Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01895


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Full Text
ANNO XXX. N 88.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Pop 3 meses vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1854.
Por Anno adiantado ISlOOO.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARGADOS DA SUBSCR1PCAO*.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquira Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal,, o Sr. Joaquira Ignacio Pereira ;Aracaty, o Sr.
. Antonio deLemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao.o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMINOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Pars, 340 a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companliia de Beberibe ao par.
s dacompanhia de seguros ao par.
Disconto do leltras 12 0/0 .
METAES.
Ouro. On^as hespanholas. 289500 a 295000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata___Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS
Olinda, todos os dias.
garuar, Bonito e Garanfc > nos dias 1 e 15.
Villa Bella, .Boa-Vista, E e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segu is e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as qui s feiras.
PREAMAR 5 HOJE.
Primeira s 9 horas e l muios da manhaa.
Segunda s 9 horas e 4 inotos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qtiintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2."^ vara do civel, qartas e alijados ao moio dia.
El'IIEMERIDES.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu"
tos* 48 segundos da tarde.
3 La cheia as 4 horas, 26 minutos e
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa.
- 27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. Primeira oitava. S. Aniceto p.
18 Terca. Segunda oitava- S. Galdino b. eard. ^
19 Quarta. Ss. Expedito, Aristonico, Scrates.
20 Quinto. Ignez do monte Policiano v
21 Sexta. S. Anselmo are.; Ss.'AbdocalascSilvio
22 Sabbado. in Albis. Ss. Soler e Cuio pp. rom.
23 Domingo, in Ablis el.? depois do Pascoa. A
fgida da SS. V. Mai de Dos, para o EgypK.
.

PARTE OFFICIAL.
GOVEHNO DA PROVINCIA.
&rfilta do 41a 1 a abril de 1854.
OfflcioAo Exm. marechal commandande das
armas, inteirando-o de haver expedido as conveni-
entes ordens, nao s para que sejam transportados
para a, corte, no vapor que se espera do norte, o 1.
lente ajudante Mauoel Deodoro da Fonceca, o 1.
cirurgiao capito Thoroaz Cardoso de Mendonra, e a
familia deste, mas tambem para que se passe guias
de soccorrimenlQ aqudles offiriaes.Etpediram-se
ju ordens le que o-Uala.
DitoAo mesmo, doclarandc que nesta- data soli-
cita do governo imperial os esclarecimentos por S.
Ex. pedidos cerca, das duvidas propostas pelo
lente coronel commaudante do 4. batalhao de
artilharia p.
DitoAo mesmo, communicando haver o capi-
to do 4> batalhilo de artilharia a p, Joo Mara de
Almeida Feijo, apresenlado o conhecmento de ter
pago na recebedoria.de rendas internas, os direitos e
emolnmentos correspondentes lioenoa de tres me-
- zas com sold, que Ihe foi concedida por aviso da
reparticao da guerra do 30 de dzembro ultimo pa-
ra ir corle, e recomendando, que d execuoao ao
citado aviso.
DitoAo mesmo, recommendando a exped rao
' de suas ordenj para que seja inspeccionado pelos ci-
ratgiOes do corpo de saade, o clicfe, de secro' apo-
senlado, da thesouraria de fazenda, Antonio Vital de
Olivcira.
BiloAojniz relator da junta de jusli;a, trans-
mittind, para ser relatado em sessao da mesma
junta, o processo crimnvil do .soldado do corpo de
polica, Joao Francise-aa~Siva. Cnmmunicou-se
ao commandante d'aqnelle corpo,
DicoAo inspector do arsenal de mrioha, para
mandar fazer os concertos de qae neeessila u brigue
Capibaribc, e contratar um pralico para tecuir no
dito brigue at o porto do Maranhao.e- Comrau-
nicou-se ao commandante da esacao naval.
DitoAo director das obras publicas, coheedendo
a aalorsarao que pedio para dispender a qnanla
de 259000 rs. com a factura dos concertos de qae
precisa o calamento da ponte da Boa-Vista.Intei-
rou-se a tbesooraria provincial.
DitoA mesmo, aecusando rerebido n orcamen-
to'de dous-lanjo do caes do Capibaribe, os quaes
compete ao governo executar; lendo um a extensao
de 51 palmos e flea em frente da ra, projectada em
segaimeulo do becco do Ferreiro no aterro da Boa-
Vista, e o ontro a de 20 bracas, fronteiro a ra Ve-
lha, declarandp que approva se contrate com o
empreiteiro daquell* obra, Jos Goncalves Ferieira
Cavalcanti, a factura do 2> dos mencionados lau-
cos, devendo o 1. ser executado pelos actuaes pos-
eiros dono* dos predios existentes, com a eoitaico
da a todo o lempo qae se romper ou abrir a rui, ,sc-
, rem elles Indemnisados do valor do terreno e caes,
cedidos servidao publica, bem como dos predios
que forera enlZ^nutfctiiJenJn que por isso de-
Yolve -o meatioWlu w v,anie
DitoAp juirde direito da I .i vaia^sm^Lde,
dizendo que pode mandar (r cm liberdade o re-
cento Antonio Jos de Santa Ami,vistocfOc segundo
a opiniao dos mdicos que o inspeccionaram,nao ser
ve para soldado.
DitoAo bacharel Antonio de VasconcellosMcnczes
de Drummon, declarando que em quanto nao vier o
procurador liseal.nomeado para a thesouraria de fa-
zenda desta provincia, deve Smc.conliuuar.a exercer
aquella lugar interinamente. .
DitoAo inspector da thesouraria provincial, re-
commendando que depois de prestar o vigario en-
commendado, da freguezia de Marangnape, Jos
Pedro Bandelra de Mello, nanga idunea, mande
ame. entregar-lhe o cont de res consignado no
art. 17 da lei provincial n. 320 para os concertos
e reparos da matriz daquelia freguezia, visto ter
elle latisfeito a exigencia.da, mesma thesouraria.
DitoAo mesmo, para mandar por em hasta pu-
blica a pintura e alcatroamenlo deque, precisan) as
souraria de fazenda, acerca do requerimento em
que Miguel Caeteno Soares Carneiro Monteiro pede
restituidlo da quantia 5289000 rs. que pagou de sel-
lo dos bilheles da 2.' parte da lotera concedida a
favor da matriz da freguezia do Poco da PVnella ; e
nomeando para esse fim o bacharel Joaquim Jos da
Fonseca. Flzeram-se as necessarias communica-
ees.
DitaReformando nos mesmos postos, por assim o
haverem pedido, o lenle quartel mestre Jos An-
tonio Guimaraes e o lenle Miguel l.uiz 'ionratves
Jnior, esto perteucente aguarda nacional do mu-
nicipio do llecife, e aquello i de Olinda.Fizeram-
se is necessarias commuoicaeOes. )
. DitaDimillindo, de conformidade com a propos-
ta do chele de polica a Francisco Bapsta de Al-
meida, do lugar do subdelegado da freguezia de S.
Jos dcsla cidade.e a Manoel Jos Teixeira Bas|os do
de 1.' supplcnte do mesmo subdelegado, e nomeando
para o l.i dos mencionados lugares o bacharel
Francisco Bernardo de Carvalho, e para o 2.- a Ma-
noel Ferretea Accioli. Commuuicou-se ao referido
chefe de polica.
ED1TAL.
De ordem do Illm. Sr. marechal do campo Jos
Fernandos dos Sanios Pereira commandante das ar-
mas, se faz saber que em ordem do dia firmada hoje
sob n. 74 foi declarado ausento o Sr. lente do ba-
talhao n. 9 de infanlaria Bernardo Joaquim Perei-
ra, por estar comprehendido nas disposiee.es do aviso
circular do ministerio da guerra de 25 de agosto de
1852, visto ter excedido o prazo marcado para sua
apresenlacao nesla provincia.
E para que possa o mesmo Sr. tenente evitar as
Sienas que a lei de 26 de maio de 1835 impOe aos of-
iciaos que desertaren), he pelo presente, em virln-
de do art. 3 da citada lei, chamado i apresenlar-se
dentro do prazo de dous mezes. *
Quartel general do commando das armas de. Per-
nambucoem 17 de abril de 1854.
Candido Leal Ferreira, sjadant de ordens en-
carregado do delalhe.
EXTERIOR.
Primeira secoaQ:Rio de Janeiro:Ministerio dos
negocios do imperio, em 21 de maride 1834.
Dlm. eExm. Sr. Foi ouvida a secuto dos ne-
gocios do imperio do cooselho d'estado, sobre ama-
toria do otficio n. 25 do antecessor de V. Eie. data-
do de 23 de fevereiro do anuo plumo, e instruido
com dezeseis documentos, no qual solicita ao gover-
no imperial a approvaciio da decisao que proferto
sobre as eleicOes de vereadores e juizes de paz,
que* se proccdeU na freguezia de Cabrob?do muni-
cipio d Boa Vista dessa" provincia, no dia 7 de se-
tembro de 1852, depois de expor os seguintes fados:
Primeiro.'que lendo concorrido despectiva ma-
triz no dia e hora approvados para i eleicao, orga-
nisada e presidida mesa parochial, ojoj)t de paz
mais volado do primeirodislriclo da mesma fregue-
zia Jos Victorino da Silva, retirou-se sob pretexto
de coaeco no dia 8 para um logar visinho, cojo
nomenaa declara, e ah com alguns votantes da
sua parcialidad^, fonnou nova mesa, e fez ama elei-
cao, coja actafoi remedida acamara municipal.
Segundo, que havend"o-se retirado o dito jniz de
paz, e nem comparecido os immediatos supplenles,
najo obstante tercm sido avisados, a mesa organisada
na matriz e a maiori dos votantes resolvern cha-
mar o juiz de paz mais votado do segando dislricto
da mesma freguezia.'Francisco Xavier Torres, que
continnoo eVoncluioo processo eleitoral com loda
a rcgnlaridade, e cuja acta foi tambem presente
respectiva cmara.
Tercero, que nao saliendo a enmara municipal
qual das actas devera apurar, cunsullouo antecessor
de V. Etc., o qaalem vista dos esclareWmenlos que
lhe foram presentes, ordenou que so apnr'asse como
mais regular a acta da eleicao presidida pdo juiz de
paz Torres, tomande-se em separado a volaco da
eleicao feila soba presidencia do cilado Jos Victo-
rino. \
. ES.K. ^Imperador da ludo inleindo, bou ve
por bem conformar-se por sua immediata resolucao
de 11 do corren le, com o parecer da referida seccao,
exarado em consulta de 2 do dito' mez; e manda de-
[ darariV.Exe., que merecen a sua imperial appro-
vacao a decisao dada sobre taes eleices pelo ante-
cessor de V. Exc, visto colligir-se do exame dos do-
cumentos que acompanharam o mencionado oflicp,
que a eleicao comecadn na matriz pdo juiz de paz
do priroeiro dislricto, continuada e concluida em
aclosuccessivo pelo juiz de paz do segando, foi a
mais regular, nao s por inspirar mais eonliansa o
seu processo, como por nada se argnr com funda-
mento contra a competencia do ultimo juiz de paz,
porque s se apresentou e funeconou, depois de se
haver verificado que os supplenles do primtiro, ou
seachavam impedidos, ou naoquizeramMmparcccr:
oqaecommunico a V. Etc. para seuweSfccimenlo
c para que o Taca constar a rcspecliv^Xira mu-
nicipal, .
Dos guarde aV. Exc Lu; Pedreira do
[ma\S^erra:' ~Sr- pre9idenle da provincia e
sem que os gabinetes am possam previni-la.
Como nao he dado pri
gar de anlcmao um plan
dencia humana embar-
ccao para tal ou tal
caso, inesperado, joth p aturo por em dclihe-
racao eventualidades qui
Na incerteza que paira
idea fundamental parece
Dio podem realisar,
re o futuro, ama nica
urna applicacao verda-
deramente pralica, he q perigo que podeni re-
sultar de urna catosIroplielTurqua ser diminuido
em muilo se a Russia* algH(|rra se enlenderem
cerca da marcha qae laverein de adoptar em
commum.
Este acord ser tanto ns
completo for o assentimen'tl
a Russia j subsiste untperfeila conformidade
de principios relalivamenlons negocios daTurquia,
lar quanCp mais
ria. Eulre ella
um interesse
de conscrvacSo e de
efileaz, bastara que a
ruada Aurora, servindo de base a essa arremalacao
e orcamento e dausulas que remelle por* copias.
Communicoa-se aa director das obras publicas.
toAo commandante do corpo de polica, re-
commendando qne mande transferir para o qaartel
do Hospicio o ex-alferesdaquelle corpo,Bayardo Leo-
poldo de Souza Magalhaes.O'fflciou-se a respeilo
ao Exm. marechal commandante das armas.
PortarlaO presidente da provincia, conforman-
do-* com o que propoz o chefe de polica em of-
ficio n. 254 de 31 de marQO lindo, resolve dimitlir
dos cargos de 2. 3. e 5.-supplenles do delegado do
1." dislricto deste termo o Dr. Joaquim Antonio Car-
o da Conha Miranda, bacharel Joao Silveira de
Souza e o ciiada'os Benlo da Costa, nomeando
para supplenles do mesmo delegado, os cidadaos se-
guintes.
l.t Sapp^li^.' Antonio Jos da Costa Ribero.
chaf el Carlos Augusto da Silveira I.obo.
t Antonio Alves de Souza Carvalho.
(i Miguel filppe da Fonseca.
Commonlcou-6e ao'jehtfe de polica.
DitaCncedendo o Dr. Braz Florentino llenri-
qnes de Souza, n dispensa que pedio, de dar o seu
sea parecer eo mo procurador fiscal interino da the-
3.-
4.'
5."
6.-
FOLHETIM.
^DEOREI.
BUCO.
Cumpra-se. Palacio' do governo de Pernamba-
co, 6 de abyil de 1855.Figueiredo.
Couorme.Antonio leite de Pinho.
*M8l8li
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel f eaeral do commando das armas da
Pernambuco, n cidade do Recife, em 17
de abril de 1854.
ORDEM SO DIA l. 74.
O marechal de campo commandante das armas,
enr vista da partidpajao qne lhe enderecou em of-
flcio n. 177 de 15 do correte o Sr. tenentc-coronel
commandante do nono batalhao de infanlaria, de-
clara comprehendido nas disposiroes do aviso cir-
cular' do ministerio da guerra de 25 de agosto de
852 o Sr. tenente Bernardo Joaquim Pereira, por
ter excedido o prazo d espera, estipulado em dito
aviso para Cizer a sua apresenlacao no referido ba-
'alho, para o qual leve passagera em virtude da
imperial resolucao de 23 de novembro do anno pas-
sado, pelo que e de conformidade com o disposto
nos arla. 1 c 3 da lei de ft de maio de 1835, o con-
sidera ausenje.
Assisuado, Jos Fernandes dot Santos Pereira.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
-----------1------------------------:-------*------------------
A correspondencia oficial sobrea *Barqula.
As communicaces seguintes a respeilo da Tur-
qua feitas ao governo de sua mageslado pelo im-
perador da Russia, com as respostas respectivas
( de Janeiro annl de" 1853), foram apresenladas
a ambas as cmaras do parlamento por ordem de
sua magestade:
Memorndum pek conde Ncssclrode,. entregue
ao governo de sua nragestade, e fondado sobre com-
municates recebidas do imperador da Russia, sub-
seqnentemento visita de sua raageslade imperial
Inglaterra emjunho de 1844.
A Russia e a Inglaterra se acham mutuamente
penetradas da convierto de que he do squ interesse
commum qu a Porta ottomana se mantenlia no es-
tado de independencia e de posse territorial de qne
se compe actualmente este imperio, por que esta
combinadlo poltica he a que se concilla melhor
com o interesse geral da conservaran da paz.
De acord com esle principio, a Russia c a In-
glaterra tem um interesse igual em unir os seus es-
forjos para consolidar a existencia do imperio olto-
mano, e afaslar os perigos que podeaMMwprometler
a sua seguranza.
Neste intuito, o csseurial he deixaf^fue a Porta
viva tranquilla, sem agita-la intilmente pelos enre-
dos diplomticos, sem urna necessidade absoluta,
nos seus negocios internos.
Para por este systema de economa interna sabia-
mente em pralica segundo o interesse bem enten-
dido da Porta, se nao deve perder de vista duas
cousas. Ei-las:
Eo> primeiro lugar a Porta tem urna tendencia
constante a se emaufbar dos compromissos que lhe
prescrevem os tratados que tem concluido com
oulras potencias. Espera pralica-lo impunemente,
por que coala com o dame mutuo dos gabinetes.
Julga que se faltar aos seus compromissos para com
um ddles, os outros esposarao a sua causa e a po-
rao ao abrigo de qualquer responsabilidade.
He essencial nao confirmar a Porta nesta illus.io.
Todas as vezes que ella fallar s suas obrigacOes
para com urna das grandes potencias, he do interesse
de todas as outras fazer-lhe scnlir o seu erro e ex-
horta-la seriamente Tazer Justina ao gabinete que
pedir urna justa repararan.
Assim que a Porla se nao r sustentada pelos
outros gabinetes, ceder, e as dhTercncas occorridas
se aplainarao no sentido da conciliacSo, sem que
dalii resulte um conflicto.
He urna segunda causa de complicajao inherente
i siluacao da Pqrta; a difficuldade que ha em
por de acord entre si o respeilo devido autorda-
de soberana do sullao fundada sobre a lei massnl-
mana, com os manejos que reclamam os inleresses
das populacoes chrisUas deste imperio.
Esla difficuldade he real. Na sllaar,ao actual dos
espritus na Europa, os gabinetes nao poderiam ver
com indifferenca que as populac,5es christaas na
Turqua sejam exposlasa actos flagrantes de vexajao
e de intolerancia religiosa.
He forca inressantemente fazer sentir esla verda-
de aos ministros otlomanos, e 'pcrsuadi-los de que
nao podem contar com a amizade e com o apoio das
grandes potencias se nao com a cndilo de que
elles tralem os subditos clirisiaos da Porta con to-
leraariae com brandara.
Insislindo sobre esla verdade os representantes es-
traogeirosdeverao, por outra parte, usar de loda a
sua influencia para manter os subditos christaos da
Porta na submssao para com a auloridade sobe-
rana.
Guiados por estes principios os representantes es-
trangeiros deverao obrar entre si segundo um per-
feilo espirito de concordia. Se fizercm queixas i
Porla, deverao .ser assigoaladas por um carcter
verdadeh-o de unanimidade, sem qu revelem o de
urna prepotencia exclusiva.
Persistiudo neste systema com calma e moderacao'
os representantes dos grandes gabinetes da Europa
lerao a melhor probabilidade de bom xito nos seus
actos, sem que provoquen) complicares que com-
promeltam o repouso do imperio oltomano. Se to-
dasas grandes potencias adoptarem francamente este
theor de proceder, lerao urna e8pc,ranca fundada ;de
conservara existencia da'Torquia.
Entretanto niuguem poderia dissimular qoantos
elementos de dissolucao encerra esto imperio. Cir-
cumstaucias imprevistas ihe podem accelerar a queda
a mesma posirao.
em
paz
Para tornar a uniao mai
Inglaterra se lhe ssociasse ira o mesmo fim.
A razao que aconselha estabclecimcnlo deste
acord be mu simples.
Em trra a Rosna exerd'para com a Turqua
ama accao preponderante.
No mar a Inglaterra occ
(solada, a accao destasluai potencias poderia
fazer muito mal. Combina joder produzir um
bem real; dahi utilidde i eilender-se antes de
obrar.
Esla idea foi adoptada co principio durante a
ultima residencia do imperjor em Londres. Dahi
resulluu o compromisso evotua que, se aconleccsse
alguma cousa imprevista
Inglaterra se ajuslariam
quedeveriam fazer emcoi
O alvo, segundo o qual
deverao entender-se, podei
seguinte:
1. Procurar manter a distada do imperio ol-
tomano no sea estado aclua, tnto quanto esta com-
binacao poltica for possivi.
' 2. Se previrnios que develesmnrouar-sc, ajus-
larmos anteriormente sobre too o que diz respeto
ao estabclecimcnlo de urna loa .ordem de cousas,
i Tirquia, a Russia e a
(ecpadamenle sobre o
han.
1 Rusia e a Inglaterra
rular-so da maucira
mo imim k rumiis, t mo uccon.
PRIMEIRA PARTE.
- / I
Van endafalso ^yluiiolico.
Algnmas leguas distante de Rigaem urna pallida
nile de outono, nm homem embudado em um ca-
pote escarot o coma fronle cubera por um chapeo
redolido de copa baixa, segaia montado era um ra-
vallo magro, oe pello spero e longo, o caminm ex-
travagantemente variado que vai de Livouia Cur-
laUdia.
Eram quasi seis horas da larde, o sol linha desap-
arto por Iraz das moutanhas qncfeclinm o ho-
e apenas ooViam-se ^e quando'eihquando
nidos harmemiosos do vento nos rochedos Ion-
ios. Esse quadro oITerecia em si mesmo um
o particular de grandeza potica. A' direita,
urna planicie immensa, cortada por alguns lagos,
nos quaes reflectiam as nuveda*>sombrias que cor-
no ceo ; de vez em quandodescobriam-se hes-
10 deserto arbustos mesquiuhos c definhados mor-
\Jn ", dg""w*"Wlhf|l|-""'^- clima ;
da, outras planic^ sT^Sf'm menos monoto-
nVL WCuuV' e.!nl.-iudo aosolhosra-
malhetes de belulas, cajos aih^ vcrdes e copa,ios
nareciam desafiar o Vento ardcnleqoevinha da eoc
e encarar um sol que ll, recu^^s ralos ;
emftm nefando, alguns oilciros deMnlwW-seiis
pernTcinzentos no rico manto do ^tuuTMo
rol lingia coto um ultimo reflexodc pnrpu?.
Era nma dessas noitej que Dos parece ler feito
expressaracnto para a Mefaneolia e para 0 Amor '
Koites deliciosas em que a Iremnla luz das estrellas'
e a claridade vaporosa Oa la dao aos objecin for
mas- indiciaes c' flucluantes, cuja vista engaa"os
ulhoa, e faz meditar ; noites harmoniosas cm que a
brisa embalsamada, rdcando as aores com as azas
e a tena com os psiissa cantando os celestes
ranlicos das ga... A paizagein niono-
revestia-so
lie e respeftosa, I
Alravez da sombra transparente que invada a
trra, a planicie e os oileiros bavian tomado pro-
porches mu differente, apenas distinguiam-se ao
longe algumas lmlias vagas; que desenhavam os ra-
malheles de belulas da esqnerda, ou o rflexo das
aguas inorlas, que designava os lagos da direita...
Nada poderia dar a idea da grandeza de semelhan-
le quadro- De quando em quando umsrito eleva-
va*se no meio do maviuso silencio da noite, e via-se
passar rpidamente, como um ponto prelo na beira
do camiuho. algum animal selvagem levado do im-
pulso de sua carreira; oulras vezes era um canto
slavo entoado pela,voz firme e sonora. de algum es-
clavo, que distrada o aborrecimenlo da servidao, e
ouvia-su pnuco depois a forle respirarlo das bostas
de carga, que elle tanga dante de si para a prxi-
ma estribara...
Apozar da solemne belleza da paizagem, o ho-
rnera do capole escuro conlinuava seu camiuho sem
parecer seulir a menor emorao, nem lomar neuhum
interesse pelas grcas podicas da estrada.
r i a a Pr*m*'ra vez que elle ia de Livonia
i-uriaiidia, e o caminho que seguia lhe era prova-
yelmcnte conhecido ha muil lempo. Somonte co--
mo o Nordeste Yesfrescava, e o ci cobria-se vens mais o chapeo para cima dos olhos, envolvendo-se
^,Ln?PH ,-' reil0' deu levemente de espo-
ras o avallo, c o inlolligenle animal lancou-se paJ
ra dianle com um novo ardor.
O lugar cni que acanavam de parar aprescnlava a
imagem regularde uiiisem.circ.,1,, perfeito; no ponto
em fte lerminava a estrada do Rig'a. comeaam ou-
lras duas estradas,que cnndnziam uma i.Mitlau ou-
Iraa Uoldinsen. O cavallciro hesitou um nstente so"-
bre o catoinlio que devia lomar, e depuis desse ns-
tente de hesitaran, ajuslou a bride com enema e
pregn vivamente as esporas nos flancos do cavallo
O animal inliricou-se a essa interpellac.ao directo c
sallon o fosso que separara a estrada da planicie.'
Chcgaodo ahi, o cavallciro laucn de todos os la-
dos um ulhar iilerrogador, como para pedir pla-
nicie um abrigo para a noite, e depois de explorar
bem os arredores, deu novo impulso ao cavallo, o
qual tornou a partir a galope.
destinada a substituir o que date actualmente,
velarmoscm commum paraqe a mudanra occor-
rida na situa^ao interior l-si imperio nao possa
prejudicar a seguranza dos smI proprios esjados, e
nem aos direitos que os tralidi lhes asseguram res-
pectivamente, nem a niaumciao do equilibrio eu-
ropeu.
Segundo este alvo, desl'arteurmulado, a poltica
da Russia e da Austria, comb dissemos, se acha
esl re la monte ligada pelo prlipio de uma perfeila
sondariedade. Se a Inglatcracomp principal po-
tncia martima, obrar de redo com ellas, deve-
pensar que a Franca se acia em a necessidade de
se conformar com a march concertada entro S.
Petersburgo, Londres e Vieru.
Como o coufiido enlre t .'raudos potencias se
acha d'est'arle apartado, seete esperar qne a paz
da Europa possa ser manda, mesmo uu meio de
eircumstancias tao graves.He parfl assegurar este
objcclo de interesse coman, que dvera ser con-
sagrado o acord anlecipao que a Russia e A In-
glaterra eslabelecerem enfe si, assim como, o im-,
peradqr couvencionou conos ministros de sua ma-
gestade britnica durante sua residencia na In-
glaterra.
No.l.
SIR.G. H. SEYMOUR A .OD JOHN RSSELL.
( Recebidaa2dejaneiro )
Secreta c confidencial. S. ?etersburgo, 11 de Ja-
neiro de 1S.3.T.
My-LordEm a noite de 3 do correle ti ve a
honra de ver o imperador no palacio da Graa II u-
queza Helena, a qual pciio euignamenle'perms-
sao para convidar LadyScyronr camin para nos
encontrarmos com a familia mperial.
O imperador veio ter carago, da manei ra mais
agradavel, para annunciar-m qucouvira dizr com
grande satisfagan que o goveio de sua magestade
se achava definitivamente orgoisado, acresecutando
que confia va que o ministrio seria de tonga du-
racSo.
Sua magestade pedio-me particularmente que
communicasse esla convierto o conde de Aberde-
en, comquem dissera que'lve relacOes ha quasi
quarentaannos,eaquem conagrava igual respeilo
e estima. Sua magestade ped que fosse recommen-
dado linbrauca de Sua Exellencia.
Vossa Excellencia conhece os mcus senlimeutos,
disse o operador, em relacao Inglatertt. O que
en antes j lhe disse, aindao repito; julgava-se
qne os dons paizes estovara ea termos de romper
as rolarnos de aniisadejelenhipara mim queesta si-
tuarlo ha de continuar^ Vosa Excellencia j es-
leve aqui em cerlo lempo, e, :omo se lembrara, ha
muilos poneos pontos em que eraos desconcordado;
em verdade, os nossos interesse sao os mesmos cm
quasi todas as quesles.
Observei que nao sabia se e hava dado' dcsin-
telligencia alguma entre nos lesdc que me acho
em S. Petersburgo, excepto ocrea da No. III. de
Luiz Napoleao, um ponto a espeito do qnal cada
governo linha a sua opiniao popria, mas um pon-
to que em substancia era muiimmalerial.
A No. III, replicn o impendor, involveria ton-
ga explicaran ; por tanto, nao locarei presefctcmeti-
le neste ponto. Todava, ser-ne-hia agradyel que
V. Exc. allcndessc ao que tcibo a dizer sobre a
quesiao, c rogo i V. Exc qtc seigne fallar-mc
em alguma manhaa quando me adiar um 'pouco
desoecupado.
Entretanto, ped sua magestade que se dignas-
se dar-me as suas ordens.
Ao mesmo lempo, o imperador disse-me : repito j
que he muilo essencial que os dous governos is-
lo he, que o governo inglez e cu, c eu c o governo
iuglez nos achassemos nos mesmos termos ; e a
necessidade nunca foi maior do que na actualidade.
Pejo-lhe que aprsente estas palavras a lor John
Russell. Quando nos acbamos de acord, naosen-
lirei ancicdailc quanto ao oeste da Europa ; he im-
material o que os outros possam pensar ou fazer.
Quanto Turqua, a questao he dilTercnlc ; esle paiz
se acha em um estado critico, e pode causar a lo-
dos [nos grande perturbarlo. E agora pedirc li-
cenra para dizer a Y. Exc. que sua magestade se
dignou apertar-me a mao de uma manera mui
agradavel.
Occorreu-me pnr um instante que a conversacao
eslava incompleta, e nunca poda ser renovada ;
e, em quanto o imperador apertava-me a mao, ea
lhe disse:' senhor, coin a permissao de vossa mages-
tade, desejra merecer um grande favor. Pois bem,
rcplicou sua magestade: diga o que quer.
Senhor, vossa magestade dignou-se cncarregar-
me das gerates asseveraces quanto ideiitidadc dos
designios entre os ddhs gabinetes, o que cerlamen-
te deu-me omaiorprazer, e ser recebido com igual
satisfarao em Inglaterra ; mas cu Meara particular-
mente salisfeito se vossa magestade acrescentsse
algunlas palavras que tendessem a applacar ancie-
dade acerca dos negocios da Turqua,o que os arou-
lecimentos actuaes sao desl'arle calculados para ex-
citar a parte do governo de sua mageslade; he
provavcl que vossa magestade se digne encarregar-
.mo com algumas asseveraces addicionacs desta es-
pecie.
As palavras e maneiras do imperador, posto que
serqpre mai benignas, moslravam que sua magesta-
de nao linha inlcnrao de fallar-mc acerca da de.
monslracaoquc elle est prestes a fazer no sul. To-
dava, disse, priniciramciite com pouca besilacao,
mas, i medida que conlinuava, de uma manera
franca e firme, o Os negocios da Turqua estilo
em ama condirao mu desorganisada; o proprio
"paiz parece estar cahindo aos pedacos ( anioaea rui-
na ) ; a.queda ser uma grande desgrana, e he mui
imprtenle que a Inglaterra e a Russia cheguern a
uma perfeila inlelligencia sobre estes negocios, e
que nenhumade passo algum decisivo que a oulra
nao leve "a bem.
, Observei em poucas palavras, que-ie regosijava
de ouvir sua magestade imperial usar de semelhan-
te lnguagem ; que esta era cerlamente a idea que
cu fazia da manera porque as quesles turcas devem
ser tratadas. **
Olhc, disse o imperador, como continuando
com as suas observares, o olhe ; temos nos bra-
cos um homem enfermo um homem gravemente
enfermo ; digo-lhe-com franqueza, sera um grande
infortunio, se, em um desses dias, elle deyesse esca-
par-nos, mxime antes que lodas as dispos^Oos ne-
cessarias fossem tomadas. Mas em' fim, nao he es-
te o momento de fallar-lhe nisto.
Era claro que o imperador nao tencionava pro-
longar a conversa ; portante lhe disse eu, A be-
nignidade de vossa magestade me permillir fazer-
lhe anda uma'observarlo. Diz vossa mageslado
que o homem est enfermo; est bom, mas vosa
magestade dignar-se-ha desculpar-me se lhe fac.0
observar, que "compete ao homem geneoso e forle
poupar o homem enfermo e fraco.
O imperador cntao despidi-se de mim de uma
maueira que revelava a impressflo de que ao me-
nos me nao havia offendido, o de novo expressou a
inlcnrao cm que eslava do mandar-me chamar
n'oulra occasiao.
de refleclir altntamente sobre a minha conversa-
do com o imperador, parecc-me que esla e qual-
quer proposla que me seja feila deste especie, (en-
de a eslabelcccr um dilemma, em virtude do
qual lio mui dcsejMiel que o governo de sua mages-
tade se nao deixe agrilhoar. O dilemma parece ser
este : se o governo'de sua magestade nao cliegaPa
um acord com a Russia quanto ao qae poder a-
conteccr no caso do dcsmoronamnlo repentino da
Turqua, lera pouca razao de queixar-sc se o resul-
tado for desagradavel Inglaterra. Se, pelo con-
trario, o governo de sua magestade entrar na ronsi-
dereto de semclhantcs eventualidades, de alguma
sorle consentir cm uma calastroplic que elle tem
muilo interesse em defender al o ultimo ponto.
O resumo he provavelmente esle : a Inglaterra
tem a desejar um estrello acord com a Russia no
intuito de previnir o desmoronamento da Turqua,
ao passo qu a Russia ficaria mni salisfeito' que o
acord fosse applicado aos suecessos que devem
acompanhar esle desmoronamento.
Tenho etc. (Assignado ) G. //. Seymour.
P. S. Depois que esto despacho foi escriplo ou-'
vi dizer ao ministril austraco ; que o imperador lhe
fallara da conversacao que teve comigo. Eu re-
fer a Sir Hamilton Seymour, dise sua magestade,
que o novo minislrro me parece estar forte, e que
desejo nudosamente a sua duracao, posto que a
a dizer a verdade, quanto Inglaterra, sei que he o
paiz com que nos devemosiallar. Nao nos devemos
inclinar a esle ou aquelle partido G. H. S.
No. 2.
SIR G. H. SEYMOUR A LORD JOHN RUSSELL.
( Retbiia em 6 de fecereiro.)
Secrete c confidencial. S. Petersburgo 22 de Ja-
neiro de 1853.
My-Lord. A 14 do corrente, cm consequencia
de um aviso.que recebi do chanccler, esperei o
mnerador, c liv'e a honra de estabelecer com sua
magestade imperial a, mui interessanle conversacao
cujo summario he do mcu dever offerecer V. Etc.
a qual, posto que impcrfcila, nao ser incorrecto
quanto aos tactos.
Achci sua magestade sosinlio ; roooben-me com
grande aflabilidade, dizendo, qne ea me mostrara
desejoso de fallar-lhe sobre os negodos orientaos;
que, pela soa parte, nao havia indisposirao alguma
a faze-lo, mas que comeraria de um perodo re-'
tmolo. *
V. Exc. conhece, disse sua mageslade, os sonhs
e planos que a mperalriz Calbarina costumava af-
fagar ; estes sao desprezados cm nosto lempo,
mas ao passo que herdei immensas possesses ter-
ritoriaes, nao herdei estas vscs, se lhe apraz dar
este neme. Pelo contrario, o mea paiz he too vas-
to, dolado de eircumstancias tao telizes', que fora-
dcsrazoavel se eu desejasse mais tcrriloriagou mais
poder do que possuo ; pelo contrario, sou o primei-
ro a dizer-lhe que o nosso grande, tolvez o nnsso
nico perigo, he o que-resultaria do .'nma extensao
dada a um imperio ja tao Vasto. >
J unto a nos. est a Turqua, c em nossa presente
coiidicio nada meliior podo ser desojado para os nos-
sos inleresses; j l foram os lempos cm'qne tinha-
mos alguma coasa a temer do espirito fantico ou
da empreza militar dos Turcos, e anda o paiz he
bastante forle, ou tem sido al hoje bastante forte,
para preservar a sua independencia, c obler respei-
loso'lralaineuto dos outros paizes.
Pois bem, uaqtaelle imperio existem varios mi-
lhCcs de christaos, cujos interesses sou obrigado a
vigiar, ao passo que o direito de assim obrar me he
garantido por via de tratados. Passo dizer em ver-
dade que faco um uso moderado c parco do meu
direito, e confessarei livremente que he este um
direito que he acompanhado de obrigacOes ocasio-
nalmente mu inconvenientes ; mas nao posso de-
sistir do encargo de um dever dislincto. A nos-
mSVJSSS- Alidn^f 6 repen6sa' I N dis""*i "e ,icrro de um quarlo de legua, elle
VM n p eneanio -^-aeswiwocs. ^ i lcabava uc ayi3|ar un)a nse^,,, ch0Upaua meio
escondida nas voltes da planicie. Foi para essa
clioupana que dirigi sua carreira.
Por todos os condes de Bergalasse, meus avs I
exelamou o cavallciro aguilhoando sua ravalgadura,
julguei que nao acharia um abrigo, onde reponzar
esla noite... Decididamente triste imperio lie a
Rljssia, e abominavd regia he a Curlandia I...
Hola Hola Huck, accrescenlou elle diridndo-se
ao cavallo, modera leu ardor, mcu amigo, eis-nos
chegarios.
Comeffdlo, a cabera do cavallo tocava na janella
do primeiro andar de um pardieiro, ao qual o ca-
vallo c o cavallciro linham chegado quasi sem ver.
O conde le Bergalasse examinou a habitacao di-
anle da qual acabava de parar, e terminado esse
ctamc, acoulou o ar com o chicle por um movi-
mcuto cheio de impaciencia e de mo humor.
Ora eis-alii onde se aninham elles exelamou
o cavallciro ergueudo os hombros... apenas um an-
dar c a toja... Huck, mea bom amigo, receto muilo
que sejas obrigado'a passar a noite ao sereno.
Fallando assim, o conde bateu levemeute com o
caslao do chicote na janella, cujos catavcnlos abri-
ram-se quasi inmediatamente, c uma cabera cc-
bcrlade um bonete de pellos, apresentoii-sc.
Essa cabera era horrivel de ver-sc; mas Berga-
lasse nao era homem* que so assuslassc com lao pou-
co. Domis desde sua i bogada Russia, elle linha
lido lempo e occasiao de liabituar-sc a semelhanles
espectculos.
Ouem bato ahi ? perguntoU o homem de bo-
nete de pellos.
Um homem c um cavallo qne procurara abri-
go, respondeu Bergalasse ; o homem est fatigado,
c o cavallo tem tome.,
Seo interluclor tornoa a fechar um dos catavcnlos
e respondeu :
Minha casa nao he hospedara, o senhor acba-
r ngazalho em Riga.
Perdoe-me vossa senhoria, objecin Bergalas-
se, o qual taras vezes abandonava o lom irnico,
venho de Riga, e nao louho lempo de volter para Eu
Enlao, tornou o homem fechando pouco a
pouco o segando calavento; aconselho-llie que v
a Mitlau...
E quando ia pronunciando a ultima palavra fe-
ehou o segundo calavenlo, de sorle que'Berga-
lasse nao pode ouvir mais.
Fallcm-me na hospilaldude russa, murmiiror
elle com desdem ; essa gente s conhece a Sillera,
ou o knoul. Forcoso Ue empregaj o ultimo meio,
Sea inleqcao ser tealisada, n3o me parece certo.' sa religio, como he eslabelecida nesle paiz, nos-
Acho conveniente declarar V. Etc. que tcnciono
dar ao conde Nessclrode um resumo da minha con-
versacao com o seu imperial amo.
Eslou convencido de que o chanccler he invaria-
velmenlc favoravel as medidas de moderacao, q Jan-
te quanto esl em seu poder, as ideas inglezas. En-
lao, o seu desejo em obrar de harmona com o go-
verno de sua magestade s pode ser reforjado, ao
saber as declararles cordiaes qne o imperador me
fez sobre este assumpto,
Lendo o meu despacho, couvcuci-me do que a
conversacao, poste que resumida, foi fielmonte re-
producida ; o nico ponto de algum i uleros-e o ni
que nao toquei foi a observacao que fez o impera-
dor, de que as ultimas noticias de Constantiriopla
eram mais satisfactorias, porque os Tarcos parec-
alo estar mais razoaveis, posto que anda se ignore
o processo que operou eslq phcnoroeuo.
Obscrvarei somonte qne temos todo o interesse,
que seja sabido que se tome decisao alguma nos ne-
gocios da Turqua, sem qae seja de acord com o
governo de sua magestade, por um soberano que
pode dispor de muilos milhares de baionctas.
He cerlamente mui duvidoso qae este abordo se
realise, e ainda mais porque os profestos do impe-
rador sao um pouco contrariados pdas medidas
que era do meu dever chamar a alten can de-V. Exc.
As palayras de sua mageslade imperial me pare-
cem com ludo possair consideravol valor, e cerla-
mente me offerecem neste momento uma vantegem
que nao posso dcixar de jiproveilar.
Vossa Etc. me perdoar se observo que, depois
ulrr
veio do Oriente ; e ha seulimentos, assim como o-
brigares que nunca devem ser perdidos, de viste.
Actualmente a Turqua, nas coudicf.es que temos
dcscriplo, tem cahido gradualmente em tal estado
de decrepitude qae, como lhe disse outro dia a noi-
te, desejosos como estamos da prolongada etistencia
do homem (e rogo-lhe que me creia que desejo lan-
o quanto V. Ex. pod desejar a continuacao da
sua tida), elle nos pode repentinamente mor-
ree nos bracos. Nao podemos ressuscitar o que
est morto; se o imperio torco cahir, cahir
para serapre ; portento, pergunto-lhc se nao he me-
lhor providenciar de anlcmao uma con diligencia, do
que cahir no (luios, ua coufusao, e na incerteza de
uma guerra europea, fcdo quanto soe acompa-
nhar a calastrnphe se occorrer inesperadamen-
te, o antes que algum syslema ulterior seja es-
bocado. Esle he o ponto a que desejava que V
Ex. charaasse'a altencao do sea governo.
Sr. repliquei eu, vossa magestade he tao franco
comigo-que eslou cerlo que vossa mageslade Ter.
a bondadedepermillr-me fallar com'a mesma fran-
queza. Observara enlao, que deploravel como be
a condicao da Turqua, he um paiz que tem vivido
ha muilo lempo em difiiculdades que muilos sup^
poem ser insuperaveis.
Quanto aos argumentos contigenles, o governo de
sna magestade, como vossa magestade esto bem in-
formado, ohjecla, como regra geral. contrahir com
promissos sobre eventualidades possivds, e lalvcz fos-
se particularmente opposto a proceder assim neste
caso. Se me he dado fallar uestes termos, grande
ja que os outros nao surtem cacito I Veremos I...
Dizendo isso, tornou a comejir entdo com uma de
suas pistolas o mesmo etercicir. ao qual havia-sc
entregado com o chicote ; porm dessa vez com uma
mao mais firme, e de uma ro; neira mais decidida.
Os catavcnlos abriram-se de uo"o.
Os diabos o lvela! resmungoa o bonete d
pclles, tornando a apparecer jantHa... Prctend
impedir-me de descansar ?
Hel de i in pedir-te de domir, se quizeres, res-
pnii.leu Bergalasse, e se quzir, heide fazer, e se
fizer, he porque tenho esse dirtilo... E nao te es-
3uceas, mizeravel escravo, quese hesitares em obe-
ecer-me, hci de mandar administrar-te uma boa
correceo, da qual las cspaloas guardarao uma
lembranra salutar. Toma isb, accrescenlou dle
lancando-lhe a bolsa, abre-mu a porta, d-mc um
lcito, e cala-te.
O homem tomou a bolea, nas fechou a janella.
Todava como a linguagem de conde parccera-lhe
muilo inimelligivel, deseen rpidamente a escada
que conduzia ao andar.terreo, s abri a porta. Ber-
galasse nao esperava um resollido lao promplo.
Se vossa excellencia quer ter o.incommodo de
entrar, disse o homem tirando bonete, e inclinan
do-se, lercra honra de conduzi-Io saaalcova.
Ah ah disse comsigo Bergalasse, ao qual
essa mudanra sorprendeu, cis o meu homem dan-
do-inc cxcclleucia... Sim, sim, isso reconcilia-me
din pouco com os nacionacs.
Apcando-se, lomou as pistolas, metlcu-as no cin-
to, cseguio o dono da casa .vivamente desejoso de
tomar um repouso, do qualsenlia quetinha a maior
necessidade.
O homem acendeu uma cndeia fumosa,' condu-
zio Bergalasse a uma grande mansarda na qual llu-
via um leito, c saudando-o rom todas as mosteas do
ais profundo respeilo, dcsappareceu.
Apenas ficou' so, o conde de Bergalasse liro,u
apressadamento os vestidos manchados de poeira, e
lancou-se na cama.
, N8o fui feliz hoje, disse comsigo assopraodo
sobre a candeia, amanhaa espero, tomar minha des-
forra.
A mais profunda escurdao parava sobre, o quar-
to,c nenhum rumor viuha pcrlarbar o silencio que
ahi renava. O'cende bocejou duas ou tres vezes,
e adormecen...
No Iheatro quando o panno cabe sobre um qua-
dro seiuelhaiile ao que acabamos do trarar, a or-
chestra executa do ordinario alguma branda sym-
phonia para fazer o expeclador snpportar o enfado
dos enlre-actos. Uma cousa anloga produzio-se
nessa historia. Com cffeito apenas o conde de Ber-
galasse fechara os olhos, e gozava das docuras de
um somno reparador, uma meloda deliciosa lez-sc
ouvir, e urna voz de mulher elevou-sc no meio da
! riu
repugnancia se deve esperarla parte da Inglaterra,
dispondo antecipadameute da heranca de um velho
amigo e alliado.
Aregra he excellente, respoflfleu o imperador,
especialmente em lempo-de incerteza e de m
Cas, como o actual; com ludo he da maior it
tanda que nos emlendessemos reeiprocamei
nao permilissimos que os acontecimentos nos sor-
prendessem. a Agora desejo fallar-lhe como a-
migo e como raalleiro ; se chegarmosa entender-
monos sobre este negocio, a Inglaterra e eu, pois
quanto ao resto, pouco me importe ; he-me ihdTe-
renle o que praticam ou pensamos outros. Usando
pois de franqueza, digo-lhe claramente, quese a Ingla-
terra cuidar em se estahetecer como um uestes juizes .
ra Constantinopla, nao o permittirei. Nao lhe em-
presto estes intonces, mas tora melhor neslas occa- .
sioes fallar claramente; pela minha parte, eslou i-
gualmento disposto a nao compromelter-me a esta-
belecer-me l, como propretario, est entendido,
por que nao Higo como depositario ; poder aconle-
cer que as eircumstancias me collocassem no caso de
orcuparCoiisteulinopIa, seas cousas se nao achassem
previstas, se se permitlisse que lado correase ao a-
caso.
Agradec saa magestade a franqueza das suas de- '
clarares, e'o desejo que expressoa de obrar cor-
deal e .-iberiamente com o governo de soa magesta-
de, observando ao mesmo tempo que semelhanle pare-
ca inlelligencia omelhorfiadorconlra o repentino pe-
rigo quesua magestade alludira. Acreseente que
posto que nao estivesse preparado para drumaopi-
niao decidida sobro quesles de tal magnitode e de-
licadeza, parecia-me possivel que seme|hante ajaste
poderia operar-se entre o governo de. sua mages-
lade e saa magestade.
Para tornar o meu pensamenlo mais claro, disse o
seguinte : poss somente repetir, Sr. que em mi-
nha opiniao, o governo de sua mageslade sera ia-
disposlo a fazer certos ajustes relativamente ao des-
moronamento da Turqua, mas lie possivel que esteja
prompto a]pleitear contra certas ajustes que podem
ser tentados em algum caso. q
Sua magestade imperial alludo enlao a ama
conversacao. qae teve a ultima' vez que este-
ve na Inglaterra, com o duque de Wellington, o.
aos motivos que o compelliram a abrir-se com sua
Ex. Enlao, como agora, sua magestade esteva de-
sejoso de tomar providencias contra eventualidades
que, na Talla de lgum acord, podessem compelli-fo
a obra de urna manera opposto s ideas do go-
verno vle sua magestade.
A conversacao passou paraosacontecimenlosdodia;
enlao o imperador recapitutou em |>oucas palavras
os seus direitos sobre os santos lugares, direitos re-
conhecidos pelo firman de fevereiro passado, e con-
firmados por uma sanerao a que sua magestade dis-
se que ligara muito.maior importancia atpalavra
de um soberano.
A execucao das promessas feilas deste arte,'o'des-
l'arle ratificadas, o imperador disse que devia* in-
sistir a este respeto, mas quera crer que o seu ofe-
jceloseria allngido por via dBnegoclacSo, por que
as ultimas noticias de Constantinopla eram antes
mais satisfator.is.
Etpressei a minha crenca de que a negociado -
seguida, como eu sopuuha que linha sido, petes a-
meacasdo medidas militares! tora sufficiento para
assegurar conressoes s justas exigencias da Rossia.
Acrscerttei que desejav expor a sua magestade o'
que linha previamente lido emum papel escriplo
ao seu ministro; saber, qae o qae eu" receiava pe-
la Turqua nao eram as telengues de sua magestade,
mas o actual resallado das medidas que pareciam
ser meditadas.. Que en repeta, qae duas conse-
queocias podiam ser antecipadas quanto ao appa-
recimento de um exercito imperial nas fronteiras
da Turqua nma contra demonstracac- que
poda ser provocada da parte da Franca ; a outra, o
a mais grave, a sublev aco, da parte da populacao
chrisiaa conlra a auloridade do suliaov j Uto enfra-
qucidapelas revoltase por uma crisc financeira
severa.
O imperador asseguron-me que nenhum .movi-
raento das suas torcas ainda nao tinha tido lugar, e
expressou a esperanza que linha de que nenhum
avanro sera requerido.
Quanto a uma expdisSo franceza aos dominios
do sullao, sua mageslade disse que semelhante passo
conduziria os negocios, a nma crise immedala,; que
um sent ment de honra o, obrigaria a mandaras
suas forras para Turqua sem demora u besila-
cao v que se o resultado de tel avanzo fosse a des-
truicte do Grao Turco, lamentara o successo, mas
seiilim que tinha obrado oomo era obrigado a
fazer.
Ao boato supra s tenho de acrescenter, qae o im-
perador desejou'eucarregar 'minha disertoo o com-
munirar oa nao ao seu ministro os particulares da
uossa conversacao; e antes que en deixasse o gallo,
sua mageslade imperial disse, a annuqcie o qne se
passou enlre nos ao governo da rainha, e diga que
eslarei prompto a receber qualquer communi(ac.ao
que seja do seu desejo fazer-me sobre o assumpto.
Os outros tpicos tratados peto imperador eslo
mencionados em oolro despacho. Qnanto' propos-
la extremamente importante a qne se refere esla
narrado, observarei somente, qne, como he* do meu
dever recordar as minhas imprCssoes, asm como
os fados e exposic,Oes, sou obrigado a dizer, que se
as palavras, o tem, eas maneiras offerecem algara
conde do Bergalassejassenlou-se vivamente, c
esc ilion.
A voZ era forte c para, o canto grave c doce-
era ao mesmo tempo uma anteara e uma qeixa, ou
antes era a expressao cslranha, viva e solemne, de
uma dr levada al ao desespero !...
Terei achado aqui o que procurava tao longe,
murmurou Bergalasse dcscendo brandamenle da
cama.
Ao principio seus olhos carregndos de somno nao
distinguirn) absolutamente nada no. quarto ; mas
pouco a pouco seus olhos habiluaram-se escurdao,
c elle vio um fraco raio de luz passar misteriosa-
mente alravez de uma fenda do repartimento.
. O conde dirigio-se a esse repartimento, uuto o ros-
to fresta, e depois de um exame de algnns segun-
des disse comsigo :
__Tinha pensado sempre que os Russos nasciam
imbecis ; agora eslou persuadido de que no fim de
certo lempo elles lornam-se loucos!...
Vnllando ao seu posto de observacao, nao dei-
xou mais; por quanto lodas as cousas que vio absor-
veram-lhe poderosamente o espirito.'
Essa viva atlcntilo da parlo do conde era alias
perfeilamente justificada .pela eslranheza dn espec-
tculo que via. He certo elle havia visto muilas
cousas em sua vida ; porem nunca semelhanle sur-
cessao de scenas extravagantes se lhe oflereccra aos
olhos. %)o lugar em que esteva elle via nma sala
immensa allumiada por uma s alampada. No meio
dessa sala esteva coltocada uma especie de cravo,
di.in lo do qual uma mora acabava de sentar-so.
Bergalasse foi como deslumhrado por essa appa-
ricao.
Era uma mocinha pela ingenuidade de seu bello
olhar, pela pureza de sua fronte, c pelo pudor vir-
ginal de. seu porte ; era uma mulher talvez pelos
contornos redondos de suas espadoas nuas, pelas
formas desenvolvidas de sen eolio, pela delicadeza
elegante e forte de'seu talhe esbelto e airoso. Ella
linla loda a candara da primeira unida toda a
arara da segunda, e quem a vsse resplandecer
com essa belleza ideal, duvidaria se perlcucia mes-
mo ao nosso pobre mundo desherbado, ou se nao
era antes um desses bellos anjos de Dos esqaecidos
sobr nossa torra, e aos quaes s faltam as azas pa-
ra vollur sua patria perdida.:.
Bergalasse nao era cortamente enlbusiasla : mer-
gulhado desde a cabeca al o corarao nessa philoso-
phia egosta c zombeleira que sobreviveu ao seculo
dezoilo, elle era capaz de amar muilo outra coasa,
que a s mesmo, nem procurar outras satsiacoes,
que aquellas, cujo desejo a brulalidade dos sentidos
poda iiispirar-lbe ; todava uma emorao soberana,
unfiKspero de fasciuacao dcsconhecida al en tao
apoderou-sc ac loda a sua pessoa, e seu olhar ar-
dentemenle aceso suspendeu-se com avidez ao olhar
pensativo da alva moca !
Repentinamente a secua mudou, a. moca e o cra-
vo desappareceram, como por encanto, e a sala sa-
bio das, trovas resplandecenle de luz e de grandeza
Assim esclarecida ella lomou proporr,e9 gigantes-
cas. A' direito c esquerda columnas da ordem co-
rinthia clevavam-se. al -abobada, da qual. pen-
diara lustres de cryslal que derramavam com pro-
fusao suas ondas sciutillanlcs de luz...
No fundo havia um llirono magnifico, ao qual
chegava-se depois de ler subido uns doze degraos,
e que doininava magcslosamenle toda a scena. Do
outro lado do llirono abria-se uma larga porla par-
tida ; emfim como complemento indispensavel aos
ornatos extravagantes dessa sala erguia-se u esquer-
da o espectro horrendo e repulsivo de uma guilho-
tina.'... A esse aspecto um clarao cor de sangue
alravessou rpidamente o espirite de Bergalasse,
o qual leve fri no corarao. Depois-que partir de
Franja, elle linha-se esquecido quasi do cadafalso.
As lembrancas revolucionarias vollavam-lhe cm
niultdaoimaginarao perturbada, o ahi laucaran) o
espanto. Elle seno os cabellos herrissarem-se-lbe
sobre a cabeca, e um suor fro corrcr-lhc bramia-
meiilc pelas tontos... Lcmbrou-sc a que paixoes ler-
riveis linha servido esse instrumento fatal; l"r1nou,*
ver era um instante todos os dramas horrendos da
revolucao franceza, c seu espirito commovwo evo-
cou o mais espantoso de todos... a morle de Luiz
XTo^via nao teve lempo de demorar-^e mmlo
nessa lembranc.a; porque Md.^rt* atova-
dreila do llirono, e homens vcslidi com extrava-
gancia enlraram em prociss.10 na *<
Bergalasse v io-os cfiegar de um em um, o col o-
carem-se direita, precisamente cm toce do cada-
falso, onde hava asseulos disapslos para recebfi-los.
Todos estevam Yes,lidos inutstinclameule de um
manto preto, em cuja frente esteva desenlate uma
cruz. Cada um tinha uma mascara, nenhdm pro-
ferio uma palavra, lodos senlaram-so em silencio ;
todava s um nao tinha mascara nem manto.
Esle que esteva vestido como escravo russo, foi
collocar-se parle sobre um escabeUo, dous passos
distante da parede, atraz da qual achava-se Berga-
lasse. ;.
Dimilril exelamou este ultimo reconhecerdo
o escravo do barao I... Que significa isso t
E como se vista desse hornera lhe bonvesse re-
dobrado a curiosidade, elle applicuu o rosto contra
o repartimento com novo ardor. Demais era lem-
po de volter ao posto; pois a porla da esquerda
abrira-se tambem, sar-se uma ((cena ainda maig magestosa qae as pre-
cedentes. "
Dous homens enlraram primeiramente, dos qqaes
umeraalgoz,e o outro sacerdote... O algozsubio
ao cadafalso, o sacerdote esperoa em nano da esca-
da. Depois que ambos tomaram seu lugar, aquelle
que ocetava o Ibrono fez nm signal, e tres
. .__. Ion,,-,!- fl
vos appreceram no
lumiar arrestando nm velho
4


que linha as maos aladas para traz, e a cabera co-
berla de um veo preto...
. rjm murmurio violento percorreu entao a assem-
bla e mais de uma mao arnwu-se do punbal.
Eulrclaulo o velho adiantera^c para o cadafalco #
com passo firme e inclinando-se? profundamente.
diante do sacerdote, subi os (legraos com a cabeca
alta, c sem vcillar.
(.loando chegou ao alto da escada, o ajgoz poz-lhe
a mao direita sobre o hombro, e com a esquetda ar-
raiicou-lhc o veo que cobria-lhe as feiciies. At
entilo apezar do horror que ctperinenfava Berga-
lasse conservara bstanle sanguc fro para seguir
allenlameiile o que passava-se do outro lado do re-
partimento; mas quando a mSo do algoz arraucou
o veo que cobriaas feicOesda victima, e Bergatrase
vio erguer-se sobre o cadafalco a imagem Hel, nem
que pallida c descarada do ultimo re de ranea, el-
le julgou-selbb o dominio de-algum sonho horrivel.
e procurou com todas as torcas quebrar o reparti-
mento que separava-o dessa scena atroz.
Por felicidade sua un rumor eVraf d.,m.a"0J'a
se elevado. Elle vio o.catello fatal cahir raugen-
do nas junrtiiras. fritos de morle c f JJ0"^
abalarain a aboba, depo.s emfim. o silencio e as
trevas^bsluiram esse rf^^
.J.. h -i,,'..'


I

i
i.

i
criterio pejo qual as inlencSes podem ser julgadas,
o imperador est preparado a obrar com perfeita li-
tara o franqueza para cora o goaerno de na mages-
Ude. Soa magcslade tem induhitavelraciile os seus
proprios subditos em vala; e em minlia opiniao,
elle est mu crete na inminencia dos perigos na
Turqua. Todava, estou impressionado da crenca
de que dirigindo esles objeclos, assim como acau-
i telando-se conlra esles perigos, sua magcslade esUi
sinceramente desejoso de obrar de harmona com o
governo de sua magostado.
Agora sobmetliria a V. Ex. que esto proposta
nio pode deixar de ser noticiada pelo governo de
ida magestade. Na primeira ocoasiao esta foi esbo-
cada, e na segunda distinctamenle feila pelo proprio
imperador ao ministro da rainha em sua corte, ao
-passo que a cooversacao que leve lugar ha algans
unos com o duque de WclHngton, prova que o
objeclo em vista ha um objecloque (em oceupado por
mo lempo os pensaraentos de sua magestade im-
perial.
Enlao, se a proposla deve licar, sem resnosla, urna
vantagen decidida siria assegurada.ao gabinete im-
perial, o qual no caso de alguna grande cataslro-
e ler lugar na Turqua, seria capar ae indicar as
postas feilas Inglaterra, e as quaes, nao tendo
awo respondidas, deixariam o imperador em liberda-
de, ou o enllocariam sobanecessidadede seguir o scu
proprio theor do poltica no Oriente.
Anda observara que a anciedade expressada pe-
lo imperador, memo atlendendo para os seus pro-
prio* interesses, para um espado de das a do- ho-
mem norto, parece-me justificar o governo de
taa magestade, propondo sua magestade imperial
que se una com a Inglaterra na adopto de laes
medidas que condozam a sustentar a autoridade en-
fraquedda do soluto.
ltimamente, observara que ainda. quando e
imperador nao estivesse inclinado a prestar-se a se-
melhante theor de poltica que podesse embaracar o
desmoronamento da Turqua, as suas declaradles
tollas a mim obrgam-no a estar prompto a tomar de
anlemo, de concert com o governo de sua magesta-
de, laes precaoeftes que podessem previnir a crise'
fatal,, sendo acompanhada pelo arrebalameoto da
rica heranca que (icaria para ser disposta.
Um nobre triumpho seria obtido pela civilisacjio
dfcculoXIX, seo vacuo deixado peto exlinecao
da regra mahometana na Europa podesse ser cuchi-
do sem interrupcBo da par geral, cm consequencia
das precauc/Jcs adoptadas pelos dous governos prin-
cipaes mais iutcre|sados nos destinos da Turqua.
. Tcnho, etc., ("ssiguado ) G. H. Seymour
No. 3.
SIR G. H. SEYMbR A I.OBD JOHN RUSSEI.L.
(Recebida a 6 de fevereiro)
(Secreta c confidencial.)
(Extrae!.) S. Petersburgo 22 de Janeiro.
Sala das commisses 17 de abril de 185*.Anto-
nio Jos de Oliceira.Leonardo Antones di Metra
Henrtques.n
ORUE.M DO DA:
Primeira parle.
He a pprovadoem primeira discusso o projeclo n.
27, que reinstaura a freguezia de Notsa Senhora da
Luz.
Tambem se approva em primeira discossilo o pro-
jeclo que reforma o regulamento de 12 de ruaio de
1851, acerca da instruccjto publica.
Contina em primeira discusso o projeclo que au-
torisa o governo a adianlar a Antonio da Silva (jus-
roao, arrematante da illuminacao desla cidade, a
importancia do preco de um anuo de seu con-
trato.
O .S'r. Metra: Eu nao sei se este projeclo est
em primeira ou segunda discusso...
O Sr. Presidente: Est em primeira.
O Sr. Meira : E creio que est com a palavra
o Sr. Francisco JoSo ?...
O Sr. Prndenle : Sim.senhor.
O Sr. Meir: Entao parecia-me conveniente,
qne se adiasse esta discusso at quo comparecesse o
Sr. Francisco Joao : islo he cousa qde j se tem fei-
lo em casos idnticos, e por isso no caso de acora se
farer igualmente.
Va mesa e he apoiado o seguinte requeri-
o Requeiro o ad amento at quo compareca na ca-
sa o Sr. Francisco Joao.Metra.
O Sr. Luiz Filippe : Sr. presidente, eu nao re-
conheco ulilidadealguma no adiamenlo q ne se pro-
por, e alm de intil, me parece que al va contra-
riar urna disposico do regulamenlo, urna vez que
nao define o lempo que deve durar este adiamenlo :
diz que se^espere at que o Sr. Francisco Joao com-
pjreca mas quem sabe quando o Sr. Francisco
Joao comparecer?..
Um Sr. Deputado : Essa razo prevalece para
oulrahypolhese ; quem sabe seaassembla funecio-
nar alm de hoje? Demais o Sr. Francisco Jo8o se
nao poder comparecer, ha de participar.
O Sr. Luis Filippe : Supponha-se que esse no-
bre deputedo esk'i na inlencao de comparecer, mas
que depois por quaesquer motivos, o nao pode fazer,
que nao pode comparecer, enlao dever projeclo fi-
car adiado indefinidamente ? Este projeclo j esta
submeltido a consideraco da casa ha muilo lempo,
lodos tem formad o scujuro a respeito dclle, por
consequeucia voto conlra o adiamenlo.
(I ontinuar-se-hO.)
DIARIO DE PERIMMBUCO JrERCI FEIR 18 DE ABRIL DE
Discurso pronunciado pelo Sr. deputado Figueira
de Mello, na sessao deU do corrente.
O Sr. Figueira de Mello: Sr. presidente, prin-
cipiare! o meu discurso do mesmo modo que comc-
caram os seu*, os nobres depulados que lomaram
; &. tcicuuurj 33 oe Janeiro. parte nesta discusso, c depois os seguirei nosargu-
Tenho geralmente adiado que o comporlamento menlos m apresenlaram .i casa cm favor de sua opi-
IC.to he :i mlhnr itnlitin- n aa... l.n -~i;___ lliao : e. Sr. tirofiHnlo MnuMaJ 1U..1. .
------- Bv.o....v.i.u amuuu que o romporiamcnlo------" i" =i"="< i casa cm ravor de soa opi-
recto he a mlhor polioa, e visto com admiraco a maneira porque a nobre com-
missao de orcamento e fazenda se tem havido nesta
discusso, por quanto a nobre commissao que no seu
dito para com aquellos quo tem pralicado para com
oseo1 do semelhanle maneira, deiando o palacio a
U, d.rtgi^De.. reparl.cao dos negocios eslrangeiros,-----------, ^u.u.D a ucorc comm,ssao que no se.
conde Nessclrode um summario completo da P'recer reprovJu do modo o mais peremplorio a
iversac* que Uve a honra de suslenlar como queslSo-Agra-he aquella mesmo que leradesampa-
mperador. u ?' radn .i:-.>.
( Continuarsc-ha)
PERMMBIJCO.
Aar.^H.ft& LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Staaat,' ordiuri* esa 17 da abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feta a chamada, veriOca-se estarem prsenles 2*
senliores depulados.
Abre-se a sessa.
He lida e approvada a acia da anlccedent e. .
EXPEDIENTE. .
Um reqeerimenlo do padre Joao Jos de Aranjo,
professor de primeiras lellras da/viUa da Boa-Vista,
pedindo sef jubilado.A' commissao de instrucro
puMica.
Oulro de Manoel Pires Campello Jacome da Ga-
ma, podjndo quola para pagamento do que Ihe deve
acamara deCaruar.A" commissao de orcamento
municipal.
Ostro do mesmo oflerecendo comprar o edificio ij
a jardhn Botnico de Olinda por 2 cuntos de ris,
paaw ero prestaSes aonoaes de 200J rs.A" com-
missao de pelrSes.
Oulro da irmandade das almas, da freguezia de
Saalo AntSe, pedindo a approvacao do seu compro-
misio.A' commissao de negocios ccclesiaslicos.
He lida e approvada a redaccao do projeclo, n.
13, qie concede loteras a diversas irmandades.
. Em seguida sao approvados os seguales pareceres:
e A commissao de fazend e orcamento para dar
o sen parecer acerca do requerimento do professor
Luir Cyriaco da Silva.precisa que o thesur eiro pro-
vincial o informe competentemente, e por isso re-
uer que pelos Irammites legaes se pecam essas n-
formaeOes.
t Sala das commisses 17 de abril de iSbi.Car-
Wiroia Cunha.Josi Pedro.Barros Brrelo.
r A eommissa de contas e orcamento municipal
afim de.poder dar parecer acerca da petizo de Ma-
noel Joaquim da Silva Rbeiro. fiscal da freguezia de
Santo Antonio dsla cidade, precisa qoe pelos ca-
nas* competentes se solicite inrormijeoes da cmara
municipal do Recife, sobre a roesma petizo.
t Sala das commisses 12 de abril de 1&54___A. de
(Morir.Machado da Silca.
Jos Luci Monteiro da Franca, arrematante
do imposto de 500 rs. por caneca de gado vaceum
morlo para consumo do municipio do Recife, pede
abalada 5." parte do preso da arremalaco.
A commissao de orcamento municipal, para dar
seo parecer, precisa qne pelos coaes competentes,
se pecam informaes da cmara municipal desla
cidade.
Saladas commisses 11 de abril do IRjI.
Barros de LaurdUuMochado da Silca.Jtt. de
Olieeira.
He lido e ficaadiado, por haver pedido a palavra
o Sr. Aguiar o 'seguinte parecer :
A viura e mais herdeiros do finado Joaquim Jo-
s Pinto Guimaraes, tendo recebido a quantia de
5:2019806 rs., importancia das contas de medica-
meatos e utensilios que o mesmo Pinto fornecu .
emVrraaria da cidria desla cidade, pedem ainda o
pagamento do l:6989i6S rs. de oulras contas prove-
nientes da mesmo fornocimento, que depois daquel-
la apraseaUu o dito fornecedor, allegando ler-se
OBgaaado.,
A Maaalssao de fazenda e orcamento eiaminan-
* dinito dos supplicantes chegou ao couhecimen-
qaa asconUsemque se basca a reclamaco
I spretauas pela presidencia e que vindo
com aaparecer da commissao de con^s e desperas
previaciaes de 5 de abril do anno prximo passado,
qoe os sapUcantes s tiaham direito i quantia que
receberam, ecomo nada agora allegam para contra
parecer que sejam indeferidos.
Pedro.Cantaros da CunluL-Barrot Btrreto.
ir. i,i- i. _,.) .* _.:
iao, jalgado |objecto de delibcracjlo e man- as rarfles que eu tenha, pro e contra esta ou a
dado unprimir o seguinte projeclo ; medida, e argumentar com aquella forc. e .
commissao de negocios das cmaras, l.avendo que eujulgo conveniente a fazer adoptar a
Maduramente pensado sobre o bbjecto da indicacao, opiniao.
rado a discussSo....
0 5r. arroarrto:-PorquenIolem o braco
hercleo do nobre depulado paa defender o parecer.
O Sr. Figueira de Mello: Em verdade he.ad-
miravel, que a nobre commissao, que leve tanto lem-
po para examinar esla questao, qne vio lodos osseus
documentos, a ponto de emillir em scu parecer a pro-
psito, que nao enContrava om s motivo, urna s
razaoque justificasse semelhanle prelencao, he admi-
ravel, digo, que essa nobre commissao se lenha tor-
nado silenciosa a casa, principalmente devendo rc-
l
deseiscontos de ris; o nobre deputedo inspector
da Ihesouraria, d{go, que quando se Iralou de aug-
mentar e desenvolver a inslruccao publica da pro-
vincia, foi aquella mesmo, que por essatecasi'ao nos
disse, enlre, oulras' considerases, que deviamos ler
receos de um dficit, eque por conseguinle nao'cou-
vinha augmeolar as desperas publicas 1
Mas porque me admiro eu? O nobre depulado
lem sempre a razao de seo lido, o nobre deputado
he sempre lio coherente, que ainda ninguem Ihe
pode adiar a .menor contradicho, e portento, que
muito he que ora defenda urna despera, porque nao
ha dficit, e depois combala oulra, porque o ha T
Admirp tambem, Sr. presidente, que o nobre de-
putado que pnmeiramenle fallou hoje nesta questao,
tendo-se mostrado acrrimo defensor do thesouro pro-
vincial, e havendo-nos al j dito que todas as veres
quo se apresenlassem quesioes cm que dominasse o
patronato, se baria de por de arma ao hombro, ou
de bayoneta calada as portas do thesouro provincial,
para evitar que elle fosse invadido, esteja hoje a de-
fender essa prelencao.
Finalmente, Sr. presidente, eu anda me admiro
que os dous prmeiros nobres depulados, que hoje
falUram, livessem adiado um.queo meu discurso de
Iionlem fra urnaaulithese com o do diaanlecedenle.
lint Sr. Deputado:Porem bella, antilhese bella.
OSr. Figueira de Mello :.... e o oulro, que eu
linlia feilo aecusacoes nao dignas desla casa.
Sr. presidente, o primeiro discurso que fir nesta
casa, em relacao a queslicAgra, nao tem nem pode
ter nenhUma conlradicao com aquel le queapresen-
tei hontem: o primeiro discurso leve por fim nica-
mente chamar a commissao a dar as verdadeiras ra-
rfles da sua opiniao, a expljcar-se para podermos vo-
tar com conhecimento de causa, entao eu nao emil-
ti joiro sobre a questao Agr, apenas disse que dele-
java csluda-la, ouvir as razos da commissao, por-
qae ellas me farjam votar pro ou conlra. Passou-se
porm um da santo, e tendo levado estes papis pa-
ra casa examnei-os, ron fronte -os com o contrato
o com este exame a eoofronlafao cheguei a conclu-
sao a que tinha chegado a commissao, e foi que esta
prelencao nao se baseava em razao uenhuma plau-
sivo!. Eu xpuz casa esla rainha convicio; em
que pois sou conlradidorio? Aonde est a antilhe-
se dos meus discursos.
,-v..^,,, c SBC inao a Quanto a admiradlo do oulro nobre deputado,
apara serena examinadas e ddiberar o que fallou em primeiro lugar, de quem me honro
, resotvu ella, de conformidade de ser amigo, nao tem ella nenlium fundamento:
por quanlo nao foi de minha inlencao direr, nem se
pode deduzir de minJias palavras, que se a casa con-
cedesse essa indemnisacilo, fazia urna cousa iudigna
- delta: eurspeito muito a fibedbria da ascembla
------......,. vaM, iiniicipaimente devendo re- ----- i=,"cmlu uao naja ae lecliar-se. 4)rn, es-
conbecer a insuficiencia dos meus recursos para' ,as Palavr, eslas declara^Oes sao cousas muito di-
combater essa extraordinaria prelencao. Qual a ra- versas' doue nore depulado disse; e, por lano,
zao porque ella nao me vem ajudar com seu brajo *" PP<""Jo-me prelencao do actual emprezario,'
herculeo, eom a torca da sua inlelligencia, cora lo- n3 lenho idde encontr i opiniao do presidenleda
dos os conhecimentos dos factos, que ella necessaria- Provillca. ..
Sr.presidcnte, disse tambem o nobre depulado.
que fallou cm primeiro lugar, queeu nao linha pro-
vado a n3o existencia do inculcado dficit do tbea-
tro. Sr. presddatc, sempre ouv dizer, quo quem
avanca urna proposiciio he quem lem obrigarao de
prova-la, e que quem nega podesustentar-sena ne-
gativa e llcar na sua opiniao, em quanto essa prova
u3oapparecer. Quem ho que estabeleceu, que a
empieza do Ihealro linha solTrido dficit? O
mesmo emprezario, por consequencia ella he quem
mente linha, quandoemitlio esla pronosicao peremp-
loria,a questao Ag, nao se funda em urna s razao
plausivel ?
Sr. presidente, tambem nao posso deixar de admi-
rar-rac, que um nobre deputedo, que sempre se lem
mostrado defensor do thesouro, eque nos tem por
yezesameacado com o dficit ou insuficiencia da nos.
*a renda, que o Sr. inspector da Ihesouraria que fos-
se o primeiro que so apresenlasso a defender a ques-
:ao Agr, com a qual lem de se dispende,r nao menos mcsmo mPrezario, por consequencia elle he quem
le seis cornos de ris; o nobre depulado inspector S? V euma vez qu" na Cez< e "penas nos
,;.ro_ ~,i. i-i. ---------r -"- .,TO, muito a saoeaoria aa assembla,
a deUberacao, he a mesma commissao de as suas decisOes para- mim terso sempre o cunho da
a-que sejam indeferidos. prudencia e sabedoria legislativa; mas em quanlo rio ",ea,ro> fezendo os engajamentos que fez,
Sai das commisses 17 de abril de 185i.Jos "*> passar. uma semelhanle decisao, lia de me ser ou'esse r*il I** ordem do presidente da provincia
... r---------,----------------"-. "OVIIHB,, IU US 11
lidto, a mim deputado provincial, apresenUr
qoe Ihe fora remctlida.do Sp. deputado Maqoel.CU-
mentino Carneiro da Cunha, tendo em vislaa in-
rormarav que a respailo dera a cmara desla cidade ;
e de parecer qae se adopte o seguinte projeclo
dt lei.
A aasemblca legislativa proviocial de Pernambu-
co decreta :
Art. 1. Fica revogada a lei provincial n-278 de
Bdamaio de 1851, e restabelecida a concurrencia
ara o fornecimento das carnes verdes aos habitantes
Ms rregnezias desla cidade, logo que findar o actual
^ TTd P*10 80Terno da rWtoeia.'
Art. i. Findo o referido contrato, ser rescin-
Maeda rrematecao dos acougae da mumcipa-
dos quaes se re^var nm certo numero para
o, fionde.ros, afim de podrem com facilidade ven-
tor a carne por su. coate, pagando estes o mesmo alu-
guel qoe presentemerrte N cobra.
Art. 3. O presidente a provincia far acquisi-
coes de um terreno, em que se esteboleca uma sola
r^raderpositodogadoqoefrdwlin^o p>ra 0 .
gne, mediante preco mdico, e por certo numero de
das, as proximidades desla cidade.
Art. Para eiocucao da presento lei he aberlo
ae referido presidente om crejbo de 40 conios de
* *
Art. 5. Ficsm revogodasas leiscdisposiroeicm
oaartrario.
Sr. presidente, o que eu disse a respeilo da ques
tao foi, que a argumentaran pelo emprezario apre
sentada esla casa era integramente improcedente,
era ridicula e indiana de ser apresentada a homens
lincia, que tem lodos os cooliecimenlos necessarios
para iulerpelrar os mais difliceis contratos. Por
ventura, pode alguem snppor, que uro corno de bai-
le, he o mesmo qoe uma companhia I\ rica'.'...
Um Sr. Depulado:He especialidade em qne
nao enlro. ,
O Sr. Figueira de Mello:Mas he uma espe-
cialidade em que entrou, ou prelendcm entrar o no-
bre depulado qoe fallou cm primeiro lugar, e como
o nobre depulado se mostrou deffensor desta idea, o
que cu nao sabia, porque fallou depois de mim, ha
de pcrmiltir-me queeu coulinue a impugna-la, li-
cando certo de qae se cu soubesse, quo o nobre de
pillado linha esla opiniao, oulros talvez fossem os
termos de qae me servisse, muito mais quando ob-
servoi que elle tanto scoflendeu, dizcudo mesmo que
cu linha dito alguma cousa que era oensiva da
casa.
Sr. presidente, parece-me que o nobre deputado
nao lem razio, en disse apenas que a interpelrasao
que o emprezario dava ao seu contrato, para por
meio della exigir que se Ihe dessem 6 contos de ris,
era que tendo aprdentado um carpo de baile, esle
equivala a uma companhia ly rica. Ora no conlra
lo faz-se differenca bem notavel.bem posiliva, enlre
corpo de baile e companhia lyrica, : al ah se diz
que a companhia lyrica ser compita de laes e laes
pessoas o que estas tenham tees e laes qualidades
para o cauto, como pois o emprezario pode dizer-nos
que com razao substituto i companhia lyrica, por
um corpo de baile ? que procedendo assim deu uma
jusla c razoavel ulerpelrarSo ao seu contrato? c qoe
estando no seu direito, linha jus a receber osC con-
l.s de ris quo pedio? Ora nao Ihe adiando razao,
era consequencia queeu Ihe auaste esse direito;
que cu moslrasse que elle eslava em erro.- Islo mes-
mo foi reconhecido pela directora do Ihealro, a
quem se mandou ouvir sobre o requerimento do em-
prezario : essa directora diz que nao tendo o em-
prezario satisfeilo a condicao de apresenlar uma
companhia lyrica, nao linha o direito a indemisa-
jad; mas que tendo leitoalgUmas despezas, seria da
equidade que elle fbsse indemnisado.
O nobre deputado disse tambem, que eu lendo-me
opposlo a esta quetao.linha de corlo modo offendido
ao presidente da provincia. Ora, Sr. presidente,
so no xercicio de nossas fungues legislativas lives-
semos sempre de sujeilar as nossas palavras e opi-
nifles da modo, que nao podessem (Tender a nin-
guem, quasi que era intil abrirnos esta casa, t>o-
rm ainda assim quando de minhas palavras se po-
desse deduzir alguma offensa ao presidente da pro-
vincia, o nobre depulado devia saler que nunca se-
ria do miuha inlencao faze-lo, porque eu me honro
com a sua amizade, e como seu amigo sei cumprr-
com os deveres que a amizade nos impOe. Mas, Sr.
presidente, para que Irazer-se nesla discusso o no-
me do Exm. presidente da provincia, se elle nao pe-
dio no seu relatorio que se desse uma semelhanle in-
demnisaco, e apenaslimilou-se de corlo modo a re-
commendar aprctenjao assembla; porque elle
diz no relatorio o seguinte:
lt Espero por lano, enhores, que o vosso amor
pela prosperidade da provincia, nao consentir que
abandonis a diserto uma empreza, que alm de
concorrer para a necessaria diversao dos espiritos,
proporcionar meos de subsistencia a uma cl.sse
numerosa de artistas, que necessita de occupacSo.
O presidente da provincia nao diz, que se desse
(al e tal indemnisacao, e mesmo reparando melhor
agora para as palavras de que elle usa, vejo que elle
nao diz, que se deve dar ao dual emprezario, uma
mdemnisacao, mas que s recommenda o ihealro
assembla, para que ella nao deixasse de continuar
o subsidio ou mesmo o augmento, farendo-lhe ver
que a subvencio de 12 contos de ris nao era bsten-
le para suslenta-to. Das suas palavras no se pode
uraraillacaodequeelle recommendasse a actual
empreza. De mais cu observ que o presid ente da
provincia fallando dos sacrificios do emprezario, nao
afflrma que taes sacrificios se dessem, apenas se refe-
re as informacoes recebidas da directora, sem en-
(relanio-assuroir a responsabilidade dolas, eirllerei:
Declara a directora que os esforcos feitos peto
emprezario para sustentar o crdito do Ihealro no p,
em oue seacha, tem-lhe rrasido, e cOnlinuaro a Ira-
zer Co graves embaracos prejuizos, que se uma
indemnisarao razoavel Ihe nao vicr em soccorro, lera
cerlamenle de suecumbir; e duvida a directora que
a futura empreza sem ama subtencSo de menos de
21 contos de ris, menos que se nSo queira mardiar
cm breve para a degenerado daarlo ccl. i.
Segue-se destes termos, que o presidente da pro-
vincia, quanlo aossacripciosdo emprezario, apenas
se refere as declarares que fez .i directora,, e que
no anterior trecho que ha pouco li, apenas diz, que
deve a assembla lomar em considerado este tocto
para dar subvengo que entender conveniente, de
modo que o Ihealro nao haja de feciar-se. -Ora,
quenca o argumento d
nenhuma applicae p,
Sr. presidente, >pp
emprezario Agr 'Si
fique alguem suppod
fazer todos os sacrift
um Ihealro distinctoe!
queslao he muito di
mos examinado lodoi
do Ihealro, nos convi
he dado nitn he bsl
concurrencia publie
um lucro ao e'mprezi
'ou inclinado a vota
ris, como a directo
para o totopa
porquanlt/Illendend
bre deputado nao pode ler
o caso.
o-me a qoe se conceda ao
hamada inderanisacao, nao
ue eu nao esleja disposto a
ara que a provincia tenha
no da sua capital, mas esla
Se nos depois que liver-
oeuraenlos, todos os livros
mos quo o subsidio que Ihe
para elle subsistir, que a
pde ser bstente para dar
que o tomar, entao, en es-
a conceder at 24 contos de
quer ; mas islo he questao
una queslao para o passado,
a> contrato e aos fados, me
d a sua simples assercilo, e lem essa assercSo de
custar a provincia nada menos do que 6 contos de
ris, eu nao posso prescindir da prova. Porque ra-
zo o emprezario; que lem lano inlcresse em fazer
essa prova, nao nos deu uma conla minuciosa da re-
ceilaedespeza do Ihealro? porque nao nos apresen-
lou ao menos certos dados, que nos podessem guiar,
ou servir de fundamento aos nossos clculos? Por-
que razao disse-nosapenas: tenho feilo muitas des-
pezas, mulascousas boas, agradei ao publico; e
por tanto tenho direito que me deis dinheiro? Em
verdade nao he possivel admillir semelhanle propo-
sito, sem querer fazer-se ao emprezario um favor
de 6 contos da ris de mao beijada.
Eu disse na primeira vez que fallei, que esteva,
disposloa conceder ao emprezario esse* 6 con los de
res, se por ventura elle tivesse pralicado esses fados,
ou feilo essas maiores despezas, por ordem da presi-
dencia. A islo respondeu o nobre deputado, dzcn-
do-nos, que se elle nao aprescnlava ordem foi cora
(udo^aconselliado para o fazer. Ora, Sr. presidente,
se estes consellios nao nodiam obrgar ao emprezario
a fazer desperas imprudentes, claro fica pelo argu-
mento do nobre deputado, baseado sobre cites,
que nos nao podemos dar esses seis contos de ris
de inderanisacao quo o emprezario quer, s porque
se diz, que a directora ou o presideule da provincia
aconselharamao emprezario; antes pelo contrario
attendendo-se ao seu contrato, allendendo-so que se,
elle fez maiores despezas.se procurou agradar ao pu-
blico, o fez com o fim de obler maiores lucros, se-
gue-se que o resollado dessas operaefles deve correr
por sua conla.
Um Sr. Deputado :Essa he a pelicao de princi-
pios.
O Sr. Figueira de Mello: Se esse dficit se li-
vesse demonstrado, se se livesse provado, eu ainda
concedera essa inderanisacao, mas esse dficit nao
esla provado; nao se apresentaram como j o disse, c
mil vezes repelirei, nem s bases cm que elle se fun-
da ; como pois s pela palavra do emprezario hei de
conceder 6 contos de ris ?
O nobre deputedo tambera disse, que nos devemos
dar essa inderanisacao por cr.edilo da provincia. Eu
nao sei em que possa estar compromeltido ocre'dito
da provincia; se nos negarmos este favor ao empre-
zario. Por ventura o crdito da provincia uao estar
bem firmado, bem consolidado, todas as vezes que
ella mostrar que osseus poderes legislativo e admi-
nistrativo cumpriram exactamente osconlratos a que
eram obrigados ?... i
Um S>. Depulado:Nao confundamos crdito ad-
ministrativo, com a inderanisacao que devemos dar
ou aulorisar.
O Sr. Figueira de Mello :Se acaso o empreza-
rio do Ihealro, fazendo os engajamentos que fez,
eo presidente da provincia livesse de algum modo
aulorisado o emprezario a dar 500&000 rs. a um actor,
que se considerasse um Taima, 4OO90QO rs. a outro,
qne so suppozesse um Kean, 300 ou 4009000 rs. a
uma aclriz,Nque se considerasse uma madameselle
Mars, enlao cu admitliria uma semelhanle proposi-
to; mas o digno administrador da provincia nao se
1- imporlou com semelhanles contratos; o emprezario
foi quem fez os seus calculo?, o vista delles disse
eu hei de ler laes e tees lucros, hei de fazer e acn
-m---------------r----------------- ------- 1 lese me lucros, riel ue lazcr c acon-
quesabcmler, quanto mais aos legisladores da pro- lecer, por consequencia lenho vantogem; como pois
VinCli filia Inm lmln< ,. nlivi.imil n -*__ 1* >>_
se diz; que o crdito da provincia est compromet
do 1 Est compromeltido o crdito do emprezario ;
est compromellida a sua fortuna particular, e a de
seus fiadores, mas o crdito da provincia de modo
nenlium...
7m r. Depulado :Quem tronxe crdito finan-
ceiro para esla queslao ?
O Sr. Figueira de Mello:Foi o nobre deputedo
que primeiro falloo. O'nobre deputado Irouxe-nos
ainda um exemplo para provar a obrtgacao cm qoe
eslamosde indemnisar aoSr. Agr; disse^asque o
governo geral linha garantido os contratos feitos em
pazes eslrangeiros com artislas engajados para o
Ihealro lyrico da corte ; mas parece-me que o nobre
deputado, fazendo esla allegarlo, nao est bem certo
do que se passou nesle caso. O governo geral lomou
a empreza do Ihealro asi, organisou uma adminis-
traran," qne mandou engajar na Europa artistas dis-
tnclos ; mas tendo o governo antes de ludo islo pres-
tado a sua autorisacao para se fazerem esles contra-
tos, e at expressamentedeclaradoque os garanta,se-
gue-se que estar obrigado pelo scu proprio fado, mas
no caso actual^ nada disto conteceu, e por conse-
parece ler-se demons do que o emprezario nao tem.
direileji essa indemn #...
Um Sr. Depulado O emprezario tem tente
moralidade, que nos (r apresenlar uma escriplu-
raco.
O Sr. Figueira di l'llo:Perde o nobre de-
pulado, nunca omodo provar-se a moralidade de
um individuo, foi a fa de escripturacao.
O mesmo Sr. Depi io:NSo he isso.
O Sr. Figueira oV ello:O negociante hon-
rado ha aquello que ti uma escripturacao regular.
O mesmo Sr. Depi lo : O nobre deputedo
compreliendeu bem o mee do meu aparte.
O Sr. Figueira de eo:Emfim, para o fu-
turo, depois de examin > a qeaWo, depois de es-
clarecidos lodos os fac estou determinado a con-
ceder o que for necessa para que o ihealro -seja
digno da capital de Pe mbuco, mas para o passa-
do, rao. Quando se de nslrar, que o dficit se deu
de um modo sem gram ulpa do emprezario, entao
a minha equidadaajWntiraento de benevolencia,
que todos nos senlimoelos desgrarados, me levar
a volar por essa iodenisacSo, porqj, senhores, eu
nao estou esclarentdoipcnas vejo no requerimen-
to a assercSo dfc fmrzario.. e ao por isso hei de
volar, que a provicilispenda 6 contos de ris ? .
Um Sr. Deputado :VE nao atiende i declararlo
da directora, nem c (residente'.'
O Sr. Figueird de lio:J disse, que a de-
clararlo do presidenti efere-rte da directora, que
elle apenas recommet o Ihealro, para que se nBo
feche.
Sr. presidente, ago irei doas patearas cm re-
lacao ao adiamenlo, \ o que peto nosso regiment
o adiamenlo se discu com a materia.
Eu cniendd, que s eve approvar o adiatamento.
Uma das razflesquca :sentou o Sr. Bapliste, im-
pugnando o adiamenl oi, que depois de um longo
dbale, a queslao t fficientemente esclarecida,
e qne a assembla pa rotar. Eu enlehdo, que o
debato nao lem sdi rdido para a casa, nem pa-
ra o publico, mas qut assembla nao pode conce-
der essa indemnisaejo mquanlo os facloa nao se es-
clarecerem melhor. j
O nobre dcpuladoctibalendo o adiamenlo disse,
que elle he extempoafeo, porque a ser npprovado,
o emprezario poder nqui a um an.00 pedir essa
ndemnisacaa. mas qtjrazao obsta, e qoe elleala-
lui a um annorecori assembla? Porventura se
o emprezario deixar er essa iKlemnisacan fecha-
se amanhaa o Ihealro E se se fechar, nao poder
apresenar-se oulro eirezario? E se acaso o Ihea-
lro se fechar por alguaias, haver nisso um gran*
de mal, inconvenier* ta extraordinario que nao
pwsa ser consenlidopela assembla 1 Porvenlura
esse inconvenieute na foi previsto no mesmo con
trato, quando se obrifi o emprezario a dar repre-
sen lacBes somenle popaeo de 7 mezes ?
Um Sr. Deputado-iln inconveniencia em fe-
char-se o ihealro innsnadmenie, quando a nao ha
em fechar-se era umaSioca determinada.
O Sr. Figueira d Mello:Nao descubro para
o publico a differencjl casos.
Sr. presidente, julHer dito bastante para mos-
trar que oppondo-mei esta chamada indemnisasao,
Uve os melhorcs funanenlos. e que nenhum dese-
Jo tenho.de aprsenla contradcoes e embaracos ao
aclual presidente da .aviada, cuja amizade mua
me honra, e desojo aeinre conservar.
I RATA.
NoresumododiscundoSr. Jos Pedro, publica-
do no ZWan'o de 13 doorrenle.lpaginaseguuda, co-
lumna segund^ linhasito, onde se 16756&000 rs.J
deve ler-se 95GJ}0).
DIARIO DEPEBNAVBUCO.
A assembla hontem atou, alm das materias de
que Oremos menea la parle competente deste
Diario, deconcluiradicussao do ultimo projeclo
all apontado, oqual fe afinal regeilado ; e conti-
nuando, na discusso doircamento provincial, ver-
souesla ainda sobre > aiigo 12 e emendas, ficando
novainente adiada pda bra. *
A ordem dodiadthie comprehende, alm da
continuacao da de hrsten, a primeira discusso dos
projectos us. 28 e 29 dsb anuo, e 31 do anno pas-
sado ; 2.1 dos de ns, 1, T7e 20; 3. dosde ns. 9 e
34 do anno passado.
COMUNICADOS.
1
feliz, como o foi, altondendo s circumilancias ex-
traordinarias cm que se achava.
Temos lido innmeros casos de molestias gra-
ves consecutivas a parios, as quaes tem'sido sem-
pre curadas com nimia promplidao, e todas 39 ve-
zes que so lanca mao da hemeopalhia, logo que os
prmeiros symptomas da molestia so declaram, po-
demos a fiancar queum nico caso deixou ainda de
ser coroado de feliz resultado.
Quasi rio mesmb lempo que esleve docnlc a es-
posa do Sr. Saboia, nssisli do Sr. Vicente Monteiro
Borges,que lera loja demiudezas na ra do Cabug,
a qual leve uma suppressSo de tocinos, seguida de]
muita febre, dores no ulero e os mais symptomas
que costumara descuvolver-se cm tees casos, c em
qualro dias pouco mais ou menos o acnito e pul-
salilla, rcstebclecerani-a.
Terminando esla historia diremos, que nao foi
pequeo o interesse que tiramos da observara., da
molestia da dita Sra., e do tratemenlo do soi ditant
professor homeopalha e por adiar digna de
commemoracao ad aternum, relato a seguinte pas-
sagem : no meio de uma febre ardente, o bom
professor, como visse que dos seus 6on.s remedios
no lirava resultado, mandou dar Sra. vinho do
Porto por causa da fraqueza, e agua de arroz:
dous disprales de igual jaez nunca se vio I! E he
um animal d'estes quo se atreve a fallar de allo-ho-
meopalhas e homeopalhas puros !! He verdade que
a estupidez e ignorancia he mai do alrevimento, e
estou certo quo ninguem deixar de entregar ao
desprezo um tal sycophante coberlo de lodo o ri-
diculo que merece #
Consultorio homeopalhico. Ra do Collegio n.
25, I. andar, o0(, Moicozo.
RIO GRANDE DO NORTE.
7 odo homem til he merecedor
da estimacao publica e de nos-
. sos encomios.
Apczar de estarmos intimamente convencidos qu
a ninguem ser eslranlio e ninguem deixar de ha-
ver apreciado o nenio dcil, alma sublime, talentos,
virtudes, probidade, valor e todas as mais qualidades
espirituaes e religiosas do mu digno misslonario ca-
puclnnho, o Rvm. Sr. frei Serafim de Calaoia, as-
sim como, que a fiel exposicao, que aqu vamos fa-
zer de sua santa missao nesla villa, em nada mais
augmenlar a sua gloria e nem o levar cima da-
quellas virtudes de que he ornado ; todava, falta-
ramos a razao e mesmo a um dever de gralidao, a
que nos dlxou penhorado o Rvm. Sr. frei Serafim,
se porvenlura deixassemos de dar-lhe o que justa-
mente merece, e de nega-Io ao conhecimento do pu-
blico, que deve ser sabedor da delicadeza com que
tomos por elle tratados assim^no particular ,
como no pulpito, quando deste enunciava-nos |a pa-
lavra do Dos, .dmoestendo e adverlindo aos fiis,
os efeilos da vida peccaminoaJUen fins e suascon-
sequencias, os premios promeflfuos aos verdadera-
mente catholicos, e finalmente os fructos colhrdos da
santa missao.
He indizivel a satisfacao de jubilo, que por lodos
se deixou ver com a vinda do Rvm. Sr. frei Serafim
a esta villa, onde chegou no da 5 do corrente roer
pelas 11 horas da manhaa, e quando menos esperava-
mos; porque j contevamos oito lustros que nesla
villa missioaou o reverendo frei Lourento, misio-
nario capudiinho; e por isso podemos diztr qoe, co-
mo por um favor da Providencia Divina, he que
tomos hoje brindados com o Rvm. Sr. fre Serafim :
esse digno ministro de Jess Christo, esse baluarte
da rehgiao santa, esse sacerdote dislinclo por seus
'ritos, conJucjtoentos e virtudes moraes e religio-
t liiilrrt ionico|i.ilhic:i
A Illm. Sra. D. Lruardina Guilhermina Tem-
poral de Saboia, caada com o Illm. Sr. Manoel
Juvencio de Saboia, lorador na ra Direila, teve
um parlo no da 17 de marro do corrente anno,
sem que durante o traalho occorresse uovidade al-
guma, que merecesseiltencSo.
No dia 22 foi acoraieltda'de violente febre, do-
res de cabera, grandedolorimenlo do venlre e ou-
lros symptomas de uta melrite qu pozeram sua
vida era cisco.
Foj consultado ura:urador de homeopalhia, que
applicou-lhe dses ate o da 25 de marco, sea. que
a Sra. senlisse melhoa alguma, anles iodos os dias
se lornava mais mcliidroso seu estado e j nenhu-
ma esperan havia m a sabrar.
N'csse dia 25 de narco s 11 horas da noite fui
chamado para examnar a dita Sra., c achei-a no
estado Seguinte : grmde abatinfenlo o prostracao,
desanimo completo, iellc muito descorada e terrea,
febre ardente, linga esbranquicada, ventre lym-
panico muilo elevad), constinacao ha muilos dias,
sensibildade excessin da regiao uterina, a ponto
de nao se poder nemtocar de leve, percebendo-se
uma clevacao do ut.ro to grande como em uma
prenhez de cinco nczes, suppressao^dos toditos,,
ourinas muito carreadas, ele.
Com quanto o qmdro dos symptomas de manei-
ra alguma difllculUae a esculla dos remedios, Jia-
V'a ^Ta"?" '^""'"t0 Je Ja ,er sil10 a Sra. doen-
te mcncauaj|ax""H! enrandeiro durante 3 dias; e
ja ter lomado varios remedios sem que nenhum Ihe
fizesse bem. .
Ncste estado, e toldo jt-Sondo varios deliquios
muilo fortes, que mzeram em couslernacjlo toda a
soa familia,' lomante em grande considerarlo' a
fraqueza c desanino cm que se acliava a Sra. do-
ente, nao s por lersua molestia solirovindo ao gar-
touem que, como le natural, perdeu torcas e san-
gue, como por estai em dicta absoluta ha mais de 8
dias, delibcrei-mc a dar uma dse de china off. a
ver se, combatidos estes principacs symptomas c
reanimada a doenc, se poderia curar a molcslia
com mais facilidade.
Por felicidade ninha e da doenle, o remedio
produzio seu effeilo prodigioso e conlra a especlati-
va de todos, por qic, com quanto cu uao dcsani-
masscnemjulgasseo caso inteiramenle perdido, c
antes houvessc asserarado que a Sra. havia de ficar
boa, comtudo nao podia esperar que cota um s
remedio a ir.oleslii fosse combatida quasi inteira-
menle, e 110 oulro lia se visse o prazer e conten-
lamenlo no semblante de todos.
A Sra. lomou al. dsede dina nma horada
noile e a 2. s quflro da madrugada, e s cinco se
achaca sem febre e as dores do ulero finham qua-
si desapparecido : pelo dia adianto fez tres dejec-
ccs alvinas molles, e passou lodo o dia sem li-
comroodo, por que as dores do ulero al entao in-
loleraveis, tornaram-se muilo diminutas.
No dia seguinte a tarde appareceu oulra vez a
febre,. porni muilo, |wura, e logo mandei que
coutiuuasse a lomar o remedio, e pelo anoilecor
ella desappareceu, ficando o venlre muilo baixo e
pouco ventoso, o 110 oulro dia ainda a Sra. doenle
/omou uma on duas coliieres do remedio com que
se restebeleeeram os lochios e ajHs desse puenome-
110, lodos os solTrimeiilos foram aniquilados.
Nao publico esta historia por que me persuada
que lie ,1 de uma cura extraordinaria, relativamente
a qualjdade da moleslia : nao considero milagre
nina cousa quo lodos os dias esl acontecendo a ho-
meopalhia se o reflro he porque a vista do estado
gravissimo da Sra. doenle, nao se poderia de ma-
neira alguma esperar um resultado lao prompto e
reunidos na igreja matriz cerca de tres
pessoas, enlre homens e mulheres, brancos e
prelos, para em procisso o ir encontrar no topo da
ladeira, em distancia de 800 pastos pouco mais ou me-
n-s da mesma igreja, aonde se achava um arco collo-
cado e magnficamente ornado, quando ao sahrmos
da igreja com os andona deNossa Senhora do Rom-
Parlo e de S. Jos, ahi imprevistamente entra, dei-
fendo em, caminho (mas em pouca distancia) o sen
audor com as imagens do.Cruajfcado doCoraco de
Marit, s para qua esse tributo de homenagem, que
a elle tambem se procurava render, fosse antes todo
dedicado ao divino mestre, como disto nos deu o mais
solemne leslemunho, voilandono mesmo momento
a po com a procissao que foi acompanhada das ir-
mandades doSanlissimo Sacramento e do Rosario
encontrar como encontramos com o seu andor ao
chegar no referido arco, e dahi vollando a procissao,
guiada sempre por um anjo a cavallo primorosamen-
te vestido, foi recolhida igreja, onde fez annunciar
abrir rmssao no dia 8 ; porm assim nao acontecen,
por effeito de uma grande runquice no peito, que
Ihe prenda a pronunciarlo e inlelligencia das pala-
vras, efeilo talvez, e por sem duvida, occasionado
pelas fadgas de 18 das quasi consecutivos de mis-
sao assim ni villa do Apod, como na cidade da Im-
peratriz, d'onde veio para esta villa, c sim no dia s-
timo, ao da suachegada, por j entao se achar se nao
notodo.em grande parte restabelecido.
Com effeilo dea principio nesse dia a santa mis-
sao, e nella proseguiosem mais interrupcio, entran-
do i horas da rarde, e acabando pela noite ; oceu-
pando tres qualro horas de predica ja com o calhe-
csmo, e ji com o sermo, sendo as chovas, que j
nesse lempo banhavam a torra, a causa de, por dous
ou Ires dias, au fazer o sermao. Cada uma palavra
sua na explicacso dos preceilos do Dcalago, do sig-
nal do christao, dos Sacramentos da igreja, em que
foi vaslissimo, do Padre Nosso, da Ave Maria, do
symbolo dos Apostlos e de oulros mais preceilos
religiosos, era urna sella que rasgava os peitos dos
Oeis calliolicos, e hia derramar-lhes no corasSo o
nctar celestial,o antidoto conlra toda a sorte de pec-
cidos ; era uma sella que, ferindo essas almas rafea-
res, que se cevam no fel do odio, na fervescencia das
paixoes e das intrigas particulares e polticas, as fa-
riareconciliar com osseus inimigos, fazendo-as pe-
dir perdo, c de coracSo perdoar as offensas delles re-
cebidas, fazendo igualmente a oulras deixar uma vi-
da de escandalosa manceba, e receberem-se em san-
to matrimonio. Finalmente, a estupida e dura in-
solencia dos vicios, a immoralidade dos'costumes e
a hypocrisia, a murmuracSo, a calumnia, a
mentira, s injurias, o furto, o perjurio, .0 crime,
suas pretencOes indevidas e suas impunisOes, os de-
veres dos pais, dos esposos, dos filhos, dos amigos,
dos criados e do homem, em uma palavra a supers-1
ticSo, que os costumes de nossos indgenas, prmei-
ros povoadores desla villa, haviam plantado e infeliz-
mente propagado, se nao no todo em grande parte,
nao foi amis desenvolvida com tanta .efflcada. nSo
foi jamis desenliada com cres,tSo finas e 13o vivas,
nao foi, ainda dizemoa, jamis combatida com lana
energa, nem com tanta eloquencia. E qoao au-
gusta que he sobre ludo a religiao de Jess Christo,
quando por nos ministros apostlicos derrama sobre
os christaos consolarles e auxilios 1 Entao lie que
nella vemos uma imagem fiel da Divina Rondade.
Corases benficos respeilai, amai e bem dizei ao
Rvm. Sr. frei Serafim, que, com miihares de ejem-
plos de virl'udes.eom teda sua pureza, fez corroborar
os preceilos divinos, fazendo-nosbeber na tonto mais
pura, oque ha 40 annos nos eslava vedado ; fazerrtto
de hoje cm diante, para que com o correr do lempo,
nao se "arrefecam os scnlimentos religiosos, de que
tantos deis se acham compenetrados por eflelo de
tao sanias quanto instructivas rassoes, insesianlcs e
fervorosos votos a Dos, para que esle, olhandn-noi
como agora propiciamente, nos faja sempre enviar,
se nao o Rvm. Sr. frei Serafim, algum oulro desses
seus ministros apostlicos, fim de que, cada vezjmais
nos imhundo em os nossos sagrados deveres, possa-
mosalihal alean car a verdadeira vida, a preconisada
bem.iveiil uranca.
homens e mulheres, ricos e pobres, grandes c peque
nos, em suas cabecas e hombros. E a quem senao
ao Rvm. Sr. frei Serafim sao devidos tantos esforcos
fraternaes l Louvores, e miihares de louvoret Ihe
sejam dados ; Dos o queira sempre atoropanhar em
soa vida.
Coucluio, pois, a sua santa missao, com nove dias
de predica, despedindo-se no ultimo dia della de to-
dos, fazendo de todos, a quem pedio perdao por dif-
iranla vezes com a imagem do Crucificado na mao
verter copiosas lagrimas de reconhecimenlo, de gra-
lidao e de saudades que j passavamos a sen-
tir.
Foi tal a concurrencia de pov'os, que mesmo da ci-
dade da Imperalriz, distante desla villa Ires leguas,
onde havi ha pouco deixado de missionar, se acha-
rara aqu para mais de 500 pessoas de ambos os se-
xos, em cojo numero contemplamos familias inleiras
das mais gradas.
No dia 20, subsequente o ultimo da'missao, anles
de serelirar celebroumissa fra daigrjatea excellen-
le telada que abolelava todo o povo que correu ain-
da qne de longe, e das provincias limitrophes,* ouvr
asante missao, depois da qual, segunda vez se despe-
drado da igreja mesmo, se relirou de marcha para o
seu convento, e foi acompanhado por todo povo em
numero de de 6,000 pessoas pouco mais ou menos,
em distancia de quasi uma tegua fra da villa, d'on-
de o foram deixando uns, segurado oulros al o lu-
gar do descaoco e da dormida nesse e at no dia se-
guinte, quando entao seguio 'mente com aquelles
que carreaavam o seu andor.
A pubiicidade destas linhas, que rogamos aos se-
nhores edidores a bondade de inserirem-nas, muito
agradecerao os habitantes da freguezia da villa de
Porto Alegre.
28 de fevereiro de 1854.
Ioteressando-me desde algum lempo pela cura da
lepra tuberculosa ou elephantiaMt dos Gregos, af-
feccaq de que tratei.depois de estados e experiencias
feitesno hospital de N. S. da Conccieao dos Laza-
ros, em uma memoria publicada na colleccao dos
trabalhos do exlinclo conselho ticral de salubridade
publica, de que Uve a honra de ser o presidente,
nao posso deixar de offerecer a consideraco de
meus collegas o que se l no Jcrnal de Pharmacia
e de CMmica cm seu numero de fevereiro do cor-
rente anno.
At hoje a lepra tuberculosa ou elephantiasis dos
Gregos lem sido reputada como incuravel, e infe-
lizmente aindajse ada em p o prognostico delioul-
lier confirmla elephantiasis mn curatur ;' en-
tretente, torca de experiencias repelidas e conici-
enciosas, talvez se possa chegar a algum resultado
satisfactorio. Quem dira, autos de 1640, que na
casca de algumas das, rubiceas existia o especifico
contra as febres intermitientes ?
17 de abril de 1854.
Dr. J. de Aquino Fonseca.
Betlacqua ou hydrocotyle asitica contra a lepra.
Um medico da illia Mauricia, Mr. Boileau, "He-
pois de experiencias repeUdas sobre si, o sofere cin-
coenta e sete doentes, acaba de proclamar a efflca-
ca da hydrocotyle asitica no tralamcnto da lepra
tuberculosa, elephantiasis dos Gregos, molestia Uo
medonhae reputada como incuravel al hoje. Uma
parte dos Resultados obtidos por meto desse trata-
ment se acha confirmada por dous mdicos de
Pondihry, M. M. Poupean e Houbcrl.
Eirtqui como M. Boileau instilue o seu trata-
ment. .
1. Durante quinze dtes ou tres semanas, prepa-
racaVdos doentes: tisana, banhos tepdos, banhos
de fumigaces, uma onja de toda a planta secca
sombra para urna garrafa de tisana qne deve ser
tomada durante odia; Ires'libras da planta verde
para um grande baoho, cinco libras de "plantes sec-
cas para uma fumigado, algugs purgativos prece-
didos de un vomitorio. '
2. Primeiro tratemenlo : dar o jarope de Bev-
lacqna puro, augmentando a dse com uma colher
cada semana at se completaren as tres ; perseve-
rar durante tres semanas ou um mez na dse de
Ires coliieres pardja i nao augmentar depois senao
no caso d qae k melhora nao seja sensivel, mas
desde que essa melhora lornar-sc manifesla manter
adose ; ir depois al oito col heces, purgativos, um
banho tepido por semana, o tendo diegado a oilo
coliieres manter essa dse em quanto durar a me-
lhora, suspende-la se esta para, e dranla-quinre
das um bsnho de plantes em cada urji,'ma das
fumigaces de qualro em qualro dias, prealvo> W**^pilP'131
rricc.oes com a pommada, etc.
3. Segundo tralamcnto: unir-os pos ao xarope,
tendo porm a prccatirao de nao augmentar as d-
ses senao com moderacao ; dar-se um pouco s suas
mspiracoes nesse periodo de (ratamente, o guiar-se
anles segundo as indicacOes geraes que* se apresen-
tam, do que de conformidade. com uma formula
eslabelecida d'anto-mao, e que todava nao pode
convir em lodos os casos.
Accrescentemos que todos os doentes que tem
sido submeltidqs a este tratemenlo, ho experimen-
tado melhora; que em dous desses doentes, obser-
vados por M. M. Poupean o, Houberl, a melhora
fra tal que podia-se crer como uma cura complete;
smente, parece que ha por vezes recahida. A hy-
drocotyTeuiatica, que faz a base deste tratemen-
lo, pertR familia das ombelliferas. (Moniteur
des IlpmuWe BulUli general.)
Cl. Bernard-
CORRESPONDENCIA.
nosquintees, e limparam : a uns as galinhas e a ou-
lros, gamelas grandes de cobre, e muita roupa que
eslava estendida coarar, como sejam, calcas, cole-
les, e vestidos de senhoras.
Dous dos ditos ladrSes foram* presos no dia 15 a
noite com Irajos de mulbcr, e argolas ms orelhas,
levados presencia do llustrssimo senhor subdele-
gado da Boa-vista. Asseveram-nos serem soldados
de tropa de linha, e por isso, os meamos moradores
sa veem somenle entregues Divina Providencia :
recorrem ao seu, conceilnado jornal pira observa-
rem, se as competentes autoridades, despertara a
sua vigilancia, epoe um dique a lao escandaloso pro-
cedmento. Os moradores roubadot. .
PUBLICAQAO A PEDIDO.
na'r, a que chamara poltica, nao Itnlia feilo a deseo
berta dos indispentareis deve com ludo ser de-um
proveito espantoso para aquelles d'entre nos,' qne
em guerra com as bssas progrias, dando muitas ve-1
zes um ponlap as profissBes a que os levaram a
educarlo e pendor natural, querem fazer o grande:
sacrificio de servir, como funecionarios pblicos, o
seujiaTi
u cntendo que a phitosophia deve tambem Lin-
ear os seus oliios complacentes para este ramo de
industria em abandono.' O pretendenlc nao ho s
umlypo, symbol'a uma necessidsde de prover aos
estmagos; e nao sei que menos direito lenha
solicitude dos philosophos, que seja uro asatunpto
menos aprcciavel para o estudo do sabio do quo
oulra qalquer classe daindusHa por nvor de quem
vemos ah batercm-se 05 jornalis"las|e esfalfarcm-se os
polticos.
O processo ranc.soo de fazer de om bom passador
de listes um bom fuuccionario, ji l, vai. ti progres-
so reclama alguma perfeicao mais nesle ramo. Anda
lenho esperancas de ver sollicilar um emprego h-
lice, pretender uma graca por eleclricidade e oblar
uma colacao ( phrase da moda) por-maguelisino,
mas isso ha de ser larde. Por agora compre que al-
guem empenhe as suas torcas em ir dispondo as coa-
sas para colocar este assumplo na ordem de telen-
da. Poit que! hio de eslabelecer-se regras e precei.
tos para a numismtica, para a heraldif, e nao ae"
ho de compendiar as regras que formulen) o modo
de passar de delegado a juiz, de barao a vitconde,
de cooimendador a grao-cruz,, de alferes a major e
de uma lfandega de raia socapara da molhad.
Homem do concurso, de escala e das antigeda-
des a vossa doolrina he uma utopia a que nunca
chegareis. Bebei aqu ot principios desla scienca
nova. Aprendei nos folhelns do firaz Tztn asar
grandes por meos pequeninos. I.edee podereis de-
pois exclamar com Archimedes, o do pnrafuio*
inveni.
PRIMEIRA PARTE.
Qualidades e comas inditpensaveiaao prelepdenles.
PAico-Bsjforai.
He preciso, primeiro qae Jado, que 0 pretendenle
teja prvido de uma certa dse de paciencia; he
preciso que elle possa, em caso de neceasidade,
ter coragem para permanecer duas. tres erqua-
tro horas seguidas n'nma antecmara ; que. pos-
sa rollar carga no dia segrate e no oulro. com a
mesma conslanda ; lie pretso qoe dete para traz
das costa ludo quanto se paraca com susceptibili-
dade. Se lem torca para fazer tinte cortesas seta se I
dar por offendido de que Ihe nao facam nenhuma he.
juma prova menos mi de pouea vergouba.
Deve ouvir com ouvidos igualmente doceis e com-
pracenles a phrase honesta e despropsitos bruscos.
A polidez he um dever sopara elle; todas as pes-
soas com quem liver a tratar podem faltar a ella a .
seu respeilo ; basta que nao tenha tal bita para cem
o oulros.. Estes boas qualidades fezem tuppor no
pretendenle brandura, amenidade, affabilidade, uma
tendencia natural para os respeito, para as peque-
as ltences e uma elas(icidade de carcter.proprio
parasoffrer com herosmo todos os defeilos.conlra-
ros. Islo pela parta mora.. Sontja-to bem. leitor
aprendiz ; puede lado o meu lvro, se eom esla
lora o ten amor proprio sento o mais leve abalo.
O pretendenle deve ser irapreraiavei chava o
capaz de passar no mesmo instante do fri mais vivo
ao calor ma intenso ; nao me fallem neslcs prelen-:
ciosos solicildores de empregos ou titulo* que se ,
constipam menor variante da atmosphera ; ataja-'
tas e os favores nao dao lempo a que o barmetro
suba. Fecundos nos lempos de tempestades sao
muitas vezes esteris ao* dias bonitos. .
Nao falla rei da figura f do Iodo que deve ler o
pretendenle. He de certo para desejar qoe urna e
oulra cousa disponham em seu favor ; a intriga po-
rem pode soffrivclraeute com o afeiamento e a defor-'
midade. '
Ha uma condicao sobre" a qual nao posso fazer a
minima concesso : se livessse a loucura de dissiaiu-
lar arrastaria coiAi isso certos pretndanles aos mais
graves perigos ; este condicao diz respeito ao nariz
do preteudente ; he necessaro que nao seja Uo com-
prdo que possa ser pilhado n'urba porta fechada
brusaamente. Os narizes que passarem de tras pol-
legadas tem esse perigo. (11
O pretendenle, que deve saber de cor o seu re-
querimento he de uma negligeuda indisculpavel sa -
uao louxer sempre coqtjgo uaLcad/riio de papel im-
a^a jaral
monea n
mesmo noY ministerios em
qufrana ma,or Jm vtsmr1 meno,
riaLS' "e Prerlloprper orna temelliaaie objeccao
ooupar aos amanuenses o Irabalho fastidioso das bas-
cas : sao tantas veres infructuosas que, por am slaiJ
Srs. Redactores. Diversos moradores da ra do
Sebo, na semana do dia 8 do corrcnle.foram vitimas
do despotismo dos ladres, que --'-Ir------TirrlH- -y""
mente pelo si lio do Illm. Sr. Pirdtl, enlrMaMm-se ^ : lem a *la .vanU8* da deoeneia e da
pies senlimcnlo de prudencia,um pretendenle deve
sempre considerar o seu primeiro memorial como
perdido.
Nao se pode dizer qoe seja indispensavel que*
pretendenle saiba orlhographia ; mas he nocessario
que possa escrever correctamente as palavra se-
grales: meu senhor, V. Ex., Sr. braa, seahor via-
conde, senhor, manchal, senhor ministro e alguna
outros que vera ho almanak.
Em o numero seguinte fallaremot do toilette do
pretendenle que he de pragmtica.
II.
Toilette do pretendenle.
A guarda roupa indispensavel a Um pretndanla
deve compor-te dos seguimos objeclos :
. Um vestido prelo ;
Duas calcas idem.
Seis pares de bolas (sola e vira.;
^becerro he o cabedal mais recommendado para
Parece-nos nao ser indiferente para o leitor uma
manifeslaco de fervoroso reto catholico do Rvm. Sr.
fre Serafim, porque nao devemas occullar cousa al-
guma que concorra para o'conhedmenlo do publico,
relativamente para cora a matejr deste villa, (nica
que lemos) a mais pobre. Freguezia da provincia,
sem patrimonio algum, eque at enlao nunca rece-
beu do estado a mais pequea quola em sen benefi-
cio, oSr. froi Serafim, condoendo-se como verdadei-
ro ministro de Jess Christo, por vero templo de
Dos quasi em um abandono, e prestes a uma ruina
total, em consequencia do desaprumo das tesouras
todas pendidas, pesando sobre o arco principal daca-
pella-mr, que I lie fez abrir fendas, e njlos por isso,
como por Ihe fallar ainda o frontispicio, torre, corre-
dores e campas para as sepulturas, promovendo urna
subscrpr,o entre os fiis, de quem por circumstan-
cias de financas, nao pode obter de cada um maior
quantia que a de 303000, 209000, 10$000, 53000 e
menos.conseguin ainda uma somma de 7809000 rs. a
lm de varios dias de serviros de meslres de officios
e de jornaleiros, c de uma grande quanlidade de po-
dras que foi avaliada em mais de 800 carros, a qual
voluntariamente e decoracao foicarregada pelo povo
DESPEDIDAS.
..Yusenlo-me temporariamente desta provincia e
deixo minha botica prvida de medicamentos prepa-
rados por mim ao Sr. Dr. Casanova ; rogo, pois,
aos meus amigos continen] como d'anlesa tornece-
rem-se nesle eslabelcrimenlo,'certo* de que ficarao
servidos como, at ao presente.
Os doentes que se dignaran] bonrar-me cora sua
confianca, como professor de homeopalhia, acharao
no Dr. Casanova um medico consciencioso, e de co-
ohecimaDtos que eu nuqpa pude alcanzar.
A's pessoas de quem, apezar do meu fraquissimo
saber, merec algum conceilo, resta-me agradecer-
Mies a urbanidade com que sempre me trateram na
minha estada nc='a provincia. *
Aos meus detractores perdo de bom grad.
Recife 13 de abril de 1854.
Gpsset Bimont.
VARIEDADES.
ARTE SE OBTER EMPREGOS
ou
Chara do* ministerios.
TRADl'CAO LIBRRIMA.
Entre os livros que escaparan] ao auto de f a que
foram condemnados lodos os meus desde que me
cheguei a convencer de que a profissao da letlra re-
donda nao dava foro para um hornera chegar ao me-
nos a presidente, ou mesmo secretario, de urna ass-
riacao, deslas dos interesses malcraos, foi um delles
o de que Ihe vou dar noticia e de que Ihe remeti
alguns extractos Iraduzdos com toda a liberdade,
que se pode usofruir sombra do sceplro Iliterario
doRei dasFolhas Cahidas, que he quem regula a
imporlajao deste genero. Depois do incendio d'AIe-
xandra, que deixou s apalpadelas os seculos que
foram, nao me persuado que podesse haver para a
humanidade que procura inslruir-se, uma calaslro-
plie maior do que a que poderia rcsultar-lhe se esle
brbaro, seu criado, involvesse nos pessimos livros
qnearremecouscliammas o opsculo francez, que
lera por Ututo A Arte de obler empregos ou a
Chave dos Ministerios. Escapou.
Este pequeo livro a que seu autor fez ver a luz
era 1817 em Pars, dedicado a tod pessoas sem em-
prego e aos prctendenles de todas ai classes, e do
qual vao j esgotedas Iresedices, poste que publica-
do n'um paiz emquese nao conheriam ainda os pa-
tricios, e n'uma poca em que a scienci de gover-
economia. A experiencia tem mostrado niz lem posto tora de combate mais de um preten-
denle por se nao pQder sustentar um da inteiro a
p debaixo da arcada do Terreiro do Pjo.
He preciso nao desprezar o lempo e os cqslumes
para por o vestuario em armona com as idea* do
dia. Um ministro .anoa exige n'aquetles que pe
dem um emprego certo ar de frescura que-promette
actividade ; o ministro fostll pelo contrario deseja
encontrar no pretendenle um principio de"">*Jhice
que d uma garanta da sua experienda. He pre-
ciso amoldarem-sc a todos eslesj caprichos. Aisinj,
um pote do macarar he#s vezesfura talismn;-acon-
tece ser preciso ao pretendenle. o rerooear-se pela
manhaa para agradar a uma belleza que o protege, e
fazer-se noite ve|ho para so apresenlar em cas do
ministro, que Ihe n5o perdoariaos ares degamenho.
Tenha tambem o p'relehdento todo o cuidado da
se vestir era relacao com a natureza do emprego que
solicita. Ha gente Uo imprudente que, andando a
sollicilar um emprego mediocre, despregam am lu*
xo que faz crer que nao tem ibecessidade do lugar ;
um procedimento tal traz comsigo os maisijraves in-
convenientes ; occasionam demoras e despezas que
depois uao podem ser reparadas com dez annos d'u-
ma pingadeira successiva.
O pretendenle deve farer a sua barba de vespera
ao deilar da cama. He verdade que Ihe ha deuc-
ceder ao prindpio corlar a cara em todas a*dtr-
cOes e sentidos, mas com o habito ver a cqnegar,o
estar pete manhaa, ao romper da aurora, preparada
para correr o seu fado.
Biblioteca.
Tres, ou qualro vdumes, o mais, deven) oceupar
loda a attencao que o sollidtador de empregos poder
consagrar a leilura. Se redozimns a sua biWteteca
a Uto pequeas proporces, nao he de certo na in-
lencao de Ihe favorecer a preguica ; pelo contrario
lie para que possa fazer um esludo mais profundo
destes livros ; para que os medite bem, de noile edc.
dia ; para que faca delles o objeclo da sua constante
applirac.5o. A leilura que recommendamos he ui
leilura seria eque por isso nao dev ser feila como se
fosse a d'um folhelim.
O prelciulnle lera pois na sua biblioteca :
O almanak do anno correnje/resterjrerioao volunte
apresenta-lhe vista um qadro imraenso de tugare,
que Ihe podem convir e de pessoas que podem prole
ge-lo. Se este ahjanak pode ser o do Castifhe, tem
ainda a vtnlagemTfc Ihe forneoer uns naes deeru-
dic{ao quo Ihe nao pode ser prejudicial.
O plano e roleiro de Lisboa, para o dirigir em to-
dos os senlidos. Lisboa lem anda muilo beeco igao-
rado o nao he cousa essa laoescusada de saber-sp co-
mo parece, n'um tempo e n'um paiz era que o mi-
nistro da mauliaa ja nao he aquella com quem csti- ,
vemos na vespera.
Mal o criado, ao abrir a janella do qnarto, annun-
ciar que o ministerio cabio, he necessaro estar desde
logo habilitado para farejar o novo parven que
muitas vezes acontece morar n'uma agua furtada do
bairro alto.
Tambem nao ser mo ter uma colleccao do* ktpe-
tros para se habilitar poder fallar na ante-cam*ra
(1) O adlor conheceu um pelicionario que fleou
pona depoit de Ires mezes-de teringaefie. Erasentior
de um nariz de tres pdllesadas e meia e. solicitara
um emprego no tabaco. Vejara que imprudencia.
11
*


do aiuittro com os demais concurrentes, sobre pol-
tica romntica ;e ler a Recolucilo, para poder tor
a, Mmpre acostada contra as opposijes uma especie do
<\ ina inferna]. A opposicdes nonas inimigas
ligad.e! *
caf mais prximo foruece ao pretendente uma
Man quotidiana que se lhe lorna d'nma tao abso-
luta necessidade como o proprio atiment : he oDi-
rio V Gobern. Conforme for vendo preenchidos
. o lagares devo inmediatamente detagirrar-se da-
qul para atracar acol.
He preciso nao perder lempo em reguerer cer tus
logares para nao ter de ouvir a rcsposlaja est
dado.
Recoamendamos ainda a leitura dos jornaes de
provincia, donde se lifam pela parte noticiosa as
aail decididas vanlagepi. Em primeiro lugar po-
dem-nos evitar o desgusto de brrannos a uma es-
eom um viscoode a quera ainda no dia antc-
ihamavaraos pelo seu nome de Manoel Jos
mine depararon logo all, queima
Mexeetehcia.o que nos poderla- tra'zer
l reparareis se o noto agraciado fosse algum
i do ministerio. Em segundo lugar, porqne
s Pipis ama especie de registro de bitos,
poto pretndeme ao fado de ama vagatura fresca.
A lente das grajas tambem tem vez.
V Dat pernal e da locomotiva.
> dom o mais apreciavel que o pretendente pode-
rla lerrecebidodocohc.semduvida alguma,' ama
praa teecae um palcanhir alto : sao estesos signaes
cerlos pelos qoaes se conhece um excedente cami-
nheiro. Uma ptrna Ul he infatigavel e conduziria
aofimdo mundo ; pelo contrario uma perna rolija
no Am da qual se eneaixa, om anglo recto, um p
como om sarraro. Irahir constantemente os esforjos
do pretendente : he com ludo muito ordinario o ver-
se qoe abraja esla proftssSo um grande numero de pos
chatos.
Todos sabem a qaantas correras os pretendemos
*> obrigado*, v8o o vem incessanteraente: este mo-
vimento de vai-iem Wn1 ut sorte inherente na-
luraca que, ao ve-Ios, nao te poilesaber se partem, se
chegara. Os protectores ligara a estamobildade dos
peticionarios ludo o que o desojo de se deslazerem
imprtanos pode inspirar de pretextos eogenho-
tt; lodo o talento est em os fazer bem passear.
le nacessario, pois, que o pretendente se obstine
contra esta tendencia geral a despedi-lo ; he neces-
ario que sem cessar repellido, possa tornar a npre-
Itr-ee A brecha constantemente que osea vallo
acceda sempre ao seu vulto, e que os olhos fatigados
do protector acrediten) estar anda a v-lo, quando
meamo ja tenha detapparecido: he este o privilegio
-*, d*oma boa cannela.
O nosso dever comtudo he Iracar os meios de suc-
eeseo, n3o s para os de p leve, mas ainda para os
pw o tem pesado.
) primeiros, posto qn ajudadosde ludo o que a
irexa Ihes poderia prodigalsar de vigor e da agi-
lidad bem depressa se gastaran) se nao poupasscm
Maforjasi -as suas correras devem soccorrer-
ae a im meio, principalmente os de p chato, os co-
lea, os gotosos e os homeosafftet-d'uma rolundida-
de penda: a carroagem heTTseu unicorecuno.Mas
ah I que eonselho esle bem sei que se sollicta pa-.
ra ler carraagem, e que se a nio tem para sollici-
ler. Com lado ai segesde banderinha, chamadas
anda, e as traquilanas de praja, como vojgarmen-
^ Mi, estao 10 alcance, nao do todos, de alguns
#po denles; he para esses qae~ escrevemos as pou-
easiioheiqusseseguem. (Braz Titano.),
. (Continuar-se-ha.)
----------
OS INVERNOS RIGOROSOS EM FRANCA
DESDE O SECULO IV.
Ninguem abe, na hora que val, se o invern de
i 1854 disse a sua ultima palavra-; elle porom
na Europa, por esRajo de alguus das, estragos
rais, que bem pode serclassificado no nume-
re do* invernas memoraveis, de que. a historia faz
menea*. O doutor Fuster, em sua bella pbra sobre
mudancas do clima da Franja, enlregou-se a lar-
as pesquixas sobre as intemperies que tem devas-
tada) e mm paiz desd o teculo IV. Buscaremos
Irabalho os elementos da monographia, que
vai segur-se, e da qual pode Hrar-se a conclusao
guile: que o nosso clima, que do sexto para o
daodecimo seculo ia-se amentando, tem resfriado
conmderavelmente desoco seculo XII. Em verdade
dato> essa epou, otf0M||||jggorosos lornaram-se
mais numerosos Sbais Cru"
Segando o dodfor Fustery*onlam-so, desda ose-
i IV, 191 grandes invernos^qe elle divide do
teguiote : grandes inventos, geraes, 44 ; in-
)do norte, 110 ; invenios do meio dia, 37.
B-eJt aqpi.as dalas que elleassgnala aos internos
extraordinarios.
Grandes atemos geraes: annos 547, 763,
821,860,873.994,1067, 1074, 1076, 1124. 1142,
1218,1226, 1233, 1296, 1382, 1305, 1325, 1364,
139, 1408, 1434, 1442, 1449, 1468, 1480, 1544,
1548, 1564, 1570, 1575, 1589. 1594, 1608, 1621,
1658, 1709, 1766, 1768, 1789, 1795, 1798, 1820,
1830.
Internos do norte: annos 355, 357, 3.58, 360,
368, 377, 603, 811, 824, 830, 832, 849, 880, 881,
893,927, 964, 975, 1043, 1077, 1094, 1100, 1115,
I, 1141, 1150, 1176, 1204, 1210, 1224, 1226,
1236, 1269, 1288, 1292. ,1316, 1325, 1392, 1458,
1468, 1476, 1561, 1573, 1618, 1655, 1662, 1670,
1K?6, 1684, 1694, 1716, 1729, 1740, 1742, 1747,
554, 1758, 1767, 1776, 1783, 1784, 1793, 1799,
1803, 1823, 1840.
Invernosdo meiodia : annos400, 462, 566,1003,
1133, 1213* 1216, 1334, 1358, 1460, 1475, 1490,
1493, 1507, 1508 1587, 1590.' 1594, 1600, 1601,
06, 1638,, 1680, 1726, 1745, 1748, 1755, 1775,
1779, 1802, 1811, 1821, 1838, 1841.
He impossiveJ precisar, com lodo o rigor tcien-
lifieb, o grao de fri, que ludo assoloa durante os
internos anteriores no secylo XVII. As primeiris
medidas lhermomelrcas sobre as qaaes pode fuo-
der-se alguna certeza, sao as deJ. D. Cassioi, em
1682, e de Lahire, em 6 de fevereirode 1695. Para
medir-te o fro nos scalos anteriores, nao se pode
deixar de recorrer a outros elementos de com-
puesto ; -foi 0 que procuroa fazer o doulor
'ster, e verificando de seclo e meio para c cerlos
eSetos do fro e as tiluajdes correspondentes do
Ihermomelro.
Desle modo chegoii a estabelecer, como um tocto
poucomais ou me5dTcasl(u>(e, que os nossos Bran-
des rios acarralan) pedaegade gelo, dentro de tres
ou qHstro das de um fri de 5. a 6. grao no meio
dit,ede7.-a8. as provincias do norie da Franca.
Estas relatos plenamente fi*esp~odemirvte de poni
, departida para os graos inferiores de uma escala
, de nossos grandes invenios.
O phenomeno da congelado dos mesmos rios
xoanifesta-ee com menos uniformidade. Em Pars,
lodo o Sena apresenlou esse phenomeno debaixo d
guisi todas as divisoes thermomelrieas, desde o 9.
at o 14., ficou porem fluido, ao menos em parte,
em 1709, 1747, 1754, 1783,1795 e 1820, polos friot
constantes de 44, 15.16, 20 e 23 graos. A mesma
irre%ularidade observa-so na eonetcao do Rhoda-
, no; eom effeilo, esto rio, que se congela ordinaria-
mente cima ou abaixo de Vivier, ao cabo de alguns
dias d^e um fri de 12. 2 a 125., resiste no Delphi-
'Hado e na Provenga a um fro de 16 ou 18 graos.
Quinto congelado dos tanques do Languedoc e
da Provenga, das cosas e dos pequeos, portes do
Mediterrneo, das costas e dos pequenos portos da
Mancha, as obervajOet feitas em 1709 e 1789, au-
torisam a pensar, que ella nio se produz completa-
mente abaixo de um frlocuntinuode 2(*gros, o que
exprime tambem o grao superior da escala dos nossos
matoret frios. .
Entre ttUa dout termos extremos, representados
pela correriu de nossos fortes ros, e a congelajao
le nossas cotias martimas, os graos intermedios dos
nos podem ter apreciados pelo sen effeilo sobre os
produelos vegtUeV, mais ou metros impressipnaveis
segando a toa oalorexa. Assim a palmcra, o pis-
coiro, c a larangciratuccumbem a um frid menos
intenso do que'a oliveira, o loureiro, a romeira e a
amendoeira ; este,arbasiM tto menM fortej qne ss
flgueirat, as amoreiras, e as vlnhas; depois destas,
asarvores de fruclo, que nao gelam snao'com
friomoito Vigoroso, e por ultimo a rofcist po-
lacao des 'plaas .elvagens e das arvores de
florestas, que nao 'cumbemseuaouma tem-
alura inteiramente excepcional'.
Com o auxilio desle dados, o leilor poder. julaar
iroximativamenle qae griot thermomelrieos ex-
primiram a intensidade do fro obrante os internos
rigorosos, cujoi tragos vamos seguir as chronicas
i ocumeulos histricos, que relatara os seos phe-
atomeaos.
Do leeulo amorto ao oavo, Em 355, dizem as
memoria do lempo, o rigor do interno malou am
grande nerasero de homem. OMosaertaya glido
m
dorante os mezes de Janeiro de 356 a 357. Ncfmaz
de fevereiro de 377, ps barbaros passaram o Rheno
sobre o gelo. Em 400, o. Rhodano geloa na Proven-
a em loda a aua largura. Em462,o Var gelnu
tambem idleiramenfe. Em 547, atratessaram-se to-
dos os nossos rios sobre o gelo. O invern de 566
ro moilo rigoroso ; a grande qaanlidade de nev
impedioque sevisse a trra por mais do cinco mezes,
e a intensidade do fro matou muilos anmaos. O
fro inslito do anno de
parle dasvinhas.
DIARIO DE PERHAfiUCO. TlRCJURI 18 D ABRIL DE 1854
animaos.
uma grande

apruxi
603 matoa
O invern de 763 a 764 he citado
como muito rigoroso.
Seculo nono. De 821 para 822, em nossos ros
passaram carros por mais de Irinla dias. Atravessa-
vo-se o Sena sobre o gelo s 6 de Janeiro de 849. Em
860, a geada-ea nev duraran) sem interrupgaodes-
da o mez de novembro at o raez de abril ;'o mar
Jonio ficou gelado, o que indicava um fri de 20.
pelo menos ; ia-se a Veneza a cavallo. O invern
de 880, muito longo e muito fro, gelou por muito
lempo o Rheno e o Mena ; podia-se alravcssa-los
calcado.
Seculo decimo.e um dcimo. O rigor excessivo do
friode 964duroual o drimero de fevereiro. O
invern de 975 foi severo, longo, secco eaconipanha-
do de grande nev. O de 994 reinoa com grande
rigor desde 15 de novembro at 15 de maio. Hou-
ve mesmo violenta geada al 12 do mez de julho.
Um invern lerrivel appareceu em 13 de no-
vembro de 1067, e prolongon-se al 12 de marco do
anno seguale. Grandes invernos foram os d 1074,
1076,1094,1100. |
Seculo tioudecimo. De 1124 para 1125 ogelo dos
ros sustentou carros carregados: muito meninos
e mulherea morreram de fri. Alternativas de gelo,
de chuva, e de nev, succederam-se a esse fri uto
'evero al o meio do mez de marco. O invern de
1133 gelou o Rdano, assim como o vinho as ade-
gas. O de 1150 fez consderaveis estragos por espa-
co de tres mezes ; muitas pessoas fiearam com os
membrosgelados,elle naodeu lugar seno aos traba,-
'llios agrcolas da primavera. ..,
Dcimo lerceiro teculo. O fri de 1204 excedea
lado o que havia na memoria do homem. Em 1210,
sofTreu-se no cornejo do mez de Janeiro, uma geada
forle, qae conlinaou por espaco de quasi dout me-
zes ; ella impedio as semenleiras do invern e malou
muitas sementet; a colheita nao restitaio mismo os
gios scmeidos. O fro de 1213 foi tao longo e Uo
severo que antes e depois do Natal, Vienna, g'elada
tres mezes, pode ser alravessada sobre o gelo.
A 29 de siembro de 1818,rorlo geada acompanhada
de nev, reinoa 7 dias continuse dislruio.no lempo
da vindma, a maior parte dav uva. Depois de 30 de
ootubro, sobrevieram um gelo cruel e ama geada es-
tragadora, e persisliram obslinsdamenle at 6 de de-
zembro. Atravessavam-se sobre o gelo os nossos mai-
ores lagos, e os mais orles rios, entre outros o Loi-
re e o Sena. Em 1226 pereceram as oliveiras. O
Rhodano, que linha gelado ja em 1216, gelou de'no-
vo ejn 1233 ; e todas as plantas do meio dia foram
crestadas at era suas raizes. Os ros do norte gela-
rameml236 ee;n 1269. A geada de 1288 malou
es renovos das vinhas, todos os bosques e vergeis.
, Seculo dcimo guano. O anno de 1302 leve om
fri excessivo o Rhodono gelou e pereceram as nos-
sas oliveiras. Em1305, gelaram lodos, os rios'de
Franja. Qs fr* do invern de 1328 foram tao in-
tensos, que o Sena gelou duas vezes em poaco lem-
po: podemlo sustentar homens e toneis chelos. A
geada de 1331 deteve as correnles dos rios da Italia
e da Provenja. Todos os rios da Franja gelaram'de
novo em 1364 : a geada acompanhada de nev, du-
rou at o fim, de marjo; as vinhas gelaram era mui-
los lugares at as raizes ; adegas muilo profundas,
posto quo bem protegidas pela palha, nao fiearam ao
abrigo da geada.
Carros carregados atravessaram o Rhodano; o ge-
lo linda em muilos lagares quinze ps de espessura.
Seculo dcimo quinto. No teculo dcimo qoiolo,
Toram nsito numerosos os invernos rigorosos. O de
1408 comejou a 11 de novembro e nao terxninou se-
naono fim de Janeiro; gelou todos os rios e des-
Iruin a raz das vinhas e das arvores de fruclo. Em
Part, os carros rodavara sobre a Sena. Em 1422, o
vinho, o agraes e o vinagre gelaram as adegas. Em
Parts o Sena, cujas aguas eram alias, gelou Iodo in-
leiro ; >iendu bastante tres dias para operar estes
phenomeno, Uto rpidamente cresceu o fro. O se-
loapparetu a V> de Janeiro, e tinhamo ainda cm
marje- gelo em Notrc-Dame. Felibien diz, que o
gelo prolongou-se em Pars al 17 de abril em 1434.
Em 1442, a nev tinlia a altura de mais de 6 ps
as ras de Carcassena.onde delevea rainha do Fran-
ja mais de 3 mezes. O invern de 1449 para 1459
annunciou-se to mez de aulubro e foi mortal as
oliveiras. O de 1458 foi to rigoroso que nm exer-
cilo de 40,000 homens pode acampar nu Danubio.
Pampn, historia geral da Provcnea, diz que -o in-
vern de 1460 faz lembrjr o de 1709, o qual gelou
o Rhodano,'
Os vinhos do duque deBorgonha gelaram em scus
toneis em 1468; distribaiam-nos aos pedis aos
genlis-homens. Em 1476, o fri foi tao grande, qa
note de Natai; qae tois de quatro ceios homens
do exercilo de Carlos o Temerario, sob o commando
deNancy, morreram ou fiearam com os psgelados.
O Rheno dava lugar a que se ctrreleasse. Em 1480,
o invern comejn no dia seguinte ao do Natal; e
hoaveumjgelo tao forte at 8 de fevereiro, que os
carros alravessavam o Seoa, o Mame, o Yonne e to-
dos os scus afflaentes. O fri conlinaou, desde o
degelo de 8 de fevereiro at antes do mez de malo.
As vergontcas e rebentos das arvores pereceram em
muilos lagares. O invern do 493 gelou o porto deJ
Genova, segando a asseverajao do conde de Ville-
neuve. Historia da.Proveoja. .
Seculo dcimo texto. O fri de 1506 a 1507 ge-
loa completamente o porto de Marselha, e fez pere-
cer um grande numero de homens e de animaes.
Alm disto cahio nesta cidade, no da de Res, 97
mlllmetro|(3ps) de nev. Em 1528, o gelo ma-
ln, em Pars, o Irigo e os legomes. O fri de 1543
a 1544, gelou o vinho nu medidas ; devia-se corta-
loa machado, e vende-lo em libras, segundo a ex-
pressao de Mizevt). O fri de 1540 reinou em lo-
da a Europa. Em 1541, a Provenja exprimentou
um fri qae o conde de Villeneave avalia em 12.
Em 1564, os ros gelaram lano, que suslnlaram
carretas mezes inteiros; o fri malou as nossas oli-
veiras. Em 1568, as carretas alravessaram o Rho-
dano tobre o gelo. O invern de 1561 est citado,
na historia da Linha, como nm dos mais rigorosos.
O fri de 1570 h calcolado pelo conde de"Vlleneu-
ve, em 15.; elle geloa os ros durante tres mezes ;
ai arvores do fruclo foram crestadas pela raz ; elle
lucceda a um anno nehulj'so, quente e hmido.
O fri era ISo agudf*no mez de dezembro de 1580,
que o toldados do cerco de Renle nao.podam sof-
fre-lo na Irincheira. Acharam-se muitns funciona-
rios morios de fri, e tambem soldados fiearam com
as maos e os ps gelados. Esle invern, ainda du-
rava a 28 de marjo de 1587, Matou todas as olivei-
ras aa Provena. O invern de 1589 gelou "o Rho-
dano inteiro. Os carros e as carruigens o altraves-
saram como um grande camnho em Tarascn. O
coronel Affonso fez duas vezes passarem canhoei
nelle. O marechal de Monlmorency o alravessou
com a soa companhia de gendarmes. A 28 de de-
zembro de 1590, por um fro multe* rigoroso, cahio
lana nev dorante dons dias, que nao foi mais pos-
sivcl fazer o sitio de Perthuii,na Provenja.
Quando cessou a nev,' om vento violento trouie
um rrio tal, que. nnnea vvente' algum soffrera se-
mellianlc ; muilos soldados morreram de fri du-
rante a note : os cavalleiros fiearam com as mos
gela>. Em 1594, o mar geloa em Marselha e em
Veneza. v O fri foi 13o vivo, diz Papn, do fim de
novembro de 1599 at o fim de maio de .1600, que
qoasi todas as arvores de fructo um grande nume-
ro de gado morreras).
Secuto dcimo elimo. Olnverno de 1601 matou
todas s oliveiras. Em 1603, as carretal atravessa-
ram o Rhodano sobre o gelo. Em 1608 gelaram
todos os nossos ros ; o fri darou desde o mez de
dezembro at o mez de marco; elle malou todas as
vinhas. A historia falla do rigor do invern de
1618 para 1619 ; quando Mara de Mdcis evadi-
se do castello de filois, a 22 de feterero.o Loira ie-
vava em sua crtenle grostos pedajes de gelo e co-
mejava a prender-se na ponte, em face do castello.
O interno de 1621 para 1622 foi excessivo por loda
a Europa. M. de Villeneave o eleva em.Provenja a
17. ; o mar Adrialico prendeu-se. do mez de*de-
zembro ao mez-de Janeiro. Durante o invern de
1638, o porto de Marselha gelou ao redor das gale-
ras. Em 1655 o gelo comejoo a 25 de novembro;
lornou-se excessivo de 8 para 10 de dezembro, e con-
linaou depois de d'ous breves degelos al o mez de
marjo ; o Sena foi pres. Em 1658, M. de Vlle-
uwe asgnala, na Provenja, uma morlaUdauc d
oliveiras, por um fro de 15 acompanhado de gran-
de nev ; houve oulra marlalidadoy4las oliveiras, na
Provenja, cm 1659. Em IfirHouvo uma geada'
continua desdo 5 de dezatobro al 8 de marco. O
fri moderou-se tres mezas. O Sena g'elou no'mez
de dezembro.
rarenl. da academia das sciencias, comprava q
fro de 1669 a 1670 com o fri dos invernos de 1608
e de 1609 ; scu rigor, no mez de Janeiro e de feve-
reiro matou uma mullida de arvores e quasi lodas
as vinhas. Um fri cxlremo reinou desdo 2 de de-
zembro de 1675 at 18de Janeiro de 1677 ; a trra
eslava coberla de nev, o o Sena ficou gelado por
Irinla e cinco dias continuos. Em 1680, todas as
Oliveiras pereceram. Lahife considera o fri de
1694 a 1695 como um dos mais intensos.
Seculo dcimo oitavo. O trio de 1709 appareceu
a 6 de Janeiro e prolongon-se al 24 ; a geada come-
joa de novo no mez de fevereiro c nos primeiros
dias de marro ; todos s nossos ros, excepto lalvez o
Sena em Pars e o Rhodano diantc de Vivier, fiearam
inteiramente gelados. Os grandes tanques do Lan-
gdoe e da Provenja tambem fiearam gelados. A
congelajao do tanque de Thau, Uto profundo e to
tempestuoso, o qual' commanica-se con o mar
por um canal muito largo, foi tao completa e 15o
solida, que abri um camnho decconhecido de 11a-
laric e de Bansgne al Cede, sobre o gelo ; final-
mente at o mesmo mar gelou-se em Cetle, em Mar-
selha*e na Mancha. A geada. e a nev arruiairam
a maior parte de nossas colhelas ; lodas as oliveiras
pereceram desde Perpgnan al Nic. Ninguem
conhece justamente o mximum do fri de 1709 em
Paris. O Ihermomelro de I.ahire, que conservou a
sua medida, foi destruido, ha cem annos, e ignora-se
qaaes eram as reltjoea da soa escala com a escala
lliermomelrica actual. Parece que est assenlado,
segundo as indicajoes de Wanwindin, que o maxi.
mo do fri alliogio entao 18 5. R, ou 23 centgra-
dos.
Em 1716 o fri altingio em Paris 19,9 ; em 1729
15,4; em 174218,2 ;em 174714,9 dem 1754-
15; em 175B-13,8; em 1767-16,2. O Senagelou
em loda a sua exlenso durante esses invernos.
Um dos mais memoraveis foi o de 1740, coja dora-
cao dea a esse aonu o nome de annodo longo invern.
,Em Paris, n Uiermometio desceu lodos os das abai-
xo de zero durante os mezes do Janeiro e fevereiro e
os nove primeiros dias de marco ; elle nao subi
sua aliara normal senao em 2J de maio. No raez de
junho senliram-se fros muilo vivos, e ama nebrina
appareceu na manhSa de 3 de agosto. O mezde ou-
lubro leve duas geadas e gelo, e este triste nno foi
coroado por nundajes desastrosas. O mximum do
fro chegou em 25 de fevereiroe gelou a 15 6. O
Sena ficou gelado. No mesmo invern, a temperatu-
ra permanece vernal em Monlpellier, ao passo que
em Provenja as oliveiras gelaram pbr am fro de
17,5.
Citam-se anda em Provenja, como mortal as oli-
veiras, os invernos de 1745 e de 1748, assim como
Os de 1755,1766, 1767, 1776, 1789, 1791, 1793. La
Condamine descreva o invern de 1754 a 1755 era
om extracto de tai viagem a Italia, inserto entre as
memorial da Academia das Sciencias: o O Rhodano
eslava gelado em Avnh3o e em Arles. O Languedoc
c a Provenja offereciam-me,' conlina elle, nos pri-
meiros dias de fevereirode 1755, o aspecto do cume
das Cordlheirai do Peni. Um Laponio nao se julga-
ria ahi tora de tea paiz. n i
O anno de 1766 toffreu om gelo severo no mez de
Janeiro e de fevereiro. O Sena gelou era Piris por
um fri de 12 5 ; houve 32 das de gelftn Vivers,
e 37 em Monlpellier. Em 17GS ,. Iliermometro des-
nou-se intenso desde 31 de Janeiro 7 de feverei-
ro. O Sena gelou pela terceira veo Ihermome-
lro desceu a 92. O degelo s te ugar a 9de fe-
vereiro.
Para terminar a seri dos gran averno -qoe
precedern) ao de 1853-para 1854(8la-nos mencio-
nar o invern de 1841 para 1812, e assoloa parli-
cularmenle o Aleio-ilia, gelou o sia pm l.flo e o
Garnna era Brdeos, e foi espediente notatel pe-
la grande massa.de nev que coln ierra.
lie impossivcl sabor so acabamiom os rigores do
invern actual; mas desde ja mer ser contado en-
tre os mais severos desle seculo. O effeilo, o Sena,
qne nao tinha gelado desde 1840, ou inteiramen-
te a 28 de dezembro, e assim. ficoutre a Pon te-No-
va c a Ponte Real por esparo de 8as. O Iliermo-
metro desceu em Paris at 14. I Lllo deseen, a
25 de dezembro, pelas 10 horas dirde, a 16, ejio
.dia 26, pelas 7 horas da manhaa, 1 ; era Amiens,
desecaa 15,9 e em RuSo a 15<
Naos alravessoq-se o Sena a peme, mas' qnasi
lodos os i-ios da Franja gelaram, .oro o Rhoda-
no, o Saooa, ce. No Meio-dia, Tro marcou em
Toulosa a 30 de dezembro14>m Nimes e em
Marselha7 ; em MonlpellierI em Brdeos,
iOjemFontaine-Franjaile (CostrOuro)21. To-
das as regios da Europa foram vadas por um fri
rigoroso ; os carros poderara par o Vstula em
Dirschaa ; palinhoa-se em Madi Homens, mu-
Iheres, e meninos succombiram ncampos, aos ala-
quesde am fro 13o agudo, qae cloa a quebrar os
fios dos telegraphos elctricos, talmente, assg-
nalou-se a cabida de uma qnantce ISo eonsidora-
vel de nev, qae em muitas par inlerceplou as
commnnicaioes. (Prette.)
gem 4, caiga assucar; a Jos Manoel Marlinj.
Passtgeiro Jos Germano de l.ira. '
Liverpool49 diai, barca ingleza Corrido, de 258
toneladas, capitao Thomaz l.yell, equipasen) 12,
carga fazendaso maii gneros ; a Adamson Howie
Si Companhiao
Baha^-7 dias, brigue brasilciro Marianna, de 218
toneladas, capiio Jos da Cunha Jnnior; equpa-
gem 14, carga varios gcnern ; a Manuel Ignacio
de Oliveira. Passageiros, Aosuslo Jos Ferrelra,
Francisco Jos Rodrigues. Ficou de quarentena
por 6 das.
Cardff45 dias, brigue francez Jewae Arthur, de
151 toneladas, capilSo P. Ponlet, equipagem 11,
carga carvo ; a Me Calmont & Companhia.
Saoiot tahidot no metmo dia.
Ro Grande do Sul pelo Rio de JaneiroBarca bra-
tilera Ipojuca, capilSo Manoel Lus dos Sanios,
carga assucar. Passageiro, Luiz Rodrigues Ve-
gue.
l'araliibaHiatc braslero Conceicao Flor dat Vir-
tudes, mestre Manoel Sophio da Pcnha, carga va-
rbs gneros.
EDITAES.
COMMERCft
PRAtA DO RECIFE ifttEBKIL AS 3
HORAS DA TARU
CotajCet offtciae
Cambio sobre Londresa 27 3*100 div. \
ALFNDEG."
Rendimenlo doda 1 a 15 t. .-.115:46139-2:1
dem do, dia 17 ..... 8:5465578
124:008*501
Detcarregam no/e 18 deoril.
Barca porluguezaA'. S. da Boa-hgetidiversos
/ gneros.
Brigne inglez Melinabacallio.
Barca ingleza Elisadem.
Barca franceaPernamiuco-Mnaelgi.
liate nacionalDuridosogenerndo aiz.
CONSULADO GERJ..
Rcndimenlodo da 1 a 15.....27:418J%3
Idem.dodial7.........4:0735567
31:4928530
DIVERSAS PROVINC.
Rendjmenlo do da 1 a 15.....2:1588601
dem do dia 17........1275551
2:2868152
ceu em Paris a 18 O invern de 1776*foi extrema-
mente severo no Norte. Comecou em Paris a 9 de
Janeiro, e durante 24 dias continuos, at 2 de feve-
reiro, o Iherniometro permaneceu constantemente
abaixo do termo do gelo. A 29'de Janeiro pela ma-
nhaa, o fri altingio o seu mximum, que foi de
20,4.
O Sena nao geloa senao na noile'de 24 para 25 de
Janeiro, a a congelajao do rio nao occnpou loda 'a
sha largura teao aqoem da lonle da Tournelle e
alm da Ponte-Real. Em Liao o fri altingio no pri-
meiro de fevereiro21 a 22. Um rigoroso invern,
que circumscreveu-se exclusivamente na zona do
norte, foi o de 1783 pira 1781. A 29 de dezembro. o
Ihermomelro do Observatorio de Pars ndicou pelas
seto horas da. manhaa 11,2, e asis da tarde,13
O maior fri chegou a 30, de meia noile para um
quarlo; elle igualou18, 8. A geada durou, se-
gundo o P. de Cotia', 69 das consecutivo!.
O invern de 1789 gelou nosiosrios, nptsos porlos
de mar, tomar sobre nossas cosas; a raassa do
gelo iuterceptou a commanicajao de Calais para
Doovres, cobrio a Mancha a duas leguas de distancia,
obstruio os porlos dessas paragens e encadeioa os
navios.. O fri, misturado de nev, appareceu de
repente pelo fim de novembro de 1788 ; reinou de-
poii, salvo algumas breves interrnpjOes, at o mez
de abril del789. Em-1795,6 Ihermomelro marcoo em
Paris 23, a 25 de Janeiro, e Iioute.42 dias de gelo.
Secuto dcimo nono.Faemoi agora dos inver-
n! do seculo actual. O primeiro que merece ser ci-
tado be o de 1802; no mez de Janeiro deas#anno, o
Meo-dia experimenten um fri de 10,3; e o Iher-
momelro do Observatorio de Paris marcou a 15 de
Janeiro--15^,| 12 de ftvereiro de 1802 desceu a
15 4. O invern de 1811 mallratoa muito as olivei-
rai J o sea rigur fez perecer alm disso as larangeiras
dosjtrdins d'Uyres.
0 invern de 1820 em nenhuma parte de Franja
foi continuo nem longo ; mas toi muilo no mez de
Janeiro. O mximum por loda a parte, foi de 11 para
12 ; em Paris prodazio14,3 ; em Toulosa13;
8; em Vivers12 ; era Alais13 2 ; em Monl-
pellier11, 2 ; em Joyeuse-^15; em Brdeos8
8 ; na Provenja foi mais rigoroso ainda, porque al-
lingio em Marselha17,6. Pereceram as laran-
geiras e as oliveiras, e as mesmas vinhas foram vin-
lenlamente atacadas. Uma grande quantidade de
oliveiras pereceram tambera durante o invern de
1821 para 1822. .
O fro experimentado em Franja durante o inver-
n de 1829 para 1830 excede, sem coolradijo, os
mais allos graos observados. O Ihermomelro medio
dos tres mezes de dezembro, Janeiro e fevereiro de-
ducidos de 136 observajes lao autentica., co-
mo o podiam ser, reunidas dos diverso pontos da
Franja pelo Dr. Fusler, den 10,8 : He um fri 15
graos maior qae o fri ordinario de nossos invernos.
O fri externo desle invern, por 15 observajoes
bem verificadas, em numero quasi igual no Norte e
no Meio-dia, mascou 18. Em Gm dosdotts extre-
mos conhecids, o mais frac est concentrado em
Marsclhaj e forneceu 10.M, o mais forte acha-se m
Mulhouse, eheiguala28,l.. Este ultimo algaris-
mo consignado as novas memorias da sociedade sci-
enlilica do Baixo -Rheno, indica um grude fri co-
mo nunca se vio em nosso paiz.
As gazetas da poca, em falta do lembranjas con-
temporneas, conlam que nossos rios fiearam gelados
duasou tres vezes'na sua tojalidade, e que poda-se
corre-losa p nos mezes de dezembro o de fevereiro,
especialntenleoSena, o Rheno e o Rhodano. Ho-
mens e animaes morreram de fro, tanto nos campos
como as cidades. Os trabalhos campestres foram sus-
pensos 3 mezes inleiros; as oliveiras e as vinhas nao
poderam resistir violencia da geada ; as arvores de
fructo pereceram aos mlhares ; os casUnheiros e os
carvalhos-mesmo tiverar a aorta das vinhas e das ar-
vores'de fructo.
O Meio-dia soffrea cm 1838, um fro mnilo vivo,
que altingio no departamento de Ain, seguudo M.
Puvisr-25. Todas as amoreiras desse deparlamen-
to pereceram. O invern de 1810 para 1841 conecn-
trou-te, pelo contrario, no Norte, onde toi muito
longo e rcnilo rigoroso. Comerou a 27 de novembro
de 1840,por uma geada de 2a 3 graos, que lornou-
se mais intensa de. 5 de dezembro para diante. O
Ihermomelro desceu gradualmente a 479,6,
11,4, e at 13,2 no da 27, por umtempo secco, um
vento de ste intenso, e um bello sol, mas coberto
de um gaz vaporoso que amorteca aos seus raos.
O Sena, muito alto nessa poca, gelado sobre as
duas margens desde o dia 14, o acarrolando grandes
caramellos, gelou inleiramenle a 17 cima da ponte
de Auslerlilz ; abaixo da ponte de Saint Cloud, o em
Paris mesmo, nos dous ltimos arcos da ponte Real;
o degelo nao leve lugar senao a 30 e 31 de dezembro.
O Sena eslava cm completo desqualho quando o
fri comecouvde novo a 4 de Janeiro, porm menos
se/ero, e menos prolongado do que da primeira vez,
porque nflo durou seno .5 ou (> dias, o othentiome-'
Iro i duas vezes marcou9 e 9,4, excepto a 6,
em que de novo desceu a 13,1. Um novo dege.'o le-
ve lagar a 10 de Janeiro, mas nao terminou definiti-
vamente o invern, porque, depois das alternativas
de ma temperatura de quando em quando fra ou
temperada, cahindo o vento para nordeste, o frialor-
Exportacao'.
Parahiba do norte, lancha Coneio Flor dat
Virtudes, de 26 toneladas, conduzo seguinte:
1 caxao Unta de escnjver, 2 barrica nxadas, 1 ca-
xa tinta de escrever, facas de mesae.aixassoltas, 1
barrica pregos ripaes, 1 scllim ingic.2 barris man-
teiga, 1 dito chourijos, 12 caxas e liacotes chita e
fazehdas, 1 panella raanleiga, 1 cax;vidros, 1 cai-
x3o chapeos para senhora e vidnd candeiro, 11
caxas velas de cera, 1 gigo louja.l naslra rolhas.
2 ditas allios, 1 dita ceblas, 1 bnaiapel pardo, 3
embrulhos erva-doce, cravoe canela.") pecas brim,
3 barris espirito de vinho, 8 saceos voz, 6t caxas
sabao, 20 duziai cocos de pao,l laole barbante,
1 caiva resmas de papel, 1 barrica pigos de pipa. S
duziasde labnas de pinho, 3 saccas irello, 1 caixa.
bonecas e seis capadlos, 8 meioi bsas maoleiga, 1
caixa madapoln, 7 fardos fazendas, 1 tacte chapeos
de sol de teda, 1 caixa louja para roa, 1 dila cha-
peos e mercadorias, 2 potes tinta, caixa" violas e
hcelas, 3 balas papel, 10 barricas baillio, 3 barris
vinho linio, 20 garrafoes vatios, 1 ba-ica alpiste, 1
caixa linha de algodao, 15 barricas fanhn de trigo,
1 sacra caf, 2 caxas velas d caroaub. 6 ditas rap.
UECEBEDOK1A DE RENDAS IN'ERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUO.
Rendimento do da 17.......1:3478500
CONSULADO PROVINCI.L.
Rendimento do dia 1 a 15 .
dem do dia 17 ,
25:1598483
2:8775646
28:0379129
a aw i
PAUTA
dot.precot cor rentes do assucar agpdao', r. man
gneros do paiz, que se despxhm na mesa do
consulado de Pcrnambuco, naf semana de 17
de a 22 alrril de 185-4. (
Assucarcmcaxasbranco 1." qaallade @
i> D 9 11 2,i i
ii i) mase....., d
bar.esac. hrauru.......
ii ii mascayado.....
refinado ........... d
Algodo em ploma de 1.' quallade
o 2." x ".
J> b j> 3. i; n
em carcp..........
Espirito de agurdente.....'. caada
Agoardente cachaca........ -
de canna .'......
J> Tcstlada........
Gencbra..............
b............... botija
Licor ..............caada
,.............,. garrafa
Arroz pilado duas arrobas, im alqueirc
cm casca.........*.
Azeite de mamona.........caada
a b mendoim e de coco. a
de, pcixe......... b
s

Cacan
Aves araras. .......
papagaios...... .
Bolachas............
Biscoitos...........
Caf bm...........
restolho.........
com casca. '......
muido..........
Carne ecca........ .
Cocos com casca .......
Charutos bons. .......
b ordinarios.....
b regala e primor.
Cera de carnauba......
b em velas........
Cobre novo mao d'obra........
Couros de boi salgados......... b
b espitados...........*
b verdes..............b
de baja,.........._
25300
18900
18600
25700
18950
28720
5->900
58500
5t00
15475
550
8350
8100
w*>
8400
8180
8400
8180
?84D0
18600
8"20
18120
18280
58000
uma 108000
um 38000

um
b b de cabra cortidos. .
Doce de calda..........
v b coialia........ .
' secco ...........
a jalea.............
Estopa nacional.........
B eslrancira. mo d'obra.
Espanadores grandes......
b pequeos......"
Farnha de mandioca. .....
b b milho........
B 5i aramia .......
FeijSo ..'............
Fumo bora............
b ordinario.........
b cm follia bom.......
b a ordinario ....
b a b restolho.....
Ipccacuanha ,......
Homila......0. ..... .
Gcngibrc............
Lcnha de achas grandes. ......
b b b pequeas......
b b toros...........
Pranrhas de ainarelto de2 costados.
louro .'......... b
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 >a 3 de I.......*b
b de dito usuaes........ n
Cosladinlio de dito.......... b
Soallio de dito............ b
Forro de dito.............
Coslado de louro........... b,
Cosladinho de dito.......... b
Soallio de dito............ b
Forro de dito. ...........
cedro............ n
Toros d lalajuba. .
Varas de parreira. .
b b asulhadas
b quiris.
48480
68100
58600
38000
b 38600
68400
b 25S00
cenlo 25400
15200
8600
28200
65000
88000
8160
8160
8170
8090
155UO0
8190
8240
8200
8360
8280
1000
1000
28000
. 18Q0O
alqueire 28800
9
B
alqueirc
B
aljuere
. @
. cenlo
28000
800
68000
58000
:1500o
83OOO
48000
38000
325000
28000
28000
19600
b 600
B 99000
uma 128000
B 75OOO
208000
105000
88000
5OOO
33500
65OOO
58200
3500
,252<)0
:550tK>
15200
18280
15600
8960
quintal
. duzia
Em obras rodas de sien pira para carros, par 408000
jos
b ei;
Melar.
Milho..............
Podra de amolar. ...".....
b b filtrar.........
b relilos........
Tontas ilc boi..........
l'iassalia.............
Sola ou vaqueta ,.....
Selm cm rama ........
Pclles de carneiro.......
Salsa parrlha........,. .
Tapioca.............
1. nlias de boi..........
Salan..............
Esleirs de perperi.......
Vinanre pipa..........
Cabejas de caclrimbo de barro.
B
. caada
alqueire
. uma
b
. cenlo
inollin
meio
..@
uma
.

cenlo

uufa

inilhcro
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vamos entrados no dia 17.
Camaragibe2di, hale bnsileiro ioto Destino,
de 21 tonelada1), mostr Eilevao Ribeiro, eqiiipa-
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
lliesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no da 4 de maio prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de Arrematar a quem por menos fizer a obra de
acude na povoar.au de Bezerros, avahada uuvamenle
em 4:2288950 reis
A arrematajo ser feita na forma dos arligos] 42 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajSo,
comparejam na sala das sessoes da mesma junte no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. .
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnambu-
co 8 de abril de 1854. Otecrelario,
Antonio Ferrcira tt Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." As obras desle ajude serao feilas de eonformi-
dade com a planta e orjamento approvado pela di-
rectora em eonselho e apresentados a approvajao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia (Je
4:2288950 rs.
2.* O arrematante dar cornejo as obras no 1 de
outubro do torrente anno, e terminar 6 mezes
depois.
3." O pasamento da importancia da arrematajo
ser deviilido em tres parles: sendo uma do valor
de dous quintos quando hoaver feilo metadeda obra;
nutra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de um quinto depois de am anno
na occasiao da entrega definiliva.
4.' Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ba o que determina
a le provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
$Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo do inspector" da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
jSo da junta da fazcuda, Anda fazer publico que
no dia 27 de abril p. .vindouro, vai novamenle
[iraca para ser, arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos r.oncertos, da cadeia da villa do- Cabo, a-
v aliada em 8258000 rs.
A arrematajo ser feita na forma dos actigos
24 c 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparejam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.Secretaria dathesouraria pro-
vincial de Pcrnambuco 28 de mareo de 1854. O
secretario, Antonio Ferreira da AnnuneiacSo.'
Clausulas especiaes para a arrematajo.
1." Os coucertos da cadeia da villa do Cabo far-se-
liao de conformidade com o orjamento approvado
pela secretaria em eonselho, e appreseulado apro-
vajSo do Exm. presidente da provincia, na impor-
tancia de 8258000 rs.
2.B0 arremataulc dar principio s obras no pra-
zo de quinze dias, e dever couclui-las no de, tres
mezs, ambos contados de conformidade com o arl.
31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir naexecujSo lado o que
lhe for proscripto pelo engnheiro respectivo, nao
s para boa execujio do irabalho como cm ordem
de nao inutilisar ao mesmo lempo para o serviro
publico lodas as partes do edificio.
4.* O pagamento da inportaticia da obra ver'ifi-
car-se-haemduasprestajo.es iguacs: a 1** depois
de feitos dous tercos da obra, e a seguanda depois
de lanrado o termo de recebimenlo.
5** Nao haver prazo de rcsponsalitlidnde,
6.a Para lado o qae niiu se acba deerininado )as
prsenles clausulas nem no orjamento, seguir-se-
na o qne dispoe a lei d. 286. "Conforme. One-;
cretario, Antonio Ferreira d'.-lnnnnririin.
O llim. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria. provincial, em cumprimenlo da ordem
A>ExflfNar_,-presidente da provincia de -28 docorron-
lenanda fazer puliltcu.que nos dias 18, 19 e -20 de
abril prximo vindouro, peranle a junta da -fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
mais oflerecer, o aendimenlo do imposto da laxa da
barreira de Santo Amaro de Jaboatao, avahada em
4:0006000 rs. por anno. '
A arrematajo ser feita por lempo de 14 mezes
contar do 1." de maio do crrente anno, ao fim de ju-
nho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta, nos
das cima indicados pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
. Epara constar, se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de marco de 1854. '
O secretario,
Aulonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da Ihefciiraria provincial, em cumprimenlo da re-
soluto da junta da fazenda, manda fazer publico,
que no dia 27 de abril prximo, vindouro, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra dos coucertos da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avahada cm 2:8608000 rs.
A arromatajao sera feita na forma dos artigo s42
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo
comparejam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio. dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 28 de marjo do 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Antuinciacao. ,'
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a As obr dos reparos da cadeia da villa de Pao
d'Alho serao feitas de conformidade cora a plante e
orjamento approvados pela directora em eonselho,
e presentada a approvajao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 2:8608000 rs.
2.As" obras comecarao noprazode30diaseserao
concluidas no de quatro mezes, arabos contados de
conformidade com o que dispoe o art. 31 do regu-
lameuto das obras publicas.
3.a A importancia da arrematajo ser paga em
tres preslajes, sendo a primcia de dous quiutos,
paga quando o arrematante liouver feito ainetade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras depois do recebimenlo provisorio ; e -a ter-
ceira paga depois do auno de responsabilidad^,
e eutrega definitiva. '
4." Para tudo o mais que nao esliver determina-
do as presentes clausulas, ou 110 orjamento se-
gu>se-lia as disposijoes da le n. 286 de 17 de maio
de' 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira o" Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial,m cumprimenlo da reslu-
jao da junta da fazenda, manda (azer publico que
no dia 27 de abril proxico vindouro, vai novamenle
a pjaja, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do ajade na Villa Bella da comarca de
Pajeu.de*Flores, avahada em 4:001.
A arrematajo ser feita na forma dos-artigoss
24 e 27 da le provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo
comparejam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente, e
publicar peto Diario. >
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 23 de marjo de 1854.O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremalacao.
1. As obras desle ajude serao feilas de confoiv
midade com as plantas -c orjamento apresentados a
apprnvarso do Exm. Sr. presidente da provincia, 110
importancia de 4:0018000 reis.
.2. Estas obras deverao principiar no prazo de
doiis mezes, c scrilo concluidas 110 de dez mezes a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desta arrematajo ser paca
em Ires preslajes da manera seguinte : 1.", dos
dous quintos do valor tolal, quando liver conclui-
do a metade da obra: a 2. igual a primeira, de-
pois do lavrado o termo de recebimenlo proviso-
rio : a 3., finalmente de um quinto depois do rc-
cchimcnlo definitivo.
4.a O arrematante ser obligado a commnnicar a
rcparlijao das obras publicas com antecedencia de
triuta dias, o dia fixo cm que tem de dar principio
a, execujao das obras, assim como Irahalhar se
gi.lanicnle durante quinze das fim de que possa
o cngeihero ciicarrcgado da obra assistir aos pri-
meiros trabalhos.
5.a Para ludo o mais que uo esliver especificado
uas prsenles clausulas soguir-se-ha o que determina
a lei 11. 286.Conforme. O secretario, Antonio Fer-
reira O. Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de roaio prximo vindouro
vai riovamente a praja para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhoramcuto do Rio
Goianna, avahada em 50:6008000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851*
e sob ai clausulas especiad abaixo copiadas,'
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo
comparejam na tala das tessoe da mesma jante no
da cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernamba-
co 10 de abril de 1854. Otecrelario,
Antonio Ferreira i!Annunciacao.
Clausula!, especiaes para a arremataeao.
1." As obras do melhoramenlo do rio Goianna far-
se-hao de conformidade com o orjamento plantes e
perfil approvados pela directora em eonselho, e
apresentados a approvajao'do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6008-
2." O arrematante dar principio ai obraino pra-
zo de tres mezei e as concluir no de tresanuoi, am-
bos contados pela forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3.a Dorante a execujao dos trabalhos o arrema-
tante ser obrgado a proporcionar transito as canoas
e barracas, ou pelo canal novo ou pelo leilo do ac-
tual rio.
4.a O arrematante seguir na execujao das obras
a ordem do irabalho que lhe for determinado pelo
engeoneiro.
5.* O arrematante ter obrigado a apresenter no
fim do primeiro anno ao menos a quarta parte das
obras prompta, e outro tanto no fim do segundo an-
no e faltando a qualquer dessas condiejoes pagar
uma mulla de*um conlo de ris.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
jo da junte da fazcuda,, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, se ha de ar-
rematar a quera por menos fizer, a obra dos coli-
cortos da cadeia da villa de Garanhuns, avahada em
2:2195280 rs.
A arrematajo ser feita na forma dos ass. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
o sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a este arrematajo
com paro rain na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar peto Diario. s
1. Socrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
nnco 28 de-marjo de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1." Os concert da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hBo de conformidade com o orjamento ap-
provado pela directora em eonselho, e apresentado
a approvajao do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de. 2:2498280 rs.
2. O arremtenle dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes c dqvcr cogcl 11 i-las no de seis
mezes ambos contados na forma do arl. 31 da lei
n. 286.
3.a O arremtente seguir nos seus trabalhos lu-
do o que Ibes for determinado pelo respectivo en-
gnheiro nao s para boa execujao das obras, como
em orden) de nao inutilisar ao mesmo lempo para o
servijo publico todas as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematajo
lera lugar em tres preslajes iguacs: a 1*, depois
de feila a-metade da obra: a 2a, depois da entrega
provisoria; c a terceira na entrega definitiva.
5.a O prazo da responsabilidade* ser de seis
mezes.
I63OO
8160
18280
8610
65000
8800
35S00
8320
25100
59500
8190
205000
apoo
8210
8080
3160
308000
98000
6. Para tudo o que nao se achar determinado
as presentes clausulas nem no orjamento, seguir-
sc-ha o que dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo daresolujao
da junta da fazenda. manda fazer publico, que no
dia 20 do corrente vai novamenle praja para ser
arrematado a quem mais der o rendimento do im-
posto do dizimo do gado cavallar no municipio do
Limoeiro, avahado em 58000rs. por anno.
A arrematajo ser feila por lempo de 3 annos, a
contar do 1. de julho de 1853 ao lira de iupjio de
1856. *
As pesspas que se propozerem a esla arremalacao,
comparejam na tala das sestes da mesma junta, uo
dia cima declarado, pelo meio da, eompetenlemen
le habilitadas. *
E para constar se mandou,affixar o presente,-
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambaco 7 de abril de 1854.O
secretario, Aulonio Ferreira d'Annunciacao,
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo la resolu-
jao ila junta da fazenda, manda fazer publico, que
110 dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le a praca para ser arrematada a quem por menos
fizer, a obra do ajude dapovoajao de Salgueiro ava-
hada em 2:5305000 rs.
A arrematajo -ser feila na forma dos arts. 24 a.
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qae se propozerem a este arremalacao
comparejam na sala das sessoes da mesma junta,
no dia- cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
baco 28 de marjo do 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1." As obras desle jade serao feilas de conformi-
dade com a'plante c orjamento apresentados ueste
dala i approvajao do Exin. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:5308000.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e sera concluidas no de 10 toezes a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desta arrematajo ser paga
em tres preslajes da manera seguinte: a Ia, dos
dous quintos do valor total, quando liver concluido
a melade da abra; a 2a, igual a primeira depois de
lavAldo o termo de recebimenlo provisorio; a 3*
finalmente de um quinto depois do recebimenlo de-
finitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a commnnicar a
repartijo das obras publicas com antecedencia de
trinta dias, o dia fixo em que tem de dar principio
a execujao das obras, assim como trabalhar segui-
damente duranle quinze dias, fim de que possa o
engnheiro cncarregado da obra, assistir aos primei-
ros trabadlos.
5.a Para todo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seeuir-se-ha ojque determi-
na a lei provincial o. 286 de 17 de. maio de 1851.
Conforme.O sccreteriu, Antonio Ferreira da An-
nunciactlo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da resoln-
jao da junta da fazenda, manda f/zer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le praja para ser arrematada a qaem por menos
fizer a obra do ajude do Buique, avahada em
3:3008000 ris.
A arrematajo ser feita na forma dos artgos 24
e 27 do regulamcuto de 17 de maio de 1851, e ob
as Clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arrematajo
comparejam na sala das sessdes da mesma junte no
da acuna declarado, pelo meiodia, competentemen-
te habilitadas. E para constar se mandou afiixar o
presente e publicar peto Diario. Secretaria da the-'
snurarla -provincial de Pernambuco 15 de marjo de
1854. O secretario, Antonio Ferreira; (tAnnun-
ciacao.
Clausulas especiaes da arremataeao.
1. As obras do ajude do Buique serao feitas de
conformidade com a plante e orjaraentos approva-
dos pela directora em eonselho, e apresentados
approvajao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:3008 ris.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
scsscnla dias c serao concluidas no de dez mezes,
a contar da data da arrematajo.
3. A importancia desta arrematajo ser pagadero
tres preslajes da maneira seguiulc : a 1.a dos dous
quintos do valor total, quaudo liver concluido me-
lade da obra ; a 2.a igual a primeira depois de lavra-
do o termo provisorio; a 3.a finalmente de um
quinto depois do recebimenlo de fiuilivo.
4. O arrematante sera obrigado a commnnicar
repartijo das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que lera de dar principio a
arrematajo das obras, assim como trabalhar se-
guidamente 15 dias. alim de que possa o engenliei-J
ro encarregado da obra assisfir aos primeiros tra-
balhos.
5. Para ludo o mais que nSo esliver especificado
as presentes clausulas seeuir-se-ha o que determi-
na ilei provincial n. 286. Conforme.O secretario,
AnWnio Ferreira o"Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da rcsolu-
jao da junte da fazenda, manda fazer publico, que
110 dia 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le a praja para ser arrematada quem por menos fi-
zer a-obra do acude dePaje de FIorcs,avaliada m
3:190800O.ris
A arrematajo ser fila na forma dos arl., 24 c
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c-sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas-:
As pessoas que so propuzerem a esla arrematajo,
comparejam na sala das sesses da mesma junte no
dia cima declarado, pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.E para constarse mandou afiixar
presente c publicar pelo Diario. Secretoria da
Ihesouraria provincial de Pernambuco 15 de mar-
jo de 1854. O secrelario Antonio Ferreira
(CAnnunciacao.
Clausulas especian para a arremataeao.
1. As obras desle ajude serao feitas de confor-
midade com as plantas e orjamento apresentados a
approvajao do Exm. Sr. presidente da provincia',
na importancia de 3:1908000.
2. Estas obras deverao. principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial 11. 286.
3. A importancia desta arVemalaro ser paga em
tres presta jos da manera seguinte: a primeira dos
dous quintos do valor do orjamento, quando liver
concluido a metade da obra; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimenlo
provisone: a terceira finalmente de um quiulo de-
poisdcTrecebimenlo definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a commnnicar a
rcparlijao da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o da em que lera de dar principiuM execu-
jao das obras, assim como trabalhar seguidamente,
durante quinze das, alim de que possa o engenhe'-
ro encarregado da obra assistff- aos primeiros tra-
balhos.
nai presentes
a le provin;
Conlbrme. Otecretario,- Antonio Fe
Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de mspee.
Ihesouraria provincial, em comprimento d
jao da junte da fazenda, manda faier r
no dia27 de abril prximo vniouro, vai novamenle
praja, para ser arrematada a quem por 1
zer, a obra das concertos da cadeia da villa de Sen-
nhaem, avahada em 2:7509000 rs.
A arramatacao ser feita na forma dos arlfc ff*
27 da lei provincial n. 286 de 17 ua^^H
e sob as clausulas especiaes abaixo copia'
As pessoas que se propozerem a esla airematajao
comparejam na sala das sessoes da mesma jante no
dia cima declarado, pelo mcio*dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marjo de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes. para a arrcmalacSo.
1.a Os coucertos da cadeia da villa de SerinhJem
far-e-b8o de conformidade com o orjamento appro-
vado pela directora em eonselho e aprsenla
approvajao do Exm. Sr. presidente na importancia*
de 2:7508000.
2.a O arrematan te dar principio s obras no pra -
zo de um mez e dever conclu-las n de seis me-
zes, ambos contados na forma do arU 31 da lei
n.286.
' 3.a O arremtente seguir nos seas trabalhos tudo,
o que lhe for determinado pelo respectivo eng-
nheiro/ nao s para a boa execujao das obras como
em ordem de nao inutilisar ao mesmo lempo para e .
servijo publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremati
lera lugar em tres prestajoes ignae; a Ia, d
de feita a metadeda obra; a 2a, depoi da' entrega
provisoria'; e a 3a, na entrega definitiva.
5.a O prazo da respousabilidade ser de 6 mezes-
6.a Para tudoo que nao se acha determinado na8
presentes clausulas nem no orjamento seguir-se-ba
o que dispoe a respeito a lei provincial n. 286. -
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
Manoel Joaquim da Silva Hibeiro, fiscal da fre-
guezja de Santo Antonio do-termo da cidade do
Aecife, etc. ef.
Faz publico para conhecimentode quem perten-
cer, e para que anda nao appareja a menor igao- .
rancia, %s arligos abaixo. transcriptos das posturas
municipaes em vigor.
TITULO 9.
Art. 6. Ninguemj cavallo poder galopar ou cor
rer pelas nas e pontos ila cidade, excepto a orde-'
nanjas montadas, e offfciaes em tervljo ; sob pena
de pagar 88000 rs. de multa.
ArL 7. Ncnlium carro ser condtizidoa corTer
as puntes ; os cavados deverao ir a pequeo trote, .
c nas roas nao pdenlo ir a galope: os infractores
serao multados-em 68000 rs.
Art. 8. A' noite nenhnm carro deixar de trazer
lanternas rom luzes: os infractores serio multados
em 68000 rs. .
Art. 9. Nas ras ou lugares d cidade, onde hou-
ver lama, ou agua empojada os cavados kio a pas-
so : os infractores serao multados em BjOH rs.
ArL 10. Os almocreves nao podero entrar ou
sabir da cidade montados nos cavados, qoe liverem ,
carga, e deverao conduzi-tos petos cabrestos: es in-
fractores serao multados em 28000 rs.
Art. 11. He prohibido ensinar cavados destinados
para a coudujao de carros dentro da cidade : os in-
fractores serao multados em. 128800 rs.
Art. 13. %obre os passeios ninguem peder car-
regar fardos, caixoes, palanqoins, ou ostra qualquer .
cousa que no \olume possa iucommodar os que por
elles tranzitam : os infractores.serio multadas aa
25U0 n., sendo paga a dos escravos por seos se- '
uhoresT*
Art. 14. Ninguem poder andar cavallo sobre
os passeios: os infractores pagara a multa' de
58000 rs.
Adverlindo mais quo pelo art. 1. t. 1* das rila-
das posturas, sao todas as iufracjoes cima mencio-
das duplicadas nas reincidencias.
E para que ainda nao appareja ignorancia da
existencia de semelhantes disposijoes, lavrei o pre-
sente qne ser publicado pela imprensa. Fregue-
zia de Sanio Antonio do Becife, 12 de abril de
1854.O fiscal, Manoel Joaquim 4a Silca Ribeiro.
DECLARADO ES.
Otnsellio" administrativo.
O eonselho administrativo, em virtudo da autori-
sajao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos segrales:
Para o segando batalhao de infantera.,
Bonetes compridos com o n. 2-8, chourijas de 13,
pares 8, grvalas de sola de lastre 8, esleirs 8, t-
palos, pares 8, pedes -de carneiro 100, corda de li-
nho pasa caixa de guerra, pecas 4, oleado, cova-
dos20. '-..'
Para a fortaleza di Ilamaraca.
Oculode ver ao longe 1.
Arsenal de guerra.
Caixa com vidros 1, papel almajo de liuho, resmas
50, mantas de 13a 374.
Offlcinas de i. e 2. classes.
Costados de pao d'oleo 2, teboas de assoalbo e de
louro 12.
- Ditas de 3. classe.
Ferro de varanda, arrobas 2.
Ditas de 4. classe.
rame de lalao grosso, arrobas 2.
Bitas de 5. classe.
Sola branca garroteada, meios 50.
Para fornecimenlo de luas as esla jes militares.
Azeite de carrapato, panadas 350, azeite da coco,
cauadas 30 1|2, pavios, duziat 6, fio de algodao, li-
bras 48, velas de carnauba, libras 153.
Companhia de vallara.
Bspadas 39, coturnos, pares 46, penachos 69
qaem qaizer vender tees objectos, aprsente as suas
propostas em carta fechada na secretaria do contelho,
as 10 horas do dia 19 do corrente mez. Secretaria
do eonselho administrativo para fornecUneto do ar-
senal de guerra 11 de abril de 1854.JosdeBrito
Inglez, coronel presidente.Bernaido Pertira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela .capitana do porte -desta provincia se
faz publico para conbecimenlo dos ioterestados, que
por um aviso do ministro da fazenda de 2 de- abril
do 1819 fni'resolvida sobre a palavra lastro, cuja ex-
plicado foi pedida pelo inspector da Ihesouraria da -
provincia de Santa Calharina, a qaem o Ministro
respuideu domodo seguinte : para qae fique es-
labelecido em regr geral, qae a palavra r- latn
lem uma significajao geral, e restricta no qaa diz
respeito s disposijoes fiscaes sobre o regulf meato, e
arrecadajo de direitos, e despachos das embarca-.
jOes, comprehendendo as materias pesadas, coa
sab areia, pedra^cascalh, ferros velaos, ou liagna-
doi, e 011 tras semelhantes, de neulium ou iasignifi-
canle valor, embarcados, e arrumados dos navios
convenientemente, para, que guardado o necessario
equilibrio, postara seguramente navegar, e qae pbr
lano excluidas sao dessa comprehepcao para os refe-
ridos fins qnaesquer materias, qae de algum valor.
lenham sidu embarcadas, como mercadorias de que
se lira frete, o que possa contlituir fundo para car-
regamenlo de retorno, posto que com ellas se tenha
formado o lastro do navio, etc.
Capitana do porto de Pernambaco ios 15 de abril
de 1854. No impedimento do secretario da api-
lana. Joao Luiz Cacalcanti de Albuqucrque
O batalhao 2 de infantera tem de contratar al
o ultimo do mez de junho do corrente anee, para
fornecimenlo das pracas do mesmo batalhao os gene-
ros de primeira qualidade abaixo declarados r caf
moido, assucar mascavinho, carne secca, loueinho,
farnha, feijao mulatinho ou proto, bacalho, azeite
doce, vinagre, arroz pilado, tal, acbat de lenha e.
carne verde : as pessoas qoe a islo te quizerem pro1-
por, dirijam no dia 19 do andante tust propostes em
carta fechada s secretaria d batalhao, declarando
nas mesmis os ltimos prejos por qae podem'ven-
der os referidos gneros. Hospicio 17 de abril" de
1854. Henrique Tiburcio Capislrano, alteres
agente.
^SE!***
OllIIVTA FBIRA ^0 DE ABRIL DE 1854.
ESPECTVCU.O VARIADO E INTERESSANTE
Em Heneado dn actriz
Mara Amalia Monteiro.
Depois qoe os Srs. professores da orcheslra execn-"
larem uma das melhoret ouverlnras, abrir seena,
a bem aceita e linda, comedia em 2 actos de Mendes
Leal, intitulada
QUEM PORFA MATA CACA.
: : : : a
Sn. actores.
Araodo
Monteiro.
Pinto.
Ruzendo.
I). Gabriellt.
A beneficiada.
Personagcns.
iionjalo. ......
Jos Mallos. i
D. Nuno. ......
Eslalajadero ....
. Maria ......
No fim da comedia, a Sra. 'liabrleda e o Sr. Mon-
teiro, canlarao o sempre apptondid dnelo das
TROWBETHIHAS-
Depois do qual o actor Costa e a. beneficiada can-
larao o duelo, do -._-,
MEIRINHO E A POBRE.
Depois a orcheslra tocara as quadrilhas
BttASIUSIRAS.


JL
.-, 1-rafcn.--. ,. .
i tfi**-a..iail.tt..ill



kngMgtaAg
DIARIO DE. PERNAMBUCO
.^ ^Uarepre*cnUr-se-uo jocoso vaudeville
era 2 actos.
INNOCENCIO
ou
0 ECLirSEDE 1821.
Pmotogms. Os tire, adores.
Duvi....... Cosa.
Innoeencio ....... tyonteiro.
Duchanel........ Piulo.
Hermeaia. sua Hbi A beneficiada
(.arlla, rmaa de Tiinocencio. G. De-Vecclty
Scguirr*c-lia a primeira reprcsenlacao do vaude-
ville em 1 aclo, que lem por Ululo.
PA.iR O Til I ;OI I WAO1 FEZ.
l'trsonagens. 0s ,Vrs. 0f,orw>
D. ingrilorio, eslaltjadeiro.
Germano.......
Fabricio......
Malngrido......]
Belislcquc [
Crofc, llollandez .' .' .'
Eolhusiasraado poeta.
Elvira ....
*"*' A beneficiada.
nemalara o espectculo com o gracioso bailete em
2^al foi'lrila la tarca do njesmo nome.
RECRUTAMENTO NA ALDEIA.
Posta em sceua por Jos l)c-Veccliv.
Sania llosa.
Amodo.
I'ereira.
Costa.
Rozendo.
Pinto.
Monleiro.
D. Gabriella.
A beneficiada.
Personagens.
Severo Ramalho .
a D. Pantofinha. .
Sanchinh .
Corrapio. .
Silvina .
_ .Manhoso .
" Esperto. .
Lince. ,
Ferrabraz
Os Srs. actores.
Sania Rosa.
A beneficiada.
Ifenriqoela Pcssiua.
J. De-Vccchv.
'Roza Cardella.
Piulo.
Pereira.
Rozendo.
Monleiro.
Passo a Ires em parodia pelos Srs. Pinto-, Santa
Roza e a beneficiada.
LunUum pelos Srs. Monleiro, Pessina e a benefi-
ciada.
Principiar s horas do coslurae. .
(teblheles yendem-se em casa da beneGciada, ra
da Cadeia do bairro de Santo Antonio n. 16 primei-
ro- andar, e no da no escriplorip do theatro.
AVISOS MARTIMOS.
".. JP,ara Bania sane com brevidade o hiato Soto
Ofenda; para o resto di carga IraU-se com Tasso Ir-
maos.
Real companhia de paquetes ingleses .a
vapor.
~ t No da 20 deslemez
'espe/a-se do sul o vapor
Inames, commandanle
strult, o.qual depoisda
demora do cosime se-
guir para Europa, para passageiros, Irala-se com
os agentes Adamsou Howie & G.
?axa o Rio de Janeiro,
Signe com muila brevidade o brigue Conceicao,
s recebe passageiros e escravos a frele: a tratar no
ewnptorio de Manoel Alves Guerra Jnior, na ra
do Trapiche n. 14. "
Para o Rio de Janeiro salie no dia 20
do correfitc mez, o brigue nacional Sagi-
tario o qual ja' tem a maior parte deseu
carregamento prompto: para o restante,
passageiros, e escravos. a fete, trata-se
com o Sr. consignatario Manoel'Francis-
coda Silva Carrito, na ra do, Collegio
n- 17 segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
"****!$ Lishoa a.galera porlugueza Margarida.
capiiSo Silveno Manoel dos Res, sahecom#,maior
brevidade possivel: para carga oassaseirASTpara
os quaes tem excelentes commodos, Irala-se com o
sobrdilo capitao, ou com Olivea Irmaos&Com-
panhia, ra de Apollo n. 14. !
- Par o Ass e porlos intermedios pretende
. guir em poneos das a lancha nacional Sota Espe-
ranca, e lambem se frea par o Cear ou Aracatv ;
para cirga e passageiros, para o que lem bons com-
modos, trato-se na ra da Cadeia do Recife n. 50,
toja de Cunlia & Amorim.
Para Lisboa com escala pela Ilhs de S. Miguel
o m-igne portuguez Bom Success pretende seguir
com inda a brevidade : quem no mesmo quizer car-
regar on ir de passagem, para o que oerece bons
commodos, Irale com os consignatarios T. de Aquino
Fonseca & Filho, na ra do VTgario n<9, primeiro
andar, u com o capitao Francisco Jeronvmo de
Mendonea, na Praca.
Para o Aracaty
segu.em poucos dias o beni c'onhecidohiale Ca-
pibara*, meslre Antonio Jos Vianna; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagem dirija-se
a ra do Vigano n. 5. J
Ceara' e Maranhao.
^1.*!^"" moi!* P1os dias o brigue escuna na-
cional Laura, anda pTde receber alguma carga,
passageiros, ele.: Irala-se cooi o consignatario J. B.
da fonseca Jnior na ra do Vigario u. 4 primei
de 111 toneladas, de ptima conslniccao, muilo ve-
leiro, pregado de cobre e forrado de zinco, em muilo
bpm eslado: Irala-se como consignatario J. B. da
Fonseca Jnior, na rna. do Vigario"n. 4 primeiro
LEILO'ES.
H LEILAO SEI LIMITE
No armazem da na do Collegio n. 14, quarU-fei-
a 19 do correnle, havern leililo de diversas obras de
marcineiria e de oulros muilos objeclos, como bem
sejam: mobihas de jacarandcam pedraa e sero ellas,
di .sde amarello secretoriasde Jacaranda e de ama-
re lo, com segredo, loilelles de Jacaranda e de Ce-
alo Alves, de goslo modernissimo, cadeiras aenove-
Ms. neos guarda-Iouras de mogoo, amarello e ou-
traei obras avulsas, 4 pianos inglezcs, obras de ouro
3^0m adcrfs "nietos, alfiueles, brincos,
puleeiras c mais alguraas obras avulsas,. salvas de
prala de vahos lamanlios, colheres, faqueirus. casti-
, Caes, palileiros, etc., diversos relogios de ouro e pra-
la, patente wglez, suisso e horisonlai, varias pecas
.mri^l f ualdadCS* laner"as> candelabros, e
um neo lustre de 6 luzes, dous ricos entongas de pe-
dia com ea, de msica por baiio, ditos de porce-
lua, cofcites para sala, Jogo de damas, xadVez e
i^TaSl d'?r,!menlos' Vara, quinquilleras,
e alm desles objeclos haverAo oulros muilos que
0 AGENTE BORJA GERALDES
hito, maior preenque for offerecido por nual-
sseatt a,ciia' *** u
.5*nr.y Gibson ni leilau de Pendas, por m-
d"hcld0eia1,,do<,Redfe.,nanhaa',,0 S6U aazem *
. LEILAO' DE QUEIJOS.
lerca fera 18 do correte ao meio dia em nonio
o agento J. Gatis, far leilao no armazem de mPCa
SfSl ".T^0 Trapiche n-38- de 1U0" ni to-
tes a voniade-dos compradores.- ^
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se" um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
presos .mais baixos.do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
Qoes, como a retal lio, afliancando-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinaqao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollbiecendo ee.maiores van-
tagens doqueoutro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
8B8BBBB8BB8B3B&
CURYSTALOTYPO.
Galeria* de ricas pinturas pelo antigo e
novo, estylo.
"Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caitas, quadros, medalhas, alOnetes e puleei-
ras ha um rico sortimento para enllocar retratos,
por precq muilo baixo.
O abaixn assignado capitao do brigue americano
rylesin, declara que nilo se responsabilisa por di-
vida alguma de sua tripulacao.IVillian H, Tice.
Recite 10 de abril de 1854.
pSr- 3?i Gomes dos Santos Pereira, do enge-
nlio Alannasu, (em urna carta para Ihescr entregue;
Dem como o Sr. Jeronymo.de Albuquorque Mello :
na ra da Cadeia do Recife n. 41. .
A directora do gabinete porluguez de leilura,
recebe proppslas al o da 22 do correnle, para a fei-
lura de estantes para a bibliollieca : os senhores mes-
tres marcineiros podem ir examinar o modello quo
esta no estabelecimenTo. As propostas serio entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda em carta fechada.
Precisa-se alugar ama ama forra ou captiva,
para ama casa estrangeira de pouca familia, para
iralar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 orimeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr. Brilo.
- J. Chardon, bacharel em bellas leltras, Dr. em
direilo, formado na universidade de Paris, ensina
em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz.a esquina da ra das Flores com a
ra da Concordia, a 1er, escreyer, traduzjr e fallar
correctanUnte a lingua frarieza e tambem do licOes
particulares em casa do familia.
M,02? Severino do RegoBarros c sua mulhcr D.
Mara Kitade Mello, faz sciente ao respcilavel pu-
blico, que pessoa alguma faja negocio com Joaquim
lo Kego Barros Pessoa'Jnior, sbre o silio que elle
lemem Ierras de Apipucos, e para que ninguem se
chame a ignorancia, por isso faz jcicnlc, por Ouc lem
de procurar o seu direilo.
Precisa-se de urna escrava para -o servico inter-
no e externo de urna casa de pouca familia, e oulra
quilandeira, paga-sc bem; qem as ver annuncie
para ser procurado.
Afcga-se um pequeo silio com boa casa, par-
reira com bastantes uvas quasi maduras, algunas
iruleiras, boa agua de beber, no priucipio*da estra-
da dos Aficlos ao p do Manguiubo: quem o pre-
lendea alugar dirija-se ao -laijgo^a Trempe sobrado
ii. t que leai a taberna por baixo, que aeharcom
quem tratar.
Quem com pouco dinlieiro quizer ter um bom
caixao nevo e muito bem feito, proprio para depo-
sito de assucar ou bolacha, dirija-e i ra Pireita
Loja.ingleza deronpa feita, ruada Cadeia
do Recife n. lb\
Existe neste eslabelecimento um grande sorlimento
i ro!lPaic,la ,le l cnegadas Ifroximamenle de Inglaterra, como sejam
pantos, casacas, calcas, colletes, camisas, ceroulas!
eic, e os preeos serao os mais razoaveis possiveis,
visloserosysiemadodouo nao dcixar diuheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejuizo.
Sabbado 15 vera no bilhar da CapHnga sorveles, caf, ch, bolos
bolinlios, pastelees, e varios oulros petiscos, de 6 ho-
ras da larde em dianle.
Jannario Alexandrino da Silva Rabello Caneca
convida aos senhores qu o anno passado tomaram li-
l Bralu,tas de grammalica pratica e desenho, que
najam de comparecer em' sua casa no largo do Terco
sobrado n. 0, na noile do 1! dia til denois da Pas-
elioa, para lratar-se da aberlnra d'aula.
Precisa-se de urna ama secca, forra ou capliva.
que saiba corinhr, engommar e ensaboar, para ser-
Paulp Gaignou,- dentista. ,
pode ser prdurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho LeSojsito na fieguezia
da Lscada: os prelendentes pdemapparecer no ator-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. seguudo andar, que
acharao com quem tratar, ou na fregaezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Goncal-
ves Pereira Lima.
-As
mi...
mai modernas e ricas i
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova.loja
de onrives da ra do'Calinga n. 11, confrtn-
le ao paleo da malriz e ra Nova, franqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor-
timento de obras do ouro de muito bons gos-
los.e preeos que nao desagradado a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por
qualquer obra que venderem a passar nmn
conta com responsabilidade, especificando a
quahdade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
o assiru sujcilos por qualquer duvida
areccr.Sera/im & rtnao.
"""
que

MMBjj |
RQA FEiRA 18 DE ABRIL DE 1854.
O Dr.Thomassin, medicoTranccz, d con-
sullas todos os dias uteis das 9 horas da
manhaa al o meio dia, em sua casa ruada
Cadeia de S. Antonio n. 7.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n.. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no da U de abril correnle, a finalisar-se no dia 30
do junho prximo fuluro: segundo o disposlo no
art. 14 do regiment municipal.
O Sr. JoSj Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador ua passagem de Olinda, lem urna caria. Ha
livraria ji. 6 c 8 da praja da Independencia.
Precisa-se alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinbar e fazer lodo o servico de urna
casa de pouca familia: na ra Direita n. 119, loja
Fde selleiro. '
Rape' Amarelinlio. -
Viuva Pereira da Cunha encarregada do deposito
de rap Princeza do Gassegrosso, meio grosso e fino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber um
novo rap muilo apreciado no Rio de Janeiro, a que
chamam amarelinho: e em verdade a suaqualidade
o torna recommendavel: seu preco he de 180 de
o libras para cima. Os amantes pois, da boa pilada
enconlrarao em seu deposito na- ra da Cruz n. 23
todas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jeilando-se a qualquer reclamacao que possa liaver.
Lotera de Nossa Senhora do Livramento.
No dia 21 do correnle andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senhora, vis-
la da grande exlraccao que lem havido nao resta du-
vida que a mesma corra no referido dia, e espera o
thesoureiroqueosamanfc deste jogo continen) a
comprar o resto dos bilneles, os quaes esto venda
nos lugares ja couhncidos. O thesoureiro,
Joao Bomingues da Silva.
Olegario i.uugero i'inno mu- ,
@ dau-se para o palacete da roa de S. Francisco S
'mundo novo; n. lis A.
AVISOS DIVERSOS.
J^N,^ai^n,1,0r'1l'a d0Sacramento, viuva de
v., Za S,II?' I,a P01100 fal|ecdo em Fcira
rl,m^ni?reS,1 dls,an|e <"a Braga urna legua, no
reino de Portugal, previne as pessoas desta cidade
^t-.. qe hajam.de aPrenlar em lempo a an-
nuoc.anle os seus crditos competentemente legaU-
sad para serem allendidos no inventario dos hens
do dito seu mando cuja hranca vai ser arrecadada
peto seu cunhado Manoel Dias Fcnmndes, munido
ante- na quahdade de meeira, e tulora que quer ser
doaen filho menor Camillo Narciso da Silva on^o
sim, previne igualmente aos devedores lo fallecido
Jos Narciso da Silvia existente naquelles reino, qoe
nao paguem seus dbitos a outra qualquer pessoa que
nao seja ao sobredito procurador bastante da aniiun-
ciante, sol) pena de pagaren, duas vezes, sendo que
fa a iranscrever o presente nos jornaes do mesmo
eslado, dar que ninguern se p*sa dizer ignorado.
i Qnem Precisar de """ ama P>"> casa de um
nomem *olleiro, para engommar o cozinliar. diriia.
e ao oiiao do I.ivramento loja n. 9. J
Jos Ferreira, morador na roa da Praia or
liaver outro de igual nome, de hoje em dianle se *,
signar Jos Ferreira Coelho. as"
r.T ^PParcceu na madrugada do dia 12 do cr-
reme da casa do ahaiio assiguado, orna escrava ca-
nm 9. T" E,meria- J idade pouco mais ou me-
Zno.i T.T' Va1 cscri,va foi ""prada ao Sr.
fi l..~^UIa Pereira' Pr aPPeWo Manoel Ca-
v-vima baixa do corpo c
Krn?'.i!Z2; um ta,,l 8"nde. ro marcasF
du
com os signaes seguinles
roa'^lofiS Um ,i",lo *"'"' ""
valnosfoTetn, a'* assi=nad. a Ponto os Car-
pS,na7u' dWa Xr,- Man0e' "t*0
perTo ?&d;!anad;Udee,nrre p;ra r*do Im-
enradorea os Srs.JjoadA.im dB a h "d p0r 9CU' Pru-
Antonio Augusto l^ sZoe,;^u1neriue Mello e
seu crcdorj,presentosuacol"n 'uc,"J"'^
contados da 'publicarao 3S. rS, ^ da,3'
1854.-yose./'-drl. de Alcntara" ,br,ldo
Avlsa-se aos herdeiros da Sra 11 Pr...;,.. .
tonia Lins, que o pardo An,oni0ade)lrr0a1Ea *
noUe f preso na ra, pela polic.a, ,S ^
A pessoa que no dia 8 do correnle tlr m
cavallo nacochelra da roa da Boa-llora,. S oito?
loeira apparecer para tomar coala do mesmo cava"
lo, e pagar a despeza que dito cavallo tem ftiio.
Atuga-je urna escrava, que cosinha, lava, e en-
frtrdrsrot:n,eDieodiario: *>* .
vrr era casa de um bomemsolteiro : na ra dos Bur-
gos n. 31.
Deseja-se fallar com p Sr. Carlos Francisco
boares, a negocio de seu ioleiesse : no atorro da
Boa-Vista n. 18, loja.
Urna pessoa habilitada pela pratica
que tem de ensinar, propoe-se a dar li-
coes. das linguas frabceza e ngleza por
mdico preco : quem pretender, queira
dirigir-se a ra larga do Rosario,, quarto
andar por cima da jotica do Sr. Bartho-
lomeu.
Quem precisar de um bolieiro para bolear,
qoeira annunciar ueste Diario para ser procurado, e
lratar-se. ,
Aluga-se um sobrado- de dous andares, sito na
ra da Aurora n. 22 com bstanles commodos, porla-
eocneirae cavallerice: tratar na mesma
26, sobrado da quina.
Jos Maree lljno daRoza, cidadao Brasileiro.
relira-se para Portugal a Iralar de sua saude, e dei-
xa na gereucia de seu negocio encarregado do activo
e passivo, como seu primeiro procurador, seu mano
Joaquim Mauricio Goncalves Roza, para segundo o
Sr. A bino Jos da Silva, e terceiro o Sr. Jos Bap-
(isla da Fonseca Jnior.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinliar, en-
gommar para servir de portas a denlro a duas pes-
cas ; a Iralama ra Augusta n. 33 casa terrea da
quina que volla para o Peixolo.que tem lampeao.
Fago ver ao respeitavel publico, que sendo eu
duento de herysipella hal8annos,d.indo-rae a1 maior
parle das las duas vezes, em um peilo.tdc quo j es-
lava muilo inchado, e por muilas vezes eslourava o
lito peito.e logo que-Uve noticiado Sr. Benlo Bar-
boza Cordeiro, morador na ra de Santo Amaro casa
terrea m 24, que curou-me ha tres annos desle mal.
como consta a todos os mcus vizinhos, que viram
presenciaran! os grandes prodigios de suas curas, que
em pouco tempo reslabeleciam os doenles. recorr
ao ditoscnhor, e fiquei perfeilamente boa, eafllrmo
emi fe de verdade.-forfa /tomona de Azetedo.
Recito 12 de abril d 1854. '
Aluga-se urna boa rasa con) pequeo sitio que
UriFZZT* Cm ba?,a",es uvas 1i madu?as,
varias frncte.ras, e cacimba de agua de beber, no
principio da estrada dos Afflicto ao p do Mangui-
.,h: a4a"56 d,rscu Preo no largo da Trem* so-
brado n. 1, que tem taberna por baixo.
Ouerece-se urna ama secca para o servico de
cheraaSa = "* ""^ d 0uvido- confronte a co-
PLANTAS VIUS EH VGETMA.
US amadores da agricultura que quize-
rem comprar plantas vivas em vegetarao,
sao convidados para boje 17 de abril a'di-
rigtrem-se ao aterro da Boa-Vista n. 58
loja. onde encontrarao urna collecrao
distmcta de plantas asmis raras, as ques
somente estar a venda at o dia .23 do
corrente: os senliores amadores hebarao
all emque satisfazer seu espirito.
Precsa-so de urna ama para o servico de casa
erua, paga-sebem: na ra do padre Florino n. 27.
Perdeu-se no dia quinla-feira prxima passada,
urna pulsciradeouronaruaNova, a qual foi apa-
nliada por um prelo: a pessoa que acli'ou' ou dclla
der noticia, dirja-se a ra Direita n. 32 no segundo
andar que ser bem Recompensado. ,
iir?r,Csa"6C.-d um homem para trabalhar em um
silio : na ra Isova n. 18.
Deseja-se fallar ao Sr. Domingos Jos
de MagaHiaes ou alguempor elle: na ra
do Vigano n. 7.
* Jos Velloso Soares vai a Europa, levando em
sua companhiaseu filho menor Joa-''V loso Soares
. dewa por *s procuradores sua mulher 1) J aria
Joaquina da Graca Soares, o commendador Jo"o
Pinto de I-emos e Jos Ptixoto da Fonseca.
Luiz Marques da Silva Mello, vai a Porlu-al
Iralar de sua saude, levando em sua companhia
duas fillias menores, e dena duranlesua ausencia or
seus procuradores^em primeiro lugar^ao Sr. Jos
A endose um carro de 4 rodas, em muito bom
eslado, com seus compelentes arreios : quem o pre-
tender, dirija-se ra do Arago n. 6.
J\ Jane dentista,
conlina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para amamenrar um
menino com nove rbezes de idade: a tratar na roa
do Vigano n. 9 armazem, ou nirrna do Brum se-'
gundo andar n. 20.
Perdeu-se no dia 14 do corrente na igreja da
ordem lerceira de S. Francisco urna caixa de rap d
tartaruga com aros de ouro : quem acboo, querendo
restituir o podeni fazer iu roa Urga do Rosario n.
do, botica de Bartholomen, que ser recompensado.
Paga-se generosamente a urna boa ama de leite
que qura mamentar urna enanca : na ra do I.i-
vramento n. 6, iio primeiro andar. '
Sala de barbeiro na travessa do Queima,
do n. 7.
Odono da dita convida a todas as pessoas, e em
particular aos seus afeirodos amigos, que dos seus
servicos querendo utilisar-se.podem iraditasala.que
o acharao sempre prompto a qualquer dia e hora
para excrcer todas as fuucrfles da sua arle de bar-
Antonio Jos' do Monte,
O advogado Vicente Pereira do Reg
mud^u o seu escriptorio da casa n. 19,
para a de n. 52 d mesma ra streita V
Rosario. -^ ~-^s
OSr. Pedro Alexandrino Ilorlis de Camargo,
advogado da villa de Sermhaem, que de presente se
acha nesla praca, queira fazer o favor annunciar a
sua assistoncia, que muilo se desoja fallar a negocio
de seu iuleresse, ou dirija-se a ra Augusta, casa
errea n, 33.
\ endenv i escravos, sendo 2 negrinhas de
idade 16 annot oprias para mucamas por j lerem
algumashabili es,l prelo d Costa de .bonita figu-
ra, proprio par mazem ou palanqnim, 1 moleque
de ida.de 14 aiel prela com um pequeo de-
feilo: vende-sralo pois he pechincha, e pode-se
afiancara boa duela : na ra da Gloria n. 7.
Quem livetra vender Ires vaas de veaesianas,
falle na ra brdo Rosario n. 29.
Vende-serua das Flores n. 37, primeiro an-
dar, urna typofia ilova com lodos os seus per-
tences.
No nrmaz.de Jos Joaquim Pereira deMcl-
to, no caes dalfandega, e na ra da Mocda de
Francisco Guedde Araujo, vendem-se saccas com
excellenfe mili: assiin como na toja da esquina do
becco Largo n..
Auncio litlerario.
Acha-seve a interessanle pbra de direilo o
Advogado doDrphos, 13o necessaria para os
juiws, escrivaefldvogados do foro ; as liirarias
da ra do Collcn. 9 e 20, na do Sr. padre Igna-
cio, ra da Cro Recife n. 56, na do"Sr. Dourado,
paleo do Col le n. 6, e na loja de encadernador,
ra do Collegio 8, pelo barato preco de 3O00.
Aluga-se egundo andar da casa da ra de
Aguas-Verdes ni.com bastantes commodos e pre-
co razoavel: navessa do Qucimado n. 1.
Precisa-se gar urna canoa que esteja em bom
estado e que c.-'gue 500 lijlos de alvenaria gros-
sa : na ra Non. 4.
D-se dinro a juros sobre uenhores de ouro
ou prala: na riVelha n. 35.
Nodominil do correnle, as 5 para 6 horas
da manhaa.perd-s um retrato pequeo de daguer-
reolypo, indo dgreja da Soledade para a ra do
Sebo, e pela rulo Pires e Corredor do Bispo ou-
tra vez para a r da Soledade: pede-se a quem o
tiver adiado de br i roa da Soledade, casa da es-
quina do Sr. Heilano, ou na ra do Vigafto n. 25.
OsSrs. MaekThomaz de Barros Compello,
Tiburtino de Atida Pinto, Antonio Goncalves Pe-
reira e Pedro Hado de Borba, queiram dirigir-se
ra Nova n. 4loja de Jos Francisco Carneiro, a
negocio que Iheiz respeilo.
Jos l.uilarius Pereira vai Portugal, e
/leixa por seus icuradores, em primeiro Ingr Jo.1o
Manoel MarlinFrancisco Luiz Marlins Pereira e
Jos Luiz Ferro Cosa, fcando o primeiro de
posse de'^gairjjctlra^.e mais documentos.
Precisa-sie um feilor que trabalhe e tome
conla de uti so com escravos : na ra do Passeio
Publico, loja n..
. Perdei-saa saxla-feira da Paix3o no choro da
igreja da m.nlrije Sanio Antonio, urna pulceira de
ouro com arle e urna corrente: quem a achou,
querendo reititr, dirija-se i ra Direita, segundo
andar n. 36.
A pesso ie foi na ra do Sebo na casa n. 33,
e prometleu tglO por um carneiro, pote ir buscar,
que d-se poico preco.
Prrtsa-*e urna ama para casa de pouca fa-
milia, que sainlavar, engommar e coser alguma
couza, porm qa seja de boa conduela : na ra do
Queimadon. (.
Deseja-snber se existo nesla provincia Mi-
eucl Antonio K-qnes, natural da cidade de Viseu,
reino de Porlu;,, o qual foi caixeiro em urna botica
dcsla praca ; p isso roga-se ao mesmo, ou quem
delle souber ntiias, de participar na loja da ra do
Crespo n. 1, a baixo assienado.
Jathias.de zecedo Villarouco.
D. J*einh. Maria de Abren exporta para o
Rio de Janeiruseu escravo, mulato, de nome Se-
raphim.
Antonio Mello Camillo relira-se para a ci-
dade de .Lisboa
O abaixo signado faz publico, que he senhor
e possuidor da ia de Sanio Aleixo, por have-la ad-
quirido por lila legal de compra; e portanlo pre-
vine a qualquei|essoa a quem o presente annuncio
possa convir, qinao se poder all tirar carrega-
mento depedrasm uaprevia licenra. Pernambu-
co 18 de abril dl654.John Donnele.
LOTLRIt Dp RIO DE JANEIRO.
Espera-sa todo momento o vapor na-
cional, condetor das listas da lotera oi-
tava do Estri Sanitario.
Di-se 2:0*9000 juros de 2 porcenlo aomez
com firma destpraca: quem pretender annuncie.
Precisa-sipor aluguel mensal de urna canoa
que carregue d 70 a 800 lijlos : a iralar na ra do
Livramento n. 4Jfrimeiro andar, ou em Olinda com
lr. Antonio Peira Barroso de Moraes.
Lava-se engomma-se roupa de homem e jun-
tamente de seaora : no fim da ra do Calabouce,
confronte a cnoeira n. 33.
Na ra doAmprim n. 39, ou na Estancia, silio
que tica no oilo, a direita da igreja, precisa-se de
urna ama parai servico de pouca familia, e de um
homem que sequeira suscitar ao Irabalbo em um
silio pequeo..
Dcscfa-se aliar com Ignacio Rodrigues d Sil-
va : na ra daSenzala nova n. 42 armazem de fer-
ragem. '
Quem preciar de urna ama para casa de um
->T- liomom eoltoir^ lija eo Q lloo V ta, ra da ma-
Candido Moreira da Cosa vai a Europa a 1ra-
lar-se de sua saude.
Aluga-se aluja do sobrado da na estrellado
Rosario, propria para oIBcina : a tialar na ra do
Nogiieira n. 21.
Precisa-sede urna ama para orna casa de pouca
ramilla : na ra das Boias, no primeiro sobrado con-
fronte ao armazem do Sr. Guerra.
Luiz Ferreira da Costa, em segundo Francisco Jos
Leite, em lercciro Joao Baplisla de Araujo, lioando
p primeiro de posse de leltras e mais documentos por
isso encarregado de suas IraosaccOes.
v.~ vende-se urna taberna, sita" no bairro da Boa-
*iU: quem a pretender, dlrija-se i ra Imperial
n. .)..
O Sr. Joaquim Ferreira Chavea baja de pagara
ralHrIa|de1f:!80fvoencidaa fc'fcweire: na
'STARR & C.
respeilosamenle annunciam qne no seu extenso es
labelecimenlo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicq e promplido.toda a qualidade
de machimsmo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
anerto em um dos grandes arnwzens doSr. Mesqui-
U na na do Brum, atraz do arsenal de mariuha,
f .DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
Alli acharao os compradores um completo sorli-
mento de moeudas de canna, com lodos os melho-
ramenlos(alguns.dellesnovos eoriginaes) de que a
experiencia de muilos annos tem mostrado a rieces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laixas de lodo lamauho, lano batidas como tundidas
carros de mo e ditos para conduzV rrmas de assu-
car,_machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de torro batido para farinha, arados de
torro da mais approvada consIniccSo, fundos para
alambiques, envos e portas para forualhas, e urna
infundado de obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inleligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annunciantes conton-
do com a capacidade de suas officinas e macbinisnio,
e pericia de seus offlciaes, se comprometiera a fazer
executar, com a maior presteza, perfeieo, e exacta
conlormidade com osmodelosoudesenhos, e inslruc-
C-Oes que lhe forem fornecidas*
MECHANISMO PARA
NEOS.
IVA FUPiDlCAO' DE FERRO DO EMMEIRO
DAVID V. NWIAR, NA RIA DO BRtl,
PASS.iNDOOGHAF.iRIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco : lanas de ferro fundido e balido, de
superior quahdade, e de lodos os tomatillos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
oes ; envos e boceas de fornallia e registros de boei-
ro, aguilhiies,bronzes parafusos e caviltioes, moinbos
de mandioca, etc. etc.
triz n. 38. -,*.
.OMPRAS.
MILUO.
Vendc-se a 38000 com a sacca, superior milho
muito novo, e saccas muilo grandes: na ra do
Crespn. 21.
'Na ra das Cruze n. 22, vendem-se 2 crioulas
de bonitos figuras, moras, engommadeiras e cozi-
nheiras, cosem chao e lavam de aban, 1 dita da Cos-
ta, muito moca, que engomma, rozinha e laya, el
escravo, crioulo, proprio para silio ou ra.
MOENDAS SUPERIORES.
Nafundico de C. Stari* & Ck>mpanliia
em Santo Amaro, acha-se para verider
moendas de cannas todas de ferro, de iim
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos de ferro de superior qualidade.
Veude-se urna escrava de naco, de meia ida-
de, robusta, rozinha, lava,'e serve tambem para o
rampo, sem vicio nem achaques: na ra do padre
Florino n. 62.
Vende-se panno azul ordinario, proprio para
tropa, em porreo ou a covado, por barato preco: na
loja de quatro portas n. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-se 6 escravas moras de bonitas figuras,
urna dellas engomma, coze, cozinhae faz labyrinlhu:
na ra Direila n. 3.
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 30 annos,
1 moleque de 17 annos. 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
TALITO'Slbr
Na loja do sobrado
BORRAC
amarello, na ra do
Queimado n. 29, vendem-se sobretodos de
borracha, proprios para o invern, e por pre-
co commodo.
Vendem-se corles de casemira prela e de cor
pelo barato prejo de 49300, cobertores escures #8
Compra-se ui pequeo silio com casa de lai-
pa, sendo na cidad. de Olinda ou nos seus arrebal-
iles: difija-se ara do Rosario da Boa-Vista, por
baixo do sobrado otle mora o Sr. padre meslre Ma-
noel Tbomaz da Sila.
Compra-se u.i diccionario de Constancio em
meio uso: no atore da Boa-Vista u. 60.
Comprau-se patacoes brasileirose
hespanhoes : la ra da Cadeia do Recife I
n. 20, loja de iambio:
-Compra-se prla brasileira e hespanhola:
na ra da Cadeia lo Recito n. 54.
VENDAS
ENGE-
A MESMA FISD1A0" .
se execulam todas as encommendas com a superiori-
Ortew conhecida, ecom a devida presleza e commo-
o'oade em preco.
g KOMEOPATHIA. Q
W S1.,,'-SB,anov?' me Z sullas todos os das no seu consultorio
S -RlLlDASrRUZESN.28. *
A "esmo cojisullorio acha-se venda um
^ grande sorlimento de carteiras de lodos os
jjjj. lamaiihos por prcros commodiisimos.
I CINCO IILRIS.
(A 1 carteira com 24 tubos a escolha.
*J 1 tubo grande de globulosavuls.
(jjj 1 uilo mediauo.....
/A 1 dito pequeo ...,*]
W\ W oilca de tintura a escolha .' 1S()00
ia| Iilemenlos de homeopalhia 2 volumes 2."
(A ed'cCf- : ......55000
V? Palhogencsia dos medicamentos
Inasilciros 1 volume......28000
molestias vencrias
500 W
400 B
'o S
Tratado das
para se tratar a si mesmo.
13000
Vende-se orna rarror.i com os rompeteutes ar-
reos uara um cavallo, ludo p9uco usado : na ra da
cruz n, 38,
Vendem-f m casa de S. P. Johns-
ton (Si C, na ra de.Senzalla Nova n. 42.
Vinlio do Porte superior engarrafado.
Sellins inglezes
Relogios de oun patente hglez.
Chicotes de car.
Farello em sacos de 3 arrobas.
Fornosde farinla.
Candelabros e ondieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisato em foiha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se urna casa torrea no bairro da Boa-
visla, travessa do Qabo : a iralar na na estrella
ao Kosano, casa de narcineiro n. 4.
\endem-se suieriores velas de carnauba com
sebo, em canas, vindis do Aracaty, por barato pre-
co : na ra das Larangeiras n. 18.
\'endesc urna negra de 10 annos de idade : no
aterro do Boa-Visla n. 8, loja.
,aZ Ve"(*e.m-e P& de larangeirds da' China e da
erra para plantario de sitio, de 6 a* palmos, mui-
to supcr.ores, e mais commodo do que em oulra par-
le em Pariiamenm onde lem duas casas torreas na
cenle da estrada : a tratar no silio immedialo eom
Migutl Joaquim Ferreira.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS:
vende-se em a botica de Bartliolomeo
Francisco de Souza, ra larca do Rosario
n. 36. ,
Pianos.
m ma|lW da^rmuica acham conllnoadamenlo
em ca*-kTWNTpraeger ACempanhia. na da Cru: i
n. u, um grande sortimento do pianos torles e forte S
nianos,de dilereniesmodellos, boa construcgauebel -
las yozes, quj veodem por mdicos procos; assim co -
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
_ .v*Lndwe > engenho Limcirinha, situado a mar-
gem oo Iracmhaem, com 600 Vacas de testada e
urna tegua defundo, com as obras mais precisas, to-
dasnivas, eoplimamoenda, rom bons partidos que
C3lr ?lrros e quarlos podem moer al 2,000 paes
o r/tre he de grande vanlagem para um principiante.
Ue de ptimo assucar e de boa prodcelo, tanto de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro a vMa. e o mais a pagamento qnforme se
pouer convencionar : os prelendentes dirijam-se ao
engenho TamaUpe de Flores.
NO CONSULTORIO H0MEOPATHIC0
do
DR.P.A.L0B0 JiKGOZO.
Vende-se a melhor de todas as nuras de medicina
nomeopaihiea tsr O NOVO MAN UAL,. DO DR.
II "f? lri,duzido em pnrl.uguez peto Dr. P.
A. Lobo Moscozo, cometido nm accrescimo de im-
porlanlcs cxplicacOes- sobro a appcacio das dses, a
ajela, ele., ele. peld*traductor : qualro volumes en-
cadernadns em dous 0?<)00
Dic-ionario dos termos de me dicinat cirurgia, ana-
toma, pnarmacia, ele. pelo Di-. Moscozo: encader-
nado /iNlOA
Urna carteira de 24 medcame nlos com dous f'ras-
rosdeiinctoras indispsusaveis 40)1000
St A- :::::: : : :
Jjroa de COtuboscom 6 frascos dc-l induras. 60S00O
Dita de 144 com 6 ditos ... ... IOO5OOU
uan carteira Tie acompanhadi de um excmplar
das duas obras cima mencionada 1.
Car le ras de 24 tubos pequeos p ara algi-
"Cira 1 Kstvut
" diio..::::; ::: islooo
rubos avulsos de glbulos..... 1000
seos do mciaonca de lindura 29000
mbem para vender gram le quantidade de
res,
_00
reis, chapeos de sol de bonitas cores pelo preco de
68000 reis:' ni loja de 4 portas na rna do Crespo n. 3,
ao lado do arco de S. Antonio.
Vende-se um sobrado de um andar em Fora de
Portas ra do Pilar n. 82, eom os commodos seguin-
les: 2 sallas, 3 quarlos, e um slito com cozinha, um
lerracp, quintal,cacimba ejnja: quem qnizer com-
pra-Io dirija-se a mesma casa neslcs oilo dias que
achara com quem tratar.
. Vende-se orna escrava de 18 a 20 annos, qne co-
zinha o diario de nma casa, lava de sabao, engomma
bem, sem vicios nem achaques, e'de excellenle con-
duela: na ra Imperial n. 167.
Veude-se urna escrava moca, boa costureira, en-
gomma e cozinha 6 diario de urna casa de ramilla:
na ra Velha. n. 20:
Vende-se urna escrava de mei idade, sabe la-
.varde sabao e varrela, muito propria para o sen ico
do campo, por j ler sido esta a sua occoparo:
quema pretender dirija-se a ra do Crespo loja n.6.
' ESTAHHO.
Vnde-se estanto em verguinba : no
armazem de Eduardo H. Wyatt, ra do
Trapiche novo, n. 18.
Vende-se um excellenle. carrinho de 4 rod9,
muibem construido, embom eslado; est exposto na
ra do Aragdo, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendentes examina-lo, e (ratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz 110 Recito
n. 27, armazem.
. No pateo d Carmo, taberna n. 1, vende-se
um escravo proprio para todo servido.
Vendem-se correles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes esto em lado, o por preco muito commodo: na rna da Sen-
zala, armazem. defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, lalao e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, lonas e outros pannos velhos etc.
Vende-se fcijo mulalinho muilo novo, por
menos do que em oulra qualquer parto : no caes do
Ramos, armazem n. 2.
Vende-se ma prela' crioula, moca, de 18 an-
nos, que sabe coser, engommar e cozinliar : quem a
quizer, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 54.
NAVALHAS A COMENTO 1 TESOIRAS.
Na ra (Ja Cadeia do Reeifc n, 48, Io andar es-
criptorio de Augusto C. de Ahreu conlinuam-se a
vender a 8,000 ris o par (prero fixo) s j bem co-
nhecidas e afamadas navalhas de barba, feitas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposirao de
Londres, as quaes alm de durarcm exlraordinaria-
le nao se scnlem no rosto na arrao de cortar: ven-
dem-se com a comlic.lo de n3o agradando poderem os
compradores devolve-lasal 15 dias depois da compra,
reslituindo-se o importo; na mesma casa ha ricas
tesourinhas para unhas feitas pelo mesmo fabricante.
ptimo vinho de Collares,
em banis de Toiii.pipa: no escriptorio d Augusto
C. de Abreu na ra da Cadeia do Redfe n. 48, 1
andar. *
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos quanlos al agora
tem apparecido: no escriptorio de Augusto' C. de
Abreu na ra da cadeia do Recito n. 48,1 andar.
PAliTO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de hrim,
na ruado Collegio n. 4, p na ra da Cadeia do Reci-
to n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
OYAS DO SERTAO.
Vendem-se muilo frescaes ovas do serian*, por pre-
co commodo: na ra do Queimado, loja n. 14.
Delouche, relojoeiro.
A Vendem-se relogios e concertam-sc, mais
,,Z_J- Dara' do que em oulra qualquer parle ; as-
EL-JLsim como tem vidros," correnles e chaves :
oaruoNovan.il. Tambem vende agua argenlo-
magnelica para pratcar.'
Semen tes novas.
Vende-seno armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as melhorcs semenles re-
centemente chegadas de Lisjioa na barca porlugueza
Afargajfda, como seja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, fcijao carrapalo de duas qualidades. ervilha
loria e direila, coentro, salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Vende-se um escravo: quem pretender, dirija-
se aasobrado do alerroda Boa Vista n. 53 de 1 hora
da tarde em vante at 6 da tarde achara com quem
tratar.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra veuder-sc chapeos de castor brancopor commodo
preco,
feijo.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, lem para .veuder-sc feijao mulalinho
muilo novo, e em saccas grandes : a tratar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas para rape.
Vendem-se superiorescaixas para rap feitas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto preco de lj>280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de otro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franceses
a carij, os roelltores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte : na ruada Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoailo da fabriea de Todo* oe Santo* na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presenlemnte pela
barca Olimpia, o segu uto: saccas de farello muilo
novo, cera era grum e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deJVIarseilleem caixas de 3 a 6 dnzias, linhas
em noveliu/ecarreleis, bren em barricas muito
grapdes, ajo de milaosortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das meias moendas para engenho, ma-
chinas de Vapor, e tai.xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de, vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metiodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARBILflA.
Vicente Jos de Brito; untoo agento em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta.praca urna grande por-
co de frascos de salsa parrifha de Sands, que sao
vesdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro,' pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de ISo precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestos consequencias que
sempre costumara trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pda mao daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa' livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemenle aqui chega-
da ; o anouncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sna botica, na ra da Conceic.ao
do Recife h. 61 ; e, alm do receituario qne acom-
panlta cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, c se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impressp do mesmo
Traeos. .
e de diversos tu-
11a
mitos de crvstal muilo fino, vasios
manhos.
A superioridade desles medcame nlos est hoje por
N ??-,,ed^"' e I'nr isso ',isPn a elogios,
o. .. ffibores que assignaram oucomprarama
obra do JAHR, antes de publicado p 4- volume, p-
uem mandar receber esto, que se: entregue sew
ugmenlo de preco.
Velas de carnauba.
Vendm-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaty, por commodo
preco: na ruda Cadeia do Recife n.49, primeiro
andar.
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-se a venda esla imporlanlissima o-,
bra do Dr. Hering no consultorio homreo-
palhico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio n. 25,1 andar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Venderse no armazem de Tasso IrmSos, farinha de
trigo de lodas as qualidades, qoe existem no mer-
cado.
' Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
ZS100 a pec.a, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 1?>500, corles de veslido de cambraia
de cor caro 6 1]2 varas, muito larga, a 2JB00, d'lo
com81|2 varas a 33000 rs., corles de meit casemira
para calcaaJOOO rs., e oulras muilos fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, toja da esquina
qne volla para a Cadeia.
Ajnela de Edwla Hiw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de taixas de torro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com torca de
4 "ravallos, cocos, passadeira de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Sueda, e fo-
1 lias de (landres ; tudo por barato pre(o.
Ma ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibso,
vendem-se relogios de ouro de saboneto, de palenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados m Lon-
dres, por preco commodo.
ATTENCAO!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reila n.76, esquina do becco dos Peccados Mortaes.
' Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de couro de lustre, bem Jei-
tos, pelo dimiuuto preco de 25500 cada um.
Deposito de vinho de cham-
ftagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propciedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron Sr Companhia. N. B,
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
a venda a superior flanella para forro desellins, ebe-
gada recenlemcnte.da America.
Vendem-*e colerlorcs de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porcoes de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DESNTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco ,fun-
dezdo no caes do Collegio, e na ra da
Cruz n. 28, vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova que existe no mer-
cado, a preco razoavel.
Na ra do Crespo, loja n. 23, @
9 vendem-se corles de casemira prela fina a
olJOOO, sarja prela larga, fazcuda superior, a
g 2JOO0 o covado, selim de Maceo muilo cncor- J*
pado a 28500. chales de aa oscuros a 800 rs., |
@ panno prelo e azul a 38000, corles de casemi- W
r parda a 29000, chita franceza larga com
& algum moto a 200 rs. o covado, ditas limpas
muilo finas a 2'|0, riscados francezes de cores
fixaa a 180, riscados de linho os mollmres que
ha no mercado a 240, e outras muilas tozeu- @
tas, por prero baiAlissimo.
@sei&:
Vende-se urna prela que sabe cozinliar o diario
de urna casa: na ra do Livramento n. 1.
Vendem-se relogios deTouiro^pa
ten-te inglez, por commodo pre- i
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Compajmia.
Vende-se um escravo proprio para engenho,
por preco commodo: na ra da PrsU n. 29.
No armazem confronto a loja do Sr. Marlins,
pintor, vendem-se duas carracas novas mnilo bem
construidas, as quaesWrvera para cavallo oq bol, a
oulra usada ; as quaes se vender pelo preco que o
comprador offerecer.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de i
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e cpm promptidao' :
embarcam-se ou carrgam-ie em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombombasderepniopara regar horlase baixas
de capim. na fundicao de D.W. Bowman:na rn
do Rrum ns. 6, 8 r 10. \
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do^PoPto, em
brnsde*., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe ni 14, ou a tratar' no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen.34.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afregueada: IraUt
com Tasso & Irritaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoras de algodao a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a j400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposito da roa da Cadeia do Recito ,
armazem n. 12, ba para vender muilo nova poto
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ns de 4 arrobas; a boa qualidade preco mais ba-
ratos do que ero otra qualquaa parle, prm -
?* 1ue J>rec'sarem coTJfpTfrlo mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados. \
Vendem-se lonas, Drinzao, brins e meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber A
Connanlna, na ra da Cruz n.-4.
Vende-se a taberna da.ra estreita
do Rosatio n. 10, bem afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se selim prelo lavrado, de moflo bom
goslo, para vestidos, a 28800 o covado: na ruado
Crespo, loja da esquina que volta pan cadeia.
Vende-se arroz de casta mnilo novo* a 3JJ500
a sacca : na ra do Vigario, armazem n. 5.
Grande pechincha i
Vendem-se corles de cassa do ultimo goslo, e cores
flxaa, pelo baralissirao preco de 18920 o corte'': na
rna do Crespo n. 5.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edi^So do livrinho denominado
Devoto Christao,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praea da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brincas e de cores de^im s panno, muilo grandes e>
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina qne volta para a cadeia.
Vende-se nmcofre de madeira com arcos de
torro moilo forle e com Ires. fechadnras moito segu-
ras, por preco commodo: na rna da Senzala defron-
le da iojj do Sr. Marlins, pintor.
ANTIGUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA P4RRIL1U DE SANDS.
Attencao'
a ^0o^SA PAKRILHA DE BRISTOL data dos
de 18J2, e lem constantemente manlido a sua re-..
pulacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparaces de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL lera
provocado infinitas invejas, e, ehtre oulras, as dos '
ors. A. R. D. Sands, de New-York, preparadore- I
e proprielarios me de Sands.
Estos senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, e como nao o podessem obter, fa-
bricaran! urna imitaco de Brislol
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeits ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia. .
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco,-superior quali-
dade, por preco commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se nm completo sorlimento de fazendas-
prelas, romo :"panno lino prelo a.39000, 49000 ,
55000 e 69000, dito aznl 3000, 49000 e 59000, ca-
semira prela a .29500, selim prelo muilo*superior ,
;>9000 e 49000 o covado, sarja prela hespanhola 29 e
2S500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29600, muflas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por prejo jommodo : na ra do Crespo loja
n.6. .
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feitas no Ara-
caty, por menos preco do quo em oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores braacos de algodao gran-
des, a 19440; ditos de salpico tambem grandes, 1
19S0, ditos de salpico de topete, a I9400; na ra do
Crespo toja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & CompanhiBi vendem-se
os algodoes desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. 52. ,
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem um sorlimento de farinhas americanas:
no armazem de Deane Youle & compauhia, no bec-
co do Gonralves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle & Companhia.
Vendem-se em asa de Deane Yonle fitCompa-
nhia, ra da Cadela Velha n. ")2, aro de Hilao ver-
dadeiro e carvo patento, proprio para ferraros.
. Vendem-se dous vehculos ou tarros de qualro'
rimas de carresar fazendas na alfandaga, por com-
modo prero: a tratar no caes 9 Ramos n. 8.
is-aqui a c^r_la_
creverara ao DtTB
que se acha em
^< R. D. Sands es-
1 c abril de 1842,
C. C. Brislol.
i
dia _
poder:
3r. Dr.
Bfalo, &c. >
Nosso apreciavel senhor.
Era todo o anno passado temos vendido q'utmti-
dades consideraveis do extracto de Salsa, parrilha de
V me, e pelo que ou vimos dizer de suas virtudes
aquelles que a tem usado, julgamos que a venda
dita medicina se augmentar imriitsstmo. Se Trae,
quizer tozer um convenio comnosco, eremos qne
nos resultara muta vanlagem, tanto a nos cotnoa
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhanto, toramos
muito praieremoverem nossa botica, roa deFul-
ton, n. 79.
Ficam s ordens de Vmc. seus segaros servidores.
(Assignados) A. R. 1). SaKBS.
CONCLL'SAO'.
l.'Aantiguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr
rfrisiol,
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he incoiitestavel; pois que nao obstante aconcar-
rencia da de Sands, e de urna porcao de oulras pre-
paraces, elto tem manlido a sua repulaco em qoa-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com o oso da
salsa parrilha em odas as enfermidades originadas
pela impureza do sangue, e o bom eiito obtido nes-
la cdrle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoloem sua clnica, e em sua
atoraada casa de saude na Gamboa, pelo Ilim.. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exerrito, e
?or vanos onlros mdicos, permitiera hoje de pro-
lamar allamenle as virtudes efficazes da salsa para
nina de Brislol vende-ie a 59000- o vjdro.
O deposito desla salsa miidou^e para a bolic-
frauceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
ROB LAFFECTEDB.
O nico autorizado por decisao do conselho
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o arrobe
Lafl'ecleuv, como sendo o nico aolorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. sto me-
dicamento d'urn goslo agradavel, e tocit a tomar
em secreto, est em uso na marmita real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco tempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as adeces da
pelle, impingens, as consequencias das sarna,,, ul-
ceraste os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos.humores; convro aos
calharros, da bexiga, as conlractoes, e i fraquez* .
dos orgaos, precedida do abuso das ingecroes ol de
sondas. Como anli-syphilico, o arrobe cora em
pouco tempo os fluxos recentes ou rebeldes, q6e vol-
vem incessanles sem consequeneia do emprego da co-
padla, da cubeba, ou das iujecjoe que represen-
lam o virus sem neulralisa-lo. O arrobe LaBecteuv
he especialmenle recommendado contra as doeocas
inveteradas ou rebeldes o mercurio e ao iodnreto
de potasio, ^ende^seem Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pia-
ra de V. Pedro r. 88, onde acaba de chegar* urna
grande porcao degarrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, decisadoSr. Boyvean,
Lanecleuvia, rae Richev Pars. Os Ibnnularios
dam-se gratis em casa do agento Silva, na peca de
U. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima & Irmos; em Pernam-
buco, Soura; Rio de Janeiro, Rocha 4 Filboe, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco.de Pau-
la Coulo&t.
ESCRAVOS FGIDOS.
'.
Desappareceu no dia 26 de marco do corrente
anno, um escravo cabra por nome Antonio, com os
signaes seguinles: idade 20 annos, ailura proporcio-
nal, cor avermellida, tom uindedo da mo esquer-
ra aleijado, a he bonito figura, he bstanle esperto e
anda sempre apressado, nao se sabe a roupa com que
fugio, ma he de ceslume s vestir caira e carniza, e
sempre descalco-.J^ou chapeo do Chile fino de abas
pequeas, porm j usado, he natural do Ico, donde
veto ba perlo de 15 mezes; roga-se portanlo s au-
toridades policiaes e capiutes de campo, a espiara do
mesmo, e inandarem-110 entregar a seus senhores na
rga do llrum armazem de assucar n. 28 ou delrpnto
da cadeia n. 26 terceiro andar, que serao recom-
pensados.
No dia 7 de roiio de 1852, desappareceu um
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
nos pouco mais ou menos, com os seguinles signaes;
baixo e o peilo um pouco metlido para denlro, ca-
bellos cara pin has e deseem at o meio da testa, foi
estravo de Joanna Maria dos Passos, moradora na
Boa-viagcm : desconfia-sc que tosse seduzidn, esle
escravo vinha todos os dias vender leite ao Recito,
ha nolicia de lei*ido visto no serlo no lugar Vr-
ala da Vaca, ele escravo perlence a Fernando Jos
da Rocha Pint, morador no Rio de Janeiro quem
o pegar e o levar a ra da Cadeia do Recife.'loja 11.
5, re'reheri do abaixo assignado .2009 rs. de gratifi-
caran. Antonio Bernardo taz de Cartalho.
Per..- Tn. *>M.r, 4 rrta.-WM


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