Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01896


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Full Text
AUNO XXX. N. 89.
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'L,
Por 3 mezeB adiantkdos 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 19 DE ABRIL DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
'Porte franco para o subscriptor.
ENCAHEGADOS DA SUBSCBIPCAO*.
Recife, o proprieUrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
leiro, oSr. Joao Poreira Martins;Bania, o Sr. F.
Dnprad; Macei, oSr. Joaqim Bernardo de Men-
don$a; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquira Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Letnos Braga ; "Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho.o Sr. Joaquira Marques
' Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 9"5 por rento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da cprppanhia de Beberibe ao pan
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras 12 0/0
METAES.
Ouro. Orajas hespanholas. 285500 299000
Moedas de 69400 velhas. 168000
de 69400 novas. .' 169000
i de 49000...... 9.SSOO0
Prata. Patacpes brasileiros..... 1&I30
Peso columnarios...... 4*930
mexicanos....... 19800
PARTE OFFICIAL.
PARTIDAS DOS CORBEIOS.
Olinda, todos os dias. y
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREABIAR DESHOJE.
Primeira s 10 horas e 6 nunutosja manhaa.
Segunda s 10 horas e 54.mnutos da tarde.'
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relajo, tercas feiras e sabbado's.
Fazenda, tercas c scx"las feiras s 10 horas..
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta de da II de abril de 1854.
OfflcoAo inspector da thesouraria de fazenda
lr.insmiUii.do por copia o aviso de 8' de marro ulli-
mo, em que o Exm. Sr. ministro da juslica nao
s comraunica que se matulou por disposicao da
presidencia para as despezas d'aquelle ministerio
nesta provincia,cm o prximo futuro anno linanreiro
alsomma .le lol:620g000 rs., qdc sera applicada de
conformidade coma distrito, cao que remelle por co-
pia, mas lambem recommenda, que laes. despezas
ne excednm os limjcs de suas ronsaguacoos.
l>i(oAo iucsmqnraiismiltindo, nos termos dos
avisos da reparlsa*d jrinta, de 29 e 30 de novem-
bro ultimo, copiado officio com que ojuizde di-
reito da comarca de .Santo AnUo envin a relarao
, qe remelle, das pellas erectas n'aquelle termo, e
ben assira copias autenticas dos ttulos dos bens
. pertencenles s. referidas ra'pellas.
DitoAo presidente do consclho administrativo,
Para promover a compra dos olijectos menciomidos
na relarao que remelle, os quaes sao precisos ao
arsenal de guerra para salisfazer diversas requisi-
{8ea dos corpos e fortalezas da provincia.Fize-
ram-se as necessarias communiraces.
. HiloAo capitn do porto, dizeudo que, suppos-
to a providencia recomnicndada pelo artigo 9." do
regulamenlo provincial de 31 de agosto do auno
prximo passado, lenha por fun obstar que por meio
das matriculas das eiubarcacoes nao sejam exporta-
dos para outras provincias escravos desta, para se-
rem vendidos sem que os importadores teuliam sa-
sfeilo o importe de que trata o 8 do artigo 39
j da le provincial n. 320, de 7 de maio do anno
prximo findo, cog ludo, nao podem taes provi-
dencias ser empre^aujijacerca dc.cmbarcasoes que
sondo procedentes de outras praras, trazcm cscra-
os matriculados para os serviros deltas.ltemct-
leu-sc capia desle officio ao inspector da lliesoura/-
ra provincial.
DitoAo chefe de polica, remetiendo copia nao
viso dareparticao da juslica, de 20de marco
ultimo, mas lambem dos decretos de 17 do mesnio
mea pelos quaes foram amnistiados Joao Carneiro1
di Silva Beltrao, Flix. Jos Carneiro Barros, e
Francisco Jos de Barros Silva Jnior, do crime de
rebeiliao por que se achavam pronunciados.
Dilo^-Ao 'director do arsenal de guerra, recom-
ndando que faca apromptar com brevidade os
Mde frdamelo, que nos termos do aviso da
particao da guerra, de 8 de fevereiro ultimo, do-'
i ser enviados para o Rio Grande do Norte.__
tetipou-se ao Exm. presidente d'aquella prc-
vinria. .
Jr-Ao director das obras publicas, declarando.
Jo s autorisa a despeza necessaria com a
le mais dous suardas para a conservacao
rada do sul, nuis lambem approva a delibe-
lo lie Smc.tomou de reunir o'l. dslriclo do
.termo da conservacao da mencionada estrada,
ao termo de couservasao da dos Afogados e Rcme-
, dios.Commuuicdi.-se i llicsouraria provincial.
DitoAo mesaio, aulorisando-o a dispender ate
> qwnifia de cemVrrfi) rcoAm os reparos precisam os munfc de eildM) da ponte da ruada
Aurora.lutcirku-se ^-souraria provincial.
itoAomesmo, para remoller com brevidade
ramelo de urna nova cadcla para a cda'de de
Nanrlb.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, pa-
indar pagar ao arremtame do terceiro lauro
da estrada da Ecada, Manoel do Kego Barros, a
quantia de 420)1000 rs., em que importam bra-
jas eubicas de pedra qoe foram por elle extraliidas
itero da 65, cuja importancia j recebeu.Com-
uicoo-sfi ao director das obras publicas. *
DitoAo mesnio, para que de conformidade com
a disposicao- da assembla legislativa provincial,
mande ,Srac. pagar ao depulado Aprigio/jusli-
piano da Silva Guimaraes, como ajuda de cusjo, a
importancia da passagem em vapor, do Cear para
esta capital.
teAo mesmo, inteirandb-o da haver aulori-
sjdo^o director das obras publicas a comprar para
bra da casa do detenrao 20 libras de rame de
lauto a 900 r. a libra, urna lata de tinta branca em
roassa Com 38 libras a 280 rs. cada urna, duas ar-
as de zarcilo a &*6 rs. a libra, urna dita de mas-
sa para vidros a 160 rs. a libra, e 200 folhas de
coqueito a 99000 rs. ccnto.-Offiriou-se ueste
vsenlido ao mencionado djreclor.
DitoAo mesmo, para que vista do oreamenlo
que remelle por copia, contrate com o arrematan-
te doscourerloi da ponte de Tracunhem, Vicente
rira da Cosa Miranda, conforme indica o di-
as obras publicas, a subsliluirao das madei-
is qoedepois de desmanchada a dita ponte reco-
eea-te eslarqm arruinadas do (al sorte, que nao
em raaia servir, ficando por isso prorogado por
ds Ir mezes o prazo para a conclqsao d'aquella
ebra.Communicoa-se ao mencionado director.
BrtoAo inspector da alfandega dcsla cidade,
declarando que o piloto escrivao da escuna Un-
doga, Francisco Jos doAraujo Viavina c Almei-
w conside/ado como promplo, tisto ter-
se arweeenladopirajiservico.
Ao cjmmandanlp do corpo de polica, di-
*> que' os'ofljciaes d'aquelle corpo, Francisco
aviar Cava|canli Lins, c Gabriel Mreira Rangel.
er punidos nos termos do rcaulamcnto do
"rpo pelos fados por Smc. apon lados ,
>"qo Smc, de parle do procedimento
lueapresentar'cada um delies d'ora cm dianle.
Acamara municipal do Recife, inlirau-
do-a de haver Iransmittido a asscmbla legislativa
provincial, para que se digue de loma-lo em consi-
deracao, o oflicio em qne aquella cmara communi-
ca achar-se esgotada a consigna^ao volada no 32 ,
art.t2/>dale do oreamenlo municipal n.322, para
a obra da cpella do cemiterio publico.
DitoA'cmara municipal da Boa-Vista, trans-
miltlndo per copia o aviso da reparticao do impe-
rio, de 21 marco ultimo,, do quai consta que foram
approvadas as decisOes dadas pela presidencia acerca
das elcicOes de vereadores e juiZes de paz, que se
proceden na fregueza do Cabrob.
. PortaraO presidente da provincia, lendo em
vista a proposta do roniinaiidante do 2. biil.ilh.lo de
irtfantaria da guarda nacional do municipio do Re-
cife, datada de 11 de marco lindo, e -a nformacao
do respectivo comraandante superior, de 1 dn cor--
rente, resalve nos termos do artigo 8 da lei n.
602, de 19 de setembro de 1850, nomear para ofli-
ciacs do referido balalliao os cidadaos seguinles :
1." companhia.
Tcncnlc Ignacio Ferreira Guimaracs.
2. companhia.
Alfercs Augusto PalcrCezar.
3. companhia.,
Aiferes Semeao Francisco Ignacio Machado.
Francisco Antonio de Almeida. m
4. companhia.
Aiferes Aulouio Bezcrra de Menezes.
Joao Jos de Carvaliw Moraes Jnior,
5. companhia.
Aiferes Antonio Clmaeo Moreira Temporal.
Mauoel Antonio de Alcntara.
6. companhia.
Tencnte Manoel Luiz da Veiga.
Aiferes Camllo Augusto Ferreira da Silva. '
Pedro de" Souza Tenorio.
' 7.a companhia.
Capilao Guilherme Jos Pereira.
.Tenante Aulouio Doarte de Oliveira Reg Jnior.
Aiferes Francisco Manoel dos Santos Lima.
o Jos Luiz de Azevedo Maia.

8. companhia.
Capilao Herculano Alves da Silva.
lenle Francisco Cavalcantt de Albjiqucrque.
Aiferes Andr* Guilherme Brekcnfeld.
Communicou-se ao refarido commandante
rior.
Dila-rO presidente da.'provincla, lendo cm alten-
cao o que llie requeren amesa regadora da irman-
dade do Santissimo Sacramento do bairro da Boa-
Vista, resolve aoncedcr-lhe a licenca que pedio, pa-
ra de preferencia fazer correr as 3 quartas parles
da 5. lotera conced ida em favor das obras d'aquet-
la matriz, para o que se Ihe marca o prazo de tres
mezes a coutar do dia 21 do correnle.Fizeran-se
as necessarias cpmrauuicarfSes.
film. Sr. De orderade S. Exc. o Sr. presiden-
te da provincia,' passo as mos lo V. S. para quo se_-
KPIIEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42, minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheiaasi horas, 26 minutse
48 segundos da manhaa.
. 20 Quarto minguante as 2 horas 25
rainntose 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
supe-
FOLHETIM.

JU1 RE. (*)
nu iucvee tz raooDus, e pqu uccdhe.
PRIMEIRA PARTE.
I
Um cadafalso 93 mbollco.
.',( Conlinuaro )
O conde de Bergalasse quiz enlao lancar unrulli-
mo olhar pela sala, mas as luzes linliam" dcsappare-
rido, e uao foi-lhe possiVel -ver nada. Twlavia
applicoup ouVido, porque acabavade ouvir prouuii-
atravez do repartimento o nomo dcDimilri.
Dimilri, dizia urna voz, es lu ?
.~ nieslre, respondeu aquelle a qncm era
d'rtgidaoergunla.
Ten* nma pistola, ?
~ t?W^iro deu-me la-
We if eucruzlhada do Riga 1
Sim, meslrc.
108 Pod*meniab confiar cm?
teuz^^S^ .''-'-
* rtlf,t 1 r* f "Te^- ""ou "s pistolas,
e chataou o dono da casa, qal vniUu ,OR0|;
i.rM^ieSOraV0' dUsc"ll,c B<^Iasse em voz
naixae rpida, es um rn.ze.avel p^rli^llin s ouc
teusirmaoreunam-se em la Sj3SScJ,!
re.n-.ca cenas semelhaules as de qVaeabn', *
, Seulior, balbuciou o homem.
No me interrompas... prosegnio Bergalasse
e obre tu ileos, a todas ai minhas pergunla: advirlo-lc de
qae s<- deseobrir a menor mentira em las resuos.
tt, niaudar-te-hei cortar o nariz e asorelbas.
Sciihor, senhor !...
' () Vide Diario n. 88,
clusa copia do olllcio do major do engenheiros Chri-
liano Pereira d'Azercdo Coutinho, daldo de 9 de
fevereiro prximo passado, l>em como a planta c
oreamenlo do novo quarlcl do corpo de polica,
quo S. Exc. se referi no seu relalorio.Dos guar-
de a V. S. Secretaria do governo de. Pernambu-
co, 7 demarco de 1854.J-Illm.Sr. l.o ecrelarioda
asscmbla legislativa provincial.Honorio Pereira
d'Azercdo Coutinho.
Illm. Sr.Sua Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, manda rcmetter V. S., para seren prsenles
. assemWoa legislativa provincial, as indinas copias
do plano para a organisaeflo de urna companhia para
o fornecimento de carnes verdes para o consumo
d'esla capital, e do parecer a tal respeilo dado pela
associarao commerciat. de que S. Exc. fez niencao
no seu relalorio.Dos guarde V. S.Secretaria
do governo de PernamBuco, 18 de marro de 1854.
Illm. Sr.O Exm. Sr. presidente da provincia
manda rcmetter por capia V. S., para que seja
presente assembla legislativa provincial, o fflco
da cmara moncipal d'esla cidade, em que pede
autorisacao para alhear os terrenos que fteam em fren-
ic das propiedades sitas aos lados "da estrada nova-
fccnlc aberta pelo sillo do prurgiao Teixeira, que
conduz.daSoledde ao Mauguinho, os. quaes perlen-
cem aquella municpalidade.Dos guarde a V. S,
Secretaria- do governo de. Pcrnambuco, 18 de
marco de 185*. -
Illm. Sr.Ordcna-ruc S. Exc. oSr. presidente da
provincia, que coromunique V. S. para qne o faca
constar assembla legislativa provincial, que estan-
do a concluirle um*dos raios da casa de detenrao,
paja o qual tem de ser transferidos os presos, que
actualmente se acliam na cadeia des(a cidade, cujo
edificio ronvem.sejaapproveilado, passaudo-se pa-
ra elle algtrmas reparticocs, que ora necessllam de
mais accommodaedes, resolveu o mesmo Exm. Sr.
mandar organisar c submtler n Ilustrada consid-
r.ac,aodessa assembla, para deliberar respeilo co-
mo Ihe dictar sua sabedoria, o plano junto por co-
pia, segundo o qual presta-se jnui bem o referido
edificio conlcr nao s os Iribuuaes do jury e da
relarao, como lambem urna sala para as audiencias
dos juizes da 1." insta..na, ficando dispouivel o pa-
vimento terreo para oulro qualquer misler, de que
resultan! para as ll.esourarias lano gcral, como
provincial, as vanlcgens. mencionadas no dlb plano.
Dos guarde a V. S.Secretarla do governo de
Pemarabuco, 6 de abril de 1854.
COMMANDO DAS ARMAS.
0artal central do commando das armas de
PwumbHo, na cidade do Recife, asa 18
da abril da 186*.
OHSEK DO DIA 1. 75.
Manda o Exm. Sr. marechal de campo Jos Fer-
nanda dos Santos Pereira, commandante das armas,
lazer publico para os fins convenientes, que a presi-
dencia desta provincia em portara de bonlem dalada,
conceden qnarenla dias de licenca com meio sold,
para ir provincia da Parahiba, ao Sr. capilao do
segundo balalliao de infamara, Jos Thomaz Hcnri-
ques.
Candido Leal Ferreira, ajudaule de ordens cn-
carregado do detalhe.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda.'Primeiraoitava. S. Anicele p.
18 Terca. Segunda oilava. S. Galdino b. eard.
19 Quarta. Ss. Expedito, Aristonico, Scrates.
20 Quint. Ignez do monte Policiano v.
21 Sexta. S. Anselmoarc; Ss'. AbdeealaseSikio-
22 Sabbado. in Albis. Ss. Soler.e Caio pp. mm.
23 Domingo, in Ablis el." depois de Pascoa. A
fugidada SS. V. Mi de Dos, pardo Egypto.
Marlnba dpi Estadoa-Uaidoa
Os peridicos dos Estados-Cnido do principio de
dez embrode 1853, conlcm o relalorio annual, diri-
gido pelo ministro da marinha ao presidente dosEsla
dos-Unidos,a5 de dezembrodel853,accrca do estado
actual da marinha daUni.lo e sobrealgumas modifi-
carles, que elle propOe fa/cr nessa reparlicao. En-
tendemos que devemos publicar em resumo desse
relalorio. Elle se divide um sele captulos a saber :
1. Enuracracao das espuadras ; 2. escola na-
val ; 3. eslaleiros e porlos; 4. regulamenlo ; 5.
augmento das forras navacs; 6. reorganisacao da
maridha da nian ; 7. modificasoes que se devem
fazer 110 systema cm vigor, afim de Animar os alis-
tamentos e clovar a profissao dos marinheiros do
estado pela adopcao de um novo systema de recom-
pensas c castigos.
1 Esquadrat. A marinha dos Eslados-Unidos
contava, csse anno, as esquadras seguinles :
Efquadra do interior. A esquadra do servico
interno ( home tquadron ), comodoro Newton ; 'se
compunha da fragata, com o pavilhao almirante
Columbio ; Albany e Cyanc sloops de guerra; Fu-
ton e Traten, navios vapor ; ssm como do 5a-
ranac, navio a vapor, destacado ltimamente da es-
quadra para substituir San Jacintho uo Mediterr-
neo : lolal seis navios.
Eiquadra do Brasil. A esquadra do Brasil,
comodoro Sallcr. Nao almirante o Sararnah ; Ja-
mettotm, sloop de guerra ; Bainbridge brigue, Ger-
mantowm chalupa ; Relief navio de provfeao; Wa-
ter- IVitch, vapor destacado especialmente para as
aguas do Magnay e do Paran, depois da abertura
dos tribularios do rio do Prata ; Ccngres, nao fa-_
zeudo parte desta esquadra : lolal sele navios.
Etquadra da costa & frica. A esquadra da
cosa d'Africa, commandante Lavalette, substituido
pelo comodoro Mayo. Nao almirante, Constitu-
lion, Marin, sloop Perry,John Adam e Da.estcs
dOus ltimos navios, voltaram para os Estados-Uni-
dos.
Por muilas vezes se tem exprimido a opiniao, d
que'nao hava nccessklade alguma de se ter urna*
esquadra dessa forja na costa d'Africa, e que se de-
va participar a esto respeilo Grfla-Brelajiha, con-
} presente 1 assenrohia legislativa provincial, a in- "tOTB"o Iralado relativo suppressao do tratado dos
negros. O ministro da-marinha he de opiniao contra-
ra. O commercip na costa d'Africa tem tomado
ltimamente um tal desenvolvimento, e o numero
dos navios mereanles americanos que para all se
dirigem he lao qpnsideravcl.'que urna esquadra des-
la forca he necessaria para proteger os cidadaos dos
Estados-Unidos e velar na suppressao do trafico.
Esquadra do Mediterrneo. A esquadra do
Mediterrneo, comodoro, Slrengham, se compoe do
Cumberland, nao almirante ; Sao Luiz e Lecanle, j
fragatas ; Sao JacinUio, vapor, Este uMimo foi
enviado aos Estados-Unaos por causa do mo esta-
do de sua machina ; elle ser substituido pelo Sa-
ranac : lolal quatro navios.
A respeilo da fragata Sao Luiz; o ministro faz
ver que o capilao Ingranham que acommandava e
"razia s o pavilhao americano as passagens do Le-
vante, vendoque nmacto de violencia acabava de ser
commctlido contra um homem, que tinha dreilo a
prolecrilo do pavilhao americano, nao quiz reOectir
que os inmigos Ihe eram superiores pelo numero
de seus navios, de seos canhes e de seus marinhei-
ros ; nesse momento de peRgo para sua honra e pa-
ra sua vida, elle obrou com tanta prudencia e re-
solucao como coragem ; den proleccao a esso ho-
mem esse homemhe livre. Urna semelhante condue-
la ero laescircumstanciasda ao capilao Ingranham -
direilos a urna publica* approvarao de seu governo.
Esquadra das Indias Orientaes. A esquadra
das Indias Orientacs, comodoro Pcrrj, se compoe
do Mississipi navio almirante a vapor ; Ponhatan'
Susquehanah, Maccdonia, fragatas ; Plymouth, So-
rataga, lYindalia, larabem fragatas; Supply, trans-
Crle ; Southanpton e Lesington transporte: total
1 navios.
O aconteciraenlos cxlraordinarios que agilam a
China, c a esperanca de ver-se abrir urna nova era
commercial naquelle paiz, tem dado a esta esqua-
dra umagrandoimportancia. O comodoro Hervcy se
tinha dirigido bahia deledo, no Japao.onde chega-
do a8de jolliocom oMsissipiSusquenhanah ePyl-
mouth, elle entregou a um dos ministros do estado
a carta-do presidente dos Estados-Unidos dirigida ao
imperador, no fim abrir relarOes commcrciacs
com o Japao. O comodoro, lendo prevenido ao mi-
nistro deque voltaria no anno vndouro para procu-
rar a lesposta, vollou para a China.
Esquadra do Pacifico. A esquadra do ocano
Pacifico, tomodoro Dolhay, se compoe do Sao Lou-
renco fragata ; Porttmouth, Santa Mara fragata;
.Mandar-lc-lici corlar tambero a lipgna, se nao
le calares... ra
O homem iuclinou-sesem dizermais urna palavra
Eia, conl.nuou Bergalasse salisfciio do resultado
que oblinlia sua intrepidez, loma essa luz, e condu-
ze-me ao lugar pejo qual ellos vao sahir... quero
ver, se reconheccrci ou nao a Dimilri...
Perdoe-me vossa exccllencia, oijeclou o ho-
mem anda todo trmulo, Dimilri nao saldr pela
niesi.1.1 porta.!.
Pois bem eonduzc-me porlanor onde elle
ha de sahir. ?
O eqcravo trato.. abri porta ; no momento de passar o limiar, elle
sculio-se retido pelo conde.
. Espera um pouco, lornou esle, antes de sabir
uize-nie que moca he esta que.ouvi cantar.
A moca, respondeu o escravo com um piscar de
olhos significativo, he a filha do Malheos.
Quem he esse Malheos ?
O eslalajadciro de Mjltau...
E.como se chama ella t
. Georgele.
Depois desse rpido colloquio, Bergalasse e o es-
cravo foram posiar-sc perl'o da portal pela qal Di-
iniln havia de sabir. Chegandd ahi, o conde mel-
len algumas peras de ouro na mao deseucompa-
nhe.ro, rero.nu.cndon-llie que livesse cuidado de
lluck seu cavallo, o mu.idou que se relirasse. O
escravo nao esperou que se Ihe reptisselsso, c vol-
^i.i no momonlo cm que Dimilri sabia.
Este olhou com precaucao cm torn de si, para
certil.car-se de que.iiinguem o espiai-a, e depois
lancou-se na planicie com toda a jL:iluiii4(Sum
galo monlez. Ivm cinco minutos elle vencen a dis-
lancia^ue o separava do que cliainavam a rncruzi-
le c -Miada de Riga;' caegando ahi lornou a voltar-se
olliou* para lodos- os lados; e depois de ler-so con'
encido de que iiinquein tinha podido segui-lo ar-
mou as pistolas e esperou.
Bergalasse, que eslava dez pussOs distante dclle,|
armara igualmente as suas pistolas, e esperava
lambem.
Oh acontecimenlos caniinhavam com rapidez.
Dez segundos apenas se tinham passado, quaudo
da estrada de Riga desemboco.! un. joven ravalleiro,
que deixando-se ir ao passo tranquillo do cavallo,
chegou ao lagar eiu_uue as daos estradas de GtV
d.ngen c de Miltau se Ihe apresenlaram. O joven
cavalleiro parou immedialamenle, e paieceu deli-
berar sobre o caminho que devia lomar.
Ala allumiava enlao aencruzilha'da, edebucha-
va vivamente sobre o Tundo cinzento do co, o per-
fil esbelto do mancebo.
Elle podia ter dezesele 011 dezoto annos, talvez
mais. lalvez menos, seria mui difllcil dizc-lo com
certeza. Seu vestuario, sem ser precisamente ele-
gante, linha todava um corte gracioso que desenlia-
ra felizmente suas formas delgadas, conservndo-
me ao mesmo lempo a flexbildade do tallie. Os
cabellos que Ihe sahiam abundantemente do barre-
te de velludo, adornavam-l|ie o rosto de linhas cor-
relas, e sua mao que folgava com um chic.ilinho de
seda prela, offerecia toda a delicadeza o alvura do
urna mao de mulher. Um bigodinho trigueiro, ru-
jas extremidades cahiam-lhe de cada lado dos labios
resabia vivameule sobre a pallidez das faces, o seu
oll.ar. ora vivo e l.rme, ora triste c melanclico,
cxercia urna fascinara imperiosa e branda ao mes-
mo lempo, da qual era por assm dizer, baldado a
qualquer procurar defeuder-se.
A hesitarao que elle acabava de mostrar em face
das duas estradas, indicara sufficicntement o pou-
co conhecimeiito que tinha desses lugares. O ca-
valleiro^ollou-se muilas vezes cm lodos os sentidos,
para procurar algum viajante demorado como elle,
ahm de Indirar-lhc o caminljo que devia lomar;
mas pao distinguindo o menor perfiHiumai.o no bo
nsonlc, e nao ouvindo o monor rumor, impcllio o
cavallo para dianle, o dirigise resolutamente pa-
ra Millaii. '
Dimilri escondido por Iraz dos arbustos que guar-
ncciam a estrada, nao tinha se atrevido anda a lis-
parar sua arma. Paludo, com o coranao violenta*-
mente agitado, c o espirito em delirio, ello atormn-
tala com muda energa o punho da pistola sem re-
solve<-se a dispara-la ; mas quaudo vio que o raval-
leiro Inrnava a por-se a caminho, e ia dcsapparcrer
pela estrada de Miltau, redondo aos prcsscntimenlos
imperiosos que o soliritavam cm lodos os sentidos,
esli-n.lcu o braco e disparou.
Dous Uros parliram ao mesnio lempo, o primeiro
dado por Dimilri sobre o ravalleiro, o segundo da-
do por Bergalasse sobre Dimilri.
O escravo caldo prferiudo urna praga horrivel,
IVarrensJPcdonia, Iransportes: lolal cinco navios.. depsitos martimos em Newporl (Rod Island) cm
Beaufort. (Carolina do Norte), serao apresentados
ao senado relatnos a este respeilo, logo que estiver
acabado o cxaaie.
Conforme a dedkan do senado de 21 de julho de
1852, Irala-se agora da crearo de um deposito de
carvao de pedra para as precisos de Key-Wesle
(Florida).
4. Rigulamentoi. Asleis relativas i marinha- e
jurisdirao martima dalam de 50 annos; nao he de
admirar pois. que muitos desses regulamentos relati-
vos aos conslhos de guerra, etc., applicaveis na
poca em que a Florida, Texas, California, etc. cs-
tavam fora da L'niao, nao o sejam boje. Outras re-
gulamentos adoptados em 1818 em virtude de um
acto legislativo de 1815, tem igualmente necessidade
de serem mod/ticados. Em 1852, o poder ereculi-
vo, apoiando-se em um relalorio redigido por urna
commissao de oBiciaes de marinha approvou nm
regulamenlo proposlo por esla comnrissae, e o fez
dirigir a todos os officiaSs da marinlia doS EsUdos-
Unjdos, mas o procurador geral, tendo decmtado
que o poder execulivo njo podia por si so,* sem auto-
risacao do congresso, por em vigor regulamentos
desse genero, o actual ministro da mariha, confor-
me s ordens do actual presidente, annulou esse re-
gulamenlo; conscguintemenle, anda se est pelo
quadro de 1816.
5. Augmento damanha. O ministro da mari-
nha, depois de ter maduramente examinado esla
questao, adquerio a firme convierto de que a ne-
cessidade de conservar aos Estados-Unidos o lugar
elevado entre as potencias do mundo, d assegurar
urna, prnteccao justo e efficaz ao commercio Uto,
desenvolvido da UniSo, de defender urna immensa
extensao de costos dos dous ocanos, de marchar
a par dos outros paizes do globo na via dos melho-
ramenlos appbeados archilectura naval, demons-
tra a. necessidade de augmentar a marinlia dos
Estados-Unidos ; na verdade* he una poltica de
paz, e nao sede le dominarao nem projectos de ag-
gressao, a missao dos Eslados-Unidos ; he demons-
trar por meio de um excmpld vivo os beneficios da
liberdade, da paz, da civilisacao, do espirito religio-
so, qne anima o povo americauo. Masappresenla-se*
urna questao rauilo justa : Por acaso podo ser con-
servada' a paz, qiiaudo se offerece ao mundo o epe-
laculo de urna fraqueza relativamente a outros esta-
dos ? Por ventura nao dve o esladisla tomar em
considerado a forca naval dos outros povos com os
quaes, apezar de suas nlc.ices pacficas, os Esla-
dos-Unidos podem lerdo lutar um dia? He prudente
descancar inleiramentc nos esforcos improvisados
de um povo animado do amor da patria, quando o
perigo ,0 vier sorprender? Basta cslalielecer a
questao, para que a resposto decida em favor do
augmento da marinha.
Fraqueza relativa da marinha dos Estadoil-Vnidos.
A marinha americana se compoe de setenta navios de
todas as dcnominacOes, desde naos de linha al os
mais pequeos hrisues. escunas e transportes: Dcs-
le numero muitos naos de linha, fragatas, vapores
ser-
opiniao da
secretaria de conslrucao e equipameulo, nao val a
pena o rcpara-los. Presente ha quarenta navios de
guerra .los Estados-Unidos que podern, em caso de
necessidade, ficar promplos 110 c>pacn de tres mezes.
Na esquadra do Brasil e na de frica nao ha um s
najio a vapor de alguma forra ; na do Brasil, s ha
um com com duas pojas, e os Eslados-Unidos nao
possue'ni navio a vapor que lenha mais de lez peras
abordo. A leis autorisa um alislamento de 7,500
marinheiros ; tora pois impossvel esquinar cinco-
cnla naviosj se quizessemos dar navios de alguma
importancia um numero snfficiente de hbmens. *
Relativamente a tonclagem, a esquadra dos Esla-
dos-Uuidoshe menos um quinto da marinha de al-
gnnsdosestodesmarilimosdaTuropa, e qualquer
que seja sua superioridade e valor intrnseco, ella
nao be mais consideravel que as forjas navaes de
certas potencias secundarias.
He fora de duvida quo o patriotismo e a experien-
cia awritima da marinha mercante dos Eslados-Uni-
viriam logo em soccorro da patria, mas os outros
teas igualmente sua marinha mercanle, que
tesar e defender, Urna costo no Alian I i-
te tasa mil leguas, desde o Bio Grande
a, teneada de magnificas cidades e vt-
eosla no ocano Pacifico a
j a alga mas centonas de legoas, desde
Mxico, at o mais remoto noroes-
terUicada, que augmenta rapida-
aqual offerece tontos atracli-
conquista-la, e que entre-,
do centro militar do governo
Matanhas.
prometi' serem urna poca pou-
eutra New-York, e o estado prospero
eoaaanercio autorisa a crer que esla cosa do 0-
tmu Pacifico ser para a China e para o Japao, o
que a cosa do Allanliro he para a Europa occiden-
tal. A marinha mercante dos Estados-Unidos ex-
cede em total a quatro milhOes de toneladas, os na-
vios americanos carregados de ricos productos da
industria americana, vao em lodos os paizes, em lo-
dos os mares, e militares de cidadaos da Uniao, que
o espirito de empresa tem levado para diversar par-
les as mais remoto do globo, ou quo naufragio os
possa arremessar em alguma praia inhspita, espe-
ram todos urna proleccao de seu pavilhao
AJmarinha actual dosEstados-Unidoshesufficicnle
para salisfazer lodos estes lins dedefeza e de protec*|
cao? Certamen te que nao. Bem longo est do pen-
0 ministro he de parecer que esta esquadra de-
vena ser augmentada ; ella tem sido empregada em
visitar as ilhas do ocano Pacifico e velar, nos inle-
resses dos cidadaos americanos.
Independenlemento dessat esqoadras, alguns na-
vios foram empregados em irlagens empreheudidas
com fins martimos ou comartrciacs, em virtude de
um acto do Congresso de 3 dfe agosto de 1852 : o
navios sao os seguinles; Vinetnne fragata; Por-,
poise, brigue ; Jolin-Hancort, vapor ; John Rem-
medy, transporto,' Fenimore Coop*r\>elphin hri-
sues. Esle ultimo tinha sido. eucarreg,,*Jo, segundo
as disposires do acto do Coajresso de 3 de marro
del8*9,deesludar os ventos cascamjalas do oca-
no. As indagases'sobre o fundado ocano c as ob-
servarSes que o Delphin fez nas.correnlcs c diffe-
rentes temperaturas do ocano, sao j apprcciadas
pelos navegantes, e tem posto os hydrographos 'em
estado de corrgirem as carias martimas.
Pescara do Norte. Para proteger as pescaras
as cosas de Terra Nova, da jfovo Escossia c do
Novo BreAsvrich, enviou-se una escuadra em ju-
lho sob o commando do comodoro Sliubrirk. Alenido
vapor Princeton, empregaramM nesse fim navios
do servico interno(Aome squadronL Felizmente nin-
guem leve de queixar-se ..aquellas paragens, de ne-
nhum acto illcgal da parle das autoridades mar-
timas britnicas; houve apenas um embargo, e airt-
do navio embargado nao leve de pagar as cusas
do processo no tribunal do almiranlado, posto que
o meslre do navio tivesso confessado, que elle de
sua parte linha infringido o tratado-das pescaras.
Observatorio natal.Vi observatorio naval de-
Baixo da direcsao do tenente M. F. Maury, conti-
nua a fazer mui I o pela sciencia c navegado. Nes-
tes ltimos annos urna correspond^uci.-i seguida leve
lugar entre os Eslados-Unidos e alguns governos
curopeus sobre a imporlaaeia.. e necessidade de
adoptar um systema uniforme de observasoes acerca
do. mar. Tendo se annunciado, que urna rei.ui.lo
de sabios devia ter lugar cm Bruxellas, o lenle
Maury foi cncarregado de se dtajgir all. Ettlre os
trabalhos sobre as tempestades e sobre alguns oulros
pontos de hydrographia.podenvse citar os relalorios
dos senhores Espey, Alcxandre, professoresi e dos
.comenta charles David eJames Gellies.
Do conformidade com o acto do congresso de 4
de abrH de 1852, que autorisa a conclusao de um
contrato com Mr, Bbbert L. Steveus para eonstraj
um navio .a vapor m ferro arova de balas o do
bombas, o ministro nao renun%r a cxeciirao do
contrato, lendo-sc convencido do ante mao que o
vapor em questao ser com cffeto prova de balas
e de bombas, e eslar ao nivel dos pielhoramenlos
consideraveis nlroduzidos na marinha depois do
1852.
2. Escola naval. A escola naval fornecc rpi-
damente um numero, consideravel de mancebos
versrdos nos coohecimeulos nuticos e habituados
a disciplina. Esla escola he para a marinha dos
Eslados-Unidos urna instilituirao anloga escola
militotdjjjtot-rPQiU. f le^orvelas^alin de nao serem propria* para o
O ministro cuidadoso de completar o ensino nutico "-Sfeo rnnm osudo que, segundo a opiniil
nessa escola, propOe eslabelecer no reciuto desse es-
tabclecimenio urna machina a vapor, afim de que os
esludantes, que at aqu s aprendiam a teora da
marinha nos navios vela, possar famliarisar-se
cedo com o mecanismo dos uavios a vapor e substi-
tuir em caso de necessidade os'esigenhciros empre-
gados especialmente na imachina.
A escola naval conto neste momento cento e tre-
zc discpulos.
3. Eslaleiros e portas. O ministro da marinlta
tem visitado os porlos e eslaleiros da Uniao cm
Keltery, Cliarleslown-;- New-York, Philadelphia,
Washington e Porlsmouth ( Virginia y, elles estao
em geral em bom estado, e os trabalhos se fazcm
com regularidade e ordera.
Tendo sido construido um eslaleiro em Pensaco-
la por emprezariosparliculaij-siem virtude de um
contrato feilo com o governo, e tendo demonstrado
as experiencias foilas por oflciaes encarregados ties-
to missao, que o estaleiro nao responda s promes-
as foilas pelosemprezarios, o ministro da-----jnln
ordenou um novo exame, visto qne ha adieMaaavcl
um estaleiro em Pensacala e os
tiam em sustentar que o exame e
procedeu era primeiro Ingar, alo
com juslira.
Na nltima sessao, a do aai
linha'dicidido que um estaleira aarW
Sao Francisco, e um porto e nirainl da
riam feitos na California. O Caacrco
tudo eslipulado que o procurador feral
Unidos seria consultado antes do t
Ihos sobre a validado do titulo de
as quaes deviam ser feitos os Iriialhii O
rador geral, nao tendo achado tilalas kaitnalc 1
dos, nao fez ainda nenhnma despeza com casca tra-
balhos, leudo antes procurado completar tases tilo-
Ios; ate aqu s se tem pago os terrenos na lita, de
Marc (California). A conslrucao do porto c do
caminho de ferro na California cuslaria 850,000
dollars.
Os predecessores do ministro actual da marinha
tinham reconhecido a ulilidade de um esfahelcci-
mento marilimo e que seria creado em Nova Ole-
aos; o ministro actual partilha esse parecer, mas
ere que ser misler assegurar-se cm primeiro lugar,
se a barra que se acha diante da Nova Orleans per-
mittir entrar naos de linha.
Tendo o senado determinado ao ministro da mari-
nha que cstudasse a questao do cslabelecimenlo dos
""* '".a- *MM
de
Bergalasse tornou a meller a pistola-no cinto a r
lirou-se.
Todava Dimilri n3o eslava merlo... Um quarto
! hora depois elle nliriron oajmembros, passou
militas vezes a mao pela fronte, e'quando loruja a
abnr os olhos, vio a seu lado aliento e iuquiJB o
mancebo sobre o qual tinha atirado um momento
lIll6S..a
II
Tres gentUhotuena c nm desconhecido.
Bcrgalas* era o mais deslro alirador de Pars, e
com ludo nao fizera mais do que ferir levemente a
nimitn n hombro dircilo ; he evidente que o con-
de nao Uvera a inlcnsao de mata-lo, e que sabia
nimio bem o que fazia. conleutando-se de fc.i-lo
Quando lornou a abrir os olhos. Dmitlri julgoa-
sc sujeilo urna hallucinarflo vendo junto desi o
joven cavalleiro, que julgava ter visto fugir ourahir.
" sa'"'"j> Qe acabava de perder, enfraqueccra-o
considemelmente, e elle nao comprehendia ainda
nem o que tivcra lugar, liassou muilas vezes as
naos pc|0S CileI|os e ,a fron|0
pode mais duvidar da realidade da presenca do
mancebo, quando vio este ajoclhado a seu lailo e
sentio suas raaos amigas eslaurarem cuidadosamente
o sangue, que corria-lhe em atrundancia da ferida
a lembransa da scena que Uvera lugar, vollou-lhc
mmcdialamente memoria, o elle nao pode repri-
mir um lno\i.nen!n de dp^'iinli.iiir:, ,. .1........
ir ura movimcnln de desconfianra, e de suspeila
1 "~.Ka M "l0V11! disse desconhecido ponao-lhe
raudamcnlc a mao 110 hombro, era um instante
icr-ihe-hci atado a ferida, a qual, grasas a Dos
nao he grave, e enlao, mas s entilo, Ihe permitlirei
O desconhecido rasgara seu proprio lenco 'para
atar o hombro do fondo, e pareca emi.regar u(.s
cuidados que prestava-lhe toda a altejirao delicada
ue um medico, toda a dedicacao de um irmao.
Dimilri observava- o cslupefaclqj
O senhor o senhor. 1 exclamou elle cmfim
procurando repellt-lo por um resto de desconlianca
como esta o senhor aqu ?... para que presla-mc *
ses cuidados ?... que Ihe fiz ?.. que%Ucr comi-
go ... sou porventiira sen amigo >... nunca nos ns-
senli,,s a mesma mesa... nunca comparlilhntos
os mesmos trabalhos... quem he o senhor ?
# Depois tentando levanlar-se sobre o braco, que a.
bala nao tinha ferido; proseguio com desalent co-
nhecendo sua fraqueza:
. Oh I estou amaldicoailn... porqic estu mer-
c do meu mais cruel intmigo... O desconhecido
encarou-ocom admiracao, e disse-lhe :
Meu amigo, seu espirito delira cortamente, e
nao posso altribuir a amargura tle suas palavras
sci.ao ao estado de febre cm que se acha... a,
olhe para mim, tenho porveutura o ar de um ini-
migo ?... nao deixei as pistolas nos eoldres da sel-
la ?... Para que teria viudo em seu soccorro, se li-
vesse as iutctirOes que me suppdo ?... N3o era mais
simples pelo contrario deixa-Io beira da estrada-?
Dimilri tinlta-se assenlado, c seu olhar, no qual
brilhava ainda um ultimo reflexo de odio, filou-se
no desconhecido com urna estrauha firmeza ; depois
elle murmurou em um lom quasi solemne:
Dos nao o quiz elle estendeu a mao sobre o
senhor, o desvou-lhe do corarao a bala que Ihe era
destinada... seja feila a sua-vorlade.
E como se esla volla apcnsamenlos mais saos lite
houvesse restituido a trauqullidadc ao espirito, Di-
milri accresccnlou : .
Ouca-mc, senhor chegou ha pouco cm um
paiz que nao conhecc ainda, e j os odios aecudem-
se sobre seus passos, c a vingausa segue-o na som-
bra. Cuidado, mancebo, he o escravo Dimilri quem
lh'o diz... em qualquer parle a que fr ; olhe bem
cm torno desi... qualquer palavra que pronunciar,
pronuncic-a tao baixo que nenlium ouvido humano
possa din i-la, qiic nettl.uma Imcca possa repeti-la...
lenha scinprc os olhos abortos, sempre o coracao
fechado !
O desconhecido sorrio, e levanlou-sc dizendo com
ligeireza:
Vejo, meslre Ilimilri, que voss tem ainda o
espirito imprcssioitailo pelo que acaba de aconte-
cer... mas Iranquillisc-se ; creio que Icnho ainda
muitos dias a viver; e deniais n vida desgoslosa
que passo nao valora cerlamenle a pena que eu
tomasse para prolonga-la mais um dia...
Dimilri imiloit o cxemplo do desconhecido, e le^
vanlou-se.
O senhor faz pouco caso dos perigos que o
atnoacam, torno elle, sua vida co.iieca apenas, e o
futuro que prepara-se he grande c mvsleroso.
Ha duas cousas que poden, ak-m disso mudar de
un dia para oulro os destinos du mundo..,
sanenlo do ministro da marinha surggerir a conser-
vacao permanente de urna forsa naval igual a de al
gumas potencias martimas da primeira orden..
Essas potencias tem vastos eslabelecimentos colo-
niaes em paizes mu'rto remotos da mclropole, suas
rivalidades, as relarOes de >isjnl.anca qne tem
entre si, a forma deseus govemos exrgcm forras
navaes mais consideraveis do que aquellas de que
podem precisar os Estados-Unidos; ao passo que essas
potencias augmentan, cada u n Aua marinha,os estados
Unidosdesejarao que a desproporcao de suas forras
navaes seja relativamente s dessas potencias todos
os dias maior. Washlraglon legou aos Eslados-Uni-
dos urna advertencia salular da sua oilava mensa
gem n para um commercio externo consideravel he
indispensavel urna esquadra; isto ho evidente quan-
do um estado esto era guerra cpm oulro, mas afora
toda a guerra directa, urna neutralidade nao he urna
garanta sufficienle contra as depredardes tfos oulros
estados, que estao m guerra. Para assegurar a
um pavilhao neutro um respeilo legtimo, he mis-
ler ter urna forsa bem organisada e sempre promp-
to para vngar esla neutralidade de lodo insulto ou
agjressao.
He mais que razoavel dizer que a 'marinha dos
Estados-Unidos deve ser pelo menos bastonle consi-
deravel para dominar nos mares e nos costas dos
Estados-Unidos. Nao he pois prudente ainda coi
lar em'augmenta-la. De oulro modo ella seria um
appendce intil das forras da iiprjao, vira a ser f-
cilmente a preza fio nimigo e 'augmentara .seu. po-
der. Nao se dev e esquecer que posires pertencen-
les a outros paizes, como porexcmplo asda Uermu-
dasedas Indias Occidentaes, sao milito bem fortifi-
cadas e dominam o commercio dos Estados-Uni-
dos. A Uniao tem praias bem fortificadas as cos-
tas, he verdade, mas essas' fortificarles exigem an-
da o apoto da esquadra. c sem esta ellas podem ser
comparadas a nm escudo sem a espada.
Dir-se-ha llvez que a marinha dos Estedqs-Uni-
dos, Ulo pouco consideravel, alcauenu todava bri-
Ibanles victorias cm 1812, e se cohrio de gloria
rompendo o encanto da ivencbilidade do' inimigo.
Heverdjtde, c todava.cumpre, recordando esle
successos, nao s attender o concurso defelizes cir-
cumslaocas de entaa, senao anda reconltccer que
naquella poca dos successos, o commercio dos Es-
tados-Unidos experimentara por falla de prolecrao
immeusos desastres. Al aqu uSo ha lugar de la-
mentar que os Estados-Unidos nao teflmim procura-
do augmentar soa marinha, elles* nao lero podido
com as despezas.de construccOes de navios seguudo
o anligo systema de archileclura naval, o adoptarao
o novo systema no qual o vapor reprsenla nih to
grande papel. He ainda a applieara do hlice
aos navios a vapor, que foi um nov progresso, c- o
thesouro dos Estados-Unidos Uvera poupad gran-
de despezas se, vista da expedicao do Japao, llee
tivesse podido substituir os navios hlice aos de
rodas, que consutncm muilo mais carvao, c aos quaes
se nao pode applicar cora tanta vantagem as velas
como nos novios a hlice. *
Proposla dn ministro. O mini-lro propOe por
lano construccao de seis fragatas a hlice de pri-
meira classe pelo menos. A opiniao das pessoas
competentes lie que estes Irahaliios podem ser feitos
nos eslaleiros dos Eslados-Unidos sem prejudicar os
que j se esUlo fazeudo e os concerlos dos navios
que de lempos era lempos, voltam de suas viagens
de longo curso.' Calcula-se a despeza desses seis
navios em 4 a 5 milhoes de dollars, c podem sor ter-
minado rio espaso de viole mezes. Exceptuando-,
s o carvalho brauro e o pinho amarello, que se
poder' procurar todava sem grande difliculdade,
existe nos eslaleiros dos Eslados-Unidos grande
quanlidade de materiaes de construcrao. O ors-
mepto he feitoaltendendo-se as despezas do auno &
nanceiro, islo he, sem que haja urna clividade c
urna promplidao exlraordinarias na conslrucao.
O ministro propOe que se appliquc o novo syste-
ma a tres navios, que ha lempo estao em conslru-
cao ou se estao reparando, a saber: as fragata8
Sante (em Kittery) Sabine (em New-York), as
quaes estao nos eslaleiros desde 1819, e o Fran(lm,\
velha nao de linha, que se pode mudar para urna
fragata a vapor. .
Desle modo a marinha dos Estados-Unidos ficaria
enlao augmentada de seto fragatas a vapor de pri-
meira classe e do duas a vela, cada nma de 50
pesas. Actualmente, comoj setent dito, uenhum
navio a vapor tem mais de lu pesas.
He para norlar que geralmente os navios de guer-
ra construidos pelo governo dos Eslados-U nidos uao
tem respondido respectaliva. O ministro orde-
nou urna commissao, que indagasse as causas des-
se inconveniente, e tomasse'ao mesmo lempo as
medidas para fazer cumprir pelos emprezarios dos
trabalhos que lites s3o encommendados, as prometa
as feitos, resolveu lambem qne metade da somma
convencionada nao fosse paga senao quando o navio
tiver sufirido provas. 1
O ministro propOe do mesmo modo, que se estabe-
lcsam nos principara eslaleiros dos Estados-Unidos,
officitias de machinas a vapor, a fim deque o governo
nao dependa inteiramentc dosemprezariosparticula-
res senao quando se Irato'r de reparar ou de mudar
aljama cousa em seus navios a vapor,
O ministro propoz anda que se eleve ti cifra dos
alistonuntos de 7,500 a 10,000 homens. Com-
pete ao Congresso fazer urna lei a esle respeilo.
6. Reorganisariio da marinha.O ministro nao
pode deixar de dizer que a organisacao actual da
marinha dos Estados-Unidos he nao s defeiluosa e
injusta; senao lambem pode prejudicar a considera-
Silo, e valor intrnseco desle ramo do servico publico.
Esla questao tem chamado j mais de ama vez a
attencao dos jni zes competentes, e tem sido o objec-
to de observasoes no seio do Congresso, e no publi-
co. O ministro espera que se principiar finalmen-
te a obra da reforma.
O grande vicio do systema actual he, qae nem o
mrito, nem a experiencia no mar, nem acapacida-
de, era a coragem, mas s a antiguldadehe que
assegura a promorao e o augmento no ordenado..
D'ahi vera que homens activos, bravos, experimen-
tados estao desanimados, ou ficamno servico porqne
esperam a Cada instante a reforma. He verdade
que o poder execulivo pode at certo ponto, inter-
vireconceder promorao sua voutade, mis apralica
constante de s copcde-lo aotguidade, tJfc-de tal
serte lomado raizes, que lodo o ensaioda parta do po-
der execulivo de usar de um dreilo, nao teria dei-
xado e 1180 deixa jamis' d Ihe trazer aecusaefles de
patronato e nepotismo. O ministro da marinha tem
igualmente, he verdade, o poder discricionaro de
licenciar officiaes, e reduzir desta modo' sen naga-
menlo, mas comquapto se lenha servido desle meio,
elle nao he bastante geral para remediar o vicio ra-
dical do systema actual.
Ejsaqoi alguma appUcacao do systema actual.
Ha ua marinha dos Estados-Unidos, officiaes, que
esiao no serviso lia qnarenla aoiips, e cujo'seryiso
total no mar nao he de dez annos, e entretanto re-
celtem ordenado igual ao de seus camaradas, que
tem passado qunze, dezoto e tinte annos no mar.'
Os primeiros impedem. enlretanlooadautamenlo
daquelles, que tem mais srvicos no mar eque ma-
is tem contribuido para o renome do paiz. Ha offi-
ciaes que nao tem feilo-servisos ha quinte ou viole
annos; ha segundos- lenles que s recebem a- me-
lade do sold dos officiaes superiores e tem feito to-
davia o duplo de campanhas. Poder-se-hia multi-
plicar estes eiemptos, e para remediar o mal, o
ministro prope,. qne haja urna lista de reformados
com um ordemnado diminuto, que 0officiaes, que
.aoiao mais proprios para o serviso, sejam despe-
didos, quando nao livercm algum Ululo especial s
recompensas ou favores nacionaes; e que a rafacr-
dade, o mrito, a experiencia no ma e nao a anti-
guidade somonte, decidan, da pfomocao do aug-
mento do sold. .Presentemente lodos sSo pagos,
nao so os valetudinarios, que tem servido bem ao
paiz, como os indolentes' qne nada tem feito; O *
ministro propOe nao sejam dadas senao aos que mais
merecema que os invlidos recebam urna paga re-
sumida, o os indolentes e preguicasos sejam despe-
didos.
Quaes ? perguntou o desconhecido admirado
de ouvir semelhaulc linguagem da bocea de um es-
cravo. *
A coragem do homem, c aboudadede Dos .*..
responden esle erguendo um dedo prophetico para
o co com certa solemnidade.
Depois deslas palavras, o desconhecido e Dimilri
separaram-se, este para seguir um camuhn desvia-
do aira ve/ da planicie, aquelle para tornar a mon-
tar a cavallo, e seguir a estrada de Goldngen.
Para dizer a verdade o desconhecido eslava pro-
fundamente commovido. A scena a que acabava de
assislir loinava pelo sitio c pela hora cm que se pas-
sira, um carcter intcramcnle particular,; era a
primeira vez que o joven cavalleiro se achara em
semelhante posiVao, e se era verdade, qne liavia as-
sistido a iguaes espectculos, minea certamenlo re-
cebera maioi' in.pressao, nem conservara urna lem-
bra.tra mais viva/
Assim foi cqm urna especie de tristeza vaga, e
sem fim que lornou a pr-se a caminho, e sua mao
negligente deixou fluctuar as redeas sobre o pescoco
do cavallo sem procurar dar-lhe urna direcrao qual-
quer.
Todava a estrada que- segua uap era falla de
graea: medida que elle adianlava-se, a vegelarao
lortlava-sc mais rara, a tc.Tr mais arenosa, e o ven-
to, que gemia ha pouco com urna voz queixosa c
longinqua, soprava enlao conr urna violencia feroz
e desordenada. Os olhos podiam ja divisar ao Ion-
ge, mas muilo longe anda, as ondas que vinl.aiii
quebrar-se sobre a praia claridade da la, c o ou-
vido distingua de vez em ajuralo esse murmurio
magesloso, que parece a rpspirac.to forte do mar.
.lias que importara esse espectculo ao joven via-
jante ? Havi niuitb lempo que elle i.a linha vol-
unto o pcnsamci.lu sobre si mesmo, que esqueeia-sc
agradavelmcule reportando-sc ao passado, e recons-
truindo pouco a pouco o edificio desabado das lem-
branoas de sua infancia Elle acltava nessa volla
inopinada dos dias, ile que se linha esquecido qua-
si complclameute, um sabor eslra.iho que cuibria-
gava-lhe o pensameulo, c affagava-lhe brandamenle
os enfados do coracao.
Tornara a ver nesse passado a imagem teruamen-
te amada de sua inai, imagem imperleita e confusa
na realidade;.mas ele. mente viva no fundo de
sua alma. Nunca elle a cuuliecera e todava em
^Hoje^a diherenca entre a paga do servico e a de
licenca he tao pouco consideravel, que leva quasi
us officiaes Bciosidade. O ministro recotumenda.
antes urna certa porcentagem sobre a yaga co ofBci-
al todas as vezes qoestivesse no. mar, o qne seria
um estimulante quo altrahiria a serviso om gran-
de numero d homens aclivos.
7. Modificacoet que.se devem fazer no systema de
alistamenl, das recompensas a dos castigos. Ao
passo que o progresso e o vigor particulares s iaa-
utinroes americanas peuelram cm tolos os ramos
da admiitisrrarao e em todo o corpo poltico da Uni-
5o, o marinheiro, se exceptuamos o hospital c o
asv lo da velhice, poucas vezes .tem senlidb o contac-
to bemfazejo da mao .lo poder legislativo e tem
continuado a trabalhar debauo de Um reginieu; que
apenas lem sido modificado desde o lempo em qae a
falta de marinheiros arrancava homens de suas ca-
banas para os transportar a um navio de guerra.
Com urna populacao de cerca de 30 milhoes de ho-
mens IToulos e emprehendedores, a difficnldade
de obter-se marinheiros para os navios de guerra, o
sobretodo de alistar mancebos uascidos na America
chamanilosa allensao publica, senao trai .ainda
para o governo embaraces continuos em seus esfor-
cos para completar o numero de marinheiros exigi-
dos pela lei. Centenas de navios mercantes saliera
cada dia dos portos prsperos da Unjao c affrontam
os perigos do- nceano, ao passo que os navios do
guerra esperam al que os officiaes encarregados do
recrulamento, consigam' completar a equipagem
necessaria por meio de alguma somma de dinbeiro.
Falta de marinheiros para a esquadra doiEsta-
dot-Unidos. As. cidades estao cheias de mancebos
dd estatura alletica, que procuram trabalho em al-
guma industria; mas s qnando a devassidace a
preguisa lornam por acaso esses mancebes insapor-
(aveis sua familia, he que os.julgam proprios pa-
ra marinheiros da esquadra da Uniao.
De que procede essa repugnancia de entrar no
servico do paiz, quando a marinha mercanle ada
bastantes voluntarios ?
Procede de urna maior solicilude e melhor relri-
buicao, que a marinha mercante otfercce- aos seos
marinheiros.
Longe depropor algum afrouXamento na disci-
plina e nos castigos, o ministro he antes de parecer
que se deve recompensar os homens de boa conduc-
ta e elevar assim gradualmente a raoralidade' dos
subditos. i
Em primeiro logar he importante por am termo
a essas demoras, que os navios de guerra 'soflrem,
quando encarregados de urna, missao nao podem
deixar o porto por falta de homens a brtlo. He ne-
cessario adoptar um systema, que lignc da urna nte-
ncra permanente os marinheiros i esquadra. Quan-
do um navio de guerra volla aos Estados Unidos
depois de urna viagem de tres annos, os' aJBciaes
recebem urna licensa de tres mzes com sold, ao
passo que os marinheiros sao despedidos, elles dei-
xam de pertencer ao serviso.
cerlos dias, em certas horas sobre todo julgava lem-
brar-se de seus carinhos, e sentir ainda na fronte a
nipressao iueflavel de seus beijos...
Nao era porque seu coracao nao houvesse estado
jamis disposto a deixar-se levar dos prazeres facis
que Ihe eram oficrecidos, que nao houvesse algu-
mas vezes cedido volunlariamente aos prfidos at-
Iraclivos da vida ; seu pensamenio pelo coptrario
reporlava-sc com delicias as prazeres' secretos da
amizade ; seus labios vidos, mas nao impacientes
tinham sollicitado muilas vezes os- embriagadores
beijos do amor, seu olhar voluptuoso, mas casto,
procurara mais de ura vez o olhar ardente e^ne-
laucolico das inulheres; porm seu ardor um instante
dispertado, tinha-se logo eucoberto, e tranquilli-
dade tornara a entrar em seu espirito !... Havia
pois nelle un mundo inlciro de senlimentos qne s
procuraran! tomar seu vo. um rico tbesquro de
mocidade, de forsa e de grandeza, cuja .virgindad
nada tinha ainda desflorado ; elle era puro e casto, e
tinha dezoto annos apenas. Mil hesilasdes o ha-
viam assallado ao sabir da infancia, as illusoes co-
readas de flores tnham-no recebido nm sua entrada
na vida, c os concertosharmoniosos das toacas espe-
rancas da mocidade tinham acom'panhado seus pri-
meiros passos na estrada. Bello, rico e generoso
os olbos trnavam-sc benvolos para aeolhe-lo em
sua passagem, e seu orgulho animado so linha ouvido
palavras de sympall.ia c de amor. S n3o houvesse
parado nessa estrada que abria-se' diante 8e si, e
para a quil caminliava com a fronte radiosa-e com
os labios jsonhos, a vida nao teria sido para elle se-
t.ao un Mugo eneaulanientoi unV lougo extase !
Alas un. dki elle reparn que quanto mais *c adia.i-
lava, maior vacuo havia em sen coracao, a duvida
in'sin.iava-sc pouco a pouco em sen es'pirilo, e elle
sonra cada vez mais essa especie de doenca sem
causa que mina sordamente o coracao, e couduz di-
rectamente ao suicidio.
Essa poca fra a mais dolorosa de sua vida, o
inlluio de urna maneira decisiva sobre seu carcter:
de alegre e dcscuiduso que era, lornu-se repcnli-
nainentc sombro, e pensativo ; esse esplendor de
soberano exlase qi,rc. coroava-ll.e o fronte, exlin-
g.uio-se^-b|le carregouo olhar, c fechou q corarao I...
(Continuarse-ka.)

r,*,m .m 'm
m*:.
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.

DIARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 19 DE ABRIL DE 1854.
s



.'
I
O ministro proooe que' os marinheiros' que s
nduzircra bem,' recebam una licenca honrosa,
que aeja considerada coma uin sold de licenra, se
conscnlireni, no fim de cerlo lempo, e/nalislarem-
se oulfa vez. Este processo teiu iluas vanlagens:
nma he set urna repararan genero, ca oulra, um
convite feilo'ao mariuheh-o para ficar sendo mim-
bro por assim dizer de urna familia, que lem cui-
dado -dille duraulo soa ausencia temporaria. O
raarinlieiro olhar enlao o navio como sua casa e
. so afteiroar a elle.
Paga dos marinheiros. Poder-se-hia igualmcu-
le examinar, se nao seria prudente elevar gradual-
meiilc e ao at cedo limite,'* soldada dos marinhei-
ros, retavaineute ao numero dos crueizros que
ellos faiem, seria islo nm estimulo de mais-para
os prender ao servijo. O predecessor do aclual
ministro ja linha proposlo ao Congresso algumas
medidas deslc seero.
Outra modificajao quo se leve fazer no syste-
ma seguido at aqu, ser paear-se aos marinliei-
nw segundo sua habilidade, experiencia, e ronduc-
la^tanto quanto Mies paga a marinha mercante.
Nos eslaleiros de conslrujao do governo ja se lem
igualado o salario dos aperaaios e mecnicos ao que
ellet receben) nos eslaleiros da marinha mercante,
porem os marinheiros da esquadra dos Eslados-L'ni-
dos ainda o nao tem, he islo que conviria fazer
para assesurar-se os serviros das marinheiros de
primeira elasse, islo he, de maior mrito.
Na marinha mercante, onde por causa do desen-
volvimento do espirito de empreza, existe urna Uto
grande carencia de bous marinheiros, se paga a um
delles 15 a 20 dollars pormez, ao passo quo na es-
quadra da L'niito, um inarinhciro por melhor que
seja nao recebe mais de 12 dollars por mcz. Devc-
mo-nos admirar que os homens habis prefiram o
servico de um navio mercante ao da esquadra? Im-
porta portante augmentar o sold dos marinheiros. .
Recompensa* B castigos. A modificajao porem
mais' importante' lalvez que se deve fazer no sys-
tema aclual he a das penas c recompensas; .trala-se
de nna|J|ntimamenle as pepas s recompensas, no.
fim de animar aquelles que se fatem notar por sua
boa conducid, e reprimir eflicazmente e corrigiros
horneo dados -desordem. '
A abolijio da pena de acontes, sem que se leuha
substituido um antro modo de pun jao legal, j lem
oceupado muilas Vezes a attenjao do Congresso, e
sujeil a provajes penveis a paciencia dos ofllci-
aesaa conducta dos marinheiros. O ministro, qoc
lera examinado maduramente esta queslio, se pro-
nuncia da maneira a mais decisiva contra o reslabe-
lecimento dessa pena; segundo a opiniao dos homens
competentes e experimentados o seu reslabeleci-
mento daria lugar ao descontentamente e deser-
jo. E todava lio mister revestir-se log'o da sane-
jito legislativa qualquer outro castigo, quo subsli-
lua chbala.
Tem-se observado que a prisao dos marinheiros
desobedientes ou mos, em lugar d* ser para elles
um castigo sensivel, nao he realmente senao um
augment de trabalho e de fadigas para os bons,
obligados a fazef seu proprio servido o de seus
camaradascndemnados prisao. O ministro he de
parecer que o melhor rodo, para evilar-se esse in-
conveniente, seria augmentar a paga dos bons
cusa dos marinheiros de roa conducta.
O marinbeiro he negligente e prodigo, .quando
est em Ierra, mas he extremamente avaro a bordo,
e .clcala a cada momento do dia o que lli'e ser
devid no fim de sua viagem, e quanto poder dis-
pender eom seus prazeres ao sallar em trra. Se
um bom marinbeiro poiz faz o servico do mo, a
perda deste, em vez de ser em proveito do gover-
no, seja para o bom 'marinbeiro. Se um desertor,
abandonando o navio, faz augmentar o; trabalho de
seus cantaradas, que licaui fiis bord, ajjaga do
desertor, em lugar de ser para o governo, como si;
faz presentemente, seja dividida entre os que eslao
abordo. O.ministro tambem he de parecer que;
cmvezdcseencarrcgarocommandanledhavie da
jurisdijSo nesle caso, se.conslitua um conscllio de
guerra, composto de oQiciaes e encarregado de exe-
rular essas medidas, ou de pronunciar sontenjas
debaixo da saneja do commandante do navio. o
lint de ama viazem tonga,'a pg_a dos desertores,
dos marinheiros mos condemnados a prisao, ou
despedidos do servico, formara urna somma, que se-
ria distribuida pelos bons.
Haveria pois urna grande vantagem em ane liou-
vesse a bordo de cada navio urna especie de tribu-
nal, que proiiuuciasse, durante um longo ernzeiro.
acerca da, despeilida de um marinbeiro, da priado,
da diminuijSo das rajes, da dcteujAo da paga, da
retasa de brenca de sallar em Ierra.
Budget, da marinha^ O otramente da marinha
f marinheiros, offieiaes porpe* da marinha) para o
auno finaneciro a fiuda'r cm 30 dejunlio de 1855,
comprehendeado tudo -que >erienee inspeejao da
repartijao da marinha, he, total 11,730,315 donars
10c. %
Desta somma se deve dcduzir os
objectesespeciaes, cotnpreheudido
o transporte das malas pelos na-
vios vapor.........'.. .
Resta para a marinha e corpo
de aurinha ..........
Somata das quanlias liradas do
Ihesauro durante o anno financeiro
a lindar em 30 de juubo de 1853,
mide.........-. .v.....
Deduiindo-se os adianlamentos
pag*.............". .
Resta..............
Gamo total das despezas taitas
por teda que respeila marinha,
mais os objec los especiaes absor-
venle..........' \. .
Resla para conserva jao particu-
lar da marinha e corpos de ma-
rinha para o anno flnaneciro a
findar em30 de junho de 1853.
Na data de 30 de junho de 1853, o bataneo de
lodos os captulos dados pela inspeejao da reparli-
. s* da marinha foi de 2,220,276 dollars e 45 c.
Esla somma sera empregada as despezas do anno.
linanceiro corren te junio s cifras do anno finaneciro
a Andar em 30 de junho de 1854.
O ministro chama ainda a attenjao do congresso
c da podar executiyo sobre os inconvenientes de
um systcma gcralmnle seguido, pelo qual os abas-
teciaientos; e fardamento se fazem com o anxilio de
contratos faites com particulares, os quaes, nao seji-
do de profissao negociantes dos objeclos, que se Ihes
pede, se eucarregam do fornecimenlo por causa da
eseecBlaeao, e expoe muilas vezes a admruislraco a
demandas e outros embaracof.
Finalcnente o ministro, fazendo observar que na
organisScao actual .da reparticao da marinha, o se-
cretario de estado (o ministro) est sobrecarrega-
de traballios de minuciosidades, que lite nao per-
roitlem oceupar-se de quesloes mais imporlaules e
gewes, propoe a creuao da reparticao do pessoal,
que nao trar outra despeza mais do que o orde-
nado do director. Esse director lera as funcOes ana-
losas s do ajudanle geral do exordio de trra no
ministerio da guerra ; seu dsver ser conhecer a
conducta, a capacidade e- o estado de servieo dos
ficiaes da' marinha, pormenores estes que s fa-
iem sobrecarregar e embaracar o ministro da nra-
rtah< Monileur )

3,379,3-41
8,351,171
10
12,091,120 87

1,111/454- 79
10,979,666 08
4,039,942 37
6,939,723 .71
' L'm sopplcaicnlo extraordinario do jornal Je Saint
Pelthlnirgo de 3 de marro contera o documento se-
guate, dirigido, com data de 2 de marro, aos miuis-
! e agenjes diplomticos do imperador da Russia:
MEMORANDO!.
, No memento em que a queseo do Oriente se com-
pliea mais que nunca pela ntrd no Mar Negro pe-
las esquadra' da l'ranra ,e da Inglaterra, e pela in-
lertupeao denossas relajees diplomticas com um e
onW goveruo, he natural que cada urna das parles
principies interessadas neste negocio procure arredar
longe de s o peso da responsabilidade, que se une 3
in'swia possiveis desta temivel questao. A
consciencia dostgabinetes -se inquieta e recua jusU-
menu? 0 idea de urna guerra geral, n qual viriam
aoiquilar-M u prosperidades de uma longa *az,e po-
de linear em ojo, perigos uma oceda restabelecida das ultiAMconlmuc0es.MuUos esfu
paz, como nos mesnios a queramos; mas as prevpn-
oes, as desconfiancas, a apprcriac,3o pouco justa de
nowos pensamentns polticos a respetto do imperio
oltomano, que desde o principio fizeram a base de
sua conduela, deviam forzosamente leva-las s con-
sequencias, que Utos repugna\am. Sita posicao e a
nossafoi falsificada .desde o principio;
4. Pelo ponto de visla, debaixo do qualencara-
ram a questao:
2. Pelas medidas que tomaram'para resolve-la.
Poucas palavras serao suflicienles para lembrar
qual foi a causa primaria de nossa desinlelligencia
com a Porta. ,
Ua mnito lempo que todos os actos do governo tur-
co para comnosco, como arcspcilo da igreja oriental
naTurquia, traziam impresso um cunho evidente de
hostilidade. Conliece-se as sympalhias e as relaces
espirituacs, quo uma idenlidade de culto e de raja
eslabelecem, desde lempo immcmorail, eulreaRus-
sia e a materia dos 9ubdilos chrislaos do sullo. Re-
sulta dahi para nos uma influencia moral n Turqua,
qual iio procuraremos negar. He nm faci qnc
nao temos creado; elle he a obra do lempo e dos lb-
gsres. Independentemenlc dos tratados, elle depen.
de da fbrea das cousas. Dahi as desconfianc,as que
ello inspira ao governo turco; dahi seu desojo de en-
riquecer a igreja do Oriente pelo temor dos lacos
que a prendera Russia; seus esforcos para conser-
va-la, para cora asoutras communbOes hrUlaas, em
um estado do inferioridade, c favorecer sua cusa os
progressos de sua propaganda. Fta exlenso enu-
merar aqu uma a uma todas as provas desse systc-
ma, lodos os golpes directos ou indirectos, que o go-
verno turco tem vibrado durante os ltimos annos no
rito que profesamos: ingerencia directa edi seus ne-
gocios internos e violares de seus estatutos, debaixo
de pretextos de'reformas a fazer na administraran
clerical; irregularidades ccnstanles na eleir.io dos
patrian lias; germens de divisan semeados vontade
as relaces espirituacs da .rac,a grega com a slava;
obstculos de lodo o genero postas no desenvolv me-
lo das igrejas blgaras e bosniacas, na instruc{ao do
clero mliseii, na educaran religiosa das popula^des;
prohibi(aopara esse fim da lingua nacienal no exer-
cicio do culto; 'defensa ou destruiente parcial dos li-
vros sigrados, que o clero grego-slavo faz vir da Rus-
sia para su uso, e nao pode procurar em oulra par-
te; em um lugar prohibirao de reconstruir em pedra
uma igreja de madeira, que se vera desmoronando;
em outro lugar igreja nica assignada aos Latinos de
preferencia aos Creaos; mil fados em uma palavrji,
que tomados cada Um a parte, lem uma importancia
relativa,, mas em seu lodo nos demonstrara ha mullos
a'nnos a intenrao declarada do governo turco; de con-
tribuir para o augmento dos outros eolios, diminuin-
do com o poder do nosso o numero daquelles que
elle considera como adherenles da Russia.
Nao fallamos aqu de aclos mui diversamente ini-
quos ainda do que esta perseguidlo surda ;-)os assas-
sinalos de Alepp, das crueldades, das profanarAes, das
conYcrsfs forradas ao islamismo na Albania, Bulga-
sia, Bosnia, llerzegovine, Montenegro. Estes sao
mais gralmente condecidos.
Sao lodos estes fados velatorios, objecto de nossas
represcotasOes constantes que, coroados era ultimo
lugar pelo prejuizo feito aos gregos no negocio dos
Santos Lugares, e finalmente pela iufracsao mnifes-
ta do firman destinados reslabelecer o equilibrio en-
tre elles e igreja latina .pelos processos os mais of-
feusivos para o gabinete imperial c para o imperador
particularmente, motiviram, como se/abe, a inissao
do principe Menschikolt Constanlinopla.
Percebe-s logo que um ajuste puro e simples do
negocio dos Santos Lagares, mediante um novo fir-
man, 15o pouco solido como o ultimo, nao podi ser
sullicieifle s nossas queixas; era-nos preciso uma
garanta mais expressa para o futuro, a qual .nos ser-
viste alera diste dereparacao falla de atlencOes pesr
soaes da parte do sullao, de que o imperador linha de
queixar-se.
PrcleiidcuTse que, terminado o ajuste, (olamos
sbita e posteriormente apresentado o pedido dessa
garanta, cumo uma prelencao inicuamente nova,
Asprimeiras olas apresentdas pelo principe Mens-
chikoff eslabelecem, o que seno pode duyidar, que
desde o principio de sua missao os dous pedidos foram
feilos incontinente e simultneamente.
Quando o lempo liver feilo cahir o veo das sus-
peiUse das ideas antecipadas, que desnaluram quasi
seinpreas intenees da Russia em ludo que diz res-
pcito Turqua, convencer-se-lia de que o texto des-
sa garanta nao linha nada do novo, nada de inslito
o de assstador para a seguranza do soltao. Ella se
fundavaem tratados, pelos quaes o governo turco j
pos prmetteu proteger em seus oslados a religi e
suas igrejas. Prometter proteger ama religiao e suas
igrejas, e reservar para si o direto de alterar i von-
tade os privilegios t romanidades; que servem de
base sua existencia, nao sao por ventura ditas cou-
sas contradilorias ? E que valor pralico poderia ler
uma promessa assim feila'! Insistindo na conserva-
cao dos privilegios confirmados ao culto grego por
uma posse secular (ab antlquo) nao pedamos oulra
cousa mais do que aquillo, que rom prebende em si o
tratado de Kainardji, como aquelles que a confirma-
ran!, por* consegrante nada contrario i independen-
cia do sullo, se por acaso esses tratados nao foram
fulgados contrarios. Nao exigamos para os gregos
oatras novas vantagens, senao a posse mais segura da-
qnellas, que elles possuem j, ? para nos em parti-
cular, nao pedamos outrosdireilosalm deque sera-
nee nos perlenpeu de exercer em seu favor nossa ac-
tiva sol cito de- Provundo qu%-tinham setnpre gozado
e continuaran] a gozar de seus privilegios religiosos
debaixo da'egide de seu soberano, o sulto,tinhamos
stabelecido evidentemente o seu carcter. Em ludo
nada havia exorbitante. Era o nica salisfarao, que
pedamos em Iroco da flla de atten;oes. que nos li-
nham mostrado.
Em vez de encarar es>* garanta debaixo de seu
verddeiro ponto de visla, augmenlou-se desmedida-
mente o seu alcance e suas- consecuencias. Procu-
rme nelle gratuitamente o Densamente oceul lo de
um protectorado poltico, que s existe na imagina-
cao, a menos que se queira absolutamente dar esle
nume influencia, que temos exercldo em todo lempo1
na Turqua em favor de nossos correligionarios. Sem
lomar era consideracao estes antecedentes, a posicAo
do imperador, seus deveres para com seus povbs e
seu culto, a natureza toda excepcional de um go-
verno iusulinano, ao qual as leis e os coslumes do
islamim tornam diflicil, senilo impossivel, applicar
em lodo o rigor os principios do direlo publico re-
ennhecido en(r (odas as uares chrstaas, se fez da so-
berana do^ullao uma leoria absoluta, inflexivel; e
se dtlarou conlraria i esta pura abstraco.loda a
promessa que o solfo fizesse para com ora goyerno
eslrangeiro respeito da religiao e de suas igrejas.
Era minar pela base o tratado de Kainardji, que cn-
cerra precisamente uma igual promessa; era querer.
obrlgar-nos a despedazar por nos3as proprias mms te-
das as nossas transa^es anteriores, a abandonar for-
jadamente uma ordem inteira de cousas consagradas
pelo passadp e adquiridas cusa do sangue russo.
Previmos dc?de enln que, se'chegassem a querer ab-
solutamente estabelecer a questao nestes (erraos, ella
se ternaria cedo ou tarde insoluve pacificamente.
Nao recejamos dize-lo: se quizessem desde logo
resolver toda complicado seria, cr vez de darem du-
vidas a injustas desconfianzas, e verem na ultima no-
ta prnposte pete principe Menschikoff o que na reali-
dade ella nao continua, os homens considerados em
Constanlinopla deveriam empregar seusesforros a fa-
ze-la aceitarpelodvan. O litigio estavaacabadoesuas
ultimas consequencias teriam Sido poupadas Eu-
ropa'. Aindamis: depois'de lodosos boatos exage-
rados, que linha produtdo a raissan do nosso em-
liaixador, depois de todas as concesses de forma e
medidas que, tomadas prematuramente, aerretaram
oatras ainda raaU'comprometledoras, ehos colloca-
ram desde eniao diante da potencias em um declive,
ao pe do qual se devla chegar por encontrar-sc. '
. Por simples presura p^es, motivadas pelos boatos
exagerados do momento, desde o principio da missao
do principe Menschikofl, sem saber precisamente ain-
da em que consisliam nossas exigencias, vendo, dizia
elle,na adilude da Russia, qualquerque'fossc seu pre-
texto, um grav allenlado corametlidn contra a inde-
pendenca do imperio oltomano, a Franja linha lo-
mado a iniciativa. Ella s linha enviado sua esqua-
dra para o Levante c nao se linha dolido no Calami-
na, seno fossea hcsUaco, que moslrava ainda o go-
verno fhglez.
Mas i primeira noticia telegraphica da partida do
nosso embaixador, sem conhecer ainda o partido, que
tomaramos, tres ou quatro semanas antes que o li-
vessemos annunciado em ondres e em Pars,e
anda como uma cousa eventual, dependente dares-
posta incerla, que nos daria o divn,a Franja e a
Inglaterra unidas se prestavam a uma demonstrado
naval das mais graves. Enviavam suas esquadras
pira oceuparera a baha de Bcsika, na entrada dos
Dardaneilos.
Objedou-se em lempo um carcter de presso com.
minatoria, que linharaos dado a essa medida. Pro-
curon-se apresentar a tomada de posijao armada e
combinada dos dous maiores estados martimos da
Europa as aguas e nns portes da Turqua como o
ancoradouroinoflensvo da navios, que visitara aguas
c portes amigos, aberlos livranent a Indas as mari-
nhas. O successo mostrou o que realmente era esse
ancoradouro iuoftcnsivo.
As esquadras enlr.ivam em Beska no momento
em quo a Porta deliberava anda sobre o ultimo ul-
timtum que lite ludamos apresentado. Era natu-
ral que ella ser escusasse a elle, vendo-se sustentada
deste modo pelo apoio material da Franca e da In-
glaterra. De um lado, a apparic.no dasduas esqua-
dras animavaro-na em sua resistencia contra nos; de
oulro lado, ella feria elevava mais adianle a djguida- \
de do governo imperial.
Trazendo a regeico definitiva da nota Menscii-
kor, ella veio como rausa. aggravanlc,' determinar
nossa entrada nos principados. Devia-sc conside-
rar esla medida como um caso de guerra, como uma
violacao flagrante do equilibrio europeu? Pensa-
mos qje urna poltica prudente, para nSo complicar
as causas, devia evitar o pmounciar-se anlecipada-
mente em um sentido to absoluto. Atravessando
com pezar b Prutb com forjas pouco consideraveis,
libamos claramente definido o carcter, que que-
ramos dar a essa oceupacao inleiramenlc tempora-
ria. Tinhamos altamente reprovado lodo o pensa-
menlo de conquista permanente. Era smenle uma
medida de temor, um meio do negociajao ulterior,
um penhor, que podesse permillir-nos o entrar com
honra em qualquer novo arranjo." A medida poda
affectar nossas convenjoes locaes com a Porta, mas
nao alacava nenhum tratado europeu. Alera dislw
numerosos precedentes autorisavaro a distinrao en-
tre uma simples medida coercitiva e um verddeiro
acto de guerra. Lembramo-nosque, apezar da ex-
pedijao a Morca, da balalha de Navarioo, a Ingla-
terra e a Franja nao lem deixado de se dzerero em
paz coma Turqua. Ricavamos cerlamcnte mOito
a quem de semelbanles aclos as vias do coerjao
que acauavamosde adoptar. Quando a Franja em
plena paz, se apoderava de mao armada de Ancona;
quando de accordo com a Inglaterra, afim de impor
ao rei dos Paizcs llaxos lima Iransajao quo elle re-
cusava, entrava em um territorio, ao qual aqoelle
monareba nao linha renundado ainda, bloqueiava
seus portes e expulsava suas tropas da cidadella de
Antuerpia; quando finalmente, ainda ha pouco e
em plena paz tambera, a Inglaterra tloqueava o P-
reo e tomata os navios gregos para servir de penhor
material a algumas reclamajoes, pecuniarias insigni-
ficantes; todas estas medidas debaixo do ponto de
visla restricto, cram outros lanos casus belli.
As potencias, que nao lomarom parle nelles e os
reprovaram, (criara podido declara-los laes, so por
ventura nao livessem preferido seguir uma poltica
'de conciliario. Ellas nao o fizerra naquclla poca
para nao incendiar a Europa. Pensamos quo na-
quella occasiao, tivera sido para desejar que a Fran-
ca e a Inglaterra, para a paz do mundo, usassem da
mesma circumspecjo.
He verdade que ellas nao declarara uo primeiro
.momento nossaoceuparau como um caso de guerra;
mas liveram cuidado de eslubelecerque a Porta leria,
logo que o quizesse, o direilo de considera-la' tal, e
obrar conseguintemenle. Se nao era provocar a
guerra por uma declarar.lo immediata, era te-la sus-
pensa,
Poste que, pela posir.no amcajadora que tinham
tomado na entrada dos Dardaneilos, as duas poten-
cias se livessem j constituido juizes e partes na ques-
lo, e nos nilo podamos por consegrante reconhecer-
lhes o carcter de mediaueiras, recusamos todava
examinar as propostas que ellas nos offereceram.
Isto proveva bem que, em nosso pensara ente,, a
occupajso dos principados era menos um objecto de
um desejo ambicioso do que um meio de negociar.
Fora-nos fcil provar tom documentes convincentes
que lodasas proposlas, que nos fizeram linham por
base esla idea : que nos era decida uma salit/acao.
O gabinete inglez, propondo-nos substituir i nota
regeilada pelo governo oltomano um prnjeclo de con-
venci (exactamente a mesma Ibrma, contra a qual
lano se linha objectado em Conslantinopla,) enten-
da procurar para nos umn satisfazlo mais completa.
O gabiqete francez, do seu lado, nos propunha o pro-
jecto de urna nova nota, apresentava-nos como re-
digida de modo a conter em substancia tedas as ga-
rantas essencaes reclamadas pelo principe .Mens-
chikofl', e dar-nos um titulo para intervir, se por
acaso as disposijes do divn viessem algum dia a
mudar. Em uma palavra, ninguem nos conlstava
o direlo de exprimir nossa solicitude pelos nossos
correligionarios na Turqua, tem o de exerce-lo ac-
tivamente; e he islo precisamente o que a Porta nos
contestou depois e com ella as potencias que lite tem
dado razio. (1)
As conferencies que tiveram lagar, e principal-
mente o projeclo apresentado pete gabinete das Tu-
lhcrias, sabio da.nota de Vienna.
Todos sabem o ardor, que tinhamos empregado em
aceita-lo. Teriamos podido, era este um direilo de
que i Porta usau amplamentc por si mesmo, dispu-
tar antecedentemente acerca dos termos, e respon-
der a essa proposta com contra proposta, se, como
suppor a malevolencia, tivessemos procurado pretex-
tos para empatarmos as negociajOes muito lempo, e
prolongar indefinidamente a occuparlo das pro-
vincias danubianas. Entretanto nada disto temos
feilo. O prnjecto de Vienna recebido logo, se bem
xjue podesse ser anda, como succedeu, modificado
tm Londres e Pars, nos o aceitemos pelo leregra-
pho: porque, se nao estovamos animados de inlen-
jOes rrancameule pacificas Queramos por fim mais
depressa poisivel i crise, retirar um momento mais
cedo nossas tropas dos principados, aproveilar-nos da
estajo, que Ihes permillia ainda a retirada, e dar
lambem aos dous gabinetes aliiados os meios de
deixarem honrosamente a baha de Besika, que com
a chegada do outono ia teroar-sc impossivel. Tudo
islo se teria podido eflecluar, e pela segunda vez, as
potencias linham a occasiao de resolver logo as com-
plicajOes ulteriores, por pouco que a Porta se de-
cdisse tao promptamente como o tullamos feito, em
aceilar ocompromisso substituido ao prnjeclo de no-
ta Menschkotr.
Que deviam pois fazer as potencias, se como nao
duvdamos, quizessem como nos apressar uma solu-
cao? Insistir com forja em Constanlinopla em uma
de substancia, que elle j linha feito, tendo rcduzido l adhesau simples e pura, nao permiltir que a Porla,
trouxesse novas demoras e propesesse modificajoes
sua noto,. Ellas sabiam que com esta nica condi-
jao, nos a linhamos aceitado tal qual.
Maspcla postlo mesmo que ellas tinham temado
cm Besika as duas cortes martimas liuliam enfra-
quecido seus meios de acjo sobre a Porta. Os Tur-
oram feilos se fazem
inda diariamente para im-
putar i Russia a causa d. crito^ actual, e para fazer
qa, se ella -tem lomado proporjoe Uto espantosas*
na* he Russia que'perlence a cauta disto.
Bala longe de nosso pensamanlo querer por em
duvida o senliicnlosiiadrica'daspoteMins, que
acibara d\ tomar contra nos uma altinide is0 vizi-
dIm da hosllidade; Ellas lem tertamente querido a
por sua vez suas exigencias de uma convenjAojm
um sened, desse sened duas vezes modificados em uma
simples nota despida de teda a forma bilateral, fcil-
mente se Uvera cooseguido representar, essa nota
como um resultado muilo aquero de nossas primeiras
pretenjes.
Mas debaixo do imperio dessa idea fixa que, em
sua conducta para com a Turqua, a Rossia nSo tem
oulro lito senao um augmento de iufluencia e do for-
ja material, que todos os seus pensamenlos sao diri-
gido para a ruina daquelle estado, exagerou-se fura
de medida esla formula das inmunidades e privile-
gios, cuja conservajao ella peda para seu culto,
o ler oblido de nos a redujode nossas
suameoor espressao. Foi mister que na-
dellas e que uma eslrondosa derrota fosse
dada em nossa considerajo poltica.- Era claro que
a Russia nao podia ficar assim humilliada e a legajao
imperial leve de deixar Constanlinopla.
He aqu que se abre uma serie de medidas, que
(1) O que o gabinete de Sao l'elersburgo dte
querer nos dizia cntoo governo francez, he um
acto da Porla, que atieste, que ella lomou cm seria
considerajo a missao do principe Menseliikoff, e
rende homenagens s sympalhias que a ideutidade
de culto inspira ao imperador Nicolao por .todos o
dirislaos do rito oriental. E mais adianle: Sob-
mellem'o-la (a ola franceza) ao gabinete de Sao Pe-
lersburgo coma esperajtca de que elle achara que
seu sentido geral no difere em nada do projeclo
apresentado pelo principe Menschikoff, c que ella
Ihed ati'/u'ti em lodos os pontos cssenciaes de
suas exigencias. As niodiGcajoes insensveis de re-
dajo nao seriara conheddas pelas massas nem na
Russia nem na Turqua. Aos seus olhos, a marcha
da Porla conservara toda sigiuficaro que o ga-
binete de Sao Petirtburgo entend dar-llie, e S. M.
nao lem deixado de por ero opposijao nossas disposi- 0 imperador Nicolao, Ihes parecera scrapro como o
jes conciliadoras eom o cuidado de Msa digoidade, [protector poderoto c resptiuido 4e sua f religiosa,
eos se senliara sustentados e senhores da siluajSo.
A' forja de os enebriar do prestigio de sua indepen-
dencia, elles linham pegado da palavra Europa, e
esla se linha eollocadn por sua vez debaixo.do impe-
rio das influencias bellicosas qu dispttavam as
idis de paz e o terreno de Constanlinopla.
A Porta objecin aos termos da nota e pedib mo-
dificajoes, que os representantes eslrangeiros deixa-
ram tomar ai referendum.
Estas modificajoes, qse se procurou a principio
represenlar-nos como ^significantes, o erara to
pouco, que redozjro a nada o compromisso, que
acabava de er elaborado em Vienn. Ellas eram
inadmissiveispara nos, porque nos tiravam precisa-
mente tudo o que tinhamos razao para crer, que as
potencias nos tinham concedido: o direilo de expri-
mir nossa solicitude pelos nossos correligionarios na
Turqua, e o de exerce-lo activamente. Fomns obri-
uadoSjMEgcila..|a-i, e se a franqueza he uma injus-
tija, Avenios a de explicar lealmente o motivo de
nossas objccjOes ao governo austraco.
Esta nova complicajo, devida, como se acaba de
ver, i pouca insistencia, que a diplomacia cslran-
geira cm Constanlinopla linha empregado na aceila-
jao pura e simples da ola, aggravava a posijao,
que :r l'ranra e a Inglaterra tinham feito para si e
para nos, collocaudo-so'na baha de Besika. Grajas
s novas difliculdades, que linham feilo apparecer as
emendas^turras, um lempo precioso se linha perdido
enlre Constanlinopla e Sao Pelersburgo, e esse lem-
po linha trazido uma estajo em que a baha nSo
offereca mais um ancoradouro seguro. As esqua-
dras precisavam de um abrigo. Ir procura-lo lon-
ge dos Dardaneilos e deixar-nos entretanto lodo o
invern nos principados, era cousa impossivel para
as corles. Ellas nao poiam, por outro lado, ver cm
sua nova queixa! mais'grave do que aquellas queja
exisliam contra nos, fazer entrar suas esquadras no
estreito dos Dardaneljos, que uma declarajo de
guerra indaJVno Ihes tinha aberlo. Para escapar a
esse dilemma e mudar rpidamente de attitudc, era
mister achtamelos um motivo. Acharam-no as
observajoes uque (nharoos acompanhado a regei-
jo das modificajoes da.Porla, observajOes que, na
essencia e na forma, nao liveram jamis a impor la li-
ria facficia,,que liveram cuidado de Ibes dar, porque
no essencial, nada continham, que nao tivesse j
sido dcsenvotvidu.muilas vezes as peras de nossa
correspondencia, e que podesse .por consegainte dar
as potencias uma luz repentina e inesperada sabr
nossas intenjOes; e qnanlo forma nao tinham ne-
nhum carcter oIRcial e no se diiigiam diredamen-
te aos dous gabinetes.
A Austria, nica medianeira das negociajOes
nesle negocio, que nos tinh^ proposlo a Bola de Vi-
enna, communicado as modificajoes que lite linha
feilo o divn, recebido em Iroca nossa aceitajao da
nota,nossa regeijodas modificajoes, como ocame
que delta fizemos, eso indirectamente e a titulo de
informarnos e explicajoes confidenciaes, he que nos-
sos ministros participaran] s oulras cortes. Um
criminoso abuso de confian ja, cuja origem nos ha
desconhecda, mas cujo efleito foi certo, enlregou
logo esle exame publicidade subrepticia, imprimi
na opiDo, 'ignorante dos antecedentes, um novo
movimento de eflervesecncia contra nos, e impellio
os governos a urna posijao mais definida. Foi em
vao que, quasi logo durante a entreviste do almi-
rante, oflerecemos Austria, no espirite o mais con-
ciliador, os esclarecimentos desejaveis sobre todos os
pontos de nosso exame, que livessem podido em ri-
gor admillir slguraa ambigaidade. Foi tambem que
a Austria, jolgando-os satisfactorios, fez delles a ba-
se de uma tentativa urgente para conseguir que a
Inglaterra e a Franja rccommendassem Porta a
aceitajao do ultimo arranjo. As daas potencias se
recusaram a islo, declarando que o estado das, cousas
em Conslantinopla nao deixava mais nenhuma pro-
babildade ao objecfedesla propsta.
Com efleilo, no riTOio mais ou menos fundado de
que o fanatismo religioso e guerreiro dos mulsuma-
nos nao pozesse em perigo a vida c as propriedades
dos subditos anglo-francezes, os embaixadpres da In-
glaterra e da Franca linham tomado a resolucao de
fazer entrar nos Dardaneilos uma diviso das duas
esquadras. Esla medida era contraria s estipolajes
eslabeleeidas pelo tratado de 3 de julho de 1841.
A dedarajao de guerra do governo oltomano veio
quasi logo legitima-la c trazer para o mar do Mr-
mara as duas esquadras., ,
l'ode-so ver pelo que precede, quo a aparlcSo pre-
matura das duas esquadras na entrada dos Darda-
neilos, a principio causa dclerminante da regeijo
final de nosso' ultimtum pela.Porta e denossan
Irada nos principados, acabou por exercer urna fu-
nesta influencia no resultado das negociajOes relati-
vas nota de Vienna; quo o nosso exame das modi-
ficajOes, que se linha dcploravelmcntu permiltido a
Porta fazer nessa ola, nao oflerecia em substancia
por sis motivos bstanle'novos e bastante graves
para necessitar uma medida til como entrada nos
Dardaneilos; que pelo contrario depois de nossas
explicajoes de Olmuz nada linera embarajado a que
as duas cortes fizessera, como a Austria pedia instan-
temente, um novo ensate cm Constanlinopla, e que
a verdadeira causa, que os levou a mudar sbita-
mente de face para comnosco, foi a impossibilidade
material de suas esquadras invernaren! em Beska;
que reacs ou nao, os pfcigos que o fanatismo torco'
fazia correr aos subditos da Inglaterra e da Franja
naooflereciamtao pouco orna razao suOlcienle para
a entrada das esquadras em Conslanrlnopla; que foi
antes a chegada de uma parle somenle das forjas
navaes anglo-francezas que exaltou esse fanatismo,
assegurou o trumpho do partido bcllicosoe provocou
a dedarajao de guerra, a qual alm diste, quaes-
quer que tenham podido ser os esTorjos mais ou me-
nos enrgicos dos embaixadores para preveni-Ia,
se tinha tornado necetsaria para justificar em direilo
estriclo l chamada e a eslajo prolongada das es-
quadras no mar de Mrmara.
Assim nesse encadeiamenlo de necesidades infle-
xives, porque as esquadr as linham estado em Besi-
ka, foi mister que ellas fossem para Conslantinopla,
era mister que a guerra nos fosse declarada. Vamos
porque linham estado em Constanlinopla ver
que a dedarajao de guerra trazia oulras conse-
quencias, e que u mesma falalidade que linha leva-
do as duas esquadras at o Bosphoro, devia acabar
por leva-las ao fundo do Mar Negro.
Estaado a guerra declarada, o que as duas po-
tencias deveriam ler impedido a todo o cusi, se as
exigencias occidentaes de sua posijao martima eo
fanatismo bellicoso.que excitava, livessem podido
permiltir-lhes, ainda quando devessero tudo fazer,
para que a guerra nao rebentasse realmente ; e se
finalmente olla rebentasse.ajudar-nos peto menos em
Testringi-la nos limites tao eslreilos, quanto fosse
pos8ive\ era o nico meio de fazer parar no dedi-
ve, em quTSWftBfVa sua nova medida, e nBo dei-
xar-se ir mais adianle do que linham feito. Nos
mesmo Ihes haviamos chamado sua alinelo para
ahi j^ns o tinhamos feilo, logo que soubemos da de-
darajao de guerra, anlesde saber ainda da sua en-
trada no mar da Mrmara. Tinhamos declarado quo
queriamosTicar nlefensiva lauto lempo,ajunlavamos
nqjfcdeve-se ter em conla essa reserva), quanto o
permltissem nossos interesses e nossa dignidade em-
quanto nao nos forjassem a sabir do circulo dentro do
.qual desejavamos encerrar nossa acjo. O imperador
liuha claramente enlao que nao ultrapassaria a linha
do Danubio, que repetira o ataque sem o provocar,o
conservara essa posijao, emqnanlo o nao obrigas-
.sein a adoptar pof neCessidade nma oulra.
A passagem do Danubio por Omer Pacha, "c mes-
mo a entrada definitiva das esquadras no mar de
Marinara nada linham mudado cm nossas intenjOes
pacficas. E que ellas eram com efleilo laes^[ue nao
temos jamis querido seriamente a guerra, epe lemos
recusado ate crer nella al o ultimo momento, tanto
inverosmil nos pareca que as potencias o permitlis-
sem aos Turcos, 13o monstruosa nos pareca, fora de
proporjao com sua causa, contraria a lodos os inte-
resses ollomanos c europeus, he. o que atiesta mui
evidentemente a facilidade com que os Turcos passa-
ram o Danubio e invadiram nosso territorio na Asia.
A despeilo de todos os projeclos que nos tem si-
do gratuitamente altribuidos, npesar de lodos os boa-
tos derramados ha um anno, c desde a missao do
principe Menschikoff Conslantinopla, do uma im-
mensa concentrarlo de tropas em nossas fronteiros,
de armamentos, de preparativos martimos c milita-
res emprehendidos por rjos na maior escala para mar-
charmos conquisto de Conslantinopla, vio-s que
na Valachia nao eslavamos proraplos seno para a
defensiva, e que na Asia, no primeiro momento, o
numero de nossos tropas nao era al suluctentt. Sa-
be-se que antes da exped jo de um corpo do 12 a 14
mil homens costa, reforjo mediante o qual obti-
vemos as victorias de Atskhour, Akhattsykh e de
tonur a posijao de SO'Nicolao (sem esperaren! al
o termo lixado para o rompimentn da guerra), de
passarcm a nossa fronteira, de assolarem a provincia
da Armenia e aroeajar ainda a segnranja de Ti-
fus.
Estes aconlecimentos eos pretendidos trrumphosl
do Turcos, no Danubio, tao lgeiramenle admittidos,
lo inconsideradamente augmentados,deviam ler dous
resultados: um indirecto, que logo indicaremos, o
outro mais immediato. Dexando lomar um tal de-
senvolvimenlos hostilidades de Ierra e de mar,
principalmente em nossas possessoes asiticas, ar-
rancavam-nos forjosamento do systcma puramente
defensivo, que debaixo das reservas precedentes nos
tinhamos voluntariamente trajado.
Nossa honra nacional que ja tinha posto sOfficen-
lemenle em jogoa presenja de duas esquadras es-
trangeiras na entrada do Bosphoro, se empenhava
cada dia mais. Nossos interesses eram mais directa-
mente atacados. Porque linhamos proposlo ficar na
defensiva na Valachia, territorio turco, em uma po-
ca em que nao se.lralava seno de operajes no Da-
nubio, seguia-se que entre nos tambem, em nosso ter-
ritorio e cm nossas cosas, nao abandonassemos paci-
entemente aos Turcos o monopolio da aggressao ; os
deixassemos atacar impunemente nossos portes ma-
rtimos, bloqueiar nossas fortalezas, e tentar levan-
tar o Caucaso contra nos Porque razaoa diploma-
ca eslrangeira em Constanlinopla nao impedia esses
ataques? Esperavam ver-nos balidos e nao se pro-
punha intervir seno quando tivessemos deixado de
existir? Eraem nume da independencia da Porta,
que se fazia uro escrpulo de limitar suas operajes
domar? Mas hoje lmitam-as; e porque se espe-
rou desde enlao que aquillo que se deplora, fosse con-
sumado antes de trazer-lho o remedio ? Aos olhos
dos embaixadores, debaixo do pavilliSo da Franja e
da Inglaterra, se organisavam ese preparavam pu-
blicamente remessas de arroa, de tropas, de muni-
joes, no fim de levar ou sustentar a guerra em nosso
territorio. Uma remessa desso genero tinha chega-
do ao seu destino: Sabiamos que no mesmo fim, uma
esquadra turca ronsideravel comboyando navios de
transportes tinha deixado Constanlinopla e sahldo do
Bosphoro ; que havia entrado ero Sinope, nao para
desembarcrseos refor jos,nem para esl aciouar all,mas
para procurar de, passagem uni abrigo contra as tem-
pestades. Ella all se achava esperando o momen-
to e a occasiao de proseguir sua marcha .progressiva.
Usamos do direilo da guerra prevenindo essa aggres-
sao ; e empregar a cxpress3o contra nos, qualificar
de aggressao o que s foi un acto legitimo de defeza,
nao he possivel conciliar-se com as nojOes de uma
estricta equidede..
Se objectarem-nosqne tinhamos sido prevenidos de
anle-mao ; que a Inglaterra nos linha annunciado
sua intenjaode cubrir contra todo o taque os portes
e territorios ollomanos, responderemos que jamis
admittimos eua prelencao de limitar nossos direi-
los de guerra sem nos fazer a guerra, e que em
Landres como em S. Petersburgo pelo minislro da
Russia e pelo gabinete imperial.esses direitos foram
sempre reservados e mantidot em sua integri-
dade.
He justamente o que se passou em Sinope, conse-
quencia forjada de urna atlitude anterior, que aca-
ba de servirs duas poleadas de motivo para dar
ainda uro passo para adiante. Entrando no Mar-Ne-
gro no fim declarado de prohibir a iivre navegajao
delle marinha russa, ellas acabam de passar o li-
mite das simples demonslrajes. Ellas atacam di-
rectamente nossos direitos de belligeranles. Adop-
taran! uma medida, que nao he a fallar a verdade,
senao uma dedarajao de guerra debaixo do veo de
protestes de amizade, mas que complica de novo
mais do que nao o eslava ainda, a dignidade nacio-
nal da Russia uma medida que faz passar de hoje
em diante a direejao dos acontecimenloi das mos
dos governos para os de seus officiaes do marinha, e
depender a paz do mundo do menor conflicto fur-
tuito.
Quanto ao verddeiro motivo de semelhanle medi-
da, elle sabe de si mesmo, e as duas potencias mar-
timas nao o lem dissimulado. Elle se acha na po-
sijao, quo ellas linham creado com a remessa de suas
forjasoavaes Conslantiqopla no momento em que,
emvczdc serem empregadas cm restringir a guerra
era certos limites, a presenja das esquadras combi-
nadas nao servia, fanalisando a Porta, senao para
nculralisar a acrao dos dous gabinetes. Assisti-
lir como, espectadoras irapassvefs deslruicao da
marinha turca, efiecluada quasi debaixo de seuso-
lhos, tornava-sc para ellas uma siluajo falsa, mas
que, ja que nada tinha sido feilo para prevenir a sua
causa, nao linha podido ficar, por mais que tenham
podido dizer, inteir:imenle4ra de suas previses. E
assim como em Besika anecessidadl desahir a lodo
o casto de um eutadonho caminho sem sahida, as ti-
nha Invado ao partido violento de passar o primei-
ro estreito de Conslantinopla, a de eximir-su anda
uma vez a urna aUitude nao menos penosa as obri-
gou de novo a passar o oulro estreito.
, Tanto he verdade que u progresso das medidas,
que ellas linham tomado, devia leva-Ios terrosa-
mente a aggravar o seu alcance, e que o primeiro
annel desta cadeia de aclos i?erigosos para a paz do
mando foi o momento sm que suas esquadras dei-
xaram Malla e Toulon. *
No mesmo terreno das negociajOes- haviam as
mesmas consequencias do ponte de partida, a mes-
ma progressao de metes cada vez menos, satisfacto-
rios para nos, cada vez menos favoraveis para a paz
do mundo. O alcance facticio e imaginario, que
urna desconfianja incurafcl deu a promessa que pe-
diamos a Porta, fez mallograr sticcessivameule to-
dos os ensates de conciliajo, a principio na 'forma,
depois no essencial, os quaes tinhamos proposlo ou
aceitado. /
. Comtudo, como se lem viste, al a ola de Vien-
na inclusive, nao se nos contestara anda absoluta-
mente a substancia cssencjal das garantas reclama-
das pelo principe Menschikoff. Reconhecia-se que
o imperador tinha direite i uma salisfajao. Admit-
lia-se que elle tivesso razo pBra exprimir as sym-
plias, que a idenlidade de culto litis inspira pfgJ
todos os chrislaos d rilo oriental. Achava-se sim-
ples que a Porla desse prova, por meio da um ado
solemne, de deferencia, que ella renda homenagens
a essas sympalias, que a idenlidade de culto lhe
inspira, e os tomara em considerajo. A nota de
Vienna suppunha sempre uma marcha directa do
ullio para com o imperador; pela missao de uro
embaixador oltomano encarregado da integra do fir-
man concedido ltimamente aopalrarcha de Cons-
tanlinopla eracoufirmajo das inmunidades e privile-
gio* da igreja grega. Da recusa da Porta de aceir
lar a nota proposla ou antes da posijao embarajado-
ra, que forjava os doqs governos a deixarem a esta-
j.lo de Besika para procurar um abrigo nos Darda-
neilos, datam outrnsdisposijes. Ellas se manifesta-
ran! pela regeijo do ultimo arranjo que Ibes offe-
reeemos cm Oltcmza. Chegou-se enteo a negar os
motivos de que tinhamos a queixar da parte do
governo oltomano, desde o principio da questao e a
contestar nosso^lireito de exigir repararlo. A guerra.
fez exploslo. As primeiras operajes dos Torcos ao
Danubio, sua invaso repentina na Asia, transfor-
madas cm victorias brilhantes, produziram illuses.
A oplnio se exaltou.
Em logar de procurar acalma-la, he penoso dizer,
que tudo se fez ou se deixou fazer para mais exita-
ta conlra nos; c o governo o mais susceptiva talvez
era materia de dignidade nacional, o mais prompto
cm resentir os abusos da imprensa eslrangeira no
paiz, onde ella escapa inspeejao da autoridade,
permiltio i imprensa franceza, de que elle he ab-
solutamente senhor, todas as mentiras estrondvtas,
(odas as injurias, todas as exagerarnos contra a Rus-
sia. A medida que o espirite publico se exallava,
suas exigencias se tornaram maiores ; c debaixo de
suamprcsso, se chegou gradualmente a recusar-
nos hoje loda satisfarn qualquer, a negar inteira-
mente os direitos de inspecjo,. que possuimos na
prnterjao cfficaz de nossos correligionarios na Tur-
qua. A Russia lio levada, por assim dizer, barra
de um tribunal europeu, e nao se'exige mais que
ella ceda somonte em'parte, pedem-lhe que ceda
em ludo. Consullou-sc anlocipadamente o sullao
sobre as rn nd i res quelite con viriam, e adinjttidas
estas condijes em seu, ponto de vista exclusivo, con-
vida-sc a Russia para ratificar o que for convencio-
nado sem ella. Isto quer dizer que agora voltant
conlra nos a posijao, que a ola do Vietnna linha
feito a principio para a Porla, com esta linereiija
essencial, que a Porta linha ficado livre para ubjec-
tar e propor modificajoes, e parece nao admiltirera
que postamos apartar-nos das bases, que nos forem
eslabeleeidas. Alm tslo, pondo de parte a natu-
reza mesma floajuste,em que circtimslancias nos foi
offerecdo ? As propoaijos concidiram com poucos
Mar Negro, ecom notificajocs, quo equivalen! quasi
a uma dedarajao de guerra. Das quatro potencias
e porania os quaes a Russia "foi chamada para vir
negociar a paz com a Porte, duas j renunciaram vo-
luntariamente o papel de arbitros imparciaes, exec-
dendo a linha de uma estricta neutralidade, consli-
tando-se auxiliare* armados de uma das duas par-
les adversas.
Por ventura nao hecollocar a Russia entre a guer-
ra e a humiliajSo, e se pode alimentar a esperanja
de que ella cedesse nieara ? A postlo em que ae aconlccera a Vmc, se se visse se
collocam, tem podido ser imposta a estados' traeos Te,ira "''' e- Pis,cumpreque grit
,' r ., iracos, didas eneraieas, Ohcapaze de suffoear i
que anda nao se tem subinetlido a ella, senao depois -
ie lerera esgotado primeiraroenle todos os rocos de
resistencia. Mas se se quer sincera e seriamente a
paz, duvdamos que seja mister oiTerece-la assim a
uro paiz grande, justamente zeloso de toa considera-
jo poltica, e qoeja tem mostrado que nenhum sa-
crificio lhe he custoso, quando se (rala de conser-
va-la.
S considerar-se agora em um breve resumo,
visla desta poltica de intimidajo, destas medidas
cada vez mais graves, todos os aclos da Rossia, ver-
se-ha que apezar das ofTensas, cuja reparajao ainda
nao leve, sua conducta .nao tem sido senao uma se-
rie de Sacrificios, que provara seu desejo sincero de
pnupar Europa o flagello de uma conflagrajSo ge-
ral, e de fazer pelo menos inleiramenle local a guer-
ra, qual levam-n'a fu. cadamente. E agora, pasr
sando era silencio as Ires concesses de essencial e
deforma, quereduziram suas primeiras exigencias
ao texto da note MenschikoiT, a regeijo deste ulti-
mtum acompanhado de uma demonstrarlo aneaja-
dra, tendo poste em jogo nossa honra, somos obri-
gados a recorrer ao emprego de uma medida de exac
rio. Mas esla medida tomada coro pezar., qual li-
veraos cuidado de tirar lodq o carcter e loda a in-
tenjin hostis, prevalccemo-nos quasi logo delta pa-
ra nos prestarnos a tima continuarlo de negociajOes.
Renunciamos ao nosso ultimtum, para acejlar a no-
la de Vienna, e aceitamo-la pelo tdegrapbo antes,
de conhecer o texto preciso delta. Essa texto foi
modificado a primeira vez em Londres Paris. Com-
tudo, passamos adianle, tanta pressa linhamos em
por fim i erise, que traz o mundo perplexo. Mas as
potencias occidentaes permillram infelizmente o ca.
raeler do arranjo, que senos propunha. Tivemosde
pronunciar-nos conlra, dizendo lealmente porque-
Appareceram difliculdades de palavras ; mas nao
eram invenciveis, porquanto a Austria c a Prussia.sa-
lisfeilas da solujao que nos ofJerecemos.pediam for-
temenle s dnas cortes,que usassem dessas novasjfaci-
lidades para continuaren! a negociajao. Urna medi-
da precipitada j quebrou o fio das explicajes con-
ciliadoras.* E de repente, sem nova ofensa, que se
possafllegar conlra nos, rpida mudanja naatlilu-
de das potencias, chamada das duas esquadras para
debaixo dos muros de Constanlinopla, dedarajao de
guerra da Porla, rompimenlos das hostilidades.
Obrigados a sustentar a guerra contra nossa vonta-
de, esforjamo-nos era reslriugi-la s margens do
Danubio, e recomraendamos as potencias a impor-
tancia de vigiar cm que o lliealro delta nao se eslen-
da gratuitamente. O pequeo numero de nossas tro-
pas, apenas su furiente para a defensiva, bem mostea
a fulilidade dos projeclos de engrandecimento, que
se nos altribuia. Nao (omaram em considerajo
nossas instancias ; dexam a guerra propagar-ee na
Asia. Illudem-se acerca de suas vicissitudes ; ara-
mam e exaltara nossos inimigos;, e s-depois de
termos sido atacados em nossa casa, no mar, em nos-
sas praias, em nosso territorio he que romos final-
mente obrigados a vibrar um golpe enrgico.
A victoria em trra e no mar, tend stabelecido
a superoridade de nossas armas, era essa uma occa-
siao que se detia aproveitar junto de nos, de nossos
successos para nos tornar mais dispostosa prstennos
nos a um arranjo honroso,-e determinar para isso o-
Turcos. Essa'occasiao, desprezaram^n'a; (estes suc-
cessos tornaram-se noves queixas conlra nos, e o
acontecimento de Sinope servio de pretexto a uma
resolujHo vilenla, qne acarrelando a suspenso de
nossas relajoes diplomticas, terna mais que nunca
incerlas as probabilidades da conservajao da paz.
Entretente, ainda no ultimo momento, a conserva-
jao dessas relajoes tivera sido ainda possivel, lano
desejavamo levar al o fim o espirite de conci-
liajap, se protegendo o territorio e o payilhao de
nossos adversarios contra todo o ataque, as duas po-
tencias livessem deixado esta medida, por con-
traria que- fosse a nosso direilo de bdgcranles,
a cor do um armisticio naval, baseada em unta certa
reciprocidade.
Mas no momento em que ellas prctenderam, per-
milndo aos turcos abastecer seus portos, impedir
que nos provessemos os nossos, e conservar aos nos-
sos inimigos a Jivre navegajao do Mar-Negro, ao
passo que esta embarajado para a marinha rns-
sa, as duas potencias confessaram altamente sua
parlicipajao activa as operajes hoslis da Porta, e
reservando o uso de nossos direitos segundo as even-
tualidades ulteriores, nao nos resta va a fazer, senao
suspender relajoes amigaveis, que se procorava an-
da envolver com protestos amigaveis, mas que se
linham lomado para nos sem franqueza e sem dig-
nidade.
Eisaqui os fados em seu desenyolvimenlo. Elles
eslabelecem que a questao chegou a suas proporroes,
porque se nos.lem procurado desde e principio," mis
Vistes ambidosasque scnossuppe, corabaler um
phantasma, que nao existia; porque o primeiro pas-
so, que se deu em nm syslema do iatmidajaoe de
desconfianja lem traztdo pragressivamenle outros,
que tem tornado cada vez mais diflkil a todas as
parles uma retirada honrosa. Se os conflictos repen-
tinos, que podera nascer a cada instante de um esta-
do de causas Uo critico, como a siluajo actual,,
viesssem fazer rebeniar a guerra entre nos e as duaf
potencias, e com esta guerra tedas as desgrajas que
recahirau sobre o mundo itrleiro, a Europa eslTem
estado de julgar quem, no momento em que falla-
mos, lem j tentado a iniciativa.
(Journal des Drbals.)
islo he, errantes vagabundos. Ao passo que a segu-
ranja individual vai assim se oslenlaudo no i
dos furacOes que a ameajarara ; a dsproprie
vae-se tornando precarissima, e lodos porfa espe-
ram na sabia admnistrajlo do Exm. Sr. Bandeira
de Mello, meios concernenles e adaptados a termi-
nar com sejKlhanle mar; esperemos. por tanto.
O furlowcavaltas principalmente, tem alrahido>
a atlenjau de lodos, e com efleilo nos que impor-
temos c exportamos ludo de quanto .necesitamos,
sub dorso jumentorum, o que acontecer, quando
delles nos virmos preteridos ? .Sem duvida o mesmo
sem o seu I.a-
emos por me-
o mal que *j
vai adianladn. '
Eslava designado o dia de hontcm para rennir-se ,
a Illm. municipal, mas a falta de nma das proe-
minenciss, que estuda um projeclo ha cousa t
mez.es, orieinou o nao fuuccionar. e, eom quanto o
maldito Mocil, noccsse de dizer, que o tal projeclo.
nao passa de mons parluricns, solicite aguardo seu .
nascimente para sauda-lo. Dos o traga em ajila
psz*
As chuvas aeltam-se comnosco, o a colhaila des
anno, seguudo vai parecendo, seni extraordinarii
meiiosa da canoa, cujos plantadores sunslitueat-na
todos osdiaspela do caf, sem duvida alguma
inor em ludo, e se continuarem como he desuppor
leremosem breve de vermos expotar-se milhares do
arrobas, genero mais einnenhado no trabalho de
boas estradas.
pesgrajadamente j vai apparecndo na nossa cir- '
rulajAo bastante moeda falsa, e cinco sao os inicia-
dos como paseadores, e nada de averigunjoes se v :
a dona polica so vive dormindo ; o publico todo
clama do escaudalo com que se Ihes vai diminuindo
o pouco capitel que existe em suas mos, e os 4cus
clamores vao.se perder por estas cortinas, que sao
numerossimas de repercussocm repercussae.sem
ao menos restar destes juizes, que sao o syroblo da
inercia, remorsos era suas consciencias: como me vejo
obrigado, eobrigado nareslrict decepjao do termo,
a declamar contra tanta ineptidao, por isso nao im-
porta, alera de censurar, eu levare} imprensa li-
me por nome daquellas autoridades;,que nozetosa-
mente deixarem de cuwprr com a lei e desaca-
la-la.
Um fado de tanta importancia,.como o de pastar-
se cautelosamente o senhor papel falso (hoje vanla-
joso negocio para muitos ), unicrime Uo reprovado
pelas nossas les, o maior depoiido homii:
se escapar da punirlo, para n%f1tWFSptm
os importadores, e sabiir~fic das autoridades, que medo, ou que desanimar fama
quem tiver essa boa enxada, tao ^concordante com
os principios do Evangelho ? Roubaodo-se o
da pobreza que lie sempre sobre quem caliera mal
desta natureza 1
Um fado devia ser indagado: o cididlo Joaquim
Jos de Macedo, pessoa proba e honrada lia pouco
recebe uma sedla de 2UJ00O ris, em troca cta sen'
negorio, e j se sabe, que quem a elle deu he conde-
cido poralgunshabilautesdesla villa, porem quema
deu a este lambem he conhecdo,e o que resta polica
para descobrir-se o foco de tanta velhacaria? Hecom -
somnos, com deliquios, quea polica ha de descubrir
os seus cmplices f Nao, durm menos, vigi mais,
e deem uma prova de mais habilidade e incorrnp-*
libilidade, do contraro he bstente extravagante, o
ridiculo de suas indiferenjas.
Est assim pela imprensa sabido, que deu-se esle
facto> quero agora ver as averiguajes da seohora
polica, do conlrario mais cousinhas lhe mandarei,
com que sempre ella ha de parlilhar quando
obstruir o ventee.
Tenho sido bastante profuso ueste, agora por di- ,
ante irei me contendo mais de'minhas ambiguidades
e adoptando o laconismo, que est muilo em regqt.-*
Saude, um bom jury lhe desojo, sem ser o nosso, ,'
pataco,bolsaebea, eludo r^nutpode desejar um
amigo a outro amigo.
PERMITO.
INTERIOR.
Basch-Roilyk-I.ai, os Turcos linham lido o lempo da dias de diflerenca com a entrada, das esquadra2 no
CORRESPONDENCIA SO DI ARIO DE
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
Bauaneiras 5 da abril de 1854.
As muites occupajOes que de tropel me cercam,
nao consentirn! aproveilar-roe do correio passado.e
hoje mais desafogado, esforjar-me-hci, tanto quanto
for mister para suppriraquella falte. Namiuba anterior
cnmmuniquei-llie o resultado dos trabalhos do sapi-
entissimo jury desta villa, commelli, si mens non
Ixva frait, um facW de tanto herosmo, para o men-
cionado sapienlissimo jury, que julgo nao dever
de prescindir de o narrar, para Vmc.' me-
Uiorroenle apreciar o como se faz justija ,e pela
miuha pobre trra : eis aqu o faci. Um escravo,
aqueile que lhe disse. na minlta ullima ter sido agra-
ciado pelo nosso sapienlissimo jury com um m, e
levar cincoenla ajoutes, b que j lhe foi perdoado,
sem ser pelo poder moderador, e sim pelo novo po-
der intrnseco inherente ao homem inveslido de
possum absoluto. He assim que o nosso jury ha
de ficar inleiramenle nullo, c sem ter seus actos
nada de Tealdade, corroendo-se-lho a sua pouca roo
ralidade, na' falta de execujo do suas senlcnjas :
Este escravo apunhala cerlo individuo, pelo qne
achava-se preso ha dous anuos: confessaodo, note
Vmc, no interrogatorio o critne revestido de todas
as circumslancias aggravantes, foi confirmado pelo
depoimento das leslemunhas, (odas unnimes o con-
testes enlre si ; mas o sapienlissimo jury que devia
curvar-se as vonlades dos.... absolve o reo, e respoa-
de a pobre victima, que por seis mezas lutou coro,
a morte, e ainda nao est escapo : nao brigue com
esclavos, eiisjj: No enfretanto assim proredendo,
condemna em qualorze mezes de prisao a um pobre,
homem, por haver dado algumas bordoadas, e enlao
dir Vmc. que isso'nao he juslija ? Quanlo mim,
concordo em genero, numero e caso com o Motila,
que mui calma e socegadmenlc respondeu das gal-
leras : nossas leis, e seus interpretes sao de burra-
cha......
Tambera acaba de ser pronunciado ero me de
morte pelo juiz municipal, um inspector, que indo
cumprr certa ordem policial, eucontrou-se com um
valeutao, que resslindo-lhe, inaiou dous da'tropa,
ferio outro e ullimamente foi morto, pelo que nSp
terei razao de pergunlar a Vmc, como diabo sabio
o inspector criminoso ? Eslahclejainos unta hypo-
these: supponha-se que manda-mc a autoridade
prender a Paulo, inlimo-lhe a ordem, Paulo bola-sc
a valeniao, mala dous soldados de minha tropa,
tere outro, o este oulro ferido mai-o, perguolo: cu
cabo da Irdpa, estuu criminoso ? Por certo que rato
eutendo da elasticidade do tal cdigo do processo ;
e pelo conlrario eonlinuarei a sustentar mnibus vi-
ril, us, o rriruinoso he o defuncto resistente, vao-no
ver o melaiii-noem processo, psra nao fazer oulra ;
mas o nosso r. juiz municipal batefJrNpo ao di-
reilo criminal, eslabeicccr bypnlIKes soe> 'h.ypo-
teses, ltimamente o pasmavI jKreira, miau* lira-
vil olhandum. O diabo que quf hoje ser inspector
com semel ha otes pirraras..^
Ha das nao temos o desjr de prantear o passa-
menlo de alguma victima (o que he bem raro), im-
molada ao punhal e bacamtrle destes monslros, que
nao se canjam na carretea dos crinies, eoxatise che-
guern a compenetrar da verdade lano mais criminoso, quanto contrario a moral di-
vina e humua Ihes dar em resultado a pagados
Arsenios, Pereras e oolros qoe, ou espiam seus cri-
aea as prises publica, ou semelhanles aosbrulos,
ASSEMBEEA leoislativa
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria umTl abril da 1SS4.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti. .
(Cqnlnusjo.)
O Sr. Oliteira :Sr. presidente, visto qu o na-
bre deputado qoe acaba de senlar-se, a quem como
membro da commssao de peljes, corra immedia-
(a obrigajo de sustentar este projeclo, nada disse a
respeito delle...'
O Sr. Luiz Filippe : Por urt se trata do a-
diamento.
O Sr. Oliveira: Nao, senhor ; trala-se doadia-
menlo e do projecto...
O Sr. luiz Filippe O projeclo ainda nao foi
impugnado, quando o for, en tratari de ver se o
posso defender.
O Sr. Oliteira : Bem ; come nao disse nada,
eu vou erguer a minha fraca voz em favor da preten-,
jodo peticionario; nao sei se fare oque desejo, .
lano mais quanto, meachoiDcomJnodado.
L'm dos membroi df^Simissao Oe-orjmenlo pro-
vincial que se assignartj vencidol, principiando a
combater o projeclo,empregou algamas asserroes que
nao poder sustentar.
O nobre deputado disse,,que leudo cora altepjao o
requerimento do pelicionario, nao linha encontrado '
amas razao, que podesse justificar o pedido, por-
que nem ao menos eonstava, que meta duzia de lara-
peesse houvessem quebrado. Eu creio que mesmo
na ra, ero que o nobre Habita, se (em quebrado mais
de 6 lampees.
Senhores, o pelicionario quando contralou a illa-
minajo na forma da lei n. 244 de 16 de junho de
1849, colloeou 900 lampen caro os reverberos pra-
(eados; nesse servico leve elle de desembolsar da
urna s vez mais de 30:0009000 rs. He verdade, que
eslava obrigado isso; ms, tambem be verdade, que
elle tem feilo mais do que devia;este razao ereioque.
deve pezar no animo da casa, como ha ponco n
deu, quando se Iralava da questao Agr ; senda) que
um dos nobres deputados, que he inspector da llie-
souraria da fazenda provincial, nao duvidou apre-
sentar em apoio da pretenjao do emprezarte, o tacto .
de ter o mesmo feilo mais do que devia, melhorando
muito o theatro.
Sr. presidente, a illuminajao da ddade do Reeife
he hoje talvez a-melhor que exista no imperia,; sea.
cosleio demanda ama despeza consideravfel, sendo at .
preciso mandar vir carregamente* de azeite- do Rio
de Janeiro, pois que aqu nao existen deposites deste
genero : em sumirla tem o peticionario com sacrifi-
cios satisfeito puntualmente as condijes do seu con-
trato, e feito ainda mais do queuevia.
Ora, se em idnticas circumslancias se tem Aten-
dido u outros, porque motivo se ha de indeferir a pre-
ten jao do supplicante que he asss razoavel ? Eu sou -
o primeiro a reconhecer que o Sr. Gusmo nao lem
direite ao que pretende, e que em sea favor s' poda
chamar a equdade ; e he tambem para este lado,
que eu quero levar a discussSo.
Senhores, se dentro do lempo do contrate adoptar-
se a illuminajao por meio de gaz, Orar rescindido^
referido contrato, e o arrematante seto, direite in-
demnisajao; mas, perguolo eo, ser juste, que ten-
do elle dispendido cafo a preparajXo e colloca jao di
lampees, e o mais que foi necessaro fazer,
somma de mais de 30:0009000.rs., se deixe d
lile orna retribu jao ? .Parece-me qoe nao, tanto mus
quanto, a fazenda nao deve nunca locnplelar-sa eom
o prejuizo dos particulares. Eu vi que esta casa
era 1851, concedeu ao arVemaUjjl. do imposte de
2:5005000 rs. por cabe ja dejiarJTnao soa abata de
29500 rs., como o DtaB^de 3 innos, para pagar
em preslajOes annuaes e igoaes, e que ftcasse restan-
do fazenda; e isso nao importa mais do que o que
pretende o peliroBario T De cerlo qoe sim.
Em 1853, concedeu-sc a oulro ar/emsolanle o pa-
gar 32:0009000 de rsJ que devia fazenda em oilo
prestajoes annuaes e Iguaes; e no he isso. mais do
que o pedido que se'discule ? Eotendo que sim; pois
q'u, com aquellas concesses a thesouraria perdeu o
que devia reeeber, ecom o defermeHlo da sopplica
do Sr. Gusmao, n faz mais do que um adianlameq,-
to, do qual tem de ser indemnisada no fim do anno
em que elle se eflecluar.. Algaero lem dito quea pre-
lenjo de que se trate, nao pode ser, attendida |
se noyaber se em julho haver dinheiro ispoaj
para se fazer o adiantamenlo, e o nobre inspec
thesoyrara, (aliando ha dias sobre a materiafemi
igual opiniao, declarando que por isso linha itaixad
de assignar o parecer.
Mas euobscrvrei ao nobre doputado, qua ado
lao fulil a razao com quequa justificar o seu procc-
dimenlo, mormente se attcder-se 4 que elle nun-
ca deixa de prouuncutr-se em termos claros e positi-
vos, liando se trata de nejZDjios, que aectara a sua
reparlijao. jT^
O Sr. Jos PedptC-. N5o sei o que ha.de succo-
dor no futuro, f*
O Sr.Oljjja : .Essa razao deve prevalecer cm
todos g**fgocios da monta...
O Sr. Jos Pedro : Figure a hypolhese, que eu
lhe respondo.
O Sr. Oliveira : Na questao Agrat o nobre de-
pulado lomou uma parle muilo aclivaj e nao encon-
trn difliculdades para o seu deferiniento.
O Sr. Jos Pedro: Eu ja disse quo era em rela-
jao ao exercicio corren te.
O Sr. OHceira". Mas o mbre deputado mollas
oc'csies tem dito, que talvez nao se possam satisfa-
r.er todas s despezas, porque a thesouraria se cha
A




DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA
19 D ABRIL DE
1854'

- cowprometlida at o flm do exercicio correnle ; e Fallando desla surte, nao inculpamos inteirair.en-
por tanlo pode er que nao haja dinheiro para dar- f? -ao Sr" r-.Sllveno -novel na administrado da po-
te a quanla de 6:0003000 r ""* *">'"""* V0M dc ""'" 1''e tonh&, nao lhe he
._i-. ; ""9""" re. possivel ter pleno conhecimento das nessoa das ne-
-ST* ,Ue lnwoi'> ""ver en se votar wld.de. da provincia ; oeste ost.KTs compre-
o projeeto que te discute ? Se no principio do rio lhe serem demazia cauteloso, porque do contrario
Iwnceiro houver dinheiro, o peticionario rabera o C"}\ w? ,roP9S<>9 e claudicad insensvel-
dMUnU,,enao houver, dexar a le deleVexc- uesT'delc'arto mfT" V"#p do.Mppl.n-
""' nmo 'enenr. perqu, Dr. Flavio Cleraenlino da Silva Freir,
[orno a dzcr.aprelencaodoSr.Gusroaohedeequi- "r-"ancl,0 Antonio de Almeida e Alboquerqoe.
atteenao de direito ; muitas vezes a can esl pra- |mXrp .wLd R.eR Bra9.,iano.'' lod* hTens
U-o,. mn h .lian. ,i3. n ""oesioj. e os proprictanos mais abastados do ler-
mo ; o for.m nomeados outros, que segundo he fa-
> recusaran) as nomearftcs. com poucascxcepges
Ueaado actos desta natureza, como lia pojaos
k*. jamis deiur do os priticar. ^
Senhores, o mesmo administrador da provincia, nu"ca se recebe de hom grado dcmissoes.
piandoa adiantar algumas preslagoes mensaes ao cm- a.?!",?illoV semP" cscrever com toda ndcpcn-
IM. do lhea.ro de Sanio Isabel teria este di- nenX StS^S^^SlS-
reto a enMadiantamenlo? Mo de ccrto ; o governo &" '
reconbeeendo que o Sr. Aira lem tido dcspczas.com
que nioeonlava, quiz de alguma maneira auiilia-lo,
parque razao a .ajamblca nao ha de proceder por
igaaieom o SrT GaamJraV Respondam-me osnobres
depnlados I !
Seahore., eu lenho o(*ridp dizer, que o peticina-
te orn ponto exigente, que sempre qae se abre a respor,
"ea, elle e aprsenla com urna pretendo : sao superiares a> lodo eloRio, de almas microscpicas,
mat.ea quizera, qae se me dissesse, quaes sao as inf- <,ue tecema 'a dos enredos, sobo negro vcodatraicno
m pretengoesqe peticionario lem aprsenla- CT prer,enoes da emboscada. .
S Sequeexisle a assembla-pTv.o- ^&"^?^?g*r&
I, isto he, desde 183o, esla lie a lerceira: a pri- concernenle : o subdelegado .supplenle desta villa
nstkm rol em 1849 quOdo pedio fazer o contrato da malldi""|o prendera om cidadao. que se dala ser
i.minacao por 12 .nncKb certas condigei que em^'rri^J^ JnW*',< e ^vendo este
deravrimente gentadas pete asseV ^f^l^OU^^.St
otea: a egunda fot a do maliVTouro publico : a ler- dos. '< sabedor disto o subdelegado tratou de proceder
cetra he a que se discute/ O como dizer-se, que o ", v,s,ori".< e a formagao rio processo, o qual depois
bre, elle se apronta com urna preten- ineolodo Sr. Dr. chefe'de polica: nao censuran-
Sio
*tenww, he preciso as vozes nao manifestarmos u' ? na S8 PP'icando au esludo da legislado, nao
te prevengo ; e pergun* eu, lera o peticiona- .frT .1 pi!rJa*.Ieis,cspeciae^-ma? no! P.ar"e
i r w^ciaG?, iims IIUS parece
que lamo ao promotor, como ao Sr. l)r. chefe de
SrEf : Per8'",!0dtar,em, PlCOna" Promolor-
licado os interesse da fazenda com as suas pohcia cumprc remediar esta, por assim dizer; la-
T no he elle um cidadao prest imoso, fiel cuna, mandando que o processn sica os termos que
lral<,<^a^nuilo 7a^nuilo< erWCa_!m ptCSr ,"T9 8a, marcados pelo decreto n. 70'. _.
nio*sta duvida Iobo narece TI^ 1^'' '!ado como "'nenio a~ieMuaj(
.1!^.n.I_L'.f J"V* 0.?deJu"'.0 d?. esmo anno. visto que o delicia
I seos contratos, o.ijn
twaM. pretendo deve ser melhorjnente conside- esla coroprehendido na primeira parle do artigo 116
! do codiffn rriminsl *
ra..
\
i, qnando eni 1851 se (ratn do negocio do
poblico, eu fui um dos que entenderam Carlos Mrar Uln .processo desta ordem, sobre o quat
r. devia r feit, por meio de empreza, e Xm^l'Zl0!L!!!Jtae!ee?.t.ar' *'j"9,ia' ".a
natadouro.
2ntz2L*r^ici^rme'odeempreM,-e"
tlvamente, vl.lo que a cmara nao ti- no eipedienledo juizadomunicipal nao trata tambem
M para a levar eOeito: o peticionario offe- deoranisar esle processo de resistencia ; lalvoz es-
y recia-te comprometlia-se a faze-Ia sobre certas con- 5"? ? ".e0'530 d" Sr. Dr. chefe do polica, que sera
din i .n. ncm.i. ri a_______j_________:__ "ovilla lhe remeltera a vistori, e ludo osmais do
S**i ." proposta fol desprezada por varios
mUtw, sendo om delles os grandes lucros que ne-
eaMariamenle dara a empreza, bavendo at quem
fMMe om calculo d. milhoes ; entretanto que a ca-
dispendeu com o principio de semelhanle edifi-
em lugar improprio, quasi 8:0009000 rs., que
n perdido, por se ler resolvido ullimamenle
laear eMk obra no lugar da Cabanga.
*-.'prsidente, eu crcio que 13o cedo nao teremos
waUdoorof porque, a cmara nao lem meios para fa-
aer ata obra, que se acha oreada em 150:000000
rs.,eal o presente nioguem a tem querido arrema-
Ur. s-S^ '
Por era he o que me occorre dizer, eoncloindo por
relar esotra o adiamento, pois quo elle nao tem fun-
algum, e mesmo he contra os eslylos da
(lontitwar-te-ha.)
Contrato das carnes verdes.
ftlifio das peuoas que mataran rezet, mediante
5 I?!/" ** 1!**000 Pr eopa. na conformi-
oai do or. 9 doteonlrato dat carnes verdet, e
rttotmcSo da presidencia de 21 de de:embro do
anuo prximo pausado, sendo ditas multas dos
tas 10 a 16 de abril do trrenle me:.

K
DIAM DE PERMITO.
de Serinliaem. Continuando a segunda discuss
A"Qf*r*rt"t2 do orS*menloi ncou adiado pela hora. <>v c repmuu;
'K ^ordem do dia de hoje be a coo'nuacao da de grasa e facilidade. (1)
iiontenV
. ----------- .-... inuuaunuaueiiesucccsso do que
indo xmorinformados, as ultimas participa- umoulro qualquer de igual monta, que nao couhe-
effciaes da comarca da Boa-Vista sao de 27 do ce os segredos de Dubioi e a*bellezas do Sr. Arroio
je- ellas n:5o consta o assassinalo do Dr. An- Eis-aqui lalvez explicado o successo inconcebivel da
toeio Jos Perolo,.de que traa a correspondencia reclamarlo d'Orpheu junto de PluUto.
de Villa Bella pubUfcadaniRTnfao de honlem com da- He certo que este monarcha do Inferno era bem
marco} vista do que julgamos sem pouco accessivel, e com ludo nao pode resistir aos
encantos de urna doce voz.
Seis mezes de solfejo, nao seriam pois sem frncto
para o prelendcnte; sepormclle esl decidido a
segRir o conselbo, coijvidamo-lo a Cazer-se forte
fanda Maulo tal noticia
Consta qoe fr prew o assassiuo do subdelegado
edo Cantlo, da provincia d.s Alagoas, que
para aUi rugir. \
IDENCIA.
Srt. Redactores.Conlanho com a nimia benigni-
dfde com que Vmcs. tem-nos. honrado, aceitando de
baemenle o nossos escriptos } animados pela eonsi-
. ...na
romanea e a deixar as arias macadoras.
". SEGUNDA PAUTE.
Conhecimentos' a timar.
A senlinella.
O povo dos pretendenles he o povo menos adian-
acao de que elles serflo''Mudos por quem, fa- udo de todos; a sua ignorancia he eztreraa he na-
zeado-nqs joslica, nao qucira^Jv rluar as nossa i_ T **""""' ,,e "a
inl!m^,Wrpandonsas paleras, eudo vendo ,uralrnBnle 'nle, activo e em^ehendedor; mas
atravet do vidrocolorido das paitiies conlinunmos e *'la*cualidades, alias boas cm outlas rircumslan-
L oceuparas columnas do seu Diario, cias so o fazem quasi sempre andar em confuso.
es se no offerecam, que exijam Contra o ordinario tem horror ao seu paiz ; abindo-
ara o qual nao nos fu- na ^ MU Jade sua ^^ M ^ amJgoj e o_
seus penates. He visto sempre ou ns estradas escs
chado cin cima de um macho de arreara, ou no be
iqaei
iteroelban'
plio'-iu'ja"eojrrespon-
sua
orna ve
de nos
(aremofl.
Servio por aqu de logoB, n
dencia inserta no mu Oiorto; cadanial dava >
vento no intuito de tirar a mascara i seufeulor, .
superior ao pejn, nap duiidaram mas derramada} na partida quantas nolesraal pas-
r iqlerpre|ar;Oesj qae daj,Jempo perdido edslradas-prccpicios percorri,
nos he licito desee
la ir.ais porque a priori
cela ""
BMpenas algum. nalavras relmivn(iienle *> eu
NSoroiKmreflt""^
qae recorremos a ^pren-.
deagosto pela appari$? Jo "'
tundario, mas que o aW"?P?i
i peMoaldenitisapnsideraKples\
partido queso juhzava offelldido (^^
. suppoeler solTrdo : nes'la e^njuncltf^'
os nomos penumentdit, fomos orgaos (
nna .1. n.rliJ.. ....___i..i: .._____'
signifi
aiu
a exj
'de
tde
ido as conveniencias publicas ; lencos porm a co-
ragem precisa para enunciar a verdade em toda su
nudez, c aflrontar os icios arbitrarios, porque feliz-
mente a nosss posirao, onosso carcter nos garante
este procedimento.
Obrando assm, cumprimos um dever de cidadao
e nao .lenos nos mostramos amigos do governo; e
desprezamos solemnemente estas intrigas pequeui-
las
proprias, como bem disse o seu Ilustrado cor-
ipondente da capital, este moco cujas qualidades
A j i t *'"* i'iit.i*i. imu cciisuniti-
ao o subdelegado, porque em fim.clle nao he inris-
la a Fi.".,i rr, ..^r,:_.___I. ...... _
do cdigo criminal.
Consta-nos que no ha muilo o Sr. Dr. Anlonio:
.arlos tirara um processo desta ordem, sobre o qual
runenlos precisos.
De Vmcs.jSrs. Redactores, o ruis reverente cri-
?do- O ordeiro.
Mamanguapc 8 de abril de 1854.
VAREME.
AHTE DE OBTER EMPREGOS
ou.
Chave dos ministerios.
TRADUCAO LIBERUIMA.
III
Se estis decidido a fazer oso da locomotiva re-
nuuciai ao carrinlio de vidracas, vulgarmente cha-
mado capoeira; a iraqu lana deve Gxara vossa es-
culla ; he o mas econmico eo inais ligeiro, he
sem duvida mais commodo qne a iraquilana ; mas
como deixa ella aquello para traz! como se tira dos
embarazos! como toma a dianleira e se pOe ium-
phanle porla de um ministro barba de lodos
os cocheiros e dos Irens particulares Nao ha compa-
rado entre o carrinho e a Iraquilana de duas rodas:
he a lebre ao peda tartaruga ; mas tende cuidado
era escolher os cpvallose em examipar o conduclor.
Ha ah Iraquilana indigna de um lal nome. cujo
cavallos se nao poderiam resolver, por considerado
neuhuma, a trotar ; espravonados sao capazes de vos
arrumar contra urna parede e dar-vos desse modo
um despacho paraooulro mundo; osen corpo de
quilha nao oflerece ao chicote espautado super-
ficie alguma, alguma parle que se pos^a ciugir;
o pretndeme que entrega imprudentemente a
,taes azcmulas participa da compaixao que a pro-
. pria parelln inspira ; araaldjca a sita eslrella o
descarrega lodo o mo humoc sobre o bolieiro ; este<
quasi sempre bebadoj responde-lbe com" iusolcncia ;
a queslo toma calor e o pretndeme, que ia par o
reino, para a guerra, para a justira, para o foment,
v-se obrigado.a dirigir-se para a administrado do
bairro. '
Do (om.
Existe urna desproporc,o espantosa enlre a mesma
oonsa pronunciada n'um lom ou n'ootro. He urna
verdade eonbecida ; mas esta verdade he bem sen-
sivel em materia de prelencao. Muitos'pretenden-
tes, perddem-me os crticos da empreza lyrica, nao
tem senao urna nota na voz ; estes parecem psalmo-
diar e pedem um favor com a mesma iuhexao de
garganta com que diriam urna bravala ; es'tragam s
vezes por isso o negocio mais bem parado, e reco-
ohecem, mas muito Urde, que para oblef so lhe fal-
lou calarem-se.
Pelo contrario, urna cousa dnvidosa recitada com
habilidade, adquire nm valor lodo parlicular. As
.eplicas e as observares tem, como a msica, (per-
doem-me anda os defensores da Sr. Suardi) seus
adagios, seus andantes, seos rf race.
O prelendenle deve pois fazer ura estudo profun-
do da flexiblidade da laringe: deve saber cugrossar
a voz e acularos seus sons a lempo : assm, he fra
de duvida que a este resneilo a msica tem ama van-
lagem superior. Quando este se acha na presenca
do seu juiz modifica o seu accento por o que tomam
para cora elle ; ao tom agudo oppfle hbilmente o
'om grave ;rolarda o andamento que o seu adversa-
A assembla approvou hontem cm primeira dis-
c"* o projecloTjue aulorisa O governo a dispen-
de 0eooos >res para melliorar o fabrico do as- .- ,..
rinda, e o que mandajubilar o profesor rioapressa ; o que este toma era sustenido toma-o
- elle em bemol; faz sobre o seu .lliatna militares de
variasOesereproduz sempre o mesmo molivo com
O h.mem que sabe canlar pode declddtmente
solicitar coro mais probablidade de successo do que
lela) do vapor n'sro vomito perene. Quantas lagria
altura em que no. chlm^ertlleoio. dM Na ta tmm a9la de acr,Bci t'Sum *"
os he licilo descer. e ver levantarla luvn, ain- cus,e ao Pre'endente jara ao cabo chegar a u,,.-
vriori nos confessajnios vencidos porta onde spera achar empregose coudecoraceso
'l\a P fio .I......J. J!b mi gwnm.M.Mnp^. I. n..l.. ^-_ __?_ ......
irquc a prturi nos coniessa|nios vencidos furia uhu.b inipeni acnur empregos o condecora!
e nesta Iota surda e de emboscada, dir- ou recompensas de outra especie. Apresenta-se
nenas .Izumre* nalavras relaJivanania an r.___.<_________.-__________ ..
fin e d com o nariz n'uma sentin;lia, que com
------=-~-r ; -----.--i.. u mu uucum ouanz n una senlinella, aue i
a:r -fe-jh, lhe mWfc*. ordene ejrar.
Bello resultado de vossas vigilias e fadigas !
por
voz
"m madir0"Tensar, Tinheis por ventura previsto esta primeira ddl-
nosso culdade 1 Tinheis l tranca sonhado na senlinella ?
'^'clod6* ^ nao ha nada a responder-lhe; ho inexoravcl,
''de um *ua 5en'la nede nao dexar entrar pessoa alguma
Infelizmente no conlieccmos pessoal.
Dr. Silverio, mas somos informados da s.
co, do seu carcter e dos seus bons desej
iteaboio juizo desfaroravel podemos delle I
vea que por ora motiva atgun temos para
semas he verdade, e conlinuamos a anten,
(30 do Sr. Bruno foi intongrucnle
mesmo,......um pouco desalrosa : aVmdona'r
pessoa dsllnclas que existem nesle muiicipj,
profesaain as ideas domoanlos, eir procor
adversario impenlenle para oceupar nm lu
coDanca, noexercco do qual preciso se faz, qu
leja-sc iniciados nos myslerios da adminislrarj
nulra-se a mais perfeitt harmona com as de
auloridade. afim deque mutuamenle se auxilies
lie querer ligar materias helorogeness, he desconl.e-
cer as regras ordinarias que dirigem a ndole racio-
nal. Ao depois quaes as consecuencias que resulla-
lie. de lal nomeafao *! o Sr. Bruno, como consta, es-
e*raaOMdUaTtn4rbiioji^/-eHafre?^CSndoido da
sorle de nm partido qne vai esmolar a nrSwailver-
nrio rer alcilranle, afim de oceupar um Itigarsomel
nw, Tohto-i inliKla. a feo le donde etnauou.
n sua senta he de nao dexar entrar pessoa alguma v
... que l*em sabis que o raciocinio e os meios de corrupto
mando nao tem poder sobre urna senlinella. Desaponlado
ios ami- por este primeiro arollimento, o prmeiro impujso do
-3frel" prelendenle he abandonar a sua prelencao ou resig-
"coei'T nar*se a gra* de ser recel>'Jo em da certo e hora
fiVa, esse dia e hora consagrada s audiencias publi-
cas*" onde a narratorios vossos servigos so perde por
entre 88 quelxas, as declamarles e a confuso de cen-
tenas ij requerimenlos vocaes, que nao sao' senao
urna mllNima parte dos que chegariam aos ouvidos
indifferenleS do ministro se as coronhadas do muni-
cipal e pequera delajo nao dexusse pelas escariaras
aquella massa ,dos que solicitam. Sem oulro recurso
o prelendenle vci--se-ha reslringido a fazer numero
com os outros, e a %gur os seus movimenlos incer-
tos, a vaguear pelos scadarias, pelos corredores e
| pelas repartieres direc,amente opposlas iquella onde
hama o'.eu negocio^: debalrie interrogar com ar
-:_
pu
do
Juii
oria,
j O senhor Bomja Jim, que afina pianos, esl
VposioSo de poder o. tr um hora lugar as obras
'-as ; e helahre ida a mesma razao' que fez
Pirol, om sotlr >| sub-secrelario de estado
niiuif*r"itf- i inarinlia da junta provi-
contemphlvo aquelles compridos' letreiros, que o
orgulhoburocrtico fez inscrever sobre as portas;
aquellas pomposas indca$oes s seera para o des-
vairar : heuma enfiada de palavras de um loeza
de comprido, do repnrlcoes e subdivises, cujo sen-
tido s se pode achar na organisaco das secre-
tarias.
Eis aqui a razSo porque a senlinella he um perso-
nagem bem mais importante do que se pensa. Nao
ha ordem de jenlrar ; isto he fcil do se dizer ; mas
para um pretenriento de alguma intelligenca islo
lem sua replica : esla palavra no lem forja o vigor
senodo meio dias qualro horas ; das nove at ao
mciodias Icra edeto contra os empregados da se-
cretaria, que se apressam em chegar ; o a senlinella
de fec^o durante-este intervallo sabe islo mesmo s
rail maravlhas. Aprasentai-vos, pois, ao acaso, das
nove horas ao meiodia, e, se nao tendes-reoeio ric
ser,lomado por um empregado, passai alrevidamtnte
com a mesma seguranza der um homem quo eulra
cm sua casa. .
He verdade que este meio pode falhar ; e por isso
ser bom prevenir-se a gente com oulros. Tem-se
visto pretendenles lomar um ar familiar, uns modos
naturaese inlrodiizirem-se no gabinete mesmo do
ministro sem serem notados; este -passa i sombra de_
um rolo de papis, que negligentemente leva na mo;
qnelle esqueceu-the o chapeo no caf vizinho e com
a cabera descoberta parece querer entrar por ter sa-
ludo ; emfim a severidade da senlinella abale-sc
quasi sempre dianle deslas palavras, que raras vezes
(cm sido repellidaa: fin sou ia casa. Quando se
lem dito isto tem-se dito ludo: mas se a senlinella
anda assim mesmo resiste, ento nao ha recurso de
salvo-conducto, que vale bem um capitulo parlicular
e a que havemos de consagrar um.
IV.
O continua.
l'm prelendenle pode escapar senlinella com
difDculdadeL pode lalvez illudi-la, passanrio em ul-
timo recurso.Toberlo com o bojo de um empregado
gordo, e nao lie isso raui difflcil em vista da magre-
za iiherento sempre a um peticionario ; mas deque
lhe viem todas essasartimanhas se tem inevitavel-
menle de esbarrar-se cora essa especio de Cerbero
chamado contino I
E sabem o que he um continuo de secretaria ?
He um homem a quem o (Joverno paga para espa-
nar as bancas, o que quasi nunca faz, para levan-
lar o reposteiro ao ministro que entra au sahe, o
que nunca lhe esquece ; he um homem ofticioso
por estado, complceme por calculo, aflavel ou ar-
rogante conforme a occasiao ; he um homem que
sem perlenccr classe dos empregados lambem nao
pcrlence doscrados. Especie de animal amphi-
bio entre o cavallciro da ordein do sporao e o cora-
mendador de Chrislo, nao lem fardalhjo, uera traz
libr.
Esle agente subalterno, em continua relaco com
os chefes e os empregados, goza junto de uns e de
oulros de um certo crdito tanto menos contestado
quanlu elle parece estar fra do vistas ambiciosas,
He um tributo que cada um paga aossens servleos.
Um prelendenle um pouco mais fino conhece logo
inmediatamente toda a importancia de um (al per-
sonagem e procura insinuar-sc, o que nao he diffl-
cil. 0 continuo he visivel a toda a hora ; he a ni-
ca pessoa de secretaria a quem se pode fallar sem-
pre; nao ha porla, que o derenda dos imporlunos.
Chegam-se a elle os pretendenles enm cordialdade,
com'ar familiar o cm tom de voa de quem esl se-
nhor de si. DetenhaiH-se a explicar-llie o seu ne-
gocio ; e nada de temer as repelieres, que com el-
le sao sempre necessaras ; acabar por comprehen-
der, e ficar salisfcito de ler comprchendido ludo
proniptamenle ; lisongear o amor proprio da gente
que topamos lie o segredo de todos aquelles que que-
rem chegar.
Desde que o continuo foi iniciado no mvslerio dos
vossos passos, e que vos tiver prometido inleressar-
se por vos, he necessario,. para q enlrcler neslas fe-
lizes disposijoes, frequenla-lo com assiduidade, tes-
lmunhar-lhe urna familiaridade que elle paga sem-
pre com usura, dar-He o nome deam^oem prc-
seuga devinle pessoa que lodos vejara eouam.
Informa-vos do seu modo de viver, Ja consorte e
dos meninos e dai-lhc consolos para a prosperiria-
>le da falhila. Com nm lal exordio o homem tica
dsposto a escular favoravelmenle a peroraejio que
tem por assumplo, nm mas, nem menos, o nego-
cio que all vos leva.
THas, dir o prelendenle com impaciencia : para
que Untos cuidados? Besposla : nada mas com-
mum do qne as rccumracndac,oes n'uma secretaria ;
nao ha um rnela! maior ou ordinario, que nao le-
nha os seus protegidos, 'um amanueuse. nm conti-
nuo que nao os tenha tambem ; mas com a dille-
renja de que o diere recommenda otlicialmente e
por escripto ; o empregado subalterno protector,
separado do collega, a quem se quer dirigir, pel
immenso inlervallu de um corredor ou de nm salao
nao pude renovar frequentemente as suas visitas;
log que eHe volta as costas (lea esquecido. 0 con-
tinuo he o nico ao qual he impossivel escapar.
Chegando anles de todos pela manha'a, vfisuccessi-
vamente lodos os empregados que vem viudo ; nao
lem necessdade de Ibes dizer pe/wat em mim ; por-
que pensam nelle qu'andojo veem, quando lhes afas-
la o reposteiro ou abre a porla, quando lhes annun-
cia o lunch. Esle inevlavel protector persegue in-
cessantemente a sua victima ; pede com o seu si-
lencio, c reclama com a sua presenca. O parlido
mais simples a lomar he salisfazc-lo; sempre he o
nico solliclador a quem um empregado he obliga-
do a aturar depois das qualro horas !
Julgue-se por aqui do seu erudito, do apoio que
pode preslar a urna prlenc.-ft, principalmente se,
para legitimar os seus empenhos, se, rara os tor-
nar mais sagrados, elle vos quer dar nm ululo que
nao tendes I fazer-vos passar. por seu prenle... P-
renle de um continuo !... iras do pretndeme pro-
vinciano, applacai-vos I Nao vos espantar a men-
tira, mas ha de incommodar-vo de veras o paren-
lesco. Senhores, que tendes mais nome na vossa
chancella do que pintos na algibeira, que os manes
de vossos vnle avsem linha recia se tranquilasen),
alcancar he Indo, c a arle de prelender lem as suas
licenrastomo a poesa e como a pintura.
O cprrein de secretaria.
Muilos pretendenles nao sabem perfeitamenlc o
que he ura corrcio do secretara : a primeira pessoa
que de manhSa se annuncia ao ministro e a ultima
qoe notc o desampara. Logo que nm prelendenle
chega a anle-camara do ministro, v um homem far-
dado de panno azul, gola, e lista na caiga encar-
nada ; galao de ouro no bonete e esporas. Este ho-
mem he ordinariamente de urna boa apparenca ; e
quasi empre gordo ; traz sempre a barba feita, fi-
tinha ao peito, que o pretndeme ignorante toma
logo por urna importante condecorarlo, e que s ve-
zes nao he senao a medallia dapoeirat '
0 correio dirige-se'para o prelendenle com passo
firmo, e, como lodos os seus discursos se limilam a
dizer que sua excellenci nao pode fallar, consa
que elle diz ba vinte annos, pronuncia esla phrase
de um moda claro, e bem articulada. Lanca-a
cara do prelendenle com urna imperlurbavel firme-
za ; aquella ousadia augmenla-lho a timidez, ajire-
Benca de espirito abandona-o, ei-lo al,i a Ir mer co-
mo varas verdes dianle do correio.
Esle sentlmenlo de embaraco lio natural, por-
que lem a sua orgem na idea colossal que se forja
do poder e da auloridade, imagna-sc logo que em
casa de um ministro os homens rievem (cr mais de
seis ps de altura o oulros tantos de dimetro no
ponto mas desenvolvido do abdomen, que as salas
devem ser immensas, os movis faustosos; Iraz-se
para all no pensaraeulo as phanlaslcas descripcSes
doromances; e fica a gente assim voluntariamente
tv'um mundo dcsconhecido, onde se confunden] as
pessoas e as cousas.
O prelendenle assallado por esla fraqueza de espi-
rito, toma um soldado da municipal por um general,
um aglheta por tira coronel, um indispensacel a-
.rago de sua excel'cnca por um embaixndor, e o pro-
Uno correio pelo ministro.
Acautelai-vos de cahir n'um dcsles guiproquos.
Um correio lie outro que tal continuo, mas continuo
do ministro, tica o fogo, serve copos d'agua, joga a
bisca na anle-camara com o escudeiro, e est atiento
ao som da carapanha que o atlralie alrapalhado cm
todas as direceftes; mas he verdade que faz ludo islo
de farda, condecorarlo e esporas.
Nao obstante ha desls instantes decisivos em que a
proteccSo d um correio pude ter um. bom resultado.
O correio espreita lodosos movimenlos do ministro ;
a enlrar e sabir conslanlcmenle nunca esl a masde
um quarlo.de hora de distancia da ultima acgaode
sua cxcellencia ; sabe quando vai alraorar, conhece
a hora de j.ialar, do trabalho c do descanso. Se as
uas precises d'uma necessidade nao menos impe-
riosa forrara anda o ministro a levantar-so coro iu-
lervallos desiguae, nao lia um desses tnlervallos
prescriplos pela propria nalurea que o correio nao
tenh rail vezes calculado e de que nao possa fixar a
svolla.
Em qualquer destes momentos preciosos sua cx-
cellencia ho bem mais vulneravel aos pretendenles ;
livre deloila a afilucnca perdoa una importunidade
cuja escusa lie ser nica. O corrcio poje atraves-
sar o prelendenle mesura na pasagem do ministro ;
elle apparecc, falla-se-lho o o seu sorrso deixa esca-
par um favor a que a circunstancia unicamente deu
lugar.
Mas fortunas laes sao mui raras; fc muco podem
por isso augmentar i nulldade real de um correio.
Em geral, porlanto, o prelendenle pode dexar de o
meltcr no seu calculo.
V.
O supranumerario ou addido.
Quem me prestar cores, onde enconlrarei pinecs
para tragar dignamente o retrato do supra numera-
rio ou addido ? Quera pdejactar-se de fazer apre-
ciar devidamente o valor dcsle tmido c interessante
funecionaro 1 A valenta das expressos ficar sem-
pre abaxo do seu zelo; a vivacidada do estylo nao
peder igualar a sua solicilode, e a simplicidade da
linguagem dar apenas urna idea imperfela da sua
modestia. Deverei invocar os poelas, os philusophos,
os publicistas ? Nao conhego um s que seja digno
de fazer justiga ao mrito deste persono sem ignora-
do. A quera pois ? A Dos e s a Dos he que e su-
pranumerario ou addido a algoma reparligao se de-
ve recommendar. NSo lem oulro protector.
O supranumerario nasceu do excesso do trabalho ;
quer dizer que em certo dia, cerlos empregados, en-
teiidendo que linham mais obra do que a que po-
diam aviar; o supranumerario e acliou creado de re
pente, e posto nesle mundo ; o o empregado vio que
era bom.
Jase v que elle foi chamado, por sua propria
orgem, a fazer o trabalho dos outros, e podemos ga-
rantir que preenche'o finida su. insliluigao.
Na creagao do addido ou supranumerario proen-
ron-se fazer urna boa cousa ; mas- na applicacao he
que vem chegandoenUo o espantoso cortejo das mo-
dificagoea, das restriegues, das suspenso, das sup-
pressoes ; palavras lerriveis que deslroem pouco a
pouco a mais ulil, a mais bella e a mais nobre insli-
luigao. Niuguemduvida/lo quepoderia ter sido um
addido, se .elle nao livesse experimentado, como to-
das as creages humanas, um numero infinito de mi*
lamorphoses as quaes elle nada ganhou. E comef-
feilo o nico poni em que se deu constancia foi era
que elle1 nao receberia ordenado algum. Do resto
quasi ludo soOreu variantes.
Os empregados nao vi vem sempre ; e morrem mais
por lhe nao serem suflicienles os seus estipendios, do
que pela razao natural de que he forgoso morrer ce-
do ou tarde. Os addidos deviara no principio apo-
derar-se dos lugares vagos ;c todos sabem que nou-
Iro lempo nao vagava um lugar senao por morle. J
nao he assim hoje ; conforme se vai andando assim se
vao aperfeigoando as cousas, e ura empregu, hoje em
dia, vaga por mil modos : do mesmo modo o nume-
ro dos supra-numerarios augmentme na razao das
vagaturas : primeira mudaura.
Segurameule a sorle do supranumerario nao sera
muito para lamentar se, depois de dous,- tres
e quatro annos de4esperangas podesse agarrar algum
lugar ; mas note-se que nesse momento elle deixaria
deser addido e he essa a razao porque elle nunca l
cheg : segunda mudanga.
O suprnomerajo devia ser mogo ; hoje nao he
extraordinario o ver supranumerarios de vnle e 60
annos ; a adolescencia, a mocidadefca idade madura,
a. experiencia, os talentos, lodos igualmonle sdenlos
de empregos, tomarams cegas esta carreira onde
conliuuam a caminhar com loria a confianga sem se
lembrarem que ella he a estrada real que cooduz ao
hospital: lerceira mudanga. Porm seria um nun-
ca acabar se quizessemos entrar no exarae minucioso
das variantes que lem experimentado a* le da orga-
nisaco, ou antes o abuso os supranumerarhs ou
addidos. Procuremos pois fazer phecer o que el-
les sao, o que fazem e o que tem a esperar.
O supranumerario nao tem deordinario senao nm
nico casaco, urna s caiga e muitas vezes urna s
camisa. No seu goada roupa nao ha nada em du-
plicado ; elle olierece um fiel Iransuinplo da simpli-
cidade dos seus coslumes ; nao ha lypo de hoaem no
mundo mais inquieto do que elle e mais sobresalta-
do acerca das coiheilas e das grandes seccas. Como
mallu vezes nao vive senao de pao e agua, esla soll-
cilude he perduavel. O mesmo senlimento do inquie-
tagao o lem tornado desde muito lempa um dos me-
|hores observadores da inconslaociad* atmospUora;
tremo de que urna chuva intempestiva venha pouco
a proposito tornar a abrirs chaga.de ama bola que
alguus das de sol tinham cicalrisado. A mais leve
mudanga do vento traz-lhe lembranga a carencia
do um ponono que pelas suas pequeas dimensfles se
lornou o traste homogneo dos que sabem que existe
dinheiro, peloler visto as maos dos outros ; suspira
pela primavera que vai aulorisar a ganga o o cotim,
e treme cora a approximagao do invern que regu-
larmente lem assento na sua trapera. O habito de
levantar continuamente os olhus para o co fazcon-
trahirasua phisionomia um ar de contemplago que
derrama sobre loda a sua pessoa alguma cousa de me-
lanclico ; muitas pessoas o jolgam Irisle, enganam-
se, lem pelo contrario esla boa e franca alegra, a
das pessoas que nada lera a perder aquello antigo
coslumo de observar os astros, deu-lhe urna certa tin-
tura de astronoma. Sabe precisamente qual ho das
suas doze casas aquella em que actualmente habita o
sol; diz correnlcmenle o quarto da la em que esta-
mos ; he digno emfim de lomar um lugar no onscr-
valorio de Combra, ao'ladodoscalculadorcsde ephe-
merides, onde, como cm todas as parles, ha lambem
seus ajudanles, substitutos, ordinarios e extraordina-
rios, addidos e supranumerarios.
Alm da inquielagao acerca do lempo, o sopra-
numerario nao lem outra senao a de ser exacto as
suas obrigages ;e, como nao he pago, tem muitas
a cumprir: Primeira, de sempre chegar reparligao
anles do continuo. Segunda, he-lhe inlcrdla loria
o qualquer sahida ou dislrarao durante a horas de
servgo. Tcrceira, deve trabalbar pelo merioscomo
qualro pessoas,assalariadas. Quarl, deve' ser o ul-
timo a sabir pelo menos um quarto d'hura depois dos
oulros empregados,
V-se pois que nao (em mesmo lempo d'almogar,
o qne hetalvez para elle urna das circumslaucias a
mais feliz de sua siluagao.
Um homem cujo nome nao figura ha folnadosor
denados he, n'uma reparligao, ludo o que ha de me-
nos consideradu.
Os varredores consideram-nos abaixo de si mais de
noventa furos ; chegam-nos s venes a tratar por
collegas !
Se ha no edificio-da secretaria oca dcsles cantos
insalubres donde o zefiro traz coro a maior fidelida-
de incoremodas cxhalaces, onde a humidade faz
suar a parede com abundancia, cuide o sopro impe-
tuoso de contrarios, ventos seria capaz de reslabele-
cer o equilibrio d'um corpo pa-sles a ralijr. he l
que se manda collocar o adddu." O continuo vai
desenterrar para elle a mesa de Philemon, e 1
forra de cunhas de papel be quo o nosso novo J-
piter pode chegar a igual o apoio oscilante. Sup-
pllca para obler tinta, que exlaaure tao utilmente,
implora quando lhe falta a mi.., c conjura quando
scnlc a necessidade d'obreas.
Todas as magadas lhe pertencezn do .direilo.^Be
preciso, por exemplo, por um aguacciro abundante
atravessar o Terrero do Pago para jr a oulra secre-
tara ? he o supernumerario que tem darrostar com
as goteras. Desventurado o re. eio de se dar pela
sua ausencia faz-lhe esquecer volunlariamente o seo
chapcu e o seu desvelo nao hesita enlre urna cons.
Iipacao c urna m nota. He pre so ir de repente
ao correio, imprensa Nacional b le anda elle que
se vai por a caminjio ; corre a M a c voll'a c nem
assim loda a aclividade dos seus pulmSes, be capaz
dedesarnar.quandocbega.osepsrammase as gra-
gas d'algoas camaradas que o jul gavam moroso.
Nao obstante, durante a sui curta'ausencia, o
cliefo da reparligao pedio urna infornuco oiffleU.
O empregado nico que a poda dr (., oceupado
d um trabalho nao menos urgente. Quem r(,r, a in.
formaco ? Ue ainda o supianumerario. Percor-
fo logo os lotes, analisa o miijo, e lira delle urna
exposgao tao succinla, urna pr jposgao tjo jusla que
o proprio requerenle mo pode queixar-se. Mas fal-
la o amanuense para fazer a m uula, o supranume-
rario molha a sua peona eeis que a infonnagao se
poe ni estado de ser submetltla ao ministro; po-
,rem acaba naquclle mesmo inst anle de partir o of-
ficnl maior que se dirige a casa do ministro ; (ran.
quilsai vos, um oficial raaor ni anda tao depres-
sa como um supranumerario: esl. o alcangar ; com
efieilo pilhou-o no ullmo degr o da escaria c esle
seu zele complelou o trabalho d*a quelte da.
Ha um meio, a ser necessario, d'enlreler entre os
supranumerarios esta rara dedicar o. Foi para esle
fim e para elle s que se nvenlot i o termo gralifi-
cao. (ralficaro quCP dizer urna somma pro-
ineitidaem recompensa d'um trab|lho que nao era
devido. He uso niel ter no orgamento de cada mi-
nisterio urna somm. para despezas extraordinarias
ou- imprevistas. He desles .fundos que deve ser li-
rada a gralilicagao. Aprcsentam-na ao supranu-
merario como um premio de que he preciso saber
(ornar-sc digno. Quando lhe comegam a fallar dclla,
a gralilicagao anda nao existo ; lorna-se necessario,
para lhe dar alguma apparenca de realidade, que
seja primeiro decretada a lei das (nangas.
Para isso he preciso que os collegios eleiloracs se
reunam, que as eieigocs se fagam ; que as cortes sc-
jam convocadas, que so discuta a resposla o discur-
so do ibruno ; que o orgamento parlicular de cada
ministro, se aprsenle, se discola e se vol, &c. &c.
Todas eslas condigfles sine qua non, reduzcm aquella
desgragada gralilicagao ao estado de vapor ; ella tor-
na-se aos olhos do supranumerario, um corpo quasi
aeriforme ; elle julga descobri-la algnmas vezes no
horzonle, n'um desses momentos em que interroga
a temperatura ; mas ah he apenas urna sombra fea
e fugitiva como o gaz, nao como qualquer gaz, mas
como o gaz de Sr. Hislop, de cuja imperceplibilidade
participa a gralificago.
^ A lei das (nangas passou era fim, o orgamento par-
ticular do ministro foi approvado c os fundos para
as despezas imprevistas esl determinado'; o supra-
numerario estende j a m3o ; mas a prespectiva
d'um invern mais rigoroso aconselha ao oflicial-
maor que ponha no seu gabinete mais um tapete ;
o chefe de reparligao, esse conlenlar-se-ha com um
modesto para vento ; he preciso um oulro qualquer
regalo aoofllcial ordinario ; e n'um momento la se
vao os fondos da gralilicagao, c o palelor que o su-
pranumerario lalvez sonhara acha-te de repente tor-
nado em dous covadgs quadrados d'um tapete para
o conselhciro fulano.
He desle modo que o supranumerario corre sem-
pre airas do dinheiro que nunca alcanga. Nao saca)
menos vaas as soas esperangas pelo que respeila ao
lugar a que lem tanto jns. O offlcial ordinario es-
pera um lugar de chete de reparticao. O ama-
nuense de primeira classe tem setenta annos, o de
segunda esl atacado d'om calharro, e um oulro
pede a sua demissao para agolar. Eis-aqui qualro
lugares vagos d'enfiada, mas nenhum ser para o
supranumerario. Ha sempre primos, wbrinho, e
nelos para suplantar.. O nepotismo he a hydra das
cem cabegas. Tal he porem a sua nobreza de ca-
rcter que urna 15o grande cataslrophe s tem por
resultado o faze-lo redobrar de zel e. de dedicagao :
chora os seus *nligos camaradas, vai al ao sea'e
Ierro, e poe os seus successores ao
to das suas obr i mages. _.
E com ludo nao ouvres urna s voz d'um pai da
patria a favor do pobre addido. O calhedralico, esse
sim, que nasce opposilor, sobe a radeira ainda sem
denles, ejubla-se na adolescencia. (Braz Tizona.)
de I.islioa. 100 (prricas baclho, 4,000 cocos com
casca, 315 barriquinhas c 50 barricas com *,18i ar-
robase 60 libras ric assucar, 100 barris coro 400 li-
bras de doce de calda, 5Ubarriquinlias.com 92 arro-
bas e 4- libras do assucar refinado.
RECEI1EDOU1A DE HENDAS INTERNAS GE-
IlAES DE PERNAMBUCO.
Uendmenlo do dia 18. ..... 2024250
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentorio dia 1 a 1/.....28:0373129
IdemdodlalS .....*.. 78o5304
28:817433
MOVIMENTO DO PORTO.
. -VacYo -entrado no dia 18.
Baha9 das, lancha brasilera lvracao. de 45 lo-
ncl.i.l.i-, mestre Izidoro Jos BapIMa. equipagem
6, carga varios gneros; ao mestre. Ficou de qua-,
, rcnlcna.
ivaofo sahido no mesmo dia.
BabiaIliale inglcz Paran, cura a mesma carga
que trouxe. Suspenden do lamcir.lo.
EDITAES;
COMMERtlO.
rilACA DO RECIFE 18 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
ColagCes offlciaes.
Cambio sobre Londres-a 27 3[4 d. 60 e 90 div.
Dito sobre dito-a 27 li2J. 60 div,
ALFANDEA.
Uendmenlo doda 1 a 17 .
dem do dia 18.....,
Descarregam hoje 19 de abril.
Barca porluaczaN. S. da Boa-Viagemdiversos
geucr.os.
Bngnc inglezA/elinobaclho.
Barca inglezaElisaidem.
Brigue inglozAnn & Sarahmercadorias.
Importacao .
Barca franceza Pernambuco, viada do Havre,
consignada a J. B. La.serre, manfestou o seguinte :
4 fardos Icarios de linho e algoriao. 3 caixas vidro,
1 ditas instrumentos de msica, 2 dita porcelana, 1
ditai vidros_de diversas cores, 2 ditas pannos, 2ditas
chales, IdiU lencos, 1 dita chapeos de sol de algo-
so, 1 dita cooros, 2 ditas mercaria, 3 ditas perfu,
manas, 1 dita nonecas, 1 dita serias ; a F. Souvaae &
Com panhia.
1 caxa livros e inslrumcnlos de pliysica; a M. C.
Moreira Jnior.
10 caixas modas, chapeos de sol de algodso e re-
gistros, oO riilas quejos, 9 ditas' indenas cassas,
cpeos de seda para homem, bonetes cm velludo de
algodaof para mennpj, fisj ,ie se(|a> elc. a R
1 caixa qunqulliarias, 5 ditas crystaes, 3 nm piano e seus pertences, 1 dita chapeos nao pre-
parados, 1 dita rolhas, 4 ditas chpeos de sol de al-
goriao e lecidos de dito; a E. Croco.
1 caixa quadnis ; a A. da Silva usmao.
O Illm.Sr. contador,.servindo de inspector de
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que uo dia 4 de maio prximo vinriouro, pe-
tante junta da fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
agnde na povoagao de Bezerros, avahada novamente
em 4:228^950 reis
A arreniatago ser feita na forma dos artigo 42 e
27 da lei provincial o. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparegam na sala das sessoes da mesma junta* no
da cima declarado pela meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para conslar se maodou afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diariox
Secrelaria da Ihesooraria provincial de'Pernambu-
co 8 de abril de 1854. O secretarlo,
Antonio Ferrara d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1." A. obras deste agilde seao foilas de conformi-
daile com a planta e orgamento approvado pela di-
rectoria cm consetbo c apresenlarios a approvag.no do
Exm. Sr. presdeme da provincia na importancia de
4:22859.50 rs. '
2. O arrematante dar co'mero as obras no Io de
oulubro do correnle anuo, e "terminir 6 mezes
depuis.
3. O pagamento da importancia da arrematagao
sera devidido em tros parles: sendo urna do valor
,de dous quiulosqaando houver feilo roetadedaobra;
outra igual a primeira quando entregar provisoria-
' ale ao eu en| menlCj e a imeita de um qil,0 d ojs dc um anno
racto do andameM na occasiao da entrega definitiva.
4. Para ludo o mas que nao es!ver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ba o que determina
a.rei provincial n. 286, '
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d AnnunciacSo.
> O Illm. Sr. contador servindo dc inspeclof da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
gao da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril p. vindouro, vai novamente
praga para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concert, da cadeia da villa do Cabo, a-
valiada em 8255000 rs.
A arrematagao ser feita na forma dos arligos
24 c 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrema tarao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta "no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou afflxar o presente e
publicarpelo DiarioSecretaria dalhesourariapro-
vincial de Pernambuco 28 de margo de 1854.__O
secretario, Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
l.'Os coucertos'da cadeia da villa do Cabo far-se-
hao de confornwladc com o orgamento approvado
pela secrelaria em conseibo, e appresenUrao apro-
vagito do Exm. presidente da provincia, na impor-
tancia de 8258000 rs.
2."0 arrematante dar principio s obras no pra-
zo.de quinze das, e devr conclui-las no d Ircs
mezes, ambos contados de conformidade com o art.
31 da lei n. 286.
.124:0088501
. 11:0303129
135K138J630
3 caixas modas ; a. Bucssard & Millochau.
1 rana vidro, 1 di la eslampas, 1 barril
i^'l!"3 6 caiIin,,as d'los, 100 gigos chai
quejos,
lampaene,
12 caixas e 3 barris carmes, acido sulfuria
me, couros, porcelana, urna burra, tecidos de sedo,
instrumentos dc msica, vidro e scllins ; a J. P.
Adour & Companhia.
1 caixa tecidos de algedo, 10 ditas sardinhas em
azeile,^ dita ervilhas, 1 dita chapeos d sol de algo-
riao, 2 ditas roupa para homem. 1 dila flores arlifi-
eiaesc bengalas ; a E. Didier & Companbia.
fa barr e 2. tneios ditos mantega; a Antonio B.
da Silva Barroca.
5_caixa passamassaria de se.la. de algodao e laa,
1 ditas sedas, tecidos de laa, e ditas de 13a e seda,
pannos para colleles e fitas de seda e algodo, 40 bar-
ris e bO netos ditos mantega ; a llrium Praeger &
Companbia. *
i,5 ?aixas1calrado, 5 ditas louga, 1 dita tecidos de
laa, 10 ditas papel, I dila bonels, 1 dila obras de ma-
deira e livros, 15 dilas vidro, 4 ditas chapeos, t dila
drogas. Joliarris e 30 meios ditos mantega, 8 cai-
xas pellos preparadas, vidros, castgaos, linternas e
raerecana, 6 dilas vinho; a L. I.econte Keron A C.
Gaenslv'&C118' ~l" leCllos de aJ8odio; l H.
^fardos o urna caixa tecidos dc aleodao, 1 dila
ar tipo rie modas, 1 dila ronpari., 1 dila chapos de
sol do seda, 2 dilas cryslacs, 1 dita mercearia ordi-
naria, 2 ditas chapeos para hornera, 1 dila sedas;
E. Burle.
1 caia filas e chapos, 14 barris c meios ditos
manleiga; a Cal Freres.
1 caixa obras de selleiro ; Pomateau.
1 caixa maulas de fil marroquira e um lvro;
F. Diiarle. '
3 caixas tecidos de laa misturada do alsoda.i e se-
da, 8 ditas tecidos do algodao, 4 ditos dilas ric seda,
1 dila chocolale, 7 ditas lilas de algodo, 12 dilas te-
cidos de l.nho e algodao, bonehtdedito-e cambraia
1 riila dita de seda e algodao, 1 dita chapos; i
limmMouscii & C.
i,?*? le!":os. de. a'!od3o, 2 ditas chales de dito,
1 dita
.a
Icr & C.
2 caixas candieiros de cobre, 2 ditos vidros,
bonels, 1 dua porcelana; A. ttobert.
14caixas passamassaria, mercearia, perfumaras
litas, bonels, quinquilleras, 2 dilas papel ; Fei-
del Ptnto & C.
r. 2. ca.lM.s ""ereearias dc chapelleiro; i J. J. da
Costa Maia.
1 caixa cha|ios de na I ha para homem, 2 ditas ar-
ligos diversos, 1 caixa chapeos de' sol de seda, 1 dila
passamassaria rie algodao e seda, 1 dila arces c cha-
peos ; a L. Ocuester & C.
121 barris o 129 meios ditos manleiga, 2 caixa cou-
ros ; n N. QBieber 50 barril c 80 meios ditos madleiga; u M. da Silva
Percira.
2 caixas lecidos de algodao, 1 dita modas de seda e
laa ; M. (jonralves da Silva.
13 caixas cenlos de algodao; 3 dilas longos de di-
to, 2 fardos lecido de linho. e'algodo, 20 gigos
champagne, 1 caija lecidos de seria e algodao:
Schariieitlin&C.
1 fardo filas; E.H. Wyatt.
50 barris e 50 meios ditos manleiga; Oliveira
Irmaos.
30 barris e 15 meios ditos manleiga ; Tasso lrT
maos.
1 caixa plaas; C. F. da Silva Pinto.
4 barris oca, 2 caixas gomma-lacre, 2 dila ver-
niz, J ditos couro rie lustre, lecidos de algodao e
mercearia ; J. Soura.
5 caixas couros limpos ; Donjenne & Leclerc.
4 caixas cannos de cobre ; i Gustavo Jos do Re-
g; 2 caixas bonels, modas, sedas e merceurias ;
ordem.
2 caixfli pianos, 1 dita medicamentos, 1 dita pan-
no. 1 dita (dirs de selleiro ; J. B. Bastos.
4 caixas pos para denles, agua de Colonia, lacre,
chapeos de sol de seda ; M. J. Carneiro; 1 caixa
[lapcl de cmbrulho; Mcuron S C.
CONSULADO GERAL.
Rendimentodo dia 1 a 17.....3I-492S530-
Idemdodial8..........1:00W7
,32:5913000
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcnriimcnln do dia 1 a 17.....
dem do dia 18.......
2:2869152
16:19356
2:4193508
Exportacao'.
Bie de Janeiro, brigne hratileiro Hebe. dc 187 lo-
ncladas, conriuzio o segunle :*-4 caixas, 1 barrica e
24 embrulhos mercadorias, 2 caxoes galao de pa-
Ihela, 1 dilo fazendas, 100 aurrelas c 4 canc azei-
lonas, 1 pacotinhoalmanak, 133 rolos de pedra, 75
barrica. '.Vi meias ditase 1,550saceos com 8,426 ar-
robas e 53 libras de assucar, 2 saceos e 13 sacras com
25.7 arrobas e 1 libra de algodao.
Rio Grande do Siil, barca nacional MathiUto,*
233 toneladas, conduzo o segunle :20 pipas riuhu
3^ O arrematante seguir naexccugao ludo o que
lhe for prescriplo pelo engeubeiro respclvo,nao
s para boa execugao do trabalho como cm ordem
rie nao inullisar ao mesmo lempo para o serviro
publico todas as parles do edificio.
4. O-pagamento da inporlancia ta obra veriuV
car-sc-ha em duas proslares iguacs: a depois
de feilos dous tercos da obra, e a seguanda depois
de laucado o termo de reccbimcnlo.
5- Nao haver prazo de responsabilldade,
6. Para ludo o que nao se acha rieermnado as
presentes clausula nem no orgamento, scauir-sc-
ha o que dispoe a lei n. 286. Conforme. O se-
cretario, Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Ilira. Sr. contador, servindo de iuspeclor da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 28 do corren"
te, manda fazer publico,que nos dia 18, 19 e20 de
abril prximo vindouro, peranle a junta da fazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
mais oflerccer, o aendimento rio imposto da laxa da
barreira de Santo Amaro de Jaboalo, avahada em
4:0003000 rs. por anno.
A arrematagao ser feilapor lempo de 14 mezes
contar do 1. de maio do correnle anno, ao fim de jn-
nho de 1855. '
As pessoas que so propozerem a esta arrematagao,
comparegam na sala das sessoes da mesma junta, nos
das cima indicados pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para constar, se mandou afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de margo de 1854.
O secretario,
Aulonio Ferreira da AnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador- servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumplimento da re-
solugaoria junta da fazenda, manda fazer publico,
que no dia27 dc abril prximo vindouro, vai uoVa-
mente prnga para ser arrematada' a quem por
menos fizer, a obra dos coucertos da cadeia da villa
de Pao ri'Alho, avahada em 2:8608000 rs.
, A arrematagao ser feita na forma dos artigo 42
e 27 da lei provincial n. 286 de 17-de ionio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. *
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao
comparegam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial dc Pernam-
buco 28 de margo de 185*. O secretario. Anto-
nio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. As obras dos reparos da cadeia da villa de Pao
d'Allm serao feitas de confu miriarie com a plaa e
orgamento approvados pela directora em cousellio,
c presentada a approvagao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 2:8605*000 rs.
2.As obra comecarao no prazo de 30 dase serao
concluidas no dc qualro mezes, ambos contados de
ronformlriade com o que dispoe 0 art. 31 do regu-
la nientu das obras publicas.
3." A importancia da arrematarao ser paga em
tres prestarucs, sendo a primeira dc dous quintos,
paga quando o arremtame houver feilo amelado das
obras ; a segunda igual a primeira,* paga no fim das
obras depois do reccbimcnlo provisorio ; c a ler-
ceira patea depois do anno d responsabilidade,
e entrega definitiva.
4. Parft ludo o mais que nao esliver determina-
do uas presentes clausulas, ou no orgamento se-
cuir-se-ha as disposigocs da le n. 286 de 17 de maio
de 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira W AnnunciacSo.
OjIllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
rao da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril proxiir.o vindouro, vai novamente
a pjaga, para ser arrematada a qn.m por men,os fi-
zer, a obra do agude na Villa Bella da comarca de
Paje do Flore, avallada em 4:0013.
A arrcmalagao ser feita na forma dos artigara
2i_e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalagao
cnmparegain'nn saladas sessdee da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitada.
E para' conslar se mandou afflxar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial rie Pernam-
buco, 23 de* margo dc 1854.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrematacad.
l.'As obras desle agude serao feilas de ronfor-
milaue com as plantas c orgamento nprescutados a
approvarao rio Exm. Sr. prcsiricnlc da provincia, no
importancia dc .4:0043000 reis.
2.a Estas obra, deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao ronrliiidas uo de dez mezes a
contar conforme a le provincial n. 286.
3. A importancia desla. arrcmalagao ser paga
em tres preslagoes da mancha seguinte : 1.-, dos
dous quintos rio valor total, quando tiver conclui-
do a nielarle da obra : a 2." igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo ric rercbimeolo proviso-
rio-: a 3.", finalmente de um quinlo depois do rc-
ccbimciilo definitivo.
4.a O arrematante ser olirigado a commuucar a
reparligao das obras publicas com antecedencia de
triula dios, o dia lixo em que lem dc dar principio
a execugao das obfas, assim como. Irabalbara se
suidamente durante quinze di as m de que possa
o cugcuheiro cncarregado da obra assstr aos pri-
meiros trabalho.
5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes rluusiila a lei n. 286.Conforme. O secretario, Antonio Fer-,
reir (^AnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia mandiJazer
publico que no dia 11 de maio prximo, vindouro
Vai iitivanientr- a praga para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhoramenlo do Uio
Gnianna, avajiada em 50:6009000 rs.
------------;----------------------- i
A arreraatg.3o 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851'.
a sob as clausulas especiaes abaixo copiada..'
Aj pessoas que se propozerem a esta arrematagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima dclarndr/pelo mel dia, competentemente
habilitada.
E para conslar se mandou afflxar o present e pu-' *
blicar pelo Diario.. .^
Secretaria d. Ihesooraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira d'Anweiacao.
Clausulas especiaes para 'a arremataeSo.
1 .a As obras do melhoramenlo do rio Goianna far-
se-ho de conformiriade com o orgament planta a
perfil approvados pela directora em eenulho, o
apresenlados a approvagao do Exm. prsidenledi
provine^ na importancia de 50:6003.
2. O arrematante dam principio s obra no pra-
zode tres mer.ee e as concluir no de Iras annos, am- J
"osconlados pela forma do artigo 31 da lei nutoe- '
ro286.
3. Durante a execugao ros trabalhos o arrema-
tante sera obrigado a proporcionar tramito a. canoas
e barcagas, pu pelo canal novu ou pelo leilo de ac-
tual rio.
4," O arrematante seguir na execugao da. obras
a ordem do tribalbo que lhe for determinado pelo
engenheiro. #
5.' O arrematante aera abrigado a apresnlar no
fim do primeiro anno ao menos a quarla parte das
obra prompln, e oulro tanto no fim do Segundo an-
no e faltando a qualquer Vssas cond iegoe pagar
urna mulla de um cont de ris. .
Conforme. 0 secretario,. Antonio Ferreira da
AnnunciacUo.
O Illm. Sr. contador servindo de Mpeelor da
thesouraria provincial, cm cumprimenlo da reaoln-
g3n ila junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, te ha de ar-
rematar a qcm por renos fizer, a obra do con-
ccrlos da cadeia da villa de Garanhuns, avaliada em
2:2199280 rs.
A arrematagao ser feita na forma do arte. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiae abaixo copiada*.
As pessoas que se propozerem a esta arremalagao
comparegam na ala das sessoes da mesma janla, uo
dia cima declarado, pelo meio dia," competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou afflxar o prsenle Tra-
bucar pelo Diario.
Secretaria da (hesonraria provincial de Pernam-
buco 28 de margo de laH.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciacSo.'
Clausulas especiae* para a arremataeSo.
i. Os'concertos da.cadeia da villa do Garanhuns
far-se-hSo de conformidade com o orgamento ap-"
provado pela directora em conseiho, e aprdsntado
a approvarao do Exm.'Sr. presidente da provincia
na importancia de 2:249*280 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e dever conclui-las no de w
mezes ambos contados na formado art. 31 da lei
n. 286.
3." O arrematante seguir no seus trabalhos to-
do o que lhes for delermiaado pelo respectivo en-
genheiro nao s para boa execugao da Obras, como .
cm ordem de nao inullisar ao mesmo lempo para o
servigo publico lonjas as parl do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematagao
ter lugar em tres preslagoes iguaes: a l, depois
dc feita a raetade da obra: a 2", depois da entrega
provisoria; e a lerceira na entrega.definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de' seis
mezes.
c'".!,ra. la. Te nao aclqr determinado,
as presentes clausulas nem no orgamenlo, aguir-
se-lia o que dispoe a respeiloa lei provincial n?a*6.
-Conforme.-O secretario, Antonio Ferreira da
AnnunciacSo.
~ T,.,m' Sr- contador, servindode inspector da .
Ihesourana provincial, em cumprimenlo da resolucJo
da junta da fazenda manda fazer poblico, que no
da 20 do correnle vai novamente a praga para ser
arrematado a quem mais der o rendimento do im- '
posto do dizimo do gado cavllar no municipio do
Linioeiro, avaliado em 583000rs. por anno.
A arremalagao sereila por lempo de 3 anno, a
contar do 1. dejulho de 1853 ao fim de junh de
1856.
As pessoa que se propozerem a esla arremalacas,
comparegam na saladas sessfles da mesma junla, no
da arima declarado, pelo meio da, competenlemen
le habilitada.
E para constar se mandou afflxar s pretente, -
publicar pelo- Diario. Secrelaria da Ibeaonraria
provincial de Pernambuco 7 de abril de 1854.O
secretario, Aulonio Ferreira d'AnnunciacSo.
O Ulro.^Sr. contador, servindo dc inspector da
Ihesourana provincial, om cumprimenlo da resolu-
gao da junla da fazenda, manda fazer publico, qne.
no dia 2i de abril prximo vindouro, vai novaraen-'-
le a praga para ser arrematada a quem por menos
tizer, a obra do agudo da povoacao de Salcueiro aVl-
liatla em 2:5303000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma dos arte. H a
27 da le provincial u. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiae abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalagao
comparegam na sala da sessoes da mesma junta,
uo dia cima declarado, pelo meio dia, competente-'
mente habilitadas.
E para constar so mandn afflxar presente e *
publicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Peraam-
buco 28 de margo de 185.O secretario, Antonio
terreara da AnnunciacSo.
Clausulas especiae para a arremataeSo.
1. As obras deste agude serflo feita de conformi-
dade com a plante e orgamenlo apresentado nesta
dala a approvagao do Exm. Sr. presidenle da pro-
vincia na importancia de 2:5303000.
2. Esta obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluida no de 10 mezes a
contar .conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desta arrematagao ser paga
em tres preslagoes da maneira seguinte: a 1, dos
dous quintos do valor total, quando tiver coocluido
a metade da obra; a 2", igual a primeira depois de
lavrado o termo dc recebmenlo previsorio; a 3 '
finalmente de om quinto depois do recebimento de-
finitivo.
4. O arremtente sera obrigado a s-ommunkar a
reparticao das ohraspublicas cpm antecedencia de
iiiila das, o dia fixo em que tem de dar principio
a execugao das obras, assim como trabalhar segui-
damente durante quinze das, m de que iiiiulii o
engenheiro eocarregado da obra, assistir aosprimei-
ros trabalhos.
5.a Para tutlo o mais que n3o esliver especificado
as prsenles clausulas. scciiir-se-Ita ojque determi-
na a lei provincial u. 2S6 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciarao.
O illm. Sr. contador servando d inspector da.
thesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
go da jrfhla da fazenda, manda fazer publico, que
uo dia 20 de abril prximo vindouro, vai notamen-
te praga para ser arrematada a quem por menos
fizer a obra do. agude do Buique, avaliada em
3:3003000 ris.
A arremalagao ser feita na firma dos arligos 24
% 27 do regularaenlo de 17 de maio de 1851, e.sob
as clausulas especiae abaiso copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arremalagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junte uo
dia cima declarado, pelo meio dia, compelen (emen-
te habilitadas. E para constar se mandou afflxar o
presente e publicar pelo Diario. Secrelaria da the-
souraria provincial de Pernambuco 15 de marg de
1854. O secretario, Antonio Ferreira i Annun-
ciacSo.
Clausulas especiaes da arrematecao.
i. As obras do acude do Buique serao feilas de
conformidade com a planta e orgamento approva-
dos pela directora em conseiho, e apresenlados
approvagao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:3003 ris. a
2. Eslas obras deverao principiar no prazo de
sessenta das e serao,concluida no de dez mezes,
a contar da data da arrematagao.
3. A i mportancia desta arremalagao ser pagaSem
tres' preslagoes da maneira segunle : a 1." do* daos
quinto do valor total, quando tiver concluido me-
tade ria obra ; a 2. igual a primeira depois de larra-
do o termo provisorio; a 3." finalmente de um
quinto depois do recebmenlo de unitivo.
4. O arrematante sera obrigado a comraaniear
repartirn das obras publicas com antecedencia de
30 (lias, o ilia fixo em qua tem de dar principio a
arremalagao das obra; assim como trabalhar se-
uuidameutc 15 das, afim de que posea o eogenhei- '(
ro cncarregado da obra assistir ao primeiro tra-
balhos.
5. Para ludo o mai qoe n3o esliver especificado
as presentes clausulas seguir-sc-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286. Conforme.0 secretario,
Antonio Ferreira i AnnunciacSo. .
O Hlm. Sr. contador servindode inspector da
thesouraria provincial, cm cwnpriinonlo da resolu-
g3o da junla da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro, vaiitovamcn-
te a praca para ser arrematada quem por menos u-
zer a obra do agude de Pajea de r lures,uvatiada em
3d903000.rcis
A arremalagao ser tela na forma dos art., 24 e
27 da lei provincial u. 286 ric 17 de maio de 1851,
e sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas :
As pessoas que se propuzerem a esla arrematagao,
comparegam na sala da3 sesses da mesma junta no
di cima declarado, pelo meio dia compctenlcmen-
le habilitadas.E para constarse mandou afflxar o
prsenle publicar pelo Diario. Secretaria da
ibesimrara provincial dc Pernambuco 15 de mar-
co de 1854. O secretario Antonio Ferreira
tAnnunciacSo.
Clausulas eipeeiau para a arrematarse.
1. A obras desle agude sera feita de confor-
midade com a planta e orgamenlo apresentado. a
approvagae-doExm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1903000.'
2. Eslas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez meta*a
contar conforme alei provincial n. 286.
3. A importancia desla arremalagao ser paga en
Ires prestacSes da maneira seBoinle: a primeira dos
dous quintos do valor do orgamenlo, quando tiver
concluido a metade >>l>n a wgunda igul prt-
I
I
I
I

'V t


X
J*k mci
^a^pot-

Para 'o Rio de Janeiro sale no lia 20
do corrente rae/., brigue nacional Sagi-
tario, o qual ja' tem a maior parte de sen
carregamento prmpto : para restante,
passageiros, e escravos a frete, trata-se
'luyanle quime dias. afim o quo poss o engenhei- com o Sr. consignatario Manoel Francis-
ro enrSWrtastiin t\ obra assislir ao* nrinmirn^ ir. i .--. .-. (. i r, i" .
4
lcira, depois ,ie |avrauo termo de rcccbimenlo
visorio: a tereeira finalmente de un quinto dc-
r pois do recebimenlo definitivo.
* O arrorhatanto ser abrigado a communicar a
raparlica das obras publicas ruin antecedencia de
30 das, o da ero que lem de dar principio a execu-
_ Cao da* obras, assim como .Irabalhara seguidamente,
* durante quinze dias. afim ro encafrregado da obra assislir aos primeirus tra-
balhos.
">. Vara tildo n mais que nao nslivcr cspcrificad.o
nas presente'clausiilas seguir-se-ha o quchtetermina
a lei provincial n- 28t>, de i" de maio del KM. i__
Conforme. Osecrelario, Anlonio Ferreira da
Annunciacao.
O Ilm. Sr. contador, servindo de inspector de
tliesoiirana provincial, em cumprimeuto da resolu-
coda junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia27 de abril prximo viiirtouro, vai nrmente
a praca, para ser arrematada* a quem por meuos li-
P zer, a obra do eoncerlos da cadeia da villa de Seri-
lihaem, avallada em *7.)0>O0Urs.
A airematacao sera feita" ua forma dos arts. 2i e
.27 da le provincial n. 286 de 17 d maio de 1851,
e sM> as clausulas esperiaes abaixo copiadas.
. A* pessoas que se propozerem > esta nrreiualacao
copparecanj na sala das sessoes da mesma junta'no
t* ZT''JT^Tado< Pel meio dia, compelcute-
nienle liabihtadas. .
Epara constar se mando aflUar o presente e
publicar pel8 Diario.
Secrclaria da tbesouraria provincial de Pcrnam-
buco28- de marco de 1854.O secretario, 'Antonio
remira da Annunciario.
Clausulas espciaes para a arremataeao.
1." Os cdrfcertos da cadeia da villa do Serinhaem
j6 ^e confnn''*a<'0 eom orramento appro-
vado pela directora em (.onscflin. e apresenlado
approvacan do Exm. Sr. presidente na imporlaucia
de 2-.7508000.
2." O arrema lano dar principio ;is obras no pra-
zo d uni mez e .lever.i conclu-las no de- seis me-
zcs, ambos contados na forma do arl. 31 da lei
II. 28b".
"3> O arremalaulc seguir nos seus trabalhos ludo
o que Ihc for determinado pelo respectivo enge-
njieiro, nao s para a boa execucao das obras como
em ordem de nao inu'ilisar ao mesmo lempo para o
servio publico todas.as parte9do edificio..
4. O pagamento da importancia .da arremataran
lera lugar em Ires prestarocs iguaes; aja, 'dep'ois
de fela a inctade da obra; a 2", depbis da entrega
provisoria; e a 3", na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de 6 mezes.
6. Para tudo o que nao se ada determinado as
presentes clausulas ucm no on-amenlo seguir-se-ha
o que dispOe a respeilo a lei {provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferrrira da
.inundaran. .
Manoel Joaquim. da Silva Ribeiro, fornida fre-
r/urza de Santo Antonio do termo da cidade do
Jtecife, etc. el:
Faz publico para conliecimeuto de quem perten-
. cer, e para que aiuda nao appareca a meuor igno-
rancia, os artigos abaixo transcriptos das posturas
muuiripacs em vigor.
. TITULO 9.
Art. 6. Ninguem cavallo poder galopar ou cor-
rer pelas roas e pontos da cidade, excepto as orde-
. naneas lnnuladas. olliciaes em servico ; sob pena
denagar8000 rs. do multa.
Art 7. Nejilnim carro ser conducido a correr
as pontes ; os cavallos deverao ii*a pequeo brote,
c as mas nao poderao ir a galope: os infractores
serao multados em 69000 rs.
Art. '8. A' noile nenhum carro deixar de trazer
lanternascomluzcs: os infractores sero multados
em 69OOO rs.
Arl. 9. fc'as ras ou lugares da cidade, onde liou-
.jer lama, ou agua emporada os cavallos rao a pas-
so : o infractores scrao multados em 63000 rs.
Art. 10. Os almocrcves nao podcrSo entrar' ou
sabir da cidade montados nos cavallos, que liverem
carga; e deverao couduzi-los pelos cabralos: os in-
fractores serao multados em 23*106 rs.
Axl. 11. He prohibido ensiuar cavalfos destinados
para a couduco de carros dentro da cidade : os in-
fractores scrao multados em 12SO0O rs.
Art. 13. Sobre ospasseios ningaem poder car-
regar fardos, caixOes, palanquins, ou olra qualquer
cousa que 110 volume possa incommodar os'que por
clles trauzitam : os infraclorcs. serJo multados em
2U0 rs., sendo paga a dos escravos por scs se-
nhores.
. Arl. 14. Niugucm podeni andar cavallo sobre
os pasaeios: os iufractores. [lagarSo a multa de
ogOOO rs.
Advertindo mais que pelo arl. 1. til. 14 das ci'la-
das posturas, sao todas as infracroes cima meucio-
das duplicadas nas reincidencias. .
E para que ainda nao' appareca ignorancia da
existencia de seinclhaiites disposices, lavrei o pre-
.sent que ser publicado pela imprensa. Frcguc-
zia de Santo Antonio do Rccire, 12 de abril de
1854.O fiscal, Atanoel Joaquim da Sitia Ribeiro.
DIARIO DE PERNAmBUCO QUARTA FEIRA 19 DE ABRIL DE 18M.
coda
la Silva Carrico', ria ra
17 segundo andar, ou co
do Collegio
com o capitao
DECLARADO ES.
^K^0DE
%l*
0IIM\FEmV20nE\l!RILI)EjH:;i
ESPECTCULO VARIADO E INTERESSANTE
Em beneficio la actriz
Maa Amalia Monteiro.
Dcpois que os Srs. professores da orchestra execu-
tarem urna da maltiores ouverlnras, luir scena,
a bem aceita e linda comedia em 2 aclosde -Mondes
Leal, intitulada >'
QDEH PORFA MATA CAGA.
Pertonagens. Srs. actorei.
(oncalo......... Am'oedo
Jos Mallos. ". ilion lei ro.
I>. Nuno......... Pinto.
Estalajadeiro ..... Ruzcndo.
n- Maria ........ 1). Gabriella.
" Roz........ A beneficiada.
- No fim da comedia, a Sea. Gabriella e o Sr. Mon-
teiro, cautarao'o sempre applaudido duelo das
. TROJBETINHAS.
Depois do qual o actor Costa e a beneficiada can-
larao o duelo, do
MEIRINHO E A POBRE.
Depois, a orcheslra locar asquadpilhas
BRASILEIRAS.
Em seguida represcuiar-se-ba o jocoso vudevilla
em 2 actos.
INNOCENCIO .
"OU ,
0 ECLIPSE DE mi.
Personagens. Os Srs. adores.
Duva. .... Cosa.
luooceneio ....... Monleiro.
Duchanl........ Pinto.
Ilermenia. sua filha ..'.. A beueficiaila
Carlota, irmaa de Innocencio. Jl. De-Veccliy
Seguir-se-ba a primeira represenlaco do vaude-
Ville em i arto, que tem por titulo.
PACAB O M.tL^M'i: IVAO' tKX.
Persohaqent. Os Srs. actores.
1>. lugriloro, eslalajadeiro. Santa Rosa.
Iiermano........ Amocdo.
Fabrlciq....... Pereira.
Malagrido....... Cosa.
Befisteque...... Rozendo.
Oro*, llollandez ..... Pinlo.
Enthusiasmado poeta. Monleiro.
Elvira........ D. Gabriella.
Sinagoga. A beneficiada.
Rematar o espectculo coni o gracioso balele em
1 aclo, o qual fui lirado da farra do mesmo nome.
RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
Pos I a em cena por Jos Dc-Veccbj,
Personageus.
Severo Hamalbo .
I). Panlufirdia. .
Sancbiuha .
Corropio. .
vSilvina : .
Manliosu .'
Esiiwto *. .
Lince. .
Jb'errabraz
Os Srs. actores.
Santa Rosa.
A beneficiada.
llcnriquela Pessina.
J. Ue-Vccciiv.
Roza Cardella.
Piulo.
Pereira.
Rozendo.
Monleiro.
n. 17 segu
a bordo.
Para a Rabia sahe com brevidade o hialc .Voto
Olinda; para o resto da carga Irala-se comTasso Ir-
maos.
Para Lishoa com escala pela Hita de S. Miguel
o brigue portiisuez. Ilom Successo prelemle seguir
com Inda a brevidade : "quem no mesmo quizer ear-
recar 00 ir de passagem. para o rpie offprecc-. bons
Cnmniodos, trate com os consignatarios T. de Aquino
Fonseea & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro"
audar, ou com o capiUq Francisco Jcronvmo de
Mcndon^a, na Praca.
I Para o Rio de Janeiro,
sSliiri no dia 16 do'correnle. o palacho nacional Al-
fredo, lem ptimos commodos para.p'assagciros e es-
cravos: irala-se com o consignatario J. B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro andar.
Para o Aracaty
seeue em poucos dias. o bem conheeido hiale Ca-
mbante, meslre Anlonio Jos Vianna: quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem dirija-se
a ra do Vigario n. 5, '
Ceara' e Maranhatj.
Seaue em muilos poucos dias,o brigue escuna na-
cional Txttira. ainda pode receber alguma carga,
passaseiro, ele.: Irala-se com o consignatario J. B.
da Fonseea Jnior na ra do Vigario n. 4 primeiro
andar.
Vende-sc o palaclio nacional Josephina'ae lolc
de 111 loneladas, de ptima constmcco, muilo ve-
leiro, pregado de cobre o forrado ile zinco, ern muilo
bom estado: (rata-se como consianalario J. B. da
Fonseea Jnior, na rna do Vigario n. 4 primeiro
andar.
LEILOES.
LEILAO SEM LIMITE
No armazem da ra do Collegio n. 14, quinta-rei-
r 29 do crranle, haveni leiMo de diversas obras de
marcineina e de outros muilos objeclos, como bem
sejam: mohiliasdcjacarandram pedras e sem ellas,
diUsde amirello. secrelariasile jaesrand e de ama-
rcllo.^-om segredo, toilettes de Jacaranda c de tion-
calo Alves, de gosto modernissimo, cadeiras genove-
zas, ricos guarda-louras de mogno, amarello e 011-
Iras obras avulsas, 4 pianos inglezes. obras de ouro
e prala, como adereces completos, alfineles, brincos,
puleciras e mais algumas obras avulsas, salvas de
prala do vano tamanlios, colheres. faquelnw, casli-
cacs, palilciros, etc.. diversos relogios de ouro c pra-
la, patente inglez, suisso e horLsonlal, varias pecas
do vidro e crvslal, para servico de mesa, candieiros
de difiranles qualidadcs, lanlernas, candelabros, elcoTeclaraente alingua franeza e lambem d lirOes
um rico lustre de 6 luzes, dous ricos calungas de pe-"""'--------------
dra com caixa de,msica por.liaixo, ditos de porce-
sala, jogo de damas,
,------------, ......a ..^ porce-
lana, enreiies. psra sala, jogo de damas, xadrez c
dminos para divcrlimerilos, varias quinquilleras,
c aleni destes objeclos haverao oulros muilos que
eslarao palentes no mesmo armazem, c ao mcio dia
ern ponto ira lambem a leilao dous ptimos es-
cravos. '
0 AGENTE BORJA GERALOES
lara o leilao oes objeclos cima mencionados no sen
armazem as 10 ^ horas da manlnia inleudo o mar-
lello, ao maior preco que or offerecido por qual-
quer objeclo que for a leilao, pois i lem dado pro-
vas por varias vezes.
r O leilao dos queijos ficou transferido para
qu.nla-feira 20 do crranle, ao meio .lia em poni,
no armazem de M. Carnciro, na ra do Trapiche
AVISOS DIVERSOS.
' Aiuga-sc a casa terrea da roa da Gloria n. 53 :
a Iralar na ra da Cruz no Recite n. 60.
Alugam-sc dous escravos que servem para str-
viroinlerno eexleroo de casa, para hotel ou bole-
qulm, porj lereiu alguma pra,lica c sercm fiis: a
tralar na ra do Vigario n. 29. .
. Pwcisa-se de um caixeiro na cefinacao da'rua
l)ire,ila dos Afogados 11. 13 : a tratar na mesma.
O lenle Ccrqueira Lima, leudo de reli-
rar-se pira a corlo, leva em seu servico os escravos
de sua propr'iedade JuliSo c Andr'cza, crioulos. e
Ballmia, parda, nsquaes se acham compctenlemenle
despachados pela polica.
O abaixo asignado aulorisa ao autor dos an-
nuicios que o chama a negoci de seu nterssc, que
declare qual o negocio para afaslar qualquer sus-
pcila, poisj com elle se entendeu, sendo o negocio
com Luiz Cjriaco da Silva, e os anuuncius conli-
nuam.Carlos Francisco Soares de Brito.
Precisa-se de urna ama que lenha bbm leile pa-
ra criar : na ra Nova, casa n. 50, primeiro andar.
Jos Francisco Barrote, subdito portuguez,
retira-sc para fra do Imperio, ejulga nada dever a
pessoa alguma, contudo se algnem se julgarcu cre-
dor, aprsente a cnnla na Ira.vcsia da Madre de Dos
n. 16, primciio alidar.
Manoel Goncalvcs de Moracs vai ao Maranho.
Precisa-se 1I0 um feilor para engenbo, prefe-
rindo-se das.Jlhas : quem quizer annuncie.
Antonio Jos Carneiro Guimanics relira-se pa-
ra Europa.
JoSo Falque exporta para o Rio de Janeiro o
sen escravo, crioulo, de nome Lucio, de idade 18
annos. 1
' Tbomaz Teixeira Bastos vai, Europa.
Precisa-se do um caixeiro que d fiador a sua
conduca, para lomar porjialanco orna taberna em
quanlo o dono vai fazer urna viagem : quem estiver
neslas cireumslancias, dirija-se a taberna, sita na
ra das Cruzes n. 2, que achara com quem tratar
este negocio.
Aluga-se um ipulalo que coznha bem o diario
de urna casa, e.hc muilo fiel: na ra do Fagundes.
armazem 11. 7.
-*- Na loja de ferragens n. 56 A da roa da Cadeia
.lo Recifc, deseja-se fallar com os Srs. Bonifacio da
Silva que morou na ra da Cruz 00 Recife, Anlonio
Jos da l-ouseca que morou na cidade da Victoria e
Cabo, c Manoel Anlonio Nogueira, a iulercsses par-
ticulares ; p*r isso se pede aos mesmos scuhores ou
osque*Suas veres facam, de apparecerem na dila
lojaafimdo se llie communicar qual o negocio.
Precisa-so de urna criada forra ou captiva, pa-
ra cozinhar,>engmmar e comprar : 11a ra daPraia
11. 41, se dir quem precisa.
Na loja da ra do Crespo n. 10, precisa-se fal-
lar com os Srs. Jos Cypriauo Anluiie-, Jo3o Anto-
nio Oallo.Modeslo Francisco das ('.hagas, Antonio
Viceute da Cruz e Ignacio Nery de Aranjo.
Roga-se ao Sr Jos Joaquim de
Campos queira annunciar a sua morada,
pois se llie deseja fallar, ou dirija-se a ra
da Cadeia n. 24.
Lotera de Nossa Senhora do Li vi-amento.
No dia 21 _dp crrenle andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senhora, avis-
ta da grande extracto que tem havido nao resla du-
vida que a mesma corra no referido dia, e espera
lliesoureiroqilc os amables desle jogo conlinuem a
comprar o resto dos bilhcles, os quaes eslao venda
uos lugares j conhecidos. O ihesoureiro,
Joao Damingues da Sllca.
Casa da
leve principio
-se nu dia 3Q
aferico, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisAu I
no dia 1 de abril correle, a (inalisar
de jiinlio prximo fuluro: segundo o disposlo no
arl. 14 do regiment municipal. T
O Sr. Joao Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
livrana n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se, alugar urna ama que saiba lavar,
ensommar, cozuiliar c fazer todo o servico de una
casa de pouca familia : na ra Direila ni 119, lua
de sclleiro.
Rape Amarelinlio.
Viava Pereira da Cunba 'enearregada do deposito
de rape Princeza do Uassegrosso, meio^rosso e fino,
nolicia a seus fregueics que araba deWrceebcr um
novo rape muilo apreciado no Rio de Janeiro, a que
chamam amarelinho: e em verdade a suaqnalidade
o torna recommendavcl: sen preco he de I9280 de
S libras para cima. Os amanles pois, da boa pilada
enconlraroem seu deposito na ra da Cruz 11.'23
lodas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jeilandu-sc a qualquer reclamacao que possa haver
Pasw a (res em parodia pelos Srs. Pinlo, Sania
Roza o a beneficiada. .
Lundum pelos.Srs. Monleiro, Pessina e a benefi-
ciada. ,
Principiar s horas do coslume. .
Us bilbe(es vendem-se em casa da beneficiada, ra
da Ladea do bairro de Santo Antonio n. lfrprimci-
ru andar, e no da no escrjptorio do tbeairo.
AVISOSMARITIMOS.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
N dia 20 desle mez
(espera-se do sul o vapor
'1 liamrs, commandante
Slrull, 6 qual depois da
demora do coitmne se-
guir p'sra Europa, para passageiros, traase com
os agentes Adamson Howie & C, na ra do Trapi-
che-Novo n. 42.
Para o Ass e porlos intermedios pretende se-
guir em poocos dias a lancha nacional A'otxz Etpe-
ranea, e lambem se frea para o Cear ou Aracaiv -
para carga epassageiros, para o que tem bous inodiM, 1 rata-se na ra da Ca
loja de Cunba 4 Aniortn.
s mais modernas e
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova loja ]
de ourives da roa do Calinga n. 11, con fren- ",
te ao pateo da nialriz* ra Nova, franqueiam
ao pultlii'o em geral um bello e variado sor-
i tmenlo de obras de ouro de muilo bons gos-
(os, e preros que nao' des.igradanlo a quem i
[ queira comprar, os mesmos se obrigarq por
: qualquer obra que venderem a passar urna
5.m responsabilidade, especificando
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra dq Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossa, por
procos mais baixos do que em u-
tra qualquer parte, tanto em por-,
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinaco com a
maior paite das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e pol-
is to oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bein dos
seus interesses) comprar.fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
CHRVSTALOTYPO.
.Galeria de ricas pinturas pelo antigo c
novo estvlo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De raixas, quadros, modal lias, allinetes e pislrei-
s ha um rico sorlimenlo para collorar retratos,
por proco muilo baixo.
OSr. Jos Gomes dos Sanios Pereira, do enge-
nho Mannas, tem urna caria para Ihc ser eulregue;
bem como o Sr. Jeronymo de Albuquorque Mello :
na ra da Cadeia do Recife n. 41.
' A directora do*gabinete porluguez de leilura,
recebe proposlas at o dia 22 do corrcnle, para a fei-
lura de estantes para a bibliolhcca : os sen hoces mes-
tres marcineiros podem ir examinar o modello que
est no estabelecimento. As propostas serao estra-
gues no gabinete ao Sr. guarda em carfa fechada.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
,tralar do meninas a fazer mais algum servico se 'for
preciso : na ra da Senzalla Velha n,60 primeiro
jadar, ou na Capunga sitio lo Sr. linio.
J. Chardon, bacharel em bellas le Iras, Dr. em
direilo, formado na universidade de Pars*, ensina
em sua casa, ra das Flores n. 37. primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da ra das Flores com a
ra da Concordia, a ler, escrever, Iraduzir e fallar
Quem tiver para vender tres vaas de venecianas,
falle na roa largd do Rosario n. 29.
Aluga-sc o segundo andar da casa da ra de
Aguas-Verdes n. 22, com bastantes commodos e pre-
co razoavel: na travessa do yueimado n. 1.
" PrecisS-se alugar urna canoa que esleja em bom
estado Jfcue carregue 500 lijlos de alveuaria gros-
sa : nafua Nova n. 4.
D-se'dinheiro a juros sobre penhores de ouro
nu prala: na ra Velha n. 35.
No domingo 16 do crranle, as 5 para 6 horas
da manliaa.perdeii-se um retalopeqneno de daguer-
reolypo, iudo da igreja da Solcdade para a ra do
Sebo, c pela ra do Pires e Corredor do Rispo ou-
tra vez para a ra da Solcdade: pede-se-a quem o
liver adiado de levar ra da Solcdade, casa da es-
quina do Sr. Herculauo, ou na ruado Vigario n. 25.
Os Sis. Mi,miel Tiloma/, do Barros Compello,
Tiburlino de Alenla Pinlo, Anlonio Consalves Pe-
reira e Pedro Delgado de liorna, queiram dirigir-se
a ra Nova n. 47, loja de Jos Francisco Cnrnciro, a
negocio que Ibes diz respailo.
Jos Luiz Martins Pereira vai Portugal,,e
deixa por seus procuradores, em primeiro lugar Joao
Manoel Marlins, Francisco Luiz Martins Pereira e
Jos Luiz Ferreira da Cosa, fu-ando o primeiro de
pqsse de algumas letlras e mais documentos.
Precisa-sc de um felor que trabalhe e tome
conta de um sitio com escravos : na ra do Passeio
Publico, loja n. 7.
Perdcu-se na saxla-feira da Paixilo no choro da
igreja da matriz de Santo Antonio, urna pulceira de
ouro com cajeado e unja correle : quem a achou,
querendo resliluir, dirija-se ra Direila, segundo
audar n. 36.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba lavar, eimoidinar e coser alguma
couza, porm que seja de boa conduca : na roa do
Queiuaado n. 6.
Deseja-se-saber se existe nesla provincia Mi-
guel Anlonio Marques, natural da cidade de Visen,
reino de Portugal, o qual foi caixeiro cm urna botica
desla praca ; por isso rega-se ao mesmo, ou quem
d el le soi i Ler aolicias, de participar na loja da ra db
Crespo ii. 1, ao abaixo assignado.
,- Alalinas de Jxecedo V'illarouco.
' Antonio de Mello Camelo relira-sc para ci-
dade de Lisboa.
Na ra do A-aorim n. 39,'oo fia Estancia sitio
quefica no oilao, a direita da igreja, precisa-sede
urna ama para o servido de pouca familia, e de um
hornera que se queira sugeitar ao Irabalho em um
sitio pequeo.
oira
quahda.le do onro de 14 ou 1S quilalcs, fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvida
jmLi,!.'i:i'!:,',:!:S:-'s'''''"/''"' S "'""'"
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Espera-so a todo momento o vapor na-
cional, conductor das listas da lotera oi-
tava do Estado Sanitario.
D-se 2:000*000 a jaros de 2 por cento ao mez
rom firma desta praca : quem pretender annuncie.
Precisa-se por alueuel nicn.al de urna ranoa
que carregue de 700 a 800 lijlos.: a Iralar na na do
l.ivramenlo n. 2!. primeiro andar, uem Olinda com
Dr. Antonio-Pereira Barroso de Moraes.
Lava-seecitgomma-se roana de homem e un-
a do Kecife n. 50, (menle de senhora : uo lira da rus do Calutouce,
I confronte acocheira n, 33,
1
J|t
particulares era casa de familia.
Loja ingleza de Jupa feita, ruada Cadeia
do Reciten. 16.
Existe nesle estabelecimento utn grande, sortimento
de roupa feita de lodas as Qualidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas,*caljas, collelcs, camisas, ceroulas,
ele., eos preros serao osfhais razavcis possiveis,
visto ser o syslema do douo n3o dcxar dinlicirp sa-
bir ainda mesmo com algum prajuizo.
Urna pessoa habilitada pela pratica
(pie tem de ensinar, propie-se a dar li-
mes das linguas franec/.a e ingleza por
mdico preco : quem pretender, queira
dirigir-se a ra larga do Rosario, quarto
andar por cima da botica do Sr. Bartho-
loiiieu.
Aluga-se um sobrado de dous andares, silo na
roa da Aurora n. 22 com bastantes commqdos, porla-
cocheirae cavallerice: Iralar na mesma ran.
26, sobrado da quina.
Jos Maree llino daRoza, ridadao Brasileiro,
relira-se para Portugal a Iralar de sua saule, c dei-
xa na gerencia de seu negocio cncarfegado do aciivo
e pasivo, como seu primeiro procurador, seu mano
Joaquim Mauricio Gonc,alves Roza, para segundo o
sr. Albino Jos da Silva, e (erceiro o Sr. Jos Bap-
lisla da Fonseea Jnior.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar, en-
gommar, para servir de portas a denlro a duas pes-
soas : a Iralar na roa Augusla n. 33 casa terrea da
quina que volla para o Peixolo, que tem lampean.
Faro ver aa respeilavel publico, que sendo eu
duenle de hervsipella ha 18anos,dando-mc a maior
parle das las duas vezes, era nm peilo, de que j es-
lava muilo inchado, e por militas- vezes estourava o
dito peito, e logo que Uve noticiado Sr. Bcnto Bar-
boza Cordciro, morador ua roa de Sanio Amaro casa
lerrea n. 2i, que curou-mc ha tres annos desle mal,
como consl:, a lodos os mcus vzinbos, que vrame
presenciaran) os grandes prodigios de suas curas, que
cm pouco lempo reslabeleram os docnles, recorr
ao dito senbor, e fiquc perfeilamenlc boa. e affirrao
em f de verdade.Maria Romana de Azevedo. -
Rece 12 de abril de 1854.
Aluga-se urna boa rasa com peqneno silio que
lem parreiras, com bstanles uvas qoasi maduras,
varias frucleiras, e cacimba de agua de beber, no
principio da estrada dos Aluicloiao pe do Mangui-
nho: Irala-se desea preco no largo da Trempe so-
brado u. t, que lem taberna por baixo.
Oderece-se urna ama secca para q servido de
urna casa : na Iravessa do Ouvidor, confronte a co-
ebeira.
PLANTAS VIVAS EM VEGETACVO.
Os amadores da agricultura que-quize-
rem comprar plantas vivas|em vegetacao,
sao convidados para lioje 17 de abril a di-
rigirem-se ao aterr da Boa-Vista n. 58
loja, onde encontrai-ao urna clleecao
distinctade plantas asmis raras, as quaes
somente estarao a venda at dia S do
corrente: os senbores amadores acbarao
all em que satisfazer seu espirito. '
Precisa-se de urna ama para q servico de casa
erua, paga-sebem: na na do padre Floriano n. 27.
Deseja-se fallar ao Sr. Domingos Jos
de Magalies ou alguempor elle: na ra
do Vigario n. 7.
Jos Velloso Soares vai i Europa, levando em
spa companbia seu filho menor Jop Velloso Soares,
e deixa por seus procuradores sua mulher D. Mara
Joaquina da (iraca Soares, o commendador Joao
Pinlo de Lemos e Jos Peixolo da Fonseea.
Luiz Marques da Silva Mello, vai a Porlngal
Iralar de sua saudc, levando em sua companhia
duas llhas menores, e deixa durante sua ausencia por
seus procuradores, em primeiro lugar ao Sr. Jos
Luiz Ferreira da Cosa, em secundo Francisco Jos
Leile, cm Icrcciro Joao Baplisla de Araujo, (cando
o primeiro de posse de letlras e mais documentos, por
isso ene-irrogado de suas transacroes.
O Sr. Joaquim Ferreira Chaves baja de pagar a
su lellra de 16$380, vencida a 25 de fevereiro: na
ra Direila padaria n.82.
Francisca Senhrinha do Sacramento, viuvahlc
Jos Narciso da Silva, ha pouco fallecido em Feira
Nova d'Amares, distante .la Braga ama legua.no
remolle Portugal, previne as pessoas desla cidade,
que por ventura se possam julgar credoras do seu ca-
sal, alim de que hajam de aprsenla! em lempo a an-
nuncianle os seus crditos compelenlemcute legali-
sados, para serem allendidos no inventario do* bens
do dito seu marido, cuja liranca vai ser ai recadada
pelo sen cunhado Manoel Dias Fcrnanccs, munido
de necessaria procuracao passada por ella aniiunci-
aute na qualidade de meera, e lutora que querser
do seu filho menor Camino Narciso da Silva : oulro
sim, previne igualmente aos devedores do fallecido
Jos-Narciso da Silua exislcnle naquelles reino, que
nao pagucmseusdebilos aoutra qualquer pessoa que
nao seja ao sobredilo procurador baslaule da aiiiiun-
cianle, sob.pena do pagarem duas vezes, sendo qiie
far (ranscreveriO prsenle nos_ jornacs do mesmo
oslado, para que nnguera se possa dizer ignorado.
Quem precisar de urna ama para casa de um
homem slleiro, para engommar e cozinhar, dirija-
se ao oilao do I,Mmenlo loja n. 9.
Jos Ferreira, morador no ra da Praia, por
haver ouljo de igual nome, de boje era diante se as-
signar Jos Ferreira Coelho.
O abaixo ssignado relira-se para fra do Im-
perio a Iralar de sua saode, deixando por seus pro-
curadores os Srs. Joaquim de Albuqucrque Mello e
Anlonio Augusto dos Sanios Porlo: quem se julgar
seu credor aprsenle sua conta no prazo de Ires dias,
contados da publicarao desle. Recife 17 de abril de
1So4.Jos Pedro de Alcntara.
Ayisa-se aos herderos da Sra. D. Francisca An-
tonia Luis, queo pardo Anlonio de llollanda, de
noile fui preso na roa, pela polica, o esl na ca-
deia.
A pessoa que no dia 8 do crranle deixnu um
cavado nr*hcira da ra da Boa-llora, em Olinda,
queira apparecer para lomar cania do mesmo caval-
o, c pagar a despeza que dito cavallo lem fcilo.
Aiuga-s urna cscrava, que cosnha, lava, een-
gomma perfeilamente o diario: uaruadoScve casa
lerrea de so(30.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em-sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engehho Leao, silo na fieguezia
da Escada:os prelendenles pdemapparecer no ator-
rada Boa-Vista, sobrado n. .">3, segundo andar, que
acbar.'io cora quem tratar, ou na freguezia da Escadu,
no engeuho V icento Campello, com Manoel Ooneat-
ves Pereira Lima.
Vende-se um carro de 4 rodsTem muilo bom
estado, com seus competentes arfekis : quem o pre-
ndw, dirija-s ra do Aiagau u. (i.

5^ O Dr.Thomassin, medico francez, dcon-
2^ sullas lodos os dias utes das 9 horas da
* inaiihaa at o meio dia, em sua casa ra da
<^ Cadeia de S. Antonio n. 7.
Deseja-se fallar Com Ignacio Rodrigues da Sil-
va : ua ra da Senzala nova n. 42 armazem de fer-
ragein.
5$ O.Dr. Sabino Olegario Ludgero Pnho mu- @
@ dnu-sc para o palacete da ra de'S. Francisco
J (mundo novo) n. 68 A. @
@SS@i@:@@@@@
J. Jaue dentista,
conlina rezidir na rpaNova, primeiro andar n.19.
Precisa-sc de una ama para amamenlar um
menino com nove metes de idade: a tralar na ra
do Vigario n. 9 armazem, ou na ra do Brum se-
gundo andar n. 20.
Precisa-se de ama ama para urna casa de pouca
familia : ua ra das Boias, no primeiro sobrado con-
fronte bu armazem do Sr. Guerra.
$) Homceopathia. )
( clnica especial das mo-
( LESTIAS NERVOSAS.
^k Ilysteria, epilepsia ou gota co-
7Z ral, rheumatismo, gota, paralv-
^.sia, defeitos da falla, do ouvido e
g) dosolhps,melancoli, ceplialalgia
{^ ou dores de cabeca, enchaqueca, (^5
(^ dores e tu^o mais que o povo co- ^)
^ nliece pelo nom genrico de-per- (
(A voso-
y As molestias nervosas requeren! militas ve-
^ zes, alm dos medicameulos, o emprego de '
/^ outros meios, quo desperlem ou abalam a
Vry sensibilidade. Estes meio possuo eu ago-
(^) ra, e os pondo-a disposicao do publico.
( Consullas todos os dias (de graca para os
7 pobres;, desde s 9 horas da -manhaa, al
as duas da larde, ra de S. Francisco Mnn-
do-Novo, n.68 A.Dr. Sabino Olegario
f.udgero Pinito.
0
i
m
Quem precisar de madeiras de todas as qoaliiia-
dcs, (amanho, oo.g/ossura para conslriieco de casa:
ou navios, entrando nislo alm de todos os seus per-
tenec, matlixis de qualquer lamanho, e lambem lo-
dos os pertences de barcaca de qualquer tamaitos
dirija-so ao escriptorio de Wanderley & Irmo para
em lempo fazerciii-.se para fra as cncummeii.las me-
diante os ajusto?.
COMPRAS.
Conipra-se um pequeo siti com casa de tai-
pa, sendo na cijade de Olinda ou nos seus arrebal-
des: dirija-se ra do Rosario da Boa-Vista, por
baixo dosobrado onde mora o Sr. padre meslre Ma-
noel Tbomaz da Silva.
Compram-se patacoes brasileiros e
liespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
n- 20, loja de Cambio.
Compra-se prala brasileira e hcspanhola:
na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compra-se urna' geometra de Euclides e urna
arle poelica de Vellez : na ra do Rosario da Boa-
? isla u. 14.
VENDAS
Vende-se nma casa lerrea no bairro da Boa-
V isla, Iravessa do Qoiabo : a Iralar na ra eslreita
do Rosario, casa de marcineiron. 43.
Vendem-se superiores velas de carnauba cora
sebo, em caixas, viudas do Aracaly, por barato pre-
Co : na roa das Larangeiras n. 18.
Vendem-se ricas espadas praleadaspara a guar-
da nacional; na ra Nova, loja de Joao Femante
Paren le \ lanna.
.Para a guarda nacional.
Na roa Nova, loja de Joao Fcrnandes Parele Vi-
anua, vendem-se superiores espadas com as guarni-
eres douradas:
Obras de labyrintho.
Ni ra do Cabug, loja de miudezas n. 6, de Vi-
cente Moutciro Borges, vendem-se hicos e rendas da
torra, Mieos'do labyxintho muilo delicados, assim
como urna roda de saia com bico e urna guarnido
de rede, ludo por commodo preco : a clles, freguc-
zes, anles qnese acabem.
Saccas a 4500.
S rcslam seis saccas com farinba de mandioca da
ierra para se vender pelo diminuto preco de 4500 a
sacra, a(im de se mandar con(a de venda: na ra
Nova n. 33.
Vcnde-sc por450000 um* prclo de nacao, de
idade?.)anuos, muilo possanie e proprio paraalgnm
Sll'P' \ tem V'C0S l"''m llcl,''Hlra' na ruada Pe-
A loja da ra dos Quarteis n. 24,
tem para vender- aos seus freguezes um
esplendido sortimento de chapeos de sef
de seda de cores e prelos, e de panninlio
com armacoes -de balea e de ferro ; adver-
que he'fa-zenda superior e por pre- j
iratissimo assim como esta' exposto i
a vista dos freguezes um completo sorti-
mento delaasdetodas as coi es para bor-
dar, bengalas, luvas, bicos, botoes,pentes-
de. tartaruga para cabello, de raarlim e
bfalo para alisar, leques linos de madre-
perola,. cartas francezas finas para volta-
retee lecarte, e outras muitasquinquillia-
riasquenSoi enumera para nao ser fas-
tidioso o annuncio ; tudo lie (ja' se sabe)
por preco comn iodo. *
Palitos de panno fino a ljOOO.
Vendem-se pjlin. de panno fino francez milito
bem tollos, peto bara lo preco de 16S000 : na ra No-
va n. 1(i,vloja de Jpsi Luiz Pereira & Filho.
V ende-s om b om prolo offical de sapaleiro,
de meia .lade, e por preco commodo : na praca da
Independencia, loja d > calcado n. 33.
V ende-se semen te de coenlro, nova, e muilo
cm coiila : na praca ,1a Boa-Visla n. 7 ; a ella antes
que se acabe.
Vendem-se ch apeos de palha e esleirs, cera
amarella, dita de cai.nauba de primeira sorlc, sola,
courinhos mudos, li ido cliegadode novo do Aracaly,
e por preco commc do a dinheiro i vista : na na da
Cruz do Recife n. 3 3, casa de Sa Araujo.
-p Vende-se o ei igenho Limeirinha, siluado a mar-
gem do Traciinhaei com C00 bracas do testada e
urna legua de futid .v, com as obras'mais precisas, lo--
das novas, eoplim; i moemla, com bons'partidos que
com 2 carros.p. 4 qi larlos podem moer al 2,000 paes
o que he de arail e vanljgem- para um principiante.
Be de ptimo asst care de boa pro.ltieco, lauto de
canna como de lgumes : vende-se com algum di-
nheiro vista, e o mais a pagamento conforme se
poder convencin ar : os prelendenles dirijam-se ao
eugenlio Xaraala ipe de Flores.
Vende-se umS negra de 10 annos de idade : no
aterro da Boa-Vista n. 18, loja.
Vendem-se ps de larangeirds da China e da
Ierra para plantario de silio, de 6 a 8 palmos, mui-
lo superiores, o mais commodo da que em outra par-
le : em P'arnamcirim onde tem duas casas terreas na
frente da estrada : a Iralar no sitio inmediato com
Miguel Joaquim Ferreira.
Vende-so urna carroca comaos competentes ar-
reios para um cavallo, ludo pouco usado : na ra da
Cruz n. 38.
Vende-se urna laberna, sila no bairro da Boa-
Visla: quem a pretender, dirija-se rua Imperial
B. 53.
*- No armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, no raes da Alfandega, o na rua da Moeda de
hraorisco liuedes de Arjo, vendem-se saccas com
excellenle milito, assim como na loja da esquina do
becco Largo n. 26.
Vendem-se 5 escravos, sendo 2 negrinhas de
idade 16 annos, proprias para mucamas por j lercm
algumas habilidades. 1 preloda Costa de bonita figu-
ra, proprio para armazem oupalanqnim, 1 moleque
de idade 14 annos e 1 prela com um pequeo de-
feilo: vende-se barato pois he pechincha, e pode-se
alianrnr a boa conducta : na rua da Gloria n. 7.
MII.HO.
Vende-se a 3?j0O0 com a sacca, superior milho
muilo novo, e saccas muilo grandes: na rua do
Crespo u. 2t.
Na roa das Cruze n. 22, vend'em-se 2 crionlas
de bonitas figuras, mocas, engommadeiras e. cozi-
nheiras, coscm chao e lavam desabao, 1 dila da Cos-
ta, muilo mora, que engomma, cozinha e lava, c 1
escravo, crioulo, proprio para silio ou rua.
Vende-se, panno azul ordinario, proprio para
Iropa, em por cao ou a aovado, por barato preco: na
loja de quatro porlas n. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-se 6 escravas mofas de bonitas figuras,
dma ilellas engomma,-coze, cozinha e faz labvrinlbo:
na rua Direila n. 3.
Vendem-se corles de casemira prela e de cores,
pelo barato preco de 4JJ5O0, cobertores escures a 800
ris, chapeos de sol do bonitas cores pelo preco de
690UO ris: na loja de 4 porlas na roa do Crespo n. 3,
ao lado do arco de S. Antonio. '
Vende-se um sobrado de tim andar em Fora de
Porlas rua do Pilarn. 82, com os commodos segura-
tos:. 2 sallas, 3 quartos, e umsotao com cozinha, om
terraco, quinta!, cacimba e loja: quem quizer com-
pra-lo dirija-se a mesma casa nesles.oilu dias que
achara com quem tratar.
Vende-se urna escrava de 18 a 20 annos, que c'o-
inha.o diario de nma casj, lava de sabao, engomma
bem, sem vicios nem achaques, e de excellenle con-
duela :' na rua Imperial n. 167.
Veude-se urna escrava moca, boa costure ira, en-
gomma c cozinha o diario de urna casa de familia:
na rua Velha n. 20.
Vondc-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var de sabao o vancla, muilo propriapara o servso
de campo, por j ter sido esla a sua occnparSo:
quema pretender dirija-se a rua do Crespo loja .6.
ESTAHHO. .
Vende-se etanbo eni verguinlia : no,
armazem de Eduardo H. Wyatt, rua do
Trapiche novo, n. 18.
Vende-se um excellenle carrinho do 4 rodas,
mui bem construido, em bom estado; esl exposto na
roa do Aragno, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendentes examina-lo, e tralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recife
No pateo do Carmo, laberna n. 1, vende-se
ura escravo proprio para lodo servico.
Vendem-se crranles de ferro usadas, lano fi-
nas como grossas, as quaes esto em muilo bom es-
lado, e por preco muilo commodo: na rua da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
obre, lalo e outra qualquer qualidade de mel.tl,
assim como brins, lonas-e outros pannos velhos ele.
. VAYilllAS A CONTEXTO E TESOIMS.
Na rua da Cadeia do Recite n, 48, 1 audar es-
criptoro de Augusto C. de Abren conlinuam-.se a
vender a 8,000 ris o par (preco fixo) s j bem co-
ndecidas e afamadas navalhas de barba, fcilas pelo
hbil falirieanl(!|ii(' foi premiado na exposicao de
Londres', as quaes alm de durarcra extraordinaria-
te nao se scnlcm no rosto na aecao de corlar: ven-
dem-se com a .-.indica.) de nao agradando poderem os
compradores devolvc-lasat15dias depois da compra,
reslituindo-se' o importe; na mesma casa ba ricas
tesourinhas para unbas feitas pelo mesmo fabricante.
, ptimo vinho de Collares,
em barris de 7 em pipa: no escriptorio de Augusto
C.de Abrcu na rua da Cadeia do Recife n. 48, Io
audar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de lodos quaulos al agora
tem appareeido: no escriptorio de Augusto C. d
Abren na rua da cadeia do Recito n. 48, 1andar.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de hrim,
na ruado Collegio n. 4, e na rua da Cadeia do Reci-
to u. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
OVAS DO SERTAO.
Vendem-se muito frescaes ovas do serian, por pre-
co commodo: na rua do Queiraado, loja n. 14.
Delouche, relojoeirp. .
Vendera-sd relogios o concer(am-se, mais
barato do que em outra qualquer parte ; as-
_ sim como lem idros, crranles e chaves :
na rua Nova n. 11. Tambera vende agua argenlo-
magnelica para pralcar.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na rua da Cruz n. 62, as.mclhorcs sementes rc-
cenlemenle chegadas de Usboa na barca porlugneza
Margarida, como seja : couve Ironxu.la, monvarda,
saboia, feijao carrapato de duas qualidades, ervilha
torta e direila, coenlro. salsa; nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Vende-se um escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterrada Boa Vista n.53de 1 hora
da larde em vante ato 6 da larde achara com quem
tratar.
Vende-se um escravo proprio para engenno,
por preco cummodo: na rua da Praia n. 29.-
No armazem confronto a loja do Sr. Marlins,
pintor, vendem-se duas carracas novas moilo bem
construidas; as quaes servem para cavallo ou-boi, e
ouira usada ; as quaes se vendem peto preco que o
comprador ofierecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela layadeira e er%om-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra -vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronte do trapiche
do algodao, lem- para vender-se feijfio mua lio lio
muilo novo, e em saccas grandes : a tratar na rua da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas p ara rape'.
Vendem-se superiorescaixas para rap feitas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto preco de I528O :
ua rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ourof prala, mais
barato de que em qualquer outra parle:
na praca da Independencia n. 18 e 20. .
Chapeos pretos francezes
a carij, osroelhores e de forma.mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos proco que em outra parte : na roa da Cadeia do
Recite, n. 17.-
Depot da fabrica de Todos o Saatoa na Babia.
Vende-se, em casa de N. O.-Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo;
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello mr.ito
novo, cera em grume e ero velas com bom sorli-
menlo de superior qnalidade, mercurio doce. e cal
tde Lisboa em pedra, oovissima.
Vendem-se eYn casa de Me. Calmont & Com-
panhia, ua praca do Corpo Santn.ll,o seguinte:
vinho deMarscilleem caixas d? 3 a 6 duzias, linhas
em ifovcllos ecarreteis, breu em barricas mnilo
grandes, acodemasorUdo, ferroinglesi------------
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meia* moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas. co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar,aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o' metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companbia, na rua da
Cruz, n> 4.
SANOS.
SALSA PARBILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. i. I). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praja orna grande por-
cSo de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaolelar, os consu-
midores de iao precioso talismn, de cahir nsle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquclles, que anlepocm
seus interesses ao* males e estragos da humamdade.
Portento pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificarla e recntenteme aqui eftega-
da ; o a nnuncia lite faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em.sua botica, na rua da Conceicao
d Recife n. 61 ; e, alm do receituaro que acotn-
panha cada frasco, tero embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos. ,
Vade-mecum dos homeopathas ou
oDr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Aeha-se a venda esta importantissima o-
bra do Dr. llering no consultorio liomceo-
pathieo do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio 11. 25, 1 andar. ,
ATTENCAO'! J
Vende-se o verdadeira fumo de taranhnns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina do becco dos Peccados Morlaes.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de couro de lustre, bem fci-
lo*. pelo diminuto preco de 29500 cada um.
$9 Deposito de vinbo de cham-
tjj) pagne Chateau-Ay, primeiraqua-.
M lidade, de propriedade do condi
a de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
* de toda a champagne vende-
(gfc se a 36-000 rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
B comte Feron & Companhia.'N. B.
*W As caixas sao clareadas a fogo
($)' Conde de Mareuil e os rtulos
5) das garrafas sao azues.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellins, che*
gada rece 11 lem o 11 le da America.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ruado Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
.Vende-se cm porres de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco,fun-
decdo no caes do Collegio, e na rua da
Cruz n. 28, vende-se superior feriaba de
mandioca, a mais nova que existe no mer-
cado, e a preco razoavel.
s'-S.^@ _
@ Na rua do Crespo, loja n. 2.1, #
vendem-sn cortes de casemira prela fina a
W 53000, sarja prela larga, fazenda superior, a g
-3 2j0(X) o covado, scim ile Maco muilo cncor-
pado a 2S.00. chales de laa escaros a 800 rs..
panno prelo o azul a 38000, corles de casenti-
ra parda a 29000, dula franceza larga com g
algum mofo a 200 rs. o covado, dila Iimpas
muilo finas a 40, riscados france-zes > cores
fixasa ISO, riscados de liuho os melhores que @
ha no mercado a 24(1, e outras miiilas fazen-
das, por preco haralissimo.
>C
Vende-se urna prela que sab cozinhar o diario
de urna casa: na rua do Livramento u. 1,
Vendem-e relogios de ouro, pa
| ten-te inglez, por commodo pre-
" co: na rua da Cruz n.*20, casa de
tL. Leconte Feron & Companhia.
Na rua- do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, qadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes; modinhas, tudo modernissimo
chegado- do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Venderse no armazem de Tasso Irmos, farinba de
trigo de todas as qualidades, que cxislem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas eom 12 jardas-a
25)100 a peca, corles do ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com81|2 varas 39000 rs., corles de meia casemira
para calca a 39000 rs., e outras militas fazendas por
preco commodo : na rna do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Aseada de Edwia Maw.
Na rna de Apollo n. 6,.armazem de Me. Calmon
iV Companhia, acha-sc constantemente bons sorli-
mcnios de tai vas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a miar era madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com' torca de
4" cautiles, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para' casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco ven para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, a:
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de onro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fe- (
bricada no Rio de Janeiro, che-
:ada recentemente, recommen- a
i-se aos senhores de engenho os 3
seus bdns^eti'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20,' ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vende-fe na rua das Flores n, 37, primeiro an- 1
dar, urna lypographia nova com lodo o seoa per-
tences. '
Tacas para engenhos.
Na^undicao' de ferro de D. W.
BowiKnn, na rua do Brum, pastan-
do o ehaferiz continua 'haver- nm
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmo de
bocea, as quaes acham-se jet venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca- >-*e ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhosde vento
"ombombasderepuiopara regar horlase.bailas
decapim.nafundiradeD. W. Bowman: na roa
do Brum ns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUIT FINO..
Vende-e superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio d Novae & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afregaeada: a tralar
eom Tasso -& Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores esenros de lgdao a 800 n,, dilo riml-.
o grandes e encorpados a 19400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta jwra a Cadeia.
pWissa.
No anligo deposito d^ rua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para, vender muilo ndva potassa
da Rnssia, americanae lyasileira, em peqneno bar-
ris de 4 arrobas; a Bcajualidade e 'preco maiha-
ratos do que em outra qufeIquer parle, se aftiincam
aos que precisaren! comprar: No mesmo deposito
lambem ha barris com caRde Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegidos. \
nas ua nussia i no"annar^fal
Comoanhia, na rua da Cruz n. 4.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem, afreguezada pata
a trra, e com poucos fundos, e faz-ge van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Deosn. 22.
Vende-se selim prelo lavrado, de muito bom
eoslo, para vestidos, a 2800 o covado: na rua do
Crespo, loja da esquina'que volla para a cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de. cassa do ultimo goslo, core
fixas, pelo baralissimo jirecp de 19920 o corl ; na
roa do Crespo n. 5. *
Devoto Christao.
Sanio a luz a 2. edicao do li vrinho denominado-
Devoto Chnslao.mats correctoeaeresceoUdo: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a.640 rs. cada eiempler.
Redes acolchoadas,
brancas e decores de um s panno,muilo grande e
de oom goslo : vendem-se na-roa' do Crespo, loja, da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se om cofre de madeira com arcos de
torro muilo forte e com tees fecbaduraa moilo segu-
ras, por preco commodo : na rua da Senzala defron-
te da lo|i do Sr. Marlins, pintor.
NO ARMAZEB DE EDUARDO
H. Wyatt, rua do Trapiche Novo n.
18, ha constantemente para vftdr
em gi-ossoos seguintes artigos :.
Alvafade de primeira qualidade, em bar-
nhnhosde 28 libras.
Supenor^cre^m barricas d 5 a'-fi quin- '
.^STcda urna.
Fio de vela e de- sapath-o.
Chumbo de municasortido.
Cerreja branca e'preta, em barricas de
. quatro duzias.
Dita dita em meias garrafas.
Vinho do-rPerte e Cherez, em barris de
quatfo empipa.
Bicos de algodao esh-eitos e largos.
Linhas de dito em novellos, diversos sor-
tunentos.
Chapeos -* -~T Ti I Ni|l] barras lai-
gas streitaj "r\
Fitas de laa de ceJres sortidas.
Ditas de algodao brancas de diversas lar-
guras. **
Meias curtas de dito cruas para- homem.
Luvas deseda nara senhrvra hranm, ^^
Vendeta-se pregos americanos, em,
barris, proprios para barricas de a*su-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
trapiche Novo n. 16.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle &.Compa-nhja,
vende-so ur carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocinara de Poirrier, no aterro da Boa-Visla.
Vende-se nm eomplelosortimenlo de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000, 49000 ,
59OOO e 69000, dilo azoj 39000, 49000 e 5JO00, ca-
semira prala a 2^00, selim prelo muito superior ,
H9000 e 49000 o covado, sarja prela hespanhola 29 e
29.")00 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29600, muilas mais fazendas de muilasqua-
liilades( por preco commodo: na rua do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feitas no Ara-
caty, por menos preco do que em outra qnalquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a* I9440 ; ditos de salpico lambem. grandes, ai
19280, ditos de salpico d" tapete, a 15100: na rua yo
Crespo loja n. 6. (_
Deposito de algodao da fabrica de tod#os s
santos. /'
Em casa de Deane Youle & Companhia. -vendem-se
os algodocs desta fabrica : na rua da 'jdcia Velha

Deposito de ferinhas dcitrigo.
Acha-se farinba de SSSF a mais/nova no mercado,
coma lambem um sorlimenlo de uarinhas americanas:
no armazem de Deane Voule -jaLompanhia, no bec-
co d.o Gonralves.
Relogios de our i inglezes :
vendem-se em casa de Dcar i Youle & Compr.hia.
'
deseda para senhora, brancas, pre-
tas e cor de canna.
Ditas para homem, ditas ditas dita.
Meias de seda brancas e pretas para se-
nhora. ,
Chicotes inglezes para canos.
Loros e silbas para sellins.
Pouros de lustre para cobertasde camps.
Globos de vidro para cefrfedores ou es-
cudas.
Lustres bronzeados para velas, de 3, 4 e
5 luzes.
Candelabros ditos dito dito.
Arandelas ditos dito de 1 luz.
Lustres douradosdeluzespara azeite.
Casticaes de casquinlia com mangas.
Ac para molas de carro. *
Faenes com cabo de osso e de pau-
Fechaduras inglezas de pa,tente
para portas com 2 chaves.
Balancas para pesar curtas.
Livros para copiar cartas com/ ndice
sem elle.
Papel de dito em resmas c dous. lma-
nnos.
Dito mata-borrao encanado em felheto
maior.
Tinta preta de copiar. -
Dita encarnada.
Lacre superior encarnado e preto.
Lapis e obreias inglezas.
Cutelarias e ferragefts de todas-^s quali-
dades, proprias Ttrfreste.mercado, das
quaes ha sempn em ser nm sortimento
completo.
ARMAZEM DE
Wyatt, rua do Tn
VEHDE-SF
* Eduardo F
Novon. 18
Um lindo est
nhora 1
pnujar, /
Lstojoj pe. ^eosparatoilete dassenhoras.
d lita com caixa plateada, pro-
o, que pdeservir para se-
omem, a vontade do com-
EscaUs
pnas para armaze ns ou lpias de fa-
zendas.
Superioreg lentes dito dito.
Estojos
ftidas
Ditos co:
mfetal
facas e garfos coin folhas pra-
ra o servico de sobre mesa.
l faca, garf
.ara menin
>lhr do mesmo
;roos.
ntda.
marco do corrente
nome .Antonio, com o,
nnos, altura proporcin
, tem um dedo da rno esnuer-
e bonita (gira, he bstente esperto e
, ressado. nao se sabe a roupa com que
de rosume s vestir calca e carniza, e
o. ievou chapeo do Chi|e" fino de abas
ormj.i usado, he natural do It.donde
rio de 1 j mezes: roga-se portunto s td-
/olirtaes c capilSes de campo, a captar do
uandarem-no entregar a seus senhores na
m armazem de assucar n. 28 ou defronte
n. 2b lerceiro- andar, que serSo recwn-
Vendem-se em casa de
nhia, rua da Cadeia Velha 1
dudeiro e earvao p;.tenlevpr.
Vendem-se dous vehic
roelas de carrejar fazendas
'leaneYonle&Compa-
->2, ac de Milito >er-
io pata ferreiro"
s oa carros d' i a tro
*lianlre\fa pc?"com-
D
anno,
signaes
nal, coi
da aleij
aniac
TOglO,
sempr
peque
veio I
lorida
mc-m
ruad,
da eai
pensa
, escra> o, parott'de nome Leonardo de idade de 18 an-
nos p ouca-maisoo menos, com os seguintes signaes;
bauo e o peilo nm pouco medido para denlro, ca-
bello s carapinhos e descera al o meio da test, loi
esen ivo de Joanna Maria dos Passos, moradora na
Boa--viagem : descoolia-sc que fosse seduzido, esle
esccfflvo vinha lodos os dias ve nitor leito ao Recite,
'ha noticia de ter sido visto no scrlo no lngar Var-
zia da Vaca, este escravo perl ence a Fernando J-
da Roclta Pinto, morador no l Un de Janeiro : quem
o pegar e o levar a rua da D .leia do Recite, loja n.
5, receber dn.a|).aivo_a-jsiiac .0 2009 T. de gratifl-
cac-lo. -''Antonio Remar &>- faz de Canalho.
modo preco: a tratar uo caes loRamoai 1.8.
Ferm Tj. d. ft, T, T-ri*.I*

K
1 1 \r\r>
\/r"KAr>i A n>
AIPAMTD A r\^N
11 i-rii


Full Text
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