Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01892


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Full Text
ANNO XXX. N. 85.

QUINTA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1854.
v
i
%
i
4
Por 3 mores adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4jf 00.
ENCAREGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. JoaquimBernardo de Men-
djjBjn ; Prahiba, o Sr. Jos Rodrigues daCosu; Na-
tal, o Sr. Jo*quim Ignacio Pereira Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranho,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr, Justino Jos Ramos.
. CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 88 e 28 1/8 d. .por 1
c Paris, 340 a 345 rs. pof 1 f..
Lisboa, 95 por cento.
a Rio de Janeiro, i 1/2 a 2 porO/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de Ietlras 12 0/0
METAES.
Ouro-----. Onjas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400. velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Palacetes brasileiros.....19930
Peso columnarios ..... 19930
mexicanos .:....-; 19800
PARTIDASJD"
Olinda, todos os dias.
Cruar, Bonito e GaranhunB Kdias i e 15.
Villa Bella, Boa-Vista,' Ex trVEcury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE. .
Primeira s 5 horas e 18 .minutos da manhaa.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.'
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
i.* vara do civel, segundase sextas aomeodia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 La cheia as 4 horas, 26 minutse
48 segundos da marma.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntose 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA. .
10 Segunda. S. Ezequiel propheta ; S. Pompeiu.
11 Tersa. S. Leao Magno p. doutr da Igreja.
12 Quena. deTrevas. Ss. Vctor*e Vessia mm.
13 Quinta de Endoencas (^^domeiodiaindiante)
14 Sexta, da Paixo (ig.^ at meio dia.).
15 SabbadodeAUeluia.Ss. EuthiquioeOlyrnpiada.
16 Domingo de Pascoa da Resureicao de N. S.
J. Ghristo. S. Eugracia v. S. Calisto.
No dia 15 do corrente termina o
prazo do pagamento do quartel de abril a
junho da subscriprao de$te Diario >> a
razao de 4jj000 ; os senbores que nao pa-
garem ate' esse dia reputa-se qtte o que-
rera fazerai.soOO como esta' estipulado.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QTJINZENA.
Parle 38 e taveralro de 181><.
O poder de certas siloarOcs politicas he (al, que
ellas nao dito oro pateo, que nao seja para maniies-
tarem-ee melhor em soa grandeza; nao simplificam-
se e eaclarecem-se sealo aggravando-sc. Anda-ha
bem pouco lempo, a incerteza das negociares rela-
tivas ao Oriente era inleirameote o tormento c a il-
lusao da conscieDcii publica. Hoje a ultima ex-
prsenlo temida c esperada dessa longa crise nao est
mais para ser pronunciada. A luz se derramou so-
bre todo ; os (ovemos chamaram a scu soccoVro a
meior pablicidade para nao darem lujara nenlium
eugano, fezendo da opiniao universal o arbitro de
seus ferjos passados e de suas resolures presen-
tes. A situajao est definida de urna e outra part;
de ambos as lados sabe-se para onde se vai.'e a Rus-
ta, inseusivel s ulmas tentativas que foramfeitas,
ate o lim as suggcstes altivas de sua po-
fas potencias occidenlaes podem pelo menos
' para a lula que Ibes he imposta, rom osen-
pnto de lerem csgotailu ludo para cscaparcm a
isidade da guerra. A Europa se echa le-
le modo a urna das crisesmais formidaveis,
irermam agitado depois dos grandes choques
iln imperio, e se isto ,nao lie o"menor signal das
transCormarOes contemporneas, pelo menos a att-
tude respectiva dos diversos povos est longe de ser
ta moma. Hojc he a Russia que se acha solada no
continente no meio das allianjas dissolvidas; he
a Europa toda, que est prompta para lhe oppor' a
' uniao cada vez mais estricta de suas torcas maraes e
. maleriaes.
Na verdade, anda se pode dizer, que o imperador
Nicolao tinha acostumado at aqui a Europa mais
prudencia e perspicacia. Com o auxilio das revolu.
roes comtinenlaes, elle ti n lia sabido appresentar. os
exteriores de um certo papel moderadore conserva
dor, e se ninhuem poda ver nisso um abandono de
suapolitiia para coma Turqua, devia-se presumir
pelo menos, que elle proporcionara sua accao no
Oriente s necessidades, c aos deveres do papel,
que elle ambicionara no Occidente. Sabc-se como
elle proceden ; lodos virara como a Russia empe-
nliada, imprudentemente lalvez oco mero desia lu-
la, enlranhoo-sc ella por pertinacia, juntando urna
audacia inaonteslavel a astucia, tentando dar um
grande golpe eiu, Constantinopla, e cntrelendo as
. illusGcs da Europa com segurancas desmentidas no
mesmo instante. He misler de urna prova da do-
ote desta polilica '. Ella est toda em unta simples
aproximarlo, qu resalta das' |>cjas diplomticas.
A 14de maio de t^^^^Sr^Jv^^selrode deejarava
em fro Petersbii,ia*^({f*^^a acabado. Ora
v que faria nes* J Menschikoff em
Constonlinopla-7 ^^ ultimtum impe-
rio, declarava fa rnTSaa Tu "ta a 18 de maio,
e a 21 dciiava Constantinopla m proceden
Russia desde o principio al-o'momento em que
. mudando de linguagem sem deixar a va dos subter-
fugios, so disse exposta a ama presto exagerada da
Europa. Euirclanlocra porvenlnr > presso daEo
ropa, que produzia o ultimtum d' principe Menschi-
coff? He pela oipedlcao das ese idras Besika, or-
denada e notifcaila a 2 de juiV ,, que se explica a
ivasao dos principados, annnncjada a 31 de maio
pld Sr. deesscIrodeem sua carta a Reschd Pacha"'
He a presenja de nemas esquadras no Bosphoro, que
pode provocar o ataque do Sinopo? Para dizer ludo
de urna vez, a pressBo da Europa se tinha por acaso
exercido em um grao qualquer quando a msslo do
principe MenschikolT Constantinopla coincida com
os preparativos militares no Prnth, e com os arma-
meatos nos porlos russos do Mar Negro'.' Como se
explica essa eslranha conducta do governo russo? De-
vajee tem duvlda'atlenilcr a lgica lettferel de orna
poltica ambiciosa, mas nao ser lamhem pernttido
peaa, queoczarcalcolou mal, e nao fez um idea
exaeta do estado Jla Europa1? Elle multiplicou de-
. maaiadamente os olbos de sua diplomacia, de nma
diplomada pouco ofllcial' lalvez que lhe tem fcilo
.ver, o, que. ella va indubiUvelincule, c nao o que
era. Elle deu demasiado crdito ao,poder de urna
habWdade vulgar para enlreler as yicompalibilida-
djt de humores e*dc interesses enlrc os gover-
nos. Nao n'o viram tentar at o nltimo mo-
mento, insinuar-se travs das menores divergen-
cias, qae podiam manifestar-sc ante a Inglaterra c
Franca ? Finalmente qae tem ublido a Rgssia nesse
jogo perigoso, que acaba de terminar pela guerra ?
verseu crdito compromettido muito tempo no conti-
nente, todas asrela;Oes e sua poltica com o Orieu-
. te pastas em duvida, todos os tratados|oblidos da Tur-
qua lia um secuto, virlualmeiilc abrogados. De
todas as questoes que( lia um auno,se tem podido
agitar, existe apenas orna, a de saber se, em um ne-
goclo como teja o regulamento do estado do Orien-
te, te o dlreilo de decidir soberanamente pertence a
l so potencia ou o Europa inlcira, e esle dircilo
sUhoje na pona, da espada da Franca*e da Inglaler.
ra assim come na ponta da espada da Russia.
tapis urna phase claramente desenliada e"
caracteristita dos negocios do Oriente, a da acro, de-
pois da phase dss negociacoes.fnfrnctuosas. guanto
as potencias oceidentaes; o ponfo de partida e o lim,
cao do equilibrio e da segranos da
trepa, identificados hoje com a independencia do
o oltomanoi Os factos o mais recentes nao
elxar de condemnar-ee ao dado principal
rftuacio, que acaba de moslrar-sc em loda a sua
gravidade. A carta do imperador dos Francezes ao
exar, ollima tentativa feila entre urna saspensao de
relaedes diplomticas e seu rompimenlo definitivo
beu a resposta, que infelizmente era fcil de pre^
imperador Nicolao declacon nao aceitar as
propostos que lhe sSo feitas. Que restava desde cn-
taoi Franca e i Ioglaterra, senao prepararem-se para
as' eonsequencias dessa regeicflo ? He para esto lim,
qae todo converge dos dous lados do eslreito depois
de alguna das. No meio desses preparativos ha um
espectculo solemne e arrebatador, he cerlamentc o
oflerecido al aqu o parlamento iuglez. A
'i debatida as duas cmaras, e nesses de-
le se renovam ainda cada dia, fado he gra-
tivo. O nico intermedio poaco serio he
Mr. de Cobdeo. Na verdade Mr. Cobden porton-se
ewellenlemente acerca do commercio iTvre, e ima-
doutor em toda materia poltica. He as-
um homem de espirito Pd* cliegar as ex-
idles as m.i, bizarras. Dediamando nesle
contra a guerra contra a Turqua, Mr.
Cobden oblex-e peto menos esaceersodos membros
do congresso da paz, es quaes julgaram dc seu dever
.rem conferenciar com o imperador Nicolao m San
Petersborgo, e acabara de fazer urna voltasTcRz *
a Inglaterra. Nao ha, orno ss percebe, noTerTHll
Mr. Cobden que se podera collocar a ononsran
teporlante. A unic. censura feila pela. op^si^
*w o governo da rainha Victoria, he a de nao
r paralysado esta crise desde o.princpio por meio
de mais energa e decisao. Com gbj,o be isto o que
parece mais pleutivl, mas era essa a ^fficuldide.
No principio a Turqua nao eslava em eslado de po-
der defender-*, a Inglaterra e a Franca nao se t-
nliam completamente posto de accordo; a poltica da
Russia nSose liaba desenvolvido bem, e nem a Aus-
tria nem a Prussia estavam suflicienlemente es-
clarecidas acerca desla poltica violenta e aggressiva.
O lempo he que permitlio, que a Tfirquia se armas-
se e achasse em scu seio novas torcas ; he o tempo
que sc.iiou a uniao intima da Franca e da Inglater-
ra, e con tributo para approximar as duas potencias,
a Austria e i Prussia ; em urna palavra he o lempo
que creou essa siluaea em qne a Russia'est s de
nm'lado e a Eurorfa de oulro. Desle modo esse anuo
de conlemporisarao nao fo perdido. Pd4er-se-hia
dizer que lie esse o resumo dos diversos discursas
pronunciados por lord John Russell e sir James Gra-
bara, por lord Palmerston e lord Clarendoo. .0 dis-
corso de John Russell he sobreludo a exprc\s3o
mais elevada e a mais'orgulhosa dq-patriotismo bri-
tnico na vespera da guerra, e o que acaba de lhe dar
sua significarlo, he o pedido feito ao parlamento de
um augmento de dez mil homens para o exercilo de
Ierra, antros dez mil para a armada e urna somma de
:i mi Hies de libras esterlinas. Finalmente he urna
honra para a opposico ingleza o nao ter de nenhum
modo diminuido esses recursos de homens e de di-
nheiro, c ler-se mostrado prompta era favorecer o
governo, como declarou Mr.' Disraeli. Quauto a
Finura, onde as grandes questOes polticas nao tem
mais'lio je seu es (rondo na tribuna, o governo o subs-
lilue por publcacoes destinadas a esclarecer a opi-
niao e qde alias nao fazem mais do que mostrar de-
baixo de urna outra face a alliaoca dos douspaizes.
Ainda nesle momento, o governo publica urna cir-
cular do Sr. ministro dos negocios estrangeiros, a
qul prescreve aos nossos agentes no estraugeio, que
eslendam sua prolec;ao a lodos os subditos inglezes
que possam ser accommellidos*pelas eonsequencias da
guerra; sem duvida he a titulo.de reciprocidade.
No meio dos factos diversos de urna situaran, que se
desenha cada vez maisperigosa; quaes sao hoje os pon-
tos principaes, ou actos se quizercm, que a caracleri-
sam e a resumem ? He verdade que nao ba ainda a
declaradlo de guerra oflieial; mas na Inglaterra e na
Franca is tropas j se embarcaram ese dirigirn)
para Constantinopla. Em poucos dias lera lugar
urna iiilimario Russia para a evacuarlo dos prin-i
cipados, o que ser a verdadeira declararlo de gaer-
r, e nesse inlerim urna convenrao est submetlida
assignatura do sullo para regular s condicOes do
apoo prestado pela Franca e Inglaterra ao imperio
oltomano. As duas potencias nao procurara estipu-
lar nenhum inlcresse pessoal, nenhum (Aigmento de
territorio ; a Turqua do sea lado promette nao Ira-
lar de paz aeno com o parecer dos gabinetes ocei-
dentaes. Se, conforme sorle das armas, como di-
zia ullim.amenle um ministro inglez, hbuver lugar
de lomar-se territorios Russia para serum entre-
gues aos seus antigos possuidores, como tambera azer
ella pagar as despezas da guerra, ludo isto est cer-
tamenleno uumero das eventualidades de urna se-
raelhaule lula ; mas nao moda seu vrdadeiro'ca-
racler, que he ser urna guerra emprehendida 0ua
conquistar a paz, e assegurar Europa garantas mais
elcazes c mais duradouras contra a volla peridica
lessas trnrenroes desastrosas. Levadas para a lula
sem o ter querido, sem ambic.30 pessoal de engrau-
decimento, a Franca e a Inglaterra estipulara por
um interessouniversal. Lord Clarendon dizia ulti-
mamcale, ji que.se aprsenla a qucslo, compre re-
solvelae procurar resolve-la bem. He esse o pen-
samento elevado, o Cm e o limite da nlervencao ac-
tual das duas potencias occidenlaes; ludo o mais tica
entregue s vicissitudes dra acontecimentos.
No ponto cm que a Franja e a Inglaterra che-
garam em poneos dias, a nica questao capaz de
prenecopar os espiritos previdenles, era. evidente,
mente saber.se a guerra ficaria circoinscripta no Ori.
ente, e se, para a complicar, nao viriam involver-
sc nella alguns movimentos nacionaes ou revolocio-
oarios. Esta questao, como he fcil de ver, iropli-
cava urna outra, a de saber qual seria a attilude da
Austria c da Prussia. Ora he debaixo deste ponto
de vista, que em melhoramento sensivel se mani-
festa as condices acluaes da Europa. Tndo faz
ver hoje que a Austria e a Prussia deram mais um
passo para a Franca e Inglaterra. Lord Clarendon
em urna das ultimas sessoes do parlamento, deixva
entrever seu concurso, como nao sendo maisduvido-
so. ( Nao ouvimos fallar mais de neulralldade,; d:.
zia elle. A Austria, de sua parle, acaba de fazer
avancar um corno de 25,000 homens para as suas
fronteiras. Se a Prussia nao tem tomado por agora
urna medida semelhanle, parece eslr as mesmas
disposiedes. Obrando assim a Austria e a Prussia
nao fazem mais do que responder ao que se linha
direilo de esperar.da independencia de sua poltica
e do sentimento de seus inleresses os mais elevados.
Nao fallamos do que poda haver ah de offensivo
para o orgulho legitimo dos dous grandes estados
allempes, no offerecimento recente'dessa garanta
de neutralidade, que para a Russia-tinha todo o va-
lor de la Allemanha, c trazia aos olhos de todos o ctinho
de urna sorle de padroado de S uzerano. Quanto aos
perigos que podem ser cansados Europa por mo-
vimentos revolucionarios ou nacionaes, onde esl o
interesse mais real da Austria especialmente? Con-
siste por ventura em alliar-se com a Russia, que
deu o primeiro exemplo de. violacao dos tratados, e
que ueste momento mamo, pela forja das cousas he
a alma das agitacoes da Servia, agitacOcs, que po-
dem extender-se s provincias slavas da Austria 1
N5o consiste esse inleresse antes em aproximar-seda
Europa, cuja solidariedade he fundada no respejio
dos tratados1! Se a Austria se inelinasse para a Rrfssia
nao he difflcil presentir ascompllcajoes, quey^odiaro
nascer immediatamente. IJaindo-se Tranca e
Inglaterra juntamente com a Prussia, aVase neces-
saria da allianca das qualru polencias,riao he a con-
q5o dascondicsesterritoriaesacjfuaesda Europa?
E demais a uniao dos quatro eslaidos nao he a torca
a mais respcitavel para conlea* cm respeilo os ele-
mentos revolucionarios '. He isto que o Moniteur
exprima ultimamcnte,^izendo'que, se asibandcras
da Franca e da Auttfa marchassem unidas para o
Oriente, uingne.in as dividira nos Alpes.
Esle pecitRi revolucionario, que o condo Orloll in-
vocava ba poaco dias em Vienna, he justamente-o
qae separa a Austria da Russia, porque m ultimo
caso, se o impulso revolucionario vicr hoje de al-
guma parte da Europa, nao he nem da Franca nem
da Inglaterra. Finalmente a Austria nao deixa de
saber sem duvida que a maior*moderacao e amar-
cha mais prudente nio sao garantas sufficienles em
Sao Petershurgo. O pouco suceesso da missao do
conde Ortofr parece ler irriUdo de tal sorle o czar,
que elle quera no primeiro momento, eomoaffirma,
prohibir que seas officiaes trouxcssem condecoracOes
austracas e tirar alguns corpos de seu exercilo os
nomes, que fazem lembrar a Austria. Tudo isto
leve lugar depois de um incidente singular, que se
centava ha ponco lempo. Dizem pois, -o que he
quesedit'-quo depois da guerra da Hungra o
imperador i rancisco Jos, tendo ido Varsovia e es-
tando junto de urna estalua de Sobeski, dissera ao
imperador Nicolio, moslrando-lhc a imagem do h-
roe potoco. Eis-aqui o primeiro salvador da Aus-
tria, senhor, vos sois o secundo. Depois das con-
ferencias d'Olmulz, onde a poltica russa nfio tinha
podido conseguir seus Iras, o imperador Francisco
Jos, leodo vollado Varsovia,o imperador Nico-
lao lhe dissera, moslrando-lhe a mesma estatua de
Sobeski: a eis-aqui o primeiro loto, eu sou o seguo-
doai) Dizem ato que o czar se servir .de urna ex-
pretso menos imperial anda que a de tolo.' Se
destas palavras resulta que a amisade da Russia nao
he sernpie lao ravalleiresra, quanto parece, isto pro-
Va tambem que, atravez da reserva hahilual de sua
diplomacia, a resolujo da Austria nao deixou de
ser o mesmo quanto essencia. Talvez que se po-
des* ir mais longe, poder-se-hia dizer que, obran-
do francamente a favor da independencia e do im-
perio attomano, a Austria he de todas as potencias a
mais fiel sua poltica. Quando a Russia, anlet
da guerra de 1828, por queixas pouco mais ou me-
nos iguaes s de hoje, sa dispuoha a empregar os
meios coercitivos contra a Turqua, tem de pergun-
tar, qual seria a attilude dos diversos estados da
Europa ; ella mesma fisura va ocaso, em que'tivesse
de arrastrar a todos. Ora o paiz que eslava mais
exposlo naquella poca aos designios da Russia, era
a Auslria. O principe de Metlcruicli apezar de sua
repugnancia aos partidos extremos, ia aponlo de
aceitar os riscos de nma gnerra, e o teria fcilo, se a
Franca se tivesse prestado isto. Um despach cu-
rioso do Sr. Pozzo di Borgo, datado de 1825, prova
moilo bem estas disposijes.
Outros sentimenlos domiuavm cntao em Fran-
ja e na Inglaterra. O espirito liberal eslava exal-
tado pela iusurreicao grega. A liberdadeda Grecia
leve lugar com eltoito, e a Europa vio nisso um tri-
umpho; mas para uos era inleiramente um suceesso
para a Europa, he que durante aquello tempo a
Russia prosegua a guerra contra a Turqua, aban-
donada de todos, e lhe arrancava o tratado de Au-
diuopla, novo acampamento na marcha de sitas
conquistas no Orieule. Depois desse tratado, o
Sr. de.Nesserolde dizia ainda da Austria: a Nossos
relajos com ella estilo arrefecidas, e nao podem
deixar de estar depois do todas s contrariedades,
que ella nos suscitou durante a ultima guerra.
Que se deve concluir dahi ? He que na crise actual,
coltocaudo-se do lado de Franja e da Inglaterra,
a Auslria nao faz mais que ficar fiel a seus prece-
dentes polticos, ao passo que satisfaz seus interesses
os mais directos na Europa e no Oriente. Na ver-
dade, se examinar-se bem, a Austria est mnilo
mais compromettida, do que ella mesmo*cr. Pa-
ra ella aceitar a allianja da Franja e da Inglaterra
nao he senao a consequencia natural de tudo, que
ella tem fcilo ha um anno, j que ha um anno ella
ella tem dcixado de ter sua parte em todas as pro-
postas de paz. Para voltar-se para o lado da Rus- .Na esphera determinada de suas prerogalivas/elle
tia hn mi. nll-, 1..!. J- r....-______e____ _...'. .... '* D
sia he que ella leria de fazer um esforjo jmmcnso;
teria de tornar a traz em toda a sua poltica.
Portanlo, com que pode contar hoje a Russia.?
Nao pode mais esperar o coucurso da Austria e da
Prussia ; nao pode arrimar-te a estados relativamen-
te menos imporlanleslaes como a Dinamarca e a
Suecia, que sentem ainda a velha dor da Filandia
conquistada, e que pelo contrario marhariam con-
tra ella ; nao tem a sympalhia de nenhum governo
e de nenlium povo. S na Europa e no Oriente,
he que ella parece levar seu peosamento a sua aejao.
Comefl'cilo, ha um anno que se pode observar um
como dialogo mudo entre o governo russo e as popu-
lajOet gregas do Oriente. Detondo a f orlhodoxa,
diz Russia, reivindico seus privilegios, abrigo com
a minha prolecjao vossa relgio e vossps lares.
Bem, dizem as populacSes orientaos, pelot orgaos
> iIMIuLtus: queremos mais que um protectorado
russo, queremos o imperio christao restabelecido em
Byzance; mas por agora sois inimigo dos Turcos,
ameajais seus dominios, e isto nos basta. Demais a
guerra he urna occasiao deliberdade.Assim se tem
exaltado o espirito grego. Muitas vezes temos mos-
trado o trabalho que te faz naquclles pazes. As
pulilicaroes as mais nolveis nao deixam de n(lam-
inar os resenlimentos contra a Turqua e exaltar as
victorias da Russia, dizendo-se sempre se nao quer
protectorado russo, que n,o ha partido russo. Onde
vai ler isto ? A's insumieses, qae acabam de re-
bentar em diversos pontos. Na Albania, Thessalia e
Macedonia, movimentos linuHaoeos liveram lugar.
Arla he o foco da mais activa propaganda. Ainda
quando nao houvessemquarentamil insurgidos,como
se tem dito, nao deixaria de ser este o lado mais deli-
cado e.mais grave talvez da crise presente.e smen-
le pela maior boa fe, pela lealJade de sua accao, he
que a Europa pode Iriumphar della. Prestaudo seu
apoo ao imperio oltomano, a Europa se tem occul -
lado aos seus olhos um dos elementos etsenciaes do
regulamento futuro dos negocios do Oriente, era nm
melhoramento no eslado dos chistaos orientaes em
sua vida religiosa, como em sua vida civil e poltica.
Um despacho do Sr. ministro dos negocios estrangei-
ros ao nosso representante em Berlim, faz disto ama
Jas condicoes do concurso da Franca. ltima-
mente lord Clarendon reproduca no parlamen-
to inglez a mesma condijao. ,
Assim a Europa nao foi a ullima em cuidar do in-
leresse das populajoes orientaes, c o que se deve
ajuntar, he que a Turqua nao se recusou de ne-
nhum modo a esse pe usa men lo; mas a Europa, ao
mesm tempo que faz entrar nos planos de soa pol-
tica um melhoramento serio do estado das popularoes
chrisUis, tem -sem duvida q direilo de nao sujeilar
seu interesse aos arraslamentos daquellas popula-
cSes. A respeilo de um imperio christao, lie o se-
gredodo futuro e nao o objeclo da poltica actual,
que nao pode servir-se senao dos elementos que en-
costra. *
Por agora trata-se de regular a situacao do Orien-
te, de assegurar sua independencia contra .a RussiS
e fazer sabir desta crise algum beneficio para a civi-
lisajao a para a humanidade. Nesla obra he que a
Fltlrnna Inm n Alwn'.l* Jn _rr.. _~-i* ____S
campos de batalha. Se a Russia nao tem mostrado
nenhuma condescendencia pela paz do mundo, tem
por ventura a certeza de que lera ldo urna grande
habilidade no interesse mesmo de soa propria poli-
tica?
Sacceda o que succeder,a Franja est involvido no
primeiro lugar nesla lula e tollas aropinioes, como
lodos os partidos do imperio, nao podem deixar de
aceitar as suas eonsequencias. Se o espirito revolu-
cionario tem contribuido mais para paralysar do
qae para servir os progressos interno*; ha momentos
em que,nn.strando-se,elle constituira um verdadeiro
crime : he quando nm interesse nacional necessila
d urna liberdade de accao, urna persistencia parti-
cular de interesses. Em urna tal situajao, nao he
natural tambem qae todas as ftr jas, todos as medi-
das do governo se vollera para o mesmo lim ? Um
decreto recente chamava para o servijo os contin-
gentes licenciados de 1849 a 1Si. Um oulro acaba
de ordenar a crearan de urna (erceira esqaadra, com-
posla de 10 naos, 14 fragatas, 15 corvetas vela, ou
a vapor e prompta a fazer-se ao mar. "Urna medi-
da lomada ltimamente, e realitando em Franja o
queja se fez ni Inglaterra, prohibe a exporta jao de
urna serie de artigos, que podem servir para a guer-
ra, taes como plvora, chombo, objeclos militares,
navios vela, ou a va*psr, achinas proprias para a
navegajo, etc. Ha um oulro lado do eslado actoal
da qoesUo, que nao he menos digno de considerajo,
he o das Imneos, e 0 governo nao deixa sem duvida
de occopar-se delle. O que se pode pode observar
depois de alguns das as operacSes dos fundos pur
blicos, he urna certa tendencia para nao se curva-
debaixo do peso das circuraslaocias, para se elevar
pelo contrario, medida'que o accordo da Europa
parece eslabelecer e desenhar-se melhor. He nes-
tas condijoes, he dianle das novas espectativas da
gnerra, no meio dasflueluasSes, que a criso actual
communica a todos os interesses, no silencio ou as
preoecupajes iuternas, que a sesso legislativa se
vai abrir a 2 de mar jo. O corpo legislativo nao he
chamado mais para intervir na direceo dos inleres-
ses externos ; elle nao tem pois. nem a misso, nem
a possibilidade derivalisar com o parlamento inglez..
Europa (era iidireilo.de nao medir sua ejao por riores 00 P'z- Assim todos os inleresses marcham
todas as esperucas. Se ha as pqpulajSes gregas
sentimenlos generosos como principios, e instinttos
-'rniros; ^fc.Jambeij um ponto alm^p>,mial estes
inslinclos e osles snlimeutosTiriam directororer
contra scu lim; isto acontecera se elles se pozessem
em conlradicjao com a polilica occidental.: Que re-
sollara dahi ? He que, se houvesso um Navarino,
se ainda fosse possivel, nao seria provavelmente cm
favor dos insurgidos do Epiro. Oque he verdade das
populajscs gregas da Tnrquia, he muito mais ver-
dade da Grecia propriamenlc dita, a qual, co'mo es-
tado ipdependente, tem deveres mais precisos.
O reino grego nQo%odc esquecer que foi consti-
tuido e,garantido por tres, potencias, duas das qnaes
sao a Franca e a Inglaterra. Resulta dahi que ama
estricta neolralidade he hoje para elle urna obriga-
cao particular. Evidentemente o governo grego po-
de resentir sympathias por seus correligionarios da
1 urqnia, pode-se no llieatro romper em applaosos s
palavras de somente Bysance ; mas nao he is(o urna
poltica. O gabinete de Alhenas obedece sem duvida
a impulsos mais sabios e sobretodo mais praticos.
A Creca se prende ao Occidente por muitos lajos,
sem contar as obrigajoes legaes e maleriaes, para
cnidar em laucar na balanja o peso de algunas i||u:
soes de um patriotismo nao opportano. Envolver-se
na lata que corneja,tora para o governo grego tomar
um partido entre os estados occidentaes.que tem garan-
tido suaexistencia,edecidr-se por um.debaixodeuma
forma qualquer, tora desligar os outros de suas pro-
messas. Eis-aqui porque, se eremos em ma cer-
ta emojao publica, nao eremos cm nm designio po-
ltico formado e calculado. Por grave que seja pois
este novo elemento nos negocios do Oriente, elle nao
desviar sem duvida a Earopa do seu lim, nao re-
mover a questao tal qual esl hoje estabelecida
tre as potencias occidenlaes e a Russia. Se esta ques-
tao esl posta em termos lo violento?, nao he certa-
menle a Europo.que o quiz.Mo ha seis mezes aiud
certo numero de prisSes foram feitas, sendo presos
ate aqui osSrs. Cardero, Gonzales Bravo, Alejandre
Castro e os redactores de diversos jornaes. Eis aqui
pois o primeiro resultado dessa penosa situajao, era
que se debate a Hespanha. Qual ser agora a con-
duela do governo? A insurreijao recente parece
precipitar a realisacao dos projeclos de reforma cons-
titucional, que tinha o ministerio. He s corles
constituales que, como dizem, ha de ser apresentado
o projeclo da nova cnnstituijo, e essa cnnsliliiirao
modificar debaixo de muitos pontos do vista o r-
gimen poltico actual. Oaeuado da sua parle, sof-
frer a pena de sna opposirao nesses ltimos lempos;
elle ser organisado peto modo electivo, isto he, as
provincias nomearo tres candidatos, dos quaes a rai-
nha nomeara o senador. Tanto a respeilo do se-
nado como do congresso, se pora em pratica um novo
syslema eleitoral. A nomeajo do presidente as
duas cmaras, perlencer como boje coroa. Os fun-
cionarios da ordem judiciaria nao podero ser depu-
ladns nem senadores. Finalmente o numero desmem-
bras do congresso ser consideravelmente diminuido.
Ainda que pos6a haver alguma apparencia liberal em
cortos pontos de vista nesses projeclos, que parecem
ser os do governo hespaohol,'nao ha duvida deque
o poder real achara por agora nelle noves elementos
de forja.
E ser sempre assim ? He esta urna questao de-
ferente. Mas tora as considerarnos polticas que se
prendera nesses planos de reforma, nao sao por ven-
tura esses aconlecimentot de natureza, que podem
inspirar mais de urna redexo dolorosa? A primei-
ra he ver a insurreijao militar raaoifeslar-se de novo
alm dos Pyreneos.
Ha mais de dez annos que a Hespanha eslava livre
desse fiagello, e o general Narvaez nao" tinha con-
tribuido ponco pasa esse resultado. Hoje deve-se
saber, se a recente tentativa h'e nm facto isolaJo, ou
umsv mploma do estado ilo exercilo. Em que mo-
mento essas pravas vem cahir sobre a Hespanha ?
Justamente quando lora mais ulil ao interesse geral
da Europa que cada paiz estivesse livre de suas for-
jas c de seus recursos. Fora dflicil fixar desde j
com precisao o verdadeiro carcter do ultimo movi-
meolo de Sargoja. Pode-se pelo menos ver o seu
resultado, c elle torna mais consideravel ainda esta
situajao de um paiz consideravel, que suas dilacera-
rles apartara de alguma sorle dos grandes negocios
da Europa e do mundo.
(fetue des detix mondes.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNABXBTJCO.
HaJbbarco 30 de margo de ISM.
Os negocios da Allemanha soflreramuma mudanja
decisiva nos ltimos quinze dias. O partido Russo
por ora tcnceu na Prussia.
A neutralidade at agora sustentada nao foi porem
abandonada, e est ainda longe qualquer passo activo
em favor da Russia. Cora tudo a presente neutrali-
dade mudou de toseje .cantarse, por quanto
tempo podera ser fustentada em Trente das oacoes
d'oeste.e se o fim de todo nao ser urna declararlo
a favor da Russia,'ate agora evitada.
Como sabe, a Prussia linha tomado parte na con
ferencia de Vienna, juntamente com a Auslria, In-
glaterra e Franja. O resultado final dessa conferen-
cia foi um ultimtum* dirigido i Russia e Tur-
qua, conlendo as condijoes filadas de. urna paz
favoravel aos inleresses da Europa. Esse ultimtum
foi assignado tambem pela Prussia, como pelas ou-
Iras grandes potencias, e se nao se obrigava a urna
nter ven jao armada no caso de recusa da
parte da Russia, mas sim se reserva va a sua neu-
tralidade, essa mesma neutralidade, linha desde o
principio a Sua direejao marcada pela dita quadru-
plo aliara, e a Prussia neutral, sob a base das deci-
sOes da conferencia de Vienna, era e ficava o alli-
ado, quando mesmo passivo das najOes d'oesle.
Pela mudanja que agora lomaram os negocios em
Berlim, a'Prussia se desdisse das decisoes da con-
ferencia He Vienna. He verdade que nao quer aban-
dona-la, com tanto qae correspondan! aos seus inle-
resses supposlos, porem declara que nao as consi-
dera obrigatorias para a sua polilica.
Em consequencia disso, mandffu o principe le
Hohenzolleni-Siegmaringen para Paris, o general
Conde de Groeben para Londres, e o ajudanle de
elrei barao de Monteuffel, irmao do presidente do
conselbo, para Vienna, a fim de notificaren! c justi-
ficaren! a mudanja da poltica, como assim a sua
neutralidade se mudou inleiramente, e se lornou
diversa do que fra estipulado, por quauto em lugar
de dar quaesquer garantas .fe najoes d'oesle, he
anles urna ameaja para as mesmas, julga-se que em
lugar do bom enlendimento que exista entre ellas
c a Prussia haver um estado de dcsconfianja e fri-
eza, que mais cedo ou roais tarde poder envolver
a Allemanha cm hostilidades com as najoes d'oesle,
o que seria, urna guerra inteiramete oppost aos
interesses polticos e commerfciees da Allemanha.
- Esses receios sao augmentados pela noticia que
lord Jonn Russell a respeilo das cirrumstancias em j .;-o. j ., ,i ,
nue se anrMunia .. ku. II- a M da a ce"a do acolhimenlo doprincipe de Hohen-
que se apresentava o bil; elle nao va de nenhum suiern-Siezenar.,,, n fni~!..
nao pode deixar de applicar um cuidado mais vigi-
lante no estado das questSes fioanceras, que lhe se-
rao subroeltidas edo orjamento prximo. Provavel-
mente elle ter de discutir um certo numero de leis,
que regulara qacsles internas. He a vida ordinaria
seguindo seu curso atravez da agitajoes poderosas,
que vao lalvez mudar em outra parle.os deslinos do
mundo.
Se a questao do Oriente he o elemento dominan-
te uas preoecupajes uuiversacs, se aa maior parte
dos paizes a attenr.fio so concentra nesse peusa-
mento nico, o que importa observar entretanto,
he como paizes taes como a Inglaterra, guem ao mesmo tempo salisfazer seut inleresses
os mais variados. Ha pouco, na abertura do parla-
mento, c quando a guerra ira mais- que una pos-
sibilidade, lord Johu Russell ajireseulava um bil
de raf*Meleitoral, cirtfortWea rjimesse- qrre ha
va feito o anuo passad. Sabc-serque em 1831 a
Ici eleitoral foi reformada na Inglaterra pela pri-
meira vez, e expurgada de seus defeitos mais sen-
sives, de modo que as modificajoes acluaes nao
podem ter a mesma importancia. Em todo o caso,
lord John Russell nao podia aceitar absolutamente
a opiniao, que. pedia a dislribujao das cadeiras no
parlamento segundo a cifra da popularlo ; resulta-
ra dahi a anuullajao completo da aristocracia ter-
ritorial, e uao he para ah que* propende o gdteruo
britnico. Lord John Russell se propoz simples-
mciile fazer desaparecer aigumas anomalias, que
exislem na lei actual, eslendendo dessa Vez o direi-
lo eleitoral. De um lado, ha um numero bstanle
grande de collcgios, cuja populajao he muito pouco
numerosa para justificar urna rcpresenlajao* polilica,
como n de que gozam hoje. Por isto sesseula e duas
cadeiras sao supprimidas; em compensajao lio con-
cedido um representante de mais a nove villas, a
cada cdade c condado que cont mais de cem mil
alma. As suppressSes e o augmento se equilibram
pouco mais ou menos ; porem a parle mais impor-
tante do bil actual, he a que eslende o direito de
cleirao. O direilo eleitoral "perleocer de hoje era
liante a lodo funecionario, que leiiha um ordenado
de 100 libras esterlinas ; a qualquer homem que
goze de 10 libras esterlinas de renda aunual em
fundos pblicos f aos graduados as universidades,
aos propietarios de deposito as caixas econmicas
depois de tres anuos, e que chegue a 50 libras. Fi-
nalmente nos condados os dreilos eleitoraes sao
concedidos a lodo individuo que habite urna casa
de um valor locativo de 5 libras, com a condijao de
que o aluguel tenlia sido pago na mesma casa du-
rante dous annos. Como se vi, o MU actual, mui-
to favoravel as c|asses medias, tambem o hes classes
populares, e as leva progrcssivamenle vida polili-
ca. Ser elle volado tal qual foi apresentado ?Nao
procurara o partido tory dete-lo na passagem como
allentando contra o espirito fundamental das in'sl-
lurjOes inglezas? He isto urna questao! Seja o que
for, ha urna rousa que observar, e he o que dizia
modo em ama guerra com a Russia, um motivo de
n8o despachar, como de costume, os negocios inte-
horu-osos de saliir desla crise ; o.crdito normal da
Russia firava intacto no mundo; conservava no Ori-
ente as prerogalivas de urna potencia preponderan-
te ; quando muito aceilava urna tregoa, um__alto__
em sua marcha conquistadora.
A Europa se ronlenlava com a paz. Hoje he a
bra le um secuto inteiro, qae vai ser debatida nos
'*
juntos para esse vigoroso povo, e ltimamente o go-
verno inglez suube ser generoso ao mesmo tempo com
Olelligencia; agraciou a um dos infelizes Irlaudezes
.deportados em consequencia dos acntecimenlos de
1818, Mr. 45Hh 'Brien> 1ue "nhi recusado, ha
poaco tempo, e.aair"s0 com "'Sont de seus compa-
nheirosdo lugar d^elle 9offreo P=na. >
O poder qae a Inglal" manifsta na vida poli-
tica, s pertence ofelizirfnle a dla' "* fosse I'fesHso
hoje um contraste, baslariKbiervar"se a Hespanha.
A Pennsula esl, como sabe-s'.de5de a'gnrrf lempo
em lula com urna crise das mais gr^Mua^to mais
se caminha, mais se complica e se agiera!" a situa"
jao, e a questao nao he mais saber hoje r el,a che"
gou aos seus ltimos limites. A insurreij?0 mililar>
que acaba de apparecer em Sargoja he uP *>-mP,u"
roa desta situajao. Ainda nao esquecem^' qUe ha
poucos dias o governo hespanbol entenda p"e devia
enviar muilos ofiiciaes generaes para diverj0' Pnlos-
para as libas Canarias e'Baleares. Dous ?estes ge"
neraes, O'Doonel e Jos de la Concha, n5o^edecc'
ram. 'V''
Onde se linham escondido os dous geocraes? B\_
o que se ignorava. Todava o governo parece ler li-v
lo aigumas suspeitas depos da passagem do general
Concha por Sargoja; por conseginte tinha tomado
medidas para fazer partir daquella cidade o regimen-
t de Curdova, cujo'chefe o brigadeiro llore, nao
lhe mereca muila confianja. A iM deste mez he
que deva eilecloar-se a partida daquclle corpq para
Pamplona; mas nesse mesmo da o brigadeiro llore
se revollava, amistando urna parte do sea regiment
e consegeia ate* apnderar-se do forte de Aljafcria.- O
brigadeiro llore conlava com o concurso da pnpu-
a;3o civil; esse concurso lhe fallou, e a lula secon-
cenlro enlre as tropas insurgidas e ai que linham
permanecido liis; seguio-se um combato dos mais
mortferos, no qual o brigadeiro Hore foi a primea a
viclima. O rcslo do regiment revollado, depois
dessa primeira derrota, evacuou o forte Aljafcria e
ganhou o campo. Apenas se toube em Madrid As-
sa^tentativa de insorrcijSo, o governo poz immerJia-
lamente todat as provincias em estado de sitio e to-
mou as medidas as mais severas. Diversos generaes,
como Serrano, Manzano, Nogueras, foram abolela-
dos as cidades mais remolas desMadrid. O gene-
ral Zabala receben passaporles para Bayona, l'm
sullern-Sicgcnaringen ns Taillerias.
Segundo se diz, Luiz Napotoao se moslrqu muito
mal contimle da incerteza da. polilica prussiana,
declarando que nao podia reconhecer a presento
neutralidade, senao cumo serviudo nicamente aos
interesses da Russia. Acerca do resudado do Sr. de
(truenen era Londres circolam-me idnticas commu-
dicajScs ; porem acerca do que o Sr. de Mauteu-
ffel conseguir, do imperador da Auslria nada se
sabe ainda.
Enlre tanto se espera a todo momento a entrada
daesquadra anglo-franceza no Ral tico-El la tem
por ora a ordem do lomar estajo na entrada do
Sonda, pcrlo de Wing na costa da Suecia, em
quanto que entrar no Bltico urna simples esqua-
dra de observaco, que se estacionar provisoria-
mente no porto de Iciel. Vmc. bem hade compre-
hender com que receios os habitantes das provincias
prussianas do Baitico csiao vendo chegar essas frotas
visto a .nova raudanca da poltica de Berlim. O
commercio prussiano do Bltico, que' ainda nio se
restabeleceu do qne soreu dorante a guerra dina-
marqueza, ser arruinado logo que essas esquadras
luniarein urna posijo hostil contra a Prussia. Esse
perigo porem accordou finalmericlc de sua apathia
o povo prus-iano. Priraciramente se apresenlou ao
presidente To cooselho urna depulajao de cepresen-
intes de Mtaael, Konigsbcrg, Danzig, Stellin,
Ide e Slralsund, que entregaran! urna
^2rca dos perigos que correm o cora-
raercoe a toSoY,'"8 v"J,tana p,e,a Pmf bo"11
s najos nas
, -^."'menle se atreven a fazer
cmaras houve quem fina^ ,.:.
nma simples inlerpellajao ce;rca da poU^* *"' ?
seguira na questao oriental. E>^ lua.r de resPosla
decisiva, o Sr. deMaiileufiel poreh' ma "'
plicacilo inccrla, dzendo que se res-. I3*3 C af
do governo, e
mais esclarecimenlos sobre a poltica i
que por ora s podia declarar que a *. es'luadras
queseesperavamno Bltico per tenciam". "ac"escom
as qaaesa Prussia se achaca em bom en\ "'. ""'" "'
Apesar de que esta declarajao naq, dizia _a CU5a
mais que ainda nao tinha sido declaradi -"erra
a Franja e Inglaterra, ella merecen comiui j?-?* a,pe
plausos da cmara dos depulados. Enlre' .".'V* C
garam honlem asoutras declarajoes prome mM.!?*
1o guveruo acerca da queslao Oriental, f '
de Berlim exige a approvaco dos represe .f? w,.
paiz para concluir um emprestimo le 30 m ',,,"
(halis, e para justificar essa exigencia o Sr. '. "
teuflel, fez laes declarac.ies que ningucm:

o que verdaderamente declarou, acerca to compor-
tarrlento para com as njSes do osle elle se calln
inleiramente, acerca de Vienna elle disse que se
eslava encaminhando um entendimento; para Vmc.
melhor jalgar dou-lhe aqui o essencia! da falla do
presidente do conselho.
t O governo suslenlando-se oo protocollo de Vi-
enna, loma em considerajo o interesse dos seus ain-
ados Allemies, e ja encetou um enlendimento com
estes e coma Auslria. Assim como el-reiest deci-
dido a salvar a Allemanha dos soQrimentos de urna
uuerra, do mesnjo modo esl efle^ecidido de se por
ao lado dos seus alijados da*1BPfetija posi;ao gco-
graphica os ohrigj tirar a espada anteado que a
l'russia para deffender os inleresses alt^maes; qoe o
governo julgava assegurada a execujo deseas ioton-
jcs, quando se fizerem tentativas, seja de queslado
vierem, para fazer sabir a Prussia do caminho da
livre deciso, e para fazer servir at forjas do paiz a
oulros interesses que olo sejam os Jo paiz.
A falla do Sr. de Manteuffel nao saliste/, njuguera,
e foi caladaraenle aceita pelas cmaras', tinto mais
como estranharam que fallava a ullima asserjao
dobom entendimento com asnaciies do oeste, a
Nao se pode negar que o comporlamento iucerlo
da Prussia ja leve a sua influencia sobre a Aoslria,
cuja allianja com as najoes do pesie por certo tem-
po pareca decidida, ltimamente so toroou mais
problemtica. Possivel he qu se julgue poder assim
chamar a si a Prussia, e possivel tambem he que
julga perigoso de avancar do lado do Danubio, em
tanto que nao ha certeza da posijo da Prussia, edo
que finalmente resultar da sua neutralidade.
apiola ~"
Porto 25 de marco de 1854. #
A polilica casoira cedeu o lugar de preferencia,
nos pasraatorias e boleqoins, grande queslao do
Ori.ente. He ainda problema se a pennsula entrara
na contradansa ; porem,apezar do que diz a impren-
sa hespaiihola, a gente que bebe do fino na girrafei-
ra polilico-diplomatica, vola pela probabilidade de
que, seo Sobrinho do To se empeiihar de veras no
jogo, nao deixar de meter nelle as gentes d'aquem
I'eri rios; j se v no carcter de militantes auxilian-j
tes. Como qur que seja,diz-se bocea pequea, que
se trata de dar nova orgauisajo ao nosso exercito,
para o que dr o vier..
Os militares inclinados s Turcas, sonhnmj com
ellas, e alguns ha que tupp&e estar em vesperas de
refrescar a sua humanidade oo Bosphoro.para depois
dcscaujarem sombra de um bello Kiosko com a
competente Turca. Como o -direilo phanlasiar he garantido pela constituirn, por isto
mesmo que nao he prohibido; nada ha que dizer a
este respeilo.
Os arrutes enlre o baveo de Lisboa e o governo
acabaram e esto actualmente muilo amigiiinhot.
Esta noticia tem sido dada e reoebida com especifl
agrado la aristocracia monetaria, que ve nesla can-
cilajao o termo de urna crise, que lhe causava seus
arrepos. Dos queira qu a eiieii cordial seja du*
radon ra.
Decididamente fui transferido para bispo do Porto
o bispo doAlgarve, foi mitra por mitranao ha df-
ferenja no feitio, mas ha bastante no peso.A cou-
sa porm ainda precisa do beneplcito, ou quer que
seja do successor de S. Pcdrs, que tem a supremaca
de poder espiritual symbotisada no annel do Pesca-
dor. O melhor tempo.be sempre o que pssa ;' hoje.
j os pescadores uao usam de annel, a nao ser algum
de chumbo oulato. Oh '. tmpora, oh mora '.
Hoive aqui ha dias urna bernarda ou fronda fe-
menina em S. Cosme, por causa do enterro da um
cadver, que segundo a ordem da autoridade e regu-
lamentos de polica hygieuica,devia ser enterrado uo
cemilerio. As mulheres em grande numero fizeram
um pronunciamento, levaram-o cadver do cemile-
rio para a igreja e all o enterraran!, depois de lerem
'posto em debandada, as pedradas, o administrador,
regedor acabos de polica. Houveram ferim^os.
tocou a rebate, e em pouco se reuniram perlo de
2,000 mulheres, promptas a aceitar batalha Em'
resollado protocolisou-se, e o exercito femenino re-
colheu-se a qoarleis, sob promessa de que a sua von-
tade seria respeilada !. Foi um passo gigante para a
emancipajao da mulher!
Parece qae urna -companhia ingleza se propSe a
tomar a empreza do caminho de ferro de Lisboa ao
Porto, e do. Porto a Valen ja, entrando na cousa al-
guns capitalistas hespanhoes. Finalmente, projeclos
e meldoramentos, n papel, nao fallara.Nao lemos
carilindos de ferro, mas falla-se muilo. nella, e isto
bej progresso. No tempo da Padeira de Anubarr-
la, nao se fallava em semelhante cousa. Entao fal-
la va-se menos e obrava-se mais, e senao que o diga
o magestoso e monumental edificio da Balalha.
Parece que a moleslia das vindas contina, prin-
cipiando agora a manifestar-so na Bairrada. Se o vi-
nho he nsangue dos velhos, como dizem, vejo a ve-
Ihice em grande perigo. As epidemias lem diminui-
do, porm ajsecca declarou-se em opposijo licoldeila
do trigo e cenleio, que aprsenla simplomas de ma-
greza.Ha por c.i granule falta de couros e os que ha
muilo caros.Um mal nunca vem sA opera de
Verdi. O Trovador,qae,aofli esl em scena lem feito
fanatismo e dadoconliuuadas enchentes ao thealro.
Debularam nesla opera os tres novos artistas que a
empreza escriptnrou em Milao por 1,500 franco!
mensaes cada um. A' vista disto, eslon inclinado a
acreditar que he melhor ter urna boa laringe, que
urna bpa rabeja. Quem leva lamhem a sua vida
cantando, nao pode nunca 1er vontade de chorar !
A visinha D. Iberia esl em fermenta jao. A im-
prensa esl de mordaja as prises e deporlajoes
funcciooamO Coup tVHta he esperado a cada mo-
mento, e rosoa-se que a nova constituijo polilica
ser um arremedo da que o 2 de dezembro pari em
Franja, sabida da cachiraonia do Sobrinho do To.
A cousa porm parece encontrar diflicaldades.Ve-
remos,.
Lisboa 29 de marco de 185<.
Na rainha antc-penullima lhe dizia eu, que o mi-
nisterio actual linda Iriumphado de lodos os violen-
lssimos ataques que a opposijo lhe havia feito, e
que se considerava, como vulgarmente dizerrrss, de
pedra e cal. Hoje quasi me atrevo a asseverar,
vista do tratado de paz c allianja que acaba de fazer
com o banco, que algum bandarra poltico lhe pede-
ra prophelisar ama durajao lao longa como a do
ministerio do marquez de Pombal, se por(ventura se
podessem fazer taes prognojlicos era governos cons-
lilucionaes. *
Incouslcslavelmenle o banco tem ido o maior ini-
migo da Regeneracao. Foi quem, mais e melnor,
guerreen o actual ministro da fazenda, no reino e f-
ra delle; quem eslorvou as operacSes que Fonles
tentn nas prajas eslrangeiras; quem sublevou os
possuidores dos fundos porluguezes em Londres para
fazerem as reclamajSs qne tanto deram que fallar ;
em summa foi o banco que'raolivou'os embarajos
com que lem lutado at agora o negocio do caminho
de ferro de leste. Pjra estes fins gastaran) os direc-
tores muito dinheiro, como se v do relutorio ulti-
mo, onde carregam nada menos de- 5:3009000, gas-
losein publicajOes feilas nos jornaes, iropressos man.
lados para fra do reino, etc., etc.
Mas que fruclo traram desla pelejt uto acrrima e
lao pertinaz ? Foi o eslarem os accionislas, desde
1851, sem recebernemnm ochavo de dividendo;
pois anda agora lie que annuiiciaram o do anno de
185-2, dando smente porcada acjao.68000 rs. (3por
cento) e sujelaram-se agora a aceitar o decreto de 3
de dezembro de 1851, que foi o pomo desla discor-
dia, em que ambos padecern!.
Remetto-lhe o accordo celebrado entre a direejao
do mesmo banco, e o ministro da fazenda, para ser
publicado na sua folha, porgue ahi ha de certo mui-
to interessados nesle negocio. J foi honlem apre-
sentado pelo governo approvaco das cortes, onde
sem duvida ser approvado unnimemente, porque a
fracro opposicionista qae all ha he da parcialidade
daquelle eslabelecimenlo. E, porque, fallandopro-
verbialmente, urna m3o lava a outra, em recompen-
sa o governo aulorisou o banco a emittlr notas de
188000 rs. cada urna, Jim de as accommodar ao tro-
co dos soberanos, visto ser esta hoje a moeda mais'
corrente, e o banco ler ellectivamente sido prejndi-
cado em se ver na necessidade de dar no troco das
suas olas de 20)000 rs., 2&000 em prata.
Os trabalhos do caminho de ferro para o s'ul vara-
se activando : j edegarara e etlflo em acco muitos
machinas; tem-se feito nao peucas expropriacSes e
demolieses: emfim, agora i se v o fio lea, e vai-
se desembarajando a meada ;' ainda assjai, certo he,-
que se lhe vem alguus nos cegos .. .%> delles he
lera companhia annunciado.qoe paga j os jaros* das
acjoes (isto he, o correspondente s preslajes pagas)
na razao de6 por cento. Esta singularidade que os
economistas nao explicara,he urna das excentricidades
com que esta empreza ha de vingar, dizem os seus
factores.
Em quanto, porm, nao temos caminho da ferro,
foi de grande alvorojo para todos nos o eslabeleci-
menlo de diligencias de moviroeoto accelerado entre
Portugal e Hespanha, de Aldeia Gallega a Badajoz,
em 30 horas, indo por ella a malla do correto. A
primeira carruagem parti no dia 15, indo nella o
ministro da fazenda e obras publicas, Fonles de Mel-
lo o o baro da Luz, que foram inspeccionar tjfea-
Irade real do Alemlejo. Esto empreza he de urna
companhia franeexa de um tal Hlluin. Tudetos 4 *
vem de tora. Aqu cabe bem orifao : santos de ca-
sa nqfi fazem milagres.
Nas cmaras legislativas nao tem havido colisa al-
guma digna de merrtionar-sc, excepto haver a dos
depulados concedido a aolorisacSo que lhe pedio o
governo de investir um s, e o mesmo funecionario
das altrihuij'esde governador militar e civil da ilha
da Madeira, dorante o estado excepcional em que st
acha aquella provincia, por causa da molestia das vi-
nhas, sua nica riqueza..
Ainda nao acabou a polmica a respeilo do patacho
arrogante. ,
Os enviados de PeroambuCo que aqui esli, p-
blicaram um tolheto conlendo a narrativa de todos os
Snccessos des|vergoohoso negocio. O consol cada
vez lem menos probabilidades de ser conser-
vado.
Fez aqui mpressao a ola que Sir Hudson,minis-
tro de Inglaterra no Ro de Janeiro, dirigi a Lord
Palmerston, qneixando-se de ter a governo de POrtu-
cal dado o titulo de barao df>Villa Nova do Mioho,
ao commendador JosBernarainode S, a quem el-
le chama um dos mais notorios traficantes de eserm-
vtura.
Esta nota copiaram-oa aqcS os jornaes do Correio
Mercantil do Rio, de 18 do" mez prximo passado.
Parece quedes! merc foi concedida quando o Gar-
ren esleve nos negocios estrangeiros, e que dera *
grande desgoslo agora ao marcena!, q'uetao nico
que tem sido ldeio a estes escandlos^BPprofasa
distribuirao de grajes honorficas.
A questaocarnaval dos estudanles de Coimbra
est acabada. Ainda se acham por aqui alguns; os >
mais lem regressado para a linivishlade. O gover-
no oflereceu o lugar de reitor ou reformador ao ex-
mioistro Avila ; mas diz-se que elle propoe snas
clausulas qae nao convm. Quem dira ha deas an-
not, que o ministerio Saldanha havia de ir bascar o
ministro da fazenda do conde de Tbomar, om cor-
rupto, para 13o aMo cargo
Chegou uo brigue Luisa, um ajudanle do viscon-
de do Pinheiro D. Miguel Ximenes, com a noticia de
qae aquello governador (de Angola) parta para o
reino no dia 25 do mez que vem. Entao se tratar
provavelmente da validado da sua eleijo por Guima-
raesj suas magestades. o re regente e o Sr. D. Pedro
V, lem passado revisto saccessivamente 1 todos os
corpos da goarnirao de Lisboa, e lem visitado todos
os principaes estabelecmenlos de instruejao publica
e de beneficencia. Morreu depois de urna longa
doenja o bispo do Por lo (parece-me queja lhe dei
est noticia).
Havia duvida, se o bispo do Algarve, aqun sa of-
ferecera a transferencia para aquella diocese, acei-
tara.'Agora afflrma-se que sim, e que para o do Al-
garve ser postulado o actual vigario geral do pa-
triarchado, arcebispode Mitylene, qae continua em
desintelligenciacomS. Eminencia, em consequencia
da queslao relativa ao escrivao da cmara ecclesiasli-
ca, Cosseiro. A negociaco relativa o padroado da
coroa' de Portugal na India nao lem dado om s
passo. A polmica contina e muito aceza,"a es-
to respeilo entra a NacSo e a revolurao, o que s
conlribue para cada vez se escandeceremmais oscam-
pees das duas causas. O negociador por parto de
Portugal, R. da Fonseca, sendo ministr do Reino, e
tendo de defender, o governo lodos os dias no parla-
mento, nao tem lempo disponivcl para se oceupar de
negocio alias lo importante, e assim se vai retardan-
do indefinidamente a desejadoaccordoenjre as duas
cortes, a nossa e a pontificia.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS DA FAZENDA.
Secretaria de estado.i.' repartirUo:
Tendo-me sido prsenle a representarle do pre-
sidente da assembla geral dos accionistas do banco
de Portugal, com dala de, 14 de fevereiro prximo
pretrito, dando-mc parle de haver sido approvada,
em sesso de 6 do mesmo mez, pela referida assem-
bla geral, a proposla presentada pela sua direejao,
relativamente emisso de notas daquelle eslabeleci-
menlo, representativas da Quanlia de 189 r.., paga-
veis a vista ao portador, em moeda de.ouro ou pra-
ta ; e pedindo-me a precisa autorisajao a semelhan-
te respeilo, visia a urgente necessida'de de accoinmo- ",
dar o papel circulante do Banco com a principal
moeda metlica ora corrento em virtude das leis, por
que na escassez qae se experimenta de moeda de pra-
ta, causa grande transtorno ao mencionado eslabele-
cimenlo e permularo de suas notas de 209 rs., em
que os mnimos tem de ser pagos naqoella especie:
hei porbem, conformando-me com a resposta do con-
selheiro procurador' geral da fazenda, conceder em
nome dorei, ao banco le Portugal, a faculdade de
emiltir notas representativas de 189 rs. em ouro eu
prata, pagaveis vista ao portador, emqual se nao
adoplarem as providencias oeeessarias para cessar .
actual escassez do meio circulante, ficando por esta
forma, ampliado o disposto no artigo 24- do sea re-
gulamento administrativo de 28 de Janeiro de 1847.
O ministro screlario de estado dos negocios da fa-
zenda assim o lenha enteudido, e faja execular.
Paco d&s Necessidades em 22 de mareo de 1854.
Re regente.Antonio Mara de Fontes Pereira
de Mello.
Direcco geral da.theiouraria.
Usando da" autorisarao concedida ao governo
peto caria de lei de 18.de agosto de 1853 : bei por
bem, em nome dorei, decretar o segrate: .
ArligoM. He approvado confirmado'accor-
do celebrad enlre o governo e a direejao do banco
de Portugal, na conformidade do termo, lavrado e
ssignado na data de hojc, o qual dea fazendo parte
desle decreto,
. Art. 2. junta do credito publico crear o emil- *
lira as inscripjSes cora juro de 3 %, qve forem oeees-
sarias para se levar a effeilo o disposto na condijao .
stima do accordo a qae se refere o artigo antece-
dente.
a Art. 3. O governo far entregar opportunamen-
(e janla do credito publico as saramas de que eare-


MlMMMBMMBBMMtthMMM ~"aS

DIARIO
DE PERHAMBUCO, QUINTA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1854.
eer para o.pagamenlo dos juro respectivos s ns-
crpjoesque. emitlir em execujao do artigo 2. do
prenste decreto ; islo,emqunlo pasa esie encargo
lo Mtiver eslabelecida na le das despejas a compe-
tente consignado. O ministro e scretario de eita-
4o dos negocios da faienda. interinamente encarrc-
gadodo ministerio dis obras publicas, comiiiercio e
industria, asiim o linha entendido e faca ciccular,
expedindo parale etteilo ai orden, nccessarias^
Pajo da Neeessidadef.em 15 de margo de 1854.
Reiregente.Antonio Mara de Fontcs Patita
4* Mello.
Ae*I5dia do mez de mareo de 1854 nesta ci-
dade de I.iboa, e no thesouro publico, achando-so
presente o Illm. e Exm. ministro e lecrelario de es-
tado dos negocio da faienda, interinamente encarre-
gade do ministerio da obras publicas, commercio e
industria, o conselheiro Antonio Mara de FontosPe-
reir de Mello, e o Illm. e Exm. conselheiro procu-
rador geni di faienda, Joaqoim Jos da Costa Simas,
comparecern! psErms. presidente e membro da d-
reccao d banco de Portugal, abaixo asiigSados, afim
de e resolvere de cemmum accordo, as quesles
que se tecra uicitado entre o governo e aquello esla-
bclecimeoto, para o que o mesmo governo tora au-
lorisado pela cariado lei de 18de agosto de 1853 ;
aecordaudo ambas ai parle para o indicado lim nal
rostieses seguiutes ;
1. A drecjao do banco de Pnrlagal, dando
cumplimente sdiaposicOe, queihe o relativas, do
decreto de 3 de deiembro de 1851, o 30 de agosto de
1852, e 18 de dezembro do dito anuo de 1852 :pri-
meiroreceber em inicrjpjues de 3 por cenlo ao
par. juro do primeiro emeslrede 1852, que se acha
em divida, relalivo ao emprestimo de qualro mil con-
t de re:egundoentregar no thesouro pu-
blico todas asleltra eqoaesquersommasqaeeiislam
era sen poder, provenientes dos- rendimenlos que
constituan) o fundo de amortiacao.eiltocte Peio re-
ferido decreto de 30 de agosto do 1852:terceiro
receben, na rizo do 3 por cento, o jaro do empres-
timo de qualro mil cont, do primeiro de Janeiro de
1853 ero dianle.
8. A mesma drecjao, em execujao do decreto
d26dejulhodc 1S52, e da carta de lei de 18 de
agesto de 1853, receben o juro do emprestimo de 4
mil cont, relativo ao segundo semestre de 1852,
coa a dedcelo de 25 por cento, eos juros dos em-
pratimos de 1835, com a mesma dedueco de 25 por
cento, no anno econmico de 1852 1853, a, do 1. de
jalho de 1853 emdiante, na rateo de 3 por cento.
* 3>* A 6IrecsSo entrega desde *a as inscripjes
correapondentes importancia da notas amortisadas
pelo governo at 3 de mareo do correnle anno; cu-,
ja importancia ser encontrada na divida do em-
preetiBM de 1853 em concorrente quantia, nominal
por nominal.
*. A drecjao desistir. de toda as acjes que
n*iver intentado contra a eompauhia do tabaco e
sabio, por ler esta companhia dado execujao aos
decretos de 3 de dezembro de 1851, e 11 de oulubro
de 1852.
a Jk O governo revoga o decreto de 9 de oolu-
le 1852, que mandeu entrar mensalmenle-no
theatfcro a prealaco de 36:750? r., destinado para
jote amoTiiac.ao do emprestimo de qualro mil
conloe: e no l.,de.abril prximo futuro receber
o banco da companhia do tabaco e sabo a presta-
res que se vencerem nessedl, e luccessvamenle
a teguintes para continuaren) a ter aquella appli-
cajlo, liquidas do dous quintos da parte corres-
pondente ao juro do dito emprestimo.
6. A importancia da referida preslacfies de
26:750? re. que deram entrada no thesouro nos ler-
* do relatorio do referido decreto de 9 de oulu-
a de 1852, flear considerada em atrazo, e addi-
cionada aocapiui do dito emprestimo, ficando en-
eudido que somenle a parte correspondente amor-
Usaco continuar a vencer juro.
7. O governo trocar, ao par, por nscrpjom
de tres por cenlo, com vencimenle de juro do 1.
de Janeiro de 185 em dianle, a divida do banco pnn
veniente de accOes com juro sobre o fundo de amnr-
Mcio, e juro vencidos at 30 de jnnho de 1852,
e do mesmo modo as acedes, sem juro, que o banco
peste ir, feila no capital a reduccSo indicada no de-
creto de 30 agosto de 1162.
8. O juros do 1. de julho de 1852 at dezem-
hrode 1853, que leram vencido as obrigijoes do
theteuro respectivas .acjOe e juros vencidos de
que cima se trata, sergo pagos ao banco em ins-
eripeoe de tres por ceutu, ao par, com encmenlo
de juro do 1, de Janeiro de 1854 em diante. Estas
cripcteaierao dai que seresgalarem do penhor
dos empanaos de 1853.
9. Wnportancia da notas do banco de Lis-
boa carimbadas, anda por amortsar, ser encon-
trada deede ja, em concorrente quantia, nominal
por nominal, no apresuraos de 1853, e juros em
divida. O saldo que ficar em divida dos ditos em-
preetimo e seas juro, ser salisfeito com a parle
irnatflada necripcGes que conitifucm o respecti-
vo penhor, nominal por nominal.
10. Cese, por parle do banco, a amorlijjo
da notas carimbadas,.ainda na circula jo, conti-
nuando a imortsajao aonual de re 108-.0009000
d referidas olas por parle do governo, na confor-
midade da lei. O banco responsabllisa-sc pelo pa-
gamenlo da notas que appareeerem sem serem ca-
rimbadas.
II. Ser nomeada ama commitso, que se en-
tender com a dreccao do banco de Portugal, para
a liqaidajo da coala de que te traa no presente
accordo. Esta liqodajJo flea sojeita i approvajao
do governo. Para firmeza de que se lavrou o presen-
te termo, quevai assignadu por todas as pessoas
cima mencidflhtas, e que en, Joo Mara de.Car-
vaW e Oliveir, director geral da (hesouraria do
roteUterio da faienda, nbecrevi. Antonio Mara
de Fenle Pereira de Mello Joaquim Jos da Cos-
to e Sima* -Joaquim Pereira da CostoJos Loa-
ren? dn Lu Antonio Jos Pereira Sertedelte
Angoste Xavier da Silva Hewique Nnne Car-
de Joaqaim Jos Fernandas Francisco d'As-
si* Bario Jos Ignacio de Andrade- Jos Manoel
Ma*.
8. M. e'l-rei regente em nome do rei, ha por
bem eoearregir da liquidajo necessaria para se le-
var a eBeito o accordo celebrado na dala de hoje
em a dn-eccSo de banco de Portugal, a que ae re-
fere a condiriki undcima do mesmo accordo, o
cotxearieiro Joaquim Jos do Nascimento Lnppi,
chefe da priraeira reparli^ao da direcrao geral da
thesouriiia do ministerio da fazenda, e n primeiro
eial da meVmi repartsao, Gnilherroe Anguslo
de Souza e Conha, os quacs no desempenho desta
iaeueabencia, que se Ihe ha por muito recommen-
dada, devero enlender-se com a referida dreccao,
o directamente, ou por interrenejio das pessoas
qne a direcsao pela sna patU designar para este tra-
balbe.
Fajo 15 de marco de 1854. ntonio Marta
it Ftitet Pereira de Mello, n
JUNTA 00 CREMTO PUBLICO.
Repartiffy central.
e A junto do crdito publico fax saber que se a-
chaoi promptos 1,562 inreripes, e 16 cerliQcados
emilUdos em virtode da converaJo determinada pelo
decreto de_18 de dezembro de 1852, que correspon
dem jmporlancia dos ttulos da divida interna fun-
dada, que foram recebido para a referida conver-
elo aa as proposlas de nmeros 2,501 a 2,700.
t Cootodora geral da jonta do crdito publico
ero 24 de marco de 1854. Ignacio Vergolino Pe-
reira de Snuza.n
5:000*000
400)000
43:483330
1:1009000,
6:9503000
7009000
PER!\AMBIC0.
LEGISLATIVA
PROVINCIAX..
' rdloaria eaalao abril daISM.
PreeidtHcU do Sr. Pedro Cavalcanti.
* (Conclwo.)
Primeira parle ia ordem do dia.
Conlinuacio da dlscutsao do parecer da commi-
io de faienda sobre a prelengao do Manoel Goncal-
ves Agr emprataro do Ihealro.
OSr. Figueira de Mello (Nao devolveu o seu
diseano.)
O Sr. francisco Joo : jSr. presidente, deveria
empenhar-me nesla discoaiao, se o podeise fazer de
ama maneira aasfaotoria, Uto he, ua queitao que
ha penco acaba de ser aventada pelondjVe deputa-
d, cuja inlelligencia sou o primeiro reconliecer; mas
seria obligado a entrar em grande e muito graves
deeaarvolvimentos, e a hora esti prxima ; por sso
eede a patavra.
O Sr. Jone Pedro principia dizendo, qoe reconhe-
ce qoe a inlelligencia que deu o enipretario com-
panhia lyrica nao poda ser admiliida, mas que es-
tova bem claro que elle o que qniz dizer foi. que na
impossibilidade em que se achou de organisar esla
eompanhia, nodw nbsUluir e de va er aeeito um
corno de baile, e assim nao Via raijo pan se Ihe ne-
gar a IndemnUatao por este motivo. Entrando na
apreciado da perda que elle leve, notou quo senao
lava demostrada por algarismos, exista na convic-
cJode todos, e o contrario uo Ihe parecen qne hour
vesse pmvado o precedente orador com os seus r
ciocinio. Diste que a renda do Ihealro nao poda
exceder a 7560rJ0 r., que abatendo-se desta quan-
tia a despea com a msica, luzes, e aquella que se
se considera casual e temporaria.c propriadecadare-
presenlacao.deviafica ao muito 6009 rs.,nas noltes de
maior concurrencia, mas que era sabido que esla
concurrencia nSO linha havido, e que em militas
nuiles nao chegou ella para fazer ai despeza refe-
ridas ; porlanlodevia calcular o rend ment .de cada
recito do contrito, iiijeito anda a depezas de de-
corarnos e vestuarios, em 3009000 n. ou 4009000rs.,
concorrendo para esla renda as recitas extraordina-
rias. Parlndo desta base moslrou que o lucro das
seis recitas do contrato ea subvengo mensal nao de-
ram para pagar a despeza dos ordenados dos artistas,
qne imporlava em perto de 6 contos de res mensaes,
e que, como s esta despeza deu ao emprezario um
consideravel prejuizo, escuzado era entrar em cal-
culo com os premios que elle devia pagar, rendi-
menlo da entrada no theatro e oulrai pequeas
vantagens notadas pelo preceden!* orador. A-
crescenla que demonslrado assim o deficil em qne
se achava o*emprezario, que devia ser ainda maior
em consecuencia das despeza com decoraee, Ves-
tuarios, as que fez com a sua ida ao Rio de Janeiro,
e passagem dos artistas que all engajou, e sabendo-
^se qual era o rendimenlo do Ihealro. ficava eviden-
te que no restante do anno do contnto, nao poda
elle adiar a indemnisarAo que pedi, ainda mesmo
reduziodo ao numero de artistas ; que ao muilo po-
da conseguir, nao augmentar a sua perda.
O orador fez ainda outras considerares sobre a
nalureza do conlralo em queslflo para exlrema-lo
daquelles, cujas eventualidades *o previstas, e nao
podem idmitlir dSettlpt; ola ane o emprezario
principiou sub mos auspicios em'onsequenci da
guerra que ae Ihe fez, e pouca prolecc^o que linha,
compara-oanda como emprezarioGermano.eilembra
a proWfcjao que leve da assmbla esle emprezario,
conclne dizendo que nao entra na questSo da quali-
ficacSo da despeza.como o havia feilo o precedente
orador,porquejolgp inoportuna a occasiSo, e nen-
huma relajo ler como qoe se discutia.
A discusso fiea adiada pela hora.
Segunda parle da ordem do dia.
Enlra em terceira discusso o projecto n. 13 que
concede loteras a diversas irmandades.
Vio mesa e sao apoidis as seguale emen-
das:
Ficam tambera concedida qualro lolerias, de
100:0009000 de r. cada ama, em ravor_dos collego,
de orphaas e orpliaos da provincia___A. J. de OU-
reir, a
b Ficando concedida mais dnas loteras de igual
quantia para os reparos da Imperial Capella de N. S.
daFrnnleira na Estancia e mais duas damesmaquan-
tia i ordem terceira do Carmo, para a ediOcasao de
um hospital.S. R.farejaoManoel Cl'ementi-
noEpaminondas Si Pereira Catiro Le3o
Neica Marcal- Luiz FilippeSiqutira Cacal-
cani. >
Encerrada discusso, sao approvadas as emenda,
Picando dependentes de nova discusso (por terem si-
dooderecidas em lerceiri) bem como o projecto.
( Conlinuacao da segunda discusso do ornamento
provincial.
e Arl. 6. Com as aulas de latim a
saber:
e I. Com os profesores.
a 2. Com o araguel das casas dos
profesoresda Boa- Vista e S. Jos
He aprnvado sem debate.
Art. 7. Com as escolas elemeota-
res, a saber:
1. Com os ordenados e gralifi-
cajoesdos profesores.
2. Com movis e mai. objeclos
oecessarios ao ensino e aos premio, pa-
pal, pennas, tinta e o mais que fdr in-
dispensivel pan os alumnos pobres.
11 S Com o aluguel das casa.
lie igualmente approvad sem dis-
cusso.
Art. 8. Coro a subvengo aso-
ciaran dos artistas.
O Sr. Carneiro da Cnha: Tenho de offerecer
um requerimenlo de adiamenlo sobre esle artigo, e
dou a razao.
Esto as pastas da commissao um reqnerimento dos
artistas, em que pedam se lites proporconem os
raeios de terem urna aula de iuilrucsao primaria, o
que me parece de toda a juslca ; pedem tombem
quola para acabar a tradcelo de um compendio, vis-
te que o seu dinheiro nao chegou senao para mandar
traduzr alguna captulos ; e pedem finalmente quo-
la para mandar vir alguns modellos.
Ado ste de toda a juslija, por quadlo o qne se
(era dado aos artistas lera sido-mai bern aproveiUdo,
e he tolvez esle o pedido que merece a minha appro-
va(3o. >
favii pedimos informa^des, viste que senao tri
creaco de urna cadein de primeiras ledras,
para saber em quanto andar essa despea. Tam-
bera nose quanlo cusan a tradcelo, nm os mo-
dellos, Pedinm-se, pos informases, pira saber-
se emqaante monte o pedido, .mas anda as nao li-
veroos ; e por isso peco i casa que consinla no ada-
mente, que eu rae compromet*! apresenlr o pa-
recer, antes de acabar-se a discusso, afim de nao fi-
car este negocio para a terceira discusso.
Vai mesa e he apoiado o segunte requeri-
rnento: X
Reqaeiro o adiamenlo do arl. 8, al o fim da e
gund discusso do til l.do projecto.Carneiro da
Cunka. u
Nao ha vendo qaem lome a palay ra, he o requeri-
menlo submellido votoeq e qpprovade.
Arl. 9. Com o guarda. 6009000
Artigo addilivo ao art. 9.
Van mesa e sao apoiadas as seguales emen-
das :
Com a compra de lvros
. Machado da Silia.
Subslita-se o arligu do Sr.*Machado
da Silva pelo seguinle :
< Com a compra de lvros, movis,
aluguel de urna casa para a biblolheca
e expediente da mesma.
Paes Barrelo.
Encerrada a discusso, he o artigo approvado com
a emenda do Sr. Pies Brrelo, havendo o Sr. Ma-
chado da Silva oblido permissao da casa para 'retirar
a sua emenda.
Art. 10. Com a snlivenrao a com-
panhia de navegado costeira a va-
por.
He approvado sem discusso.
Art. 11. Coma repartido a sa-
ber:
1. Com os empregados, ficando
em vigor a disposicSo do artigo 12 da
lei do orcamtnte vigente, se o governo
nao exccuta-la no correnle exercicn.
2. Com o expediente
Vai mesa e beapoiada a seguinle
emenda:
ir AoS 2 do arl. 11.
Com o expediente
Mello Reg.
O Sr, Mello llego justifica a sua emenda.
O Sr. Jos Pedro explica o procedimeuto da com-
missao, observando que, nao havendo ama base para
essa consignarn, nao poda ella ser fixada em maiur
quantia, ou na pedida pelo director das obras publi-
cas ; porque, quando a commissao apresenlou o or-
namento, ainda o relatorio desse director nao linha
viudo casa ; acrescendo mais nao haver inconve-
niente em ser a consignaran para o expediente da re-
partido das obras publicas, oreado em 5009000 rs.,
pois que a thesnuraria estara aulorisada a exceder
essa despeza, quando qU:i nao fosse sufflciente, e is-
lo por lei especial.
O Sr. Mello Reg insiste as suas observarle!
ra que seja.adoptada a emenda.
Encerrada a discusso he o artigo approvado ere-
geteda a emenda.
rt. 12. Com o pagamente das
preslacOes das obras arrematadas at o
ultimo de junho do correnle anno, es-
tados grapbicos, casa de detengan, hos-
pital Pedro II eateslradado sul,nor-
te, Escada, Pao d'Alho e Vclora, nao
devendo esta ultima exceder da cidade
que Ihe d,i o nome. 200:0009000
O Sr. llraniai) : Sr. presidente, pedi a pala-
vra para obter da nobre coramissap de ornamento
2:5009000
2:000ft900
30:0005000
35:6649000
5009000
1:0009000
pa-
X
algumas explccOes sobre este artigo. Em primei-
ro lugar desijra, que ella me diesesse porque razflo
nao quer que a estrada da Victoria contine alem
da cidade qeelhe d o nome ; como naosei qne mo-
tivo leve a nobre commissao para tal determinar
vejo-me forrado a pedir-lhe que m'os declare. Eu-
lendo, que essa eslrada deve continuar, em qbanlo
os cofres da provincia o permlllrem ; que nao con-
vem que ella pare na cidade da Victoria, porque me
parece, que d'ahi para diante lambem existem ter-
renos aricola, e producto que teem de ser Iran-
porlado ao mercado ; e qnando ste assim nao fosse,
seria sempre fora de toda duvda qne os nussos ser-
loes precisara de Miradas, qne (ornem mais fcil o
Iraniitu dos gados pera esta cidade, o minorem as
difllculdades com que actualmente Iiilam os nonos
concidadaos, que n'ellos moram. -Desejo portante
ouvr a nobre commissao a ste respeito.
O oulro ponto sobre que lambem quizera que ella
se explcasse.he concerrenle a urna obra que se acha
decrelada ha perto de 8 annos, pela lei de 14 de no-
vembro de 1846, e da qual devem resollar grnndM
proveilo agricultura de um dos pontos mai im-
portantes da provincia : quera fallar da abertura do
rio de Goianne. Em 1816 detenninou-se que s
escavasse e abrisse aquello'rio, consla-me que alguus
Miados se (em feito sobre esta materia, e que a obra
se acha em praca, oreada em 50:6009000 r. e deso-
jara pois saber se a commissao coala com a consig-
nacflo do exercco correnle para aquella obra, ou
sejulga, que au devem haver fundos destinados a
sua execucao ; so j existe urna consignajao, nada
drei; ms se nao h quola reservada para usa obra,
pcrmlla-iiip a nobre commissao, qne Ihe pergunte,
porque motivo conservou acerca delta um silencio
'So absoluto ?
(Ha um aparte.)
O Sr. Brandan -. Ora dga-me o nobre deputa-
do, que acaba de dar-me o aparle.como pode a com-
missao amanear que a qbra ha de ser arrematad!
al jnnho do corrento anno? O que he certo he,
flue ella anda em prQa ha 5 ou 6 mezes.e que at ho-
je nd lem apparecido arrematantes.
Sr. presidente, como en disse ha pouco, e aberlu'
ro do rio Goianna, he urna, obra importen I issimae
j pela riqueza e importancia da comarca, j pe
auxilio que a uavegae.So daquelle rio prMta ao
transporte dos producios agrcolas a mercado do
dMto cidade, auxilio te, de que lambem participa
grande parte da comarca de Nazarclh ; consequen te-
mente a obn projeclada nao he deseas.que m ercc.am
ficar em olvido, on que para sua realisacao se'nao de-
vam empregar lodos os roetes, todos os Mforjos que
Mliverem ao alcance de poder legislativo provincial;
mas j que fallei sobre o melhoraraento do re Goian-
na, n3o possa escusar-me de fazer alenmas ligeiras
olwervacoes relativas a materia, com o fim de ou-
vr os nobres ngeoheiros, que teem atsento na
casa
Supposlo que nao seja professionil em asiamptes
dwto ordem, todava nutro a mai profunda con-
viceio de que a obra da escavtcao do ro Goianna
com 50:600 rs. nunca se lu de fazer...
O Sr. Mello Rega : A que o nobre depulado
quer on a qne est oreada ? .
O Sr. Brandao : A excavarlo do ro (oiinna,
segando determina'a lei que aotorisa o governo a fa-
zer essa obra que he a seguinle (l):
Regulndo-me por,Ma lei, queme serve de nor-
ma, digo que semelhanie obra nao pode ser feita
com 50:6009 rs., e creio que nao me sen diffleil de-
monstra-te : o rio de que se trata lem 7 leguas de
exlenso de sua tez cidade de Goianna, que he at
onde supponho lem de chegar a excavarao, sao con-
eguinleraente vinle e orna mil bracas; mas dado
de barato que, fazendo-se.o canal como deve ser
feito, fiquem reduzidas a 14,000 bracas, temos que,
segundo o orcamenlo, sahira,cada braca alna mil
seis ceios e tantos res ; entretanto, pergunte eu,
he poseivel faier-e nesle paiz urna braca de Iraba-
Iho hydnulco daquelle genero, ja nao digo por 39
rs., mais por 16, ou 209000 r. 7...
O Sr. Mello Reg ; mclhoramenlo nao he na
exlenso que o nobre deputetlo diz.
O Sr. Brandao: Tenho conhecimenlo pralico
daqoelles lugar, e vejo que o rio esta qutsi todo
obstruido...
O Sr. Mello Reg : Obstruido o3o.
O Sr..Brandao: Vejo que de certa distancia
da tez em dianle, s podem navegar candas, e o no-
bre depulado nao lem razo para conlMtor:me. Mas,
dizia eu, que essa consignado de 50:6009 rs. me
pareca nsufficente ; e um facto muito significati-
vo vero em apoio de minha isseryao ; elle he o se-
guinle. ; A obra do rio Goianna lem ido praca
Ir ou qualro vez, e at boje nao appareceu quera
se resolvesse a arremali-la. O qoe revela islo 1
sem duvda que o orcaneenio he tal qne nao convida
os licitantes a compartcerem...
O Sr. Jos Pedro : Nao he consequenca rigo-
rosa.
O Sr. Brandan : He mais que rigorosa, i vista
dos fados dados entre us : vemos que assim que
vai .praca qualqner tonco do eslrada, apparecem
miiilos pretendemos arrematoco...'
O Sr. Jos Pedro : He o contrario dlsso.
O Sr. Carneiro da Cunha : Um lanjo de es-
trada, nao he um lanco de rio...
OSr. Brandao : Apparecem sempxc arrema-
tantes...
O Si: Jos Pedro : Nem sempre.
O Si: BrandSo : Pelo meno das estradas de
Pao d'AHio e da Victoria nao me consta que tenham
fcado lances ponjuremalar. Mas porque nao appa-
recem arrematantes para a obra do ro Goianna
devo crer, em qianto o contrario se me nao de-
monstrar, qoe este phenomeno procede do orca-
menlo, qoe "cu bem desejra ver reformado, para
nao ficar em mero plano a execucao de um irabalho
lao importante- e necnsaro. Como s pedi a pala-
vra para obler da nobre commissao as explicafes,
que ficam declaraias,^erminarei aqni, reservando-
'me para dizer o mais. que me curapre, depos que
ouvir m honrados membros, que organisarara o pro'
jeclo em discusso.
Vio i mesa, e so ap'oada as seguinles emen-
das : >
exceder da cidade que Ihe <\i';> nome diga-see
desta cidade para a Villa Bella; na cooformidade
do projecto n. 7 Carneiro da Cunha.
Ao art. 12 accrescenle-se : \
o E com a conclusao da cadeia da" Villa de Cim-
bres. Paes Brrelo. \
O Sr. Manoel Clementino usa da pali.yra' para
fundamentar urna emenda que vai apresenlr. ao art.
12 do projecto do orcamenlo provincial, consignando
cnlre as estradas nelle mencionadas a que se dirige
para a Gloria do Goili, partindo de Tuma. Mustia
a importancia e necessidde dessa va de communi'r
cacao, que alravcssa o valle de Tapacr, e chaman-'
do a altenca.0 da commissao de fazenda para os pre-
cedentes da casa, que sempre ha consignado fundos
para a ramilicaco das grandes estradas, quando es-
las chegam ao ponte, donde aquella devem partir,
pede a assmbla qued o seu apoio emenda, que
(em a honra de ollerecer i sua considerado. Faz
diversas coosiderac,Aes para snslcntar que a appro-
vacao de sua emenda nao Ira/, o resultado de emba-
razar e Iranslornar o andamento das estradas, e ou-
tras obras publicas,de urgente necessidde, e qoe a
procedencia delta anda mais je manifesla, 'atienta
a prudente resoluto, da commissao de fazenda de
ordenar que a eslrada da Victoria nao excedesse por
ora da cidade, que Ihe d o nome,< da informado
da adminWracao acerca do adiantamcnlo da estrada
de Pao d'Alho, que ficar completa por lodo esle
anno. Concluo dizendo, que o seu pensamento era
conforme as regras qoe se devinm seguir na applica-
cjto da receila da provincia as necesauJades piiWrfcas,
e tendo mais em seu favor os precedent.es' da casa,
esperava que fosse aceito. /*
Vao mesa, e sao apoiadas afc-guinles emendas:
Ao art. 12. V
a Depos da palav-f snl diga-se e ramifica-
ran de Murihera, o mai como no artigo. Ignacio
de Souza Leilo.y
Acrescentj-se as palavras Pao d'Alho. e Glo-
ria do Goil, tartindo dcliuma. .Siaiioel Ciernen-
tino. f
O Sr. Crneiro da Cunha pede a palavra para
justificar ti emenda que mandou mesa, e diz qne
tendo pascado na .casa qne se fizesse urna nova va
de comnfuiiicacao de Sanio Antao para a Villa Bel-
la, ceisatam as razoes que mandavam parar, a estra-
da -DaciMade da Victoria, como dispunha o pro-
jeclo. dpbserva que, vindo englobada no orcamen-
lo a verba para as obras publicas, com designacao
daquellaf; a que deve ser destinada, necMsario se
fa/. dciii llar timbero aquell'oulra, pan que por fal-
la de qiijna nao fique o projeclo, quando convertido
em lei, sem execucao ; e com n sua emenda en-
leude u orador que (icario satifeitos asduvidasdo
nobre deputodo, qne o precadeu, e espera qoe elle
dar o seu voto mesma emenda.
Diz qne nio partHia a opiniao do Sr. Manoel
Clementino, quanlo lmificacao que ello quer se
comece na estrada de Pao d'Alho para o valle de
lapamr, pof quanlo, nMle caso nansa dBo as ra-
zoes quoexisliam, para qpe se delerminasse que a e-
tr,da da Victoria paraise uaquelli cidade, visto que
desle ponte para diante conylnha esludar-se o ter-
reno, o que suecede a rjspelo de Pao d'Alho, por-
que d'ahi ao Limoeiro lia urna porcao de caroinhos,
que cohvem ser continuados, pela importancia da
produeco daquella jatmarca. nao sendo prejudica-
da por novas^ayjmmnicaroes; p0, quB jSSQ mpor-
la o desviar \ s fundw necessarios para essa conli-
nuacao, o que he emBrejuizo publico.
A discusso fica adlaaa pela hora.
O Sr. PrcidenUBt\%n& a ordem do dia e le-
vanta a sesso.
COMARCA DE WZARETII.
10 de abril do 1854.
Anda nenhuma de minha epstolas caowu maior
sensato por aqu, do que causou essa de 21 .do mez
passado, publicada no seu Diario de 24 do mesmo
mej. O patronato e a raluidade, estas duas polei-
lades. se assim se pode dizer, causa e motivo de
grandes escndalos para nao dizer crimes, picaram-
se por motivos differenles; aqnelle por ter eu feito
a revelajao daquellas friccM de coups de fanet, co-
mo se por rainhas revelaces j viesse mal ao mundo;
e Ma porque empregoei urna phrase mal sonante e
pouco significativa d< importancia, qoe se quer arro-
gar! Ora, reunidas as duas potestades, cada qual
mais pretenciosa, dfspulam entre si qual ha de ensi-
nar-me primeiro a ser mais discreto, e a empregar
phrasM mais polidan. Bem dada a bola! cuida o
palronato e a faloidde que me hao de encontrar
em parte alguma, pira receher com docilidade suas
liees'! outro officio nao i vesse eo os mesmos pre-
dicados do corrMpondenle da Parahba, que t por
olhot ulheios, anda compernas emprestadas, e tudo
sabe sem se incommodarl torao a repetir, oulro of-
ficio vojam l que nilo fique ao depos a emenda
peior qne o soneto.
A comarca lera gozado de perfela tranquilldade,
segundo as noticias mais modernas.
Tambem uestes ultimo dia temos sido favoreci-
dos com abundantes chnvas, de maneira que as ras
desla cidade acham-te transformadas em nm vasto
alagadizo: -sendo que por isso muito lastimo nao
adoptar-se aqu o uso de pernal de pao, que visto
ser forzoso vivermos na lama, dar-nos-hiam ao menos
mais facilidade de transitar.
Sou Informado que neste momento acaba de desa-
liar um muro, que eingia a cadeia e o quartel do
destacamento desta cidade ; cedocomeca!
A feria da Paschoa principiaran] mnlo cedo por
c Me anno, pos consla-me que algn empregados
no magisterio a deram desde 5 do presente mez:
mande-me dixer se por l tombem foi o mesmo.
Hontem livemo boa fera; mas os gneros ainda
seacham muito carra e pessiraos.
Saude.e dinheiro. x.
(Carta particular.)
DIARIO DE PEHNAMBim
A assmbla hontem discuti um parecer da com-
missao de pelicM acerca da prctencaodo engenhei-
ro Henrique Augusto Millel, eapprovou urna emen-
da do Sr. PaM Brrelo, mandando pagar-lhe 1:0558
r., pelo Irabalho de tirar a planto do municipio do
Reeife, sendo regeilada outra do Sr. Jos Pedro.
Approvou mai em segunda discusso, o projeclo
n. 9, que manda dar urna gratifleacao professora
de Goianna, regeilando urna emenda do Sr. Bran-
dao ao mesmo projecto. ,
Contina na segunda discusso do orcamenlo pro-
vincial, e rccahindoMta sobre o art. 12, adiado da
outra sessao, ainda foram mem varia emendas,
ficando llnai adiada a mesma discusso pela hora.
A ordem do dia de hoje abrange a conlinuacao da
de hontem, e mai a primeira discusso do projeclo
n. 27, que reinstaura a fregnezia da Luz.
que anda mMmo nesla ultima phase dos negociw, a
a esteva animada pelo desejo, e anda nao
As nolici da declaracao de guerra pela Franca e
Inglaterra contra a Russia, ubrigaram a Austria a
bandonava interamente a Mperanca, de er, d'al-. execulara medida, que havia proieclado atonm*o-
um modo ulM, para obslar que a paz do ando' mans antM, mas que havia sido sempre iS de
eja pertarbada. concentrar toreas em Bolonha. Ferrara e Amo'm
Pelo vapor ingle* Brasileira. entrado hontem de
Liverpool, va LisTioa, Madera, Tenerife e S. Vicen-'
te, recebemos cartas de nossos corrwpondento de
Lisboa, Porto Hamburgo e Pars, mas pela hora ad-
antada em que nos chegaram s mos, nao podemos
publicar hoje senao as IrM primeira, reservando a
publicado das outras para o seguinle numero.
Alm das cartas cima mencionadas recebemos
mais varias gazetas inglezas, francezase porluguezaa,
alcanjando a primeiras a 24 de marjo prximo pas-
sado, as segundas a 22 e as oltimas a 25.
O uifimaium enviado pela Inglaterra e pela Fran-
ja ao imperador Nicolao foi por este regeilado. A
resposta do czar nao linha sido ainda publicada, mas
a turma-seque lie mu secca e desdeohosa. Consta
lambem que ao receber a communicacao do ultim-
tum, elle exclamara a Oh I ea poderte responder
tent em 6 das, como era 6 minutos, a
Logo que o ministro de Inglaterra em Berlm, sou-
be da rejeijao do ultimtum pomparle do ezar com-
municou-a por.via de um dos portes prussian ao
almirante Napierqne ja se acha no Bltico, para que
obrasse segundo as suas iustruccies. Cr-ae que ape-
na chegue a Pars o defpacho escriplo participando a
rejeirao do ultimtum, o governo francei notificar
ao senado e ao corpo legislativo a declaracao de guer-
ra Russia.
Nao obstante isso, ehegaudo ao -conhecimenlo do
czar que a potencia occidenlaes tinhim consegui-
do da Turqua que ea christaos all residentes go-
zassem dos mesmos direlos que os musulmn; fez
elle novas propwtii para o (ni de ser a quesiao pen-
dente resolvida pacificamente.
Eis-aqni o que acerca- dessa proposlas escrevem
de Viennn com dita de 15 de marco :
a As novas proposlas da Russia leero por base a
manutenrao dos tratados existentes entre a Russia e
a Porta. Se islo ter admittido a Russia tari eva-
cuar as sna forjas dos principiados, com tonto qu
as esquadras combinadas se retirem do Mar Negro e
do BosphorOj
a Entaboter-se-hao novas negociajoes. em que as
.propostas do prncpeMenschikofT formarlo a base
d'uroa nova convenco cm a Porta em que' deve-
rao (er parle as 4 potencias.
o Aflirma-se que a Austria e a Prassa eslavam-
dis'poslas a annuir a estas condicoes, que o baao
de Bourqueney, por parte da Franca, as julgava dig-
na de cunsiderarao, porem que lord Weslmbreland
insisti sobre a revsSo dos tratados existentes.
a Tambem se diz que, se a potencias occidenlaes
rejeilarem Mas condijoes. a Austria se julgara li-
vre dos compromssos cnnlrahido com ellas.
A Prussia c a Austria, em vezde sedeclinrej
la Inglaterra e Franca, resolveram por
mais restricta neulralidade.
O presidente dos ministros em Berlm fez segun-
da cmara na sessao de 18 de marjoa legoinle de-
caraco :
o A Prussia adhere aos iermos da nota de Vienna,
e nen.'iumas raedidassero turnadas sem referencia aos
inlereseM doconfederados germnicos. A Prussia
ja se enUendeu cora esses estados e cem a Austria. O
re est fortemente impressonado pelanecessidade de
procurar praservar a Allemanlia das calamidades da
gnerra edjefender aquelles estados, cajos territorios
seslo mal exposlos a ser atacados do quemda Prus-
sia.' A Prassa conservar urna atlitude iudepen-
denle, e resistir a toda a tentativa que possa ser fei-
la para influir em sua conduela, venha ella donde
vier. A.'torca e espada da AJIemanha ssero cm-
pregadas em defeza dos inlercsses germnicos.
O ministro concluo propondo um empreslimo de
3f,000.000 de Ihalirs.
Nao obstante esta declaracao do presidente dos mi-
nistros, he fura de duvida que a influencia russa lera
ltimamente prevalecido na corte de Berlm, faci es-
le que fez grande impressao no governo francez. Pa-
ra desvanecer essa impressao, e'tambem para ver se
era possvelainda evilar-se a declaracao da guerra,
o rei rrederico Guilhcrme enviou a Par! o principe
llohenzollern Sigmariugen em misso secreta.
O corresponndente do Times,' escrevendo de Pars
com data de 15 de marco, exprime-se da maneira
seguinle relativamente misso do principe prus-
sian.
Estou em circunstancias de vos confirmar o
facto que hontem vos annoncei, de se haver frus-
lado a. misso do principe Holienzollern-Sigmarin-
gen. '
a Aquella misso linha por ohjeclo remover m-
prcssai) desfavora\el cauada pela fraqueza e hM-
ta^o do gabinete prussian, acerca da alliauca das
potencias occidenlaes; assegurar a esto governo
que a neulralidade proclamada pela Prussia, a que
se v forjada peto parlicularidade da sua posijao
com referencia i Russia, e ao diminuto iuleresse
que lem nn Oriente, nada involve que seja hostil a
Franca on Inglaterra, nem favoravel Ruvia : e
gura
seja
A estes e optros argumentos de semelhanie es-
pecie, respondeu-se que era impossivel interpretar a
declaracao da neulralidade da Pruuia no seulido
que o principe de llohenzollern Ihe dava, islo he,
que nao involvia favor nem tendencia a pro da Rus-
sia. Que en notorio qoe eiri dula occasioes impr-
tenles a Russia havia exigido di Prussia urna de-
claracao de neulralidide, e que a Prussia, havendo
teito essa declaracao, nio se poda dizer agora que
nao havia. feilo conceao alguma aquella potencia
e que nada se havia feito contra a potencia allial
das. Que a Franca e a Inglaterra nao exiga m da
I russia qnepozesseo seu exercilo em movimenlo,
ou que mandasse alguma parle delle para cooperar
cornil foreasalliadu, tudo oque se exigir era, que
visto ella ter feito parle da conferencia nao deveria
agora fazer cousa alguma que livesse a aparenca de
urna concessao feila a Rusaa. Que a Prussia nao
havia feilo islo, e que nenhuma explicacao poda al-
terar o fados, patentes a todo o mundo. Que a res-
peito da anciedade da Prussia pela conservacao da
paz, a mellior prova que poderte dar, seria o adhe-
rir, como al aqu linha feilo, poltica dos litados.
ii Hontem alludi ao que se dizia relativamente a
outra parle da misso do principe,que diz respeito a
certa proposlas a que o imperador da Russia est
disposto a acceder.
Segundo Ma noticia, o principe devia repre-
sentar ao imperador Napnleo, que vistea-Franca, e
Inglaterra Mlarem resolvidas a exigir da Turqua
um tralado, que possa garantir o direito. e imrau-
nidaries dos subdito christaos da Porto, e colloca-
los ao nivel dos Turcos, j nao havia motivo para a
guerra ; porque o imperador da Russia nunca Uve-
ra outras pertencOM mais do que segurar aquelles
que professam asua crenca, aquillo que a Franca e
a Inglaterra iam reclamar para todos oa christaos, e
qne i Russia eslava prompla a assignar nm tratado
collectivo com as duas grandes poteucias, naquelle
sentido, e que alem dsso contivMse urna clausula,
para qne os navios de guerra de todas as nacfies po-
sam enlrar e navegar no Mar Negro.
e NSo posto affirmar que taM propMla fotsem
a presentadas ao imperador pelo enviado prussian
hontem vos disse que o tocto se nao era absoluta-
mente negado, ao meno duvidava-se mnlo dallo
em cerlo crculo, que deve Miar bem informado.
o No enlanlo ha raines pan acreditar que, iode-
pendentemenle das explicacM da neulralidade
prussiana j alludida, um projeclo de mediacao da
parte da Prussia formava parle daquella misso. Po-
rem he cerlo que nem o projeclo, seja de que nata-
reza for, nem as explicarles foram satisfactorias ; e
em quanlo o prncipe de Hohenzollern eonlinuava
a expo-li, o imperador Iravando-lhe da mao, Ih'a
apertou affectifosamenle dizeudo-lhe, n folgo muilo
de vos ver como amigo, mas pelo qne respeita ao
objecto de vossa misso, tenho a dizer somenle, qoe
he muilo tarde.
Ella mudanca nos senlimento do governo prus-
sian lem influido eonsideravelmente na corte de
Vienna.
A Auslria sendo convidada para jnntor-se po-
tencias occidenlaes em allancaeonlra Russia, re-
metteu a proprata Prussia com as ieguiotes modl-
flcajSes.
Que ella nao se considera chamada a unir-se is
potencias occidenlaes para una declaracao de guer-
ra contra a Russia; mas que esti prompta para as-
signar urna convenco para assegurar a integridade
da Turqua no espirito do tratado de 1841.0
Varia parles dos dominios rusaos foram ltima-
mente declarados em Miado d sitio.
Cinco documentos officiiM, tendo eada um a for-
ma de um nkase imperial, foram ltimamente pu-
blicados ero S. Pelersburgo.
O primeiro diz, que as actuaes crcumstancias
S. M. julga necessano declarar o governo de Ekathe-
rinowala e o dislriclo de Taganrog em estado de itio,
ecolloca estas localididM debaixo dasordens do ge-
neral de cavallaria M. Khomouloff, com os privile-
gios concedidos pelos regulamenlos publicados em 5
de dezembro de 1846.
O segando ukaie declara S. Pelersburgo em oc-
iado de sitio, e colloca o governo debaixo da autori-
dade do gro-duque herdeiro do throno, comman-
danle em chefe das guardas e granadeiros, com as
prerogalivas conferid ao commandanle era chefe
do exercilo.
Pelo terceiro nkase os governw de Eslhona e
Livonia licamem Miado de sitio ; Eslhonia estar su-
geili as orden do general Berg; e Livonia s do prin-
cipe d'Ilaly, conde de SowaroO Kimsnsky, governa-
dor mlilar de Riga. O seguinle ukase declara o go-
verno d'Arcluogel em Miado de sitio, debaixo das
rdeos do vicealmirante Boel governador militar da
praja.
e Peto quinto nkaie, o reino da Polonia e os, go-
verno de Curlandia, Kowno, Witoa, Codno, Wo-
Ihynia e Padolia sao declarados em Miado de silio.
O ukase tambem diz quo o governo de Bessarabia, e
aquella parte do governo de Cherson, situada na mar-
gem direila do Bug, que foram declarados em estado
de sitio, pelo nkase de 19 de i.ovembro de 1853, fi-
cam agora em posijao semelhanie, e que todos estes
lugares ficarao sujeilos i aulordade do manchal ge-
neral principe da Varsovia, conde Paskcwitsh, com-
mandanle em chefe do exercilo activo.
a O ukase, em addicSo, diz que o imperador or-
dena que o governo da Padolia, a parle do governo
de Cherson, situado na margera direila do Bug, e a
provincia da Bessarabia, (icario ao mMmo lemposu-
jeilas n aulordade do ajudante general principe Gorl-
chiknfl", commandanle das tropas dos terceiro, quar-
toe quinto cornos de infantaria, que dever leras
prerogalivas conccdida aos cnmmandantM dos cor-
pos destacados, pelo ukase de 5 de dezembro de 1846.
O ukase declara que o reino da Potente, e os gover-
no da Curlandia. Kawno, Volbynia eGrodno, du-
rante a ausencia do manchal de campo, licar.lo sob
a aulordade do ajudante de campo general conde de
Rudiger, e que o general barao d'Osten Sacken con-
servar, na Bessarabia e no governo de Cherson, os
poderes concedidos aos commandanlM dos corpos
destacados pelo ukase de 10 de novembro de 1853.
Em Inglaterra continuara os preparativo para
guerra, bem como o embarque de tropa pan o
Oriente.
No 'dia 12 de marco sahio tombem para o seo
deslino, depos qoe a rainha Ihe passra revisto, a
termidavel esquadrado Baliteo, formada de 1,047
bocea de fogo, e levando a seu bordo 10,251 ho-
mens. Essas esquadras lem a forja de6,970 caval-
tos.
O almiranlaiio revestio de poderes o mai extra-
ordinarios.ao almirante Sir Cario Napier. Cre-
so que se tiver lugar a declaracao de guerra,
Bltico ser o primeiro Ihealro das hostilidades,
todava urna carta particular de Beycos datada de
12 de marco, diz que os Inglezes haviam enviado
no dia precedente a fragata a vapor Retribution com
ordem de forjar os embarajo qne os Russos eolio-
caram na embocadura do Danubio, os quaes impe-
dem os navios mercantes de descenm o rio que
para fin commerciaes subiram.
Se os Russo se oppozerem a dcslruicAo dos em-
Iwraco, a Rel^ibutian lem ordem de alirnr sobre
clles. He provavel poi que esse acto ser o prin-
cipio das hostilidades.
A crvela franceza a vapor Catn acompanhou a
Retribution nessa misso.
Foi prohibido a todo o armador inglex o prever de
navios aos cruzeiros inimigos. ,
Na Irlanda linha apparecido o cholera limitndo-
se por on leu ataques n classes pobres.
0_gaJ>it^eJJonjlrMjSu^^
aKianrem_pe^ C0llc|ndelc a, ,sjdiosas maniteslajM do Di-
ario de S. Pelersburgo sobre qne o governo inglez
secretas
imperio
A tropas pontificias subslituem "is "ais^racaft
e So recebidascom demonstrajOm de benevolencia
pelo povos, pos que o exercilo de sua aanlidade
compSe-sc de iteliano, a excepjo de nm regimen-
|o sumo, que parlilham a opintoes patriticas dos
habitantes.
Tambem corra que a guarnido aoslraca de
Bolonha fa relirar-se para alem do P, onde se vai
formar um acampamento de observajao de 30,000
homens.
Com Indo esto boato parece infundado, visto
que o corpo, qne forma a guirnijao d'aquella cida-
de foi modado ha pouco lempo. A agilacao, que se
observa na Italia|cnsce diariamente, e com especia-
lidad!! na llalli central.
s noticia recebidas da Grecia e da Tarquia,
por va d'Ancnna. teem dado um novo elemento
termentajao do espirito publico. A insurrelcao qoe
rebentau no Epiro, na Tliesnalia, e'Albania, lem
excitado b espirito revolucionario da Rumania.
Aquella oeenrrencia provavelmenle produzir
algoma modificajao as opnifiM acerca da queslo
oriental. \
Al aqu manfesteva-ce urna grande ympalhia
a favor da Turqua, porm he cerlo qne depo do
aronlecmentosaquealludo, se note urna mndan-
jaea opinie parecem Miar dividida.
Sabe-se qne ha muito nno muilo refugiado
romanse napolilanos se Mlabeleceram na ilhas
Jomas, onde se empregam na propaganda da s fra
lernidade do povos.
Era aples e na Sicilia i agitajao he muilo
grande, e alguna cartas particulares dizem que,
por occasiao de orna revista aqueassistio o rei, dous
balalhM aprMenlaram a bantleira tricolor. Form
immidiatemeotedissolvidas, e mai de cem ofliciaes,
e subalternos foram degradados, o maudados para a
gales. r
ci5.Tem ^>v"io nm grande- numero de prisocs na
Sicilia.uBttorenam tertemenle a ideas de indepen-
dencia.
Os remores, que teem circulado na Sicilia e em
Napotefftle-que esta prxima a ebegada de 20,000
franeeiwa Italia, leem avivado a esperancas do
p.rlidariM do antigo reino de Italia, e do Murati-
ta, e eausam receioa aos governos de Roma e de Na-
poles.
COMMKDOS.
^ havia admittido na suas correspondencias
com o russo eventualdade da parllha do
otlomano.n
Esla resposla reduz-se publicajlo da nota que
os dous governos Irocarm sobre Me objeclo. O Ti-
mes d-nos urna ligeira idea do eu conteudo, e he
qne a Inglaterra declarou a que nao poda acp-
lher ob qualqner' forma proposicao alguma que
lendesse para a desmembradlo do imperio, cuja in-
(egridade eslavam obrigadoilBKespeitar e a proteger
os doui governos; que repflR coro energa toda a
modificajao no ttulu guo A Turqua, cornuorigeai
de difficuldades e perigos para o mundo ; e que,
supposlo livesse nicamente o carcter amigavel a
commissao que'se Ihe havia confiado, a Inglaterra
recommendava vivamente ao imperador da Russia
que se absIivMse inleira e escrupulosamente de toda
e qualquer nter ven jo nos negocios da Turqua, por
que seria necessariamenle a origem de immensos pe-
rigos. ,
Em Franca continuara com aclvidade os prepara-
tivos bellicos e o embarque de tropas para o 0-
rieute.
O general Vaillant linha sido nomeado ministro da
gnerra em lngar do manchal Saint Arnand escolhi-
do para commandar em chefe a expedir o orien-
tal.
No dia 13 de marro foi apresenlado ao corpo legis-
lativo o orjamenlodc 1855. A receila he avallada em
1,559:914,410 francos e a despeza em 1,553:922,075;
haveri por tanto um sold de 5:992,365 francos.
Cofria que em um conselho dos ministros se pro-
pozera acabar com lodos os peridicos, excepto se-
ment dous que foram nomeados, mas que Ma me-
dida tora regeilada por 5 votos contra 4, ficando o
imperador silencioso. Muilas pessoas, porm, nega-
vam esle facto.
Da Italia a nolitiu principal que recebemos he
I de um terremoto na Calabria, que causou a mor-
le demais de 2,000 pessoas.
o correspondente do Timei'escrevendo de Paria,
diz o seguinle acerca deisa parle da Europa.
a EUROPA.
b As mlnhas cartas particulares da fronteira Ita-
liana dizem, que tem havido movimenlo na* tropas
austracas.
O rei Fernando, pan evitar o perigo que jul-
que o ameaja, faz todas as honras possiveis a M.
aupas, ministro francez, assim como a M. Bre-
nier, que lem viajado por toda a pennsula italiana,
encarregado de luma misso especial do governo
teancez, sagundo dizem os italianos.
e O re de NapolM Mt ancioso por cnnlrahr urna
allianja com o Piemonle, porm nao he certo que
Vctor Manoel deseje essa allanca, salvo se Fernan-
do admiltir reformas nos seus estados, e adherir
francamente ao syslema liberal.
a Alm d'sso, parece que o rei de Sardenha (en-
cona manter urna atlitude neutral, em quanto a
circumstaucia nao favorecerem urna empreza a fa-
vor da causa d'Ilala. Diz-se que ha pouco lempo
em agenlediplomalco, instando com Vctor Manoel
ahm de se declarar por Ma ou aquella potencia,
com o objecto de manter o equilibrio da Europa,sua
magestade rwpondeu, que o seo reino era, na verda-
de, lao pequeo qne mal poda affeclar na balanja
para um ou oulro lado, porm, o leal, honroso, e
prudente, e ao mMmo lempo, patritico proceder /lo
re de Sardenha Ihe lem grangeado as- vmpathias
nao so do PiemonteZM, mas tambem do oulro* no-
vo da Italia. F^
exigirem, o re se declarar a favor das potencias
occidentaw, entre as quaes existe agora urna cordeal
inlelligencia.
e Os senlimenlos de amiznde para com a Franja
por parle do governo chegaram a tal ponto, que o
ministro do reino prohibi a represenlajao do Tar-
tufo Pollico, composto pelo M. Brofferio, depulado
da esquerda, porque n'aquella produejao dramtica
e faziam ilgumas allusOes Franja c ao imperador
Napoleo III.
No Piemonle o ministro conde Cavoor avaliou
a receila do paiz em 128,182,563 francos e a dMpe-
M era 137,169,322, O dficit que no anno proxi-
mo passado fora de 24 milhoe, he assim reduzi'do
a9milhoes.
A Independence de Bruxellas annuncia que abe
que o rei Vctor Emmanuel assignira nm decreto
supprimindo as ricas ordens religiosas. 7ra/i posti-
denti. As rendas administradas por um ecnomo se-
rodislribuidas pelo clero das parochias pobres.o qual
al hoje lem sido pag petas verbas do or'camento.
DMle modo o Miado ser alliviado da carga de
900,000 francos qoe todos os aonos gastava com ai
despezas do coito publico.
0| membros das ordens supprmidas tero cada
unyima peosao.
Oichefe de polica de Genova pnblcou nma cir-
cular a (odas as familias daquella cidade, pedindo
que houvessm de remelter-Ihe os nome daquel-
Im de seos prenles qoe morreram em 1848 e 1849
combatendo pela independencia italiana. Esses
nomes deveio ser gravados em urna pedra de mar-
more, que ser collocada no palacio cvico?
Em Hespanhi Mperava-se a cada dia a publica-
cao das medidas ministeriaes para a abulijo da
conslitoijao.
O ministro da fazenda linha terminado urna ne-
gociajao com o banco de S. Fernando, cojo rMultado
era o adianlamen'to de 50 milhoes de reales ao go-
verno sobre termos mu vanlajoso.
Na Dinamarca tactos de grande importancia Mlao
tendo lugar presentemente.
NaiessSoda'diela de 9 de marjo pergeniando o
bupo Monrad a ministerio, se era sua intencao pu-
blicar a conslluijao sem a cooperajao da dieta, o
presidente dos ministros recosou-se a responder. Pe-
te nolle osdepotadoa* reunindo-e outra vez fizeram
urna repreientajao ao rei pedindo a roanutensao da
constituijo actual e a demissao do ministerio. No
di 13 a duas cmara unidas adoptaran! essi re-
presentajo qnasi por unanimidade.
No da 16os depulado nomeados pelas dnas cama-
ras legislativas para levirem perante o throno a re-
presentoco adoptada foram admittido presenja
do re em Frederikiborgo.
A segunte representajao foi eniao lida :
Mu digno enhor, temo sido penetrados da
mais profunda dr depois-que os conselheiros res-
ponsaveis de vossa magestade derara-no motivo pan
recetor qne sua ideas copinies sao tnei.qne em cer-
tas crcumstartcias trariam a ruina da conslluijao
concedida por vossa mageslade. Mui benigno sobe-
rano, na hora da perigo o povo dinamarqnez levan-
ta p voz para seu fiel rei, o qual uao o lem jamis
abandonado. Nos sopplcamos a vosia magestade qoe
por ana aabedorii remova a cansa de nussas appre-
hensoM pela segranja da actual ordem legal de
cousas.
O rei responden que reflelra sobre esla represen-
tajao e que se guiara pelas considenjes do bem
publico.
A Sueciacontina inquieta. A Ingtolerra e a Fran-
ja ttnham approvado a sua declaracao de neulralida-
de, mas a Russia ainda nao se linha rMolvido a fa-
zer o mMmo, e al reccia'va-se que procurara a in-
fluir por meto da forja para que o governo sueco mo-
dificasse essa declarajao.
Esse receio faz com qoe a Suecia se leja prepa-
j'Npdo para defender-se. Seto navios de linha Mtao
senih\apparelhados com tnpolajoes que sobem i
2,807 fhimens. Dou acampamentos vao er tambem
tennados-um Carlskoroon e oulro ao norte da capi-
tal. A guir-oicaoda Iba de Galhland, inclusive a
milicia local, nobe a 16,000 homens.
O povo deseja a guerra com a Russia, e eu exc-
lamenlo cresce dedil em dia.
A dieta de Norwegn, segundo o exemplo da Suecia,
volou as ominas pedidarpelo governo para os arma-
mento nacionaes.
No 'da 13 deraarjo morrea o principe hereditario,
filho do principe real da Suecia.
Ainsurreijo ni Albania ainda nao lin>asido in-
leiramenle supprimda, mas pela aclvdadeN volvida contra ella, tente da parte dos Turcos,
da dos ministros ingleze francez, pouco lardar qa
nao desappareja.
Na India os Inglezes continuara a ser incommoda-
dos pelos Indgenas.
O portes de Madagascar dependentes do reino dos
Uovas, os qnaes tinliam sido fechado ao commercio
em consequenca da expedijo dos Srs. Romain-ltes-
fossse Kelly, acabam de ser outra vez abertoi aM
navios de todas as najfies.
Na China o exercilo dos rebelde ao norte nao tem
feilo ulllmamente nenhum progresso, pelo contrario
a cdide de Shangai ficava a cahr em poder dos im-
perialistas, o qoies comhaliam-na com. vigor ten-
do-a j feito oflrer damnos consideraveis."
Dos Estados Unidm a noticia mais importante que
nos trouxe o vapor, he que o ministros iagle e fran-
Esle discurso de V. Hago alm de eloqnente,
pleitea por urna verdade hoje por todoireonhecida-^
a abelico da pena de mortc a pena de marte he
necessaria anda infelizmente para alguns'poves _
ninguem porm poder dizer qoe ella he justa
Nao matar, dfsse o Eterno ao bomeme o ho-
mem seja elle individuo, eja sociedaMle nao pode,
nem deve infringir esse divino precejto. O interes-
*e poi que resulto dme e*cripto he patente he
lodo moral e carjdoso V. Hugo appella para os
homens, falla a_seu corajao, e alcanja delles tslvet
o horror a esse espectro do passado. O Correio ia
Europa de que o Iraduzi, diz que esto foi ouvidocm
Inglaterra paii de ordem e civilisace*e que a
senlenca do desgrajado que moven V. Hago a -
crevereste appello to retardada seto dia ha-
r marcada para sen supplicio j islo lie em tri-
umpho Esla thee philosophca e christi, nada:
tendo, ou pouco que possa dMperter suseepbilida- '
des, me pareca digna de ser aqni publicada foi
isso que me levou a tradnzir este dlscune, digno d*
ser lido por todos .aquelles que prezam a llteratura
e a huraanidade.
Carta de 8?. Viotor Hago aes habHaWM de
Gaerneiey, sobre boUeeo da pemade attl.
Povo de Guernesey,
He um proscripto que a vos se dirige. He nm
proscripto que vos falla por um condemnado. lio-' '
mem .que existo no exilio Mlende a mo ao horoem
volado ao sepulcro. Nao o levis a mal, e ouv-me.
A 18 deoutubro de 1853, em Guernesey, um ho-
mem, John-Charles Tapner, entrn durante a zurito
em casa de nma molher, a senhon Saujon, e anas- '
si non-a; e lendo-a roubado depo, queimoo a casa
e o cadver, Mpenndo qne o primeiro cririte se ec-
cultosse na fnmaja doiegundo. Elle enganon-te. Os
crimM nao sgo condeacendenles, e o incendio recu-
sou esoonder"o assassinato. A Providencia nio he urna*
encohridora.ellnentregoaoassaijiio. O process.
lo aTapner mostron mallos oulro crimM. Desde cer-
to lempo, maos, sempre occullas, tem incendiado di-
versas casa na Ilha, as presumpjees fixaram>se o-
bre Tapner, e pareceu verosmil que todos os prece-
dentes incendios eram obra do sanguinolento incen-
diario de 18 de outnbro. Esle hornera foi julgado ;
e jolgado com urna imparealidade, c um escropulo
que honrara vossa lvre e integra magistratura. O
exame dos factos oceupou treze audiencias, de que
resulten'a conviejao dos juzm. A de Janeiro a
sentenja foi pronunciada unnimemente, e s nove
horas da noite, em audiencia publica e solemne,
vosso honrado magistrado, o bailo de Guen
com voz trmula esumida, possuido d'uraa emoc.in
de que o glorifico, declarou ao 'aceusad ql
punindo o homem com a morte, devia, elle J'n-
Cliarles Tapner, preparar-se para morrer, e que se-
ria entercado a 3 de fevereiro no mMmo lngar em
que o delicio foi comroetlido, e que all, onde eUe
linlia matado, seria morto.
Assim, neste momento, ha no meie de' vo, no
meto de nos, habitantes dMte,aBpetago, nm ho-
rnera que nesse futuro de horas lacerta para lodos
os outro homens, v distinctameute ana ultima ho-'
ral neste instante, neste momento em que respira-
mas livremenle, que vamos e vollamos, qne falla-
mos e sorrimo, ha, a alguns passps de nos, e a al- 7
ma se entristece pensando pisto, existe em nma pri-"
sao, sobre um grbalo, um homem, um mizero ho-
mem tremendo, que vive com vista flxa sobre es-
se 3 de fevereiro, qne como um espectro cresce e se
aproxima ameajando-o. O 3 de'fevereiro malcara-
do dar cada um de nos, como todos os oulros das
qoe nos esoeram, s a Mte homem mostr sea rosto
a face nnlslra da morte.
Habitantes de Guernesey Tapner etf condem-
nado morte ; visto do cdigo, vos magistratu-
ra fez o seu dever, ella cumprio, para me servir dos
proprios termo de vosso magistrado, sna obrigajao ;
mas lomai sentido. Uto he a lei de Taliao Tu ma-
laste, tu ser morto 1 Segundo a lei humana .
isto he justo'Segundo a lei divina he temivel-
Povo de Guernesey 1 quando sbrate da invioia-
bilidade humana tudo tem importancia. O inundo .
civilisadovos pede a vida deste hornera.
Quem sou ? ninguem. Mas ha necessidde de er
alguma cousa para supplicar-se He necessario ser
grande para grit^^dg^^~i^,s da9 filias da
Manchal proscri^^^ ^^vendo n meto
de vos, nos vos ai Meas velas pas-
sarem no horisonlr ttgggggfu tempestades.
e vos enviamos benjlos e nossas suppltoas.
Somos voseos irnjaa^^s vos estimamos e honra-
mos ; nos veneramosTm v p Irabalho, a coragem,
as noitM paseada* no mar para nutrir mulher e fl-
Ihos, as mao catjjsas do marinheir, a. fronte eres,
teda do lavrador a Franca de quero somes filho,
e de quero sois n, >s ; a Inglaterra de'qdem seis -V
cdadao, e de quei, somos hospedM.
LnusenU pote que^. fallemos, pois que estamos
sentados em vosso lar, fe paguemos vossa boapiU
dade com nesta cooperajao cordial. Permitir]
no contristemos da tudo que pode assombrar i
ameno paiz.
O mergulhador se precipito no fondo do mar, e
trnz um punhadd de cascalbo. Nos oulros, som<
pacientes, os instruidos pela experieueia, hto
pensadorM, ou se quzeedra, sonbadores. No n
guillarnos no fundo das cousas, procuramos tocar
Dose trazemos nm puntado de verdad.
A primchjalj verdades, ei-la Tu uao matars,
Este raadamento he absoluto ; elle tem a mte-
ma JK para a lei, como para e individuo.
Habltaiitos de Guerneseyescujai :
Ha urna divndade horrivet, tanatea, execravel,
paga. Esla diviodade se chamava Moloch entre os i
Hebreu, c o Celtas a denominavam Teutoles, pre-
sentemente ella se chama pena de morte. Anliga-
menle nlia por ponlifice, no Oriente, o Mago
no Occidente, o Druida ; hoje o sen sacerdote lie o .
Carrasco. O homicidio legal substituto o homi-
cidio religioso. Antigamente ella eochen vossa Ilha
de sacrificios humanos, e dexou por toda parto co-
mo monumentos desees sacrificios, todas Mto pedras
lgubres em qne a ferrugem do secutes tem apa-
gado o vestigio do saoguc, e que se encontram meio
occnltas pela relva, no cme de vossas coUinas, e
sobre as quaes a sarja cicia com o'vento da-tarde.
Hoje, nMte anno, cuja aurora eMa espanta, o mons-
truoso dolo apparece no meto de vos, quer que Ihe
obederais, em um dia l\o elle vos convoca para a
celebrajao do seu myslerio ; o, como oulr'on, re-
clama de vos, qne ledos o evaogelho, de v qpe
leudes a visto fixa ho Calvario, elle exige un sacri-
ficio humano obedecer-lhe-lieis ? a 3 de fevereiro
de 1854 lornar-VM-heis pagaos durante duas hora
pasaos para, malar um homem! pagaos panperde*
urna alma I pagaos pan mutilar odestino do crimi-
noso, fechando-Ihe a porta do arrepenilimento fa-
rei v islo ? ser sto progresso t Onde lao os le-
meos, se o sacrificio humano he ainda possvel ?
Acaso c adora aindaem. Guernesey o dolo, o velbo
idolho do passado, que mato em face de Dos que
crea 1 de que servio haver-se-lhe tirado a maclia-
diuha, se e delxa crguer a torca S
Como ser porveutura- Uo diffleil commutar
urna pena, abrir ao culpado o caminlu. do retnorso
e da reconciliajao, substitair a expjao inlellgente
ao sacrificio humano, nao malar emfim um horoem
acaso o navio esto lao sobrecarregado qne um ho-
mem de mais o faja sojobrar? acaso um criminoso
arrependdo pesa' lano, sociedade humana, que
seja necessario lanjar a toda pressa pelo bordo tora
na sombra do abvsmo este crealura de Dos? !
Cdadaos de Gucrnsev A pena de morte recua
agora por toda parle, c cada dia perito mais torr-
no, ella toge dianle ilo senlimento humano. Em
18M, a cmara dos depulados de Franja rectomava
sa abolido, por acclamarao ; conetilniato de
Francfort ^em eliminado de seui^odigos em 1848,-
a consliluinte de Roma a supprimio em 1849; mu-
sa cousliluiut: de Paris a manleve por urna imper-
ccplvel niaroia, ainda digo mais, a Toscaua qne
calholica a abilio; a Russia, que fas barbara a abo-
li ; otaile.-que heselvagem tombem a aboli.
Parece que a esmas Ireva nao a querem.
Quere-la-heii\vs, homens deste Iiom paiz ?
De vos depemj que a pena de morto seja aboli-
Ja ^[jva*m' Gweiey ; depende de vos que a 3
daaaiarfiiro um homem nao seja entercado at qne
KIirevenba a morte, de \m depende que este lior-
f
T
cez linhamtido urna entrevista com o secretarte-do- livel espectnculo, que deixarta nma nodo negra em
negocio MlrangeirM, Mr. Mreyvpara o (m de pro-
Iestar contra a prepara j,to de corsarios ruso nos Es-
tado Unido. Elledeclararam tambem que laes na-
vios leriaro considerados por. seas respectivos gover-
noi como piratas..____^^
Em Londres os consolidados ficaram a 89 114 ; os
cinco por cento brasileiros, de 95 a 96; os cinco por
cento russos, de 81 a 85; e os dous e meio ppr cento
hnllanderesa ".!.
vosso lindo co, nao vos seja dado.
Salva! esta vida, salva rata alma, est em vossas
maos, vos o podis.
Vossa constituijo lvre pe vossa disposicao
todos os meiosMasumprir Ma obra religiosa e santa.
Reuni-vos legalmenle. Agite pacificaincftle a opi-
niao e a conscienrias, a Ilha utaira pode, en ainda
digo mais.'deye inlervir. \s inulhem devem ins-
tar os maridos, os lillms enlernecer < pas os ho-



DIARIO DE PERUMBUCQ, QUINTA FlRft 13 DE ABRIL DE 1854.
*
i
s
Jnens aasignar requerimenlos e pctice. Dirigi-vos
a vos governo, vossos msgistrados nos limites lei. Reclama! a suspensSu, a grara, a commuiacao
da pena. Voa a obtereis.
LtwnUtvoil Apressai-vo I Nao porcais um dia,
ma hra, sequer un* instante I Que o dia fatal 3 de
fevewtro vo aeja sempre presente. Que a "lla '"-
tetra cont os minutos como esse liomem !
I.embrai-v os que desde que esta senlenca de mor-
le foi pronunciada, o ruido que ouvis em todos o
vosco reoslos, he o palpitar ,iero! t 1
Ser preciso un precedente 1 cl-lo.
Km 1851 um liomem assassinou putro em Jersey.
I mfchamadu Jarques-l-ouquei atirou em oulro por,
nome lterbyshlre. Jacques-Fouquet foi declarado
culpado successivnmenie por duus jury s. A 27 de
agosto de 1831 foi condemnado morir pelo tribu-
nal. A lha se commoveu pela eminencia de urna
exocurao capital.
Um grande meeling leve lugar, mil e eiscentos
pessoas elle assisliram. Alguns francezes fallaram
eum applausos, do generoso povo de Jersey. Urna
peliejo foi assignada, e a 25 de feve.eiro chegou o
perdi de Fouqnel.
O que Jersey fez, Guernesey larabem o pode fa-
er. O que Jersey obleve, Gnernesey ohter.
Talvez se diga que nesta sombra insidia de 18 de
outuhro a morte he urna juslica?. que ocrimede
Tapner he enorme 1
Qaaato maiorhe o crirac, maior deve ser o lempo
para o arrependimento.
Como 1 urna mulher tef sido assassinada, covar-
demente assassinada urna casa lera .sido pilhada,
violada, incendiada, um assassinio lera sido feito e
em loraa desle assassinio cr-te entrever urna mul-
lida de outras accoes perversas, um aUenlado lera
.sidoeomracUido, engano-me, muitos allenlados, que
exigen! urna tonga e solemne repararlo, o castigo
arompanliadi) darellex.lo, o resgatc ilo mal pela'pc-
niteiicia,oajoelliardq_crimii'osu debaiio do crime, e
do eondemnadd debaia da pena toda urna' vida de
dr e reparado, e por que urna manhaa, em ora
dia preciso, a 3 de fevereiio, em alguns instantes
um poste foi fincado era.trra, porque urna corda
aperteu o pesclo de um liomem, porque urna alma
fugiod'um corpo misera vel com o uivar do condem-
nado, ludo ficar satisfeito I
, Pobre brevidade da juslica higuana !
Oh o( estamos.no decmo-nono secuto, so-
mos o povo novo, somos o povo pensador, serio, li-
vre, iolelligenle, trabalhador e soberano, estamos
na melhor poca da humanidade, poca do progres-
so, da arte, da scicncia, do amor, da esperanca e
da fraternidades cadafalsos, o que queris? Ma,-
ehinas monstruosas da morte, hrridos madeiros do
nada, appariroes do passado, vos que sustentis coro
dous bracos um ferro triangular, vos que sacodis um
esqueleto preso a extremidaded'uma corda,com que
direito appareceis plena lu do dia, no secuto de-
ienova,'eein p|enavida!soisespectros! sois ser noc-
turnos.entrai de novo na noitelAccase as trevas offe-
recem seus bons oflh-ios luz'fftle-vos! Para civlisar
o hornean, para corrigir o culpado, para Iluminar
a consciencia, para fazer germinar o arrependimen-
to as insomnias do crime, temos cousa melhor
que v* temos o pensameuto, o eusino, a educarao
paciente, o exemplo religioso, a graca do Co, a ex-
periencia do mundo, a austeridade, o trabalho e a
clemencia!
Povo de pescadores, bons e valentes homens do
mar, nao consiutais que este liomem morra.; Nao
lancis a sombra d'uma forca em vossa illia encan-
tadora e abencoada: Nao iutroduzais em voseas he-
roicas e incerlas ai enturas do mar este misterioso
elemento de desgrara Repelli a solidariedade ter-
rivel desla aaurpacao do poder humano sobre o po-
der divino. Quera sabe? quem couhece? existe
alguem que ja houvesse penetrado ajeni^tna? j
abismos as acroes humanas como ha voiagen no
mar. Lembrai-vos dos das de tempestades, das
noites de invern, das forras irritadas e occullas que
se apoderam de vos ein certas oceasiOes. Lembrai-
vos que a costa de Scrk he rude, como os pareis
de Minquiers silo prfidos, como os escollios de Pa-
Icr-Noster sao raaos. Nao tacis soprar em vossa
vela o vento da sepultura : Nao esquecais nave-
gadores, nao.esquejis pescadores, nao esquecais
marioheiros; qujamele apenas iima tabn entre vos
e a eterniade, o* estis egcrtpcao das ondas
que *e nao pode solidar, c< jBp|no,que se nao
ignora, que ha taj vez vonlaa^Ro que tomis por
caprichos, que luais sem ceasar contra o mar e
contra o .lempo, e que vs homens que sabis tao
poHcas cousas, e que nada podis, estis sempre
face lee com o infinito e o dcsconhecido.
O desconhecido, e o inliiiito he o tmulo.
Nn cavis com vossas proprias maos urna sepul-
tura no meio de vos.
Por ventura as vozes deste infinito nada nos di-
sea ? Acas os misterios nao tem retocAo entre si ?
so a magestade do Ocano nao proclama a san-
lidade do tmulo ? na tempestado, no filiado, no
cquiuoclo, quando as brizas da noite embalarcm o
liomem merlo suspenso na forca, nao ser ama cou-
sa terrivel ate esqueleto amaldiroando est Ilha na
immensidade !
Acaso nio tremeris ao lembrar-vos, eu insisto
uisto, quo o vcnlo que sopra as corda* de vosso
bares, enconlrou em ana passagem esta corda, e
este cadver, eque esta corda, e este cadver lhe
ter*o fallado? .
Nao I acabem-se os suplicios I homens leste
grande secuto, nao os devenios querer! Nao o* que-
remos para o culpado, como os nao queremos para
o innocente. Repito, o crime se resgata pelo re-
morso, e nia por um golpe de ctelo, ou por um
n eorredieo tangue se lava com lagrimas, e no
com MgueNao! nao demos trabalho ao carras.ro.
Tentamos isto presente ao espirito, c que a consci-
encia do juiz religioso e honesto medite de acord
comoosco: indepeudentemenle do grande crime
contra a inviolabilidad da vida humana crTectuaclo
tanto no ladrao execulado, come no hroe suppliciu-
do, todos os cadafalsos tem commellido criiucs. O
cdigo que permita a peqa de morte, he um sceltt-
rado coberto com loa mascara, oh! juslica, que
mala e massacra impunemente. Todos os cadafalsos
apreaentaui nomes de iuuocenles c marlyres. NI,
no* nao queremos suplicios. Quanto a nos a guillic-
linaae chama Lesrque, a rodaCalas,a fogueira
Joanna-d'Arc, a torturaCampauella, o cepoTilo-
ma Monis, a cicutaSocralrs, e a cruzJesus-
Chrisio.
h! se haalguma cousaaugustanestoslifSesdefra-
lernldadc, nela donlrina de manstietude e amor,
que todas a* bocas que grilamReligiao, e todas as
ocas qne ditemDemocracia : que todas as voies
lo yetho e novo evangelho semeam e derramam hoje
de urna extremidade do mundo a outra, urnas em
ornedo homeroMfeos, outras em nome do liomem
povo, se asas doutrrau sao justas, le essas ideas sao
verdadeira, se o vivo'he irmao do vivo, se a vida
ae homem he vcneravel, se a alma do liomem. He
immojlal, se Deo* s tem o direito de tirar o que
lino so tem lido o poder de dar, se a mai que
sene o filho mover-e em suas cntranhas he um sr
.abetieoadat, se o berro he urna cousa sagrada, se o
tumor he'urna cousa santa, insulares de Guerue-
aey, lo matis este homem !
Digo, nio o matis, por qne sabe!, qne quando se
pode impedir a morte; deiiar morrer, he. matar.
Nao voespantis da insistencia que existe em
ninhas palavras. Deixai o proscripto interceder
pele condemnado. Nao digis: que^-quer comnosco
te estrangeiro? Nao digis ao b a nido : por que
*>Uvo te iatrometles no que le n*o di respeito?
^8e me interesao pelos desgranados, slou no meu di-
reilo, por qne tambem soflro. O iuTorlunio tem pie-
dade da miwria, a dor se inclina ao desespero.
Alera disso, oaso soffrimentos iio sera acaso se-
melhanles? acaso cada um de nos nao eslende os
bracos para um objectu que nos escapa? eo banido,
elle condemnado, cada um de us se vdlla para sua
luz, elle para a vida, eu para a patria
E deve-se reflectir.nisto, cegueira da creatura
humana qu-proscreve .jul^a |re lao profunda, a
noite he Ul sobre a trra, que BS tmol feridoS)
no os banidos da Franca, por tPrmos fe(0 nmao
.pelas cousas a que servem, tomam asjvczes sentidos
iuesperados e consoladoroj. Se minha vo for ou-
vida, se como um sopro v8o nao for abafada polo
ruido das,ondas o das tempestades, se ella nilo per-
der-se na rajada que separa as duas linas, se a se-
ment de piedade que lauco neste vcnlo do mar
germinar nos eorae.oes, c rorlificar-se; se succcdc,
que minha palavra, a palavra obscura do vencido, te-
uhaa insigne honra de fazer comquea pena sejacom-
mutada, c o criminoso penitente, se me for dado,
a mim, proscripto repellido c intil atravessar-me
sobre uma cova que se abre, oppor-mc passagem da
morte, e salvar a cabeca d'um homem; se for o grao
d'areia cabido da mao do acaso que faz inclinar a
balanza, e prevalecor a vida sobre a morte, se mi-
proscriprao servir para alcancar isto, se for esse.
m misterioso da perda do meu lar, e de' minha
presenca nestas ilhas, Ohl cntao ludo abenjoarei'
bendirei mcus soffrimentos, agradeccrei, renderei
arrfies de sracas, elevantarei asmaos ao reo,e nesta
occasiaoemqueapparecem todas asvonladesda pro-
videncia, sera vosso Jriumpho Mi! Dos, ler* feito
abenroar uernesey pela Franca, este povo quas
primitivo pela civilisa^ao inleira, homcus que nao
matam pelo homem as'assino, a lei de misericordia
e vida pelo matador, e o exilio pelo desterrado.
Homens de Guernesey, aquello que vos falla nao
son eu, que nao son sen3o o alomo levado pelo so-
pro da adversidade, nao importa cm que noite. O
quea vos se dirige hoje, eu acabo de yo-lo dizer, he
a civilisaao, he ella que estende para vos suas
maos veneraieis. Se Beccaria proscripto estivesse
no meio de vos, elle vos diria : a pena capital
he impa: Se Franklin banido vivesseem vosso lar,
elle vos diria: a lei que mala he urna lei funesta ;
Se Filangieri refugiado, s'yieo desterrado, se Tur-
gol expulso, se Montesquieu expatriado habjlassem
debaixo do vosso terto, elles vos diriam: "o caiafalso
he abominacel; Se Jesus-Chrisln fugindo de Cai-
phas chegasse a vossa liba, elle vos diria: nao fi-
raii rom a etpada; e a MonlcsquiAu, a Turapl a
Vico, a Beccaria, a Filangieri vo gritando -peruao!
a Jesus-Chrislo vos aconselliando, perdao, acaso
responderieis : nao ?
Nao! he a resposla do mal. Nao 1 lie a res posta
do nada.- O homem crele e livre confirma vi-
da, a piedade, a clemencia,'e o perdao, prova a alma
da sociedade pela misericordia da lei, e s diz,
nao! ao opprobrio', ao despotismo, e a morle.
Inda uma palavra, e eu fiudarei. .
Nesta hora fatal da historia em que estamos, por
que por maior que seja um secuto, e por mais bello
que seja um astro, ^ elles tem seus eclipses, neste
momento sinislro que vai passando, que baja um
instante sobre a trra, um lugar, em que o progresso
coberto de chacas, balido das lempestades, vencido,
exange, moribundo, se refugie, e sobrenade.
Ilhas da Mancha, sede a taima de salvarao deste
naufrago sublime, cm quanto o Oriente e Occiden-
te se abalroam pela, phaulasia dos principes, em
quanto os continentes nao offererem por loda a parle
aos olhos senao astucia, liolenrfa, velhacaria, am-
hic^o, cmquanto os grandes imperios oslenlam bai-
las aeros, vs, pequeos paizes. dai grandes ex-
eniplos. Attrahi sobre vos os olhos do genero hu-
mano.
Sim, agora que o sanguc dos homens corre em
regatos por causa de um homem, agora que a Eu-
ropa assiste a agona heroica dos Turcos calcados
pelo.Czar, triumphador que expera o raslino, agora
que a guerra evocada por um capricho de impera-
dor se levanta.de todas as partes com sen horror e
seus crimes, que aqu ao monos nesta repblica de
marinheiros e camponezes, se veja este bello espec-
tculo um pequeo povo quebrando o cadafalso!
qne baja guerra por loda a parte, e aqui exisla a
paz que por loda a parle se veja a barbaria, e aqui
a civilisaeao! que a morle, j que os principes o
querem .eslejapor loda a parle, e a vida aqui resi-
danlo os res, forillos de demencia, fazem'
da Europa um circo em que os homens substrtucm
ostreros, eso devoran!,' que o povo de Guernesey
faja um pedestal, e um aliar de seu rorhedo cerca-
do das calamidades do mundo o das tempestades do
co, um pedestal humanidade, uin aliar a Dos!
Guernesey Marine Tenace 10 de Janeiro 1851.
y. Hugo.
-iwaiw-
Ninguem di| (iraguabeberei. Quem dira que cu em alguin ftiu-
po havia de ser acommellido da monomana cunta
giosa de ser escriplor publico? eu que apenassei que
0u homem, porque sinlo que tenlio entendimento,
juizo e vonlada; eu que nasci em, uin lempo em que
s se aprenda a cartilha do padre Ignacio; eu que
nunca esladi nem para aprendiz de bacliarel, nem
para pralicanle de padre, vejo-me agora obrigado
tambem a metter o meu bedclho l pelas caixelas dos
typos e apparecorem publico, assim a modo de quem
sabe escrever, como muitos que eu bem conlieco!
Mas que importa? nao ha por alii tantos melque-
trefes que nunca passaram das carias de nomes, e
apenas ubem solelrar, que se inculcara de sabihaes.
discntem todas as materias scienlificas, artsticas,
commerciaes. industriaos, e ludo mais? eu entao que
pelo meuofficiode porteirodo theatro, ou?o todos
ns dias ensaiarem-se as sublimes producefies dos gran-
des lilteralos, e tenho feito uma rica colleccao de
certas palavrinhas que me fazem estremecer de gosto
a alma, he que bei de Ucar mudo, quando com a
maior ileslealdade vejo atacar-se Iraisoeiramenle o
meu chefe ? nao: hei de fallar, e fallar bem alio,
embora nao saiba rhetorica, nem phjlosophia; bem
alto fallara os cmicos, e nao me consta que algum
d'ellcs saiba estas cousas, nem mesmo os que se di-
zera lillios de conservatorios, e alguns ha que nem
ler sabem.
Deixemo-nos porm de cavac, e entremos na ma-
teria.
He o caso.
Na alfandega do Liberal Pernambucano (nio me
lembro agora em que dia, nem qual o numero) des-
pachou-se um grande fardo de injurias contra o meu
bom emprezario (pobre meo !) contra o Exm. Sr.
presidente, e no meio destes veio o Sr. Duarte: o em-
prezario, nesse libelin infamatorio, s he grande em
Iheatrinhos, em Irmandades e prosepes; S. Etc. lhe
deu o thealro por patronato, e oSr. Duarte esperava
vlnle conlos de res: ludo iilo poda raoi bem ac-
conteccr, se S. Etcfosse prevaricador, se o Sr. Agr
nio fosse honrado, e se o Sr. Duarte fosse um pere-
grino immoral sem habilariio fixa que quizess vi-
ver cusa dos tolos, ou doipaios (na linghgem mo-
derna.)
Nada direi sobre eslas cousas, porque eu nao sei
argumentar, como os que andam estudando no ly-
ceu, ou no collegio das arles; e o que poderia eu di-
zer, dermis do j tero inimigo do. calumniadores
respondido rigurosamente? o cerlo he que nem eu,
nem pessoa alguma acredita no que diz o tal trafi-
cante, qua se diz inimigo de Iraficancias.
Ora eu que, como ji disse, gosto de apanhar cer-
tas palavrinhas bonitas, babei-me todo de gasto,
quando ti n'um trecho, em que diz que o emprezario
tem tao mo gosto, quo leva scena dramas, como a
Tomada de Santarem, e Femandes Vieirs, eslas ex-
presnoes: Drama* de igual jaez, ensatado tem gos-
to, cobertos do raneo da velha escola, e sobre os
quaes dorme o povo, como dormira sobre um tronco
abandonado. Esta comparacio cahin-me ci no co-
racao, apezar da eu uAo saber como he que se pode
dormir sobre um drama, e com (anta satisfacao co-
mo sobre um tronco abandonado, e como en na qua-
lidade de porteiro nao me'animo a pergontar estas
cousas ao ensaiador que he o meslreda companhia,
chegnei-me para o Ribeiro que mostra-se cmigo
mais familiar, e pedi-lbe que me dissesse o que
aquillo s'ignificava, elle, com um risosinho amarello,
me disse : Isto he um rasgo desuhlime poesia. Bra-
vo! bravissimo'. eu logo vi que isto era poesia, e poe-
aia de algum filho de conservalorin,
O qne, porm.ma fez i ocharos bofes, l'oichamarem
calloteiro ao emprezario: oh. o casquilho por si jul-
gon o Sr. Agr. Sempre ouvi dizer que o ladro do
que usa d'isso cuida. Quando aprend as primeiras
IaI ti>i> nnTd n menlrn l- ni i4n iln PAhk ni Ib >*_ _
do tole! nem um destes linham contratos escriptos
todos eslavam somente apalavrados. Vou asora ver
se sao notabilidades. "
O Res que se arroga o titulo de artista, nao pas-
s, aegiHido o juizo dos entendedores, de um cmico
de meialigella, muito monos que mediocre ; par se
inculcar.lie, segundme infrmala, mostra mesmo
a quem nao queira ver, uma cousa que parece assim
como breve da marca, a qual diz ser um ttulo dudo
peto eoiueryatorio da Lisboa (hem me pareca que
aquella carmha era um pimenlao de conserva 1 A
proposito do conservatorio de Lisboa vou contar um.
historia que ouvi entre os cmicos deste treatro o
dous senliores que nao conheco quc lomavam uma
parle ac iva na couycrsa.que era mesmo sobre con-
servatorio: aqui vai tal qual a ouvi.
Calle-so, meu amigo, disse o mais velho dos don
profano, islo de discpulos de Conservatorio por aqu
viudos de la. he ludo uma pulha. H
Olhe : houvo um lempo em que era presidente do
conservatorio de Lisboa nm grande poela quB hoie
he visconde : esl. protega escandalosamente a ora
ntrnrej!a,1,ann('e|n0n,e Pe"ni' 1ue saui *t">
piar o porlugoez; houve um concurso para a cadei-
ra de declamacao, contparecerami opposilores, 3dos
quaeseram artistas consumados, e o 4. era o tal >c-
rini, esta concurrencia desaponlou ao protector, e
cuchen de susto ao protegido, mas reeorreu-seaomi-
lagroso S. Marcos, e o prodigio appareceu: deramao
italiano uma scena da Castro para ler, elle gaguejou-a
como pode, e cuncluiram o concurso, sem que os mi-
tro ontrassem em provas ; foi purlanlo o Sr.Pereni
prvido na cadeira de declamacao : um annoae pas-
sou, e nem um discpulo apresenlou a escbla do Sr.
I enni, o seu prolector, para que elle nao ficasse n-
vergonhado, fez que se ensaiAse uma comedia para
examo dos rtiscipulos, para o que recrularam rapazes
e raparigas: feito isto foi a comedia scena, e resol-
veu-se dar premio a dous dps representantes, luMo
por graja da proteceo a favor do Sr. Perini, foram
premiados urna rapariga de cujo nome agora me nao
lembro, e um rapaz chamado...chamado...fulano de
lal Res....
Aqui entra o emprezario e|o palradores modaram
de conversa. '
Quem sabe, disse en com os meus bolOes, se esse
Res premiado U por arte de berliques e berloques
lie este que veo na fragata de guerra braslera
Consliluicao ?nao; pude ser que nao seja elle, por
que o meu historiador nao disse que -aquello era
poeta, e este, dizem que faz vemos : porm apozarde
liaverem multas Manas na Ierra, eu aempre tenho
ca um judeu que me diz ser este meamo. O publico
julgue comoquizer. Se porm he este mesmo, he
claro que elle he filho do conservatorio pela mesma
razao, porqu o bolieiro que azourraga os cavallos.
vai tambem'no carro.
O Senna he p segundo da lisia, o nosso Senninha,
como Iheehamavam o vigario e o boticario de Cear,
senao be igual ao Reis, he-lhe poucoinferior : oh !
quepedaco de jezuita qne elle he! outra histuriaque
ouvi umdia o Thesourinha contar aoChico conlra-
regra.
Eu eslava no meu postosaboreando umaponlinha
de ajtarro que m linlia dado o camarada Ribeiro;
o Chico, que he muito amigo do misto Senninha, la-
mentava que elle se tivesse retirado, porque dizia o
conlra-regra, era a columna principal do thealro :
entao o Thesourinha esfregou a lesta, e disse-lhe:
qual columna, ser o primeiro cascauio, porque elle
pode ser ludo, menos cmico, esculel:
Quando eu trabalhava no Apollo, depois que o
Senta aqui chegou, ouvi nm patricio delle chorar o
dinheiro que vinha gauhar um homem que iiunca
souoeoque fosse Ihealro ; porque elle sabia que
Senna era estafeta do correio do Porto, mas como
nao se amdldassc ao trabalho, por quanto he dos que
querem cm sanio ocio galibar aquilln com que se com-
pram os raelOes, deixou o lugar e foi para Vizeii. J
represenlou uma ou duasvezes no lliealrinho da Bar-
buda, e.porisso melteu-se-lheno quengu ap'resump-
C3o de ser cmico ; veio para o Rio de Janeiro,
quando la cliegou b finado Fructuoso Dias deixavao
Iheatro de S. Pedro, e organisava uma cotrrpanhia
para o de S. Francisco, o Senna inculcou-se-lhe, e
elleroaceiloupor necessidade, e por mais que tra-
balhasse com o tal estafeta melamorphoseado em c-
mico, nunca pode conseguir que fosse oulra cousa
mais que nm carpidor de Iheatro : ainda assim, de-
pon de um anuo o levou para o Ro Grande do Su!,
na esperanca de o faier cmico, mas qual, burro ve-
lho nao toma andares! Morre o sarlista, c o estafla
vem para a Baha inculcando-se discpulo do Das,
verdadero imitador de sen ineslre ; mas sempre
chorando : eisem resumo a historia do actor Senna.
E ento disse o Thesourinha soltando uma grande
risada, he ponta ou calmea ? meu Chico, se tem d
delle, empenhe-se com o emprezario para o nomcar
continuo do thealro, porque eu creio que o Dias aof-
re tantas mortes, guantas vezes o Senna apparece
em scena.
O Dionizio he o ponto extremo que com o Reis ter-
mina a linha dos despedidos ; maso que he esto Dio-
nizio, s represenlou uma vez em dramas, duas em
entremezes, e a ultima no beneficio que fez, e nada
mais : cliegou aqui Irazendo dianle de si uma (rom-
beta que annunciava ser o non plus ultra (eu nao
sei lalim. nem o que slo quer dizer, se digo he por
quegostei de oiiv'ir, e decorej) na noite do seu debut
no Pedro da Castro, apenas o homem fallou me pa-
recen que ouvia o celebre Cyrillo : ja se deixa ver
nn# cmico* da nalnreza desla trinda.de oem uma fal-
la fazem a um Iheatro, nem deixara saudades ao pu-
blico. r
A Sr. D. Joanoa pela longa pralica se fez artis-
ta, mas a sua enmprida idade ja vai matando oque
a pralica lhe deu, todava quem o diabo toma, sem-
pre lhe fica o geilo, he digna das allences do pu-
blico,, mas nao eslando escrplurada, lambem nao quiz
continuar.
O Sr. Coimbra.que igualmente nao eslava cscrip-
turado, despedios, porque sempre tencionou voltar
para o Maranhao, a trabalhar na companhia de seu
digno, meslre o Sr. Germano.
O Sr. Mitades e sua Sr." se eslao suspensos, he
porque elles mesmos se suspenderam : O Sr. Men-
des declarou que nao Irabalharin, nem sua Sr." em-
quanlo nSo fossera salisfeitos dos seus atrazados, mas
files, parece, que ja vo dimiuuindo a uspensao.
Ora, sem querer dei uma grande massadaao res-
peitavel publico, porm lenha elle paciencia, he a
pnmeira vez que rabiscp, para outra serei maii
curio.
Agora s me resta nm receio: he que o Lisboa ven-
do-me escrever para a gazeta me queira fazer cmi-
co : nada, nada ; sou porteiro. c nao pretendo passar
deste |uaar, nSo quero ao depois, quando forapplau-
dido pelos que gostam dos charlales, que algum me-
nino de nlho vivo, que me conheceu porteiro, diga de
mim o que eu agora digo dos parsitas do thealro.
Abrenuncio. Peco ao Sr. emprezario qne nao me
castigue por eu garalujar estas linhas : he a mania
do lempo. o porteiro do thealro.
CORRESPONDENCIA.
Senhoresredactores.Os abaixo assignados, agen-
tes do Lloyds e consignatarios da barca inghrza Spi-
rit of lhe Times, aproveitam-so du seu bem concei-
tuado Diario, para -dar uma publica demonstrado
de agradecimenlo aos illustrissimos senliores capitao
do porto Eliziario Antonio dos Santos, Ricardo da
Silva Neves, primeiro lente c ajudante da capita-
na do porto, e Colalinn Martina de Souza, segundo
lenle da corveta nacional Berlinga surta oeste por-
to, pelos bons oflicios e incansavei diligencias com
qne conseguirn) o salvamento da dita barca, a
qual encalhra no recite no dia do corrente, logo a
poz sua sabida desle porto, correndo grande risco de
perder-se, a nao terem sido tao promplos os soccor-
ros prestados pelos referidos senhores.
Taremos extrema satisfacao emeommunicar oppor-
lunamenle aos nossos commlleules Lloyds, artos lo
desinleressados e indicativos do zelo com que aquel-
les senhores velam' nu cumprimenlo de teuas fuuc-
C8es, mesmo em seu proprio sacrificio.
Qneiram ler a bondade.senhores redactores, de in-
serir estas linhas, pelp que lhe ficarao agradecidos,
seus muito ltenlos veneradores e criados
..,, Me. Calman & C,
Recife 12 de abril de 1891.
LITTERATIRA.
A Paixiio- de Jcmu Chrlato.
D-se este nome aos soITrimenlos que o Hedemp-
tor padeced de*lc a ultima ceia que fez com seas
discpulos al o momcnlo de sua morte, vlnte e
quatro horas pouco mais ou menos.
Ah esta o lvro dos quatro evangelistas, diz
Mr. Keratry, abri-o, e lede-o Elle he escrpto
sem arte, a sceua hqaakpprovida de apparato, *o h-
roe nao se ostenta l^ho lhe levanlaram nonhum
. pedestal : falla-se ah delle come" se fallara de nm
i'T.'^J.TJ'! tt.fe?'J!lie "'.e.dZJa.yue- ^. Pelo qual se loare um mediocre i-
~----------------- ------.,, r .,mm lc|lo IIOSW ...
lever, como este homem he.ferido por itr cofivmet-, J c: .
calloteiro era o que lendo dinhero nao pagava suas
dividas; se assim he, como eslou convencido, nao se
pode dizer que-o meu emprezario be calloteiro, por
que se elle nao paga, he porque nao tem, e coitado!
sabe Dos o que lhe cosa a soffrer esta privscaol
lie verdade que elle esta om puuco atrasado com
a companhia; mas nilo lie por seu goslo: de uma
parte o subsidio que d ogoverno para o thealro, an-
da he pequeo para o coateio do mesmo : mais de
oilo conlos de res tem elle gasto s com o guarda
roupa: venham ver como elle esli rico de boas ves-
timentas, como nunca esleve. De oulra parle a con-
currencia lem sido mora, por assim dizer, o publico
exiac sejnpre dos emprezarios ptimas companhias, e
quasi sempre nao compensa esta exigencia com a
frequeiicia aos esperfeculus; oSr. Agr tem uo thea-
lro de Sania Isabel, do qual sou porteiro, a melhor
companhia que se pode organisar nesta Ierra do meu
natal: oa o subsidio pequeo, a companhia grande,
o publico sem concurrer aos espectculos, -est claro
que neslas circumstanc'ias ha de necessariamcnle o
emprezario estar baldo ao naipe de dinheiro, e os c-
micos ao do pagamento: parece que o tal escriplor-
suho das duzias, escreveu o seo artigo depois de ter
tido nm crime. A juslica, e a ioiquidade se dao as
maos as trevas.
Ma que importa para mim esle assaseino n8o
li um assaseino, este ince odiarlo nao he um Incen-
daro, tal* ladrao nao he um ladro, he um ente
trmulo que vai morrer. A desgraea o torna meu
irmao. Eu o defendo.
A adversidade qne nos experimenta' tem'algumas
vezes,alm da lieao que delta, utilidades imprevis-
tas, suceodc qut nonas proscripeOe explicadas
Se o emprezario fosse calloleiro,nao fara a diligen-
cia de se por em dia com aquello* 'a quem deve, co-
mo (em feito, de sorle que alguns arrufados j se vo
amollecendo.
O bisborria das Iraficancias diz que, o emprezario
renegn rn-atos/edespedio cmicos. Ora he forte
il..........i ntoauo mrnlir Qual foi o contrato que o
emprezario renegou ? eu vou n lista dos despedidos,
nao pelo empreiario, roas por elles mesmos: he a
mesma lisia qne o bonifratres apresenlou; ei-la :
Fora do thealro: (.porque elles mesmos sahiram )
Reis'. Sena! Cnimhra, Joanna, e Dionizio I !! Est
\iMo que o Rei devia vir n (reple, file he o pai
oresse. Foi depoisde sua morte que os quatro dis-
cpulos, lia pouco geule grosseira c ignorante, pu-
biiearam os folhetos redigidos com assaz variedade'
as circumslancias, para provar que nao houve a-'
uslc, com assaz acord no lodo para demonstra r
que cada historiador licou no verdadero.
Pregamos, diz Sau Paulo, a Jess crucificado,
escndalo para os jadous, loucura segundo os gen-
tos : mas aos olhos dos cscolliidns oudos fiis, quer
udeus, quer gentos, prodigio do poder c da sabe-
doria de Dcog.n
Esta reflexo de San Paulo foi desenvolvida de
uma maoeira sublime no semino de Bourdalouc
sobre a paixao.
. Os judeus nao pqilcram capacilar-sc de que um
homem que se deixra prender, atormentar, c cru-
cificar, fosse o Messias ; e lodavia esse aconleci-
menlo Ibes tinha sido anuunciado pelos seus pro-
phelas.
Celso, Juliano Porphv rio c os outros pbiloso-
phos do paganismo censuraran) aos christaos como
o cumulo da loucura atribuircm a divindade a um
judeu punido com o ultimo suplicio.
Nos ohriilaos oppomos a ignmuia da morle do
Salvador, sua ressurreioao gloriosa,-sua ascensno^o
culto que lhe he rendido em lodo o universo, e seus
solTrimonlos ncoessarios para confirmar os outros1
signaes de sua morte. Cumpria que esse divino le-
gislador provasse pelo seu exemplo a santidade e
aabedoria das lices de paciencia, de humildade, de
siibnissao a Dos, de cor.igem que ilra.
Seus discpulos desliuados ao marlyrio precisavnm
de uin modelo, a mesma necessidade linha lodo o
genero humano destinado a soffrer. Jess cnsina ra
aos homens como devem viver; porm sua missao
u3o eslava acabada, coiiviuha ainda moslrar-lhes
como devem morrer. E ah ost o'verdadcro tei-
umplro de Christo :, nunca elle mostrou-sc maior
do que em sua paixao. Elle a linha anuunciado
ipais de urna vez, linha designado o momento, o
descripto pontualmcnle de anleniao as circumslan-
cias e os tormentos da mesma. Elle az mais, quer
pintar sua mofle por uma augusta ceremonia,
quer conservar a lembranra della por um sacrifi-
cio que ericobre-lhe a irnagem e a rcalidade. Nada
lhe he mais fcil do quo suhtrahir-se ao furor de
seus ihimgos ; porm elle cspera>os_ Sabe quo
ullragcs que tormentos lhe esto reSa>ad0S. mi
submelle-se vnntade do pai, caminha !i passo fir-
me para os soldados, descobraati a elles,. ordena-
Ibes qucdcixem ir seus disciplofce por um mila-
gre inesperado mostra a lodos qua* > podo. Leva-
do i presenca dos juizes responde-#ies com nndos-
lia c firmeza, declara-Ibes que h#o Christo filho
de Dos: foi esla a causa nica de sua eondem
naro.
Entregue a lima soldadesca brutal, aolTro as in-
j nrias que Ihcs fazem silencioso, sem fraqueza e
sem osleulacao ; nao procura dobrar o magistrado
romano que ha de decidir de sua sorle, rerusa sa-
lisfazer a vida curiosidade ilo um re viciuso c dfc
uma corle impa.
Vde-o camiuhando para o Calvario! ouvi-o pre-
dizer a punicao de sens inimigos rain as expresses
da piedade mais branda e menos amarga Cravam-
no na cruz, o lenho falal eleva-senos ares; que
faz Jess ? pede perdao a Dos pelos seus algozes,
prometi a fclicidado eterna a um criminoso arre-
pendido.
Depois de tres horas de soffrimentos inauditos ex-
clama com voz forte que admira os assislcnlos: in-
do est comummado, e dejis recomipciida sua
mai ao discpulo, depe a alj^qaais maos de seu pai
e rende o ultimo suspiro. ^^*
De que nos servem agora lodos os prodigios de
tenor que se manifesUm S3o elles necessario
para dizer-se com o offirial romano que assiste ao
supplicio : cerlamcnle este homem era o filho de
Dos
Quem pode inspirar a esses quatro pobres evan-
gelistas uma pintura tao sublime de um Dos
morrendejpara salvacao dos homens? Quem linha
podido dizer a Isaas setccenlos anuos antes, c a'Da-
vid Ircs seclos antes: pintareis o Messias soirendo,
com os mesmos traeos com que os evangelistas o
pinlaro depois?
Meu Dos meu Dos! fcxclama pavid, a que
tormentos me abandonaste [ Apesar de meus gri-
tos o instante de meu livramenlo esla ainda longe
de mim Sou o opprobrio de meus semelhantes,
e o reprobo do povo. Os q[ue veem meu eslado,
insullam-me, ullrajam-me, o dizem : j que elle
poz sua esperanca no senhor, o senhor o livre, se
an.a-o verdaderamente 1 Meus inimigos como anl-
maesem furor rodearam-me, e reuuiram-se con-
tra mim; cravaram-me as. mas e os ps, conta-
ram-mc lodo os oesos, comtemplarain-me com uma
alegra cruel, repartiram meus vestidos, e lanca-
ram sorles sobre minha tnica .... Seris todava
o objeclo de meus Ipuvores; todas as nacfies da Ier-
ra se yollarao para vos e virao adorar-vos; seris
seu rei e seu senhor, e minha posleridade vos ser-
vira, e esta raca nova vos perteucer, e dirao que
foi o senhor que a forinou. b Isaas he ainda mais
explcito: a assim como vossa sorle, diz elle, cucheu
a muitos de admiraeSo, assim ella ser ignobil e des-
figurada viste dos homens. Elle purificar omi-
tas nacOes, os grandes da Ierra J calarao em sua
presenca, por que virao aquello que Ibes era an-
uunciado ; elle appareceu aos olhos d'aquelhs que
nao linham ouvido Tallar d;elle .... Crescer como
uma dbil vergontea qno sabe de uma Ierra rida ;
nao lem brilho nem belleza ; nos o vimos: mal po-
damos encararlo. Elle he desprezado, o ultimo
dos homens, o-hornera de dor; elle padece a cnter-
midade; cobre o semblante, nao onsamos encra-
lo'. Elle offreu na verdade nossos males, suppor-
lou nossas dores; nos o lomamos por um leproso,
por um homem ferido de Dos c huuiilhado. Mas
elle est ferdo pelas nossas iniquidades, est ma-
guado pelos nossos crimes; o raslgu que deve dar-
nos a paz calilo sobre elle; somos obrados pelas su-
as feridas. Tocios nos desgnambs como um reba-
nb.o errante, cada um apartou-se 'para seu lado : o
senhor rcuuio sobre elle a nfquidado de nos lodos.
Elle foi opprimido, e alBigdo e n3o abri a boca.
Foi levado morte como uma victima, e calou-se
como um cordeiro que he losquiado. Foi livre dos
taco* e da scnlenca qul o condemna. Quem podc-
r revelar sua origem? Foi separado da lena dos
vivo; roi.ferido pelos peccadores dc'meu povo; sua
morte ser entre os impos, e seu tmulo entre os
ricos, porque elle nao commclteu niqudade, ea
mentira nao sabio de sua bocea. Dos qui castga-
lo e opprimi-lo.' Se elle d a vida por expiacao do
peccado, vivir, lera uma posleridade numerosa,
cxecular os designios do senhor. Por ter solfrido,
elle tornar a ver a luz e ser farlo de felicidade.
Meu servo justo por s mesmo far juslica aos ou-
tros pela sua sabedoria, o nao supporlar suas ini-
quidades. Es ahi por que lhe darei um quinhao
eolre os grandes da Ierra; elle, lomar os despojos
dos rondadores, por que nlregou-se a morle, e foi
posto no numero dos scelerados, carrogou os pecca-
dos da multiao, orou pelos peccadores. a
Que scmelhaura notayel entre esle psaluio, e es-
la prophi'oia I como he sempre o mesmo juslo redo-
lido ,ao cuumlo da humillia-Ao toflreiido com paci-
encia, ron fiando em Dos, levado ao cume da gloria,
levando a Dos um novo povo formado de todas as
nnres! Como reconhece-se fcilmente o Salva-
dor dos homens nesta palavras de Isaias Nao he
para admirar que os apstelos e os evangelistas le-
nham applicado essas passagciis a Jess Christo, e
os aotigos doutores judeos ao Messias. Os de hoje
prelcnJem que nao-se tralava do um homem ; mas
do povo judeu, e suslcnlam qne Deoso puue actual-
mente pelos peccados das outras uacoe, blasfemia
proferida contra a juslica divina, violencia feita a
lodosos termos, coulraaiccao manifest ophiiao
unnime de seus doutores.
Alguns murmuradores incrdulo para enfra-
qoecercm a impressao que nao podia deixarde pro-
duzr a historia da paixao tra.ada pelos evangelisUs,
applicaram-se a desfigurar algumas circumstaucias,
a censurar alguns fados minuciosos, e a procurar
pretendidas conlradicces enire as diversas narracOes
dessesqualro escriptores. Insbsliram sobre a agona
do Jess Christo no jardim das Oliveiras, disseram
que uessa occasao o Messias iiMslrra urna fcaquea
indigna de um homem corajoso. "~"~~
Sustentemos que ha mais coragem e virtude em
appresenlar-se aos soRrimentos depois de ler reftec-
tido nclles, c vencendo a repugnancia da nalureza,
doqueem correr ellesdislraindo-se, e aRectando
arrosla-los. Eslava nas maos de Jeiius Christos dcs-
conccrlar todas as medidas dos judeus, subtrahir-se
ssuas perseguices, ir para Bethania ou para qual-
quer oulra parte, pregar euifim aos gentos, sublva-
los, e formar um partido capaz de Tarer tremer os ju-
deus.
Os censores devaogelho ditem que Jess fallou pou-
co respeilosamente ao grande sacerdote Copina*
nao declarou-lhe oxplcilameute sua divindade,
recebendo uma bofetada nao otlerecera a oulra
ce como tinha ordenado. Mas basta ler o lexo
evangelistas para ver que a res.msta de Jess
Caiphas uadatemde contrario ao rcapeiio, que ..c
umadcrlaracao formal de divindade, que o couselho
que
que
fa-
dos
a
he
cvangelhistas. S. Marros diz que Jess foi sacrificas
do na hora terca, islo he as nove horas da mauhaa,
S. Joao escrevo que foi na hora sexta, ou ao meio
dia, segundo S. Malheus c S. Marcos os dous ladrOes
crucificados com Jess insu.llavam-no. Segundo
S. Lucas s um iiijuriou o Salvador.
Comparemos o lexio dos evangelhhrtas, e a con-
Iradicrao desapparecer Quando S. Marcos diz
Era a hora terca e elles o rucilicaram, nao deve-
nios entender j e elles dispozeram-se .a crucific-
lo? Os versos seguinles teslcmunham quo muitas
cousas se passaram ainda antes de Jess ser condu-
zi.do ao Calvario e cravado na cruz. 8^ Joito esrre-
vc que perdida hora sexta Pilatos disse aos judeus:
a Eis aqui vosso re! e que eutregou-o para ser cru-
xificado. Logo nao era aiuda a hora sexta, ou
ella comeoava as nev horas da mauhaa.
Pelo que respeita aos ladinos, dahi segue-se so-
mente que a narraeo de S. Lucas he mais evada
quo a dos dous primeiros evangelistas : elle refere
a conversaran do bom ladrao, da qual os oulros
nao falla ni.
Um echipse, dizem os criliros, era impossivel no
momento da morle do Salvador : os judeus nao vi-
rara iiciibum dos prodigios 'de que falla o evange-
Iho. pois nao se converieram. Mas o evangelho
nao falla em eclipse falla somente em trevas que
robriram loda a Judea, c essas Irevas poderam ser
causadas por nuvens. S. Lucas diz positivamente
que o povo, leslemunha da morle de Jess, retirou-
se halando nos neilos. .
Dos, acressenlam elles, devia ter penloado o pec-
cado de Atlao anles que puni-lo de urna maneira
tao lenivel na pessoa de seu filho. Sustentemos
que Dos obrou melhor em puni-lo assim para dar
aos homens uma idea de sua juslica, inspirar-lhes o
horror do peccado. e preserva-los delle. Mas ainda
quando todas essas objecces fossem mais solidas,
poderiam ellas esenrecer os lrac,os dessa Divindade
sublime que Jess manifeslou om sua paixao, em
sua morte, o esplendor com que verifirou as pro-
phecia. o triumpho de sua ressurecao, o prodigio
do mundo convertido pela presacao do Dos cruci-
ficado? Este prodigio subsiste ha 1,800 annos, a
despeilo dos esforcos dos impos de lodos os secutes
e subsistir em quanto subsistir o universo. Jess
tinha djlo : < Depois que for elevado da Ierra, a-
Irahirei ludo a mim. n Elle cumprio esla promes-
sa, e cumplir da mesma sorle a que fe de perma-
necer com sua igreja al a consumaran dos secu-
te.
Seus soRrimentos nao foram imitis; inspirara aos
apostlos c aos primeiros christaos a' curagem do
marlyrio, suslcniao asalmas justas em suas penas,
convertem muitas vezes os peccadores, e abrandam
as angustias da morte. O Salvador disse : Iculm o poder de dar minha vida o lenho o poder
do recobra-la. Elle recobrou-a com eReilo quan-
do ressuscilou por sua propria virtude. Elle con-
verteu e santiticoii o mundo, diz Orgenes, pelo
mysterioMa cniz. (Bxlrahido.)
COMME^CIO.
PRACA DO RECIPE l DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacSes officiaes.
Descont de lettras de 4,5 e 6 meze \i ir2 % ao
anno.
Dito de dita de 3 mezes12 ao anno.
Dito de ditas de 2 e 4 mezesI 118 ';, ao mez.
Frete de assucar para canegar em Parahiba para o
Mediterrneo60| e 5 % por tonelada.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodial a II ,. 92:1779132
Idemdo dia 12 I:728062
107:905819
Desearrega no dia 15 de abril.
Barca franrezal'ernamb'ucomercadorias.
Importacao .
Barraca N, S. do Bom Successo, vinda da Para-
hiba, manifeslou o seguinle:
8 pipas vnho linio. 20 barricas cerveja, 1 caixa fa-
mlas, 2dilB* papel de peso; Jos Rodrigues Pe-
reira.
16 barris agurdente de Franca; A Francisco Ra-
dich. .
200 toros de mangue; Antonio Joaquim dos
Sanio. *
Sumaca Flor do Angtiim, viuda de Cotiuguiba,
consignada a Jos Teixeira'Basto, manifeslou o se-
guinte:
116 saceos assucar branco, 474 ditos dito roascava-
do; au mesmo consignatario.
Patacho nacional Regulo, vindo ,1o Rio-Grande
do Sul, consignado a Bailar & Oliveira, manifeslou
o sesuinle:
8384 arrobas de carne, 119 ditas de ebo,72 ditas
de graxa, 1,000 linguas seccas, 3 meias pipas lai-
nlias; ordem.
Vapor ingle Brasileira, viudo de Liverpool, ma-
uifeslou o seguinle:
1 embrulho; Ruatell Mellors&C.
ldte; E. H.Wyalt. ,
1 dito; C. C. de Abreu. W
1 dito; R. Royle.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 11.....21:0428318
dem do dia 12. t.....1:8459320
25:88590.18
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 11.....1:9759159
dem do da 12........1499927
:1259386
Exportacao'.
Allanl O.ccan, patacho americano Homer, de 156
toneladas, conduzio o'seguiote :utencilios precisos
para a pesca.
.Marselha, barca francea Debut, de 329- tonela-
das, conduzio o seguinle :4,800 saecos edm 24,000
arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, barca brasileira Ipojuca. de 175
toneladas, condnzio u seguinle : 413 meios de va-
queta, 120 barricas c 850 saceos com 5,154 arrobas e
1 libra de assucar.
Rio Grande do Sul pelo Rio de Janeiro, patacho
nacional Santa Cruz.de 115 toneladas,' conduzio o
seguinle : 522 barricas com 4,367 arrobase 19 li-
bras de asancar, 4 duzias taima de amarello, 1,800
cocos cora casta.
_Rio Grande-do Sul, barca brasileira Ipojuca, de
175 toneladas, conduzio o seguinle: 22 volumes
eSlpa de linho, 1 caixSo luvas, 1,256 barricas com
8,854 ?rrobas e 5 libras de assucar, 100 barrilinhos
com 600 libras de doce Se calda.
Buenos-A\ res por Montevideo, brigue hespanhol
Miguel, de 303 toneladas, conduzio o seguinle :
lOOjiipas cachaca, 100 saceos, 100 haniquinhas
1,050 barricas com 9,083 arrobas de assucar.
KECKBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 12. .... 4489006
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia'l a 11 21:907533
dem do dia 12........2:0699165
23:976J698
LISBOA, 28 DE MARCO DE 1851.
/'cepo corrate dos gtueros do Brasil.
Por liaMoaeTio.
8
130
120
to
no
lio
2K0I10
25900
28600
202IK1
2s
^58 162
122
132
- 100
I1S600 1.59000
99600 l(t.>(M)
9500 89000
29OOO 295OO
dosjudeusassim considerou; pois foi ^r isso que
condemnou 1 Jess a morle com o blasphemo. Nao
era esse o lugar de offerecer a u.tra face para recc-
lmr um novo ultrage, posello achava-se perat.te o
(nduual dosjudeus cujo primeiro dever era' impe-
dir e vingar os ullrages. Como, dizem os mesmos
.crneos, permillio Dos, que Pllate que quera sal-
var a Jess, fosse assaz Craco pai-a condeinna-lo in-
nocente ?
Responderemos que Dos permiltio vsso, assim co-
mo permilte lodos os outrds crime qu- se commel-
tem no' muudo. __
Prclendeni que Jess sobro a cruz qi iexou-sc de
ser abandouado pelo Pai. Calvino sus tente que as
ultimas palavras do Salvador sao ai jxpressao do
desespero Nao, n3o ha ahi nem impa ciencia, nem
descontentamente, nem desespero. J csus applica a
si essas palavras sublimes de um psaln-10 de David
como para mostrar que sus dores ato < 1 cumprtrnen-
to de urna prophecia, por isso quaudo todas a cir-
cumslanciaseslao eumpridas, elle excl ama : Tu-
llo esl consumado.-
Os critico assignalam uma contradi rcao entre o
Algodn de Fcrhanumco.
Dito do Maranhao. .......
Dito dito de machina. ......
Dte do Pai'.....'. '.
Hilo dito de machina.....
Cacao.............. ya
I jif do Ri primeira sorle. "
Dito dilo sesuitda "lila.....
Diloilito lerc-eira dita.....
Dito ilito esculla bou...... i>
Ditofjla Baha.......... *
Couros seceos das Minas..... *
Ditossalg. Baha e Para 28 a 32 >
Dilos ditos do Maranhao 28 a 32.
Ouruc............
Salsa parrilha sujierior..... a;
Dila dita moiliana.......
Hila dita inferior .......
Gomma copal'......... a
Cdpticos de direito.
Assucar de Pernambuco branco iq'i
Dilo do Rio.......... o
Dito da Baha..........
Diln das Alagoas........
Dito <\m l'ar. druto.......
Dilo do Maranhao.......
Despachados.
Ail.............. ft
Arroz do Maranhao e-Para ord. ,q<[
Hilo dito dito do melhor ....
Dilo dilo dilo superior.....
Dilo do Rio...........
Kannha de pa'o do Brasil j(
Gomma alcaldada 1. surte. %
Dila dita 2. dila........'
Preros correales dos gneros de Portugal na
dita dula.
Captivos dediretos.
Amcndoa cm milo doce do Al-
ean c...........
Amendoa em rasca rauca .
Dita dita mular......
Cera nacional branca. ,
Dita dita unarolla. ....
Finos do Atearve comadre.
Dilos dito branco.....
Despachados
Feijo branco das ilhas.....
Dilo dito do Porto e Ftsueira. .
Dilo rajado......(..... "
Dito fradinho.
Grao de bico, .,,,}.,.., *
120
S0OOO
25700
29:100
25200
WKK)
167
1321
137
185
19100
19350
193.50
19350
19100
19100
I93OO
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69100
72O0
59000
700
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400
19700
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1)500
19150
29000
1 59000
aq. 19200 19300
0 850 900
33.5 340
295 300
eaixa 850 900
$ 500 550
a alq. 600 040
B 600
l> 440
480 .5211
600 700
Passa da trra.........1 29OOO 2*200
Sarro do viuho linio...... 2*000
Oilo dito braVo........ 2J400
./' fardo,
Agurdenle de 30 gr. encascada pip.2009000
'Vzeitc.......,.....uhn. 4400 49650
Sl grosso........' moio 191.50 19000
Dilo redondo.......... 1000 19100
Dito fino para a Ierra...... 19300 19400
Dito Irigiiciro groan...... 1150 19220
Curuca n. 1 de 3 tamanlios de
grossiua propria para rolhas. qq 79200
Dita n. 2 de tres Hmanlios. 69000-
Hila n. 3 dilo dilo........ 4.5tK)
Dila 11. 4 para pescaria-.....> lriOo
Dita dila para fabricar. ; >' 1J00
Vnho superior ."........pipa 80000
Dilo nrdinaru.......... 689OO
Vinaarc............' 309000 4090(KI
Trigo do reino rijo......i. alq. 470 580
Dilo dilo molle.........1 560 630
Dilo dito das liba. ...:.. -400 560
Ccvada do reino........ 310 330
Dila das ilhas........... 300
Millio do reino. ."..... 390 400
Dito das ilhas........... 360
Cenlcio do reino!....... 330 350
. ESTADO DO MERCADO.
Algodo. Iluuveram algumas vendas para con-
sumo.
Assucar. Acha-se firme nos precos, as vendas
porm limtam-se ao consumo.
Cacao. Falla o do Para, a existencia do da Ba-
bia he pequea.
Cafo. Tem continuado a haver algumas venda,
Unto para consumo como para reexportar.
Cera. A efttencia he cscassa. *
Couros. Vendersm-se pouco dos da Babia para
a Despalilla e dos do Maranhao paraconsqmo.
Gomma copal. Poucas venda e lem realisado.
Ouruc. Tem-se realisado algnmas vendas.
NAVIOS A' CARGA.
. Para o Rio de Janeiro brigue portuguez'O/i-
veira.
dem barca porlugueza Pereira .Mita.
dem galera porlugueza Cralidao.
dem barca porluKuezu Filia da Praia.
dem barca brasileira Caledonia'.
Para a Baha hrigua portuguez Mondego.
dem barca porlugueza Bella Figueircnse.
Para o Maranhaa patacho portnguvz Liberdade.
Para o Para Patacho portuguez Cautela.
' NAVIOS ENTRADOS.
Marco 12da Babia em 73 dias, patacho portu-
gue Augusto, capitn B. I. Gavinho, com anucar e
couro.
dem demdo Maranhao em 52 dias,patacho por-
tuguez Liberdade, capilo A. M. de Aguiar, com
assucar e mais gneros.
dem 26 de Pernambuco em 39 dias, barca por-
lugueza Gratido, capitao A. P. Borge, com as-
tocar.
MOVIMENTO DO PORTJO.
-\acios entrados no dia 12.
Liverpool e portes intermedios18 dias, vapor in-
glez Brasileira, com mandan te Cox. Passageiros
para esta provincia, Thiago Jos lavares, Jame
II. Bowman* Robert Ukele, Joao da Rocha Wgn-
derky Lina e sua senhora e A. M. Machado. Se-
guio para os portes do sul, levando os passageiros
desla provincia : William Soulhall, Fr. Oaldino c
Fr. Jos, ambos carmelitas.
Jersey44 dias, barca ingleza liza, de 193 lone-
ladas, capilo John Ciernen 1, equipagera II, car-
ga bacalho e carvao; a Shramn Whalely & Com-
panhia. *
Rio de Janeiro15dias, brigue transporte nacional
Oriente, commandante o segundo lente Justino
Jos de Macedo Comhra.
Buenos-Ayre 31 dias, barca hcspanhola Uniao
Comportelona, de 191 tonelada, capilo J. Ban-
dn, equipgem 10, em lastro; a Viuva Amorim
S Filhos.
Cork39 dias, escuna iugleza Mariha. de 99toue;
ladas, meslre F. Robins, equipagera 7, em lastro -
a Me. Calmonl (Si Companba.
Ass26 dia, brigue brasileiro Feliz Destino, de
207 toneladas, capitao Belmiro Baplisla de Souza,
equipagera 12, carga sal ; a Manoel Goocakes da
Silva.
Navios sabidos no mesmo dia.
Rio Grande do Sul pelo Rio de Janeiro Palacho
brasileiro Sorpreza, capitao Manoel Francisco
Pedresa, carga assucar.
ValparaiioBrigue dinamurquez Filen, capitao S.
Lindenhan, carga assucar.
PhiladelphiaPatacho americano Breeze, capilo
W.'S. Oulerbredg, carga couro elastro. 'Passa-
geiros, Alberto Frostcr llamn, sua senhora, 2 fi-
lho eJ criada.
CanalBrigue sueco Flix, capiiao C. F. Akers-
Iran, carga assucar.
CorkBrigue ingle Icem. capitao A. Sleele, carga
assucar.
EDITAES.
O Illm. Sr ^contador servindo de inspector da
alhesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
cao da junta da tezenda, manda fazer publico qne
110 dia 27 de abril prximo vindouro, vai ajovamenle
a paaca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer.'a obra do acude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avahada em 4:004.
A arrematara ser feita n forma dos arligoss
2i_e 27 da*lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, c sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoaque se' propozerem a esla arremataran
comparecam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aOivar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de marco de '1854.O secretorio, Antonio
Ferreira Annunciaro.
Clausulas espeae* para arremataras.
1." As obras deste acude serao feilas de oonfor-
midade com as plantos orrameulo apresentodos a
approvarao do Exm. Sr. presidente da provincia, no
imporlaueia de 4:0049000 reis. 0
2." Eslas obras deverao priucipiar 110 prazo de
dous mezes, e serao concluidas, no ile dez mezes a
contar conformo a lei provincial 286.
3.a A importancia deste arremataran ser paca
em tres prostaroos da maneira seguinle : i.", dos
dous quintos do valor total, quaudo lver' conclui-
do a melado da obra : a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de recebimento proviso-
rio : a &, Analmente de um quinto depois do re-
cebimento deliuitivo.
4." O arrematante ser obrigado a commuicar a
reparlicao das obras publicas rom antecedencia do
Innla dias, o dia fixofri que tem de dar principio
a execucao das obrasrassim cmo Iralialbar se
guidameute duraule quinze da lim de que possa
oengenheiro encarregado da obra assisr aos pri-
meiros trabalho.
5. Para ludo o mais que nao estiver especificarlo
nas presentes clausulas seguir-ses-ha o que determina
a lei n. 286.Conforme. O secretorio, Antonio Fer-
reira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da resolu-
cao da jonta da fazenda, manda fazer publico- que
no da 27 de abril p. vindouro, vai novamente
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra desconcert, da cadeia da villa do Cabo, a-
valada em 8259000 rs.
A arrematadlo ser feita na forma dos arligog
24 e 21 da lei provincial u. 286 de 17 de maio Je
1851 e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoasque se propozerem a osla.arrematarlo
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou nflixar o presente e
publicarpelo Diario.Secretaria dalliesourariapro-
vincial de Pernambuco 28 de mareo de 1854. O
secretario, Antonio Ferreira da Annunciardo.
Clausulas especiaos para a arremataran.
1.aOs concert da cadeia da, villa do Cabo far-so-
lan de conformidade com o orcamento approvado
pela secretoria em conselho, e appresautado apro-
vacao do Exm. presidente da provincia, na impor-
tancia .de 8259000 r.
2. O arrematante dar principio s obras no, pra-
zo de quinze dias, e dever coucluMas 110.de Ires
mezes, ambos contados de conformidade com o art.
31 da le 11. 286. *
3. O arrematante seguir naexociico ludo o que
lhe for presevipto pelo engenheiro *respeclivo, nao
s para boa execucao do Ira balito como em ordem
do nao iuullisar ao mesmo lempo para o servico
publico toilas as parte do edificio.
4.a O pagamente dn inportencia da obra verili-
rar-se-lm em duas prestarnos iguaes: a (-"depois
de feitos dous tercos da obra, e a seguauda depois
de laucado o termo de rerehimenlo.
5' Nao bavera prazo de responsabitlidade,
o.' Para ludo o que nao se arha dccrniiiiadu nas
ptesenles clausulas nem no ornamente, seguir-so-
lia S que dispe a lei n. 286. Conforme. O se-'
cretario, Antonio Ferreira WAnnunr.iacao.
O II1111. Sr. contador, servindo de inspector da
.Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia ilo 28 do cnen-
le, manda fazer publico,que uo dias 18,. 19 e 20 de
abril prximo vindouro, peranle a junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha da arrematar a quem
mais ollerecer, o aendiinenlo do imposto da laxa da
barreira de Santo Amaro de Jaboatao, avaliada em
4:0009000 rs. por anno.
A arremalataoser feita por lempo de 14 mezes
contar do 1." de maio do cotiente anno, ao lim deju-
nho de 1855. ?
As pessoas que se|propozerem a esta arremalacao,
comparecam. na sala daa sessoes da mesma junta, nos
dias cima indicados pelo meio da, compelcnlenien-
le habilitadas.
E para constar, se mandou r.llhar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
' Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 30-demarco de 18.>.
O secretario,
Aulonio Ferreira da JnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador servindo do inspector
da Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da re-
solueSo da junto da fazenda, manila fazer publico,
que no dia 27 de abril prximo vindouro, vai nova-
menta praca para ser arrematada a quem por
menos iixer, a obra dos comerte* da cadeia da villa
de Pao ifAlho, avaliada era 2:8609000 rs.
A arremataran era feita ba forma do artigo 42
e 27 da lei provincial n. S86 de 17 de maio de 1851.
c sob as clausula especiae abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arremalacao
romparecam na salada sessOea da mesma junta no1
dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitada.
E para constar se mandn afflxar o presente e>
publicar pelo Diario.-
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854. O secjetexto. Anto-
nio Ferreira da nnunciarao.
Clausulas etpeciaes para a arreHHJajfjto.
1.a As obras dos reparos da cadeia da villa de Pao
d'Alho scro feilas de conformidade rom a planto e
orcamento approvados pela directora el
o presentada a approvacao do Exm. Sr. prndente
da provincia na inajnrtancia )e 2:8609000 rs..
2.a A obra comecarao no prazo de30 dase serao
concluidas no de quatro mezes, ambos contado* de
conformidade com o que dispoe o art. 31 do regu-
lanieiito das obras publicas.
3.a A importancia da arremalacao ser paga em
tres preslaeOes, sendo a primeira de dou quinto,
paga quando o arrematante bou ver feito amelad* das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no flm da*
obras depois do recebimento provisorio ; e a ter-
ccira paga depois do anno de responsabilidde,
e entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver determina-
do nas prsenles clausulas, ou uo orcam#n(o e-
cuir-se-ha as disposiroes da lei n. 286 de 17 de maio
do 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira d'Annunciariio.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamente a praca para ser arrematado a' quem
por menos fizer a obra du meihoranento do Rio
i,oiaa, avaliada em 50:o009000rs. ,
A arremalacao ser feita na forma do arte. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de raaio de 1851'
e sob as clausulas especiae abaixo copiad*.
A* pessoa que se propozerem a este arremataeso
comparecam na tala das aeate da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 10 ile abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especia para 9 arremalacao.
1.* Aa obras do melhoramenlo do rio Goiaoua far-
e-ho de conformidade com o oreameoaQ plantel e
perfis approvados pela directora em ctuuelho, e
apresentodos a approvacao do Exm. presidente da
provincia na importancia!de 50:6009.
2.a O arrematante dar principio as obra no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tres anuo, am-
bos contados pela forma do artigo 31 da lei nume-
re 286.
3.a Dorante a execucao dos trabalhos o arrem-
tente ser abrigado a proporcionar transito a canoas
e barca cas, ou pelo canal novo 00 pelo leito do ac-
tual rio.
4.a O arrematante seguir na execucao da* obras
a ordem do trabalho que lhe fvr determinado pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do primeiro anno ao menos a qnarta parte das
obras prompla, e oulro tanto ao flm do aeftMdo an-
no e fallando a qualquer deaaas eandicfie* pagan
uma multe de um cont de reis.
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira 4a
nnunciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da rarmti
rao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 27 de abril prximo vindouro, se na de ar- .
rematar a quem por menos fizer, a obra do con-
cert da cadeia da villa de Garanhuns, avaliada em
2:2499280 rs.
A arremalacao ser feita na forma dos art. 24 e
27 da lei provincial n, 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas'especiae abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esla arremataran
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pete meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da AnmmeiacSo.
Clausulas especiaei para a arremalacao.
1.a Os concertos da cadeia da villa do fiairwhnrrT
far-se-hao de conformidade com o orrameulo ap-
provado pela dtrectoria em conselho. e apresentado
a approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 2:2i9980 rs.
2." O anematonte dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e devora conrlui-lae no de seis
mezes ambos contados na forma do arl. 31 da lei
n. 286.
3.a O arrematante seguir no seus trabalhos lu-
do o que llresTor determinado pelo respectivo en-
genheiro Dao s para boa execucao das- obras, como
cid ordem de nao inutilizar ao mesmo lempo para o
sen ico publico todas a partes do ediScio.
4." O pasamento da importancia da arrematecao
ter lugar era tres prestacoes iguaes: a Ia, depois '
de feita a metade da obra: a 2", depois da entrega
provisoria;. e a terceira na entrega deflnjlianj.
5." O prazo da responsabilidad? sefSpfle seis
menea.
6.a Para ludo oque nao se adiar determinado
nas presente clausulas nem no ornamente, seguir-
se-lia o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
AnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo daresolocao
da junta da fazenda.- manda fazer public, que no
da 20 do corrente vai novamente a praca para ser
arrematado a quem mais der .0 rendimenlo do im-
posto do dizimo do gado cavallar no municipio do
l.imoeiro, avahado em 589000 rs. por auna.
A arremalacao ser feito por lempo de 3 anuos, a
contar do 1. dejulho de 1853 ao um de juflho de
1856.
A pessoas que se propozerem a este anemalaeSo,
comparecam ua sala das sessoes da mesma junto, uo
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente, e
.publicar pelo Diario. Secretoria da tbeaonmria
provincial de Pernambuco 7 de abril da 1854O
secretario, Aulonio Ferreira d'AnnunciarMo.
DECLiBACO ES.
Bepartirao da polica.
Tendo sido apprehendida pelo carcereiro da ca-
deia desla cidade ao prelo Paulo, eatravo do- Sr.
Kalihar, que all se acha recolhido, urna quanlida-
de de dinheiro em olas de diverso valores, em
prala, na supposicao de ser ella furtada, viste como
sahndo hoje o mesmo preto com oulro acorrentedo
para fazer o servico da cadeia, se recudiera depeis
ella Irazendo coinsigo uma carteira com o referido
dinheiro; manda o Illm. Sr, Dr. chefe da polica
fazer publica semelhanle apprehensio, para que
a pessoa quesejulgar com direito dita carteira o
dinheiro, se appresente nesta secretaria a reclamar
i sua entrega, mediante prova justificativa do
seu dominio.
Secretaria do polica de Pernambuco 8 de abril
de 1854. O primeiro amanuense, Jote 'Xavier
Pautlinq Ramos.
i. B. Por engao do empregado que copin o
aviso supra, foi etye publicado neste Diario com a
assignatura do Sr. Dr. chefe de polica, quando o
devera ser somente com a do primeiro amanuense.
Companhia de Beberibe.
A administracao da companhia de Beberibe, fa-
publico, que por sediaverem deseucainirihado 80 ac
roe de ns. 1,856 a 1.905 e 1.780 a 1798; perlencen-
les ao berdeiros do finado Dr. Jos Buslaquio Go-
mes, como fez cerlo o testamento do dilo finado o Sr.
Vicente Thomaz Pire de lgoeiredo Caourgo, e
consta dos annuncios do mesmo Sr. publicados nesle
Diario, v3o as referida acede ser substiluidu, fi-
cando sem vigor as premilivas.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, em virtude da autori-
sacao'do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comnrar os objeotosseguinte:
Para o segundo balalhao de infantera.
Bouctes compridos cont n. 2-8, cliouricas de II,
pares 8, grvalas de sola de lustre 8, esleir 8, aa- .
patos, pares 8, pelles de carneiro 100, corda de li-
nho para caixa de guerra, peca* 4, oleado, cava-
dos 20.
Para a fortaleza 'de Ilamaraca. ,
Oculo de ver ao longe 1.
Arsenal de guerra.
Caixa com vdrosl, papel almaco de liubo, resmas
50, mantas de-la 374.
Oflicinas de 1. oA clase.
Costado de pao d'oleo 2, taboa de aasnalho e de
louro 12. ,
Ditos de 3. rlasse. i
Ferro de varanda, anobas-2.
Ditas de 4. classe.
rame de laiao grosso, arrobas 2,
, Ditas de 5. classe.
Sola branca ganoleada, meios 50.
Para fornccimenlodeluzes as eslacoes militares.
Azeite de ranapato, caadas 350, azeite de coco,.
caadas 30 i|2, pavios, duzias 6, fio de algodao, li-
bras 48, velas de carnauba, libras 153.
' Companhia de cavallaria. '
Bspadas 39, coturnos, pares 46, penachos 69:
quem quizer veuder taes objeetos, aprsente as sua
propostas em carta fechada na secretan do conselho,
asJO lloras do dia 19 do corrente mez. Secretaria
do cortslho administrativo para forneciinento do ar-
senal de guerra 11 de abril de 1854JosdeBrito
Inglez. coronel presidente.flwna'* Pereira do
Carmo Jujiior, vogal e secretario.
Denov chama-seos srvenle* que se tem rali-
rado da servieodas olfras do arsenal de mannha, vis-
to ter essado o motivo da demora do pagamento da
feria.
Secretoria da in.peccSo d arsenal de marraba de
Pernambucoerolldaabrildel8.
No impedimento do secretarle, Mattoel Ambrina
da Conceicao Pdilha.
-


i


DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIBA 13 DE ABRIL DE 1854.
<^**Mt
GIANDES BAILES MASCARADOS.
Nos dias 15,16 e 17 do corrente
abril de 1854.
A' 8 horas da noile cslarao Trancas as podas
principaes do Ihealro para lodos os seohores se-
nhoras que quizeretn lomar parte rtesle diverlimen-
lo, que principiar por orna ewolhida ouverlura i
grande orcheslra sobre a direcco do Sr. Theodoro
Orestes.
O empresario tendo tido a satisfarn de apreseular
bailes no carnaval e nelles (er sido observada toda a
ordem e toda a decencia, prova da civilsaceo desta
iliastrada capital, e estando elle informado do que
se tem adoptado para divertir o pnblico em taes es-
pectacolos, no Kio'de Janeiro, em Franja e as prin-
cipad xida des lem disposio o seguinte:
A segunda ordem he reservada para todas as fa-
milias gradas que quizerem desfructar este diverli-
mento lao apreciavel que espera satisfaga aos con-
correules que se dignarem comparecer, pois prSnet-
le empregar lodo o disvello para que a boa ordem
seja manlida, e que lodos os, mscara se apaesentcm
com lodo o brilhanlismo, e no mellior gosto.
A direcco do baile est entregue ao Vecehy asss perito em dirigir tees divertimentos, e
tem j de accordo com o o director da orcheslra pre^
parado novas e encllenles qdadrilhas, valsas, polkas
e schoti.
Os iolervallos das quadrilhas c Valsas ser de 10
minutos de descaneo para os professore* da orcliessra.
Ot camarotes de segunda ordem 88000 rs. com
quatro enladas.
A primeira, terceira e quarta ordens, serao fran-
cas as pessoas "qoe se acharem no edificio dapeis de
cubiprarem'o bilhele de entrada.
Conservar-se-ha a mesma polica que foi observa-
da nos bailes anteriores.
' AVISOS MARTIMOS^
Companhia de Liverpool.
ML dia 12 u
13 esVera-se da
Europa 9 vapor
Beasileira, com-
mandante Cox :
depoisda demo-
ra do coslume
seguir para os
porlos da Rihia
fce Rio de Jane-
Sro : agencia em
.. casa de Deane
Voole & Companhia, ra da Cadeia Velha n. 52.
Para o Rio de Janeiro
saldr no dia 16 do correle n patucho nacional Al-
fredo ; lem ptimos comraodos para' passageiros e
escravos: trata-se com o consignarlo i. B. daFon.
seca Jonior. na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
Em consequeBcia da chava, fica transferida a sa-
ludado brigue Hbe para o dia 15 do corrente, s
recebe alguma carga miuda,-passageiros c escravos
a frote: a tratar no escriptorio de Manoel Alves
uerra Jnior, na ra da Trapiche n. 11.'
Para o Rio de Janeiro,
Segoe com muila brevidade o brigue Coneeicao,
s recebe passaaeiros e escravos a frele: a tratar no
escriptorio de Manoel Alves Guerra Jnior, na ra *ai*elro>."<" ador a sua co
do Trapiche' n. 14. Independencia ns. 12, 14 e 16.
do Trapiche n. 14.
Para o Rio de Janeiro salie 110 dia 20
do corrente mez, o brigue nacional Sagi
tario, o qtial ja' tem a maior parte de seu
carregamento]prompto: para o restante
passageiros, e escravos a frele, trata-se
n. 17 segundo andar, ou com o capitao narua kJ r O.aba
bordo.
(inda; para o resto da carga trata-se com Tasso Ir
roaos.
Para Lisboa a galera porlugueza Afargaran,
capitao Silverio Manoel dos Reis, sabe com a maior
brevidade possHel : para .earga t.wageiros, para
os quaes tero excelleules commodos, trata-se com o
sobredi lo capi lao, 00 com Oliveia Irmaos & Com-
panhia, ra de Apollo n. 14.
Rio de Janeiro.
A barca nacional Ipojura pretende sabir imprete-
rivetmente para o Rio de Janeiro no dia 13 do cor-
rnnln nni- tan ~ -_____. >
OFF1CJAES DE ALFAATE.
Na ra Nova, lujada esquina da Ponte da'Boas
Vista, precisare de olliciaes de alfaiale para obra-
mjudas.
GABINETE PORTUGUEZ DE LECTURA.
Os senhores accionistas e subscriptores
sao avisados para pagarem seus dbitos
at o dia 20 do corrente : lindo este prazo
se dar' curnpritnento aos.estatutos:
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grosqas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cSes, como a retallio, affiancande-
se aos compradores um- s preco
para todos : este estabelecimnto
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
mglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oJFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimnto convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em fe-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Negocio vantajoso.
O dono da loja de calcados, intitulada Estrella 19,
ra do ivramenlo, em um dos rrfelhores locaes, mui-
lo afregnezda em calcados esurnaem de couros, d
por balahco a qualquer pessoa habilitada e diligen-
te, dando para isso garanta no que receber, e
lendo o seu ordenado nos hieras; faz-se este negocio
por motivo de molestia, e lambem veoder-se-ha que-
rendo, sem fundos para quem lem pouco dinheiro:
na mesma loja s achara com quem tratar.
CHRYSTALOTYPO.
Galeria.de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo."
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caixas, quadros, medallias, alfineles e pulcei-
ras ha. um rico sortimento para collocar retratos,
por preco muito baixo.
Est vasio oo_ lugar do Co'rdei ro um bem plan-
lado sitio, com boa casa e estribara : quem o pre-
tender dirija-se a ra da Cadia do Recite, armazem
de Barroca & Castro.
Aluga-sc urna casa terrea na Boa-Vista, ra da
llnoo com os commodos segnintes; duas alcovas,
tres quarles, quintal e cacimba: a tratar na ra da
Aurora n. 26. *
Desja-se fallar com o Sr. Manoel Jos de Son-
sa Luna, a negocio de seu inleressc ; na ra Nova
u. 5, loja,.
Pede-se ao Sr. Antonio Marlinsdo Cont Vian-
na, que tenha a bnndade de declarar aVua morada,
pois se Ihedcseja fallar.
Madama Rosa Hardy, tem para vender lindas
romeiras de fil preto, mantas de fil de seda pro-
la e um grande sorlimenlo da capolinhos e mani-
le tes de grs-napoles preto que vcude-se por preco
commodo, na ra Nova n. 34.
Precisa-so de um rapaz de menor idade para
caixeiro, que d fiador a sua conducta: na praca da
O abaixo assignado capillo do brigue americano
Tyleiton, declara que nao se responsabilisa por di-
i- ida alguma de sua Iripurirao.IVillian H. Tice
Recife 10 de abril de 1854.'
Jos Maracde Frreira Ribeiro re(ira-sc para
Portugal, a tratar de sua sade. .
OSr. Jos Gomes dos SantosPereira, do ence-
m Al..........'. In ..^____ _. .1 lk .
mm c,. :_ i n O sr.-Jos Gomes dos Santos Pereira, do cune
-^ fi'- com,^atar> Manoel FranciS- nhoMannas, lem urna carta para Ihe ser Atrege
Ctda Silva Carrico, na ruado Collegio be como o Sr. Jeronymo de Albuquorque Mello
n. 17 secundo ailar, i. o^nL ar"adaCadeiadoRecifen.41..
ixo assignado, lendo perdido urna cartei-
-Para ^B.hia he com brevidade o hiate Soco iiT<^?^^^$%ig
linda; para o resto da carga trala-se com Tasso Ir- trarar. vis,,..-, m,i.fl.tl.T '.Vf Ji':." 5.'r e?~
tragar, vislo a mais mnguem servir, pois eslao dadas
as providencias : na ra Nova U. 3 ou 65, e ser re-
compensado.
Franciico Jos Altes 'lomba.
Na na da Matriz da Boa-Vista, taberna n". 2,
piecisa-se de. um meoiuode 12 a 14 aouos.
HE BOU NEGOCIO
Precisa-se de um socio para urna loja de miode-
zas e calriido da lerm, em boa localidade c muito
au-eguezada, que entre com algum capital: a pessoa
a quem Ihe couvier, annuncie por esta follia aonda
Arrenda-se um silio na estrada do Rosarinho,
defronlo do sitio do finado coronel Almeida.ic lam-
bem se vende; os nrclndentes de urna e de nutra
epusa queiram dirigir-se i ra dq Trapiche Novo u.
4, ou ra dnCruz 11. 15, armazem.
, Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer. hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leao. sito na fiegue/.ia
da Escada: os prelendenles pdemapparecer no a'ter-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, qu
acharan com quem tratar, ou na freguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Goncal-
ves Pereira Lima.'
mammmm mmmmmmBBm
As mais modernas e ricas obras
deouro.
** Osabaixos assignados, donas da nova loja
S de ourives da ra doCabuga 11. 11, confren-
m le ao paleo da matriz e ra Nova, franqueiam
39f ao publico em geral um bello e variado sor-
jjf limeulo de obras de onro de muito bous gos-
S los, e precos que nao desagradarlo quem
S queira comprar, os mesmos se obrigam por
|S qualquer obra que venderem a passar urna
S conta com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
St cando assim sujeilos por qualquer duvida
que apparerer.Serafim & Irmilo.
r'SBI
Dr.Thnmassin. medico francez, d con-
sultas lodos os dias ulcis das 9 horas da
iiianliHa at o mcio ilia, cm sua casa ra da
Cadeia deS. Antonio n. 7.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sea venda os I ii I lie tes da loteria
oitava do Estado Sanitario, cuja lista se
espera ate' o dja 14 do corrente mez: os
premios serSo pagos logo que se fizer a
distribuirlo das listas.
Grigorio Antunes de Olivcira, faz sciente ao pn-
bsico, que tem cedido ao Sr. Vctor Antonio de Un-
to, o seu armazem de leiles na ra da Cruz ns. 23
c 25, em > ir lude do que, roga a todos os Srs. que Ihe
entregaram trastes e outros ohjeclos para vender em
leilao, eque anda seacham cm ser, queos queiram
retirar ou passa-los para o poder do dito Sr.' Vctor,
al d~dito 15 do corrente, pois que desta data cm di-
ante, nao se responsabilisa mais por cousa alguma
do que'esliver em ser.
Roga-se ao.Sr*Francisco Lourcuco Carlos, que
\eolia pagar na ra Direila u. 26 padaria, o importe
da bolacha que comnrou em 11 de marco de 1852,
pois desde este lempo anda nao foi possivel encon-
lrar-e.
, Quem preeisar de urna ama para engomntar:
dirija-se a ra das La/angeiras n. 7.
Joo Jacinlho Ribeiro relira-se com a sua fa-
milia para fura da provincia.
Casa da afericao, na ra das Aguas-.
' Verdes n. 25.
O aferidor participa,,que a revisao leve principio
nodia 1 de abril correule, a finalisar-se nq dia 30
do junlio prximo futuro: segundo o disposio no
art. ti do regiment municipal.
O Sr. JoSn KeporrfUceuo Frreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna caria na
livraria n. li e S Ja praca da Independencia.
Precisa-se alugar urna ama que saina lavar,
entornillar, cozinhar e fazer todo o serviro de urna
casa de pouca familia: na ra Direila n. 119, loja
de selleiro.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova niudou-se para a ra das
@ Cruzes 11. 28, segundo andar. @
----------------. r. ouci.u n um ij 1111 cur- a auem Ihe convier
rente por tero seo carregamento completo ; recebe deve ser nrocurldo
iimcameule passageiros e escravos a frele, para o que Iw^lZ.
trata-se com Bailar &01iveira, na ra da Cadeia do ~ ror 2rj"W00 rs. se vende, e nao ha nada mais
Recife n. 12. !!r0/Junl? de meia idade a tratar na ra
Para o Ass e porlos intermedios pretende se-
guir em poncoa (lias a lancha nacional .Vota Etpc-
Rape Amarclinho.
Viuva Pereira da Cunha encarregada do deposito,
de rap Princeza de Gassegrosso, roeio grosse e lino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber um
novo rap muito apreciado no Rio de Janeiro, a que
cha mam amarelinho: e em verdade a sua qualidade
o loma recominendavel: seu preco he de 19280 de
5 libras para cima. Os amantes pois, da boa pitada
encoulrarao em seu deposito na ra da Cruz 11. 23
todas as qualidades de rape1 cima especificadas, su-
jfitando-se a qualquer reclamacao que possa haver.
Precisa-se de urna ama: na ra do Hospicio
casa n. '17.
Muito se precisa saber, se cesta cidado ou fora
delta, existe algom patente ou herdeiro da finada
Mara Gomes de Amorim, e no caso que exista, mui-
to se Ihe deseja fallar para negocio d seu muito itile-
resse: na ra Augusta Liberna o. 1, ou no engenho
Soccorro.
Loteria de Nossa Senbora do Livramento.
No dia 21 do corrente andam as rodas desta lote-
ria no consistorio da i a reja da mesma Senliora, avis-
ta da grande exlraccao que lem havido u8o resta du-
vida que a mesma corra no referido dia, e espera o
thesoureiru que os amantes deste jogo conlinuem a
comprar o resto dos bilhetes, os quaes eslo venda
nos, lugares j conhecidos. Olhesourero,
Joo Domingues da jilea.
-----.--------------.- c ui. iuuuc a tidiar na r
a Madre de Ueos n. 32, ou das Larangeirasn. 9.
Sabbado ebeg do Rio de Janeiro o
r^a,\L!.m^ **freW para Cear ou Aracat>'; vaPr nacional, conductor da lista da ln_
para carga epassageiros, para o que tem bons com- t_" .. r"Tur Qd "sta ^ l0~
modo!,. trala-se na ra da Cadeia do Recife n. 50, f, a 'tava do Sanitario ; os poucos b-
Iqja de Cunha & Amorim. Ihpt* 110 .hm ,., t------_ ____i
Para Lisboa com escala pela I lhcade S.Migui
o brigue portuguez Bom Succesto pretende segu:
-%Aluga-seoaegundo andar do sobrado da ra do
irilrai n. 71, com commodos para grande familia,
muito fresco esadio : quem pretender, falle no prt-
w Vreendi??", ?Jas do costume, e os premios serao pagos
com toda a brevidade quem nomesroo quizer car- l0S que se fizer a distribuirao das listas,
regar ou ir de passagem, para o que oQerece bons --
commodos, trate com os consignatarios T. de Aquino Jar
Fonaeca & Filho, na ra do Vigario o. 19, primeiro
andar, ou coro o eap"
Mendonca, na Prac,a.
Vende-se umajbarcasa da lote de 12 caixa,
lllllo hpm rnilsIriiiHa a ..li:.-.!.______rj_ ^
~^>^;^^^
mulo bem conslruida e ullimamcnle rerorrida, e l rfI?1T1l?lid?deqiie,5 qa?
pimpla a navegar ; quem a pretender, dirija-se i "eitados Aflogados n. 13.
roa da Cuan Rmr'tCa n u i?^l_:.. .>
i Cadeia do Recife n. 54.
Para o Aracaty
segu cm pouces dias o bem conhecido.hiale C-
pibaribe, mestre Antonio Jos Van na: quem no
mesmo'quizer carregar on ir de passagem dirija-se
ra-d o Vigario n. 5.
Para o Rio de Janeiro
sahir no dia16 docorrente o patacho nacional Al-
fredo, tem ptimos commodos para passageiros e es-
cravos : lrau#*e com o consignatario J. B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4 primciro.andar.
Ceara' e Maranhfio.
i' Segoe em muilos poucos dias o brigue escuna na-
cional Laura, anda pode receber alguma carga,
pasjagekos, ele.: (rata-se com o consignatario J. B.
da ronseca Jnior na ra do Vigario n. 4 primeiro
andar. r
- Vende-se o patacho nacional Josephina de lote
le 111 toneladas, de ptima conslniccao, muito ve-
eiro, pregado de cobre e forrado de tinco, em muito
Ma estado: trala-se como consignatario J. B. da
onseca Jnnior, na rna do Vigario n. 4 primeiro
andar.
avisos DivEriisosT
Perdeu-se urna carleira na lerj-feira na pro-
cissao de Santo Aulono, eonleudo dentro 425000 e
um psaaporte ; por isso roga-se a pessoa que achou,
nao querendo entregar o dinheiro, ao menos bote o
passaporte por baixo da porta da loja de charutos,
no aterro da Bea-Visla n. 77, eu na lypographia des-
te Diario. j r o- r
Augusto llcbrard, subdito franaez, relira-se
para o Ra de Janeiro.
QuMi precisar de um caixeiro porluguez para
taberna, de que lem bastante pratica, ou mesmo pa-
ra oulro qualquer negocio, annuncie por esla folha
para ser procurado, pois o mesmo anda esla em-
pregado; porm como esteja desgosloso por isso sahe.
- Antouio Rodrigues de Almeida vai i Portugal
Iratar de seus negocios, levando em-sua compadtiia
a criada Anna Maria da Conceicito, e o criado Ma-
noel do Reg Raposo.
Domingos Rodrigues de Andrade vai Europa,
levando em sua companhia' urna sua filha menor.
Domingos Rodrigues de Andrade, oomo eslea
de sahida para Europa, pede a ludas as pessoas que
eom o mesmo tenham conlas particulares, hajam de
apresenta-las al o lim do corrente para serem na-
ga. r
Domingos Rodrigues de Andrade, lendo de fa-
zer urna viagem Europa, dexa durante sua ausen-
cia por seus bastantesiffccoradorcs para cuidar dos
eos negocio, tanto particulares como tendentes a
sociedad quapUm com o Sr. Joao Jos Rodrigues
Mendcs, emlI Viro lugar ao dilo Sr. Mendes, em
segundo aoSrWanoel uarla Rodrigues, e em 1er-
cciro aoSr. JoSo da Cuoh.Macalhaes.
Ao armarinho do Cardeal.
Mascaras de rame e de panno
Cpm cera e de papelao ;
Muila nao lem macliiuismo.
Oulras leem mola e cordao.
tmass3ofeiaj,e..ulras '
Mb gestes de seraphim;
Jreguezescbegai depressa
Viode ve-Us, eia, amimt
No numero trinta e oilo
Do Rosario larga a ra,
Achara quem desejar ,
Oulra cara para a sua.
RomBo Jos da Silva deixou de ser caixe iro dn
Sr. Antonio Jos Moreira Ponte, iicando de emitas o em pessoa
justas no coucernenle as suas cobranza.
Qnem ae julgar credor da irmandade do 1 )vno
Espirito Santo, erecta na igreja de N. S. da Con
celO do* militares, haja de apreseular na conta a
Matbias de Azevedo Villarouco, na roa do Crespo
loja n, 1, islo no prazo de oilo dias da poblica?ao do
presente annuncio.O eocarresado da irmanjjade.
Muthas de Azevedo rillaroca.
hetes que restam se acham a venda as
.,"" Precisa-ae de um caixeire para taberna de 12 a
1* annos de idade : quem se quizer utilisar, derija-se
Gabinete portugus de leitura.
Domingo 16 do correle, haver sesso do conse-
lho deliberativo, pelas 11 horas da manhaa, ordem
do da, discusso de estatutos.
A directora do gabisetenorluguez de leilura,
recebe propostas aleo dia 22 Jeorrenle, para a fei-
lura de estantes para a bibliolheca : os senhores mes-
tres marcineiros podem r examinar o modello que
esta no estabelecimnto. As propoalas serlo entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda em caria fechada.
Alugam-so costdmes e cabelleiras para o baile
masqn, no Bazar Pernambucano na ra Nova
n, 23.
Precisa-se fallar ao Sr. Joaquim Frreira Cha-
ves a negocio de inleresse : na ra Direila padaria
David Frreira Bailar relira-se para Portugal,
levando em sua companhia um seu sobriuho menor
de 10 anuos.
1 Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa strangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr.Brilo.
Preciea-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, qne tenha conducta exemplar : a que esliver
jas circumslancias de bem servir,diaija-se a ra dos
Quarleis n. 24.
Um vendelbao que lem no becco dos Porlos,
ha pouco lempo escapou de ser assassinado pela sua
rnalcreacao, e como anda se lome mais atrevido pa-
ra com o povn, ao depois nao so queixe as autorida-
des que nao tem remftlio. Um queixoso.
Quem aijnunciou no Diario de hoiilem querer
fallar ao Sr. Antonio Martn* de Coulo Viauna, di-
rija-se a ra da Madre de Dos loja defronle da
guarda, ou a ra da Cadeia loja n. 13, que achar
com quenf tratar.
O abaxo assignado faz pnblico a lodos os se-
nhores padres, tanto de missa. como seminaristas,
que elle lem em sua caso um mestre muito bom de
alfaiale, de batida, capa e chamarra, e ludo o mais
qHfcpertenccr ao dito vestuario; o abaxo assignado
se responsabilisa por toda a falla que possa haver, e
lambem se obriga a fazer as obras muito mais bara-
tas do que cm outra qualquer parte : o abaixo as-
signado mora em|Oliuda, ra do Amparo 11.'23, so-
brado que lem venda por baixo.Joiif Manoel dos
Sanios.
O abaixo assignado, sendo primeiro procurador
e administrador da padaria da viuva l-'orno & l'ilhos,
11a ra das Cincos Ponas n. 38, como nao possa con-
tinuar na dita adminislrai.-ao por motivos de moles-
lia e ter de ir para o mallo, lem entregado a admi-
inslrae,ao ao segundo procurador o Sr. Francisco das
i.hagas^o Monte, desde o illa 26 de marco prximo
(inssado.Jos Laiz de Azrvedo.
Pede-se aos amigos do cnsul porluguez, que
cspalharam baria chegado .00 vapoc o Sr. Francisco
Jos Magalhes Bastos, queiram declarar em que ho-
tel est para er visitado.O Arrogante.
Manoel Teixeira Bastos vai Europa.
Em das do mez de oulubro do auno prximo
passado, fugib do engenho Curral de Fra, no termo
de Mainanguape, provincia da Paraliiba do norte,
umescravo dc'nome JoaqTiim cujos signaos sao os
seguinles: alio, cheio do corpo, cor fula, lem na
lesta urna cicatriz de urna encelada que soflVeo, na-
riz (balo, fallii.de denles na frente, perna c pos
grossos, foi do sertao para onde supnOe-se ter fgi-
do, e agora consta que fora preso no Catle do Rocha,
c condozido para esta provincia de Pcruambuco
------.-------w ou,,, y rumiuztuu mo '_
Aluga-se am rico vestuario para baile de ma. P<>r dou homens: quem o apprehender e o enlre-
carado : na roa Nova 11. 1. -----------------1.----------' --' <~------'
|iur ciuu 11UIUU119 ^ucuj appicireiiuc cu enire-
gar. naquellc engenho ao major Jos Gomes da' Sil
veira, ser por esle generosamente recompensado,
pessoa ao'Sr. Gumaraes& tlenriques. '
Casa de commissao de escravos.
Na ra Direila, sobrade de Ires andares, defronle
do becco de S. Pedro n. 3, mecliem-se escravos de
ambos os sexos para se vender de commissao, nao
se levando por eme trabalho mais do que dous por
cenlo, e sem se levar consa alguma de comedorias,
oerecendo-se para isto toila a secuianfa precisa pa-
ra oj dilos escraTOs.
Precisa-se de urna ama para amamantar um
menino com nove mozos de idade: a tratar na ra
do Vinario n. 9 armazem, ou na na do Brum se-
gundo andar n. 20. '.'
T-D-se-dinhbro a juros sobre peuhoje de ouro
1 piala, em pequeas quantias: ua 'raa Velha
mi
n. 35.
Aviso importantissimo.
Sr. Jos Pinto da Costa,
Exigc-se do Sr. Jos Pinto da Costa; mais ro-
nbecido por Jos da Penha. com venda na ra Di
reila n. 14, a resliluirao de urna leltra de 18.39550,
a seu favor, passada p>>r Francisco Iiourenco Carlos,
que por requintada mi fdo anounciado. nao tem
querido entregar, e lenta obra-la, sem ser cre-
dor!!!! Previne-se aos credores do dito Penha, e
quaesquer oulras pessoas, que nao recebam por
transa^ao alguma- ningnem al^jfc ignorancia faz-se o prsenle.
PreciP{i f|e UIDa criada para lodo o servico de
urna casa e pequea familia ; paga-sc com gene-
rosidades na ra de Apollo n. 20, segundo andar.
Attenro.
O abaixo'assignado, morador na povoaco de Be-
beribe junio a ponte, avisa a bella rapaziada aman-
te do bello e delicioso banho, que cm sua casa tem
commodos para receber hospodes, prometiendo bom
tralamenlo e wrvi-los colh aceio e ponlualidade;
bem como lem estribara para accommodar 12 ou
mais cavados, e abundancia decapim para os pensar.
Denlo de Carvalho Bastos.
J. Jane' dentista,
continua rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.

HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova, medico francez. d con-
sultas todos os dias no seu consultorio
S..RL\DASnHBBlM8.
J5? Po mesmo consultorio acha-sc venda um
So grande sortimento de carleiras de todos os
& tamanhos por presos commodissimos.
I CINCO MIL
tfijfc 1 carleira com 24 tubos a escolha. 1
1 lubo grande l/globulos 500
$| 1 dito medianr..... 400 1
1 dilo peque' ,..... 300 .
'4 0115a de tiinura a escolha 13000 '
Elementos dehomeopalha 2 > ultimes 2. 1
. cdiet;o.(.........55000
w Palhogenesia dos medicamentos '
A brasileirosl volume......oOOO 1
,jl Tratado da molestias nervosa.*
W) para se tratar a si mesmo. 1j(000 '
Joao Baplisla de Medefros faz scinte, que Jo-
s Honorato de Mello deixou de ser seu caixeiro des-
de 11 do corrente.
'COMPRAS.
Compra-se urna negra que seja sadia e tenha
bom leite para criar : quem liver annuncie para ser
procurado.
Compra-se um diccionario de Constancio em
mcio uso: no alcrro da Boa-Visla ti, 60.
Compram-se patacoes brasileiros e
Iiespanhoes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
Compra-se urna negra, ou muala mofa, qne
saiba cugommar c coser bem, e que nao seja acos-
tumada a vender na ra: na ra da Cadeia do Reci-
fe loja n. 64.
Gompram-sc vareas paridas, que dcm bastante
leite : quem liver annuncie para ser procurado.
Compra-se qualquer quanlidade de cobre e la-
tao velho, aquello a 210 a libra : na ra estreita do
Rosario, taberna n. 47, ao vollar para o Carino, e na
Lingoela no Recife, loja de charuto*.
VENDAS.
NO ARMAZEM DE EDUARDO
H. Wyatt, ra do Trapiche Novo n.
18, lia constantemente para vender
em {jrosso os .seguites artigos :,
Alvaiade de primeira. qualidade, em
barriliiilios de 28 libras, superior ere em
barricas de o arrobas e 6 quintaos cada
urna, fio de vela e de sapateiro, chumbo
de municao sorlido, cerveja branca e pre-
ta.em barricas de i dtizias, dita dita em
inoias garrafas, vinho do Porto e cherez,
em barris de 4 empipa, bicosde algodn
estratos e largos, nhas de dito em novel-
Ios, diversos sortimentos, chapeos de sol
de algodo de barras largas e estro!tas, li-
tas de laa de cores s.ortidas, ditas de algo-
do brancas di diversas larguras, metas
curtas de dito cruas.. para homem, lenros
de seda para senbora, brancas, pretas e
cor de canna, dita para homem, ditas di-
tas dita, ir oas de seda brancas e pretas
para senliora, chicotes inglezes para car-
ros, loros e si ibas para sellins, couros de
lustre para cobertas de carros, .globos de
vidro para corredores ou escadas, lustres
bronzeados para velas, de 5, 4 e 5 luzes,
candelabros ditos dito dito, arandelas ditos
dito de 1 luz, lustres dourados de 5 luzes
para azeite, casticaes de casquinha com
mangas, ac para molas de carro, faedes
com cabo de osso e de pa'o, fechaduras
inglezas de patente grandes para portas,
com 2 chaves, balancas para pesar car-
tas, liyros pru copiar cartas com ndice
e sem elle, papel de dito em resmas de
dous tamanhos, ditomata-borrao encarna-
do em folheto maior, tinta preta de co-
piar e dita encarnada, lacre superior en-
carnado e preto, lapis e brelas inglezas,
entelaras e erragens de todas as quali-
dades, proprias para este mercado, das
quaes ha sempre em ser um sortimento
completo.
VNDESE NO ARMAZEM DE
Eduardo II. Wyatt, ra do Trapiche
Novo n. 18, '
um lindo estojo que pode servir para se-
nliora ou homem, a vontade do compra-
dor, estojos pequeos para toilete das se-
nhoras, escalas de lita com caixa pratea-
da, proprias para armazem ou lojas de
fazendas, superiores lentes dito dito, es-
tojos de facas e gaifos com foi has pratea-
das para o servico de sobre mesa, ditos
com 1 faca, gario e colher do mesmo me-
tal para meninas.
ptimo vinho de Collares,
ris de 7 em pipa: no escriptorio de Augusto
Cadeia do Recife 11. 18, 1
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadera e engom
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
eo : na roa larga do Rosario n. 25.
Vende-se carvo de podra de superior quali-
dade, em por^o grande on pequea, a vontade do
compradores, e por prec,o commodo: a tratar ua roa
Novan. 27.
PALITO'S^E BORRCT
Na loja do sobrado amarello, na ra do
2 Queimado n. 29. vehdcm-sc sobretodos de
Si borracha, proprios para e invern, e por pr-
5 co commodo.
Na ra do Vigario n, 19 primeiro andar, tem pa-
ra venderle chapeos de castor braucopor commodo
prcc,o,
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, lem para vender-se 'feijao mulalinho
muito novo, e emsaccas grandes : a tratar na ra da
Cruz n. 15, segundo andar.
Caixas p ara 'rap.
Vendem-se superiorescaias para rap felasna ci.
dade de Nazaretii, pelo melhor fabrcenle deste ge-
nero aquella eidade, pelo diminuto prero de 1&280 :
ua ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e pra la, mais
t barato de que em qualquer oulra parl:
. na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carrj, os raelhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recre, n. 17.
Depoiito d fabrioa de Todos o Santo na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &., na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saetas de farello mulo
novo^era em grume e em velas eom bom sorli-
menle de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont i Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinbo deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellus ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, ac de milaSsortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
' Senzala nova n. .42.
Neste estabelecimnto continua a ha-
ver un completo sortimento de^moen-
das e meias moendas pai-af engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas qghollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
TRUFFES.
BU PERIGORD.
em meias latas: na rita da Cruz n. 50.
Ven.-le-se urn eicellcnte carrinho de 4 rodas,
muibem construid*, embom estado; est esposto na
ra do Aragao, casa dq Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendenles eiamina-lo, c Iralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou -na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PEIXE SECCOa
Vende-se peixe secco mulo gordo o boas ovas do
sertao : na ruado Queimado, loja n. 14.
MILUO.
ver-dc-se, a 39000 com a sanca, superior milho
muilo novo, c saccas mulo grandes: na ra do
Crespn. 21.
Pelles de guara'.
. Na ra do Rangel n. j, vendem-se pelles de gi-
ras, proprias pwa flores e eufeiles de aojos.
UM OPTIjko l'At.E.M OU.BOUEIRO.
Venda-se um pardo de30 annosi.boa conduela, of-
ficial de alfaiale, proprio para um criado ou bolief-
ro : na ra do Livramenln, loja n. 35.
ATTENCAO'.
Vende-se um escravo de narao, que tem 40 annos,"
pouco mais ou menos, bom trabaUador de campo.
ptimo caunero, e-de muito boa conducta : qnem o
I pretender, dirija-se a Soledale, estrada de Joao de
U Dr. Sabino Olegario I.udgcro Pinito mu- @
@ dou-se para o palacete da roa de S. Francisco @
(mundo novo) o. 68 A.-
O abaixo assignado oflereee us seus servidos por
preros limitados, para dar halaneos em tabernas, e
fazer escripluratOes, nao s para estes eslabelcci-
menlos como para qualquer pessoa particular ; os
prelendenles quando o nao acliem em casa na ra da
Senzala Velha n. 112, lerceiro andar, podem deixar
seus nomes no primeiro, para serem procurados.
Firmino Jos Flix da Rosa.
A pessoa que liver urna lellra dte Alexandre Ja-
s. Diniz, sendo que a queira negociar, pode compo-
recer com ella na ruado Apollo n. 80, a fallar com
Jos Antunes Cumiarles.
Precisa-se de urna pessaa que cobre dividas
nesta praca e d fiador: quqm pretender dirija-se a
ru do Cabug n. 1 C
Aluga-se para ama de leite urna prela sadia,
moca, sem filho e de primeira barriga: no aterro da
Ba Vista segundo andar do sobrado 11. 51.
Precisa-se de urna ama que saiba perfeilamen-
te cozinhar e engommar para casa de homem sol-
teiro: a tratar na ra da Pra i a armazem 11. 43.
Llesappareceu no dia 6 do correle um cao ga'-
go, lodo prelo, alto, magro, pernas finas, focinh o
comprlo, com urna colheira tic clico: qoem o
levar ou der noticia na ra do Sol ir. 23 segundo
andar, ser generosamente recompensado.
:I8- Barros, casa que faz quina para o becco do Pombal.
Vende-se urna escrava, crioula, de 26 annos de
idade, faz todas as qualidades de doce, boa cozinhei-
ra, engomroa liso, c lava bem roupa de barrella
quem quizer procure no hospital de caridade o re-
gente do mesmo.
PARA A PASCHOA.
Qualquer mora que tenha pouco dinheiro, acha
por 55000 e 39000 um bonito chapeo cfeilado : na
rna Nova, loja n. 42.
Colleles 'prClos.
Vcndero-se na ra Nova n. 26, rollles de setim e
cliamalotes prelos, e toda ,1 roupa que mais se preci-
sar pera a semaua sania.
Vende-se nma escrava, muala, mulo clara,
com as habilidades seguinles : boa cugommadei-
rf, co'zinha o diario e cose, sendo com preferencia
para engenho; o motivo da venda se dir ao compra-
dor: na ra das Aguas Verdes, casa da afiricao.
Vende-se urna casa terrea, sila na Soledade,
com bstanles commodos pata duas familias, 7 quar-
tos, 4 salas, coziuha fra,' rom HOCLpalmns de fundo:
quem pretender, dirija-se Soledade, taberna do Sr.
Antonio Jos Pereira Bastos,'que se dir quem
vende.
Jos Cezar de Albuquerque, filho do tinado
Antonio Jos de Albuquerque, faz publico
@ que satisfez todos os dbitos, e lcvanlou as @
@ penhoras que exisliam nos terrenos por de- Qt
l Iraz do Carmo, pertenccnles a seu fallecido
pai, e se acha competentemente habilitado @
@ para os poder vender, por isso quem os qui- 3;
m zer comprar dirija-se a ra da Moda casa do
Sr. Maneel Anlpnio Ribeiro, das 6 s 9 lio- $
ras da manhaa, c de larde de 1 ora s i.
RIQ DE JANEIRO.
XAROPE DO BOSQUE.
Altencao.
Em poneos dias ha de se publicar minuciosamen-
te a historia do processo contra Vital Ijapeyrc, por
ter usado de rtulos com a firma da casa da ra do
Hospicio n. 50, c com ella vendido um remedio ao
qual dava o nome de XAROPE 1)0 BOSQUE, o
por isso foi preso, em virtudc do sjuteiica do me-
rilissimo juiz muDicipil da primeira vara, no dia
25 do corrente.
Precisa-se alugar um moleque que festeja no es-
tado de ser copeiro de urna casa ingleza, que tenha
boa conducta moral, e seja fiel: quem uesta cir-
cumslancia esliver, dirija-se a ra do Vigario o.
3 a contratar o seu ajuste.
Precisa-se de urna ama de idade para cosiuharo
diario de urna caa de homem solteiro: a tratar na
ra do Livramento 11. 5.
Antonio Valcnlm da Sjlva Barroca, embarca
para osul do imperio, o seu escravo Miguel, cabra.
Jos Alfonso Mrera vai fazer urna viagem
Europa, c leva ^em sua companhia sua mulher, seu
filho Candido Alfonso Moreira, suas liljia.-, 6 tima
criada, parda, por nome Joauna.
FUNDICAO D AURORA.
Na fundidlo d'Aurora acha-se constantemente um
completo sortimento de machinas de vapor, lano
daifa como de baixa presso de modellos os mais
approvados. Tambem se apromplam de eucqmmcn-
da de qualquer forma que se possam desejar*com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como lem de
costume afian^am o perfeito trabalho dellas, e se res-
ponsabilisam por qualquer deleito que possa nellas
appareccr durante a primeira salra. Mnilas machi-
nas de vapor construidas ueste estabelecimnto tem
estado em constante servico nesta provincia 10, 12,
eale 16 annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algnmas at nenhuns absolulamen-
te, accrescendo que o consummo do conbustivel he
mu mconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
oulras quaesquer pessoas .que precisarem de ma-
cbinismosaorespeilosamentc convidados a visitar o
^estabelecimnto em Santo Amaro.
, Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
de Apollo n. 9, que se acha bem raiado e pintado ;
e um sobrado de um andar e solo na ra Augusta
n. 3 A : quem os preleuder, falle com Joo Leite
Pita Ortiguera, na ra da Cruz do Recite n. 12.
Aluga-se um sobrado de um andar, cora tom-
modos para grande familia, sita na ra atraz da ma-
triz da Roa-Vista ; a tratar com Jos Leopoldo da
Silva, na ra do Trapiche Novo, segundo andar do
Hotel da Barra. /
Manoel Dias Fernandef > sua senbora e urna
sua lilha menor, vao Europa-
cm barris de 7 cm pipa
C. de Abrcu na ra da
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos quantos al agora
lem apparecido: no escriptorio de Augusto C. de
Abreu ua ra da cadeia do Recife u. 48, 1" andar. 1
Vendem-se queijos'de manleiga por pre<;o
commodo, e cera amarella do certao : na ra da Ma-
dre de. Ueos n. 36.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
OTAS DO SERIAD.
Vendem-se muito (rescaes ovas do sertao, por pre-
o commodo: na ra do Queimado, loja n. 14.
' Delouche, relojoeiro:
Vendem-se relogios e concertam-sc, mais
barato do qu em oulra qualquer parte ; as-
__.sin como tem vidros, correles e chaves :
naruaNovan.il. Tambem vende agun argento-
magntica para pralcar.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tin, na ra da Cruz n. 62, as mclborcs sement rc-
cenlemenle chegadas de Lisboa oa barca porlugueza
Margarila, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo de duas qualidades, ervilba
loria e direila, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de
toda as qualidade.
Vende-se um escravo : quem pretender dirja-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n. 53 de 1 hora
da tarde cm vante at 6 da larde achara com quem
tratar. .
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaty, por commodo
preco: na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez,. em 'casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SNDS.
SALSA PARRILBA.
\ cenlo Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, crmico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo.precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre eostnmam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mflo daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanraade.
Portanto pede, para que o publico se possa Hvrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlement aqu chga-
da J o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Couceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo 3a primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sna firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Vendem-se licores de absynth
Kirsch em caixas, assim como chocolate
francez da melhor qualidade.que tem ap-
parecido, tudo chegado pelo ultimo navio
Irancez, e por preco multo barato: na .
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se muito bom cafe de prir
meira qualidade, em saccas, como tam--
bem fardos de fumo da melhor qualidade
possivel para charutos, chegados ultima-
mente da Baha, e por prec,qjnuito em
conta ; assim como .urna porefio de caixas
de charutos, por preco baratissimo, que
he para se linalisar contas : na ra da
Cruz n. 26, primeiro andar. '
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, paitan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-s a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Mohnos de vento
'ornbombasderepuxopara regar h orla se bailas
decapim, na fundirlo de D.W. Bovrman:na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
VINHO DO POETO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em,
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da i-ua
do Azeite de Peixe n. 14, ou tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na-
ra do Trapiclien. 54.
Padaria-,
Vende-se nma.padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasto & Irinosr-
Aos senhores de engenho.s
Cobertores escuros de algodao a 800 rs., ditas mui-
to grandes e eucorpados a 15400 : na rna do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
P0TASS4. 4
No antigo deposito da ra da Cadeia do llecfe,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polaau
da Russia, americana e brasilera, em pequeos bar-
n de 4 arroba; a boa qualidade preco ma
ralos do que em oulra qualquer parte, se affiancam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha barrii-com cal de Lisboa en pedra, pro-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzaO, brug*. meias lo-
Si da Rnssia : no armazem de H0; Bieber &
moanhia, na ra da Crnz n. 4.^
Vende-se a taberna daflH jieila
do Rosario n. 10, bem afregue
a trra, e com poucos fundos, e faz^
tagem ao comprador: quem a pretei
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se selim preto lavrado, de mailo bom
Boslo, para vestidos, a 2&800 o covado : na ra do
Crespo,, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se um carro de 4 rodas, em muito bom
estado, rom seus competentes arreios : quem o pre-
tender, dirija-se ra do Aragao n. 6.
Para a paschoa.
Vende-se mtiilo em conta um vestuario para um
rapaz de 13 a 14 auno, em bom estado, e de bom
goslo; a tratar na refinado da ra da Cruz n. 52.
No aterro da Boa-Vsla n. 31, vendem-se en-
feilcs de rabera para senliora, tanto de cor como
preto, proprio para a semana santa, faz-se chapeos e
vestidos, manteletes, capotnho, e ludo quanto per-
lence a moda franceza ; ludo he felo con o melhor
goslo, aceio e promptidao, e mais barato do que cm
oulra qualqner parle ; lambem recorte-s babados
de seda com ferro de novo modelo chegado de
Franra.
Vende-se um preto do gntio de Angola, de ida-
de que representa ponco mais ou menos 35 annos,
sem achaque, do servico da ra a campo : ha ra da
Praia, depois da rbeira do peixe, lerceiro sobrado ao
lado direilo.
Mascaras.
Vcndem-se mascaras de arinc o cera, para os
prximos nafrer-o dmalro : na roa Nova n. 42.
Vondc-se a &% terrea n. 8 da Iravessa da ,Vi-
racoot becco de Jos Loureuco : na ra estreita do
Rosario confronte a igreja se dir quem vende.
Vende-se urna taberna no Mohdego u. 68 :
^uem a preleuder, dirija-se a mesma.
Vende-te na rita d Mahgueira n.
5, uma junta de bois mansos para car-
roca. *
YALHAS A CONTENTO E TESliRAS.
Na ra da Cadeia to Rccfc n, 48, 1 andar es-
criptorio de Augusto C. de Abreu contiuuam-se a
vender a 8,000 ris o par (prco lixo) s j bem co-
ndecidas e afamadas navalhas de barba, fetas pelo
hbil fabricante que fui premiado na exposicao de
Londres, as qua.es alm 'de durarom extraurdinaria-
le nao se senteza no rosto na aceito de cortar: ven-
dem-se com a condicao de nao agradando poderem os
compradores devolvc-las at 15 das depois. da compra,
"ri'siiinindo-se o importo; na mesma rasa ha ricas
lesourinhas para uulias feitas pelo mesino fabricme.
NO ARMAZEM DEG.J.ASTLE1
, EC0MP1VHU; RLADO TRAPICHES 3,
ha para vende," o seguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes d laa. para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas,' pare
fabrica de assucar. x
Ac de Milao sortido.
Carne dev.-teca em salmoura.
Lonas da Bussia.
Lazariras c. clavinotes.
Vade-mecum dos bomeopathas ou
o Dr. Heringtraduzido em por- <
tuguez. ,
Acha-se a venda esta importantissima o-
bra do tic. Hering no consultorio homreo- (
palhico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle--.
guMi. 25, 1 andar. 1
tgj Vendem-se relogios de ouro, pa
^ ten-te inglez, por commodo pre-
TT .co: na ra da Cruz n. 20, casa de
(jj) L. Leconte Feron ,& Companhia.
9 V endem-se chales e meios dilos. de
bordados, de primorosos eostds, e por preto
muito commodo : na ra do Queimado n. 46,
d$ loja de Bezerra & Moreira.
S* *@#|
Vende-se arroz de casca rooilo nev 3$S00
a sacca : na ra do Vigario, armazem o. 5.
Grande.pechincha !
Vcndem-se corles de casa do nltimo gosto, e corea
fixa, pelo baratissimo preco de 19920 o corte : na
ra do Crespo n. 5.
Vendem-se 600 saccas com milho,
peToTjrato preco de 2S800 a 5^200 a
sacca : na rita da Praia n, 1 A, travssa
do arsenal de guerra.
Vende-se na roa do Trapiche ovo n. 4,- orna
por^ao de*aducllas que foram de cascos americanos
de aceite de peixe, assim como alguna loneilevan-
tados da mesma madeira.
Vendem-se novilhas e garrotas mui-
to gordas : no sitio denominado Torre,
cm JBelem. .-----^ .
Veqde-se
grande, rapado,
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na roa Di-
reila n. 76, esquina do becco dos Peccados Morlaes.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de couro de lustre, bem fei-
tos, pelo diminuto pref o de 2$500 cada um.
Agenciada Edvrln BXaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de He. Calmon
(5 Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agua, ele, ditas para a miar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro"estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para- navios, ferro da Suecia, c fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Jecife n. 60, arma^
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de onro de abnele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e.fabricados em Lon-
dres, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
ticks, modinhas tudo modernsimo-,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, firioha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2J400 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 25800, ditos
cnm81|2 varas a 39000 rs., corles de meii casemira
para calca a 3*000 rs., e oulras muitns fazendas por
preco commodo : na, ra do Crespo, luja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA AQARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fin preto a 38000, 3200, 4500, 59500 e
6SO00 rs., dilo azul a 28800, 38200 e 4g000'rs., dito
verde a 9800, 38600, 48500 c 5000 rs. o covado,
casemira preta enfestada a 58500 o corle, dita fran-
ceza muito tina e elstica a 78500,88000e 98000 rs.,
selim prelo maco muilo superior a 38200, 48000 e
58500 o covado, merintj preto muilo hom a 38200 o
covado, sarja preta muito boa a 28000 rs. o covado,
dita hespanhla a 28600 o covado, veos prelos de fil
de linlio; lavrado, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e oulras mitas fazendas de bom gesto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
Deposito de vinho de cham-
Eiagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propridade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: ste vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 36000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. L'e-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil
das garrafas sao a
e os rtulos
Na ra do Vigario 11.19, primeiro andar, tem
. venda a superior flauclla para forro desellius, che-
gada recenlement da America.
' Vendem-se cobertores de atgod3o grandes a 610
rs. o pequeos a 560 rs. : oa ra do Crespo nume-
ro 12. '
fARINHA DE MANDIOCA. '
. Vende-se em porcOes de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no aumazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco ,fun-
dezdo no caes do Collegio, e na rita da
Cruzn. 28,* vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova que existe no mer-
cado, e a preco razoavel.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Relogios dt> ouro, patente inglez.
uraxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne
cidos de piafa e de latao
Chicotes e UimpeOes para carro e cabrio! et.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cahecadaspara montara, para senliora.
Esporas de aro prateado.
Na ra do Crespo, loja n. 2.",
vendem-sc corles de casemira prela fina a
g 58000, sarja prela larga, fazeuda superior, a
28000 o covado, selim de Macan mulo encor-
pado a 28500. chales de laa escoro a 800 rs., _
W panno prelo o azul a 38000, corles de casemi-
ra parda a 28000, chita franceza larga com
algum mofo a 200 rs. o covado, ditas lulipas
Jg muilo finas a 210, riscados francezes de cores
fixas*480, ciscados de nho os melhores que #
@ ha no moteado a 240, e outras militas izen-
ilas, por preco baralissimo. r
Vndese uma prela que sabe cozinhar o diario
deumacasa: ua ra do 1.ivramenlo n, 1.
POTASSA BRASILERA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efl'eitos ja' experimen-
tados : na. ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte. Feron &,
Companhia.
gordo, acoslufrrSUwlrregar minino, tambem se
vende Uma cpula oVipoia coni pao, dous lomo,
duus ganchos e cortinas para rede, ludo por preco
commodo _: na ra do Sebo, casa n. 33.. .
Devoto Chtstao.
Sahio a luz a 2.* edicSo do livrinho denominado__
Deyolo ChrisUto.mais correcto e acresceotado: venda-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 d praca oa In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qne volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se om carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cothera de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fin preto a 38000, 48000 ,
58000 e 68000, dito azul 38000. 48000 e 58000, ca-
semira prela a 28500, selim prelo muito superior
:18000 e 48000 o covado, sarja preta hespanhola 2 e
28500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nbora a 28600, muilas mais fazendas de muilasqua-
lidades, por prec,o jommodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, poras e composlas', feitas no Ara-
caty, por menos preco do que em ootra qualquer
parte. M '
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440; dilos de salpico tambem grandes, a
18280, dilos de salpico de tapete, a I3WO; na ra do
Crespo loja n.6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & Companhia vendem-se
os algodes desla fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nrtva no mercado,
como lambem um sorlimenlo de farinhas americanas:
no armazem de Deane Youle & Companhia, Dec"
fio do Uouealves.
Relogios de ouro ingleze : '
vendem-se em casa do Deane Vovjjte di Companhia.
Vendem-se em casa de Dean^oulc & Compa-
nhia. ra da Cadeia Velha 11. 52, aro de MUao. ver-
dadeiro e rarvo patente, proprio para ferreiros.
Vendem-se dous vehculos ou carros de qualro
rodas de carregar fazendas na alfandega, por com-
modo preco: a Iralar no caes do Ramos n. 8.
Ao meio dia de 27 de marc,o do J
desappareceu da casa do abaixo astignad es-
crava, crioula.de nome Angela, tic idade 30 annos,
Iiouco mais ou menos, com os sig'naes seguil
lisiante preta, cabellos creseidos na frente, e
ma abrir ao meio, fallam-lhe 2 denles da fren
parte d cima; levou vestido decassa roseada de So-
res grandes, e mais orna pequea Jrouia com roupa.
Esta escrava foi pelo mesmo abano assignado com-
prada em 10 do feverero prximo passado ao Sr.
Jos da Silva Loyo, o qual a vendan por conta e or-
dem do Illm. Sr. capilo Antonio Mara' de Castro
Delgado: consta que cosluma andar fardada de sol-
dado do quarlo de artilharia em Olinda, e qne fora
vista em Santo Amaro e suas visinhancas estes das:
rerommenda-se as pessoas que delta tenham noticia,
leva-la ou manda-la loja de ferrsgens da.roa: da
Cideia do Recife n. 56 A, que se grallficar genero-
Mmenle.
Desappareceu no mez do Janeiro do crranle an-
n o, om escravo por nome Adriano, de idade de 60
a mos pouco mais ou menos, cor bem folla, bastaste
c alvo, cosluma trazer o cabello branco grande; e o
c hapo ao lado, lem a ore!lia esquerda Turada de an-
ciereom um brinco,.he inarimbero, baixo e grosso
< lu corpo, lem os ps incitados, e anda mulo diva-
:ar, loma tabaco, tem mulher- e filhos em H. S-'do
t)'de Ipojuca, he muilo conhecido em Nazarelh,
>nde so suppoe que esteja: quem o pegar leve-o a
loja da ra do Crespo n. 10, que ser gratificada.
Rogo a todas as autoridades policial, a priso do
liespauliol de nome Manoel Maria, baixo, che
gum tanto do corpo, idade de 26 trinla annos,
muilo fallante, locador de guitarra, Irabalha do sapa-
teiro, o qual he um graudississimo ladrSo. Sahio
leste engenho ao amanbecer do dia 6 do corrente,
levando dous cavallos, montado em um, e oulro de
caugalha, a Ululo de ir apromplar seas papis para
se casar, por estar com um casamento justo, o che-
gando ao Recife nas Cinco Pona, na casa de rancho
de Francisco de tal, deixou o portador, que ia com
elle, dizendo-lhc que ia a eidade de Olinda) despa-
char os papeis.e que ji vollava.e fugio 1 valloem
que ia montado de sella, dizeudo o irtador qoe
yinha, e nunca mais volloa,tujo cavarlo em que fu-
gio montado lio russo sujo, tem urna lista prela por
cima do espinharo alea canda; cauda fina epost-
ilada para baixo, idade de 8 anuos pouco mais ourne-
niss c o mesmo furlo fez o anno passado a Stwerino
Barboza Cordeiro,- morador na Alago dqXarlos,
termo de vazarech, tendo pedido uma sua WM para
casar com elle, e tratado o casamenlp qne fbsse, da-
se que era preciso rao Recife aprompt" ns seus
papis, e tlandu-lhep ditoSeverioo, unitom catal-
lo que liutia para fazera viagem, chegou oo Recife e
disse aos ctimpanheros que iam cora elle, que espe-
rassem, quo elleia a eidade apromplar os papis, e
nunca mais volto, fugindo no eavallo e o venden
como (ambei-n o seln; e o raesoio acaba agora de
aqu pralicar, como cima dito fica. Estes sao os rou-
bosque se sil'ie, fora os mais que anda sengo sabe:
epara que esMIadrSo nao viva ensaando ao publico
por esta form.i com semelhanles furlos.11 ritr^
a sua prisao pa ra ser puuido.com as penas da le
que lem aslutvas de sobra para engaar 5 lodos;
o nao conherer.-i. Oquarl.oem qne agora vti li
lado, alm -los .ignaes acuna I* carremdor. E|
nho novo de Noruega 8 de abnl de 1854.
Manoel Thom de Jtnu.
Desappareceu ora moleque crioulo, de idade 14
a 16 sumo, pouco mais ou menos, baixo, porm cor-
poleulo, rom alaumas pinhas de cabello branco na
cabeca, e nao menos de 3 a 4; tem os bticos verme-
lhos,cr nem he prela nem he vermelha, sendo mais
vermelha, j foi surrado a bacalluio, portanto ha de
Icr as cicatrizes, olhos brancos ele. : quem oappre-
liender pode leva-loa ra d Senzala l{ova n. 3.
Desappareceu no dia 26 de marco do corrente
anuo, um escravo cabra por nome Antonio, rom-os
sisnaes seguites: idade 20 unios, allura proporcio-
nal, cor avermelhada, tem um dedo da mao esquer-
da aleijado, e he bonita lgura, lie bastante esperto e
anda sempre apressads, n,lo se salie a roupa com que
fngio, mas he de coilume s vestir calca e carniza, e
sempre descalco, levou chapeo do Chile fino de abas
pequeas, porm j usado, he nalural do Ic, dopde
veio- ha perlo do 15mezes: roga-se portanto s au-
toridades polieiaes e capitile de campo, a captura do
indino, e mandarem-uo entregar a seus ennores na
roa do Brum armazem de assucar, 11. 28 ou defroule
da cadeia n. 26 lerceiro andar, que serao recom-
pensados.
^
rer.-Tj..e f*. T. rarW.tMt


Full Text
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