Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01888


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Full Text
MINO XXX.
Y
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%
\
Por 3 meses adiantados 4,000
venados 4,500.
I 8 DE ABRIL DE
Por Auno adiantadO 1
P
SBSCRIPCAO*.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
> Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
tonca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr, Joaquim Ignacio Pereira ;Aracaly, o Sr.
Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
s;Maranhao,o Sr. Joaquim Marques
Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres S7 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Pars,-340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Acodes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 vclhas. 169000
' de 69400 novas. 169000
de 49000. ..... 99000
Prata. Pataces brasileiros..... 13*930
Peso columnaros. ... 19930
mexicanos....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas* sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
" PREAMAR DE IIO.IK.
Primeira 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 hora e 42 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'varadocivel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quarus e sabbados ao meio dia.
Abril. 5 Quarto crescente a 1 hora, 42 minor
tos. 48 segundos da tarde.
13 La cheia as 4 horas, ^26 minutos e
' 48 segundos da manba.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manha.
27 La novajas 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
4 Ten
5 Quarta-
6 Quinta.
7 Sexta. A
8 Sabbadr.
9 Domingo
cao de S.
PARTE 0FF1CIAL.
OOVEBMO DA PROVINCIA.
l *m da 31 de otaro* 1854.
Offlcio Ao marechal commandante das armas,
remellen ^^Ma a,iso de ,G ao corrente, em
i Sr. ministro da guerra declarando,
o titulo pasado em 20 de julho de 1850
eesquadra do 2. balalhao de infanlaria,
noel de Almaida, a nota do ler sido
ferro competente, determina ao mesmo
tem fommandanle do referido balalhao,
mande faier tleclaracJt da qoanlia de 939105, dos
vcaeimenlos perlencenles' aos ejercicios lindos de
1813 1848, deque se deve passar litlo pela paga-
doria das tropas da edrte, para o mesmo ex-cabo de
esquidra receber pelo Ihesoqro nacional.
Ao mesmo, Iransmillindo por copia o
parlijSoda guerra, do 10, do correte,
i declara haver-se expedido ordem ao te-
general commandante das armas da corle, para
nharcar a Torca do 10. balalhao de infamara
esta provincia, onde nao poderao desembar-
car. 60 prajas e os respectivos ofllciaes que segCem
destacados para a Parahiba. Commaoicou-se a
Lhesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, communicando liaver sido
do em aviso da guerra de 21 de dezembro de
iximo passado, que na roesma data se con-
mic/ ao alferesMo 8. balalhao de infanta-
Uno Jos Martins Pamplona, para estodar
lililar ocurso de seis annos ; assim como
se official salisfazer na eslajo competen-
ancii das direilos e emolumentos cor-
lea essa licenja, sem o que nao pode ler
lo aviso. Communicou-se a lhesouraria
de fazenda.
Dito Ao mesmo, remoliendo por copia o aviso
da repartido da guerra de 18 do corronte, determi-
nando qne siga para a corte o 1. lenle ajudante
do *,o balalhao de artilharia a pj_jianoel Izidoro
da Fonseca. -r- Comrounicou-se lhesouraria de fa-
zenda.
to Ao mesmo, remetiendo por copia outro
aviso da niesm repartijo, datado de 16 do corren-
1 consta que S. M. o Imperador houve por
er passagem para a companhia Gxa de
iesta provinciano soldado do 5. balalhao
taria Maooel Francisco de Souza, ora addi-
do ao deposito da corle.
-r. Ao mesmo, remetiendo por copia em ad-
ditamento ao offlcio desla data, o aviso da repartido
le 16 do correte, no qual se declara que
iu au Exm.presidenle da Babia a deixar fi-
provincia, 100 prajas do destacamen-
10. balalhao de infanlaria.
> mesmo, declarando.que o presidente
is, parlicipou em offlcio de hoolem, que
esta provinca'no vapor Imperatriz o le-
." balalhao de infanlaria, Joaquim Jos
s Araujo, que sendo all inspeccionado, foi
julgado incapaz do Murijo activo.
Kda lhesouraria de fazenda.
ide V. S. ajustar contas e passar a competente
guia M major de engenheiros, Chrisliano Pereira
Coulinlio, que tem de seguir para a
apur que passar para o sol.
-Ao mesmo, participando que o juiz mu-
l orplios do termo do Bonito, bacharel
Augusto Cavalcanti jie Albuquerquc, en-
exereicio desse carg, assamio a vara de
reito, na qualidade de 2. substituto, no
to dffltoespeetivo propietario c do 1.
ato. Ommunicoa-se ao Exm. conselheiro
presidente da relacao.
a Ao mesmo, Iransmillindo copia do aviso
do mipislerio da fazenda de 20 do correnle, e os de-
remocho de alguna empregados da mesma
i mencionados na relaro inclusa,a qoe se
refere o citado aviso.
Dito Ao mesmo, communicando lerem sido re-
medida ebm aviso do ministerio da fazenda de 20
do corre ite,os decretos pelos qoaes S. M. o Imperador
houve par bem promover os empregados da lhesou-
raria, ei instantes da relarSo qae remelle por copia.
Dito'Ao mesmo, Iransmillindo os decretos que
por copia acompanharara o aviso do ministerio da
fazenda de 20 do correnle, pelos quaes fram apo-
sentados o procurador fiscal da lhesouraria Antonio
Joaquim de Helio, e chete de seceso Antonio Vi-
tal de Ol veira.
Dito Ao mesmo, communicando haver conce-
ir portara desla dala dous mezes de licenja
rdenado ao secretario da provincia, Honorio
Pefeira, de Azeredo Coutinho.
o presidente do conselho administrativo,
lo por^eopia o aviso da reparlijo da guer-
do correnle, no qual se dcclarou que nao
le e comprepara a tropa como se deler-
1 oulro aviso de 21 de abril do aooo pro-
cesado, o caljado fabricado no Aracaly.
,Ao juiz relator da junta de juslija, Irans-
os procseos verbaes dqs soldados do 8.
iifantaria, Joao David,. Joao Marlins,
e Lucio Cassemiro de Araujo.Commu-
i Eira, presidente das Alagoas.
Ao Dr. chefe de polica, devolvendo o
pret, qu foi remettido com oflicio de seu airte-
e 9 de Miembro do %nno prximo passado
eobn. 602 relativa escolla de G.N., que condu-
tw do termo do Bonilo para esta capital tres crimi-
nosos*, or desertor e nm recrula, para que Smc,
nidade.com o que requisiiou o inspector
da lhesouraria de fazenda.expeja suas ordens para
ido pret seja asignado pelo comman-
dante da supradita escolla.
i. Ao mesmo, declarando ea resposla ao
offlcio que Smc dirigi honlera, sol n. 25, que
expedidas as convenientes ordens, nao s para
serem apresenlados a Smc. no dia em que partir
para o tul o vapor que se espera do norte, 3 sol-
lo corpo de polica, afim do escollarem al
a' rapilal das lagoas o criminoso de morle d que

FOLHETIM.
UMA MIS8A0' I EMASIADAMENTE SECRETA C
(Por Len Gozlan)
( Continuacao)
O marquez de Bourvoisin sem ver madama de
Fonlenay cnlrou na salacommum da hospedara
exclamando
O capillo .ha de lembrar-se desea 1 Quera
mcller-me no espeto no lugar do carneiro, he elle
que tem urnaeutilida boa no braco, e eu almocei, al-
mocei perfeitamenfe Leonardo, partiremos d'aqui
Sama hora, vai preparar ludo para... Mas onde es-
Leonardo
O marquez recuou de admirado jando madama
de Fonienay, a qual nao quizera fHrompe-lo em
seu cauto de victoria.
Emilia 1 Emilia !
Sou ea mesma, scnlior marquez, eu mesmn.
Vttte Telo! que sorpreza 1 que alegra !
o lenhor, com esta differenca qn
o, emquaolo o scnbor... pre-
cisa di do...
loas... mas qoe alegra '.
\o digo que voe oceupe dona... Deixetnos
un instante osses que alegra 1 que alegra que
aleara 1... Um dewes carros he para voar, o ou-
lro para.'...
Vid Divt n.o 80.
o mesmo oflicio, mas tambem para serem
portados no mencionado vapor os referidos
soldados e criminosos para aquella provincia. Ex-
pedirom-se as convenientes ordens.
Dito. Ao mesmo, devolvendo a conla que foi
remellida pelo seu antecessor com oflicio de 14 de
selembro ultimo sohn.6l9, dasdespezas feilas com
o sustento de seis recrulas, vindos do termo de Ga-
ranhuns para esta capital, afim de que na mesma
conla se declare o dia em que foram os ditos recru-
jas apurados, e ale quando foram soceorrdos; e re-
commendando a eipedicao de suas ordens oeste sen-
tido.
Dito'. Ao inspector do arsenal de marinha,
remetiendo a relarso dos presos dejustica que tem
de ser enviados pelo iuir municipal da 1. vara
desla cidade, para o presidio de Fernando no pa-
tacho Pirapama.Communicou-se ao commandante
do presidio.
Dito. Ao inspector da lhesouraria provincial,
remetiendo a rela$5o nominal dos deputados da as-
sembla legislativa provincial, que assisliram ses-
sao ordinaria desle mez.
Dito. Ao commandante superior interino da
Guarda Nacional do Recife, para que e ipeca suas or-
dena afim de serem 4spensados do servic.ii activo da
Guarda Nacional, conformerequisilou acamara mu-
nicipal em oflicio de 22 do correte, os guardas
mencionados na relaro que vai juiila por copia.
Communicou-se camaramunicipal.
Portara. Ao agente.da companhia de vapores,
para mandar dar passagem pura o sul por conla do
governo, no primeiro vapor que seguir do norle, ao
major de engenheiros, f.lirisliano Pereira de Aze-
redo e sua senhora.
------WtOHI- -------
D. JoSo da Purificacao Margue! Perdigan, conego
/legrante de S. Agostinho por graca de Dos e
da tanta s apostlica, biepo de Pernambuco, do
conselho de S. M. I. &c. c.
A lodos os nossos diocesanos saude, paz, be encao
em iiome de Jess Chrslo.
Prximos a celebrar os inefaveis misterios da pai-
xao, morte, e ressureirSo do amabilissimo Redemp-
lor dos que acreditam, e praticam sua doutrna, se-
guiado os dictaracs, que a f Viva nos prescreve,
sem a qual inulitacnle espera m obler a perene glo-
ria os que sezuenr coulrarios senlimentos, offerece-
roos considerado dos habitantes destavJiocese, as
reflcxOes, que nos parecem opportunaspara a oble n-
<;So do fim, que nos propomos.
Sao,, em verdade, incomprehensiveis, e dignos da
maior atiencao e recoohecimento os divinos mis-
terios, qne a clemencia e piedade do unignito Glho
de Dos se dignou praticar para instruccao, e eterna
ventura de todos, os que se podem considerar com
direil fruica de ta copiosa redemp;ao, median-
te a meditadlo nos excessos, que o Salvador do
mundo pralicou por amor dos homens.
Esla meditaran, que affetuosamente recomenda-
mos, nos fan'i cier a superabundante predileccao
com que Jess Christo quiz agraciar benignamente
e genero humano, sofTrendo.os horrores, o acerbi-
dade de sua paixao c morte voluntariamente su-
portada como, quando e aonde eslava escripto pelos
profetas .sus enviados.
No primeiro domingo da quaresma nos propoe a
santa igreja as teulaeOcs de seu divino esposo no de-
serto, onde jejiiando por esparo de quareula dias, e
quarenta noiles, permitlio ser tentado pelo espirito
prevaricador, (Math. c. 4, vv. 1,2, 3.) para com
as proprias IcnlarOes, e sua perfeila resistencia, nos
ensinar como devemos vencer as nossas, e qual 0
premio prometlido aos que varonilmente Iriuopham
do rommum iuimigo contra suas illusOes.
Este premio nos he significado no evangclho ora
referido, quando nos manifesta, que Jess Christo
foi servido pelo ministerio dos aojos, posteriormen-
te sua gloriosa victoria.
J mais podemos duvidar do quanto nos fosse
proficua a saudavel medicina, com que o divino
meslre quiz occorrer i nossa fragilidade, propondo-
nos com tao singular ejemplo, asteutaroes como
inseparaveis d'aquelles que o amao pela observan-
cia de scus preceitos, infalivel demonslracao da per-
feila caridade para com Dos, diz S. Gregorio,
A generosa resistencia s sugestOes dos nossos
iniinigos espirituaes, he a que firma o carcter do
verdeiro christao.
Persuadidos d'esta imporlantissima verdade, cs-
forcemo-nos a combater os inimigos de nossa alma,
previnindo-nos contra seus temiveis assaltos, astu-
ciosamente dirigidos quando menos esperados.
A lula do espirito contra acame, e a d'esta contra
aquclle he infalivel.'
A proptia experiencia nos persuade esla verdade,
lestcmunhada por Job, que (no c. 7) confessa ser
a vida do homcm urna seguida telilacSo sobre "a
trra.
0 apostlo (Ep. 2.a a Tim.) igualmente nos con-
vence-do persgeuicao que devem soffrer os que vi-
vera no exercicio da obediencia aos mandamentos da
lei escripia pelo proprio dedo do Senhor Dos dos
exercilos,
* i
No segundo domingo nos aprsenla a mesma san-
ia greja a Jess Chrslo suspendendo o estupendo,
e maravilhoso prodigio, com que occullou o bri-
Ihantismo de sua eterna gloria, durante seu apare-
cimeulo no mundo, quando lio monte Thabor, e na
presen ra de Moiss, e Elias, e de seus tres mais
amados discpulos se manifestou em toda sua mages-
lade glorificada, (Malli. c. 17, vv. 1, 2, e 3) para
nos fazer conhecer qual O' premio devido aos quo
supporlam em seu nome os trabalbos, e tribularoes
da presente, vida, precncheuodoos deveres da nica
vprdadeira rcligiao.
No terceiro, nos expc a mfli commnm dos fiis o
evangellio de S.~I.ucas (c. 11, w. 14, e 15 ) pelo
qual acreditamos a esptelo d'um demonio, que
Jess Christo fez sabir do corpo de certo homcm,
que 'emudeceu logo que ficou passesso, dizendo al-
guns dos assislcnles, que Jess Christo expulsara
aquclle demonio, em virlude de Beelzebub, prin-
cipe dos demonios.
Esta consideravel injuria irrogada ao divino Sal-
vador por aquelles meamos, que, segundo as escrip-
turas, o deviam reconherer por nico c verdadeiro
filho de Dos, igual a seu eterno pai no poder, glo-
ria, magestade, e todos os mais attrbutos, que Ihc
sao essencialmente proprios, deve causar-nos a
maior sensibilidade, se presente nos est Jesqs
Christo sofrendo por amor de seas fllhos, c para
cxemplo dcstes a mais atroz injuria.
Seja sincero, o nosso rcconhecimcnlo para com
aquelle, que todos os momcnlos nos convida para
miliiarnios sbo o estandarte de sua doutrina, ins-
ruindo-nos como nos devenios comportar em laes
occasides.
No quarto, offerece nossa crenoa a esposa do
cordeiro immaaulado, o magnifico milagro que este
senhor pralicou em favor de quasi cinco mil pesso-
as, que o seguiam, cujo numero saciou com a mdi-
ca porr.io do cinco paes de cevada, e dons peixes
que exisliam em poder de um moco, mandando Je-
sns Christo recolhcr os fragmentos, qne sobejaram,
em doze alcofas. loa. c. 6. w. 10, 11, 12, e 13.
Este famoso prodigio, admirado, porque inslito,
quando nao! enumerado enlre os que Jess Christo
pralicou em (oda occasiao, cuja frequencia nos con-
vence do omnmodo poder,que exista em suas uiaos
como Ueos,f deve constituir-nos cerlos da provi-
dencia com que Elerna Beneficencia protege os
que nella eqnfiam, se a nao desmerecem.
Esla I can evanglica nos recorda o dever do ser
gratos divina benignidade, que a todos os instan-
tes se dignk prestar-nos os beneficios indispen-
saveis nosta conserva{3o, e consccucao da eter-
na prcdcstinVau.
No quinloluos recorda a igreja calholica a lerrivel
senteDca, pe r Jess Chrislo proferida, quando disse
aos judeos : Aquelle, que he de Dos, ouvo as
palavra de Dos, e vos as nao ouvis, por isso que
nao sois de Dos. Responderam-ihe : Nao di-
zemos nosibamqae tu es um samaritauo, e que tens
demonio f Jess Christo lhes disse : Eu nao
tenho demonio ; tributo honra a meu pai, vos po-
rem me deshonrastes. Em verdade, em verdade
vos digo : se alguem guardar a minha palavra, n3o
morrer elernamenlc. Disseram os judeos:__A-
gora he que mais conhecemos, qoe esls endemo-
ninhado. Abrahau e os profetas morreram, e tu dij
zcs: se algiem guardar a minha palavra,nao morrera
helernamenle ? Por ventura s tu maior que nosso
Pai. Abrahao, e mais profetas que morreram! Quem
te consideras ser? Os judeos finalisaram esla con-
versarlo, lomando pedras para apedrejar a Jess
Christo, que se tornou invisivel, e saino do templo.
( Joan. c. 8. w. 47,48, 49, 51, 52, 53 e 59. )
Neslc cipilulo'do evangelho, ora indicado, vemos
em espiriio a Jess Chrislo grandemente calumnia-
do, a pomo de ser considerado possesso do demonio,
como oulros que soffrem tamanha vexajao.
Com egeilo, foi at onde pde penetrar a desen-
freada o"ldia da creatura para com o Creador,
abrasado etn desejos de altrahir os mesmos, que o
calumniavan. .
Considrenos quo funestos sao os espantosos ef-
feitos das paiies, que, privando-nos do uso da rec-
ta razao," nos precipitan) e submergem no caos da
dcploravel cezueira, a cuja sombra muitos dormem
sem querer (ispertar.
No sexto criebramos a solemne entrada de Jess
Christo em Jtrusaiem, que naqoella dia o reconhe-
ceu como enriado por Dos, o passados alguns dias
o prendeu, e maneatou fazendo-o conduzir de tri-
bunal em triiunal, e sentenciar mrte sem for-
ma alguma de processo, tudo determinado pelos
conselhos daclerna sabedoria para consumacao da
redemprao di genero humano.
Enlregamo inlclligencia dos nossos diocesanos
a pia, e orlbdoxa recordajao dos affectuosos senli-
mentos, com-|uc devem solerauisar os actos dase-
mana sant^j:ujo fructo seja um eterno e efiicaz re-
ronliecimenli ao beneficio da redemprno, constilu-
indo-nos nSodesmerecedores da parlicipacao de lo
especial grac, gratuitamente Hbejalisada.
Domingo Pascoa, festejamos a portentosa res-
surreicao de lesus Chrislo, promulgada e acredita-
da iiaqucllelempo, pelo modo mais admiravel, do
qaal somente poda ser autor o divino resuscitado.
Esle dia he para nos o maior que conhecemos
no circulo o anno. Esle mystero em que
resplandecea lodo o poder de Jess Christo, nos
impoe o dewr de resuscilarmos juntamente cora
elle, renuocundo ao apego o affeicao desordenada,
qae nos ten; merecido os Ilusorios atractivos do
mundo, cujadesaffeicao muito nos convem, segun-
do a doulrini do apostlo aos Colossenses : ( c. 3.)
se resusciasles com Christo, affe5oai-vos ce-
leslial Jerusem, na qual est Jess Chrislo senta-
do direila e Dos, saboreai os prazeres ciernes,
e nao os m< aenlancos sobre a Ierra.
Palacio da Soledado 6 de abril de 1854. Joao
bispo dicesi io.
-------" m
COLMANDO DAS ARMAS.
Qaartel f >ral o commando da armas de
Pemaa ico, aa cldada o Recife, en 4
d. abrl_, 1854.
6B9ZK DO DIA N. 68.
O mareckal ie campo commandante das armas,
em vista das coirmnicacoes recebidas da presiden-
cia desta provincia, declara para eonhecimento da
guarnicHo-e tevlda observancia.
1- Que Si*M. o Imperador houve por bem por
decreto de 25 de fevereiro do correte anno, abaixo
transcripto, prdoar os crimes de primeira e segun-
da deserrao ommellidos pelas pracas de pret dos
corpos do execilo a da guarda nacional em destaca-
mento, apresolando-se os reos dentro do prazo de
Ires mezes catados da dala da publicajo do referi-
do decreto encada provincia, incluindo-se tambem
no indulto osue j esliverem sentenciados ou para
sentenciar.
2. Que poaviso do ministerio da guerra de 4 de
Desculpe-mc, perdoc-mc, Emilia, part sem
previni-la, sem dizer-lhe adeos, mas...
Quer ter a bondade. Mn de Bourvoisin,
de naodesculpar-se, e dizer-me j quem est no ou-
tro carro ?
No outro carro ?
' Sim, senhor.
He que...
Eslou ouvindo-o...
Vs, Emilia ?...
Vejo.
Bem sabes quo... '
Bem sei.
Entilo... ^ ,
Eniao eslou esperando ainda,
I'romltcs-me segredo *
Acho bqIIo esse sea embaraco.
N8o me proinelles ...
Prometlo-llie segredo.
Que devo dizer-lhe 1 pensou Bourvoisin i
nvelinenle atormentado, tjue devo dizer-lhe ?..
Pois bem, senhora, nesse segando carro... imagine
-< Muito bem, cu imagino, senhor marquez.
Imagine que na vespera de nosso casamento,
ou passeava no grande terraro.de Vereaillcs.
Escolhe^um dia singular para passear.
Eslava esperando urna peseoa, [aue havia pre-
cisamente do servir do iestemunlvO no nosso casa-
mento. Ella tinha nnl-'"s" r*CIL eu a tinha
acompanhado... ^^L
Passeava cnlao no grande terracoafcVersailles?
Lm pagcui chega-sea mim, e pede^hteda par-
le de madama de Morinval... ^
Urna das damas de honor de madama V Clia-
teauroui'; i '
Sim, senhora.
O senhc nao amou essa dama de Morinval ?
O pagemdiz-mc.....
PergunWhe, se nao amou essa senhora !...
Pode ser Elle pede-me pois da parle de ma-
dama de Morival, que v immediatamenle urna
casa da roa d la Paroisse, a qual estende-sc, como
vose bem sabt at a grade do caslello.
lima cas obscura
Nao... idifferente...
Urna inlevista I .'-.'.
Confesscque assim pareca.
Urna etrevisla com urna mulher que 0 se-
nhor tinha arado 1
llavera ousa menos perigosa ?
Urna enlevisla, que o senhar aceilou ?
Francaitnte, era difflcil recusar.
guuo carrol: *"' ""1""10 Wnhor, tWf
Logo crearemos a elle, tenha paciencia I
O senliomarquez nao ignora, que nao tenho
muita.
Nem enjamben!, a senhora nao o ignora.
Conliuu, senhor.
"" AJ*,*u*si"'aeM> senhora. Chcgo essa casa.
Mal afaiada.
Bem afaiada, pelo contraro; era a de ma-
damesella Auaslina, a celebre coslareira de mada-
ma de Chateajroux. Madama de Morinval j ahi
eslava a minhiespera.
Se s livsse viudo a Wcissemburgo, para ou-
vir esta' contienda, murmurou" m urna inlerrup-
cio de despcilonadama de Foutonay.
Que diz isenhora 1
Nada, setior, nada.
Se esta candencia a fatiga, ou aborrece...
Oh I ii3o...
Foi a seora qne a exigi... .
marco ultimo, o mesmo augusto Senhor foi servido
conceder passagem para o segundo balalhao de infan
taria ao Sr. alteres do quinto da mesma arma Vctor
Goncalves Torres.
3. Qae por aviso circular de seis do dito mez, se
determinou que se remettesse secretaria de estado
dos negocios da guerra os pedidos de fardamento
vencidos at n ultimo de dezembro do anno prximo
passado, pelos corpos em guarniejio nesta provincia,
qae os nao tem recebido, cerlos de que se nao atien-
den depois a nenhuma reclamado a respeito.
4." Que por aviso de 13 do dito.mez de marco,
quando o governo obviar embaraces nos exames jas
contas das despezas militares na contadoria geral da
guerra, e tambem cohibir abasos qae se possam dar,
bouve por acertado determinar que os commandan-
tes dos destacamentos, cuja despeza deva correr pela
repartirlo da guerra, nos recibos que passarem nos
prels, declarem a pessoa de quem recebem a im-
portancia dos mesmos. .
5. Finalmente, que por avisos-de 18 lamben) de
marco; mandou o governo que seguissem para a cor-
te os senhores: primeiro cirurgio- capillo do corpo
desande do exercito Dr. Thomaz Cardozo de Almei-
da, e primeiro tenente ajudante do quarto balalhao
de artilharia a p Maooel Deodoro da Fonseca; e
prevenio que o Sr. lenle do balalhao n. 10 de in-
fanlaria Francisco de Assis Guimaraes, a contar do
primeiro de maio vindooro, coasigna de seu sold a
quantia de seis mil ris mensaes a sua mai D. The-
reza de Jess da Silveira Frade, na provincia de San
Pedro do Sul. ,
a DECRETO.
a Commiserando-me das circumstancias crojque
se acham as pra$is de preL'dos diflerentes corpos do
exercito e da guarda nacional em destacamento qoe
liveram a infelicidade de -desertar, apartando-se de
suas bandeiras, hei por bem perdoar-lhes o crime de
primeira e segunda deserrSo, apresentando-se os reos
deolro do prazo de tres mezes contados da data da
publicaco do presente decreto em cada provincia,
incluindo-se tambem neste indulto as qae j eslive-
rem sentenciadas ou para sentenciar. O conselho
suppremo militar d uslica o tenha assim entendido
c expesa os despachos necessarios.
a Palacio do Rio de Janeiro em 25 de fevereiro
de 1851, Irigesimo-terceiro da independencia e do
imperio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Piro de Alcntara Belcgarde.
Asignado. Jos Fernandet dos Santos Pe-
reira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.-
Idem do dia 6.
OHDEM SO DA BT. 69.
O marechal de campo commandante das armas,
em vista da communicacao que.pela presidencia des-
ta provipcia lhe fora feita em,oflicio de 8 de marjo
prximo fiado,,declara qae o Sr. alferes do nono ba-
lalhao de infanlaria Theotonio Joaquim de Almeida
Fortuna entra nesta data no gozo da liecnca de tres
mezes com o sold simples, que oblivera para ir
corte, por aviso do ministerio dos negocios da guarro
do primeiro de selembro do anno passado.'
Assignado. Jos' Fernandet dos Santos Pe-
reira.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
Idea* do da 7.
OHDEM DO DIA H. 70.
O marechal de campo commandante das armas,
publica para eonhecimento da guarnico e fins con-
venientes, arelajao nominal dos senhores officiaes do
exercito existentes nesta provincia, qae fizeram as
campanhas das repblicas oriental do Uruguay e Ar-
gentina, aos quaes o governo de S. M. o Imperador
houve por bem, por aviso do ministerio dos negqcos
da guerra de"22de fevereiro ullimo,mandar distribuir
as medalhas de ouro, prala e zinco clarificadas em
dita relacao; o na forma determinada pela presiden-
cia da provincia era offlcio de hontem Jalado, compre
que os mencionados senhores officiaes solicitem na
secretaria da mesma presidencia, e assim os diplo-
mas, como as respectivas medrtas.
/leiacao dos officiaes gue se aeham na protincia de
Pernambuco, gue fizeram as campanha$ das re-
publicas oriental do Uruguay e Mgenlina.
Estado maior general.
O marechal de campo Jos Feroandes dos Sanios
Pereira. Urna medalha de ouro do Uruguay.
Repartido ecclesiastca.
Capelo padre Antonio do S Gusmao. Urna
medalha de prala do Uruguay.
Corpo de saude.
Primeiro cirurgio lente Prxedes Gomes de Sou-
za Pilanga. Urna medalha de prala do Uruguay.
Segundo balalhao de artilharia a p.
Capno Tristo Fio dos Sanios. Urna medalha
de prata do Uruguay.
Segundo batallo de infanlaria.
Coronel Manoel MunizTavnres. Urna medalha
de ouro do Uruguay.
Major Joaquim Rodrigaes Coelho Kelly. dem
dem.
Capilao Joao de Souza Telxeira. Uma medalha
de prata do Uruguay.
Capilao Luiz Domiogaes d Araujo. dem idem.
Tenente Timoleao Peres de Albuquerquc Mara-;
nho. dem idem.
Tenente Gabriel de Souza Guedes. dem idem.
Tenente Flix Jos da Silva. dem idem.
Tenente Antonio Cabrat de Mello Leoncio.
dem idem.
Tenenle Jos Manoel de Souza. dem dem,
Alferes Manoel Baplista Ribeiro de Faria (corte.)
Alferes Aurelio Joaquim Finio. Uma medalha
de prata do Uruguay.
Alferes Jos Joaquim Rodrigues Braganca.Ide.oi
idem.
Alferes Jos Joaquim Capistrano. dem idem.
Alferes 1 tenrique Tiberio Capistrano.dem idem..
Alferes Joao Mara Petra de Bitancourl. dem
dem.
Alferes Jos Mara do Nascimeoto. Uma me-
dalha de prala da campanha Argentina.
Alferes Jo3o Antonio deOliveira Valporlo.Uma
medalha de zinco Argentina.
Alferes Joao Bibiano de Castro. Idenildem.
Alferes Luiz Vicente Vianna. Uma mtdallia de
zinco do Uruguay.
Alferes Jos do Reg Barros (corte.)
Quarlo baUIho de infanlaria.
CapiOo Jos Luiz Teiieira Lopes (Maranhio). __
Uma raedalhaxle prata Argentina.
Tenente Andr Accioli Piohelro.Uma medalha
de prala do Uruguay.
Sexto balalhao de infanlaria.. '
Capilao Antonio Jos Lanca.. Uma medalha de
prata do Uruguay.
Tenente Joaquim Correa de Faria (no sol.)dem
Stimo balalhao de infanlaria.
Alferes Jos Gomes Damiao. Uma medalha de
prata Argentina. -
Nono balalhao de infanlaria.
Capilao Francisco Antonio da Fonseca Galvao (Pi-
ra .) Uma medalha de prata Argentina. .
Alferes Manoel de Azevedo do Nascimenlo. Uma
medalha de prala do Uruguay.
Alferes Augusto Leal Ferreira. Uma medalha
de prata Argentina.
Alferes Francisco Jos Joaqnim de Barros. Uma
medalha de zinco do Uruguay. .
Alferes Jos Marti os da Silveira. Uma medalha
de zinco argentina. <
Alferes Joaqnim Anlonio.de Moraes.dem idem.
Alferes Joaquim Manoel da Silva e S. dem
idem.
Capilao Jos Antonio de Olivcira Bolelho.Uma
medalha de prata idem.
Quarlo balalhao de arlilb'aria a p.
Primeiro lenle Apolonio Pires Campello Jaco-
me. Uma medalha de prala do Uruguay.
Primeiro lenle Jos de Cerqaeira Lima. dem
idem.
Secretaria de estado dos negocios da guerra em 22
de fevereiro de, 1851. Libanio Augusto da Cunta
Mallos.
Assignade. Jos Fernandet dos Santos Pe-
reira.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudante
de ordem encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
Circular dirigida aos agentes diploma-
ticos e consulares de S. Magestade
Britnica.
Ministerio dos negocios eslrangeiros, 23 de feverei-
ro de 1854.
Senhor,
A communicacao qne nos foi recentemenle feita,
da correspondencia sobro os negocios do Oriente, qne
foi submeltida s duas cmaras do parlamento,nos le-
ra demonstrado que, segundo todas as previsoes, as
hostilidades nao lardarao a romper entre a Gra-Bre-
tanha e a Franca, de uma parte, e a Kussia da on-
tra. Servosha igualmente demonstrado por essa cor-
respondencia que, durante todo o curso das negocia'
Cues difticeis e complicadas que precedern) o estado
de cousas actual, os governos ingleze francez obra-
rain de accordo sincera e cordealmente, afim d evi-
tar o flagello da guerra, e que eslaodo mesmo modo
dispostos a obrar ainda no mesmo espirito de since-
ridade e de cordealidade para salvar o imperio olio-
mano, no caso em que o imperador da Russia persis-
ta em nao querer tratar da paz com condires justas
e razoaveis.
Chegou agora o momento em qae he do dever dos
dous governos apparelharem-se para todas as even-
tualidades da guerra. .Eulre estas he-lhes impossl-
vel deixar de altender ao perigo a qae seus subditos
e seu commercio podem^slar expostos no mar em
consequencia das machina;Os do immigo, o qual,
ainda quo pouco em estado de lhes causar grande
mal s com os seas recursos, pode lenlar o emprego
de meios hostia nos paizes, cujos governos n3o to-
mam parle na lula por elle provocada.
Mas, por ama consequencia necessaria da aniso e
allianca laoeslreilamnte eslabelecidas entre a Gr3a-
Brelanhae a Franca, he mister qae, no caso de so-
brevida guerra, ellas facam sentir Russia sua ac-
eito commura em todas as partes do mundo ; qae as
suas resoluces, seus exercitos e esqaadras. nao se
unam sement contra ella para a defeza ou para o
ataqne no mar Bltico, e as aguas e sobre o territo-
rio da Turqua, mas que o mesmo conserlo reine em
todas as paragens, e que ou se trate da offensiva, ou
da defensiva, os recursos civis, militares e navaes dos
imperios britnico e francez, sejam consagrados ao
fim commum de proteger seas subditos e seu com-
mercio, contra toda a aggressao da Russia, lirando-
lhe todo o poder de causar-lhe damno.
A' vista destes motivos, o governo de S..M. Brit-
nica entendeu-se com o de S. M. o Imperador dos
Francezes para convidar os seas fanecionarioscivisou
mari limos em paiz estrangeiro, afim de considerarem
os seus subditos respectivos, como lendoos mesmos
direilos sua prteceo e obrarcm, para este ef-
feilo, quer isotadamenle, quer de combinado cornos
seos collegas, afim de saslenlarem e defenderem iu-
differenlemente osiuleresses inglezes ou francezes.
Pode acontecer qae n'uma certa localidade, uma s
das daas potencias esleja- representada porum agen-
te civil ou por nma forc.a naval. Em tal caso deve-
r ella exercer'sua influencia e seu poder em favor
dos subditos e dos interesses da oulri, com tanto ze-
Io e actividade, como se se. (ralasse dos seas pro-
prios.
Convido-vos pois, senhor, a regalar o vosso proce-
dimento por este principio: Considerareis como vos-
so dever proteger, tanto quanto fr possivel, contra
as conscqucncias das hostilidades que podem dentro
em pouco romper entre a Inglaterra e a Franca reu-
nidas, e a Russia, os subditos e os inleresses france-
zes com os de nossa narao. Daris parte, sem
nenhuma reserva, s autoridades civis e navaes fran-
cezas, com que poderdes entrar em communiear^o,
de todos os perigos a qae acbarem-se expostos os in-
teresses de um ou de oulro estado, assim como de to-
das as cpporlunidades de damnificar o inimigo cou-
mum, quojehegarem ao vosso couhecimeoto.
Inslruccoes comcebidas no mesmo sentidosero di-
rigidas pelo governo francez a seos fuoccionarios ci-
vis on mar i limos em paiz estrangeiro. Nos, entreve-
raos como elle os mais felizes resallados desta mani-
festarlo decisiva da unio intima queeiisle enlre os
dous governos, unio de qae desejamos. sinceramente
ver inspirados seus agentes em todas'as partes do
mundo, no momento em que vamos entrar em lula
com a Russia por um objecto de uma importancia to
grande para a Europa, cerno para a manuleu;ao;do
imperio turco.
Soo, ect.
CIRCULAR DIRIGIDA AOS GOVERNADORES
DAS COLONIAS DE S. M. BRITNICA.
Dowmng-Slrus, fetereiro de 1854.
Milord.
Transmillo junta a V. S., copia de uma circular
dirigida aos agentes diplomticos e^ consulares de S.
M, Britnica em paizes eslrangeiros, afim de prescre-
ver-lhes, conforme foi convencionado entre os gover-
nos de S. M. e da Franca, qoe protejam os subditos
e o commercio francez. -
Inslruccoes, concebidas no mesmo sentido, devem
ser enviadas aos commandantesdas forjas navaetde
S. M., em todas as parles do mondo.
Eslou encarregado de convidar-vos a conformar o
vosso procedimenlo, no exercicio de vossas funeces Xsndarte da Crol;
de covernador de.........., comas inslruccoes referi-
das, tanto quanto forem applicaveis s vossas altri-
buiedes. Fareis comprehender s autoridades locaes
sob vossas ordens, que esiaoobrigadas a estender, uma
semelhanle proleccno aos ubdlos e ao commercio
francez, e a cooperar para esle fim, Com as forras na-
vaes de S. M., e dar-me-heis conla, sem demora,das
medidas que jolgardes conveniente lomar relativa-
mente s nslrucces de que se trata.
Tenho a honra, etc.
CIRCULAR DOS LORDS DO ALMIRANTADO.
O conde de Clarendoo lendo-nos informado,que o
governos de S. M. Britnica e da Franja, entende-
ram-se para que seus agentes civis *e forjas 'navaes,
em todas as partes-do mundo, obrassem de combina-
cao ou isoladamente, se fosse necessaria, afim de pro-
teger os inleresses dos subditos e do commercio das
duas najoes, em todaa parle em que tivcssetn neces-
sidadede auxilio contra'as raachioasoes'hosUsda Rus-
sia, e lendo-nos S. S. aim disto, significado as or-
dens da rainha.de que inslruccoes concedidas no mes-
mo sentido, fossem enviadas aos commandantes das
estacSes navaes de S. M. em todas a passagens, nos
vos transmiltimosjunto copia de orna circular dirigi-
da pelo ministro dos negocios eslrangeiros aos agen*
les diplomticos e consolares de S. M. em paiz es-
rangeiro. Convidamo-vos tambem a conformar vos-'
so procedimenlo sobre todas as relarOes, com os de-
senhos e iftleocOes do governo de S. M., como se
acha expressado na carta de lord Clarendonena cir=
calar em qnestao.
Annunciamo-vo igualmente'que o governo fran-
' cez dirigi inslruccoes semelluntes asforeas navaesda
Franja. .
Convidamo-vos mais, a aproveilar a primeira ocea-
sio, depois da recepcao do presente aviso, para nos
por em communicacao a mais amigavel com o official
commandante das forjas navaes francezas na mesma
eslajao, afim de preocher o mais plena e rpida-
mente possivel as intenjdes dos governos de S. M.
Britnica e da Franja.
Dado sob o nosso sello, a 24 de fevereiro de 1851.
Assignado./. S. Graham, Hy de Parker.
Por ordem de SS. SS.:
Assignado : W../. B. liamillon.
(Do Monileur.)
Londres X da marco de 185*.
As palavras com qae lord Clarendon concluo o
seu discurso em a noile de sexla-feila sao, qne,
a nem esle paiz nem outras potencias christaa sa-
* lisfayam com ftopriedade os grandes deveres pre-
sentemenle devolvidos a ellas, nem consuliariam
a os inleresses do proprio saturo, se nao se aprovei-
a tassem desla opprlunidade para assegurar iguaes
direilos e -igual juslija i populajao chrislaa de
Turqua, e dest'arte preparar o caminho para o
a progresso e n prosperidade que a civilisa jao chris-
taa ha de realisar naquelle imperio*. Repula-
mo-nos felizes em pensar que estas sao as delibera-
das opiuies e resolujies do governo ioglez, e das
potencias christSas unidas comnosco em relajao aos
negocios do Oriente; e, posto qae desejemos com
anciedade tirar polilica aggressiva da Russia essas
provincias de que ella injustamente se apoderou, e
proteger a independencia da Europa oriental contra
a invasao septentrional, nao nos repulamos menos
obrigados a*obter para as popalajoes chrisUas do
Oriente essa igualdade de direilos que tem jus, co-
mo a mais numerosa e civilisada fracjlo dos subdi-
tos da Porta.
Se alguma coasa pode mudar estos iotenjSes e
frnstar apoltica qoejulgamosser,essencialapros-
peridade e Iranquillidade do Oriente, he, que no
mesmo momento em que as potencias occidentaes es*
tao mandando grandes forjas militares e navaes pa-
ra reaiisar a sua interveojao, as populajoes chris-
taas se iosurgissem e dessem o signal de novas per-
turbijOes. Nunca houve um compromiseo to posi-
tivo da parle das potencias chrisiaas,que tem es-
tabelecido a sua allianca com a Porta por este pro jo,
que a condicao dos seus subditos chrisiaos seria
melhorada e as suas qaeixas reparadas. Em casos
ordinarios seriamos pouco dispostos a interferir en-
tre o soberano poder e os seus subditos, mas quando
por oulras causas de polilica temos sido levados a
interferir, he impossivel que a Inglaterra e a Franca
permanejara insensiveis aos dainos e iojoslijas sof-
fridos por amor da sua f por aquelles qae profes-
sara a religiao de Chrislo ; e, seja qual for a nature-
za da nossa interferencia, seria ama nova e inau-
dita eventolidade para nos permillir, qae a forja
que temoP^^H
vertida em u
Rusta pode
Magyars, a ]
arma o governo p
trra consentiste v
(os de m povo chr
toteran
nem um acto, de
vante carecera de
logia. Semelhan
sada da parlado govern
mesmo lempo nm e
i Mas, fortemecU
prosperidade
como estamos
quellas parles1 da
terinm em vaulag
nos termos re
las epreeipiladas t
empregadonai
que nao somos i
correncias, e que 1
mus exisler
muilas parles da Al
disturbios I
te recebidas t
qoe estas antl
Ira. Arta foi I
dirigidos' pilo
meajada; osSuliotes le
A coaj^^^^^H
Logo nao teria razao.
Devo continuar, senhora?
Deve continuar, senhor.
Quando ficamos sos, madama de Morinval e
en, ella d"isse-me com mystero: Mr. de Bourvoi-
sin temos plena confianra no senhor, qae he dedi-
cado, discreto, e dignou-se accresccular : soldado
fiel e corajoso. Essc cornejo, nada tinha que nao
fosse muito corlez.
iViI... porquends?... interrompeu outra vez
madama de Foulcnay. Quem era a oulra pessoa,
ou quuej eram as outras pessoas que subentendiam-
se U'niageslosamcnte ?
Mas, scnhpjir-cda cousa tem seu lugar.
HejUJiHi muilas cousns nesse romance 1 i
^h Romance 1 senhora, romance !
Ou historia, como lb.e agradar, Quer con-
tinuar '.'
J que he de sea gosto, senhora.
Continu por favor.
Capitao, prosegaio madama de Morinval. seus
merecimenlos teto sido desprezados. Na idade em
que pode ser general, o senhor nio he ainda mais
que capitao.
Nao he por minha culpa, respond madanu,
de Morinval, a qual tornou-me log :
He pelo contrario muito por sua culpa, n8o po r
culpa de seu mrito nem de seus talentos ; mas p r
culpa de sea carcter... porem passemos isso. Qut >-
remos que de ora em dianle o sciihor marquez se, a
o que tem direito de ser. Eis o se.rvijo que esp<
ramos do senhor. ,
Sos, semprendul confesso-the Mr. de Bou r-
voisn, que essas maneiras mai rea es dfe fallar ci n-
liaracafi-nie muito, e eslou impar ienle por sal m-,
que augusta personagem represen! uva em sua ci )r-
le essa madama de Morinval.
dososfctospara apreciaroarcootecimenlo. Indignado
de permanecer enterrado debaixo do grao de capi-
tao, e desgostoso de mil iojuslijas, escrevi com a
raiva no corajao, com o pensamentovqne linba de
deixar para sempre o ervijo, nao uma canjao des-
ta vez, mas um poema iolciro contra a favorita.
Nesse poema, cujos. versos lem j circulado quasi to-
dos as anle-camaras de-Vcrsailles, relato asmlze-
rias de um official, que nao quer avillar-sc, fazerse
rabo-leva submisso da amasia valida, e tsajo com a
jovialidade e independencia de espirito quesedig:
do sobre Janioa.
larcas lem fgido
como Montenegro,
Era Salnica o distar:
que em Negropont se est^
caes em favor da. snbfe*^
forme uma porjao da rj
iosurreijao coulra a
O governo grego e
resistir o exciti
esto fechadas, j
aoschefesnas i
qae estas populajoes lemTj
trahio as sympalhia
tica acanhada que
tema considerajS^^^|
e que, s fosse post
plelamenle nosli
'Masquanto roa
lados occ'iden
veis i sua condig
folora prosper!
dos de-que sta iq
prematura e prejd
leresses. Confun
guerra m que todo
vilisados estao coa^^H
toman'o contra a Russia.
Oriente parejanrs.
Russia, e islo em um tem p
apoio efiicaz daquella po:i
demna-los-ha a par
r dos Gregos uma grandjj
da Europa. Nanea
mais a perder eme
progresso nacional
iosurreijao, qae foi
uadoras dos eraiss.
resse dos Gregos, e i
da Turqua, no l
car a sua causa l
que lem assumido l t
lar com ella,
rio torco que j c
lados a completa s
gocios, ao passo que
rania'da Porto, he un
plicado sem prejaixo ]
lalvez proporcionasse i
deslas provincias no seu
nem mesmo os proprio
tender a auloridade de
Alhenas sobre um 1
pode razoaveln
agora era condig
do Oriente. To
sia nio seria i
delles he ganhar i
volverem os seas j
qaerirem maior jas
ropa. Uma simples su
mesmo lempo dem
da pela Austria, co
qae estas potencias
effeito, islo causa
tanto confiamos, qi
possam interpor a sea ir.
que esta conteoda'i^^^l
sealgumasdas nossas i
cia ou fronteira |
uma colliso.
A estatislica, simple
mais quesepossa dizer, ni
dados que fornecesao porm n
para a economa polilica, por j je
meios de eslabelecfmento as s;
dizem respeito ao fabrico e taov
rio teem em nossa poca um a^^H
especial. Nao he possivel qoe
sem inlerrupcao hoje correm so
funtes apparentemente ineigol
Austraiia.e vao coverter-se em
das modas de Ne*-Tork, de !
impossivel, dizeraos, que an
Lapido-augmento de riqi
asa influencia c
lor comparo
las preciosos de que compoe-se o numerario circu-
anle, epor consequencia tambem sobre o piejo
objectos.'deqaese formara as traiisaee^es commer-
ciaes. Alm disto esla be uma qoesto sobre que M.
Voss ia sabe-lo j, se nao me tivesse injer-
rompdovc Madama de Monrival continuon assim:
' Ue iri&iama de Chateauroux, que me envia ao
senhor.
Madama de Chateauroux exclamoo em ama
eslrondosa inlerrupi.-fio madama de F'ontenay, e des-
la vez a interrupjao era plenamente justificada ;
madama de Chateauroux I ella que mandou mette-lo
daas vezes na Bastilha, que lem sido sempre' um
obstculo ao seu adiaotameolo!...
__Foi esse o grito que lambem del, quando ouvi
pronunciar o nome da duqueza de Chateauroux.
__Conliuuc, Mr. de Bourvoisin, isso tornarse in-
teressante.
Ella esquece, prosegaio madama de Morinval,
as faltas mui graves que o senhor lem commettido
pasa com ella, nao tratar mais das coplas odiosas,
qoe o senhor tem eseripto cont* suapessoa ; emfim,
esquece e perdoa.
Madama de Chateauroux esquece e perdoa 1
disse entre os denles madama deFontenay, ha nisso
alsuma cilada, meu charo Bourvoisio, ha nisso al-
gonia cilada.
O mesmo disso cmigo, e descobri logo a dia-
da ; mas cilada n3o he o termo, para fallar ver-
dadeiramenle he contra-mina. Conhejo primeiro to-C^lroT.; nao'p\)ssordizer-ieoquehaoooiitro. Par-
nam reconhecer em nfim, a vida, os costumes, os
caprichos, as fantasas, e o despotismo da Cleopatra
de Triaoon. A contra-mina esl nisto. Para pre-
venir o golpe que a receber, a duqueza que soube
de tudo, tanto do poema, oem d sen conteudo,
mandou-mc pedir indireelamente a paz pr manda-
do de madama de Monrival, por ama mulher que
sabia ler sentido ontr'ora por mim alguma ternura,
e em troca de uma recompensa, que nao me foi dn
la, mas quo pode-se suppor mal hrilhaale, encar-
rega-me de uma missao da mais alta importancia
em Saint-Pelersburgo. Assim o poema saty rico nao
apparecer, assim fazem-mc justija, assim volto ao
favor, assim torno-me nm homem poli tico,-sem dei-
xar de ser rniliiar.
Sem diaer todo o queessa narrajao inspirava-lhe
madama de Fonlenay interrompeu-a, para exclamar
pela sexta undcima vez:
Mas esse outro carro 1 esse outro carro I
J chegamos a elle, responden respirando Mr.
de Bourvoisin.
Madama de Fonlenay respirou lambem.
O marquez continua sua narrajao: -
Madama de Mourival disise-me depois : Doas
carros eslSo promptos. O senhor ir em um, e^ no
ta j paraSait-I'etersburgo. O senhor he espera-
do na corte dallossia.
Mas ja, senhora/ reflcta... j ?
Eis-aaui mil loizes para os gastos da viagem.
Mas alguns preparativos indispensaveis...
Eis-aqui seu paseaporic...
Mas caso-me ama ulula.
O senhor se 'rasar quando vollar, sua noivtt
lhe guardar fidelidade ale l.
lmenos devo preveni-la...
Eis precisamente o que nio he necessario.
Masisso he imposah
Impossivel T
Impossivel 1 senhora.
Nesse caso madama de Chateav
esquecido nada, disse-me mad
um lom que nao deixa
r perdoado nada
haver uma cousa c
que por ni raz
perdido a occasiaOtjB^^^^^^^^^^^^^HI
var-se altura a q
Eu hesitava .i
mou minha i>
me o' brajo e
mais o'marques da Bourvr i
Martinelli, ouvo
recuperara seos tito^^^^^H
dous salvos-codoui
toridads franceza
maas.
Ms estamos
pliquei... Como res
Esse salvo conducto para a Allemanba emana
da chancellara Russa em Pars, responden minha
objeccSo madama de Morinval, e a Russia be uma
potencia neutra que ser respeilada em sua pessoas
Nos nos. adiamos na roa de La Paroisse diante da
gfade do caslello, onde estacionavara'os doos carros.
Laacaram-nie por assim dizer em um,' os cocheiro,
ajoalaram os cavallos, o outro carro seguio : c es
tamos em Weissemburgo.
S isso? perguntoa madama de Fonlenay
I quando o marquez de Bourvoisin acbou, e acabou
___bnrg
oidades. Eis-aqui
para as au>
idades alie-





DE PERMMBUCO? SJBBADO
.854.
Michel Chevalier derraraou, nesta folha, (3o vvaslu-
zes, que nos julgamos dispensados de elucida-la aqu;
a nona Ures limlar-se-ha naturalmente a coniig-
nar os fados, recentes que eom ella lem relacRo.
Aexplor frises aurferas californias e
e australias, dc obra o mundo orna quanlidade de ouro (al. que no
momento que corra poda ser equiparada a dous ml-
lhareseduteDtosmilhe*,pelomenosi sendo umroilhar
lenles da California e 800 milhoes pel
: a) laslrslia. Para former-se orna idea exacta
^^^^Ma desla prodcelo, basta considerar
uro que teem dado toda ai
le a descoberla e cxploraco da
rezentosannoa, pouco mal ou
jIos ateriptsa sobra os
ot Clierser estimou o
do ouro ass! prtduajda era hOes 101,000
once malar do 14 mi-
lhOes de (raucos foram fornecidos pelo
Novo-Mundo e 4 pela frica, Russia e diversos pal-
ies da E
A extrae
as colonias au||JtaBie mesmo na California, onde
a ciencia comees r a forja mechantes i
explorar riferas, e o anno da 1853 fui,
desses ltimos seis annos, o mais productivo, saben-
do-se lioje, segaodo dados aalenticos, que fornecia
i rooeda: loa-Unidos da Inglaterra e
Franja, uro representativa de
rj completo certa
889 raillres.
somms
Conria^
Era Pj
BmK
. 229 milhOes.
. 33t b ,
. 259 o
i*a-se 77 milhOes eanhados
quaes foram cunhados
18 em Londres, teremos
(boas, devendo-se juntar
nilhues e meio da moda
oaawnca.
rifo da Reparticao das Longitu-
Franca de 1793 at 185-2 a som->
S milhoes em moda da ouro, o
qaa pajl \ de 27 milhoes, pouco
oa^e em Franca em 1853 o
la modagem da quaiorze des-
la annos. O fabrico da prala he
j 1793 para e ennhou-se,
I, cerca de 75 milhOes. Ora, co-
i 1853 converteu-se em
ulhffes. O our, na ctrcolacao,
sbstiluir-se prata, e
sesmo lempo qae o. primeiro af-
i, cojo valor ratativo tem
fra do pait; a peca de
na ao ouro, goza da um
i Irucar-se pato ouro em p dos
orno pelo trigo estrangei-
) da prala tanto bruta, como
den em 1853 a importado do mismo
Sea, ao paseo que a imporla-
sua exportadlo perto de 26-2
es factos slo os indicios cerlos da
para- pouco a pouco no valor re-
; era 1846, a escassez do ou-
i oo ruga dn pata fez sabir o sen
liOe 80 por 1,000; boje
murta, ao pauso que o agio da
nservava-se .neste limite, atlin-
muil naai
term
rao acaba me-
es pe
ced
na nalaiafn
tina ulm ts
cul.f
segundo, me disse Mr. Berard, comc-se urna ba
porcjRrdo letlras ? Enunciei-me i cima contra seu*
compositores, por que nunca n)e pnssou pela idea,
Sr. correspondente, fazer-lhc a grave injuria de
suppor quoVm. saiba semolhanle lingua. Bofe, quo
quem fez tao sacrilega substilujjtao foi por sem du-
vida algum dos seus lypographos, que talvez arra-
nlie essa, aborrecida linguiaha, j o vulgarisada e
inlroduzda, como tudo qnanto he mo ; toaos es-
untaraiuados d terrivol mal; menos porem
cousa que me perlenca. Se me casasse, liavia de
ser com unja moca que nao soubesse francez, -
fim de evitar eaae motivo de quolidiauas relingas a
arrufas ; como porm nHo adorara cu micha fu-
tura se Iho desse na vneta de aprender o latim ? I...
Oh 1 aso he que he lingua sonora, all nSo se en-
golc a menor letrinha ; alm disso he a lingna por
exceltencia sagrada, e tem mil serventas: flle-
me nella, sim, quo a cnlcndo.tic a lingua com que
se ora a Dos,-com que se diz a missa, com que se
rga aos Santos, com que se arugenlam as' pragas,
crescendo constantemente com que se exorcisraamos possessos, com que seex-
conjuva o derao; finalmente com que se baplisa,
com que se casa, e com. que'se morre 1 Seria in-
tereesanleouvir eclebrar-se um daquelles actos em
umat linguagem chcia derrr! Como nao l'i-
cariam espantados os nossos malulos, se em vez do
sonoro latim ( que j esli afleitos e traduzem
sen geito) ouvissem urna perlenga franceza de que
nao enlendesscm pitada ".' I Infejizrocnte vai ca-
tando em desuso o csludar-sc bem o latim : a ma-
na do tal seclo das luzes he reformar e adiar mo
tifdp quanlo fez o seu velho antecessor, rtrnio so fos-
se presidente da provincia on ministro d'estado. Ha
gente hoje que tem a audacia de perguntar para que
serve o latim "! 0' estupidos, nao vedes que he
elle a base o fundamento de tudo? .. Por for-
tuna assm como eu, anda existom alguns partida-
ros da lingua santa : somos poticos, he certo ; mas
que importa ? se para vencer bastantes somos'.' se
estamos dispostos a sustentar com a laura cm riste
a supremaca do latim T
Alcm do meu protesto contra sfrancologia tambem
me pronuncio e Rebello contra a sua mylliomania,
nempe, contra o mo costme de enxertarme Ymr.
as carias quanlas historias dos lempos fabulosos,
Ihe vem cabera (e algumas bem mal-engastadas,
perdoe que lh'o diga) como se fossemos pagaos, ou
conbecessomos aquelles velhacos moradores do em-
preo Olimpo: nao sabe Vmc que taes cousas ca-
hiram em desuso, e que tica ridicalarisado todo a-
quelle que se atreve a referir ou contar taes men-
tiras c babuseiras '.' Nao he por certo do ridiculo
que eu techo medo ; o que mais me inquieta e as-
susta he quererem por forra alguns franchinoles que
se ajresumem de atilados, enxcrgar as suas historie-
tas alluscs pessoas ca da Ierra: nao foi pequeo
o incommodo a que se deram elles, de procurar
descobrir i quem quera Vmc. designar com o sen
Phectonle, Jpiter et reliquos, grande foi o traba-
lho quo tive para entender seus trechos francot;
necessario foi fazer seguir toda a pressa um pro-
prio Camaragibe afim de pedir ao Dr. Pinho (qui
eti arrir ie Franc iepuit six moit) qne me
maudasse rednzidos em trocos miados aquellS ex-
quisitos heroglj phbs, que nunca mais pude enten-
der. Ja v Vmc, pelo expendido, que tenho carra-
das de razio para fazer o meu protesto soleinnc ; e
desde j declaro em alto e bom som que nao me
responsabilso pelas sas cltica tilacoet,. nem pe-
los seas mhologicos acosa; j n3o he pouco o ver-
me rao de lesa-latinidade por culpa dos seus com-
positores que muilo de proposito se diverlem em
estropear o meu mimoso latim, fazeudo-me per-
der o bom cooceilo e fama, que rom tanto custo
hei grangeado, de latinista de 1. quilate. Faja
a idea do espanto e admirarse, que de mim se apo-
derou, quando foi lr no sea Diario ascarlasquc Ihe
linha enviado chaas, charras e simples mesmo como
o meu carcter, e encontro-as abarrotadas daquelles
francezismos, fabulogas o muilas unirs cousas que
nmica mejiassaram pela idea Obslupui, et stupor
me admiralinne rei defixit! Depois desta. mnha
autentica dclaracao estou mais aliviado, Sr. corres-
pondente ; d'ora em diante pode Vmc. mandar seu
contento ronsertar, enxerlar e ampliar o ijae eu
Ihe escrever que rae nao d abalo ; pois a respon-
sabilidade ha de recahir sobre seus lypographos.
1853 recebemos do estrangeiro,
milhoes por-245 que Ihe envii-
raaif da entrada,184 milhoes, o
- cuabar cerca de 31 milboes
rxta. Esta enorme cifra de
Oneada em face das oecesf dades
he certamente um fado
aaaw poca; a te levar-se em li-
de actividade e por con-
u em nossos dias a cir-
rb, poda julgar-se por ahi do de-
is ltimos annos s indus-
pursus, fortuna mobil :
Diremos forlu-
iado aotorisa a pensar que essas
de metaes preciosos vao,
mente colloear-se e fruc-
ices de utilidada publicare
Irabal ellas multiplicam on
ia rapidez maravilhosa, us
sms eaaaes, as oIBcims, na ex-
eoftstrubcao marilna, no
rs ou mchameos, em tu-
ndlmenle o capital mobil do
ital estavel tem engradecido
e 1789; mas pode-se dizer
jbil entra am urna parte
iwnl.do que enlrava, ha
o (tinta na fortuna do paiz,
i diantadas no commer-
i. (rabalho bem curioso e
elecesse, debati desla
4ft Franca em 1789
:o oio he destilui-
vrtude da enorme expan-
ido na riqueza mobil do
ie todos os inieresses, todas
^^Hlioje mais ou menos in-
aaervacao da ordem.do trabalho
seguramente a razio porque em
^^^^Bhando nos seas azares
veis do que poda faze-lo nc
ais justa que teja a sua
ognaaeia de tudo quanlo
=s da sociedades
(Jimal da Debat.)
labrda 18S4.
nm solemne prolcslo
^^B,evou declarar-llie as
daten para estar assm lio zanga-
rla qne Ihe dirig, havia-lhe eu
bre matulo qne apenas sabia o
aba (e ainda hoje tenho) muita
lo que meus bons com-
an extremamente andados pelo
laharem quem en era, tem Ihes
^^^Heestao daseonjerluras e sup-
x cmpanlurrapr todas as horas,
issignar-me para Picar escoi-
< pacha de mo homem, ou mesmo
Eis quando, se nao quando apre-
senlam-se aqu as minhas correspondencias mais
snterechciadas, e de que gran-
treehos francezes, lingua de minha es-
ifoitnou que eu sabia
llavia-Jhe cu dito que os Ilustres membros da
assemblca provincial prctendiam dirigir ao Exm.
Sr. presidente da provincia urna felicitara" ; con-
ici-lhc o que se liavia passado na sessao em que se
fez a indicarlo, e a trina opposicao que aofTreu: o
mesmo trittnwirato o mais alguns vares, cujos
nomes por ora nao declaro, fzeram sua barreiri-
nha redacrSo ; mas por fin passou o negocio, e
foram nomeados para membros da dcpulacfio os
Srs. Manoel Claudino, Costa Moraes, Tolenlino da
Costa, l)r. Atlonso Jos de Mcudonra e Fernan-
des dos Sanios. No dia 29 do passado 1 hora da
(arde, ( sempre a mesma horiuha )- ouvi uns (ali-
geres de marciaes instrumentos:' sendo muilo apai-
xonado de msica, corr ao largo do palacio, don-
de pareciam partir os harraouiosos sons, e vi que
era urna saudacSo feila Ilustre depularao que
a felidlar aquello que lo destrmenle ti nha di-
rigido os destinos da nossa provincia, firmando a
seguranza individual, garanlindo os direitos do ci-
dadao e promovendo os raelhoramenlos malcriaes.
Eis-me porem en apuros, desejoso de pilhar a fe-
licilarSo a resposta presidenriaiapara mimosear a
Vmc. e sera descobrir meios de satisfazer a esse de-
sidertum Conslava-inc que o negocio fiava-se
multo Fino, que ainda andava por maos do .presi-
dente ou na pasta do secretario ; fiz porem coraigo
a seguate rellcxao : Sers tao pollrao, Antonio,
que ten has medo de ir secretara do governo ?
Nao teas por ventura all um amigo? ja le nfto mu-
ste de animo entrando pela secretaria de polica
e pela sala das ordens Tu qne nao te acobardas-te
nem com as brancas barbas do Mello, nem com os
retorcidos bigodes do ajudanle, estars por ventu-
ra com medo da testa e oculos do secretario ? !
Eia, vamos I Cobra animo c en atant; dizendo co-
ntigo mesmo estas cousas para animar-me, dirigi-
le secretaria da presidencia e ia ja entrando
pela sala do trabalho quando um soldadinho poem-
sc-me adianle dizendo a Nao se entra. Qne diabu
ests a dizer, homem ? (tornei-lhe cu) antigamente
enlrava eu aqu sempre, c tomava minha barr-
gada com os empreados! Isso seria antigamente ;
agora nao seqhor, diga Vm. com quem quer fallar
para ir rhama-lo. Fiquei desapontado 1 (perdoe
pelo amor de Dos' o anglicismo, se me atrevo a
eroprega-Io he apadrinhado com o eximio Garret.)
Esta bom, homem, chame o scuhor secretario.
a Est com S. Ex. ( replicou-me o soldadinho ja
um pouco esquentado ) Pois entilo veja o Sr. of-
ficial maior.. Urna voz de baixo, que faria hon-
ra a Tamborn! e que envergonharia mesmo ao Of-
fcleide- da polica, trovejrjn de dentro .umja la
cok Dei por desca na ao Sr. Pasaos um reqneri-
menlo de plvora, que segundo o meu dizer liavia
siibmctlido despacho desde o anno passado, e fui
Philangelho c apenas o apanhei fui fielmente copi-
ando a scguinlc felicitaran.
o lllm. o Exm. Sr.Depoisa Iranqillidade pu-
blica he por sem duvida a seguranca individual o
mais precioso bem do que pode gozar um povo :
sem ella nao existe socicaade ; e os estados a quem
falta a mesma seguranca vollam a primitiva barba,
ria e desaparecem do calhalago das naecs. He por
Isso que os. povos que se acham no gozo de seme-
lliante bem nao cesam de louvar e agradecer ao
gobern qne lhes ga'rane esse feliz estado.
Esta provincia, Exm. Sr., enllocada em circums-
lancias melindrosas e mui criticas no termo da Im-
peratriz e oulrns pontos, por sicarios que descnnlie-
cendo o imperio da lei deram lagar a scenas lu-
tuosas, achando-se hoje restituida ao estado de se-
gurauja de que careca, nao pode deixar dse mos-
trar agradecida quem operara tao feliz mela-
morphose. Foi bastante o prestigioso nome de V."
Exc. cdbcrto de honrosos precedentes para espaldar
o (error entre csses verdugos,' que procurando oc-
cullar-sc, nao tem acbado guarida que os abrigue
das enrgicas c acertadas medidas por V. Exc. em"
pregadas, medidas quasi sempre roroada de resul-
tados felizes. Assm pois tem V. Exc. com urna rara
energa procurado firmar as Alagoas a seguranca
individual, rujo estado j he lisongeiro: e se s
por isso lio V. Exc. credr de justos encomios, an-
da mais se torna, atiento o zelo ocansavel com que
lem cuidado no material da .provincia, desenvol-
vendo, a par de ludo slo, entre os Alagoanos a con-
clacau cscrla no prgramma do gabinete, de quem
he V. Exc. mui digno delegado.
A asscmbla provincial das Alagdas fallara cer-
tamente ao devorde gratidao, se nao manifeslasse
a V. Exc. o alio apreco em que lem os valiosos ser-
vicos por V. Exc. preslados no curto espaco de sua
administrarao. ,
B Ella pois nos envia em depulajao, para cm seu
nome pateiitcarmos o prazer de que se acha possai-
da por tantos beneficios qae se h3o recebido da
saba c imparcial administrado de V. Exc, a quem
temos a honra de assegurar, em nome da mesma
assemblca, seu franco c leal apoio, para que do
perfelo accordo dos dous poderes resulte provin-
cia o maior grao de prosperidade.
Dignc-se por tanto V. Exc. de acolher benigno o
reconhecimenlo e gradao que Ihe tribua cordeal-
mcnle a assembla legislativa provincial das Ala-
goas, que aule V. Exc. temos a honra de repre-
sentar.
A flicilarao responden S. Exc. pelo seguinle
nodo.
Senhores da commissSo. Enuncaos urna ver-
dade, quando dizeis que a seguranca individual he
depois da ordem publica, o maior bem a que pode
aspirar um poyo.
a O governo imperial est, como vos, persuadido
de que nenhum melboramento duravel se pode ob-
ter para o paiz sem que o respeito de todos os di-
reitos assuma o carcter de urna crenra, que domi-
ne tanto o desvalido, como o poderoso, e so forme
pelo Iriumpho da-razao publica esclarecida sobre o
espirito de partido.
No pouco'lempo de mihhad ministrarlo tcnlio
procurado dar a'esse pensamento do governo impe-
rial o desenvolvimento compalivel com o estado po-
ltico da provintia. Confessar que tenho muito fei-
lo, muilo oblido, seria illudir-me acerca de minhas
forjas, e escurecer as difficuldades que o nosso pas-
sado olTerece anda execucao dessa poltica justa e
patritica a qne sirvo de coracao, como delegado do
enverno imperial, e applando como representante
da nac.lo.
a A asscmbla, de qae sois tao dictinelo orgo, com-
missionando-vos para que rae signifiquis os senti-
mentos, qne acabacs de exprimir, foi certamente
mpellda pelo desejo de manifeslar-me o proposito
em que est, de dar aqueUa poltica um apoio sin-
cero e efficaz, que altamente aprecio e agradece
em nome do governo imperial.
Interpretando assim a flicilarao, que rame di
i-'vSi', smioferfcilamento a honra que com ella re-
cebo; e devo assegurar-vos que o meu reconheci-
menlo s nao excede a lealdade, e delicadeza com
que a asscmbla legislativa provincial ajuizou de
minhas inlenjoes, e resolveu dar-m* urna prova tao
dislincta de consideraran.
Vossa escolha para a commissio," que acabasles de
desempenhar, indica ainda mais a benevolencia, com
que se dignou iralar-mc aassembla legislativa pro-
vincial. Podis afiaojar-lhe, Snrs., qae sempre me
recordarei com emorao da honra, que tao esponta-
nea c generosamente me conferio; assim como si-
gnificar-lhe o profundo respailo, que me merece, e
os votos que fajo pela prosperidad da provincia
que uto dignamente representis, a
Para que fui eu espantar a arisca Iris os seus
pluviosossequazes, dizendo-Ihe que haviam rbido
mis chuvscos'.' Arrufou-se a elidanle mensageira
de Juno, foi-sc com as cluivas, tornando-se agora
mais sensveis os ardores do Sr. Apollo, de-coja
ignea potencia oslamos mais que convencidos. Basta,
Sr. Phebo, v ostentar a sua escandescente bizarra
em outras partes ; va a Russia ou a Lapooia que
muito Ihe agradeceriam a visita Queira Dos que
esle anno nao falhe o aoexim popular Em abril
aguas mil ; do conlrarta ver-uos-hemos abadia-
dos com alguma das preciosidades que oulr'ora se
continliam na bocela de D. Pandora.
Dou-lbe parle que me retiro desla capital, pois
que j conclu o negocio qne aqu me Irouxo; in-
cumbo porm de fazer as minhas vezes em quanlo
me adiar ausente a um meu Pollux que he qual
oulro eu : no entanto v Vm. Vranjando como po-
der as noticias que Ihe for elle fornecendo; por qhe
esse meu amigo (escusado seria dizer-lhe) be tamhem
acrrimo defensor do latrit e o nico com quem
aqu disputo acerca da intelllgencia dc.nlguns pon-,
los diffices dos meus mu amados Virgilio, Horacio,
Ovidio, Calullo, Propercio, Juvenal, Lucrecio, le-
rendo e Tcito ; de mais a mais tem a boa qualida-
de de ser irrccouciliavel inimgo de francezias e dos
falsos deoses mythologicos.
VaU.
ardr-i
secretario do
PERNAMBICO.
a que eu \^ procurando puxar conversa com elle respei-
Mleelas cartas, hourj i0 da flicilarao. Meu amo, ( roncou-me o of-
mte e revoloH flciai maor j lenho muito ,quc fazeri ^^^ p?a
pi, a mais innocente- ler a felicitjao quando sabir no Philangelho que
edacinh de latim, e nao he tambem que pretendo v-la, pois ate agora
bstituia-o ngo pelo maldito ainda Ihe nao puz os luzios em cima ; passe muilo
le isso cousa que se faca ? J>ode-se por
clstica urna lingua em qae,
ilo pois est narrajao
ana cousa verdadara em
Mae : sua vaidnde de que-
rer arre balado que o tem se ra-
bera E deixou-me assim sem mas nem mais.
Condec que o meu ultimo recorso era o infallvel
ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em S da abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
As 11 horas e meia feila a diamada verifica-se es-
larem prsenles 24 senhores depulados.
O Sr. Presidente abro a sessao.
OSr. 2. Secretario l a acia da sessao anterior,
que he approvada.
O Sr. I. Secrtalo menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofucio do secretario da provincia, sobre a pre-
tendi do engenheiro Mlet.A' commissao de pe-
cOes.
Outro do mesmo, com a informadlo da cmara do
Rccife acerca do negocio das carnes verdes.A' com-
missao de negocios de cmaras.
Oulrp do mesmo, remetiendo 40 exemplares do re-
lalorio da presidencia.A' distribuir.
Oulro do mesmo, com 37 exemplares do regula-
menlo para a arrecadadto do imposto d'aguardenlc.
A' dislribuir.
Oulro do Sr. depulado Porldla, participando es-
de Bourvoisiu
lar servindo interinamente o logal
governo.Inteirada.
Outro do secrelario, com a infprmico da cmara
do Red fe, sobre o reqoerimenlo de Miguel Archanjo
de Figueiredo.-oA' commissao de orcamenlo muni-
cipal.
Outro do.mesmo, com a informadlo do director
geral das obras publicas, sobre o rcquerhDenlo de
Pedro Cavalcanti' Wanderley.A'commissao d'obras
publicas.
Oulro eom a informacao da administra cao dos esla-
hclecimeCtos da caridade, Sobre o requerimsnto dos
regentes da casa dos exposloi.A' quem fez a reqni-
sicSo.
Um requlrimento de Antonio Ferreira Caminha.
A' commissao de negocios de cmaras.
Outro do vigario da Escada.A' commissao de
orcamenlo provincial.
Oulro de Jos Lucio Monteiro da Franca. A' com-
missao de orcamenlo municipal
Sao ldos e mandados imprimir o seguinte pareeer
e projeci-jr:
a As commisses reunidas de obras publicas e le-
gislarlo, tendo convenientemente considerado o pro-
jecto numero 36 do anno passado, assignado pelo Sr
depulado Mello Reg, entender que a desapropria-
co para ronslruceo de casas para os guardas de
conservado e para deposito de roateriaes, n3o deve
ser adoptada. As commisses investigando as razes
que jostifiquem a medida proposla, nao lem como de-
monstrado qae taes casas nao possam ser construidas
em terrenos obtdos segando os meios de que geral-
menle se usa para tal (ira, e desconhecem que a nli-
lidade de taes edificacOes seja tao transcendentes qae
aatorise mais um motivo de desapropriaco, mate-
ria sobre que a legislaco actual estabeleceu tantas
cntelas, e nesle caso de um processo muilo summa-
ro e sojeto a gravsimos abusos. Julgam porm,
qae o mesmo projecto he digno de seria atlencao
dosla assembla, na parle em que se refero ao alinha-
mento das estradas, e por isto o offerecem discusso
subsliluindo-o da maneira seguinle :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
a Artigo. 1. Ninguem poder edificar as estradas
novamenle feilas ou em execaco, em urna distancia
menor de dez palmos das margeos das mesmas estra-
das, salvo no interior das villas e cidades, emque
seja dada a cordeacio pelos empregados das respecti-
vas municipalidades.
Art. 2. Nao "ser permiltida a constrneco de
puntes, que fazem de uso permanente, se nao de al-
venaria dando-se-lhes vaos sufficientes para a passa-
gem das aguas, ficando revogadas as disposicoes cm
contraro.
a Sala das commisses 5 de abril de 1854.Anto-
nio Alces de Sousa Carcalho.Brandao.Mano-
el Joaquim Carntiro da Cunha.Francisco JoSo
Cgtneiroda Cunha.
foto em separado.
ffiao me conformando com as modificares pro-
poslas pela maioria das commisses reunidas de
obras publicas e legislaco ao projecto o. 36 do an-
no passado, por mim assignado, ouereco as segaioles
emendas a elle, as quaes me parecem necessarias, e
bastantes para sanar os inconvenientes que na prali-
oa possa dar-sc, no case de que o referido projecto
mereca a approvacao desla assembla.
a Q artigo 1. do projecto n. 36 do anno passado,
seja substituido pelo seguinte : I
a Para camprimenlo das dispoVices do titulo 3. da
lei provincial n. 286, flea o presidente da provincia
autorisado a contratar amigavclraente com os propr-
elarios ruracs a acquisirod tantas porcOes de lerre-
uo ao lado das estradas novamenle feitas, quantas fo-
rem necessarias para as edifieaces de casas para os
empregados da conservado e para deposito de mate-
riaes,
a No caso de que taes terrenos e casas nelles edi-
ficadas deixem de ser necessarias i reparlico das o-
bras publicas, poderao reverter ao'dono da proprie-
dade em que se acharem. sendo indemnisado o go-
verno das despezas que liver feito com elles.
NO artigo 2. depois das palavrasestradas nova-
mente feitas ou em execucodiga-se : salvo no
interior das villas e cidades, em que seja dada a cor-
dearao pelos empregados da respectiva municipali-
dade. O mais como no artigo.
a No artigo 3. as palavrascouslrncres de pontes
acrescenle-sei|ue forem do uso permanente.O
mais como-nd artigo.
Artigo addilivo : Os conservadores nos respectivos
termos sao competentes para receber os avisos das
pessoas que quizerem edificar margem das estradas,
e communica-los immedatamenle ao engenheiro en-
carregado da estrada para providenciar acerca do
alinhamento.
n Sal das commisses 5 de abril de 1854.
Francisco Rdphael de Mello llego.i>
He lido, e approvado o seguinle parecer:
a A commissao de eslalislca, jolgando pondero-
sas as razes expendidas no requerimento que Ihe foi
presente, de diversos moradores era urna pequea
fraeco do terreno perteneente freguezia da Var-
zea, cuja fraccao esl muito prxima a freguezia do
Poco da Panella, da qual pretender elles ser paro-
chanos, nao s porque pela longtude em que se
acharada igreja matriz daqoella freguezia, nao po-
dara bem cumprir os deveres qae lhes impe a rel-
giao, provindo-lhes dftto damnos esprituaes, como
lam.bem.pela fcil idade e presteza com qae podem
ser soccorridos espirMalmsnte pelo parocho da dila
freguezia do Poco da Panella, era razan da mnila
proximidade enMue esl3o as habitaces dos peti-
cionarios da mesma fregaezia do Poco i he de pare-
cer que a supradila prelcbcao deve ser deferida com
a seguinle resoluto, ouvindo-se a respeito o Exm.
prelado diocesanq.n ,
' A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
a Artigo. 1. Fica desligada da freguezia da Var-
es, e pcrlencendo do Poco da Panella a fraccao do
terreno que fica entre a estrada que parle do rio Ca-
pibaribe, pelo oitilo da casa de Gabriel. Antonio, no
lugar do Cordeiro, c a estrada que atravessando a
campia do Barbalho, vem direila < passagem do
Caldeirero no mesmo ro Capbaribe; e desla estrada
pela extrema do sitio da anga capella de N. S. da
Conceiro. pertencenleaos herdeiros do finado Fran-
cisco Xavier de Miranda, em ramo ao sitio da Piln-
ga, pela extrema desle o a do sitio do padre Jos dos
Santos t'ragozo, at chegar estrada nova, e por esta
descendo at encontrara mesma estrada, que passa
pelo dito oilao da referida casa de Gabriel Antonio,
ficando assim toda esta fraccao de terreno a perlencer
mesma fregaezia do Poco da Panella.
a Art. 2. l'icam revogadas todas as disposicoes em
contrario.
a Sala das commisses da assembla, 5 de abril de
1854.Castor.Silca Braga.
Tambem he approvado o seguinle parecer :
A commissao de constiluico e poderes, conside-
rando a indcaro do Sr. depulado Francisco Joao,
para qae se chamem dous sapplenles, afim de subs-
liluiremiid casa os senhores Esle I i la e Portella ; Ion-
do em consideradlo que o Sr. Dr. Augusto de Sou-
za l.eao,foi chamado parasupprir a fallado primeiro,
o queja se aehacom assenio nesla assembla ; hede
parecer se ordene a cmara municipal respectiva,
qne expeca diploma ao immediato em votos, para oc-
eupar o lagar qae se acha vaga pela dispensa do Sr.
Portella^
" Sal4f cornmisscs 4de abril de \8oi.-*igui-
ar.PjaWrBaptista.a
O Sr. Paei Brrelo reqner que seja nomeado um
memoro para a commissao de inslroccao poblica, a-
fim de supprir a falta do Sr. Porlella, a qnem a eua
coocedeu licenca.
O Sr. Presidente nomeia ao Sr. Francisco Joao.
Entra em discusso nm pareeer da commissao de
nstraceso publica, sobre a pretencao do proressor
de primeiras ltttras de Nazarelh, adiado, por haver
pedido a palavra o Sr. Figueira de Mello.
O Sr. Francisco, Joao requer o adamento desta
discussao 'por 2i horas, afim do verse comparece o
Sr. depulado qae pedio a palana acerca desle pa-
recer.
A casa approri o adamento proposlo.
ORDEM DO DIA.
Continuarlo da discussao do artigo addilivo do Sr
Brandao ao projecto n. 13, que concede loteras a di-
versas irmandades.
O Sr. Jos Pedro principia dizendo que, a nao
ser o respeito que os nobres deputados que se op-
poem ao projecto.volam pelas reis geraes, nao v ou-
tro fundamento para que nao qaoram elles que a as-
sembla e o governo da provincia exercam a altri-
buirao qae lhes compete, de dar regnlamentos para
a exccur,Sn das leis provinciaes, quando. exislam re-
gulameulos geraes para o mesmo fim. Qae, pelo ac-
to addconal expressamenlo he dada esta allriboicao
aos presidentes, e por isso legislando a assembla a-
cerca della, quando julguem necessario recommen-
da-la, ou marcar bases, para os regulamentos, eslav
na esiiliera de suas attribuices, o nenhnm meiode-
via ler de ser contrariado, visto nao ser esle caso nm
daquelles que aotorisa as presidencias a nao saneco-
nar as les provinciaes, e a assembla geral reprova-
las. Que, nenhum embarace Ihe cansa, para appro-
var o projecto qae se discute, a existencia do regala-
mento geral para execaco de todas as leis qaa con-
cedan! loteras, porque era sua opiniao que logo que
existisse o regulamenlo provincial devia cessar a
observancia daquelle, que sem duvida se fex ex-
tensivo 4s loteras concedidas pelas aasemblas pro-
vinciaes, cm falta de regulamentos proprios, e por
ser necessario, cm consequencia desta mesma falta,
providenciar sobre a cobranza do imposto geral, que
pesa sobre lodas as loteras ; e s assim pode explicar
o procdimenfo do governo geral de ter exercido al-
Iribuires que Ihe nao competer.
Depois de fazer mais algumas considerarles sobre
a competencia da assembla de, legislar sobre a ma-
teria em discussao ; o orador diz,qaedesejara qae no
projecto se estabelecessem algumas bases para o re-
gulamenlo das loteras, e se delerminasse principal-
mete a cenlralisadle da administradlo, o qae mul-
to importava ao crdito das mesmas loteras, visto a
impossbilidade de enconlrarem thesoureiros para to-
das, qae offerecessem as precisas garantas de probi-
dade, inteligencia, actividade e inleiradedicaco,
Couclue o orador lamentando a existencia das lo-
lerias por ser nm jogo immoral, c muitt prejudicial
ao progresso das industrias, e a riqueza do paiz ; mas
como lambem se lima de que nao he possivel evita-
las, julga muilo necessario providenciar para que nao
se lornem ellas mais imraoraes do que sao, apro-
veilem ao fim para foram creadas.
O Sr. Francisco JoSo (Daremos em oulro numero).
O Sr. Manoel Clementino fez observaces no
sentido de moslrar que o estado pooco lisongeiro em
qae se acham as loteras desta provincia, previ nha
da concurrencia dos bilhetes das da corle, com as
quaes nao podem competir; e que a argimentac^o
empregada na casa lirada da corrupcio, e immora-
lade na admiuislracao dellas, nao era procedente,
vista da providente disposicao do regu menlo de
27 de abril de 1844, e depois de oo-as orscrvacesf
enjo fim era apresenlar, que nenhuma medida ten-
denle a prohibir nesta cidade a extraccap das bilhe-
les das loteras da corle, cabanos limites do poder
desta casa marcados no acto addconal, cotcluio de-
clarando que volava contra o artigo do pnjeclo em
discussao.
O Sr. Francisco Joao declara qae, quando fallou
da m admnislracao das loteras, de imneralidade,
corrupcao, etc, nao se qaiz referir aos jaics qae as-
ssliam ao andamento das rodas, e someoU ao pro-
cesso sagaido na exlraccao das mesmas.' Diz, qae
denunciava, e com elle denunciada o ntr^lico intei-
ro a irrigulridade na exlraccao; e que se como afir-
mara o nobre depulado que o preceleu, o regu-
lamenlo atienden a todos os casos, cnao seguia-se
que elle nao era observado; mas que em sua opi-
niao, o regulamenlo linha lacunas, ejuando fosse
ludo nelle prevenido, enlo era clan qne abasos
se haviam dado, porque todos lem ouervado que
loteras annuncadas para correrem n um dia, s
tem andamento dous e tres ancos depoi,sendo assim
Iludida a espectacao do publico, e lidibriadas as
suas esperanjas, males estes que poden ser, senao
remediados no todo, talve muilo muorados, por
urna adminislrarao zelosa, e empenba'd, por seu pro-
prio interesse cm regularsar a'extracjo das lote-
ras.
Explica a maneira porque os thesoireiros proce-
dem cestas cousas, se nao lodos, pelo renos alguos,
af Pars?
rer orre nao satas
i tola, mais paleta das
i nao sei !
ido de sen pensar
litoha a sombra de
i a somera de ama
que o aenhor eugana-
bomens de bem,
ama mulher nc
mulber
me.
Juro-lhe...
Ah! o sentir
Pelos meus avps!...
Nao incommode todos
por favor. .
Pela "rainha honra Ir voss mais Ionge 1
Como, se irei mais Ionge Onra !
Madama de Fontcuay abri .o livrinho que I^o-
nardo Ihe entregara, e leu : Enxoxal ia petto que.
viaja debaixo ia protecriu) immediata do senhor
Martinelli,' perfumista em Pars.
Enxnval... que quer ilizer ?
ftocure o que quer dizer... aqui esl atxoval.
, Enxoval 1 repeli o marqnez
'procurandoadevinliar, enxoval?... '
. Ha enxoval nesle livrinlio.
E esse livrinho onde eslava ? pois emfim...
No carro com, o enxoval.
Algnem entrn enlao no carro ? exchimou o
marquez com espanto no meio de lodas as suas du-
vida
r- Oh nSo, laanquillisc-sc...
Como enlao ?...
Nao lie cssaa questao...
He tanto cssa a questao, disse o marquez com
arrebataraento, que aquello que atreveu-se a entrar
nelle ha pagar com a vida... Quem Ihe deu este
livrinha, senhdra?
-> Qae importa 1
Onde achou-o 1 quero sabe-Io.
Qoe imporla mil vezes, que importa?
lei de sab-lo !... nSo se dir... Desgrasado
daquelle !... sim, desgrarado I... Mas nesse'iivnnlio
ha uso mesmo que a senhora acaba de ler ? Descon-
fian'ca por desconfianca, senhora.
Ha isso mesmo, senhor, e outras coosas que
nao deixam nenhuma duvida sobre a alta copdicSo
da viajante.
vfcdante I... a viajante !...
A viajante, senhor, pois ella viaja debaixo rfir
prolccsao immediataito senhor Martinelli, perfn-
msta eip Pars. Negu que o senhor seja o perfu-
mista...
Outras;. provs ... senhora I...
Ah 1 no Um ainda bstanles I Debaixo desse
titulo mui significativo : Etaovl da noiva leio ara-
da islo-: Cincoe.nta vestidos do seda...
Como he rica !...
Graceje senhor, graceja I... Quarenla capoli-
nlios de velludo.
islo he,que elles traficam com os dinhqht pblicos;
como antes ja traficavam na qualdadele thesourei-
ros das irmandades, com os dinheirosdas mesmas.
Observa que, s (Mendo-se sacrificios, ie que se po-
de adquirir crdito, mas que esses seducios, po-
cerlo nao podem ser feitos por ama ai irmandade,
ao pasro que o poderao ser por qrr liver a seu
cargo lodas loteras, porque perdendo tn urna, pe-
der ressarsr-se, adqairindo crdito, om as oulras.
Disse aindaqoe.de tudo quanlo se lavia expendi-
do conciaia,que a existencia do mal fon denunciado
casa ; qu* nao houve ninguem que o legasse, e to-
dos aponaram com o dedo o cancro *, mas qae nin-
guem quera serjousado para tancar sobrehile o veneno
qae o deve consumir, sendo o veneno aulorlsscao
dada ao presidente para regularsar e moralisar as
loteras',
Conclue, qae he percso nao recaar in ponlos de
direilo, islo he ; quanlo a attribuicoe qae se de-
vora excrcer quando se jnlgar que ist he conveni-
ente, e nao afroxar por considerares jlgumas; por
que, se se lizer assm, a consequencia ser o avilta-
menlo, quando pelo contrario, persislpdo-se no uso
do direilo, consegue-sc o que se prelei<*e, com pro-
velo da provincia.
O Sr. Manoel Clementino vc-sefor Joarespon-
der algumas palavras de um dos preced jes oradores
(o Sr. Francisco Joao), e deOcnder a t!a rcpularo,
que se acha de alguma maneira involvidat na aecnsa-
co que esse honrado membro fez i adninislrares
das loteras. Convencido de que oio riuuvo inlen-
CSo de olfender, v-se todava o orador i a necessida-
do de esclarecer a sua opiniao, e fasr sentir ca-
sa a convicro em que esta, de que nal he das admi-
nistraroes das loteras qae procede olescredto em
que ellas eslo, mas sim da concurrenia com as do
Rio do Janeiro, concurrencia, quenao pode ser
vencida pelasnossas loteras; e eulcilo ser esse o
inconveniente que ao autor do projecj convinlia re-
mediar.
Observa que, pelo regulamenlo do27 de abril, se
acham .prevenidos lodosos casos denllidade que se
possam dar as loteras, a igualmenletodo o processo
dellas.de maneira qtie.nem a designadlo do dia pode
fazer-se sem audiencia do respectivo juiz, aquem
compele impor s mullas aos empregados por qual-
qoer I
osus loteras nao cor-
rem nos dias designados, he porque a popnlac nao
teta eonfisBca nallas, visto nao poderam por forma
alguma competir eom as do Rio de Janeiro, quealra
da outras consideracoes, offerecem mai vanlagem
aos coucarrenles.
Afiual, conclue dizendo, qae apenas se levanloa
para deffender as administraeoes das loteras Injusta-
mente censuradas, porque nlo sao ellas cansadoras
do descrdito das mesmas,eemquanto oilluslre autor
do artigo additivo nao indicar os pontos que devera
ser tomados em considerarlo pela administracao,
nao Ihe prestar o seu vol.
Encerrada a discussao, he o artigo addilivo appro-
vado.
2.' discussao, da emenda substitutiva, offerecida
eta 3." ao projecto n. 7, que autorisa o governo a
mandar abrir nova via de compunicacSo da cidada
da Victoria para Villa Bella.
O Sr. Souza Carcalho (nao resttuio sea dis-
curso.)
O Sr. Francisco Joao observa qne, posta de lado
a questao de amor proprio, nao ba inconveniente em
ser adoptada a emenda qae esl em discussao, vslo
como nao se deve receiar qae se realisem as cordfl
turas que fez o precedente orador, eom a subtilezae
sen ^espirito anillado acerca- da possibldade de
constrirem-se camiohos de ferro, ou eslabelecer-se
a navegacio fluvial para esse ponto da provincia,
etc., tanto mais quanlo, esse mesmo honrado mem-
bro confessoa, qae os defelos que continua a emen
da em qoesiao eram defeitos de redaeco, qae po-
dem mai bem ser emendados pela respectiva com-
missao, que tem seu cargo esse trabalho, redgindo
as leis da maneira porque a casa o decidi.
Diz, qne o qae prelendeu com a sua emenda, for
iniciar a idea de se adoptar o syslema seguido na A-
merica do Norte, onde se nao fazem essas estradas do
centro pela forma porque sao feilas as nossas, mas
sim, removendo em geral as maiores obstculos, j
fazendo anteparos a borda dos precipicios, j remo-
vendo ontros embararos, vindo depois, com o eslabe-
lecimento de povoaces tornarem-se pooco pou.
co, estradas mais regalares.
CoDduindo, o orador nSo faz insistencia sobre a a-
dopro desta ou daquella emenda, porque antes de
ludo o que deseja he, que passe a idea de se fazer
um caminho para esso ponto da provincia, quer por
esta, quer por aquella forma.
Encerrada a discussSo he a emenda adop-
tada.
Entra em segunda discussao o orcamenlo provin-
cial.
Art. 2. Com a assembla, a saber:
1. como subsidilos depulados em tres roezes
de sessao 16:560)1000
2. Com a ajnda di casto para as
viagens de vinda e volta dos membros
residentes no interior e fra da provin-
cia
3. Com os empregados da secre-
taria.
4. Com o expediente e aceio da
casa.
5. Com a publicarlo dos traba-
Ihos por tachigraphos.
He approvado sem debate, b
a Art. 3. Com a secretaria da pre-
sidencia, a saber :
1. Cora os empregados.
2. Com o expediente e aceio da
casa.
He igualmente approvado sem dis-
cussao, bem como o art. 4 que he o
seguinte:
a Art. 4. Com a directora geral, a
saber:
1. Com os empregados'
2. Com o expediente
Art; 5. Com o lycea a saber :
1. Com os professores e emprega-
dos.
2. Com o professor de economa
poltica.
3. Com o expediente e aceio da
casa, d
O Sr. Brandao: No artigo 5 do projecto, se-
nhor presidente, eu vejo tralar-sede jnarcar ordena-
dos para osprofessoreseempregadosdolyceu,inclu-
sive o professor de economa poltica...
O Sr. Mello Reg : Aala qae nio ei se ex-
iste.
O .Sr. Brandao : Mas.observo, que nelle senSo
consigna quantia alguma para execdcao da lei n.
222, de 16 de agosto de 1818, qaecreou nesta cida-
de urna escolla industrial ; pergunlo pois a nobre
commissao do orcamenlo, porque motivo deixou de
parle essa lei, que se* acha em sea pleno vigor, e
aSo consignoa fondos para o curprimealo de sua
disposicoes, que alias sao do mesmo alio ialeresse
para o bem geral da provinda, como disse. a lei
qne me retiro creon nesta cidade urna escolla in-
dustrial, e isto basla para mostrar a sua importan-
cia.....
940*000
3:450*000
4009000
4:5009080
14:7009000
2:5709000
2:&WXK>
2009000
15:0003000
4009000
40X19000
- O Sr. Mello Reg : Foi revogada pelo regu-
lamenlo.
Tem com que aqiieccr-se... Ife vc-dade que a
cunduzo para a Russia. ". ,.-
Graceje ainda. Cinroenla vestidos d fil.
He ao menos urna duqueza !
Cincoenla vestidos de fil 1
Sesscnla mantilhas de renda d'Alencon.
. Engana-me... nao ha duqueza tao rica...
Continu a gracejar, senhor! Cem chapeos com
plumas.
Bom Dos bom Deos_! Oh he urna rainha.
Urna rainha que viaja debaixo da prolecrao de um
Sjrfumista. Ninguem vio jamis isso, porm em-
m...
Suas ibterrupces... Trinla toucados com flo-
res ecenlo e vinlo e quatro vestidos de damasco de
Lcao bordado de ouro. .
He urna imperalriz!
Nao sciJMr. deJlourvoisin, se he para ama im-
peralriz oo para urna dcosa ; mas por ventura tudo
isto faz parte do vestuario do ura homem ? Kespon-
da-me I
' Madama de Fontenay que nao brinrava com
todas essas-pecas de accusaeao, e que infelizmente
era 13o viva quanlo Mr. Bourvoisiu, repetio amar-
rotando o livrinho as m|los eom colera:
Responda-me! c vslo que presin um jura-
mento, responda seriamente.
Segunda vez juro-rJle, tornou o marquez, que
nao sabia, que tambem hao sel anda porque occul-
laram-me ta cuidadosamente que eu acompanhava,
que en protega ama mulher....
Ah concorda emfim que acompanha urna
mulher T '. '
Que qner ?... a senlrbra insta tanto comigo...
demoaslra-me tao bem.... persuade-me com tantas
aftparenejas de provas... Sim, senhora. sim... ncom-
panho urna mulher que tem sessenta capotinhos de
velludo, cont e vinte vestidos de damasco, nao sei
quantas mantilhas... Nunca a vi, mas emfim acom-
panho-a... Sem duvida fiveram algnmas razoes pa-
ra occullar-me... Oh! agora redicto 1 interrompeu-
so o marquez sahindo dessa resignaran irnica, o
sulTocadnra ; case livrinho prova absolutamente que
que ha nina mulher no carro Nio mil vezes nao I
Elle prova que ha um enxoval; roas o enxoval de
urna mulher nao he certamente urna mulher... E
repeli triumhalmenle : Madama de Fontenay, o
enxoval de ama mulher nao he urna mulher. '
O marquez pavoneava-se. Madama de Fontenay
experimentou um instante a perlurbacao de urna
meia derrota cm consequencia 'desle raciocinio as-
saz especioso ; mas servindo-se deseo racsnio movi-
mento de retirada para voltar, e investir n>;,is_viva-
mente disse-: *
Sim, pode ser... o senhor talvez (eolia ra7.n0,
e bem sabe que eu scre a primeira a alegrar-mo
disso... mas para convencor-rne inteiramente... para
abater-me... ha de abrir agora mesmo diante do
mim cssa mysteosa carruagem ; isso terminar
tudo.
A senhora nao falla scriameule, responden o
marquez.
. Nao consente ?
lie por.ahi'que eu teria coraecado coma se-
nora se houvesse podido. Nao a senhora nao esti
fallando seriamente...
Estou furiosa 1 suas astucias, sua velhacara...
quero !
Nao posso cedcr-lhe, senhora.
Nao pode !.. c porque?... agora eu jsei lam-
bemkjue ha urna mulher nesse carro.he por isso quo
recusa... nma mulher... oh urna rorrther !..
NSo, a senhora uSo sabe. Concorde ave ha
duvida ao menos.
O Sr. Jote Pedro:O regulamenlo revogouessa
lei porque a assembla deu aulorisarao ampia ao
governo para reformar a nstraccao.
O Sr. Brandao : Vm regulamenlo revogar
ama lei, he cousa que nSo admiti.
Qoalquer qae tensa sido a aatorisac3o dada pela
assembla ao presidente da provincia para reformar
a iuslruccao publica nao posso conseder, que ella
haja coroprehendido a faculdade de revogar urna
lei votada pela mesma asscmbla c sanecionada pelo
poder competente. O meio, senhores, de revogar
ama lei esl e.xpressaraente determinado no acto
addiccional; e o nico qae en confiero he o de de-
cretar a revogaco por ootra lei, que passe por (res
discussoes na forma do mesmo aclo addicconale nao
por om regulamenlo administrativo.
Quando asta assembla den aulorisacao ao gover-
no para reorganisar a insfrucro publica,sem duvida
lave em vista nao dar-lhe Tacaldade para revogar
ama lei, como algum dos honrados membros enten-
der, mas conferir-lhe poderes para regularsar a
execuco das que exsliam sobre a malcra......
( Ha alguns apartes..)
O Sr. Brandao : E nem a assembla podia
fazer o contrario, porque autorisar o presidente a
revogar leis, he direilo qve Ihe nao concedo.
O Sr. Jos1 Pedro : E como poda* o governo
reformar a inslrucrau sera revogar as leis era contras,
rio?
O Sr. Brandao : Exisliam muilas lacenas na
instruccao publica, que se nao arhavam provenidas
pelas leis ehto existentes, haviam muitos defeilosI
a assembla,pois,autorisando o presidente a roorgani-
sa-la, nio podia querer oalra consa mais do que dar-
lhe o poder necessario para elle preencher essas la
canas, e formar uro syslema de insIruccSo publica,
porm o direilo de rvogsr ama lei, en creio, senho-
res, qne nao pode ser delegad
O Sr. Jos' Pedr0:Pssso
(riecao. "
OSr. Bran&o
qma verdade, a a^********************!
da! tem attribuices pr
a que urna dolas he
las...
Um Sr. Depulado : A
lodosos dios.
OSr. Brandao: Respo
emblajigeral lem esse p
O Sr. tioeira:Anda h
verno a reformar o thesouro.
OSr. Melra: Eoc)
O Sr. Branddo: N"
em 1792 eslava reconhecido e
qne elles nem sempre des
cipalmenle quando fossem de encsvln
expressa de lei....
O Sr. Meira:. Nos os vemos dessa orde-
rera observados.
O Sr. Brandao : Desgraeadanwnle
cede, mas o porque o nobre denotad
Porlaolo eu nao posso jamaos conced
semblaa provincial tivesse dado ao p
reilo de revogar a lei n. 222, e nem
elle o houvesse exercido, porque m !
urna fallado patriotismo suprimir um.
a industrial, qae por sua nalareza^****H
concorrer para o rpido progresso.e [
nossa provincia ; e assim ouereco m
paragraphe em discussao, para ser desde ja executa-
da aquella lei.
VSo i mesa e sao apoadas as segnintes
o Suprima-so o. 2 do artigo 5.Mei
a Com os professores, inclusive as cad
pela lei n. 222, qoe ser desde jj
20:0009000 Brandao.
O Sr. Mello Reg diz.quese opj
que cousigos4OO9OOOpara o professor de.
polilicado lyceu, porque nao Ihe consta quei
semelhanlecadcira; que noaono passado por
cer da commissao de instruccao poblica 1
admllir no orcamenlo urna quota para tal
zendo-se ?m resposta as objetes que o ota
que era apenas ama disposicto anima,
no orcamenlo, sem qoe a casa ficasse olj
continuar a dar dinheiro por isso; mas agori
ra-se o orador de ver a nobre commissio d
menlo aceitar o negociocvmo faci con?
viodo-se da expressao professor de econo.
tica ; e nao sabe para que serve unta casta
economa poltica no lyceu. Todava j
bla entende que esta creacio be 1
porern em termos razoaveis; seja ere
mas dga-se com que- conaces,
obrigares do lente, e nato so d asaq
dizer a que he qae esl obrigado {
percebe, o qual cao est sujeito ai
rector da instruccao publica, neto a
o que imporla ama reforma no 1
trcelo poblica, qae alias nao
eflecluada por om simples par
com uma emenda no orcamenlo, a
requerimeoio, nao seria admillida 1
posclo permanente ;. pelo-jase ve <{
mssivel a cor.sfgwrfaq proposla
orcamenlo. O orador observa que 11
o dlo professor j recebera por inli
os 4009000, e que como se nSo 1
leccionasse por todo o anno, nem
ces, podia elle em muilo boa- f 1
lyceu neste anno, visto como ja de
mezes lfctoes de economa politi
j esgotou "a materia, por qae elle
seu arbitrio, quando ecomo qaizer. JrV
consideracoes o orador couclue, votan
emenda supressva que mandn .i me*\
OSr. Carneiro ia Cunha observa
quanlb disse honrado orador qne acabav
lar, teria muilo cabimento quando rx
vez se Iraiou da creacao; que nessa oc
cumpri provar nao ser necessaria a cre
cadeira de economa poltica, e nao agra
a casa j decidi essa questao. Faz ver' es
podem resaltar provincia do ejUbelecimer, o
escolla, e ainda mais sendo leccionada tali
primeiro lente de economa aplica ; e concine
dndo, seaprove o procedimtnto da commits
orcamenlo.'
OSr. Brandao : Sr.- presidente,- eu nio i
opponho a que se ensine economa poltica nesta i
dade, respailo muito essa sciencla, desejava
bem, e quiztra qae meas concidadaos todas'
bessem, porque resppto a scienci
quemis nosenropre aprender, visl
mos um povo ainda pouco adantado na carra
civlisarito, mas me parece que ajtft
um ensino incompleto dessa selonia
Ihores e mais proficuos; pelo o^^^B
vez de se adoptar a idea qae se adn
ot fra mais conveniente, que se
dda de carcter nao provisorio. S
nhece, como en, que he de snmma j
ensine na cidado do Recife economii
pre que crie uma cadeira dessa seie
aonde seja ella regularmente ensinada, ao-l
um professor que tendo am ordenado 1
denle ao sea trabalho, seja obrigado (
as outras condicesdo professoralo, m
professor qu o he, e nao he ao mesmo^
nao tem deveres e obrigacoes expri
sujeito a lei orgnica do ensino sun
bom, entendo mesmo, que dahl nao
as vanlagens que a assembla deve |
Por lano desejava que se reguli
ria,desejava, qne o professor de 1
ja elle quem fr,ainda mesmo o Sr, 1
qae e considero como a pessoa a
provincia para ensinar essa selenca,
a certas regras, a'cerlos dcyeres,,insepari
empregado publico desla calhegoria
que semelhante ensino nao fosse a
isso nao posso votar pelo em discussao. _,
Bem sei, senhores, qoe moilas vezes,
ama scicnca sem ser misler observar o t)
ma, e desla verdade teios um eiemploi
he o nobra inspector da Ihesouraria,
lou dous annos em Olnda a aula
tica, como ouvinle, e fex grandes, \
tambem sei, qae nanea he conven
prescrever deveres aqaelles,que figt
pregados pblicos, e recebera da theso
menlo dos servaos, que se obrigam prest
pois vol contra o paragrapho qae se
O Sr. Mello Reg faz ainda algumi<
Ces cmresposla aos dous precedentes.oradores,
para explicar osea pensamnlo, assegarando ao
Jos Pedro qae nio lite dirigi insiau
porque hemaito franco, e mo recna dianle
cesiidade de dirigir-lhe acc usa cues claras quando
lende que ellas Sao necessarias, como bem
saber o nobre depulado, que desde 1850 o conUtee
com assento na casa.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, e le-
vanla.a sessao.
crear om
" ;/- SEBR
A duvida he aJoravel.
Sim, du\ ida, senhora, porque cifim esse livri-
nho...
O marqnez tomn o livrinho das nSos de mada-
ma de Fontenay c depois de tc-lopasjdo rapidamen-
mente pela vista disse com voz deliada :
Eis aqu ja uma astucia, fallems verdadelra-
le, uma mentira, uma velhacaria de-ua parte.
De quo erro falla o senhor ?.. d que astucia ?
A seuhora leu: enxocal ia peso a que vioja,
nao foi ?
E entilo?
Aqui nao esl da pessoa qve rila.
Como, senhor, por ventura a letra P, essa a-
breviacao pode significar outra cousa]uc pessoa ?
Sim, senhora. T
E oquo.*ia)Ko '. *
Nao sei.
Bem v !... _'i
Alcm disto creio, senhora. qrKBssa. leltra b8o
pode em nenhum sentido significarpesoa ; para
que uma lettramaiuscula?^. para qmesmo uma
abreviarlo ? teria sido um mysterio>pcril.
Logo, tornon madama de Foneca y um tan-
to confundida pela profunda justezaia observacBo
que pode significar essa letifaP? Did-me..
Oh senfiora, pode significar eWmdds razio
da priacflza que viaja.
Da princeza que viaja?
E ama risoda beqV pouco ben evol paral o mar-
nez passoo arraves das pJvnis o ma-dama de
onlenay, a qoat repiti muilas veis em diversos
tons mofadores :
Da princeza 1 uma prime za ha la; I nma
princeza qne viaja debaixo da pi ote-So im mediata
do senhor Marlinelli perfomisla.
j 11a CU|| 7
Por que nao, senhora ? uma niissao secreta.
A princeza est disfarrada, cu lambem, ella debaixo
de uma inicial, eu debaixo de um Irage de perfuruis^
ta. Paro nesta supposcao... Sim, ludo o que pre-
cedeu esta viagem, osla missao... minha entrevis-
ta mysteriosa com madama de Morinval... o nome
de madama de Chaleauroux pairando sobre toda
essa negociacao... a guerra que rcbcnlou repentina-
mente entre a Allcmaiiha, Hungra, Ilanover,
HollandaeFrdnra..'. Decdidamenle.. he uma prin-
ceza, efaco uma viagem poltica !
Eia 1 ei-lo as mais albas nuvens da ambi-
yao. Mas qae princeza pretende o senhor ?...
-r Uma princeza cstrangeira sOrpreendida eo-
Ire nos pela guerra, e que eu recoiiduso incgnita
aos seus estados. Salvo-a, minha fortuna est feila 1
eis ahi. /
O marqnez enxugou a fronte.
Deixe-se de lana exaltacao facticia, Mr. de
Bourvoisiu. nao faca vollar assim sua vaidade em
vanlagem de uma mentira insoflrvel. Nao ha prin-
ceza 1 Ja vio urna princeza viajando doze dias e llo-
re noites em um carra sera lomar nenhum repou-
so?
Entretanto, inlerrompeu o marquez, a serho-
raque quera lodo o preco quo hajaahi uma mu-
lher..; seria ella enlao diferentemente fcita?
Sem duvida responden madama de Fontenay,
a qgal, bem como seu sexo em geral nflo deixnva-
se embaracar arm tao pouco: sem duvida 1 Raduas
especies de mulhores: as qoe aiuam, as que nao
amam. Asqueamam viveriam sem ar para estareffl
com o amante... O senhor be o amante dessa de que
Emilia, voss dacobro talvez metade da
verdad?.- Concedo-lhsjfre nao he una princeza;
concedn-me tambem que cu descobri a oalra me-
tade... Nao he uma mulher.
Que haver cuiao nessesegundo carro ?..Diga!
Papis, diamantes, o guarda-roupa d nma
mulher Ilustre. Minha missao nao lie por taso se-
nos bella:
Impadentada.madama Fontenay proseguo assim:
Princeza ou diamantes, rapariga ullteeowro 1
digo-Uie, rcpto-lhe, quero ver !.. Couduza-
csse carro.
. Porem....
Nem mais uma palavra \
' Pois bem 1 enlao saiba-o 1 Madama de Mora-
val exigi de mim em nome de madama de Chaleau-
roux quo desso-lbe minha pal ,nra de nao
deixar abrir esse carro senHo
em presenca da imperalriz, e dei-a.
Tudo isso he isloria Saint Pelersburgo I 1
imperalilr | Bjjfcl Mr. de Bourvoisiu, se nSo- con-
senle era abqHft odiante de mim esse carro, em
moslrar-me o pe elle conten... rompo para sem
pre com o senlior... desmancho o cav mi
nho o direilo de didar semelhanfe condir.lo.
Torno a dizer-lhe.. meu juramento...
Sim, ou n| ?
Nao, senhora.
Adeos. senhor adeos !
Emilia Emilia! vosa he lyrannica,
cruel, he...
As supplrcas do marquez foram paradas no ar pe
las voies animadas da muilas pessoas que enlrafam
confusamente na sala no momento mesmo. em que
madama de Fontenay la sahir, o que obrigou-a a
vollar. Era aind o major da forya iulrodzdo com
moitos ernefaes do xercllo por Leonardo, cerado de
Mr. do Bouryoisin. (ConHmar-esha.)
/Te-
he


V
:.
*
Olmuisos pronunciado na sesillo de24 demarco,
pelo esputado A. Epaminondat de Mello, por
occasiao de ralar-se dadaisSo de alguni offi-
ctos de jus lira.
O Sr. Epaminondat: Sr. presidente, preilei
toda a attencao, de que peda dispr, quando M
d se a I io pete primeira re este projecto ; nao obs-
tante M raies que te apresen!: .. favor,
nao pude cunvencer-me nem da competencia Jesla
casa para.tegialtr a respeito, nem da ulilidado e^
conveniencia do projeclo. Teokq duvIdM.Vpor -
o vou apresen lar oa argumentos quedla me fa-
zem permanecer nessas dnv j,' ler e3a_;
' rec' endoso.
sobre os dous
ponto que ja d*a*wicompetencia daassembla
enca, ou utilidade do projec-
aetma ordem ; apresentarei primei-
J qaa tenho para davidar da com-
petencia, .epol os que lenho para me pronunciar
na maior parte contra a conveniencia da divisSo des-
tes c
irU 9 do acto addicional: Compele as as-
egislalivas provinciaes, propor, diecutir e
onrormidade dos arls. 8t, 83, 8i, 83,
sttuico. Por tanto, so de confor-
mes arligos da constlucao, he que as
oviodaes podem propor, disentir e de-
; examinando en o art. 83, mepareeeu
necia argumento para dnvidar da com-
ate assembla, qoando legisla sobre a
lo de otTicios de juslica. Diz o art. 83 da cons-
* podem propor, nem deliberar
i ( hoje as aasemblas provhtciaes)
brainteressea geraesida nacao, etc.
Miro que en fondo duvida em que
[aparece qaa a creagao ou suppjessAo
ie uitica importa facilitar ou difficul-
ra a boa ou m administradlo da jus-
icilitar ou difficuliar os meioa
para qaa o poder jodiciario possa oa n3o melhor
dfeempenhar as soas funches, dando-lhe miou
(antes. E como quer que os meios tenden-
:litar e promover a boa adminislracSo da
vil, e para o poder jndiciario melhor exer-
anctoes, digam respeito a objectos se-
qu oa interesses que elles envolvem, e
lo alo interesses meramente provinciaes,
Ualeressea' geraes da nacao.
sgainte a doutrina dol. da art. 83
O poltica do imperio, me fez perma-
invida, nao obstante as raze com que o
deputado qae se sen la naqoella extrema (o
apona para o Sr. Aguiar) defendea a
ia desta assembla em legislar sobre seme-
le aasumplp-
nham pagoeases direitos. Ao contrario digo quo
esses empregos sao geraes, porque, determinando
igualmente as leis geraes, quo os empregado*
raes paguen) novo e velhos direitos de seus empre-
gos, WMHMiM fin* man-inoa :_.. -!.-_
(*> depntado defenda competencia lrarem
esaea cargos que menciona o projeclo, eslo su-
friros ao imposto geral, e as pessoas qm o exereem,
o (em efleciivamenta pago as repartieses geraes.
As despejas dos litlos de anas nomoac^es sao tam-
bem arrecadadas pelos cofres geraes...
Um Sr. Deputados: Isso saocuasas de re*
lamentos. ,
O Sr. Epaminondat: Sao faetos que me fa-
zem permanecer na duvida, a qftalaendo destruida,
lalvaajpieresolva a volar em favor do projeclo.
Ora, parguntarei aoa nobres depatados, quem fez
a classificacao dos empregos geraes e provinciaes,
para a deduccao dos direitos que mencione!, nao
vio, nao examinou o acto addicional 1 E como in-
dujo na claase dos empregos geraes ofucios, que o
acto addicional, segundo a opiniao dos nobres de-
putados, considera o define como provinciaes ? As
assembla. provinciaes e geral, approvando os res-
peclivos orcamenlos, nao tem reconhecido seme-
lhanle classificacao como legitima e verdadeira?
Por tanto, os nobres deputados devem reconhecer
que estas razes 3o procedentes.
Sr. presidente, o argumento apresenlado em fa-
vor do projeclo que mais calou m mcu espirito,
foi ostias precedente, foi odiier-se em tal poca
creou-se un emprego de jnstica, e o gpverno geral
fez o provimenlo...
Um Sr. Depulado: O melhor interprete, das
leis be o cosame.
Outro
dido.
Outro Sr. Depulado :. Seguido pelos poderes
superiores.
O Sr. paminondas : Declarou-se aqni que
lendo-se por vezes creado empregos cemelhanles, o
governo geral tem prvido os lugaree, nomado ci-
dadaos.para os exercer, com oque mostrava dar
ama approvacao tacita a respeito da competencia.
E nao consta, (disse o honrado membro que se seula
em frente a mira) que oconselho de estado, que o
procurador da coroa, que o governo, etc., livesses-
sem em seus pareceres, em saas consaltas edecisoes
opposlo ateuma razao acerca da competencia.
Sr. presidente, respooderei a csse argnmenlo com
a segrate consideraco. As leis das asseroblas
provinciaes nao sao approvadas definitivamente se-
nao pela assembla geral...
(feos reclamacve e apartes.)
O Sr. Epaminondat: Senhores, combalam o
que esloo dizendo, mas deixein-me continuar. Se os
nobres deputados que defendm o projecto me mos-
avares
6. Domingos, preto, escravo de Simplicio Ti
de Mallo.
dem. Juliana, preta, escrava de Joaquina Mara
daSoledade. *
dem. Rodolpho, branco, filko de Thcodor Ben-
*7. Salyro, pardo, esclavo de Antonio Jorge Guerra.
9. Catharina, prela, escrava do Thereza Mara do
Jess.
dem. Filinto ElUio de Mello, branco, sollero.
10. Francisco Jos Gonjalve, branco, sollero.
dem. JoSo Leitlo da Silva, pardo, casado.
Pobre.
dem. Joaquim, branco, fdlio de Jos Das Si-
mes.
11. Antonio, branco, filho de Joaquim Jos da
Silva Gal lia.
12. Antonio de tal, pardo, casado__Pobre.
13. Francisco Amonio da Silva Cerqueira, branco,
solteiro.
dem. Domingos, branco, filho de Manocl Figneira
de Faria.
UCO, SflBBAQ| 8 D ABRIL DE 1854.
da Silva
escrava de Manoel Camello Pires
Sr. Depulado : Cosame bem enten-
te}
y.
tea, considerando os ofcios menciona f
i mo empregosprovinciaes, e pa-
rreu definiejo^be d o. acto addi-
do art. 10. Ma#, Sr." presidente, nao
rfW aceitar a deflnico doacto-addicio-
aplenitude, eextensao que quercm e
mrados depntado. No sentido em
a deputados explicara aquella defini-
9 que nao pode ser reeebida, porqu
se-ham alguna absurdos, quaes, por
serem os jnlze de direilo, osjuizes
e outro empregos considerados provin-
o realmente sao (idos e havidos, sem
ima, como emprego ger. Senhores,
a um pouco para os lempos prximos
) do acto addicional ; nesse lempo tal-
podease levantar duvidas bem fondada,
ka) podia ter plena applcajao; por quan-
*> minislraco da juslica regulada pelo
roeesso eriminal, ele considerava
cargo dej(utica, como empregos
e dava ao presidentes de provincia a
faeuldade de nomea-los.
| que aelem feilo oalra leis, e que eslaa
tem estabelecdo dlsposicaes diversas, e que accar-
retaram reformas que realringem *s franquezas pro-
i, que o acto addicional tanto leve em vistas,
qoe aquella definilo nao pode ser recc-
ndeeamplidao que reclamamos honra-
dos depatados a quem respondo.
i om contrasenso procurar entender o aclo
nal d harmona com a legislado que regula a
adainistraclo da juslica, na especie que nos Occupa.
arrecio entre estas leis, que deve-se pro-
enteude-lai, harmonisa-las, ^ajlia seremos
dea a reconhecer urnas como inconstitucionaes
e suasdposi<;6es antinmicas e anarchicas.
Vm. Sr. Depulado da um aparte que nao ouvi-
moa.
. Epaminondat; Nao acho no aclo addi-
B clareza, que daajobrem os nobres depu-
ad^.EMo he verdade, que suasJisposi;oes nao
alo clan, que o poder legislalivo geras fez nma lei
de InterprelacSo. Para que interpretajao se havia
clareza ?
E_demais, S%presidente, dadenisao d6 acto ad-
dicional, combinada cora a disposico da lei da in-
terprte{lto, islo he, a lei. de 12 de maio de 1840,
e v .que ha motiv para daivldar, porque o final
do art. 2." 4 lei interpretativa d a entender qde
aa asaambla provinciaes s podem legislar sobre
objacte que nao.digam reapeito a Interesses geraes.
itea a expresases pouco mais ou menos do fi-
nal da artigo a que me redro.
ate razes que tenho apresenlado, de-
te art. 83 da nos contiluioSo polilica,
(damenlar as dovida que anda tenho sobro
a comp. ifencia da aasembla, eu apresenlarei oulras
raae e considerases do natureza diversa, no in-
e corroborar a opiniao a que me acho incli-
nado.
esidenle., lie claro e evidente que as assem-
blas provinciaes podem legislar sobre a creacao ou
sao de empregos provinciaes e municipaes;
rgunlo en, os cargos de eserivao de orphaos,
lettiae, etc., sao empregos provinciaes n mu-
s nobres depatados, que. defendm o
elo, dlzm que sim ; e cu digo que n3o sao
rrinciaes, mas geraes. Sao geraes e nau
le; Sr. presidente, porque todos elles sao
Tovhnehlo on nomeaeodo governo geral.Se este
|nem os nomeia, parece que niioso emprego pro-
i;-pelofacto da nomeac.lo o governo geral os
onhecido como empregos geraes. Se foasem
hea( o governo geral deixaria a nomeacao
denles de provincia, e estes leriam o cui-
t desla atlriboisa. Pela notnecSo, s
a empregade provinciaes, aquelles qae
sao nomeados pelrpresidenca...
'. Reputado: E os secrelario do go-
verno?
O Sr. paminondas : Responderel a este apar-
mdo quehaviam duas anomalia, (se he que
m erro ), t eraraa reapeilo do secrelario
a, ;e dos empregado do seminario
falo acabado, porque lano am, como
ro, saode-nomeaejo geral, e pago pelo cofre
gerae... -i
Diputado : E os promotores ?
iifnondu: He o nico cargo a res-
peito do qual se* d anda a anomala do ser de no-
meacao provincial, e pago pelos cofres geraes. O
presidente nomeia promotores, o governo
lamben, osnomea...
geral
Um Sr. Depntado: Smenle na corle.
Outro Sr. Depulado: E a creacao dosiu.za-
do roonicipaes.'
. O Sr. epaminondat: Os juize municipaes sao
empregados geraes ; entretanto pelo cdigo do pro-
ctasa eram empregados provinciaes. Por esla razao
disse ha pouco, que o aclo addicional devia ser en-
tendido de harmona com s leis quo regulan, a ad-
lOitmiraco da jeatica. Hoje nomeacio da maior
parlado onkios de jn(ca, he geral; c apenas pode
haver.um ou oulro nomcado pelo presidente, como o
promotor...
Cruzam-ie diverso aparte.)
O Sr. Kpaminondaii Rcconhejo tambem co-
io emprego de jnslica -provinciae ou municipaes
[ I UTP lia na m .,%. *;..?-- .... .
delegad
terau.
V
r
jcs, os inspectores de quar-
J juizesmunicipaes.
i< apartes.)
/i: Continuanda o meo. !*.
rompiJ'^S'ssa alluyiao de
r*1' *eito argumente de que esses
olHcios sao geraes, nao provincia*, porque alte to-
do, deprovimnte geral. Passarei a oulra consi-
drnj(
Enlemto anda, Sr. presidente, qne estes odelos
de que fall o projteto nie afra provinciaes, mas sim
gerae^ porque determinando a leis provinciaes
os empregados ptovinefaes pagdn dez
ios direitos, nenhum desses
einP' a semelhante imposte, ero
ti mmko consta que pnon aaj'n natura le-
P Sr. Diputado: N5o precisa prova.
O Sr". Epaminondat: Se os nobres depulado
que defendm o projeclo me moslrarem que as leis
provinciaes que crenrara os empregos de juslica, lem
ido levadas ao conhecimenlo da~ assembla geral,
e que esta lem approvado definitivamente tees leis,
enlao o precedente poder ser invocado.
Vm Sr. Depulado : Nao foram revogadas...
O Sr. Epaminondat: Diz o i:obre depulado
que nao foram revogadas, mas tambenrno consta
que fossem approvadas, nao consta qae a assembla
geral tomasse dellas couhecimento ; por tanto nao
lia juizo definitivo.,.
Um Sr. Depulado : O nobre depntado er, que
se isso invadalas altribaicSes do poder geral, el-
le nao linha reclamado peranle os poderes obera-
nos ?...
Outro Sr. Diputado : Seria ama condescen-
dencia criminosa...
O Sr. Epaminondat: Nao direi qae fosse urna
condescendencia criminosa ; as assemblas geraes oc-
cupam-se de muilos assumplos importantes, nos sa-
bemos que as questoes polticas absorvem grande
parle do lempo em qae os parlamentos funecionam ;
por essas razes telvez nao> livessem as assemblai
gerae lempo para tratar disto, porquanto nao .he
pessivcl tratar-se de ludo ao mesmo temp.
-HAr^ Depulado: -x-Uluitas leis provinciaes ten)
ido revogadas, e ests nao.
Outro Sr: Depulado : Aquilloquo offende
constiluicao he qne harevogado.
O Sr. Epaminondat: Sr. presidente, diz a
constituirn polilica, no artigo....
C Em guanlo o orador U ditertos aftigot da
constiluicao e aclo addicional, e argumenta com
elles, he constantemente inttrrompido por muilos
aparte, l tita .reelamariies, de orle que nao e
pode tomar uta parle do tea discurto.)
O Sr. Epaminondat : Sao, ou nao remttidas
as leprovinciaes para a assembla geral?
Voses: Sao, mas somente para julgar da cons-
tilucionalidade, e nio para serem approvadas.
O Sr. Epaminondat: Bem ; trago o faci da
rcmessa das leis provinciaes assembla geral, para
mostrar qaa consta que tenha havido jazo definitivo
a respeito da coasttacionalidade dessss leis provin-
ciaes, e como isso nao so tenlia dado, nao se pode
invocar o fado de lerem essas leis passado pelo conhe-
cimenlo de oulras poderes, para resolver a questio
da competencia. ,, '
Sr. presidente, direi agora alguma cousa em refe-
rencia a conveniencia eutilidade do projeclo, visto
ja ter exposlo as razes que me obrigam a votar pe-
la incompeledl...
UmSr. Deputad: L&-o7: do art. 10....
OSr. Epaminondat: Ja l, o desde qne prn-
cipiei a aprender na academia ; mas nao sou obli-
gado a entender a lei, da mesma maneira que o no-
bre depulado qae tem nlelligencia clara e Ilustra-
da, o que nao possoo....
Um Sr. Depulado d am aparte que nao ouvimos.
. OSr. fipaminonAMrEstou.fallando com moi-
ta convieco, tenho duvidas, aprsenle! os argu-
mentos em que ellas se fundam. Os honrados mero-
broscontestem-me, disculam, e volem como enlen-
derem. Voltarei a conveniencia e ntilidado do pro-
jeclo.
Sr. presidenteos argumentos que se apresentaram
para justificar o projedo pelo lado da conveniencia,
consistirn?, encostrar que havia para sses fnne-
cionarios, uperbundancia (al de trabalh.quc elle
nao podansalisfazer.edesempenhar. Asslmdisseram,
lia muilos inventarios a fazer, muilas conUs de la-
lores a tomar, ha mnitas escripluras, mullo testa-
mento, etc. Ea procurei examinar.
Sr. presidente, quantas escripluras se tinham re-
gistrado, depois qae aqai se eslabelcceu o registro
das hjpolhecas, islo he, desde 1816 at boje, e achei
qaeellnham registrado 518 escripluras, inclusive
a de Olinda, e Igoarasa. Ora em oito annos regis-
trarem-se somente 518'escri.oluras, dividindo este
numero....
VmSr. Diputada: Nao ii em discussSo e?le
artigo.
O Sr. Preiidenle : Isso perlence especialida-
de do ontro arligo.
O Sr. paminondas:Pois hem, cortarei aqui o
raciocinio quo ia fazeodo, e offereco somenle para a
discussooqued3se sobro a qiesto da competen-
cia. Qoando se discutir o outro artigo,- direi algu-
ma cousa sobre a conveniencia oa desconveniencia da
diviso dos ofilcioj qae elle prope. / '
O Sr. Epaminondat: Sr. presidente,, promet-
li, qoando fallei a primeira vez. sobro o projeclo qae
se discote, dizer alguma coasa. acerca da convenien-
cia da divisSo dos cilicios qae mencionara, o artigo,
2 3 e l. Mas tendo o nobre membro da commissao
de juslica civil e criminal, dito que aquelles qae
combaten) |o projecto o fazem de ma fc.eu para dar
ama prova deque estou de boa fe, reliro-me da-dis-
caseo, e nao impognarei mais o projecto.
O Sr. Aprigio: Ja me expiliqnei...
OSr. Figuira de Mello: Xa foi explicado, e
portanto nao ha mais ofleusa.
O Sr. ffpaminondaj : N3V rae don por offendi-
do ; sei que no correr da discu fio, escapara s veze
expressoes ser inle.icao male ola. Retiraudo-me
dem. Jos, branco, filho de Manoel
Lei Ido.
16. Mara ,
Falcao.
dem, Joao, pardo, Glho de Manoel Flippe de S.-
Tiago^-Pobre.
17. Manoel, branco, filho de Carolina Francisca
Ferreira da Veiga.Pobre. '
19. Joanna Mara d* Concec3o, parda, vlnva.
21. Joaquim da Silva da Molla, preto, solteiro.
dem. Victoria, parda, escrava de IzidOro Jos
Valerio.
dem. Maria, branca, filha de Vicente Ferreira de
Jess da Malla.
dem. Ignacia Maria da Conceijao, parda, vuva.
dem. Francisca, prela, escrava de ManoefDias
Fernandes.
22. Severino, pardo, forro, filho de Adriana, es-
crava.
dem. Flix Antonio da Coste, pardo, solteiro.
23. Virginia, branca, filha de Joao Pedro de Jess
da Malte. \
24. Antonio Das Forte, branco, solteiro.
2G. Antonio Jos de Mendonja, branco, casado,
dem. Justino Jos do Nscimento, preto, casadot
Pobre.
27. Maria, branca, filha de Tbwdora Maria do
Carmo.Pobre.
dem. Maria, parda, filha de Manoel da Paz Men-
donca.
dem. Theolonio da Coste Calanho, pardo, sol-
teiro.
29. Jos, prelo, escravo de Jo3o Muniz de Snuza.
.30, Helena Maria dosPrazeres, parda, viuva.
Ao lodo 41.
O vigario, Vinando Henriquts de Rtstnde.
lo commandanle Downing da corveta americana Ja-
mesloun, alguna momento antes de sua nartlda, el-
le raanifetla o pexar que linha, de nao poltr por cau-
sa do.seu mo estado de sade,Tr pessoalmenls a-
gradecer a V. S. e aos oOlciaes da marinha brasilei-
ra, os boo offido que lhes foram preatedos.
Demourpu-* em escrevaw al a ultimo instante, na
speranca de qae a sua sde lhe permllisie vir
Ierra.
Nao tendo, porem, podido realsar o eu desejo,
pede-me qae assegaroa V. S., que os bons officio a
promplo occorros que lbe foram ministrados por S.
S., nao aero esquecidos, e ante pelo contrario, te-
rso elles honrosamente mencionado no sea relatorio
official, e relribaido de mui bom grado, se por ven-
tara se ofierecer occasiao.
Tenho extrema satisfazlo de ser o interprete de e-
melltantea senlimenlos.
Tenho a honra de er de V. S. criaddd obrigado,
etc.. etc., etctVm. Lilly, cnsul dos Estados-Uni-
dos.
Iilm. Sr. Em resposta ao olllcio de V. S-, cm
agradecimenlo aos ervijo prestados por esla capila-
nia e pracas dos navios da armada brasilcra, a cor-
vela dos Estados-Unidos Jameslon, na occasiao de
estar em perigo sobre os baixos de Olinda, cumpre
que por mim, o pelas mesmas pracas, signifique a V.
S. o quanlo lisongeiros nos foram elles, e muilo ma
por sorem coroadosdo melhor resollado, o qVie muilo
nos honra por assim termos salisfciio o nosso dever
para com am navio do gnerra d'ura nacjlo a-
miga.
Resta-no apresenlar V. S. os proieslos da maior
estima e considerapio sua pessoa.
Dos guarde V. S. CapiUnia do porto de Per-
narulmco. deabril de 1834. Illm. Sr. Wm. Lilly
cnsul dos Eslados-CnidosEliziario Antonio dot
Santo, capilo do porte.
COMMERCIO.
DIARIO DE PERMBICO.
eu eacrivae, os delegado, ub- aPrem dl,nis,:uao, qaero soroe nie mostrar que nen-
f|;oe Particular me ot rigou alomar parte
R^LA^ D0S 0Brr0S FREGUEZIA DE
.AHIOJ Da. 1. Mtajhranca, filte de Jos Baplista das
Nev. ^
. Jca, pardo, filho deTSSWoaquIm de Sanf
Anna.Pobre.
Idera. Luiz, preto, escrm de Sqitza rCarvalho.
dem. Damasia, parda, ese avWe Maria Frand.-
ca dos Frezares Durfitt.
4. Anniza, branca, filha dk
Ferreira.
Idem>Anna, prela, escra. do lenenle-coronel Joo
Pedro de Araojo e Aauiar. \*
5. Joio, filho de Mari. dfi(.-.p9llre
i DUMptonio Alfonso
A assembla adiou honlem o parecer que abaixo
Iranscrevemos, e entrando na primeira parte da or-
dem do da, approvon o projeclo n. 20, quo .intonsa
a presidencia a dispender a qaantia precisa com o
pagamento das dividas de exerciciotlfindos, ffcan-
do depois adiada pea hora a resolucao que manda
adUntar a Antonio da Silva Gasroao a quaulia de 60
contos de rs.. para serem descontado no preco da
illumina^ao publica.
Pastando i segunda parle da ordem do dia, des-
culio o arligo 5. do orcamento provincial com as
emendas a elle otlerecidas, ficandoainda essa discos-
to adiada pela hora.
A ordem do dia de hoje he a conlinuacSo da do
holem. ,
PARECER.
o Manoel Gonsalvet Agr, emprezario do Ihealro
de Sania Jsa^jequcrendo pretidencia da pro-
T>cia.uuvrindemnisa{ao de 6:000, sb allegajao
haver fcito em beneficio do publico mais do que
se havia obrigadoi foi por ella remellido o requer-
mento do supplicanle esla assembla, para loma-lo
em considerarlo.,
A commissao de fazenda e ornamento, encarre-
gada de interppr o seu parecer a respelo, aprecian-
do devidamerite lodo o allegado pelo supplicanle,
nao enconlrou urna s razao quo sirva para provar o
seu direilo tal mdemnisaco ; por isso he de pare-
cer que seja indeferdo o requerimento dosappli-
canle. y
Sala das commisse 1. de abr! de 1854.__
Carneiro da Cunha. Barro Brrelo. Jos
Pedro da Silva (vencido.)
le
Pelo vapor La Pita, chegado honlem de Liver-
pool, recebemos gota ingleza al 11 de marco
prximo passado.
Nao havia ainda nolicia de terem enejado a S.
Pelertbnrgo ot douscorreios que levaram ao impe-
rador Nicolao ouliinalom dos governo de Inglaterra
e Franca, mas como isles nao enlrelem a menor da-
vida d qae serao debitendidos, conlinaam com acti-
vidade a preparar-s\ para a gaerra, a qual conside-
rara como certa.
fim Franja o corpo legislativo (aehando-se pre-
lenles 238 membros) approvou por unanimidade n
projeclo de lei qie aolorsa'O empreslimo de
250,000,000 e framos propotlo pelo governo.
Mr. Billault, pr sidente da commissao encarre-
gada de apresenlar dirigi ao mesmo a ieguinle falla :
a Seohor, trazemf* a V. M. a li quo jios foi hon-
lem apresentada, c'hoje unnimemente approvada.
Nctla occasiao lodcr' o corpo legitlaiivo qniz acom-
panhar a commiss^ripara mostrar i Europa o teste-
munho que lie oOeieceao imperador, de sua inleira
confianza e de sea determinado apoio.
O imperador respindeunseguinte :
Sinto grandeerLosSo aviste do enlhusiasmoque
desenvolvestes na a| provajo deste projecto. Vosso
voto prova-rae que iao errei na carreira que adop-
tei. Como podereiieu deixar de cnnlarcom vosso
apoio ? Nos temos UUos^s mesmos senlimenlos; re-
presentemos lodos fe mesmos interesses, pois, bem
como eo, sois os cleFos da Franca.
Esta resposta foi pecebda com eslrondosa accla-
mases muilas veze repelidas.
O mesmo projecto foi sem hesilajao approvado pelo
senado.
Continua assim en Franca como cm Inglaterra n
embarqu de tropa | ara o Oriente.
Os Rssos, vendo jue nao podiam expulsaros Tar-
cos de Kalafal, retiraram grande parle de soas Iropas
de diante daquella praja, e pozeram-se em marcha
paraSchjh',, ->.
Da Austria s;^ uros qne um exercitn vai er forma-
do na Moravia,"*~fldoa ala esqaerda cm Troppan, a
drela cm Cracovia, e orqa reserva em Olmitlz. Para
fazer face s detper ai exigidas por sea armamentos,
o governo austraco usolvea contrahr um empresli-
mo de 50,000,000 d.fflorins.
O imperador Fra cisco Jos linha partido para a
Bviera.
A Prussia regeito,; as propostas da Russia pedindo
qae nao fosse permjltido a esquadras daspoteiicias
occidentees, o entra vm nos porto prussiano.
Prcussische corrfcppndenz, expondo a poltica da
Prosia, acerca da duerra imminente, define-a como
sendo neulralidade quanlo ao presente e mediaco
qoanlo ao futuro.
Noticia recebidas la Atlemanha acrescenlam que
suppoc-sc.que a Aahriaassumira mesma alliludc.o
que com efleilo pare e fra de duvida, visto ler ella
recusado lomar par j no tratado de allianea feilo en-
tre Franca, Inglatei ia e Turqua, declarando ao mes-
mo lempo, qne des a permanecer inleiramente livre
para adoptar o plai i que poder julgar conveniente,
segundo os fados q e se forem succedendo.
O imperador N ilo ficava parlir para a Varso-
via.
O governootlom.' no aulorison ulliinamcnle a for-
mafao de legioes ei Irangeras, em cousequenea des-
ta medida, o gene al WysncLs eslava organisando
em Constanlinopla urna legiao poteca de 2,000 ho-
mens.
Em Tarn o minilro da fazenda apreaentcm Ti c
mar do depulado! urna proposta para um empres-
limo de 35:000|000jde florn.
A insurreicao di Albania ainda nao foi reprimi-
da, peto contrario i >usla que se vai eatendendo pela
Thessalia. O geni al Kan vos reunio-se aos insur-
Era Londres os. onsolidados ficaram, de 91 7|8 a
92 1)4 ; os cinco p>r eenlo nossos, de 89 a 90 ; o
fundos brasiteiros i lo so'freram alteraco.
PUBLW4CA0 A PEDIDO.
PRAVA DO RECIF: 7 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
CotocGe olliciaes.
Descont de lellras de 4 mezes1 1|8 ao mez.
ALfANDEGA.
Rcndimenlo dodia 1 a 6.....63:5318542
dem do dia 7........6:t43{>173
69:674J>7I5
Duearrega hojt 8 dt abril.
Bngne inglez Weslemorelanicarvao e pecas de
ferro. *
Importacao .
Lancha ConceicSo Flor da Virtudes, vind'a do
Paralnba, consignada a Paulo Jos Baplista, mani-
icstou o segmnle:
89 barricas cerveja. 95 caxas queijos, 1 fardo la-
pele, t dito bnm de linbo ; a Adamson Howe &
Companlna.
6 caixas de ferro balido; a C. Sterr & C.
Barcaja Joscphina, viada do Assu'. manifcslou o
scguinle :
122 meios de sola, 1 embrulho, e i barrica pennas
le ema, 1 barril rezna, 1 embrulho embira-lanha,
b saceos cera de carnauba, 44 molhos couros curti-
dos, 78 molhos esleirs. 1,018 couros salgados, 40 al-
qoeircssal, 1 porcjlo de eabacinhos ; a ordem.
, CONSULADO GERAL.
Rendimenlodo dia 1 a 6.....17:1678118
dem do dia 7........ 5579124
A arrematarlo ser feila na forma dos.arlgos 24
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
c sob a clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoa que se propozerem a esta faaemalac.io
comparceam na sala das scsses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
** para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria daWiesouraria provincial de Pernani-
buco 28 de marco de 1854. O secrelario. Anto-
nio Fetreira da Annuiuario.
Clausulas especial para a arremalacao.
1.a As obras dos reparos da cadetada villa de Pao
d'Allio scrSoYeitos de conformidado com a planta e
orcamento approvado pela directora -em conglho,
e presentada a approvajao do Exm. Sr. presidente,
da provincia na importancia de 2:860O00 r.
2. As obra comocarao no prazode30 dase serao
concluidas no de qualro mezes, ambos cootado de
conformidado com o que dispoc o art. 31 do regu-
lamento das obra publica.
3. A importancia da arrematarlo ser paga em
Ires prestacoes, sendo a primeira de dou quietos,
paga quandoo arremtenlehouver feilo amelado das
obras ; segunda igual a primeira, paga no fim das
obras depois do recebimenlo provisorio ; e a ter-
ceira pago depois do anno de rcsponsablidade
e entrega definitiva.
4." Para ludo o mais que nao estiver determina-
do as presentes clausulas, n no orcamento ge-
guir-se-ha as disposiefles da lei n. 286 de 17 de maio
de I80I. Conforme. O secretario. Antonio
Ferretrad Annuncia?ao.
O Iflm. Sr. contador, servindo d nspe torda
Ihcsourana provincial, em cumprimcnlo da rcsolu-
cao da junta la fazenda, manda fazer publico, cue
no dfe27 de abril prximo vindouio, vai nqvameute
a praca, para ser arrematada a quem por menos -
zer, a obra do concerlos da cadea da villa de Seri-
nliaem, avahada em 2:7508000 rs.
A arrematarlo ser feila na forma dos arte. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de"l851
e sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparceam na sala das scssOcs da mesma junte o
dia cima declarado,*pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para cmtar se mandn aflixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretara da IhesourJfta provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiis para a arrtmatacSo.
l. Os concerlos da cadete da villa deSerinhacm
far-sc-hao de conformidado com o ornamento appro-
vado pela directora em conscllio e apresenlado
approvajao do Exm. Sr. presidente ua importancia
Consulado dos E>[ ados-Unidos tm Pernamhuco 29
T?> marco de 1851.
Illm, Sr. Eral una note qne me foi dirigida pe-
|H iSMaii
17:7243242
, DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia 1 a 6. .... .
dem do da 7. .
7443121
2248903
9698024
Exportacao'.
Rio Grande do Sul com escala pelo Rio de Janeiro,
brigue brasileiru Pallas, de 217 lonelada, conduzio
o segrale : 100 barriquinhas, 825 barricas e 250
dilas com 8.615 arrobase 25 libras de assncar.
UECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmenlo do dia 7........ 3518654
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo diala6.....15:3098060
dem do dia 7 ....... 7208071
16:0298131
MpVEUENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 7.
Rio de Janeiro18 dia. brigoe brasileio Feliz
Dittino, de 262 tonelada, capilao Jp Antonio
de Souza, equipagem.14. em laslM: a Amorira
Irmaos. Veio receber pr.;!!!^;^!^ para o Ass.
Buciios-ATCS29 das, brigue hamburgnez Olinda,
de 23(] tonelada, rapito Joaquim Wirpcrt.'equi-
pagem 13, em laslro; a N. O. BicberSi Compa-
nlna.
LiverpnoL/IIhas da Madeira e S. Vicente22 dias,
vaporiffglez La Plata, commandanle tj'eorge Ha-
e Janeiro20 dias, brigue brasilciro Sagita-
ipiao l"
carga
Crrieo
vo a entregar. '
Buenos-Ayres 30 dias, brigua hejpanhol Jo3o
Amelio, de 176 toneladas, capilao Joao Ttiomz
Cunilu, equpagem 9, cm laslro ; a C. J. Asllcy
& Companhia.
Naci sahido no metmo dia.
CorbBarca ngleza Hati/ax Pucket, com a mesma
carga que Irouxe, Suspeudeu do Iameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. contadorwervindo de inspector da
(hesouraria provincial, cm cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 19 do cr-
renle, manda fazer publico, que no dias 10,11 e 12
de abril prximo vmdouro, peranle a junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrcmaatV a
a quera por menos frcer a obra dos concerlos do
qoarlel vina do Cabo, avaliada em 5503000rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos
24je 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremtelo
compareeam na sala das sesses da mesma junte nos
dia cima declarados, pelo meio dia, 'competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da'Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco 22 de marro de 1854.O secrelario,Antonio
Ferreira SAanunciarao.
Clausula especiis para a arrkuacilo.
1.a As obras serao foitas de conformidade' <-om a
planta c orcamento approvados pela directora cm
cmisellio e aprcscutedos a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia, importando em 5508000
ris.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de Ires mezes,
ambos-contados pela forma do art. 31 da lei n. 286.
3. A imprrlaucia da arremalacao ser paga cm
Ires prstaseos iguaes; a primeira depois de feita a
metade das obras ; a segunda depois da entrega pro-
visoria ; e a lerceira depois do recebimeulo dclinilie
vo, que verilicar-se-ha Ires mezes depois da enlreg-
provisoria.
4." Para ludo o qne nao se arha determinado
as prsenles clausulas nem no orcamento, seguir-
se-ha o que dispoe na le n. 286. Conforme. O
secretario Antonio Ftrrtira cCAnnunciarap.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
cao da junte da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vndouro, vai novamen-
le 1 praja para ser arrematada a quem por menos
lizer a obra do ac,udc do Buique, avaliada cm
3:3003000 ris.
A arremalacao ser feila na forma dos artigo 24
e 27 do regularaento de 17 de maio de 1851, e sob
as clausulas espedae abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem este aYremalacao
compareeam ha sala das sessOes da mesma junta"no
n acimaneclarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. E para constar se mandou afiixar o
presente c publicar pelo Diario. Secretara da UiCr
souraria provincial de Pemambuco 15 de marco de
1854. secrelario, Antonio Ferreira lAnnun-
ciaeSo.
Clausulas especiis da arrimataro.
1. As obras do agnde do Buique serio felfas de
conformidade com a planta e orcamenlos approva-
dos pela directora cm conselho, e apresenlado
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia deS-.SOOS-ris.
2. Estas obras sessenla da e serao concluidas no de dez mezes,
a contar da dala da arremateco.
3. A importancia (teste arremalacao ser paga cm
tres prestacoes da TSiicira scguiilc": a 1." dos dous
quintos ilo valor total, quando liver concluido me-
ladedaohra ; a 2. igual a primeira depois de lavra-
do o termo provisorio; a 3." finalmente de um
quinto depois do recebiraento de unitivo.
4. O arremalanlc sera obrigado a communirar
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo cm que tem de dar principio a
arremalacao das obras, assim como trabalhar se-
guidamente 15 dias, alini de que possa o engenhei-
ro cnearregado da obra assisr ao primeiros Ira-
balbos.
5. Para ludo o mais .que nao estiver especificado
as presente clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286. Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira a"Annunciaco.
O Illm. ^r. contador servindo de inspector
da Ihesourarja provincial, em cumprimenlo ua re-
solucao da junte da fazenda, manda fazer publico,
que no dia27 de abril prximo vndouro, vai nova-
menle praca paraser arremtela a, quem por
menos lizer, a obra* concerlos da cadea da villa
de Pao d'Alho, ayana em 2:8608000 r.
de.2:7508000.
2. O arremtenle dar principio s obra no pra-
zo de um mez e dever conclui-las no de seis me-
zes, arabos contados na forma do arl. 31 da lei
n. 286.
3." O arremtenle seguir nos seus Irabalhoa ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para a boa execujao das obras como
cm ordem de nao inutilisar ao mesmo lempo para o
servico publico todas as parleajdo edificio.
4." O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar em Ires prestacoes iguaes; a 1, depois
de feita ameladeda obra; a 2", depois da entrega
provisoria; c a 3, na entrega definitiva. 1
5. O prazo da rcsponsablidade ser de 6 mezes.
6. Para ludo o que nao se acha determinado as
prsenles clausulas nem no orcamento seguir-se-ha
o qde dispoe a respelo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Illm. Sr. contador servindo do inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenloaa resolu-
cao da junta da fazenda, manda Azer publico que
no dia 27 de abril p. vndouro, vai novamenle
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concerto9, da cadeia da villaMo Cabo, a-
valiada em 8258000 rs.
" A arremalacao ser feila na forma dos arligos
24 e 27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de
1851 e sob ag clausulas especiaos abaixo copiaJr.s.
As pessoas que se propozerem a esla arruinalarao
compareeam na sala das sessocs da mgsjara'junte no
dia cima declarado, pelo meio ,.ia7 competente
mente habilitadas. Jf
E para constar se raaKdl afiliar o presente c
publicar pelo Diari^cctelaria, dalhesouratia pro-
vincial de PewmTnuco 28 de marco de l&M.'vO
secretario, Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalacao. '
1." O concerlos da cadeiaVa villa do Cabo ar-e-
hao d conformidade com o orcamento approvado
pela secretaria em conselho, e appresentedo apro-
vacao do Exm. presidente da provincia, ha impor-
tancia de 8258000 rs.
-2.0 arrematante dar principio s obras no pra-
10 dequinze'dias, c dever conclui-las no de ires
mezes, ambos contados de conformidade com o arl.
31 da lei n. 286.
3." O arrematante seguir naexecucno ludo o que
lhe for prescriplo pelo engenheiro respectivo, nao
s para boa execurao do traballu como em ordem
de nao inutilisar ao mesmo lempo para o servico
publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da inporlaucia da obra verifi-
car-sc-ha cm duas prestacoes iguaes: a l- depois
de fcitos dous tercos da obra, e a seguauda depois
de laucado o termo de recebimenlo.
5' Nao haver prazo de responsablldade,
6." Pana ludo o que nao se acha deerminado oas
presentes clausulas nem no orcamento, segur-se-
ha o que dispoe a lei n. 286. Conforme. 0*e-
crclario, Antonio Ferreira a?Annunciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 28 docorren-
te, manda fazer publico,que nos dias 18, 19 c20 de
abril prximo vndouro, peranle a junte da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
mais ofierecer, o aendimetilo do imposto da laxa da
barreara de Santo Amaro de Jaboato, avaliada em
4:0003000 r. por anno.
A arremalacao ser feita por lempo de 14 mezes
contar do i. de maio do correle anno, ao fim deju-
nho de 1855. *
As pessoas que te propozerem a este arrematarlo,
compareeam na sala das sessOes da mesma junla, nos
dia cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
Epara constar, se mandou aflixar o presente e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernamba-
co 30 de marco de 1854.
O secrelario,
Aulonio Ferreira da Annunciaco.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em rnmprimento da resolu-
cao da junta da fazenda; mand fazer publico, que
uo dia 27 de abril prximo viaRniro, vai novamen-
le a praca para ser arrematada a quem por menos
fizer, a obra do acodo dapovoacao de Salsnciro ava-
hada em 2:5303000 rs.
A arremalacao ser feita na forma do arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparceam na sala das sesjses. da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 28 de marco de 1854.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especial para a arremalacao.
1.a As'obras (leste acude serao feitas de conformi-
dade com a plante e orcamento apresentados nesla
data approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:5303000.
2." Esta obras deverao principiar no, prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de 10 mezes a
contar conforme a lei provinrial u. 286.
.3. A importancia tiesta arremalacao ser paga
cm Ires preslacoes da maneira seguinle: a 1, dos
dous quintos do valor total, quando liver concluido
a metade da obra; a'2, igual a primeira depois de
lavrado o termo de rcccbiniento provisorio; a 3*
finalmente de um quinto depois do recebimenlo de-
finitivo.
4." O arremtente ser obrigado a communicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
trinla das, o da fixo em que lem de dar principio
a cxccucfio das. obras, assim como trabalhar segui-
damentedurante quinze dias, fim de que possa o
engenheiro encarreg.ido da obra, assistir aos primei-
ros Irabalhos.
5. Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-lia o'que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 d maio de 1851.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciafio.
O Dr. Jos Raymunxhada Cosa Menczes, jniz muni-
cipal suppleute da algn da varado civel e docom-
mcrcio nesla cidade do Recite de Pernambuco por
S. M. I. e C. que Dos guarde etc. ,
Faco saber aos que o preseate edilal virem em co-
mo por este juizo, no dia 8 de abril a 1 hora da lar-
de, em a sala das audiencias publicas, se ha de ar-
rematar ero praca publica a quem mais der, urna mo-
rada de casa de sobrado de dous andares, site na ra
Augusta n. 2, avaliada em 10:5008000 rs., a qti.il
casa vai praca por evecucao de senlenca de Mes-
quila & Dutra, contra Juao Pinto de Lemos Jnior,
curador fiscal do fallecido Nuuo Mara de Seixas :
toda a pessoa que er dito sobrado quizer laucar, o
poder fazer no dia indicado, e este ser publicado c
afiliado no lugar do costume,e quesera lambem pu-
blicado pela imprensa na forma da lei. Recite 17
de marco de 18o4.Pedro Tertuliano da Cunha, es-
erivao, subscrevi.
Jos faymundo da Costa Mnete.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, jniz de
direilo da primeira vara civel e do rommcrcio
nesla cidade do Recite e sea termo por S. M. I. e
C, que Den guarde etc.
Faco saber ao que o presente edilal virem, que
da data deste a 20 das, so hade arrematar por vyn-
da a quem mait der em praca publica, urna casa
terrea com solao, tila na travessa da ra Augusto,,
avaliadaem 1:0008000rs., penhorada a Jos Maria
l'lacjdo de Magalhars, por execucao que lhe muve
uim Dia Fernanda.
que chegoe a nolicia de todo* mande! pas-
tar o presente e mais dous do mesmo Iheor, qne Se-
rio afiliado pel respectivo poreiro nos lugares de-
termina do pelo artigo 538 do decreto numero 737
de 26 de novembro de (850, e ,puMcaoo pete im-
prenta.
Dado ueste cidade do Recife em. 29 de marco da
1854.-*%u Joaqoim Jos Perelra dos Sanios, eseri-
vao o subscrevi.Cuilodio Manoel da Silca Gui-
maraes.
O pr. Custodio Manoel da Silva GuimirS, j,
3R1? radodvt deitaWadedo
Reate por S. M. I. o C. ele.
malar por qnem^rna.s der. AH da da lei pra-
cas saccesMvas, am sil.a de tirf prtnrias
ar da Ponte de Ucho
le senzala.^^^H
bra 'inlaT
cata para eteravos e feitor, esirbari nBl
para cocheira, cacimba em frenle do tilio. ooual
tem parte murado* parle cercado, com dous nor-
tee, um de ferro* outro de madeira, com baixa na-
ra cipim e bstanle* arvoredos de fructo.de differen-
tes qualidadas, avahado em 16:0008000 r.; o
sitio vai praca por execucao d Ignez Jovimana
Ramo de Oliveira contra Rento Jos da Costa como
testamenteiro da finada D. Isabtl Maria da Coste
Ramos.
. E para quo chigue a noticia de lodo mande! pa^
Mr o presento edilal, que ser afflxado no lugar do
costume o publicado pela imprensa.
Dado o passado nesla cidade do Recite aos 14 de
marco de 1854.Eu Manoel Jos da Molla, etervao
p subscrevi.Custodio Manoel da Silta Guima-
rae.
Tendo sido apprehenido pelo carcereiro da ca-
dea desla cidade ao prelo Paulo, escravo dotSr. Bal
lar, que all se acha recolhido, nma qaantldade de
dinheiro em notas de diverso valore eem prala, na
supposicaodoserella furtada, visto como aahindo
hoje o mesmo prelo com oulro acorrenlado para fa-
zer o servico da cadeia, se recolhera depois ella
Irazendo comsigo urna carteira com. o reforido di-
nheiro, manda o Illm. Sr. Dr. chefe de polica faze
publica1 semellianlfe apprehensao, para qae a. peatua
=
t
ttMS -''
LEILAO^^H
Quarto-reira 12 d,____
- J?r o agente J.GaUtfa 1,
que se julgar com direilo a dila carteira e dinheiro te, Carneiro, na'roa doTrapic
aprsenle nesta secretaria reclamar a tua entrega]^
medanle prova justificativas do seu dominio. Se-
cretaria da polida de Pernambuco 7 de abril de
1844.u Carlos de1 Poica Teixeira, chefe de
polica da proviccia.O primeiro amanuense, Jos
Aacier Faustino Hamos.
x
DECLAHACOES.
Banco de Pernambuco-
Por ordem do conselho de direejao do banco de
1 ernamhuco se faz publico que vo ser vendidas 13
aurfillTroTndenleS'" 1"i)nCade a60000, dii'mbditol
cao de o" di l^3 comPlS,i"; no. nresla- obras de prala eour^Ti
Cao ue 10 % da segunda entrada de capital. Os pre- Ldonda toda A* iwrtra ra
'1"1? I?a*'"^<* P-xlem digr suas.L- &?X iaM^m^
Para a Bi
te crAmlia : para o certo, carja ou pat-
sageiros, trata-ie com o congignati
Novaes & Companhia, ra do.Trap;
ti. 54.
i'.VBA O RIQpiV JANE.
Salie com muir1' breji'
eicao, )> porten
nno mesmo
gen
ou embarcar escrav
qapit
Trapic
O brigOe WQmMMMMMMM^k
com loda a ^^m\\\\\W
regaron ir di
cammodot, t*!^L\\wL\\\\mm\\\\\\\^^L\\\\\\\\\\
rpmecti'&Fill:
andar, ou com o capito Franciico Jeronymo de
Mndonca, na Praca.
Para Lisboa a galera
capR* SUverio Manoel de
brevidade poativel: para ajaneiw. lii
o quaes tem excellente
sobredite capitao, ou cot
paoha.rua deApoHon.
f*gjg
LEILOES.
na casas terrea d pedra
Vista, ra do Senador,
travessa do Porinho n.
muilo em coala, visteo
para fra da provincia:
leilao um" carro de qual
lado, e um cabriald.
GRANDE E
AB
Terca-fera 11
Qae far o agente Oliv^
Sr comul de S. M.
de todo 0 espolio do
-----^^,. |ivm.in uuiijii auni.prO'
postas em caria fechada ao contelho de dreccSo al
sabbado 8 do cqrrcnle abril. O mesmo conselho avi-
sa aos senhores accionistas, que podem mandar rece-
ber no respectivo escripiorio as novas acciies corres-
pondentes as duas preslacoes de 20 'cada orna da
segunda entrada, as quaes lhe serao entregue vis-
ta do recibo? das mesmas preslacoes.-
Banco de Pernambuco 3 de abril da 1854.O se-
cretario do conselhoJoao Ignacio de Mideiroi
Reg.
Conselhp administrativo.
O conselho administrativo em virlude da aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem da
comprar os objectos seguiutes : manas de 15a oa
cobertores de papa 374. caxa com vidros 1, meios
de sola garroteada 50, prosas de bolees de osso pre-
sos 46, espadas para a cavaltaria 39, coturnos para a
dito, pares 46, peuachos para a mesma 69. ; quem
quizer vender laes objectos aprsente as suas propos-
tas em carta fechada na secretaria do conselho, as 10
horas do dia 8 do correnle mez. Secretaria do con-
selho administrativo para foniecimento do arsenal
de guerra 3 de abril de 1854.Jos de Brilo Ingles,
coronel, presidente.Bernardo Pireira do Carmo
Juntot, vogal e secretario.
Faco saber a quem convir, que o Exm. Sr. di-
redor geral da inslrticcao publica, lem espassado oa
concursos para provimento "das cadeira de primei-
ra tettrasda N. Senbora do O' do lermo de Olinda,
e o dq Alagoa de baixo: o primeiro para o dia 25
do correntc mez, eo segundo para .o dia 28 do mes-
mo mez; em razo de serem feriados os dias em qae
tinham de eflecluar-sc os referidos concursos.
Directora geral, 3 de abril de 1854.O amanuen-
se archivista, Cndido, Eustaquio, Ctzar de Millo.
Collectoria^ela cidade de Olinda.
Francisco daaCHaga Sahjuciro, colledor de diver-
.inn nidriaffia cidade de Olinda, etc.
Faz saber pelo presente, que pela subdelegada da
rreguczM da Se lhe foi entregue. um escravo de no-
me Joso, prelo, d idade de 60 annos pouco mais ou
menos, oqoal se acha recolhido ,i cadeia deste cida-
de para ser arrematado como licns de evento, se no
prazo do sessenla dias, que se conlarao da dala
desle, nao lor reclamad? na fqrma das disposicCes do
arl. 6. do regulamenlo de 17 de julhode 185.
E para constar mandn passar o presente qne ser
publicado.
Coito doria de Olinda 15 ile marco de 1854.Eu
Joao oncalves Rodrigues Franca, eserivao o escre-
vi.O colledor, Francisco da Chagas Salgueiro.
O Illm, Sr. inspector da Ihesouraria de fazti-
da manda fazer publico, qu em conformidade da an-
tonsacao cuncedida pela ordem do tribunal do the-
souro uacional de 20 de marco prximo passado n.
37, este aberlo o concorso para preenchimenlo das
vagas dos lugares de pralicantes queexislem ha mes-
ma thesourarra, e cujos exames terao lunar no dia 5
de maio prximo teluro : os prelendeute deverao
apresenlar seus requerimenlos al o dia 4 do supra-
tlilo mez instruidos com certidSo de idade, folha cor-
rida, equ&esquer oulro documentos, qae sirvam a
provar anas habiliface, devendo mostrar no exame
que tem boa letlra, sabera os principios de gramma-
lica da lingoa nacional, a qualro especies, e a Iheo-
na dos quebrados e fraeces decimaes na forma do
artigo segundo do regulamenlo de 18 de dezembro
de 1850n. 744. Secretaria da thesouraria de fazen-
da de Pemambuco 6 de abril de 1854;O oflfcial,
Emilio Xavier Sobriira de Millo.
O arsenal de marinha compra no dia 10 do cor-
rente, para supprimento do almoxarifado, os objec-
tos seguintes : estopa de embira, pennas d'aco,
lapis, nandeiras imperiaes Se pannos, bronze pe-
queos de ferro, limas chalas to 12 a 16 poilegadas,
ditas de meia canna de 12 ditas, limaloes groaaoa de
meia dila, prego de gaarnicao grandes c pequeos,
pedras de amolar, cola da Baha, cabo de linbo de
2, 21|2, 3, 3 1|2 e 4 poilegadas, palles de carneiro,
lanternasde patente grandes, remos de faia de 15,
17,18, 19 e 20 p, piassaba; papel do peto, azeile
de coco para p pharol e carvao de pedra, sendo este
posto a bortlo do navios em suas respectiva carvoei-
ras: as pessoas que quizerem vender lemelhanle
objectos, compareeam nesla inspeccao no dia cima
indicado, com as suas proposita.' Secretaria da in-
peceSo do arsenal de marinha de Pernambuco 5 de
abril de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozio da ConceicSo PadiUut.
7-Achando-se depositadas alguma* gallinha en-
contradas era nma canda, que havia sido furtada e
apprehendida no porto da ra Nova, faz-se o presen-
te annnncio pete subdelegacia da fregaezia de Santo
Antonio, para conhecimenlo da pessoa quem per-
lencerem ditas gallinha, afim tle que lbe sejam en-
tregues, dando ossignascerlos de ano numero e naa-
lidades.
2 grandes jarro demaL
porcellana, vaso de dite]_
de cima de mesa, quadros .
dos pintores, om'coup com]
jorradas de damasco de if
mogno, mesiuhasde varii
enleiles de alabastro e de
(10 de mesa; gmSo" de
arete com. luidas fixas,
nova invencao, um rico______
dito com moldura douradaTi
lana nova, tapete da sof, lanfa
com bocal de prala, um
e outro pequeo, urna es
teira com entente, doaa^*^*H
de obras impreasa, caU
pa, banheiro, quadrl:
rica cama franceza.com c
panno lavrado, 2 cadefra
um lavatorio dito com jai
dito, cadeiras americanas,
buril, ditos avulso, alga]
Iho de metal para cha,
inglez, botOes de oro, !
objeclo miados que na
Ter lugar dito leilio-fio
maulia. no segundo andi__
sulado de Portngal, defronli
AVISOS
M,
>andWe do Sr/9o.
*^***
!T/
ULTIMA RECITA EM QCE TRABALHA O IN-
SIGNE ARTISTA DRAMTICO O SR.
Germano Francisco de Oliveira.
SABBADO 8 DE ABRIL DE i 854.
29" HECITA DA ASSICNATUR.
Finda que seja ama excellente ouverlura, lera
lugar a representaco do muilo applaudido drama
em 5 actos ornado de msica.
D. CEZAR DE BAZAN.
Em cojo drama o Sr. Germano far o principal
papel.
Na occasiao do balese execntar um lindo terceto
compo*icto do Sr. De-Vecchyf'
No fim do drama o Sr. Ribeiro dancar a
em caricatura por um
vxsTZDo i ornoiAt nuscui,
liando lim o divertimento com o bailete cm dou
acto.
A LOUCA FINGIDA
ou
CONSULTA BOS ALOPATHAS E HOMEOPATHAS-
ComposicSo do Sr. Jos De-Vechy.
Os bilhete est3o a dispoticp do publico desde ja
no escripiorio do Ihealro.
A empreza tendo destinado este recita a favor da
Sr. Germano, e sendo por cito misada com tanto
cavalleirismo, ella se v obrigada por esta acto Ido
generosa agradecer-lhe deste modo osmuitos obse-
quios de que lhe he devedor, esperando que o res-
peilavcl publico concn a a esla recito,, afim de ap-
plaudirem o artista que tentse lorn digno da es-
tima do publico.
Comecar s horas do cosame.
AVISOS MARTIMOS
:*Para o Ri de Janeiro seuue im|ireterivelmenle
no da 10 do correnle,
quem no* mesmo qui.
embarcar esclavos, d
escripiorio oVMai luerra Jnnior.
--
OMatj-part o restod carga IralWafcmTnwS Ir- firma de urna pessoa eslabeletida nesla
rmww;
Alugam-se carreras i.
leriaea, madeira e todo e l
S)r preco rauito commodo e'nm
ocinho, armazem junto a labern
_ Precisa-se de ama ama
sollciro, para eozinhar e e
estiver neslas circumstaa^^H
gd n. 11, segundo anda
9, ou da 3 a 4 da larde.
Na rna Nova n. 27, acha-st
ment de vidros pra vdracas de toda!
em porcao e a retelho.,
Fabrica de charj
Na rna Nova I
riado orlin ^
franceza do mell _
nheeido em Pari, de Gibus Pere &
mitras milites qualidades,* e lado por preco mais
baratos do que em oulra qoalquer parte.
Vai hoje pela ultima vez a cma.conforme
te afcnnnciado, o nosso simpathico Germano, no D.
C.ezar d Razan, onde muilo lie distingae; certo es-
l|)u que a rapaziada apreciadora do mrito nao dei-
xaru de concorrer a dar o ultimo adeos a Uo di-
llncto artista; assim o espera^-Oaimigo 3o me
Precisa-ie de urna ama qae saib
lavar de sabao e engommar, para casa de ponen fami-
lia: na ra Nova n. 49. -
' Em presenca do Dr. joia de .
les, se proceder^rarrematai;.
cisco Jos Gon lOhoraa.d''-' uhaadodiaK
-O-antiM, aasignado roga
subscreveram a benefii
sembafgador Domingos N.Rt^^H reu-
nrem terca-feira proxm
no escripiorio do IHm. Sr. Ma
Silva na ra da Cadeia do Rec
rem a reparlicao pelos herdi
companhia de Beberibe, em que
a producto da 6ubscripcao.Z.r
O eserivao actual da in ind__
sus da Chagas. em nome da mas,
pelavel publico, que no do
correnle tem de se apresenlar
lemne proeissao do mesmo S
correr as 'ras segointei:
dos Quarteis, praca, a vottar
deS. Francisco, dita tx^^^^H
Recite, afca da Cruz, Iravaai
Tanoeiro, Trapiche, if
do Vigario, travessa i" '
dre de Dos, dita da i
do Collegio, dita do ]
Uireila, travesa d
Marlyrios, dita de Hortas, terj
do mesmo, na da Fio
Trincheiras, Rosario esl
a recolher; a mesma mesan
dor da llnmioafeo ae dig
pees dos tugare onde p
dores, e lambemToga a I
fraria para comparecereni noT
acompanharem a mesma procnalj
las duas horas da tarde. '
O abaixo ossignado previne
blico, para que ninguem t
bre o engenno Prazres, s
pcrtencenlo ao casal de su
na Joaquina- dos Prazer<
abaixo assgnado na qual
de tentar pelo juizo daque
testamentoe inventario qi
que ficaram par faltedmcnto da i
para que nao se allegua.ignora:
nuncio.Chrislotao do Bega
Aviso a rapaz ir
AraanhJa 8 do correte hav
chi, e caf da* 5 hora da tarde em
ro-da Boa-Vista por baixo do Sr
assim como todos ds dias da 7 horadan
10, tambem eflorece corr.modidade pira
que quizerem apreciar c bom sorve e, e i
so tem salas iodependente.
Rap Aaai-t
Vinva Pereira da Cnel
de rap Princeza da Gsw grosso.
noticia a seus fregaezes qae acal
novo rap muilo apreciado im Rtt
chamam amarclinko: eem verd
o torna recommendavel
5 libra para eimjk O a
encontrarlo em sen depo
toda as qualidade de'rap a
jeitando-se a qaalquer reclamac^o que pona haver.
Auiga-*e umi escrava qu coziaba, lava Of
gomma o diario: na ra do Seve, casa torrea com
oteo.
Aluga-se a leja de paleo do Terco n. 9 eom eom-
modos para familia, e vende-se aarmacao da taberna
qne nctla teve propria para qualqner estabeleei- |
ment: na taberna jante n. 1t se dir eem quem
se trata.
Precisa-se de ama aran: na rna do. Hospicio
casa n. 17.
O rapaz porlugnez
no Diario de ^^L\\\\\\\\\\\m\\\\\\\\\\\m\
rja-se a r"ua do Tr.-.
qaem Iralar.
A mesa actual di
Sacramento do barro
irmaos, para
e faz aj^H.
do rer
po,tern
rade manliiJ__
dos Santos Ole
reo, assim
dominzo de Paschoa,
PonKheal, s
benfo papal, conced
pois do que sahir
Previe-sit^^^^^^^^^^^^^^^^^^HjH
S. do Ltvramento que nao pague o dous ni
lheles da segunda parte, de nmeros
176159, senio ao dbaixo atsigiudo por lhe terem
sido desencamiabau
Francisco ilcanti de Souza LeSo.
i vantajoso.
gnem quizer dr WJJ000, para recefcer 50OJO0O
no fim de dez mezes, podendo esta quantia ser paga
r ntelfo ou per preslacoes mensae*
la um, grantindenie esta
--=- ,4. naatirrair-ln
|p.


DIARIO DE PERMNBUC% SABBAOO 8 DE ABRIL OE 1854.
PELO SR*.
Prccisa-sc de oilo ou de cantos de ris a juros,
dando-te predio* desembarazados para garanda : na
riia-larga do Rosario n. 37.
*DFFICUES |E AI.FIATE.
Narus Nova, lojada esquinada Ponte da Boa-
VisU, precisa-se de oQkiaos de altaiale para obras
miudas.
- Narualhreita tull, d-se=i|nhero a-jaros
oenas quantias, e lioge-se roupa cora todj a
NOVO RO!
DR.*
autor da Moi -A acloal mesa da irmandade do Sinliisimo Sa
Amores, R media Phantasma "amonio da freguezia de S. Fr. Pedro Goosarves do
tras!11
composir
PRIKC1PIOII XO FOLHETIM
MARM0TVN.450
DE TERCA FEIKA 7 DE MARCO:
' Abrio-se umi asaigaalurt desta folh.por 39 rs.,de
margo i jonho, tendo os senhores assignautea, alm
de V1CENTINA em foihctim, toda a vantasem
dos deseum, msicas, figorinosscoloridos e retratos;
sendo os primeirosdestes o dos Kuhores conselhei-
' PAULINO JOS SOABES DE SOLZA
JOS CLEMENTE PEREIRA
que serio distribuidos no crrenle mez, assim como a
nova quadrilha Saudades da l'arahiba Jinda
inspiracao do Sr. i, J. t'ioyattn
TIMO ISTO POR 39OOO BS. PARA A CORTE E
45OOO PARA FORA.
da Constituirlo
capa a comparecercm na igreja, no da 10'docnr-
reule, as 6 horas da manhaa, para acoropanharcm a
prociss.no do Scnhor aos enfermos.
Precisa-se de um caiieiro para deposito de pa-
daria:. a tratar na ra das Larangeiras.n. 18.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Os senhores accionistas e^ubscriptores
sao avisados para pagarem seus dbitos
ate' o dia 20 do corrente: findo este prazo
se dar' cumprimento aos estatutos.
na toja do editor Paula tirito, praca
n. tu, e ua toja do Canto da ra de S. Jorge.
Os que quizi em vez de assigaatura, lomar"
urna acfSb de 10S9000 rs., lerao sempre de graca a
Marmota, com todos os seos avulsos, e mais anda
pocjjen pagos de 6m 6 raezes no es-
cnptoriod. prasa da Constituidlo n. 6t,
no Rio de Janeiro, on tiesta cidade livraria da pra-
ca da Independencia n. 6 c 8.
toa' que acliou dons papis, sendo um rc-
ntiermenlo assignado pelo Exm. bispo, e urna cec
tidao assignada peto vigario da freguezia de,S. Jos,
pertencentes ambos os papis a .Hara dos Prazeres
Bezerra, a qual perdeu uo da segtindt-feira 3 lo
correnle? querendo por sua bondade restituir: diri-
a-s ao depMito de farnha defrontc da ribeira.
0 Dr. Casanova 'mudou-se para a ra das
Cruzes n. 28, segando andar. $
S:8
Urna mullier de cor e de capacidade, eque da
fiador da sua conducta, propoe-se a ser ama de casa
de pnuca familia on de liomem solteiro, fazendo ludo
terviQo de cozinhar on de engommar: pode ser pro-
curada no pateo doCarmo, as tojas da casa u. 50, r
priuieira a voltar para a Gamboa.
signado otlerece os seus servicos por
prci;os limitados, para dar batanaos em tabernas, e
fazer escripturacOes, nao 6 para este estabeleci-
mentos como pata qualquer pessoa particular ; os
preiendentesquando o nao acliem em casa na ra da
Senzala Velha 11. 11-2, lerceiro andar, pJSera deiiar
seus Domes no primeiro, para .seren procurados.
, Firmino Jote Flix da Rota.
No dia 8 do corrale abril, depois do meio di,
arrematar cm praca publica do Illm. Sr.
ipil da segunda vara, na casa das an-
a anima praca, a renda da casa de
- sobrado de 3 andares o. 7 da ra do Vigario, a re-
quei intento do consenhor Frsncisco Joao da Barros,
avallada por 1HJ008000 rs. annoal, por lempo de tres
candiles do arrcndamenlo se ncham
> cm man du porlero do juizo
escrivao Baplisla. .
Pcrdu-so do abaixo assgnado um embrulho Ataga-sc um mulato que sano bem cezinhar.
t r\n i\oi 11 fini\ jintilianii A...nnn*.i.._t___a_______11 __i f 1* 1 1 1* 1
de papis que conlinha cincoenla e tantos mil ris
em scdulas, urna letlra de 8OI5OOO rs. aceita pelo
Sr. Delphttio Gonralves Pereira Lima, outra.de
Francisco Roberto da 2178000 rs., outra lellra saca-
da por Hanoel Lopes da Silva aceita pormim, e.en-
dorada por Droga Jos da Costa, da qoautia de 31*}
rs., olras Ultras, recibos e mais papis que nao po-
de lembrar-se na occasilo : quem gibar semelhantes
papis podar ficar-se com o dinTOiro, entregando
nicamente as Ultras e mais papis, queso'podera
servir de utilidade ao chaixo atsjgnado.
Jote Hugino de Miranda.
Methdo repentino de leitura e escripta,
era vinte lines, no collegio S. Francis-
co Xavier, dirigido por Francisco-d
Tratas Gamboa, no seu sitio da Crr-
V
medico francez, d con-
is os dias uteis das 9 horas da
.J o meio dia, cm sua casa ra da
Cadeia des. Antonio n. 7. '
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, affiancando-
e- aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offrecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprieta no deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Aluga-fie um sobrado de doos andares com bas-
tantes commodos. porja de coclicira c cavalleirice,
sito na ra da Aurora n. 22: a tratar na niesma ra
n. 26. sobrado da quina.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. juir do cvel da
segunda vara, se lia de arrematar, depois da audien-
cia do mesmo juizo, na ra Nova n. W, a annarao e
objectos de selleiro, por eiecucAo de Jos Hara da
Costa Carvallio, contra Domingos Jos Rodrigues
Braga, por alugueis de casa em ultima praca, no dia
8 do crrenle, as 2 horas da larde.
Negocio vantAjoso.
O dono da luja de calcados, intitulada Estrella 19',
ra do ivrameulo, em um dos mellares locaes, mui-
lo afreguezda em calcados esurrageuv de couros, d
por balanco a qualquer pessoa habilitadtX diligen-
te, dando para isso garanta no que reerbor, e
tendo o seu ordenado nos lucres; faz-se este negocio
por motivo de molestia, o tambem vender-se-lia que-
rendo, sem fundos para qoem tem pouco dinheiro:
na mesma loja se achara com qoem tralar.
Preeisa-sc de aprendizes de alfaiate: a traUr
no aterro da Ba-Vsla n. 66.
O general Seaa transferio a sua residencia da
roa do Hospicio, para o atierro da Boa-Vista, casa
n. 38.
. Altiga^se um sitio
na estrada dos. afDicios confronte a igreja do mesmo
lugar, bstanle grande, com boa casa de vivenda,
murado n frente e fundo, e com muitis frocteiras :
quem o pretender, dirija-se Ponte de Uclioa em ca-
sa de Francisco Antonio de Oliveira Jnior, que tam-
bem o permuta per predio na prac.a,ou vende.
A abaixa assignada por si,c como procuradora
io Hara de Seixas, ven-
ad ni i rarao que o sobrado n. 2
da ra AugusCi pertcnceute ao seu casar est com
dia designado ;(8 de abril) para ser arrematado em
praca requerimento, e por forra da senlenca obt-
aiojasa, e irilamcnle por Hesqoita & ljulra sem
le a'sopplicante por si, e Uo pouco os credores da
ab do seu marido fossem ouvidos, como Uso,de-
veriam ser, como os nicos interessados na quesls
susciUda, sendo-o apenas o pretendido cirador lis-
cal, Leroos Jnior, que deixara instaurar e proseguir
tal aejao sem que a eHa se oppozessc como era d
seu rigoroso e sagrado dever, em sua qualidade d
proposlo do juizo' da fallcucia, q'u'e fura aberta ao
marido da supplicaute, contra todas as leis antigs e
novissimas e da onstiluirau lo imperio, e pelo que
protestara sdlemuemeule coutra os auto-
i desta violencia ni.slruosa c contra
tudos OS s que dabi dimanassen. -'oteslo inser-
to nos jornaes desta cidade e outras a ._-- ^ vera
ante o pubi desla cidaile e de todo o imperio pro-
teslr solemnemente contra mais esta violaco c
concukarneato da. Uglsiajae anliga c novuWma:
primeiro, porque os eiequcntes Hesqula&Dotra
n instaurar urna acijao pelo juizo commer-
cial, quando todos os bens do seu casal estavam
:desde julbo de 1851, entregues ao juizo da fallcucia:
eses excquenles em todas as reu-
niOea doscreilores comparecer ni, subjeitando-se -o
-que a M$i a creve; terceiro porque seria monstruoso que um
credor se locupltle de um pretendido capital e ja-
ros; em lesao enormsima dos demais credores, que
alias esto em igual lnha de privilegio e ignaldade,
visto como a hypotlieca feila Francisco A'Ves da
Cunha, quelie o seu titulo, he feila em 1842 e pro-
ac{6es de Ultras em giro^ommer-
v do eqrpo do referido nslrfrmento, e
'ora iavrado so* o dominio e forta a legis-
cdigo, a qual evidentemente he a
^^ho del, ,4, ij de maio de 1776,
1 de novembro de 1756 19 e 22; que
oseasos.defallencia, os dlreits dos
ipoiAcorioi e dos eherographariot, etc.,
i; e nem poder valer aos ditos eve-
leaperfezade mandarem registrar uo tri-
bunal do eounercio etu 1851 a referida Irypotheca,
lavraaa alia* m 1842 (!//) querend comesse regis-
ir o privilegio outorgado pelo cdigo que
irincipiam funecionar e vigorar cm- 1851 (arl.
tdigo) como se essa hypotheca fora lavrada
mo de 1851; ora, he o que jamis po-
esmo em face do 3 do arl. 179
. da consj. d as Uis nao terso eOeito reUoacUvc face, dos arla. 741 e 742 do decreto n. 737 de 25 de
bro de 18o0: quarlo, jiorque he claro luz
endrina que. estes credores Hesqala & Dulra
i.subjeilar ao prescripto, na legislacao espe-
i falUocias arU. 842 e 856 do cod. e 133 do
sato das qoebras, visto corri a fallada hy-
.pojhca to tem a validada que lh'ootorga os arls.
bI9 dodecjreto n. 737de25de novembro de 1850 e
90do cod,: quinto e finalmente, porque
Hetquila&Dutra sao devedores ao
n matea fallida) por cootas parliculares
Momma que absorver a mor parte da
refatMafcj'polheeal:.. Em virlude, pois, das razoes
expolias e dos principios incuucutss d direito, vem
i abaixo assiRuada proteslar contra esta cxccucao, e
tnnemente, que cm lempo competente
lude annullar essa arrematacao, por haver-sc pro-
itaob e mbrepticiamente postergada
laso i e ser nAlissima desde a iniciacao
respectiva accao, porque, lie comesubo o apio-
nsmo jurdico g- guodnullum ettabinilio tractu
temporil: non cantaletea.
Barbara M. da Suca Seixat.
Recife 4 de abril de 1854.
#:@
2 BOIEflPATeiA.
a Comarca do Cabo.
Hanoel de Siqneira Cavalcanti mudou-se
para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
.consultas todos ~
GHR\STAL0T\P0.
Galera de ricas pinturas pelo an
novo estylo. v
Alcrro da Boa-Vista n. 4.
De caxas, quadros, medalbas, alfineles e pulcei-
ras ha um rico sortimento para enllocar retratos,
por preco inulo baixo.
Perden-se no domingo 2 do corrente, na ma-
triz da Boa-Vista, por occasiao do sermao pelas 7 llo-
ras da noile, urna pulceira de ouro com esmalte :
quem tiver adiado, querendo restituir, pode levar ao
aterro da Boa-Visla, segando andar por cima da co-
oliera do Sr. Antunes, ou na ruado Amorim n. 35,
cata deTasso Irmaos, que ser gralificado.
Estampas de santos e santas.
Cfiegou a loja de rpiudeza da na do Collegio n.
1, novo sortimento dos seeuinles nomes do sautos c
santas em punto pequeo e grande ;'S. Luiza, Aujo
da Guarda, -N. S. do Bom Conselho, N. S. da Con-
ceicao. S. Hartinho, N. S. do RosariofS. Thereza,
S. Carlos, N. S. entregando a S. Pedro a chaves
K. S. do Girino, Adoracao dos sagrados coracoes
Salvador do Mundo, S. Antonio, S. Jos, S. Agos-
tinho, S. Francisca, S. Antonia, S. Joanna, Nasci-
mento de Jess, S. Marta. S. l.uiz Gonzaga, Sa-
grada Familia, S. Francisco de Paula e de Salles
S. Pedro S. Paulo e a Igreja, S. Joao Baptisla, s!
Miguel, N. Senhor Crucificado, N. S. das Dores,
Desciment da Cruz, assiro como outras muitas que
se deixam de aniiunciar.
Aviso aos rapazes solteiros.*
Chegoua loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um segredo que s avista do comprador he que
se pode mostrar, he fazenda de primeira qualidade,
marca P. R. R.; a ella antes que se acabe, porque as
eucommendas sao rauila".
A pessoa que olTcreceu cem mil ris pelas duas
vaccas recenlemcnte paridas, pode ir elTectuar o ne-
sorio na casa da roa do Hospicio, que foi habitada
pelo general Sera.
Nestatypograpbiaprecis-se fallar
ao procurador do Sr. Vicente Ferreira
da Cruz) sobre o pagamento da ansio-na-
tura deste Diario.
Precisa-se alugar urna ama que saiba lavar,
engommar, cozinhar e fazer todo o servico de urna
casa de pouca familia: na ra Direila u. 119. loia
de selleiro. '
DOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extracao dos premios da 15.
loteria concedida para indemnisacao
do theatro publico, da prestacao mn-
sal com que auxilia a Joo Caetano dos
Santos, extrahida em 21 de marco de
1854: >
' gratoitamente.
os dias, e a tratar os pobres
Lotera de Nossa Senbora do Livramento.
No dia 24 do correnle ndam as rodas desta lote-
ra no cons reja da mesma Senhora, vis-
la da gran< que tem havido nao resta du-
vida lliesoureiruque os amantes deste iogo, conlinuem a
toranrar resto do*.Ji4heU, oa quaes esto venda
sourelro,
^Bfgva da Silva.
uilgero Pinho mu-
Je i roa de S. Francisco #
| dou-se para-o pala
vo) rj. |
della, exirte algam prente ou betdeiro da finada
Marta botas de Amorra, e no cato que exitla, moi-
Wlhefcscja falla.
| gw^M a Angusla taberna n. 1, oq no engenho
' pastado no lugar
chamado Ia,le fo ^
Hacuje, um-qU Sr. do euK
Coaceicao-Nnva da ,, e MV^
naessoosseguii ande mnfn
{"}. ov ;lto'poe^
qi
1
1
1
1
6
10
20
N.
377.
5785.
2915.
2109.
52,
5572,
20,
1894,
4584,
5750. .
45,119
2(15
5407
439
5755
4514
4545
5754
1515
4246
5105
20:000
10:000$
4:000$
2:000$
1:000$
60
717,
1965,
2894 ,
3612 ,
4389,
5467.
155, 255, 597,
826, 847, 911
1558.
256,")
5109
4264
4534
186, 564,
400$
1465
1909 ,
1958,
2249,.
2553,
2737,
5029 ,.
3283,
o472,
5620,
5878,
5958 ,
4181 ,
4645,
4706,
4989,
5229,
5966.
1750,
1925,
2075 ,
2508,
2416 ,
2941 ,
5058,
5391 ,
5544 .
5625,
5885 ,
4004
4487
1542
2616 ,
5289 ,
4321 ,
5391 ,
672,
1267,
1855,
1945,
2200 ,
2548 ,
2495 ,
2968 ,
5255 ,
3461 ,
560 ,
5651 ,
5894 ,
4065,
4563 ,
200*,-
punga.
O director leudo obtido do Exm. enverno desta
provincia, liccnca para leccionar as materias de ins-
trucejo primaria, em junho de 1851, e igualmente a
de condecorar os seus alumnos com medalhas de pra-
la e ouro, conforme os graos cm que fossem exami-
nados, tem feilo todos os esforcos possiveis por apre-
senlar lodos os seus examinandos em estado de se-
rem, como tem sido, approvados plenamente par
difierenles senliores professores, com os quaes ne-
nhuitia relaco tinha de amizade, de alguns, pouco
conhecimenlo ; sendo estes exames presididos pelo
oledrrimo inspector do quarlo,,circulo lilterario, o
Illm. Sr. Dr. Loureiro : fazendo Justina a imparcla-
lidade dcslessenhores, nao pode o dirclor.du colle-
gio S. F'rancisco Xavier, allribuir a patronato o bri-
llianle resultado desle exames ; mas sim sua feli-
cidade, nao sciencia, pois que pouca ou ncuhuma
possue ; e como a felicidade vem smenle de Dos,
confiado no seu poder omnipotente, vai abrir no dia
quinla-feira, 20 de abril, um curso de leitura repen-
tina, que ser execulada em 20 lices, das 8 horas da
manlifia s 12, e das 2 as 6 da larde. O preso sao
608000 rs. adiantados, os quaes o director tomar a
restituir ejuelles alumnos, que al ao 1." de dezcin-
bro do corrente anno nao estiyerem promplos. Os
desconfiados poderao dcpnsilics*a quanlia em po-
der do Illm. Sr. subdelegado (la freguezia da Boa-
Vista, o qual senhor podera admittir seis artistas pa-
ra seren leccionados gratuitamente das 7 s 9 horas
da noile, sem outro onus Uflis que a sua boa con-
ducta. O director lambcm se otlerece para receber
gratuitamente dous alumnos internos, ou do collegio
dos orphos, ou do arsenal de guerra, com taj!" que
sejam menores de 10 annose iguorem aJsolulainenlc
qualquer'roethodo de. leitura, sejam csperlos e sa-
dios. Havcro discpulos promplos no lim de m
mez, de dous, de tres, etc.; isso depende da capaci-
dade de cada uro. Aquello que i terceira liriio se
mostrar inapto, ou per fallas ou por m conduela,
ser despedido e restituida a quanlia adiantada. Du-
rante as lices a aula nito poder ser visitada, e se o
fr por autoridades, devero parar as licOes, pois s
no lim da vigsima se proporao os exames. A trela
he ardua! Dos nos ajudar. Do dia 8 at o 19 do
correnle abril est aberta a matricula para a leitura
e escripia repentina. Francisco de Frcilas Cam-
oda, director.
ViveiroTm vegetacao.
Augusto Renoult, horticultor, chegado
de Franca, conduzio urna excellente collec-
jio de plantas e flores, a qual breve ex.-
pora' a' venda.
Oflerere-se um hom afinador de piano : no pa-
teo do Paraizo, sobrado junto a igreja, segundo an-
dar.
Antonio Jos de Souza GuimarSes segu boje,
6 do correnle, para a Europa, e constituio seus pro-
curadores nesla cidade para curarem dos seus nego-
cios durante a sua ausencia, os Srs. Joan Marlins de
Barros e Joaquim Filippe da Osla ; aquello em pri-
meiro, e este em segando lugar.
Arrendff-se um sitio na estrada do Rosarioho,
defronte do sitio do finado coronel Almeda, e lam-
bcm se vende; os prelendentes de urna e de oulra
cousa queiram dirigr-se ra do Trapiche Novo n.
i," ra da Cruz n. 15, armazem.
No-dja 10 do correnle, as 4 horas da larde, na
noria do Dr. juiz de orphaos, na ra de llorlas, se
ha de arrematar por ser a ultima praca, urna casa
mci'aguade tres andares, sita na ra do Amorim n.
21, pertencente a orpluTos, e vai praca a requeri-
inenlojio tutor. ^v^. .
Paulo Gaignou, dentstaA.
pode ser procurado a qualquer hora emua casa
Ditua larga do Rosarioni. 36, segundo and^r.
NO CONSULTORIO H0ME0r\TlC0
do \
DR.P.A.L0B0 M0SCOZ0/ V
Vende-se a melhor de todas as obras do medicina^
.lomopalhica.is- O NOVO MANUAL DO DR.
JAII11 .3 traduzido em porluguez pelo Dr. P.
A.Lobo Moscoco, conlendo um accrescimo de im-
portantes cxplicaces sobre a appllcar,ao das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : quatro volumes en-
cadernados era dous 2O8OU0
Diccionario dos termos de medicina, crurgia, aua-
lomia, pharmacia, etc. pelo Dr'. Moscozo: encader-
uado 4JOOU
Urna earteira de 24 medicamentos com dous Iras-
cos de linduras indispensaveis 403000
Dila de 36 ......... *&*>
Dita, de 48...... .' 50W00
Urna de 60 tubos com 6 frascos detincturas. 60800
Dila ile li com ti ditos ...... IOO9OOO
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 85000
Ditas de 48 ditos.........168000
Tubos avulsos de glbulos ...'.. 18000
Frascos de meiaonca. de lindura ... 25000
Ha lambem para vender grande quautidade de
lubos de cryslal muito fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
Asuperioridade desles medicamentos est hoje por
todos reeonhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram o*compraran) a
obra do J AHIt, antes de publicado o 4' volume, p-
dem mandar receber esle, que ser entregue sem
augmento de preco. '
O indicado pelas iniciaes J. I. G. responde
ao Sr. Domingos Tertuliano Soares que nao tem de-
veres cumprir para com S. S., nem cotilas dar-
lhe; sendo qne al boje, gracas Dos, leui zelado
bastante a sua replatelo para nao ler,o menor re-
celo de que o Sr. Domingos patnteie ao publico o
que lite couvier, ficando S. S. cerlo que o juizo do
publico, a quem o iudicado muito respeila, ** ha de
formar nao cm faceto que expozer o Sr. Domiu-
gos, mas Avala da posicao de urna e oulra pane.
Ser a primeira vez que o indicado se veja acensado
de haver-se sublrahido um dever.
Arrenda-se o engenho Leao, silo na fieguezia
da Escada: os pretendiles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharao com quem Iraiar.ou na fregezia da Escada,
no engenho Vicente Gampcllo, com Hanoel Goncal-
ves Pereira Lima. .
Desappareceram do engenho Queimadas, freguezia
deS. Miguel deBarreirus, dousescravos com duas
crias, pertencentes a Pedro Francisco Cedrim, Itvra-
dordo mesmo engenho, sendooescravo Antonio, par-
do, idade 40 anuos, decorpue altura regular, cabellos
prelos e crespos, nariz chato e grosso; a cscrava par-
da de nome Ignacia, idade 38 anuos, corpo e altura
regular, cabellos prelos c corridos, dando appareu-
eia de caboclada, olhos amarelacos, e esl grvida de
4 mezes. As duas crias sao, o mais velho de 6 an-
annos tle idade, cum a cor e cabello senielhanca
da mai, nariz afilado e pernas finas. O outro de 14
mezes do idade, bem alvo, olhos azucs, nariz chato,
orelhas acabaadas: recommeuda-sc a captura dcs-
les escravos s autoridades policiaes e aos Srs. capi-
Iftcsde rompo, que se os pegarem, os maudaraolevar
an dilo engenho, onde sero recompensados genero-
samente.
O abaixo assignado declara em lempo, que cm
sna'eorripanhia se acba presentemente um prelo de
nome Antonio, em estado de molestia, o qual diz
lerem morrillo seus senhores; c portan lo avisa
quem elle puder perlenccr, alim de que baja de
procura-lo, certo de que o annuiiciatile se nao res-
ponsibilisa pelo que a seu respeilo acontecer.
_, .. Jote' Cluudiiio Leile.
Recife 6 de abril de 1854.
o diario urna cata, e lio muilo Qel: quem pre-
cisar dirjame a- laberua de Joaquim Fernandos de
Azevedo ao enlrar da ra do Fagundes.
Arrenda-sc o engenho denominado Canhfl, na
comarcado Santo Anulo, distante da cidade da Vic-
toria duas leguas, moenie ccorrnte, com hons par-
tidos e de muita produtv oa que iuteular
arrendt-lo, dirija-se a dita cidade da Victoria ao seu
propriolariu o abaixo assignado
Antonio Jote Altare.
Aluga-a om sobrado de um andar com loja pa-
ra ama grande, familia, na roa alrai da matriz da
Bda-Msla: a tralar com Jos Leopoldo da Silva, na
ra do Trapiche Novo segundo andar.
Precisa-se de urna ama para amamentar um
menino com nove mezes do idade: tralar na ra
do Vicario 11. 9 armazem, o na rna do Ilrura se-
gundo andar n. 20.
Qoem tiver um par de brincos de bom ouro,
que seja moderno, querendo se dispor delle, dirja-
se a ra Nova n. 56, que se dir quem precisa.
D-sejpnhero a juros sobre penhores de ouro
ou prala, em pequeas quanlias: na ra Velha
n. 35.
Aviso importantsimo.
Exige-se do Sr. Jos Pinto da Cosa, mais co-
nhecido por Jos da Pcnha. com venda na ra Di-
reila 11. 14, a reslihiicAo de urna lellra de 1839550,
a seu favor, pastada por Francisco Lourenco Carlos,
que por requintada m fdo annunciadn, nao tem
querido entregar, e tenia cobra-la, sem ser cre-
dor!!!! Prevnc-se aos credores do dito Pcnha, e
quaesquer outras pessoas, que nao recebam por
transarao*alguma dila letlra invalida, e para que
ninauem allegue ignorancia faz-se o presente.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de prala
e ouro: na ra da Gloria n. 67 do lado da igreja.
Precisa-se alugar urna ama forra ou canliva, pa-
ra o servico de urna casa de pouca familia': na ra
estreila do Rosario n. 12 primeiro andar.
COMPRAS.
Compra-se urna morada de casa
que nao exceda a um cont de ris, em-
bora nao seja no centro da cidade ; nesta
typographia.
Lumpram-se escravos d ambos os sexos, tanto
para a provincia como para lora della,. paga-se bem
agradando as pessoas ; na ra da Gloria 11.7.
_Compram-se escravos tic ambos os sexos de 10 a
25 annos para dentro e fra da provincia, tendo boas
figuras pagam-se bem: ua ra Direila n. 66.
Compr-se pata coes brasileos e Hes-,
Etanhes: na ra da Cadeia do Recife,
oja de cambio n. 24.
Compra-se urna casa lerrea no bairro da Boa-
Visla, preferindo-se na na da Santa Cruz: quem
tiver, dirija-se loja de ILvros da praja da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Z^,
veadf um,
VENDAS.
TRFFES.
. DU PERIG6RD.
em meias latas: na ra da Cruz n. 20.
Na loja do sobrado amarello, na ra do ;
Queimade 11. 29, veudem-se tobretudos de !
borracha, proprios para o invern, e por prc- ;
co commotlo.
Vende-te carvio de pedra de superior .quali-
dade, em porcao grande ou pequea, a vontade dos
compradores, e puf preco corumodo: a tratar ua ra
Nova n. 27.
Veude-se arroz de casca muito novo a 3500
a sacca : oa rut do Vigario, armazem n. 5.
\ endem-se chales e meios ditos de retroz,
-bordados, de primorosos gostos, e por preco @
@ muilo commodo : .na ra do Queimado n. 46, $
9 loja de Bezerra & Mnreira. at
ende-so urna escrava de meia idade, tem vi-
cios, cozinha c vende na ra : na ra Direila V. 66.
Vende-se um lindo cabriolet com
um bonito cavallo : na ra da Sen-
zata, cocticira de Joaquim Paes Pe-,
reir da. SiU-a. Tambem se vi
cada urna das causas separadas.
Vendem-se duas escravas que en-
ommam e csem bem, ambas mocas e
e boa conducta, umpreto cozinheiro,
tanto de fogao como detorno, muito bom
escravo, um mulatinlipde 16 annos, bom
para pagem, todos por preco razovel :
nk ra Direita n. 66.
PAT.ITO'S DE ALPACA TRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe o. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
; OVAS DO SERTAO.
Vendem-se muito frescaes ovas do serian, por pre-
co commodo: na ra do Queimado, loja n. 14.
Vende-se feijo mulalinho e branco, em sac-
ras de alqneire, a 7g000 cada om, e de ontra quali-
dade por 68000 : no caes do Ramos n. 2.
Vende-se urna escrava, crioula, de idade de20
a 27 annos, qne engomma, lava, cozinha, e he muilo
carinhosa ; vende-se por seu dono rclirar-se : para
ver e tratar, no Forte do Mallos n. 12, primeiro an-
dar.
Vende-se urna cscrava, que cose, engomma, co-
zinha e lava de varrella bem: quem pretender di-
rija-se a ra das Trinrhciraa n. 48 segundo andar.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife
n. 10, superiores palitos de panno prelo forrados de
setim, por commodo preco, casemiras tle cores de
gostos muilo modernos a .>">00. 58000 e 58600, ditas
prelas a 58500, 68000 c 78000 o corle, muito finas,
panno prelo fino, a 38500,48000,48500 e 58000 o cc-
vado, superior qualidade, merino preto a 8600 e
28200 o covado, sarja hespanhola para acabar a 28
rs. o covado, alpaca prela a 560, 680, 800 e 900 rs. o
covado, e um completo sortimento de fazendas bara-
tas,, que se d amostra: na ra da Cadeia do Recite
n. 10.
Vende-se junco para empalhar cadeiras, tanto
em poveo como a retalho; assim como se vende pa-
I i tilia j prompla para empalhar toda a qualidade de
obras, como sejam : sotas, cadeiras, marquezas etc.,
ludo de superior qualidade: na ra da Cadeia de
Santo Antonio n. 20.
Vende-se feijo mulalinho muito superior, por
alqneire: na ra das Trincheiras n. 5.
Vendem-se apparelhos para cha, zoes, rxos
e cor de rosa, ditos para mesa de jantar, pratos azues
finos, e oolras militas loucas por preco commodo,
cha brasileirn a 18600 libra, dito cm caixas de 8
libras a l3280,Tlito da India a 28000 e 28560, doce
em frasquinhns, frasquinhos de conserva, chocolate
em libra a 320, farinha de gomma a 120 rs. a libra,
vinho engarrafado a 18000 e 18280. e oulros mailos
objeclos por preco mais commodo db que em oulra
qualquer parle : defronte da matriz da Boa-Visf n.'
88, quina do Hospicio.
Delouche, relojoeiro-
' Vendem-se relogios e concertam-s, mais
barato do que cm outra qualquer parle ; as-
_ sim como tem vitlros, correntes e chaves :
a ra Nova n. 11. Tambem vende agua argento-
magnelica para pratcar."
Vende-te urna casa terrea muilo larga, na ra
dos Coelhos n. 3 : a tratar com o seu dono Herme-
negildo Gonralves da Silva, na ra do Queimado n.
10, ldja. #
Na ra do Vigario n. 33, vendem-se saccas cora
superior farinlja de mandioca, por preco commodo.
@ Conlinua-se a vender a bordo do patacho
Clementina muilo boa farinha de mandioca,
por preco commodo, e para porches se far
algum abatimento : a tratar no escriptorio da
ra da Cruz n. 40. 66
6%
277
4727T 4758.,
5017, 5174
5285, 5855
100 de.
1800 de.
1000
40),
20$
mais modernas e
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova loja '
de oorives da ra do Cabug n. 11, confren- I
le ao pateo da matriz e ra Nova, frauqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor- _
timento de obras de oun^pe muilo bous gos-
los, e precos qne nao detagradarao a quem |
queira comprar, os meamos se obrigam por
qualquer obra que venderein a passar urna
conta com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeitos por qualquer duvida
que apparerer.Sera/im & Irmao.
FAZENDAS PARATAS.
Na nova toja de 5 portas, na ra do Li-
vramento ao pe do armazem de louca
n. 8,
vende-se superior sarja prela hespanhola a 2&200,
28100, 28600, 28800 e 38200 o cvadi, se'.im prelo
de-Maco a 38400, 38600 e 48000 rs. o covado, ricas
mantas prctas de tilo de linhn, e goslo moderno, tu-
vas de seda prela, ditas abertas de lorcal, superiores
meias de seda prda (de peso), litas t menos preco,
Remiras prelas (selirr), pannos pretos de prova de
litao, superiores chapeos de massade forma moder-
na\dilos de panno, fazenda mais superior,' c mais
levet^duraveis, e outras muitas fazendas por prejo
maUei.conla do que em oulra parle.
Ve)e-se una muala com todas as habilida-
des, principdmenle noengoromado por ser perita; o
motivo da vei?da so djniaocomnrador : na ra da
Praia n. 43, primeiro anJflrv^^
Vende-se urna armar.io paca estabelecimenlo,
confronte ao quartel da SuUdadclV u0 mesmo duas
vaccas prenhes e'qualro bezerras : t|mprn pretender,
dirija-se taberna confront ao quartel*
_ Vende-se a annarao da loja da ruasTlireila n.
65, com os laudos que exislem na mesma obv" al-
ies ; assim como tambem se atuga o sobrado S^um
andar aonde est o mesmo estabelecimenlo, leiido
quinlal com cacimba de excellenlcagua, e estribara
para dous cavallos: a tratar na mesma loja.
Vende-se boa e excellente palha de carnauba,
em porcao e a rclalbo, por preco muilo em conta:
no porto do Pocinho, armazem junto a taberna.
ARADOS DE FERRO.
Na fundico' de C. Starr. d C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vende-se batata, chocolate e marmelada, todo
chegado no ullimo navio de Lisboa: na roa da Sen-
rala Nova n. 4. Na mesma casa precisa-se de urna
ama para cozinhar e engommar.
Grande rJechincha !
Vendem-se corles de cassa do ultimo goslo, ecores
fias, pelo baratissimo preco de 18920 o corte : na
ra do Crespo n. 5.
^ Vende-sc urna cscrava moca, e de bonita figu-
ra, sem deleito nem achaques, e com algumas hab-
lidades : na ra Direita n. 36, terceiro asHar.
Veude-se na ra do Trapiche Novo n. 4, urna
porcao de aducllas que foram de cascos americanos
de azeite de pexe, assim como alguns tooeis levan-
tados da mesma madeira.
Vende-se urna casa- do sobrado de um andar e
soiao, com janellas para o oitao, tendo bastantes
commodos, c em urna das melhorcs ras de Santo
Antonio : a fallar como corrclor geral H. Carneiro.
MYALHAS A CONTEXTO E TESOURAS.
Na na da Cadeia do Recife n, 48, 1 andar es-
cnploro de Augusto C. de Abrcu continuam-se a
vender a 8jfJ0O ris o par (preco xo) sj bem co-
ntiendas e Amadas navalbas de barba, feilas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposicao de
Londres,-as quaes aljirn de tlurarcm cxlraordinaria-
1c nao se scnlcm no Vosto na aceito de corlar: ven-
dem-se com a contlicao tic ii.lo agradando poderem os
compradores devolve-lasatldias depois da compra,
resliluiudo-se o importe; na mesma casa ha ricas
lesouriuhas para unhas feilas pelo mesmo fabricaule.
ptimo vinho de Collares,
em harris de 7 cm pipa: no escriptorio de Augusto
C. de Abreu na ra da Cadeia do Recife u. 48, 1
andar.
Chapeos pretos de castor, '
de qualidade superior a tic todos qiianlosal agora
tem apparecido: no escriptorio do Augusto C. de
Abreu na ra da cadeia do Recife 11. 48, 1" andar.
fS8.@:@
Na ra do Crespo, loja n. 25,
vendem-se corles de casemira prela fina a
g 58000, sarja prela larga, fazenda superior, ,1
*j 28000 o covado, setim tle Haco muilo cncor-
pado a 28500. chales de Ua escuros a 800 rs., @
panno prelo e azul a 38000, corles de casemi-
f ra parda a 2000, dula franceza larga com
W algum mofo a 200 rs. o covado, ditas limpas
muito finas a 240, riscados francezes de cores
nas a 180, riscados de linho os melhores que
ha no nrcrcado a 240. c outras mnlas fazen- St
das, por preco baralissmo. *
@@@8:@@e
J~JV,euloein'se9e8ravas' scnt, urna mulalnhas
de idade 18 annos, duas escravas de bonitas figur a
que engommam, coscm, cozinham e fazem labyrin-
lijo, cinco ditas de lodo servijo e urna dita de meia
idade : na ra Direita 11. 3.
RA, DO CALDEIREIRO, TABERNA N. 94.
Sementes novas.
VenlU-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lina, na ruada Cruz n. 62, as melhorcs sementes re-
centemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Bom e barato.
, Na ra do Pstelo, lojan. 9, de Albino Jos Leile,
vende-se om grande e variado sortimento de cortes
de vestidos de caesa, e cambraias de barras, pelo di-
minuto preco de 38000. 38500. 48000 e 4851)0 cada
um, ditos de dita a 3800t ; a ellec, antes qne
te acabem.
Na rnada Penha iro andar, vnde-
se om escravo excelUoC bonita jora, 'cap
o campo, a i ItVacottnni
carreiro e mellior serrador: n o pr^^^H
dirija-te a rostira casa a qual<
Na ruadoVigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sechapeos de castor brancopor commodo
preco,
feij8o.
No armazem do Sr. Guerra defronte do trapiche
do algodAo, lem para vender-te feijo mulalinho
muito novo, e em saccas grandes : a tratar na ra da
Cruz n. 15, aegundo andar.
Ao barato.
Na loja de Guimares & Henriques: ruado Crespo
n. 5, vendem-se lencos de rambraia fina e de puro
linho, pelo barato proco de 58 e 48500 a duzia, tendo
cada duzia em urna caixinhacom lindas estampas.
Caixas para rape.
Vendem-se sDperiorescaixs para rap feilas na ci
dade de Nazareth, pelo melhor fabricante deste ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto preco de 18280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios deonroe prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 30.
Chapeos pretos francezes .
a carij, os melhorcs e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qoalidades por me-
nos preco que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Uecile, n. 17.
Deposito da fabriom de Todos oa Santos na Baha.
Vende-sc, em casa de N. O. Rieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
mnitoproprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas eom bom 'sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-seem casa de Me. Calmonl # Com-
panhia, na praca do Corpo Sanlon.11,0 seguinU:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhat
em novellos e carreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milaosortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
ds e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, phra
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenido' do Dr. Eduar-
do Stoile em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a vendafem latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SK. m
SALSA PABR1LDA.
Vicente Jos de Rrito, nico agente cm Pcrnam-
buco de R. J. D. Santls, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prae,a una grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, o preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-.
midores de (Ao precioso talismn, de cahir nesle
ahsvnthr
Margarina, como seja: couva Ironxuda, monvarda, enBano. lomando as funestas consequencias que
saboia, feijiio carrapalo de duasqufi|des, ervilha sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
toria e direila, coentro, salsa, nabo] entlMrA os e. elaborados pela mao daquelles, que antepoem
todas as qualidades. nfU5 ln,cresses aos males e estragos da humamdade.
'"^ranlo pede,, para que o publico se
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista; n. 53 de 1 hora
da larde em vante at 6 da urde ajhar com quem
tratar.
Velas de carnauba. v
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly. por commodo
prcru : na ra da Cadeia do Recifwi. 49, primeiro
andar. I t
possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenteraente aqu chega-
d* ; o aniiuncianl 1 faz ver qei-ierdadeira se-Pun J
de nicamente em sua botica, na fua-da_Conceicao
do Recife n. 61; e, alm do receituario tjue acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio mpresso do mesmo
fracot.
- R'
ra do l.ivramenlo ao Sr. Joaqujm Corr(v. d Rp.
zend lera 103000. A esle rJtpeilo j se fez "H
iniiiciojio Diario a. 97 do auno pastado, mas al o
pres^tneiihuma noliria lem apparecido, Suppou-
So negociado, para o sul. - sel
2000 premios.
Acham-sear venda os bilhetes da lote-
iva do Estado Sanitario, cuja lista
vem ate o dia 14 do corrente.
Casa da afencao, na ra das Aguas-
..Oaferidprpartlelp., qqea revisa leve principio
no da 1 ae abril correnle, a Hnalisar-se no dia 30
uejunlra prximo ruturo: tegundo o dbposto no
arl. i do regiment municipal.
Quem quizer cncarregar-se de curar um nio-
tecOtequc tem urna ferida na pe na. precedeudo um
ajusle, annuncie para ser procurado,

A 13 do corrente marro, negociei com 'o Sr.
JoaqUim Francisco do Reao Cavalcanli, e a 14 ama-
ubeceu fgido o escravo lleruardo, croulo, bem ne-
gro, idade 20 aunes pouco mais ou menos, se bem
me record lem urna cicatriz pequea na tesla, e
sobre quaesquer oulros signaes dos quaes nao dou
noticia as poucas horas que estove em meu poder,
sobresalte a todos, as duas ponas das orelhas frar I li-
radas e diminuidas, ao que parece, por faca ou ou-
tro qualquer instrumento de corte, ha alguma pro-
babilidade de' andar para o Itio-Fnrmoso ou praca
do Recife, te he que n3o anda pela ribeira da Pa-
rahiha, do Pilar at a cidade, cuja captura pec,o e
recomraendo a polica, subjcilando-me a quaesquer
deapezas que para isso fizer; e aos parliculares ou
rapiiaes mediaule 509OOOO rs. de gratiOcarSo, e258
rs., a quem der do mesmo escravo noticia exacta,
no engenho Agua-azul prximo a Cruangy, ou no
Recife ao Sr. Hanoel Ignacio de Oliveira.
Antonio Lu: Pereira Palma:
Precisa-se de umi ama para servir a urna casa
de pora famiiia, com contlicao de saldr jB: ua
ra do Rosario da Boa-Visla n. 32.
O Sr. Joao Nepomticeno Ferreira de Mello,
morador ua passagem de Oliiula, lem una caria na
livTaria n. 6 e 8 da.praca da Independencia.
Precisa-se alugar una ama forra ou captiva,
para casa de pouca familia : na ra das Trincheiras
I u. 50.
dita do Maranhao a 120, dila de ararula a 200rs!
gomma a 100 rs., e oulros mais gneros por majs ba-
rato prcro do que em oulra qualquer parte.
-7 vende-te um mulato de 18 annos, de muito
bonita figura ; na mu da Praia n. 1 A, Iravessa do
arsenal de guerra. ~^
Vendem-se G00 sacea*-.com milho,
pelo barato preco de 2$800 a 5?l^a
sacca : na ra da Praia n. 1 A, travesa'
do arsenal de guerra.
Vendo-so um prelo, crioulo, para fra da pro
vinria, de idade 24 annos, porin parece mais moco,
tem ofllcio de lorneiro e fundidor ; ua Ponte Ve-
lha, casa de Jorez, lorneiro francez.
Na ra Nova n. 44, fabrica e loja de chapeos,
ha para vender chapcos.de feltro muilo finos, bran-
cos e pretos, ditos amazonas para montarla' do se-
nhora, dilos do Chile, finos, e bonetes de todas as
qualidades, tanto para hornera como para senhora e
meninos, c ludo por preco que agrada aa compra-
dor.
Vende-te urna ptima csrrava, crioula, de ex-
rellcnlc conduela, tle 40 anuos de dade, sendo pti-
ma rnzinheira, quilandeira o lavadeira : na ra de
llorlas n. 60 se tlir quem vende.
Vende-se una cas lerrea, sita na Iravessa to
Quiaho, no bairro da Koa-apta : a Iralar na ra
eslreita do Rosario u. 43.
Vade-rhecum dos homeopathas ou A
oDr. Heringtraduwdaem por- A
tguez. ^
A cha-se a venda esta imjortanlissima o- ?'
bra do Dr. Hcring no consultorio hornero- jfA
palhirn do Dr. Lobo Musco rna do Collc-
gio 11. 25, Io andar
OLEADOS PINTAOS.
Praca da Indepe idencia.
Joaquim de' Oliveira Maia, 1 icebeu ltimamente
um completo sorlimento de ole 'os pintados, de su-
perior qualidade e padrOet mu i > modernos, de dif-
ferentes larguras, e a procos mu commodos.
' ATTENCAO
' Vende-se o verdadeiro fumo de. (Jaranhuns, de
primeira qualidade, por preco ct umodu : na roa Di-
reiU n. 76, esquina do becco do Peccados Hortaes.
Saccas ^ranii es
Vende-se milho novo, em sacc;' grandes, a 28500 :
no armazem deTasso Irmaos, ru do Amorim 11.35.
Vende-se sal do As "i, a bordo do
briguc Conceicao, fun leado defronte
do Forte do Matts : a tra tar a bordo com
ocapitao do mesmo, ou i o escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnrlor, na ruado
Trapiche n. 14.
Vende-se a verdadera graxa ingle-
za n. 97, em barricas de |5 duzias de po-
tes, em casa de James Crajbtree & C, ra
da.Cruzn.42.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
qo: na ra da Cruzn. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
Devoto Chrs 2o.
Sahio a luz a 2. edicao do liv inho denominado
Devoto Cbristao.mais correcto e;crccentado: vende-
te nicamente pa livraria n. 6 i 8 da pra;a da In- .
dependencia a 640 rs. cada exenj|P|ar' .
Redes acolche* da.. '
brancas e de cores de um s pane < moilo grandes e
de bom goslo : vendera-se na ru l ao Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Na ra da Cruz n. 15, segal "J andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de eour de lustre, bem fei-
tos, pelo diminuto preco de 285001 cada um.
' Agenciado Edwlaw Waw.
Na fu de Apollo n. 6, armaren1 I Me. Calmon
& Companhia, acha-se conslntei J*>}e DOml torti-
mentos de laixas de ferro coado e Salido, Unto ra-
sa como fundas, moendas iuctiras 'todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para rmar em madei-
ra de lodos os lmannos e modele f osmais modernos,
machina horisonlal para vapoi', eom forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras; de ferro estanhado
para casa de purgar, por menoi preto que os de co-
bre, esco vens para navios, tt "> da Suecia, e fo-
Ihas de flaudrcs ; ludo poc bar^ [ prejo.
Na ra. da Cadeia do Reciten. 60, arma;
zem deHenriqur Gibson,
vendem-se relogios de ouro di? 'bonete, de prenle
inglez, da melhor qualidade, fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender' diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas,, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem do Tasto Irmaos, farinha de
Iriso de todas as qualidades,, que exislem no mer-
cado.
Muita attencao.
Castas de qoadros muito largas com 12 jardas a
28100 a pesa, cortes de gauga amarella de quadros
muilo lindos a 18500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito largaba 28800, dilos
com8112 varas a 38000 rs., corles de meia casemira
para calca a 38000 rs., e outraa mtlitnt fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA..
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 38000, 38200, 49500, 59500 e
68000 rs., dilo azul a 28800. 38200 a 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado',
casemira prela enfestada a 58500 o corte, dila fran-
ceza muilo fina e elstica a 78500,88000 e 98000 rs.,
selim prelo maco rnuilu superior a 38200, 48000 e
58500 o covado, merino prelo muilo bom a 38200 o
covado, sarja prela muito boa a 28000 rs. o covado,
dita hespanhola a 2*600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrados, muito grandes, fil prelo Iavrado
a 480 a vara, e outras muitas fazendas de bom goslo ;
na ra do Crespo, loja da esquina mp volla para a
meiraj
bem i
possiv
mente 1
conta;
he para se final'u
Cruz n- 26, primeiro ancj
Taixas para
Na fundico' de ferr)
Bowmann, na ra do ]
do o chafariz contin
completo sortimento di
fundido e batido, de 5
bocea, as quaes adiar,
preco commodo e cr
embarcam-se ou carregam-w
sem despeza ao comprado
MoinhoB de vento
'ombombasde repino para regar h-t
decapim. nafundisafide D. W. Bo*
doBrumns.6. 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO
Vende-se superior
barrjde4., 5. e 8.: no]
do Azeite de Peixe n. 14
escriptorio de Novaes
ra do Trapichen. 54.
Pdaria.. _
Vende-se orna padaria muilo afreguezda: tratar
com Tasso &Irmaos.
Aos seuliores de engenho...
Cobertores escaros de algodso a 80(
lo grandes e encornados a 18400 : a roa d
loja da esquina que volla para a Cadeia.
POTASSA.
No anligo deposito dama da Cadeia di
armazem n. 12, ha para vender muilo n
da Russia, americana ebrasileira.em pequen
ris de 4 arrobas; a boa qnalidade e prest
ralos do que em outra qualquer p.
aos que precisarem comprar. No. metj^^^^^H
lambem ha barris com cal de Lisboa cm^H
ximamente chegados.
Vendem^sasstrff^IrTnzari, brintT
no armazem d N. '
m oanhia, na ra da Crnz n. 4.
i Calcado a 72^800, 2^000 t
no aterro d B6a-Vista loja 3
da boneca.
Troca-se por sedulas ainda____
vo' c completo sortimento dos bem
'loes do Aracaly para todat as 1
rs.; bolina a 28000, sapates de
38000 rs.: assim como um novo l
ment d calcados' francezes de I
lano para hoincm, como para sed _
mininas, e um completo sortimento 1
tudo por preso muilo commodo aliis
dinheiro.
Vende-se a taberna dafl
do Rosario n. 10, bem afreguez,
a trra, e com poucos fundos, e
tagem ao comprador: que
d i rij a-se ao armazem conf
de'Dos n- 22.
CHAPEOS DA
Na pra$a da Independe
24,26,28e30,H
vendem-se superiores chapees
glez, da melhor qualidade que 1
do e igualmente brancos, chap.
nilas formas e melffor qualidade '
pos amazonas para montaria de 1
do Havre no ultimo mivio, bonete
meninos de todas as qualidades, uidopoTpJ
razdaveis.at |
Vendem-se doos vehculos oa carros
rodas de earregar fazendas na alfandega,
modo preso: a tratar uo caes do Ramos ni
Vendcm-se 4 escravos, i mulato de J
1 molequede 17 annos, 1 preta lava
madeira, t'prelo tle 40 aoVit e 30 trav
co : na rna litiga d Rosario n. 25.
Vende-se setim' preto Iavrado, de j
gosto, para vestidos, a 2J800 o cov
Crespo, loja da esquina que volla para a caj
Vendem-se os j bem conhe
ouro patente ndex, e papel de peta
escrever por vapores, |
tle Russcll Mellon
Recife n. 36.
Cadei
Deposito de vinln' de cham- I
pagne Chateau-Ay, nmeiraqua-.
lidade, de propriecU0 'e do condi 1
de Mareuil, rita da s Iruz do Re- ,
cife n. 20: este yinl o melhor .
de toda a champa e vnde-
se a 36 se nicamente em cao de L. Le-
Amte Feron & Comp nlria. N. R.
As caixas sao marcac* s a g
Conde de Mareuil__'' e os rtulos
das garrafas sao azmr tt
a ra do Vigario n. 19, s ;rimeiro andar, tem
venda a superior flanella paras ,rr0 desellios, ebe-
gada recenlemento da America
Vendem-se cobertores dea Sd3o grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rt.: na rv [ao Crespo nume-j
ro 12.
FARINHA DE Mi' NDIOCA.
Vende-se m pon-Oes le 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no mazem do For-
te do Mattos, defronte dj
godflo, e para tratar, n.
Manoel Al ve i Guerra Jii
Meics pretas pan.'
Ventlem-se m eias tle seda piy
pelo baralissmo preco de l85f
de algodo de virios qualidadt
POTASSA RRASILEIRA.
,Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores d engenho os
seus bons efeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, 1 proprios -para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia
vende-se um/arro americano d 4 rodas ; pode ser
vitlo na eocheira de Poirrier, no aterro da Roa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 38000, 48000 ,
58000 e 68000, dito azul 38000, 4000-e 53000, ca-
semira prela a 29500. selim prelo moilo superior ,
39000 e .49OOO o covado, tarja preta hespanhola 29 e
28500 rs., setim Iavrado proprio para veslidot de se-
nhora a 29600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preso sommodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Vende-se um prelo que cozinha muilo bem o
diario de urna casa : na roa do Crespo, loja da esqui-
na que vira para a cadeia.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ventlem-se
velas de carnauba, poras compotlas, feilas no Ara-
caiy,'por menos preso do que em outra qualquer
parle.
Vendenwsrcobertores brancos de algod.lo grao*
des, a 19540 ; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, ditos de salpico de tapete, a I94OO; na ra do
Crespo loja n. 6.
respeilosarnt
labelecimento em Santo Amaro, con I
com a maior perfeiso e promplidao,toda n
de machiuismo para o uso da agri^^H
cao e manufactura, e que para
seus numerosos freguezes e do ptiblie
aberto em um dos grandes annazens do^
la na ra do Brum, atraz do arsenal
um
DEPOSITO DR MACHI
construidas no dito sea etUbdeciroe
All acharao os compradores um co
menlo de moendas de canoa, cor^^^H
ramentos(alguns delles novos eoriginae
experiencia de muilos annos tem mostrad, -4|
sidade. Machinas de vapor de baixa e
taixas de todo tamanho, tanto batidas como fi
carros de mo e ditos para conduzir forma* o
car, machinas para moer mandioca, prer
lo, fornos de ferro batido para farint"
ferro da mais approvada conslrucsao,,
alambiques, crlvos e portas para fonuj
inliuidade de obras de ferro, que 1
enumerar. No mesmo deposito xi
intelligenle e habilitada para receber]
commendas, etc., etc., que os anual
do com a capacidade de suas ofilcina
e pericia de seas offlciaes, se coi
executar, coma maior presteza,
conformidadecom osmodeloso
{oes que Ihe forera Torneadas'
A 28 do mez prximo passado desaj
casa d coronel Jote Ciaudioo Leite
Cae ha ng, urna sua escrava de nome II
os signaes seguirres : estatura media, 1
corpo, nariz grosso, denles- podres, pej
reprsenla ter 23 annos ; sahio com
cassa encarnada de Adres brancas, e L,
recoramenda-se a captura della, con?...
as aularidades policiaes, eaqaalqi
sea-araliucado, levan w^l
ajrga do Rosario por cima da b
Oetapparcceunodi
crioula de nomo Delpbina, idade de %
cor prela, baixa e groase, vestido t chila com Ittla,
encarnadas e azues, panno da costa com um aljefar
encarnado no petcoso: a pessoa qne a pegar d
se a rus Direila o. 3 que seni gratificada.
Luvas pretas.
Vendcm-se luvas prelas de lorsal, pelo baralissi- ^^
mo preso de 800 rs. o par, ditas de teda imitando as *
de pellica e sem deleito de qualidade alguma a 18000
rs. ; na rna do Queimado, loja de miudezas da boa
fama n. 33:
t*alar nn
Queimado, loja de miudezas di wa fama u. 33.
trapiche do at-
escriptorio de
lor.
senhora".
1 tem defeito algam,
J95O0 o !>, dilas
e preros ; na ra do
Deposito de algodo da fabrica de {odos os
santos.
Era casa de Deanei'Youle & Companhfcr vendem-se
os algodOes desta fabe ica ;Lfl-tttfr-a'cdeia Vcllta
n.32. _,-
Deposito di; fai-inhas de trigo.
Aclia-se farftrrha de SSF a mais nova no mercado,
como tamben um sorl tmento de fariuhas mericanat:
no armazem dejaDcam i Youle tximptuhii, no bec-
co do Goucal
Re/oSos ele ouro inglezes:
-SlTeii !'
_^lem-se em -casa de Deane Youle 8Compa-
nnU,frtta da CatleialTelha n. 52, ac de Hilao ver-
dade|, e carvo pateo le, proprio pira ferreirw.
ESCBAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 26 de marc.
anno, um escravo cabra jwr nome AnU:
signaes tegaintes: idade 20 annos, alttm
u,al, cor avermelhada, tem uro dedo i
da aleijado, e he bonita figura', he b:
anda sempre apressado, nao se sabe a
fugio, mat he de cottumes ve
sempre descalso. Uvou chapeo
pequeas, porm j usado, he 11
veio ha perto de lmezea: roga-aa
loriq>det policiaes e capilSes d
mesmo, e mandarem-no e
ra do Brum armazem de atsi
da cadeia n. 26 terceiro
pensados.
Desappareceu do engenho Conceicao Nov
gaezia Sa Escada, em oulubrndo.
Srj^
altura regular, cor bem prala, c
graode'com canias entrados e luz!
e sanguneos, cosluma 111
ler 40 tnnos de idade. E
Sr. Severino AUxa
ro.; porm dahi aos
sent- nenhuma noticia cena le
pe-se etlar oes cima do l.imor,o, onde
j foi capturada u la vez :. roca-te port^^^^HH
milicia dettea lugares, e promelte-se 509000 rs.
aos senhores eapltes de campo. '
1 acapiura ao
seuii
andar, qne serao recom-
pre-
Sup-
Ptra.-Tj. a H. F. Fara.-UM,
J '


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