Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01887


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Full Text
HMBK
SEXTA FEIRA 1 DE ABRIL DE 1854,
Por Auno adiantado 15,000-
Porte fr
JADOS A SUBSCRIPTO'.
ietario M. F. de Para;'Rio de Ja-
nSr. JoioPweirt MartinsiBahia, o Sr. V.
Sr. Joaquim Bernardo de Men-
o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
IgnaeioPereira;Araeaiy, o Sr'.
Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
jranMo.o Sr. Joaquim Marques
Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o do rebate.
Aceoos do banco, 10 O/o de premio.
da corapanhia do Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par".
Disconlo de lettras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
. de 69(00 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Pataces brasileiros ..... 199 30
Peso columnaros...... 19930
mexicanos ....... 19800
I
0FF1CIAI.
PARTIDAS DOS COR
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quimas feiras.
n PREASIAR DE HOJE.
Fnmeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54" minutos da manha.

1
| DA JUSTINA.
t marro ultimo:
- Jf* Rite Hilario Florencio de A-
a de S. Bento de Monto Gordo,
do arccbispadto da Bahia.
nreliano Jos Mondes da serventa
ibellSo publico do judicial e olas,
trivio ilas execurcs civeis e crmes do termo
|fnoa. da provincia do Maranhao, c
ibelliao do registro geral das hypo-
Ihecasda respectiva comarca.
* decretos de 21 do mesmo mez foram nomea-
do':
sfado-maior da guarda nacional da
Porlo-Alegre, da provincia .le S. Pedro
e do Sal, o tenente-i oroncl do estado
classe do exercto Jos dos Sanios Pe-
IjSUesd'ordeusjdo Cpinmando superior
""^l de Campias, da provincia do
> Antonio de Andrade c Antonio
Irade.
geral do mesino commando,
vier de Brilo.
.__.l meslrc dito,. Joaquim Olinda de
Silva,
irgiao mor dito dilo, Dr. Andre Braz
Chai; *
le uperioi*da guarda nacional dos
Taubal, S. Luiz, Pndamonhaiigaba
i mesura provincia, Francisco Marcon-
^k Mello.
Wncl commandanlc do balalhao de in-
findamonhangaba, Jos Anloqio Mar-
.. '
coronel commandanlc do enrpo do ca-
0 Taubal, Joao Morcira da Costa.
coronel commandante do balalhao de in-
a do niesmo mup^cijiio, Miguel Francisco
l-coronel cominj Jilcdo balalliaode in-
lo municipio de| i.uiz, 'Jos Doniingucs
smmandante da secrao do balalhao de
le Cbaluba, Jq3o onralves Pcreira.
oronel commandante do balalhao de
lo mesmo municipio, Luiz Antonio Po-
:relariogeral do commaudujsupcrinrdos
lMage Estrella, da provincia do Rio
o capiUto da l. companhia do l'J" ba-
fantaria da guarda nacional da nies-
4, Joaquim Misscri.
superior da guarda nacional do
! Pouso-Alegre, da provincia de Minas
. Emygdio de Paiva Bueno.
le superior da guarda nacional dos
! tastos Bous c Passagcm Franca, da
laranhao, Antonio Carndro da Silva
tonel chefe do eslado-maior do nics-
I Joaquim Francesco de Negrciro.
neis comuiandantes dos batalhes
Pasto#Bons, Jo3o Manuel de Ma-
o de Souza Coclho.
^bneis cemmanaadtes dos dous bala-*
ia de Passagem Franca, Joao Fran-
dorj Anlonio Dias Carnpiro.
I1STKKIO DA FAZENDA.
e do da 32 de. feveceiro aU 185*.
rador da rece bedoria do municipio da
resposla a su a consulta obro o modo de
branca da meia siza da venda de es-
tgenles de Icilies, competentemente
entrando em duvida, em vista do
calo ii. fot e art. 18 do regulamen-
ibril de 1842, se deve Abrar-se a meia
Iquer preco porque seveutlam os escravos
gencias, anda mesmo que parcra di-
leeflra qo pelo art. 70 do cdigo com-
gentes de leilo tem f publica na venda
muiros effelos que pelo mesmo cddi-
razer judicialmente, ou em hasta pu-
Sem queo caso da venda de escravos mo
fo da tltra do mencionado artigo; to-
dede^azao, nao te demonstrando
Q-oe attender s conlas de venda de que
TI. 72 do mesmo cdigo para a cobran ja da
lifO sendo applicavel ao caso a disposic3o
IB do rcgulamento citado, visto qu esta dis-
"asea na'hypothese de fraude, e occulla-
rdadeiro preco da venda ; o que r.o faci
BMo pode suppr, ou senflo deve sus-
to porlanln a base da laxa o pre<;o da
| leiblo, e nSo o valor que so arbitra,
iraria da BaWia, se coniniunica que
cimento do recurso interposlo de sua
II. Van Bergen, a quem foi imposla a
t do regulamenlode 22 de junho de
Ktmo encontrado em um despacito
He em urna caia com 17 pecas
I lavrado: c altcndemlp nao s
> supplicanle cm seii requerimen-
^^m ao que 'informa a (licsoiararia noof-
atompanhou, uo qal declarava estar
de que s o erro da Iroca da medida,que
niambargnezas.secalculoucomo se fos-
s, deu logar ao mencionado accrescimu
iieiilmm modo o dolo: resolved o Iribunal do
o, por cquidade. mandar restituir ao recor-
te mals pagou; e releva-lo das mullas
que lliforam impostas.
fe Pony, cm resposla ao seu olficio tn,96
tembrn ullimn, que a eucuejo do arl. 1f>
da lei n. 628 de 17 de miembro de 1851, de que tra-
ta o mesmo oflkio, dependendo de inslrucr;oes do
governo imperial, jamis deveria ser eiecutado como
foi pela dila tbesouraria, que nao so deixou de lazer
proceder arrematarlo de que d conta da publici-
dade da lei que delerminava como, tratando-se de
nbjeclos pertcncentes a pessoas nao presentes, e de
que senao linha conbecimenlo, nemse quer fez pre-
ceder edital com esparo suflicienlc ou ao menos igual
aoqoe no foro se eslabelece para se aceitarem as de-
vidas reclamareis: e estranbando ao Sr. inspector es-
te procedimenlo pouco considerado,* Ihe ordena que
no caso de se nao. haver ainda entregeos objeclos
arrematados, julgue sem cffeilo as arremataroes; e
proceda na forma das inslrucces de Ii de Janeiro
ultimo, das quaes de novo se llie enviam dous ejem-
plares.
- 23 -
Ao inspector da alfandega da corle, que nao estan-
do as flaneas dos operarios das capatazas compre-
hendidas no numero das que pela porlaria de,23 de
novembro do anno Bndu se mandaram prestar'na di-
recloria geral do contencioso, pois que nao sao taes
flaneas objocto de lei, embora por costme czelp se-
jam com razio exigidas: assim e llie eommunica pa-
ra seto canhecimentof e para que faca naquella re-
parlien aceitar a fianjj que Jos Clemente Duvi-
vicr Jnior,conferentedas capatazias, requeren pres-
tar na mencionada directora.
25 .
Ao administrador da mesa do consulado, que to-
mando conbecimenlo do recorso' interposto da sua
decisao por T. e J. Uutton, consignatarios da r-cuna
ingleza Sanfori, a cujo commandante foi imposta
a mulla de .Vil-Sofio1, importancia dos direjto de ex-
portarlo de despachos do madeiras embarcaiTas a
seu bnrdp.'quc elle deixou de restituir mesa den-
tro do prazo marcado no art. 165 do regulamento de
U0 do maio de I8:i(: c attendendo nao so ao que al-
Igaram os supplicanles, com allestacao do seu con-
JL sobre o dcscaminho dos despachos provenientes
/haver cnfeuquceido o commandante e sido prelbs
/dous pilotos da dita escuna; mas tambem .eir-
.umslancia do serem Os despachos de madeiras que
iliflicilmenle jRideriam servir para maisde um em-
barque dentro do prazo; resolveu o tribunal do the-
soro nacional, por cquidade, dar provimento ao re-
curso dos supplicanles, mandando que se lhes rest-
tua a importancia da mulla que deposilaram.
A tbesouraria da Babia, s eommunica que
fni indeferidu o recurso dos negocian!* britnicos
Bei.no & C, qoe acompanbou o ofllcio do presidente
da provincia, de 9 de Janeiro ullimo, n. 108, cm que
pediamaenlrrgadosdireitos das mercadorias que
por avnriailas foram arrematadas em leiblo, visto ser
a decisao da alfandega daquella provincia fundada na
disposiro do art. 7 do regulameulo n. 590 de 27 de
fevereiro de 181U, de arconlo como arL 278 e se-
guinles do deSS dexunhode 1836, qoe terminante-
mente manda calcular os direos sobre o prejo da
arremalarau.
A' mestna, em resposla ao seo oflicio n. 367 de
22dedezcmbroiloanno findo, e de conformidade
com o aviso do ministerio djjustica de 14 do cor-
rete mez, se declara que sendo inconlcstavel a fa-
culdadoque, segundo i> direilo recebido, lem os bis-
pos de estabelccefem lanas vigararias geraes quan-
la convOm a boa administracSo das uas dioceses;
e bavendo a lei n. 555 de 15 do junho de 1850, art,
3, S 8. e as seguinles leis do orramenlo concedido
congruas aos vigarios geraes, sem distinccSo alguma,
compre qe, em quanto nao fr por lei fixado o nu-
mero de vigarios geraes estipendiados pelo estado, ou
se nao declare expressamente que s tem direilo
congrua os vigarios geraes do bispado residentes na
sede do bispo, continucm a ser pagos da congrua de
1009, quer os vigarios geraes das dioceses, queros
dos Jislrictos designados pelos bispos.
A' do Cear, que riara soppfir a falta da pes-.
soalaqneejnomciodellido inez findo allribue o
procurador fiscal oalrazo cm que se aclutm os tra-
balbos a cargo da respectiva secjao do contencioso,
admita como collaborador Augusto Carlos de Saboia
c Silva com a gratificado de 600 para ser excluii-
vameiite empregado na dita seceso, ficando aulorisa-
do para admillir oulro qualquer individuo que jul-
gue apto, caso o indicado nao aceit.
A thcsoararia de S. Paul, cm resposla ao seu ofli-
cio n. 2, de 24do mez findo,se declara: l.o que a
restiluijaoda sisa que reclama Jos Moreira Maciel
Me deve ser feita integralmente, menos a porcenla-
gem dcduzida pelo collcclor da villa de Aras da
parte da siza por ello arrecadada, na frma do dis-
posto na ordem n,iol, de 22 de jolbo de.1839; 2.
que esta resliluico podia ser feita por simples re-
quermenlo da parle i auloridade administrativa
competeule, que, i isla da scnlenca anullatoria da
venda ou arrematarlo, a poderia in conlinenti man.
dar ellccluar, visto ser esta materia propria do con>
Icncioso adminislrativo.; c que assiro nao tem lugar
o pagamcnlo dascustas requeridas, e especialmenle
as dojuizofllciaesdojuizo dos fcilos, na forma
do arl. 50 da lei.de 28 de oulubro de 18i3, e 29 de
dezembrodel8i5;3.->que a porecntagem cobrada
pelos empregados do referido juizo dos feltos deve
sor restituida e reposta, procedendo-sc para isso na
forma da lei; c 4. filialmente, que, antes do eflec-
luar-sc a esliluirao, deve-se verificar com effei-
to foi cobrada a ullima leU-a de 50, de que (rula
o sobredilo oflicio.
Tribunal do Coramercio, segundas e qiiintasfeiras.
Relaco, terjas feiras e sabbadbs.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e, quintas s 10 horas,
l.'varadocive!, segandase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
FOLHETIM.
MA MI88A0* OGMA lADAMENTrTSfeRETA (*)
(Por Len Gozlan)
( Conlinuafo)
Leonardo fo iuterrompido no meio d seu mono-
logo pliilosopliico por nma voz que o chamou. Vol-
tandoHK, elle evt
T-Madama de Fouieatil) aqu !
Porque casa admiracSo t Crs acaso que foi
para nada que le colloquei junto de Mr. de Bour-
\oisin f
>'o, seiiliura, mas...
tara nada que le enr.irreguei de
ftizer-me hora por hora, ha mu auno, lodos os seus
projectos, todos os seus pasa
Nao, eonora... Mas elle me ojalara se souber,
que a preveni de uossa partjda de Taris.
omandei es-
|>lr
uiiiep etpiSo que lia cm
nliMn._
ilqncr.
Na s o
MINISTERIO DA M ARINHA.
Arito de 28 de fevereiro de 1854.Manda obter-
tar o regulamento para apralicagem dafotla e
porto da provincia de Pernambuco.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da ma-
rinha, em 28dc fevereiro de 1854.
Vendemos, ou antes vamos vender, nao sei anu-
de, sabOcs, esseucias, perfumes, luvas, polvlbos,
rebique. ,
Leonardo, a paciencia!...
Meu amo cbama-se Mariinclli...
Cala-te !
Calo-mc.
Eis-aqui cinco luizes, e responde s mluhas
|ien;unlas. Que carro he esse que vosss arompa-
uliam ha doze dias, desde que sahiraiu de Paris ?
Tgiioro-o.
11c iiupossivel. Tu o sabes...
Prolesto-lhc, seuliora...
Eis-aqui mais dez luizes. Tens visto desccr al-
gueni desse carro
Ninguem.
I.eonardo .
Nunca vi subir, ncindescer ninguem.
I.coiiardo! Leonardo!
Mugucm.
cort?asm "UUCa VSl levan,ar' nem abaisar **
Tambem nunca.
Illm. e Exm. Sr.S. M. o Imperador ha por bem,
por immcdiala resolurao de 21 do.mez prximo
prelerito, tomada sobre consulta da *ecc,ao de guerra
e marinba do conscIho.de estado de 19 de dezembro
ullimo, que se observe o incluso regulamenlo para
apralicagem da costa e porto dessa provincia; in-
formando V. Ex. a esla secretaria de estado sobre
quasqucr allcrac.6es que a experiencia mostrar se
devam fazer no mencionado rcgulamento: o que
commuuicoa V. Ex. para sua inlelligencia e exe-
cujo. '
Dos guarde a V. Ex.Jote Maria da Silva Pa-
vanhos.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Regulamenlo a que te refere o atino detta data,
para a -jirativagem, tanto da* barras e porto da
cidade do Recife, como da costa, desde as Can-
da ate Pao Amarello, na provincia de Per-
nambuco, organitado conforme oditposto nos ar-
la. 91 e 92 do regulamento das capitanas dos
porlot, que baixou com o decreto n. 447 de 19 d
maio' de 1846.
TITULO I.
Da pratieagem.
CAPITULO I.Da organitarao do pessoal.
Art. 1. A pratieagem, lano das barras e porto
da fidadedo Bccife como da cosa, desde as Can-
deas at Pao Amarello, na provincia do Pernam-
buco, sera .excrcida por una associarao de pralicos,
subordinada ao capito do porto, c composta de um
pralico-mor, um ajudaule do pralico-raor, oito se-
gundos ditos e oito praticantes.
Art. 2. O pralico mor ser nomeado pelo governo
imperial, precedendo proposla do capitao do porto
dirigida a presidencia da provincia, c por esla envi-
ada, com o seu parecer, secretaria de estado 'dos
negocios da marinha, por onde se expedir o com-
petente titulo.
Art. 3. O individuo que se houver de propor
para o lugar, de praco-mor dever ser cidadao
brsilciro, Icr boa conduela e probidade, e possuir
conhecimenlos pralicos de rumos, manobra, ppa-
relbo, amarrarao de navios, etc., e bem assim da
pratieagem, como primeiro pratico approvado, pela
forma proscripta neste regulamento.
Arl. 4. O ajudante do pralico-mor ser por este
escolhidod'enlre os primejros pralicos mais intelli-
culcsc apios para tal serviro, e pelo mesmo pra-
lico-mor proposl ao capiao do porto, que enviar
a proposta, acorupanhada do seu parecer, presi-
dencia da provincia, para que, no caso de confor7
mar-*c com ella, a transmita ao governo imperial
alimdeapprpya-laou resolver como julgar mais con-
veniente. O titulo do ajudante do pralico-mor se-
ra expedido pela secrclaria e estado dos negocios
da marinha.
Arl. 5. (Ju a Iquer individuo, para ser qualificado
primeiro pralico, dever mostrar que- he cidadao
brasileiro, maior de 25 annos, o que tem boa con-
duela, e plena approrarao nos exames estabclccidos
para os pralicos neslc regulamento.
Art.<. Para segundo pralico lie preciso ser cida-
dao brasileiro, maior de 21 annos, ter boa'conduela,
e haver, no exame por que passou, sido julgatlo apto
para dirigir navios que deifiaudem al 12 psd'gua.
Art. 7. Para praticanle he necessaro, alm da
qulidade de cidadao brasileiro, ter boa conduela,
ser maior de 18 anuos, haver, antes de comejr a
sua aprendizagem, navegado pelo meuos tres annos,
c estar habilitado, na forma desl regulameilto, para
dirigirnaviosquccalemat 10 pes (Tagua, e nao
lenham mais de dous mastros.
Arl. 8. Os exames dos pralicos scrao feilos pe-
ante urna cormissao composta do capilo do porto,
deum commandanlc de navio de guerra nacional,
mas de gradnrao ou anliguidade inferior da-
quelle, ou de algum oulro offlcial da armada na falla
do>dito commandanlc, e de'um capitn de navio
mercante com a precisa inlelligencja, nomeado pela
capitana do porto.
Art. 9. Os examinadores serao.dous primeiros
pralicos, tirados a sorte em presenca da commissao
cima mencionada, antes de comecar o exame, e
presididos pelo pralico-mor.
Art. 10. Ao pralico-mor compete, no acto do
exame, fiscallsar o pleno cumprimenlo das obriga-
cCesdos dous examinadores, como arguenles; lem-
braiKlo-lhes, quando interrogaren! o examinando,
aquelles pontos ou materias que por essenciaes nao
devam passar em silencio, afim de se poder formar
do mesmo examinando um juizo o mais conscieu-
cioso.
Arl. II. Aos dous examinadores compele durante
o exame interrogar, cada um por sua vez, sobre
manobra, eslabelecimentos das mares, lanto no por-
to como fra delle, direcco das correles uas di-
versos estafes do anno, sondas dentro e rra do
porto, desde as Candas at Pao Amarello, canaes,
candelas, baWos, recies, rumos e distancias que
uns c oulros guardara entre si, e com os aucoradouros no parlo, e fra do mesmo, marcas
das entradas e sabidas da barreta do N. e barra gran-
de,'etc.; e tambera o que diz respeilo ao apparclho
e emarrarae dos navios nos aucoradouros fra edn-
Iro do porto." >
Arl. 12. Concluido o exame se recolher a coro-
nitssao a nma sala com o pralico-mor e os dous pra-
licos arguenles ; e ahi, conferenciando enlre si es-
tes Ircs ltimos, e dando o pralico-mor dita com-
missao as necesarias informarOcs acerca da cob-1
duela, aplidao, assiduidade, desenvolv ment, *e
mesmo das fallas do examinando (no caso de t-las),
procedero a votaco sobre a qualidade do sua p-
provacao; depois do que a commissao, dcvidamenle
apreciando o acto do exame e as informaSoes minis-
tradas prlo pratico-mor.julgar definilivameute, se
5 Quarto crescente a 1 hora^
tos e 48 segundos da tarde,
13 La cheia as 4 horas, 26
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguanle as 2 _
minntos e 48 'segundos da manha.
27 tuanovaas2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manhaa. ,
minutte
horas 25
se conformar com cssa volacao, lavrando o secretario
da capitana do porto o competente termo. Se, po-
rm, a mesma commissao se nao conformar com a
volaeSO, e julgar o acto improccdcnle, far lavrar
disto termo pelo referdh secretario, devendo o ca-
pitao do porto mandar proceder a oulro exame den-
tro do esparo de oilo dias, sendo excluidos do novo
sortcamento p_ara examinadores, os nomes dos dous
pralicos que servram no exame anterior do mesmo
examinando. O resultado deste acto ser definitivo.
Art. 13. O espado de lempo dos exames ser de
hora c meia, mas poder-prorogar-se por mais meia
hora, se a commissao o julgar conveniente.
CAPITULO II.Das allribuires e deveres do pra-
tico-mre mais pralicos.
Art. 14. Ao pratico-mr, como director da as-
sociacao da pratieagem, compete :
I. (ii -.'anisar a escala dos individuos empregados
no servico'da pratieagem.
2. Detalhar o serviro diario dos pralicos e mais
gente empregada as cmbarcacocs da pratieagem,
e providenciar, quando os individuos deljilbados
para tal servico nao forero sufllcienlcs, por molj-
vo de maior numero de navios, ou por molestias
c falla de comparecmenfo de um ou mais dos
mencionados individuos.
3." Ter lodo o quidado cm fazer com que os pra-
tjcos c mais empregados as embarcaroes da pra-
tieagem cumpram os deveres que Ibes sao imposlos
por este rcgulamento, e quaesquer ordens posterio-
res dadas pela capitana do porto, tendentes a po-
lica do mesmo, ou em consequencia de oulus da
presidencia da provincia..
4. Dar parte ao capitao do porto de lodas as oc-
curroncias diarias do serviro da pratieagem, e fai-
tas^ ou deudos de seus subordinados.
>. Designar nos ancoradouros dentro do porto
snjeilos capitana ou alfandega, a posirao mais
coiivemcnlcepara fundearcm os navios, tendo cm
vista o porlc, lonelagein c calado d'agua dcslcs,
em relajad a capacidade c fundo dos ditos auco-
radouros.
6." Examinar amiudadamenle o estado dosdiffe-
renles ancoradouros fra c dentro do porto, e das
barras de entrada ; ir cm um ou mais dias de rada
mez, com lodos os praticantes, soudar os baucos,
canaes e candelas, tanlo no porto como fra delle,
e observar a direrao das correnles e sua velocida-
dc, devendo nao s fazer os devidos aporitameulos
sobre estas ou outras quaesquer materias relativas
pratieagem, dar ao capitao do porto, no iiin
"e cada mez, ronta do resultado de taes trabalhos,
com as reficxcs que julgar convenientes, de for-
ma, que na secretaria la capitana do porto se pos-
sam. depois de feilos os precisos rezislros, notar
asallcraroes que livcr soffrido o fundo das barra?,
cauaes, ucorailouros, bancos c sua exlensao, mas
tambem iuformar acerca do desenvolvimento,. ca-
pacidade e conducta dos pralicos e praticantes.
7. Observar as quatro
4 Ter.
5 Qitarta.
6 Quinta. Se. Dioge
7 Sexta. As
8 Sabbado. S. Ama.
9 Domingo de Ram
c,So de S. Joao in
irangeiros, lanto de guerra cmo mercantes, que
demandaren! mais de nove ps de agua inclusive
f> de oulros trabalhos designados no presente regul
lamento; o com quanto por este artigo nao seja
obrigatorio, para os navios que calarcm menos de
nove ps, tomarcm pralicos, lodavia, se os seus
commandantes, capilaes ou mcslres os pedirem, lhes
serao proslados, e o que pagarem far lambem par-
lo do niesmo reudimento.
Art. 20. O papmenlo do serviro da pratiragem
ser regulado segundo a tabella anuexa a esle re^-
gulamento.
Arl'. 21. Todo e qualquer rendimento ila prali-
cgemser recolhido a um cofre de dus chaves,
para se distribuir pelo pessoal .nella,empregado.
Arl. 22. O rendimento da pratieagem ser divi-
dido em Ires partos, a saber :
1. Vcncimenlos lxos.
2. Gratificarles.
3. Fundo de costeio e.de soccorro.
Os veciimentos fixos serao animalmente :
1." O do pratico-mr 800.
2. O do ajudabte 6008-
3. O dos primeiros pralicos, cada um 500.
4.. O dos seguudos pralicos, cada um 360.
>. O dos pralicaiilcs, cada um 120.
6.<>0 dos palroes, cada um 240^.
7." O dos remadores, cada um 180.
H." O do encarregado da escripturacao. 240.
eduzdos estes vencimeufos lixos do reudimen-
to folal, o que restar subdividir-se-ba cm Ires par-
lcs na razao seguute :
1.a65/100 para se dislribuircm como gralilica-
Coes cm partes proporciouaes aos respectivos venc-
menlos fixos designados no presente artigo pelo pra-
lico-mr, seu ajudaule, pralicos e praticantes.
2.10)103 para se dislribuircnt como gralfica-
Soes proporciouaes a seus veucimeuos fixos pelos
palmes c remadores.
3.25/100 para occorrer s despezas do cosleio
formar uro fundo de soccorro em beecflcio dos pra-
licos, que por sua idade, moleslia, ou desastre no
seniro da pratieagem lcarem inhabilitados do pres-
tar sen iro activo ua assuciarao.
Arl. 33, Os empregados da pralcagem, quando
impedidos por moleslias comprovadas, mas curaveis,
ou por licenca at oito das., perceberSo somonte os
vencimenlosfixos ; por ausencia, porm, ou por l-
ceura maior ije oito dias, nao perceberao cousa al-
guma.
Arl. 24. Os pairos e romadores que fallarem ao
ponidiario.nao receberaa o vencimeulo correspou-
deule aos dias cm que nao comparecerenj.
Capitulo IV da arrecadacao, dislribuicao e con-
tabilidade do rendimeiilo da pratieagem.
Art. 25. Logo que qualquer pralico liver conclui-
do o servido da pratieagem dcum navio'ou oulro
Irabalho, cujo producto faca parte do rendimenlo
~%
'' He urna miilhr de quali-
que mulher V
ao, com omarquez de
ilber.
pe
mps mais marquez
amos como sihiples
-Que '. .nao pedes, ou.nao queresVlizer-me uada?
>3o sei nada. .
Pnme.rameuH.a se- -0ha para eslesquinze luizes.
do^r' ^'^v^arece-me pelo que leidio podi-
do ver, que lemoswcUem... >J
Ordem de quem r"-.
Se a seubora inlerromVimfi... _
Continua. v ^^~
Que temos ordem'de seztiit esse rirrn a Irp-
^passosde distancia dT$,Ta duzenio'^
Enlilo ha alguem uesso rario^
Como respqpder-Ibe, senhora :' \
-Ah I be.imiito mysierio para flo haver nada
.1 E'v "a",'efa':os arranear fs palavras com
no interior CS '"'m *** C"\^l'< 'y'H^o
-Corno posso sal>e-lo? N'uuca eulrcVelle...' ue.n
mesmo cheguei perfo. ^<.... <-
E o exterior t \
-<) evlr, ior be romo lodos o carros le iagem,
^Hldo, rom om'cofre atraz...
mez (nar, as occasiocs da baxi e preamar da^
mares, lomando ola do lempo e sonda em laes oc-
casioes, alimde se conbecena hora do eslabeleci-
mento das mares dcnlro do porto, diierenra enlre
ellas, cleVarao das aguas, e allerarao do' fundo,
formando de todas estas ohscrvaroes um mappa dc-
lalbado c esclarecido, a que addiciouar aquellas
reflexcs que julgar mais adequdas, apreseulan-
do-o depois ao capitao do porto para ser regislrado
na respectiva secretaria, em o livro competente.
8. Administrar a arreeadarito e conservado de
lodo o material perlencente pratieagem.
. Art. 15. Os pralicos sao obligados a comparecer
na capitana do porto, conforme o fctalhe feilo pe-
lo pratico-mr, e mesmo todas as vezes que, este
os mande "chamar para objecto de servico da pra-
tieagem ; bem como a cumprir suas ordens rela-
tivamente ao mesmo serviro.
Art. 16. Ncnhum pratico sahir para fra da ci-
dade sem licenca, que podar ser concedida por 24
horas pelo pralic-mr, at 8.dias pelo capUao do
porto mediante requerimento com motivo justifica-
do, c por mais lempo, ou para fra da provincia,
pela respectiva presidencia, precedendo requeri-
mento, dirigido a esta, -por intermedio do capitao'
do porto, que o far acompanliar com a sua iufor-
marao, depois de ouvir ao pralico-mr.
Art. 17. Os pralicos, antes de alracarem a qyal-
quer navio fra do porte, devero saber se traz
caria de saudc limpa ; se a resposla fr pela aflir-
mativa, subiro livremento, e, depois def infor-
maren) do commandante, capitao ou mestre sobre
a nienrao com que demandou o porto, e qual o
calado d'agua do navio, o dirigirs conveniente-
mente ; se a resposla porm fr negativa, nao atra-
carlo, e da parle de fra pedir as informarles
cima mencionadas, collocaudo-se na posicao que
mais ronvier para dar direcrao ao navio al o an-
coradouro da qiiar'cnteoa onde deve tendear, caso
se destine ao porto ; fazendo-o desde logo r,ar a
bandeira de quarcnleua e seguir ludo mais que
esliver oslabelecdo pelo regulamenlo da polica
sanitaria.
Art. 18. Depois que esliver alrarado o xffvloc
lomado conta da pralcagem, dever o pratico sa-
ber do capitao ou mestre se traz plvora a bordo :
no caso negativo poder tendear o navio em qual-
quer dos ancoradouros que mais convier ; e no af-
firmlivo nao poder leva-Io para dentro do Mos-
queiro sem ter desembarcado a plvora rom as cau-
telas eslabclccidas pela polica naval#do porto ; fa-
zendo-o tendear no ancoradouro de franqua para
ahi a desembarcar.
CAPITULO III. Dos vencimenlos dos emprega-
dos da pratieagem.
Arl. 19. Os vcncimenlos dos individuos empre-
gados ua pralicagem das barras, ancoradouros c eos-
la," desde as Candas al Pao Amarello, saldrn do
rendimenlo preveniente dos servicos por ellos pres.
lados na cnlrada e sabida dos navios nacionaesc es-
pilases da la, em cad.-^ da mesma, organisar-se-ha a devida coala, qe, de-
a baixa e preamar das nni Sim, senhora, um cofre alio, e pesado.
E esse cofre est fechado ?...
Nao seria um cofre, se nao eslivesse fechado.
*-!Nao me percebes com las reflexoes... sim...
um corre... lie isso... que idea !
Ella tem urna idea, disse comsgo Leonardo as-
sustao.
Leonardo ?
Senhora.
Vai a cocheira, sola as corroas passadas celas
argolas desse tofre.,. ^
Grande Dos !
Abre-o.
Mas, seubora, a 'echadura 1...
--Que le importa a fecbadura ?
Nao trnlio ;i chave della.
tjr*53nl ? .tllave de "uro : loma estes quinze
luizes... ^ ai abrir esse cofre..*
Vou abri-lo... mas...
Forca-o... quebra-o... faze como quizers : mas
abre-o, e vfi o que elle conten.
Oh senhora !
Nao le digo que entres no carro.
i~Obi nao haperigo nisso...\Ila muilo perigo,
quero drzer. O capitao me faria s^osjrJ^s.Z|.
Vai, e volla., ^***'
Mas, senhora, seo senhormarquez vcr a saber..
Se elle le despeilir, lomo-le parao meu serviro.
E se elle mala i-me ?
Nao ters mais necessidade de servir,
lie verdade.
Mas riflo temas nada. Vai, que espero-te aqui.
Leonardo mu pouco resolulo, retirou-se para
execular esse grande acto de resolucao.
Emfim achei-o! cxclaniou madama de Fonlcuay
apenas ficou s. Se nao foi sem Irabalho, ao me-
nos nao sem sem resultado proveitoso. Chamem
Uto unta cabecada.comoquizerem. Calorada, sim !
So as caberadas he que sao bem succedidas.
Madama de Fonlcuay. uo linha'acabado sua ulli-
ma pbrase, quando Margotin eulrou couduzindo o
major da prara.
. E^-"1". nwjor, dsse elle, a seuliora que ara-
ba de diegar.
Muto bem deixa-me agura.
Senhora, disse o major. vivemos em lempos df-
liceis, inquietos, siispeilosos... a guerra que nos faz
a Austria, ou que fazemos Austria, exige garandas
dos viajautes, que se dispoc a passar a fronleira.
Eu uaoquizdcxar a oulrem que a mim, o cuida-
do de ver seus papis.
Meus papis!,.. Que papis?
Seu passaportc.
Sahi Uo repentinamente de Paris... nao pensa-,
va que fqssc necessario...
Pehrcontrario, seubora.
Nao tenho passaportc.
Todava, senhora...
Oh 1 senhor, os passaportesso feilos para men-
tir. Demais, que lhc diria um passaportc, queuflo
possa dizer-lbe cu mesma. Diria, por excmplo, fel-
laudo de minha pessoa : Fronte elevada...
Mui bella, senhora.
Olhos quasi negros..:
Mui expressivos, senhora.
Bocea ordinaria...
Mui graciosa, senhora.
Tez... ***
RosaiKTc delicada, senhora.
-Estatura media.
Mui linda, senhora.
Eis o que lhe dira um passaporto ; mas o que
nao llie diria, be que tenho viule c.cinco annos: elle
diria dezoitn. Nao lhe diria que suuvuva, que
amo um capilSo de dragues, pelo qual julgava ser
amada ; que eslavamos em vesperas de casar-nos,
quando elle parti repentinamente rom... com nao
sei quem, para ir nao sei aonde... e que ando lia
doze dias a sua procura. Eis-aqui redmenle, se-
nhor, ludo o que supponhn que um passaportc lhe
nao diria. Est ralisfeito ?
Estou Uto satisfelo, senhora, que preudo-a.
O senhor preude-me
Sim, a seuliora be miuha prsioucira.
Mas, senhor...
Trauquillise-sc. a senhora ser livre, logo que
houver recelado de Paris esse passaportc, de que (ao
dilicadamente zumba.
Na verdade, senhor...
5-Uie, seubuca^que-vivemos cm tempos
i it:i<&am-
*->-------^--- mm, <|"X7| Ut'
pois de assiguada pelo dito pratico, e rubricada pilo
capiUto do porto, ser debitada em livro proprio ao
navio a que se referir, com declararao do nome do
commandante, capitao ou mestre, dono ou consig-
natario, dia, mez e anuo em que leve lugar o servi-
co prestado, o finalmente o numero do toneladas' c
ps d'agua que Vitao calava.
Art. 26. Feita a cobranra, credlar-se-ha o de-
vedor, e rccolhendo-se o dinheiro ao respectivo co'
fre, se exlrahir de um livro de Ulao o competeule
conbecimenlo cm forma, que o capitao do porto
rubricar no alto da margem, q, fazeudo-sc uo lalao
a uoladaquanliarecebida, ser esla nota assignada
pelo thesourciro, a quem servir como de receila-
auxiliar.
Arl. 27. D'cntro os pralicos sera escolhido um,
pluraldade do'votos, para servir de thesoureiro.
Art. 28. O thesoureiro c o ajudaule do pratico-
mr serao os clavicularlos do cofre, cuja fiscaliza-
ran ficar a cargo do pratico-mr.
Art. 29. No dia Iros de cada mez sommar-sc-hao
asquautus recebidas, ese far o lauramenlo da re-
ceila perleucente ao mez anterior, assignada pelo
thesoureiro';.sondo o crdito correspondeut feito
vista ila relajao das quaulias distribuidas segundo os
arliu'os aulecedcnles,'e o quantitalivo destiuado pa-
ra fundo de soccorro crregado em livro proprio ao
fliesoureiro, senindo o couhecnrento cm forma,
que se extrahir, para o abono ua conla do livro do
rendimeute da pralcagem.
Arl. 30. No fim de cada anno'civl organisar-se-
ha em duplcala um balauro de todo o rciidiineulo
arrecadado, sua dislribuirao, divida activa e passiva
(no caso de have-la), jquaulia lquida para fundo
de soccorro, devendo um destes balances licar ar-
chivado; e o oulro ser enviado ao capitao do porto.
Arl. 31. Para fazer esla escripturacao ser en-
carregado alguui empregado da contadoria da mari-
nlia, percebendo 20S000 rs. ineuscs sabidos da
renda da pralicagem.
Capitulo V do material da pralicagem.
Arl. 32. A pralicagem lera para o seu serviro
urna cala ia de boa marcha vela e a remos, guar-
necida com velas proprias c doze remos de pala-
menta, tres balcciras, com seis'remos de voga cada
urna, duas lauchas, urna de doze remos e oulra de
dezeseis de palamenta ; e um euler com as dimen-
sOes e qualidades proprias para desempenhar o ser-
viro da pralicagem levando pralicos. e soccorro
fra do porte aos navios que disso precisaren! em
occasiao de man lempo.
Art. 33. O pessoal permanente do servico das
embarcaces da pralicagem nao ser menor de de-
zoto remadores c dous patres para duas embarca-
;oes; e quando fr mslcr maior pessoal para guar-
necer simultneamente as outras, ser elle manda-
do chamar por ordem .da capitana do porto na
se neste momento na Europa, acontecimnlos mui
graves, e os segredos do estado podem ser levados
para |>aizes estrangeiros.
J?as .uma mnlhcr, senhor, urna mulher ''...
I reeisamente, cuhora, estamos prevenidos...
romos vagamente avisados de que he por intermedio
de nina mulher, que ha de passar a fronleira para
ir a Vienna, sub pretexto do ir aSainl-Pelersburgo,
que ha de ser communicado aos Aauslriacos todo o
nosso plano de campan ha.
Mas eu nao vou para parle alguma.
Como, nao vai para parle alguma f
J dissc-lhe, sonhor, que ando em procura de
um homcm, qite prometteu-me...
Perdoe-me, a senhora he quem diz Uso... seu
passaporle he que ha de prova-lo. Mas uao se allli-
ja, durante os quinze ou vinte dias, que ser obri-
gadu a passar aqui, para esperar de Paris a remessa
desses papis, a senhora ser tratada com todas as
a I ienrOes dev idas sua pessoa.
Quiuze ou ftntc dias !
Pelo menos, senhora... Pars lica louge d'aqui.
Quinze, on viule dias !
A senhora poder depois procurar al ao Dm
do mundo, esse feliz capitao do.dragues..
Mas, senhor, elle nao me esperar, e aprovei-
tar esses quinze, ou vinte dias que sou coudemna-
da a passar aqu. Quando esliver livre, ter-lhe-hci
perdido a pista... elle estar bem longe d'aqui...
EntSo elle est aquif
Imprudente! disse interiormente corasig ma-
dama de Fontenav, ia lalvez compromelte-Io.
E conliuiiou assim :
Oh nao ; elle nao esl ainda em WeUseru-
burgo.:. nao, nao o ereio... nao sei mesmo se vira
aqu... Bem vqucdgo-lbe todos os meussegredos..
Eia, capitao, deixe-me livre cm pagamento de mi-
nha franqueza... eu lhe rogo...
Eu o quizara, senliora; mas uao tenho esse di-
reilo. S .meugeneral...
Pois bm! irei ter com seu general, e o do-
hrarci..-.
Pens que nao, seliliora, elle nao lie mais moro.
Eu prisioneira Oh senhor, nunca !
Todava, seuliora...
Nlinr.l I mima II,,. ,1t<0 rt.,H.. llnl.rft
forma do seu regulamenlo, ficando por conta do
navio em favor de quem liver sido empregado, o
pasamento de taes servico?.
Arl. 34. O cter ser construido de mancira tal,
qoe tenha a necessaria capacidade para receber
bocea da escOlilha nma ancora d 12 a 15 quutaes,
coma respectiva amarra de ferro, afim de que com
a maior presteza possa cm lempo de ventos fortes
levar o conveniente soccorro aos navios que delle
precisaren! nos ancoradouros das Laminbas e La-
meirao, oa cm algum Oulro ponto dentro da costa
a cargo da pralicagem.
Arl. 35. O praiico-mr regular o emprego mais
conveniente das embarcaces.em que. lenham de
sabir os pralicos destinados a dirigir os navios que
se aprcseiilarem em frente do porto pedinde prali-
co ou soccorro.
Arl. 36. Tanto cter como a calraia e as ba-
lcciras da pralcagem andarao sempre com reai-
mentos de sguaes c bandeiras proprias, para que
forado porto possam fazer as communicares de-
sumadas no rcgiienio de siguaes que acompanba
esle regulamenlo, o aquellas que as circumslancias
exiuircm.
Art. 37. Pela capitana do porto serio forneci-
dos a pralicagem tres regimenlos de sgnaes, e ban-
deiras pa/a o servico indicado no artiso antece-
dente, visto serem estes, sgnaes de ulilidadc geral.
TITULO II.
Capitulo I dos capilSes ou mesltes dos navios que
liverem de ser dirigidos pelos pralicos.
Arl. 38.'Todo, o capitao ou mestre de qualquer
navio que demandar a costa do porto da capital da
provincia de Pernambuco e precisar de pratico,
irar no tope de proa a bandeira designada uo qua-
dro de dslinclivos mandado por em execurao por
aviso de 18 de Janeiro de 1850 e annexo "a este re-'
gulameulo, arreando-a logo que receber o pralico.
Se tver iiilcncao de dar fundo uo l.ameirao, baste
que arvrc smeute essa bandeira ; mas se houver
de tendear as Laminhas, Poro, ou Mosquero, a-
lmda bandeira no' tepe de proa, dever icar no
maslrograude os galhardetes cpustanles do referido
quadro, que designara os ps d'agua fmedda inglc-
t) que demanda o navio.
Art. M., Eui todo e qualquer caso, logo qu o
pratico entrar o prtale do navio que tiver de di-
rigir, o capitao ou mestre deste lira obrigado a de-
clarar-lbe publica c' solemnemente os ps d'agua que
cdla o naiio.
Art. M. Todo o commandante, cajiilSo ou mos-
tee, he obrigado a salisfazer a quaesquer requisic Oes
do pralico lendenles ao bem descmpculio da prali-
cagem de que se acba eocarregado.bem conio a ter
safos c promplos n ancorle, virador, ancoras, a-
marras, ele.
Arl, 41. Neuhum commandante, capilo ou mes^
tre poder maltratar a qualquer pralico, devendo,
quando este so comportar mal, dirigir ao capiao'do
porto una queiXa umVegra, logo que der fundo, p*.
ra que o mesmo capiao do portifrcsolva na forma
das disposiroes do respectivo regulameiifti c do pre-
seule.
Art. 42. Todas as vezes que abordo de qualquer
navio se aprcsenlar um pralico em estado de embria-
guez, o commandante, capitao ou mestre, o far lo-
go vollarpara a embarcaran que o Irouxc, e iran de
novo o signal de pedir pratico, devendo, quando t-
ver dado fundo, dirigir ao capilao do porto nma
parte do successo, para proceder na forma das dspo-
siroes penaes do presente regulamenlo.
Arl. 43. Ncnhum navio poder entrar sera pratico
parao ancoradouro do Poro e Mosqueteo, urna vez
qoe o seu calado d'agua exceda ou sja igual a 9
ps iuglezes.
Art. 44. A excepcao de canoas, lanchas de cober-
la algum hialc que esteja a par tiestas duas classes
do ombarcaoes, demaudjpulo al seis ps d'agua,
nao se poder desamarrar on amarrar a quatro ca-
bos nos diffcrciiles ancoradourosquidquer oulra em-
barcat-ao maior sem estar a seu. bordo um pratico ou
pralicante.
CAPITULO II.Dos commandantes, capits ou mes-
tres das embarcaces que pretenderem tahir.
Arl. 45. Todo o commandante, capitao 'ou mes-
tre das embarcaroes que lenciouarem sahir e pedi-
rem pratico, na forma do presente regulamento,
ilar parle ao capitao do porto com declararlo por
cscriplo do numero de ps d'agua em que se ada-
o navio, e do dia m que pretende sabir ; devendo
essii declararlo, depois de rubricada pelo mesmo ca-
piUto do popo ou seu .ajudante, ser apreseiitada pe-
lo capitao do navio ao pratico-mr, que marcar a
hora da partida.
Art. 46. As disposrees dos arligos 40,41, 42, 43
e 44 sao applicaveis "aos navios que liverem de
sahir.
Arl. 47. Se qualquer commandante, capitao ou
meslre recusar o pratico a quem por escala couber
o servico, e pedir oulro om que tenha mais confina-
ra, ser-lhes-ha isso concedido, comlaulo que, alem
do que a est'onlro houver de pagar, entre para o co-,
fre com uma "quanlia igual que esliver marcada
na respectrva tabella ; e anda que cm tal caso] o, pa-
gamento ao pralico escolhido lhe fique pertenceudo,
lodavia dever este" entrar para o cofre com um
quinto cm beneficio do Tundo de soccorro.
TITULO III.
Das penis por infracf ao das Aisposicoes do presen-
fe regulamenlo.
CAPITULO LBas que dizem respeilo aos empre-
gados da praticagem>
Art. 48. Todos os. empreados da pralicagem
saorespousaveis pelas fallase ddictos que commet-
lerem no dcscrapeubo de seus deveres,- e erros de
oflicio no exercicio de suas funcjOes.
As fallas serao punidas pelo capitao do porte, se-
gundo as atlribu
regolamenl
Os delirios pela
Os erros de oflii
urso para o conselho
processo anlogo ao i
sutemente mandado I
19 de maio de 1846.
Arl. 49. T
na pralicagem qell^
gulamentos -
ede sanidad
as que lhe l
los, suspeus
dez al Irinta mi
neficio do fu
for grave, de\
selho da ca.
Art. 56?p
cansa justti
nha sido no'm;
so por quinze
dias, e multad
da praticagem
dias de pela quarfa, d
do conselho
gauisado petafof^^H
regulamenlo.
Art. 51. O |
lar a bordo de q^^H
embriagado, sef^^H
"um mez ; pela
penas do art.
do-se o processo n
As mesraas penas
mallralar de palavra
meslre, feisa fr ph; -
dade compele
da offensa, oconl
presenra do corpo
Arl. 52. O p
cumiado de d
perder, entrar
afim d
1. Se o sini!
tetra maior, ou
pralico.
2." Se por
3. Sede
vado.
Quando se prl
l comprelieod
deradojnsti
Quau
scEuudo c.
mesmo ilcn
pilana do
parles prejudicaj
no joizo conrpw
Quando s" i
ceiro caso, s
toridades criniin
leis.
Art. 53. S
prder-se desde
que o pratico, *]
que o snislro
tiradq' antesj
para uavegar;
co oatrar em
cedenle, fica:w
posta.
Art. 54. S I
pue o pralico a
snislro leve lugar
sido collocada enj
ver para isso m
tico em processo.
CAP1TUIX
ao capitn
Art. 55. Q
sahir ou enli
tico, uma'vez que
ps iuglezes d'aguf
vinte a cincoertta
pralicagem, fican^
los dainos que ca
Arl. 56. Oca
dar de a
dera, e o fizer sem
pralicagem, a nao s
exceptuadas iio
forma em dez a!
dainos quo ea
fiquem uuiramen
meslres das peq
mandaren! al i
responsaves por quai
danca possam caos
Art. 57. Oapi
palavras, amearas
o navio do seu conuna
bunal com|!eteuli
Impostas por entehra.
Se o fado tiver lugar
vio, e este se achar j fe
canhao, dever o capita
lidade policial competente pai
delicio na forma da le,servir
xa do pralico com -o au
caso de liavcrem offen&i
los de tcstemunbas que prese
pois de assim orgaaisedo
quinze anuos, metteram-me contra vontede no con-
venio, um convenio de paredes dobradas, portas
chapeadas, e fortes techadoras : uma prisAo emlim.
Achemeiotte fucir. Hci de sabir d'aqui, assim co-
mo me evad do convente.
Nao tente isso, senhora... seria intil..: sera
lalvez pergoso... mas em quanto espera.seus papis,
creia-rne sempre dedicado s suas ordens, cao seu
servico, Paciencia! seubora, paciencia !
O major iucliiiou-sc. cpm respeilo, e relirou-so.
Prisioneira exclamou madama 'de Fontenay
ficando s ; e Mr. de Bourvoisn livre de continuar
sua viagem, de passar a fronleira com... com quem,
meu Dous! Eu obrigatla a licar -aqu.:, he uma
zonteara... nao terei yindo aqu para... para car
aqui. Mas Leonardo bao volla... Ter tido medo '?
(er-se-ba portado imprudentemente'.' Est tardando
muilo... A'h Mr. de Bourvaisin, querer.o seuhor,
rasando comigo, couauar a louca vida de oulr'ora,
as seduccoes, as intrigas, os raptos? nao, uao, se-
nhor ludo para mim ou nada. Mas lalvez me
engae... Todava essa viagem mystcriosa, cssapar-
lida repentiua que elle consem-me occulla... unas carruagens... essa obscurdade em todas as
respostas do criado... Ah eis-aqui Leonani
Enlao Leonardo?
Sim, senhora, abri o cofre.
Ah e que viste ? que lia nelle 1 falla! minha j
impaciencia...
Em cima de tudoacliei boedas chcias de olll-
netes;
'Prelos ou' braneos 1
Prelos e braneos!
I'ara quo allincles prelos '?
Nao sei, senliora.
En iua. .
Vi detMs outras bocetas chelas de moscas 'en-
feites.)_ '
Eis ahi i os alliuetcs .pretos e as moscas... issol
lie para uma mulher nesse seznodo carro ha uma
mulher... e ousassus .. Mas vejamos o
mais que acba
Caixiuhasde ppela* cheias. de filas.
, .\ i Hilas !
a tent os homns como as rouihe-
*)ln,.l>.s .,.!...- ,.,.,...^ ., III... l.
verdade que osho'
quaulidade; roas i
Continua.
f Debaixo dessa
E que havia nesgas
Lenros tl cambrais.
Lencos de cambra'
lornam-se certezas.
Todava, senliora, qu
Eeita mu pouco qoe nao l
raa '? Eu.mesmo
no cofre sao Uo pe
r Bem v
Senhora hi
do cambraia.
Ddxa-lc
Nada
Sai
cofre o
t-te ternario
o achei,
nno das maos de I
lo passado pela "vista, exclamou r",
Acaso ha at imagans 1
Issobe,horrKel, ja te di>
Mas?...
Se eu duvidasse ain
Bourvoisiu!
Elle ahi vem, senhor
Dei\a-j) vir !
Oh! senliora, np'lhedtga :..
Deixa-o vir deixa-o vir !
Leonardo que nao quera ejiar
enlrcvisla, escapulio-se.
pres,
inte a essa
:Continuilr\ n-ha.)
J


DIARIO DE PERNMBOCO, SEXTA FEIRA 1 DE ABRIL DE 1854.
11 resolver como for t
imstancas qne se derem re-
iilf qualidade do roo.
TITULO IV.
ICO.-y>i>pcMifo gerats.
ajao de pralico po-
isabilsar-st ,gem a bordo dos
klade do Recite,
moco ;> por isso lodo oquel-
wm ter a respectiva nomeacao, se apresen.
ira desempenhar a* ruc-
e entregue atoridadc
rcendo emprego e fuocsoes
' Ser pcrrailtido entretanto aos capitacs
arem na costa onde Dio houver esta-
i praticagem, um inarihhciroou pes-
i desse ponto at o Lameirao;
vder passar dahi para dentro sera
(i porto, flcaraojelo o dis-
ite, excepto quando a sao for
i de forja maior.
'ividuo empregado lia prali-
i considerado como hornero, da vida do
das isencOes do art. 68 do rc-
sulamenso das capitanas dos porte* de 19 de maio
de M6.
Art i formes eslahelecidos para os cm-
pregados da nralicagem do porto de S. Luiz doMa-
ranliSo Ream extensivos aos da praticagem da pro-
vine i
Codesos individuos empresarios na pr.i-
ir parte ao pratico-mr
seros das casan de sua re-
do, naojquweTulilisai'se do suu servico, pagar ro-
mo se livesse fondeado no Lamciruo.
10." Seo navio naoqiii/.er fondear, mas sim con-
servar-so sobre a vela ate receber noticias que es-
pere de torra, ou por outro qualquer motivo tendo
o pratico a bordo, pagara o mesmo que se fundeas-
se no Lameirao, nao excedendo ao sol posto a es-
tada do pratico bordo ; se porm exceder, andan-
do vela, pagar de cada nascer ao por do sol o
proscripto na tabella para fondear no Lamen*), o
por cada noite mais o dobro desla ultima quanlia.
Palacio do Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de
185!. Jote Marta da Silra Paranlios.
Scguc-se o quadro dos dislincfivos mandado exe-
coJar por aviso d 18 de Janeiro de 1830, que .lie o
segu ule:
O. na> io que pedir pralico deve ijar no tope da
proa urna bandeira encamada cora parallelogramo
braiieo no. centro.
O pratico quando fr procurar o navio que tem
de guiar, deve icar orna bandeira co'm as cores bran-
ca e encarnada cm xadrez, formando cada urna des-
sa cores dousparallelogramos igmirs, sendo a diaco-
nal dos encarnados tirada do extremo superior da
Iralha para o ngulo opposto.
Tara indicar os pea d'agua quo o navio demauda
fa-se no tope do mastro grande um ou mais dos
cinco palhardelcs das seguintes ores:
N. 1.Azul........ 9 pes d'agua.
. por servico feilo
morada aleni de tres das;
realisado ueste- prazu, seni
a perempluriaiucule, por
aulbridade; todava, se o
ardar-se a ordem
rndo elle nacional, c,
sen cotnmandan-
i pralicos poderio, alem das embarca-
iluirem o material da associacSo, ter
satisCazcrem aos serviros de que
zercm incumbir, independente
.oa propriameule dita.
samarracoes Cea li-
i e ernpresar a sua guar-
i, bem como a ser~
i que nao seja da prali-
provar legalmenle achar-
i continuar no servico da prali-
, vclbice ou molestia, ser ali-
io-se-lhe annualmculc
o urna quanlia equivalente a
j vencimenlos fixos, quantos fo-
se tiyerde servico na assoriajao, de
i contar 35 anuos completos lera jus
i fixo por iuteiro, c quando exceda a
le excesso jamis Ihe po-
om accrcscimo qualquer
oto; devendo dividir-se aquel-
auaes, e ser-lhe cada urna
Mmenle soro tiradas do
e animalmente Se fr aecu-
einquaolo esse rendmeiilo
fccp a taes pensoes, se colisarao
nlre si os pralicos para as sup-
ihirSo do fundo capitalisado.
> condimento do fundo capila-
o beneficio sviuvas dos
. aoltifas que viverem honesta-
s ate a klade de 16 aunas, sendo
rma disposicSo.regua-
la e approvada pelo menos
^^^ociados.
i do fundo de soccorro sero
provinciaes, ou da divida
s do Banco Nacional,
urauca e ga-
materal neces-
e a importancia
rndemnisada na
gratifica coes
material da praticagem
rio nao for suflieiente, o
pTopor ao capilo do
), em 28 de fevereiro
re Parantes.
2.Branco.......9>i'
)> 3.Encarnado. -. 10
n .Azul, branco'c encarnado,
cores parallelas no sen-
tido vertical. .... 10,4'
a 5.As mesmas cores no sentido
horisonUl.....II
Os lis. lo 2.Aqucltc por cima c
este por baixo. .
3.dem.
i.dem.
5.dem.
1.dem.
3.dem.
4.dem.
5.dem.

I O
12
*.
13
13*
14
15
Uepois dos signacs auleriores poder o uavio l'a-
zer os qne scgacni.
GaUardees.
3 e 1;falla-llie urna ancora. .
3" e 2-(aUa-lhe mais de urna ancora.
3 c tem peste desenvolvida a bordo.
3 c 5tem noticias de circunstancias que devem
ser logo commumeadas.
4 e 1asbomhasnitovcncem naaiiaquefa/. o navio.
? e 2^-tera incendio desenvolvido a bordo.
4 c 3pede pratico com urgeocia.
Obscreares.
Esles signaos podcrSo ser fcitos |ior qualquer ou-
tro navio fondeado no Lameirao.
O.Forte do Mar repetir os signacs cima, e
capitana do porto os reconhecerii cpm, signal alllr-
mativo. Eiilio o Forle repetir o mesmo e o navio
amar o seu.
A bandeira adrmalva lie (ripartida de. azul e
branco no sentido verticaL a negativa tem as mes-
mas cores no sentido horisontal. '
Havendo agua para o navio entrar, icar-se-lia a
bandeira flirmativa, no caso contrario a negati-
va. No primeiro caso largar o pralico para bus-
car o navio, e no segundo largar, se o navio fizer e
signal numero quareota e tres.
INTERIOR.
RIO SS JANEIRO.
31 de margo de 1354.
Pele vapor Montevideo al 12 do correle. As cmaras legis-
lativas cstavam constituidas c naquellc mesmo dia
deviain ser aberlas solemnemente. O presidente do
senado be o Sr. 1). Lio/. Lamas, e presentantes o Sr. D. Salvador Torl.
l)c"Bueuos-Ayres nada hade importancia. A salo
isculia oprojecto de consliluicau provincial. O go-
vernador ia visitar os deparlamentos da campanba.
. O general l rqui/.a linlia. partido para Santa Fe
afim de prestar joramenlo no dia do correte pe-
rantc o rongresso ciinsliluinle como.presidente cons-
titucional das lrcz(rpro\i]icias confederadas.
CorrieiiUs tstava amea jada de urna nova revo-
lurao.
UyAS OEHAES.
Oaro Preto U de marco de 1854.
lloiive boje luzidissimo cortejo em applauso ao
anniversario natalicio de S, M. a Impcralriz. Com-
pareceram cm palacio pessoas de lodas as opiniocs
polticas, se lie que boje mo- ba anaclironismo nessa
cvpressto. Como todos camiuliam no mesmo senti-
do, pareco que, sem receio de errar, poseo asseve-
rar que pensam p mesmo modo.
O auxilio que lodas as parcialidades polticas lem
prestado adniinislracfio actual, infelizmente ainda
nao se esteudeu aquella parte do servico publico cm
quo ella mais o deseja encontrar; refiro-m ser
guanea individual.
Sem o concurso intelligenle e activo do todos os
cjdadilos nao lio possivel modificar a siluacao, que
por esse lado fte muilo pouco lisongeira.
Verdade be quo a provincia he innito extensa e
sua populacao atollada, c o numero dos delicies
uio deve ser considerado em aJistracto, mas compa-
rativamente ao algarisnio da popularan.
Mas lalv.cz nao seja o numero dos crimes commel-
Iidos o quemis baja a lastimar, sento a impunida-
de dos que se couimelem, pois leude a augmentar
gradualmcnle o. numero daquelles, qando a aulori-
dade mais que muito deve esforcar-se por diminui-
r.
Os assassinos zombam da ncejo da juslica, que
embado forceja por captura-Ios, as mais das vezes
sem o poder conseguir.
. Eulre lodosos municipios daproviricia o de Para-
calu' he o qne neslcs ltimos lempos mais se tem
distinguido pela perpetrarao e impunidade dos cri-
mes. Parece que a autoridado perdeu alli toda a
forca moral.
A 27de Janeiro, pelas 7 horas da noite, foi alli
assassinadd o padre JoscdeBrilo Freir de Vascon-
ccllos por Trisiao Antonio Dias de Bicalbo, que
lambem perdeu a vida uas.maos de urna populara
deseufreada.
As iiifni-macoes variam sobre as causas e circums-
lancias desses homicidios. Refcrirci o que me com-
muiiicarani.
Trislo foi visitar padre Brilo para encarresa-lo
, dos papis de casamento de urna sA irmaa: arhou-o
ceaudo e tomou parle na refcijao. Ao despedir-so.
o padre o foi acompaubar porta e ajudar a mon-
tar a cavallo, sem que enlrc clles tivesse havido a
menor allercarao. Jiesle entrelanto, segundo coti-
la urna niullicr que presencou lodo referido, ouvib
ella o estampido de um tiro, e poucos instanlesde-
lois vio o'padrc que procurava. na saja de janlar
lima luz para examinar o esUdo cm'que e acbava,
o qual sentindo-sc ferido disse que eslava morlo,
c'com efleit cabio sem mai& poder pronunciar pa-
lavra. Ja a essa hora ba\ iam afiluido muilas pes-
soas que, precipilando-se pela casa a dentro, vram
o. cadver o o assassino, qc hradava por um medi-
co, accrescenlando que se considerava preso e como
(al o levassem para a cadeia, pois quera ser proecs-
sado para provar que o crime fra involuntario.
Entretanto o numero dos espectadores de tao hor-
rivcl siena cada vez mais se augmcrlava, e ouvi-
ram gritos de nmllier c liomcns furiosos que pe-
diam viuganca. Como ncoliunia auloridade se a-
cbasse atento peseme, algu oas das pessoas mais
sensatas que fa/.iam parle do ajuntameulo acompa-
nbaram o rco prisao, c cm*aminho nab puderam
impedir que elle fosse espancado c ferido pela mul-
dao que o persegua.
Quando o delegado chegou casa do padre j vio
morlo, o saliendo que a vida de TnsUio eslava
amcarada, corren a cadeia, onde o encontrn semi-
vivo c todo motilado, e com cHeilo para logo expi-
rou. declarando que esUya innocenle.
lepara deplorar que a auloridado|nao livesse che-
nado a lempo de conler o descnfrcamenlo brbaro
da populaca, e ainda mais se mo forcm punidos
com (oda a severidade das lels reos de crime 13o
grave.
'Consla-mc que a presidencia de ha muito (em di-
rigido (oda a sua a Henean para aquello municipio,
e lemdado s necessarias. providencias para que ali
se rostabelcr,a o imperio da Ici.
Ha pouco cliPL'araiu a esl.i ridade os indiciados as-
sassinos do fallecido senador Jos lenlo, de volta de
Pouso-Alegre, para onde tinham sido requisilados
para responderem ao jury em dezembro prximo
passado. -
Vollaramscm terem sido julgados. Consla-nie que
rcunio-se o jury (Carla particular)
/Jornal to Commercio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE


-22
lando o porto, pedirem
do seu servico, pagarao,
bid do que marca a pre-
nus lerjos; no Po^o
intia.
ida nos ancoradouros do
as ou do Poco, uspcildcreni
sle ultimo, ou para o
irlos do quautilativo d-
lo primeiro poni; do
sr loteiro; e do Pojo para o
s melado de que se ada marca-
se o navio Tundeado as La-
10 liver ainda satisfeilo
nteiro se partir deste al-
ar no Pojo, ou no Mosqueiro,
re se'partir das Laminbas, cm
traba lho.
turro-do Mosqueiro passarem de
ncocadouros, em que elle se aclia
lido, pagarao um terco do que esl marcado
se o calado da agua for al onze ps, c
ita do N., ou barra
lesde logo sua viagem, pa-
ida na prsenla tabella, e
;iara o Lamerao, o que
para as Laminbas, tres quarlos i e
lo Mosqueiro'por dentro, d recife,
iis terjos.
aininhas, ou do I.a-
satisfeito a
o o mesmo,
ilguma das
e, no
ibella
pirlirein lo m maro : e dou ler-
Recebemos riocias de M ou le video que adianlam
aquellas que publicamos- lioulein.
A assembla consliluintc da Repblica Oriental
ilo Uruguay foi inslallada, como dissemos. no dia
42. lxigo-depoisdanslallacan, propoxoSr. Mallicus
Magarnos qqe se nomeasse immcdialamentc um
presidente para governar a repblica durante o
(empo que falU para concluir a presidencia do Sr.
(irri, isto he, pelos dous anuos que acabaran no 1.
de marco de 1856.
A discussao da proposta fui longa c minuciosa,
porm calma. Passou por grande maiora.
Procedendo-se enlAo a nomeacao do presidene,
foi eleilo o Sr. coronel I). Venancio Flores por una-
nimidade dos votantes. Antes da votacao retira-
ram-se alguns poucos represcnlaules qup nao ap-
provaram a medida. %
No mesmo dia preslou o coronel Flores'juramen-
to as mao* do presidene' do senado, e ficava no
exercicio de plena antoridade que Ihe fra confia-
da. Cessou pois o estado provisorio.
Da mensjigcm apresentada pelo poiler execulivo
sseroblca.eonstiiuinle; copiamos o seguinle trecho
relativo-s relaroes exleriorcs :
n No oslado a que os aeonlecimenlos inleriorcs
condnziain o paiz, he satisfactorio'para o governo
manifestar a V. II. que suas relaces com as dilfe-
1-rentes potencias cstrangeiras se tem conservado na
roesma cordeal harmona ; cslrcilaudo-as anda mais
com o imperio do Brasil, que por tratados solem-
nes e pela sua cooperarn no empenlio de salvar a
independencia d repblica! era j nosso alliado c
amigo.
Para conscaui-lo, leve o governo de conferir
novos plenos polleros ao ministro da repblica no
Rio de Janeiro, I). Andr Lamas, o qual obleve o
recrmhecimcnlo do governo provisorio, e a revali-
daro do tratado de subsidios, cojos flciios linham
sido paralysados pela poltica da administraran an-
terior.
O governo imperial pela sua parle acaba de dar
um leslemunlio cloquete dos scntimenlos de fran-
ca amizade para com a repblica, em urna circular
aos differenles agentes diplomticos que residem na-
quclla corte ; c como consequencia desses cordeacs
scntimenlos, acreditou o Sr. commcmlador Dr. Jos
Alaria do Amara! no carcter de enviado extraordi-
nar e ministro plenipotenciario.
k Como o objeclo primordial dcsle diplmala be
tornar efleclivas as eslipulajoes coudas nos trata-
dos de 12 de oulubro de 18.">l, o ovorno, approvei-
tando a providencial occasiao de completar a alta
missilo que se Ihe couferio de consolidar a paz da
repblica, f ulorisou o ministro de relajees exlerio-
rcs para negociar a entrada rio territorio do Estado
de 4,000liomens do exercito imperial, nos termos e
condijes ilelalhadas as notas reversaos c nu aeeor-
do a que se referem, o que aqui junto por copias
authcnlcas.
ii A importanra transcendencia dcsla uegocia-
e,1o obrigam o governo a recommendar-vos, que a
consideris percmploriamcnle e de preferencia a
outro qualquer assumpto, resolvendo como emn-
denles. '
n O tralado de limites celebrado com S. M. I. se-
gu a sua marcha ordinaria. O governo consagrou
urna altcncao muito especial ao cumplimento de
suas importantes delermmajocs, proven de recursos
o commissario, e ordcnbu a sua marcha em dezem-
bro prximo passado afim de reunir-sc com o de S.
M. I., e de accordo com elle continuar o trabalho
de dcmarcajS ile limites que deve por termo a di-
reilos tao debatidos. O governo se felicitar ao an-
unciar, a V. H. a conclusao destes importantes tra-
balhos.
ii O .director provisoria da Confederarao Argen-
(ina acreditou o J)r. 1). Francisco Pico no .carador
de encarregado de negocios e, eousul-gcral, o qual
foi roconhecdo jielo governo.
A conveniencia de estrellar os lajos de amizade
e boa wlelligeUcia com'o governo'da provincia de
uenos-A) res. aconsclliava aoda repblica a nomea-
jcaode um agente que representasse os interesses
oreiilaes. por isso conferio honroso cargo de en-
carregado de negocios e cousaL^eral ao coronel D.
PERSAMBUCO.
Farahiba 3 de abril de 1854.
Ainda reccioso de enconlrar-me con) o obsequioso
cortejador nocturno, de que em minha ultima Ihe
dei noticia, mxime porque o cortejado, aoquedi-
zem, tem comigu atguma seiuedianja, nao lenlio qoe-
rido.emquanlo me nao chega n rabera roovivel, apa-
nli.ir a fresca da nnilc nos bellos passeios, e por isso
o lamben) porque o Mcrelcs anda um pouco divor-
ciado comigo. estou qua-i baldo de noticias. He bas-
tante scnsvel, depois de um dia calmoso, o perder-
se nmas duas horas de passeio at o Tambi, para
refrescar, ou outras tantas assenlado no paleo de San
Francisco, na punta de pedra, ou na calcada da pa-
ciencia, refriserando os' milos, quasi torrados pelo
calor, e nuvindo ler nos Diarios ticos os aeonleci-
menlos do dia, principalmente os artigos da vida
do prximo.
Emhora seja a noile de escuro, o fulgor das estrel-
las, a escurklao das Irevas, o faino Cago dos perilam-
9'
a A expirarao'do Irntado de amizade, commercio
- I
-1c paaiincnio pelo iranspor-
sc acha incluido
pelageru
ntc na inlor-
ilo seguinle
eUde das
verlicacs como horisc-
enlo o qoe resaltar da
se porm forem clles
i que eorrespoiider
nenie raaiores.
s, ancoretcs,
oriiaes dos reraa-
icAem, scrSo TeguUdos pelo que cs-
liver marcado na tabella da capitana do porto, nos
usos-etal)eieciilos;e por ella admiltidos.
9." Se o navio que se apresenlar eiu frente do
porto peilindo pratico, e quando esle chegar
navegaj9o, eck-brado cm 1842 com o governo ile
S. M. a rainha de Inglaterra, foi declarada pelo da
repblica na poca designada pelo mesmo traUdo ;
cssiftxpifarao realisa-se no dia 14 do correnle mez
de n)arjo.
em embargo dij to nofavel circumstancia, o
governo prcviiori so em annuneiar a V.
H. que, emquanto a bonvenicucia publica uSo esi-
niciem e conclnam novos- tratados, era-
is bous ofticios ntlm de raanter as rea-
is quo o ligar ao de S. M. a rainha Vic-
i. 1 musir as remoldes c subslilui-
|uc o governo |)rovisoro julgou convenieule
no corpo cousular, ssim como a nova noinet-
rao que Tecahio na pessoa do Sr. D. Salvador Xi-
menez no carcter do agente confidencial junio de
Sua Sanlldadco Papa, munido da credencial de en-
carregado de negocios, alin\ de prevenir se assm
qualquer necessidade que poKn occorrer no desem-
penlio da importante commissOn que se Ihe couiiou.
Esta medida era urgentemente reclamada pelo es-
tado da igreja ; e o "governn abriga a'esperanca de
3irc ha de ella produzir os resultados que sao para
esejar.
pos e chilrar dos grillos, o grasnaFdas raa's da.ala-
goa, dio um uno sei que de saudoso aos laes pas-
seios, que inc-enli-am e agradan!. Escusadu he dizer
oquanle de poesa ha as noites de luar, porque
tiestas muito se' leeiu occopado os poetas; eu porcm
que de poesas s goslo dos chimes do Bardo, apre-
cio muilo mais urna noile bem negra para mcus pas-
seios de medilajo, salvo quando rcreo algiim en-
contr com ca valle ros de tlebbc. Eslou, como Ihe
disse, privado dos laes passeios por torea maior. e com
ellos das noticias oblidas dos mencionados Diarios
vitos, que alm de chistosas, sao sem prejuizo de 1er-
ceiro, c recco de respunsabitidade legal, que be, co-
nid sabe, urna grande pisa liberdade de imprensa,
a la vanea, segundo aflirmam, da ciwlisanio e illuslra-
rao do paiz.
Maldita responsabilidade 1.' .De quanlos boccadi-
nhos deliciosos nao privas o paladar do publico .cu-
rioso 1 Quantas ancdotas ciiarnjadas, quantas histo-
rietas morar-, quantas menlirinlius graciosas,quan-
tas calumnias ulcis, quantos enrdnhos edificantes
n.oi licain inditos por la causa? Pesie dos jomaos,
mofina dos escriptores, zanga dos amables da vida
alheia;responsabilidade legal, en levlo aos infernos.'
Felizmente la maligna influencia nao alcanca os
Diarios vicos, os noticiadores de calcadas, e osles
enlram pela vida alhea como vilao ruiui pela casa de
seusogro., .
Eoude vuu cu parar".' Que argamaca heterognea
tenho feito! Noites de luar, banhos no Tambi, chi-
mes do Bardo, ravalleiros de liebbc, Mreles, res-
ponsabilidailc legal, liberdade de imprensa e mais
ojio sei o que, nicamente para dizer-lbe que nao
tenho saludo ha noile com receio de levar um pipa-
role ^ ,
O caso he que cstoera talas para alar o fio a mi-
nha missiva, o com meus receios de desarranjo no
armazem de niinha cachola. Continuemos.
Se ao menos uns lamprees que vejo enhorcados
por estas ras, como que ollereeendo commodo a al-
gum cansado da vida, ou desprezado do charo objec-
lo de scus idoces affcclos, tivessem azeitc e torcidas,
o alsum carioso que Ibes chegasso um pouco dclu-
me ao bico, andara um bomem mais animado, po-
rm com o moderno c econmico syslema dos lam-
peos solares oo de reverbero, nao vamos bem.
Quando vi enforcar os taes innocentes pelas esqui-
nas, entend que a illuminacao, ha lanos anuos en-
tallada ia fulgurar, o que a l'.irahha, no secuto das
luzes nao licaria as Irevas, como o Ccar ; mas o
Mereles, qne entao nao eslava enrage', me disso, nao
crea em tal; ella de dia he intil, coma sabe, e de
noite iiiulilis-iina,, porque quera anda noile mo
quer ser vislo.
Oa tinha elle razo ou nao, o cerlo he que nossos
lampeoessao de impostura, como livraria em casa
de lolo, sao tinicamento para serem vistos.
Estando falto de noticias pe.lo motivo exposlo, per-
mittir-me-ba que entre em agumas divagajOes mais
longas do que as coslumadas, vislo que eslou ueste
momento sem ler em que mate o lempo.
J por vezes Ihe tenho dito que a falta e carcslja
de farinba, de que se resenle esta capital, me ha
obngado a fazer algnraas excursoes pelo interior, pa-
ra me prover desse genero almenlicio. ltimamen-
te, foi tal a fallenca que houve por casa, que meu
venlre comecou a fazer serias reclamacOes, e eu a ler
cuidados, porque me pareciam allendiveis, lanto
maisquanlo me lembrava da fbula do chistoso Eso-
po, quando descreveu o rompimenlo que houve en-
Ke os membros do corpo humano, mal salsfelos
como Irahalhar nica c delusivamente, ao quedi-
ziam, para o lai senhor venlre. ImDrcssionado pelo
mo resultado da qneslao, e cuidadoso pelo meu lo-
do corpreo, bifurquilhe-inc n'umaalimara, porque
desde que um amigo quiz chasquear com este seu
criado pelo tal calcante pede, elle que filho decaval-
leiro e cavaltriro lambem, nao sabe Iraduzir esse
ablativo ao p da lcllra como eu, que sou peo dos
qualro Coslados, nunca mais Uve Icnlacoes de andar
em cavallo de l'rade, e scui mais prembulo despegei -
me pela posga imporlanle punto doSanhan, que por
muilos concertos lem mais remetidos do que capote
de mendigo, e sesiii caniinho do ulterior. Para.ou-
tro qualquer seria viagem bastante prosaica o pastar
por urna pessima ponle. -andar por um aterro ba-
tido, Iransporum caes nfocinhado. Cas eu que goslo
de mucalisar e sou um pouco apreciador, acbei uissa
ihesino alguin deleite, alguma poesa na linguagem
lechnica. -
He cerlo que por mais de urna vez esliveem peri-
go de naufraeio na ladera da poule, eujo caljameu-
tu j foi mandado orjar; mas quem nao sent um
prazer na imprcsso do lerror"! O que faz o prazer do
marilimo seiio os impressOes de um naufragiu im-
minente? O que faz, oguerreiro amar a pusua? lie
um prazer quo no momenlodd perigo se senle, inex-
plicavel, imlefinivel, mas que be deleilavel como
qualquer oulro.
No caminlm live occasiao de observar mais parli-
cnlarmenle, ou para melhor dizer, de ver com os o-
llios da reflexflo a incuria, imprevdencia, antecono-
ma, ianorancia e rolina de nnssos agricultores, as-
sm como dasrhdrvidualkladesloucorperajocs'que lem
ou devem ter a sen cuidado, os melhoramenlos ina-
leriaes das'localidades. Moslrareios defeitos, sem
declarar a quem pertencem. Cada qual tome para
si o que Ihe.competir.
Quem viajar a minhn provincia, logo i pequea
distancia d capital, distancia de brajas, tem do ob-
servar que segu por urna vereda, & qual nao (em" al-
---------------------------1--------------------------- ii .......k
caucado a arle. As escavajoes das aguar, as desigual-
dades naluracs do solo, so aprsenla! a radapasso, c
se hDuver de notar as raaos humanas, cerlamenle se-
r em algum reg ou buraco, feilo por algum mali-
cioso vadi, que, em talla de emprego mais otil, te-
nha alli expeiimenlado sua ferramenta nova, para
que se nao diga que ella absolutamente nao provou
Ierra.
Se por ventura alguma arvore carcomida pelos an-
no9, escalada em suas raizes pelas aguas ou adrede
derribada por um dos taes conservadores das estra-
das, cahir e impedir o transito, alli se consetvar em
paz eterna, e os viandantes por um desvio 4 direlta
ou esquerda, continua tranquillos sua^jornada,
sem IheKfnteressar saber, se algum oulro em escara
noile perder a vida, ou a da cavalgadura uaquella
raloeira.
Mais de um glho corpulento de arvore obrigar o
viajeiro a curvar-se sobre n cavalgadura para nao
deixar a cabeja ; mas nenhum procurar desemba-
rajar a estrada, ainda que isso custe tanto como a
mira o lancar fra a pon na com que rabisco estas li-
ndas.
Se em algum desses 13o (requemes perigos morrer
a cavalgadura, alli mesmo os urubs far-lhe-hao o
enterro, sem que os uniros passageiros teoham o in-
commodo de Upar o nariz.
Com esta descripjao, que abranje a lotalidade de
nossos dmense estradas, facit he conhecer-sequanlo
lieiulcressante urna viasom pelos nossosserles.
Be "marcha, pois, loraei a estrada geral dfi interior,
a vingando essas barrocas mais ou menos difliceis,
lsas laderas menos ou mais venclveis, cheguei com
urna legua, em nome, de camnho ao engenho Santo
Amaro, onde ucontrei urnas grelhas d madeira
podre sobre urna profunda levada d'agua para o en-
genho.
Desruonlei-rae para passar essa nova ponte de Man-
lible, defendida nao por gigantes, mas pelas guellas
aberlas enlrc uus e uniros paos da grelha, e pela po-
dridao destes, que alem do mais gyravam sobre os ex-
tremos, logo que se Ibes pisava fra do centro. Fe-
lizmente ella nao tem mais de qualro brajas de ex-
tenjo, o que ainda mais revela a incuria da cmara
em conservar semelhante fojo em urna estrada ge-
ral, quando, com pouco dnheiro, podia fazer.aquel-
la ponto da lijollo.
Vi ptimos terrenos ridos e incultos, que, com pe-
queo trabalho, se podiam tornar regados, e muitos
oulros .alagadosque fcilmente se puderiam excolar
c lomar fructferos e utilissimos para os anuos sec-
eos ; mas o que 1 os nossos lavradores ainda cavam
enxadaans covas de caimas, apezar de verem a facil-
dade e vanlagens resultantes do arado, que o_ Evm.
S e Albuquerque mandou vir para a provincia, e
de qoe nessa usam. Um couheju eu, que tendo um
arado desses, lavron com elle no primeiro anno, rem-
ullere suas vantagens no crescimenlo e fllliar das
cannas, mas emprestou-o a outro que o conserva no
armazem dos ferros velhos, porque diz, que elle la -
vra mais Ierra do qoe a que pode plantar n'um da
com sua forja! He especiosa a razilo, mas he a que
condemna o tal arado a traste intil. Quando forcm
dimiiiuindo os bracos escravos, as machinas sero
mais apreciadas entre nos.
Continuando meu itinerario passei pelas corcovas
do Manema, e ahi nic recordei do espingardeamento
do Pedro Chaves, com o qual muila gente lucren, e
muitos outras perderam, segundo a ordem deste_
mundo.
D'alli descortine! um grande espaco das vaneas do
nosso Parahiba, oceupadas por alguns engenhos, o
que para o futuro serSo um manancial inexcolayel de
riquezas, quando os homens reconhecerem que nao
he smente adorando o mundo, que se gauha d-
nheiro.
Quanlo terreno fecundo baldio, quando reclaman-
do um pequeo auxilio para abrir seus thesouros, e
quantas familias na miseria por nao lerem um peda-
jo delle em qUe planlem alguma cnusa '.' 1
Passei no engenho Jibiry de soffrivel apparencia.e
ahi livede Iranspor oulra poni de lecaili de isual,
sean mais ferrenha, caladura que de Santo Amaro.
He elle abundante d'agua, mas moe psimamente
falU de ama vista d'olhos do meu amigo Retumba.
Ao senhor proprietaro, um dos rilis ricos da pro-
vincia, nao falleccm os meios de enlender-se cora
aquello, e lujm de fazer urna boa ponte na sua erada,
que sendo obra particular parece "nao estar muilo a
cargo da muoicipalidadc. Pouco adiante do enge-
nho he a estrada corlada por urna por j.lo d'agua, que
por all corre depois de tocar a machina, e esse ala-
gado incommoda bastante aos viandantes. Precc-
mc que com um pequeo melhorameoto mais suave
tirara aquel le pedacinho ; mas onde vilo os burros
devem ir as canaslras.
Pouco adiante live de passar pela povoacao de San-
ia Rita, que he estacionaria, desde que a conheco.
Nao posso avahar o numero de casas, que a ciiin-
iocn, mas he um "alegre arrcbalde para passar a
esta.
Ella segu a estrada com a nica ra que lem, e
aquella acompanha o curso do Rio Parahiba, que Ihe
tica pouco adiante. Por detraz da povoacao e ao
norte, fica o bello e impagavel para mitigar os calo-
res, ri Tibiry. cujas aguas serapre eslao lmpidas e
frigidissimas. A fonte em quo Narciso se mirn
So era mais cristalina, cal consta que um habi-
tante daqoetle lugar morreo de horror ao ver-se as
aguas do Tibiry ; ao menos os mdicos assm o sup-
pozeram. Eu tenho summo cuidado em entrar nelle
de costas lias poucas vezes que me tenho ido alli ba-
nhar. Foi receita qHe me ensinou um collega, que
nao quer passar por Adonis.
J que estamos no Tibiry tomamosnm b.anho,efa-
jamos as honras a eslas puras aguas.
Eu quizera sor\ioela, e poela de mSocheia, para
dedilhar na lyra, emquanlo refrescamos o corpo, em
honra das bellas nymphas deste rio. A sombra des-
tas aores, que cohrem o rio. o sussurro do vento
que brinca em suas folhas combinado com o murmu-
rio das aguas, o vanado canto daquelle imitador che-
cheo, os melodiosos gorgeos daquelle sabia d malta,
os difiieeis trinados daquelle canario, os compasea-
dos assovios daquelle gallo de campia, inlillram em
minha alma senlimctos Uo doces, que sandoso me
retirarei deste encaulador lugar, no qual por momen-
tos tenho esquecido o restante do mundo, e meus
amargos sollrimentos.
Agora romprehcuilo o prazer da solidao, o prazer
das reivas. Eu julgava que fra da socieade o bo-
mem, concentrado em s7 se materialisava ; mas ao
contrario elle se esrrrtualisa, elle philosopha, elle
vive urna vida mais sublime. Quem duvidar experi-
mente um hanho na Tibiry s 6 horas da manlia de
um dia puro, s ; e senao philosophar, se porvenlura
nao liver queda para a poesa, diga que eu sou um
impostor.
Cavalguemos e continuemos a jornada.
Ao lado direito, alera do rio Parahiba avisUimos o
engenho Torrinha, e cm pouco lempo nos encontra-
mos com mitra ponte de levada em ludo igual as duas
prera lentes.
He olanlo engenho Sanio Andr, que (endo sido
al o-anno passado movido por agua, pelo mais bri-
Ihanto c estupendo calculo do seculo XIX, passou a
se-lo por a.nimaes, porque os proprictarios cntende-
ram ser pma excellenlc especulajao vasar o ajude
para plantar uo seu terreno nm partido, o qual se-
gundo aflirmam, desapparcecu ans prnuciros bafejos
ito ardcnlc vero. Ainda alguns duvidam da verda-
deira causa dessa rcsolujao^ porque sustentam uus
que o esgolo leve por lira i pesca', oulros a descober-
la de terreno aurfero, oulros dizm outras cousas, e
lanas sao as cahejas quantas as sentenjas.
Beixci pela retaguarda o Ul engenho das especu-
lajes, e eni .poneos passos encontrei-me com outro,
Santo Andreznho. no qual observei urna de nossas
inais airosas c bem acabadas casas de campo, tendo
os iTIVus nicos defeitos de ser um pouco pequea, e
nao ser minha.
Continnei, e sempre notando o pequeo numero
de moradores das estradas, e a indolencia e desanimo
dos poucos que vi, pas alm da pessimdade das
choupanas conservam ao derredor dellas 'o terreno
incali, apezar do desafio que lhcs faz a natureza,
nchendo-o de flores silvestres, inleressanies e lin-
das, de qne abunda o nosso solo, e n,1o poucas de ar-
vores fructferas. Continuo a atlribuir esse mal s
causas qoe Ihe consignei em urna de minhas ultimas.
A agricultura da toja, em que taes individuos se po-
diam empregar por sua conla, he quasi nenhuma na-
que! les excellentes terrenos. Bizem-me que muitos
dos proprictarios nao cousenlein aos seus moradores
a agricultura, e s Ibes dao terreno para morar com
a enndijao de serem seus jornaleiros.
Continuando passei pela porleira do engenho C-
dreiras, que ficava esquerda. l-'inquei as chilenas
nos vasios do burro e segui a largo Irole, porque por
alli algures d-se de graca a quera nao quer receber.
Tem um mo nome aquelle lorro, que faz arripiar
as carnes. Bepois de achar-me em soffrivel aTSlan-
ca quiz moralisar, mas entend ser melhor esqueocr
aquelle anarhronismo do seculo XIX.
Em ponen vi-me quasi sumido em um largo ato-
li'iro, muilo pouco adianto da coileseira, c maldsse
quem conserva laes deposilos de lama, quem nao me-
Hiera os caminhos. Que de responsorios iguaes nao
tero elles recebido !
Bexei esquerda o engenho Oilciro de boa c alegre
apparencia, e enlrei as \ ai zeas de S. .loiio, alvez as
mais lamosas da.provincia. Aquelle terreno s en-
centra paielha as varzeas de Goianna nessa pro-
vincia. Por mais de um cento de vezes vi-me sub-
mergido, e ainda mais mortificante me era pelacon-
sideracao de que a |ioucus passos de distancia existe
'O rio Parahiba. nu qual ha reas solas xomsoUi-
cicnca de aterrar mllhocs de mlhOes de estradas
como aquella.
Urna porco de (oneladas da lal arenha causara
um assomhroso cffeito naquelle lamaral ; mas qual
an'-a, qual trabalho. Anda que o genero humano,
excepto os camaristas e sonhores da^pgcnho, se afo-
guem uaquella lama, neohum incommKjo lomaran
aquellos que podom fazer alguma cousa em provcilo
de nossas vas d communicajao. Oulro menor alo-
Iciru encontrei prximo ao engenho Cadeno, moti-
vado pur detenjAo d'aguas de enrhurrada, que po-
diam ser esgotadas cora um pequeo corle de Ierra.
Estou convencido de que o engenho lem perdido
mais de um boi de carro pelo pessimo estado daquel-
le pedacinho.
A mesma vista, os mesmos defeitos, a mesma in-
curia fui encontrando at que livede descer ao ro
Parahiba para iranspo-lu no lugar denominado Ba-
talha, oodjp ba urna capella da Senhora de igual in-
voca jo.
Fica aquella igreja collocada sobre a ribanceira es-
qnerda do rio, fem lal posijn que as endientes por
mais de urna vez a lem arruinado; ,0 que indica que
o rio lem mudado sen leito, pois nio he crivel qoe
os fundadores da capella cscolhessem tao mo local.
Fot ella edificada no lugar em que comecou urna im-
portante acjo entre os Braslciros e Hollandezes,
pela piedade religiosa de nossos hroes. Esperavaa
que devendo vir por Ierra se desencaminhara o;
Iradas ainda mal (requemadas, eseudo atacad
forjas superiores, conlava-se perdida, e fazia
retirada desesperada, quando meia legua distante foi
de prompto soccorrida pela forja esperada, a qual,
advertida polos Uros, soube o lugar dos amigos em
aperto, e chegou a proposito de tomar parle na ac-
jo, e dar urna sova nos Hollandezes, que j estn-
vam cansados da resistencia do* nossos. No lugar do
encontr foi edificada outra capella sb a invocico
de Nossa Senhora do Soccorro. Esses dous padrees
de gloria de nossos anlepassados leem sido reedifi-
cados e conservados pelos fiis por um'inslincto mui-
lo usual no povo, pelo qual conserva as monumenlos
histricos, assimeomo a tradijAo de|sua represen-
lacao.
' Mais de um dos que se julcam cima do povo ter
passado por1 aquellas dnas humildes ermidas, igno-
rando lal vez o que ellas significara, entrelanto que
sao duas paginas honrosas de nossa historia. Eu ao
passar pelo terreno quo medir enlre urna e oulra
capella desbaralei-me, saudando os restos morlaes
dos hemos que suecumbiram naquelle dia de gloria.
. Bizer-lhe quantos pensamentos oceuparam meu
espirito durante aquelle transito he mpossvel ; mas
assevero-lfie que antes quizera a gloria modesta da-
quelles descouhecidos hroes, que lidaram pela liber-
dade desna patria, pela sua nacionaldade, do que a
estrepitosa de muitos oulros, cojos noraes escriplos
em leltras maiusculas oceupam as paginas de nossa
historia.
Saudoso dcixei aqullo terreno sagrado, e cont-
nuei. Em pouco achei-me no engenho Saboeiro, de
triste apparencia, o creio que de mesquinhos recur-
sos agrcolas.
Continuei por urna boa estrada, e cm pouco achei-
me na puvuajao Cruz do Espirito Santo, ja celebre,
alem do mais, por urna questao de feira, com a qual
muilo se incommodou a illuslrissima municipalidade
desla capital. Hoje a lal feira, que alli tem lugar
nossabbados. oceupa toda a povoajo, por urna de-
liberajao deS. Exc., com a qual quiz lindar j> jogo
do empurra em que eslava a municipalidade, passan-
du-a do norte para o sal. e desle para aquelle.
Piquemos por hnje na povoacao, e na primeira con-
lar-lhe-hei o mais quo vi.
As chavas lizerara pausa, maso Parahiba ainda se
conserva cheio, c as aguas sao indubilavelmente do
serto. .
Os vveres anda eslito carissimol, mas somos sals-
felos, porque esperamos breve fartura.
Nada occorre contra a Iranquillade pblica, e se-
guran ja individual. Oslhuggi eslao calmos, ha pou-
co, levaram urna formidavel lempcstadc ^em Bana-
neiras, que Ibes deu o capilo Alfonso, commandan-
te de um dos destacamontos ambulantes. Forara
Irancaliadns uns ti, entre os quaes figura' urna esposa
leal, que, ha anuos pilhou seuqueridiho dormndo,.
e experimenlou-lhe a solidez do crneo cora urna
mo de pilo. ,
Com quanlo aquelle escapasse a lo dora experi-
encia nao quiz mais vver com urna mulher tao cu-
riosa.
Ura dos iiispecloresdcquarterao do lugar, eocar-
cereiro pozeram-se ao fresco com a chegada da desta-
camento; porque linham contas velhas com a jus-
lica.
Chegou honlem da corle no Imperatriz, urna for-
ja de 60 prajas, que veo fazer serv jo nesta provin-
cia. Beoj queira que com ella se possa fazer algum
susto aos senhores thnggs.
Bepdlsdos oflicialatos da guarda nacional os laga-
res hojo raas procurados sao as delegadas de alguns
lugares do interior, paraos quaes fui o governo pro-
vincial autorisado a nomea-los extranlios e pagos.
Tem havido urna concurrencia de candidatos espan-
tosa, c, em sua mxima parle, daquelles, qoe at
agora nada queriam da'.aclualidadc.
'Eu adiara muilo cngrajado.a serem elles satisfei-
tos, que o partido dominante pagasse a seusconlrarios
para governa-lo Felizmente creio que morrero em
flor lao bellas esperancas.
Esla-se approximando a poca da ldados nossos re
presenlartles, e a provincia val ficar as interinida-
des.
Nada mais occorre. Saude, dnheiro, e- diverti-
menlos Ihe desejo.
taule rio acude dcCaruar, pede que esta atsembla
Ihe conceda mnisajo pelos prejuiosque
leve n ira.
Como o i nm documento odereca
que sirva de prova de quanlo allega em seu requeri-
menlo ; a commsso de fazenda e orcamenlo be de
parecer que por Intermedio da presidencia se ouja o
direclor das obras-publicas.
a Sala das commissoes 4 de abril de 1854. Bar-
ros BarretaJos Pedro da SUcaM. J. Carneiro
da Cunte.
a Foi presente i comtnissio de obra publica, in-
dustria c artes o requermento, em que Jos Ja-
cintho da Silveira, dono de dous predios silos na ra
da Aurora, reclama contra a exeenrao da lei n. 297,
e pede que esU assembla solicitando do governo da
provincia o requermento qne elle e oulros proprie-
tarios Ihe dirigram a tal respeilo,resoiva em vista
do que ahi se expe como for de justija.
A coimmss.io niio podendo ser indiderenle ao
clamor que se ha levantado contra a referida lei, e
desejando submetter i consideraco desla assembla
medidas tendentes a minorar o vexame da que se
queixam os proprielarios, requer que sobre o objeclo
do mesmo requermento, seja ouvida a presidencia
da provincia, pedindo-sc-lhc que remeta esta ca-
sa, lodas e quaesqaer reclamajes.qae sobce i mate-
ria deque se traa,Ihes tenham sido dirigidas.
. a Sala das commissoes de abril de 18. Mel-
lo Reg Souza Carcalte Carneiro da Cu-
nha. n
A eommiasao de orcamenlo provincial ,> con-
siderando a carencia de obras e reparos que teem va-
rias malrizes da provincia, marcou no projecto de
lei do orcamenlo e sera prejuizo dos oulros ramos do
servijo publico, a quota qoe Ihe parece ser suflicien
le para lal necessidade ; mas achando-se embaraza-
da para ajuizar com seguran ja doquantitativo inds-
pensavel para cada urna, e ainda quaes denlre ellas
devero ser preferidas, o que s bem pode ser ava-
llado pelo poder administrativo, be de parecer que,
em lempo, a elle srjam remelllos para serem devir
damenle al tendidos lodos os requerimen los que tem
por fim asatisfajao de semel ha ule precisan.
Sala das commissoes 3 de abril de 18>i.M. J.
Carneiro da CunteJot Pedro da SilcaBavos
Barreta.
Entra em dscusso o seguate parecer da commis-
s3o de ordenados sobre a pretenjn de Joo Francis-
co Regis dos Anjos, adiado na scsso de 29 de mar-
co, por haver pedido a palas ra o Sr. Jos Pe-
dro.
A commsso de ordenados,examinando atlc.nta-
menle o requerimenlo de Jo3o "Francisco Regis dos
Anjos, escriplurario da reparlico das obras publi-
cas e a informar.lo do direclor.daquella repartijao
junto ao mencionado requermento, no. qual pede o
mesmo Joao l-'rancjsco augmento do ordenado, que
actualmente percebe, v-se embarajada para dar
urnaopiniaubem fundada sobreest assumpto, care-
ada como se acha do conhecimerrto especial d esta-
do dos cofres provinciaes ; incumbencia que, oslan-
do privativamente cargo da cummissi* de fazenda
e orcamenlo, so por ella pode ser convenientemente
satisfeita; o por isso he de parecer qoe seja ouvi-
da a referida commsso sobre o presente requer-]
ment.
ii Sala das commissoes 29 demarco de 1854. CmentinoEpaminondas de Mello, a.
O Sr. Jos Pedro oppe-se ao parecer d commi
que si-
esta pe
julgou
a casa ser esse
mais ulilidade, bem ] "'a
r^ para Ihe taxer fac de algu;
peza. Por todas esta' (atoes
Ira o parecer.
O8r.JosPedro \m\>
de ao precedente orador. i
, O Sr.Epaminonias
das raioes, qoe apresenloa o mea n
comm9sao,parece-me que deven te
opposijao do parecer,u nao pretind'
te na disenuo, mas a impuc
se tem apresenUdo ao mesmo
a tomar a palavra, pira proles lar o
denle, que ou nao devo deixar pass^
presidente,pergunlare aos nobres depotoi
nio as commissoes direito a pedir inform
Iras commissoes 1 Tero, cu nio direito formajOes presidencia, e as diversas repart jies da
provincia 1 Ninguem pode contestar
como pois se leanla essa|impoguacao i|
conlra um parecer,que se limita a ex
Ou se reconhece quo as commissoes
pedir as inform a joes, ou nao *, u
como eu enlcndo, enlo deve-l
Mas se pela regeijao desle. qi
va, eu devo protestar contra
quer estabelecer, por ser inconveui
At hoje lodos os pareceres qoe (ees
pedindo informajcs, lem passadosem rrflexi
teilo
MZ
I de
-*e pa^pi
c ansur.
e por
da ler sor-
, para fa-
parecer,
S3o, fundamentando sua opiniau, e conclue mandan-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sassao' ordinaria em 4 da abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
As 11 horas e meia fella a chamada verifica-se es-
terera presentes 27 senhores depntados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior,
que he approvada.
O Sr, i." Secrtatio menciona o seguinte *
EXPEDIENTE. .
Um "Hiri do secretario da provincia, remetiendo
copia da iuformajo dada peb Exm. hispo diocesa-
no, acerca da represenlacln dos habitantes da fre-
guezia da Luz. A' commsso deesU'slica.
'Outro do mesmo. enviando por copia a informa-
cAodada pela cmara municipal desla ciriade, acerca
do projeclo a. 35 do anno passado.A' commsso de
negocios de cmaras.
Um requermento de Hemcnegildo Eduardo Reg
Monlciro, fiscal da freguezia de Muribeca, pedindo
se Ihe marque o ordenado de 2003>O0O rs. A' com-
msso de orjameulo municipal.
Sao lidos, julgados objeclosde dclihcrarao e mal
dados imprimir, os seguinles predecios :
a A assembla legislativa provincial de Pernambu-
co decreta:
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisa-
do.a despender, pela renda do exercicio de-1854 a
1855, como pagamento da divida dosexercicios (In-
dos, constante da relaro que a esta lej acompanha a
quaniia de 8:9739918 rs.
Art. 2. A conla desta deepeza ser dada coma
das despezas do mencionado exercicio.
Arl. 3. Fftam revogadas as disposijes em contra-
rio.
Pao da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 4 de abril de 1854.Jos Pedro da Silva
Barros BrreloManoef Joaquim Compro da
Cunte, i)
a As commissoes reunidas de pelijoes e orjamen-
lo provincial, i quem foi remettido o requerimenlo
em que Antonio da Silva Gusmo, arrematante da
illiiminajao desta cidade, pede a esta assembla, o
adianlamenlo de 6O:OOS0OO rs. por conta de um an-
no de seus servijos, descontando-se-lbe a quinla
parle de cada prestaran mensal, examinaram-n al-
tentamente e entendem que semelhante pedido nao
deve. ser allendido, em consequencia do dilatado es-
paco de lempo quesera preciso para a verifica cao do
pagamento da quanlia adiantada podendo nesse
lempo apparecerem circumstancias que Iragam i
provincia embarajos provenientes desse adianla
menlo.
Todava ellas entendem que esta assembla, le-
vando era conU agumas das allojcajes produzidas
pelo supplicanle, e que liveram pezo no sea animo,
praticar um acto de equidade, approvaudo a reso-
lujao que lem a houra de submetter sua considera-
Sao.
Pela meio propeslo, se conciliam no entender das
commissoes, os interesses da fazenda com os do peti-
cionarios porquanlo, se de um lado apparece o
diantamenlo das prestajoes de nm anno, por oulro,
tambem se v, que neohum augmento de despeza
dajii resulUr i provincia, visto como esta nada
mais vai fazer do qne pagar despezas j decreta-
das.
b Em conclusao, sao as commissoes de parecer que
se adopte a seguinle resolojao :
e Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado mandar pagar Antouio da Silva Gus-
mo por adianlamenlo e de una s vez, a quanlia de
59:870$000 rs., que o mesmo tinha de receber, na
qualidadcde arrematante da illuminacao desta cida-
de, no mino linanreiro do 1854 a 1855.
\ Paco.da assembla provincial de Pernambnco 31
de mafjo de 1851. LuizFilippe de Souza Ledo
Sii/tteira Cavalcanti r* Joaquim Pires Machado
PorlcllaBarros Brrelo. (Vencido.) Manoel
Joaquim Carneiro da Cunte.(Vencido.) o
Em seguida sao approvados os seguinles parece-
res.
No incluso requerimenlo, pede Jos Francisco
dos Sanios, que esta assembla Ihe mande pagar a
importancia dos fardaincntos que deixou de receber,
como soldado do corpo de polica nos anuos de 1852
a. 18.;!.
o A commsso de pelijiies, nao podendo sobre es-
le requerimenlo emllir joizo seguro, por falta de cs-
clarerinieiiios, he de parecer que se pejam iuforraa-
jocs ao Exm. Sr. presidente da provincia.
Sala das commissoes 3 de abril de 1854. Luiz
Filippt**'Sijjutra Cacalcanti. a ^
n Guilhcrmina Uinbcliua Bpa-Hora de Amorim
suas irmas, pedem remisslo da divida proveniente
de decimas alrazadasquc a fallecida Anna Joaquina
daConceijo, de quem silo herrieiras as snpplicantes,
deiu de pagar da casan. 26,da VuadasCinco-
Ponlas, e para cujo pagamento se acharo penhorados,
por execujao da fazenda provincial, os alugueis da
mesma casa.
nossa gente um auxilio de forsas dessa provincia,
ii A commissio de fazenda'e orcamenlo, para re-
solver judiciosiimenle acerca de tal pretenjo, he de
parecer, qoe pelos canacs competentes, seja ouvida a
tbesouraria provincial.
a Sala das commissoes 4 de abril de 1854. Bar-
ros Brrelo Josi Pedro i* Silva Manoel Joa-
quim CarneirodaCunha. a
_ o O m--or Joao Vrrini d Mello tf Silva, arrema
do mesa urna emenda.
Vai mesa e he apoiada a seguate emenda:
a Volte a pelijao commissao de ordenados para
emittir o seu juizo sobre o direito do supplicanle.
Jos' Pedro, a
O Sr. Manoel Clemenlino levanla-se, para fazer
opposijao maoeira porque o precedente orador cn-
lendeu qne se devia cousiderar a questao prsenle.
Juica que o parecer da commissao, nos termos em
que est concebido, he conveniente, e deve ser ap-
provado.
Comejando pelo mesmo modo porque comejob
aquelle nobre depulado, diz que lambem reconhece
a sua boa fe, o sea juizo seguro sobre aVnateria, so-
bre o estado dos cofres, estando por conseguinte
muilohabilitadoadara opinioque se julgava neces-
saria para resolver a questao; que e porlanlo nao era
lambem langenle sua,a materia porqueelle quera que
fosse emendado o parecer, o qun( jodsa, como ja dis-
se, conveniente, por entender qvic aquella questao,
para *r bem.decidida,deve s-lo tendo-scem vista os
recursos financeiros da provincia. Pcrgunla, de que
servir dar-se um grande ordenada ao empregado
sem existir dnheiro com que se possa occorrer a ca-
sa despeza; e alm disso,se se devia elevar um orde-
nado de qualquer funccionario,s porqueoservtso isto
por elle prestado era superior ao que linha anles,
he, na occasiao em que (o nomeado, ira creado o seu
emprego. Enlendc o orador, qoe nao ; e anles pare-
ce-lhe que se deve considerar o estado da provincia,
comparando-o cora os servijos prestadas, porque a
provincia lem outras necessidade* a que o3o pode
deixar de attender, alm dessas-do augmento de or-
denados.
Acredita que o parecer esl moito bem formula-
do, porque nelle anda nao se emitlio juizo sobre a
qoeslao principal; e repele que, depois de ouvidas
as inlormaspes e quo se julgam necessarias e impor-
tantes para a decisao da questao principal, he que
se de'viam oceupar delta; masque nao se sabendo do
estado dos cofres, nao era possivel, porque disto de-
penda a solujo delta ; e que estas informajcs
nao as tinha a casa de, urna maneira oflcial, pa-
recendo-lhe que o nobre depulado no as po-
derla negar, vislo que a cargo da commissao de fa-
zenda, de qoe faz parle, esl o conhecimcnlo do es-
tado dos cofres ; e nesle caso, nao sabe para que nc-
garem-se essas nfprroajoes que se pedem, e que
muito convra ler. -
O Sr. Paes Brrelo (Nao devolveu o seu discurso)
O Sr. Manoel Clemenlino pede a palavra s-.
mente em altenco a urna das concluses do nobee
depulado que o precericu. Nao pode admillir, como
disse aquelle senhor, que o parecer da commissao na-
da conclua; porquanlo j linha feilo ver casa que
n3o eslava preparado para a questao, sem que co-
nhecesse perfelameule o estado dos cofres, vislo que
o ordenado pedido era para lodos os annos, para em-
quanto servisse o Tunccionario.
Enlendeque as despezas publicas segucm as mes-
mas regeas queseguem as despezas particulares ou
privadas, esuppOe ser principio corrente, que ne-
nhum homem estabelccer para s urna verba de des-
peza, sera couhecer a necessidade e importancia de
sua creajao, como tambem se os seus recursos finan-
eeirosso sufiicienlcs para fazer face a ella. Obser-
va que nao ha servico algum que importe urna des-
peza, o qual nao torne necessario venlilar-se primei-
ro a sua necessidade e importancia, segundo as con-
secuencias que delle podem resultar, e o eslado pe-
culiar da pessoa que o tem de fazer; e que a com-
missao de ordenados, a quem foi presente o requer-
mento desse empregado, achando-se conveniente-
mente preparada para apreciar a importancia do ser-
vijo desse empregado, nao ifcde todava por emquan-
to entrar nesta questao, sem que tenlia informajdes
de outra especie, que Ihe sao necessarias; e que por
tanto, se a commissao de fazenda der, os esclareci-
mentosque pede, nao ter duvida em retirar o pare-
cer e dar immeriiatameule a opniao da commissao a
que pertence, quanlo ao direito desse empregado,
com a condiro de que a informajao pedida seja
completa.
Biz que, nao^ae pudendo deixar de concordar, em
que a decrelajao de urna despeza Iraz a necessidade
de conhecer-se a importancia do servico a que essa
despeza he destinada, e qual o eslado fiuaiiceiro da
provincia, nao s na aclualidade, como no futuro,
conclue conlra o oulro nobre depulado, altirmaudo
que o parecer conclua alguma cousa, porque con-
clua pedindo informajcs #que a commissao julga
necessarias o indispensaveis em assumptos dessa or-
dem.
Sr. Carneirtrt Cunte diz que Umbem im-
pugna o parecer, por nao saber o que quer dizera-
quella declinatorio ; que se a commissao asso/(TaseF
o pedidojusto, devia concluir nesse etilT7 e se li-
vesjenfreceios de que os coh-ii pblicos nao coosen-
tam esse augmento d i'*rpcza, entao concluissem
dizendo que as ra se dar esse augmento, mas que todava pensando
que elle podia Iraztfr alguns embarajos aos cofres,
rcmetlUm para? commsso de fazenda, afim de CS7
la dizer se se poma ou uao deferir ao supplicanle;
isto he, que primeiro compela commissao tratar
do direito. >
Observa porm, que na aclualidade islo mesmo he
dispensado, oorque i casa j foi apreseotado o pro-
jeclo do opjameoto, e por elle so condece aqoillo qu
a commsso deseja: que desse projeclo se v qoe
ma, ainda nao sofireram inpog
que esse da commissao do ordenado
le diversa.
Creio qne esta consideraco he 1
zer coni que a assembla vol a I
no que ser coherente com as suas di
ores.
Os honrados membros, que combaten o par
disseram : mis nao podemos dizer nada, o
sermos nao influir para a deciso do direito,
por ventura lenha o peticionario ; mas
lempo que se negavam i obrigajao di
pelas razOes e principios que ennnciavaro,
correr dos seus discursos for.-im d^^H
jes que a conynissao de ordenados exig
-ciencia os arraslrava a dar as informas1
julgassem dispensados de as dar eo|
pedia. Assm o facto veo contra
truirg theona, c a commsso de orde
guio o fim que leve-em vistas.
O jr. Francisco Joao : Tanto era J
recer.
O Sr. Bpaminonias : O nobre |
hro da commissao de fazenda, que falS
ro lagar, disse : as informajoes, nsj
mos dar, ellas nada adianlam a resp,
do peticionarlo, mas' se queris inf
pelo de dnheiro, dgo-vos, que para|
poza, he preciso tirar das obras publi
tirar das malrizes, he preciso tiran^^H
Isto quer dizer, Sr. presidente, que
Mas o honrado memoro que se asseni)
opposto tendo dito que poda asseverar, q calculo, no fim do corrente exercicio ^
saldo, concltsio ao depqjsa^e para duzei
zentos mil reis semp;'' de havr. Da{
nSo sabe elle precisaro e ha ou nao taj
O Sr. Jos Pedro d .1 aparte.
O Sr. Epaminondas : Acomn
denle, quando deu o seu parecer, leve- etj
informajao do director geral das obras
qual diz, que nao he s no peticionario
desproporjo de vencimenlos, maai
lem na repartijao em idnticas cirouo
consequencia, para se dar um par
preciso considerar a.lodos, e saber se "1
cofres provindaes, coinportam ama me
ra todos osses empregados, o que ser i
no hoover saldo, ou se cate for tao
como se diz.
Agora direi duas palavras sobre a questao, *<
nhecimenlo dos cofres he necessario parase resolver
a pretenco de que se trata. Diz. o nobre depulado.
que a questao de dnheiro, nada lem com o direito
do supplicanle; parece-me sem fundamento asta
pensar do honrado raembro ; porqaOLo vejo q
questao das cifras esta ligada intimameri
da justija, ou direjfo dessa empregado.
Pode mui bem elle ter direito ao aegBaa
ordenado, e entretanto nio peder en
cirio, no gozo desde direito per t^^H
no corss existe-dioheiro para augmento desse orde-
nado e le lodos qan|as se quizerem, mas lirando-o
Dislingue-se mu bem a faculdade que
para exigir alguma cousa, e o facto de erj
fruijo dessa exigencia.
O nobra depuUdo adapta a regra de que
estabelecer primeramente o direito de 1
para ao depois coitheccer-se se ha ou nao
satsfazer-se a esse direito. Eunlcnlo que a pri-
meira questao est subordinada a segunda,,,
O Sr. Francisco Jote: s A questao de cifras he
ama questao prejudicial.
O Sr. Epaminondas : E tanto
da, que reconiedda mui embora a juslijr.
cao desse empregado, pode ella ser inde 1
nico fundamento de que os cofres proviw
sopportam mais esse augmento de despea*.
Concdendb porem, que a regra oltec
honrado membro he boa, e digna d
nao vejo que isto sirva de fundamento
misso de fazenda recusar as infoi
mos. Porque o conhecimcnlo do
provinciaes, nao depende em nada
lo da juslica do peticionario. Se a t
denados poda dizer a soa opniao qq
anles de saber o estado dos cofres,
dizer depois, porque, como ja declaret]
deste direito pode ter lugar ja, ou n'mna
remota.
Senliores, se a commissao de ord
lo de pedir informajoes a outra qii
esta nao pode recusar-se a da-las ;
entendido constantemeota. Nunca
porlanlo o parecer eslTio caso de
Julgada ahnaleria disentida, he a' o
Jos Pedro' submeltida a voUjIo 1
cando prejudicario o parecer.
Continua a discussao do arll|
Branriao, ao projeclo n. 13.
OSr. Oliveira :Sr. presidente
nohre depulado, autor do artigo afl
honlem dispensado muilas palavras para
o eoncluteseo seu discurso, por assev
pulverisado loos.os meas argumen
nosdestruido-os era grande parte, lo
miltir que Ihe diga, que me nio convenceu ;
sislem as minlias riuvirias, c por conseque
forjado a fazer mais agumas'considerajOes a
materia. O artigo quer, qoe tlque a presiden*
lorisada a. regularisar as loteras da provii
pedindo para case fim as instraccoes necessana
honlem pergunlei ao nobre depulado,, se linha em
vista com essa autorisarUo a creajao de uro 'ihesou-
reiro privativo, e elle xespondeu-me oe nin...
O Sr. Brando:Deixo ao arbiltia do governo
adopUr o plano de medidas, que julgar mais acer-
tado... -e-^r*"^"^-
O Sr. Oliveira-: Logo o artigo addHWe* nio
tendo por lim a creaco de um (hesooreiro 'pri-
vativo...
O Sr. BrOndo:Tambem nao ileixa de ter...
O Sr. Oliveira:.... he ocioso; nao ha neressi-
dade de conceder-se lal aolorisajao presidencia,
vislo que esta pelo aclo addicional lem a faculdade
de dar os rcgulamentos preciso para a boa execujao
das leis. He ociosa a aulorisajao, repito, porque
como j liz ver casa, existe o regulamento de 27 de
abril de 1844, que providencia sobre, a materia; re-
gulamento que foi dado pelo governo geral, ouvido
todo o couselho de eslado...
Um Sr. Depulado: Pelo mesmo governo que
o noexecuta..
OSr. Oliveira.^Hu porq; nao exe-
O Sr. BtaHdito:Porquo o nao acha bom.
- OSr. Olireira:-0 nobre dapulado diz somonte,
que o governo o nao exeeuta ; pejo-lh agora a prova
da nao execujao...
O Sr. Brando :Todas as loteras do Rio de Ja-
neiro s lem um thesoureiro, que be o Sr. Joao Pe-
dro da Vcga.
- O Sr. Oliveira :Mas nao por aclo do governo;
e, se me contestar nesU parte efir aii'Ai magnus
Apollo. Como ia dizendo, esse regulamento foi da-
do pelo governo, ouvido todo o conseibo de esUdo, e
no smenle a secc objeclo perlencia ; foi
dado em altenjao ; se queixas, que
se haviam manifestado contra ntoneira porque em
alguns pontos do imperio se extrahiam as lolerias
co^aceildas por leis geran e provioeiae
A-


dade de regula i
traerlo das Ale-
da se ata desac
labelecimentos
^^^RnTonne aei-
iraperio, afim
vorecer os ca-
la rend pu-
'<&?.
#*-
k
x
*
ido, quera deve ser o pre-
sidenta otheeoureir
leraitn processo do andamento das
roda*, o presidente tara a eHlribuift ,,%,,
aWBIariamente a Has ana* den kf>a
^^ecurso sus-
, epa-
'*, potlano, o
eeto, ha urna
o nas allr-
ti iterar esse regula-
raen, *!CTf" um syslema para lodo
o imperio? Enlendo qae-nac
toaveieda star lenibrados de que
ido a casa um projeclo sobre mate-
ora sanecionado pela presidencia,
upada peto Sr. visconde de Paran; neaae
a ae creava um lliesoureiro privativo:
i razao principal da recusa nao (oi
(* do tl.esoureirt. privativo, mal sir oma dis-
ido a venda dos btlhetes das loteras
assembla geral; pruhibicao que
i anli-cnstitucional; entretanto que o
late emita no seu rotatorio juixo con-
j* que esta assembla ou iroponha
s as caa, era que se vendem bilhe-
10 Rio de Janeiro, ou prohiba inleira-
nda: temos pois dus opiniSos em op-
i de presidentes de provincia. Vol-
tela a casa, na forma do acto addi-
bla depois de o reconsiderar, julgou
o convinha adopla-Io mesmo feilas as modi-
^8J s lembradas pela presidencia.
Bda o auno passado, a casa regeito o em
o nm projeclo autorisando d presi-
um Ihesoureiro, e om cscrivao para
todas i i; nao he pois islo ohjecto novo, e ra-
zos h lito valiosas enlao se apresenlaram para que
o projeclo nao passasse...-
PHta4o:He preciso altender as qua-
lidadesdas raioes.
Hiceira :A assembla em sua sabedoria
pre o que he mais justo a conveniente.
UUitco Joo:O nobre deputedo nao
me comprebendeu.
iitieira :Se ella regeilnu esse projeclo,
Uteadeu que elle nao devia ser adoptado,
pM de que sirva essa autorisacao que o
quer dar presidencia para rcgula-
wer as loteras ; en qni/era antes que o nofire depu-
tido fosse mais explcito, quo dissesse mesmo que o
pra lente fesae autorisado a dar um novo regul-
is loteras da provincia; e pcrgunlo
re depuUdo_aa a assembla provincial
Uso, se podenWs presideules das loteras
O.S
to piona confianca uo hobra depul\k>, e por isso
supponho \ardadeira a sua asserrao: entrelanto~o
qoa prova ella, -feriao quando milito, a eiistenca de
ora abaso ?
entura, senhores, julga-se conveniente a"
icao do decreto, quo rege as loteras, represen-
temos aos poderes competentesa .'conveniencia deesa
;aefa ; mas nao votemo-la, anda que (actaraen-
ie, porque nao podemos faze-lo.
Sr. Deputado :Nos podemos dar rgulamen-
los para execacao das leis proviuciaes.
O Sr. Machado da, Silva :Aqui terminara, Sr.
presidente, julgan'do liaver justificado o mea voto :
entretanto como o nobre depulado, qaem n# leuho
referido, dissesse vagamente, no discurso que hontem
proferio, que algumas lacunas exisliam no decreto,
ou regulamenlo, cuja revogacao implcitamente pro-
oe com a adopcao do artigo,'que oflereceu casa,
permitla-se-me acempanha-lo, se bom* que ligera-
mente, nesse terreno.
Enlendo, Sr. presidente, quo esse argumento-he"|
imprecadente, porque se'exslem no mencionado de-
creto algumas lacunas, que o tornam inconvenien-
te, apenas podemos reclamar dos poderes competen-
las a sua revogacao, como ja disse precedentemente,
sem que nfas nada possamos fazer, vislo ser elle con-
feccionado para lodo o imperio.
Demas, confessb que li com toda ltenlo esse de-
creto, e que reflecl maduramente sobre cada om de
sens artigo*, entretanto, por fallado minha inlelli-
gencia, ou poroutro qualquer motivo, nao descohri
nelle lacuna alguma ; resultando-me pelo contrario
desse exame a conviccao de que prevonio elle com
cautelas precisas, os abusos e fraudes de que sao sus-
cepliveis as loteras.
UmSr. Depulado :Mas anda existem em'gran-
dc parl.
O Sr. Atochado da Silca :En espera va por esse
aparte ; e responde-lo-he dizendo ao nobre. depulado,
queesses abusos nao sao devid os as lacunas do decre-
to, que nao os lera : a cansa delles he outra ; tanto
que o nobre depulado ha de lembrar-se que antes da
introdueco. e concurrencia das Iniart a.. \~ -
OaWt DE PEBPWBUCO, JtXTfFHM 7 DE IBML DE 1854,
dallas de manera diversa daquella,
^al tem eslabelecido em um sysle-
[o imperio'?
liado :Entre naquesUto primaria,
enca su incompetencia.
Mira :As raides que eslou produzin-
das duvias, em que ma acho sobre a
da da aasembla.
. Dtpirtado :Especifique as suas duvidas,
-r. Oliveira\-\ as cspeciflquei, ejejiso de es-
indo o queja tenho '"" 1'atTpiii nobre de-
paladpi<>oeaeja-expr\cjto,j^uejfcsdiga qiral he a
co quo preteirdMmHif presidencia por meio
ligo. /'
Machad da Silva: -rSr. presidente ,,
Id honrado membro, que assenla-ee deste
i offrecido o artigo addilivo, quo ora se
Igumas duvida live eu acerca da legalida-
veniencia de sua adoplacao f o como essas
lornassem mu i vehementes com o. correr
lo hontem havida, enleiulj que seria tal-
snienle o adiamenlo deste mesmo artigo,
e fossem ellas resolvidas raroavelmente.
tata'gtavaeea nao desejaifa preslar-llie o
meu Voto senao mu consciencinsamente.
prtanlo, o motivo que me impellio a
pedfi lema poiavra; edeclaro casa ingenua e
>, que nao linha fentiio em vista fazer op-
irllg, a que me refiro. Entretanlo, como
as para mina j nao existem, porque cs-
'ecidonaoa.de que he elle offensivo de
I, como tfmbem que nao tem a conve-
'nie tlrhne o honrado membro, seu
?me toreado a negar-lhe o mjln voto, pos-
uma imporlaoeia lenha elle nesta casa.
)
Ja) perfeilamenle que as leiswdem aer
^Haon tcitamente ; e que revogacSo
^^Hjedazir, nao da letlra nem do mo-
Ro ellas formalmente escripias, mas de
ilo. Paraaonhecer-se, portan lo, se houve ou
{So tacita de urna lei, he preciso exami-
espirilo eo^firh porque foram promulgadas
aquella que Ihe s5o posteriores..
Depulado: A revogacito s pode ser
feita por acto expresso...
Miado da Silva : Expressei-me mal,
i o pensar do nobre depulado ; e, para que
a quesUto de palavra* entre nos, substilnirei
evogacSo tacitapor outros que se jol-
jeoienles: entretanto o nobre depnlado
ra que em direlt ha obrigacOes tacitas,
Biem o mesmo efleito que revogajes ex-'
lando, dirai, Sr. presidente, que em con-
istas principios que lenbo expendido, me
artigo addilivo, sobre que versa a d-
n por flm abrogar lacilamenle os regn-
em virlude dos quaes se regem presenle-
as loteras da provincia. Se esse arligo couce-
tencia autorisacao pora rcgularsar as lole-
>-lhes as nstrurxOes necessarias para esse
aro que, aendo elle por nos approvado, e-
sh essas inlrucciBS Ocari sem vigor e la-
ogadao regulamento, em virlude do
m presentemente essas mesmas loteras ;
olivo de semclhanle aulorisajo consiste
disse o honrado membro, aquemmere-

unlo cu, podar a assembla legislativa
roamboco xevogar expressa ou la-
ajgulamenlo ? Se as loteras da pro-
ra por urna lei geral, pelo decreto n.
'il de 18i, podemos legislar por-
OOdo que se torne esse decreto inexe-
a.1 Certo que nao ; porque, se o fies-
lenamos as leis que nos regem, em vir-
ilroducso, e coiicarrcncia das loteras do Rio de
Janeiro, as da provincia corriam regularmente.O
facto prtanlo de que so prevalecen o nobre depala-
do, de maaelra alguma poder provar.quanloa mim,
quea irrcgulardade de nossas loteras provenha de
seu regulamento.
Permitla-me V. Exc. quo termino, manifestando
urna verdade que sinlo.Atlrbue-se de ordinario
lodos os males que sollreraos aos defeitos de nossas
leis ; enlrelanto qus^ises males provena em' grande
parte da falta de execocao dellas. Me parece, por
tanto, quesera mais canvenienle promover-se a sua
oxecucjloe observancia religiosa, do que revogarmo-
las levianamente, sena que a isso sejamos demovidos
por consideraces de peso, nascidas de necessidades
palpitantes, porque de taes revogarOcs proveem tm-
bem males mni graves !
O Sr. Luiz Filippe : Nao me levantara para
lomar parte n'esta discussao, se acaso me nao livesse
hontem compromet do a faze-lo, e se como mem-
bro da commUsa'o que tormulou o projeclo me nao
corresse essa obrgai.-ao. .
Vm Sr. Diputado : O Irabalho da commisso
ja passou.
O Sr. Luiz Filippe : Mas o projeclo do nobre
depulado altera o primlivo, lendo dous nobres de-
pulado lomado parle na discussao no sentido das
ideas que professo, pouco on nada lerei a dizer, vis-
to como a materia est escotada ; lerc de repetir,
lalvez,o qne os outros dsserain.
Tratareiem prlrnlro lugar do que considero in-
compclenoia da parle d'esU assembla para revogar
o actual regulamento das loteras. O decreto de 27.
da abril de 18W o mandou prem vigor em todo o
imperio, pelos molivo*. que sao declarados em seu
prembulo. Conseguintcmente he urna lei, geral, \
emanada dos poderes geraes, s sendo assim, lie para
mm liquido, que esta assembla nao pode, por um
acto seu, revoga-lo, porque aceito cm loda a sua ple-
nitnde o principio, do que as assemblas provin-
cial no podem revogar leis. de carcter geral.
O Sr. Franeixco JuSo : Nao podem legislar
fora da esphera tracadd pelo aclo addicional.
O Sr. Luis Filippe : Nao podem revogar leis
geraes, he a principio que sustento, e o oppsto con-
sidero como pernicioso, subversivo ao nosso syslema
poltico, porque ira estabclece'r conflictos nlre o
poder provincial e geral, e mtroduzir a desordem
ondedeve reinar a mais perfeia harmona.
O Sr. Brando : i Ha poticos das a assembla
revogou urna lei geral.
O Sr. Im: Filippe: Qaal foi
O Sr. Brando : Eu lh'o direi, conlinne.
OSn Luiz Filippe : Sobre islo direi mais al-
guma cousa, se for posto em duvida. Todava, tra
larei da queslao da conveniencia, apesar de ler ne-
gado a competencia.
Neg lambcni que seja conveniente' a reforma.
Primeramente, senliores, precisa provar-so se esse
regulamento actualmente existente contem lacunas,
mas foi justamente o que ou nao vi provado por
ningucm, n.o vi allegar.ao nenhuma n'eslc sentido,
como pois vou eu dar um voto para se reformar esse
regulamento ? Nos nflo tomos um Conhecimcnto
senao muito superficial d'esle regulamento, porque
en por mimfatlo.ainda o nao tinha lido snaquandu
enlrei reata discussao, e creio,-quc o mesmn talve
tenha succedido a outros senliores doputados; como
pois couliccendo os deffeilos d'esle regulamento
vamos dar aulprisaco para ello ser reformado ?
ser isto tim passo prudente da assembla provincial?
Um Sr. Depulado: Nao pode allcra-lo na for-
mBla..
OSr. Luiz Filippe: Eu agora Irato a in-
conveniencia. ,
(Ha um aparte.) \
Se o nobre depulado allendesse ao que 'eu disse,
vera que eu estou tratando da inconveniencia...
, Um Sr. Depulado : O que esl cm discussao
nao he a revogaBo do regulamenlo ; da-se autori-
sarao no-governo para dar um regulamento.
O Sr. Luiz Filippe : O que quer dizer, revo-
tada
lencionado regulamento civado de lacu- ga"Se 04le reBnlamen'". porque do contrario, a.nao
ser esse o fim, esta autorisacao seria superfina, e nem
he de snppor, que o nobre depulado a presentase
urna medida por mero luxo ; deve-sc snppor, que
leve inlencao de reformar o actual regulamento, e
substilu-lu por oatro.
Mas dsse>40 aqui, que o governo nar executava
regulamenlos, euouvi isto em um aparte nao si de
qoal dos nobres depulados : mas a que vem isto ?
prova por ventura contra o regulamenlo ? me pa-
resse qne nao...
U Sr. Brando : Nao posso dar-lhe apartes por
qa nos ha vedada a iniciativa na revoga- j,
wellas laia. n r..i.a.. _______ .. .1 **'? s0 m'e cora elles-
a leis, que coafeecionadas, como o de>'
>r geraes, direm
imperio, e n*!lilg8jivamenu'a al-
guma de suas localidades.
do : A eoncetsiib das
nao be nm acto provincial ?
techado da Silva : He verdade ; Thas
lpodei>*e-lia tirar desse aparte, se aV
rta-JBstifleaiivit ou o prembulo do referido dacre-
lo he concebido nos termos stgaintei1!_a Atlendeh-
do aos inconvenientes e queixas que se tem ma-
eslado contra a maneira poiqu em alguns pon-
^ losdoMoperioseextrabemas lolerias concedidas
, e pelas leis geraes e provinciaes ; e a neeessidade de
regular por lima maneira uniforme a eilracSao
daa loteras em todo'o imperio, aum de se nao
desacreditar esae meto da favorecer os estabeteci-
mentos.aleis.comaugmento da renda publica : hei
' por. bem, ele., etc. n
Ja v por tanto o nobre depulado qoe o decreto
cujo prembulo venlio de- ler, nao foi confeccionado
para certas c determinados lugares do imperio, po-
rcm para todo alie.se por ventura o fosse especial-
mente para algomadasprbvireias.qoe nao para a de
Pernamhuco, poderiamos cerlamente esquivar-nos de
oxee. ,i lendo sida dado para todas ellas,
aflm il .ar-se a oxtracejio daa pierias conce-
didas, -M- nter por lei$ geraet, quer por
''*. enlendo qne estarnas por isso rige-
ubsefva-lo, emquanlo no for
revo; oderes competentes.
os nos, membro* d'uma assem-
arnarllgoq! ,.,.im.
Iirogacao Ucila i i0, ou
forja de le, a qne ma tenho refe-
o por tanto qua incompetencia ma-
H^^^^^^^Bassembloa da adoolar o mor-
O^fK^Luiz filippe: Eu desconcerlo-m, 'he
verdade, mav nao lano assim.
O Sr. BranXIo: Nao quero vc-lo desconcertado.
OSr.Luiz FiTrjope : l'alvez isto prove contra
o governo, mas nao .prova contra os rcgulamcntos.
O nobre depulado o Sr. Machado de Silva comprb-
metleo-sc a appresenUir am adiamento, e eu me in-
clino a votar por elle..Y *
O Sr. Machado da S('lta: Ja' desist d"esse pro-
posito. ,____.
O Sr.'Brando : Et8o~rMndtv O nobre de-
pulado.
OSr. Luiz Filippe:.Talvezo niande, porque
a apenas li o regulamento muito per fanclorlamen-
lc, o quero verse elle tem defelos prtfra- pedir enlao
a sua revoga;o,a creio, qae alguns.' dos nobre depu-
lados eslaro no mesmo caso.
Concluo, Sr. presidente Jrfcclarando quo hei de
votar contra o arligo additiJro.
O Sr. Brando: SKlpresdente. poslo quo o
honrado memoro^'o Srl 2." Serretazo ) prinr-
piasse o cu discurso por ilfwac, que em sustentatao
do projeclo, que joffereci como lar ligo addilivo aoque
se acha em discujeso, eu apena* havia proferido pa-
Iavras ; nao o^^*VTmn,'n;mvifesie niu deixando aoenrnri dacamam o a valilo; passarei,
pois, a examinar r.o que foi dito em opposiro aquel-
lo arligo additivop.
O honradomerJibro e lodos que o acompanharam
na opiniao de na^jeverser adoptado o mesmoatgo
addilivo, principiflBlkpor acastellar-se na supposta
incompetencia da assenVbla provincial para legislar
sobra a materia, e ddpcVpassaram ifcuestSo de con-
veniencia. ^
Ora, eu comprchendo o qu uieja argomentaro, e
que nao recoso de encara-la ; entirarei oa aprciacSo
das raides exocudidas em apoio A* opposicao, soflre
o mea arligo*addiHva. J
Admira-me.Sr. presidente,"qW hoje se ponh^em
W a assembla
* "omplois semellia.n|es .
imraem-jiraiide parI
le damembr o|oi>aram em 18*0, que sub-
ial urtfproje rio de le
^pnosenlido do que se discuto
O Sr. Olivcira : Hiuerenlc.
O Sr. Brando :_,..., e talvez cm sentido mai
ampio, actualmente digara osses mesinos membros,
qooeslaassr ncompelenle para legislar a
respailo da regularisacao das loteras concedidas por
leis pfMtnciaeS'l Hacerlo que o projeclo de 30 de
Iril de 1850, a qu me refiro | nao foi s
mas tambem he exacto, que a denegacao d
leve por causa nao a incompetencia da assem1
porrfl, a proliibicio que no art. 5. se cstpbeleccra
a reapelo da venda dos bilhelcs de loleria da orle :
foi istd/d qae declaron o nobre Visconde do Paran,
ento presidente da provincia...
O Sr. Oliveira : Oppiniao que hoje he contes-
tada pelo actual presidente da provincia.
O Sr. Brando: Note-sa enlrelanto qne aquel-
lo projecto adoplra como idea caplal um principio
diametralmente opposlo ao que domina o regula-
mento geral, de que os nobres depulados se querem
prevalecer ; islo he, admira a unidade na direccao e
adminislrac.lo das loteras provinciaes, que o mesmo
regulamenlo ndo establecer...
O Sr. Oliveira: E o que prova islo?
O Sr. Brando : Prora ludo, prova qae a as-
sembla de entao.que se compunha em grande parle
dos membros que actualmente existem.entendora que
havia de sua parte perfeia competencia para legislar
sobre o modo de regularisar as loteras da provincia;
prova tambem quo o nobre Visconde do Paran, a
quemse nao* pode negar muila pralica dos negocios
pblicos, muilos conhecmentos nas materias de com-
petencia e incompetencia, fora de opinio que ella
exercera urna allribuisao sua, monos na parto de
prohibir a venda dos bilhetes das loteras concedidas
por leis geraes...
O Sr. Macha/lo da Silva: Iotelligcncias mu-
to elevadas erram as vezes.
O Sr. Brando : Nao neg isso; mas devo ob-
servar-lho, que se Tormos a duvidar de ludo cahire-
mos no sceptismo universal; consideraremos errneo
ludo qnanlo existe por esto mundo...
(Ha um aparte.)
O Sr. Brando : O qao'eu digo he, que ji n>
reconhecido por esta mesma assembla, e por um ho-
mem notavel, que ella poda legislar sobre assumplos
dcsta nalureza, e lodos sabera que o Sr. "Visconde do
Paran he muito escrupuloso quando se Irata de at-
IribuicOes dos poderes geraes...
Um Sr. Depulado : Como lodosos membros do
poder geral.
O Sr. Brando: Exactamente ; porlanlo, Sr.
presidente, repito, que me causa grande admirarn
ver que se poe om duvida a j reconhecida compe-
tencia desla assembla, para legislar na especie de
que se traa...
O Sr. Oliveira : O nobre depulado firma-se
n'uma oppiniao.
O-Sr. Brando : Firmo-mo na oppiniao da
casa expressarticntc manifestada, o na.de um homcm
a qaem os nobres depulados nao podem negar co-
nhecimentos praticos c'lhcnrcos na materia...
OSr. Oliveira:Traga e.*n seq apoto disposi-
cao de lei.
O Sr. Luiz Filippe: Deslrua o principio.
O Sr. Brando: Eu l irei, teuham paciencia.
Mas, Sr. presidente, nao he s islo que eu aprsenlo
em apoio da opiniao que sustento, apresenlarei tam-
bem actos desla casa na presente sessao, que provam
ncoiicussamente a falsdadc do principio aqu emit-
lidodequea assembla nao pode legislar em con-
trario as leis geraes.
V. Exc. sabe que os rartorios de escrivaes e ta-
bellles existentes na cidade do Recife foram crea-
dos, por lei geral, quando os poderes ejecutivo e le-
gislativo estavam reunidos na. pessoa do re, c pois,
se islo he verdade, como sejulgeuesta assembla
competente para alterar e mesmo revogar os leis ge-
raes, que crcaram tres tabellies o um s escrivao de
orphaos na cidade do Recife?...
O Sr. Machado da Silva:Porquo o acto ad-
dicional nos deu ss aulorisacao.
O Sr. Brando : Ahi est ludo; logo o argu-
mento dos nobres depulados he falso, inlciramente
falso...
O.Sr.Meira : Agara vejase o acto addicional
antorisa a revogar todas asleis geraes.
O Sr. Brando': Eu enlendo que esla assem-
bla s mo pode revogar urna lei geral, quando ella
tratar de objecto geral, e da privativa competencia,
dos poderes geraes, ms referindo-se a assumplos
sobros quaes p(elo acto addicional lite compele le-
gislar, ella esl 'no seu dreito fazendo-o, embora
dahi resulte arevogacao de urna lei geral. (>#poia-
Ota, Senhores Pode, ou nao a assembla provin-
cial conceder loteras ? pode, logo tambem pode le-
gislar a respeito da sua regutarisarao, porque do.
contrario,seria concedcr-lhc ornis e nao o menos.
(.-lpoiudof. ) ~^~"'"^__''"
O Sr. Oliveira : Mas nao pode alterar o sysle-
ma eslabelecido para lodo o imperio. '
O Sr. Brando : Nao enlendo isso. Be para
mim principio incontoslavel que a assembla provin-
cial tem a faculdade, o direilo proprio de decretar o
que jalgar acertado para regularisar aexecucSo.d
urna le sua...
Um Sr. Depulado : He ama lei geral.
O Sr. Brando : Isso nao vem ao caso, porque
nos temos muilas dispusicoes provinciaes, que estao
em diametral oppnsico a outras dos poderes geraes;
e no caso presente me parece que a medida proposta
nao he outra mais do que urna consequencia neces-
saria do direilo que lom a assembla de conceder lo-
leras ( Apoiadiis ), dreito este que os nobres depu-
lados anda Ihe nao contestaran]...
Um r. Depulado: Mas destroe os actos do po-
der competente.
O Sr. Brando : Entretanto a assembla jn o
tem feto e ainda ha poneos das o pralicoa, e eu re-
conheco qae ella fezaquillo que poda fazer... .
O Sr. Oliveira: Ha caso mullo diflerente.
O Sr. Lacerda : Nao lem paridade.
O Sr. Brando : No sea entender talvez, mas
no meu muitissima.
Porlanlo, senhores, creio ler provado, que a ques-
lao de incompetencia nao esl no caso de ser seria-
menta sustentada: agora entrarei na de conve-
niencia.
Dizeroos nobres depulados, que nao sabom que
conveniencia pssa resultar do aulorisar-so o presi-
dente da provincia a regular e dar nova ordem as/
loteras, visto como existe o-regulamento geral de
27 de abril de 18ii, que conlm providencias ade-
quadas, ese ha motivos quo facam com que as Jote-
ras n8o corram, nao pdem elles ser removidos por
medidas provinciaes. *
Paroce-me, senhores, que os nobres depulados no
desejo de sustentar as suas OpiniGes nao Se lembra-
ram do estado actual das nossas loteras. Todos nos
sabemos, que ellas lnlam com emba'racos immensos,
qae apenas correm, e com grande difliculdadelres e
qualro annos depois de sua coucesso c que muilas
existem que ainda nao correr ai, ledo'sido conce-
didas ha seis, oito o mais anuos; como/, pois, dizera os
honrados membros, que nao descobrem conveniencia
eni adoptar-se urna medidas que tenha por fim in-
dagar e remover as cansas dessa decadencia ou mes-
mo desse descrdito? Como ainda para o regula-
mento geral, que a experiencia tem mostrado ser n-
sulliciente para remediar o mal'?
O Sr. Luiz Filippe : E oiyle Bca o direilo de
represenlacan 1 .*_/ -
O Sr. Brando : Como,?
O Sr. Mil Filippe : N* nao podemos repre-
sentar assembla geral"? i
O Sr. Brando : Mas se po demos dar o reme-
dio para que representar'!'
(Ha um aparte.) /
OSr. Brando: Respond como devia o. tenho
a esse respeito conyiec^ea ISo profundas como as
pode ler o nobre depulado.
Dizia cu, para que esijerrmos mais pe'los efleitos
do regulamenlo geral se a experiencia nos lem de-
monstrado que he misver adoptar um expediente,
lancarmao de urna mdidualqucr, para reslabel-
lecer o crdito das nossas i0teta8 ?
Torera dizom aiuia OT nobrea^e pulados, que
bateram o mco/rtig^dUilivo-^W-neuf^rnuilo
s'mDles'jtfy.bilhetes das loteras da corte, que
"KM/o mercado fazem com que as nossaa nao
lenham camayo ma8 perdoenri.me elleJi con.
*,nlam>1ttailiga, quea verdadeira causa he a
'"'"jtoregolaridade. que ha mas nossas loteras,
Pneseisio se nao desse,1 as do Rio no obteriam
'.obro ellas essa grande preferemeih qne nos vemos.
Na verdade, quem nao sabe, qao a exlracco. dos
bilhetes das loteras do Rio da-Janeiro, lie devida a
certeza de que nos das annunciados ellas bao de
correr imprelerivelmenle'* Quem niu sabe que
nesla'especiedejoBo, nao ha quem queira esperar
annos, e anuos pelo resultado ? Se pois com as
nossas loteras aconlecesse o mes,roo que, com as da
corle; isto he, se ellas fossem ri -guiares; no anda-
mento das rodas, nao teriimos de ser ^estemunha
desse. estado de degradacio a que se acharo redu-
zidas.....
O Sr. Machado d Silca : A cansa he a con-
currencia.
O Sr. Francisco Joo : A concurrencia bu he
fatal a todo os concurrentes, ou he vanlajosa tam-
bem a lodos.
O Sr. Brando : Oaparlo do nobre depulado
j tevea conveniente resposla, mas aempre
que se elle houvesse mostrado, qne as no
riaseiiaa,am nas raesims condijes de rcgul
de, .qne as da corte, teria adan lado alguma cousa,
mas no mostrou, o eu prove o contrario ; por
conseguate posso afoalamenle dizer que nao he a
concurrencia que tem produzido os resaltados, que
eu tanto dcfaVro.....
Om Sr. Depulado: E' a confianca publica.
O Sr. Brando : Recorren a al tormo nm
pouco'vago, mas ainda assim he corlo, q*ue para se
adquirir confianca n'esta casa, he mister a resulari-
dade, eporque deseja que ella -so eslabeleca, he qne
lenibrei-me de appresentar o projeclo que serve de
artigo addilivo.
Comprchendo, que se o presidente da provincia
em virlude da autorisacao, que se lhe der, crear no
regulamenlo quo organsar urna direccao composl
de harneas notaveis? e que por sua influencia pes-
soal possam dar crdito o garanta s loteras; a con-
fianca publica so reslabeleccr em favor dellas, e
desaparecer esse desconceilo que actualmente as
opprme; he isto o qne ou quero.o que cu desejo.
Creio. Sr. presidente, ler puiverisado os argumen-
tos principaes apprescnlad03 pelos nobres depulados,
quecombaleram o meu projeclo, e haver dcduzido
as razOes capiUe em que se olle estriba. A cmara
cm sua sabcdorhOdecidir como jolgar acertado, na
certeza de que se o adnplar, far um grande bene-
ficio a provincia, pois 'que concorrendo para o cr-
dito de suas loteras, tambem concorrer para que se
conserve'deatro della grande parle dos capaea qae
insensivclmenle vSo parar aoRio de Janeiro.
O Sr. Luiz Filippe entra no desenvolvimen-
lo ta queslao, se as assemblas provinciaes tem
o dreito de revogar leis geraes, e insiste na susten-
lacaodas opinOOsemittidas no son primeiro"discurso,
declarando finalmente que vola contra' o artigo ad-
dilivo.
O Sr. Oliveira:Sr. presidente, en quando falle
pela primeira vez eslava inda em duvida acerca da
compeleacia desla assembla sobre a materia ; mas
as raijos, que o nobre diputado apresenlou, foram
13o luminosas, que tiraram-mc as duvidas, e fizeram-
mc convencer de que esla assembla nao he compe-
tente para volar o arligo que esl em discussao. Que
a assembla nao he competente para legislar sobre a
materia, basta observar que, depois da existencia das
assemblas provinciaes, tendo algumas dolas usur-
pado allribuices ao poder geral, foi necessario que
se decrelasse a lei de 12 de maiode KM, que inter-
prelou alguns artigos do acto addicional, que davam
lugar a que as assemblas provinciaes fizessem o que
llies nao competa. Por consequencia parece, que
depois da. inlerprelacao do acto addicional, quando o
governo geral estabelece om syslema sobre este Ou
aquello ramo do servco publico, que tenha do servir
era lodo o mperio...he, porqne isso 1he compele.
O Sr. brando :Isso nao he consequencia.
O Sr. Oliveira : Se j eslo interpretados os ar-
ligos do aclo addicional, sobre que versavjm as du-
vidas, se depois dessa interpretajao foi expedido o re-
gulamenlo de 27 de abril de 18it, eslablecendo um
syslema uniforme para a extracto das loteras em
todo o imperio...he consequencia necessaria, que essa
attriburo he exclusiva do poder geral.
O Sr. Brando: A consequencia he, que o go-
verno podia invadir todas as*atlribucoes do poder
provincial, e os nobres depulados hayiam de dizer,
que elle eslava no seu direilo.
O Sr. Oliveira:Tal consequencia he do nobre
depulado, e nao minha. Porlanlo ao me rcsla du-
vida de que a assembla nao pode volar pelo argo,
que esl om discussao...
O Sr. Brando :Poda em 1850.
O Sr.OHveira :Eii nao disse que podia ; e note
bem o nobre depulado, que eu j fiz ver, que o ob-
jecto era diflerente ; o projeclo creava urna adminis-
traran para todas as loteras, mas nao aulorisa o go-
verjio provincial para dar novo regulamento.
O Sr. Brando d um aparte.
O Sr. Oliveira :Mas anda assim nao ficava alte-
rado o regulamento na parte essencial, que diz res-
peito s attrbuicOes dos ompregados, e ao processo do
andamento das rodas: e, concedido mesmo, que
assembla provincial creasse um Ihesoureiro para to-
das as loteras provinciaes, alterando assim o reguht-
menfo.
zz
gados de S. Filippe Nery, na parle que mandava en- lMMMBflcJMMh
(regar a .groja ao ordinario.
(Ha um aparte.)
S'r. Oliveira :Foi por igual revogado o decre-
te de 13 de oulubro de 1831, na parlo relativa ao
hospital de N. S. do Parazo e S. Jo'o de De
tambem o de 25 de agosto do mesmo anno, qu
hibia a associaclo dos misionarios italianos capuchi-
provincia.
mdo :Veja quanlas le geraes..
iveira r-Mas Indo isso se faz anteada in-
terpretacao do acto addicional.
O.S'r. Brando:Mat eram leis geraes.
O Sr. Oliveira:E note mais o nobro depulado,
qae essas le dziam respeito smente esta provin-
cia : nesse tempoai assembla entenda que o podia
fazer.
O Sr. Brando :laso he em apoio da minha opi-
nio.
O Sr. Oliveira : Esla engaado ; hoje existe a in-
lerprelacao do acto, que nos ho d tal direilo.
. O Sr. Brando :O nobre depulado j concedeu
em parte esse direilo.
O Sr. Oliveira : Fallei hypoihelicamenle, nao
concedi nada.
(Ha um aparte.)
O Sr. Oliveii a:O processo das loteras he lodo
administrativo: ,o presidente condemna summaria-
menle, e das suas decisoos s ha recurso suspensivo
para o ministro da fazenda na corte, e para os presi-
dentes nas provincias. Disse mais o nobre deputa-
do, qae as loteras da provincia doixavam de correr
pelo discredilo ero que se'arham, o nao por causa dos
bilhetes o cautelas das do Rio de Janeiro ; entretanto
que o nobre administrador da provincia .diz no. seu
rclatorio ; que julga conveniente prohibir absoluta-
mente a vendados bilhetes c cautelas de loteras,
que nao sejam autorisadas por lei provincial, ou ele-
var o imposte tal altura, que la nao cheguem senao
pessoas, que oflerecam muilas garantas de probda-
de e fortuna. J v o nobre depulado, quea razao
he realmente essa ; bem.como qne o actual presiden-
te lera opinio diversa da do seu antecessor o Sr. Vis-
conde de Paran, acercada competencia desla assetn, ^^S^iSSS
bla para prohibir a venda dos bilhetes do Ro.
Concluo declarando, que voto contra o arligo ad-
dilivo.
Tendo dado a hora, a discussao fica adiada.
OSr. Prndente designa a ordem do da elevante
a sessao.
DIARIO DE PERMITO.
OSr. Brtinduo : Imporlava a revogacSo do- re-
gulamenlo.
O Sr. Oliveira :Nessa parte.
. OSr. Brando :Logo pode revogar no.-todo.
O Sr. Oliveira,:Estou fallando'hypotlieticamen-
te: nao podia faze-lo quaalo ao mais.
O nobre depulado tocou na espeeie de, que a assem-
bla, ha pouco, lcgislou sobre ofllcios de justira, d-
vidndo alguns, mas o negocio he diflerente ;a as-
sembla est em sen dreito creando, supprimindo e
divid ndo empregos de juslica, ms nao pode inge-
rir-se nas allribuices desse funcionarius; a assem-
bla pode conceder lolerias^fiaV nao pode alterar o
regulamento que foi dado pelo governo geral para
ser observado em todo -imperio. >|>
O nobre depulado. querendo provarquea assem-
bla podia legislar sbre a materia, Irouxe cm seo
apoio a opiniao do'Sr. Visconde do Paran, quando
recuso.u a sanecao urna lei, em parle idonlica, feita
em 1850, por julga-la inconsllucinal.
O Sr. Brando ;Um s de seos artigo.
O Sr^Olibeira: Mas eu quizera, que o nobre
depulado se soccorrcssc de argumentos tirados de lei,
o nao le opinics, que muilas vezes diversificara.
(la alguns apartes.)
JfSr. Oliveira:Mas quando ha lei, nao se deve
chamar em apoio de qualquer objecto urna opiniao,
ainda que seja do maior estadista. -En direi ao no-
bre deputado, quo o mesmo Sr. Visconde do Paran
varias vezes lem cabido cm conlradiccjo.
Em 1853, o ministerio, de que elle fazia.parlc, e
que era solidario, expedio um aviso ao presidente
desla provincia, declarando, que devendo as aposen-
ladnrias e jubilacOesser consideradas como pensos,
e sendo da competencia do poder geral o conceder
tees pensoes, nsinoasse assembla a revogacao das
leis, que autorisavam as aposenladorias e jabilacoes:
mas eml819 e 1850, acjiando-se o Sr. Visconde de
Paran na presidencia de Pernambco, aposenlou e
jubilou a muito emprgados, indo assim contra o
proprio fado. Por consequencia j v o nobre de-
pnlado. que muilas vezes os argumentos de opiniOes
nao servom, porque as opinioes diversifican], e os
seus proprios; autores v3o contra ellas ;e por issoem
negocios desta ordem, eu nao admiti seno razoes c
argumenlos, tirados de lei. '
Em 1850 tambem o Sr. de Paran, enlondendo,
que a assembla provincial era competente para le-
gislar sobre os bens, que outr'ora perlenceram ex-
mela congregaco deS. Filippe Nery, iniciou a idea
de ser demolido o arco do Sculior Rom Jess das Por-
tas, dando-so rmandade, como indemnisarao, al-
guns dos quartos da groja da Madre de Dos, quo
perlenci aos cxlinclos. congregados : tambero o Sr.
Sonta Ramo*, no seu reiaterio. em 1851, declara que
a assembla era' competente para legislar sobre o pa-
trimonio dos orphaos ; mas o mesmo Sr. de Paran,
hoje presdente^lo*lhcsouro publico nacional, decla-
roun'uma decisilo, que as assemblas provinciaes nao
podiam legislar sobre os bens doixados por corpo-
racoes religiosas, que foram extractas. E nao ser
islo mudanza de opinio? como pois Iraz o nobre de-
pulado em apoio do seu projeclo urna opinio?..
O Sr. Brando :Nao foi s iatu, trouxo tambem
o proprio acto da casa. .^gaaaffan^E-^
O Sr, Oteri3.>*t(o presente'caso nao serve, por-
que hatortnT contrario...
r. Brando :Nao mostra.
O ,S'r. Olive ira:Ja mostrei, que pela inlerpre-
lacao do aclo addicional as assemblas provinciaes
nao podem legislar sobre empregos, e oulros objec.lo
cesados por le geral, e sendo as lotera reguladas
por lei geral, no podem as assembicas proviuciaes
dar uova forma ao seu processo.
O Sr. Brando :A respeito da proviucia pode.
O Sr. Oliveira : Disse mais O nobre depulado,
que a assembla provincial pode revogar leis geraes:
senhores, he verdade, que algumas leis geraes leem
sido revogadas; po'rm leis, quo dizero respeito s-
mente objectos peculiares da provincia, mas quan-
do essas leis dissercm reopeite a objoclos geraes, islo
he, contiverem um syslema geral para todo o impe-
rio, nao podem ser revogadas. (Apoiados). Assim
foi por esla assemble'a, revogada a lei de 9 de dezem-
bro de 1830, que exliuKuio a corpwaco dos cbngre-
A assembla hontem, depois de dar deslino'ao sea
expediente, approvou alguns pareceres de commis-
so, o mandou imprimir diversos projeclo, enlie el-
les um relativo nstruccao p'ublica, e oulru acerca
do fornecimentode carnes verdes.
Em seguida, cnlrou na discussao do parecer a-
diado da commisso de orcamentn, sobre o requerid
mente de Joaquina Cavalcanti Ferraz*e oulros, dis-
cussao essa que durou al ao flm da hora da ^es-
sao, tomando nella parle os Srs. Francisco JoSo,
Rrandao, Barros Brrelo e Figueira de Mella,; re-
solvendo a Anal, que se regeilasse o parecero,u fosse
substituido por urna emenda do Sr. Francisco Joao
para que fosse devolvido o dito requerimento aos pe-
ticionarios, fim de que estes fumprissem ,4s dispo-
sices da lei n. 299 de 6 de maiode 1852.
A ordem do da de hoje, constar de duj'as partes :
a primeira, alao meio dia, compreliendij a discus-
sao de pareceres adiados ;a segunda dos ,'projeclos n.
1*, 19,20a 21 deste anno, o 1., contend, 0 oraamenr
to municipal, o 2.i coheedendo presidencia auto-
risacao para contratar com Jos da Mayav o estabe-
lecimculo de carros de transporto, o 3."j>Iure exer-
ccos lindos, co,4.", acerca preten/Sode Afitonio da
Silva (lusmao ; e atejcera, do te n. 4, creando ca-
deiras de primeira lellras parjfo sexo feminno em
todas as villas da provincia ,6 povaaOes importan-
tes.
o Joo malu
de sua composicao,
parricida, po-
Nao escapou, n>
e bem se mostra
. -.. ..a
na a fJ
favor urna
desde
boa pelo Si
dent; por i
em lodos os
Sr. Emilio
9 da
Etm.
ltala
j conhenidode f
neiro, o Sr. Joao Caetan.
sgar de ensaiador
airo du Rio Grande do Sul e da It
nos tres annos Ja escolla ensaten
Sanlarem a merecer o elogios do sea Ilustra
lor o Exm. Almeida Garret; ,e he a um artis:
lem este titulo?, que o collega diz servir para ludo
menos para ensaiador ; nos dzemos sem modo
deerrar,que o inirnigo de iraficunms' para-nada
sev*ir, senao para balxoe vil calumniador, ridiculo
e desprezivel intrigante.
Qualquer sapateiro hoje em Pernambco faz versos:
qualqder eslupidarraco falla, ou pretende Tallar
sobre Iheatros magislralmenle, grila-se em escolla
anliga, escolla moderna, nao se explica o que sejam
eslas duas escollas, cerlo he que deHass sabem os
nomos, e em ludo mais niclis!!!
O alustrado colleg'a lera saudades pela epoea de
Germano, nos as temos verdaderas e nao fingidas,
romo as do collega : esla sudado he o assopro com
queo morccgoprelcndpsuavisarador da dentada com
que mallralou ao Germano na allusao que IhS fez,
quando no comeco do seu artigo faflou do habito da
rosa.
Suspira pela poca de Mara Leopoldina, e ns
cndemnmos ao perpetuo esquecimento; e padi-
mosa Dos nao mais ella volle, porque enlao vol-
tar a poca da immoralidade e da devassidao. -
Uz o collega, que assim falta apara que a nossa
assembla provincial nao onca a S. Exc. : ol! he
d supra-summnm do desaforo !ll e a quem hade
ouvir a Ilustrada assembla provincial ? deiiar de
ouvr ao governo para altender a um miseravel qu
se cobre com o incgnito para ferir a repntacao
eia, como o assassiuo se pOe de emboscada
roubar ao viandante a
a aria jRECEBEDO
a poasiarf".
fazenda eiaposa vida 1 nflo por cerlo.
Toquemos! agora n'um dos pontos essenciaes. '
Chama aovSr. Agr callotaro o collega he tao
eslupido qao.'al ignora a sgnificacao deste termo :
recorra aos lexicngraphos prtuguezes, e ver.vrue
calloleiro he quem conlrahe dividas com ti0 j-
as nao pagar, he o que podendo nao par R.u.
o Sr. Argra'neste caso? nao. '.
Jlfe"verdae oue esta alrasado IKnVnneo enm a
co^anhia. este alrasc^^e^ de^o'que-3
P4r oemprezarto Pagar ao s^/^^ \
da exguidado h^MnJ e ()a po*t 'coturr;
ca do publico acJ*speciatJ|0,) como he no(orn e
anda quando o ero\rearo nao possa dos espectcu-
los lirar o produclqVBJi-a sa'sfazer ao seu debito,
nunca ficar em divraa e muito breve serao os' ar-
tistas indemnisados, e desmentidos solemnemente o
col lega, e os miscraves de qum he instrumento.
Nao criminamos ao Sr. Agr por osla crcumstan-
cia que sabemos ser fllha das crcumslancias impe-
riosas, que a seu respeite mililam, e mesmo porqne
nao he o Sr. Agr o primeiro empaezario qae se
atraza com a sua companhia, islo se tem dado com
lodos, e o collega nao apuntarums isento deste
mal.
Tudo mais que vem no final do artigo, sao bana-
lidades, qbe nao merecem alinelo, e por isso pa-
ramos aqu": voltaremos porem queslao, se para
ella tormos provocados.
Oinirnigo dos calumniadores. .,
PBLICAOES A PEDIDO.
Altendendo, que a instluicfio feite pela dada
Jeronyma Mara da Conceicao lie um fideieojmoiis-
lil.7
A segunda parte verjara-aobre a discussao do,orca-
menlo provincial. ,-'
^OMMIJWCADO.
Os velhacos nap-perdoam de hom
grado nos oulros homens a habili-
/ dade de os adevinhar, conhecer,
jt e comprehendet. '
/ Mrquez de Marica.
( Concluzo.)
, Accompanhcmos o coHega em todos osses pasaos,
. Il'omm//ode fra/icanciasquetodossabenienuio
fora dada ao Sr. Agr a empreza do Ihealro: esta-
mos coto elle de accordo nesta parlo ; por quanlo
ninguein ignora em Pernambco como.Tora Agr
preferido a Reis : no Diario n. 69 de 30 de jnlho do
anno prximo passado, de que anteriormente flla-
mos,e para o qual remellemos os nossos leilures, acham
se publicadas, nao s os allcracoesfeitasseoiidices
do governo, como os pareceres da direccao do Ihe-
alro ; foi em virlude de maiures vautagens, que
offereceu o Sr. Agr, o da flanea de quinze cont
deris exigida pete governo, que a direccao em seo
parecer preferip esle ao Sr. Beis, que sobre apartar-
se grandemente da proposta do governo, oflerecia
um cont de ris depositado na Ihesonraria para ga-
rantir quinze conlos. Um cont de res para Manca
de quinze se nao foi zombar do governo e do sonso
publico, nao sabemos oque seja. Talvez que o Sr.
Reis se persuadase que eaava cm um pai/. de aulo-
inatos qne fcilmente se iiludiriam com laes lamu-
rias.
He portante evidente, que a juslica e nao o pa-
tronato, como diz o inirnigo de traficancias, presi-
dio a este a,clo da presidencia: e de quem seria o
patronato ? do governo ? nao : que o Exm. Sr. I)r.
Jos Bcuto nunca foi, nem he o homcm do patronato
fn sempre; e continua a ser o homcm da equ'ulade,
da razao, _e da juslica ; tanto mais, quanlo este acto
n3o foi s do presidente, elle ouvio a direccao,
esta inlerveocom o seu parecer a favor do Sr. Agr,
para que pois o collega calumnie o presidente, in-
jurie ao Sr. Agr, e lira ao Sr. Doarte, hc-lhe ne-
cessario pausar primeiro pela direccao. Tambem
nao admillmos que esta desenvolveas* patronato
para como Sr. Agr ; composl de enfadaos niel-''
ligentes e do consciencia, o incapazes de seme-
Ihante escndalo, e ainda quando so desse de sua
parle (o que nunca concederemos ) este patronato,
S. Exc o senhor presidente coma sua firmeza naba-
lave!, cora a sua proverbial juslica, emlalnancon-
scnliria.
Quizeramo que o collega nos dissesse quaes sp
essas antecedencias, smente delle conhecidas, pelas
qnaes nao se pode dar ao Sr. linaria um emprego
publico ; desafiamos a este calumniador apreseu-
ta-las sob pena do se lhe por na leste, um C
com giz. 4"or ventara se oSr. Duarte ecessilasse
de um emprego publico, seria desaroso a S. Exc.
dar-llh'o?e se o fosse nao palera o Exm. Sr. Dr.
Jos Benlo com a influencia que tem para com o
governo geral, obte-lo ?
O vicio eslava na origem, ereproduiio-se nos
resultados
A oveja ralou sempre o,coracao do incgnito-!
escriptor, e as calumnias Icoin sido as conseqaen-
cias.
Adira-se que a arle dramtica no tenha feita
progrossos na actual empreza, pcrguuta onde est o
proveito'quco publico tem lirado do theatro, e la-
menta a sorlc dos artistas. E quando foram os ar-
tistas bem aquinboados ? quando houveram conve-
niencias para o publico resultamos do Ihealro ?
quando progredio a arle dramtica entre nos? esla
que era inteiramente deseonhecida no theatro que
enino havia em Pernambco, comecou a teralgura
desenvulvimento com a abertura do theatro de Santa
Isabel sob a adminislracSo, e sendo emprezario da
companhia o dilincto artista Germano,Francisco
de Olveita, mas alguns charlataes, que Germano
linha na companhia por caridade, e oulros que vi-
eram de fora sem serem chamados, nao podendo
sollrcr quo sen rmo d'arle fosse coberlo de lana
glora, urdram por entre o labyrintho dos basl-
dores to revollanle intriga, quo aflectou o publico,
e logo o caprirb malentendido oceupou o lugar da
reclidr^^-os efccssns appareceram. lie esla urna
vTS^r queso nao pode negar, sem um grande
funassnle m.i f.
Este foi a razo porque a arle cahio novamenle
em abandono, mas na actual empreza ella crgueu
do novo a cabera, por quanlo o emprezario lem
ctiamado para a companhia o mclhores artslas.
que pode adqirir, como sejam as Srs. D. Gabriela
D. Mara Amalia, I). Manela, em seus respecti-
vos caracteres ; e os Srs. Monlero e Costa.
O publico nunca lirou, nem poder lirar outra
ranlagem, ou conveniencia dos iheatros, que nao
seja urna innocente dislracao com que 'allvia o
cansaco do seu Irabalho quoldano.
A sorlc dosarlisUra, isto he, daqiiclles que mere-
cem esto nomo, porque muilos charlataes se arro-
ga m este titulo, e ellesc lem barateado torpemente
a muilos capangas, que afui tem apparecido com
reverendas falsas; uns dizem que team um ihealro
seu em tal ou qnal provincia, oulros que gao fll|ios
do conservatorio de lal ou tal paiz, e para nao fica-
rem desmenlidos arregimentam cerlos tulim
que lhe vSo dar destemperado appUuso : a orle
do verdadeiros artistas he sempre precaria, em
quanlo houver quem Ihes roulw real que
elle leem, e quera elogie descaradaroejrte ao char-
latanismo.
Para mostrar mo gosto no Sr. Agr, O cnllcga
dizque o dramas, a Tomada de Sanlarem, e
Fcrminies /'leirasiolnsipidos, concedemos muito
ejara, ma elle sao ecri|
. conliocidos e acreditados : e por
ou oa outros do gusta aparado, que
uMdo a cena na actual ernpi davel
dispendio della ? se o emprezario
entilo veramos pesa do gosto,
comedia a febre amantta, quaasle Sr,
nhora, Alfred
Havre pela Bal
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so, Mello Freir, lom. 3 til. 7 lj"18, COrra Telles aetem"
Digeslo Porlnguez tom. 3 1628, Colho da Rocha,"'
direilo civ- S 718, e que no fidecommisso o v.erda-
dciro herdeiro he o IldeicOmmissario, c que fidtt'-
ciaro he gnenas usufructuar.r, Correa Telle torn.
citado S 1629,' Coolbo da llorba uocilado cod. e a
prus. p. 1. tit. 12, (auto quo naopode alhear hs bens
dexados, sen.lo em casos mui especiaes. Correa Tel-
les 1630,61631, Coclhoda Bocha 718. sllen-
dendo, qne ao liduciari rorro a obrigacao de fazer
inventario, CoWfea Telles 1632, Colho da Rocha
no siiprarilado g, e Guerr. Ir. I, I. 3, cap. 2 n. 6,
salvo quando o testador dslo o desabriga xpressa-
mentc, Correa Telles 1633, Colho da Rocha 718,
e.o mencionado cod. art. '47!,-porque entSo a subs-
tituido ser somonte do que restar ao lempo da nior-
te do gravado : altendendo, que devendo o finada!
Francisco Joao do Pilar, tomo fiduciario, fazer in-
ventario, vislo como a testadora Jeronyma Mara da
Conreirao o nao desabrigo*, de tal, antes 'pelo con-
trario fez fidecommisso de ludo o que relalava sua
fazenda, qodaVlo morreu ; altendendo. que para a
faeco do inventario deveiu saa> citados lodo os her-
deiro, ord. 1. 3 ti!. 75, eqae no inventario,' deque
se falla a fl., uao fram citados as A. A. embargan-
tes em suas proprias pessoas, sendo j maiures de 12
e 14 anuos ; altendendo finalmente a algumas ou-
Iras irregularidades, que sao da nalureza d'aquellas
que produzem nullidade no' inventario, reformo
como de feto reformado tenho, a senlenca de fl. na
parte em quejulgou os embargante, carecidos de
aCco, econdemno os embargados nas cusas. Igoa-
rass 12 de agosto de 1853Adelino Antonjo de'Lu-
na Freir.
Vistes estes adis c. Delles consta pedir rsola
Erancisca Madeira com em libello de fl. 21, que se
julgue nullo o teslamenlo, com que alleceu Francis-
co Joao do Pilar na parle, em que desconheccu a
A. como suafilha natural, e funda o seu pedido no
teslamenlo a fl. 29, na escriptura a fl. 43, no dito
das lesleraunhas, que offerecen, e em disposicSes
de direilo, que cilou, Silvera Gomes de Alhuquer-
que, e sen filho Francisco Joao do Pilar com sua
mullier deffendem-se com a materia da conlrriedade
de II. 48, cm que allegam, que a A. foi justamente
desbordada, por isto que -sendo-os. filhos naluraes
ainda mais obrgados a respeilar scus pais, a A. por
vezes injurioo o'aulur d sua existencia, e 'at lenlouJ tinliam i
contra sua vida, como se v da escriptura de O. 45; '
e para corrobora-la oflerece- o depimcnto de seis
teslemunhas. Oque tudo viste e alleiitamente exa-
minado : altendendo, que .o fallecido Francisco Joao
do Pilar em diversas vezes reconbeceu por sua filha
!i A. j aceilando o teslamenlo de sua primeira mu-
her, em que se v, que elle sempre a leve em sua
companhia como lal, j assiguando o termo de tutela
a seus netos-, filhos da A., como :.e v das fl.,32, e j
finalmente solemnemente se coufessando pai da mes^
ma A. na escriptura de fl; 43: ttendejido. que a
dala desla escriptura he posterior da lude 2 de
selembro de 1847, e que por conseguinte por forja
dalla a A. se acha reconhecida legnlruente-.altendeh-
, que de lodos esses actes nasceu um dreito par nubticadn
L nm nq,c pnnlpaln n.tn n^ nj:^ ...... J____ ..
a A., um quasi contrato, que nao podia ser derro-
gado ao bel prazer do finajo Francisco Julo do Pi-
lar : altendendo, que a desherdacao allegad pelos
reos nao prevalece, vislo como em sua vida o
finado Francisco Jojo do Pilar nao a promoveu por
meio de urna accilo ; c que por tanto nao leudo ama
senlenca a seu favor nao pode servir a escriptura
de II. 43 : altendendo que nao lendo sido A.
desherdada no testamente de fl.' 22 expressa mente,
especifioando-sn a causa, nao lhe pode o mesmo,tes-
lamento prejudicar, como he determinado na ord.
do 1. 4 lit. 82 1 ; altendendo finalmente as dsposi-
cOes de direilo sobre a materia, com que me confor-
mo, julgo competir a presente aceno a A., econ-
demno os reos nas costas. Villa de Igaarass 24 de
marco de 185i.Adelino A. de Luna Freir.
O marechal de campo commandanle das ar-
mas, em execucao do aviso' do ministerio dos nego-
cios da guerra de 3 de mar^o prximo find, que
por copia me o transmetlida pela presidencia desia
provincia, com. o nfficio de 4 do niez em andamento,
declara pela presente, excuso do servico do exercito
o soldado do stimo halalho de caradores (anjiga nu-
meracao) Agoslinbo Jos de Figueircdo, que se acha-
va desertado, visto ter nesta data fcilo a jia pre-
sentacao ueste quarlel general, como tujJ minado em dito aviso. Quartel general do commamlo
das armas de Pernambco 5 de abril de 1854.Jos
Fernanda dos Santos Pereira, marechal de campo.
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sitio de Irul
prip para o!,
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Colleotori
crivao, %
COMMERCIO.
PHACA UO RECTFB fi UE ABRIL AS 3
HORAS l)A TARDE.
CatoOes olliciaes.
Descont de lettr'as a vencer cm malo do correte
annoi liS ao mez.
AI.FANDEGA.
Rendimonlo.dodal ai......55:3768487
dem do dia 6 .......8:45.'
para o
& Companhi
ronle,
losseg
lapi,
Rueos da Ierro. J
63:531!
Descarreg hoje 7 deabril.
Brigue inglezIl'es'tmorelaiidcarvaoo pesas
ferro.
Importacao
} Brigue nacional .Soregante, viudo do Rio Gran
do Sul, consiguado a Amoriin Irraos, manifeslot
segulnle :
' 12,,508 arrobas de carne, 92 ditas se
aossmcsmos.
CONSULADO GERAL.
Rendimenln do dia la,", .
dem do dia ( ...
DIVERSAS P
Rendimenlo db dia i a 5.
dem do dia 6 .
Genov
17.500 m
Exportac
1 lone-
93 volamos enero
1*0 dito loa naclonaes,
noel A
Para a Babia sahe
Olirido; para, o resto da
raaos.
ca
Tasso


DIARIO OE PERKAMBUCO SEXTA FEtRA 7 DE ABRIL DE 1856.
..-
vneiro.
v idade o
do
llha cleS. Misuc
o pretende
que offerc:
Aquino
rimeiro
> Francisco Jeronjnio de
porlugucza Margariia;
* .Reis, sali com a maiur
o oassagirqs, para
> com o
MH 4 Com-
HAtHA N-
TICO O SR.
Oliveira.
^HLDE 1854.
ronwovu
pttrosz.
^^H*e em duus
INGIOA
'AIHASEHOMEOPATHAS-
c.celiy.
io.do publico desde j
ftMfr.
eslnadoesla recita a favor do
usada com lano
por la acrio lo
Jo os miiilos obse-
peranilo que o" res-
^^^^Freritt, alim de ap-
rna digno da es-
*
^EILOES.
arrele, as 11 horas da ma-
tar leilao no ar-
do Trapiche n. 38,
marello,' mesas pa-
ras, camas, lavato-
:,mo inglez, e ou-
) comprador; asim
s, e un cabriole!.
RKEAS. .
mcio dia em pou-
mazem ile M.
lo trespeque-
I, rodo diias na'Boa-
uito Antonio,
se cntregaiao
r ter de rclirar.se
Mh-so deorto ou ile/ ionios de ris'ajuros,
i* predios desembarazados para garanta : na
rtiaHarga do Rosario n. 37.
OFKICIAESIUE AI.KAIATE.
Na mu Nova, lujada esquinada Ponte da.Boa-
Visla, precisa-so de olliciaes de .alfaialo para obras
ra Direila n. III, 'di'i-se dinheiro ajaras
Siias quaulias, c liugc'-se roupp, com todi
nao.
A aclucil-mesa da ir itissimo Sa-
r lamento da freguezia-de S. tr. l'edro lioncalve
Recite, i l(Mtt>s os irmaos que liversni
capa ja, no dia 10 do cor-
renlc, t~ itafMM, para acompapharem a
procuwi
l quizer incumbir-se da vender um
a dsla prac.a, dando fiador a sua pessoa,
se na do Hospicio, casa n. 17, para tratar a
rcspeilo.
Precisa-se de lim raixeiro' para deposito de pa-
llara : a tratar na na das Carangeiras H. 18..
GABINETE PORTUGJEZ DE LEITURA.
Os sen hoces accionistas e subscriptores
sao avisados para pagarem seus dbitos
at o dia SO do corrente: lindo este prazo
se dar' curaprimento aos estatutos,
AO PUBLICO.
o armazcm de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais balsos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ees, como a retalho, aliiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
, alirio-se ~fc_ combinacao com a
maior parte das casas commerciaes i
inglezas, francezas, llemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendi'dr, ei
isto offerecendo elle maiort^Mrni-^
tagens do que outro qualquer"; o.
proprietario des te importante es-
tabelecimento convida a' todos os
[patricios, e ao publico em ge-
ara que venham (a' bem dos
s iiJpresses) comprar fa/enrlas^
baratas, noaPmazem da/-Ua do
Collegio h. 2, de /
Antonio Luiz ds Sanio/& Roli
Precisa-se alugar um prel) que seja fiel e en-
tenda de cozinhar, para servir em urna casa ingleza:
quem o tiver pode ,dirigir-se a ra do Vgario n.
5,*ou amiuiicic para ser procurado.
O Sr. Leopoldina de Lemas Duarlc tenha a
houdadededirigir-se a Cinco Ponas n. 66 que se
Ihe.deseja fallar a negocio deseo iulercssc
Aluga-se um sobrado de dous andares com bas-
tantes commodos, "porta de cocheira c cavalleirice,
silo na roa da Aurora n. 22: a Iralar na nicsma ra
n. 26. sobrado da quina.
Por ordena do Illm. Sr. I)r. jui do civel da
segunda vara, se hade arrematar, dcpois'da audien-
cia do menino juizo, na rua Novan. 13. a armario e
qbjeclos de selleiro, por exccucAo de Jos Mara da
Costa Carvalho, contra Domingos Jos Rodrigues
Braga, por alugueis de casa em ultima praca, no dia
8 do corrente, as 2 horas da larde.
Negocio yantajoso.
O dono da luja de calcado*; intitulada Estrella 19,
rua do ivramenlo?ein un dos melhores locaes, nui-
lo afreguezda em calcados e surragein de couros, d
por halando a qualqoer pessoa habilitada e diligen-
te, dando para issO garanta no que" rtceber, e
Pcrdeu-se do abaixo assiguado oa enibrullio
de papis quo rnlinhii cincuenta e tantos mil ruis
em sodulas, una Icllra de 8Ot80OOre. aceita pelo
Sr. Delphino C-oncalves Pereira Lima oulra de
Francisco Roberto de 2178000 rs., oulra lellra saca-
da por Mnnoel Lopes da Silva aceila pormim, c en-
durada por Diogo Jos da Costa, da quantia de 3185
rs., ulras lellra, recibo o mais papis que nao po-
de leinbrar-sc na occasiiio : quem adiar semelliantes
papis poder car-sc com o dinheiro, entregando
nicamente as letlras o mais papis, que s podem
servir de ulilidade ao abaiso assignado.
Jos Hyginu le. Miranda.
ntino de'leitiira e escripia,
emvinte IicjOes, no collegio S. Francis-
co Xavier, dirigido por Francisco de
Fretas Gamboa, no sen sitio da Cfi-
p'unga.
O director leudo bblido do E\m. .governo desta
provincia, liecnca para leccionar as materias de ins-
irncjflo primaria, em junho de 1851, 6 igualmente a
de condecorar os seus alumnos com medalhas de pra-
ta e ouro, conforme os graos em que fossem exami-
nados, lem feito lodos os esforcos possiveis por aprc-
sentar lodos os seus examinandos em estado de se-
rem, como tem sido, approvados plenainen'le por
dillerenles senhores professores, com os quacs ne:
nliuma relarfio linha de amizade, de alguus, pouco
conbecimenlo ; sendo estes exames presididos pelo
inlegerrimo inspectordo quarlo circulo liUerario. o
Illm.Sr. Dr. Loureiro : l'azcndo justica a imparcia-
lidadc desjes senhnrcs, nao pode o director do colle-
gio S. Francisco Xavier, attribuir a patronato o bri-
llianle resultado dcstes exames; mas sim sua feli-
cidade, nao sciencia, |his que pouca ou neubuma
pnssue ; c como a felicidade vem smenle de Dos,
confiado no sen poder omnipotente, vai abrir no dia
quiula-fera, 20 de abril, uro curso de leilura repen-
lina, que serexecutada emORcOcs, das 8 horas da
inanhila s 12, e das 3las 6 da larde. O preco So
(03U00 rs.. adianlados. os quaes o ilircclor lomar a
restituir aquel les alumnos, que al ao I." de dezem-
bro do correle anuo nao estivercm promptos. Os
desconfiados poderito depositar es'afqiiantia m po-
der do Illin. Sr. subdelegado da freguesa da Boa-
Vista, o qual senbor poder admiltir seis artistas pa-
ra scriin leccionados graluitamenle das 7 s!) horas
da imite, sem outro onus mais que a sua boa con-
duela. O director lamlwm se olierece para receber
gratuitamente dous alumnos internos, ou do tollcgio
dos orpilaos, ou do arsenal de guerra, com-tantoqtie
sejain menores de 10 annosc iguorcm absolutamente
qualquer methodo de leilura, sejam esperlos e sa-
dios. Havero discpulos promplos no lim de um
mez, de dous, de (res, ele.; isso depende da capaci-
dade do cada um. Aquello que lerceira lic3o se
mostrar inapto, ou per fallas ou,pur m conduela,
ser despedido e restituida a quantia ndianlada. Du-
rante as licos a aula nao poder ser visitada, e se o
fr por autoridades, devero parar as iicoes, pois s
no.lim da vigsima se proporo os exames. A tarefa
he ardua! Dos nosaudar. Do da 8 ate o 19 do
corrente abril esl aherla a matricula para a leilura
e rainta repentina. Francitco de Frcilas Gam-
boa, drccTor."' ,
f Viveiro em vegetaro
Aiugusto Renoult, horticultor, chegado
deFranca, conduzioiimaexcellcnte collec-
cat de plantas e llores, a qual breve ex-
po ra' a' venda.
Offerecc-se um bom afinador de piano : no pa-
teo do Paraizo, sobrado junio a greja, segundo an-
dar
*VOfJerccc-se um rapaz portuguez de idade 14
ai i nos, para raixeiro de tal/erna ; quem precisar an-
nunciet por este Diario, ou dirija-se i rua das Cru-
zes n. fv.
Aionio Jos de Souza Guimaraes segu hoje,
6 do corante? para a Europa, e ronsliluio seus pro-
curadores\nesta cidade para curarem dos seus nego-
cios durante a sua ausencia, o Barros e Joaquim Filippc da Costa ; aquelle em pri-
meiro, e csle em segundo lugar.
A pesfeoa que aYiniiuciou um moleque para se
Iralar, dirija-se rua de Sania Rita cutre o sobrado
do fallecido Annes e una loja de marcineiro.
W Sr. os Fiel de Jess Leite queira appare-
cer no hotel Francisco, a fallar com.Policarpo Jos
Aluga-se ijm mulato que sabe hem cozinhar
o diario fe nina "isa, e he milo fiel: quem pre-
claar dirija-sc a taberna de Joaquim Fernandos de
Aicvcdo aoeulrar da rua do Fagan
Arrenda-se o engenho denominado Canlia. na
comarcada Sanio Aulo, dislanle da cidade da Vic-
toria duas leguas, moenlc c enrreule, com bons par-
tidos e de murta produc.lo. ue intentar
arrendtt-16,.1 lita cidade a Victoria ao scu
proprielariu o abaixo assignaclo
.imonin Jos .tirares.
Al obrado de umandar'coinloja pa-
ranmagrai Ira'z da malriz da
Boa-A :ir conWos Leopoldo da Silva, ua
rua da Trapiche Novo segundo andar.
_Desappareceu uo dia ."> do cnenle urna escrava
crionla de lime Delphina. idado de i") a 30 anuos,
'cor.preta, baixa e '.'rossa, vestido de chita com lisias
encarnadas e azues, panno da cosa cou un aljfar
encarnad.) no pescoro: a pessoa que a~>egar dirja-
se a rua Direila n. 3 que ser gratificada. .
-Trecisa-e de Urna ama para amamenlar um
menino rom nove inez.es de idade: a Iralar na rua
do Vigario n. 9 armazcm, un na rua do Brum se-
gundo andar n.20.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro de urna
taberna sil.i em Olinda, que ja tenha pratica : qn'ein
estiver nesta crcumslancia, iliija-se ao Varadouro
em jasa do capilo Antonio Manuel Colho, que
achara com quem tratar.
Quem tiver um.par de brincos de bom ouro,
que seja moderno, querendo se dispor delle, i dirija-
se a rua Nova II. 06, que se dir quem precisa.
D-se dinheiro a juros sobre pcnbores de ouro
ou prata, em pequeas quantias: ua rua Vellia
n. 35.
O abaixo assiguado pede encarecidamente ao
Sr. J 1. (i. que venba dar compriinerlo ao que nao
ignora; pois j faz bastaulc lempo,licando certa de
quesubirahindo-se a este.dever, o abaixo assiguado
i.ir. patente ao publico o fado ocenrrido.
Domingos Tertuliano Soares.
O abaixo assiguado leudo seguido viagem para
Portucal, pela brevidade da mesma, nSo leve tein-
hio sullicieulc para despedir-so ile todos Os seos ami-
gos, de cuja falla espera seja desculpado, e Ibes of-
ferece seus sen icos, nilo s as cidades de Porlde
Lisboa, como lambem em qualquer provincia onde
c aeliar.Joo Baptista /ruga.
I'rccisa-sc nlugar urna ama forra ou captiva, pa-
ra o servico de urna casa de pouca familia : na rua
eslreila do Rosario n. 12primeiro andar.
COMPRAS.
Compra-se tima morada de casa
que nao exceda a um cont de reis, em-
bora no seja no centro da cidade ; nesta
typographia.
* Comprara-se escravos de ambos os sexos, lano
para a provincia como para ora della, paga-sc bem
agradando as pessoas ; na rua da Gloria n.7.
Compram-se esclavos de ambos os sexos de 10 a
1~> annos para dentro e fura da provincia, lendo boas
figuras pagain-se bem: ua rua Direila n. 66.
Compra-se pata cues brasileiros e Hes-
[lanhes: na rua du Cadeia do Recife,
oja de cambio n. 24.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12 a
35 annos, e lambem recebem-se para vender em
commisso: na rua Direila u. 3.
Compra-se urna casa terrea no hairro da Boa-
Vista, preferindo-se na rua da Santa Cruz: quem
liver, diKTjn-sc loja de livros da prac,a da Indepen-
dencia ii. ti e 8. ,
rendo, sem fundos para rpiem tem poueo dinheiro:
na mesma loja se achara com quem tratar.
O advngadb Luiz Lopes Casjcllo Branco, niu-
dou sen escriptorio para a rua do Qqeimado, sobrado
n. 2, que faz,quina para o hecco do Pixe Frito, on-
da poder ser procurado das 9 horas da manha as 4
da larde.
VENDAS
ro, qui
rada. 2 i
CRIADO LEILAO'.
11. do corrente.
presentados Illins.
. juiz dos ausentes,
uaudo Antonio Fi-
ado em mobilia,
na linda .mesa re-
re para meio de sala,
rmore, differenles figuras de
lieiros, ricos relogios
pelos mais afama-
6 cadeiras de braesv.
as imitando
a salas, lindos
ouchas para ador-
ua caixa para vol-
^^^bmo lampean de
.o de sala, e outro
ndida secrc-
ernas de casquinho
jdido guarda-roupa,
Inha, marqueza, car-
livros, porcau
lo c para ruu-'
- lamparinas, urna
irtinado, Lmesa oval rom
o balanco de Jacaranda,
., Iiacias ele, 1 armario
^^^Bo de quudros
(a c vidros, appare-
io de ouro patente
ala, e outros
rao patentes.
- 10 horas da
r cima ducon-
rapichc Novo.
' Reliraudo-ine desle imperio, rogo aos meus
credoresde apreseiilarein suasconlas.Gosset
Bimnnt.
Lavme, para reeelier una carta \ inda da Rabia.
- Arrcnda-scuui silio na estrada do Rosarinho.
leudo o seu ordenado nos lucros; fax-A) este goi-fef' do SlUodo tinado coronel Almeida. e lam-
par motivo de molestia, e lambem vender-sVI.a que- l,cm veude j^prctcndenlesi de_uma e de nutra
cousa queiram dingtr-se a rua do trapiche Aovo u.
i, ou a rua da Cruz il. 15, nrmfrzem.
Ao theatt;o, ao theatro. -
Amigos.da emprezac insigne artista Germano,
herhe::ada a occasiao dljjwostrardes a vwsa phv-
lanli-pia, queremos vrrima eiichcnte no sabbado
8 ilo crrenle.Os dilletantes
Bella e briosa rapaztada;
Mr. Barbier nao pode sem a vossa prolecro
atlingiroeneajitado ponto a que se dirige fe-
licidade : e sem pi c queTeclaiua a vossa gfnero-
sidade, afortuiuioalagaclhcsorri, c lautoque
que a pecunia quedevsreccbeuairlcs do na-
tal o fez gozar das felizes. e mcs'mo commetleu
a imprudencia de estender o scu'pagode al
muilojlarde, at depois das risonbas eupplau-
didas cavalhadas de mascarados, agora po-
rmoli! bellos rapazes, o vosso amigo Bar-
bier entrou de novo nos limites da pru-
dencia, e munido nao s dos embalsamados
Sribes do Oriente para regalar vosso deli-
cado olphato ao tocards com elle as vossas
respeilaveis barbas, mas tambem pcrfeila-
mente ao pardo conbecimenlo preciso para
corlar vossos cal-olios a Pedro V-. I cuite,
pois, amicos. sede conimigo* que cu- serei
com vosco ciuu ardor igual ao 'dos Turcos
combalendo os ambiciosos Russos, nflo com o
gcuin fero do combale, mas com docura e
mimo no servico que tiver a honra de pres-
vos: aoBarbiei, rapay.iada.auBarbier !
AVISOS DIVERSOS.
lia precisa-se fallar
Vicente Ferreira
imerito da assigna-
Precisa<-se alugar um moleque para servir a uns
mocos solteiros: a Boa-Vista, rua da JJnio quarla
casa, ou na rua do I.vramenlo n. 36.*
Pre.cisa-se de apfl-ndizes de alfaialc: a tratar
no aterro da Hoa-Visla n. 66.
O general Seara transferio a sua residenria da
roa do Hospicio, para o -atierro da Ba-Vista, casa
n. 38. ,
chr\Stalot\po.
.Galena de ricas pinturas pelo antigo e
novo estvlo.
. Aterro da Boa-Vista n. 4
De caixas, quadrns, medalhas, alfiueles e pulcei-
ras ha um' rico sortimento para collocar retratos,
ppr preco muilo haixo.
Aluga-se ou vende-se un silin do Ierras, com
quareutaelaulos ps de coqueos todos dando fruc-
lo.liaslanles mangueiras, cajueiros, e nutras muitas
fruleiras,~terreno para liorl.dice, mandioca, caima e
ludo o mais que se quizer plantar, com casa de taipa
coberla de palha. cacimba com boa agua, no lugar
da Pranga, Ireguczia des Afosado-, por preco com-
inodo : na rua larga do Bosrio n. 44, das 9 horas
da munhaa al as 4 da larde.
Algga-sc urna e\cellenlc casa terrea na cidade
ova de Santo Amaro, a qual lem bastantes comino-
do: quem a pretender, cntenda-se cun o proprie-
tario Antonio Jos Gomcs'do Correio.
O abaixo assiguado, alm das ililigencias que
particularmente tem feito, segunda vez recorre as
folhas publicas, para que apparecrt o credor de nina
lettra sacada por Jcronymo de Alhuqucrque Mello,
aceila por elle abaixo assiguado,'c endossada por Ma-
nuel Jos de Oliveira e Mello, da quantia de 8008
rs., vencida no mez de maio de 1852, salvo o engao
do lempo, para que seja a presentada ao Sr. Jos Ma-
ria-i'erreira da Cnnba, morador na rua do Queima-
ln na cidade do Recife para ser paga, prnleslando o
^^to que saiba
er lodo o servico tic urna
rua Direila u. 119, loja
! JANEIRO.
dos premios da 15.
t para indemnisacao
da pie8tacao,'men-
a Joao Caetno dos
a em21 de marro de
20:000,<
10:0005
4:000^
l:00t),s
841
-5755
51 i
4545,
5754.
1515 ,
4246 ,
5105 ,
15', 119, 8G, 564,
1558, 1542*;
> 2616.-,
289 ,
i 521 ,
5391 ,
400.<
911
672,
1267,
200>'
5461
5605
4758
17. 5174
15 , 585"
......... 10*.
......... 20|
2000 premiqs.
Acliam-sea' venda os bHieles da lote-
riu oitava do Estado Sanitario, cuja lisia
vem ate o dia 14 do crtente.
abaixo assiguado, pie nao pagar um real de juui,
porque nao llic sendo npresentada dita lellra al mi-
je apezar dos esforcos do abaixo assiguado para saber
quem a possuc, e pagar sen importe, que promplo
lejn-estMn desde o dia de seu '.encmenlo, eatclinje
anda est pir saber quem a possue. Engenho Pn-
dobal na cidade de Nazarelb 1. de abril de 1854.
Fraucisco de Paula forges Uclioa.
Perdeu-sc no domingo 2 do corrente, na nia-
-triz da Boa-Vista, por occasiiio do forman pelas7 lio-
ras dri norte, urna puiceira de ouro com esmalle :
quem liver adiado, querendo ic-liuiir, pude levar ao
aterro da Boa-Vista, segundo andar por cima da co-
cheira do Sr. Anluncs, ou na rua do Amorim n. 35,
casa de Tao Irmaos, que ser gratificado.
Precisa-se de urna ama*de leite para criar,
sendo que nao tenha fillios ; paga-sc hem : na rua
da abobada, da l'eulia n. 33, que achara com quem
Iralar.
Estampas de santos e yantas. -
Chegou n loja de niudezas da rua doaCollegio n.
f, novo sorlimento dos seyuintes uomes de santos c
sanias em punto pequt-no e grande; S. l.uza, Aujo
da Guarda, N. S. do Bom Conselho, N. S. da Cou-
rcicao. S. Mrtinho, N. S. do Rosario, S. Thcreza,
S. Carlos, N. S. enlregaudo a S. l'edro a chaves,
N.S. do Carino, Adoracao dos sagrados coracOes,
Salvador do Mundo, S. Anlouiu, S. Jos, S. Agns-
liulio, S. Francisca, S. Antonia, S. Joanna, asri-
rr.enlo de Jess, S. Marta. S. Luiz Gonz.aga, Sa-
grada Familia, S. Francisco de Paula e de Salles,
S.aPeurp S. Paulo e a Igreja, S. Joao Baptisln, S.
Miguel, N. Senhor Crucificado, N. SI das Dores,
Desciment da Cruz, assim como oulrasjmuilas que
se deixam de annunciar.
Aviso aos rapizes jolteiros.
Chegou a loja de luiudc/as da rua do Collegio n.
i-, um segredo que avista do comprador he que
le .mostrar, he fazenda de primciraqualidadc,
marca P. R. R. ; a ella antes que se acabe, porque as
eiicomiendas sSo murtas.
* O Sr. .Pedro, que foi encadernador
na praca da Independencia, queira levar
asobrasque tem da livraria a. 6 8,da
mesma. praca.
A mesa raRedora da Irmandadedo Divino Es-
piril'Santo,' erecla^no convenio de Sanio Antonio
dn Recife, convida seus cbarissimo irmaos para'
comnareceremwi niesinp convenio, no dia 7 iK) cor-
rente pela 1 )i hora da tarde, para eiicorporadus, -
acoiupanhareni a procissao de Triumpho, par
tomos convidados pela respeilavel ordem lerceift do
Carino.
A pessoa que ollereceu cem mil ris pelas unas
lilemente paridas, pode ir elfectuai- o ne-
ocio na .casa da-roa pelo genefal Sera.
la rua da Paz, na casa de Joaquim Gaio arma-
dor, recbese fazendas eobras feitas para Ungir de
toda- a cor.
AtteiK'O.
Chegon a toja de miodezas da rus do Collegion. 1,
um cmplelo sorliinenlo df* seguinlesobjeclos >in-
dosda Italia : balaios com lampa proprins para cos-
tura, ditos para pao. ditos par fruas, iiniodo jar-
estos grandes e pequeos moilo proprios para
compras e' mesrno para costura,'eeslinhas para se-
nborase meninas trazereiu no braco, ditas para apa-
nliar flores, di'.as para spanhar fruas; assim como
outros mullos que se deixam de annunciar.
lar*
Perante o Sr. Dr.juiz do rtcLda primeira va-
ra, depois da audiencia, se ha de arrematar hoje por
ser a ultima praca, urna casa terrea no areal das Cin-
co Ponas, penhoradaa Joaquim Rodrigues dos San-
tos, por -execuclo de Joaquina Mara da Conccicao e
oulros.
No dia 10 do corrente, as 4 horas da larde, na
Eorla do Pr. juiz de orphaos, na rua de Dorias, se
a de arrematar por ser a ultima praca, urna casa
mei'agua de tres andares, sita na rua do Aniorim n.
21, perle'nceule a orphaos, e vai praca a requer-,
melo do tutor.
A 28 do mez prximo pausado dcsappareceu da
cas,i do coronel Jos Claudino I.eile, na povoa^aodo
Cachanaa, urna sua escrava de nome Ilei'cutaiia. com'
os signaes scgiiintes : eslalura media, bem feila de
corpo, nariz grosso, denles podres, pcilos- cabidos,
represenla^ter 23 annos ; sabio com uin vestido de
casal encarnada de flores brancas, e um chales azul:
recsmmenda-se a captura della, rom especialidade
as autoridades pulciaes, e a qualquer particular, que-
sera gratificado, levando-a ao Cachang. ou rua
lara.i dn Rosario por cima da bolica do Barthulumeu.
Desapparcceram do engenho Queiniadas, freguezia
deS. Miguel deBarreiros, dous escravos col duas
crias, perlencenlesa Pedro Francisco Cedrini, lavia-
dordo mesmo engenho, scndnoesrraVo Antonio, par-
do, idade II anuos, de corpo o altura regular, cabellos
prelos e crespos, nariz chalo e grosso; a escrava par-
da de.nome Ignacia, idade 38 anuos, corpo e altura
regular, cabellos prelos c corridos, dando apparen-
cia do cahnrlaila, olhos amarclacos, e esl grvida de
4 mezes-. Asduas crias sao, o mais vclho.de 6 an-
annos de idade, com a cor e cabello semetbauca
da mai, nariz afilado e perqas tinas. O outro de 'i
mezes do idade, bem alyo, olhos azues, nariz chalo,
urelhas acabaadas: recommenda-se a captura des-
tes escravos s autoridades poliriaes e aos Srs. capi-
taes de-campo, que se os pegarem, os mandaran levar
ao dito engenho, onde sero recompensados genero-
samente.
O abaixo assiguado declara em lempo, que em
sua companhia se acha presentemente um prelo de
nome Antonio, em oslado de molestia, o qual diz
lerem morrdo seus .senhores; cpulanlo avisa
quem elle poder perteoccr, alim de que baja de
p'rocura-lo, certo de que o annunciante se nao res-
ponsabilisa pelo que a seu respeito acontecer.
yoae' Claudino Leite.
Recife 6 de abril de 1854.
s mais modernas e ricas o
de ouro.
I* Osabaixos assignados, donos da nova loja
de ourives da rua do Cabug n. 11, centren- s|
* te ao pateo da-matriz e rua Nova, franquciam ;;
|9| ao publico em geral um bello c variado sor- gS
||| tmeutu de obras de ouro deTmiito bous aos- g
- los, e precos que nao dcsagrailar."Ki-^ iiiumii ;'-<
queira comprar, os mesmos se obrigah % ^
qualquer obra que veiiderein a passar^^a S
cunta com respuusabilidade, especificando a *>
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi- M
cando assim sujeilos por qualquer duvida ^
que apparecer.Serafim A; /rmuo.
13 do corrente marco, neguciei Com o Sr.
Joaquim Francisco do Reao Ciivalcanli, o a 14 ama-
nheccu fgido o escravo Bernardo, crioulo, bem ne-
gro, idade 20 anuos pouco mais ou menos, j: hem
me record tem una cicatriz pequena^a lesla.'e
sobre quaesquer outros signaos dpr'quacs nao don
uolicia as poucas horas que cs'.eye em met poder,
sobresala a lodos, as duas pontsVIas rclhas fraclil-
radase diminuidas, ao que parece, por faca ou mi-
tro qualquer Ristruniciity de corle, ha nlguma pro-
babilidadc de aiidar para o lUo-Formoso ou praca
do Recife, se be que uio anda peln ribei'ra da Pa-
rabiba.' do Pilar alea cidade, cuja captura peco e
lecouimendo a polica, stibjeilandu-iiie a quaesquer
despezas que para isso tizer ; e aos particulares ou
lapilacs-mediante 50jW00-rs. de gialilicacao, e ^Sj
rs., .quem der do mesmo ccravo'noticia exacta,
no egculio Agua-azul prximo a Cruangj, ou no
Recife ao Sr. Manoel Ignacio Je Oliveira."
entonto Luiz Pereira Palma.
Precisa-se de urna ama, para servir a una casa
do pouca lamina, rom cundirn de sabir a rua: na
rua do Rosario da Ba-Visla n. 32.
O Sr. Joan Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador ua passagem de Olinda, lem urna carta na
livraria n. 6 e S da praca da Independencia.
Precsa-se aluaar una ama furia nu captiva,
para casa de pouca familia : ua rua das Triucheiras
u.50.
Luvas prctas.
Vendem-se luvas pretas de lorcal. pelo baralissi-
mo prern de 800 rs. o par, ditas de seda imitando as
de pellica e sem defeilo de qualidade alguma a ISOOO
rs. ; na rua do Qucioiado, loja de miudezas da boa
fama n. 33. *
MeES pretas para senhora.
. Vendem-so mcias de seda prela sem defeilo alenm,
pelo'baratissimo preco de 1S500 e 2&500 o par, Airas
de algodo de varias qualidadcs e. precos;. na rua do
(Jueimado. loja de miudezas da boa fama n. 33.
Vende-se btala^ chocolate e inarinelada, ludo
chegado no ullinio afio, de Lisboa : na rua da Sen-
zala Nova n. 4. Na mesma casa precisa-sede urna
ama para cozinhar e eugominar.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de cassa do ultimo gsto, c cores
pas, pelo baralissimo preco do 1)20 o corte : ua
ruado Crespo n. 5.
Vende-so urna escrava moca, e de bonila figu-
r.i.. sem deleito nem achaques, e com algumas habi-
lidades : na rua Direila n. 36, Icrcciro andar. .
Vende-se na rua do Trapiche Novo n. 4, urna
porcao de aduellas que foram de cascos americanos
ile azeile (di- peixc, assim como alguns toneis levan-
tados da mesma madeira.'
Vcnnc-se nina casa de sobrado de um andar
sotan, com janellas para o oilao, leudo bastar!les
coniQiodos, e em una das' melhores ras de Sanio
Antonio : a fallar comocofrelor geral M. Carneiro.
Vende-se um escravo moco, de boa
conducta e bom cozinheiro, tanto de, for-
no como de fogao .: na rita Direila n. 66.
'NOTJUUS A COMETO B TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Recife n, 48, andar rs-
criplorio de Augusto C. da' Abren coritiiiuam-sc
vender a 8,000 fiso par (preco fixo) sj bem co-
nhecidas e afamadas uavalhas hbil fabricauto que foi premiado na exposjcao de
Londres, as quaes alm de durarcm cxlraordinaria-
Ic nao se seulcm no rosto na accao de corlar: ven-
dem-se coma rniidicaode nao agradando podcreuios
compradores devolvc-lasal Lidias depois da compra,
reslituudo-sc u importe; na mesma casa ha ricas
lesouriiihas para millas feitas pelo mesmo fabricante.
ptimo vinlio de Collares,
em barra de 7 em pipa:- no escriptorio de Augusto
C. de Abreu na rua da Cadeia do Recife n. 48, Io
andar. '
Chapeos; pretos de castor,
de qualidade superior* de lodos quantos ate agora
lem apparecido: no cscT-iploria de Auausin Cide
Abreu na rua da. cadeia dn Recife u. 48, l8audar.-
'S@^^S:g8
a rua do Crespo,- loja n. 25,
w vendem-sc cortes de casentira prela fina a
55000, sarja pela larga, fazcilda superior, a
fe SOOOa) covadu, setim de Macan muilo cncor- &
pado a j.500. chales de laa escaros,a800 rs., @
pan 110 preto e azul a 3-5000, corles d casemi-
@ ra parda a 25000, dula franceza larga com
& algum mofo a OO rs. o covadn, lilas limpas @
muilo finas a 210, riscados franeczes de cores
fixas a 180, i'iscados de liidio os mclhoies'que.
lia ug mercado a W, c oulras murtas fazeii-
das, por preco baralissimo.
@ws:@'e@
r Vendem-sc 9 escravas, sendo urna iiiiilalinrvis
de idade 18 anuos, duas escravas de bonitas figura
que eiigommam, cosein, cozinham e fazein labxriu-
1 lio, cinco ditas ile lodo servico c urna dita de ntcia
idade: na na Direila 11.3.
. RUA DO SOL, TABERNA N. 94.
Vende-se manlciga ingleza de prinieira sorte a 720,
dita a 610, dita franceza le primeira sorle a 560,
dita a ll, alelri.ia320. farinha do reino a 140 a 120,
dita do Maranhao a 120, dita de ararula a 200 rs.,
Snma a 100 rs., e nutras mais gneros por mais ba-
0 preco do que em outra qualquer parte.
Vende-se nm mulato de J8 annos, de muilo
bonita figura ; amada Praia 11. 1 A, Iravessa do
arsenal de guerra.
Vendem-se 600 saccas-com,millio,
pelo barato preco de 2.S800 a 5^200 a
sacca : na rua-da Praia n. 1 A, travessa
do arsenal de guerra.
Vende-se um preto, crioulo, para fra da pro-
vincia, de idade 2 anuos, porm parece mais moco,
c tem ollicio de lornciro e fundidor ; na Ponte Ve-
rta, casa de Jorcz, toruciro franecz.
Na rua Nova n. 41, Fabrica e loja de chapeos,
ha para vender chapeos de fejlro muilo finos, blan-
cos e prelos, dilos amazonas "para montara de se-
nhora, ditos do Chile, linos, c bonetes de todas as
quali lades, lauto para humem como para senhora e
meninos, e tudo por preco que agrada 'ao compra-
dor.
Vende-se urna escrava de meia idade, sem vi-
cios, cozinha e vende na rua : na rua Direila n. 66.
Venile-se um lindo cabriolel com
un bonito cavado : na rua da Sen"-,
zal, coclieira de Joaquim Paes Pe-
reira da Silva. Tambem so vende
cada nina das cousas separadas.
Vendem-se duas escravas que en-
gommam e cosem bem, ambas mocas e
de boa conduela, um preto cozinheiro,
tanto de fogo como de torno, muito bom
escravo, um mulatinliode 16annc>s-; bom
para pagem, todos por preco razoavel :
para pagm, todos p
na rua Direita n. 66.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES. -
Grande sorlimento de palils de alpaca e de brim,
na rua do Collecio n. 4, e na rua da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; venaem-se por pre;o muilo cummodo.
OVAS DO SERTAO.
Vendem-se muilo frescacs ovas du serian, por pre-
co commudo: na rua do Queimado, loja n. 14.
Vende-so eijo mulatinbo e branco, em sac-
cas de alqueire. a 7S000 cada urna, e do oulra quali-
dade por 65OOO : no caes db Ramos n. 2.
Vende-se urna escrava, crionla, de idade de 26
a 27 annos, que engomma, lava, cozinha, e he muilo
carinhosa ; fende-se por seu dao retirar-se : para
ver e tralar, 110 Forte do Mallos n. 12, primeiro an-
dar.
-Vende-se urna scrava, que cose, engomma, co-
zinha e lava devarrella bem: quem prelender di-
rija-se a rua das Triucheiras n. 18 segundo andar.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife
n". 10, superiores palitos de panno preto forrados de
setim, por commodo proco, asentirs de cores de
goslos muilo modernos a 45-500, 5&000 e 55600, ditas
pretas a 55500, 65OOO e 75000 o corle, muilo finas,
panno preto fino a 39300:48000,15500 e 55000 o co-
vado, superior qualidade, merino prelo a I56OO e
25200 o covado, sarja hcspnnlmla para acabar a 5
rs. o covado, alpaca prela a 560, 680, 800 e 900rs. o
covado, e um completo sorlimento de fazendas bara-
tas, que se d amuslra: na rua da Cadeia do Recife
n. 10. '
Vende-se junco para ompalhar cadeiras, tanto
em porcao como a retalho; assim coniu se rende pa-
I i tilia j proinpla para empalhar toda a qualidade de
obras, como sejam: sofs, cadeiras, marquezas etc.,
ludo de superior qualidade: na rua da Cadeia de
Santo Antonio n. 20. -
Vende-se Teijao mlatinlm muilo superior, por
alqueire: na rua das Trincheiras n. 5.
Vendem-se apparelhos para cha. azues, tuxos
e cor de rosa, dilos para mesa de janlar, pintos azues
fiuos, e oulras militas lomas por pceo commodo,
cha br.T.-.ileiro ,1 I56OO libra, dito em caixas-ile 8
libras a 18280, dito da Imlia a 2*000 e 23560. doce
em frasquiuhns, frasquinhos do conserva, choco tale
em libra a 320, farinha de gomma a 120 rs. a libra,
vinho engarrafado a I5OOO e 15280. c outros muilos
ehjectos por preco mais commodo do que em oulra
qualquer parte :' defrout da matriz da Boa-Vista n.
88, quina do Hospicio. ,
Delouche, relojoeiro.,
Vendem-sc relogios e conccrtam-sc, mais
barato do que em oulra qualquer parle ; as-
__ sim como tem vidros, correnlcs c chaves
na rua Nova 11.11. Tambem vende agua argeulo-
magnelica para pralcar. \
Vende-se urna casa lerrea muilo larga, na rua
dos Coelhos n. 3 : a tralar com o scu dono Herme-
negildo (loiu-alves da Silva, na rua do Queimado n.
O, loja.
fia ruado Vigario n. 33, vendem-sesaccascom
superior farinha de mandioca, pur pre$ commodo.
@':
Continua-se a vender a liordo do patacho
ClemenUna muilo boa farinha de maiidioca,
por preco commodo, e para porces se fara
algum ahaiimenlo : a Iralar no escriptorio da
rua da Cruz n. 40.
@@@S:@@_
Bom e barato.
Na rua do l'as-ein, loja n. 9, de Albino Jos Leite,
veude-se um grande c variado sortimento de corles
de vestidos de cassa, e cambraias de-barras, pelo di-
minuto preco de 38000, 3500. .iOOO e 4S3O0 cada
um, dilos d dita a 35000 e 380U ; elle:. Mr
se acahem.
Xa rua da Penha 1
tibor serrador: queni o
dirija-se a mesnrt casa a qaalqueriort.
Na rua do Vigario 11. III primeiro andar, le
ra vender-sc chapeos de castor hralicopor commod*
pre^o,
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defrunlc do trapiche
1I0 algodao, lem para vender-se
^~------------^ -
Oleo de linJiaca embotijas que
gulam dous e mejo galOet : vende~>
armazemde Mani d;
rua do Amorim n- 51
para
muito novo, e em saccas grandes
Cruz n. 15, segundo andar.
feijao mulaljnho
a tratar na rua da
Ao barato.
Na loja de Guimaraes & Henriques: ruado Crespo
11. 5, vendem-se lencos de cambraia fina e de puro
linho, pelo barato preco de58 e 18500 a duzia, sendo
cada duzia em urna caixinnacom lindas estampas.
Caixas para rape.
Vendem-se snperirescaixas para rap feilas na ci
dade de Nazarelb, pelo mclhnr fabricante deste ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto preco de 15280*:
na ruado Crespo loja 11. 6.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
larato de que em qualquer outra paste :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoiito da fabrica de Todoi o Santoina Babia.
Vcndc-s, em casa de N. O. Beber & C, na roa
da Cruz n. 4, lgoda trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commudo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisbua presentemente pela
barca Olimpia, o seauinle: saccas de farello muilo
novo, cera em grume c em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pe-lra, novissima.
Vendem-sc em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praja do Corpo Santo n. 11, o seguinle:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias. lindas
em no\ ellos ecarreleis, breu em barril as muito
grandes, ac de mila surtido, ferroinguti.
.AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortinftnto de moen-
das' e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao! do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-'
lonias inglezas e hollandeza*, com gran-
de vahtagem para o- melhoramento do
assucar, acha-s a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-'
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Vi
t*c
V enu
...eii
bem f;
possivel para charutos, chef
mente da Babia, i
conta ; assim como um.
de charutos, por preco 1
he para se inalisar contas :
Cruz n. 26, primeiro andar.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de
Bowmann, na rua <
do o chafariz con
completo sortimento d
fundido e batido de o
bocea, as quaes acliam-se
preco commodo e ce
embarcam-se ou carw_
sem despeza ao comprador.!
Moinhos de vent'
da
"ombombasderepuxopara regar hot
decapim, na. fundicao de D. W. ^^H
do Brum ns. 6,8e 10.
VINHO DO PORTO Mltj
Vende-se superior vinbo dp
barrisde -., 5. e 8.: no ar^^H ru-i
do Azeite de Peixe n. 14-, oi
escriptorio de Novaes & Companhia
rua do Trapiche nC 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezda : a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos seahOres de engen
Colierlores escuro! de algodao a 800 rs., dn
lo grandes e encorpados a 18100 : na rua do Crespo
loja da esquina que volla para a Cadeia.
PWASSA.
Sementes novas.
Ven-le-sc no armazcm de Antonio Francisco Mar-
lins na rua da Cruz n. 62, as' melhoYcs sementes re-
cenleinente chegadas de Lisboa na barca porlugue/.a
Margaran, como seja : cotive tronxuda, monv.lrda,'
saboia, feijao cacrapato de duas qualidades, ervilha
loria e direila, cu.cnlro. salsa, nabos, e rebneles de
todas as qualidadcs.
r. Vende-se um escravo : quem. pretender dirja-
se ao sobrado d-> aten-oda Boa Vista n.53dc 1 hora
da lardo em vante at 6 da larde achara com quem
Iralar. .
Velas de carnauba.
Vcndern-sc caixinbas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
preco: na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
fg Vade-mecum dos homeopathas ou ^J
(. o Dr. Hering traduzido em por- (S)
^ tugue/.. a
"P/ Acha-se a venda esta iinporlantissima o- '
(A bra do Dr. Hcriiis no consultorio homiro- ,
palhico do Dr. Lobo Moscoso roa do Colle-
gio 11. 2.5. l_andar.
?SSSSSf
OLEADOS PINTADOS.
Praca da' Independencia.
Joaquim um completo sortimento de oteados piulados, de su-
perior qualidade e padrees muito modernos, de dif-
ferenles larguras, ea piejos muito commodos.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verddeiro fumo de Garanhnns, de
primeira qualidade, por preco commodo : ua roa Di-
reila n.76, esquina do becco dos Pcccadus Morlacs.
Saccas grandes.
Vende-se milho novo, em saccas grandes, a 28500 :
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim n. 35.
Vende-se sal do Ass, a bordo do
brigue Conceicao, fuudeado .defronte
do orte,do Mattos: a tratar abordo com
ocapito do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel A Ivs Guerra Jnnior, na rua do
Trapiche n. 1 i.
Vende.-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barricas de 15 ditzias de po-
tes, em casa de James Crabtree & C., rua
da Cruz n. 42.
SALSA3 JM
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B., J. D. Sands, chimico ^americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta prac-a una grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
Serdadciramentc falsificados, e preparados 110 Rio
c Janeiro, pelo que se devem araulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir ueste
engao, lomando as funestas consequencias que
empre coslumain Ira/.er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSodaquclles, que aulepoem
seus iiileresscsaus males e estragos da humauidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa Ifr'rar
.desta fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemeulc aqu chega-
la; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua bolica, na rua da Couceicao
do Recife n. 61; c, alm do receiluaro que acom-'
panhacada frasco,-tem.e'mbaixo da primeira. pagina
seu nome impressu, e se adiar sua firma em ma-
nuscripio sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
^ Vndem-se relogios de ouro, pa ^
^ ten-te inglez, por commodo pre-- X
T? co: na rua da Cruz n. 20; casa de tt
'L. Leconte Feron & Companhia.
No anligo deposito da rua da Cad_
armazem 11. 12, ha para vender ir,
da Russia, americana ebrasileira,
ris de 4 arrobas; aioa qualidade e
ratos do que em outra quaJguer pal
aos que precisarem.nOr. No'
lambem lia barris com cal de Lisboa'
ximamenle chegados.
Vendem-se lonas, brinzao,
as da Russia : no armazem de N.
Coraoanhia, na rua da Cruz n. 4.
Calcado a 720, 800, 2|000
no aterro da Boa-Vista loja
da boneca.
Troca-sc por sedulas aiuda mesmo
xo e cmplelo, sorlimento dos bem
toes do Aracalv para todas as met
rs.; botins a 28000; sapa toes de/ Ii
3-3tltKfrs.: assim como um novo e
ment de calcados franc/esf de Ii
lano para homem, como par.
mininas, e um completo sorlimento
Indo por preco muilo commodo ali
dinheiro.
Vende-se a taberna da
do Rosario n. 10, bem freg
a'trra, e c6"m poucos fundos,
tagem ap comprador: quem a
dirija-se ao armazem confro
de Dos n. 22.
Devoto Clnisto.
Sabio a luz a 2.a edicilo do livrinho denominado
Devolo ChrisUlo.mais correcto e acresceulado: vende-
se uoicamenlo na livraria-n. Ge 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cadaexemplar.'
Redes acolchoadas,
iranras e de cores de um s paiuju, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-sc na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Na roa da Cruz n. 15, segando andar, vendem-
se 190 nares de coturnos decouro de lustre, bem u-
tos, pelo diminuto preco de.28-500 cada um.
Agencia de Edwln XSaw.
Na rua de Apollo n. 6, armajem de Me. Calmon
& Compaula, acba-se eonslantemcnte bons sorti-
mentos de taixas.de ferro coado c batido, lanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, aSoa, etc., ditas para a rmar em madef-
ra de todosos"lanianhosenldelos osmaisinoderiios,
macliina horispntal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras' de ferro eslanhadu
paca casa derpttrgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres yludo por barato preco.
Na rua da Cadtia do Recife n. 60, arma
zem deHenrique Gibson,
vendem-sc relogios'de ouro de sabonele, de patente
ingles* da incliior qualidade, e fabricadus cm Lon-
dres, por-pre$o commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender 'diversas mu-
sicas para piano, v-ioluo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attenc5b.'
Cassas do qoadros muilo largas com 12 jardas a
25100 a peca, corles de ganga nmarella de quadros
muito lindos a 18500, corles de vestido de cambraia*
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 28800, .dilos
com8 l|2 varas a 38000 rs., cortes de meiacaseniira
para calca a 35000 rs., e'oulras muitas fazendas por
prejo commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia:
PARAAQUARESMA.
Uta lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 35000. 38200, 48500, 58500 c
65000 rs., dilo azul a 25800. 38200 e 48000 rs., dilo
verde a 25800, 35600, 45500 c 58000 rs. o covado,
rasemira prela entestada a 58500 o corte, dita fran-
ceza muilo fina e elstica a 78500,65000 e980OO'rs.,
setim prelo macan muilo superior a 35200, 48000 c
555O0 o covado, merino prelo muito bom a 35200 q
covado, sarja prela muilo boa a 25OOO rs. o covado,
dila bespanbola a 25600 0 covado, veos pretos de lil
de linho. lavrados, muilo grandes, lil preto laviado
a 180 a vara, e oulras murtas fazenda de bom gesto-,
na rua du Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei .
POTASSA BRASILElRAf.
Vende-se Superior potassal, fa- (j&
bricada no Rio de Janeiro, che- ^
gada recentemente, recomm* da-se aos senhores de engenho as J
seus bons ell'eitos ja' expertmeiT-,
tados: na rua da,Cruz n. 20, aix-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
CHAPEOS DA MO:
Na praga da Independen
24, 26,28 e 30,
vendem-se superiores chapeos de c?-
glez, da melh'or qualidade que tem
do e igualmente hrancos, chapeo
ni las formas e melhor qualidade pos-
pos amazonas parj montara de sr
do Havre no ultimo navio, bonetes
meninos de todai as qualidades, tudo porpre
razoaveis. *,
Vendem-se dons vehculos ou carros di
roilas de casxegar. fazendas na alfandega. pat
modo preco : a Iralar no caes do Ra
Vendcm-se 4 escravos, 1 mulato
1 moleque de 17 annos, 1 prelr
madeira, fcpreto de 40 annos e 30 tu
co : ua rua larga do Rosario n. 25.
Vende-se etim prelo lavrade, di
goslo, para vestidos, a -28800 o co\
Crespo, loja da esquina que volla par a ice
Na botica da rua larga do
n. 5G, de Bartiiolomeu Fj de -Souza, Yn-
dem-se pi lulas vegetaes verdadeira,
bel'airecteur verdadeiro, salsa de
Verdadeira, vermfugo inglez ( em
verdadeiro,vidros de bocea larga c
Iba de 1 at 12 libras. O annuncia
tanca a quem interessar posea
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
. Pianos.
Os amadores da msica eh?m
em casa Je Brunn Praeger &Co(
n.' 10, um grande sorlimento de.
pianos.de differenles modellos,
las vozes, que vendem por dkm
mo toda a qualidade de inslrumenl
VAMOS A PECHIKC
Manleiga ingleza muilo fina a 640 rs.. |
alelria muito nova a 320 rs. a libra : ua r^
Rosario, taberna de 4 portas 11. 59, -
sario.
Vendcm-se os j bem eonher
ouro patente' inalcz, e papel de peso
cscrever por vapores, por prerjo CBmaL_.
de Russell Mellors & Compaubiai rua da
Recife n. 36.
ESCRAVOS FGIDO.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra : na
rua rua Nova n. 21.
Vende-se urna ptima escrava, crioula, de exr
cellcnlc conduela, de 40 annos de idade, sendo upli-
ma cozinheira. quilandeira c la* adeira : na rua de
liarlas 11. 60se dir quem vende.
Vende-se urna casa terrea, sila na travesea do
Quiabo, no bairro da Hoa-Visla : a tratar na rua
eslreita do Rosario 11. :.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Auroia em Santo
Amaro, ji-4OTmK,fflllVJO DEPOSITO na
na do Brum logo na pchada. e defron-
te do Arsenal de Mai'iiihaliaS2mPre
um grande sortimento de taichas EiT
de fabrica'.nacional como estrangeira,
batidas, tundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, paya carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
preqos sao' os mais commodos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo. Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e coBStrnccfiO muilo superiores.
ARADOS'DE FERRO.
Na fundicao' d C. Starr. & C. em
Santo Amaro :ich:i-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
$| Deposito de, vinho de chain- (j
^ pagne ChateainAy, primeira t|ua- ^
(g lidade, de proprjedade ,d0 condi ^
de Mareuil, ru, da4i-uz do Re- i
cife n. 20: este rinho, o melhor
de toda a- champagne vende- \
se a 56.S000 rs. capa cai.va, .acha- (gi
se nicamente cnicasa de L. Le- ."
comte Feron i Coropanhia. N. B. W>
As caixas so .marcadas a fogo
Conde ele .Mareuil - das garrafas sao azues. (gf
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade'de zinco;'superior quali-
dade, por precos commodos : na vua do
Trapiche Novo'n. 16.'
Na rua da Cadeia Vellja n. 52, em casa de
Deane YTlte't-Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirricr, noalerroda Roa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
prclas, como ; panno fino preto a 38000, 48000 ,
55000 c 68000.- dilo azul 38000, 48000 e 58000, ca-
somira prela a 25500. selini prelo muito superior ,
35000 e 45000 o corado, sarja prela bespanbola 28 e
255OO fs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, niuilas mais fazendas de muilasqoa-
lidadcs, por'preco jummodo : na rua do Crespa loja
n.li. r~~--
Vende-se um prelo que cUzinba muito bera o
diario de una casa : narjj do Crespo, lujada esqui-
na que vira para a cajfjfi.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 45 segunillK Jr, vendcm-se
- l>f feil
Dcsappareceu no dia 26 de marro I
auno, um escravo cabra por nome Anlq
signaes seguintcs: idade 20 auno^^^H
nal, ror avermelbada, lem um detlo
da aleijado, e he Imnita fisura, he
anda senipre aprosado, nao se sal
fugio, mas be de coslume s vest
sempre dcscalso. levou chapeo dp
pequeas,.porm jii usado, be- na!
icio ha perlo de 15mezes: roga-l
loridades policiaes e capitaes de es
mesmo, e mandarem-no entregar a
rua do Brum armazem de assucar n. 28
Va cadeia 11. 26 lercciro andar, quesei.-
penyadus. _;
^^^argcfiu nSTIiaj^P
rahr#^fnereprcseirta:l annos pouc.
nos.febeio do corpo. alto, barbado; lev<
cain'jsa de algodilo de lislra, o chama-se Cle
- Na roa ,1o \ ,, i ,^tUa. IMMP.""}1' '""'
venda a superior llanella parS^
|Sda recenlcniente da America.
Vendem-se cobertores de algodao %t*\**
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua'do CresiX
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porcoes de O saccas pa
ra cima : para ver, no armazem do ForA
te do Mattos, deftorite do trapiche do al-
godao, e para trajar, no escriptorio de
Manoel A Ivs Guerra .litnior.
Vinho Bordean x.
Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberaiii ullimamenle SI. Julien e M. margot, em
caixas de una duzia, que se recoruiueudam pur sua
boas qualidades.
feitas no Ara-
oulra qualquer
velas de carnauba, poras c romposl.
caty, por meiiosjireso do que e
parle. / \
Vendem-se cobertores branco? de algodilo gran-
des, a 15440 ; dilos de- salpico tibem grandes, a
15280, ditos de salpico de tapete, 8^8100; na roa do
Crespo loja 11. 6.
Deposito de algodao'dffflBnca de todos os
sani'S."
Em casa de Deane Yo<4l& Companhia. vendcm-se
os aluodcs desla l'al-T(l: na rua da Cadeia Velha
"''"'-' I' '
Depositq de farinhas de Irigo.
' Acba-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
mo tambem un)sorliinenlo de farinhas americanas:
no\rmazem de J*eaue Voule & Companhia, no bec-
co di f uiicalxw.
litrogios de ouro inglezes :
ven, em-se/em casa de Deane Voule & Companhia.
_ VciMeili-^ casa de Deane Voule &Conipa-
nbT 1 riialda Cadeia Velha 11. 52, 350 de Milao xel-
dna, tiro r carvo palete, proprio pua ferreiros.
quein o apprehender e levar a rua dasTr;;
48 *gundo andar, ser gratificado.
Nos uliiinos dias do prximo paseado mez de mar-
co, appareccram nu sitio do abaiso assiguado 110
da Capunga, um casalde escravos de acio Cos
maiores delO annos, de nomes Isabel e Jos, pedin-
do para os comprar e dizendo que s3o cscrav
Urbano Jos de Mallo; portauto o abaixi
pelo presente roga a esse Sr. ou quem so fulgareora
dircilo, de fallar com o abaixo assignndb at s8 ho-
ras no mesmo sitio, c das 8 e meia at as 4 na rua
do Collegio n. 23 segundo mular, para Iralar do
ajuste, admirado que se njo responsabilisa por
niorle 011 fuga, visto que o esenrvo -est bastante
doeute.Joaquim de Albuqucrgue Mello,
Do engenho Curoabi freguezia de Agna-Prela
fncio no mez de utnhro de 1852 o crioulo de. nome
I.uiz, de idade de 22 annos rom os signaes segua-
les: lem a cor de laioca, boa llura, bem feilo do
corpo, ps e cara descarnados, cabello bem pegado,
olhos proporcionados, os denles da frenle "j apodre-
cidus, na p do lado esquerdo, tem urna cicatriz de
um lalho, e no embigo para o lado direrto um ca-
rocinbo pouco visivel, .he serrador e bom factor de
lelha e lijollo, e suppoe-se andar para u Monteiro,
Casa Forte on no engenho Ararih: quem o pegar
leve-o no dilo engenho, ou ai o Sr. Joao
David Madeira no engenho t'ormigueiro, com qoem
se iem contratado vender, c no Recife na rua do
Passeiu Publico B. 19 que.ser generosamente re-
compensado.
Jtesppareceu do engenho ConceisSo Nova, fre-
guezia da Espada, em oulubrn do anuo passario, um
escravo de nome Joaquim, com ossi i nica :
altura regular, cor bem prela, rabesa pequea, testa
grande com cantas entrados e luzida,
esansiiiueos. cosluma andar de bar:
ter 40 anuos de idade. Em sua fuga
Sr. Severino Alexandre ViUarn
ro; porm dahiausentou-se 11
sent ueuliuma noticia certa lem ,
pe-se estar para o una do l.inv
j foi capturada um ve:
cia polica desse ieMe-e 505000 rs."
aos senhnrereapii
Pera.T. U M. T\ ds Farla.- 18M,


Full Text
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