Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01893


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Full Text
ANNO XXX.
SABBADO (5 DE ABRIL DE 1854.
Por Auno adiantado 15,000.
Porte frawo para o subscriptor.
V
ENCAREGADOS DA SUBSCRIPOAO'.
Resife, o propretario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pbreira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o SK Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio deLemos Braga ; Ceara, o Sr. Victoriano
AiigBStoBorgs;Maranhao,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr, Justino Jos Ramos.
por 19
CAMBIOS.
Sobre Londres 27" 3/4, 28 e 28 1/8 d.
Taris, 340 a 345 rs. por {f.
Lisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio. -
da companhia de Beberibe ao par.'
da companhia de seguros ao par.
Discerni de Iettras 12 0/0
METAES.
Ouro. OncM hespanholas. 289500 a 295O0O
Moedas de 6400 velhas. 169000
de 69400 novas..- 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios...... 19930
." mexicanos.......19800
PARTID.*
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas firas.
Victoria, e Natal, as quintas feiras. K
PREAMAR DE 110,
Primeira s 6 horas e 54 minutos Ajmanhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos dajtarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relajo, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sectas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas sabbados ao meio dia.
Abril.
F.PIIEMER1DE6.
5 Quarto creseente a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da larde.
13 Luaclieiaas4 horas, 26 minutos e
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manliaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa.
DAS da semana.
10 Segunda. S. Ezequiel propheta ; S... Pompeio.
11 Te^a. S. Leao Magno p. doutord* Igreja.
12 Quarta. de Trevas. Ss. Viclor Vessia mm.
13 Quinta de Endoencas (tg^domeiodiaindiante)
14 Sexta, da Paixao (>gug< al'meiodia.)
15 SabbadodeAlleluia.Ss. EnlhiquioeOUmpiada.
16 Domingo de Pascoa da Resureicao de T. S.
J. Christo. S. Eugraciav. S. alisto.
' No dia 15 do corrente termina o
prazo do pagamento do qartel de abril a
junho da aubscripcao deste Diario a
razao de 4JJ000 -ossenhoces que nfio.pa-
garem ate ewe dia reputa-se que o que-
rem fazera4500 como esta' estipulado.
EXTERIOR.- ~
demonstra
anca.i
'-5
I M
4
!Tres 6 de marco da 1854. .
Temos agora diante de ntis em urna forma com-
pleta, nao s a resposla do imperador da Russia i
carta do imperador Napoleao, mas tambera o ma-
nifest ou declaracao que o czar julgou convenien-
te dirlgir-uo scusjfro^Nes subditos jiesla crisc. Es-
tes documentos aprescnlam a poslja do gaverno
russo para eom a Europa tao clara determinada:
quanto a d Inglaterra e da Franca se tem tornado
le as recedlcs declararnos dos ministros de sua
magstade ho parlamento c a mensagem de I.uiz
ipoleo ab corpo legislativo de seu.imperio. Es-
te documentos servem igualmente para tornar o
contraste de que j temos fallado cutre a lingua-
gem da Russia e a da Franca aimla mais palpavcl
c evidente, i) mrito do discurso do imperador
consiste em ser a todos os respeilos recto,
rdadeiro; uiio conlem intenoSo de (lis-
parle do caso ou de dcsapprovar oulra ;
pacidade de qualquer camponez em
ajes mais civilisadas da Europa
Sle impedidas para a guerra'coni
| porque grandes actos de aggressao c
__i sido commeltidos, por que as teis
as do mundo hito sido violadas, e porque oj
esses gentes c particulares de cada najao orde-
nam resistencia a semclhanlcs acto. O manifest.
maso,pelo contrario, nao* assigna fundamento al-
gum definido da guerra,_e nem d objecto algum de-
finido a estas hostilidades. Observa o que se cha-
nam a instigarles Lraicoeiras, dirigidas a Turqua,
como se ellas, e nao as injustas exigencias da Russia,
acompanhadas pela oceupajao dos principados, fos-
causa da conlcnda. f nsiste sobre os tralados
primitivos, mas nao ousa allegar violacflo alguma
especificadcllcs. ltimamente dei laraque a entrada
da esquadras combinadas no Mar Negro, com o fim
de proteger os Turcos e vedar a navegacao desle mar
pelo navios de guerra russos.be um inaudito pro-
dimenlo entre as naces civilisadas. Mas, em vez
MB resentir de semelhanle iulerfei'enra no modo
>t que se devia esperar do cliefe de um1 grande
rio, o imperador Nicolao informa aos
Mitos sobre este ponto que tem roro-
* todas as relares polticas com as potencias
idas. Tal nao leria sido a sua lmguagem, se
caso (he houvesse causadoatguma ofienja real.c se
efle nao estivesse conscio de que a sua occu-
' P"t*o. forjada dos principados justifica demasia-
damente as Medidas de vindicta que sao dirigidas
confra ti. Fama palavra, s*\erdadeiras causas da
guerra estao nesle documento russo ou mal expos-
la e omittidas, c urna conseqiicncia falsa he tira-
da pela auRUofl^ma r-oulcu-n* uV Htuarn a
religiao ehristaa fao atacadOhela Inglaterra ca
Franca, ao passot que a pro^TRussia se esta prc-^
parando para contender peladefeza de seus territo-
rio* e da Te orthodoxa.
A carta dirigida pelo czar ao imperador dos Fran-
ceiesse oceupa ainda mais minuciosamente com es-
tes promenores ; evita todos os pontos reaes do ca-
so, e se esfOrca para fazer sobresahir com repetidos
argumentos o servijo da diplomacia russa, os quaes
argumentos foram previamente demolidos por va
de pravas ofiiriaes. Aqui lambem encontramos
iimaalusao a alguma inlliiciicia fatal, nqne.scme-
llianle ns irttiga;6es traicoeiras do manifest,
he indobitavelmeute, urna expressao empregada pa-
ra refleetir soWro a comportameulo do cmbaixador
ingtez em .fltjustanlinopla, por que lord Stratford
de Red(&Hp*riou-se, cj)m urna previsao c coragem
qne he impossivcl avaliar, entre o aggressor e as
anas victimas. Estas calumnias j tem sido refuta-
das de lima ,maneira vidente, cin os documeutos
parlamentares ora diante deste paiz e da Europa ;
. mas, quamlo a Russia falla da fatal influencia
ajleseoppunhaecombatia assuasexigencias como
Utas, se esquece que deveu a lord Stratford a so-
ltHo de negocio dos Santos Lugares, e que na pri-
:iva pliase da negociarn o proprio principe Meus-
chikoff escreve ao embaixador inglez, agradecen-
da-Uie a coadjuvacao dada s reclamarocs da Russia
esto parlo da disputa. Mas diremos que se a Por-
ta foasc abandonada a si propria, esla dilferenca
liouvera sidoem breve resovida. Entre a Russia e
a Turqua, nohe improvavel que a intimidarlo e
a corrupcao podesse aiinal obter cssa especie de
aianlu qae consiste em submissao, nao s a estas
exigencias, mais a-quaesquer unirs feitas por
ama potencia Uto forte a oulra tao pouco capaz de
resistencia eflicaz. Mas releva lembrar que ucnlium
dos ministros da Porta hcsilou acerca do imperativo
dever de fazer a mellior resistencia .que poderam a
semelhantes prctcncocs, c que a gucria foi declara-
da pelo jcoiiscllio unnime dos dignitarios do impe-
iof^/Wrntpposirao directa ao cooscllio das
potencias maritimas.
i Roverno russo julga convenienle repetir a asser-
cio de que a oceuparao dos principados Tora pafej
cedida, em grande parte ocasionada, por urna im-
portante oceurrenca previa a chegada da esqua-
combinada as visinhanjas dos Dardanello.
roanlo lord Clarendon demonstren, no seu des-
de t6dc julbo de 1853, ,que as instrucres,
isando lord Stratford a chamar a esquadra, na
adas de Londres senil o no 1. de junho,
lo podiam ser conheclOas em S. Petersburgo
iodo 7 ou 8 do raesmo raez ; uiilretaulo que a
lo do gabinete russo accerca da occupa$lo dos
i uvera lugar a 31 de maio. Portanlo
ie que o nosso movimeuto precedeu
da Russia, e phisicamentc impossivet quo a oceu-
cao do principados houvesse sido occasinnada
r uiasucCesso que ainda nao linha lido" lugar, e
i rom aununciado. Da mesma surte que os
ilcm eropreliendido^ representar a chegada
i esquadras na Bahia de Besika como um cqui-
locciipacjo dos principados, c, estabelecer
lelo entro-estes dous aconlecimentos, qu
d e vehementemente negado pelos governos
francez, da mesma sorle agora emprehen-
ssemclhar a entrada das esquadras no'Bospho-
n 0 laqueem Siuope isto he, collocam no
p* uina medida perfeilamenlc legal de pre-
defeusiva, nao equivalente hostilidade,
B dos actos mais actrozes do servico militar
erno ; eale insullam o governo francez com o
n3o ler declarado guerra antes que esla e-
ijiveste tido lugar. A rcsolucS? das
a potencias pSlTWIfiedir que as esquadras rus-
tas enwemno Mar Negro-fai um castigo apropria-
do Russia por aquello ultrag,; e -tem sido tao
feliz'que eremos que desde, que lo\adoptada, os
nesso navios nao Um tido a fortuna deVeclencon-
tfar com urna s nao russa fora do porto.
O hnplrador da Russia cuidadosamente e absten
em ambas esta produccoes de qualquer liuguagarn
equivalente a urna declafaso de gnerra; com tud
diz que na posieao em que se acha collocado na0
ooda iliscutir nem mesmo examinar por um mo-
1onti- :w rondirOes que llie foraiii oOercciilas, A-
a siippe He que a Turqua eslava para
[laminar as condices a ella oflcroeidas,
quamlo foram protegidas por mearas c por um
acto de imasao muilo mais directo e incompativ.el
com a sua dignidade como estado soberano ? A po-
tencia que manda o principe MenschikofT Cons-
lantiuopla e o conde Orloff a. Vienna nio tem direi-
loa qucixarrse de qualquer falla de respeito dig-
nidadee independencia dos grandes imperios oo dos
seus ministros. Com ludo, at no proprio liminar
da guerra, ludo quanto os interesses unidos c as
admoeslacoes da Europa tem oblido do Autcrata
est resumido as phrases altivas que concluem cssa
caria : o As minhas condicoes sao conhecidas em
Vienna. Sao as uuicas bases que posso permiltir
que se discutam. O- alv&destes iU.--"oeulos lie,
por'tan tu, urna iiwSMTTcanto tentativa a dar corpu
* Uln ou uoiis argumentos lia muilo lempo rcpclli-
os pelo boin senso de toda a Europa, urna des-
fifcicao aneciada em declarar fuerra, por quanto
'- jiorn^nenhuma causa legitima de gue.rrr
pode ser produzultfjcj.atts-'?ar7nias, nuturido, urna
completa determinacao em nao ceder a nada, c pele-
jar esla coutenda.
, Ainda nos resta noticiar que a ultima e mais of-
fensiva porcao desle manifest, que he designado a
dar a guerra o carcter de urna conlenda religiosa,
laucar Inglaterra e- Franca odio de apoiar os
ininigoft da cliristandadc, c reclamar em favor da
Russia rprotecfao do Allissimo contra os ininiigos
da sua f. guando chamamos memoria esses ar-
tificios, essas paixfies, essas artes de "dissimulacao e
fraude, esses jetos dc-crucldadc c violencia que este
grito \le ferocidade e fauatismo teuciona occullar,
recaumos com desgsto da hypocrijia selvtica c
blasphema que invoca as*bencaos do ceo em taes
crimes. Os feitos do homens propensos mutua
destruidlo e animados com o luror da guerra tem
na Yerdade pouco jus bondade.de urna mais clevaa
da potencia, se nao sao consagrados nobre cas-
elo dever e da justicn. Mas quando o imperador da
Russia presume identificar a causa da cbrslandade
com a duplicidade dos seus enviados ou com a car-
neficina das suas esquadrasquando tenia lancar
aos Estados mais civlisados e cbrisiaos da Europa a
imputarlo de que estao peleijando contra o que elle
denomina a fe ostliodoxacom iiidguarao repellimos
a accusai.au. Elle tem taulo direito a insultar os
seus Ilustres adversarios por urna aecusacao Uto ri-
dicula, como a arrogar-ae a exclusiva dignidade de
uirt cmpeSo da f. A uossa'influencia no Oriente,
que estarnos preparados a defender pela armas, de-
ve estender eventualmeule s populaces christaas
urna condirao mais independeute; o seu puderj
tem degradado todas as provincias que lem locado
superslirao dos Asiticos c a condicio dos escravos.
Ao passo que procuramos elevar o governo turco ao
espirito de tolerancia eurpoea, a Russia estimula
as suas hordas com um grito guerreiro de fanatismo
oriental; e, se este esforco he feilo pela Russia pa-
ra assumir o carcter terrivei de orna guerra reli-
giosa contra a Turqua, adquira um aspecto lolal-
mente diflerente, quando os rcacs antagonistas da
Russia sao%s principaes poleucias christaas da Eu-
ropa, conlcndendonao cerlaincntc em favor do
Mahometismomas em favor dosdireitos e da inde-
pWcncfathrnttrmfo. (Time* l
GORBESPOBDENCIAS DO DIARIO DE
FERNAMBUCO.
ParU 18 do marco de 1864.
A guerra tornada inevitavel deve ser prompta a
enrgicamente dirigida.
Se os prqjcclos tradicionaesda Russia sobre Con-
lautinopla nSo podessem ser eternamente adiados,
se a espada de Pedro Grande e de Calliarina II d-
vesse inevitavelmenle levantar-se de novo para'cor-
lar este n gordio da existencia, da grande potencia
mussulmana; e decidir da sua ascencao ii da sua
.morlc a completa civilisarao da nossa vclha Europa
ehristaa, se estivesse na ordem natural dos successos
nao ficasse para sempre pendeute* no tribunal da
opiniao dos povos modsrnos, nao poderiamos apezar
das incertezas da hora prsenle afllrmar que o mo^
ment seja inopportuno, para que a Europa occi-
dental levante cmfim a luva que a Russia parece
alirar-lhe lia oilenta anuos.
Lamentamos amargamentesermos obligados a re-
nunciar, pelos caprichos de urna mbito soberba,
as cloruras de urna paz all'agada durante quarenta
anuos, nos que nunca,pensamos qu houvesse nada
a temer dessa ameara lautas vezes feita ao nosso
continente, de nm dia tornar-se cossaco ; mas he
lempo que elle cnsine a esta potencia chegada por
ultimo no lar da civilisarao, que presentemente um
estado be sobre tudo grande pelas ideas, pelo pro-
greso inlelleclual, pela vida moral, que j l foi a
poca em que,-a forra bruta rejuava pelo prestigio
do modo, que a era moderna j conla qualro secu-
los, que hje he mister contar com o direito, com
os interesses sagrados, que um estado por mais fra-
co, por pouco extenso que seja, pode, appellando
para a invoncivel solidariedade que prende lodas as
uaionaUdades, denunciar em altas vozes a aggres-
sao mais formidavel.
Se cin 1453 a Europa alterada se recolhtra em si,
deixando aos conipanieiros d'armas de Joao Hji-
uyade e de Malinas Co'rvin o cuidado de defende-la
contra o iuimgo commum, nao deixar em 1854
Conslantinopla tornar-se russa, como a deixar cu-
lao lornar-c ollomana. lia mais de 400 anuos, que
depois do syecesso que dala o oncerramentQ da meia
idade, que depois do dia em que os (H loma nos des-
truiram a.t as suasullmas reliquias o velbo imperio
Bysanlino, a obra ile tantas geraces passadas,
os povos Italianos inauguraran! em Fornue os lem-
pos modernos, estocando, contra el-rei Carlos Vlll:
o joven conquistador francez do reino de Jiapoles,
un primeiro ensaio de federaran poltica.. %
Entretinto, esle esboro primitivo que subtrahia
os povos sua existencia puramente individual, fez
inmensos progresos, as ideas caminharam, e (lian-
te das invascs do colosso do norfe lodo o mundo
germnico estjiromplo erguer-so em ermas para
subtraliirinlluencia russa a'heranra de Carlos Mag-
no, de Frederico Barberousse c de Carlos V; mais
afasladasa Inglaterra c a Tranca, associando as suas
bandeiras c as suas esquadras, os seus soldados he-
roicos, os seus recursos inexgolaveis, e os seus po-
derosos genios j se levantaran!, e a sua resistencia
commum as tornar invenciveis.
O mundo occidental comprelicndcn que, corren-
do em defeza da Turqua, soccorria ncsla circum-
stancia os interesses legtimos das sociedades, e o fu-
turo da civilisarao. Mas cumpre que a obra das
armas desenvolva tanta energa e actividade, quan-
ta longanimdade c paciencia mostrou a obra de con
ciliacao. para que os agitadores, protegidos pela in-
quietajao geral da guerra, nao lenham lempo de dar
aos povos as commococs mais dolorosas c mais es-
teris ? nao convm que o espirito de revolla se ma-
nifest, nao convm que a guerra poli tica seja o
prefacio de urna guerra revolucionaria.
No convm tilo pouco quesob ms inspirares,
homcm denodados prestem intilmente o seu cu-
thusiasmo a tentativas vas e inopporlunas de rege-
udracocs nacionacs, fe nao inteiramente rrealisa-
veis ao menos boje mais que prematuras; nao"con-
vm que a independencia italiana, que a ressurrei-
cao da Polonia, que a emanciparan da Hungra, que
o engrandecimento da Grecia moderna, se tornem o
santo de urna dolorosa cruzada contra todos os prin-
cpjos de autoridade, conlra todas as inslituicocs que
sao as garanliasiio fuluco.' 1S48 nao est lau longe,
\i niuguom aindi esquoceu do cruel golpe desfe-
dbada na causara grande narionalidade italiana,
esl\espi'iaiira >1c lautos serulos.de sO" os barbaros
alrnSlos Alpes, lie esta urna cousa muibella, bas-
tante cercada de um prestigio tradicional, bstanle
afamada em todas as idades da historia, -feita para
despertar no peilo todos os sentimenlos mais gene-
rosos e mais patriticos, e para lomar capaz de ein-
prclieuder cousas impossvveis ; e apezar dos heroi-
cos esforros do cavalleiroso rci de Sardcnha, ella
desmaiou por muilo lempo as convulsOes de urna
impotencia que, por honra dos Italianos, nao que-
remos dar outro nome. Perante a realidade de se-
melhanle revez, ainda alguem desee mais abaixo que
d'ahles, e lamenta nao ler permanecido lia inacrao
dos seus soiihos, porque perdeu mais que iilnsoes,
perdeu esla conlianca em si proprio, esle ultimo e
sunremo recurso. Semelhanle espectculo nao de-
ve sor ole novo dado ao inuUdo, e por mais empe-
n ha i la qTiea Austria se acbe na conflagracao da guer-
ra do__riente, compre que o reino Lombardo-Ver-'
uejfiano so lorne sardo s suggesles imprudentes
ou prfidas, sempre suspeitas, venham ellas donde
vierem, cumpre sobre tudo que nao tenha lempo
para escuta-las.
A Huugria tambera se nao deve reunir e empe-
nhar lcviana c inconsideradamente para urna obra
cuja ultima tentativa lhc custou lautas dores e pe-
nas exmelas : Deve estudar-se e nao enganar-se so-
bre o duplo iiinvimeiilo que se opera em si desde
muilo lempo, movimeuto nacional, mdvimento
poltico. Talvez que o movimeuto nacional seja
superficial e facticio, referindo-se ao passado c por
consequencia mui vazio e mui intil, o movimenlo
poltico mui grave, mui cfTicaz, referindo-se ao fu-
turo, e por consequencia cheio de inleresse, cheio
de importancia. Nao he de pouco tempo, nao he a
primeira vez que esta grande nacao renunciou a
sua iiidcpendenica.
Collocatla entre a-Austria e Turqua, enlre a
Europa e a Asia, ella se julgou infeliz, e para evi-
tar a escravidao sob os Ollomanos, se entregou
\uslra; leve apenas de escolber enlre dous jugos,
preferio aquello que a deixava chrisiaa, c esto facto
explica o procedimeulo dos Hngaros que nos secu-
los XVI e XVII abracaram o partido da casa d'Aus-
tria, e ti fermento de azedume que ficou conlra el-
lcs, oo corai;3o dos seus compatriotas. Se pela sua
parle os adversarios da casa d'Auslria no socolo
XVII, Ragolzy e Tekeli, que procura rain o apoio dos
Turcos, houvessem Iriumphado, a Hungra houvera
sido um pachalik ou um hospodorat, o entao leria
sido sobee a Austria que os patriotas hngaros pro-
curaran] o seu apoio conlra a Turqu. Por tanto
lioave desde o secuto XVII una funesta complica-
cao de successos que permitio que.a liberdade hn-
gara decloasse com o poder da. Turqua. Se o
cerco.de Vienna e%as yictoriasde Sabieski sao na his-
toria da Europa urna poca nolavel, porque foi en-
tilo que pararam o progresso da Turqua contra a
Europa. Na historia da Hungra, este cerco he lam-,
bem urna poca importante, he a momento da cri-
sc para a liberdade liungara. Quando o valor de
Sabieski c as victorias do principe de Badederam o
ascendente Austria contra a Turqua, a dieta de
Presbourg decidi lambem em favor da Austria a
lula que exslia entre a casa d'Auslria c os Hn-
garos. *
A lfUf,g^ Un, o* ..i reluv liui,iln.,i" J_
casa de Hapsbdurg, c a sua allianca com a Austria
foi irrevocveimente co-.isummada. Verdade he
que 150 aunosde conlcndase de guerras, que as vio-
lencias e os rigores da Austria, que as caberas hn-
garas e as mais nobres cabidas sobre o cadafalso por
terem 'defendido as libefdades da patria, que as re-
\ ollas, consequencia inevitavel de severidades evees-
sivas, semearam entre os dous paizes odios mais que
vivaces, que per muilo tempo a Austria tem sido
aos olhos do novo hngaro urna potencia oppressi-
va c perseguidora, c por muilo tempo o patriotismo
hngaro consisti em odiar a Austria. Depois de ler
lutado como nacao, a Hungra lutou como opposi-
lio antes nacioual do que poltica, e talvez se ni o
saber, a forrea das rect>dac,8es lez que sob este no-
me de liberdade fosse anda a sua independencia
que os Hngaros defendern). O lempo que consume,
que ludo ncabou,. talvez por consumir esle senti-
inenlu de independencia e os gustos de separaran.
Em nossos das fora pois mister que a Hungra ob-
servasse mui anteriormente, se he da sua liberdade
ou da sua independencia quo se deve tratar; se o
seu espirito nacional se nao rene simplesmente na
superficie, ao passo que em essencia he o espirito
poltico que lhe faria procurar o melhoramento do
seu estado social e a sua liberdade; he mister que
antes de renovar esforcos j tad dolorosa e tao peno-
samente tentados, ella aiinal indague, se ganliaria
em separar-so da Austria, se nao he sobretodo for-
te por sua unia com a Allemanlia, o se deve reno-
var o curso' dos seclos para tornar encontrar el-rei
Andr oucl-rei Malhias Coi vin. He mister sobre-
ludo que a guerra europea nao seja a ccasiao de
acrescentar sua historia urna pagina nova s pagi-
nas tao infelzes de ha seis annos.
"A Polonia lambem nao deve appcllar para recor-
daroes que seriam cruelmente esteris. A tres .di-
visos do ultimo secuto, as guerras do imperio, os
tratados de 1815, os ltimos quarenta annos de paz,
nao terao para sempre dispersado todos os elemen-
tos constitutivos materiaes ou moraes de qualquer
renovacSo A Polonia coja propria grandeza leve
tan numerosas vicissitudes, tao longos solTrimeutos,
se esculasse boje a voz perigosa das illuses teria
seguramente mais que um cruel despertar. Es-
ahi pois ainda urna razao para quo a guerra nao
augmento os males iuevilaveis que arrastra com
sigo. < .
Muito perlo do proprio lliealro da lula, a Alba-
nia, o Epiro o as oulras reges gregas do imperio
lurco, cscolherao urna data opportunn para irem
augmentar o (erritorio da Grecia regenerada? O
reino de OUion, nascido pelo concurso dos estados
europeos, adiara em si para crcsccr, auxiliares bo-
je favoraveis ? Esla nacao que j conla um quarto
de secuto de renovai;ao, lera ella correspondido s
esperanzas que a saudaram em a sua rcapparicao '.'
Dar ella garantas d*seu destino futuro ? Ser
mister augmentar os embalaros das grandes poten-
cias que nesla grave coujunclura tem de cumprir o
duplo dever do defender Constanlnopla conlra as
iovasoes polticas de S. Petersburgo, e proteger con-
lra os lilbos do Propheta os povos chrislos que vi-
ven) ha quatro seculos sob o seu imperio '.' Ser
necessario colloca-los fora do estado de considerar
na sua prudencia os dous aspectos da questao, .pre-
ver asduas uecessidades, esla duaja salvagua/da
quasi nconciliaveisdo imperio pltomanue dis Grc-
gos subditos da Porla ? Temos para nos, e sobre-
todo em poltica, que o que cabio nao s levanta,
que o que parti nao volta, que o que viveu raras
vezes revive, c que por um feliz concurso de cir-
cumstancias sempre lem parto e excepcional ; que
as regencracoes, Cm qualquer ordem que alguem as
supponha, teem sempre alutar contra impossbilida-
dcs quasi invenciveis, c que considerando de perlo
estas obras que se inspiran) cm um passado j mui
longe, nellas encontramos os elementos de restau-
rarlo somenle na superficie, o que em essencia, a
omina, o contingente principal, he a crearlo
diremos a lodas as antigs nacionalidades hoj des-
pertadas : Rcflectic lembrai-vos, que al o momen-
to da victoria os hroes o os libertadores nao passam
de rebeldes, nao tomis as vossas rccordacOs pelas
Vosas esperancas, e como ressusclar he crear, lem-
hrai-vos sempre que as crearOes para sercm dura-
douras. e lereni possbilidadc ile vida se devem
operar us runjuiuturas mui op|>orluuaineute esco-
lliidas, seni isolamenlo, com cerlos auxiliares segu-
ros. E diremos s grandes* potencia; tclligcranles:
Dirig a guerra com .energa, porqu drama sn-
grenlos e sem desenlace nao complican) verdadei-
rameule os erabaracos do futuro, enio tornam in-
certa a sorle das balalhas.
O governo inglez publicou eertos/(|ocomentos se-
cretos tabre os quaes o jornal de 1. ftursburgci leve
a inipiJilencia de chamar a alleAe.ao-Jpublica.. Pro-
vam at a ullima evidencia que desde 181 i, o czar
preparava as cousas para urna lifca enlre a Russia,
Inglaterra e Austria contra o inrocriooUomano com
o fim de derribar e dividir as" reliquias enlre si.
Dahi resulla que cm 1853, pouco terapo antes da
embaixada do prncipe Meusrhitoir, ell~rcnowra
assuasproposicesa esle respXto, indic'ando que
era cbe'gado o momento de dar hei>te a umho-
mem gravemeule enfermo que poderb) morrer an-
te que todas as medidas fossem lomadas.
As nacas mais importantes sao as' narraces de
conversas coiuidenciacs de lord Scymour, entao
cmbaixador em S, Petersburgo comi imperador da
llussia. Estas conversas'se succediam em prazos
mui aproximados e se tornavam ty dia em dia
mais claras e transparentes; eisaqui alguns extrac-
tos : depois de ter laucado um rpido volver d'olhos
sobre o inleresse religioso mais que poltico, qu
une a Russia Turqua, o czar continua assim :
i A Turqua enllocada em urna siluarao tal,
como tenho ilito, vai caldudo gradualmente em um
estado de decrepilude tal que^ tomo j lhc disse on-
tro dia, por mais desejos que tenhams de prolon-
gar a existencia, do enfermo ( e rogb-lhe que acre-
dite que desejo lano quanto V. Ex. que continu a
\ivordl pode morrer sbitamente e nos canir
sol>re os bracos. Nao podemos ressuclar, o que
morro : se o imperio lurco cahir, cahir para sem-
pre ; pergunlo-lhe enl3o se n3o he melhor eslarmos
preparados para semelhanle evenlualdade, do que
nos expormosao chaos, confusao e certeza de
urna guerra europea.
Lord Seymour responde que na Inglaterra sem-
pre se experimenta grande repugnancia de descon-
tar a heranca de um antgo alliado e amigo ....
... Neg, continua o imperador, V. Ex. esl
fallando como amigo c como Ddalgo; e se chegarmos a
nos entender sobre este negecio, a Inglaterra e eu,
pouco me importa o que fazem e pensam os oulros.
Por lano, usando de franqueza, digo-lhe clara-
mente que se a Inglaterra pensa cm se eslabcllecer
um deslcsdiasem Constanlin-opla, nao o consculirci.
Pela minha parte eslou igualmente disposto a' me
eslabellecer l como proprietario; e nao como de-
positario ; podia acontecer que as circunstancias
me colloquem no caso de nao occiipar Constantino-
pa, se as cousas nio fossem previstas, se se deixas-
se lm|o ao acaso. ...
l)oe-me nao poder prolongar mais as minhas ci-
tarocs; julgue por si do resto, vista desle esp-
cimen. O imperador parece eslar, quanto sua
compararan de enfermo, na agonia'.que elle appli-
ca Turqua; ozjuc pennitte que lotJkSeymour di-
ga com muilo precisao. Nao ha duvida que, um
soberano que insiste com seuielhante obsliuacao so-
bre a queda inminente de um s> ~ '
^=inm ossianrt.,.. _-w. ^ .. Hora he chegada,
nao ja para aguardar a sua dissdlucao, mas para
provoca-la.
Instrucres chegadas cm Toulou diio a cpnhecer o
numero de homens que cada navio a vapor, segun-
do a sua torca, devora transportar Constantino-
pa, i
As fragatas a vapor receberao a bordo 700 homens,
as crvelas 450 e os avisos 250.
Existe nesle momento no porto de Toulou um
numero de navios a vapor suOicicnte para transpor-
tar cm nma s viagem um effeclivo de 10,000 ho-
mens.
O movimenlo das tropas destinadas oxpedicao
do Oriente he consideravel: varios corpos ja se
aprcsenlaram cm seus deslinos, e o resto est de
marcha para Toulon e Marseille.
Urna caria particular de Marseille, em data de 19
de marco, communica-me que o general Couroberl,
antes da. sua partida fretou 200 navios do com-
mercio para transportaren) vveres, muirnos, a>
lilharia, em fim todo o material necessario a m
cxcrcilo que enlra em campanha. As tropas dve-
rao desembarcar em Gallipoli, donde cm qualro
marchas podero estar em Andrinoplc c dahi torna-%
rem a embarcar para seren couduzidas a qualquer
porto.
Ningucm imagina o numero de navios que se
conslrucm para transportar per mar um exercilo de
100,000. Tem-se calculado que o governo inglez
dispeuder com o trajelo de Porlsmouth a Cons-
lantinopla 275 francos por cada homem sem contar
o sustento, e 1,005 f. por cada caullo. Eis ah um
delirio de despota que costara Franca e Ingla-
terra muito ouro e sangue; mas ainda ha urna justi-
ca nesle mundo: esperamos que S. M. o Imperador
Nicolao pague as despezas da guerra. '
Os preparativos de guerra conslituem nesle mo-
mento o verdadeiro carador da siluacao na Kui opa.
Continan) a ser feitos em urna vasta escala lauto
em Franca como na Inglaterra ; a Russia nao lica
atraz, e as ultimas noticias de Coifstanlinopla nos
annuncam que o sullau acaba de ordenar a orga-
nisacao de dous uovos exercitos de 45,000 homens
cada um.
Eis ah quaulo as quatro potencias que desde j se
podcn chamar beligerantes. Quanto as neutras,
vemos a Austria se dispor a elevar ao algarismo de
165,000 homens, o exercitos que ctiuenir no suP
do imperio, a fim de poder obrar inmediatamente
se as rircumslancias o exlgircm. A Suecia c a Di-
namarca pela sua parle, consagran) crditos espe-
ciaes ao armamento das suas esquadras c s fortifica-
cOes da sua costa. O governo prussiano acaba de
apresenlar s cmaras um projecto de empreSlimo,
cuja somma se eleva a 30 milhes de Ihalers, e he
motivado sobre a necessidade de fazer face s des-
pezas que as eventualidades poderem mpor i Prus-
sia. Ha poneos das o gabinete do Turini snbmettcu
s cmaras sardas um projecto de epiprcslimo de 30
milhes de francos para o mesmo lim. Todos os os-
lados europeos que podem ser mais oto menos com-
promeltidos na lula que se prepara, vao lomando
medidas para nao serem precedidos pelos aconleci-
mentos.
Hall a hlice de 91, o Nile de 91, o Boscowcn de
'0. Apesar da actividade que reina em os' nossos
portos, a esquadra destinada ao Bltico ainda nao
>!sti prompta para partir; e os primeiros tiros de
pe^a serao provavelmcute disparados antes da nossa
chegada. Dizem $ue o plano do almirante Napier
consiste em sorprender nma divisan da esquada rus-
sa que se acha em Revel, antes que a dissolucao do
gelo permitla-lhe rcunir-se de Cronsladt. Os gol-
phosde Bolhinia e de Finlandia aiuda eslao cobcrlos
de gelo; os jqrnaes da Suecia referen) que 30,000
Rnssos se achain empregados cm cavar um canal
desde Cronsladt al Swcaborg. Immensos Irabalbos
de fortificaran se cxeculam sobre "todas seoslas para
embargar urna descda. A Russia se prepara para a
lula, desenvolvcndo os reenrsus gigantescos de que
dispoe, excitando o fanatismo religioso dos seus po-
vos embrutecidos pela ignorancia e pelo despotismo,
e que julgam servir i -causa de Dos, servindo aam-
MeSo do seu czar. O jornal de S. Pelersburgo pu-
blica no seu ullmo numero urna serie de ukases,
decretando que sejam declaradas em eslado de sitio
presentes tornaram necessarios. Para chegar ao re-
sultado desejado, procurou-se oflcrecer aos subscrip-
tores granda> vanlagens. Comecou-se por se fazer
peto sobre a Bolsa, fim de sustenta-la, apezar da sua
tendencia para a baxa, depois fixoa-se a laxa doem-
preslimoem 1 f. e 20 cntimos, mais baxa do que
o curso da renda. A lem disso, posto que os subs-
criptores s paguem um dcimo na occasiao de subs-
crever, e o resto do mezcm roez em 15 prazos igaes,
prometlem-se-lhes os joros da semana total, desde o
dia da subscriprao.
Muilos pequeos capitalistas atlrahidos por esla
vanlagens, se deram prejsa em Irazer o tea dinheiro
ao lliesouro; mas j v3o comecando a arrepender-se
do seu r.cudanienlu. Ou porque o governo ja nao
queira sustentar a renda do tmpreslima, ou que a
nolicia da regecao do ullimalum pelo czar tenba in-
fluido sobre os especuladores, a Bolsa lem baixado
boje de urna mneira sensivel, e a renda deseen
abaixo da laxa do empreslimo. He provavel que se-
gundo, appello de fundos' que nao Urda a se. tornar
lodas as provincias, que se acham as visinhancas 'necessario, nao seja acolhdo com lamanho enlhu-
do theatro da guerra. Esto medida excitou o riso ~~~
aqui. Todos pergunlam: para que servem seme-
lhanles decrelos Com effeilo, o que he o estado d
sitio? He a subslituicao do poder mHlar ao poder
civil. Ora, nao se acha loda a- Russia entregue per-
petuamente aos horrores da le marcial?
Honlem. eramos "nos que impelliamos a Inglaterra
boje be ella que nos impelle. J nos precedeu no
Baliteo, e nos preceder em Conslantinopla. Ha
mais de 10 dias, grande parte das suas tropas expe-
dicionarias parti para Malla, c s honlem foi que o
Moniteur publicou neta seguinle: o generalCau-
roberl c a primeira remessa das tropas destinadas ao
Oriente deixaram Marseille, esta larde, pela tolla,
ilc seis horas. t>
He decididamente o marechal S. Arnaud que be
encarregado do mimando em chefe do exercilo do
Oriente. Ha boje dez dias que elle se acha no campo
para tratar da sua saudeque est mui dclrorada, e
s partir de Marseille a 4 de abril. O marechal
Vaillant succedeu-o como ministro da guerra. Di-
zem que elle encontrara todos os servicos deste mi-
nisterio em tal estado de desorden), que inmedia-
tamente fez um relatorio ao impcrador,por que nao
qneracelar a responsabilidade dos actos do seu pre-
decessor.'
N estes ltimos das, os amigos da paz ainda Uve-
tan urna ultima esperanca que se agarravam co-
mo homens que se apegam ultima taboaqueboia
aopsi. Eis o motivo: O principe deUohenzol-
lernSigmariugcn foi enviado por parle de el-rei
da Prussia, em misso secreta junlp de Napoleao.
Fora encarregado de Ira'zer-lhe novas proposites de
paz. O imperador da Russia, ao saber que a Frauca
e a Inglaterra tornavam medidas eflicazes para per-
suadrcm a Porla que colocasse os subditos chrislaos
do sullao em um p de iguakfade com os Mussul-
manos, declarou que, como seinelhaule concessao
torna as suas rcclaiuaccs sem objeclo, eslava prom-
plo a tratar cmcouuuuin com.as quatro grandes |>o-
teucas afim de regular a posieao peral e os direi-
losda populacao ehristaa do imperio ollomapo. Se
se aceilassem iegociaces sobre esta base, a Russia
Inglaterra e a 1'ranea re\ ocassem. ao mesmo lempo
as suas esquadras do Mar Negro. Outro enviado se-
creto de el-rei da Prussia foi encarregado de sub-
meller as nicsmas propo-iees ao gabinete de Lon-
dres: foram regeiladas. No gabinete das Tuilerias
ellas deram lugar a nma scena mui rcvoltante cu-
tre M. M. Fould e Persigny. M.'Ffluld em sua aua-
idade de judeo e de antgo banqueteo nao he muito
guerreiro; assim nunca v a ptJopria sombra de urna
esperauea de paz sem que tente apanha-la de passa-
gem : por taulo prCstou o mais amavel acolhimculo
proposicao de el-rei da Prussia, o que irritara d
urna inaneia extraordinaria os ervos de M. de
Persigny, o chefe d partido da guerra. A final, este
se uHo pode cooler, e todo clera disse a M. de Fo-
uld: a despeitoda cobordia que inspiramaoimpera-
dor, elle s ha de assiguar a paz em S. Peters-
burgo. .
siasmo.
Honlem, um pequeuo incidente fez sabir o corpo
legislativo da calma silenciosa que o governo de Na-
poleao lhe infligi como expiaeao dos seus velhos
peccados. O presidente coramunicou urna requisi-
Q3o do procurador imperial de Pars alim de uto-
risar o processo contra o conde de Montalembert, em
consequencia de urna carta que devia ser publicada
e distribuida em Franja por este deputado, Eis-
ahi os eselarecimentos que pude colher sobre esle
negocio. Suscitou-se urna ptlemica mu vehemente
enlre Montalembert e Dupn, anligo presidente da
cmara dos deputados sob a monarchia de julho, e
da assembla legislativa no tempo da repblica*.
Montalembert, em consequencia do discurso pro-
nunciado por pupin, por occasiao da inaugoracao
da estatua do marechal Ney, o exprbrara spera-
mente em urna caria or h-rvr elle querido
unir-se ao governo de NapoUto, e dahi desceu
a balero governo imperial com a violencia de que
he capaz um homem rriUvel e apaixonado como
elle. Nao se sabe como esta caria foi publicada em
algumas gazelas estrangeiras, reimpressa e distri-
buida secretamente em Franca. O governo qae
tem muilo medo de Montalembert, o nico que
nesla cardara de corlesaos e de mudos ainda
tenha conservado alguma independencia, quiz apro-
veilar-sc desla occasiao para demitli-lo, n'um mo-
mento sobre tudo em que agravidade das circums-
taucias pode obrigar o corpo legislativo a sabir da
sua posirao humiliadora. M. de Montalembert de-
pois de tr ouvido este pedido de aecusacao contra
si levantou-se para protestar ; mas os deputados bo-
naparlistas lizcram tal algazarra, que se nao pode-
ram ouvr as palavras de Montalembert : a declaro
que uao publiquei nem aulorise que se publicasse
a caria de que se traa. Nomeou-se immediala-
mehle urna coramissUo de 8 membros para delibe-
rar acerca da requiscao, que apenas-exigia 6 mezes
de prisao e 10,000 francos de mulla. Hojc ella pu-
blicou o seu relatorio que couclue pela regeicSo
i irrtou com este rcsalt-&inwi
Par 21 de mace o de 1854.
Sabbado, 18 de marro, receben o nosso governo
um despacho elctrico de Berlim, annunciaiido-tlie
a regeicao do ultimtum enviado ao imperador da
Russia. Dizem que a resposla he mui rida e desde-
nhosn. Assim quo a noticia foi rcCebida, o ministro
da Inglaterra cm Berlim, communicou-a, por um
dos portes prussianos, ao almirante Napier, que se
acha as aguas do Bltico, para que elle opera-so
segundo as instrucres que tem. Suppoc-sc que
assim que os despachos forcm recebidus aqui, o
governo francez uolificar ao senado e no corpo le-
gislativo a dcclaracflo de guerra Russia.
O almirante Napier parlio a 14 de marco, de
Porlsmouth com nia parte da esquadra desuada
ao Bltico, que deve ser-o primeiro thealr da guer-
ra conlra a Russia. A rainha empessoa passou re-
vista esquadra ; apertou a mao ao almirante, antes
da sua partida, descjando-lho um prospero reculja-
do. Esla primeira di\is3od.a esquadra do Baliteo se
coinpoe Ue 18 navios, contendo 1,048 pecas e
10,170 homens. Os vapores dao a torca de T.isTd
Caballos. A segunda divisan rominaiidadn pelo al-
mirante' Corry coiiiprehender.i o Xeptune. de 1-JO ;
o S. George, de 120; a S. I cente de 101; James
A missao do prncipe prusso nalogrou-se com-
plciameute. A final essas tentativas eusaiadas tan-
tas vezes pela Prussia e Austria pro va m claramente
que estas duas potencias aguardara o movimenlo em
que sejam obligadas ase pronunciar. A Russia nio
he popular na Prussia nem na Auslria, e por mais
fortes que sejam os res nao lutsm impunemente
a 0n(ra assympalbias c os interesses dos-seus povos.
Um jornal allcmao nolicia-nos que urna pelirao a
cl-reida Prussia, pedindo-lhe que se ligue s po-
tencias occidentaes, se vai cobrindo com as assigna-
lurasdc pessoas de todos os partidos.
22. ,
As noticias particulares que nos chegam da Alle-
raanha esla manha sao das peiores. A Prussia le-
vanten a mascara e se declarou abertameote pela
Russia. Dizem que o principe real da Prussia, par-
tidario da allianca anglo-franceza, cahio, ,no desa--
grado. A situaran dos negocios se vai definindo ca-
da vez mais. Os primeiros tiros de peca dissiparflo
em breve lodas as nuvens em que as potencias al-
Ieinaas procuram envolyer-se, e dentro*ni pouco
saberemos quem temos por amigos ou por inimigos.
Na ullima carta que lhe dirig annunciei que o
governu appresenlara ao corpo legislativo "um-pro-
jecto de lei tendente a autorisa-lo a conlrahir um
empreslimo de 250 milhes, com as condicoes que
julgasse mais convenientes. Depois da leilura da
e\posieao de motivos, a cmara eleclrisada'pelo es-
tylo bellicoso de M. Biroche quera volar a lei na
mesma sesso. M. Billaull, o respectivo presidente,
leve muila ditliculdade em moderar o zlo da cor-
poracio, rdjservando-llic que o regulamenlo se op-
punha a semelhanle procedmento. Alguns depu-
tados acharara que este algarismo era demaseado
mesquinho, o propozeram que fosse .elevado a
500 milhes. Entao M. Billaull se enfureceu, c
chamou-lhes memoria o respeilo devido constitui-
3o, a .qual lhe# veda a iniciativa na conteceo
das leis, o apenas lhcs permute votar calados
e segundo as formalidades tudo quanto o governo
se diguar submelter-lhes. Depois di adopeo do
projecto de le que leve lugar por unauimidade, um
deputado levantou-se o pedio que para provor Eu-
ropa a uniao de todos os poderes, toda a cmara se
reuns-e aos membros da commissao encarregada de
commUnicatjao imperador o resultado do voto. A
cmara acolheu esla proposicao com culhusiasmo, e
se appresentou, na mesma nole, as 9 horas, as
Tuilerias. O imperador ficou de tal maneira com
esle acto espontaneo que convidou todo o corpo le-
gislativo para urna partida no dia seguinle. -
No da em qne se comerou a subscrever para o.
empreslimo, a secretaria do ministerio da fazenda
fora de tal maneira, invadida, que foi mister estabe-
lecer no dia seguinle pontos filiaes para facilitar as
operacs. Se devemos acreditar no il/oifur*de
antes dehontem, as siibscripces recebidas em Pars,
de 14 a 19 de marco,c os dos deparlamentos chegados
ao ministerio da fazenda j se elevam quautia de
535 milhes. i
dft.Droc.eiso-1
zein qucgi
bre que nao contava e que pretende obrigar c-
mara a votar contra o relatorio da commissao.
Coiiiiua-sc a guerra contra Prense : ltima-
mente suspendeo-se a .sembl Nalionale, p quee-
quivaje a urna suppresso; osjornaesdas provincias
ainda sao mais maltratados; por que os prefeilos
sempre mosiram mais zclu do ,quc os ministros. Pa-
rece que ainda ternera a mprensa,'apezar das leis
preventivas e das medidas administrativas que lhe
prendera a lngua. Asscvcra-se que em um conse-
Iho dos ministros, que leve lugar nesles das passa-
do-, iratou-se seriamente de supprimir-sedo urna vez
os jornaes de Pars e dos departamentos, e deixar-
se vivo somenle o Monileifr. Qualro ministros fo-
ram por esta medida, mas como os oulros seis se
oppuzeram, ella nao foi adoptada. Entretanto he
mui provavel que o estado de guerra em que vamos
entrar^ronduza o governo a estas vias arbitrarias.
A noticia foi dada por jornaes estrangeros : o go-
verno se -deu pressaem manda-la desmentir : o que
rae faz crer que he verdadeira.
Ao mesmo lempo que o czar enva va s Tuilerias
sua resposla carta "do imperadur'Napoleao III,di-
riga aos seus. povos e ao mundo a proclamarlo se-
guinle :
Pela graca de Dos, nos Nicolao, imperador e
ulocrala de lodas as Russias, ri da Polonia ele. Fa-
zemos saliera todos : ja. fizemos conhecer aos nossos
charose fiis subditos a causa danoA desinlelligen-
cia con a Porla Otlo'mana ; desde e*lo, apezar do
comerodas hostilidades.ngo temos deixado de formar,
como ainda o fazemos boje, o desejo sincero de em-
bargar a ell'usao de sangue-. Al temos nutrido a es-
peranca quea rellexao e o tempo convenceriam o go-
verno turco do seu erro, suggerido por insinuaces
perildas.em que as nossaspreten^es juslasefundadas
sobre os tratados, tem sido representadas como urna
usurparan, sobre a sua independencia, oceultando
deas de dominaco. Mas at boje a nossa especlali-
va tem sido \aa. Os governos ingtez. e francez lereV
lomado partido pela Turqua, e a presnca das suas
esquadras reunidas em Conslantinopla lem principal-
mente contribuido para anima-lo na sua obstiua-
3o.
Alm disso, as duas potencias occidentaes sem
declaracao de guerra previa, fizeram entrar as suas
esquadras no Mar-Negro, proclamando- a resolucao
de defender os Turcos e embargar a livre navegacao
dos nossos navios de guerra oceupados vi defeza do
nosso li llora I. Depois de semelhante modo de proce
der 13o inauoilo as relares das potencias civilisa-
das, revocamos as nossas legares de Inglaterra e de
I-ranea, e iulerrompemos todas as rolantes polticas
com estas potencias.
a E assim contra a Russia; combalcndo em favor
da orthodoxia,se collncaram dolado dos inimigos da
christandade, a Inglaterra ea Franca. Masa Russia
bom exilo de semelhantes negociac^es, elle appella
para toda a Franca, e como o mair capitalista, o
operario mais modesto pode corresponder a esle ap- -
pello.
O maior numero de subscriptores1, dar'nma sane-
cao mais brilhante a poltica do imperador as com-
plcales da questo do Oriente, e o bom resollado
do empreslimo consolidara crdito, augmentar a
actividade do trabalho, e far crescer a fortuna pu-
blica. Segundo esla combinacaoto hbil cengeoho-
sa qu3o patritica, e abrirao registros em toda, as
capitaes de departamento e de termo era casa de re-
cebedores particulares, e era Pars na caixa do lliesou-
ro. Os subscriptores lem a escolha enlre a renda
4 V, e a renda 3 V A renda 4 % % ser miltida
cora a laxa de 92 f 50 a gozar desde 22 de marco de
1854, a renda 3 % ser miltida com a laxa de 65 f 50
a goaar de 22 de dezembro de 1853. A entradas se-
rio feils: um dcimo na occasiao de subscrever, o
resto em 15 prazos guaes, pagaveis a 7 de cada mez
al7 de julho de 1855 inclusive. Ominimo das subs-
crpc,oes foi'fizado em 10 f de rente.
Esla medida financeira he desuada' a vir a ser
urna brilhante manrfestaco. qne pesar enormemen*
le na balanefcem que a Frauca lancen a sua espada;
tem sido iqpada com o mais vivo enlhusiasmo, e
era vez de 250 milhes que o governo pede. Se lhe .'
oflereceram 600 milhes, e ser atorisade a pensar
que o seu comporlameato foi inspirado, oas circums-
tancias difficeis em que nos achamos, pelos senti-
menlos do paiz inlciro.
Na Inglaterra o plano financejro nao, empeoht o
futuro, consiste em om augmento de melada, por 6
mezes, do Income Tax, ou imposto sobre o rendi-
mento.
Este subsidio sera lanzado durante o anno, a come-
car em 6 de abril de 1854, sobre lodosos bous, bene-
ficise lucros tributarios, durante o dilo.anno, e sos-
cepliveis de conlribuiofies, e direitos concedidos pelo,
artigo 16 e 17, Victoria, capitulo 34 das conlribui-
cese direitos, que em vir lude do dito acto sero im-
poslos, ou se tornarao pagaveis sob o imperio de
qualquer contrato ou ajuste, ou de oulra sorle sobre .
os ditos bens, beneficios elucros respectivamente du-*
rante o dito anno. A integralidd dos dirtitos ad-
dicionaes ser percebida paga sobre a primeira rae-
tade dos direitos impostos em virlud'e do dito acto pa- '
ra o anno citado. Nenhum dos recursos, nao ihce-
den do s. necessidades da siluarao, nSo ser por lan-
o pedido ii tarifa dosdireitos de alfandega.
Hespanha.Osdislurbiosse nao lem renovado;
lodosos pontos da provincia de AragSo, se achara
perfeitamente tranquillos ; .os rebeldes, dispersados
lem sido presosnela maior parte, e por um delles, o
lenle coronePSalvador de la Torre do regiment
revoltado, o que he ama imporlairto garanta do res-
labelecimenlo da ordem.
Um decreto real supprimio, b regiment de Orde-
nanza, pozem dspnnibilidade os cheles e ulllciaes,
nao sujeilos a accSo dos tribunaes, e que perteaeiam
aos I.1" "baialhes desle regiment, e destinados
aos oo tros corpos,-os sargentos, cabos de, esquadra e
joldados seachaj^ag mesmo caso.* .
Ordenanca, o regiment de infantera Cuenca, crea-
do a 23 de. ajiril de 1663 e reformado a de feverei-
ro de 1793 ser reorganizado.
Eventualidades industriaes e commereiaes.
Existe um fado que deve ler urna influencia con-
sideravel sobre o commercio de imporlaco da Fran-
ca: Este paiz se acha em vesperas de obter na pro-,
duerao do assucaredo arroz indgena importantes
progressos.
O anuo passado a quanlidade de beltrrabu empre- ;
gada nos estado do Zollverein e especialmente ha
Prussia, ha sido proporcionalraente era um ter<;d ferior a que entrou no fabrico em Franja ; e todava
a quaotidade de-assucar produzido, ha sido superior
de um dcimo. Os reodimotos de assucar bruto
obtiveramo termo medio nolavel de7 a890 do pro-1
duelo da belerrala,eo que nisloha nolavel, beque
a qualidade deste assucar bruto foi igualmente su-
perior. ,
As despezas cernes de fabrico sao menores queem
Franja, por causa dascircurostancas locaes qu per-
mi tem que os irabalhos sejam mellior xeculados, e
que haja mais atlenrao. Enlretanto, este facto 'em-
nifda inlluc sobre q'ucslo do rendntenlo.
Na Allemanha nem n solo nem o clima sao mais
favoraveis que em Franja; e ahi se empregam os
mesmos processos. As causas da difieren ja se enenn-
Iram naapplicajo melhor entendida dos modos de
fabrico interno, e ainda mais nos methodos de cultu-
ra mui pouco semelhantes aos deste paiz. Na Prus-
sia cada assocreiro cultiva quasi por si mesmo a be-
terraba que consume, applca o maior cuidado a nao
despreza nada dp qne pode, melhorar a sua qoalida-
de, quo elle nunca subordina quanlidade. Os
campos hmidos ou noyamertle eslrumados nao do
todava belerraba, por causa de enfermidades, de de-
generecencia. Abelerraba he poeo volumosa, porm
mais rica em principio saccarinos, e muito pobre
em materias azoteas, por consequencia mais propria
para ser conservada sem allerajio. O problema es-
tabelecido e resolvido, he para obter-se, com mi
poucas despezas, de urna superficie de terreno dado,
urna quanlidade mxima de assucar, e com mais fa-
cilidadc na colhU.. A Franja se preoecupou de to-
dos esles facios: Mr. Dumas um dos nossos sabios,
ndagnu as causas da inferioridad dos nossos cultivar
dores nesla parle especial; achou quwa m cal dos
graos e do terreno, atse poderte dizer, ajndine-
reaja que existe a este respeilo tinham grnde'parle
no faci, que por qptro lado como os nosso assuca-
reiros compram mais belercab do qu elle* mesmo
cultivara, se Ibes dSo geralmente raizes que nao fo.
ram produzidas senaosb o ponto de vista do peso
que regula o respectivo preco, eno o da despeza que
devia servir de base. Estas- observa jes j indica-
Varna fonle dos melhoramenlos; roas depois dasin-
nao seV, infiel a suai santa vocajao ; ese a sua fron- .d.gaees do eminente ch.m.oo, nm grande .
O governo esteve por muito lempo indeciso sobre
a forma que devia adoptar para obter os fundos des-
uados a sustentar a guerra em que se acha era-
penhado. Augmentar os impostes j consideraveis,
era una medida pouco popular. A lembranja dos
45 cntimos do governo provisorio era um exemplo
mu recente, e era imprudencia mular. Gaeron
por dirigir-so aos grandes capitalistas. Tivernm lu-
gar algumas negociajes com a casa Rollschild, mas
exiga condicoes tao onerosas, que se decidi pedir ao
crdito publico os recursos que as circunstancias
loira for invadida pelo inruigo, oslamos pnmptaf)
resistir-ibes com a energa, cujo exemplo'nos lega-
ran) os nossos passados. Nao seremos nos anda boje
este mesmo povo russo, cuja valenta fie al testada pe-
los fastos memoraveis do anno de 1812'.' Pejamos
ao Altissimo qu nos.ajudc a prova-lo. Ncsla espe-
ranja, combalendo pelos nossos ir raaos opprimidos.
que professam a f de Christo. a Russia s lera um
corajao e urna voz para bradar: Dos nosso salva-
dor O que temos nos a temer ? Rftsuscilc o Chris-
to, e os seus inimigos se dispersaro.
Este manifest conlm o seu com mentarte, e por
outro lado ninguem discute um desali laucado ci-
ylisajo pelo chefe irresponsavel desessenta milhes
de homens, lodos se habilitara para responder-lhe,
se preparando para combater cm favor do direito,
em favor da juslira, em favor do respeilo aos tratados,
cm favor de ludo quanto faz a torca e a dignidade
das sociedades modernas dasmociedades chrisiaas, as
quaes, ainda com mais riza o, tambem pode ni lomar a
Dos por lestemunha da santidade da sua causa.
Por teda a parle, continuara os preparativos ; pro-
cura-sc satisfazer as necessidades da, situacao, ar'
ma in-se hala Mies e navios, as tropas sao enviadas pa-
ra o Bltico ; provem-se as necessidades financeiras,
a Franca as satisfaz por va de um empreslimo orga-
nisado por meio de urna subscripjao, por assim di-j
ter nacional. O governo inscreve no graude livro
da divida publica una somma d renda necessaria
para produzir um captol de 230 milhOes. Em vez
de reservar aos parlcularcs ou, companhias as van-
lagcus que tem sempre sido julgadas necessarias ao
lor da Allemanha achou um processo que vencer
poderosamente as dfilculdades e os obstculos. .Este
meio consiste somenle na siibstiluijao de umsjstema
de lavagem das polpas, ao antigdnnelhodo dss pren-
sas hydrucas. Por esle novo modo de lavagem, os
fabricantes ebtem viule por cento do materias assu-
caradas, empregando a mesma quanlidade de beler-
raba.
Urna cousa torna parliculrmenle esla jnvenjo
digna da atler.jao-geral, he que se pode apencar s
polpas. de cannas assim como s polpM-a belte-
raha.
Esle processo exige despezas muilo menores
que as occasonadas peto methodo actualde esjn
dura. "O eslabelecimenlo do apparetho de^j
ser quas.i um quarto menos dispen
de prensa, executando a mesma l
balho, e as despeas de cosleo i
porjao. Em fim, seis prensas
una forja motora de quatro cavall
o aparelho lavador exige seinebte al
cavallos; economiaus despezas de i
de#costeio, de JtacajllMira, e por
menlo deura quinto nosreudimeutoa, i
tagens que\ipresenlam o emprego d
extraejao la. materia asssucarada peta
lavagem. A'gunsindustriaes francetes tem feilo a
viagem e j trataran) da applicarSo deste s>9tema,
destinad u modificar consderavelmenle os modos do
fabrico adoptados.
Esperamos que esles factos novo e esles lucro*
estiraulem os assucarciros francezes. A cullpra e o
.i mil ir n i un<


OHftlO DE PERIUMBCO, SABBAOO 15 DE ABRIL DE 1854.
fabrico ganharao sendomelhor administrados e mai5
teucliferos, e a produccao, lornando-se mais atrun-
*danteconl menos desiezas, he permiltido esperar.
sidcravel desle artigo Je primelra necessidade. ^
O Larooguire. Esle navio construido as du-
plas coudicfies da navegcao fluvial e da navegcao
narilin%de.que.ja rallamos em urna das nossas ul-
timas correspondencias, irazia con sigo a prova de
que em utas da parles menos feriis da Franca,
melhorameutos productivos se operam cora grande
fortuna. Na carga secnconlrava grande quanlidade de
arroxfrancn.produzidopclo departamento da (liron-
da, em mitras paragens. Estes arrozaesvn ni recentes
remontando apenascinco annos,. j chegaram a cobrir
umaextenegode, 400 Reiras de antigos terrenos,
que aales do se* rroteamento preciam psIi% con-
denados a permahecerem improductivos. Segando
ks ultimas colhetas os' too kilogrammas dd arroz
valen em Bordeaux 150-francos, echegou Pars a
5 francos, onde tora colado a 18 de fevereiro.de 1854
a 60 ou 6 rancos, qjilanlo as qoalidades sempre in-
riores a esta, mesnio as melhores Borles; o eis
ola razo : quanto mais fresco he descascado o
arroz,' melhor he ; ora as colonias e at o Piemonle
So poden tiiegar a produzir nos mercados fran-
cete arroz tSo fresco como o de que se trata, visto
que a descascadnra e a operacao para trnalo alvo
n operam no estabelccimcnlo que vai remetiendo
prapor^ao para Brdeos e Paris. O desea volv tuento
mais complet dslesarrozaesesl a prximo, 550 gei-
ras de Ierras puuco mais ou menos serio semeadas.
em 1854. O emprego das macliinas pennillio esta
exlencao que ficaa alii.
No eslado actual das cousas tres mil geiras de
Ierras ainda poderiam ser coberlas de arrozaes que,
em auifos ordinarios, dariam ao menos 90,000 hec-
tolitros(oii mais de 4,500,000 kilogrammas de arroz.)
Assim n Franca inaugura urna obra rica de futuro
ondealgumas magras ovelhas achavam apenas o
que comer. Faz urna verdadera conquista sobre
una parte estril do sea territorio.
M. d* Lamennais. as pocas de lula assim co-
no aquellas que bao de caracterisar o seculo XIX,
parece a qualquer partido a que o hornera perlenca,
que ninguem lem o direto de recusar urna digna
sepultura a um ardenle campeao que cabe, a um
grande lidador que desapparce. Todava cxslem
escriptores que pralicam assim, renegando e calum-
niando o sen teman c o seu paz, e rallando du-
pla missao que elles (em de conduzir alto e firme a
bendeira da Franca face do mondo, ede sustentar
em pe o estandarte do seculo a que pertencem di-
anle da posleridadc ; calumniara a sui poca sem
nao sei que admirado pouoo ---i iiifib sem nao
sei que respeito irrelectido ap passadoJKlnmniam
a sua patria sem njto sei que "appareucia de cosmo-
paKliemo sem dignidade, como se naocomprehendes-
sem que ha um patriotismo de gloria, urna heranra
de pensamentos, que compre defender com todas as
torcas de urna solidariedade invencivel, e que ha
uolamentos retiros que nao poderiam elevar al-
guna.
I. de Lamennais ha sido ama das illnslrar-oes
modernas mais discutidas1, mais contestadas, lalvez
*n das menos comprehendidast era umarazso de
nis para que certas pennas nao prelendessem ha
"Utos dias retratar esta grande figura, sem o res-
pailo que deviam a um sacerdote, a um anciao, a
naansorto.
"
immemo autor, cuja voz era orna das mais
que najara reliaido na Franca contem-
pornea, se extingui em Paris em tevereiro de 1854,
iw.retiro, sen estrepito, quasi esquecida, quasi so-
litaria. Quaesquer que sejam as contradices lal-
vez apparenle que Ihe tenham nssicnalado as di-
s phasesda vida deve-se pagar ac^aeu lumulp
um trbulo de reconheriinenlo e do respeilo, ainda
quuido se tosse pela luz radiante do seu .prinieiro
volume do Ensato obre a indiferenca em materia
de rtiigiSo, pelo profundo desprezo que inspirou as
geracoes modernas, para com o que escreveram
irrisorio e irnico os chefer da seita incrdula,
pelaelevacao a que se subi com elle, e donde dora
em vauic unguempdtdescer, pear queso res
pirou, pela luz que se vio, c donde ninguem pode-
torna a entrar as Irevas e/no vacuo, pela'
inetprimivel compaisio quo nunca se cxperimenlou
pelas vaas intcllgenciasquc prclciidemjulgarascou-
saselernas do alio da philosophia humana, cm fim
pelocamnho dircilo indicado s popfilsjdos con-
temporneas, graves e lenlas, dietas de recordarnos
ede csperaitcas.na religiao, por que a mocidadeno
mslracao de lodos, quando prestou humani-
dad* o eminen le servico de laocar-lh um seme-
Ihanle o Hosublimo grito de despertare de alarma,
por mais incompleta que elle tenha deixado a sua
obra.
so empregaram, foi Iludida por osses. moros, que,
secundo dizem, afronlam quarenta homens bem ar-
mados, entretanto quo os toes valentBes se esconde-
ram do oilo, ou nove soldados de polica, -c mais
outras tantas pessoas, que os acoropapharam com
nnito boa-wntade, e fizeram ainda urna marcha de
quatorzc leguas (porque era em flagrante) atraz dea/
tes *oni meninos, que nqui eslo sendo processa-
dos. Pelo acto de visloria, que se fezno Guilhermc,
v-se que elle ficou.com algumas conlusocs, resul-
tantes dos sculos de pe* com que o aftagaram os
serlanejos ; mas o bom homem (lea bastante zanga-
do, quando se Iho diz que apaiihou, o at dizem que
pela sua parle nao quora, quo s processasse de lao
bons mocos, que Ihe fizeram o grande favor de con-
servar-lhe a vida para amparo de sua familia, o mes-
mo pelo grande modo, que lem de ser assassiiado
por aquelles homens. Ho bem bom', e bem pacifi-
co o lal Guilhermc ; quem liver a sua raiva pode
ir des/bata-la n dorso ilius, porque nao se zanga,
e nem procede coulra ninguem. He bem oom sa-
ber assim viver.
Ouvidizerque para esta cidade vinha um dest-
mento consideraVel: Dos o Iraga. Na realidade
nao vejo um lugar, em que baja maior necessidade
dobomreforco. Aqui esl a cadeia cheia de pre-
sos, a maior parte criminosos de morle, e apenas
guardada por des ou doze homens de polica, isso
pois merece: muito mais alleucao do quo parece.
Quasi sempre taz-se preciso haver alguma diligeucia
importante, o quantas se nao lem perdido por falla
de haver promptorecurso? Em qualquer repentino
conflicto, como se haveraqui urna auloridade qual-
quer nao tendo sua disposicao alguma forca de
que possa dispor? A cadeia por cerlo nao ha de fi-
car desamparada, e primeiro que se ajunle genle
para se op|idr qualquer lentativ, pode esta suc-
cedersem remedio, e sem a punicao necessaria.
Assim pens que o Exm. Sr.fyesidenle lomando em
considerarlo a posicao da Victoria a respeito de for-
ja policial, nos envi o destacamento de que se fal-
la, isso ser mais urna prova de sua zelosa e pater-
nal administrarlo.
Quando a idea he boa e agradavel nao se deve
deixar em esquecimenlo, at a suadesejada realisa-
ao, he por teso que aiuda desla vez fallo-lhe de rei-
r, uecessaria muduca. Se aqui vier um eslrangciro,
e Ihe disserom que dentro desla cidade ha urna rei-
r, elle suppoe logo, e com umita razao, que
a Teira he no grande paleo da matriz, e ficar
esluperacto quando souber que a lal fera est col-
locada no insalubre paleoj onde est a cadeia. Isso
lem dado, que faxer nvssa cmara ; lomou assenlo
nclla agora ha pouco, um foguetairo, que segundo
corre, vai resolver o problema. Meu amigo, por c
j;i me chamam diabo (por causa de minba lemliran-
ra), porm o Victoriense he nm diabo J>em bhpli-
sado, e quo nao lem medo de cruzes. Esse epteto,
nao me, o podia dar, setao algum vereador, o assim
ra: he elle um tal, que segundo dizem os meninos
da Candiiha, viera oulr'ora corrido l da Miringa-
ba, cuja genle nao he de brincadeira, por certas
cousinlias, que nao se diz senao em segredo, mas ja
elle lem triumphado de seusinimi^os, um he com
Dos, e foi de um tiro (morrea na cadeia), e oulro
esta sendo processauo; estes dous pobres homens lal-
ret rossem limidos por causa de sua irmaa turrada.
Se livesse amisade com elle o aconselharia qte por
causa das duvidas nao tomasse mais Miringaba,
creio porem que elle lera diss cuidado. Dos con-
serve lao 6oa erealura.
No domingo de Hamos tivemos procissao de Pas-
sos, como sempre he coslume em lodos" os annos,
mas desla vez notei muila Talla de ordem : poucos
irmaos a acomranharam, apenas vi vinte Ires do
SS. Sacramento, qualro dos Tassos, e uus quiuze de
N. Scnliora do Rosario dos prlos; por isso faca
idea como seria a procissao : isso assim foi apezar
da diligencia, que fizeram os dous devotos, por cuja
influenciase taz esta procissao, mas om abono da
verdade bs andores, especialmente o do Senhor, cs-
liveram muito decentes. Atraz do pallio, enlre al-
ruiis oniciacs de guarda nacional, foi a boa ra'pa-
ziada, quo antes'quera ir figuraiido com brandan,
do quo om a calorosa o pesada capa do SS. Sa-
cramento. Lji vai oqueachei muilo digno de
censura. Aqu ha coslume do se pagar a um ho-
mem prelo para carregar o pendao da procissao, por
"1'^^^m0^t.13^||.^o^r, e esle
KoKo que couduzio o pendao, pois nos mais te
sido petos de calja c jaquCta. Na verdade eslou
envergonhado e arrependdo de Ihe ter escriplo isto!
cmfim como esta j escriplo, va ; pode ser que sir-
va de melhor medida para o anno. Todos os que
se acharam nesle acto religioso, so porlarar/i com
respeilo, gomante; ao reolher da procissao ib povo
mullieril, que nao sacansava na na de aproar os
ares com mizercordias, na igrej'a fizeram irn lo
estrondosn alarido (por causa de alecrim, quo muilo
a cusi se pode acalmar esta furiosa tempesladc. .
As ras, por oudo a procissao transilou, eslive-
ram mais ou menos acciadas, porem o que me re-
vollou foi ver a porta de um qudam Uo porca o
inmunda, quo pareca mais aciuic, do que deleixo.
He de notar que o homem he sem religiao, nunca
o viram na igreja. He preciso que o fiscal desea la
da sua 6e/ portas como esta.'
Ha aqui um cxccllenlc inspector de qiiarleirao,
que lem sido alo boje da confianea da polica. Os
coringoet eslao zangados com elle, por caua nao
sei de que, que elle fez: ora, Sr. inspector, porque
nao foi -cortejar primeiro aos coringoes t Porque
nao I lies oirereceu o seu presumo l evia primeiro
communica-los para eniao tazer suas ningambas :
agueule agora o repuxo, poisj ouvi dizer que o Sr.
inspector ia ser reduzido a plvora de busca-p de
requimguim saguim, e querer jacar, sendo en-
garrafado, lacrado, cosido, envernizado, e remedi-
do para Mossamedes ao negociante Jaimes Curli-
nho.
O Galdioo carcereiro esta conlcnle, porque o
cambio Ihe lem deixado alguma colisa,' pois presos
nao tallam, e do cerlo lempo a esta parte, lem ha-
vido presos de categora, e estes, j se v, que nao
paaam pelo contado. O carcoreiro he muito cuida-
doso, apezar de ser aqui conhecido como advogado
dogeucro humano, todava os presos nao brincara
com elle. Olho vivo, Sr. advogado degenero hu-
mano. Alerta !!!
O actual sargento do polica, aommandanle do
pequeo destacamento que aqui temos, goza da es-
tima das autoridades e das pessoas sensatas, isto de-
vido a maneira porque se conduz. Os Jogadores da
Ierra nao o gostam, porque elle aSo joea, e mais
porque vive no quartcl, ou em sua casa, e nao se
mistura com a rale desla Ierra : continu sempre
assim, Sr. Souza, que vai muito bem.
Temos tido abundante pescara de gente : foram
presos Casimiro Marinho, o Pedro Marinho por
torio de escravos, e por.mortes Manoel da llora,
que perpelrouo crimo no Cabo ; Joao Jos do San-
to, por antonomasia Jo3o menuo.-^morle feila no
Bonito : Antonio Jos da Costa, tez o crimo na Es-
cada, e Manoel Dias, criminoso de quartoze morios;
e toram pegados ruis dous desertores. De Manoel
Das deve fazer-sc especial mencao ; he elle um ho-
mem, que em algum lempo era o terror destes lu,
gares, cuufesspu que tiuha todas estas mortes, o que
oha escapado do immensos cercos ; desla vez nao
cscapou, fgracas Providencia por nos livrar do se-
melhante fera), quando vinha preso tentn suboruar
o cabo da palrulha, offerecendo-lhe cem mil reis
vista, mas esle regeilou a proposta, cumprinflo as-
sim com a obrigarao de bom soldado.
No dia 2 do correle Roberto.Pareira d'lmeida
encpntrando-se com um seu prente era ierras do"
engenta Arando', o como eslivessem intrigados, e
ambos fossem armados de taca,, teavaram urna lula,
donde resullou a morle a Jos Gomes Mauricio
Roberto toi pegado eremellido pelo digno subde-
legado Heonque Marques Lina, c esl na cadeia
curando-so dealguns torimenlos, que. tambera rece-
ben na lula. Cousla-me que a causa desla intriga
era porque o Mauricio havia" deflorado urna irmaa
do Roberto ha 5 anuos.
Nao se admire Vmc, da tacilidado com que Ihe
dou noticia*. .Nesta Ierra nada se pode tazer, que
nao se saiba, cospe-se cm casa, na ruadSo disso no-
ticia : isto he coslume de lagares pequeos, e aqui
nia.s que em nenhum oulro lugar ha esse ruin, cos-
lume. ludo dizem, ludosabem. Apenas chega aqui
um preso, logo sabem quando se baplisou, que ida-
de lem, /dondo he, quem he o pai e a mai (bem eu-
tendidodo preso), e a noticia roa ligeira aos ouvi-
dos de todos, c eu que nao sou snrdo ouSo para
tambera Ihe noticiar ; o proveito lamben he seu.
As tabres lem cessado mais esta
lado algumas pequeas chuvas.
Os viveros vio continuando no mesmo preco
Receba saudades de frei bolSo.
semana ; e lem
~*Tns-irrfTM--
nha d almas nao estoja do vqzem quando embeben-
do tonto dinheiro.
v O lictoriense.
(Carla particular.;
Adeos.
Felicit Roberl de Lamennais nasceu em S. Malo,
em junho de 1782 de urna ramilla de artaadores e de
negociantes onobrcidos por'carias patentes de Luiz
UV.ApenaaM||ahir de urna primeira infancia inlera-
Yivajjltulanle, privado do meslres cm
luencia darevolucao, enlrogae a si mesmo na
o do um velho caslello, .devorou ardenle e n-
srentemente todos os livros de urna biblioleca
nsideravcl, de modo que na idade de 10 anuos elle
nh'ido'Jolo Jarques Russean ; aprendeu o latir
gregosemsoccorro algum ; e apezar de lanas
Miaras misturadas e.diversas, se sontio disposto pa-
ra neffosOes.mais fervorosas e piedosas. Todava
as arfiumentacoes philosophicas, as objecedes que op-
punlia s doutrinas religiosas adiarara a sua primei-
ra communbo quo s fez ao 22 anns. Enlrou as
ordens, eem 1817 voltou definilivamenle religiao,
escrevendo paginas repssadss de urna encanladca
suavdadede'espirllnalismo, c de dm perfume'de
-grae celeste, publicadas sem alvo cerlo e todavia
. preludio do eiwaio oore a indiferenca. No raesmu
auno o primeiro volme desla obra appareceu como
golpe de raio, tazando estremecer na sua omnipoten-
cia etpirilual.a Ruma pontillcal commover-se no en-
grandecmenlo de una immensa laliludc aEaropa in-
teira.Osvolumes segiiinles nao deram completamente
una solucJo s magnficas questes estobelecdas no
primeiro; prodoziram urna sensacao menos aiva, c
experimentada por diversas man'eiras. Como quer
quanja, elle tara saudado comoum novo Bonael,
como o dorradeiro padre da igreja, disseram que el-
lo tallara sobo aspecto nico da anloridade e da te,
qoe inaugurara a restaurarlo catholica, que emfim
levantara a base monumental sob que se deviam er-
goer os Irabalhps os mais adiantados da sciencia
chrisU, e apezar desla cooclusao mui conlcslavel
sob o aspecto da rigorosa orlhodoxa, de que a ver-
dado catholica se deduz nao s da revelacao, 'mas
anda da autoridade tradicional do genero humano,
alela depondo a sua obra, em 1821, aos ps dJ
Lelo XII, encontrar oeste pontfice om admirador c
mammo.qaelheorrerece a purpura romana, e
que tile recusou por orna sinenLir m;... a. ,..
turo.
i por ama singular presciencia do fu-
*
1 -
Mais larde, contemplando os seus amigos polilicos
lar. elle, que a ausleridade do estado tinha
uoUdo de urna maneira 15o completa, leve horror
da toda a precaucao.de toda a esperteza em uso para
evitar-seasdifflculdade., na direcsao pralic* dascousas
humaaaa, de lodo o que (nha a apparencia de urna
comporicaocom as anas ideas, de urna transacrSo
leus principios; operou-se na sua alma e'le-
(Tdenle orna verdadeira' revolucao, nao lev
na paraos governos, julgou descubrir nelles1
tamo cegpe urna resistencia absotula aoes-
(* pola soasarle,' o monarchisla, o ullramon-
,! nao tol sonenle aos governos qu quiz tozer
vir|saa palavra, foi as prnprias sociedades, aos
leTcmentos.virgenso-prurundos, foi ao povo que
dirigioiwra regenera-lo. Pohlicou cnlao as
letras de um renle, a voz da prUSo, o licro do
poto, a illuminpcao'moderna.
sobras da nova phase,da vida do grande escri-
.nconlram-se em todas as parles os- transpones
llieucos, a poesa mais elevada em' um cslylo
tinosamente simples e quasi I.ibllo ; mas in-
-nleao lado disto, acenlos do independencia,
de projocacae, qoet-v religiao aecusou
~o governo aecusou do socialismo.
Jas c.nsacoes que .em duvida cpnlcm
o, de precisao c do verdade, Mr.
m ludo urna das matares inlel-
maianobres coracoes da Franca
b elinguir-se,*o rcliro depois
) a.rtspeilosa admiracao
G. M. .

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WIlCi M SAMd 4JII40.
Victoria II do abril da 1864.
ra dar-Ihc conla da
nlra o Baptisla, esens cs-
lurdios coBpanbeirw ;<*& apezir dos meios,^
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SOKMA.
TOTAL.
RELACO DOS BITOS DA FREliEZIA DE
SANTO ANTONIO 1)0 RECIPE EM MARCO
DE 18.)!. '
Dios 1. Marta, branca, idade 2 annos: falleceu de
espasmo.'
2. Jos, pardo, idade 9 aunos: de molestia interior.
Pobre.
dem. Luiz, prelh, escravo. idade 45 annos: de
estupor.Sem Sacramentos.
dem. Damasia, parda, escrava, dado U mezes :
mal de denles.
4. Annisia, branca, idade 3 annos : tallecen de
tabres.
dem. Anna, prela, escrava, idade 62 annos : de
gastro-interiles.
5. JoSo, idade anno e meio : tallecen de tabres.
Pobre.
6. Domingosfpfeio,escrava idade 25annos, phlhy-
sico.CompTOp, o, sacramentos.
dem, r J|ianai prel3) escrava, idade 90 annos :
molestia interior.
dem. Hodolplio, bronco, idade 1 anno: mal de
denles.
de
7. Salyro, pardo, escravo, idade 1 anno:
tabres.'
9. Catharina, escrava, prela, idade 30 anoos: de
herysipelaCom Sania Uncao.
dem. Pelinlho Elisio de Mello, branco, solleiro,
idade 13 anuos : de Cebras.Sem Sacramentos.
-10. Francisco Jos Gonsalves, branco, solleiro,
dadeO e lanos annos: tallecea do hydropista.
dem. Joau Leito da Silva, pardo, casado, idade
60 aonos: falleceu de pulmonile-chronico na cadeia.
Com todos ns Sacramentos.Pobre.
dem. Joaquim,' branco, idade 4 mezes : de es-
pasmo.
11. Antonio, branco, idade 6 mezes : deftial de
denles.
12. Antonio, pardo, casado, representando 30 an-
nos : falleceu de repente.Pobre.
13. Francisco Antonio da Silva Cerqueira, bran-
co, solleiro, idade 28 a 30 annos : tallecen phlhysico.
Cum lodos os Sacramentos.
dem. Domingos, branco, solleiro: de congeslo
cerebral. y ~
dem. Jos, branco, idade 2 annos de cmaras de
sansue.
16. Maria, pretai escrava, idade 40,e tantos annos :
de um' tumor. .
dem. Joo, pardo, idade 2 annos : de asma.
17. Manoel, branco, idade 6 mezes: de mal de
denles.Pobre.
19. Joanna Maria da Conceicao, parda, viuva, ida-
de 60 annos: phlhysica.
21. Joaquim da Silva Molla, preto, torro, idade 35
annos: afosado, solleiro.
dem. Victoria, parda, escrava, idade 1 anno : de
espasmo.
dem. Maria, branca, idade 6 annos: de febro ma-
ligna.
dem. Ignacia Marta diConceicao, parda vinva,
idade 29 annos : de um tumorSem Sacramenlos.
dem. Francisca, prota, escrava, idade 24 annos:
de.pleuriz.
22- Severino, pardo, tarro, idade 3 nns : de
tebres.
dem. Feliz Antonio da Cosa, pardo, solleiro, ida-
de 16 annos : de tabres.
23. Virginia, branca, idade 16 mezes : de mal de
denles.
24. Antonio Dias Fortes, branco. solleiro, idade
20 annos : de tebres.Com todos os Sacramenlos.
26. Justino Jos do Nascimento, preto, casado,
idade....annos: tallecen na cadeia de tabre amarella.
Pobre.
dem. Antonio Jos de Mendonca, branco, casa-
do, idade 35 annos: do tabres.
27. Maria, branca, idade 4 mezes : de espasmo.
Pobre.
dem. Maria, parda, idade 1 dia.
dem, Theotonio da Costa Caianho, pardo, sollei-
ro, idade 27 annos : do estupor.
29. Jos, preto, escravo, idade 40 aflnos.Com
lodos os Sacramenlos.
30. Helena Mara dos Prazeres, parda, viuva, ida-
de 71 annos: de molestia interior. .
Ao Indo 41.
Santo Antonio do Recita 9 de abril de 1854.
O vigario, Venancio Henriquesie Hesende.
MR

'oto de gratda'o.
Espor com franqueza a verdade, os apuros em
:!rlC* ~- J*.*j>or mais de urna vw uta
vida precaria, sena para algu.ns oprobrio o,vilipen-
dio, porque o amor proprio riSo s Ihe tolheria as
expressoes, como lambem se -julgariam internados
palenleando os obsequios que se recebem longo das
vistas do publico; cu, porm, pobre artista cuja vida
este cooslanlemcnte ao dominio desse mesmo publi-
co, jamis procurarel esconder sob n manto do disfar-
ce tavoressoleitados e recebidos ; e he por esse mo-
Uvo, que yenho boje, Srs. redactares, rogar-lhes hajam
de inserir em as col aranas de su acreditado jornal estas
miohas pala .ras filnas do reconhecimeoto em que
eslou part.com a Illro. Sr.. D. Manoela Caelana
Loca, primeira aclriz do Ihealro de Santa-Isabel.
Tendo-me compromellido, ao contratar o segundo
anno da empreza, no Ihealro de San-Luiz na provin-
cia do Maranhao, organisar orna boa companhia, da
qual fizesse parle a joven e insigne artista a Sr. D.
Manoela, por assim me haver assegorado por varias
vezes sua irmaa a Sr." D. Carmell. o mesmo em-
| pregara lodos os esforeos para o conseguir; acontece
que, ao chegar en a esta capilar enconlrasse ni Sr.
U. Manoela, urna termal recusa ao convite que Ihe
fiz para tazer parle daquella companhia, allegan-
do que jamis abandonara o seu actual empre-
pao, por isso mesmo que se achava elleem grandes
apuros para com o seu Ihealro : mui louvado por
mira tai umlal procedimento da parte da sublime ar-
tista Vacilei, o quasi que perdi a esperanca de rea-
hsar o meu compromisso ; porm, vendo poaco de-
pois que o Sr. Agr, actual emprezario de Santa
Isabel, se achava prestes a melhorar sua siluacBo,
insist cm eropenhar-me com algunas pessoas gradas
da provincia, narrando-lhe o compromellimenlo em
que eslava, e que dependa da Sr. O. Manoela o
bom ou raso teluro que me aguardava. A Sr. D
Manoela, finalmente, nao pode negar-so aos pedido,
de pessoas a quem deve obsequios, sendo igualmente
empenhado o Sr. Agr, que por dous mezes a licen-
cou, indo a Sr.. j|. Manoela, salutazendo os deveres
dogralidao para com as pessoas que por mim se inte-
ressaram, livraV artista, que nada mais temque Ihe
seja charo do que a sua repnlaco, do vzame em que
eslava de1 tallar suf palavra.
Louvores, pois, a todas as pessoas que me obse-
quiaran., e a Sr.D. Manoela pode contar com o cin-
sero voto de gralidio do sen collega
Germano Francisco TOtiveira.
Senhorcs redactores. Se a opiniio publica se
pronuncia cora a sua censura contra o tunecionario,
que no enmprimento dos deveres de seu magisterio
he indolente, tibio c injusto, tambera toce encomios
uquclle qne nao trepida ante considerac&es no bom
desempenho da missao, qne Ihe tei confiada.
Um tocio, leve lugar na freguezia de Santo Anto-
nio desla cidade, praticado pelo Illm. Sr. Dr. Ma-
noel Filippe da Fonseca, que entendo merecer toda
a publjcidade. Ei-lo:
Hayia na rna de Sanio Amaro urna casa, qoe pos-
to estivesse con o carcter de casa de familia, osea
cheta conhecido nesla cidade por anlonumazia Joa-
qiuml'errolho, a havia constituido urna talwlagera,
.nella se perdiam centenares de mil res, e dest'arte
se arruinavam militas tamilias: intermado disto o
Sr. Dr. Fonseca dirigite a ella no dia 1 i do corren-
te cncoulrou-a pnvoada de pessoas amantes de 13o
pernicioso vicio, te-las retirare mandnu conduzir o
chele da casa A cadeia para processa-o na forma da
lei. Tal proredimenlo do Sr. Dr. Fonseca. sub-de-
legado daquella freguezia, entendo ser merecedor de
elogios de todos qonnlos apreciara ocidadao prestan-
te, e agradecendo ao Illm. Sr. Dr. chete de polica,
peta acertada escolha que tez do Sr. Dr. Fonseca,
tezemos preces para que esle Sr. nao arrepte a carrei-
ra lo brlhantemenle comecada.O pai de'familia.
LITTERATIJRA.
PHILOSOPHIA BEiaaiOSA.
A creacBo.'
Pelo padre Ventura de Ranlica.
Anles de ver em que termos esprimio-se a escrip-
tura sania a .respeilo da obra de Dos na ordem na-
tural, a creacao, releva ver em que termos ella ex-
prin-so relativamente ao proprio Dos ; porquanto
nose pode tazer urna idea justa da creacao, seno
depois de ter-se urna idea justa de Dos. E he por
nao lerem conhecido a J)eo< da maneira pertaila, pe-
ta qual conhecemos, que os anligos philoaophos I
nao comprehenderam jamis nada na nrigem do
mundo.
Dos nao he perteilamenle conhecido, senSo por si
mesmo : logo s elle pode dizer-nos o que he.
Elle o tez como Ihe convnha tazer, em urna s pa-
lavra, e nessa nica palavra disse-nos, revelou-nos,
e ensinou-nos mais de sua nalnreza incommpreheh-
sivel do que todos os livros que tallam em Doos,
e que lem sabido da panna do homem.'
Elle o tez quando disse a Moiss, ao primeiro his-
toriador de suas maraviihas, ao primeiro secretario
intimo de seos myslerios...
Masqne disse elle a Moiss ? Razao humana, abai-
xarte, techa as azas diante da mageslade da palavra
de Dos, e pendrada de um respeito religiosa, no si-
lencio da admiracao, na humildade da adorcao e da
supplica ouve leu Dos tallando de si proprio,' defi-
nndo a si mesmo, encerrando-sc lodo em orna pala-
vra. Elle disse: Eu sou o que sou ; Ego sum
quisum o depois repito inda : o Aquelle que he
entiou-me a tos; Qui eit misil me ad tos
(xodo.)' ,
Oh palavra grande palavra nctavel I immensa
em sua pequenhez, sublime em sua tacilidade, pro-
fonda mysteriosa e magnifica em sua simplici-
dade.
Segundo esta palavra admiravel : o Eu sou o que
sou Dos nao he senan o ente, nada mais nada me-
nos, he sea verdadeiro nome, sea nome essencial,
incommuhicavel, glorioso.
Enle sao apenas quatro Jellras, duas silabas ; mas
essas slabas, e" essas leltras resumem em si s toda
a historia, toda a vida da natureza increada.
Enle he s urna palavra ; mas essa palavra con-
ten) todo o mysterio do Enle infinito.
Segundo esta palavra admiravel : Eu sou o que
sou Dos s he seu proprio ser, nella o ser e a es-
sencia, a possibildade e a actualdade dislinctas em
ludo o que nao he Dos, sao a mesma cousa, e con-
fundiado-se em urna s o mesma concepcao sao a n-
nica substancia de Dos na qual o ser he a vida, a vi-
da he a operaejio, a operacao he'o poder, o poder,i-.J
a natureza,'a natureza lie o ente, o ente he Does as-
sim como peos he o ente ; Ego sum ttt-l^nV'
Segundo esta palavra admiravel: Eu sou- o que
sou isto he que: a Dcos he a no lempo prese\ie,
na significacao indefinida, no sentido absoluto, e1
sem oulra adjunecao, Dos he o enle simples, o enle
real, e nao casual, o enle por necessidade o nao por
contigencia, o ente que lem em si mesmo o princi-
pio, a causa, a razao, a necessidade de seu ser: o en-
te subslanci.il, o ente por essencia, o ente que nao
he determinado a nenhum genero, era parlicula-
risadoanenliuraa especie, era circusmerpte a ne-
nhnma indjvidualidade concreta nem limitado.;
o ente essencialmcnle subsistente, o enle absoluto,
o ente universal, o enle infinite, o ente perfeilo.**
Segundo este palavra admiravel: Eu sou o que
sou nada tei, nem ser uelle, mas Indo nelle he.
Nao se deve pergunlar: a Quaodo tai Dos 1 s Nao
se deve responder : o Ello toi sempre, e nao cessa-
r jamis de ser. Estas palavras sempre e jamis
dizem dizem de cerlo muilo ; porm nao dizem tan-
to quanto a palavra : a Ello he. Sempre o jamis
indicam o passado e o futuro, denolam a successao e
o lempo ; e nao ha lempo, siecessao, futuro, e
passado naquelle a que ho o. S esto palavra signi-
fica nm presente sem cornejo e sem fim, um presen-
ta completo; ella he oinfinito eindivisivel.como con-
vem a Dos. S este patarra exprime do urna ma-
neira clara e precisa a permanencia immovel.absola-
la, infinita de Dos, e a elernidade de Dos.
Segundo esta palavra admiravel: Eu sou o qne
sou nao ha nada de extenso em Dos assim como
nada ha de successivo; nao ha aquem nem alem, as-
sim como n8o ha passado nem futuro. Nao se deve
pergunlar : a Onde osla elle ? assim como nao se
deve perguulaf : a Quando tai elle ? Elle esl a
respeito do espado em lodos os pontos do espaco, sem
o espago assim como est a respeilo do lempo, em
todos os periodos do lempo sem o lenipo. Ello nao
esta em nenhum lugar parliculac,assim como nao
pertcnce a nenhuma durucao particular.
Est cm todos os espios e em todos os lugares c
tera de todo o lugar e de todo o espaco ; assim como
em lodo o lempo, a(oda a duracio e tera de toda a
duraco e de todo o lempo.
Esl em toda a parte, assim como existe' sempre.
He immenso assim como he eterno.
Segundo esta palavra admiravel : a Eu son o que
sou elle he o enlo por si e nao por oulro, e como a
maneira de ser he uniformo natureza'do ente. Dos
-_ow > fv, rf, t ,toW. p cmraJ manei-
ra de ser. Nao tendo recebido o ser de ningueiri, el-
le nao recebeu nada de ninguem concernente ao sou
eslado e sua maneira de ser. Elle acha em si mes-
mo o quo Ihe he necessario para ser o qne deve ser,
para ser inleiramenle elle mesmo. Esl livro de to-
da a lei, de teda a cbndiclo, de toda a servido, de
toda a necessidade m sua maneira de ser assim como
emseu ser, isto he, elle he Uo independente quanto
eterno e immenso.
Segundo esta palavra admiravel: a Eu sou o que
son o Dos he o maior enle de todos os entes, o ente
porexcellcncia, o onle no supremo grao, na maior
terca do ser, e lira de si mesmo todo o seu ser ; o en-
te que rene em ai toda a torca, toda a virtude, lud
a energa, todas as qualidadel.'todos os modos, todas
as condices.todasasdiirerencas do ser; mas de urna
maneira toda espiritual e perteil.
Logo nao lem limites em nenhuma, parle, de ne-
nhum lado.
' Nao lem fraqueza, nem defeito.em nenhuma de
suas manaras de ser, em uenhum deseus atlnbuloj,
em nenhuma de suas perterOeS, assim como nao os
lemem seu ser, e he sabio sem limites, poderoso sem
limites, justo c bom sem limites: he infinito em lu-
do. O ente absoluto, e o infinito sao syuonimos. El-
le he non plus ultra da perteicao, a rcuniao, o cu-
mulo de toda a perteicao ; he o ente infinitamente
perfit, e perteilamenle infinito.
Emfim, segundo este palavra admiravel: a Eu sou
o qoe sou. Dos he o enle por si s, o principio, a
razao, a causa, a tente de tolo o ser, elle pode reali-
sar todo o ser tara de si pela tecundidade infinita de
seu ser, sefn,communicar-Ihe nada desua substancia
porque nada existe -seno delle e por elle, he elle
que d o ser a ludo que existe. Dos he o ente ao
qual nenhuma creacao fatiga, nenhuma operacao in-
commoda, nenhuma dfBculdade embaraca, nenhum
conlccimenlo altera, e que-permanece sempre de-
pois de mil creaees em toda a nlegridada infinita
de seu ser, que permanece o quo he, o ente 'sobera-
no, o enle infinito, o ente perteito, o nico enle que
existo, que existe perteilamenle em si raesmb, o pro-
prio enle. ;o sum qui sum.
Do sorte que nado pode-se dizer de Dos maior,
mais sublime, mais magnifico e mais perteito do que
esta palavra : a Elle he Dizendo : Elle he odz-
se ludo. Depois de ter dita qoe elle he, nada mais
resta a dzcr-se.
Ora, he verdade que o homem lem a idea do ser.
He esta a idea que be a base de suainlelligencia, de
sna razao, desua linguagem e fritar, nao he mais do
que aflirmar ou negar as difterenles variacoes, os es-
tados difterentes do ser. Toda a linguagem do ho-
mem est uo verbo* Nao ha discurso sem verbo, e o
verbo nao h outra cousa seno a idea do ente. Mas
este dea Jo ente, sem a qual nao ha razo nem pa-
lavra, o homem nao a (em senao por v*a do conces-
s3o de graca, de empreslimo.* He o reflexo da intel-
ligencia divina em sua inlelligenca. (1)
Espirito finito, nao tendo a idea do ser cm si mes-
mo, por si mesmo elle nao podo conceber o ser de
urna maneira absoluta ; nao poda cmprehender
lodo o seu alcance infinito.
Nao, pode encerrar lodo o Ente infinito em urna
pal.vra.nao pode inventor essa palavra immensa.essa
palavra infinitamente perteita, como o Dos quo a
pronuncian. Desafio a lodos os philosophos'que alre-
vam-se a aflirmar seriamente que essa palavra pode
sabir da inlelligenca do homem. Nao, nenhuma
inlelligenca creada podia clevar-se tao alto para
cmprehender e dizer que a Dos ha o Enle o o En-
le he Dcos. o
Conhecemos todas as deOnices que o homem (em
dado de Dos sem ter consultado o proprio Dos.
Sao crcumlocuces, periphrases, que 'dkem antes o
que Dos nao he do que o que Dos he. Essa ter-
mula algbrica que cncerra em urna palavra a idea
njais verdadeira, o mais complete do Ente infinito ;
essa definico qual nada podo accrescentar-se sem
cscurecc-la, apouca-la, circumscrevo-ta, humanis-
la, degrada-la em lugar de loma-la mais magestosa
o mais clara, nao. pode ser pensada'e dita, senao
pelo proprio Dos-. S Dos podia dizer o que elle
he. eso Ente podia dizer o que he o Enle, lodp o
Enle, e nada seno o Ente. '
S Dos pode tallar assim de si mesmo, e definir
=
I
3=
assim a si mesmo. Essa nnuja palavra bastara pois
por sis para prpvar que Dos tallou verdadera-
mente, que a escriplura santa he um livro qaefoi
=
escriplo pelo homem ; mas ditSdo por Deosi sobro a ;vl a ordem dessa narracao. Moyses cornees i
Ierra, mas pela inspirado do co.
Ora esta nica idea que Dos den, esta nica pa-
lavra que elle pronanciou por si mesmo nao basta
lambem por si s pare fazer-nos conceber que Dos
pode crear ludo do nada ? Pois que ? o calor
precisa de si mesmo para produzir o calor, a luz so
precisa de si mesma para produzir a luz, a scienci*
s precisa de si mesma para produzir sciencia, c o
Ente infinito precisara de outra cousa seno de sua
vonlade e de sua palavra para crear entes finitos ?
E o Ente completo, o Ente absoluto, o Enle uni-
versal, o Enle que lem em si toda a unidade, toda
a lotalidade, toda a plenilude, toda a abundancia,
lodo o complemente, toda a immensidade, toda a
perteicao do ser precisara de ontra cousa, que de
seu ser para dar o ser sem dividir a substancia de
seu ser ?
Agora quo nosso espiriro elevado pela mo do pro-
prio Dos acha-se enllocado em grande altura rela-
tivamente ao conhecimento de Dcos, podemos cm-
prehender melhor o que ha de grande, de admira-
vel, de divino, as formulas sagradas, pelas quaes
elle revelou-nos o reino da creacao.,
A Biblia,o livro por excellencia.o repertorio de lo-
do a verdade, o angosto deposito do pensamenlo de
Dos, dos designos de Dos, dos orculos de Dos e
dos misterios de sna sabodora, de sen poder, de sun
bondade que reterera-s ao homem, comeca por es-
tas palavras : No principio Dos creou o co e a
trra : In principio creatit Oeus coelum el ter-
ram. Oh quanto he sublime esle comeco quan-
io he magnifico esle exordio! qaanlo esta palavra li
deslumbrante de luz, respeitosa de grandeza, mages-
tosa de autoridade! .
Nao podia exprimir-se de urna maneira mais cla-
ra, mais precisa, mais digna a origera das cousas.
Nao^^r^T^rovtf-sgraaflsj^ifinada existia antes
de Dos le-ln craaiin ^^-~J ^_ ... -.
de Dos le-lo creado.
'do movimenlo, das combiiiaces fortuitas"
ria on o materialismo.
Sanio Ambrosio diz lambem : Quanto I
belecendo como principio a grande verdade qoe A
homens tinham comecado ja a najar; faz
conhecer a verdadeira origera do raundo,afim d
elles nao possam pensar que o mundo nao (eve or-
gem. Mas indicando-nos o comeco do mundo, Moi-
ss indica-nos lambem o comeco da materia, 'a Forma
de que sahiam ledas as crehiras domando, e prev'e-
nio assim o erro de julgar a materia increada, igual,
coelerna, e consorte da substancia divida.
Mas nao de vemos admirar-nos de Moiss, ler conta-
do assim a creacao. Nao he, diz o mesmo doutor, en
consequenca de pesquizaj e demonslraoes.da ra
humana, nao he par estar imbuido nos vaoat
principios da philosophia; roas lio cheiq da grande
idea que o proprio Dos dera a esse hislo
seu espirito e de sea poder, o de alguma aorle
teslemunha ocular da operacao divina que Moiss pro-
nunciou esta grande palavra : o No principio Deca
creou o eco e a Ierra.
Mas procuremos penelrar qnsnto pdennos, osen--
lido deslas palavras divinas, cada uma.das qnaes pe-
dera remecer o objecto de_nm livro, de muitos livros
mesmo, e da conlemplaeao e-do xlsse de toda a vida
lo homem.
o No principio isto he anles de lodoo (somero,'
anles de toda a ordem de principios, antes de toda a
serie do tactos, ames de toda a existencia de cousas,
quando nada ainda linha comecado, quando nada ain-
da havia tido principio, quandf ludo "eslava porco-
mecar.
No principio isto he/jaando Indo era apenas
possicel, e'nada exista cm acto ; quando ludo exis-
tia sroenlcno acto da idea, do pensamenlo.do desig-
nio interior na inlelligenca infinite, e nada era an-
da um- fenmeno exterior, um fado completo, ama
realidade physica; quando nada era sensivel, Bem
material, nem concreto ; quando ludo ia eomecar, ia
existir, ia ser teilo ; quando nada existia ainda ex-
Lendo Virgilio, sinlo prazer, tendo Plalao, a'drai- fePloDeo>' Pr1"e "da Unta ajgda ario
ro, tendo Moiss adoro. All ha talento, muilas ve- f *L-">meado' espuTDeos'3hc .,ao levTo
zcs pedanlaria, aqu ha verdadeira sabedor! AH-" principio isto he, desso instante
(I) Jntelleclus agent est parlldpatio luminit-ditt-
ni, ("San Thomaz.i
iscipulos, aqui ouco o mestre.
Alli he alTinjjuji2a-us-^t^_^nr a linguagem
do co. Alli he o cslylo do homem, aqui he o esty-
lo de Dos.
Que phitosopho, quo poeta Icria podido imaginar
urna palavra tao profunda, nm eslylo lo teliz.-ama
pbrase lo eoergica, urna elocuco cuja significacao
he immensa, cujo alcance heubiime,cuja grandeza
he infinite !', p
., O homem nunca talln desla maneira... Enga-
no-me : lodosos prophelas, lodosos evangelista lem
o mesmo eslylo ; mas porqoe todos escreveram o que
ihes tai ditado pelo mesmo Ente, teiam esclarecidos
pela mesma luz, impeilidos pela mesma inspiracao ;
lodos sao discpulos do meimo protessor, secretarios
do mesmo senhor : o espirito de Dos.
Grande Dos onde'adiar nos livros dos horoens
tanta philosophia com lao pouca rhetorica, laolos
pensamentos cm 13o poucas palavras, tanta graca
com tao pouco artificfci, lantasubUmidade em lo
grande simplcidde, tanta sciencia com ausencia
completa de prelencao 1
Essa linguagem respira o ar do co, essas palavras
lem em relevo o cunho da Dvindade. O homem
s nao pode escrever isso, porque nao pode pensa-
lo Ha ahi alguma consa que uao he desle mondo,
urna cor, um verniz divino.
Um historiador protano teria por ventura tracad
assim a historia da creacao do mundo ? Elle teria
procurado apoiar sda narracao em documentos, es-
clarecla com raciocinios, confirma-la com tesle-
mnnhos, dar-lhe valor com autoridades ; teria so-
bretodo appre^en lado os tocios de maneira que os
loroasseadmissiveis peta'razao e mesmo pela ima-
ginacao,' atestando ludo o que a razao nao pode
perceber, ludo aqnillo de que a razo assusta-se, re-
yolta-se, escandalisa-se, tudo o que esl cima do
alcance, das concepcoes da razao. E com efferto to-
dos os que lem escriplo sobre a origera do mundo
tora da revelacao moisaica, tem-se portado dessa ma-
neira, e apenas nos ha<> dado poemas tabrcados com
grande trabalho de imaginar,*), probabilidades mais
eu menos temerarias, romances mais ou fenos gros-
seiros, mais ou menos absurdos; porem nJo nos hao
dado, nem podiam dar-nosaa historia verdadeira da
creacao.
Ma o escriptur snsrailo .creyendo o que Ihe he
ditado de cima, seguro pela bjzcdeslc que o escla-
rece, tranquillo sobre a palavra divina que oove,
cheio de conOansa no sopro sobrenatural que o ins-
pira, cerlo da verdade que anuuucia, e terle pela
autoridade que Doos Ihe d, portou-se de urna
AJaneira bem dfierente. Elle desenvolvo diante
dos olhos do leilor em poucas palavras urna serie
immensa de tactos maravilhosos sem tazer racioc-
nios, tem appresenlar provas, sem accrescentar com-,
mentarios, sem dar explicajao parecendo dizer-nos :
Em nome do Dos 13o intallivel qoanto poderoso
isto he assim ; crde.
Com os leitores para os quaes escrevr, os espirites
doceis, os corars rectos que s pedera ao homem
qne os instrua na verdade de Dos, esse hagiograplio
sabe muilo bem que nao- lem precaucoes a tomar,
susceptibilidades que poupar.raliceocias que tazer, e
coro a firmeza que di-lhe sna mssio celeste sem re-
ceto de ser desmentido, elle Iroveja com essa voz que
tez tremer o Sinai e diz : No principio Deorcreou
o eco e a Ierra. A Ierra eslava yaiU c estril ; as
Irevas cobriam-na de maneira que teziam dalla um
abysmq, e o espirito do Senhor pairavn sobre as
aguas; o Dos disse. Faca-so a luz, e a luz toi
feila I o
A nica precaucao que elle lomou foi este: nao
dizer nada que parecesse ser contrario verdadeira
razao, sa razo, e recta razao, dizendo porem cou-
sas superiores e incomprehensiveW i razo.
A nica precaucao que lomou tei esta; determinar
com precisao o dogma, estabeleccr a verdade desse
grande tacto de Deos.de maneira qoe feehaase a por-
ta e nao deixasse lugar na serio dos lempos' s sub-
tilezas, aos sophsmas, aos delirios da razao.
, Mas, dizendo que tei somonte desse instante gue
comecou a serie dos entes, excepto Dos, e que In-
do, excenfa Daos, leve um principio-; pois anles
dessa poca nada linha comecado, nem o co neni
a Ierra, essas duas partes do universo que conhece-
mos, que nos pertencem, que us locam, que nos
impressionam ; dizendo que autos de Dos te-las
creado, ellas nao exisliam de maneira alguma,
nao tinham nenhuma realidade preexistente e
que sao o comee.o do comer. de ldo o que
nao he Dos; a tanta, o prinripo, o primeiro
annel da eadeia dos seres creados, que desen-
volveu-se na immensidade do espaco ; Moyses
provou que nao s a ordem, a harmona, as termas
dos enles do mondo como lambem a materia prima
das enles e do mundo leve om comeco ; e assim
Moyses excluio a hypolliesa absurda da elernidade
da materia, d qual diz a philosophia humana qoe
Dos servio-so para formar o mondo.
Dizendo que a a Ierra eslava vazia e estril, es-
cura, um cahos tenebroso, uro obysm informe que
nada podia tormar nem produzir, e que o Espirite
do Senhor pairava sobre as aguas o elle moslra-nos
esse Espirito de Dos, diz S. Cypriano, nao como a
alma substancial do mundo cnmmunriandn-se s
cousas; mas como o dispensador magnifico dislr-
buindo de sua plenilude omnipotente, coocedendo
por um rasgo de sua inesgolavd bonddc os coosas
informes e infecundas a virtude, as qoalidades\pro-
prias para produzir os efleitos que erara destinados
a produzir, o assim como um sol invisivel que aque-
ce lado o que Ihe est sujeito, e vindo a ser sem
nada comraunicar de si mesmo, sem nada perde
de si mesmo, c sem dividir-se a. alma de lado o que
he animado, a vida de ludo o que vive: quasi sol
omnia calefaciens, omnium tiecntium anima ; ou
como diz Sanio Agostinho, Moyses mostra-qos esse
Espirito de Dos pairando sobre as primeiras obras
da creScao, assim como a inlelligenca o a vonlad
do architeclo paira sobre as cousas que elle vai fa-
bricar ; elle d-uos a entender que o Espirito de
Dos communicou sua virtude s cousas sem nada
communicar-Ihesdesua substancia, imprimo-lbes.o
movimenlo sem unir-so aellas pela sua pessoa; qu
toda a qualidadj, toda a virtude, toda a torca, toda
a energia da materia nao he o prodclo da electricda-
de, do calor, do movimenlo, essenelaes malcra ;
porm do dora do poder do Espirito de Dos. E assim |"%," .
Moyses repellio anlecedentemenlo as outras duas
hypollieses ainda mais absurdas emais impas, pelas
quaes a razao pbilosophica pretenden explicar a ex-
istencia do mando, islo lie, a hype#ese de que Dea,"]
creon Indo de sna propria substancia on o panihej,.
roo, be a hypotheie do que ludo sabio da ene^ia,
iens quer realisar o decreto, formado de toda a eler-
nidade de eomecar o mundo-, ede crear urna serie de
operares ad extra, pois nao havia em teda a eler-
nidade obrado sempre seno ad inlra emioit
pela geracao eterna de ama palavra infinite, pata
elerna produccSo de nm infinito amor ; e qu
desso instante que elle comcQou a tormar creal
tezendo-as lambem causas diversas, causas secunda-
rias, causas finitas, epermanecendo elle causa nicas
causa primaria c causa infinita ; e imprirdfax
por via de semelhanra ou por via de^^H
nho, as armas, a imagem de sen. ser c
de ser. da unidade de sua nalureza,#rj Irindade de
suas pessoas, da energa desua tecundidade, da tarca
de seu poder, do briiho de sua sabecftria,'das coorde-
natoes-o das relajes de seu mor.
Mas os padres da igreja lem dado outras tarpre-
taces desla mesma palavra a uo principio, n 1
Em grego diz Tertuliano a palavra que eip
principio.significa nao s o principado da urdes corno
lambem o principado do ?der. ^
Pode-se, pois, segundo esta sifinificaeao.tomr a pa-
lavra a'no principio como indican-
autoridade; porquanto"toi como grande principe,
toi mostrando o poder mais estenso, a 'autoridade
mais absoluta, que Dos creou o"co c a terra.
Pode-se entender, diz ainda Tertuliano a palavra
no pjmcipio em relaco sabedoria; porque
tudoo que Dos fez, elle tez em sua sabedoria,
na in sapienlia feciHi, pois antes de teze-lo ozte-
riormento ello llnha-oji teto em- si mesmo pen
do e dispondo ludo em sua sabedoria.
Se queris absolutamente que Dos tenha precisa-
do de alguma cousa para tazer o mondo, sabei qoe
Dos achuu verdadciramcnle essa cousa, teve-a ver-
dadermenle presente a si ; porm incomparavel7
mente mais nobree mais apta para a obr dacrea^,
cao ; porquanto essa consa, nao he a materia eterna
que os philosophos lem' sondado, mas a sabedoria
eterna que os prophetas nos rcvclaram nos fizi
cmprehender ; toi nessa sabedoria que Dos tea IU-
do, pois tez ludo por ella o com ella ; omnio in sa-
pierilia fecisti.
Deos,"diz Sanio Agoslvpbo, lendo crfPdo no come-
co ou no principio o eco e a terra, significa tamliem
qoe Dcos creou tudo m Jess Clirislo ; porquanto
o Verbo eslava junio do Pai, esseJ'erbo divino pelo
titn.1 o no ,! luuVtyjeiio. Ujjbor sao que o Sal-
vador do mundo rog,^ ,um dia p%ps Judeos a dizer
quem era, responden ; Eu sou o nVincipio tallando
com vosco. ~f J
Esta palaVra orfen he lambem, diz Santo Am-
brosio, de urna incoraprchensivel belleza: a leo*
creou significa que Dos executon sua obra, antea de
ningoem podersuspeilartque Dos a obrar; e
o que elle tez toi conhecido mesmo antes da o
cao. Dos creou significa que nao toi-llie neces-
sario calcular a perteicao de sua arte o poder de sua
virtude, poisem um nstente e por nm acto de sua
vonlade esgoton a mageslade de urna obra, Uo gran-
de, a Dos creou significa que Dos tez com
te rapidez que existsse o que nao existia, que na
creacao nem a vontada tai um s instante separada
da operacao, nem a operacao da vonlad*ve'qoe
rcr e crear toi para Dos um s e mesmo acto, urna
se msma operacao.
Assim segando esta admiravel maneira
mir-sc *io escriplor-sagrsdo, o ideal do mundo
inleiramenle ede urna vez da inlelligen
como o tacto brolou completo do som de
vra ; nao hoive intervallo enlre a idea o a pai
nem entre a palavrn e a cousa; nao hdve iiile
lo enlre a caosa e o efTeito, entr'a palavra e o i
a ordem e sua exeruro inmediata, completa e par
frita, tixi'f, tt faca sunt, mandact el crala
He proprio do homem tazer poaco a pouco qu
te tez, dcsfrze-lo mesmo muites vezes pafa rete?
por oulro plano, cm Onlras proporcOes. H"e on
do homem precisar do lempo^do Ira^alho assim
rao de mil meios para acabar suas obras, e dar-lh'es
sua perteicao. A Biblia nestas palavras.divinas en-
siiia-Dos que Dcos nada" leve .que corrigir em. sen
plano primitivo, nada que tirar, nem que'accrescen-
tar ; mas que todas as partes taes quae saliiram do
nada por ordem de Dos acharam-se perfelas em si
meslas, e em harmona com a' perteicao do todo ;
que no mesmo instante em que lujo comeca todo
he o que deve ser, e altinge seu complemento, seu
Ihn.-siia perteicao.
"Mas cnnvm nolar que no ltiro como'o hebreo a
palavra Dos i est depois da palavra a creo
vil Deas. A este respeito diz Sanio ^^H
a ordem das palavras lem urna significa^
licular. A palavra a creou precede a p
Dos i). O eftello nos he apresentadr
causa a(lm de que por essa transposico de p
que revela-nos urna coasa j taita antes de
que tai frita, formemos urna idea .da
hensivel presteza con! que tai execntada essa ope-
racao.
Faze ido seguir a palavra a creon pela palavra
Dos a diz anda Santo Ambrosio, Moise ;
tmbem dizer-nos: Eis o mondo j frilo.
?rande, immenso, maravilhoso; admiravBJ
obra incomprehensivel. Ora queris
artista I queris saber quem deu ao mesa lempo
com tanta rapidez, o comeco e a perteicao a esta obra?
Esse artista sublime he Dos. Nesta palavr
est a razao deludo, causa de ludo, que explica
tudo, que diz ludo. Esta palavra Dos respon-
de a lodas as objeccSes, previne todas as sublilezas,
confunde lodos os sophsmas, a paga lodas a dilll-
culdades; porque Dos he todo poderoso, e o Todo
-Poderoso pode ludo, pois sem isso Dos nao
Dos. Assim ouviudo que foi DeoS que tez
do, nao deve-se mais discutir, deverse crer : akdUl
auclorem, dubitare non debes.
Nada he depois mais bello o mais sublimo do que
esta palavra : a Dcos disso: tacaba a luz, o a luz -foi
feila. o He isso que depon repeli o prophela por
estas palavras: a Elle dsse,.e tudo foi teilo; o
dou e ludo foi creado, a Quanto ejta.tiTftfrad?"
tallar dos livros sanios lie m^fei; ""elevada, subli-
me! Nao poje-se acluvna lin?u.igcm humana um
modo de dizer mais Acanto, urna formula mais^pro-
pria do que estapara dar-nos urna idea exacta, q'uan-
lu era possvei dar-nos, da independencia, e d om-
^">fchci de Deas.
Aqai o eslylo est ao nivel da grandeza do as-
ra rapto.
nm auditorio
escelhido, a homens deltenlo, a intellgencias dis-
linctas. Tudo o que oengenho do homem lemprodo-
zido de maior, de mais bello, de mais sublime, e de
mais perteito era tacto de lilleratura e de philoso-
phia vos ha conhecido, vos he familiar. Ora desa-
fio-vos a qut adiis em tudo o que ha saludo da

r
j
j



panna lio homem alguraa couaa que aproxime-sc da
ingeniiiiliidc elevada, da facilidade profunda, da
irnplitidade snblime dessas patarras sagradas. O
proprio Longina^ litteralo pagan, coi sea tratado do
tilo nao pode deixar de recunhecer e do admirar
aspoucas jgfcmas da Biblia como o primor dasu-
Nimidade doSv
e dilo que o eslylo lie o liomem. Nada lio
mata Terdadoiro.
scxaminai de parlo sem prevncio e sem fana-
tismn, o que excita em vos o senlimonto da admira-
Sio e do prazer, em urna palavra, o quo vos parece
bello nos cscriptos do liomem. Que adiis quasi
lempre Palavras bem arranjadas, plirases sonoras.
lacucSes bem escolliidas. Nada que um olpliato
delicado, a um espirito experimentado deixe de chei-
rer a arte, ao Irabalho, ao esforz. Aqui o esludo,
a delicadeza, a elegancia, a gra^a das formas revela
a pobrea do fundo; querem realcara casta dos ador-
Dosa banaJUade to pensamento.
'He a pobreza rreiando-se de ouropel phra re-
presenter a riqueza, he a feialdada alaviando-se para
litar a belleza; he o espirito acanhado procurando
por pequeos meios ter importancia, e *obrir pelo
prestigio da arte falta do urna grandeza real. Eis o
cslvlo do homem. '
Mas as pafavras da Biblia que desenvolvemos he
o eatylo da magnificencia e da magestade ; he a gran-
deu do pemamenlo que realca a vulgaridade dos
termos; he a sublimidad da cousa que eleva o esly-
o. Dos disse: faca-se a luz, e a luz fo feila. eos
disie: e lado foi feilo. Dos ordenou, e ludo fui
creado, o Nao pudia-se exprimir mellior a ausencia
de todo o Iraballio, de lodo o ineommodo, de loda a
difilculdade, de toda a incerteza da parle do Creador
xomeeando sua obra, e sua plena eonlnnea na sabe-
doria de seu designio, ndenergia de sua vqplade, no
poder de sai palavra. Aprendemos por essas expres-
ases lao elevadas, lao fora da maneira d exprimir-se
propria ao homem, que para l)oos o querer he obrar,
o Miar he crear, o dar orden? he fazer prodigio;.
Aprendemos tambem por estas palavras de urna
belleza anica quo Dos nao precisa de urdir previa-
mente planos, formar" designios, fazf r estultos, ar-
rancar comasy^^aar elementos, medir as distan-
cias, calcular ^equilibrar as tercas.
Estas palavras-moslram-noseo (pcrdoem-me es-
tas expressesj derramando-se fora q/ si mesmo, fora
dos limites de la rcalidade sem limites, apresentan-
do-se a beira do nada, fallando ao nada, e o nada
onVmdo-o como se livesse ouvidos, ohedecendo-llic
cmo se tivesse Hilclligencia, eapresenlando-sea eile
como te livessa urna realidade. Foi isto o qae San-
Paotouiz exprimir por eslas palavras: n Dos cha-
M as cousas que nao exislem, como so fossem cou-
sa* qae livessem existencia '.
A! viila disto concordai, vos que conheceis o es-
tylodohoaiem, queaqui esto stylo de Ueos, c
que Daos creou para si raesmo hisloriadores dignos
le a. obra de Dos foi referida em um eslv-
h> divino.
Se aigumde vos nao vissc aqui seno o pensamen-
do hpmem, hn^uasem do liomem, o eslylo do
Migado a laslima-Io, a ler com-
Bme dara urna idea mui triste de
lo s nao seria chrisUo. como nao se-
Wmi philosopho; pois se leria cn-
pBramenle tomando por pliilosophia
w linguagem do homem a philosophia
lra do Dos. Seria obrigado a conside-
um desse* homens desgracedos, cujo orgulho e
duplosldade lem embolado de tal maneira lodo o
espiritual, todo p senso moral, esse olphalo -da
Ima que fareja a Dos, que sente-o de longe, e corre
apos delle para aferrar-se a elle, para viver delle e
eom elle, que nao veem mais que a materia, onde
est o espirito e o liomem, onde esli Dos.
Seria obrigado, bem a meu pozar, a dizer-he se-
gando San-Paulo, nao s que he um allieo em reli-
giao, como lambem que he um suplidla em philoso-
a, um pedante em lilteralura, e era fado de in-
telligeocia um bruto Ora por ventura vale' a pe-
ie.um.ente racional renuncie aos maguificos es-
plendores da fe para descer lao baixo na jerarchia
dos entes'.'
Permanecamos pois o que Dos nos fez, verdadei-
ro* homens.permanecendo sempre sincera e constan-
temente chrislaoj.
(Vfaviie Contemporaine.)
Sir John Frankn.
Tendo vollado ao seu deploravel asylo, Franklin
acha ahi os dous canaden
a Uto'grando e"~
DIARIO BE PERNAMBUCO, SABUGO 15 DE ABRIL DE 1854.
que dcixou reduzidos
imcitto, que n.to pude
o." A elle so\pois cum-
idcs da sua vida e da
obler delles o me
prta salisfazer
defles.
Estar oceupado, diz elle^m cscavar a neve
para ach rtella alguna restos provenientes de nos-
sis cacadas e alimentos do oulpmno precedente,
quando me dei por feliz em descubrir, ilebauo de
um pedaco de gelo, um cerlo numero de ossos de
veados, porem nao Uve forca para Irazer mais de 2
para nossa cabana.
Desle modo se passam longos das de espera, equan-
laa peripecias Ilusorias vein anda zombar das' Tracas
esperanzas, que ossusleutam I !
. Urna noile clles veem chegar um outro ente, que
debaixo do gelo e da neve que o cobre, conserva
apeaias a forma humana ; he um mensageiro de Mr.
Back. Tendo cabido em urna catarata, pela lercei-
ra vez depois de ama partida da cosa, e escapando
de afogar-se : eslava moribundo o sem voz. Mos-
im-se disvellados em redor- delle, liram-llic seus
farreos gelados, o aquecem, o fajero lomar algnns
lies de sua felida bebida,..,, emfim elle falla 'mas he
para fhes dizer :' Mr. Back nao descobriu ainda ne-
nhum vestigio dos indios'. 1
Oulra noite, diz Franklin, quando eslavamos
reunidos junio do fogo, conversando sobre as tristes
probabilidades de nossa salvacao, ouvimos vozes da
parle da fra. Que jubilo !... Sem doy id a sao os in-
dios.... Has imagine-se o nosso desaponlamento ao
vermos apparecer porta as figuras macilentas e des-
carnadas do doulor Hicliardson e de llepburn, unj
daquelles que tinhamos dcixado em caminho. Ti-
veinos certamen le grande prazer em nos lornarmosa
ver, posto qae nessas foi cOc* reveladora mutuamcu-
te os estragos, que era cada um de no* (inham feito
a fadiga, as ansiedades e a fome. O doulor Ucou par-
ticularmenle admirado do som sepulcral do nnssas
. vozes; e hos exhorten, a que nos moslrassemos mais
tortea, sem se lembrar que elle se achava como nos,
que sua physionomia linda o.mesmo cunho das nos-
Hepburt traza tima perdiz ; o doulor a depen-
Immedialamenle, e lendo-a exposlo ao fogo al-
guna minutos, a dividi em 6 partes. Franklin e
seus Ires compsnheirosso arremessaram vidamente
obre esse bocado, u nico que ha 31 dias levaram i
bocea. Beanimadosseus espiritos por esse fraco ali-
mento, o doulor procoTou furlilica-tus anda mais,
fazendo-lhes esperar que no dia seguinle llepburn
poderla matar um dos veados, auc elles linham vis-
to perto datli. Esforcou-se lamlem em inspirar-lhes
qoe caidassem desua habilacao; depois.'lirando su
Biblia da algibeira, leu para elles, antes que dormis-
, oraeOes, psalmos e passagens apropriadas sua
iluacilo.
^>mo trajo caracterstico da mizeria, a que o ho-
m pode ser redazido em um semelhanle caso,
acrejcenlerops aqu, que esse Dr. Richardson, esse
estoico christo, vio-*e forjado a matar com sua pro-
pria mo om dos-dous nicos membros da expedijao,
a elle pode salvar ; esse infeliz, levado pelo exces-
dos soffrimentos monomauia doassassinio, liavia
o Irajecto do deserto, degolado Iros de seus com-
panheiros.
Convencido.da necessdade desse homirido, diz
ulnr, tomeio-o sob minlia rcsponsabilidade. En
o leria practicado, se livesse soraente a minha vi-
efeiuler, mas cu responda pela de Hep-,
irn, cuja corajjm e dedicajo linham mais deuma
vez salvado me#dias.
burn, no dizer de Franklin, veo a ser
n elTelto, por sua aclividade incessahle e!sna in-
aivel lonacidade, o principal inslrumento de sal-
dos restos da expedic.no, desde o momenlo de
lino al 7 de novembro, poca emqne elles
as de seusolamento pela chegada dos in-
ilcanciJos finalmente e expelidos por Mr.
Back.
Seus grandes soffrimentos terrninaram alU.
A18dedezembro, debaixo de cooducla de seus
chefe indgenos, chegaram ao,fotleCliektwyani on.
de passaram o invern, e em julho de 182-, terrni-
naram na feiloria d'York umaviagem de 2,000 legaas
pouco mais ou menos, para tornarem dalli
mais feliz, levado sobre as aguas ntu livres do
Lancaslcr-Sornd, linha feilo a geographia daqueile
brajo delnar, e verificado em seu trajete a existen-
cia de dous estretos : o do Principe Regento e o de
Barrow, dirigindp-se em angulp recto um do outro,
o pnmeiro no sul e o segundo para o oeslo. Tendo
seguido este ultimo at o ceio de um vaslo archipp-
lago, que elle divide em suas numerosas ramificaeScs,
e depois de ter invernado a meio carninho dos cs-
treitos de David e de Behring, 'linha vollado para a
palria afim de receber o premio promctlido pelogo-
vernoao primeiro navegante, que livesse corlado pe-
lo 74 grao de lalilude, o 110 meridiano ao ocsladt
Greenwich.
Corlo desde enlan da existencia da passagem lao
procurada, mas convencido pelos estos curlissimos
daquellas regdes hyperboreas, quo essa passagem s
seria praticavel Uulo quantose Ihe acbasso"no Atln-
tico urna sabida mais meridional, que a baha de
BalTin, Parry tenlou penetrar desde o anno seguinle,
as paragens inexploradas, que separam esle ultimo
mar do d'Hudson, e abrir directamente ao oeste um
caminho para as margeos vistas por llame e Ma-
ckensie, e eram esludadas ao mesmo lempo por
Franklin.
O prolongamenlo nordeste do confnenle america-
no oflereccu ao emprehendedor navegante nml bar-
reira invencvel. Airavez de mil pergos suscitados
pelos gelos e tempeslades, elle so pode observar os
contornos peninsulares das cusas, qae se esteudem
Sem interrupcfics para o norte. Depois.de ter veri-
ficado que o estreito dla Ferry, e do Hecla, onde
invernaram seus navios, separava a pennsula ame-
ricana Melville do grande archipelago de Curaber-
land, e lerminava no mesmo eslreilo do Regente,
cuja exlremidade boreal liuha reconhecido em sua
vagem precedenle, vollou Inglaterra para propor
o plano de una lerceira tentativa.
O almirantado aceitou sua propasta e decidi que
emquanto Parry tomasse com dous navios o cami-
nho do eslreito de Barrow, um navio, cosleando as
dlias Amcricas, procurara ir em sou ramni^^
loeslreilodc Behring, e urna cxpeilicao vindo^^^b
nada e descendo o rio Mackcn,sje>jtjafazer a k___-
grapha das porcOcs anda desconhecidas* das cosas
rcticas do conlineute, e se esforjaria em auxiliar a
cada urna das duas expediees navaes.
O navio destinado ao estreilo de Behring foi confia-
do, a Beechey, en ja viagem den lugar a urna das mais
interessanlcs narraces nuticas desle scalo.
Quanto escolha do chele da expedicap conlinen-
lal, o governo iuglez nao podia hesitar; a opiuiao pu-
blica designava Franklin.
Elle tinli.i certamente pago seu trbulo geogra-
phia polar, mas nao hesilouem continuar o'cors de
suas precedentes dcscobrlas.
O mez de julho Je 1825 lornou averno forte
Chcepewyan com os antigos e fiis ccmnanhcrps de
seus perigos e de seus trabalhos, o Dr. Rkhardson c
o lente Back.
' A experiencia, tao cruelmente adquirida ha pou-
co, poupou desla vez aos viajantes seno as fadigas e
lribnlacoes,inherentes s^egioes circumpolares, pelo
menos as grandes afuiesdes de ua primeira via-
gem. jj
Tendo chegado, pelo, fim do esli, as margens oc-
cidenlaes do grande lago de l'Ours, Franklin csco-
Iheu esse lugar para nclle estabelccer seus quarleis
de invern. Encarregando a Mr. Back de lomar a
esse respeitp lodas as medidas necessarias, llie deixou
o grosso de sua tropa ; depois acompanhado de al-
guns homem simiente, arrojou-se al as praias do
ocano polar, para por si mesmo assegurar-ae do esta-
do dos gelos e das aguas, e tracar prudentemente seu
caminho do anno seguinle. Cumprida felizmente es-
sa larcfa, elle se rene em selembro no eslabeleci-
menlo, que seus conipanheiros,acahavam de termi-
nar e baplisar com o nome de seu digno chefe.
.Depois de 8 compridos mezes de aucoragem dc-
vidos ao. invern, parecend finalmente o esli
obrir-se debaixo de auspicios favoraveis, e eslando
terminados os ltimos preparativos de viagem, todas
as precaures tomadas contra as mais rudes even-
tualidades, a expedirlo deixou "o forte Franklin a
28 de junho do 1826, e segundo as aguas do Makem-
sie, desceu com ellas ao mar polar. '
Teudprchegado pona do Detto, desse granUe
rio, Franklin, tendo coinsigo Mr. Back, urna quin-
zena de hdrneus edous boles, seguio o braj occi-
dental do Makensic, ao paseo que p Dr. Richard-
son com um'acompanhameiito de 11 homens em ou-'
ffdT doos*5oles, gnbava o mar pela canal opposlo
no fim dce encamnhar para o oriente, ao longo das
cosas americanas, al encontrar o rio Coppermine.
Na embocadura do Makensic, onde chegou a 7 de
jnlho, Franklin encontrn urna numerosa tribu de
Esquimos ferozes, os quaes roubaram suas embar-
cares, cujas lripol.ic.oes escaparam de urna matanra
geral, gracas prudente e paciente firmeza de seu
chefe. Finalmente, depois de ler lancado ao mar
seus beles, vendn-se desembaracado de leus desa-
gradaves visitadores, Franklin conlinuou sua via-
gem, e pouco depois veio'dar fundo em ama ilha
do mar alto, que recebeu delle o nome de Garry.
Foi /> sallar nessa Ierra selvagm e batida insessaole-
rsente das tempestades do polo, que os fortes com-
panheiros de Franklin foram teslemuohas de ama
scena acompanhada de caracteres eslranhos. Elles
viram mmedialamente seu iutrepidn chefe levantar
com sua propria mo am pao de bandeira, fazendu
ondular no alto della um pavilhao ricamente bordado
com as armas da Inglaterra, porem nesle acto expli-
cavel por si mesmo^sua cabeja eslava descoberla,
seus nlhos hmidos, sa.a jhiysiuiiumia che.ia ap mesmo
lempo de urna exaltac*i'tlfc*U e de urna calma re-
ligiosa.
A que circunstancias se j feria pois 'aquella ban-
deira, para commovet^flr*aquelle poni o homem
qneos maj&jnedvtrM'perigos o linham encontrado
impassivel e severo '.' X
ize-lo, he mencionar urna das passagens mais
interessantes de sua vida histrica.
Quaodo elle leve de deixar sua palria para essa
mesma expedicSo, o capilSo Franklin leve de sus-
lenlar urna lula dolorosa entre suas afiUcdes c sea
dever. Casado, lia dous annos apenas, sua mulher
chegava crise falal de urna rnoleslia mortal, na
vespera dodiaemqueelledevia fazer-seavela. Mas,
com essa heroica firmeza, que elle sabia inspirar
ludo que o cereava, ella lhe pedio em nome d re-
pouso de su ullima hora, e de sua propria gloria,
que nao mudasse o dia fixado para a partida. Depois
em seu adeos supremo, ella lhe enlregou um pavilhao
de seda preparado e bordado por suas mos mori-
bundas, recomendaudo-lhe queso a aesenrolasse em
urna praia anda desconhecida do mar polar.
Pode-te por lano imaginar, mas nao descrever
os seolimenlosquc aglavam Franklin, quando sobre
os rochedos da ilha Carry curaprio o voto da nobre
compauheira, que elle nao devia mais lomar a ver
nesle mundo.
Parlindo desse poni sua navegacSo, de am mez
inleiro, semeado de enfados, de difBcnldades de
lodas as orles, p conduzio ao longo das cosas ame-
ricanas, al perto de 400, milhas ao occidente do
Makensie ; mas quando chegava aos 150 graos ao
oesle de Greenwich, o estado dos gelos, dos ventos c
das correles, junio a ausencia. de todo o* indicio
do navio de Beechey, o obriguu.sob pen a de im-
prudencia, a cuidar na volta; circumslnucla tanto
mais lamentavel, quanlo do alto do cabo Back, sua
descoberla a mais occidental interrogando em vio
o hnrisonle fechado a suas inves(igacOes,,elle s es-
lava separado mais cincuenta leguas das einbarca-
ries enviadas ao seu encontr pelo' sen anligo l-
enle.
Portante a expedirao loraoo oulra vez o caminho
do forte Franklin. onde chegou sem muilos embara-
zos a 11 de selembro. All encontrn o doulor R-
Aiardson que o esperava ha milites semanas, depois
de ler reunido felizmenle os trabalhos desla viagem
aos da precdeme, pe 4 de julho a 8 de agosto, o
emprehendedor doulor linha feito um trajelo de
mais de 500 milhas, das quaes leve de eflecluar urna
parle (a subida do Coppermine ) a p e arrestando
atraz de si suasprovisOes e suas bgagens.
O invern que Franklin foi anda obrigado a
passar alcm do] circulo polar, no estabele-
cmicnle-quo tem sou nomo, foi nolavel por sua
lerrivel inlensidade. mais de urna vez fez elle
descero thermomelro de Fahrenheit ale 58. abaxo
dezero; mas os viajantes, bem prvidos de alimen-
los. bem vestidos prov da almosphfera, e favorec-
dos de urna boa saude supportaram desla vez, sem
inlTrer mulo, urna temperatura, que gelava em
lomo dellesoalcoole o mercurio. Encerrados por
mallos mezes aquello lugar homicida, debaixo
da expedicao, Ihes descreveii mais de 1500 plantas
e 200 variedades de pass.iros e de mamferos, que
elle linha conseguido reunir em suas longas excur-
ses aiileiores s uoulanlias rochosas.
i) oulono de 1827 lornou a. ver Franklin na In-
glaterra. Asocjedade'geographicadc Franca s es-'
perava sua volta para lhe dar a grande medalha de
ouro, que ella concede cada anuo ao aulorda des-
coberla a mais imporlanle.
Na mesma poca, o promotor da expedido, o capi-
$o Parry tornava a rever a praia ngleza ; mas des-
la vez menos favorecido que em suas precedentes
explraseos, o atrevido navegante linha sido com-
pletamente mal succedido as duSs tenlalivas,que li-
nha linha feilo para penetrar ua baha polar ao mes-
mo lempo que Franklin visilava as suas margeos.
Repellido do estreilo de Barrow pelo amonloamenlo
dos.gclos,no meio dos quaes elle linha sido obrigado
a abandonar um de seus navios, linham-no vislo
procurar logo, sem descanco e sem desanimacao, rae-
Ihore probabilidades nos mares de Spitezberg ; mas
desse lado anda, nao linha podido, mais que Iiudson
e Huellan, abrir um caminho alm do 82 parallelo.
. Esta viagem, que era a quinla que Parry consa-
grava consecuco do masmo fim, fechen o circulo
de seus trabalhos nasrogiGes rcticas e terminou sua
carreira acliva.
Nao succedeu o mesmo com Franklin. As disln-
SOes honorficas e os poslos importantes, com que o
governo inglez recompensou seus servicos, se uoirara
em vao ao peso da idade para quebrantar sua acli-
vidade. Enlrelanto essas recompensas, ja 13o mere-
cidas, lhe imprimirn) um novo ardor, e eulreteve-
ram nelle a ambicio de dar seu nome i descoberla
dessa passagem que, a despeito de urna investigarlo
de qualro seculos, se pceultava ainda aos esfor^os os
mais perseverantes."
Suas duas cxpedic.es linham lido em resultado o
esbogo quas completo desse lilloral americano, que
se eslende du cabo gelado de Cook ao cabo' Turna-
gain, alravez de mais de 50 graos de longitnde. A
geographto lhe devia pois, desde 1827, q ter restri-
ido o campo das hypolheses ao espaco comprehen-
ddo entre o eslreilo de Barrow ao orle, o cabo
Turnagain ao oeste, e o islhmo, qae prende ao con-
tinente a pennsula Melville do.Parry ao oriente ;
formando esles tres ponlps os ngulos de um Iran-
galo, do qual, cada lado aprsenla urna cxlensao de
200 a 250 leguas.
primeiro que, depois de Frauklin, tentn res-
tringir ainda o circulo das inveslgac,es, foi o vele-
rano mesmo das exploracocs rcticas, o capilo John
Ross, preoecupudo sem duvida do desejo de dissipar
as uuvns, que o fim da ma viagem de 1813 linha
feito nascer sobre o animo de suas resuliicGes. Con-
seguio seu fim por meio de orna lula sem igual,
quanto a duraran, contra os formidaveis elementos
da nalurezado norte. Urna red usa o de qualro in-
venios as medonhas cosas do estreilo do Regente
Iba deu alm disto o direito de verificar que ao oc-
cidente da pennsula Melville, um oulro appendice
peninsular, ainda mais vaslo, estendia sem' inlerrup-
c3o n continente americano al alera de 73 graos de
lalilude, e que por conseguinte o eslreilo de Barrow
era ao norle da America, senao o nico pelp meno8
o mais meridional dos ponas de junciio do Atlntico
eom a baha polar. As explorarnos successivas do
intrpido Back, de Dease e'Simpson qae, de 1833 a
1839, uniram os trabalhos de Ross aos de Franklin,
nao os deixaram ficar a sombra de urna duvida sobre
a asserc3o do primeiro. '
Desde enlo os planos dos navegantes liveram de
limilar-se a procurar no trajelo do estreilo de Bar-
row. ao de Behring, entre os labyrinthos de ilhas, ro-
chedos e gelos, -de que esl semeado o mar polar,
nao a passagem a mais directa, porem a que est
aberla ha mais tempo, e a mais favorecida dos-ven-
tos e das correales.
A altenciio do goveruo inglez se concentran pois
nesse poni, e Franklin qniz coroar sua carreira es-
forcando-se finalmente era resolver ama quesillo, que
devia sobretodo aos seuslxabalhos o se,c; circunscrip-
ta naquelles termos. .
O almiranlado lhe confiou,dous navios construidos
especialmente para a iiavcsacao dos mares glaraes:
era o Urebo i. o Terror. Ellos acabavam de fazer
com successos urna gloriosa campanhn no ocano
Antrctico, onde, sob a direcrao do capilo James
Ross, linham levado o pavilhao inglez mais adianle
qae nenhum outro no caminho do polo. Seu passa-
do pareca garanlirNeu fuluro. Calafetados, alimpa-
do-, renovados, munidos de (odas as medidas de pro-
cau'c,ao, que scalos de experiencia e de perigos lem
adquirido para a sciencia nutica, 'levavam qualro
anuos de vveres e 168 homens o> equipagem, s or-
dens de sir John Franklin, tendo debaixo de seu
commandu os caplaes Filzjames e'Crozier.
Esta ultima expedicao, que devia dispertar no
globo lauta; sympathias dolorosas e activas solicitu-
des, dea vela a 26 de roaio de 1845.
A 12 de julho seguinle, Franklin ancorou dianle
da ilha groelandesa de Disco ; onde os Dinamarque-
ses lem om dos seus eslabelecimentos.
Desse lugar elle escreveu ao almiranlado : sua car-
la respirava salisfaco e conGanga.
O Erebo e o Terror linham recebido um aopple-
mento de tres annos de vveres.... seus ofliciaes e
eqnipagens eslavam cheias de zele o energa.... Suas
uformaees lhe faziam esperar que apesar da seve-
ridade do jnverno, o hom lempo se nao fazia espe-
rar, e o estado dos fieles lhe pormiiiiria penetrar,
sem mulos obslaculos,al o Lancasler.Sound.
a Espero, ajunlava elle, apparelhar esta noile.
A nao ser por um concursoexlranrdinarip de cir-
cumslancias favuraveis, nao se esperava a sua volta
aolcs dos ltimos dias de-1847, ncm mesmo s espe-
rava receber nolicias nesse nter va I lo ; mas, quando
o termo fixado pelos mesmos impacientes se passou,
sem qae checas-e ao governo inglez nenhuma noli-
ela da sorle da expedicao, esle, vivamente solicitado
pelas apprehenc,es dos numerosos amigos de Fran-
klin e de seus companheiros, reconheceu a ueccss-
dade de mandar era sua procura, quer seus navfos
livessem ficado presos nos gelos ou um naufragio em
qualquer praia livesse deixado suas equipageas sem
provises e sem meios de transporte. Julgou-se ne-
cesario levar as indagarnos ao mesmo lempo sobre
muilos pontos. Emquanto sir James Boss devia ir
pedir s aguaso ccidenlaes dos estretos de Davs e
de Lancasrer, ps vesligios dps navios de Franklin ; o
Ploier, commandado pelo capitn Moore se dirigi
ao eslreilo de Behring, para ir ao seu encontr, no
caso em que elles livessem conseguido alrvcssar a
baha polar, finalmente o vclho amigo de Franklin,
o Gel companheiro de suas primeiras viagens e de
seus anlgos perigos, o doulor Richardson, correu ao
Canad para lomar as margens do continente, entre
os ros Manckcnsi e Coppermine, senao lambem a
passar os eslreitos, que os separam da grande ilha de
Wolaston e dos oulros archipelagos visiiihos, para
er se essas paragens, descoberlas communs de
'rankliu edo doulor, occullavain em seus escolhos
alguna indicios de ama passagem recente ou destro-
zos de naufragios. (Munileor.)
=
am
Wr
neos navios de Parry es.avamh'de" urna ctoap^n. de limo -e galo, perdidos as
njac trefes das tempestades^ das noites do pulo, os in-
. 4f#fidos viajantes pediram a scieucia essas distra-
i falla de vveres repalha Franklin da, c0es e caaes go*. que ella pode dar as mai. trisles
*ano arcco, e u nrremesaava as Ion- olides. O ddnlor Richardson lhes fez um eursn
gas IfibuIacCe, qo acabamos de descrever, Parry, omplelode geologa e Mr. Druraood, ualuralUta
A CONFISSO.
I.
Ite, oslcndilc vos sacerdolibus.
Luc. 17.
Em pocas de maior piedade e religiao fra sem
duvida para extra nhar que se Iralasse de compro-
yar pela iraprensa verdades nao conlesladas, e de
inculir nos nimos dos fiis senlmentos, por assim
dizer, gravados em seus cura^oes. Hoje, porem,
que infelizmente a ignorancia dos principios religi-
osos, a par d'uma bem pronunciada tendencia para
o indiflerentismo eincredulidade, se manfesla entre
aquellos mesmos, que anda se nao envergonham
de ter o nome de calholicos, torna-sc da maior im-
portancia e necessidade nao s a exposicao da dou-
Ifina, se nao lambem a refutarlo das sublilezas e
argucias, que recorrem os modernos liber'inos
para desl'arle pnderem juslilicar-so da inobservan-
cia dos deveres reliziosos.
Cliegados, pois, ao lempo quaresmal, em qae .
Igrcja, impoc' seus fillios o dever sagrado deapro-
ximar-se dos tribuimos da penitencia, juslo he que
afervorando ozclo dos fiis, tacamos ao mesmo lempo
sentir quanto sao frivolose ridiculos os prelexlos e
sofismas, que se costumam allegar em opposiriio ao
mais salular de todos os preceitos a Cmifissao
Sacramental. Oh quanlas vezes se nos lem con-
tristado eamargnrado o coracao ao ouvirmos j nao
de algum desss presumidos sabios de 15 a 16 anuos
de idade, que por terem mal frequcnlado duas ou
mais aulas, apezar da mais completa ignorancia
do cathecisroo, se julgam com direito de rejelar sem
exame lodos os dogmas da religiao, s porque como
cuiphalieameiite o dizem : he contra os meu*
principios,' as minha* conriccoes ; como se princi-
pios ou ennv orics livessem tao nucas cahecinhas!
j nao mesmo de algum dcstes, cuja dissolucao de
cnslumes, cuja vida escaudalosissima, e proverbial
immoralidade obrgain-nos a pensar de modo que
a seus propros olbos menos se envilecam, mas, o
que sobretude admira,- al mesmo de alguns pas
de familia,alias tidos em cunta de_ sollicilos pelo
bem estar da prole c da familia, dizerero em tom
magistral e calhegorico :nUo errio em con/issoes 11
E dizem-se chrisiaus, ulgani-se calholicos, os
que assimblasphemam contra o mais sacrosanto e
veneravel dos Sacramentos iiisliluido pnr Jesus-
Clirisu, reconhecido pelos mais famosos concilios,
defendido pelos duitoresus mais eiuinenlesdaigreja.
reverenciado por ludo quanto de mais illuilre leve
a antlgoidede, adniiltidoe recebido em fim'dcsde os
primeiroa dias dochrisliauismo por todos os fiis
quo lano que se julgavam em culpa, viiiham logo,
em cumprimcnlo do evanglico preceilo, cpnfessr
humildemente, suas fallas c delicio, como lao clara-
monte se v dos actos dos Apostlos? Mull cre-
deulium veniebant confitentes, el annumtianlcs
aclus-suo*. (I).
Sm ; foi o horror qiio nos causou, aqdaha bem
poneos das, o ou v ir pronunciar heresig lao mons-
truosa, quera suggerio-uos a idea de escrever algu-
inas palavras sobre a confissao, reprodur.ndo o que
ahi se enconlra em qualquer expositor calholico,
mas que plenamente ignorara os que em negocio
de tanta magnitude, do qual pende a vida ou morlc
sempiterna, nao so dao ao facilimo Irabalbo de con-
sullaillo menos. ^> -T^v
l'raza ao co que eslas poncas linnktaobtenliam de
mais alguem, que as raesmas circu Mancias se
ache daqueile quem foram dirigidas, aquello.
mesmo benfico resultado, que j liveram a dita de
conseguir.
II.
Se o homem, renascendo pelo baptismo, .se con-
servasse sempre no eslado de graca e sanlidade,
por cerlo que nenhuma necessidade havia de um
novo Sacramento para a remissao dos peccados ;
mas como, alienta a fragilidade humana, nao per-
manecemos n'aquelle estado ; como aps o baptismo
sao Uto f requoales as recabidas, lao gravosas u li ri-
sas. Dos sempe rico em misericordia, conhecendo
pela nossa fraqueza quao depressa incorreriamos
na morlc da,culpa, qaiz nos dar no Sacrament da
penitencia um remedio de vida, pelo qual nos fas-
sera applicadosos mritos da morle de Jesus-Christo.
Cora.ell'eilo depois da ressurreiclo, J. C. appa-
recondn aos sus apostlos, disse-lhes: accpile Spi-
rilum Snctum : quorum remiserilis peccala, remi-
tunlur eis, el quorum relinuerilis, retena so ni, (2)
lira njtc poder de ligar e desligar que J. Q. deu
aos seus apostlos, e na pessoa destes, aos seus suc-
cessores no sacerdocio, encerra-sp a lei que impe
aos fiis a obrigacao de confessar-se. Ccrlamente
para julgar-se, preciso iic couhecer a nalurezado
erime : e como conhecerjam os sacerdotes ama in-
linidade delles, se os raesnaos que os livessem com-
mellido, os nao revellassem^
Foi de cerlo para que neqhuma duvida rcslasse
acerca do poder ou jurisdic&oSguc lhes oulorgava,
que o momio J. C. em outru occlKJip-ainda lhes diz:
ludo o que ligardes sobre a Ierra, ser ligado no Ceo,
assim cpmp se desligar no Ceo o que desligardes
sobre a Ierra. Quodcumquc ligaveris super lerram,
eril ligatiim et in calis; el quodeumque solveris
super lerram, eril solulnm el in caelis. (3)
Tratando dessa materia, eis o raciocinio simples,
roas 1.1o convincente que fazem os padres do. santo
concilio de Trenlo. Jesos-Chrislo concedendo aos
seus apostlos e sucressores o poder do perdoar e
releros peccados, nao pretenden sem duvida confi-
ar-Ibes um poder estril e infructuoso. Tirai pois
aos percadores a obrigacao de'cuufessar aos sacerdo-
tes os peccados que fecm commettido, e dizei, para'
que lhes concedera elle o peder de absolver'! Por
ventura poderiam elles remilliros peccados, sem
delles ter conhecimenlo 1
A -medicina d'alma, diz S- Jernimo, assim como
a do Corpo nao cura males, que lhe sao desconhe-
cidos : qood ignoral piciua non cural. (4) E
como poderiam os sacerdotes conhecer ps peccados,
nao haver obrigacao de fazer delles exacta e cr-
rumslancada confissao? Acaso sao elles prophetas
para 1er nos coraces Podem por venlura sondar as
on I ranhas e adev in bar os pcnsamenlus ?
Aquilloque, na lei de Moyss, diz ainda S. Am-
brosio, era reservado ao juizo de Dos, J. C. lem
commettido aos seus apostlos : quod eral judicii
Dei, suis dedil apostolis. (5) EHes s3o juzes, e nao
devem julgar como cegos, tao mdicos, e n3o devem
applicar o remedio sem conhecer a enfermidade.
Assim pois jase v qao a cohllssao he ama lei
evanglica. ou de insliluirao divjna ; e que segundo
a promessa do Salvador, lodo peccador que s nao
confessar, nao poder ser absolvido, assim como
permanecer sempre ferido do aoalhema elerno o
que nao for absolvido. Por consequencia regeilar a
confissao, he regeilar a segunda laboa depois do
naufragio,he frustrar todas as" fon les da divina mise-
ricordia, he consentir emfim ua propria condemna-
CSp.
E so alem, da Escriptora, consullarmos a Iradicrao
e pralica da igreja, veremos nao menos confirmada a
mesma doutriua desde os primeiros dias dd chris-
lianismo. Com elTeilo abrindu os anuaes da igreja,
nos ahi vemos no 1- seculo S. Diuiz reprehender
a Hermophilo por haver Iraladb com severidade um
penitente, qne linha vindo confessar suas culpas :
vemos no 2.'" Tertuliano, invectivando mirajes que
induzidoa por Um falso pejo.lemiam relatar suas.fal-
tas,- inquirir se elles julgavam oceullar ao juizo de
Dos o que prelendiam encubrir ao conhecimenlo do
homem: vemos no3. S. Cypriano entinando, que
nao s devenios descobrir ao sacerdote a* nssas ac-
edes mas ainda osdesejos criminosos: vemos no 4
S. Amhrozio assegurar-nos, qae a confissao he a ori-
gen) e o pcnhor da nossa Iramrljlidada : no 5.
S- Chrysoslomo, que aflirma' que Mlla depende a
abolido do peccado, o reslabelecimeiito na gra^a, e
nossa perfeila reconciliarlo com lieos. Eniliin fal-
lar-nos-liia, sesuudo a phra/.e do iposlnlo, lempo e
espajo deficeret me lempas enarrd\lem, () se qui-
zessemos cilar os nonies de lodos os grandes homens
que se lem pronunciado a favor da confissao.
Em urna palavra, do Oriente ao Occidente, desde
os apostlos al nossos dias, ella lera sido constante-
mente observada. Oh l quanto sao loucos os que se
nao euvergnnlian de dizer que a confissao foi urna
invenco dos padres I Que em face da historia tan-
ta ignorancia! deixemo-los, he demencia, s der
mencia....
A confissao faz por lano parle do Sacramento d
Penitencia, que reconcilia o peccador.
Penitencia (diz S. Thomaz) in quantum est Sa-
cramentum panpue in confessiom perficitur (7;
I)'aqu vem que todes os padres e Drs. da igreja
lem considerado a confissao como um baptismo la-
borioso, que nos parifica dos nossos peccados : sen
efleito he pis nos reconciliar com DeOs, restituir a
paz e tranquilizado do espirito, e encher-nos das
mais vivas consolarles.
III
Asvantagens e nlilidade da confissao, .ainda eon-
sideraudo-se s em iciacao sociedade, pde-se al
provar rnente pela razao. Com effeilo, que ha de
mais necessario e/tilil do que por um dique s tr-
renles de iniquidade, aque lavram e innUndam (oda-a
Ierra ? Mas onde se poderia deparar um freio mais
capaz de reprimir e conler do que na confissao Ah !
se apezar desla necessidade 13o penosa e aflictiva de
vir aps ps de um homem relatar Hs proprias injr
qiiidadese abominaces as mais occullns, ainda n
sim se vem lanos crimes e allentados.o quejseria s9
fassemos dispensailos desla 13o saloar obrigacao?
O Universo inleiro nao seria senao um theatro de
horror. Tirara confissao e lereis em nova Babilonia
convertido o mondo.
Em apoio desla verdado temos ainda o proprio (es-
Icmiilioda huresia eda impiedade. Omesmo Calvino
no lempo em que alacava a confisco, vio-se forcado
a louvar o seu uso, chama-lo sacular, com quanlo
sophislicamente negasse a sua necessidade. E nao te-
mos nos o lestemunhe dos pretendidos reformados,
que boje em Allemanha reconheccm que nenhum
oulro meio existe capaz de reslabeleccr a .honra e
probidad o ; que seria al para desojar que o" seu uso
fosse umversalmente ailmittido?
Nao convm clles em que esle sacramento he pro-
prio para fazer renascer os bellos dias do Chrlstiais-
nio. assegurar a Irauquillidade das familias, o-re-
puso dos povos ; que a confissao emfim evita e pre-
vine as desardens, os odios, os roubos, os homicidios
e lodos os gneros de crimes ? Com efleito a expe-
riencia e a historia nos moslram que apenas Coi ella
banida do Norte da Europa, laj-> para all convergi-
ram e se acastellaram lodos os vicios debaixo do es-
pecioso estandarte d liherdade evanglica.
Emfim o proprio Lulhero te qucixava j no fim
da vida do ler a desgraca de conhecer tao tarde o
mal deque linha sido o primeiro autor.
Finalmente, eis aqui como a tal rrspeilo se expri-
me o Concilio Tridenlino : A fiel assi luTdade em dar
conlas aos ministros do Senhor deludas as rrdssas ac-
Ces, be un freio salular que relea as paixoes, qne
nos afasia do mal, que terna o -espirite mais vigi-
lante, o coracao mais preservado dos perigos, que
o cercara ; A peccato retocanl, et quasi quodam
frano coercenl. (8)
IV
Pelo que diz respeilo aos requisilos necesarios
para urna boa confissao, eumpre observar que o pri-
meiro passo que so deve dar antes de npproximar-
nos do sagrado tribunal, heo exame de eonscien-
cia islo he, urna iovesligacao exacta e minuciosa
dos nossos peccados quanlo ao numero, suas espe-
cies c circumslancias, que os aggravam. Sim, exami-
nemos com ludo o cuidado os nossos passos, inquira-
mos na amargura do nosso coracao o que elles live-
ram de mos, esinceramente arrependidos e conlric-
los, nos convertimos ao Senhor : scrutemu* tas
"ostras, el quaramus, el recertamur ad D^minum;
[9)_ elevemos para o Co os nossos olhos, as nossns
mos, e sobre ludo os nossos corae,es. dizendo ua
cflusfio da nossa dr : Eu sei. meu Dos, que o
mais intimo dos mcus pensamentos vos he contien-
do ; cu sei que leudes contado lodos 09 mcus passos,
mas perdoai as minhas offensas. Tu quidem gresius
meo* dinumeratsti. sed parce peccatis meis. (10)
Depois d termos assim examinado a nossa cons-
ciencia, enmpre lor um verddeiro arropendiraento
do neceado, acompauhadodo firme proposito do nao
peccar mais para o futura, o que se chama coulric-
caoporque sem osla resoluco, sem esta dr alm
da nullidade do sacramento, commelte-sc um gran-
de sacrilegio. Segue-se cniao a aecusarao dos pecea-
dos, feila ao sacerdote, com o fim de nos seren per-
doados. mediante a absolvieo. Ora, segundo o sen-
tir de S. Bernardo, para que esta aecusarao ou con-
fissao seja boa e agradavej a Dos, se exigcm tres
qualidades, que sao. humildade, simplicidadc c fide-
lidado, ou como se exprimen) os IheoWos-j. que inte-
gra sit, simpkx, humilis, parere parata.
Pela humildade se requer- que o penitente faja a
sua confissao com pejo e vergonba, nunca fallando
frescamente c peior com jactancia.
Pela simplicidade, contina o Santo Doutor, deve
o penitente ser simples o ingenuo, sem excusar sua
intentan, quando fr m.i; sem diminnir sua falla,
quando fr grave, sema imputar a oiilrcm, quando
fr pessol: oxcusar-se nao he confessar, he defen-
der-se ; alletuar suas fallas 5o he confessar-se ; he
ser ingrato e descoubecer a hondada e misericordia
daqueile que as lem perdoado.
Finalmente pela fidelidade se exige, he (sempre o
Sanio Doulor quem falla, que a conlissiin seja acom-
panhada de urna T viva e de urna humilde confian-
ca na misericordia de eos. O prfido apostlo que
trado a Jess Christo, Caim quemalou a leu innao,
confessaram ambos o seu mine, mas ambos desespe-
raram da bnndado divina. Eu poquei, disse um der-
ramando o sangue do justo: o meu peccado he mui
grande, diz o outro, para meieccro perdi : ambas
as confissoes eram verdadeiras, mas ambas care-
ciam de coofianca em Dos, o por isso de nada ser-
virain. ,
Em cnnelusao, feliz daqueile qu dadas laes cen-
dices, recebe das mos do sacerdote sacramental
alisalvicaa : seas peccados lhe sero remetlidos ; a
snlcnca dada na trra, lhe ser ratificada no Co :
quebradas as cadeias da culpa, erguido do tmulo do
peccado, reoascido na graca, reassumindo os'dircilos
la gloria, elle ir- receber um dia a cro da feliz
immorlalidade.
(Noticiador Calholico.)
MOVIMENTO DO PORTO.
yaci* sahidosnodia 13.
Buenos-AyresBrigae hespanhol Miguel, capitao
Sebasiiao Sorra, carga assucar e agurdenle.
PortoBarca .portuguesa .cV. S. do Hom Succeito,
capilo .Manuel Jos de Azevede, carga assucar e
mais gneros. Passageiros, Antonio Pacheco de
Almeida, Candido Jos da Silveira, Antenio Pa-
checo de Azevedoe padre Manoel Jos dos Sanios
Lessa. *
Rio Grande do Sal pelo Rio de JaneiroPatacho
brasileiro-A'. Francisco, meslre Manuel i'creira de
S, carga assucar.
Para a seu deslinoBarca franceza Debut, capillo
Tahet, carga assucar.' Suspenden do I ame i rao.
Sacio* entrados no dia 14.
Aracaty12 dias, hiale brasilciro Durdo*o, de 43
1|4 toneladas, meslre Joao llcnriques de Almeida,
equipagem 5, carga sola e mais gneros ; a Jos
Manoel Martins.
Ilha do SalEscuna ingleza Token, de 107 tone-
ladas, capilo Elias Joan Dcslnndes, equipagem 7,
carga sal; a Deane Youle & Companhia.
Sacio* sahidot no me*mo dia. -
BabiaBriguc de guerra inglez a vapor Trydent
commandante R. B. llarvey.
Ocoano AtlnticoPatacho americano Homer, capi-
lo Joseph II. Tresher (a pesca da balea).
EDITAES.
(1) Acl. 18, 19.
(2) S. Joao 20,22, 23.
(3) S. Malheus 7.
(4) S. Jernimoin Eccl. C. 10.
(5) S. Amor, in Psalm. 38.
(6) S. Paulo ad Hebr.
17) S. Thom. supp. Ouesl. 40, c. 3.
(9) Jerera. Lam. c. 3,40.
(Mr) Job 14, 16.
O Illin. Sr. cnnlador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em crbprimenlo da resolu-
co da junla da fazcuda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril p. vindouro, vai novamente
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concertos, da cadeia da villa do Cabo, a-
valiada em 8258000 rs.
A arrcmalarao ser feila na forma dos arligos
24 e 27 da lei provincial u. 286 de 17 de niaio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
'Ai pessoas que se propozerem a esla arrematacap
cpmparccam na sala das sessOes da mesma junta no
-dia cima declarada, pelo meio dia, competente-
rifenle habiniadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicarpelo Diario.Secretaria dathesourariapro-
viacial de Pernambuco 28 de marco de 1854. O
secretario, AntonioFerreira da Annunciunio.
Clausulas especiaes para a arremataran.
l."Os concertos da cadeia da villa do Cali far-se-
hao de conformidade com o orcaraenlo approvado
pela secretaria em conselho, e appresenlado apro-
vacao dp Exm. presidente da provincia, ua impor-
tancia de 8259000 rs.
2. O arrematante dar principio s obras no pra-
zp de quinze dias, c devera conclui-las no de Ires
mezes, ambos contados de conformidade com o art.
31 da lei u. 286.
3." O arrematante seguir nacxecuoflo ludo o qne
lho for proscripto pelo engenheiro respeclive, nao
s para boa execucao do Irabalbo como em nrdein
de nao iuutilisar ao mesmo lempo para o serviro
publico todas as partes do edificio.
4. O. pagamente da inporlancia da obra verifiT
car-se-ha em duas preslaccs iguaes: a depois
de feilos dous tercos da obra, e a segaanda depois
de laucado o termo de recebimento.
5- Nao haver prazo de responsabilizado,
6.". Para ludo o que nao se acha deermiuado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-sc'l
ha o que dispe a lei n. 286. Conforme. O ..o-
crelario, Antonio Ferreira 'AnnunciarUo.
O Iltm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 28 docorren-
te., manda fazer publico,que nos dias 18, 19. e20 de]
abril prximo vindouro, peranle a junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a qaem
mais ollerecer, o aeudimerilo do imposto da laxa da
barreira de Sanio Amaro de Jaboato, avahada em
4:0009000 rs. por anap.
A arremataran sera feila por lempo de li mezea
contardo 1. de maiodo correnlc anno, ao fim de ju-
nho de 1855.
As pessoas que so propozerem a esla arremalacao,
comparecen) na sala das sesses da mesma junla, uos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
Epara constar, se manduu afllxar q presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de marco de 1854.
O secretario,
Aulonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo da rc-
soluco da junla da fazenda, manila fazer publico,
que no da 27 de abril prximo vindouro, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra dos conaertos da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avahada em 2:860j>000 rs.
- A arrematacap ser feila ua forma dos artigo s42
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparcc,am na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar. o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas etpeciaes para a arremalacao.
1." As obras dos reparos da cadeia da villa de Pao
d'Alho scrao feitas de couformidade com a planta e
ornamento approvados pela directora em conselho,
e presentada a approvaSo do Exm. Sr. presidente
da provincia lia importancia de 2:800>000 rs. '
2." As obras comecarao no prazo de:!() diasc scrao
concluidas no de qualro mezes, ambos conlados de
conformidade com o que dispOc o art. 31 do regu-
lanienlo das obras publicas. '
3.a A importancia da arremalacao ser paga em
Ires prcslaces, sendo a primcia de dous quiulos,
paga quando o arrematante houver feito a melado das
alnas ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras depeis do recebimento provisorio ; e a ler-
ccira paga dcppis do anuo de rcsponsabilidade.
e entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao estiver fletermina-
do as presentes clausulas, ou no orcaraenlo se-
guir-se-ha as dispusirocs da lei n. 286 de 17 de maio
de 1851. Conforme. O secrclarie. Antonio
Ferreira iTAnnunciacao.
O Illui. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da resolu-
to da junla da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai uovamente
a pjaca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do avujte na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avallada em 4:004.
A arremalacao ser feila na forma dos artigse
24 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na saladas sesscs da mesma junla no
dia cima declarado, pelo meio dia, ccmpctenle-
raente habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de margo de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira Annuneiaro.
Clausulas especiaes para airemataca.
1." As obras desle agude serio fcilas de confor-
midade com as plantas c.orcamento aprescnlados a
approvacao do Lxro. Sr. presidente da provincia, no
iniportaiiri de 4:00iSO0O rcis. ^
2." Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e scrao concluidas no de dez mezes a
oontai conforme a lei provincial n. 286.
3.'1 A imporlancia ucsla arremalacao ser paga
em Ires prcslai;Ocs da maneira seguale : t., dos
dous quintes do valor (ola!, quando (iver conclui-
do a melado da obra : a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo do recebimento proviso^
rio : a 3.a, finalmente de um quinto depois do re-
cebimento definitivo.
4.a O arrematante ser ehrigado a communicar a
repartidlo das obras publicas com antecedencia de
trinla dias, o dia fixo em qne lem de dar principio
a execucao das obras, assim como Irabalhr se
guiJamculc duraulc quinze dias lim de que posta
o engenheiro cncarregado da obra assislir aos pri-
meiros trabalhos.
5." l'ara ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-sc-ha o quodolermina
a lei n. 286.Conforme. O secrelario, Antonio Fer-
reira d'AnnuncJarao.
O Illm. Sr.'conlador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da resolu-
cac- da junla da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de. abril prximo vindouro, vai novamen-
te a prac,a para ser arrematada a quem por menos
lizer, a obra do acude da povoacao de Salguciro ava-
hada em 2:5303000 rs.
A arremalacao ser Taita na forma dos arls. 2i e
27 da lei provincial n. 286 de 17 d maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaivo copiadas.
As pessoas que se propozorem a, esla arremalacao
comparecam na sala -das sesscs da mesma junla,
no dia cima declarado, pelo meio dia, compelcnle-
raenie Habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2S de marro de 1854O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausula* especiaes para a arremalacao.
1." As obras deste acude scrao feitas de ronformi-
iade com a planta e orcamento aprcsentadon ncsla
hila n approvacodo Exm. Sr. presidente da pro-
micia. na importancia do 253O90O0.
2.a Eslas obras devero principiar no prazo de
dona mezes, e serao concluidas no de 10 mezes a
contar conforme a lei provincial u. 286.
3.a A importancia desla arremalacao ser paga
em Ires preslarfips da maneira' seguinle: a Ia, dos
dous quiulos do valor total, quando tiver concluido
a ipelade da obra; a 2a, igual a primeira depois de
lavrado termo de rccebjinenlo provisprip; a 3
finalmente de um quinto depois do recebimento de-
finitivo.
4.a Oarrcmalante ser obrigado a communicar a
rcpariican das obras publicas com antecedencia de
trulla dias, o dia fixo em que lem de dar principio
a execucao das obras, assim como trabalhar segui-
damente dorante quinze dias, lim de que possa o
engenheiro encarregado da obra, assistir aos primei-
ros trabalhos.
5.a Para ludo o mais que rlao estiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o!que determi-
na a lei provincial o. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferrtira da An-
nunciacao.
O Illm. Sr._ contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da resolu-
cao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
te praca para ser arrematada a quem por menos
fizer a obra do acude do Buique, avahada em
3:3009000 ris.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24
o 27 do regulamenlo de 17 de maio de 1851, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesma junla'no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. E para conslar se mandou affixar o
preseulc c publicar pelo Difiri. Secretaria da Ihe-
souraria provincial de Pernambuco 15 de marca de
ISi; 0 secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ciaco.
Clausulas especiaes da arremalacao.
1. As obras do acude do Buique serao fejlas de
conformidade com a plaa e ornamentos apprava-
dospela dircclpria em conselho, e aprescnlados a
apprpvacao dp Exm. Sr. presidente da provincia na
imporlancia de 3:3005 ris.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
sessonla dias e serao 'concluidas no de dez mezes,
a contar da dala da arrematara.
3. A imporlancia desla arrepuitacao ser paga em
Ires preslaccs da maneira seguinte : a 1. dos dous
quintos do valor total, quando- tiver concluido me-
tade da obra ; a 2.a igual a primeira depois de lavra-
do o termo .provisorio; a 3.a finalmente de um
quinto dcppis do recebimento de unitivo.
4. O arrematante sera obrigado a communicar
repart;ao das obras publicas com antecedencia de
30dias, o di fixo em que lem de dai principio.a
aiTeniatacao das obras, assim. como trabalhar se-
guidamente 15 dias, afim de que possa o engenhei-
ro encarregado da obra assislir aos primeiros tra-
balhos.
5. Para tudo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286. Conforma.O secretario,
Antonio Ferreira Annunciaco.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da reslu-
oun da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
te a ]iraca para ser arrematada quem por menos fi-
zer a obra do acude de Paje de Flores.avaliada em
3:l903000.ris
A arremalacao ser feila .na forma dos art., 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de miio de 1851,
e sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas : *
As pessoas que se propuzerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sesses ^la mesma junla no
da cima declarado, pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.E para conslar se mandou alli.var o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria da
Ihesouraria provincial de. Pernambuco 15 de mar-
jo de 1854. O secretario Antonio Ferreira
t Annunciaco.
Clausula* especiaes para a arrematacao.
1. As obras desle acude scrao feilas de confor-
midade com as pjantas c orcamento apresenladpg a
approvaeau do Exm. Sr. presidente da provincia,
Ua importancia de 3:1905000.
2. Eslas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de mular couformea lei provincial n.286.
3. A importancia desla arrematacao ser-paga em
Ires preslaccs da maneira seguinle : a primeira dos
dous quintos do valor do urcamculo, quando liver
concluido a melado da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois do lavrado o termo de recebimento
provisorio : a terceira finalmente de um quinlo-dc-
W*fl d" rec^himenlo definitivo.
E para conslar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 10 desabrir He 54.; O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annuncacao.
4 Clausula* especiaes para a arrematacao.
1.a As obras do melhorameoto do rio Goiaana far-
sc-ho deconformidade com o orcamenlo plantes o
perfis approvados pela directora em conselho, o
aprescnlados a approvcao do Exm. prndenle da
provincia na importancia de"50:600
.2.a O arrematante dar principio as a lo pra-
zo de Ires mezes e as coneloir no de 1
boscoulados'pela forma do artigo3 4 nume-
ro 286.
3.a Dorante a execa^ao dos Irabalhn P arrema-
tante ser obrigado a proporcionar Iransrtp ** canoa
e barcacas, on pelo canal novo on' pele lerlo do ac-
tual rio.
4. O arrematante seguir na e-ecucAo das obras
a ordem do trabalho qae lhe forlerminado peh>
engenheire.
5.a O arremtenle ser obrigado a apresentar no
fim do primeiro anno ao menos a qnarfa parte das
obras prompln, e outro tanto no fim do segundo an-
no e faltando a qualquer dessas condiccOes pagara
urna mulla de um conlo de ris.
Conforme. O secrelario, Antonio Ferrfira da
Annunciaco.'
DECLARARES. _
Companhia de Beberibe. ,
A administrarlo da companhia da Beberibe, fa-
pdblico, que por se havercm desencaminhido 60 tez
coes de os. 1,856 a 1,905. e 1.789 a 1798 ; pertencen- .
les aos herdeiros do finado Dr. Jos Eustaquio Go-
mes, como fez cerl o leslamcnlo 4o dilo finado o. Sr.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo, e
conste dos annuncios do mesmo Sr1. publicados nesle
Diario, vao as referidas acedes ser substituidas, fi-
cando sera vigoras premlivas.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtudo da autori-
sao,o do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectosseguinle:
Para o segundo batalhao de infantera.
Bouetes compridos com o n. 2-8, chouricas de la,
pares 8, ara vates de sote de lastre 8, esleir* 8, M-
patos, pares 8, pelles de carneiro 100, corda de li-
nbo para caixa de guerra, pecas 4, oleado, cova-
dos2.
Para a fortaleza de Ilamaraca.
Ocolo de ver ao longe 1.
Arsenal de guerra.
Caixacomvidros 1, papel almaco de hubo, resmas
50, mantas de laa 374.
Oflicinas del.e2. classes.
Costados de pao d'oleo 2, taboas de assoalhe e de
louro 12. ,
Ditas de 3. classe.
Ferro de varanda, arroba 2.
_ Dilas de 4. classe.
rame de lalao grosso, arrobas 2.
Ditas de 5. classe.
Sola braaca garroteada, meios 50.
Para farnecimentodeluzes asestacesmilitares.
Azeite de'carrapalo, -caadas 350, azeil da coco,
caadas 301|2, pavios, duzias 6,* fio de algodao, li-
bras 48, velas de carnauba, libras 153.
Companhia de cavallaria.
Baadas 39, colarnos, pare 46, penachos 69
quem quizer vender Um objectos, aprsente as toas
propostas em caria fechada na secretaria do consclno,
as 10 horas do dia 19 do crrante mez. Secretaria
do conselho administrativo para fariiecimento do ar-
senal de guerra II de abril de 1854'.JosdeBrito
Inglez, coronel presidente.Bernardo Pereira*4o
Carmo Jnior, vogal la secretario.
De novo chama-se os serventes que se tem reti-
rado do aervfcodas obras do arsenal de marinba, vis-
lo ter cessado o motivo da demora d pagamento des
ferias.
Secretaria da inspeccSo da arsenal de marnha de
Pernambuco em 11 de abril de 1854.
No impedimento do secretario,' Manoel Ambrosio
da Conceico Padilha.
^^Hm^i
,4. O arremtenlo ser obrigado a communicar e
repartilo das obras publicas com antecedencia da
30 dias, o dia em que tem de dar principio a execu-
cao das obras, assim como trabalhar seguidamente
durante quinze dias, afim de que possa o engenhei-
ro encarregado da obra assislir aos primeiros tra-
balhos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a le provincial n. 286, de 17 de maie de $851.
Conforme. lOsecrelario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O nim. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesouraria provincial, em cumprimcnlo da resolu-
to da junta da fazenda. manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamente
praca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra dos concertos da cadeia da villa de Scri-
nhaoin, avahada em 2:750-5000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que ae propozerem a esta^arrematai;ao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia acua declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marro de 1854.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausulas etpeciae* para a arremalaro.
1. Os concertos da cadeia da vjlk .de SeVinhaem
far-se-hao de conformidade cm o arrameiilo appro-
vado pela directora em conselho e apresentado
approvacao do Exm. Sr. presidente na importancia
de 7508000.
. 2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de um mez deVer conclui-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 du lei
n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus trabalhos Indo
o qae lhe for determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para a boa exeiucao das obras como
cm ordein de nao inutilizar ao mesmo lempo para o
servico publico lodas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar era Ires prestarles iguaes; a Ia, depois
de feila a melado da obra; a 2a, depois da entrega
provisoria; c a 3a, na eutrega definitiva.
5.a O prazo da rcsponsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Para ludo o que nao so acha determinado as
presentes clausulas nem no orcamento seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, .manda fazer pu-
blico qae no dia 4 de maio prximo vindouro,. pe-
ranle a junla da fazenda da mesma Ihesouraria, se
lia de arrematar a quem por menos fizer a obra de
acude na povoacao de Bczerros, avahada novamente
em 4:2288050 ris
A arremalacao ser feila na forma dos arligos24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maid de 1851, e
sob as clausulas, espeejaes abaixo copiadas.
A* pessoas que se propozerem a esla arremalacSo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junte no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. _^
E para conslar se mandou affixar o presente c [ra-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 8 de abril de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. As obras desle c.udc serio fcilas de confowni-
dadecom a planta c orcamento approvado pela di-
roeinria em conselho e apreseniados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na imporlaucia de
4:228-5950 rs.
2. O arremtenle dar comeen as obras no 1 de
ou i obro do correnlc anno, e terminar 6 mezes
depois.
3.a O pagamente da imporlancia da arrematacao
ser devldido em tres partes: sendo urna do valor
.la dous quiulos quando houver feito meladeda obra;
outr igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de um quinto depois de umannn
na uccasiao da entrega definitiva.
4.a Para tudo o mais que nao esliver especificado
4i presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei provincial o. 286.
Couforme. O secretario, Antonio Ferreira
ifAnnunciaco.
OlUm.Sr. conlador servindo de inspeclor da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
doExm.Sr. presidente da provincia manda.fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamente a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhorameolo do Rio
i iokmna, avahada em 50:6008000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851'
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas qae se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma jante no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
(.RINDES BAILES ASCAR1D0S.
Nos dias 15,16 e 17 do corrente'
abril de 1854.
A's'8 horas da nojle eslarSo francas as portas
principaes do ttallro para todos o senhore e ae-
nlipras que quizerem lomar parle nesle divertimen-
lo. que principiar por ama escolhida ouverlura
grande orcheslra sobre a direceo do Sr. Theedoro
Oresles.
U empresario tendo lido a salisfaco de apresentar
bailes-no carnaval e nobles ler sido observada toda a
ordem e toda a decencia, prova da civiliaacjo desla -
Ilustrada capitel, e eslando elle informado do qpe
se lem adoptado para divertir o publico em (aes es-
pectculos, no Rio de Janeiro, em Franca o as prin-
cipaes eidadea tem disposto o seguinte:
A segunda ordem he reservada para (odas a fa-
milias gradas qae qaizerem.desfrueter esle diverti-
mento lio apreciavel que espera satisfaga aos con-
currentes que se dignaren) comparecer, pois promet-
teempregar lodo o disvello para que a boa ordem
seja manlida, e que todos os mscaras se apaesentem
com (00% o brillianlismo, e no melhor gosto.
A dircccSo do baile esl entregue ao Sr. JosDe-
Vecchy asss perito ero dirigir taes diverlimenlos, e
lem j de accordo com o o director da orchestra pre-
parado novas e encllenles quaurtlhas, valsas, polkas'
e schotz.
Os ioleryallos das quadrlhas e valsas ser de 10
minutes de descanco para os professores da orcheesra.
Os camarotes de segunda ordem 88000 rs. cora
qualro enladas. .
A primeira, terceira e quarla ordens, sero fran-
cas as pessoas qae se acharen) no edifisio dapois de
compraren) o bilhete.de entrada.
Cnnservar-se-ha a mesma polica qne foi observa-
da nos bailes anteriores.
QUirm-FEIRA 20 DE ABRIL DE 1854.
ESPECTCULO VARIADO E INTERESSANTE
Km beneficio da actriz
Mara Amalia Montetro. -
Depois que os Srs. professores da orchestra aco-
taren) urna das raelhors ouverlnras, abrir scena,
a bem aceite e linda comedia em 2 actos de aleudes
Leal, intitulada
QEM PORFA MATA CACi.
Personagens: Sr*. Actores.
(ioncalo. ........ Amodo
Jos Maltes......'..." Mooleiro.
D. Nuno.......... Pinto.
Eslalajadeiro "......' Kozendo.
I). Mara ........ D. Manoela.
D. Roza......'..., A beneficiada.
No fim da comedia, a Sra. Carmela e o Sr. Mon-
teiro, coularao o sempre applaudido daeto das
TROfflBETINHAS-
Depois do qoalo ador Costa e a beneficiada can-
larao o duelo, do
MEIRINHO E POBRE.
Depois, a orcheslra locar as quadrlhas
BRAS1LEIRAS.
Em seguida representer-se-ha o, jocoso veudeville
em 2 artos.
INNOCENCIO
Ol
0 ECLIPSE DE 1821.
Personagent. o* Sr*. actores.
Duvas.........
Innoroncio......-. .
Duchanel. ...'..... Piarte
llermenia. sua lilha .... A btaH
Carila, irnui.i de Innocencio. m\, ti. le-Veccliy
Seeur-se-ha a primeira repaBuacao do wuda
Ville em 1 arlo, qite lem por titulo.
' PACAR O MAL QUE A-IO FEZ-
Personagens. Os Srs. actortt.
I). Ingr'ilorio, eslalajadeiro. Sania Rosa.
tjermano....... Amoedo.
Fabricio....... Preira.
Malagrido....... Coste.
Hefisleque....... Rozeode.
Crok, Ilollandez .... Pinto.
Enlhusiasinadn poete. Monteiro.
Elvira ....... Carmella.
Sinagoga. ...... A beneficioda.
Rematar o espectculo com o gracioso bailete em
1 aclo, do qual foi lirada a forca do mesmo nome.
RECRUTAMENTO NA Al.l.f^/1
Poste em scena por Jos DeVecchv.
' Faro parte do bailete os Srs. Monteiro, Sania Ro-
sa, l'inlo, a beneficiada e o corpa ao baile.
A beneficiada recommeiida-se ao generoso pu-
blico desla cidade, a quem jA*he defedora de lanos
favores.
Principiar s horas do costume.
Os burieles vendem-se em casa da beneficiada, ra
da Cadeia do bairro de Sanio Antonio n. lt.primei-
ro indar, e no dia no eteriptorio do theatro.
AVISOS martimos.
Para a Baha sahe com brevidade o hiale Soto
Olinda; pan jresto da carga irata-se com Taaso Ir-
maos.
Vende-se urna barcaca da lote de 12 caixa,
muilo bem construida e ltimamente recorrida, e
prompta a navegar; quem a pretender, dirija-te
roa da Cadeia do Recite n. 54,

iHi^i frr ii. J-.
eanaBiiHaei

. H jj haSMNA



J
DIARIO DE PERMMBUCO SABBADO 15 DE ABRIL DE


I

I
t-
Para o Rio de Janeiro
saldr no dia 16 do cerrenle n patacho, nacional Al-
fredo ; lem ptimos commodos para passageiros e
escr,J">s.: 'ra'a-seicom o consignatario 3..B. da Ion-
seca Jonior. na ra do Vigario u., primeiro andar*
Rio' de Janeiro.
Em cousequcncia da chava, fica transferida a sa-
bida do brigue Ilbe para odia 15 do correnle, so
recebe alguma carga miuda, passageiros e estraves
a frete: a tratar no escriptorio de Manoel Alvts
liuerra Junio*, na ra da Trapiche n. J4.
Para o Rio de Janeiro,
9egoe.com molla hrevidade o brigne Conceirao,
s recebe passageiros e escravos a frete: a tratar no
escriptorio dftjlaooel Alves Guerra Jnior, na ra
do Trapiche n. 14.
Para oR> de Janeiro sabe no dia 20
do corrente Sez,'o brigue nacional Sagi-
tario, o qual ja' tem a maior parte deseu
carrega ment prompto: para o restante,
passageiros, e escravos a frete, trata-se
com o Sr. Consignatario Manoel Francis-
co da Silva Carrico, na ra do Collegio
n- *7 segundo andar, ou com o capitao
a bordo.
~.-P*?, I"''D0> a galera portugueza Margando,
capitao Silveno Manoel dos Res, salte com a maior
brevidade possivel : para carga e oassageiros, para
08 V"? lem eifcelleutes commodos, trata-se com o
sobtedilo capitao, ou com liveia Irniaos d Coro-
panhia, ra de Apollo n. 14.
Para o Assi e portos intermedios preleude se-
guir em poneos diaV a lancha nacional Suva Espe-
rarla, e tambem se frea para o Cear ou Aracaly ;
par carga e passageiros, para o que tem bons com-
modos,' Irata-se na ra da Cadeia do Kecife n. 50,
loja de Cunha & Amorim.
Para Lisboa com escala pela Ilha de S. Miguel
o brigue portuguez Bom Succsso pretende seguir
com toda a brevidade : qum nomesmo quier car-
regar ou ir de passagem, para o que oflerece bons
commodos, trate com os consignatarios T. d. Aquino
Fonseea & Filho, ua ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, ou com o capitao Francisco Jeronymo de
Mendonca, na Praga.
Para o Aracaty
segu em poneos diaa o bem conliecido hiale Co-
pioane, mestre Antonio Jos Vianna: quem no
mesmoquizer earregar ou ir de passagem dirija-se
rita do Vigario n. 5. '
Ceara' e Marnhao.
Segu em muilos poucos das o brigue escuna na-
cioaal Laura, ainda pode receber alguma carga,
passageiros, etc.: trala-se como consignatario J. B.
da Fonseca Jnior na ra do Vicario n. 4 primeiro
andar.
Vende-se o patacho nacional Josephina de lote
leiro, pregado de cobre e forrado de ziheo, em muito
ftom estado: trata-se como consignatario "J. B.da
andT* "' "* """ d Vigar' D- *Primeiro
01FICIAES B AI.FAIATE.
Isa roa Nova, loja da esquina da Ponte da'Boas
Vista, precisa-se de ofliciaes de alfaiate para obra-
niiiidas.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Os. senhores'accionistas e subscriptores
sao avisados para pagarem seus dbitos
ate o dia 20 do corrente : lindo ste prazo
se dai'a' cumprimeiito aos estatutos. -
tEILO'ES.
. LEILAO SEM. LIMITE
No irmaiem da ra do Collegio n. 14, quarta-fe-
ra 19 do correnle, havera leilao de diversas obras de
niartineiria e de outros muilos objectos, como bem
sejam: mobiliasdejacaraiidcampedras esem ellas,
di .sde amarello, secretarias de Jacaranda e de ama-
re lo, com segredo, toilettes de Jacaranda e de Gon-
galo Alves, de gosto modernissimo, cadeiras genove-
zas, neos guarda-loucas de mogno, amarello e'ou-
tras obras avulsas, 4 piaoos inglezes, obras deouro
prala, como adereces complelos, alneles, brincos,
pulceiras e mais atgumas obras avulsas,. salvas de
prata de varios lamanlios, colliercs, faqueiros, casli-
gaes, ptliteiros, ele, diversos relogios de ouro e pra-
la, patente inglez, suisso e horisonlal, varias peras
dlZ&E 81Cr>Sla :Sa,ra ser,i'-' de n,esa' wnderos
deduTereoles qualdades, lanternas, caudelabros, e
umrico lustre de 6-laxes, dous,ricos calangas de pe-
ora com caixa de msica por baixo, ditos de porce-
lana, enfeitcs para sala, jogo de damas, xadrez c
dminos para oiyermentos, varias quinquilharias,
e alem destes objectos haverao ooiros muilos que
cstarao patentes no mesmo armazem, e ao meio dia
cravsD ,ril lambem a Mv dous ptimos es-
AGENTE BORJAGERALDES
lar o Mllao dos objectos cima mencionados no sen
marera as 10.', horas da manliaa baleudo o mar-
lejlo, ao maior prego que for oDcrccido por qual-
quer objeclo qae for a leilao, poisj tem dado pro-
vas por vinas vezes. p
avisos diversos!
Vendo no seu conceituado Diario
de 6 do presente mez urna corresponden-
ciaassignada peloamigo do progressor-
naqjaal faz elle sentir a necessidade que
tem ste porto de unr vapor para reboque
devsoccorros e Qutros misten, de maneira
que parece querer monopolisar aemissao
de tal medida ; podemos affencar que ha
man de umanno fot eflviado a'o governo
unperial por quem neste porto be incom-
bido de todos os "seus melhoramentos e de
promover tudo quanto possa melliorar a
najegacao e acndrr as precisoes do mesmo
porto, urna proposta de urna barca de
.vapor, para reboques, e seu oiramento
acompanbado de grande sobra de razoes
pelas quaes eHa se tornava evidentemente
til, epoucodepois urna associacSo reque-
ren oprivilegioefoi bem encaminhada e
informada pela afttoridade competente, e
que finalmente foi ha poucos dias instado
ao governo imperial pea, mesma autori-
dade para que fosse este porto dotado des-
se melboramento tao almeiado do con-
cato do correspondente, pelo que vera' o
mesmo correspondente e, o publico que
nao foi elle quem mais se adiantou na car-
retra do progressoO ainda mais.amiro
* do progresso.
O autor do communicado que tem
per tituleUm tributo de gratidaoin-
serto no Diario n. 77 de 1 do corrente,
avisa que 's responde ao rabiscador do
artigo do fundo do Liberal n...... que
tem por epigrapheOse elle dignar-se
am-ojar ao Tonge a despresivel capa do
anpnymo ; do contrario so fara' enviar-
lliede vez emquandoaslettrasC. I.,' para
que elle as imprima na........
Urna pessoa habilitada *pela prtica
que tem de ensin'ar, propoe-se a dar Ii-
C5es das linguas franceza e ingleza por
mdico pre^o : quem pretender, queira
dir^ir-se a ra larga do Rosario, quarto
andar por cima da botica do Sr. Bartho-
lomeu. ','
nX,Quem precisar de nm bolieiro Para bolear,
Srala" ennUnC'ar n^'C Diari para Mr "'o,
SQTeVjfB ^"lr com Sr" Carlos '"cisco
BCa-Vfat4n.e7^,0|o]lSeU ",letes9e : da
*^rJU<,ga"9e aloja d0 s^btaio da ra estreita do
Kosmo, propria para offleina : a Halar na ra do
Ivogueira n. ai.
Precisa-e de urna ama secca, forra ou captiva,
que saiba cojinhar, eogommar c ehsaboar, para ser-
rasa de um hornera solleiro: uarua dos Bur-
andido Moreira da -Cosa vai i Jaropa a 1ra-
(andtVMta saude.
Mario Aleundriuo da Silva Rabello Caneca
nvid aos senhorjpsjue o apao passado lomaram li-
batica pralica e desenlio, que
im de coroparet^^em sua casa no largo do Terco
-_ado u. 20, na noite do 1. dia til depois da Ps-
choa, para tratar-seda abertura d'aula.
Precisa-se de urna ama portugueza : na rna
l'ireita n. 18, primeiro andar.
O Sr. Pedro Alejandrino llorlis de Camargo
ailvogado da villa de Serinhaem, que de prsenle se
acha nesta pra, queira fazer o favor aunonciar a
soa asiislencia, que muilo so deseja fallar a negocio
ae sea interesse; ou dirija-se a roa Augusta, casa
terrea n. 33.
r"' ahaixoassiguadofazscieriteque ningnem ne-
gooie urna letlra e um dea quo passou em favor de
rrancisco Jos de Vasconcellos, morador na fregue-
v ..i j scndui> "a do 5009000, o a letlra de
rV?.r,V",oco'no Proveio e?a inantia de um
, ^mq^"au ^ raer rel^"do Vasconcellos-,
^mJ*'"""^"losdocumenlos o abaizo as-
ignado logo que 8ube quo elle nao podia fazer o
negocio a que MUle, e que elle nfl anuuiot'En-
geuho Jundia MSrimTe abril de 1834 '
Sakaiorio, sanios MonMro'camlcanti.
Saladebarbeironatiavessa do Queima-
do n.7.
O dot da dU convida a toda, as pessoas, e Jm
particular ao* seus afeiroados amigos, que d, seu3
servicos querendo uUIisar-se.podem iradita sala.que
o acbarao sempre prompto a qualquer dia hor i
para exercer todas as fuucces da sua arte de bar-
-T- O advogado Vicente Pereira do Repo
mudou o seu escriptorio da casa n. 19,
para a de n. 52 da mesma ra estreita -lo
Rosario.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na roa larga do Rosario u. 36, segundo ander.
Arrenda-seo engenho Leao, silo na fieguezia
da Lacada: os pretendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acnarao com quem Iraiar, ou ua fregnezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Gon
Tes Pereira Lima.
Goncal-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas, e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um ,s preco
para todos : este estabeleciment
abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
js inglezas, franczas, allemaas e suis-
sasvpara vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer"; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
j. ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ruado
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Negocio vantajoso.
O dono da loja de calcados, intitulada Estrella 19,
roa do ivramenlo, em um dos melhores locaes, mui-
lo afreguezda em calcados e surragem de couros, d
por balanro.a qualquer pessoa habilitada c diligen-
te, dando para isso garanlia no qae receber, e
tendo o seu ordenado nos lucros; faz-se osle negocio
por motivo de molestia, e lambem veuder-se-ha que-
rendo, sem fundos para qaem tem puco dinheiro:
na mesma loja se achara com qoem tratar.
CHRYSTALOTYPO. .
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Visla n. 4.
De caijas, quadros, medalhas, alneles o pulcei-
ras ha um rico sorlimento para collocar relralos,
por pceco muito bao.
Est vasio no lugar do Cordeiro um bem plan-
lado sitio, com boa casa c estribara : quem o pre-
Icoder dirija-se a ra da Cadeia do Kecife, armazem
de Barroca & Castro.
-Aluga-se urna casa terrea na Boa-Vista, ra da
nijo com os commodos sean mies; duas alrovas,
tres quartos, quintal e cacimba: a tratar na ra da
Aurora n. 26.
O abaiso assjznado capitao do brigue americano
Tyleiton, declara que nao se respousabilisa por di-
vida alguma de sua Iripnlrao.lyillian H. Tice.
Recife 10 de abril de 1854.
' OSr. Jos Gomes dos Sanios Pereira, do enge-
nho Mannas, tem urna caria para lite ser entregue;
bem como o Sr. Jeronymo de Albuquorque Mello :
na ra da Cadeia do Recie n. 41.
Ni ra da Matriz da Boa-Visla, taberna n. 2,
piecisa-se de un) jneuino de 12 a 14 annos.
HE BOM NEGOCIO
Precisa-se de um socio para urna loja de miude-
zas e calcado da trra, em boa localidade e muilo
afreguezada, que entre com algum capital: a pessoa
a quem llie couvier, anuuncie por esta folha aoude
deve ser procurado.
Por 20OJ00O rs. se vende,* nao ha nada mais
barajo, urna escrava de meia idade ; a tratar ua ra
da Madre de Ueos n. 32, ou das Larangeiras u. 9.
Sabbado chega do Rio de Janeiro o
vapor nacional, conductor da lista da lo-
tera oitava do Sanitario ; os poucos bi-
lhetes que restam se acham a venda naS
jojasdoco8tume, e os premios serao pagos
logo que se izer a distribuicao das listas,
i "7. Alu8a-soe|?ondo andardo sobradoda ruado
Jardiui n. /I, com commodos para grande familia,
muilo fresco esadio: quem pretender, falle-no pri-
meiro andar do sobrado do paleo do Carmo n. 9.
Gabinete portuguez de leitura.
Domingo 16 do crrente, llavera sesso do conse-*
Iho deliberativo, pelas 11 horas da raauhia, ordem
do da, discussao de eslatntos.
A directora do gabinete portuguez de leitura,
recebe proposlas at o dia 22 do correnle, para a fei-
lura de estantes para a bibliotheca : os seuhores mes-
tres marcineiros podera ir examinar o modello quo
esta no estabelecimenlo. As proposlas sero entre-
gue io gabinete ao Sr. guarda em carta fechada.
Precisa-se fallar ao Sr. Joaquim Ferreira Cha-
ves a negocio de uleresse : na ra Direila padaria
n. 82. r
David Ferreira Bailar relira-se para Portugal,
levando em suu companbia um seu sobriuho menor
de 10 annos.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa eslraugeira de pouca familia, para
iratar de meninas a fazer mais algum servic.6 se for
preciso: na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou ua Capunga silio do Sr.Bntp.
Precisa-se de ama ama para casa de pouca fa-
milia, que lenha conducta exemplar :,a que esliver
as circumstancias de bem serVir.diaija-se a ra dos
Quarleis n. 24.
_O abaiio assignado faz publico a lodos os se-
uliores padres, lauto de missa. como seminaristas,
que elle tem em sua casa um mestre muito bom de
alfaiale, de batina, capa c chamarra, e ludo o mais
que perlencer ao dito vestuario; o abaixo assiguado
se respousabilisa por toda a falta que possa liaver, e
lambem se obriga a fazer as obras muilo mais bara-
tas do que em oulra qualquer parte : o abaixo as-
signado mora ein>linda, ra do Amparo n. 23, so-
brado que tem ^da por baixo.Jote' Manoel dos
Sanios.
O abaixo assignado, sendo primeiro procurador
e admunslradorda padaria da vjuvaForno& Filbos,
na ra das Cincos Ponas n. 38; como nao possa con-
tinuar na dita admiu'islracao por motivos de moles-
lia e ter de ir para o mallo, tem entregado a adini-
nislracao aoseguudo procurador o Sr. Francisco das
Cbagas do Moule, desde o da 26 de marco prximo
pastado.Jos Luiz de Azetedo.
ManoelTeixeira Bastos vai Europa.
. J- Chardon, bacharel em bellas' ledras, Dr. em
direilo, formado na universidade. de Pars, eusina
emsua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz a esquinada ra das Flore coma
ra da Concordia, a 1er, escrever, traduzir e fallar
correctamente a lingua Iraiicza e lambem d lires
particulares 4|casa de familia.
Joao Sevriuo do Reg Barros o sua mulhcr D.'
Mana Rila de Mello, faz scieule ao respeilavel pu-
blico, que pessoa alguma faca uegoejo com Joiquio
do Reg Barros Pessoa Jnior, sobre o silio que elle
lemem Ierras,de Apipucos, e para, que niuguem se
chame a ignorancia, por isso faz scienle, por que leru
de procurar o seu direilo.
Precisa-se de urna escrava para o sen ico inter-
no c sxloruo de urna caa de pouca Tamilia, c oulra
quitandeira, paga-se bem: quem as liver aununcie
para ser procurado.
O abaixo assignado administrador do eslabclcri-
racnlo de calcado, lamneos o surragem, silo na ra
larga do Rosario n. 14, vendo o aununcio do Sr.
Romao Jos da Silva ex-caixeiro do mesmo estabele-
cimenlo, em que declara que se acha de cuntas jus-
tas com o abaixo assignado, rcspetlo as stias ro-
branras; pelo presente pede-se-lhe haja de deslindar
o wiigma de seu annuncio, vislo nao declarar se foi
oUTiap pago do seu ordenado como se calende do
sen oiiiuiTii-io.Antonio Jos Moreira I'onles.
O Sr. Romeo Jos da Silva deixou de ser cai-
xeiro do eslabeleciniciito de calcado de tamancos da
ra larga do Rosario o. 14, em que o abaixo assigua-
do he adminislrador. ,
, Antonio Jos Moreira Ponles.
Aluga-se um pequeo silio com boa casa, par-
rcira com bastantes uvas quasi maduras, algumas
fruteiras, boa agua de beber, no principio da estra-
da dos Afiliaos ao p do Mauguiulio:.quem o pre-
lendca alugar dirija-se ao largo da Trempe sobrado
n. 1 que tem a- taberna por baixo, que achara com
quem tratar. *
Quem com pouco dinheiro quizer ler um bom
caixao novo e muilo bem feilo, proprio para depo-
sito de assucar ou bolacha, dirija-se ra Direila
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
lloje chega do Rio de Janeiro o vapor
nacional, conductor das listas da lotera
oitava do Estado Sanitario ; ainda ha a
venda um resto de bilhetes, e os piemos
sao. pagos a entrega das listas.
Loja ingleza de roupa feita, ruada Cadeia
do Recife n. 16.
Exislcncsteeslabelecimento um grande sorlimento
de roupa feila de todas as qualidudes de fazendas
chegadas prximamente de Inglalerra.'como sejam :
palitos, casacas, raleas, colletes, camisas, reroulas
ele, e os precos sern os mais razoaveis nossiveis'
vislo serosysiema do douo nao dcixar dinheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejuizo.
Sabbado 15 do correte e nos dias seguales, lia-
vero no bilbar da Capanga srveles, caf, cha, bolos,
boliuhos, pasielf.es, e variosoulros peliscos, de 6 ho-
ras da larde em diahle.
As mais modernas e ricas ot
de ouro. '
Osabtfxos assignados, donos da nova loja
de ounves da ra doCabug n. Ir, confri.ii-
Ic ao pateo da matriz e ra Nova, franqueiaui
aopubhco em geral um bello e variado sor-
limcuto de obras de ouro de muito bons gos-
los, e precos que nao desagradado a quem
queira comprar, os meamos se obrigam por
qualquer obra que vciiderera a psssar urna
conla com responsabilidade, especificando i
qualidade do ouro de 14 u 18 quilales, Pi-
cando assim snjeilos por qualquer duvida
5^ O Dr.Thomassin, radcofrancez, dcon-
g(N sullas todos os dias uteis das 9 horas da
maubaa at o meio dia. em sua casa ra da -
$^ Cadeia de S. Antonio n. 7.
Casa da a'fericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisti'levo principio
no dia 1 de abril corrente, a finalisar-se no dia 30
do junlio prximo futuro: segundo o disposto no
arl. l doregimeolo municipal.
O Sr. Jo3o Nepnmuceflo F'erreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, tem urna caria na
livraria n. .6 e 8 da prara da Iudependencia.
Precisa-se alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer todo o srvico de urna
casa de pouca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
@@:Sr@g8i$
t HOMEOPATHIA. @
O Dr. Casanova mudou-se para a ra das ;
Cruzes n. 28, seguhdo andar. .'";;
Rape' Amarelinho.
Viuva Pereira da Cuuha encarregada do deposito
de rape Princeza de Gasse grosso, meio grosso e fino,
noticia a seos freguezes que acaba de receber um
novo rap mnito apreciado o Rio de Janeiro, a que
cliaiuam amarelinho: e'em verdade a suaqualidade
o torna recommendavel: seu preo he de 19280 de
5 libras para cima. Os amantes pois, Ua boa pilada
encontrarlo em sea depasilo na roa da .Cruz n. 23
Indas as qualdades de rap cima especificadas, su-
jeitando-se a qualquer reelamacao que possa haver.
Prensa-sede urna ama: ua ra do Hospicio
casa ii. 17.
Lotera de Nossa Senhora do Livramento.
No dia 21 do corrente andam as rodas desla lote-
ra'no consistorio da igreja da mesma Senhora. avi-
la da grande exlraccap que tem havido nao resta du-
vida que a mesma corra uo referido dia, e espera o
thesoureiroqoe os amantes deste jogo conlinucn a
comprar o resto dos bilhetes, os quaes eslao Venda
nos lugares j conhecidos. O thesoureirp,
Joao Domingues da Silva.
@8@:@S
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
v dou-se para o palacete da roa de S. Francisco @
"" (mundo novo) n. 68 A.
Jos Alfonso Moreira sai fazer urna viagem a
Europa, e leva em sua compauhia sua inulher,seu
filho. Candido Alfonso Moreira, suas liihas, e urna
criada, parda, por nome Joauna.
* Aluga-se o primeiro audar do sobrado da raa
de Apollo n. 9, que se acha bem caiado e pintado;
e um sobrado de um andar e soiao na ra Augusta
n. 3 A : quem os pretender, falle com Joo Lele
Pila Orligueira, na ra da Cruz do Recife n. 12.
Manoel Dias Fernandes, sua senhora e urna
sua (ilha menor, vao Europa.
Quem se julgar credpr da irmaudade'do Divino
Espirito Santo, erecta na igreja de N. S. da Con-
ceiraii dos militares, baja de presentar sua cont a
Malinas de Azcved Villarouco, na raa do Crespo
loja n, 1, isto uo prazo de oito dias da publicacao do
prsenle annuncio.0 encarregado da.irmandade,
Mailas de Azetedo Villarouco.
Aluga-se um rico vestuario para baile de mas-
carado : na ra Nova n. 1.
Ao armarinho do Cardeal.
Mascaras de rame e de panno
Com cera e de papelo ;
Muilas nao tm machinismo,
Oulras teem mola c cordao.
Urnas sao feia, e oulras
Sao gestos de seraphim;
Freguezes chegai depressa
, J Vinde ve-las, eia, a mi m I
No ntmero Irinla e oito
Do Rosario larga a ra,
Achara quem desojar
Oulra cara para i sua. '
Perdeu-se urna carleira na lerca-feira na pro-
cissao de Sanio Antonio, conlendo dentro 423000 e
um passaporle ; por isso roga-se a pessoa que achou,
nao querendo eutregar o dinheiro, ao menos bote o
passaporle por baixo da porl da loja de charutos,
no aterro da Boa-Vista n.77,ouna tvpographia des-
te Diario.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS:
vende-se em a botica de Bartholomeo
restiluicao de urna leilra de 18;550, Francisco de Sou/.a, ru& larga do Rosario
Aviso importantissimo.
Exige-se do Sr. Jos Pinto da Costa, mais co-
nliecido por Jos da l'eoha. com venda na ra Di
reila n. 14, a restituido de urna letlra de 183
a seu favor, passado por Francisco Lourenro Carlos,
que por requintada m fdo anunciado, nao lein
Suerido entregar, e tenia eobra-la, sem ser cre-
nrllt! Previne-se aos crodores do dilo Penha, e
quaesquer oulras pessoas, que nao recebara por
transadlo alguma dita letlra Invalida, c para que
ninguem allegue ignorancia faz-se o prsenle.
Precisa-se d urna criada para-lodo o servicode
urna casa d pequeha familia ; paga-se com gene-
rosidade : na ra de Apollo n. 20, segundo andar.
KOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico fraiiccz, d con- 6ft
sullas lodosas \Vv*\i}o si*u ccnsulloiio ^
RIMAS ES 128. |
No mf..mu consultorio acba-se i venda um 7
arando sorlimento de carleiras de lodos os
tamanhos por precos commodi CINCO MIL RES.
1 carleira com 24 lobos a esculla.
1 tubo grande de globulusavuls. 500
1 dito mediano, ..'... 400
1 dito pequeo...... 300
't' oiiradelinluraa esrolli.i ljlXK)
Elementos de homeopalhia 2 Yolumes 2.
edircao..........5^000
Pathogenesia dos medicamentos
brasileirost volume.......28000:
Tratado das molestias veucrias
para se tratar a si mesmo. 1j>000 '
Vende-se nm carro de 4 rodas, em muito bom
estado, com seus competentes arreios : quem o pre-
tender, dirija-st na do Arago n.U.
ttencao.
O abaixo assiguado, morador na povoacan de Be-
beribe jauto a ponte, avisa a bella rapaziala aman-
te do bello e delicioso banho, que em sua casa lem
commodos para receber hospedes, prometiendo bom
tratamento e servi-los com aceio e pontualidide;
bem como tem estribara para accommodar 12 ou
mais cavallos, e abundancia de capim para os pensar.
Benltrfa Carmlho Bastos,
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
, Joao BaptisUt de Medeiros faz scienle, que Jo-
s Honorato de Mello deixou de ser seu caixeiro des-
de 11 do correnle.
Precisa-se de urna ama para atnamenlr um
meninocom nove mezes de' idade: a Iraiar na ra
do Vigario n. 9 armazem, ou na ra do Brum se-
gundo andar n. 20.
TTENCAO'.
A direccao do baile de mascaras, na Pas-
sagem da Magdalena, participa aos se-
nhores convidados socios, que o mesmo
tera' lusar na grande -casa do Sr. Viegas,
quesedignou cede-la a' mesma direcco,
sendo que foi transfijdo do sitio do Ca-
jueiro, por estar gravemente doente, e
em-risco de vida, um prente do proprie-
tario. ,
-*- Perdeu-se no da 14 do corrente na igreja da
ordem lerceira dcS. Francisco urna caixa de rape de
larlaruga com aros de ouro : quem adran, querendo
reslilair o poder fazer ua roa larga do Rosario n.
36, botica de Bartholemeu, qrtfc ser recompensado.
Paga-se generosamente a urna boa ama de leile
que queira mamenlar urna crianca : na ra do Li-
vramento n.6, no primeiro andar.
~~i~" COMPRAS.
Compra-se urna negra que seja sada e teuha
bom leile para criar 1 quem liver aununcie para ser
procurado.
Compra-se um diccionario de Constancio em
meio uso: no alerro d Boa-Vista u. 60.
Compram-se patacoes brasileirose
liespanhoes: na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se urna negra, ou mulata mora, que
saiba engommar e coser l>em, e que nao seji acos-
lumada a vender na ra: na ra da Cadeia do Reci-
fe loja n. 64.
Compra-se prala brasileira e hespanhola a
ljj940o palacao: na ra da Cadeia do Recife n. 54.
VENDAS.
Augusto Hebrard, subdito francez, rclira-se
para o Rio de Janeiro.
Quem precisar de um caixeiro portuguez para
taberna, de que tem bastante pratica, ou mesmo pa-
ra outro qualquer negocio, annuncie por esta folha
para ser procurado, pofe o mesmo ainda est em-
pregado; porm como estja desgostoso por isso sane.
Antonio Rodrigues d Almeida vai Portugal
tratar de seus negocios, levando em sua compaiiiiia
a criada Anna Marra da Cuiieeicao, e o criado Ma-
noel do Reg Raposo.
Domingos Rodrigues de Andrade vai i Europa)
levando em sua companbia urna sua filha menor.
Domingos Rodrigues de Andrade, como esteja
de sabida para Europa, pede a todas as pessoas que
com o mesmo ten ham'coalas particulares, baja ni de
a presenta-las al o lira do crrenle para serem pa-
gas.
Domingos Rodrigues de Andrade, lebdo de fa-
zer una viagem Europa, dcixa duranlesua ausen-
cia por seus bastantes procuradores para cuidar dos
seus uegocios, lano particulares como tendentes a
sociodade que lem com o Sr. Joao Jos Rodrigues
Mendcs, em primeiro lugar ao dito Sr. Mendos, em
segupdo ao Sr. Manoel Duarle Rodrigues, e em ler-
cciro ao Sr. Joao da Cuaba Ma.alliaes.
TRUFFES.
. DI PERIGORD.
em meias labu : na ra da Cruz n, 20.
Vende-se un excellcnle carrinho de 4 rodas,
jnui ben construido, em bom estado; est expostu na
ra do Aragilo, regulo Sr. Nesme n. (i, onde podem
Os pretendenles efmina-lo. c tratar do ajaste com
o mesmo sealior cima, ou na rna da Cruz no Recife
n. 27, armazem, x
PEllE SCCOa
Vende-se peixe secco muilo gordo e boas ovas do
seriao : na ruado Queimado,loja o. 14.
J\ULHO.
\ ende-se a 39000 com a sacca, superior mlho
muito novo, e saccas muilo grandes: na,ra do
Crespn. 21.
NO ARMAZEM DE EDUARDO
H. Wyatt, rUa de Trapiche Novo n.
18, ha constantemente para vender
em grosso os seguntes artigos :
Alvaiade de primer qualidade, em
brrilinhos de 28 libras,
Superior er em barricas de 5 arrobas
e 6 quintaes cada ma.
. Fio de vela e de sapateiro.
Chumbo de municiio stjrtido.
Cerveja branca epreta, embarrcas de
quatro duzias.
Dita dita em meias garrafas.
Vinho do Porto e Cherez, em barris de
quatro empipa. '
Bicos de algodSo estreitos e largos.
Linhas de dito em novellos, diversos
sortimentos.
Chapeos de sol de algodao de barras
largas e estreitas.
- Fitas de laa de cores sortidas.
bitas de algodao brancas de diversas
larguras.
Meias curtas de dito cruas para homem.
Lencos de seda para senliora, brancas,
pretos e cor de caima. .
Ditas para homem; ditas ditas dita.
respeilosamenle annuncjam' qae no seu extenso es
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicocpromplido.toda a qualidade
de machinismo para o oso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus uuhierosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Brum, atraz do arsenal de mariuha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dild seu eslabelecimenlo.
Alli acbaro os compradores um completo sorli-
meulo de moendas de canua, com lodos os nielho-
ramenlos (alguns delles novos eorginaes) de que a
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Macbuas de vapor de.baixae alta presso,
tai xas de todo laman lio, tanto batidas como fundidas,
carros d mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
jo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada coiislrucco, fuudos para
alambiques, crivos c porlas para forualhas, e urna
inlimdade de Aras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligciile e habilitada para receber todas as en-
commeudas, etc., etc., que os auauuciaules cootau-
docoma capacidadede suas officinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometlem a fazer
cxecular, com a maior presteza, perfeieo, e exacla
conformulade com osmodelosoudeseulios, e instruc-
ces que lbc forem fornecids-
MECHANISMO PARA
NHOS.
^JBS^ f "*D0 ^gemieiro
DAVID W. BOWSAN, W BLA DO BRl,
PASSADO 0 CIIAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguinles ob-
jectos de mechamsmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas meias moendas da. mai moderna
conslrucsao ; huxas do ferro fundido e balido de
superior qualtdade, e de lodos os lamaiihos; rodas
dentadas para agua ou ananaes, de todas as rronor-
Q6es ; envos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhfies; momlios
de mandioca, etc. etc. ,
l\A SESMA FlADir.nr
se execulam todas as encommendas com a superinri-
dadeja conhecida, e com a devida'presteza" e comiuo-
didade em preco.
ENGE-
n. oC.
Vendse urna casa terrea, sita na Soledade,
com bastantes commodos para duas familias, 7 quar-
los, 4 salas, cozinba Cora, rom 300 palmos de fundo :
quem pretender, dirija-sen Soledade, taberna do Sr.
Antonio Jos Pereira Bastos, que se 'dir quem
vende.
Para a paschoa.
Vende-se muilo era coma um vesluario para um
rapaz de 13 a 14 ajins, em bom estado, e de bora
goslo; a Iratar na refinacau da ra da Cruz n. 32.
No xrmazem confronte h loja do Sr..|Marliug,
pinlor, vendem-se duas carrocas.novas muilo bem
construidas, as quaes servem para cavallo ou boi, e
oulra usada ; as quaes se vendem pelo preco que o
comprador oflerecer.
Vende-se um cofre'de madeira com arcos de
ferro muilo forle e com Ires fechaduras muilo segu.
ras, por preco commodo: na ra da Senzala defron-
-1c da loja do Sr. Marlins, pinlor.
No paleo do Carmo, laberna n. 1, vende-se
um esrravo proprio para lodo servico.
Veode-se um rico vesluario para baile de mas-
cara : na praca da Independencia n. 14 e 16.
Vcudem-se correles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslao em muito bom es-
lado, e por prego muito commodo : na roa da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros v el los,
cobre, lalo e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brius, lonas e outros pannos velhos ele.
Vende-se feijijo mulaliuho muilo novo, por
meaos do que em oulra qualquer parte : no caes do
Ramos, armazem n. 2.
Vende-se lima preta crioula, moga, de 18 an-
nos, que sabe coser, engommar e cozinhar: quem a
quizer, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 54.
No aterro da Boa-Vista u. 31, vendem-se en-
feitcs de cabera para senhora, tanto de cor como
prelo, proprio para a semana sania, faz-se chapeos e
vestidos, manteletes, capolinho, e ludo quanto per-
lence a moda franceza ; ludo he feilo com o raelhor
gosto, aceio e promptido, e mais barato do que em
outra qualquer parle ; tambem recorla-se bahados
de' seda com ferro de novo modelo chegado de
Franca. 'i
Vende-se um pfel do gen lio de Angola, de ida-
de que representa pouco mais ou menos 35 annos,
sem achaque, do servico da roa e campo : na ra da
Praia, depois da ribeira do peixe, lerceiro sobrado ao
lado direilo.
Mascaras.
Vcodem-se mascaras de rame e cera, para os
prximos bailes do thealro : na roa Nova n. 42.
Vondc-sc a casa terrea'n. 8 da travessa da V-
racoou becco de Jos Lourenro : na ra estrella do
Rosario confronte a igreja se dir quem vende.
.Vende-se urna taberna -no Mondego n. 68:
quem a pretender, dirija-se a mesma.
MVALHAS A COMENTO E TESOl'BAS.
Na ra da Cadeia do Recife n, 48, 1 andar es-
criptorio de Augusto C. de Abreu continuam-se a
vender a 8,000 ris o par (preco fixo) s j bem co-
ndecidas e afamadas navalhas de barba, feitas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposijao de
I,ondrcs, as quaes alm de durarcm extraordinara-
le ii,1o se sen tem no rosto na ccSo de corlar: ven-
dem-se com a condico de nao agradando poderem os
compradores devolve-las ule 15 dias depois da compra,
restiluindo-sc o importe; na mesma casa ha ricas
lesouriulias par? unhas feitas pelo mesmo fabricante.
ptimo vinho de Collares,
em barris de 7 em pipa: no escriptorio de Augusto
C. de Abreu na ra da Cadeia do Recife a. 48, 1
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de lodos 'quantos al agora
lem apparecido: no escriptorio de Aaguslo C. de
Abreu ua ra da cadeia do Recife'n. 48,1 andar.
Vendem-se queijos de manleiga por preco
commodo, e cera amarella do criao : na ra da Ma-
dre de Dos n. 36.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palils..de alpaca e de brim,
na ra do Collegio o. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe n.'17 ; yendem-se por prevo muilo commodo.
OVAS DO SERTA.
Vendem-se muilo Irescaes ovas do serian, por pre-
co commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.
Belouche, relojoeiro.
Vendem-se relogios e concerlam-se, mais
barato do que em outra qualquer parte ; as-
__sim como tem vidros, correntes e chaves :
narua Nova n. 11. Tambem veude aga urgenlo-
magnelica para pratcar.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ria da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
centemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarida, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
sabina, feijiio ca rpalo de duas qualidade*. ervillia
loria e direila, coenlro. salsa, nabos e rabanetes de
todas as qualdades. .
Veode-se um escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n.53de 1 hora
da larde em vante, at.6 da tarde adiar com qoem
tratar.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores vejas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
preco: na ra da Cadeia 'do Recifen.49, primeiro
andar.
UM PTIMO PAGEM OU BOLIEIRO.
Vendl-se um pardo de 30 annos, boa conducta, of-
ficial de alfaiate, proprio para um criado ou boliei-
ro : na ra do Livramento, loja n. 35.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 1 / annos, 1 preta Uvadera e engom-
madeira. I prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
ce: na ra larga do Rosario n. 25.
PALITO'S D, BORTA?
je? Na loja do sobrado amarello, na ra do '
j-J Queimado n. 29, vendem-se sobretudos da '
j| borracha, proprios para o invern, e por pre-
^ en commodo. ^^_^_^_^
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sc chapeos de castor brancopor commodo
prer,o,
j30. .
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, lem para vender-se feijao mulatinho
muilo novo, e em saccas grandes : a tralar na ra da
Cruz o. 15, segundo andar.
Caixas para rape.
Vendem-se soperiorescaixas para rap feitas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabrcenle desle ge-
nero naquellacidade, pelo dimitalo preco de 15280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parte:
ua praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francez es
a carj, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualdades por me-
nos preco que em ouUa parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Dcpoiito da fabrica de Todo* oa Santos na Babia.
Vende-se, em casa dcN. O. Bieher & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqella fabrica,
moilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para veoder, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguiotc: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com. bom 'sort-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
ljaja*)a era pedra, novissima:
'endem-seem casa de Me. Calmonl & Com-
p. .na praca do Corno Santn.11, o seguale:
v,l,houi*4 em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, arodemilaosorlido, ferroinglcz.
AGENCIA.
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O .arcano da invencao' do )r. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas ehollandezas, com gran-
de vantagem para tj melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10.
libras, junto cornal methodo de empre-
ga-lo no idioma ^fcrtuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companlia) na ra da
Cruz, n. 4.
-SAHDS. -'
, SALSA WBBILHA.
Vrenle Jos de Brilo, nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Saads, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
co de frascos de salsa parrlha de Saods, que sao
verdadcirameole falsificados! e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de l.1d precioso talismn, de cahir ueste
engano, tomando as funestas conscqucncias que'
sempre coslumam traxer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daqueiles, que antepoem
sens inleresses aos males e estragos da bumanidade.
Porlanto pede, para que o publicse possa- livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa jiarrilha
de Sands da falsificada e recentemenle aqu chega-
da; o aanuncianle -faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua Itotica, na ra da Conceirao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, (ehvernbaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achaca sua firma em ma-
nqscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
Vade-mecum dos homeopa'thas ou
oDr. Heringtraduzidoem por- l
tuguez. *
Acha-sc a venda esla importanlissima o- "
bra do Dr. Hcring uo consultorio homceo-
palhico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle- -;
gio n. 25, 1 andar.
TTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhans, de
primeira qualidade, po',- preco commodo : narua Di-
reila n. 76, esquina do becco dos, Peccados Morlaes.
Na rna da Cruz n. 15, segando andar, vendem-
se 190 pares de colarnos de couro de lustre, bem fei-
los, pelo diminua preco de 2^500 cada um.
Agencia do Xdwln Haw,
Na rl'de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa.i-omo fundas, mocadas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa. ele, dilas para a rmar em madei-
ra de todos os tamauhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Sara casa de purgar, por meaos prego que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de flaudrcs ; tudo por barato prego.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem d Henrique Gibson",
vendem-se relogios de ouro de sabqnete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em l.on-
aieas de seua brancas e pi-etas para d res, por prego commodo.
senhora.
hcotes inglezes*para canos.
Loros e silhas para sellins.
Couros delustre paracobertasde carros.
Globos de vidro para corredores ou es-
cadas.
Lustr^'biQn^eados para velas, de o, 4
5 luV.es.
Candelabros ditos dito dito.
Arandelas ditos dito de 1 luz.
Lustres douradosde.Thzespara azeite.
Casticaes ,de casejuinha com mangas.
Aco para molas de carro.
FacOes com cabo de osso e de pau.
Fechaduras inglezas de patente gran-
des para portas com 2 chaves.
Bataneas para pesar cartas.
Livrc* para copiar cartas com ndice
e sem elle.
Papel de dito em resmas de dous tama-
uhos.
Dito mata-borruo encarnado em folhe-
to maior.
Tinta preta de copiar.
Dita encarnada.
Lacre superior encarnado e preto.
Lapis ebreias-inglezas.
Cutelarias e ferragens de todas as qua-
ldades, proprias para este mercado, das
quaes ha sempre em ser um sortimento
completo.
VENDE-SE NO ARMAZEM DE
Eduardo H. Wyatt, ra do Trapiche
Novo n. 18,
um lindo estojo que pode servir para se-
nhora ou homem, a vontade do compra-
dor, estojos pequeos para toilete das se-
n horas, escalas de lita com caixa pratca-
da, proprias para armazens ou lojas de
faf.endas. superiores lentes dito dito, lojos de facas c gai los com follias praft i-
ilas para o servil'" de sobre mesa,, ditos
com 1 tara, garlo e collier do mesmo me-
tal para meninas.
Vendem-se relogios de ouro, pa
4 ten-te inglez, por commodo pre-
90: na ra da Cruz n. 20, cari de
$ L. Leconte Feron & Companhia.
ssessss; ssssss.
Na ra do Vigario n.. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem d Tasso lrrnaos, farinha de
Irigo de lodas as qualdades, que existem no mer-
cado. t
Milita ttencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
2M0O a pega,.corles de ganga amarella de quadros
muilo liados a 1500, corles de vestido de caranraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 298O0, ditos
com8l|2 varas* SOOOrs., cortes de meiacasemira
para-calca a 33000 rs e oulras muilas fazendas por
prego commodo : na rna do Crespo, loja da esquina
qae volla para a Cadeia.
paraaql;arsma.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e d todas as qualdades. *i
Panno fino preto a 33000. 3200, 4j00, 58500 e
6IO00 rs., dito azul a 2*800, 3g200 e 49OOO rs.. dilo
verde a 2800, 35600, "sOO e 53O00 rs. o covado,
casemira preta enfeslada f3500.o corle, dila fran-
ceza muilo fina e elasiica a 7$5o0,83>o- 950OO rs.,
selm prelomacilo muilo superior a 3200, ajWOrhr' ytadg d
55500 o covado, merino preto muito bom a 39200 o
covado, sarja jirela muilo boa a 29000 rs. o covado,.
dila hespanhola a 25600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavradn
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom goslo ;
na, ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
Taixas para engenhos.
. Na fundicao' de ferro de D.* W.
Bowmann, na ra do Brjun, passan-
do o chafariz continua .baver um
completo, sortimento de k;de ferro'
fundido % batido de o dmos de
boeca, as quaes acham-se a venda, por'
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou. carreganMe em cano
sem despeza ao comprador.
Moinhos.de vento
'ombomliasdarepaxopara regar orlas bailas
decapim. naTundicnde D. W. Bowmau:na ros
doBromns. 6,8el0.'
VINHO DO PORTO MUITO FINO
Vende-se superior vinho dr/ P barrisde4., 5. e 8.: no armazet d "raa
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes ra do Trapichen. 34:
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afrguecada: a IraUr
com Tasso & Irmaos.
Aos seuhores de engenho.
Coberlref escaros de algodSoa 800 rr., ditos mu-
o graudes e encorpados a 15400 : na ra do Crespo,
loja da esquina qae volta para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polasu
da Russia, americana e brasileira, em pequeas bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e preces mais ba-
ratos do qtie em oulra qualquer parle, 'se affiangam
aos que precsarem comprar. l\o mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa era pedra, pr-
ximamente chegtdos.
--*- Vendem-se lonas, brrnzao, brinse meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber A
Comoanliia, na ra da Cruz n. 4.
Vende-jse a taberna c^rua estreita
do Rosario n. 10, bem ja^^zada para
a trra, e com poucos fu;., faz-se van-
tagem ao comprador : quem a pretender,
dirija-se ao armazem conh-onte a Madre
de Dos n. 22.
-Vende-w selim prelo lavraao, de mnito bom
goslo, para vestidos, a 23600 o covado: ,d ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se arroz de casca mnlo novo a 33500
a sacca : na ra do Vigario, armazem n. 5.
Grande pechkicha !
Vendem-se corles de cassa do nllimo goslo, e cures
fixas, pelo baralissimo prego de 13920 o corte : na
ruado Crespo n. 5.
Vendem-se 600 saccas con
pelo barato preco de 2^800 a 3<2
sacca : na ra da Praia n. 1 A, ti
do arsen&l de guerra.
Devoto Chri
Snhio aluza 2." edicSodoI...
Devoto Cliristao.mais correcto e a
se nicamente na livraria n. 6 {
dependencia a 640 rs. cada exemf
Redes acolchoarj^
brancas e de.cores de um s panno, j
de bom gosto : vendem-se na ra
esquina que volta para 1 cadeia.
N& botica da ra larg;i
n. 56, de Bartholomeu F. de Son
dem-se pilulas vegetaes verdadeira
bel'afFecteurjverdadeitp, salsa de Sandt
verdadeira, vermifugo inglez (emvidra)
verdadeiro,vdfos de bocea larga cmnro-
Iha de 1 at 12 libras". O annunciante
flanea a quem nteressar possa a vi
de dos medicamentos gima, vendidos em
sua botica.
Pianos.
Os amadores da msica acbam continuadamente
em casa de Bruna Praeger &Cmpanhia, rilada Cruz
n. 10, um grande sorlimento do panos forte fortes
piauos.de dflereoles modello, boa conslrucgju e kel-
las vozes, que vendem por mdico* grecos; assim to-
mo toda a qualidade de instrumentos para mus
, Vende-se o engenho Limeinnha, situado a
gem do Tracuohaem, com 600 bragas d leslada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das oovas, eeplima roseada, com boda partidos que
com 2 carros e 4 quarl^Mudera moer al 2,000 p3e
o que liejla*ra.pd_xa'^^a||a-((wm priocipianle.
Hedeopliorb assucar e'i duegao, tanto de
caoaa cofno de legumet ^ com algn
nheiro vista, e o mauaaaMBj ;jn|0 conforme se
poder conveucioaar ^os,?TeTenaeiile dirijaBi-e. ao
engenho Tamatape de Flores.
MOENDAS SUPERIOR!
Na fundicao de C. Starr & Coi
em .Santo Atnaro, acha-se para, vender1
moendas de carinas todas de ferro, de um
modello e conitrucoSo muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. d C." em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
> Deposito de vinho de cham-
| pagne'Chateau-Ay* primeira qua-
|' lidade, de propri'edade do condi
\ de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, 'o melhor
t de toda a champagne vende-
j se a oGft'OOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro descllius, che-
gada recentemenle da America.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. e pequeuos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porriies de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco,fun-
detdo no caes do Collegio, e na ra da
Cruz n. 28, vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova que existe no mer-
cado, e aprero razoavel.
Na ra do Crespo, loja n. 2."i,
vendem-se corles de casemira prela fina a
,"i3000, sarja prcla larga, fazenda superior, a
25OOO o covado, setim de Macan muilo encor-
pado a 28500. chales d,e lija escaros a 800 rs., @
panno pelo e azul a teOOO, corles de casemi-
fl ra parda a 25000, chila franceza larga com @
algum mfo a 200 rs. o covado, ditas limpas
muilo finas a 240, riscados francezes de cores
lixs a ISO, riscados de linho os melhores qoe &
ha,no mercado a 210, e onlras nmilas fazen-
$'5 das, por preco baralissimo.
^>i@'.i*ll^@8$
Vende-se tima prela que sabe cozinhar o diario
de uiuacuu:' 11U ra do Livrameulo u. 1.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recbmmen-
da-se ao? senhores de engenho s
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapichea ovo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle.dc Companlia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
vislo oa cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Visfa.
Vende-se nm completo sortimento de fazendas
pretas, romo : panno fino prelo a 3SO0O. 4S000 ,
58000 e 68000, dito azal 38000, 4a000 e 58000, ca-
sciaini prela a 28500, selim prelo muilcsuperior ,
$8000 e 4JO0O o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., seim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muilas mais fazendas de muilas qua-
ldades, pnr prego gommodo : na ra do Crespo loja
b. 6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, seguodo andar, vendemkse
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
caty, por menos prego do que em outra qnulqucr
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a- 14 ; ditos de salpico tambem grandes,*
18280, dilos de salpico de lapele, a 18100: na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de ajgodo da fabrica de todos os
Santos.
Em casa de Deaue Youle & Companhia, Vendem-se
os algodes desta fabrica : na ra da Cadeia Velha
n.52.
Deposito de farinhas de Irigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem umsorlimenlode farinhas americanas:
no armazem de Deaue Youle & Ixmpanhia, no bec-
|.co do Goncalves.
Relogios deouro qglez.es:
vendem-se em casa de Deane Youle i Complii.
Vendem-se em casa .1 Deane Yonle&Ccmpa-
nha, ra da Cadeia Velha ... 52. ajo de M1U0 lfr.
dadeiroecarvo paleule, pruprio pa*B lerreiros.
Vendem-se dous vehculos ou carros de qualro
rodas de carregar fazendas na alfandcga. por coiu-
uodo prego: a tratar uo caes do Hamos n. o.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ao meio da de 27 de margo do correnle anuo
desappareceu da casa do abaixo assjgnado
crava, crioula.de nome Angela, de idade 30
pouco mais ou menos, com os siguaes seguales .
bastante prela, cabellos crescidos na frente, e coslu-
ma abrir ao meio, falta>rh---dr4es d;
parle d cima; levou vestido de cassa"roieda d
res grandes, c mais urna pequea Irouxa com loopa.
Esta escrava 'o pelo mesmo abaixo assignado com-
prada em 10 de fevereiro prximo pas-
Josc da Silva I.oyo, o qual a vendeu por c
lem do Illm. Sr. capitao Antonio Mari
Delgado : consta que cnstuma andar farda.
dadojloajjB*WnVarlilhara eirr.Olinda
vista em Sanio Amaro e suas visinhangas estes d
rcromuienda-se as pessoas que della teul
Jeya-la ou mand-la loja de ferragens
Cadeia do Kecife n. 56 A, que se gralific
sameule.
Rogo a todas as autoridades policas, a prisio do
hespanhol de nome Manoel Maria, baixo, ehei.
gum lauto do corpo, idade de 26 a tri
muilo fallanle, locador de guitarra, trabal
teifo, o qual be nm graodississimn ladrflo. Sahio
desle engenho ao amanliecer do dia 6 rio correnle,
levando dous cavallos, montado em nm, e outro de
cangatha, a Ululo de ir apromplar seus papis-para
se casar, por estar com um casnmeulo.juslo, e che-
gando ao Kecife as Cinco Ponas, na casa de rancho
de Francisco de tal, deixou portador, que, ia com
elle, dizcndo-lhe que ia acidada-de Olinda despa-
char os papis,e que j vollava.e fugio no cavallo em
qoe ia montado de sella, dizendo ao portador qae
vinha, e nunca mais vollou, gajo cavallo em que fu-
gio montado he russo sujo, Icip urna lisia preta por
cima do espinhago al a cauda ; cauda fina, e ptnt-
lada para baixo, idade de 8 annos pouco mais me-
nos; co mesmo furto fez o auno pastado-a Severino
Barboza Cordeiro, morador na Alaga do Car
termo de Jiazarcch, tendo pedido urna sua flha pitra
casar com eMe, e litado o casamente que I
se que era preciso ir ao Recife apromplar os seu
papis, e dandu-lheo dilo.geverin, um bom caval-
lo que linha para fazera viagem, ebegou no Kecife
disse aos conipanlieiros que iam com elle, queespe-
rassem, que elle a a cidaMe apromplar os papis, e
nunca uiais vollou, fugindo no cavallo, e o vedeu
como tambem o selim; c o mesmo acaba agora de
aqu pralicar, como cima dilo tica. Estes sao os rou
los que se sabe, fora os mais que aiuda senao s
epara quC este ladro nao viva encaando ao publico
por esla forma com semellianles furtos, he meritoria
a sua prisao para ser punido com as penas da lei.por
quelem astucias de sobra para euganar c lodos qua
o nao ranlicceni. Oquarloem que agora va mon-
tado, alm dos signaes cima he carregador. Enge-,
nho novo de Noruega 8 de abril de 1851.
Manoel Thom de lesas.
Em dias do'mez de oulubro do auno
passado, fugio do engenbo Curral de
de Mamanguapei provincia da" Parohtt
um escravo de nomo Joaquim cujog sgi
seguales: alio, rheo do torpo, cdt
lesla urna cicalri/ de orna caretudjgjui
riz chato, falla de denles na frp
grossos, oi dd serlSo para onde siip
do, e as .ra consta que fora preso no Calle do Roch
o ronduzido para esla provincia, c
por dous horneas.: quem o apprchi
gar naquelle engenho ao major Jos Gomes da Sil-
veira, se/.i por esle generosamente recompensado,
oucm pessoa ao Sr. tiuirnariiescS; Ucnriques.
-I)csappa#euiioji2'de margo do" correnta
anuo, um escravo zafira por nome Antonio, com os
sisnaes seguinleal idade 20 annos, aliara proporeio-
nal.coravcrmelhada, lem um.deilo da mAosquer-
da ileijado,.aJieJ)w)rt' f,suril) |ie bstanle esperto e
anda sem^n. J|(iessado, nao se sali a roupa com que
g.o.^rSs he de co*imo s vestir caiga c carniza, e
e descaigo, levou chapeo do Chile fino de abas
uenas, porm j usado, he natural do Ico, donde
veio ha perlo de 15mezes: rosa-so portanlo s au-
toridades policiaes e capil.les de" ran a captara do
incsino. e maudarem-un entregara seus seuliores nn
ruado Brum armazem de assucar 11. 28 ou defronla
da cadeia 11. 26 lerceiro .indar, que sein recom-
pensados.

I
*
5
Par..Tn. U n.T. Farla.- VU*
'i0^nm>.


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