ciumes da Europa. O ulti-
mo propretario, seja qual for, dilliciluiente se sa-
tisfara com o inerte e negligente procedimenlo
des herdeiros de Mabomcl II. Grande influencia em
os negocios da Europa parece naturalmente per-
tencer ao.soberano do Constanlinopla, possuindo
as portas do Mediterrneo c do Mar Negro.
A influencia que poda ser usada em favor da
Russia, podia ser usada para conter e curvar'o sen
poder. /
Sua magestade imperial disse justa e sabiamente:
o meu paiz he, tao waslo, lao felizmente dotado em
todos os sentidos, qup fora desrazoavel que cu de-
sejasse mais territorio ou mais poder do quo possiio.
Pelo contrario, observou elle, o nosso grande,
lalvcz o nosso nico perigohe o que resultara
de um desenvolvimcuto dado a um imperio j tao
ampio. Um estado ambicioso e 'vigoroso, substiluin-
do a Sublime Porla, pode todava tornar a guerra
da parte da Russia urna necessidade para o impera-
dor ou para os seas successoros.
Este conflicto europeo resultara dos mesmos
meios tomados paraaprevini-lo; por que nem a In-
glaterra, nem a Franca, nem provavelmenlca Aus-
tria levarim a bem ver Constanlinopla permanen-
temente as maos da Rnssia.
Da parte da Graa-Bretanha, o governo de sua
magcslade declara ao mesmo lempo que renuncia a
qualqucr intcnsao ou desejo de lomar Constanli-
nopla. Sua magestade imperial pode ficar total-
mente seguro sobre este ponto. Este governo est
igualmente prompto a'asscgurar que nao' entrar
em ajuste algum para previnir a contingencia do
desmoronamento da Turqua sem previa communi-
cagao com o imperador da Russia.
EntAo, em lodo o caso, o governo de sua* mages-
tade est persuadido que nenhum teor do poltica
podesecadoplado mais prudente, mais desinteressa-^
do, mais benfico para com a Europa, do* que o que
por tanto lempo oi seguido por sua magestade im-
perial, e o qual lomar o scu uomc mais Ilustre, do
que o dos mais famosos soberanos que tenham dese-
jado immorlalidaile por via de conquista' nao provo-
cada, o de gloria ephemera.
Com um designio ao Irhimpho desta poltica, he
descjavel que a maior tolerancia seja manifestada
para com a Turqua; quaesquer exigencias que as
grandes potencias da Europa tenham a fazer, sej
lorne.ni antes um fado de amigavel fiegociacao do
que de peremploria exigencia; que as demonslracoes
militares e navaespara coagiremo sullao sejam evi-
adas o mais possivel; que as' diOerencas acerca
dos negocios que possam affeclar a Turqua, dentro
da competencia da Sublime Porla, sejam decididas
depois de muluo acord entre as grandes potencias,
e nao sejam forjadas sobre a fraqueza do governo
lurro:
A estas prccaurOes o governo de sua magestade
desoja acrescentar, que no sea entender he essen-
cial qne o sullao seja aconsclhado a Iralar os seus
subditos chrislaos de conformidade com os prin-
cipios de equidade e de liberdade religiosa que pre-
valece geralmente entre as najes Ilustradas da Eu-
ropa. Tanto mais o governo turco adoptar as re-
grasde lci imparcial c de administrarlo igual, me-
nos o imperador da Russia juigar necessario appli-
car cssa proteccao excepcional, que sua magestade
imperial lem julgado tao oneroso e inconvenieute,
posto que indubilavclmente prescrpla pelo dever e
sanccionad/i pelos trillados.
V. Exc. pode ler este despacho ao conde de Nes-
selrodc, e, se fordesejado, pode entregar urna copia
ao imperador. Ncste caso V. Exc. acompanhar a
apresentarao do documento com os protestos de amf-
sade c confianra da parte do governo de sua ma-
gestade a rainha, os quaes o procedimento de sua
magestade imperial deve inspirar. Sou, etc.
(AssignadoJ J. Rumll.
No. 5.
,SIRG. H. SEYMOUR A LORD JOHN RUSSEL.
decebida a 0 de marro.)
(Secreta e confidencial..'
t Extrae.)
S. Petcrsburgo 21 de fevereiro de 1853.
manera mais agradavel chamoBj-mc departe, di-
zendo que dezejava fallar-mc. JSepois do expressar,
em termos lisongeiros, a confiwea que dcposilava
em mim, c a sua preleurSo de fijHar-mc sem reserva
sobre os negocios do maior momento como sua
magestade observou, que mostrara em urna ultima
coiivcrsaco, diss: E he bom Ijuc assim seja ; por
que o que eu mais desejo he, que liaja a maior in-
tinidade entre os dous governos, esla mrica fol lao
necessaria como no prsenle. Entao, ronfinuou o
mpcrador, ja recebeu V. EiK. a sua resposte, e dar-
se-ha que m'a envi anianhaa ? ,
Sr., tere a liorna de faze-lb>*>respoidi'Teu ; mar
sabera vossa maacslade. que-ifU'ureza d:t resposla
he cxaclamente % mesma que oHaD que ftoem ma-
gesAde devia esperar,
Doe-me ouvirislo ; mas julg que o governo nao
comprclicndeu bem o meu pensametito. Nao eslou
13o desejoso acerca do qac se iar quando o enfer-
mo morrer, como eslou para'determinar com a
Inglaterra o que se nao far no caso do faci acon-
tecer.
Mas, Sr., rpliquei eu, permilla-me observar que
nao temos razan para pensar que o enfermo (para
usar da expressao de vossa magestade ) estoja para,
morrer. Somos lao inleressads, como eremos que
vossa magestade he, pm que ellerontiiiae a vlver :
cnfretaiito, pela muha parte, o,usarei observar que
experiencia, ine mostra que-os pazesanao morrem
com semclliaiKc pressa. A Turqua anda perma-
necer por muilos annos, se nae se der alguma crisc
imprevista. Sr. he precisamente para eyitar quase-
quer circumstancias que poatamproduzirsemejhaute
crisc, que o governo de sua' magestade conta com
a generoso auxilio de vossa magestade.
Entao, continuou. o imperador, dir-lhe-lic que
se o sed governo est persuadido que a Turqua con'
serva alguns elementos de existencia, o seu gover-
no deve ter recebido nforaaBcOes inexactas. Re-'
pilo-lhe que o enfermo esl "-para morrer: o nao
devemos permillir que semlianfe successo nos
sorprenda. Releva chegar-mos'b. algum acord, e
eslou convencido que haveinos de chcgar.sc cu po~
desse ter smenle des ininulns,'de conversarlo com
seus ministrospor exemplo, com larde Aberdeem,
que meconhece cabalmenle,que deposita plena cou-
fianca em mim.assiftromneu deposito licllc. E lm-,
hre-se, que nao exijourii tratado 6u um protocolo;
um acoren geral he ludoquanto fijoentre caval-
O imperador igualmente lembrou-me que elle, e
elle sosinlto, se havia apressado era soccorro do
sullao, quando os seus dominios foram amecaados
pelo pacha do Egypto.
Conliiiuci a ler, o fui outras ez" iiilerrempilo no
periodo que comer Nestas circiimslancias fora
quasi incoinpativel com os senlimenlos amgaveis,
no qual o imperador observa, quo o governo do sua
magestade nito pareca ter entendido que o scu
principal objecto era obler do governo de sua ma-
gestade alguma deelararao, ou mesmo opiniao, a cer-
ca do que deva ser permittido no caso do desmoro-
namento repentino da Turqua. E^ disse : Se vossa
iiijiscsladc quizesse, bem podera explicar as suas
ideas sobre, esla poltica uegalva. Sua magcslade
declinou fazer isto por algum lempo. Afinal disse:
Poisliem, ha mullas colisas que cu nunca tollera-
re. Comeearei por nos mesmos' Nao lolerarei
a oct uparan permanente de Constanlinopla pelos
Russos. Fallando assim direique nunca ser occu
i>ada pelos Inglezes, ou pelos Francezcs, nem por
qualqucr Qulra grande naeao. Anda mais, nunca
permtlirci tentativa alguma para a rceonslruerao oc
um imperio byzantino, ou para um dcsenvolvimcn-
to da Grecia que* a tornasse um poderoso estado ;
anda menos permtlirci oretalhameulo da .Turqua
em, pequeas repblicas, asilos para os Hossuths e
Mazzinis, e mi iros revolucionarios da Europa ; em
vez de submcllcr-mc a qualqucr deslcs ajustes, prc-
cipjlar-me-hia na guerra, e nao a dcxaria em quan-
to possuisse umjtomcm c um mosquete. Estas, dis-
se o imperador, sao as minhas deas ; agora dga-
me algumas das suas.
Observeiquc aresolurjoemqucestava a Inglater-
ra, era de nunca tentar possuir Constanlinopla,e'que
o ge>erno de sua magestade nao pretenda entrar
em ajustes eventucs ; mas sendo aiuda instado por
sua magestade, disse eu : Pois bem, Senhor, a idea
no convem vossa magcslade, nao convem ao go-
verno de vossa magestade, mas o qne he bom de
liomein a houiem he militas vezes um bom sjslema
entre dous estados ; quanto seria bom se no caso
de occorrer alguma cataslrophc na Turqua, a Rus-
sia c a Inglaterra declarasse que nao seria permet-
tido a potencia alguma tomar posse das suas pro-
vincias que a propriedade Picara, como eslava,
sobos sellos al que amgaveis ajustes podessem ser
feilos acerca da sua adjudicarn.
Naodirei, observou o imperador, que semelhante
leiros islo he sufficinte; e nosle caso eslou ccrlo que, procedimento seja impossvel, mas ao menos fora
a aonfianra seria "agrande do lado dos ministros de
rainha como domeu. Assim ri^ja rtlai por agora;
V. Exc. amnhaa ir ter comgo,e fique ccrlo que
sempre que couvcrsaj comigo promover bqa iutel-
ligcncia sobre qualqucr porto, V Exc. avisar que
desoja ver-nie.
Agradec a sua magestade mui cordAlmcntc, a-
cresccnlando que poda asscgurar-lho que eslava
convencido quo o governo de sua magestade consi-
deravaasua palavra, outr'bra dada, taolioa como
um penhor.
He quasi cscusad quo cu observe a V. Ex. que
esla curta conversa, breve e rurrelainculc reprodu-
zida, oflierece.inaajria para a nns^soria rellexSo.
Fora quasi necessario que o soberano que iiisislej
com lal pertinacia sobre a queda, 'inminente de um
estado visinho, tenha estabelecido no sen proprio
espirito que a hora, senao da sua dissolucao, ao
menos das evenlualidades da sua dissolucao, esla
em suas maos.
En lao, como agora,, refleli que esla presumpcao
existia, senao absolutamente ao menos em parle, so-
bre algum acord nfimo eu|re a Russia e a Austria.
Suppondo que a minha suspeila< seja bem funda-
dada, a idea o imperador he associar o governo
de sua magestade, com o seu proprio gabinete c o
de Vienna, em algum projeelo para a' divisao final
da Turquia, excluindo a Franca do ajuste.
N. 6.
SIR II. SEVMOUR A LORD JOHN RUSSEL.
(Recebida a G de mar$o.)
(Secreta e confidencial.) ,
(Exlraicl.)S. Petcrsburgo 22 de fevereiro de 1853.
Tive a honra de procurar hoje o imperador, e
sustenta^ com sua magestade urna- das mais intere-
santes conversacOes em que eu tenha tomado parte.
O meu nico pesar he a minha inhabilidade para
reproduzir riraumstanciadamenle urp dialogo que
durou urna hora e doze minutos.
O imperador comecou por pedirme que Htc lesse
alto*o despacho secreto e confidencial de V. Ex. de
9 do correnle, dizendo-me que me inlerromperia de
quando em quando, ou para fazer urna observaran,
ou para pedir-mo a traduccao da passagem.
, Ao chegar ao paragrapho quarto, o imperador
podio-meque lizesse urna pausa, eobservou que cer-
tamente desejava muito qne houvesso alguma inlcl-
ligencia com o governo de sua magcslade, para pre-
venir una contigenca Uto proVavel com a da queda
da Turqua ; que talvez elle fosse mesmo mais iule-
ressado do que a Inglaterra podia ser para prevenir
urna catastrophe turca, mas que esta estava constan-
temente imminenle ; que poda verificar-so em
nm momento, ou por urna guerra exlerna, ou por
urna disputa entre velho partido (urco e o da
nova reforma franceza superficial, on anda,
por urna sublevarlo dos chrislaos, queja eslao mui
impacientes para sacudir o jugo mussulmano. Qaun-
10 primeir cansa, o imperador disse que linha
direito a advcrl-lo, por quanto, se elle nSo tivesse
embargado os victoriosos progressos do general Dic-
O imperador procurou-me a noite passada, ern, bitch em 1829, a auloridadc do sultao estara con-
uma partida, da Graa Duqueza Hereditaria, e da
cluida.
-'r
mu diflicil; nao ha elementosde^overnoprovincial
ou communal, na Turqua: V. Ex. vera os Tur-
cos atacando os Chrislaos, os Chrislaos caldudo so-
bre os Turcos, os chrislaos de difjerenles scitas con-
Icndcndo entre si ; n'uina palavra, o chaos e anar-
chia. .
Sor., observei pu enUlo,- so 'vossa magestade me
permitlc fallar com franqueza cu dissera, qu
a grande diflerenca entre nos he a seguinte que
*ossa magcslade continua a oceupar-se com a que-
da da Turquia, c com os ajustes requeridos antes c
depois da queda ; c que nos peto contrario, olha-
mos para a Turquia permanecen,In onde existe, e
para as prcca,ucoes que s necessarias para previ-
nir que a sua enndrao se-lorne peior. Oh replicou
o imperador, isto he o que chanceller est pcrpelua-
manle a dzcr-mc; mas a catastrophe se verificar un
{lia, c nos encontrar desprivinidos.
Sua magestade imperial fallou da Franca. Dos
nao permuta, disse elle, que eu acense alguem in-
justamente, masha circumstancias tanto em Cons-
tanlinopla como em, Montenegro que sao extrema-
mente suspeitas; a modo que o governo francez se
.esforra para perturbar a us todos no Oriente, espe-
rando desta manera chegar mclbor aos seus fins,
om dos quaes ho indubilavclmente a posse de 'fu-
nis.
O Imperador chegou a dizer que pela sua parle
pojiro se imporlava com o leor de proceder que o
governo francez seguisse nos ncgbcos orientaes, e
que ha mais de um mez havia avisado ao sullao que
so a sua coadjuvacan fosse exigida para resistir as
ameacas da Franca, eslava inicuamente ao servijo
do sultao 1
N'uma palavra o imperador chegou a observar:
Como antes Ihe disse, ludo oque uecessilo he um
bom acord com a Inglaterra, e islo nao quanto ao
que ser feito, mas quanto ao que nao for;
conseguido este ponto, o governo ingle/, e eu, c eu
e o governo inglcz, leudo plena confianra nos desi-
gnios recprocos', nao me importa o resto.
Observei que nutria a confianra de que o governo
de sua magestade sera tao pouco disposto quanto
sua magestade imperial a tolerar a presenra dos
Francezescm Constanlinopla ; c desojando cu sa-
berse havia alguma intelligencia eutre os gabinetes
de S. Petersburgo e Vienna, acresecntei: Mas vos-
sa magestade se tem esquecido da Austria; agora to-
das estas questes orientaes aflectam-a muito de
perto ; assim ella lalvcz espere ser consultada.
Oh! replicou o imperador, mas V. Exc. deve en-
teuder qne quando fallo da Russia, fallo tambera
da Austria, o que convera a urna convem a nutra;
os nossos interesses quanto Turquia sao perfeita-
mente idnticos. Desejei fazer outra pergunla a
este respeitov mas me abslivc.
Devo dizer que em urna parle precedente da con-
versarao, sua magestade, posto que nao desse sig-
ualalgura de despeilo expressou alguma sorpreza so-
bre urna expressao do despacho do V. Exc. a am-
bicao ha muito auagada da sua propria nacao.
Perguutou o que quera dizer esta phrase ?
um riso triste, porque a pessoa que ha de acreditar-
me na sociedade franceza...
He lalvcz um Russo inlerrompcu scu inter-
locutor com urna exelamacao.
Precisamenle.
Desde que couversavam assim, os mancebos li-
nbam seguido a estrada de Miliau. A' essa respos-
la do desconhecido todos pararam.
Senhor, disse logo o oficial, ninguem dir
que um Fraucez lera viudo Miliau, e quo nos nao
lho lercmos feilo as honras do nosso lugar de exilio.
Se Dos collocou-nos;hoje em seu caminho, nao foi
de certo para que nos separemos corno estrangeiros.
Entao o oflicial fezuma pausa, depois da qual coi>-
liniioii com ccrla solcmndadc grave que assentava
na ci niinisl uiiia :
Senhor, disse elle ao desconhecido commovi-
do de lana almeuacan amigavel, cs-aqui junto tle
mim, minha esquerda o conde de Sivrv, primeiro
genlilhoincm do conde de Miliau. c a minha dirci-
la o marque/ de l.ouvain, secretario do mesmo, afi-
auco-lhe que ambos_considerarn como um dever
porem-se sua disposirao, no que lerao summo pra-
zcr. Quanto a mim, accrescenlou o oflicial estn-
dendo a mtlo ao desconhecido, pqr um movimento
ao mesmo lempo afleelado e enmarado, so depois de i
ler-me defxado boje, o senhor desojar quando che-
gar Miliau estrellar os lacos dr? nosso conhecimen-
lo, procure o visconde de Chadcul, e achara nelle |
um amigo firme e dedicado.
O dcscotihecldo aprtou com efTusao a mflo que i
o visconde de Chadeuil Ihe eslemba, e responden ,
com a voz cheia de lagrimas.
Nao sci, se meu destino me permillir ligar-!
ine com os senhores mais do que faco ueste momeu-
lo ; mas acoutera o que acontecer, o seja qual for o !
lado para que a sorle me lance, cream que conser-'
rarei no curaran a lembranca desle encontr, para
bemdizc-los eternamente pelo benvolo acolhmcnto
que me fazcm 1...
Eram quatro filhos de Franca, laucados lodos qua-;
tro pe exilio em urna Ierra longinqua, e reun-!
dos por um acaso providencial, seiscentas leguas
distante da patria cominillo.
Os tres genlishomens nao perguntaram a si mes-
pos, su o hornera que arolhiam assim Ibes era igual j
pelo nasriment, baslava-lhes uesle momento qu i
elle o fosse pela inlelligeuria; o visconde de Cha-
deuil nao indairou mesmo se esse desconhecido era
diguo de suu autizade, baslava-lhe que hotivesse of-
dc sna parte nao pude defedkr-
i sympalbia, que arraslava^m-
ferecido a sua em urna liugua conhecida e amada !
Anda quando esse homein houvesse sido de um
partido opposto ao seu, clles o teriam acolhido rom
a mesma abnegaran ; porquanlo, bem como disse
um orador de nosso lempo, a desgraca reconcilia']
fcilmente.
O desconhecido
se de urna secreta
periosamento para o*visconde de Chadeuil. Havia
lauta polidez e amabilidade as palavras afferluo-
sas do joven genlilhomem, lanlafranqueza c Icalda-
dc em sua physionomia, que elle senlio urna amza-
de viva por esse natural cavallciroso, e deleitou-se
com a jda de qne poderia algum da fuzer csse ho-
mein scu amigo. Para elle que vivera aj entao
solado e perdido na vida, era urna felicidade sniuc-
I han le encontr, e proleslou comsgo mesmo fazer
quanto podesse para que elle tivesse os resultados
que desojava.
Entretanto os qualro cavalleros tinham continua-
do a caminhar; o visconde que diriga a pequea
tropa, lornou um alalho para evitar a montona cx-
teiisao da estrada principal.
Enlraudo em um caminho cobcrlo, em cujos la-
dos brolnvam arbustos definhados esem folhas, pou-
" depois ellos desappareccram inleiramenle. No
fim de ueia hora chegaram a um lugar descobcrlo,
onde pararam.
He aqu, disse o visconde de Chadeuil de-,
signando ao desconhecido urna propriedade magni-
fica que eslcnda-se sua esquerda, he aqu que re-
side o homem que lem o. doni de alegrar a socieda-
de franceza que reside em Miliau. Apresenta-lo-hei
nessa casa, eo senhor poder cerlificar-se -por si
mesmo de que nao falta-lhc nada do que pode tor-
nar a vida feliz.
O castcllo com eflilo tem o ar de tima liabita-
C3o de prncipe, responden o desconhecido.
Oh os Russos cnlcndem ruaravilhosamculc
das commodidades da vida.
He entao um Russo '.' pVrguulou o mancebo,
Sem duvida.
E como chama-so ?
O prncipe llarlzoll.
, HartzotT!...
Conhcce-o'.' j
Muito.
He talvez a elle que vera dirigido :...
Cora efleitu...
De bera a ntelhor, meu genlilhomem, prp-
Aconleceit qne a sua sorpreza me houvesse pre-
parado, e promptamenle tratei de responder.
Senhor, disse eu, lord John Rossell nao falla da
ambicao de vossa magestade, falla da ambicao nu-
trida pelo povo de vossa magestade.
Ao prifeipio o imperador nao pode admltir que
a phrase fosse applicavcl mais nacao russa do que
a si; entao eu disse, vossa magesladc me permil-
lir que observe que lord John Russell s repele o
que foi ilo ha Irinla anuos pelo irman de vossa ma-
gesladc, de gloriosa memoria. Escrevendo confi-
dencialmente a lord Castlercagh no anuo de 1822,
imperador Alcxandre fallou de ser o nico Russo
quo resista aos .designios de seus subditos sobre a
Turqua, e da perda de popularklado quo soflxera
por causa do scu antagonismo. '
Esla rilaciio quo por acaso quasi que Oz lilleral-
menle, pareceu desviar a corrento das ideas do im-
perflor.
V. Exc. lem razao, disse elle ;, recordo-mc dos
ai'uulorimenlns a que o fallecido meu irman allu-
dia. He mui verdade que a imperatriz Catharina
nutri todas as especies de visSes de ambicao, mas
nao he menos que eslas ideas nao sao de maoeira
alguma parlilhadas pelos seus descendentes.
V. Exc. v quanto son benigno para com o sullao.
Esto cavallero drige-me as suas palavras cscgptas
e pralica de urna manera que he-mc cxlrcmamcn-
le desagradavcl, e tenho lutado comigo- mesmo, pa-
ra mandar um embaixador a Constanlinopla alim
de exigir repararo ; certamente enviara um exer-
cito para all, se eu quizesse ; mas tenho lutado co-
migo mesmo, porque o espectculo de setnelhanle
forca provaria que nao tcnciono acommodar-me.
E, Sr. disse cu, vossa magcslade obra muito bem
de absler-se do qualqucr violencia, e espero quepa-
rao futuro obre rom a mesma moderarao ; porque
vossa magcslade bem sabe que algumas novas con-
cessoesque foram nhtidas pelos Latinos nao incer-
rain m vunlade para com vossa magestade, mas se
referm s apprehenses excessivas dos Francezes
nutridos pelos ufclizesTurcos ; alem disso, senhor,
observei cu, o perigo,. ousarei dizer, do presente
momento nao est na Turqua, mas no espirito re-
volucionario .que arrebcnlou ha quiltro annos, e
que, em muitos paizes, anda osla fermentando;
lia o perigo, e nao ha duvida que urna guerra na
Turquia fora o signal de novas explosOes na Italia,
na lluugria, e n'outras paragens. Vemos o que se
esl passando emMilao.
Sua magestade imperial fallou de Montenegro,
observando que aprovou o comportamento seguido
pelo gabiuele austraco, c qne nesles das nao po-
dia ser permittido que os Turcos maltralasscm e
at assassinasscm a popularan chrisiaa.
Avenlure observar que sobre este ponto os dom-
os erara ao menos divididos entre os Turcos c ps
Montencgrihos, e que eu tinha toda a razao.para
crer*que a provocarao vinha dos ltimos. O impe-
rador, com mais mparcialidade do que eu esperava,
admltio que tinham havido dainos de ambos os
lados ; que certamente os inoulanbezes eram dados
a uma vida dissolnla ; e que a tomada de Djablak
Ihe causara trrande indi^nacao. Ao mesmo tcinpo,
disse sua magestade, he impossvel nao sentir gran-
de ileressc por uma populacao ardentcmeute devo-
lada sua rcligiao, a qual tem por lano lempo
manlido os seus fundamentos contra os Turcos ; e
o imperador continuou : He-mc grato dizer a V.
Exc. que se alguma tentativa para exterminar este
povo for feita por Omer-Pdcha, e se uma subleva-
can gcral dos chrislaos consequentemcnle tiver lo-
sar, o sullao, com toda a probabelidade, perder o
seu Himno ; neste caso cahr para sempre. Desejo
apoiar a sua autoridade, mas se a perder, lloar per-,
dida para sempre. C imperio lurco he uma Cousa
que pode ser lojerada, mas nao reconstruido ; por
lal causa, proleslo-lhe que nao consent re que se
d um tiro.
O imperador chegou a dizer que, no caso da dis-
solucao do imperio ollomabo, pensava que sera
mcn'os diflicil chegar a um satisfatorio ajuste terri-
torial do que cnmmummeule se cria. Os principa-
dos, disse elle, sao de faci um estado independenr
le sob a minha proteccao ; islo pode continuar as-
sim. A Servia pode receber a mesma forma de go-
verno. O mesmo pode acontecer com a Buhara.
Parece que nao ha razao para que esla provincia
nao forme um estado independente.
Quanlo ao Egypto, totalmente comprehendo a im-
portancia ila Inglaterra naquclle terrilorio. Posso
cnlo dizer somonte, que, se no caso do uma dis-
tribuirn da successjo oltomana por occasiao da
queda do imperio, o seu governo se apossar do
Egypto, nao trei abjecce a fazer. Direi a mesma
cousa de Canda. Esla Iba pode convir-lhc, c aiao
sci porque ra/.ao naose lenha tornado uma possessao
inglcza.
Como u3o quz' que o imperador imagnasse que
um sorventuario'publico iuglez era embahido por
esla especie de proposta, respond smplesmente,
que tinha sempre entendido que as ideas inglczas
sobre o Egypto nao chegavam alem do ponto de as-
segurar livre e fcil, rommiinirarao entre a India
ingleza c a mai patria.
Ao concluir conversaran, o imperador expres-
sou a sua ardcnlc adheso rainha, ao nosso sobe-
rano, e os seus respeitos aos acluaes conselheiros de
sua magestade. As declararnos conlettdas no despa-
cho de V. Exc. eram, disse elle, mui salisfalorias :
apenas desejar que fossem um pouco mais amplia-
das. Os tormos em que V. Exc. fallou do seu cora-
seguo o visconde de Chadeuil, o principe HartzotT
pode lornar-lhe a. vida agradavfel, c demais o senhor
achara em casa tlelln tima pessoa que certamente ha
de dislrahi-lo de todas as suas prcoccuparocs...
Ouoiu entao'!
Suafilha.
O principe Harlzoff lem uma filha *
A mais bella crcatura que sabio das maos de
Dos, meu gcntilliomem. Todos os guardas de hon-
ra eslao loucos por ella, c eu mesmo, rulo Ihe occul-
larei, tenho dado e recebido mais de uma cuidada
em sua honra. _
He cssa uma manera toda franceza de pro-
var-lhe scu amor, disse o desconhecido sorrindo
mas essa manera nao me seduziria...
~ E porque cuiao ? pei^untou o visconde ad-
mirado.
Porque a cada rutilada que um homem d,
corre o risco de perder um amigo...
Essa he boa 1 disse o visconde, cssa especie de
negocio nao he perigosa ; ferc-sc o peilo, c nao to-
ca-se nunca no coraran.
E fallando assim ia tornar a por o cavallo no tro-
le quando parou repentinamente como accommctt-
do por uma idea suhila.
Oh 1 exelamou elle, agora Icrabro-rae, o prin-
cipe Hartzofl^iao esl em Mittau ; elle deve ter viu-
do para a hahitacaerno mesmo dia de nossa partida
para Goldingcn. Assim lio intil o senhor ir mais
adianto. ,
Esl certo disso ? pergunlou o desconhecido.
Aconsclbo-lljc, disse o visconde; que apec-sc
aqu. O principe lera muito fra/.crom v-lo, por-
que gosta de fazer as liornas de sua casa, c o senhor
lera lempo de conhcc-lo antes de chegar a Miliau.
Creio que o couselho he hora, tanto mais por-
que esloii muito faUgado da viagem.
Pois bem, tome est vereda, caminhe em fren-
te, c cm um quarto de hora estar porla da hab-
lai;ao.
Para dizer a verdade o desconhecido cstimava dei-
xar, anda que fosse por alguns i lisiantes, seus com-
panheiros de caminho. Em primeiro lugar temia
vir a ser-Ibes importuno, e cm segundo tinha real-
mente necessidade de recolher-se, e de estar sos'uibo
para ropassar e* coordenar na memoria lodos os
acouleciftienlos do da. Depois de saudar seus ne-
vos amigos, c proraelter-lhes uovamente viztla-los
em Mittau, elle aperlou a man do visconde de Cha-
deuil, e ehiranhou-so ua vereda que. esto lbe de-
porlamcnto eram, disse o imperador-, mu Misongc-
ros para elle. ._
Ao despedir-me, disse sua magesiade imperial, '
< Pois bem, induza o seu governo a escrever oulra
vez sobre esto assumpto escrever com mais desen-
volvimento, e sem licstasao : confio no governo
inglez. Nao he nm compromisso,' uma convencao,
que lbe peco; he uma livre permite de ideas, eem
caso de necessidade uma palavra de cavallCiro ; en-
tre nos isto be bstanle, o
Poda lomar a liberdade de lembrar qne algumas
cxpresses fossem usadas no despacho que me fos-
se dirigido, as quaes podiam ler o effeilo de pr
fim a ulteriores considerarOcs, ou a discussao de
pontos que altamente se deseja evitar.
Smenle arrscenlo, apologticamente, que tai-
voz lenha cabido em falta no referir alguma parte
da conversarao de sua magestade, c que tenho eons-
cicnca de rae haver esquecido dos termos preeists
empregados' por elle quanto poltica commereial
que deve ser adoptada, em Constanlinopla quando
j nao for possujda pelos Turcos. '
O fim da observaeo era que a Inglaterra e_ a Rus-
sia tem um interesse commum de tomar providen-
cias acerca do accesso ao Mediterrneo e ao Mar -
Negro. -
Uma copia do despacho de T. Exc. foi deposta
as maos do imperador. G. //, Stymour,
No. 7. .
SIR G. H. SEVMOUR AO CONDE DE CLA-
, RENDON.
(Recebida a 19 de marro.)
(Secreta c confidencial)
(Extrae!.) S. Pctefsbiirgo, 9 de marro de 1854.
Quando prncurei o conde Nesselrode a 7, S. Ex.
disse que, cm cumpliment das ordens que recbe-
ra do imperador, tinha de depor em minhas maos
um memorndum mui confidencial, que sua mi- -
gestado Ihe mandara organisar, e que era reputado
uma. resposla, ou um commento communicacao
que eu fzera sua magestade imperial ernf 21 do
passado.
Primciramcnuy conde Nesselrode convidon-me
a ler o documento; depois observou que se, em
vcz#dc le-lo naquella occasiao, en preferase leva-lo ,
para casa, poda faze-lo; que, com effeilo, o docu-
mento era destinado para meu oso.
Mui breve conversarlo teve lugar sobre o objecto ;
entre mim e o chanceller. Observou elle que eu
adiara no neinurandjni ipdicares do desejo do
imperador, que me informaran! (cica dos senti-
mentos do governo de sua magestade quanto,ao que
nflo era permittido qne tivesse lugar no caso de al-
guma grande cataslrphc na Turqua; e eo, r*la
minha parle, observei que como ha perigo m pe-
gar em carvpcs quentes, pareceu-mc desejavel jue
as communicaces sobre* um assumpto. tao delicado
nao fossem guarJadas por tanto lempo.
Tenho a honra de inclusa remeller.a V. Ex. uma
copia do que, sob as cirrumstanrias que se tem.se-
guido a sua publicaco c -entrega, nto pode deixar
de ser considerado como um dos mais notaveis do-
cumentos qu se tenham publicado, nao digo pela
chancellara russa, mas peto, gabinete secreto do
imperador.
Nao fora diflicil contestar alguns dos fados"que a
memorndum aventura, ou mostrar que a impres-
sao sob que Coi escriplo he incorrecta; sendo evi-
dentemente esta impressao que as disputas agita-
das entre a Russia e a Franca, o governo de sua
magestade se tem inclinado parcialmente ultima
potencia.
Tres pontos parecem-mc ser plenamenteestahcle-
cidos pelo memorndum imperial: a existencia de
alinima intelligencia dislincta entre as duas corles
imperiaesj acerca da Turquia, e o compYomisse con-
Irahido pelo imperador Nicolao (iara possuir oa es- *
labelecer-se em Constanlinopla, ou entrar em ajus^>
tes a respeito das medidas que devem ser tomadas
no caso da queda de imperio otlomano sem previo
concepto cora o governo de sua magestade.
Os termos deste.compromisso, cotejados con a
otiincrsarao que Uve a honra de sustentar com o
imperador, deixam-mc no espirito a impressao que,
ao passo que nSo queira tornar-sc o senhor perma-
nente de Constinopla, sua magestade he inlencional-
mente inexplicilo quanlo sua oceuparao tem-
poraria.
Presumindo, como um faci certo e agora, reco-
nhecido, a existencia de uma intelligencia ou pac-
to entre os dous imperadores quanlo aos negocios
da Turquia, lorna-sc da mais profunda importancia ,
sabera eitencilo dos compromissos havidos entre
ellos. Quanlo manera por que foram conclui-
dos, supponho que pouca duvida haver.
He provavel que as bases fossem laucadas em al-
guma das reunoes que liveram lugar entre os dous
soberanos no oulono; e o projeelo foi provnvelmen-
le Irarado sob a dereccaodo baro Meycndorfl", .en-
viado russo n corle austraca, o qual tinha ido pas-
sa'r o invern em S. Petersburgo, anda aqui se ,
acha. H. Seymour,
j Conlinuar-te-haJ
signara. Caminhnu assim algum lempo ouyndo de
quando em quando o (role dos cjivallos qu aparta-
vam-sc, c hao lardn a chegar, bem como dssera-
Ihe o visconde, porta da habitarlo do principe
Hartzoff.
Ncssc momento, e quando. ia levantar o pesado
marlello qhe jiendia da porta, julgou ouviras folhas
das arvorea*1|ue o rodeavam sussurrarem ao contac-
to de um corpo cstranlio, parando voaclardadc in-
ccrla da la uma sombra subir lentamente o muro
que guarneca o parque da habitarao. O homem
que csoalava assim o muro linha o vestuario de um
escravo russo: um bonete de pelle cobra-lhc a
fronte, e abaixado al os olhbs occullava-lhe quasi
inteiramenlc as rcicocs. Infelizmente quando elle
ebegava ao alto do muro, um movimcnlo. falso o fez
Imperar, e o bonete cabio lora om quanlo o homem
caba 'da parle de dentro. .
Esse mo> ment liaslou ao desconhecido para rc-
conhecer no homem que awbava' de desapprecer,
o escravo Dimilri.
Sem saber porque, elle senlio um suor fro cor-
rer-lhc pela fronle, perguutou a si mesmo com ter-
ror que papel razia nesse paiz o escravo que aeaba-
va de salvar da morle, c espanlou-se da energa
desse homem que apenas restabelecido de uma fe-
rida quasi mortal, despiczava assiis a vida para ten-
lar uma escalada tao perigosa. Todava csse ho-
mem devia ter quebrado algum memoro cahindo do
muro. O" mancebo s deu ouvdos ao seulimenlo
de piedade que elevava-se ncssc momento de sen
coracao. c sera calcular que |iodia perder o esrraVo
qnerciido salva-lo, apressou-se a ir em scu soccorro.
itatcirvivamciilc porla. Entilo ouvio pasaos r-
pidos ipproximare/n-sc ; quasi iminedialaiiiento a
porta abrin-s, c um-horacm apparecca lio Iumiar.
Esse homem era Dimitri!...
III.
lina hoapllalidadc sinsiilai1.
Vendo o escravo sauda-lo com ar ao_ mesmo lem-
po brando e ingenuo, o mancebo senlio-se tomado
de um tenebroso espanto. Pergunlou a si com ter-
ror quem era esse homem que poda cora tao peri-
gosa l'arilidade aceitar e representar todos os papis,
e a piedade que eleviira-se em seu coracao desappa^
receu repentinamente para dar lugr a desconliaii-
ra e a suspeila.
Elle recuou dous passos, e levou instinctivamente
a mao ao cinto, du qual pendiam duas pistolas ca,r-
O Journal de Saint Peteriburg publica a rerposta
do Sr. de Nesselrode a primeir circular de Mr.
Drouyn de Lhuys :
Copia de um despacho ao Sr- de Kiiseleffem Pa-
rs, datado de S, Petertburgo no 1. (13) d agosto
de 1853.
ii As duas circulares de Mr. Drouyn de Lhojs,
com data de 25 de junhoa 15 dejolho, inpresias.no
Mnnileur, sendo o Sr. marqnez 'de Castelbajac en-
regadas ; mas o scrav nao pareceu reparar nesse
movimento, saudou-o de novo, e convido com o
gesto o desconhecido a entrar.
Este olhou com desconfianca era torno de si, es-
cutou senao ouvia vir ninguem, e como.se se hou-
vesse envergonhadu do tantas heslacoes, tomando
uma ri'Milucao suprema, passou o lumiar da porta,
c enlrnu no parque.
O principe Hartioff? pergunlou elle depois
que eulrou.
O principe Harlzoff esl no castello. senhor,
respondeu o escravo, se quer ter a bondade de se-
guir-rae, vou conduzi-lo a ura lugar, onde o senhor
poder cspcra-lo.
O dcsconhecido.apeou-se, cnlregou as redeas do
cavallo a Dimitri, e caraiuhou a su lado. O par-
que em que acabavam de entrar dada linha de bem
indas el. c demais o desconhecido eslava mui viva-
mente cemmovido, e linha o espirito tao preoecupa-
du que nao podia cuidar em oulra cousa senao nessa
surcessao de sienas extravagantes'a que assislia ha
algumas horas.
Esscs acontecmentos o tinham apanhado desaper-
cibido ; a cada instante ello seula-se estremecer in-
voluntariamente, o menor sussurro do vento as ar-
vores, o menor grito de passaro, omarulho das aguas
em seus lcitos pedregosos, tudo contribua para
consrvalo nessa especie de vaga iuquietacSo, que
dcbalde elle teria procurado adormecer.
A's vezes parecia-lhe ver passarem silenciosamen-
te entre as arvores longos phantasmas brancos, ou-
lra* vezes imagoava ouvira seu lado ou por lraz de
si algumas palavras trocadas mvsterosaraeute na
sombra, c eulao os cabellos se' lbe arripiavam de
horror ua fronte, Sua m3o apertava enrgicamente
opunhodas pistolas, c seu' olhar sbitamente ace-.
so procurava ade> nhar o quq passava-se no coracao
do escravo.
Mas quando via qne os phantasmas nao exisliam,
senao em sua imaginario exaltada, que as palavras
mysleriosas voavam com o vento que curvava brau-
danienle o cimo das arvores, quando cinflm o sem-
blaute de Dimilri apresenlava-sc a seus olhos seretio,
brando e tranquillo, entao eslava prestes a rir de
seos praprios terrores, repellia vivamente o punho
das pistolas, e continuara a caminhar com novo
ardor.
(CoHtinuar-ie-ha.)

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'1 a
-, .mu, --i-rn. Mr,fn-4-,.'.


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DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA .'O DE ABRIL DE. 1858.
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'
incero,
esle respcilo
carr-gado de melera ultima, me chegarm aqufeui
ff om momento em que boj ehegavam de diversas par-
les, e sobretodo da Frabja mesmo, direnos projec-
to* de una accommodacao eolre nos e a Prla Olio-
mana.
" Animado* do mesmo espir lo de concilla rao, quo
linha diciado essas tonlaliva, preferimos empregaf
no*sos ptjmeiros cuidados em examinar o. que ellas
podlam Itr da aceitaveis para noa, em lugar de as
snjeilar a una dscussao pepivel, em que as opinoes
contrarias correm o risco de se exacerbarem anles do
qaese.aproximarem. Cora ludo, como os dous des-
pachos do governo francez eontm acerca de nossa
conddeta anteriora nossas intencaes, algn, pensa-
mento. que na-o no. parecem conformes, nao posso
por roa-s. lempo deixar dB fazer-vos conhecera jm-
prewao do gabinete imperial a este respeilo.
Em primeiro lugar no, he dfucil atoiuir, que
nao existe nenhuma correlaCao en.r.o arranjo parii-
cular do. Santas Lugares, e a garant, geral IZ
SLT m 'T d' PrV,e80S reii^ do c -
to*r hodoxo. Desde o principlu do debate ac I
-temo, fa.toroai.do ,,, -
r.m.^^r'PrmeraCrCUlar' "Mecemos da
sanio, em Jerasalem em delrimonlo
urna ""*; Da0 'nh* 'du ""*> "'P'emento de
. S ,0hSdOmKfflO8"m' <-ue P>
rtedo governo torco um syslema malvolo con-
iraonto que profe-saraos, e urna evidente parcali-
tade peUs outras communlioe, chrislitas.
Fzemo. ver que essa tendencia, cada vez mais
pronunciada, linha collocado o imperador na ne-
ceasidadede Ihepor um termo ; que para este fim,
S. M. linha enviado o priocipe Menschikoff a Cons-
lanlioopla, e se a missao desse embaixador nao linha
mais que um s ftro.corao elTeclivamenle o dissemos,
reprovando lodo quanlo de eslranho complicava na
questso religiosa, ella comprehendia entretanto dous
objectosdUUnctos-.l, ajuste especial das dilHculda-
dedo presente ; 2,garaptia Reral para o futuro
O principe Menschikoff; desde sua chegadaem
Lonstanllnopla, na ,inh. deixado de indicador-'
roalmenle estes dous objectos. Na expsito de
nona* quenas, apresentada por. elle Porta em i de
raarjo, se di*:- r que o arranjo que se devia negociar
ero um espirito de tolerancia e de boa inlelligencia
nao podera mais limi(ar-se garanta, esteris e in-
cottpletas, as quaes podaran) ser de novo invalida-
das para o futuro; m., que um contrato solemne de-
vela de boje em diante mostrar acord
qoe se torna tao urgente estabelecer a
entre o* dous governos.
B mais adianle, no mesmo documento, depoi.
er q-iejxado da maneira porque a Porta Olta-
manarKebiaosconaelBosdo governo imperial as
quesloesdo Montenegro, do patriarcha de Consta n-
linopla, e das dinerentes injusUcascommeltidascbn-
. rao, rayas ebristaos, etc., etc., nosso embaixador
insidia sobre a necestidade de fazer desapparecer o
prfandeejusto Imperador por um acto de con/ianra, que removano
foloro toda sombra de desacorde entre os dous sobe-
A nota verbal, dirigida pelo principe Meuschiboff
a Aiaat Pacha a 9(19) de abril, he .inda mais ex-
ta^Depnis de ter enumerado c motivado de no-
laTas nossa. exigencias anteriores 0 o embaixa-
oVw, dit ella, deve repetir aqiii ao Sr. ministro das
relacow estrangeiras, o guej Ihe tem podido ex-
primir muilas vezes: que Itussia nao pede Por-1
taconeessoes poltica,. Seu desejo he acalmaras
conciencias religiosas com a certeza da conservacilo
do que he e tem sido sempre praticado alhoje.
Porlanto lie em consequencia das tendencias
hostis,que se maaifestaram d/pois de algbns anuos
contra ludo que diz respeilo a Russia, que ella rc-
qoer, -no inlcresso das immunidades religiosas .lo
eolio orlhodoxoum.ocio explcito e posiliro de na-
rantia, acto que nao alTectaria em nada os oulros
cultos era as reales da Porta com as outras poten-
cia*.
cipe Menschikoff nham sido, desde o principio, al-
legadas* formuladas simultneamente. Como di-
zer, pelo que se araba de ver, que nao existo absolu-
tamente nenhom laeo entre os dous'objectos de que
se compuuha a sua missao* que o cohseguimcnlo dos
don, novos firmaos, lao precarios comoo de 1S52, Ta-
ri caWr a onica queixa que tivessemos d fazer con-'
ra a Sublime Porta-; que a exigencia de urna ga-
ranta foi feita posteriormenle,; queer. urna ques-
lio iatciramenle nova, e qoe o governo francez se a-
chouapanhado de repente por exigencias, qWo nao
linha podido suspeitar em Costautiu'opla t
. O g6verno*ancez particularmente foi lo pou-
co tomado de repente; que desde o mu de maio, o
alcance de nossas exigencias Ihe'linh parecido lao
grave para o obrigar a enviar sua esquailr ao I.e-
vaou, e se esta esquadra se deleveem Salamiia sefe
ir at os Dardanellos, a nica causa foi a recusa da
Inglaterra de juntar-se essa demooslracSo.'
fsaberque novos firmans sobre a questio
Logaras Santos, acabavam de serero decretados
a CoostanUnopla pelo sultao, V. Exc. c eu, nos fe-
licitaiDO-Dos com o governo francez e com o ministro
de Franca em San Petersburgo por essa feliz coo-
flusao, isto prova smwte qoe nos sentiamos salis-
feilne de-ver resolvida a parle das negociisoes, que
linha podido por em movimento nossos inleresscs re-
ligiosos em opposica raais immediaU com os do go-
verno francez.
Mae denenhum modoseguio-se dahi que, desde
-este instante, considerassemos.a missao do principe
Meatchikoff cumo acabada,pois quanlo ao oulroobjc-
to qoe ella linha em vistas ainda eslava por conse-
En apoio da garanta geral, que reclamamos pa-
ra consolidar o ajuste relativo ao Sanios Lugares, in-
vocamos nossos tratados e sustentamos, que nao pe-
damos senAo os direitos, immunidades e privilegios
religiosos, que elles muliipUcatn. Mr. Drouyo de
l.bej. boj contesta a autordade dcstes trata-
dos. ,
Segundo elle, nenhuma de suas eslipulacocs of-
ferece o carcter de generalidade que nos queramos
dar-ibes, e o tratado de Kainardji sobrelude nao cdh-
fcrt Kussis, diz elle, seoao'um direitodeprotecro
linailado e definido sobre um igreja admoislrada
por padres rusos, a o/ial se tratava do fundar no ar-
rebatda de Galala. Mas o Sr. ministro dos negocios-
estrangeiros nos parece ter perdido de vista o que
. precede essas estipularles coudas nosarligos 7 e 14.
O artigo 7 estabeleca como principio que o sultao
promelte proteger a religio ebristia e suas igrejas.
* Sendo desle numero a religio c as igrejas gre-
g.is eonclnimos dahias^xe promelte proteger urna rc-
ligllo a seas igrejas, nao pode fazer menos para
comprir essa promessa, de que dcixar-Ihcs os direi-
tos, privilegios e immunidades de qoe gozara ; csses
direitos, privilegios e immunidades de que gozava
entao o clero grego, que posso ab antiguo, sao pre-
cisamente aquellos era favor dos quaes reclamamos.
Oblar o slatu quo actual he o que queremos, e
sea promessa eonlida no tratado de Kainardji na
foi julgada contraria aos direitos de soberana do sul-
tao, nao podemos ver que sua simples confirmarn
possa aluca-i.
e- Para eslibelecer qoe como principio ao menos,
porque naoaetrata aquisenao deum principio.umdi-
raito de proteccao religiosaexercida sobre os subditos
da na estado nao chrsjao, nao he tao incoorebivel
cerno se er com na independencia poltica, citamos
entre entro*, o patronato que a Franra tem ejerci-
do em ledo o lempo sobre os calholicos do Oriente.
A encolar de Mr. Drenyn de Lhuys, repelle a este
repseito. toda a analoga qualquer.
Ella sustenta que a Franra jamis preteudeu
proteger no Oriente seuao subditos on eslabelecimcn-
los traacezea, sem eslender sua fprolercao sobpe os
catholiee*subditos do sulUo. He pela primeira vez,
senhor, que o governo tem esta linguagem.
' Porque he de notoriedade histrica que era to-
do lempo, desde Francisco I al nos, a Franra tem
entendido proteger lodos os calliolcos do Oriente,
mesmo sabdllos da PorU Ollomauaj. anda mais ella
tem pretendido exercer este direto com exdusao de
toda oulra potencia calholica.
a Ainda.ba pouco na. complicacoes religiosa, do
Lbano, qoe segnir.m a rrise orienlal de IRiO, e na
gacrra que se peleijou entre os rusos c Maronilas,'
o governo francez continuava a prevslecr-se desse
dreUa de proteger em nome da Franca.toda a popu-
laco chri.iaa da Syria,
Em apoio desaa aes*r$e,Mr. Urotiyn de Lhuys
eiton algflll phraees de ama memoria do cande de
Siint-Priest, oulr'ora embaixador em Constanlino-
pla. sOra a'opinino desse diplmala prova preesa-
U, palo cuidado que pOe em refutar a opini&o
contraria, que est era a idea geral e domnanle eb
Franca.
Seja, que for, tfidoS concordaro que a aotori-
dade individual de um representante francez nao
pode um s instante entrar em paraUelo com a do
proprio governo francez, verificada e consignada em
nm acto publico europeo. Ja dissemos que o proto-
colo assigoado em Londres a 3 de feverero de 1830
palas tres potencias fundadoras da Grecia, lie claro c
positivo neste ponto.
Elle eslahelere : que desdo muitos seculos a
Franca est de posso para eiercar em, favor dos ca-
lholicos sujeitos ao sulto um patronato especial,
que S. M. chrislianissima enlcndc/rjie deveidepor as
ni.los do futuro soberano da (recia,quanlo ao que
diz respeilo s provincias qne devem comporo no-
vo eslado,, o que significa que a Franca o reserva
para si relativamente s provincias, que continua-
ren! a fazer parle dos estados do sultao). -
Elle determina depois em nome das (res ponten
cas: Qua a religio catholica gozar em o novo es-
lado do excrcicio publico o livre de seu culto ; que
suas propiedades lhe serao garantidas ; seus bispos
scro conservados na integridade das funeces, direi-
los e privilegios,'ile que tem gozado debaixo do pa-
tronato dos reii e Franca.
Eis-aqui pois, senhor, nao obstante a autorda-
de particular do conde de Saint Priesl, um acto of-
ficial revestido .de tudas as formas diplomticas, o
qual prova que o patronato religioso da Franca se
excrce e se exerce mu" edectivameote sobre os sub-
ditos da Porta ; um acto em que a Inglaterra e ns
mesmo* reconhecemos na Franca a faruldade de es-
tipular em favor dos subditos de uro principe eslran-
geiro a conservado de cerlos direitos, immuuidades
e privilegios religiosos, sem que a Inglaterra, mais
do que nos, tenha adiado essa facnldade contraria
independencia e soberana, quer do futuro mo-
narcha da Grecia, quer do governo oltomano.
a Ajuncaremos aqu nma observado geral.
Procurando-a fazer entrar a Turqnia no dire-
to curopeu, be que,se tem pretendido ltimamente
apphcar de urna maneira lao absoluta em materia
de proteccao, de soberana e de independencia, os
principios que regulara entre si as potencias euro-
peas, a um estado mohometano, onde todas aano-
(fiea de drclo civil e poltico sao esseucialmeolc
dilTerenles das qoe esli em uso entre os povose go-
vernosdicbristandade. A cousa parecen plausivel
em leoria, mas napralica muilas v'ezes se aparta
delta.
i Onde se v, por exemplo, um eslado chrsto no
qual os.estrangeiros tenham de ser subtrahidos a ju-*
risdicao legal das autoridades do paiz, para *erem
collocdosdireetamenledebaixodade seus emba-
xadores ou consoles 1 -Todas as vezes que os inte-
rosses de um calholco ou de um protestante sao lo-
sados, a Franja e a Inglaterra inlcryem activamente
por elle de urna maneira quo ni se conciliaria lal-
vez sempre com os principios reconhecidos umver-
salmente em materia d independencia poltica.
He que com eOeito nao pode ser do outra serle
em um estado onde os christaos, em soa quBlidade
de rayas e como taes, collocados politicamente abai-
xo da raja musulmana, esto exposlos a mil extor-
s5es e vexaces da parte do povo ou dos pachiis, mol-
las vezes at ameacados em seas bens, sua religio,
e sua existeoda, como o provaram, ainda ha pouco,
os assassiualos da Alep, as perseguicoes e exaccoes
pecuniaafas, as dslncoes de igrqas, as conversOes
forcadas e as crueldades de lodo o genero exercidas
na Balearia, Bosnia e Herzcgowine.
Nao podemo pois admittir sem algumas reslri-
tfes a inqompaliblidade absoluta de toda a protec-
fo religiosa estrangelra com os direitos soberanos
do sultao : e o governo francez se ha de lembrar Ul-
vez, que era urna occasiao muto recente, em que li-
nhamos insistido, a Austria e nos, sobre a obrigacaoJ
de aceitarem os estrangeiros por toda a parte as Jis
e a jnrisdrao dos tribunaes dos paizes em que re-
sidem, elle, mesmo achu dfflculdade em admittir
abstractamente e sem reserva a univcrsidkde do prin-
cipio, que eslabeleciamos, allegando a impossibill-
dade de o applicar rigorosamente aos paizes mallo-
mrntanos an idolatras.
esejaramos, senhor, limitar ah nossas obser-
vacOes, se a circular nao terminasse insliluindo um
parallelo entre nossa conducta para com a Turqua,
e a do governo francez, na qual se faz sobresahr de
um modo pouco favoravel a nos, a moderacao da
Franca a par de nossas exigencias e de nossas antea-
ras.
Somos desde jobrigados a lembrar que, se a
conducta do governo francez nos ltimos lempos,
deu com efteitoprovasdeum espirito de conciliacao,
ao qual nos damos p'rcssa era render-lh^ hom'ena-
gem; na ljnguagem.o suaalttude as prmeiras pha-
sesda queslio, em muitos negocios sobretodo, que di-
zem respeilo mais exclusivamente i Franca, nao ti-
nliam conservado sempre, secundo nos, o mesmo ca-
rcter. OSr. ministro dos negocios estrangeiros se
aulorsa dos sacrificios, qu a Franca tera feito ao
repojiso do Oriente e aos ambararos da Porta Otto-
mana, para se crer com direitode esperar qoe sere-
mos movidos por considerares anlogas.
Talvez qne tivessemos razo de perguolar-lhe,
se o repouso do Oriente e o cmbarar.o da Porta Ol-
lomana lem sido sempre-no mesmo grao o objeclo de
suas prcocupacOes, e so o tom corriminalorio de que
nos exproba ter osado boje, foi constantemente.ex-
cluido de seus meios de negociarles em Conslanli-
dopla? Se nao lie a araeaca,a de um bombardea-
menlo apoiado repentinamente pela apparirSo desna
esquadra, por mel da qual obleve satisfaro de suas
reclamaroes em Trpoli; se o negocio de Janina nao
foi termioado pelos mesmbs. meios summarios:se
antes qoe as outras potencias estivessem oceupada
em achar om me;;o termine, que legilimasse a en-
trada do navio de guerra o Charlemagne nos Dar-
danellos, o governo francez nao insista em formas
moi preremptorias sobre a admissao desse navio,
apezardalellraexpreasa dos tratados de 1841 i que
elUinvoca boje contra nos; se filialmente a ameaca
nao leve grande parte ns prmeiras eoneessOes em
nosso detrimento, que elle obleve no negocio dos
Sanios Lugares da parte da Porta Oltomaua.e na in-
fracrao subsequenle das promessas as mais solemu os
dadas ao imperador pelo sultao.
Permitla-nosdize-lo:he esle syslema de inli-
midacao seguido at ltimamente que, pesando so-
bre, a Porta, acabando em Conslanlinopla com toda
outra influencia sem ser a de Franra, enfraqucen.
do a nosirao de todos os oulros gabinetes, obrigno
ltimamente a Austria, no lempo da missao do con-
de de Linanges, a apresenlar suas reclamacoes de-
baixo de formas que ella nSo esta habituada a se-
guir em suas relacoes ordinarias de misade com* a
Porta. He elle que nos forcou lambem a nos a dar
i missSo do prinrine Menschikoff um carcter dif-
ferente do qoe deaejamos imprimir em qualquer ou-
lra circunstancia.
o Debaixo delc ponto de vista, se o governo fran-
cez quer levar soattenro a sua conduela anterior,
ver-quo nao podemos consentir em passar por uni-.
eos responsaveis das romplicares qne tem levado
gradualmente na Turqua as cousas ao estado, em
que se acham hoje, e que elle lambem g> est qua-
si lio compielamente livre, quanlo cr^Tns toda par-
te de respoosabilidade na crise actual.
Antes-determinar, senhor, rata-nos um olli-
mo ponto, acerca do qual Mr. Dronyn de Lhuys
nos permitlirque facimos, nossas restricefies.
He sobre a xteusao bastante grande, quanto a
nos, que elle parece dar ao tratado d 1841, repre-
sen(audo-o como urna garanta conectiva, que as po-
tencias teriam dado i integridade do imperio olto-
manneqiie nos ligara por consegu ote era nossa
qualidade de signatarios.
O tratado de 1841 nao lem e nao leve jamis
esle alcance. Seu fim especial foi simplesmente, da
parle das alias parte, contratantes, o p. .de verfica-
rem cm rommum por um acto formal na determi-
naran unnime dse conformaren! ao anligo rgi-
men do imperio ollomano, segundo oqual a passa-
gemdosdousestretos dos Dardanellos edo Bosphuro
d*vc ser sempre fechada aos navios de guerra eslrau-
geiios, em quanlo a Porta se achar em paz.
a Leia-seos tres nicos arligos do tratado, e nao
se ven nelles outra cousa. pando desle modo ao
sultao, segundo os termos do prembulo, urna prova
do respeilo, que ellas volaminviolabilidade de seas
dirciros soberanos, as potencias exprimem lambem
seu desejo sincero de ver eonsolidar-sea (raiiqiiil-
lidade de seu imperio. Mas a eipressao de um
desejo manifestado simplesmente no prembulo de
um tratado, nao heo de urna obrigaco. Ha inlenrao,
mas nio promessa formal, confralada por estipularlo
e para toda e qualquer eventualidades- -
Tambera nos sentimos o desejo.de ver consolida-
do e socego da Turqua, que a Dio serio, quanlo a
nose nao, sdar urna salsfacao legitima aos senti-
raentos religiosos da maioria de 'snas populares
chrislAas. Se a.nossa intenrao he nao mudar nada
no sau quo, lie o que provam lodos os nossos aclos
anteriores, e a declararlo mesmo, que fizemos, lo-
mando cora pozar contraa Turqnia nma medida de
rigor temporario, reprovamos toda a idea de con-
quista ou de cngranilecimcnto.
pois, comeffeilo. Existemoralmente em nossasioten-
roes, as convienes do imperador, no inleressebem
enteuddo da Itussia, que, como temos exposto, lhe
faz desejar, que nada transtornono Orcnl o equi-
librio actualdas rasas.
Mas, nossas relar,Oes de poltica, de relgao e
do commercio com o governo otlomano, sao moito
numerosas, mullo complicadas, e as occasoes de di-
vergencias muilo frequenles, para que a Russia te-
nha podido prohibir a si, para sempre e para toda
a evenlualidade, a faculdadc de obter por si mesmo
satisfago de suas queixas particulares, c obrgar-se
por tratado a recorrer iiiterveneSo das outras po-
tencias, para cada lesao, que liverem soffrido seus
interesses.
Assegurar de ante mao a Turqnia, que ella nao
corre nentlnm risco cm molestar-nos, desliga-la por
orna garanta expressa.de lodosos motivos de ap-
prehenrao, ou deatteiicGes, e confiar a outfbs, e nao
a nos mesmos, a tutella de nossa honra e de nossos
interesses os mais charos, he o que graves conside-
racos nao podiara permitir que consenlissemos. A
Russia estar sempre prompta para respeilar a in-
dpendenpii de ontrem ; mas nao pode levar esse
respeilo, ponto de lhe sacrifica*- o sea proprio.
Taes sao, seahor, as refiexoes, qne nos suggero
a primeira circular de Mr. Drouyn de Lhuys, e das
quaes tende a bontlade do lhe dar communicarao
official.
Recebei ele, ele.
INTERIOR.
RIO DB JANEIRO.
1 de abril de 1854.
Recebomos folhas de Montevideo al 21 do mez
passado. A Repblica Oriental eslava peritamen-
te tranquilla.
A pasta dos negocios interiores e estrangeiros foi
coufiada ao Sr. D. MatheusMagarjnos, ea da fazen-
da ao Sr. D. Enzebio Cabral.
A assembla approvou por grande maioria a reso-
luco lomada pelo governo provjorio de pedir a
entrada je urna divisao do 4,000 bomens do exerci-
to brasilciro no lerrilorio da repblica.
Es o parecer da commisso :
A comraissao de mensagem encarregada de dar
um parecer a V. H. acha recommendada na mensa-
gem do governo, peremptoria c perfeilamenle, a re-
solucao competeule sobre a entrada'de 4,000 solda-
dos do exercilo imperial que, no iiileresse de alian-
car a paz da repblica, solicitan o governo proviso-
rio com dala de 8 do prximo passado por interme-
dio do Exm. Sr. commendador Dr. Jote Mara do
Amaral, enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario do Brasil, fixando o dia 30 do correte mez
para a sua entrada no territorio da repblica, fican-
jio a cargo do governo desta a despeza que fizer
aquella forra durante a sua permanencia, nos ter-
mos e sob as condiroes estipuladas no art. 11 da
convenco de subsidio de 1851.
O procedimento do governo provisorio he, no
entender da commissao, nao s digno da .alia missao
que assumio ao inslallar-se a 26 de selembro, senAo
salvador das nslituicOes e garantas que o cdigo
coslilucional concede a lodos os habitantes ; mas
como na sessao4., capitulo 1., art. 17, inc. 11, se
diz que atsemblca geral compete permiltir ou
ma Lniz Antonio Flla,
(Correio Mercantil.)
O vapor norte-americano Sonora, entrado hontem,
traz datas de New-York at 11 do mez passado.
Tinha causado malta sensacao nos Estados-Uni-
dos a detenco no porto da Havana do vapor norte-
americano flfac/i IVarrior por infraccSo do regula-
mentodaalfandega.
Parece qne esle vapor,.tendo tocado na Havana em
viagem deNew-rleans para New-York, den entra-
da em lastro, quando tinha a bordo 400 balas de al-
godo cora desikio a New-York.' A alfandega mul-
tando-o, permitu-lbe que seguase viagem prestan-
io fianra i mulla. Como a isso se recusassem os con-
signatarios mandn a alfandega nma guarda para
bordo do vapor. Apenas alracou essa guarda, arreou
o commandante do vapor a bandeira norte-america-
na, e antregando o navio alfandega reliroo-se com
toda a trpolacao para bordo de um vaso de guerra
da soa nafo.
A imprensa dos Eslados-L'nidns bradoo immcda-
tamenle que o acto das autoridades da Havana era
urna offensa feita* honra nacional, c
"no uiicii-n iena nonra naciona C o corresoon- -. j-----------------
dente do Herald em Washington efeVe, em dTde '"" !,"1 'iT"^
prohibir que entrera tropas estrangeiras no lerrilorio nanjl0 <<> nono o coronel do oilavo da referida
da repblica, determinando para o prmeiro caso o
lempo em que devem sabir delle, calende que a V.
H. incumbe designar o lempo em que devem sabir,
e por isso submette considerarlo de V. II. o se-
guale projecto de communicarao :
Por esta occasip a commissao de mensagem
aprsenla a V. H. as considerares do alto respeilo
de que. he digna. ,
a Monlevido 16 demarro de 1854.Juan Ma-
nuel de la Sota. Apolinario Gayoso. Alejan-
dro Chucarro. n
o Projecto de communicarao.
A assembla geral da repblica, examinando a
mensagem do governo previsorio na abertura das
cmaras, vio com .satisfaro na repartico de rela-
rOes exteriores que, no estado a que os aconleci-
mentos anteriores conduziram o paiz, nao s se lem
conservado as boas retacees com as potencias estran-
geiras, mas que se estreitaram ainda mais com o im-
perio do Brasil, que por tratados solemnes e por
sua cooperado no empenho de salvar a independen-
cia da repblica, era ja nosso alliado e amigo.
Sea poltica do governo do Sr. Gir linha sido
duvidosa por nao comprehender bem a siluacio do
paiz, nem apreciar as estipularnos que garanliam
os direitos de. lodos os habitantes nacionaes e es-
trangeiros, assim como as que eslabeleciam as bases
pura o renascimento do crdito publico, garantas
para a paz e confianra no porvir da repblica*, o go-
verno-provisorio, dando novos e plenos poderes.ao
ministro da repblica, residente no Rio de Janeiro,
D. Andr Lamas, obteve o seu reconheciraenlo e a
revalidac.lo do tratado de subsidio que a ad*ninstra-
cSo passada havia interrompido a assembla geral
reconhece nesse proceder : *
1." Que o governo provisorio, tendo assumido a
responsabilidade da situacio, obrbu na rbita de
seus deveres.-
2.o Que desde entao entrn no caminho pro-
prio para tornar effeclivas as estipolaroes contidas
nos tratados de 12 de outubro de 1851.
a 3. Que a entrada de 4,000 soldados brasileiros
para afilaurar a ordem e a eslabilidade do governo
era do seu dever.
4.Queestando proscripta pelo art.5o do tratado
de allianca de 13 de outubro de 1851 que para for-
tificar a nacionalidade oriental por meio da paz in-
terior c dos hbitos conslitucionacs, o governo de S.
M. o Imperador do Brasil se compromelle a prestar
etcaz apoio ao qne deve eleger-se constitucional-
mente, e nomcado o Sr. commendador Dr. Jos
Maria do Amaral junta do governo da repblica no
carcter de enviado extraordinario e ministro ple-
nipotenciario para dar ciccuro aos scnlimenlos de
franca amizade que exprime a circular do corpo di-
plomtico datada de 19 de Janeiro do presente anuo;
opresidenlc da repblica, eleito na assembla ge-
ral em 12 do correle mez( lera por base o tratado
de allianca, e cingr-se-ha estrclamenre ao estipu-
lado nosarts. 6, 7 e 8 ; e quanto duracao ou per-
manencia das tropas, mili especialmente ao art. 9.,
que diz: a Ambas as altas partes contratantes de-
daram mui eplicita categricamente que, qual-
quer que possa vir a ser o uso do auxilio que de con-
formidnde com os arligos anteriores tenha de pres-
tar o imperio i Repblica Oriental do Uruguay, es-
te auxilio se limitar era todo o caso a fazer resta-
belecer u ordem e o excrcicio da autordade consti-
tucional e cessar (inmediatamente que se liverem
conseguido esses fins.
O governo ..provisorio a presen ton i assembla uro
projecto de lci estaluindo quo lodos os individuos
que por motivos polticos sabiro do paiz podem li-
vremente regressar ao territorio da repblica.
De Buenos-Ayres nada ha de interese.
{Jornal do Commercio.)
----- 'cita tli-
lente coronel commandante do batalhio da re-
serva Novas, da provincia se Minas Geraes, Manoel Pe-
reira Rodrigues de Araujo ;
Commandante superior da guarda nacional do
monicip^e Jacarehy, Mogy das Cruzcs, S. Jos da
Parahibaa* Sania Isabel, na provincia de S. Paulo,
Francisco do Paula Machado ;
Teneute-coronel commandante dobatalhao de in-
famara do municipio de Jacarehy e S. Jos da Pa-
rahiba, Claudio Jc^Machado Jnior ;
Tenente-coronl cotnmaudanle do batalho de in-
tantari donjunicipodcMogydas Cruzes, Joao Jos
Kodrigues de Aguiar ;
Major commandante de secrao -da brigada de in-
famara do mesmo monicipio, Veri-ilmo Afonso
remandes;
Commandante superior da gnarda nadonai dos
municipios do Parahituna, San-Sebastiao e Villa
Bella, da mesma provincia, Marcelllno Jos de Car-
valho;
Major commandante do esqoadro de cavellaria
do municipio do Parahybona, Jacintho Ferreira de
Mojira ;
Tenente-coronet commandante do batalho de
infantera do mesmo municipio, Jos de Souza
Mello ;
Tenente-coronel eommandaole do batalho de in-
famara do municipio de S. Sebastio, Alexandre
Martins de Oliveirt Jnior ;
Commandante superior da guarda nacional dos mu-
nicipios de Guaratingnel. Aras, Queluz, Silveiras,
I.orena, Cunha e Bananal, da raesma provincia,
Francisco de Assis de Ollvera Borges;
Mjor commandante do esqoadro de cavallaria de
Gnaratinguebi, Victoriano Pereira de Barros;
l'enenle-coroiiel commandante do batalho de in-
famara dd mesmo municipio, Antonio Pires Barbosa
Jnior;
Major commandante do esquadrio de cavallaria do.
municipio1 de Artas e Queluz, Jos Wenceslao de'
%>o*a Arantes;
Tnnentb-coronel commandante do batalho de in-
fantera de mesmo municipio, Miguel Pereira da
Silva ; #
Tenenle-oronel commandante do batalho de in-
famara do municipio de Silveiras, Manoel Bruno de
Sequeira ; .
Tenente-coronel commandante do batalho de in-
famara do municipio de Lorena, Jo5o Jos Rodri-
gues Ferreira j
Major commandante de secrao de batalho de in-
fantara do municipio de Conha, Antonio da Silva
Guimaries;
. Major commandanle do esquadrio de cavallaria
do municipio do Bananal, Cndido Ribeiro Bar-
bosa ;
Tenenle-coronel .commandante do batalho de
infantaria do mesmo municipio, Jos de Aguiar
Toledo. **
Foram reformados nos mesmos poslos:
O coronel da exliocta Iegiao da guarda nacional do
municipio de Santa Barbora, da provincia de Minas
Geraes, Jos Alvares de Sonza Coulinho;
O coronel da eilinct* Iegiao da guarda nacional
do municipio de Pouzo-Alegre, da mesma provincia,
Joaquim Roberto Duarle.
O lenente-coronel da enliga guarda nacional da ca-
pital da provincia da Parahiba, Thoroat Cirne.
4
Por decreto de 31 de marjo olroo foram promo-
vidos, por anUgudade, o lenente-coronel comman-
danle do mio.batalh3o do Piauhy,-o major do sexto
de infantaria Francisco Joaquim Ferreira de Carva-
Iho; e por merecimento o tenente-coronel comman-
dante do quinto de infantatia. o major do prmeiro
da yiesroa arma Joaqoim Mende/ Guimares.
Por decreto da mesma dala foram transferidos pa-
ra o commando do oilavo batalho de infantaria o
coroifel do quinto Luiz Jos Ferreira, e para o coro-
3
Por decretos de 30 de marro:
Foi perdoado ao reo Custodio Ferreira de Mello a
pena de sele annos do pnso em que foi condemna-
do por sentenra do jury da cidade do Recite, capi-
tal de Pernambuco.
Foram -commutadas em gales perpetuas- as penas
de mora impostas "aos reos Domingos Antonio c
Jacintho, escravo, por scnlcncas do jury da capi-
tal do Parar, e pelo de Capivari, na provincia de S.
Pauta.
Foi aprescnlado o padre Jernnym* Dantas Bar-
bosa na freguezia do Sanlissimo Sacramento da
villa de Minas o Ro d Cuntas, do arcebspudo da
ll.iliia. .'
Foi exonerado Anudo Jos da Fonscca Ramos do
cargo de prmeiro supplenle do subdelegado da fre-
guezia de Santa Rita desta corte.
For decretos do de abril correte foram no-
meados :
Majoresajadaales-d'ordensdo commando superior
da guarda nacional da Villa Nova da Raulia, da
provincia da Baha, Antonio Xisto de Souza e An-
tonio Jos de Souza ;
Capitao-secrelario-geral do mesmo commando, A'a-
zianzen Leoncio de Figueiredo;
Capto-quarlel-meslre dito dita, Jos Eustaquio
dos Res Lessa;
Captao-cirurgio-mr dito dita, Jos Antonio
Lisboa ;
.---------------------- ....-B.W.,,C,g, cill UHtflUO
10 de marro, que, segundo corria de plano, apresen-
laria o presidente da Uniao no da 12 urna mensa-
gem ao Congresso sobre este grave assomplo,
O projecto de um caminho de ferro desde as mar-
geos do Mississipi at as costas da California, que
anda ha poneos anuos pareca er orna gigantesca
chimen, esta em vesperas de ser levado a elleito. Os
trabalhos preliminares concluirara-sc, e o Congresso
vaioecupar-se com a discussao desle importante
objecto. 0
O presidente dos Estados-Unidos envin ao sena-
da o tratado celebrado cora o Mxico, que he do
llieor seguale-:
Art. l.o A repblica mexicana concorda em con-
siderar Jora em diante as scgninles linhas como os
verdadeiros limites que a separara dos Estados-
Unidos.
As fronteiras eulre as duas Californias sao as
mesmas establecidas pelo ari. V do tratado de Gna-
delupe Hidalgo. Do ponto em que esta lioba de
divisSo encontra o rio Colorado, o limite entre as
dnas repblicas continuar seguindo o meio do mais
profundo canal desto rio, at a distancia de duas le-
guas marilimas do poni mais eplenlrionai do golfo
da California. Dahi prolongar-se-ha em linha recta
at a inlersecro do 31 grao do latitnde norte e do
111 grao de longitude oeste de Greenwkb. Desse
ponto diriglr-se-ha, igualmente cm linha recta, al
ao 31 grao 4730" de latitude norte, onde encon-
trar a amiga, fronlcira. A linha de demarcurao
descer depois o Rio Bravo do Norte at ao golfa do
Mxico, da maueira j estipulada no arl. V do tra-
tado de Guadelupe.
i Se a lipha recta lirada da inlerseicao do 31 de
latitude norte com o 111 gra de longitude oeste de
Greenwich at ao Rio Grande por31,4730" vier a
alravessaro lagoQazman, essa linha voltar dema-
"cira uula-aatB|BMlkul nm ngulo em nm pon-
i qoe diste urna legua martima da parte raais me-
ridional daquelle lago.
Tres mezes depois da troca das ratifieacOes, as
duas repblicas envaro cada urna, a Paso-del-Nor-
te, nm commissario, e esses dous funecionarios rao
encarregados de Irarar detluitivamenle os limites.
5 jArt- 2- Afim* de arredar toda a occasiao de
disputa por motivo de reclamaroes at presente
data, e fundadas as incursesdos Indios, assim co-
mo para evitar todaj conlestarao sobre o verdadei-
ro sentido a alcance da obrigaco estipulada no art.
XI do tratado de Guadalope, resolveu-se quo se re-
vogasse e aoullasse o dito artigo.
Entretanto, o governo dos Estados-Unidos obri-
ga-se a promulgar de boa f leis e regulamentos ad-
dicionaes para que se proceda com o roaior rigor
contra os habitantes de qnalquer parte da Confede-
rar!) Americana que comprarem ou receberem ca-
vallos, muas, gado ou outra propriedade que se re-
couheca ter sido roubada no territorio mexicano por
Indios ou oulros individuos. Demais, este governo
obriga-se a restituir aos Mexicanos os objectos rou-
hados logo que as autoridades federaos consegu-
rem apossar-se desses bens; e se individuos captura-
dos no solo mexicano fdrem condozidos para o ter-
ritorio americano, o governo promelte tambera em-
pregar todos os esforros para resgalar esses captivos
c entrega-Ios a um ofiidal' do governo mexicano,
exigndo simplesmente o embolso das despezas taitas
com o resgale desses infelir.es. Eratlm, lodas as. ve-
zes que se effectuar as Estados-Unidos urna desta-
raran de Indios, o governo desle paiz promelte nao
por esses Indios na necessidade de procurarem re-
cursos por incurses no territorio mexicano.
a Art. 3. Em considernro do territorio cedido
aes Estados-Unidos edos direitos abandonados pela,
repblica mexicana cm virtude do presente tratado,
o governo americano obriga-se a pagar ao governo
do Mxico a somma de quinze milhoes de pesos em
ouro ou prata no thesooro de Washington. A quin-
ta parle desta somma ser pagt logo que se Irocarera
as ratificaron do presente tratado em Washington,
o as autras quintas parles por pagamentos mensaes
de tres milhoes cada nm, com o joro de 6 por cenlo
at que se pague lo Ja a somma. O governo dos* Es-
tados-Unidos reserva-se o direto de adiantar a po-
ca dos pagamentos, s isso lhe convier. Toma alm
disso a si a salisfaoo das reclamacoes que, depois da
concluso do tratado de Guadalupe, liverem sido di-
rigidas por cdndaos americanos contra o Mxico,
entre outras as da companhia Garay: esta dever
porm, anles de receber i indemnisarSo americana,
desistir de seus ttulos a favor do Mxico.
a Por oolro lado, o governo mexicano consideraos
Estados-Unidos quite, dequaesquer reclamaroes qne
o Mxico podesse fazer valer contra elles em virtu-
de do tratado de Guadelupe.
o Art. 4. No anno que se seguir ao dia da troca
das rali tica roes, o goyerno da Uniao nomear urna
commissao encarregada de regular as reclamacoes
qu* elle toma por sua conla, e satisfar essas recla-
maroes at somma de cinco mlhOes de pesos. Se
a commissao se reunir no Mxico, o governo mexi-
cano obrga-.e a facilitar seus trabalhos com todas
as iuformaroas possiveis.
i Arl. 5. A parte dos arligos VI e VII do tratado
de Guadalupe que esta e contradicho coro o arl. 1
do presente tratado, acha-se necesariamente annnl-
lada. Em consequencia os cidados americanos po-
derao navegar lvremente no golfa de California para
se dirigrem s suas possessoe situadas aonorle da
linha fronteira on para sahir dallas. Podero lam-'
bem navegar no ro Colorado, confarmando-se, po-
rm, s antigs estipulareis at ao ponto em. qoe o
meio desse ro deixa de dividir as duas repnbli-
s.
a Quanto ao Rio Grande, as estipulacoes do art.
V. do tratado de Guadalope, {cara em vigor, pelo
que respeita parte desse rio que vai do golfo do M-
xico, al a ntercessao do 31 47 30" com a fronteira
eslabelecida pelo ultima tratado.
ArL 6. Todaa a*, oslipulacoe contidas nos arla.
VIII, IV. XVI e XVII do tratado de Guadalupe, a
respeilo dos direitos civs e eedesiasticos daa pessoas
e das propriedades applicacse-hoigoalroenle ao ter-
ritorio cedido peta Mxico aos Estados-Uuidos ero
virtude do arl. 1 do presente tratado.
Ar. 7. Todas a. concessCes d Ierras, taitas pe-
lo Mxico no territorio cedido depois de 25 de selem-
bro, ou que, bem que anteriores a essa data, nao li-
verem sido devidamenle registradas nos archivos do
Mxico, nao serao rcconhccidas validas pelos Esta-
dos-Uidos,
o Arl. 8. Cada um dos dous movernos se obriga a
embararer toda a invaso de seos respectivos cida-
dos no territorio do ou lro,e a perseguir aquelles que,
tendo Iludido a sua vigilancia, consgnircm pene-
trar com mao armada nesse territorio. Os crimino-
sos serao punidos pelo governo a quem perleneer o
navio que os capturar. -
Art. 9. No caso de dilDculdade entre as duas'na-
res, as duas parles contratantes se esforrario por
lodosas meios para manler a paz; mas se alguma vez
se lomar necessario recorrer gnerra, observarao as
condiroes eslabelecidas no arl. XXI do tratado de
Guadalupe.
a Arl. 10. Esle tratado dever ser ratificado, e
as ralificaces respectivas devrSo ser trocadas na
cidade de Washington qoalro mezes depois de assig-
oado.
Em f do que o* plenipotenciarios das parte* con-
traanles o assinagnaram e aellaram no Mxico, enf
13dedezembrodoannodeNosso Senhor Jeus-Chris-
de 1853, 33 da independencia da repblica mexica-
na, e 77 da dos Estados-Unidos.^fome. Gadten
Manoel Diez de Bonilla Jote Salazar Ylarregui
T. Mariano Monteque.
Communicando esle tratado a*senado, o presiden-
ta Pierce snbmetteo ao mesmo teropo eaconselhou al-
gumas emendas.
A primeira, que tem por Om (ornar recprocos os
deveres e nbrigarfles estipuladas no art II, consiste em
acrescentar-lhe o paragrapho seguinle :
_ E o gavernn do Mxico consente ero que as es-
tipuhicoes comidas neste artigo, e que devem ser cum-
plidas pelos Estados-Unidos, sejam redprocas ; o
Mxico, conlrahe porlanto, para coqo os Estados-U-
nidos.e seus cidados as mesmas obr gares que os Es-
tados-Unid.08 aceitam a favor da repblica mexicana
e dos cidados mexicanos.
A segunda modificaco consiste em substituir ao
art III um artigo pelo qual os Estados-Unidos so o-
brigam a pagar ao Mxico da maneira indicada a
somma de-15 milhoes de pesos, e a salisfazer todas
as reclamaroes do* cidados americanos contra a na-
co mexicana, mas com a condicao de que esta desis-
tir da sua parle de todas as reclamacoes que liver
feito valer contra os E stados-Unidns em virtude do*
tratados ou do dircilo das gentes.
Emfim o Sr. Pierce propOe qoe se corte do artigo
VIH ludo o ijue tem relaco coro o auxilio promet-
ilo por cada um dos dous goveruos para a persegui-
cao e castigo daqucllcs de seus cidados, quo invadi-
Desle artigo s se pretende conservar a primeira
parte, na qual so diz simplesmente que cada um dos
seus governos se opppr com toda efucacia s tenta-
tivas com mao arroadade seus cidados contra o ter-
ritorio do oolro.
Grande, ondechegoua 9 do passado. Restituido
liberdade embarcou no dia 10 para a JagoarSo. '
O Sr. Francisco Ferreira de Almeida, qoe M
achava preso como suspeito de introductor de rooeda
falsa,, foi pronunciado pelq juz municipal.da cidade
do Ro Grande. O Sr. Flippe Neves de Freila.
Norouha, Indiciado no mesmo proceno, foi julgado
sem culpa.
Na. proximidade* de S. Jeronymo acabava de des-
eobrir o Sr. Johnson nma ramada de carvao de qua-
lidade muilo superior do Herval.
MINAS GERAES.
Ouro Prelo 47 de marro de 1854..
O dia -25 de marro tai muilo festejado nesta boa
cidade. Houvecortejo efflgie de SS. MM. II., ten-
do sido collocada na sata do docel a efugio de S. M
a imperalri, que ainda nao possuiamos, e pela le-1
mora da condcelo nao chegou no dia 14 de marro"
como se esperava, a grande parada, ludo com muilo
Inzimenlo e geral satisfacao. A' noite foi represen-
tada nma opera lvrica, o Deierlor Francez, que
muito agradou porque eslava muto bem ensatada c
foi excallentementedesempenhada. Ainda nio assis-
li a urna represenlaco, no thealro desla capital,
tao concorrida como esta, e que excitasse tanto en-
thusiasmo.
Mas he porque assim a representario theatral, co-
mo osderaais'feslejos do dia, occorrampor um duplo
motivo, o annversario do juramento da nossa boa
consliluicao poltica, a quo nao podemos deixar de
querer muilo bem, pois com ella nos tamos achado
nos das do pergo, e a inslallacao da assembla pro-
vincial, tao rica de talentos e boas iulenroo, na
qual deposita a provincia as mais bem fundadas es-
perance*.
Acredito firmemente qne essas esperancas serao
realisadas, e a poltica de 7 de selembro encontrar
nesta adhesao sincera.
Emqnanlo e arlharia do palacio salvava em ap-
plauso de lo grande dia, recebiamos de Sabara a no-
licta de um desses beneficios da paz,- qne nossa* ins-
titniroes tem conseguido fundar.
A 23 de marco, pela 1 hora da larde, a barca Vat-
concellot, dirigida pelo engenheiro de La Marnire,
l part a de Sabara descendo o Rio das Velhas, que,
como j lhe noliciei, vai ser explorado, para nelle
estabelecetrse a navegado a vapor, at a con-
fluencia do grande rio qoe presta navegaco franca
no territorio desta provincia, desde a cachoeira da
Pirapora, cinco leguas cima daquella confluencia,
al a barra do rio Carunhanha, por esparo de 87 le-
guas, qoe sommadas com as oitenta em que se calcu-
la approiimadamenle a extensao do Rio das Velhas,
de Sabara al a sua faz, taremos cerca de 160 leguas
de navega rio a vapor, nio referi do a extensao na-
vegavel dos demais confluentes.
Nao he possKel descrever o enlluAismo que se
apossou dotada a populario sabarense por tao agra-
davel motivo ; toda ella se achou como que apinhada
em um ponto, e saodou com estrepitoso* vivas a par-
ada da barca, na qual foi rada a bandeira imperial
ao som de urna salva de 21 tiros. -
A popolaeao bemdzia o nome do presidenta, que
emprehendeo a exeenrao de un projecto, que tanta
deve contribuir para a prosperdade desta provincia,
e principalmente para a cidade do Sabara, que vir
aser urna das mais opul en las e florescentas das cida-
des do interior.
O digno presidente da cmara municipal, o Dr.
Sympbronio, nSo lem paupado sacrificios para o
bom xito da empreza. A' sua aclividade intaligave
deve o municipio de Sabara grandes benepcios, sen-
do entre elles um dos melhores eollegios da provin-
cia que elle all iustitpio,c a elle se deve em grande
parte o impulso dado naquelle municipio navega-
ro do rio das Velhas.
O relatorio qoe o presidente dirigi assembla no
acto da inslallacao he um dos mais circunstanciados
e ricos de esclarecimenlos que temos tido, e he tal-
vez o prmeiro qoe nesta provincia se distribue im-
presso logo depois da lido. .
Como provavelmeole Vmc. mandar transcrever
os seus tpicos mais importaotes, confio na sua esco-
ma, quesera amis acertada.
' Mais urna evasao de presos. A cadeia do Mar
de Uespanha foi arrombada, e rugi um Austraco
condemnado por introductor de notas falsas, e dous
recrulas.
Diz o presidente no ser relatorio, qoe he as ca-
deia* onde menos seguros selpdem considerar o,
presos.--------?
2 de abril.
Muito *e lem discutido ltimamente em varo* cir-
cuios isso a que se lem denominado poltica de con-
ciliacao, quaes as pessoas e os principios que ella
deve considerar, se convem ir on nao por dianta,
qual o ponto em que deve parar.
Se lhe disser que nao tomo p neslas qnesles nao
lhe minto. Digo-ihe mais, encaro at^ousas por mo-
do moito diverso do que as encarara geralmente.
O contrato do governo com a companhia dos pa-
quetes a vapor est a terminar, e muilo provavelroeu-
le ser reformado; he porlanto occasiao opportona
de indicar'alguns -pelhoramenlos que a bem do ser-
vico publico nos parece seria conveniente exigir dessa
companhia.
Recebe ella do Ihetouro urna preslacao annual que
regula por 600:000. He aniiiio sufficiente para que
a companhia conciliando todos os seus jusl*y lucros,
retrbua ao eslado com mais algum tervico do que
esse que pres(a da simples condnro das malas dos
crrelos.
As viagens para os portas do norte sao de quinze
em quinze das; paraos porlos do sul ha apenas urna
por mez. O governo dir se polilice adminis-
trarlo he sufliciente essa lao pouco freqrente coro-
municacito; o qne lodos sbem he que para as rela-
coes e correspondencias commerciaes sao necessaras
viagens mais amiudadas.
Nao he lalvez porm esse o nico melhoramento,
que indispcnsavelmente deve ser exigido. '
A experiencia das naroes que lem conlratos com
companhiasde navegaco para serviros pblicos,mos-
tr a conveniencia de exigir-se que os navios que el-
las empregarera possam, em nm momento dado, eeru
que seja necessario, prestar ao estado servicos de
gnerra, senn afmando-se ao menos ennduzindo mu-
nires e transportando soldados. Dessa estipulado
acaba a Inglaterra de colher o major proveilo, fazen-
do com que navios dessascompaniias levassem ilha
le Malta urna das dVisoes que tem de obrer na guer-
ra que essa potencia vai tazer Russia. Sao navios
de tal lolacao e forra que transportaram regimenlos
inleiros com suas armas. Cardamomos e petrechos;
um ilelles, o f[malaya, conduzio 2,000 praras. E
essas praras viajam com lodos os possiveis comraodos
para que a viagem nao seja um verdadeiro supplirio.
Nos navios da nossa companhia, pelo contrario, sem-
pre que o governo lem de embarcar nelles alguma
tropa, contcnta-seeom o mais insignificante destaca-
mento: c esses vapores recebara 200 praras, que fi-
cam amnnloadas no convez sem se poc'erem resguar-
dar do lempo, sam mesmo terem esparo em que pos-
sam descansar o corpo.
Nao seria conveniente impor a urna companhia
subvencionada a obrigarao de ter vapores de lolarSo
tal que, no da em que isso se torne necessario, pos-
a transportar ao menos um balalhao, e dar-lhe osi
coramoilos que o eslado deve aos defensores da patria,
do throno e da le'!
NSo bastar porm decidir pela aflirmativa, e es-
crever no conlrato essa estipulado; lie necessario
que se trata seriamente da sua cxecuc,"io.
9
Enlrou hontam dos portas do Sul o paquete a va-
por Guanabara. Traz dalas de Porto Alegre at 31
do passado, do Rio Grande fil o l.o e de Santa Ca-
lliarina al 5 do rorrete.
A divisao imperial de observarao entrou no esta-
do Oriental no dia 28do mez passado.
O Sr. presidenio da provincia sabio dacapital para
a caoipanha no dia 5 demarro. Nodia 6 chegou
cidade do Rio Grande, donde parti a 10 para Pe-
lotas. D'alli seguio na mesma noile para o Jaguarao,
e lio dia 14 desta ultima villa para o Pirahj,
acampamento da divisao imperial, S. Exc. foi re-
cetado em Iqdos esses pontos com asmaioresdemons-
trarOes de consideraro c respeilo.
Dionisio* coronel, nao couseguio passar ao eslado
Oriental quando se evadi de Pelotas. Foi encon-
trado as imracdiacOes de Piralioim, di-farcado em
gaucho locador de carretas, e remedido para o Rio
minutario, glorificacae popt.
pbo de um
urna poltica
_ Consta-meque o Sr. M.ri.nno Procopio chegar,.
brevemente a esta cidade afim de rqBCTU^sien*.
blaproviocialaisencaodaqaantia que t -
nhia Un*oe Indmiria *e obrigou a pagar ac, cofres
provnciaes pela cqneessao da estrada do p,rj
bnna.
I)iz-se qoe alta pretende jnslllcar o seo pedido
com o acreseimo de despezas provanienles da nova
direccao que em varios pontos convem dar estrada.
despezas co-n que nao eonlava quando assignou p
coulrato co a o governn provincial, pois muito razoa-
velmente s persua' *Wno era natural, que a d-,
rec5ao actual seria a raelhorV por isso o haveria
uecessidade de a alterar.'
Leo no CoiM/itucionaf, falla que pbblica os Ira-
balhos da assembla provincial d 8. Panlo, que esta
havia representado pedindo a annexaeao da eoniar-
ca do Sapocahy aquella provUfia, porque isso ail
lhe convem. > \
Admiltindo o mesmo principio da conventeBeia
seria muilo para desejar quea'asSmbla legislativa
desta provincia solicitas-e tambero a anDxicau do
municipios au norte de -Santos al Paraly. Fiearia-
mos assim com alguns porlos de mar, ie que muito
necesitamos, o teriamos o gosto de ver inclnido en-
tre os nossos municipios o da capital daquella pro-
vincia. {Carta\particular.)
-------
S. PAULO
. 29 de marco de 1851.
Tenho guardado silencio sobre os trabalhos da as-
sembla provincial, porque nenhuro objeclo de al-
cance se tinha ahi passado : posturas da cmaras, re-
querimenlos.de ordem, e oulros negocios qu' nao
sabem despertar attenco, afagentam os curiosos das
gattg-as, mrmenle a miro, que oo sel levar em pa-
ciencia que consummjdos oradores, eomo muito.que
por ahi temos, desperdicem a oratoria em quesles
de nim.
Tadavia j me fai correndaodanuyfa pedir ,
tenco de seos lerores^paraaj(*i?iopora
dos representantes, visto cedo j elle se expandi-
Venlia pois Vmc. comign para as galeras, e conside-
remos o' que vai ta por baixo.
A assembla est dividida em Ires turma* ; maio-
ria, minora do justo meio e fraccSe otada. A das-
sificaro be fondada na observaes do* disettrao* qne
publica o jornal da rasa: se nao he lgica, recala
erro sobre os Sr. depnlade, que nio se fizeram en-
tender.
A maioria se compe de raembros qne apaiam
compactse admustracaodo Sr. josino, repe
as argucias que se lhe faz em nmou oulro ponto de
sen governo. A' sua frente se collocaram os Dr*. Jos
Alves, Ribas, Diogo, Segurado, Pinto Porte,; Salva-
dor Correa, e Sampaio, que, em seus discurso*, team
procurado pulverisar a fraccjto solada, historiando a
adminislraco provincial, e justificando seu. aclos.
Devo dzer-lhe que sob estas bandeiras a collocou'a
mesa, composta do conselheiro Carneiro de Camnos, .
Rosa, e Dr. Mello.
Quanlo a mim nao ha nada de novo ; o que se tem
feita nesta assumplo he o ftesmo que se tem feito
sempre, com alguma* palavra* de menos.
O governos nao repelem, nao tem repellido* nio
podera repellir senio aquelles que os hoslilisam.
Representando nm principio he obrigado a aceitar a
lula com aquella que o pretende substituir na direc-
cao do Estado. Dahi a necessidade de repellir de
si os individuos que o hoslilisam, como um meio de
impossibilitar o triumph*} do principio contrario'
Combate-se cntio o individuo nio, pelas suas quali-
dades, qoe muilas veze* podem ser eminentes, mas
porque os meios de accao de que dle pode dispdr
ero nma poiicao elevad, traduzem-se em meios de
iriumpho para o principio que nelle so encarna,
Logo porlanto qoe cessa o antagonismo dos dous
principios, e qne um partido ou os membros de um
partido deixam de hostilsaf o governo, a linha de
proceder que ste deve ler em vista acba-se natural-
mente Irarada pela situacSo.
Eis-ahi o qoe se d hoje n'o paiz cm grande esca.
la, e o que lem snecedido isoladamente em diversas
pocas a respeita de um on oulro individuo.
l-'ra preciso que a accao do poder se regesse pelos
instiuctos das paixes, e morraente pelos da vingan-
ra, para continuar hostil contra individuos cujas
opinoes j nao sao um obstculo.
Logo e sempre que a accao do poder fr, eomo
deve ser, o simples tacto da remorao do obstculo,
deve naturalmente prodozir o resallado que hoje
observamos, sem ser preciso allribui-loa urna polti-
ca especial formulada expressamente para o conse-
guir.
O auxilio prestado ao poder por aquelles que se
nao oppoem ao Iriumpho dos principios delle, nao
pode ser a base de urna poltica- Buscar um auxi-
lio, aproveita-lo, he apenas preparar um meio e nao
conseguir nm fim. A poltica que nao pretendes**
atlingir outro alvo parara no meio do caminho e
reconheceria sua impotencia.
O gabineli'de 7 ile selembro nio poda porlfnto
organisar-se no intuito de procurar esse auxilio qne
appareceu naturalmente pelo cansaro da opinio, nas
lidepolticas, como em onlraa-pocas havia surgido
o antagonismo e a rcpulsio.
O fim de soa urganisacao he oulro : dirigir o paiz
nas largas vas da prosperdade moral e material em
que elle tem procurado laocar-se nestes ltimos lem-
pos.
Se homcos que no campo da poltica se acharar
oulr'ora em divergencia pensara do mesmo modo so-
bre a direccao que elle vai dando ao paiz, elle os
aceita c nem pode deixar de os aceitar e vai seguin-
do seu caminho.
Eii-ahi como en entendo e explico o que vejo, e
nada descubro nessa theria que desaire o governo
nem aquelles que o apoiam.
Moito applaoddo lera sido o resultado da etei-
rao de senadora que ltimamente se proceden nesse affeicodo'^n
A^mnoria do justo meio conla em *eu seo Dr.
Jos M. da Fonseca e cinco amigos qne segaem o '
pensameulo de opposica aos actos .em. que o presi-
dente nao se estribar em razao. Assim deriarou na
tribuna o Dr. J. Manad quaodo disse qne eslava f-
ra de soa linha de conducta a opposica vendada e
syslemalica ; prodamon que f.r reparos adminis-
lraco quando ella transpezer a rbita do justo.qnan-
do ferir os interesses de seos constituinles. ,
O mesmo pensaiiienlo predominou no discurso do
Dr. F. Emydio, orador desta turma; approva e
deseja mesmo elogiar o Sr. Josino quando ello a
merecer. ^
A fraeco solada, formada pdos depulados Peala
Toledo eManoelEofrazio, reconhece que nao ha
apoio possivcl ao governo ; retira o seu, e awocura
envidar farra para derriba-lo. He pois da opposica
s;-saematica,-pessimisla, embora n3o confesse.
Feita esta resenta, fica Vmc^scienle de que o pre-
sidente he sustentado pelo partido ; em rigor conta-
se dous opposicionistas, pois que a mesma sila do
Dr. J. Manoel declara, alta e bom som, qoe deseja
prestar seu.apoio desde que a udmjnistraco o me-
recer. r
Bo astrlogos lobrigavam no hoiizonle da assem-
bla provincial urna opposicSo direda, e alsonanle,
capitaneadi pelo Dr. J. Manoel, attribuiodo a S. S.
resenlimenlo contra a presidencia, resto, da des .
funta batalba senatorial. JJaa S. S. e seus amigo-
>.HWr ^ e le *>-l*l.ll*jiilrahem da per*--*
nahdado uu governo jjjra encarar meramente sua
marcha publica ; loii/am os actos de conveniencia
publiea, c reservamia censura pa>a os desvos da
anloridade. \f
Est dagorrreotypada a feico-poliica da repre-
sentacao provincial ; se osl-organisada, se sena mem-
bros nao procedem om regra na attitude tomada, nio
he culpa minlia ; eston historiando.
Permilta-me agora algnraas consderacoes. Se a
admiDistracao do Sr. Josino est sajeila o juizo cri-
tico do noticiador, cumpre-me compulsar a epBiao
publica, para della extrahh- o apopbthegma lanradn
sobre sua admioislraco, visto como minha opjniao
singular nada vale para o caso ; ncnhnma intervao-
cao tenho neslas consas; s me incumbe assignalar o
juiz publico.
Considerando agrande maioria que ahi apota o
Sr. Josino na assembla provincial.wu obrigado^ di-
terque sua adminislraco tem sido curial, i
qael
representantes se tenham desnorlfado, desprezanVi
o brado d seus coustiluintes para sustentar um mao
presidente. Ora, esta supposirao me parece falsa,
alienta a dignidade doa caracteres que esto boje
sentados na represenlaco. He pois esla-a razao que
me leva a dizerlhc que o governo marcha em regra,
porque o orculos da provincia o apoiam.
Sempre fai defendido neste escripto o procedimen-
to d* Sr. Josino ; as sas qualidade* ngtoaes, *
honesldade na gerencia da* con resse que revflava em acudir s necetsidades, i
snbamaseu conhecimento, paulavam rainhas opi-,
uiOes.
Mais tarde a embate das paixoes, a dzania da es-
laro eletoral, fez cebentar a deshrmonia no. cam-
pos do partido, e algumas phases desna administra-
cao foram estigmatisadas. Foi nesta occasiao qua me.
remelli an silencio ; nao era do quadro desta eorres-
pondencia lomar o lugar dadefeza ou. d. aecusaco.
Visto pue havia lula, e questao pendente sobre a
conducta goveroaliva, era meu dever categrico,
derivado da posico imparcial que lomei, afrurilar
o terdict do povo, a sentenra do tribunal comp-
leme.
Elle se manifestou, e lavrou voto de adheaao: de-
vo, pois, dizer qie_a aoTlnslrarto actual agrada,
pa/qiie os interprete* da opinio popular assim o con-
firmara. \^
Nao tenho por conseguioteo menor receio de clau-
dicar laucando estas linhas 'em favo/'do governo ;
tenho base segura na opinio da aasembla ; posso'
registar o apoio da provincia, a.s*im como i linha
feito.
A imparcialidado de que faoo praca anda aaanda
que outra cobsiderac.ao venha encerrar esletepico.
A adminislraco do Sr. Josino nao traz o cunho da
perfeirio, como nenhuma oulra que se sumi so cor-
rer dos lempos; a cadeira presidencial asseotf sobre
espinhos, eem qodra eleitoral, a extienda he .que
diz, as tempestades a arrancara sem remedio. Entao
he forca caliir, ou ser Sansio para/PPortar f*>ra
do vendaval que se alevauta.
Nao he por isso estranho qor
collocado endl dous ref' -ut
prias forcas do (artido ?
contentes. Mas o que
podem negar he que
nao se podem
L

municipio e provincia.
Nao li a circular do Sr. uzebo ao corpo eleitoral
mas pelo que collijo nas fallas, dessa cidade, elle
procurou arredar do debato das urnas todas as con-
rderaeOMindividuaes, snbstituindo os prindpieo ;
sua pessoa.
A quebra de votos que soflre em algn, cr itagios
prova que o eorpo eleitoral aceitan a questao no
mesmo terreno.
E o resultado da volacao he o truupblo dos prin-
cipios que ella devia julgar. _^-- 1
Ora, enlre esses prinripq^fgarava aibi era pr-
meiro tugara repressao'do trafego. Os que a con-
trariavam contaram-se e o ,seu numero mpercepti-
vel entre os eleilores da pr'viocia que m"'* lucrava
e engrandeca com aquelle^onlrabando, jnostra que
este se acha irrevogavelmc e condemnadb pefa opi-
nio. l
A eleirio itoSr. Euzebi 'carada debaixo dcste
ponto de vista, tai mais il le om tesleiminho
mritos servicos do eminer^ytltlintaiajroi o riuTo-
Sr. Josino esteja
ampoiteadaa^r.ro-
-aUeroaSos e des-
fneanlentea nio
n allributos que
iue nao son em rigor
., pois que nao navego pc-
j vendaval, deVo dizer qua,
io agradou a todas atparle,
ia deve estar tranquilla, tem-
guem lhe pode alirar .cara os dis-
Jinbeiros.puhiicos; em sua administra-
podres quj^Liem gangrena* honra
particular dj^fm presidente de provincia,
.irovnca, segundo a forra de
segundo Vcircumstaneias em
ios. Se mais notem feito, se a pro-
Coi elevada ao maior'eslado de progrsfo,
porque suas proporres alo g.oharam ainda tem-
para se desenvolverem.
Estas considerarse* nao sao feitascom vistas de en-
dererar nma apoloaja ao Sr. Josino. Digo a verta-
le, qne o povo sent, digo bem do seo governo, como
dira mal se elle ae transviasse por mos caminho*.
A proceder assim me obriga o eompromisso qoe me
liga ao seu Jornal; ainda me acho com animo de ar-
restaros ciscos da imparcialidad-*. E Vmc. permita
arpfTeps, qu"va*er lempo remelllda aos amig*
daqui, que por ventara reputara azedas as verdades
los mares en
se sua
ao m<
branf
perdic
rao ni
public
Traba,
suasj
o
v;
h




/
w
que regislro. Ella, vn, do povo, e nesle enripio nao
do qaeexararaopiniao popular; as m.l.as
Pa mim, ,s Ao povo remello ptiblcidadc,
a penis a imputado de recolhe-las para
rem com vial, a seus assigoanles.
requencia da> chuvas lem aggravadoo mno
'daS.*'.** de """nun'casao; algumas estradas,
* fluaii intraniitaveis, e emquanlo a nssembla
irovineial nao decretar quanlias sufllcienles para a
eonservacao e reparos, muilo soflreriTo os vian-
dantes.
Diiem-rae algans que a aggravaro desse mal he
debida i incuria de alguna-inspectores de estradas
qne nao tem desempenhado as funches de seu cargo
conforme a exigencia publica. Muitas vezes temos
visto abrir-se o cofre da thesourarla para certos eami-
nhos que so eonservam no Uatu quo, a despeilo da
apresenlaco de ama/>ria. OuIrcValtribueraexi-
guid.de das quanlias decretadas, que nao bastara se-
no para pequeos concert,, que sao provisorios.
Ostros Onalmente lancam a carga ao Sr. Josmo, in-
clusive o depulado Haooel Eufrasio de Toledo oae
llio tflribuio a peste, a fomc e a guerra que elle lobri
ga na provincia.
a-eonulctode opinioes interven, o pensador
'parcial, que l.nca .culpa na falla de lempo de al-
guna inspectores de estradas, que nao-tem applicado
lodo o eoidado s obrigaCes que lhecorrem, aossus-
pellos informantes do presidente, o parco auxilio
que a assemblea provincial lem prestado a osle ramo
de servico, e a final usufficiencia das rendas da pro-
vincia, que nao poden, acudir ao melhoramenlo cm-
plelo dos caminhos. Todos estes motivos, diz o povo,
neorrem para que a industria pereca, o viandante
ara, os consumidores paguem cora usara os pro-
ductos que vmao mercado, eo Sr. Josino pague, por
conla de todos, as dalribes do dia.
Resta um recurso : vejamos o que decreta a assem-
blea, o qu fazem os inspeelores de estradas, as por-
tanas que lavra o presidente, o finalmente ferremos
osolho na celebrada estrada de carro. Dispostos
lodos ot meios para a cessacao do mal, elle ha de ca-
:_3|PinJ "a'' for' el&0 nos que somos povnque
pagaroWfcorrorosos ii*jiosio>f que nao vivemos do pSo
e> 16, que temos gove*apo a quera pagamos para a
geslao dos nossos negocios, a quem damos gordos or-
denados e bella posiso, nos emfim que somos sobe-
ranos, como os publicistas nos juram, applicaremos
sandio.
De caria fidedigna da comarca da Franca vi que
reeefa-se que as immediaces desta villa apprec.dm
desorden* pela achada de alguns diamantes pcl-js
franqueiros. A nolicia destetado prncurou a allluen-
ela de alguns garimpeiros, que parece se mostrara dis-
postos a excreer sua torca. J em outros lempos se
eonliclos nesle lugar.com os mesmos motivos.
Ogovernoj providenciou, segundo me consta.
No terrado da freguezia de N- S. do 0\ meia
gua distante desta cidade, se commetteu um horri-
i assassioato. Foi encontrado o cdado Joao Glo-
ria, freguez do O', estendido morlo na eslrada, e mor-
barbtrameole. Distingnio-se o signal de muitas
das, ficindo a vjetima eom o venlro rasgado e a
estoca completamente mutilada.
I Dr. chefe de polica entrou immediatamenle em
indagaces, e conseguio j capturar-sim que se acha-
va (crido, pois tinha inlervindn naquestao. Parec-
is* qa eom o interrogatorio se vai dar na malhada ;
Pois j consta que o assassino se acha oceulto na fre-
gaesia de Santa Yphigenia, e gravemente doente.
Dit-se que a roorle resultou de um feroz combate eu-
Ire Jlo Gloria e FuOO, e que o catas iclli he devid _
a ama Helena. He credor de encomios o Sr. Dr.
Almeida pela aclividade desenvolvida na captura
s criminosos ; este faci causn viva sensato na
capital, onde estes dramas nao sao comesinhos, e S.
JJ. emprega lodo o esforco para que seja punido.
A provincia vai sasfeila eom o chefe de polica.
Van a pello perguntar ao correspondente do Mer-
untU a razio porqu se moUra infenso a esta auluri-
ide, nef ando-llie a actividade que se lbo nao pode
eenaeeer. Meu senhor, nao consiste a boa polica
rata lagar na grande vozera e prestigioso appa-
da justics ; se assim fosse, combinando eom o
collega, o Sr. Dr. Almeida sera ruin chefe do poli-
llas he sabido que o grande estrepito, a pata-
ede, he al inconveniente ; e o Sr. chefe de policin
exerce snas funeces sem essas circumstancas que o
torrespondenle exige como condicao de urna boa po-
V pois este lembreleem respeilo verdade,
pealado ao correspondente que me forre o mais que
padar a trabalho de rectificar suas noticias : he ta-
rda fra do mea quadro.
Folgo dedztr-lheou*i averno provincial vai
rfando mais esparo y0F*^'
melhoramento deliradas.
O eaaenheiro-'civl Jos Porfirio de Lima, lendo
suspendido os trabalhos das explorares da projecla-
da estrada da ConceicSo de ftanhaem pela improprie-
Adeda estacao para os Irabalhos exercidos no ser-
las, val por rdem do Sr. Josjoo examinar as estradas
do orle da provincia. Segundo as instrucejies que
reeebeu dever allender. nao s aos reparos que cum-
P** laaer, enviando immedialamente os respectivos
oreaaaentos. como tambera prestar as nformaces'ao
#sverae relativas s Obras que se maudou fazer desde
a fr de Janeiro, declarando o que est feilo, eo modo
paraue se lem observado as ordens do governo. Fo'
iada incumbido de indicar as estradas em que se
apuudem intilmente os dinlieiras da provincia, e
s ?as alalhos ene cumpre fazer; de rectificar o
meppa que apresenlou em 2* de novembro de 1852,
a parta que se refere s povoacoes, estradas, &c.; de
obter intormaees sobre quaesquer minas por ventu-
ra existentes nos lugares que tem de percorrer, re-
meltaada as amostras que obliver, eom indffarjo dos
jares esa que forem encontradas. ^
far cario en nao quizera.es'.arna pelle desle en-
a geabaire, que talvez haja de incorrer onlra vez no
desagrado de alguns, se quizer dar execu^ao aos seas
deveras.
Parece que vai lomando vulto o espirito deem-
preza, inda |So atrazado na provincia. Os cidadaos
Malheus F. Oinlinho, Domingos de Paiva Azavado,
Jas E. de Paiva Azevcdo, Antonio Bernardo Quar-
tiaa, a o engeulieiro J. Porfirio de Lima, acabam de
apresan tara assemblea urna proposta para empre-
beaderem a constmerao da eslrada desta capital a
toa, aegaudo a lei provincial existente, fazendo
r mnibus, carros de transporte de gneros,
qmaesquer outros vehculos de conducho movidos
par animaes, on por qualquer outro motor.
s emprjzirios sujeitam-se, eom- pequeas modi-
BeajOaa, s condi^Oes estatuidas na lei, addicinnando
oalras qoe julgam essenciaes para a possibilidade e
brevidade da realisafao do contrato, devendo ler a
aapreaa privilegio da rodagem por 30 annos, e de
30 para a eobranea da tasa da barreira destinada
paraindamnisacao da cunslruccan da eslrada, garan-
tindo-lhe a provincia umjuru de 6%.
J lhe commaniqucl que ao governo foi apresen-
lada ama praposla doSr. Barros, qoe emprehende to-
da a linada eslrada desde Santos al o Rio Claro.
forera he de notar que a lei provincial divide essa
linha era sceles, parecendo que o espirito do legis-
lador foi chamar as emprezas e anima-las concur-
rencia, lie parece-oor isso que esse contrato ainda
lem esse inconveniente declarado por lei.
Foi I final celebrado o contrato entre o presi-
denle da provincia e o Sr. GatvSo, relativo s eslra-
d*sd carro.
aso-Bie que as bses foram dernasiadaraente mo-
aMeadas, conaegaindoo Sr. Josino que se#iscasseo
DIARIO DE PERMMBUCO. QUINTA FEIRA 20 DE ABRIL DE 1854.
*
adade Conta-sc poucas pracas do corpo fixo e per-
manentes que esto a meto da, sendo ainda neces-
sano que o governo chame a gnarda nacional para a
goarmcao dos domingos, recebendo o odioso da me-
dida.
He visto que a presidencia, collocada em caso de
torca maior, se vio Toreada a chamar os guardas na-
ciotiaesparaa guarnicao, segundo a trlha da corle
cde quasi todas as provincias ; lie visto ainda que S.
Exe. foi benigno para eom essa pobre gente, esma-
gada pela miseria e Tome que esta corroendo a classe
pequea da provincia, altcnuando o servico, per-
miltindo queso entro cm servijo nos domingos e
dias santificados, sen la mo-os do servir de fachina
e conducrau de presos. Todava cumpre que S. Exc.
complete a obra, que represente ao Sr. ministro da
guerra a indeclnavel necessidade de se mandar para
S. Paulo algumas companhias de linha. Por mu las
vezes so lem vislo o remedio dasprcises publicas se
seguir s representares que soliera a palacio; S.
Exc. se dignara acordar o ministro da guerra ?
Nole-se urna consideraran^ a nossa caixa provin-
cial rccolheannuilmenle cerca de 500:0009, dspen-
de eom o eorpo de permanentes quasi 100:0008. A
geralrecolhe 800:0008 e dispende 200:0008 eom o
pygmeo corpo fixo a>
V este argumento eom vista ao Sr. ministro da
guerra, a quem se pede misericordia; nao hecrive
que S. Exc. nao possa dispensar-nos algumas baio-|
netas, ao menos para a.ronda da cidado.
Ja Uve occasiao de tocar nesta questao, porque um
raio de esperance me dizia que lalvcz S. Exc. cor-
resse osolhos pelo Jornal io Cnmmercio e recebes-
se o recado. Mas assim. nao foi; de outra sorte, S.
Exc, que do certo leva em muila conta a opiniao da
provincia, teria acudido ao reclamo. Se he assim,
esperemos. Nao desaira um ministro a adopto de
urna medida tembrada por humilde provinciano.
O Sr. vsconde de Paran mandou prximamente
t|uese proredesse a concursos na thesouraria geral
para preenchimcnlo das vacaturas que causavam cn-
torpccimenlo na ordera da ccriplurac.ao ; e jieste
escripto se linha feilo subir cousideracan deS. Exc.
a necessidade desse provimento. Que mal he que o
Sr. Bellegarde acuda a urna necessidade que falla
Uoallo* Tenho que S. Exc. nao cerrar os ou-
vidos ao raclamo da provincia, que aqui assignalo :
poucas pracas supprirao a necessidade de muitas que
aqui exige o serv jo publico:
Foi a final capturado o criminse Mariano da
Agua Branca, que de ha muito se tinhr refugiado,
em consequeucia do processo instaurado pela morte
de um escravo que exhalou os derradeiros suspiros
sendo brbaramente surrado pelo selvagcm senhor.
Sao comesinhos estes crimes na provincia, mrmen-
te na roca, onde frequentemente se refere que nm es-
cravo suecumbi atado ao moirao. Esses factos pas-
sados no interior corren, sem sanejao alguma, pelo
perigo de levar os culpados ao tamborelo dos reos ;
mas aquelle de que falto espera-se que nao ser as-
sim : fui cnmmcltido ocrirae i portas da cidade ; a
populacao est consca do que so ha pastado. O lio
mem de que se falla he perigoso, ja envolvido Im ne-
gocios da juslica ;cumpre que ojury de S.Paulo nao
d urna prova do descrdito em que lem cabido a ins-
tituicao. A nossa proprja seguranra assim o pede.
Teve lugar a primeira reuniao do jury no cor-
rele anno, presidida pelojuiz de ireilo interino
Dr. Gavao, que he digno de luuvor pelas mrneiras
circumspectas que osteutou na directa dos Iraba-
lhos. He serapre eom satisfago da consciencia que
tribuamos o encomio merecido ao nos;o dslinclo
patricio ; os magistrados honrados devem an menos
receber a manifeslacao da opinio quando seus dic-
fames sao satisfeilos. *
Estreou tambem o novo promotor Dr. Cosa Car-
valho, que corresponden ao juiza que sempre' se fez
do seu tlenlo.
Desla feita nao oSfercccu o tribunal grande espec-
tculo aos amadores. Apenas cinco processos subi-
ram consideracao do jury. O banco da defeza foi
anda permanentemente oceupado pelos acadmicos,
que ahi s^ vao' ensaiar ; de sorte que os provectos .fi-
cen, ao canto, visto como ja se acham eusaiados, e
nao vao por obrado misericordia. Sem fazer dis-
linccao de nenhum (he materia perigosa,) direi que
fizeram boas defezas os Srs. Gelalio, A.ilonio Carlos
de Andrada, Sebaslao Jos Pcreira e Candido Xa-
vier. i
Vi o formidavel cacaco do sea correspondente
qae ahi havia de mais vea lorio e oneroso para us co-
provinciaes. Em verdade, tal qual foi offerec-
> evasideraclo presidencial, era um verdadeiro
i garata publica. Mais tarde, pelas discus-
ases da assemblea, a quem incumbe a ralificacao, se
rabacera quanlo ainda resta de vexaturio e oneroso
pan a provincia. O Sr. Josino devia concluir esla
aaslaa; alcanrou o juste, tanto qaamo era conci-
Haval eom nossas e^rcamslancias : assemblea in-
Sei da boa parte que/ a maioria da assemblea nao
l diiposta a aceitan o conlralo tal qual vai ser su-
jeta a diMnsso. Ciaa verdade exisle cm lado isto :
o privilegios que a mpreza pretende sao monslrup-
he orna qjfek* que provoda aturado estudo,
^Rltel
pois a adopcao
canee Ilimitado.
ilhanle conlralo lem um al-
ie por isso que a provincia olha
atienta pira a decs},, deste tamandu.
Continua o as4u0,la* casas e qunlaes, e as
Mtidasjiaasi diiirW,9 casae de negocio. Os ban-
doleiros acavalleiros VcluriiosjjJii fazendo praca
deseudesorezo forc P'ihtic^l^oiitem, nao
era altanoila, nos Quatro Cantos, lugdrlk*j)ubfcn
e frequentadn da cidade, fui arrombada a l
ragem do Sr. Couto.
Outros casos se vio quotidanamenl reprodazii-"
do, e ja nenhum negociante se atreve a dexar a Uie-
eauraria na loja. Felizmente os ralonelros nao sao
l muilo affeicoados a mercaduras; preferem onrrtu
circulante So encontrando gaveta sorlida, proc-<'^
raja outro norte.
A peia Iraballia por prevenir esta estado desgra-
nado d segurance; mas nada consigue, porque lhe
taHaeam os bmos : nao ha tropa -para palruihar a
?fnTetei~atr UesMioas, iahindo espora contra a idea da annexa-
So doSpucahy aos dominios panlistanos.
Tem razao o collega ; 8esafozue-se : he um crime
de lesa conveniencia os senhures do termo e da cida-
de de Pouso-Alegre, do municipio de Jaguary, da
capella de Santa Rila, da villa de Ilajuba e fregue-
zias, da cmara de S. Caelano da Varzea Grande, de
S. Jos da Paraso, e de Capivary-Abaixo, aventaren!
urna idea de ha niuitu abalada, que muito en.liora
seja fundida era todas as razdes de direito adminis-
trativo, todava fer os interesses dos polUces de
Minas Geraes.
O collega,' em vez de entrar na questao da conve-
niencia da annexaco, pregaTluas calanadasnos moi-
nhos de vento, arrepela-se contra elle*, e agarra-se
ao Sapucahy eom uohas e denles. Pretendamos dis-
cutir a idea, seo correspondente quizesse entrar em
Hca ; mas nao lhe eniergamos esse desejo. Mas o
correspondente limila-se a laucar a sna maldicao so-
bre nao sei quem. Por conseguinte, emquanlo nao
locar na questao, emquanlo se limitar et elusivamen-
te a clamar coulra a idea, s porque inleresses poli-
iicos da localidade servem de bilola para seu pronun-
eameo(o,uos de S, Panl o nada lhe responderemos.
Cumpre que o correspondente saiba que essas re-
preseiitacesdo Sapncahy parliram. espontneamen-
te de seus habitantes, oppressos pelo desprezo em
quejazem, pelo solamente a que eslao condemna-
dos, pela distancia eotras circumslaocias que ocor-
respondenle bem sabe.
Dexo pois de entrar em debate por ora, vislo co-
mo o correspondente o nao quer, aprontando o en-
sejo para pedir-lhe um lugar para a seguinle !
REPRESENTACAO ACERCA DA ANNEXAGiO
DACOMAUCA DE SAPUCAHY, OFFERECIDA
A ASSEMBLEA PROVINCIAL DE S. PAL I O
PELA COMMISSAO DE REDACCAO, E OLE
FW PELA MESMA ASSEMBLEA ArPKO-
VADA.
Augwlot e dignimmos tenhoiet representan-
tes da nardo.
A assemblea legislativa provincial de S.Paulo
vem respeitosamenle apresenlar-vos. as inclusas re-
prcsentaeOcsque dirigirara-lhe os povos do termo e
da cidade de Pouso-Alegre. do municipio de Jagua-
ry, da capella de Saula Rita, da villa de Ilajnb e
freguezias, da cmara de S. nelano da Varzea Gran-
de, de S. Jos do Parado, e de Capivary-Abaixo,
comarca de Sapncahy, provincia do Minas Geraes,
pedndo assemblea a sua inlervenrao para a con-
secuo de nm vol de ha mullo desejado e aceito na
comarca o de annexar-se esta provincia de S.
Paulo.
Fiel interprete de seus cunsliluintes, estrenua
promotora dos legtimos inleresses da provincia que
representa, e convicta de qoo da uniSo resultarao
incatculavcis vanlagens situaran dos peticionarios,
esta assemblea nao hesilou em esposar esse pensamen-
lo, que, sobre ser espontaneo, he nobre e elevado, por
que exprime a aspirado de um povo a mclhor futu-
ro, de um pevo que considera a sua aclualidade co-
mo opposla ao seu bem-eslar, de um povo emfim
que revela a determinaran enrgica de querer saliir
ila contingencia, c obler a solida prosptridade.
o A assemblea persuadida de que os supremos po-
deres do estado uo se ligan, a preconceitos, de ordi-
nario causa dos atrasos das naecs, espera que a re-
presenlacao ser considerada, desatendidas as vistas
menos patriticas de provincias que qoercm intil-
mente conservar enormes vaslides de territorio eom
grvame de innmeros cidadaos, que, unidos a ou-
tras, seriara mais felizes no seio da associar.lo brasi-
leira.
o Laucando orna visla retrospectiva a difiranles
pocas, esla provincia ha sido mingoada em porches
immensas de sen territorio, que tornaram-se parte
das provincias limilrophes; ella parem nao. se quei-
xa, certa de que operaranv-so as desmembrares em
prol da prosperidade dos respectivos habitantes.
a Ao norte, provincia do Rio de Janeiro anne-
xou-se urna frtil porjao de Ierras dos municipios de
(Jueluz e de Aras, de Sania Calharina o munici-
pio de Lages, que llie fica at> meio da ; an leste dei-
xou de pcrtencer-lhe o rico e o martimo municipio
Til l'aralv, e mais lodo o paiz a quem do rio Piraby;
que constilua a anliga divisa do Rio de Janeiro;
ain Ja ao norle ella~*o sabir do seu gremio toda a rc-
g5)fque aclualmenle forma a comarca de Sapucahy,
oa pouco.pela lei n. 70* de 19 de agoslo de1853,foi
elevada a cathegoria de provincia a comarca de Cori-
liba, sol a denominacao de provincia do Paran;__
o que sem dmida reduzio os recursos de S. Paulo,
que da exteosao e ferlilidade da anliga comarca e
xlrahie avultadas rendas que concorriam para fazer
face as suas despezas. Estas vjss tudas ha experi-
raenlado a provincia de S. Paulo por venlura em fa-
vor do inleresse superior do paiz.
solicilada por seus habitantes; profundamente con-
vencidos de que mellioram de condicao social, prc-
vendo, na absorpcio do territorio, a realsacao de
legtimos e viloes interesses que redundarlo em be-
neficio da inlegridadee deberaeslar commum.
Esses interesses vem-se clara e eminentemente
defendidos as inclusas representac,5es,suslentando-se
sobre innmeros factos que consliluem outras lanas
verdades. D'eutre esses fados assemblea vos apon-
a os seguintes: a circunstancia de ser urna par-
le mui importante da comarca de Sapucahy canni-
camente perlenccnlc ao bspado de-S. Paulo ;__a
difercnra enorme das extenOes a Iranspor aos que
necessitam dos recursos da administraran provincial,
visto como as raias da provincia de Minas para essa
banda distam acaso 14 leguas da capital do S. Paulo,
ao passo quo jazem cima de 80 da de Minas-Geraes;
faclidade das relares e transaccSetfcommcrciaes
resultantes da circumstancia de serem importados
todos os producios dessa comarca ao porlode Santos,
nolavel mercado da provincia de S. Paulo;a supe-
rioridade das vas de commiincarao existentes nesta
ultima provincia, e a faclidade de serem prolonga-
das em lodas as drecees alravez da comarca de Sa-
pucahy, eom inconlcstavel impulso dos progressos
induslriaes all enervados a despeilo do ferlilissimo
solo e da feliz situado lopographica ; a notavel
nferioridade dos impostas na provincia de S. Paulo,
que permute o desenvolvimenlo das Torcas da indus-
tria sem damno das necessidades financeiras; a
maior energa e efficacia da accao governamenlal,
partindo ella da capital de S. Paulo ; aceito que d
presente he enfraquecida, e por ventura nem urna
em presenca da extraordinaria distancia, e mais da
difficuldade das vas de communicacao.
a Outras razlesvos poderam ser exhibidas em or-
dem a sustentar e legitimar as representacOes dos
povos da comarca de Sapucahy ; mas sendo ellas
da primeira intuiro, nada accrescenlariam em vos-
sa conviccao em abono da poltica e justa convenien-
cia da medida ora reclamada.
gustos edignissimos senhores representantes da na-
S8o, que aceitis benignamente a saa represenlaVo
a bem dos votos lao espontancamenle manifestados
petas referidas popularles, c que, deferindo-os, salis-
fajais aos interesses pblicos, dando a esla provincia;
urna demonstraran de que as modificacOes decretadas
em seus anUgus limites noprovieram senao da uli-
'idade geral dos povos.
Pato da assemblea legislativa provincial de S.
Paulo 18 de marco de 1854Salvador Jote Correa
Coellto.Jose Alves dos Santos.Joaquim Pinto
Porto, b
Dous advogados do Sr. bspo desembanharam
b gladio em seu favor, procurando denunciar inexac-
lido no que lhe tenho referido relativamente a seu
proceder como homem e como bispo. Sou Toreado
replica, poisque nao desejo recahir em seu descon-
ceto pilhando-me em flagrante. Nao sou infenso ao
Sr. bispo, aules deploro que lao bellas quaiidadesse
vao obscurecendo porque seus amigos nao procuram
acorda-lo. Tomarei a meu cargo essa tarefa. Que fa-
zer ?..., a opiniao publica esl clamando, e eu em-
prehendi seroseu-orgao nesla provincia ; emquanlo
nao claudicar assisle-me o'direito de proseguir.
O Sr. bispo nao procedo em regra, he ophio uni-
versal, desde a pessoa mais graduada da provincia
at o mendigo, que de porta em porta pedea Dos
que perdoeaoSr. D. Anlonio o pecedo commetlido
contra a vida desses miseraveis, para quera se fechou
a caixa pia; contra a vida, sim, porque essa gente,
na aflualidade do mercado,, vai perecendo fome.
Rcconheco que o Sr. bispo ignora estas eousas; he
por isso qoe procuro desperta-lo. Sbrfsou amigo, c
outros meios uao tenho senao a publicidade.
Os dous defensores do Sr. bispo confessam areduc-
codas esmotas, procurando juslifica-lp eom applica-
caoao seminario. Frgil defeza he essa 28 que se
levaularam esses mseros orphaosda caixa pi, 28
ou 38 que se lirou acada'um, eram indispensaveis
para o seminario I Nao sabe-se que o Sr. bispo cami-
nha pela airada do norle, instando por esmolas que
orean, cm boas duzas de conlos de res 1 Essa colheila que ser, extensiva a loda a provincia, essa
jornada que, como a epidemia, vai lavrando por to-
das as povoagoe* nao darao a quanUa sufficieole pa-
ra o difficil seminario ?
Ja vem os de'fensores do Sr. bispo que o motivo
nao justifica ; alera de que, nega-se um facto, guar-
dando silencio sobre elle : 'o Sr. bispo suspendeu al-
gumas esmolas, entre as quaes seconLlo as de duas
miseras: mdlheres, que fbram condemnadas. fume
Porque possuiam urna manlilha O Sr. bispo opina-
ra qae quem lem manlilha nao precisa de esmola I
Nao eslou aecusando o Sr. bispo, respondo a seus
defensores queme tacharam de inexacto; se cu qui-
zesse accusa-lo, dia que o seminario vai ser institu-
ido em grande escala, pois que o Sr. bspo procura
enrgicamente amonloar dnheiro. Todos os meios
servem ; esefavos c leltras, de quem s lem escravos
e leltras; tudo isto n laia de esmola. Se os defenso-
res querem, eu exliibirci os documentos.
Uaajorestaseoulras razesque reina geral des-
costo na provincia de S. Paulo, nao havendo um
nico homem insuspeito que-defendao Sr, bspo.
Maior incremento vai tomando o senlimento dos po-
yos da diocese, quando S. Ex. Rvma. desampara sua
igreja, tendo rigorosa obrigacao de presidir a feslivi-
dade da quaresma.
Todava en, amigo do Sr. bspo, tenho fe que as
queixas do povo scrao envidas : os pobres nao rnor-
rerao de fome, o clero nao ser opprmido, a calhe-
dr.d naoaer desprezada, liemos officiosdivinos. He
verdade que muita gente desespera da rehabililagao
de S. Ei., visto qae o seu passado, desde que es-
Ireou no bispado, he um argumento contrario.
Todava tenhamos 16. S. Ex. ha de ouvir-nos, e
seu arrepcndimenlo vira reslituirnos a felicidade ;
as ovelhasque fugirarfi do rebanho viro se arreba'
nhar, e, enPvez de lemos um bispo fazendo o in-
foratnio da diocese, teremos um verdadeiro repre-
sentante de S. Pedro.
V pois essa emenda remetlida ao Sr. Dr. vgario
geral, para abrir os olhos a S. Ex. [dem.)
:=
Que o adiamento nao offende o regimeiilo, creio
que nao ha duvida alguma ; mas o nobre depulado
disseqgpelle offende os estylos d casa... .
O Sr. Otiveira : Eu diste que era contra os
eslylos, pode ser contra e n3o oftender...
O Sr. Meira : Isso be to inelaplisicu, que eo
nao posso perceber ;,mas como quer am seja, no
entender do nobre depulado elle he contra os esly-
los. Ser lalvez contra os estylos nntigos, mas o3o
he por certo contra os estylos modernos por mir ob-
servados nesla casa,porquanld j em duas scssOes fo-
ram adiados pareceres, por havea. crco que de am-
bas as vezes, o Sr. Aguiar requerido o adiamento era
consequencia de nao estar presente o orador que ha-
via pedida a palavra enrea delles, e a casa deferio
promptamenle...
Um Sr. Depulado : Isso era caso difi-
ranle.
O Sr. Meira:Poden ser difireme, mas eu dou
as razOes que tive para propor o adiamento. Nao
impugne! o projeclo, elle para mim he de alguma
importancia; a nobre cummissao que o formulou,
ainda o nao sustentos porquanlo o que se lem dito
cm favor do projeclo, nao me tem satisfeilo ; deseja-
ria, pois, que elle fosse justificado, desejava ouvir as
razes que tiveram os nobres merobros dacommissao
parn'o formular ; e.comoouviu Sr. Francisco Joao
impugna-lo em parte, tambenrquera ouvi-lo,; para
me resolver a volar pro ou conlra..
IIm Sr. Depulado : O Sr. Francisco Joao nao
impugnou o projeclo, pedio esclarecimenlos.
O Sr. Meira : Pareccn-me que elle o quera
combaler de certo raudo, c como eu entend que elle
pedir a palavra para cqnllnuar a sua impugnado,
e ainda racimo que para a sua sustentarlo, acreditei
que as razSes por elle produzidas, me poderiam es-
clarecer, vislo que desojara dar o meu vol depois
de esclarecido, tanto mais q'uanlo, a commssao ain-
da nao sustentou o projeclo de um modo que me sa-
lisfizesse, como j disse, isto como as nicas razes
que foram apresentadas cm apoio do projeclo, me
nao convencern, de sua ulilidade...
Um Sr. Depulado : Nem as qae apresentoa o
Sr. Dr. Baplista ?...
O Sr. Meira : "Tambem nao me salisfizeram ;
islo, purm, nao prova que nao fessem ellas salis-
faclorias, prova sem duvida falta de intelligencia de
minba parte.
uniendo, pois, que o ai.1am.enlo nao he coulra os
eslylos da casa, emuito nienoroffensivo dos interes-
ses do peticionario ; e eis-aquias razes porque olle-
reci aeousiderasaodacasa o reqnwimento em dis-
cussao. ->
O Sr. Baplista diz, que prelendendo apenas limi-
tar-se ao adiamento, nao nvancar urna so palavra
sobre o projeclo. Pede aos nobres depulados que
reflielam bem sobre as razes em que se pretende
apoiar esse adiamento, e observa que adiar urna ma-
teria, s porque um memoro que sobre ella pedio a
palavra nao se acha prsenle, he um estylo, he nm
prectdenle, qne tem graves inconvenientes, e que
mesmo cm nenbuma assemblea do mundo se poder
encontrar.,
Esl bem certo de que nenhum dos Ilustres mem-
bros he capaz de obrar por motivos menos dignos,
mas ola que nos corpos collectvos como a assem-
blea, onde a laclica parlamentar muitas .vezes nasce
e opera eom vistas e factos que lhe sao propicios, po-
de um precedente desta nalureza ler graves incon-
venientes. Confessa que peta sua parte nao he ca-
paz de fazer scmeilianle cousa, mas entende que
eom tal precedente fica qualquer aulorisado a adiar
nraa materia eom a sua ausencia, sendo preciso por
tanto aefleclir-se sobre os factos. Julga que se
pode adiar urna materia, quando um memoro de
cummissao se aqha ausente, e foi encarregado de Ira-
balhos importantes ; que se pode tambem adia-Ia
quando o autor que a confeccionou, nao se acha pre-
sente, ou em consideracao sua pessoa, ou em al-
inelo s luzes que elle pode derramar, e informa-
rnos que pode dar diseu-sjo ; mas que adiar a ma-
teria s porque qualquer membro da casa qae pedio
a palavra|sobre ella, nao se acha presente, he obrar
sem motivo sufliciente.
Encerrada a discusso, lie regeilado o adiamento,
e bem assim o projeclo.
Segunda parte da orie'm do dia.
. Cnnlinuacao da2." discusso do orcamenlo pro-
vincial.
Arl. 12. Com o pagamento das
prcsIacOes das obras arrematadas al o
ultimo de junlio do correle anno, es-
ludos grapbicos. cas*dc dclenro, hos-
Eilal Pedro II, e as estradas sul, norle,
scada. Pao d'Albo e Victoria, nao de-
vendo esla ullima exceder da cidade
quo lhe da o nome.......200:0004000
O Sf.,Catanho(Daremos cmuutro numero.)
O Sr. Barros Brrelo Provocado a tomar par-
le nesla discusso, j como membro da commssao de
fazenda e orcamenlo j na qualidade de engenhe-
roda repartirn das obras publicas, vejo-me obrigadu
a usar da palavra.
-Sr.presidenle.sao tantas as emendas qae se acham,
sobro a mesa, que seria um nunca^cabar se eu qui-
zesse refutar a cada nma dellas...
Um Sr. Depulado : Todas ?
O Sr. Barros JBarrelo:Sim, porque eslou dispos-
lo a volar contra lodas.
Portante, nao poderci fallar deltossenSo ingloba-
damenlc. visto que muilas sao de urna mesma nalu-
reza.
PROVINCIA DO PARAN';
Mcmfaros da assemblea provincial.
Os Srs.
1 Dr.Josc Malinas (onrnlves (iin'maraes. .
2 Maooel Leocadio de Oliveira .
3 Antonio Jos de Farias*......'.
4 Dr. .Francisco Jos Correa.....
5 Manoel Ignacio do Canto e Silva ....
6 JoaqoimJos Pinto Bandeira (opposicio-
nista.)............
7 Manoel de Oliveira Franco......
8 Manoel Goncalves de Moraes Roseira ( op-
posicionisla).........
9 Francisco de Paula Ferreira Ribas .
10 Dr. Jesuino Marcondes de Oliveira e S
(opporicionisla).........
i 1 Modesto Goncalves Cordeiro.....
12 Dr. Jos Lourenc.o de S Ribas 'pppoticio-
nitta) ............
13 Manoel Gonjalves Marques ( opposica>-
fa)............
14 Manoel Antonio Guimaraes......
15 Jos Joaquim Marques de Souza (oppo-
cionitta)........." .
16 Anlonio de S Camargo ( opposicionista ) .
17 Manoel Antonio Ferreira ( opposicio-
nisia i.............
18 David des Santos Pacheco (opposicionista)'
19 Manoel Francisco Correa Jnior ....
20 Fernando Antonio de Miranda.....
. Supplentes.
Dr. Joaquim Ignacio Slvoira da Molla .
Manoel Jos da Cunha Biljancourt .
Dr. Lanrtadu Abelardo de Brilo ( opposicio-
>ta)......'.......55
Padre Jos Antonio Camargo e Araujo ( oppo-
sin'onifta)......,..... 52
Ricardo Goncalves Cordeiro......50
Americo Goncalves de Moraes......45
Jos Dias Barbosa .... 45
fotos.
. 112
. 110
. 107
. 106
. 101
104
(Jornal do Commerco.)
nwuiiim
ASSESfcSLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em 17 de abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
(Concluso.)
O Sr.' Meira : Sr. presidente, eu entenda qqe
a questao deveria versar sobre o adiamento, mas co-
mo o uobre depulado se oceupou lao smenle de sus-
tentar o projeclo. concluindo por volar contra o adia-
mento, eu deverei di/.er algumas palavra sobre o
meu requermenlo.
Principiare! respondendo ao noboa) depulado qae
ineelou a discusso deslo arliiivrro Sr. Bran-
dan.) V
O nnlire deputado increpou a commssao por nao
haver fe*lo menean, por nao haver especificado o me-
lhoramento do rio Goianna, no artigo que "se discu-
te, e por ter determinado que a estrada da Victoria
nao passasse alm da cidade do mesmo nume.
Seuhores, a*commissao leve m. visla, propondo
que aquella eslrada lerminasse na cidade do mesmo
nome, a necessidade de dar andamento s outras es-
tradas, que pouco incremento tem lisio por causa
delta. A casa deve lembrar-sc que a ulildade da
eslrada da Victoria foi lao reconhecida, que as duas
estradas ceotraes foram constantemente prejadicadas
e incontcstavelmenle em beneficio da eslrada da Vic-
toria ; que ellas acbam-se trazadas, aperar de que
nao lhe ceden, era importancia.
(Ha um aparte.)
O Sr. Barros Brrelo : Mas o faci he, que,
parnh saram para se dar impulso smenle a da Vic-
toria.
Ora,pareceu commssao que era d toda a jusli-
ca, qqe urna ver queesla eslrada tem locado seu ter-
mo, urna vez que os dous centros de commerco se
acham presentemente ligados; que era, digo, de to-
da a j ustica, que fosse parada a continuadlo da en-
trarla da Victoria, da cidade para dianle,i se desse
mais rpido andameuln s nutras estradas, principal-
mente as cenlraes, que lie inegavel que sao to, ou
mais imporlantes do que aquella ; faHo das estradas
de Pod'Alho e Escada...
Um Sr. Depulado : E a do norte, tambem de-
ve ser lembraJa...
O Sr. Barros Brrelo : Sr. presidente, eo,lem-
brarei ao nobre depulado, que a utilidade das eslra-
dasdn sul norte nao pode de modo algum ser om-
parada com a das estradas cenlraes : o nobre deputa-
do lia de reconhecer contigo cortamente, que as es-
tradas cenlraes sao as m'ais imporlantes, porque es
agricultores, que habitam o centro da provincia, es-
ta zona productora de assucar que tica mais distan-
te da cosa, nao lem outro recurso para fazer chesar
seus productos no mercado central, senao por vias
terrestres ; entretanto que os do sul e norlo tem o de
poderem servire da via fluvial.
Um Sr. Depulado:E em que estado?
O Sr. Barros Brrelo: Nesse mesmo estado
presta mais servico, do que as estradas centraos, c
a prova est cm que os productores do Sul c Norte
mandan, seus assucares ao mercado da capital, pela
quarla parte do cusi de transporte que pagamos do
centro.
Sr. presidente, o nobre deputado increpou tam-
bem a rommisao por nao ler designado ua lei do
orramenlo a abertura do rio Goianna. A commis-
sSo, nao fazendo esla inenrao nao desconlicceu a
utilidade da abbrlura desse rjo; mas. cnlendeu
que, sendo osla utilidade lao mauifesta e lecoulte-
cida por lodos, oslando a obra oreada e posta-cm
praca paia ser arrematada, os priiueiros propricla-
rios do lugar nao donara m de arremata-la al jn-
11I10, poisque a cites compela faze-lo ; .o tora cf-
feilo s n'unia hypolhese o nao seria, islo lie, se se
reconhcccsse que o plano da obra nao satisfaz as
necessidades que lem cm vista prover, ou entao que
o or;amcnfo nao est de accordo cm a obra pro-
j criada.
Um Sr. Deputado: A opiniao geral diz, que
o nrrainentu lie diminuto.
O Sr. Barros Brrelo: Senhores, o que he a
opiniao geral cm materia scicntificat Eu considero
a opiniao geral em materia scentifica, am espectro
erguido muitas vezes pela ignorancia, mas que caite,
que baqua fcilmente ao mais ligeiro sopro da
annlise, ao mais leve golpe do escalpelo de scen-
cia: eis aqui como eu considero a tal opiniao geral,
c vnn trazer em meu apoo, a opiniao Ilustrada
do Sr. de Sismnnid Ilustrado como he, ter lido a
excellcnte obrado Sr.de Sismoudi. O nobre depula-
do. inttulada-Esludo sobre asconslituires dos povos
livres.-Ahi fallando elledajopiniaopublica em malc-
ra scentifica, diz, qne he a cousa mais absurda que
lia, eatcitos dous seguintes exemplos. Pcrguntai,
diz elle, se a Ierra he quem gira em torno do sol,
011 se he leste que gira cm roda daquella, c veris
que a opiniao publica vos responder, que he o sol
que aira cm roda da Ierra. .
Um Sr. Deputado : Ha tambem opiniao publi-
ca sciculica. .
Ouiro Sr. Depulado: Era Goianna?
O Sr. Barros Brrelo: Ha_ sm ; porcm as
academias, as corporaeOes scientlficas.
O Sr. Brandao:N3o me referi opiniao sci-
cnlilira nesla occasiao^ fallci da opiniao geral.
O Sr. Barros Brrelo: O ouiro exemplo qne
elle apunla, he o seguinle: Trai um borne ni que
esb prestes alfogar-se, prcgiintai ao sufragio uni-
versal,qual lie o ruclliormcio desalva-lo, cnsufragio
universal nos responder, que colloca-lo do cabera
para baiso. n Eis aqu o que lie a opiniao geral en
malcra scientifica.
Sr. presidente, devo declarar casa, que eu nao
coiicordci com o plano da obra projeclada para me-
llioramento du rio Goianna, e devo dar a razao disto.
'Eu enlendo, que quando urna reparlicSo, como he a
das obras publicas, he encarregada de um trabalho,
deve nprcsenta-lo completo, sistematizado, embota
venha a cuslar muilo dnheiro ; ao governo compele
mandar fazer de confurmidade cura esse plano, a
obra que for m.-.s necesitara ; assim, quando eu
fosse encarregado deum trabalho delles, e elcndcsse
que elle para ser ronplelo viria eustar 200 ou 300
cotilos, por exemplo, eu apreseularia o plano com-
pleto sem me importar com a caslo ; pok que ao
governo cumpria, nao podendo excula-lo 110 lodo,
maullar por em exentlo a parle, que eulendesse
conveniente, ou que coubesse nos recursos dos cofres.
Entretanto nao succedeu assim com a obra de que
se Irata ; orcou-se a obra da canalisacao do rio Goi-
anna, creio que na distancia de 1100 nticas, mas
nao toda a obra quo be necessaria.
He ccrlo, Sr. presidente, e a casa -deve lembrar-
se, que quando foi promulgada a lei que se referi
o Sr. Dr. Brandan, que aulorisou o governo a man-
dar desobstruir aquelle rio (eu nao llnlia entao as-
senlo na casa, masli, se me nao engao, no Diario
que publicuu os trabalhos da atsembla de entao )
que o faltado Desera bargador Nones Machado
dsse, que o melhoramento fazer-c n'aquelle rio
era muilo pequeo, que bastara cortar os mangues
para tirar desembarazada a navegnco ; cm o anno,
atrasado, o nosso disliuclo ex-collesa, boje presidente
de Piauhy. disse aqui, quo com 16 ou 18 conlus, 11-
cava melllorado o ro Goianna; liojc,porem, que a
obra est oreada em 50:6008000 ris, o nobre depu-
tado ncha, que com esta quanlia nao se conseguir
o melhoramcnlo-do rio Goianna.
Sr. presidente, eu acabei de dzer que riSo con-
cordei com o sistema adoptado para o melhoramento
do rio Goianna, e a razan que me determinou a
isso. foi o receto que tenho de que odinheiro que se
tiver de dispender animalmente para a conservarlo
daquellaobra, nao ser inferior ao jurado capital, que
seria necessario empregar para fazer-se aquella obra
completa.....
Km .Sr. Deputado : O juro seria nao menos 4e.
12 conlos de ris annuacs.
O Sn+Barro* Brrelo : Ditvido, que a conser-
vacao ande por muito menos. Por lanluv o nobre
deputado, que cu nao concorde! com o sistema da
obra adoptado, mas nao porque eulendesse que o
orcamenlo nao fui bem feilo, que nao fosse feilo,
Icudo-se em visla as circumstancas peculiares do
lugar, o cusi dos jornaes dos traballtdures, dos
malcraos etc., roas que no concnrdci porque o plano
nao est completo. Srs., a obra nao lem sido ar-
rematada, pao porque nao esleja bem oreada, mas
justamente porque cusa 50:6008000 ris : fique o
nobre 'deputado certo disso ; nos nao temos tantos
capitars, quetimououlrvarlicular possa empenhar
toda a sua fortuna, arrematando urna obra cuja
importancia he de50:60080UO res. Eu quizera antes
que se autorisasse o governo encorporar urna com-
panhia, dar-lhe por exemplo, o privilegio da na-
vegado do canal projeclado, por certo numero de
annos ; porque talvez so fosse mais conveniente
para a execucao daquella obra, porque por meio de
arrematarlo cu duvido que ella se faca, e por admi-
nistraran nunca sereidevolo que .ella se faca.....
Un Sr. Deputado : Mas porque'!
O Sr. Barros Brrelo: Porque a obra fejla
por ad ministrarn, ha de cuslar sempre mais, do que
a arrematada; c isto, Srs., porque qualquer que seja
osistemade liscalisacao, que se estabeleca, pormas
activa que seja a nspecro, nao he possivel conse-
guir-se que os homens Ijvros irabalhem como os
escravos: a causa he esta : nao he preciso dar ex-
plicaces desairosas repartirn das obras publicas,
para conlieccr-se o motivo.....
Um Sr. Deputado:Mas ha obras importantes
que se tem feito por adminislracao; como por ex-
emplo a casa de detenco......
O Sr. Barros Brrelo : As obras, como a casa
de dutencao c outras, nao podem ser feilas senao
por adminisfrerao, embora cuslem mais caro, porque
exisem muita perfeicao na execurao.
Um Sr. Depulado : E a ponte do Pirapama nao
foi feita por administraran t
O Sr. Barros Brrelo : O que prova islo ?
Prova, que houve um engenheiro que abusou do
seu em prego.
Sr. presidente, principia re azora a considerar
outras emendas, que ditera respeilo a abertura de
estradas. Eu enlendo, Srs., que para qne as estra-
das da provincia, sejam fettas debaixo do sistema,
que he preciso qne exista as vias de communicacao,
nos uao devemos aqui decretar estradas a esmo: he
preciso qne as estradassejao flhas de.uro plano, de-
um plano esludado, meditado, e nao filbas nica-
mente do desejo que nos temos, de ver prosperara
nossa provincia ; porque multas vezes. lendo em
vista isso, caraiohamos sem o saber, por um carai-
nho errado, que nao nos leva ao nosso fin. 1
Eu, Sr. presidente, embora esla minlia opiniao j
lenha sido por vezes censurada nesla casa; e ainda
ha pouco o fosse pelo nobre deputado, que me pre-
cedeu, eu quizera digo, ver toda a provincia cor-
tada de estradas; mas, senhores, a deficiencia de
nossas rendas nao permute que o raen desejo seja
rcalsado, e uestas circumstancias o. que me parece
|fque con vem ler-se em isla em primeiro lugar, he
as estradas que unem os centros de prnducc.au aos
centros de commercio, c nao as que s podem inle-
ressar a nm u outro lugar que nao esteja nestes
casos, estradas que muilas vezes ou pela direcrao
que se Ihes d como mais convenienle.ou pela drec-
cSo que o terreno permitte que ellas leitham n.1o
podem prestar toda a utilidade. que seria de esperar.
Eu uao conbero a localidade por onde deve possar
a eslrada de que (rata a emenda do nobre depulado
meu amigo, o Sr. Manoel Clementino, e lalvcz por-
que nao lenha esse conhecmenln, parer,a-mo que a
sua direrrao lem de ser parallela a da de Pao d'A-
llio ; e sen lo assim parcc*me qne s devemos al-
lender eonsiruccao dessa estrada que se prope,
!> mais para diante ; depois que coucluia-se vea
principal, a arteria, que he sem conlradicao a estra-
da de Pao d'Albo.' O nobre deputado dir-me-ha
que fez-se j urna rara'ificacu 1111 eslrada do snl, c
que a de Pao d'Alho, esl nu caso de 1er tambem
urna ramificaeao.
o nobre depulado nos assevcrou ha pouco que o arepa- poste salv?r-se na lancha, chegaudo ao porlo deraan-
caco tao somenle de urna rasa que se comprou para
a cadeia de Carnar, o governo gastara quasi cinco
conlos de rjiis, isto lie, urna somma maior do que
aquella, pela qual se fez a compra dessa mesma casa,
donde se deve concluir, que a reedificacag da cadeia
de Cimbres, nao so far com menos de 6a 8 conlos
de res, porque nos devemos ler em vista o cusi
dos maleriaes, a exigudade de cfficiaes que se en
carreguem dessa obra e etc. o que far com
que a" reedrficacSo dessa cadeia, seja muilo onerosa
aos cofres pblicos, o que por ccrlo na o se dar com
a comprado qualquer predio, que possa preenrher
os lins de urna casa de delenco. Srs., eu nao eslou
acostumado a advogar aqui inleresses particulares,
eu o que tenho em vista nicamente, sao os benefi-
cios doi cofres pblicos.
Tambem enlendo quo ha incon^ptienles na exis-
tencia-de nma cadeia em Cimbres, porque, reumn-
do-se o jury em Pesqueira, os presos que liverem
de responder a elle, lero de' ser remellidos para
Pesqueira quo dista 4 leguas de Cimbres, e dar-se-
liilo os inconvenientes quetanlo Inmcntnu o Sr. Cala-
ndo, e alnos diste ler iuformaroes dehaverem morri-
llo dous presos fome em Pesqueira, em casa do Sr.
Pan la I el o, a-ser cao esta filha de informa{Oes nlei-
ramenle falsas, e afilrmo ser urna falsidade, porquaj
ennheco o genio do Sr. Pantaleao, em cuja casa e^
delem os presos, que he inteiramenle incapaz de
consentir em tal.
Sr. presidente, conhefo que ha grande vanlagem
que as prises eslejarh situadas nos lugares em que
os presos lerfl de ser proceasados, nao s pelas razes
qae apresenlou o Sr. Catanho, porm mesmo para
evitar as fugase tomada dos mesmos no camlnho,
como commumracnle se ve enlre nos, apresentando-
se em caminlm pessoas que os liram do poder da el-
cnltaque os acompanha, e como ainda ha pouco se
deu com o celebre facinoroso Domingo} Gomes,
que o dexaram fugir da cadeia do Brejo, o qual em
quanlo esteve no tronco, como diz o Sr. Catanho,
nao fugio, mas foi fugir da cadeia do Brejo da Ma-
dre de Dos. Tambem convem allender-se qae a
longitodc da cadeia da sede da villa he inconve-
niente, por Causa da hora em que muilas vezes ter-
mina ojury seus Irabalhos, que sendo algumas ve-
zes bastante larde, tambera se torna menos propria
para os presos vollarem para aseadeias.
(Muilus apartes houveram dorante lodo o discur-
so do Sr. depulado, c aqni foram Uto repelidos, que
n3 podemos mais ouvi r o orador.)
Sr. presidente, por Indas estas razes voto pela
emenda do Sr. Jos Pedro, como mais favoravel* aoi
eofres pblicos.
O Sr. Jos Pedro respondendo ao orador que fal-
lou em-primeiro lugar, prnjcipiou dizendo que elle
(oSr. Dr. Catanho; havi levantado um castello
para ler qne comhater ; porquanlo nao eslava em
questao a preferencia de reedificacao ou acabamenlo
da cadeia de Cimbres a compra da casa que serve ac-
lualmenle de cadeia em Pesqueia. Que 3 sua emen-
da nao conlrariava a do senbor primeiro secretario,
qae tinha apenas por fim prevenir as difficuldades
cm que poda achar-se o governo, caso nao podesse
concluir aquella cadeia, pois lhe constara que o pro-
pietario da casa que serve de cadeia em Pesqueira
tinha nfferecid-a venda, c se nao houvesse.aulo-
risaeo para compra-la era bem de snppor qu elle
n3oa juizesse mais pintar para este mistar, nem
mesmo |alugar. Que nao se oppunha ao acaba-
menlo da cadeia de C- mbres, mas que se o quizesse
fazer teria muito boas razes, o al lite serverara as
allegadas pelo orador a quem responda.
Depois de analisar estas razes, leu um oflicio, qne
em 1850 lhe Iravia dirigido o promotor fiscal do Brejo,
era que dando'conla dos proprosprovinciaes.qiieexis-'
liatn nessa comarca,descreve as dimenses da cadtia
de Cimbres, e diz que esla cadeia, alm do ler sido
muito mal construida,cslavacom o lelliado todoque-
bradocom o repartimento incompleto, sem ladrilho
nem assoalho,por se ler queitnado algum que havia,
linha a escada,que he externa e de pedra, toda estra-
gada, as paredes por rebocar, o eslava reduzida a
monluro echiqaero de cabras, e por isso nSo poda
valer mais de 3008 ou 4008 rs e que para acaba-la
nao se despendera menos d 2:000$ rs.
Em vista desta tnformacao concluio dizendo, que
sem duvida estara esla cadeia aclualmenle em es-
lado completo de ruina, c ainda que assim nao se
achasse, nao poda acabar-se com menos de 8:000$
rs. ecomo a consignaco d artigo que se discute
nao permitira que no exercicio prximo vindouro se
fizesse obra alguma nova, julgava acerlsda a provi-
dencia cuntida na sua emenda.
Val mesa e he apniada a seguinle emenda :
Etqanda eubslitiiliva dos senhores Varejao e
Epaminond.is.
Fica o governo aulorisado dede j, a mandar
fazer emBaixa-Verde o acude, que so acha em ar-
rematajo, para ser feito em Flores.6. R. Mar-
cal.
A discusso fica adiada peli hora.
O Sr. Pi tldente designa a rdm do dia le-
vanta a sessao. ,
dado. 2 dias depois do naufragio.
o Reuniram-se hpnlem os accionistas da com-
panhia Braslleira de Paqneles de Vapor. Depois de
lido o relalorio do actual gerente da compendia, o
Sr. Nicplo Nello Cargeiru Leao, propoz o Sr. For-
bes uro voto de agradecimenlo aos roemhros da actnal
direceo, e esla proposla foi unaoimemeqle appro-
vada.
Anexar de ter declarado a dlrecejo. que nao pe~
d ia conntlar por outro iri.enn i la da empresa,
procedendo-se t eleirSo d mesma, fottm -o mem-
bros que actualmente a compe reelsilos por grande
maioria. Tendo-se porm elles recusado de no*,
propoz o Sr. Santos Ferreira, e foi approvado, qae
licasse a elcca'o do consalho director' adiada par 15
dias.
Do relalorio do Sr. Carneiro Lelo consta, que o
activo da companhia he de 1,.545:124$ 174 rs.,B en
passivo, addindo 127:425$7I9 de lucros doranU -
anno findo, de igual quanlia. Qae a sua receita
he de 1,006:010$589, e a ra despe* monU a som-
ma igual.
. RENDIMENTO DA CASA DA MOEDA ffO
ME/. DE MARCO DE 185*.
1:527*429 6639374 68000 86$320 t 2:283*123
. 3548076 2:72$300 3:13psn
5-419*099
. 203:657*246 17:703*790
, 56:650*000 277:0U036 ;
Seubores, a ramificaeao da estrada do sol nao foi
destetada por esla casa, foi filha nicamente da
vontado' do presidente da provincia,' c nao s esta
como onlras ramilicaroessao precisas naquella es-
lrada por causa dc_ soa mi direccao; s urna das
margens presta utilidade, a outra s servir aos
carangueijos, porque vai muilo beira mar.
Sr. presiden te,cxislein varias emendas e enlre ellas
urna do men nobre amigo o Sr. 1. secretario, na
qual se designa a quanlia de 1:000$ rs. para a
eonsiruccao de urna cadeia em Cimbres...
O Sr. Paes Barreta : Nao marco quanlia.
O Sr. Barros Brrelo : Anda melhor.
Sentares, quando contra esla emenda orava o Sr.
Jos Pearo, dizendo elle que nem o nobre secreta-
rio ftem elle, nem nenhbra membro da casa eslava
no caso de'julgar do estado da cadeia de Cimbres,
porque l nao linham estado; cu disse em um apar-
te que j linha oslado em Cimbres ; lie por'istoque
youdizer algnma cousaa este respeilo. Em frasde
julho de 1852, estive eu na cx-villa de Cimbres para
onde fui pelo desejo de conhecer aquella localidade,
visto que naquelte mesmo auno, se linha nesla casa
aventado a idea da mudanca da sede da freguezia .Filippe.Barros Lacerda.
de Cimbres, para Pesqueira
., live pois desejos de
cunhecer por mim aquella localidade, c como esli-
ves-e no serian, fui a Cimbres, fui 1 Pesqueira, S.
Bento &c. e vi que em Cimbres exisliam 27 casas,
contadas por mim, e a maior parle grandemente
arruinadas, outras em melhor estado, muitas deser-
tas, e muito pouco habitadas; cm torno da villa
existem algumas casinhas em que hablavara os ca-
boclos que sao donos das Ierras da serra de Araru-
b. Reparci, senhores, mais que essa villa, alm do
mo estado em que se achavam as suas casas, tinha
orna matriz que s linha coberla a capella mor, as
paredes Tendidas de alio a baixo, a ponto que re-
ceiei andar ao p dellas ; a cadeia he umg pequea
casa, que lera 30 a 40 palmus de fundo, c 20 ou 25
de largura, com o assoalho muilo baixo, loda .estra-
gada, at creio qne de fogo, com o telhado cm com-
pleto desmoronamenlo. Es-aqui o que vi cm Cim-
bres. Agora pr-rguntu. se Cimbres u3o he villa,
pela lei de 1836 que dclermnbu que o nao foss?,
mudando a sede para Pesqueira, se Pesqueira dista
4 legues de Cimbres, qual ser a razao, porque icn-
du-se de gastar com urna cadeia, nao se ha de faze-
lo antes em Pesqueira do que em Cimbres '.' Se-
nhores, eu sou muito conlra as leis de subscripto, por
isso n3b concordo com a emenda que manila com-
prar a casa em Pesqueira, mas enlendo, que' avisla
do estado das cousas, convem mais comprar m edif-
ficio do que reconslruir 1 tal cadeia de Cimbres.
Eu disse, senhor presidente, que .Cimbres nao he
villa, e para prnva-lo dio preciso mais do que dizer
que pela constituidlo, lodas as villas e cidades de-
vem ler suas cantara", e que a cmara do municipio
de Cimbres existe cm Pesqueira, para onde foi trans-
ferida a villa em 1836.
Sr. presidenle.as outras emendas que eslo sobre a
mesa, parece-me que nao devm ser apprnvadas pela
casa, ainda que nao deixo de convir que urna das
offerecidas pelo Sr. Catanho, deve merecer loda a
llnelo da casa, que he aquella pela qual fica au-
lorisado o governo a fazer um desvio para a Serra
da Russa ; ainda que eu enlendo, que para isso nao
.he necessario aulorjsacao da assemblea.
Sr. presidente, JiimLcm me recordo'de nma emen-
da do meu nobre coliega o Sr. Carneiro da Cunha,
a qual enlendo que nao pode ser approvada pela ca-
sa, porque o nobre deputado quer um caminlio que
nao cabe nos limites do possivel fazer-se...
O Sr. Carneiro da Cunta : Eu quiz. mas ago-
ra quem quer he a casa, porque assim o resulv cu em
tres votaeoes diversas.
O Sr. Barros Brrelo : EnlSo eslou collado,
n3o digo mais nada, porque respeilo muilo as deli-
bcrajes da casa.
Sr. presidente, nao continuo, ja eslou bstanle fa-
tigado, j disso quanto era bastante para justificar o
meu vol, e em sustentadlo do artigo da commssao.
OSr. Brilo: Sr. presidente, ped a palavra.
Uo smenle para aprosenlar o meu uizo sobre a
emenda apresentada pelo nobre depulado o Sr. 1."
secretario ; e como o nobre deputado o Sr. Catanho,
ofierecesse a casa algumas cousideracoes, com as
quaes na sua maior parte eu-nao mo cho de accor-
do, por isso desde j pego licenea casa para fazer
algumas obsetvarcs.Em primeiro lugar,Sr.presiden-
te.tralou o nobre depulado de provara conveniencia
da reedificaco da cadeia de Cimbres, e n3o a con-
vinieucia da faetnra dessa cadeia em Pesqueira. O
nubre depulado que mo preceden, demunslrou so-
lemnemente que, j Cimbres havia deixado de ser
a sede da villa, e quo a mesma sede era em Pesquei-
ra, e islo em virlude de unta lei, desta assemblea
se me nao engao, de 52,c os factos assim o demons-
trara, porque em Pesqueira, he que exisle a ca-
ntara, que moramas autoridades po'.iciaes e judi-
ciacs.quc funecionao jury &c.Tambcmdsseo uobre
deputado que he em Pesqueira, que permanecen, os
presos, ao menos durante a. sessao do tribunal do
jury, em nma casa particular do Sr1. Pamattao, dis-
se mais, que a cadeia Cimbres eslava! em bom estado.
Sr. presidente, o nobre deputadu me ha dedarli-
renca, que lhe diga, que a cadeia.de Cimbres para
se reconstruir, ha de comecar-se jtelos alicerees, e
entao por cerlo, nao se poder fazer a sua reedifi-
carn cora a diminua quanlia d 1:.'H)$0tK) ris,
romo o nobre depnlado afiirivia,)iais quando
Cunhagem de uuro
Afioacao de dito '. .
Ensaos dem, .
Obras de particulares. .
Cunhagem de ourd do
Ihesouro.....
Dila de prala do dilo .
Ouro entregue aos parti-
culares em moerras.
dem ao Ihesouro, dem
Prala entregue ao dilo
idem ....
Casa da raoda 31 de margo d 1854.O escrivao,
Candido Vtnancio dos Guimaraes.
A mesma gazela em o o. 91,do dia 2, patuiea o
seguinle hurrivel e inaudito atlehtado, que aos r-. '
casramos a transcrever, se nao fosse mislcr re-
conhecer pela exprienoia al onde poda chegara
fraqueza ou aiitcs perversa brulalidade de certos h-
meos; "estigmatsar. o crime expondo-o execraran
publica, he prevenir a justiga publica de qoanlo he
capaz a immoralidade, qoando nao conla com ain-
fallivel puuirao. Eis o faci :
a Temos de narrar mais um desses faci qoe re-
voltam a consciencia, e em que a ferocidade o aes-
tupidez se associam para pralicar um acto monstruo-
so. No dia 17 do passado, um individuo morador
em Angra dos Res, casadoe eom fillios, ucea entina
casa s, das 7 para s 8 horas da noile, com ibudi
filhinha de dous annos de idade. tendo sabido soa
mulher. Mal se vio longe das vistas da rai de saos
filhos, n monstro, tomado de nm access de feroz ap-'
peltilc, laiicou-se, pobre crianrja para-deflora-la, a
conseguio seu brulal intento vasando-Uie nm alho,
partiudo-lhe o crneo, fazendo-lhe Urgas incse>
com as unhas em varias parles d corpo, matando-a
emfim No dia seguinle, sereno e Iranqnillo, foi pe-
dir ao inspector do quarteiro a rertidao da bito
para enterrar a pobre victima, dizendo qae morrera
de vermes.
Felizmente as autoridades j lomaran, conhci-
ment do crime, e o criminoso nao licar impune.
t- Le-se no Cruzeiro de Campas:
Virou-se na barra em odia 16 do corrale, atoo-
cha do palachu*Animoso Feliz, eom nm grande mar
queapanhou. morrendo dous rnarinheiros, e*caTwn-
do outros dous e o meslre, que agsrrands-se mes-
ma lancha, deram lugar'a ser soccorrides pela catraia '
da barra.
1 Depois de chegarera corle as infornbfoe* mari-
dadas, desta provincia, foi preso pe chefe de polica
paraaveriguases polirlacs, o Sr. capitao-tenente,
Antonio Carlos Figucira, ex-corainandanle do vapor
S. Salvador, quediqaicondozio o caixote onde se
encontrn o~ desfalque no diuheiro remeltido pela
thesouraria.
Tinha fallecido o Sr. bario de Itapicur-Meirim,
que no dizer do Corrtio Mercantil, perteneia
classe dos pugnadores da nossa independencia, a
leve grande parle na libertacap do Maranho.
Em outra parte encontrarao os Ieitores as noticias
de Benos-Ayrcs e Montevideo, assim como das
nossas provincias do Kio-Grande do Sul, Minas, S.
Paulo, e Sania Catharina.
Da Baha nada oUerecem os jornaes que seja digne
de.raencao.
Ein Macei sente-se grande faltade farinhi, vea-
dendo-se a que haviaa.62 e 64 patacas oalqneire.
Alguns assassioatos se haviam peepeurado em Por-
lo-Calvo e no jacodc Camaragibe.
DIARIO DE PEBMMBIJCO.
A assemblea approvoo hontem em segunda dis-
cusso, o projeclo n,. 20, que nutorisa o governo a
pagar noexercicio de 54 a 55 vamas dividas dos ex-
ercicios lindos. E entrando tambem cm segunda
discussaoo de u. U.queregula a mancira de "fazer
as arrcmalaces de ubras publicas, approvou o arl-
go 1., licando adiada pela hora a discusso do artigo
2., a supp.ress.io do qual fo'i proposta .pelo Sr. C
neiro da Cunha. ,
Passando a sesjunda parte da ordem do dia, a-con-
tiuuacauda segunda dlscqsso do orcamenlo provin-
cial, approvoa o artigo 12 com lodas as emendas ao
mesmo offerecidas; e bem assim approvou o artig
13, e passando a apreciar o artigo o 14, foram ao ne*-
mo oiTcrecidas as seguintes emendas :
N. 1Emenda addiliva ao artigo 14 do orca-
menlo provincial.
Sendo 2:000$ rs.para a matriz da 'freguezia da
Boa-Vista desla cidade 1:000$ rs. para a de S. Lou-
renco de Tijucupapo, e igual quaatia para a de Na-
zareth.Oliveira.
* N. 2Emenda ao artigo 14.
Sendo 2:000* para a nova matriz de S.Jos des^'
la cidade, L-0005 para a du Cabo, 1 dilo, para a de
CimJires, 1 dito, para a do Limocro, 1 ditopara a da
Gloria de Goit, 1 dilo para a de Garanhuns, 1 di-
to, para a de Afogados. 1 dito, para a de Bonf Jar-
dim. LuizPilippe.Barros Lacada.4. F. de
Oliveira,P. V. F. S. rarejao.F. X.Paes Bar-
reto.Costa Gomes.
N. 3Ao artigo 14.Sendo para concluso da
de Jaboatao 1 :)0$000.Borros Brrelo.Luiz
continuavam a co-
s
N. 4Ao artigo 14.Um cont de res, para
conlinuacSo das obras da nova matriz do Brejo S.
R..Veita.
ic N. 5Emenda additiva a* artigo 14.Sendo
para a matriz da Boa Visla desta cidade 4:000* S. R.
leiga Pessoa.Pereira de Brilo.
N. 6Com a matriz de Garanhuns 2:OO0O0O.
Catanho. ,
N. 7Com a matriz de Caruar 1:000$000.
Catante. .
a N. 8Com a matriz do 'Alnhu 1:000$000.
Catanho. Apoiada.
N. 9Ao artigo 14.Um cont de res, para a
matriz de S. Louranco da Malla.I'arejo.Epa-
minondas de Mello.
a N. 10Ao artigo 1*.Sendo 1:0009000 para
os reparos da matriz da Villa Bella. S. R.__p-, fa-
rejao.Jprigio. Castro Leao. P. Baplista.__
Siqueira Cavalcanti^ Mairal.Lui; Filippe.__
Epaminondas de Mello.-
Si.llUmcoolo de ris para as obras da ma-
triz da Varzea.S. R Padre t'arejao. Aprigio.
a N. 12.Ao art. 14.Um cont de rs. para os re-
paros da raalriz da Escada.Padre VarejaoApri-
gio. i)
o N. 13.Um cont de ris para as obras da ma-
triz de SjnloAniao.S. R Padre t'arejaoApri-
gio Luiz Fetippe Souza Carvalho.
fl $. 14.Com a matriz da Ilamb d:)0*000 rs.
Brandiio.tt ,
N. 15.Um cont do res para a matriz do Rio-
Formoso.Castor.
A ordem do dia he alm do continuarlo dade hon-
tem segunda discusso dos projeclos ns. 26 e 27, e
primeira do de n. 30.
Cltegou honlem dos portas do sul o vapor Impe-
rador, trazendo-nos jornaes do Rio de Janeiro que
alcanzara ff 10 do torrente, da Baha a 15, e de Ma-
cei a 13.
Todas as provincias desse lado
zar de Iranquillidade.
Tinha-se eVicluidu a apurarlo gral, falta pel_
cmara, dos votos rcrolhdos na eleico de depula-
dos assemblea provincial do Ro, sendo seu re-
sultado o que em outro lugar dcixamos Iraos-
criplo.
F'oram concedidas as honras de grandeza ao Sr.
barao do Ponlal.
Foram agraciados: oSr. commendador Antonio
Clemente Pinlo, com o Ulnlo de bario de Nova-Fri-
liurgo; o Sr. commendador Ananias de Oliveira e
Souza cum o ile barao de S. Joao do Principe; e com
u foro de moco fidalgo, tendo exercicio na casa
imperial, o Sr. Jos Calman Nogueira Valle da
Gama.
Por decreto de 18 do passado creon-se um meio
balalbode caradores part a provincia da Parahiba,
scndoa,org.inisacao do inesmu incumbida ao len-
le coronel Joaquim Mcndes Guimaraes.
O Sr. Luiz Pereira Sodr, cx-eryarregado de ne-
gocios'do Brasil cm Washington, foi condecorado
por S. M. Catholira rom a commenda da distincla
ordem do Carlos III, temi recebido disso partici-
paran por urna carta autographa do primeiro minis-
tro de Despatilla, onde se dira qoe as insignias, lite
haviam de ser remedidas oppoAnhamcnte.
Acabado inslallar-sc na corle urna companhia de
seguro mutuo conlra o fogo.
O Sr^JnAo Marcos dos Santos de Bidancoiirl, que
emJ847 oblevc concessao do governo para a explo-
raco de unta mina de prala em urna'das provincias
do sul,' lambem organisou urna companhia denomi-
nada Companhia Brasileira de Mineracao de
Prala.
Foi nomeado cirurgio cm chefe da divisao naval,
da Baha, o Dr. Carlos Frcderico dos Santos Xavier
de Azcvedo.
Foi igualmente nomeado secretario da inspectora
geral da instruccau publica da corle, o Dr. Manoel
de Oliveira Fadslo,
L-se no Corrtio Mercantil do 1 do correle ."
a O brigue Pratts, em viagera da Babia para
Sania Calliarina, achando-se arredado deste porto
60 leguas, foi a pique : a IripolacAo apenas leve lem-
CGflafMERCIO.
PRACA DO RECIFE 19 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
. CotatOes olciaes.
Frele para Liverpool 5(8 rf. por libra de atendi
Dito para o Mediterrneo por assucar cm saceos
>5| e em eaixas 6f>| com 5 \
ALFANDEGA.
Rcndmenlo dodia 1 a 18 13538163()
dem do dia 19.........i2aBt|73
-147^95*103
Descarregam. hoje 20 de orO.
Barca portuKueza-j*L *'. da Boa-Viagtm diversos
seeros. *#
Brigue inglezAnu & SaroA-^-mercadorias.
Barca tiglezaCorridaidem. 1
Brigue inglezMelinabacal han.
Barca inglezaElisaidem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 18.....334944000
dem do dia 19........ 2:533*046
35*27*046
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 18.....2:449*508
dem do da 19 .'......275*763
* '
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo d dia 19.......506*949
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a IB .28:817*433
dem do dia 19 '........2^36*979

31
J54M2
MOVIMEWTO DO PO^TO,
Navios entrados no dia 19.
Riivilc Janeiro c partos intermedias--8dase 13 ho-
ras, e do ultimo porto 17 horas, vapor brasileira
Imperador, coinmandaute o capilo-lcnenlo Man-
cebo. Passagoiros para asa provincia, alferes Ma-
noel Ribeiro de l'aria, capiao-lenenta Manoel
Jos Vieira, Dr. Clirislova de Barcos Luna Monte
Raso e 1 escravo. Justino Nerat, Virgilio Silves-
tre de Faria e 1 escravo, Francisco Jos de Seuia
Paraizo e 1 escravo, Antonio Garca Gil Pntente!
o I escravo, Anlonio Jos de Castro Lima e 1 es-
cravo, Adetbj Poesson e 1 criada, Serphim Mu-
/ Brrelo c 1 escravo, Francisco Caelano de Al-
meida Galvao'e 1 escravo, capilao Manoel Climaco
de Sexas Cardse, 50 praras de oral, 6 ex-pracas,
1, sargento preso, Dr. Joaquim Sobral Pililo e 1
escravo. Manoel Sobral Pinlo, 1 fllho e 1 escravo,
Manoel Januario l)ezerra e 1 Ijlho, Dr. Fernau-
do Alfonso de Mello, sua familia e 2 africanos li-
vres, Antonio do Amaral Botelho, Domingos Lo-
pes de Amorim, Miguel Soares Palmeira e-1 es-
cravo, Estevao Ferreira Nobre. alferes Mauoet
Joaquim Bello, 1 cabo, 3 pravas de polica e atert-
minasos, alferes Bazilio Magno da Silva e 1 criada,
Francisco Duarle Valente. Joaquim dos Santos
Correa eJaeinlo Gomes Leal. Pata a Parahiba,
lencnlc-coronel Joaquim Mendos Guimaraes, ca-
pillo Antonio Joliino de FarilJpUferes Antonio
Alcxaodrino de Mello, Dr. Ilbrlencio Moreira
Guerra de Souza Mella e 126 pracas de pret. Para,
o Maranho, Dr. Joaquim Gomes de Souza e 2 es-
cravos e Luiz Lopes Ribeiro.
lialtimore37 dias, hiate americano Rosdmond, de
130 toneladas, capilao N. L. Bilis, equipagera 6,
carga farinha de trigo e maig gneros; Postar Si
Companhia.
Os rredores do casal do. fallecido Jos Antonio
da Silva Vianna qaeiram aprosenlar seas eoctasa
sua vuva 1 fiereza da Silva Vianna nestes oitdias,
alira de se mostrar o miscravel estado desle casal a
seus credores ; isto para se evitar despezas judiciaes.
EDITAES.
O Ilim. Sr. contador, servindo de inspector da
Ibessuraria provincial, cm cumprimenlo da ordem
do Exra. Sr. presidente da provincia de28 do corre-
le, manda fazer publco.qu uos dias 18, 19 e20 de
abril proximu vindouro, permite a junta da fazenda
da mesma thesouraria, se Ira de arrematar a quem
mais'oilereccr, o aendimerdo do imposto da laxa da
barreira de Sanio Amaro de Jaboatao, avahada em
4:000cO00 rs. por armo.
A arrematasaoser feita por lempo de 14- meses-
contar do 1. de maio do correle anno, ao fim dejo-
nho de 1855.
As pessoas que so propozerem a esta arremaiacao,
coinpareram na sala das sesses da mesma junta, nos
dias cima indicados pelo meio da, compelenteroenr
te habilitadas.
Epara conslar, se mandou sfflxar n prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambn-
co 30 de marco de 1854.
' O secretario, ,
AaloniaFerreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector *
lliesouraria provincial, em imprmenlo daresolucao
da junta da fazenda manda fazer publico, que no
dia 20 do corrente vai uovamenle a praca para ser
arrematado a quem mato -ler o rendimenlo do im-
posto do dizimo do gado vallar o. municipio do
Limoeiru, avallado em 589*rs.- Pr auno.
A arreraalacao ser feita por lempo de 3 annos, a
comardo 1. dejijlhode 18o3 ao hm de junho de


- ~ -
r~+.
asai
JH..U1,! fc.
.


DIARIO DE PERNAWBUCO QUINTA FEIRA 20 DE ABRIL OE 1854.
V

A pessoas que se propozerem n estnarrematajlo,
comparesam ua sala das sesso.s da misma junta, no
liai acuna declarado, pelo mcio dia, compelrnlcmen
le habilitadas.
E para constar sa mandou anisar i> prsenle, -
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial do Pernambuco 7 do abril de 1834.O
secretario, Aulonio Ferreira d'Atmunracao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, eni cuinprimeulo da resolu-
cSo da junta da" fazenda, manda fazor publico, que
no da 20 de abnl prolimo vindouro, vai novamen-
le praca para ser arrematada n quem por menos
lizer a obra do agudo do Buique, avahada coi
:fc:WO900O ris.
A arremalato ser feita na forma dos rticos 21
e 27 do. regnlamenlo de 17 de malo do 1851,'c sob
as clausulas especiaos aliaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematara*
< oiupareram na sala das scssOes da mesma juuta'no
da acuna declarado, pelo meiodia, eompelenlcmen-
lohal.iliUi.las. E para constarse mandn atusar o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria da llio-
smiraria provincial de Pernambuco 15 do marco de
18*. O secretario. Anhmin >,-,v..", a- .._*___
ciarlo.
. -------------------------~>. ., .... iiim i u u(^
i secretario, Antonio Ferreira rfAnnun-
Clausvias etpeciaes da arrematarlo.
1. As obras do acude do Buique serao feilas de
confoimidade com a planta e orramentos approva-
dos lela directora em conselbo, o apresentados
approvacSo do Exm. Sr; presidente da provincia na
importancia de 3:300 res.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
sessenla dias escrito concluidas no, de dez mezes,
a contar da data da arrematarlo.
3. A importancia desta arrematarlo era paga^cm
tres prestacOesda maucira scguinle : a 1. dos dous
quintos do valor total, quando tiver concluido ro-
tade danbra ; a 2." igual a primeira depoisde lavra-
do o termo provisorio; a 3. finalmente de nm
quinto depois do recebimento de Unitivo.
4. O arrematante serambrigado a roinrnunicar
reparticSo das obras publicas com antecedencia de
30 das, o dia Oso cm que tem de dar principio a
arrematacao das obras, assim como Irabalhara se-
guidamente 15 diayfaGm de que possa o engenbei-
ro encarregado da obra assistir aos primeiro 1ra-
ballios. |
5. Para ludo o mais quc*3o esliver especificado
as presentes clausulas seguir-so-ha o que determi-
na a|lei provincial n.28C. Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira cCAnnunciar.no.
ff Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, 'em cumprimento da resolu-
S1o da junta da fazenda, mauda razer publico, que
no.dia 20 de abril proxinfb vindouro, vai no\ amen-
te a praca para ser arrematada quem por menos fi-
7;erA0Dra do *Sude dcl'aje de Flores,avaliada cm
3:19O9O0O.ris
Ar arrcmataijao ser feita na forma dos art., 2* e
27 da Ici provincial n. 286 de, 17 de maio de 1351,
.o sobre as clausulas especiaes abaivo copiadas :
As pessoas que se propuzercm a esta arrematacao,
comparecam na sala das seasAes da mesma junta no
da cima declarado, -pelo mcio dia competentemen-
te habilitadas.E para constarse mandn afllxar o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria da
Ihesouraria provincial de Pernambuco 15 de mar-
co de 185*. O secretario r- Antonio Ferreira
tAiinanciarao.
Clausula! especiaes para a arrematacSo.
1. As obras deste acude sero feilas de confor-
midade com as plantas e orramenlo apresentados a
approvacaq do Exm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1909000.
2: Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A Importancia, desta arrematacao ser paga cm
Ir? prestares da maneira scsuinle: a primeira doaJ
dous quintos do .valor de orrameoto, quando liver
.concluido a melada da obra; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimento
provisorio: a terceira finalmente de m quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a commnnicar a
reparticao das obras publicas com antecedencia de
30 das, o dia em que tem de dar principio a execn-
cao das obras, assim como trabalhara seguidamente,
durante quinze dias, afim de que pessa o engenhei-
fo encarregado da obra-assistir aos primeiros tra-
balhos.
5. Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-se-lia o que determina
a lei provincial h. 2S6, de 17 de maio d 1851."
Conforme. Osecretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
-r l'ara o Assii o porto) intermedios pretende se-
guir cm poneos dias a lancha nacional Sota lispe-
raned, e tambora se frita para o Cear ou Araeaty ;
para carga c passageiros, para o que tem boiu enm-
modos, Irala-se na ra da Cadcia do Recifo n. .50,
loj de Cunlia i*e Amorim.
Para Lisboa com escala pela liba de S. Miguel
o brigue portuguez Bom Sttccesso pretende seguir
com toda a brevidade : quem no inesmo quizer car-
resar on ir de passagem, para o que offerece bons
ronimodos, trate com os consignatarios T. de Aquino
Fonseca & Kilho, na rita do Vigario n. 19, primeiro
andar,.oa com a capito Francisco Jcrnnvmo de
Mendonca, na Prasa.
Para o Rio de Janeiro,
saldr no'dia 16 do corrcnlc. o patacho nacional Al-
fredo, lem nplinwfcommodos para passrtgciros e es-
cravos: Irala-se com o consignatario J. B. da Fon-
seca Jnior, na ra du Vigario n. primeiro andar.
Para o Araeaty
sesne em poucos dias o bem conliecido hiate Ca-
.pibaribe. meslro Antonio Jos Vianna: quem no
mesmo qmzer carregar on ir do passagem dirija-se
a ra do Vigario n. 5.
Ceara' e Maranhao.
Segu em muito poucos dias o brigne escuna na-
cional Laura, ainda pode receber alguma carga,
passageiros, etc.* traU-se com o consignatario J. B.
da Fonseca Jnior na ra do Vicario n. I minien
andar. '
j T.Xende"e Palacno nacional Josepfina de lole
de 111 toneladas, de ptima construccao, muito ve-
1h-o, pregado de cobre c forrado de zinco, em muito
liojn estado: (rata-se como oVnsisnalaiio .1. II. da
fonseca Jnior, na rna do Vigario n. 4 primeiro
Para>a Bahia sahe com brevidade o hiato Noto
Ohnda; para o resto da carga trata-st com Tasao lr-
maos.
Para o Maranhao segu ale 25 do cor/nlc, o
bergantim-brasileiro Despique de Heiris, por Jer o
seu carregamento quasi completo : para o rcsfJ tra-
ta-se no escriptorio do Sr. Manoet Joaqnim Bamos
e Silva.
Ceara' e Acaracu'.
Segae nestes das o hiato Sobralense, ainda rece-
be carca e passageiros tratase com Caelano Cyriaco
da C. M. ao lado do Corpo Santo, lbja de massames
LEILOES.
DECiLAIlACO E3.
CORBEIO UEKAL.
J0 malas que tem de
conduzir o vapor Iih-
perudor para os porlos
do norlc, principiam-se
_ SUS*' fechar (hoje)'ao meio
dia, def ois dessa hora s se recebera correspon-
dencias com porlc duplo. Os jornaes deverao
er entregues 3 horas antes do ferliamcnfo das
malas.
v LEILAO sem limite
bo armazem da rna do Collegio n. 14, quina-fei-
ra 20 do corrale, haver leilao de diversas obras de
marcineiria e de oulros muitos objeclos, como bem
sejam: mobilias de Jacaranda Cam pedras e sem ellas,
ditas de amarello. secretarias de Jacaranda e de ama-
relio, com segredo, toilettes de Jacaranda e de Gon-
jalo Alves, de gosto modernissimo, cadeiras genove-
zas. ricos guarda-loocas de mogno, amarello e ou-
tras obras avulsas, 4 pianos inglczes, obras de onro
e prat. como adereces completos, alfineles, trincos,
puleeiras e ma akguroas obras avnlsas, salvas de
prata de varios lamar.lios, colhcres. faqueiros^casti-
cacs, paliteiros, etc., diversos relogios de onro e pra-
ta, patente inglez, suisso c horisoutal, varias pecas
de vidro e crystal, para servico de mesa, candieiros
dcdiircreiilesqnalidades. lanlernas, candelabros, e
um rico lustre de 6 luzcs, dous ricos catangas de pe-
dra com caixa de msica por baixo, ditos de porce-
lana, enfeites para sala, jogo de damas, xadrez c
dminos para niverlimenlos, varias quinquilhar^s,
e alm destes objccto9 liaverao outros mnitns que
eslarao patentes no mesmo armazem, e a* mcio dia
em ponto ir tambera a leilao dous ptimos cs-
cravos.
0 AGENTE BOMA GERALDES
fara o leilao dos objeclos cima mencionados no sen
armazem as 10 <.! horas di mnnha bateudn o mar-
lello,-ao maior preso que for oucrecido por qual-
quer objeclo quo for a leilao, pois j tem dado pro-
vas por varias vezos.
O leilao dos queijos ficon transferido para
quinta-feira 20 do correnlc, ao meio dia em ponto,
no armazem de M.' Carnciro, na ra do Trapiche
n.38. r
LEILA'O.
Antonio de Almeida Brandao.n Souza, far lei-
lao or inlervcncao do agente Borja (rtrades, terca-
fera 2 do corfentes 10 horas da manliaa da ar-
macao e generoj existentes cm saa laberna na rna
do aterro da Ilo-Vistn n. 49, earanlindo a qualquer
prctcndcnlecslar dito eslabelecimenlo livre e des-
embaracado de colisa alguma.
.Hoje 20 do correntc ha rteilao de
manteiga inglezalem bairis de 22 libras
cada um, na porta da alfandegn.
Henry l'orsleri\C. farao leilao, por aulorisa-
rao da alfandega desta cidade, por inlervcncao do
agente Olivera, em presenca do Sr. cnsul dos Es-
tados-Unidos, e por conta c risco de quem perlenrer.
do brigue americano Tt/lerston, de 111 .tonelladas
inalczas, capitn II. H.Tice, com os competentes
maslros, vergas, ferros, amarras, veame, e os mais
pertences, lal qual se adra completo de lulo no an-
coradouro dcste porto, onde ns pretendenles podem
examina-lo coin anteciperao ; e lendo dito brigue
sido lcgalmente condemnado neste porto, onde ar-
ribanas sna recenhwiieem procedente de Nanlu-
ckel^om destino ao mar Pacifico, ser vendido com
os referidos rticos em um s lole; ero seguida serao
vendidos em uMffcrentes lotes, quatro escalera* pro-
pros para pescara, farinha em quartolas, barris de
carne de vacca e de porco salgada,. cascos vazios le-
vantados e oulros abatidos, arcos de ferro, harpes,
tintas, cabos de mantilha, e varios rticos miudos :
segunda-feira 24 do correlo, s 10borasda manhaa
no armazem do.caes do Ramos.
(lUMAFKIRA 20 DE ABRIL DE \ H.'i.
ESPECTACI.0 VARIADO E TNERSSANTE
En beneficia,da ncli-i/.
Mara Amalia Monteiro.
Depois que os Srs. professores da orchestra execu-
tarera urna das melhores ouvertnras, abrir secna,
a bem aceita e linda comedia em 2,actos de Mendes
i.eal, intitulada
OEM PORFA MATA' CACA.
Personagem.
(ionralo. .
Jos Mallos:
D. Nuno. .
Eslalajadeiro
D. Mara fc
II. Roza.
Srs. actores.
A motilo
Mooleiro.
Pinto. ,
Rozendo.
I). Ubrella.
A beneficiada.
No fim da comedia, a Sra. (abriella e o Sr. Mon-
teiro, cantarao o sempre applandido ducto das
TRMUBETINHAS-
Depois do qual o actor Costa e / beneficiada can-
tarao dneto, do
MEIRINHO E \ POBSE
Depois,' a orchestra locar as quadrilhas
BRASILEIAAS.
Em seguida representar-s-ha o jocoso vaudcvillc
em 2 acluj.
INNOCENCIO
OD
0 ECLIP^DE 182i.
Permnagens. Os Srs. actores.
Duva".......... Costa.
Innocencio....... Monteiro.
Duchauel........ Pinto.
Hcnnenia. sua lilha ..... A lieneficiada
Carlota, irmAa'de Innocencio. (i. Ile-Vecchy
Scguir-se-ha a.primeira represenlacao do vaude-
ville em 1 acia, que lem por titulo.
PAGAR O IALJOCK NAO' FEZ.
Pertonagens. W Os .Srs. adores.
I). Ingrilorio, eslalajadeiro. Santa Rosa.
lermano. .....* Xniodo.
r'ahricki......W Pereira.
Malagrido....... (^sla.
Befisteque...... Rozendo.
Crok, Hollandez .... Pinla.
Enthasiasmado poeta. Monteiro.
Elvira........ 1). Gabriella.
Sinagoga........ A beneficiada.
Rematar o espectculo com o gracioso balele cm
1 acto, o qual foi lirado da farsa do mesmo nome.
RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
Posta em scena por Jos t)c-Vecchy.
Permnagens.
Severo Ramalho
I). PaiHufinha.
i Sanchiiiha .
Corropio. .
Silvina ; ,
Manhoso .. .
Esperto ...
Lince. .'
Ferr'abraz ,
Os Srs. actores.
Santa Rosa.
A beneficiada.
Henriquela Pessina.
J. De-Vecchv.
Roza Cardella. '
Pinto.
Pereira.
Rozendo.
Monteiro.
Paseo a tres em parodia pelos Srs. Pinto, Santa
Roza c a beneficiada.
I.undum pelos Srs. Monteiro, Pessina e a benefi-
ciada.
Principiar s horas do coslnme.
Os billieles venUem-se em rasa da beneficiada, ra
da Cadea do batrro de Sanio Antonio n. .16 primei-
ro andar, e no da no escriptorio do Iheatro.
Julga-se ter extraviado o bilhele do camarote n.
b da segunda qrdem ; pelo que, s ter entrada um
cartAo asslgnado- pela beneficiada.
AVISOS MARTIMOS.
.
Heal
compaDhia de parjuete ingleze a
vapor.
N* dia 20 deste mez
fespera-sedosulovapor
'Ilutmes, commandante
Slrult, o qual depois da
__ demora do coslume se-
guir para Europa, para passageiros, Irala-se com
o agentes Adamson Howie & C, na ra do Trapi-
che-Novo n.' 42. r
AVISOS DIVERSOS.
' LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extrarao tos premios da 8.
lotera para mellioramento do estado sa-
nitario da capital e mais povoarues do
imperio, extraluda em 50 de marco
de 1854.
N- 2846. .
.. 1958. .
.. 184. .
..'4454. .
.. 455, (12
258p 2976
' 578, 548
. 2895, 5179
4496 ,4550
5842#. .
177,* 279, 572, 744;
1654, 1854, 2517 ,
5205, 54O0, 540 i- ,
5562 4054 4048 ,
1
1
1
1
6
10
20
1097,
5591 .
1707 ,
5468 #
5742 .
20:0000
10:000.*
4:0000
2:0000
1:0000
4000
4146, 4525, 4650,
4726 569-5 5749 ,
2000
60 > 41, 64,- 73, 101,
, 162, 109, 273, 509,
400 578 755 ,
801 836 855 ,
1205, 1596, 1448,
1507,. 1524, 1558 ,
1765, 1954, 2111 ,
2119, 2519, 2488,.
2570 2717 2792 ,
2905 2959 5020 ,
5055 5142 5151 ,
5258 5342 5422 ,
3717, 3735 3772,
3797 3837 4024 ,
4064, 4170, 4265 ,
4590 4652 4756 ,
4795 4855, 4856 ,
4925, 4966, 5097,
5501 5594 5757 ,
5986* ....... 100
100 de........ ios 200
1800 de.....
2000 premios.
Vendu-se nesta provincia a sorte de
2O:OOp0 em dous quartos, os possuidores
podem vir receber o premio a' loja em
que foram comprados.
Acham-sea' venda os bilhetes da lote-
ra decima-nona das casas de Caridade-
O bacharel Wilruvio conlinna a leccionar em
francez, e para este m recommenda-se aos pas de
ramilia, aos quaes prome'tle toda a solicilude posei-
vel no aprovellameuto de scus lilhos: ruadas Cru-
zes n.22, primeiro andar.
Aiuga-sc a casa terrea da ra da (,loria n. 53 :
a tratar na ra da Cruz no Recite n. 60.
Alugam-se dous escravos que servem para ser-
viso interno e externo de casa, para hotel ou bote-
qutm, por-j tercm algnma pralica e serem fiis : a
tratar na rna do Vigario n. 29.
Precisa-sele um caixeiro na relinaro da rna
Direila dos Aogados n. 13 : a tratar na mesma.
O lenlo Cerqueira Lima, leudo de reli-
rar-se para a corle, leva em seu servico os escravos
de sua propnedaileJuliao e Andrcza, crioulos, e
Raibina, parda, os quaes se acham competentemente
despachados pela policia.
Jos Francisco Barrote, subdito portuguez,
relira-se para fra do Imperio, e julga nada dever a
pessoa algu'ma, contudoscalgnem se julgarseu ere-
dor, aprsente a conla na travesa da Madre de Dos
n. 16, prmeiio andar,
Manoel (ioucalves de Moracs vai ao Maranhao.
. Precisa-se de um fcilor para engenho, prefe-
nndo-se .das libas : quem quizer annuucie.
-Antonio os Carneiro Guimaracs relira-se pa-
ra Europa.
Est fgido desde3de dezembrodo annoqueaca-
uou, o preto Joaquim Angola, cscrvo do fallecido
Sebastiao Jos ile Oliveir'a Macedo, que se achava
no poder e admiuislraso do testamenteiro do dito
fallecido, para cumprir-se a verba e testamentaria,
e na conformidade do despacho do llIm.Sr. r. juiz
oedireilodocivcl; ciijo escravo lie bem preto.de
eslalura alta, bem barbado, falla com bastante des-
embaraso, e sem achaque algum, porque como veio
pequeo da Angola e ha muilos a'nnoscra escravo do
referido Macedo, nao parece em nada Africano,
porem cnoulo, o preto lera a idade de trila e dous
anuos: quem o pegare levado ao abaixo assignado
noMondego,*defronle do portao do Sr. I.uiz Go-
mes, sera recompensado.Francisco de Paula Pi-
res Ramos.
No dia l.j de fvereiro prjimo passad, desap-
pareceu do lugar de Vertenles deTaquarilinga, co-
marcado Limoeiro, um escravo nerleuccntc a An-
tonio Barboza deSouza, cujo escravo de nome Ale-
jandre, cabra, de idade 22annos, de allura e corpo
regular, pouca barba, lem um signal prcloou verru-
ga abaixo de um dos olhos, denles perfeitos c lima-
dos, ps grossos, sabio armado com um clavioote
lino e facao, costoma andar com camisa de algodo-
zinhi) de listras, e julga-sc bem elle levar passaporle
falso em nom% do subdelegado Flix Correia de
Quciroz, c leva comsigo urna mulata forra de nomo
Joaquina, da mesma idade pouco maisjou menos, e
da mesma ciir, com pouca dVereiiea, de allura re-
gular, um tanto secca do corpo, denles limados, ca-
bello* corredisos e amarrados; rocommenda-seaos
rapitacs de campo de qualquer parle, ou qualquer
pcssa que o apprehendcr, dirj-sc a aquelle lugar,
ou ao Rccifc ra do Queimado n. 7 loja da estrella,
a enlrega-lo a. Gregorio & Silveira, que receber boa
gratticacao. ,
Paga-se mensalmenle por urna ama 125000 res,
que saina bem cozinhar, engommar, c fazer todo o
servico de urna casa de familia, de portas a dentro':
quem prclouder dirija-se a ra do-Hospicio n. 17. '
Aluga-seo segundo c lerceiro andar da casa n.
37 ua ra do Amorim: a tratar na loja de ferragens
da ra da Cadeia do Recife n.56 A.
w Sr. capito Antonio F'ernandes Laurino
tem una caria na ra do Crespo loja de da Silva
(mimantes.
A pessoa que por engao, oh por gracejo lirn
um chapeo de sol que eslava encostado a entrada da
contadura geral. queira ?or o obsequio de o ir des-
trocar recebendo o que dcixou na loja do Sr. Dou-
rado no pateo do OMlegio, cerlo de que se o nao lizer
sera chamado pelo proprio nome, por esle jornal.
O abaixo assignado declara ao resneitaval pu-
blico, que deixou de ser caixeiro do cstabelccimeu-
io de tamancos c cacado silo na ra larga do Rosa-
rio n. H. de que he administrador o Sr. Antonio
Jos Moreira Pontos, leudo o abati assignado li-
quidado snas emitas, e'senda pago de lodos os scus
ordenados, do que lhe passou recibo de saldo de con-
tas.Romo Jos da Silca.
Para alugar por lempo de dez, mezes cerlos e
por alugucl commodo, o sitio do Sr. Guerra na pas-
sagem da Magdalena, presentemente oceupado pelo
Sr. Feutnu: trafa-se|no mesmo sitio.
Precisa-se alugar um sitio que lenha boa casa,
e sendo sobrado melhor, do Maugufhho aponte de
l'c.hda ao pi- do rio, P01' auno, agradando nao se
ollia o nlngiiM: na ra da Cadeia do Recife n. .",i,
Offerece-se urna ama para casa de. ponra fami-
lia; quem quiwr dirija-se ao paleo'da Peaha a, (i.
OIRYSTAL0TYP0.
Galena de ricai pinturas pelo antigo e
novo estvlo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De raixas, quadros, medaihas, alhueles e "puleei-
ras ha um rico sorlimento para collocar retratos,
por preso muito baixo.
A directora do gabinete portuguez de tritura,
receba proposlas at o dia 22 do correnie, para a fri-
tura do caanles para a bibiiothcca : os seiihorcs mes-
tres marcineiros podem ir examiuar o modello que
esta no eslabelecimenlo. As proposlas serao entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda em carta fechada.
Precisa-se alugar orna ama forra ou captiva,
para urna casa eslraugeje de pouca familia, para
tratar de meninas a fa/.cr mais alaum servico se for
preciso : na ra da Scnzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brilo.
Chardon, bacharel em bellas lctlras, He. km
direilo, formado na universidado de Paris, cnsina,l
emsua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da ra das Flores com a
ra da Concordia, a Jer, screver, traduzir e fallar
correctamente a lingua rraueza e tambem d lices
particulares cm casa de familia.
Loja ngleza de roupa feita, ruada Cadeia
do Recife n. 16.
Eijslcnesleestabclecimento um grande sorlimento
ac roupa feita de lodas as qualidades de fazeudas
cliegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calsas, ccleles, camisas, ceroulas,
ele, e os presos serao os mais razoaveis possiveis,
vistoserosyslema do dono nao dcixar dinbeiro sa-
nir anda mesmo com algum prejoizo.
Urna pessoa habilitada pela pratica
que tem de ensinar, propoe-se a dar li-
ces ^.das linguas franceza e ingleza por
mdico preco : quem pretender, quara
dirigirle a ra larga do Rosario, qarto
andar por cima da botica do Sr. Bartlio-
lomeu. /\ .
Aluga-se um sobrado de dous andaras, silo na
ra da Aurora n. E2 com bastantes commodos, porta-
cochcira e- cavallerice: tratar na mesma ran
2b, sobrad^ da qoimH.
Precisa-se de urna ama para o serviso de casa
erua, paga-se bem: na ra do^adre Floriano n. T
O Sr. Joaquim Ferreira Chaves haja dejiagar a
sua lettra de 16&380, vencida a 23 de everiro: na
ra ireila padaria n. 82.
Jos Ferreira, morador na roa da Praia, por
naver oulro de igual nome, de hoje era diante se as-
signara Jos Ferreira Coelho.
O abaixo assignado relira-se para fra do Im-
perio a tratar de sua saude, dcixando por scus pro-
curadores os Srs. Joaquim de Albuquerque Mello e
Antonio Aoguslo dos Sanios Porlo: quem so julgar
seu credor aprsente sua conla no prazo de tres dias,
contados da publicacao deste. Kecife 17de abril de
l&A.Josc Pedro de Alcntara.
Ayisa-se a*os herdeiros da Sra. D. Francisca An-
tonia Lins, qne o pardo Antonio de Hollanda, de
noile foi preso na ra, pela polica, o est na ca-
A pessoa que no dia 8 do correnie deixou nm
cavallo na cocheira da ra da Boa-Mora, em Olinda,
queira apparecer para lomar conla do mesmo caval-
o, c pagar a despeza que dito cavallo lem feito.
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer hora emsua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
a ~v Arr*n da Escada: os pretendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. -53. segundo andar, que
acharan com quem tratar, ou na fregnezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Goneal-
ves Pereira Lima.
Thomaz Teixeira Bastos vai i Enropa.
Precisa-se de um caixeiro que de fiador a sua
conducta, para tornar por balanco urna (alterna em
(|iinnlo o dono var fazer urna viagem : quem esliver
tiestas circumstancias, dirija-se a taberna, sita na
rna (lasCruzes n. 2, que achara com quem tratar
este negocio.
" Aluga-se um mulato que cozinha bem o diario
de urna casa, e he moho fiel : na ra do Fagundes,
armazem n. 7. r
M loja de ferragens n. 56 A da rna da Cadeia
lo Recife, deseja-ic fallar com os Srs. Bonifacio da
Silva que morou na ra da Cruz no P.ecfe- Antonio
Jos da Fonseca que morou na cidade da Victoria e
Cabo, c Manoel Antonio Nogueira, a itileresscs par-
ticulares ; por isso se pede ans mesmos senhores ou
os que suas vzcs fai.-ani. de apparecerem na dita
loja afim do se lhe communicar qual o negoci.
Precisa-se de nma criada forra ou captiva, pa-
ra cozinhar, engommar e comprar : na ra da Praia
n. 41, se dir quem precisa.
Na loja da ra do Crespo n. 10, precisa-se fal-
lar com os Srs. Jos Cypriaun Antones, Joao AnIo-
nio Gallo, Modesto Francisco das Chagas, Antonio
Viceule da Cruz e Ignacio Nery de Araujo.
-7 Roga-$e ao Sr. Jos Joaquim de
Campos queira annunciar a sua morada,
pois se lhe deseja fallar, ou dirija-se a ra
da Cadeia n. 24.
Lotera de Nossa Scnhora do Livramento.
No dia 21 do concille andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Seiibora, avis-
ta da grande extraern que lem havido nao resta ilu-
vida qde a mesma corra no referido dia, c espera o
Ihesoureiru que os amantes deste jogo continuem a
comprar o resto dos bilhetes, os quaes eslao venda
nos lugares j condecidos. O thesoureiro,
Joao Domingues da Silca.
Casa da africa, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisau leve principio
no dia 1" de abril correnie, a finalisar-se no dia 30
do junho prximo futuro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal..
O Sr. Joao Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador nft passagem de Olinda, lera urna carta na
livraria n. 6 e 8 da piara da Independencia.
Precisa-se alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer todo o servis de una
casa de pouca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
Precisa-se por ajug'uel mensal de nma canoa
quecarfegue de 700 a 800 lijlos : a tratar na rna do
Livramento n. 24, primeiro andar, ouem Olinda com
l)r. Antonio Pereira Barroco de' .Moracs.
Lava-seeciigomma-se roupa de homem e jun-
lainenle de seuhnra : no lini da ra do Calabouce,
confronte a cocheira n. 33.
Di-se, 2:OOOJ|6jp a joros de 2 por cenlo ao mez
cora firma desta fVvt ; lucra pretender anouncie.
Quem liver para vender tres.vas de venesianas,
falle na ra larga do Rosario n. 29.
Aluga-se o segundo -andar da caa da ra de
Aguas-Verdes n. 22, rom bastantes cbmmodffse pre-
so razoavel: da travessa do Queimado h. 1.
,~j Frcc'M-*9 alugar urna raupa que esleja em bom
estado c qne entregue 500 lijlos do alvuaria gros-
sa : na ra Nova n. 4.
D-se diuheiro a joros sobre penhores de ouro
"u praia : na ra Vejha u. 33.
No domingo 16 do correnlc, as para 6 hora-
da manhaa,perde-te umrelralopequeo de daguer-
reolypo, indo da igreja da Soledade para a ra do
Sebo, c pela ra do Pires e Corredor do Rispo ous
Ira vez para a ra da Soledado: pede-so a quem o
liver achaito de levar ra da Soledade, casa da es-
quina do Sr. Hercutano, ou na ruado Vigario n. 2.
Qs Srs. Manoel Thomaz de Barros Compello,
11 hollino de Almeida Pinto, Antonio (ioucalves Pe-
reira e Pedro Delgado de Borba, queirara dirigir-sc
ra Nova n. 47, luja de Jos francisco Carneiro, a
negocio que Ibes diz respeilo.
Jos Luiz Marlins Pereira va Portugal, e
dcixa por seus procuradores, cm primeiro lugar Joao
Manoel Martins, Francisco j.ui^ Marlins Pereira c
Jos Luiz Ferreira da Tosa, Picando o primeiro de
posse de algumas Ultras e mais documentos.
Precisa-se de um feilor quo trabalhe e tome
conla de um sitio com escravos : ua ra do Passeio
Publico, loja n. 7.
Perdeu-se na suxta-feira da Paixflo no choro da
groja da matriz de Santo Antonio, nina pulceira de
ouro com cadeado e urna correnlc : quem a achou,
querendo restituir, dirija-se ra Direila, segundo
andar n. 36.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba lavar, engommar c coser alguma
muza, porm que seja de boa conducta : na roa do
Queimado n. 6.
Dcseja-se saber se existe nosla provincia Mi-
guel Antonio Marques, natural reino de Portugal, o qual foi caixeiro cm urna botica
desta pitara. ; por isso roga-soao mesmo, ou quem
dellc souber noticias, de participar na loja da rul do
Crespo n. 1, af abaixo assignado.
Mathias de jzevedo l'illarajico.
AntoAio de Mell Camelo relira-se para a ci-
dade de Lisboa.
Na ra do Amorim n. 39, ou na Estancia sitio
que fica no oitao, a direila da igreja, precisa-se de
urna ama para o service de pouca familia, e de um
homem que se queira gugeilar ao trabalho em um
sitio pequeo.
0 Sr. Domingos Ferreira do Andrade, dirija-se
a ra do Crespo o. I,a negocio de seu interesse.
Descja-se fallar com Ignacio Rodrigues da Sil-
va : na ra da Senzala nova o. 42 armazem de fer-
ragem.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n.19.
Precisa-se de urna ama para mameutar um
menino com, nove mezes de idade: a tralar na ra
do \ gario n. 9 armazem, ou na rna do Brum se-
gundo andar n. 20.
Attencao as pecliincbas.
Cliegaram loja de roiuilezas di ra do Collegio
n. 1, us seguimos objeclos, os quaes se vendem por
preep mais commodo do que em oulra qualquer par-
le : um grande sorlimento de calnngas de porcelana*
como sejam : gatos, gallos, cachorros, onras, tigres,
fruclas, figuras, etc., ludo proprio para palileiros ou
enfeites de mesa, assim como S. Joao. Nossa Senhora
e o Divino Pastor, estampas de sanios, e sanias em
ponto pequeo e grande, col lecroes da Via Sacra com
14 estampas ; c de lousa Santo Antonio. N. S. da
Conceisao, S. Pedro, as tres pessoas da Sanlissima
trindade, e outros mais; balaios, ceslos para com-
pras e cestas para meninas trazerem no braco e ou-
iras para fruclas e flores, e oulras -muita molduras
(Inoradas para quadros, correnles de 350 para relo-
gio, de muitos gostos, .collccstle deaGonValo de Cor-
dova, de Gil-Braz, dos Misterios de Paris e da revo-
lusao franceza cm 1848, retratos de Isabel II rainha
de llespanha e de Espartero, de Napoleao I e III e
da imperatriz, assim como ootras muitas cousas que
se deixao de annunciar, pois a vista do comprador he
que se podem mostrar. ,
A quem lhe faltar duas cabras (bichos) e nm
cabrito capado, dando os signaes cerlos e pagando os
estragos que as lucarnas fizeram, lhe serao entregues:
no sitio da vinva Conha, fu do Hospicio 11. 6."
. ~~ Oflerece-se urna ama para casa de pouca fami-
lia ; no becco do Monteiro, que vida ra da Cadeia
para a da Senzala Velha, junto do Sr.'Cunta.
Jos Manoel Leonardo da Costa vai ao Par^
O Sr. Jos Antonio BitanCourl tem urna carta
na livraria 1t. 6 e 8 da presa da Independencia.
Precisa-se de urna ama para o servio de ui....
casa de pequea familia,equesoja cuidadosa e prom-
pla a cumpri-ln : ra ra do Hospicio n 34.
F. W. Ruist, subdito allemo, vai Baha.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
fazer todo o mais servico de urna casa : lio largo do
Terso n. 27, segundo andar.
Aranaga & Bryan mudaram o seu
escriptorio da ra do Trapiche n. 7 para
a mesma iiti, ._6, segundo andar.
Precisa-se de urna ama quo cozinhe e enaom-
mc, para casa de homem sotleiro : na ra da Senza-
la Nova n. 7, segundo andar.
Arrenda-se urna casa com arnasHo para taber-
na, balanca, pesas e medicas, e aluguel barato : no
Maguinhoa Callar com Albino Jos Ferreira da Cu-
nta no sen silio ao p da mesma casa, ou na cochei-
ra da travessa do Ouvidor.
Jpao Alves Monteiro, natural desta provincia,
relira-se par Lisboa. >
Precisa-se. do urna ama forra ou escrava qne
lenha boa conduela, psra urna casa de pequea fa-
milia : na rna Nova n. 16.
O administrador da mesa do consulado Jo3o
\avior Carneiro da Cunha, lnudou a sua residencia
da praca da matriz da Boa-Vista, para o largo da ma-
triz de Sanio Antonio, casa de um andar n. 2
PRESO FDGIDO.
. Fnaio da fortaleza do Brnm, a 18 do correntc," o
preso sentenciado Coslodio -Ferreira de Mello, e tem
os sigiiaes seguirrtes: he portuguez, .de idade 60 ali-
os, pouco mais ou menos, cabellos brancos e pretos,
crespos, reforsado do corpo, cor palida.-slalura re-
gular, falla cerrada; he casado com Genoveva de
lal, natural da Parahiba. >
Precisa-se de urna ama que cozinhe o diario e
engumme alguma cousa : na ra do Hospicio, casa
Aluga-se urna casa grande, envidracada, na
Passagem da Magdalena entre as duas ponto, com 4
quarlos, 2 salas, solao, cozinha fra, cacimba, quin-
tal, urna casinha no fundo e banheiro que vai ter a
maro : ua ra Direila n. 3.
-Jos Teixeira Bastos comprou por ordem dos
Srs. Baslos Irmaos Companhia, do Maroim, oito
bilhetes da segunda parle da sexta lotera a favor das
obras da igreja de N. S. do Livramento, dos segra-
les numero:1889, 1524, ,1626, 2315, 2517, 2160,
1619 e 1561.
D-s 400;000 a premio sobre penhores de ou-
ro ou praia : na ra da Santa-Cruz n. 64.
Precisa-sc de urna ama que tenba bom leil pa-
ra mamentar urna enanca, preferudo-sc escrava : na
ra do Livramenlo n. 4, segundo andar.
Um moso com 16 anuos do idade/ e que j lem
algnma pralica de negocio, se offereca para caixeiro ;
quem precisar annuncie para se procurar.
Alugam-se duas casas terreas com bons com-
modos, quintal e cacimba, sitas, urna na rna do Tam-
bi 11. :> A, c a oulra na ra Real junto ao Mangui-
nd, a qual tem no fundo um srande armazem de pa-
daria e alguna pertences da mesma, o he n. 27; ludo
se aluga por preco commodo : a fallar na prasa da
Boa-\ isla, botica n. 6, oq na ra Real, casa n. 6.
COMPRAS.
-. Compiam-se pataces brasileirose
hcspunlioes : na ra da Cadeia do Recife
11. 5*0. loja da Cambio.'
Compra-so praia' brasilcira e hcspanhola:
na ra da Cadeia do Recic 11. 54.
Compra-se nma gcomelria de Euclidcse urna
arle potica de Vellcz : n ra do Rosario da Boa-
Vislau. 14. .
Compra-se nm escravo robusto, de bons costu-
mes, c que nao seja fujao ; paga-se bem se agradar :
na travessa da Madre de Dos, armazem deJoao Mar-
lins de Barros.
A loja da ra dos Quarteit n. 24,
tem para vended aos seus freguezes um
esplendido -sortimento de chapeos de sol
de seda de cores e pretos, e de panninbo
com armacoes de balea e de ferro; adver-
te-se que he fazenda superior e por pre-
co baratissimo ; assim como esta' exposto
a'vista dos freguezes um completo sorti-
mento de las de todas as coi es para bor-
dar, bengalas, luvas, bicos, botoes, pentes
de tartaruga para cabello, de marlim e
bfalo para alisar, leques linos de madre-
perola, cartas francezas linas para volta-
retee lecarte, eoutras miHtasquinquilIa-
rias que nao se enumera para no ser fas-
tidioso o annuncio ; tudo be (ja' se sabe)
por preco commodo.
Vendem-se ps de larangeirds da China e da
Ierra para planlarao de silio, de 6 a 8 palmos, mui-
lo superiores,* mais commodo do que em oulra par-
te : em Pamamcirim onde lera duas casas terreas na
frente da estrada : a tratar no sitio inmediato com
Miguel Joaquim Ferreira.
; Vende-ie urna carraca com'os competentes ar-
rcios para um cavallo, tudo pauco usado : na ra da
Cruz n. 38.
Vende-se urna taberna, sita no bairro da Boa-
Visla: quem a pretender, dirija-se ra Imperial
n. 53.
No armazem do Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no caes da Alfandega, e na ra da Moeda de
Francisco Guedes de Araujo, vendem-se saccas com
excellnte jnilbo, assim como na loja da esquina do
becco Largo n. 26.
'Vendem-se 5 escravo, sendo 2 negrinbas de
idade 16 annos, prupras para mucamas por j terem
algumas habilidades, 1 prelo da Costa de bonita figu-
ra, proprio para armazem ou palanqnira, 1 rooleqne
de idade 14 annos e 1 preta com um pequeo de-
feto: vende-se barato pois he pechincha, e pode-sd
afianzara boa conducta: na roa da Gloria n. 7.
MILHO.
Vende-se a 38000 eom a sacra, superior milho
mu lo. novo, c saccas muito grandes: na ra do
Crespn. 21.
Na ra das Cruze n.22. vendem-se 2 crioulas
de bonitas figuras, mocas, engommaderas c cozi-
nheiras, coscm chao e lavam de sabo, ,1 dita da Cos-
a, muito moca, que eiigorama, cozinha e lava, c 1
escravo, crioulo, proprio para silio ou ra.
-Vende-se panno azul ordinario, proprio para
tropa, em porcio ou a covado, por barato preco: na
loja de quatro portas n. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-se 6 escravas mocas de bonitas figuras,
urna dellas engomma, coze, cozihae faz labv r11 tbo:
na ra Direila b. 3.
Vendem-se corles de casemira preta e de cores,
pelo barato preso de 49500, cobertores,escuras a 800
rcis, chapos de sol de bonitas cores pelo preso de
(S000 rcis: na loja de 4 portas na rna do Crespo n. 3,
ao lado do arco e S. Antonio.
Vende-se urna escrava de meia idade, abe la-
var do sabao e varrela, muiio propria para o serviso
de campo, por j ter sido esla a sua occupa< quema pretender dirija-se a ra do Crespo loja .6.
ESTANHO.
Vende-se estanto em veiguinlia : no
armazem de Eduardo H. Wyatt,rua do
Trapiche novo, n. 18.
Vende-se um cxcellenle carrinho do 4 rodas,
mui bem construido, embom estado; est exposto na
rna do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-to, c tratar do ajuste com
0 mesmo senhor cima, oo'na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
fy paleo do Carmo, laberna d. 1, vende-sc
um escravo proprio para lodo serviso.
ptimo vinbo de Collares,
em barris de 7 em pipa: 110 escriptorio de Augusto
C. de Abrcu na ra da Cadeia do Recife n. 48, Io
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos qnanlos ate agora
lem apparecido: no escriplorio de Augusto C. de
Abrcu na ra da cadeia do Recife n. 48,1 andar.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brin,
na roa do Collegio 11. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe u. 17 ; veudem-se por preso muito commodo.
v OVAS DO SERTA.
Vendem-so muito Irescaes ovas do serian, por pro-
50 commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.
Delouche, relojoeiro.-
Vehdem-sc' relogios c corcerlam-se, mais
barato do que cm oulra qualquer parte ; as-
sjm como tem vidros, yorriples e chaves :
na ra Nova n. 11. Tambem vende agua argento-
magntica para pratcar. .
Sementes novas.
Vende-se no armazem de* Antonio Francisco-Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
cenlemenle chegadas de Lisboa na barca porlugueza
Margarida, comoseja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, fcijao carrapalo de duas qualidades, ervilha
torta e direila, coentro, salsa, nabos c rabanetes de
lodas as qualidades.
Vende-se um escravo : quem pretender dirija-
se aosobrado do aterro da Boa Vista n.53de 1 hora
Ha tarde cm vanla al 6 da larde achara com quem
tralar.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhnns, de
primeira^ qualidade, por preso commodo : naHa D-
rfita n.76, esquina do becco dos Peccados Mortaes.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos decnuro de lustre, bem fei-
los, pelo diminuto preco de 29500 cada um.
Vende-se nm preta que sabe cozinhar o diario
de urna casa: ua ra do Livramento n. 1.
Capachos.
Chegou loja de miudezas da rita do Collegio n.
1, um grande sorlimento de capachos pequeos c
grande, tanto compridos como redondos, os quaes se
vendem por preso mais commodo do que em ootra
qualquer parle.
Vende-se nm oplimo escravo bom cozinheiro
e de boa conduela, urna prela boa engommadeira,
urna dita que engomma liso, cose e cozinha, todos
por preso muito em conla,: na roa Direila n. 66.
Vcudc-se um extenso e ptimo terreno prbpro
paraconstruesocs, cm frente da igreja de N. S. da
Paz dos Afogados : qdm o prelenderdirja-sc ao
aterro da Boa-Visla n. 42, segundo andar.
Vende-se urna morada de casa terrea na roa
das Cruzes n. 27 : a tratar na ra do Livramenlo
n. 16.
Vende-se um escravo por preso muilo commo-
do : a pessoa que precisar ou quizer comprar, pode
dirrgir-se ao aterro da Boa-Vista 11. 51, primeiro
andar.
950 '
1 Vendm-se na ra da Mangueira*n. 5,
G50 tijolos de marmejj-e ; baratos e em bom
estado.
Vende-se nm ]om escravo de naso ; na ra
da Cadeia Velha 11. 61.
AO BOM E BARATO.
Vendem-se rebolos muilo linos, chegados ltima-
mente de-Hambnrgo, proprios para barbeiros e culi-
leiros, assim como oulros muilos objeelostde ferra-
aens, proprios para qualquer oflicina, queso com a
vista do comprador se podera applicar, ludo por pre-
co mais commodo que se poderao comprar em oulra
qualquer parle ; na ra da Cadeia do Recife n. 56
A, loja de ferragens de Antonio Joaquim Vidal &
Companhia.
PAQUETE INGLEZ.
\ ende-se papel paquete, pioprio.para escrever pa-
ra a Europa: na rna da Cadeia do Recife, loja de
VENDAS
Vende-se urna casa terrea no bairro da Boa-
Visla, travessa do Quiabo : a Iralar na ra eslreita
do Rosario, casa de marcineiro n. 43.
\endcm-s8 superiores velas de carnauba com
sebo, cm caixas, viudas do Aracalv, por barato pre-
co : na ra das Larangciras n. 18."
Vcndcm-sc ricas espadas pra loadas para a guar-
da nacional; na ra Nova, loja de Joao Fernaudes
Prente "lianna.
Paraba guarda nacional.
Na ra Nova, loja de Joao Fernaudes Prente Vi-
anna, vendem-se superiores espadas com as guaini-
Scs douradas. .
. Obras de labviintho.
N ra do Cabug, loja de'miudezas n. 6, de Vi-
cente Monteiro Borges, vendem-se bicos e rendas da
trra, bucos do labyriulho muilp delicados, assim
como urna roda de saia com bico e urna guarncao
de rede, tudo por commodo preco ; a ellcs, fregue-
zes, antes qne so acahem.
Saccas a 4,s'300.
S rcslam seis saccas com farinha de mandioca da
trra para se vender pelo diminuto preso do 4$500 a.
sacca, afim do se mandar conla de venda : na ra
Nova 11. 35.
. Vende-se por 4308000 um prelo de nasao, de
idade 36 anuos, muilo possanie e proprio para algum
silio, nao tem vicios ucui achaques: na ra da l'e-
uha, taberna nova dofronte da igreja.
Palitos de panno (ino a 16/5000.
\ oudem-se palitos de panno fino francez muilo
bem feits, pelo barato 'preso de 169000 : ua ra No-
va a. 16. loja de .los -Luiz Pereira & Filtra.
Vende-se um bom prelo ofical de sapaleiro.
que se acabe.
Vende-sc um escravo proprio pitra engenho,
por preso commodo: na ra da Praia n.' 29.
No armazem confronte a toja' do Sr. Martins,
piutor, vendem-se duas carrosas novas muito bem
construida, as quaes servem para cavallo ou boi, e
oulra usada ; as quaes se vendem pelo preco que o
comprador offerecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira c engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra, vender-sc chapeos de castor brancopor commodo
prejo,
feijao.
' No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-s feijao mulalinho
muilo novo, e em saccas grandes : a tratar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caicas para rape.
Vendem-se superiorescaixas para rap feilas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante deste ge-
Aero naquella cidade, pelo diminu) preso de 18280 :
ua ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato-de qne em qualquer oulra parle :
na pfaca da Independencia n. 18 e 20.
Shapeos pretos francezes
1 melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preso que em ouUa parte : na ra da Cadeia do
Recita, n. 17.
Pepoiito da fabrica da Todo* oa Santoi na Bahia.
Vende-se,em casa deN. O.' Biebcr &C., na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquclla fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume o em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce ,e cal
de Lisboa em pe.lra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:*
vinho deBIarseillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
cm .nove!los ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, aso de milaOsorlido,. ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas raoendas" para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de'ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas, e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-'
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O*. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
,r SALSA PJRRILHA.
Vrenle Jos de Brilo, unied agente em Pernam-
bqco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla prasa nma grande por-
Sao de frascos de salsa parrilha de Sands, que san
vcrdadeiramcnlc falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devera acautelar os consu-
midores de 1,1o precioso talismn, de cahif neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela maodaquelles, que autepocm
scus interesses aos males c estragos da humanidade.
Portanlo pede, paraaque o publicse possa livrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlcmente aqu chega-
da ; oannunciante faz ver que a verdadeira s ven-
de nicamente cm sua botica, n? ra da Conceicjlo
do Recife n. 61 ; e, alara do receituaria que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da pimera pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o nvoltorio impresso do mesmo
Tratos.
SS^SSS^: sssssss
(^ Vendem-se relogios de ouro, pa
j|- ten-te inglez, por commodo pre-
" 90:.na ra da Cruz n. 20>casade
L. Leconte Feron A Companhia.
=
ferrai
n. 56
bur
s de Antonio Joaquim Vidal & Companhia,
Ultimo gosto c bom invern.
Vendem-se superiores capas, sobre-casacas, bolins
com calcas e perneiras ile alpaca de seda com borra-
cha, ludo do melhor gosfb o qualidade, proprio da
estar, prsenle, por proco muilo commodo ; em ca-
sa do Adamsan Howie & Companhia, na ra do Tra-
piche u. 42.
Vende-se um cavallo rodado, muilo novo e
bom andador baixo, sem achaques, por preso com-
modo : na ra do Vigario n'. 5.
VestHos baratos.
Vcndem-se vestidos, brancos com barras de cor a
3-5000. dilos do hallados a 48000, 48300 c 38000, cor-
tes de camina ios abertas, bramas e de cores a 38000,
cassas francezas a 28000 o corte, chitas francezas de
padroes modernos a 320 o covado, vestidos para me-
ninas de 2 a 4 anuos com capotiuho a 28300 ua ru
Nova, loja u. 1(i de Jos Luiz Pereira & Fillio.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tm
venda a superior flanella para forro descllius, ebe-
gada rceenlemcnle da America.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs.: na ruado Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porcoe de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-'
te do Matlos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco,tun-
deado no caes do Collegio, e na ra da
Cruz n. 28, vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova pie evistno mer-
cado, e a preco razoavel.
Na ra do Vigario n. 19, pritnet-
ro andar, tem para vtmder diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas ,, tudo modernissimo
chegado do Rio d Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Venderse no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2J400 a pesa, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 1300, corles de veslido de cambraia
de car com 6 1)2 Varas, muilo larga, a 2800, dilos
com81i2 varas a 33000 rs., corles de meia casemira
para caiga a 39000 rs., e oulras militas fazendas por
prego commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Agencia de Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmen
di Companhia, acha-se constantemente bons. sorti-
mentos ile (nixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa copo fondas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa,' etc., ditas para armar em raadei-
ra do lodos os tamaitos e mdelos os mais modernos,
machina horisoutal para vapor com forsa de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferrp eslanhado
para casa de purgar, por menos preso que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 lias de (landres ; tudo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendera-se relogios de onro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
Casemiras francezas.
. Vendem-se casemiras francezas de padroes escuras
e muilo elsticas, proprias para o'lempo presente,
pel barato prego de 4)50Qo corle: na rna Nova
n.16.
PARA A GUARDA NACIONAL.
Vende-se superior panno tino azul para fardas de
guarda nacional a 39OOO e 49000 o covado : na ra
.Nova, loja n. 16. de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-so um sobrado na ra das Cruzes n. 11:
a Iralar na ra do Queimado n. 10, segundo andar.
Vendem-se prgos americanos, em
barris, proprios j)ara barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por pi-ecos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
jvislo na cocheira de Poirrier. no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a.38000. 45000 ,
3S000e 65000, dito azul 3000, 48000" egOOO, ca-
semira prela a 28300. selim 'prelo rauiUpRiperior ,
33000 c 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 r., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 2$600, muilas mais fazendas de mullas qua-
lidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n.li. .
Velas de carnauba.
Na'ra da Cruz n. 13, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compstas, feilas no' Ara-
ra I y por menos preso do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440 ; ditos de salpico tambem grandes,
18280, dilos de salpico de tapete, a 18(00: na ra do
Crespo loja 11. 6.
De|wsito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle t Companhia vendem-se
os algodoes desta fabrica : na ra da Cadeia Velha
11.52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinlA deSSSF a mais nova n mercado,
como tambem umsorlimentode farinhas americanas:
110 armazem de Ueanc Youle & Companhia, no bec-
co do (joucalves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-sc em casa de Deane Youle & Companhia.
Vendem-se em caja de Deane Yonle & Compa-
nhia, ruada Cadeia Velha n. 52, aso de Milao ver"
uadeiro e caryo palenle, proprio para' ferreiros.
Vendem-se dous vehculos ou carros de quatro
rodas de carregar fazendas na alfandega. por/com-
modn prego : a Iralar no caes do Ramos 11.8.
Veudem-se 'chapeos de palha e esleirs, cera
amarella, dila de carnauba de primeira sorle, sota,
courinhos miudos, ludo rhegado de novo do Aractty,
e por preco commodo a dinheiro visla : na ra da
Cruz do Recife n. 33, casa de Sa .Araujo.
Vende-se urna negra, de 10 anuos de dade : no
aterro da Uoa-Visla'u. 18, luja.
Vende-se na roa das Flore n.37 AHtbi ,
dar, urna lypographia nova DS*~:
ICQCCf .
Taca para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowmann, na ra do JJrum, pastan^ '
do o chafariz continua haver um
completo orimnto de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombomMsde^epnxopara regar borlase baixas
decapim.nafundisaodeD. W. Bowman:na rua-
do Brum ns. 6, Se 10.
VINO DO PORTO MUITO FINO. *
Vende-te superior vinlio do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da %rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novae & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irniioa^-^-
Aos seahores de engenho.
Coberloret esenros de algodao a W) r., ditos mui-
to grandes e encorpados a 18400: na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA.
. No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa
da Russia, americana e brasileira, era -.pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mMt ba- |
ratos do que em oulra qualquer parte, se afQincam
aos que precisarem comprar. Ne mesmo deposito
tambem ha barra com cal de Lisboa em pedra, pro-
liroamcnte chegados.
Vendem-alonas, binjtav brime mffl 1 lo-
nas da Russia : no armazem ie Ti. O. Bieber A
Coraoanhia, na ra da Cruz'u. 4.
Vende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. lt), bem afreguezada para
a trra, e coin pouco fundos, efaie-te van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22. ,
Vende-se selim prelo lavrado, de muilo bom
costo, para vestidos, a 28800 o covado: pa ra do
Crespo, loja da esquina que volla para 1 cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-sc corles de cassa do nllimo goslo, e cores -
(xas, pelo baralissimo preyo do 18920 o corle : ua
ra do Crespo n. 5.-
Devoto Christao. .
Sahio a luz a 2. edicto do livrinho denominado
Devoto Christao,mais correcto ejicrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prasa oa In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolcljoadas,
brancas e de cores de uuiao panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra da Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vonde-se um cofre de, madeira com arcos d
Trro muilo orte e com tres fecliaduras muito segu-
ras, por preso commodo : na ra da Senzala defron-
le da loj do Sr. Marlins, pintor. '
TAIXAS DE FERRO. p
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO
ra do Brum logo na entrada e aefrqn-'
te do Arsenal de.Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taitha*..tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, perroenas,
razas, e fundas ; e em ambos os. logares
evtstem quindastes, para carregar ca-
noas, ou tsirros livres de despeza. O
preces sao' os mais commodos.
Na botica da ra larga do Rosario,
n. 56, de Bartholomeu F. de Souza, ven-'
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-.
bel'alfecteui verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez ( emvidro )
verdadeiro.vidroj de bocea larga com ro*
Iba de f ate 13 |' 1 ^uncante af-
hanca a quem inti <-essar p\^a a veracida-
de dos medicamentos cima;, vendidos em
sua tica.
OLEO DE LINHAQA EM BOTIJAS :
vende-se em a botica de Bartholome
Frandsco de Souza, ra larga do Rosario
n. 56.. -
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamenle
era casa de Bruno Praeger & Companhia. ru da Crdz
n. 10, um grande sortimento da pianos fortes e fortes
pianos.do differentes modellos,4>oa construccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos preso; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para mqs
NO GOPSL tTORIO^HOMEOPATHIcb
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0
Vende-se a melhor de todas as obras d medicina
nomcojialliica t^- O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR _a Iraduzido em portuguez peto Dr. P.
A. Lobo Moscoco, coolendo ura accrescimo. de im-
portantes explcasoes_*obrB a applicaso das daes, a
dieta, ele.,'le. pelo traductor : quatro volumesen-
cadernados era dons 20J000 *
Diccionario dos termos de medicina, cirorgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscoze: encader-
nlLao '49OOO
Urna carleira de 2t medicamentos com dous fras-
cosde linduras indispensaveis 408000
Uilt de 36....... 4.a000
Dita, de 48........* ojOOO
limada 60tuboscnm 6 frascos de linduras. 661000
Dita de 144 com 6 dilos......lOOjOOO
Cada carleira he acompaohada de, um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos pSra'lgi-
_heira............ 89000
Dilasde 48 dilos ...,.."....' 169000
Tubos avulsos de glbulos 19000
! rseos de meia onra de lindura 23000
lia tambem para vender grande qaintidade de
tubos de crystal muito fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
A superioridade desles medicamentos esl hoje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. 15. Os senhores que assignaram oucompraram a
obra do JAUR, antes de publicado o 4*- volunte, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preso.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de enzalla Nova h. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro. #
Farello em saccas de 5 arroba.
Fornosde farinha. _
Candelabros e candieu-os bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado. :
Ferro galvanisado em folha para forro: .
Cobre de forro.
Vcndem-se correnles de ferro usadas, lano fi- .
as como grossas, as quaes csto em muito bom es-
tado, c por preso muito commodo: na roa da Sen-
zala, armazem defroule da loja do Sr."Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhoa,
cobre, lalao e oulra qualquer qualidade de metal,
assim coraoJirius, lonas e oulros pannos velhoa etc.
ESCRAVOS fgidos.
Desapparceeu no dia 26 de marc dn correnie
anuo, um escravo cabra por nome Antonio, com os
signaea seguintes: idade 20 anuos, altura proporcio-
nal, cor avcrmelhada, tem umdedo da fnUo esquer-
(U aleijado, e he bonita figura he bastante esperto e
anda sempre apressado, njo se abe a roupa com que
fugio, mas he de coslume s v !* sempre descalco, levou chapco_^Kile fino de abas.
pequeas, porem j usado, lie aluial do Ico, donde
veio ha porto de 15 mezes: roga-se portanlo s au-
Toridadcs policiaes e capilaes de campo, a captura do
memo, e mandarem-no entregar a seus senhores na
ra do Brum.armazemd'assu*ir a. 28' ou defrouto
da cadeia n. 26 tereflto andar, que serao recom-
pensados.
No dia^dlt uiaiu de 1852, desappareceu um
escravo ^do de nome Leonardo de idade de 18 an-
uos "-^"mais ou menos, cora os seguintes siguaes;
baio^o peito um pouco medido para dentro, ca-
ballos carapinhos e desce al o 'meio da testa, foi
escravo de Joanna Maria dos Passof, moradora na
lioa-viagem : desconfia-sc que fosse*seduzido, este
escravo vinlia lodos os dias vender leite ay Recife,
ha noticia de ler sido visto no scrlo no logar, Var-
zia da Vaca. e=le escravo perlence a Fernando Jos
da Rocha Pinto, morador 110 Rio de' Janeiro : quem
o llegar e o levar a ra da Cadeia do Recife, loja n.
">, receber do abaim assignado 200 r. de gratili-
c.arao. dnlonioBernardo l'azde Carralho.
Para. Tj. 4 M. P. 4 FtI.\V*
A


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