Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01894


This item is only available as the following downloads:


Full Text
L-
AUNO XXX. K! 87.
Por 3 meses adentados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
mmt
SEGUNDA FEIRA 17 DE ABRIL DE 1854.
Por Auno adiantado 15,000-
Porte franco para o subscriptor.

ENCAREGADOS DA SUBSCRIPC AO'.
Recife, o proprielario.M^^de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo-Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Auprad; MaoaVi, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
dn^ ; ParahiSa, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o 'Sr.
Antonio deLemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBcraes;Maranhao,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos.Ramos.
lambos.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 por O/o de rebate.
Ae$6es do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo do lellras 12 0/0
Ouro.
Prata.
METAES.
Oneas hespanholas. 289500 a 295J00Q
Moedas de 69400* velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
ias 1
PARTIDAS DOSICOI
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonitoe Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas sextas feirn.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Prmeira s 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.a vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Abril
>

KPHEMERIDES.
5 Quarto crescente a l.hors, 42 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 La cheia as 4 horas, 26 minutos e
48 segundos da manhaa.
20 Qifarto minguante as 2 horas 25
minntose 48 segundos,da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DAS DA SEMAS
17 Segunda. Primeiroilava. S. Aniccie p.
18 Terca.Segunda oitava. S- Galdido b.. card-
19 Quarta. Ss. Expedito, Aristonico,' Scrates.
20 Quinta. Ignez do monte Policiano v.
21 Sexta. S. Anselmoarc.|; Ss. Abdecatos eSilvio
22 Sabbado. in Albis. Ss. Soler e Gaio pp. mm.
23 Domingo, in Ablis el.* depois de Pascoa. A
fgida da SS. V. Mi deDopS, para o Egypto.
GOVEBWO DA PROVTNGIA.
Epadleaua do i. 7 de abril de 1845.
OfTlcio Ao.Exro. bispo diocesano, devolvcndo
os documentos que S. Exc. remelteu edizem respei-
U ao eapellSo do presidio de Fernando.
DitoAo Exm. director geral da inslruccSo publi-
ca, commanicando que tendo o inspector do circulo
lillerarlon. 33, bacharel Jos Maria Moscoso da Vei-
ga Pessoa, tomado assenlo na assembla legislativa
provincial como depulado, deixra o bacharel Joa
qlm Francisco de Mello Cavalcanli, encarregado de
"inspeccionar as aulas publicas da comarca de Naza-
relh, durante o seu jmpydtojenlo.
Dito Ao Exm. marechal eommandanle das ar-
ma*, recommendando a expedicSo de suas ordens,
para que seja recebidotomo preso no estado-mator'
do quartel do Hospicio, o ex capilo do corpo de po-
lica Joaquim Jos Pimentel, que para all ser en-
viado peloeommandanle do referido corpo. Com-
mnnicoa-se a esle.
Dito Ao mesm, inteirando-o de luvcr autori-
zado ao inspector da Ihesouraria de fazenda, para pa-
gar ao alteres eommandanle dn deslacarriento de
Tirababa, Manoel de Azevedo do Nascimento, l
quinlia constante dos destacamenlos que S.Exc. re
metteu.
Dito Ao mesmo, dizendo. qOe com a copia que
remeta da sentenca proferida contra o soldado de
prmeira linha Sabino do Reg Barros, responde ao
offieio de S. Exc. sub n. 237.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
ahido o offieio em que S. S. propoz o
tliesonraria, Manoel Jos Teixeira
Sbslituir ao contador Joao Fernandes

gie- interinamente occopava de
l do referido pagador Joaquim da
para este mesmo lugar, e declarando,
irova smethante pVoposta, mas lam-
a mandar empregar como fiis delles,
pregados ou pessoas que forem d aua con-
Dito Ao mesmo, communicando, que segando
cansa ds avise que remelle por copia de 22 de mar-
50, o Eim. Sr. presidente do tribunal do Ihesouro
nacional, deferiodo a sopplica de Antonio da Costa
Reg Monteiru, resolveu por eqoidadc, que a quarla
e ultima lcllra na importancia de 2:4949911 rs. por
llepassada naquella Ihesouraria, se reduza i duas
prc*lac,esannuaes com o respectivo juro.
DHo Ao presidente do conselho administrativo,
dizendo que pode mandar entregar ao tcncnle refor-
mado Joo. Mariuho Cavalcanli de Albuquerque,
sabdireclor da colonia militar de Pimenteras., 05 ob-
jeclos que se acham promplos no arsenal de guerra
. com. deslino aquella colonia. Commnnicou-se ao
respectivo director.
Dito Ao chefe de polica, inteirando-o de ha-
ver transmitido i Ihesouraria provincial para sercm
pagas, alando nos#ermos legaes, as duaa conlas que
Sme. remelteu, sendo urna das despezas feilas nos
mezes de Janeiro a marco iiUimos com o gstenlo do*
presos pobres da adeia co Wtw, c .1 ontra com o dos
da cadeia do Bnejo no mennonado mez de marco.
Dito Ao inspector do arsenal do marinha, ara
fazer partir amanli.lt para o presidio de Fernando,
o patacho Pirapamu, depois qoe livr rerebldo a
sen bordo os presos de jusliea, as pfeas de linha que
para all v3o deslacadas.e o dinbeiro qoe ti ver de ser
enviado pela Ihesouraria de fazenda.Neste sentido
fizeram-se as necessarias communicacOes
Dito Ao eommandanle do presidio de Fernan-
do, recommendando qoe remella para esla capital no
patacho Pirapama, o oleo de tartaruga que Ihc for
pnssivl obler, afim de ser applicado aos enfermos do
hospital dos Lazaros.
Dito Ao mesmo, communicando para scu co-
nhecimenlo, que o goveroo imperial, tomando em
considerado o que Uve a honra de ponderar-lhe a
respeilo do sentenciado Haaoel dos Passos Reis, de
que Ualou Smc. em sao offieio de 31 de Janeiro ulti-
mo, o qual bem porlou-sc na commissjto de vir es-
la eidade Irazer a correspondencia official por occa-
siao da descocerla do plano d edicto nessse presi-
dio, hoove por nem conceder-lhe o perdao do reslo
do lempo que Ihc falla para completar a pena de 20
annos de prizlo com trabalho em que foi condemna-
do, como ver das copias inclusas.
DitoAo administrador da Ihesouraria provincial,
apjirovandn a arrematarn qoe fez Antonio Jos Pa-
tricio de Albnqtierque, do dizimo do gado cavallardo
municipio do Brejo, pela quantia de 519000 rs., dan-
do por fiador o bacharel Ivo Miquelino da Conha
Soulo-Maior.
-. -8-,
Offieio Ao Exm. presidente das Alagoas, de-
volvendo julgados pela junta de jusliea, 10 processos
verbaes das pracas mencionadas na relaro que re-
melle, as qnaes pertencem ao oilavo balalliode in-
fanlaria. I
Relacao que te refere o offieio tupia.
Oilavo batalhito de infantera.
Soldado Lacio Casscmiro de Araujo Leile.
a Francisco doBspirilo Santo.
Izidoro Quarto. .
Pedro Jos Cellstino.
Jlo Luir Ferreira.
.< Jas Nones Ferreira.
Jlo de Jess Nazareno.
Pedro Antonio Jos dos Sanios.
Jos Ildefonso.
rambem foram devolvidos ao.Exm. presidente do
r. o processo do soldado Rayroundo Francisco
. o do Rio Grande do-Norte, o do soldado
*"* aa Silva eao da Parahiba o do
soldado Joao Jos dos Santos.
- Ao Exm. marechal eommandanle das ar-
riendo -iu,8ados Pe lunta de jusliea, 21
da, pracas mencionadas na relacao que re-
iflm de que faca exeeular as enlenSas profe-
ridas .pela mesmajunta.
fUlacSo que te refere o offieio cima.
Segando batalho de infantaria.
Soldado Anselmo Pereira da Silva.
Francisco Alves. .
Francisco Jos Pereira.
J0S0 Bsp'lisla Gome*.
Raymondo Ignacio Lopes,
a Qaintiliano4ies Domingues.
Nono batalho de*infanlari,i.
SoldadrFlorencio de Panla.
Manuel Francisca do Nascimenlo.
Segundo cadete Hermelnio de Olivcira Mello.
Soldado Haaoel da Silva
a. Thoraaz Aoionlo dos Santos,
o" Jos Antonio Segando,
k Maooel Antonio da Coila
a Augusto. Firmino.
o -Manoel Ferreira Segundo a
Quarto balalhflo de artill.arial p.
Tambor Pedro Paulo aniuedes.
Soldado^^aansAHgiaw ,--.
H) ppolilo EvaogelisOrN^
a Jos Soares de Almeida.
Capitio JnSo Maria de Almeida Feij.
Prlmeiro lenle Jos Ignacio Coimbra.
Cear
Companhia fila de cavallaria.
soldado Joo Daptisla Pereira.
la mesma conformidade se devulveu ao comman-
it do corpo de polica o processo do soldado Jc-
ronymo Pereira da Silva.
tNlo Ao mesmo, recommendando a expedio
de suas ordens, para que o destacamento existente
na comarca do Breju, seja substituido por oulro de
vinle pratas. Communicou-se ao chefe de poli-
ca.
Dilo Ao lUspeclor da Ihesouraria de fazenda,
mareando, do conformidade como parecer do procu-
rador fiscal daquella Ihesouraria, a quantia do 5009
rs. de ajuda de custo do juiz de direilo, Joo Carlos
Pereira Ibiapina, que foi removido da comarca do
Garanhuns para a do Principe Imperial na provin-
cia de Pjauhy, e recommendando que mande abonar
essa quantia ao mencionado juiz, avista dos docu-
mentos qoe devolve.
,DiloAo mesmo, inleirando-o de haver o juiz
de ha ver o juiz dodireho da comarc do Jlrcjo Joa-
quim Jorcados Santos, paTTkipado, que no dia 24
de marr,o ultimo, eqtrra no exercieio de seu cargo.
Igual comrounicacao se fez ao Exm. consclheiro
presidente da relaro.
Dilo Ao mesmo, devolvendo o requerimenlo que
S. S. remellen, no qual Jos Antonio de Araujo, pe-
de Ihe seja paga a importancia de 240 toneladas de
canso de pedra que vendeu ao arsenal de marinha
a 309OOO rs. cada urna, e recommendando que mande
efTecluar esse pagamento.
Dilo Ao mesmo, para mandar indemuisar a re-
particno de marinha da quantia de 43*885 rs., que
segundo a conla que remelle, se despenden com o
curalivo de urna prac,a pertencenle a guarnicao da
escuna I.indoya.Communicou-se ao insncc(o.doar-
senal de marinha.
JJilo. Ao mesmo, devolvendo as follas em du-
plicala dos officiaes da guarda nacional que cstive-
ram destacados na comarca de Flores desde o i" de
dezembro do anuo prximo fiado at 17 de Janeiro
ultimo, fim de que nos termos de sua informacao
mande pagar a Jos Maria Ferreira da Cunha a im-
tancia de laes vcncimcnloafl*-Communicou-se ao
delegado daqucllc termo.
Dilo. Ao mesmo, devolvendo o requerimento e
mais papis qncacompaiiharam ao seu offieio n 179,
fim de que de conformidade cora o dilo offieio
mande pagar a Antonio Jacintho Burgos arrematan-
te da obra do caes do Apollo a importancia da 3
preslaro de scu contracto.
Dito. Ao chefe de polica, dizendo que nao ha
inconveniente em seren escollados por pracas de
pret da guarda nacional de Garanhuns os recrulas
que forem all apurados, com lano que sejam orga-
nisados em regra os prets e rclafles nominaes das
pracas que forern empregadas em semelhante ser-
vico, e que o eommandanle do corpo a que ellas per-
tenecrem passeum allcslado declarando scUs nomes,
sem o que nao poder ter lugar o pagamento dos
vencraentos comprehendidos em ditos prels.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, di-
zendo ficar inlcirado de quanto Smc. participa a
respeilo do apontador daquelle arsenal Joaquim Cle-
mente de Lemos Duarle, c do capataz Pedro Gri-
zolloda Cunha.
Dilo. Ap inspector da Ihesouraria provincial,
inteirando-o de haver aulorisado ao director das
obras publicas a comprar a seis mil riscada ama,
74 estacas para refbreo dos muros da ponto sobre o
--JJirafMmB, e bem ssim seis conlr-Jinlias a Id
cada cada urna, ;ima madre por 169, e quatro maos
travessas a 29500 trobem cada urna, as quaes sao
precisas para os reparos da ponte dos Carvalhos.
Conccdeu-sea autorisarao deseque trata.
Dito. Ao mesmo, para que vista do pedido
que remelle, mande adianlar ao tliesourciro paga-
dor das obras publicas a quantia de 10:0255 para
contiiiuacao das obras a cargo daquella rcpartirSo
no correte mez. Communicou-sc ao respectivo
director.
Dito. Ao auditor de guerra para comparecer
no lugar que por parte do eommandanle da estasao
naval the for indicado, afim de que reuna-sc de no-
vo o conselho de guerra que julgou o marnheiro
Manoel Jos, conforme a deciso do conselho su-
premo militar constante da copia que remelle.__
Communicou-sc ao mencionado eommandanle.
Dilo. Ao engenheiro encarregado das obras
militares, dizendo que pode mandar asscnlar gra-
des novas na porta da prisao da fortaleza do Brum,
c bem assim salisfazer as requsicocs do respectivo
eommandanle, no caso de entender que sao ellas
rasoaveis.
Dilo. Ao director das obras publicas, concc-
dendp a auiorisqr.ao que pedio para comprar pelos
procos indicados em scu offieio n. 139 os ohjeclos
nelle mencionados oS quaes sao precisos para a obra
da ponte provisoria do Recife___Communicou-se
a Ihesouraria provincial.
Dilo. Ao mesmo, recommendando em visla
de sua informacao dada sobre o requerimento de
Antonio *Je# Souza LeSo proprielario do engenho
Moreno, que mande despejar a casa de que trata o
cilado requerimenlo, fim de que depois de proce-
didas as deligencias da lci seja ella entregue ao sup-
plicantc mediante a competente indeininisacao.
Dito. Ao mesmo, dizendo que pode comprar
pelos procos declarado em seu olTicio n. 124 as
madeiras constantes do cilado offieio, as quaes sao
precisas para as obras da casa de deleucflo, sendo o
arrom.-.lanlc do fornecimento das madeiras para
aquella obra responsavei .pelo excesso de preco que
hover nessa compra. Communicou-se a Ihesou-
raria provincial.
Dito. 1 Ao eommandanle do corpo de polica
inteirando-o de haver Iransmillido' a tlicsouraria
provincial para ser paga, estando nos termos legaes,
a conla que Smc. remellen das despozas feilaS
iluranle o mez de marco ultimo com o guajelo doe
dous calcetas empregados no servijo da limpeza
acceio d'aquelle quartel.
por mim, que lenho uns feijSes que d'ella bem
necessilam. *
. Muita praga teria contra mim, se por ventura
saoubessem as bellas, que a chuva se despeilra com-
migo, poique, alcm do susto de nao podrem ser
vistas larde liveram noile, na visita dos passos
de cslragarem os sapatinhos de setim, e ajoelharem
no molhado, o qne em verdade nao he das melhores
cousas.
Eu cerlamenle nao sabia que a senhora chuva, com
quanto no portuguez podenca ao sexo, he lao sus-
replivcl, e como, por minhas usuaes indiscricSes,
posso recahir em culpa semelhante, previno
s bcllissimas, que devem descarregar, em
tal caso, sua raivinlia contra os negociantes, que nao
mercam sapalos de borracha, capolinhos para a
chuva, borzeguins para ellas. Previ 11 idas com
taes especficos podem arrostar como um cossaco a
chuva, geada, e quanto lempo mo poder haver,
anda fio cabo da Boa Esperanza. Arrumem-se, e
verao.
J Ihe disse, que ti vemos de assislir procissao
que, em verdade, esleve muito boa, e com (oda a
solemnidade. Beccos de molhar os pes me veda-
ram do goslo de ouvir o scrinao ; mas como lenho
ouvido mullos de igual theor, crcio quo o ganho
nao equivala perda.
Sempre que lenho de olhar para a imagem do
Senhor dos Passos, sinlo-me pussuido de urna m-
pressao respeitosa, e ao mesmo lempo reflecliva. He
urna das mais pcrfeilas que lenho vislo. O esculp-
lor soube dar s races daquella imagem uns traeos
de dr resignada, e ao mesmo lempo misericordio-
sa, que s em rosto divino se poderiam iniuislraV.
Noto nao sei o que de sublime na expressao de
seus olhos, um mixto de ternura e magoa, de seoti-
mento c resolucao. Tal deveria ser sem duvida a
expressao de um liomcm Dcos, de urna omnipoten-
cia que voluntariamente se humilhasse peranle a
fraglidade.
Observei que a procissao foi acompanhada por
duas pequeas torcas, urna de guarda nacional, ao
commando de um capiUo, e oulrade linha ao man-
do de um lenle, independcnlcs e sqggregados, co-
mo se foram de duas repblicas federadas. A pri"
meira linha umar msica emprestada que era mui-
to a proposito, cslropeiada|por urna rouca corneta da
segunda torca, fazendo umefTclo admiravel.Nao sei
porque razao o capiBo da guarda nacional deixou
de commandar toda a torca, que bem o podia, se-
gundo as decisOes do supremo conselho militar, pois
ganhariamos com isso asuppressao da trombeta, que
tambera desta vez perdeu o lugar ao p do pendao
quelhecabia.
Afora essa brigada improvisada, scm'cnmmandau-
le, e os confeilos que eram de milho torrado, se-
gundo diz o Mrles, ludo o mais esteve bom.
A' noilinia tomei coragem, e fui visitar os pas-
sos. Dzer-lhe que brilhahles meadee do genero
COMMANDODAS ARMAS.
Qaartel general do commando das armas de
Perzuuabuco, na eidade do Reclf., am 18
da abril de 1864.
OB9ZM DO DIA W. 73.
O marechal de campo eommandanle das armas,
tendo em prescita a commuuicac.io feila pela pre-
sidencia desla provincia, cm offieio de lioulcm dala-
do, declara para sciencia da guarnicao, e devido
efieito, que o governo de S. M. o Imperador, hou-
ve por bem, por aviso de 21 do dezembro do anuo
lindo, conceder licenra para csludar na escola mili-
tar da corle o curso'de sua respectiva arma ao Sr.
altores do 8. batalho de infamara, addido ao 9.
da mesma arma Frauc'isco Jos Martins Pamplona,
lo qual fien nesta data desligado.
Assignado, Jote Fernanee dot Santot Pereira.
ContormeCandido Leal Ferreira, ajudaotede
ordens encarregado do delalhe.
INTERIOR
a fca, a chuva?
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
FSRNAMBTJCO.
PARAHIBA.
O de abril de 1864.
Ao fechar de minlia
creio que dcspfilada por haver dilo que se liavia re
lirado, principiou com forca, de sorte que qnasi nao
consente a sabida da procissao do Senhordos Passos.
Fclizmenlc lomouao prudente aecurdo de suspeu-
der-se por um pouqo, en quanto corramos as rqas'
com irproc'issie, e em quanto as bellas visilavam o
pattot, e faziam suas orac&es ^rotpvtuo; masas,
oiize horas da noile recomerou, e deu-nos urna liem
soffrivel wnlluulella, que foi recibida com especial
agrado pelos svnliores agricultores, especjaliuenfe.
humano enconlrci he impossivel; s laslimei ser
noile de luar, por que as lindas estrellas nao fulgu-
iavam a contento.
Esttico me ronservavam em contempllo vendo
I chegar e sahir bollos grupos digaos de melhor pin-
cel. 'm
Mais de um rosto me fez sobresaltar, e quebrar
o fio do minhas recxOcs, mais do urna vez meu
coracao sentio nao sei que elTeitos, que se poz sea
sentido, como um veterano, que he.
ltimamente dous olhinhos negros e Iravessos,
desprenderam Unto fluido, que me levaram arras-
lados pela correle magntica de passo em passo, e
do ultimo at a porta da possuidora de laes trasli-
nhos, onde anda hoje me conservara, e talvez in
aernum, a n5o ser inlerrompida a corrente feri-
do-magnetico por um aguacciro. J mo nao admi-
ra o dansarcm as mesas, fallarem os chapeus,adevi-
nharcm as bancas e sallarcm os ovos, movidos por
esse incmprehensivel agente, quandoeu flquei as-
sim automato com o simples losir'de dous olhos.
Abl e que olhos II Se tais os encontrara o seu a-
migo do Ro Grande naquelle bello arvoredo, que
buclicas nao faria! He magano o tal amigo, forma
o quadro e dcixa que os oulros Ihe ponhara o pai-
nel ; pois eu que tambera nao son tolo dou-Ihe so-
mcnle os olhinhos, elle que adevinhe o resto.
Tornando historia, sinlo ca pelo interior urna
cousaque, se nSoeslou apaixooado na fraze dos ro-
mnticos, nao sei oque he paixao. Agora sim dou
as maos palmatoria, e pe'rco meus toros de incon-
quistavcl.
Disse-me Mereles, que j vo melhorsinho com-
migo, que assislio ltimamente a um leilao de ne-
gros vclhos, e suppoz oslar na ressurreirao dos
morios.
Prenhdl, pecas, houveram, de maor idade, que
deram seus cento e tantos mil reis O corto he,
era abono do bom sonso publico o diremos, que
qnasi lodos Rearara cm ser; e aquella porcao de
invlidos est talvez esta hora era arrumarlo de
viagem para o musru.
He urna das melhores roaneiras do desfazer-se
qualqucr de trastes velhos, sendo a outra, a rifa de
que usam os estudantes, porque tem a dobrada van-
tagem de raclhor ajmra-los. O Mereles, que mora-
lisa como o melhor- phlosopho, quer que se insti-
lua um hospital para os prelos que liverem eerlo
numero de annos de servic.0, o qual deve ser sus-
tentado a cusa de mis tantos reis, que animalmente i
devem pagar por cada um os senhores da escravos.:
Assim, diz elle, evilava-sc a barbardade e descaro
de uns, quoqnando couhecenj seus escravos doen-
les e velhos, os deixam entregues a mendcdade, e
suslenlar-se cusa da caridade publica; cruclda-
de de oulros que os obrigam a trabalhos que suat
torcas, debilitadas pela idade, nao supportam; a
esperteza de oulros quo os vendem baratinhos a al-
gum tolo, que, pelo gostnho de ler um eseravo, nao
leme pagar a almocrvagem ao vigario. Talvez
Mereles tenha razao^pelo menos assim lambem o
pens.
J que tratamos de escravos dir-lhe-hei, que con-
tinua a espceulacao de rcduzir escravidao pessoas
livres.
No Pilar ltimamente, esla-se dando o mais es-
candaloso caso, que n'esse genero conheco.
Urna parda tem caria de liffcrdade, passada ha
muito poneos annos por sua finada senhora, em
que tambera sao libertos alguns filhos. Uns intitu-
lados herdeiros reaonhecem a liberdade da parda, e
desconheccm a dos filhos, concedida no mesmo ti-
tulo, e entre estes a do urna nascida em dala poste-
rior caria.
. Dousdesses'andam por m3os de cujosdonos, es-,
lando um n'essa provincia.
Mereles esqueceu-se de impor a um dos juzcs a:
obrigacaode verificar animalmente, e com penan
graves ao que o nao fizesse por condescendencia, o! 1
ttulos do escravidao, para evitar a facilidade coiri
quo certos meus senhores comprim um ente huma-
uo, que mnitus veces lie Uto livre como eu.
Se eu nao lora idoso trema por mim ; assim mes -
mo anda, reccio cahr n'algum leilab sol o macciei
do Jos Mara Pcslana.
Esqueccu-me dizer-lhc, no arligo das procisses ,
que n'esta semana abundam, que vimos hontem a di 1
Senhor Bom Jess da Pobreza, saluda da igreja di >
Rosario.
Os prelnhoscapricliaram, cnadadcixaramadizer-
se com justica, a nao ser a Icrrvel massada de cor-
rer com ella quantas ras, e quarlos'dc wuas tem
esla eidade. Pnxou a guarda de honra a msica
mililar paisana de que cm ontra Ihe Tallci, roas des-
la vez iiiiitormisaila, pelo que estou salisfeilo.- S-5
eu fora consultado dar-lhe-hiu oulro uniforme mais
airoso.
Esleve,possodizer, boa; eDosqueiraque ella
continu em progresso, e nao soecumba murr-
nha, que d cabo das msicas n'eslaproviuca.
Principiou hontem a semana tmta na matriz.
Hoje sahio para o centro o capiao de polica Aflon.
so de Almeida c Albuquerque com urna torca de
irinla pracas, diz-me o Mereles com deslino Pan-
c, para onde lem lambem de segar um delegado
de encommenda com um conlo e duzenlos animaos
pro labore. Veremos se esses delegados contratados
dan garrote nos thuggt, que por all nao vio muito
quietos.
Eu supponho que estas autoridades serio mais pa-
cientes, e por consequenchi mais mansas. De um
destes nao temo eu fcilmente, urna asnelra, perqu
saliera que estas loleram-sc apenas grii/.
Tenbo oslado desprevenido d*-; noticias thuggaet
de serras a baixo. Terao elles djdo paz ao genero
humano em quanto durara as piparoladasrusso-
lurcas?
. Dos assim o permita, porque menos soffrcaa hu-
manidade.
Os gneros conliuuam caros, e o invern anda
nao inspira conlianra.
Os cofres geraes continuam naquebradeira, c co-
mo as safras esfito quasi embarcadas, supponho qrfe
n'esle anno (eremos crise na senhora finanras.
Depois da minlia ultima, em que Ihe offereci al-
guns detalhes sobre o estado do .nosso pequeo mer-
cado de gneros de exportarlo, poucas Iranzacces
houveram do importancia, e o mercado cnservou-
se completomunle nativo.
As entradas de gneros teem aido sobre- maneira
insignificantes. Do assucar apenas apareceram no
mercado alguns restos de salTv, e em quanto ao
algodao tem vindo tao escassamantc inspeccilo que
lia dias cm qne s se contam all mcia duzia de sac-
cas.
Muilosattribuem pequenez da saffra a diminuicao
de entradas desle genero ; porem oolros suppem
e eu com elles) que o recrulameulo he a causa
summaria defemelhante eclipse total de matulot.
Apezar da pouca concurrencia de algodao no
mercado, os procos nao tem subido de 5,200 e 5,300,
com bem pouca firmeza. Os especuladores estao
desanimados visivelmenle, depois da sciencia das
noticias receidas da Europa pelo paquete ultimo;
por que veem cresccr o deposito, e no encontrara
n'essa praga offericemento para genero que pos-
suem sem grande prejuizo em relacao de suascom-
pras.
A falla de dihciro torna-sc j mu sensivcl por
esse motivo, c, dentro em pouco, teremos d obser-
var, ouojuro bastante caro, ou sacrificio de ge-
nero,- o que he mais provavel; visto'que, maior
parle dos nossos commerciaules, anda Ihes fal-
ta a disposicao ou animo de embarcar de conla
propria para Europa, os seus gneros em erises apu-
radas, como esla em. que se aCham, e aguardar os
asares da fortuna, com a nimitavel lettgma brit-
nica. .D'esla maneira oblinham raoeda saccando
contra os seus embarques, o suppriam os suas pre-
ciases sem grandes sacrificios, ou sem suscitar a sua
fazenda ao arbitrio dos monopolistas, que se apro-
veilam d'estas oportunidades par? dcpcnarcni o
pctenles sem a menor miericw3|a. l'orcni oulra
he a rolina seguida, e nao ha idtdio senao irmos
assim vivendo. / .
Em couros poucas tranzaeres hoaveram, o. os
procos ltimamente tom regulado de 4,600 a 4,700,
com alguma procura.
Entrouem 1 do corrente o palaclio dinamar-
quoz lenne, a qual hoje despachou para Falmoulh
com a carga de 2,300 arrobas assucar mascavado,
que obteve n'essa o proco de 1.800 por arroba potto
a bordo. Enlrou lambem no mesmo dia o hrigue
ingiez Frierdt, quo esto embarcando igualmente
urna carga do mesmo gnero, o presumo que des-
pachara com brevidade, por ter toda a carga pre-
parada.
O proco por quanto foi vendido esle assucar n'es-
sa praca, anda nao transpirou e por isso vejo-me
impossbililado de communicar-lhe, o que torc lugo
que clitgue ao meu conhecimenlo.
Com mais duas ou tres cargas que se embarquem
fica concluida a saffra passad, que afolamente se
pode dizer, que regulou pela terca parte da que se
recolheu o anno atrasado. ^
Se continuar o invern, o anno vindouro pro-
melle urna saffra extraordinaria, tanto em assucar
como em algodao, por que os agricultores geral-
mcnle lecm feito enormes planlaeoes. Dos favo-
reca os seus esforcos, para quo a abundancia reine'
cm nossa amesquinhada Ierra.
Conlinuou com as noticias sobre a barca ingleza
Counlett of Zelland, que encalhou em urna epdra
em nosso cabo Branco, como j Ihe disse. Bffec-
tuon-se com entilo 6 leilao dasfazendas avaria-
das, que Ihe noticiei em urna das minhas passa-
das missivas com resultado soffrivel para o'estado
cm que ellas se achavam, e no dia 11 do corrente
tem de ir i'X praca o casco e aparelho daquelle na-
vio por conla do seguro, visto ler sido comdemnado
pelos peritos d'arle respectivos. Tenho ouvido dizer
que muitos individuos se preparam para laucar no
leilao d'esle navio, que segundo as apareneias, se-
r bem vendido afumando os entendidos que as
avarias podem ser concerladas com bom xito, sem
muita despeza.
Em quanto. carga de fazendas qoe elle conduzia
e qno esto recomida n'alfandega, onde se conside-
ro 11 isenla d'avara, consta-me que o cnsul in-
giez vai mandar fretar um navio n'essa paracon-
duzi-la ao Cabo da Boa Esperanca onde era des-
tinada, y
Saude, e penitencia Ihe desejo para "adquirir um
lugar nico onde se esto a commodo.
O Sr. Augutto de Oliteira : Sr. presidente,
quando hontem ped a palavra, nao Uve em vista
dirigir-me pessalmenle ao nobre deputado, mas
sim explicar o meu pensamenlo, apoiando urna pro-
posito emiltida pelo honrado membro o Sr. Jos
Pedro: esse nobre depulado disse, que enlre as dif-
ficuldades com que.Uvera de-lular o Sr. Agr, urna
dellas era nao se achar o Ihealrn convenientemente
prvido de cenarin, o guarda roupa devidameole
supprido deroupagens ; euapoiei essa proposicao
sem querer* de maneira alguma offende'r ao nobre
depulado nem a ontra qualquer pessoa ; mas o no-
bre deputado parece estar de nma susceplibilidade
extraordinaria, a qualquer coma que se diz do lliea-
Irologo se ofrende.
Julgo muito bem fundada semelhante proposicao,
porque lenho convierto de que o theatro nunca foi
devidamenle concluido : a casa sabe, que apenas a
sua obra externa fora terminada, foi logo elle entre-
gue a nm emprezaro sem se ler cuidado lo decora-
cOes e guarda-roupa ; o Sr. Germano quando tmou
conla da empreza, recebu o theatro sem ler nem se-
quer o panno de bocea pintado; portento, j v a ca-
sa que o theatro nao pode estar convenientemente
supprido de ludo quanto he necessario para Irabalhar;
o Sr. Germano nao linha fundos|para enrequicer o
theatro de ludo quahto era necessario, e a empreza
que succcdcu ao Sr, Germano achou-se as mesmas
circumstancias, ou anda menos favoraves, dispoudu
de um subsidio inferior, e assim nao leve- razao de
olTender-se o nobre deputado.
O Souza Carcalho : Aceito a explica-
c.lo.
O Sr. Atigutlo de Oliteira : Se o nobre depu-
lado quer fallar na materia, parece-me qoe elle nos
poder dar os melhores esclarecimentos.e mesmo de-
sejava oivir as suas explicacOes e a sua opinio, por
isso que vejo, que elle de alguma maneira he contra-
rio a prelensao do Sr. Agr, nao se explicando a es-
se respeilo; desejuvaqueo nobre deputado fosse
franco mesmo, porque o considero o mais habilitado
dos memoras presentes para esclarecer a casa ueste
ma
PEMUIBICO.
ASSEfiXBEEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em II de abril da 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Catalcanti.
Feila a chamada, verifica-so estarem presentes 32
senhores depulados. (
Abro-se a' sessao.
I.idu a acia da antecedente he approvada.
EXPEDIENTE.
Um offieio do secretario do governo, acompa alian-
do a reraessa de 40 cxemplares impressos do quadro
da divida passiva. provincial nos ejercicios de \W.) a
1853, liquidada at ao ultimo de marco. A dislri-
buir-se.
Um requerimento de Francisco Canato da Boa-
Viagem, cumo tutor da menor Herculana, filha do
professor da cadeira d primeiras leltras de Fra de
Portes, pedindo que na lei do orrainenlu se marque
quola para pagamento d que lem a roceber da Ihe-
souraria provincial a sua tutelada.A' commissao de
urc,amcnlo municipal.
Oulro do vigario do Bom-Jardim, pedindo, quena
lei doorgamenlo se marque quola para coriclusao da
obra da sua matriz. A' commissao do rca-
mento.
Prmeira parte da ordem do dia.
Continuar!> da discussao do parecer adiado sobre a
prelencilo do emprezaro dotbealro.
O Sr. Souta Carcalho : Tendo-me hontem
compromeltido a responder algomas assercie* do
nobre membro (o Sr.A. de Oliveira,) que julguei se-
rem offensiva a mim, mas que talvez nao entrasse
nai inlensoes dts.se honrado membro oltender-me,
eu nada direi, se acaso as explicacOes do honrado
membro me nao forem desairosas.
O
iteria...
Sr. Souia Carcalho : Sou o menos
apto.
O Sr. Augutto de Oliteira : Allendendo,
presidenfe, o adianlamenlo da presente sessu le-
Sr
gislaliva, e aecumutoco de trabalhos que reclaman)
de nos prompla solucae, nao era proposito nteu can-
car a paciencia da casa, prolongando esto debate; se
bem que urna eircumstancia toda particular me im-
pedase a pedir a palavra. Ea siuto neste occasiao
ter de discrepar daopiniaoda i Ilustre commissao de
fazenda cora quem quasi sempre estou de accordo, e
- cujos membros tributo cordeal amizade e alfa con-
deracao.
O aparte a que ha pouco me refer eque j expii-
quei, lendo-me levado a pedir a pslavra, pedirei
licenca a V. Exc. para motivar o meu voto nesta ma-
teria, e por esla maneira praliearei o acto de defe-
rencia que desejava observar para com os Ilustres
membros da commissao de fazenda, dando-lhes os
motivos de miolia divergencia.
Principiara, Sr. presidente, por notar a V. Exc, a
admirace que me causo o modo porque o nobre de-
pulado que sesenta defronte de mim (o Sr. Figueira
de Mello), impugnou a emenda proposta por um dos
membros da commissao de fazenda.
O nobre deputado no primeiro dia da discusso
desla materia, qualificou a ouclnsao do parecer da
commissao de tyrannica e desptica, e hontem aca-
ben por dizer que concorda com esse pareer !...
O Sr.Figueira de Mello:Nio ha conlradic,ao
nesse meq procedimenlo.
O Sr. Augutto de Oliteira: Tambera obser-
varei.que ao passo que a prmeira auloridade da pro-
vincia, c a directora do theatro, asseveram que o
Sr. Agr tem cumprido maravillosamente lodas^ as
condicoes do seu coalralo, o nobre deputado, (que
alias se queixou de nao ter lido lempo para esludar
a materia,) com o esludo de urna s noile, foi achar
violceas do contratoque cscaparam penelracaodo
presideole e da diretoria do thealro, e a todos aquel-
que tem tratado desla materia 1
Em verdade, Sr. presidente, isto admira, porque
a todos que lem tralado do negocio do Ihealro, sem
excepto de pessda.ainda nao ouvi um s quedissese
urna palavra contra o actual emprezaro. Aquelles
que por forja de sua consciencia e convicepes deixa-
ram de concordar com o voto em separado ou com a
emendado Sr. Jos Pedro, assim procedem pareceu-
do senlir algum pezar; pelo menos he oque sedero
conclair da maneira porquo se portaram osdous hon-
rados membros da commissao de/azenda, que se ex-
plcaram de manuira que nao offenderam ao empre-
zaro. como o nobre depulado que combale a e-
mencla.
Eu, Sr. presidente, lalvezdeixasse de lomar parte
discusso, se ohonrado depulado nocorrerdeseudis-
corso, nao deisasse escapar algomas proposices,
que sao nao s offensivas ao emprezaro, como ao
presidente da provincia.
O nobre depsKado disse, que a pretonco do Sr.
Agr era ridicula e indigna desla casa; curopre
antes que ludo nolar,Sr. presidente;que essa pretencao
veioao nossoconhecimento pelos Iransrailes legaes efa-
voravelmenleabonadapeloSr.presidcntedaprovincia;
o qual no seu relalorio corrobora a opiniao da dire-
ctora, que cnlende que os esforcos feitos pelo em-
prezarioparasustentarocredilodo Ihealro no p em
queseachalemlhelrazidoe conliuuarao .1 Irazer lao
graves embaracoseprejuizos.queseumaiademnisa cao
razoavel Ihe nao vier em socorro, lera cerlamenle de
sucumbir. Eu de certo no entrono numerod'aquel-
les.que en tendem que os cor pos legislativos devem fazer
tudooquepede o governo,toda vapcnso.queexislin-
doas boas relaces de reciproca considera cao en Ir esla
assembla e o Exm. Sr. presidente da provincia,
quando ama pretencao qualquer venha apadrinhada
com a opinio toda favoravel do Ilustre presidente,
se ella por ventura nao he digna da nossa approvacao.
ao menos deve ser digna da nossa mediucao ocame:
por tanto Sr. presidente, o meu nobre amigo ha de
permillir que Ihe diga ; que as expreres de que elle
se servio qualicando essa pretencao de ridicula a
indigna da casa, he menos propria...
O Sr. Figueira de Mello: Indigna he a con-
clusao da pelicao. .
O Sr. Augutto COlteeira: Ao menos lisongcio-
me de ler provocado esla discusso, porque he nota-
vel, que o nobre depulado d explicaces laes que
acabem por desvanecer a impress3o .desagradavel
que devem ter causado no animo da casa as expres-
sOes de que usou.
O Sr. Figueira de Mello: Coube essa honra
ao nobre depulado como deffensorda quesiao
Agr.
O Sr. Augusto OUteira : E lisongeio-me
muito de apoiar nesta casa com o meu voto todas as
pre lencoes idnticas a esla.
Sr. presidente, o nobre depulado analjsando o
rcqucrimeiilo feilo pelpSr. Agr, o fez comum ri-
gorismo superior ao de qualquer jurisconsulto, quan-
do Va la de interpretar as-leis ; cntreianlo todos nos
sabemos; que na inlerprelasq das leis se, deve mais
atlender ao scu espirito, do que aos termos cm que
ellas se acheni concebidas, sao estes os principios de
direilo universal e hermeneuliea poltica. Purem,
Sr. presidente, he para admirar, que o nubro depu-
lado, sendo aUsTrisconsullo, c esquecendft-se de
spraelliaolespriiu'ipo<, lendo de analisar nm Irexo
do requerimenlo do emprezaro, quizesse tirar con-
dusoes lao ricorosas.e mesmo odiosa contra o mesmo
emprezaro; quaiu (rata de analisar a allegaeso
.produzida pelo emprezaro, o qual funda-se as dis-
posiroes do arl. 15 do seu contracto, o nobre deputado
foi muito injusto. O qoe disse o emprezaro ? qne
elle fez todos os esforcos ao seu alcance, para Irazer
para esla provincia urna companhia lyrica, devendo
eu notar,que pelo contracto, elle nao eslava obrigado
a traze-la, mas apenas a envidar esforcos para esse
flm, e para mostrar que elle empregou lodos os es-
forcos, be que foi com sacrificio de seos inleresses ao
Rio de Janeiro para ver se Ihe ri possivel engajar
essa companhia : mas bem se v qu essa cndilo
do contrato he de impossivel real isa cao, porque para
vir urna companhia lyrica por Irez mezes, elle a no
podia engajar, mesmo que tosse composta de carac-
teres de 2. ordem, por menos de 30 a 40 coulosde
reis. Ji so v por tanto, que era inleirumenlc Ilu-
soria essa condiccao; mas ao mesmo temao querendo
o emprezaro alguma eousa faztr em beneficio do
theatro, variando os espelacolos por ser ese^ o firo
dessa condiciono contracto, o quo fez elle ? iralou
de dar urna inlerpretacao justo o rasoavel essa con-
diccJo do contracto, engajando para esse fim, nao s
urna cantora,mas aindamis um corpo de baile quasi'
completo. Agora pergnlo eu se o emprezaro fa-
zendo esses sacrificios, nao he digno de alguma con-
lemplacao da parte da assembla ? Todo o mundo
sabe que s os ordenados do corpo de baile importara
em mais de seis contos de reis, sem levar em coola
todas as despezas que elle deve ter feito para por
em scena os bailes.
Parece-me Sr. presidente, que o emprezaro argu-
menlou em regra, disendo, que sendo impossivel
contractor urna companhia lyrica, cite' supre essa
falto, apresenlando um corpo de baile quasi com-
pleto, sendo alias notorio que os corpos de bailes sao
parles integrantes de companhias lyricas... g>
OSr. Figeira de Mello: S3o cousas muilo di-
versas.
. O Sr. Augutto cCOlioeira: Por tanto acho cu,
que essa allegco doemprszario longede ser Ded-
cala e indigna da casa, he muito digna de merecer
a nossa atleucao.
O nobre depulado lambem parece que nos disse,
que o emprezaro nao linha provado os prejuizs que
linha soflrdo ; mas lambem o nobre depulado nao se
fez cargo de mostrar que essa allegaco toila pelo
emprezaro nao linha fundamento, e para gnoslrar
queo>Sr. Agr nao linha soflrdo prejuizs, o nobre
deputado soccorreu-se a dous arligos dp contracto
sendo o l.aquelle pelo qual o emprezaro se obriga
a darnm premio a quem apresenlasse dramas ori-
ginaos brasileiros. O nobre depulado fazeudo esta
observarlo, parece que qualificou essa falta do Sr.
Agr, como VwUeao au eonlraclo, mas eu vou mos-
trar, que o obre deputado foi verdaderamente in-
justo, porque primeramente o Sr. Agr nao se
obrigou dar esse premio dentro do um prazo. que
esteja vencido, mas sim a da-lo denlro dps 12 mezes
de seu contracto, e nao tendo anda expirado esse
anno do contracto, nao pode por ora ser sensurado
por essa falta c anda assim, fora necessario que o
nobre depulado nos prof asse que se linha a presenta-
do dramas e que elle nao linha pago esse' premio ;
aalca pelo contrario, se he verdade oque dizjo pre-
sidente, oulra eousa se dere deducir : diz o presi-
dente (lej:
a Se pelo facto de haver-se' proporcionado um
premio a quem apresenlasse composicOes dramticas
sobre assumplos historeos do paiz, animou-se urna
pernambiicana a ofTerecer ao archivo do theatro de
sua Ierra natalicia, dous dramas, nm com o Ululo de
Judia de Apipucos, o oulro denominado o padre Joao
Ribeteo, ou a revolucao de 1817, os quaes sendo ex-
aminados pela directora do theatro, he natural que
merceam A honra de ser levados scena. d
Ora, fora necessario que o nobre depulado ti vesse
provado que esses dramas ja Jinham sido approvados
pela directora e apresentados ao empryario, e que
elle se recusasse a pagar esse premio.
Em segundo lugar o nobre dcpnlado censuren o
emprezaro por nao ter dado um beneficio para o
Montc-Pio-arlistico, mas lambem o nobre deparado
sabe que ofmprezario se nao obrigou a dar esse be-
neficio nos prmeiros mezes de sua empreza, e at es-
ses beneficios costnmam ser dados no fim da empre-
za ; por tonto, esse censura quo o nobre depulado fez1
nao deve pesar no animo da casa.
m. presidente, eu vejo que a casa esl um poco
eUTrada desta discusso, e que mesmo deseja chegar
a urna solucao ; eu nao desejo de maneira alguma
prolongar os debates, vejo que materias muito impor-
tantes esto na ordem do dia, e queessas materias re-
claraam prompla solucao, por isso mu poucas pa-
lavras acrescenlarei.
Eu entendo, Sr. presidente, que nos nao podemos
deixar de conceder a indemnisacao pedida pelo em-
prezaro do thealro, porque em todo isso vejo que de
maneira alguma est compromettido o crdito do go-
verno : nao he natural, Sr. presidente, que o actual
emprezaro se arriscasse a tantos sacrificios, sem ser
convenientemente aconsellundo em todo pelo presi-
dente da provincia.
O Sr. Figueira de Mello : Donde se collige
isso?
OSr. Augusto de Oliteira :Das palavras que o
presidente nos diz em seu relalorio ;' pois pode por
ventura o presidente dizer-nos, que a indemnisacao
he justo se elle nao livesse motivos para isso 1 o no-
bre deputado nao sabe, que a empreza est em con-
tado inmediato com a presidencia '! o quem ignora
que o digno presidente lemempregado ludo a scu al-
cance, para que o Iheatro chegaise ao grao de perfei-
cao em que se aclia montado ? e se por ventura essa
empreza nao livesse caminhado de maneira a mere-
cer toda a proteccao do governo, o digno presidente
viria aconselhar-nos que concedesse-mos semelhante
indemnisacao?
Eu entendo, Sr. presdenle.qoe mesmo para crdito
do governo c da provincia, devemos conceder essa
indemnisacao ; a assembla deve saber, que nos nko
vamos com essa indemnisacao beneficiar a um indi-
viduo, nao, porque lio sabido,que o Sr. Agr at hoje
nada lem lucrado para si, e ludo o que lera feito he
em beneficio do theatro...
. O Sr. Figueira de Mello : He o que nao est
provado.
O Sr. Augutto de Oliteira :Se nao esl prova-
do para o nobre deputado, sto provado na consci-
encia publica, esl provado na consciencia de lodos
que lem tomado conhecimenlo dos negocios do Ihea-
lro, e nao ha ninguem por mais adverso que seja ao
Sr. Agr, que nos diga, que esse emprezaro se lem
aproveilado de sua posirao pana tirar lucros para si,
ca casa ver, que essa indemnisacao nao vai aprovei,
lar ao Sr. Agr, mas sim muitas familias honestas
dos artistas, habilitando-o a cumprir tedas as condi-
{oes dos contratos celebrados, e a pagar a todos os
artistas do theatro os seus ordenados vencidos.
Tambem se poderia dizer que de alguma maneira
o crdito da provincia esl compromet ido neste ne-
gocio, porque'o emprezaro do theatro foi ao Rio en-
gajar ai-lisias, e tendo ao menos o assenlimenlo tci-
to dogoverno.....
O Sr. Figueira de Mello :Com o seo nome.
6 Sr. Augutto d Oliteira:He verdade, com o
nome de emprezaro do thealro desla provincia ; es-
la eircumstancia porem he sufJcienle.'nocasoque o
contratos ltimamente feitos n3osejam cumpridos,pa-
radifficultare mesmo impossiliilitor a qualquer oulra
empreza a engajar artistas fra daqui. O nobre do-
pnlado sabe muilo bem a maneira porque lem pro-
cedido o governo no Rio a esto respeito, impondo a
todas asemprezasa obrigaco de respeitar sempre
lodos os coulralos celebrados em paizes estrangeiros,
e feitos pelas empreza transadas: acho poisconveuien-
lede seguirmos o exemplo do governo geral. O empre-
zaro indoao Rio engajar cmicos, deve-sesuppr que
o fez ou por ordem exppasa do governo, ou tendo o
seu assenlimenlo lacito, como ha ponen dase ; nao
deveremos nos porlanto habilitar ao emprezaro a p a- .
gar aos artistas engajados em virludede cntralos ce-
lebrados em Ierras estranhas,e nos quaes esto envol-
vidos de algama maneira ocreditoe nome da provin-
cia?Tambemhaama allcgacw produzida pelo empre-
zaro do Iheatro, qne parece lar no caso de merecer
alguma contemplacao da parle desta casa: o empre-
zaro Sr. presidente, nos contratos que hara feilo
com diversos arlistes linha estipulado a condieio de
qoe durante o mez de ferias que tinha de decorrer de
15 de dezembro, a 15 de Janeiro, ficavam suspensos
todos os ordenados ; o emprezaro linha para isto' dis-
posto todas as coasas no Iheatro, lendo annunciade
ja tres represenlases com que deva fechar o Ihealro
no dia 15 de dezembro, quando no dia 8 do mesmo
chega o vapor da Europa, Irazendo a infausta noticia
ila marte de S. M.a rainha de Portugal ; a directora
julgou-se autorisada para mandar suspender nasa
mesmo dia a representacodo Iheatro...
O Sr. Figueira de Mello :E ni devemos pagar
pelo que fez a directora.
O Sr. Augutto de Oliteira :O nobre deputado
sabe melhor do que eu; obre quem recaem nos
coulralos pblicos os prejuizs causados por torca
maior, e acontecimentos mprevblos. Havendo se-
melhante deliberacao da directora sido approvada
pelo governo, e as representac&es sido interrompidas
por 8 dias, os espectculos promettidos e annanciados
e que deviam ter lugar de 8 a 15 do mez de dezem-
bro, foram dados do dia 15a 23 ; e portento o Ihea-
lro lendo s podido se'fechar no dia 23, os artistas
flrmando-se na iettra expressa de seus contratos, al-
legaratn, qoe as ferias nao tendo sido dadasa 15, se-
gundo os termos dos contratos elles linhamdireilo aos .
ordenados do mez de dezembro; e estou Informado
que elles foram attendidos nessa sua reclamacae.
A ordem pois expedida' pela presidencia, cansn
empreza um prejuizo de no menos de tres contos de
res, e por ventura esta circurastanqa nao merecer
a consiileraeflo da casa ? pois o emprezaro deve sot- '
frer esse prejuizo que provm de nma ordem superior
provocada em. consequencia de nm successo extraor-
dinario 1
Por todas essas ra'zoes, entendo Sr. presidente) que
assembla concedendo a indemnisacao pedida, pra-
lica um acto de jusliea, que lende a ir animando en-
tre nos a .arle dramtica, e dar incremento' ao nosso
Ihealro, que he urna necessidade- indispeasavel
n'um.a eidade populosa como a. nossa. Entendo, Sr.
presidente, que nos nao devemos de maneira alguma
abandonar esse tbeatro, urna vez que para sua.cons-
(rueco.aprovincia dispende quaptias la avaha-
das, sendo pois necessario qae votemos cOnsignacSes
sufficients para a sua manutencao.
Eu lenho observado que em parle alguma os thea-
Iros se manlm sen subsidio aos cofres pblicos; sen-
do que o subsidio votado, alcm de mesquioho cin-,
sufficiente, nao esto cm proporco devido com asnos-
sas rendas, bem que eslas sejam escassas. Seraflue-
rer aqu mencionar os milhes que ae votam em cer-
tos paizes estrangeiros para a sustenlacio dos. (hea-
Iros, apenaslembrarei qae a assembla grdJhmTon
para a sostentacaa do Ihealro lyrico da ddde do Rio
de Janeiro a quanlia d 200 contos, e para o drama-'
tico 52 conlos,; como pois esperar que o nosso -thea-
lro, alias de proporres muilo inferiores, se manle-
nha decentemente com o auxilio de 12 conlas i
O nobre deputado sabe, qae o Iheatro, segundo ja
foi observado na casa, he um meio de governo, aer-
vindo ao mesmo lempo de honesta dislraccao para o
publico.; e portante devemos procurar salisfazer
essa necessidade, naocom prodigalidade, nlo aerifi-
cando 011 tras necessidades publicas, ainda maisur-
geutes. porm com prudencia; e em vista das torcas
dos nossos cofres dar aquillo, qqa razoavelmnte se
pode dispensar para asstentelo de ura-theatro qoe
symbolise o estado de cvilisacd desta importante ei-
dade.
Por todas essas considqraces parece-me qae nao
pode ser denegada a indemnisacao pedida peloempre-
zario, tanto mais que ella 80 vai servir para loen- '.
pltora um individuo, maisim habilitar a empreza
actual do theatro de Santa Isabel a cumprir todos os
empenhos contrahdos; e noreste maneira vamos an-
tes beneficiar numerosas familias que exereende
alias ama industria tolerada e til, lem a sna serle
ligada com a da empreza, a qual nao poder' forne-
cer-lhes os meiosde subsistencia, se nao for devida
mente auxiliada por esla casa.
Sao estas, Sr. presidente, as humildes reexfies,
que lenho a honra de submelter a alta coniideracao
da casa, em abono'do voto qae pretendo dar. emen-
da riroposla, terciando a declarar cm ahina conclu-
sao que he com o profundo pezar, que deixo de acom-
panhar nesta occasiao aos meus nobres amigos e col-
legas, membros d commissao de fazenda e orca-
mento.
OSr. Meira: Sr. presidente, nlo era intuito
meu tomar parle nesta discossSo, mas ella mesma me
ohrigou a pedir a palavra; pois qoe nio talando
ainda salisfeilo, naojulgando a materia sufllcienle-
meule discutida, de modo qae me habilite a orestaT
um voto conscienciosn, resolv mandar mesa nm re-
querimento de adiamenlo.
Sr. presidente, eu preciso apreciar a quesUto
Agrsaber se a pretencao he de jusliea, onda
equ idade; nao quero com isto dizer qae Ihe negarei
o meo vote, quando mesmo ella spossa ser encarada
e favorecida pelo principio de equidade; toas he
misler queeu esteja convencido deque tal .equidade
existe realmente em favor do peticionario.
Muilo se lera dito, senhores, em favor da preten-
caoAgr; mas ainda se nao disse urna verdade,
e urna verdade para mim imprtenle, e he que tal
prelenrao he sam duvida prematura: eu creio que o
emprezaro nao pode actualmente pedir a esta casa
urna indemnisacao, porque o lempo do'contrato .an-
da nao est findo; o contrato esto em vigor e eostv-
nua em sua execucao a cargo do mesmo empresario;.
portento a casa nao pode j apreciar se ellecumpro
as obrigacoes a que se sujeilou durante o lempo da
empreza deque se encarregouf porquo ainda faltara
tres mezes para ullimar-se o prazo. Se pois o prazo
aida nao espirea, se o emprezaro ainda he obriga-
do a cumprir o contrate, e pode ate ser compellidn
por meios judiciaes ao sea cumprimento, como j vem
pedir orna indemnisacao dizendo ter perdido? Sebe-
ra oemprezariu, poder elle prever, se nos mezes
que resftm do sea contrato lera a ventura de recar-
sir esses prejuizs ? e estar a'casa lambem habilitada
para isso? Ea entendo que nao esto, apor riso, co-
mo j disse.niio lie lempo de tralarmos de ama indem-
nisacao. Portento, mesmo em virtude fla discusso,
mesmo porque me conddo da sorte desle hamcm, que
se dizque fez sacrificios em ordem a raelhorar o Ihea-
tro, a salisfazer o publico, a cumprir as condicoes do
seuconlralo, e nao quero ncgar-ihe urna tonmo,
senao de direilo, ao menos do equidade; piesmopor-
que elle he pejbre p desvalido, como se diz. e digno
talvez de nossa caridade, desejo apreciar bem a ques-
lao, e por isso requeiro un idiamenlo at que se ul-
time o contrato.
Um Sr. Deputado: Entao he para junho?
O Sr. Meira: Seja para quando fr; tolo
mais quanto o nobre deputado qae pela prmeira vez
sustentou o parecer, o Sr. Figueira de Mello, aven-
lurou aqu proposices qae tendiam a provar que
o emprezaro nio lem cumprido algomas das condi-
coes do sea contrato, como pagar um premio a quem
apresenlasse dramas deprodueco braiilcira.



Um Sr. Dpulado : Nao se presentaran).
O Sr.tMeira.: Mas, senhores, todas estas rele-
xe* me collocm tra duvida para poder prestar um
voto eonsciencoso: pode o oraprezarta nao (er caro-
prido as obflgasoea do contrato, poda entretanto re-
habilitar-se anda no periodo de (reamara qu res-
tampara a sua conclusao, sendo quelhe poder pre-
judicar qualqucr omisso, -ou Talla, que por ventara
exista agora e possa eoto ser por elle reparada; e
assim he prudente para nos e meslo conveniente pa-
ra eltaaditarao qne propon lio, sem o alcance dere-
pellir iateiramente a sua pretensao; tanto mais quan-
to creio que, ultimado o contrato, o reconhecido o
direito que lhe possa assislir a essa indemnisaro, e
o prejuizo de sua mora, peder o governo concde-
la sdb (tanca idnea, tlcando dependente desla as-
semblq a sua approvasao. Em vista, pois, deslas
refiexoes me resolv a oBcrecer consideracao da ca-
sa orequerimenlo para adiamanto desta queslao.
Vai i mesa e he apoiado o segainte requerimento:
Requeroo adiamento.do parecer aloque se ter-
mino contrato do emprezario do thealro. S. R.
Mtira.
O Sr. Francisco Joao (Publicar-se-ha em oulro
numero.)
OSr. Figueira de Mello ( N3o resltuoseu dis-
curso.)
O Sr. Jote Pedro responde, ao precedente orador.
Excerrada a discussao, he a emenda do Sr. Jos
Pedro ofierecido votasan ejjjpprorado por 17 votos
contra 13, firando prejudicando o parecer.
Sao approvados em 2.a discussao, as emendas or-
ferecidas em 3.* ao projeclo n. 13, que concede lo-
teras a diversas rmamlades.
Tambem he approvido em 2.a discussao, pro-
jeclo, n. 34 do anno passado que aolorisa o presi-
dente a jubilar o profesmr de Bebiribe.
Entra em 1.a discussao o projeclo n. 17, que crea
um termo na frogoeza de Buiquc, tendo-sc reco-
nheeido, em consequeocia da reclaraasao do Sr. Mei-
ra, que por erro de tynographia, eslava no projeclo,
o nome deste senhor, quando devra esta o do Sr.
Neiv*.
Apnrova-se em 1. discussao o projeclo n. 26,
que apprnva dous compromissos das irmandades.
l'assa-sc i segunda discus3o do projeclo n. 9, que
concede urna gratulan professora de Goianna.
f i a meza ehe approvada a seguinte emenda.
Accrescenle-se sendo a da agraficacao contada
da poca, em que a misma professora completem os
12 annos de xercico do seu magisterio cm dianle.
Brandao. a
Dpois do alguma discussao em que loraam parte
os Sri. Mello Reg, Brandao, Paes Brralo e Fran-
cisco Joao ; he o parecer submelldo volaran, e
ficamlo empatada esta, he adiado o parecer na for-
ma do regiment, bem como a emenda.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
l
Seeao' ordiaaria mi 12 de abril ato 1854.
Presidencia do Sr. Pedro.Catalcanti.
Fasta chamada, verifca-se estarempresentes 28
Srs. depntados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior,
que he approvada.
- O Sr. I. Secrelaiio menciona o seguinte
. EXPEDIENTE.
Um requerimento de Manoel Joaqum da Silva
Ribeiro, pedindo pagamento do ordenado de fiscal ,
da freguesa de Santo Antonio durante lempo que LT^Jf/.^H. servio d dito lugar na qualidade de supplene.-A IZ^t^^0^0^0''1'10^ na dis-
servio d dito lugar na qualidade de supplente.A'
commisso de ornamento municipal.
Oulro do protessor I.uiz Cyriaco da Silva, pedindo
que se marque quofa para pagamento dos ordenados,
que se llio devm.A' commissao.de fazenda.
Outro de Hermenegildo Jos de Alcntara, pedin-
do quota para pagamento do que lhe compele, por
ler casado com D. Constanza Amelia Gomes de Mo-
raes, educana do collegio das orphaas.A' mesma
commisso. ,
.Outro do professor Jos Polycarpo de Freilas, pe-
dindo se declare que elleesl no caso de ser jubilado
nos termos da lei de 10 do junho de 1837.A' com-
misso de legislaro.
He lido e approvado o seguinte parecer :
A commisso de fazenda e orsamento, cm vista
da disflpsic.30 do art. 5 da lei provincial n. 299, nao
pd JosMargues, arrematante do imposto de 20 porcen-
tosobaeo consumo de aguardenle nesle municipio,
por nio tervindo o requerimento na forma disposta
naquella lei; e por isso he de parecer que se devolva
o requerimento ao peticionario para cumprir as fr-
malas legaes.
o Sala das commissdes 12 de abril do 185.Var-
aos BarretaCarneiro da Ctmha.Josi Pedro da
SHca.e
ORDEM DO DIA.
Primeira parte.
Discussao da commisso de peliroes, adiado de urna
das sessOes anteriores, sobre pretensa do enge-
nheiro Hcnfique Augusto Millel.
O Sr. Francisco Jallo dia que, embora sejam muito
ligeirasas observasoes qaetem a offerecer conside-
rare da casa, todava n,1o pode prescindir do pro-
posllodeas fazer, aliento o parecer que se discute.
Observa que.no eslado em queso acha a queslao
Millel, o parecer nao concipe .cousa alguma, porque
a queslao Millet est em estado de duvida, duvida
que tem ido reconhecida na casa e fra della, e o pa-
recer nao a destroe.
Passando a parrar a historia desta pretendo, diz
qoe Miliet apresenloii-se, requerendo casa o seu di-
reito, e allegando consideraefies neste sentido; que a
casa mandn que a pretendo fosse considerada pelo
adminislrarjlo, resolvda conforme a Justina, logo
quesea direito fosse reconhecido ; masque a adm-
nislrasao, apreciando o negocio, deiion-o no mesmo
ponto em que tinha sido c'ollocado, e volveu-o de no-
vo a assembla, e a assembla enviou-o a commisso
de peliroes, que sobre elle deu o parecer que acaba
de ser lido e se disculo. Nota que a commissarf nao
declara do nma.maneira franca e clara o bom direito
de Millet, nem tao pouco a que quanlia pode elle let
direito; e por urna declinatoria, remello o negocio n de quc llc "*?">
commissio de'oramenlo,, para que esta marque a "'
verba, quando esta he dependente do reconhecimenlo
do direito, e do quantum desse direito; de sorte que
elle orador nada mais"v far, e que ninguem quer ajastar, nao sabendo como
a cifra della. e oquanto tem a receber o individuo,
quem perlence.
Declara qoe as observare algom lano Iigeiras,
que acabada fater,serven de delerminaro estadode
duvida do seu espirito', sem que se possa conclnir
dolas qnetenha nnbuma ra* vonlado i pretensao,
visto que, pelo cotrarlo, quando ella foi apresenta-
tluso ho marcar a quota para o sea pagamento;:
ueste sentido mando a meza urna emenda ao parecer
^Vai meza e he apoiada para entrar em discus-
sao, a segainte emenda.
o He de parecer quo se marque na lei do orja-
meuto a quota de 1:05o rs. para pagamento difiuiti-
vo do que aindo se deve ao engenheiro Millel, pela
confecsao do mappa do municipio. Paes Parreto.
Figueira de Millo.
O Sr. Figueira de Mello: Tendo sido preveni
do pelo nobre deputaoqaeme precedeu.ccdo da pa-
lavra.
9 Sr. Francisco Joao insisle as suas observares
e responde ao precedente orador.
O Sr. Jos Pedro respondo ao-precedente orador,
d a razao por que juaga o pelicionario sem direito
ao que requer, e eiplica o procedimento que le-
ve a sua reparlco acerca desla quesiao.para nao lhe
ser imputada* a perda dos documentos que a ins-
truiam.
Julgada a malcra discutida, he a emenda dos Srs.
Paes Brrelo, e Figueira de Mello approvada, fican-
do prejodicados o parecer e a emenda do Sr. Jos
Pedro.
Continua a 2.a discussao do projeclo qae manda
dar urna gralilcasao a professora de Goianna, adiado
por empale na votacao da sessao anterior.
He approvado por 14 votos contra 13.
Segunda parle da ordem do dia.
Conliiiuaso da segunda discussao do orcamento
provicial.
Aarl. 12, e suas emendas.
Vo i mesa mitis as seguinlc3 emendas :
a Com o concert, ;e melhoramento da cadeia do
Bonito.Brandao.
Emenda a aditiva doSr. Paes Barreto.dcpois da,
palavra Cimbres diga-se ou a compra da casa
que serve all actualmente do cadeia.Jos Pedro.
Ao ortigo 12, acrescenle-se com a factura de
um acude para Baixa Verde. Vare)ao___Epami-
nondas.
Com a factura de um asude na villa de Cimbres:
1:500 rs. Catanho.
l)o mesmo senhor, para se fazer um aguda no lu-
gar Tapissirica, ao pe da Serra da Russi: 3:000 rs.
a Du mesmo senhor, ao arli. 12, acrescenle-se,
depols da palavra Victoria e a abertura de um
caminho, lirado do ponto Tapissirica i cruz de Gr-
vala, desviando-se da Serra da Russa pelo lado do
norle.
Aoart. 12, acrescenle-sc, depois das palavras__
correnle anno inclusive a do melhoramento do
rio Goianna, para a qual Gcar reservada quanlia
suflieienlei que lera sua applicajao. anda quando
aquella obra seja arrematada depois de jonho.
Brandao.
O Sr. Paet Brrelo : Sr. presiente, en tinha
pedido a palavra, quando entrou em discussao o ar-
tigo 12, para justificar urna emenda qae mandei
mesa. Ha lempos, que o governo mando construir
na villa de Cimbres urna cadeia ; esta' obra depois
de chegar a certo ponto, quasi o da sua conclusao,
oi attndonada : existe a casa cubera, quasi toda
assoalhada, podendo ser concluida, com muito pou-
co trabalho, e muito poaca dspeza ; para que, pos
se nao perca, o queja se gastn naquelle edilcio,
para que o termo de Cimbres tenha ura'a prisao, pa-
ra onde sejam remeltidos os delinquenles, as pessoas
que forcm presas, proponho que se continu, e con-
clua esa obra, que esl como dsse quasi feila. Ac-
tualmente quando he preso algam individuo no ter-
mo de Cimbres, as autoridades ou han do consrva-
lo em carcerc privado, o que he contra lei, on en-
PIMO DEPERMWBUCO, SEGUNDA FEBA 17 DE ABRIL DE 1854.
tancia de 13 leguas. A assembla comprehende os
inconvenientes, que resultara desse estado de cousas,
porquanlo ficando a prisao muito longc, os reos nao
podem assislir a formarlo da culpa nem apresenlar
as provas, que clles tem cm seu favor, portante ?cho
que a assembla pralicaria um b'om acto, se acaso
mandasse concluir essa cadeia, dotando assim o ter-
mo de Cimbres com urna obra tao necessara. Foi
para justificar, com estas breves refleses a emenda
que mandei a mesa, que pedi a palavra.
OSr. Jos Pedro d as etplicares que o Sr.
Branda? havjj pedido a commisso de que faz parte;
diz que nao emiti o seu juizo sobre as diversas
emendas quo foram apresentadas, porque esl certo
que nenhuma obra nova se podera fazer no ejercicio
prozimo vindouro, viste conio a cuiisignacao do arti-
go que se discute, somente servir para a casa de de-
leur,ao, hospital Pdro II, e para pagar as prestares
das obras arrematadas aleo ultimo de jnho do cor-
renle anno : oconcle justificando urna emenda au-
ditiva que fez emenda do Sr. Paes Brrelo.
O Sr. Mello Bego :Sr. presidente, devendo ao
nobre deputado, que se acha a minha csquerda.algu-
mas explicar&esque me foram pedidas na sessao an-
tecedente, procurare! salisfnze-lo boje.
Censurando i commisso de fazenda, por nao ha-
ver incluido no arligoqae se discute a quanlia preci-
sa para realisac.ao dos melhoramentosdo.rio Goian-
na ja votados, exigi o nobre deputado igumas ez-
plicares dos engeuheiros, que tem assento na casa,
e eajalgo-mn tanto mais oqrigado a dar essas expli-
cares, qaante he certo qae fui o engenheiro encar-
roado de fazer o orjam'enlo dessa obra, que o nobre
deputado diz, nao pode ser feit, por ser a quanlia
em que foi ella oreada insuficiente.
Nao acho nenhuma razSo nos receios que nulre o
nobre deputado acerca da. nao realisacao daqaella
obra, e anda menos na especie de censora que pre-
tenden fazer ao orcamento della, em o qual sefviram
as mesmas tabellas, enlraram os mesmos dados,
he dccostumeconsiderar-se quando se trata
bras de igual nalureza. Eu nao mo offendo ,
que disseo nobre deputado, que alias declarou logo
a casa que nao era professional na materia, que ape-
nas pediaexplicaces o eselarermentes para o satis-
favor do arrematante, etc., etc, prcaz ludo a quan-
tia de oO:600.
Ora, eu onereco estes dados ao nobre deputado,
para que elle consulte as pessoas professionaes, e el-
las que respondan), se o opamente foi calculado bai-
zo, cemo ea sei que diz.
O Sr. BrandSoiUi um aparte.
OSr. Mello Reg: Eunao digo, que o nobre
deputado seja quera diga ; mas he certo, que muita
gente tem dito, que este orcamento foi fcilo com o
proposito de nao poder sera obra arrematada. Eu
al agradeco/ao nobre deputado, o ter-me propor-
cionado urna occasiao, de apresenlar nesta casaos da-
dos qae serviram de base a o orcamento. da obra de
que se traa, afimde que sejam ellos apreciados por
aquclles, que queiram ajuizar da conscienca com
que foi fcilo aquelle Irabalho. Devq,ainda dizer que
nao sei donde nasceu essa'opniao desfavoravel con-
tra p orcamento da obra do Rio de Goianna ; porque
nohouve urna s pessoa que fosse a repart jo das
obras publicascxamina-lo, ninguem pedio o menor
esclarecmento acerca delle.'e apelar de ler aquella
reprtalo ohrigacSo de dar todos quantos se lhe pe-
sara sobre obras quodevem ser aaremaladas, ninguem
perguntou se qiier qual o valor dos' presos elemen-
tares gue acabo de apresenlar. Entretanto, dz-se
que o orcamento lie baxo, e o mesmo nobre depu-
tado qae observa que o fado de nao ter sido a obra
arrematada, quando ha grande numero de concur-
rontes as estradas, prova alguma cousa contra o or-
Smenlo Dadas essas explicases, -que poderei eu
mais dizer ao nobro dpulado ? Esta visto que a
prevensao que ha contra % opamente he infundada;
e eu atlribuo menos a ella a falta de concurrentes a
arremalasao da obra, do que a falta do disposicao e
coragem dos habitantes do lugar, para emprehende-
rcm urna obra 15o crescda e trahalhosa -r ou tambem
pode ser isso devido a dificuldade da fianca, por
causa da importancia do osamenta.
Era, isso somenle, Sr. presidente, o qu ea preten-
da dizer, por nao poder deixar do faze-lo. Qaanlo
as etaendasqne tem sido mandadas mesa nada di-
roi,' tanto mais que o nobre deputado o Sr. Jos Pe-
dro ja dsse quanlo basta para raoslrarquo ellas nao
devem ser approvadas.
O Sr. Branda* : Sr. presenle, eu.principia-
re!, por dar urna resposta ao nobre deputado ins-
peclor la. (Jiesouraria, que explicando o motivo por-
que nao fizera expressa menco do melhoramento
do ro Goianna no artigo, que se discute, prevalece-
r da generalidade do mesmo artigo, para dizer que
aquella obra se acha emglobada com oulras qae nao
cslao declaradas. Constela o nobre deputado que
eu n3o aeccite a sua explicacao, e que mesmo a
considere sublil, porque nodo qoe em todas as Icis
do orsamento anteriores, nao obstante dar-se a mes-
ma generalidade, se (em expressamente" consignado
fundos, e feto mensao da obra do melhoramenlo do
rio Goianna...
Um Sr. Depnlado : Enlao nao eslava orjada-
nem posta, em hasta publica.
O Sr. Brandao : Pois bem, nao eslava orgada,
mas hoje que este Irabalho est feilo, cque a obrase
acha em hasta publica, entendo, que h ama razao
de mais para ella ser contemplada no onjamento
provincial deslnando-se quota para sua realsasao...
Um Sr. Deputado : Est consignada,
O Sr. Brandao : Nao vejo semclhanle consig-
nacao; o que apenas encontr no artigo he o segain-
te com o pagamento das obras arrematadas al jo-
nho do correnteanno &c. &c. Ora perguntarei, se
a arrcmalasSo do melhoramento do rio Goianna se
nao elTecluar at aquella poca, com que fundos se
bao de pagar v arrematante as preslacoes a qae
elle tiver direito ?
Alera de qup.observo, Iqae sem embargo da ge-
por essa excluso do artigo, que a asserablea.nao quer
que se fasa obra. A assembla votando serapr quo-
ta para o melhoramento do Rio de Goyanna, mencio-
nando-o sempre como urna das obras|que devem ser
execuladas, se deixar agora de proceder do mesmo
modo se nao repetir a autorisasao que tem sefnpre
n?i n^J9^"0'indiea aue tem muJa<"o de opp-
mao.queja nao quer aquella obra. Portante hci
de votar pela emenda do Sr. Brandao.
Mas, Srf preddenle, pedi'a palavra, para outro
nm; julgo-me abrigado ainda a impacientar a casa
quando a hora ji est 13o adianlada. En, porm,
peco-lne que tcaha a bondade de desculpar-mc, pc-
a nccess.dade cm que me acho de dar urna respos-
ta I.gcira ao nabre deputado o Sr. Brandao, o qual
"So obstante r dte que nao era professional em
materias de orsamento, insiste em dizer que o do
melhoramentoikn-ro do Goianna contera presos hai-
xos, e isso de^SSe ea n^r_,,lc 0erccil0 09 da.
ios que senflram de base ao Irabalho do engenhei-
ro Acha o nobre deputado que 4800 por escava
cao de ama bra5a cubica he muito pouco; mas por
que Deronco? em que se funda o nobre deputado
ert uno"'"?* qaal pre* em 1ue elle aui"
bt? "vahasse a cscavacao de urna braca cu-
J^JU quizCT,' 9"e o no"") deputado me disses-"
se qual a razao por que assim pensa.
liga-me o nobre deputado quantos jomis sao
precisos^ para a C5cavaQao ou atierro de urna brasa
nuniMd, ,,eePrim1, cm mais clareza : cm
de lerr, 1?W T 'rabj".hailor "" cubica
i hwv ? Pi3' re "a Mbe se nao -
Ui habehlado para responder a essa questao tam-
bera nao esta habeltado para conhecer se os prer0s
do orsamento deque fallou sao baixos, e nem deve
virdize-lo nesta casa.
Quaes sao, Sr. presidente, os melhoramenlos que
ha a fazer-se na rio de Goianna ? Cortar as voltas,
e aprofundar o seu leito ; eis-aqui os melhoramen-
los que se podem e devem fazer all. Para se cor-
tar as voltas, o Irabalho de escavacao nos terrenos
nao alagados he o mesmo que o das eslradas, e por
coiiseguinto, devia custar o mesmo. Porm como
essas voltas em muitos lugares estao em terrenos de
mangues e o Irabalho de mangue he mais penoso,
dar-se-lhe urna differensa de 1,300 em cada brasa,
por que pagando-se as estradas a 3500, foi calcu-
lado aj4800 para o caso de que se trata, e esta dif-
ferenca nao he pequea.
Mas disse o nobre deputado que nao he snfci-
cntc esse preso, porque sao Irabalho* hydraulicos.
Scnhores, eu nao enleodo por trabalhos hydraulicos
o que se tem de exeputar no rio de Goianna, onde
nHo ha mais que fazer do que o que j disse, deven-
do ainda observar, que quando a mar seca o fuudo
do rio Oca cm lama. O trabalho he penoso pela
sua nalureza, mas nao exige o emprego dos meios e
avalentas que xigem os trabalhos hydraulicos.
Portante, repilo que estimara muita que o no-
bre deputado consultasse a* pessoas professionaes a
esse rcspeilo, que lhes apresentasse os dados que lhe
offereci, para que fossem examinados, e enlao se
visse quanto he infuudada essa prevensao que se
levantou contra o orsamento da abertura do rio de
Goianna ; prevenrao que eu nao sei de que provelo,
mas que supponho seja como mulas oulras qoe exis-
ten cerca de oulros objectes no nosso paiz ; pre-
vanuo
V
neralidadeNIo artigo, a que o nobre deputado se Pr^arado m
soccorrecnelle se menconam certas obras, como a '"e,t Ara'ao n dos empregados da repartisao das. obras publicas,
do Hospital de Pedro 2., e oulras; o que me leva a
eres que a do no Goianna nao enlrou no pensamen- meus co>lcgas, c dos nobres depntados que me estao
te da commisso. nSo lhe mereceu attensao, embora "V'ndo, ainda nao ha quem lenlia conhecimonio
o nobre inspector da thesourejia diga que ella se '' :r"*"'-" """ ""'------------
acha emglobada com oulras : mas ser conveniente,
e justo que essa importante obra, a
genero, que encelamos, fiqne om olvido, o s
abandonada? Ninguem em boa f o dir. Creio
dosprecos que enlraram nesse orsamento deque
w| fallo ; porque ninguem procurou conhece-Ios. He
primeira deste a&ora sement que o publico pode saber que cada
-:. brasa cubica de cscavacao ou aterro na obra queso
projecta para o rio de Goianna deve custar 4800
que nao ha na casa um s membro.que desconhesa a mas uSo xi porque inspirac^oj se sabe e assegura ra de que ns s0"bessemi)s al aonde chegaram os
vaiilagemdascommunicasesnuviaes, que duvide ^ue osPreCos calculados sao muito baixos! sscrificios allegado por elle, e podessemos dar ou
de.suasuperoridade em rellasao as terrestres ; e orador continua anda a fazer algumas renexes "egar -SS0' que elle petle con finalmente que se tambre de objectar seriamente em ""esposta s observasoes do Sr. Brandao dando a co"ven,enle porm o emprezario nao salisfez essa
contra o seu desenvolvimenlo :' tambem pens qne raza Porque nao he de opinao que se a abra urna rRaa' 1ue eu J"'?aria rigorosa de soa' parle, e
los, qjte
o oom o
contra o seu desenvolvimenlo :' tambem pens qae
lodos sabem que a nossa provincia infelizmente uo
he favorecida por esse lado, pois que n.lo possue
nos navegaven de longo curso ; e pois, se islo assim
ue, se se aproxima a poca de termos a navegado
cosleira a vapor, porque motivo havemos dearrefe-
cer no empenho de mlhorar o rio Goianna, qae
tan lo pede concorrer para a prosperidade da agri-
cultura, do commercio, e da riqueza daquella im-
portante comarca, e do oulras, qae lhe ficam vizi-
nhas ? Porque razo, quando se trata das obras pu-
blicas havemos de guardar silencio a rcspeilo de se-
lencio arespeilo de scmclhante melhoramento ?
Sr. presidente, pelo que me parece, a nobre com-
misso, que formulou o projeto do orsameuto en-
tendeu que o melhoramento do rio Goianna era
obra de interesse" secundario, e foi r.isso que ella
enganou-se, porque se livesse rellectdo, que ao por-
to daquella comarca vao ler nao s os assucares, e
oulros gneros de producsao della, como de grande
parle de Nazereth, de Pedras de Fogo, e d muitos
oulros lugares ; se cunsderasse que os habitantes
dessa porsao da provincia muito concorrem apara o
augmento da renda publica, havia cerlaraente co-
nhecer, que o melhoramento do rio de que se tra-
ta he de necessidade ndeclinavel, he de reconheci-
daulildade. n3o s para a populasao agrcola, e en-
miosa de 13o feriis terrenos, como tambem para
a grandeza da provincia ; assim pois espero que a c-
mara adoptar a emenda, que snbmetli a sua appro-
vasao. Agora oceupar-me-hei em dar urna breve
r. ^j. u >. .------ r------ *,u' *8ra occupar-me-hei em dar urna breve
fazer, porm nao tenho oulro meio senao otferecer- resposta ao honrado membro, que em qualidade de
lhe esses mesmos dados que serviram na confecsao do
dito orsamento, para que os leve, comigo, e os apr-
sente as pessoas professionaes, afim de que estas lhe
' ----------- -om" waine ".'"""= "l'iiiiuoinKiesaDer, por isso mesmo que
digam, se saoon nao suflicientes para a satisfasao da levanlou a planta do Rio Goianna, que elle em todo
Ara que se projecta. Mas antes disso, eu devo di- sua cxlensao corre por lugares alagadiros, por ter-
zer ao nobre deputado.queseellel-secom aatlenso renos, quo com qualquer chuva se (ornam dinicil-
dc que he canaz. o retatnrio o relatarte do Sr. director das
obras publicas, havia de adiar ah, que a obra que se
pretende effectuar em bem do municipio de Goian-
na, nao he a da abertu ra de 7 leguas de rio, como o
nobro depalad disse ; he apenas o mclhoramentc e
escnvasaoUa parte dorio, que va do ponto chamado
., -.,-.. ...u=u, uuc, .ijnM.tr, nao sanenao como ^""v pane uo rio, que vai do ponte chamado
dizer ajustada ama conta, sem se reconhecer Bocea do Jacar,a cidadedistaucia quo depois de
aberlo o rio, nao pode exceder de 1,100 brasas. He
para este melhoramento que me pareee que a quan-
lia de 50:600 rs., nao he lo pequea como parecen
ao nobre depdtado.
O rio a que o nobro deputado se rotarte, de 7 le-
suas de extensao, nao ho o rio chamado de Goianna,
moque, peio contrario, quando ella foi aprsenla- ichmu, uao no o rio cnamado de Goianna,
da, procurara maslrar que algum direito devia ter' ho r0 CaPDarh1-Merim, junta com o Traca-
Miltel, entendendo porm que esse direito devia ser nhaem' 1nc furi"JI" esse grande rio, qae vai desem-
averiguado. e onu rnnvinl ..m._____ ____. bocar na nraia de Carne dn Varra iim.ii_______
. -----t^ 4sbu..cl,u uctid ser
averiguado, e que fonvnha e'flxnsse o quantum
delle, pois que, reconhecido como eslava, que elle li-
nlia .trabalhado, seguia-ro claramente qae devia ser
remunerado ; mas que' propondo-s* fosse a quanlia
marcada pelo presidente, esta nada fez, c devolyendo
de novoo negocio mandou que a conta fosse ajustada
na assembla.
t Finalita dizendoqoe do exposto nao pode concluir
sen* com urna observacao, qae comprehende a to-
do, observas taita pelo Sr. de Cormeneim, o qual
tratando das discussoes e maneiras de encarar os ob.
jectos ein casos desla ordem, observa que sempre le-
vamos'para ellas as boas qaaldades e os defeitos das
nossas profissoes, tendo elle orador reparado que ste
principio de-Mr. de Cormeneim he maito verda-
deiro. /
Or. Sigueira Cavalcanli:~Este parecer da com-
miaaao he tao simples, que nao sei para qne esta dis-
cutaao. A assembla remelleu esta negocio ao pre-
sidente da provincia, para este conhecer l direito
ounao direito do pelicionario; o presidente reconhe-
ceuqnc o peticionario tirina direito, ea commisso,
a quem ter sabmcUido este negocio, approvoa esse
reconhecuBnto feilo pelo presidente, e procedendo
si.m, na tinha mais a fizerdoque enviar o negocio
. comm,o de fazenda, par. marcar quantam desse
io. km o qae acommiM,, fn. g, ^ 0 ^^
clTs-l3 l f ,0e P'recer deve lr ""
Tir JoTp i*0 B81enda' e acasa*^"
te por .acompleto, visto rao ,er ^
qae devepagar-scao peticionario. Q
Vai mesa o he apoiada a segninle emenda:
Volle o parecer. commao de petic,, para
' Zp^!^q"dtb"','w-**--
OSr. Paes Brrelo entendo com o precedente
- f --.a or Um
porecer deBnitwo;e nao remeltero Degodocomms-
ao prorineiaiMW^.eoeo. bocar na praia de Carne de Vacea. O mellioramen
to projeclado, limita-se, pos, aessebrasode riomor-
to, que lie verdadeiramenlc o que tem o nome de
rio de Goianna.
Os dados que tenho de offerecer ao nobre deputa-
do saoosseguintes : consslindoo principal Irabalho
em escavasOes e alcrros, montam estes a um volume
total de 4,997 brasas cubicas, cada urna das quaes
esta oreada cm 4S00 rs. sem transporte. Se o nobre
dpulado, attander bem para esta preso, ver, que
elle ngo he exiguo ; he maior do que que aquelles,
que se costumam marcar para as escavares e ator-
ros as estrada, sendo a razao disso, porque o haver
mais facilidade uo trabalho desles do que naquelle,
que he feilo algumas vezea, ou em terrenos lamosos^
edemais dependente ainda do invern, das endien-
tes do rio ele. Commumenle se d para as escava-
res e aterros as estradas 3S00for brasa cubica ;
no entonto que para a, obra do rio do Goianna, como
.disse, deo-se 4800, o que importa nma differensa de
1300 por brasa tabica, e >em pensado nao ho pou-
co, nem tambem he de mais ; .porque alm das ra-
zies que acahei de dar, o que mostram que o traba*-
Ihoallhe mais penoso, acresce anda que sendo
urna parte delta enmangues, expoem-se as pessoas
que o fizeram a apanhar ceses, que em certas qua-
dras all se dcsenvolvem.
Quinto ao preso dos transportes, que se elevam des-
de 5 bracas, por termo medio, at 100, esl calcula-
do do modo seguinte : para.urna distancia media de
j brajas o transporte he de 520 rs.; para urna de 10
brasas iede 800 ; para a de 20 he de 1100 ; pasa a
orador, que a coramissao de.pelicSo oeve. Z <>e to,. ella, anda por ^seS^S, que juntos
!mecerdennitivo,euaoreme!teronedo4^JL JT'" da "^ de ,l"em"S' qa he neCes8ari0
margens do rio, sobre as cambias, e oulms despezas
engenheiro se dignou responder as interpella5es
que Ihefizem urna das sessoes passadas.
O nobre dcjmladK hade saber, por isso mesmo que
mente tranzilaveis ; tambem nao hade ignorar que
cm razao deslas circunstancias, e do muitas outras
que he escusado enumerar, as molestias naquelles
lugares sao frequentes, principalmente na eslasao
fria. Ora perguntarei: he possvcl achar quem quei-
ra emprehender trabalhos hydraullbas cm urna se-
melliaute localidade 5, ou 10 rs. por brasa cubi-
ca Creio que nao. Se para a factura, ou empedra-
mcnlo das eslradas terrestres se tem oreado a brasa
cm 9J000, e mais ; e se nao obstante islo appareccm
constantemente reclamasoes dos arrematantes, como
se pode conceller que para o pagamento de um tra-
balho penvel, qual o que tem de ser feto dentro
- --------------. 4----- ., a v>|f. itmu
publica daquella comarca tambem lhe nao lie favo-
ravel, como o honrado membro talvcz nao ignoro ;
por isso disse eu em outra occasiao, quo cumpra re-
forma-lo, pois que a nao ser assim a obra nunca acha-
ra arrematante.
Concluo aqui, Sr. presidente, lembrando a cma-
ra, que por motivos, para os quaes ainda nao acliei
explcasao, a estrada" do Norte uenhum progresso
lem (ido em comparasao as outras ; pelo quo repu-
lo do mais alto interesse, que se cuide quanto antes
em aprovelar, e desenvolver os recursos nuviaes,
fazendo-sc expressa mcns-lo no artigo que se discute
do melhoramento do Rio Goiauna, que como tenho
feilo ver, he a lodos os respeilos de evidente vanla-
gem.
OSr. Jos Pedro : Responde ao precedente
orador.
O Sr. Mello Reg: Continuo a fallar uesla dis-
cussao, porque nao posso deixar de entrar nella, c
princparei'por declarar, que nao concordo com a
opinao do nobre deputado que acaba de tallar. Se
no artigo que se discute nao for mencionado o ro
Goyanna, eucntendo que o governo no pode man-
dar fazer a obra d'clle, c [.ara assim peusar ttuho
urna razao.
A le n. 286 qne rege a repartisao das obras pu-
blicas, diz que quando a assembla provincial nao
designar as obras pelas quaes deva ser gasta
a quota que ella volar para obras publicas, far
o presidente a dcslribucao dos fundos, procedendo
proposta d.t dirceloria. Ora visto que a asscii.la
determina no artigo quaes as obras que devem ser
na
_.---^ ...,^ y"" j jyav- -i c jvu pi vi;iiu iiiici
venrao que naturalmente nasceu da voz doprimei- algam i indemnisacaoqae pede, porque nao estabe-
nemrPnn,flr^'L1,8e,l f*"" ** raa8e"'e, leceu a companhia lyrica, e desta opiniao foi a mes-
taria Vt:J T ,0mad Crp a Mb9r e fan- ma directoria d0 ,healro- I"" >oi ouvida pela
tana de cada qual que se compraz recebe-la. presidencia acerca dessa preteucao..
IZ orta?onPa?CKPlC? 3 fa,cU',adfe!am "Ue Passemos a*aa fte que o empre-
rouanaem Z ? P 7 "" Cm iarioaPPrenla Pa <""er a iademm'asao. O em-
.Sr^a^ P- fcg. que tem feto muitas desbeza,, p^ra
procurado '-
x------ poro thealro no p propro satisfazer as conveni-
o mais-simple, esclarecmento acerca encas, eo, gestos do publico, e que udo estas de -
'- pezas avultadas,e excedidas d.subvencao, que lhe
he dada pela provincia, tem tambem direito a ser
indcmnisado.seuao pelos prucipos de jnslica, como
-^lle ha pouco pretenda com a sua colebrna inter-
razao porque nao he de opinao que se a abra urna
tapagem amigamente feta no rio, e que fez mudar
p seu curso, visto ter tal obra de montara quanlia
tao crescda quo do certo o governo a nao far.
O Sr. Brandao*;Bu nao temara a palavra, se
a voz do nobre deputado o Sr. Jos Pedro nao fi-
zesse tanto peso aesta casa ; sua poss3o elevada co-
mo chete de urna repartisao importante, sua tonga
pratica dos negocios pblicos, ludo coucorre para que
saas palavras causem impresslo, principalmente
quando se trata de orsamento, e pois pensando eu
^r.:= z&zzxzzszsi
que procjirou aecusar-me de fazer eu todo o esforco
peto melhoramento do rio Goianna por ser lilho d'a-
quclta comarca, dando expressameote a entender
que a obra qae se tem de fazer nao merece a impor-
tancia qae en lhealtribuo, nao devo ficar silencioso.
Senhores, sou fllho, be verdade, da comarca de
Goianna, eqoandos esta circumstauc.a me deler-
minasse a promover os seus melhoramenlos, seria
sto sempre louvtvel, e d'ahi nao me poderla (resul-
tar dezar algum; mas nao he nqieamente o amor a
localidade em qoe nasci, porm tambem o vivo iote-
resse qne tomo pela grandeza, e prosperidade da nos-
sa provincia, que me lem determinado a alsar a voz,
e a pedir a execnsSo da lei de 14 de novembro de
1816. Oulro tanto esloa disposto a fazer em favor
de todas as oulras comarca, segundo as suas crcums-
tar.cias e necessidades locaes, porque entendo que
he do concurso, e riqueza d'etlasque resulla o nos-
so poder poliljco como provincia do primeira ordem;
mas no se diga que a obra, cuja realisaca eu re-
clamo nao he importante, e que deve ficar em es-
quecmento ; porque contra taes assersoes protestara
os actos repelidos d'esla assembla desde 1816 at. o
anno*que fimlou. Tambem sao homem couhecedor
do eslado da comarca de Goianna, que a nao jolgoe
dgaa de ser atlendda na destribuisiio dos melhora-
menlos materiacs e muito me ufano de ouvir o hon-
rado membro o Sr. Mello* Reg parlilhar a miuha
opiniao.
Se a estrada do norte livesse lido andamenlo, co-
mo as outras cu nao insistira taulo pela abertura do
rio mas no estado quasi intransitavel, em que ella se
acha era maites pontos, convem nao abandonar aquel-
te melhoramenlo, que cm todo caso he preferivel a
urna boa estrada terrestre.
Senhores, pens da mesma forma que o nobre de-
putado que mo precedeu; se esta anno nao se tratar
do ro Goianna na lei do orcamento, a consecuencia
cou-
. ,....,..., ,|,., u ,|m; ,em ne g,,,. |C1(0 aenu-0 'iin a ici un ursainenio, a couscqui
d'agua, e no mcio da lama, sejam sumeientes 10000 seri governo entender, que a assembla j nao cou-
porcada brasa? A minha intelligenca por certo sidera aobrad'esserio tao necessara como d'antes,
nao pode admllir scmelhante, orsamento, a opiniao e d'ahi resultar ella ficar em esquecimeftto; jpor
publica d'auuella comarca tamtinm llia n3n u r... tanto se se au&f es mplhnrampnin *&!. .i-
tanto se se quT este imelhoramento, e se o nobre de.
putado dizque elle asta incluido no artigo, que du-
vida pode haver, em fazer-se delle mencito expres-
sa? Em face do que fica dito, confio que a cmara
admiltir a emenda que tve a honra de subjeitar ao
seu Ilustrado criterio, e patriotismo.
jV O Sr. I'aes Brrelo sustenta a sua emenda e com-
ate o additamcoto que lhe fez o Sr. Jos Pedro,
observou que o Om do referido addilamenlo nao he
outro seno inutUUar a medida proposla por elle
orador.
O Sr. Jos Pedro respndelo precedente orador
e sustenta a sua emenda.
O Sr. Francisco Joao enlende que no artigo se
deve generalsar a idea da emenda do Sr. Brandao,
islo he inclnr-se no artigo a idea do melhoramento
de todos osriosda provincia, principalmente acerca
daquclles, a respeito dos quaes ha .obras preparato-
rias, como o de Iguarass. c barra de Suape etc.
Faz diversas consideraces geraes, c termina.
Tendo dado a hora. '
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
(Discurso do Sr. Figueira de Mello, na sessao de
10 do correnle.)
O Sr. Figueira de Mello : Sr. presidente, eu
.... ...uj pasa .i = ^-...,
de 30 he de lS0O;e finalmente para a de 100 he de fc'las'a ,l'recloria nao pode coirtemplar na dislri-
3?200. Estes presos uuidosaosdasescavasOeseatcr- buiCc de fundos oulras alera das mencionadas no
ros, fazem cora aue cada braca cubica nunro nui orcamento. i r.msiM,,,;.,,,...., _,_ __,- -
.,..- ri------------..".........uocicr- ---------..-o u,s nem uas mencionadas no
ros, fazem com que cada brasa cubica nunca cuslc orcamento, e conseguintcineiile nao pedir quota
menos de 320, nem mais de 8000 ; e a somma do para o rio de Goianna. .
DoT Sr. deputado : Est engaado.
O Sr. Mello Reg : Pos cu digo mais : digo, que
lazer-aenoportoda ciclado, ao dealgomasponlesnas ngo so o governo nao pode julgar-se autorisado a
mandar fazer essa obra, se ella jo fr mencionada,
---------------, a ._,, .,:, uKv<.a -a. ..* va uurn, se ella .mo tur mencionada,
ues como administrssno, cVenlnaw, percentgem em como at nao o deve; pVque c deve entender,
tam, actualmente civilisaro. Bera que seja con
testado por alguns philosophos e moralistas a sna
utilidade, ludavia clles tem sido admittdospor tod
------------.---------------------------------, .~.... va. *>#. i.
os paizes; e sao hoje por assim dizer ama necessidade sas mullas ?
da civlisasao : es thcatros, como diz Mr. Vivicn, O Sr. Figueira de Mello : r- He a dirceloria
ensinao como escota, e fallara como Iribuoa; elles Jim Sr. Deputado : Logo,* he quem" tem .
altam a intelligencta, a alma, eaos sentidos; elles conWr, se asrazOcspelo emprezario apresentadas
rcunem urna mulldain uumerosa que embriaga
pelos prazeres do espirite, pela magia da msica
pelas illusOes da pintura ; elles intercsBo a arle
teraria petas producres que inspirara
que excilam : mas appruvalluo os Ihealros, uo se-
gu que eu esfera dispoato a conceder lodos os favo-
res que quizerem os seas' emprezarios; e por -iiso
pejo, que me nao consideren) inmigo dos Ihealros
as observasoes que vou fazer contra a indemnsaso
pedida pelo aclual emprezario do thealro da S.Izabel.
Sr. presidenta no pouco lempo que tive de exami-
nar os papeis.sobre que versa o parecer da commis-
sio,ea lre exactamente a mesma conclusao que ti-
rou a nobre commisso de fazenda e orsamento para
indeferir a pretensao do emprezario, que me re-
flro, e he, que nao incontrei amasTaz5o,que pos-
sa provar o seu direito a tal indemniac3o ; e por is-
so adopto inteiramente o parecer da nobre commis-
so quando quero que seja indeferida a mesma pre-
teucao.
Sr. presidente o emprezario do thealro, para poder
obler a indemnisacao de seis contas de ris que pede
a esta assembla, appresenlou um argumente e om
tacto ; o argumento he\> seguinte : diz elle que sen-
do obrigado a ler nma companhia lyrica, para tej
direito essa importancia segundo sen contrato jnl-
ga ler salisfeito seus deveres apprsentando um cor-
po completo de baile, porque em sen entender nao
se pode entender por companhia lyrica, smentfc a
companhia de canto. Ora, Sr. presidente, urna sc-
melhante inlcrpetraco do contrato, quando as suas
disposises sao expressas e clara me parece Inteira-
mente improcedente, e direi mesmo ridicula, e in-
digna de ser aprasenlada esta casa, porque basta
que ns sainamos ler o contrata, e tenhamos a inte-
ligencia- necessara para perceberms o que nclle
termos para concluirmos dahi, que o etoprezario
eslava obrigado a ter urna companhia lyrica.se quera
receber esses seis contos de res, e que companhia
lyrica nao he o mesmo qne corpo de baile. Para
tornar mais saliente a argumentaso do emprezario,
e mostrar sua improcedencia e fraqueza, em vis-
ta do conlrato, qae elles fez com a presidencia, |eu
passo a ler algons trechos de sua representasao (t):
Ora, este ho o argnmealo que nos aprsenla o em-
prezario ; entretanto, qne se ns lr-mos o contrato
veremos, que ahi se faz expressa dstincsSo entre
corpo de baile.e companhia lyrica.e tal foi o'escrupu-
lo, que neste assumplo se deu, que no artigo 10 do
conlrato se marcou o numero e qualdades dos can-
tores, como a passo a mostrar pela sua leitun {l):
Ora a vista de scmelhante disposisao, tao expressa,
tao positiva, nao be possivet nunca sappor, que de
boa f se enlcnda, que acompanhia lyrica, quede-
va existir no thealro, he o mesmo que om corpo de
baile, oa quo foi poreste bem substituido em certo
lempo, somenle porque assim approuve ao empre-
zario.
Sr. Presidente,en teratalvezannuidoa que secon-
cedesseessaindemusacaose por ventura o empre-
sario fosse autorisado peto presidente da provincia,
ou peta directora, fazer substituir a companhia
lyrica pelo corpo de baile, porem semclhanle autho-
risasao nao se deu, e como a inlerpetrasao dos con-
tractas dada por urna das partes infelizmente nao
pode obrigar outra parte. Segue-se que se o em-
prezario dorante certo espaso de lempo den repre-
zentasoes de bailo, ou mesmo reprezenlou no mesmo
thealro um corpo de baile, e elle o fez por soa ra-
pio a execular-se desde oprimen-oda setembro de 'para soccorrermos a imprudencia ou presidencia
I8j3, devo o emprezario coutnia-ln noln. ., .1. ,i~, ..______..._.-. .. .
1853, deve o emprezario conlinua-lo. pelos raezes de
tnao, jonha, julho e agosto : ora todo o mondo sa- ijn
be .qae desde, o mez em que estamos at essa
poca, he que o"thealro he- mais frequentado,
porque hc.no invern, segando sou informado, que
o thealro di maiores lucros ao seu emprezario, por
consequencia s pelo lempo decorrido, nao podemos
saber, se lioove ou nao deflicil. Compre prtenlo
esperar, qae acabe o lempo do contrata, para confs-
cennos, se l.auve ou nao esse deflicil, que se preten-
de indemnisar.
Sr. presidente, ouvi dizer, que o emprezario tinha
feto grandes|despezas com o guarda-roupa do thealro,
pinturas, bastidores, efe, visto que nada havia em
contrario. Esta allegasao porem nao se acha tam-
bem provada de modo algum ; e se a memoria me
nao fallia,'parece-me que lano os relatnos dos pre-
cedentes admiuistrapores de provincia, como mesmo
inrormacOes particulares a esse respeito, sao onisonos
em declarar-nos, que se liaviam feito grandes despe-
zas com esse guarda-ropa, com essas pintoras. Por
consequencia emquanto se nao demonstrar a impor-
tancia dessas novas despezas, eu eslou persuadido,
que nao pode ser-nos allegadas] para concedenrios a
indemnsaso pedida. Nao ouso senao assersoes, e
nada de provas.
Sr. presidenta, para demonstrar ainda que nlo
houve esse dficit, eu observarei quo pelo novo con-
trato, bem que se diminuase a paga exigida pelo*
camarotes, dahi nao resullou prejuizo ao empreza-
rio e sim manifest lucro, porque u, fim dessa dimi-
nuiSo foi fazer com que o publico achando os ca-
marotes mais baratos, podaase concorrer mais fcil-
mente. He principio de economa poltica, qoe todas
as vetes que a mercadora barateia ha tambem mui-:
te maior procura, pois que a procura esl na razao
da baraleza do genero : por consequencia i vista
desta diminuido do preso dos camarotes, o publico
deveria ler afflnido para o thealro, muito mais do
que tinha feito em outro lempo, em que o prero era
maito maior, e qae portento maior receila devena
dar ao actual emprezafMrwmfrindo acreseeutar i
consideracao o seguint e vem a ser que, durante a
administrasn dos anlerfoTft'eri'l'lfeiarios quem que-
na ir ao thealro, va as representases sem pagar
cousa alguma, porque assista nos camarotes de seas
amigos, all passava a noite, sem pagar nada; mas
hoje, por urna das condircs do contrato, teda a
pessoa qne passa das portas do thealro para dentro,
he obrigada a pagar 1, e nao dever semelhante
obrigasao ter augmentado maito os rendmentos do
emprezario ? Talvez que o Sr. Carvalho, qae tam-
bem foi em emprezario dojlheatro, nao teria soflri-
do prejuizos, se durnle seu lempo livesse gozado
deste beneficio. '
Finalmente, Sf. presidente, como se poder pro-
var qyp com eflelte so deu es,e deficil, se o mesmo
presidente da provincia no seu relatarte nos diz, que
vista da consignasao que esta assembla havia dado
la.
por seu proprio Interesse, e nao pode ter direito
- --------ana--------.
pelracao, ao menos pelas regras de equidade. w..WRuimcnn:ic u ucuuum uuaamemo ua preten-
Sr. Presidente, para que ns podessemos conceder ^ do emprezario, bastara que se me apresenta-se o
essa indemnsaso por principio de equidade era de "'c'Oua dirceloria desse temoo: nnrima entSn mi
necessidade," que o emprezario nos aprezenla'sseaqui
a conta dctalhada da receita e despeza do theatro, a
fim de que ns soubessems al aonde chegaram os
m ---3----------o------- jhh (-ang, c
como deixou-nos sem a menor informasao, para co-
nhecermosse elle realmente leve oa nao essas perdas
e prejuizo^ que allega, parece-me que s esta coucii
deracao bastar para demonslrar, que nao esl pro-
vado esse detlirit, a que se refere o emprezario, fun-
dado sobre o qual pretende elle btcr essa indemn-
saso.....
Um Senhor Dpulado: Est provado ua cons-
cienca publica.
O Sr. Figueira de Mello : En n3o digo por
ora, quo nao existe o deflicil, mas somenle que o
----------" at **-*-f -* OUI1II-
nistralivamente, porque para se provar esse deflicil,
devia apresentar-se-nos a conta de receita e despeza
do theatro, e isso se nao fez. Ora se acaso a escrip- ^ie ,er coa,ra mim, antes demonstra a impruden-
cia do emprezario.
Continuando, eu direi ainda que o emprezario er
urasSo dos lvros de receita e despeza do thealro,
livesse sido feta de um modo regular, que difical-
dade, que embarasos poderara haver para que deltas
se extrahisse essa conta, quem da boa f qoizesse
obler desta assembla nma iodemnisasaode seus pre-
juizos? E como dando a falla dessa conta balan-
ceada dos rendimento e despezas do theatro, pode-
remos ns tirar dos cofres provnciaes seis cont,
parada-Ios ao emprezario, somenle, porque elle
alega prejuisos,sacrificios, e se diz aqu, elles estao
provados na consdencia publica ? Por tanto, Sr.
presidente, nao estando provado o defflcit alegado
pelo emprezario do theatro, entendo, qae nao se
deve annuir a sua pretensao.
Agora, Sr. presidente, passarci a dempastrar ama
segunda these, que ainda me fortalece nessa opiniao,
e ho que nao existe esse inculcado defiicil.
Sr. presidente, para provar, que nao existe esse
defiicil, na receita do theatro eu me servlrci do con-
trato, everci se satistailas as suas condisOes do contra-
to, poderte elle ler.ou nao lagar. Pelo contrate, o em-
prezario era obrigado a dar apenas 43 representasOes
durante o espaco de 7 mezes, ou 6 representasoes
por mez : lodos os contratos pois, todos os engaja-
mentos de artistas que fizess, deviam referir-se a
esse lempo, mas o que fez o emprezario ? Fez con-
tratos, que se referiam a um anno, obrigoo-se a dar
representasoes durante o espaco do um anno, e com
artistas engajados por esse lempo, e portante, em vez
de 43 representasoes, que devia dar durante o espa-
to de 7 mezes, o emprezario passou a dar 96 por an-
no ou duas representasoes por semana. Ora se por
ventura emprezario se livesse limitado a cumprif
o que estipuloo em seu contrato, poderte haver esse
deflicil? De modo algum. Supponhamos porem
por ora momento que houve esse detcit de seis con-
tos de res, como se refere a todas as despezas do an-
no,e a provincia somenle se comprometa pormelade
das representaroes, islo he, somente durante 7 me-
zes, segue-se quo a sua importancia deveria correr
por tonta do emprezario, e da provincia, islo he, que
a provincia rnente deveria pagar melade delta, tres
contos de res. Como porem o emprezario por sea
contrato era tamem obrigado a certas condeses one-
rosas que nao salisfez, e por consequencia revertern)
em seu favor as quanlias qne devera dispender, se-
gae-se que tal deffidl tem desapparecido. O empre-
zaria era obrigado a dispen'der at 600 rs. com pre-
mios a dous dramas originarios brasileiros, que devia
fazer representar no thealro, eessa despeza anda el-
le nao fez. Elle dejia igualmente crear nma escola
pralica de pronuncia porlugueza, o de declama$o ;
nada disto elle fez. Devia dar um beneficio para o
hospital tle caridade, pelo artigo 7 do'contrato, e
tambem nada disto fez.... *
Um Sr. Dpulado: O anno anda uo acabou.
examinarmos bem a mancira, porqne o_ emprezario
lemeumprido as suaBobrigases.lalvczpossamosainda
achar algum caso, cm que elle tenha incorrdo em "* 80CC,om!da P/"'-. "a imprevidenc
multase que entretanto ainda lhe nao teram imnnT- -mP^'". h contrata .com a fazenda?
multas e que entretanto anda lhe nao foram impos
tes. Por consequencia nao lendo elle salisfeito a es-
ses deveres impostes polo contrato ; e havendo-Iho
dahi resultado um lucro, esse lucro compensa exac
mao desconbeso as vantagens que os Ihealros pres- stippuz exislir.durante o'espaso de 7 mezes, em que Mn^to^ada "or ^L*^* W^
tao. actualmente civilisaca-o. Bem que seja con- elle devia funecionar no thealro. oor canta ,te ,e 11u! ..P "Jaulorj,lad= "Pe"o
- '*') vm j-v
elle devia funecionar no thealro, por con! de seu
contrato..,.
t Sr. Deputado: E quem tem de impor os-
de
~ -....."".-"=" pc-iu otnprezario apresemaoas, oemosseus negocios e temar talas as informasoes
m para nSo,cumpru- o seu contrate nessa parte, sao oa precisas, para que nao se comp-umeilam em empre-
e nao valutas. /...___....__ .. .'. .. __ ,i.!,.3..
li- O Sr. Figueira de
- industria que tem havido livor, i
pelas emprezas que alentara, e a poltica pelos .sen- que o termo final do contrate, ainda nao chogou, por
tmenlos que fazem Dastr.ou por toda, tu pux.es que tendo sido celebrado em julho, e lendo princi-
... .i. .----------------------......-. ..^.aumubkcontraa nem, ou mal, na iupposi-
para o thealro, e em attensao ao gesto da popula- cao de qae a assembla vira em soccorro de seus pre-
sao he qne toram formuladas as condisOes do con- J&izos.
trata que o emprezap se sujeou? E para que Sr- presidente, se estas razos s por si me paw-
seja mais compruvada,eu lerei a parle do relatarte, *" serembastantes, par convencer-uj de que o
a que me retiro; ei-la Julgando-as mais ou me- emprezario nenhuma razo, nenhufa. fu
nos deficientes ( ascoflafcOes offerecidas por varios em para pedir, e obter tal jadead >, r*-
concarrentes), ordene! a .commisso directora do promelldo agora locar u"urna ultima es
theatro, qae vista daqueas propostas e altenden- a ser, que na minha opiniao os thealro*
do as. torcas da consignasao e o gosto da populasao, comderadoscomo municipaes e nao coi...
formulasse as bases do contrato da empieza, para aes; ecomo quem goza do theatro, sao os hablan-
serem como foram o.Terecidas a competencia, etc. 'es do Recite, e nao a provincia inteira, parece-me
" vista de taes palavras he indubilavcl que todas que somente os habitantes do Recite devera concor-
despezas ,que pouco mais ou menos se deviam fa- rer para suas despezas. Os habitantes da provincia
zer com o gnarda roupa, com o scenaro e conser- j concorrerara quanto era bastante para a edifica-
vacte do mesmo theatro, etc. foram previstas peto sao do theatro; j lhe deram por tres annos avulta-
governo e pelo emprezario, e que o emprezario nao da sobvenSao: agora o mais que fr preciso deve ser
pode allegar de nenhum modo ignorancia a este res- cusa da raunicipalidade do Recito e de seus hab-
peito, quando se encarregoa de dar-nos representa-
soes thealraes, e para provar esta minha asserrao e
conseguintemenle o nenhum fundamento da preten
-----------^.m,ralp,, |l4u<. Cu.a ou uussas municipalidades eslivessem organisadas
podena mostrar que tedas essas extraordinarias des- deviam estar, esta despeza era toda municipal,
pezas, que o emorezano atiesa nara olitcr a indpm- n o_ n___.._____ .' .
pezas, que o emprezario allega para obter a indera
nisas.o tarara previstas pelo seu contrato, e nao sao
a causa desse deficil, que se figura gratuitamente.
Sr. Presidente, agora resta-me anda provar que,
se houve dificit, esteve esle fra das previses le-
gaes, ou do conlrato, tai todo proveniente ou todo
lilho da imprudencia c imprevidencia do empreza-
rio, eque ns neste caso,nHo devenios vrem socor-
ro dessa' imprudencia ou imprevidencia, sem ofien-
dera todas as conveniencias publicas.
Um Sr. Deputado : Isso he qae he preciso
provar.
O Sr. Figueira de Mello: Em ve de 43 re-
presentasoes, deu o emprezario % ; qoem o obri-
gava a dar lo grande numero de representasoes ?
De quem procede o excesso de despeza que dahi
proveio ? Do empearte.
Um Sr. Deputado : Esse argumente lem duas
ponas.
O Sr.'Figueira de Mello : Esse argumento nao
obrigado a dar mentalmente duas represeptacoes de
dramas novos de 3 5 actos, mas bita levon a scena
quatrooucoco.muiloapparatosos. Sobre quem pois
deve recibir a despeza de semclhanle procedimen-
to 1 Sobre o emprezario. O emprezario era obri-
gado a dar 8 beneficios, sement durante o lempo
do seu contrato, mas consta-mc que deu mais e
conseguintemenle que fez mais despezas do qae de-
via, e roostroa que ca sobremodo imprevidenle...
Um Sr. Deputado : Quantos beneficios deu ?
O Sr. Figueira de Mello: Nao sei; mas sei
qae deu mais do qoe o numero a quo era obri-
gado...
Um Sr. Deputado : E nao lhe consta o intuito
porque ello deu ?
O Sr. Figueira de Mello : Nao sei ; mas sei
que fez maiores despezas do que devia, e que so-
menle por cansa deltas, he qne nos pede ama in-
demnsaso.
Ora, pergunlo eu est demonstrado qu% essa im-
prudencia, on esse tacto do emprezario, fosse feito
nao para promover o seo interesse, mas em para
perda? porveijluraquando as condisOes do contrato
eram tao expressas, tao conhecidas pelo emprezario,
nao devia elle obrar de modo que nao livesse pre-
juizos? Pode suppor-se que alguera marche cora cer-
teza a urna perda certa, nao lendo a convirrao de
que hade ler nma iademnisasn, quo ninguem nes-
le caso lhe poda proraetter ? De certo que nao ; e
portante, se nao he possivcl nunca suppor-se que o
emprezario pudesse citar vendo seus prejuizos equi-
zesse caminhar direito sua perda, nao devoremos
ns pelo contrario sappor, quo elle ludo fez pete seu
proprio interesse, e que desses seus actos lirou todo
o lucro que poda tirar ? So assim, porm,nao he,
qual o motivo pete qual o emprezario deixa de nos
apresenlar a conta da receita e despeza do theatro a
seu cargo*? qual o motivo, porque nos nao habilita
a poder avallar se houve ou no prejuizo ?
Senhores, todas as razdes, lodos os motivos, lodos
rcmiuro!,, moas as razoes, toaos os motivos, loaos [Nesle nterin) fqi o Sr. Dr.-Tlclw de Oliveln
os inslinctos do emprezario e de lodos aquelles que substituido pelojjf. Dr. Ribeiro, o qaal de nov per
se entregan) a emprezas desla ordem, os induzom a guntou ao referido proprietario desta folha, se rata-
promover seos i nteresses, o eunao posso suppor que ".re!'l'di'!.!.0.,."af j12ta da 'raPfssaoda' Bilatis-
smente,o aclnal emprc7ario marchasse de proposi-
so sua perda, e esquecesse de proposito os seus de-
sejos de lucro, principalmente qnando, como disse.
ninguem lhe poda dar certeza de obter essa indem-
nsaso, porque ella dependa da assembla, e elle rHTln,J'10 pela pre,idJ?,cia ?
.i!L_3aii j- j *. ur. Jos boares do Azevedo para rever a dita Esta
nao tinha salisfeito as condiCoes dosh contrato... tist.ca e presidir sua impressao; e procurando elle
f-m Sr. Deputado : Est incurso em algum sopprfr alguma das muitas tacanas que exisliam na
artigo do cdigo criminal... obn, e at corrigir e uniformisar a ortosrapha, leve
em artigo algum do cdigo criminal, mas esta incur- corapostas varias paginas.
so na penada nao poder obter essa indemnsaso, "_____
que o nobre deputado quer dar-lhp.
O Sr. Figueira de Mello : Finalmente se ns Sr" ,residen,e' c" 1uero saPPor 1lle llomem foi
aminarmos bem a mancira, porqne o emprezario ,mPradcnle eimprevidente na drecso da sua em-
preza, e que fez despezas loucas, devemos ns vr
em soccorro da imprudencia, da imprevidencia de
Por
- ,or, quo fosse
cm prejuizo do emprezario ? Do nenhum modo.
imo, pois, havemos de vir era soccorro da impru-
dos emprezarios, muito tataes serao as conseque
qoe dahi resultarte : l., qnando se quizer por t
quer conlratoem arremataso. apparecero Coj^H
concotrentes, que ae gaerrearo mutuamente
quello qqe quizer ficar com a arrematacBe, ha de ne-
cessariam'onte apresenlar condisOes mais favoraveis,
e ser necessariameote o preferido para fazer o con-
trato ; mas dentro de pouco lempo elle vr diur-
nos, qae foi imprudente e imprevidenle, qa nao
examinou o negocio, por todas as saas faces, e qae
tem direito a urna indemnisaro. E pode islo ser
onvenienle?
Sr. presidente, ea citare! um taclo, que prova mi-
ijha assersao,"esfaso-o com alguma dificuldade ou
embararo, porque refere-se a uro objecto, que me
interessa. Eu tive a infelicidade de engajar-me a
fazer um ensata de estalistica civil desla,provincia
este ensato foi apresontado, e devendo ser mandado
imprimir, o Sr. Ribeiro quando presidente da pro-
vincia, em marso de 1852 mandou por em hasla'pu-
blica a impressao da obra, mapii ; exigi 3:600J
"., pela impressao ecomprometlia-se'ingtealadtMi
tao de 12 mezes; o seu contendor porm querendo
repelli-la exigi smenta 3:200 rs., e obrigava a f?.
zeraobradenlrodelO mezes. A presidencia em
vista destas condisOes mais favoraveis, pelas qoaes
diminuiu-se no preso 400 rs., e no'prazo dous me-
zes, deua impressao pessoa que as propunha.
que porm succedeu depois? Al hoje, que sao pas-
sados dous annos a obra nao tem sido impressa, e pa-
ra se desculpar o arrematante ou jmpressor das obras
ha da neressariamente ler allegado dfflcnldades,
despezas imprevistas, cousas a que elle nao tinha at-
lendido etc., o qoe he porm cesto he qae a obra at
hoje nio tem apparecido, e quem sabe, se elle nio
vira ainda pedir urna indemnsaso? (1)
. Ora islo'he o que ha de acontecer sempre, ha. de
se por fim pedr-se i assembla urna indemnsaso,
e oresuHado deste syslema ser virenr os cofres p-
blicos em' soccorro da imprudencia e improvidencia
dos particulares que com elles contrataram? Foi islo
exactamente o qoe aconteceu ao emprezario do thea-
tro. CornnnvawtTeSsaTlricmni^^reoatvtrta artis-
tas para o theatro por mais lempo do que pode, d '
maior numero de representarles do que deve; apr-
senla em scena dramas mais apparalosos e despendio-
sos; e quando se lhe reflexiona sobre islo, elle res-
pondeu sem dtrvida: nao tenho medo porque a as-
sembla, me dar ama indemnisaso. O msate*
particulares qae fornecem telendas para o theatro,
lambem veem que o emprezario nao lem dinheirtj
sufficiente para pagar as compras que fat, mas dizem
la comsigo. eu fio, porque a assembla, ha de em
fempo dar urna indemnsaso ao emprezario, e en
serei pago; de maneira qaeconcedendo essa indem-
nisaro a assembla vem em soccorro da impruden-
cia e imprevdencia do emprezario, da dos artistas,
e da dos fornecedores do thealro, a ninguem man
Irada de saber se coalrata bem, ou mal, na supposi-
tantas...
Um Sr. Dpulado:D-lhe a decima, que he im-
posto municipal, por sua nalureza.
O Sr. Figueira de Mello :Sr. presideute, se as
nossas municipalidades eslivessem organisadas como
O Sr. Paes Brrelo :Aonde he que os Ihealros
estao por conta das municipalidades?
O Sr. Figueira de Melo:a Holanda, na Bl-
gica e em todos os paizes, onde ha verdadeiro reg-
menmunicipal: sei que em mallos paites eomo na
Fransa e na Inglaterra, os Ihealros sao pagos pelo
estado, mas tambem ha paizes, a4Bde elles sao muni-
cipaes, e sustentados somente pelos habitantes do
municipio. ^L--^ /
UmSrrDjpt3 diados. '
Oulro'nr. Dirpiilafo|_B thgjro do Rio de Ja-
neiro he muaicipal?-
O Sr. Figueira de Mello:Al certo lempo foi
costeado por urna associasao; depois o governo to-
mn conta delle^
Um Sr. Deputado :Essa associajao, tinha lote-
ras...
Oulro Sr. Deputado:E qoem concorda para es-
ses loteras, nao era s o Rjo de Janeiro.
O Sr. Figueirade Mello-.Essas loteras toram
concedidas depois, mas isso nao obsta a que eu en-
lenda qae essa despeza he municipal, islo he, que o
theatro deve ser sustentado, porque goza delle a qae
se o Rio de Janeiro, quizesse ter theatro, deve sua- '
lenta-lo a sua cusa, e nao cusa de todo o impe-
rio. T> mesmo digo quanlo ao thealro do Recito; se
os habitantes do Recife.flaerem gozar de theatro, as-
sociem-se e fasam a despeza necessara para esse fita.
A provincia muito fez era construir esse theatro, em
dar-lhe urna consignacSoannual; elte|nao deve fa-
zer mais sacrificios.
A'visla deslas cbnsidcrasOes, son de opiniao qae
se indefira a pretenfo do emprezario,ese approve o
parecer da nobre commisso de fazenda e orsamento.
RECITE i DE, ABRIL DE 1834.
As CHORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
a Pode presentemente parecer eslranho, escreveu
?Hn J?"/1?, l? n comevOdeMn memoravel
itinerario, tallar'de volse de perigrinasOes; mas
nesle particular nao tenho a pejb, e desde muito
(1) Reconheeendo o engano.em que tabora o Sr.iic-
putado; julgamos dever aoxliar a'aaa memoria,
visto que reduuda em nosso prejuizo.
Logo qae o Sr. deputado en|tegou o aulograpbo
de sua eslalislica, apezar de exslirem nesta cidade
tres Ivpoa/aphias capazos de o imprimir, foi elle so-
mente apresentado a urna dentro as mesmas jeten-
do os proprielrius della declarado o preco porque
o faziam imprimir, tai esta julgado excessivo pel
presidencia, que, segundo os informaran), mandou
depois o aalugraphn^iara o Rio delaneiro, onde pe-
di'ram pela impressao maior preso do que aquelle
vindo por esse motivo a ficar no p da secrelai
dito aulogroplio al a admrniairaco do Sr. Dr. Vic-
tor de Oliveira. Tomando ento "esse Sr. con'heci-
meiito do negocio, perguntou ao proprietario deste
Diario se tinha vto acaso aquelle manuscripte e
sendo-lho resppndido qoe n3o, fez-lhe remessa delle,
afim de examina-io e declarar o preso e mais eon-
diees porque o podta imprimir. ^r~
Nesle interim fqi o Sr. Dr^-Ter de Oliveira
tica, com algumas modificasoes em tavor da fazen-
da ; e annuindo a essa proposla o mesmo r>roprleta-
rio, lansou-se a escriplura do contrato, e receben o
impressor o autographo, soppondo com razao qae 6
iinliaa imprimir que nelle eslava. Entretamo,
aconteceu que fosse lomeado pela presidencia o Sr.
Ur. Jos hoaraa .1a Aw.unjft ,... -_ as KI.
Mas, se ao autor da Eslalislica fram precisos an-
nos para confecciona-la, leudo .-i sua disposisao os
resstaos pblicos, c sendo coadjuvado pelas autori-
dades, nao ser fcil o#Biilierer quanlo nSo ciistur
ao Sr. Dr. Soares por aquello deixad.is' Km apmo do qne agort avan-
camos. bastar dizer, que, lendo o revizoi reconhe-
cido o'grande Irabalho e talvez mesmodispendioque
llie. acarrelava a sua larefa, recerreu ao actual pre-
TTcncia do emprezario ?
Demais me parece que he conveni
i,iic a poltica e
boa adminislrasao, que ns acostumenios todos a-
qaelles qae contralam com a fazenda a examinarem
bem os seus negocios e temar todas as informaces
tasou contratos, quelhe pdem ser prejudicacs
Mella: Logo, mostra-se, porque s desta maneira nos no taremos dar estabili-
Depois deve-se anda notar dade aos contratos, e evitar que lodos os contratadores
.-v-.^f vvi... ,V9, O O. lid. Muo ----------------
Hps incommodem com pedidos de indemniases?
Se torraos Iodos os das dando estas iodemnisases
* ventura ha alguma condico em seu- contrate, que Jciue .'la provincia afim de",
nao estoja clara, ou cujo alcance elle nao podesse sralilicacao cslipulada. visto acharo mesmo IraB
bemcomprehenderc o obrigasse no teluro a com- superior noque calculara ; ealtendendo S. Exc
',-.-......--------"" ^t- prometlimenlos ? De nenhum mudo fnii i,0 osle recurso, numeoaum arbitro para examinara
lamente a despeza oudetllcit de 3 contos, que eu darp Porvenlun hJJT ', obra c avahar o Irabalho da revizo. O arbilro no-
stippuz exislir .durante o esoaco d.7m.J .______claro. Porventura, houve alguma interpdracao do meado deu o sc.parecer e a presidencia mitc(ia ,0
Sr. Vr. hoareseAzevedo a gralificaro de ltlO rs.
Ora. avista do esposto ninguem dir ceffimente
.peo impressoCda Eilalislica tenha a menor parte
na demora ha vida ua sua impressao ; e dado o caso'
deque cite pedissealgnircrrmlemiiisasao ou accresoi-
mo ue paga, nao lhe fallara para isso razio, pois qne
o irahallio resaltante do enchimento das tacanas da
hslalislica do Sr. deputado, foi urna cousa impre-
vssta peto referido impressor que se ceiebrou o con-
trato, nao sendo o me.-mo imprimir mappas em
brancoe imprimi-los mais oa menos cheios.
Tambem sentimos Irarcr ao pbblico um aconleci-
mentoque devera ficar no silencio dos archivos; mas
temos a sso obrigados pelo Sr. deputado ; e liml-
lando-nos ao punco que fica dito, prometientes to-
dava vollar, em nossa defleza, com o mais qae os
res! dizer, se Unto julgarem tiecessarlo.
Pr




i
V
I
I
i
"* ert!? Tal he eom efleito a orle de todo aquelles
Sm tm pocas de liberlinagem e desenvoltura, arrs-
- a rallar ou serever sobre as cousas da reh-
ace e opersticiosos sao os epilhotos mais
i lina os homens de grande tom enten-
lien-lo; e algn ha, cpela nossa
bindoa mais bella prora da elevarn
^^Bda boa philosophia que o esclarece,
D detdenbosamenle o epitheto de loleiriies e de
nUaceit, no que de semelhante assumplo se oc-
lit. He, pois, misler a consciencia de nm gran-
HaerecineQlo, como o do autor do Genio do Chris-
tianitmo, ou a firmeza de urna creca rellecltda e
bemfaudada, junta ao conhecimenlodas mizeriasdos
criticadora livra, para aSre-nlar aquellas quaKQca-
cSes, e tratar sempre a religiao, querer seus mvslc-
rie, quer em aaas prau'cas, como o assumpo mais no-
ble a mais inleressante de que oos podemos oceupar,
o como aquella de que jamis nos deveramos esque-
car.
No exercielo da nossa humilde tarera, quantas ve-
te Ja afl temo sido victimas da espirituosa e boa
Sent, quemas materias religiosas causam tedio e
aborrecimento. Poi fallar em restas e procisses
nao b eoosa que rebaixa um escriptor, deoola o seu
golo, e comprova a sua inliabilidade ? Pode ser
que assim seja, leitorea; mas haveisde Cer notado
no o nnsso ratrospecto tem foito pouco cato dos cri-
ncotj e aam Ihea dar resposla, ha continuado no mes-
mo rumo tem repudiar aquellas semsaborias. O nus-
lgradaMjtodo; aspiramos .rnente
l'l a> algus^MWatfflos-taro a sombra do can-
.WVS"la*Q 1" ?mos PW^'^'ocipiar am-
ia naje rallando da religiao.
sele dias, foro prcenchidos pela cele-
nratao do actos eom que recorda a igreia a paiiio
e anorte do Redempter du genero humano.
O -mana sania completa no convenio do
sdeb. francisco, na matriz do bairro deS.
Antonio, e na igrejn da Madre de Dos, no recite :
> de poyo que alluo a todos esses templos
umeroiissiroo; e sobre ludo em a noilede quinla
relia lias endoeooas, bem como na de sexta da pai-
iso, olrereceo-ao esta cidade um cspetaculo digno
na contemplacAo. Todos os aclos forao selebra-
) aquelles differentes templos eom a pompa e
ucencia, eligidas por o grande assumplo :
Igioso carmelitas empregaram os seus esforcos
e reeenhecido esmero para realiar as solemnidades
do sen convento ; os franciscanos nao licaram alraz
e tanto un como ouIros receberam os elogios do pu-
blico, que nette. vil bgns siistenl.cufoi do culto re-
ligioso. Na idk\f'n^T
llerente acto u En
presenfa muito eom
prestigio. ,
A proeissoe do Enterro e d Ressurreicjfo esti-
m bellas -e inleressante, cabeodu-nos a salisfa-
o de nao ver eale annn n'aquellas a redicula ca-
rra de guarda, eenturiocs, prophelas e oulras fi-
gura desta nalnreza, queso serviam de convcrler
em burlescos, actos de tanta decencia e gravidade.
Em diversas occasiue, us pronunciamos contra essas
as puerise supersticiosas que lano prejudieam
a religiao ; hoje cabe-nos tribular ao nosso prelado
diocesano os merecidos louvores, por haver atlen-
fj4 is necessidades do cul'o, fazendo por sua ordem
parecer aquellas ridicularias destituidas de fun-
ito. tala podesse-mos igualmente ver cessar
m da o aboto escandaloso que cerlos dscolos
ifunadns bilhoslres. >e comporlam, quer nos
loa, quer na ra ao trausitarem as proclssoes
rando-e aqu chibaoteraenle eom os chapeos
cas, e praticando acola accOes, que tanto
indecorosas e irreverentes, como de oflen-
raoral publica. Arepresso de (3o revollanle
lmente incumbo em duvida alguma ao poder
Unto mais acil nos parece ella, quaoto nin-
oxilio que felizmente nos prestito
l'Antonio olliiciou em di-
prelado diocesano, e a sua
para grangear-lhe. raaior
foednusso cdigo criminal (arligo 280
> bango 191), dispozicOes que recla-
i*Ter* etecucao, para que nao fique-
flos dos bens reaes que nos podem prestar.
f a religiao do estado nao he entro nos urna
cttltativa ; he urna obrigacao rigorosa: ca-
dencia, e guardar o respeilo devido as fem-
igualmenle urna necessidade, sendo a trns-
alo, de ambos eases precellos, um crime policial
misto pelas nossa lejs. Nao deitaremos porem
este ponto, sera clamarmos tambem ainda nma vez
rtraas dislmcsoese prererencias que desgracada-
"praticimemnossasigrejascerlosempregadosou
directores das festa, assim como contra o reprehon-
sivel procedimento de razerem alguna do objeclos
mais sagrados, instrumentos das sua corlcziase ob-
sequios humanos. Os templos sao o verdadeiros
lugares do ni velameuto e da fralernidade chrislaa.
porque na presenca do Allissimo lodos somos peque-
nos eiguaes. ese allcncoese prererencias devessem
naveajrsenao ellas para os que a sociedade considera
como pequeos : Unile prvulos teir ai me, eis o
ejemplo que nos Meo Jess Christo. Motor descnvol-
vimeulo carecera esta nossa reflexao ; mas j.i nos
temos lalvez etcedido, e he lempo da contrahirmo-
nos n nossa larefo.
Nao tivemos nenhum saccesso a deplorar, como o
que se den em a noite de sexla-feira de Passos, na
ponte da Boa-Vista. Desde quinla-leira ao meio-dia
ale a sexto seguinte, quasi que nao transitaran) carros
pelas ras. Agradecemos a polica esla boa medida,
mas devemos confesar que as infracres nao deisarao
de appareccr. Parece que ha um goslo particular
enji infringir as leis c as ordens da autoridade.
No dia 10 do corrate deu-se um Tacto cm Qlinda
que causou all gerar especiarlo : a respectiva c-
mara municipal Irabalhou, segundo dizem, naquelle
dia al a noite. He cousa eom elTeilo que s em ou-
lras eras se viam, mas que hoje passa por extraordi-
naria, a vista do arligo 30 da le do 1 de outubro
de 1828.
Consta-nos que a lliesouraria geral depois do acon-
lecimento relativo ao Sr. Nciy Fcrreira tem estado
em urna especie de crite, sendo os pagamentos mui
tardos. O primeiro empregado chamado para subs-
tituir aquello senhor, foi o Sr. Joaquira Mara de
Carvalho, Ihesoureiro da recebedorla da rendas
internas, o qual, como sabem os leitores, no acto de
lomar coutados correstoveum ataque emi-apople-
tico, em consequenciaB qual toi conduzdo em bra-
cos para casa, e deitodo lugar:o segundo chamado,
foi o Sr. Jos ternaude da Cruz, que aceitando a
incumbencia mus por obedecer do que por sua voli-
tarle, ro depois nomeado contador, e leve de passar a
reger sua reparlicAo, qartambem Reara sem cheie
pela retirada do Sr. Canto Brom; ltimamente foi
nomeado para aquelle lugar o Sr. Manoel Jos Tei-
xeira Bastos, Ihesoureiro do ordenados, que prova-
velmcale o nSo aceitara como os seu antecessores, de
boa vnntade. .0 Sr. Joao Gonialves, inspector da
lliesouraria tem encontrado mnitas difliculdades em
supprirlaes rallas, vito qu ninguem quer um em-
prego que o pode levar eadoa, mesmo sem delin-
quir ; e o resultado do muitos balancn<, entregase
recebimenlos de ttulos, assim como doi noviciados,
lia sido, como dissomos, a demora nos pagamentos, o
que nao agrada aos pensionista do fisco, ou aos em-
preados pblicos.
No dia 12 chegou da Europa o vapor inglez ui-
ama. tendo deludo aquelle continente ainda no
mesmo estado do effervescencia e agilacao, causado
pela perspectiva de urna guerra geral. A rgecab
do celebre ultimtum peto Ctar da Russia, o movi-
menlo das tropa e o preparativo das osquadra3 re-
sumem quasi todas as noticias mais importantes.
Hofltem a noite leve lugar na Passagem da Magda-
lena um rico e esplendido baile mascarado, ao qual
concorreu prodigioso numero do convivas das cla-
ses escolhidas da nossa sociedade. Consta-nos que a
directora daquelle dverlimento desempenhou sa-
tisractoriamente o seu lugar, conseguindo que rci-
nasse sempre a mclhor ordem e regularidadc, de modo
que salnram todos salisleilos pela observancia das
conveniencias que se devem guardar as reuniOes de
nessnas rtklinrl^c a r,iuiUeJ-. A .__... .
BAMBUCO, SEGUNDft EtRft 17 DE ^BRIL DE 1854.

pessuas dislinclas o civilizarlas. A ca9a eslev bri-
llianlemenle adornada, a mesa e o chi foram servidos
eom hmpezae prolusao, e nao faltaram ascommodi-
dades necessanas no recato e bom eslar do bello soto,
que eom a sua presenca dava encantos disfrcelo.
Com laca condites, foi de cerlo aquelle passa-lempo
um hom preludio da Paschoa.
Oulrn baile tambera ma'scarado houve no lliealro
de Santo Isabel ; c assim coro, no da Passagem, nao
nos consta que os mascara sWtccdessem, uem que
appareccsseincidenlealgum lamentavel capaz de oer-
lurbar a harmona enlre os figuranles e espectadores
A jugarmos porm pela grande aluuencia que leve
aquelle oulro, nao devia este ser muilo concorrido
Al as chuvas andaram regularmenle. respeilando
odia de quinta-reir, concedendoum bello luar aos
visitantes das igrejas, e permitlindo as procissOes
transitarem em austo pela ra projccladas.
hinrn,27Un dnranle a 6emaoa embarcasoes, a sa-
Rendeu a alfandega 38:754^218 rs.
IDADES.

**..* B. |
1 ^PSSSSgeS5f-^'
c
W ti
1 a
o f? 1
e 1
o numero de cleilores do scrlo fie sempre ctage-
rado. o Note primeiramenle o senhor dpputado que
o termo de Tacaralu1 d 2G cleilores, e nao 20, co-
mo se ve da tabella ordenada pelo Exm. Sr. Bil,e.
ro em 18 do de selembro de 1852, e que este Ho-
mero nao s nao he exagerad o, mas uem mesmo nao
esla na razao da sua graude popula sao. Note mais
que essa censura podar caber aos povos d'outros
erices, mas ao de Pajeu' lie urna notoria injusta.
Quem conhece o Pajeu" sabe que o seu actual nu-
mero de cleilores esl muilo aquem da sua nume-
rosa populado ; a cada cleilor no correspondo mo-
nos de 60 ou mais votantes; e se acaso uao appara-
ee era cada qualilicacao um numero de volantes
muito excedente ao que deve correspouder aos ac-
luaes cleilores, procede, 1 da Ici de 19 de agosto
de 1816 nao ter admiltido mais do que o augmento
do 5 da eleicao de 18*2 ou 18 ;.2,do abuso que
desta disposijao teem toito as juntos qualifleadoras,
prelexlaudo que se a Ici nao permute senao esse
augmento do 5, he escusado quaiificar mais votan-
es do que os precisos par dar esse numero de clei-
lores. Creia o Sr. dcpulado que tollo eom conheci-
mento de causa, deponho de visto. Um dia o cen-
so do paiz convencer lalvez a todos, de que a co-
marca de Pajeu' tem urna populado superior aos
mais exagerados clculos, que possam fazer aquelle
que nenhuma razao tem para bem aprccia-la. Ao
menos para assim pensar apoio-rae no friudamenlo o
mais irrecusavel, no numero dos nascimenlos e
bitos.
Pelo eonlrario esto oulro pensamento do mesmo
Sr. dcpulado: Alm disto eu nao sci se crendo-
se urna comarca em Tacaratu' nao seria lalvez con-
veniente unir-Mu parto das comarcas de Garanhuns
e Boa-visto, que tombem tem lerrcnps mui arreda-
dos de sua sede, e que ficam mais prximos de Ta-
caratu' ; pareceu-mc mui judicioso, e cu nao sei
se oslando no seu caso toria lalvez oulro lauto, pos-
to que nao no intuito do tozer opposicitoao projecto,
mas sim lo o melhorar. Porque cm vcrdndc o ser
o termo .le Tacaratu' Mvcz um pouco pequeo pa-
ra comarca, e o dever uuir-sc-lhe parlo da comar-
ca de Garanhuns, ou da Boa-visto, nao me parecem
razoes sufflcienles para fazer abortor ou mesmo
adiar urna idia, que, sendo origem de inuilos bens,
Iraz inconlestovclmeule a exiinesao de muitos ma-
les, cuja demonstrasao j me parece estar ouvindo
sabir da bocea dodistincto Pajaucuso o Sr. Pinto de
Campos. Nao descubro diflciildade alguma em po-
derem remediar todos estes inconvenientes depois
que estiver a lei em execuiao, se ao lempo da sua
discossao for sjo impossivcl ou diflicil. Creada a
nova comarca, os seus babitontos e as proprias au-
toridades irao representando, colmis conhecimen-
lo do causa, ao poder competente as necessidades
que convdm prover, para eleva-la ao eograndeci-
mento malcrial c moral de que he susceplivel. He
isso o que vemos lodosos dias, c nenhum legislador
podo jaclar-se de haver sihido de suas maos ama lei
perfeila. #.
Posto islo, se he conveniento augmentar a nova
comarca de Tacaralu' eom parto do.territorio d'ou-
tras, qual dever fornecer esse augmento, Gara-
ubuns, Boa-visto, ou ambas 1 Sendo a sedo da nova
comarca a villa de Tacaralu', conforme o projecto,
em nenhum caso deveria seraccrescentoda eom par-
te da da Boa-visto, por que a freguezia de Cabrob,
que he a que flea mais prxima da villa de Tacara-
tu', he aiuda too distante dossa villa, que haveria
maior inconveniente para os seus habitantes em
cni-la a nova comarca do que deitando-a na de-
pendencia da da Boa-vista. A respeilo, porm, da
comarca de Garanhuns cora quanlo baja quasi igual
distancia, entre Tacaratu' e Buique, que entre esse
povoado 6 Garanhuns, eom todo naovejo inconve-
niente algum cm unir nova comarca esto parte
de Garanhuns. As estreitos relaces, e idnticos
nlercsses entre muitos moradores dos limites das
freguezias de Buique, Faznda-Grande e Tacaratu',
principalmente entre aquellos que sao coniventes
no commercio lucilo de gados do Navio, parecem
aconsclhar a sujciao desses liaficantes a urna s
jurisdisao, embora eom cllcs passem militares de
homens honestos, que nao dcsdenliarao lalvez'a
nova comarca de Tacaralu'.
A tranquillidade publica continua al hoje sem
novidade alguma. A' maravillosa impressao das
m.sses e a actividado da polica devemos a reforme
de costumes de muitos individuos, que raziara publi-
ca profissao dejncorrunodar a polica e os triliunacs
a cusa do socego, honra, vida e fazenda do prximo.
Tem chuvido sofrivelmciile depois da ultima que
Ihe escrevi, eom ludo as lavouras, pelo muilo que
solTrcram, pouco prometiera. Maismodificacao tora
havido no preso dos gneros : o a salubridade con-
linuaaser agradavel'. ( Carla particular.)
ro de mil oilo ceios c cincuenta o qualro. O ofli-
cial archivista, Joao l'almttm filela.
O Dr.'Luiz Carlos do Paiva Texeira, jala de direi-
to chafe de polica desta provincia por S. M. o Iin^-
parador que Dos guarde ele.
Mando aos-esciivnes respectivos fallem ralbado
supplicanle; cumprain. Recito 3 dentado de 185*.
Eu Francisco Ignacio de Altoyde cscrivao o cscrvi.
D.Jei-xera. f
Nada do supplicanle petos meusrois de culpados.
Recifo 4 de marco de 1851. O escriv,1o,Sarama-
Nada do supplicanle pelosmcus ro de culpado.
Recito 4 do marro de 1851.Ettctes,
Nadado supplicanle pelos meus rqis de culpados.
Recito 7de marso de 185*.Altay%.
Certifico nao haver mais cscrivaes que fallem a
presento folha. Recife7 de marcoVdelSSi.__Lu-
cio Candido Pereira de Carealho. ^^
Scnhores Reductores.Lendo no seu cslimavel
Diario de 11 do corren te o expediento da assem-
lencao as difliculdades da passagem do rio, allegar
das na representarlo, por licarera estes como dantos,
freguezes da Vareia; naosendo exacto que asenhora
do engenho Cordciro e seu filho per motivos parti-
culares movessem a polisao que se acha submettida
ao conheCimenlo da assenihla, _como leuho frito
sentir, pois se motivos particulares exislem, estes
estao do lado dos segundos peticionario, que ape-
zar de conliuuarem freguezes da Vanea, allcgam
especioso pretextos, que em verdade nao exislem
con Ira si o atteudendo; finalmenle o cornmodo dos que
CORRESPONDENCUS.
Senhores RcdaUoret. Cousiaudo-me que, al-
guem calculadamente procura marear a minha re-
putocao, afflrmatido nos circuios particulares,, que
eu livera, em nao sci que processo e por motivos
eleitoraes, urna condescendencia, obliterando os
principios dejustisa; venho.cm abono do meu cr-
dito, desafiar a quem quer que fr, para disculir
pela imprensa, quaesquer dos mcus actos como jniz,
certa.de que, se nao aceilar o repto que eom toda
lhaneza provoco, ser lido como vil calumniador, e
assassino da honra alheia.
A inseriao destas Robas, Srs. redactores, sobre-
mancira penhorar ao de Vmc, etc.
Antonio Carlos WAlmeida e Aibuguerque.
Villa de Mamauguape, 7 de abril de 1851.
Wmc.i DE FAJEU.
"-Brti.i,,, ,brU 4, 1854,
TOO acanhado circulo de urna comarca
""Po para manler-se constante
casa, roo deta vet """** ^ Petl Ut
Esl affeclo o conlieelmi
-cia "toprojecToT^rtCrleglS,a'V<>
Uucto social para o. laMuiite, di, t
uou' ...i j._j- -, ""da a comarca
.
Itt no tim jja ses-
.. i*
*>uae ser disculi-
da maior inipor-
de Pajeu', o qual lendo sido propon,
sao do anno passado pelo Sr. Dr. f" nj|
de direilo da mesma comarca, nao '^* ,
raUo do projecto acerca da erecto K '
ce Tacaralu'. ^ <****-
razoes e fUndamefllos era ^o a Ilustre c0,n
*> baaeou o seu parecer relativo essa creara "
a toda equalquerdemoMtoaeaoare^,;
Ufclade e necessidade. Escindo seria poii*
iW0r aecrescenUr-lhe aqui algo majousa : i ,-
domna isso o rnwrao que offuscar o, fluadro mago i-
licamente acabado ; porquanto a Ilustre commissao,
bem como o autor do projecto, conhecendo perfei-
lamcnle o terreno onde pizatu, deram urna evidente
prava de haverem bem apreciado e devidamente
comprehendido as necessidades de -um povo, cujos
interesses ha muito reelamam a iniciaran e effecliva
execucao de urna medida, que, removeudo lodos os
embaracos e. difliculdades expostos no parecer, ser
sem duvida a base da futura felicfdade para ambas
as comarcas. Restrinjo-mc portanto a asseverar que
um indizivel e geral prazer se lia manifestado em
lodos1 os babitontos desta comarca, que de corar3o
desojara a prosperidade do torran que os vio nascer,
e estesjnazcr explica a convierto, em que todos es-
lo, das vantagens que resullam da adopcao dess
medida.
Nlo posso porm deixar de fa^cr nma observasao
ou reparo rproposisao do Sr. dcpulado Mello Re-
g, que, fallando conlra o parecer de modo um pou-
co hostil ao projecto, exprimio-se desle modo : a Po-
de ser anda que Tacaralu nao d'eva dar nem vinle
eleitores; o que nsVadinlra, porque he sabido que
Senhores Redactores. Nunca vecm tarde as
jusUHcasoes, c por mais prolongado qdc seja o echo
da calumnia expira sempro ao levantor-se o brado
da verdade. O calumniador, o mais depravado da
humamdade, cheio de oveja e malvadez, abando-
nado de Dos em um perverso sentido, como diz S.
Paulo, nao deve jamis crer duradoura a sua obra,
jamis crcr indeleveis as negras manchas, que atira
aos outros ; porque a verdade, disse um grande es-
criptor, he como a corlisa, que, por mais que se
procure merguilia-la n'agua, vem sempre a super-
ficie e apparce. Ora, islo posto, vamos ao tocio.
No Uberal Pernambucano u. 300, de 28 de Janeiro
do crrente anno, no communicadoi-A feira da la-
dra caslello da calumnia, onde tanto tem -guer-
reado, onde todos os dias sao ennegrecidas as re-
pulases mais bem firmadas, infernadas as mais
cordatas pessoas, tambem appareceu o nomo- do
Hlm. Sr. raajor Candido Emigdio Pereira Lobo,
cercado das maiores injurias o terriveis impulasOes;
esse hornera probo c laborioso, que sempre viveu
honrado e ndependenle no sera de sua familia.
Esperamos dcsd'entoo que, nao se defendeudo o
mesmo Sr. major pela consciencia livre e sa que
o acompanlia, e pela certeza deque, o publico sen-
sato reverto sempre a calumnia ao calumniador ;
algum de seus amigos, entre os quaes temos a hon-
ra de er considerado, sahisse campo para aparar
os golpes uesse machado vil e alroz que o Liberal
descarrega sem compaia|j, Entretanto, burlou-se
a nossa expectativa, e, lembrando-nos do adagio:
mais val tarde que nunca, pedimos ao dito Sr. ma-
jor os documento que extrahio, em contrario do
que disse o Liberal, e, fazendo a pubcasao infra,
cumplimos um dever duplico, odc deffender o ami-
go, eo de salvar a honra ultrajada. Recito 11 de
abril do 183*. vm Amigo.
DOCUMENTOS^ ,
Termo de audiencia.
Aos Ircs dias do mez de feverciro de mil oilo ce-
ios e cincoenta c qualro, nesto cidade do Recito de
Pernamboco em audiencia que faza o Dr. JViiz reju-
nicipal supplenlc da l. vara, Francisco de Farias
Lcmos, onde cu cscrivao de seu cargo rae achara,
nesla^iomparcceu Joao de Fmitos Barbosa, ediclor
do peridico denominado Liberal Pernambucano,
e disse que nao (inha aulographo algum apresen-
lar, podendo cllesupplicanto intentar as accOes que
liver, e ntraquem llic parecer, devendo allcnder
a que osTaclos referidos no comraunicado assentam
nao na f do cominunicautc, mas em aclos officiaes
que sao tocis de averiguar; pelo- que pode el-
le supplicanle destruir essa ( peranle as autorida-
des quealansaram no paiz: c mais nao disse: do que
para constar mauduu o juiz tozer esto termo em que
eom o edietor se assienou. Eu Joao Sariva d'A-
raujo Galvao, escrivao o escrevi.
Farias Umot, Joao de Freilat Barboto*
Em cumprimenlo do despacito retro, certifico que
do archivo desta secretaria nao existe oflicto ou par-
to alguma da polica, que ndgitc' o supplicanle co-
mo autor d'algum crime. E para que assim o cons-
te passei a presente nesla secretaria do governo da
provincia de Pernamlmco, aos vinle sele de feverei-
bla proviucial de 8, fifliiei maravillad em vista
d'um requerimenlo de diventos moradores do Bar-
balho, pedindo que nao se atienda pretendo do
oulros moradores, que requereram a anneasao
d'uma parte da freguezia da Varzea ao Poro. Es-
lando cerlo que alm dos que assignaram "na pri-
meira representaran poneos mais poderiamhaver na
parle que se pretende desmembrar, que urna segun-
da representosao assignassem cm contrario da pri-
meira, fiquei confundido; refleclindo ainda nao
ser possivel haver quem dirigase assembla pro-
vincial urna prelencao que nao fosse verdadeira e
ahlciiticada. Nao sendo muito penoso esclarecer-
me do facto, nao duvidei procurar lr o referido
requerimenlo dos dirersos moradores do Burbalho.
Conseguindo salisfazer a airaba descupavcl curio-
sidade, laslimei de ver entre os 27 signatorios no-
mes de iudividuos, que por sua tal ou qual posisao
social nao se deviara amesquinliar na trama urdida
conlra a verdade, para consoguirem da asselnbla o
que chama o requerimenlo jMica da sita clcposi-
ftojesem duvida conscrvar^>e>1iia, silencioso se
nao visse. que abi se falla eom desfavor da senhora
do engenho Cordeiro e de seu filho, quem se al-
Iribue por molivos particulares a pretendida des-
membrasao, allegando-se at que por suuestOes aos
seus fore ros, nicos assignanles da primeira repre-
sentosao, sonYam os mais a privacSo do pasto espirW
tnal pelas difliculdades da passagem do rip Capiba-
ribe, o qual na invernosa estar/lo ocrasiona incal-
culavcs males e at perda de vidas, como Re no-
torio.
No proposito de atlcnuar essa imputasao, falsa a
muitos respeilos e exagerada cm oulros,"procurarei
deslrui-la em sua base, abrindo ao mesmo tempo o
raraiiiho aos senhores depulados provinciacs para se
dirigirem na sua delibcraca'o eom aauella imparcia-
lidade, que ass;is os caracterisa.
Para so conhbccr da falsidadc dos motivos allega-
dos nessa artificiosa prelensao, que os segundos si-
gnatorios alcunham dejusta, basto ponderar:
que apenas 5 delles morara na porsao do terreno
que as necessidades reelamam a sua desmombrasao,
W* 'Ui,cs' *V*W disso, assignaram na prinleira pc-
ncao, c que s levados agora por intimidasao da
autoridade policial, cujo nomc figura no principio,
dessa segunda representosao, poderiam rclractar-se
de um modo alias descupavel para quem conhece
o poder immenso da autoridade fra da capital. To-
dava, se difOcollosameule aquelle numero assignou
para sercmas cousas conservadas, como estao, dir
alguemdeboa f, .ue a maiorfuo freguezes da
Varzea e ainda mesmo da portao do territorio sepa-
rado, reclama pela sua conservasao e deseja perten-
cer a nnliga freguezia Certomenlc que nao; pois
apczaric ser muito pouco oque se pede, a maioria
nao he de 5, cija otcede muito a isso. Mas drao
que 27 sao os signatarios da artificiosa rcprcsentacjto,
os quaes reclamara coulra as difliculdades c perigo
de procurarem no Poso o pasto espiritual. He ver-
dade que assim he, masquom cites sgo?
O reverendo Jos dos Santos Fragaso, agente prQ-*j
cipal dessa novidade, que fica residindo fra da di-
vsao requerida ; o subdelegado Francisco de Pau-
la Corrcia d Antojo, morador no engenho Poeto,
por cujas torras nem ao menos loe* a linlia diviso-
ria ; Thora Correia de Aojo, morador na Ilha,
fra da djvisSo ; Jos Estovao Rodrigues do Ali-
jos, idem ; Jos Fernandes Borba,:j|Bm ; Manoel
Joaquira de Miranda, idem ; Josjfhclieco da Kou-
ecca, moradomo Cachang, dem loaquim Fran-
cisco Ribeiro, morador no CachajfgV idem ; Jos
Bibciro da Costo, morador no Cacliang, idem;
Francisco de Paula Costo, morador no Cachang'
dem ; J.uiz de Francfi Rodrigues Roma, fra da
divisao ; Francisco de Paula Nery, fra da divisao;
Joao Francisco Amado, idem ; Antonio Jos Goo-
Salves Taparica, dem ; Joao de Deo da Cunha,
foreiro o Rvm. Jos dos Sanios Fragoso, idem ; a
rogo de Antonio Francisco Vaz, Antonio Jos Gon-
calves Taparica, idem ; Baiilio Elizio dos Santej
Fragoso, idem; Antonio Pinto de I.eao, idem ; a
rogo dos foreiros do referido padre JosTlicardo de
Santo Anna, Mauricio Pereira da Silva, e Filippe
Nery; Manoel do Souza Magalhacs, idem; Fran-
cisco Mendes de Souza BeltrSo, idem. Desla rela-
S3o se evidencia que a mairia oppositra nao resi-
de na parte que se pretendo desligar, o consegoin-
Icmcnto que nao lio verdadeiro o pretexto priuci-
pal do requerimenlo de ser a passagem do cauda-
loso Capibaribe, que incalculaveis nwles tem occa-
siobado e at perda de vitfas quera embarga a
promptidao dos soccqrro espiriluaes. Alm de que,
igual passagem para os povoados Tolos, Pesqueira
e S. Cosme nao tem at hoje privado os seus habi-
tantes destes soccoiTos, o que prova o pouco fun-
damento daquella allegacao, quando verdadeiro
fosse. Se pouco folizes foram os peticionarios uesla
parte, naa menos tombem o foram, quando affir-
mam : mediar urna pequea legua, de bom cami-
nho sede da freguezia, pois nao ha quem igndre
ser a dislaricia muilo maiorpor caminhos avarjados,
de difiicil Iransilo pelo invern, visto como fica a
porcao desmembrada margem desse mesmo Ho,
que lautos prejuizos teto causado na estaco da
choya, o que leni obrigado a alguus desse lado
procurarqm os auxilios espiriluaes no Poco, como
ha pouco snccedeu como portuguez Antonio Jacin-
to do Amaral, om do assiguau(cs da pelicao, o
qual, por occasiao de bapUsar um seu fillio, foi ler
ao Poco pela facilidade e coranjodo que sem duvida
dahi provinha. ^ccrcsce anda, Srs. Redactores,
que o pequeo terreno que se busca dividir, ficau-
do encravado em torras da freguezia do Poso, na
margem opposta, passa a sor encorporado ellas,
facilitando por esto modo os mites'das doas fre-
guezias, sem embargar ainda o pretexto da pasja-
gem, pois assim como estes so dewHrigam facilgten-
tc no Poco, nenhuma razao ha paw aquelles nao
se desobrigarem da mesma forma.
Destruidos, como ficam, os dou fundamento da
pelisao, passarei a tocar na insiiiuacao ,,ouco fovo-
ravel,- que, senhora do eiijenlin Cordeiro e a seu
filho, lansam os signatorios da prelensao, tozendo
valer os interesses particulares ere prejuizo do pu-
blico ou da maioria, porque lalvez acreditem que o,
senhorio de um engenho he urna cnldade ante a-
qual devem acabar todas as ronsiilerasOes sociaes,
e amoldar-so as leis ,medida dos seu caprichos.
He falso, Srs. Redactores, que na pelicao,
qup chamara os peticionarios da senhora d'cngenho
c seu foreirosbaja mais do um foreiro, que mui-
to /losen inuln proprio a assignou para ver como
os mais, removidas as difliculdades, qQe actual-
mente se antepon ao gozo do pasto espiritual. Se
um s foreiro poi ah figura, como se manifesta do
requerimenlo submettido ao conheeimenlo da as-
sembla, como ousam os outros petiftonaiios affir-
mar peranle a mesma assembla e a publico, que
a pelisao he de foreiros, c lera o despudor de qua-
lifica-la cora umu denominaran menos conveniente,
cm prejuizo da verdade e dos iuleresses dos mesmos
peticionarios'.' Se fcil lio o conheeimenlo da ver-
dade no presente caso, nao menos he servirem-se
os outros dessa denominasao para assignalarcm de
caprichosa, c violenta a represeutasao do Reveren-
do Jos dos Santos Fragoso, pois he nella que figu-
ran! os nomes de seus foreiros, c no lugar onde follia
a violencia do individuo ou do proprielario senle-
sc a da autoridade, muitos vezes peor.
Sem me querer demorar por mais lempo aqui,
direi afinal, que gozando melado do Barbalho ( c a
melado mais dislauto,) do beneficio de ler a malriz
a poneos passos, nao he sem manifesta injustica que
se veda a parte mais prxima de igual beneficio,
para obnga-la por urna graude legua (ou mais) de
aloleiros c alagadosfi buscar os soccorro espiri-
luaes, teudo-os, como disse, a mui poucos passos.
Em resumo, Senhores Redactores, uno se anto-
COMMERCIQ.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodia i a 12 .
dem do dia 15......
.107:905&i9i
. 7:5.569129
115:4615923
Discarregam hoje 17 de abril.
Rrigoe inglezMctinabacalho.
Barca inglczaMoyaidem.
iBarca franceza t'c'rnambucomercadorias.
Hiato nacionalDucidosogneros do paiz.
Importacao,.
Bareasa Borboleta, vinda do Ass, manifeslou o
scauintc:
62 couros salgados, 1 caito velas de carnauba; a
ordem.
5 caixes e 1 barrica vellas de carnauba, 2 saceos
cera de dita, 89 aacco e 3 pipa cera, 78 gados, 1370 couros de cabra, meras de sola, 7 va-
quetas; a Jos Estevao de Olivcira.
Barca'ingina Elizn, vinda de Terra Nova, consig-
nado a Schramm Whately & C, Imanifeslou o se-
guinte:
1550 lina bacalho, 100 tonelada carvao de pedra;
aos mesmos consignatarios.
Brigue Feliz Destino, viudo do Ass, consignado
a Belmiro Baptista de Souza, manifeslou o seguinte:
968 alqueires de sal, 260 molhos de palha de car-
nauba; a ordem.
Hiale nacional Dutidoso, vindo do Aracaly, con-
signado a Jos Manoel Marlins, manifeitou o se-
grate :
62* meios de sola, 200 coros eccos, 37 ditos de
bezerro, 102 caixas velas, 1 caixao, 4 fardo e 1 barr
rica sapalos, I bomba de carnauba, 90 molhos couri-
i 0S;Z aeca cera de carnauba, 55 couros galga-
dos, 1000 vasos de barro para plantas, 1 saccafeijo,
ii molhos esleirs, 6 saceos cera de abelha; a or-
dem. ,
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12 .
dem do dia 15.....
mezes ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286..
3. O arrematante seguir nos seus (rabalhos lu-
do o que Ibes for determinado pelo resneclivo cn-
genhelro nao so para boa c\ccusao das obra, como
em ordem de nao iiiulilisar ao mesmo tempo para o
serviso publico todas as partos do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremalasao
lera rugar i>m tres prestacoes iguae: a 1, depois
de feito a mtode da obra: a 2; depois da entrega
provisoria; e a torceira na entrega definitiva.
5.a O prazo d responsabilidade ser de seis
mezes.
inorara a visto da matriz do Poco para nel.a se ^^Z^^T^SS^S^t
brigarem, rato duvido aventurar que os primeiros -
sejam allendidos, Picando 6on.o fica demonsrada a
injusto opposisao dos segundos, que ser reconhe-
cida pela illuslrada assembla provincial, a' quem
submcltc o valor das razes que na presente emit-
tio. Do V. S. assignante criado e obrigado.
tmigo da justira.
. 25:887J638
. 1:5319321
27:4185963
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 12.....
dem do dia 15......
2:1258386
339215
2:1589601
Exportarlo*.
I-almoulli pelo Maranhao, brigue portiisiicz Ta-
-al" /"*.,lc 335 lo"eladas, cnduzio o seguinte:
7bO alqueires de sal, 600 saceos cora 3000 arrobas de
Macar.
Canal brigue dinamarqora Fringa. de27tlonela-
oas, conduzo o seguinte:3196 saccoscom 15,980ar-
robas de assucar, 5 diuias de pao de Jacaranda, 3 paos
de amarello. i t
dem brigue inglez Weslmoreland, de 279 tonela-
das, conduzo o seguinte :3,610 saceos cora 18,200
arrobas de assucar.
RECEBED01UA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 15. 327J/80
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12 .
dem do dalo ...'...
23:9769698
1:1829785
25:159ji83
Assucar
PR.i-A .n0 HECIFE 15 DE ABRIL DE
18a4, AS TRES HORAS DA TARDE.
_ Revista semanal.
Cambios----------A falta de numerario lem conser-
vado o cambio de 27 3|4 a 28 d.
por 1 a dinbeirn, pelo qual ha
adores; e tambem saccou-se a
27 ]i eom prazo.
Algodao Tanto, por causa da ch'uvns, como
da semana santa, smente enlra-
ran 144 saccas, e o precos nao
s'iitrcram atteracao.
- Vendeu-se u branco de lerceira
sorte a 2800 por arroba, o de
qoarla de 2i00 a29J30, e sume-
no a 29300; o os mascavados de
19800 a. 19900; os brancos lem
achado.compradores para o suido
imperio, Rio da Prala e Valpa-
raizo.
Couros.....Vendcram-se a 170 rs. por libra,
o mesmoalsunsa175r.
Bacalho---------- De Ir carregamenlos chegado,
nm vendeu-se por 149 para ser en-
, treguo no Rio, oulro para consu-
mo enlre 149 a 149500, o o tercei-
ro entrado boje esl em ser, e lal-
vez nao obtenha este preso por
trazer grandeviasem.
Carne secca-------Vendeu-se de 39700 a 49100 par
arroba da do Rio'Grande, da qual
existo em ser 30,000 arrobas, e
' nao ha da do Rio da Prata.
Carvao de pedra-Nao. houveram venda, o o pot-
suidore>|esperam mclhor preso do
. 'que 135500 da ultima venda.
Manleiga Continua a abundancia, e au ha
_ compradores.
Farinha de trigo- Conlinoam a vender-se de 239 a
159 por barrsca, e licaram cm ser
8,000 barricas.
Uesconlos---------Rabaleram-se lellra do 12 a 13 %
por ccnln ao anno, e mesmo algu-
"la n 15- Ha falta de dnheiro.
areles-------------Houve fretoraenlo para o Mediter-
rneo carregnndo na Parahiba a
. 60 e 5 por % por tonelada de assu-
. car; e ha pouca carca.
Ficaram no porto 55 embarcasoes, sendo : 1 ame-
ricana, 1 argentina, 1 austraca, 32 brasilcra, 1
franceza, 1 hamhurgueza,4'hespanholas, 1 hollan-
deza, i inglezas,5 porluguezasu o 1 neca.
MOVIMENTO DO PORTO.
sc-ha o que dispOc a respeilo a le provincial n. 86.
Coutorme.O secretario, Antonio Ferreira da
AnnunciacSo.
O Illm. Sr. cuidador, se'rvindode inspector da
lliesouraria provincial, em cumprimenlo da rcsolurno
da juntada fazenda, manda fazer publico, que no
da 20 do correute vai novamenle a prata para ser
arrematado a quem mais der o rendimenlo do im-
posto do dizimo do gado cavallaf no municipio do
Lirtioeiro, avahado em 589000 rs. por anno.
A arremalasao ser frita por lempo de 3 annos, a
contar do 1. dcjulho de 1853 ao Dm do junho de
1856. *,
As pesso que se propozerem a ela arremalacao,
comparesam na ala da sesioe da mesma junto, no
dia cima declarado, peto meto da, compelentemen
te habilitadas.
E para constar se mandn afflxar o presente, -
publicar peto Diario. Secretaria da thesotiraria
provincial do Pernamboco 7 de abril de 1854.O
secretario, Aujonio Ferreira d'AnnunciacSo.
-O Illm. Sr> contador, serviudo de inspector da
lliesouraria provincial, em enmprimento da resolu-
to da junto da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 2/ de abril prximo vindouro, vai'novamen-
te a praca para ser Arrematada a quem por menos
ftzer, a obw do asudo ila povoarAu de Salguciro ava-
hada cm 2:5305000 rs.
A arrcinatosao ser frita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparceam na sala das scsses da mesma junto,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se maudou afiixar o presento c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secretar), ^boio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematarSo.
l. As obras deste asude scro fritas de cnformi-
dade eom a planto e oi-camcnlo apresentodos nesla
data aapprovasaodoEim. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:5309000.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao conrluidas no de 10 mezes a
conlar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arremalasao ser paga
cm tres prestoses da mam-ira seguinte: a 1, dos
dous quintos do valor total, quando tiver. concluido
a melade da obra; a 2, igual a primeira depois de
avrado o termo de recebimento provisor; a 3
linalmenle de um quinto depois do recebimento de-
liuitivo.
4. O arrematante ser obrigado a tommiinicar a
reparlisao .las obras publica eom antecedencia de
nula das, o da lixo cm que lem de dar principio
a execusao das obras, assim como trabalhar segui-
damente dorante quinzo dias, limde que nossa o
cngenheiro encarregado da obra, assistir aos primei-
ros trabadlos.
5." Para ludo o mais que nao estiver especificado
nunciaeao.
~ Hlm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da reaolu-
sao da junto da lazenda, manda fazer public, que
iio da 20 de abril prximo vindouro vai uovamen-
c a prasa para sor arrematada a quem por menos
'If-iAoJin ra d0 aude d0 Buluc. vahada em
JMOO9OOO res.
A arremalasao ser fito na forma dos artigo 24
e 27 do regulamenlo de 17 de maio de 185!, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esto arremalarao
comparesam na sala das sessoes da mesma junto'no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitada. E para constar se mandn alBxar o
presente e publicar pelo Diario. Secretoria da the-
souraria provincial de Pernambuco 15 de marro de
1854. O secretorio. Antonio WHmi*,. # X,-.
eiaciio.
I secretorio, Antonio Ferreira dn'nun-
27 da lei provincial n. 28C de 17 de maio de 1851,
sob as clmala especiaes abaixo copiada*.
A pessoas quose propozerem a esto arrematoco,
comparesafe ni sala das setsOes da mesma joota n'o
rira .cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. ,
E para constar se maudou afflxar .presenle o pu-
blicor peto Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 8 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira a'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematar Ao.
1. as obras desle alude seradfeilij| dadeeom a planta e.orsamento ap^ivado pela di-
redoria cm couselho e apresentado JipTonsao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
4:22899o0 r.
2-* O arrema'tanle dar comeso a obra no 1 de
outubro do corrento anno, e terminar 6 meze
depon.
3. O pagamento da importancia da arrematado
seradevidido em Ir parles: sendo urna do valor
Je dous quintos quando houver feito motadeda obra;
outra. igual a primeira quando entregar provisoria-
raenlc, e a lerceira de nm qoiuto depoi deom tone
na occasiao da entrega definitiva.
4." Para ludo o mais que nao estiver etpectcado
as prsenles clausula seguir-se-ba o que determina
a le provincial n. 286.
Conforme. O secretario," Antonio remita
d Annunciacao.
Manoel Joagvim da Silra Ribeiro, fiscal da fre-
guezia de Santo Antonio dp termo da cidade do
Recife, etc. ele.
Faz publico para conheeimenlo de quem perlen-
cer, e para que ainda mo apparesa a menor igno-
rancia, os artigo abaixo transcriptos das pealaras
municipaes cm vigor.
TITULO 9.
Arl. 6. Ninguem cavallo peder galopar ou cor-
rer pelas ras c pontos da cidade, excepto as orde-
nanzas montadas, e officiaes em aerrio ; sob pepa
de pagar 89000 rs. de mulla.
Arl. 7. Nenhum carro ser couduiido a correr
as ponte ; os cavallbs deverao ir a pequeo trote,
e os ras nao poderao ir a galope: os infractores
serao multados m 69000 r.
Art. 8. A' doite nenhum carro deixar de trazer
lanternascom luzes: os infractores serao multados
em 65OOO rs.
4rt. 9. as ras ou lugares da cidade, onde hou-
ver loma, ou aeua emporada os cavallos irao pas-
to : o lufractore serao multados em 69000 r>-
Arl. 10. O almocreves nao poderito entrar ou
sahirdacidade montados nos cavallos, que (iverem
carga, o deverao conduzi-Ios pelos eabresto: os in-
fractores serao mullado em 28000" r
Aa^ 11. He prohibido ensinr cavallos destiBartos
para a fractores serao multados em 129000 rs.
Arl. 13. Sobre os passeios ninguem poder car-
regar fardos, caixcs, palanqnins, ou ootra qoatque'r
cousa que po voto me possa incommodar os que por
elles tranzitam : os infractores x&o multado em
200 rs., sendo paga a dos eseravos por se se-
nhores. ,
Arl. 14. Niugoem peder audar cavallo sobre
os passeios: os infractores pagarto a mulla de
oJOOO rs. (
' Advertindo mais que peloart. l.o IH.M4 das cita-
das posturas, sao todas a infracsOes cima mncio-
das duplicadas nas reincidencias.
E para que ainda nao apparesa ignorancia da
existencia de semelhante disposisoes, lavrei o pre-
sente que ser publicado pehj imprensa. Fregue-
ziailcfcnto Antonio do Recito, 12 de abril de
18o4.O fiscal, Manoel Joaguim da SUea Ribeiro.
DECL ARAQO'ES.
" Nados entrados no dia 15.,
Jersey.50 das, hiato inglez Prrand. de 59 tonela-
das, capilSo J. Geullard, equipagem 5, carga car-
vao e mais gneros; a Schramm Whalely & Com-
panhia. '
Terra Nova por rtymoolh73 das, brgua inglez
Melina, de 168 toneladas, capiloo John C. Hole,
equipagem 10, carga bacalho; a Me. Calmonl &
Companhia.
Nados sahidos no mesmo dia.
rara peto Maranhaobrigue de guerra brasilera
Camoarioe, commandanle.o capitao lenle Jos
Mana Galhardo.
Em commissaoa escuna nacional Lindoia, eom-
mandante Joaquim Alves Moreira.
Falmoulhhricue inglez IVestmoreland, capilo
Anchebald Ualleday, carga assucar.
Canalbrigue dinamarqnez Frigga, capilao O.Son-
ue, carga assucar.
fados entrados no dia 16.
Liverpool46 dias, brigue inglez 4nn & Sarah, de
30j tonelada, capilSo N. Tato, equipagem 11,
carga tozendas e mais genero; a Me. Calmonl &
Companhia. ,
A:nvers34 dias, brigtie ueccoJCieopara, de 281
toneladas, capitao Z. Dannberg, equipagem 13,
i*m lastro ; a ordem.
Pew Porl47 das, brigue hamburguez
152 toneladas, capilao M. Meycr, equi
carga carvao; a Roth & Bidoulac.
Nados sahidos no mesmo dia.
Cotinguibahiato brasileiro Sodavel, meslre Jos
Manoel Cardse, era lastro. Passageiros, Jos
Francisco da Silva, Jo Fernandes da Silva.
Maceibrigue Iransporle nacional Oriente, com-
mandantc o segundo tenante Justino Jos de Ma-
cedo Coimbra. -
Falmouth pelo Maranhaobrigue porlnguez Tan-
jo Il, capitao Francisco Antonio de Almeida. car-
ga assucar.
Anna, de
pagem ll,
EDITAES.
O Illm. Sr. cuidador servindo de inspector fla
lliesouraria provincial, cm cumprimenlo da rcsolu-
rito da junla da fazenda, manda fazer publico, que
uo> dia 27 de abril prximo vindouro, se ha de ar-
rematar a quem por menos nter, a obra dos con-
cert da cadeia da villa de Garaiihuus. avahada em
2: 2193280 rs.
A arremalasao ser frito na forma dos arls. 21 c
27 da Ici provincial 11. 286 de 17 de maio de f85l,
e joh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao
co mpnrcsam ta sala das sessoes da mesma junta, "no
iliiacima declarado, pelo meto dia, competente-
mente habilito(|as.
E para constarse maudou afiixar o preseute o iiu"
blicar pelo Diario.
Pernam-
Antonio
.Secretoria da thesouraria provincial de
buco 28 de marso de (854.O secretorio,
Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas espedaef para a arrematado.
1. O concertosda cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hao de conformidade eom o oroamcnlo ap-
provado pela directora em couselho, c apresenlado
a approvaso do Exm. Sr.presidente'da provincia
na importancia de 2:2499280 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
Ihando amatoria dos pelecionanos da scBUadaprc-i zo de dous mezes e dvera coiicluiHaj no de seis.
Clausulas espedaet da arremalacao.
1. As obras do asude do Buique serao frito de
conformidade eom a planto o opamente approva-
dospela directora em conslho.c apresentodos
approvarno do Exm. Sr. presidente da provincia ua
importancia de 3:3009 ris.
2. Estos obra deverao principiar no prazo de
sessenta das e serao concluidas no de dez mezes,
a conlar da dala da arremalasao.
3. A importancia desta arremalasao ser paga em
tres prstaseos da maneira seguinte : a 1. dos dous
quiutos do valor total, quando liver concluido me-
lade fla obra ; 2.- igual a primeira depois de lavra-
do o tormo provisorio; a 3. finalmente de um
quinto depois do recebimealo de fiuiiivo.
4. O arrematante sera obrigado a communirr
reparticao das obras publicas eom antecedencia de
JO das, o da lixo em que tem do dar principio ,,
arremalacao das obras, assim como trabalhar se-
guidamente 15 dias, al'rai de que possa o engenhei-
rd encarregado da obra assistir, aos primeiro Ira-
5. 'Para ludo o mais que nao estiver especificado
nas presentes clausulas seguir-fle-ha o que determi-
na a le provincial n. 286. Conforme.-O secretorio,
Antonio Ferreira dAnnunciacao.
O Illm. Sr. contador se'rvindode inspector da
lliesouraria provincial," cm cumprimenl da resolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
110 da 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le a prora para ser arrcmalada quem por menos i-
f cSiiSS? d- audo de,,aeu de Flores,avaliada em
J:iyu-5000,rois
A arremalasao ser frita, na forma dos arl., 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas :
As pessoas que se propuzerem a esla arremalasao,
comparesam na sala das sessoes da mesma jonla no
da acuna declarado, pelo meio dia competentemen-
te habilitadasE para constarse mundou afflxar o
presente e publicar peto Diario. Secretaria da
thesouraria provincial de Pernambuco 15 de mar-
ro de 1854. O secretorio Antonio Ferrara
a AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. A obras desle asude serlo fritas de confor-
midade eom a plantas e orcamenlo apresenlado a
anprovasao do Exm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1909000.
2. Esta obras deverao principiar no prazo de
dous meze, e serao concluidas no de dez meze
conlar conforme a lei provincial 11.286.
3. Aimporlancia desta arremalacao ser paga em
tres prestasoes da maneira segrale: a primeira do
dous quinlos do valor do orsamenlo, quando li^er
concluido a melade da obra; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o tormo de recebimento
provisorio: a lerceira finalmenle de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4. O arrematante ser obrigado 9 commnoicar a
repartcao das obra publicas con antecedencia de
JO dias, o dia cm que lem de dar principio a execu-
cao das obra, assim como trabalhar seguidamente,
duranle qufnze dias, afim de que possa o engenhe-
ro encarregado da obra assistir aos primeiros 1ra-
balhos.
5. Para luda o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas segiiir-sc-ha o que determina
a le provincial n. 286, do 17 de maio de 1851.
Conforme. Osecrctariu, Antonio Ferrara da
Annunciacao.
O Illm. Sr.'contador, servindo de inspector de
lliesouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
ro da junta da fazenda, manda fazer publico, que
110 dia27 de abril prqaimo vindouro, vai novamenle
a prosa, para ser arrelhatada a quem por menos fi- Personagens.
zor, a obra dos conccrlos da cadeia da villa de Seri- Goncalo. .
nliaem, avahada em 2:750O0O rs. Jos Mallos.
A arremalasao ser feita- na forma dos arts. 24 e I>. Nuno. .
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, Estala adeiro
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. D. Mria
As pessoas que s propozerem a esla arremalarao !> Roza.
r'impujcsam na sala das sessoes da mesma junto no
da cima declarad, pelo meio dia, compelenlc-
iiientc habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretoria dp lliesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1&54.O secretario, Antonio
errara da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematarSo.
. Os coucertos da cadeia da villa de Serinhaem
far-se-hao de conformidade eom o orcnmi'nln appro-
varfo pela directora em couselho e apresenlado
approvagao do Exm. Sr. presidente na importancia
de 2:7509000. *
!:7509000.
2.', O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de um mez e dever conchii-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei
"'. t Personagens.
3." O arrematante seguir nos seus liahallios ludo Duvas.
o que llip for determinado pelo respectiva enge- "
nheiro, nao s para a boa exccucAo das obras como
em ordem de nao nulilsar ao mesmo lempo para o
serviso publico todas as parles do edificio,
i. 0 pagamento da importancia, da arremalacao
ffira lugar era Ircs prestasoes ignaes; a -1, depois
de frito a motadeda obra; a 3, depois da entrega
provisoria; c a 3, ua cutrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de 6. mezes.
6. Para ludo o que nao se acha determinado nas
prsenles clausulas uem no orsamenlo seguir-se-ha
oqnc.dispoe a respeilo a lei provincial-!!. 2HG.
Conforme.O secretorio, Antonio Ferreira da
.Innunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector di
lliesouraria provincial, em cumprimenloda ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico qne no dia 4 do maio prximo vipdouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesraa theooraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
asude na povoaco de Bezcrros, avahada novamenle
em 4:2289950 re
A arremalasao ser feila na forma dos artigo 24 c
QIIKTA-FEIRA 20 BE ABRIL DE 854.
ESPECTCULO VARIADO E INTERESSANTE
Kuj bettefirio la nctrlz
Maa Amalia Monteiro.
Depois que os Sr. professores da orchestra execu-
larem urna das melhorcs ouvertnras, ibrir i icena,
a bem aceita e linda comedia cm 2 acto* de Mende
i.eal, inlitulada
QUEM PORFA UTA CACA.
lore.
Amode
Monleiro.
Pial*.
Rozeodo.
D. Manoel).
AbeneDeiada.
>o lira da comedia, a Sra. Carmela e o Sr. Mon-
teiro, contante o sempre applaudido docta das
TROIRBETIMHAS.
Depois do qual o actor Costa ea beneficiada can- .
taro o duelo, do
MEIR1NHO E A POBRE.
Depois, a orcheslra locar as qudrilhas
BR ASILEIR AS.
Em segufta repcsentor-sc-lia o jocoso veudeville
em2acloi.
INNOCENCIO
O
0 ECLIPSEDE 1821.
Os Srt. actores.
Cosa.
Monteiro.
Pinto.
A beneficiada
6. De-Vecehy
Seguir-se-ha a primeira representosao do vaude-
ville era 1 acto, que tem por titulo.
PAGAR O MAl qVB WA' tZ.
Personasen,
D. lugrilorio, eslalajadeiro.
liermano-. ......
Fabricio .......
Malagrido.,......
liefisteque ..'...."
Crok, Hollandez .....
Enthusiasmado poeto.' .
Elvira......."
Sinagoga. .;....
Rematar o epec(aculo eom o gracioso bailete em
1 acto, do qual fui lirada a forja do mesmo norae.
RECRTAMENTO NA ALDEIA.
Posto em cena por Jos l)c-Vecchy.
FarSo parto do bailete os Srs. Monteiro, Sania Ba-
sa, Pinto, a beneBdUda e o corpo do baile;
A beneficiada recommeoda-so M leneroso pn-
Innocencio......-.
Duchanel. '.....
Hermenia. sua filha .
Carlota, irmaa de tnnoceucio.
Os Srs. adores.
Santa Rosa.
' Amodo.
Pereira.
Costa.
Rozendo.
Pinto.
Monteiro.
Carmella.
A benelicioda.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, em virtud* da atorw
sasao do Exm. Sr. presidente da provincia, tea d
comprar o objeclos segrales:
Para o segando batalhao do intoalaria.
Bouetes eomprido cora e n. 2-8,' eheorica de II,
pares 8, grvala de sola de lustra 8, esleirs 8, a-
palo; pare 8, pelles de carneiro OQ,.corda de li- '
uho para caixa de guerra, peca 4, oleado, cova-
dos 20.
Para a fortaleza de Itamiraca.
Ocuio de ver ao longe 1.
Arsenal de guerra.
Caixa comvidros 1, papel almaro de linho, resmas
50, mantos di toa 374. *^
Ofiiciua de 1. e 2. clajses.
Costado de pao d'olep 2, taboas de assoaUw oda
louro 12.
Dita de 3. ciarse.
Ferro de vararais, arroba 2.
Dita de 4. rlasse.
Arome de latao grosso, arrobas 2.
Ditas de 5. classe.
Sola branca garroteada, meios 50. .
Para forneciment de luzes as estacos militares.
Azeite de carrapato, ranada 350, azeile de coco,
caadas 301|2, pavio, duzia fi, fio de ahjodo, li-
bra 48, velas de carnauba, libras 153.
Compaufia do cavalbfria.
Bpada 39, coturnos, pare 46, penacho 69
quem quizer vender toes objeclos," aprsente a, sua
propostas em carta techada na secretaria do contelho,
a 10 horas do dia 19 do correte mez. Secretaria
do conselho adminislralivo para fornecimento d ar-
senal de guerra II de abril de \i&l.Jose de Brita
Inglez. coronel presidente".Bernaido Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela .capitana do porto desta provincia se "
taz publico para conheeimenlo dos interesaados, qne
por um. jvuo do minislro da fazedda de 3 de abril
do 1819Toi resolvida sobre a palavra lastro, cuja ox-
plicacao foi pedida,peto inspector da thesouraria da
provincia de Santa Calharina, a quem o Ministro
respondeu do modo segunlo : para que fique es- .
tabelecido em regra geral, que a palavra lastro
lem urna significasSo geral^ e restricta no que diz
respeilo s dsposisoe fiseae obre o regulamenlo, e
arrecadaco de dreitos, e despachos das embarca-
soes, comprehendendo as materia pesadas, como
sao area, pedra, cascalbo, ferros velos, ou liorna-
dos, e oulras semelhanles, de nenhum ou insignifi-
cante valor, embarcados, e arrumados nos navio
convenientemente, para) que guardado o necesario
equilibrio, powara seguramente navegar, e qoe por
tanto excluidas sao dessa comprehearao para os refe-
ridos Tras quaesquer moleras, que de algum valor
tenham sido embarcadas, como mercadorias de q*e
e lira frele. ou que possa rnnililnir funde para ear-
regaroento de retorno, posto que eom ella selenita
tormado o laslro do navio, ele.
Capitana do porto de Pernambuco toa 15 de abril
de I8ai. No impedimento do secretario da capi-
- Cavaleanti de Aibuguerque

<


/

um^ggmmtmHanagMr
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 17 DE ABRIL DE 1854.

I
blico desla cidade, a quero j he derdora de lanos
favores.
Principiar s horas do coslume. .
Os bilhetes vendem-se em casa da Benciieiada, ra
da Cadeia do bairro de Sanio Anlonio n'. 16 primei-
ro andar, a mi dia no escriptorio do Ihealro.
. _____________________________________,___
X
AVISOS MARTIMOS.
Para a Bihia sahe com brevidade o hiate .Voto
Oiini; para o restada carga trata-se com Tasso Ir-
mos. ,
Vende-se uma barcara de lote de 12 caixas,
muito bem cowlrujda e ltimamente recorrida, e
prompla a navegar ; quem a* pretender, dirjamela
rua da Cadeia do Recito n. 54.
Rea! companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 20 deste mez
spera-se' do sul o vapor
7 ames, commandanle
Slrult, o qual depois da
_ demora do coslume se-
i para Europa, para passageiros, trata-se com
os agentes Adatasen Howie & C.
Rio de Janeiro.
Em coosequenca da chuva, Oca Iransferida a sa-
.nda do bngue Hebe para o dia 15 do correnle, s
recebe alguma carga miuda, passageiros e escravos
a rrel: a tratar no escriplorio de Manoel Alves
Guerra Jnior; na roa da Trapiclie n. 14.
Para b Rio de Janeiro,
Segu com muita brevidade o briaue Conceico,
so recebe passageiros o escrajas a frele: a Iralar no
escriplorio de Manoel Alves Guerra Jnior, na rua
do Trapiche n. 1*.
Para-o Rio de Janeiro sahe no dia 20
do porrente mez, o brigue nacional Sagi-
tario, o qual ja' tein a maior parte de sen
carrgamentoprompto : para o restante,
passageiros, e escravos a frete, trata-se
com oSr. consignatario'Manoel Francis-
co da Silva, Carrico, na rua do Collegio
n. 17 segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
T^'1*, ^'snoa a galera portugueza Margarida,
capitao Silverio Manoel dos Res, sahe com a maior
brevidade possrvel : para carga e oassageros, para
os quaes tero excelleutes commodos, Irala-se com o
sobredilo capitao, ou com Oliveia Irmilos j Com-
panhia, rua de Apollo n. 14.
Para o Ass e portos intermedios pretende se-
guir, em pneos dias a lancha nacional Svva,tkpc-
ranea, e tambero se frea para o Cear ou Aracaty ;
para carga e passageiros, para o que tem bous com-
modos, trata-se na rua da Cadeia do Recife n. 50,
loja de Cunlia & Amorim.
Para Lisboa com escala pela Ilha de,S. Miguel
o bngue portoguez Bom Successo pretende seguir
com toda a brevidade : quem no mesmo quizer car-
regar ou ir deapassagera, para o que oflerece bons
commodos, trale com os consignatarios T. de Aquino
Fonseca & Filho, na rua do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou com o capitao Francisco Jeronvmo de
Mendouja, na Praca. t *
Para o Aracaty
segu em poucos dias o bem conherido hiate Ca~
pibaribe, meslre Antonio Jos Vianna: quem bo
mesmo quizer carTegar ou ir de passagem dirija-se
rua do Vigario n. 5.
Ceara' e Marnhao.
Segu em muilos poucos dias o brigue escuna na-
cional Laura, anda pode receber alguma carga,
passageiros, ele.: Irala-se com o consignatario J. B.
da Fonseca Jnior na rua do Vigario n. 4 primeiro
audar.
. Vende-se o patacho nacional Josephina de lote
de 111 toneladas, de ptima construccao, muito ver
leiro, pregado de cobre e forrado de zinco, em muito
bom estado: Irala-se com o -consignalario J. B. da
Fonseca Jnior, "ai rna do Vigario n. 4 primeiro
andar.
LEILOES.
v LEILA SE1 LIMITE
No rmatelo da rua do Collegio n. 14, quarla-fe-
a 19 o correnle, haver lcilito de diversas obras de
marciheiria e de oulros nimios enjertos, como bem
sejam: mobtlias de Jacaranda cam pedras o sem ellas,
ditas de amarillo, secretariasde Jacaranda e de ama-
relio, com segredo, toilelles de Jacaranda c de Gon-
.ca.lo Alves, de gosto modernissiino, cadeiras geoove-
zas; ricos guarda-loucas de moguo, amarello e ou-
tras obras avulsas, t pianos inglezes, obras de ouro
e prala, como aderecos completos, alfineles, brincos, M.. Ttta 1
pulceiras c mais algumas obras avulsas, salvas de Manoeljeixeira Bastos vai Europa,
prala de varios tamsuhos, colliercs. faqueiros, rasti-
caes, paUleiros, etc., diversos relogios de ouro e pra-
la, patente inglez, suisso e horizontal, varias pecas
de vidro.e crjslal, para serviro de mesa, candieiros
d difjerenles qualidades, lanlernas, candelabros, e
um rico luslre de ti luzes, dous ricos calungas de pe-
dra com caixa de msica por baixo, ditos de porce-
lana, enfeitcs para sala, jogo de damas, xadrez e
dminos para diverlimentos, varias quinquilharias,
e alm desles objeelos liaverao oulros muilos que
eslarSo patentes no mesmo armazem, o ao mcio dia
em ponto ir tambero a leilao dous ptimos es-
cravos.
0 AGENTE BORJA GERALDES
fara o leilao dos objeelos cima mencionados no sen
armazem as 10 4' horas da manhaa batendny) mar-
tillo, ao maior preco qoc for offerecido por qual-
quer.objecto que for a leilao, pois j lem dado pro-
ras por varias vezes.
Leilao dequeijos.
Hoje 17 haver leilao do resto dos queijos que se
venderao por qualqoer preso : as 10 horas da ma-
nha defronte da porta da alfandega.
Henry Gibson far leilao de fazendas, por in-
termedio do agente Oliveira; terea-feira 18 do cor-
rente s 10 horas da manhaa, no seu armazem rua
da Cruz do Recife.
LEILAO' DE QUEIJOS.
Terca fira 18 do correnle ao meio dia em ponto
o agente J. Galis, far leilao no armazem de M. Car-
nero : na rua do Trapiche ns 38, de queijos' em lo-
tes vonlade dos compradores.
AVISOS DIVERSOS.
AORlBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tan, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
I precos mais baixos do que em oq-
tra qualquer parte, tanto em por-
c/5es, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s prec-o
Lpara todos : este estabelecimento
pahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas esuis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao. publico em ge-
ral, para cjue venham (' bem dos
seus intefesses) comprar fazenda*
baratas, no armazem da rua do
Collegio ri. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
' Paulo Gaignou, dentista,
pode sor procurado a qualquer hora em sua casa
ni rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Loo, silo ra fieguezia
da Escada: os prelendentes pdemapparecrr no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53 segundo andar, que
achanto com quem tratar, 011 na freguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Gonral-
ves Percira Lima.
JflL...
As mais modernas e ricas obras
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova, loja
de ourives da rua do Cabug n. 11, confron-
te ao pateo da matriz ra Nova, franqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor-:
timento de obras de ouro de muit bons gos-
los, e preces que nao desagradado a quem
queira comprar, os mesmns se obrigam por
qualquer obra que venderem a possar urna
conla com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sojeitos por qualquer du'vida
qep parecer.Sera/im & IrmOo.
. Ne&ocio vantajoso.
O dono da loja de raleados, intitulada Estrella 19,
roa do ivramenio, em um dos melbores locaes, mui-
to afreauezada em calcados e surragem detouros, d
por balnro a qualquer pessoa habilitada c diligen-
te, dando para isso garanta no que receber, e
lendo o seu ordenado nos lucros; faz-se este negocio
por motivo de molestia, e tambero vender-se-ha que-
rendo, sem fundos para quem tero pouco dinheiro:
na mesraa loja se achara com quem Iralar.
,. CHRYSTALOTtPO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
.7 novo estvlo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caias, quadros, racdalhas, allinetes e pulcei-
ras ha um rico sorlimento para collorar retratos,
por preco muito baixo.
Est vasio no lugar do Cordeiro um bem plan-
lado silio, com boa casa e estribara: quem o pre-
tender dirija-se a rua da Cadeia do Recife, armazem
de Barroca & Castro.
Aluga-sc ma casa terrea na Ba-Vista, rua da
Uniao com os commodos segninles; duas ale-ovas,
tres qaarlos, quintal e cacimba: a tratar na rua da
Aurora n. 26.
O abaixo assignado capitao do brigue americano
Tyletton, declara que nao se responsabilisa por di-
vida alsuma de sua tripularlo.Mllian H. Tice.
Recife 10 de abr] de 1854.
O Sr. Jos Gomes dos Santos Pereira, do enge-
nho Mannas, tem urna carta para ilic ser entregue;
bem como o Sr. Jeronvmo de Albuquorque Mello :
na rua da Cadeia do Recife o. 41.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua|do
Jardn n. 71, com commodos para grande familia,
muito frescoesadio: quem pretender, falle no pri-
meiro andar do sobrado do paleo do Carmo n. 9.
r- A directora do gabinete portuguez de leitura,
.recebe propostas al o dia 22 do correnle, paraba fei-
lura de estantes para a bibliotheca : os seuhores mes-
tres marcineiros podem ir'examinar o moilello que
esla no estabelecimento. As propostas serlo entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda era carta fechada.
Precisa-s alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de puca familia, para
Iralar de meninas a fazer mais>algum servico se for
preciso: na rua da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr. Brito.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que Icnlia conduela ejemplar : a que estiver
as circunstancias de bem servir,diaija-ie a rua dos
Qu.irleis n. 24.
O abaixo assignado, sendo primeiro procurador
c administrador da padaria da viuva Forno $[ Filhos,
na rua das Cincos Ponas n". 38, como nao possa con-
tinuar lia dita administrarlo por motivos de moles-
lia e ter de ir para o mallo, lem entregado a admi-
nistrarlo ao segundo procurador o Sr. Francisco das
Chagas do Monte, desde o da 20 de marco prximo
passado.Jote Luiz de Azeeedo.
O Dr.Thnmassin, medico francez, d con-
sullas todos os dias uteis das 9 horas da
manhaa at o meio dia, em sua casa rua da
Cadeia de S. Antonio n. 7.
Casa da afericao, na rua das Aguas-
Verdes n. 25.
Q aferdor participa, que a revisan leve principio
no dia 1 de abril correnle, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo foluro: segundo o disposto no
arl. 14 do regiment municipal.
O Sr. Joflo Nepomiiccno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
livraria n. 6 e 8 da prajja da Independencia.
Precisa-s alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer todo o servico de urna
casa de pouca familia: na rua Direita n. 119, loja
de selleiro.
Rape Amarelinho.
Viuva Pereira da Cunha encarregada do deposito
de rap Princeza de Gasse grosso, meio grosso e lino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber um
novo rap muito apreciado no Rio de Janeiro, a que
chamam iimaretinho: e em verdade a sua qualidade
o torna recommendavcl: seu preco lie de $280 de
5 libras para cima. Os amantes pois, da boa pilada
encontrarlo em seu deposito na rua da. Cruz n. 23
todas as qualidades de. rap cima especificadas, su-
jeitaudo-se a qualquer reclamado que possa liaver.
Lotera de Nossa Senbora do Livramento-
No da 21 do correnle andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senbora, avis-
ta da grande exlraccao que lem havido nao resta du-
vida que mesma corra no referido dia, e espera o
thesoureiru que os amantes desle jogo conlinuem a
comprar o resto dos blheles, os quaes estao venda
nos lugares j condecidos. O thesoureiro,
Joao Domnguez da Silca.
$ O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
^ dou-se para o palacle da rua de S. Francisco $
(mundo novo) o. 68 A..
A meza aclual que rege a irmandandade de
N. S. da Assumprao.na'imperial espoliadas fronlei-
ras na Estancia, do mestre de campo Henrique
Dias, nesta briosa provincia de Pernambueo ; vem
manifestar os seus sentimentos de gratidao ; he o
grande jubilo, que predoininou geralmente os co-
raefles desta pohrissima irmandade, pela fausta no-
ticia da philantropia c caridade que tanto necessila
esta capella dos socorros legislativos, assim como es-
peramos pela proteceo do magnnimo Monarca Juiz
Perpetuo, 8 Protector o Sr. D. Padro II. mediante
urna peticao que inderesssmos por intermedio do
enverno da provincia; datado do 1 de agosto de 1853
e_ tamben: ellegemos o Sr. rammendador Manoel
lioncalvesda Silva, para depositario dos producios
que lenlia de liaver para igreja, por isso viemos cor
dimmcnie agradecer illuslre assemblca provincial-
pela esmnlla c nMrct* que conferirn) ao sacrosanto
templo da Saulissima VirgemMaria.e o brilhanlismo
da caridade chrisiaa; .devenios pois que he mais um
lloro de graca/e de gloria e digno de mil louvo-
res e nos ornamente agradecidos e filaremos os
olhos no eco, cuioaremos Glora in Excelsi Do.Cons-
sislorio em meza 2 de abril de 1854.Anlonio Fer-
reira da Hora, juiz.J. P, procurador.',-/. S.
F. de M escryao./00o da Coila P., definidor.
Romualdos, do SU., thesoureiro.
Oflerecem-se duas amas forras para casa de
homem sollero, oo de pouca familia, e mesmo es-
tringeiro, por ja eslarem acostumadas ao serviro de
casa' menos de rua: na rua do Nogueira n. 23.
Na botica da rua larga do Rosario
n, 56, de Bartiiolomcu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'aflecteurj verdadeiro, salsa de Sandx
verdadeira, vermifugo inglez (emvidro)
verdadeiroividros de bocea larga com ro-
llia de J at 12 libras. O annunciante af-
lianca a quem nteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Luiz Marques da Silva Mello, vai a. Porlngal
tratar de sua saudc, levando em sua companhia
doas iillias menores, e deixa duranlesua ausencia por
Pergunta-se ao senhor do Santissimo que na
procissSo de liontem ia cobrindo um dos aojos cora o
chapeo de sol, em que ritual ou lilhurgia achou pu-
der usar delle, quando nao be permllido botar
cap'pela cabera para se defender do sol ou chuva.
p abaix assignado faz ver ao publico, que no
da 14 do correnuj mez as 8 horas da manhaa foi-lhe
roubada urna earleira com duas leltras urna de 40
rs., urna dita 58000 rs., dous valles 1 de 40*000,
um dito de 7.SJ000 e mais seis vigsimos da loleria
doLiyramenlo, ns. 1601, 1602,1603, 2605, 2606 e
2607: quem os achou queira ter a bondade de le-
vara ru de S. Francisco aoligo mundo novo casa
de Manoel Raymundo, que ser bem gratificado.
Perden-se da matriz de S. Antonio at a rua
Nova, urna cassoleta de trazer pendurada ao pesc-
lo, com alguns cabellos dentro: quem a achou que-
rendo restituir lev* ao Sr. Jos Mara, de Albuquor-
que Maranhao na (hesouraria geral, o qual gratifica-
ra generosamente.
..Desappareceu no dia 5 do correnle, urna escrava
denomc Delphina, crioula, de idade 25 a 30 annos,
cor preta, baxa e grossa, com as ma;aas do resto
um Unto altas, pes e maos pequeos, olhos peque-
os, nariz chato, he muito preguijosa; levou panno
da Costa, vestido novo com lisias azues encarnadas e
flores, um aljfar encarnado no pescoco, brincas as
orelhas, foi vendida aqui nesta prae pelo coronel
Gouvea, por carta de ordens de Anlonio Monteiro
de Farias, morador em Nazarelh,, por isso roga-se a
todas as autoridades polieiaes, capiUlcs de campo,
oa qualquer pessoa do povo que viremadila escra-
va, apprehende-la e leva-la a rua ireila m. 3, aue
ser* gratificada. ^ H
PUNTAS VIVAS EM \EGETAfiO.
Os amadores da agricultura que quize-
rem comprar plantas vivas em vegetarao,
fio convidados para hoje 17 de abril adi-
rigirem-se ao aterro da Boa-Vista n. 58
loja, onde encontrarao urna colleccao
distinctade plantas as mais raras, as quaes
somante estarfio a venda at o dia 25 do
eprrenfe: os senhores amadores acharao
all em que satisfazer seu espirito.
Precisa-se de urna ama para o serviro de casa
era, pega-saben): ua rua do padre Flnrino n. 27.
Perdeu-se no dia quiila-feira prxima passada,
urna pulseira de ouro naruaNov, a qual foi apa-
nhada por um prelo: a pessoa que achou ou dola
dar noticia, dirija-se a rua Direita n. 32 110 segundo
andar que ser bem recompensado.
Precisa-se de uro homem para Irabaffllr em um
sillo: na rua Nova n. 18. ,
i)e$eja-se fallar ao.Sr. DomiagosJose
de Magalhaes ou alguempor elle: na rua.
do Vigario n. 7.
nVe!*80 8o.'e* y>i a Europa, levando-em
i *??*"* *" fi,h0 enorJoo Vello Soares,
Juu7rilT5,T proccnradnre a mulher D. Mara
Pinto deIe4o^',a?^S.re8' >"">dador Jo3o
rimo ae i.emos e Jos Peixolo da Fonseca.
No dia 7 demso de 1852, desappareceu um
cravo, pardo denome Leonardo de idade de118
nos pouco mais ou menos, com o*, seguini, sigtue"
baixo e o pello um pouco meido PL*
bellos carapinhose descera' al o meio da testa foi
eseravodeJoaniuvMaria dos p,wos, moradora na
Boa-viagem : desconlia-sc que fosse seduzido, es|e
escravo vinlia lodos os das vender leile ao Reri'fe
ha noticia de ter sido visto no serto no lugar Var-
zia da Vaca, ule estravo perlence Femando Jos
da Rocha Pinto, morador no Rio de Janeiro : qoem
o pegar e o levar, a rua da Cadeia do Recife, loja n.
5, receber do abaixo assignado 20ttJ rt. de' gralifi-
eacao. Anlonio Bernardo Mfe de Carralho.
Preeisa-se de urna ama tM^iuma casa de pouca
familia : na rna das Boias, no primeiro sobradolcon-
.fronte ao arroasem do Sr. Guerra.
J. Chardon, hachare! em bellas leltras, Dr. cm
direito, formado na universidade de Pars, ensina
em sua casa, rua das Flores n. 37. primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da rua das Flores com a
rua da Concordia, a ler, cscrever, traduzir e fallar
correclamente a lingun franeza e tambem d licoes
particulares em casa de familia.
Joao Severiuo do Reg Barros o sua mulher D.
Mara Rita de Mello, faz scente ao respelavel* pu-
blico, que pessoa alguma faca negocio com Jotquim
do Hego Barros Pessoa Jnior, sobre o silio que elle
tem cm Ierras d Apipucos, e para qu ninguem Se
chame a iguorancia, por isso faz scienle, por que lem
de procurar o seu direito.
Precisa-se de urna escrava para o servico inter-
no e externo de urna casa ito pouca familia, e outra
quitandeira, paaa-se bem: quem as tiver auuuncCe
para ser procurado.
Aluga-se um pequeo silio com boa casa, par-
rcira com bastantes uvas quasi maduras, algumas
fruteiras, boa agua de beber, no principio da estra-
da dos Afilelos ao p do Manguiuh: quem o pre-
tendes alugax dirija-se ao largo da Treinpe sobrado
ii. 1 que tea a taberna por baixo, qne achara com
quem tratar.
Quem com pouco dinheiro quizr ter um bom
caixio novo e muito bem feilo, proprio para depo-
sito de assucar ou bolacha, dirija-se rua Direita
n. 19.
Loja ingleza de roupa feita, rua da Cadeia
do Recife n. 16.
Existe nesle estabelecimento um grande sorlimento
de roupa feita de todas as qualidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, caigas, colleles, camisas, reroulas,
etc., e os preros serao os mais razoaveis possiveis,
visto serosvslema do dono nao dcxar dinheiro sa-
hir ainda mesmo com algum prejuizo.
Sabbado 15 do.correnlc nos das seguinles, ha-
ver no bilhar da Capmiaa sorvetes, caf, cha, bolos,
bolinhos, pastelees, e varios oulros petiscos, de 6 ho-
ras da' tarde em dianle.
Januario Alexandrno da Silva Rabel lo Caneca
convida ios senhores que o anno passado tomaram li-
coes gratuitas de grammatica pralica e desenlio, que
bajan i de comparecer em sua casa no largo do Terca,
sobrado n. 20, na noite do 1. da til depois da Pas-
choa, para tratar-seda abertura d'aula.
(Precisa-se de urna ama secca, forra ou captiva,
que. saiba cozinhar, engommar c ensaboar, para ser-
vir em casa de um homemsolteiro : na rua dos Bur-
gos n. 31.
Deseja-s fallar com o Sr. Carlos Francisco
Soares. a necocio de seu iiiteresse : no aterro da
Boa-Vista n. 78, loja.
Urna pessoa habilitada pela pratica
que tem de ensinar, propoe-se a dar li-
cOes das linguas franceza e ingleza por
mdico preco : quem pretender, queira
dirigir-se'a rua larga do Rosario, quarto
andar por cima da botica do Sr. Bartho-
lomeu.
-.Quem precisarle um bolieiro para'bolear,
queira annunciar neste Diario para ser procurado, o
tralar-se.
l)-se:5009000 rs. a juros com penhores de ouro
ou prala, ou com penhora em alguma propriedade
desembarazada : quem precisar dirija-se ao aterro da
Boa-Vista, no primeiro andar do sobrado n. 51.
Aluga-se um sobrado de dous andares,. sito na
rua da Aurora o. 22 com baslaDlcs commodos, porla-
cocheira e cavallerice: IralaV na mesraa rua b.
26, sobrado da quina. *
' O Sr. fiador perante a F. da casada praiaic
S. Rita, queira mandar pagar o aluguel que deve
desde 18 de seieinbro de 1850, juntamente tanflem
mandar enlregar as chaves da mesma casa, e queira
terco lembranja a caria que escreveti em 9 de no-
vembro de 1853, pois quedo contrario se publicar
o seu nome por esttico; isto lhe pede
A torre de S. Pedro.
Jos Marcelino daRoza, cidadao Brasileiro,
relira-se para Portugal a tratar de sua saude, e AV;i-
xa na gerencia de seu negocio encarregado do activo
e passvo, como seu primeiro procurador, seu mano
Joaquim' Mauricio Goncalvos Roza, para segundo o
Sr. Albino Jos da -Silva, e terceiro o Sr. Jos'Bap-
tisla ila Fonseca Jnior.
Precisa-se d urna ama que saina cozinhar, en-
gommar, para servir de porlas a dentro a duas pes-
soas : tratar na rua Augusta n. 33 casa.terrea da
quina que volla para o Peixolo,que tem la'mpeao.
Faco ver ao respeilavel publico, que sendo eu
duente de hcrysipella ha 18 anuos, dando-mc a maior
parle das las duas vezes, em um pdto,|de que j es-
lava muito nchado, e por umitas vezos estourava o
dito peito, e logo que live noticia do Sr. Bento Bar-
boza Cordeiro, morador na rua de Santo Amaro casa
terrea n. 24, qne enrou-me ha tres annos desle mal,
como consi a todos os mcus viznhos, que -viram e
presenciaran) os grandes prodigios de suas curas, que
em' pouco lempo reslabcieciam os doentes, recorr
ao dito senhor, e liifuei perfelamenlc ba, eaflirmo
em f de verdade.Mara Romana de Azevedo.
Recife 12 de abril de 1854.
Aluga-se urna boa rasa com pequeo silio qne
tem parreras, com bastantes ovas quasi maduras,
varias frurleiras, o cacimba de agua de beber, no
principio di estrada dos Afililos ao p do Mangui-
nho: trata-se de seu preco no largo da Trempe so-
brado ii. 1, que lem taberna por baixo.
OITerece-se urna ama secca para o servico de
urna casa : na Iravessa do Ouvidor. confronte a co-
cheira,
Quem se julgar credor da irmandade do Divino
Espirito Santo; erecta na igreja de N. S. da Coft-
rei^ao dos militares, haja de apresenlar sua conla a
Malhias de Azevedo Villaronco, na rua do Crespo
loja n, 1, isto no pfazo de oito dias da puhlicacao do
presente annuncio.O encarregado da irmandade,
Malliias de Azecedo l'illarouco.
Aluga-se um rico vestuario para .baile de mas-
carado : na rua Nova p. 1.
Augusto Heb'rard, subdito fran:Z, relira-se
para o Rio de Janeiro.
Autopio Rodrigues de Almeida vai i Portugal
tratar de seus negocios, levando em sua compaulua
a criada Anna Mara da Conceirao, e o criado Ma-
noel do Reg Raposo.
Domingos Rodrigues de Andrade vai Europa,
levando em sua companhia urna sua lilha menor.
Domingos Rodrigues de Andrade, como esteja
de sahida para Europa, pede a todas as' pessoas que
com o mesmo lenbam comas particulares, bajam de
apreseuta-las at o fim do correnle para seren pa-
gas. '.
Domingos Rodrigues de Andrade, lendo de fa-
zer urna viagem i Europa, deixa duranlesua ausen-
cia por seus bstanles procuradores para cuidar dos
seus negocios, lano particulares como tendentes a
sociedad que lem com o Sr. JoSo Jos Rodrigues
nendes, em primeiro lugar au dito Sr. Mendes, em
segundo ao Sr. Manoel Duarte Rodrigues, e em ter-
ceiro ao Sr. Joao da Cunha Mavalhes.-
Precisa-se de urna criada para lodo o servico de
urna casa de pequea familia; paga-se com gene-
lade : na roa de Apollo n. 20, segundo andar.
Hornee opathia.
& CLNICA ESPECIAL DAS MO-
(fi LESTIAS NERVOSAS.
a Hysteria, epilepsia ou gota co- ,
22 ral, rheumatismo, gota, paraly.-
W sta, defeitos da falla, do ouvido e (
W dos olhos, melancolia, ceplialalgia '
(p ou dores de cabera, enchaqueca, I
() dores e tudo mais que o povo co- l
() nhece pelo nome genrico de ner- |
(A voso.
Z As molestias.nervosas requeren) muitas ve-
^^ zes, alm dos medicamentos, o emprego de '
oulros meius, que despertem ou abatam a
j> sensibilidade. Estes meos possuo eu ago-
(^ ra, e os ponhn a disposcao do publico.
^ Consullas lodos os dias "(de gcaca para os
w pobres), desde s 9 horas da manhaa, al
ttl as duas da larde, rua de S. Francisco (Mnn-
cA. do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Oleqario
"*" Ludgero Pinho.
o primeiro isso encarregado de suas transjicfoes.
COMPRAS. ~
Compra-se urna negra que seja sadia e tenha
bom leite para criar : quem liver annuncie para ser
procurado.
Compra-se om diccionario de Constancio em
meio uso: no aterro da Boa-Vista n. 60..
Compram-se patacoe* brasileiros e
ne8panhoes : na rua da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se urna negra, ou muala moca, que
saiba -engommar e coser bem, o que no seja acos-
ttimada a vender na rua: na rua da Cadeia do Reci-
te loja n. 64. '
Compra-se prata brasileira- e hespanhola a
19940o palacio : na rua da Cadeia do Recife n. 54.
VENDAS
Aviso aos rapazes solteiros.
Chegoua loja de miudezas da rua do Collegio n.
1, um segredo que s avista do comprador he que
se pode mostrar, he fazenda de primera qualidade,
marca P. R. R.; a ella antes que se acabe, porque as
encommendas sao muitas.
Quem precisar de madeiras de todas as qoalida-
des, tamanho, ou grossura para construccao de casa:
ou navios, entrando nislo alm de todos os seus per-
lenccs, maslros de qualquer lamauho, e lambem lo-
dos os pertences de barcaja de qualquer lmannos
dirija-so ao escrptorio de Wanderlev & Irmao para
em lempo fazerera-se para fra as encommendas me-
diante os ajustes.
1 HOMEOPATHIA.
g Comarca do Cabo.
1 Manoel de Siqueira Cavalciti mudou-se
g para o engenho Martapagipe. Contina a dar
* consultas todos os dias, e a tratar os pobres
W gratuitamente. a
>@:@gg
Vende-se um carro de 4 rodas, em muito bom
estado, com seus compelenles arreios : quem o pre-
tender, dirija-se rua do Aragao o. 6.
Attencao.
O abaixo assignado, morador na povoajao de Be-
berbci junto a ponte, avisa a bella rapaziada aman-
te do bello e delicioso banho, que em sua casa lem
commodos para receber hospedes, prometiendo bom
Iralamento e servi-los com aceio e ponlualidade;
bem como lem estribara para accommodar 12 ou
mais cavallos, e abundancia de capim para os pensar.
Bento de Carvalho Bastos.
3. Jane dentista,
conliua rezidk- oa rua Nova, primeiro andar n. 19.
Joao Baptisla da Medeiros faz scientc, que Jo
s Honorato de Mello deixou de ser seu caixeiro d<
de 11 do torrente.
Precisa-se de uma ama para amamentar um
menihocom nove mezes de idade: a Iralar na rua
do Vigario n. 9 armazem, ou na rua do Brum se-
gundo andar n. 20.
Pcrdeu-sc no dia 14 do correnle na igreja da
ordem lerceira deS. Francisco uma caixa de rap de
lartaruga com aros de ouro : quem achou, quereudo
restituir o poder fazerna rua larga do Rosario n.
36, botica de Bartholomeu, que ser recompensado.
Paga-se generosamente a uma boa ama de leile
que queira mamentar uma enanca : na rua do Li-
vramento n."> 6, nb primeiro andar.
Sala de bafbeiro na travesea do Quema-
do n. 7.
O dono da dita convida a todas as pessoas, e
particular aos seus afeiroados amigos, que dos seus
serviros q'oerendo ulilisa.r-se.podcm iradila sala.que
o acharao sempre promplo a qualqoer da c hora
para excrcer todas as funccOes da sua arte de bar-
bciro. Antonio Jos' do Monte,
-*- O advogado Vicente Pereira do Reg
mudou o seu escriptorio da'casa n. 19,
para a den. 52 da mesma rua estrata io
Rosario.
OSr. Pedro Alexandrno Horfls de Camargo,
advogado da villa do Serinhaem, que de prsenle se
ada nesta praca, queira fazer o favor anounciar a
sua assislencia, que muilo se deseja fallar a negocio
de seu inleresse, ou dirija-se a rua Augusta, casa
errea n. 33.
PEIXE SEGCOvj
Vende-se peixe secco muito gordo e boas ovs do
sertao : na rua do Queimado, loja u. 14. .
MIUIO.
Vende-se a 39000 com a sacca, superior milho
muito novo, e 'saccas muito grandes: na rua de
Crespo n. 21.
NO ARMAZEM DE EDUARDO
H. Wyatt, rua do Trapiche Novo n.
18, ha conjtontemente para vender
em grosso osfegumtes artigos :
Alvaiade de primeira qualidade, em bar-
rilinhos de 28 libras. '
Superior ere em barricas de 5 a 6 quin-
taescada uma.
Fio de vela e de sapateiro.
Chumbo de municao sortido.
Cerveja branca e preta, em barricas de
quatro duzias.
Bita dita em meias garrafas.
Vinbo do Porto e Cherez, em barris de
quatro empipa.
Bicosde algodo es-eitos e largos.
Linhas de dit em novellos.j diversos sor-
timen tos'.
Chapeos de sol de algodao de barras lar-
gas e estJtas.
Fitas de la daf cores sortidas.
Ditas de alpdo brancas de diversas lar-
guras. 7
Meias curtas de dito cruas para homem.
Luvas deseda para senbora, brancas,'pre-
tas e cor de can mi.
Ditas para homem, ditas ditas dita.
Meias de seda brancas e pretas parase-
nhora.
Chicotes inglezcs para canos.
Loros e silhas para sellins.
Couros de lastre para'cobertas de carros.
Globos de vidro para corredores ou es-
. cadas.
Lustres bronzeados para veas, de o, 4 e
5 luzes.
Candelabros ditos dito dito.
Arandelas ditos dito de 1 luz.
Lustres dourados de 5 luzes para azeite.
Casticaes de casquinha com mangas.
Aro para molas de carro.
Facetes com cabo de osso c de pau.
Fechaduras inglezas de patente grandes
para portas com 2 chaves.
Bataneas para pesar cartas.
Livrs para copiar cartas com ndice e
sem elle.
Panel de" dito em resmas de dous tama-
nhos.
Dito mata-borrao encarnado em blheto
maior.
Tinta preta de copiar.
Dita encarnada.
Lacre superior encarnado e
Lapis e obreias inglezas.
Cutelarias e ferragens de todas' as quali-
dades, proprias para este mercado, das,
quaes lia sempre em ser um sortimento
completo.
VENDE-SE NO ARMAZEM DE
Eduardo H. Wyatt, rua do Trapiche
Novo n. 18,
Um lindo estoja,- que pode servir para se-
iihdii,,Ui4fcm.m, a vontade do com-
prador.
Estojos pequeos paratoilete dassenhoras.
Escalas de fita com caixa prateada, pro-
prias para armaze ns ou lojas d'e fa-
zendas.
uperiores lentes dito dito,
tojos de facas e gaifos comfolhas pla-
teadas para o servico de sobre mesa.
Ditos com 1 faca, garb e collier do mesmo
metal para.meninas.
Veude-sc uma escrava de najlo, de roeia ida-
de, robusta, rozinha, lava, o serve lambem para 0
campo, sem vicio nem achaques: na rua do padre
Floriano n. 62.
^Vende-se panno azul ordinario, proprio para
Iropa, em por;ao ou a covado, por barato preco: na
loja de quatro portas u. 3, ao lado do arco de S. An-
tonio.
Vendem-sc 6 escravas mocas de bonitas fisuras,*
nina deltas engomma, coze, coziuhae faz labvrinlbo:
na rua Dreila n. 3.
Vcndero-se cqrtes de'casemira preta e de cores,
pelo barato preco de 45300, cobertores escuro? a 800
rcis, chapeos de sol de bonitas cores pelo preco de
68000 res: na loja de4porlas na ruap:o Crespo n. 3,
ao lado do arco de S. Antonio.
Vende-se um sobrado de um' andar em l-'ora de
Porlas rua do Pilar n. 82, com os'commodos seguin-
les: 2 sallas, 3 quartos, e um sotao com cozinha, um
terraco, quintal, cacimba elnja: quem quizer com-
pra-lo dirija-se a mesma casa neslesoilo dias que
achara cora quem Iralar.
Vende-se uma'escrava de 18 a 20 annos, que co-
zinha o diario de uma casa, lava de saba*, engomma
bem, sem vicios iiein achaques, o de exceden le con-
duela: na rua Imperial n. 167.
Vende-se uma escrava moja, boa coslurera, en-
gomma e cozinha o diario de urna casa de familia:
na rua Vclha n. 20.
Vende-se uma escrava de meia idade, sabe la-
var do sabio e varrela, muilo propriapara o servido
de campo, por j ter sido esla a sua ocrupaca:
quema pretender dirija-sea rua do Crespo loja n.6
Vende-se um escravo proprio para eogeoho,
por preco commodo : na rua da Praia n. 29.
- ESTAHHO.
Vende-se estando em verguinha : no
armazem de Eduardo H. Wyatt, rua do
Trapiche novo, n. 18.
Vende-se um exccllcole carrinho de 4 rodas,
mu bom construido, emhom estado; est exposto na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendentes examna-lo, e Iralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Kecife
n. 27, armazem. |
No armazem confronte a loja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas cariocas novas muito- bem
construidas, as quaes servem para cavado ou boi, e
outra nsada ; as quaes se vendem pelo prejo que o
comprador oflerecer. .
No pateo do Carmo, laberna n. 1, vende-se
um escravo proprio para todo serviro.
Vende-se um rico vestuario para baile de mas-
cara : na prae.a da Independencia n. 14 e 16.
Vcndem-se correles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslo em muito boro es-
tado, e por preco muilo commodo : na rua da Sn-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, lalo e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como b.rins, lonas e oulros paooos velhos etc.
Vende-se feijo mulatinho muito novo, por
menos do que em oulra qualquer parle : no caes do
Ramos, armazem n. 2.
Vende-se Uma jirela crioula, moja, de 18 an-
nos, que sabe coser, engommar e cozinhar: quem a
quizer, dirija-se rua da Cadeia do Recife n. 54.
Vende-se um prelo do gentio de ogola, de ida- i
de que representa pouco mais ou menos 3.3 anno-,;
sem achaque, do servico da rua a campo : na rua da
Praia, depois da ribera do peixe, terceiro sobrado ao
lado direito.
Mascaras. *
Vendem-se mascaras de rame e cera, para os
prximos bailes do tliealro : na rua Nova n. 42.
Vende-se a fcasa lerrea n. 8 da Iravessa da Vi-
racoou becco de Jos Lourenco : n rua estreila do
Rosario confronte a igreja se dir quem vende.
Vende-se uma taberna no Mondego n. 68:
quem a pretender, dirija-se a mesma.
NAYALHAS A COMENTO E TESOUUAS.
Na rua da Cadeia do Itccifc n, 48, 1 andar es-
criplorio de Augusto C. de Abren conlinoam-se a
vcuder a 8,000 ris o par (prcro fixo) s j bem co-
nhecidas e afamadas navalhas de barba, fcilas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposcjlo de
Londres, as qaaea alm de durarcm extraordiuaria-
Ic nao se seqHHbo rosto na accao de corlar: ven-
dem-se com rtondirao de nao agradando poderem os
compradoresdevolve-lasaltSdias depois dacqmpra,
reslituiudo-se o importe; na mesma casa ha ricas
lesouriulias para unhas feitas peto mesmo fabricante.
ptimo vinho de Collares,
em barris de 7 em pipa: no escriptorio de Augusto
C. de Abrcu na roa da Cadeia do Recife n. 48, 1
audar.
Chapeos pretos de castor,
.de qualidade superior a de todos quantosat agora
lem apparecido: no escriptorio de Augusto C. de
AbreU na rua da cadeia do Kecife ji. 48, 1* andar.
Vcndem-se queijos de mahteiga por preco
commodo, e cera amareUa do ceriao : na rua da Ma-
dre de Dos o. 36.
PAUTO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palito- de alpaca e de brim,
na rua do Collegio n. 4, e na rua ila Cadeia do Kes-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
OVAS DO SERTAO.
Vendcm-se muilo frescaes ovas do serbio, por pre-
co commodo: na rua do Queimado, loja n. 14.
Delouche, relojoeiro.
Vendem-sc relogios e concerlam-se, mais
barato do que cm oulra qualquer parte ; as-
__siin como tem vidros, correles e chaves :
na rua Nova n. 11. Tambem vende agua argcnlo-
magoetica para pralcar. '
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Anlonio Francisco Mar-
lins, oa rua da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
centemenle chegadas de Lisboa oa barca porlugueza
Margarida, como seja : couva tronxuda, monvarda,
saboia, feijo carra pato de dus qualidades, ervilha
torta e direita, coentro, salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Vende-se om escravo: quem pretender dinja-
se ao sobrado do atorro da Boa Vista n. 53 de 1 mira
da larde em vante ate 6 da larde achara com quem
tratar.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixnhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaty, por commodo
preco : na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
Vendem-se 4 escravos, t mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 pretode 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga po Rosario n. 25.
PALITO'S DE
Na loja do sobrado amarello, na rua *
Queimado n. 29, vendcm-se sobretodos de
borracha, proprios para o inverna, e por pre-
co commodo.
&
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sc chapeos de castor brancopor commodo
preco,
'feijo.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-se feijo mulatinho
muilo novo, e em saccas grandes : a tratar na rua da
Croz n. 15, segundo andar.
Caixas para rape.
Vendem-se supriorescaixas para rap feitas na c
dado de Nazarelh, pelo melhor fabricante deste ge-
nero naqoella cidade, pelo diminuto preso de 19280 :
ua rua do Crespo loja o. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretoa francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante qne
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por roe-
nos prec,o que em oulra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrica de Todos os Sanios na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaB. trancado d'aquella fabrica,
muitoproprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, pofprero commodo!
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sauinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, oovissma.
.Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santo o. 11, o seguinlc:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos*carretela, brea em barricas muito
grandes, ac de milaOsortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fun-cao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de mora-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. P
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e holiandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4. ^
SANDS.
v .. SALSA PAIIIUU.
Vicenle Jos de Brilo, nico agento em Pernam-
bueo de B. J. D. Sands, cliimco americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praja uma grande por-
co de frascos de salsa parrillia de Sands, que sao
verdadciramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir ueste
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre rostumam l razer os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela mao daquedes, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humahidade.
Porlanto pedo, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parr'ilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
d; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na roa da Conceic^o
do Kecife n. 61 ; e, alm do receiluario qne acom-
panlia cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se adiar sua firma em ma-
nuscripto sobre o iuvoltorip impresso do mesmo
Traeos.. A*-6---
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do O chafariz continua- haver um
completo sortimento de, taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carreganMe em carro
sem despeza ao compradora
Moinhos de vento
*om bomba si'erepuxo para regar -hartase baixas
de capim, nafundicaCde D. W. Bowman:na ra*
do Brum ns. 6, 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior .vinho do Porto,-.em
barrisde4., 5. e 8.: no armazen
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar
escriptorio de Nova es & Companhia/
rua do Trapichen. 3*.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afregueada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos mi-
to graodes e eocorpados a 11400: na rua do Crespo,
loja da esquina qne volla para a Cadeia.
preto.
Precisa-se de orna ama
Dreila o. 18, primeiro andar.
porlugueza : na rua
CandidoMoreira da Cosa vai Europa a Ira-
tar-se de sua saude. *
Aluua-so a loja do sobrado da roa eslreila.do
Rosario, propria.para officina : a lialar naruado
Nogueira n.2t,
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr. Hering traduzido em por-
tuguez.
Acha-sc a venda esla importaotissima o-
bra do Dr. llcrng no consultorio homreo-
palhco do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
sio n. "i, 1 andar.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia-.
Na-*-d ro andar, tempara'Nwixder'tiversas^nu-
sicaspara piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIG9.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existen) no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
25400 a peta, cortes de ganga amarella de quadro OleadOS para mesas,
muito lindos-a 19500, cortes do vestido de cambraia Tapetes de 13a para
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 20800, ditos
com 81|2 varas a 3J000 rs., cortes de meia casemira
para calca*3*000 rs., e outras muitas fazendas por
prec,o commodo ; oa rua do Crespo, loja da esqoina
que volla para a Cadeia.
Acanelada Edwln SXaw,
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro diado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina hrisontal para vapor ,. com forja de
4- cavallos, cocos, paasadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por meaos preco- que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Soecia, e fa-
llas de flandres ; tudo por barato preco.
POTASL
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potasta
da Russia, americana e brasileira, em paqaew
ris de 4 arrobas; a boa qoalidade preces m
ratos do que em outra qualqoer parte, se a
aos que precisaren) comprar.' No mesmo di (etilo
tambem ha barris com cal de Lisboa ero pedra", pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas,brinzaS, brinse mala* lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Biebe
Comoanhia, na rua da Croz n. 4.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem \*Veg*
a trra* e com poucos fondos, efaa-se*an-
tagem ao comprador : quem a.pretender,
dirija-se ao armazem copfronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se setim preto lavrado, de ntoilo bom
gosto, para vestidos, a 29600 o covado: fu rna do
Crespo, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
Vende-se arroz de casca mailo novo a 3J500
a scea : na roa do Vigario, armazem o. 5.
Grande pechinclia !
Vendem-se corle de cassa do nllimo gosto, e cores .
fixas, pelo baralissiroo prec,o do 19990 o corte : na
rua do Crespo n. 5.
Vendem-se 600 saccas com milho,
pelo barato preco de 2$800 a 5^200 a
sacca : na rua da Praia n. 1 *A, travessa
do arsenal de guerra.
Devoto Christao.
Sahioaloza 2." ed;ao do livrinrro denominado
Devoto Chrisiao.mais correcto e acresceotado: venda-
se nicamente dr livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exer-plar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mu to grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, leja da
esquina que valla para a cadeia.
Vendem-se em casa de S. P., Johns-
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto de superior qualidade en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellips para montara de homem e se-
nnora.
Vaquete de lustro para coberta de car-
ros.
Relogios de ouro patentes inglezes.
FUNDICAO' D AURORA.
Na fundicao completo sorlimento de machinas de va
d'alta como de baixa pressao de modei
approvados. Tambem se apromptam de encomnw
dadequalquerformaque.se possam desejar coma
maior presteza. Habis omciaes serio man
para as ir assenlar, e os fabricantes- como le
coslume afiancam o perfeito Irabalho dellas, e s res-
ponsabilisam por qualqner defeilo que possa aella
pparecer durante a prajneirasatra. Muitas n
as de vapor consu-uid^%ste estabalecimcplo tem
estado em consunto-^ TueslaHaKovincia 10, 12,
eat 16 annos,.e apenS jh exigHo mV
cantes reparos, e algu^Tal ne^hdns absolutamen-
te, accrescendu que. oWonsunune, do" conbuslivei he
mui mcofisideravel, Os senhores deengenno,
e outras quaesquef"pessoas que precisaren) .de
chinismo sao respeitosamente convidados
estabelecimento em Santo Amaro.
NO ARMAZEM DE C.J.jWH|
EC0MPAMII4; RL'A DO TRAP1C
ha para vender o segrate : '
Oleo de linhaca em latas de 5 galues.
Champagne, marca A.. C.
, ATTENCAO'!!
Vonde-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na rua Di-
reita n.76, esquina do becco dos Peccados Mortaes,
' Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
sc 190 liares do coturnos de couro de luslre, bem fei-
tos, pelo diminuto preco de 29500 cada um.
NO CONSULTORIO BOMEOPATHICO
do
; M. P.A.LOBO 1I0SC0Z0.
Vende-se a melhor do toda as obras do medicina
nomcopalliica lar O NOVO MANUAL DO DR.
JAIIR ^ss traducido em portuguez pelo Dr. P.
A. Lobo Moscoao, conlcndo um accrescmo de im-
portantes explicarles sobre a applicarao das doses, a
dieta, ele, etc. pelo traduxtor : quatro volumesen-
cadernados cm dous 205000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 4go00
Uma earleira de 2i medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 405000
Dita de 36 .........458000
Dita, i*e 48.........508000
Uma de 60luboscoro 6 frascos detincluras. 600U0
Dita .le 144 com 6 ditos......1008000
Cada earleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carlcras de 24 tubos pequeos para algi-
beira^ ,....... 88000
Dlasd48dlos.........168000
Tubos avulsos'de glbulos..... 18000
l'rascpsde meiaon^a delinctura '. .. 2000
Ha tambem para vender grande quaatidade de
tulios de crystal muito fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
Asuperioridade desles medicamentos esta hoje por
todos reconhecida, e por sso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignarara nooomprarama
obra do JAIIR, anles de publicado o 4- volume, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preco.
O Deposito de vinho de cliam- 1$)
($) pagne Chateau-Ay, primeiraqua- A
( lidade, de propriedade do condi A
Mk de Mareuil, rua da Cruz do Re- #&
^ cife n. 20: este vinho, o melhor "
9 de toda a champagne vendfr- W
fgj se a ob'^OOO rs. cada caixa, acha-
" se nicamente em casa de L. Le- -
w comte Feron & Companliia.'N. B. w
tB As caixas sao marcadas a fogo
($) Conde de Mareuil e os rtulos Q
das garrafas sao tues. M
@@S^@: SS3SS $
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro dcsellins, che-
gada recenlcmenle da America.
Vcndem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porepes de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do Fea;
te do Mattos, defronte do trapiche do a-
gidao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco,fun-
decdo no caes do Collegio, e na rua da
Cruz n. 28, vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova que existajjo mer-
cado, e a preco razoavel.
Na rua do Crespo, loja n. 23,
vendcm-se corles de casemira preta fina.a
58000, sarja preta larga, fazenda superior, a @
*00Q o covado, selim de Macan mullo cncor- %>
pado a 28)00. chales de 1,1a escaros a800 rs.,
panno preto e azul a 38000, corles de casem- @
Jg ra parda a 28000, dula franceza larga com
T algum mofo a 200 rs. o covado, ditas limpas
muilo finas a 2W, riscados francezes d cores
fixas a 180, riscados de linho os melhores que
ha no mercado a 240, e oulras muitas fazeu- @

@@@:e@
Vende-se uma prela que sabe cozinhar o diario
de urna casa: na rua do Livramento n, 1.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem de Henrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabooele, de patente
inslez, da melhor qualidade, e fabricados ero Lon-
dres, por prejo commodo.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, chan-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
; mazem de L^Leconte Feron &
Companhia.
?
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n.16.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se om carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cochera de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fino preto a 38000, 48000 ,
58000 e 68000, dito azot 38000, 48000 e 58000, ca-
semira prela a 28500, selim preto muito superior ,
39000 e 48000 o covado, 6arja prela hespanhola 29 e
28500 rs., selim lavrado propriofjara vestidos de se-
nhora a 28600, muilas mais fazendas de muilasqua-
lidades, por preco commodo : na rua do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na rua da Craz o. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
caty, por menos preso do que em onlra qualquer
parle.
Vendcm-se cobertores brancos de algodao grao-
des, a 19440; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, ditos de salpico de tapete, a 18400: na rua do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle &Companhia; vendem-se
os algodoes desta fabrica : na'rua da Cadeia Vclha
n. 52. ,
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mcYcado,
como tambem um sorlimento de fariahas amcricirnas:
no armazem de Deane Youle & Companhia, ja" bec-
co do Uonralves.
Relogios de ouro .inglezes :
vendem-se em asa de Deane Voule & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Voule &Compa-
nhia, rua da Cadeia Velha n. >2. nfoe M.lUo *""
dadeiro e carvao patente, proprio psia Terreiros.
Vendem-se dous vehculos ou carros de qualro
rodas de carregar fazendas ba alfandega, por com-
modo preco: a tratar no cae do Ramos n.B.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas de olha de ferro, pintadas, -par
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em, salmoura.
Lonas da Russia.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de yerniz para ari
Arreios para um e dous cavallos, g
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabrio
Couros'de viado de lustre para cobertas
Cabecadas para montara,' para snhora.
Esporas d ac prateado.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro,, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de (j. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vend
dos de ferro de superior qualidade.
Vende-se um cofre de madoira con os de
ferro muito forte e com tres fechaduras m legu-
ras, por prec.o commodoxna raa da Senzala defron-
te da loja do Sr. MartinsVjllnlor.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ao mco dia de 27 de marco do' con anno
desappareceu da casa do abaixo assignado
era va, crioula.de nome Angt nos,
pouco mais ou menos, com 6?
bastante prela, cabelBSs~e>es<-dos.
ma abrir ao meio, faltam-Ihe 2 denles 4 da
parte d cima; levou vestido de cassa roieada
res grandes, e mais uma pequea Ifonxa com roupa.
Esla escrava loi pelo mesmo abaixo assignad com-
prada em 10 de fevereiro prximo pasa* 5r-
Josc da Silva Loyo, o qual a vender *r-
dem do Illm. Sr'. capitao Antonio Mana de*
Delgado: consta que costuma andar fardad
dado do quarto de artilharia em Olinda, e qoe tora
vsla em Santo Amaro e auas vsinhau{as estes
recummenda-se as pessoas que della lenham a Ida,
leva-la ou manda-la loja de ferratens da na da
Cadeia do Recife n. 56 A, que se gralificara genero-
samente. .*
Em dias do mez de oalubro do anno prximo
passado, fugo do engnbo Ciirral de I-ora
de Mamanguape, provincia da 1 arahib
um escravo de nome Joaquim cojos i
seguinles: alto, cheia do corpo, cor f
testa uma cicatriz de orna encelada qne
riz chalo, falta de denles na frente, I na* e pes
gros do,e agora coosla quefora preso no Calle do Rocha,
c conduzido para -esta provincia
por dous homensl qoem o apprehnder e ay
uar naquellc engenho ao major Jos Gomes i1 Sil-
veira, *er Por *s,e generosamente, recompeaiado,
ou .'i pessoa ao Sr..Guimaraes I>;s.nppareceunodia26 de marco do correnle
anno, um escraru cabra por' nome Antonio, com os
sicnaes seguratea: idade 20 annos, altura proporcio-
nal, cnr.avcrmelhada, tem um dedo da mi esquer-
il- jado, a he bonita figura, he bastante esperto e
afda sempre apressado, nao se sabe a ronpa cora que ,
rugi, mas ho de coslume s vestir calca e carniza, e
sempre descalco, levou cfiapcodo Chile fino de abas
pequeas, porm j usado, he natural do Ic, ri
veio ha perlo de 15 mezes: roga-se porla
lordades polieiaes e capiUes de campo, a capMBfo -
mesmo, e mandarem-no entregar a seus senhe.
rua do Brum armazem de assucar n. 28 ou defronle
da cadeia n. 26 terceiro andar, que serio recom-
pensados.
Per..-
*,
l,t.'o
rarto.-tlM




Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EK3L2FW7C_LSBPRU INGEST_TIME 2013-03-27T16:30:14Z PACKAGE AA00011611_01894
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES