Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01886


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Full Text
u aa. n. /a.
QUINTA FEIM-.6 DE ABRIL Dt 1854.
Bes adiantados 4,000 v
encidos 4,500.
KSCRIIH.A'.
F. deFaria; Rio de Ja-
JMwias; Bahia, o Sr. F.
oSr. Jo.iqnim Bernardo de Men-
> 8f. Jos Rodrigues da Coste; Na-
IgnacJoPeroira; Aracaty, o Sr.
ii^Ht* ; Cear, o Sr. Victoriano
ranhao.o Sr. Joaquim Marques
Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 o 28 1/8 d. por 19
Pris, 340 a 346 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o d rebate.
Acr5es do banco 10 O/o de premio.
da companla de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras 12 0/0
METAES.
Ouro. Onjas hespanholas. 285500 a 295O0O
Moedas de 69400 velbas. 169000
de 69400 novas. 169000
, de 49000....... 99000
Prala. Patacoes brasileiros...... 19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruaru, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tergas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orph^os, segundas e quintas s O horas.
l.*varadocivel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
5 Quarto crescente a 1 ora, 42 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheia as4 horas, 26 minutle
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 2 horas 25
minntose 48 segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
6 Quii
7 Sexu
8 Sabb;
9 Dom:
cao deS. Jo.
EXTERIOR.
ASIA. ,
I de Janeiro. A fragata a
que Tora mandada ao golfo, em 26
na nSo voltou, e,..por consegrante,
respcclivameute s opcraoOcs do cxcr-
le Burmah continuam a ser dcsfavo-
rrms. .-
(3o Lallcr, sob-commissario-ern Prono, foi
ido. Depois da descoherla da conspiraraocm
RaBgsoa, occ-npava-so activamente ciu colligir in-
ices acerca dos planos do partido da guerra
.va, para o que so achava habilitado, pelo co-
Bcnto que traba da liogua bnrincsa, c para
Jeu ordem.s sentiuellas, para deixarem
la a hora os scus espas, que andavam
em trajes de roulher.
quencia d'estas ordens que os assas-
h de mulher, cutraram desapercebida-
o quarlel do Latter, na noile i quinto dorma, e os assassinos perptra-
le lauto a seu salvo, que so se soube' da
rte, na manhaa seguate, quaudo se ciicou-
ver sobre o leito, com tres punlialadas,'
esco*>, urna no lado direito, e outra no
i sua morte foi rpida e os assassinos
se to subliimenle qne se ignora a hora
l^ram do quarlel do cap tilo Latter.
governo d'Ava insligou a perpetrado
a, porm at agora nada se sabe de po-
^K*petto.
Laller era um offical de rcconhcci-
ile grande experiencia local.
r (eral cliegoo a Bangoon em 14 de
: vllou para i'rome no dia 1".
tro vapor ua marrulla da ludia em
de Burmah vai ser condecorado com
nMMia.
ninios de Nizam estao no peior estado pos-
Igoverno nao lom forra," e o paiz esl co-
Iteadorcsa cavalio, que rouliam as al-
rientem as mulheres, e lialem-se com os
te quer que os enconlrem. Um .d'esles
|umu ltimamente a \|la de Dalmapoorc,
iraciinadeM.OQOlbras.e alen disso for-
[heres, 30 das quacs, que pertencem a
^^Nete, se suicidaran!.
Brctnner do 15 d'inranlaria viajando
kW, e urna filha croscida, fui atacado,
bandos. O coronel foi muito mal
ttubado d tudo quanlo Icvava, inclusiva-
oupa quo tinha vcslido, e o mesino acon-
las pessoas. que o acompaitliaram, de-
IpaivSo e sympathia,dos moradoras da
oasada,. onde chegaram, o serem provi-
estidos ordinarios do paiz, com que
fe Se contentar at seren socorridos de
| Sccundcrabad.
boy, o novo cncarrcgado.de negocios,
i 15 do passado, c logo depois
om sua alteza, a quem se diz
n ultimtum sobre os dons pontos, a
icoto, por inteiro, dos atrazados ,/idi governo brauico, cao licencia-
millas e rabes que assolam o paiz.
tirado da correspondencia do Times.)
f de dezembro. Depois da rcmessa da
la caria de H do correte, recebemos
> Shanghai al 17 do corren te e de Woo-
le ataque combinado contra a eidade, pe-
de mar e trra, leve lugar no dia 7 do

es foram repellidos com grande perda,
os juncos de guerra foram destruidos
les, que mostraran) muita presenra de
ern manejo durante o combate. Outro
euaosimperiaes que nao pozeram
SQun por toda a sua esquadra em ac-
al succodidos no son ataque, laucaran)
le logo aos suburbios desde o rio at ao
l*fte, causando mutas desgraras, grande
las e immenso prejuizo.
lava o bpmbardeamento, porm sem resul-
ta os rebeldes conservan) o lado do rio,
i e por all receben) os.scus fornecimentos.
ciasdos insurgentes do norte silo impor-
e Pckiu, que' chegam al 17 de
iwte que os sublevados tem fcilo um
gresso na provincia de Peicliili, e Jiao
i reoedidas derrotas, eslavam cm
4mle de Tionlsim, pelo lado do norlc c
e do porto de Pekn.
es aflirmam. que os, insurgente eslavam
^^Ht, qu dois dos los do unpera-
iram frenlc de 40,000 (arlaros em mar-
Mfca o exercilo rebelde.
lin tomavam-se rigorosas medidas, afm
lerem os emissarios dos insurgentes, que
i na capital, e nao ha duvida de que
1 achar urna poderosa resistencia antes
rom capital, e a estarlo summamente
m conlribue para retardar a sua mar-
inos uever
vir,
Aostr
f
FQbBETlM.
DIADAMENTE SECRETA-
(Por Len Gozlaa)
ante a guerra chumada de Sac-
ra que frz a Franca no reiuado
ara dar a corda de Jlespanha a lim
^M grande rei; porcm durante a fm-
mconcebivel anda, naiiual julga-
Uromettcr-nos allm de coflocar Carlos
:a*, BaY,era. obre o throno da
de Maria Thereza.
r"' rto Uiealro dessa lula inexplira-
a parte todos os res da Euro-
^^^Honarchas linliam prelencoes a
pife do finado imperador Carlos VI.
W'eissemburgo, eidade fronteira col-
Hemanfia e a Franca, entre a arti-
ga arldharia bavara c francezu, cm
|de tomada ora por uns, ora por
oceupada petos alliados de Mana
_ )ielos sustentculos do elei,or Al-
Eis o negocio mais importare,
uinte toca-nos pouco :' poro m o
jassadoba hias deum seculo. in-
Uil mais o leitor. Por ora sao
le Baviera ou para dizer
usuein a eidade de Weis-
da hospedara raui al-
iiainada poique da
m via-se o sol tres
.e : do manlia, ao
muita angustia ao
'iroMargoliu,
Em Ningpo hnuveram alguns disturbios, e (les-
cobrto-se urna vasta conspirarlo da sociedade Triad.
Tiveram lugar muitas'execucOes que fizeram abor-
tar a rcvolta, c no dia 13 ludo eslava tranquillo.
As noticias do Toochoo alcanram at 16.
. Continuaba a lula em King wafoo, e haviam sa-
bido tropas da eidade para alli.
Em Amoy tudo eslava tranquillo al ao dia 23
do correnle, porm coutinuavam a ter lugar nume-
rosas exccu<0cs.
O commercio eslava mais activo, e publicou-se 'nham loda a historia do cpmporlamento da Russia,
um edilal, annunciando que a alfandega ia ser
rcslahclccida no dia 15.
As nossas folhas locaes dao ampios pormenores
da feliz expedirlo do vapor de guerra Heniles con-
tra os plalas, c do enrgico procediraenlo do capi-
lao Tishbourne, que chegou n Hougkong no dia 25
do correnle.
Os piratas cstao em grande forra ao longo da cosr
(a, desde Guisan al Hougkong.
Em Canlao hasocego, porm as noticias do norte
teem produzido alguma scnsaeao e anciedad, pos
se presad! que lia alli um partido forte a favor de
Teeping-wang. No caso que Pekin caia em poder
dos insurgentes, terae-se que haja alli urna relu-
co.
O commercio aprsenla um aspecto mais lison-
geiro, mas pode haveruma seria inierrupcao, cau-
sada por occurrcncias polticas.
Em Shanghi o commercio de importado nilo
moslrava signaes de prosperar. A exporlarao de
cha era menor cm consequencia da escassez de em-
barcaroes para Inglaterra.'
O almirante russo anda se achava cm Shanghai,
espera da mala de 8 de oulubro, depois do qual,
so di lia, que partira para Nangasak.
( Echo Popular. I
aun
LONDRES
36 de feverelro de 1864.
Discurso proferido na cmara dos Lords por Lord
Bcaiiniont. na sessilo de '2 de fevereiro sobre a
questao do Oriente.
Lord Bca'umont disse que nao era das suas in-
tensos na presente occasao resumir a discussao que
leve lugar na casa dos lords Acerca da raocao do
seu nobro amigo ( o marquez de Clauricarde), por
que, por mais aheioso que se acbasse naquella oc-
casiao para fazer urna anahso minuciosa dos do-
cumentos que estao sobre a mesa do presidente, c
apealar as passageus que reflecliam sobre o gover^
no assim como aquellas que elle reputava ser urna
justificara do seu comportamento, com tudo no
momento presente scmelliaotc procedimcnlo ncm
tendera a promover o objeclo que linha cm con-
siderarflo, ncm a explicar os fundamentos em que
razia a prsenle moeo. Nao havia duvida que
naquella occasao a aualvse dos documentes pelo
sou nobro amigo fora hbilmente execulada, e
posto que o que depois fora dito explicasse urna
parle das aecusaroes fcilas ao governp, com tudo
suppunha que sobre muitos respeilos se poder ia fa-
zer urna defeza melhor' do que fora oflerecida por
qualqucr dos membros do governo. Disse igual-
mente que urna ou duas das principacs aecusaroes
que foram follas acerca do proccdjmenlo passad
dos ministros permanecan) iuahalaveis.
Disse que nao entrara nos promenores relativos
'a estes documentes, c somcnlc a clles se referira
de urna maneira gcral, absolutamente necessaria,
como explicacau, e para ligar a histeria dos acon-
tecimcnlos ao presente periodo. Quanlo s aecu-
saroes qiicpennaneciam inabalaveis, disse, com
loda a devida sulmiissao aos seus nobres amigos do
thesouro, que a aecusarao de credulidade sendo ele-
vada ao ponto de fraque/a. nao fora de maneira al-
guma contrariada. Parecia-lhe que era inteiramen-
leinpossivpl aos ministros depositar confianra nos
protestes e as inlenses do imperador da Russia
quando linham a evidencia Uto positiva que nao
s manifestava na histeria, mas no comportamento
passado do imperador acerca desle objeclo. Conce-
da que asdilfieuldades que cercvam os ministros
cram extremas, c que apparentcmente dislinclas
professocs cram fcilas pelo imperador; arredilara
lamben) que cm addirao ao que apparecia nos li-
vros azues, nutras dcclaracocs verbacs eram fcilas,
e que sendo -producidas pelo embaixador aqu resi-
dente devi.im ser consideradas como o echo das
palavras do imperador. Portento via a grande dif-
licuidade col iiue
cha'
n^. que o governo so achava; em tees
circunistancias, ou devia ter acensado o imperador
de falsidadc directa, ou fora compellido a dar algum
peso a estes protestos verbaes. Islo ccrlamenle era
una dcsculpa; mas quaudo se receberam as infor-
marOes, nao s da Turqua, mas da Russia, indican-
do directamente o objeclo que o imperador linha em
visla,quando os fados vicram positivamente con-
trariar os protestos dados ao governo, pensava que
se devia prescrever alguns limites ao respeito que
sempre se deve guardar s palavras de urna leste
careada.
As exigencias da Russia eram de um carcter s\ s-
lemalico, c exlrahidas de um enorme plano que
nunca foi desprezdo, o qual desde o seu comero
fora sustentado com immensa habildade e indexivel
resoluco. Exislcm documentos que nao os no-
bres lords do thesouro, mas qualquer pode compul-
sar. Ncslcs documentos, segundo a mais distincla
autoridade, csteo expostos os planos e as intensos
' Durar islo muito lempo assim '.'
Se eu eslivesse no lugar dos habitantes de Wcis-
seniburgo acajiara de urna vez com lodos.
E o que 'arias, Margotin '? Vejamostua poltica.
Pora fogo eidade... Todos ellcs ficariam en-
forquilhados, pois nao leriam mais que tomar o re-
tomar.
E nossa hospedara dos Tres Ses ?
Nao pensava uolla, disse Margolin.
Prudencia !... Margolin, prudencia Pelo con-
traro abramos discretamente nossa cstalagem a lo-
dos. Aquejamos nossos Tornos lauto para os Alle-
mes como para os Francezes, e se temos de passar
anda muilo lempo expostos a solfrcr essas mudan-
cas repentinas, chama-me Broc dianle dos Francezes.
Sin), patrflo. '
Brocmann ou Brocneider diante dos Allomaos.
Isso nos graugear lalvez mais atlcnrOes da parte
desses furiosos veteranos, que julgaram conveniente
Tazcr de minha hospedara seu quarlel general.
Mas a inini, lornou o criado, que chamo-me
Margotin, c que quero participar dessas alinenos,
como me chamar Vine, em allcmao t
Mcstre Broc depois de procurar muilo lempo de-
baixodcseu bonete de algodao brauco, responden ;
Margolin... Para que te chamar Margolin 1 He
diucil fazcrd'ahi um nomc allemao... Margotmann..
sso nao assenta... Re de chamar-te Frite.
.Nao vaha a pena procurar lano.
nT~E*1,!"? iu'lJir melhor, para que tejnlguembem
Allemao dirs une poule urna galinha, fallando aos
l'rancezcs, n-
aos Allemaes.
do governo russo. Derlaram dislnctemenfe a ma-
neira por que se pretenda dirigir as eventualidades
que ltimamente tem occorrido. O projecto que
agora vai sendo qiccutedo, comecou ha muilo lempo,
c, poste que estes documentos Icnbam dadas dis-
linclas, com tudo se applicam directamente aos
planos e ao projecto actualmente em operacao.
Este projecto ha mais lempo leria sido posto em cx-
ecucao, se houvcsse apparecido urna opportuuidade
favoravel. Anda mais, estes documentos conti
c moslravam quam enormes sao os planos, c com
que pericia tem sido, couduz.dos. Um destes docu-
mentos somonte foi dado a luz, ha pouco lempo, e
os lords sabent que certos papis do estado perlcn-
centes Russia, de quando cm quaudo, se haviam
lomado conuecidos, ou por via do seu conlcudo
traliido pelos officiacs, ou por copias respectivas que
foram deseobertas uo decurso de urna rcvolurSo.
Em um dcsts papis ha um projecto positiva-
mente organisado a instancia do imperador da
Russia acerca das circunstancias que actualmente
vSo leudo lugar. Estes papis, combiuados com o
estado das circunstancias do lempo a rcvolucao
grega, a situaro da Inglaterra, da Franca, da Aus-
tria naquellc momento, e agora, a repetirn do
projecto moslra que alvo o imperador leve cm visla
em ambas occasies. Estes papis foram escrip-
los a pedido do imperador, porque desojara ter a
opiniao do conde Nesselrode, de Pozzo de Borgo, e
daquelles cuja habildade era julgada capaz de or-
ganisar um plano em virlude do qual o imperador
podia engrandecer a sua posirao uo Oliente, e pelo
qual podia oblcr o governo daquella parle. Urna
destas opinics era 13o forle que elle nao podia
deixar de cilar duas on tres passagens do projecto
que se julgava dever ser realisado. Pozzo de Bor-
go diz :
prompto para penetrar a capital daquelle imperio;
he necessario tamben) aprovelar os Servios e os
oulros chrislaos que se quizerem unir nos. Assim
que os principados forera oceupados nao ha razao
para que nao eslabelecamos rel.icaes com .os Uregos.
Exprimindo-me desta maneira, nao pretendo sug-
gerir passo algum que iinrolva o recanhecimento
daquelle povo ; bastara faze-lo sentir, por meio
de agentes que nao precisamos declarar, que a sua
seguran;* depende das resoluces temadas por sua
mageSlade imperial, que elle deve estar prompto a
seguir a sua direcro. Fora til associar a Persia
comnoseo cm os nossos designios (urna guerra, ci
a Porte.)
Elle ainda vai mais adianto para demonstrar
grande mudanra que julga se ter operado na pol-
tica da Inglaterra depois que Cannng subi ao po-
der, e qam hostil suppunha que o ministro devia
ser ao plano rusco de engrndecimento, e quanlo
seria temido pelos principios que ntroduzio. To-
dava elle calculara cuidadosamente qual era o po-
der e a posirao da Inglaterra, e em que circunis-
laurias eslaria.quando deelarasso guerra Russia em
consequcucia da quesUc turca. Depois de alludr.
aos Iriirmphos da Inglaterra por mar, elle disse .
NSo ha duvida que he frudciite'fazcrcm-se pre-
parardes para estas eventualidades, mas as suas hos-
tilidades nao impedrao o progresso das nossas ar-
mas e nao nos causarao grave damuo i especialmen-
te se nao for apoiada por urna cooperado con-
tinental ;) ella desojar sempre arranjar os negoci-
os, anda depois de om rompintento com nosco.
Entso fallou da cooperaoao da Austria com a In-
glaterra, c disse:
A Graa-Brclanha, nSo formidavel sem alliados,
ser ainda mais fraca quando houvcr compromelti-
do a Austria, porque cniao expor parte do seu
projecto dcstruicao. A nova poltica exige que
nos apresenlemos sob um aspecto lerrvel para com
a Austria, e que a convencemos de que se ella se
mover contra nos chamar sobre si urna das mais
lerriveis tempestades, que jamis tenha teslemu'nha-
do. Ou ella dir aos Turcos que atiendan) s nos-
sas proposlas, ou se tensar sobre "as mitras pro-
vincias do'imperio ollomano. No prmeiro caso
aprovarcnlos, no segundo rhegarenios a um ajusto.
Estes sao somcnle especimens de um numero de
projectose planos da Russia, e lhe pareca totalmen-
te incrivel, quaudo reflectia sobre todo o procedi-
mento da Russia no casoda guerra grega, na guerra
anterior com a Turqua cm 1828 o 1829, o a paz
de Audrianoplc, que era urna vioiacilo total de lo-
dos os seus piimeiros- Jralados c concrdalas, que o
governo nao houvcsse duvidado dos protestos da-
quelle paiz. Depois do tratado de Andrianoplc o
conde Nesselrode etyreveu um relalorio- acerca da
posirao da Turqua c da Russia, por ordem do seu
amo, e Iracou um plano a respeito do comporla-
menlo rutero da Russia para com os seus visinhos,
o qual linha o segunde fim :
Na opiniao do imperador, esla monarchia, re-
duzida a existir someute sob a proleccao da Rus-
sia e a allender para o futuro a lodos os seus de-
sejos, se acconmodaria mclbor aos nossos iuteresses
polticos c commerciacs do que todas as nossas com-
binaefics, que exigira a exteusao dos nossos domi-
nios pela couquiste, ou a substituido de oulros es-
tados era lugar da potencia oltomana, que podia
nvalisar com nosco cm forja, etc. He sobre este
principio quo (raamos com o divn. Como nao
desejamos a ruina do governo turco, procuramos
Francezes, une loule ou un bouei"qamlo"fallaros
nebo*ez-fou* tur moi, batron,
Ore pen, Frilz I Masparcee-ni
Site
um iniu
^furor l
re Broc, assam-sc om
costellas do porco'.
parece-me que um car-
De ccrlo, sao dous carros... Vcem de Franca -A
-uc bpm lempo para viajar! "
Rico q"e a8peC, lCm eSWS d0as' "uagens !
Eis o nstenle difcil.
Ol -ente em regra... iurfejumenu, em ieeia .
o major da prara loma a eniregajh'o 8 '
Pondo a mo em seu bonete de algodao, mcstre
Broc respondeu :
Quarto nao ha mais, porque os officiacs france-
zes ocenpant todos, e almoco nao ha porque os offi-
ciaes austracos eomeram ludo honlem na ceia.
Que !
Comern) ludo, senhor, e teriam devorado os
guardanapos, se eu bouvesse lido a imprudencia de
dar-lh'os.
Nao posso achar nem mesmo a prejo de prala ?
A proco do prala... He mu diliici.
Mas a prcro de ouro ?
Que deseja o senhor ? *
Alguma cous boa, substancial.." A viagem es-
faimon-me.
Depois de virar e revirar o bonete de algodao as
maos pensativas, mestro rae disse ao viajaute que
13o inconsideradamente entrara nossa prata de
guerra. ,/
Mandei ainda agora melter no ospot o para mim
um ultimo quarto de carneiro... Nao vejo razio pa-
ra que nao lli'o ceda...
Tambcm eu nao vejo, mcslre?... mes-rf?!..
Broc... para servir ao senhor. -
Mcslre Broc seu quarto de carneiro lie meu.
He seu. Tanto peior para os Prus8a,nos se vol-
terem depois que o senhor o livor comida I... 'All !
se vollarcm antes...
Isso fica por minha conla...
Mno negocio fica por la conla, diste mestr
Broc comsigo hincando um olliar escrnted,or sobre
seu novo hospede, o qual esse olbar Iralou como
mercador mui pouco capaz de roeduvse cora o menor
I'russiano.
A proposite, lornou o viajante alojado m Tres
Sefj mande melter na cocheira miulias duas car-
riigeus.
Sim, senhor... Mas os ,viajantes que estao na
segunda carruagem j descenm'?
Que importa '.'
Como t que importa I cxrlamot mestre Broc;
nao posso melter na cocheira os viajantes e a car-
ruagem.
O viajante, ao qual ossa reflexao parecen desgos-
lar, accresccnlou:
iNSo ha niugueni na oulra carruagem.
Isso he dill'eronle .. Mas ha morcadorias ao
menos.
Sm, mercadoras... alguns paroles.
O senhor he negociante?
Sou ca tetro viajante. ?
Ede que?
Deque?... O viajaute nao gatta* Uo lodas
sustentado no estado em que "actualmente se ada
(1830), pos que este governo so pode-nos sor fiel
pela sua deferencia para com nosco.
Com lodos estes, e com oulros exemplos dianle
de s, posto que as asserres russas fossem mu for-
tes, c posto que indubitavclntenle o barao Brunow
e o conde Nesselrode, e al o proprio imperador,
sejam homens de bem, ello conludo pensava que
alguma duvida e hesitara podia mui bem ter sido
expressa acerca da bona fide das intenrSes do impe-
rador, e do positivo, verdadeira, e lltcral sentido
dcsla% asserres. Pelo que nao podia dlzcr que o
overno era iuleiramente innocente.
Parecia-lhe que at ccrlo ponto elle acreditara
na franqueza ; ainda julgava que as cuormes dif-
ficuldadcs conlra que o governo linha a hilar, c de-
sejava admillir que o resultado nao bouvesse sido
mui desaslroso em seus effeitos. Islo lera u miado
bom e onlro mo. A demora havia sido converti-
da cm boa razio pela Turqua, e lambem linha
sido de grande uso p'ara o governo de Inglaterra,
pelas crcumstancas cm que se achava. Tinha ha-
billado-o a apresentar ao publico um melhor caso ;
linha dado tempo para o publico se informar dos
factos ; linha permltido que o enthusasmo se exal-
lasse: e habilitan presentemente o governo a dizer,
que fora antes instado pela voz do povo, do
que conduzia o povo para a guerra. Elle reconhe-
ce jgualmenle, que lhe pareca haver oulro defeilo
no comportamento do governo, o qual defeilo nao
podia deixar em silencio.
Entenda que o ministro se nao aproveilra suf-
ficietemcule das muilas opporlundadcsque Uvera,
para informar-sc totalmente da posicao do" impe-
rio turco ; que nao eslava bem inteirado do carc-
ter do imperio ollomano, dos scus recursos, ou da
nalurcza e comportamento do seu governo. Se es-
livesse inteirado da posirao real daquelle paiz, nun-
ca houvcra fallado delfe, nem praticra para com
elle, como fez. Se o governo eslivesse inteirado,
como agora deve estar, de que aquello paiz era
um grande, poderoso e independente paiz, que
eslava preparado para pralicar assim, que' os scus
conselhos eram dirigidos com extrema prudencia,
que as suas tropas eslavam preparadas a pelejar
com denodo, c que o proprio povo eslava promp-
to a- palenlear o seu patriotismo e a corresponder
ao appello de sen soberano, parecia-lhe qne o go-
verno teria seguido um processo diOerente para com
a Russia c a Turqua, que teria sido menos ser-
vical e menos humilde em scus appcllos ao impe-
rador, e quo nunca houvera aventurado sem con-
sultar e aconselhar-sc com o ministro turco, para
organisar ama note que devera ajuslar' e resolver,
as rclaces entre o imperio ollomano e a Russia,
Tinha para si que se o governo houvcsse conside-
rado propramente a posirao destes dous grandes
e poderosos pazes, leria pralicado de maneira tal,
que os actos cm Vicua teriam dado cm resultado
tima paz honrosa. *
Eulre-lanto cm vez da. seguir esle alvilre, urna
poroao do gabiuclc,' c aquella que era mais direc-
tamente representada na casa dos tenis pelo prmei-
ro ministro, usara de urna lngaugem para com a
Turqua no cometo desses actos que era calculada
para alemorisar e depreciar aquello paiz. Poste
que elle nunca aecusasse os ministros de terem al-
guma communicacao pela impreusa publica, com
tudo era notorio que um destes jornaes, que se
suppunha represenlar as opinies daquella poroao do
governo, tomara um theor no comer fposto qne
lenha agora adoptado nm lom difierente e mais
prudente) 'quo tenda muito a animar a Russia,
ate'raorisando a Turqua, afllrmando que a sua in-
tegridade e independencia eram mma sombra, e
que combalcr por ella era um absurdo.
Otoin qiiedest'arte fora assumidopor certos mem-
bros do governo, assim como pelos seas suppostos
orgaos, produzio um efleito injurioso : e elle reco-
nhece que durante qualro ou cinco me/.es que pas-
so u no continente, nunca ouvio a pessoa alguma
cuja opiniao fosse respeilavel, que nSo manifeslassc
a sua firme convicjSo ()e que o gabinete eslava an-
tes inclinado a favorecer a Russia, que tinha incli-
nara pela Russia, e que nao tinha nteaejto algu-
ma de cmp ehender guerra em favor da Turqua,
que conhera que a Russia devia prevalecer, e que
tuilo o que era necessario, era previnir urna guerra
continental, o que faria concordando em algum
compromisso qae podesse ser proposlo. Este era a
liuguagcm. que ourira invariavclmcute ; e poslo
que, como elle antes dissera, nunca aocusasse mem-
bro algum do governo de procurar minar o espirito
publico por meio dos jornaes, cora tudo devia
dizer,. con hoco udo, como o mundo, quaes eram os
cscriplores de alguns desles arligos, que era jios-
sivel que alguns delles vinham de pessoas que aecu-
pavam algum cargo inferior, ou se acham em um
siluazao nao mui distante da ra Downiug, e que
qodoni ter accasiao de cscutar os pensamenlos do
governo, c que por lano estes arligos devem pas-
sar, ale ccrlo ponto, como opinies semi-officiacs.
Havia sobre este assumpto urna immensa dnereoca
eulre a liuguagem que tem sido usada por membros
do governo naquella casa, e por outros membros do
governo.
Disse lord Beaomont que nao conhecia contraste
mais completo do quo o que era representado pelos
discursos dos dous nobres lords na outra casa, c pelo
do nobre conde naquella casa. Leu, que estes dous
nobres lords na outra casa linham feilo discursos
tao convenientes dignidade do paiz, tao firmes as
suas inicnces, tao decididos cerca dos actos do
essas perguntas ; mas sabia que era muito impru-
dente deixa-las intcirameule sem res|>osta em urna
eidade cheia de suspeita como o era en tao Weissem-
burgo. Em lempo de guerra um cslalajadeir he
o primeiro espiso da eidade.
O viajante esforcou-sc pois para responder:
Son caixeiro viajante de perfumaras.
Ab isso be muilo bello, disso meslre Broc,
caxcirq viajante de perfumaras. E o senhor vem'
de Pars, a capital da pommada ?
Vcrtho de Pars, a capital da paslilha de amen-
doas, sim, senhor.
E para onde vai ?
Irra I mcstre Broc, que lhe importe saber para
onde vou respondeu o viajante, cuja paciencia,
bem como se v, nao eslava prava de tudo.
Perdoe-me; lornou mcslre Broc, se esla per-
guula desagradn-lhe; mas sou obrigado pela autori-
dade a fazcr-lh'a... Dcvo escrever no meo livro
quem he o senhor, donde vem, e para onde vai...
Pois escreva em seu livro que vou para Beriim.
Ah! o senhor vai Berm. Eulo ha falta de
perfumaras cm Berm ?
Completamente. Os salines sao sobre ludo mili-
te procurados. Mas, por favor, Mr. Broc, v man-
dar melter na cocheira inhibas duas carruageus, c
dispor para mim urna mesa.
Sim, senhor, vou mandar melter na cocheira
suas duas carruageus...
Va. O viajante julgou-sc cnilim livro da por-
sor agcni'do mestre Broc e de suas perguntas ; po-
rm elloi.oHou misteriosamente, e disse-lbc :
Agora lembrei-me, visto que o senhor he per-
fumista e mercador de sahes, deve saber muilas
cousas de Pars, muilas noticias. Que fazem por l
cm poltica ?
O que fazem porl?..- lornou o viajante de-
vorando sua raiva. O que fazem por l "f... l.avam
anda as maos
Broc retirou-se satisfelo com a resposla para ce-
der o lugar a Leonardo, criado do viajante.
Essa gente, senhor, tem urna curtosidade Ih-
suporlavei.
Tamben) foste interrogado T
Ah I senhor, todos.perguntam-me o que he es^-
se carro, donde nao viram sabir muguen).
Mas isso be intoleravel! exclamou o viajante.
Respondc-lhes que encerra perfumaras, assim como
raspondi lambem a esse indiscreto, a esse inslenle
eslalajadoiro dos Tres Si'iet. Demas que be impor-
ta isso '.' Uuegente he essa?
Sao mosqueleiros, drugoes, hussares, demonios
governo, tao positivos as suas declarares a cerca
das medidas hostis, lao condemnalorios ilo campor-
lamcnte do imperador da Russia, de tal sorle ap-
plaudndo, aprovaudo, e defendendo o progresso
da Turqua, e declarando de lal sorle que era o nos-
so dever pralicarmos como firme e fiel alliado da
Porte, que a declaracSo que se deve tirar desles dis-
cursos era, que se nao admilliria paz alguma que
nao s fosse urna seguraura propria para a Turqua,
mas lambem urna firme garanta para a paz geral da
Europa. Esse tom guerrerro, essas phrases em
phatica, csses appcllos afl povo, *e csses aportes
para que os nossos grandes excrcilosmarchem, con-
trastavam demasiadamente com os discursos que
linha ouvido naquella casa, onde se lomara um lom
que elle julgava que leria sidft pcrfcitemenlc apro-
prado na bocea de Messrs; Pease e Sturg. Em
urna poroao de um discurso do nobre conde elle
dizia :
a O nobre conde (o conde de Derby) he de opi-
niao de que tinha sido um ministro mais guerrero
do que tencionava. Dizendo islo, elle declarou
mais verdade do que talvez prelendessc^por'quc
nssevcro-lbe lioa f que se lenha afgumas duvidas,
nao he certameote de que tenhamos sido demasiado
pacficos. Nao ser isto urna conliadiccao directa
de teda a exposrao no oulra casa? Ainda dir o
nobre conde que foi forrado conlra a sua propria
opiniao ? Ainda dir que linha duvidas se teriamos
direito para ir para a guerra? Anda persistir cm
nutrir experancas de paz, quaudo os seus dous ami-
gos respiram o supro da guerra? Mas o nobre con-
de disse mais do que islo. Disse :
o He um sent monto geueroso resistir aggrcssao
e injuslica mas nao nos cabe animar este senil-
mente. Pelo contraro, he do dever do governo
resistir tente quando for possivel a teessenlinienlos,
por mais naturacs, e por mais generosos que pos-
am ser, dirigidos no sentido de urna poltica
mais pacifica.
Elle differio nlciramciile do nobre conde, e asse-
verou que nao era do dever do governo nem de ha-
rnero algum reprimir senlimentos-que sao generosos
e nobres, e iuduzir o povo a bradar o pela paz
a lodo o cusi, ale cusa da deshonra. Se sao es-
tes os disiguios que foram adoptados acabar-se-hia
com tudo que fosse generoso, tudo que fosse nobre
no coracao do povo, e o seu lugar seria supprido
por estes nocOcs ridicuras e absurdas qu sao propa-
gadas por essa absurda sociedade chamada a Socie-
dade da Paz. {Risadas.} Podem rir-se desla sociedade,
mas nao he islo urna cansa digua de escarneo, quan-
do as mesinas doulrinas eram pregadas peto chefe
do governo, como sendo sustentadas por este ridi-
culo povo. .(Apoiados)
O conde Beaumont passou enlao a tratar do
comportamento,' do' governo desde a abertura do
parlamento c foi sobre este assumpto quo juslificou
a sua, prsenle niooao. Na occasao da reuniao do
parlamento disse sua magestede que os documentes
relativos i guerra seriara depositados sobre a mesa, e
ello seria informado de que, posto que os esforros
para se oblcr a paz nao estir essom applacados, nao
linham sido prsperos; mas que, sem embargo, an-
da seriara eniprcgados, e que era necessario coad-
juvar estes esforcos com um augmento das tercas
noyaes e militares. O governo uao deu ao parla-
mento iuformadlo alguma precisa naquellc lempo:
mas foi suflicicole para o caso, e tente quanlo elie
julgou necessario dar naquellc periodo. Naquellc
tempo a nota fondada sobre o Protocolo de Vienna
ainda se achava em poder do imperador da Russia,
nenhuma resposla positiva tinha sido recebida dello
e a Porte (de quem se suppunha que a note partir,
com a approvaco da conferencia) liuha concedido
40 dias para o imperador responder. Entcudeu que
esle era o ultimtum de todas as parles que se li-
nliam reunido na conferencia de Vienna, que os 40
dias eram concedidos para refiectir, e que, se no fim
desle prazo nenhuma resposla fosse dada ou a nota
fosse regeitada, s restara um appello ao ullimo
recurso da guerra. Desde enlao nereditou na posi-
tiva informaran que linha sido recebida, do que o
imperador renunciara aceitar semelhantc note.
Enlao esperou naturalmente, que o passo segra-
le fosse urna declararlo de guerra, ou, at cerlo
ponto, que urna mensagem fosse dirigida ao parla-
mento, expoudo estado das cousas, e que o ullimo
appello pela negociado eslava totalmente conclu-
do. Em vez disto, o que foi que aconleceu? Nao
houve informarlo do governo, e nem mensagem
alguma da corda. Qual quer tentativa para obler-
se informaroes do governo naquella casa s produ-
zio as mais perplexas resposlas. A ngenudade do
seu nobre amigo que se acha frente da repartirn
dos negocios cslrangeiros em verdade tinha sido
mui uotevel, por que, ao passo que as sas respos-
las parecan) dcixa-lo em trovas inda mais espres-
sas do que nunca, indicaran) realmente a exacta
posicao do governo., O seu nobre amigo havia dito,
que nao eslavamos em paz, e que nao oslramos em
guerra, mas que nos iamos arremeoaudo para a
guerra. Ovocabulo uarremecando era npplirado
a um navio que se acha merco dos ventos c das
aguas, e nao obedece ao teme, e elle cra que esla
era exactamente a posirao do governo naquelle
tempo. (Risadas.) Tinha para si que o goveruo
eslava eutao esperando conlra a esperanza, que
confia va que se poda contar com alguma cousa,
talvez que a Austria se agitesse e Gzesse alguma
ponte conveniente para o imperador passar; que
o conde OrloH ofierecesse alguma cousa ; lalvez que
alguma cousa occorrcssc em Bcrlim, ou que o im-
que quercm que Ibes responda, c aos quaes nao he
prudente responder: Que lhe importa?...
Torno a dizcr-le, que nesse carro ha o que ha.
Sim, senhor. Todava aqu entro nos...
Nao quero dar a conhecer o que elle encerra.
Sera duvida. Conludo, senhor, conveha... -
Acaso queres lambem saber ? '
Oh cu...
Cuidado! '
Juro-lhc que nao quero mais saber nada... De-
pois que quiz saber... depois que o senhor expri-
raio-me seu descontentamente a esse respeito... nao
tratemos mab disso.
Muito bem Mas se algum da le lembrares I...
O senhor nao lom nada que ordenar-me ?
Essa he boa Tcnbo de ordeuar-le que vas as-
senter-le junte de um quarto...
O Senhor descubri um quarto nessa eidade
l'amiiila t
Sim.
D cavalio?
De carneiro.
- De carneiro !
Vai assenlarte junte desse quarto que est uo
espelo, e emprega nellc lodos os leus cuidados.
. Ali! senhor...
Aqu estamos quasi na Allemanha... Come-se
a carne crua... V que meu quarto de carneiro seja
bem assado.
Ha de ficar bem assado, senhor, respondo-lbe
por elle.
I.eornado. ."
Senhor.
llasdc aln r-mc urna garrafa de viulio de Br-
deos.
Duas se o senhor, quizer.
Quero. -
Obrigado.
Porque dizes obrigado ?
Por pulidez...
l'or Brdeos ?
Sira, senhor, uasci l.
l'alifc .' Leonardo vollou, e clicgaudo-se dis-
cretamente ao arao, disse-lbc :
SenhorI
EnlaonSo vas?
O senhor roconiraendou-me expressamenle que
lemhrasse-lbe era cada eidade, em que foseemos
obriuados a parar...
Oque?
_ Que o senhor n5o he ntils que um simples cai-
xeiro viajante. .
Sim. .j
perador ganbasse alguma batalha no Danubio, e en-
lao deelarasso a sua honra salsfeita e se retirai
Mas ludo se lornou contraro ospectaliva. ToddV
estes recursos falharam.
A mensagem do conde Orion" foi mais hoslil e
guerreira do que dantes ; nada acontecen em Ber-
m ; e, em vez do imperador ganliar urna batalha,
fora balido de improviso. Nestas rirrumslaneias
pensava que o parlamente leria recebido certamen-
te um mensagem da coroa, ou alguma explicarlo,
dos ministros, dizendo ao menos que agora nos
iam os arremedando para a guerra, mas que o na-
vio ubedecia ao leme, que linha metido de l, e
que amos lomar algum rumo decidido. Parecia-
lhe mais extraordinario que, ainda que o parla-
mente eslivesse funecionando, nenhuma exposicao
livesse sido feite pelo governo e que o parlamen-
te so podia cotlier iuformares das gazetes. Lora
nos jornaes, com grande admiradlo da sua parle,,
que se havia publicado urna proclamacao que in-
lerrompia o commercio desle paiz, e que punha de
parle um aclo do parlamento, proclamacao jus-
tificavel se nos achasseraos cm estado de guerra, e
absolutamente necessaria para a seguraura publica
se eslivessemos ero guerra com a Russia; e com
tudo nao sao nao heuve. declaracao alguma de
guerra, e nenhuma mensagem da coroa s casas do
parlamento, mas tudo o que o parlamente podia
'colhcr era que o nobre conde^ue se acha i frente
do governo, pensava que estovamos em paz, ao
passo que o nobre conde secretario dos ncaocios es-
Irangeiros pensava nos iamos alirando para a guer-
ra. Cortmenlo, uestes circiunstancias, alguma
communicacao devia agora ser feila que habelila-'
ra o parlamento a conhecer que elle se acha em
um eslado equivalente a urna declarar,af> de guerra.
O parlamente podia em qualquer dia ovir fallar
de algum accidente que lenha acontecido. Elle en-
tenda que haviam agora Ircz navios russos no Adri-
tico, .e era possivel que alguns dos nossos navios
cahissem em poder delles. Se tal cousa acoule-
cesse, o que se deva fazer? Saudar-se-hiam elles
reciprocamente, ou seriara os nossos navios apri-
sionados pelos navios russos ? ( Apoiados. ) Ou,
supponhamos, que os navios russos pralicavam de
acord cora os roubadores gregos, os quaes se tem
apossado de algumas passagens as monlanhas da
Albania, e tentaram levantar ah urna rebeiao,
po.le iam os nossos navios interferir com elles ?
Deviam ter urna declaracao feila de alguma sorl,
e' elle pensava que devia ser urna declararao de
guerra, pois que este seria o resultado natural da
recusa do imperador da Russia a aceitar o ultim-
tum no prazo de 40 dias.
Este eslado do musas o -justiflova, denunciando
agora o assumpto casa dos Lords, e dizendo que
a sua ignorancia acerca do comportamento do go-
verno devia ser esclarecida e que o ministerio devia
conhecer a posicao em que eslava. Cra, que tam-
ben) havia urna forra russa nos mares da China.
Em addirao a islo, que recca\a muilo alguma cou-
sa anida mais raro, acerca do que seria totalmen-
te sin-ero, por que era este o grande objeclo que
elle tinha, era vista, fazeudo a presente mocao.
Rcocava. que o governo consideraste que auola
que resllou do Protocolo de Vicua aiqda se
achava sob a censideracao do imperador da Russia,
e que se elle a accilasse, o governo se jateara jus-
tificado, encelando um ajuste.
Lord Beaumont proteslou contra senielhanle paz.
Se o governo fizesse a paz .por aquello meio, se
concedesse ao imperador da Russia, depois de ter
obrigado o governo a fazer despezas com a remeca
de 10,000 ou 20,000 homens, e a mandar urna
quadra para o Mar Negro; depois qne lulon con-
lra a opiniao da Europa ; depois que alropellou,
poslo que lambem lenha sido atropellado pelo po-
vo da Turqua ; depois que desolou, as provincias
das margens do Danubio o bloqueou as boceas da-
quelle rio,se, depois que elle fez tudo isto, o go->
veroo lhe concedesse termos quasi equivalentes aos
que pedir originalmente, e que o collocassm
n'uma posicao melhor do 'que antes que comecou
este guerra Ilegitima, elle protestara conlra a paz
comprada por lal proco. Mas receava que urna
fraceito do governo se apoderasse voluntariamente
daquella palha. Nao receava do ministro do inte-
rior, que usara da linguagem que elle desejava
que fosse Osada nesla casa, nao receava do nobre
lord providente da casa dos Communs, qual fal-
lara como homem sobre o assumplo ; mas, de ludo
que "poda colligir dos membros do governo nesla
casa, e do nobre conde que esl frente do minis-
terio em particular, receava qne elles aceilassem
tees termos se fossem Berecidos. Elle ria grande
soniellianca cntre^os sentimenlos que linham sido
expressados pelo nobre conde' chefe do governo e
pelo nobre'conde Grey, ese o nobre conde real-
mente pensava que a independencia da Turqua
ora una sombra, e que, combatendo em favor da
integridade da Turqua, o governo combata por
um simples nomo, nSo pensava que o nobre con-
de eslivesse justificado, indo para a guerra.
Se elle sustentasse estas opinies, rceommenda-
ria ao governo ao mesmo lempo, que acoitasse qual-
quer paz que podesse alcancar, que admillissc a
nota Menschikolf, e ameacasse a Turqua para acei-
ta-la. O uopre coude Grey dissera que a Turqua
nao era' urna potencia indepcndenle; mas que elle
pror aria que a Turqua era totalmente tao inde-
pendeute como qualquer oulra potencia no conti-
nente da Europa. Fora dito que a Turqua devia
ter cunlanra ou em alguma das potencias occiden-
laes, ou ua Russia ; mas, admiltindo verdade des-
la assercao, haver urna potencia na Europa que
nao esteja ohfigada al
visinhos? Ser a Ao
razao a Aoslr
lido nma hura sem o1
existira urna bora'
tesse altara-la, ese
fronteira meri
tra ainda no caso de qi
raanlia se rabellassem e
coadjnvada pela I
o imperador da Russia
Ira, e, praticando ate
praticra. para com a
para a solucao d
Prussia, e dssr
tai isto, ou mar.
como potencias
eram enlao
A Prussia foi obrigad
se em obediencia a
dito Austria por i
der-se contra alguns di-
que ella esteva sua d
ca do que elle eutao
tria, a Prussia, coi
e escravos, e a sua |
nuou a exislir at q
Ornar Paslia na
agora estes potencial
para recobrar,
desbarato
no lado da iude
podem repellir o
rao iudependentes os]
panlia e Portugal ?.
te paiz e a Franca i
a Inglaterra e a Frj
mente seguras sel
ra tem prudenleracnl
re si-; mas qual
to do mundo pel|
Turqua por si!
gual. Ella deve .
parte para defender
potencia estrangeii
ca da observarlo
la devia procurar u
occidentaes ou coaj
das potencias
cordealmentei
peluda a fazer i
lhaute allanca e
tedalas russos.
KR

Que nSo deve jamis sahir do carcter pacifico
de sua proflssao. -
Tranquillisa-le, Leonardo. Vai vigiar o almoco.
Que em uenbuma occasao, sob nenhum pre-
texto nao sera jamis o capitao de dragoes, mar-
quczde Bourvoisin.
Justamente. Vai vigiar o almoco...
Que...
Nao te vas ?
Vejo que he intil lcmbrar ao senhormarquez
abrandurade carcter...
Espera, palito! Leonardo tinha desapparecido.
Passeiando era ama das Jalas haixas da .hospeda-
ra o marquez de Bourvoisin dizia comsigo:
. iaqui a algumas horas tere! passado a frontei-
ra, e ostaroi na Allemanha ; nao lerei mais nada
que temer da curiosidade desse bando de pegas ta-
garcllas... Curiosidade bem iuulil 1... Se seu pos-
so tez-los conhecer o que encerra essa carrua-
gem !... Domis para que o saberiam elles?... O
tempo em.quc vivemos autorisa, he verdade, essa
iuquietacao... A guerra... auasi a invasao... E eu
mesmo acaso nao qjiereria saber qual he esse lercei-
ro carro que conservou-sc conslautemeute atrz de
nos durante muilas leguas ? Que significara essa
obstinacao ?... Eis-me lambem fazendo supposicfles.
Esse carro devia estar adianto ou alraz... quando s
ha um caminbo a seguir. Ol tudo ir licra. A mator
diflicuidado do minha missao este passada. Parece-
nie que racu passaporte nada deixa a desejar mes-
mo aos mais dillicois.
Ha doze dias que sal de Pars, sou o perfumista
mais verificado do reino... Islo vai maravilbosamcn-
te. Mas, grande Dos que ter dte madama de
Foutenay, rainha adoravel viuva,quando houver re-
cebido como um rato a. nolicia de miaba partida ?..
Ella com quem cu havia de casar no da segura-
te !... Partir assim na vespera do um casann
sem poder ao menos dlzer-lhe adeos, sem poder'
ao menos di/.er-Jlie para onde ia! Nao atrevn-me
a imaginar o que ter ella pensado, ten!;
Siutar-me sua colera Perd |uan-
o eu volter a Paik? Perder
casamento tao feliz I Isso seria cru
recusar ? Nao nao cem vezes u,i
zes nao I Isso era minha fortuna, mea futuro...
: Senhor! senhor !
O que lia en to ?
Era Leonardo que volteva da cosiulia, e enlrava
raui agitado ua sala baixa. .
Senhor insulteram-me...
Eia, falte, Lcouardo.
AU seulior 1 essaaUroula... que affronta 1

Lord ,Beaurao
quando.cxpoz que |
ritorial, |iorque i
unida comsigo me
que podesse ter i
torio da Turqua.!
(inopia, mas
ria conservar Con
nhecia a rara de horneo-'
na, e sabia qu of^^|
saugue, c que uenh
ria era pe antes q^^H
corita possuir aqoellea
Russia julgou que
prios nleresses espalb
das as instuirdes
eslado de subjeic-lo e e
rnlendencia servil sal-
ve uma opportuni
Russia, e abolir o
e era do seu dever fazer
agora que se i -
dinheiro c o sc
Oolrd Beau
seria satisfeiti
jar. nao conduzir 11
o protocolo de Vien
nao consolidar a b
tomano, e alm duBpl
chamaran) o fndame!)
dura do Danubio,
damnificar o i
e oulros pazes.
Este paiz agora le
a volter, e deve para sempre
mesa, e nao mais olhar palj
Vienna, igualaag^^^H
da conferencia; t^^^^
e da Russia paizi
lados existentes que i
rancias mutuas. O I
gnmas pessoas co
bordade do Dannbi
do Mar Negro,
que fecho u OS D^^H
ros. EUemostrou
dos tratados mais sab
(apoiados), tantea reapeiCI
mais quanlo a respe
Inglaterra e Franca, n
phoro Russia Conside
le tratado. Ainda qne a R ojsu
qualquer qaantidade de
Mar Negra, e lambem pedaw e,
exercicio, porque ah po
portes do mundo, nao poda te-K
Explica-te.
Eu esteva vigiando o qc
Muilo bem.
Um quarto sobarbo, sol
so, perfumado... Eslava assado.
pelo...
' Continua 1
Repentinamente jo\
znha... um delles... oh I eu
tem uma larga cicatriz na le
-Acaba!
Relira-te dahi 1 dizem-me elles.
: Porque he de relirar-me ?
Esse quarto he nosso.
Que I he dos senhores 1
Elles empurram-me, dao comigo no chao. Ex-
clamo : Esle quarto de carneiro he para mea amo"!
Ton ,anjo o perfumista ?
Sim, o perfumista.
.Elles en Ira ni a rir e zbnibar cada vez mais.
Tiram o quarto do cspei.
a elles... Pux de n
e carregam o quarto... Exclamo j
saber disso Elles respoodem-m
amo, que se
Q
de Boe
senlimen __
Bravo
-Ees
__ R Ar
uhor uiarquct, cuidado...
iqui J Bourvoisin deetppareeeu.
Nao era preciso recom que ficaase
aqni, murmurou Leonardo, e accrescenlou: Ha de
chegar muito larde, ftcmais sao uns doze espada-
chins, cada qual mais violento. Se estivessem ves-
tidos como eu, seriam canalha; tem a farda militar,
o chapeo sobre a orellia, 'a espada ao lado, sao ama-
veis eslouvados.
(Contimar-sc-ha.)
HH^bV3s5B*.' y 'hv*w '' "
.-.-.: '' ... .;. -.


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u. ....... .... unan,.. y.......
_

neo, emquaiilo exislissc o tratado de 18-tl. So ella
au eslivesse cin guerra coin a Porta a sua essjgadra
lhe seria perfeitamento iuulil, porque estarte feAe.
. da no Mar Negro. Turto quauln a Russia poderte
fazer, no caso de uma guerra com a Inglaterra, era
por obstculo aquella porcio do noaso commercio
cutre Coustantlnopla o o porto do Mar Negro ;
pelo contrario, *u o tratad nao estivesse em vigor,
ella poderte vir repentinamente ao Mediterrneo, o
desl'arte ter ahi ama esquadra o grande con pro-,
sentemente postuc uoMar Negro.
Islo nos obligara tamben a augmentar a nona
esquadra no Mediterrneo, e elevara nao s o nos-
sos pe igos como a nossa* dtspeas.
Por Unto*tratadde 1841 protegeuetlepaii con-
tra a sorpreza, trancando a esquadra raua no Mar-
Negro. Certemeote nenhutn tratado pedia ser trga-
nisado com um enlido mais sabio e maia seguro, e o
nobrelord detejava ve-to rettabelecido, e o son pre-
ambolo posto guiale em pratici. O nobre con-
de den a mis errnea intorprelacioao tratado, qunn-
tenMaa srue nos ate obrigava a saitentar a integri-
dade do imperio ettosnaao- I.iUeraimente la\vex se-
je assisa, maseraiodiciwdo nossogoTcrn abrigar-
se sob mm sabulosa deaU especie, em vez de alten-
e do miado, Qte a Frutea interpr-
tala o sea sentido genuino, dedoita-M evi-
imtmmmu do ora despacho que tora- publicado no
*iminar, posto qae ote soja eerto que isto tppare-
eoas oos Iteras axoes (blue-books,) Segundo eslre
tratado a Perla uah tote direito a pedir a coopera-
rte doseoasttadosasim comoqualqucr oatropaz
to-to-hiaa p Ur iitaiote auxilio legando o trata-
f
este ponto, o nobre lord
I de que ja rito ouviria rna-
V Mar-Negro nao per mane-
Mpo. Quandoesla queslflo
i tasara, o seu nobre amigo (o
acurso eontendo moilas passa-
lido de ontras pessoas, teria
HgMlen
miad
t qoe, como procediam de
hrera immensa habilidade
ato e amitos rasos, via-se obligado a fa-
racOes a respeito. Esperava que o
lodesenlpariadealgoma cousa des-
o deelaravaque nunca ouvira um
esse tantas expoaieOos, acerca de
i deque elle difteria to cabal-
ipios geraes que o seu nobre ami-
m pontos em pralica, destrui-
la a sociedade, e reduziriSm o
Mde auarchia. (Risadas.) Os
i amigo eram lio errneos como os
i ama natteira plansivel e elo-
l amigo Uaha fetouma descripcilo
a tetalmente to maravilhosa e l-
ente lio wriadeira, corno a narrartede qne elle
na' aranera na verdadeira histo-
'Maatkilltr. (Risadas.) Em primeiro
5 amieo d'isse que os Toreos eram o
kgera, tudo quanto elle (lord
lo durante ama residencia
lo quanto sabia de pes-
residtram por um periodo
fleava-o, ditendo que nao ha-
a nao exceptuando a In-
I religiosa prevalecesso
na Turqua. (Apoiados.)
nda que a opiniao espan-
I a tolerancia suba i lal
sacerdotes chrislos a op-
irqueale lurca ajudava aquel-
c em execucteas sen tencas de excoromunhte.
i se deu disputa religiosa entre nussulmanos e.
toa. Elle vira ero amadas ilbas do Archipe-
ne de padres eatholteos romanos
npa e ceremonia usadas
rd de soldados turcos empre-
ige-la contra os insultos e ullrages dos
ratros lempos os Turcos eram chama-
ir o Gregos contra osealhoiieos roma-
antemenle havam disputas entre os mem-
is Igrejas, e tambem entre mullas setas
le eram toleradas na Turqua, e as quaes
atocamente maito maisdo que abor-
oaMwnbT.
>t annos a Turqua Tez
nelhoramentos soeiaes, e no
as administrativas. Es-
si para a desiste dos casos
es, e vio funccionaudo admi-
adopladas para a segurau-
sao Mlistatorias. For
, qoe o exercilo lureo era
pMussu Imanos ; mas qne
adoptadas, pelo governo
tarta desejava qne os seas
no excrci lo, mas'os chrs-
permittio-se-llies
lote da sonrio. O
(ancia de ser o seu
lussulmanos,
daquella porcio dos
^^Hnrtaos chrislos, e
ystema existente,
nobre amigo lera
M o conduiiram i conclusao
^^^H* ra ama sombra,
o mundo, e que nao
;tn melhoramontos so-
rou contra o jugo russo, e preferio viverdebaixo do
dominio da l'orla.
i O nobre lord disse que conhecia. qac, no anno de
J818 e depow, lodo q partido liberal na Valachis,
qie era o maior partido que all exista, havi pro-
clamado p desejo de viver sob o suave dominio d
PortB, e libertar-se do pezadeilo da proleccao o ga-
ranla da Russia. Entao a Russia na presente cau-
sa, se achava sosinha de um lado, e Inda a Europa de
oulro. l'oclanlo quaesqoer que sejam ns difllculda-
des, que se lenham a vencer, elle nunca acreditara
que, em scmelhanles eireumstancias, esle paix nao
coliocasse ero breve lempo o seu inimigo em uma
posicao que o habeUlasse a dictar os termos que lhe
aprouvessom. Ello en na verdade o objeclo real da
sua mocte, e nao loria confianra alguma no governo
senSo pedisse alguma cousa mais Russia do que
nm simples protocolo eontendo a substancia da nota
de Vienna ; e se naoinsistisse sobre alguma medi-
da mais clara e definitiva da parte da Russia, que
dah em vante assegurasse a paz da Europa e vingas-
sc a lei coinmum das nacOet.
Prestara pouca conlianca ao governo se pensasse,
como pareca sor indicado pelos discursos de dous
nobres lord na oulra casa do parlamento, que me-
ramente pretenda o restabelecimenlo do protocolo
de Vienna. Mas se os ministros de Sua Magestade
se dignasseni annunciar que o fim que tinham em
vista era digno desle paz, entao Ibes dara o seu
humilde apoio, e esperava e cria que receberiam o
apoio do reino unido. (Apoiados.)
O nobre lord concluio da maneira segninte :
qo segundo os documentos pareca que Sua Mages-
tade se ufanara de communiear casa que os cs-
forcos de Sua Mageslade e dos sens sitiados para
eslabelecer sem recorrer as armas, amigaveis reb-
oses entre a Sublime Porta i e Sua Magestade o im-
perador da Russia nao em sido affrouxados ; que
tambem parece que estes esforros nao produzirio o
desojado effeto, e qne o imperador da Russia conti-
nua a conservar pela furca das armas duas provin-
cias importantes do imperio ottomano. Por tanto,
qne a opinian desta casa, que a honra e os legtimos
leresses deste paiz requerem que se empreguem
rocos immediatos e elicazcs para repellir a aggres-
so injustfcavel da Russia no territorio do sultao ;
que o poder e a influencia desle paiz sejam exerej-
dos para colloctr as relarSes do Sublime Porta com o
roslo da Europa sobre fundamentos capazes de ase-
gurar umapazduradoura,e proporcionar ao imperio
ottomano uma bella opportunidade para desenvol-
ver os seos recursos naluraes ctouliuuar as suas
reformas administrativas.
(Times.)
proximacao
militares, e
idas a negociaos se termina-
Ucsde que fomos atirados ao
lobre secretario dos negocios es-
tampo que soubessemos quan-
alrada. certa, e tambem pira
iamos navegar. Se o governo ten-
i, titulamos um grande as-
saber,* o estabeteeimenlo de
i permanente. Nunca governo al-
, guerra sob auspicios mais favo-
'eilamente alliados com esla
icio franeeza. Estamos unidos
.detntereose oacro commum, que
icapaz de desatar. Ha ume espe-
le de termos a Austria e a Prus-
lorque era evidente ao
re ser evidente a estes meamos
e conservaren a sua indepeu-
i que combiuassem com a Fran-
idama; temos .amainado na po-
inos para ir pelejar a
mira o barbarismo, de iude-
a aggressio, de direito contra a
elligeocia, eoragem e hones-
la alguma. Porvenlura
eos collegas no governo toreo
M nao equivocas da sua alia
o? Mas alm'de todos estes ele-
o enlhusiasmo do povo e de
luuhou um espectculo
presenlado na oecaso
rdas oulro da, vkloriados pelas
*> sens concidadaos, e manifestando pe-
siwt que os seus cora{oes esta-
usa aquejar servir.
immensoirpoio moral e plii-
overno obter alguma cousa
mais iima copia do protocolo de V-
ajssnmpio consi"
o governo se nao estava empenhundo em urna guer-
ra alm de recompor indignos tratados, mas em favor
de urna grande causa enrepea. (H Tnrcos no Danu-
bio eslo pelejando as nossas oatal)ias, assim como as
suas propria. Nio lie a priiqeira v !rquia
ten pelrjado a balalha da Eatopa, o nao repilames
o erro crasos .que commettamos na primeira oeta-
siao: delttdo-ft pelejar sosinha.
Iisse,que nao poda concordar com seu nobre
lo ao seu ealcnjp do poder da Russia", que
pareca igual ao que onlr'ora fora teilo per om
menjtrp q la-lo. A Russia era
roa causa jaita nao
fotfaciur' i. poiendg
militar, e pos.
parr>da-Euro|)
asa imrowa im Austria. EulSo nao dosprezaram a Roasia
comlndo era verdade que ella agora eslava reba-
lhando conlraa combiBacte de Ipdas as poleneim da
Europa. Porqnemera etlacoadjovada ? Ntelre
Hapopnbco djtiataa da Turqua, anda que gran-
des esforcosae houvcssem feia para crear uma cau-
ta rosta aire esla mearoa popalacao. U imper'ador
da Russia te esforeou para excitar a anarchia nos es-
tados turcos, mas naufragara adespeito de lodus os
eos esforjos. A populacho da Bulgaria te decla-
28
Agora lie vindo o lempo em que
da estarte para as operacOes navaes
o estahelecimenlo de complela nlelligenrjaenlrcas
qualro grandes potencias da Europa opposlas poli-
tica aggressiva da Russia, aconselham que medidas
promplas e eflicazes sejam lomadas para levar
a qnsiao da paz ou da guerra a uma tonclusao.
Os governos da Inglaterra, e da Franca rcsolveram,
ppr tanto, dirigir ao imperador da Russia uma in-
timarte formal, convidando-o a promctlcr solem-
nemente e compromelter-sedentrolde seis das depois
da receptlo daquella communicacao, rjuc ordenar
que as tropas evacnem os principados do Danubio
ou antes de 30 de abril. Os correios que sao os por-
tadores deste despacho de Londres e Paria partirara
honlem pela manida. Passaram por Bcrlim e Vi-
enna, donde se espera que scmelhanles exigencias
serio feitas ao mesmo lempo pelos gabinetes da
Prussa e Austria. A recusa da parte da Russia a
condescender com esta justa exigencia ou a dar uma
resposta conveniente, ser considerada pelas poten-
cias como urna declararte de guerra. Calcula-sc
que esla communicacao chegar a S. Petcrsburgo
em nove oo dez dias. Provavelmenlc o imperador
Nicolao se nao aproveifani do termo formal de seis
dias que lhe foram dados, assim como nao ha duvi-
da sobre o objeclo da sua resposta; mas, pouco mais
ou menos esta resposta pode .ser condecida dentro
de (res semanas, e as forras das potencias alliadas,
que de tacto j esli emeaminho-para os seus des-
tinos respectivos, 11 aquello lempo se acharflo em
uma posicao que as habilite a comeoar as hostilida-
des immedialas.
Na chegada do Tejo do esqoadrao do almiraule
Crry, que fora visto honlem larde aojado da
illia de Wigl, e actualmente est ancorado em Spi-
tlie.nl, Sir Citarles Naper, o commaudanle da c
qnadra, transfere o seu pavlhte para o duque de
Wellingtou. Esta fracrao das forras navaes que
j se aclia completamente prompta para o serv
aelivo brevemente se reunir noDowns, e nos prin-
cipios de marco t seguir para o Kattegat, onde a-
guardr a abertura do Bltico, que he raras ve-
zes accessivel os operaooes martimas antes dos Gns
de marr.0, de modo que a prosenra da esquadra as
praias do Bltico coincidir com o periodo em que
a resposta definitiva do imperador da Russia ao ui-
matum da Europa podeser recebida.A esquadra rus-
ia no Bltico consiste de Ires divisos de perto de
nove naos cada uma, as quaes se acham agora nos
(resportos navaes de Revel em Eslhonia, Helsing-
fors na Filandia, e Cronstadt, todos dentro do
golpho de Filandia. Destas tres estares Revel he
cummumincnle livre do gclodez'ou qoinze dias an-
tes da parte do golpho, c porconsequenciahe impor-
tante que as divisoes da esquadra russa que cstao
dest'arte separadas se nao possam reunir sob as
bateras de Cronstadt. Helsinfors lie protegida pe-
las forliflcarOes de Sweabrg, construidas as Ires
illias opposlas embocadoraMo porto, e eontendo
800 pc^a9 de artilharia, com barracas e quarleis pa-
ca 12,000 homens. As ilhas de Aland, que foram
lomadas pela Russia quando ella eflectuou a con-
quista e auuexacao de Filandia cm 1809, sao tam-
bem uma importante eslavo naval, poisque domi-
nam o golpho de Bolliuia, camearam a propria ca-
pital da. Snecia, ao qual reiuo devem justarente
pertcncer. pora uma polilica piudente, o bem cal-
culada reprimir a ascendencia 'inmoderada ca Rus-
sia, se os successos da guerra habililassem as poten-
cias alliadas a restituir estas ilhas s monarchias
scandiiiavas, com que cstao intimamente ligadas
pela raca, pela religiao,-pelas trad^oes passadas e
pelo espirito nacional ; e esperamos que o > alent
povo da Snecia se aprovcile da vantagem da pre-
sente conjunclura para recobrar a provincia que lhe
foi lao vergonhosamenle arrebatada, ha epusa de
meioseculo.
A chegada das forras ja em caminlio para o Ori-
ente preceder de alguma surte o perodo que agor
ra possa ser assignado cessacao de qual quer du-
vlda. As duas primeiras columnas francezas de
cerca de8,000 horneas cada uma, embarraran simul-
tneamente em TouloD Algeria, ao passo quo a
divisao ingleza esl em caminho para o Mediterr-
neo. Sabemos ao mesmo lempo por despachos te-
legraphicos de Constatinopla de 13 do correte,
que a Perla acceder cunveurno quo lhe fra offe-
recida pela Inglaterra e a Franra ; de sorte que
em sua chegada ans territorios turcos as tropas serAo
recebidas sob as previsOcs de um encentro especi-
fico com o governo turco. Como prova ulterior da
cxcellenle intelligencia e cordial uniao que existe
entre os governos inglez e francez, nao podemos
deixar de referir-nos com grande satisfacte circu-
lar dirigida pelos ministros destes dous-grandes im-
perios a ttklos os seus agentes e ofliciaes em paizes
eslrangeiros, ordenando-lhes que usem dos seus es-
forcos, em todas as parles do mundo, para prote-
ger as propriedades e interesses recprocos como se
fossem oa.de seus proprios cuuridadaos. He a pro-
va mais evidente da poltica unida c da commum
inletirio dos dous esladose em todas as varias emer-
gencias que um estado de guerra possa occasionar
uas dilfercntos partes do globo; ho honroso e til a
ambas as liantes que prestom mutua proleccao aos
utcresBes dos seus subditos em paizes eslrangeiros^
O imperador da Russia tem recorrido ,a muitos
expedientes differentes para manifestar o encommo-
Ido'e'a irritarte qoe experimenta para com os seus.
primeiros alliados. Os regmentos no seu ejercito
que liiiliain os uojnes dos soberanos austracos e
prusso liveram ordem para mudar as suas disig-
| nartee.. O commissario militar ou enviado da Rus-
[sa quo resida hatiliralmente em Berln recebeu
ordem para reuir-se ao seu regiment, o os oflici-
aes rustes'ja nao podem uar das dcceracOes aus-
as prussas. Esta nllima pugJBiiaete "nio foi
imillida na Allcmanha nem em oulra qualquer pr-|
le, oude as medalltas de submissao Russia sao mu
communs. Dentro de cinco anuos os primeiros nri-
nislros de Baviera c de Saxonia receberam e aoei-
laram a ordem fosea de S. Alexandre NesMty ; e,
o que ainda he mais extraordinario, o general Cas-
rompimcnto.jiilgou-se justificado, aceitando a mes-
illa ilccoraeao do imperador cuja corle elle eslava
para deixar. A nomcarfto do principe Paskicwilsch
para o commando de excrcito russo no Danubio he
uma medida que nao revela mu alta ida dos rc-
cursos/da Russia, quaulo aos eus ofliciaes superio-
res. Opriucipe Pashicwilsch sanca foi um general
de grande mrito; a sua reJMitacao mililar foi ga-
nhada as victorias que ol leve sobro es Persas; o
na campaTiha hngara ncni idaufcstou actividade
nem ferlilidade de recurios. Alcm disso lem mais
do 70 .anuos, o lio valetudinario. Nao considera-
moso principe Paskiowilsch o Jioinem capaz de tirar
o excrclp russo da dfllculdade em que seacha col-
locado, com um iuimigo em fortes posirRcs por traz
de um gratulo ro ao longo de loda a sua frente, e
a probabildade de que brevcmenle ser amentado
em ambos os flancos por umexercilo europeo corri-
poslo das mclhorcs tropas do mundo. Certamenlc
he difcil conceber que operaj;oes podem ser tentadas
com felicidade por a I gu tu exercilo em semelbante po-
sicao, amearado como se acha cm todos os lados e
em sua liuha de operacite* ; c, posto que nSo diga-
mos que o imperador da Russia se comprometa a
evacuar os principados como em deferencia sin-
limacocs das outras potencias, com ludo consta-nos
que elle continua a oceupar os principados contra
a sua vontade. (dem.)
----fKMn..---- v
Parte 6 de margo do 1854.
Eslavamos de antetnao convencidos qne, quaes-
quer qne fossem a causa e a occasiio da inlervencSo
da Europa no Oriente, quando mesmo essa causa e
essa occasiao fossem essencialmenle pollcas, o seu
desfecho aproveilaria causa do chrislianismo e da
cvilisacte no Oriente. Os estados europeos lem
grandes interesses polticos e commerciaes no Orien-
te ; mas os interesses, por mais poderosos que sejam
nao chegam jmas a apagar os senlimenlos e as tradi-
r6es moraes das nar,0cs: algumas vezes os cclypsam
mas nao os deslroem. Eslavamos porlanlo cerlos que
os sentimos chrislos.depos de terem cedido aos inte-
resses polticos na queslao do Oriente, tomaran!
tambem a sua posrio e calhegoria. 0 que nos aoi-
mava porm nesle caso, he que os senlimenlos esla-
vam lio conciliados com os interesses que nao po-
diam prevalecer. Nao querendo considerar senilo a
queslao do inleresse, deve-se notar que he do inie-
resse do Occidente o ser christo no Oriente, islo he,
sympalhco e auxiliador das popularles chrisiaas do
Oriente; porque* cm falla da caridade e da frater-
nidade chrislaa, basta a ambirAn para eslabelecer en-
Ire o Occidente e a Russia uma sorte de lula, acerca
de quem deva ser mais generoso para eom os chris-
taos do Oriente.
Lord Clarendon, declarando no parlamento inglez,
que o (ralado que vai ser concluido entre a Franca,
a Inglaterra e a Turqua deve conler uma estipula-
ran em favor dos chrislos do Orienle, provou-nos
que livemos razao em esperar-no poder dos senli-
menlos generosos. As pe;as diplomticas publicadas
pelo governo francez baslariam para provar qoe o
pensamento de melhorar a condicio de nossos ir-
mAos do Orienle, nunca deixou de activar nos nego-
ciadores. Duas ideas lem elles sempre tido prsen-
les : a primeira he a do perigo actual que as preten-
ees da Rossia faziam correr i Turqua, e de que
conviuha preserva-la a lodo transe ; a segunda, he
do perigo que as velhas mximas da polilica oltoroa-
na faziam correr mesma Turqua creando inimi-
gos em seus subditos chrislos, cruelmente opprimi-
dos. Por ser enligo este perigo nao deixa de se-
grande aos olhos dos negociadores, que comprehender
rain que convinha a Iranquillidade do Oriente nio
estar maisdividido em duas classes desiguaes em nu-
mero c em direils, compelindo ao pequeo numero
lodos os direito e todas vantagem, e ao grande to-
das os deveres n encargos.
Este pensamento encuntranio-loem todas as pecas,
diplomticas. He por isso que o ministro dos nego-
cios eslrangeiros escreve a 5 de julhp de 1853 a M.
Walewski Cumpre animar o sultao para que me-
Ihoreincessanlemenlea condicio dos chrislos sub-
inellidos a sed sceplro, e a fundir, quanto pssivel,
lodas as popuhroes do seu imperio. A Por la olio-
mana nao recasa sobre esse ponto contrahr empe-
nhos com as potencias christaas. Ellaprelere, noque
obra com acert, empenhar-so com todas as potencias
do que com uma s. O snltio, diz a nota da Porta ot-
lomana de 31 de dezemhro de 18">:!, animado do dese-
jo particular de fazercomque todas as classes dos
seus subditos participen] dos principios de segurda-
de e de juslira, cuja seguranza contm ;o Tansimal,
fazendo applicar completamente as disposiroes deste
aclo, assegurando a todos o beneficio das leis, avi-
sando que vai inlroduzir na administraran os me-
Iliora'mentos necessarios, ordenou, por uma resolu-
Cte imperial, que se dedica a este objeclo loda a
a 1 lenrao que merece, o que nao pode'deixar de ser
acolhido com salisfaclo pelas cortes, sendo por isso
de nosso deeer declara-lo tambem neste lugar.
Ha Ires meios de melhorar a sorle dos chrislos' do
do Orienle: o primeiro, he a igualdade eslabelecida
enlre todos os sobdilos da Turqua, mahometanos ou
chrislos, blgaros ou slavos, armenios o gregos,
ele. esle he o meio que parecem aceitar da melhor
vontade os negociadores occidcnlaesc a mesma Tur-
qua. He um principio todo europeu a igualdade
peranle a lei. Parece moite simples de proclamar ;
porm difllcilimo de pralicar em um paiz em que ha
uma religiao que he a do Estado'ou antes que he o
mesmo Estado.
O segundo meio he o rconhecimenlo legal das di-
versas nacionalidades que parlilham a populacao do
imperio, o a concesso feila a essa nacionalulade de
direils e privilegios particulares. Militas vezes
acontece que o rconhecimenlo da racionalidade de
uma populacao fez parle de um tratado concluido
com uma potencia eslrangera. Foi desse modo que
se constituirn) as nacionalidades serba, valachia
c moldavi. Esle estado de cousas repugna com as
deas de igualdade polilica e civil do Occidente ;
concilia-se com as ideas e as IradifBes do Orienle ;
leudo alm disso a vantagem de prepararas popu-
larles para o futuro, se esle futuro lem de ser inde-
pcndenle. .
O terceiro meio do melhorar a condicrAo das po-
pularles christaas. he a independencia. Foi o prin-
cipio que applicou-se (recia. Dizem que esle
meio nao leve bom resultado na Grecia: nunca fo-
mos porm desse parecer. Nao dizemps que o go-
verno hellcuico seja forte e poderoso; sustentamos
porm, e o temos feto constantemente, que a Grecia
tem florescido sob esse governo que se diz lio fraco
e lio inhbil; a populacao lein augmentado singu-
larmente ; a mariiha tem cresoido cm uma propor-
i.ao maravilhosa; as ridades tem sido reedificadas, as
Ierras raleadas e cultivadas; as arvores, queimadas
ou arraneadas durante a guerra, hilo sido replanta-
das. Mulo de proposito para nao oflender nenhu-
ma prevencio, deixamos de altrbuir a honra desta
prosperidade ao governo helleuico; atlribuimo-la
actividade natural do genio grego e especialmente i
civilisacioclirisUo. M. Charles Lenormanl, um de
nossos contralles do instituto, que conliece mulo bem
a Grecia, dizia ltimamente em nm artigo do Cor-
retpondant, que o mais imperfeilo dos governos
chrislos he superior au mejlior rgimen mbsul-
mano.
Nao lia, crcio eu, neste pensamento, que reputo
profuudamenlo verdadeira, cousa que possa oflen-
der a alguem no Occidente; c he islo (ambem o que
.apezar das censurasjustas ou injustas que fazcm ao
governo helleuico, conslitnc a prosperidado da Gre-
cia, e 0 que a torna um objeclo de esperanza para
as popularles christAas do Orienle. _
Cumpre saber que indicamos esses diversos meios
de melhorar a sorlo dos chrislos do Orienle, sem
querer discot-los, porque o que nos importa', he o
melhoramcnlo da sorte destas populamos, qualquer
que seja las a sua forma. Ou os chrislos do Orien-
te que anida cslAo sujeitos ao sceplro da Turqua se-
ro resgalados da condicio do rayas e postos no mes-
mo nivel com os Turcos, ou formem nacionalidades
dislinclas privilegiadas, ou.ejain independenlcs e
formern priucipidos protegidos pela Europa, o seu
futuro, qualquer que seja a forma que adopiem se-
r melhor do que o sea pesiado e he especialmente
isso o que queremos.
Algmas vezes ciuitg a nosso pezar, temos con-
trariado os senlimenlos generosos de nossos amigos
de Alhenas, nao adoptando precipitadamente as suas
esperanzas patriticas. Ousnmos rcprcsenlar-lhes
que a independencia nAo era .para as populacocs
oricnlaes a nica forma do melhoramcnlo; que o es-
scncial ora ergaer a-sua eorrec;o por todo o qual-
quer modo, fazer com que os chrlstsos fossem por
loda a parle superiores em numero, em riqueza, e
em inslruccS aoi musulmanos e esperar o elfeilo
natural desla superioridade. O que dziamos dos
publicistas de Alhenas que nao concebiam oulro me-
Ihoramenlo senao a independencia, diriamos de radi-
ar:
que nao coucebem oulro melhoramenlosenao a igual-
dade peranle a lei para todoa os subdito lxeos. Es-
ta igualdade he certamtott um grande mnioramen-
to, e lao gran Jo que me parece impossivelcom o pri-
mado civil o poltico do AlcorAo na Turqua. Ha
porm outras formas de mclhoramenlo, e nos desco-
nhecemos a necossidadode preferir anlecipadameute
antes esle do que aqajtlle melhoramenlo.
O nico empando que devemot conlrahir o nico
qasiptereua i Europa, he proceder da modo que a
condicio dos cliriiUos do^rienta seja melhor depois
da intorvencao, de que antea, da sorto que elles pre-
flram aceitar o papel quo Ibes presera ver a inlerven-
io europea, o bao queiram jamis lornar-se russos.
Convcm crear contra a Russia um Oriente christo e
liberal. O Evangelho. como o concebem Itomn, Pa-
rs, Vienna, Londres, Berlim, e Alhenas he conlra a
Russia um balearte mais seguro do que o Alcoro.
{Journal det Debatt.)
DISCURSO DE LORD CLARES DON, MINISTRO
DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS DA GRA
BRETANHA, EM A NOTAVEL SESSAO DE 25
DO PASSADO.
Senhorcs, preste! a maior allenco ao discurso que
acabaes de ou vir, e coqfesso que nio enconlrei nelle
argumento algum solido em apoio das retoluces pro-
postas. Nao pretendo seguir lord Beaamont as suat
excurses pelos despachos do Moniteur e pelos arli-
gosdo Times; seria isso mu extenso e nao quero fa-
tigaba cmara com repelieres. I.imilar-mc-hei a
fazer rpidas indcaedes sobre osaconlecimentos pas-
sados, asiluarao actual, e o que pude esperar-seno
futuro. Crcio que a cmara nao desoja oulra cousa
[(mulo bem).
Pelo que loca no passado declaro que no princi-
pio de maio ultimo, quando vimos que o principe de
Menschikolf lnha intuito mu diverso do qoe nos
fora dlo, era ja impossivel acreditarmos as seguran-
cas solemnes, frequenles, e que, sem nos as provo-
camos, recebiamos da Russia. Vos lercis feilo o
mesmo.
Quando conhecemos o erro em que liohamoa
incurrido quanto s intenr,Ges da Russia, nio hesita-
mos um momento cm determinar o nosso modo de
proceder. Deliberamos manler a integridade do im-
perio'ottomano, aconselhmos o sullio a que nSo fi-
zesse concesses incompativeis com a sua dignidadee
com a sua independencia, e lhe afliancmos qoe, se
fossem regeiladas condicGes desla natureza, contasse
confiadamente com o nosso completo apoio. (Muito
bem.)
a Ao mesmo lempo, senhorcs, (rabalhmos hon-
rosamente e com ardor a bem da paz. Se lord Beau-
monl quzesse pr-se em nosso lugar, veria que era
do nosso inleresse, do nosso plano, e sobretodo do
inleresse, da Turqua, nao precipilarmo-nos eqlo
n'oma guerra. (Mulo bem.)
Com elfeilo, qual era a situarte A Turquia nao
estava completamente preparada para a guerra, nio
podia arrostar com o inimigo, o os nossos vasos de
guerra, excepcAo dos Tundeados eni Beicos, aclia-
vam-se disseminados por lodo o mundo: tal era tam-
bero a situacAo das esquadras francezas. A Aqslria
eaPrussia instavam para que nio uzesemos demons-
trarles bellicosas em quanto ellas nao Uvessem apre-
sentado todas as suas ponderarles. Agora que estas
nao deram resultado,' obram completamente- de ac-
cordo comnosco essas potencias.
O imperador da Russia, quando as suas tropas
enlraram nos principados, aceilou, ainda mais, soli-
clou os bons oflicios da Austria para o meio da eva-
cuacio dos mesmos. Alm de que, na poca a que
me refiro, nngucm quera ouvir fallar em guerra,
ninguem a'jolgava pssivel.
a Mas, disse lord Beaumont, porque nao fallastes
alio e firme logo no principio? Porque nao sopeasles
a marcha do imperador'?
o Fallar alio e forte, senhores, equivale a amear.ar;
a nmeara equivale i guerra ; e nos nao podamos
ameacar porque nao eslavamos preparados para a
guerra. Repito que a respeito da Rdssia nao luda-
mos de ameac,ar. Tratar com a Russia he tratar com
um povo grande, porm tambero com um homem
que goza de poder desptico em seas estados, sobera-
no irrespunsavel o cOslumado a fazer a sua vontade
dispondo de grandes [ocursos.
a Para amcacar esle soberano com o intuito de o
fazer evacuar os principados, era preciso estar bem
preparado para a guerra. Se a livessemos feilo, e
sea opiniao de lord Beaumout fosse exacta, nada im-
pedira enlAo a Russia da passar o Danubio e de
marchar directamente sobre Conslanlinnpla. Porm,
longe de mim a idea de que a Russia marcliasse en-
tao para Constantinopla, nada; nio he engrandecer
cm territorio o que ella quer. A Turquia nao po-
dia resistir, e o resultado do primeiro revez teria sido
a perda infallivel desle estado,' parausado pelo te-
mor. O povo inglez teria razio de indignar-se com
a idea s de que nada se ha\ia feito para poupar-lhe
as calamidades da guerra. Nos pocedemos, senho-
res, como teriam jbrado os nossos aecsadores; isto
he, como liomcns que tem a consciencia da respou-
sabilidade de seus actos.
o Quaes foram as consequencias do nosso procedi-
mento ? As seguiules:um poderoso exercilo levan-
lado na Turqua com nma rapidez verdaderamente
maravilhosa ; toda a sua populacao movida pela ins-
pirarte do espirito nacional, distincto completamente
do fanatismo, e que deu s operaepes um carcter de
vigor e actividade. A Austria e Prossia com plena
deferencia nossa opiniao esto hoje intimamente li-
gadas comnosco para resistir polilica aggressiva da
Russia. Hoja mesmo nos participa o telegrapho que
nm novo corno de 25,000 homens recebeu ordem de
marcha para a fronleira austraca. Pelo que nos res-
peita vamos ter a esquadra mais activa e poderosa de
quantas lem sabido de Inglaterra para defender a sua
honra. (Applauos.)
a A mnrioha franeeza acha-se no mesmo estado.
Agora que he inevitavel a guerra, o que todos os es-
tarlos para mantera paz lem sido infructuosos, ser
feila a guerra com lodas as nossas forjas e com loda
a nossa energa contra n Russia. (Applausos prolon-
gados.) '
Esta somma immensa de influencia moral e de
poder material he o resultado da nossa polilica; es-
tes sAo os fructos de sele mezes de longanimidade.
E he tal a opiniao publica em Inglaterra que toda a
expressio deconfianca da parte do governo he aceita
com enlhusiasmo pelo povo.
Lord Beaumont'perguntou qual era a nossa po-
siro e se estavamos ero guerra, e dedux com razao
que nio estavamos em guerra, porquanto ainda nao
se tinham feilo no parlamento as declarantes do cos-
ame ; porm deixou entrever o receio de que a falla
deslas declarantes ofliciaes indique a determinarte
de manler a paz. Posso tranquillisa-lo nesse ponto.
Desojando hoje como nanea a paz, seria 13o feliz como
vos, senhores, se pndesse proclamar a pal pssivel
coro condiroesjusas e honrosas.
a O imperador da Russia peder, sem' deshonra
sus, livrar a Europa do estado de andedade em qoe
seacha; podera poupar-lhe as caiamidadesda guerra
em qoe se podedizer que esl envolvida ; porem re-
jeitou os oOerecimenlos que se lhe izeram e exage-
rou as suas primitivas exigencias. A's propostas
dos seus mais olimos alliados
Senhores, seria mulo para deiejar coagr a
Russia, e devolver a seos legtimos proprielarios as
diflerentes parles de territorio que tem roubado aos
outros paizes ('Muito bem ). Porem, nao he pssi-
vel lomar resoluco alguma neste poni sem saber
rom que probabilidades se far a guerra ou qual
ser a sitan10 da Jftustia ao terminar a guerra.
a Senhores ; a predlete de Pitt pra os Bour-
bons era mu grande, ninguem como elle desejava
a restaurante, e sem embargo disso nunca quz,
posloque podesse, proclamar que a restaurarte dos
Bourbons era o objeclo da gnerra. Nao podis com-
promeller-vos de anlemSo qnanto natureza das
exigencias que se bte de fazer depois de restabele-
cida a paz ; nem lio poHco* se pode dizer hoje o
modo porque a Turquia ha de chegar a ser um
grande ramo da familia europea. Julao que estamos
na raa do acontecimenUt mu importantes e myt-
teriosos que lendem a este resultado.
Ha mallo lempo que ventilamos esta questio,
prevista e adiada pelos homens de estado mais
eminentes da Europa ; porem, j que entramos
nell.i, visto que no provocaram, declaro positiva-
mente que deve regular-se de agora para sempre.
(Estrepitosos applausos.)
o Repito, senhores, nao he impossivel predizer o
resultado da lula ; porem, posso aasegorar-vos qne
he opiniaodequein loma parleou directa ou indirecta-
mente neste guerra qot aera necessario para a se-
guranza e Iranquillidade do futuro da Europa oppor
peias as perlencOes aggressvas e ambiciosas da
Russia (Mulo bem); ser neressarip manler a .-in-
tegridade do imperio ottomano. He necessario ter
garantas que nos affiancem que de futuro nio se-
remos privados dos grandes beneficios da paz.
(Applausos. )
a Porem, a Inglaterra, como oulra qualquer po-
tencia chrislaa, nao cumpriria o seu dever, nao
consultara o verdadeiro. inleresse da Porta, se
deixasse escapar esta occasiao para assegurar direi-
ls igoaes, e igual juslica popularte chrislia da
Turquia, e preparar ao mesmo lempo o caminho
do progresso e da prosperidade, adherentes neces-
sarios do chrislianismo e da cvilisacio. ( Eslrondo-
sos applausos). {Rccolueao de Setembro.)
PERMMBICO.
Ag8niTTBT.fi fl LEGISI^TIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em 3 de abril o 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Catalcanli.
As 11 horas e meia feila a chamada verifica-se es-
tarem prsenles 26 senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior,
qoe he approvada.
O Sr. 1. Secretaiio menciona o segtitnte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do governo, enviando 37
exemplares do relalorio econla da receita e despeza
da administrante do patrimonio dos orphios, verifi-
cada do primeiro de janeiro a 31 de dezembro do an-
no Q/ido.A' dislribuir-se.
Oulro do mesmo, enviando o qoadro da divida pas-
siva provincial dosexcrcicios de 1849 a 1853, liqui-
dada al o ultimo de marco findo. A' commissao de
fazenda.
Um requerimenlo de Bernardo Cesar de Mello, of-
flcial de juslira do termo da cidade do 01nda,requc-
rendo providencias, fim de poder receber da cma-
ra municipal o que esla lhe deve, e pedindo que se
A' commissao de orra-
Ihe marque um ordenado^
mentt municipal. '
Oulro de Filippe do Nascimenlo de Faria, pedin-
do qne na lei respectiva, se marque quota para paga-
mento da quanla de 1529337 rs., que lhe deve a c-
mara municipal deOlinda, proveniente de cusas.
A' mesma commissao. ,
He lida e approvada a redaecio do projeclo n. 8,
qne divido o oflicio deescrvio de orphis, com a
segunle emenda do Sr. Paes Brrelo. Ao artigo 2.
acrescenle-se da cidade do Recita.
He tambem li'do e approvada, o seguinle pare-
cer :
A commissao de inslruccSn publica precisa, para
dar o seo parecer sobre o requerimenlo do professor
publico de primeiras ledras ta freguezia de S. Jos,
Joaqum Antonio de Castro Nones, em que pede se
lhe conceda a gratificante que o regolamenlo de 12
de maio marca para os profesores que tem mais de 12
anuos de servico, que polos meios complenles seja
ouvido o director- geral da instroccao publica, sobre
a prelencte do supplicante.
Sala das commssOes 3 de abril de 1851. Paes
Brreloyarejao. d
O Sr. Francisco JoSo (pela ordem) observa, que
lem de mandar i mesa dous requcrlmenlos, um dos
quaes lem a natureza de indcarao, sendo esle, para
que sejam chamados dous supplenles, nm para sup-
prir a falla do Sr. Dr. Eslellila, que parlicipou nao
poder comparecer, e oulro para o lagar do Sr. Dr.
Portella, que parlicipou igualmente nao poder con-
tinuar a assislir s sessSes, por ter sido reclamada a
soa presenta na secretaria do governo.
0 outro requerimeno tem por fim, pedir algunses-
clarecimentos, e o honrado membro confia que a ca-
sa votar por elle, vislo ter sido sempre esle o seu
procedimenlo em idnticas eireumstancias.
He lida e remetlida commissao de poderes, a se-
gunle indicarte :
a Indico que em substituirte dossenhqrcs Etlelli-
tas o portella, sejam chamados lomar assenloos in-
mediatas na ordem dos supplenles. S. R. fVan-
cisco JoSo. v
He litio e apoado o seguinle requerimenlo.
Requeiro que com urgencia, se solicite da
presidencia, pelos canaes competentes, toda a corres-
pondencia (inicial enlre ella e o juizo municipal, e de
orphaos da Villa de Iguarass, sobre os pontos se-
guintes:
al. Sobre os conflictos de jorsdiccio qoe se lem
dado enlre o dlo juizo e o da cidade de Goianna.
a 2. Sobre a importancia dos diversos cartorios,
dos labellacs do judicial e notas da mencionada villa.
Sala das rumniisites 3 de abril de 1851.Fran-
cisco JoSo.
Nio ha vendo quem faja observarnos sobre o reque-
rimenlo, he approvado.
O Sr. guiar manda mesa o segninte requeri-
menlo, que he approvado :
Requeiro que sejam ouvdos o presidente da pro-
vincia c bispo diocesano, sobre a materia do projeclo
n. 15.Aguiar. o
ORDEM DO DA.
Segunda discusste do ornamento provincial.
Eulra ero discussAo o titulo .1.
O Sr. Augusto de Oliceira: Sr. presidente, eu
entenda que esla discussio devia ser adiada, al qne
fosse distribuido na casa pelo menos o relalorio do
presidente dt provincia, porque sem elle nos faltam
documentes importantes, que tem de nos guia,r na
discussio.
O Sr. Paes Barrito: Esta impresso no Diario
de Pernambuco.
responden (teman- Sr- Jutusl de Oliceira : Mas nao estando
dando que adherissem sua poltica, e laneouS'ies 9 relatnos parciaes a que elle se refere, nao he pos-
urna lava de desafio. Lord Beaumont nao tem que" l've' e,,'rarmos nessa discussio com pleno conhe-
loIBaJac, o ullimo ministro francez emS. Pclersbur-
go, que tai revocado em consequencia do imineutal lo boa vontade tambem os publicista do Occidente,

temer que este repto fique sem resposta. Sabe a
ramar^i que nao estamos sos. Nao se trata de uma
desavena s enlre a Russia e a Inglaterra : nos
obramos com alliados a pro de alliados, e seria-
mos muito imprudentes se nao adoptasaemOs as pre-
cauroes reclamadas pelascircumslancias.
a Nao exigiris do governo explicante* que piule-
riam ser prejudiciaes aosinlorossos pblicos.Porem,
assim cogi a boa intelligencia que reina entre os
alliados nos inspira a maior ronfiaiira, assim tambero
devemos moslrar certa deferencia a teus desojo*-, e
muito nos inleressa conllecer de a'ntemio a soa po-
lilica. Devemos consultar nio smenlo a dignidade,
mas tambem os desejos do sullio, e dar-lho contte-
cimento das medidas que turnamos para seguraura
do seu imperio. Apresenlamos-lhe um projeclo de
tratado, ealquessubessemosdo seu asseh'Jmento,
nao convino nem ao seu decoro nem a soa inde-
pendencia levarmos uma forja anglo-franceza ao
seu territorio. Rogo, pois, a lord Beaumont que
nio se inquiete porque ainda se nao izeram as de-
larasOes de que fillou ao parlamen to.
o Bem sabis que nao perdemos lempo e que nio
ha perigo na demora. A Inglaterra e a Frasca fa-
zem vigorosamente os seus preparativos, e os exer-
citos t as esquadras de ambos os paizes achnr-se-hao
em estado de sustentar uma grande guerra. Lord
Beaumont quereria que o parlamente se compro-
inellesse deanlemio nos resultados desla guerra ;
porero, no meu entender, nao haveria cousa mait
imprudente : ninguem pode calcular ques serio
aquellos ; e lodos sabem que lio depende das pro-
babilidades a dos acoulecimenlos,
cimento de cansa.
Observo mesmo, Sr. presiden le, que esle projeclo de
orcamenlo nio fo distribuido lodos os honrados
membros, nao veio em numero sullicicnlc...
O Sr. S Pereira : Eu nio t ve.
O Sr. Mcira: Nem eu.
O Sr.Augnsto de Oliceira: Eochamo a atten-
no da mesa sobre a maneira pouco regular porque a
1} pographia satisfaz s obrigares do seu contrate ;
observo, por exempte, que o orcamenlo municipal
foi dado para a impressao ha 8 dias, e al hoje nio
veio.
Por isso, vou mandar um requerimenlo de adia-
menlo.
Vai mesa c he apoado o seguinle requeri-
menlo :
a Requeiro o adiamenlo do projeclo de lei do or-
camenlo, al que seja distribuido o relalorio da pre-
sidencia.S. R.A. de Oliceira. o
0 Sr. Paes Brrelo oppOe-so ao adiamenlo sob
o fundamento tleque, achando-seji impresso no jor-
nal da casa, nao s o relalorio da presidencia, como
alguns dos relatnos pardaes* tees como os do direc-
tor geral da inslruccao' publica e das obras publicas,
ele, inconveniente nenhutn ha, em que continu a
discussio do remenlo, sendo por esta razan que vo-
te conlra o adiamenlo.
OSr. Augusto de Oliceira: Sr. presidente, en
concordo com o honrado Sr. primeiro secretarte, em
quo devemos procurar lodosos meios de adanlar os
nossos (rabalhos, us obsenru qoe, sendo cu deputa-
do j em duas tegimluras, parece-me qne nunca vi
principiarsegunda discosite di lei do orctflwnlo,
'* :' -. -


>
antes do dia 15 do segundo mez, entretanto qoe ago-
ra apenas estemos a Ires do mez, c j entra era se-
gunda discussio essa le. A demora qe eu peco, ae-
ra taIvezd6 2hors...
O Sr. Paes Brrelo : Eniao nao vate a
pena.
O Sr. Augusto de Oliceira : O proprieterio
da lypographia me disse, quejaos relatertos foram
enviados para a prrideneia, e he moilo natural que
hoje ou amtnhia, (enhamoi aqui essa peca muito
importante, i qual devemos recorrer para poder en-
trar com pleno conhtcimenlo neita dltcaftSo.
He verdade, qoe teta sido publicados oi relalorios
parciaes, mas nao vem acompanhados dos respecli-
tot mappat tabellas qne sao documentos etatn-
ciaes. *
Parece-me, pois, que a casa obra em regra, t nio
poder prejudicar ao andamento dot nossos Irabalhot
com a approvacio do meo requerimenlo, qoe talvex
nio acarreto maior demora queade 2i horas; lano
mais quanlo, exislem na ordem do dia, outras mate-
rias muito imprtenles.
Quanlo defeza que o Ilustre membro fez ly po-
graphia encarregada da publicarte dos Irabalhos, de-
vo dizer qoe eu nao flz censura a ninguem ; apenas
cbamei a allenco da casa para a maneira om pooco
morosa porque a lypographia executa.os Irabalhos,
visto como, por exemplo, o orenmento municipal,
que l seacha ha 8dias, ainda nio tai apresentado
commissao ero soa primeira prova para ser corregi-
da ; enlretanlo, eu crcio, que qualquer ly pogra-
phia que trabalha regularmente, pdeem dous das
fazer om semelhale trabalho.
Portento, Sr. presidente, eu nao quiz fazer a me-
nor censura i commissao de polica, apenas quiz cha-
mar a ana allenrao sobre este ponto.
O Sr. Francisco JoSo pronunca-se a favor do -
diamenlo.
Encerrada a discussAo, ho o adiamenlo appro-
vado.
Entra em (erceira discusste o projeclo n. 7, que
oolorisa o governo a mandar abrir uma picada que
communiqoe Santo Anliocom Villa-Bella.
O Sr. Mello Reg declara j ter dado em oulra oc-
casiao, as razltes porque vutava conlra o projeclo, e
que agora volara ainda com mais veras, por causa da
emenda ; por quanlo, se 'o projeelo em si j nio era
bom, petar ficou com essa emenda, que manda con-
tinuar a estrada da Victoria para Villa-Bella.
Diz dne, para continuar a estrada da Victoria, nao
precisa o gover.no de aatoriacte da caaa.jlois que j
a tem ; e que se o nobre depulado, a quem se refe-
re, tnha por Cm fixar a despeza qoe se deve fazer
com essa estrada em 8:000OO rs., aflirma elle ora-
dor, que isso nio chegava para nada, nsm mesmo pa-
ra om lanco.
Por estes razOes, cooclue que, on a emenda llves-
se por fim aolorisar o governo'ou nao, ella era sem-
pre escusada, porque de, uma maneira j o governo
eslava autocisado, e da oulra nadase tarta ; eque
por lano vote conlra o projeclo, e principalmente
contra a emenda.
OSr. Souzi Carcalho : (Nao resliluio seu dis-
enrso.)
OSr. Carneiro da Cunha comer dizendo, que o
primeiro orador qoe impugnou a emenda, bem po-
da dispensar-se de ter temado parte na discussio,
por isso que rejela n liminc a ideia, islo be, nao
quer estrada nem picada, pela razio de nio querer
que a assembla se inlromella em semelhanles ne-
gocios, e qoe apenas decreta os fundos, ficando o
mais a arbitrio do, governo, que far as estradas por
oude qilizer e como quzcr ; mas que sendo a idea
principal delle orador chamar a allenrao do governo
lano quanlo fosse pssivel para abrir-so uma estra-
da de Santo Aniao a Villa Bella, nio comprehendia
por isso qual a repugnancia que lem o nobre depota-
do, a nao querer que a assembla nao se oceupasse
do qoe perlence a eogenharia, devendo eslar disso
desligada, e dormir sobre a f dessa repartirte, a qual
far o que quizer, como quzer, reservando apenas
a mesma assembla o direito de votar os fundos ne-
cessarios pora execut-ao das obras por ella proyecta-
das. Observa que a sua idea nao podia ferir de ma-
neira alguma a repartirte das obras publicas, nuis
que ainda uma vez s quiz chamar a alteucao do go-
verno para que se lizesse esla estrada, nao pndendo
alguem dizer que o caminho quo existe para VUa
Bella he o melhor e o mascerlo, nem havendo or
consegninte idea de agradar aos serla nejos, ma s-
menle de satisfazer o que he necessario e de juslira.
Passando a tratar da emenda, diz haver esperado
que o nobre depulado aolor da emenda, tendo pe-
dido a patarra para explica-la, dss'esse alguma cou-
sa, que o livrasse al do trabalho de fallar; porem
qae nao sabe hem o que elle quz dizer com as pa-
lavras estrada em vez de picada po/quant, se
o nobre depulado quera com a palavra cslrada
que fosse uro caminho mais corto da Victoria para
Villa Bella, entao nio insista elle orallor, poisque
se empregou a palavra pirada foi convencido
do qua ella exprima teda a sua idea, isto he, que
nao sendo necessario no seriao fazerem-se estradas
como se tazem por aqui, viste nao serem precisos
atorros, nem vallados, nem pontea, nem bombas,
mas s procurar qual o caminho mais corto, desviar
as dfficuldades naluraes e facilitar o transito, era
issp a mesma cousa que o nobre dpputado quera, e
portelo eslavam de accordo.
Disse mais qoe, servndo-se da palavra picada-
Usara ao mesmo lempo de um correctivo, adicio-
nando no projeclo as palavras com a largura ron-
cemente ; e que se assim o fez, foi por nao querer
assombrar a casat porquanto, so para uma picada
achou-se lio pouco oito conlns de res, que at bou-
ve quem fizesse o'calculo e vsso que sabia a 15 rs.
por legua, quanlo mais nao se faria, se elle orador
houvesse usado do termo estrada: ueste caso pa-
rece-lhe que driam ser isso gastar intilmente os
oilo contos de res.
Respondendoa quem disse que nao se devia volar
pelo projeclo, porque depois gaslar-sc-ha muito d-
nheiro com a conservarlo desse caminho, pergunta o
oradur quem conserva os trlhos qne conduzem da-
qui para o serlAo, quem sao os conservadores, e quaes
os engenheiros que l foram ver cse trabalho : e a-_
crcsccula que se algumas picadas em outras provin-
cias scinulilisam, pode ser isso attrbudo i topogra-
phia do paiz, ou a clrcnmslancia de as abrirem por
terrenos feriis e frescos, ende o crescimcnlo de no-
vos malos fcilmente as podem obstruir; mas assevo-
ra qoe tendo andado dll'ercntes caminhos, nio co-
cn Irou esses perigos, s porqoe, uma voz cortados
os matos, era qnasi impossivel que fossem de novo
obstruidos, salvo se fossem abandonados pelos vian-
dantes.
Faz ver que j estrada de que (rala o projeclo, nao
ha de ser necessarmenle falla d'agua, de poros etc.,
viste que essas cousas (ante podem existir comas pi-
cadas, como com as estradas, nio tendo estas mais
virtudes do que aquellas.
Enlende nao se poder supper que elle orador qui-
zesse uma picada como vulgarmente se dir. na enge-
nhara,islo he,uma vereda por onde passe oeogenhei-
ro com os seus instrumentos de observaran, sendo
por isso queacresconlara o correctivocoma conve-
niente largura e dfreerte para darcaminhoaos vian-
dantes: masqueemfim, se o outro nobre depulado
achava que com a palavraestradaconsegua o mes-
mo fim, sem ser todava estrada como us que aqui se
tazem, nis quaes 10, 12, e 20 contos de res em pou-
cas bracas, nao fazia disso queslao, antes assenlava
que, adiando a casa intil esse caminho, devia votar
conlra, mas que so achasse ullidade em encintar
mais essa distancia, eolio devia aceitar a ida, nao
devndo prevalecer o argumente de que o quaulita-
livo nao chegava, porqu o resollado seria tazer-sc
por ora, parte smente da estrada, e nos outros an-
uos votar-se mais alguma cousa, ou alias aprcsenlar
algum nobre depulado uma emenda, porque em vez
de 8 con los sejam ilion 20.
Faz sentir que esse melhoramcnlo he para um lu-
gar onde ainda nada se fea, e qoe elle lera nte
s a vantagem de so poderem mais fcilmente conT
duzir os productos para esl capital, pois qoe ho pa-
ra aqroi que elles vem, como (Ambem de,na qualda-
de de medida polilica, facilitar ao governo os meios
de fazer conduzir com mais rapidez a sua correspon-
dencia e mesmo para o transporte de tropas etc., nao
devendo pozar no animo da casa a considerarte apre-
senlada de falta d'agua, porque ningoem podia sup-
por que o engenheiro fosse s procurar o ponte
mais curto, a lnha recta raalhematca, ou que pe-
gasse n'um instrumente e calcotasse o caminho da-
qui a Villa Bella, como se-mediase a distancia de uma
estrella, sendo de presumir pelo contrario que pro-
curara o caminho mais curto pelo lado conveniente.
Repele, que ainda quando essa medida fosse in-
fructfera por qm'ftdo, o nao seria por oulro, porque
quando nio se btivesse uma estrada mais corla e
commoda do qi a oulra, ler-se-hia pelo menos em-
pregado um engenheiro emestudar a topographia
do paiz nesM lagares que nos to inleirainenle des-
aria nc
cohecidos, o qae Iraja coii^^^^^Haue ni
mos : o conclue dizendo, que at lnha vonl
apreientar uma emenda pare substnira palavra
eBlrada por picada, w
qne a idea nao tai m|
^ 0 Sr. fra,-
pal do projeclo, quj
communicacao en' ~*^|^^^^^^^^^^^H
Bella; e querendo conciliar x do
mesmo prqjtcto, eom u do autor da a pas-
sou ero segunda disentefo, oflerecr
cilialoro a segunle emenda.
Emenda substitutiva :
o Pica o governo aulorisado a mandar a
via do communicacao enlre a cidade d^Heto
Villa-Balta. guardada a direccio convenir
do consignada a quanla sufllciente.S. R. Fran-
cisco JoSo Carneiro da Cunha. a
Apoiada, entra em discussao.
O Sr. Souza Carcalho : (Nio dvolvr-
discurso.
O Sr. Laceria : Sr. presidente, en noto da par-
te dos- nobres deputados autores do projeclo, e da
emenda,como que ama contradiefte comtiac
mo ; noto que, o aolor da emenda, que ai
nos dizer qoe, tanto inleresse toma p. ^ wno
qualquer oolro de nos, que di:
ga al l, pela tna emenda' apena* que
vento dispenda com esta'. eatnda'a^^H
quanla esla que s pode chegar par o
tango; e lano isl-he assim, quanlj^^H
nos sabemos que, perlo da Victoria
muito dilllcil para se fazer a estrada, que
da Russa, c 8 contos, quaudo se traa de i
a serra da Russa, nio chega para nada....
Um Sr.Deputado : O caminho
ah.
O Sr. Lacerda: O Sr. Catando disn
va ; mas se nao passa por ahi, aioda a*
lugares difliceis de abrir, e para o qae-8
res nio sao cousa alguma : delxe-te pol
sacio ao presidente, porque lei, qae
as estradas vio at certos pontos, nte
(ambem ronlradicro da parle do
autor do projeclo, porquanto, tendo-elt
este projeclo, e convindo na substMuicio
picada por estrada; islo he, dizendo que nao ques-'
liona a respeito de palavras, que lhe lie ir
que se use da palavra estrada ; ao metrooj
signou o projeclo de orcamenlo,que no i
signa a idea, de qoe estrada da Vctor
passar da cidade ; ora nislo me parece
depulado em opposiro censigo mesmi
,quer ao mesmo lempo, porqoe no seu proj
urna estrada' que communique a Victoria w
Bella, no artigo 12 do orcarathto deterrom
estrada 'da Victoria nio passe da cidade.1
assim, eu lenho a honra de-apresan!
quermento de adiamenlo, al que
ste o artigo 12 do orcamenlo, porque
site de combinar-se'esta clusula do
o projeclo, que ora so discate. Mis coi
roen te pode nio passar, eu quero sei
meu vote, islo he, a maneira como
to projeclo. Eu calendo qne nao di
projeclo, que est ero discussio, per
por, ora maia necessidado de lras
de uma picada para Villa Bella, e tita
porque com 8 contos de res nio se taz|
Irada, nem picada, nem mesmo esludo
. 6m Sr. Deptagfi : Ha ou'lra
O Sr. Lacjrda: -^TJssa emenda ni
Um Sr. Depulado : Dir, quo
quanla sufflceiile, com a obra qne
OSr. Lacerda: Se diz, qoo
quanlia suflicienle, enlio ainda pecea
do, como ja disse, que, nos temos
de outras estradas, do que desla ; deij
presidenta a altribuicte, que ello
a fazer as estradas, por onde elle jul
mesmo me parece que, a designarte
elle lem de gastar, he prejudicial a
Irada,porque pode o governo en
de conveniencia, mandar abr-la, dis;
abertura, 20* 30, ou 40 contos, mas p
la de 8 cotilos, elle nao poder dispende
qoe essa somma ; islo -he era prejuizo mesmo des
ideas dos nobres depulados;voto pois contra o projec-
lo e emenda, e mando este requerimenlo de adia-
manto. .
Requeiro que esle projeclo seja adiado, al qoe en-
lre em discussao o artigo 12 do orcamenlo protr
Barros de Lacerda.
Apoado, entra em discnsste.
O Sr. Carneiro da Cunha diz.que nao
parle a contradicho que o nobre depulado q
cedeu lite nolou, em (er elle assignado oproje
discussio e o do ornamento, ero que est
a ida cuntida no artigo 12, porqoe a idea
go, nio importa o dizer-se que n.o se faca u
girada, caminho, oa o quer que seja da Victbi
Villa Bella. Explcou a maneira porque pro
quando se propoz aprcsenlar esle projeclo,
ra-se de que tamanha opposirao lhe seja hoje
quando na occasiio em que consullou os^^H
gas a respeito da idea delle, apenas dous
nao approvassem. Dir que a doulrina do ar
to orramonlo, nada tem com a abertura ':
para Villa Bella, porque esle caminho e
frece cornos que al Victoriaestio feilo
cluir-se, porque al ahi vai uma estrada reg
nio he isso o que elle orador prelende pira I tettie.
Da razio porque se servio da palavra picada
da de estrada, econcluindo aflirma que,
a contradcete que se lhe nolou, o que nte o
lhe parece que nio ser isso motivo po^^^|
geilar ama ida, que entender justa, declaran
adopta a emenda do Sr. Francisco Jote.-?
Jateada a materia discutida, he o pra^^H
tillo volario ; e regeilado o adiamente^^H
lo Sr. Barros de Lacerda, approva-sea emern
lilutiva do Sr. Francisco Jote, tjue tica fSJj^^H
forma do regiment, para ulterior discoM
O Sr. Aguiar requer urgencia para te)
parecer da commissao de consllorio e poden
ca da dispensa pedida pelo Sr. Portella
A casa annue a este pedido.
Entra em discussio, eho approvado o segain!
recer :
<( A ommissio de consliluirAo e podi
lomado em consideracio o oflicio do
presidencia de 31 d marco, em que, de
mesma presidencia, solicita desta assm|
de compareclmento para o depulado
Dr. Joaqum Pires Machado Portella, v
de exercer o lugar do secretario.interino, n
ment do ellclivo, enlende qot- te deve''
dispensa pedida por ullidade e vantagem d
publico, porquanto, embora este caso se nio aeho ox-
plcitameul* prevenido pelo acto adicional, eom-
ludosasolucio pode ser dada por esta i embla,
depois de apreciar os molivos di conveoitoc
b,lici( que se verifican*, nasoutrts circumslancias.
Sala das commissdes3de abril de 1854.-Aguiar.
Pigueira de Millo.
Passa-se 2. discussio do projeclo n; 13, que con-
cede loteras a diversas irmandades.
Entra em discussio o artigo 1.
'ao meta, este succcssiviraenle apoiides, para
entrar em tteussio, as seguiules emendas :
o Fiea igualmente concedida urna lotera rroan-
dade do Senhor Bom Jess dos Martyriosda cidade
de Goianqa, para a reedificarte dt respectivo tem-
plo.Braudao. >
a Ficam concedidas 2 loteras da mesma quanlia,
para edificante da nova matriz de S. Jos desta cida-
de. S. R.A. i Oliceira
Ficam igualmente concedidas loteiin, em fa- .
vor dos recolliimen los do Goianna e Iguarass, sen
do duas para cada um. S. R.Pota Barre'
MelhfRtgo.
Encerrada discussio, ha o artigo posto votarte,
a approvado com as emendas eflorecidas.
Entra em discussio o artigo 2.
O Sr. Brando :Sr. presidente, tendo en oITc-
recido casa um projeclo do lei, qne autorisi o go-
verno a reaularisar as loteras, e tratando o qoe se
acha em discussAo, de materia quasi idntica, uflore-
(o aquello mea em substituido ao artigo qoe se dis-
cuta.
Vai mesa, e he anotada a seguinle emenda subs-
liiuliva :
i Arl. nico. O presidente da provincia fica au-
lorisado a regolarisar as loicrias concedidas por lei
provincial, eipedindo pata esse fim os regulamenlos
precisos.'
O Sr. Aguiar faz algumas reflexoes sobre a mate-
ria tm discussao.
O Sr. Brando : Sr. presidente, aceito as ob-
servantes feila pelo nobre depulado que acaba de
sentarte : o meu fim, quando aptiresenlei o projeclo
queolTerec como artigo sulutilulivo, foi aulorisar o
govetho a expedir rgulamentos^utrna parte que fea-
I


A



*

a todas a; loteras,
moni. Quanto porm ao piano, rcconliero, que
com efleilo elle anda intimamente ligado com na-
tureza da loteria concedida, a nlo poda ser objeeto
de rcgulameoios; portanto aceitando as observajoes
do nobre depalado ffere o'- meo projecto camo
artigo addilivo, bus como'subslitativo.
O Sr. Presidente : Se o arligo lie addilvo.e nao
substitutivo, fica reservado para o fio) da discussao
do projaelo, devenoo esta contina!
Encerrada a dlacnaais do artiga, $,, be este ap-
. provado.
Eatm em discussao, a he approvado b artigo 3.
Em seguida, paais-se a discuto do artigo addi-
(ivo do Sr, Braadao.
O Sr. Oliv ir. prndente, eu nao quero,
por ora, combatir o artiga addilivo, tanto mais
quanto anda o sea nobre autor nao expendeu as
ratoeai nqoe se-fumlou para o apreaentar ; Ton
a* provocar a dtacussao. Dspoe elle, que
ado o prtsidanlc a regularisar as lole-
10 que sto he um pouco vago; nos lemo'
lulamente de 87 de abril de 1814, o qual est-
* regrai semelhaBte respeito, creando lhe-
maisempregados.e dando ootras muilas
, portanto, parece-me desnecessario que
uvalterajes. Ora, se pausar arligo, fl-
tente necessariamenle autorisado a dar
intento novo, pode nelle crear um so the-
e, te islo fizer, entendo que, se por um
nvenieuto, par ontre be desconveniente,
te para os concessionarios das loteras, que
pela maior parle ao pobres.
quem tem sid concedidas algu-
iaii sempre propOem pura thesourei-
Je seos irmaos, qoe se sujeila fczer esse
o gratuitamente, ou medante urna porcen-
; mas.se for creado um thesoureiro pri-
vativo, essa thesoureiro nao ha de dispensar a por-
enlagenv que lite fr marcada.,.
Depulado : O governo ha de marcar
urna poreentegera mdica,
airo : Mesmo nssim os concessiona-
e oflrer, por isso que lgBns thesoureiros
a porcentagem, a o que for nomeado,
lispensi-la ; ha de querer perceber o pro-
teo trabalho. Por Oulro lado, eu vejo
ionio he das mlhores cousas, aecumu-
somma mft maos do um s homem ;
na provincia, quando um cidado ucen-
o de thesoureiro de quasi todas as lote-
i do soffrer graves impulajoes ; e, com
Ittsejuslifieasse, e a sua .juslificajao fosse
lo presidente das loteriai, oem por isso
mitas pessoas de por em duvida a sua
probidade.
Deputado: Isso que vem ao caso ?
iverno ha de nomear mios thesoureiros V
aira : Por que, as veies n dia mar-
aadamenlo das rodas apresentava elle
I, que se nao tinham vendido, na-mpor-
latla, com que o concessionario nao po-
designava novo dia : pelo que al-
, qne os bilheles apresentodos nao
m realmente por vender.
Depulado: Tem medo, que o governo
O Sr. Brando :aje parece que a nao haverem
outras causas, que nao a que o nobre deputado apon-
la, nao seria possvel qu anossa popaljSo deisasse
de comprar bilheles das lotera da provincia, para
combar das de fora, se as nossas corressem regu-
nte, seno fosseraannunciadas para (im dia. e
m a correr dahi a 2 e 3 annos, cerlamente a
cao seria iramediata, nRo havia de hver repug.
Ba compra dos bilheles; he islo poiso que de-
ejo, que o presidente procure esludar e providenciar
n4 regulamaoto que fizer.
Nao entro, como dase na qoesIJo de se dever, ou
nao estabelecer um so thesoureiro para todas as lole-
ria, porque entendo, que ella deve ser resolvida pe-
lo presidente da provincia, maso que he eerto he
que as immensas loteras, que exislem no Rio de Ja-
neiro tem um s thesoureiro, e no entinto a exlrac-
cao he rpida, e nao se (em dado esses inconvenien-
tes, que o nobre depulado Indica. A experiencia
tem mostrado que a necessidade de aejao a concen-
trado de deveres em urna s pessoa, prodaz muito
bous rebultados em materias d'esta ordero, por con-
seguinte nao ser fora de proposito consultar aquel!e
meio.
Tendo pois, sen3o pulverisado todos, ao menos
destruido os principaes argumentos do nobre depota-
do, e mostrado as vanlaeeas que podem resultar a
provincia do arligo additivoque oQereci, continuo a
insistir pela sua adopeao, esperando que a cmara o
considerar como de poblica utilidade.
Tendo dado a hora.
OSr. Presidente designa a ordem do dia e levanta
a sessHo. '
umnm uc rcnwwmojjou, yuim rtinn o ut ABtlIL Ut IBM.
11. Mara, parda, nascida no 1 de Janeiro do cor-
(toeira : Nao tenho medo ; mas qnero
abasos, e que senAo d luga* -siispcilas.
Sr. Depulado : O regulame'nto ha de vir
a, para ella o approVar, e enlao ser occa-
( emendar- o qoe nao for bom.
itwra:Nao.senhor. artigo nao contem,
ido presidente nao por execoc,3o o regu-
quehouver de organisar, antes da appro-
embla, e sempre que a assemblca auto-
T-a iir regulamentos, estes sao postos
i; antes da approvacSo desta casa; por
acia esti claro, que dando o governo om
rulamcnte ha de po-lu em execnco.
a, rio me consta, que as loteras Ic-
ixado de correr por falta de um thesourei-
ro privativo.
. Veputad: Mas o projeelo nSo falla
nlssa, t pbantasiando casa idea.
refro : EftlSo para que, fim a anlori-
averno de regolarisar as loteras ? Para
denle ? nao ; porqueyb regulamenlo
il lhe conferc casa Taculdade, paa dar nova foi*
eafc do. andamento da/rodas9 tamlwm
ra dispry^Tija un s thesoureiro para
a loteras.'
tputado: E mais alguma cousa, nao
J> Enlrclanlo, como ignore os
im o nobre depulado a formular
lo estando, como ja disse, disposto a
i elle, fajo apenas estos considerases
>is de orielado, poder formar o meu juizo
materia. Nao so persuada o nobre de-
jue eu pedi a palavra para eombaler o sen
i3o, Sensor, qnero ouvi-Io, para em vista
Sea, qoe neceasariameote han de ser va-
oder dar um vol conseiencioso.
randSo : Sr. presidente, o pemamento
esl
COHARCi DESASTO AMA'O.
Victoria 4 da abril de 1854:
Foi o seu eslimado jornal de se i mu a fera 27 de
marrn recebido com muilo inleresse, como lie cos-
tume, e especialmente pelas noticias, que da denla
comarca. Com grande prazer foi acolhida a minha
humilde oppiniao sobre a mudan;a da feira, pelo
que collegi, que he muito desejada por lodos, excep-
to pelos amigos vereadores, em razao das suas casas
de negocios no pateo, onde he hoje a feira, por isso
he que ellcs so lem pronunciado contra a minha
lembranca, e csto bastante receosos, que seeffectue
a tal mudanca. Smeute o inleresse particular des-
ses homeus he que se oppoe 18o justa medida.
, Ja noliciei-llic o bom principio da.noss quares-
ma, e felizmente foi bem continuada, porque to-
das as dommgas i larde tinhamos urna explicacao
do cathecismo de doulrina chrislaa. oque appro-
veitci minio por nao perder una s vez. J.i prc-
parava-me para assistir i urna rr.eia emana santa;
rcita pela irmandade do SS. Sacramento, Aiiudada
pelas esmulas dos mais fiis, para cujo fim vi algu-
mas cartas impressas.) quando ao depois soube, que
tudo hcava ero nada vez nada.Infelzmeole o the-
soureiro, vexado de suas macacoas, nao tem podido
encarregar-se de cousa alguma, e querendo dar esta
incumbencia um dos procuradores, logo por des-
grana foi eese pobre moco preso, e he o tal da brin-
cadeira de trumpho, de que lhe fallei na minha ulti-
ma : como pois ate o presente nenbum oulro irmo
qneira eiicarresr-se da meia semana santa, julgo
com muila probabilidade que ficarao os fiis sem
este lenitivo esperitoal. Tenho d jos que bao de
vir delonge pelo costme, para assistirem semana
santa, achando-se desta vez em branco. O prega-
dor, que j eslava citado para commover o seu au-
ditorio, talvez lenba lido a esta hora mondado de
despejo da sua eloquencia sagrada. Assim livemos
muito bons principios, e nao acabamos como dese-
javamos. Se nao me fosse lao incommodo, ira pas-
sar a semana, santa nessa praQa, favorecendo desta
roaneira aos amigos do ca com a minha ausencia.
A secca continua, e algumas vezes temos mais
agua no rio, quando o Jklocot so compadesse da
Victoria : em que estado estamos, senbora cmara I
As febres v3o tomando um carcter mais assusla-
dor, porque vai eresceudo o numero dos doentes,
e dos morios desta peste.
Os genero alimenticio nao abaixam de preco
medio. Foi preso no engenho Quemadas um fi:
laute de cavallo alheio, c remctlido pelo mesmo
senhor de engenho : foi preso mais nm individuo,
como suspeiloem crime de marte.
Antes de finalisa/ osla quero conlar-lhe urna his-
toria, de que me nao pediram segredo. Va la em
tom de batata, ou deque quizer.
Em certo lempo exista aqui um preto, excelen-
te escravo, que liiiha sido de urna boa mulher, a
qual achando-se no seu leilo de dores-prestes a dar
con'.as aoseu Creador, enlregou o dito|cscravo um
homem, um homem que devia ter conscencia. que
dcvia ser o protector do fraco, o pal dos pobres, o
arrimo dos dcsvallidos, e o consolador dos tristes.
E a mulher morreu. E o pobre prcto. qiando foi
entregue a esse homem, era forro metade, e aquello
qoe o devia proteger d'all cm dianle receheu-o
com a condico, deque apenas fosse embolsado de
duzcnlos mil rs., (que era certa dividaj jhc passesse
a carta da alforna. E o preto deu algum dinbeiro.
Iteos tambomchamouasi esse homem: elle linia
herdeiros, que cegos pon furiosa ambicio, sabendo
perreitamenle ri'onde tinha seu finado parejite
adqneridoo diloescravo, ecom que condi^Oes, loda-
via o pozeram em proea, e foi arrematado todo, e
da mao de seu novo senhor o pobre preto desappa-
receu : o homem que o arrcmalou sem dolo, c sem
culpa da ma f de homeos -sem conscencia, soffreu
este prejuizo.
O que lera acontecido a esse desgracado preto ?
Uizem que desgostoso e allucinado, suicidou-se.
Sobre quem deve pezar esta lerrivel historia ? Dos
que vele sobre tudo, e a quem> nada he oceulto o
descobrira ; descansemos pois na sua providencia.
Alguem nao achar boa' esta historia, lem razo,
porque non omnia omnibui congruunt.'
Apenas tinha acibado de escrever-lhe esta, quan-
do aqu leve lugar um altentado, que ia prodozin-
do bem tuneslas cunsequenciaj, pralicado por*Joao
Baplisla AlhaydcdeSiqueira, acompanhado por 2
irmaos, e dous guarda-costas, na pessoa do capit.lo
de guarda nacional Manoel de Amorim. Por certas
rente anjio.
12. Domingos, pardo, nascido a 2i de junho do
anno prximo passado.
dem. Juvenlno, pardo, nascidn n 25 (nTlaneiro
docorrenle anno, escravo de Manoel Florencio Alves
de Moraes.
dem. Libania, branca, nascida a 20 de dezembro
do anno prximo passado.
17. Marlinha, parda, com 2 mezes dfl dad, escra-
va do Exm. presidente desta provincia. .
*f- Ermenia, branca, nascida a 25 de olnbro
da 18o2.
dem. Joao, branco, nascido a 26 da dezembro do
anno prximo passado. ,
19. Custodia, parda, Santos leos, nascida a 6 de
fevereiro do correnle anno, eserava de Joaquim da
Silva Castro.
dem. Abilio, branco, nascido a 22 de fevereiro do
correnle anno.
dem. Laura, branca, nascida a 6 do correnle
mei. *
. ,3- Virgilio, branco, Sanios leos, com t anno de
idade.
2. Hilario, pardo, nascido a 22 de oulubro de
18.32 escravo de D. Maria Michaela de Moraes
neis.
2. Maria. branca, nascida a 13 dejlho do anno
prximo passado. '
26. Joaquim, branco, nascido a 31 dejulho do ati-
no prximo passado.
30. Candida, branca, Sanios leos, hascida a 11 de
marro do anno prximo paesado.
Ao lodo 20,
O vigario, Venancio Henrigues de fesende.
iMait
REPARTigAO' DA POLICA.
Parte do dia 5 de abril de 1834.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quedas
partes hoje recebidas nesta reparticao, consta lerem
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia de
, i're' "J?ro Ooncalves, o portuguez Joao Ferreira
a ordem do subdelegado da freguezia de S. Jos, An-
onioJoso de Lima, por ser desertor do dcimo ba-
lalhaodeinfantaria;a ordem do subdelegado da
Ireguezia de Jaboatao, o preto Joaquim por suspeto
de ser escravo. H
Dos guarde a V. Ex. Secretoria da polica de
Pernambnco o de abril de 1854. Illm. e Exm
Sr. conselhevo Jos Bento da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia.Luiz Carlos de Paiva
letxexra, chefe de polica da provincia.
Illm. Sr.Sirva-se V. S. de dar as suas ordens,
para que as 3 horas da tarde do dia 7 do correnle,
dnas palruthas do corpo de seu commando compos-
tas cada urna de 8 pravas, enmmandadas por um in-
terior, se postem, urna a entrada da ponte do Recite
junto ao arco de Santo Antonio, e outra do lado op-
plo junto aodaConceicao. afim de vedar absolu-
tamente, que na occasao de transitar pela referida
ponte a procisso de Triumpho, se misturero com es-
tas individuos, que lhe nao pertencam, nao consen-
tindo qiiealgnem se colloque nos lados da ponte, co-
mo que espera da passagem da dita procisso, e
menos que trausilem carros e quaesquer outros ve-
liiculns, q un possam atrepellar o povo e embaracar
o trajelo da procisso, nao sem grande ofrensa do
respeito devido i religao e i moral.
Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de Ter-
nambuco 5 de abril de 1&>4.Illm. Sr. lente co-
ronel Pedro Jos Carneiro Monleiro,' commandanle
do corpo de polica.luis Carlos de Patea Te-
xeira, chefe de polica da provincia.
>*&**-
Illm. Sr.Communico a V. S. para seu conheci-
menlo e para o fazer constar aos subdelegados das fre-
suezas do Recife e Santo Antonio, que tenho Jnjsln
data, tomado as precisas providencias, para que as 3
horas da tarde do dia 7 do eorrente. sejam colloca-
das as extremidades da ponte do Recife, duas pa-
trulhas de S.pracas e um inferior do corpo de poli-'
ca, com o fim de vedar absolutamente, que na oc-
casao de transitar pela referida ponte a procisso de
Iriumpho, se misturem com esta individuos, que lhe
nao pertencam, nao consenlindo que se colloque nos
lados da mesma* ponte, como que a espera da passa-
gem da procisso, e menos que (ransitem carros e
quaesquer outros vehculos, que possam alropellaro
.'ovo, e embarazar o trajelo da procisso, nao. sem
grande offensa do respeito devido religao c moral-,
Por esta occasiao rerommendo a V. S. que d al
convenientes providencias, para que na mencionada
tarde, bem como era outras quaesquer em que hajam
procissoes, os subdelegados e mais agentes da polica,
lenliam a maior vigilancia em fazer conter os ho-
Iieiros no modo porque dirigen! os carros que Iransi-
lam pelas ras da cidade, cm ordem prevenir al-
gum desasir, fozendo prender e punir, como deso-
bedientes aquelles dos mesmos bolieiros, que nao
obstante screm advertidos, se portarem com inso-
lencia.
Dos guarde a V. S. Secretaria d pericia de Per*
namburo. 5 de abril de 1854.Illm. Sr. Dr. delega-
do snpplente do primeiro dislrcto deste termo.
luiz Carlosde Paiva Teixcira, chefe de polica da
provincia. *
mais evidente que seja o contingente que possa pres-
frigio, quando.aprsenle* o pr.jecto, que de,avencas,-m"qe "XmVrim M vez'Ufos ma.
ligo addilivo, toi o de melhorar o es- agaravado, estes tresloucados moco o altacaram, e
s tem chegado as-loterias da nossa provin- ,,eP' de solTrer injuriasalrozes.seriaocapitaolcerta-
faclo nolorio.e condecido por lodos, oueas l'..a J'f'v1"'" na,se ac,larem allialgumas pes-
.co nolorio.e coobecido por lodos, queas 2i* aa'i 'ruiJ.* "^ '"'"T alla(|8,""a"Pes-
..po^xemplo. este auno, .^.ina- Sff^y.C^^^ufrr.'SS:
torrem se nao depois de2e-3 annos, e qoeriam a lodo cusi estes valentoes,bem differentes
zumas ha.que tendo sido concedidas ha 6 dos m>lrm bomiis, azer suas boas despedidas (por-
os, aleo prsenle nao corrern). H e,lavam Wdo :-M. .sso nao be por falta do brllmem ^"noroe ZsSS^SZSS
regulamenlo.
.Brandi t -flra.lsto deve ler ama causa
-, a alguna attribuera essa decadencia e
So das nossas loteras,* inlroducsao e
tocia dos bilheles das loteras da corle, mas
que i ~ he esta a nica causa.
Sr. tillado : -He a verdadeira.
Brahdao : Pode influir, roas nao he a n-
nica aj*,..
Sr. Depulado : Hoje, he.
randSo : Se nos livassemos regulamen-
icaes, contendo providencias j formola-
peilo das loteras da provincia, eata per-
jue satera prevenido essa falla de extrac-
nola a respeito dos bilheles dasmesmas
ver pois se islo se consegue, lembrei-
esentar esse projeelo, afim de qoe o pre-
ndando a siluacao, indagando e procu-
*ar ai verdadeiras causas, porque as nossas
* correm, formule regulamentos adequa-
fim de que alias possam correr. N deter-
aprojael a natureza das providencias, n8o
njie nomeado um s thesoureiro, eorao o
dapalado suppoz, porque entend ser conve-
r istoao arbitrio da presidencia, atiento
I pratieo que deve ler das uecessida-
iramo dosenri5o publico. Entretanto al-
aobre depulado. que exirte o regulamenlo ge-
^e27deabr,l deiW4, eque esw regulimento
bem a toda aqnella. neceasidade, ; mas
e. que tanto elle 3o esl as condirfles
f coa.inuar a reger a, loleria, provinciaes,
que se me nao engao, no Ro de Janeiro, a assem-
aa proviacml auloriso,, o prudente a expedir re-
UneBospara as loteras por ella concedidas o
mvencer, que'o citado regoUmeulo
ao he Uo perfaito como o nobre depulado imagi-
IW ; attm d que basU que se pasea em nossa pro-
viaeia, para reconhecer-se a sua imperfeto.
I exacto, como he que nos havemos
Servar as disposices desse recTi'iT 6k' (li>,an,lc Ja villa de uricu/y 10 leguas, urna
ioraeom dor do calieca que lem estragado aquella
sent, era nrejuizo da extrocsao e crdito das nos-
s loteras, estando na esphera de qossas altribuicOes
podermos appticar o conveniente remedio, assim
coma fez a astembla do Rio do Janeiro '.
*" Oe*Mo: E quem sabe os motivos,
porqsie a assemblca do Rio do Janeiro assim pro-
eedeu?
O Sr. Brando :. O que he verdade, lie que
ella aulorisou o governo a dar novo regolamnto; lo-
I
i
9
...-,-,a KOVerno a aarnovo regolamnto; lo- ce.es^. usvveres continuami emali nreVof- J r,
g,l porque eotendeu que aquella nao era suffl- S5* PUc.i-a quarla, Tsa aArento
Cen'*- imb^5.S. !nJpe- 'idoabu,Xia" de
-Nanhama das aulrai o- lmenlo, ao ci o que ser^ d,?lS.r:rt,,*r "'*>*''
ptonlatoesjamorrr lod. pDb<-ezl,< Pr-q
para butra. 'urrCT"m w.. e i^ao hai^mcnte
I '
utado '. Nanhama das outras prc-
as acom paulina.
- Nos nao sabemos se islo se
ncias, mas quando ellas
Uesem omesma expediente, islo nao nos RELACAO DOS BAPTISa
inhikii r as causas que obslam a que aa
A razao lie entra.
Conviria que o nobre depu
lado me provasse que a razao nica, era a eoncur-
renci dos bilhele riae da curte, mis creio
qoe isla Iba ser sa^^^^B^e provar,,.
Um Sr. Depuimb : f> E eu creio, que he bem
fcil.
-.--------""" ..viuftuiiiHiciiHc, ijuc, sc^unuo me
disseram, ficou em bem rao estado, porque al cal-
caram-no aos ps, e tudo isso quasi por cousa nen-
huma.
He de notar que estes mosos sao de Paje! e fo-
ram bem acolhidos pelos Victo, ienses, e eis a paga
do bom agazalho que Ibes fizeram.
O tal Baptista he o autor naquellc celebra pro
cesso do jogo, e o Amorim lie irmae do moco, qutf
esta sendo processado ; talvez proceda dahi a in-
triga.
Como se poder previnr um tocto destes, princi-
palmente aqu, onde nao ha um destacameuio sufll-
cienle. de que se possa dtspor m semelhanles ca-
sos 7 todava, consla-me que o delegado apenas sou-
be do occorrido, deu, como pode, as providencia-
necessanas. Pouco depois sabio o ocqueno destas
camento de polica, acompanhado por algumas pes-
soas, que voluntariamente se offereceram, cala
daquelles RoldOes : tico pois espera do resultado
desta diligencia para dizer-lbe mais alguma coosa.
Ale-breve. O Vieloriense.
(Carta particular.)
C0M.U.C.rA.B0.l VISTA.
10 da marco da 1854.
O punhal ssassino j nao tere o cora;ao liHmano,
como era comesinho e nm ohjcto de luxo liesla co-
marca ; felizmente a forja volante o lem reprimido
a tal ponto, que nao se sabe a pouaada certa de um
s criminoso. O promotor promclteu a S. Exc!
urna lista nominal de conloe trila e tontos crimino-
sos desta comarca, poreui que lodos elles csiao fo-
rugidos pelas provincias vizinbas; o mesmo promo-
tor lem remctlido os numes delles, c requisitado a
prifo s respectivas autoridades.
No dia 16 do prximo passado entrn, no exercl-
elo do.commando da forca, o capilo Ponteado ; 'c
agora foi nomeado delegado do termo de Boa Vista.
A meu ver, foi muilo acertada esto: nomeajao ; po-
rem acbava, que devia ser augmentada a forja, pois
45 pracas -para vigiara cadia.epefcorreracomarca,
he urna forja muilo diminua ; seria prudente, que
S. Exc. nos mandaste patrie da torca] que esto m
Paje, a qual esto feila urna praca de armas, somonte
para premier a Jos Aiilonio, qUeboje.fazem5dias,
quo elle passou na villa da Barra do Jardm, com
i homens, procurando a proleccao dos republicanos.
Aparecen na casa do tozendeiro Euzebia da Var-
DIARIO DE PERNAMBIJCO.
Aassembla conlinoou hnntem na discnsso do
arligo addilivo do Sr. Brandan, ao projecto 13
que concede loteras adiversas irraandades, appro-
vando-o afiual.
Tambem approvoo, em segunda discussao, a
emenda feila em terceira, ao projecto que manda
abrir urna communicajao entre a cidade da Victoria
e Villa Bella.'
Passando a discussao db orjaraenlo provincial, ap-
prova sem discussao os quatrn primeiros artigos, e
encelandu a do arligo 5., ficou esta adiada pela
A ordem do dia de boje he a mesma da sessao an-
tecedente.
lar a falta do asseio para a germnacao de muilas
molestia, por mais nocivos que possam ser salu-
bridade publica, esses diversos, focos que continua-
mente exhalam grande quantidade do miasmas, quo
corrompem o ar, nao podemos considerar esta causa
de forma alguma como a nica efilcienla-da febre
amarella : 1., porque nanea esta cidaeWoulras
do Brasil tiveram mais llmpcza e asseio do que ac-
tualmente; se olharmas para esta cidade do Recife,
e nos lembrarmos do que ella era ha oito anuos pas-
sodos, Veremos com summo prazer que moilo e mui-
to.lemos melhorado, e que com qoanto estejamo
longedoque he para desejar, temos loilava conse-'
guido nao ponco, e estamos mais perto do ponto que
miramos : 2. como conseqoencia do primeiro ; se a
epidemia fosse dependente exclusivamente do des-
asseio da cidade, ella deveria ter desapparecido, ou
quando voltosse. seus symplomas deveriam ser me.
nos graves, e be o que nSo ha acontecido ; porque,
se ella ataca menor numero de pessoas, he porque
aquelles que urna vez sffrerara rara vez esUlo so-
jeitos a serem de novo atacados, e observa-se que
os eslrangeiros ou malulos que n5o eslo acostuma-
doscom os ares da cidade, e que tem a infelicidade
do ser assaltodos da febre. correm senSo os mesmos
pergos, anda maiores que os que foram atacados
da primeira vez que se desenvolveu a epjdemia : 3.,
se rosse anda a falta de asseio, nao deveria a mo-
lestia dsenvolver-se em certas villas e povoajOes
pouco populosas, onde nao ha circmstancias atmos-
phericas desfavoraves de quatidade alguma, on-
de se goza de ar paro, sempre renovado por u-
ma ventilajo, por assim dizer, filtrada petos mais
vicosas flores que o purificam constantemonle :
4.0 Porqoe deveria a febre desenvolver-sc com
mais intensidade nos bairros mais insalubres das c-
dades, onde as casasossemem maior numero e mais
amouloadas, e o ar nao podesse circular com facili-
dade, nao sendo por isso suflicienlemeote renovado:
onde tambem o calor fosse mais intenso, porque sem
este ne se desenvolvem os miasmas com promplido
c energa: nesta cidade observou-sc o contrario,, co-
mo lodos sabera: foi no bairro da Boa Visto onde
febre primeiro desenvolveu-se e onde reinou com
mais intensidade: este bairro be o mais arejado,
tem ras mais espassosas, as casas quasi todas desim-
pedidas, esto mais prximo dos arrebaldes, onde se
goza de um ar mais puro: as nuiles sao mais frescas,
respira-so quasi um ar decampo: deveria por estas
condijoes favoraveis ser o que menos seflresse: en-
tretanto bouve urna triste prova do conlrarioi
Nao era nosso proposito enlrarmos em lao difficil
e importante questoo, para a qual nao nos julgamos
de manera alguma preparados, alera do que reco-
nliecemos as nossas diminutsimas forjas, o que nos
causa bastante pezar: e se outros que tem dedicado
toda sua vida ao estado das epidemias o suas causas
mais provaveis, lem al o presente quasi que empre-
gado de balde seu lempo e doixado as quesloes no
mesmo estado de duvida, o que nossucceder a nos,
que nao temos tido lempo sufllcienle para aprofun-
dar semelhante questao, e compulsar tantos autores,
que lem escripto grossas columnas sobre o assumpto,
e comparar as opinioes 13o divergentes que em cada
um delle se encontr acerca de epidemias, conla-
gioes, infecjoe, etc., eto., e os diversos meios que
bao sido empregados para preveni-las ou embara-
jar-lhc o curso, como os cordes sanilarios. as qua-
rentenas e outros mullos que vao pouco e pouco ca-
hindo no bem merecido esqueciroento.
Parece qu heafoiteza demasiada darmos umeon-
selho a' estes senhores, que tratos lem dado sua
hnaginajo com o esludo das epidemias, suas causas,
modo de produzir-se e propagar-se, ele, ele: as hy-
potheses de que al agora se tem servido Ss. Ss. pou-
co ou nada explicam: cstao j 'mm'lo sedijas e muito
batidas, e por conseguinle o repel-las anda he an-
dar n'um circulo vicioso: porlanlo acho que devem
dirigir-se por alguma cousa nova: as correles clc-
Iricas da maior on menor qaanlidade de fluido elc-
trico existente na atmosphera, e ludo que. pode ori-
ginar-se desse fluido imporlanlissimo essencal
a este mundo, e do qual dependem provavelmen-
le" lodo os phenomenos do universo, poderao tal-
vez algum dia dar a razo sofficienle do pbenomeno
das molestias epidmicas, e se se esludar esse podero-
so agente, ganhar-se-ha talvez mais do que em repi-
sar o queja por tantos vezes se ha dito. Ser talvez
urna completa dccepjao, mas na immensa alluvio
de hypotbeses sobro que he constituido o edificio
medico, urna de mais nao o far cahir.
Consultorio homeopalbico, ru do Collegio n. 25,
primeiro andar. Dr. LoVo Moscoxo.
se a crcalura pensasse bem o que era o mundo, ella cluidas todas as obras, c receidas provisoriamente ;a

r"**" "Y" v Huo -<*" uiuuuw, cim j 11 iiloas inuas asonras, c rcceoiuas nrov
para que foi creado para preen- Isexta finalmente de um dcimo, quando
-- cebida definitivamente, o que le
s tornara o
cher os deveres do Dos no mundo a para no oulro
ir gozar da bemaveoluranca.
Ueste numero era o Sr. Manoel Gaspar da Silva, (ao
fiel aos deveres de Dos, como aos inleaessesde sua
familia: rarlssima exeepjlo!....
To recto em seus negocios como leal em ua pa-
lavra, ISo magnnimo como generoso, o Sr. Gaspar
era o ornamento do seus compatriotas deseas te-
maos portugueses.
Ah a morte o roubou. Desconsolada esposa, in-
nocente orphaosinbo, recebei os meus psames o dei-
xai vosso pranto. O homem honesto e justo desean-1
sa no sci de Dos I Welle vos abeqjoar; o seu es-
pirito adpja em torno de vos.
E eu I eu que nao pos*o|occoltar a minha dor?! O
meu pensatnenlose esvai cm eonsiderst a mora dea-
le prestante compatriota.'!.... Ainda ha pouco lao
cheio de vida, o hoje o que lie'.' L'm pouco de p III
Altos juizos de Dos I
Recebei, Senhor, a sua alma, j que to bella a
formaste! E vos, charas ciuzas, a minha lagrima de
saudade 1
Recife 3 de abril.
COMMERCIO.
PRACA 00 RBCIFB 5 DE ABRIL
HORAS DA TARDE.
.. t ColajOes olllciaes. .
Cambio sobre Londresa 28 d 60div
ALFANDEGA.
AS 3
Rendimenlo doda 1 a 4
dem do dia 5
32:1289062
23:248425
55:376i87
Detcarregam hoje 6 de abril.
Rriguo nuAnirestmiirclandmercadoris.
Escuna brasiliralauradiversos gneros.
CONSULADO ERAL.
Rendimenlo do *ia 1 a 4.....10:0768291
dem do dia 5.........1:8828301
11:9588592
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a i......
dem do dia 5 .' .
34889S9
918601
6108590
Exportacao".
Gibraliar, polaca franceza aContenl, de 244 to-
neladas, conduzio o seguinlc : 3,156 saceos com
.i.tiKii arrobas de assucar.
Cork, brigue inglez Dante, de 270 toneladas,
conduzio o sesiiinle : 3,600 saceos com 18,000
arrobas de assucar.
HECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEUNAMBUCO.
ttendimenlo do dia 5.......8338864
CONSULADO! -
Rendimenlo do dia 1 a 4
dem do dia 5
9808848
Olpd
C.po
nal
bra re-
-a anno
depois do recebimento provisorio.
6. Para tudo o mais que nao esliver defermlntto
as presentes clausulas, e nem no orjamento segair-
se-ha que dispOe a respeito a le provincial nume-
ro 286.
Conforme.O secretorio,
Amonio Ferreira d'.lnnunciapio.
O Illm. Sr. fontador servndo de inspector da
thesDiiraria provincial, cm comrq-iinei
do Exm. Sr. presidente da proviriL^L^L^L^L^L^H
publico, que no dia 6. de abril
pcranle junto, da fazenda da
vai novamepfe a praca, para
por menos fizer, n obra do. a ,
Bezerros, avallada era 3:R4-5s>j4M> rs.
A arremalacao ser feiU na forma dos arls.
27 da Ici provincial n. 286 de 17 de maio de 1851. a
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparejam na sala das aessoes da mesma junto no
da cima declarado, pele meio dia, competentemen-
te habilitadas. Peran
E para constar se mandn afflxar o presente e pu- **
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco 4 de marco de 1854.O secretorio, Antonio
Ferreira da Annundart.
Clausulas especiis para a arrematacOo.
i." As obras deste acude serao feitas de confor-
midade coro a planta e orjamento approvados pela
directoria em conselho. e apresentodos a approvajao
do Exm. Sr. presidente da provincia importando em
3:8448500 rs.
2. O arrematante dar cornejo as obras no pra-
so de 30 diase terminar no (tesis mezes, conto-
dos segundo o artigo 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
ser dividido em Ircs partes, sendo urna do valor de
dous quintos quando houvcr filo metade da obra,
outra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de um quinto depois de um anno
na occasiao da enlrega definitiva.
.4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as. presentes clausulas scguir-se-lia o que determi-
na a lei n. 286.Conforme.O secretorio, Antonio
Ferreira da Annunciaeao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimento da resotu-
jao da junta da fazenda, manda fazer public que
no dia 27 de abril p. vindouro, vai novamente
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra dos concertos, da cadea da villa do Cabo, a-
vahada cm 8259000 rs,
A arremalacao ser feila na forma dos arlieos
,a-e, r' t lei Provincial 286 de 17 de maio de
is-il e sob as clausulas espciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao
comparejam na sala das scsscs da mesma junta no
da cima declarado, pelo meio dia, competente
mente habilitadas.
E para constar so mandu affixar o presente e
publicar pelo Diario.Secretaria dalbesouraria pro-
vincial de Peraambucc- 28 de marco de 1854. O
secretario, Antonio Ferreira da Anunciaco.
# Clausulas especiaes para a arrematojao.
1. Os concertos da cadeia da villa do Cabo far-se-
hao do conformidade com o orjamento approvado
o o d Alagba de bafxo: o primeiro para o dia 5
do cpftento mez, e o segundo pa/a o dia 28domes-
mannez; cm razo de screm feriados os dios em quo
Wiham de effecluar-se os referidos concursos.
Directora geral, 3 de abril de 1*54.O imaniien-
80 ""'l""1''. Candido Eustaquio Cesar de Mello.
CoHectoria da cidade de Olinda.
FraaciseodasChagas Salgueirof. colteclor de diver.
s rendas da cidade de Olii
Fax saber pelo preaeBle.qu: ia da
toe.4 preto, de idade de 60Tnos pouco' misou
o qual se acha reeottii la cida-
Miado om>
!
I
rousiar manasu aassar arevnte
deL._ .
sitio de frufi
prio'para ol;
tcenlos mil ris:
publica contra seu deve -
da'Guedes.
Collecloria de Olinda
crivao, /o3o GoncaltH
Companhia
.-. .. uiu J. a Q-
CONSULADOa/PROVINCIAL.
todo dial a A '.TOfti-wo "T ~,~.....------"V."'" "'V"'"t"> approvado
S 1S2II pela sefre'?na em conselbo, c appresentodi apro-
11:7018220
MOVUUENTO DO PORTO.
------------ f .^... u-.IO^UUV UlIUCIId
lamillia ; ja morreram 8pessoas da mesma, e ficam
a morte o dito Eozebio, com o amigo portuguez,
LuizJosda Costa, e*suppomos ser da febre ama-
rella, por causa dos vmitos..
liK~?ralU."* Btie meZl lcem furlaJo a,P,'ns cav"-
Mndo S arra,l,aI,les- P^em PoMcia esta empre-
gando os meios de cura-Ios desta molestia.!
o oTto riii"l'eS"C8"l>rajosde urna lerrivel secca;
ceu^ para ver mO/0,l0franzido ^ """Parao
cetesle 0sv^a"d0 ? 'Presenlil IgonirtlimpaBo
Hontem lardo ebegou do sol o vapor Lusitania,
Irazendo-nosjornaes do Rio at 30 do passado, e da
Bahia al 3 do correnle.
A hora adlanlada cm que os recebemos, nos nao
permillio dar ne*le numero, com a ordinaria rainu-
ciosidade, todas as noticias que elles en'cerram.
0 governo acabava de publicar o regolamnto para
a pralicagcm das barras e porto desta cidade, assim
cmoda costo, desde as Candas al Po-Araarello,
conformo o disposto nos artigos 91 92 do regula-
mente das capitanas dos porls.
Foram nomeados: o veador Joao Pereira Darri-
gue Faro, cscrivao do hospicio de Pedro Ir, barao
do Rio Bonito; o veador Francisco Jos da Rocha,
Ihesoureiro do mesmo, barao do Ilamaraty ; o Sr.
Ananias de Oliveira c Souza, barao de S. Joao do
Pr.ncipe; e o Sr. Antonio Clemente Pinto, barao de
Nova-Friburgo.,
Foram tambera nomeados commendadocs da or-
dem da Rosa os Srs. Dr. Thomaz Jos Pinto deCer-
queira, escrivSo da Santa Casa da Misericordia, e Jos
Antonio de Oliveira e Souza, procurador do hospicio
de Pedro It.
O Sr. desembargador Jos Ignacio Vaz Vieira foi
despachado presidente do tribunal do commercioda
corte, e o Sr. desembargador Joao Paulo de Miran-
da, depulado da junta do commercio da provincia
do Maranbao.
O brigadeiro graduado, commandanle do primei-
ro regiment de arlilharia a cavallo, Francisco An-
tonio da Silva Billancourl, foi nomeado direotor do
arsenal de guerra da cidade de Porlo-Alegrc; eo
coronel graduado de estado-maior Ignacio Corrcia
de Vasconcellos, quo ejerca aquello emprego, com-
mandanle das armas do Amazonas.
No dia 25 do passado comeou na cortea illum-
nacao gaz, as roas de S. Pedro, Sabo, Rosario,
Ouvidor, Dreila o Largo do Paro.
da justija, os quaes daremos em outro numero.
As ultimas datas de Montevideo alcanjam a 12 d
passado. Achavam-se constituidas as cmaras nes-
sa repblica, e cid (o seu presidente o coronel Flo-
res, para govcrna-la somente dorante o lempo qnc
faltava i presidencia do Sr. Gir, isto he, dous an-
nos. De Baenos-Ayres nada ha de inleresse.
As gazetos da Bahia nada nos rurneccm digno de
raenro
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores.Por espajo de 11 para 12 annos
soffri oscfielos de urna molestia grave e incuravel,
sem qu em todo este lempo enconlrasse lenitivo em
os muitos mdicos a que recorr sem alien jan a
glande somma quegaslei.seaao a ejicerbacaodomal
pela gravidadedantiquada molestia ; mas quando
se chegaram ao leito da morte, os Srs. Dr. Jos Joa-
quim de Moraes Sarment e cirnrgiao Jos Francisco
Pinto GuimarSes com toda altenjao, perspicacia, ze-
lo e inleresse, he quando pela complicajo da cofer-
midade descobrem outra n'om lugar assas me-
lindroso, que jamis pessoa alguma conseguira a vi-
da. Estes senioresdesconfiados fle minha existen-
cia, nao desanmaram jomo 0 hbil piloto, que com
calma e serendade sabe maear o lemei na mais re-
gida tempestado salva a nao: reeorreram a ama
operacao, que ajudados peto providencia altissfiia,
pralcaram a mais esclarecida intelligencia, que a
liiimanidade pode offerecer, com rapidez e' singular
delicadeza, snecorrendo-me a qualquer hora, sem
allender a intensidade do dia, ou da noite. E, pois,
as suas nlelHger.cias, zelo, acfividadee boa vontade
he a quem, depois de Dos, devo a vida; arhando-
me reslabelecida e perfeilamenlo boa em poueo lem-
po, o que nao pude conseguir em muito com grande
peso de dnhero, senaoo desengao fatal!
Recebam, portanto, os senhores Sarment c Pinto,
e a senbora do dito, quo tanto por mim se interes-
sou, os meus agradecimientos e de toda minha familia,
que por toda a nossa vida nos nos confessamos obri-
gados, sem que em lempo algum nos desobrigue lp
grande fineza.
Quciram, Srs.lRedaclores, inscrever no ssu jornal
a presente confisslio de quem be atlenciosa e amis
reconhecida. Maria leopoldina d Queiroz,
_ Srs. Redactores. A freqaencia de accidentes
iguaes, ou anlogos a esse de que hontem Toi vic-
tima a barca ingteza Spiritoflkt Times, me parece
que ha muito deveria ter induzido o corpo de com-
mercio, ou algum especulador desla pracaj a esta-
belecer aqui um vapor de reboqae e socorro. Mas,
nao he s para esses Hns. que um tal vapor deveria
ou poderia ser em pregado ; os seus serviros serillo
igualmente mu vantajoaamenle utilisados em
metler dentro, edeitarfra navios, em certas qua-
dras do
A'aci'o entrados no dia 5.
Rio de Janeiro-19 das, brigue inglez Morris, de
JOl toneladas, capilao B. Pnrdy, equipagem 9,
em lastro ; a James Crablrec & Companhia!
undeeo3 das, brigue inglez Cometu, de 195 to-
neladas, capitao Thomaz Fewit, equipagem 9,
carga carvao de pedra; a Deane Imite & Com-
panhia.
Macei21 horas, brigue de guerra brasilero Cea-
rense, commandanle o capitoo-tcnenle Pedro Ig-
nacio Morono, conduzindo 6 presos de iaslica.
Rio de Janeiro pela Bahia-5 dias c 8 horas, vapor
iiiglcz Lusitania, commandanle James Brown.
1 assageiros para esta provintlia. Jos Joaquim
Dourado, Domingos JosPfnto Siaga e Jos Se-
vero Moreira Rios.
Navios sonidos no mesmo dia.
IVcw-BcdfordBarca americana Hetlen Siunc, com
a mesma carga que Irouxe. Sspendeu do Iamei-
Rio de Janeiro e porto inermedosVapor brasi-
Iqiio Josephina. commandanle o lenle Pontos
Hibeiro. Passageiros desla provincia, Dr. Anto-
nio de Cirvalho Raposo, Dr. Gabriel de Ploes-
quclloc. Fr. Filippe de S. Luiz Paiva, Jos Peres
(.anincllo, Thomaz Q. Giolma, Pierro Clovis Pas-
cal Houmault, o lente Apolooio Pere Campello
c 1 escravo do senador Paula Pessoa.
EDITAES.
Algn despachos foram expedidos pelo ministerio """"' T' n-ando essas operajfles offerecem
tjustica,0, nuaesdaremo,^^^""'0 fv? **". difiiculdade,, e ato nao sao de
todo isenlas de pengo, por causa doa ventos reinan-
COMMMDO.
' (dem.)
b DA,FREGIJE7.f
bro do anno prximo passado overo
.^.Manoel, branca, SaC o, Olas, cora 3 mezes de
AaW,Wd Ve^cravo dn
rcnte,n^uo., Uf*Bta'n*wi,lade fevWeiro docor-
. HOMEOPATHIA.
Urna das causas que mais tem preoecupado os m-
dicos, o cm geral a todas as pessoas que pensm nes-
to objeclo, e a que com mais afinco tem-so atribui-
do as rcpetijOes da febre amarelto, he sem duvida
a falla de asseio das nossas principaes cidades.. Se-
ria na verdade ignorancia completo dos principios
mais comesnhos da bygieneo deixar de ler em mui-
la considerajao to importante assumpto. He cer-
tamenle de lamentar que ainda vejamos no meio das
ras estes monles de immundicas, eslat lagoase-
I clareadas o ptridas, estes innmeros eslorquilineos,
;e L cionara a atmosphera, e viciara o ar que respiramos,
sendo causa de grando numero de enfennidades, co-
l'outras muitos: he lamenlavel
mode entretenimenlo d
que as grandes cidades onde rcinam lanas causas
de enfermidades que he impdsfrel destruir, porque
s3o inherentes ao seu estado particular, exislam ou-
tras que a constancia e o zelo do homem poderiam
aniquilar com mais on menos facilidade, e evitar
assim o perigo imminentc a qae estao sujeitos aquel-
les que sao obrigados a respirar o ar, por assim di-
zer, j muilas vezes respirado por outros, e por con-
seguinle corrupto. Mas |ior maior que seja a con-
siderajao que e qneira dar semelhanle causa, por
les e correnteza, que impedem on difleultam as sa-
ludas e entradas; o que alias se evitara em prove-
to do commercio e da navegajao, que pouparmm
dobradas c triplicadas pralicagens e amarrajoes ;
pois que o vapor mui commodamente levara toes
cmbarcajOes para o ponto mais conveniente barra
fra, e as traria da um jacto para os seus respecti-
vos ancoradouros.
Estou convencido de que o vapor necessario, para
semelhanle trafico nao imnortariaem muito, e pro-
duziria ampios lucros, poaenUo al ser empregndo,
no ver.lo, *m pequeas extlurjes de recreio a
longo da costa. /
Por e;la occasiao, permitla-me a Ilustrada direc-
cao da Companhia Pernambucana, que lhe eu Icin-
bre esta idea, que talvez podesse ser proficuamente
explorada, so por ventura ella se decidisse a abra-
ja-la. He esto o voto do uuiAmigo do progresso.
Recito 5 de abrij_e-485i.
ERRATA.
Na correspondencia do Sr. Bello, publicada 'no
Diario de ante hontem ; em lugar de que n3o se
lhe devia leia-se oqueselhedevia.
JRLICACAO A PEDIDO.
L.MA LAGRIMA SOBRE O TMULO DO SR.
MANOEL GASPAR DA SILVA.
Que fnebres sons ouvi! Que pranto se oflerece
a meus olhosl? Que desconsolada viuva nhi jaz iner-
te, quasi como fri marmore'! que orphaosinbo he
aquello apenas nascido, Uto Innocente, e qu parece
j sentir perda desea pai?! Quem fez tudo isto? !
lima palavra o explica : a marte!
-Morte! Morte!.,. terror de lodos os marines I Abl
. O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
tiesooraria provincial, em cumprimento da ordemMo
fcxm. sr. presidente da provincia de 9 do correnle,
manda fazer publico que nos dias 4, 5 e 6 de abril
prximo vindouro, peranle a junta da fazenda da
mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem or
menos fizer a obra do 21.lan jo da estrada do Pito
Q Alho, avahada em ris 14:9608000.
AarremalajOoser feila na forma dos artigos 24 c
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparejam na sala das sessoes da mesma junta nos
das cima declarados pelo meiodia.compelentemen-
le habilitadas. ,
E para constar se mandou affixar o prcsenle'o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesourarla provincial de Pernambu-
eo 13 de marjo de 1851. o secretario.
Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
l. as obras do 21" lan jo da estrada do Pp d'Alho
serao totas de conformidade com o orjamento, plan-
la e perlis, approvados pela directoria em conselho
e apresentados a approvajao do Exm. Sr. presidente
da provincia na iroportaueia de 14:9608000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zodc nm mea e serao concluidas no de 12 mezes, am-
boscouladosna forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
realisar-se-haemquatro preslajOes iguaes : a pri-
meira depois de feilo o primeiro lerjo das obras; a
segunda depois de concluido o segundo terjo ; a ter-
ceira na occasiao do recebimento provisorio ; e a
quarla depois da enlrega definitiva, a quai realisar-
se-ha um anno depois do recebimento proviso-
rio. r
4. Seis mezes depois de principiadas as obras, de-
vera o arrematante proporcionar transito publico em
toda a extenrio do tonco.
. Para tudo o que" nao se acha determinado tas
presentes clausulas ueui no orjamento. seguir-se-ba o
que dispOe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunriaco.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico que no dia 6
do abril prximo vindouro vai novamente a praja
para ser arrematado a quem mais der O'rendimenlo
do imposto do dizimo do gado cavallar nos munici-
pios abaixo declarados:
Limoeiro avahado animalmente por 588000
BreJ<> 508000
A arremalajilo ser feila por lempo de tres annos,
a contar do 1. de julho de 1853 ao fim de junho
de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arrematojao
comparejam na sala das sessoes da mesma junto no
dia cima declarado pelo reio da, competentemente
habilitadas.
Epara constar se mandou affixar o presente pu-.
blicar pelo Diario. .
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernambu-
co 4 de marjo de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
OIHm.Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, de 7 do cor-
renle. manda fazer publico, que nos das 4, 5 e 6 de
abnt prximo vindouro, peraulea junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arremalar a quem
por menos fizer a obra da oadia -a cidade do Rio
Formoso, avallada em 33:0008000 rs.
A arrematojao ser feila na forma dos arligos 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio do 1851
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esto arrematojao
comparejam na sala das sessoes da mesma junto, nos
das cima declarados pelo meio dia.compelcntemen-
le habilitadas.
E para constar se mandn afilvar a presente e pu-
blicar peloDiario. '.
Secrclaria da Ihesouraria provincial de I'ernambu-
co 13 de marco de 1851. O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annuneiacao
Clausulas especiaes pura a arremalacao.
1.a As obras serao feitas de conformidade com o
orjamento e planta,nesta dala approvados peto direc-
toria em conselho, e apresentodos a approvajao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
33:0008000 rs.
2. O arrematante ser obrigado a dar principio as
obras no prazo de dous mezes, e conclu-las no de 20
mezes, contados de conformidade com a disposijao
do arliso 31 da lei provincial n. 286.
3." Para execujao das obras, o arrematante deve-
r ter um meslro pedreiro, e oulro carpios da confi-
anja do engenbeiro cncarregado da obra.
4. O pagamento da importancia d'arrematajSo se-
r feila em seis presta joes da forma seguale: a pri-
meira da quanlia de um dcimo do valor-da arreina-
lajao, quando esliverem feitas todas as plantos al o
nivel do pavimento terreo, e juntamente o cano d'es-
golo ; a segunda da quanlia de duu decimos quando
cstiverem feitas lodas as parles exteriores e interio-
res at a altura dereceber o travejamenln do primei-
ro andar, e assenladas todas as -grades de ferro das
ja nenas : a terceira da quanlia de dous dcimos quan-
do esliver assenlado todo o travejamento do primei-
ro andar, feitas todas as paredes al a altura da co-
berto, e embujadas os cornijas ; a quarla tambem de
dous decimos, quando esliver prompla toda acoberla,
.-sentada o travejamento do forro jo primeiro andar
rebocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
quinta tambem de doosdecmos,qMandoesliveremcon.
vajao do nxm. presidente da provincia, na imuor-
lanca de 8258000 rs. e
2.0 arrematante dar principio s obras no pra-
zo de quinze dias, e dever couclui-las uo de tres
mezes, ambos contados de conformidade com o art.
31 da lei n. 286.
3. O arrematante seguir naexecnrao lado o qae
lhe for prescripto pelo engenbeiro respectivo, nao
s para boa execojao do trabalho como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lempo para o servijo
pblico todas as parles do edificio.
4. O pagamento da inportancia da obra verifi-
car-sc-ha em duas prestoces iguaes: a depois
de fcitos dous tercos da obra, e a seguanda depois
de Janeado o termo de recebimento. ,
ff' Nao haver prazo de responsabitlidade,
6. Para ludo o que nao se acha deerminado as
presentes clausulas-ncm no orjamento, seguir-se-
ha o que dspde a toi n. 286. Conforme. O se-
cretario, Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
O Ihm; Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 28 docorren-
le, manda fazer publico,que nos dias 18, 19 e20 de
abril prximo vindouro, pcranle a junta da fazenda'
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
majf ofterecer, o aendimerto do imposto da laxa da
barretea de Santo Amaro de Jaboato, avahada em
4:0008000rs. por anno.
'A arremalajaoser feila por lempo de 14 mezes
contar do l." do maio do corrento anno, ao fim de ju-
nho de 1855.
As pessoas que so propozerem a esto arremalacao,
comparejam na sala das sessOes da mesma junta."nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
Epara constar, se mandou afflxar o presente e pu-
blicar peto Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambn-
co 30 de marjo de 1854.
O Secretorio,
Aulonio'Ferreira da Annunciaaio.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm mmprimoulo da resolu-
j3o da ioiila da fazenda, manda fazer publico, que
no da 27 de abril prximo vindouro, vai novamen-
te a praca para ser arrematoda a quem por menos
fizer, a obra do acude dapovoacaode Salgueiro ava-
hada em 2:5309000 rs.
A arrematojao ser feila na forma dos arls. 24- e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arrematoca
comparejam na sala, das sessoes da mesma junto,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandod atusar o prsenle
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco 28 de marco do 1854.O secretorio, Antonio
Ferreira da Anunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1." As obras deste ajudc serao feitas de conformi-
dade com a planta e orjamento apresentados nesta
data ii approvajao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 2:5305000.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serSo' concluidas no de 10 mezes a
contar conforme a le provincial n. 286.
3.c A importancia desla arrematojao ser paga
cm Ircs preslajos da jnaucira seguinle: a 1, dos
dous quintos do valor total, quando liver concluido
a metade da obra; a 2, igual a primeira depois de
tovrado o termo de recebimento provisorio; a 3
finalmente de um quinto depois do recebimento de-
finitivo, m
4. O arremtente ser obrigado a communicar a
repart jo das obras publicas com antecedencia de
trinta das, o dia fixo cm que tem de dar principio
a execujao das obras, assim cpmn trabulhar segui-
damente dorante quinze dias, lim de que possa o
engenheiro encarregudo da bra, assistir aos primei-
ros trnbalhos.
5. Para tudo o mais que nao esliver especificado
iia.s prsenles clausulas, seguir-se-ha ojque determi-
ua a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.0 secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciactlo.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz de
direilo da primeira vara do civel desta cidade do
Recife por S. M. I. e C. ele.
Fajo saber cm como por este jnizo se ha.de arre-
matar por quem mais der, findos os dias da lei e pra-
jas successivas, um sitio de torras proprias nao pe-
queo, no lugar da Ponte de Ucboa, com casa de vi-
venda c urna grande senzala, com urna inei'agoa so-
bradada que serve de recreio, cozioha fra, com
casa para escravos e feitor, estribara, casa que serve
para cocheira, cacimba em frente do sitio, o qual
tem parle murado e parle cercado, cm dous por-
tees, um de ferro e oulro de madeira, com baixa pa-
ra capime bastantes arvoredos de fructosde difieren-
tes qualidades, avahado em 16:(K)09000 rs.; o qual
sitio vai praja por execujao de Igncz Jovniana
Ramos de Oliveira contra Bento Jos da Costo como
lestamcnleiro da finada D. Isabel Maria da Costo
Ramos.
E para que chegoe a noticia de iodos mandei pas-
sar o presente edital, que ser aflixado no lugar do
coslumc c publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 14 de
marjo de 1854.Eu Manoel Jos da Molla, escrivao
o subscrevi.Custodio Manoel da Silva Guima-
racs. v
qneiro,
de seguir r
YouteiSi Coiri__
I O arsenal d!
rente, para sup
los seguidles: -
lapis, bandirasj
quenos de f|
ditos de meia ca
meia dila, preg
pedras de amo
2, 2 I [2, 3, 3 1
lanlernas de p
17, 18,19 e 20
de coco para o
posto a bordo d
ras : as pessoas |
objeclos, cmpj
indicado, com L
pecj8o do arsen
abril de 185fcNo i
Manoel Am
OIJINTVF
RECITA LIV
DOM
Depois que j
execularcm a L_
l'ortici. exec
em 5 actos ir
PHAHTS:
1 Noiaterral!
bem 'por obi^^H
No fim da per
cantarlo o e^^^^H
Em seguida w
sijao de Jos De-V
A LOUC
CONSULTA DC
Dar fim o divertime
_m
O Sr. Rib
Os biihetes _
no dia,' no escriplct
! AVISO
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Boa Esperarica,'!
querdos porto)!
pos ou Penedo r^
quer destes porto-.,
achara com 4
-^ William Boi
fax PTuIctt, arribada a ,
de Lima, eom destn*
bre rtsco a quanlj
menos, sobre o |
tendentes come
da 5 ao meio ti..
Para o Rio i
no dia 10 do
Juem no mesmo i
m barca r escrave
escriptorio de Mat|^H
PARA O RIO |
Sabe com
ConceicSo,'
to quasi todo pror.
quizer carregar <
ou embarcar c
capilao na j
Manoel Alves (_
Trapichen. 14.
Para Lisboa i
o brigue portogue.
com toda a I
regar on ir de
comiapdos, trate i
Fonsfia & Filho, i
andar; ou com o capit.
Mendonja, na Pr;i
Para a Bahia sabe
Olinda; para o reato da carga
roaos.
Para Lisboa** galer
capilao.Silverio Manoel
brevidade possivel : par
os quaes tem cellenti
sobredito eapitaoi ou com Or
paohia, ra de Apollo ji. 14.
LEJXOES.
DECLARAgOES.
Seita-feira .7 do
nh,a em ponto, o agente
mazem de M. Carneiro, i
do seguinle:guardas-loo'
ra janlsr, cade iras, sotos, mar laVat-
rlos, quadm
tros muitos objeclos que auin
como tanrbcm um-carro de 4 rodas, e um cabriole!.
'*'. "' '
Barreo de Pernaubuco.
-Por ordem do conselho de direcjo do banco de
Pernambnco se faz publico que vao ser vendidas 13
acjoes correspondentes quanlia de rs. 2:6008000,
que falta realisar para completar a secunda presta-
co de 20 % da segunda entrada de capital. Os pre-
tendenles lis mesmas acjoes podem dirigir suas pro-
postas em oarta fechada ao conselho de direccao al
sabbado 8 do correnle abril. O mesmo consellio avi-
sa aos senhores accionistas, qnc podem mandar rec-
benlo respectivo escriptorio as novas acjoes corres-
pondentes as duas prestarOes do 20 % caita ama d
segunda entrada, as ques Ihes seri entregues vis-
ta dos recibos das mesmas prestajoes.
Banco de Pernambuco 3 de abril da 1854.O se-
cretorio do conselho.-Joao Ignacio de Mcdeiros
Reg.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virlude da anlori-
sajo do Exm. Sr. presidente da proviuciu, tem de
comprar os pbjectqs seguinles : -*- mantas de 1
cobertores de papa 374, calva com vidrosl, meios
de soto garroteada 50, grosas de -boloes de osso pre-
08.46, aspadas para a eavallaria 39,-'coturnos t
dita, pares 46, penachos para a mesma 69 ; quera
quizer vender laes objeclos aprsente as suas propon-
las em ida na secretaria do conselho. as 10
horas do dia & do eorrente mez. Secretoria do con-
selho admmislralryo para fortiecimento do arsenal
de guerra 3 de abril de 1854.Jos de Brito Inglez,
coronel, presidenteBernardo Pereira do Carmo
Jnior, vogal e secretorio.
-Faeosaber a quem convier, qoe o Exm. Sr. di-
rector geral da instruejao publica, tem espassado os
courureos para prov ment das eadelras de primei-
raslclirasdsN. Senhor do O' do termo de Olitidi,
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Costa, beneficiado do ilieatro
no dia 1; do eorrente, queira dirigir-se a
sta typographia, a negoci
mesmo beneiciL
O arlisto Germano Fifancisco <
Goncab
bel, a u
seu favor
Tendo
ro cm : i
decori
actual
Maari
tf\ie sirva-se dar. o aspee
rter o seu p i
i subida prova de afterjao da parte;
^^L Sr. Agr, pede a todos os seos-amigos, ha jaro t
decoadjuvar os seus desrjos, concorrendo ao espec-
tculo sabbado 8 do crtente em favor demprez.
oque desde j Bies agradece. O artista Germano,
conta que na actualidade nada ma pode prestar que
til seja aoseu particular amigo o Illm. Sr. Manoel
tioncalves Ag"-
Precisa-se alugarum* ama forra, nu captiva,,
para casa de pituca, familia : na na das Trincheiras
0.50.



4'
_
I -*
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIM 6 DE ABRIL DE 1854.
Aos Scs- Acadmicos.
Vendo uav auuuncio dos senhores estudanle, pu-
blicado no Diario de Pernambuco de lerca-foira*
docorrenle mz. em o qual alcm Ue convidaren aos
padciros do RecHe para Cornecer pao em Olinda que
e]a grande, quc'uam-se pellr e cabellos, porque os presos das casas lein
)- propietarios .le Olinda dcclaram-llies
iilioriase quo
|f pelle e cabellos, quem
s.suas Cita! lira-
lodas as portas.J--
-sur.a^^H
o anno leatiAj, de
9 pro|irielario pode-
em alugada
-se cortamente
a do de serem
=
cnava
nor a<
guns i!
temando a cas;-
^^^V*'s 6,s n repara-la do qoe lem re-
ceblo do aluu ucl.e oul vos lia qu tiram as perlas para
lenha ea deiiam eheiade iixo,que cerlaroenloloma-
se pesada a Uref de alimpa-la.Vm proprietario.
A pessoa que quizer incumbir-se de vender uru
escravo tora desta preta, dando fiador a saevpessoa,
dirija-ae a ra do llospicio, casa o. 17, para tratar a
Prerisa-se de um caixeiro para deposito deca-
daria : a Iralar na ra das Larangeirat n. 18.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITUR4.
O senhores accionistas e subscriptores
sados para pagarem seus dbitos
ate' o da 20 do corren te : lindo este prazo
se dar" cuiupi ios estatutos.
B Meirees lem nma carta
na ruadGol aD,|ar.
Cos Magalhaes declara
ao respe ,, cidade, que comprou ao
sita na ra larga do
ora a Oliveira &
la d6 qualquer onus que
VI.l'AIATE.
a da Poule da Boa-
K de alfaiale para obras
ilieiro a juros
e>*e roupa cora toda a
Kosar
('.osla

l mesa da rmndade do Sanlissmo Sa-
Hoeiia da S. Fr. Pedro tionralves do
1 a lodos os irmaos que liverem
svein na igreja, no dia 10 do cor-
lanuSa, para acoiupanharem a
w enfermos.
assignado que nao vendi a mi-
Hreita n. i, como linlia annun-
la-feira 3 do correute.
mtonio Josa de Arantes.
na qoesaiba coziuliar, la-
ar. para casa de pouca lam-
ou dez contos de risa juros,
ibaravados para garautia : na
Uta. Sr.Dr. juiz do civej da
s arrematar, depoia da audien-
i ra Nova n. 42. a armado e
por eiecucao d.Jos Mara da
onlra Demingos Jos Rodrigues
is de casa em ultima prava, uu< dia
ra da tarde.
oSr. Joaquini Bap-
1, cnsul portuguez eb Per-
nh.a ja' lio sciencia dos por-
, que contra elle e o seu chancel-
el Jos' Aires assignaram a repre-.
~~o c rgida ao governo de Portugal,
^ ui Signatarios da referida
quesedirvidEi- da existen-
ilgum, ou alguns dos sig-
tblico (uaes essas pessoas
ou nega a lirma, para
ecam competentemente,
romptas a radicarem as suas
Isto Ibes pede
Um dos signatarios.
a Portugal ao Exm. Sr.
indo pava dar assuas nr-
^^^H bouras fnebres
>. Mara II de sau-
\equiasque se cele-
estas foram feilas
-iraando devia
de-se que se publique
^^^Hhj tal fin.A
rectora. He
^Kmereceirienrao
ti para talado
Igurt arligos; pois
patacho Arrogan-
Hit de fazer parte
:a da repugnancia
os porlnguezesa con-
esse lim, cono se prnva rom
fulos uo-Diariu de Pernambu-

por si, e como, procuradora
uo Mara de Seixas, ren-
que sobrado n. 2
11 casal est' com
1 -ser arrematado em
-entonga obti-
lesqoila; Dulra sem
os credores da
no alias o de-r
Basados na qeslao
^^^Hfc carador
^^^Bsr e proseguir
^^Hfetse como era do
n sua qualidade de
1 que lora aberta ao
is-as leis auligas e
imperio, e pelo que
^*ule coulra'os auto-
Lniunslruosa c contra
cm, protesto inser-
do Brasil; vem
_3 o imperio pro-
t es violar Ao e
Ka o uovtssima:
Mesquita&Dutra
lo pelo juizocommer
seu casal estavam
nes ao juizo da fallencia:
vjuenlcs cm todas as reu-
receram, subjeiladu-sc ao
las fallencias pres-
ria inonstreoso que um
pretendido- capital e ju-
1 domis credores. que
e igualdac,
1 Krancisco Alvcs da
e frita em 1842 e pro-
ka* em giro-commer-
,do referido iiistrumcnlp, e
ab o dominio e fojea a Icgis-
* qual evidentemente lio a
., 15 de^maio de 1776,
knbro de 1756 S 10 e 22; que
Mw de fallencia, o dircilos dos
Me dos cherographarios, etc.,
poder valer ios ditos exc-
mandarcm rcsislrar uo Iri-
I .a referida bypotheca,
ff) querendo rom.sse regs-'
orgado pelo cdigo que
vigorar em- 1851 (or.
0 essabvpotheca fora lavrada
ora, he'o que jamis po-
r.ice do 3 do art. 179
declara expressamenteque
silo relroacllvoe aindamis em
decrelo n. 737 de 25 de
'fjjuarlo, poique he claro1 luz
credores Mosquila (S Dutra
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se inri completo sortimento
de fazendas, linas e ^grossas, por
precos mais baixos do qye emou-
ti-a qualquer parte, tanto em ^por-
C/Ses, como a retalho, alliancando-
ompradores ,um s prev !
i todos : este estabelecimenfo
ahrtc-ise de combinacio com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Ira netos, allemaas e suis-
'sa, para venderfazenda* oais em
I conta do que se tem vendido, epor
wto offerecendo elle maiores van-
tagens do qu outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, eao publico m ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazetadas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Na ra da Cadeia Velba n. 72, precisa-se alu-
gar um prclo quo saba coziuliar o commuin de una
casa.
Precisa-se aluiiir urna prela que cozinhe o dia-
rio de ama casa, e faca lodo o mais servico, lano
externo como interno ; paga-se bem : na ra da As-
surapejio 11.50.
Precisa-se al ligar um prclo queseja fiel c cn-
lenda de coziuliar, para servir cm una casa inglcza:
queni o lver pode dirigir-se a ru do Vigario n.
5,-ou aununrie para ser procurado.
Funeral da Sra. D- Maria II de Por-
tugal nesta cidade.
Com esle Ululo acaba de sabir, luz um folheto,
remiendo alcm do semino do Jllm'. Sr. padre-ineslre
Gapistrano, a c\posc;ao descriptiva c cncomiaslirn
desse solemne acto, cm diversos arligos em proza e
verso. Est a venda as livrarias ns. 9 e 20 da ra
do Collegio, alSOOO cada cxemplar.
O Sr. I.eopoldino de l.emos Duarte lenha a
bondade de dirigir-se a Cinco Ponas n. 66 que se
lhe deseja fallar a negocio de seu inleresso.
Ahiga-sc um sobrado de ilous andares com bas-
tantes commoilos. porla de cocheira e cavalleirice,
sito na ra da Aurora u. 22: a Iralar na niesma ra
n. 26, sobrado da quina.
A pessoa cjue acliou dnus papis, sendo um re-
quer ment assianado pelo Exm. bispo, e urna cer
lidto assignada pelo vigario da freguezia de S. Jos,
pertencenles ambos os papis a Mara dos Prazeres
Bezerra, a qual perdeu no dia segunda-feira 3 do
corrale, querendo por sua bondade restituir: diri-
ja-se ao deposito de farinlia defronle da ribeira.
Negocio va'ntajoso.
O dono da loja ile calcados, intitulada Estrella 19,
na do ivramenlo, em um dos melbores locaes, mui-
ito afreguezda em calvados esurragem de couros, d
por balance i qualquer pessoa habilitada c diligen-
te, dando para' isso garanta no que receber, e
leudo o seu ordenado nos lucros; faz-se este negocio
por motivo de molestia, e larabem vender-se-ha que-
rendo, sem fundos para quem lem pouco dinheiro:
na inesma loja se achara com quem tratar.
O advocado Luiz Lopes Caslello Branco, mu-
dou seu escriplorio para a ra do Queimado.'sobrado
n. 2. que faz quina para o neceo do Peixe Frito, on-
de poder ser procurado das 9 horas da mauha as 4
da tarde. -r
Trjbuo ao mrito.
Acaba de lomar posse do lugar -de contador da
Ihcsouraria desla provincia, para o qual foi Hornea-
do, o Illm. Sr. Joao Fernandes da Crnz, que por
mnito lempo xcrceu o lugar de oflicial-maior da
mesma conladoria, e ltimamente o de cliefe de scc-
C;1. lugares esles que o Sr. Cruz desempenhou rom
urna pericia tal, ecom lamanlia probidade que defe-
l'arle se lornou credur da'maior eslima, respeifo e
considerado de lodos quaulo compunham a digna
reparliro. da qual elle ora lio o cliefe. Parabens,
pois, ao Sr. Cruz, e louvores ao governo imperial
por urna nomeacao lAo digna, por tilo acertada es-
collia. '
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
lia tua-larga do Bosario n. 36, segundo andar.
NOVO ROMANCE PELO SR.
DR. MACED0
autor da Moreninha, Mo<;o Louro, Dous
' Amores, Rosa, da comedia Phantasma
Branco, da tragedia o Ceg, ede outras
composiciles de gosto e merec ment,
pnixcireou vo foluetkh
IAB16T4tf.430'
DE TEKCA FEIRA 7 DE MARCO.,
Abrio-se urna assignalura desta follia,por 39 rs.,de
mareo a junho. lendo os senhores assiguautes, nlm
de VICENTINA em folbetim, loda a vantagem
dos dcsenlins, msicas, figurines coloridos e retratos;
sendo os primeiros destes os dos senhores conselliei-
ros
PAUL1K0 JOS SOVRES DESOUZA
JOS CLEMENTE PERE1RA
queserSo dislribuidos no correte mez, assim como a
nova quadrilha Saudades da Parahiba linda
mspiracAo do Sr. J. J. Goyanno :
TUDO ISTO POR 33OO BS. PARA A CORTE E
JjOOO PARA FORA.
na loja do editor Paula Brto, prava da Constiluicao
11. 61, e na loja do Canto da ra de S. Jcrge.
Os que quizerem em vez de assignalura, lomar
urna achilo de 100000 rs., (crSo sempre de grara a
Marmota, com lodos os seus avulsos. c mais nimia
6 por ? em dinheiro, pagos de 6 cm 6 mezes no es-
criplorio da empreza, prava da GinsliluicSo 11. 64,
no Rio de Janeiro, 011 ucsla ridade livrari.i da pra-
va da Independencia o. 6 e 8.
rQuem quizer cncarrcgar-sc de curar um- mo-
lecoleque tem urna ferida na perita, precedeudo um
ajuste, aiiiiunvir para ser procurado.
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico de
casa de urna pessoa ; na travesa de S. Pedro n. 2,
segundo andar. ,
COMPRAS.
rada de casa
la a um cont de rcis, em-
boca nao o da cidade ; nesta
^^Hnvos de ambos os sexos, tanto
ni para [or;i dola, paga-se bem
agradaudo as pessoas ; na ra da (iloria 11. 7.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 10 a
> annos para dentro e fra da provincia, tendo boas
figuras pagam-se bem: na ra Dircita 11. 66.
-- Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 35 annos, e tambem recebem-se para vender em
commissao; na ra Direila 11. 3.
Compram-se dous ou tres loneis que lenham
sido de azeite, e que levem de duas pipas para cima :
a tratar na padaria do paleo da Sania Cruz u. 6.
Compra-se pata cues brasileiros e Hes-
nanhes: na ra da Cadeia do Recife,
loja de cambio n. 24.
VENDAS.
Retirando-me deste imperio, rogo aos'mcus
rredoresde apresenlarein suasvontas.(Jossel
Bimont.
Precisa-se alugar.....molvquc para servir ans
mo^os soltaros: na Boa-Vista, ra da tiniao quarla
casa, 011 na ruado Lvramonlo n. 36.
No dia 7 do correntc pelas 10 horas da manhSa,
no escriplorio do consulado de Portugal, se ha de
proceder a arrcmalaeSo dos bens do finado subdito
porluguez Fernando Antonio Fidi, cousislindo em
onro, prata, livrose movis de sua casa.
CIIRYSTALOTYPO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo. .
Aterro da Boa-Vista n, 4.
- De caixas, quadros, medalbas, alfineles c pulcei-
ras ha um rico sortimento para collorar retratos,
por prevo muito baixo.
Alaga-se ou vende-se um sillo de Ierras com
quarenta e tantos ps de coqueiros todos dando fruc-
lo, bastantes mangueiras, cajueiros, e outras muitas
fruteiras, terreno para boruilice, mandioca, caima e
ludo o mais que se quizer plantar, com casa de taipa
coberta de palha, cacimba com boa agua, no lugar
da Piranga, freguezia des Afogados, por preco com-
modo : na ra larga do Bosario n. 41, das 9 horas
da -manida al as 4 da larde. ~
Aluga-se urna excellcntc casa terrea na cidade
nova de Santo Amaro, a qual tem bastantes commo-
dos : quem a pretender, cotenda-se c*m o proprie-
lario Antonio Jos Gomes do Correio.
pto, na legislajao espe-
842 0806 do cod. e 133 do
-tb como a fallada hy-
ratidade que Ih'oulorga os arjs.
1 de novembro de 1850 e
:.: quinto e finalmente, porque
1 i 1 Si Dutra slo devedures ao
eoutas particulares
ie absorvciii a morjiarte da
lude, pois, iRs razos
'iriti
ra essa executito, e
cm tempp competente
lar esaa arrenm haver-sc pro-
ved ido 9 mente postergada
-Je a iniviavio
dio o apio-
rf nnllum tt ab inicio tractu
1 o Sr,
.c a 14 ama-
nulo, hem uc-
se ben>
(esta, c
wc-, uo don'
em met poder,

na- pro-
11 praea
'ira da Pa-
:>evoe
O abaixo assignado, alcm das diligencias que
particularmente tem feito, segunda vez recorre as
folbas publicas, para que apparevn o errdor de urna
leltra sacada por Jcronymo de Albuquerquc Mello,
aceita por elle abaixo assignado, c rndossada por Ma-
nocl Jos de Olifcira e Mello, da quanlia de 8008
rs., vencida no mez demaiudc 1832, salvo o engao
do lempo, para que seja a presentada ao Sr. Jos Ma-
ra Ferreira da Cimba, morador na ra do Queima-
do na cidade do Recife para ser paga, protestando o
abaixo assignado, que nao pagar um real de juros,
porque uSo lhe sendo apresentada dita lellra at bo-
je apezar dos esforvos do abaixo assignado para saber
quem a possuc, e pagar seu importe, que promplo
lem estado desde o dia de seu venrimento, e at boje
anda est por saber quem a possue. Engenlio Pin-
dobal na cidade de Nazarelh 1. de abril de 1854.
Francisco de Pauta Borfe% llehoa.
Perdeu-6e no domingo 2 do corro'nte, na ma-
triz da Boa-Visla, por occasiito do sermao pelas7 ho-
ras da noile, urna pulreira de ouro com esmalte :
quem tver adiado, querendo restituir, pode levar ao
aterro da Boa-Visla, segundo andar por cima da Co-
cheira do Sr. Antones, ou na ra do Anint-im n. 35,
casa deTasso limaos, quo ser gratificado.'
Prectsa-se de urna ama de leite para criar,
sendo que nao lenha filhos ; paga-so bem : na ra
da abobada da Fenlia n. 33, que achara com quem
tratar. 1
Estampas de santos e santas.
Chegou loja de miudezas da na do Collegio n.
1, novo sortimento dos seguales nomes de santos e
santas em ponto pequeo c grande; S. Luiza, Aujo
da Guarda, N'. S. do Bom Consellio, N. S. da Con-
vci<;ao. S. Martinho, N. S. do Rosario, S. Thcrcza,
S. Carlos, N. S. entregando a S. Pedro a chaves,
N. S. do Carmo, Adorado dos sagrados coracoes,
Salvador do Mundo, S. Antonio, S. Jos, S. Agos-
linho, S. Fraucisca, S. Antonia, S. Joanna, asri-
rcenlo de Jess, -S. Mara. S. \*\i Gonzaga, Sa-
grada Familia, S. Francisco de Paula e de Salles,
S. Pedro S. J'aulo c a Igreja, S. Joilo Bnplsla, S.
Miguel, N. Seiibor Crucificado, N. S. das Dores,
Desciment da Cruz, assim como eu(ras|muitasquc
se deixam de annunciar. ,
Aviso aos rapares solteiros.
Gliegou loja de miudezas da ra do Collegio 11.
I, umsegrcdoquc s vista do comprador be que
se pode mostrar, be fazenda de primeira qualidade,
marca V. B. B. ;a ella antes que se acabe, porque as
eiicomniendas sao muilas.
0 Sr.'Pedro, que foi ejicadernador
napraca da Independenci:., queira lval-
as obra? que tem da livraria n. C e 8 da
mesma praca.
A mesa reedora da trmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de Santo Antonio
:do Reeife, convida a seu. cbarissimo* irmaos para
comparecerem no mesmo convento, no da 7 do cr-
reme pela 1 ;i liora da larde, para encorporados,
aeonipaoliarem a procissao de'Triuntpho, para que
fonfos convidados pela respeilavcl ordem lercelra do
Carmo.
A pessoa que ouereecu cem mil rls pelas duas
5aj IIOMEOPATHA.
O Dr. Casanova mudou-se para a ra das @
Cruzes n. 28, segundo andar. &*
<&<& @e:@
3 Uma mulher de cor e de'capacidade, e que d
fiador da sua conducta, prope-sc a ser ama de casa
de pouca familia ou de liuiuem sollciro, Tazeudo lodo
servico de cozinhar ou do engommar : pode ser pro-
curada 110 paleo do Carmo, as tojas da casa u. 50, a
primeira a vollar para a Camboa.
O Sr. Joao Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, tem urna carta uu
livraria n. 6 e 8 da praca. da Independencia.
Aluga-se *m sitio
na estrada dos afilelos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e fundo, e com muilas Iructciras :
quem o pretender, dirija-sc Ponte de Uchoa em ca-
sa de Fraucsco Antonio de Oliveira Jnior, que tam-
bem o permuta por predio na prava,ou vende.
@Sf@@@S:8b@
@ O l)r. Sabino Olegario Ladgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Fraacisco
(mundo novo) 11. 68 A. g
tfe@Sg:@}3@@@
Jos Goncalves Salgado retira-se para Por-
tugal.
Muito se precisa saber, se nesta cidade 011 fora
della, existe algum prente ou hrrdero da finida
Mara Gomes de Amorim, e no caso que exista, mui-
to se lhe deseja fallar para negocio de seu muilo inte-
resse: na ra Augusta taberna n. 1, ou no en gen lio
Soccorro.
Casa da aferieao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no dia 1 de abril.correte, a linalisar-se no dia 30
dd junho proximu l'uluro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal.
Engomma-sc com milita perfe^o e tambem la-
va-se de saldo 11a ra Augusta, passando o quarlei-
ro de sobrados na quarla casa, terrea,- defronle de
urna fabrica de charutos: quem quizer dinja-se a ca-
sa mencionada.
O abaixo assignado eflorece os seus serviros por
prevos limitados, pira dar balanvos cm tabernas, c
fazer cscrpturavoes, nao s para estes eslabelec-
iiientns como para qualquer pessoa particular ; os
prelendenles quaudo o nao achem cm casa na ra da
Senzala Velba 11. 112, lerceiro andar, podem doiiar
seus nomes uo primeiro, para seren procurados.
j| Firmino Jos Flix da /osa.
No dia 8 do correte abril, depois do meto dia,
se ha de arrematar cm prava publica do Illm. Sr.
Dr. juiz municipal da segunda vara, na casa das au-
diencias, por ser a ullma prava, a renda da casa de
sobrado de 3 andares u. 7 da ra do Vigario, a re-
queiimenlodo consenlior Francisco Joao de Barros,
avallada por 1:0009000 rs. animal, por lempo de tres
annos, cujas coodcdes do arrendameuto se acbam
exaradas no escripto cm m.lo do porleiro do juizo
Joa dos Santos Torres, esvrivSo Baplista.
Quem liver contas contra a barca inglcza Ha-
lifax'Paclict, capilao William Boig arribada a esle
porto na sua viagem de Calhao de Lima para Cork
. queira apreseola-las no consulado brlannico ale o
da 5 do correnle antes de mcio da, e depois desla
dala ido se ficar responsavel por conta alguma.
fValtmn Vredenburg.
A mesa regedora da irmanda'de do Sr. Bom Je-
ss dos Passos do BeciTe, convida os seus irmaos, pa-
ra se reunrcm no da 7 do correnle pelas 2 c meia
horas da tarde, na igreja do Corpo Sanio; para, encor-
porados, ireni acouipanhar a procissao' do tramphu
que lem de sahir da ordem terceira do Carmo.
^-Clovis Bouneaull, rctira-se para o Bio de Ja-
neiro.
Balbina Custodia de Oliveira Bego, mulher de
Manuel de Bczende Bego Bairos, munou, na ausen-
cia do seu marido, a. sua residencia para o hairro do
Recife, rna da Seuzala Nova, sobrado n. 40, segun-
do andar..
Vende-se um escravo moco, de boa
conducta e bom cozinbeiro, tanto de for-
n como de fogao : na ra Direita n. 66.
KAYALHAS A COPiTESTO E TESOURAS.
INa ra da Cadeia do Bccife n, 48, 1 andar es-
criplorio de Augusto C. de Abrcu conlinuam-se a
vender a 8,000 ris o par (preco lixo) s j bem co-
uheridas e afamadas navalhas de barba, feilas pelo
hbil fabricante qoe foi premiado na .exposijflo de
Londres, as quaes alm de durarem exlraonlinaria-
Ic ido se seutem no rosto na nevao de corlar: ven-
dem-se com a condivao de ido agradando podercni os
compradores devolve-lasiilc Ijdias depois da compra,
restituiudo-sc o importe; id mesma casa ha ricas
te.-ourinliiis para unlias feilas pelo mesmo l'abricanle.
ptimo vinlio de Collares,
em barris de 7~cm pipa: no escriplorip de Augusto
C. de Abrcu na ra da Cadeia do Bccife u.. 48, Io
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos quantos at agora
lem apparerido: no escriplorio de' Augusto C. de
Abreu na ra da cadeia do Recife 11. 48, Io andar.
Vende-se um pardo sapaleiro c bolieiro, de boa
conduela, urna rela de idade 16 annos e um mnla-
liulio de idade 14 anuos, ludo por preco commodo, e
um inoleque : na ra da Gloria n. 7.
PALITO'a DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio 11. 4, c na ra da Cadeia do Reci-
to n. 17 ; vendenvse por prevo muito commodo.
Vende-se urna negra anda mora, que sabe la-
var de brrela e sabao,- e tambem sabe vio servico de
campo por ter viudo do mallo : quem a pretender,
dirija-se ra do Crespo n. 6.
Vende-se una casa torrea de pedra e cal, em
cldo proprio, na cidade de Olinda, na ra do Jogo
da Bola 11. 19. casa que faz quina : a tratar na ra
do Livramento, loja n. 16.
Vende-se nma carrova com arreins para ca\ al-
to, com pouco uso : na ru Nova n. 27.
Vende-se muito boa manleiga franceza a 500
rs. a libra : na ra Augusta, taberna n. 1, por baixo
do sobrado que foi de Jos Maria.
Vendem-se duas escravas que en-
gommamecosem bem, ambas mocas e
de boa conduela, um preto cozinheiro,
tanto de fogao como de torno, muito bom
escravo, um mulatinho de 16 annos, bom
para pagem, todos,por preco razoavel:
na ra liireita n. 66.

Venderse um lindo cabriolel com
um bonito cavallo : na ra da Sen-
zala, cocheira deJoaquim Paes Pe-
t^ZUffl reir da Silva.' Tambem se vende
cada nina das cousas separadas.
Vende-se um lirado de ferro grande, do qulocj
Koniao, com conchas e correles de ferro, ludo no-
vo, por preco muito commodo: os preteudcnles d-
rijam-se a Antonio Leal de Barros, na ra do Vi-
gario n. 17.
:.
Na ra do Crespo, loja n. 25,
vendem-se cortes de casemira prela fina a
59000, sarja prela larga, fazenda superior, a
*j| 29OOO o covado, sclim de Maceo muito encor-
pado a 29500. chales de laa oscuros a 800 rs.,
panno pelo e azul a 35COO, cortes de casemi-
ra parda a 29OOO, dula franceza larga com
iv algum mofo a 200 I, o covado, ditas limpas
-muito finas a 240, riscados fraucezes de cores
lixas a 180, riscados de linbo os melbores que
ha/10 mercado a 240, c oulfas muilas fazen- @
das, jior prevo haratissimo. @
SAL DO ASSL'.
Vende-se sal do Ass, a bordo da lancha nacional
Nota Esperanza, Tundeada defronte da esvadinlia da
nlfaudK : a tratar na la da Cadeia do Recife, to-
ja n. 50^ de Cuulia 61 Amorim.
OVAS DO SERTAO.
-Vendem-se muilo frescaes ovas do serto, por pre-[
o commodo 'ado, loja n. 14.
Vende-se fe branco, em
cas de alque e de oulra quah-
dade por 691 s do llamos n. 2.
Vende-se urna escrnva, ciioula, de idade de 26
a 27 anuos, que cneoinma, lava,cozinha, e lie muilo
carinhosa ; vende-se por sen dono relirar-se': para
ver e tratar, no Forte do Matlos o. 12, primeiro an-
dar.
Vende-se ulna escrava, que cose, engomma, co-
zinha e lava de varrethvabem: quem pretender di-
rija-se a ra das Trincheiras n. 48 segundo andar.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife
n. 10, superiores.palitos de panno preto forrados de
setm, por commodo prevo, casemiras de cores de
goslos muito modernos a 49500, 59000 e 59600, ditas
pretas a 59500, 69OOO e 79000 o corle, muito finas,
panno preto fino a 39500.49OOO, 49500 e 59000 o co-
vado, superior qualidade, merino preto a I96OO e
29200 o covado, sarja hspanhola* para acabar a 29
rs. o covado, alpaca prela n 560, 680, 800 e 900 rs. o
covado, c um completo sortimeulo de fazendas bara-
tas, que se d amostra: Da ra da Cadeia do Recito
n.10.
Vende-so unco para empalhar cadeiras, lano
em porrao como a retalho; assim como se vende pa-
liaba j prompla para empalhar loda a qualidade de
obras, como sejam : sofis, cadeiras, marqnezas etc.,
ludo de superior qualidade : 11a ra da Cadeia de
Sanio Antonio 11. 20.
Vende-se feijo mulatinho muito superior, por
nlquere : na ra das Trincheiras 11. 5. .
Vende-se um lindo mulatinho de idade 14ian-
nos, pouco mais011 menos : quem do mesmo preci-
cisar, dirija-se ra da Praia 11. 29, que achara com
quem Iratar.
. Vendem-se ap'parelhos para cha. aznes, roxos
e cor de rosa, ditos para mesa de jantar, pmtos azucs
liuos, e outras muilas lencas por pieco commodo,
rh-brasilero a I96OO libra, di lo en va xas de 8
libras a 19280, dito da India a 2S0O0 e 29560. doce
cm frasquinhos, frasquiuhos de conserva, chocolate
cm libra a 320, fariulia de gomma a 120 rs. a libra,
vulio engarrafado a 19000 o 19280. e oulros mailos
ebjeelos por-prero mais commodo do que em oulra
qualquer parle : defronle da matriz da Boa-Vista u.
88, quina do Hospicio.
Vende-sc una prela, rrioula, com idade de 20
a 25 aonos, que cozinh, engomma e faz o mais ser-
vico de casa : na ra da Peuha n. 23, primeiro
andar.
Delouclie, relojoeiro.
.Vendem-se relogios e cpncerlaip-se, mais
barato do que em oulra qualquer parle ; as-
__sm como ten. vidros, correule e chaves :
a ra Nova 11.11. Tamban vende agu argcnlo-
magnetica para pratcar.
Vende-se urna casa terrea muito larga, na ra
dos Coelhos 11. 3 : a Iratar com o seu dono Herme-
negildo Gonvalves da Silva, na ra do Queimado n.
10, loja.
! Na ra do Vigario n. 33, vendem-se saccas com
superior familia de mandioca, por prejo commodo.
Vende-se um escravo por prevo commodo : na
na da Praia n.' 29'.
, PENEIBAS DE ABAME.
Vendem-se peueiras de rame com aro de folha
de (landres, muilo fortes e bonitas, assim comocao-
dcrns de latao para estudaule, e de parede, por pre-
to muito commodo: na ra da Cadeia do Recito n.
64, leja.
a:S@@@3
Conlinua-se a vender a bordo do patacho
Clementina muito boa farnlia de mandioca,
per preco commodo, e para porgues se far
algum aba'.meiito : a tratar no escriplorio da
ra da Cruz n. 40. @

be
pon
W
13om e barato."
Na ra do Passeio, loja u. 9, de Albino Jos Leite,
vende-se um grande c variado sortimento de cortes
de ves cambraias de barras, pelo di-
minuto prec.o de 39OOO, 3500. 43OOO e 4*500 cada
um, ditos do dita a 35OOO e 39100 ; a elles, antes que
se acnbem.
Na rna da Pcnha n.2, primeiro andar, vende-
im esrrivo excelU^^^^^^^^V* capaz de
----
andar, terr.
ra rndr-se chapeos de r
prejo,
Feijao.
No armazem do Sr. Guerra defrunle do Irapielie
Jo algodao, tem para vander-se feijao mulalinlio
muito novo,* em saccas grandes : a tratar na ra da
Crnz n. 15, segundo andar.
A o barato.
Na loja de Guiraares & Henriques: rna do Crespo
n. 5, vendem-se le.nros de rambraia fina e de puro
linbo, pelo barato preco de 59 e 49300 a duzia, sendo
cada duzia em ama caixinhacom lindas'estampas.
Caixas p ara rap.
Vendem-se superirescaixas para rap feilas na ci
dade de Nazarelh,' pelo melbor fabricante deste ge-
nero naquella cidade, pelo dimiuulo preco de 19280 :
na ra do Crespo loja n. 6. t
Vendem-se relogios de ouro c praia, mais
barato de que em qualquer oulra parle:
na prava da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes '
a carij, os melbores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulroo de diversas qualidade* por me-
nos prevo que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrica de Todos oe Santoi na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Crnz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prevo commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, ebegado de Lisboa presentemente pela1
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e cm velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal'
de Lisboa em pedra, uovissima.
Vendem-se em casa de Me. Cahnont & Com-
pauhja, napraca do Corpo Santn. 11, o seguinlc:
vinho deMarscilIcem caixas de 3 a 6 du/.ias. linbas
em n o vellos ccarrcleis, bren em barricas muito
grandes, aro de milaosortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Oler,
gulam doi
armazem 1
ruado Amor*
Kirsch
irancv
no
antos, na
engeni
conta ; assim como urna porcao d
de charutos, por preco baratissim
he para se lina usar conta:
Cruz n. 26, primen*
Taixas para
Na fundjcao' de
Bowmann, na ra
do o cliafariz ,
completo sortiment
fundido e batido dd
bocea, as quaes achaii
preco commodo \
embarcam-se ou
sem despeza ao comf
Moinhosde \
"ombombasdcrepuxopara ^^^H
de capim. na fundidas de D. W. Biri
rio Brumos. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUrTj
Vende-se superior vinho
baiTsde4., 5. e 8.: no
do Azeite de Peixe n. 14, <
escriptorio de Novaes- &
ra do Trapiche n. 54-.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afregueza
com Tasso & Irmaos.
$ HOMEOPATHIA.
g M\DASrRlJZESN.28.
'$) Ko consultorio do Dr. Casanova, acbam- (i
ffjk. se i venda por 2J7
l- CIRCO VIL RIS. t
( Algumas carteiras com 24 medicamentos. X
TB Os competentes'livros 5900O W
B Craiidc sortimeulo' de carlciras c caixas (A.
ja de lodos os tamaiihos por precos cemmodis- X
W simos. H|
tfjl 1 tubo de glbulos avulsos. 500 (>
@1 frasco do ,' 011ra de tintura '*_'
escola.........19000 !S\
MECHAHISMO PARA ENGE-
NHOS.
U \mW DE FERRO DO EMEMIEIRO
DAVID W. BOWSAS, 5.l Bill DO BRIH.
PASSANDO 0 GIUFARIZ, '
ha sempre um grande sortimeulo dos seguinles ob-
jectos de mechanismos. proprios para eugenlios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
vonslrurv.io ; laixas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para aguaou animaos, de todas as propor-
Soes ; crvos e boceas de forualba e registros de boei-
ro, aguilhes,bronzes parafusos c cavilhes, moinlios
de mandioca, etc. ele.
NA MESM.I FUNDICAO'
se execalam lodasths encommendas com a superinri-
dadeja conliecida, ecom a devida presteza e coinmo-
didado em prevo. .
^ O Dr.Tliomassin, medico francez, d con- ^
@ sullas lodos ps dias uteis das 9 horas da 2?,
mauhaa al o mero da, em sua casa ra da 3*
^ Cadeia dea. Antonio n. 7. -. > ^t
candar
rs., a quen'der do mesmo esv
110 engenho Agoa-aznl |
Recife ao Sr. Mouot'l Lmrn dv
l'urlaram em mar^o do auno passado no lagar
cliamado Po-Amurello, proptiedade do engenho
Macujr mu quarlo perleucem ao Sr. do c'ngeiilio
ConceivSo-Nova cbi freguezia da Escaria, e seiis sg-
naos sao os seguinles: rodado, rlaro, grande, muilo
bem feito, novo e gordo, anda baixo muito pouco,
tem, alm de oulros ferros, 110 quarto dirito, um O
mal feilo e retorcido 110 quarto esquerdo. Quem
delle der noticia certa ser recompensado ; e levan-
do-o ao cngonlio C.onceiv;ao-Nova ou no Berife na
ra do Livniiienlo ao Sr. Joaquim Correa de Bc-
zende (cr l&OOO. A osle reupcito j se fcz an-
uuncio 110 Diario 11. 97 rio anuo passado, mas al o
prasentc neuliunia noticia lem apparecido. Suppoe-
se ler sido negociado para o sul.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPANHIA; BA DO TRAPICHE 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhara enj latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro desalas.
Formas deolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca. em salmoura.
Lonas da Russia.
La zarinas e ca vinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Relogios de ouro, patente inglez.
(Traxa ingleza de verniz para'arreios.
Arreios para um e dous cvallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicote e lampeoes para carro e cabriolct.
Couros de viado de lustre para fcobertas. '
Cabecadaspara montaria, para senhora.
Esporas de ac prateado. .
Vendem-se 9 escravas, sendo urna mulatinlia
de idade 18 annos, duas escravas de bonitos figuras
que engommam, cosem, .r/.idim e fa/.vHrlab\rin-
i lio, cinco ditos de lodo ser vivo c urna dita de meia
idade : na ra Dircita ji. 3-
VAMOS A PECHINCHA.
Mantcsa insleza muito fina a 610 rs.. assim como
aletria muito nova a :)20 rs. a libra : na ra larga do
Bosario, taberna de 4 porta- n.'39, confronte ao Bo-
sario.
. BA DO SOI., TABEBNA N. 94.
Vende-so manleiga inglea de primeira sorle a 720,
dita a 640, dito franceza de primeira sorle a 560,
dita a V,i>, aletria a329. tarinlia do reino a 140 e 120,
(lila rio Mnraiiliao a 120, (lita de aramia a 200 rs.,
gomma a 100 rs., e oulros mais gneros por mais ba-
rato prevo do que cm oulra qualquer parle.
. Vyade-se urna escrava de meia idade, sem vi-
cios, conidia e vende na na : na ra Direita n. (i(.
Vendem-se os j bem conhecidos relogios de
ouro patente inglez, e papel de peso proprio para
oscrever por vapores, por prevo commodo : em casa
de Bussell Mellors & Compaiiliia, ra da Cadeia do
Bccife n. 36.
Vendc-se um mulato de 1S. anuos, do milito
booila figura ; na ra da Traa n. 1 A, travessa do
arsenal de guerra. '
Vendem-se G00 saccas com milho,
pelo barato preco de 2S800 a 5200 a
sacca : na- ra da Praia n. 1 A, travessa
do arsenal de guerra,.
Vende-se nm preto, crioulo, para fra da pro-
vincia, de idade 24 annos, porm parece mais moco,
c tem officio de lornero c fundidor ; na Ponte Ve-
lba, casa de Jorez, tornciro frailee/,.
Na ra Nova n. 44, fabrica e loja de chapeos,
ha para vender chapeos de teluro muito finos, bnin-
cos e pretos, ditos amazonas para montaria riv sc-
nliora, ditos do Chile, linos, c bonetes de todas as
quali.lades, tanto para boniem como para senhora o
meninos, c ludo por prevo que agrada ao compra-
dor.
Vendem-se saccas com fariuha da Ierra : na
ra do Sol, taberna confronto ao porto das canoasdu
ra Nova n. 21.
Vende-se urna ptima escrava, rrioula. de ex-
cellcntc conducta, de 40 anuos de idade, sendo pti-
ma coziolieira. quilandeira c lav.ideira : na ra de
Hurtas n. 60 se dir quem vende.
Vendc-se ama casa terrea, sita na travessa do
Qniabo, ,no hairro da Boa-Visla : a tratar na ra
estrella do Bosario n. 43. .
FUNDICAO' D'AUJaOHA.
Sementes novas.
Vendc-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, os melhorcs semeutes rc-
cenlemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margando, como seja : couve Irouxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo de duasqualdades, ervilha
loria e direila. vueniro. salsa, cabos e rabanclcs de
todas ns qualidades.
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n.53de 1 hora
il larde cm v.uile at 6 da tarde achara com quem
Iratar.
Velas de carnauba.
Vendcaa-se eaixnhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Ararat?, por commodo
preco : na rna da Cadeia do Bccife n. 49, primeiro
andar.
A ade-mecum dos homeopathas ou ^
( oDr. Heringtraduzidoem por- f&
^ tuguez. S
V/ Acba-sc a venda esta imporlanlissima o- 'K'
ft hra do Dr. Hcring no consultorio liomaio- fk
palbco do Dr. Lobo Hoscoso rna do Coito- Xk
jo n. 25, l" andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invecao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SAK. .
SALSA PARR1LHA.
Vicenle Jos de Brilo, univo agente cm Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimiro americano, faz pu-
blico que lein clicgado a esta prar,a una grande por-
cao de frascos de salsa parrillia de Sands, que sao
verdadeiramento falsificados, c preparados no llio
de Janeiro, pelo que se devem acauU-lar os consu-
midores, de too precioso talismn, de cahir ueste
engao, lomando as funestos consequencias que
sempre roslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que aolepocm
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
l'orlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recenlemnle aqui chega-
da ; o annunciaulc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em soa botica, na ra da Conceic^o
do Becife u. 61 ; e, alm do recetuario que acom-
panla cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome imptesso, e se adiar sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impressj do mesmo
Traeos.
^ Vendem-se relogios de ouro, pa
i ten-te inglez, por commodo pre-
W co: na ra da Cruz n. 20, casa de
(0 L. Lcconte Feron & Companhia.
Pfriira Palma.
o alfaiale: a tratar
Pi
no aterro da
-O gcueral Seara transiera, a sua residencia da
ra do Hospicio, para o atierro da Boa-Visla, vasa
n. 38. .
Preisji-scdeum'.apara servir a una vasa
de pouca familia, rom c ra do Bosario di Boa-Visla li. 32.
MP'^^.I.T^T*J-.V....V
vareas recciilcmenle'parolas, prideir effevloar o ne-
roa do'Hospicio, que foi habitada
Pal, na casa de Joaquim Cato arma-
e se (adeudas c obi ira lingr de
Attcnc3o.
Chegou a loja de miudezas da roa de Collegion. 1,
um completo sorlimento dos seguinles objectos vin-
dosda Ilalttii balaios com lampa proprios pira vo^
tura, ditos para pao. ditos para frnla, fingindo jar-
ros, ve-Ios grande e piquenos muilo proprios pava
compras n mesmo para coslura, cesliiihas para se-
nioras e meninas Inzerem no brac,o, rilas para apa-
nliar llores, riilas para apanliar frutos; aJsira cflnio
Oulros inuilus qne se deiiam de annunciar,
Lotera de Nossa Senhora do Livramento.
'Ne dia 21, d'ojcorrciitc andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senhora, avis-
ta da grande extjacvao qu tem havido no rcsla du-
vida que a inesma corra no referido da, e espera-o
lliesoureiroque os amantes deste joao continuem a
comprar o resto dos bilhetes, os quacs'eslao venda
nos lugares j conhecidos. O Ihesoureiro,
Joo Domingues da Silva.
Arrnda-se o engenho Leo, silo na fieguezia
da Fsrada: os preleudeules pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista,'sobrado n. 53. segundo andar, que
ai-liarau com quem Iralar, ou na freguezia da Escaria,
no engenho Vrenle Caupcllo, rom Manoel (iiwival-
ves Percira Lima.
l)-se dinheiro a juros sobre penbores de praia
e ouro; ua.rua da Uloriau. 67 du lado da igreja.
^5> Z -5> J
OLEADOS PINTADOS.
Praca da Independencia.
Joaquim de Oliveira Maa, recebeu ltimamente
um completo sortimeulo de oleados pintados, de su-
perior qualidade e padroes muito modernos, de djf-
ferenles larguras, e a precos muito commodos.
ATTENCAO!!
Vcnde-se o verdadeiro fumo de aranhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
rcita n. 76, esquina do becco dos Peccados Moraos.
Saccas grandes.
Vende-se milho novo, cm saccas grandes, a 28500 :
no armazem de Tasso Irmaos, ra do Amorim a. 35.
Vende-se sal do Ass, a bordo do
brigue Conceicao, fudeado defronte
do Forte do Mattos : a tratar a bordo com
ocapitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na ra do
Trapiche n. 14. ,
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barricas de 15 du/.ias de po-
tes, em casa de James Crabtree & C, ra
da Cruz n. 42. ,
Devoto Clu istao.
Sabio a luz a 2." vriivan do livrinho denominado
Devoto Clirislo.mais correcto e acrescentado: vende-
se unir,i mente na livraria n. 6 o 8 da prava da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muito grandes e
de Nal gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da_
esquina que volla para a cadeia.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de colnrnos de couro de lustre, bem fei-
los, pelo diminuto preco de 28500 cada um.
Agencia de Edwla BKav*.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se conslanlemcnle bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallcs, cocos, passadiras de ferro cslanliado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco veas para navios, ferro da Suecia, c fo-
lbas de (landres ; ludo por barato prevo.
Na ra da Cadeia do Recife n. 00, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patento
ingle/., da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhaB, valsas, redowas, scho-
tickes, modmhas, tudo modernlssimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
VARINHA DE TRICO.
Vpde-se no armazem do Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as anualidades, que exislein no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
28400 a peca, corles de ganga -amarella de quadros
muito lindos a 18500, corles de vestido de rambraia
de cor com 6 1p2 varas, muilo larga, a 28800, ditos
cnm81|2 varas a 38000 rs., cortes de meia casemira
para calva a 38000 rs., e outras muitas fazendas por
prevo commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino preto a 38000. 38200, 48500, 58500 e
68000 rs., dito azul a 28800. 38200 e 48000 rs.. dito
verde a' 25800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela enfeslada a 58500 o corte, dita fran-
ceza muilo lina o elstica a 78500, SlOO e 98000 rs.,
sem preto maca muilo superior a 38200, 48000 c
58500o corado, merino, pelo muilo bom a 38200 o
covado, sarja preto muito boa a 28000 rs. o covado.
dila hespaiiliola a 28600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara*, e outras muitas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja1" experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Aos senhores de enge
Cobertores escuro) de-aigodaoa t~'
lo grandes e encorpados a 18400:
loja da esquina que volla para a 0
Na ra da Cadeia Vellia n.
Deane Youle & Comj
vende-se um carro americano de '.
visto na cocheira de Poirricr, no ale
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cari
armazem n. 12, ha para vender mi
da Russia, americana e brasileira, |_
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e
ralos do qne em outra qualquer I
aos que precisaren) comprar,
tambem ha barris com cal de
ximamenle ebegados.
Vendem-se lonas, brinzaO, brii
as da Russia : no armazem de N. O.]
Comoanbia, na ra da Cruz n. 4.
Calcado a 720, 800, 2$000e
no aterro da Boa-Vista loja
" '. da boneca.
Troca-se por sed ulal; ainda mesmo
vo e completo sortimento dos bem
loes do Aracaly para tollas as med
rs.; botins a 28000, sapaloes de lu
38000 rs.: assim como um aovo i
ment de calvados francezes de
tanto para hornero, como para l.
mininas, e um completo sorlimentj
ludo por prevo'muito commodo ;
dinheiro.
Vendem-se excellen les cob
18440 : na loja de 4 portas u. :
Santo Antonio.
Vende-se a tal
do Rosario 0-10, bem afre
a tern, e- com pouco* fundos,
tagem ao comprador: quen
dirija-se armazem confron
de Dos n. 22.
CrUPEOS DA MODA.
Na praca da Independencia n?. |
24, 26,28 e 30, .
vendem-se superiores chapeos de cr
glez, da melhor qulidade que-tom <
do e igualmente hrancos, chapeos.Tranceii
nilas formas e melhor qualidade pos
|io amazonas para montara de senhora.l
do Havre no ultimo navio, bonehS^^I
meninos de todas as qualidades, ludo o
razoaveis.
Vendem-se dons vehculos ou car,
rodas de carregar fazendas na allandes,
modo prejo: Iralar no caes do Ha
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de :
1 moleque de 17 asnos, 1 prela lavadeira
madeira, 1 preto de 40 anuos e 30 travs de
co : na roa larga do Rosario n. 25.
Vende-se setin preto lavrado, de muito bom
gosto, para vestidos, a 2J600 o covado :
Crespo-, loja da esqiina que volla par* a i
ESCRAVOS FGIDOS
'ti
Deposito de vinho de cham-
pagne Cliateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do' condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n- 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As c.-lixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
<
Na fundicao vTAurora acha-se conslanlemcnle um
completo sortimento de machinas de vapor, lauto
d'alla como de bixa presso de modellos. os mais
approvados. Tambem se apromplam do euconimeii--
da de qualquer forma que se pussaiu desejar com a
maior presteza. Habis omciacs serio mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como toin de
cosame afianf,am pcrfeilo Irabalho dcllas, c se res-
['unsabilisam puf qualquer defci'.O que possa ncllas
appareccr durante a primeira satra. Muilas machi-
nas de vapor construidas ueste eslabeiecimento lem
estado em constante servvo nesta provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas lem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas at nenhuns absohilamna
le, accrescenrin que o roiisammo do conbiislivel he
mui IBCOnsideravel. Os senhores deeigeuho, pois,
e uulras quacsquei pessoas que precisarem vde ina-
chinisiiio sAo rvspeilosameiilo convidados a visitar o
eslabeiecimento cm Saulo Amaro.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e'alvaiadedezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rna do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um carro coup, de mnito bom gos
lo, e algunsobjcclos 0a China, como sejam : venta-
rolas, toques de inarfim, ditos, de chara, livros de
eslamna^je-iim- hu.vo de marfim : na ra. da Cruz n.
lili, eScriplurio de Jos Candido de Barros.
Vende-se nm completo sortimento de fazendas
pretas, romo : panno lino preto a 38000, 48000 ,
581)00 e t&m, dito azol 38000, 48000 o 58000, ca-
semira pretal a 28.500, selim* preto muito superior ,
38000 e 4g000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., clim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 2C600, mqilas mais fazendas de muitas qua-
lidades, pur preco vommodo : na ra do Cres|Mi loja
n.6v J
Vende-se um prclo quo rozinba muito hem o
diario d urna casa : na ra do Crespo, loja da esqui-
na que Ivir para a cadeia.
/ Velas de carnauba.
Na rfca da Cruz o. 15, segundo andar, vendem-se
velas d carnauba, puras e cnmposlas, feilas no Ara-
caly, ftor menos prejo do que em oulra qualquer
parle. I
Vlendem-se cobertores hrancos de algodao tiras-
er, af1440; ditos de salpico tamlicm grandes, a
l82S.iS,ldifMtte salpico de tapete, a 18500 : na ra do
Crespo loju. 6.
Desappareceu no dia_26 de marco
anno, um escravo cabra por nome Anl
signaes seguinles: idade 20 annos alto]
nal, cor avermelhada, lem um dedo
d aleijado, e he bonita figura, h;
anda sempre apressado, mo se saE
fugio, mas he de rostume s veslit
sempre descalco, levou chapeo do j
pequeas, porm j usado, he nal|
Lveio ha perlo de.15mezes: roga-l
toridades policiaes e capitaes d c
mesmo, e mandarcm-un entregar i
roa do Brum armazem de assucar l
da cadeia n. 26 lerceiro andar,
pensados.
Desappareceu no dia 25doi__
ra Joaquina bem conhecda por
regular, secta do corpo, bastante i__,
do, snia preta e panno preto, anda c
la-sd4)agar semana para assin poder]
escrava na cidade de Olinda, do Sr-1*
nesla prava do Sr. coronel SalgueMC jtl
inOnio nesta cidade aonde tem t1
purtanio a todas as autoridades palie
Direila n. 26, que sento recompensa'
prnlesla-se empregar todo o rigor da I
a liver occolla.
Desappareceu no dia 29 de i
o escravo Joao cabra, o qual le
guinles: alto, cheio do corpo, ro
ca barba, nllios vermelhajos e
des, nariz regular, denles limados'
mSus gnndes, lem um dos dedos mi__
didu de um talho, anda sempre aceadc
chapeo de pallu.com urna Ola preta, e el
o pegar leve-o ao segundo andar da ej
Queimado n. 18, que ser gratificado
Desappareceu no da 3 do !.
cabra, que reprsenla 30 aonos 1
nos, cheio do corpo, alto, barba
camisa de algodao de listra, e '._______
quem o apprehender e levar a ra das
48*egundo andar, ser gratificado.
Nos ltimos dias rio prximo passado m<
vo, appareceram no sitio do abaixo a-
da Capunga, um casal de escravos rtfa
maiores de40 aonos, de nomr
rs. c pequeos a 560 rs. : na ruado Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porefies de 50 saccas pa-
ra cima : paraer, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar,, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeaer & Companhia, ra da Cruz n. 1Q,
receberam ullimamenle Si. Julien e M. margol, em
caixas de urna duzia, que se recommendaiu per sua
boas qualidades.
^ Nrua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior fliiuella para forro dcscllins, che.-
8a! VS^$&^^m&^>^ de. algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa rie Deiftne Youle & Companhia, vendem-se
os algodoes desta fabrica : na ra da Cadeia Velba
p.52.
Deposito' de farinhas de trigo-
Acha-se farnlin de SSSF a mais imva no mercado,
como tambem uw sorlimenlo de farinhas americanas:
no armazem de Deane Vonle & Loni^nlila, no bec-
co do (jqnvalves:
Relof^os de ouro inglezes:
vendem-se vn,casa de Deane Youle & Companhia.
Yenrivch-se em casa de Deane Youle & Compa-
nhia, ra/ta Cadeia Velba n. 52, ajo de MilSo ver-
dadeiro c. carvo patente, proprio para ferreiros.
ello um ca-
a^aHatero,
do para os comprar e duendo que
Urbano Jos de Mello; portento o al
pelo prsenle roga a csse Sr. ou quem
dircito.'de fallar cora*o abaixo asstend^at s 8 ho-
ras no mesmo slio, e das 8 c meia al as 4 na ra
do Collegio n, 23 segundo andiir, para Iralar do
ajuste, adverlindo que >te nao. responsabilisa por
niorle ou fuga, visto que o escravo esta bastate
docute.Joaquim de Albuquerquc Mello,
Do engenho CoroaUi freguezia de Agua-Prela
fugio no mez rie outubro rie 185,2 o crioulo de nome
Luiz, de idade de 22 annos rom os guin-
les: tem a ror de laiova, boa- altura, bem' f
corpo, ps c cara descarnados, cabell
oltios proporcionados, os rienli
cidos, na p do lado esqu
um lalhu.i e no embigo p
rocinho pomco visvi
lelba e lijollo, e sop
Casa l-'orle on no i ---------
leve-o no dito engeni
David Madeira'no c:
se lem ronlratado >
Passeio Publico n.
compensado.
Desappareceu do engi
guezia da Escaria, em outubro do ann<
escravo do nome Joaquim, com ostig:
altura regular, cor bem prela, cabera ^^^HHfi
grande com canlos entrado
e sancuincos, rostunia andar de barba
ler 40 annos de idade. En
Sr. Severao'AI'exandr.e Vill .__ ... _
ro; porm daliiausenlou.se iiov;
sent nenhuma not:
pOe-se eslar para osserte-
aplurada um
ca polica dense-
diorvs eapiles d^^H
Pena.T, 4 NL T, da Parta.UM.


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