Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01884


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Full Text

CIvIPVAi
Fata;Rio de Ja-
ra Martns;Bahia, o Sr. F.
iquim Bernardo de Men-
Jos Rodrigues da Costa; Na-
tiro Ignacio Pereira; Aracaiy, o Sr.
i Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
ranhao,o Sr. Joaquim Marques
Sr. Justino Jos Ramos.
TERCA FEIRA 4 DE ABfl|
Por Anuo
- E frr
CAMBIOS.
Sobre Londres 2T3/4,"48 e.28 1/8 d. por 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cenloi
Rio d? Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebato.
Aecoes do banco 10 O/o de premio.
da companliia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras 12 0/0 .- **i
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 1*69000
de 49000...... 99000
Prala. Paiacoes brasileiros .x, 19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos....... 19800

PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visla, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
, PREAMAR DE I10JE.
Prtmeira as 10 horas e 6 minutos da manhaa..
Segunda as 10 horas e 30 minutos da Urde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintaseirs.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EXTERIOR.
Abril. 5 Quarto crescente :a 1 hora, 42 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 Eua cheia as 4 horas, 26 minutos e
48 segundos da manhaa.
20 Quarto mioguahte as 2 horas 25
minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 45 minntos e
48 segundos da manhaa.
oreooxol
A PH0PO8I' O DA ACTO AL QUESTAO
DO CTTtlKNT.
Sos do absolutismo se mostrara fa-
voraToiti imperador da Rutaia Da actual quesUo
com a Tuquia, c querem cohonestar assuassym-
pataiaa coca o pretexto de defenderem a religiao, a
a propriedade, julgaraos acertado trans-
reehos de insuspeitas. autoridades, em que
se reja que he governo do czar.
idre Lacordaire as snas conferencias
m 1843 na calhedral de Pars, dizia o se-
ihores. o que se passa naquelles paites
riedade existe, mas em que nao est
lahilidade segara contra a vootade
"taiw. Vos preveis o mcu pensamenlo, tos
o paii a que ea faro allusao : pois bem,
nheeeis, nao leudes por ventura
pesada cadeia que os seus habitan-
cornsigo at s extremidades do mun-
mpede de respirar um ar livre debai-
ponto do co ? Nao- tendes vos
do afgum destes singulares eapti-
toda as vantagens da fortuna e
e que nao pode responder, sejam
o seu nome, a sua historia, os seus
^^Festar na mauhaa seguinte erran-
eaminhos da Europa, excommuugado da
irado do patrimonio de seos avds,
! a cabera al aos ps, o ncm se re-
a si mesmo : c porque ? Pprqtfe
sri espirito um outro pensamenlo que
t do seu senhor, porque lera orado a
do dTerentc do que elle E sos-
Be homem estao reduzidos a isto !
Cea de horacns esculam a propria ros-
ando que ella nao seja anloga res-
^^H* que a trra mesmo rejcilando-
i seio por um Uto grande crime, Ihes re-
citara 1 Eis aquioj}(ehe o homem
riedade da terra^/ro'lrabaiho, eo que
ve ce iura que o cvangelholio tenha feilo delle!
Sr. padre Lacordaire herege, impio, scis-
loxo? lambem a NarSo repudiarlo
Pois isto l-sc as conferencias,
teava. Mas se anda he pou-
_5mas proposicOes do capiecismo of-
rcligiao orUwdoxa do imperio :
a Pela religiao de Cbrsto como se
ridade do noaso autcrata reinan-
te sobr^^^Be Russias ?
; "Considera-se a auloridade do au-
a que procede drcclaaiento d Dos,
religiao que devem os subditos ao
de todas as Russias 1
*- ..Motaf3o, a sujec,Ao, a obediencia,
ide, o pasamento dos impostes, o servico ;
tbre todas as cousas, accoes de gracas, e ora-
os ; ludo, ana fim, o que se pode reduzir
palavxas : adoracao c fideiidade.
(imose deve adorar o autcrata?
ir lodos os meios que o homem pos-
palavras, pelos 'siguaes, pelas accoes, por
passos, em fin, no mais iutimo' do
roracAo.
Km quo e como devemos moslrar o nos-
. Pela Bosta parcipacao, segundo a nossa
a ao bom resultado, sem lmites, do nosso
, do seu imperio que he a nossa.patri.-i, e
^^^^^P* familia.
Quaes sao os motivos sobre-naluraes *
Em primeiro logar o autcrata he urna
e Dos; he o seu logar-teneulc cosen
obediencia sua auloridade he urna
da directa s vontades divinas, das quaes
[o poder, a
a Turqua se Nicolao se apoderasse
! dos trechos transcriptos; v-se da
B': da Polonia opprimida as suas cren-
Ibens.
te triumpho deste rgimen que suspiram
mistas! Nem sabern que'depois de Henr-
irtoa VI c Miguel I dominados pelo czar,
dominio directo deste, copo acontoceu
le lhes importa o que viesse depois! O
i importa lie* como a Luiz XV (o bem
le nao fosse no sea lempo, como esle
Cto que previa, e que com efleito se
lisoo. quinze anuos depois da sua morle.
demos recear : o Iriumpho do czar
neja Dos que nao quer que a huma-
^^^Bgradc!
Jrfevereiro de 185*. /. P.
( Rewlurtode Setembro. >
r Sa Saidade ao ar-
ravel irmao taude e benrao apostlica.
ts vossas cartas do 16 de novomhro.e a de
20 de dezembroi do auno passado nos chagassem
s mos, eslavamos assaz magoados, venoravel ir-
mao, porque sabamos o nmero e a gravidade dos
actos de injusca commettidos contra a vossa igre-
ja catholica, pelo governo civil. J sabamos que
urna violenta tempestade se linda levantado contra
vos, veneravcl irmao, porque leinbrando-vos dos
vossos ileveres, e cumpfiodo-os eslrietamenl, sem
vos deixar aterrar pelo temor do pergo, defendes-
tes enrgicamente os vencraveis dircilos, e a liber-
dade da mesma igreja, e escrupulosa e religiosa-
mente pralicasles ludo o que o vosso cargo episcopal
exiga de vos. Enlre ouiras cousas, sonbemos que
o governo ousou, em menoscabo dos regulamentos
cannicos, c da coostiuicao divina da igreja, proce-
der contra os dircilos do poder sagrado, calcndo-
os aos ps, e obstando ao ejercicio d'elles a tal pon-
to, que nenhuma das vossas ordens relativamente a
cousas ecclesiastcas poda, por mais lempo, ser pu-
blicada ou executada, excepto em virtude de nma
autorisasao do poder civil, e que severos e injustos
castigos se haviam infligido, particolarmenle aos
santos ministros, um dos quaes soffreu multas, e ou-
tros foram arrojados a prisao, porque, obedecendo.
como deviam, s vossas ordens, recusaram desviar-
se dos seus devores. Esta he a razao porque, na
nossa allocurao consistorial de 19 de dezembro pas-
sado, e que sem duvida, tora chegado ao vosso po-
der, nao deixamos de lavanlar a nossa voz, como
era do nosso dever, segundo o nosso cargo apostli-
co*, e de nos queixarmos altamente dos aclos dts in-
jusca commcllidos contra a vossa igreja. Vos po-
dis fcilmente conceber quanto mais intensa se tor-
iiou a nossa magoa, quando recentemente as vossas
carias supra mencionadas, vimos que cada da se
faziam mais serios alaquies contra a religiao catholi-
ca, contra os seus miuistros, e contra linio o que Ihes
pcrlence. Deploramos com vosco ; a vossa dor he
a nossa dor ; consideramos as feridas que leudes re-
cebido como feitas Santa Se.
Com ludo a nossa amargura he suavsada pela
vossa singular virtude, tflo digna do rqais alto lotvor,
pela vossa religiao.piedade, e admiravel e constante
firmeza cpiscopal.quc rcsisliudodcnodadamcntc a to-
dos os esfarcos hostis, se oppoz como urna muralha
a pro da casa d'Israel e (lefendeu com coragem a
causa de Dos e da sua santa igreja. '
He tambera para nos motivo de grande consola cao
a conducta verda deiramente digna das pessoas eccle-
siasticas, adoptadas pelo cabido Sentindo profundamente a dignidade e obriga-
c6es do sen estado, adquiriram grande gloria nnin-
dp-se firmemcnle a vos, edlfenden do comvosco,
apezar de lodos os perigos, os sagrados dreitos da
igreja.
Tambcm nos alegramos de ver, pelas vossas car-
tas, que quasi lodos os ecclesiaslicos de vossa dio-
cese se manlem na obediencia, que vos he devi-
da, e qne o vosso rebanho s persuade cada vez
mais'que o seu bispo combate pela juslica. Nadie
pequea a consolaCao quo nos causam as numerosas
o salientes provas com que os nossos veneraveis
irmos, os bispos do mundo calholico, e oulros emi-
nentes caiolicos se lem apressado, e"com.rani-
la razo a render homenagem e louvor ao vos-'
so zelo o constancia episcopal na defeza da igreja.
Eslai persuadido, como tereis visto pela nossa al-
locue,ao, de que nao temos nada lano a pcito co-
mo o empregar todos os recursos da nossa pater-
nal solliciludc, afim de prover s necessidades da
igreja, que, se acha tao alllicla no vosso paiz, e
de applicar um remedio aos seus males em quan-
to aguardamos de Dos o cumprimento da pro-
messafcila sua igreja, de que nunca pcrmilti-
ria que ella suecumbisse debaixo de peso da*
calamidades, e das perseguices ; longc por lan-
o de perder o animo, veneravel irmao for-
lalecei-vos no Senhor, e no poder da virtude
d'aquelle que disse. o Eis-me aqui, eu cstrei com
vosco lodos o dias at aconsummacao dos secu-
los ; d'aqnelle que d.i forca e coragem aos defen-
sores e confessores do seu nome. Nunca cessare-
mos de elevar as nossas fervorosas e humildes sup-
plicas ao pai das misericordias, afim que vos pro-
teja e defenda, veneravel irmao, o vos coubra de
valor para peleijardes, e sustenlardes os males pre-
sentes. Eslai certo, veneravel ipo, que he com
particular afleclo que vos abracamos no Senhor.
E em penhor da nossa suprema benevolencia para
comvoseo, do fundo do nosso eoracao, vos damos
benjao apostlica, a todos os ecclesiaslicos da
vossa igreja, e ao rebauho confiado vossa vigilancia.
Dada em Roma, aos 9 das de Janeiro de 1854, e
oilavo auno do nosso pontificado. Papa Pi n
! Echo Popular )
COBBESPONDENGIA DO DIARIO DS
FERBAMBTJGO.
Parta M/e tkrarolro da 1864.
Estamos em plenos preparativos de guerra, e toda
as negociacOes eslSD rompidas, sem que haja a menor
esperanja de as realar. Na Inglaterra s se falla
em armamentos de naos e da prxima partida de tro-
pas. Em Franca divolgam-se menos as medidas lo-
madas pelo governo; mas sei que estao lomadas
(odas as medidas para se completar nossas etqua-
dras e conduzir o mais cedo possvel om corpo
escolhido do exercilo para as margena do Mar
Negro. Antea de nm mez a Europa estar em ves-
pera de grandes acontecimentos, porque ha de ter
lugar o choque que a diplomacia lem querido intil-
mente evitar.
O nosso imperador tentn um esforeo supremo pa-
ra trazer um ajuste pacifico; dirigi nesse fim ao
imperador Nicolao urna carta cheia ao mesmo lempo
de moderacSo e de firmeza, a qual eslabelece o ul-
timtum da Europa occidental. No mesmo momento
sabemos aqui que o czar responden com urna rejeicao
positiva; mas como cssa carta eslabelece com ama
clareza admiravel todas as phases da quesiao, e be
certameote o mais nolavel de todos os documentos
relativos a ella, nao posso deixar de dar-lhe o le
Conservo al a formula de cvllidade que termina
esto documento, porque elle define claramente as re-
la;fies que exislcm enlre nosso imperador e o czar.
Os soberanos entre si qualificam-se reciprocamente
de irmoi; mas o imperador Nicolao, que recnsava
esse tratamento ao ex-rei Luiz Philippe, nao quer fa-
zer a I.niz NapoleSo a honra de o chamar teu irmao,
e esle o trata do modo porque o he, chamando-o seu
aoni amigo. Em todo o caso, os fados vo dar
promptamenleum rudechoque etiqueta, e os dous
bom amigos nao poderJo fallar mais de hoja em
diantesenao com a espada em punho e a tiros de
canho.
A caria de NapoleSo III lem lido na Europa nm
grande cho, e produzoum excedente resoltado nao
s em Franca e na Inglaterra,senao lambem na Ale-
manha, onde a opiniao publica se pronuncia mais
energicamenle de dia em dia contra a Rossia. Tem-
se louvado ao mesmo lempo a clareza deste documen-
to e a moderacao da lingnagem, a qual nao deixa de
ter rauila nobreza e firmeza. O imperador faz ao
czar ama concessao cousideravel, porquanto consen-
te que a JRussia trate directamente com a Porta,
mas esla concessao nao poe o sultao merce de seu
poderoso vizinho, por isso que o ajuste que liver lu-
gar, dever ser ratificado pela Europa. Se o impe-
rador da Russia tivesse, como proclama, inlences
desinteressadas, devia aceitar as propostas de Napo-
leao III, as quaes Ihedavam umasatisfa^o de amor
proprio, conservando os dircilos da Europa e as ga-
rantas da independencia do aultao. A regeicao do
czar prova que bem o julgaram, quando o acredita-
ran] decidido a sacrificar a paz e o repouso do mun-
do sua deteslavel ambicio. Nao sei ainda em que
termos elle molivou sua rejeicao, mas seu orgulho
he to excessivo e sua irrilacSo tao violenta, que
crcio de boa vontade, como se diz aqui, que sna car-
ta se esforca em ser ultrajante ao imperador dos
Francetes e injuriosa para a Franca. He perianto
a forja das armas, que decidir a questo alea jac-
ta esl!
Eslavamos um pouco amolecidos pela paz, que ha
quarenla annos linda desviado a Franca de seus an-
ligos e bellicosos hbitos, desviado sua ardeote ac-
lividade -para os trabamos fecundos da industria
e do commercio. Mas depois que he bem condecida
a funest questao, que nos faz a Russia, sobretodo
depois da caria do imperador, immensa maioria de
nosso paiz se tem decidido resolutamente pela guerra,
e o novo tem adiado no fondo de sna alma todo seu
anligo odio contra os cottacoi, Nosso exercito qne,
por continuados combates na Algeria, tem conserva-
do em suas fileiras o ardor da guerra, aceita com urna
indizivd alegra a occasio que lde he nuerecida, de
ajuntar noves loaros gloria conquistada por nossos
grandes exercitos da repblica e do imperio. Todos
os nossos regimentospedam com instancia para fazer
parte da grande expedico do Oriente. Ainda nao
s sabe qual ser a cifra do contingente francez, nem
quaes as tropas designadas; tndo quanto se sabe he,
qae urna porcao das tropas expedicionarias ser lo-
mada na Algeria, e que o general Pelssier, excel-
lenle militar, receben ordem de preparar e organi-
sar essa divisio, que lera um effeclivo da 10,000 ho-
mens. O discurso que o imperador vai pronunciar
na abertura da sessao legislativa, nos dir sem duvi-
da, qnaes sao as resolnc^es de nosso governo.
Na Inglaterra maniresta-se o mesmo arrebalamen-
to; o povo est decidido a lodos os sacrificios e a lin-
gnagem dos ministros he lano, mais enrgica, quan-
to elles tem sido indignamente Iludidos pelos astu-
ciosos protestos da Russia. Tem lido lugar muitas
sessoes de inlerpellacoes, elord John Russell, Cla-
rendon, Aberdeen, se teem explicado successivamente
nos tormos os mais calhegoricos. Comqnanto a guer-
ra nao esteja aind declarada, todas as negociacOes
esto rompidas e nao parece mais possivel a conser-
varlo da paz. A Inglaterra nao tem procurado a
guerra, tem feilo ludo quanto eslava em si para evi-
ta-la, porm aceita ienr hesitar o desafio qne a Rus-
sia faz a Europa toda. Finalmente o lempo empre-
gado em negociar nao tem sido perdido, porque de
3 Se
4 Te
5 Q,.
6 Qu
7 Sexta, i
8 Su!
9 D-
cae
ELACIO. (*;
(PorAaaeatoa Aehard.)
XVIII
ITE M1SSA BST
todas Agostadas de Sagrado Coraeao de
JHlu lopoflrai do PanlheonTBL rftade
"!* I" por alguma mas estreitas e
to a case lado de Pars o aspelo de
-"*"a, imeepcao de algamas de eens-
v< echadas, vacillantes.mal
J| re, eaurventos rotos e
i desagradavel como mendigas. O musgo
^^^^V* f"0 d" ,chauM lavado pelas chova
^^ hapa^ e calndele como ama
ffKad_frnecida de grossas vigas
aa.partelarias e os goivos cslreme-
Cordets alado a prego lineados na
niara camisas de meninos, aia, caifas
Ida e remendada das familias po-
tdo um livro, onde o philotopho pode
beta da indigencia; janellas e-
e jtrrm de flore oommun seneado de
-40 utensilios quebrado, qae ser-
iros. Galindas caeareiam as
m gritando, chorando, rindo
lidoa, travesos e etfarrapa-
mpo quente trabalham assen-
rnendando andrajo, que
figurada o nome de vestido ou
mo se lirassem da ma-
zare da aua vida ruda e labo-
de uin lugar para ou-
; sobre um dbil fo-
rte sahem oalmocn, o
a filta
eM roa i
i eu aspecto
^^H sabr
L^Hvtre o
iem-se
geira,
" Essa praca publica, esse jardim, esse passeio soli-
tario chama-ae o Campo dos Capuchinhos. Ahi
ninguem encentra quasi nunca senao larde alguos
vellios vagando e alguus meninos folgando debaixo
das arvores.
A ra da Sanie termina na extremidade dessa
praca e no cornejo do passeio de San-Jaques, o qual
ella altngeatravez de urnas casinhas separadas entre
si por muro radiados. -^
A lado esquerdo da ra quasi- no meio abre-se a
porta principal do convento das Agostinhas. Esse
convento edificado com grandes podras de cantara,
immenso, monumental, acompanhado de dnas alas e
de pavilh6ecom um vasto palco, de terracos e jar-
dn espacosos com profundas avenidas de arvores
enormes, desmentira magnficamente a crtica vol-
(airiana de qoo o claustros dessappareceram de
Paris. ,
Essa casa religiosa he urna das mais ricas da ca-
pital, onde aliaacham-se muitas. O eJifiio e o ter-
reno que delle-depende cuslaram soturnas conside-
raveis; ludo foi fundado na previsao.de urna dura-
po eterna. A religiao que lem f no futuro cami-
n ao encontr dos teculos, os quaes considera a
poera do lempo.
O edificio nao he consagrado em snalolaldade ao
alnjamenlo das religiosas e ao ejercicio do culto ;
urna parle be reservada s* mulheres pensionaras,
que causas aceidentaes separam do mundo moment-
neamente ou por toda a vida, e -que abrigam-se de-
baixo das azas da f catholica.
Essas mulherea nao sao sobmeltidas a nenhuma
regr monstica ; todava sua conduela deve corres-
ponder pela sua regularidade e aua decencia san-
dade do lugar. S os prenles e um peqneno nume-
ro de amigos tem o direito de visita-la em suas cel-
ias dispostas ao longo de grandes corredora. Ellas
coroem qoasi sempre em commum, sahem quando
lde aprazijraas enlram em hura flxa. Urna freir ro-
deira guarda a porta, a qual abre debaixo de urna
abobada separada por urna alta grada do pateo in-
Lum.;!em0 ordioario rincoenla religiosa, pouco
ia anos, governada por urna abbadessa pa-
Fvoam o convenio das Agotrtnh, em compaabJa de
^Ti-'.u malheT? P*>'sionarias. Nenhum
i whe das altas paredeajessa casa austera e
Mendosa como um tmulo. m
A A'gosllnhas do Sagrado Corado d Maria ap-
ISSf JTStS'i" ^""S'ia. moca qae lde sao
... grande numero. Coberldum babi-
"h ?"* lw?ca l*tla e um veo
e. at ao p, m+ repartem sua
oir aspraticasno culto oanlilxiaa iimim
n jmai sal.ircm do oS,nto" **"
Foi e madama de Flrz reliroo-w no
da Hgunto ao de aua ehegad a Pw,' lia harta
lido em ua.lnfanda reUcoe. com I.erio,. qua
era prenla remota de mada.-na de rfharamtnde.
Evorou essa lembraneas para obter u*>crilrada no
coiivento,o que foi-lhe concedido, e t, aperior
adevihou os motivo qua repetUam,do mndo uma
(*) J publicada esle jornal.
mnlher moca, rica e da melhor companhia, ao. ma-
no nao os perguntou.
Quando Melena ouvio vollar sobre sen gonzns es-
pesso a pesada grade que fecha o paleo do convento,
quando vio em roda de i essas alias paredes corl-
das por eslreita janella, oode e abriga lauta mo-
cidade, virtude e belleza, quaudo pisou o chao sono-
ro do paleo, quando vio brilharem as velas que scin-
lillam elernamenle na transparente obscuridade da
canda, pareceu-lhe que o fri da morte descia-Iho.
pelos hombros.
Se madama de Monchenot informou o marido da
volla de madama de Flze, o barao tambem deu par-
le a Coralina do prximo casamento de Armand,
cuja noticia linha-se espalhado por toda a parle,
gracas a Adriano Bonzonville, ao qual Mr. de Vau-
villicrs a communicra. Carolina se leria indignado,
e houvesse podido eslraohar nada que viesse de Mr.
de Vauvilliers.
O primeiro bando foi publicado no mesmo dia da.
entrada de Helena no convento da ra da Sanie.
Madama Cdarpion empregava nos preparativos de'
seu casamento a actividade, q,oe desenvolver em
seu commercio. Ella escolbeu o andar terreo do pa-
lacio da ra Astorg para sna nova residencia/ cha-
mon lapeceiros, segeiro, mercadores de ^felofos
a pressou e dirigi erapessoa urna cohorte d obrei-
ros ; mas sempre vigilante na operacOes, comproa
em Ieiloes e por melade do preco os relogios de mesa,
os lustre, as lantenia, os vasos, os enfeites de cha-
nune, a locderaieesse mil objecto de luxo, que:
fazem pagar-se o cobre pelo prec do ouro. O da< i
esgotavam-se em carreiras.
A' tarde ella jantava quasi sempre com Armand,.
ao qual dava conla de ana compras. Armand dei-
xava-a obrar : mas quando Iralou-se das carruagens.
e dos cavados, elle inlerveio dizendo :
-* He este um capitulo do qual me permittiri
crer qua entendo melhor do que a sfcuhora. Reservo
para mim o governo da cocheira'e da eslribana.
Ma, dase Felicidade tremendo pela sua cai-
xa, vi duas eu toes cabecas e
urna parte nSose eslava prnmpto .e se est preparan-
do, de onlra parle os esforeo sincero feilo pela
duas potencias occidentaes para cooperarem no ar-
ranjo da questao, tem descoberto a roa f da Kusiia
aos olho dos gabinetes alleme, que neste momen-
to se inclinam visivclmenle para o nosso lado. Tal
lem sido a lingnagem dos ministros inglezes, e o pu-
blico a tem applaudido vivamente.
Cora efleito a Austria e a Prussia estao hqje deci-
didas a fazer causa commum com a Franca e a Ingla-
terra e a impedir toda a osurpacao do czar, o lempo
qae se tem consumido em negociacOes, ser maravi-
ldosamente bem empregado, porque a Rrussia he
impotente contra a liga da Europa toda. Porm ha
certeza deque serio por nos os governo da Allema-
nha ? Eis-aqni a queslao ainda duvidosa ensacon-
(ecimenlos nao hSo de tardar a esclarecer. Dous
fado smente sao certos, he qne o conde Orion"
naufragoa em suas negociarle, e que a Austria
prescreveu a renniao de um corpo de 20,000 homens
na parte de sna fronteira da Valachia.
O conde Orion" ia levar a Vienna as conlra propos-
la do czar ao projeclo da conferencia; catas contra-
proposlas foram unnimemente repellidas Mas nao
se limilava a isto a missao do confidente intimo do
czar: elle devia assegurar-se ainda das dlsposices
da corle da Vienna, saber qual seria aua allilude no
caso de conflicto da Russia com a Inglaterra e a
Franca, e se ella consentira deixar passar por seu
territorio as tropas do czar, para lomar de revez, a
posic.no de Kalafat. Em-lodos estes pontos, parece
qne ai proposlas e insiuuaces do conde OrlofT foram
repellidas. Assegura-se qne a Austria declaran mes-
mo que, se as tropas russas patsassem o Danubio, ou
prolongassem sua ocenpacao das provincias moldo-
valachias, a corle de Vienna se yera obrigada a re-
correr i arma. Se ella usou realmente desla lin-
guigem, pde-se ler como certo que a Austria far
causa commam enm as potencias occidenlaes, por-
que o imperadorNcolo nao parece disposto a parar.
Na Prussia ainda se he mais ante-russo do que na
Austria. O rei somonte he que se inclipa para o
czar,'mas lem conlra si o povo, seus ministrse
seu irmao, |o principe hereditario. Demais a Prus-
sia s esl complicada indirectamente na questao, e
a nao ser om ataque dos Russos coaira a Allemanha,
ella permanecer neutra, dirigindo corle de Sao
Pelersburgo enrgicas representacoes.
O conde OrlofT deixou Vienna a 8 de fevereiro.
Os emhaxadores de Franca e de Inglaterra junto do
czar receberam a ordem de pedir seus passaportes e
ua volla he esperada de um momento para oolro.
Na Turqua o enlhasiasmo est sempre em seo au-
ge. Muilos pequeos combales lem lido lugar as
margeos do Danubio, e a vanlagcm he quasi sem-
pre do lado dos Turcos. O exercito russo se prepara
para tentar um esforeo supremo contra Kalafat, e
o general Shilder veioajudar com sua experiencia
o principe UorlchakoiT, potem Omer Pacha, cuja ha-
bilidade Consummada faz a admirarlo de lodo o
mundo, lem lomado suas dispnsic.oes para bem rece-
be-los. As esqaadras franceza e iugleza vollaram
nos ltimos da de Janeiro para o ancoradouro de
Deicos no Bosphoro. O mo lempo, que reina no
Mar Negro as tem obrigado a. procurar um abrigo
mai seguro, mas urna divisio de navios a vapor de-
via voltir ao Mar Negro nos primeiros dias deste
mez, afim de escoltar um cumboy turco e'vigiar o
movimentos da esquadra russa, que voltou a Sebas-
topol.
Urna mudanca importante acaba de ser operada no
minislerio ollomano: Mehemet-AIli-Pach, seras-
kier (ministro da guerra) acaba de ser substituido
por Rizza Pacha. Esla nomeaco fortifica no divn
a opinio intelligente, que se personifica em Reschid
Pacha, e quer, sustentando a guerra, apoiar-se na
civilsacse nao no fanatismo, e marchar de accordo
com a Europa occidental. Mu um perigo grave
araeaca aTorquia, os Gregos do Epiro eda Albania
revollaram-se a insligacoes dos Russos. Este fado
pode ter eonseqoencias funestas. Fallar-lhe-hei del-
le em minha prxima caria.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DEPER-
NAMBUCO.
ALAGOAS.
Macelo' 38 de marqo da 1864.
lieimrrexit.'.... foi o brado que echoou nos qua-
tro ponto cardeaes da cidade, desde Jaragu atea Le-
vada, desde o hospital militar at a Cambona; mas
quem t Como 1 Qnem resuscitou ? pergunlavam
lodos. OTempo 11! responda a fama, com suas
longitangentes e altisonantes tubas : resuscitou', nao
como o Lazara de que falla o Evangelho, porem co-
mo a Phenix, cada vez ma9 loacao, brilhante e lin-
do, ornado de suas bellissimas e variegadas pennas.
Ah.I resuscitou o Tempo! exclamei chegandn a ja-
nella ; oh! agora sim, agora he que leremos de ver
cousas bonitas I Bem vindo ejas.oh potente Tempo I
(porem ven u'uma esla cao celebre!) Chegas por ven-
i eppoi muilo baratos, rrM-"para 0 conve
uitocarjis, interronrpeu.' ,*lro cuidado, logo
Haviam de sahir:nos m.
framente Mr. de Vanvilliers.
--Cmo? ex'clamou a mercadora de lelle.'
Oh I aem duvida I ao cabo de tres seifiana
seria preciso renovar essas mercaderas de carrega-
Sio. Paguemos bem caro" para ngo sermos rounados.
Hei de ir casa do Edler o de Benedicto.
Que conla!
Conlas de condeasa, enliora, disse Armandl
com ar seberbo.
Easareapoata pdz fim discnsso, e Mr. de Van-
villiers leve carta branca para obrar a sua vootade.
Publicados lodos os banhr e promplo o palaeo,.
madama Cdarpion mandou redigir o contrato.
Meo amigo, disse ella, facp-lhe prsenle do>
triplo do qne vo deve-me. Cem mil escudos pou-
co mala ou menos. Quanto .ao resto reservo-o parar
mim. Voss ja deu suas prava, eu dei a minha,.
logo a administracao correr por minha conla.
Sim, disse Armand, e eu gastare!.
Felicidade olhou-o cpm um ar astuto, e lornou:
Voss gastar quanto quizer; mas eu pagarei.
Armand comprehendeu que a carteira ficaria as
maos da miilher, ma confiou em sua astucia afleita
a todas as difficuldades da vida para fazer a merca-
dora de lete mudar de resoluto.
Se tem projectos serios, acrescenlou ella, ajuda-
lo-hei com todo o meu poder, e veri que asslm co-
mo ato, desato ; mas nao convm que a divida coma
o capital.
Oh disse Armand amarrolando o n da 'gr-
vala, lora mistar qne a divida tivesse om appetite
furioso para dcvora-lo.
Madama de Cdarpion sorro a cssa allusao i ex-
tensao de sua riqueza, e continuou :
Meus bens depois de minha morte nertencerflo
aos qae os merecerem. Meu testo mea lo'ser aap-
plicacao de um principio, cuja definicao li em um
livro de philosophia, que cahio-me por acaso na
maos: dar a bada um segundo suas obras.
A essa phrase que reservava o futuro, Armand
encaran Felicidade. Ella nao era mai a mullicr
prompta em dar, e que aceitava complacentemenle
mis razOes. Achando-a menos fcil, elle estimou-a
mais.
Depois de explicar-lite suas inlencoes, Felicidade
emprazou Mr. de Vauvilliers para a assignalura do
contrato no dia seguinle.
Essa mulhtr he ama cifra com vestido de se-
da, disse dle retirando-se.
Desse dia em diante foi que Mr. de Vauvilliers
comprehendeu claramente a conduela de madama
Cdarpion, e leve a chave de sua confianca e de sua
generosidade.
Jila dava dinheiro coni hypotheca em mea vi-
cios, disse elle com o cynsmo que lite era habitual,
os juros sou eu. (
Vinte dias depois de sna volla de ConsUnca, o ca-
samento leve lugar na igreja parocliial de Balignolles,
eimmediatamente depoi da bencao nupcial os dons
esposo parliram para urna de suas Ierras.
Enlretanta^ju vimos como madama de Flize rcli-
convento das Agostinhas. Seu pri-
, logo que alti foi inslallada, foi pe-
dir a madama de Monchenot quo lcvasse-lhe seus
filhos.
A perturbarlo, qae appareceu no semblante de
Carolina a essas palavras, uao escapou a Helena.
Mas, exclamou ella, sou livre em v-Ios quan-
do quizer ; Jorge assim m'o escreveu; v.
Carolina repellioacarla que Helena estondia-lde,
e tornou:
Conhero leu marido, nao he ahi que est o obs-
tculo.
Madama de Flize lembrou-ce entao de orna pas-
sagem da caria de Jorge, na qual elle fazia allusao a
urna scena provocada por Mr. de Cliaramandc. In-
loucoin amiga sem poder obter nenhuma resposla.
A todas as suas perguntas vinte vez.es repelidas Caro-
lina ahanava a cabera.
Po bem, disse ella, compreheadera tndo
amanhaa.
A anciedade de Helena foi lerrivef durante Imla
essa noite. Ella ltvautou-e aolej d amohecer, e
tura com o vendaval do invern* Ven as hmi-
das aguas do furibundo Austro? o Nao, respnde-
me um sojeito qne ia passando, e parara para onvir
minhas exclamacoes, Vmc. esl muilo engaado e
atrnzado em astronoma: o Tempo ehega com o
equinoxio tendo o soljem Aries e|a la no trpico do
sul, vem como o outomno, isto he, carrgadinho de
sazonados esaborosos fruclos para os amigos e boas
balatas para os adversarios. Fiquei callado olhando
para o snjeito qne me hava arrumado o guinu, e
que se moslrava tao versado as cousas tempeituotai
e conlinuei depois : Agora sim, senhor do Pliilan-
gelho, quero v-lo abarbado com um temporal des-
feito pela proa, sim, Vmc. que se apresenloo com as
baleras assestadas, tao galhardo e vaiente contra um
pobre diado como eu, vamos a ver como se havem
como o vaiente e poderoso Tempo, que at eosina
as presidencias a marcha que devem ^Irilhar, appro-
vando on reprovando ex calhedra os actos das pri-
meiras autoridades etc., ele, etc. Aproroptemo-nos
para ver coosas galantes. Oh l como me hei de di-
vertir Porem de repente urna nuvcm negra pas-
sou-me pela fronte, lgubre idea me veio ao 'pensa-
menlo, e aquelle terror pnico que eu lhe disse qne
nunca me deia as occasies criticas me invasit.
Quem sabe, disso contigo, se o lempo nao roe dar
tambem alguma daqoellas rajadas de por um homem
depernaaao ar? Seso apresenlar qual o gigante
Adamastor arrepiando as earnese os cabellos a mim
e a todos ? Emfim se fallar de mim I Ah aim....
Aqui fiquei eu pensativo com' aquella idea, e cis-
mando no caso. Mas que fajo eu em casa como um
parvo ? Vamos saber de alguma* noticias que o ne-
gocio nao he para gracas ; isto dizendo, fui enfundo
urna sobrecasaca de lila esahindo em procura de al-
guem que me desse para ler o preciosissimo peridi-
co ; arda em desejos de saber o que dzia elle acer-
ca do longo eclypse porque tinhapassado. que con-
junduras atribua o desaparecimenlo, que causas mo-
tivavaro a brilhante reapparicao, e qual o novo pro-
posito com qne viuda ; adrare saber como deveria
receber aquelle importanlssirao hospede qne com
lando estrondo chegava. Eslava eu defronleda igreja
do Livramcnlo e dislinclaraente ouvi Orna estriden-
tsima e mu estrepitosa gargalhada qne vinha da
parte de leslc, e pareca partir do larg da matriz :
Nao he outro senao o Mximo, disse comigo, apere-
mos o passo a ver se ainda o acho ; pois- he provavel
que me saiba elle informar de alguma cousa. Com
efleito achei-o no largo conversando e jogando ga-
mao com e cadete Carapeb ; assim qae o avistei fui
gritando mnito alegre : enlao, Sr. Mximo, reappare-
ceu o Tempo 1 Conlra a minha espectativa, ficou
elle meio entristecido e receben framente a boa nova,
que, segando easnppunha, lde provocara urna risa-
da capaz de ouvir-se em Jaragua. ( Ao depois vim a
saber que o motivo do descontentamente e frieza
eram nns alindaros ou agulhadas que o Tempo ou-
tr'ora dera em urna parle melindrosa deste senhor.
Mas, Sr. Mximo, naq sabe Vmc. dizer onde acha-
rei um Tempo quo estou anciosissimo por ,1er? Eu
sei c, homem, vi a ypagraphia do Jos Angelo que
l ha de encontrar! Ora essa nao esl m : at ahi
sabia eu; mas nao quera l ir !
eiiei o Mximo e fui-me encamnhando pela ra
do Commercio a ver se com oulrem seria mais feliz:
lobriguei ao lohge um sujeito baixo, grosso e barri-
gudo, porem lesto e vivo como um azuugue : eslava
cqm um papel na mo e fallava calorosamente 2
moleques que o ouviam alientos e buquiaberlo:
fui-me chegando e recnoheci que era um meU ami-
go, nao sei mesmo se meu prente mui prximo, dei-
xo i sua perspicacia dar-nos o grao, deafiinidadeque
quizer, dizendo-llte apeuas que era-o Cascavel: gri-
lava e gesticulava com um energmeno ; ouvi-o pro-
nunciar alguns sonoros nome de redactores do
Tempo e acostando-me ao torno pude pilhar o se-
guinle trecho: O astro luminoso, meus amigas, cu-
ja glori|te havia por um pouco obumbrado, Tai re-
apparecr mais fulgurante e bello que nunca; vos to-
dos, jovens moleques eaprendizes esperanzas da pa-
tria, alegrai-yos Nossos deflnsores estiveram por
algum tempo aparando as benemritas peunas.e ago-
ra se apresenlam ; e vos, oh patriota, pulai de con-
tentes que agora est para chegar o Tempo muilo
mais lucido e resplandecente,assim o diz este Bolan-
tim! (creio que elle quera dizer Bulletm). Muilo
b^m I bravo apoiado 1 (grilarm os moleques)
Anda nao he ludo, continuou o rochunchudo tribu-
no; um sogdto esl escrevendo urnas cartas para o
Diario de Pernambuco, e convindo saber se he ami-'j
go ou Inimigo foi commissionado para recouhe-lo o
mais tbido e rico de entre nos, ja adevinbastes de
de qnem quero fallar. Foi enlao que eo soube
que nao era o Tempo que.havia sahido, ma sim nm
Bulletim, que semellianle a um vaiente batedor vi-
nha explorando campo e fazendo todo aquelle espa-
Ihafalo que tanto receio me havia causado; soube
tambem neasa occasio que o demonio da curiosda-
de at cora os conslituinles havia meedido, e comecc
a faaer comigo e seguinte rellexo. Olhem em que
me metti eu ? Vejam se eu nao fosse tao avisado
em rasgar o veo que me envolva, declarando por
esperou a edegada de Carolina com urna impacien-
cia, que procurava em vao engaar passeaodo pelos
jardins, e orando na ca pella.
Ella eslava ajoelhada diante do altar de Nossa Se-
nhora, quando madama de Monchenot foi procu-
ra-la.
Helena quera precipitr-se fura da capella corren-
do e exclamando :
Meus filhos! meas filhos! quero abraca-los.
Carolina releve-a, dizendo-lhe :
Vas v-Ios, elles estao ahi, nao sabem que os
conduzi i sua mai, nao os assusles pois por urna ap-
paricao milito inesperada.
Helena arrasta va Carolina ao mesmo tempo que a
novia.
Onde os deixaslo ? nao os OU50. tornou ella.
Ests aqui atraz deesas cannicadas...Adiania-!e
prudentemente.
Madama de Flize caminhava mui apressadamenle,
nao obstante a advcrlenda de Carolina, a'qual sus-
pensa ao.seu braco irapedia-a de correr.
No- (Ira de uns cem passo, Helena ouvio a voz do
pequeo Jorge qne persegua urna borboleta. lagri-
mas de alegra vieram-lhe aos olhos, e por um mo-
vtmenlo mais ligeiro que o pensamenlo, ella beijoa a
mao da amiga' que lh'o levara. Dando algn passo
aiodiu voltou. o canto de urna cannicada, e parou re-
pentinamente. Mais livida que urna dcfuuta, ella
vacillou ao bra^o de Carolina. Seus filhos que cor-
riam vinte passos distante della eslavam lodo vesti-
dos de prelo.
Madama de Monchenot levou madama de Flize
para m banco de podr retirado; seus olhos eslavam
innundados de lagrimas.
Helena arrancou-se de seus bracos, e encarando-a
firmemente, perguntou :
Jorge he roorto?
Jorge est de viagem para a frica, responden
Carolina. .
Entao he meu pai ?
Madama de Monchenot abaaoo a cabera.
Mas emfim por quem estao elle de ludo, quem
foi que morreu ?
Carolina nan respoinleu. Hdeua vacillou, e disse
aportando o brajo de Carolina :
Oh .' falla logo, seja qual for, a certeza he pre-
fer vel a essa angustia.
Madama de Monchenot que linda 1 garganta
aperlada como em um torno, estove algum lempo
sem poder fallar. Helena devorava-a cora os olhos.
Ella ouvia ainda a voz dos filhos que ora afaslava-se,
ora approximava-se.
Emfim Carolina alravez de mil soluros e de niH
beijos, cootou-lhe a scena que se pasair depois de
sna partida. Quando ella chegou aogrito de Mr. de
Cliaramande, Helena cobrio o rosto com as tolos, e
diste :
Enlao estou mora 1
Ambas 1
para chorare Era desta vez o ultimo g
nao liona pensado que sua deagrica podeiie chegar a
tanto. ~ Vvl
mim mesmo quem era, e assignando o mea cpgnome
em minha ultima carta, com que cara de pedaco
d'asno e paspalhao nao ficaria quando voltasse de
Pernambuco o bom compadre Mailre Renard que;
como Vmc. sabe, he o mais matreiro dos personagens
que poz em scena o bom e jocoso vel bu Lafonlaine,
e parlicipasae ao seu club que havia saliifactoria-
menle desempenhado a coromissSo ? Com que galdo-
fa ehilaridade nao narrara elle as arlimanhas que
havia empregado para arrancar de Vmc. o tal segre-
(lindo, fim de saciar a ardenle sede da enriosidade I
Bofe, que Vmc. ver-se-bia.nem mais nem menos; na
mesma situac.no do corvo de qne trata o referido La-
fonlaine quando a raposa gabando-!hea plumagem,
pedio por fim que a fizesse ouvir seu bello canto, e o
ingenuo corbiau largou o queijo que com tanto ris-
00 e Irabalho tinha arranjado, esollou o roaco gras-:
nido !
Deixei o cascavel e os dous moleques eregressei ao
largoda matrizipor meleremditoquehaverianaqueJle
da sessao, eu ha muilo ardia em desejos de assistir
a urna della, como lde diste em minha ultima carta:
queria ver alguns dos illustrissimos membros que eo
nSo conhecia ; pois excepcSo do meu co-mun-
cipes das Alagoas com mui poneos depalados enlre-
linlia relacOeseamizade; era isto no dia 21: pri-
meramente foi ver se lirava p de cantiga com o
Luiz ; porem desta feita recebeu-me mal.
Meu amigo, foi-me dizendo o ofiicial rnaior assim
que me presentio, ja sei que Vmc. querconversa; po-
rem desla vez vem a muilo ms hora, pos eslou
aqui oceupadissimo. Isto dizendo, nem ao.menos le
dignavade levantar os olhos da escripia afim de
olhar para a minha respeitavel pessoa : conlwci le-
go qae daqaelle mallo nao sabia coelho.e resignei-me
a ir eu mesmo ver e ouvir alguma cousa, ia-me en-
eaminhando por um corredor qoando encontr por
fortuna urna amigo o ex-tonento Aranjo. Ol! amigo,
no sabe vosse qnanto prazer live era encontra-lo,
desejava que vosse me serviste de Ciceroni, e me
fosse mostrar onde tica aquella embirranle escada
que vai ter as galera. Nao sei se o Araujo enlen-
deu o qae queria dizer a palavra Ciceroni, ocaso
he que me foi acompanhando e dizeudo: para li
mesmo ia eu agora, pois quero assistir hoje a sessao
que da de estar*interessante. Subimos, e lomamos as
convenientes posicoes; ja se acbavam os depulado
funeciooando ; eslava entao um homem de estatura
mediana, secco e.bilioso fallando: pelo modo por
que elle se exprima logo vi qne eslava esquenlado.
e que era espiudadinho : um sujeito alio, excessiva-
menle magro e macilento procurava desnortea-lo,
dirigo-llie aparles para alrapalfia-lo; porem o bi-
lioso era leso amito se trapalbava assim com qual-
quer cousa. Quem sao aquellas dous? pergunlei ao
Araujo. O quo fica a esquerda he am empregado
da secretaria do goveriu< o allo.macilenlo qu pare-
ce um desertor de esmilerio be o Pedro. mquan
lo eu fazia esta pergunla, tinha-se levantado para
orar um joven de cabellos louros, odos aznes, claro
e vermeldo.sem o menor fio do cabello no roslo, dan-
do assim vitos de Inglez: logo que elle se lerantoo
ped ao Araujofque guardasse.silenrio, poi pela proso-
popca jolguei que ia ouvir um' discurso a tira-
beau; prncipou porem o homem a recitar o teu
discurso pela mesma forma com que eu repela a
miuda lcao desynlaxe quandoestudava latim; mas,
dc'repenle para, implora a Moemrsioa, qual!
Esla Deusa eslava inexoravel ; comeca o sgelo a
ncordoar e a olhar pata o ledo tal, qual en fazia
quando me esquecia de algum daquelles ejemplos
de cujus esl hcec oratio ? ou de repblica: plurimum
interest le valere, etc. torna va a repisar o qne j ha-
via dito, i ver se achava alguma compassiva Ariade
que lhe desse o fio conductor do inrrincado Ddalo :
ao ver o homem assim, pergunlei ao Araujo: quem
he aquellejoyen lo esperancoso ? Chjton (me re-
plicn o Araujo) aquelle he um doulor formado ba
pouco, faz hoje o seu debut parlamentar, he opposi-
cionitta dos qualro costados, e promelte abarrotar
ludo. Mas (lornei-lbe eu) nao me dir*vete porque
estao elles aasim esquenlado? Rio-se o Araujo e.res-
pondeu-me : a Todos tres tem razao. o Ser possi-
vel, homem ? Voss. est cacnando comigo. Pois
bem. continuou elle, ouja e depois no Om voss me
dir se tendo ou nao razao no que avaucei. O Sr.
Nicolao fez urna indicarlo para que se felicilasse ao
Exm. Sr. presidente da provincia pela maneira por-
que lem dirigido o leme administrativo; i y^iss que
he da provincia, escotado ser dizer em que se fun-
da o Sr. Nieolo, para fazer aquella indicaco: sabe
voss muilo bem, que o Sr. Saraivalem melhoradu
odos vistos a seguranza individual, acabando com.
os criminosos valenlOese facinnrasde alto bordo, e
lem dado immenso impulso aos meihoramenlo ma-'
teriaes, mandando encelar obra de ineontostavel u-
lildade, e continuar oulras de indispensavel pro-
veito para a nossa provincia: por consequencia, o
Sr. Nicolao, como bom Alagoano, lem toda a razao
em querer felicitar ao Sr. Sara i va, pela sua adminis-
trarlo. Muilo bem, disseeq, vamos ao segundo.
O segundo, continuou o Araujo, lema ipfelicida-
de de ter alguns prenles e amigos criminoso, ou ar
como lean 1
lie u An
"ra
Collados! tornou'ella vendo a filta passar alra-
vez dos ramos; estao de ludo por mim !
Mr. de Charamande havia ordenado qne nao des-
menlissem jamis suas palavras, e com esse respeito,
profundo que se professa ainda em certa familias
pela auloridade paterna, todos linbam-se submellido
sua vontade; mas Jorge que confiara no efleito do
lempo, nao fallara nisso mulher.
Helena curvou-se debaixo da mao que a casti-
ga va.
Seja feila a vontade de Deo diste ella, e te-
vauleo-se.
Suas feicoes linltam a rgida alvur do marmore, e
seut olho o brilho duro e luzente do ac. Ella em-
pregava todas a snas forjas interiores em comprimir
sua alma que pal pita va.
Tomando a entrar em seu quarto, cabio fra e in-
terinada sem dar um grito. Transporlaram-na para
o leilu, e durante oito dias temeu-se.que perdesseo
juizo. A superiora do convento, lemb'rando-se de ma-
dama de Charamande, rudeou madama de Flize de
cuidados piedosos. Carolina passava junto della todo
o lempo que nao dava aos dous meninos e ao ma-
rid.
A mocidade foi mais forte que a doenc,a,; Helena
curou-sc. Apenas ficuu em estado de levantar-te,:
ella pedio a madama do'Monchenot que levasse-lde
seus Gldos, e disse :
Eu os verei, mas elles nao me verao.
A abbadessa que tinha lomado amizade i pobre
recluta, sobre a qual derramara as onda dessa ternu:
ra sempre combatida que atormeuta as almas clau-
suradas, abrandou para Helena a regras da cata, e
dcixou-a livre de fazer o que quizesse.
Carolina levou pois os menino, e elle folgaram un
jardim aos olho da mai, a qual envia'va-Ihe toda sua
alma em teu olhar.
Ellaovia-os, e sna voz enchia-a de!amargas de-
lioias. >
Para nao ser reconhecida. te por acaso elles a sor-
prendessem em seus folguedos, Helena cobrirtvae de|
um grande veo prelo qu a e
pareca trazer o laclo de sua pr<
Quando os meniuos relira\
morta. Seus dias passavam-se en
menta-Ios.
' A'svezes eraquantoosPUi
joelliar-sc ao p de urna imt%em il
que esl no din de urna gran
ros, e derramar al ilmt em lagrimas,
como amigamente Mdaglena fizera ao* ps de
Chritio. Sua fillia e teu filho que rocavani-na pas-
tando, afaslavam-se entao dessa sombra gemedora ej
caiavam-te.
Um dia a fillta commovida fez m ramalh'ele de
dores coldidas na relva, e o poz brandunente junto
de Helena emquanto esta orava proslrada por Ierra.
Helena, ergiitndo a fronte partida, vio este r
^po, eafllhaquefugia
, Laen rama-
curasao ; porquanto pare-
efaura perdi que o co enviava-lhe pela
mo d| fiha.
patrocinado
talaia, qne
malfeilor
Pedros' i
terta. Aqui
clamando :
Deo, dome
concorri
do Dio
digo :
nao traga loco hi
bem, Sr. Araoji
so onvir i 4
se sem piedad
de favor, qua tro;.
cilar trechos, q
'contine no que meja
Querendo o
acallar com a infj
implcitamente aeabt|
e eis demonstrado
a que se fell
prestigio da
quei boqui-aber 4*rf
dsse-lhe com ar
agora o terceiro. n
esse tem orna razao forucj
Sariva nomado
isso, homem? Ex
aquelle risosioho zombeti
quer occullar algi
ranear-lhe. He
f^tenha estodado, S
conciliador de imcompati|
ujoari;
e comeceieu
mais celebre'
acreditar qae dr
um presidente, po.
ranea individual,
ranlir a vida
contaste islo
quanto em ffl^^|
sao,.e disse-
proceder-se
do se linltam li
lento, do jov|
to alto que
veri
oque
nao !
desla praca.
preside
lando
gosto dosl
bem disp
sala, onde n
vaaquigla
larg nma pe
escolta, cono
na apprehen
Uem sido arrancad
suas sangrentas eap|
No dia 23 do cor]
a antea D. Consliu
de emque s
cidde, desappareoj
ndos, e desvanece;.
horizontes,
lido, a^^l
tivsmo
seria nSO
pequeo
era ainda
mesmo de
co tem
ram por-li .PM
doa com da^^^H
aprovetl^^^H
malro^^^^l
esejai
que nao pe
festejar os annos
a funcrao n.'i
palacio da p
da me
nhada, [
aquella.
neira exolic __
versas padre
urna bellissi
que muilos cidadac^
zeram'mals
os reposleiro ja ||
monarcha
coroso.
si todos os 1
recerm e formaran
efflgie,
Depois do corteje
posta de urnas io
> wdeiveD-Coa
Fli"^^H|
Madama de F
tavam-lhe a vi;
dez segundos.
rolina presto
gema, que hs
ao coraeao da mai I
de Charamande.
Depois de torera
para ebegar porta i
um carro, 1
cida por duas jan
teem algum
de madeira preso na pared
Helena fechou t^^H
sala baixa; habitu
nesse lugar, e que
filho que sahiar,
abrtf8^^^L^alH
Logo que h I
rodeava-os c
a cabecas anneli
a outro, ap-
sobre os joei
saias, o gr.-
chorava, ra,
de beijos, lor
baixinno palavra i i
coraeao como
;tva-o 1
escura que era sea |
desapp;
Ueot.
Esses
ram a fe
cotoe candi ul
meato de Lai
Osjot
proba
'r* apresenlava
legio do depar
lo ana i
lugar afltrmavam que Armand
le ser eleilo.
FM.


ilal, d Alagoas e de S. Mi;
i, chele de estado, Coila M
nft'ie Me fez para command
commandante superior,e ter
la oaiJo
auei-
pitlo
^^^^BDhido
u-me
am engran*-
Q S. Miancl oulras
o balalhjo da tapi-
ce ausente da velha me-
d citado, Timolheo Ro-
oDl Paula Maiquili.
iacapital os de S. Mi-
ados e debao de
!ellos que o motivo
rem-s? em forma Ho poucas pr.CM i era
ime;aehd que era essa
urna razio de eaho de asqueara, pofsj eo mesrao ti-
nta vtoto aqui outras parada de cerca de 500 praeas.
tingenle do oitavo balalhgo de infantaria de
Imha, formara a guarda de honra. Por- fallar-lhe
no oitavo hjtslhao, creio que anda n3o lhe disse qae
ate brioso corno tem prestado relevantes serviros a
lesmercccndo o bom conceilo que
del le te formo ra ; alm diaao oslen (sm nina con-
ducta irreprehensivel quasi ledos os aens ofliciaes, de
en wsjeaese fiadas espadas se tem servido o Sr. Sa-
atermnara i crime ; sobretudo
, pela maneira aatisfac-
ilgunsqne lera sido em-
honraposao
'. Antonio Favilla
Halhao, cojo comporiamento
mancha que nesta provincia
ros corpos 1 Louvor quedes
fio areputacSo e gloria de su
de enconos.
loria .pea
e ouvirassim oipressar-
r que j perlenci a essa (Ilustre
e nao posso onvir bradar.as armas
nao d impetos de correr,
altana hbitos que quaodo vejo
> ponho-me perfilado insensivel-
\ mesmo, em vez de soldados com-
^^Co muito mais doceis.
'-& qoem pede Deosouve
^^^Havas, qae por fim vieram
pos e saciar a malar tellus
I: o invern se approxi-
de desabridos valos e
tanca d estajao de or-
as ventas; fortissimos
if- modificadoras. conslipa-
iticamenle, qnr a gente
m aboletar no sea minoso evo
ledo a uro lempo) dsquelles
, que depois de se verem bem
am assim con duas ra-
le se coasprem Baha,
ttommes fUioli Esculapii que
Vale.
.TIVA
amargo ateISSX
Cnralcanti.
i le la a chamada
epatados. '
a sessao
a acia da aeasio anterior,
o seguale
N-
regados da Ihesouraria
nementns liquem
ihesouraria geral.
arecer: '
blicas, para poder erait-
relenco de Antonio Jos
^^^Bf' abra do caes do
iudemnisacao
sean de trabalho qne fie-
a as iaformaeSe* do director
ram de -base ao. indeffe-
-m'a prelenro ; e por
i ptenles se peca co-
i quaesquer outras que pos-
de toaren de 185*.
^^HBlAa Souta
io e mandado
enbla o prvile-
ie urna companliia, es-
tdex anuos, lionas de
r minus, para a d-
i e Cabo, fi-
!r>irem-se para teu
industria, i
iraeoto, prescinde,
da competencia das
kVa coocederem taes privi-
.'u proposito fazer urna
'.ria e sobre
^E dos Rns
BSBP|P"la tem
10a agricultores a
je o laclo de ain-
ada* queja eiislem,
antas de.animaes, de-
omover o eslabdeeimen-
qaiacTem em-
Ivflegio pedido,
ilidade aos a-
, nem exdue toda a con-
'* a qne tiles enviem os
de na propriedade,
seguinte projecto de
ocia Gca auterisa-
Haya, o estabtlecimenlo
aporte pozados por ani-
cora aa condicSes que jul-
balecimenlo de que trata
P emprezario o privilegio
laquelle trauco por espato
Ha livre aos particalares,
de carros proprios, e des
tost naje.
ts todas as disposiedej em
es 30 de marco de 1854.
arvalho Manoel Joa-
Casta Francisco Rapkael 4*
r pedir apatavra o Sr.
leda Victoria,na
'uejo de dona acede
le ecesaidade, Ijea
parecer, que
issode or-
) na consideraco
rojectode orea-
estabele-
ta-
empenhj
solicitar
poata par
tendo-se i
tes dimim
, 'D-
lo prece primei
conluioque mu lacSes
de obra para de om grande
prejaizo da fazenda, visto como Mo aer fcil que os
pretendentes se covencionem para este fim, guando
nao t actiarem reunidos-ern da e hora certa, lano
mais, quanto muito pouca garanda e certeza de rea-
lisa;3o orTcrcceram as promessas feilas em particular',
e que quanto ao disposto no arlgo 4, Picando pelo
projecto-eeduzida a fianza para as-ditas arremalacoes
asis dacimos do valor da obra, ho sopara aug-
mentar -o numero dos pretendentes, como para an-
da por esle meoeontrariar-*e o conluio, julguu nc-
ceisario nao diltlcoltar estas masnias arremala(0es,
pela prava documental da edoneidade, quando estes
seis decimos nio eicedessem a 1^00|000 rs., visto,
^he parecer que o bens que no fowem de rale, e o
cunhecimento que tivesse a Ihesouraria da honra
probidado do fiador, garantiriam sofllcie'ntemnlees-
ta quantia.
Jalgada a materia discutida, he o projeelo ubmet-
tido votarlo e approvado.
Terceira discnsso do projecto n. 8, que divide o
ofilcio deeserivao de orphos e oulros.
' Val i mesa a seguinte emenda:
le anno.Pinto de Ctmpot.
Nio sendo ansiada, deiia de entrar em discos-
cussao.
O Sr. Baplisla : ( Daremos em oulro nu-
mero. )
, O Sr. Brandan: Depois de haver fallado o no-
bre depulado qne acaba desentar-se, contra t> artiga
4. do projecto, pouco resta a dizer, porque na ver-
dade elle tocou nos pontos fundamentaos da materia,
e produzio razoes 13o concludenles que em boa f
nSo podam ser contestadas...
Um Sr. Dtputaio:Eniao, nao precisa mais
corabat-lo.
O Sr. Brdniao:... mas sem embargo disto eu
pedi a palavra, porque sendo, como son. homem do
foro, entendo que nao devo callar lgumascoosdera-
{es qne me occorrem de novo-sobre o objeclo que
se discote; entretanto antes de entrar no assnmpto,
a casa me permitlir que eu diga alguroas plavras
sobre um incidente, que para mim he da maior im-
portancia e gravidade.
Hontem quando tallava o nobre depntado o Sr.
Manuel Clementino, sobre a questaode adiamenln do
projecto do Sr. Porlella, lancou algums expressdes
que nSo deixaram de causarme urna certa impressao;
dase elle: Eu apresenlei um projecto a respeito
da agricultura pedindo mellioramentos para
csse ramo importante da nossa riqueza, mas nao
o fiz .por especularlo, nem porque quizesse ad-
quirir popularidade por meio delle, apresentei-o
porque entend que interessava a provincia. Esla
observarlo do Sr. Clementino, que pareca ter urna
razao oculta deiton-me apprehensivo....
l'm Sr. Depulado: Maa isso ojio vem para o
caso...
O Sr. Brandao: He verdade, porm note que
o objeclo he grave, e sendo esla a primera vez que
lenho-de fallar depois daqueUe discorso, eslou no
meu direilo quando na maior publicidade procuro
ventiia-lo.
Um Sr. Deputado: Mas est fra da ordem,
I porque isso nada tem com o projecto que se discote.
O Sr. Brandao: O Sr. depulado he o presiden-
te da cmara Seo nao he nao pode fazer-me essa
ebservacao, nem interromper-me.
Mas, como dizia eu, as palavra do Sr. Clementi-
no deiiarim-roe apprehensivo, e dentro em pooco
lempo conheci que para isso tjnha razao, porque ao
sabir da casa sabe que algama cousa se havia dito a
meu respeito naquelle sentido....
O Sr. Manoel Clementino: Eu nada disse.
O Sr. Brandao i Nao aecuso o nobre depula-
do,v a quera locar. Enlo recordei-me de um'apar-
le que me deram, quando se discul o projecto das
irmaas da caridade, em que se me disse, que as mi-
chas ideas |eram muito populares, e comprehendi a
necessidade em que eslava de ezplicar-meperante a
cmara e a provincia,para que laesinsinuacOes sejam
avalladas como merecem. Scuhores. minhas ideas
saoconhecidasde lodos, porque por mais de urna vez
as tenho declarado, em occasioes bem solemnes; sigo
os principios de ordem e de liberdade, n3o sollicilo
o nem quero eropregos pblicos; como pnis posso ser
um especulador"! Especular com que ? E para que?
Tenho pensamenlos meas, que julgo proveilosos a
minha provincia eaopaz; apresento-os com fran-
queza e snbmelto-os discnsso....
O .S'r*. Presidente: O nobre depulado ha d co-
nhecer que isso nio pertence i materia do artigo.
O Sr. Brandao: Bem, eu nao serei muito et-
tenso. Obrando assim entendo que c.umpro com os
meus devales, e preencho o mandato dos mens conci-
dadaos, de caja feliridade me cumprecuidar: nao
sei portanto como se me possa censurar porque dese-
jo o progresso e prosperidade da provincia a que per-
leuro, porque procuro quanto cabe as minhas for-
cas,' satisfazer as obrgarea que conlrahi. Tenho
dito quanto basta sobre este ponto, passarei a mate-
ria do artigo 4. do projecto.
Insisto, senhor presidente, em dzcr que esse arti-
go nao deve passar, purque a acontecer o contrario
teremos om novo empregado, alm de muilos oulros
que j exislem, qne nao lucrar com qne passar de-
centemente.
Tenho perfeilo conliecimento do estado.do carto-
rio dos feitos da fazenda, e posso afflrmar a casa que
os sena reodimeolos nao ehegam para a honesta sub-
sistencia de dous paia de familia, a menos que nao
seja augmentado o ordenado, que actualmente lem
esse emprego.... .
Um Sr. Deputado: Nao ha preciso, elle ren-
de :T00ji00O rs. '
O Sr. Brandao:O nobre depulado, para que
est dizendo qne nao he mister augmentar o ordena-
do, quando eu posso asseverar-lhe que a crear-se nm
outro escrivo dos feitos da fazenda, sem aquella
providencia accessoria, elle nao poder subsistir '.' E
prova-lo-hei. Existe presentemente emjuizo, per-
lencenm fazenda provincial, urna resolocSo de mil
seis ceios e tanto* devedores; mas sabe o nobre de-
putado de qua qualidade s3o elles ? Dr-lhe-hei.
Sao devedores de 8 rs., de 12 rs., de 20 rs., ele. a
raaioria dos casos lie esla...
Um Sn Depulado: Mas para recolber essas pe-
quenas guantias he preciso dar ao escrivo os 500 rs.
O Sr. Brandao : O nobre depntado diz isso,
porque nap sabe o que acontece ; en lhe explicarei:
expede-se o mandado ; o escrivo paga ao escreven-
le, quo o passou o seu trabalho, e poneos das de-
pois he elle recolhido ao cartorio e archivado, por-
que a insignificancia da quantia nao permute urna
execued, e o escrivo fica com o trabalho e despeza
que fez : es as grandes vantagens do escrivo da fa-
zenda. Todos sabem que os devedores soluveis pela
maior parte pagara anas dividas sem precisar de se-
ren ejecutados, e se contra am ou outro se instau-
ra execuco, quando sabe u mandado elle vem fazer
o pagamento, nao passando o processo ordinariamen-
te de 5, 6 ou 8 folhas de papel; d'ahi resolta qne
urna execuco peraote o escrivo do juizo dos feitos
da fazenda, nao pode deixar mais de 3, ,, e o m-
ximo 69OOO rs.
Um Sr. Deputado : Basta que deixe 29OOO rs.
O Sr. Brandao: Respondendo ao seu aparte,
ea lhe direi, que seja como for, para que podes-
sem subsistir dous escrives, e assim devesse ler lu-
gar a divisao de cartorio, seria mister que pelo me-
nos houvessem 800 ou 1,000 execucOes regalares, o
qu nao acontece; eonseguinlemente nio he admis-
sivet a devUio
Os honrados membros da commissflo basearam e
ten projecto em dados verdaderamente arbitrarios
e hypotheticOs, mas confesso que nao me parece ra-
zoavel, prudente e curial firmar ama lei em moti-
vo desconhecidos e nao prvados. Diaem os mes-
moa hanrados membros o'seguale : (le):
. Afirmo que u3'o he possivel que o actual escrivo
posa cumplir com os sen diversos ; mas perguuta-
ri porque nao he possivel ? O que he cerlo lie que
oesn o presidente da provincia, nem o juiz dos feitos
nd, nem o procurador fiscal disseram anda
cousa alguma contra esse empregado.
1 Sr. Depulado :Ja houvequem reclamasse.
Sr. Brandao : Se houve reclama{o porque
oo aparece casa, porque o oobre depulado nao
reseaton para estflarecer ojjuixo da cmara? Ma
* de barato que ella lenha exisdoj se vio cor-
m enipregudo dividndo-lhe o emprego ?
reg de Justina sao muito peno-'
e dos-negocios e dos individuos com
Har; por isso cumpre qne aspes-
-pregam'tenhaia rendimentos
na de toda tentaeso, poi que
outrario scrao levadas a lurtar, a extorquir das
les o que nao deven : e por esta razio creio
a aasembla deve ser cautelo em decretar a
o de taes empregos, embora sejam honestos os
pie actualmente os servem. Alosa de qae, senlio-
res, entendo que n,to lie fra de proposito, e que an-
tes be de summa conveniencia que os feitos da fa-
zenda provincial eslejam reunidos aos da geral, por
que sendo a legislado a mesma, o juiz o mesrao,
lerao por aquella forma um expediente mais .harm-
nico eaclho. Diz, porm, a nobre commiisao que
para a'boa ordem dos prcessos, he misler que se
crio um oulro cartorio, mas eo pelo contrario direi
que ser urna verdadeira desordem ; e a seguir-se
o principio que a mesma commisso eslabelece,
tambero seria forcoso e conveniente dividir o juiza-
do, isto he. a joriaVctao, porque.o juz dos feitos
da fazenda retine o julgamento dos da geral e pro-
vincial, todo o mundo sabe que a faculdade de
julgar, demanda nrtllo estado, rouita reflexo e
muito trabalho ; mas he eerlo qne nem nos o pode-
mut fazer enero ha essa necessidade, porqiu) o juizo
marcha com ordem a aclividade...
Um Sr. Deputado : E no prmeiro arlgo nio
hamiam os .mesmo inconvenientes ?
O Sr. BrandOo: Nao (ralo dessa artigo, a de-
claro ao nobre deputado, que nao voto pro nem
contra elle ; declaro mais que nao approvo essas d-
visoes em massa, porque enxergo nellas o quer qne
seja-de odioso. Aqui concluo, Sr. presidente, a
minhas observaces, esperando que a cmara as
apreciar, para o fim de nio votar no sentido do
projecto que se discute.
O Sr. Manoel ClemenUno fazendo bravea consi-
derarocssobre a qirestao, disse que pedir a palavra
para requerer o adiamenlo do projeelo em discnsso,
at qae a commisso do jastica civil e criminal desse
sen parecer sobre duas emendas additivas offereci-
das ao mesmo projecto, que estavam sabmettidas
sua considerarlo, as quaes tinham por fim dividir o
olTicio deeserivao de residuos, capellase ausentes, e
supprimir os dous lugares de laballiaes existentes na
freguezia de S. I.ourenco da Malla e Santo Amaro
de Jaboalio, porque lhe pareca esse procedimento
muito singular e conveniente.
Declaruu o Sr. presidente, qae as emendas foram
destacadas do projeelo e remedidas commisso.
Disse o Sr. Manoel Clementino, observando sempre
que nao comprhendia o que erara emendas additi-
vas separadas do projeelo, que deixava de apresenlar
o sea requerimentu, alienta a deciio que deu a ca-
sa sobre as mesmas emendas.
O Sr. Baplifta pede a palavra para mostrar ape-
nas as dillerenras que exislem, e que oulros nobres
deputados de alguma sorle linham querido confun-
dir. Observa que na divisao, ou creacSo do ofil-
cio de escrivio do juizo privativo de orphos, divida-
se ou creava-se emprego, mas que teda a competen-
cia da assemblca se limilava a leso ; diz que os em-
pregado dessa erdem sao empregados geraes, Hornea-
dos pelo governo seral, e qne entram para a ordem
judiciaria ; mas, entretanto, perguiyta quem dever
Romear o escrivo privativo dos feitos da fazenda
provincial, a le por ventura ser o presidente 1
Mattifesla o desejo que tem de ver desenvolvida a
these, de que ao' governo geral, he que compete no-
mear esse empregado provincial, porquanlo entende
que o escrivo dos fe tos provinclaes he emprenado
provincial, e qne por conseqoencia ao presidente
he qae compete a sua nomeacao; mas ao mesmo lem-
po, duvida qae o presidenle,esteja autorisado para
fazer essa nomeacao de empregados de justica defini-
tivamente, porque nao v em lei alguma tal autori-
saro, e porque repula urna anomala haver urna en-
lidade provincial na ordem judiciaria que he toda
Reral. ^
Faz ver que a materia he muifo delicada, embora
parera oulros nobres deputados ser consa mdito f-
cil, e affirma que a tenvComo duvidosa, mas que se
for liquida para a cmara, sta em sua sabedoria fa-
ro que entender; e depois de mais algumas consi-
derarte*, declara tr de mandar mesa um requer-
mente no sentido do sen discurso.
Vai mesa e he apoiado o seguinte requeri-
menlo :
Requeiro, que o projeelo em discussao seja re-
medido com as emendas additivas, em separado,
commisso do jnstica civil c criminal, para reconsi-
derar a materia em si, e em relajo n competencia
desta assembla a respeito do artigo 4 do mesmo
projecto e dar seu definitivo parecer. Bap-
lisla. D
DIARIO DE PERMWBUCO, TERQ FEJB k DE M^Mpl85/
O Sr. BapKtta sustenta osea requer ment.
Encerrada a discussao. he o projecto submellido
votacao e approvado, e sendo regeilado o adiamento
proposlo pelo Sr. Baplisla.
Entra em primera discussao e he approvado sem
debate o projeelo n. 13, que concede loteras a difle-
rcnles irmandades.
Contina a segunda discussao do projeelo que crea
caderas de primeiras ledras para o sexo feminino
ejn todas as villas da provincia. .
O Sr. Mello Reg diz, que tendo pedido a pala-
vra na sessao antecedente, nao se recorda bem, por
nao ter lomado aponlamenlos, de lado quanto se dis-
se na discussao, e que por isso se limitara a respon-
der a ama especie de aecusarao qoe lhe fizera o Sr.
primeiro secretario, por ter elle orador dilo, firmado
no dados apresentados pelo Sr. Figueira de .Mello,
que Cimbres lnha 50 casas, quando, segundo o affir-
ma oulro Sr. deputado, tem muilo maior numero
dellas, O orador diz qae elle nao qaiz apresenlar
urna estalislica das villas e povoars, qoe nao lem 0-
brigarao disso, visto que nao prupnz trabalhus que
exijam urna tal base ; qae a nobre commisso, sim,
he qae devia ter a mao lodos esses dados, para com
vanlagem poder sustentar o sen projecto ; pelo que,
acresccnlando mais algumas reflcxOes, contina a vo-1
lar contra o projeelo.
O Sr. Augusto de Oliteira lamenta que o
projeelo entre era discussao antes de lerera sido pu-
blicados os discursos sobre elle pronunciados, porque
desejava dar nma resposla cabal ao honrado mera-
bro (o Sr. Francisco Joao,) que apezar dos recur-
sos de sua alia inlellgencia nao fez mais doque diva-
gar no mare-magnum das declamarles, fazendo nma
larga expsito das vantagens da inslrnccao que por
iinguem haviam sido contestadas, sem que elle ora-
dor soubetse a que proposito veio o dizer esse hon-
rado membro, que nao vinham os deputados at-
sembla senaopara tomar medidas uteis, e nio pa-
ra empregar palatroes e deixando de responder a
islo por nao lhe comprehender o verdadeiro al-
cance.
Juina que a conseqoencia lirada pelo mesmo Sr.,
de que as scenas barbarescas porque esla provincia
tem passado, sao devidas ignorancia, nao he muilo
lgica, por isso que o actual projeelo traa de crear
caderas para a inslrucrao do bello sexo, que alias
nao consta tivesse lomado menor parte nessas sce-
nas desagradaveis, mas que por essa forma de argu-
mentar do honrado membro, devia suppor-ae coni-
venle dessas mesmas scenas.
Nega que o projeelo lenha o alcance que lhe en-
xergou o mesmo Sr. depulado, e declara qoe a dar-se
elle, nao duvidaria volar pelo projeelo, porque tam-
bera desejava que a trocoide urna tal despeza se evi-
Usse a continuarlo de acontecimentos lc deplora-
veis. como aquclles porque tem passado a provin-
cia.
Admira que o honrado membro lenha com tanta
faeilidade mudado de'opniao acerca do estado da pro-
vincia ; porque anda em urna das sessoes passadas a
julsava pobre, ao passo qae, tratando de sustentar o
projeelo em discnsso, a suppe lao rica que possa
dispenderqoalquer quantia, com lano que se consi-
ga o resoltado qae tem em vista.
Entende que a provincia de Pernambuco nio pode
ser considerada no numero das trras pobres, mas ca-
lende tambera que deve haver muilo criterio na
adopeo de todas aquellas medidas, cuja execuco ti-
ver de pezar sobre os cofres pblicos.; c. por essa ra-
zao, embora lopponha surera alis todas as medidas
que se possam tomar a respeito da instrueco, toda-
va entende qu ellas nao devem ser tomadas com
prejuizo de oulras igualmente uteis, porque se a ins-
trueco publica o he, os mellioramentos maleriae, a
seguranza individual e de propriedade, os soccorros
pblicos tambera o sAo, e devem ser igualmente alien-
didos.
Maravillie-se o honrado membro de que tendo si-
do o anno. passado qunsi unnimemente regeilado um
projecto que crcava caderas de primeiras ledras no
Limoeiro e em outra villa, nao se adraitndo quasi
discussao sobre elle, hoje se trate de eslendersse be-
neficio a todas as villas sem altender-se se ellas eslao
no caso de o merecer.
Entende sererronea a idea de om honrado depu-
lado, de.qup o facto da existencia de villas, era ja
urna presumpcao em favor do projeelo: e pelo con-
trario entende que esse facto da existencia das ditas
villas, nao tendo ellas asado do direilo depetirao ga-
rantido, pela.constitiiicao do imperio,para obtarera
o beneficio do projeelo, queja o regulamenlo da ins-
tr uccao publica-Ibes dava, prova que os seus habitan-
tes ni se julguem n caso de obler semelhanle
favor.
Observa que, com quanto a despeza que ir acar-
relar o projecto nao seja tal que v fazer parausar as
divenasobras publicas, todava ellaavultaralguma
cousa, e talvez os beneficios que dahi resultem nio
sejam laes qae correspondan! ao sacrificio que a pro-
vincia faz.
Eslranhaa falta de generosidado com qua os hon-
rados membro, defensores do projecto, argumen-
tara, qnando querera tirar a concluso de qae
s porque se mpugtia esta medida, se lie inimigo do
darramamento da inslraeelo na provincia, quando
nao ha crvel que nem um membro da casa tenha
taes ideas, e antes todo* avallara o alcance da ins-
trueco publica, sendo que aquellos queeombalem o
projeelo tambem 1 querem, mas diffandlda com or-
dem, com discernimento, que para se nao faca hoje
urna cousa para amanhia sedesfazer.
Observa anda o honrado membro, que nSo segne
o systema de variedide de .que muda gente gosla ;
qne sendo ha bem pouco tempo adoptado o aetnal re-
gulamenlo da instrucc.o publica, nao acha conve-
niente que ja hoje se faram inova;0es que podera ser
prejudicaes.
Enlende qne nao obstante dizer n honrado Sr. l.o
secretario, que asalterares que a commisso de ins-
trueco publica pretenda fazer no regulamenlo, na-
da linham com o projeelo qne anualmente se discu-
te, com ludo casas altcraces, referindo-se ao capi-
tulo que trata dos professores e das aulas, qae he jus-
tamente aquello que regula a materia em discussao,
coostiloiam urna razao pela qual devia o projecto
ser adiado, at qoe se tratasse de laes alleracOes,
pois que tratndole do numero das aulas, poda am-
plamente ser discutida a materia do projeelo em
qoesiao.
'"Nao julgndo no projecto o alcance que o honra-
do membro (o Sr. Francisco Joao) lhe qaiz dar, por
quesuppoeque o mo estado da inslrnccao entren
nao provem da falta de cadeiras, mas do oulras cau-
sas, e nao leudo sido demovido do proposito em que
est, apezar das razoes apresentadas por aquelle
honrado membro, cooclue volando contra o pro-
jeelo.
Tendo dado a hora a discussao fica adiad
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta asessao. 1
>
Relalorio apresentado ao tllm. e '.ra. Sr. presi-
dente da provincia de Pernambuco pelo enge-
nheiro director das obras publicas em 3t de Ja-
neiro de 1854.
(Concluso).
Em vista destas razoes he evidente que o sys-
tema americano de nenhuma maneira convem pa-
ra o lugar de que se trata.
O sjsteoia tubular, empregado ltimamente em
alguns caminaos de ferro na Inglaterra, o qual con-
siste em fazer-se a ponte do um s tubo rectangu-
lar horisoulal, da extensao total da mesma ponte,
apoiado apenas as duas extremidades sobre osmuros
ou caes dasmargeus do rio, sera de vautagera seaao
oflerecesse os inconvenientes seguinte : prmeira-
mcnle a ponte tubular comp9e-se de follas de fer-
ro, que pela influencia do nosso clima sobre o ferro
balido, deverao oxydar-sc rpidamente,- e assim ir-
se-hao' arruinando pouco a pouco, nao obstante as
precaurcs que se possam tomar. Em segundo la-
gar a materia (o ferro) de qne ella tem de ser feila,
(endo a propriedade de absorver grande porcao de
calrico, e concenlra-lo por muilo tempo, tornar a
passagem pelo tubo muilo incommoda, as horas
em que o calor do sol he mais intenso.
Alem disto llavera escandan dentro do lubo, se
nao houver permanencia de focos de luz artificial
em diversos pontos para dar claridade. He yerda-
de que esle inconveniente pode ser em grande par-
te removido, eslabelecendo-se grandes -oculos late-
raes, por onde penetren! a luz do dia e o ar para
alumiar e ventilar o interior. Mas semelhanle mel
alm de alterar o systema exigiudo modillcaroes pa-
ra que os oculos nao enfraqueram o tubo, tem o
inconveniente de apresenlar em certas distancias
fortes correntes de ar que podem ser origem de
ronstipacoes e outras molestias as pessoas que tran-
sitara ; c nao sendo os oculos mui prximos uns de
outro, nao bastarao para dar loda a luz precisa no
interior do lubo. Em lerceiro lugar finalmente, a
falla de elegancia e belleza do systema tubular, for-
mando como que urna barreira ou monlanha de fer-
ro que alravessa de urna a outra margera do rio, in-
tercepta lodo o golpe de vista enlre essas mesmas
margena.
As vantagens de tal systema consistem em deixar
inleiramcnte livre lodo o corso das aguas, sem o
menor obstculo. navega cao Ulterior das embarca-
ces sem maslros, bem como a Simplicidade de
sua couslruccao, o que alias lie de grande utilidade;
porm comparadas ellas com os. inconvenientes
cima referidos, e tendo-se em consideradlo o enor-
me dispendio de 1:500:0003 ris, em que importa-
ra urna tal obra, fica fra ^e toda a duvida que o
systema de pontes tubulares nao lio conveniente pa-
ra a ponte do Recite.
O systema condecido pela den omina cao de Polon-
ccau (nome de seu autor, que consinti a ponte do
t'.arrousscl em Pars, a primera deste genero) isto
he, o systema de sustentar o pavimento da ponte
peso espalbado sobre 0 seo pavimento na razio deldavia privar a entrada de embarcae/tes, que exijam
3,900 libras por braca quadrada do pavimente, du-
rante 24 horas, sem que apparc;a abatimenjo de
mais de m milsimo do.vao, o qae na verdade lie
urna prova exuberante de sua solidez.
A applicar,ao deste systema para o lugar em ques-
tao tem os seguales inconvenientes: 1 as guilas
de suspensao sho de ferro batido, que oxydando-sc
com umita promptidao exigem muilo 'cuidado na
cnnservacSo, o que nio he conveniente neste paiz;
2o a eonitruccao da ponte de um s. arco naquelle
ponto seria muilo ousada, e a de 3 lancee apresen-
laa o inconveniente de exigir fundatOes no leito
do rio, para o dous pilares necestanos, e por eon-
seguinle faziam desapparecer a principal vanlagem
do systema; 3 o custo de 1:040;000 francos e
sobre arcos de ferro fundido, divididos cm diversas
pecas em forma de tubos, apoiados sobre pilares de
pedra, he muilo apropriai]o ao lugar em questao sem
todava ser o mais conveniente.
As ponles assim construidas tem a vantagem nao
s de seren muilo solidas, de conservarlo ,pouco
dispendiosa, e de grande elegancia ; como tambem
de serem muilo apropriadas aos lugares, em que as
margeos do rio sao um pouco baixas, muito achata-
dos, que tcubam de flexa at um dcimo do vao.
e sem exigirem mais de 8 palmos de altura desde a
parte inferior da chave dos arcos al o pavimento
da ponte. Por esto systema ser possivel construir-
se urna ponte de 7 arcos no lugar em questao sem
que a margem do rio se eleve alm de 14 palmos
cima da preamar, e o seu cusi seni de 538:000.
O systema de ponles de pedras e tijollos de alve-
naria batida com argamassa de cemento, que he o
mais solido e permanente de lodos quanlos se co-
nhecem, deve ter applicaeao a esse lugar e he tal-
vez o mais adequado.
Assim pde-se ahi construir urna ponte de 9 arcos,
tendo o do centro o vao de 114 palmos com 16 de
altura ou flecha, flcando os pontos da origem dos ar-
cos um palmo cima das prcamares, o que permu-
te livre passagem s mbarcares. Nao cuslar por
cerlo mais de 610:0009 ris.
Comparando as vantagens deste dous systemas,
isto iie^a poule de arcos de ferro com a de pedra e
tijollos, reconhecem-se que ambas sao bastante soli-
das, elegantes e duradouras, porm a de pedra de-
ver ser muito mais solida o dtiradoara, por isso
que he formada de maleriae que quasi nada sof-
frem da accao do tempo, sendo tambera que a des-
peza de couservacao da de pedra, dever ser menor
que a de ferro, e sendo a differenra do cusi da fac-
tura da de pedra apenas de 70:000 para mais, ne-
nhuma duvida acho em dar preferencia a esla.
O systema de pontos de ferro denominadas Her-
cleas, muito elegantes e solidas, imaginado por
Mr. Vergniais, de sustentar o seu pavimento e ar-
cos de ferro fundido, que lem sobre as amarras das
ponles suspensas a grande vantagem de nao oscila-
ren!, 1180 se oxydarem tio promptamentc e de com
faeilidade serem sentados, c demonstrar immedia-
lamcnle qualguer defeito ; nao pode com vantagem
ser aplicado ao lugar em questao. *
' Com effeito a principal utilidade deste systpma,
applicado a esse lugar, seria de fazer-se a ponte de
um s lauro em toda a extensao, dispensando-sc
fundajOcs no leito dorio, que he o que mais se de-
seja evitar, mas segundo a theora moslra, nao ser
mui prudente essa applicaeao, alienta a pequea al-
tura das margen em relacao a extensao da ponte.
Em verdade, sendo a extensao da ponte de 826 pal-
mos, sendo a menor flexa que se deve dar aos arcos
um oitavo d'aberlura, que he mais provavel para o
caso presente, teremos 103 palmos para a altura dos
arcos no centro, os quaes deveriam ter a origem as
extremidades da ponte no nivel de 2 palmos cima
da preamar. Ora he sabido, que para eslablidade
da ponte he necessatjo que' o nivel do pavimento
seja prximo do cculro a^oravidade dos arcos ; e
fazendo-se applicarao das fonTrnlas, v-sc que no
caso presente, o cculro de gravidade dos arcos esta-
^ *m ....1.......______; ____-.. -_r.^.r-. .,1
t527:420 francos para a ponte de 3 laucos, edeum
s lance, que corresponde a quatrocenlos e seiscen-
los coritos de res da nossa moeda, nao ofierece van-
lagem alguma sobre o cusi da ponte de pedra, que
custando, com pouca differenca o mesmo, he sem
copteslacao de maior duracaoesolidez :4'> finalmen-
te, sendo este systema anda muito moderno, pois que
penas conta um anno de applicaeao, e nao cons-
tando que tenha sido empregado em grandes pontes
falla-nos anda a prova real,. a da experiencia, que
s com o tempo seoblem,e embora a theora no as.
segure bous resultados, a prudencia aconseiha que
nao se lente aqui em- nosso paiz a primera experi-
mentarao cm ponto grande de urna ponte neste ge-
nero, poissefalhar o mal resultante seria incal-
culavcl.
As grandes applieacoe feilas na Europa do ferro
batido conslrucc.es de ponles de grandes arcos,
permittemque se possa executar urna ponte de ferro
balido para o lugar de que se (rala.com dous nicos
arcos, apoiados sobre um nico pilar no centro, e
ueste sentido tenho recehido o esboce de urna pro-
posta de um estabelecimenlo de Inglaterra, do gaal
he agente nesta cidade o Sr. David Wm. Bowman.
O systema proposlo asscmelha-se alguma cousa ao
hercleo, -com a differenca de'que neste os arcos
s3o de ferro fundido, c exercem grande pressao nos
-maros d'encoslo, o naquelle os arcos sao de ferro ba-
lido, tendo cada um delles asjcxiicmidades amarra-
das por correntes de elos chatos. O pavimento da
ponte, que poder ser calcado de pedras, he suspen-
so ao arcos por varOes de ferro semelhanca das
pontespensis. A ponte.assim construida importar
em mil contos de ris, pouco mais ou menos. A fa-
eilidade com que scoxydao ferro balido neste paiz,
e o enorme preco que deveria ella costar, sem toda-
va dispensar as coustruccoes debtro do rio, sao ra-
zoes muilo suffieieotes para que nao possa ser pre-
ferida ponte de pedra.
Por todas estas considrateos parecc-mc que ne-
nhuma duvida mais resta de que a ponte de pedra
combinada com tijollos, como se acha projeclada, he
a mais conveniente para o lagar da ponte do Recite,
lano mais quando rcflelirmos que prximo a ponte
'do Rccife he o lugar de ancoraran, os navios a des-
carga, os quaes algumas vezes tem acontecido por
descuido na amarracao vircm bater contra a acta1
ponte, e por conseguale grande ser o estrago em
um momento deslcs, se a ponte for construida em
outro qoalquer systema, que o de ponte de pedra.
Achando-se muito arruinada a actual ponte do
Recite, e devendo ser brevemente reconstruida, se-
gundo um systema, seja qual for o que se adoptar,
forcoso era fazer-se nina ponte qae durante a exe-
cuco d'aquella servisse para dar transito ao publi-
co; e como na construccao tea de gastar-se ao me-
nos um anuo, e dentro deste prazo deverao ser co-
mecados os trabalhos da nova ; por isso deu-se j
principio execuco da provisoria a qual pertindo
do largo de palacio junto ao fim da roa da Ca'dcia de
S. Antonio, vai em diro.cc.Ao ao meio do caes de
4poIlo, quasi em frente do Becco Largo, qae ter-
mina no meio da ra da Cadeia do Recite.
As obras desta ponte vio bstanle adiantadas, ten-
do-se ja fcilo o andnime em extensao de mais de
300 palmos, e j csiao lineados esteios para tres lan-
ces, e para dar maior impulso vai-se dar principie
da parte do Recite afim de virem-se encontrar ao
centro.
ARTIGO 5.
Cemiterio publico.
As obras deste estabelecimenlo principiaran! no
anno de IcSO; tem sido execatadas sob administra-
cao e a expensas da cmara municipal, pertencen-
do-me a dreccao lechnica, como autor do plauo,
que se executa. As obras necessarias lem sido eje-
cutadas com a maior aclividade, tendo a adminis-
tra can procurado cmbcleza-lo com tanto esmero,que
sem receio deerrarpoder-se-ln dizer que anda ne-
nhum estabelecimento desta ordem ficoii lao bello
em lao pouco tempo. Faltam porcm ahi duas obras
alias muito necessarias, que sao a capella e a estrada
da entrada geral. A capella que j ha muito tempo
havia sido principiada, esleve parausada al outubro
ultimo, tendo apenas as paredes meslras n'allura de
6 palmos cima do solo. De outubro lindo para c
deconformidade com as ordens desse Exm. governo
lem-se dado grande incremento sua conslroctao,
de maneira que acham-se presentemente todas as
paredes n'atura da cornija aonde principian! as abo-
badas do ledo. Esta capella de eslyllo golhico em
forma de cruz oilavada, e d grandeza proporcional
ao fim para que be'destinada, depois de coocluida
ser um dos mais bellos templos que se dever coa
lar nesta provincia, nao sopor ser o primeiro neste
eslyllo, como pela sua boa construccao.
ARTIGO 6.
Hospital Pedro II.
Esta obra.evecutada sob admnislracao dos eslabe-
lecimenlos de caridade e dreccao minha, tem tido
pouco adianlamcnto pela falta de motos necesarios,
que reduzem-se meramente as consignacoes decre-
tadas annualmenle pela assembla provincial.
Durante o anno lindo conslruiram-se os alicerces
de urna das casas das enfermarias, elevaram-se as
paredes meslras de outra al a altura do pavimento
do primeiro andar, e Ievanlarara-se as paredes mes-
tras do corpo central da frente al a altura do se-
gundo andar e travejou-se o primeiro -andar. .
Sendo conveniente continuar-se no acabamento
dos tres corpos da frente, afim de fazer-se quanto
antes a mudaura do hospital para essa parte do no-
vo edificio, no qual haver mais commodos, do que
na casa onde presentemente se acha, e nao devendo
serem retardados os trabalhos para nao se deterior
rnrem as madeiras cxposlas ao tempo, por isso ser
necessario augmentar-se a consiguacao para esta
obra.
CAPITULO 5.
Prinrinae* portas, barras e ros da provincia.
Tratando-se agora da organisatao de urna compa-
nhia de barcos de vapor para navegacao dos portes
da provincia e tendo-se determinado na lei do orra-
meulo vigente, que so procedease aos estudos neces-
sarios para melhoramcnto dos diversos porto, bar-
ras e rios'navegaveisda provincia, cujos trabalhos
nao poderam ser aiuda execulados, e somente fo-
ram principiados no fim do auno iludo, parcce-ine
conveniente dar neste relalorio urna noticia, anda
que abreviada, da posicAo e estado das principaes
destas vi as de comimiuieacAo. segundo infurinacocs
e estudos j ha tempo feitos, que por isso podem
apresenlar algumas difterencas, provenientes de al-
I era toes, que naturalmente apparecem de um a ou-
tro anno, as quaes somente poderao ser bem apre-
ciadas, depois que se concluirem os estados que
agora se fazem.
Segftirci nesta exposicao a mesma ordem, cm que
se aebam elles situados de sul ao norte, da provin-
cia, deixando do fallar no desta capital, nao s por
que j existe inipressa urna memoria descriptiva e
muito crcumslanciada a este respeito, como por
que no capitulo antecedente j tralei de seu estado
actual, das obras qu nelle se fazem.
O porto doAbrcosituado na margm direita
do rio Una junto sua foz, acha-se em distancia de
23 leguas ao sal desta capital. Era por este porto,
d'anles accessivel cuibareaccs de 80 100 tonela-
das quo ulicamente se eiportavam a maior parle
dos producios ifo valle de Una, um dos maiores,
at 8 ps dV
0 ro desde a sua foz al a povoato de Barren
em extensa i lie bastante navegavel,
aprescnlan as tortuosidades, e al-
guns lugares baixus que sao francos navegacao na
endiente da mares.
No lugar da povoato'de Barreiro esl constitui-
do um porto de algum commerco, onde se conser-
vara regularmente oceupadas em transportes urnas
25 30 barrabas.
O porto doTamandar situado na distancia
de 20 leguas ao Sul desta capital, o melhor de toda
a provincia, he formado por orna grande enteada
na costa entre as barras do rio Una o Rio Formse,
fechado na frente pelo recite; tem entrada fcil, bom
ancoradouro, com bastante profdndidade, abrigado
dos temporaes, offerece muitas proportoes e vanta-
gens para ser um bom porte. A falta de boas via
de commuuieaeao d'ajli para o interior do continen-
te, o tem tornado pouco requcnlado, impedindo
desla sorte o seu commerco de lomar maior des-
cnvolvimenlo, quando alias na sua vizinlianca ha
terrenos muilo feriis onde exislem situados muilos
engenhos.
O porto de Rio Formozo em distancia de 18 le-
goas ao sul desta capital, situado na' margam direita
do rio do mesmo nome, duas legoas cima da sua
foz, he am dos mais importantes da provincia pela
extensao do seu commerco nao s com a capital,
como tambem com toda a comarca do mesmo no-
me.
Re nm porto accessivel somente s embarcarles
qae nao exijam mais de 5 ps d'agua, que he quan-
to ahi sobera as mares, pois que no momento da
baixa mar fica elle quasi todo em secco, e todava
ahi se cooservam cincuenta e lanas barcadas em-
pregadas no commerco.
O Rio Formoso desde a sua fz at o lagar deoo-
miuadoPedra de D. Igncz na extensao de 1.1/4
de legua pouco mais ou menos, e distante 3|4 de le-
gua da cidade de Rio Formoso, tem bastante lar-
gara e conserva sempre profunddade safUcienle pa-
ra livre navegagao deembarcaces de 200 toneladas;
mas d'ahi para cima' deminue extraordinariamente
em largura e profunddade, a ponto de nao poder
ser navegavel senao por canoas e barcacas, em ma-
ro cheia. He ueste lugjr denominado Pedra de
D. Ignez qmrdevia ser situada a cidade do Rio
Formoso, e como este'lugar nao esteja a grande dis-
tancia, mui conveniente seria abrtr-se urna boa es-
trada para a cidade, com o que muilo ganharia o
commerco e o publico, ohlendo-se assim mais ter-
reno para onde exlender-se cidade.
' A sua barra nao tem grande profunddade, porm
offerece franca passagem as embarcares, que nao
demandarem mais de 8 ps d'agua ; e fazendo-se
nella alguns trabalhos, poder-se-lia obler maior pro-
funddade.
O rio Seruliacm he navegavel, desde a sua fz
al oengenhodo Anjo, na extensao de 1|2 legua io-
dependente da mar, por mbarcares que nao exi-
jam mais de 6 ps d'agua, e d'ahi al a villa he lo-
da a navegacao dependente das elevacOes das ma-
res, que sobem at 6 ps. Tem esse rio na sua ex-
tensao diversos portes onde recebem as barracas o
gneros trausportarcm para esta capital, empre-
gando-se neste trafico, um numero bem crescido.
A barra deste rio he muilo variavel, tanto na su!
dreccao como na profunddade, por causa dos
banoss d'areia que exislem junto ; os quaes segun-
do as estaques dos ventos, influem mais ou menos
no canal de passagem.
A barra de Maracahipe consiste p'uma abertura,
que ha no recite quasi em frente ,do riacho do mes-
mo nome, ende se forma urna pequea enseada,
que denominam porto de Maracaipe, na distancia
de 12 leguas desla capital. Tem este muito pouca
profundidad*, e he de pequea importancia pelo
seu commerco, e nao offerece proportoes para
grande desenvolvimento.
O porto de Galinhas em distincia de 12 leguas
desta cidade ho formado por urna pequea enseada
na, costa um pouco ao norte da barra de Maracahi
pe ; o seu ancoradouro he pequeo tem bastante
profunddade, porm fica muilo distante por ser
muito espraiado. A sua entrada he bastante fran-
ca porm a falta de communicaeao d'ahi para o in-
terior, e a proximidade dos oulros portes nao
permitiera desenvolver o commerco nesse lu-
gar. \ y
A barra das Jangadas situada 10 leguas em dis-
tancia d'esta capital he urna aberta do redf que
fica em frente a fz do rio I pojara, e pela qual pas-
sam todas as embarcarles que sabem tora do rio.
He maita estrella esta barra, tem- pouca profun-
ddade; e algumas pedras solas ao lado, que tem
produzido a perda de maltas barcadas; no estado
em que ella se acha he somente navegada por bar-
catas, ainda que com perigo ; porm he suscepli-
vel de melhoramento que alome muito mais fran-
ca. Esta barra he de grande importancia, por isso
que por ella sao exportados a maior parte dos pro-
tductes do valle do rio Ipojuca, quehe navegavel em
extensao de 3 leguas, sendo o restante dos produc-
es conduzidos por Ierra para o mercado desta capi-
tal por causa dos perigos e difflculdades da barra.
A barra de Suapc he nma pequea aberta no reci-
te quasi em frente do rio d o mesmo nome, formando
urna pequea enseada situada ao sal do cabo de S.
Agoslinho, defendida pela fortaleza de Nazareth, e
em distancia de 9 leguas ao sul desta capital. He
por esta barra que tem de passar todas embarcacOes,
que conduzem os gneros do valle do rio Suape,
navegavel em extensao de mais de urna legua. A
sua pouca largura e fprofundidade, a pequea ri-
queza d'agua do jo, e a falta de canalisatAo, emba-
racam cousideravelmcnle a navegaran, qae j se
acha mnilo diminuida; (Je que resulta que os produc-
tos d'aquella ribeira sao condnzidos por Ierra quan-
do poilam ser por agua.
A barra denominada das Jangadassituada cinco le-
guas ao sul desla capital, na foz da reuniau dos
dous nos Pirapama e JaboatAo he urna das mais m-
portantesda nossa costa, pelo grande numero de bar-
caeasquealiipassan conduzindo gneros das margena
dos dous ros. Ha nesta barra algumas pedras qae
diminuema sua profunddade a largura e muitome-
baracam a navegado, tornndola perigosa princi-
racunha-
:ia do Bom
(he nive-
lan ex-
m
v tocia,.
no seas
outros que paa
recem altencj
plmenle no invern.
X
Os dous ros Pirapama e JaboatAo, ambos nave-
gaveis na extensao de urna duas leguas, precisamlmeios tanto financeiros como' admit
Obras cujas fac
urgeneia; matos
tproposiapara.0
Oirai cuja factura jL^^B
ge:
Em nm paia como, o aas-
que pela vez primera fo
xada do pobre colono, com a^^^H
onde quasi ludo existe por fa
mera devem er a obra a empretie^
rem oceupaodo-me principalmente d'i
dizem respeito facilitar os mefo I
0o e tendo em vista a for^a do i
pelo quaes tem ellas de ser (
aquellas qae com mais urgencia I
das, sao rae oceupando da sai i
isso de fcil ntaiclo.
A estrada de Pao d'Alho, pela q]_
portados os productos do grande e f<
Capibaribe, e a maior parte dos de 1
vincia devendo ficar concluida no i
a villa, precisa de ser continuad
Limoeiro; fazer-se junto aquella villa a
deve dar passagem sobre o Capib
de pedra alguns laucos da parte j feit
Nesta estrada he de maior neceasidadi
de ama ramificac^o para a povoacao I
outra para a povoacao da GU
do a primera do Cachatg, e a
devendo nesta ultima haver ama ou
para a povoacao da Luz, lugares esti
lo commerco.
No ptoloogameoto da estrada para a r
raociro he necessario fazer-se nina ramifica;.
a cidade de Nazareth, passando pe
Tracunhaem, pois o graude comn
entre esses lugares e esta capitel a
A estrada da Victoria, que se acha i
cluida, precisa de empedramento en
gare, para melliorresistir ao gr
por ella se flectua, o qual ser 1
pois que ella se acabar, e te '
uhas regatares de carros de
he muilo necessaria a contiouacao 1
a povoacao de Grvala afim de i
erra daRassaque he
escolbo, qoe embaraza o transito j
proviocia.
A estrada do Sul precisa ser i
possivel brevidade at o Rio Fo
de Molcolomb, e Carvalbes
Irada, acham-se. completamente
gem nova reconslrucrao.
Tambem he de grande urgeneia aj
ponte sobre o Rio Ipojuca, proxiE
mesmo nome>.e outra sobre o
da povoasao de^-flarreiros.
A ramificacao da estrada do Sul, q-je j
feita at a villa do Cabo, precisa
em seguimento do valle do Plrap,
seria conveniente mudar-se a sua-deaa
ra o de estrada do Pirapama.
Na mesma estrada do Sal ser necessario J
na parte ja concluida, urna ramificacao
voarao de Muribeca, e mais adianto outra
rinhaem.e Una, que vSo terminar^^H
mandar.
A estrada da Escada precisa H i
povoacao do mesmo nome, poto I
ilencdo lem de atravessar por
produejao, e pela maior parte entrega
tura.
A estrada do Norte poste que ama das melln
das estradas antigs da provincia, lamhcm prec
receber alguns melhoramentos, nao s eontin
de-se desde Fragozo at a villa de Iguarassu', como
ainda da eonstuejao de'aigamas poutea, sobre di-
versos riachos, que se achani na sua direc
A estrada dos Apipucos urna das mais frer
tedas dos arrebaldcs desla cidade, acha-se'em
lo mo estado, pela falta de um calca
de pedras, e seria de grande couvenencf.
lodos o reparos precisos, para cobraoca
pedagio, que codjuve -a sua conservar,
A barra do Rio de Golanna, o as barr.
pe, das Jangadas e de Una necetsitam qua
tes de algumas obras, afim de se tornarem
navegacao a vapor, qoe se pretende esla
ca costa desta provincia.
A ponte da Boa Vista, posto qoe nma di
bem construidas desta cidade, e na qual i
todo o cuidado da eouservaeao, parece ti
do em diversas parles o seu assoalho,
estar coberlo pelo calcamenlo, nao
examinado; porem logo que apparece i
Irago he elle immediatamente reparado. I
fizerem os reparos consideraveis da sabslituica
assoalho ser conveniente agmentar-ae
dessa ponte, fazendo-ae dons pasados lateraes pj
o transite da cenle a p, peto que a largura q
actualmente-tem he muil pequea par,
Iranzito que ne^a se d.
Alem destas obras, qne dizem respeit
de communicaeao, outras exislem que tamb-
de grande necessidade, taes como a con*
casa de detentAo, a construccao de ama \
cidade do Rio Formoso, continua
Pedro II. e outras muitas que deix
mencionar, por coohecer qae a provincia iiac
podeni emprehender, em qnanlo nao fo
mentados os seas recursos pecuniarios.
ARTIGO 2.
Meios tendentes a meiorar
Para melhorar marcha do servico I
C3o ser necessario quo tambem sej
ria 30 palmos pouco mais ou menos cima *- } njjjs feriis e abundantes da provincia. A falla do
da origem dos mesmos arco, mas nao se podendo
elevar o .pavimento a mais de 14 palmos cima da
preamar como ja Dea dilo, segue-se que esse tirara
16 palmos abaxo do centro de gravidade dos arcos
e por conseguale a sua eslablidade nao sera de
grande confianca.
Pde-se tambem construir urna ponte em tres
lautos iguaes para esse lugar no mesmo systema
Hercleo, e lano para esse caso como para o de
um s arco j exislem feitos os oecesaaros ornamen-
tos pelo proprio autor do s\ slema Mr. Vcgoiii, im-
portando em 1:527:420 francos a de un s arco, e
em l:0i0;000 francos a de 3 arcos, sendo ambas de
50 palmos de largura. Para provar a torta da pou-
le assim construida compromelte-se o seu autor su.
jeila-la urna experiencia ou prova de suportar ua
obras preTTUlJfura canatisui;ao das aguas, as dill'e-
rentes alternadas niudancus de drecsOes quo' au-
nualmente lomava o ro na sua fz, afaslaram-no
de sua posi<;ao, e obslruiram-no a ponto de nao ad-
miltir presentemente cmbarcares, que demandem
mais de 6 ps d'agua. Alm disso asfalta de boas
commanicacoes dos diversos centros de produejao
para esse porto, c o estabelecimenlo da, navegacao
por canoas e barcacas fizeram diminuir o sou com-
merco, a ponto de achar-se hoje quasi abandonado,
conservando apenas cinco a seis barcacas no trafico
do commcreio.
A barra do mesmo ri Una tambem, pela falta de
algumas obras e segundo as estafdes e monedes dos
ventos, presentamato ou menos profunddade, e he
mais ou menos embaracada a sua passagem sem to-
de algumas obras para regularisar o seu curso, sao
embarazados de serem oavegaveis em maior exteu-
sSo por diversos diques ou represas feilas no seu
leito para manejo'de alguns engenhos, obras estas
que nao deviam estar snjeitas ao arbitrio dos pro-
prielarios, como acontece agora.
A barra de Itamarae, que fica na exlremidade
sul da ilha do mesmo nome, na foz do rio Iguaras-
su', 6 leguas ao norte desta capital, acha-se anda
bastante franca a navios de grande lolacao, e so-
mente'conlernalguns baixos na foz do rio.
O rio Iguarassu', que segundo consta, fra oulr'o-
ra navegavel at a villa do mesmo nome por gran-
des embarcarles, acha-se hoje bastante obstruido, c
em alguns lagares de sen leito se tem formado cur-
vas Uo fortes, que embaratain a navegacao, e -he
tal o seu estado hoje, q"o apenas he navegavel por
barcacas, sendo para uolar-se al a diminuidlo do
seu volume d'agua, que tinha anligamenle, segun-
do consta.
Abarrado Catuaraa situada naexlremidade nor-
te da ilha de Itamarae, 8 leguas ao norte desta ca-
pital, na tez da reuniAo dos ros Massarauduba e
Araripe, tem presentemente mnilo pouca profun-
ddade e apenas admiti a entrada a pequeas em-
barcaces. O ros Araripe e Missaranduba aio a-
peuas oavegaveis por canoas e barcacas, uu exten-
sao de urna legua na occasiao de endientes das ma-
res. ,
A barra do Capibaribe Meirim, conhecida sob de-
uomiuatAo de barra de Goiauna, situada a 18 le-
guas ao norte desla capital, acha-se hoje muilo
obstruida por immensos bancos d'areia, que nao
permitlem franca passagem senao a barcacas. Es-
tes embaratos na foz do rio exlendem-se a perlode
200 bracas al chegar ao canal do leito do rio, on-
de se enconlra bastante profunddade para uave-
garcm cmbarcacocs de grande porte em extensao de
7 teguas pouca mais ou menos, al o lugar deno-
minado Boca do Jacaronde se enconlra o
aulgo braco do mesmo rio, que passa pela cidade
de Goianna, pelo quaJhe dao o nome de rio Goi-
auna, cujo braco foi tapado na exlremidade uperior
no lugardo cngenbo Novo, alim de evitar os estlfc-
gos, que causava no momculo das chuvas na cidade
de Goianna, segando dizem, e parece verosmil por
ser mnilo baixo todo o terreno por onde elle passa.
He este braco denominado ro Goianna que se tra-
ta de caualisar, ddyquat j Tallei no principio desle
relalorio.
O rio de none Capibaribe Meirim do lugar de
Jacar para^lma nao he mais navegavel senao por
barcacas.^e sobcm mais de urna legua cima para
recebereH carregameolo do genero.
Em meus precedentes relalorio
todos aqudles recursos financeiros, qn
ciam convenientes empregar-ee, e tfnt
dispor para tal fim, O primeiro
augmentar-se no orramento provincia
C8o das obras publiras,. tem sido altendidr
sembla provincial, votando para esse fim
quantia de que ha podido dispar, con
lem prosperado lodos re trabalhos o
anuos. O segundo que consiste na a
panhias que se encarreguera da execuc
mas obras, tambem jii Ibi altendiri
risacaodadaao governo pela le provtac!
ro 27r?>orem o pouco deseuvolvlmeTit'
trenos se observa no espirito de empreta, a
de eSplaes disponiveis, a incerteza de grandes tu-;
cr* mnilo tem mbarncado a apliecSo desle mdo
.le lao graude utilidade. B'lerceiro que consiste
cm a provincia conlrahir um emprestiino con ap-
plicaeao especial s obras, tambera j se acha au-
torisado pela mesma lei provincial numero 296,
o qual aiuda uflo foi realisado, e por isso nio se
conhecem os seus resultados; todava o processo
fizado uo respectivo regulamenlo para a realisacao
desee empreslimo, e a maneira de trac
das apolices me parece deverao oflerecer alguna 1
embaraces para sua execuco. O segundo e lerceiro I
desle meios, posto que ateo presente nao tenhant
tido a apcacao dcsejavul, todava nAo^^^^^H
arada considerados impronflcuos, mo 3 pn;-..
um paiz novo como o nosso, necB^^^H
po para fazer-se bem comprehender
de qualquer empreza, como tarah
se nao empregaram todos os l
de laucar mao, procurando-se cito
piezas capitalistas eslrangoiros
nos systema desses contratos pwlcri
guia aos nacionacs,
Quanto s medidas legislativas insistirei aimla
por aquellas quo tenho redamado ante-
riores rclatorios, prcipalmente pelo que diz res-
peito a conservacao das estradas. Assim nao pare-
ce conveniente qae a polica das inue
a cargo das cmaras niuuicpaes, pe o ali-
uhamcnlo da edificaooes as iteiras das eslradns
pois que scudo em geral os agestes das amaras
mumeipaes pessoas que pouco en tendera de cous-
lruccao, eque ignoramos aperfeiceamculoa ueces-
sarios a dar-se, tem-se essa irrcgularidade que se
observa uas consttacoe das estradas, as-
sim como m meios < algumas vezes se
empregam nos transportes, qae muilo prejudicam o
leito das mesmas estrada.


I Despea dem
rvadores, regularmente organi-1 Receita no corrnta mez
rti-
C*> dasobi. ,eios facis de ir
los, t por sao
le que ella inlerviesae na vigilancia do cumplimen-
to vas disposicocs ellas retalivas. Neste sentido
ja lo apresentado a* ultima gessao da assembla
80-77 -19523
315:6629141
68:6169712
legislativa
peilo, pare
nao ter sida
o de lei a esse res-
i etTeilo algum por
uman
' "twn do* mesmo acu-
-'"Ui.coo.UdM sear-
tariMahldeposludMne-
o quasi completo, em qne
ft- portos e ros da pro-
trido para elles se obslrui-
*e acliam. Alem disso a fal-
egale a maneira de fazer-se
margeos, e que defina bm
Ittlr aos proprielarioi, de apro-
Brrwile das aguas, para uso de'suas
do a cansa de estarem a maior
rio cortados por diques de repre-
lecimentos particulares,donde resulta
^M *>, e embara{o para execu-
Wlqaer melherameuto que se pretenda.
!* l 8nde neceasidade urna le que
w I busos exUteotes, o tasa desappa-
mpecilhos, qao podem oppor-se aos
meloorameutos da navegado.
ARTIGO 3.
para a consignacSo ie fundos.
r..2? proPosla para a consignado dos
I qUMade que se pode dispor para esse
de satisfeitas as outras necesidades da
i, acho-me sempre" embaraCado qnando
arte teoho de dar cumprimento ao artigo lo
i le. provincial numero 286, porem guian-
te pelas consiguacOes anteriores, tendo em vis-
a-meato que anoualmente se d na reccita
i, e combinando as differentes necessidades
ihos em andamento, com aquelles que se
i emprebeoder,.presentare! a seguiule pro-
menta dos ordenados'dos
pfda reparticSo...... 27:0009000
Saldo.
Km cobre
" notas.
247:0459429
247:0459129
O Otesoureiro,
Thomaz Jote da Silca Gtumao' Juntar.
O escrivo da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
pemonstraeao' do toldo exilente nacaixa de de-
psitos em 31 de mareo de 1854.
Saldo em 28_de fevereiro
_"P-P.......140:52492*1
Receita no correte mez. 9
Despcza idem.
Saldo.
1
Letras
140:5248241
30:8589750
109:6o5491
109:6659191
109:6659491
O thesoureiro,
Thomaz Jote da Silm Gutmao' Jnior.
O escrivao da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
vemomtracilo do taldo exiitente na caixa especial
do eatcam-nto das ras desta cidade, ero 31 Ce
marro'de xto*.
Saldo em 28 de fevereiro
p. p
Receita no correle mez.
Despeza Jera ....
Saldo. .
Bm cobre. .
notas. ,
7:9448673
39196
1069169
6:5429000
7:9489169
1:3009000
6:6489169
6:6489169
pretende nomear urna commissao para significar aS.
Exc. o aprejo e considerado em que o tcm, e loa-
vara maneira justiceira comqiie sabiamente tcm ad-
ministrado esta provincia. O mesmo consta-nos que
pretende fazer i camar municipal.
Se he exacto este boato, que circula ha dias (o que
nao asseveramos) desdeja dirigimos digna assem-
bla nossos louvorespor tilo sabia medida,* digna de
orna nssembla composta de Ilustrados membros, quo
teera dado nao equivocas provas do amor provincia
que reprerenta, e aos scus Ilustres filhDs, animan.
do-os a proseguir emsua brilhanie carreira.
Esta medida foi adoptada h pouco pela cmara
municipal, e assembla provincial para com o digno
pernambuenno o Exm. viscondede Olinda, que tan-
tos e 18o valiosos trricos tero preslado sua patria
e especialmente a sua provincia nativa.
Receba pois a Ilustrada assembla, e cmara mu-
nicipal os nossos maiores elogiospor lao acertada me-
didas, aihda quo noas vejamos realisadas.
Saiidosos aguardemos o embarque do Exm, Sr!
conselheiro Jos Denlo da Cunha e Figueiredo.
DE PEBUPBUCO, TFBfl FEIM U PE ABRIL DE 1854.
thesoura para estas,
COMffiSPONDEMIA.
O thesoureiro,
Thomaz Jos da Silca Gutmao Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstraran-' do taldo existente na caixa es-
pecial da construccao.da ponte do Recife em 31
de marco de 1854.
Saldo em 28 de fevereiro .'
p.p. ...... 19:0919849
Receita no correle mez. 5719237
edteutes eaceio da casa.
s o couservacao das obras,
^ento das obras arremata-
bandas do Norte.......
ada do Sul e suasramiGea-
ladePaod'Aalho e suas
1*009000
40:0009000
98c753519
20:0009000
35:0009000
6009000
30:0009000
15:W9O0O
PIm daEscada* e' Victoria!
oramento da estrada dos A-
'...........
loportse canalisataodos
I V ...... '20:0009000
U do Rio Formoso e ou-
|............20:0009000
Wweniao........30:0008000
radas de Taraandar, Seri-
eRioFprmoso. .....
udcs...... ,.......'
Para obras diversas..........
Despeza idem.
Saldo.
Em robre.
notas .
19:6639066
2:5009000
* 1029086
17:0619000
17:1639086
- 17:1639086
O thesoureiro,
Thomaz Jote da Silca GutmSo Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Contrato das carnes verdes.
RelarSo das pettoat que mataram rezet, mediante
a multa de 109000 n. por cabeca, na conformi-
aade do art. 9 do contrato das carnes verdes, e
resolurSo da presidencia de 21 de dezembro do
annoproximo paitado, sendo ditas mullas dos
'<" 27 a 31 de marco prximo pastado
10:0009000
4:0009000
J91246948I
?
TolaK^. 410*009000
As qaaotiat cima desigr/das serao sufficientes
para dar- aodameolo regular aOs diversos ramos
mencionades-.podem todava ler maior
viraouto se forem augmenUdas as respec-
tivas verbas.
CAPITUL 7.
OrganisarSoe pessoal.
i consideragoes que sobre o regulamen-
*>, tenho apresentado em meus
>dos, dasquaesalgtimasja tem sido
mpre-me ainda declarar, que o de-
sdado aos diversos ramos de servi-
(a distancias desta capital aos'iugates.
ntemente se acham os trabaliios, exi-
aeoto do pessoal preessional, sem o que
rl iospeccionar e dirigir bem todas as
obras.
da secretaria e gabinete dos dese-
ay^tfandoem'relasaocom o desenvolvimente
J obras e tendo angmeulado muitQ, foi-rrie
A assembla hontem, depois de approvar alguna
Tgularlsar o wrviror^uitar a p"ceoeres de "W"'*^ ovarios requerimentos dos
governo, a admissao temporaria de S"' dePulac,0!" andou commissao de poderes
antes.

Todo*
i*
'r****
>verno, a admissao temporaria de
n desetmista e um amanuense, o que foi
^neando-se aquelles' empregados, dos "'
qoae* a sua eonservasSo he iodispcnsavel.
o'anno de 1853 apenas houve urna mu-
ta elasse dos empregados professionaes, que
eder-se Cm 5 de Janeiro ao engeoheiro Ma-
Barretea demasi que pedir, sendo
i Yaga pelo engenheiro Francisco do Re-
tarrete, nomeado por portara desse
10 8" jolhode853.
te os empregados desta reparlicao sao
"i
; Jo Luiz Vctor Lientier.
Henrque Augusto Milcl.
Francisco Raphaei da Mello Rogo.
Francisco do Reg Barros Brrelo.
Manoel Lourem;o de Mallos.
Bernardioo Noues d'OHveira.
Adolpho Herbster.
Feliciano Rodrigos da Silva
Joaquim Pires Carneiro Monteiro.
empregados zelosos no cnmprimenlo
reres -desempenharam os trabalhos de
Karregadoa, com aquella intelligencia
e aclividade de que sio doptados.
pre-me lembrarique he necessario aug-
-. os vencimeulos dos ajudaote de enge-
is que esses empregados devem estar sem-
d eavalgaduras paca pereorrerem os
le que sao encarregadose sojeilos com-'
er commissao de que terem incumbidos
-luMeriot da provincia, com o quo muilo sobre-
irregam asuias~~'
e seria tambDta dividir essa ordem de
duas classeilafim de melhor se dis-
seus conbecijmenlos e servidos.
mpregados da secretaria, pagadora
de esenho, slo(en*eclivamentc os nres-
ue ja tratei nonieu Alatorodo auno passa-
> somcnte de mais, Vo amanuense Thomaz
moiFerrelra^eolesenhisU Manoel Le-
orim Lima, ambos j nomeados por por-
tm. governo datadla de'8 de agosto de
i* tSM empregados activos nos seus tra-
Muds so cumptaatuilA uVrakns elevares,
Uslactoriamenle as funccBes dos seus
urna indicacao do Sr. Francisco Joo. Eolrando na
ordem do da, oceupou-se com a segunda discussao
do ornamento provincial, que ficou adiada reqoe-
rimenlo do Sr. A. de Oliveira, at que seja dislribui-
do o relatorio da presidencia. Em seguida approvou
em terceira discussao o projecto n. 7, que autorisa
o governo a mandar abrir urna picada enlre Santo
AnUoe Villa-Bella, com urna emenda do Sr. Fran-
cisco Joffo ; e paseando a segunda discussaodo pro-
jecto n. 13, que concede diversas loteras, foi este
lambem approvedo com alguns artigo additivos, fi-
cando adiada a de ou (rodo Sr. Brandio, que auto-
risa o governo a regularisar as loteras da provincia.
A ordem do dia para a sessso de hoje compre-
hende.:
Priraeira discussao dos projeclos ns. 17 e 18, o pri-
meiro creando um termo na freguezia de Buique, o
segundo eslabelecendo urna exposico dos productos
artstico e agrcolas na cidade do Recife; segunda
do projecto n. 34 do anoo pastado, autorisando o
governo a jubilar o profesor de priroeiras lellras de
Beberiba; segunda do de n. 9 deste anno, eooce-
dendo urna gralRcacao i, professora de Goianna, e a
conlinoafo da de hoje.
i dar urna breve 'noticia dos Irabairtoajte ei-
do gabinete desta reparlicao, tenho eito
^-ar mappa junto, pelo qual resumidamei-
le ver quanto he pesada essa parte do sery
aqui essa exposisJo parece-me bavcrl
D qoal o estado dos Irabalhos a cargo
, assim eomo^jjBW-n^Ssidades
lo que oUimamente tem lomado, e
lejpedir desculpa das fallas ou omissoe
ju'arianieute hija eonunettido.
i V. Ex.Direcloria das obras pn-
janero de 1854. g- 0 director. -, j0le
i do expediente da repartir-
>xu durante o anno cieil de
1853.
TUREZADOS TRABALHOS
Ofilcios dirigidos presidencia......
Ditos ditos i thesouraria provincial.' .
i:- ciiRciiheios c mais em'pre-
N.
509
de o)
"tes it
Ci
[>auameuti
.........
na thesouraria
Foratftf dtfaoi
tor'. npsaaifr
dedesp
balhci
46
~ cima mencionados,
do conseibo da direc-
janci
cisco ato M 11
1UE8^H
ercici i* 1
Saldo
p.p.
tfjeasaode
N'CIAL.
na cauta do c.r-
el854.
2.
o O
ti
2 s. B ,
I w
CJ
lv


'WJ.
DIARIO DE PERMBICO.
Srs. Redactores.V'ivendo, comji Re por todos sa-
bido, de cobrar dnheiros pelo cenlro desta e d'ou-
(ras provincias, nao s para o Sr. Jos Rodrigues A-
raujo Porto, que me d um ordenado certo, como
para outras pessoas que me honram cora sua conlian-
ca, ppgando-m um tanto porcenlo; succedeu que
tivesse por minha inrelicidade sido incumbido pelo
muilo honrado Sr. Manoel Ferreira Ramos, de co-
brar urna divida do Sr. Antonio Joaquim de Arauio
liomem tal que sem errar pode- aOirmar que he a
negaco encarnada delodas as virtudes qoe caracle-
nsam o homem social ; e como cu tenha um credilo
a perder, e urna satsfacao a dar nao s ao dito Sr.
Hamos, como lambem ao publico, por isso acanhado
evacillante taso esta para qoe todos saibam o que
soffn, tentante cobrar do Sr. Araojo, o que era de-
vido ao Sr. Ramos.
Eis o caso : O Sr. Araojo, esse homem fra devi
ao Sr. Ramos 2:/009 e tantos mil rs. por si, e por al-
gn abono de pessoas que nao tem meios, mas hon-
rados, por ordem do Sr. Ramo, que ja nao linha
meios a empregar para rceber o que'se Ihe naode-
vla, e por meios nao lcitos, como' no correr desta
heide provar. ajustei como dito Araojo.dar lodoo de-
bito por o009 rs.^passando eu um recibo de parle
desta quantia, ficando elle restando unicamenle 319
rs.; quando, Srs. Redactores, depois de ler pasjado
o recibo, edeila-lo sobre a mesa, vi-me preso da mais
vil Iraic.lo, eda main escanda losa ladroeira ;poiso tal
Sr. Araujo, mostrando ser digiro morador de urna
grua no lugar amelera, hinca raao do recibo e in-
digna-se contra mim, e nega-se dar-me nao s o re-
cibo como a quanla que nelle eu declarava recebi-
da ; levado da maior indignarlo, nao leudo em vis-
la Kiiao o meu crdito e repulajao, perdeDdo mesmo
a idea de salvacap de minlia vida, iusullei 1 essehu-
rnem sem bro c sem honra, chamei-o traicoeira.vil e
ludo quanto ha de injuria, a ver as facesdesse saltea-
dor lomavam alguma cr.earrependidomeenlreaava
oquemedevia, mas, Srs. Redactores, nada adqueri
desse sabujo, senao urna indiuerencaesluflada a ludo
que diz, e mesmo rindo-se com tom de mofa da
minha Uo justa indignasao. Desesperado, sem espe-
rances do alguma cousa fazer em meubeneficio, vim
contando 1 todos que eocontrava o que mehavia suc-
cedido, qnando diversas pessoasde crdito me disse-
ram1 que nao se admiravam do que me haviasoc-
ccdido a nao ser o eu voltar vivo; pais a tal hyena
oulros relos semelhanles hava por vezes pralcado,
e mecontaram alguna ; como o segunte que me foi
cornado pela propria vjclma, que esta promplo
aiiirmar, onde quer que o dito Araujo o veja o Sr.
Antonio deS.i Serr5o.de pessoareconhecidacapacida-
de, mand.ou por jnlermediodeAraujo, 200saccascom
ramilla de mandioca para serem entregues ao Sr. Ra-
mos, de quem era .levador, e o qoe fez Araujo, abu-
sando da conriane* da> homem honrado, nos ficon-
se com a rannha, como nao deu nem um vinlem ao
Sr. Ramos 1 I 1
Ooiro tacto quas semeihante pralicou com oSr.
l!z d?I,ransa Coul'nl"ode Paiva, que lambem re-
cebeu 4009 rs., para entregaran mesmo Sr. Ramos, e
Araujo que lem barriga ,dc gibla, os comeu e nao
deu salisfaran a ningnem etc.
Mais um facto e seja o ultimo, pois nao quero can-
sara paciencia do respeitavel poblico, mas s justi-
ticar-me ; Manoel Domingues de Oliveira, que como
eu. nao conhecia este zangao, confiou-lhe tamhem
aw e lanos mil rs., para serem entregues ao Sr. Ra-
mos, etc., etc., e ooosso liomem honrado abatou-os
lambem. e nao deusalisfacao como aos oulros, e eis
srs. Redactores, o homem com quem me vi, por des-
enlo dos meus peccaaos.
Visto pois oque levo dito, eque estou. promplo a
provar perante os Irihunaes do paiz, apenas o tal ho-
rnera de consccnca de borracha, me chame ante ei-
les ; espero qne nao s o Sr. Ramos, como todos
aquelles de quem sou procurador, para o mesmo lim
de cobranzas e o publico em scral rae tara juslica.
Joao Evangelista Bello.
PUBLICADO A PEDIDO.
CONMUIGADO.
Um tributo de^ratidao*.
Consla-nos que, noprimeiro vapor que so espera
do norte, parte para o Rio de Janeiro o milito dig-
no e honrado presidente da provincia o Exm. Sr.
conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo^ lo-
mar asenlo na assembla geral legislativa comosup-
plen\e, em lugar do Sr. conselheiro Antonio Pere-
grino Maciel Monteiro, actual ministro plenipoten-
ciario do Brasil em Portugal.
Posto qoe retirada de S.Exc. nao seja muito pro-
vetosa i provincia, debaixo de cuja adminisIracAo
lem ella progredido admiravelmente, e sentido coo-
Unoamente applicada era si a sua roao benfica, to-
dava o he 11 seu pessimo estado de saude, que de-
manda urna viagem menos longa e mudanra de
ares.
Relirando-se S. Ezc. de Pernambuco, deixa o sea
nome gravado na memoria dos seus amigos pelas ma-
oeiras urbanas e prazenteiras, com que soe tratar
a lodos aioda mesmo de baixa elasse, e sobretodo na
provincia inteira pelos ionumeros beneficios, que no
corto espaco do 10 mezes de adminislracio lem feito,
apezar de seu Uo estado de saude como cima dis-
semos. >
A' encatarroos o enumrennos os beneficios fri-
tos por S. Exc. na sua. administradlo transacta na
provincia dasAlagoas, que teve a honra de presidir
por espado de 4 annos consecutivos, eos que, no cur-
io espago de 10 mezas, lem feito na desla, seria um
nunca acabar.
Apezar dos grandes obstculos com que S. Exc.
lem lutado consecur,8o dos seus ardenles desejosde
dar um impulso us obras da provincia, deixando as-,
sim seu nome gravado em edificios por elle projecla-
dos, comludo tem conseguido tirar varas obras, que
eslavam parausadas, domixemmo estado de embriao,
em quejatiam.
Ah ata o hospital da caridade, que grande-impol-
qj so lem lido, a cadeia, a ponto provisoria, varias es-
tradas, e o hospital regimental, cuja primeira pedra
engeiiheuos o mais cuipre- """" '>spiuu regimeniai, cuja primeira peora
la reparlicao..............210 roraco"oa versas pessoas..........101 C0M,a-Dw ?ue om rico plano esta sent lirado para
os..............., 133 '"artel do corpo dejiolci. \
O nome do Sr: conseThe^fcg Benlo acha-se gra-
263 vado dos seguintes edificios nro-vincia das Ala-
gas: palacete da assembla provincial, deposite de
hr'raLl"r,,:?CMadi,n,pecCi,,>d0 algPdSo' erao enlregrtes i
' S'de^L,^Uclom0"09KqUe S-E'M2>i,ocorre,pondenle!Mroupasuja.gda L-
neluir, como: a cadeia. merrarin. !,.,. na nM .-n, ...k.i:i..ia.. -......,__1___.
prazet de concluir, como: a cadeia, mercado, host-
tat; 1 riz, e um sem oumero de estradas.
Ar lelarmos este commonicado advertimos ial-
e cuntas gum de espirito malvolo, que^, 80 nos consli.
-ira- tu,mos apologistas deS. Exc, ap*^ razem09 jasli.
caao mrito
Serte rnm ltAtn am...j. aanapos i perneadores, 2 avenlaes pretos com c.
e^moT.^^^
------------s"tiu*uua pane 001
Pernaramicanos. S. ExcTa**,),,^ desU ,,,,
cfa, sem que urna s pessoa traewe^doas liohas Pa
efneslemumseu
illuslreamigo, a um adminislfHdorsabiStodeDenden
te e Juslcelro. Nao. longe de n lo
de ingrato.
Estatutos o collegio de Sossa Senhora da Con-
ceicSo, para educacSo de meninas, fundado
Cfuz de Almas no sitio da Piedade e dirigido
pela Sra. Menna, tiuta Costa.
CAPITULOT.
_Arl. l.o Denominar-se-ha o collegio da Concei-
?o, por ser este a uvocacao escolhida para proteger
o estabelecimento.
ArL 2. Este collegio ser creado, dirigido e ad-
ministrado pela Sr. Mena viuva Costa, e por suas
irmias.
Art. 3. Tem por objeclo a inslituic.ao a edoeaco
o inslruccao de meninas.
Art. 4. Nelle se cnsinarao primeiras lellras,com-
prehendendo ler, escrever, contar; grammatica por-
tugneza, historia anga, histeria sagrada, ari'thmcli-
ca, geographia, e aslinguas franceza e ingleza, fl-
la-las, Iraduzi-las e escreve-las.
Art. 5.o O collegio he fundado em casa propria,
salubre, espajosa e rejada.
CAPITULO II.
Arl. 6. Admlllir-se-hao como educaudas nesle
collegio todas as meninas de familias honestas e de-
cenlesqaeoprocurarem, se deslinarem ao genero
de educado e ensino, qne alli se pretende dar.
*ri 7 o e.. j .. 1 7------------.., ",u ** 4u"">s- leiras de larde e nos d
%J^?T^:"ir qua,",:,-c di" ?>*> ** -! p-'.
de denles, cabellos, e unhas,
grampas, banha, ele.
CAPITULO III.
Arl. 21. Com oslas condiccies a directora se obri-
ga a prestar s meninas, cuidados, sostente abun-
dante, e sao', educatao delicada, e instruccao, segun-
do as indicac/ies ao dianje expendidas.
CAPITULO IV.
Arl. 22. Pertencea Sr. Menna viuva Costa, a di-
reesjo, e cora suas Irmaas a nspectao absoluta do
estahelocimcnlo. Todas dirigirlo a marcha dos exer-
ciclos, dividindo as especialidades, sendo austeras e
vigilantes na observancia das regras eslabelecidas.
Art. 23. As meninas deverao respeilar a directora
e suas adjuntas, considerando-as como se fossem suas
mais. Todos os disvellos da directora adjuntasse-
rao consagrados nslrucriaodianlamenlo das me-
ninas, que lhes forem confiadas, tratando-as cora s-
zudeze tedas as attencSes de urbanidade ecaodura,
de quo lhes sao credores depsitos lao sagrados.
CAPITULO V.
Distribuirao dos exercicios.
Arl. 24. Todos os actos serio prevenidos pelo lo-
que do ensino, primeiro s 5 e mela da mauhaa. as
meoioasse levaplarjo, cada nma arranjar a sua ca-
ma, dirigiudo-se tedas depois disto ao lavatorio e
loucador, lavando o rosto e bracos, se penlearo 00
serao ponteadas, conforme a idade, e alli terminarao
o vestuario.
Art. 25. Fndoeste preparo se dirigirlo as meni-
nas esuas mestrasao oratorio, donde fioda a oraco
da manhaa, enlraiao as ctasses para esloda'r al as
7 e meia.
Art. 26. As 7 e meia almocarao as meninas.
Art. 27. As 8 lloras comecarao as lices qoe fin-
daro as 11: comprehendendo- primeiras lettras, para as principiantes e as de fran-
cez e inglez, para as que esliverem nesse caso. A
esta hora comecar a elasse de costuras e boi dados.
Arl. 28. A' 1 hora tocar o sino a suspeosao dos
estudos 00 trabalhos de agulha.
Art. 29. As 2 horas chamar o sino ao refei lorio,
e findoo janter, recreio ou descanco por meia hora.
Art. 30. As 2 o meia recomecarao os estudos; a
saber, primeiras lettras para urnas; arithmelica, his-
toria, geographia e desenlio, para as habilitadas a
estas classes.
Arl. 31. As 5 e meia o sino annunciar suspensa o
dos estudos, e hora da merenda, comecando entao o
recreio ato s 6 e meia, comecando entao o esludo
das licoes para o dia sezoinle ; acodo esta ordem s-
menlo alterada para aquellas meninas que' appren-
derem msica e dansa ; porque ou seja nos dias de-
signados para as lices ou seja para o estudo deslas
arles, urna e oulra coosa preencherao o espaco que
media entre esta hora, e as9 da noile.
Arl. 32. As 9 e meia chamar o sino ao refetorio
e lindo elle e feila a oraejo da noile, locar silen-
cio as 10. '
Art. 33. Todos os recreios, excepto dos de mo-'
vimento,serao instructivos e cada um proporcionado
* idade das differentes meninas.
Art. 34. Serao as meninas durante os exercicios e
actos em qoe forem oceupadas, sobjeitas a guardar a R
maior decencia ecircumspecSac, fazendo-se-lhes oh- {
servar abstinencia de palavreado, e quando for pre-
ciso silencio absoluto.
CAPITULO VI.
Educacao religiosa.
Art. 35. A educacao religiosa ser confiada a um
ecclesiaslico darfoslumes i (libados e instruidos.
i 1." Os exercicios coroprehenderSo, as resas da
ser admittida, afim de nao alterar a igoaldado (ao
necessaria n'um estabelecimento de naloreza deste.
Art. 54. Nenhuma das alumnai poder communi-
car com pessoa alguma de tora do collegio, lerc
via licenca da directora, e setTSaWuiteBcu de urna
dasmeslras, e smente podaro communienr-se por
escriplo, com seos paia, ou correspoudeBtes lazendu
ler cus escri pos peta directora.
Art- 55. Todas aa cartas ou escri pos resabidos de
fura, deverao ser aprasentados a directora a inob-
servancia deste dever faz incorrer a alumuaem pe-
na grave.
Art. 5G. Non huma alumna pode poasuir dentro
do collegio dinheiro,nem objectos preciosos de ooro,
prata ou diamantes.
Arl. 57. No da 8 de dezembro. assistirao a me-
ninas todas missa solemne da Conceicio, Dvbs
Palrona do Collegio, depois do que poderlo entrar
em ferias, indo cora seus pas ou ficando no col-
legio.
Esta he a regra que en e minhas irmSas entende-
mos dever observar para o bom rgimen do collegio
que nos propomos estabelecer e dirigir, e que espe-
ramos raereca a approvacflo das autoridades e das
familias ioteressadas em dar urna boa educacSo a
soas fllhas; assim Dos nosajude.
Recite 28 de fevereiro de 1854.Emilia Fausta
Menna da CostaOlindina da Fonseca Menna.
Joaquina Bemtinda da Fonseca Menna.
O presidente da provincia, attendendo ao qu-lhe
requeren Emilia Fausta Menna da Costa e suas ma-
nas-Olindina da Fonseca Menna e Joaquina Bem-,
vinda da Fonseca Menna, resolve, de cooformidade
com o disposlo no art. 38 do regolamento provincial
hslituico de um collegio de educacao de meninas
sob o nome de collegio de Nossa Senhora da Con-
ceico. no sitio da Piedade, ficando obrigadas a cum-
plir restrictamente: na parteque lhes diz respeilo, as
disposicas'do citado regolamento.
Palacio do governo de Pernambuco aos 7 de mar-
co de 1854.
Por portara do Illm. e Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia de 7 de marco de 1854
Honorio Pereira de Azeredo CoutiHho.
Registrada a fl. 44 v. dj Hvro n. 32 dfi. provisoes
do governo.
Secretaria da provincia de Pernambuco aos 7 de
marco de 1854.Francisco Ignacio d Torres Ban-
deira, official chele da quarta seceso.
MOVIMENTO
DA
Navios eni
Rio Grande do Sul pelaj^^^H
porto 12, brigue brasilc. J
neladas, capiUo Jos i*
equfpagem 16. cargaj
' Ficou de quarerj

149 1
1
Marai.
11, brigue escuna bra
Sa-'
14, carga varios gneros ;jj
seca Jnior. Passageiros. FernmL
Carvalho, Jos Goncalves Machado,
tos Villaca, Genlil Homero de Alm
criada, Jos I.uceno da Silva, J. T. de
Fortona, Bernardioo Lopes de Amorim, Pedr
Jos de Amorim, Caetano Lopes da Paz. Porfin
Barboza do Amaral, Dr. Plosqorile Gabreel Mi
re, Lasfargue, sua senhora e 1 lilrio, Augusto Be
nouli, Lava Valle!, e 4 escravos a Jptregar.
EDITAEST"
I coHcursos para
COMMERCIO.
---------------------r.,, oa iC5M nenaimenio ao ou l......1S799470
mauhaa e da noile, a inslrocjao de noile da doulri- dem do dia 3....... 5:6109588
na chrstaa, para as meninas de primeira lellras o
cathecismo, as quintas feiras de manhaa para todas
as meninas, o missa em lodosos domingos e dias
santos.
8 2. O ecclesiaslico doctrinar as meninis no qoe
precisa o ehrstao saber, para bem se confesar e pre-
parar-se a receber a communhao e oulros sacramen-
tos.
8 3." Urna vez n anno commungarao as meoinas,
Expor tacar/.
an'iielIm..o^iT.^fcIfcV-VlTB""J'"!U'",' Genova, polaca sarda Rimac, de 231 toneladas,
aquellas que se algarera habilitadas, segundo a ida- comlnaio o segunte : 3,000 saceos com 15,000 ar-
ue, conducta e nstrucojao, o qoe se tara sobre a di- robas de assucar.
de de peosonistas, ou meias pensionistas.
Arl. 8.0 As pensionistas habitaran no collegio, on-
de r^ceber5o educacSo, eusino, sustento, o todos
cuidados minuciosos de familia.
Arl. 9." As meio pensionistas enlrarao s 7 horas
e meia da manhaa, receberao a mesma educaco.co-
mo as pensionistas, jantero 'custa do collegio, e
sahiraoas 6 e meia da tarde.
Arl. 10. A relribuico ao collegio por cada me-
nina sera de IOO9OOO r. por 3 mezes, sendo pensio-
nistas^ e de 608000 rs. sendo meio peosonistas, que
devero ser pagos adiantados.
Art. 11. Estas quantiaspor tremestres adianlados
serio pagas sem descont de ferias, nem dos das, qoe
as alumnas passarem tora. O Iremestre comecado
considera-se devido. ,
Art. 12. Depois de malriculadaviao se julgaa me-
nina retirada do collegio, em quanlo a directora nao
fr scienlificada devidamenle pelos pas ou corres-
pondentes.
Art. 13. A menina qae por qualquer motivo sa-
hir do collegio, nenhum direito ter a indemnisacao
das mesadas antecipadamente pagas.
Art. 14. As molestias leves das pensionistas serao
tratadas no collegio, ficando s por coula dos paisa
bolica: nao assim a respeilo das meninas, cojos pais
morara) no mallo, porque serio tratadas em todas
as molestias, com sciencia de seus pais, a expensas
destes somente era quanlo a botica c medico.
Art. 15. Todas as meninas que ao entrar no col-
legio nao liverem tido*exigas, nem liverem sido vac-
cmadas, serao vaccinadas a expensas do collegio no
primeiro mez da admissao.
Art. 16. As menioas que nao liverem familia/na
cidade doRecifeou de Olinda e suborbios, dtjverllo
ler um correspondente no Recite, qtie se responsab-
lisc pelo pontual pagamento dos Iremeslres, tenha a
"eu cargo a lavagera da roupa e tornecimenlo dosob-
Jeclos que carecer^m.
Art. 17. Deverao as meninas ser providas dos ob-
jectos usuaes indispeusaves aos esludo e uso nes-
soal. r.
Art. 18. O uniforme do collegio ser lodo branco
para as reunies, passeios e missas, podendo ser di-
verso nos dias uleis, purm nao se escasa o avena!
preto, qualquer que seja a qualidade eefirdo vestua-
rio. Todos os vestidos deverao ser argados e sem
entalles, quer os de uso ordiuarht. qulprosde com-
parecimento publico.
Art. 19. Todos os sabbados serao enlregiies s fa-
reccao do mesmo ecclesiaslico e.a juizo delle.
CAPITULO VII.
Arl. 36. As arles de recreio nao sao comprehen-
didas no quadro dos estudos do collegio, sao conside-
radas separadamente, e cada urna dellas ser men-
wlmentepaga por 69000 rs.,alm do estipendio ts-
tabelecido no capitulo 2. art. 10.
Arl. 37. A dansa e o desenlio, serao ensinadosem
commums meninas, quese deslinarem a cada nma
dellas, o receberao 3 |cOes por semana.
Arl. 38. A msica porm ser paga mensalmente
a IO9OOO rs., depois que as meninas lirarem msica
por si, sem o soccorro do meslre, quer .a msica vo-
cal, quer o piano. Receberao por semana duas li-
Coes de msica.
CAPITULO VIII.
Recreios, passeios visitas.
Art. 39. Alternar-se-hao os recreios com os Ira-
balhos, como flea estipulado nao someDte adequa-
dos instruccao, como conducentes a favorecer a di-
gestao e consegu n temen te a saude das meoinas. Es-
te recreios serito regulados por urna escala, onde
haver consideracao estacSo, idade e desenvolvi-
mente das meoinas.
Art. 40. Todo e qualquer divertimenlo ser pre-
sidido por orna raestra.
Art. 41. Odia de qninta-feira ser feriado, desde
o meio dia at i ceta, i excepcao da obrigacjlo das li-
ces de dansa, msica e desenlio.
Art. 42. Na tarde deste dia podero as meninas
receber visitas de seos pais, ou prenles, na sala de
recepcao. '
ArL 43. as quintas- feiras de larde e nos dora i n-
sahi-
Liverpool pela Parahba, barca ingleza SpereA
ofthe Temis, de 354 toneladas, conduzioio segunte :
130 toneladas de lastro de rea e pedra.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 3...... 1:3069481
CONSULADO PROVINCIAX.
Heudimentodo dial......2:3809886
dem do dia 3 ........., 4:2959762
PAUTA
dorprecot corrente* do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, gtic te detpacham na meta do
consulado de Pernambuco, na semana de 3
de a%abril de 18i4.
Assucar emcaixas branco 1.a qualidade
9 2.
sao mase .......
o bar. esac. branco.......
o mascavado. .
o refinado.........'. .
Algodao em pluma de 1.a qualidade
2." a
> 3.
era carco .
inoido. .
Carne secca............. >
Cocos com casca........... eulo
Charutos bons............
ordinarios.........
< regala e primor.....
Cera de carnauba.......... @
em velas............' >
Cobre novo mSo d'obra........ %
Couros de-boi salgados.........
espixados...........
-verdes.............
de onra............. j>
o de cabra cortidos. ..... s
Doce de calda..............a
a b goiaba............a
secco..............
_ jalea............. a
Estopa nacional ............. $
eslrangera, mo d'obra.
um
pequeos..........s
Familia de mandioca.......alqueire
milho .'........ (gi
ararnta.........
FeijSo .,;............alqueire
rumo bom...........,, (&
n ordinario. ..........
emloibabom........
ordinario...... >
restolho.......
I pecar 11 a ni iu
na, para serem substituidas por oulras lavadas e en-
gommadas.
Arl. 20. O enxoval exigido ser o segunte: 6 ca-
misas, 3 ditas de dormir, 6 veslidos, 6 saias, 6 calcas,
6 pares de meias, G lencos,6 loalhasde rosto, (guar-
danapos, 3 ponleadores, 2 avenlaes pretoa com cor-
...... 2
1- pares de lencoes, 2 fronlias grandes e 2 pequeas de
travesciros, 2 coberlas de chita com babados, 2 sac-
eos para roapa suja, 2 travesseiros um grando oulro
pequeo, 1 cama de vento, 1 bah pequeo, 1 c-
ll pecha deira de palhioha com palmo e meio de altura, 1
bastidor para bordar, 1 hacia com jarro, ourinol com
rao as meninas a passear com urna meslra e um
meslre. Nesles passeios observar-se-ha a mais rigo-
rosa ordem e decencia, qualquer inobservancia pri-
var a incursa de futuros passeios.
Arl. 44. Nos domnaos e .das saotos poderao os
pais mandar buscar sitas lhas, depois da missa, para
p.-.ssarem-esses dias c om elles, deverao voltar antes
da hora daceia, ou no da seguiste antes das 7 horas
da manhaa.
Arl. 45. Passaro as ferias na companhia d -suas
familias, quereado, ou no collegio. "
Arl. 46. De 3 erot.3 mezes, haver no collegio urna
reuniao dos pais, om prenles das meninas, em a ul-
tima qunla-feira d. > 3 mez note, daa 6 horas as
10onde as meninas appresentarao as provas,d seu
adiantamenlo, qaer nos estudos regulares do collegio
quer as arles de goto.
CAPITULO IX.
Arl. 47. Serio feriados, primeiro Jodos os domin-
gos e d ias santos; se gando, de 7 de dezembro a 7 de
Janeiro; tercero teda a semana sania, al dia dos
Prazeres; quarto, de sde sabbado da qoinquagesima Espanadores grandes .
al quinte feira dep< tis docinza ; quinto, os dias de
grandes Testas nacin es; sexto, as quiotes feiras do
meio dia cm diante, nao tend liavido outro feriado
na semana.
C APITULO X.
Da ordem e qualidade das comidas.
fAxl, 48. A comii la ser da melhor em seu genero
c em sufflcienle qua inlidade. Ella ser distribuida
na horas j iodicad as.
Arl. 49. Compor- -se-lia o alinocpde paocom man- Gomma.
triga c cha. O jan lar sopa, cosido, assado, legnmes, ^"P^ -,
arrlzepirao.^rinesafruc.as do lempo. A me- ^ '** *h '^^
renda frucla ou cou sa equivalente. A ccia falias de
pao com mauleiga c. b, e carne guisada ou bifes,
O iPlTULO XI.
Recomp tusar e correecoes.
Arl. 50. as reun 6cs de 3 em 3 mezes, que se Ji-
zerem dos pais, ou pa entes no collegio, alm do que A,ai|10 de dito/
lica estabelecido no c; iplulo 8, receberao estes una Forro de. dito
infortnaco minuciosa da conduela e adiantamenlo
de suas filhas.
A'rt. 51. As recom H>^y|r5o calculadas de tal
maneira, qe_cslimulTa j/kor proprio, ca emula-
taode^aaM menina.aWonsislimo ellas: primeiro,
- cadencia na mesa; \ wgondo, nos passeios; (erceiro,
faeha azul clara de di: ilinccao; quarto, medalha de
prata com a palavra merecmentopendente de fi-
ta azul clara do pcito direito ; quinto, medalha de
ooro com a palavrae xeroplartaco de fila branca
ao lado esquerdo.
Art. 52. Consislirao as correecOes no segninle:
primeiro, cstudar em p i dorante a aula; seguiMlo.pri-
vaco do recreio, ou pi isseio; tercero, comer depois
de Ando o refetorio; q uarto, servir mesa s con-
discipulas; quinto, resa r sobro timhorete, durante a
comida. Nao obstante 1 islas ajuizadamente applica-
da, scnSo houver emen da sero as meninas reenvi-
is a seus paii.
Dispos ifoes geratt.
Arl. 53. Toda e qual qutr medida excepcional,que

Coosia-Bosque iUmtad, J^. Vnf,, ZT7 7 'lm'ODrlno1 cm Arl. ,53. Toila e qual luer medida eicepeioqal.que
*qu. U.Uilnj, mmoUm prlyocial Umpa, 1 espe.ho, 1 copo para agua, penles, o*ovas, naosejaapplim.Ia tai |uu alumnas, S^poto*
PRACA 00 RECIFE 3 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes officiaes.
Cambio sobre Londresa 28 d. 60 drv. a dinheiro.
BacalhaoI69OOO por barrica para entregar no Rio
de Janeiro. .
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 .
dem do dia 3 ......
13:6419496
9:5879354
23:2289850
Detcarregam hofe 4 de abril.
Brigue porlaguez Tanjo ///diwsos gneros.
ie inglez IVestmorelandidem.
Bri.
'8e ,,
ilsamo americanoBreezefariuha de trigo.
Importacao .
Lancha Nova Etperahca, vinda do Ass, consig-
nada a Cunha & Amorim, mauifesteu o segunte :
195 alqueire de sal, 10 railheiros palha, 24 saceos
cera, 42 couros, 180 coaros miudos, 15 couros salga-
dos, 4 meios de sote ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 ....
7:4909058
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 ....... 409432
dem do dia 3 ....-<... ; 1659629
.2069061
6:596*648
----- ...... ^ .
Espirito de agurdente.
Agoardentc cachaca .
" de canna .
restilada .
Genebra........
a .
Licor.........
o

caada

, botija
, caada
rafa
29300
19900
10600
29700
10950
29720
59900
59500
59100
19475
9550
9320
9400
9180
90O
9180
DECLARADO ES.
Correio geral.
Carlas segurasexisteotesna adminrslracaodo coraeio
paro os seohores: Francisco Antonio Peftira de Brito,
Francisco Soares deSouza, Joaquina Mara da Couoe-
Cao, vuvade Francisco Pereira de Barros, Jos Carlos
de Oliveira F. (2), Jos Manoel deFreilasJorominha,
Jos Manoel de Souza, Jos Tbeaorio de Mello e
Albuquerque, Padre Manoel (vigario de S, J.ou-
renco da raatt), Maooel Alexaodrino Albuquer-
que Pitia, Manoel Antonio da Rocha, Paulo Jus-
liniano Tavares, Salvador Henriques de Albuquer-
que.
Companhia de Liverpool.
~ Esperare no dia 4 o
vapor /.villana, com-
maudante James Brown,
depois da demora do
costuir.e seguir para a
u-*Yy -J^*^aammmiu tmi^r uusiuiihj seguir para a
9*00 Europa; agencia em casa de Deaue Youle &C, ra
9400 da Cadeia Velha u. 52.
19120
19280
59000
Arroz pitado duas arrobas, om alqueire
_ em casca...........
Azeile de mamona.........caada
> a mendoim e de coco. >
. do peixe. .'......
Cacau .........'........@
Aves araras.............ama 1OJ000
. papagaios...........um 39000
Botadlas................ 4480
Biscoilos............... n 69400
Caf bom .....'......... a 59100
a rcslolho............. o 39000
a com casca............ a 39600
69400
29400
19200
9600
alqueire
.
. rento
toros .
Prendas de amarello de2eostedos. .
u louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. c 2 ;4 a 3 de 1. .
a de dito usuaes........
Costadiuho de dito..........
O ahaixo assignado, cnsul da Blgica em Psr-
m uambuco, tendo de dar alguns esclarecimeulos ao go-
49400 Yerno Belga, se Ihe faz preciso que os subditos da
19600 mesm* na5a aqui residentes, apparefam em casa de
72,. sua residencia, roa da Aurora n. 58, das 7 aa 9 ho-
ras da manhaa, e das 3 as 6 da tarde. Consolado da
Blgica em Pernambuco 29 de marco de 1854.
Manoel Caetano S. Carneiro Monteiro.
vapor inglez La
Plata, que deve partir
de Liverpool no dia 10
de marco, espera-se nes-
r le porte por toda a se-
mana que entra em 2 de abril, adverte-se mais que
o vapor eutrar para o mosqueiro, para commodida-
dode passageiros qin> lenhara de seguir para o sul.
Arsenal de marinha.
Resumo das obras do melhoramento do porto sob a
mspeccao do arsenal d marinha desta provincia,
taitas 110 trimestre que decorreu do 1 de Janeiro
ao ultimo de marco de 1854.
Foi escavado o porto ao sul do ancoradouro na dis-
tancia de 30 bracas 110 extremo norte da cordados
passarinhos, continuando a formar o canal de 30 bra-
cas com a profundidade .le 25 palmos, donde foram
exlrahidas 13,850 tonelladas de enlullio. Fez-ae uo
dique da ilha do Nogueira 250 palmos de estacada e
muralha de pedra secca at meia altura, e 110 pal-
mos de estacada somente. Fz^se no recite 13,280
palmos cbicos de muralha. ou 43 bracas rorreules
com 3 palmos de altura e 10 de largura. Na mura-
llia da caldeira do norte fez-se 3,300 palmos cbicos
de sapata, ou cinco bracas correntes com 11 palmos
de largura, e 6 de profundidade e-9,240 palmos cu-
bieos de alvenaria e cantara, ou 27 bracas e um d-
cimo de muralha corrida de 2 a 9 de altura e de 4 a
12 de grossura. No caes do norte fez-se 150 palmos
de coniprimento de estacada alinhada c entaboadi,
150 de alicerce de betume hvdraulico, 10,800 palmos
cbicos de alvouaria c cantara, ou 15 bracas de mu-
ralha crrente com doze palmas de profundidade e
6 a 8 de grossura, e fez-rae mais alguns reparos 110
porteo e muro que feixa o' arsenal.
O halalhao 10 de infantera contrata pao de 6
oncas, caf moido, asacar branco o mascavado,
carne fresca, dita secca, bacalhao, azeile doce, vina-
gre, fariuha de mandioca, fe^jao, arruz, loucinho,
tenha e sal. As pessoas que quizerem' fornecer tees
eneros entrcgarSo as suas propostas fechadas na se-
cretaria do batelhao petos lO horas do dia 3 do cr-
reme.Vicario Aleares de Sonsa, alteres agente.
Capitana do Porto.
Producto das multes impostas a diversas pessoas pe-
la infraccau do regulameiito das capitanas uo tri-
mestre Dndo no ultimo de marco, a saber :
MezesJaneiro.........399000
Fevereiro.
Marco. .
69000
89OOO
9180
9160
9170
9090
159000
9190
9-240
000
9360
I9OOO
19000
29000
I9OOO
29800
29000
iOOOO
69000
59000
39000
89000
49000
39000
329000
29000
29000
19600
D 9600
99OOO
urna 129000
b 79OOO
Costado de louro. .-.......
Costadiuho de dito. .........
Soalbo de dito............
Forro de dito......;......
a cedro............ a
Toros de tatajuba..........quintal
Varas de parreira...........duzia
a aguilhadas ......... n
quirs............
Em obras rodas dusieupira para carros. Per 409000
)> B eXUS B B B B )> I69OUO
Melaco................caada 9160
Milho...............alqueire 19280 ncricana JeunUp, gnltdtemeale.
2O9OOO
IO9OOO
89000
69OOO
39500
69000
50200
39200.
29200
39000
19200
19280
19600
9960
Pedra de amolar.
b filtrar. .
o n reboles .
Pontos de boi. .
Piassaba ......
Sota on vaqueta .
Sebo em rama .
Pelles de carneiro
Salsa parritlia. .
Tapioca
boi.............cenlo 9210
U hlias de
Sabio ...
Esleirs de perperi.......
Viuagre pipa. '. .......
Caberas de cachimbo de bamh
O Illm. Sr. contador servndo de inspector
da thesouraria provincial, em cumprimento da re-
solucaoda junta da fazenda, manda fazer publico,
que no dia 27 de abril prximo vindouro, vai nova-
menlc praca para ser arrematada a quem por
menos Ozer, a obra dos concert* da cadeia da villa
de Pao d'Alho, avallada cm 2:8609000 rs.
A arrematarse- ser feita na forma dos artigo 24
o 27 da lei provincial n. 286 de 17 de malo de 1851.
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarse
romparecam na saladas seasoes da mesma junte no
dia cima declarado, peto meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente'e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de marc de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarSo.
i." A obras dos reparos da cadetada villa de Pao
iTAlho serao taitas de coirformidade com a planta e
orcamento approvados pala directora em conselho,
e presentada a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provinciana importancia de 2:8609000 rs.
2. As obras comecarito no prazode.30 dase serao
concluidas no de qualro mezes, ambos contados de
contormidade com o que dspoo o art. 31 do rego-
lamento das obras publicas.
3. A importancia da arrematacao ser paga era
tres prestaeoes, sendo a primeita de dousquintos,
paga quando o arremalantehouver feito a metede das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no um. das
obras depois do recebimento provisorio ; e ter-
ceira paga depois do auno de responsabilidade,
e entrega defiuiliva.
4. Para ludo o mais que 11S0 esliver determina-
po lias presentes clausulns, ou no orcamento se-
gur-se-ha asdisposices da lei n 286 de 17 de mate
de 1851. Conforme. O secretario. Antonio
Ferreira d"' Annundacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da resola-
no da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no da27 de abril prximo vindouro, vai novamente
praca, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra dos concert* da cadeia da villa de Seri-
nhaem, avallada em 2:7509000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arte. 24
27 da lei provincial n. 286 de 17 de mato de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sata das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourarin provincial de Pernam-
buco 28 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1. Os concert da cadeia da villa de Seriohaem
tar-sc-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em conselho e apresentado
approvacao do Exm. Sr. presidente na importancia
de 2:7509000.
2. O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de um mez e dever condai-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei
n. 286.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos tudoj
o que Jhe for Pelerminado pelo respectivo enge-
nheiro. nao s para a boa execucao das obras como
em ordem de nao inutilisar ao mesm lempo para o
servico publico lodas as partes do edificio.
4. 0 pagamento da importancia da arrematacao
te lugar em Ires prestaces iguaes; a 1, depois
de feita a metadeda obra; a 2a, depois da entrega
provisoria; c a 9, na entrega definitiva.
5." O prazo da responsabilidade ser de 6 mezes.
6. Para tudo o que nao Se aclia determinado as
prsenles clausulas nem no orcamento seguir-se-*a
oque dispOO a respeilo a le provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.'
'mi
Ja,^
Fr.n
sente mitre;
de S. Franc
aillo de frote
pri para ota
lcenlos mi
publica contra ana \
daGtudes.
CoHectoria de Ol
crivlo.
Le Son
boeo 8;
goavernem
rsMeM* dar
rsidense, ri:
9 du malte
que I'ern
Ma
lormo do
potito don? 1
re loaos me
de te exigir os si j
dapois do que Ihe
Compan
de seguir p.
i'eotedi Compatmia,
llepois te osj
cm :t a^^^H
M
llesea^^H
leiro, e r
Sesuir-se-ha
Cantado
pois do q
Ululo
Por i)
A cacada de mao
Segsrir-w-l
derela em luagnv
Dar
O.
diguo i
m pr_._____
Comecar saajj^H
CONSULTA
Dar lim o
iOWlbefa.^
no dia, no escri
, O eraprezario L,
preparando para
P_,
programlas" sero
ptente.
Tem o mesmo
rautas que quizerem 'en
a segunda ordem de ct^^H
Iradas que precisaren, nao sem
para cada camarote.
AVISOS. MABJ
Acba-se a
Boa Espcranca, no Irapichi
quer dos portos do sul. Ma
pos ou Penedo : que
quer destes portes, 1
achar cora quera ir
- WilliaiB-fiis.
fax Pocket, arriba
de Lim;
bre rlsc
menos, sobre o dito
tendentes compare
dja 5 ao meio dia.-
PARA I
Sae-com muila I
Coneeico, por te
to quasi b
quizer carrefjfr
ou einbarc
Sommn 187SJ0uu
Producto, do sellos provenientes dos docomenlos
daos pela capitana do porto, a saber :
MezesJaneiro......... 204*400
Fevereiro........ 163*21
Marjo......... 24595
capitao
Manoel ,
nomenrj
Sarama 6139230
Soccorro?.
Houve somanto no mez fiodo ccorrida corveta
licncaua Jtunston, graluitameule.
urna
" sS O conselho administrativo em v ir lude da auto
J, fS ce, tem-1
3 idelSai
S**0 lSSl etoUt ""oteada 50, grasas de botSes de osso pre-
avaHaria 39, cota-uos para:-'
* 1 aprsente alj\r
M tas ladoeo^
MendoiKa
m ,1854.-/ca me Rrite Inglez,
.' ante.-aawwr./u Pereira ioCarato
vm> Amw,vogie secretario,

le, Irala-se com Bailar &
Velha u. 12. ^^
-
assolr-
^^^^^Hbea marcha
coatado flxe ,
firompta : para o reslan-
[veira, na raa da Cadeia


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA TERpU OE ABRIL DE 1854.
M
1CEIRA 1)E S. FRANCISCO.
da veneravel ordem terceiradeS.
idade, de ordem da mesa regedora,
os charissioHis irmos em geral, pora
lem paramentados com
ia'.doeor-
Inrrema
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n, 36, segundo andar.
l'recisa-se de um cont e quinhenlns mil ris,
sobr hypolheenWasas, livres e desembarazadas,
a um por cento, lempo que convencionar-se'.
na ra a^^H na luja ou annuncie.
B
rado
uaiiha as 4
celmen te : os se-
vam-e^po-
larde.
Iar orna prela para o semino de
urna casada pouca familia, excepto cozinhar : quem
a quier alugar, dirija-se i roa larga d.o Rosario n.
4, padaria.
.OES.
Sr.AaS
1 LIMITE
io bem
ubra do
camas
linas ditas de
odernissimo,
um lindo pre-
i parde,
versas pecis
^^Hrentes qua'li-
Ifc oiles de sala,
nasse, de
ees para qua-
luslrecnm 12
ou.ros mu-
uem.
MlllMIIII
idnados sem
lao do dia 28
^^^Bh le, as 11 horas da roa-
farii leilo no ar-
i do Trapiche n. 38,
amarello, mesas pa-
^^HRoexas, camas, lavato-
^Biiii piano inglez, e ou-
^^p o comprador; assi m
las, e um cabriole!.
__ haver leilSo em
^^H ^^^HprU do armazem do
res massas.
O Dr.Thomassin, medico francez, d con-
sultas todos os dias uteis das 9 horas da
mantisa al o meio dia, era sua casa ruada
Cadcia de S. Antouio n. 7.
Furtaram em marco do anno paseado no lugar
chamado Po-Ainaretlo, propriedade do engenho
Maciij. nm quarlo pertenrem ao Sr. do engenho
Coneel?ao-Xova da freguezia da Escada, e seus sig-
naes sao os segiiintes: rodado, claro, graude, muito
bem fcito, novo e gordo, anda baixo muito pouco,
tero, alm de outros ferros, no quarto direito, urrfG
mal fello e retorcido no quarto esquerdo. Quem
delle der noticia certa ser recompensado ; e levan-
do-o ao engenho ConceicSo-Nova ou no Rccife na
ra do Livramenlo ao Sr. Joaquim Corra de Re-
zende ter 109000. A este respeilo j se fez an-
nuncio no Diario n. 97 do anuo passado, mas at o
presente nenhoma noticia lem appareqido. Suppfie-
se ter sido negociado para o sul
VERSOS.
:" que tenha muito bom
pliva; dirija-se i praca da
Ido u. 33.
^^H*ra de Azcredo Couti-
3 de seos amigos e pes-
i. Dla brevidade de sua par-
lies desculpa desta
imoalli.
retai que cozinhe o dia-
iodo o mais servicv, tanto
-se bem : na ra da As-
10 DE JANEIRO.
lo sul o vapor uLu-
lista da lotera 15
)E JANEIRO.
do Queimado
sto.de meios bi-
vigesimos dalo
sta deve chegar
r ingle?;.
ir. Jos Candi-
e como se igno-
qfle'a annuncie.
lixeiro'efe qualqacr
ac* da Indepeodcn-
HOMEOPATHIA. &
R!j\DASfRl)ZESiU8. g
| No consultorio do Dr. Casanova, acliam- &
se i yenda por &.
I CIHCOIIL RIS. i
, Algumas carteiras com 24-medicamenlos. ^4
Os competentes livros .... 03OOO tpP
l Grande sorlimeoto de carteiras o caitas
de lodos os taannos por preces commodis- ?2
? simas. %J)
(1 tobo de glbulos avulsos. 300 4h
1 frasco do yi onca de tintura a
I escolha........ I3OOO S)
dad* do Sr. Bom Jc-
us irmos. pa-
l pelas 2 c meia
Santo; para, eficor-
cissgo do Iriumpho
h do Carmii.
iral exporta para o
Juileria, cubra,
l'onscca tenha a honda-
da n. 18, ou auauncic a sua
ilnleresse
inda, a audiencia dojuiz
da freguezia de S. Fre
-rematar oS movis pe-
nor execuflo de
'padeiros. y
ndnsem excepcifo ilo/um, con
Brife a maudarem vender
^^^Hlfo annonciarolu-
r.is. 6 ou 6 j^horas da
110 ilobro em
^^^afta e cabello nes-
L^Ht'""
barca ingleza Ha-
ribada a esle
ina pata Cork
innco al o
depois desta
uta algum.
rcdcnburg.
lo meio dia,
lo Illm. Sr.
1,'M casa das ao-
a renda da casa de
1 do Vigario, a re-
ico Joflo de Barros,
". animal, por lempo de tres
lamento se acham
rleiro do juito
us sen senijos por
^^^Bh em tabernas, e
ra estes estabeleci-
^^Da particular; os
chem em case na ra da
iro andar, podem dcixar
erem procurados.
ix da Sosa.
larcu do corrente
e Antonio, com os
altura proporcio-
um dedo da mo esquer-
iiila figura,-lie bastante esperto e
1 se sabe a roupa com que
lir calca e carniza, e
o do Chite fino de abas
ie natural do Ico, donde
*: roqa-se por tanto s au-
^^bi de campo, captura do
ira s us senhores na
' andar, que serao recom-
a do Carmo.
oadoN da veneravel ordem terceira do
la cm geral a todos os
-raque M_ dignera compa-
10 dia 7 do corren-
1 Ujrde na igreja da mes-
1 harem a procissao de tri-
lem de expor avista dos
ilo recommenda aos seusca-
7 do cap. 30 dos
or seguinle.Todo
le na cidade na semana
ordem faz de nter-
1 para isto legiti-
por tal sem
logo seja expulso
3 o tal irmie falta
1 lem roaior era-
particulares, que
es ir-
A ine-
procis-
\nrado
bMifMedawio- a Uolea>ne
1 a pro-
mesmas
M do
Perdeu-sena noile de sexta-feira de Passos,
umapulceira de citbello do feitio de urna cobra, com
rabeca e cauda de ouro, desde a praca da Boa-Vista
al o arco de Santo Antouio : pede-se encarecida-
mente a pessoa que a liverachado, dea entregar na
ra do Queimado n. 25, toja do Sr. Joaquim Mon-
leiro da Cruz, q\ie ser recompensado.
O abaixo assignado participa ao respeilavel pu '
blico, e principalmente aocorpo do commercio, que
acabou com o seu estabelecimenlo, luja de fazendas,
sita na ra da Madre de Dos n. 9, e pede as pessoas
que se julgarem seus credores apresenlem suas
cantas na ra da Cadeia do Recite n. 40, que sero
pagas.Seziinando Joaquim da Silceira.
Loteria de Nossa Senhora do Livramento.
No dia 21 do corrente andam as rodas desta lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senhora, avis-
ta da grande exlracrao que tem liavido nao resta du-
vida que a mesma corra no referido dia, e espera o
thesoureiru que os amantes dcsle joge continen) a
comprar o resto dos bilhetes, os quaes estao venda
nos lugares jii conhecidos. O Ihcsoureiro,
J0S.0 Domingues da Silva.
ATTENAO.
Na tarde do dia 50 de marco prximo
passado, desappareceu de cima de una
mesa, npsegundo andar da casa n. 4, pa
ra da Gruz, urna carteira de mogno,
tendo em cima tima chapa de lati com
as lettras C. F. Boeck, chapeada tambern
de latao pelas quinas, contendo algu-
mas cartas escriptas em allemao, e em
ma gaveta do lado um relogio antigo,
caixa de ouro, um bolcinho com' urnas
moedas de ouro e prata, e outros peque-
nos objectos de nenhum. valor; promette-
se a quem levar dita carteira na casa aci-
ma mencionada_uma gratilicaro.
Precisa-se alugar um escravo- para casa eslran-
geira: nesla lypographia se dir'quem precisa.
Faco verao publico que fui recolhida a cadeia no
dia 31 de mareo negra Mara, diz ella que he Mara
Rita |Kirqne nao deelarou o seujsenhor: foi presa pe-
lo ciipilaomr de campo morador em -Fura de Por-
tas e recolhida por orden) do subdelegado do Rccife
da freguezia de S. Fre Pedro (joncalves, Jos Patri-
cio de Carvalho capitao-mr geral de campo.
Alnga-R urna casa com poucos commodos, na
ra Velna n. 31: quem pretendee dirij-searua do
Crespo n. 19 que achara com quem tratar.
Pecante o juizo de orphSos \o a praca no dia
3, 6 e 10 do corrente por arrendameulo aunual nma
casa de pedra e cal o. 2 na ra de S. Miguel da fre-
guezia dos Aflbgados, avaliada por'iSSOOO rs. au-
nuaes, outra na ra da Piranga n. 1, com olaria e vi-
veiro por 1509000 rs. e outra com sitio e casa de
pedra e cal no mesmo lugar denominado Castlha-
nosj). t A. tambem por .39OOO rs., cuja praca he
feita a rcquerimenlo do tutor dos menores filhos do
tinado Jos Pedro de Faria, e acha-se o escriplo em
poder do porleiro do mesmo juizo.
Arrenda-se o engenho Leao, sito na fieguezia
da Escada: os prelendentes pi'idemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53, segundo andar,- que
acharSocora quera tratar, ou na freguezia da Escada,
noengenho Vicente Campello, com Manoel Goncal-
ves PerciraLima.
1 NOVO ROMANCE PELO SR.
DR. MACEDO
autor da Moreninlia, Moco Louro, Dous
. Amores, Rosa, da comedia Phantasma
Bianco. da tragedia o Ceg, e de outras
coinposi'coes de gosto merecimento,
PRINCIPIOV KO FOLHETIHI
DA
MARMOTA N./1SO
DE TERCA FE IRA 7 DE MARCO.
Ahrio-se urna assignature, desta folln,por 3o rs.,dc
marco a junho, tendo os senhores assisnantes, ilm
de VJCENTINA em folhelm, toda a vanlagem
ilos desenhos, msicas, figurinos coloridos e retratos;
sendo os primeiros destes os dos senhores conselhci-
os
PAIL130 JOS SOABES DESOIZA
JOS CLEMENTE PEREIRA
que serao distribuidos no corrente mez, assim como a
uova quadrillia Saudade/ da Parahiba linda
inspiraco do Sr. J. J. Goyanno :
TUBO ISTO POR 39OOO RS. PARA A CORTE E
43000 PARA FORA.
na loja do editor Paula Brito, praca da Constituirlo
n. 6i, e na luja do Canto da ra de S. Jorge.
Os que quizerem em vez de assignalura, tomar
nina acclo de IOO3OOO rs., terao sempre de grara a
Marmota^ com todos os seus avulsos, c mais anda
6 por i cm dinheiro, pagos de 6 em 6 mezes no es-
cnptorio da empreza, praca da Constituirlo 11. M,
no Rio de Janeiro, ou nesta cidade livrari da pra-
ea da Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de urna ama portugueza: na ra da
praiado Caldeireiro n. 3.
Precisa-se de freguezia para 3 caadas de leile
puro, dando-se a quem o lomar todo ou de caada
para cima a 160 rs. a garrafa: na ra da Cadeia do
Recfe n. 9.
Rnga-sc ao Sr. Jos Rodrigues que levou as
amostras de bicos da casa de madama Rouler, mo-
dista franceza. na roa Nova B. 58, de torna-las a en-
tregar immedialameutc.
lotera de n. s. do livramento.
cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
publico,
avisa ao respeilavel
cautelas esUto ex
me, e pagasob
grandes sem o
Bilhe
Meios I
Quarlos.
Decimos
Vigsimos
;us bilhetes e
lineares iocoslu-
nremios
L^LHr*K.
j^^^BOSOOO
700
400
1:2509000
5009000
2500000
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para lodo o ervico de
casa de urna pessoa ; na travessa do S. Pedro n. -2,
segundo andar.
Faz-se qualquer negocio'com a taberna sita na
ra do Rosario da Roa-Vista n. 53, com poucos fon-
dos, isto oor seu dono 1er de tratar de sua saude.
COMPRAS.
Compra-se toda a qualidade de Irastes novse
usados, e tumben) se trocam trastes novos por velhosj:
na roa Nova, armazem de trastes do Pinto, defronle
da ra de Santo Amaro.
Compra-se um lenco de labj rindi bem feilo,
de cambraia de linho: na ra Direila n. 82 primei-
ro andar. -
Compra-se urna morada de casa
que nao exceda a um cont de Fe'is, em-
bora n5o seja no centro da .cidade ; nesta
typographia.
Compra-s urna escrava, crioula, que tenha 30
e tantos unos de idade, saliendo coziuhar e engom-
mar : na ra de Santa Rila, sobrado n.85.
Compram-se escravos de ambos os sexos, tanto
para a provincia como para fra della, paga-se bem
agradaudo as pessoas ; na ra da Gloria 11.7.
mCompram-so escravos de ambos os sexos de 10 a
25 annos para dentro e fra da proviucia, tendo boas
figuras pagam-se bem: na ra Direila n. 66.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 35 annos, e tambem recebem-fe para vender em
cuiinnissao : na ra Direita n. 3.
_ Comprani-se dous ou tres toneis que tenham
sido de azeite, e que levera de duas pipas para cima :
a tratar na padaria do paleo da Sama Cruz n. 6.
Vende-e a obra Recreado Philosoptiica, oblo
padre Theodaro de Almeida : na ra Nova n. 16.
Vende-se urna porreo de taboas de louro para
forro j chiifrada; na roa das Flores, taberna eon-
fronle ao porto da canoas da roa Nova n. 21.
Veudft-sp ama prr com idade 1
inlia^^^^^Bbc faz o ma:
prl^^H
aierlam-^^^B
do que em o- parte ; a-
_isim como tem vidro, eaMttles e cbate,:
1 n. 11. Tambem veBd* agua argento-
itica para pra toar.
Vende-se urna casa terrea njoilo larga, na ra
dos Coelhos n. 3 : a tratar com o seu 'dono Herme-
negildo Gonralves da Silva, na roa'do Queimado d.
10,. loja. "
Na ra do Vigario n. 33, vendm-se saccas cora
superior farinha de mandioca, por preep commodo.
* Vemle-s um escravo por preco commodo: na
ra da Praa n. 29.
PENEIRAS DE RAME. '
Vendera-se pcneir.is de rame com aro de folha
de flandres, muito fortes e bonitas, assim como can-
dieirnsdclato para estudante, e doparede, por pre-
co muito commodo.
Vendem-se cortes de chita de barra de bonitos
gostos, pelo baralissimo precu de 28400 cada um:
lia loja n. 3 ao lado do arco de Sanio Antonio.
Vendem-se encllenles cobertores oscuros, pelo
barato preco de800rs. cada um: na loja n. 3 ao la-
do do arco de Sanio Antonio.
Conlinua-se a vender a bordo 00 patacho
Clementina muito boa farinha de mandioca,
9 por proco commodo, c para porgues se fara
algum abalimenlo : a tratar no escriplorio da
ra da Cruz n. 40.
Bom barato. .1
Na ra do Passeio, loja n. 9. de Albino Jos Leite,
VENDAS
Precisa-se de 2009000 rs. a juros, garantidos
em duas assignaturas ou em urna propriedade de
casa de pedra e cal: a tralar na travessa da ra das
Cruzes 11. 10.
Pede-se ao Sr. M. J. C. quera 1er a hondade
de mandar ou ir pagar a quanlia de 129000 rs. que
ha muilo deve e passou um vale, e nao ignora a
quera, se nao quizer ver seu uume por extenso.
Negocio vantajoso. .
Odono da lojade calcados.inlitulada Estrella n. 19,
ra do I.ivramenl, em um dos melhores locaes,mui-
lo afreguezada em calcados e surragem d couros, d
por balando a qualquer pessoa habilitada e diligente,
dando garanta no que receber, e tendo o seu orde-
nado nos lucros ; faz-se este negocio por motivo de
molestia, e tambera vender-se-ha, querendo, sera
fundos para quem tem pouco dinheiro: na mesma
loja achata com qnem tralar.
Quem quizer encarregar-se de curar um mo-
lccotc que tem urna ferida la perna, precedendo um
ajuste, annuncie para ser procurado.
O Sr. Antonio Jos Nogueira nao se pode reti-
rar sem' que pague a Joao Marlns de Barros a
quanlia de rs., 6359203 que llie deve por saldo da
extiucla firma Francisco do Prado & C, da qual foi
socio gerente.
Charles Forstcr Jnior, retira-se paraTora do-
imperio.
Vende-se um escravo de bonita figura, bom pa-
deiro c forneiro, de idade 22 annos: na ra do Fogo
n. 23se dir quem vende..
Semen tes novas.
6:S
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova mndou-se para a ra das @
Cruzes n. 28, segundo andar. @
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva pa-
ra urna casa de pouca familia: na praca da Uniflo
n. 36.
O abaixo assignado, morador na povbaco do
Pilar, da ilha de Itamarac, faz publico que'uo dia
t8 de marro do corrente, auno, comprou urna asa
oude mora lia cinco annos, sendo os vendedores os
legtimos douos c ao receber os ttulos pago?; assm
como tambem asiza nacional, sao moradores nesla ci-
dade. Todo e qualquer papel q*e appareca ser 'do
iieuhiim cfTcilo. visto queclles venderam sem cons-
Irangimenlo.Jote Joaquim dos Santos Flor.
Jos Alves da Silva Guimaraes declara nnlla c
de nenhum effelo qualquer procurabas que appa-
reca, com a dala al 28"de marc, do corrente anuo.
Precisa-se alugar um preto ou moleque que te-
nha principio de cos u ha e soja-fiel: na ra Nova
n. 22.
Vende-se urna morada de casa de pedra e cal.
chaos-proprios, na cidade. de Oliuda, ao p da ladei-
ra da S, confronte ao sobrado do fallecido conego
Carnciro : quema pretender, dirija-se ra Augus-
ta, em casa de Antouio Nobre de Almeida, que acha-
ra com quem tralar.
Vendem-se duas moradas de casas terreas, sen-
do orna no paleo do Carmo que faz quina para a cam-
boa do mesmo Carmo, aomlc tem urna taberna, ou-
tra ua ra do Aragao da Boa-Vista, ambas bem cons-
truidas ; os prelendentes podcro dirigir-se ao seu
proprielario, na ra ida Concordia, em casa do Sr.
Francisco Percira da Silva Sanios.
Vende-se um escravo moco, de boa
conducta e bom cozinheiro, tanto de f'or-
no como de fogao : na ra Direita n. 66.
MELLO FREIR.
Vende-se o direito das pessoas, por Mel-
lo Freir, traduido em portuguez com
notas, para o uso do terceiro annp jur-
dico : na. prca da Independencia n.
6e8.
Na ra do Crespo, loja,ama-
relia n. A_.
Avisa aos amantes deluvas de Jovin, chega-
das ueste ultimo vapor, a 29000 ris o par.
Georginas,
fazenda de seda e linho 1 le qual id ad es escos-
cesas, ditas lizas furta-cores para vestidos de
senhoras c meninas, a 610 rs. o covado.
Indianas,'
Corles de vestidos para senhoras, com 15 cor
vados, fazenda de goslo novo, e anda nao
apparecidas nesle mercado a 145000 rs. cada
corte.
Cassas fi-ancewis,
a 480 o 500 rs. a vara, cambra! as e cassas.
pintadas com babades e fle outras cores mo-
dernas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lns, na ra da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
cenlemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarida, como seja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, fcijao .carrapalo de duasqualidades. ervilha
torta e direila, coentro, salsa, nabos e rabanetes de
todas as qualidades.
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do alerro da Boa Vista n. de 1 hora
da tarde em vante al 6 da larde achara com quem
tratar.
Velas.de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
precu: na roa da Cadeia do Recfe o. 49, primeiro
andar.
A liquidacao esta' a acabar.
As fazendas do ausente Joao Antonio de Aranjo,
por metade dos seus valores, na loja da estrella ra
do Queimado n. 7, defrante do becco do Peixe Frito:
Percas de cambraia lisas de 6 H varas a 29600
Cortes de -eambraias de seda de 49560,
SSOOOe............
Cortes de eambraias de cores a 29OOO e .
JHaotas de garca a........
I.uvas de rctroz preto sem dedo par i .
Ditas de montara, par a .'.
Fil de a godo branco e de cores, vara a .
Lencos de cambraia fingindo linho a
Ditos de chita finos, duzis......
Chales de eambraias bordados a .
Dilus ditos adamascados ........
Ditos de laa multo grandes a.....
Caisnetas de 10a mescladas o covado. a .
Alpacas meseladas o covado a..... 640
Cambraia de cores organdiz vara a 480
Corles de meias casemiras de algedao bonitos
padroes a......( s 19280
Meias cruas para homem apara 120
Ditas de cores muito boas o par. a 200
e outras muitas fazendas que s com a visla dos fr-
guezes pdenlo couhecer os diminuios preros porque
c estao vendendo.
dirija-se a me-nia cata a 1 ->.
V
des, e pwr preco cominod
48, armazem de Paulo & Santos.
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronle do
do algodao, lem para vender-se feijao mulatinho
muilo -novo, e em saccas grandes: a tratar na ra da '
Cruz n. 15, segundo andar.
Ao barato.
Na loja de Guimaraes & Henriques: rna do Crespo
n. 5, vendem-se lencos de cambraia' fina e de puro
linho, pelo barato preco de 59 e 49500 a dnzia, sendo
cada duzia em urna caixinhacom lindas estampas.
Caixas para rap.
Vendem-se soperiorescaixas para rap feilas na el
dada de Nazareth, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naqnella cidade, pelo diminuto preto de 19280 :
ua ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mala
barato de que em qualquer outra parte t
na pejeg da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem viudo, e outros de diversas qnalidades por me-
nos preso que em outra parte : na ra da Cadeia do
Reeife, n. 17.
Deponto da fabrica de Todo* o* Santo* na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na roa
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquetla fbrica,
muitoproprioparasarcosdeassucar e roupa de
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muito
novo, Cera em grume e em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santo n. 11, o seguinle:
vnho de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
era novellos ecarretefll breu em barricas muito
grandes, aro de milaOsortido, ferroinglez. *
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecjmento contina a ha-
ver; um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Kirsch em can
l'rancez da melhor qal|
parecido, tudo chegado'
Francez, e por pr
ruada Cruz n. 26
Vende-se mt^
meira qualidade,
bem fardos de fumo
possivel para charutos, <
mente1 da Baha, e
conta; assim cmo urna p
de charutos, por preco b
he para se finalisar co
Cruz n. 26, primeiro anda
VINHO DA FIGUE1I
Vendem-se barris de quinto de vi
no armazem de Tasso Irmos.
Na roa da Cruz o. 15, seg|
se 19Q pare* de coturnos de eoj
los, pelo diminuto preco de
89000
29500
29OOO
320
400
480
180
2iOO
800
640
I9OOO
720
Taixas para
Na fundicao' d fernj
Bowmann, na na do. 1
do o chafariz continua
completo sortimento de ta'uc!
fundido e batido de 3 a 8;
bocea, as quaes acham-se a
preco commodo e com
embarcam-se ou carregam-
sem despeza ao comprador.
Moinhosde vent
'ombombasderepuiopara re
de capim, na fundirs de D. W. Bowrn
doBrumns.6,8el0.
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr Heringtraduzidoem por-
tuguez.
1 Acha-sc a venda esta importantissima o-
bra do Dr. ll,cring no consultorio homiro-
palhiro do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio n. 25, 1 andar.
0
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixo* do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estt.belecimeijtQ
.ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas) francezas, allemSas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle niaiores van-
tagens do que outro qualquer ;o
proprietario deste importante es-
tabeleciment convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS
NERVOSAS.
(Hysteria, epilepsia ou gota coral, rheuma- :
tismo, gota, paralysia. defeilos da falla, do
ouvido e dos ojitos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enxaqueca, dores, e tudo
mais que o povo conhece pelo nome genrico
de nervoso.)
. As molestias nervosas requere 111 muitas ve- I
zes, alem dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que despertem 00 abatam a sen-
sibilidades Esles meios pussuo eu agora, e os
ponho a disposicao do publico.
Consultas todos os dias (de graca para os
pobres), desdeas 9 horas da manha ale as 2 :
da tarde. Ra de S. Francisco (mando novo)
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludaero
Pinho.
ii ns osoiuiamena
^^^l ilo
e miras quesqm ecisarem da ma-
chinismo sao respeitosamenle convidados a visitar o
estabelecimenlo em Santo Amaro.
AVJSO JURDICO.
. A segunda edieSo dos primeiro elementos pral-
co$ do foro civil, mais bem corrgido, acrescenlado,
nao s a respeilo do que altern a le da reforma,
como acerca dos despachos, interlocutorias e definili-
vas dos julgadorcs, obra asss'interessanle aos prin-
eipiantes ot pralica, que Ibes servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
Quem precisar de madeiras de todas as qualida-
des, lamaoho, ou grossura para construirn de casas
on navios, entrando nisto alm de todos os seus per
lences, maslros de qualquer tamanho, e tambem lo-
do* os perlences de barcaca de qualquer tamanho:
dirija-se ao escriplorio de'Wanderley & Irmao para
em lempo fazercm-se para fra as cncommendas me-
danle os ajustes.
Precisa-sc de um feitqr no sitio do Sr. Guerra
ora ocrupadn pelo Sr. Fculon: na passagem da
magdaleua no, mesmo sitio, antes das 9 horas da
lepois das'4 hora da larde.
1 llar ao Sr. Manuel Octaviauo de
sua morada, panf se
jb entregar orna pcommenda vinda de fora, roga-
ar sua morada coni brevidade, pois
o port ctirar-se. .
dora da irmandade de S. Jos da
1 de N. S. do Carmo, con-
ato para asswlir invento,
de enterro e da ressur-
nmpho, sexia-fei-
ai 2 horas da larde, e aquellos-que
poder e nao podercni vir, le-
las entregar ao thesourei-
irecsa-se alo-
lum de urna
.1 que saiba lavar e
ira perleic;, >'ua n> jg_
a-se de um caixeiro que lentfc ortica de
1.1 Soledadc n. 18, corredor do Bispo.
ClovU Bouueaull, retira-se para o Rio de Ja-
' nero.
\ Balbina Custodia de Olivcira Reg, mullier de
Manoel de Hczendc Reno Bsrroi, mudou, na ausen-
cia de seu marido, a sua residencia para o bairro do
Recfe, ra da Senzala Nova, sobrado n. 40, seguu-
do andar.
Jma mullier de cor e de capacidad*, e que d
fiador da sna conduela, prope-e a ser ama de casa
de pouca familia ou de homem solleiro, fazendo ludo
servco de cozinhar ou de engommar: pode ser pro-
curada 110 paleo do Carmo, as lojas da casa n. 50, a
primeira a voltar para a Camboa.
CHRYSTALOTYPO.
Noto eslylo.de retratar, quer chova, quer faca sol,
J. J. Pacheco, receolemenle chegado dos Estados-
Unidos, convida ao respeilavel publico, a visitar o
seu eslabelecimento no aterro da Boa-Vista n. 4
casa em que morou o Sr. Letarte.
O Sr. Joao Nepnmceuo Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olihda, lem urna carta na
livrari n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Pede-se a pessoa que comprou urna moeda de
ouro, libra esterlina, com laco liso, proprio para cu-
fiar cordiio para botar ao pescoco de menino, ou sem
elle por haver sido lirado a um atraale no dia 22 de
fevereiro prximo passado ou muilo perto desle da,
dirija-so a rna das Flore*, n. 23, alim de averiguar
negocio que lhe diz respeilo. Pode vir sem recelo al-
gum, cerlo de que nenhum prejuizo lera rclalivo a
este negocio da compra referida, so vier por este cha-
mado a casa indicada. "
Aluga-se um sitio
na estrada dos afilelos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vi venda,
murado na frente e fundo, e com muitas fructeiras :
quem o pretender, dirija-se Ponte de Uchoa em ca-
sa de-FranciscQ Antonio de Olivcira Jnior, que tam-
bem o permuta por predio na praca,ou vende.
@jaagi@3t>@ai@:5S@@
ti O Dr. Sabino Olegario Lodgero Pnho mu-
@ dnu-se para o palacete da ra do S. Francisco
(mondo novo) n. 68 A.
Precisa-se muilo de ama ama para casa de pe-
quena familia, que seja zelosa e prompta a todo o
servico perteucente a urna casa: na ra do Hospi-
cio n. 3i.
Quem precisar de urna moca solleira de bons
costuir.es para ama de casa de familia para coser e
engommar: dirija-se a ra do Pilar-em Fora-de-Por-
tas n. 102, que achara com quem tralar>^_^
- (loocalves Salgado relra-se para
Por-
Jos
lugal,
Desappareceu no dia 25 do passado, a prela Ma-
ra Joaquina bem condecida por esse nome, altura
regular, secca do corpo, bastante magra, levou vesti-
do, saia preta opalino preto, anda calcada, inltu-
la-se de pagar semana para assim poder escapar, foi
escrava na cidade de Ulindn, do Sr. Dr. Janscii. o
nesla praca do Sr. coronel Salgqeiro, julgs-so andar
mesmo nesta cidade aonde tem sido vista. Roga-se
portanlo a todas as autoridades puliciaes e. capitaes
de campo, a apprehensao da mesma e leva-la ra.
Direita u. 26, que serao recompensados: outro sira
prolesta-se empregar lodo o rigor da lei contra quem
a ti ver oceulta.
Muito se precisa saber, se nesta cidade ou Tora
della, existe algum prenle.on herdeiro da finada
.Marta Gomes de Amorim, e no caso que exisla, mui-
lo selhedeseja fallar para negocio de seu muito inte-
resse: na ra Augusta taberna n. 1, ou no engenho
Soccorro.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio,
no dia 1" de abril corrente, a finalsar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disjosto. no
art. li.doregiment municipal.
OSr. Dr. Joao Luiz Soares Marlns lem urna
encomma((a; e o Sr. Jos Mara Cordero Lima
urna earlffrno escriplorio de Novaes& C, na ra
do Trapiche n. 34, primeiro andar.
Engomma-se com muila perfecao e tambem la-
va-se de sabao na roa Augusta, passando o quarlci-
rSo de sobrados na qaarta casa .terrea, defroulo de
urna fabrica de charutos: quem quizer dirija-se acu-
sa mencionada.
NAVALHAS A .C6KTE3TO E TES018AS.
Na ra da Cadeia do Rccife u, 48,. 1" andar es-
criplorio de Augusto C. de Abreu conlinuam-se a
vender a 8,000 res o par (preco fi.o) s j bem co-
nbecidas e afamadas navalhas de barba, -feilas pelo
hbil fabricante que foi premiado ua exposicao de
Londres, as quaes alm de durarcoi extraordiuaria-
te nao se sontem 110 rosto ua accilo de corlar: ven-
dem-se com a condi^ab ile nao agmdaudo podercm os
compradores devolve-lasult.) dias depois da compra,
restiluiudo-sc o importe; na mesma casa ba ricas
tesourinhas para unhas feilas pelo mesmo fabricante;
. ptimo vinho de Collares,
em liarris de 7 cm pipa: no escriplorio de Augusto
C. de Abreu na ra da Cadeia do Rccife u. 48, 1
andar.
Chapeos pretos de castor,
de qualidade superior a de todos quantosal agora
lem apparecido: no escriptorio de Augusto C. do
Abreu ua ra da cadeia do Recfe 11. 48,1 andar.
Vende-se um pardo sapaleiro e bolieiro, de boa
conducta, urna prela de idade 16 annos e um mula-
tinho de idade 14 annos',- ludo por preco commodo, e
um moleque : na ruada Gloria n. 7.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim,
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia1 do Reei-
fe n. 17 ; vendem-se por prejo muito commodo.
Vendem-se es obras seguinle : Pothiers obras
completas, Cheaveau theoria do cdigo penal, Or-
tolau instituas de Justniano : a pessoa que preten-
der, dirija-se a loja de livros do Sr. Figueirba, que
se dir quem as vende.
Vende-se urna negra aixida moca, que sabe la-
var de brrela e sabao, e tan ibem sabe do serviso de
campo por ter viudo do ma'.to : quem a pretender,
dirija-se ra do Crespo n. (1.
Vende-se um c hronometro do me-
lhor autor e de marcha muito regular e
approvada : vende-st; por se ter vendido
o navio a,o qual pertencia : na rita do
Trapiche Novo n. 16.
-*- Vende-se urna casa Ierre,! de pedra e cal, em
chao proprio, na cidade de Oli nda, na ra do Jogo
da Bola n. 19, casa que faz qu ina : a tratar na ra
do Livramento, loja n. 16.
Veudc-e ama carroca com: arreos para caval-
lo, coks .pouco uso : na ra Nov 1 n. 27.
Vende-se muito boa man eiga franceza a 500
rs. a Ubra : na ra Augusta, lab ema 11. 1, por baixo
do sobrado que foi de Jos Mari a.
Vendem-se duas e scravas que en-
gommam e csem bem, ambas mocas e
de boa conducta, um pi -eto cozinheiro,
tanto de fogao como de ib rno,.muito bom
escravo, um mulatinho c\e 16 annos, bom
para pagem, todos por \ jreco razoavel:
na ra Direita n. 66.
Vende-se un i lindo cabriolel com
um bonito cav; 1II0 : na ra da Sen-
X zal, cocheira dejoaquim Paes Pc-
rera da'Silva 'lauliem se vende
cada urna dasenusassoparadas.
Veude-se um braco de fer ro grande, do autor
Romao, com concha correnl es de ferro, tudo no-
vo, por pre^o muito commodo: os prelendentes di-
rijam-s a Antonio Leal de Ra rross na ra do Vi-
gario 11.17. -
Na ra
33 vendem-se cortes de"raei nifa prela fina
53000, sarja prela Jarga, J .Cnda superior, a
25OOO o covado, setim de M icio muito encor-
pado a 295OO. chales de laa escuro a 800 rs.
panno preto c azul a 33000, corles de casemi-
ra parda a 2JJ000, dula fr anceza larga com
algum mofo a 200 rs. o co- /ido, ditas limpas
OLEADOS PINTADOS.
Praca da independencia.
, Joaquim de Olivcira Maia, recebeu ltimamente
um completo sortimento de oleados piolados, de su-
perior qualidade e padroes muilo modernos, de dif-
ieren tes larguras, e a preces muilo commodos.
Deposito de algodao d fabrica de todos os
santos.
Era casadeDeane Youle & Companhiavendem-se
os algodesdesla fabrica : na ra da Cadeia Vellia
n. 52.
Deposito de farinhas de trigo-
Actia-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como lambem um sorlimenlo de farinhas americanas:
no armazem de Deanc Youle & Companhia, no bec-
co do Gonralves.
Relogios de ouro inglezes:
vendera-se em casa de Deane Youle & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Youle & Compa-
nhia, ra da Cadeia Velha n. 52, aro de Milo ver-
dadeiro e carvo patente, proprio para ferreiros.
@ CORTES DE VEST DO PRETO.
Vendem-se corles de vestido prclo, de cha- 0
@ malote e grosd'enapte bordados, de superior
3 qualidade, e lindos desenhos: na loja do so-
brado amarello da ra do Queimado n. 29.
AQS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, emprgado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Rrito, nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca nma grande por-
cao do frascos de salsa parrilha, d Sands, que sao,
verdadeiramcnle falsificados, c preparados -no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela m,1o daquelles, que autepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqu cheg-
da; o annuncianle faz ver qud a verdadeira se ven-
de nnicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do IteciXe n. 61; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-r
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Vendem-serelogiosdeourb, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de ."
L. Leconte Feron & Companhia.
muilo finas a 210, rscados francezes de cores
":} fixas a 180, viseados de linli o os melhores que
50 lia no mercado a 240, c ou tras muilasVazen-
das, por preco baralissimo.
SARJAS E SI TINS.
Vende-se superior sarja pre la hespanbola a 2SO0O,
23200, 29500, 2800 e 33000 o covado. setim preto
de Maco superior a 25100, 23600, 38000, 3S00,
43000 e 53000 o covadr > de cores a 900 rs. o co-
vado ; ua ra Nova, W_ l^de Jos Laiz Pcreira
; Filho. ^^^i n
PANNOS FINOS E^ASEMIRV
Vende-se superior panno I 110 prelo a 2S800, 45,
43500,53000, CSOOOe 73000 rs. o covado, casemlra
preta, franceza, muito lasl ica a 63500, 73000, 8.
109000 e 123000 o corle, dita de cores a 43000, 53000
e 63000 o corte ;. na ra No va, loja u. 16, de Jos
Luiz Pcreira & Filho.
Palitos de pa uno fino.
Veudem-se palitos france; :es de panno fino preto,
rautu bem acabados, e da 11 llima moda, pelo barato
preco de 143000 I69OOO : na ra Nova, loja n. 16,
de Jos Laiz Pereira & FU ho.
CUITAS R. VRATAS.
; Vendem-se chitas finas d e core fixas, de padroes
claros e oscuros, a 120.140 160 e 200 rs. o covado .
na ra Nova 11. 16, loja Je Jos Luiz Percira &
Filho.
SALDO ASSI!".
Vende-se sal do Assii, a bordo da lancha nacional
Nota Esperanza, fondead: 1 defronle da esradinlia da
alfandega : a tratar na ru: 1 da Cadeia dp Recite, lo-
ja n50, de Cuuha & Ami irim.
ATTENCAO'
vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na rna Di-
reita n.76, esquina do becco dos Peceados Morlaes.
Saccas grandes.
Vende-se milhn novo, em saccas grandes, a 23500 :
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim n. 35.
Vende-se sal do Ass, a bordo do
brigue Conceicao, fundeado defronte
do Forte, do Mattos: a tratar a bordo com
o capitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na "ra do
Trapiche n. 14.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barricas de 15 duzias de po-
tes, em casa de James Crabtree & C, ra
da Cruz n. 42.
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2." ediclo do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nnicamente na livrari n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e do cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Agencia de Edwlm Maw.
Na rna do Apollo n. 6, armazem de Me. Cal mon
& Companhia, acha-se conslanlemenle bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agn, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamauhos emodolos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Sira casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco veris para navios, ferro da Suecia, e fo-
llias do (landres ; tudo por barato preco.
a ra da Cadeia do Recfe n. 60, rma=
zem deHenrique Gibson,
em-se relogios de ouro de sabonete, de patente
ibISz, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres,; por preso comniodo.
g&@sss: s=ssss e&
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
eife n- 20: este vinho, o melhor
de toda a.champagne vende-
se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente era casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotlo*
% das garrafas sao azues
Na ru do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro desellins, ebe-
gada recenlemente da America.
Vendem-se cobertores de algodSo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12. .,
FARINHA DE MANDIOCA-
Vende-se em porc/ies de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mattos, defroute do trapiche do al-
godao, e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para, vender diversas- m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas; scho-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
234OO a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com 81|2 varas a 39000 rs., corles de meia casemira
para calca a 39000 rs., e outras militas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, foja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARAAQUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino preto a 33000, 33200, 49500, 59500 e
69000 rs., dito azul a 23800, 33200 e 49000 rs., dito
verde a 29800, 33600, 49500 e 59000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 53500 o corte, dita fran-
ceza muilo fina e elstica a 73500,83000e 93OOO rs.,
setim preto maeo muito superior a 39200, 49000 e
53500 o covado, merino prelo muito bom a 39200 o
covado, sarja preta muito boa a 29000 rs. o covado.
dila hespaohola a 29600 o covado, veo pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes* fil prelo lavradn
a 480 a vara, e oulras muitas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
0 POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
VINHO DO PORTO MUITO
Vende-se superior vinli
barrisde4., 5. e 8.: no arn
do Azeite de "Peixe n. 14,
escriptorio de Novaes & Comp
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria mullo
com Tasso & Irmos.
Ao senhores de
Cobertores escoro* de algodao'.
to grandes e encorpados a 19400:
loja da esquina que rolla para a "
Na ra da .Cadeia Velha n. 5J
Deane Xoule i C
vende-se um carro ameri
vislo na cocheira de Poli
POTASSA,
No ahligo deposito danta da 1!
armazem b. 12, ha para vender ni
da Rnssia, americana ebrasilcir,
ris de 4 arrobas; a boa qoal ^^B
ralos do quo m outra qualqi
aos que precisaren) comprar. N
lambem ha barra com cal de LisJ
ximamenle chegado.
Vendem-selonas,bi
na da Rnssia: no armazem
Comoanbia, na ra da Cruz n.
Calcado a 720, 800, 2fi00
no aterro da Boa-Vista loja i
da boneca.
Troca-se por sedulas anda mesn
yo e completo sorlimeoto dos bem cooUccm
loes do Aracaly para toda as nieq^^H
rs.; bolins a 29OOO, sapawes de 1
33OOO rs.: assim como um novo e
ment de calcados francezes de todas as
tanto para homem, como para senhoras,
mininas, e um completo sortimen
tudo por preco ramio commodo ai
dinheiro.
Vendem*se excellenles eobtrlorej
19440 : na loja de 4 parlas n. 3, ,-
Santo Antonio. .
Anda se vend a poste de al)
ga Jos em parte beneficiados por <
Concordia, na primeira ra projeclada. i
do Monteiro, tita do Caldeireiro, com I
de fundo, e a frente qne cada um qui
denles pdem entender-se com 1
ra Guimaraes, morador no sobrade
mesmo terreno.que seacha anlorisadd
presentar a planta do mesmo.
Vende-se a taberna da
do Rosario n. 10, bem a
a trra, e com poucos funda
tagem ao comprador:
dirija-se ao armazem ce
de Dos n. 22.
CHAPEOS DA MC
Na praca da Indepaaild^^H
2*,26,28e30L
vndemete superiores chapeas
glez, da melhor qualidade
do e igualmente brancos,
ni las formas e melhor quali
peo amazonas para moolria___
do Havre no ultimo navio, bonej
meninos de todas as qualidades,
razoaveis.
Vendem-se dous vehculos
rodas de carregar fazendas na_,
modo preco: a tratar no cacado
Vendem-se 4 escravo, 1 _
1 moleque de 17 annos, 1 pretal
madeira, 1 preto de 40 annj ^01
c : na rna larga do Rosario n
Vende-se sal do Ass a berd
Manoel Jos Dantas. I
Vende-se orna escrava de nacao, noc
cos, boa quilandeira, va muilo fiel : Da rti
A mam n 4fi /
JL
Vendem-se pregos americano, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, su>erior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um carro coup, de muilo bom gos
(o, e alguns objectos da Cliii.s, como sejam : venia-
rolas, leques de marfim, ditos de chara, livros de
estampa*, e m navio de marfim : na ra da Cruz n.
66, escriplorio de Jos Cr.ndido de Darros.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
preta, como : panno fino prclo a 33000, 49000
53OOO e 63000, dito azal 39OOO, 49080 e 59000, ca-
semira prela a 23300, setim prelo molo superior ,
33000 e 43000 o corado, sarja prela hespanhla 29 e
25500 rs.. sclim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 236OO, muitas mais fazenda de muitas qua-
lidades, por preco commodo : na ruado Crespo loja
n.6.
Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na ra da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do,Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Cbery, em barris de fjuar,to.
Sellins para montaria, de homem c se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros
Relogios de, uro patente inglez.
Oleo de .linhaca embotijas. '
Vend-so na botica do Bartliolomeu F. de Sonza
na ra larga do Rosario n. 36.
Obras de ouro,
como sejam: adereco e meiodito, braceletes, brin-i
eos, allineles, botoes, anneis. correles para relogios,
etc. ele., domajs moderno goslo : vendem-se na rna
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia
Xor.ro de lustre
de boa qualidade -, vende-se por menos do que em
outra qualquer parte para liquidar conlas: ua ra da
Croa n. 10.
Vende-se selim preto lavrado, d muilo bom
oslo, para vestidos, a 29800 o covado : na ra do
Crespo loja da esquina qu volla par a cadeia.
Amaro n. 16.
ESCRA

Ao meio da 1 de 27 de
anno, fugio da casa' do abaixo asslg
crioula, por nome Angela, idade I
mais ou moi, rom os signaes i
lanle preta, cabellos crescidos ni
abrir no roeio, fallam-lhe dous
parle da* cima, levou vestido da |
de ftww grandes, e levon mais lea |
roupa. Esta escrava f
gnado comprada em 10 di
ao Sr. Jos da Silva Loyo,
ronla e ordem do Illm. Sr. capital
Castro Delgado : recommendi-sc L
la lenham noticia, leva-la on manda-
rjJMljjda_rua da Cadeia do Recfe I
'gratifcala eoerosamente.
^nfoNo Joaquim
Desappareceu no dia 28 do corran
Jos crioulo, idade 30 annos, pouco m
estatura regalar, rosto redando, cabello
olhos pretos, nariz chato, bocea 1
barba pouca, nemas um pouco cal
dolllm.Sr. Jos Vilra BrasU |_._.
nho Bom-Jesusda malta; qii
ticias abordo da escuna brasil
ou ao lado do Corpo Santo loja de
sor recompensado.
Do engenho Coroai fregnezia ]
fugio no mez de outobro de 1832 j
I.uiz, de idade de.22 annos coro
les: lem a cor de taioca, boa a
corpo, ps e cara descama
olhos proporcionados, os denles i
cidos, na p do lado esquerdo, I
um lalho, e no embgo para o \
rocinho pouco visvel,
tclha e lijollo, e sppfie-
Casa Forte on no enge
leve-o no dito engenho,
DavidMadeira no engen
se tem contratado
Paselo Publico n.
compensado.
lesappareeeu
goezis da Escada. em on
escrava de nome Joaqu:
altura recatar crbem pret
ter 40annosde idade. a >
ihnma noticia -> le
ja foi capturada un
ca ;i polica desees tafares, a|r
aos senhores eaples decampo.
en le t *anr
lio vigilao-
! 5O3OOO rs.
Par*.Typ..sl N. JP. a Faria,UM,


Full Text
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