Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01891


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Full Text
st
m
N. 84.J
"4,000
mos 4,500

V
s
\
LVl^BS DA SCltMJUl-t.AO-.
F.deFaria;Rode Ja-
oira Martlns; Babia,- o Sr. F.
Sr; Joaquim Bernardo de Men-
*. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
^keio Pereira; Aracatv, o Sr.
* Braga ; Ceari, o Sr. Victoriano
; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
B[oSr. Justino Jos Ramos.
^AflilHVfSV
15J
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 i/8 d. po
. Pars, 340 a 345 rs. por i f.
< Lisboa, 95 porcento.
% !PVde i-3aeit0' i W a2 Pr/0 Je rebate.
Acedes do banco 10 O/ de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ad* par.
Disconlo delellras 12 0/0
CUARTA FEIRA \ DE ABRIL DE (954.
Por Anjio adiant
Poif
METAES.
Ouro. Or^as hespanholas. 283*500 a 295OO0
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 9!5000
Prata. Pataces brasileiros..... 19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos.......1S800
i.
) dia 15 do coi-rente termina o
pagamento do quartel de abril a
subscripoao deste Diario a
So de 4*000 ; os enhores que ntio pa-
eMedijhreputa-sequeo qe-
>00 como esta1 estipulado.
PARTJ AS DOS CORREIOS.
Olinda, todos 0:
Caruar, Bonit^Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Bojpisia, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
'. ,' PREAMAR DE HOJ.
rnraeira as 4 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 lioras e 54 minutos da manha.
|EJFFiaAL_^
BGUNO DA PROVNOLA.
'* di abril de 18B4.
t'-Bxm. marcch.nl commandante dasar-
llllindo, por cpia, o aviso do ministerio
i;de3de marcoultimo, pelo qual se man-
lixa do servico ao soldado do 7. balalbao
adore( anliga numerario) Agoslnho Jos de
*, logo que elle se aprsenle da desercao.
ku niesmo, para mandar por em liberdade
* Anselmo Jos dos Sanios e Jos Claudino
va, visto leremtidojulgados incapaz do ser-
ilar.Fizoram-se as necessarias communi-
caetles.
!Ao inspector da-lhesouraria de "fazenda, re-
wdo.paraoa convenientes exames, copias das ac-
essoc do conselho adminUIralivo datadas de
10 e 13 do frrenle.
I oAo mesmo, recommendando que mande pa-
] J.mocreveM.noel Das da Silva, a quantia de
scootralon com o delegado do termo de
. S AnUo, a coBdcSo do armamento, que o
acona*. delegado remellen para esta capital.-
<-ewmi,cou-e*o chefe de polica.
ircsidenie do conselho administrativo,
er a compra dos objeclos mencionados
Choque remelle, os qu.es o necessarids ao
al de guerra para foruecmenlo de diversas re-
^ceeotin.raeao destrabamos de suas offici-
eram-se as necesaarias communicacoes.
-AojirU relator da junta de juslica, transmit-
a aeren, relatados emsessao da mesma junla,
a. **so,do soldado da companhia Pisa dojRio (irn-
Antonio Jos Gome,. P*rlic.pou-,e
ixra, presidentedaquella provinejaw '
^feluepolicia^devovendoosdous pa-
pe.,, dayeBcraM Francisca, iaueserere
f por Smc. dada ccrcaa-do requeri-
no. idoNmcrrn-efro.Vdeclarando,
o reqoerimento o despacho seguin-
- Requeira a qnera competir.
Inspector da theaoiiraria provincial, di-
, visto uto haver inconveniente em ser
vigirio da fregue'zia de Cimbres, Jos
^M costo de rts, que pe le pro-
_. J J foi vo,ado P3" a bra Sa matriz da-
reguezia, mande Smc^eflectuar esta, enlre-
w do prestar elle fiaura idnea.
w. mesmo, concedeiido a aulorsiaco que
iespender por canta da verba das even-
a quantia de 350# com a facturare don r-
sdeamaretlo para archivo da conldoria da-
qttella thesouratia.
DitoAo inspector do arsenal de marinha. ap-
ki a deliberasao que lomou de mandar rece-
1 do patacho Pirapama a porcio de te-
ijolloa, qae por parle do conselho adminis-
trativo IbeToram apreaenlados com destino ao pre-
sidio de Fernando.
Mlrecior das obras publicas, dizendo
War o termo de recebimenlo definitivo
rada pintura e alcajroamenlo da ponte de Ca-
^certo de que acaba de ofllciar a thesouraria
.pr 1 para pagV ao arrematante dsqdella obra
a importancia delta. Fez-se o onlcio de qoc se
T traa.
> commandante do corpo de polica, di-
e pode mandar remover o ex-olcial daqnel-
Anlonio Pereirn de Souzadapfisao em que
1 eae*i ira.a do Hoapcio, visto assimb ler pedido e
nao haver Inconveniente em senielhanle remocao,
, segundo declaron o mareehal commandanle das ar-
^ mas'. Communicou-se a este.
Dito A junta qoalificadora da freguezia de San-
I ta Mara da Boa Vista, acusando recebida a lista dos
cidadios qualificados volantes naquella fteguezia.
5
HcioAo Esas, presidente da Balda, acensando
receido oofllcioa queacompanltaramoadous ejem-
plares da Talla por S. Etc. recitada na abertura da
assenUa legislativa desta provincia, do t. de mar-
imo, e bemassirn o relatoriu da Ihesouraria pro-
vincial apreaenlado este ano*
>Exm. director geral da instructo publi-
ando a resolucio que S. Eie. lomou de
adiar o concursos qu deveriam ter lugar aleo mea-
to mez. vbto ter de seguir para o cenlro da
PW m de visitar as escolas publicas e parli-
cirlai
a Inspector da Ihesouraria de fazenda, (le-
do qM pruponlw pessoa idnea para servir iu-
terinamcute o lugar de Ihesoureiro daquella repar-
A
1_ 4riM
9r
lheque- vbla da supradita aulorisacao haja de ef-
/ectuaroseu pagamento.Communicou-se aocapi-
l.lo do porto.
DitoAo director do arsenal de guerra, parasubs-
tilnir.por outras.as armas que Ihe forero enviadas pelo
chefe de polica, as quaes tendo sido remeltidas pelo
delegado de Sanio Anlao, por se acharem desconcer-
ladas, fazem alli grande falla, visto destioarem-se ao
servlco da polica. Communicou-se ao mencio-
nado chefe.
Dito Ao commandanle do presidio de Fernando,
recommendando que faja seguir para osla capital a
bordo do patacho Pirapama.o morador daquelle pre-
sidio Joaquim Canuto de Sania Anna, e o sentencia-
do Daniel Rodrigues de Santa Anna, sendo este com
toda a securaufA acautela, aliinde deporem como
teslemunhas referidas no processo crime de respon-
sabihdade instaurado contra Antonio Manoel Esle-
vflo, ex escrivaodoalirjoxariradodomesroo presidio.
DitoAo inspector d Ihesouraria provincial, de-
volvcndo o cerificido que acompanhou ao offlcio
comqneSmc. impugiiou o pagamento da segonda
preslarao a qoe tem direilo o arrematante do erabar-
reamento da parle, da estrada do snUcomprcheodida
entre os marcos de 4 e 8 mil-bracas, e declarando
que mande effectuar esae pagamento, conforme ja se
Iheordenou, vUlo constar de informacjlo do director
das obras publicas, que o mencionado arrematante
commuuicou em lempo estar concluida aqnella obra,
e se nifcj foi nessa occasiao rccebida.proveio de estar o
respeclivo engenherooccupado no estudodos portas
do sul da provincia.Inleirou-se ao mencionado
director.
JMtoAo mesmo. trasmiltindo para o fin conve-
nienic, copia da relacaodos objeclos comprados para
o expediento da, reparlico das obras publicas, no
corrate mez.
Dito.Ao commandanle do corpo de polica,
conxedendo a auorisajao que pedio para mandar
render proporconalmenle as prajvs d'aquelle corpo
que se icham destacadas, lim de roceherem farda-
menlo e ter lugar o exame a que Smc. deu principio
pira o novoengajimenlo, a uro ve lando a opporlu-
nidade para a condujao dj, cartuiame de que trato
em sea ofQcio.
Dito.Ao commandante do destacamento volante
da comarca de Flores, recommendando, que auxilie
ao subdelegado da fregueziada Fazenda Grande as
diligencias policaesqne elle Imtivcrde fazer, nosen-
ldo de reprimir o crime e manler a ordem e tran-
quillidade publica. Communicou-se ao chefe de
polica.
Portara.Nomeando, de conformidade com a
proposta do chefe de polica, a Manoel Galdino
Wanderiey para o lugar vago de subdelegado i-
i. deslriclo da freguezia de Agua Prela.
Dita.Nomeando, na mesma conformidade, o
capitaoMauocl da Cunlia Wauderley l.ins, para o
lugar.vago-de delegado do tormo do Rio Furmoso.
Fizeram-seas ucces.aris> communcasOs ao su-
pradita chefe.
6
Omcio.AoExm. director do lyceu, a.lorisan-
do-o a rubricar os atleslados dos inapectores dos cir-
ios, que lhe forem apresentados por parle dos pro-
fessores pblicos, visto acliar-sc fra da capital o di-
rector geral de insirncgao publica,.e uaoconvirque
os mencionados professores soffram em seus inleres-
ses com a demora do recebimenlo de seus orde-
nados.
Dito. Ao mareehal coniuiamlanle das armas,
inteirando-o de ha,vcr autorisado o inspector da tlu
souraria de fazenda a mandar indemnisar o altores
commandante do dcslacaeienlo de Timbauba Ma-
tenida o alferesdo 3. balalhSo da mesma guarda na-
cioual, (icraldo Correia Lima, emquanto exercer o
lugar de regente da casa dos ex postas, visto que nao
he isto compaliVel com o arl. 24 do decreta n
722 de 25 de outubro de 1850.-Communicoi-sc
administrarlo dps eslabelecimcnlos de caridade.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria provincial, pa-
ra mandar desapropriar com brevidade urna peque-
a partedo sitio do doulor Antonio Jos Coclho, no
lugar do Pisa, a qual lem de ser oceupada pela se-
gunda parte do primeiro lanco da eslradado norte.
Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito. Ao mesmo, inteiraudo-o de haver autori-
sado ao director das obras publicas, a comprar para
reboco da casa de detone*,, oitocentbs alqueires de
cal branca a 19200 rs. cada ara. Oflicou-se nes-
te.sentido ao mencionado director.
Dilo.A cmara, municipal dcsta cidade recom-
mendam de conformidade com o que resolveu a
assembla legislativa provincial, que expeca diplo-
ma a un sUpllenle que subslitua odepulado, bacba-
rel Joaquim Pires Macliado Porlclla, que obteve
iispeua da mesma assembla a fim de entrar no
-teit
AUDIENCIAS.
Tribunal" do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Belajao, terjas feiras e sabba'dos.'
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 toras,
l.'varadocivel, segundase sextas aomeiodia.
2.' vara do civel, quartas e sabbdos ao meio dia.
noel de Azevedo do Nascimenlo, da quantia de q
rala o seu offlcio de 5 do correnlc, no caso de esta-
rem nos termos legaes os documento que o acom-
panharam.
A
i
DitoAo mesmo, communicando.afim de que o fa-
ca crinslr ao inspector da alfandega, e ao adminis-
trader d mesa do consulado desta cidade, que o
1ro dos eslrangeiros participou, por
aviw f fevereire ultimo, que se coneedeu o
lcito a nomea?ao qoe conferio ao er-
i'M Ja Santa S na edrte, a or-
Jos Guedes, para o lagar de vice-
M^de.Romanala provincia.Fizeram-
e *a#M communicacoes.
60, para mandar abonar de confor-
s orden em vigor, quairo mezc desol-
d ao atfere* Joaquim Gtnlcanli de Albuquerque
Bello, addidoao 3. bafamSode infaniaria, o qual
lem de destacar para a comarca de Flore*.Partici-
pme ao Em; mareehal commandanle di* arma.
DitoAo mesmo. Convindo qye con(lniierr>->i>\p-
bras do meteoramcoto do mirlq, 8 estando esgolatto
.-unMgMcau respectiva de tiO.OOO r... conforme par1
iicipaV.S.,oaulonsn nos termos do decreto de
de.maio de 18J2, apagaras despezas que se foreu.
fazendo com o peHoalempregado as mesma obra*!
alcqueogoverno imperial cujo conhecimenjo neis-
la dato levo wwirriaVdjB suas arotas a rsped.
Devolvendc-llie a (fla dos operarios que acompa-
nhou o ssu afllcio de! Iionlem a. 183, teiiho a dizer-
ETIM.
MA Mf88A0'"0MflSIADAMENTE SECRETA (*
(Por Xrtoa Oeolaa. )
onclusio!
r ~" 8 arquez soajillcza, depois
. ^ uas aaeg^^^^^K pennitla-me primeiramcnlc
1 n\in
|nlar de alguma-sorte u rei Luiz
igusla corle da Russia.
la a rellcclir sobre uicii
que o (iverero depois de
I mais remota. O marquez ca-
la em quanlo-nao
emfim quiz sahif e he
(liRicil deixar de aaliir.
|lte exprimio-a :
I *! ,, en-
ieraiio, le-
do f^^H
rBrr*e^^ai
mo i.
As,fldalsas
gios dados a
va ; mas os
ceremonia,ol
lias poro
oniar-sc pronas, conlim
veiidilo d<- que as dilliruldades
~^es clb-

o marquez, estau con-
do lempo prsenle
Dito.Ao memo, remelendo copia do a viso do mi-
nisterio da gaerra de 22 de fevereire ultimo, bem
come a retaceo a que elle se refere dos oliciaes que
lem direilo a niedatha das campanhas Oriental e
Argentina, afim de que S. Ex. lites ordene que so-
icilem na secretaria da presidencia os ttulos de que
trato o citado aviso, s snpradilas medalhas.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
para que a visto das duas contasque remelle, estando
ellas nos termos legaes, mande S. S. pagar a Manoel
Figueiroade Faria c a Joaquim llorara de Men"-
donca a importancia dos lirros, papel, sincte d'ar-
mas c peunas que vendern, ao lenle coronel
commandanle do batalhao de ariilhara da guarda
nacional desta municipio, para a matricula e expe-
dienta do referido batalhao. Communicou-se ao
respectivo commandante superior.
Dita. Ao presidcule do conselho admiuistrali-
vo, intoiraodo-o de haver fliciado nao t ao direc-
tor do arsenal de guerra, para mandar apromplar
com brevidade as medidas de que trata o u oflicio
u- 40, mas tombem ao commaudaute do presidio
de Feruando, para verificar iHcom efleito existen, al-
1 duas medidas, sendo urna maiorparao recebimeB-
to da.rinda enviada para aquello presidio, e outra
menor para a dislfitmii-ao.Fe'z-sc o expediente de
qne se trata.
Dito. Ao presidente do conselho de admiuis-
Iracao naval, dizendo que, com a copia que remelle,
da lutarmarao da 4.' seceso da conladoria da Ihe-
souraria dc/azenda, rospoude ao seu offlcio a que
veio annexo o requerinient que devolve de Fran-
cisco Xavier da Fonceca Couliuho, pcdudo provi-
dencias para^juc ua mesma Ihesouraria nao sejam
demorados os seus pagamentos.
Dito. Ao commandante do presidio de Fer-
naudo, remetiendo para o fin, conveniente a guia
do sentenciado a gales perpetuas, o prelo Juliao, es-
cravo da sentenciada D. Mara de Albuquerque Ma-
ranhao.
Dito. Aodirectordas obas pblicas, aulori-
saudo-o a lavrar o tormo de recebimeuto defioilivo
la obra de pintura e alcalroamculo da ponto da
Boa-Visto, certa de-que se expede ordem a ihesoura-
ria provincial, para pagar*, arrematante d'aquella
obra c quantia a que elle tem direilo.OQiciou-se
ncsle sentido a mencionada Ihesouraria.
Dito. Ao commandante superior da guarda
naconaldesle muuicpio, para maudar dispensar do
aplanon, tem relarfics com minha augusto embaixa-
da de Sainl-Pclersburgo.
As mulhcrcs mostrarara-se ada vez mais orgu-
ihosameiite locadas das palavras do marquez de
r""o*,n' qual alias diza-as com umaccciito de
persuasaoqueduplcava-Uies o preco; mas osmem-
",^ Va corte. da alta admnislracao o do exercito,
si Vnlf0.' C0,rle!'ia a recolhe-las, dirigirn, eutre
OuaS.ln m'rafl0 ev*os de iiwia. A Gran
aKer TVa C0'" seu "^r imperial o marquez
a proseguir, e o marquez proseguio uestes termos :
son o iEft! ufania,le Pe"*r, o dizer comigo que
rao mais protanda dos onici^M. 1. 1 a<,"ra-
comprimenlo quedevra ter Min n .6
Bourvoisin, trosformado Zt mente iT" -*
.mente, em falla,omecava "
exercrcio de seu emprego de offlcial maior da se-
crclaria da presidencia.
PortaraCouccdendo licenca ao negociaole Joao
Fcroandes Prente Vianna, para despachar* ein-
barcar para o Aracaty, proviuda do Cear, cem
lwrris de plvora de caca.
DlaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar passagem para a Baha por
conla do governo, no vapor que se espera do norte,
a Manoel Fcrreira Das que leve baixa do servijo
do exercitp.
_____->oe 1
COMMANDO DAS ARMAS.
Qwtel taaeral de eoauaaode da armas de
Feratuab.ee, aa cidade do Recite, eaa 10
de abril de 18K.
OBJDKK DO DIA ti. 71.
OExm. Sr. mareehal de campo Jos Fernandes
dos Sanios Pereira commandante das armas, manda
publicar para conhecimenlo das tropas nesla guarni-
ao e lins convenientes, as sentenjas protordas em
conselho de guerra e pola junla de justic no proces-
so que se inslaurou conlraos sephores capilao Joao
Mara de Almeida Feij e primeiro lenle Jos Ig-
nacio Coinbra, ambos do quarlo balalhao de arlilha-
na a pe, pela culpa de se haverem com rregularida-
de no pagamento dos veacimentas as pracas do desta-
camento da Cimbres qoe commandavam.
'Sentenc,a do conselho de guerra.
Vendo-se nesla cidade do Recito o processo ver-
bal dos reos Joo Mara ele Almeida Feij, capilao do
quarlo batalhao de artlharia a p, e Jos Ignacio
Coimbra, primeiro lenle do mesmo batalhao ; au-
to de corpo de delicta ; teslemunhas obre elles per-
gunladas ueste conselho e no de investigado ; in-
terrogatorios dos reo, suas defezas; teslemunhas
que produziram.documentos e mais pecas deste pro-
cesso, decidi o conselho de guerra por plutaldade
de votos, que a culpa do* ditos reos nao se acha prp-
vada, nem elles della convencidos, porqaanto cons-
tando a aecusacao de dous ponfos : primeiro, have-
rem os reos pago os vncimenlos das pracas do desta-
camento com vajes em vez de dinlieirn : egUnJo,
dado as praca arranchadas urna libra de carne- ver-
de, racao insmeteme para sustento de urna praca,
mostrando-sedas defezas dos mesmos reos a fl 66 e
fl 179, quanto ao primeiro poni, que se dando du-
rante o commando do segundo reo e parle do primei-
ro completa carencia de sdelas miudas e prata, nao
su na villa de Pesqueira e lugares visnhos, como
mesmo nesla cidade, como prova os documentas de fl
128,130,233, 236,238, 241 e 244, teslemunhas da
deteza a fl 279 v. a 0 294, e mesmo a segonda, ler-
celra, qaarla, quinto e sexta, da aecusacao a 39,40,
41, 42 e 43 v., e tendo de mais a mais os acensados
recetado os sidos do destacamento em olas de 100
a 50O800O rs., documento fl 75, neohum outro recur-
so Ihcs resUvsenoa emissao de pequeos vales
como Irocos. o que fizeram com o consenso das auto-
ridades de Pesqueira e decombnaoo com todos os
commerciaoles desse lugar, com o nico fim de evi-
lamale desavengas entre as pravas, sempre noci-I
vas aboaordemedisciplina.se reunissem algomas i
prajase enlregassem i urna dellas a importancia de j
seus sidos, como j havia saccedido quaodo o pri-!
meiro aecusado teniou esse meio, cajos vales eram j
pelos ditos commerciaoles aceito, pelos valores nel-
es designados, e foram devidamente resgalados como'
jurara contestemente todas testemu'nhas da defeza, e!
mostea* os documentos de fl 911, 233 a 244, v-se
anidados referidos depoimentosedocumentos.e mais
Uocemenlos de fl 272 a 274, qne nenhuma prara sof- j
rreuo menor prejuizo com a emissao dos sobredito*
vale, excepto dous soldados que com elles se ausen-
taran,, (anta que nao houve reclamacao alguma da
parto desse destacamento ; v-se finalmente, dos do-
cumentos a 1191 e 107 qoe da mencionada emissao,
Justificada pela imperiosa le da necessidade, nao -
raram osaecusados o menor lucro, nem fizeram Iran-
saccao alguma que envolvesse ganhos Ilcitas, e que
nada pouparam para que as pracas fossem pagas
com dinheiro, como effeelvamenle o tarara. Por-
taulo demonstrado tica a insobsistencia do primeiro
ponto da aecusacao : quanto ao segundo, mostra-se
igualmente dos autos que he elle infundado, porque
dos documentos de fl 136 e 142, e das proprias lesle-
manhas da acensado II e fl, se v, que em quanto os
geueros esliveram por precos razoaveis, o orimeiro
aecusado dava ou mandava dar pelo lenle Para-
nhos, libra e meto de carne a cada praca, e s depois
que encarecern, os genero, j por causa da socca e
ja pela aOluencia de povo ocasionada pelas niissfies,
como provam os documentas a II 135, 143 a 163, e
inquirido da defeza, foi que os reos reduziram a r'a-
ao de carne a urna libra, eque anda assm, sendo
pesada na balanca grande do acougue publico com
grande fiel, e por un, peso um terco maior que o
desta cidade, documenta fl 136 e 264, regulava libra
e meia do peso desta mesma ciJaderrajao'maior do I
que a que marca a tabella n. 70 de 7 de Janeiro de I
1853, e lano era mais que su luciente a rajao de car-
ue que as pracas recebiara, constante dos documentos
da fl 164 a 170, qne a maiqr parte dellasa vendan,
paisanos, e as que desertavam deixavam carnee fa-
rinha que eram distribuidas pelos cantaradas de ran-
cho, como depoem as lestemunhas da defeza, e diz o
documenta a 11265, portento, e pelo mais que dos
aulos conste, o conselho de guerra absolve os reos e
appella.
Cidade do Recito 13 de feverero de 1854. Al-
xandre Bernardino dos fe e Siloa, auditar de
guerra interino. Joaquim Rodrigues Coclho Kel-
ly, m ajor presidente. iis Dominguetde Araujo,
capitao interrogante.fos Antonio de Olieeira Bo-
telho, capilao vogal.Domingos de Urna Veigu, ca-
pilao vogal.yo*.fbqe/um de Barros, capitao vo-
gal, vencido. Joaquim Antonio Pienlznauer, ca-
piiao vogal.
Senlen;a da junla de Justina.
Confirman, k senlenc do conselho de guerra que
absolver os reos da aecusaejio do crime porque res-
pondern, a conselho de guerra, vista da prova dos
aulos, defeza dos reos e documentas juntos, lendo-se
completamente justificado.
' Recito emsessSo da junta de jilstrca 5 de abril de
mi.-Ftgeiredo-Sou:a Olitea Figueiredo
-ChabyBabetloPereira Montnro.
Curapra-se. Qoarlel general do commando das ar-
mas de Pernambuco 8 de abril de 1854.
. Fernandes.
Candido Leal Ferreira, ajudante de ordena en-
carregado do delalhe.
11
' ORDEM DO SZA X. 72.
O mareehal de campo commandante das armas, em
vista das communicacoes que recebeu da presidencia
desia provincia as datas de 8 de marco e 10 de a-
bril do crreme anno, declara para conhecimenlo da
guarnicane devido effeilo, que o governo de 5. M
o Imperador houve por ucm conceder (res mezes de
hcenca para irem a cdrle, aos sonhores capilao JoSo
Mana de Almeida Feij. e primeiro lenle Jos Ig-
nacio Coimbra, ambos do quarlo balalhao de arli-
Idana a p; aquelle por aviso do ministerio da
guerra de 30 de dezembro ultimo, com o vencmen-
to desold ; e esto por aviso do mesmo .ministerio
de 2 de Janeiro do presente anno, cora o veucimen-
lo de solde elpe.
' O mesmo-marechal de campo determina que o Sr.
alteres addido ao batalhao n. 9 de infaniaria Antonio
Mallozo de Andrade Cmara, passe nesla dala a
exercer interinamente as funecoes de secretario no
mesmo batalhao, visto que o respectivo secretario por
eonvaniencia do servijo est empregado na II-
leira.
Assignado, Jos Fernandes dos Santos Pereira.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudantede
ordons cucarresado.do delalhe.
fo.v
min.
27 La m
48 segunu.
s, 2bNv^lutMB'
a manbaa.
\n\e as 2 hora
gundos da manbaa.
>ras,' 45 minutos e[l6
liaa.
EXTERIOR.
i aos
senn-
lesdiflkuldades que o canliao anda naali
[ara
[de >o--,i alteza.
larlo n. 8.1
lie, em talla, omecuva a esnaiili^n* ,,
me experjrrien/ar mais de um lemoG^de Z
- angustia durante a tanga viagem.idecMwrho am,1
Amaislwllaetaqueuciateminirim : o marquez
de Bourvoisin (erminou o curso da sua ueste lugar,
no qual affagava ainda o pensameiito de que de*I
empenhava nos interessesda Europa em fogo, urna
alia missao poltica. si"
Em algumas phrases benvolas a Gran Duqueza
agradeceu ao marquez de Bourvoisin os comprinen-
tos de sua falla, e felicitau-o sobretodo pelo zeta, c
pela coragem que mostrara durante urna viagem,
cujos obstoculos naturacs linham sido auEmenladm
pelos Diriges da guerra. Depois fez sraal nma
de suas damas de honor, que fosse receber as cha-
ves dos dous cofres, e abri-los diante da cdrle.
O mntenlo tai solemne.
Todos, excepta a Gran
Duqueza, eslavam em p. O'ceftwgnnae deeu*--
no foi aberto primeiro, e os numeros^^rTfmcir
i^l qe ^Ula cnBchosnmcnle formado pela mflo
dC-Tw^obreiro halnl, foram lirados e expostas sobre
urna mesa unmensa, preparada para esse cfleilo. O
corre loniou-sc um bazar. Applausos, impulsos ue-
racs de sorpreza c de admiraran saudaram essa ex-
pouce radiosa dos mil objeclos de moda, levados
polo marquez de Bourvoisiu a corle da Russia, dos
quaes o leitor ja tevcconheciiieuto em Weissembur-
S9 na hospedara dos Tres Ses. Nadaigualava es-
ses tccidos bellos e macios, nada era comparavel
sobre ludo a forma elegante,--original, suave, que
dedos encantados, dedos de todas parisienses lhes
tinham dado. Os dedos delicados de loda essa fina
aristocracia, nao fartovam-se de loca-tas, os ollios
ileslumbrados, ennanlados, eufeiticados iiiloqueram
apanar-se delles. E como Lulas essa* fidalgas ex- inais sincero :
piimiam rni voz alte sua rraldao ao marque/ I
Kouivoisin esla\a sem duvida muilo omlwrarado
cun esees comprneuios, os quaes elle teria deseja-
PIRATAHIA.
Ao editor do Time.
Senhor, Em consequencia de Imver eu em ou-
tubro passado corrigido alguns erros em relacao ;i
piratera, fui rogado a dirigir-nje oalra vez aVmc.
sobre o mesmo objeclo. n'um momenln em que a
ignorancia acerca la distingo entre o corsario c
o pirata, vai produzindo as mais erroueas aprehen-
soos quanto aoseffeilos da ilumnente contenda com
a Russia sobre o commercio inglez.
N8o se podevncgar que a pralica de armar navios
parlicularespara fazer presas sobre o commercio de
um immigo he de conformidade com o direilo das
naces; mas he lodavia um procedimenta hostil ao
espirita do secuta em que vivemos, e confio que
mu brevemente destiuadoa nadar." Wheaton, nos
seas Elementos de Direilo Internacional, diz o sc-
guinle em relacao ao corsario :
Este pralica lem sido mui aecusada como ex-
posto a grandes abusos, como tendente a animar
umespuilo de depredado Ilegal, e c.mo estando
em contradicrao evideule com as formas mais sua-
ves doservico militar pratcadp era Ierra. Palero-
sos esforcos tem sido taitas por pessoas humaoas e
illuslradas para supprimi-la, como incompalvcl
com o espirito liberal do secuta. O tratado nego-
ciado |ior Franklin entre os Estados-Unido ea Rus-
sia em 1785, por via do qual foi estipulado que em
caso de guerra nenhuma potencia commissionaria
eorsanos para depredar o commercio de oolra, mi-
nistra um cxemplo, dign de applausos e imitoco.
Mas esto eslipulacao nao foi restobelecida na reuo-
varao do tratado em 1799; c be muilo do recetar
que, era quanta as capturas martimas de proprie-
dade parcular forem toleradas, este modo parti-
cular de damnificar o commercio do inimigo conti-
nu a ser pralicado. n
O presidente JeDerson, na sua mensagem ao con-
gresso a 3 de dezembro de 18u5, referiudo-se aos
actos de corsarios em a nossa costo, algujs deltas
sera comrilfoao, alguus com illegaes corMissoes,
oulros com commisSOesde forma legal, mas commcl-
teudo actas de pirataria alem da auloridade das suas
commissoes, uformava ao congresso que havia
preparado urna tarca para capturar todos os navios
ueste especie e processar^os ofrenseres como pira-
las. .
Em 1812, oitodias depois d declararlo de guer-
ra contra a Inglaterra, o congresso promulgou urna
le, que limitava c prohiba osdircitos dos corsarios,
o se estorcou, tonto quanto tai possivel, a asseme-
lna-los aos navios nacionacs. Cilarci alg)iiu arligos
desta lei.
A primeira seccSo d ao presidente o poder de
aimular ao seu bel prazer todas as commissoes que
elle podesse conceder aoS corsarios, sob o acto de 18
dejunho de 1812.
Sec. 2. E fica determina.lo, que todas 'as pes-
soas que solicitaren, carias de corso e represalia, em
consequencia do acto cima reterido, declarara
porescnplo o nomee urna conveniente- descriprao
da tonnelagem e forCa do navio, o nome e o lugar
da residencia de cada proprielario respeclivo, c%
numero da lripolacaoelc.
Sec. 3. E fica determinado que, antes que qual-
quer commissao de carta de corso e represalia seja
dada, o proprielario ou propriclarios ,1o navieros
do um pouco mais jusUficado,por um molivo poli-
. ;J"nM;onscrvava-o, boa opniao que fazia de
' "et0 especiosa de que o corre grande de eba-
Ul^ie f "', ,U,i0Sala",e de sua embaixada, o
talhite de visito de madama de Chateauroux, o qual
sea viagem nao vesse sido perturbada, devra ser
mH0""-Se" 'U,??r- l^^ocaque julgra c^-
, emente fugir em Weissemburgo. O cofre de na-
ZrZ"i'" '"-Pel, *'0,",ari0 a Jecifr^o do en^ma
a.r,l/a,"da' a?ue1na,va deexplicar-lhclodas
^,C. 7n,Un5adar"'i'^sem maBdw. bwto.0
eiiconlro de madanifl^le Morinval no jardim de
\ ersaillcs, e sua^etnrevisla na casa da ra le la Pa--
roissc.j-oiiio a face tenebrosa da queslao particular
ajH"*wiao carro, o qual elle liuha jior dever acom-
panliar sem jamis procurar- coohcccr a pessoa qoc
o orcupava, c umitas oulros toctos evidentemente
quaes o mesmo ser exigido, e" os commandantcs
desloa navios, em quanto forem, Se obligarlo para
com os Estados-Unidos, ao menos" com dous fiado-
res resp#saveis, nao inlercssados em tal navio, pe-
la somina penal de 5,000 ; ou se o uavio for Iri-
pulado Com .mais de 150 homens, enlao pela soturna
penal de I0,000 ; com a coudcao do que ospro-
prietorios, offlciaese a tripolacao que forem empre-
gado* abordo de tal navio commssonado, observem
os tratados e tais dos Estados-Unidos, e as inslruc-
Ces que lites forem dadas segundo a lei que regula
|*o seu coraporlamenlo.
Assubsequcnles seccocs desla tai obrigam os cor-
sarios a trazerem todas'as presas, ao porto ara ad-
judicado pelo tribunal do almiranlado ; probibem
que naveguem sem as iiislrucces especiaes do pre-
sidente; obrigam os tapitaes a lercm diarios de todas
as cousas qae'occorrcrem para serem Irausmitlidos
ao governp; o faz um dever dos couimandanles dos
navios pblicos arinadosdos Estodos-Uuidos, exami-
nar toes diarios quando.euconfram com corsarios no
mar, e abrigar os seus commandanles a obedecer s
suas nstrucroes.
Esto lei leve por fim restringir e modificar os
damnos da pirataria, eem 1846, quaudo o nosso go-
verno se achou involvido em urna guerra com o Me-
xico.o presidenle Polk, em sua mensagem annual ao
congresso em 8 de dezembro daquelle anno, usouj
da seguate linguagem :
Soube-se ltimamente qae o governo mexica-
no remetleu para Uavana commissoes era bran-
co a corsarios e certificados em branco de na-
turahsacao, assignados pelo general- Salas, o
actual chefe do governo mexicano. lia tamben,
razao para recear-se que semelhantes documentos
tenham sido remedidos outras parles do mondo.
Como os preliminares requeridos pela pralica das
narocs c.vilisadas, quanlo a commssionar corsarios
e regulare comportomento delta? nao tenham sido
observados, e como estes commissoes sejam em
branco, para serem cheias eem os nomes dos cida-
daos e sutaltos de todas as narocs que quizercm
compra-las; este procedimenta so pode ser inter-
pretado como um convite a lodos os ladrees para
cruzarem contra o commercio americano. Perieu-
cera aos nossos tribunaesde justica decidirse, sob
toes circumstoncias, estos cartas mexicanas de corso
e represalia protegen, aquelles que as aceitara, e
commellem roubos no mar alto sob a sua aulorida-
de, das peuas e culpas da piratera. Se os certi-
ficados de naluralisacao desla arle concedidos iseu-
tom os subditos fiespanhoes do crime o castigo de
piratas, em virtile do uosso tratado com a Hespa-
UllH.
Basta quanlo a nossa aeco como governo em re-
lacao a pirulas pertenceutes a beiligeranfes. Agora,
urna palavra a respeito da nossa legislaco contra o
nosso propro povo oceupado na pirataria, sob
quaes quer circunstancias. O cdanccller Kenl, nos
seus Commentariot, pagina 122, vol. fe, da edirao
Liiiao em retorno pirataria :__
He declarado (pelo estatuto) sor urna ouensa a
qualquer cdadao dos Estados Unidos, dentro do
territorio ou jursdiccaorespectiva, aceitare exer-
cer urna commissao para servir aura principe es-
trangeiro, estado, colouia, districlo, ou povo, com
quem os Estados Unidos s acham em paz ; ou a
qualquer pessoa, excepto subdito ou cidadao de
qualquer principe cstrangeiro, estado, colouia, dis-
Incto, ou povo, de passagem dentro dos Estados
Unidos, ou qualquer navio eslrangeiro aimado den-
tro da jurisdico dos Estados Unidos, alister-se ou
entrar, ou assalariar ou deler outra pessoa para a-
istar-se ou entrar, ou ir alm dos limites ou jnris-
dicao dosEslados Unidos com iulencao de alistar-
se ou eutrar no seniSo de algum principe eslran-
geiro, estado, colonia, districlo, ou povo, como sol-
dado ou manubeiro : ou apparelhar e armar,-ou
augmeular a tarca do qualquer uavio armado, com a
inleucao Jeque tal navio seja empregado no ser-
vico de qualquer potencia pstrangeira em guerra
cora outra potencia com quem nos acharlos em
paz ; ou cofoecar, ou disponer ou prover ou pre-
parar os meios para qualquer expedicao militar
ou empreza, para ser couduzida daqui contra o
territorio ou dominios de algum principe eslran-
geiro, ou estado, ou de alguma colonia, districlo,
ou povo com quem estivermos em paz, ou assala-
riar ou alistar, tropas ou maruheiros para servico
eslraugeiro militar ou naval ; ou ser applicados'a
algn, m\ o, para cruzar ou commelter hoslilidades
contra urna nardo em paz comnosco ;e neslc ultimo
caso o navio lie cousiderado perdido.' .... Em no-
me da Santissima Trindade foi decidido qu as
capturas fcitas por um navio (8o illegalmente pre-
parado, quer navio armado publico quer particu-
lar, serao perdidas, e que o proprielario original
lera jus csliluicao se a propriedade for trazida
para dentro dd nossa jurisdcao.
Pode-se accresccutar, que as leis de que o clian-
celler Kenl d a precedente sj nopsis punem expres-
samenle com multo e prisao qualquer cidadao dos
Estados Uuidos encontrado a bordo de navios com
carta de corso, cruzando conlra o commercio de
urna potencia neutral, ou quedeixe a nossa jrisdi-
C3o com o intuito de ser empregado neste misler.
Desla sorle Vmc. perceber que ao passo que vir-
lualmenle privamos da proleccao das leis os nossos.
proprios cidadaos que por ventara se epupem na
pirataria conlra o commercio de urna naeao com
que estamos en, paz, o (heor da nossalcgislacao
e dos nossos aclos pblicos tem sido melliorar e
modificar o systema dos corsarios, anda- exercida
dentro da le das nacOes, e ao mesmo lempo cslig-
malisa-la como quasi synbumo de piratona, ata-
da sendo apresenlada em seu aspecto mais legali-
sado. Alem de toda esta qneslo, -s algum dos
uossos navios de guerra fosse encontrado com caria
de corso e de represalia, denominando-sc pirata
mesa-ano, seria tratado como pirata,, se nao de-
monstrasse qu navegara de um porto mexicano
depois do comeco da guerra, e se acbava sob o cora-
mando de um cidadao lo Mxico.
Belcva lembrar qiuvdaraute o longo period-
paz que agora est prestes a ?erllwbado pela
louca ambicao da Russia, os Esu '9"Unk,os "e a
nica grande potencia fluc lem siu cunv'dada
pralicar em relacao queslao dos corsTos; e P'r
'anta se deve presumir que a actual donlriT? roce"
bda he, que sa a pirataria for admissivel' em i0*1**
os sentidos, o qae nao estara muito tange, um
vio que sollicita a proteccao da lei das'nacoes nave-
gara do porta de um beligerante depois da decla-
racao de gaerra, e ficaria sob o commando de um
cidadao do paiz que concede a commissao. Em
quaesquer outras circurastancias, sera um pirata ; e
o nosso presidente praticaria a doutrina de 1846
que, mesmo no caso de captura por corsarios, le-
salineule conslilaidos, seria ama violacSo de. neu-
tralidadc a qrfalquer nacito neutral permillr que
lact presas fossem conderauadas e vendidas deulro
da nossa jurisdcao.
Nesla crcumsladcias, quanlos perigos proveni-
entes do systema de corsarios nao ameacan, o com-
mercio inglez na prxima contenda com a Russia t
Eqae desculpa pode haver. que obrigue oseom-
mercianles a pagar as perdas da guerra, e dest'arte
originem urna perturbacao desneccsria na rela-
coes commerciaes do paiz-? Seguramente nao ha
nada a temer do prate legal'; e, quauto a pirata-
ria, as pessoas disposlas a se embarcarera para este
misler, acbariam mais til e menos, perjgoso em
lempos de profunda paz do que em um estado de
guerra, quaudo os cruzeiros da Inglaterra e da
Franca sao. pouco vigilantes em qualquer parte do
mundo. Mas por que razio seria a piratera tele-
rada neste secuto, debaxo de qualquer resIriccSo
que fosse? Nnguem dir que seja de conformidade
com o direilo das nacOes.
Alei das nacocs n a'lei do,forte; e com ludo
c cssencialmenle republicana em seu carcter, "por'
que he a lei do tarte para a prteceo e amparo
igual do fraco; mas, semelliaule lodas as outras
els humanas, he servteal i opiniao publica do
mundo, c o progresso de urna mais alta civilisacfp.l
Ha boje Iruto e cinco.anuos o. trafico da escrava-
tura este aliomuavel commercio de carne huma-
na, que he agora o horror de todo o mundo civili-
sadoera de conformidade com a lei dasiiacocj;
mas os Estados-Unidos, lerminando-o em 1808, se-
guudoumaeslipulacao da sua conslilujcao, toma-
ran, subsequeutemciile a Dicativa de declara-lo
pirataria ; c, depois de certa poca, as grandes po-'
lelas do mundo se uniram com elle, e pozeram!
fim a esto reliquia dos seclos barbaros.
Da mesma maneira, o corsario, sob certas reslric-
C8es, he de conformidade com a lei das najees,
Mas tambembe urna reliquia dos secutas barbaros.
A propna guerra hp urna reliquia do barbarismo:
n iui.I. ,.. -*-____..
a ser deslV-
le da preser
medida par
camiuho e
pelo seu sen ti me
A contingencia
que occasiooaria
europeos esli! cj
'age. mas que ti
In,?,erra e
urna r^binacaol
lurocon.VH
liberdadec.,,,^
chegar. Se ceJ-
le era cujas mai
Ma venda'
nossos sentimenta
xer. em favor do
conriccao de ijue,
contendemos pela.'
nal. O nosso pleili
de ser a sua presen
cia nos viren
te,por que sereme
chegue,nao -vjra
combaler com raen
se nem sempre foi i
so sanjue anglo-saa
mente imbu;
uo sen amor
Feuton's Hotel, S.
do de
ligados de |Hirlo, ou de tange com
Oc lin
a poltica*
I; rauca c da Europa. Sim, esse cofre de ncar con-
fuida tedas as duvidas, c sua abertura muda-Ias-hiu
inimedialanicute em verdades brildailtcs.
A dama de donor adrio emlira o efifre de ncar,
e tirou delle... uina boiicca. ( 1) A assembla cabio
imincdialamenlc em cxlase. O marquez de Bour-
voisin cabio lamdem em extase ; mas no cxlase da
estupefacto, e no da vcrgouliii, combinados de ma-
ueira a dar ao corno a rigidez do marniorc, c ao
semblante a iminomliilade dobronze.
rmabonecal todas essas fidalgas dizam en,
torno do marquez. como para agradecer-lhe, lson-
gea-ta.
inda honeca! senhor marquez.
Quo bellos ollios tem ella!
Que rica cintura senhor marquez.
Que pesad mi raveis 1
Veja que maos!
Ali scnlior marquez, vossa cxcellcncia sal-
vou-a!
Bourvoisin saudava
coracao.
Que teria sido della
jencia!
Devemos-lbe a posse della, senhor marquez.
O marquez lornava a saudar.
.. Eis una peca de madama de Chateauroux,'di-
zia elle no fundo de sua alma lente e eucoleri-
sada ; cs nina vinganra atroz... oh ella vinua-se
te muilo, demasiadamente razcr-in couduzr aliava
"' ila guerra e da morlc urna boneca.aseisrenlas Ibhiui
e, posto que nao possa ser dispensada em quanlo
poderoso pretender opprimir o fraco. o estado adi-
antodo da civilisacao e o. espirita -chrisUo do secuta
exigem que seja isenta de qualquer carcter de ob-
jeccao compaUvel com o grandes objtclos, por via
dos quaes urna guerra pode ser leglimamente agi-
lada. Superior a este de o direilo. sob a lei das ua-
coes, dos cidadaos particulares, do belligerantes fa-
zerem presas no commercio dos seus tamugas. J
demonslrei que este direilo tem sido graudemeota
restringido pela accao do governo dos Estados-Uni-
dos na sua ultima guerra com o Mxico; e, se me
nao Iludo com o senlimeiita publico, tanto na Eu-,
ropa como nos Estados-Unidos, he chegado a final o
dia em que esta reliquia do barbarismo pode ser
mais summariamente dispensadodo qae tai o djreilo
de Iraficar em carne humana.
' Proponliam ao mesmo tempo a Franca e a In-
claterra.aos Estados-Unidos declarar qualquer cor-
sario pirataria; e fique Vmc. certa que o mesmo
povo que declrou o commercio de-escrajos pira-
taria sem concert com as outras. nacOes, e que tem
materialmente reslringidg este systema dejiirata le-
galisatlo, ser promplo em responder proposicap.
E, quando a Iuglaterra, a Primea e os Estados-Uni-
dos Jiouvcrem desCarte marcado a pirataria com o
estigma exigido pelo espirite chrisUo do secuta,
quem pora cmduvida.a sua auloridade para mu-
dar, uo iuleresse da dumanidade c do commercio
a n lei das nacOes ?
A poca presente de peciiliarraente propicia pa-
ra scmeldanle acta da parte das tres' grandes po-
tencias "coramerciaes do mundo. A graude exten-
sa o do seu commercio assim o exige ; e, com, se
admilte que o commercio lie o grande agente del
civilisacao couduziiido aos mais remotos canlos da
trra estes principie* clirislos em que a civilisa-
cAo se baseapode-se dizer que o proprio edris-
lianismo imperativamente exige que o systema de
pirataria legalisada, que por tanto tempo se tem
pralicado sob o nome de corsario, seja declarado
contrario a Jei das nacfles. i> Toda, ou quasi toda
a Europa ciyilisada se ten, unido cni defeza, do
fraco conlra iim-despoto poderoso c 'impudente;
c em toda a extencao dos Estedos^LuidP-desde
S. Joao ate o Colorado, e desde a costo do Atln-
tico ale o Pacifico,todos os peitos palpitan, con,
sj mpatdia em favor do fraco, e lodas as boccas^pro-
nunciam os votas de despedida a Inglaterra e
a Franca pelos seus nobres espreos en, manler a
paz do mundo, e castigar, como elle Uo ricamen-
te merece, o despejado e negligente tyranno que
se lem mosteado igualmente destituido de f publi-
ca e de honra particular.
Sr, Vmc. nao ignora que tal he o estado'da opi-
uto publica nos Estados-Unidos, e eu opossoafian-
ar; e ainda quando o nos?o povo nao operasse
por um molivo ainda mais nobre,- uniudo-so .para
acabar com a piratera para sempre, eu aventurara
pouca cousa, dizendo que elle alegremente acoitoria
aproposicao que lembro para manifestaro-seu'ex-
cessiv o oilio do procedimenta do czar russo. Nao
conslue parte da nossa poltica c nao he desejo
nosso, intromctlcr-nos com a polilica europea, ex-
cepte era urna contingencia que espero nunca oc-
correrl Mas syiiipalhisaudo, como sympathisanios
com a Europa occidental na grande contenda que
est prestes a cncelar-se em favor da paz do mun-
do, e a castigar'o miseravcl qoc a sacrificara sua
louca ambicao, estau certa que seria para o nosso
governo e o "nosso -povo unja grande salisfarao vir
i russia, a,o<
mas a raiva abrazava-lle o
se nao fora vossa excel-
Iraos diamantes. E quaudo a bonca modelo ficou
ataviada da maneira mais completo e mais brilhau-
le, quando offereccu a lodas as muflieres da corte o
lypo perfelo que ellas sonhavam para reproduzi-Io
uas proporces naturacs de suas gracaspessoaes,a
Srimeira dama de donor apresenlou-a a Mr. de
ourvoisiu para que elle a apresenlasse Grau
Duqueza. Era essa ,a suprema coroarao de sua mis-
sao 'polilica.
A resposta!
dosFraj^^H
pela GatlU S..
era meaos
porlancia
luco do^
conde. Or
ao teriatf^^H
oulr'ora erm*m^
porciona um
te obrigacSo
come da loglaterri
costa, os principio-)
que abaodou
nos negoco-
teucias allemaM ea
essenciaes da
esperamos', ei
ter daRuss
que se apo-
prompla re
Sundo as informacfl
o curso da polii
Iremamenie
currencia declal
sumi um comporta,
.prxima ao Ihealro j
mente que a
raeira"dapoi
sia dietaria p
compeliida |
grande b.arreira, carj
polenciasmai
tino sea mais
sislirs invs>
forc das circomstai|
po de publico
idntico com
A linguagem usa.l
pouco menos dislinc
Nada he dito
comprtame!
se apoie nelle. o!
indeciso, com um
cada concha da balase:
rara ordem para m
mas, no mesmo idc-^^H
para a guerra, cm
Rhenodoqae
ginaoseu imperiai
volva urna resolu
de urna separacao,
.presentemente, se
gica do que as ouh
tem adoptad
la sospeit
sejam goverr
lado para a op:
te medidas,
ci cauteloso,
revelada pe,
neste lempo aa soi^^^H
em qualquer n
dada acerca di
cipes e esladi
proprios anna
com grande MtasV
ltimo seculn
mente para o apoo
e queem ambas o
sufliciente poder c
reir contra a ambii da)
que agora os princ
mas ha pouco lemp
manda, mal lem a energa
que professaran |
que conlradirim.
desem, procurara
de neulralidade, o
venca com,i polilic
cas que ella nao tere
Os princpaes ora.
manba, s ten, applicado
negocios oriei
sia, ou avillar e a
Por urna ou duas m
um dever iaisposit!
do-se a prqpa
ra aimmineal-
a honra do propO
as Russias cnsul
minar como arbi
os Estaii
ao throii
dioso.

mm
( t ) Em francez poupie, d'oude veio a inicial I,
le lauta vnredoii inaUaiua de Foulenay.
guerra e da mortc nina boneca.aseiscenlas leguas
distante de Paris, ama boneca guando deixa-me
crr, que envia-me.ein mitsio diplnmotica, urna
inissao que havia de dourar-rae, eugrandecer-me,
illuslrar-mc, indemnisar-me de lodas as injurias que
leudo j recetado delta por algumas mas coplas.
Ol : sim, ella vinga-se muilo 1 Nao deve-se zombar
assmi de um hornera de nascimenlo, de um homeni
como cu, de um marquez de Bourvoisin !
Elle nao eslava ainda no ultimo golpe de sua tor-
tura.
Experimenten, alguns vestidos, ordenen cra-
cosamenlc a Grao Duqueza.
,ceT.Var"",e reconn'ednC'"<> vm>, e EmpenhiKlas em ol*,lecer-lhe. as mulheres c as
mocas da corte apoderaram-se logo da boneca, e
Enzeram-lhe eslu moscas, aquella allinetes, una ic-
que, mitra a saia. outra as meas, outra as chine-
las, oulra us rendas, oulra as filas, outra llores, uu>
i
O marquez lancen mao da boneca, e dispondo-se
a dar com ella uo chao, exclaniou : I g
Senhor erabaixador de Franca, queira di.
sua augusta soberana, a senhora duqjftza.de Cha-
teauroux, que nao aceito o rid
ella |irelendeu cobrir-me aos ollios d
ro, deshnnrando-mo com seiuelhanti
na de um militar, indigna de um ni
de um hornera Digu-ldc qt
das.... A Gran Duqueza coi
palavra lerrvel que la' cabir
marquez de Itourvnisiu. Es;
lencio. E no meio do n
recebeu a boneca das 'ra,.
nulas de colera. Depois
ergucu logo
Azombar
KOu-lhe da caliera e > oltou-a ale separ,
Mellen dous dedos ua envidado do petoI
15o, e tirou um papcliiiho, o qual <
liosamente.
cuida-
A Grau Duqueza leu eolio em voz aiu o que
eslava escriplo uesse bilhetc 13o i
escondido no busto
u O senhor marque/, de Bourvoisin nomeado" po-
nos ejneral do primeiro remenlo de dragoo, lea
^^K, Ojsse- .ma de Fonle-
audtau'cia. Como
se chai
. Ign
Sua formusura ao nim
Nao.a ojaervei.
Eli.
ii qu ser por luuili
Como he ella erolim 1 lti-
De.papelau.
FIM.


. t-._ --

^K alien
rain cora vigor e com espi-^
te nunca houve urna ocra-
i lacrosa e altamente educa-
ncia senlidac
i, nos3o

InahlllyVei. decisa
qasestiin que os lorjj
felue .: "i he t
govern
urna
um
inado
Ihanlehe-*
lie lenha
vo.etijns es-
do. Oulra
ais pergOsa.
-harmona com a
;uerec
tabre y/ M
no momelo em
peodj|<8e unanim-
iilo nono desejo
Mofar o designios do ga-
onjpario, nao ha eslado algum
m mais dispostes a apreciar
i smsso proprio. Mas nao
;ue a desconfanra con-
os prlocipaes jornaes
deopinioenlro aquel-
desavenga
nato do _
i devo ler passa-
es unisonas /*a P<>vo
nma rattitr* oigna oa
^Bt/' pis oi|amos
irdadeiros inle-
i-i< *gno de conservar o eu
(dem.)
de facciosos, mas transige com elles;
arranja-lhe; as iregocios: lie bem sim-
com esta altituile e esle
partid; cnado, que devia ser o sea
alijado conslanle o fiel, a que lia mais de dous au-
nas toma impossivl o seu'governo. Se exislem em
Ilospanha partido que cnspiram contra a ordem
siabeleeida, podo-ae dizer com toda a cerloza que a
oppoaijo iiilralavel do senado serve maravilhosa-
uwnle seus designio. He para admirar que 0-
n entre elles homens, como o duque de Soulo-
r e o marquez de Miraflores, o* 4uaes merj
cera ser distindos por sna experiencia e mod
|e carador.; Ume outro viram os grandi
ec, nos quaes tambera inlervcram
aso como elles podem deixar-*e
que sao lio cegas e
ja de taes homens na, op> 0,
o ministerio pedera/^,,,'
abandonara, o,*^,!^,, ra
posto a rajp<, m#dWa
.-^.a medida leve
as quaes M. de
.visto sufRcienleme
obligado a ferir muiti
com a opposirflo; e
dos com acrimonia,
DIWIIMSE mUDBUCO, QUMT* FEIRA 12 DE ABRIL DE 1854.
>f i. ,- ... ,,. .,. i.

'At-
.dop-
..s inevi-
qjo livesse
.erio julgou-se
jres que votaram
.pes foram desfedia-
_o cxcmplo fosse salutar.
aji*MM
,IUnin
ida Madrid.dao-nos algu-
s sobre as causas da cris que
sernos como appareceu
do senado sobre a
-aminlios dejerro.
Kisijao emanada da
us membros, a qoal
corso da sessao
ecto'desde-que owiois-
desubmetter incessan-
rojecto completo sobre
vidava o senado a
i oi por diante, e nm
i suspensao das sessoes
assim tirado ao. governo
era mais nocessario. Taes sao os
faci publico; em nossa opi-
cntemenle as medi-
nislerio. As
j* to mudam a nossa
or que derraman
l urna luz, que nos per-
[actidao as difliculdades,
aSe numerosos os partidos
pauha, cerno unsde-
^Bs goveroo ; lia tambero
um partido republiea-
i an partido demaggica,
ivklidos os partidos por odios
^^^Bneiliaveis sao aquelles
^^^Hwopor ligeiras som-
.spostos a eiilender-se e
^^Hklos trabalham inces-
lar-sec ilestruir-se recipro-
rte das vezes nSo servem-
ipecer a marcha do
idminislrajao dos
uta paisto, falta absoluta de
i>eriencia, eisahi o gran-
t'e todos quercm ser minis"
iros e os advogados, os
anjadores de negocios.
istros, primoiro para exercer
^^faeilepoisuinterceiroonausc-
esconcorrem comasam-
tios dus partidos sa ag-
atidades pessoaes. lie
raaislie respeitado:
les serviros ao paiz,
posto termo guerra ci-
^^^B fe inconlestado de intelli-
Se desinleresse, nem as
^ua cathegoria e posr,ao
rio de Iodos os ataques,
peto principio de in-
ailuican. Tem-se re-
lempos silo ests
ia iuvettivadas, co-
ra o principal obs-
e nSo confessatri.
iclligente da constitueilo
"fidio de urna solucao
por que a constitu-
ra ministros capazes e
iistentasscm um verda-
dicac^) aiacera monar-
iluicao hespanhola fuu-
rme yootade de
iferno. sem reserva alguma,
^^HMollado, dve sef a pri-
^^^tara i honra de ser cha-
^^^tai.a Isabel ; renunriem
io nociva, a pala-
^^Hoes equivocas, se- du-
c'acia da constUui0o.
. boas iiitencde de
i Aoncali, de M. Lersundi,
ir que' ? por que uo.
eessarias para nm
iama preseafhdits oir-
ira dirigir e smtentar as'
iois chamados para
' parlamento', e rceuais
acidado dos debates par
ao cargo de ministros
ser ronSlHsileric-
roerno que obra bem ou
i soll'rer discussao.
itrosobslacnlos vos a-
arservcrautes.ea
acompanliar, por
.overuocstabele-
lie sempre mais
ge nainr somma- de
devirtudc.
que stja na Se!
lenharo feHo
>ril do auno
ministerio doge-
^^^Btt, sendo obriga-
bietavor otrttdo da 'ia un
U<- 0 OBCtl CS50.
B> a^^^^^^^K lem
* narljijM a HeinanUa. 'Ati-
os consent
ilnvkta iie
do
cedorial
^^H^Hp> se fossem
do pai, e se
:i niu > os perigos de
todo o genero de qe sao ameaeados. A maioria
do senado faz una opposi;3o systeinalia i todos os
ministerios, qualqoer que seja a sua edr: etl* nio
NaHespanlia exi corP lae, tem nnmero9as
analogas com o. M co'usolho do estado, he o con-
elho real- lod'' ministro fazem parto delle; es-
te compOe-se?'6 um ccrto n"mer0 de conselheiros
'ordinarios e lraordjj|os. O conselho real he piesidido pelo
urca/ente do conselho de ministros, c em sna au-
a, por um presidente nomcado pela ra nha. Eslas
tasfunci;dess3ohojeexercidas por M. Martins de la
Rosa ; lia um auno j que elle se dominio, por que
uao aprevava os principios do ministerio e por que
era opposto medidas, que haviam sido annoncia-
das, dando deste modo um nobre exemplo que
quasi ningucm seguio. IndepcniJentemcntc do con-
selho real, existe (ambem em Ilospanha, para cada
um dos graudes servieos pblicos, um tribunal su-
premo que exerce urna vigilancia assidua sobre o
ramo da administrara, de que elle he o primeiro an~
ncl. Ha pois um tribunal supremo de justioa, um
tribunal supremo de conlas, c(um tribunal supremo
da guerra e da marinha; estes tribunaes estao deu-
1ro das allriliuiroes dos ministros: eslao cheios de
senadores assim con.o o conselho real. O ministe-
rio resolveu ataca-los em sua organisaeao para at-
tingir os membros da opposicao ; mas o ministro de
arara e justica recusou-se a isto pelo que respeila
ao tribunal supremo'de sen departamento, e como
insislia-se em qucrc-lo, tomou o partido de oflere-
ccr a sua demissao, que a rainha aceitou. Foi
urna perda para o gabinete. M. do Castro, mar-
quez de Gerona, era urna esculla cxcellente, mili-
to estimado, muito considerado, gozando aiem dis-
to de boa aura popular, isto he, de urna aura popu-
lar razoavel e legitima, fundado sobre o juizo reflcc-
tida da porcao esclarecida do publico. M. de Ge-
rona aiuda nao Toi substituido. As tentativas fcitas
para acliar-llie um successor teem at aqui sido in-
fructuosas, e a parle da justica est provisoriamente
confiada ao ministro das financas. Nao gostamos
das interinidades, que se prolongan!; em geral iu-
dicam urna molestiae urna falto' de conlianra. M.
de San l.uiz obra com muito acert, procurando
com viva sullicitude completar o seu gabinete.
O que lizeram com o tribunal supremo de justica,
fizeram igualmente com o tribunal supremo da
guerra c marinha. Esse tribunal foi rcorganisado;
o'gojieral/barao de Meer, que era o seu presidente,
nao foi comprehendido na rcorganisarAo, o que
quer dizer que foram destituidos de suas funcres,
assim como muitos oulros generaes, entre os quaes
compreiiendem-sc os dous irmAos Joseph e Ma-
uocl de la Concha, os ganeraes fufante, Armero e
O'Honoell todos senadores, e particularmente as-
signalados pela energa e constancia de sua opposi(Ao;
c foi cortamente por este motivo que foram objecto
ile urna medida especial. Um decreto da rainha
assignalou-lhe re sideucias situadas fura da Hespa-
ulia continental, e obrigou-os a mudarem-se imme-
diatainentc e a carem ahi ate nova ordem- Ma-
nuel de la Concha e O D'oDuell, foram enviados s
'llias Canarias; Joseph de la Concha e Infante, s
llian Baleares, e Armero, ilha de I.eao. Eslas
medidas sao extremamente severas e'feilas como pa-
ra excitar as irujuielacdes dos amigos da legalidade ;
parece-pos difficil concilia-las com as garantas cous-
litucionaes, ao menos como as entendemos em
Franja. Nos chamaramos esle decreto que attinge
os cinco generaes, um decreto de deportarlo; em
Hespanha prelende-se qne he um decreto de ha ni
ment, e mesmq um decreto de exilio.
Dizem que o ministro da guerra tinha o direilo de
propor rainha que expellisse lodos estes' officiacs de
Madrid e os envasse. para um lugar destinado, e
qne em ludo isso nao so trata de oulra cousa que da
eiecuco e applicacAo do regulamentos militares,
que autorisam o governo a.por os officiaes de lodo o
grao em quarlel, o que entre nos chamar-se-h por
em ditponibilida'le. Confessamos que sobre ele
ponto n3o' nos adiamos habilitados para apreciar o
acto do governo hespanhol; por'ro se elle he fundado
nos regulamentos militaresda Hespanha,como se pre-
tende, mais do que nunca temos razan de dizer que a
legislacao, os hbitos e costumes desse paiz teem nc-
cessidade de grandes reformas, e que sao bem culpa-
dos e bem insensatos aquelles que lem adiado a emen
da de lodos estes abusos com sua opposicao intempesti-
va imprevidente. |0 decreto da rainha nao recebeu
aind^uma inteiraexecurao. O general O'Donnell nao
preslou-lhe obediencia ; poz-se em seguro em um asy-
lo secreto que todas .as invesligaee* da polica nao
poderam ainda descohrir: urna nova ordem da rai-
nlia obriga aos capiles generaes de Madrid e das
provincias, qut o maiidassem prender, onde elle sa
apresentasse, aDm de que seja posto i disposi;3o do
governo, e o seu procedimento foi affecto ao tribunal
supremo, que pode cassar-Ihc a patente, o grao, o
iratamenlo e pensos. A mesma sortdln reservada
ao general Joseph de la Concha, queao principio pa-
reca qyer limlar-se a um simples protesto contra
o decreto, execuland-o comlodo, e que depois imi-
tando o exemplo do general O'Donnell, recusou em-
barcar-se para seguir o seu destio. Esta resistencia
causara alguma inquietacAo ao governo, se dermos
crdito s noticias retintes de Madrid. Sabia-sequeo
general de la Concha seguir caminlio de Barcelo-
na, e temia-se que nao lentasse influir sobre o ani-
roodas tropas que formam a guarncao desla ridade,
as impellisse revolta/ O governo, porcm, rece-
beu urna declaracAo do general, que dizia que nao
quera obedecer, mas qrfe se conservara oceultu. O
general repelle ao mesroo lempo toda 'a aceusac^o e
suspeila da coospiracSo, e di a sua palavra de nao
provocar os soldados a nsurrei'cAo. Cr-se em Bar-
celona que Joseph de l Concha conseguio embar-
car-se em um pequeo navio, qao segua para a Fran-
ja, e que est salvo das perscguirOes.
O procedimento dos generaes Joseph de la Concha
e' O'Donnell nos traz a lembranra o que m circuns-
tancia quasi semelhante, seguio o marechal Narvaez.
A sna presenta em Madrid inquielava o ministerio,
ou antes a presidente do conselho, o qual era nessr
tetnpo Bravo Muritlo. Umanrdem da rainha obri-
gou-o a partir para Vienna afim de precncher ahi
urna misso ridicula, que cunvinha, qaando muito
a um coronel; era uma~~ede'm de exilio disfarcada
sob ama vaa apparencia que tinha a imprudencia de
ajntar 3 irrjsSo ao rigor do banimeulo ; apezar dis-
to o marechal obedeceu, julgaodoflue antes de ludo
Ihecumpra dar o exemplo da submissAo lei eAe
seu respeito antoridade da rainha, e que estes gran-
des ioteresses eram muito preferiveis ao que Ihe era
pessoal. Parti e dcixou o territorio hespanhol. De
liaj onna escreveo raiuha para-pedir como um aclo
etractajao da ordem qu" o tinha fulmi-
rdem foi mantida, permiHind-s
Jlque se conservasse emal'aris at
ie elle fez, e isto he preferi-
a. A submissAo antoridade
la autoridajo se desvair sob
imento injusto, lie um acto de
ileve eolher algom dia,
edecetKlo a. ordem de.sua
que falla de submisso de
; nell uao telia para el-
regular,.coritinlia-se cm circulo legal, p.iti qnanto
que a de muitos oulios tem franquead j este lmi-
te, e pouco Ihe falla para que .puso ser acensada de
rebelliSo. Foi por is Narvaez nao qniz lomar/*'1* alguma no qoe se pre-
parava a seus olhs^*e'0. uosenado. Sua retirada
nao devisclarj*er os "us amigos e fazer -Ibes com-
prehender ar" m-seempenhdl; -m umc;miDiio te-
nebrosa--- 'Mea ?
j Indo, parece O' a a Hespanha inquie-
ilo pouco com e .es ltimos actos do go-
,ie seguiram da-ficrto a suspensao das corle,
g/elles nos/'nBo sorprenderam.
jonvcn)Qjvte e ira perlgos da poltica ventn-
0 'foduzem immcdiatamenle e nao escla-
* o lodos o espirito. O laico que liga os
.pi eternos do direito e da justica massa dos
.ersses privados nao he empre apparente; porm
subsiste sempre,e cedo ou tarde o direito dcaconheci-
do reassnme o seu imperio. Hoje a Hespanha lem
sede de melhoramentos materiae que tanta vexes
se Ihe tem promettido: o senado leve a imprudencia
de retardar o seo'cumprimenlo; por isso condemna-o
a opnio publica, a qual sustenta o ministerio, a
qnem d forra. M. de San-Luiz porm obrara pre-
cipitadamente se depositasse nella urna Ilimitada
confianra, pols nste caso seria tentado a abusar dol-
a, e a feria erilao como inimga. No momento que
corro pode-se dizer que M. de San-Laiz he omnipo-
tente ; pois bem! faca elle do poder o uso moderado e
reflectido. procure com solicilude encerrar-^ no cir-
culo da consliluijo, porque esle he o parndo mais
fcil, mais seguro e cerlamente o que flia far mais
honra. (Journal de% Debat.)
Ella a pproi i mar Ao dos- don modo de proceder
nos inspira otra reflexAo que pasmunos a exprimir.
o foi exilado/ como o
a como elle, parte Ja'
opposicao no senado. Todos votavam ento-e sem-
pre doroesrae modo, appronindo ou censurando o
mosnios actos, e exprimindo as mesmas opiniOes ; e
todava como \e-se hoje, a sna opposicao nao linha
o raesmo carcter; a de marechal era constitucional r
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao ordinaria em 8 da abrU da 18M.
Vice-prcsidencia do Sr. Carneiro da Cunha.
(Conclusao.) ,
O Sr. Olieeira : Sr. presidente, cu nao fallare!
sobre a ntlidade do ensino de economa poltica no
lycu, por parecer-me que a maioria da casa est
convencida dclla ; ped a palavra para responder ao
nobre deputado,' qoe se assenta do lado esquerdo 1 o
Sr. Meira.) Disse elle que nao sabia qne carcter
tinha o individuo, que hoje*ensina, no lycfiu, econo-
ma poltica, porque nao existe all cadeira de tal
scicncia, creada pbr le, nem elle tem Ululo algum ;
almxle quejnlgava desairosoa um lenteci curso
uridico ir leccionar no lyceu.
En ohservarei ao nobre dcpulado, que assim como
o Sr. Dr. Autran esl leccionaudo sem ter provi-
mento,e percebendooseu ordenado, tambem o no-
bre dcpulado jleccionou sem ler titulo legal, e re-
cebia ordenado.
Em 1818. q'uando se (chava na presidencia o Sr.
Dr. Pires da Molla, o prelado diocesano officiou-lhe
pergunlando se, leudo o Sr Dr. Faria de partir para
a cortej na qaalidade de deputado geral, e nao exis-
lindo ua provincia subslilu|p das aulas Iheologica
do seminario de Olinda, poda elle propor presi-
dencia urna pessoa para servir interinamente a subs-
lituicao, e o Sr. Pires da Molla que linha muita
deferencia para com o prelado diocesano, respondeu
que elle compela fazur a nomeaco.
Em consequencia, o Sr. hispo passou urna nomea-
co ao nobre deputado, e apresentando-a este na Ihe-
souraria, para se lile abrir assentaraenlo, o inspector
daquella repartirn duvidou faze-lo, por nao conhe-
ecr autoridade uo prelado para prover empregos p-
blicos, contra o disposto as les de 11 de junho de
1831 e 3'de oulubro de 183i : chegando ao conheci-
meotn da presidencia cssa duvida, determnou-se ao
inspector, que mandasse pagar ao nobre deputado o
ordenado de substituto, vista dos allestados de fre-
quenca, segundo a minha opiniao, para qoe o acto
da presidencia nSo ficasse sem cffeilo.
O Sr. Meira : Enlo o nobre deputado foi o
mentor dt presidencia ?..,
O Sr. Olieeira : Nao sei se fui o mentor ,es-
tou expondo um fado succeddo. Constando isto
assembla no mesmo anno de ISIS, esta exigir infor-
males presidencia ; mas, depois. nao sei porqne,
poz-se de parte o objecto, o nobre dcpulado cnli-
nuou a perceber o ordenado.
E, pois,-se isto se deu com o nobre dcpulado, ad-
mira que agora pergunte, como he que est servido
o Sr. Dr. Autran I
O Sr._ Meira : Entendo que as hypotheses nao
sao semelhantes.
'OSr. Olieeira : Se nao ha simile nisto, nao
sei em que o haj. Mas, como ia dizendo, o Sr. Dr.
Autran esl leccionaudo no lyceu, porque fazendo
esse oflercimcnlo cosa, esta o aceitn, por enten-
der que delle resultara, como tem resultado, pro-
veilo mocidade da capital.
Senhores, o Sr. Dr. A'ilran lecciaua s quintas-
feiras, tem sido assidno; e creio que na casa nenhnm
dos nobres depntados poder conleslaf-me. Agora
ser desairoso, na opiniao do nobre deputado, estar
leccionando no lycu um lente do curso jurdico: di-
rei, que o fallecido Sr. padre Miguel, quando direc-
tor eflectivo daquella academia,dava lijOes derheto-
rica no ijc-u, na quatidade de professor; e nunca se
julgou por isso rcbaixado.
O S~r. Meira: Tambem isso lem paridade ?
O Sr. Olieeira : Enlao nao tem ?. Pois o nobre
depulado nao diz,' que ocha desairoso que um lente
do curse jurdicoleccionc uolyccii 1...
O Sr. Meira: Lcccione por X>9.
O Sr. Olieeira : Portante, creio que lenho di-
,lo qnanto basta para prnvar, que o nobre deputado
foi contra o proprio faci ; que censurou aquillo que
j se deu com elle. Agora passando a responder ao
nobre depulado, que se assenta direita (o Sr.
llrandao), quando en leude que a assembla nao
pode autorisar o governo para revogar leis, direi
que elle esl em perfeilo engao : a cada momento
estAo-sc dando fados desla ordem...
O Sr.. Brando : Isso nao prova, que ella
possa...
O Sr. Olieeira: E se eu moslrar, quo ella
pode'?...
O Sr. Rrando : Se me moslrar, no aclo adi-
cional, licarei callado.
O .Sr. Olieeira : A assembla provincial e a
assembla geral, estao constantemente dando aul-
risacOes ao governo para organisar rcparlitOcs e fa-
zer oulras cousa, que nao sao de simples expediente;
e nessas autorisajOes vai implcitamente incluida a
taculdade de revogar algumas leiV.
Senhores, a assembla geral em 1S30 aulorsu o
governo a reformar o thesooro e as thosourarias pro-
viuciaes; o governo fez a reforma e mandou-a por
em execujo, e por essa reforma Ocou revogada a le
de 4 de oulubro de 1831, que organisouo thesnuro e
as Ihesourarias de fazenda. Por consequencia, j v o
nobre deputado que a assembla pode fazer isso, e
que o governo esta em se,u direito, quando reforma
urna lei que vai de encontr ao Irabalho quo elle or-
ganisa por autorisaco do poder legislativo. A
semidea provincial a cada passo est procedendo por
igual: quando a presidencia foi aulorisada a refor-
mar a inslrucjao publica da provincia, expedio o
regulamento de 12 de maio de lj851, pelo qual ficou
revogada a lei de 10 de junho do 1837.
Foi o anno passado autorisado o presidente a dar
um novo regulamento para o corpo d polica : exis-
ta'a lei de 31 de maio de 1845,-que estabelecia as
pena para a pracas do mesmo corpo ; mas n presi-
dencia, lio regulamento que expedio, estabeteceu no-
vas regr'as sobre a parte penal, com o que ficou revo-
gado aquelie acto legislativo.
Senhores, fado desta ordem dao-se a cada mo-
mento...
Um Sr. Depulado : A conclusao he, que eu
quera ver.
O Sr. Olieeira 1 A concluso he,que poda re-
vogar...
O Sr. irandan : So se pode fazer aquillo que
est ng aclo addicional; ludo mais he abuso.
O Sr. Olieeira : Na opiniao do uobre depu-
tado...
O Sr. Brando : Sao abusos.
- O Sr. Olieeira : Seso abusos, esto aifmiltidos
cnlie nos ; mas, einfim he opinia'o do nobre deputa-
do, e eu nao goslo de argumentar traiendo opinioes,
quando existe lei...
O Sr. Brandan: E se nao ha lei.
O Sr. Olieeira : Ainda ha poneos dias, o no-
bre deputado reconheceu qu a assembla pode de-
Itgar no governo a facnhlade de legislar, quando
pa o que existe na lei, e acrescenta o que julgj
conveniente ; nolhe sendo permlllldo excluir aquil-
lo que a lei anterior lera nUbelecIdo. Porlanlo, pro-
ceden em regra fazendo jallamente o que Ihe cum-
pna.
Voto, pois, para que permaneia a dlaposicao do
3 que'autorisa o Sr. Dr. Autran a minar economa
poltica no lyceu desta cidade.
O- Sr. Bapltu nota que a questao nao lem sido
encarada no alto ponto de .villa em que o devia ser,
porque ella consiste em saber-se, se individuo he
ou nao empregado publico ; e tendo o honrados de-
putados, -que eombalem a medida, entendido qae
elle nio lie empregado, porque nio cala snjeito ao
ponte do lyceu, nem ao seu director, elle orador
entende que he empregado ; por qnanto, o qne
conslilue nm professor publico, he ensinar qualquer
materia, sendo pago pela provincia pelo seu Ira-
balho. Observa qne deve haver variedde de res-
ponsabilidade, o mesmo de obrigifjOes, todas as ve-
zes que variar a materia do ensino, e diz, em apoio
desta assercAo, que sendo elle ouvido pelo governo
geral acerca da reforma qo curso jurdico, propoze-
ra a creajao de professores adjuntos, qne de "cedo
nao ficariam sujeito ao regulamento da aeademia,
nem teriam as obrigajes dos lentes catbcdralicos.
Diz mais que, lendo-se apresenlado, como duvi-
da, o ser o professor de economa poltica lente do
curso jurdico, e ter s 400$ rs. de ordenado, nao
devia esta prevalecer, porque o que convinha inda-
gar era, se o ensino dessa materia he til, e que o
mais s tenda* a deixar a questao principal, a-ques-
(So 'de ntlidade em completo esquecimento. Ob-
serva que esse lente nao pedio a compsixo do no-
bre deputado, que impugnou a medida pela modici-
dade do ordenado ; que elle eslava satisfeito, e por
(anlo nao se devia ler isso em .illenco, visto que
a confusao de ser esse homcm Ilustrado, conhece-
, dor profundo da materia, e que a poder de esludo
se fez urna especialidade nella, he razao para mais
depressa se aceitar o seu oflerecimenlo.
Admira-se de que se opponham a que se ensine
economa poltica no lyceu, aquelles mesmos que
todos os dias fallan) do progresso intclleclual, e que
o quercm e desejam.
Entende qne he conveniente approveilar-se o of-
ferecimento do Sr. Autran, porque tem para si qoe
hoje he necessario vulgarisar s principios da eco-
noma poltica, a qual he urna sciencia social, nma
(ciencia que entra na vida do povos, urna sciencia
que, se possivel fosse, devia ser ensinada -a toda a
populacAo ; sciencia prpria do seculo, e que acom-
panha o horoem em toda a vida publica, de sorle
que aquelie que entrar n'um parlamento, lOima as-
sembla, nao sabeodo os seus principios, ter bas-
tantes vezes de callar-se.
Respondendo ao principio enunciado .pelo nobre
depulado o Sr. Dr. Brando, o qnal pretende qoe a
assembla nao pode delegar ao governo, dizque,
deixando essas distinecoes escolsticas pelas quaes o
nobre depulado pensa que a assembla, tendo so-
mente o direito de legislar, nio pode autorisar o go-
verno para isso, appella para a pratica de todos os
dias, de lodos os parlamentos nos paixes onde o r-
gimen constitucional impera, para a Inglaterra, on-
de no reinado de todos os partidos tem a cmaras
comroeltido ao governo esse direilo de dar regula-
mentos. revogar leis, ele. ; porque he correle que,
nao podendo os corpos legislativos obter informa-
coes taes que os liabiliiem a fazer por si muita
reformas, .podem delegar essa Taculdade ao governo.
Faz ver que estas sao as ideas geraes ,de lodos os
homens que tem tratado sobre a materia, e que tal
heosyslema seguido pela Franja, pela Inglaterra
e por todos os paizes cultos da Europa, crendo elle
orador que nao pretender a assembla de Pernam-
buco fazer passar urna doulrina contraria.
.luga que o melhor meio de obrar he marchar
de accordo com os grandes estadistas, com a opiniao
dominante a respeito de certas materias ; e sendo a
pratica seguida a que emillio, nao duvida aceita-la,
pedindo liceoja ao honrado merebro para o deixar
m seu isolamenlo ; e afinal, conclue que a medida
em discussao merece a apprnvaco da assembla, at-
ientas as vanlagens que dclla resnllnm.
Encerrada a discussao, he
com os seus paragraphos.
das dos Srs. Mello Reg, e Brandan.
Tendo dado a hora
O .Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
-------llHCMQUi '
a Sala das commissOei 10 de abril de 185*. 6-
battfio do Reg Barros de Laccrda Machado
da SUeaA. de Olieeira.
Em seguida sao approvados os seguintes pare-
ceres:
lo posturas de cmaras, examinan-
do o incluso artigo das .poetaras da cmara muni-
cipal da Victoria, he de parecer qa'aeja approrado
e impresso para entrar na ordem dos traballios dea-
Uai*embl.
Saladas commissoes, 10de abril de 185*.Mti
r Henriqmt^'OUeeiT.
O hachare! Joaqun! Eduardo Pina, promotor
de Pao d'AIho, pede que no oreamento municipal
desta villa se marque a queda de 409000 rcis para
sen pagamento.
A commissao de 'orjamcnlo municipal, para dar
seu parecer, neressila que pelos canaes competen-
tes se pecim informares mesma cmara.
Sala das commissoes, 10 do abril de 1854.Bar-
ro de Lacerda.Machado da Silea.
Logo depois sao lidos os seguintes pareceres :
A commissao de ordeuados.inlcrpnndo o seu jui-
zo final acercada prelenjao de Heraldo Crrela Li-
ma e Mara Martinho de Miranda Lima, regentes
da casa dos expostos, que pedem o augmento de
seus respectivos ordenados, he de parecer qde cm
vista da informaran dada pela administrajAo dos
eslabelecimentos de cardade, nao pode ler lugar o
qne reqnerem os supplicantes.
Sala das commissoes, 8 de abril de 1854.Bar-
rotBrrelo.M Clemenlino.n
Avista das informajScs vindas por intermedio do
Exm. Sr. presidente da provincia, e do juizo que
o mesmo forma da prctenjilo do engeuheiro H. A.
Millct, he a commissao de parecer que sua petijao
seja levada ao conhccimcnlo da commissao de or-
jamento ^provincial, para que esla marque quola
para o sen pagamento.
Sala das commissoes, 8 de abril de 1854.Luis
Filippe.Siqucira Caealcanti.
Esles pareceres- ficam adiados, por havercm pe-
dido a palavra, sobre o primeiro o Sr. Olivcira, e
sobre o 2. o Sr. Francisco Joao. '
Sao lidos, e julgados obsedo de deliberarlo 'e man-
dodos imprimir os seguintes projeclos :
a A commissao de legislarlo, a quem foi submetli-
do o requerimento de Joaquim Cordeiro Ribeiro
Campos, comprador do ramo do imposto de 29500
rs. sobre cabeja de gado dos municipios do Rja For-
moso, e Agna Preln no trienio de 1847 a 1850, em
que pedo a. esla assembla orna interpretarlo au-
Ihentica do artigo 36 da lei provincial n. 283, pela
qual fique induhitavelmente reconhecido adiar-
se elle comprehendido na equitativa disposijo
daquelle artigo, e ler direito a parteque propor-
cionalmenle Ihe perlence no abate de 20 con-
t He res concedido ao arrematante do raen-
donado trienio Francisco Carneiro Silva; de-
pois de ter procedido a um acurado, e reflectido
exame sobre as razOes allegadas pelo supplicanta,
chegou seguinle conclusao :
Que elle merece ser allendido i por quanio ten-
do sido o sobredilo abate concedido ao arrematante,
nao como um favor pessoal, mas como um acto
dendeclinavcl equidade, que se hivia tornado ne-
cessario em face da rescisao do contrato reconhecida
pelo artigo 36 da lei n. 261, e das causas exlraordi-
apresenlar a machina funeciopando as ce
presente arligo, semsoccorro e auxilio do :
a Art. 3. Ao governo inenmbe eatabetceru pre-
cisas cendc,6es e cautelas, para que as fabrica, assim
montadas, ejarn palenles ao publico e ao exar.
agricullorcs qu qulze er o machinisme
dallas, e esldar o .
Sala das commisso 'wat
Joaquim Carneiro do CunAa, -Fran fkut
de Millo Rego.t
(ContirMar-t*-ha-
Contrato das carnea vardea.
RelacSo das peuoat que mataram resi, mttHttttle
a multa dt 100000 r. por cabefa, na eonftvmt-
dade do art. >> do oontraln dat eamw earaW,
rewluf3o da preeidencia de 21 de dezembro do
anno prximo panado, tendo ditas multa iot
dias 1 a 9 de abril do crreme anno.
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DIARIO DE PERMMBliCO.
o artigo approvado,
sendo regeitadas as cmeu-
entou um artigo autorisando presidencia para
r egu I a r i s a r as lot eri as d a pro vi uci a.
Sr. presidente, foi censurada, a commissao de fa-
zenda por inrlnir no oreamento o 2.; mas per-
ga o larri eu, a commissBo poda fazer o contraro
quando ella formnlou o projeclo d orcamiilo, co-
Seaaao' ordinaria esa 10 de abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Caealcanti.
As' onze horas e meja da manhaa feila a chama-
da, acham-se presentes 28 senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior,
quejie approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o segu ote
EXPEDIENTE. '
Um requermenle de Jos Lucio Lins, arrematan-
te do imposto de -25500 por cabera de gado no trien-
nio de 1847 a 1850, pedindo qne pela interpretaran
do arl. 36 da le n. 283, seja o peticionario conside-
rado no caso de poder gozar do abale concedido pe-
la mencionada lei. A' commissao de legislajao.
Outro dos amanuenses da secretaria da presiden-
cia, pedindo sejaro desde ja divididos us emolu-
mentos da mesma secretaria em partes iguaes.A'
commissao depetijes.
Oulro de Candido Eustaquio Cesar de Mello, ama-
nuense archivista da direcloria geral da instrucjSo
publica, pedindo se Ihe conceda a facntdade de per-
ceber emolumentos pelas cerlidGes requeridas i
mesma directora. A' commissao de inslrucjao pu-
blica.
Outro de Ilermes l'linode Borba Cavalcanli, pe-
dindo se marque quuta no oreamento municipal pa-
ra ser o supphcanle indemnisado pela cmara da
Victoria, das cusas em que foi condemnada a mes-
ma no processo ex-officio instaurado contra o snppli-
cante pelo jniz de direilo daquella comarca. A'
commissao de orjamento municipal.
He Uo e tica adiado, por pedir a pjlavra o Sr.
Francia Juo, 0 seguinle parecer :
Joaquim Francisco de Paula Esteves Clemente
pede que se marque quola no orjamento provincial
para pagamento de despezas feilas nos processos de
varios e])pregados pblicos. A commissao de or-
jamcnlo municipal^ a quem foi presente esle reque-
rimento, vendo que estes processos ainda nao foram
julgados e absolvidos os reos, e que nao se sabe se
os reos podero ou nao pagar as cusas, sendo con-
demnados, casos esles em que tem lugar o pagamen
tu feilo pelos cofres munreipaes; altendendo mais
qoe esle requerimento pede quola no orjamento pro-
vincial, e corno lal nflo Ihe pertence o seu conheei-
mento, he de parecer que a municipalidade nao pa-
gue as despezas allegada; e qnanto ao segundo
ponto, nao sendo de sua competencia, nenhnm pa-
recer pode dar.
Sala du commissoes 10 de abril de 1854. Bor-
ro' Lacerda Macltado da Silea A. de Olieeira.
Tambem fica adiado, por pedir a pilavra o Sr.
Figneira de Mello, o seguinle parecer.
a Jorge Vctor Fcrreira Lope, procurador da c-
mara municipal da cidade do Rccife, allegando au-
gmento no seu Irabalho, por se ter creado novo*
impostos, por ter a seu cargo o Irabalho do eemite-
rio, pela sua grande respousabilidade, pela neces-'
sidade de ir diariamente cmara, e pelo augmen-
lo das rendas rauuicipaes; allegando que a lei man-
da que o procurador lenha seis por cenlo de ludo o
que arrecadar; e finalmente nao ler elle ordenado
fixo ; pode que o seu ordenado seja maior do que
o que so Ihe dava em 1850, que era de 1:8008 rs.,
coneedendo-se-lhe cinco por cenlo do que arrecadar:
Em segundo lugar pede consentimento para poder
chamar nm empregado da mesma cmara, para ex-
ercer o seu lugar quando esliver impedido.
A commissao de orjamento municipal, tomando
em consideraj.lo esle requerimento, e altendendo
qoe a lei citada nelle determina nma paga razoavel,
quando o rendimenlo da cmara he onsideravel,
por seren os seis por cenlo ueste caso superiores mi
(radialho do procurador; altendendo que no anno
de4850 [o citado pelo peticionario) e em que se Ihe
dava 1*0<*S rs., o rendimenlo da cmara estava or-
eado em 71:2189745, rendimenlo maior do que os
dos annos anteriores ; eque na lei n.301 de 1852
Ihe foi concedida urna gratificajSo de 30tt> rs. pelo
Irabalho'da arrecadacao das rendas do cemiterio ;
altendendo finalmente que o ordenado e graliBca-
jao do peticionario pagam mais que suflicientemente
lodo o seu Irabalho, v-so assim obrigada a indefe-
rir o 6eu requerimento, uegando-lho os cinco por
cenlo pedidos ; quaulo ao empregado da cmara
para oxercer as sua* funecSes 110 caso de impedi-
mento, a commissao necessita para emitlr o seu ju
Mi de informarles da mesma cmara, e pede qqe
Ihe ejam dadas petos canses competentes.
narias, que (inham concorrido para que o prejuizo
do arrematante, e daqoettes que com elle haviam
contratadosdbreo objecto da arrematarlo, fosse iue-
vilavd, he claro que us compradores dos ramos fo-
ram necessariamente comprehenddos pela in (enj legislativa, visto como dando-se a respeito deiles as
mesmas razies, iniquo seria exclui-los da parlicipa-
jAo do acto de equidade, qoe a assembla praticara.
Assim pois he a commissao de parecer a seguinle resolujAo.
A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co resol ve:
Arl. nico. A dsposijiio do artigo 36 da lei pro-
vincial n. 2K3,comprebende aquelles quecompraram
ramos do imposto ao arrematante Francisco Carnei-
ro da Silva, aos quaes aproveitar o abate concedi-
do ao mesmo arrematante as devidas proporjOes:
revogadas a disposijes em contrario.
Saladlas commissoes 5 de abril de 1854.Fran-
cisco Cario Brando. Francisco J0S0 Carneiro
da Cunha. -
A commissao de posturas de cmaras, exami-
nando o incluso artigo das da cmara municipal da
cidade da Victoria, he de parecer que sja approva-
do c impresso para entrar na ord mu dos trabalhos
d'esta assembla. ,
Sala das commissoes 10 de abril de 1854.Mei-
ra Henrique.Olieeira. D
A cmara municipal da cidade da Viclpria, pro-
pfle a seguinle postura:
Arl. nico. Fica dora em dianle, prohibido
o uso do machado para corlar os ossosjdas carnes,que>
se talham dentro do assougue d'esta cidade, devendo
usar-se do serrote, e somenle do marhadb nos casos
indispensaveis. O Iransgressor soffrer a multa de
40000 rs., e u duplo na reincidencia.
Paco da cmara municipal da cidade da Victo-
ria 11 de abril de 1819.Joao Filippe de Souza
Leo, pro presidente.Jos do llego Danta Couti-
nliot~ Joao Francisco de' Araujo.Manoel Duarte
Costa.Tiburlino Pinto de Almeida. Antonio
Joiio de Lima. s>
A commissao. de commercra, agricultura, obras
publicas e arles, com toda a alinelo considerou o
projecto a ella aobmellido, e que foi oflerecido pelos
senhores depotados Manoel Clementino, Theodoro a
Silva e Lula Filippe, os quaes prope a providencia
de abertura de um crdito de 50 contos de res, qoe
devem ser pala presidencia empregadosdo modo mais
conveniente nacreajao demeltioreraenlos no cultivo
e fabrico do assucar a do algodao.
Dividindo edslinguindn o sen pensamfnlo cm
referencia a especialidade de cada urna das duas
ideas do projecto, sent a commissSo ter de declarar
como inadmissivel, a que se refere a segundadas in-
dustrias, visto que a medida proposta nao attinge o
fim que leve em vista.
He faci reconhecido, que o mal de qne sequei-
xam osnossos cultores do algodao nao provem semen-
t da falla de perfeijao dos processos fabrs, que slr-
vam a augmentar e apurar o, producto, porquanto
nos mercados da Europa tem sido sempre, indepen-
dentemenle de (al falla, procurado o nosso algodao,
pela' superioridade de sua qualidade. Mas sendo
verdade que a sua cultura definha entre nos, he tam-
bem conhecido que o mal provm de causas, que nao
podem ser pelos mcios mechanicos remediadas ; por
isso que provm ellas de perlurbajo as cond'icOes
da prodcelo, e lolvez mesmo da nlroducjo de ele-
mentos estranhos e perniciosos nos agentes da vege-
tajAn. E porlanlo fica de ludo concluido que antes
que seja estudada a molestia do algodao, antes que
seja descoherto o remedio ao mal, n3o devem ser lo-
madas medidas que digam respeito ao melliorameoto
no processo do fabrico.
De modo igual, porm, nao pensa a commissao
acerca da pr i meira parle do projecto, relativo ao ine-
lhoramento do fabrico do assucar, que exisle entre
nos em grande alrazo, pela falla de machinas e nppa-
relhos que.aperfeijoem e augmenten! a materia, sem
o que nflo ser possivel cstabelecer nos mercado
europeos competencia com a de oulros paizes, mais
vidiantodos que nos na industria agrcola desse ge-
nero. -
Entretanto nlende a commissao que o modo
vago e indefinido, urque acha-se redigidn o primei-
ro artigo do projecw, he menos conveniente e talvez
mesmo nao possa onduzir a um fim til; assim como
pensa tambem ser excessiva a quantia designada,
no arligo 2o, visto que seno trata seno de urna sim-
ples tentativa ; nem lio pouco concorda com o meio
proposln para have-la.
o He por ludo isso que a commissao offeroce a
cousiderajAo desla assembla a seguinle resolurao,
comprehensiva smenle da primeira parte do referido
projecto, reservando-se para na dscussfln dar as ra-
zes.quoaqui nao cabero, e que serven, para justifi-
car o seu voto.
a A .u-cmblca legislativa provincial de Pernambu-
co resolv :
w Art. 1. Para o melhoramento do faWico do as-
sucar he aberto ao governo da provincia um crdito
de vinle conloa de ris, ijo qual dar especificada con-
la a assembla provincial.
Arl. 2. A referida quantia,ser dispendida qu*
por meto de premios, qur a titulo de emprestimo,
com a precisa lianja, ou como anxilio aos que inlro-
dniirem na provincia apparelhps aperfeijoados a
nella nSo usados, para a manipulajAo do.assucar, o
quaes posssm ser ventajosamente adoptado pelo
agricultores com reconhecido proveito, j na melho-
ra ou accreseimo do prodado, ja na economa de bra-
cos un d lempo,
a O'premia, 'paran, sosera ca,Dceddo a quem

A assembla continuando hontem na discussao do
parecer da commissao de fazenda,'sobre a pretenjAo
do emprezario do Uicatro, approvon a final a emen-
da do Sr. Jos Pedio por 17 votos contra 13, ficando
0 mesmo parecer prejudicado, e sendo regeitado pre-
viamente o adiamenlo que propoz o Sr. Meira.
Approvou tambem as emendas offerecdas em ler-
ceira discussao ao projecto n. 13, que concede
loteras a diversas irmandade; em segunda dis-
cussao o projedo n. 34 do anno passado, que
manda jubilar o professor de Bebiribe: em 1.
o de n. 17, que crea um termo na freguezia do
Buique, e_bem assim o de n. 26, que approva diver-
sos compromissos, adiando por empate na volajao,
em 2.> o de n. 9, qne manda dar urna gralificajao
professqra de Goiaona. *
A ordem do dia para hoje comprehende. alm da
conlinuarao da de hontem, 1. discussao dos projec-
to n. 22, e 23, o 1. acerca de desapropriajoe, eo
segundo sobre nslruccflo publica.
Srt. Redactare. Chegou s minhas mos o nu-
mero 635 da Uniao de II de fevereiro do corren te
anno. Ahi II nma caria que aos dignos redactores
dessa fnlha enderejou Jos Afro de Albuquerque
Maranho, morador nesla povoajAo, procurando in-
sidiosa e vilmente desconceituar-me para com os
meus superiores legtimos, e aquellas pessoas que
nao me conhecem. Foi a referida carta acompanha-
da da inserjao de urna celebre represenlajao, que
exeellenlissima administrajao da provincia fez che-
gar esse homem, tambem em meu desabono, como
um appello ao publico, do merecido aprejo qoe essa
urdidura de calumnias e infamias recebera do Exm.,
Sr. consejheiro.presidente da provincia, a cujo Ilus-
trado criterio lev* Jos Afro o arrojo de submetle-
la. Declaro alio e bom som, que os motivos que
movem Jos Afro a perteguir-me sao os mais indeco-
rosos e mesquinhos qoe sa podem dar. Essa msera-
vel cruzada coolra mim por elle levantada, nao lem
otra explicajlo mais qqe o vil espirito, de exclusi-
vismo, satnico instincto de perseguirn do poten-
lado contra o fraao, porque lenho t id o a fortuna de
haver merecido algum concelo parle saa da gen-
te desta fregnezia, porque me obseqniam com os
seas suffragios quando orpejo para servir a nm ou
oulro amigo dessa cidade; porque emfim entende Jo-
s Afro, que a minha miserarel Individualidade po-
de prlva-lo da luz do dia e do ar respiravel, que ca-
be em partilha a todos.! Tenho sempre cumprido o
melhor que posso os deveres inherentes ao professo-
rato, que exeren ha muitos annos nesla freguezia:
a rainha aula foi o anno passado frequentada por
eincoenta e qnalro alumnos, e esle anno por trinta e
nove; he falso que haja eu castigado brbaramenle
aos meo discpulos. Contenha-se Jos Afro, que
aqai anduu Francisco Bil, qne diz francamente,
que assignon a tal represenlajao, e depois he que
souba o que fez; aqui est o Sr. juiz de paz Luis Te-
rturio.qOc conlcssa pamente a sua inlenjo ao assg-
nar a referida represenlajao, como atiesta o seu col-
lega'oSr. Pedio Antonio de Barros Malla, Tenho
documentos, cuja inserjao ser de mor gravidade, se
a tanto me provocar esse dscolo. Prevaleco-me das-
la occasiao para agradecer ao senhor corresponden-
te desla comarca,a parle que tomou cm minha defe-
za, quem quer que elle seja, pois que o nao conhejo.
Rogo a Vmce. que se dignem de dar an prelo a pre-
sente, e os attastados que junto oferero.
Aguas Relias 11 de mar jo de 1851.
O professor publco de iptrucjio elemenlar, Libe-
rato Tibvrtino.de Miranda Maciel .
DOCUMENTOS.
N.l. Illm. Sr.Juiz de paz Pedro Antonio de
Barros Malla. Sna casa 1 de fevereiro de 1854.
Faz-se-me moilo preciso que Y. S., com exadidao
e imparcialidade, que o caraclerisa, declare junio a
esta o qoe onvio dizer o Sr. juiz de paz l.uiz Teno-
rio, a respeito de no* abaixo assignados que con-
tra mim se promover nasla freguezia. Espero por-
tento, qne V. S. se dignar dar-mo a dita- declara-
cao, pelo que ecr-llie-hei eternamente agradecido ;
crea, em somma, que com lodo o respeito sou de V-
S,, respeitador a servo obrigadissimo.
Liberato Tiburlino de Miranda Maciel.
Illm. Sr. Liberato Tiburlino de Miranda Maciel.'
Satisfazendo o qne V. S. de mim exige; sou a di-
zer-lheqeoSr. juiz de paz l.uiz Tenorio disse-mc o
seguinle: Que se souhesse qui o abaixo asignado era
para fazer mal a V. S.,nao linhaaasignado.e que elle
naodesejava fazer malaV.S..pois conhecia que V.S.,
era bom pai de numerosa familia, e que elle nao de-
sejava fazer mal a ningnem, pergunlando-me se eu
liona assigoado, respon'di-lhe que nao, enlao ella
disse-me que eu tinha obrado bem: he o que tenlio a
declarar em abono da verdade.
Agua Bel las.) de fevereiro de 1854.^-Seu criado
arJeciuoso. Pedro .intonio de Barros Malta.
N. 2.J>uMica forma.Diz Liberato Tiburlino de
Miranda Maciel, professor publico de irislrucj4lp ele?
mentar do primeiro. grao, em Aguas-Bellas, co-
marca de Garanhuns, que, a bem de seu direito,
precisa que vossa senhoria allesle o quisitosse-
guinles :
I. Seo supplicante lem cumprido, com boa fre-
quencia,desde que exerce o p rofessorado nesta fre-
gnezia, o deveres do seu magisterio, com reco-
nhecido adiaulamcnlo, c apro>elamento de seu
alumnos.
2.oSeosuppIican(e(ralaonegocio do adiaulamcn-
lo de seus alumno com indiferenja e desprezo, se
se serve de sua aula para exercer barbaridades e
mesquindias vinganjas, se castigou brbaramente
seus alumnos, com urna duzia e mais de palmatoria,
ainda mesmo algum alumno d'algum seu desafecto,
pelo qu merecessp algum pai de familia tirar o
seufllhoda aala do supplicante, e principalmeale
no fim de tres dias depois de entrados na aula, a se
heesta a primeira lijao, que o supplica nte il a seu
alumnos,
3.o Se o supplicanle lem roubado o lempo de
seu expedicn'e, apasecutando gado*cabrum e
vaceum, ex cendo aa faculdaddes" da boticario, ck
rurglSo a iriedicoil ornando activa parle ara eleirao,
cabalando 8,10 leguas arredadas desU povoajao, e
benv'asilm ae nao consta a V. S. quea.suppljcanle
teofia (ttoconslanlemente vaqneini, e'se o -uppli-
aUeiUr
Tibtir
>Uelo, d
l.o Que o
fregnezia de
dasde que aqai
magisterio, com
discpulos.
2.o Que nSo me consta, qua^
fessor Libralo Tiburlino Nd
nonca tratasse cotf iudifere
adiantameoto de seds discipoloi
tambem se sirva de saa aula
algumas, nunca castigou bi
cipulos.com um duzia a
pelo que merecesse de algum pai
seus filbos da escola do Sr. prol
dizer-se.qneapalmatorlaliea prb
d aos seus discpulos, filbos de pea
feelas.
3.0 Que nao me consta qae o Sr.
cionado, em lempo algum lenha
ao expediente, apascenlando gad
fazendo do oftlchi de
medico, pois que s dj^^H
procura as horas naooccopadj
escola, alm disto, tambem raej
professor sempre levevaqueiroaj
em quanlo s eleijOes, nao me
lempo algum lenhalonrado pa
que prohibisse de cnmprlr com os
no sea magisterio.
4.0 O Sr. profeaaor tem boa qualidad
nar, e nao impropriedada natural.
5.o Finalmente, que o Sr. prfessor
muito bom pai de numerosa e honi
tero por conseguiule muito boa cunduta, la)
como mofal e religiosa. He o que posso
em abono da verdade.
Aguas-Bella 25 de fevereiro de 1854.
Antonio de Barros Malta, juiz de
N. 3. Vicente Alves Mael
pente desla freguezia de Aguas Bel
co Alves Machado, director 1
Aldeia dos Indios, desta mesn;
mos por nos ser requerido c
conheci ment do Illm. Sr. Ll
Miranda Maciel, digne proessor
meiras lellras desla freguezia de
guinte: que o sopplieanle tem cui
frequencia, como he publico e nolorl
zia, ptimamente, desde que exerce|
o professorato, os deveres de seu n
assim que lem merecido ler sempre
al testados e j da cmara municipi
linha inspeejao sobre as escolas de j
ja do inspector do circulo littera:!
Dr. Rodrigo Castor da Albm
do mni digno inspector actual o
cisco Machado Dias ; qoe o
o negocfinlo adianlameplo
differenca "3c5pr8zo, antes
causavel procura Te urna manei
seas alumnos, o quinhao dainstrncrj
na forma dJaiei he ehrigado a
he dolado de exctenles altrib
predade, e lem appresenlado sempre a
notaveis adiaulamentos e aprovtilama
em exame publico.
3. Qu o supplicante nunca se strvi
serve de sua aula para exercer bar Un
quinhas vinganjas, nunca ca*
brbaramente a seus alumnos po
lar. ou qualquer oulro motivo,
algnm pai de familia tirar a seu
supplicante, e principalmente no
depois de.edtrado em sua aula; ce r maal
nunca castigou e- nem castiga
urna duzia e meia de palma
anda niasmo algnm alumno filbo dt
saffecto, enunca foi esla a primeira \i\
plicante deu a seus alumnos ; antes
qne o caracteriza trata a todos os sata a)
excepraos de algum, esm affavel e iod
de e polidez.
4. Qne o supplicanle nunca deixo
nem um s dia, e ao conlrario tem
iucommodo de tua saude, como, he
do nesla freguezia ; a que nunH roubr
seo expediente, apasrenlando gados va
brnm, ou exercendo as faculda&es
cirurgiSo ; em qnanto a apascentir gados, l
o supplicanle constantemente seu>
quanto a ciArgi do supplicante,
menlos, e nem consultorio homeupatb:
nos dias feriados. as vagas,pelo quajuerejl
anles encomios; entre os grandes bem
plicante, tem feito com a medicina,
za, gratuitamente, e num "lugar
rermos a mdicos como este inleri
lada e caritativa-como o sopplieanle,
fortuna.
5. Qoe o supplicanle nunca lem mo po
eleijio, de urna maneira lal que inhibid
cumprir com as obrigajoes de seo magia
6. Finalmente, que o supplieinle
bculo de sua numerosa e honesta
lado da ptima conduela civil e
bada. He o que temos a alleslar em aba
dade, e por no ter requerido.
Aguas Bella 25 de fevereiro de 18
Alee Machado, subdelegado snpplc
Alees Machado, director interino. '
N. 4. O baclarel J0S0 Francisco i
nior, juiz de direilo interino dada comarca
ranhuns, por S. M. o Imperador t&c.
Por haver sido requerido, atiesto qu
perto o supplicanle o Sr. Liberato '!
randa Maciel, professor poblico de
mentar em Aguas Bellas, e posso al
mni bom cidadao, chefe de numl
milia, e qoe compre satisfalor
Inhenles ao professorato, que.ha le
referida freguezia.
Quanto s particularidades que mq
me as informajdes do senhor su]
do districto de Aguas Bellas, asi
ambos pessoas de justa T e rrofirJM
no lugar Jcao Francisco Du arle Jui
Villa de tiaranliuns lo de onlubv E
mais se nfloconlinha, depoisdo quese 1 recoalie-
c ment.
Recophejo a le.llra e firma do al
do proprio juiz deoireilo laler
cisco Duarte Jnior, por lar dalia
ment.Villa de Garanhuns 13 da,mareo <
francisco de Arroxella Calcio e Cara
lslemunho do verdade; conferido,
to,4t^ancimieArroXUa Ga
ba. >uri>?ri>-25Ts?agit de sello 1'
nhuns 13 da marco de 1851. l'erev
N. 5.Publica forma.Diz I Liberal"
de Miranda Maciel, professor publico d Instrvcjflo
elemenlar do primeiro groeq) Aguas Bellas, comar-
ca de Garanhuns, qoe a bem de s;
qao V. RvarD.aaltesleos'quis:
1. Se o sopplieanle adianla
2. Se por motivos particular
liga brbaramente os seos alumno.
3. Qual o castigo que 0 supplicanle u
alumno.
4. So consta a V. Rvdm.
Jos de Oliveir, vaqoeiro da
5. Se consta a V. Rvdm
cisco Antonio de Meoezes, vaqurira
cante.
6. Se o supplicanle ten
mesmos, nm s dia>
7. Se consta a V. Rvdn
ranle o tempo
dicaraenlos s pessoas que a hi-
(or o horneo pa Ibi
8. Se o supplicanle Ir
de seu ntagisi
9. E ultima i it at me
ral do supplicante:
\. Rvdm.*Dlm.
testaro requerido, o receber,
poblico Liberato Tt'ourlfiro de Miranda
Altalo'que o Sn Libralo Tibor-,
Maciel, profe*or publico de taslmcjao

as
I



do primeiro grao, nesta povoacao d Aguas Bellas,
noito se afana e tida quanto ihe permiltem as forras
. n* idtantamento de seos alumnos, procurando ensi-
nuar-lhes d quinhao da scienela primaria, a que he
brigado, e para(o que he asss apio ; que nunca per
rliculares catligou urna vasa seutIum-
uos,mistim limitando-te a repreheotoes ju'laa c
randas^ d-lhe> castigo, que por tu* omitsoes os
jelga merecer, que dos mencioadostenhores em sua
petclo relro, um foi seu vaqueiroe aoulro he actu-
almente; que sunca rdobou o lempo i soa aula pa-
ra empregalo em oulros afaicres, emuilo menos des-
ee consultas oq vepdesse ou applicae remedios li
.pessoa alguma, o que ao contrario te Ihe nao poderla
reprehender, pois faria om dever de fraternal cari-
dade, mxime em um lugar, que (al he este onde o
eme faltada medicina ; que sempre o co-
mpenlianao>wberanlemcnteos seus deve-
finalmenle he o ejemplo dos pais, c dos
ido* e bor, o freio dos mi, mos-
PUMO DE PEBHMBUCQ.' QUART* FIM 12 DE ABRIL DE 1854.
I,
trando sempre urna conducta irrepreheustvel, e dig-
na da elegios. Be por tanto o qne pasto a tlestar em
abooe da veda.de.
Agoas Bellas 10 da jullio da 1853.O pdse Joao
da Cottm Nunes.
N. 6. Diz Liberato Tiburtino de Miranda Ha.
eiel, professor publico de iuslrucrao elementar do
primeiro grao em Aguas-Bellas, comarca de Garu-
nhuns,que a bem de seu direito precisa que V. Rm.
altete os quisilns segu ules :
le o sopplicante tem cumplido com boa fre-
qoencia desde qne exerce o professorato nesta fre-
eaia o* deveres de seu magisterio cqpi reconhe-
eido adianlamenlo d sena alumnos.
a." S o supplicante trata o negocio do adianta-
meato de aeus alumnos com indifferenca e despre-
io ; su serve-se de sua aula para excrcer barbari-
dades de. mesquinhas vingaocas ; se casligou brba-
ramente a seus alumnos com urna dnzia, ou inais
de palmaloadas, anda mesmo algum alumno, filho
de dganla pessoa sua desairela, pelo qne se eo-
uhece algum pal J&f^pUa que Urasse o seu fllho
aala 4o auppUcaule,e principalmente no fim de
Ha (lepis "de entrado ua aula, e se islo lie a pri-
meira liedlo que o supplicante'da a seos alumnos.
3. Se o supplicante tem abosado do lempo de
seu espediente, apaseentandu gados vaceum e ca-
breo), exereendo as faculdades de boticario cjrur-
gilo e medico,tomaudoactiva parte as cleicSes, ca-
lo oilo dez legua* nos arredores desla no-
voacSo; e bem assim, se consta ou nao a V. Km.
que o supplicante tcnlia sempre vaqneiros, c se o
_ supplicante da consnllas, e medicamentos durante o
'seu expediente, cm sen consultorio homeoptico.
i n supplicante ha dotada de impropriedade
natural para ensinar.
Umcnte, se o supplicante lio casado, se
lo de soa numerosa e honesta familia,
sua conducta civil, moral e religiosa : pelo
que o supplicante pede a V. Rm., Illm. Sr. viga-
te digne atlestar o requerido, e receber jusli-
ra^-0 professor publico, Liberato Tibvrtino de
Miranda Maciel.
Examinando a petjcao supra, e lodos os seus
. rnco qattitos, cunpr-mc responder:
- Ao l.o, que o supplicante sapra desde que oc-
cnpa a cadeira de primeiras lellras desla freguezia,
sempre leca cumprido com boa froquencia com to-
do* o* deveres de seu magisterio.
AeS." que nao me consta que o supplicante
ate com indiflarenca e desprezo, do adianlamenlo
e seus alumnos, antes cora recoohecido exercicio
paoeara proiriov-lo em sua. aula ; assim tambem
o me, consta que em lempo algum, o supplican-
te se servase de sua* aula para exercltar barbarida-
de* e mesquinhas vingancas, e nem tao ponco cas-
tigaste a seus alumuos com urna duna, ou mais d
itoadas antes pelo contrario, o considero
moderado e iraniano no castigo de seus alum-
nos.
[, qne nao me consta que o supplicante
a teir roubado o lempo do seu exped -
miando gados vaceum e cabrum, pois que
para t tem'seus vaqneiros, o da mesma mane i -
ra nao me consta que tenhn rdubado o lempo de sen
diente exereendo as facnldades de boticario,
lee medico, e assim d consultas e remedios
l agas em sea consultorio homeoptico,
pelo qne o luvo, visto obrar caridosameote com
os pobres enfermos, desla jregiiezia.. e islo sera de-
triueate algum d^mmS^ff0m magisterio ;
emquanto as elci w ^consta qne
tivesse tal ingenid^ sus deveres no seuffiSglMti.^. "
*v, que san julgo o supplicante no estado de
-imprepriedade natural para ensillar, pois que as
soa acefles em nada vao de encor ro com a pro-
fiMfe.
Ao S., Analmente, qne o supi .canle he casado
e ptimo pai de familia, e qne m exemplar con-
duela, eivil, moral religiosa: i oque posso at-
m abono da verdade. /'por me ser pedido.
u^Bellas 36 de feveolTru de 1851. O viga-
Luiz da Silva/Iris.
(Estavam reconiecidos.)
LITXEIUTURA.
.AMEDICIXA E O MEDICO.
I.
jf Deo ett enim omnit mdela.
fEeelM..C XXXVIII. v. %)
Era felit o homem no paraizo : ao lade da lerna
consorte que Ihe prodigallsava delicias, cercado das
honwMgeot da nalnreza inleira, qne obedeca Ha-
milde a* seu areno de re, goma a vida immortal,
queme soprafa o Eterno, sem recara morte ; des-
irrhecidaslh eram as dores, e suaves emores
enchiam o vicnodesea peito.
seiofeowrevejiu lana felicidade : espirito
da* treras, desprezava os. inestimaveis (hesooros da
lux, e rapellido' dai astoras do eco, em panlefio de
leoberba rasteja pela Ierra, e forma o plano
Je perturba-la no placido remanro, quelran-
quina gozava.
consegue, sob a appareneia do sedu-
Mpe, reveatiodose de melliflua lioguagem,
companhetra do homem, instiga-a deso-
bedieueia e aocrime.ea misera cabidaarrasta o
toe ceg cede te lacoique Ihe armara astuta.
aram...., e infeccionado o tronco corrorope-
ic*Bdeucialoda\...
Eterno, chei\amaisju*la colera, retra-
sa IngralidaolteqaVse tornara reo,expro-
tne, proDiinciando-lhe esta doloroa e
btol senlenja : morrer.it, e vollars
le que lirou-te mea braco poderoso.
i morlecom aeu corteje Se dores, com sua
te tele*, entra altiva e ergolhosa, clao
leer taonircha, assenhoreando a trra ;
do espirito do homem, espessa ignorancia se apodera;
evceneopicencia, cese farpao envenenado, qne
Jando as vea*, lomba dos mais vigorozos es-
; esseamor desregrado daierealuras, toma o
t vimUde swia, prndente e refleclida que
< livera.'e a seu corpo aviltado e corrom-
iero a* doenca, o flagelto e a morte, e
norte... a condemnacao eterna. O peccado
rma ana nalareza, a eufermidade d'alma suc-
io corpo, eussofrimentos duplcame mul-
licam, c no meiu dasagitac<)es que o consumen]
e gaatam, volta a ene termo fatal, de qoe o nao
frailear os estorbos de suas vontades ; a e
i Apostlo da paciencia, desde o berro
MelM um continuo murmurar de gemidos,
aeabrunhado tob o peso da miseria e do nada de
existencia maldiz o dia em qoe appareceu no
nteodo /l) i, e a amargura se inlromette at as
seus gozo*, qoe jamis saciam seo coraeao
M^pelo pensamentoda pegoenhez.de sua
'o castigos se r'econliece a bondade. d'a-
cniajnwerltBrdia, c]iz o Psalmtsla, tem mais
le que o estallo qne ggpjr, 0 orienle do Occi-
(2). A rellglo do Crnilflcado serve-nos de
.re lo a alma, e a alore toda as enfermidades
pe..Jesus-Chri,iore,gata.nw, livrando-no
lema a que foramo. ondemoado; os
o, que lulaedo prwuram arrebau^M ,,
descarnada mies da morir.
Gloria a Deo!
EiD-xerdade, cnsullal a nalnrein Am.i
d.j5Sn^p com .a ttrafZ
a era que tjela beijado op da tetra, M 1
res que ostentan as grandezas da creaeSe, e j, 1""
mesas e pequeninas plaas, qne com graca e dehrtij
brilham nonos olhos, e veris que todos constr-
vam subslancia salutar que ao* acalma a dores
os1 sslragos do lempo. *
Mas isso nio basta : o livro dk natureza he mis-
terioso como os hyerogliphbs dos Egypcios; so
homens iniciadosnesses caracteres simblicos os de-
ciframeeutendem; sua linguagem mpda, poslo
qqj! frisante eeloquenle, necessilava ser estndada
e comprehendida ; e o homem por om esforco so-
berano da graca,desenroUndo o lenco! que a ve-
da* ios profanos, esluda-a, pesquisa-a, interroga-a
e por fim a eomprehende ; e de lodas as suas com-
binacOes e estudos, forma urna sciencia, que auxi-
liando obra da creacilo arranca morle urna
porcao de suas vctimas, chegndo bem vezes,
triumphanle de seus esforcos, a grlar-lhc, com o
livro da verdade ubi e/l, mors, victoria la.
Salve, medicina, a fonle de alivios, consolac^o
e conforto para os males da soflredora humanidades
(3); tres vezes", salve !
II
t O medico deve considerar o enfer-
mo como um templo da nalureta. Nao
---------se deve approximard'eHe' para o Ira-
lar, senao com religioso respailo, af-
fastando de si todos os motive* de ds-
, Iraco. e todos o clculos do interes-
se pessoal.De outra sorte elle nao ser
senao um mercenario, e anniquiliar
a sua propria dignidade.
{Consetheiro Bastos.)
No vaslo 6 cscabrzo mphithealro, em que as
sciencias campeam, e onde ostentan) seos beneficios
e utilidades,duas ha que mais que as oolras tem
a trono coberla de vireWes louros, e mais incan-
caveis motlram-se na gloriosa larefa de promover a
felicidade humanaa sciencia da salvacio da alma
e a da sal va;ao do corpo,a sciencia da religiao e a me-
dicina lendo ambas ministros revestidos de nobre
wcerdocio e zelosos aposlolos que a apregoam por
todo o universo.* Naquella nao locamos; seus fruc-
(o*>s8o lo patentes 1 o mundo lano os saborea e
abeneda Nossas pobres reflexoes, despidas do ali-
nho e arte da rhelorica, cahlrao someote sobre esta,
para ella he que reclamamos a benevolencia natu-
el de nossos leitores.
que o medico, a nao ser 6 sa-
que misso ha mais'sublime
que ,. ,,umem que procura na seio da Ierra,
perscrula os segredos da natureza, que ofleganU e
sem poupar vigilias e trabalhos, consume a ida,
buscando promover a de seus semelhanles, a da hu-
manidade 1 Qaem mais heneaos merece que elle
valenle guerreiroque incessanlo lula com o prin-
cipio de destrulcao que nos legara o peccado, que
arraslando a morle e combalendo-a em suas cida-
dellas, livra urna familia de cruel orphandade, res-
lituindo o pai aos lilhos, o esposo esposa, o amigo
ao amigo!S ao medios) cabe lo inefiavcl docu-
ra, s elle pode sanar as ddres marlyrisants do cor-
po, e como o ministro do. christianismo restituir ao
espirito a paz o o socego quo a molestia roob'ara.
Mas he bem ardua su tarefa 1 e quantos predica-
do nao convem que possa, para qne, comprahen-
dendoseu carcter sagrado, preencha com valore
caridade os preceilos de 1,1o sania missao 1 de quanla
coragem se nao dever revestir soa alma no laborio-
so lidar de minorar as dores A religiSo e a scien-
cia, quaes dous luzentes fanaes, serviram de cerlei-
ra bossola na sua pereorinacao; e separar-se deltas
he sem duvida arriscar-te s furiosas ponas de pe-
ohascos que povoam o tormentoso mar da vida hu-
mana.
A religio, sim, a religifioessa mimosa predilec-
ta do cu, dever animar o coracao do medico, como
principio e germen da sciencia, e a caridade chrls-
laa, sua inseparavel socia.e enlernece-lo-pelas ddres
pungentes de nossos semelhanles bracos com a
morle.
E o qne he um medico sem rellgiao.malerialista e..
afAeo? .
Oh! o quadro he negro, mas he Torca esboce-lo.
He um yolcao, coja crtera despeda furiosas e
inimigas lavas, he o si motn do deserto amonloando
areias e sepultando os viajantes ; he um mercenario
qoe trafica com a sciencia ;*um coracao endurecido
e insensivel ao aspecto dos males; um charlatao,
que renegando a alma, que para elle nao existe, so
curado corpo, olvidando a relacao eslreita, intima e
mysteriosa entre estas duas substancias, sem saber
nsensatoque a cura daquella dever preceder a
desle, porque as enfermidades sao pela maior parle,
consrfquencisde indisposicOes internas; um espi-
rito negociador e ambicioso, que desprezar o pobre
nas angustias da affliccaopor falta de ouro__esse
metal vil para o sabio e o religioto.mas que para elle
vale mais, muito mais que o corpo humano, onde
s enxerga barro, e s btro :^-miseravel, sem com-
prehender a mxima profunda do philotopho inglez
O medico que nao allivia com os soccorros d sua
arle ao pobre qne nao tem um ceitil que dar-lhe,
que o despreu em suas dores, eem sua pobreza, he
mais cruel e mais brbaro que o assassino, que para
supprir a ncessidde que o punge, esr __ o e
o mata para arrebatar-lhe abolsa (K. "~~^1t*
E quem acreditar no medico sem religlao 1no
medico quematerialista considera o corpo como
mera machina, cojos parafusos desunidos e desloca,
dos "procura tornar ao seu lagar ?
Ninguem. A sciencia, a verdadeira sabedoria
fogedesuaintelligencia entumecida e .cheia de en-
gaosos fantasmas, porque Dos, para eiprimir-me
na linguagem dos livrossantos, nao concede a luz
qoe s d'Elle emana, senao aos que delta se loroam
dignos por suas virtudes c que a imploram com o
coracao puro e humilhado (5); porque s a contem-
placao das obras da Divindade he qne faz conbseer
as virtudes da naloreza*, porque os que rebaixam o
homem ao nivel dos brutos, negando-lhe a suprema-
ca de orna alma espiritual, se bem que se digam
sabios, sao na phrase inspirada da Eseriptura.veida-
deiros impostores, presumidos e insensatas. *
E apoz a falta de sciencia vem todo o cortejo dos
vicios, suas consecuencias necessarias. Sem o temor
de-Deot, sem a considerado de ama'vida a que o
mo olha sempre com horror, porque espessa venda
Ihe encobre os olhos, contando com a impunidade de
seus crimes, sem commiseracao par a velhice, sem
respeifo a mocidade e ao teso, quem mais qoe o ms.
dico poder usar da sedcelo, como de agucada ar-
ma, para salisfazer aos irifames desejs de sua* concu-
piscencia I quem mais que elle se poder firar aos
desordenados e brulaes iustinclos de seu peito, como
[imaes sngrenlos e despidos do luminoso tacho da
razjo ,
Oh hehorrivel o encarar dos males de que um
medico irreligiosoe materialista se poder* lornarcul-
pavel Para conseguir um fim, para servir aos de-
signios de urna taccao, para alcangar a descoberlade
um segredo, para suffocar a erupsao de urna verda-
de, que Ihe servir de om crime, elle nao- hesitar
em arremessac profundidade de um tmulo aquel-
lo ou aquella, que a credulidade de ama familia Ihe
encarregar de dahi o desviar. Sob a impressao, sob
a idea dominante de ter sabido do nada pela Torca da
materia, e de i ella voltar, qne receta lera de abosar
da innocencia da vlrgem.e da fraqueza do velho pa-
ra levantar sobre sua miseria o alfarda infamia e da
.villtcao, e de exclamar com o impo da Escriplura.
Aprcssemo-nos de gozar quaesquer que sejam os
metas com que compremos nossos prazeres, deixemos
por toda a prteos traeos de oossas desordena e de
nossos gozos. (6)
' Oh 1 nao, em prol da humanidade nao sacrificar
sua vida qoem s oeste mundo concentra (odasastuas
affeiges e ioleresses; qem sem esperanca no por-
vir faz ludo convergir froicao do presente, nao se-
r sensivel a nossos males, beneyolo e indulgente
com as nossas miserias ; nao se compenetrar da ira*,
porlancia que Ihe impe o sacerdocio da medicina,
quem ante o taita do enfermo, ante as lagrimas da
viuva, ante o geraer da donzela, e o gelado suor da
morle, desconhece a terrivel rwponsabilldade que
pesa sobre os seus hombros ; qoem, emfim, cheio do
materialismo o mais imporo.considera o homem, paar
exprimir-me com nm philosopho christao, como um'
ser sem Dos,.gem lei, sem alma e sem porvir.
Encara agora o medico com o corceo e o espirito
purificados no altar da religio e da caridade a trans-
formado em anjo, qne implora do Eterno efflcacia
para *eus esforcos (7) e que, difierenca, que mu-
danc* de colorido e de scena A sciencia serve-lhe
de lume e a caridade de bastida, e sobre lab Tortas
estelos facilimo ser arrestar as rajadas furiosas da
deslruico odo inferno.
A comiseraco ao infortunio e i desgrapa oceapa
dislincto lugar em aeu peito; a lodos, sem difieren-
ca de posicao e de,fortuna auxilia e soccorre com a
sciencia e a bolsa, qoe aberla e prodiga sempre a
tem, c com os conselhos suaves, que a religio Ihe
inspira. Nelle, e s nelto te preenche o verdadelro
sacerdocio do Yogo sagrado da vida, como se exprime
um philosopho ; se he medico do corpo, nao deixa
de ser o da alma, porque nao eomprehende como po-
der sanar as dores daquclle, sem haver extinguido
ou minorado as uirlificates desta ; despiezando a
si e a sua vida, com este espirito de abnegado e sa-
crificio que torna o homem hroe e um marlyr, de-
dica-se, se a peste assola, devoraodu victimas, sal-
vajo commum ; invade os hospilaes e as masmor-
rss, rafcciaiios de corrupsao e de morle, e como o
padre, s enxergando a imagem escmelhanca de
Dos, uesses seres proslrados e miseraveis, dos quaes
s se aproxima com o religioso enlernecimenlo e pie-
dade, leva-lhes a consolaran e o remedio. Nada 6
perturba, nada fa-lo empalidecer, no meta dos com-
bales, ao ruido ronco e sordo dos cautines, ao Unir
das espadas, ao sibillar dai balas ; vde-o pr d
do ministro do eterno, afirontando ambos n cada pas-
to, i ada momento a morte que despreum, e em
quanlo este procura salvar as victimas da destroicao
eterna, elle estaocando-lhes o sangoe que em bor-
bolSes corre, busca arrebatando-as das agonas da
dor, protongar-lhes a preciosa vida. Possue a con-
ftanca das ramillas qoe se se enlregam a seus cuida-
dados, cerlos de tua descripc.no e virtudes ; o amor
e a gratidio de seu paiz que o comidera prestante e
digno de sua veneracao e retpeitos...
E ludo isso, crede-o, he Troci da preciosa arvore
plantada no cimo do Golgotha ; ludo isso he conse-
quencia da caridade, suave emaoaco dos preceito
da Evangelho.
III.
Honra aos medico* da Baha e i Tacnldade que os
investe de seu santo ministerio: lodos elles compre-
hendem e pratlcam os preceilos moraes, que ahi dei-
xamos escriptos ; lodos elles do desmentido solem-
ne idea mui commum mas infelizmente vulgar
A medicina conduz i impiedade e ao materialis-
mo, com o escalpello em punlio interrogando o cada-
ver que s Ihes aprsenla materia, elles admiram a
sublil e fugitiva substancia que o deixa em ioaccao
e immobilidade, e esta immobilidade qoe para tan-
tos he principiado fnneslissimo erros, he para el-
les palpitante prova da verdade do'espiriluallsmo.
Honra a elles, porque felizmente poneos seguem
por ignorancia ou m f o materialismo.
' (Noljjiador Catholico.)
YAHIEDADE.

Tib. c. 3.n
?,&.
s (3) Costa Carvlho.
7})--A4LealthydjcJorwh6 can helpe a poor man,
and il uoTwhoul aeThas less sense of hunia-
nily ihan a poor rutilan, who Kills a rich man le
upply his necessilits (Taller).
(5) Psaim, XXV.
O Sabed. 11,2, j.
TO Sjffrh. 38, y. 23.
Vm hotel o Estadot-Unldo.
Do IVailiington Union, peridico dos Estados-
Unidos, tomamos a segrate descripcao que nos pa-
rece summamciije curiosa: .
n Nova-York chegou a dislinguir-sc pela grande-
za e explendor desuds hospedaras, (auto como Was-
hington pela magnificencia dos seus edificios pbli-
cos. O numero dos dilos estabeleclmenlos admira-
ra a qualquer que nao lenba noticia dos militares
deestrangeirose viajantes que diariamente chegam
aquelle vaslo emporio, e que carecemde alqjamenlo.
Na construccao do MitropolitanrloM se gasta-
ram tres annos, sendo aberto ao publico no 1 de
selembro de 1852. Su arcbileelnra e mobilia inte-
rior Toi feita com urna magnificencia que al enlo,
e mesmo al agora, ainda nao levo semelhanle nem
'em sido avantajado por nculfum oulro estabcleci-
menlo de suaclasse, em paiz algum do mando. ,
Desde odiada sua abertura ate agora, tem estado
completaments cheio de viajantes, e seu proprieta-
rio se est enriqueceudo.
Nesle hotel Tazcm-se diariamente 600 camas, e
s vezes ha,derilro maior numero de pessoas.
Os criados de lodas as classes ompregndos no cs-
tabelecimsiilo sao 300, ou na razao de dous para
cada pessoa, para que os hospedes sejam prompta-
mente atlendidos dentro do estabelecimento, e no
que mandarem Tazcr Tora delta.
As soldadas dosempregados e criados sao de 2 a 5
duros cada dia.
A reparticao para lavarem roupa ho sem duvida
urna das mais completas e extensas, no orbe : 400
pecas de rourm so lavam diariamente, e em caso
urgente* 15 minutos sao sufficientes para lavar, sec-
car e burnir qualquer peca, de que um hospede
lenha necessidade.
A sala de comer he nm banquete continuo. A pri-
meiratesa doalmoro principia-os 5 horas da ma-
nhaa, e seguidameile se succedem outras de varios
almocos, janlares e.'cetas at a urna da madrugada
do dia seguinle.
A toda a hora do dia o da noito chega e parle urna
mullidaodo viajanlespelosdifferentes vapores, caroi-
nhos de ferro, etc., para cujo servico gratis tem o
dono do hotel seis deligencias e viole carrnagens,
queestao continuamente empregadas.
Do 1.* de selembro de 1852 ao 1, de selembro de
1853, consumiram-se nesle hotel, entre ontros, os
segrales arligos:
418:000 arralis de vacca. "
3:500 carneiros, .
tOvilcllas.
110:000 arralis de pcixc.,
53:000 duzias de ostras.
171*00 gallinhas, e outras aves.
91:000 Ib. de presunto e vaxlo.
65:000 ditas do manteiga e queijo.
66:000-duzias d'ov'os.
408KI00 quarlilHos de leile.
2:800 barris do Tarinha de pao.
20-OQP duros em fruclas c verduras.
30:700 garrafas de cognar, roorn, e licores.
21:167 n de champagne.
22:912 de Jerez e Madeira.
18:942 de Bordese oulros vinhos.
Aforapconsnmo.regular de cerveja contras bebi-
das do paiz,
Durante os ditos 12 mezes a receita do estahele-
cimenlo passou de 500:000 e tantos duros, dos quaes
pode calcotar-se 20 por cenlo de lucro para o pro-
pnetario, do qne tem de lirar os gastos da deterio-
rarao dos movis, roupas, ele, que be urna parte
consideravel em um estabelecimento de tal grande-
za e magnificencia.
O cusi dos aqnenfadores para os quarlos, e o gaz
que se consumi montou a mai? de 14:000 duros.
A despeza para o consumo da agua Toi de 1,000
duros- ___ {-Braz Tisana.;
CARTA DO BARO DE KIKIRIKI, EX-DEPU-
JAOOvA SHA ESPOSA A BAKOSEZA DO
MESMO TITILO.
I.
Tenho, barn, dous gallos,
Ambos no mesmo poleiro,
8ual dos dous he mais malreiro,
ao lite posso isso dizer,
Apezar de que os vi nascer. ,
, II.
Ambes sao velhos, e tem
Mui solTriveis esporSes.
,' Seriam grandes capes,
Capados em pequenitos,
Quando eram TranganKos.
III.
- Delles a crista, Baroa.,
Tnda he fresca e repolhuda.
E qualquer delles esluda
O melhor niodo^ maneira
. De dar leis na dipoera.
IV.
Tcnho um bando de gaHinhas,
Qne frescos oyos me do. f
Algamas no choco estao.
Tambem lenho franganilas,
Por signal muito bonitas.
V. e
Estas, baroa, por ora
Tem o foro le donzellas.
Porm nao me fio nellas.
Quem romera em Trangsiuha,
Acaba por ser gallinha.
' ,,. VI.
Os dous gallos lem ciumes.
E andam ambos n'uma braza.
Arraslam ambos a aza
A's gallinhas elegante
Corpo seus linos amantes.
Enlre as gallinhas, baroa,
Tambem reina o graude tom.
ao ha gallinhas com dom.
Mas ha gallinhas de rae,
Que sao fidalgasna praca.
VIII.
Por causa do gallnharn
Ksles dous gallo* rivaes,
ratera cousas infernaes.
Quando te encontram, se halem : '
K lenho medo se malera.
IX.
Elletseengrlam, baroa,
.Abrem os bicos; vaocam.
E n3o cedein, nao descancam
Inda mesmo lendo vista
Escorreodo em sangue a crista.
X.
Agora quero roe diga
Qoe delles devo fazer.
Era paz nao podem viver.
J me lembrou reforma-Ios,
E al mesmo manduca-los.
XI.
Quando eu ua minha (erra
Serv de juiz de paz '
Era eniao mui hora rapaz,
Accommodei dous leltrados
Ambos rbulas chapados.
XII.
Inda fiz mais minha bella;
Dous doutores congracei;
Que desputando eneonlrei
Da mais ardente maneira,
D'uin doente cabeceira.
XIII.
Mas dons gallos congrassar,
Dous gallos, leudo gaJteJ
Nao cabe nas Torcas minha:
Vejo-mc parvo e nao sai,
Como desla sabirei.
XIV.
Vou contar-Uta, queridinba,
Um caso que ha'pouco vi
Com o qual muito me ri
Crea, baroa adorada,
Que dei grande gargalhadi.
XV. .
A' cace d'uma rapoza
Dous caradores sahiram,
E ambos elles se muniram
De espingardas cacadtras,
No vulgo, passarinheiras.
XVI. i
Eram doos cannos disformes
D'arsenal acreditado.T
E qne tnham despejado
Nas entranhat dos pardaes
Bastantes tiros mortaes.
XVII.
Mas a plvora, birda,
Era de pouco dinheiro,
' Era desla que o pedreiro,
Costuma empregar sem medo
A quebrar qualquer peoedo.
XVIII.
Ambos os dous lacadores,
Que raposa linham sede.
Por dalraz de urna pared-e
Se pozeram collocados,
Com os cannos aponladot.
XIX.
Passa a raposa matreira ;
Ouvem-se os .tiros, e logo
V-se o fumo, estoara o fugo,
Mas o bichinho, menbem,
SaltOu banda] d'alm
xx.
Nem sequer Ihe chamuscaram,
Chara baroa, o rabinho,
Emquanto o sagaz bichinho,
Sobre o muro regougava,
E caranlonhas Tormava.
XXI.
Os caradores zangados
Do triste combale seu, -
Dizem qu o bicho morreu,
Mas o bichinho, baroa,
Vive,paiseia, caco*.
XXI.
Agora diga-me a prima
Que tal vai com este gelo.
Eu por mim trago o meo pello.
Totalmente arriptado ;
E o nariz alrapallUuo.
XXIII.
Diga-me aprima se Toi
Este auno i mssa do galo?
E como vai do sea callo ?
O roeu, baroa, o cor lei,
E j da dor me livrei.
XXIV.
Ojero, senhora, me assigne
Por um mezo porte ecarta.
Porm quero que reparta.
Rasgue ao meio : a prima escoll
Mande-me s meia folh*.
XXV.
Do padre Serapio ,
Perder nao posso tima llnha.
Elle tero tanta grarinba I '
Escreve.com tatlosal, ,
Qne nao Ihe conheco igual."
XXVI.
Temos as cortes aberlas;
Temos projecto de le.
Temos carta, temos rei;
E tambem temos regente,
Eu por mlm eslou contenta.
XVII.
O veiho marecfial Saldanha
Por ora nao quer mofrer.
Embirra, teima em Vlver,
Melle o Trro a certa gente,
Eu por mim eslou contente.
XXVIH.
O velho to Rodrigo
NBo largou a pasta son ; '-
Jualro caes ladrando la 7
Nao Ihe podem melter dente.'
Eu por mim eslou conleale.
XXIX.'
O ministro das liuancas
Arranja sempre dinheiro.
Contenta o bicho guerreiro.
He financeiro decente,
Eu por mim eslou contente.
XXX.
Temos paz, socego, e Trio.
E havemos de ter calor.
Kico sempre ao sen dispor
Como aquelle que ha de ser.
Sempre seu al roorrer. .
"V
Colinguiba4 diat, sumaca brasilcira Flor do A-
gelim, de 98 toneladas, mettre JoSo Rodrigues dos
Sanios, equipagem 10, carga asacar; a Bastos &
Irmos.
Rio Grande do Sul 28 das, patacho brasileiro e,-
gulo, de 173 toneladas, meslro Joao Jos Martina
i de Lima, equipagem 11, carga carne secca ; a
Bailar & Oliveifa.
Porto36 dias, barca portugueza N,S._ittloa-yia-
gem, de 352 toneladas, capitao AntO^KJacinllio
da Cunha, equipagem 9, carga vinho eTBais gne-
ros ; a Francisco Alves da Cunb*& Compaoliia.
Passageiros, Joao Correa de Suuza Peixola, Joa-
qoim Jos dos Santo*, Antonio da Costa Miranda,
JoauCardoso, Manocl Lopes Anjo Jnior, Jos da
Silva Chritpiniano, Janoario Ferreira dos Sanios,
Elias Ferreira dos Sanios, Jos Goncalves Barro-
ca. Ficou de qnarenlena por 8 dias pela' repartirlo
da saude.
* fiados sahidos no mesmo dia.
MarselhaBrigue friucez Constent, caplao Bejean,
carga assucar.
CanalBrigue inglez Buthenia, capilao D. Scoll,
carga atsucar.
GibrallarBrigue inglez Margaril, capitao J. Wil-
son, carga assucar.
EDITAES.
Olllm.Sr. contador, servindo de inspector di
Ihesoo/arta pruvipcial, em imprmenlo da ordem do
E\m. Sr. presidente da provincia, manda fazer po-
ltico que no dia 4 de maio prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazeoda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
apude na povoacm de Bezerrns, avalisda novamenle
em 4:22889.50 reis|
A arremalaroser feita na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de mata de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaito copiadas.
As pessoas que se prqpozerem a esta arrematado,
comparec.am na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co8 de abril de 185*. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciurau.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i." As obras desle arude serao taitas de conformi-
dade com a planta e orcamenlo appro'vado pela di-
rectora em couselho e arreseutados a apprdvaeao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
4:2289950 rs.,
2. O arrematante daf comeco as obras no .1 de
ooiubro do correnle auno, e terminar 6 mezes
depois.
3. O pagamento da Importancia da arremataco
sera devidido em tres partes: sendo amado valor
de dous quintas quando houver taita mcladedaohra;
outra igual a primeira quando' entregar provisoria-
mente, e a-lerceira de om quinto depois de um anno
na occatiao da entrega definitiva.
4." Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
aAnnunciafo. '
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
ihesouraria provincial, em cumprimeulo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamenle a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a Obra do melhoramenlo do Rio
Goianna, avahada em 50:6009000 rs.
A arremataco. ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da tai proviocial n. 286 do 17 de maio de 1851
e sob at clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerera a esta arremataco
comparecam na sala das sesse* da mesma junta n
da cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas. ,
E para constar se mandou afiliar o presente epu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial oe Peroambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Fetreira d'AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. As obras do melhoramenlo do rio Goia'nna Tar-
sc-ho de conTormidade enm o orcamenlo plantar i
perfis approvados peta directora em conselho, i
apresentados a approvacao do Exm. presidente da
provincia oa importancia de 50:6009.
2." O arrematante dar .principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tres annos, am-
bos contados pela forma do artigo 31 da tai nume-
ro 286.
3. Durante a execocao dos trabalhos o arrema-
taule sera obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcacas, ou pelo canal novo ou. pelo leito do ac-
tual rio.
4. O arrematante seguir na execacBo das obras
a ordem do trtbalho que Ihe lor determinado pelo
engenheiro.
5. O arrematante ser obrigado a apresentar no
hm do primeiro anno ao menos a quarla parle das
obras prompta, e outro tanto u fim do segundo an-
no e Tallando a qualquer dessas condcedes pagar
urna multa de um cont de ris.
Conforme. o secretario, Antonio Ferreira da
Annunriaro. "
{dem.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 11 DE ABRIL A6 3
HORAS DA TARDE.
Cotacoes. ofiiciaes.
Assucar somenoa 28300 rs. por arroba.
ALFANDEGA.
Rendiroenlo dodial a 10.....83:4129250
dem do di 11 ,.....8:7658182
92:1779432
Detcarregam hofe 12 ds arif.
Barca francezaPernamb)tcomercaduras.
Hjate brasileoCapibaribcgneros do paiz.
. Importacao -
Uiale Sociavel, vindo de Colinguiba, consignado
a Jos Teixcira Basto, manifeslou o seguinle: -
343 saceos com assucar branco, 368 dilos com dita
mascaVndo ; ao mesmo consignatario.
Hiale nacional Capibaribe, vindo do Aracaly,
consignado a Luiz Borges de Siqoeira, manifeslou o
seguinle :
4 barricas, l caixote sapatos. 4 ditos e 3 pacoles
coturno?, 143 meios de sota, 390 pelles de cabra,
1750 chapeos de palha, 2 pacotas com dilos, 3524 es-
leirs de palha, 13 caixes velas de carnauba, 279
saceos cera de dita, 1 pacnle pennas de ema,.523 cou-
rinhos, 1 pacota cera amarella, 39 couros salgados,
63 ca xas cera em velas, 1 pacote cera de abelha ; a
ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendime/ito dS dia 1 a 10 .21:5228794
Idemdodiall ......... 2^199524
24:0428318
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rsudmenlo do dia 1 a 10.....1^568421
dem do dia 11....... B199038
1:97.59459
< Exportacao'.
Porte, haTca portugueza N.' S. do Bom Successo,
de 320 toneladas, cguduzio o seguinle 2,520
saceos, 57 harris, 7 pipas e 2 meias ditas com 13,185
arrobas e 17 libras de assucar, 50 sacias com, 75al-
queires de milho, 1 dita- com 4 arrobas e 25 libras de
caf, 73 couros salgados e 17 ditos seceos com 2,202
libras, 1 barrica cobre e laiao velho e 1 porcao de
dito com 50 arrobas e 19 libras, 3,000 ponas de boi,
70 quintaes tatajuba, 10 sacras com 68 arrobas de
algodao em rama, 8 bocetas cora 2 arrobas de doce de
caj, 2 latas 1 alqueite do tarrada de mandioca, 83
cascos com 4.280 medidas com mel.
Philadelpliia, patacho americano Brteze, de 290
toneladas, condono o seguinle : 3,997 cauros sal-
gados com 117,686 libras.
Valparaizo,-brigue dinamarquez Hilen, de 303 la-
nciadas, condiizio o seguinle : 3,240 saceos com
8,225 arrobas de assucar, 8 dilos com 4 arrobas de
assucar para amostra.
ljjo Grande do Sul, com escala pelo Ri de Janei-
ro, patacho brasileiro Sorpresa, copduzio o seguin-
le :50 barriquinhas, 770 barricas e 130 ditas com
7,101 arrobas e29 libras de assucar.
Trieste, brigue inglez Afarguen!, de 284 tonela-
das, conduzio o seguinte:4,310 saceos com 21,550
arrobas de assucar. -
Cork, brigue inglez Jcem, de 354 toneladas, cn-
dnzio o seguinle5,300 saceos com 26,500 arrobas
de assiicar.
IRECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
e.nilimenlodo da II......i 1:0659685
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcntodo dial a 10.....19:7009242
Idemdodiall........2:2079291
'21:9079533
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 11.
Rio de Janeiro16 dias, brigue brasileiro Amorim,
espitan Pedro Nolasco Vieira de Mello, em lastro;
a Amorim & Irmos. Veio recebar o pratico e
seguio para o Assii.
Aracaly10 dias, hiale brasileiro Capibaribe, de 39
toiiebidas, mestre Antonio Jos Vianna, equipa-
gem 7, carga sola e mais gneros;, a Luiz Borges
de Cerqueira. Passageiros, Manuel Nttlo das Ne-
, ves e Francisco Rodrigues Beis,
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em imprmenlo da resolu-
cap da junta da hienda, manda Ber publico, que
no da 27 de abril prximo vindouro, se l de ar-
rematar a quem por menos fizer, a obra dos con-
certos da cadeia da villa de Caranhuns, avahada em
2:2599280 rs.
A arrematapao ser Hta na Torma dos arts. 24 o
27 da lei provincial n. 286 de 17 le maio d 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerera a esta arrematarlo
comparecam na sala das scsscs.da mesma junta, no
da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas;
E para constar scmandouaflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secretarioK Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
i.0s concertos da cadeia da villa de Garardiuns
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo ab-
provado pela directora em conselho, c apresenfc
a approvacao do Exm. Sr. presidente da provinen
na importancia de 2:2499280 rs.
2. O arrematadle dar principio as obras no pra-
xo de dous mezes e dever conclui-las no de eeis
mezes ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus trabalhos lu-
do o que Ihes for determinado pelo respectivo en-
genheiro nao s para boa execucao das obras, como
em ordem de nao inutilisar ao mesmo lempo para o
servico publico lodas as partas do edificio.
4.* O pagamento da importancia da arrematapao1
lera lugar em Ires preslap.oes guaes: a 1, depois
de feita a mclade da obra: a 2, depois da entrega
provisoria: e a terceira na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de sois
mezes. .
6.a Para tudo o que nao se char determinado
uas prsenles clausulas nem no orcamenlo, seguir-
se-ha o qncdspe a respeitoa lei provincial u.286.
Contarme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O 1lm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumpriinenlb da resolu-
jao il junta da tazenda, manda Tazcr pdblico, que
no da 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le a praca para ser arrematada quem por menos fi-
zer a obra do acude dei'aie de l-'lorcs,av aliada cm
3*90j)000.rs
A arremataco ser ral na forma dos art., 24 e
27 da lei provincial n. 286'dc 17'de maio de 1851,
e sobre as clausulas especiaes'abaixo copiadas :
As pessoas que se propuzerem a esta arremataco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.E para constarse mandou afiliar o
presente e publicar pelo Diario. Secretarla da
thesouraria provincial de Bernnmboco 15 de mar-
co de 1854. O secretario Antonio Ferreira
aAnnuneiaro.
. Clausulas especiaes para a arremataco.
1. As ota-as desle a(ude sero feitas de confor-
midade com as plantas c orramento apresentados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1909000.
2. Estas obras deyerao principiar no prazo de
dous mezes, e scrao concluidas no de doz, mezes
contar contarme a lei provincial n. 286.
3. A jmportaucia desta arrematapao ser paga cm
trcsprestaPws da maneira seguinle : a primeira dos
dous quintos do'valor do ornamento, quando livor
concluido a melade da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimenio
provisorio : a terceira fnalojcnle de um quinto de-
pois do recebimenio definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a communicar e
repartido das obras publicas com antecedencia da
30 dias, o dia em que tem de dar principio a execu-
cao dasobras, assim como Irabalhar seguidamente
durante quinze dias, alim de qne possa o engenhei-
ro encanegado da obra assistir aos priinciros-lra-
ballios.
5. Para ludo o mais que ,ii3o esliver especificado
nas prsenles clausulas seguir-se-ha o quedelermina
a le proyiucial n. 286, de 17 de maio de 1851.__
Contarme! O secretario,Antonio Ferreira da
AnnunciarSo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da rysolu-
co dajunta da Tazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril proxirao vinddurb, val novamenle
apjaca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, I obra do acude na Villa Bella da comarca de
Paje d Flores, avahada em 4:0019.
A arrematapao ser taita na forma dos rticos
24 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerera a esta arrematapao
comparecam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo mci djl, compelente-
menle habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial fe Pernam-
buco, 23 de marco de 1854__O secretario, Antonio
Ferreira d'Annuneiaro.
Clausulas espertan para arremataran.
1. As-obras desle acuita sera feita de confor-
midade com as plantas c orcamenlo presentados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4*048000 reis.
2. Estas obras dveran principiar no prazo de
dous mezes, c serao concluidas no de dez mezes a
contar conforme a lei provincial u. 286.
3.". A importancia desla arremataco ser paga
em tres prestacSe da maneira seguinle : !., dos
dous quintos do valor-total, quando tiver conclui-
do a melade da obra: a 2." igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de recebimenio proviso-
rio : a 3.", finalmente de nm quinto depois do re-
cebimenio definitivo.
4.* O arrematante ser obrigado a communicar a
reparticao das obras pnb.licas com nnlcredcuria de
Irinta das, o dia fizo emane tem de dar principio
a exerucao das obras, assim como Irabalhar se
suidamente duranlc quiuzc dias flm de que possa
o engenheiro encarregadu da obra assistir aos'pri-
uieiros trabalhos.
5. Para tudo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a lei n. 286.Conforme, O secretario, AntanioFer-
reira $Annuneiaro.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
Co da junta da fazeuda, manda tazer publico que
no dia 27 de abril p. yndoaro, vai novamenle
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concertos, da cadeia da villa do Cabo, a-
vahada em 8259000 rs.
A arremataco ser taita na forma dos arligos'
24 e 27 da lei provincial'n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataco
rom|iarccam na sala das sessoes da mesma junta no
dta cima .declarado, pelo meio dia, competente
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle L
publicar pelo Diario.Secretaria dathesoorariapro-
vincial de Pernambuco 28 de marco de 1854. O
secretario, Antonio Ferreira da Annunciacao.
-Clausulas especiaos para a arremataco.'
1." Os concertos da cadeia da villa do Cali far-se-
hao de conTormidade com o orcamenlo approvado
pela-secretaria em conselho, e appresentado apro-
vacao do Exm. presidente da provincia, ua impor-
tancia de 8259000 rs.
2.0 arrematante dar principio s obras no pra-
zo de quinze dias, e dever conclai-las no de Ires
mezes, ambos contados de conformidade com o art.
31 da tai ii. 286. .
3." O arrematante seguir naexecuro ludo o que
Ihe Tor prescripto pelo engenheiro respectivo, nao
so para boa execucao do trahalho como eto ordem
de nao inutilisar ao mesmo lempo para oSe.rvro
publico todas as parles do Jificio. \
4 O pagamento da inporlaucia da obra verifi-
car-se-lia em duas prestaees iguacs: al* depois
de fcitos dous tercos da obra, e a seguanda depois
de laucado o termo de recebimenio.
5-" Nao haver prazo de responsabllidade,
6." Para tudo o que nao se acha deerrainado nas
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-
ha o que dispe a lei n. 286. .Conforme. -fsO se-
cretario, Antonio Ferriira a?Annunciacao. ~
P Ihra. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria prj*iucial, em comprimenlo'da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 28 docorren-
te, manda fazer publco.que nos dias 18, 19 e20 de
abril prximo vindouro, peranle a junta da Tazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a qoem
mais offerecer, o aendimer.lo do imposta da laxa da
barreira de Santo Amaro de Jaboalo, avahada em
4:0009000 rs. por anno.
A arrematado wr taita por lempo de 14 mezes
contardo l.o de matado correle anuo, ao fim.de j-
nho de 1855.
As pessoas queso propozerem a esta arremataco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, nos
das cima indicados peta meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar, se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
.Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 30 de marco de 1854.
O secretario,
. Aulonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumprimento da re-
solucao da junta da Tazenda, manda tazcr publico,
que no da 27 de abril prximo vindouro, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra dos concertos da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avahada cm 2:8609000 rs.
A arremataban ser taita oa Torma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataco
comparecam na sata das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, peta meio dia, compelente-
rneme habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annuneiaro.
Clausulas especiaes para a arrematarse.
^ 1." As obras dos reparas da cadeiada villa de Pao
d'Alho sero taitas de conformidade com a planta e
orramento approvados pela directora em conselho,
e presentada a approvacao do Exm. Sr. presidenta
da provincia ua importancia de 2:S60aXK) rs.
2." As obras comecarao noprazodc30 diase sero
concluidas no de qualro mezes, ambos contados de
conTormidade com o que dispoe*!) art. 31 do regu-
lamento das obras publicas.
3." A importancia da arremataco ser paga em
tres preslarocs, sendo a primeira de dous quintas,
paga quando o arrematante houver Teilo a melade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras depois do recebimenio provisorio ; e a ter-
ceira paga depois do anno de responsabilidade,
c entrega definitiva.
4." Para tudo o mais que nao esliver determina-
do nas presentes clausulas, on no orcamenlo se-
Siiir-se-ha as disposteSes da lei n. 286 de 17 de maio
b 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira d' Annuneiaro.
Secretarla da ispeecao do arsenal de marraba de
Pernambuco em 11 d. abril de 1854. ul"ran* "'
No impedimento do secretario, fa>ioJ Ambro-io
daConceicao Padilha.
^g?^
DECLARAC ES.
Para necessarioesclarocimenlo dos nossos diocesa-
nos, Ibes communicamosi queem data de 27 di mar-
co prximo passado, respondemos portara que nos
tai enviada em31 dejaneiro pelo Ex. ministrod'esta.
dodos negocios da juslica, e transcripto no Diaria rfe
Pernambuco em 22 de fevereiro do correnle anno?
fazendo ver, e provaudo com um verdico docu-
mento) que em nossa particular proposta, respec-
livaao reverendo Ignacio Alves da Cunha Sanio
Maior, nao houve dissonancia, allieacao ou desacer-
t com as leis por S. Ex. indicadas, e que o nnsso
procedimenlo isento de qualquer particular affeicao,
Toi contarme com o uso al agora pratirado nesta
diocese, nao reprovado, on contradilo por lei. Pa-
lacio da Soledadc 10 de abril 1854.
Joao, bispo de Pernambuco.
Reparticao da polica.
Tendo sido apprchendida pelo carcereiro da ca-
deia desla cidade ao prelo Paulo, escravo do gr.
Balthar, que all se acharcolliidn, orna quanlida-
dede dinheiro em notas de diversos valores, e era
prala, na supposjco de ser ella tortada, visto como
sahindo boje o mesmo pretn(com outro acomntado
para Tazer o servico da cadeia, se recolhera depois
i ella Irazendo comsigo urna carleira com o referido
dinheiro ; manda o Illm. Sr. Dr. chefe de polica
fazer publica semelhanle apprehenso, para que
a pessoa que se julgar com direito dita carteira e
dinheiro, se appresente nesla secretaria a reclamar
i sua entrega, mediante provas justificativas do
sen dominio.
Secretaria de polica de Pernambuco 8 de abril
de 1854. O primeiro amanuense, Jos Xavier
Faustino Ramos. .
N. B. Por engao do empregado quo copiou o
aviso supra, foi elle poblieado nesle Diario com a
assignatura do Sr. Dr. .chefe de polica, quando o
devera ser somenle com a do primeiro amanuense.
Gompanhia de Beberibe.
A adminislracao da eompsnhia de Beberibe, fa-
publico; que por se haverem deencamlnhado 60 acz
COes de ns. 1,856 a 1.905 e 1.789 a 1798 perlencen-
tes aos herdeiros do Tinado Dr. Jos Eustaquio Go-
mes, como Tez certa o testamento do dito finado o Sr.
Vicenta Thomaz Pires de Figueiredo Camargo, e
consta dos annunciosdo mesmo Sr. publicados nesle
Diario, vao as referidas accoes ser substituidas, fi-
cando sem vigoras premilivas.
Copselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude da aulori-
sacao do Exm. Sr. presidenle da provincia, lem de
comprar ns objeclossegnintes:
Para o segundo batalhao .de totalitaria.
Bonetes compridos comTi n. 2-8,- choSricas de 13,
pares 8,, grvalas de sota de lustre 8, esleirs 8, sa-
pillos, pares 8, pelles de carneiro 100, corda de li-
ndo para caixa de guerra, pecas 4, oleado, coVa-
dos 20.
Para a fortaleza de llamaraca.
Oculo de ver ao longo 1.
Arsenal de guerra.
r.aixacom vdro* I. papel almarn de liulio, resmas
50, mantas de laa 374.
Ollninas de 1. e 2. classes.
Costados de pao d'oleo 2, tabeas de assoalho e de
louro 12.'
Ditas de 3. classe.
Ferro dO-varanda, arrobas 2.
* Ditas, de 4. classe.
rame de lato grosso, arrobas 2.
Ditas de 5. classe.
Sota branca garroteada, meio* 50.
Para fornccinientodeluzes as eslacoes militares.
Azeile de rarrapalo, caadas 350, azeile de coro,
caadas 30 1r2, pavjos, dnzias 6, fio de algodao, li-
bras 48, velas de carnauba, libras 153. A
Corapanlia de cavallaria.
Bspadas 39, coturnos, pares 46, penacbos 69:
qnem.quizer vender taarobjeolos, aprsente as suas
piopostas em carta Techada na secretaria doconselho,
as 10 horas do dia 19 do correnle mez. 'Secrelarta
do conselho administrativo para Tornecimento do ar-
senal de guerra II de abril de 1854.Josi de Brito
tglez, coronel presidenta.Bernai do Ptreira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
De novo cbama-se os srvenles que se lem reli-
ndo do servico das obras do arsenal de marinha, vis-
ta ter cessado o mniivo da demora do pagamento das
ferias.
GRANDES BAILES
Nos dias 15,16 e 17
abril de 1854.
A's 8 horas da noil ettarao francas as portas
principara do thealro para lodo* o* senhores e se-
nhoras qu quizerem lomar parle nesle drverllmeD-
t. qoe principiar por orna *scolhid ouvertora a
grande orchesira sobre a direeco do Sr. Theodoro
Oretles.
O ernpretarie lendo lido a salisfaeo de apressntar
bailes no carnaval e nelle* ter sido observad leda a
ordem e toda a decencia, prora da civilUaceo desta
Ilustrada capital, e estando elle informado do que
se tem adoptado para divertir o poblico em taes es-
pectculos, no Ro de Janeiro, em Franca e uas prin-
cipaes cidades tem ditposlo o seguinte:
A segunda ordem he reservada para todas l fa-
milias gradas que quizerem desTructir ett dlverti-
menlo lo apreciavel que espera satisface o eon-
correntes que se dignarem comparecer, pota promet-
le empregar todo o disvello para que, a boa ordem
seja manlida, e que todo* os mscaras se apassentem
com todo o brilhanlsmo, e oe rqjliior gosto.
A direccao do baile est entregue ao St. Joa De-
Vercliy atss perito'em dirigir lae* divertlmenlo*, e
tara j de accordo cora o o director da orrbettra pre
parado novas e excellcnte* quadrilhas, Valsas, polkas
e sehotz.
.. Os intervallos das quadrilhas e walsae seta de 10
minutos de descanco para os profestores da orebettra.
Os camarotes de segunda ordem 89000 rs. com
qualro enladas. *
A primeira, terceira e quarla orden*, serio fran-
cat s pessoas qoe se acharen] no edificio (tapad* de
comprarem o bilhete de entrada.
Conservar-se-ha a mesma polica qoe foi observa-
da nos bailes anteriores.
OLRTAFEIRA 29 DE ABRIL DE 48S4.
ESPECTCULO VACIADO E INTERESSANTE
Ktn beneaela dn aetvf k ,
Mara Amalia Montero.
Depois qoe os Sr*. profestores d orrhestr eiecu-
lareai urna das melhores ouverlnras, abrir i scena,
a bem aceita e linda comedia em 2 actos de Meude*
Leal, intitulada
OBffl PORFA 1ATA CACA.
Pertonagens. Srt. A
Goncalo.....;} AmoAlo
Jos Mallos........
D- Kuno.........
Eslalajadeiro...... Rozando. "
Mana........ D. Manoel*.
D. Hoza......... Abenefictade.
No fim da comedia, a Sra. Carmela e o Sr. Mon-
tairo, contarlo o sempre applaudido duelo das-
TnQJBETWMS.
Depois do qual o actor Costa e beneficiada can-
taro o duelo, do
MEIRINHO E A POBRE. *
Depois, a orchesira tocar as quadrilhas
BRASILE1RAS. .
Ero seguida reprcseoiar-*e-h* o jocoso veudevilte
em i actos.
INNOCENCIO
ou
0 ECLIPSE DE i%%\
Pertonagens.
Duvas.....
Innocencio .
Duchanel. .
Herminia, soa (ilha .
Carlota, irmaa de Tnnpeeneio.
Os Srs. adores.
Costa.
Monleiro.
Pinto.
A benenciada
Seguir-se-ha a prinMra repjtgutacnu do veude-
ville em 1 acto, que tem por trfltb.
PAGAR O 3I1L JIJE NAO' (TEZ.
Personagens.
D. Ingrilorio, eslalajadeiro.
Germano.......
Fahricio
Malagrido.....
Befisteque ....
Crok, Ilollandez .
Enlhusiairaado poeta.
Elvira.....
Sinagoga.....
i
Os Srs. actores.
Santa Besa.
Amodo.
Pereira.
Costa.
Hozendo.
Pinto.
Monlcii
Carmeli..
A beneficioda.
- Rematar o espectculo com o gracioso bailete em
i aclo, do qual tai lirada, a tarca do mesmo norae.
RECRUTAMENTO HflKtDEIA.
Posta em teena por Jos De-Vecdi
Faro. parle do bailete os Sr. Monleiro, Sania Ro-
sa, Pinta, a beneficiada e o corpo do baile.
A beneficiada recommenda-se ao generoso .pu-
blico desta cidade, a quem j he devedqra de lautos
favores.
Principiar s horas, do coslume.
Os bilhetas vendem-se em casa da beneficiada, ra
da Cadeia do bairro de Santo Antonio 16 primei-
ro andar, e no dia ni> escriptorio do Iheatro.
AVISOS
MARTIMOS
Companhia de Liverpool.
No di 12 oa
13 espera-** da
Europa o.vapor
Brasitaira, com-
inandante Coi:
depois da dtruo-
ra do cotlume
seguir'para os
portas da Baha
e Rio Oe Janei-
agenda em
casa de Deane
i oulo Si Companhia, ra da Cadeia Velh* n. 52.
Para o Rio de. Janeiro
sallir no dia 16 do correle patacho nMlonal Al-
fredo ; tem ptimos commodos para passageirot e
escravos: trata-se com o consignatario J. B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
CEARA' E ACARACli'.
Segu uo dia 24 do correte o-hiata Sobralehse;
rccelie carga e passageiros: trata-se com Caetauo Cy-
riacn da C. M., na taja de massames n. 23.
Vende-te o hiale iguia, forrado eencavilhado
de cobre, de primeira marcha : quem pretende, dl-
rija-se a Domingos Jos Pinto Braga ao lado do Cor-
i Santo, tajan. 23, oa com o'lllm. Sr. Maaoel '
encalves da Silva. '
Rio de- Jcneiro-
Em conseqaencia da chova, fica transferid a sa-
luda do brigue llebe para o .da 15 do correnle,- s
recebe alguma. carga miada, passageiros e escravos
freta: arralar no escriptorio' de Manoel Alves _
Guerra Jnior, na ra da Trapiche n. 14.
Para o Rio de Janeiro',
Segu com muila brevidade o brigue Conctifio,
so recebe passageiros e escravos a frete; a tratar no
cscriptorip de Manoel Alves Guerra Jnior, na fu
do Trapiche n. .14.'
Para o Rio de Janeiro sabe no dia 20
do crvente mez, o brigue nacional Sagi-
tario, o qual. ja' tem a maior parte deeu
ca rrega mentojprompto: para o ratantei
pnssageiros, e escravos 'a frete, trata-se
cova o Sr. consignatario Manoel Francis-
co da Silva Carrico, na' ra do Collegio .
n. 17 segundo andar, ou com o.capitfio
a bordo. .
Para Balda sahe com brevidade o hiato Hoto
Olinda; para o resto da carga trala-t* com Tasso Ir-
mos.
Para a Baha saheneste diaso hia-
te Amelia : para o resto, carga ou pas-
sageiros, trata-se com 06 consignatario .
Novaes & Ck)mpanhia,- ra do Trapiche
n. 34. '
-r JPara Lisboa a galera porlngueta Maraariia,
capitao Silvcrio Manoel dos Reis,- sahe com a maior
brevidade possivel : para carga e passageiros, par'
os quaes tem ententes commodos, trahMe com o
sobredilo capitn, ou cota Oliveia Irruios &Cqm-
panhu. ra de Apollo n. 11.
Rio de Janeiro.
A barca nacional Ipojura pretende sabir imprete-
rivelmente para o Rio de Janeiro no dia 13 docor-
rente porler o seu-carregaraenlo completo ; recebe
nicamente passageiros e escravos a frete, para o que
trata-se com Bailar &01veira, narua da Cadeia do
ecife n. 12.
fPara o Ass e portas intermedios pretendese-
em pouros dias a lancha nacional Nova Espe-
ranza, e tambem.se freta para o Cear ou Aracaly ;.
para carga e passageiros, para o qe* lem bous com-
modot, trata-se ni ra da Cadei* do Recita n. 50,
taja'de Cimba c\ Amorim. ., ...
< P.*a Lisboa com escala pela I^**; S.Migue
o brigue portugus Bom Successo.Py00* "IW
com loda a brevidade : quem no*nso* quiier car-
regar ou ir de passgem, p>Va o qu oftereca bons
commodos, trate com os consIgoaliHOt T. d Aqoino
Fonseca i'Pilho, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar, Mendonca, na Praja;



DIARIO DE PERNAWBUCO QUARTA FElfM 12 DE ABRIL DE 1854.

Vende-se una bafcaca Ha lote de 12 caitas,
rouito bem construida ltimamente recorrida, e
p'rompta a navega* ; quem a pretender, dirija-M
ra da Cadeia do Recife n. 54.
Parso Aracaty
senue m poneos das o bem condecido hiato Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vianna: quem no
mesmo quizer earregar ou ir. de passagem dirija-se
a na du Vigario n. 5.
LEILO'ES.
I.RILAO' DE CASAS TERREAS.
Quarta-fera 12 dt> coirente, ao meio dia em pon-
to, o agente J. Calis far leilfio no armazem de M.
Carneiro, na ra do Trapiche n. 38, de tres peque-
as casas terreas de pedra e cal, sendo duas na Boa-
Vista, ru do Senador, e urna cm Sanio Antonio,
travessa do Pocinlio n. 2; as quaes se enlregarao
muilo 6m conla, visloo possuidor ter de relirar-se
para lora da provincia: assim' como tamhem hir a
leilao uin carro de quatro rodas em muitu bem es-
tado, um cabriole!.
GRANDE LEILAO' DE QUEIJOS.
Hoje (12) haver lailn de 100 caixas com queijos
de superior qualidade, que se vendern por barato
prego, para lijar coutas.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Joao Jacintho Ribeiro nao $e
pode retirar desta provincia sem liquidar
la conta para com esta typographia a
respeito das impressOes feitas para o $eu
benefici do dia 4 do corrente.
A mesa regedora d irmandadedo palriarcha S.
Jos da Agouia, erecta no convenio de N. S. do
Carmo, leudo de apresentar avista dos liis a pro-
cisso da Reasurrcico do Senhur, lem determina-
do passar pelas seguintes rus: de Hortas, Marly-
rios, Augusta, becco do Peixolo, Terco, ra Oireila,
Livrameulo, Queimado, paleo do Collegio, ra do
mesmo, Cadeia, travessa de S. Francisco, ra das
Cruzes, praca da Independencia, larga do Rosa-
rio, dita, estreila, Trintheras, Nova, Flores, Gam-
boa do Carmo, a recolher: pelo que pede aos mora-
dores das mencionadas roas que as rpaadem limpar.
^-Qoamannonciou no Diario de hontem querer
rallar ao Sr. Antonio Marlins de Coulo Vianna, di-
rija-se a roa da Madre de lieos luja defronle da
guarda, ou a roa da Cadeia toja n. 13, que achara
com quem tratar.
Quem precisar de 8008000 rs. a*juros de dous
% ao mez com hypotbeca em casas terreas: dirija-se
a ra da Palma casa por delraz do sobrado de Ma-
nuel Firrotno.
O abaiio assignado faz publico a lodos os se-
nhores padres, tanlo de mista., como seminaristas,
que elle lem em sua casa um mesure, mnito bom de
alfaiale, de balina, capa e chamarra, e ludo o mais
que pertenece ao dito vestuario; o abaixo assignado
se responsabilisa por toda a falta que possa haver, e
tambero se obriga aCazer as obras muilo miis bara-
tas do que em outra qualquer parle: o abaixo as-
signado mora em|Olinda, ra do Amparo n.|23, so-
brado que lem venda por baixo.Jote', Manoel dos
Sanio.
O prior da ordem lerceira do Carmo vem por
este Diario em nome da mesa regedora, dar um vo-
to de gratidSo ordem lerceira de S. Francisco e a
irmendade do Sr. Bom Jess dos Passos, S. Jos da
Agona e do Divino Espirito .Santo de S. Francisco,
que os honraram acompanhar a procisso da Trium-
pho, que no dia 7 do correte sanio da nossa ordem,
o elle prior em particular reoova este voto de grati-
dio a todos os charissimos irmaos em geral, e particu-
larmente ao* Srs. ministros, sndicos, juizese thesou-
reirot das ditas irmandades que regiain suas irman-
dades, pela boa vonlade e maneiras religiosas com
que se preslaram a noile na igreja do Rosario, afim
de se recolher a procisso a toda a hora que o lempo
permitiste: o mesmo prior .renova este voto a mesa
regedora de N. Senbora do Rosario, pela prompli-
doe boasjmaneiras com que o honraram abrindo as
portas da igreja a receber-nns com lodos os andores
e anjos, e que por este acto publico c religioso nada
se nos estragn nem estraviou. O mesmo voto re-
ceba o Illm. Sr. capilo Barros, do nono batalhSo, e
os Srs. olliciacs subalternos e inferiores pelo auxilio
que me preslaram com ses soldado para que nada
tivesse estravio, tanto dos ornamentos dos andores
queseachavam na igreja, e anjos que se ackavam
na sacrista, que aconipanhavam a procisso, como
para a boa ordem d socego publico, o mesmo offe-
rece o seu diminuto presumo a todos'em geral.
Francisco Pihto da Cosa Lima, prior da ordem.
Recife 10 de abril de 1851.
.ORDEM. TERCEIRA DO CARMO.
O prior, cm uome da mesa regedora, convida a
lodososseus chatsimos irmaos para comparecerem
na igreja da mesma ordem, quinta-feira sania as 7
horas da minhaa, nKxta as mesraas horas e as 4 da
larde, e no domingoTB 6 da mauhaa, para encorpo-
radoa, assistirem aos actos da semana santa, e acom-
panharem as procissoes que lem de sabir do mesmo
convento do Carmo, e ao sepulcro de nossa ordem ;
espera de seus charissimos irmaos o ajudem uestes
actos, como o tem feito em todo o lempo de sua ad-
minislra^uo, do que he e sera sempre -grato a lodos
em, geral
apparecen do engenho novo de Iguarassii,
de marco, um moleque crioulo de 14 a 16
I idade, pouco mais ou menos, be baixo po-
OF1TCIAES DE AI.FAIATE.
Na ra Nova, loja da esquina da ponto da Boas
Vista, precisare de offlciaes de alfaiale para obra-
miadas.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Os senhores accionistas e subscriptores
sao avisados para pagarem seus dbitos
at' o dia 20 do corrente >*indo este prazo
se dar' cumplimento aos estatutos.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais bixos, do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retaio, ailiancando-
$e aos conlpradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemSas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que bvArp qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida' a' todos 08
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do*.
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sa%itos & Rolim.
Arrenda-se um sitio na estrada do Rosarinho,
defronle do sitio do tinado coronel Almeida,|e lam-
bem se vende; os prelendenles de urna e de outra
coua queiram dirigir-se ra do Trapiche Novo 11.
4, ou ra da Cruz n. 15, armazem.
Paulo Gaignou, dentista,
' pode ser procurado a qualquer. hora cm sua casa
na ra larga do Rosario n, 36, segundo andar.
Arrt*a-se o engenho Lciio, silo na fieguczia
da Es'cadlrw prelendenles pdemapparecrr no ater-
ro da Boa-Vistaf sobrado n. 53. segundo andar, que
acharan com quem tratar, ou na freguezia da Escada,
noengenho Vicente Campollo, com Manoel Goncal-
ves Pereira Lima. .
no
ano
rm corpoleulo, cabeca regular, heassignalado, leudo"
3 ou 4 pilhas de cabellos brancos na cabeca, tem al-
gum cabello dapeslana forneo, beicos vermelhos e
grossos, olhos Mfecos, cor vermelha, cara grande,
l'az um mez qaersthio de casa, chama-se Luiz, foi
encontrado no dia 10 de abril de 1854 as 4 horas da
larde, na ra Nova, na occasiiTo que passava a pro-
cisso do Sr. das Chagas, vestido de camisa e seloura
de algodao braoco e carapaca branca na cabeca; di-
zeodo andava nesta praca a mandado do senhur, por
tanlo roga-se as autoridades policiaes e juntamente
aos capitaes de campo, o queirem aprehender, e
remelle-lo para o engenho novo de Iguacass, ou ao
porlnguez JoSo Fernandes, no becco Largo do Reei-
fe, o qual lem urna taberna d molhsdos, qu* sera
bem recompensado. Foi surrado ha pouco lempo,
com quanlo fosse pouco castigado, ha de ler alguma
cicalriz as nadegas, tem nariz chalo, e he bstanle
ladino.
Aluga-e um sobrado de om andar com com-
modos para grande familia, sita na ra alraz da ma-
triz da Boa-Vista.; a tratar com Jos Leopoldo da
Silva, na ra do Trapiche Novo, segundo andar do
Hotel da Barra. } _
, David Ferreira Bailar retira-se para Portugal,
levando em sua companhia um seu sobriho nleuor
de 10 annos.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
de Apollo n. 9, que se acha bem rajado a pintado;
e um sobrado de um andar e solo na ra Augusta
n. 3 A : quem os pretender, falle com Joo Leile
Pila Qrtigueira, na ra da Cruz do Recite n. 12.
Desapparcreu um moleque crioulo, de idade 14
a 16 annu, pouco mais ou menos, baixo, porm cor-
polento, som algumas pinhas de cabello branco na
cabeca, e nao menos de 3 a 4; tem os beicos verme-
lhos, cor nem he prela nem be vtrmelfia, sendo mais
vermelha, ja foi surrado a bacalho, porlanto ha de
ter as cicatrizeos olhos brancos ele. : quem oappre-
heoder pode leva-loa ra da Senzala Mova o. 39.
. Jos Alfonso Moreira vai fazer urna viagem i
Europa, e leva em sua compaobia soa mulher, seu
Albo Candido ABbuso Moreira, suas lillias, e urna
criada, parda, por nome Joanna.
Desappareceu no mez de Janeiro do corrente an-
no, um cscravo por nome Adriano, de idade de 60
aonos pduco mais ou menos, cor bem fulla, bstanle
calvo, costuma trazer o cabello braoco grande, e o
chapeo ao lado, tem a orelha esquerda furada de an-
dur com dm brinco, he marimbeiro, baixo e grosso
do eorpo, tem os ps jochados, e anda mnito diva-.
gar, loma tabaco, tem mulher e filhos em N. S. do
-O/ de Ipojuca, he muito condecido ero* Nazarelh,
onde se suppte que eslea: quem o pegar leve-o a
loja da ra do Crespo ni 10, qoe ser gratificado.
Rogo a todas as autoridades policas, a priso do
hespanhol d nome Manoel Mara, baixo, ebeio al-
gum tanto do corpo, idade de 26 trnla annos,
muilo fallante, tocador de guitarra, (rabal da de sap-
teiro, o- qual he um graodississiroo ladran. Sabio
deste engenho ao amanhecer do dia 6 do correnle,
levando donscavados, montado em um, e outro de
cangalha, a ltalo de ir aprumplar seus papis para
se casar, por estar com um casamento justos e che-
gando ao Recife as Cinco Ponas, na casa da rancho
de Francisco de tal, deixou o portador, que ia com
elle, dizendo-lhe que ia a cidad de blinda despa-
char os papeis.e que.J vollava.e fugio no cavallo em
qoe ia montado de sella, dizendo ao portador que
vinha, e hunra mais vollou, cojo cavallo em que fu-
gio montado he russo sojo, lem urna lista prela por
cjma do espinbaco al a canda; cauda fina e espon-
tada para baxu, idade de 8 annos pouco mais ou me-
nos: e o mesmo furto fez o anuo passado a Severino
Barboza Cordeiro, morador na Alaga do Carlos,
termo de Nazarcch, tendo pedido urna sua llha para
casar rom elle, e tratado o casamento que fosse, dis-
seque era preciso ir ao Recife apromplar os seus
papis, e rjando-lheo dito Severino, om bom caval-
lo qoe tinha para fazera viagem, chegou no Recife
disse aos companheiros que iam com elle, que espe-
rassem, que elle la a cdade apromplar os papis, e
nunca mais voltou, fugindo no cavallo e o vendeu
orno tamhem o selm; e o mesmo acaba agora de
aqai pralicar, como cima dito flraatEsles s3o os rou-
boa que se sbe, fora os mafs que anda scnilo sabe:
epara que este ladro no viva ensaando ao publico
por esla forma com semelhaole furlos.^e mWlora
a soa pruflo para ser punido rom as penas da le,por
que tem astucias de sobra para engaar c todos que
o nao conhecem. O quarto cm que agora vai moti-
lado, alem dos sigaes acima |,e carregadot. Enge-
nho novo de Noruega 8 de abril de 1854.
Manoel Thom de ietus.
Negocio vantajoso.
'Odono da loja declsados, intitulada Estrella 19,
roa do ivramento, em um dos melbores locaes, mui-
to afreguezida em calcados esurragem de couros, da
por halajiro a qualquer pessda habilitada e diligen-
te, dando para isso garanlia no que receber, e
tendo o seu ordenado noRucros; faz-se este negocio
por motivo de molestia, e lambsm vender-se-ha que-
rendo, sem fundos para quem tem pouco dinheiro:
na mesma loja se achara com qoem tratar.
CHR\STAL0T\P0.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo ertylo.
Aterro da Boa-Visla n. 4. ,
De caixas, quadros, medalhas, alfioeles e pirlrei-
ras- ha um rico sorlimenlo paca conocar retratos,
por preco muito baixo.
Est vasio no logar do Cordeiro um bem plan-
tado sitio, com boa casa e estribara: quem o pre-
tender dirija-se a roa da Cadeia do Recife, armazn?
de Barroca & Caslro.
Aluga-se orna casa terrea na Ba-Vista, ra da
I'nian rom os conmnelos segoiutes; duas alcovas,
tres qoarlos, quintal e cacimba: a tratar na ra da
Aurora n. 26.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convenio de Sanio Antonio do
Recife, convida a todos os seus charissimos irmaos
para comparecerem no mesmo convento nos dias de
qunta-feira santa as 7 horas da mandas, na sexta as
mesmas botas c as 4 da tarde, e no dumingo as 51|2
da mnhaa, para cncorporados, assistirem os actos
da semana santa, e acompanharem as procisses que
tem de sabir do mesmo convento.
Deseja-se fallar eum o Sr. Manoel Josp de Sou-
za I.uoa, a negocio de seu interesse ; na ra Nova
n. 5, loja, '
Pede-se ao Sr. Antonio Marlins do Coulo Vian-
na, que lenha a bnndade de declarar a suaanorada,
pois se lhe deseja fallar.
Antonio. Jos Duarle Coimbra vai ao Mara-
nhao.
Pergnnla-seaoSr. Antonio Carlos Pereira de
Burgos Ponen de Leou.quem sao rs-es fiadores qne of-
ferecia para tirar seu escravo,embargado pelo juiz do
commercio, sobre seu debilo.
Pesca-se quarla, quinta e scxla-feira da sana-
na santa, no vivciro perlencenie ao sitio que foi do
fallecido Muniz.
Madama Rosa Hardy, lem para vender lindas
romeiras de fil prclo, mantas de lU de seda pre-
la e um grande sorlimenlo da capotinhos e mante-
letes de grs-napoles prelo que veude-se por prejo
coinmoilo, na ra Nova n. 34.
Precisa-se de um rapaz de menor idade para
raixeiro, que d fiador a sua conducta: na praca da
Independencia ns. 12. II e 16.
O abaixoissignado capitn do brgue americano
Tyleston, declara qoe nao se responsabilisa por di-
vida alguna de sua.tripulacAo.Ifillian II. Tice.
Recife 10 de abril de 1854.
Livre passagem para Lisboa,
(l-se a nlcuma mulher-que queira ir para serven-
la de orna pequea familia no prximo vapor in-
glez no dia 20 deste mez: dirija-sc na ra do Sebo
u. 36, ou na ra do Trapiche n. 19.
Oflerece-se orna pessoa intelligenle morador
nesla praca para cobrar dividas para os lugares se-
gintes: S. Anlio, freguezia da Escada, Grvala,
Bonito, Caruar e llrejo da Madre de Dos; a pes-
soa que tiver dividas para alguns desles logares, c
do seu presumo qoizer ulilisar-sc, dirija-e a rna do
Rozario Estreila n. 23, por cima da botica secundo
andar, que achara com quem trotar, para o que d
fiaoca de soa conducta.
Jos Mamcde Ferreira Ribeiru relira-sc para
Portugal, a tratar de sua sade.
OSr. Jos Gomes dos Santos Pereira, do enge-
nho Haonas, tem urna caria para i lie ser entregue;
bem como o Sr. Jeronymo de .Albuquorque Mello :
na ra da Cadeia do Recife n. 41.
O abaixo assignado, lendo perdido urna carlei-
ra com-varios, documentos; leltras e papis, no dia
11 do corrente, roga a quem achar Ih'a queira en-
tregar, vislo a mais ninguem servir, pois estao dadas
as providencias : na ra Nova n. 3 ou 65, e ser re-
compensado.
Francisco Jos 4lces Pilotaba.
As mais, modernas e ricas i
de Quro. .
Osabaixos assignados, donos da nova loja
de ourives da ra doCabug n. ti, confron-
te ao pateo da matriz e ra Nova, frauqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor- :
tmenlo de obras de ouro de muilo bous gos-
los, e precos que nao desagradarao a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por
qualquer obra que venderem a passar urna
conla com responsabilidade, especificando a
A qualidade do ouro de 14 on 18 quilates, fi- |
H cando assim sojeitos por qualquer duvida
que apparecer.Serafim & Irmtw.
-O abaixo assignado protesta contra o annunco
que lhe foi dirigido no Diario de sabbado 8 do
correnle; porquanto ease Francisco Lourenca Carlos,
que lhe aceilou a letra de 180^550 rs. se debilon real-
mdnle para como abaixo assignado, nao s na impor-
ta iich de varios gneros que comprou em seu estabe-
lecimento como lambem na de urna caixa com folhas
de (landres, que pelo dito l.ourencn pagou o abaixo
assignado ao Srs. Mesquila es Dutra, desla cidade,
sendo que por nao ler esse devedor pago anda seu
debito conserva o mesmo abaixo assignado como deve
a referida, letra, que pontualmente restituir quan-
do for embolsado. Admira que esse annuncianle
Francisco Louren;o Carlos, que ha dous anuos nao
lhe apparece nem de si d noticia, yirsse agora
ou alguem por elle, pedir pelo Diario aquillo qoe
s se lhe pode dar mediante o pagamento. Pague e
entAo exija. Talvez que esse elguem seja o Sr que
por ter sido citado pelo abaixo assignado, quizesse
tomar a sui vendida, soccorrendo-se ao nome de
Francisco l.nurencn Carlos e nao no seu por vergo-
nha de apparecer como devedor 11
Jos Pinto da Costa.
Recife 10 de abril de 1854.
Precisa-se de urna ama para amamentar um
menino com nove mezes de idade: a tratar na ra
do Vicario n. '9 armazem, ou na rna do Brum se-
gundo andar n. 20.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de onro
ou prata, em pequeas quanlias: na ra Velha
|n. 35,
Aviso importantissimo.
Exiec-se do Sr. Jos Pinto da Coala, mais co-
ndecido por Jos da Penha. com venda na ra Di-,
reita n. 14, a rcsliluicflu de urna ledra de 1838550,
a seu favor, passadn por Francisco l.nurencn Carlos,
que por requintada m fe do annuuciado, nao lem
3qerido entregar, e lenta cobra-la, sem ser cre-
brlll! Previne-se aos rredores do dito Penda, e
quaesquer oulras pessoas, que nao recebam por
transarao alguma dita leltra invalida,, c para que
O Dr.Thoraassin, medico francez, d con-
sullas lodos os djas ntes das 9 horas da
manh.ia al o me. i dia, em Sua casa ra da
Cadeia de S. Antonio n. 7.
ninguem allegue ignorancia Taz-sc o presente. *> em Belem.
. Casayifc^comm*sao de escravos.
Na ra Di.eila, aobrade de tres andares, defrontc
^^s), 3, recebem-se escravos de
b vender de cnrnmissao, nao
^ abalbo mais do qoe dous por
f consa' alguma de comedorias,
i toda a seguranca precisa pa-
llo becco d S. P
ambos os,xos
se levando por
centn, e sem se
offererendo-se
ra os ditos escr__
Precisa-se di urna criada para lodo o servicode
ama casa de pequea familia ; paga-se com gene-
rosidade : na ra de Apollo n. 20, segundo andar.
_ Na ra do Alecrim n. 15, existe nma carta
vinda do Para para o Sr. Jos Joaquim Duarte.
Attencao.
O abaixo assignado, morador na povoacan de Be-
btribe junto a ponte, avisa a bella rapaziada aman-
te do bello e delicioso bando, que em sua casa lem
commodos para rereber hospedes, prometiendo bnm
Iratamenlo e servi-los com aceio e ponloalidade;
bem como lem estribara para accommodar 12- ou
mais ravallos, e abundancia de capirn para os pensar.
Bento de Cartalho Bastos.
Manoel Joaquim Mendes, artista do thealro de
Santa-Isabel, retira-se com a sua familia para a ci-
dade do Maranbao.
Os ladros, qoe aoppe vindos pelo interior da
Soledade, e foram em tres quintaes da rna do Sebo,
e furlaram calindas,,duas gamelas de cobre, sendo
urna bstanle grande e outra mais pequea, e roupa
de mulher e meninas, se quizerem l apparecer ou-
tra vez, acharo com-quem tratar.O furtado.
Vctor Lasne, cidadao Frauccz vai Europa.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
COMPRAS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sea venda os bilhetes da lotera
oitava do Estado Sanitario, cuja lista se
espera ate o dia 14 do corrente mez: os
premios sero pagos logo que se fizer a
tlislribuicao das lisias.
Crigorio Antones de Olivcira, faz scicnte ao p'o-
Bsco, que lem cedido ao Sr. Viclor Antonio de Bri-
l, o sea armazem de leudes na ra. da Cruz ns. 23
o 25, em virtude do que, roga a todos os Srs. que lhe
entregaran) trastes e oulros objeclos para vender em
leilan, cque anda se acliam cm ser, que os queiram
retirar ou passa-los para o poder do dito Sr. Vctor,
al o dito 15 do correnle, pois que desta data cm di-
ante, nao se responsabilisa mais por cousa alguma
do que esliver em ser.
Roga-se Sr. Francisco Lonrcno Carlos, que
venha pagar na ra Direita n. 26 padaria, o importe
da bolacha que comprou em 11 de marco de 1852,
pois desde este lempo anda nao foi possivel encon-
irar-se.
flVQaem precisar de urna ama para eugommar:
dirija-se a roa das Laraogeiras n. 7.
Joao Jacintho Ribelro retira-so com soa fa-
milia para fra da provincia.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia 1 de abril corrente, a linalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segando o disposto no
ari. 14 do regimeqlo municipal.
O Sr..Joan Nepnmureiio Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se aricar una ama que saiba lavar,
eugommar, cozinhar e fazer lodo o servico de urna
casa de punca familia : na ra Direita n. 119, loja
de selleiro. ,
Fabrica de chapeos.
Na roa Nova n. 44, ha um completo c va-
riado sortimento de chapn* de massa
franceza do melhor fabricante, hoje* co-
ndecido em Paris.de Gibos Pere "j Filsf, assim como
outras muitas qualidades, e ludo por precos mais
baratos do que em outra qualquer parte. .
HOMEOPATHTA.
O Dr. Casanova mudqu-se para a ra das 5J
@ Cruzes n. 28, sesundo andar. Q
" ##1?:'$
, Rape Amarelinho.
Yiuva Pereira da Cunda enrarregada do deposito
de rap Princeza de Gasse grosso, meio grosso e tino,
noticia a seus freguezes que acaba de receber um
novo rap mnilo apreciado no Rio de Janeiro, a que
cha mam amarelinho: e em vonlade a sua qualidade
o torna recommendavel: seu preco Iie.de 1.7)280 de
5 libras para cima. Os amantes pois, da boa pilada
encontraran em seu deposito na ra da Cruz n. 23
todas as qualidades de rap cima especificadas, su-
jtitando-sc a qualquer rerlamacao que possa haver.
^-Precisa-se de urna-ama: na ra do Hospicio
cK n. 17.
Mnilo se precisa saber, se nesla cidade ou fura
della, existe algom prenle ou herdeiro da finada
Mara Gomes de Amorm, e no raso que exisla, mu-,
to se lhe deseja fallar para negocio de seu rouito inte-
resse: na roa Augusta taberna o. 1, ou no engenho
Soccorro.
Lotera de Nossa Senbora do Livramento.
No dia 21 do corrente andam as rodas desla lole-
hespanlioes : na ra da Cadeia do Recife
n. 20, loja de Cambio.
_Comprase urna negra, ou mulata moca, qne
saiba eugommar e coser bem, e que nao seja acos-
tumada 4 vender na roa: na ra da Cadeia do Reci-
fe loja n. 64. J
Vende-se-urna prela que sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livramento n. 1.
Vende-se um carneiro mijito grande, capado,
gordo, acoslumado a earregar menino, tamhem se
vende urna cpula de tipoia com pao, dous loruos,
dous ganchos e cortinas para rede, tudo por prcr,o
commodo : uarua do Sebo, casa n. 33. .
Vende-se para fra da provincia um escrava
com habilidades, epara engenho Iresditas bstanle
fortes e Molas, orna dita com dous filhos parada ha
12 dias, um uegro de bonila figura alfaiale e carni-
ceiro, um cabrinba com 13 nno e um negro de na-
cao : na roa da Sfnzala Velha 11. JO, segundo o ler-
ceiro andar, se dir quem vende.
Vendem-se novilhas e garrotes mui-
to gordas : no sitio denominado Torre,
i Vende-se muilo barat um prelo de nac3o, ida-
de 30 annos, sem vicios nem achaques, muito pus-
sanie, e prnprio para engenho : na ra da Penha,
taberna nova, de Joao Piulo Regs Souza.
a ra do Crespo, loja n. 2o, W
vendem-se cortes de caemra prela lina 'a
58000, sarja prela larga, fazenda superior, a g
20000 o covado, selim de Maco muito cncor-
pado a 29500. chales de laa escaros a 800 rs,
B panno prelo e azul a 38000, corles de casemi-
ra parda a 28000, chita franceza larga com @
algam mofo a. 200 rs. o covado, dilas limpas
muito finas a 240, riscados francezes de cores
tixas a 180, riscados de lindo os melbores qne
ha no mercado i 240, e oulras muitas fazen-
das, por pre^o haratissimo. @
:99
\.VALII\S A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n, 48, 1 andar cs-
criplorio de Augusto C. de Abren continnam-se a
vender a 8,000 ris o par (preco fixo) s j bem co-
nhecidas e afamadas navalhas de barba, feitas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposicSo de
Londres, as quaes alm de durarem exlraordinaria-
le nao se senlem no roslo na accao de corlar: ven-
dem-se rom a condirao de nao agradando poderem os
compradores devolvc-lasal 15 dias depois da compra,
reslituindo-sc o importe; na mesma casa ha ricas
lesourinhas para unhas feitas pelo mesmo fabricante.
ptimo vinbo de Collares,
cm barris de 7 em pipa: no escriplorio de A'aguslo
C. de Abrcu na ra da Cadeia do Recife n. 48, !
andar.
Chapeos, pretos de castor,'
de qualidade superior a de todos quantos at agora
tem apparecido: no escriplorio de Augusto C. de
A bren na ra da cadeia do Recife n. 48,1 andar.
Compram-se natacOes brasileirose Aureui
____1 _*j_ n__i_:_ j_ m__:ej Vendem-se no armazem.de materiaes da ru
da Concordia, oltima casa do lado do nascenle ao
virar para as roas do Alecrim e Augusta, na freule
da qual tem um relabulo, elha, lijlo de alvenaria
grossa, ladrilho quadrado e compridn, tapamenlo, cal
branca e preta, arca grossa e de fingir, barro, etc.
etc., ludo da melhor qualidade, e mandam-se botar
- Na ra da Cadeia do Recife n. 54, compram-se L"" "bra? V ""nncm se ,alu"n carroa9. J* co"-
..- .__si-^_ i-k.0 duccao de trastes on outros quaesquer bjectos, e se
palaces brasileiros e hespanhoes,
Compram-se vaccas paridas, que deem bastante
leile : quem liver annuncie para ser procurado.
Compra-se qoalquer quaulidade de cobre e la-
ti velho, aquello a 240 1 libra : na ra estreila do
Rosario, taberna n. 47, ao voltar para d Carmo, e na
Lingoela no Recife, loja de charutos.
yiagp.
AS
TRUFFES.
" DU PERKORI).
em meias latas : un ra da Cruz n. 20.
Veode-se urna escrava moca : na ra do Livra-- 3- ao ,ado do arco de San, Anlo'-
incumbe de mandar bascar lias olarias alvenaria
grossa e rea Vio rio. No mesmo so vende um boi
para carroca muito ljora.
Doce fino de goiaba.
Na roa Direila n. 32, vende-se doce fino o melhor
que se pode encontrar, avista da qualidade se dir o
preco.
Vendem-se rico crlesde vestidos pretos lavra-
dos.ns mais modernos que ha: na loja de qoatro por-
tas da roa do Crespo n. 3, ao lado do arco de Santo
Antonio.
. Vcndam-se cobertores oscuros, pelobaralo pre-
so de 800 rs. cada um : na loja da ra do Crespo n.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos,.i prela Ijvadeira e engora-
madeira, 1 prelo de hO annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Vende-se carvo de pedra de superior quali-
dade, em porco grande ou pequea, a vonlade do
compradores, e por preco commodo : a tralar na roa
Nova n.27.
PLITO'S DE BORRA
Na loja do sobrado amarello; na ra do
Queimado n. 29, vendem-se sobretodos d
borracha, proprios para invern, e por pre-
co commodo. _____.......
Na roa do Vicario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra verider-se chapeos de castor braneopor commodo
preco,
feijao.'
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, lem para vender-se fijao> mulalinho
muilo novo, e emsaccas grandes : a tratar na ra d
Cruz o. 15, segando andar.
* Caixas para rap.
Vendem-se soperiorescaxas para rap feilas na ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle ge-
neronaqaella cidade, pelo diminuto prejo d 15280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de oaro e prala, mar
barato de que em qoalquer outra parle.:
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melbores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos prego qoe em outra parte : na roa da Cadeia do
Recife,'n." 17.
Deposito da fabric* da Todo* o Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C., na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
mento-de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, noviss' a.
Vendem-se em casa de MSr _
panbia, na pra^a do Corpo Sanio n.
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6*u tvm niflf
em novellos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, ajo de milaosorlido, ferro inglez. .
Vendem-se licores de abs
Kirsch em caixas, assim como chocolate
l'rancez da melhor qualidade que tem ap-
parecido, tudo chegado pelo ulfimo'navro
trance?., e por preco muito barato: na
ra da Cruz n. 26, primeiro'andar.
Vende-fe muito bom caf de pri-
meira qualidade, em saccas, como .tam-
bem fardos de fumo da mellior qualidade
possivel para 'charutos, chgdos ultima-
mente da Baha, e por preco-muito em
conta ; assim como urna porro de caixas-
de charutos, por.preco baratisslmo, qne,
he para se finalisar conts : na ra' da
Cruz n. 26, primeiro andar.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, j
do o chafariz continua haver
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8. palmos de
bocea, as quaes acham-se a tenda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador."
Moinhos de vento
'om bombasderepuio para regar hortase biixas
de capim. na fundicao de D.W'. Bowman:na rua-
do Brum n. 6,8 e 10.
VINIq DO PORTO MUITO FINO. "
Vend-se superior vinho do Porto, t em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem'da* ra
do Azeite de Peix n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Noyaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afregaezada: tralar
*"i TMsojrjrmao.
JL
melo n. 24, primeiro andar.
Vende-se um excellenle carrinho de 4 rodas,
muibem construido, e'mhom estado; esta exposto na
roa do Arasao, casa do Sr. Nesme 11. 6, onde podem
os pretendentts examina-ro, c tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, 00 na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem. ,
PE"XE-SEGCOi
Vende-se peixe secco muito gordo e boas ovas do
sonrio : na ruado Qaeimado, loja o. .14.
MILHO.
' .Vende-se a 39000 com a sacca, superior milho
muito novo, e saccas muilo grandes: na rna do
CresrJbn;21.
Pelles de guara'.
Na ra do Rangel.n. 5, vendem-se pelles de gua-
ras, proprias para flores eenfeiles de anjos.
UM PTIMO PAGEM OU BOL1EIRO. .
Venda-se um pardo de 30 annos, boa conducta; of-
ficial de alfaiate, proprjn para um criado ou boliei-
ro : na ra do Livramento, loja n. 35.
Vendem-se carracas novas, fortes, c bem cons-
truidas, tanlo para boi como para cavallo, carros de
mao, e tambem vendm-se ps de larangeiras de um-
blgo e da China,' ps de fruefa-pao, de sapoti e de
limao para cerH, e oulras quaidadnsde arvoredos,
todo por preco .nuilo em conla: na Ponte de Ucboa,
sitio de Joo Carroll.
AlTE^cAO^
Vende-se um escravo de nacao, que tem 40 annos,
pouco mais ou menos, bom Irabalhador de campo
Vendem-se corle de chita para vestidos, roopes
ou chambre para seiihara, pelo baralissimo preco de
28 rs. cada corte: na loja de quatro portas da roa do
Crespo u. 3,.ao lado do arco de Santo Anlonio.
Vendem-se queijos de manteiga por "preco
comm lo, e cera am arel la do certao : na roa da Ma-
dre de Dos n. 36.
Na roa das Cruzes n. 22, vende-se para fra da
provincia urna mulata de 22 anuos, bonila figura,
perita engommadeira e cozinheira, cose tliSo e lava
de sahao. urna rrioula de 26 annos com as mesmas
habilidades, e um escravo, crioulo, viudo do mallo,
proprio para servico de campo.
Vende-se urna escrava de meia idade, sem vi-
cios, coziiiba e vende na roa : na ra-Direila n. 66.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na roa do Collegio 11. 4, e ua'rua da Cadeia do Reci-
fe 11. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
OTAS DO SERTAO.
Vendem-se muilo frescaes ovas do serian, por pre-
co commodo: na ra do Queimado, loja n. 14.
Delouche, relojoeiro.
Vendem-se relogios e concertam-se, mais
barato do que em utra qualquer parle ; as-
__sim como lem vidros, cqrreules c chaves :
oa ra Nova n. 11. Tambem vende agua argento-
magntica para pratear.
& Conlinua-se a vender a bordo do patacho 9
Clementina muito boa farinba de mandioca,
por preco commodo, e para porees se far
algum abatimento : a tratar no escriplorio da
ra da, Cruz n. 40.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um- completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tabeas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. ,
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano.da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-sea venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo,'nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, cliimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parriiha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acutelar os consu-
midores de tao precioso talismaoj, de cahir neste
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam (razer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mo daqnelles, que antepocm
seas interesses aos males e estragos da hnmanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parriiha
krSands da falsificada e recentemenle aqai chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira, se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Cooceicao
do Recife 11. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panda cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressn, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos. '
Aos seahores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a S)0 rs"., ditos mul-
to graudes e encorpados a 18400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA.
Picantgo deposito daVua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa-
da Rassa, americana ebrasleira,em paqueaos bar-
ris de 4 arrobas-, a boa qualidade e precos ma
ralos do que em outra qualquer parte,, se affianram
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegtdos.
Vendem-se lonas, briniad, brins e' meias lo-
nas da Rossia: no armazem de N. O. Bieber A
Comianhia, na ra da Cruz n. 4.
Calcado a 720, 800, 20000 e 50000 rs-.
no aterro da Boa-Vista loja defrnte
da boneca.
Troca-se por sednlas anda mesmo velhas um no-
vo e completo sorlimenlo dos bem condecidos sapa-
tucs do Aracaiv para (odas as medidas a 720,
rs.; dotinsasrj00,sapatoes de lastre da Baha a-
39000 rs.: assim como um novo e compleUi sorli-
menlo de calcados francezes dejadas as qualidades
tanto para hornera, como para senhorag, mininos e
mininas, eum completo sortimento de perfumaras
ludo por preco muito commodo afim de se putar
dinheiro.
1
J
J
Na rna da Matriz da Boa-Vista, taberna n. 2,
piecisa-se de um menino de 12 14 onos. a da p.ande elttacaoque (em |iavido nao resta du-
HE BOM NEGOCIO v'da 1"e mesma corra no referido dia, e espera o
Precisa-se de um socio para urna loja de mude- Ihesoureiroqae os amantes deste jogo continuem a
ria no consistorio da igreja da mesma Senbora. avis-
ta da grande exlraeeao que
zas e calcado da Ierra, em boa localidade e muilo
afreguezada, que entre com algum capital: a pessoa
a quem lhe convier, annuncie por esta folba aonde
deve ser procurado.
Joao Pinto Regs de Sonza exporta para o Rio
de Jaueiro o seu escravo lledalo, cabra.
Por 2008000 rs. se vende, e nao ha-nada mais
barato, urna escrava de meia dade ; a tratar na ra
da Madre de Dos 11. 32,, ou das Larangeiras n. 9.
Sabbado chega do Bio de Janeiro o
vapor nacional, conductor da lista da lo-
tera oitava do Sanitario ; os poneos bi-
lhetes que restam se acliam a venda as
lojasdocostume, e os premios serao pagos
logo que se izer a distribuicao das hstas.
Aluga-se o segundjp andar do sobrado da ra do
Jardim n. 71, com commed* para grande familia,,
muilo fresco esailio : quem pretender, falle no pri-
meiro andar do sobrado do paleo do Carmo n. 9.
Precisa-se de um caixeiro para taberna de 12 a
11 annos de idade : quem se qoizer ulilisar, derija-se
a ra Direila dos Aflogados 11. 13.
Gabinete portuguez de leitura.
Domingo 16 do correnle, haver sesso do conse-
Iho deliberativo, pelss 11 horas da manhaa, ordem
do dia, discusso de estatutos.
A directora do gabinete portuguez de leitura,
recebe proposlas al o dia 22 do correnle, para a fei-
lura de estantes para a bibliotlieca : os senhorrs mes-
tres marcineirps podem ir examinar o modello que
esla no estabelecimento. As'proposlas serao .entre-
gues no gabinete ao Sr. guarda em carta fechada.
Alugam-so costumes e cabelleiras para o baile
masqo, no Bazar Pernambucano na ra Nova
n, 23.
Precila-se fallar aoSr. Joaquim Ferreira Cha-
ves a negocio de interesse : na roa Direita padaria
n. 32.
Avisa-se aos senderes autores da semana saula,
que na procisso da Ressurrescao, Yecommende aos
seos fogoeleiros que nao sollo foso defronle de sobra-
dos, para que nao c:au*om algum desgasto ao pu-
blico.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' -d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinha h sempre
um grande sortimento' de taichas tanto
de fabrica nacional como esrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
comprar o resto dos bilhetes, os.quaes eslao venda
nos lugares j condecidos. O iliesoureiro,'
Joao Domingues da Silca.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pind mu-
dou-se para o palacete da ra de S- Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
e
Precisare alugar ama ama fowa ou capli-*,, ,existem quindastes, para carrejar ca-
lara urna casa estranseira H m r.m. r.3 ___ ... _____ 1:___.. 1.1 A.
oKt
para orna casa estrangeira de pouea ramilla,' _
tralar de meninas a Tazer mais algum servico se for
preciso: na'rna da Senzalla VeHia n. 60 primeiro
andar, oa na Capunga sitio do Sr. Brilo.
Precisa-se de ama ama para casa de pouca fa-
milia, qae tenha conducta exemplar: a que estiver
as circumsUncias de bem servir,diaija-se a ra des
Quartes n. 24.
tTm vendelhao que lem no beeeo dos Portos,
ha pouco lempo esespou de ser assassinado pela sua
malcreacao, e como anda se (orne mais^iirevido pa-
ra com o povo, ao depois nao se queixe as autorida-
des qoe nao tem remedio. /m omIxoso.

noas, ou carros livres de despe/.a. Os
precos sao' os mais commodos.
AVISO JURDICO.
A segunda edicto dos primeirns elementos prati-
cos do foro civil, mais bem corrigido, acresccnladn,
oao s a respeilo do que. allerou a lei da reforma,
como acerca dos despachos, inlerlocutorias c definiti-
vas dos julgaoores, obra asss inleressanle aos prin-
cipiantes em pralica, que Ibes servir de fio conduc-
tor: oa praca da Independencia ns. 6.e 8.
Manoel Dias Fernandes, soenhora e urna
I soa filha menor, vflo Europa.
O abaixo assignado oflerece os seus serviros por
procos limitados, para dar bataneas em tabernas, e
fazer escriptoracOes, nao s para estes estabeleci-
menlos como para qualquer pessoa particular; ns
prelendenles quaudp o nao achem cm casa na ra da
Senzala Velha 11.112, terceiro andar, podem deitfcr
seus nomes no. primeiro, para serem procurados.
Firmino Jos Flix da Rosa.
A pessoa que liver ama leltra de Alexandre Ja^
s Diniz, sendo que a queira negociar pode compe-
recer com ella na ruado Apollo n. 80, a fallar com
Jos Antunes Guimaraes.
Precisa-se de urna pessoa que cobre dividas
nesla praca e d fiador > quem pretender dirija-se a
ra do Cabng 11. 1 C.
AInca-so para ama de leitc urna prela sadia,
moca, sem fildo e de primeira barriga: no aterro da
Boa Vista segundo andar do sobrado n. 51.
Precisa-se de urna ama que saiba erl'cilamcn-
Ic cozinhar e eugommar para casa o.homem sol-
leiro : a tratar na ra da Praia armazem n. 13.
Desappareceu no dia 6 do correnle nm cito ga1-
go, todo prelo, alio, magro, peritas* finas, focinh o
compridn. com urna colheira de cobro: qoem o
levar ou der noticia na roa do Sot n. 23 segundo
andar, ser generosamente recompensado.
Jos Cezar de Albuquerque, filbo do finado
55 Antonio Jos de Albuquerque, faz publico
55 que saliste/, todos o| dbitos, e levantou as
penhoras que existan) nos terrenos por de- W
af traz do Carmo, perlencentes a seu fallecido $
96 pai, e se acha competentemente habilitado @
para os poder vender, por isso quem os qni- $$
@ zer comprar dirija-se a ra da Moila casa do $$
Sr. Manoel Antonio Kideiro, das 6 s 9 lio-
ras-da manhaa, e de larde de 1 ora s 4. $C
Aluua-se osegundo andar da ra Novan. 19, a
tratar na loja.
RIO DE JANEIRO.
XAROPE DO BOSQUE.'
Allencfio.
Em poucos dias ha de se publicar miiniciosamen-
le a disloria do processo contra Vital I.ape\ re, por
ler u'adn de rtulos com a tirina da casa da ra do
Hospicio n. 50, e com ella vendido um remedio ao
qual dava o nome de XAROPE DO BOSOl-', e
por isso foi preso, cm virtude de septeuca do me-
ritissimo juiz municipal da primeira vara, no dia
20 do corrente.
Pretisa-se alagar um moleque que esleja no es-
lado de'ser copeiro de urna casa ingleza, que tenda
boa'conHucla moral, e seja fiel: quem nesta cir-
cunisiaucia estiver, dirija-sc a ra do Vinario n.
3 a contratar a seu ajuste. <
D-so diomiro juros al a quanti de 2008000
rs., sobre penhores de ouro ou prnla: na ra da
Senzala Velha n. 94, se dir quem da,
Precisare de urna ama de. idade para cosinhsro
diario de una casa de hornero solleirn: a tr3lar.na
ra do Livrameulo n. 5.
Anlonio Valnlim da Silva Banoca, embarra
paraosul do imperio, o seu escravo Migueli cabra.
Vende-se no armazem de Anlonio Francisco- Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as melhores semenles re-'
cernemente ebegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarina, como seja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, feijo carrapalo de dua qualidades, emita
torta e direila, coenlro. salsa, nabos e rabanetes de
todas as qualidades. (
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Visia n. 53 de 1 hora
da larde em vante al 6 da larde achara com qflem
tralar.
" Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, rabrcndas no Aracaiv, por commodo
prer : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
Vade-mecum dos homeopathas ou
oDr.Heringtraduzidoem por- '
tuguez.
Acha-sc a venda esta importanlissima 0-
bra palhico do Dr. Lobo Mnscoso roa do Colle-
gio n. 25, Io andar.
ptimo canoeiro, e de muilo boa conducta : quem o
pretender, dirija-se Soledade, estrada de JoSo de
Barros, casa que faz quina para o becco do Pombal.
Vende-se urna escrava, rrioula, de 26 annos'de.
idade, faz lodas ns qnalidades de doce, boa cocinhei-
ra, engomma liso, o lava bem roupa de barrella :
quem qoizer procure to hospital de caridade o re-
gente do mesmo.
PARA A PASCHOA.
Qualqber moca' que teolut pouco dinheiro, acha
por 59000 e 3-5000 um bonito chapeo enfeitado : na
rna Nova, loja n. 42.
- Golletes pro I os.
Vcndem-se na ra Nova n. 26, colleles de selim e
chamalntes pretos, e loda a roupa que mais 'se preci-
sar para a semana sania.
Vende-se ama escrava, muala, muito clara,
com as habilidades seguimos : boa engommadei-
ra, cozinha o diario e cose, sendo com preferencia
para engenho; o motivo da venda se dir ao compra-
dor: na roa das Aguas Verdes, casa da aliricAo.
No armazem de Eduardo H. Wyatt, ra
do Trapiche Novo n. 18, ha constante-
mente para vender em grosso os se-
guintes artigos :
Alvaisde de 1. qualidade. em barrilinhos de 28
libras, superior er era harneas dc.3 arrobas o 6 quin-
taes cada urna, fio de vela e de sapateiro, chumbo
de muirn sorlido, serveja branca e preta, em bar-
ricas de 4 duzias, dila dila em meias garrafas, vinho
do Porto e cherez, em barris' de 4 m pipa, bicos de
algodao eslreitosc largos, lindas de dilocm novellos,
diversos sortmentot, chapeos de sol de algodao de
barras largas e eslreilas. filas de laa decores sorlidas,
ditas de algodao brancas de diversas larguras, meias
curias de dito cruas, para homem, lencos de seda
de cores para dito, lavas de seda para senbora, bran-
cas, prelas c cor de canna, dilas para homcm ditas
dilas dita, meias de seda brancas e prelas para se-
nhora, chicotes inglezes para carros, loros c silbas
para sellins, couros de lu'slre para coberU de carros,
globos de vdro para corredores ou escadas, lastres
bronceados para velas, do:!, 4 e 5 luzcs, rarnlelabros
ditos dito dito, arandelas ditos dito de I luc, lustres
(Inorados de 3 luzes para azeite, caslicaos de casqu-
nlia com mangas, ac para molas de carro, faenes
com cabo de osso e de pao, fecbaduras inglezas de
patente gratules para portas, com 2 chaves, bataneas
para pesar cartas, livros para copiar cartas com indi-
ce e sem elle, papel de dito em resmas de 2 tama-
itos, dito mata-boro oncarnadn,cm folheto maior,
lila prela de copiar e dita encarnada, lacre superior
encarnado e prelo, tapis c obreias inglezas, culilei-
rias e fernrjnMaUodas ns qualidades, proprias para
este mercado, das quaes ha sempre em ser um sor-
lmenlo completo..
Vende-se no armazem. de Eduardo II.
Wyatt, ra do Trapiche Novo n. 18,
um lindo estojo que pode servir para seohora ou ho-1 d're^'''por'preco"commodo'.
mem, a vonlade do comprador, eslojos pequeos pa-
ra toilette das sehhoras, escalas de fita com caixa
prateada. proprias para armazens ou lojas de fazen-
das, superiores lentes dilodito, eslojos de facas egar-
fos com foldas praleadas para o servico de sobre me-
sa, ditos com faca, garfo e rolher do mesmo metal
para meuinas.
Vende-se urna rasa terrea, sita na Soledade,
com bastantes commodos para duas familias, 7 quar-
tos, 4 salas, cozinha fra, rom :100 palmos de fundo:
quem pretender, dirija-se ti Soledade, taberna do Sr.
Antonio Jos Pereira Bastos, que' se dir quem
vende.
Vende-se um carro de 4 rodas, em muilo bom
estado, com seus competentes arreios : quem o^re-
tender, dirija-se rna 'lo Arago n. 26.
ATTENCAO'.
Vendem-se chapeos de palha enfeilados, a duzia a
8J000 rs.: qDem pretender, djrija-sc i ra do Ale-
crim 11. 25.
Para a paschoa.
Vende-se muilo em coma um vestuario para um
rapaz de 13 a 14 annos, em bom estado, e de bom
goslo; a tralar na relinacao da ra da Cruz 11. 52. a
No aterro da Boa-Visla n. 31, vedm-se en-
feilcs de cabera para senbora, tanto de cor cqmo
prelo, proprio para a semana santa, faz-se chapos c
vestidos, manteletes, capolnho, e ludo quanlo per-
lencc a moda franceza ; tudo he feito rom o mellior
goslo, aceio e promplidao, c mais barato do que em
onlra quaftpier parte ; lambem recorta-se hadado*
de seda com ferro de novo modelo chegado de
Franca.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS:
vende-se em a ^botica de Bartholomeo
Francisco de Soti/.a, rtjfc largado Rosario
n. 36.
FARELLO DE IIAMRURfiO,
em saccas grandes, e por preco comino-
do : na ra doAraorim 11. >i, armazem
de machado & Pinheiio.
Sementes novas.
Vendem-serelogiosdeouro, pa (fe
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
'L. Leconte Feronhck Companhia.
ATTENCAO!!
Vende-se o verdadeira fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reila 11.76, esquina do becco dos Peccados Mortaes.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de entro de lustre, bem fei-
los, pelo diminuto preco de 2&500 cada um.
As enca de Edwln Ka*.
Na ra de Apoll 11. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inoliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
madrina horisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prc{o que ug de co-
bre, csco Veris para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco." ,
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
. zem deHenrique Gibson,
vendem-ie relogios de ouro de sabonele, de patente
inglez, da mellior qualidade, e fabricados em J.on-
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro' andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano", violao e flauta, como
scjam^uadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tjs|p|a^H&dinlias tudo modernissimo
cnegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.'
Vende-se no armazem de Tasan Irmaosvfarinba de
trigo de todas as qualidades, que existeni no mer-
cado. ,
Milita attencao.
Cassas de q,aadros muito largas com 12 jardas a
29100 a peca, corles de ganga ama/ella de quadros
muilo lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 29800, dilos
cnm8112 varas a 39OOO rs., corles de meiacaaemira
para calca a 39D00 rs., e oulras muilns fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, luja da esqnina
que volta para a Cadeia.
PARA A QUAESMA.
Um lindo e variado sortimento -de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Pjinno fino prelo a 39000, 3200, 4500, 59560 e
69000rs., dito azul a 29800, 39200 e 4*000 rs., dito
verde a 29800, 39600,M9500 e 59000 rs. o covado,
casemira preta entestada a 59500 o corte, dita fran-
ceza muilo fina e elstica a "9500,89000 e 99000 rs.,
selim preto maejio muito superior a 39200, 43000 e
595OO o covado, merino prelo mnilo bom a 39200 o
cvado, sarja preta muilo boa a 29000 rs. o covado,
dila hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de lindo, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavradn
a 480 a vara, e oulras muitas fazendas de boro gesto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei .
Vende-se a taberna da i-ua estrella
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, e faz-se
tgem ao comprador: quem a-pretender,
dirija-se ao armazem confronte a-
de Dos n. 22. \
, Vende-se selim prelo lavrado, de moilo bom
goslo, para vestidos, a 29800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina qne volla pan a cadeia.
ig@$@a$@$9ft **$$$$$
Vendem-se chales e meios ditos de retrox, A
bordados, de primorosas Rostas, e por preco $
mailo commodo : ra ra do Qaeimado n. 46,
m loja de Bezerra & Moreira.

Yende-se arroz de casca moilo 'novo 39500
a sacca : na ra do Vigario, armazem n. 5.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de assa do ultimo goslo, e core
fixas,* pelo baralissimo preco de 19920 o corte : na
rna do Crespo n. 5.
i ceas com milho,
00 .j 3#j}Oa a
1 A, travessa
Deposito de vinho d cham-
tagne Chateau-j^, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
I 'se a 56^000 rs,* cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
' comte Fero"n & Companhia. N. B.
I As caixas sao marcadas a fogo
I Conde' de Mareuil e os rtulos
I das garrafas sao azues.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior llanella para forro desellins, ede-
gada recentemenle da America.
Vcndem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porees de 50 saccas pa-
ra cima : para yer, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do'al-
godfto, e para tratar, no escriptorio de
Maoel Alvcs Guerra Jnior.
FARINHA DE SANTA CATHARINA.
A bordo do patacho S. Francisco,fun-
dando no caes do Collegio, e na rna da
Ciuzn. 28, vende-se superior farinha de
mandioca, a mais nova- que existe no mer-
cado, e a preco razoavel.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, etic-
ada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenho os
seus bons elFeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte -Feron &
Companhia.
Vendem-se
pelo 1j;
sacca : nt
do arsena
Vendc-staMTrn'nV trapiche Novo n. 4, orna
porcao de aduellas qne foram de cascos americanos
de azeite de peixe, assim como alguns tunis levan--
lados da mesmaknadeira.
NOAJUA'EMDEC.J.L
ECOMPANHh RAW)TRAPM
ha para vende o seguinte :
Oleo de linhaca m latas de 5 galocs.
Champagne, maN^A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formasdelolha de ferro, pintadas, pare
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Lazai-inas e clavinotes.
Papel de, paquete, inglez.
Rrim de vela, da Russia.
Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de verniz para arreios:
Arreios para um e dous cavallos, guarne
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeOes para carro e cabria
Couros d viado de lustre para' cob
Cabezadas para montar", para senho
Esporas de ac,o pi-ateado.
Devoto Chiistao.
' Sahio aluza 2.* edicto do livrindo denominado
Devoto Cdristao,mais correcto e acresceelado:, vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da pra{* da In-
dependencia 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s Mnno, muilo. grandes e
de domoslo : vendem-se najrna do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se prego* americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha'n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto oa cocheira de l'oirrier, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
prelas, como : panno" fino prelo a 39000, 49000 ,
59OOO e 69000, dito azol 39000, 49000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, setim prelo muilo superior ,
39OOO e 49OOO o covado, sarja pre(a hespanhola 2 e
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos d se-
dora a 296OO, muilas mais fazendas de muilasqua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na tjia da Croz*. 15, segando andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, fejtas no Ara-
caty, por menos preco do que em ontra qoalquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19*40 ; dilos de salpico tambem grandes, a
19280, dilos de salpico de lapele, a I90O: na ra do
Crespo loja n. 6.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos..
Em casa de Deane Youle Companhia. vendem-se
os atgodes desta fabrica : na ra da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo-
Acha-se fqrinha deSSSF a mais nova no mercado,
como tambem um sorlimenlo de farinbasamcricanas:
no armazem de Deane Youle (k Companhia, no bec-
co do Gonralves.
Relogios de ouro inglezes: -
vendem-se em casa de DeaneXoule & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Yunle &Compa-
nbi.1, ra da Cadeia Velha n. 52. aro de Alilao ver-
dadero e carvo patente, proprio para ferreiros.
Vendem-se dous vehculos 00 carros de qualro
roas de earregar razendas na alfandega, por coro-
modo preco: a tratar no caes do Ramos n. 8,
ESCB&VOS TtJGIDOS.
- -------------- 1'
Ao meio dia de 27 de marro do correnle anuo
desappareceu da casa do abaixo assignado sua es-
crava, crioola.de njme Angela, de idade) innos,
ponco mais ou menos; com os signaes segn:
tintante prela, cabellos crescidos na frente, costu-
ma abrir ao meio, fa'llam-llte 2 dentes da frente da
parte d cima ; levou vestido Se cansa roxeada re flo-
res grandes, e mais ama pequea trouxa com roopa.
Esta escrava 'oi pelo mesmo abaixo assignado com-
prada m 10 de fevereiro prximo passado ao Sr.
Jos da Silva I.oyo, o qual a vendeu por conla ftor-
dem do Illm. Sr. capitao Antonio Mara de Caslro
Delgado : consla que costuma andar fardada de sol-
dado do quarlo de arlildaria em Olinda, equefflra
,visla em Sanio Amaro e suas visinhancas estes das: .
rerommenda-sc as pessoas que della tenliaoi noticia,
leva-la 00 manda-la iV loja de ferragees da "roa da
Cadeia do Kecir n. 56 A, que se gratificar genero-
smenle.
MULATO FGIDO.
Gratificaco de" 100*00 rs.
No dia 1. de Janeiro sahio de casa oe Bernardino
Marlins Ferreira de Faria, larso da Memoria n; 115,,
para ir a festa de N. S. do Rosario em S. Joao de
Tcarahv, o escravo Ravmundo, pardo claro, estalara
recular, bem parecido, cabellos corridos e cortado a
moda de cabelleira, e usa reg da liberdr
sentatcr18a20anuos. vem-lhe agorai
bujo, ralla bem e deen!barar,ado, ma*^
na, c mais pareobranco do que pard
que se encolque colono,- o que parr p(.|0
solaque quando falla apressado ; he natural de Santa
Calharina, e veo para ri Rio de. Janeiro o brgue
Proles queedegou em 14 de novembro prximo pas-
sado : quem delle der.nolicias certas ou In
casa cima, 011 no Rio de Janeiro roa do sshao n.
to. ou Violas n. 34, on em l'ernambuca i ra ilo Col-.
lecio 11. 21, segundo andar, recebera a ralillcacao
de lOOSOOO.
Desappareceu nodia 26 de marco do correnle
auno, um esrravo-^bra por nome Anlonio, com os
signaes seguintes: idade 20 annos, allura proporcio-
nal, cor wermelhada, tem um dedo da me esquer-
da aleijado, e he bonita lisura, be bastante esperto e
anda sempre apressado, nao se sabe a roupa coro que
fugio, mas he de eos turne s vestir cslca^rearniza', e
empee-trescaTto. levou elrapo oto Clrtfr fino de abas
Pequeas, porm j usado, be natural do Ic, donde.
veo ha prto de 15 mezes: roga-se prtanlo s au-
toridades-policiaes e capiutes de campo, a captura1 do
mesmo, e mandnrem-no eulregar a seus senhores oa
ra ilo Brum armazem de assurar n. ~2S on defronle
da cadeia n. 26 terceiro. andar, qne serao recom-
pensados.
Fra.T*. M. I*. rarla.-UI*


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