Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01885


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.-. ,;.^.:.
XXX. N. 78.


r
mezes adiantados '4,000
sncidos 4,500..
Res^^H prieta rio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o! lo Pbreira Martins; Baha, o Sr. F.
;Maceio, oSf. Joaquim Bernardo de Men-
Parahibao&.JosRodriguesdaCostt; Na-
i Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
nos Braga ; Cer,' o Sr. Victoriano
laranliao,'o Sr. Joaquim Marques
Sr. Justino Jos Ramos. ?
CAMIHOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d.
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
. Lisboa, 95 por cenlo.
Rio de Janeiro, i 1/2 a 2 porO/o de rebate.
Acccs do banco 10 O/o de premio.
da companla de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedasde?5400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000 .,.....98000
PraU. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......18930
mexicanos ....<.. 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. l'HKAMAR DE IIOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda, s 11 lloras e 18 minutos da Urde.
MEOFFICIAL
aSO DA PROVINCIA.
I* 88 d, tur, ae 1854.
oAo Exm. marechal commiindante das ar-
mas, ta ismitlinifa por copia o aviso da reparticiloda
i do corrente, do qual consta haver-se con-
gem ao alterado II. balalho de iofan-
ollermido dos Santos Coetho, que se
lo nesta provincia, parao corpo de guar-
nraolii> da Bahia.
Ao mesmo, para enviar coin brevidode, a
r Iransmillida ao Exm. Sr. ministro da goer-
a te de oillcio do capitaofoaquim i.uizdeAzcve-
d; que pertencendoao 2. balalho de infanlaria,
passou para o 4. da mesma arma.
> mesmo, eoviandu por copia o aviso da
l da guerra de 4 do correte, no qual sede-
ncedeu passagem para o 2. balalho
'J0 alteres do .">.<* da mesma arma \'ic-
Worres.Igual copia lrtisml(io-sea
theawraria de hienda.
tAo mesmo, reroattendo copia do aviso cir-
iparlirao da guerra de 4 do corrente, eliem
ecrelo de 23 de fevereiro ultimo/ pelo qual
oado o crime de 1." e2. descrcao, aos reos
eteotarem no prazo marcado un mesmo de-
testa igual se tez aojuiz rciator da junta
nesmo, exigindo a rcmessa d urna cer-
lentamcntos do soldado Joan Carneiro
, qae perteneendo ao. bal'alliAode
passou para o 6. de intentara, afim
Exm. Sr. ministro da guerra.
r da thesouraria de tezenda, ap-
urador fiscal daquella lliesoura-
substiluido rtiiraiile a sua ausencia,
. S. propoe, vassislir diligencia de que
o d ministerio da fazenda de. I i de teve-
no, relalivamcnleas bemfeilorias.do ensc-
Novo, pcrlcncenle.i fazenda Jpicional.
DitoAo mesmo, para enviar com brevidade, afim
nHlidaarepartirJo'da guerra, nos ler-
de 7 do corrate,-'a guia do alteres do
4 balalho de iufanlari* Manoel Baptisla Ribeiro
de Parias.
10 cliefe de poMcia, remetiendo o requeri-
9Mia Hoa* do Nascimento, pedindo bal-
ido Tertuliano de Almcida llns, sol-
lliiojdo deposito da corle, para que Smc.
clegado do dislriclo ein que mora a
eme de modo a poder a presidencia
lo no aviso que trausmilla por copia
geuheiro encarrega.lo das obras mili-
aandar concertar com brevidade us d-
la das escadas internas do hospital regi-
Parlicipou-sc ao mareclial commandanle
da* armas.
0 juil municipal da primeira vara desla ci"
Mmitlindo por copia o decrelude 10do cor-
lan! fo perdoado ao scutenciado Manoel
s Res, o resto du lempo que lliefalla para
tripona deSOannos de prisAo com traballio
a cumprindo no presidio de Fernando.
Ao inspector da tliesourarja provincial, pa-
ra mandar pagar a casa cnmmcrcial de L. Leccnte
Keton &C, a qnanlia deGijjiTOO rs., em qae impor-
iterso objeclos mandados vir de Franca para
hos da rcparljAo das obras publicas, os
qiee utregues.
leamu, para que, pela verba-ponte do
e Smc. pagar aos negociantes L. I.econ-
-, a quant de 132820 rs., em que, se-
aquo remelle, imporlam alguns dese-
ntonas e uin modela do syslema de ponte
da Hercleo, que o director das obras' pu
KCMiilo.de eatudar o. projecto de ponte
liante para a que deve ser construida no
tecite, mandn vir de Paris por inter-
referidos negociantes,
mesmo, recommendando que mande por
em praca a obrado acude que se lem de
a povoacAo de Bezerros, fazeudo-se ms
ai clausulas e orcaroenln, a modilicarao e
i constantes-da informadlo que remelle por
1 pelo director das .obras publicas, acerca
^^RWb.de Manoel Francisco de Azcvedo
lommunicou-se ao mencionado director.
DitaA o administrador do correio, recommendan-
lija recibo da entrega das precalorias qoe
or da thesoararia provincial forcm envia-
juizes inuniclpaes dos dilferentes termos dcs-
icu, mencionando nos Cnhcciuieutos que
dar-a referida Ihcsouraria, contra quem
dirigidas, e qual a execurao que se depreca,
Ntra ese lim ser isso mesmo declara-
repartitilo as capas dos nfcios que
is supradilas precalorias.OfUciou-se.aos
o jiiues pora informarein Ir^nlensalmeutc li-
stado dos processns ^ue noticiaren) as pre-
forem enviadas pea mencionada'
ria, -e communicou-se a esla.
lo director das obras publicas, para mandar
irccreiro da cirdeia desla cidade, urna
r sm substituidlo da que recebe agua
eguro, e bem assim urna tecliadura pa-
s mullieres.Cammunicou-se ao dicte
denolic'.' '
aiinislraco doscslaliclecimenlos de ca-
usando'recebido oofficiodei! docorren-
m, patentsando oresenlimentodeque
suir pela censura qn Iii93 fez nmdc-
sembla legislativa provincial, solici-
teropo demissAo, cumprc-mc dizefem
i, que npo me parece, queuma ou outra cen-
' fqsdada em informares inexactas, e
dqvldaem boa^ fe, e porexcesso de pliilan-
molivo sufflcieute paca que Vmcs. ba
imperlante. mui pia commissao de que
encarregados, e que a leem desempenhado
"elouvavcl zeto. Uesolvido_porlanlo a
demissAo pedida, espero qm .Vmcs.
a dar lo multiplicadas rovasde carida-
patriotitmo, qne ncoliuma voz se levante se-
e agradecer os servicos por Vmcs.
gratuitamente prestados a humanidade.
Vo direcl9r do arsenal de guerra, para for-
neccrao inspaclor da alfandega desla cidade, o car-
iladoedesembalado, que elle liouvcr de
paraias barcas de viga da mesma alfande-
lenciando ao mesmo lempo para que seja
do aquello arsenal o armamenlu pertencen-
ircas.Comnuiuicou-sc ao incocionadn
llUper:
rtariaAo mesmo, pira fazer apromplar com
de serem enviados para a provincia
ii termos do aviso que remelle pnreo-
i-onipletos para caladores.
giSesdo corpo desnude doexercito, o recruta de ma-
rinlia Francisco Xavierdasf.hagas, que Ihe ser man-
dado apresentar pelo capilo do porto.OlDciou-se
a este.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmfltiiido por copia o aviso dareparticao da jus-
lira-de i) do correle, no qual nHo s se manda pa-
gar ao desemhargador Jcronymo Marliniano Figuei-
rade Mello, de conformidade cem as disposi(Oes do
decreto de i.) ile maio de 1842, a gralifca^ao que I he
pertenco, por ler excrcido o cargo de chete de polica
na qualidade de desembargados c nao a marcada no
decreto de 26 de julho Je 1830, mas tambem sede-
clara qne ha vendo ja o mesmo desembargdor rece-
bido daquella thesouraria a ultima das referidas gra-
lificaroes, deve o pagamento ordenado scrsmenleda
differenra que ha enlre nmae outra das raesmasgra-
lificacOes.
DiloAo mesmo, remetiendo o aviso de lcllra na
importancia de JOOO js., sajeada pela thesouraria de
rendas provincitcs do Rio Grande do Norte, sobre cs-
sa ea favor de Manoel Jos Fernandes Barros.Par-
licipou-se ao Exm. presidente daquella provincia.
DiloAo mesmo, devolvende, para 'seren pagases-
lando nos termos lagac*. as conlas da colunia militar
de l'imeiileira's, e declarando i, que o termo com
qoe se contralou Diogo Machado Portella, paraoceu-
par o lugar de mestre carapina da referida* colonia,
consta da copia que remelle, e 2. que recommendou
ao director daquelle cslabelecimenloque nAodispea-
da sommas superiores a qan lia que liver recebido
para asdespezas da mencionada colonia.OAIcioa-se
ao snpradilo director.
Dilo-Ao presidente do conselho administrativo,
iraiismittindo por copia o'aviso dorcpartirjlo da guer-
ra do 9 do corrente, no qual se declara que ao por-
(eiro daquelle conselho; lente Francisco de Paula
Metra Lima, se deve abonar por inleiroo vencinieu-
(o de 4009000.rs., deque trata a tabella annexa ao
regulamenlode 14 de dezembro de 1852, embora cs-
se empregado perceba qoalquer oulro vencimeulo.
Igual copia enviou-se a thesouraria de fazenda.
DitoAo presidente da commissAo de hygiene pu-
blica, que com a copia que remelle da iiiformacio
prestada pela cmara municipal desla cidade, respon-
de ao officio de Smc, sobre a conveniencia de se a-
terrar o alagado existente enlre o silio do fallecido
Uerculano Alves da Silva, e o de l.niz Jos da Costa
Amorim.
DiloA cmara municipal de Cimbre, inleiran-
do-a de haver remedido a asscmbla legislativa pro-
vincial, o orrament da rsceita e despeza daquella
cmara. perlencenleaoait,.o de 1853 a 1854, e bem
assim as conlas prestadas pelo rcp3divo procura-
dor.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a corle, no
vapor que se espera dn norte, a Manoel Uionizio,
que levebaixa do servico doexercito. '
i Dta->-Ao mesmo, recommendando que mande dar
passagem para o Cear, porcote do governo io va-
por que se espera do sol, aos officiaes jnferiores e ca-
detes inencldnailos na rclacito que remelle.
RetarS a i/ue se refere o officio tupra.
Heio balalho do Cear. "
Sargcnln-quarlel-meslrc Bellarmino Accioli de Vas-
conpellos. .
Segundo cadete segundo sargento Jos Remigio do
Mello.
Dito. Dilo. Porapilio da Rocha Morcira.
Segundo sargenlo Aulonio Pedro de Andrade.
Parlicipou^ao mareclial commandanlo das, ar-
ADDSNaAS.
Tribunal do Coramercio, segundas e qiiintasfeiras!
Relajo, tercas feiras e sabbados..
Fazenda, tercas e sextas feirw.s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara doeivej, segundase sextas ao meio.dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
presidcnle de S. .--
ailo recebido excmplar do discurso por
l'aqlo,
raanuV lo discurso p
It'a legislativa daquella
i Je Mu sesses un1
ecu-
, Exc.
provincia
ssfies ordinarias do
oclial comm.in.lanle das ar-
doeor-
reparli-
C**^ dos do
tardamente e dezembro do an-
as prximo pam.-i rpo em uuarnrao nes-
ta piiivinri que os nao lem recebido.
DiloAo nie suasordens, para que seja inspeccioiuido pelos cirur-
EXTERIOR. '
FRANCA.
LC so o seguinle no Heraldo, de Madrid, extra-
hdo de un peridico de Paris :
.Mr. de l-ammenas, autor das Palacra* de
um ereiiU, fallcccu em Paris no dia 27 de fc-
vereird iilliio,ina idade de 70 annos. Ncgpn-se-
al o ultimo mfekicnlo a receber qualqucr sacer-
dote, dispoudo no sen lestameulo, que <> scu cada-
ver fosso condiizido sera pompa, e sem ser depo-
sitado ciu qualqucr igreja, ao cemiterio do padre
l.achaise,' Quando era couduziilo ullini mora-
da o (Infinito Mr. do l.ammenais, houve em Paris
algumas desordciis, a ptylo de ser ueettenrio que
a guarda municipal carregasse coiilra a niuHidAo
anin toada na praca da Bastilha., Estes movimentos
Hilo chugaruiu a tomar o carcter de inotim ar-
mado, poste que se lizessem algumas prisoes. Pun-
co dciios da chega.la da- comitiva ao cemiterio,
entrn tanjiem a do enterro do almirante Roussin,
aconipaiihada de tercas militares. O fretro de
Uniiiiiciiais era scguilo pelos seus amigos Bcran-
ger, liamier Pav.es, Bouoil, Cliampy, Augusto Pa-
nel, Blaise, aiiligo director do montepio, solirinho
de rajlecido Marlin de Strasburgo, Bocagc, ele. 5e-
gundo dispocao expressa de Mr. de l.ammenais,
o scu cada'ycr nAo tei depositado no templo, sen-
do levado ao jazigo commum sem acompauhameii-
ito de clero. Sobro a sua sepultura nao tei posta
tiugui-la. Tambem neiihum discurso se pronun-
cou, relirandn-sL' silenciosos os concorreutes, de-
pois de sepnllado o cadavor,
O ilonilcur do- Paris diz que se fizeram of-
fcrlas ao'governo fraucczde diuhero para occor-
rer s despezas da guerra contra a Russia, mas
que estas nAo fnram aceitas -por niio ler a Fran-
ca necessidade de semelhanles sacrilicios; e accres-
centa manitesteu a sua gratidAo aos olfcrcutes.
Pelo ministerio dos negocios eslrangeiros se
expedir a seguiute circular aos agentes diplomti-
cos em data de 5 do corrente'
Scnlior. Ja tercis ronliccimcnlo la resposla do
imperador Xicolu caria de S. M. c lambem
do manifest .que o mesmo soberano ltimamente
dirigi ao seu povo. A publicarlo dcsles dous do-
cumeulos desfcz as nliinias esperancas que poderia-
mos ler na prudencia do gabinete de S. Pctcrs-
burgo ; a o mesmo .que adquiri honra pela fir-
meza com que se ofterecen a sustentar a Europa
abalada em seus cementes, abre agora caraiuho a
paixocs c desastres.. O governo de S. M. o impe-
rader arim-sc profundamente penalisado por terem
sido innteisos seus csWrcos, c pelo neuhiim resul-
tado da sua moderarlo ; porm nu vespera de urna
sraude lula que nao desejou, mas que sustentar
habilitado pelo patriotismo da uarflo franceza, julga
uceessario laucar de si a respoiisabilidade dos resul-
tados ; e dcixar lodo o peso della potencia qne
dar conlas disso histeria c a Dos. Coiihcro que
importantes considerarnos de conveniencia temara
diBlcil a minha larefa, mas en a desempenho com
a ccitcza de que no direi urna palavra que no so-
ja dictada pela minha conciencia.
Dirigindo-sc S. M. t. ao imperador ita Rus-
sia em termos em que a mciliacAo se renia mais
nohre franqneza, desejava desembaraCar a queslAo
de tedas as miscundades que (inham o.nundo sus-
penso enlre a paz ca gucrra.e Iraballm,, poraccom-
moda-la de modo que nAo se" oltendesse a diguida-
dede algucni. Em vez de proceder pelos mesmos
principise de aceitar a mo que amigavelmehte
se Hiocstendia, o impccujor. Nicolao preterio re-
correr a fclosque3opiniAo>dJL.;i,jllila,|C(.(jdo
dclimlivanienle, figurandtHe como fungado a op-
pftr-s.- a nina urna frise, pnv&nda pelo se., gover-
no, com nm preu-iiido e.sfstemali,-,, plano de hos-
lilidade, que Houve fatalmente as cousas\ao e*lado
que i'heuaram. Nao he a minha voz, scnlior;
he
a de loda a Europa que diz que em lempo neiihum
urna poltica imprudente achou adversarios mais
placidos ou mais pacientes na sua resistencia a desi-
gnios que o scu entendimente condenava, c aos
quacs cram obrigados a resistir por consideraron
da mais alta importancia.
Nao tornarei a fallar dos aconlccimenlos pas-
sados,, que eslo plenamente esclarecidos; mas
compre repetir anda que nAo deve comparar a dis-
puta respectivas aos privilegios dos latinos da Terra
Sania teclamacAo ltimamente teita. Aquella
queslSo fui composla logo no principio da visita do
principe McnsiclikolT a Coiislautinopla ; e he exi-
gencia que este cmbaixador apresculava sobre um
ponte, quaudo oblinha snlisfacAo a rcspeilo do ou-
lro, a que agiten e inspirou a todos os gabinetes o
mesmdsenlimenlo.de prccaucAo-e o mesmo desejo
de conciliacAn.
a Acaso ser uceessario enumerar todas as tenta-
tivas, cuja iiicflicncia se deve aftribuir nicamente
a urna obsliuacao invencivcl'! Jiingucm-s ignora'
nao ha una s pessoa que nSo eonheca que, se du-
rante o progresso das ucgociai.-fles se fizeram dc-
monslrares decisivas, cada urna dellas foi prece-
dida de um aclo aggressivo da parte da Russia.
tpicamente leiribraremos, que se a esquadra fran-
ceza no lim de marco ancoren na baha de Sala-
mina, fo porque desde o mez de Janeiro havia in-
mensa rciiniao de tropas na Bessarabia. Se'as ter-
cas navacs da Franca e da Inglaterra se aproxima-
rain dos Dardanellos, onde s<) chegaram no fim de
jinilio, fo porque um excrcilo russo linha acampa-
do as margens do Prulli, e porque eslava lomada
a rcsolur.m de alravcssar aquelle rio, como ofllci-
.almento se annunciou em 31 d maio. Se em pe-
riodo mais recente as nossas esquadras se drigiram
a Conslautinopla, tei por que Iroou a arulharia no
Danubio; e finalmente se entraran! no Mar Negro,
fo porque, contra a promesa de obrar na detensva,
navios russos salram de Scba.stepoI para destruir
navios turcos ancorados no porto de Synope. Cada
passo que demos no Oriente, de rombiiiacilo com a
Inglaterra, tem por objecto a paz; pelo contraro, a
Russia cada dia se adianla mais para a guerra.
. Duas potencias liavia, de cerlo, cujos" antece-
dentes e modernas relacOcs poderiam terna-las in-
dulgentes para com a Russia, paralisaudo os nossos
movimentos em nma disputa que ameacava invol-
vera Franja e a UrAa-Brctanha n'iini couflicto com
o immenso imperio limitrophe dessas potencias, que
so a Austria e a Prnssia. Sabis, senhor, que sao
bem conhccjdos os principios que nos dirigem, e
que a Europa, constituida como um jury, proferio
solcmno decisao sobre as prclencoes e actos, cujo
carcter no pode nenhuma apologa mudar, por
mais superior que seja a parle donde dimane.- a's-
sim, a dispute nao he entre a Franca, a Inglaterra,
auxiliadoras da Turqua, e a Russia ; he sim enlre
a Russia, e qrialqucr estado que respeiteo que lie,
dimito, e que por sua opiniao e interesan ser le-'
vatio a Sustentar a boa causa. '
Ponho em contraste, com toda a confianca, a
uuanimidade das grandes, potencias quanlo s* re-
cordacocs'de 1812, dirigidas directamente a um so-
berano qne exactameule tem teilo um honroso e
euergico esterco para a conciliacAo. Todo o proce-
dmento do imperador Napoloa.o sufllcieolcmeute
atiesta, que se elle se jacta da heranca de gloria que
Ihe dcixou o chete da sua familia, uada por isso ten
omiltido para que a sua cxallacao ao throuo seja um
peuhor Direi s urna palavra do .manifest em que o
imperador. Nicolao annuncia ao seu povo as reso-
lucocsque lomou. A uossa, poca, posto, que de
pcrlurbacocs, tem ao menos sido iseula de um dos
males que muilo.allligiram o mundo em lempos
mais antigos; isto he, daguerras da rcligio. Com
ludo, um echo desses lempos desastrosos se fez soar
agora aos ouvidos do poro russo.. lie urna aflectecao
o oppor a cruz ao o crescenle, recorrendo ao fa-
natismo para suslcutar o que nao pode apoiar-se na
razAo. A Franja c a Inglaterra nao carecem de se
defender da injpolac,Ao que se Ibes faz; ellas nao
sustentam g islamismo coulra a orUiodoxa fgrega;
prolegem o imperio oltoniauo conlra a cobija ambil
cosa da Russia. Teem a conviccao deque a pre-
senca de seus excrcilos na Turqua poz termo a pre-
oceupacoes. ja muito enfraquecidas, que anda se-
paramas dlferenles classes de subditos da Sublime
Porte, e que nao podem ser renovadas, salvo so a
nsligacao teita em S. Pclersburgo, provocando o
odio de racas e urna explosao revolucionaria, pa-
ralisassc as generosas inlcnccs do sultao Abdui
Medjid.
Pela nossa parte estemos persuadidos de que
dando o nosso auxilio Turqua, taremos melhor
usoda fe chi isiaado que o governo quea emprega para
augmentara sua ambirao temporal. A Russia Jnuito se
esquece, nasargucoetquo faz aos oulro, de que este
longe de pralicar no scu prximo imperio, para
com as communliocs que nao pro'fessam a crema
dominante, nina tolerancia igual a cssa a quea Por-
la lem direilo, e que pralica. Devcria, portante,
maureslar menos zelo apparenlc ^ela rcligiSo src-
gaalemde suas fronteiras, e mais caridade para
com a rehgiao catholica en. seu dominios, e as-
sim melhor cumpriria a lei de auisto," que 13o
pomposamente iuvoca.-Accelai^r., clc.-Drouyn
de Uuyt.
Expedio-se oulra circular pelo ministerio da'ma-
nuha o colonias, em data de 28 de fevvreiro, assim
concebida:
Senhor, o mcu ofilcio de 18 te corrente cha-
mou especialmente vossa atleucAo para as graves
complicaces flne os successos do Oriente leem
occasionado na Europii. As negociarOes cntebola-
das com o fim te terminar paeilicaniento as desin-
lehgcncias cutre a Russia e u Turqua nao deram'
resultado algum, e ludo faz persuadir a que o
mesmo acontecer com quasquer oulras em que se
prosiga.
A Inglaterra^ a Franca resolveram proleger
o imperio oltoniauo, oppondo-se, ainda que seja
terca, aos projectos invasores la Russia. Estas l-
as grandes polcucias esteo intimamente identificadas
em poltica, e unia outra tem dado muluas/c evi-
dentes pravas de sua allian.ja-.'as suas escuadras
cruzam de c'omumm accordo em o Mar Negro; pres-
tem reciprocamente leal apoio, depois de tercm
adoptado a mesma poltica, ambos os governos com-
muaram nos mcios que deveriam empregar.
Esla alunara de Franca e da Iuglate'rra nao
leve manitester-se nicamente nos mares da Euro-
pa. O governo de S. M. I., e o da raiuha da Grao
Bretenha, desejam que em todas as lalitu.les do glo-
bo existe a mesma nica e goal harmona. As ter-
cas navacs da Inglaterra e Franca devem presta-
mutuo apoi al as regoes ma remolas.
. Logo que recbente* eslas\|slruc<;es proci^=
rareis por-vos em harmona com oOrnimuaulcs
de cstaces ou de navios da Grao-Brelanlft; |dc-
vereis combinar com elles todas as medidas que li-
verem iior objecto proteger os inleresse, o |iodcr,
ou a lioura das duas nacSes amij^s. Por isso vos
auxiliareis mutuamente, quor sendo uceessario ala-
car o inimigo assim que comcccm as hosiilidades,
ou se tiver declarado a guerra, quer vos adiis no
caso de tomar a defensiva.
< Concederis a vossa proteccao aos navios mar-
cantes da Grao-Brelanha, do mesmo modo fue os
de guerra desla najan hAo de prestar aos do nosso
commerrio. N'uraa palavra os lous governos de
Inglaterra Franca desejam que as suas tercas no-
vaos obren i como se peflnresscni a urna s dcstas
naces. Espera que pela vossa parte nunca vos
48 segundos da.manhaa.
20 Quarto minguante s 2 Jioras 25
minnlos e 48 segundos da manha.
27 Lna nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
3Sr
4 Tere
5 Quarta- s-
G Quinta. Se. 1
7 Sexta.:Asj
8 j
9 Doni
tao deS. J
atestis dla norma, c procurareis segu-la de mo-
do que concurris para consolidar mais, se he pos-
sivel, a iulima uniao de ambos os povos.
Em quanlo nao livcrem comejado as hosiili-
dades entre a Inglaterra e a Franca de urna parle, e
e Russia da outra, ou se uao (ver teilo a declararlo
de guerra, no tomareis a iniciativa na aggresso,
limilando-vos defensiva. Em pecasiao opporlu-
na terei o cuidado de vos transmitir as inslrucccs
necessarias para o ataque. Recebei, ele.
(Diario do gocern de Lisboa.)
.<, ,. ^
Trouxe-nos o correio telhas le Madrid al 2i, e
de Paris at 21 desle mez de fevereiro.
Na (lcela vem um relalorio dos ltimos acon-
lecimentos de Saragora nos segundes termos :
Ministerio da guerra. Das parcipaces re-
cebidas do governo, acerca da subleva;ao que leve
lugar em Saragoca, resulla que no dia 20 desle
mez, hora do meio dia, em que o primeiro ba-
talhao do regiment de Cordova devia marchar pa-
ra Pamplona, em cxecucAo da ordeus que para
csse fim recebra no lia antecedente, havia o re-
gimcnlo tomado as armas voz de seu chete o
brigadeiro Hore, declarando-se em rcbclliAo no
caslcllo da Aljateria, oude esteva aquartelado. Alli
dc.xou chete rebelde parle le um balalho, c
dirigi a outra a lomar posicoesna ponte de pedra
sobre o Ebro.
< Ao mesmo lempd comejaram a reqnir-se no
caslcllo pelcliies de paisanos, que os siiblcvailos
armavam com os fornccimeiilos dos, armazens da-
quelle forte, o do regiment de Cordova. Alm
lestes, oulros grupos armados, que liscorram pelas
ras, se collocaram. nas avenidas dos quarlcis, c
dcliveram, o encerraram em varias casas os. chefes
c ofllciaes, que se dirigiam nquelles.
O capitao-general, ao primeiro aviso que re-
cebeu leste grave acontecimeulo. monlou a avallo
com os seus ajudaules e ofllciaes de estado manir,
e mandou formar as tercas disponiveis dos regimen-
os de granalciros, Bourbon, e Monlesa, e as ba-
leras de lomo, e rodada no Saln, passeio de San-
ia Engracia tez dispersar, na sua passagem, alguns
grupos de paisanos armados, e se apoderou le va-
rias casas onde stavam encerrados alguns ofllciaes.
Entretanto os sublevados, genitores da rea com-
prehendida enlre as portes do Portilho, o do Aojo,
ou entre o cnstell da Aljateria; e a ponte de pedra,
haviara penetrado na cidade pela ullima das las
Citadas portes, fazendo-se fortes nos grandes e so-
lidos edificios das casas consisloracs, lonja, semi-
nario, palacio archiepiscopal, e a primeira cala dn
ruada Cuchillera.
A mesma autoridade militar, sabedora liste,
eflecluou um rcconhccimenlo sobre todos os pon-
tos, que domiiiavam os lomados pelos rebeldes :
occupou enm a terca conveniente algumas casas,
que pennillkim observar quanlos movimentos em-
prchendiam os mesmos: e.vendo'que se aproxma-
vaanoite, e que a nclitudc de alguns paisanos era
algum lano duvidosa, e- pedera couvcrler-se em
boslil, resolveu atacar a praja da S, que polia
rhamar-sc a praca te armas do inimigo, senhor
como eslava dos seus mais importantes edificios.
Ordcnou que o ataque se fizesso em Irez columnas,
em Ires direcres dsliuctas, auxiliadlo pelos tiros de
urna seccao la balera de obuzes, collocada a pro-
posito.
O brigadeiro Hore, chete ostensivo* das tercas
amotinadas, frente de um grosso pclolAo de pai-
sanos armados, e dos soldados d seu regiment,'
dirgio-se pela ra do Pilar, ao cnconlro da colum-
na de ataque, com posta de terca do regiment do
granadeiros, e commandada pelo seu coronel, o
marqez de Santiago. Laricou-se sobre ella o br-
cadeiro Hore ; porm, recebido e carregado com
deuodo pelos granadeiros, cahiram morios elle -e. o
seu eavallo, alravessados amitos por mnitas balas?
A terca que conimandava, retrocedeu com perda
roiisideravel ; porm, rhegada a noite, suspendeu-
se complelamciile o movimeutb las columnas, s
quaes, tem como ao resto da forja, den o cap.ilAo-
zencral a collocajao mais conterme aq plano que
havia concebido, para atacar os rebeldes ao ama-
uhecer. Occupavam esles os edificios situados na
porta do Anjo e praja da S, e a maior parte na
ponte de pedra, cuja passagem corteram com una
barricada le carros. Outra pequea parle da for-
ja, junte dos remitas, recebidos ltimamente no
regiment, coulinuava de posse do caslcllo da Al-
jateria. -
O general adopten as disposires convenientes^
e collocou as forjas, que cslavani s suasonlcns,
para atacar o iuimigp em todas as suas posijes.
Ncsterfstado, e perlo las las hoas da madruga-
da, se apresenteram s suas avaiijadas dous capitAt,
e um subalterno do regiment de Cordova, e con-
ducidos sua presenca, declararam que o balalho
la ponte liavia cniprehe'udido um movimcnlo de r-
lirada, coma desordem prop'ria da desmoral.isajAo,
que comejon a desenvoher-sc, depois que aJttnga,
ausencia do hrigadeiro Hore Ibes fez suspeilar que
este liavia sido morlo ou prisionciro.
Os paisanos armados, unidos a terca fugitiva,
.mis seguiram o movimcnlo della, o oulros, em
maior numero, trataran!.de orcullar-sc no arra-
liajde alm do rio. Euto ordcnou o general aos
capilAcs, que lizessem todo o possivel para alcan-
jar o balalha, a fim de o persuadir a volter
para Saragora, e entrar na oltedieuca, de que Uto
uobre excmplo eslavam dando os-restantes corpos
la suariiicAo. Foram nulcis as diligencias dos ca-
pitaes para que os soldados, postes em marcha, vol-
lasscm obediencia. VAo commandados por ura
leiiciito-coroiiel do corpo, um segundo conunau-
lante chamado Garca, e alguns, anda que poucos,
officiaes. Scgucm o ramnlin le Huesea ; porm
j se expedTo aviso s autoridades daquelle ponto
noliciando o occorrido, e lambem s autoridades
de Lrida, Barcelona e Pamplona, pelo goveruador
civ il desla provincia.
Ao amanhecer eiiirou o gendral nas casas oc-
cupadas pelos rebeldes na tarde e noite anteceden-
tes, cm algumas das quacs se aebaram, c.cnlrega-
rain sem resistencia varios soldados de Cordova e
pasauos. Oulros pontos haviam sido desoecupados
durante a noite. O commandanle I). Joao Baplis-
ta Pozas, com urna parle do csquadrAo de rajado-
res de Bailen, c oulra do regiment de Moiilesa,
persegue os fugitivos, cuja deslrujAo he quasi certa.
Ao mesura lempo o general inlimou, para qu
se reiulesscni, os qu permanecim no castello da
Aljateria, e eslavam commandados por um ofiicial,
que o brigadeiro Hore linha teilo commandanle no
lia antecedente ; e, posto que com summa repu-
gnancia, se renderam fvr lim, tirando com isto
restabclccida completamente a ordem.
i He lo untar que o brigadeiro Hore, ao sabir do
castello, deixou presos e incominuuicaveis ( cid cu-
ja situajao conlinuavam) dous prmeiros coniinan-
dantcs lo regiment, um segundo, c mais cinco
ofliciaes, os quacs foram lodos postes em libcrda-
dc. O general rcomnicnda o comporlameuto bri-
Ihautc de lodos os seus subordinados, assim como
a CDopcrajAo do governador civil, prouiellcudodar
liarle tircumsteiiciada lestes successos4Ao graves,
como felizmente terminados.
i llaviam-se publicado os seguintes bandos :
i I). Miguel Tenorio de Castella, Grao cruz
Isabel a Catholica, e governador da provincia :
ii Faro saber, que a cidade de Saragoca Dea
clarada em estado excepcional.
i Priiliibe-se qne circuteni pelas mas grupos
cheguem a tres pessoas.
. Em lod^is as casas, sob responsabildaile
de
de-
que
de
seus moradores, se collocarSo luzes nas janettas des-
de o anoitecer at dia claro.
. A forja publica far cumprir estas disposires
com loda a pontualidade ; e recommenda-se a "lo-
dos os honrados habitantes^ que nao deem logar por
sua aoathiOU desobediencia, a que seja neeessario
empregar coa cea o material.
i Saragoja, 20 de fevereiro de 1834. Miguel
Tenorio.
D. M'Suel Tenorio de Castella, ele. de accor-
do com o Exm. Sr. capHao general de Aragao, fa-
jo saber que todos os habitantes la capital c seus
suburbios, jjue lenham em suas casas armas ou nm-
nijes, as ilcvcrAn entregar "nas inspecjes e cora-
missararias de vigilancia antes do meio da, passada
cuja hora se proceiler, pela forra publica, a visitas
domiciliarias, e oscliefes de familia serAo respousa-
veis pcranlc o tribunal militar, por'haverem con-
servado cm seu poder as armas ou munijes, que
se euconlrcm cm suas respectivas habilajes. Sa-
ragoja, 21 de fevereiro de 18ii. Miguel Teno-
rio, a
A cerca da mesma sublevajAo l-sc na corres-
pondencia aulographa do dia 22 o seguinle :
I endo o governo motivos de desconlianja pelas
retacos condecidas do brigadeiro Hore com alguns
personageus, que mais activamente tfcm figurado
nos successos polilcos, le que Saragoja lem sido
thealro, c desejando anles prevenir do que castigar,
havia dado ordem, para que o regiment do Cordo-
va, que era por elle commantado, se Iransterisse
para Pamplona. J o regiment' se dispuuha a
marchar, quando deu o grito de rebelliao, c occu-
pou o castello da Aljateria, de onde tirou armas pa-
ra varios grupos de paisauos. Alm do castello, oc-
cuparam mais os sublevados alguns pontos avauca-
dos. O brigadeiro Hore dilgenciou atrahir alguma
forja de cavallaria; porm, nao consegui por cau-
sa da opposijAo e energa que encontrn em um ca-
piUfo, que se achava de servijo. A popularse cm
geral nao lomou parle no movimcnlo. Porm, co-
mo a sublevajAo por Iodos os modos era grave, o
caplao-gcneral se appreseiitou frente lo "reste da
guarnijao, c valorosamentc secundado pelo briga-
deiro coronel do regiment te granadeiros, o se-
nhor marquez de Santiago, e por todas as forjas do
mesmo, akicou os sublevados em suas pusir.Oes, com
todas as armas, ao mesmo lempo que dirigi ao go-
verno a primeira participajAo do que occorra, a
qua| chegou a Madrid a noitejiassuda pela uuia ho-
ra da madrugada.
A lula, pelo que ,'sc deprehendt da Gacela, c
do que diz a segunda -participajAo do captao-geue-
ralde Aragao, datada as 7 da noile do mesmo dia
28, foi terrivel e encarnijada; e quellahora j os
sublevados, que nAo linham debandado, ficavam re-
duzdos ao castello la Aljateria : a cidade esteva
completamente tranquilla, o lvre dos amotina-
dos, o brigadeiro Hore jazia morlo na praea da S,
e as autoridades se dedicavam perseg'ujo do
resto dos sublevados, b
As partes ofiiciae sobre o mesmo asiumplo, pu-
blicadas na Gaceta de 25, sao as seguintes -. .
Capitana general do Aragao. Secjo 3."__
Exm. Sr. Depois de minha ultima partipajAo,
escripia s onze horas da manila de hoje, nenhuma
novidade lem occorido nesta capitel, e gozq-se -a
mais completa tranquillidade. A pcsardislo, e alim
de estar com a deyida vigilancia, mandei que as
tropas permanectssem nos quarteis com os sgus of-
ficiaes, para poder sahir frente de qualqucr novi-
dade, que possa occorrer.
a Tive noliciasdos rebeldes pelo alcaide de Jus-
libol, povoacaodislanle urna hora e um quarto desla
capital e pelo de Caslejon de Valdejara, s 'd& ho-
ras: o primeiro me communica, que enlre as dozc
e urna da noite de hontem haviam elles passado
pelo dilo lugar ; e o segundo me diz que haviam
alli chegado.na manha de boje, e que sahiam nadi-
rcejao de Erla, ou Luua. O coronef, commandan-
le, D. JoAo Baptisla Pozas, me confirma estes uoli-
cas por urna parle verbal, em que me declara que
loroava j, a qualro horas de distancia dos subleva-
dos, a direccap de Caslejon de Valdejara ; e por
conseguinle deve achar-sc viste dos mesmos. O
scu numero julgo-o diminuto, e vao com elles al-
alguns paisanos armados, que dcliveram na sua
marcho um ofiicial, e urna parelha da guarda civil,
levando-os consigo. Dei orden, ao governador mi-
niar da provincia de Huesca para que reconcentre
as conipanhias,.situadas em Lnrrues c Hecho, para
auxiliar os carabineiros na perseguijao do contra-
bando, a fim de que possa acabar cum os subleva-
dos. Igual advertencia tar te Chico-Villas, para as duas companhias que
lem destacadas no seu districlo. Pelo incluso excm-
plar lo bando, V. Ex.se inteirar das disposij.es
uclle adoptadas, assim como de licar installado des-
de este dia o conselho de guerra permanente dcsta
praca.
O que lenho a satisfajaodc participar a V. Ex.
para seu coiihecimento, e para que se digno *de o
levar ao conhecimenlo de S. M., etc. Saragoja, 21
de fevereiro de I93i.Filippe Ribeiro.Exra.Sr.
ministro da guerra.
ci Capitana general do Aragao. Saragojanns :
A rebelliao que leve lugar ueste capital no dia de
hontem, foi 'felizmente suftecaila pela Icaldadc das
tropas do mcu commando : o paz, alterada por
momentos, fica j restebelecida. A vossa sensatez
e cordura contribuirn! poderosamente para este
resultado, e cu d'aulemao culava com estas virtu-
des, proprias le um povo heroico, modelo de cul-
tura'e civ Isarao. Incanjavel cm assegurar-vos ca-'
da vez mais a tranquillidade que desunirais, e de
que sois dignos, consagro a este objecto todos os
meas desvelos. Desgrajadamcnte lamentis comi-
go o extratjo de alguns Iludidos, que seduzidos por
engaosas promessas, seguiram o estandarte da re^
beiao :. mulos delles foram pprelieudidos, c sof-
freram o castigo do que sclizeram merecedores; po-1
rm, desejando assegurar slidamente a tranquilli-
dade publica, usando das faculdadesqueme contere
o estado excepcional a qne se acha submetlida esla
capital, em virlude do bando publicado no lia lo
bouleni) determino o seguinle:
Bando.
Artigo 1. 'lodosos individuos, qualqucr-que
seja sua condijao.c classe, que lendo tomado parte
ua rebelliao, liajam sido aprehendidos, ou o fossem
comas armas na niao, se rao julgados cou forme a
ordenaran militar, o castigados com as penas que
pela mesma se impoe a este dcHcto.
parle na rcbclliAo, se acbam teragidos, sao concedi-
dos dous dias para se aprescnlarcm s autoridades
legitimas : e se, passados elles, forcm aprehendidos
com armas, serAo coudemnados a pena capital ; e,
se liireiu se,ii ellas, immediata.
ci Arl. 3.o Aos que so apresentarem no termo
(vado ser implicada urna pena menor, segundo as
circumstaucias do caso.
a Art. i. Renov o que se acha ordenado i>clo
Emii. Sr. governador civil desla proviucia no seu
bando de hoje, publicado de accordo com a minha
autoridade ; c cm sua conformidade iica prohibi-
do o aso de toda a classe de armas : os qne as cou-
servarcm em seu poder, passado o prao concedido
no citado bando, serao julgados como cmplices do
crime de rebelliao.
provincia de Saragoja participa a este ministerio o
seguinle:
Governo da provincia de Saragoja. Domina-
da e vencida a insurreijao militar, occorrida hon-
(cm nesta cidade, reina j nella o mais complete so-
cego. Podcria ate cerlo poni alirmar-se que nun-
ca tei iiilerrompido la parle dos seus leacs habitan-
tes : pois ainda que algumas pessoas se uniram aos
soldados rehollados, eram ellas de tal classe e con-
dijati que qAo devem ser contadas no numero dos
lionrados saragojanos, que 13o eminentemente leem
escriplo o seu nome na historia deste paiz.
t Ao passo qne as forjas fiis combatiam e der-
rotavam os rebeldes no extremo da povoajao imme-
iliata a porta do Anjo, sobre a ribeira do Ebro, on-
de haviam oceupado alguns edificios, a cidade in-
Icira permaneca em complete tranquillida.le, obe-
diente as suas autoridades; e tive a satistajao de
encontrar cm tedas as pessoas, a quem me dirig,
toda a cooperarao, quejulguei neeessario exigir-lhes.
Ncm um grite, nem um s tiro, nem a mais leve
desordem perturbou esta situajao durante todo o
lempo da lula, e muito menoS posteriormente.
< A minha ordem de entregar as armas nas com-
missariaseins[>ecjoesde viiftncia, foi obdecid com
una exaclklSo c.brevidade redoras de todo o elo-
gio.
Posso, por conseguinle, manifestar a V. Ex.
chcio de sincera salisfrfjao, qoe o povo saragojano
se roiiduzin com a maior cordura e honradez ; al-
ean jando-se assim a seguraiica da ordem publicat
que nao receio se |K>ssa alterar em sentido alguui.
i Dos guarde etc. Saragoja, 21 de teverero de
1854.Exm. Sr. ministro da governa;Ao.Miguel
Tenorio.
No Heraldo se le o seguiute:
Foram destinados de quarlel o general Serrano
para Arjona; o general Manzano para Cuenca, e o
geueral Nogueras para Valhadolid. Ao general Za-
bala se deu passaporte para Bayouau. O senlior Car-
dero irlia-sc preso. -
t r A correipondencia aulograplut de 23,
o seguinle :
Da classe de paisanos, de hontem para hoje, re-
ceberam pasaportes para paiz^trangeir, os Srs,
Gonsalcs Bravo, Castro, e Bermudez. Os Srs. Ran-
ees e Roberl. redaclores do Diario HeipanhoL, Ga-
lilea, director do Tribuno, e Asqucrino, continan}
presos em Madrid,
Temosouvidodizer, como oulros peridicos,
que O'Doncll passou por Ha>nnna.
Mandou-se fechar t*. Allieneu do Madrid, por
que, no concedo da auloridade, as conversajOes
que alli liuham lugar, exaltavam as paixOes polti-
cas.
Hoje effacluarain-se algumas novas prises.
No mo mente em que techamos esta carta, est reu-
nido o conselho de ministros na secretaria da guer-
ra ; e segundo temos ouvido dizer, u3o se altern a
tranquillidade em ontro algum ponte da Hcspa-
nha. (dem.)
Art. 5. Os reos do mencionado crime, e dos
demais que leudam a comprometler a tranquillida-
de publica, serAo sub'metlidos ao' conselho de guer-
ra permanente, eslabeiecidu nesta date.
Saragora, 21 le fcvereiro le 18.H.Ftlippe Ri-
beiro. u
a Mivvjsterio da goveruacao,o governador da
Iraz
m Paris 26 de fevereiro de 1854.
Nas peras diplomticas qiie lcn| sido publicadas
no procuramos qne diz rcspeilo aos fados con-
summados e allilude lomad-i pelas diversas poten-
cias ; procuramos antesoque diz respeito ao futuro
e aos principios que bao de presidir ao regulamen-
lo dos negocios do Oriente, quando a guerra Irou-'
xera'paz. Assgnalamos j um desses principios
do fulur,o isto he, o melhoramento da sortc dos
chrislaos do Oriente. Ha ontro principio qpe ve-
mos lambem sahir das negociajes, e a qoe nos ati-
ramos com snliritiide, 'porque parece-nos ter urna
grande importancia para a civilisajAo*do Oriente
queremos fallar da libcnlade do Mar Negro, e por
consequencia lambem da liberdade do Bosphoro.
Vejamos primeiramenle de que modo as pejas
diplomticas eslabelecem a liberdade do Mar Negro;
veremos depois, como, segundo uossa opiniao, a li-
berdade do llosphoio ha de ser no futuro a conse-
quencia uecessaria da liberdade do Mar Negrp, e
ao mesmo lempo a melhor trincheira da Turqua
conlra os ataques da Russia, a mais segora garanta
de sua independencia.
O Mar Negro tei algum dia. um mar fechado,?
Nunca o foi de direilo, e de fado o nao he senAo
cm virlude de certas considerajt. O Mar Negro
he techado, porque os Dardanellos c o Bosphoro dao
accesso do Mediterrneo ao Mar Negro. He fecha-
do como o he o pequeo mar de Mrmara, ou a
Propoulida, que, sendo enllocado enlre o Bosphoro
e os Dardanellos, acba-se fechado pelo Bosphoro a
este c pelos Dardanellosaoslc.Nao comparamos .to-
dava perfei la mente mar de Mrmara com o Mar Ne
gro.OmardcMai niara lie um mar interior da Turqua
que possue todas as suas praias. Nenhuma oulra po-
tencias cnAoaTurqua pode reclamar dircites no mar
de Mrmara, visto como nenhuma tem ah possessAo
alguma. Este porm nao he o estado do Mar Ne-
gro, porque elle nao he mar interior de nenitum
estado. A Turqua e a Russia sao ambas ribeir-
nhas. O Danubio lauja-se nelle, e, pel Danubio,
a. Alleinauha tem direilo de ter accesso no Mar Ne-
gro. Por isso ncoliuma tfausarcAo diplomtica ra-
conhejeu no Mar Negro o titulo de mar fechado.
ii Neiihum (rulado com a Russia vedava a nossos
navios de guerra a navegaran do Mar. Negro, diz o
despacho lo governo francez datado de dezembro
de 1853. O tratado de 13 de jullto, techando em
lempo de paz as passagens dos Dardanellos eJo
Bosphoro, reservava ao sulUo a faculdade de aofi-
las em lempo de guerra, e no dia emqucS.'H. nos
deixasse o livre accesso dos esbreitos haviamos de
adquirir legalnlcntea do Euxino. Assim primei-
ro ponte: o Mar .Negro nao he fechado snflo por
causa da impenctrabilidade do Bosphoro c dos Dar-
danellos. O que porem lia de singular pelo que
res'pcila ao Mar Negro e ao Bosphoro he, que, Seu-
do um por assim dizer a casa e o outro a chave, a
casa e a chave nao perlenccm ao mesmo proprie-
j (ario. A casa perlence simultaqeamcnte Russia
e Turqua, e segundo uossa opiniao lambem per-
lence Allcmanha por causa do Danubio. A chave
pertence exclusivamente Turqua. Jle a Turqua,
que a sua vonlade, faz do Mar Negro nm mar fe-
chado fechando o.Bosphoro.
Passeinos agora o segundo ponto do despacho.
Em lempos de guerra, a Turqua lem o direilo de
abrir aos navios de guerra as passagens .do Bosphoro
c dos Dardanellos. Isto quer .dizer que em lempo
de guerra a Turqua lem o direilo de dcfeiider-sc
chamando emscii auxilio os seus alliados, eepudu-
zindo-ns para a mesma linha, em qae he mais a-
mcacada. Nao padendo a Tnrquia cazmenle conlra a Russia seno com o auxilio das*
potencias occidentacs, a abertura do Bosphoro e do
Mar Negro he a mais segura garanta de sua inde-
pendencia, e mais larde examinaremos sobre esse
ponto sen Ao seria do verdadeiro inleresse da Tur-
qua o 1er, mesmo em lempos de |>az, o direilo que
tem em lempos de guerra, de abrir .sua vonlade
o Bosphoro, afim de estar semprc lo protegida
quanlo amcajada.
A Russia,;.que em tratado algum eslipul
inaccessibUidado do Mar Negro, uOommodi;
com sua inaccessibilidade de facto. Ilabiluava-se a
reinar iiesse mar ; c como a inarinha turca nAo po-
da concorrer de nenhum modo com a nissa, o Mar
Negro loroava-sc'pouco a pouco nm lqo russo. Por
pao, a Russia ameajava impunemente a Tnrqi
da Europa e a da Asia. A inaccessibilidade elU
va do Mar Negro, tiaha para a Russia duas
es V3nlagens: dava-lhc aseguritl;
porlos roini aililarcs do Sal,
va-lhe nma preponderancia excluida sobre a Tnr-
quia, Augmenlava ao mesmo lempo os seus rucios
de defera e o
mais favoravel ?
sia e a Tnrquia em um
puntosa desiguald.
ce e do auxilio da Euro;
Negro pela inaco
danellos era o grande i
ria com que ella'pc,
semprc podesse ser del
' Mudou-se este estado
ditamos qoe a paz futura ieatl
quo ante betlum. Os
Oriente podem fazer ie
Mar Negro, e o despai
1853, numero 31, tem muita r
to, quando explica as conseqa
das frotas ingleza e fi
ter no futuro:
este despacho, jntame
de urna vasta barxa que bi
laneamenle as mais im
do imperio russo ;
Valachia, opporemos, 4^^H
oceupajao corresponde
ro rerUmenle mai-
Pctersburg do qu>
cipados o seriam para i
o Mar Negro como um pe
principados e o reslabelaci
Irclaote, a influencia do Oc<
cida nessas paragens,' h
perigos a que a nossa pr
minio mal seguro ; src
que pode desenvolver nos pac
commercio do mundo",
reflexao que semelnanli
vigor.^tode inspirar ao gabii-
No consideramos na. mesi
motivos de reflexao que india
litamos, com o despacho
que a entrada das Trola
excrcer urna grande
vilisaro lo Oriente. Ha ti
breludoo espiritoderef
Turqua linham consid
aos Europeos. A gu.
sas ideas c posaos
e nossas costames
oude locarem a- nossas
bao onde dcscerem nossos s
venrS europea he
mos liberal e no i
raudo-se como se .deve. o
jies orientees, e espe-
chrislaas, he cerlo
rcvolucouario nSc
lylismo. A revolur
propriedade, a fam
populajOcs um nom
lho rgimen turco. Nao |
cialista no Oriente ; as n
da sociedade euro
e prevalecer nossas
a intervoqcao auglo-fra
co como no russo, aqu cornil
adversario.
lima vez que entre
vilisacSo europea nao sa
para o futuro que a civilisaj
que abrir; he bom que
industria c ao c
outr'ora a sua sdi
liberdade do Mar .
cimento da guerra qu
primeiro principio i
tura. Este princ
dependencia da Tujl
Negro, repare-se benj
de do Bosphoro.
Compre considerar;
lho de 1841, queiicon
dade do Bosphoro
cipio que susleu b
bilidade do Bosphoro ql
garantir a indepen-: ,
meaja eacompromelte j
a forja da Turqu,
nao convirA muda
mofim, edefe
Bosphoro, e i
doa-inacce
do Mar Negro oui-
accesso aos dten>
a seus iuimigos t
Folgamos de si>-
pio.da liberdade
esta doulriua no J<..
ro.de 1840, isto 1,
questo do Oriente, d-
quando ninguem \.
franceza podessem j
berdade do Mar 'Negr
com a liberdade do Mar N
phoro, qoe he a si
Quexavamo-nos, q
do Oriente entre Co
ella nao se achava, e isl
ziamos, que o governo francez u
nem favoreeeu. e Acres
que nos diz respeite, Ii
Bosphoro, suppomos que
semprc em. Cuslauliuoi
Russia, e bem depressa Ii
jSo. Depois contiuuavamo
vamos ciitab, anda hoje
inaccessibilidade do Bes;
urna garanta para a En
Turqua urna barretea
portante envidar todo~
esla baireira; devia
ueutralidade do Bosplu
eliar-se o eslicilo dos l)
cliar-s o Mar Negro, pela
que sendo o Bosphoro nem
Mar Negro simullaucanicui
A Europa nao poda ir atacara Russia n<
gro, mas a Russia nao podia lamb.
Negro para atacar a Europa.
sas, ludo achava-se no mesmi
ameajava nem era amea
mar subtrahido, de. commu
da guerra. .
Reparemos de i
a Constantii.
da uaturez.
daEu
pe de
Europ
horre
mtgni . njau
augu: < ireza como
iro- lie
amen tantinopla quea
aaaaaBbs-
:s na-nSo perteni nem a CPrn estado que seja capaz de fazer della urna arma coulra a Europa.
I


. -. '.
'.... '. J '*. ,
Ate .aqu os Turcos tein eroadd*Wsto, que I
du iuuIUnieiite o Bosphoro para si.
uis tlenlos, que contamos, nao se dem seriamenle
_, 10 esludqdeappresenlar alguns trabadlos, que seu-
opa, p menta os oulros, o o que era ccrlaueutc uma --------- J- :--------=
DIARIO DE PERNMBUGO, QUARTA FBM 5 DE ABRIL DE 1854.
midade
ItnopU
voeacio"'de Couslan-
o que qTiereoMs- para
i que devenios procurar obter? ue a ana
i poltica, como ne- lempo dos Turcos,
adMi
vidade rommercial e ci-
o da natu-
dente, o Bosplioro de-
mando.. Boj, para ser
, den ser aberto a lodos. Dcste me-
podera apoderar-so de ConsUnlinopla,
> potencia poderia fazc-lo im-
ir-#elouge da vigilancia das
contrario, quando as fretas-J
iacas pastaren! li-
' slatibopla, eiereeudo cada
wbre a oulr
do, par
a lora nuuc.
mas rs^^^H
idulc.
^HnaHpk'oraa torca necessaria para
I independencia. J a nAo tem boje, rle-
iropa deve lomar a si essecuidado. Ou-
conslantemente que cumpre que a Eu-
rwlaotinopta urna barreira contra
Doeai diz ama barraira, diz urna forra.
nao haem Coastanlinopla,
barreira contra 4 Russia, se-
Todos os tralados do mun-
Russia, nao Vale alguns vasos
10-nos urrta questao, cuja di-
> rala vamos.
^^Eo, pedir Turqua a liber-
te coiisa milito intil ; porque
urquia be que ha de responder,
istanlinppla em takostado, ao
mos, que a Porta 11S0 permil-
nda do Bosphoro senao as frotas,
sem essa permissAo. Convcm,
i liberdade do Bosphoro exista
e ser eslabelecidade direilo, porque
permillira nada; ella nAo o pode ;
ido. Sobre este ponto, quasi nada
aturar Porta-Ottomana.
iniaes, dizia o sullao Mah-
;rccido, he verdade, o seu a-
uile contra a Russia; mas como al o
rtas, no momento em que eu
eran maior efleito do que as
iussia quando protesta-1
diiar-Skelessi que obri-
como mostraram frotas, troca-
lieso vi a Russia prevalecer
itado, uaio confiarei em sua pa-
ndo as suas frotas passarem os
sotao, e somonte en lao, manifes-
nlimenlos, porque autes nao po-
rdHDe; e at que isto acon-
esquer que sejam as exigencias
rn, C< anlinopla tuia- Tiagem p,r> 0 ,taptU!nr< p01ICO a(,,ma ,, Ko.
I ama palavra: A liberdade da Bos-
nia teda a Europa, como protectora,
interdicco a entrega irremissvel-
> aaiea e oppressora da Russia.
em seaeo um protector lem uin
nimios, mesuio sendo fraco, lie
as prolectores procurar equi-
^Keote.
i Haba outr'ora Aliso Mal-
lo apoio das potencias occi-
i existir hoje ; porque j nao
as diptoraatioos que aspoteucias
i Turqua, be com frotas que
Kilos e que estao no Mar Negro,
iosplraro e do Mar Negro, e com
^^K que o Occidente pode pres-
hoje por tanto um fado. Com-
>uverte-lo em um direi-
(JournatiesDcbats.)
BBIOR.
irte grao de imporlaucia a que ella parec in-
eontf slavelmeule ler direilo.
Dequeservemserem pollicos, terem ideas fun-
darneBlses desaa felcidtde que cada um julga po-
der alltogir; pouuir um jornal, com elle apenas
oceuparem em meras frivolidades e tranacnpces qne
olai de sdicas parece que u iao gasto quasi sero'pre
preside sua escolba! Jigo julgue porm que nesse
numero eu comprehemlo os jarates d Estrella que,
como dignos lUhos de qum sao.naopassamdeverda-
deirot pasquina, aonde sem discusso nenhuma po-
ltica, a-vida de ludo quanlo tamos de honesto he vil
e cobardemente aassalhada, pelo dent feroz da
mais descovolla calumnia.
Aquella meia duzia de individuos vivem no joros.
)ina, vida que passani tora delle. Me um mal
eoiigcnjto ambicao senatorial doj. Marian.
Soube neste momento, que quando*o Caxiemr se-
sario, um escrato do Sr. Dr. Ignacio Freir de Carva-
Hio.juiz de direilo do Campo Maior^a que segua pa-
ra o lugar do seu desuno, cabio no rio por occasiao'
de puiar nm balde d'agna. O pobre escravo como
nao soubesse nadar, fui inimcdiatamenle ao fundo e
morreu afosado,-seiflo que debalde Ibe furam em-
pregados lodos os meios para o salvar.
NodiaSi leve lugar, cora o humilde aparato do
coslume, a procissito do Sr. dos Martyros. 0 setos
solemnes da quaresma lem sido (eitos na S, que ha
pouco em parle reedificada, offerece um digno lugar
para a celeliracilo d'nquelles sagrados mysterios.-
Hojeas 6 horas da manha, anlesque os ofllciaes
marrliasscm para a obra, desabou .completamente o
accrescima que ji no primeiro pavimento superior se
eslava cmstruindo na parle de palacio, que serve de
Ihesouraria da fazenda. Esse desasir sem dnvida
devido chuva que desde hunlem al agora nao tem
cessado de cahirs descarregou sobre o baluarte de S.
az, nao Iho causando porm destroc algara. Fe-
lizmente nao houveram victimas.
O nossn Iheatro que por ordem do seu emprezario
em grande parte lem sido retocado de pintura, est
jii prompto com o seu grande tablado cobrindo a pla-
tea para o prximo baile masqu no da de sabbado
de alleluia. He a primera vez, que vamos ter nm
espectculo de tal ordem.
Ia-mc esquecendo dizer-lhe, como me succedeu
da vezpassada.quea relacao do dislrclo prononcion
por abuso de autoridade ao Sr. commendador Cosa
Ferreira, na qualidade de juiz municipal supplenle
do lermo de Alcntara. Isso ao menos foi um con-
sol para o Dr. Alviar, que como j lbe disse, lam-
bem havia gramado a sua pronuncia, se bcmque.por
um acto mais deponente, qual o de provaricacflo.re-
eebendo como emolumentos aquillo que lhe nao
compela. "
nao tes
lande
S DO DIAHIO BE
a^aiTf raaflillUO.
1 o marco ae 185*.
oUcias silo do dia i do cor-'
i porto sabio o San-Salcudor.
raapenas com das de dilfe-
icia como a nossa, que aclual-
i-, profundo sacego, o que podcr.i
^^B^tpaco de lempo, que
a leitores? Bem pouco no
las, por todos os nossos
vez (seria primera)
esperachsoccBrrencias.
o baldo ao naipe a res-
ka Ciliar com franque-
ppri-las com a longu
^^Httendo os desejos
dws estes recursos, que quasi
i campo de urna imagi-
s qu bera sepodem chamar
n(es:se aatso a isso
certo que o uilo poderia con-
purque atero referencia a mim mesmo acbo-
oh'efci, em perfeita eslagnarlo, n'uma
incagacsdeoffereccr flucrua-
levadp pela anlip.ilhia
oAnva, i qual desde linulem
:ahir n cantaros. O ineu svsle-r
il com ella, principal-
corisces que sempre forani,
#pspijro do Sr. invern.
da* miolias: acredito que
i $aronel Gelh, ludo possa compre-
-, que baja quera d noticias
1 couta que de modo algum
i, he eonsa .tao ucrivel que al
irar no vasto catalogo das m-
Hcaveii, de que se acliam recheia-
ie A. Dumas, desse hroe de mil vo-
i boas conlas tea a tomar do um dos
de Pars; em virtudc das au-
co lhe fez... Ab, que se o
ia lileratlura contemporairea o vies-
sc a saber, e asen dispiir livesse algam desses pas-
qun* como o llentrxi o* Eitandarle, estou que ha-
via de vingar-se mais iiorrivelmeole do que os nossns
goem lhe toca na abelha nies-
i redaecAo da Ktrella!
sas niuharias e vamos
A. das novidades, que n
aduana, e a malla est prestes
lerior o vapor Caaimse, Irt-
apada. Nada lom ba-
raiens* que mereca especial nien-
ica e seguranca indlvi-
aqtii'eom toila a regola-
wnnacoes i morte, ultima' sessilo do jury,
lata pertencente todos
n oyZacaras, Coques e
LiUr coinorj'o co-
iquellas sa-
lor.bera
m pa-
daj
edion-
' nas quo sempre
mais astas*
souciou emsua
e pena
antas vezes,
'.erlo
ao estaa
achamos!
le doloroso odi,
marca ouner preaanr
ina parece qu<
la-so com laman!
que lenliati.
lemov, o exemplo, entrando caasai
slp mai cessariea
linccj. ios pari
crimes.
As nossas asi
ta como- lera tido ocettiso de
ver, bem pouco interetse cansara.
He na verdade para laslirnar-se qne lautos e jove-
PARAHIBA.
Banatteiras 26 de marco da I85.'
Qui/.era eu ler-a hnbilidadc de escrptor romnti-
co, que com ludo eneberia resmas de papel; mas
'como o nao sou, e sim um copiador de fados, por
isso que muilo invejo nao ser um Walter Senil, Goe-
the on Sciller, ou mesmo algum seu corresponden-
te, que n'arle de inventar, produzir e agglomerar he
profuso e exnberantssimo. Quando tlie cabe a vez
derabiscar. lunge sa o seu clarm da fama, e mos-
quitos por rame sobem :i secna.
Este mea prembulo be allusivo, e por su bon-
dade nao me inlerrorapa, era me descubra.
Ao depois de mnlia primera foram Dresos dnus
assassinos pelo mejor Aflbuso de Almeida e Albu-
querque, que esleve aqu com os presos que veram
responder ao jury, e j hoje se acba na" cidade da
Ara, A priso desles dous monstros oi fela mes-
mo dentro das mas desla desdilosa villa, quevviam
impvidos, alardeando valentas sem o menor receto
de seren apaulindos.
Tambem ouco dzcr que esle hbil c preslimoso
militar viera incpmbidu de fazer rccrulamenlo, como
de fado qne ji acham-se na capital nove, remetti-
dos por elle.
L ni facto se dea que nao quero deixa-Io no si-
lencio.
0 nosso ra digno delegado, julando-se offendi-
do, por ver em scu> municipio o dilo major prender
al um sen propro inspector de quarleiro, como ^
se aclis prncessad pelo juiz municipal, foi quexar-
se ao presidente da provincia, e urna contra ordem
lhe foi intimada qiian+i elle j se aeliava de marcha.
O recrulamenlp, coito lhe falle, etleve velatorio,
ludo serva, nao se accilava iseucoes, osnossosbons
malulos desampararam o campo, e nos das de fcira
s se encontravam as ras mulheres, velhos, alcija-
dos, torios, e gente que por achaque pbysico eslava
le nanea deixar ^tongo de menear urna granadeira.
Agora passarei a dar-lbe conla dos trahalhos do
nosso decantado jury, que anda por esta vez nodei-
xou dehaver escndalos e bem susceptiveis de cri-
tica; por isso inipcllidn pela forca vehemente da sa-
tyr, beque me vejo obrsado a leva-Ios a imprensa
para* lingir a frente de ignominosqs indultos que
em Indo o lempo sao flagellos da sociedade. Qualro'
criminosos do morle foram sentenciados a gales per-
petuas, d'enlre clles havia um que ceifou qualro vic-
timas, cinco foram ahsolvidos. Jacintho de tal, cabo-
cnclosoadeiro e assassinopnr devecao, leve por paga
de suas gentilezas oilo annosc oito mezes. Um negro
deuomc tion^ald.por ler dado urna,Tacada em um po-
bo alfaiale, que dellas sempre vem a morrer, leve
nm mezdeprisiio com ferro nos pese .30acuites, cas-
ligo que nunca lhe ser dado, pelo delexo desla
nossa Ierra. Um lal Vicira por c qual resultou ficar o seu rival aleijado para toda sua
vida, llie deram ti mezes. Januario de tal, sollo e
livre, assim o nosso mu digno juiz de direilo nao ap-
pellasse da senlenca. Sobre esle jnlgamenlo he que
pesa muila culpabilidade nos senhores juizes de fac-
i, qu apartaudn-se da vereda da jusiica e reclidao,
quzeram por no olho da ra um criminoso de dnas
morlcs. Oh! mei lieos, quanlo despejoeescnda-
lo.' os homeus niio saliera mais avallar o qoanlo he
inleressanle i sociedade a piiniciio do crme! As-
scnlar em um tribunal como o jury, de iustiluirn
IAu Iranscenden le, e onde a jusiica deve ser o alvo de
todos, a peilra angular do escndalo, que legareis a
vossa posteridade Um futuro bstanle raedoiibo,.!
At a vossa propra vida corre perigo !
Oulro fado se dea, que foi a pena d*dousannos c
qualro mezes a um facanhoso belleguim, que roubon
a vida de um'pobre remita, que era o amparo de
urna numerosa familia, o Sobre quera pesavam gran-
descuidadns. Opai da victima apresentou-sc mesmo i
basjra do tribuna!, eolicrto de caas, e pelo semblante
lnguido, inculcava commiserdcao c dor, leve o dis-
saliorde ouvir o escarneo e ludibrio que sobre si
laucaran!, calcandn-se aos ps a lei.-c a jusiica foi as-
sim anniquillada por luraens desva rail os que sem-
pre tiveram dianle dos olbos o abuso da le.
Nao fecho esla sem lembrar a nossa illuslrissima
que se livre da sorle que leve a sua mai na Parahi-
ba, quedeixaram-na'poresta vez limpa de cuidados,
assim acontece a quem nao se lerabra do rifo quem
o alheio vesle na praca o despe.
Sempre deixarei um canlinno as minbas mssvas
para agoniar a senhora illuslrissima at ella se lem-
brar queunsnao silo lilhns c oulres entiados, e quan-
do dessa verdade se easlar dar-lhe-hecambra nel-
l'e, plirate usada por um dos seas camaristas em ses
sao extraordinaria, quando se discuta a fxaco dos
pesos e medidas.
He bastante extravagante o peusamento da, cmara
este repeito, ludo em prejuzo dos seos munici-
pes;- porqnanlo o peso he de Ir* em tres mezes
augmentado, e depois diminuido, e vive assim hi-
lando com bsrialidade sem saber no que fique. Os
parlicularei j eslio cansados de comprar chumbo
+ara accrescentar o peso, e em um dessas occasijies
fot que o tal camarista na torca de sua erudita elo-
queneia disse, que quendo elle peso fosse accrescen-
lado, dessem-llie cambra nelle para abaixa-lo, e vice-
versa.. Vejirpelophrasado desle membro, e par
dC Franca, qual n8o seri a biepcia da nossa iliuslris-
sima; Dos a acuda nos seus paroxismos da morle
quesera mui'breve.
Tambem no deixarei de lembrar aumcerloca-
paeoio que qutndo as parles forera a sua casa, as
>o corrsMquella promplidao; qne sempre lbe
com moratidade, do contrario
rslare anda por mais de uina vez de cerios fados,'
Ida* nao sao conducentes com vida de um empre-
obliaK que aspira alias torres, jalados en-
jeanladas. lie assim que sempre com parcimona,
prei lembraudo aos seusiirmifos os meus deveres: e
todos bem sabera que o argueiro s se alean no
ollio do vizinlio, nao no propro.
h Muilas oalru coininbas lenlio a ir nolicando-lhe;
mas para nao ficar sem materia, como suecedeo3
'glolSo, por isso deixarei para o correio de 8 qne le-
var mais alguma cousa que ha de dar na cabeca do
lobo.' Tenho sido j>rofuso, por esla vez, de oulra
serei lacnico: leiibam paciencia que Vmcs. sao mais
quecordeiros. Saude patacos lbe doseja sen cons-
lanlc leilor. -
ASSEMBLEA UI81VATZVA
PHO VINCIAL.
' Setaao' ordinaria era 1, de abril do 1854.
Pretiilencid do Sr. Pedro Cacalcunli.
Ao meiojia feila a chamada verifica-se eslarem
presentes 2l senhores depulados.
O Sr. PrenMenl abre a sessBo.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sessao anterior,
.que ho approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o segunte
EXPEDIENTE.
Um cilicio do Sr. dcpulado Aprgo Jos da Silva
Guiruares, parlicipando, que por doenle, nao pode
comparecer i sessilo do hoje.Inteirada.
Uin reqiierimenlo do bacbarel Joaquim Eduardo
Pina, promotor publico da comarca de Pao d'Alho,
requerendo que seja designada na le do orramento
municipal, a qnula precisa para ser pago do que lhe
deve a cmara municipal. A' coramisso de orca-
mcnlo municipal.
Oulro de Jos Jacinlbo da Slveira, propridaro de
dous predios, silos na ra da Aurore, do bairro da
Bua-\ isla, pedindo providencias sobre o arbitramen-
to, que em virludo da le i n. 297 de 5 de marco de
taiJ, lbe tora felo para o calcamento da mesma
ra.A curamissito de obras publicas.
Outro do provedor e mais mesarios da irmandade
des. Josoda Agona, erecla no eonvenlo deN. Se-
nlmra do Carrqo desta cidade, sobmellendo o seu
corapromisso a approvaco desla assembla.A'com-
misso de negocios ecclesiaslicos.
Outro da mesa reaedorade N. Senhora do Ampa-
ro, da cidade deOlinda.pedindo a esta assembla sua
coadjuvacSo para levar a effeilo a reedificico do pa-
redao, que susfenla lodo o terreno, sobre que asseula
mesma igreja da parle do oesle, que se acha bas-
lanle arruinada.'
Um "Hiri do secretario da*provinca, pedindo por
Sarlc da presidencia, licem.a para quo o bacharel
naquim Pires Machado Portella, volle para a secre-
lana, lim desubsliluir a elle secretarlo, que obteve
(Cenca para ir ao Ro de Janeiro. A' rommissao
de poderes.
Oulro do mesmo, (interino) enviando a copia da
inTormacao da cmara municipal do Recito, acerca
do projcrlo n. .'). do anuo passado. A' cornraissao
de negocios de cmaras.
Outro do mesmo. fazendo rcmessa d orc.imenlo
da receita e despeza da cmara municipal de Cim-
bres.relatvo ao anno linauceiro de l&Vtt85i, bem
conloas contas prestadas pelo provedor em 10 de Ja-
neiro ultimo. A" commisso de orcamento munici-
pal, i
Foi Mdo e approvado o seguinle parecer:
n A commisso de conlas e orcamento municipal,
lim de poder dar seu parecer sobre o requerimen-
lo de Joaquim Anlonio de Parias Barbosa, arrema-
lanloilo imposto sobre a aferirao de balanzas, pesos
e medidas, no municipio do Recito, precisa que, pe-
los canees competentes, se solicite informaciies cir-
cumslancailas da cmara municipal do Recito, que
dever enviar por coala as peliroes feilas pelo sup-
plicanlc por occnsio da arrcmalacao do relerido im-
posto.
a Sala das commisse.<31 de marco de 185. A.
P. de (HiedraMachado da Silca Barrot,de La-
cerda.
. Ficou adiado, por haver pedido a palavra o Sr.
Francisco Joao, o segunde parecer :
a Jos Cavalranii Ferrazde Azevedo e oulros. ar-
rematante o compradores do dirimo de nados das fre-
gue/.ias doBrejp, Garanliuus, AsUas-Bellas o outras,
no triconiu que lia de lindar com o mez de junho do
correnle anno, allegando prejuizos sollridos na co-
branca dos di/irnos em consequencia da secca, pedem
um abale da quarta parle do custo da arremata-
cao.
oA' commisso de fazenda e ornamento, quem foi
prsenle o dilo requerimenlo, considerando quo pe-
rigosassao scmelhanles coiicessOes, quealm do Ira-
zerem desfalque s rendas provinciaes, rendas alias
contadas, servissem de eslabelecer a lei dos prece-
dentes tilo repelidamenlc invocada, principalmente
em idnticas circumstancias : considerando que'
quando mesinn o* documentos, meros allestados jun-
ios pelos supplicanlcij, h.1o fossem da nalureza da-
quelles, que em laes casos silo alcanzados, mais como
favores devidos a atlencOes c condescendencias, do
que como eras comprobatorias do fado allegado, e
que a servirera de fundamento para esla assembla
conceder abales, a titulo de prejuizos viria a ser sem-
pre prejudicada fazenda provincial, sem nanease
dar occasiao de eulrar para seus cofres mais do que
ella ajustn: considerando.linda que ludo islo im-
portara, quebraren! seu fundamento a base dos con-
tratos, eollocandu em medrares circumstancias qual-
quer cidadao, nao obstante a renuncia a todas as
reclamaces nos casos de forca maior, cosilados e nao
cogitados, do que a fazciida provincial que repr-
senla os dircilos e inleresss de toda a provincia; he
porlanlo do parecer a commisso, que se indefira o
roquerilenlo do supplicnnle.
Sala das enmmissocs l.",de abril de 1854.Ma-
noel J. Carneiro da CunhaBarros Brrelo, o
Enlra em dscussao o-sesunle parecer :
A commisso das obras publicase industria,
examinando o requerimenlo era qne Claudio l)-
bc'ix, pede para o eslabelcrimenlo de linbas de m-
nibus, que projecla um privilegio, e a-sencao de
imposlosque pagara as coebeirase carros, ejulgando
de muila uliliitado publica a empreza i que se pro-
pOe o Peticionario, lio de npiniao queseja primeira-
ineule ouvi.la i cmara municipal desla cidade, visto
a concessau pedida, versar tambem sobre impostos
muoicipacs.
Sala das commisses 31 de marco de "1851.
.S'ouatz Carcalfu> Carneiro da Cunha Mello
Reqo. (Vencido.) n
O Sr. Mello Reg d a razo porque assignou
vencido o parecer em discusso, o qoal vem a ter a
desnecessidadede se ouvir a cmara municipal.quan-
do a casa pode resolver sobre a primera parle do
requerimenlo do peticionario. '
Sea isenrao de impostos pedida he de inleresse pa-
ra o pretndeme, elle que solicite da cmara muni-
cipal opinides a tal respeilo, e nao vi a cogimissao fa-
zer aquillo que elle deve fazer, porque assim parece
qae ella se vai constituir procuradora do peticiona-
rio.
OSr. Sou:a Carta/lio : (Nao restitoo sea dis-
curso. )
O Sr. Carneiro da Cunta enlende, que tratndo-
se de inleresss da cantara municipal, por isso qne a
sen cargo esla semduvidao calcamento das ras, sen-
do que o imposlo sobre os vehculos, he applicado es-
pecialmente essa despeza, muito bem procede a
assembla, mandaudoouvir amesma'cmara que sem
duvida he o primeiro juiz dos seus inleresss.
Nao cnmprehonde.como se possa ser procurador do
peticionario, quando se pedem rotormaces, pois que
lodos os das se mandara ouvir as diversas autorida-
des administrativas sobre requerimentos, pedindo va-
rias roncessOes, e al hoje uiuguem so lembrou de
qualiilcar por lal modo, o procedimenlo da assem-
bla.
Julga que a cmara he aulordade competente
para cmillir o seu juizo sobre a materia, e por isso
vola pelo parecer. ,
O Sr. Mello Reg : Sr. presdeme, ou os no-
lires depulados quo me precederam, nao me com-
preheideram, ou eu rae expresse mal.
Eu o que disse foi, que ochava til a idea c por
isso era de opuuao que se coucedesse o privilegio,
mas nao emillli opiniao acerca da conveniencia da
iseneSo dos impostos.
Entretanto, j qhe os nobres depulados me provo-
can], cu declaro, que me hei de oppor a essa isen-
eflo, pela mesma razo aprcsenlada pelo4iobre depn-
do, islo be, que sendo esses mcsinos vehculos os que
mais estragara as ras, devem ser tambera os que
mais coheorram para a conservarlo dellas, visto que
o imposto dos carros he desuado para esse frai.
Eu disse mais, que n convinba, que nos consli-
luissemos procuradores do peticionario visto que
na casa ha urna commisso especial, ecom quardo o
acto addicional diga, que nao podemos legislar sobre
polica e economa municipal sem preceder proposta
das cmaras, estamos com ludo no nosso direilo, am-
pliando ou restrugndo essa proposta ; e leudo nos
de Iratar dos imposlos municipues, podemos muilo
bem resolver acerca desse negocio.
Perianto, Sr. presidente, a questao he muilo sim-
ples : o peticionario pede um privilegio e isencao de
| imposlos Quanlo primera parle, arboconvnien-
te,por issosou de opiniao que se delira a pretendi
favoravelmente, fazendo esla assembla aquillo que
pode, indopendenle de informacSo ou nlcrvenco de
outras coipnraces on poderes. QuaMo a segunda,
nao estou de accordo com os meus collegas.
Encerrada a dscussao he o parecer approvado.
He ldo o seguinle parecerque havia licedn adia-
do, por pedir a palavra o Sr. Theodoro
es-
des
" Rer '-landa a cmara da cidade da Victoria,
na reprt ilacao inclusa, a conslruccao de dous acu-
itas e nutras obras que julga de urgente necessdade,
he a cominissan de negocios de cmaras de parecer,
que seja dita represculacao remellda commisso
deorcaiqetiln municipal, para loma-la na eonsidera-
tio que merecer, quando sa disentir oprojecto deol--
camenlo municipal.
Sala das commisses 30 de mareo de 1854. O-
UretraMeira lenrii/nes S Pereira.'
t) Sr. Mcllado da Silca depois de algumas obser-
vaces, oirerece a-conBideracao da casa urna emenda
substitutiva conclusila do parecer.
O Sr. Oliccira Sr. presdeme, a commisso de
negocios de caminas,emillindo o juizo, que consta
do parecer era discusso, creo'que procedeu em re-
gra : a rasa sabe que o estado dos cofres provinciaes,
nao pode prescniemcnle suppnrlar despeza alguma
com factura de acudes, e oulras obra que reclamara
as municipalidades ; alprn de quo pelacommssode
ornamento provincial, j loda a rcciln se acha dis-
tribuida pelos diitorcntes ramos do servico, como e
v do projecto, que est na ordem do da : por con-
sequencia, nao ha d'onde se lirar para salisfazera
requisico da cantara da Victoria.
O Sr. Augusto de Oliccira: No mesmo oslado
se acha o municipal.
O Sr.Oliccira : -Pudo ser alterado. A cmara
pede a factura de dous acudes, a illuminac.Ro da ci-
dade escr soccorrdacom urna sonuna paraconlinua-
quota para conslruccao do dous acudes, cnlinua-
co da casa da cmara.
Ora, nao podando os cofres provinciaes carregar
actualmente com as despezas que demanda o pedido
da cmara, julgou a commlssflo, que lalver. no orca-
mento municipal, se podesse consguar alguma
quanlia para continuacSo da casa da cmara, obra municipal ; e sendo a commisso de orjamen-
lo municipal que mais habilitada esto ptra eonhecer,
se pelas rendas da municjpalldade.padc-soconlinuar
a fazer essa despeza, mui bem procedeu a commis-
so de negocios de cmaras, mandando, que esse ne-
gocio fosse levado b de orcamento municipal, para
toma-Io em consideracao, quando se disculisse o or-
camento.
- Grato, que islo he muilo curial ; e, pols, nao ha
razio para se corabaler o parecer.
{Ha algwu apartes.)
OSr. Oliveir : u j expend os motivos que
leve a commisso para formular o parecer desta ma-
ueira ; e por isso nao acrescentarei mais nada.
O Sr. Augusto de Oliccira prnnuncia-se contra o
parecer e pelas razOes apresentadas pelo orador que
o combaten.
Vai mesa e be apoiada a seginto emenda :
Snbslitua-se a conclaso dq parecer pela se-
guinle :
n Seja a representaran remellda s commisses de
orramenlo municipal, fazenda e orcamento provin-
cial.M. da Silca. .
Encerrada a discusso, he parecer approvado com
a emenda.
ORDEM DO DA.
He approvadu em primera discusso o projecto do
ore menlo provincial.
Entra em primera discusslo o projcrlo.que aalo-
risa o governo a jubilar o professor de prmeras let-
tras da pnvoacao de Beberibe.
O Sr. Francisco Joao diz que, a bem dos esclareci-
mentos que devem ser presentes a casa para a deci-
sao da queslo que he chamada a resolver com o pro-
jecto, requera o adiameuto do mesmo, pois que
n3o achando-sc prsenles na sala, nem o Sr. Baplisla
nem o Sr. Varejao, autores do projecto, e anda
quando existissem alguns documentos, segundo affir-
mou um Sr. depulado, elle orador nao poda instruir-
se de urna maneira lio conveniente, como acontece-
ra ouvndo aquellos dignos momio os a esse respeilo.
Diz mais que considerando o exnmc desses documen-
tos e a decisao do negocio sujeilo, como capazos de
importar a resoluco de urna grave queslS de direi-
lo, por isso anda deejava oyir aquelles que resol-
veram esla quesidvi de urna certa maneira, e a redn-
ziram a torca de le; e observa que lano maior ne-
cessdade ha disto, quanlo a dcimo que a esle res-
peilo se lomar, leude tambera a crear um principio,
que deve servir de regulador em especies ou hypothe-
ses siiaes, adiando elle grande inconveniente em
seguir-se hoje um syslema, e ainauhaa^u depois ou-
lro differcnlc.
O Sr. Oliedra: Sr. presidente, o professor de
primera ledras da po\ oaco de Beberibe requeren
a sua jubilaco firmado na lei de 10 de junho de
1837, visto ler servido por mais de20annos: osea
requerimenlo foi cudressado i presidencia em de-
zembro de 1850, e nao sei porque deixon de ler
promplo deferimenlo. Depois de promulgado o re-
giil.imenlo de > de mato de 1851. enlendcu a presi-
dencia que nao devia mais jublalo, conforme linha
requerido, e por isso reenrreu elle a esta assembla.
Enlcndo, senhores, que o peticionario est nos ter-
mos de ser altendido, em face dos documentos que
apresentou, e igualmente porque esta assembla an-
da em 1853 estabelcceu um precedente, que vem
muilo ao caso. Depois tambem de promulgado o
reguhimenlo de 12 de mato, o qual nao tratava da
sra i i tiraron de 200$ por mais de 60 alumnos, a the-
souraria duvidou continuar a pagar aos professores,
que a venciam, os quaes recqrrendo ao poder legis-
lativo provincial, este por um nelo interpetrativo de-
clarnu, que elles dcvinin continuar a receber tal gra-
liliraco, vislo que ao lempo da promulgaran do re-
gulamenln, eslavam na posse delta.
Sr. presidente, leu lo o peticionario direilo adqui-
rido, antes da promulgarlo do regulameulo, leudo
requerido a sua jubilaco presidencia em dezem-
brode 1850, parece que no deve agora ficar preju-
dicado, sendo jubilado na razo,de 25 annos ; alm
dhso, senhores, a dilTerenca he quasi nenhuma,-por
quanlo em 1850 eslava o peticionario com mais de
20 annos, hoje esl com 23 e lauto; o novo regula-
meulo exige 25, i o ordenado lie de 4009 i v-se,
pois, ser a diftorenca lao pequsnn.que nao vale a pe-
na queslionar a respeilo. Nao sei se o nobre depu-
lado que impugna o p'rojeclo...
O Sr. Francisco JoSo: Eu nao impugnei, pedi
explicacoes.
O Sr. Oliceira: ;...,. impugna pela razo de
nao estar ao fado da questao, nao sei, digo, se
vista das observares quo acabo de fazer estar satis-
feilo, e dejxarn de apresenlar o seu adiamento. Eu
si'nlo que no eslejam na casa os membros da com-
misso, porque niugiiem melhor do qae elles suslen-
lariara o projecto ; porm convencido da jusiica, qae
assiste esse professor, eu n9o duvidei aljar a ini-
nha fraca voz em favor da sua preleucao.
O Sr. Francisco Joao pede a palavra para fazer a
derlaracau ingenua de que retirava o adiamenln, que
pretenda propor, pela razo de dar-se por salisfeilo
de urna maneira completa, rom as explicacoes que
deu outro nobre depnlado. Disse mais que talvez li-
vesse de fazer algumas oulras observacoes, mas que
reservavn-se para a segunda dscussao, nao querendo
de maneira alguma retardar a marcha, do projeclo.
Julgada a materia discutida he o projeclo submet-
lido i volaco e approvado em primera dscussao
para passar a segunda.
Continua a segunda discusso do projeclo -que
manda crear cadeirasde primeiras ledras para o sexo
tominino em todas as villas da provinda, juntamenle
com a emenda do Sr. Francisco Joao.
Vai mesa e he apoiada para entrar em dscussao,
a seguinle emenda:
. Artigo substitutivo.
a Fica creada urna cadera de primeiras letlras
para o sexo tominino na villa do l.imoeiro, ficando
extensivss s povoares as disposircs do artigo 6.
do regulamenlo de 12 de mato de 1851. S. R.
Mello Reg. ~
O Sr. Lacerda: Sr. presidente, entro com al-
gum receio oesla discusso, porque me parece, que ha
como que um proposito caprichoso da parle de al-
guns membros desla casa, para se opporem a este
projeclo ; augmeiilam-se esles meus recelos quando
vejo que esle, projecto est em segunda dscussao,
que raudos oradorcs.disliuclos .teem faltado nelle ; e
quando vejo que as nossas declsOes lem sido para al-
guem., e mesmo por membros desla casa, julgadas de
um modo menos jnslo e talvez odioso.
Om Sr. Depulado :Quid inde'.'
O Sr. Lacerda : Quid inde'? He que meus re
ceios se augmentara ; e allendendo minha insaOlci-
encia, ou iucapacidade (niio apoyido) entralo arala
que os meus receios sao augmentados e muito bem
fundados.
Entrando tiesta dscuss3o,Sr.presidente,en divirjo da
opiniao de um nobre depulado, que preceden, e que
nesta discusso, mas em oulra sessao, oppoz-se ao
projeclo, e a emenda, pela qual fica o presidente au-
lorisado i crear cadeiras. para meninas as povoaioes
Importantes, porque achava sufUciente a aulorisa-
c1o, qae o regulamenlo de inslrucco publica,com-
iera, e fallava logo naquella.ocrsiao, em que a
emenda foi representada, para prevenir que, emen-
das' desla nalureza au se fossem reproduzindo ; eu
Sr. presidente, contormo-tuc tanto com o projeclo,
como com a emenda, e apoiarei tantas emendas,
quanlas apparecerem creando cadeiras de inslruceao
primaria para o sexo masculino c tominino.
O Sr. Augusto de (tieeira : Sem disceruimen-
lo, sym conla '.'
0~Sr. Lacerda : So por amor s cadeiras, s por
amor oppbsicao das ideas do nobre depulado nesle
projeclo, o que seo dous amores juntos. ,
Sr. presidente, a inslrucco primaria he garantida
pela constituirn, e nos a llevemos dar gratuitamente,
ao povo, ella deve merecer toda a consideracao desta
casa, e proleccao mesmo; elinde quando isto assim
ralo fosse por um precedo da consliturSo, enlcntlo
que esta considerarlo Illa he devida peta sua impor-
tancia e grande ulilidade.
Oprojecto, qu esl em discusso, lem sofirido
como la disse, alguma opposicjlo, alguns nobres de-
pulados, que se llie lem opposlo, dizem que ralo o
podem aceitar, por isso que algumas villas ha, que
naocsiaono caso de ler este beneficio; mais anda
nao aprcsonlarara uina s, e parece-me que smenle
pelo facto de serem villas, ha uma probabilidade,
ou uma presumprao muilo torte, para que as julgue-
mos com capacidade necessaria para possuircm escolas
de meninas. A emenda, que esl em discusso, me-
rece tambem todo o meu apoto, apezar de fraco, por
que reconheco que ha certas povoaces, qae se
achara em roelbores circumstancias do que algumas
villas, o assim como quero que todas as villas lenhm
cadeiras, quizera tambem; e quero que as povoa-
ces, que tsliverm neslas circumstancias, as le-
nhm.
Sr. presidente, se aUcnder-se que. rn todas as
villas, v mesmo em alguns lugares, que o nao sao,
ha cadeiras para meninos, nao sei como havern
razo, para alguem se oppor esle projeclo, porque
o mesmo direilo, que assislc para a crearan de cadei-
ras, as villas e povoacoes, para o sexo masculino,
assiste i cre.ir.to de. cadeiras para o sexo tominino; a
iustruccao primaria lie a mesma, lana necessdade
lem delta o sexo masculino, como o tominino.
O Si\ Sonzd Carcalho : Nao apoiado, be mais
necessario ao le minino.
O Sr. MCerda : Ainda por matara de razo....
O Sr. Souza Carcalho : Sim, porque inslru-
fndo-se as mulheres, abrr-se-ha uma escola no seto
de cada familia {Apoiadot/f,
Sr. Lacerda: Sr. presidente,cuten.lo que quan-
lo maior for o numero de escolas de inslrucco pri-
maria, lano mais fcil ser o novo progresso para a
civilisaro.
Allendendo s razes, que foram npprescnlad.it
por alguns nobres deputades que tallaram contra
o projeclo,cu notei que um dellesse oppunba queren-
do que vigorasse a disposicao do regulamenlo de 12
de maio, visto que ralo havia razo da parle da casa
para que havia razo mais que sufilciente para a revoga-
cAo*la disposicao do regulamenlo, que aulorisa o
governo crear cadeiras, o nohae, depulado, que
enlo falPiva, enlendcu, e talvez ainda en-
leuda que nos, revogando esta disposicao, daramos
uma provade falla de confianca no presidente, pois
parecia_ que o presidente n,1o linha usado desla au-
lorisaco, como lhe compela, mas quando eu davn
esle uparle, a razan que linha era oulra, era. por
ler recoiihecdo esla casa a necessdade de cadeiras
que isso dizia, parece-mc que apresentou um facto
que pruva qae o presidenta nao obrara legitmente,
quando creou uma cadeira emltamarac ; por lan-
o, quer pela razo quo para mim havia de let esta
casa rceonhecido a necessdade de cadeiras em todas
as villas, quer pelo fado apresentado pelo nobre d-
putado.entcndu que lauto para mira, como para elle
havia motivo snlucionle para revogar-se a disposicao
do regulamenlo.
- Quanlo uma queslo incidentemente tratada
aqui, se Itamarac he,villa eu nao sei ou nao lie. a
lei n. 138 restauroo a villa de Itamarac, mas a lei
n. 149 revogo-a. As razoes, que oulro nobre depu-
lado apresentou contra o projecto, referiram-se s
despezos ; enlo dizia elle que se devia conservar a
autertsacao do presidonle, como hoje exisie, por isso,
que elle mais cautelosamente, ou mais a pac de lodos
as necessidades publicas, ira creando as cadeiras,
que se fossem moslrando necessaras, e qae os cofres
fossem permillindo ; maseu, com liecnca do nobre
depulado, que assim se expressou, me opponbo a
esta sua idea.
Sr. presidenta, primriramnte. como ja foi provado
por um f rabre depulado, que se assenla desle lado,a
despeza nao he to grande, com se snppo, depois.eu
ainda cnleudo, que mesmo quando os cofres pro-
vinciaes nao podessem com essa despez, nos devia-'
rnos aulorisar um empreslimo para oernrrer a ella...
Um Sr. Depulado :-Que nunca mais pagara-
mos.
O Sr. Lacerda : porque o darmos inslrucco
primaria gratuitamente ao povo, he de uossa res-
nela obrlgaco, porem de mais a mais vemos, que a
verba-obras publicas-be de 200 contos, c eu volara
anda por mais....
Lm Sr. Depulado : Obras publicas he moilo ge-
nrico ; estradas.
OSf, Lacerda : Eu nao qaero s estradas,' que-
ro uniros me tirara mentus maleriacs aos moraes, por
que islo he de grande e palpitante necessdade.
O Sr. Figueira de Mello : Apoiado.
O Sr. Lacerda : Sr. presidente, conclu ralo, oa
resumindo, o qae tenho dito : voto pelo proje-
clo, voto pela emenda, e volarei pelas emendas
que se torem apresenlando mandando crear ca-
deiras, c anda acrescenlo, que para se por um
bice ao grande obstculo, s grandes difiicul-
dades.quc os nobres depulados oppnstorls do pro-
jeclo apresenlam, de que ha villas, qu nao lem
a capaciiladc necessaria para lercm escolas, eu
entralo que o regulamenlo providencia, porque cre-
ada as escola e provado que essa villa nao tem a
capacdade pa sustentar uma escola segundo o re-
gulamciito.isto he.que nao lem 15 alumnos.no espado
de Ires annos por exemplo,- nao ha difliculdade em
ettnguir essa cadeira de maneira que de ambos
os modos, ou pela necessdade absoluta, on pela ne-
cessdade relativa, emendo que o projeclo e emen-
da devem ser a provados.
OSr. Francisco Joao principia dizendo, que nao
pretenda de modo Algum empenhar-se novamenle
na discusso, senao tora necessdade em que se
achavacouslituido de deilcnd.T as ideas por elle
apresentadas na mesma discusso, e acredita que a
casa far jusca as suas asse\cr.ires, cnnliccendo
portadamente que elle orador nao seguir a argu-
raenlarau exclusivista quclhe quiz emprestar outro
nobre depulado, que lomara a s na sesso passada, o
encargo de comliale-lo directamente.
'Comprehemlo, que he obrjgaco dos Srs. deputa-
dos, e de tallos os entes civilisados o contarauircm pa-
ra osen apertoicoamenlo, e repele que a missu da
assembla era por coiiseguible crear os racios preci-
sos para pr a popularan na carreira do seu aper-
toiroamenlo, sendo que esla proposicao geral por el-
le avtmrada noexduiodc nenhnm modo, nem po-
da excluir, que a pardo meio creado na especie
melhoramcnlo moral, viesseiu tambem aquellesj
oulros, que sao denominados melhoramentos raale-
riaes, pois que ambos se prestan) mutuo, auxilio e
soccorro.
Faz sentir, que toda a base da sua argumentarn
consista em provar o que nao pedia ser desconheci-
do pela casaa necessdade gravissima em que es-
tamos de moralisar a nossa populacho, e de morali-
sar insiruindo, porque nao comprebenda como se
possa querer qu um povo seja moralisado, sem se
abrir a porta por onde elle pode eonhecer o que he
direilo social e religioso: mas que nao lendo sido
bem coinpreheiidido, ou antes havendo-se explicado
mal, parecia-lhe lerem queridoapresenta-locomodes-
prezador dos inleresss matariaes, e declara que nao
poda ileixar de desfazer a m impressao rcsullaule
de uma argumcnln^ao d'cssa ordem.
Eutende, que alin. de paderem as mesmas cadeiras
ora creadas, produzir para o futuro bons resultados,
be ralispensavel al que se cuide muilo. e muilo nos
melhoramentos maleriacs da provincia, eque de cel-
lo nito hasta crear cadeiras em diversos pontos, se
n3o se habilitar a popularan o poder gozar desses fo-
cosila ilhislrarao que ah torem creados, condijo
sem a qual nadase lera felo, porque em quanlo a
populacho nao tver meios de subsistencia para si e
seus lillios, nao poder aproveilnr-se conveniente-
mente da inslrucco. Confessa que he o primeiro a
reconhecer islo, e por tanto ralo poda, segundo
igual argumentaron, entender que s a inslrucco
era necessaria, como se lhe altribuira.
Depois de haver assim explicado o seu peusamen-
to anteriormente emitlido na cata, enlra o mador de
novo nodesenvolvimcnlo das proposicoes que eniao
ennunciou, c alludindo a om uparle dado, concorda,
emque foi bel la,digna e brillianle a proposicao profe-
rida, de que na discusso ila preferencia le educa-
rn, entre o sexo tominino e o masculino, essa prefe-
rencia devidamenle linha de ser dada ao bello sexo;
porque segundo dssera outro nobre depulado, a
cdsadoj eu direi, qu desde que se Iraloo desta i
toria em primera discusso, esgotaram-lw toda
lo depois se tem dito, nao
mas-do repelcOes. verdade he porm, que as repe-
lieses sahir, a, nao lem aquella gra ; Si-n
ca e merecm sahdod.i ^^fl
nobre depal. primera on segu
ves que falto, eo nobre depulado ja tem sanbose'us
toaros, e mallo bem gachos as lulas parlamenta-
res; dito st tent-me.
O Sr. Mello Reg explica o ponsnmento de sua
emenda, qne lhe parece conciliar todas asopniOes
manifestadas na casa, sem que se d esa conlradic-
cao notada pelo Sr. primdro secretario; e a isto so
limita ptra que se nao pense que elle qer protelar
" discusso.
do dar-se quota pelos cofres provinciaes, para cons- em todas as villas, reconhecida esla necessdade,
trurco de cosa de cmaras ?
Mas diz ella, que quando uri seja pofivel altan-
der todas essjs necessidades, ao menos se marque
tava revogada a disposicao do regulamenlo, e o
era pela razao de nao ler o presidente atado desla
anlorisarao prudentemente; e o nobre depulado
qeuui se refera, a iustruccao dada as mulheres im-
jDorlava a ventura de eslabelerer-se no seio de cada
familia uma escola de inslruar primaria.
Aceitando, porm, complaccnteinenle este pcsa-
menlo, declara o mesmo orador querer leva-ln lunge;
e irnmpanhando o que disseram graves pensadores,
conhecedores do cora^o humano, faz ver que no
seio de nossas mais, quasi sempre bebemos todas as
boas regras do-religosidade, todas as boas regras de
educaco, sendo no intrnalo das familias que sao
aprendidas as virtudes'domesticas, e preparadas as
vrludes publicas. portanlo, conclueque segurado
esse peusamento de hnmeqa lao eminentes, peusa-
mento que todos lem como verdadoiro no Intima de
seus coraees, aceitava o sohredito aparte.
Soppondo assim cabalmente refutada argumen-
lacu contra elle seguida peto nobre depulado. o Sr.
Augusto de Oliveir, insiste o orador na idea j apro-
sentada, de que ama das fontes primarias, talvez a
maior de todas, que se devia altrihuir, e como
que se devia explicar lodos os nossos desvos polti-
cos e tmlosos oulros que, senao sAo polticos, tem
com elles, afiinidade muito prxima, oque'mais de
uma vez lem servido para desfigurar a physionomia
desta provincia, he a falta .de educarn do povo ; e
diz quo nao apresenlar, fado por facto, ludo quan-
lo se lem passado entre nos, porque seria isso* mos-
trar aquillo a,ue lodos conhecemos ; mas que he'fra
de duvida que, senao tora a falla de educaco da po-
vo, esses fados nao leriam apparecido, porque Ibes
fallara completamente a base em que assenlam e
lem assenlado mais de uma vez os ard se manejos
dosembosleiros, a cobertadoscora o titulo de patrio
las, os quaes nao taara alcancado Irkimphn, s i
povo fosse verdaderamente instruido/, patriotas que
servinilo-se como meio dil ignorancia do povo, para
transvia-lo, s merecem o nome de pseudo-patriolas.
Alina! remala dizendo, que vislo ter como convic-
co intima todas as proposiccs|que acabava ileemil-
lir. nao poda deixar de aceitar quaesquer emendas,
que livessem por lira a roalisarao dessas ideas, e qbe
por isso desde j.i dcclarava aceitar as que por parle
da commissAo ilo inslrucco publica fossem apre-
sentadas, no intuito de melhorar a iiislruccAo, por
estar persuadido de que, Ilustrada e iutelligeiile co-
mo ella he, nao poderia guiar a lodos seno moilo
acertadamente ", mas que, se por um lado dava com-
misso o justo tributa que lhe era devido, e se por
oulro lado dava-se por completamente salisfeilo acre-
dilando que a casa caminbaria seguramente com
loda a boa vonlade, e al com eulhusasmo em
uma sepila lo nobre e lo ju-ta, nilu pudia lambcm
sppor.quo a idinihislraro da provincia, ou a,ac-
lual ou qualqucr oulra que lhe succeda, fosse ani-
mada de sen lmenlos contrarios a este, isto he, que
.quizesse retrogradar as vias de civilisaco ; e que
portento nin eslava lunge de aceitar a emenda que,
comprehendeiidoaida dadessimioacodainstruccAo,
ao mesmo lempo conservasse quelle, que pela sua
posico esla mais no caso de applicar o remedio crea-
do, a attribuicAo oufaruldade.de crear cadeiras as
villas e povoaces importantes, era que a inslrucco
seja offcrecila aos dnus sexo*.
O Sr. AUgufto-de Oliceira nsislindo nas suas
ideas quanlo a doulrina do projeclo, responde ao
Sr. Lacerda, e taz algumasconsideraedes ledenles a
refurcar a sua opiniAo na materia sujeda, declarando
por fim que vota pela emenda do Sr. Mello Reg.
O Sr. Paes Brrelo levanta-se, nao para entrar
de novo na dscussao do projeclo#vislo estar ella es-
gatada. Pedio a palavra para pergontar ao nobre
autor da emenda qual a razan por que leudo elle
combalido o projecto, por entender que a creaco de
cadeiiu,s de primeiras ledras deve somonte ser feita
peto presidente, agora prope que se cree uma ca-
deira ehi l.imoeiro': observa que Haoha fundamen-
to para essa preferencia em favor da villa do l.imo-
eiro sobre as oulras villas ; musir que muilas co-
mo. Brejo, Barreiro, ele, acham-se em idnticas
circumstancias : nao Iho parece "do valor a raz&oj
apresonlada de ler sido l.imoeiro a que pedio uma
cadera de meninas ; enlende que a assembla nAn
precisa ser solicitada para fazer o seu dever, como
de certa he o de dessiminar a inslrucco publica na
provincia.
O Sr. Lacerda : Pedi a palavra agora para dar.
orna pequea rcposta ao nobre depulado, que fal-
lon depois de mim. Primeiramcnta o nobre depu-
lado iraim eu ler dito que a opposirao ao projecto
era como que caprichoso. Sr. presidenta, eu usando
dalcroin capriej/lso nao o acompanlie dessa idea
de odiosidailo, que de ordinario acompanha os ca-
prichos^ em lugar de caprichoso, dira proposito fir-
me, no meu entender seria o mesmo, o nesto ponto
micha idea acha-se mais firmada ainda, depois que
vi a emenda do nobre depulado, que mandando es-
lender a aulorsacjo do presidenta as povoaedes, crea
logo uma cadeira no l.imoeiro. Tambera o nobre
depulado rae aecusuu por eo lar descido a indivi-
dualidades, Sr. presidente, eu expressei-me pelo
modo por que o ftz, porque apenas lendo-se pronun-
ciado .nutra h projeclo tres nobres depulados, e
leudo um iftlles s fallado uma vez, empregaodo ra-
zcV inteiraniente dillerenles .tas dos pairos dous, e
leudo esses oulros dous nobres depulados fallado
muilas vezes, e suppoiiho mesmo que continuaran
a fallar, a consequencia era qae me dirijia a elle*,
a in.livicualide pois usada por mim, no fo como
meio de tornar odioso o nobre depulado. Quabla
i repetiicAe dos argumentos de qae lambeta fui ie-
.O Sr. Meira : Sr. presidente, desde projecto enlrou em primeiro discussio, ea dellbe-
rei-me a lomar parle nella, e o faca naora por estar
convencido que elle nao oflerece ulilidade alguma ;
por quando a ulilidade de que muilo se lem fallado
j est creada e reslisada por outro modo, e o pro-
jeclo s lem agora portim plantar, por assim dizer,
uma especie de anarchia entre a assembla provin-
cial, e o presidenta da provincia. Assim, pois, Sr.
presidenta, entendo que esta casa nAo tem marcha-
do regularmente em ludo quanlo diz respeilo ins-
truccilo publica, e entendo mesmo que nos mar-
charamos medrar, de urna maneira muito mais re-
gular e econmica, pelo menos relativamente ao
Jcmpo, se procedessemos de um modo diverso acerca
desta materia.
Temos ja aqui dado gralificac&es a uns professo-
res e negado a oulros, creado cadeiras em Tigipi,
eem oulros logares ; aposentando a cedo* protosso-
res, e negando isto mesmo a oulros ; mas ludo isto
sao medidas tendentes inslrucco publica, e, pois
nao marcharamos melhor, tratando de todo por
nm s vez, islo he, oceupando-nos da, reforma do
regulamenlo da inslrucco publica '! Crco que sim,
e por isso julgava conveniente, que a commisso
fizesse o saerdicio de tirar do tmulo o parecer e of-
ferece-lo a consideracao da casa : alii se discutirao,
e apreciarlo muilo melhor, e mais regularmente
todas as providencias tendentes inslrucco publi-
ca, deixando de phtnlar-se a anarchia, que esle
projeclo dar causa, porque estando j o presidenta
aulorisado a croar cadeiras nas cidades e villas po-
pulosas, por tor^a do projeclo em discusso, ficam
ellas creadas nos mesmos lugares'e nas |K)vac5es
mais importantes. Ora, esta autori presidente, sem duvida, porque esla assembla esla-
va na firme conviccio de que elle nao era indin-
le aos melhorauenloi da inslrucco publica : se pois
a casa.persista nesta ronvicrau, visto como nao lem
motivos para snppor o contrario, porque razo nao
deve prevalecer anda scmelhanlc anlorisarao, m-
xime quando apenas se Irata de faz-la exle'nsva s
cidades c villas, menos .populosas, anda nao com-
prehendidas no citado-regulamenlo? O projedn,
por tanto, lem por fim crear uma providencia que
j esla dada, c a caa nao tem motivos para recear
que ella nao tenha a sua devida execuc,ao, quando a
presidencia entender que se faz mister, quando o
director geral da inslrucco publica, que alias me-
rece a confianca da casa, reclamar o emprego dese-
melhanle medida, esolicitar da presidencia o exerer-
cio de lalaulorisaco em beneficio da inslrucco pu-
blica, acoque na verdade o governo nao deixar de
prestar-.se com o maior inleresse solicitude ; e islo
lie tanto mas conveniente, quanlo sem duvida o go-
verno da provincia, sob intorraacoes da directora
geral, e mediante uutros mudos dados de que dis-
pOe, pode com maior fundamento avadar o aro de
necessdade cm que se ado esle ou aquelle lugar
relativamente creacjlo de cadeiras de uto ou ou-
tro sexo, principalmente quando nao seja possivel
generalisar esla medida por loda a provincia, e nos
termos em que se acha concebido o projecto ; pois
!|uc raz&cs de mui subido valor, laes como a insuf-
iciencia dos cofres provinciaes, e oulras nao menos
poderosas, devem cerlamenie determinara reslrid-
co no uso de taes medidas c providencias.
O projeclo. senhores, quanlo a mim, importa,
por assim dizer, uma censura ao poder que esl au-
lorisado para a creaco dessas cadeiros...
O Sr. Oliceira : J se lera dito isso. .
O Sr. Meira x Mas eu quero repetir, e estou
oo mea direilo. A casacomo que lhe,diz : Vos fos-
les aulorisado aerear cadeiras em lugares populo-
sos, entretanto nao lende al boje asado convenien-
temente desta aulnrisiieao e por conseguidle .nos de-
voraos ctssa-la, e providenciar a lal respeilo. Acres-
ce anda qae se o governo esta aulorisado a crear
cadeiras nas cidades e villas populosas, onde ellas
devem ser mais necessaras, com matara de razAo
dever estar para crea-las nas villas menos populo-
sas. Parecia-me, pois, muilo mais conveniente que a
casa aulorisasseao presidentepara crear estas cadeiras
nas villas menos populosas, visto que o regulamenlo
s trata das populosas, ou que aguardasse o parecer
da commssio de inslrucco publica a respeilo do
respectivo regulamenlo ; porque he muilo de presu-
mir qqe essa commisso mostr lodo o inleresse pe-
los melhoramentos da inslrucco publica, e por con--
seguinle com a sua reconhecida lluslrarao, oflercca
medidas ledenles a esse lim, quer em relac,Ao
creaco de cadeiras, quer em referencia aos profes-
sores, seus ordenados, gralilicacoes e jubilacOes; e
isto seria -al econmico, porque desl'arle poupa-
riamos.muilo lempo, e evitaramos tantas discutsoes
que se lem suscitado sobre esta materia. Por lano,
voto contra o projeclo, bem como ja vole costra o
que creou uma cadeira em Tigipio, e volarei con-
tra todas as medidas ueste sentido ; pois me nao pa-
rece regular opporluna a dscussao principiada so-
bre medidas parciaei; mas nao por ser inimigo da
iustruccao publica como se quer dar a entender ;
por quanlo nao posso ser considerado como tal pela
simples oppnsicao a uma ou oulra medida parcial,
e, por assim dizer, destacada de seu Verdaddro lu-
gar, uma vez que temos de discutir regulamenlo
da inslrucco publica, que se acha sujeilo ao exame
da commisso respectiva, de cujas luzes c zelo pelo
melhoramente desle ramo, lo importante do servico
publico, devoraos esperar loda^ as medidas e pro-
videncias uecessarias para salisfaco do fim que de-
sejamos,.isto como ella se ach enoarregada da re-
viso, e corrercao do mesrao regulamenlo, c por
cerlo nao deixar de oltarecer i consideracao da ca-
sa as alleracdes convenientes para que ella preencha
o nobre destino de melhorar a inslrucco publica
nesta provincia.
O Sr. Aguiar : Sr. puesidenle, eu conheco e
sou o primeiro a ennfessar que a materia se acha es-
gotada. porque ludo quanlo se piule dizer contra e
a favor do projecto, se lera dito ; pprm nAo tenho
remedio seno dizer ainda algumas palabras, nAo a
respeilo da compelencia desla assembla para legis-
lar a respeilo da materia, embora a aulorisacao que
lem o governo cm virlude do regulameoto da ius-
truccao publica]; nao sobre a conveniencia do projec-
lo, porque esta se acha evidentemente demonstrada,
mas sobre especialmente um ponto que parece, uu
lo ter sido dcvidamenle coinprelieudido ; quero fal-
lar da opiniao do Sr. director geral da iustruccao
publica a Vespeilo da creac|p .1? novas cadeiras de
ensino primario, a qual ( opiniAo ) parece nao ter
sido bem deduzids do respectivo rotatorio (ir al-
guns honrados membros que loniaram parte na ds-
cussao...
. O Sr. Mello Reg d um aparto que nao ou-
vmos.
O Sr. Aguiar : E vislo que me he permitido
oceupar a allcncan da casa por alguus momentos,
aproveilarei a occasiao para dar breve resposla s
relleiSes feilas pelo nobre depurado que araba de as
sentar-se, a al mesrao lhe dare a preferencia.
O 'Sr. Meira: Muilo obrigado. "
O Sr. Aguiar:Ur. presidente, o honrado mem-
br quein me retiro, fundn a sua impugna cao ao
projecto em duas razes, se bem o comprcliendi. A
primera fo que aquillo que pretende u projeclo es-
labelecer ju se acha prevenido e acautelado pelo re-
gulamenlo que actualmente vigora; e a segunda i
que, a passar o projeclo era dscus*Ao, vamos plantar
a anarchia no importante ramo, da inslrucco pu-
blica...
O Sr. Meira d um aparic.
O Sr. Aguiar : Em ,mi.tentaran de sen pri-
meiro argumento, Irouxc-nos o honrado merabro a.
disposicao do arf. 6 do regulamenlo, que aulorisa o
governo a crear escolas para meninas nas cidades e
villas populosas, conduindo dabi a. desnecessidade
do projecto, vislo j ler ojgovcrno a necessaria au-
lorisacao para prover a essa necessdade publica,
vindo por consequencia o mesmo projeclo a nada
augmentar, nem diminuir-a respeilo da queslAo.
Mas, cu peco liecnca ao honrado niembro para leni-
brar-lheque, a vista mesmo da disposicao do arl. 6."
do regulamenlo qua acaba de ler, o presidenta da
provincia smenle esl aulorisado a crear cadeiras
de prmeras ledras para o sexo feuinino, nas cidades
e villas populosas, sem que possa oulro lano fazer a
respeilo das cidades e villas nao populosas, a menos
que se dsponha a infringir o mesmo regulamenlo.
( Apoiados.}
Entretanto, cnlcndendo esta assembla que estas
escolas devem existir em (odas as villas e cidades da
provincia, que be islo de vanlagem publica, quer,
por meio do projecto, que esle peiisaincnto so real-
se, visto que o arl. (i." do. regulamenlo, citado pelo
nobre depulado ata as raaos ao governo para faze-lo.
( Apoiados.)
Assim, j se v que o projeclo be muilo mais am-
pio do que o artigo aponlndo, e que esto nao pode-
ria bastar ao governo para pivera exe'cncao o pen-
sameulo de que se acha actualmente animado o corpo
legislativo provincial. ( Apoiados.)
Era prova de seu segralo argumento, isto he, da
anarchia que o projecto vnha inlroduzr uu syslema
da inslrucco primaria, disse-nos ojiobrc depulado,
qae, j leudo irs aulorisado o governo para fazer
orearoes desta ordem, era escusa.lo, inconveniente e
mesmo anarchico o legislarraos sobre esla materia,
importando a medida do projeclo falla de confianca'
na adminislrac.lo, c uma censura formal por nAo
haver ella, al"agora, alterando para esla necessdade
publica. '
Senhor.es, parece que o honrado membrn he muilo
susceplivel, pois que suppe que uma semelhanle
medid lem o carador de uma ollensa directa ao go-
vprnrt.'
quei
'este
raonj
deputi
cita da
Sr. pi
membro, a quem
coraigo emque o
cao publica- be lo retir
ainda quando o preside
crear aulas dt meninas ei
grandes povoace da provii
xhorbilar, mesmo quando
dadanecetsidade de la
aulorisacao s se estando]
sas, como poderia eo om
adminislracilo por ama tolla
dos) como enconlrar-so u
existencia (taquillo qu
dtr de dar existencia'! ( Apoi*___
J v, portanlo, o nobre depulado,
Cao do projeclo nAo acarris
um pensamento de falta de confianca. |
de censura admiuislraco, por nao ta|
lo que lhe nAo era permillido facer.
Sanliores; eu dou tanto mait conscie
meu vol etle projecto, quanlo i
que be nosso rigoroso dever i
enclier as promessas feilas ao imperio
damonlal da nacu, quando ataegufoi
toria gratis a inslrucco prim ^^k
Eu disse, quando comecei a falla
havia argumentado cora o rotatorio do
geral da inslrucco publica, e qu algn
que loniaram parte ua discusso, deduz
zes para suppur que aquelle digno funecio
avesso ao augmento de cadeiras para a iastraccAo
primaria, especialmente em vista da ron Miado cu
que se acham as escolas acluaet....
. O Sr. Mello Reg: Nao fui eu que lirei esta
concluso..
OSr. Aguiar: Nem eu disse que fo o nobre
depulado : estou porm bem (enturado de i
se discuti e argumenlou-se no seutido qae araba a
referir.
He verdade, Sr. presidente, que o director geral
da inslrucco publica'fez ver, cm teu.-n
presidencia, o atraso em que te acha esse i
lissimo ramo do servico publico, lamenlou osei.
estado, e ao mesmo lempo indicoa algumas
dciirias-que, era seu conecilo, devem ser adoptadas
para remediar esto mal; purm de ludo quan
ralo so pode tirara concluso de que saja
(o creaco de novas cadeiras. Se berTCoi
vejo, ao contrario, que o seu peusamento lie que no-
vas creaces sao uecessarias.: por exemplo
Alienta a popularada provincia, he excitara
le pequeo o numero do$ alumno* que rata
educar-So dada pelot cofre producais:
lugar anda diz elle : He fado que ningn*
nlteee, que lernas muito poucas escola paMi
relaiao a exlenso de nona j^^H
popularlo... emllin, com mais prceisatH
assevora que, leudo receido reclamadle
se oceupa cm colher as uecessarias iS
propora creaco do novas'caderas,
maneira seguinle: A crearlo de i
cadeiras. he uma neeestidae cica,
muito* localidades. aqui pois se '..
de director geral da nilruccAo nao f
do contra o projecto que se discote. |
E, cora citado, senhores, que o o,
de iuslruccjlo primaria, enlra nos. \
le pequeo, he esla uma verdade i _,
denionslrar. Conforme o relatado j
ha nesta capital doze escolas public '
xo mascuP.io e cinco para o sexo
quemadas primeiras por 754 ala]
das por 33^alumiias ; entrelaudo <
escolas ha"eSsenta parlicularos, na^
1,461 ilumnns, sembi. 905 do sexo |
do sexo tominino, numero esle cali
dos mappas que foram prsenles i
casiao de fazer o rotatorio e que acly
muilo augmentado, segundo mead
geral, em razio deja se elevar a i
das ditas escolas. Desta simples i n
o numero das escolas publicas he e
minuio.Tiao s porque assim o
digiosamentc snpeator de antas par
iadas por numero tambem suporta
ambos os sexos, porm ainda porqu
a lei que logo que Orna escola U
alumnos, seja dividida pda creid
proporconalmenle as aulas public]
mais de cen meninos, devem ser |
salsfarain' as necessidades da popu
a disposicao da lei (apoiado*); e islo,
lie lauto mais' necessario, quanlo lodos tabeas
inslrucco primaria deve ser gratuita
que a paga s o fazera, toreados pela necessidad
dc"scotas publicas. Ora, se islo sucoede
onde se pode ter recurso promplo, o qu
pelo resta da provincia, onde as poucas aulas que
etislcm se achara dissemnadas ?...
O Sr. Meira:A consequencia lie que nao h
cessidado de mais escolas publicas.
O Sr. Aguiar:A consequencia higica he, beta
ao conlrarto, que nao ha escolas publicas suffic
para a pupulnoo .apoiados. cruzam-te' dicen
apartes./ Tratando especialmente das aulas paq^^H
ninas,- so a directora geral da inslrucco pu
assevera- que existan! nesta cidade 30 ou mais .
particulares, frequemadas por 556 raen
das aulas publicas que contam proporcionalme
mais de 60 cada uma, uo poderomos porvenli
irmar, sem temor de erro, qae. as escolas- p
para o sexo tominino sao excessivamenle pu
uo poderei eu, com mais razo, dizer
mal be sentido na capital, elle o ser com a
r,aj seutido pelo resto da provincia, onde pata
truccAo primaria do sexo tominino. sma^B^
onze aulas? apoiados). Creta, portauti
cessidade do projeclo uo pode ser conli
vanlagem.
Em ultimo resudado, aquellos que o imn
podero descubrir um motivo de regeieSo i
que lem de ararretar a sua exccucAo. IU_,
senhores, que as escolas que se liouverom j
uo sero servklas por protossoras que entl_
loitamenle ; porm tambem estou iutiraaiaa.
vencido, de que um augmento de despetada]
contos de res, para fim tal til, nAo he qae i
gotar c quebrar as torcas as recursos dos
provinciaes apoiadfi). NAo .esquecaBV
provincia he uma daquellas que meno^^^^H
a inslrucco publica seu cargo. La^^H
tas sobre o orcamento da provincia de'Mim
acbeiqie, sendo a sua recclt de'4W
tos de res, smenle a verba com a inslrurr.i
blica absorve 01:9908000 rs., quasi .qu.
da lotalidade de loda a renda, sendo esla a
que dilcilmentese encontrar um Mineir
de saber ler e escrever, succedendo o mesmo
pedo dcS. Paulo, ojidesmcnle de aulas de prim
ledra ha 172!
_ O Sr. Francisco Joo :Por all os meio.
sao mus facis.
O Sr. Aguiar :NAo quero agora indagar a ra;jo
da difTereiica ; entretanto o que veja lie r
a provincia de Pernambuco uma
rior daquellas provincias (mai apenas exislem 81 cadeiras publicas,
deudo enm o ensino mais de 82:000900 i
l'm Sr. Depulado :A provincia.de I
bem be muilo maior.
O Sr. Aguiar : E o que lem isso '.'
lendess smente aos recursos pecuif,"
se prelend fazer, eslou pcrsuailido ]
da inslrucco primaria havia del
trelo. Na provincia da Baha, cu_
par da nossa, exislem 184 escolas pul
se v do relatorio do diredor gera1
rae parece que enlre a poputacAo .laque]
e a desla nao ha lao grande di Befen ra q
razoavnhncnle semelhanle desproporro n
das antas publicas.
gra-
E-j, Sr. presidenta, estou persuadido de quc'a nin-
.guemiolTenderaus, quando usamos de nm direilo pro-
pro {apoiados ). c muilo menos se pode dizer uma
ollensa feila ao governo, quando o poder qae esle
lem, he urna deleg.iC"' nossa. ( Apoiados. >
O Sr. Meira: E para que delegamos?
O Sr. Aguiar : porque (vemos era muila con-
sideracao a ulilidade publsca. costa poda mudas ve-
zes exigir essa dc'-ogaco: entretanto que. nem por
isso, ,ficou alindo o direilo de que se acha investi-
da esta assembla de tratar da materia sujeda. e de
fazer por ti **" 'le honrado me.-nbro -quer que
seja feita r** oulro. ( Apoiados.)
Sr. presM'nto, o artigo do regulamenlo que au-
No conlinuarei, Si. pW*Wwrte;-porque Upr
ler oblido o fim que me propuz, isto he, pro
errados andaram aquelles que pretender
do relatorio do digno director geral da instroe
blioarazAes onlra o 'projeclo.-emprestar.
fuilccionario pensamento conlrario
ya escotas publicas. Voto, podanto, pelo pro-
jeclo.
Enrerrada a discusso, be o projecto spbmeUido
v laca., e approvado com a emenda doSr. Francisco
Joao, sendo rcgeuada a do Sr. Mello Reg,
rendo dado a hora,
O Sr. Presidente designa a ordem d da, e levanta
a sessao.
ERRATA.
No discurso do Sr. Manoel Clemcntino, da sessao
de 31. publicada no Diario de bnnlem p-ig. 3."
col. 3." lin. 3i aonde diz procedimenlo sin-
gular,, la-se procedimenlo regalar. -
UlOICI- i------
COMARCA DO BO.MTO.
25 d mara de I8&4.
llamis de um raez nao tenho a
porluna-lo com minbas mal aliuh;
nicu charo, nec semper lilia floren!
rula qiicrdizettodos os dias nao b
nha; sim Sr., so bpm gire aligaiii
poucas vezes dcste podadlo da torra dos Das t
raares, a quem amo de todo coracAo, torr.u;
meus negocios, de certo lempo paro c me vejo
gado a deixarqelque fois o solo, onde vi pela
primera vez ao Sr. Plicbo seus cabellos espalhar
pelas monlanhas.
Eis a razAo porque foi por lauto lempo inteirom-
pida minha correspondencia que d'ora em dianle se-
r mais acliva c animada, pois j rae acbo de volta
no. lugar de ninhas afeirocK, ifande sempre que
saio, conservo as mais liis saudades, e portanlo
direi como o campoiicz de Franca ao chegr de suas
perigrinaces
Ah Salid mon naval
Saint, done cgrapagu<
Mes chagrins sonl frais
Je rovols ma montagui'.
Alguem pude adiar que leubo roo paladar, por
gostar lano desla localidade que nada tara que fa-
rortra a emigiaro, porque, alm de sor ura lloui-
lo-feio, demas a mais nao lem agora' agua para se
beber, pois o nnieo (lumen que aqui ha, moslrou
que lambem esta-mjeto ao^-t pvterrem rrcrrteris.



s
I

i
He
de fcr
delicie
lara
levo
por tal motivo abrigados a man-
dar ver agita icolonge. Esla nina loca os
dous entremos, a rouilo frgida, ou muilo trrida.
Por quem sabe !
jn aSsim' talvez 'nm dia
D'en los que tapizam /lores
E i /oj-
iva cobre,
Talvez qne oatra potente oro llalinnda
Elei is, aqu prospere
"i Cartlago.
me se livcrmos estrada
o custosa.
ogacp da paz
go paseada
les do Bejcr-
onal, e com quauto a his-
!ao requemado, todava
ft coi rtapeito : Jos Lon-
confiava sempre a decisao do
i ba ca mar le, i n I rico u- se ro ni
filhos tle urna viuva, por cansa.
rearas ; e quem conliccia o pri-
iiaria em dizer que a razao eslava da
parte .cliegou a ponto de armar-so aquello
i irmaos e om escravo, e irem a casa delles
natar; com ctelo all chenando Irataram
* mocos pozeram-se eni defeza, c o resulla-
oram essas -Mis morles, escapando dos
penas oprelo que aiud nao foi captu-
Famiiiu do Josel.ourenoo, priucipal au-
la a tragedia, se compiiiih* de oilo irmaos,
rerara de tiros o Oteadas ; restam apenas
Vala dos precedentes, nao devein esperar
le verdadeiro diristao. Em Bczerros
netthulM novidade ha.
'Grvala teta hnvido algumas diligencias para
ctouar um cmplice 0111 materia de sedlas.
e se poz na perna. Em Casa Nova ia-se
urna colonia de acule m, at j saliiam n
para rosnar, porm o respectivo subdclega-
igoido ; ja vai o negocio a tnelhor. A
lein do seu amago *l filhos do peccado,
o superior Torta digestiva daquelle
pelo que he'muito possivcl una ndiges-
15o, tanto mais quanto nao lia dia que para l nao
i de usum innocente. EmCapoeirasha
Balatciras, que nao dao boas hlalas, aon-
umasucia de ladrOes(dc cavados, assassi-
nosete. O lente-coronel Bczerra (delegado sup-
plnile em exercicio) de accordo com o subdelegado
respectivo, all collocaram um piquete com ordem
de exigir pssaporte de todos qii.inlos passam (islo
vizitas que por l mandara fazer de vez em
o que j vi sortindo bom curato: um lia
a dousdessaque podem dizer comophi-
-jeporte toutavoc moisporque de cor-
lutnseoslas suns rediuhas; percuiVain-
iporle, nao o mostrara, por essa razao
Mplat Antonio Laurcnlino, Vulgo Bu-
r po;-*e na perita. Aqui esl o nic-
iro, e amanbaa vai ser rcmcllido subde-
a l.agc do Granlo (Alagoas} que o raandou
toa palmilla de liuba e sabe vmc. quem be
cidadao ? pois eo Ihe digo: ha-obra de nm inez as-
til o subdelegado d'aquclle lugar (l.age p ronhecido pelorato pintadoque era
a empregado porser perseguidor de crimluo-
IfcSr. Baraiina foi o scu matador !'. louvores
lena de Mello, e ao Sr. Manoel Antonio
I (subdelegado de Capuchas por esta im-
pisao. Pela delegacia se lem fcilo oulras
ibem importantes, e entre ellas a de urna
te malou o marido, a qual ja foi remetlida
ru', lugar do delicio. Com mais vagar,
der o Antonio Gomes, Ihe hei de inan-
t. publicar, urna lisia dos reos rccolhi-
adeiadala villa.
1-me diier-lhe que aqui ao lempos traz
recendo i noite um lubts-homem, c
mam ter-se havido com elle; Misse poli-
a- rondar v tal' bixo, e elle desappareceii ;
licaram os crdulos essa ausencia com o
to 4o animal que em urna das noiles sof-
la ferida donde sabio sangue, oque no enlen-
tntendidos lie bstanle para opera-lo. As din-
vas prucipiarain lia doiisdias em milito pouca copia;
boje estamos com sol, anda-que sol de chara, e
eir que o invern cantinue, pois lemos es-
perfeila secca, n ponto de nao haver capim
animaes (esl visto que rracionaes'. A fa-
ral ilc 28 a 30 patacas ; o tnilho a 10, c o
sDrs. acuia. Ocompadre de Garuara' es-
-uicosu ; uflo me tem escripto, porem
r de bocea que esl arrancando urna
" mim. Aqni ebegou o l)r. Hollino com
e est na vara de juiz de dircilo.Au
reeoir.
s chegou preso nm sugeito que ba 3
anuos fez urna raorle em (jipoeiras. ,
(Carta particular.)
COMARCA DO RIO F0RM0S0.
31 de.marqo 4*1854.
Tenho sido tardo em escrcver-lhe deitando assim
de cumprir o 'que Ihe proinelli na minlia ultima,
pelo que peco me desculpe pois esla falla devida
at incommodos que ora soUro, os qae* se vao agr-'
ando. Deitando porm de exordios irei narrando
o qitc tem cbegudo ao meo conbecimento cerra
deata comarca, scienlliekndo a Vmd que esiabdeci
igantes pareiaes em todas as frecuezias, c iier trans-
erevendo na que Ihe dirigir, al noticias que livef re-
ce.bido ; saiba pois Vmc. que sflo ineus agentes os se-
guales ciijos.qqe s por si e sem mais banca sao bas-
tantes para Vmc. ficar garantido da verdade do que
disser; em Serinhseii) he o Dr. Damasceno provado
agraciado com o baronalo-do sambur, o qual
tambembe insigne na soicncia medico cirurgica.e
a proposito quero narrar-lbe um faci digno de ser
commemerado. Indo este insigne advocado a casa
de certa menina que de Marlha lem o noinc, eneon-
lrou- com dores da denles, e inimediatamanle of-
*ft para lirar-lbe o ncommodo que soffria e
sendo aceito o oflerecimenlo, poz-se o nofso Dr. a fa-
zer eruzes na face da paciente rom um rarvilozinlio
e a rezar, perguntando de vez em quando, se j li-
nio, e respondendo a paciente que nao, re-
l elle os esforcos das eruzes, e rezas, al que
a infeliz j cancula de soffrer essa pesie disse-llie,
dr j tinlia ces-ado; ai ouvir estas palavras,
rBamasceno forado si de contente, c den tan-
voIIks e vlravollas, que pareca um surucucii da
desculpandu Vmc. a digresso, dirci qu om
he meu correspondente o Teixeira escrivao; em
loso o meu compadre sollicilmlnr, proniet-
S lambem o Seu valioso auxilio o meu sym-
ibdelegadn; cm Barreiros. o JoSo Manuel; c
nenie em Agua-Prela o Dr. Ivo. Eulrare
a referir-llie o qoesei, principiando por Se-
tm. Esleverecoltiido a ajdeia Antonip Doudo
ni primognito Manoel, alim de inlerporem rc-
o juiz dedireilo da pronuncia que con-
s proferto o ex-delegado, Dr. Castor, a qual
Miada pelo juiz municipal Manoel Henri-
ques, que ao depois disto deii-se de suspeilo, pas-
autos ao seu snpplenle que be o Caldas
IsteSr. fj se sabia e se esperavaj revogou
a pronuncia, e rnajtdou. pdr aos recorrentes na ra;
De que o promotor publico recorrer para o
ireito, mas o recurso indi uSo foi decidido,
cono, foi o advogado dos recorrentes, al
isiao em que o Manoel Henriques den de
-, ocropando ao depois o lugar o Sanios Vi-
p dia 25 de fev'ereiro foi capturado um in-
jue-L*oz publica indigitava eltmo autor
e Estevao Jos Medeiros, o sendo levado a
fado subdelegado respectivo, este o mandn
r eni liberdade sem processo e sem averiguacao
alguma.
da 6de fevereiro no engenbo Dn.is Barras,An-
Ferreira de Mello ferio levemente a Cypria-
iarros, dando-lhe em arcrescimn algumas cu-
li aggressor evadlo-se. No dia 18 Amaro
quetlionando com Anaslacio do N'ascimntn,
vias de fado, dando em resultado sabir
un tres entiladas-, urna bstanle grande lia
utra junio ao ollio direito, ea lerceiro na
la, o este soflru liln pequeo ferimenio
silo por Jos Soares, pai do Amaro, que
icorreu o conflicto ell defeza do (lilao,
is pelejadores pozeram-se, em fuga. No
sassinado no engenho NoVo o mula-
miindo.cscravo de Silverio Joaqum Mar-
nlos, morador no Recife, por Antonio Bo-
o, pardo, morador no engenho S. Joo.o qlual tliri-
> tiro a Um escrvo do propriclario dMuelle
nha infelizmente empregou-o todo nol des-
ulalnlio, que eslava junto, c cabio borlo
neamente. Tenho dito o que sei cereal de
Serinbaem.passo a narrar-lhe o que se lem passadl "a
freguzia de Hm Formoso. No dia 3 de feverJliro
JoC Panella e. Malinas de lal portuguez, ioaaraan os
sopapos, por causa deatechamar, aquelle baraa' das
fofas. No.dia2de marco, abrio-soal. sessiko do
jury, comejaodo os julgamenlos no aT5TTj!eTa ordem
segunte ; No dia 6 foi juigajlaJa Amaro aecus-
do de ler tentado matar a Amaro Basilio, foi sen
advogado o Dr. Aulero Manoel de" Medeiros Fur-
lado, e sahlo absolvido, mas o juiz de direito aapel-
loit. No dia 7 foi julgado Manoel Francisco de
1 GusmHo acensado de ler ferido a Manoel JnSe-
ra, eahio absolvido. houve nppellaciio do juiz de di-
reito, foi defensor deste roo o Dr. Antonio Teixeira
de Barba. No dia 8 foram julgados os reos Joao
Marinhtf de Mello e Francisco Alves Teixeira iilho
de Filippe (jaddba, autores do brbaro espanca-
ment do Infeliz Joao Au,tonio Cosa e Silva, sabi-
ram condemnados a 9 anuos c 4 mezes de prisao
simples, mulla correspondentes melade ilo lempo,
>r desles reos o advogado Dr. Anlero Ma-
noel d Medeiros Furlado, o qual apuellou para a
retar 9 foi julgado a revelia o reo Ko-
mao Vasques da Costa, arcusado de ler feilo olTensas
phisi *l,eonor Clara Lima, e foi absolvi-
A 10 foram julgados os reos Antonio da
ui Germano, aecusados de lerem as-
i Benjamn Franklin Vieira de Mello, e
irietario dt engenho Araguri Joiio
lerqae Mello, e sahlram absolvidos
Dou- recolhiilo prisAo por
ordei o ei-cotleclor Joaquim
prisao (oi clfccluada pelo ca-
pois da sclteaniios',(IarreaoSodo termo,foi aprimeira
vez que funecienou eslo tribunal, sendo para isso
necessario o etnprego de innmeros esforcos. alim
de que os vereadores residentes cm Agua -Prala vies-
sem a Birroiros, tiesta assgu frain julgaao osros
segtilnles : no dia 14 Jos Francisco, conhecido por
braoinho, aceusado de ler lenladu malar a Jno da
Bocha, Toi seo advogado o Dr. Lourenco Avelino, e
sahio absolvido.
No dia 13 foijulgada a re'Mara Joaquina aceo-
sda de ler assassiuado a Francisca Maria, foi esla
r condenada a 7 anuos de prisao simples, sendo
saos defensores os Dr*. Avelino e Barros VolcO.
No dia Ifi foi julgado o prelo Luiz, escravo de
Manoel Vieira Fiallm acensado de crime de morle ;
foi condenado a sulfrer 800 acoites.-defendeu a esle
reo, o Dr. Avelino. No dia 17 fot julgado o reo
Manoel Henriques da Silva acensado de ler furla-
do nm escravo de Antonio Secundo Ateioly, fui ab-
solvido. mas o juiz de direilo appellou, foi seu advo-
gado Dr. Avelino.No dia 18 foi julgado o reo Vicen-
te Ferreira de Mello aceusado de ler ferido a Anto-
nio Carneiro, sahio absolvido tendo sido sen advoga-
do o Dr. Avelino. No dia 20 fram julgados os reos
Custodio Jos Soares Correia e Joaquim Jos de Sania
Auna, o primeiro arcusado por crime de uso sem
licenra d'annas defezas e o 2. por furto de cavallos,
sahiram ambos condenados -o 1. a 4 mezes 6 2
dias de prisao simples e o 2. a 2 annos e 5 mezes
lambem de prisao, simples, defendeu ao 1. o Dr.
Antonio Teixeira de Borha o ao 2 o Dr. Jos Nico-
lu Pereira dos autos.por Barrciros nada mais lem
havido. Em Agua Prela commuiicou-me o Ivo,
3ue no dia 27 de Janeiro, as 7 horas da manbaa,
oaquim Bezerra entrando na villa armado de um
clavinnte e fnco assas'sinmi publicamente a Mi-
guel Gonralves Silvano, que ahi se chava de
viagem para Caruar, e poz-sc logo em fuua. No
dia I i de fevereiro o inspector do Kiacho do Mal",
indo.com seis pessoas enguerrilhar-se na estrada do
Balthazar, am de capturar dous individuos que
cosliunavum passnr armados.e se lornavamsiispeilus
du voz de prisao a diias pessoas, que passaram as II
horas da noite por aquello lugar mas que nao erara
os esperados, a esta voz um delles dispara a arma
que (razia, e felizmente o tiro s olfcndu ao facao
do paisano l.ujz Jcse de M ira ma,, c disparando este
o seu bacamarle sobre.os desconhecidos, rcsultou
empregar-se cm um delles lodo o tiro que ocrsio-
nou-lhc itnmedialamenlc a morle. enlo conliecdu-
se que esle infeliz era Joao Jos, (libo de Jos Dama-
zioqne vinba de urna carada de porros do mallo.
Tenho concluido a narradlo do que ha apparecidona
comarca.desde a minha ultima at boje,uflirinaudo a
Vmc.que procurai ser del na exposirao ilos tactos que
Ihe llz. c ao concluir a prsenle, tenho a pedir-lhc o
seguinte. 1.uqne oserpxa ao llesliluieo dizendo-
Ihe, que, no deve aceitaro patrocinio*pro o con-
Irade urna consa, como fez' com ccrlo cujo em um
idventario ltimamente feito. 2. ao Fcljo, dizeodo
que se arraigar a troca da proruradoria de St. Ama-
ro, pela da cmara municipal segundo afllrmam-me,
rommuniquei a Vmc. c aosamigus.:!." acera menina
da villa, dizendo, que desejavamos muilo ver o, 6cu
Nicolu da Koclia. i." a o Cania, ltimamente acracia-
do cora (i titulo de baro de Molung, que uno Macolle
lauto ao misero Joaquim Correia, o lembre-se que a
desgrana faz corarles compassivns. 3." ao Santos Vi-
tal, que entre de novo para a polica, pois os presos
nao foge.ni, finalmente cerlo cujo que evaporou-se
ha pouco, que vollc para o seu lar pois quem nao
deve nao teme. Todos estes se recommendam
Vmc; e aquello joven que ileacrcvi na minha se-
cunda,a quem pero me rerbmmende, e delle d-me
noticias quando escrever-me, e Vine, acredite,
ao seu amigo ex corde o' Honorio da Filia.
(dem.)
COMARCA DE YiZARETH.
1. de abril da 1854.
Faz boje um auno que Ihe dirig a minha prime!-
ra carta, rogando-llie algum espaco no seo jornal,
para a publicacao dos factos, que fossem. ocenrrendo
por esla'comarca, oque foi por Vmc. bem acolbido :
no descmpeiilio desse dever, que espontneamente
me suhmclii, parece-mc, nao obstante m> decurso
desse lempo aedar-me, apezar meu, militas vezes en-
tre o embale da intriga desenvolvida por entre gran-
de parte dos habitantes tiesta cidade, e por entre al-
gn* ftiiiccionarios pblicos, ler empregado sempre
a linguagem da moderado, da decencia, e sobre ludo
da verdade ; porque entendo que eserever (com
quanlo nao me arrogue as honras de escriptor) be
cousa muilo seria, destinada a instruir, a reprimir as
paixoes, a corrigir os costuraos, ea sustentaras leis;
e mais entendo com o douto Fnclnn, que : l.'liommc
digne d''lrc reul cst celui qui ne se sert de la pa-
role'quopour la pense, el de la pensequebpour la
vrit el la vertu.
Iloje, que a intriga vai-se acalmando, eraras a ad-
miuislraco doExm. Sr. conselheiro Jos Bento da
Cu nba c Figuciredo, ea'cnoperariodealguiishomens
verdadeiranienleinlercssados em manler o socego, e
a Iranquillidade ; e em que a necao las leis se torna
elfecliva ; boje, digo, vou encelar o segundo anno,
prometiendo nao usar menos da mesma linguagem
de moderaran, de decencia, c da verdade ; e deso-
jando que se enjergue em nieus escripias, nao o de-
sojo de censurar, nem de deprimir ; mas sim o deso-
jo de reprimir o crime, -e sustentaras leis, a forca de
denunciar ao publico as suas infracrocs, qiicrbega-
rem ao rqen conhecimcnlo, porlando-mertesse empe-
nbo com a maior imparcialdade; e lamo mais me sin-
to animado dessedesejode reprimir o crime, e susten-
tar as leis, quanlo me faeo ap^ilicavcl csse bello pen-
samento de Horario:
Nam la res agitur, paries quum proximus ardet.
nudoso esludo a respeilo daqqella ribeira, symdi-
eando de sous habitantes e procurando pliler os mais
exactos esclarecimeiilos, adin de evilar que os bous
ps*am>'er confundidos com ns m*os, qneesles eea-
pem a jusla punirn de seus criraes, e aquelles sejam
arrasladoss eadeas de involla com criminosos.
Apezar de muilo confiar no discernimenlo e espi-
rilo justissimo e recto do senbor delegado Prlella,
cuja polica tm sidoi inleiramenle imparrial e s po-
llera desagradar aos comprumettidos, ou aos que es-
tiverem cm immetlialo ronlacto com elles, por pa-
rentesco, poltica ou oulras atTciOes, com ludo nSo
me julgo dispensido de fazfcr esla obserracSo ; por-
que se estas provises ain.la nao liveram um resulla-
do pralico. he ccrlo que nao sao impossiveis, iirm
mesmo diflceis de acontecer, por ser o Navio urna
meada, que os proprios filhos do Paje suam muilas
vezes em vao por desenredar.
No termo de Tacarati'i a polica cercando alguns
indios selvagens, consta ter havido duas morios da
parle dos indios em acln de resistencia, e alguns fe-
rimenlos da parle desles e da Iropa ; sendo captu-
rados entre machos, femeas e enancas nns 13, que fo-
ram conduzidos para a villa de Tncaral para lerem
o competente deslino.
A'quella villa ebegou no dia 8 do crrante o Dr.
juiz de direilo, que foi abrir o jury marcado para o
dia 30, e fazef correic,ao. Acompanhou-o um ofll-
cial de linha com urna for?a de 40 homens, o qual
tem naquellc termo varejado algumas casas siispei-
tas (nao exceptuando as dos proprios empregados) e
feilo algumas prisoes por ordem do delegado, lano
em criminosos como cm pessoas aptas para Yecrulas.
Emquanlo alguns inimigos do Exm. presidenle Iho
vao fazendo pela imprensa tima guerra desabrida e
pessoal, a acrao benfica e salular do seu governo se
vai eslendendo aos* mais recnditos escoudrijos das
comarcas do interior da provincia.
O invern vai maniendo a nossa esperanca e credu-
lidade de modo que, sem nos darmos por inleiramen-
le desagradados, tambera nao lemos molivqs para es-
(armos completamente salisreilos, a nao set a resigna-
cito evanglica, que somos ohrigados ostentar a res-
peilo dos hens e males que nos possam subrevir.
Quasi dous mezes de continuado verao parece ser
lempo mais que bstanle para se dever concluir, que
os uossos campo e searas estavam nos ltimos apu-
ros ; porque urna oulra chuVa parcial, que casual-
mente cabio em al cuma local i .lado, quasi nao privou
os estragos que fizeram o sol e a pesie de lrgalas.
Com ludo como vivemos da esperanca, essa compa-
nheira insenaravel do humera, qne ie o nao faz feliz,
priva-b ao menos de considerar-so desgranado, con-
tinuamos a confiar na Misericordia Divina, e a des
cansar na sua bondade infinita. Cerlo deque nao
nos devem affligir milito aquellas adversidades, cuja
origem n.1o pode ser explicada, e muito menos reme-
diada pelos homens; pois aquello que lem o poder
de distribuir bens e eoinminar males cura com mui-
lo maior zelo do nosso bem-eslar. do que lodos os
nossos esforcos, aclividadee diligenfia.
A ebn vas reappareridas depois desse estirado ve-
rao devem ser anda do grande proveilo s lavnuras,
que sobrcvlveram aos revezes, porque ha passado a
nossa mesquinha agricultura ; c ilisso mcsino'ha um
cerlo consolo anda para as almas mais exigen-
tes.
Nao obstante a irregularidade e apoucamenlb do
Invern, dizem ter a fome feito o seu testamento,
deixando pingues legados aos babitanles da" villa de
Tacarat. para onde ja mandn parle do falo, e on-
de pretende tomar ares por algum lempo, scsobreVl-
ver aos ataques que ha soffrido. e que Ihe prepara a
agricultura da sorra de Baixa-Verde.
Ja vao apparecendo alguus vveres, lano da terfa
como de fra, .por preso mais commod,: j se nao
veem lanos mendigos s portas ; j se nao navem
os amargos quixumes dos que, leudo dinheiro, nao
achavam em que o empregar para remir suas neces-
sidades; emlim, se continuar a chuver, ao menos
quanlo baste para segurar a colheila das nossas plan-
taecs, o Pajeu esl salvo.
Outro tanto, purera,nao acontece a Tacaradi. que,
apezar das vanlagens de sua posirao, e dos recursos
dorio deS. Francisco e da Malla, esl, desde, a mis-
siio,, lutando cora a fomee oulros llagellos, que em
lempos crticos, vem sempre aps as grandes reu-
niOes de povo.
A saliibndnde coiiliiuia inallcravel.
F.m urna de minbas suhsequenles missivas, dir-
Ihe-hei, se mo for possivel, duas palavras acerca da
nossa guarda nacional, que sendo talveza que estoja
em peior cirrunislanria era toda a provincia, pelo ts-
tado de completa desorganisaco, pelas metamorpho-
zes porque a fizeram passar algumas administra;oes,
pela falta de goslo.senao inHolenciae dlcixode inui-
los descus olliciaes, finalmente pelos vicise defei-
(os da legislarn anterior a 1830, he digna da benig-
nas atlencdcs le S. Etc., a cuja sabedor ja e zelo.
rumpro proverda remedio este importante'ramo de
forra publica. (dem.)
DIARIO DE PERMHBIJCO.
anuo prximo fin do, pelo crime de tentativa de
nioilc.
Jos-Correia de Mello foi roconhcc'nlo como o pro-
prio pardo, a quem Fidie em suas ultimas palavras
referira-se allribuindo-lbe a morle : foi igualmente
recoiihecido ji pela Sra. Bbeiro, a qual eslava
janclla qnando Correia, depois de apunlialar l'idic,
passou correndo ; j per Jos Gabriel Percira dos
Sanios, que morando com Fidie, foi quem na noite
de 18 de fevereiro abrin-lhe a porla do 3" andar,
quando procirava o mesmo Fidi, e com elle fallou
j por Joaquim Bicardo Ferreira, a quem Correia
ile Mello dirigio-se no dia 17 do mesmo fcwereiro
com t|m papel, opde vinha escripto o noinc de Fer-
nando Antonio Fidi, por quem perguntava ; e j
finalmente pelosescravos Domingos c FcUsberlo, a
quem perguntara por Fidi uos dias prximos sua
inorte. Correia de Mello he hornera assignalado por
urna grande cicatriz qu tem na testa, e pelo ar-
qitcamcnlo das tiernas. Como plano de defeza, dis-
se elle que no dia do assassinio nao fra ao Becife,
e sim eslivera na ra do Aterro em casa de seu fre-
guez o iiegociantc Duarle, o que lie contrariado por
algumas das testemunhasdo procesto, que o virara
no Forte do Mallos oessa manhaa, as immediarocs
ta prensa do Fidi ; e mesmo, logo depois da sua
norte, procurando o bairro de S. Antonio, sendo
por outro lado cerlo que Duarle noga ler Correia de
Mello oslado cm sua casa em o referido dia, e tan-
to que desde o Natal o nao via. Correia, dizendo
que nao cunbecia Pires, nem nunca em seu nomo
ouvira fallar, vio-se obligado a confessar que, anles
de sua prisao, fra as Cinco-Ponas, quando Pires
ainda alli eslava preso, levar-lhc urna carta de Pe-
dro Calllelo, era que esle pedia dinheiro, o que in-
dica de alguma mancira iulelligencia entro os tres
indiciados na morte de Fidi.
Contra Pires procedem os depoimenlos de Pedro
Ciborio o sua mulher, os quacs declararam que elle
appareccra, na semana anterior morte de Pidi,
emsua casa, onde tratara do assassinalo, moslran-
do-se empenhado; e procurando um execulor para
seu damnado iiitenloi Jamben contra Pires pro-
cedem vehementes indicios quauto ao tiro dado em
Fidi enijunbo do anno passado, ao sabir do thca-
Iro, nao s por haver tcstemuuha, que o confirma,
como por haver Pires confessado que na larde d'a-
quelle dia alugra um cavallo ruro, que smenle
na manbaa seauiote das 10 paras as 11 horas foi por
elle restituido cocheira ; accrescendo que na occa-
siao em que inslaurou-se o summario julgado im-
procedente, dizia Pires ter alocado o cavallo para
ir a lugar difierente do ttue boje declara. Alm dis-
to, disse mais Pires que Ror chegar tarde, ito he,
s 9 para as 10 horas da noite, nao restituir uaqucl-
la mesma noite o cavallo ; culrelauto qne, segundo
a sua propria confissao,pode ir ao thealio, onde nao
vio Fidi Todas estas circumstaucias e a coinci-
dencia de estar montado em cavallo russo, e vestido
da mesma forma que Pires, o individuo que den en-
13o o tiro em Fidi, con para se Ihe imputar o tiro, o por elle ser pronun-
ciado.
Conlra Pedro Caboclo, alm de sua propria confis-
sao e de sua mulher, quando disseram ter Pires es-
tado em sua casa e tratado da morte de Fidi, ar-
cresce que, negando elle ter estado no Hecife no
dia 20 de fevereiro, dos autos consta que viera nessa
manhaa ao Recfc. '
Negando Pedro Caboclo o coiihccer Correia do
Mello, c tanto que disse ser a primeira vez que o
via, aquella cm que encoittrou-se com elle na se-
cretaria da polica, a sua asscrc,ao he desmentida
pelo facto da caria escripia a Pires, de que foi por-
tador Correia de .Mello, autes de preso.
Eis o que podemos colher acerca to summario
instaurado para o conbecimento punicao desse
grande atlenlado, que tanto abalou a consciencia
publica. Louvores sejam dados ao Sr. chefe de po-
lica e a lodosos mais acentos policiacs, que concor-
rcrain para alcaurar o, resultado que acabamos de
expor com suas principos ri mi instancias. Ao jury
cabo agora completar a obra da illuslraefio, do zelo
e da juslira.
felizmente anda existem os que com elle trabalha-
ram uessas assoeiacOe, invocamos o seu eslomunho,
que diuain quando fez o Sr. 'Agr conlaa de, grao
capitulo .1 taes cotilas (azem aquelles que iodo a
oulros lugares enmmiesionados pelo chefe' de algu-
ma companhia, volluudo nunca preslaram con tas,
segundo he faina, nem a respeilo derara a menor
salisfacao, e para nflucumprirrn com esta obrigar.to
em lempo algum, romperam com cssecliefe, e o der
trahiram pnblicamenle, como boje detrahe o col-
lega ao Sr. Agr : nunca este moco ostenlon inlel-
llgpncia, anles parece que o seu anlagonisla lie que
se quer inculcar pelo primeiro sabio.
A que vem ler oSr. Agr deixado as laxas c o
mariello do balinleiro para ser emprezario do tbea-
1ro ? be por venlura injurioso ser balinleiro nao
he islo um ramo honesto do industria, com que o
bomem sem ser delrimenloso sociedade, busca
honradamente-adquirir os melos de.sua sulisislen-
cia ? iniurloso ao homem, lio elle deixar a Ierra do
seu natal, (ransporlar-se para paiz eslranho, e nao
ler ahi ubi ceno, vagarconslantemenle de um para
outro lugar, levando diante de si o negro estandarte
da intriga, acompanhada do hediondo cortejo do em-
buste, da mentira e da calumnia.
O Sr. Duarle que entra aqui como Plalos no
credo, foi desde o lempo das prelences a empreza
do Ibcatrii, o meio de que se crviu alguem no ero-
penbo que moslrava em qoe" S. Exc. cedesse esla
malfadada empreza ao Sr. Jos da Silva Beis, que
ha pouco ebegava da Babia, e era concurrente com
o aclual emprezario : porem o Sr. Duarle foi sem-
pre sobranceiro a esle eslribilho que j he insopor-
tavel para o publico ; nao he crivel que esle homem
que vivo do seu commcrcio quizesse dcalrahir-se
com a empreza de um Iheatro, da qual poderia
tirar vanlagens o especulador sem fundos.
Descobrimos perfeitamenle o alvo a que alirouo
collega, quandu extemporneamente falln as pre-
lences quo empresta ao Sr. Agr, ao habito da
rosa, comoemprezarip. L'ra artista dramtico foi
pilo seu metilo arlistico, condecorado pelo governo
de S. M. I. com este habito, era cntao emprezario
do thealro ; seus c0mpaheiro<( nao todos ) raladus
de inveja conceberam-lhe odio poresta graca, que
Ihe foi concedida pelo scu mcrilo artstico e pessoal,
c pelos sc.rvic.os relcvaales que prcsloujto Iheatro de
Santa Isabca : esse cavalleiro lulava enISo cora
lanas difllculdadcs, como hoje o Sr. Agr ; quere-
mos dizer : linha a sua frente urna cohorte de ini-
migos, que nao cessavam de publicar insultos ron
Ira aquelle que era cercado dassympalhias dos Per-
nambucanos, alguns dos quaes eram, segundo cons-
tou, membros da respectiva companhia. Talvcz que'
o collega narlilbando hoje dos iiiesnins senlmenlos
d'aquellos, nao pussa soll'rer a presenra do Sr. Ger-
mano, e os applausos com que o honra o publico
d'esla cidade. (Conti/mar-te-ha.)
.--------- m
ERRATA
Da biographia de Luiz Alves Pinlo no Diario
n. .Vi.
Na nota (1) em vez deque louvaramla-se
que louvavam; na ultima linha dessa mesma pag. em
vez deprovincialla-se provedoria; no corpo
do artigo em vez de na historia da provincia
la-se na historia da msica da provincia ; em
vez de Salzer Sulzcr ; em vez deraola difiicil
la-se-y rola difiici!; em vez de varias bel-
lezas lea-se as raras bellezas; cm vez de
em o iheatro la-se. em lliealro ; em vez de
Meslaiasio' la-se Melaslasio; em vez de
Dencoroole la-se Demofoonle; em vez de
na msica do paiz la-se na da msica do
paiz ; nos versos em vez de embelecse la-se
embebeoesse ; em" vez de -. E urna hora la-e
E. na hora ; em vez de Clorinda da suspi-
ros la-se -r Clorinda, da suspiros.
dias cima declarados, pelo meio tija, competente-
mente habilitadas.
E para rouslar se mandou ffitar presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourarla provincial de Peruam-
buc 22 de marco de 1834.O secretario,Antonio
Ferreira d'.mnunciactio.
CUtuiulai etpeciatt par
1. As obras serao fcUs de
plaula e oreamento anprovad'
coiilelho e aprcscnlados a ap|
presidenle da provincia. Un,
2.a O arrematante dar principio as o
o de um niez e os concluir no de
ambos contados pela forma do arl. :ll da
3. A importancia da arroma latfio ser I
tres preslaoes iguaes; a primeira depois d
melade das om-s ; a segunda depois da entrega pro-
visoria ; e a tercelra depois do recebimeulo dellnttle
vo, que verificar-se-ha tres mezes depois da entreg-
provisoria.
4." Para ludo o que nao se acba delcrminado
as presentes clausulas nem o oreamento, aeguU:-
ae-ha o que dispite na le n. 286. Conforme, s O
secretario Antonio Ferreira d'Annuneiaro.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesourarla provincial, em eumpr iineuto da resolu-
eao da junta da la'zenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindotiro, vai novarnen-
te prara para ser arrematada a quem por menos
fizer a obra do acude do Buique, avallada em
3:3003000 ris.
A arremataran ser fcila na forma dos arllgos 24
e 27 do- regulamciilo de 17 de maio de 18.it, e sob
as elausulaj especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arrematarlo
romparcram na sala das sesadas da mesma Junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. E para constar se raandou afiliar o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria da the-
souraria provincial de Pernambuco 13 de marro de
1854. O secretario, Antonio Ferreira tFAnmtn-
ciaco.
Clausulas erpeciae* da arremalario.
1. As obras doarude do Buique serao feilas de
eonformiflade com a plaula e orramenlos approva-
dos pela directora em conselbo, e apreseulados .
appmvacao do Exm. Sr. presidente da proviucia na
huporlaucia de 3:3003 ris.
2. Estas obras ileverao principia* no prazo de
sessenta dias c serao concluidas no de dez mezes,
a contar da dala da arremataran.
3. A importancia desla arrcmalaco era paga em
tres prestarnos da mancira seguinte : al. dos dous
quintos do valor total, quando livor concluido me-
lade da obra ; a2. igual a primeira depois de lavra-
do o termo provisorio; a 3." finalmente de nm
quinto depois do rerebiraento de fiuilivo.
4. O arrematante sera.obrigado a coromunicar
rcparlirao das ohrai publicas com antecedencia de
30 dias, o tlia fin em que tem de dar principio a
arremalacao das obras, assim como lrabalhar se-
guidamente 15 tlias, alim de que possa o iigcnhei-
ro eucarregado da obra assislir aos primeiros tra-
balhos.
Para ludo o mais que nS esliver especificado
Faro saber a qttem convier, que oExn,
rector peral da inslracc/to publica, tem es pase
cencursos para proviiqeulo das oadeiras de pr
ras lettrasda N. Scnliora do (T do termo de blinda,
e od Alagoa de bailo : o primeiro
do correte mez, e o segundo para ns-
rnn le n ,Im um f.."ln.
orasua tar
praio a a
(I---. pf B
E para rol
publh
.Coi;
Joao Gonsal
vi.0 d
Coll
Peran
Olinda, se bal
mo futuro i
C*. por veuda..
na ra de S. Fi
sdltla mil reia,
d* S. Francisco ^
sitio de Iruteiras j
prio par* olaria
lcenlo* mil ris; ludo]
publica coaira sen devedt1
da Guedes.
Collecloria de Olinda 1
crivo, Joao Goncalrn__
LeSoussigu'
baco ayanl de donner <^^^H
goiivernemcnl, il air
rsidents dans cello p
rsidense, me d'Auror
9 du malin, et de-
que Pernambuco le 29 i
Manoel Cae
Pela subdf Ir
Icrmo do Recife, se
pos lo dous quar I.
re tu aos mes i miaitu/t}
de se exigir
depois do que lite serao ei
GOMMERGIO.
PRACA-DO RECIFE 4 DE ABRIL AS 3 '
HORAS DA TARDB.
CotacCes olliciaes.
Cimbio.sobro Londres por lcllras de (oraa 28 1|4
60 drv.
Descont df lettras de 4 mezes-ilS1} ao auno.
Assucar somenoa 29300 rs. por anona.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodia 1 a 3.....23:22858.)0
dem do dia 4.......' .; 8:899*212
32:128S0(i2
Companhia
piliio Wao :io de lodo o elogio pela
mane: desempenhadoa missAo qne
Ihe foi coi ida proviucia.Em Una
nada lado do Ga-
briel -Barrciros o ins-
pecli'! Mello, ju-
do por or delegado prender
a Joa> ionio Car-
neiro por xer quer o preso: foi lambem re-
rolhido a prisao I^^^^Hinques da Silva ladrto
de eavillos.le prefini, por lar fuado uili escra-
vo. de Anlomo Secundo Accioly. No da 13 de
marca tbriu-ae a 1 < sessodo jury, felzmenle de-
A comarca goza de socego, sendo a maior oceur-
rencia, que lera apparecido depois da minha ultima,
urna tacada' dada por Miguel Camelo, cm Alexandre
de lal ': o aggressor he morador do lugar do Junco
deste districlo, e dizem ser protegido do Sr. de en-
genho, em cujas Ierras mora, apezar mesmo de ser
gralmenfe reputado comomcinbro proeminentedes-
sa sociedade do invisiveis.que teem por costume mu-
dar cavallos.
N3o me consta que o subdelegado, a quem incum-
ba lomar immediato conhecimcnlo desse crime, le-
ulia dado o menor signal de vida a respeilo, nem
mesmotenha formado o corpo de delicio; conslan-
do-ine pelo contrario que Miguel Camelo acha-se
Iranquillainenlc em sua casa !
A scieucia de julgar vai muito adianlada pela fre-
guezia de Tracunhaem, dizem-mc que um cerlo jniz
de paz dalli, tendo de julgar urna questao suscitada
entre dous contendores, condemnou ao reo no pedido
do aiitur, sem querer, purcoua alguma admiltir as
provas (slemuiihaes, que. o mesmo reo apresentou
emsustcnlaoao do seu direilo !
Foi sola no da 28du mez passado, por despronun-
ria do actual juiz municipal snpplenle, aquella mu-
lher. que fura presa cm 18 de novembro ultimo, co-
mo Ihe parlicipei em 19 do mesmo mez, por suspei-
las de ler eoncorrfju para o assassinalo de seu mari-
do Joao de Can-albo, bizein os lalladorcs que nada
deixam passar, que fra ella sulla anles mesmo de a
sentenca de despronuncia ler transitado em julgado,
e sem que o promotor livesse desistido do direilo de
recorrer da despronuncia.
No mesmo da 8 do mez passado sabio d'aqui o
rapitao Camiso, di/ora-me que para o PocoCompri-
do, d'onde voltou no dia srguinle. Consta-me que
S. S. fora muito bem acolbido por lodos os lugares,
por onde Iransitou, mostrando rada uqi a porfia o
desejo de provar-lhe" o seu reconhecimculo, pelo bem
qoe, como agente do governo, lem elle feito a toda a
comarca.
Com quanto ea nao seja dos mais suscepliveis de
queixa, por alguma inexaclidao. com que possa ap-
pareceralguma de minbas missivas; todava cali-
me hoje reclamar pela forma porque foi alterado o
meupensarnenlona impressaod penultimoatopico
de minha ultima carta, que se 16 uo Diario de 23 do
mez passado, pois he obvio que cu mo poda dizer,
que os finados esfnrcavam-se por fazerem tlescer em
preeo os gneros de primeira necessidade, o que se-
ria um verdadeiro disparate, mas sim disse, que a
peste, fazendo desapparcer bom numero de consu-
midores, esforcava-se ele.
S:\udeedinheiro. .V.
(dem.)
CIIMAROl DE PAJEL"
VILLA BELLA
16 de marco do 1884.
Muilo a pressa, qnasisem assumpto, e s por nao
deixar de cumprir apromeasa conlrahida de dar-lhe
sempre noticia desta comarca, vou dizer-lhe duas
palavras por approveilar o correio que est a partir,
segundo acallo de ser informado.
O estado de'lranquillidade deste lerm continua a
ser I isnngeirn : nao consla que se tenha dado nem um
empuxSu em pessoa 'alguma. A polica lem conti-
nuado a fazer exploraroes pelo Riacho do Navio, mas
nada ha ltimamente conseguido. Emhrenhados
fumo selvagens em serranas quasi inacoessiveis, favo-
recidos por urna vaslidaode terreno inhabitado e im-
praliravel, pnraercnmposto deespinhos de toda sor-
le, os malfeitores daquclla ribeira enconlram ncsla
posijo a dupla vanlagem de poderem zombar dos
mais bem concertados planos e pesquizas policiacs, c
continuar nos furtos de gado, que cqnstitucm a sua
favorita industria.
i Estes furtos de cada) no Navio lem sido com om e-t-
cesso extraordinario. Alli nao se furia urna ou oulra
rez. furlam-se bebidas e fazeudas iuleiras. A auda-
cia de alguns desses homens industriosos tem che-
gado a ponto, como acontecen nos annos de 1849 o
18.10, de accommeltercm os corraos, violentaren)- os
doiioseapodcrarem-scdos gados, que esle-, pelo te-
mor dos furtos, ajuntavam para transportar a oulras
tazendas, onde eslivessem mais garantidos. Nem isso
he coiisa nova : elles datara de lempos mais remotos.
Era 1824 a pretexto de sere.m liberaes foram alli rou-
badas familias inleiras. Esses ladres. nns proprie-
lar.os e oulros proletarios, legaram aquella ribeira,
'^.T" n?t!'la C0,n,rca nara '"eacao de gado
vaceum, filhos, nelos e discpulos muilsimo- mais
ladroes que seus*-msslrese progenitores. He com
esses descendentes de Rubin-Hood, que ha tantos
annos infestara aquelles lugares, cora grande assom-
bramenlo das pessoa limoralas, que esl em guerra
aberla a polica desde 18.30. ?
Os homns honesUis de todas as.cores polticas, re-
conhecendo o alcance que podem Jcr as medidas pre-
yenuvas e repressivas empreaadas pelo governo no
interessede extinguir esses malfeitores, por termo a
esses inveterados fnrlos, o garantir e tranquillisar ao
mesmo lempo os mansos e pacficos fazendeiros alli
residentes ou criadora.-np podem deixar de lotivar
o zelo de qem promove Uo acertados n.elhoraraen-
los. Para que porem se possam colher lodos os bous
resultado* tloaaa mdid*^wr mister que aquelles,
cuj eargn ww a sua Muelo, niwedama um mi-
A assembla hontem approvou diversos pareceres
da cnmmisso, e entrando na discussao de um da
commissao de ordenados, aprescnladn na sessao'da
29 do passado, acerca da pretendo de Joao Francis-
co Regs dos Anjos, approvou, cm substiluieao ao
mesmo parecer, urna emenda do Sr. Jos Pedro, pa-
ra que voliasse elfe commissao de ordenados, afim,
ile emiitir ella o seu juizo sobre a preten^ao do sup-
plirantc.
Continuando na discussao do artigo addilvodo
Sr. Brandlto aoprojeclo n. 13, que concede loteras
e diversas irmaudades, ficou a mesma adiada pela
hora.
A ordem do dia de hoje he a conlinuiiriio da de
hontem.
Hontem ao meio dia, o migue inglcz Sperl of Ihe
temes, que segua em lastro deste porlo para o da
Paraliiba, depois de estar fra dos baixos, e de haver-
se retirado o pralico, por negligencia do capilo ba-
leu sobre o recit em frenle do arsenal de mrr-
ima, correndo risco dp perder-se completamente;
porm depois dos soccorros mandados pela capitania,
conseguio livrar-se do perigo, Picando comoleme
fra, e lambem parle da qiiilha da popa. Presente-r
mente acha-se elle fondeado no l.ameh-Ao.
6a^l^^
Pelo vapor Jqsephina cheggdo honlcm dos porlos
do norte, recebemos gazelas do Paf que alcancam
a 23 do passado, do Maranhao a 27 e do Cear a 31.
Continuam a gozar de socego todas as provincias
desse lado. '
Em oulra parle deixamos exarada a carta do nosso
corrapondente do Maranho, cabendo-nos jmen-
le addicionar-lhe que, segundo refere urna das
gazelas da mesma provincia, cahira a 10 do pas-
sado, um raio na casa rio Sr. Joaquim Antonio de
Mallos, no Mearim, o qual malou um genro desse
senhor e mais duas pessoas, incendiou|u'ii barril de
plvora e fez arder luda a case.
Do Pedro II, gazela o Cear, cxlrahimos lambem
o seguinte:
a No dia 23 do corren le reuni S. Exc. o presi-
dente da provincia, em palacio, quarenta c tantas pes-
soas gradas desta cidade,' com o fim tle sobscr'cve-'
rem para o eslabelecimento de um hospital de cari-
dade, e para a crcaco de urna contraria do mesmo
cstabelecimentn.
. AquolisaQSo voluntaria a que procedeu-se, or-
cou em cerca de 4:000, e ficou desde logo inslalla-
da a irmandad. com as formalidades do cstylo, Pi-
cando S. Exc. encarregado por emquanlo da prove-
doria do eslabelecimento. Continua, entretanto a
subscripcao e alislamenln de irmaos nesla cidade, e
consla-nos que se far extensiva a toda a provincia.
Renovamos ao Exm. Sr. conselheiro Pires da
Molla prolestosde gratidao em nosso nome e no de
todos os Cearenses, por lao assignalado beneficio.
Sabbado 1. do dbril, ter lugar a cpmmonia
do benzinicnlo da nova matriz ; e r.o dia seguinte so
farparaella a Irasladacao do Sanllssimo Sacramen-
to e imagens existentes na igrx-ja do Rosario.
Reappareceram as chavas tiesta cjdade e pelas
circumsvisinhancas, e parece-me que seus beneficios
se lem atendido por toda a parle.
No dia 2 de abril segeem para o Para, bor-
do da escuna Fmilia,-20 mcslres eofficiaes depedrei-
ro e carapioa, engajados para as obras publicas da-
quella provincia, a pedido do Exm. Sr. nfesiiente
da mesma pelo Sr. Dr. Miguel F'ernaiides Vieira^
Dispensando-nos de dizer que o Sr. Fernanda
Vieira daenvolveu toda a solicilude para que se
ronciliassera no engajamenlo os inlerases do gover-
no com os dos- engajados, fazemos entretanto viitos
para que os operarios cearenses sejam felizes em suas
exploracOa de fortuna. He proverbial bom coin-
portamenlo dos Cea/ensesfra de sua lena ; espera-
mos pois que o proverbio subsistir e por venlura
mais iuabatav.cl.i)
C0MJ1L.MCAD0.
O rclhacns nao perdnam de bom
gratto nos outro homens a habili-
dadediot adevinhar, conbecer,
e comprehender.
Mrquez de Marica.
Esla importante mxima do insigne lillerato bra-
zleiro, de laudosa reeonlariio; o Exm. Mrquez tle
Marica, veio-nos immedatamcnte memoria no mo-
mento em que lemos um celebre commuuicado que
se publicou uo LiberalPernambucano delerra fern
Acha-se ultimado o summarKt\Tclativ natode Fernando Antonio l'idi6T*KnTim sido pre-
sos para averignardes c como Indiciados' naquellc
crime, Francisco Antonio Tavares, Jc.a Anlonio
llaplisla, Eugenia Mara do Amparo, i oo Chinaco
da Cruz, Francisco Alves de Muraos Pires, JosCor-
reiade Mello, e Pedro Jos do EspiriUo Sartto, co-
nlieedo por Pedro Caboclo. Desles foram poslos
cm liberdade os quiltro primeiros, fica do pi-onun-
eiados os tres ulliinos eomo aulores. Pires e Cor-
reia de Mello, aquello cm qualidade de mandante,
este na de exccnlor, e Pedro Caboclo ta de cm-
plice, inrursos lodos no art. 192 do oodigo crimi-
nal, com a circumsloncia agftravanloJ do art. 16.
n." 17, e combinado com os artigo* 4, do mesmo cdigo. Pires foi igualmente? pronuncia-
do como nulor do liro dado em Fidi, r| li jmriio do
28 de raar;on. 438, o qnal lem por epigraphe o
seguinte O vicio quo esl na origem, Teprotluz-se
nos resultados e lieassignallo por um inimigo de
trafwanciat que mais nos parece ser o traficante
por excellencia, quesea iuunigo.
Este artigo, que lio o requinte da immoralidade,
revelia bem claramente que o seu autor, ou de
lodo perdeti a razo, e nrale caso merece que a po-
lica o (ir do meio da sociedade, e mande para a
casa dos alienados, mi que tendo a cara forrada
Com chapinbas de lauto, comen a vergonha com a
poeira das ras ; por quanto, cora a infamia pro-
pria do ambicioso despejado nau s ho o Exm. Sr.
Dr. Jos Rento, o .melhor presidente que nales
lempos de divergencias lem envernado esla .provin-
cia, que alguns vclharos e intrigantes trazidos
ella pelas enxurradas, pretenden) reduzir ao avilta-
menio em que eslao ; como he prfida, traiepeira e
virulentamente cnxovalhada il libada replalo do
honrado pernambucano o Sr. Manoel Goncalvcs
Agr, s porque he emprezario do lliealro de
Santa Isabel, que alguns especuladores eslranho
olbain como urna nova california : s porque Sr.
Agr he emprezario com preferencia a algum quo
talvez preleudesse a empreza s por seus bellos
olhos, eulrelanlo que o Sr. Agr sujeitou-se a todas
as condieoes impostas pela governo com pequeas
modilicaca accidentaes, e garanti o scu con-
trato com urna flanea de quinze eolitos de ris, o
que fez que a direco.au do thealro, a quera sua Exc.
i-oi.sultoii. dese o su parecer (hvor do aclual
emprezario, e daprezasse a do oulro concurrente
que nem urna gararstia otlcrecia, como se ve do
Diario de Pernambuco a. (19 de 30 do mez de
jullio do. anno p. p.
O promeltido ho devido. Promeltcmof respon-
der a ale artigo, cumpriremos a nossa promessa.
Nao nos rliafiirdareuios na lama podre cm que
rhafurda o cclct usaremos da sua linguagem torpe, do seu eslylo
bordalcngo, nao soncos versados no diccionario das
regteiras, e deixamos esta gloria s para o iniigne
cscriplor versado completamente u& hllcr'atura por-
lucuc/.a : nossa l'ui;guagem ser simples, porque he
a linguagem da verdade : s a menlira necessila
de ser enroupajia com vestes cslranhas. Accoinpa-
uharemus ao coramunicador par passu em todos
os tpicos do seu .irtico.
Logo no romero do celebre artigo, a que res-
pondemos, os dous. primeiros paragraphos nao apre-
scnlam seno urna mochinifada indigesta que
quasi so nao comprehende : nos mesmos que o*
lemos com a maior altencAo para encontrar um
pensarnenlo sem j mais o poder adiar, apenas con-
seguimos, depois de grande e apurado Iralialho,
Iraduzir alguma cousa do pessimo portuguez em
que elles sao escripias, assim cuino todo o artigo.
Muilo nos deu no golo a secunde expre-so que o,
'distinelo escriptor em pregn como o .sublime em
portuguezessa repulacao pnica ignoramos,
ignorara lodos o que significara, ou podero signi-
ficar alas palavras reputarao pnica, a menos que
nao soja urna oslentaeiio Va e estpida do celebre
escriptor, inminentemente tersado na lingua por-
Incuez.a .
Depois tle urna 13o injusta, quanlo fnrle aecu-
sasao ao Exm." Sr. presidente, alira o communira-
dor lodo o ridiculo de que he revestido, SHhre o
Sr. Agr, e la vem de companhia o Sr. Duarle.
Se islu scescrevesse fra de Pernambuco onde esta
factos s sao condecidos pela noticia, poderia talvez
adiar n inimigo de trapcancias urna ou oulra pes-
soa que o acreditosse; mas nesla provincia, na
cidade do Bcoife, onde ludo foi publico, onde saino
prapresso uo Diaria, c ah rorro,por linios de todos,
he por certo querer o bordalengb escriptor como
maior descaro ostentar o baixo caraeter de calumni-
ador publico.
O Exm. Sr. Dr. Jos Bento he acensado por ter
dado a empreza do Iheatro ao Sr. Agr : o islo he
tndo para o communicador. S. Exc. nao necessila
da nossa fraca defeza, nem na daremos ao traba-
llio dea fazer: por muilo que dissessemos, sempre
ficariamos muilo aquem do que he : os fe los do
Exm. Sr. Dr. Jos lenlo apenados na sua rticonhe-
cida firmeza de carador, quer como homem pu-
blico, quer como particular, fallara muilo mais alio
quo todas as cjpresses que a scu favor s possam
proferir^ e*8le* feilos leem sido bstanla para des-
mentir, e confundir, nao s\ios inimigos polilicos
de S. Exc, como aquelles que Ibes serven) trumentos. Se o eollega quer entrar com noscoem
urna discussao seria sobre os actpS'de S. Exc. deixe
o sen cslyllo picante, rasgue o capole do anonymo
cm que se cmbuoam os covafdcs, assigne sea nome.
o nos uno recuaremos carreira. Felizmente o acluaf
prcs'denle desla provincia esl para os seus gratui-
tos delraclores mais cima ainda que o cu das estrel-
las cima da Ierra: os tiros da calumnia no o podem
alcaurar.
O Sr. Manoel Goncalves Agr be Iilho de pas
da clnssc do povo, mas pas honrados e virtuosos,
bem cnnliecidon o respeitados nesla cida.Je ; nao he
urna dessas aves de arribacao que dao em aparecer
Ue lempos a lempos : nas suas veas nao circula o
sangue da nobreza, mas seus pais Ihe ilranmill-
roni mais elevada nobreza, aquella que tilo as vir*
ludes sorbiese religiosas.
He verdade que o Sr. Agr tem influido em al-
guns ihealrinha, e em rmamdes religjtfsaa; mas
Detcarregam hofe 5 de abril.
Briguc portuguezTarujo ///diversos gneros.
Brigue ingle/. /I-'estmorelandmerendonas.
Importacao
Escuna nacional Laura, viuda do Maranhao,
consignada a Jos Baptista da Fonsoca, manifeslou o
scgoinle :
1 fardo brim da Russia, 6 pecas do cabo de cairo ^
a Novaos & Companhia.
1 caixa pella de bezerro ; a Deslibanx.
23 barricas cravos ; a Leconlc Feron & Comiia-
nhia.
1 caixa pelles de guaras; a Manoel Trancisco da
Silva Azeveilo.
1 veio e 4 bocados de ferro, 807 alqaeires de sal.
364 sacias arroz, 1 paueiro tapioca, 15 caixas vasias,
1 roda da ferro de ngenho quebrada, 2 panchos
gomina, 2 cofos com olhos tle pacers cananazes,
19 barrs vinbo. 1 embrulho chapeos, 3 duzias de
passe partout, 20 saceos cera de carnauba, '1 caixo
Com 1 espoln) ; a ordem.
Vapor nacional njoscphina, vindo da porta do
norte, consignado a Agencia, raanifestou o seguinte:
3 caixas fazendas ; a J. Keller & Companhia.
1 lata el paneiro farinha; a Scbasti.lu Jos da
Silva.
1 caixotc ignm-a-se : a Jos Pedro de Castro*
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 3 .7:4909038
dem do dia 4.......'. .5868233
10:076j29l
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 3......3069061
dem do dia 4 ....'... 3429928
5185989
Exportacao'.
Havre pela Baha, barca franceza aGuslav II, de
333 toneladas, cotiduzio o seguidle:515 saceos
com 2,759 arrobas e 7 libras de algodao, 1 caixa cou-
ros euycriiisados :om avaria.
Parhiba, hiale nacional uExallaron, de 37 to-
neladas, conduzio n seguule : 316 volunta gne-
ros estiangeirns, 54 ditos ditos nacionaes.
RECEBEDOU1A DE RENDAS INTERNAS GE-
BAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 4 9049539
CONSULABO PROVINCIAL,
Rendiineoudo|dial a 3.....6:5963618
dem do dia 4....... 2:123-3724
8:720937t>
MOVIMENTO DO PORTO.
Kacios entrados no dia 4.
Par e portos intermedioslo dias e 6 horas, e do
ultimo porto 9 horas, vapor brasileiro Jotephina,
rouimandanle o lente Ponles Ribeiro. Passa-
geiros para ala provincia, Joao Jos de Miranda
Jnior. C. A. Rordorf, Joaquim Antonio Francis-
co de S, Jos A. Rodrigua. 1 Dlha e 2 filhos do
Dr. Petlro Pereira da Silva Guimaraes, Maria de
Jess Patrocina e 1 Iilho menor, Francisco Men-
ta Pereira, Francisco CoeJho da Fonscca e 1 es-
cravo, Antonio Coelha da Fonseea, M. Nunes de
Mello, Francisco Ignacio Ferreira, Joaquim Mar-
ques Cainarho e 1 escravo e Anlonio Marques Ca-
inacho. Segu para o sol, o senador Francisco tle
' Paula Pessoa, os depulados Virialo Bandeira Du-
arle e Pedro Pereira da Silva GuimarSa. alteres
Jacinlbo Brrelo de Castro e sua snnliora, o px-
cadele Pedro Cclatino Magno da Silva e sua se-
nhora. 1 e.\-prara dp marinba, f2 recrulas e 26
escravos entregar.
Rio tle Janeiro17 dias, brigue de'guerra inglez,
Star, commandante Warren. Suspendeu do la-
mero e seguio o seu destino,
Ilha de Sea Scliell Jolhas33 meza, barca america-
na IIe{len M. finte, capilao Bras Ion, carga azei-
tc de peixe ; ao capillo. Veio refrescar e segu
para New-Bedfdrd.
Montevideo34 tlias. barca ingleza Anna Best, de
33a toneladas, capilo Cheyne, equipagem 12, em
lastro ; a Viuva Amorm & Filho.
Tendo sabido deste perto em 10 de tlezcmbru de
ia>3 a paca, chegou ao mesmoPatacho ameri-
cano Homer, de 156 toneladas, capilao J. H.
Traher, carga azeile ; a Henrv Forster Com-
panhia.
Xaros tbidos no mesmo dia.
GenovaRrigue sardo /limar, capilo Mchele De-
moro, carga assocar. Passageiro, DeograliasLa-
sagna, sua senhoia e 1 irmaa.
Rio de JaneiroEscuna americana / 'este Hilen,
com a mesma carga que trouxe. Suspenden do
lameirao.
DarlmontbBarca americana //. H, Crapo, com a
mama carga que trouxe. Suspendeu do lamei-
' rao.
ParhibaHiato brasileiro Exallaco, mostr lisia-
do Morales da Silva, carga fazendas c mais gne-
ros. Passageiro, Antonio Vicente de Magalliae
1 Iilho.
Liverpool pela ParhibaBarca ingleza Spirit of
tlte Times, rapitao Mark Lassnn, em lastro.' Acon-
tecen que depoia de ter largado o pralico da bar-
ra, virasse no bordo do sul, e neste earalhoii ao
raar do recife, sendo soccorrida pela capilania
do porlo, e jiilga-se oslar livrede maior perigo.
nas presenta clausulas segur-sc-ha o que delermi'
na a lei provincial n."280. Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira dAnnunciaro.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumpfimento da re-
solurao da junta da fazeiida,' manda fazer publico,
que no dia27 de abril prximo, vindouro, vai nova-
inenle praca para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra dos concert* da cadeia da villa
do Pao tl'Alho, avaliada em 2:8008000 rs,
A arremalacao ser Ceita na forma dos arligos 2 4
o 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e sol as clausulas especiaos ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a ala arremalacao
cojnpaiecam na sala das sessoa da mama junta lio
dia cima declarado, pelo meio dia, compelenle-
nienle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o present e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
f buco 28 de marco tle 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes pard a arrematarlo.
1." As obras dos reparos da cadeia ta villa J'Albo sero feitas de conformidade com a planta e
orcamenlo approvados pela directora em conselbo,
e presentada a approvacao do Exm. Sr. presidenle
da provincia na importancia de 8609000 rs.
2." As obras couiecarao no prazo de30 dase serSo
concluidas no de qualro mezes, amitos contados .de
conformidade com o que dispOc o art. 31 do regu-
lamento das obras publicas. t
3.a A importancia da arremalacao ser paga em
tres prcslaces, sendo a primeira do dous quintos,
paga quando o arrematante bou ver feilo a melade das
obras ; a segunda igual a primeira, pasa no Um das
obras depois do recebimcnlo provisorio ; e ler-
ccira paga depois do anno de rcsjioiisabilidade,
c enlrega definitiva.
. 4.a Para ludo "'o mais que nao estivor delcrmina-
po las presentes clausulas, ou no oreamento se-
guir-se-ha as dispo-iees ta le n. 286 de 17 de maio
do 1851. Conforme. O secretario. Anlonio
Ferreira d'Jnnunciaro.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumplimento da resolu-
rao da junta da fazenda, manila fazer publico, que
o dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamenle
prara, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra tos roncera da cadeia da villa de Seri-
iiliaem, avaliada em 7508000 rs.
A arremalacao ser feita ua forma os arls. .24 e
37 da lei provincial il. 286 de 17 de maio de 1831,
sob as clausulas especiaes- aliaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a ala arremalacao
compareram na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compcleute-
menlc habilitadas.
'Epara constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bnco 28 de marco de 1834.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1 .a Os colicortos da cadeia da villa *de Serinhaeni
far-se-hao tle conformidade com o oreamento appro-
vado pela directora em conselho e apresenlado
approvario do Exm. Sr. presidente ua importancia
de 7509000.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez c dever conclu-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286.
3." O arremaUuteseguir^Mscus trabamos hido
o que Ihe for determinado pelo respectivo enge-
uheiro, nao s para a boa execueao das obras como
cm ordem tle nao inuiilisar ao mesura lempo para o
servico pnblico todas as partes do edificio.
4.a Q pagamento da importancia da arremataran
lera lugar era Ircs.pralaoes ignacs; a i; depois
de fcila a nielado da obra; a 2, depois da entrega
provisoria; c a 31, na entrega definitiva.
5." O prazo da responsabilidadc ser de 6 meza.
-6." Para ludo o que nio se acha determinado nas
presenta clausulas nem no orcamenlo seguir-se-ha
o que dispc a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira ia
Annunciacao.
'-----------------.---------------------------------------------------i
queiru, para_rumn
de seguir p'ara osoL
Yoolet Coibp

JBBW
DO
Depois qne o *eelh*
execularema bel i
Porlid exeeular-o-4
em 5 arios i
PHABT
No inlervallo do]
bem por obse
No fim da peca a
cantarfto o.^^^H
Em seguida
sicao de Jos De-V
A LOUC
CONSULTA DOS Ai
Dar fim o divert
. A. S!_
O Sr. Kibeiro pora!
Os bilheta vem
no da, no escri
S4|
.... Aam f*p
DECLARAQO'ES.
Depob que a
melhores ouverlol
dido drama
D.'CEL
Os principac p|f>jj
Srs. Germn
l). Ce zar do ^^B
ele, e pelas Sraav D*.
Na occasiao do baila)
do um terceto a caract
Dar fim o espe|
vaudeville em i*
Tendo se PJ^^^H
dramtico o Si
raa coadjuv.
lada nata cidade :^^^H
fereceu a prsenle
lodos os seus ami
Os bilheta.'aeJ^^B
thealro.
Comerari s i
EDITAES.
O Illm. Sr. contador servindo tle inspector da
thesouraria provincial, em cumprmetilo da ordem
do Exm. Sr. presidente da proviucia de 10 do cr-
renle, manda fazer publico, qu uo dias 10, 11 e 13
de abril prximo vindouro, peanle a junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
a quem por menos fizer a obra dos concert* do
quarll da villa do Cabo, avaliada cm 5305000 ra.
A arremalacao ser feita na forma dos artigos
24js 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaos ahaixo copiadas.
As pessoas qu se propozerem a esta arremalacao
lomiijirpcam na sala das sessoes ta mesma junta os
Correio geral.
_ Aa malas que deve con-
duzir o vapor Josephina
para os porlos do sul,
prinripiam-sc a fechar
hoje (5) ao meio dia, e de-
pois dessa hora at o momento de lacrar, recebe-se
correspondencias com o porte duplo: os jornaa deve-
r3o achar-se no correio 3 lloras anles.
Banco de Pernambuco.
Por drtlem do conselho 'de direccao do banto de
Pernambuco se faz publico que vao ser vendidas 13
acedes corrapobdenla quantia de rs. 6009000,
que ralla realisar para completar a secunda presta-
co de 20 da segunda entrada de capital. Os pre-
lendenlcs s mesmasarres podem dirigir suas pro-
postas em carta fechada ao conselho de direccao at
sabbado 8 do correte abril. O mamo conselho avi-
sa bot senhbre accionistas, que podem mandar rece-
l>er no respeclivo escriplorio as novas acones corres-
pondenles as duas prataca de 20 \ cada urna da
segunda entrada, as quaa Iba serio entregues vis-
ta da recibos das mamas prestacocs.
Ilanco de Pernambuco 3 de abril da 1834.O se-
cretario do conseibo. Joao Ignacio de Medeiros
Reg.
A redartican das obras publicas precisa conlra-
lar o transporte de grande porcao de pedras da ilha
de S. Aleiso para esla cidade; as pessoas qoe qui-
zerom fazer ale contrato dirijan) as suas propuslas
ao Illm. Sr. diroclor da mama repartico at o dia
20 do crrenle mez.
Directora da* obras publicas 4 de abril de 1851.
O secretario, Joaquim Francisco de Mello San-
to.
Companhia de Liverpool.
~ Espera-se no dia 4 o
vapor I.usitania, com-
mandame Jama liro n,
depois da demora to
_ costme seguir para a
Europa; agencia era casa de Deaue Youl & C., ra
da Cadeia Yelh'a n. 52.
O ahaixo assignado, cnsul da Blgica em Per-
nambuco. tendo de dar alguns eaelireehneiilM ao go-
verno Belga, se Ihe faz preciso que os subditos da
mama inicuo aqoi residentes, appareeara em caso de
sua residencia, ra da Aurora n. 58, das 7 as
ras da manhaa, edas 3 as 6 <
Blgica em Pernambuco 29 de ruano de 18.M.
Manoel Caelano S. carneiro
Conselho adminisliy
O consel)io administrativo em virluilr
sacao do Exm. Sr. praideule'da provi:
comprar os ojelos sgaiute-
oobertora de papa 37 ,
de sola garroleada 50, c
tos 46, espadas pa
dila, pares 46 pi
quizer vender laa obj.
las em caria fechada na
seibo adminislrr,
de guerra 3 eabril de 4854.Jote de rilo Inglez,
coronel, presidenle.Bernardo Pereira do Como
/itBt'oT^oft. psocrelirio.
O emprezario 4^^^_
preparando para <
gnnda-feira de PCi
prograramas si
ptenle. .
Tem o mesmo er
miliasque quizerom a
asegunda ordem di
Iradas que precisaren), nau
para cada camarote,
ATjSQS
MAfitj^^H
Acha-te a recebe
Boa Esperanca, no trapicha
quer da .porta do tul, Mae
|>os ou Penado : quera prelen
quer data portas, dirija-se
adiar com qoem I
William Bos,
fax Pace/^arri.baii a
de Lima, eom des
bre risco a quanl
mena, sobre o dil
ledenla compare
dia 3 ao me
Para o Rio d* Jaaeifi*
no dia 10 do cor
quem no mesmo qui
embarcar escrvo*, d
escriplorio delfcmc*
PARA O RI
Salte com mi
Conceirai
to quasi tod.
(|ui/.er carregar o res
ou eml
cap tac
Hpoel
Tronic
er cav-
oflerec
Aquino
imeiro
^Bai" de
i j para o reato ua
Para o Maranhao s > tan pooeo* dias
arsenal o licrganliui bra pique de Deiris ; quem
- nellquizer carregat 'de paseagem. dirija-se ao
escriptorio de Manoel Joaquim Rama e Silva, que
recebe i frelescomraodw.


DIARIO DE PERMMBfiCO QUARTA FEIRA 5 OE ABRIL DE 1854.
LEILOES
GRANDE LEILAO SEM LIMITE
Quarta-lt ra taobili
/.as do^^^^^^^^^^^B
dll'.l ilo
O advocado I.uiz Lopes Castalio lirancu, pul-
sea escriulorio para a-ra do Qucimado, sobrado
aequina para o liecco do Peine Frito, on-
!:.- sr procurado das 9 hora da maulia as -
da tarde.
40Preciso-se alusar urna preta para o-serviyO de
caja de pouca familia, excepto coziuhar : tiuein
a quizer alugar, dirija-se i roa larga do Rosario n.
4, padaria.
fK O llr.Thnnia-
< suli s das ) lioras da |
lo o meio dia, ero sua casa ra da
S.'Antonio i
iiatro face para qua.
lustre com 12
i outros mui-
LGERALDES
dos sem
dio do dia i
as11 ora da ma-
a farii Icilao no ar-
na ra do Trapiche n. 38,
uga de .imarello, mesas pa-
i5, camas, lavato-
jiano inglez, e ou*-
iro o comprador; assim
a de i Todas, mu cabriole!.
rente, llavera leilao em
freott
Sr. A: sriorcs massas.
voju
aoTos cah^BBBBBBBaj
AV

DIVERSOS.
iadodo theatro
ite, queira dirigir-se a
a negocio relativo ao
dro, que foi encadernador
ependenia, gueira levar
livraria n. 6 e 8 da

rmandade do Divino Es-
iio-coivenlo de Santo Antonio
a a seus cbarissimos irmos para
olvenlo, uo dia 7 do cor-
. tarde,, para encorporados,
^^e Triumpho, para que
respeilavel ordera terccira do
.
Sr. Antonio Jos Noguei-
de 3 do correle, dir-sc-
xeu de que firmn iim
fez ramo Sr. Francisco
ramete' que saa mcrc
e dita socicdade com.a
ue por esta razftepor
papel, he e ser responsavcl
firma Francisco do Prado
oi sacio gerente e Hito de in-
Mbro pois ao Sr, Nogucira que
existe bein guardado em
annncio, que sou dc-
editos que chegam cun
ionio de lodos os credo-
a que chama livros, a que
na papelada sem ordem,
res eslranhos e nao co-
re os quacs signos lis-
ios, mas cujas caucos
es que.a le exine'M Sr. No-
rouilo bem sabe, qne o que se Ihe
jamis chegar para sol-
ado, soeegue, por quaulo
tata aquella execncJIo. Entretanto
mente a sua idea de se reti-
Hk; Recite 1 de abril
.le Barros.
r a' tena he para
I.
ni, acreditadas pada-
la urna grande quan-
:ra qnalidade para ahi ser
^^Hl pelo Viario de Icrra-
na ra do Bom Successe
rjcipia-sc a mandar vender pa"o
idooro; as 6 e mcia horas da ma-
licado lugar.
Berfioaas, vender so-ha
ir barato .preco, ido do
* Cinco Puntas.
S de marco de 185*
|ual tem os signaes se-
I. rosto redondo,' pnii-
;os e nao inuito gtaii-
i limados e curtos, ps e
ledos nieiu torio prore-
emnro acetado, e com um
i prela, e raleado: qiiem
da casa da ra do
' gptUBcado.
sado raez de mar-
i assigiiado no lugar
s le nardo Cosa, ja
ios Isabalfe Jos, pedin-
que -sao escravos d
o abaixo assignado
'.icrii se julgar com
criado atis8 h-
nrate as 4 na roa
do* audar, para tratar do
esponsabilisa por
rayo est bastante
Mello,
santas-
loCollegio n.
i nomes de sanios e
raime; S. l.uiza, Aojo
.onsellto, N.. da Cort-
il Rosario, S. Thereza,
. Pedro a chaves,
sagrados enracoes,
S. Jos, S. Agos-
ni, S. Joaiina, Nasri-
. S. I.uiz Uouzga, Sa-
Paula de Salles,
Joo Baptisla, S.
" N.-S. das Dores,
i como outmjmuilas que
'lteir8.
i da ra do Cotlcgio n.
ompracSjr he que
de priraeira qualilladc,
alie, porque as
taningo 2 do corrente, na ma-
ftojlo sermao pelas 7 ho-
ra do Uro com, esmalte
Unir, pode levar ao
ir por cima da co-
ra ra do Amnrim n. 35,
ratificado.
ana de leilc para criar,
paga-so bein : na ra
, que achara com quem
nnuncinu dar nm moleque para'
a perna, auiiuiicic a sua
^^Bada.
alm das diligencias que
oda vez recorro as
pareen o credorde urna
d Albuquerquc Mello,
^^^Bdo, e.endossada por Ma-
lla quaulia de 8009
ajiaaaiu de 1852, salv o engao
adaaoSr. Jos Ma-
na roa do Qireima-
paga, prnteslando o
um real de juros,
la dita letlra at he,-,
-ignado parasaber
>rler uie promplo
irimenn, ealhnje
ir. Engenhq Piu-
le abril de 1854.
'urges tlchoa.
~ lerrea naidade
ni bastantes compio-
e com o proprie-
rai l marco do aono passado no lugar
chamado Ptio-Amarello, propriedade do eiigeuho
Mucuj, um quarto pertencem ao Sr. do ensenfio
Conceirao-Nova da rreguezia da Estada, c scus sig-
iiaes sao os seguintes: rodado, claro, grande, muito
bem fcHo, novo e gordo, anda baixo muito pouco,
tem, alm d outros fom(0io qunrto direito, um G
mal feito e retorcido no quarto esquerdo. Quem
delrc der noticia certa ser recompensado ; e levan-
ilo-o ao engenlio Conceicao-Nova ou no Rccife na
ra do l.ivrameoto ao Sr". Joaquim Correa de Re-
zende lera 100300. A este respeito j se fez an-
uuncio no Diario ir. 97 do anuo passado, mas at 0
presente ncuhunia noticia tem apparecido. SuppOe-
se ter sido negociado para o sul.
Pfrdeu-so na ncile de sexta-feira de Passos,
urna pulceira de cabello do feitio de urna cobra, com
caheca c cauda de ouro, desde a prac,a dBoa-Vista
al o arco de Sanio- Antonio : pede-se encarecida-
mente a pessoa que a liver adiado, de a entregar na
ra leiro da Cruz, que sera recompensadu.
O abaixo antiguado participa ao respeilavel pu
blico, e priucipalmenle aocorpo do commercio, que
acahou com o seu cstabelecimento, loja de fazendas,
sita na ra da Madre de Dos n. 9, e pede as pessoas
que se julgarem seus credores apresculeiiu suas
tontas na ra da Cadeia do Recite n. 40, que serio
pagas.Sezisnando Joaquim da Silceiru.
Loteria de Nossa Snhora do Livramento.
No da 21 do corrente andam as-rixlas desla lote-
ria no consistorio da igreja da mesma Senhora. avis-
ta da grande extraerlo gue tem havi'do nao resta du-
vida que a mesma corra no referido dia.'e espera o
Ihesoureiro que os amantes desle jogo continuem a
comprar o resto dos hilhetes, os quaes eslo i venda
os lugares j couhecidos. O Ihesoureiro,
Joo Domingues da Silca.
ATTENCAO.
Na tarde do dia 50 de marco prximo
passado, deappareceu de cima de urna
mesa, no segundo andar da casa n. 4, na
ra da Cruz, urna carteira de mogno,
tendo em cima urna chapa de latao com
as lettras C. F. Roeck', chapeada tambera
de latao pelas quinas, contendo algu-
mas cartas cscriptas em allemao, e em
urna gaveta do lado um relogio antigo,
caixa de ouro, "um bolcinho com urnas
moedas de ouro e prata, e outros peque-
nos objectos de nenhum valor ; promette-
se'a quem levar dita carteira na casa ci-
ma mencionada urna gratificarlo.
Precisa-se alugar um escravp para casa eslrau-
ceira: nesla lypographia se dir quem precisa.
Pcrante o juizo de orphaos vao a praca no dia
3, fie 10 do correte por arrcndaineiitn aunual orna
casa de pedra e cal n. 2 na ra de S. Miguel da fre-
guezia dos Alionados, avallada por 483000 rs. an.-
nuaes. oulra na ra da Piramia n. 1, comolariae vi-
veiro por 1508000 rs. o oulra com sitio c casa de
pedra e cal no mesmo lugar denominado Caslha-
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qiialquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 3i, segundo andar.
NOVO ROMANCE PXXO SR.
DR. fACEDO
autor da Moreninlia, Moro Louro, Dous
Amores,,Rosa, da comedia Phantasma
Branco.da tragedia o Ceg, e de entras
composirxies de gosto e merecirnento,
PRINCIPIOD XO lOlllET!
DA
MABlOTilMSa.
BE TERCA FERA 7 DE MARCO.
Abrio-se urna assignalura desla folha.po/ '.i.-? re,de
marjoj junho. tendo os senhores assigoaules, alm
de V1CENTINA era folheliin, toda a vantagera
dos desenlias, msicas, figurinas coloridos e retratos;
sendo os primevos destes os dos senhores conselhei-
ros
I'.ILLM) JOS SOASES DESOLZA
JOS CLEMENTE PEREIRA
queserao dislribuidos no corrente mez, asim como a
uova qiiadrilba Saudades da I'arahiba linda
inspiraco do Sr. J. J.Goyanno :
TUBO ISTO POR 3^000 RS. PARA A CORTE E
4-5000 PARA FORA.
na loja do editor Paula Brilo, praca da Constituicao
n. 61, e na loja.do Canlo da ra de S. Jorge.
Os que quizerem em vez de assignalura, lomar
urna acf8o le K10S000 rs., Icrao senipre de gra>a a
Marmota, com lodos os scus avulsos. e mais ainda
fi por ? em dinheiro, pagos dc'6 em ti mezes uo cs-
criptorioda empreza, pra?a da Conslilliicao n. 64,
no Rio de Janeiro, ou nesla cidade l.ivraria da pra-
ca da Independencia n. 6 c 8.
Roga-se ao Sr. Jos Rodrigues que levou as
amostras de bicos da ca-a de madama Roulier, mo-
dista tranceza, na ra Nova n. 58, de torna-las a en-
tregar immedialamente.
Pede-se aoSr. M. J. C. queira ler a bnndade
de mandar ou ir pagar a quanlia de 123000 rs. que
ha muiio dove e passou um vale, o nao ignora a
quera, se nao quizer ver seu uome por extenso.
Quem quizer cncarrcgar-sc de curar um mo-
lccole que tem urna ferida na perna, precedendo um
ajusto, aununcio para ser procurado.
Charles Forsler Jnior, rclira-se para fra do
imperio. t
8@@@5&&3: aa@
UOMEOPATUIA.
O Dr. Casanova mudou-se para a ra das
@ Cruzes ii. 28, sesundo andar. @
3&:@@@
Precisa-se alugar urna ama- forra ou captiva pa-
ra urna casa de pouca familia: na prara da Lniao
n. 36.
Jos Alvos da Silva Ijuimaracs declara nulla e
de ucilhum ell'eito qualyuer proenracao que ajipa-
reca, com a dala at 28 do marro do corrente anuo.
Precisa-se alugar um preto ou moicque que le-
nha principio de cosinha e seja fiel: na ra Nova
n. 22.
Urna mulher de cor e de capacidade, eque d
fiador da sua conducta, prope-se. a semina de casa
de pouca faimlia.ou de homem solteiro, Tazando indo
servido de cozinhar ou do eugommar : pode ser pro-
curada no pateo do Carino, nns lujas da casa o. 50, a
primeira a voltar para a Camboa.
lotera de n. s. J)0 livramento.
O cautelisla Salustiano de Aquiao
Ferreira
avisa ao respeilavel pablico, queos seiisJiillielese
cautelas estflo exnostos
me, e paga sob sua rcspons
grandes scni o descoHlo de
Bilhetes iiileiros
Mios ....
Ouartos ....
Decimos......
Vigsimos ,
irqs docostu-
dous premios
do imposto geral.
SrOOOgOOO
2:5003000
1,500 1.2508000
700 .. 5003000
.400 .. 2503000
J. Jane,Dentista,
continua residir na ra Nava, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para todo o servido de
casa de urna pessoa ; na Iravcssa de S, Pedro u. 2,
segundo audar.
Faz-se qualqner negocio com a taberna sita na
ra do Rosario da Boa-Vista n. 53, com poucos fun-
dos, islo oor.seu dono ler de Iralar de sua saude.
Na ra da Paz, na casa de Joaquim Gaio arma-
dor, recebe-se fazendas e obras feilas para lingir de
toda a cor.
" D-so dinheiro a juros sobre penhores de prala
ouro: na ra da Glorian. 67 do lado da igreja.
Attenrao.
Chcgoo a loja de miudezas da ra do Col logio n. 1,
um completo sortiinento dos seguintes objectos viu-
dos da Italia : balaios com lampa proprius para cos-
tura, dilos para pao, dilos para frutas, fingindo jar-
ros, cestos grandes e pequeos muito proprios para
compras e m'esmo para costura, cestinhas para se-
nhoras e meninas trszercm no braco, ditas para apa-
ndar flores, ditas para apaubar frutas; assim como
outros mniUis que se deiiam de annunciar.
Precisa-sc de urna ama psra amameiilar um rae-
ni no com nove mezes de idade : a tratar as ras
o Yigario n. 9, ou na ra do Brum segundo andar
n. 20.
Quem deixara' de comprar '?
Amanha 6 do corrente haver no lugar da Cruz
ilo I'jlrau estrada de Olinda, o vrrdadcirn pao mons-
Iro bem fabricado c por prei;o que agradar ao com-
prador, podendo os prctendeules mandar all o sen
portador depois das 6 horas.
COMPRAS.
Compra-sc uoi lcnr;o de lahvriulho bem /eilo,
dfi cambraia de linlio: na ra Uireila n. 82 primei-
ro audar.
Compra-se urna morada de casa
que pao exceda a um cont de re'is, eni-
bora nao seja no centro da cidade ; nesta
typographia.
Compra-se urna cscrava, .crioula, que tenha 30
e tantos anuos de idade, sabeudo coziuhar e ngoni-
mar : na ra decanta Rita, sobrado n.85.
Compram-se escravos 'de ambos os sexos, lauto
para a provincia como para fra della, paga-se bem
agradando as pessoas ; na ra da Gloria n. 7.
Compram-se esclavos de ambos os sexos de 10 a
25 anuos pora dentro e fra da provincia, tendo boas
liguras pagani-se bem: na ra DireiUi n. 66.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 35 anuos, e lambcm recehem-se para vender.em
coinniissaii.: na ra Direila n. 3.
Compram-se dous ou tres tunis que Iciibam
sido de azeite, e que Icvcm de ditas pipas para cima :
a tratar na padaria do palco da Santa Cruz n. 6.
nos n. 1 A. tambera por l53000,rs., cuja prac,a he O Sr. Joan Neporauceno Ferreira ido Mello,
feila a rcquerimeiilti do tutor dos menores filhos do
finado Jos Pedro de taria, e achae o .escriplo em
poder do fiorlciro do mesmo juizo.
Arrenda-se o engenho Lea, silo na fiegoezia
da Esrada: os pretendentes pdemapparecer no alcr-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharaocomquem tratar, ou na fre'gnezia da Escada,
no cnsenho Vicente Campcllu, cora Mauoel Concal-
ves Perciral.iiua.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara- l
tas, ra do Coliegio n. 2,
I vende-sc um completo sortimento a
de fazendas, lias e grossas, por '|
preeps mais baixos do que em ou "
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afiiancandc-
se aos compradores um so preco*
para todos* este estabeleciment
abrio-S' de combinaeao com a
maior parte das casas commerciaes-
nglezas, francezas, nllemaas e suis-
sas.p.tra vender fazendas mais em
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que putro qualquer ; o
proprietarto deste-importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de ;
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
VENDAS.
lana, co-
udo de
Iris da
< tora
fruc-

Na-ra da Cadeia Velba n. 72, precisa-se alu-
gar um preto que saiba coziuhar o cominum de urna
casa.
Precisa-se alugar urna prela que cozinheo dia-
rio de urna casa, c faca lodo o mais servir, lanto
externo como interno; paga-se bem : na ra da As-
sumpcio n. 50.
Precisa-se aluzar um preto que seja fiel e cn-
lenda do coziuhar, para servir em urna easainzleza:
quem n liver pode dirigir-se a ra do VigaVio n.
5,-oiianuuitcic para ser procurado. ,
Funeral da Sra. D. Maria II de Por-
tugal nesta cidade.
Com este titulo acaba de sabir (u/, um ful helo.
contendo alm do sermao do.Ulni. Sr. padrc-meslre
Capislrano, a expsito descriptiva e encomistica
desse solemne acto, em diversos arligos em proza e
verso. Est a venda as livrarias ns. 0 c 20 da rita
do Collegio, a lg000 cada exemplar.
-*0 Sr. I.eopoldin de Lentos Duartc Icuha a
boinladc de dirigir-se a Cinco Ponas n.- 66 que se
Hie deseja fallar negocio do seu interesse.
jAluga-sc nm sobrado de dotis andares com bas-
tantes commodos, porta de cocheira o cavalleiricc.
silo na mi da Aurora n. 22: a Iralar na mcsifta ra
n. 26, sobrado da quina.
A pessoa que acbou dons papis, sondo um re-
querimenlo assignado pelo Exm. hispo, e urna ccr-
tidao assigAada pelo vigarlo da fregurzia de S. Jos,
perleuccntes ambos os papis a Maria dos Prazcres
Bezerra, a qual perdeu no dia seguUda-fcira 3 do
porreule, queremlo por sua bondade restituir: diri-
ja-se ao deposito de familia defronte da ribeira.
Oesappareceu no da 3 do corrente, um escravo
cabra, que representa 30 anuos pouco mais ou me-
nos, ebeio docorpo. alto, barbado; levou calca e
camisa de alutulao de lislra, e cbaraa-se Cleuioile:
quem .o apprebcuder e levar a rita dasTiitnlieiras n.
48 segundo andar, ser gratificado.
Dcsappareceu no dia 13 de marco, um escravo
de nome Francisco crioulo, d qual ro' do serian; re-'
presenta ter 30 anuos de idade pouco mais ou menos;
pouca barba, falla de alguus denles na bocea, caa
redonda,, alcum tanto baixo, bstanle corpulento,
tem os |is um tanto apapagayados, o alguus signaes
de bichos, calmes pelas cosas e pela uadega que
bem mostrara ler sido castigado ha lempo, cor fulla,
tem nariz e orelhas pequeos: quem u apprehcnder
e o levar a se senhur Antunio Js<^ Bilancourt com
serrara na ra da Prai n. 29 e 27 sera^geuerosa-
nienle gratificado sera repulsa.
Negocio .vantajoso.
Odono da loja de calcados, initolada Estrella 111,
ivramento, em um dos nielliores locaes, mui-
lo.afreguezda em calcados e srraaem' de couro, d
'por halan a qualquer pessoa habilitada e diligen-
te, dando para isso garanta no que receber, e
teu ordenado nos lucros; faz-so osle negocio
por motivo ce moleslia, e lambemventler-se-ha que-
rendo, seni fundos para quem tem pouco dnbeiru:
na mesma loja se achara coiiiquem Iralar.
Tributo ao mrito.
Acaba de lomar-posse do lugar de contador da
provincia, para o qual foi nomea-
tlo, o lllm. Sr. Jnao 'l-'ernandes di. Cruz, que por
crceu o lugar ^Jo nflicial-inaior da
ladoria, e ltimamente o de ebefe de sec-
que o Sr.- Cruz desctnpenliou com
com laiiniuha prqlHdade que des-
se toniQti credor da inaior eslima, respeilo e
naiito ompttnliam a digna
io o cbfe. ParabeliSi
res'ao governo' imperial
or lao acertada es-
morador na passagero de Olinda, lera urna caria na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-sc um sitio
na estrada dos alllictos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vvenda,
mtirado na frente e fundo, e com militas fructeiras :
quem o pretender, dirija-se Punte de Felina em ca-
sa de Francisco Antonio de Oliveira Jnior, que lain-
hcm'o permuta por predio na prara,ou vende.
SS:^
;:; O Dr. Sabino Olegario l.udgcio Pibo mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
@ (mundo novo) n. 68 A. (--
:s@e@
Precisa-sc muito de uina ama para rasa de pe-
quea familia, que seja zolosa e prorapta a todo t
servco pcrtcncciile a uina casa: na ra do Hospi-
cio n. 34. *
Quem precisar de urna moca olleira de bons
coslumes para ama de casa de familia para coser e
eugommar: dirija-se a rita do Pilar em Fora-de-Por-
las n. 102, que achara com quero tralar.'
Jos lioncalves Salgado relira-se para Por-
logal.
Muri se precisa saber, se nesla cidade ou fura
della, exisle algum prente ou herdeiro da finada
Maria Gomes do Amorim, e no raso que exista, mur-
i s Ihe deseja fallar para negocio de seu muito inle-
resse: na ra ugusla taberna n. 1, on no engenlio
Soccorro.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
, Verdes n. 25.
aferidor participa, que u. revisilo leve principio
no dia 1 de abril correule, a finalisar-se no. dia 30
de junho prximo futuro: segando o disposto no
arl. 11 do regiment municipal.
Bngomma-se com mnila. perrer.io o tambem la-
ya-sede sabflo na ra Augusta, passaudo.o quarlei-
rSo de sobrados na quarla casa lerrea, defronte de
urna fabrica de cliarulos: quem quizer dirija-se ca-
sa mencionada.
Ordem terccira do Carmo.
, A mesa regedora da veneravel ordem terrera do
Carmo desla cidade, ron vida em geral a lodos os
seuscliarissimos irmans, para que se disnem compa-
recer vestidos de scus hbitos, no la 7 do corren-
te mez de abril, 1 hora da larde ha igreja da mes-
ma ordem, afina de acompairiiarcmaprocissito dotri-
timpbo, que a mesma ordem lem de expor avista dos
fiis. A mesa regedoxa muito recommenda aos seus ca-
rissimos irmos a leilura do arl. 7 do cap, 30 dos
nossos estatutos, o qual he do Iheor segunie.Todo
o irmo que se adiar presente na cidade na semana
santa, e faltar a procissao que ordem faz de en Ier-
ro com lana solemnidado, nao leudo para islo legiti-
mo impedimento, que a mcSa julguc por tal sem
mais ailmofslacao, queremos, que logo seja expulso
da ordem, porpue.be de crer que se o tal irmo falla
aos actos piihlicofem que ordem lem mair em-
peiihu, muito melhor faltar aos particulares, que
nao silo patentes aos olhos de lodos, c destes laes ir-
inflos nao tm nccessiilatle alguma a ordem. A me-
za faz ver aos seus cliarissimos irmans, que a procis-
sao de enterro de que falla o artigo cima 'exarado
he a do Iriumpho; c espera de lodosos seus dignos
irmos o promplo comparccmcnlo a tilo solemne
aclo.
A mesa regedora da veneravel ordem 'lerceira
do Carmo desla cidade, leudo de evpur aos liis no
dia 7 do corrente mez do abril, a procissao de Iri-
umpho, roga jos moradores das ras por onde a pro-
eso tem de transitar, se dignein ter as mesmas
Iimpas, cujas ras sao as seguintes: Camboa do
Carino, Flores, Nova, CMiug, Rosario larga, em di-
reccao a do Qucimado, Cruzes, Iravcssa de S. Fran-
cisco, ra da Cadeia de Santo Antonio, ponte, ca-
deia do Recite, Cruz. Iravcssa do Sr. Bom Jess,
ra dos Tanoeiros, Trapiche, Yigario ero]dirccrilii a
ilo Encanlainenlo, Madre.de Dos, Cadeia. do fieci-
fe, ponte, ras do Collegio, Pracinfia, Livramento,
Direila, paleo do Trro, Iravessa do/Uansco, ras
dos Marlyrios, Horlas a rccolhcr-sc.
O abaixo assignado oflerec? os seus serviros por
precos limitados, para dar hlameos em tabernas, c
fazer escripluraroes. nao s para estes eslabeleci-
nicnlos orno para qualquer pessoa particular ; os
pretendentes quaudo o nao achem em casa na ra da
Snzala Velba n. 112, terceiro andar, podom dexar
seus nomes no primeiro, pato seren procurados.
Firmino Jos J/clix da Rosa.
No dia 8 do corrente abril, depois do meio da,
se ha de arremalar em praca publica do lllm. Sr.
Dr. juiz municipal da segunda vara, na casa das au-
diencias, por ser a ultima praca, a renda da casa de
sobrado de 3 andares n. 7 da roa do Vigario, a re-
queiimentudo eonsenhor Francisco Joo de Barros,
avadada por 1:0002000 rs. annual, por lempo de tres
annos, cojas eondicoes do arrcntlamenln so arhani
exaradas no escriplo em m3o do porleiro do inzo
J osudos Santos Torres, escriviloBaptisla.
Quem liver conlas contra a barca maleza Ha-
llfax Packel, capitn William Boig arribada a este
pnrlo nastia viagem de Calhao ile Lima para Cork
queira apresenla-las nu consulatlo brilanuico al o
tlia 5 do correle aules de meio dia, e depois desla
dala nao se ficar rcspunsavel por conla alguma.
/ It'altson f-'redenburg.
Vende-se urna morada de casa de pedra e cal,
chaos proprios, na cidade de Olinda. ao pe da ladei-
ra da S, confronte ao sobrado do fallecido conego
Carnciro : quem a prelemler, dirija-se ra Augus-
ta, em casa ile Antonio Nobre de AtmcHa, que acha-
r com quem Iralar.
Vende-se um escravo moco, de boa
conducta e bom cozinheiro,. tanto de l'or-
nb cmodo bgao : na ra Direita n. G<.
MELLO FUEIRE.'
Vende-se o direito das pessoas, por Mel-
lo Freir, traduzido em portuguez com
notas, para o uso do terceiro auno jur-
dico : na praca da Independencia n.
6e8.
Na ra do Crespo, loja ama-. 38S
' relia n. 4.
Avisa aos amantes de luvas de Jovin, chega- g|
das ueste ultim vapor, a 2?)000 fs o par. *{
, .. Georginas,
fazcuda de seda c linlio de qualidades escos- /
cesas, ditas lizas furta-cores para vestidos de Jgj
setraoras o mcuiuas, a M0 rs. o covado. W
Indianas,
Cortes de v cslidns para scnhbras, com 15 co- w
vados, fazeuda de goslo novo, e ainda nao S
appa'recidas ueste mercado a 1 'i3000 rs. cada gj
corle. M
Cassas france7as,
a 180 e 500 rs. a vara, cambraias c cassas ^
pintadas com babades c de ondas cores nlo-
dernas. ?s
OVAS DO SERT10.
Vemlem-sc muito frescaes ovas do serian, por pre-
ro commodo: na tua do Queiraado, Toja n. 11.
Vende-se feijo raulalinlio e branco, era sac-
ras de alqueire, a 1S000 eada-uma, e de oulra quali-
dade por 6*000.: no caes n.-2.
; ma, de idade de 26
a 27 anuos,-que engotema, lava, cpzinha, e he raoilo
carinbsa ; vende-se por seu donorelirar-se : para
ver e tratar, no Forte d Mallos n. 12, primeiro an-
dar. -,
Freguezia nova.
Vende-se superior p3o em Olinda, ido do Recite
para quem convier: a Iralar do ajoSle alraz d S.
Bcrtto das 6 c ineia lioras da manlia s 6 da larde.
Vende-se urna cscrava, que cose,'engomma, co-
znha e lava de varrella bem: quem prelender di-
rija-se a ra das Trinchciras n. 48 segundo andar.
Vende-se na ra da Cadeia do Recite
n. 10, superiores palitos de panno preto forrados de
setim, pbr commodo preco, casemiras de cores de
gostos muito modernos a 48500, 59000 e 5600, ditas
pretas a 5>"i00, 68000 o 7&OO0 o corte, muito finas,
panno prelo lino a 3500,49900.43500 e 50O0 o co-
vado, superior qualidade, merino prelo a 1IS600 e
25200 o covado, sarja hespanliola para acabar a 2
rs. o covado, alpaca prela a 560, 680,800 e 900 rg. o
covado, e um completo sortimento Me fazendas bara-
tas, que se d amostra: na ra da Cadeia do Recite
n. 10. :
Vende-se junco para empalhar cadeiras. tanlo
m porrao com a retalho; assim como se vende pa-
iraba j prorapta para empalhar loda a qualidade de
obras, comosejam: sofs, cadeiras, marquezas ele,
ludo de superior qualidade: na ra da Cadeia de
Sanio Antonio n. 20.
Vende-se feijao mulalinho muito superior, por
alqueire : na ra das Trinchciras n. 5.
Vende-se um lindo mulalinho de idade 14 an-
nos, ponro mais ou menos : qncm do mesmo preci-
cisar, dirija-se ra da Pral n. 29, que adiar com
quem tratar.
Vendem-se apparelhns para cha. azues, rnos
e cor de rosa, dilos para mesa de juntar, pralos azues
fitios, e niilras militas nticas por pceo commodo.
cha' brasileiro a 1$G00 libra, dito em eaixas de'8
libras a 19280, dito da India a 29000 o 29560. doce
em frasquiuhos, frasquinbos de conserva, chocolate
em libra a 320, lar i n lia de gomma 120 rs. a libra,
vinho engarrafado a 19000 e 13280. e outros mnitos
ohjeclos por preco mais commodo do que em oulra
qaalquer parle : defronte da tpatriz da Boa-Yisla u.
88, quina do Hospicio.
Vende-se a obra Recreaco Pltilosophica, pelo
padre Theodoro de Almeida : na ra Novo n. 16.
Vende-se uina preta, crioula, com idade de 20
a 25 annos, que cozinha, engnmma c faz o mais ser-
vico de casa : na ra da. Penha n. 23, primeiro
andar.
Delouche, felojoeiro.
Vendem-so relogios e concerlam-sc, mais
.barato do que em oulra qualquer parte ; as-
_ sira como lera vidros, correnlcs c chaves
na u,i Nova n. II. Tambera vende agua argento-
magntica para pralcar*
Vende-se um casa terrea muito larga, na roa
dos Coelhos n. 3 : a tralar com o seu dono Herme-
negildo Coucalves da Silva, na ra do Queimado n.
10, loja.
Na rjia do Vigario n. 33, vendem-se saccascom
superior fariuha de inaudioca, por prec.o commodo.
Vende-se um escravo por preco commodo : na
rua da Praia n. 29.
PENEIRAS DE RAME.
Venden:-se penetras de rame com aro de folha
de (landres, muito fortes c bonitas, assim como cn-
dieiros de lalao para estudante, e de parede, por pre-
co muito commodo: na ru da Cadeia do Recifen.
61, loja.
Vendem-se cortea de chita de barra de bonitos
costos, pelo haralissimo preco de 25400 cada um:
na loja ir* 3 a lado do arco de Santo Antonio.
Vendeiu-se exeellenles eoborlores escuras, pelo
baralo prcc,o dc800rs. cada um: na loja a. 3 ao la-
do do arco de .Sanio Antonio.
# Conlinua-se a vender a bordo do patacho @
@ Clementina muito boa fariuha do mandioca,
tpor prec.0 commodo, e para porsOcs s,e far @
algum abalimento : a tratar no escriptcvio da 5iC
rua da Cruz n. 40.
Sementes novas.1
Vcnde-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tins, na rua da Cruz n. -62, ai melhorcs sementes re-
cenlementc chegadas de Lisboa na barca porlugueza
Margando, como seja : couv Ironxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapato de duasquilidades, ervilba
torta e direita,coenlro. salsa, nabos e rabanales de
todas as quididades.
.Veqde-se um escravo > quem prelender dirja-
se ao sobrado do aterrada Boa Vista ni 53 de 1 hora
da larde cm vaute al 6 da larde achara com quem
tratar.'
Velas de carnauba.
Vendem-se ramullas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
preco : na rua da Cadeia do Rccife n. 49,- primeiro
andar.
Bom e barato.
Na rua do Pasteio, loja n. 9, de Albino Jos Leile,
veude-se um grande e variado sortimento de corles
de vestidode cassa, c cambraias de barras* pe
minulo pretn de 39000, 39500. 49000 e 45O0-!aea
um, ditos do dita a 3$>v e'lcs, antes que
ndar, vnde-
se um e ipaz d
lodo o lumado, he
dirija
Ni lar, lem pa-
ra vender-se chapeo* de caslor brancbpor commodo[
preco,
Feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronte do trapftl
do algodao, lem par vender-se feijao mulalinho
muito novo, e emsaccas grandes : a tratar na roa da
Cruz n. 15, segundo andar.
Ao barato.
Na loja de Gnmares Henriques: rua do Crespo
n. 5, vendem-se lencos de cambraia fina e de puro
linlio, pelo barato preco de 59 e 43500 a duza, sendo
cada duzia em urna caxinbacom lindas estampas.
Caixas p ara rape'. .
Vendem-se superiorescaixas para rap feilas na ci
dlde de Nazarelh, pelo melhor fabricante deste se-
ero naqnellacidade, pelo diminuto preco de 13280 :
na rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ooroe prala, mais
baralo de que em qualquer oulra parte :
na praca da Independencia n. 18 o 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os mclhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qoaldades por me-
nos preco qne em oulra parte : na rua da Cadeia do
Recife. n. 17.
Bcpoaito da fabriea de Todo* o* Santo* na Waihiai
Vende-s, em casa dcN. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algoda trancado diaquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prei;o commodo.
Na rua do Vigario n. f9, primeiro andar, h a
para vender, r bogado de Lisboa presenlemcnle pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em vetas com, hora sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de l.isbua em pedra, novissima.
Vendem-secm casa de Me. Cajmont & Com-
panhia, na pra^a do Corpo Santon. 11, o seguinle:
vinho de Marscilleem eaixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novcllos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaOsortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento. de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor,' e tai xas de ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
.0. arcano da invncao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, m latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua~ da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de B.rito, nico agente em Pcrnain-
buco de B. J. B. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado.a esla pra^a urna grande por-
580 de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadciraiqcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devero acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nulo daquellcs, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico s possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentcmente aqu chega-
da ; o aununcianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Conccicao
do Recife n. 61; c, alm do recejtuario que acom-
panha cada frasco, lem cmhaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo'sobre o involtorio impresso do'mesmo
f reos.
Oleo
gulam f
arniazen
Kirsch
francez
lende-se no
Santos, na
edra. pbd-
NAVALHAS A COMENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Rccife n, 48, 1 andar es-
criplorio de Augusto C. de Abren conlinuam-sc a
vender a 8,000 ris o par (preco fixo) s j bem co-
uhecidas e afamadas navalbas hbil fabricante que foi premiado na exposicao de
Londres, as quaes alhi de duraren) exlraordiuaria-
1c nao se seutera no rosto na accao de corlar: ven-
dem-se com a condirao de nao agradando poderem os
compradores devolve-lasill5das depois da compra,
resliluiudo-se o importe; na mesma casa ha ricas
lesuurinhas ira iiuhas feilas pelo mesmo fabricante.
'* ptimo vinho de Collares,
em liareis de 7 0111 pipa: no escriplorin de Augusto
C. de Abrcu na rua. da Cadeia do Recife u. 18,-lu
audar.
Chapeos -pretos de castor,
de qualidade superior a de lodos quautos at agora
tem apparecido: no escrip.lorio de Augusto C. de
Abrcu na rua da cadeia do Recife 11. 48," 1 andar.
Vende-se urt pardo sapaleiro e bolieiro, do boa
conduela, uina prela de idade 16 anuos e um mula-
linho de idade 14 annos, ludo por prec,o commodo, e
um moleque : na'rua da Gloria 11. 7.
PAUTO'StDE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos do alpaca e de brim,
na rua do Collegio u. 4, c na r'ui da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
1 Vende-so urna negra ainda moca, que sabe la-
var de brrela c sabao, o tambem sabe do servico de
campo por ter viudo do mallo.: quem a pretender,
dirija-sen rus do Crespo n. 6.
Vende-se urna casa lerrea de pedra e cal,- cm
chao proprio, ua cidade de Olinda, na rua do Jogo
("d Bola n. 19. casa que faz quina : a tratar na rua
do Livramculo, ioja n. 16. ,
Vende-se tima carroca com arreios para caval-
lo, com pouco uso : na rua Nova n. 27. x
Vende-se muilo boa intHtteiga ranceza a 500
rs. a libra : na rua Augusta, laBorna u. 1, por baixo
do sobrado que foi de Jos .Mara.
Vendem-se ditas .cravas que eu-
gommaui e cosem bem, ambas mocas e
de boa conducta', tira preto cozinheiro,
tanto de fbgao comodelorno, muito bom
escravo, um mulatinho de 1 annos, bom
para pagem, todos por preco razoavel :
na rua Direita n. 60.
Vende-se un lindo cabriolet com
um bonitoeavallo : na rua da Sen-
zala,'cocheira de Joaquim I'aes l'e-
S~*~ tfi'tt reir da ^ilvo. Tambera se vende
cada urna das colisas separadas. *
Vende-se um braco de ferro grande, do autor
Romao, com conchas e correab vo, por preco muito commodo : os pretendentes d-
rijam-sc a Antonio Leal de Barros, na rua do Vi-
gario ii. 17.
Vade-mecum dos homeopatbas ou. |
t) o Dr. Hering traduzido cm por-
(& tTne7--
W/ Aeha-sc a venda esta mportuntissima o- '
S bra do j)r. flcring no consultorio homceo- L
J~j! palhico do Dr. Lobo Moscoso rnn do Colb- ,
<$) gio n. 25. 1 andar. l.
OLEADOS PINTADOS.
Praca da Independencia.
Joaquim de Oliveira Maia, receben ltimamente
um completo sortimento de oleados pintados, de su-
perior qualidade e padrees muilo modernos, de dif-
fereoles larguras, c a precos limito commodos.
ATTENCAO'!!
Vcnde-se o verdadeiro fumo de. tiaranhuns, de
primeira qualioade, por preco commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina,do liecco dos Peccados Moraos.
Saccas grandes.
Vcnde-se milfio novo, era saccas grandes, a.2$500 :
no armazem de Tasso Irraiios, rua do Amorim n. 35.
Vende-se sal do Assii, a bordo do
brigue Conceicao, undeado defronte
do Forte do Mattos: a tratar a bordo com
ocapitaO do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na rita do
Trapiche n. 14. .
- Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barricas de 15 duzias de po-
tes, em casa de James Crabtree & C, rua
da Cruz n. 42.
Vendem-se relogios de ouro,pa
ten-te inglez, por connhodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casade
L. Leconte Feron, & Companhia.
CH!
Galera de"
ii;
*8"
ineus
I* eaixas, quadros, medalhas, allineles e puteei-
ras ; e ha om rico sorlimenln ira enllocar retratos,
por preco muito haixo.
Amanha quinta feira 6 do frrenle, bavera na
rua do Amparo da cidade de Olinda um panacum
com pao do Recife para se vender,
Preci moc/Bsolleiros; na Boa-Vi>ln,raa da Unirlo quarla
cas, on n rua do. Livramento n. 16.'
No dia 7 do corrente pelas 10 lloras da manbaa,
no escriptorio do consulado de Pniiuual, se lia de
proceder a ar.remala^ao dos liens do finado subdito
portuguez Fernando Antonio Fidi, coiisistindo era
ouro, prata, livros e movis de sua casa. *
Aos padeiros.
Os cstudanlcsde Olinda sera exceprao de um, con
vidam aos patleiros grande porca de pao aqui, bastando aiinniiciarolu-
gar onde o pao se ha de adiar as (i ou (i !,' horas da
inauhaa, poiB esto anuo com a caresta, no deliro era.
todo, al us casas, ficam sem pelle e cabello nes-
la Ierra de privaees o mizciias. ,
A mesa regadora do rmandade do Sr. Bom Je-
ss dos Passos do Recife, convida Os seus irmos, pa-
ra se reunirem no dia 7 do correule pelas 2 c ineia
datarde. na igreja do Corpo Santo; para, euonr-
:os, ircm acnuipanhar a procissao ilo triumphu
que lem d sabir da ordem terccira do Carmo.
No dia 5 do corrente, linda a audiencia do juiz
de paz do segundo dislrirlo. da freguezia de S. 'rei
Pedro Gonealves, s hade arrematar os movis pe-
nhoradosa Caelano Jos Colho, por execu^no de
Manoel do Amparo Caj.
Clnvis Booneull, relira-se para o Rio de Ja-
neiro.
Balbina Custodia de Oliveira Reg, mulher de
.Manoel d Re/ende Reg Bairos. inudou, na ausen-
i-ia d seu marido, a sua residencia para o baiiro do
Recife, rua da Senzala Nova, sobrado n. 10, segun-
do andar. ,
Na rua do Crespo, ioja n. 2.1,
jjH venilcin-se cortes de casemii-a prela- fina a
55000, sarja prela larga, fazcuda superior, a
*" 2-^000 o covado, setim de Macan muilo cncor-
@ pado a 29501). chales de laa etcortM a 800 rs.,
panno prelo c azul a tgtlOO. cortes de rasemi- @
ra paula a '2#XX), dula france/.a larga cora
S! iilsuin mofo a 200 rs. o covado, ditas Iimpas @
inililo finas a 240, viseados fr.incczcs de cores $
@ lixas a 180, riscados de linho >>s mclhores que -S
@ lia no mercado a 210, c oulras umitas fazeu- @
355 tas, por preco haralissimo. ; >
SARJAS l SETIINS. =****y*s"e*
Vcnde-se superior sarja prela liespanhula a 28000,
2&200, 255OO, 29800 e :>51K)0 o rotado, setim preto
ilc Maco superior a 2910(1. 29000, 39000, 3$500,
49000 e 59OOO o covado. dilnile cores a 900 rs. o co-
vado ; na rua Tiova, loja n. 1(?, do
os I.uiz Per eir
tS Filho. ^*^-v^
PANNOS FINOS E CASEMIRAS.
Vende-se superior panno fino prelo a 258O0-, j>,
I950O, 59000, (13000 e79OOO rs. o covado. rasen tira
niela, franceza, muilo elstica a 69500, 79000. 89,
109000 c l9000ocprle. dita.de cores a 49000, 59 000
e 09000 o corle : na rna Nova, loja 11. 16, de .los
Luiz Pcreira & Filho.
Palitos de panno lino.
Vendcm-s palitos francezes de panno fino prelo,
muilo bein acabados, eda ultima moda, pelo ba ralo
preco de 1.19000 e I69OOO : na rua Nova, ioja 11 '. i6
de Jos Luiz Pcreira & Filho.
cuitas paratas.
Vendem-se chitas finas de cores lixas, de pa< lrfles
claros e ev.uros, a 120. 140. 100 e 200 rs. o cor ido .
na rua Nova n. 16, foja de. Jos I.uiz Pereii'a&
Filho.
SAI. DO Assr.
Vende->ie sal do Assii, a bordada lancha nac onal
Snva /'.'/)rranra. tundeada defronte da escadinh, :\ da
alfandega : a Iralar na 111,1 da Cadeia do Recite,, lo-
ja 11 50, de Cunhu i\ Antuj'iiii,
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2." ediplo do 1 i v rinho denominado-
Devoto Cliristao.mais correcto e acresrcnlndo: vnde-
se unicamenle na livraria 11. 6 e 8 da pfaca da In-
dependencia a 650 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cotes de tttn s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Agencia de Edwln SSaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-sc conslantemente bons sorti-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inctiras > todas de ferro pa-
ra auimaes.agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de todos os tanianhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor *om forra de
i cavailos, ccos, jiassadeiras de ferro estanhado
Eira casa ilc purgar, por menos preco que os de co-
re, esco veus para navios, ferro da Suecia, e ra-
lbas de (landres ; ludo por barato prcep.
Na rua da Cadeia do ltecife n. GO, arma
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sahonetc, de palenle
inulcz, da melhor qualidade, e fabricados era Lon-
dres, por preco ooramodo. '
'$$ Deposito de viftho de cham-
&) pagne Chateau-Ay, primeivaqua-
^| lidade, de propriedade do condi
^j de Maieuil, rita da Cruz do lle-
' cil'c n. 20: este vinho, o melhor
^ de toda a champagne vende-
r se a ">6$00Q rs. cada caixa, acha-
Ji se nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N. B.
As Ciiixas sao marcadas a fogo
@) Conde deMarcuil e os rtulos
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
ebegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE- TRIGO.
Veude-se no armazem de Tasso Irmos, farinlia de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
23100 a peca, corles de ganga amarclla de quadros
muilo lindos a 19500, corles de vestido d cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29800, ditos
cora 8 1)2 varas a 39000 rs., corles de ineia casetnira
para calca a 39OOO rs., e oulras militas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, luja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A0UARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
. das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000. 39*0, 49500, 59500 e
69000 r dito azul a 29800, 39200 e 4J000 rs.. dito
verde a 29800, 39600, 49500 e 59000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 59500 o corle, dita fran-
ceza muilo fina e elstica a 79500,89OOe 99000 rs.,
setim preto maco muilo superior a 39200, 49000 e
59500 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja prela milito boa a 29000 rs. o covado,
dita liespanbota a 29U00 o covado, veos prelosde lit
de linho, lavrados, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e oulrasmuitas fazendas' de,bom goslo ;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadci .
m
possivel para charu > ni tuna-
mente da Baha, e
conta ; assim como urna
de charutos, por preco
he para se finalisar cor
Cruz n. 26, primeiro andar.*
VINHOBAFIGUEIRA.
Vendem-se barri de qa*
uo armazem de Tasso Irayioe.
Na roa da Cruz n. 15, segned
se 190 pares de colarnos -de e<
los, pelo diminuto preco de 2S.V
Tairas par:
Na fundicao' de f W.
Bowmann, na rua do ]
do o chafariz contii
completo sortimento de tai*
fundido e batido de 5 a- 8 ']
bocea, as quaes acham-se a i
precio commodo e com pr
embarcam-se ou carregam-se
sem despeza ao comprador.
Moinhosde vento
'ombombasderepuxopara regar borlase bailas
decapim, na fundlcade D. W. Bovrman: na rus
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FU
_ Vende-se superior vinho do Pl
barrisdei., 5. e 8.: no armazem
do Azeite de Peixe n. 14, ou a t
escriptorio de Nova es & Compaa
rua do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se ama padaria muiloafrcguezida:
cora Tasso & Irmos.
Ao senhores de engenho.
Coberlores escuren de aleodao a 80
to grandes e encorpados a 19400 : i.
loja da esquina que volla para a Ca
Na rua da Cadeia Velha n. 52, ei
Deane Youl & Compa
vende-se ora carro americano de L_
visto na cocheira de Poirrier, o aterro da
POTASSA.
No antigo deposito da rua da Cadeit
armazem -n. 12, ha para vender muilu
da Russia, americana e brasjleira, em
ris de i arrobas; a boa qualidade e p: c f
ralos do que em oulra qualquer par
aos que precisaren! comprar, fto
tambem ha barris com cal de Lisboa era
x mmente chegsdos.
Vendem-se lonas, brinzao, br
as da Rossla: no 'armazem de N.
Comoauhia, na rua da Cruz n. 4.
Calt-ado a 720, 800, 2$000 e 5^
no aterro da Boa-Vista loj;
da noneca.
Troca-se por sedulas ainda mesni
vo c completo sortimento dos bem cou
toes do Aracaly para todas as medida
rs.; botius a 29000, sapalOcs d
39000rs.: assim como um ni
ment tle calcados francezes de Id
lanto'para hoiiieni, como para sen.
mininas, c um completo sortimento
Indo por preco muito commodo afilar r
dinheiro.
. Vendem-se exeellenles eoberteres lie co
19440 : na loja de 4 portas n. 3, ao lado d arco]
Santo Antonio.
Ainda se vende a posse de alstins terrenos (
cajos em parte beneficiados por delraz
Concordia, na primeira roa projecl
do Monleiro, dita do Caldeireiro, eor
de fundo, e a frente qoe cada um quizer :
denles pdera entenderse com o Sr.Pedro.
ra liuimarAes, morador no sobrado novo,
mesmo t erre no,que se acha autorisado par
presentar a planta do mesmo.
Vende-se a taberna da rua estr^
do Rosario n. 10, bem afreguzi
a trra, e com poucos fundos, efaj
tagem ao comprador: quem a
dirija-se.ao armazem confront
de Dos n. 22.
K| CHAPEOS DA MODA.
Kl Na praja d Indcpendencir
^^k. 2*,26,28e30,
vendem-se superiores chapeos de castor pM
glez, da melhor qualidade que lem viudo ao .
do e igualmente brincos, chapeos' fran
nilas formas e melhor qualidade possfv
pos amazonas para montara de enli
do Havre no ultimo navio, houetes [
meninos de todas as qualidades, tudo
razoaveis.
Vendem-se dons vehicnlos ou
rodas de carregaV fazendas na alfande^
modo preco: a tralar no caes do Ramos i
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato
1 moleque de 17 antes, 1 prela lava
madeira, 1 prelo d 40 aunns e 30 tra
co : na roa larga do Rosario n. 25.
Vende-se sal do Ass a bordo:
Manoel Jos Dantas.
t Vende-se urna escrava de naco, moca,
cios, boa quitandeira, e muito fiel: na rua d
Amaro n. 16.
Vende-se selim prelo' lavrado, de Mil
costo, para vestidos, a 23800 o covado: ni
Crespo, loja da esquina qne volla' pan a r
ti ltbtB
ESCRAVOS FGIDOS.
POTASSA BRASILEIBA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada nq Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bonselleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Compa nina.
Vendm-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Nnnn du. Vicario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior tlanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Vtndem-se coberlores tle algodao grandes a 640
rs. e pequei.os a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
fAllINHA DE MANDIOCA.
Vende-se en porcOes de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mallos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Mnuoel Alves Guerra .Inn'ior.^
Vinho Bordeattx.
Brunn Praeger 1S1 Conipanhia, rua da Cruz u. 10,
receberam ltimamente SI. Julien e M. margol, em
eaixas tle una duzia, que te recoinmeudain por sua
boas qualidades.
Vende-se um carro coup, de muilo hom gos
to, e alguns objectos da China, como sejam : vena-
rolas, Icques de raarlim, ditos de cliara, livros de
estampas, e um navio de niarlim : na rua da Cruz n.
(i(, cscriplorio de Jos Candido d Barros.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prclas, como : panno fino prelo a 39000, 49000 ,
59000 e 69000. dito azul 39000, 49OOO e 59000, ca-
semira prela a 29500, selim prelo moilo,superior ,
:19000 o 4*000 o covado, sarja prela hcspaiihola 29 e
295O0 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29h00, muitas mais fazendas de muitasqua-
litla des, por preco commodo: na rua do Crespo loja
II. (i. 0
Vende-se um prelo qu cozinha mnito lieni o
diario de urna casa : na rua do Crespo, loja da esqui-
na que. vira para a cadeia.
Velas de carnauba.
Ka rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas,- feilas no Ara-
cal), por menos preco do que ero oulra qoalquer
parte.
Vendem-se coberlores brancos do algodao grao-
dos, a 19*40 ; dilos de salpico tambem grandes, 1
19280, dilos de salpico de tpele, a 19100 : na ruado
Crespo loja/n. 6. #
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa da Deaue Youle ij Companhia. vendero-se
os algotlOes desla fabrica : na rua, da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito, de farinhas de trigo.
Acha-se facililla de SSSF a mais nova no mercado,
como lambeih un soritmento de farinhas americanas:
uo armazem de UeaucYotilc & companhia, no bee-
c.o'd Goncaftes. /
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle A Companhia
esaf parecen no dia 26 de mareo dp.-'fr
anno, um escravo cabra por nome Antonio, co
sisnaes seguintes: idade 20 anuos, al tur
nal, cor avermclhada, tem um dedo da mito eaaj
da aleijado, e he bonita figura, lie basiaft^^H
andii.sempre apressado, n.lo se salic a roui
fugio, mas he de cosime s vestir calca;
sempre descalco. levou chapeo do Chile]
pequeas, porm j usad, he nalu ti f
ve io ha per lo de 15 mezes: roga-se |
t'oridadcs polieiaes e capiUes de camj)
mesmo, e mandarem-uo entregar a
ruado Brum armazem de assucar 11. I__
da cadeia n. 26 lercero" andar, que. I
pensados.
Desappsrecen no dia 25 do passado, a Duela Ma-
ra Joaquina-bt-ii conhecida por c
regular, sfjca do cnrpo_, bastante iv^^H
do, saia. preta e panno preto, and^^^B
la-sede paxar semana para nssim poder e
escrava na cidade d Ulinda, do Sr
nesla ^raca do Sr. coronel Salguefro.
mesmo nesla cidade aonde lem sido
porlanto a todas es autoridades polieiaes 1
de campo, a apprelienso da mesma e leva-la a rua
Dircil n. 26, que serao recompensados: "oulro sim
protesta-se empregar todo o rigor da lei contra quem
a liver oceulta.
Dcsappareceu 110 dia 28. do corrente o escravo
.los crioulo, idade 30 annos, pouco mais ou menos,
estatura regular, rosto redondo, cabellos carapiohos,
olhos pretos, nartaviJwto, bocea regular, cor. preta,
barba pouca, pernas um pouco cambadas; foi escravo
do lllm. Sr. Jos Vieira Brasil proprietario do enge-
nho" Bom-Jcsu&da malla; quem o pegar, ou der no-
ticias a bordo da escuna brasilcira .Sociedade Feliz,
ou ao lado do Corpo Santo loja de massahics 11. 25.
seta recompensado.
o engenho Coroat freguezia do Agiia-Prela
fusio no mez de outnbro de 1852 d crioulo de'nejt
l.niz, de fdade de 22 aunes com os signai
les: tem a cor de taioca, lwa alltira, bem
corpo, ps e cara descarnados, cabello
olhos proporcionado}, os denles da frente
cirios, na p do lado esquerdo, tem twii
um taino, e no emhigb para o Indi
rociiiho pouco visi'vet, he. serva
Iclha e lijollo, e suppoc-
Casa Forte on no engenl
leve-o no dito engenho, ou ao
DaviAMadeira no engenho Formii;
se lem contratado vender, e no i ua do
Passeio Publico n. 19 ocrosamente re-
compensado.
Dcsappareceu do engenlio Conceicao Nova, fre-
guezia da Escada, em oulubrn do auno passado, um
escravo de nome Joaqt inlcs :
allura regular, crbem .a pequea, testa
grande com cantos entrados e luzida, olhas peq
e Siinsiiiiieus. costuoia ailar" dn ba
ter 40 annos de idade. Em sua fu:
Sr. Sevetino Aleandre Vill, ,
ro.; porm dahi auseitt
sent nenhuma noticia
pe-se' estar para os ser
j fui capturada urna \
ca ,i poliria dessrt luaares, e promelle-se .'1O9OOO rs^
m ca-
clor de
nteiro,
"Jjltar
Joo,
\'endem-se em casa de Deane Youle & Compa-
nhia, rua da Cadeia Velha n. 52, ac de Milio >er-
dadeiru e/arvo patente, propriu pira ferreiros.
aos senliores eapites decampo.
Pan.Tjf. da ?. P. da ParU.- IBM.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBSXDGK1C_H1RYMF INGEST_TIME 2013-03-27T14:23:50Z PACKAGE AA00011611_01885
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES