Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01883


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Full Text
I
O XXX. N. 76.
i
4
^HBUP4.:.vo'.
FariajRio de Ja-
s; Baha, o Sr. FV
ioaquim Bernardo de Men-
RodrigoesdaCosta;Na-
Tpaero Pereira; Aracaty, o Sr.
ts Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
; Maranbo, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues: Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por i
Pars, 340 a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Riode Janeiro, 11/2 a2.porO/o de rebate.
Accoes do banco-10 O/o de premio. .
* da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lellras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 9J}q00
Pratt. Patacoes brsnleiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos .... 19800
SEGUNDA FEIRA
Por nn
w~
*

porricm. ,
IDA PROVINCIA.
U 38 de ureo d. 1864. 4
Exm. manchal commandanle datar-
a Upedicao de suas orden/,
:orpos de primeira liha e os of}-
s de mal, se apresentem em frente
__ > Sanio, o dia 30 do-Corrente,'; _
icorapanliar a imagen) do
Jess dos Pastos, que lem de ser Iras-
Lfereja matriz da Boa-Vista, prov-<
** para qne a procUsAo do mesmo
131, seja acompanhada pela tropa de
* qne estiver disponivel, e pelo corpo
cojo commandanle se ofltca a respeilo.
) ofRco de que le Irala.
o mesrao, ioleraodo-o d haver eipe-
najor encarregado das obras milia-
nandar fazer na fortaleza do Brom conf
i .reparog reqoisilados pelo respectivo
inte.Officou-se neste senldo ao referido
PARTIDAS DOS OORREIOS.
Olinda, todos os das.
Cania r. Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feifas.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
L. JfREAMAR DE HOJE.
Fnmeira as 9 horas e 18 minutos da manbaa.
Segunda s9 horas e 42 minutos da tarde.
Aoinspedorda Ihcsourarla de fazenda,
* haver o promotor publico da contar-
liclpadoque no da 25 do corrente,
leio de sen emprege.Fizeram-se as
^^Munkacoes.
mesmo,comrauncando, Grade que o
i inspector da alfandega e ao adminis-
Passos Reis o resto do lempo que Ihc fal la para cumprir
n'aquelle presidio a pena de 20 annos de prisSo com
(rabalho que Uie foi imposta. Dos guarde V.
Exm. Jote Thomaz Nabueo de Aratijo. S.
presidente da provincia de Pernarabuco. Compra-
se. Palacio do governo de Pernarabuco 31d e marco
de 1854. Figueiredo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commereio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras as 10 horas.
Juizo de Orphaos^feund,as e quintas as 10 horas,
l.'yaradociyel, segundase seilas' ao meio dia.
2.* vara do civel, quarias e sabbados ao mel da.
Tomando em consideraco o sen iro prestado pe-
lo lentenriado Manoel dos Passos Res, que, com
risco de vida, parlio em urna jangada do presidio
da Ilha de Fernando de Noronha para a provincia
de Peruambuco afim de levar ao presidente da pro-
vincia a noticia da sedicao, que n'aqualla ilha pla-
nejava q criminoso Vicente Ferreir de Paula: Hei
por bein, usando da attribnicSo, que me confere
o arl. 101, 8 da constituifao, perdoar ao mesmo
senlcucido o resto do lempo, que Ihc falla, para
complelar a pena de 20 annos do prisao com traba-
Iho, em que foi condemnado, e qne est cum-
pnndo no referido presidio. JosThoroaz Nabueo de
Aranjo, do men conselho, ministro e secrclario de
gestado dos negocios da jsH?, anim o tenha encen-
dido e faca ezecnUr.Palacio do Riode Janeiro
em 10 de marco de 1854, trigsimo terceiro da in-
dependencia e do imperio. Com a rubrica de S.
M. o imperadorJote Thomaz Nabueo de Araujo
Conforme, Antonio Alttt de Miranda VarejSo,
ofllcial maior interino.
a qual trabalhou o Guimarfles, em grande parle era I Cerlos commandantes superiores1 j deviam ter leva-
3. Seccao Rio Janeiro ministerio dos negocios
imperio, em 18 de morro de 185*.
Illm. e Ex. Sr. Acenso o recebimento do ol-
nsulado desla provincia, que ap-h2J3J-Ex- datado em 14 do raez Qndo, no
nte a nomeacao qne conferio 0 Knalme coiflnnnicon, que tendc-se-lhe aprsente-
le Candido de Barros i Xa-, entrenheiro Garlos Nheals, incumbido por este
composta de pssimos actores : pois que os melho-
res da companhia do Germano, e que j se acham
contratados para a nova empreza, nao quizeram d
modo algnm preslarem-se a azer parle do espect-
culo daquella noite.
Aqui paro ; porqu alm deeslar sofirejido bas-
tante do dcfiuxo, acho-me summameule aborrecido
por nao ter quasi noticia a narrar-lhe. Em com-
pensacao, porm, disso ahi segae a corresponden-
cia do meu compadre do Piauhy, quemis mere-
cidamente do que eu, deve em as columnas do sen
jornal lomar maior espa;o.
^^k* a'fndega do 1 15 do corrente ris
Adeos: ale breve.
PIAUHY.
Thereifna 28 de fevorelro de 1854.
Amanhaa al o meio-dia fechar-se-ha a mala do
correio de Caxia, que lem de levar-lhe novas desla
boa trra; e pois estamos na forcosa ebrigaco de des-
embozar-nos quanlo antes : porm quid priut di-
cam 1 Estamos sem muuicao de noticias, e conse-
guinlemenle em Utas. NSo resta duvida, qoe have-
mos de dizcr-lhe sempre algama coosa, que sirva,
para que i.ossa epstola nao v l muito i capucha :
havemos de cumprir nossa patavra, d la por on-
de dr. '
la Rodrigues Isaac, para o subsli-
___H torete a viagem que foi o mesmo
r E uropa, (tcando, porm, obriga-
apresentar o beneplcito imperial,
> mezes.Fizeram-se as oulras com-
mesmo, declirand''^^, (a de sua
o, lancou no reJWerijjlo enTque Jero-
* Agwiar Albuquer^lReis 'pede licenea!
''a Jos Antonio de Aranjo, pela qnanlia
ri.. a posse de 37 palmos do. terreno de
J7 A em Fora de Porta, o despSmr-se^
, pagos es direitos nacionaes.
i commandanle da eslacao naval, inlci-
aver determinado que d'ora em diante,
na correspondencia otTicial, o Iralamen-
direto.
esmo, dizendo qne pode mandar rece-
I no palacio da presidencia por um dos
rnos sob sen commando, o santo para
atoe di junta de justica, Irans-
ser relatado em sesso da mesma jun-
yerbal do soldado ila companhia fi\a
iba da Parahiba Joao Jos-dos Sanios.
eao mesmo presidente daquella pro-
ministerio ds revcrVfno^p^o que julgasse conve-
niente acerca das plantas e maw ffalbaj relativos
a obra da poni do Recite, mandara V. Ez>-frne-
cer-lbe ludo o que havia tal respeilo, e presUu>
Ihe todo auxilio de que precisasse.
Recebi (ambem a copia do rclalorio que acom-
panhou o mesmo olcio de V. Ez%, apresenlade
pelo referido engenheiro, no qual opinando pela
continuado da ponte provisoria no lugar em que
[oicomeeada, declara reservar-se para nesta corle
mitlir sua opiniao e juizo definitivo sobre o melhor
syslciua e modo de .execucao da ponte permanente.
Em resposla, teuho de declarar V. Ex., que nao
me havendo tambera sido ainda entregue o mencio-
nado rclalorio o plano, que o dilo engenheiro pro-
melleu aprcscnlar, approvo a deliberacao, que V.
Ex. tomou de mandar continuar a ponle provi-
soria. E previno V. Ei. que, logo que fr re.
solvida a queste"relativa ponle permanente, ser
posla por esto ministerio sua dlspasijao a somma
precisa para dar-se principio, e o conveniente im-
pulso as respectivas obrasI)cos guarde a V. Ex.
Luiz Pedrira do Couto Farra:. Sr^gesiden^
te da provincia de Peruambuco.
oOJW
inspector do arsenal de marinha, d-
t pode fazer partir para Fernando not.o <|e
lo vindouro, o patacho l'irapama, de-
lspeclivo commandanle liver recebdo i
presos de juslica a eorrespondenci
Fizeram-se as necessaras communica-
j mesmo, para mandar fazer os peqne-
i da qoe necenita -brigue escuna Uga-
j)mmanicou-se ao commaaaole da est-
fenlo, dizendo que, cora este lhe sefo
15 Indios da aldeia de Barreiros, men-
lacio qoe remelle por copia, os quaes
os que perlenccm a mesma aldeia,
lervindonaquelle arsenal. Communi-
rector da mencionada aldeia.
iefe de poilcia, dizendo que, visto nao
amservados na cadeia desla capital os
aUja vindot das Alagoas no brigue ecu-
lat, remella-os Smc. para o presidio de
lo na pximeira opporlnnidade.
idirecter das obra* publicas, aolorisan-
f pelo prejo indicado em seu o (Vicio n.
ilha grandes de vidro que sao precisas
;Koas di casa de delencao. Commu-
inspeclor da thesouraria provincial.
0, dizendo que pode comprar pelos
M n sea odelo de hnntem, ns objec-
oi dito offic^o, os quaes sao precisos
la ponte provisoria do Recife. Inlei-
sesiraria provincial.
no, recommendandoqiie, fa^a cons-
ta, flm de baver toda a seguraiica, o
rentara casa dedetencSo.vislo ter de
ente o raiodo norte daquelle edi-
r^alli mudar immediaUmenle os
tnaaclalcadeia.
IC do arsenal de guerra, para man-
priraeiro encarregado do hospital
I africanos livres era substituirlo dos
jiyam em servlcp; e foram recolhidos
. Participou-se ao marechal com-
Famus.
genheiro encarregado das obras mi-
^^Hj? compra de maleriaes qoe pre-
r.fim de comecar com mais forca a
s se mandou conslroir nn quintal
losplclo.Commnnicou-se a lliesou-
peclor da Uiesouracialirovincial, iu-
iver anloriado ao director das obras
termo de recebimento provisorio
de Santo Amaro de Jaboaiao, e
qne nao s mande pagar ao arrema-
W. imporUncia da segunda prel
|qo te lem direilo, mu timbero por quaif-
Sateco, a cobransa do pedagio da
ira.calcBUndorse o seu rendimen-
m qaalro conloe de ria liquido em que
pelo mencionado director. Commani-
munleipal do termo de Santo AnUo,
om bretidade, lim de ter transmilli-
ircbal commandanle das armas, orna
nojnry daquelle lermo
tego Barros,
lnte do corpo de polica, di-
'licia, actualmente pro-
arem julgados pelo conse-
estii procedendo, dvem ser
la mesmo que nao
o, porm, aos que per-
ra licar as prisOs qne
1 commandanle das ar-
STERIOR.
Mea
Janeiro 13 de margo
lirio qne
?..;-..:; de
-"' :"..r: exiteii-
ipdb, .:.,...- tendo
mve
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO BE
,\ FERNAfDUCO.
V Marubi'o 23 de marco,
116 esta urna das muitas vetes em qne me acho
em verdadeiros apuros para dar-llie conla do occor-
rido durante a ultima quinzena. Se eu nao allen-
desse ao capricho, que nulr, de nao dejxar passa-
um s vapor sera escrever-lhe, de ccrlo que faltarr
llievhia boje, para esperar pelo Josefina, que, do
Para deve aqui chegar por esles quatro ou einco
diasprximos. Talvez que alla, houvesse mate-
ria para entreter convenientemente o grande nu-
mero dos scus leitores.
Dado este cavar, laia de cnmprimenlo, passa-
rei s noticias.
Comccando pelo esiribilho do cosame a polti-
ca marcha elja no mesmo rumo. Tudodenolanapro-
vinciauma Iranqullidadc publica e seguranca indi-
vidual, capazos de fazer inveja a outros lugares do
imperio, onde o punhal e baeamarle nao ressam de
exercer a sua influencia, a dcspeilo mesmo de todo
esseaparellioprcvcnUv, que se chama poltica.
O jorualismo do .Mariaui continua inspido, ao
ponto de causar verdadeiras nauseas ao estomago
mais bem conformado, que -possa existir. Parece
que o hroe da Etlrella' j goTu- dos seus lgubres arsenaes.
Anles de hontcm, foi pela retecho do dislricl,
pronunciado-o Dr. Alviar, juiz municipal dC Al-
canUra,' por crime de abuso Tautoridade. He na
verdade, para lastimar, qne aquelle moco sem com-
preheiiaer a sua posieao de magislrado, e al os
wus proprios interesses, commclla fallas lao imper-
doavcis, fazeudo do pacifico foro d'Alcanlara, o
Ihealro d'uma bem encarnicada guerra.
t Por este vapor segem para a corle alguns de-
pulados desla provincia, vai o Sr. desembargador
O. Francisco, o do Piauhy o Sr. Dr. Paranagu.
Segu tambem, no mesmo vapor, o Sr. Dr. J. J.
d'Oliveira, quej coocluio a sua missao. Consta-me
que elle fez importantes alleracocs no plano do di-
que ; sendo que achou mui hem concluido, o que
se acha feilo daquella obra, oreando a sua complete
conclusto, em, poaco mais eu menos de 400 conloa
de ris; o que-decerlo nao he. caro, se atlender-
mos ao preco porque laes obras se fazem na Euro-
pa, c na America do Norte. Consla-rae igulmenle,
que mnilos elogios fez elle pericia c nlelligencia
do engenheiro encarregado daquella obra, o nosso
disfinclo comprovinciano, oSr. Dr. Raymundo Tei-
xeira Mendes.
Cumpre aqui ratificar nm engao, que e.note
na minba penltima carta. Nao foram dez os cri-
minosos condemnados morle, e nem tres gales
perpetuas, pelo jury de Caxias, em sua ultima ses-
sao, como entao lhe disse, mas sim 9 na primeira
dqucllas penas, e quatro na segunda. O nosso in-
vern parece, que ainda nao quiz toroar-se regu-
lar, lomando aquella caranlonha, que lhe Impro-
pria ; talvez que de gaiteiro, qaeira algumas ve-
zea mostrar-se lepido e adamado em scus sere-
nos dias, como o casquilbo verao. Pelo ulerior,
consta-mc, queja se resmnnga pela falta de chuvas.
Tve afinal, por concessao do procurador do Cer-
meo, o Sr. JoUo Jos da Cruz, lugar o espetaeulo
no da 11 a beneficio dos educandos, o ao mesmo
lempo, como em festejo ao natalicio de S. M. a Im-
peralriz. Esse espectculo, que' como disse um
amigo meu,leve uteiseagradaveis fins: todava, nin-
gaem o contestar, que em sua origem foi bem e
bem vicioso 11 Forcou-se a vonlado do empresa-
rio, para se lite pedir um beneficio t Por outro la-
do, porom,o Germano gozou com o (al espectculo de
um perfeilo favor, quasi que naquella representa-
cao tei cRe o nico beneficiado! A apparirSo.do
Ouimaracs no seu Idiota, fez geralmentc patente a
sua inferioridade artstica ao Germano, que sem
contestaro algumahe o melhoraclor, qae por aqui
emos fdo. ) Guimaraes acheio, muito mais afec-
m,LMq.Uin? ^r^Oramatica, e (0m a voz
mmloma.sestragada. Kilo me cansare
alelo entre os dous inimi, m;
:^COi*-.1eapiW 0SCOThe sim, ha muito ;qo* ji -de^ ,, a(lo ^'
Un "^"J, adC,ro>'1,0r' e' *^locima
maoommisssodirector,, ..quenada pou^
ra abnlhaula-Io o mai, que f 7r. ^^^ I
mnea o sateo do meauo^.e ve E%&
.qoecido de flores e I ;ale. eoaaehe
, de airosas damas- primores, jEto rSa
i escoro do quadro, ara, 3Hni0i,ial
la olllcialidade da G. Nacin;
Por onde principiaremos ? Inda mais este busUlis.
Dizem, qoe o rabo he o peior dse estelar; porm
nos estamos agora encontrando maior difllculdade na
caneca.
One bellissimo adiado! Est resolvido o proble-
ma...fallemos da Therezina....Mas que havemos de
dizer da Tliejezina ? Que he um grande povoado ba-
nhado pcl^Hnde arteria, que se chama Parnah-
ba Islo totm mando sabe. Que sen progresso he
rpido e admiravel? Eque era para o futuro urna
jS^as mais bellas cidides do nosso interior ? J muita
se lem dito este verdade. qne he das de maior
wioycao. Que os alugoeis de suas casas sSo exeessi-
vamenfe caros, e que seus proprietarios sao urnas san-
guesugs? Disto ninguem quer saber, he quesla0
que so nfos diz reMpilo, e as oossas pobres bolsas, que
jiesiao> bem escorrdfls comas investidas, queIhes
tem daido deshumanos especuladores. Dizem, e nos
acompanhamosessa opiniao, que circunstancia do
czcess ivo aloguel das casas dev Therezlna o pro-
gresso rpido, que tem lido; porque muilosseohores,
que nunca projectaram gozar dos foros de proprieta-
rios, e a nles queriamter seu dnheirinho aferrolha-
do, estao hoje usufruindo esses privilegios pela forte
le da ni^cessidade, santas leis da economa.
Ha en Ir os proprietarios alguns, qoe especulam
com lal s agacidade e esperleza, qne faz admirar: ou-
tros, cuj; i especulacao he lao escandalosa, que he ca-
paz de le .car a visla um ceg:quero fallar-lhc da-
quelles, .ijue por um anno cederam suas casas ao go-
verno, para hoje pedirem 502)000 rs.de aloguei
mensal p elas mesmas, qnando s a roe|ade dess'es pre-
C"S pode ra valer.He bem boa man eir de ser pa-
triota !Esses Bugeitossao dos laes que dizem :Ae
bom tem r a patria, porm o melhor he viter cui-
ta del la.- .
Mas dememos este assumplo, e .tratemos do q
mais importa. Na Therezina nao ha quera nao edi-
fique sua casa ou que nao projecle edificar. As ras
vivera hoje cerno nunca atulhadas de madeiras .
mais materias t, que as tornam inlransilaveis. Edi-
ficaso. escdificaco, he o pensamento de toda a
hora, e nao s e cuida em mais nada. Polilica...esi
era completo isqaecimento, e ha mnito que nao ouco
fallar nessa s jnhora... Partidos, por umocnlo:
quaes partida ...ninguem sabe distinguir liberaes de
saquaremas. Chrisiaos e Judcos, todos estao confun-
didos econgr a^dos 1-A tolerancia nao lem limi-
tes IV, poi s, Vmc, qne estamos em nm mar de
rosas, em urna feliz situacao 1 Deosqueira que este
estado de eousasdure por. rauilo lempo...Mas onde
queremos, ir pwar com o pensamento T Longe do
mole, longe < o senlido, j iamos enlrando pelosdou-
rado, aloes la D. Poltica, assim como quem nao
quer a cousa. Deixemos-nos de graSas...vollemos ao
assumplo, e n; lo facemos com que o digno redactor do
Diario de Pe nambuco tenha de seu correspondente
justos motivo de desconfianca.
Como iamo. dizendo, a Tlierezina 18o rapidamenle
se vai desenvc Nende, que os mais emperrados anfe-
mudxttat (nao os ha de coraS5o) j vao virando a ca-
saca, e se torn ando apologistas da idea, qae oolr'ora
com lao pones graCa hoslilisiram. A populado qoe
aqai^ive,
bois por t
comem ca
Ihadas em
populcau.
snppondo
Por'nm
capitel, o
ie lao crescida, que consume 8, 9 e 10
devendo observar-lhe que nem lodos
Centenares de casas de palha, espa-
las as direccOcs acolbem orna grande
re, que de toda a parte vai afliiindo,
aqui as minas da California,
pa estelistico da ediOeacao da nossa
cionado em 20 de oatubro do anno
prximo p .*sa- /orna! da Bata publicou, vemos qae nessa data ha-
viamaqni 198 casas de lelha ou era conslruccao, ou
ja conclu das; e que o numero de terrenos concedi-
dos ej demarcados subte a 167. Esseqnadroes-
lalist.co I' e boje muito iraperfeito ; porque uestes
qoatro me: es que lem decorrido, mais de 17 novas
propriedad tem-se principiado 6 edificar, e mais de
atrrenos e lem alinhado, e muitas das que entao
eslavam en cornejo j estao concluidas. Das 17 ca-
sas de qae icrbamo de fallar, urna lem de frente 150
palmos, do k inclusive um sobrado tem 110 palmos,
dMo^''" 8' ma 6*' 'res w'duM 50'eas mais
De que he fallaremos agora ? Para ns que nao
conslruimo^ cs, que vivelo, em outro mundo de
n outros cuidados, podemos dizer, qoe
erece um aspecto montono, e que vi-
Jlela pasmaceira, e i revolver-nos em
um circulo vk o, que sempre he melhor qae o cir-
culo de ferro e n que vivamos na velha capital, onde
ludo era miste; ioso, mesqninho. com liecnca dosse-
nhores onfe-mt iUtat, qne ainda nao vollaram a ca-
saca, c se cons, |rvam fiis f jurada.
O .lia, em qe, s chegam os crrelos dacorle.l.e para]
nos um di. de |, .,u. A velha Europa, sempre ferl
emacontecimers os, nos oflerece agora grande assump-
lo para, discossa p. As peripecias da grande tragedia
de Turcos eCo sacos, do Sultao e do Autcrata, a
fgida misterios do bota-fogo Palmerston do minis-
terio, e mais tr niada europea est aqui muito na
ordem do da. I. g poiSem nossos pasmalorios nao po-
demos saber del >ada, qoe nos diga respeilo.
Nao goslamoi; de ser massantes, e por isso fugi...
de assumptos d, batido, e de questoes sedijas. Soa-
nos ao envido tt. ma| a p,|avra massan,ei ,, fw.
urna soar mal prvidos de urna mulhero cpilhe-
lo de telha e feic e, pois.eslamos mais ama vez com
o toe Mas agora nos lembramos, sim...
ie da guarda nacional, da cmara
ulras cosinlias miudas, excentrici-
,* desla boa neta doXabral.
selembro de 1850 ddlNiowWgaT-
ional; mas ella ainda aqui nao es-
dezcominandos superiores deque
guarda nacional estao ji alinlia-
a Therezina
vemos na eo.
do foguetei, para serem mais zelosos no cumprimen-
t de seus deveres, e mesmo para que nao conli-
nnem i mandar ao governo propostes, que se podera
chamar vergonzosas, pelas mselas, relevo e excres-
cencias, que nellas se nolam.
S. Eze. o Sr. Dr. Camino ha de olhar com bem
allencao para esse ramo do servico publico, e, pois,
nao'fallemos mais em lal objeclo. Pnssemos cma-
ra municipal da Therezina.
Cmara municipal I Dos los acoda He inslilui-
c5o, que sotemos in nomine.' Fallamos-lhe a ver-
dade, porque este rcspeilavel corporarao esta reda-
zida 5 membros; saber, Iresuo numero, Ihcu-
ireoRvd. vigarioda freguezia, qae nao pode ser
camarista, e dous sapplentes de 4 e 5 votos, que
tpanharam ahi de improviso e de sorpreza I.A nossa
cmara be ama verdadeira anomalia, principalmente
se allendermos qae o seu fiscal he um desses enles
qae por ter muito desenvolvimento physico, traza
preguica repimpada no cocorulo, e mais dando in-
dicios de nm verdade iro papa-mosca de Burgos.
Acerca de justica civil e criminal, estamos reduci-
dos a expressao mais simples. Juizes municipaes
cifra :delegado de policazero:nao ha um que
naoqueira servir para remediojuizes de pazpor
tu oculo:s temos um, e mais nada, porque sup-
plentesnote ara note.Para remate da obra te-
mos em elleclivo ejercicio dous OOiciaes de justica, e
aero em dsponibilidade. As parles vivem aqui en-
fundo agua, cholaodo moscas, encuendo as roas de
pernas, ou locando toques com bandurra, e per-
gunlarera navas dos juizes, que niaguem sabe dar.
O jui* municipal e delegado de polica supplente,
o cidadao Antonio Joaquim de Lima e Almeida, ha
lempos qiie'he o Peirtu in cunctis desla trra ; elle
he delegado, he juiz municipal, he juiz de direilo, he
chele de polica, lie finalmente ludo, e ser emqoan-
tohouver essejogodo empurra. Com a sabida do
Dr. Paranagna para a corto ir o Antonio Joaquim
para a polica, e ficamos sem juiz de direilo : porque
os supplentes de juiz municipal c nao veem. Por
este lado estemos mal, e iremos a peior, se porventu-
ra se continuaren) a noroear homeos que nao que-
rem, e nao podem servir. Meu rico, os senhores fa-
zejideiroselavradoresnaose preslam com facilidade
ao servico publico, e nao servem para cerlos cargos:
dislrai-los dos algodoes e dos bois, he mele-los em
camisas de onze varas, e n'um labyrinlho, donde de
ordinario sahem dando-se i perros, desesperados
contra o mundo inleiro, e comendo o p3o que o c3o
tinhoso amassou.
Estamos com saudades de Mr. Adams: mas qOera
he esse Mr. ? Ora, quem ha de ser! Um vampiro,
um feio rosbeef da Unao Americana, que lem sido
nnssohospede, e feilo bem bonitas pelolicas. Com seu
circo olympico dea-nos' elle bem boas estocadas na
bolsa. O velho tomo demo as tripas,e o joven Elias,
alma da companhia, deo mnilos goslos. O Elias ha
de ser grande coisex, se he que j rtio o he : sempre
que eorreu a cavallo, merece*muitas ovaees e ap-
plausos. As bellas filhas de Eva foram os maiores
apologistas .que leve o joven filho de Sfnla F de
Bogot : a muitas ouvimos dizer: .Snior) o me-
nino he onr.a, correr attim a cavallo he um despo-
tismo!.... E qoe lal elogio ? Nao estranhe essa
phraseologia, qoe he mnito vulgar entre nos.
O circo olympico fechou-se na noite do da 23 com
um furioso aguaceiro, que poz a lodos os espectado-
res em debandada, mas nao arrependidos de la to-
rero ido.
Em seguida ao circo olympico (eremos carne secca,
sto he, um cosmorama oue nos pora em eontribui-
C3o por um par de dias. Paciencia : iremos ao cos-
morama, j que nao temos Ihealro nem bailes.
O invern veio-noseste anno muito tarde; porm
sempre chegou em lempo de desvanecer os justos te-
mores, os fundados recetes qbe tiohamos deque
para o fim do anno nao fossemos obligados a alguma
emigrasao. Temos mnito raedo das garras devora-
doras da teme. No municipio do Principe Imperial
ja se senlia profundamente as funestos consequen-
cias da secca, tanto que o Ezm. presidente mandn
suppir com 100 alqueires de farinha o referido mu-
nicipio. As ultimas noticias, que ltimamente
d'alli lem vindo( dizem haver ja chuvido abundan-
temente. No momento em que lhe escrevemos crio-
ve por aqu mnito: os campos esiao lapisadps d
verdura, o lgame cresce desassombrado,
noite ouve-se o montono coaxar das raas e dos sa-
pos Bellissimo annunco; he a msica que toca o
Iriumpho de nossa barriga I*-Quaodo te tem o ban-
dulho garantido pode-se estar con/ente ; e eu eston
realmente salisfeilo, e rendo grasas aoAltissimo.
Apezar da muita chuva, ainda o calor he intenso',
Suicdon-se no lermo de Oeiras, Guilhermina Ce-
sara de Albuquerqne, mnlner de um tal Ricard
Jos da Cunha. Essa infeliz eslava complelamente
alienada, e dizem-me qne perpetrara o crime com
focadas.
Foi preso pelo delegado de Plracuruca, e remelli-
do para a villa das Barras o soldado do corpo Jrp1>-
licia. Ilplfinn Tk Hj ral m...___ii- ,-L
Abril. 5 Quarto cresce ra, 42 minn'l
tose 48 segundos da tard.
13 La cheia as 4 borw, 26 minutos e
48 segundos.da mnnhaa.
. 20 Quarto minguapto as 2 horas 25
. i nnntose 48. segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 45 minutos e
48 segundos da manha.
m
promisso quero fazer, eh, que nao sabendo euro-1 quasi lestemunha ocular desle fado pastado ero
mancear os relos, ser, sempre bem recebido escre- nossos da. por certo nao lhe dara crdito, quando
vendo naqnelle eslylto de qne falten o Almeida Gar- alguem me o referitse.
ret em sua senlenea, que depos tei adoptada peto
conegoBplisla.do Par.para epigraphe da sua folha
De circulares eu nada sei.
a Caso cont, como o caso foi,
a Da minha phrase na constante le
O palito he patito, o boi he boi.
Isto pesio vou principiar, e comecarei pelo invern.
He.opniao muilo seguida agora aqui, que por fal-
la chuvas este anno nao leremos invern, acho is-
to lgico, e concordo; ate porque, sendo^iqui o Sr.
S. Jos o santo das chuvas ja', la se foi o sen srnto
dia, e chuva nada. Aquelles que coslumam a dar a
razao de ludo, querem aUnbuir este falla a ler sido
mudado o dia do referido sanio, serft eonsetimento
sen, e nesse caso querem que que as chuvts tambem
fieassem removidas para o dia novamente decretado.
Esto alvilre nao he In dos mais felizes, eMt nao
aeho muilo catholico exagerar assim a susceptilidade
do santo patriarcha I Seja como for, o que he eer-
tissimo he que a tome est comnosco, porque lodos
os vveres encarecern) de repente, e principalmen-
te a farinha que se acha quarente patacas o alquei-
re a retalho; todava como a ultima cousa qoe se
acaba no hornera heaesperanca, eonvm dizer que
anda nao as perdemos de lodo, quanlo ao invern,
principalmente, porque o lempo de bonlem para c
parece estar mudado, e a athmosphera carregada de
eleclricidade: linha urna materia muito vasta para
encher pap'el se quizesse aqui Iratir dos bailes mas-
ques, que livemos no mez passado pelo carnaval, mas
nao sendo materia pertoncente a quinzena temo pas-
sar por noliciador de cousas velhas ; e demais nesse
artigo cahiera urna grande falla, e foi em nao ler
ido tambem de mascara, de qu tanto depois me ar-
rependi, porque seria o meio mais asado de vencer
o nalunl acanhamenlo, que teuho, em cortejar as
madamas, e como essa falto he insanavel variemos
de materia.
de uniforme.
,J>oni dizer-lhe, nao sei se como
ravante ou atenuaste, que a r
licia, Delfino Jos da Cosa qne naquelle lermo as-
sassinou em 19dedezembro do anno prximo pas-
tado a Joao Pereira de Oliveira.
No dia20 docorrenle foirecolhido cadeia desla
cidade, Jos Leile Ferreir, criminoso em Vlela,
e preso em Prncipe Imperial.
Na larde do dia 2 do corrente, na cidade de Oei-
ras, Luiz Antonio Pereira Franco, tendo urna alter-
cado com o portuguez Antonio Rodrigues Bastos,
deu neste conyim chapeo de sol, soflrendo em re-
presalia um forte empurro, que o fez cahir. O lal
Franco relron-se para casa, e com pouca demora
voltou armado de ama pistola, trazando porcompa-
nhero Jos Garca Fialho, e encontrando-se com
Bastos irmou a pistola, e apontou para elle, mas
sendo agarrado por Antonio Francisco Hibeiro, que
presento se aehavi, nao ennseguio por em execorao
seus desejos. Foi instaurado o competente processo:
pela delegada foram eipedidas as ordem para a
prisSo de Franco ; porem este consegoio evadir-se.
Von concluir est, dando-lhe urna- boa noticia.
Um dos astassinos de Benlo Ferreir de Aquno, por
nome Francisco Thomaz de Quino, irmao da vcti-
ma, e de que lhe fallei na minha anterior, foi preso,
no lermo de Maranhio, por .diligencias do subdele-
gado Antonio Fernando de Vasconcellos. S. Ei. o
Sr. Dr. Carvalho fez a esse agente da juslca os me-
recidos elogios. Adeos, suade, dioheiro e muita
fecundado lhe deseju de coraeao, etc.
CEARA'.
rortateM 2& de margo de 185*.
INTROITO Falla deci-ws, mudansa do dia de
S. Jos, mudanca da aulfcphera.esperancas.bai-
let masjucju^etequiat da1 Sr. D. Mara II, pen-
samajl^dministralivo do Exm. Sr. consclheiro
irires da Molla, hospital de caridade, semana san-
ta na matriz, morle de um escrivan de paz, e de
um inspector de qaarleirao, elevao.lo das aleadas
doajuzesdepaza 509" rs.o proeedlmento de al-
guns destes, quando nomcados para urna elcico
adhoc.
Sendo esta a primeira misriva que a Vm. von di-
rigir, nao qoero .ainda assignar o compromisso de
exaclidao, ou ponlualidtde na conlinuacao de ou-
lraa prmero porque oestes lugares pequeos mui-
tas vezes ha quinzenas em que nada se. oflerece dig-
no de niencao; segundo porque sendo algumat vetes
atacado do peen nao quero faltar as obrigasoct, que
meirnpozer, e terceiro; finalmente, porque
novel ..o etlyllo epistolar narrativo, quero r vendo
rcumsten- alguns muniMpiosao se lem attendido certas con- Lpriraeiro se faro alguns progresso. n materia do
hia com vemeneias, o seln dado alguma, irregularidades. Tconlrario jollar* os baslidores: um nico om-
ltmliWBWMBBBMiWB^BtlBBtlMHBBBHI
No dia 17 do corrento liveram lagar as exequias
pelo elerno descanco da alma da Sra. D. Mara II,
rainha de Portugal. O cnsul porlugnez o Sr. Ma-
noel Caelano Gouveia, e mais urna commsso com-
posla dos porloguezes Manoel Antonio da Rocha J-
nior, Manoel Nunes de Mello e Manoel Jos Salga-
do, se tornaran) dignos de lodo o elogio, porque es-
les quatro Manoeis, principalmente o primeira da
commisso, foram incansaveis em empregar os raeios
que oQerece a pobre Ierra, para tornar o acto pom-
poso e solemne, como na Verdade esteve, e admira
que livessem podidosoperar lanas dicnldades. O
panegrico esleve pallielico, no locante narracao
das virtudes da excelsa finada ; nas como o genero
laudativo n.-0 srvese, para exaltar as Virlada, ncl-,
le lambem cabe o vituperio, o digno orador (que era
o vigario da freguezia) /fhma belli Iransica para
os fastos da tyrannia de TMiguel, e nao foi menos
eloquenle-nesta parle, quando descreveu o furor
sanguinario desse principe, que como refractario c
perjuro,tudo fazia*?om o nico fim de conservar a
coroa usurpada i virtuosa rainha. Felizmente creio
que entre oiouvintes nao haveriam Migoclslas, por
que um qne por lal he aqui muilo conhecidq, por
que faz dsso" ostcnlasao, nao se achava presente.
' O Cerente de 21 desle faz urna perfeila descrip-
ao do, decoro do templo, e da solemnidade doado,
e como em certa occasiaopor elleaponlada nos aclia-
vamoseniao acordes em pensamenlo, coparei aqft
as palayras do autor do artigo. Contava-se a segun-
da licao do prmero nocturno, e as palavras noli
me condemnare, como qne um raio de luz sobrena-
tural nos ilurainoa, e urna voz oceulta sabida do
mais inlimo da nossa alma nos dizia. NSo'I A fi-ha
respeitosa, espoza dedicada e extremosa, a mai cari-
nhosae desvellada, a rainha magnnima, que so-
bre o solio jamis se esqueceu de promover a relici-
dade do sea novo, a quem blhava como filhos queri-
dos, e para quera constantemente preparava um fu-
turo de grandeza e prosperidade, educando digna-
mente seu herdeiro pretamplivo, lera adiado graca
ante o throno do Dos de misericordia,que a lera cha-
mado para o numero de seus escdlhdos. Essa mes-
quinha corda Icrreslre, que ahi se v.coberta de d,
tero deixado tua fronte por momentos nua ao partir
da Ierra para ter substituida por outra mais rutilante
na mancao dos justes. Este pensamenlo, (diz aiod
o Ilustre escriplor, elevou) nosso espirite abatido, e
reauimou oossas faculdades opprimdas por lao serias
cogitisoes.... Este pepsamenlo, digo agora eu, foi
quem me enchugou urna lagrima de dor, que rae
parti do inlimo do peito, quando o eloquenle ora-
dor, rectenlo o panegyrico, e fazendo alusao a urna
desolada mai, proferto aquellas sacrosantas palavras
ttomnet qui trantitit per ciam... n Recom-
mendando, pois, a Vm. a leilura do jornal a que al-
ludo, que est esta parle interessantissimo vou va-
riar de assumplo.
O actual administrador da provincia, o Exm. Sr.
consclheiro Pires da Molla, lomando por pensamen-
lo geral de sua adminstracao, moralisa-la, principi-
ou por expedir ordens tendentes a repressao do cri-
me, e a dar terca aulordade, em quanlo particu-
larmente se emprega- em dar o maior e mais
rpido andamento as obras publicas : hoje mesmo
fez urna reuuiao para levar a efleito obra do hos-
pital de caridade, pelo qae se'o.conscgulr, como he
desuppor, deixar indetevel gratido nos cora$oes
Cearense.
Tendo portento tees preconceitos.conlra estes jul-
zes.v Vmc. que lenho razao de sobejo para chamar
calamidade a clevasao de suas aleados; lepho mes-
mo pr.ofanda conviccSo, que slo venha a dar ori-
gem a muitas desgrasas pele sanio. Se ao menos
houvesie um correctivo a que'recorrer, rameal; po-
rem deci.lindo elles sem recurso algum i^-he por cer-
to nma invaso contra a propriedide. Pretendo lo-
mar algumas notes de senlencas de juizes de paz pa-
ra as remetter ao Sr. Saiao Lobato, quando se reu-
nir a cmara temporaria, e Vmc nao cari tqued-
do para lhe dar conheciroento das notes do meu
canenbo. Sor esta vez despeco-me, pedjdo-lhe des-
culpa com aquella verso de seu graude conhecimento
ubi piunma nitenl in carmina non, ego paucis o/"-
fendar maculit.! )Valt.
~ i?m ni
RIO GRANDE DO NORTE. |
Natal 30 de mar, de 186*.
Nao sei se esla lera o mesmo deslino das tres que
anteriormente lhe escrevi ; como quer que sejall
vai a merc dos Infantes. Regressei a dous das do
meuestenl.emassanlepasseo, e anda mais dis-
gostoso porque nelle nada colhi que podesse men-
cionar-lhc.
No dia 26 do correute tomos mimoseados coi
tremenda trovoada seguida da mui desejada chuva,
que al hoje nos rdo deizou, e que ja me vai in-
commodando, porque os pobres ossos velhos se res-
centindo do penetrante fri, todava a mao qne esta
lhe escreve ainda move com rapidez a penna, e
promclle nao esquecer os fados que me compro-
meld rcgstra-los no seu Diario.
A dias, que se. notava nosliabitantes desla ddade
"na inquielacao, que os" alligia : as ras, pelas
quinas, as reunioes particulares era sobre qne cahia
a conversarlo : sorgiao de lodos os lados prophe-
cias, e sobre que > Qual era a causal de tamanho
susto Pensar Vmc. sem. duvida que era a reso-
lueSo d'algnma alta queslo de estado ; pois nao :
eraroas nomeacesdo jatees municipaes supplenles
do termo desla cidade 1 Finalmente para so-
seg de lanos espiritos hohlem ouv dizer que ti-
nham ellas apparecido, mas naoseiaindasobre quem
rccahram.pois ouro um profundo silencio a respei-
lo; enera mesmo o meu amigo .Rocha me disse
cousa alguma ; be verdade que este camarada, sen-
do aqu escrivao do geral e uuico, vive tora da cida-
da, confiado talvez na pouca oceurrenda de oe-
godos no foro, e nabondade do juiz, na qual cu
nao confiara muilo porque em fim um dia pod
chegar era que essa desappareca.
Nao sei que.mo fado he o que nos persegue, as
pestes alcam seu clo em lodos os ngulos da pro-
vincia: alna pitoresca e celebre ddade de S.Jos,
cujo clima he talvez um dos meteoros, as bexigas
se tem desenvolvido por nma maneira espantosa.-J
que lhe fallei em S.Jos devo dizer-lhe qup me
cdnsla se ler concluido primeira sessao do jury
d'alh no corrente auno.e.que cotno lhe disse j tinha
sido ad.ada para o da 20 do corrente. DaHi me es-
creve um amigo o seguinle:- Aqu diegou lioutera
o doutor juiz de direto interino, e promotor publi-
co para os Iraballiosdo juiz, e pelos presos que y
chegar da capital, creio que pouco lempo torao de
se demoraren), por que s vi a 2, e nao me conste
que hajam afiancados ; sendo aquelles aecusados um
por haver tentado malar a um inspeclorde quartei-
rao* de Papan, e o outro por haver espaucado sua
propna mulher, que dizem morrera algum lempo
depois : ambos sao protegidos do doulor Amaro,
que creaos ir defender. Soube'ao depois, que
o pnmeiro d-aquelles prezos fora absolvido, e qne
o juiz de direto, interino appellra, e o segundo
tora condemnado a 8 annos de prisao cora traba-
lhe da
ensopa
jaodo
propotito Uto
laes se
aprecie
de Say
iremos.
Os t
das njn preto
na preli
qoanlo
ctdeira
vez mais ahrai
vo, uro svjeiuj
formid
lizmente
Sao, dissera
Sao muito pe
perdo pele
ganos, qi
cons truc
de que. da noticia o
xa-la-hi enrsegan
fioile.
'.Jaqniiu-
sei mais a qoe saoli
correioessa a rem
'eus DiSriot. Pai*
enlao muilo de propo
Diaru empr
dando-m'as q^^^|
Se cu nao c
tarn na peca d
auxiliares da tal
rayel, nao est
dilo de passagerj
Esperamos aai
quaresmaes, a
ella estiver dir-^
Vingou a
na matriz de
feilo, como
Tenho
da mu-
qne tambem
opportuoo os in(
A poltica coa
tralavel, se bem
berta rttio em j
Urnas oomeaej
delegados di
individuos el
guns des?
pondencia inse
o seu autor, quj
ter o patriotisni
cora, a pomposa
zer ama monstrt
ferenles ere
quo se ais
paiz, porque1
- Consa-meJ
do, que na
Irarao embaraj
zrem realistri
assim melhor l|
do a-gerencia.]
procederm
censura
plmente
partido'doran;
Eu nSoaltribuoesi
So deliberada
polica, e sim
importancias
|hos, apezar dos estercos do su defensor : honra se-
ja fela ao juiz de S. Jos, que coraprehendendo ]
nobre missao de que o encarregou a lei nao conseno
lio que o patronato evadiste seu sancluarlo, e que
a jusbea esqecida por estranhas, e caprichosas
consideraccs : connuem nesse honroso proceder
e rainha penna sera incansavel em lhe tecer enco-
mios, pois que s ao. mrito os sei dar.
As febres ainda assollam em extremos : lodavia
creioque o numeradas victimas que sucumben) tem
diminuido depois que para l foi o doulor Pimen-
tcl.
Nada mais ha que merece dizer-lhe.
Sandee venteras lhe desejo. ele. etc.
devenios fa
municipal e
dades eanon.
A le .48*19
sacjc^i guarda
organisada.
se compoe a n
ll8Vy em'seu gran-:
vado-, muilot *-quMj (odo, os commandantes dos
corposeslao nom,dos: porra a organisacaoinferior
anda nao este fi}a, ou mellior, concluida, porque
jt te ebamnomjdososofOciaessnballernosdeJeru-
menha, Paranagk, Oeiras, S. Goncalo e Therezina,
mullos dos quaetiinda naoliraram patentes, certa-
mente por falta squillo qoe est abaixo de Chrislo,
e com que se copram os melOes. Ja qoe comeca-
rootn faller-lhe Hte assumplo, devenios dizer-lhe
ludo o que entins, e com franqueza. as nomea-
Suea'dos ofllciaes salternos para a guarda nacional de
Tem lambem S, Ex. dado impulso a Orna grande
leste ; esforsa-se para que a semana tanta se faca na
igreja matriz, que-ainda nao est acabada, para o
queja tem obldo importantes assignaluras, deque
lhe darei noticia em outra occasian. Ja que tenho
levado esta quasi toda em tratar de cousas tristes
e fadebres,concluirei comanolicia dedousassassina-
lot. Creio que na povoaco do Tamboril.ou oulra do
termo do lp um indio assassinon o escrivao do juiz
de paz, e mais nm inspector de quarleirSo, foi logo
preso. Nao sei ainda o motivo, mas ao 'oovir refe-
rir este noticia houve logo quem dissesse Dos
qaeira qae nao fosse por motivo da elevacSo da alsa-
dado}uizde paz; por que, vista do que lem aconleci-
do nesta capital,onde qaestOessobrequanas maiores
de 1003000 rs. lem tido avalladas em menos de 503
rs, tmenle para decidir-se o pleito logo no juizo do
paz, quando alguma parto mais poderosa conla ahi
com urna solucao favoravel.o que te naojdar ahi por
esses remontados, onde um juiz de paz sempre foi um
regulo, por cujo motivo o defunto CarapUceiro, cl
suas oracoes sempre pe'dio a Dos que o livratte de
cobras cascaveis e de juizes de paz do malte? Na'
verdade para tees lagares a elevasa da aleada do
juiz de paz foi ama verdadeira calamidade. Entre'
nos o juiz de paz he quasi sempre urna aulordade
em quem nao recabe a menor sombra de moralida-
de ; porque he sempre um horaem escolhido a dedo
para presidir urna eleicls/ad hoc, e para fazer ama
qualilicaso revollanle, e por isso a. ejeieao delle
tempr recahe naquelle partidario mais despei-
lado, e cheio de animosidade, a que geralroenle d-
mam espoleta; veja agora Vmc. um hornera destes
com lamanha aleada o que n5o ter uUeju
m juiz de paz, qne tendo sido consultado ero pleno
collegio eleiloral, quaes elle achava mais plaasivel
que volassem naquella eleieSo, es
rea, ou seus sapplentes,
um pouco de medtecao, decidi com
egorica, -- qne entenda que
volar os supplenles dos mesmes eleilor
echavam presentes! Ora se eu nao. Ityessa aidele.
Par.hlb. 31 de maroo da X864.
Finda hoje, e cum laude, o mez de marco, que
em honras justica, nao foi o mo como podera, e
rem Uo bom |pmo devera. Durante elle escassea-
ram e sabiram de preco os viveras, mas ao findar nos
deu esperances de prxima fortuna, dando bom eo-
meco ao invern. A estalistica criminal pouco se
aagmenlou, porm o recrutomento torturou alguma
cousa a agricullura, e difficultou o obasledmento dos
mercados. A lisia roorluana nao foi das mait cres-
cdas, porm at bexigas e urna febre, que alguns
leem querido chrismar de amarella, appareceram em
cerlos pontos do interior, e ltimamente ocidade
da Arta, onde me consto estar em grande-perigo o
honesto e virtuoso vigario, o padre, Chacn. Em
vista disso nao sei qual a clatsificacao do senhor mar-
co, a nao sera mesma que se d cerlos individuos,
faltos de energa, tanto, para o bem, como para o
mal, frouxos e indolentes, sectarios do iaiases faite,
laittez paster, aos qnaes. nada incommoda, queps
nao obrigae a mobilidade, edos quaes se costuma di-
zer nao fede e nem cheira..
Segundo o meu goslo a das novidadet, estou con-
tente com a entrada do senbor oini, qae'pirece
neste anno querer corresponder ao nome. Sem du-
vida que nos abrir a trra para dar-nos'seus fiaiclos,
salvo se oulra resolucao for lomada db alto.
Dizem qae os antigs o consagravam a Venas, e
em verdade nao lem elle m padroeira, assim nao
fosse ella voluvei e caprichosa, como a mxima par-i
le do sexo a que pertence. Eo a esto respeilo, de
capricho e volubfdade do,sexo bello, nao tenho
opiniao minha, porque n*rnei lido tempo de esluda-
lo ou experimenla-lo, segundo a phrase de um de
nossos parlamentares, e teja a da materia dos homens
mal tegara, porque sao essencialmenfe maldizenles
e ingratos.
Entre em boa hora o senhor abril, e toa padroei-!
ra o ajude a fazer-nos algum. bem, de que tonto ne-1
cesslamos.
No dia 24 do corrente principiaran) du
ceram com terca as chuvas, e lem continuad r
todos estes dias, reanimando sosa.
dos cojas barrigas n8o aceitan) vales.
O rio Parahiba encheu e
Ainda nao tei se citas sio d
affluenles de sertOes a
Icnham os morado
" 1 '-^tjBJBJBJ|
Wpo
de que se nao
embaracar a tal
tora do dren
do cerlos renegados, o
gos nniformes e divisl
ao lado.que os adoploj
renegado, que q
'. Como no_1_
nada se perd
polica de
Iludir.
Nada mais
patacos, livre de auipi
anoos era paz-e coneo
tastos, que to projflat
Mace
Valha
do de ||
cartin
f r
varas,
que te1
da e I
emitlic
f,(perdr
ridofli
nalrt
de um panic
nher-rae no
les ti al, ere
oha; ver s-
groso tanto,
rabiscadore?
dadas minh
me pegisse, e em i
Bem feilo, A
dou tocar ral
gelho,<
foi con
fensiv,
'deVem enlr.
jqoe estn
atsim faz ted
no reine da
deseja
te con
(i n n;i^
modados,'qu,.
larga compensa;
rio, coma
Atol
nlqaeiri
breza.
tes, para
sejos de s
nej oe Qeciarar-lhe


==s=
do mou prei3(ii?in,oC*-i riaiji assim penando, j se aciariam dcbaixo de
1854.
harapi, cuj
ser Alagoano
d**t*uhecer
indo a tninlia
pariieulari
eficento ca-
lenda la
tade, redidao e hoora-
: M-me na amarellas
; como te sempre a-
era-s feilo mil tupposijoea
este sea humilde criado; mis
irmam qoe he o
(rata, este oulro
^^^^^Rrto> a Rodrigo,
e que podia fazer
iraosupremolr-
urada,lnsquiada.
o more magnum
as;sessfles asaisli eu; fi-
n ajudava os
laldeo laby-
' muilo ufano e eu-
> aos mais Ilustrados
ra os roeus botSes:
o ruins como cu
^^^fre palernidade!
^^^r* tao sapicntixsi-
lilteratos os- gregolins fei-
'. Sim, seohores, dexem-
iuerem dar-se ao'traba-
una somnmbula magnelisada,
^^Bm mesa dansanle, ou,
re, fazer a adevnhajaoda
credilem pa e religiosmenle no
rUfioo. icilicel que sou um pobre malulo,
sei he ornea Utinorib; mas
s bem como o Simio Sansao, de
ttafio 0 quanlos sao.
u deetas gaiatlces que algum
ualirVar logo de capadocagem de
3 minha crilica posijo:
i Sr. do Philangelho pela
ata azafamada, o Mello aris-
eerelaria muilo desconfiado;
necessario soccon-er-me a toda a
i matulo) para poder arrancar algu-
duaf enlidadetgae me
i demais subtlauciarque Ihe
'.ello, edando om charutinho
igalhaje da secretaria,
uinte respeilo da seguran-
provincia. Ha na comarca de Por-
' Venaucio e Salazar que So capitaes
ludtinles; oriol lies caciques
m quaalo uSo sejim l-muito boas
-sentado sempre m favor do go-
mnot portaram-se to cmme
condecorado. O Sr. Sa-
ejquadrinhando para aproveifjr ludo
le dar em resollado o meUioramento
c a punijo dos criminosos,
i de bateren? as maltas e cap-
^^^^^Hptern por all
^^^taram a confianza
senderara alguna crlmino-
liomSsiados naqoella comar-
o de Mello Jnior, irmao
i Theolonio de Mello, principal 80-
lotpodor do Morro Vermelho
ibreditb Jos Theo-
la presidencia aos Indios, e
Twotonio ce achava acnra-
u, foram prende-lo : o crmino-
aendo porm cercado nos cana-
' alguna dos Indios que foram
ipara un divinle que le viva so-
, este responoVm-lhe cd'm dous
litando do conflicto a
ile dos dous tiros,
^Hpn de nma Tacada
i zular. Logo qoe -chegou
denle este faeta'mandou
sari pesquizas, cujo resol la-
nutttis do Schrambach
^^^B. implicados nesta
durar o respectivos
. vam persuadidos que um
>e um parco, (aperar de
i la em justa defeza,
posta pelo defunlo
v'atconcellos qoe um ir-
ai anda, (olhem que o re-
5o a mor lo) queita-
irfencia e da polica por
1 ios-implicados na
om da ca- esieve contando que o Sr. DrvUchoa htwla apresen
tado2prujctos, antorisando presidencia aerear
om ettabelecimenl* de dueanaVw arli/kes, e a re-
formar o regultmenlodft conselho de obras publicas.
J vejo, fdisse eo ao digno official maior)qne II-
uta; porque anles mesmo de saber a gon-
* urna destas fajanhas, j V. S. eslava civallo
iirigindo-se para o lugar da aejao, afim de dar aos
benemrito! o justa recompensa! (mercedem la-
Este monologo ia eu fazendo ejn qato lo me *oca-
miohava o palacete, para vero I.uiz e de caminho
astislir i urna das sessoos legiilalivas. Infelizmente
era odia i:
dranveH
.eaaa: enli
rcom o I.ai queme
erromper *o>Mello
voas que culpa tero
le successo? Queriam
: Agarrar e metler
jmenlo porque um del-
.' Butilo ae um guarda
BmeWio.nianda-ge para a ca-
i'i:ia do delnqueme'.'
oihm lenes eta-
'Jepois do assasainato
)usa, respondeu-
n a minha pergun-
>mar na liislo-
^^^K gaardei-me
i-moescafedendo.
o com o pesado farde qoe
os annbs j me vo
:ta nolicits da provincia,
i saber onde ir bebe-las;
na luminosissima idea,
lissima; saio quasi
le polica, dizendo comgo:
nrd quem rae bade forne-
ole> alnhavos, e mtinindb-
a secretara mililar
brupto: bons diaa, meu ge-
^babia qoe alie nao des-
^Br-me que historia he
e Tuga de presos la
Toreeu o lente
ii: E que importa
disse entre raim,
i capaz de por-
por-iMO ha-
rneo general,
^^^K pola le-
era saberae'es-
foia como he is-
o ajudante.
de mbcentu-
lu-me o com-
orto Calvo, queao
il8 doeorrele, os
Kberdade, .cesa doce e
liara noa tenebrosos
tice des
-chareo
gue aos
ombaram a
lustres representantes da provincia tem eomprehen-
dido asua missSo : agora sinceramente acredito que
desejam o bem da no^sa provincia ;"pnis qualqer
dos projectoa deque Vme.me falla trar\,em resul-
tadoo progreaso das artes mechanicas, e osmelliora-
menlos maleries. "Onvindo o Luiz assim'eipresiar-
me, tornou-se muito maia accessivcl, e, mesmo sem
que eu Ihe pergunlasse, me foi dizendo que tiouve
lamhem urna indcaco aprese'iitada pelo Ur. Ambro-
zio para ae nomeiar ama commisso que manifcslas-
ae a S. M. o Imperador o. profundo pesar de que se
achav possuida a assembla legislativa desta pro-
vincia' peloinfauslo fallecimenlo deS. M. F. a Sr.>
I). Mara II, ooulras moilaa cousas de nenlium in-
leresse para Vine, e de mu pouco para ette seu hu-
milissimo servo. *
Ao sabir da palacete dei um pulo ao 1 yecu (nao se
admire que nao lio dosmaiores pulos que tenho va-
lo dar-ne^e fui adiar o Machado ralbando e des-
compondo i um joven flue eslava saboreando o seu
charutinho dentro do moseu (Como o appellidam as
ms linguas. Entilo que he issoamigo Machado?
Porque esta \oci5 tao zangado? Pois os meninos
nao eslao mais morigerados e bem procedidos de<
lois da entrada do TiUira.para a directora'! Di-
ziam-me que elle nao era para araras c que havia
de ciulireilar aiumuos e nrofvssores! (Jual, meu
senhor, (t#oou-me o im-ij tu porteire) 'juina Vmc.
que estes meninos tem raedo de ninguem t! Estes
rapazes sjo uns eudiabrados, j perderam a vergo-
nha! Mas a colpa nao tem ellos: sao os prnfesso-
res, esscs-sim sao deludo culpados! !! Tfao.que-
rndo eu coropromelter-me com os Illms. professo-
res e prevendo a dcscalcadeira que Ibes ia passsar o
bnm do Machado (segundo o seu louvavel coslumej,
fiii-nicdcspedindo delle mui depressa ; encontr po-
rm na porta o Porlo. Entilo, meu doulor, co-
mo vai de saud ? Por aqu magramente, (res-
pondeu-me elle. Diga-mc, Sr. doulor, como vai
a salubridade publica ? Assim, assim, relorquior
me elle, alguns delluxos, cmaras de sanguc,
ophtalms vao dando alguns cura guibus nao (al-
iando mis permanentes e seinprc perseverantes be-
xigas que ainda teimnm em afelar quelles que nao re-
corren] ao infallivel pusvaccinico. Dizendo sto foi
pujando pela lncela: recelando que o Porto all
mesmo me quizease inocular o lal pos milagroso, fui-
me escapulindo, pois linha ainda de ir ao maladoaro
publico, que como Y. aabe (ou se nao sabe fique
aabendo) he om eatirao ; mas corno tinha urgente
precisAo de hilar a om dos respeilaveis fiscaes, nao
Uve oulro remedio sena pr-me a- caminho. Ia j
pela Agua-Negra qoando encontr uns homeos qua-
si carregando a dous Ihs, cuja excessiva magreza
fez-melembrar daquellas sele ultimas vaccas com
que linha souhado o Farad do Egynlo, as quaes cn-
goliram oalras sele mui gordas, sem que por sso fi-
casaem mais cheias; parece quo com os dous bois
qoe eu vi j tinha acontecido o mesmo. Oh 1 l,
patricios, onde levam vosss csses bois ? Nao vem
vosss que elles eslao quasi dando a alma ( se he que
elles tem alma) ao demo ou a quem quer que Soja ?
Levamos para a mataore, afim de mata-Ios, an-
tes qu morram. E vosss nao tem medo dos fis-
caes t o 'Os home'ns olharam uns para os oulros sor-
rindo-se (creio que da minha innocencia ). Ao che-
garmos perlo do maladoaro falleceram os pobres
bois, e os homens *mais que de pressa puxaro
das facas e comecam a chorina-los, esfola-los e
por fim esquarteja-los, e eu s a espera de ver qual
era a teneilo delles: dalii a pouco vi estarem con-
duzindo par.a os a^ougoes aquella boa cane No
pudo dixar de exclamar': a Senhores da cmara
municipal, apudam-nos, quando u3o morremos lo-
dosempestadosI Vejam, sqnhores vereadores, que
nossosr pobres estmagos nao sao papos' de uruhus
que se suslenlaiu de carniza, activemos seus fiscaes,
para que nao consiirtam que nos dem a comer car-
nes podres e de gado qae morrea de tingui !
Assim me latismava; porm ninguem allendia as
minhas lamurias, era" mesm Vox claman in de-
terlo. Nao encontrando pois all nenhum dos fis-
caes, vollei para a caja can^adissimo, cabisbaixb e
vendendo azeile as caadas.
Por orna daquellas freqoenle extravagancias de
caprichosa plianlasia, varroram-se-me dp repente
da idea cmara municipal, fiscaet, vaccas, bois
morios de tingui, urobs, etc. etc., etc.
vendo-rae ISo alagado f em uor j como qualqer la-
ful que tivesse aahido de om daqaelles bandos. dy-
gienicos do entrado dos quaes Ihe fallei, comecei a
pensar naqoellai engranadas fbulas myldologcas
(que eu tioha lido quando pequeo) em qae res-
sumbra a moralidade dos bons dioses daquellas re-
motas eras; sobretodo gostava eu das travesauras do
rei delles.0 tonanlisJupiler.maganao de inconleslavel
hora goslo; e particularmente lambrava-me daquel-
la boa peca qoe havia elle pregado ao zeloso pai de
certa moca, o qual havia encerrado a filha em urna
torre, servindo elle mesmo de carcereiro, com re-
cejo du velhaco Jpiter.
O traquinas, porm, de que se ha de lembrar ?
Fazendo urna daquellas transfcirmacOes esdruxulas de
que elle tanto gostava, melamorphoseou-se em chuva
d'ouro, e assim logrou o pobre vetho, cuja paixodo-
minante era por sem dovida a ambicao; pois, veodo
todo aquello onro a cahir, desamparou a torre e foi
apanha-lo. Quid inde ? me prgupUram. lie ama
assnciac.ao de ideas, (respouderei) que me occorreram
por ver o chao resequido e rido, e nada de chuva*.
Apezard nao ser inimigo do ouro nao desejaria por
certoa grande fortuna que leve o velho da mylholo-
gia, bastava para o meu milho, mandioca, feijoes e
eannasumacbuvinl.a (d'aguapura, bem entendido!)
embnra levaste eu ei da praca para o rnatto ama boa
carrega^o de delluxo.
Chegando casa bastante fatigado com a longa re-
cherche de noticias que havia angarado,smente pa-
ra mimosen-lo, espixei-me n'uma rede, acendi o
meu charuto e comecei a scismar, dizendo comiso.
NSo aeras tu um mo humem, Antonio? Ese morre-
rem aquellos de leus pobres comprovincianos a quem
o demonio da curiosidade baja forjado alguma indi-
geslao, congeslio ou mrbida accomulacao de con-
jeeturas, suspeitas ou suppnsiges, s pelo louvavel
detejo de saberem quem tu tejas'! Nao (icarias tu
com ama porco de mortes no cachaco 1 Nada, nao
e ha de dizer qoe fui um curioticida; vou por es-
la vez somente assignar as minhas iniciaes e cogno-
me. Rompa-so o veo Descbrase o myslerio Eu
son* A. J. C.Jararaca.
Ihe-hi) o mais largo, impulso e desenvolvircenlo :
sabis lamhem que pos acharaos em e urna
grande crise pela falla de bracos, e que he misler
que com lempo c devido cuidado i tup-
prir essa tacana'que em O, S ou dez'nnos leremos
de experimentar ; assim como, que' o meio mais Ihe.
proficuo de que nos podemos prevalecer i>ara affas-
i calamidade, que nos aguarda, he dimi-
a(oa, recorrendo s machinas
amentos que em grande parte os suhstiluem ;
por conseguale petsaado-me que nao deixareis de
reconhecer a importancia das medidas qoe vos pro-
ponbo. Ainda ha poneos annos, senhores, na In-
glaterra haviam fabricas que empregavam om, dous
e Iras mil individuos, e boje essas mesmas fabricas
apenas empregam 100, 200 300 Irabslhadores e
ludo sto por eh>ilo das machinas, pela introduc-
c3o do vapor, e pelos grandes melhoramenlos que
de certo lempo a esta parle tem lido os instrumen-
tos empregados na indnslria agrcola e fabril: por
lauto, se nos applicarmos meios para podermos ub-
ler essas machinas e instrumentos agrarios que sao
empregados, por exemplo, nMttcolonias inglezas e
em moitos pontos da America en Norte, sem duvda
a falla de bracos nSo nos ser mu sensvel, nem
a nossa prodcelo soflrer o revez de que se acha
ameacada. Eu ouvi o anno pastado, na cmara dos
senhores depntados, quando se presentan o relalo-
rio do ministro do imperio dizer-se, qae na Lirisiana
e llha de Cuba um sescravo trabalhava para dez
caixas deassucar, e istu segundp a exposieao fela
pcloSr. Carsoo, engenheiro mandado pelo presiden-
te da Babia para examinar os melhoramenlos inlro-
dozidos naquelles paizes; assim o afllnnoo o Sr.
mnslro do imperio, referndo-se. ao mesmo Sr.
Carson. Ora; se isto he exacta, como devo crer,
parece-me que he do rigoroso dever du poder legis-
lativo provincial, j que o governo geral d'isso nao
cuida, emprear lodos os meios para que os nossos
agricultores participem desses melhoramenlos.
He," pois, este o objeclo do priraeiro projecto : el-
le consigna a idea de applicar-sc em beneficio da
agricultura, as sobras de receita da provincia e das
diversas consignacties, se existirem, e no caso con-
trario, auloriaa^.ao governo a conlrahir em cada ex-
ercicio um emprestimo de cincoenla conlos de ris
para a compra dessas machinas, desses instrumentos
agrarios, com o fim de serem exposlos n venda na
provinen, de um modo qae nlo seja gravoso aos
agricultores; o que na verdade considero ser do
mais alio iuleresse para nos as circumstancias em
que nos adiamos.
Temos, he verdade, senhores, alguns agriculto-
res abastados, mas he certo, que pela falta de co-
nhecimculos pralicos das vantagens, que podem tra-
zer os descobrimenlos feitos em paizes longiiiqaos,
elles receiam-se arriscar seus capilacs. e d'ahi nas-
ce ainda a retina, e immobilidade da nossa agricul-
tura, immobilidade esla que com toda razao deve
ser allribuida ao governo, porque he-elle que lem
o dver de collacar-se frenle de todos os melhora-
menlos, de animar o 'progresso e de imprimir o mo-
vimento e aclividade em toda a escala social ; oque
desgracaraenle nao tem acontecido entre nos, pois
qae al o poder legislativodisso nao tem cuidado.
Quando eu disse, senhores, que ao governo e ao
poder legislativo he que compria marchar frente
do progresso, cnunciei urna verdade demonstrada
pela historia de todos os lempos, o dos paizes-que
hojese achara adianlados na carreira da civilisaco.
A historia da Franca e da Inglaterra serve de pro-
va a esta verdade : desde o lempo de Filppe o Bel-
lo, que o governo francez promove directamente os
melhoramenlos agrcolas, e Napoleao, no meio do es-
' (rundo das armas, nao se esqnecea da agricultura ;
pelo contrario, nao obstante o seu instinclo guerrei-
ro, marchou frenle do movimenlo agrcola do paiz.
Na Inglaterra pela mesina forma desde muitos secu-
los, que o governo trabalha com assiduidade em pro-
mover o melhoramento da agricultura, e na verda-
de lem atlingido ptimos resollados : mas no Bra-
sil, com pezar o digo, oulra lem sido a conducta do
governo ; o ministro do imperio- reconhece no seo
relatarlo que existen) taes e taes melhoramenlos nos
paizes eslrangeiros, que muito uleis nos podem ser;
porm nao traa de pedir as cmaras os meius de os
gosto e mereciraento industrial, adquir
raco. esse respeilo que se tribua ao mrito, e o
resollado vem a ser que aemulacao se desenvolve e
aiiidoslriajrepenllnamente marcha em om progrea-
so que medidas muito directas u9o poileriam dar-
sembla e
parece ten
i a respeilo doprojeco : istorr
poder alcancar, nem ao sjenos da urna providencia
qualqer, donde a populacao possa tirar vantajosos
PERSAMBl'CO.
A8SEMBUEA IiEGISLATIVA
FBOVXNCIAX..
Soaaao'ordinaria et 30 e m.rqo *e 1854
Prctidtnc4a do Sr. Carneiro da Cuhha.
I Concluso. )
resultados. Esla iudih*eren;a e immobilidade dos
grandes poderes pblicos lem dado causa a adiar-
se a nossa agricultura estacionar*; o qae he urna
verdadeira desgraca, que muito breve affectar a
nossa exportaeao, se nao coidarmos em soccorrer
promplamente a lavuura da nossa provincia.
He," por lanto, para este fim que en formulei o
primeiro projecto, autorisando o governo a mandar
comprar nessest lugares, qoe eslao mais adianlados
na carreira, da prosperidade, e onde a inlelligencia
humana se lem mais desenvolvido, e os descobri-
nlenlus se bao tornado mais notaveis, machinas c
instrumentos aperfeiroados para o aso da nossa agri-
cultura. E como nem a assembla, nem o mesmo
governo devem ser cambistas, e lucrar com os seus
concidadqs, consigne! urna idea accessoria no pro-
jecto, e he, que ess'es instrumentos, essas' machinas
deyrao ser vendidos na provincia pelo cusi ; por-
que reputo na verdade ignominioso qoe o governo
mandando vir esses objectus especule com elles. Co-
mo tambera reconfiec.ii que a maior parle dos nossos
agricultores nao sao capitalistas, e que moitos delles
se achara empenhados, e nao lerao provavelmente o
dinheiro preciso para pagar inmediatamente essas
machinas, consignei urna oulra idea, e he, quo el-
las sejam vendidas a prazos que nao excedam a dez
anuos e nao sejam menores de cinco.
Mas, senhores, nao he tnicamente de instrumen-
tos que carece a nossa lavnura. nem sao os agricul-
tores os nicos que devem merecer a proteccao do
poder legislativo ; lambem os criadores devem en-
trar nesle numero, tambem elles estilo no caso de
serem favorecidos, e serem favorecidos nao tanto no
seu proprio inleresse como no da provincia, e por
isso consignei oulro artigo onde se declara, que
serao isentos dos'direitos de exprtajao provincial
todos as productos remedidos por elles, e pelos agri-
cullurcs para os paizes eslrangeiros com o fim de
serem empregados na compra de machinas, instru-
mentos e mesmo de aniraaes de meUiores raras do
que at que exislem na provincia, firando essesga-
dos e suas produc<;es, isentos do imposta do dizimo
pelo esparo de dez anuos. Esla medida, Srs., nao
he nova e sem precedentes; ella se acha adoptada
em algumas leis de oalras provincias; creio que a
vi consignada em, urna Ici da provincia do Cear ;
e mesmo he aulorisda por disposice de leis de
paizes eslrangeiros, que na verdade quando forem
uleis e applicaveis a nossa (erra, devem ser adop-
tadas. Ainda ha pouco lempo o governo deS.^e-
tersborgo, mandou um engenheiro viajar pelos dif-
ferenles paizes fazer aequisicao das diversas rajas
de animaes para introduzir no seu paz, sentando
esses animaes e lodas as suas prodceles de qual-
qer imposto ordinario pu extraordinario, l'or con-
segrante entendo que ganharems muilo se assim
aijimarmos os nossos criadores e agricultores para
que mandem vir do estrangeiro novas raras de ga-
dos uleis lavoura e a outras necessidades da vida,
sendo que a parda prosperidade da nossa, sentiremos
a satisfajao de havermos cumprido com o noss de-
ver.
Como tenho dado a razao porque me deliderei a
olferecer-vos esle projecto, cuja- ulilidade' he de
palpitante i n tu cao, eu o submelto i vossa consi-
deraco, e (ico a espera da discossao para dizer o
"mais que for conveniente a bem de sua suslenlac.au.
&.0UU-O projecto, senhores, refere-se industria
Na Franca tanta Napoleao reconhecea esla verdade,
no meio das guerras promoveu-n primeira exposiyo
de Pars no anrio6. ; e este exemplo foi immedial*
mente abracado pela Hollando, que celebrou a pri-
meira m 1820 em Gand, a segunda em 182* em
Torna!, a terceira em 1825 em Harlem, ea qarta
em Bruxellas em 1830. Depois de conttilaid uacSo
independentt a Blgica lera seguido os mesmos paa-
sos ; e vos sabis que sendo ella um pequeo canto
da Enropa cansa hoje sustos industria franceza ; e
porque ?
Porque a exposic.des leem all desenvolvido a
a emo|u;3o, o enlhusiasmo e o desejo de adquirir
um nurae glorioso ; porque o patriotismo do rei Leo-
poldo, e do seu ministro Rogier nada poupou na ex-
psito de 1817 para dispertar todas as ambieoes no-
bres, todos os nslinclos louvaveis; porque ainda
hoje na sala daquella exposieao se encontrara os
bustos e quadros dos agricultores e artistas mais no-
taveis do paiz.
V-se, perianto, que as expose.oes gao do mais alto
interesse para aquello povo, que quer marchar na
carreira do progresso, e qae por isso devem ser pro-
movidas a animadas como um dos princlpaes ele-
mentos de prosperidade e elvilisacio.
Dir-se-ha porm, que nao podemos (er esse melho-
ramento por falta de meios; he a nica objeccao qae
se me podo fazer, pois que a respeilo da idea em si,
creio que nao ha om s membro da casa que contes-
ta sua utilidado : maseu responderei, tjue nao ha
dlfliculdade alguma em promover melhoramenlos
desta ordem, quando da parle dos'que dirigem os
deslinos de ama provincia o de ama. nacao existe
vonlade decidida de cuidar delles : nSo taremos no
principio urna exposieao grande, nao concorrero a
ella muitos productos, mas apparecerao alguns ; de-
mos mesmo qae no .primeiro prazu nao seja possi-
vel faze-la. porm no segundo ella se realisar, e no
enlanto h idea progressista ficar consignada em urna
lei, que a geraco futura ahencoara pelos excelen-
tes resultados, que della ba de tirar.
He pois o pensamcnlo do projecto a crearao de
ama exposieao triennal tiesta cidade, e como a laes
actos anda ligada a idea de premios e recompensas,
lambem disto tratei nelle, formulando algumas dis-
posices a tal respeilo.
. O hornera industrioso, que levando-os teiis produc-
ios a urna exposieao nao (veste a certeza de qae, no
caso distinecao honorfica; perdera grande parte do seu
enlhusiasmo, e. desse fervor que em laes occasOes
tentem os espiritas elevados.
Vos sabis que as distincf Bes honorficas, como Big-
uaes indeleveisdo merecmento, tem urna grande in-
fluencia na imaginacao dos homens; que o artista,
por exemplo, que foi premiado e que depois morre,
deixa a seas filhos urna recordaco gloriosa, urna
prova sensivel do seu mrito ; o que muilo ioflue
para que elles procuren! imila-lo ; foi por isso, pois,
que adoptando a idea de urna lei belga, eu consignei
em um" arligo do projecto, premios e recompensas
honorficas quelles dos expositores qae se disliogui-
rem, ou cojo proJctos fottem jlgados superiores
pelo jury qae julgar a exposieao.
Como lambem he justo conveniente, qae as pro-
vincias irmas participem desse melhoramento, qae
procuramos introduzir na nossa, o art. 2. do projec-
to determina que o presidente, alm de fazer constar
por edilaes em toda a provincia-o dia e hora da
abertura da exposieao, ofiicie aos presidentes das ou-
tras provincias remettendo-lhes os programmas da
exposieao, o pedindo-lhes que facara avisar as popu-
lasoesdessas mesmas. provincias para qne compare-
cara com os seus producios quelle aelo.
Emfira, o mais qoe tenho a dizer sobre a materia
reservo para quando foj o projecto julgado objecto de
deliberado eentrar em discussao; nessa occasiao ex-
penderei mais largamente minhas ideas, e mostrare!
que na ordem dos meius de que devenios laucar mo
para desenvolver a grandeza da nossa provincia, um
delles he crear urna exposieao como elemento de
em tarjo e de aclividade, sem o que nao pode liaver
progresso e verdadeira felicidade publica.
lie lido e anotado o seguale projeeto -
A assembla legislativa provincial de Pernambueo
decreta:
Art. l. As sobras da receita da provincia e das
diversas consignarles que nao- tiverem um destino
especial, serao applcadas a compra de machinas' e
instrumentos agrarios dos mais aperfeiroados mo-
delos que existirem nos paizes agrcolas e indos-
Iriaes.
Art. 2^" Verificadas qoe sejaln as referidas sobras,
o presidente da provincia ordenar aquella compra
por intermedio de pessoas de sua confianca, procu-
rando'previamente obter ioform'aoSes dos agentes di-
plomticos Brasileiros a respeilo do aperfeicparoenlo
das sobrehilas machinas e inslrumenlos, e do uso van-
tajoso qae delles possa tirar a nossa agricultura. Tam-
bem procurar obter memorias e esclarecimentoa so-
bre o modo pratico de os empregar.
Arl. 3. Apenas ebegarem as machinas e inslro.
mentas comprados, serao vendidos aos agricultores
pelo cusi e a prazos razoayeis.assignando os compra-
dores perante a thesourari os competentes termos,
e ficaiido ditas machinas e instrumentos comprados
especialmente hypolhecados ao pagamento. Os pra-
zos nSo serao menores de cinco annos, nem .-naiores
de dez.
Arl; 4. Succedendo nao haverem sobras, Cea o
presidenta da provincia aotofisado a conlrahir em
cada exercicio om emprestimo de 50:000 pela ma-
ncira indicada na Jei n. 296 de 5 de maio de 1852,
para o preenchimenlo do fim reclamado nosarts 1. e
2.o da prsenle.
Arl. 5." Os agricultores e criadores que directa,
mente remetlerem productos seus para os paizes e?
Irangeiros, afim de compraren) quaesquer inslru-
menlos proprios para o uso da lavoura e gados de me-
Ihors raras de que as que exislem na provincia, 0-
caro isentos de pagar por esses productos qualqer
^^^^^^^do objecto
minie projec
rovincial de-Pernamba-
co decreta;
Acligo 1. De 3em 3anno, depot da promulga-
cao da presente lei, haver na cidade do Recife urna
exposieao dos produelos agrcolas, artsticos, e das de
maii industrias.
Art. 2. Oilo mezes anles da referida exposiclo,
o presidente da provincia far declarar pelos jornae
o da da sua abertura, mandando publicar o plano e
regnlamenlos qae devem ser nella observados. Nes-
ta mesma occasiao ofliciar ao mnislro do imperio e
aos presidentes das outras provincias, remettendo-
lhes os diados regulamentos c o programma da ex-
posieao, e pedindo-lhes que I des mandem dar (oda
a pnblicidade, para que a populacho industriosa de
lodosos lugares concorra com os seos producios a lo-
mar parle nnqueile acto : oulro lano pralicar den-
tro da provincia, ordenando s cmaras monicipaes
e as demais autoridades dos municipios e comarcas,
que em successivos editaes facam constar p diada ex-
psito, e conviden) os individuos qoe se empregam
as diversas industrias, para que comparecam
ella.
Arl. 3. Com a necessaria antecedencia o mes-
mo presidente da provincia mandar preparar o edi-
ficio que julgar mais idneo para nelle fazer-se a ex-
posieao, providenciando de maneira, qae os produe-
los das diversas industrias se nSo confandam ;e qae
os de cada provincia leudara as respectivas salas la-
gares distlnclos e separados.
a Art. i. Aos productores que se disliogoirem pe-
la maior perfeicao eincontastavcl excelleneia dos seus
producios agrcolas, artsticos e indoslriaes, ficam
garantidos premise recompensas, qae serio do Ires
classes, A saber : a primeira constar de medalhasde
ouro, a segunda de medalhasde prata, e a terceira
de certificados.
" Arl. 5. Os premios de recompensas de que Ira-
la o artigo antecedente, serao conferidos pelo presi-
denta da provincia era face do relatado e proposta do
jury que liver de apreciar os producios, o qual enm-
por-se-ha de 20 membros, 10 dos quaes serao nome-
ados pelo mesmo presidente da provincia, e osoulri
10 pelos expositores.
a Art. 6.0 numero das'recompensas e dislinccSes,
que houverem de ser distribuidas em qualqer das
exposicOes, he limitado 50 as da primeira classe,
100 as da segunda, e a 200 as da terceira, de-
vendo o jury no seu relatarlo nao s indicar ot no-
roes dos ndivduo| que se tiverem distinguido por
sua liabilidad, como informar a respeito de sua con-
ducta.
c Arl. 7. As dislinccSes da primeira classe s serio
distribuidas pessoas que em alguma das iposices
aoteriores houverem obtido urna medalha da segun-
da classe, e qae alm disto, derem pela saperiorida-
de e aperfeicoamento dos seos productos, novas pro-
vas de inlelligencia, de progresso,^je .conducta
exemplar.
a Arl. 8. Concluida que seja a eiposlco e dislri-
At^p
te qoe nodo Sr. Machado daS
ideas de proteccao directa ; p
para quoseexclua do exime da commisso, e de um
plano de medidas amplamenje organltado, o*prqjec-
to do nobre depulado. Alm do que Oca dlt, dese-
jo que esas projecto vi a commisso, porque sa assim
succeder, o sea nobre autor alm do interesse qoe|
loma pelos trabalbos desta ca, ter esta motivo d
man para fazer valer ana influencia, afim de qne a
mesma commisso nao mate, ou se esqueja dos ou-
lros dous projectas, slo He, quero que o do nobre de-
pulado sirva de padrinho ao roen. Por conseqnen-
cia Ihe peco qae retire asua opposicao ao meu re-
qaerimenlo, econsmta que os tres projectas sejam
considerados pela commisso, para que' ella d um
parecer correspondente gravidade do assuraplo.
O Sr. Paet Brrelo nao se oppSe ao adiamenlo,
porque est convencido de qae a commisso nao se
demorar em dar um parecer esclarecido sobre o pro-
jecto ; todava enlende que ha diflerencamuilo nota-
vel entre este e o outro projecto remeltldo, reque-
rimenlo sea, a commisso de industria ; om traa da
crearlo de urna sociedade d agricultura, cmquanlo
que o ontro manda vir machinas e apparelhos para
serem vendidos aos agricultores ; contando matari.it
diversas nao he razao-para ser remettido commis-
so o projecto que discuta, o ler-se remeltido o do no-
bre depulado o Sr. Brandao ; conclueassegurando i
esle senhor que nao quiz de modo algum hoslilisar o
seu projecto quando propoz qae fosse submetlido ao
exame da commisso de indnslria.
O Sr. Baptisla :Sr. prosidenle, eu vencerei o
proposita em que eslava deno lomar parta nesta dis-
cossao. .
Senhores, a experiencia dos homens e das coasas,
qne ha sobre esle assumplo, lem justificado cousas
muilo importantes.
Sr. presidente, no nosso paiz, nao se pode, duvi-
dar, ha indiflerenga a respeilo de cortos inleresscs :
sto he ama verdade pura, qae todos sentara, masque
dizem. Mas, como chamar os verdadeiros inte-
ncunorev
varo* Insj
e sopran
lindo, pi
cornrnito o
Porlcll
lufOcienles a
tambem crear na r
dar ao presidente d
que elle possa aus
crear ama escola pratca d^
cao ou o pensamento deslej
daquellet dous ; porque rj
uns commisso ej^^H
logo em discustao sera e**|
nislo havera ama palpavej
guraa parcialidade, porque
pulado pode entrar logo ei
bla ser esclarecida pelo
commisso de sea seio, nao
deva succeder o mesiro.
! Depois, seohores, este projeclo li
cessidade de ser examinado por urna
o observo que a sua redaccao de ^
agrada: e Ul como esta,ha de
de confusaod idascontrara
e far mesmo com que a assembh
que nao deve adoptar. Ea me ex
potado diz no seu projecto o segj
Pois nos havemos de dar 20
sociedade de agricultura qae
cujas estatuios aluda nao vi
se comprometle ou nao a mon
de agricultura de que trata o ni
tandeo nobre depulado, que serl
lar sobre orna sociedade que nao
justo que se determine qae se
ris a ama sociedade de agricultura
restes-
nao he consa arbitrarla, o casocsl em se adiar es-
trada para se entrar no portao do segredo ; e o que
nos temos observado cm todos os lempos lie, que'o
primeiro pasto a dar nesta materia he desenvolver o
espiritado associarao. Dos nos livre. Sr. presiden-
ta, da idea que vai grassando por toda a parte, de
qoe todos os.meios de melhorar os mistares da in-
dustria devem recahir sobre os cofres pblicos. Nao;
este nao he osystema qoe covnm. Chamar os indi-
viduos, islo he, os interesset dos individuos para o
se'js devidos poutos, abrir as estradasj>s** inleresses se desenvolvam e crescariwle o meio a seJ ce o melhor
r,, quaodu nos sabemos qae ha muita
-que essa qaantia possa ser empreg
cida vantagem'.' Seo nobredepub
projecto osrguinle: O presiden
ca autorisado a'dispender alea qu
los de ris com a creacao e,deten1
escola pratca de agricullOra
Ira ;e talvez qae eu podeste enl
sao da malcra, mas o nobre
para urna sociedade, que se !__
se comprometa od nao a monlr c
de agricultura; fe este modo de le
guir, porque aberlos os caminhps, desenvolvido ou
promovido o espitxtaTVe associacao, esta imniediala-
menle.deenvolve forjas gigantescas, e como por en-
cajlo se consegOe oque desejamos. lie esla a mar-
buidos os premios, o presidenta da provincia fary -clia que a natureza lem eslabelecido. Por tanto, eu
ara ex'aclo e minucioso relaloriodella, qae ser pu-
blicado pelos joroaes, remetiendo exemplares secre-
taria do imperio, a est assembla, aos presxoenies
de provincia e s cmaras municipaes.
presidenta da provincia autonsadM fazer a
zas necessarias, dando de ludo conla a esta mi
concede
palavra,
concede
le agri-
l: Pejo a palavra pela ordem. em geral, inclusive a agricullura c as arles. Eli
a lem de soQrer os
io, que nos bata
sitente : Tem a palavra.
): Sr. presidente, ea tenho de
ectos de lei e desejav que me
ca-los, e deduzir as razes em
i ; creio quelie isjo permiltido
a qoalqner depulado, por isso V.
-so fazer.,.
: Pode, sim, senhor.
) interesse da agricullura,
i vou aprescnlar-vos, se-
leifi e espero qoe elles me-
i, polsme parece que ero
as djspos'rsoes que
sa provincia
prosperidad de que he.
'rectamente proteger a
lata. presentemente
abis qne os nos-
in relaco not pal-
ies eslrangeiros mesmo sem abundancia de capi-
tal*, niio possuem os meios precisos para poderem ad-
quorir machinas de nova invenco, e oulros inslru-
menlos do traballio agrcola, que exislem naque!.
m, mailoj delles njo esta- les paizw, e qae applicados 4 nossa agricultura, dar-
lem por fim crear urna exposieao dos productos agr-
colas, artsticos e das demais industrias n cidade do
Recife, a utilidade qoe desta medida resulla he
ik fcil demoslrajau.
Senhores, as expotijes que principiaran] em
Franca desde 1804, e foram adoptadas pela Hullan-
da 'e pela Blgica, se adan hoje generaiisadrfs era
lodos oa paizes da Europa, e mesmo em alguns do
continente, americano. Tratando dellas, diz o Sr.
Vital Koux, qoe devem ser consideradas como o
meio o mais poderoso, o mais emcaz para imprimir
as populacfies rao i inepto e a aclividade indus-
Irial, para, animar o lalaJn, e fazer com que o ar-
tista obscuro ignorado, porm emprehendedor |e
estudioso, leuda o premio de suas Tadigas e possa
conquistar urna posijae vaotajosa -na sociedade. Diz
anda o niesjqo escriptor, qae a inlelligencia huma-
na nao descobrio um modo melhor de fazer com que
o trabalho o o espirita deempreza recebam os mais
largos descnvolvimenlos, e ao mesmo lempo encon-
trem na tanejao publica ajusta apreciaro deten
merecimeutp. Nessas feslaf pacificas do Irabtlhu,
sao palavras do Sr. Wolvooki, deque se encentra
a verdadeira democracia, a legitima igualdade : all
o mait limpies cidadao exibiodo uro objeclo de alio
carao set
imposta provincial de exportaran ; ficando tambem o
gado qne importaren) e suas prortiiecoes isentos do
impostado dizimo pelo.espaco de dez annos.
Art. 6. O presidente da provincia expedir para
a execacao-da presente'lei, os' regulamentos preci-
sos ; ficando' revogadas as disposiroes em contrario.
S. R.
Paco da assembla provincial de Pernambueo 27
de mar jo de 185i.Fi ancuco Carlos Brandao.
O Sr. Paet Brrelo requer qne seja o projecto
remeltido commisso de coramercio,nduslria e ar-
les, a quem ja se remetteu um oulro, contando
materia idntica.
O Sr. Presidente : O arl. 103 do regiment
diz o segointe: (le.)
Por consequencia consullarei a casa, se approva
a requermenlo do nobre depulado.
Consonada a cata, reolve afllrmalivamente.
O Sr. Figueira de Mello : Pela ordem). Sr.
presidenta, parece-me que agora se deve propor i
volajao, se o prejecto he ou nao objecto de delibera-
cao. J V. Ex. leu o arl. 103 do regiment para de-
monstrar que oulra he a sua opinio, mas eu nao
deduzo desse arligo ateonelusao que V. Ex. tirou :
o art. 103 diz o segunle: (l):
Islo nao i ni porta o prohibir, que no se consulta
commisso, se o projecto he ou nao objeclo de de-
liberado, anles me parece que urna vez que'se apr-
senla um projecto na casa, ella deve anles de re-
melle-lo a una commisso, decidir se elle he objec-
lo de delibera j5o, se esl no caso de merecer as hon-
ras da discossao, e sobre elle lavrar-se um parecer
de commisso... ,
Cm Sr. Depulado:Enl, para que se vola pri-
meiro que v commjk~se depois so pode resol-
ver que elle nao he obfecto de dejjerajao ?...
O Sr. Figueira de Mello : Perde .q nobre de-
pulado, remetle-se urna commisso para
sem bla na primeira sessao que seguir
qualqer exposieao.
Ficam revogadas as disposijOes em conlrai
a Pajo da assembla legislativa provincial
marco de 1854.Francisco Carlos Brand i.
ORDEM DO DA.
Primeira discussao do projeclo n. 9, qae
urna gralificacSo professora de Goianna.
Nao havendo quem acerca della peja a
he submetlido volarao e approvudo.
Primeira discussao do projecto n. 10, que)
um crdito de 20K108 r., a ma associaji i de agri-
cultura, qae se crear na provincia, e se con promel-
ter a fi ndar na mesma urna escola pratca
cultura.
O Sr. Brandao:Sr. presidenta, pelas mesmas
razos, em que se fundou o nobre 1. secretario para
requerer, que o projeclo, que hoje .Ipreselitai,' fosse
i commisso de coramercio ; tambem requfeiro, que o
que c acha em discossao v a mesma condmissao ; por
que se como disse o nobre 1. secretar, existe mais
de um projeclo, inclusive o que se discate, conten-
do ideas sobre a mesma materia, he js'to. que sobre
todos seja ouvida a commisso, em cuto poder ja se
achara alguns, para que ou os combine, (ourefunda-os,
oa final mente, d preferrnda ao que juagar mais acer-
tado, apresentando assim m trabalho completo i
nesle sentido pois mando um rertuerimento
mesa.
Vai mesa, e he apoiado para entrar em discussao
um requermenlo do Sr. Brandao, pedindo, que o
projecto em discussao fosse remeltido i) commisso de
oommercio, para que esla eisminando-jo, conjuncta-
mente com os oulros, qae ja Ihe foraip remedidos,
d acerca de todos o seu parecer.
O Sr. Portella. pedindo a palavra d z que julgava
muito dispeosavel que o projecto fsala remeltido i
commisso de commercio, agricultura i e artes : que
nao obstante versar elle sobre om assu npto que lem
relajaocom os dous projectas dequesJ trata, e que
foram enviados commisso,todava 1k muidifleren-
le. Que todos elles leem por Om favorecer ou pro-
teger a agricultura, mas dfierem mui jo quanlo ao
modo : que um quer que se consigne joma quantia
para o presidenta da provincia applci>-'a cm explo-
rar ou esludar o estado da notsaagrior "a, e fazer-
Ihealguns melhoramenlos; que oulro
verno compre machinase as dislrihua
prejoaos agrcoltorcsetr., masque i
traa de favorecer c animar orna sociei
cuitara que alguns particulares IraUni
qual podem provir muitas vantagens.
to a queslo he mui simples em sua na
no caso de crear-se essa sociedade ser
com 20:0005 rs., o que bem se pode a
sem r o projeclo commisso ; e qu
sim, qae casa tendo mandado o prii.
a commisso, resolten quando este fot
que fosse mpressoe eotrasse em riisi
contrario he ir contra o vencido. Qa
oatro motivo pelo qual suppe qoe ni
ente essa remetsa commisso, e he 1,
isto a morte do mesmo projeclo...
O Sr. BrandSo:En tao os oulros" 1
bem? -^
O Sr. Portella diz : nosel ; mas que
ja no meio da sessao, esta demora com a
de Irazr esta resultado : e demais,' esta*
mis-ao de potse do primeiro projecto ha l
deve ler estudado a questao, c estar pr
habilitada para entrama presente dis
que o go-
to mesmo
j projeclo
i de agri-
crear, da
ie por (an-
u: isto he,
auxiliada
deliberar,
lio he as-
> projeclo
resentado,
10: que o
un disto ha
i ennveni-
impoctar
rrem lam-
eslando-se
emessa po-
do a com-
iuIos das,
anto muito
ssao, e emil-
tir sea parecer. Diz que por isto nao ton para que
o projecto do nobre depotado (o Sr. ,'andao) fosse
commisso, o que seria bom qae ell !* tambem islo
se oppozesse.
Cm Sr. Depulado:Naquella occ Isio nao se ad-
miltia discnstjo.
O Sr. Portella repele qae jalga m lito dispensavel
a ida do projeclo commisso; que seu objecto he
bem claro, soa idea muito simples ; b pergunlase-
r conveniente, ser vanljosa a exi itencia de_ urna
sociedade de agricullura 1 sendo eli organisada, se-
r til, ser mesroo necessario qua-4 s puderes pbli-
cos a luxiliem, a protejam '.' Que e da he a questao,
e p'arQce que pode ser logo discutid,- .
O jk0ra*dao :Ea sinlo muilo )Sr. presidente,
qao estando, como estou.nas vistas i o nobre depula-
do que acaba de sentar-se, lenha tod ivin de impug-
nar as suas ideas a respeilo da rem ssa do sea pro-
jeclo para a commisso de comroerci Eslou as vis-
las do nobre depulado, porque viva nente e de todo
o meu corajao, desejo a maior pros leridade para a
agricullura da minha provincia....
Um Sr. DepuUrio :Todos nt
O Sr. Brandao :Nao neg aos
ffiTr' i|jfli "'"* caso presente, entendo q
haja discussao antes de a commisso dar o seu pare- tatlo naotern rzo, quando quer
projeeto ao exame da commisso ;
ama commisso, mas nao sosegu d'ahi que nao se
ponha j volajo, se o projecto he ou nao obejeclo
de deliberajao ; mat, emfim, eu appello paraos
eslylot da casa, nao intitlirei, mas me parece que
o regular era assim.
Um Sr. Depulado : Lela a segunda parte do
arl. 104.
O Sr. figueira de Mello : Mas o que se sflhje
desse arligo T Delle eu nao deduzo essa onseqaen-
cia.
OSr. Presidente:O regiment naojhedefeilooso.
Quando te aprsenla o parecer, ntao vota-ae se esse
projecto he ou nSo objeclo de deliberajao ; mas em-
quinta este parecer nao te aprsenla, o juito. da 'nifcriwi, forme um sytlenia dimqdidas proprfaj
:.- -: -i: '-> -.*
mos.
m essedese-
re depu-
I.trah7if o seu
que se ell
la do mesmo objeclo, que serve rij assumplo a ou-
lros, porque raz3o ha de. ser discado, ficando esses
oulros esquecidos, e talvez modosas pastas da com-
misso, segundo prognosticou o mano nobre depo-
tado'.'
O Sr. Portella :Nao quero der que morram,
masque sendo apresenlados maisarde, peder nao
ha ver lempo para disculi-los.
. O Sr. Bran/lo :Parece-me |r lanto, Sr. pre-
sidenta, ser summamenle convelenle. que a com-
misso considere o projecto dSr. Portal la, eo
confronta com os oulros aGrrrlo. que, colhendo
de cada um delles aa ideas qae julg
qae sou amigo do nobre depulado. nao desejo ler oc-
casiao de ir-de encontr t suas opinides ; mas deso-
jando fallar com franqueza, nao posto deixar de dizer
que no projeclo que esl em discussao, achoo verda-
deira ponto de partida. Nao sei se assim poderei ser
bem entendido : o pon|o departida he procurar as-
sociar os inleresses dos homens ; o espirita de associ-
ajo heo primeiro passo a dar ncsla materia. Creio,
qae nisto nao ba lempo a perder ; e para obter esle
retallado devemos caminhar ja, e esle projeclo lende
a eite fim, por que o sea objecto he promover o es-
pirito de associa jSo ; porque lo go que os homens se
liguem porinleressescomrans, pode oslar certa o no-
bre deputado, de que tudo-se ba de obter : logo se
obtar dinheiro para todos esses inslrumenlos e ma-
chinas, sem ser preciso qu a provincia faja sacrificio'
algum. O espirito de. associajao, as forjas conecti-
vas produzem espantosos resultados...
Um Sr. Deputado:Mas isto ha de discolir-se em
occasiao opporluna.
O Sr: Baptisla : Mas veja o -nobre depulado
qual he o corollario que eu tiro destas principios. O
corollari he, que o primeiro passo a dar. he promo-
ver o espirito de associajao ; que este jie o fiuj do
projecto que se discute, e que esle primeiro passo nSo
prejudlca a idea do nobre depulado ; que pelo con-
trario pode dizer-se que asua idea he um pouco se-
cundaria, oa por oalra, que a.base da sua id/ he a
que esl neste projeclo.
Sr. presidente, o nobre deputado pode estar certo
de que sem o espirito de associajao nada conseguir
com o seu projeclo. O nobre deputado lie muilo li-
do nestas objectos, ha de saber como he que os Esla-
dos-nidos tem obtido os resultados qoe'se obser-
vam, ha de saber o qae lem escripia a esle respeilo.
estadistas de difierentes najes; e sabendo, concor-
dar em qae lodos elles tem como axioma, que o fim
que temos em vista s se consegue promovendn. o es-
pirito de associajao, e o projeclo qae se discute, pro-
move esse espirito. Senhores, nesta sociedade bao
de apparecer homensdistinolos, que bao de promo-
ver os inleresses da agricullura. He com. o resulla-
do de suas experiencias e esforjos, queseconsoguirao
as'meddas necessarias para o augmento e progresso
da agricullura, e enlao seguir-se-ha daqui a dispen-
sa dos esforjos, dos sacrificios, qoe se querem fazer ;
entretanto que sem ette espirito de associajao, ainda
com esses sacrificios, nada se conse.gait...
O Sr. BrandSar^-d ieu projecto nao xclae o es-
pirito de associajao..
O Sr. Baptisla:Ja vejo que me nao (enho feilq
entender. E sei que.o projecto do nobre depulado
nao exclue o espirito de associajao ; maso projeclodo
nobre depulado quer ler a prioridade, qoando elle he
muito secundario, e pode ser prejlidicado por outras
medidas. En entendo, repito, que sem o espirito de
associajao nadase faz; que esla he a questao a priori;
e acudo assim, dve ser tratada cm primeiro lugar.
A medida capital he esla, as unirs sao secundarias ;
a bate he esla; o projeclo do nobre depulado, pode
ser om edificio, mas esse edificio est sera base. Eis,
pois, o grande inconveniente de se remelter o projec-
lo commisso: o lempo que se perde, porque mallo
lempo se pode perder, a ponto de poder dar-se o caso
de nao passar o projecto nesta sessao. Senhores, eu
pensando bem, nao soudo numero daqucllesque en-
lendem que as industrias devem marchar dcbaixo da
sua propria luidla, e nada mait: quero a luterven-
jodo eovernb, esla herninha opiniaa nes|as mata-
ras ; mas Sr. presidente', he essa intervenjo do go-
verno, que muitos tem combalido tem excluido
por cansas, por abusos, que se lem feilo della, por
que taes abasos sao muito prejuikciaes, e para se
achar a justa medida d intervenjo do governo, be
preciso muilo lino ; e os abusos qae podem resul-
tar da interven ja o do governo. sao os que le feilo
com qoe mallos nao queiram ene syslema.
A intervenjo do governo he necessaria; mas co-
mo, senhoresf Ser com sacrificios da sua parle ? Eu
sou amigo da intervenjo do governo, mas nao a
quero cornos sacrificiosdo governo; eu quero proven-
do os inleresses dos proprios individuos, ot inleres-
ses dos prodadores, desafiando estes, prolegendo-os
para qae elles oblenham bons resallados, poruoo-l
desle modo essa industria progredir, salvo se. (Ha
se acha tao atrasada, ou ento esl em urna letar-
ga, tal que chega ao ponto de desconhecer os seos
inleresses verdadeiros. Nestas materias, nesle pon-
to, creio qoe o primeiro passo a dar he promover o
espirita de associajao. Eu estou persuadido ou bem
convencido, de que as grandes e gigantescas forjas
do augmento do crdito nao poderiam ter feilo ao
mundo inteiro os beneficios quo tem feito, senflo f-
ra o espirito de associajao : he com a associajao de
inleresses, he lornando-se a sorlo de lodos os asso-
ciados commum, quo se comprehenderao as grandes
vantagens que re*ullaro nossa agricultura. Por-
lanlo repita, a idea capital para mira, o ponto de,
partida, he esta: elle indica bem perretamenle o
meu pensamento: lie o espirito de associacao, e eit
porque voto, para que o projecto do nobre depulado
enlte j em discussao, precedendo os outras que
ia Hfim sao d segunda ordem.
O Sr. Figu eira de Mello :Sr. presidente, n*o
posso deixar dt 'luvar os nobres denotados, que lem
apresentado pr. 'jeclos era favor dos melhoramenlos
da nosta agricuh lura yeitos tem mostrado assim o seu
patriotismo, e o desojo 1"e tem de ver sahir a pro-
vincia da roloa em que lia constantemente marcha-
do. Nao obstan le porm o conceilo que me mere-
cen! sua Ideas, i T>e parece-Sr. presidente, que lodos
esses projectas de A*n ter remedidos commisso de
commercio,ind fotria e arles.alim de que ella os exa-
mioe e npresp ,fita-uus om plano, que seja ull e pro-
fio-o pro vincia^ue seja geral, e que" nlo possa
achar obs lo em outras medidas que por ventura
Demais, eu vejo qae o nobre
bem, qae a escola pratca he
cultura, mas ios industrias i
Ora ea nao entendo bera esta j
em discussao. O qao sao in
peilo agricultura? Acbot
a agricultura he mg industria
hender moitos. ; por
quanlo eali deb,, de palavra i
peilo,industria, qot te costoma
agrcola. Assim, alo tabead* befo
trias a que o oobre deputado e
Lptego desta phrase parece-me que o prcj
me o nobre depulado a minha fraqueza
digido e dar lugar a urna da
confuta, qae nao ser aquella que
jeclo desta magnitude, e pot isso o
mandemos o projecto commisso, ]
veudo-o, examinando-o, i
mais, a presente-nos oulro mais j
sobre a matara, ese assim
niao, que de certo modo se torna uri
cial. Este o meu voto.
0 Sr. Brandao:Sr. presi
amigo o Sr. Baptisla, principiou a con
requermenlo por apreciar o projeeto w
ra deapresenlar casa, e confr
discute; depois de algumas ce
que o ultimo contem urna idea capj
primeiro apenas enuncia um pensamenj
coqcluio mais, que em consequencia |
difiere-rija, devia ser iraraedilameota|
projeclo de qae nos occupimos. Qau|
explicava, o Sr. Baptisla exclamou
de ludo promover o espirito de asi
sem elle nao ha idea alguma vanlajo
he sobrecarregar os cofres publico* i
outra ordem, importa o mesmo qoe i
pedieute improficuo e de pessimos
aceitando a questao no terrenu em q
ta acollocoo.eii dire qne elle en
lo trivial e que se acha emqualquo
porm que no caso presente n* |
cacao qoe se Ihe quer dar, prinnp
clair do>xame da commisso o [
iella. Reconhejo qae compre [
de associajao, como um dos mait J
desenvolver a industria de lodos
que isto assim he, segue-se qoe nos
a esperar que aqnelle espirito se de
vando-nos entretanto immsveis em [
lamidade qoe se aproxima pan a noasi
Creio que nao; e o projeclo do Sr. P-i
urna serta de medidas, que ali-t
que devemos ter em vista? T*a_
por consegointa entendo que di*
seria perder a primeira emais i~
se nos ollerece para prepararme! i
lema de medidat sobre materia d
he a agricultura.
Mas disse ainda o nobre depulado que
veniente a idea consignada no projecto qee |
teiitei...
O Sr. Baptisla : Eu nio disse isso.
O Sr. BrandOo : ... oa pela/ttenos j
nao he geralraente abrajnUvjrne ^BJfiCfl
governo, obre materia de industria, n,1o
nhecida como til...
O Sr. Baptisla : Jo foi isso i
O Sr. Brandilo : O nobre" dpJ
haviam abusos ^aasi inevilaveit;
isto consinta que ihe declare, quej
a sua opinao ; a intervenjo
no desenvolvimcnlo da induslria,']
para o engrandecimenlo de qual
ella nao pode haver progre;
melhoramenlos.
Se em um ou oulro ca*o ot abu
cao Iransiornam os ell ei los das I
ra proteger as classe* industriosas,
de regra, porque a levarnos em conla
jes, seriamos forjados a nada fazer con
aboso...
Um Sr. Depulado :-, Mas o governo pd
1 offae todos os hornea* errara, ainda a* maiore-
1 eja*.
O Sr. Brandao : Sei que todos erra-
qao assim he, segue-se que o go
promover o progreaso e prosperidade
iodastrla e arles, que sao as fonles
queza particular e publica ? Pens i
Senhores, nos paizes novot, como o
poncot caples > o espirito de assol
esia detenyolvido, he misler que o a
na frente, anime e d o exemplo, v
pe de meios qoe os particulares ni
esla a doulriua que eu sigo e que in
verdadeira.
Portantes concluindo as mii
to na auopjao do meu re;
que em vez de urna med
um complexo de providencias utas*
provincia.
O Sr. Baptisla pronu
do projecto em disi
lm urna idea cap
damenle e se
mitsao.-
sociajao,
em tal maleru o eatencl he ; i,:.'\
que to
eao passo que tasleala as )
bem (
descendenc
dinhei
utros
semel
mover todos os r*
I


BWHO^DE PERWipCO, SEGUNDA FEIR4 3 DE ABRIL DE 1854.
liflca a cohe
estar)
8oi'iar
I
I
4

so procedimcnlo, declarando
r lodo que fr favoravel as-
ir as anas convicces"
Injftiino projei
ram coiilrtadas li menciona- se comense esse trabalho, senSo no fim de novem-
las po alai no mappa numero 1 comoJbro. o "por isso nao ho possvel apresentar hoje urna
........aias ..................-......
i ponte da Bnn-Visla.

loada cadoia d'Olinda.
Qualro grades de ferro para a casa de dc-1
L.Uroa rampa de desembarque junio aponte dos
i^Hrln^
apode
medida
eonlid*
ciaejto
manir
elle da
. Bap-
;ta bem des-
la principalmente a
;ue aenle a eorpo-
i represenUnles que pug-
-a, transmitan! ao go-
^^^^Bas, e reclamcm todas, as
a o seo dcsenvolvimenlo.
nidade da agricultura do paiz
n a adopcilo da idea capital
ka creado do espirito de aso-
(ida nao existe, ou apenas agora se
|oe por eisa mesm* razao precisa
(elar e animadora do governo.
ser partidario das Ihcoriai absolu-
omeio termo entre a doutrini pro-
^^Hrim liberal, faz ver que a sub-
edida pelo projeclo nflo se pode conside-
>rolecc5o directa, porque nao he des-
tinada a remunerar os membros da associactlo qoese
pretende crear, mas sim ao estabelecimento de esco-
las pi ticas eoulros melos tendentes a coniecurao
do flm iesejtdo, no devendo alus haver receio
quinto a eslino que se possa dar i quanlia marca-
da, v char-se elle determinado no projeclo.
o expediente.de incumbir-se admi-
ta !arefa como a deque trata o projeclo,
lera sido por vetes empregado pela assemblca; e de-
atras consideraefles, durante as quaes fo
ampido por numerosos apartes, conclue
votando contra o diamenlo.
O Sr. Manoel Clemenlino : ('Nao devolveu i
tea discurso. )'
O Sr. Presidente: No posso deixar de obser-
0 que est em discusso he o projeclo n.
10; tem a palavra Sr. Portella.
Portilla depoisde dizer que nao lonciona-'
mais a palavra na presente discusso, por-
>s oradores que o precedern), ja linha sido
(lentamente demonstrada a diflerenra de um e
jacto, e sustentadla idea capital do seu
Iraloo de responder ao nobre deputa-
meira ) quanlo ao que ella disse sobre
o projecto,quanlo i consignaeo a urna
(atura,e sobre o sentido da palavra in-
dustria agrcola, etc. ele.
AupuHo de Oliteira oppOe-se ao projeclo,
lamento de nao comprehender o, sen lim :
ijOes acerca du que he urna escola pra-
rvirido que se he o que supoe, nao chega
qne o projeclo consigna ; acrescenlanta
Instaltaco d urna assoclieo agrcola
hSo (em noticia) nao he preciso urna
lo a hora,
nato De adiada.
residente designa a ordem do dia e le-
vanta a sesSao.
.>><.
REQFE 1 DE ABRIL J|P 185i.
A'S 6 HORAS DATARDE.
RtmsrECTfr SEMANAL.
> Biez de marco concluir-se sem miti-
gar um ponco os rigores da calma com que nos ha -
via abrasado; e etfecvamene nos dias 27 o 28 li-
veme ptosas chavas. Resta-nos agora ver, se- o
Mar. abril, que boje cornee^ a reger-uos,
o dictado, segundo o qual devemos espe-
rar agua> mil. Grande he a necessidade que ex-
tamos d'csse poderoso calmante, e perroit-
nos veuha elle com avulladas doses allo-
luica oancira porque nos pode servir.
>a fnda foi das mais cicassas em aconte-
s; mas nem por isso deixou de fornecer-nos
inte pralicado por Filippe Servulo Cavalranti,
o qual leudo dado urna lacada em outro individuo,
ordem do subdelegado da Boa Visl, e
acha-se recolhido a cadeia dcsta cidade.
n a noite de 28 para 29 do passado foram ap-
ehdidos por Manoel Pcreira Vianna Jnior,
inspector de quarleirflo da fregoezia de S. Antonio,
1,176 baralhos de cartas, os quaosforam logo remel-
lidos pelo respectivo delegado altendcga afim de
seres) pagos os direilos.
I*o dia 30 chegou da Europa o vapor Thame*.
A grasde'questao russo-turca, que at en(re nos
acha-sc na ordem do dia, quasi que continua no
mesrao calado; a guerra anlollia-sc medonha a
qualquer das potencias que n'ella moslram querer
tomar parte, c por mais pronunciadas que sejam as
manifestar* cj da Franca c da Inglaterra, anda se
nao pode provar com seguranza o papel que reprc-
Ho, nemtao pouco o resultado que Ibes ca-
bera emaorte. Ociar appellou ltimamente para
as ideas e os senlimentos religiosos dos scus suhd-
e oa.o seria lemerldade contar com os valiosos
que d'esse appello lbe.podcm vir. A des-
peito poit> de (odas as propagandas {los amigos da
paz, pode muito bem ser que no meado do secuto
19 tendamos o cometo de urna nova guerra de 30
aunos com pouen differenra. Veremos souieute
quem toca o trumpho.
Nao deixaqeinos parda .que-acaba de soffrer a Franca cora a morte
de dous homens Ilustres. O padre Lamennais e
Mr!*Blanqui aiiie j nao exislem. O dislinclo eco-
a deixou discpulos mui dignos c capazes dco
substituir ou exceder; mas o sacerdote, a quem
Leao 12 venerou como ao nKimo dos padres da
igreja; o grande escriptor qne s em Chateaubriand
via um rival, esse pode sem duVida ser para o futu-
ro substituido, mas nao sabemos que deixasse viva
urna gloria igual sua. A posleridade Ihe far
sim como aos que nao sooberam aprovei-
(vor da igreja os seus talentos e as suas vir-
-
ib 31 a famosa procsSo do Scnlior
que este anno foi feita com o maor 'a-
Tninsotr pelas mas do costume
i ordem o regularidade que se podiam dc-
icompanliamenlo briUiole, e nada
^^Hfai fallado para dizer-sc verdadeira-
.nposa c solemne. Numeroso conenrso de
io-e lias ras por onde devia nassar, c
ii casas nunca esvcram mais bem
idas oo sorlidas.
T luirs da noite d'esse mesme dia, pouco
teos, fo horrivelmente atropellada por
), urna familia que alravcssava a ponle da
Boa-VisU. Boas ou tres pessoas ficarara grave-
tratadas, e apesar das diligencias de al-
guns homens do povo eal inspsetores de quarlei-
iguio o aadacioso e insolem*^*Jir/i eva-
do disparar o carro a lodo bridie ar-
io sobre todos que encontrava. Temoi.sido
constantes em regislrar es aboso ou antes os erimes
ten) jlis Uo traqueles n'esla cidade; mas
elle* rooliiuiam a roprodozir-se sem embargo das
reclamacoes, que slo as de loda a populaco.
Cliamaaios, pois, mais esta vez sobre esse ponto'a
silencio da polica ; e lembraremos alea necessi-
dade que ha-de.proliibir-se o transito de carros pe-
dias de procissao ou de outra qualquer
de que attrahe grande concurrencia de
Jo mais nao sjej, ser isso um mcio de
aunes de 'que fallamos ; e-nada vemos
Ja justira e da razao possa obstar
^^^B salutar.
> recebidas do interior, consta
le 13 do passado, form presos'por
r. capinlo Carlos de Moraes Camisao,'
le do deslacanienlo volante e delega
liaranhuns, nove individuos, sendo
norte, 2 por furtos,* 1 pordesercaY
'elo dilo delegado foram arre-
Rejo JeS. "Vicente, 31 granadeiros e
' Fornecimcnlo das madeiras para a coberta da
dclenrjln.
Das obras constantes do mappa numero 1 jex-
puz d estado, em que cada ama se acha, e as que
ficam cima mcnconadas,ji foram concluidas e en-
tregues deflinitivamcnlo a repartirn,
Quanlo ao fornecimento das niadeiras para" a ca-
sa de delencao, o an-cmiitautc nao cumprio seu
contrato couforme ja levei ao couhecimento desse
Exm. governo em dala de 9 de dezembro'ultimo.
Alcm dcslas obras conlratou-se mais a l'acfcra de
2 tanques de ferro para depozilo d'agua da casa de
delencao, nsquarsja foram entregues, e acham-se
assenlados nos seus respectivos lugares.
Tambcrn foram contratadas c pagas de conformi-
dade com as ordens desse Exm. governo, algumas
ndcmnisafAes de bemfeilorias particulares, que
foram demolidas para execueflo de algumas obras,
importando ludo em 1909000 rs.
CAPITULO 3.o
Obras administrada*.
. ARTIGO 1.
Obra reculadas por adminislracSo.
Ponte sobre o Tapacur.
Esla ponte de madeira consta de um nico lanc.o
dcl27 palmos de cxlencao, c o seu eslivame he sus-
tentado somonte por duas lindas coropostas de 6
palmos de altura. Foi ella concluida no mez de fe-
verciro prximo passado, pela importancia de
11:4435955 r. para todas as obras. Esta construida
com loda a seguranca e elegancia, prestando grande
uNSdadc ao publico que de ha muito a recla-
mara.
., Caes da ra dAurora.
A necessidade de urna rampa para desembarque
no principio da ra d'Aurora desta cidade, a falla
de conslruccao do lauco do caes junio a ponte da
Boa-Vista, co eslado de ruina em que se acbavam
os Inncos, que a osle sa seguiam, domesmo caes,
que tanto desformozeava esia bella ra, atrahiram
aattcncSo desse Exm. governo, para que mandasse
,execular estas obras, as quaes foram feils por ad-
niu'slraca.o, e arham-sc j concluidas com toda a
seguranca dando um aspecto mais sumptuoso a essa
parte da cidade. l)ispendcu-sc nesla obra a quan-
lia de 54999200 rs., sendo parle desta importancia
de WOJJOOO rs. prestada volunlaramenle por al-
guns proprielarios dos preilos sitos nessa ra.
Calrameiito ta cidade.
A ra do Aterro da Boa-Vista, cujo calcamento
se acbava completamente arruinado e quasi consu-
mido em loda a sua extensao, formando grandes a-
loleros por occasiao de qualquer chuva, tornando
quasi inlransitavel esla principal ra da cidade, foi
calcada lodajde novo no mesmo syslcma Mac-Adam;
e tom ella dispendeu-sc apenas a quantia de
8009620 rs., arha-se agora em muito bom eslado
de consenaran.
O pateo cin frente do Hospicio de N. S. da Pe-
nba. lugar milito Iransilado c onde se aciimulava
inntn lama quando chuvia, privando muitas vezes
aos devotos de poderem cnlrar naquelle (cmplo pa-
ra assislirem aos arlos divinos all celebrados ; foi
lodo calcado de pedras com os declives necessaros
Eira o esaoto das aguas, e arha-se boje em mulo
om estado; lendo-se dispendido apenas a quantia
de 9999600 rs.
Reparos de diversas obras.
A Ir ii i das obras cima mencionadas, fizeram-se
diversos reparos tendentes a consrrvacao d'ollas. os
quaes por serum de pequea importancia parece
desnecessario (ralar delles, acbamlo-se a despeza
feita com cada um menriouada no mappa n. >.
Esludos graplticos.
\ Estes Irabalhos preparatorios que nao empregam
numerosos braros, nem' grandes quanlas, servem
para- fornecer os dados necessaros para mcdilar-se
/sobre os projeclos das obras e determinar-sc as
rombinarors mais convenientes para se reunir a so-
lidez, a elcsancia e boa disposicao.
\ Os Irabalhos ilesle genero foram numerosos cm
lodo o anno de 1853, e conlinuam da mesm sorte,
afim de se dar s obras dosla provincia um desen-
volvimeulo apropriado a sua categora. Fassarei
pois a enumera-los.
Termo do Recife.
Fizeram-sc os trabiilhos necessaros para se orga-
liisarcm as plantas, cscolhcr osvstcma, e formular
os projeclos o orrnmenlos ii)dispeiLavcis'para o cal-
camenlii e essosto da parMBdestacidadcco.iiprebcn-
dida pelos pateos da Ribeira, Penda e mais nas
adjarentes ; conleudo urna superlirie de ,550 lira-
ras quai Iradas de calcamento que forma a primeira
baria. I.evanlai am-se algumas plantas parracs, c li-
zeram-se diversos estudos para organisacao de dif-
ferenles projeclos de obras, que foram j submel-
tidas appruvarao desse Exm. governo, laes romo
a ponte do Recife, caes do Capibartbe e outros.
Estrada do Sul.
Nesla estrada fizeram-se os Irabalhos precisos para
organisacao do 11" laco, que jo se ada em execu-
rao, e termina no nacho Afogadinho (engerido
Algodoaes, fez-se o reconhecimenio do terreno para
conlinuarSodamesma estrada al o engenho Mas-
saugana, a Irata-se de cstudsr cada um dos lanros
desta parte.
Da ramiucacao desla estrada para a villa do Cabo
estudou-se loda a direc$!o at a dita villa, e orga-
nisaram-sc os respectivos orcamenlos dos laucos- 2.
3, .4 e 5, que foram remedidos a esse Exm.,gover-
no, dos quaes alguus se adiara en; execurao.
Tambem procedeu-sc ao rccoudccimeuto dos terre-
nos mrgem do Pirapama, desde a villa do Cal
alio engenho Noruega.
Sendo do reronhecida utlidade e' necessidade a
abertura de urna estrada tsse da estrada do Sul para a freguezia de W un be-
ca, pois que essa parte da provincia fornerc immen-
sa qoanlidadc de producios ao mercado desla capi-
.al, procedeu-se aos recouhecimentos precisos do
terreno cm duas direcres : nina que parliodo da
llahilha vai povoarao de Muribcra pelas varzeas
de Guararapes, Engenho. Novo, e Conceicao : outra
qne atravessaudo o Jaboatao em Pao Sccco passa
pelas Ierras de S. Bariholomeo o pela parte mais oc-
cidental do engenho Novo. Essa segunda direrrao
posto qlie mais curia, nao parece a mais conveni-
ente, pi- ser lalvez a mais dispendiosa; todava an-
da sao'indispensavcis alcnns estudos para mclbor
determinar a escolda destas direccoes.
Estrada de Pao tTAlho^
Esludou-sc a sua diicccjo deide o engenho Ga-
morim, onde ella atravessa o rio Capibaribe, al
villa de PoifAlho, e organisaram-sc os orramenlos
de (odos os laucos dos quaes o 17, 18,19- e 20. j se
acharo em execurao por arremataran, c o 21, que
ge o ultimo da entrada da villa, j tem o remen-
lo proinptu, que brcveraeiilescrn remet ido a esse
Exm. governo.. t
Na evtenslo dsla estrada he necessario abrr-se
duas novas estradas de ramificacas, urna para a po-
voarao fia Gloria do Coila, e oulra para a cidade de
Nazarelh, afim de se facilitar as communicaces pa-
ra estes mos da provincia, de grande populacho,
eque foroecem o mercado desta capital de graode
copia de productos. Al o presente ncnbum esta-
do sr tem feito |iara esse lim': porm agora vai-sc
tratar do recoihecer-se o terreno para as mclhores
direcres destas estradas.
Estrada do Sorte.
Esludnu-se e organisou-se o orramenlu paracon-
clusao da scgumla parto do 1 lauco, que principia
junto ao convenio de S. Thereza cm Olinda, e ter-
mina na ponte do varndouro ; o qual j se aclia ar-
rematado. Fez-se o orramento para os reparos sc-
raes e empedramcnlo da primeira parte do 1" (anco,
que csUi em praga ; o tambem lizcram-se alguns es-
tudos para o lauco da ponte de Tracpnhacm cida-
de Goiauna ; c da dila cidade ao engenho Goianna
Grande ; nao se leiiilo organsadn os respectivos or-
ramentos pela afluencia de outros Irabalhos da re-'
partidlo, que distrahiram os ageutes desle servi<;o
para oulcos. *
Estrada da Victoria.
Nesla estrada, que j se acha quasi' concluida,
apenas se lizeram alguns estudos para o ultimo lau-
co, que vai da ponte sobre o Tapacur cidade da
informacao circuuislanciada sobre essas vias de
cuinmunicocao; todava para urna uoticia geral do
esludo, d estes porlos c ros da provincia, farei urna
resumida exposicao cm m dos captulos seguinles.
Trbalhs diversos.
Alm dos diversos estudos j cima mencionados,
levantaRun-se as plantas de algumas cidades, villas
e povoacfles da provincia, assim como de algumas
estradas geracs do seii interior, das quaes nao bavia
planta alguma nesta repartican
ARTIGO 2.
Obras eine.recuciio por adminislracSo.
Casa de de_leurSo.
As obras desle cdflcio progrediram pouco durante
o primeiro semestre, em consecuencia da pequea
consignaeo para ella destinada; porem receberam
grande adiantamento no segundo, e a naoserem al-
guns embaracos em se obler a madeira necessaria
para o travejamento e cobcrla, de rerlo j estara
concluido ao menos todo o raio do norte; De con-
formidaile comas ordens desse Exm..governo, fo-
ram fechadas com abobada as celias do pavimento
terreo, suprmiudo-sc assim o assoaliio das celias do
primeiro andar, lornando-sc dessa maneira mais se-
guras o respeitaveis aquellas prisOes. -
Presentemente acham-se fritas todas as paredes in-
teriores e exteriores do raio do norte, faltando ape-
nas era alguus lugares partes das paredes divisorias,
lendo-se j principiado a ausentar a cobcrla. da qual
estao promptas o preparadas todas as madeiras: na
casa da adm i n slrarao estao leva n bulas as paredes mes-
Iras al altura de recchera coberla, que por falla
de linbas ainda nao fo assentada; na casa da inspe-
cao geral setao levantadas todas as paredes al altu-
ra de 50 palmos. Quanlo as oulras partes do edifi-
cio acham-se no mesmo eslado, que mencionei no
mea rotatorio do anno-passado, porisso que neilas
nao se 'tem Irabalhado, de conformidatle com a or-
dem dcsscExm. governo de 21 de agoilo de 1852.
No estado cm que se acham estas obras, seropro-
vavelmcnte concluilas no crrente anno as tres par-
tes em andamento, senao faltaren! os meios.
A despeza total no anno lindo foi de 41:5669050
ris, sendo 11:6709575 ris no segundo semestre d
excrcicio findo c 29:8659475 ris no primeiro semes-
tre, do corrente exercirio
Aqui parece-mc conveniente fazer algumas reflc-
xes sobre o orramento desta obra, afim de se co-
nhecer quaes as circomslancias, que se deraihna sua
execcao, c que neccssariamenlc deveriam produzir
um excesso do despeza.
Todo o tenciio, cm que se acha consludo esse
edificio era alagado pelas mares, que o descubiam
quando eslavam vazias, o lendo algumas rclvas na
roaior parlede.suaeitoAglOparcoiaser todo arenoso,c
que apenas linlia alaiima lama na parle superior, como
gcralmentesecnrnulra nosoiilrosliigaresda margemdo
rio Capibarilie, de maneira que clenlo u-se a altura
media ile|uina braca; porem logo que se principien a
Irabalbar recouhcccii-se que aquello lugar era um
iaul de profundidade media de 0 palmos, cheio de
ama, c cobcrla por urna carnada de areia, d'pndc
rcsultou um augmento extraordinario de trabalho,
nao sem fazer sahir toda a lama alli existente, como
(amliem do volumc do aterro necersario ; e esten-
dendo-se esto lamaral alem da superficie do lene-
iio, que deva ser oceupado pelo edificio, foi neces-
sario lambem para seguranca da obra alargar-sc
mais todo o aterro, de maneira licarera os unida-
montos "o edificio era distancia conveniente fio
ponto onde chegam as agdas das mares, alim deslas
pedas suas liltraroes, nao offeuderem os alicerecs.
Pelas mesmas razes o caes de cxlencao de 800 pal-
mose o aterro da ra que ihe tica ero frente e que nao
linha sido-consderono no orramento, foi necessario
fazer-sc imincdialaincnle, .a fim lie se evitar que
a corrento das aguas na ocasiao da cheia dos ros,
nao corroesse os atorros at cuconlraiera as liases do
edificio, pois que a experiencia moslrava, que a\s-
lacada que- se havia feito nao ora suficiente, por
isso que a correulc das aguas lomava urna dfceceBe
tal, que viuliam directamente de encontr a ella.
Ora recoubccitlas todas essas circomslancias, em
um terreno lodo _novo, d natureza fraco, era
necessario reforearem-se todas as fundacAes do edi-
ficio, para o que se constato um eugradamento ge-
ral, cheio de beao" hydraulico, formando urna so-
lnla base, sobre a qual os alicorees sscntasscm,
romo se cc-sluma fazer .ein casos scmclhanles. To-
dos esses accrescimo de obras bastante dispendio-
sos, certamen lo deveriam produzir um excesso de
despeza seb--e orcauenlo tal como lioje se cncou-
tra. Alcm disto este orraroentn forraalsado cm
poca, em que todos os materiaes achavam-se por
mdicos precos, ainda que por .falla tic obras na-
quelle lempo, tornou ainda mais nolavel aquello
excesso. Dentis a dlculdade le se obter dos nos-
sos operarios regularidade na aclividat|e ta oxecu-
cm das obras, concorre muito para as imperfeicocs
dos orcamentos de glandes obras, principalmente
quando sao ellos orgadsados por pessoas, que leva-
das pelo desejo da prosperidade de sen paiz, rerei-
am que a iiiiportancia real dos orcamenlos, seja a
causa de scjjjh) emprehender obras de palpitante
nocessjdade, para as quaes nao fallariaiu recursos
para seren levadas a elTeito.
Caes do Capibaribe.
Eslandoscm aprovcilamcnlo algum nma grande
porrao de terreno da margem esquerda do Capiba-
ribe, rompreheiidiila cnlre fl extermidade da ra
Velha e a ponto conveniencia pwhfffe, dar impulso as cdfirarOcs
desla ra, donde resultara a vanlagem nao s ihe
afbrmosear essa -beMa parte da cidade, como tam-
bem de um accrescimo para as rendas proviciaes;
foi determinado polf case Exm. governo, que se
proredesse a execucap por adroiuisirarao da porrao
do caes e aterro da rara be ra junio a ponto "da
Boa Vista, que devil set fea a expensas dos co-
fres pblicos, por i qoa era losiadoufo publie ;
e que sc'intimassc i os proprielarios d'aquella roa
para fazerem a parle do caes que Ibes corresponda,
o que ludo foi fieln ente comprido, sem a menor
opposicae. da- parte desles propietarios, que Jicm
soubcram conheccr (i seusinlercsses e combina-los
com a ulilidade publica.
A parte do caes pi rtencenle ao governo, de ex-r
lenrao de 260 palmo junto ponto da Boa Vista,
coulendo duas.ram as de desembarque, acba-se
quasi concluida, fal ando apenas parte do aterro
da pnna corresponde lie, e concluir o parapeito do
mesmo caes, tendo s do executado com toda a soli-
dez elegaucia c commodidade'paia o pnblico.
A parte do caes ^crlcnccute aos particulares vai
sendo execulada com grande aclividade, de manei-
ra que j existe o cajes feito na exlcnc.lo de melado
da tua, e o aterro tambem vai arompanhandoa obra
do caes, aiuda qne sis lcnlamentc.
Na eileurao desl Vua ainda exislem dous lanros
de caes que per; 'icm ao governo, laes como" a
frente de urna ni' ojcclada do aterro da Boa Vis-
becco do Fcrreirp, e a frente
essas duas porrees a exlcnrao
: calramenlo das ra* adjacen-
da Ribeira e Penha.
ia do harmona com o syslcma
dado, e destinada a facilitar o
ra o rio todas as aguas que pas-
! das mas c praras alijrenles
; e Penha, acha-se cm execcao
ta em seguimcnl
da na Velha, i
de 310 palmos, i
Cano de esgoto
tes aos i
Esta obra pro),
de calcamento <
esgoto, e rondo/.
sarero pela supe'
aospaleosda Ril1_.
e vai lendo bstanle adiantamento.
Acha-se j feli cm extensao de 23 tiraras na par-
le inaisdiflicil na s por licar prxima maro ende
as vagas do mar izcm demorar o servir, como tam-
bem por ser nes i parle o terreno mulo mais fraco
e diflicil de se es avar em consequencia da varieda-
de da natureza i >s atorros.
Conicrcarib permanente das estradas.
-Aextensao daseslradas regularmente felas, e as
quaes tem-seeslabclccido sistemticamente a con-
servacao, vaf crescendo con'sidcravelmenle todos os
annos segando o impulso que se vai dando aos Ira-
balhos, rujo estad i presentemente lie o segainte:
Na estrada do iil existo a extensao de 10,200 bra-
cas desde a pontej dos Ai'ouados al a povoarao da
ponle dos Carvallos, cm coja extensao estao empre-
gadosdous conservadores, dez cuantas, e igual nu-
mero de adjudan les quando assim o exigem os Ira-
balhos. J
Com osle pessdal (cm-se conservado sempre cm
bom estado toda 4Irada, e o srrviro faz-sc segun-
do as suas nccess'n \. is acham-se mencionadas em una me-
moria mprcssa c orgauisada por urna eommi
da qual o actual inspector do arsenal e cu filemos
parle ; por isso deixo de coui: ii, limitan
do-me nicamente a exporo esladodaquellas, que
lem sido principiadas, e os resultados ou eOeitos
que j tem produzido as diversas parles do porto.
Os Irabalhos desde o comeco tem marchado mu
lentamente ; o que lem sido principalmente devi-
d%a irregularidade das consgnacCes que Ihe bao
sido destinadas, pelo que nflo tem sido possvel obler
o numero de operarios percisos, e empregar os apa-'
relhosnecessaros para se Irabalbar as diversas o-
bras, resultando d'ahi que havendo em um anno
urna consignaeo mais avallada, augmenla-sc um
pouco o servico ; por quaHo as alternativas impe-
liera de seaproveilar as maiores consignacOes, e cm-
bararam muito o progreso das abras, acrcsccndo
slo que as diversas mudancas da adminslracao tra-
zem alteracocs nosystema de organizado do Iraba-
Ihi. o qne he prejudicial.
Durante o anno findo marcharan! (odas as obras
com regularidode e progrediram proporcionulmenle
consignaeo, que Ibes era destinado, posto que
pequea.
Examinando-seo estado'actual do porlo,e compa-
rando-o com o de ISiil,quando se organisou o men-
cionado projecto de melhoramenlo, e principiaran]
os Irabalhos, (o que he fcil de ver peta planta des-
sa data) encunlram-se j grandes dilfercnras em fa-
vorda navegacao.
Assim, por exemplo, no ancoradouro de franqua,
queentao nao linha mais de 12 ps de profundidade
as baixas mares, boje aprsenla de 14 a 15 cera I-
menle cm loda a extensao ; no lugar do banco do
Picio junto barra lem-se aprofundado o canal de
um p e lomado mais suave a curva, qrie enlao ha-
via nesse lugar. Todo o canal do porto desde a
franqua at aalfandegn acha-se lvre e desembar-
cado, de maneira que os navios agora vem atracar
a ponto d'alfudega, cahi descarregar com grande
vanlagem para o commcrcio, deixando somenle de
assim o fazer alguns navios de maior lolarao, para
os quaes aiuda nflo se acha franco.
(vapores da companha brasileira j fuudeam
na volla do I orlo .lo Mallos; prximo alfandega,
bem no interior da cidade, e logo que esteja mais
itosembararado o anroraflouro da caes do Colegio
ou d'alfudega ahi deverao elles fundear, atracan-
do ao caes, c facilitando assim o desembarque. O
ancoradouro dos navios eslranzciros em descarga
aclra-se augmentado de mais 50 bracas para o- Sul
pouco mais ou menos.
As excavacOcs que presentemente se fazeni no por-
lo para franqueza da navesarao e augmento dos an-
coradouros, conservam-sc sem se obstruirem, e as
urandes coreas denominadas dos passarinhos em
frente do caes da ribeira, tecm diminuido bastante
de altura, o qae lude indica bem ser resultado das
obras j executadas, as quaes nao s vSo canalisau-
do as aguas, como tambem impeilem que as areias
razelas em suspensao as-aguas, se dcposilem no
interior do porto,
Alcm desles resollados temo que da conslruccao
do caes do arsenal para ranalisarao da corrente se-
guc-so o augmento do terreuo para conslrucrao do
novo arsenal.
Considerando pois todos estos resultados quC-sao
bern pblicos e visiveis, niugucni poder deixar de
conhecer as grandes vanlagcns, que j se lem tirado
desla pequea parte de obra execulada, cujo eslado
be o seauiulc.
O caes do arsenal de marinha acha-sc j construi-
do do trapiche novo para o Norte na extensao de
141 Bracas da qual 25 bracas foram feitas no anno
findb era cuja extensao j se assenlou a fiada d
guarnicao no comprimeulo de 48.palmos. Da exe-
ccao dcsta obra lem resultado nao s rectficar-se o
canal do porto na parle que Ihe llca em frente, co-
no lambem augmentar muito de profundidade. Li-
gado a ste caes j estao' feitas duas carreiras para
conslruccoes do navios, e duas caldciras para que-
rella, das quaes a do Norte foi principiada nb anno
lindo, lendo-se ja feito 124 palmos do caes que a
guarnece. O esparo de terreno por dclraz do caes
j so acha lodo aterrado, com algumas ofllcinas ahi.
eslabelecidas, faltando apenas em alguns lugares
elcvar-se o aterro para rcgularisa-lo com o res-
tante.
Afim de fechar-sc o terreno perlenccnlc ao arse-
nal, e quevai-se atorrando pelo lado do Norlc, con-
linuiiu-si! o muro de circuito na extensao de 26 bra-
jas com 15 palmos de altura.
0 torreo do porblo do arsenal, destinado para
observatorio martimo e astronmico, ficou na al-
tura de 66 palmos, lendo sido elevado de 38 pal-
mos n anno prximo passado.
No recife achanvse j tapadas as qualro brechas
que existam, das quaes as duas maiores foram fe-
chadas este anno, tendo-sc alem disto levantado o
mesmo recito de 5 palmos, pa exlensao de 181) pal-
mos cora a largura media de 20 palmos, fu-ando as-
sim na altura do nivel da mxima prca-mar; d'on-
ilo resulta grande abrigo ao porto n'esta parte, o>
qual ainda he pouco sensivet pela pequea exlen-
sao, porm ir-se-ha tornando mais apreciavel pro-
porrau queso for exlcndcudo.
, O dique, da iHia do Nogueira, foi augmentado de
mais 131 bracas, as quaes reunidas as 130 que
cxsliam ; ficou com a extensao total de 261 bracas,
alcm do um lauro de estarada <|e 351 bracas da ex-
tensao, que se acha feita junio ao recife at o ni-
vel ila baixa-mar. Cada dia vSorse tornando mais
seusiveis as vautagens desta olra, rapedindo, que as
areias laucadas pelo mar por cima ilo recife em
frente da Iba, vflo-se depositar no canal do porto,
como se disse quando se organisou o projecto. o que
claramente se rouhere quando su observa a grande
pofcao de areia, que se tom ajunlado do lado do
Sul d referido dique, onde tambem se encontrara
umitas indicios de tormarocs cay pedras. Alm dis-
so essa obra impede que'as acuas viudas do lado do
Sul do porlo possa ni correr a il lia e cana li-a-las fazen-
do assim diminuir pouco e pouco as coras denomi-
nadasdos passarinhos cmo ludo j se vai mos-
trando, posto que ainda nSoem grande-escala.
A barc'.de excavacao funecionou reculamiento
todo o anno,cavando em'diversos lugares do prolo,
onde era mais necessario o sen presumo, toes como
no banco da entrada (J barra, no canal da volla do
forte do Mallos, e no augmento do ancoradouro de
descarga, cxlrahudo-se 4,586 canoas de areia con-
tando 45,000 toneladas pouco mais ou menos, as
quaes foram applicadas a diversos misteres, couser-
vando-se esses lugares excavados sem serem nova-
mente obstruidos.
ARTIGO 2.o
Caes de Apollo..
Esla obra he de grande ulilidade publica ; facili-
tando mo s o embarque dos gneros de exporta-
CSo pola maior parte depositados nos armazeus dessa
ra, canalisantjo a correle das aguas do Capi-
baribe em loda essa extensao. tornando mais ,de-
sembararada a navegacao, como tambem aformose-
ando essa parte da cidade, e fazendo com que ahi
se mullipliquem as edificarnos dos predios, donde
alinal resulta uro acrescimo das rendas publicas.
Toda a'parle do caes perteneenle ao governo
acha-sc concluida de conformidade com o plano,
faltando apenas fazer-sc-urna pequea "porrao do
aterro que dever licar acabado al o fim do cr-
reme mez. Os diversas proprielarios dessa ra tam-
bera lizeram as parles do caes, qufe pcrtciiciam aos
scus predios, menos um que sempre recusou-se
fazer a sua respectiva porrao; porem vista da rc-
solurao desse Exm. governo, cIM mudou de propo-
sito e contratou a execcao da obra, que ja foi
principiada.
Supponho .[no por loilo o mez de feverciro prxi-
mo, ficarao concluidas todas as obras desle otes e
ra, c serao franqueados ao- transito publico. ,
ARTIGO 3.'
tes di s as alternalivas de eslarro
ora debixo d'aga, ora dgseobertas, por elTeito dos
fluxos das mores, arruinam-se ^apdtecem com
liroita promplidao. A experienci. Irado
que, aiuda nao obelante a boa qualidade das made-
iima ponle desla ordem pode
;!> annos, sendo alem disso ne

89942.
soas, sendo 12
otaria, e organisou-se o orcanieulo para os empe-
dramentos do 14 e 17 leos, e dos reparos geracs de
que precisan! todas as obras da estrada.
Estrada da Escuda.
Fizeram-se os estudos precisos para fixar a sua di-
reccSo geral al o engenho Carauna ; e desta cx-
lensfloorganisaram-se os orcamenlos do 4, 3 e6
lances, fallando smenle os do 7 e 8 laucos, que
brevemente serao concluidos.
Acudes.
Para mclbor conhecimento dos lugares mais apro-
pradospara essas obras, eonde deltas mais urgen-
cia havia, examinaram-sc diversas localidades do
interior da provincia, organisando-se os orcamenlos
de um ac'"'e para a povoaca da Olora de (juila.
onlro para a Villa Bella, e outro para a povoaca
do Bczcrros, e fizeram-se os estudos necessaros pa-'
ra organisacao dos da cidade de Nazaretb, e Lagoa
do Carro.
Na villa de Ouricury examinando-so as diversas
localidades pruprias para essa especie de obras, re-
conheceu-se que o melhor lugar e posicao era on-
de ji havia un particular perteneenle ao fallecido
corunel Pacifico Lopes de Siqueira, cujo acude nao
so linha capacidade para conler grande volume d'a-
gua, como iielle existiam alguns olhos d'agua que
sempre o alimenlavarh, aiiida-quc pooco ; c cons-
lou-me pelo ajudanle de engenueiro, que l man-
dei, que no mez de Janeiro do armo prximo pas-
eado, quando se achava a secca no en, aoge, e todos
os acudes daquclla villa eslavam complelamente'sec-'
eos. aquelle era o nico, que conlinha agua, do
qual se alimenlcnlava a maior parle dappolac
como ludo informeia esse Exm. eovsiff f'Sil
lembarcasOes c de 16 de feverciro de 1853.
Mtlhoramenlos para
Fizeram-se os estudos prcr
do rio de Goianna desde a r'
" /lar
Capibaribe Me* "
icsta obra, a q
:itCS.
uns exames
abalhos'i
i forma n podereni-!
precisas.
se principio ao
> ersos portos e os navegl
i de agentes II
ta-1 rnuilas opras qu se executam nao nerm
do norte o vapor S. Saltador,
ego todas as provincia* desse la-
tai elle portador ; e essas
ssos leilores cm outra par- f
homens, 9 mu-
ya-
Na estrada de F -i d'AIho, exislem na extensao
de 9,800 bracas, d $ o lugar da Magdalena al o
fim do 14.lanco, ii ierras do engenho Tapema,
einprcgados dous cVsetyadores e nove guardas e
mais nove ajudanlel durante o invern ; os quaes
conservan! a estrada em,estado de ser como jacil-
menle he transitada elas diversas especis de meios
de transporte.
Na estrada da Vt oria desde a'povoacao dos A-
fogados, al o engei o Tapera, e desde o engenho
Queimadas alea pon sobre o Tapacur, o 1.c2.
lauros da estrada da iscada, formando ao lodo urna
cxlencao de 17,000 I acas, acha-sc toda essa porfito
conservada pordezc :is uardas, que sao coadjiva-
dos por outros tanto ajiidantc* durante o invern,
lendo para dirigir o rvco tres conservadores i es-
les-empregados com em bem as suas obrgaces, e
a estrattaacha-se em oda a exlenrao cro.rouilo bom
eslado. ^^^-^ .
Na estrada do No c apenas se acha entregue a
conservacao a parle omprchendda enlre o Poro-
bal e a ponle do Va uloum, em cuja exlensao es-
tao einprcgados dout guardas, dous ajudantcs c uro
conservador, c nao istanle Irabalbarem com acli-
vidade esses cmpreci los, todava nao tem sido pos-
svel rouserva-la cu |)om estado,' atienda a nalu-
reza do terreno, que
ment geral de pedrj
do.
Os atorros dos Altados e
das, dou
dos de
iao pode dispensar um calca-
o que vai ser agora executa-
cmedios, que for-
mam um Hrmo de i use|racao,\onlem dous guar
tegarilo.
para a canalisacao
ado do inesin u'omc
fe, onde se junta
organisou-se o or-
* estado em praca
canalisacao do
da n3o se achara
formular os pro-
Tto e
pro-
hnicos, as
lliram qae
Um rniisiMTMnr piy^rn...
Aquelle nao lem poi^pro con-
^-se semprtr^|||oni estado por causa de ser
formado (odo de art is muilo solas, que com fa
cilidade sao levadas Mas^iuvas; porm este que
he construido em rae ior Mrcuu acha-se em muito
bom estado de canse iacao.
ca rrLo. 4.
Obra* icersas e.rec atlas sob adihinistracilo e co-
fre* di ff renles dt da provincia ; mas que de
sua iireccao me < 'io encarregaUo.
.tTIGOl.
Melhor anu > do porlo do Reci/c.
Os Irabalhos qne ib esla denominacao devem
ser executado neslaproviucia estao a cargo dos
cofres da repartirn t! marinha, perlenrendo a sua
administracao e instrrflo ao inspector do arsenal
de mariuha, e.a mnn ilirecrao na parle tcnica.
As diversas obras lie conslituem o projecto des-
ta mellioramenlo, amipauhadas das uecessarias
Armazem da alfandeaa.
lie nm armazem destinado para serem recolhi-
dos no mesmo edificio os gneros de estiva. Tcn-
do-se de conformidade com as ordens desse Exm.
governo, organsaudo o orramento desla obra, foi
ella posta em arreraalarao "pela Ihcsouraria da fa-
zenila geral, por onde corrcni as respectivas despo-
zas, c com clausulas especiaes, nao sendo o arre-
matante sujelo s disposces da lei provincial n.
286 por nao se achar determinado no seu contrato.
Era virtude de requisirjio do inspector daquelta Ihc-
souraria, foi ordenado por esso Exm. governo, qae
esla repartirn inspecunasse a execcao da obra,
"que dever ser execulada de conformidade com o
respectivo contrato. O arrematante cumprindo as
obrgaces lem Irabalhado com aclividade, j assen-
lou a cobertae brevemente rom luir todas as obras,
se continuar o servico com a mesilla regularidade
al lioje empregada. .
ARTIGO 4.
Ponle do Recife
He, esta lalvez a obra de mais importancia que
se trata boje de emprehender nesla cidade. As cir-
cumstancias especiaes que ah se do para a esculla
do systema que se deve adoptar, tem dado, lugar
a algumas discussoes, ohrigaudou esludar-sc a ques-
lao cora toda aquella raima o allenrao que exigem
empiezas desla oidem, e a ouvir-se sobre o objcrlo
aquellas pessoas, cujas opnies devem ser tomadas
em consideraran ; e com quanto por diversas vezes
cu tonhn expendido minhas ideas sobre esta' mate-
ria, todava julgo conveniente neste rclalorio fazer
urna exposicao geral deste ohjccto, aprcsciilaudo lo^
das as ronsidernres couvnieutes, e a opinies que
a esso respeilo (ni sido cmitlidas.
A ponle do Recife nica via de communicaco1
enlre osbairrosdo Recife e S. Antonio, esta situa-
da as extremidades das ras do Crespo cm S. An-
tonio, c Cadeia do Recife, priucfpaes ras do com-
mcrcio desla cidade. ^^^
Debaixo desle pjjjpttaCvista esl ella ua mclbor
posicao. Na^awproiimidades nao ha, para onde
pos-jisej^Srrfdada, outro lucarque offereca as incs-
4la-vaniagens ; c por isto be- esse o que sobre lo-
dos merece a preferencia.
Examinando a importancia da communicar.To
naquelle ponto para se poder determinar as prioci-
paes dimeures da ponto, acha-sc que o transito dia-
rio, termo medio he lie 900 pessoas p, 3000 ca-
vallos c 80 carros, tormo esto que ir cm augmen-
to progressivo com o desciment da cidade, desen-
volviinen'.o comnicrcial e industrial, como se lem
observado.
A ponto actual tem 40 palmos de largura e das
ras que a conlinarn, a mais eslreita tem 50 palmos;
pnfein mostrando a experiencia que em certas ho-
ras do da aquelle esparo lie iusulliciciilc, iudiiipen-
savel se torna augmenta-lo, parecendo conven'entc
que.a nova ponle nao seja menos larga que a
eslreita das ditas ras ; isto he, deve ter 50 pa
O crestado transito ueste lugar exige lambe
a nova ponto nflo seja construida-pelo sy*te
estetas como a actual ; porquunlo
construidas, sao de curia este lempo, grandes despezas pari _
lo o crescido numen
de ponle re:
ifercce ao c
desviar e natural do rio,
creaBdo grandes e
pengas navegara
A vista disso he fora.de toda, a duvid,
ponto do lamanha importancia como a do Recife.
deve ser feita.segundo an systema permanente de
bstanle solidez. *
Para que.prem.se possam bem appreciar d'eilre
os diversos sysiemas de pontos permanentes, qual o
que mais ron vem ao lugar deque se (rata, sera ne-
cessario primeirnmente expor todas as circumstan-
cias que ahi se dito.
Tem ella a extensao talal, de 899 palmos; mas de-
vendo a muro de encost do lado de S. Antonio a-
vanrar 73 palmos para dentro do re, por causa do
alinhamenlo do caes da mesma margem, ficar a
nova ponto com a extensao de 826 palmos.
O fundo dorio as proximidades da ponle, he de
'ne'a 5rossa' c tem a profundidade variavcl de 30 a
40 palmos as mares baixas, immediatamcnta riba
cima e riba abaixo da linha da ponto; e de 10 a 15
palmos na linha do cito da ponle as mares baixas.
Em (oda a exlensao desta linha tem o rio om
fundo arlibcial de pedras, proveniente nao s de um
enrochamcirio quo anlitamenle foi feito em toda a
exlensao da ponto, cora urna largura meda de 40 a
45 palmos, como tambem de destrocos da antga
ponte, que existi e cabio por falta de vao suflicien-
ie para a passagem das aguas. <
A velocidade da corrente do ro nesse. lugar,
quando a mar est de meia vasanto, regula de 9 a
12 palmos por secundo, o que obsta toda aaveca-
Cfo cm laes occascs. A r^zao de lamanha velo-
cidade. be principalmente o grande nume-
ro de esleios da" ponto, que exislem, porque obser-
vada a corrente um pouco mais abaixo, onde o rio
conserva a mesma largura, e nao ha os niesmns obs-
tculos dos esleios, ella nao excede de 6 a 7 palmos
por segundo
As margcusdo rio as entradas da ponto, que he
onde ellas sita mais elevadas, lem 9 palmos de altu-
ra sobre o nivel da preamr, c nao podem ser le-
vantadas senao do 5 palmos maisacima do que ejs-
te. por causa dos edificios a ella contiguos, pelo que
nflo se dever contar com allura supesor 14 pal-
mos de margens cima da prcamar.
Sendo estas as principaes circumstancias que se
lera attender na conslruccao da ponto cm queslao,
releva agora examinar qual o melhor systema, que
deve ser empregado, e que mais accouimodado se-
ja ao lugar notado.
As puntes suspensas que sao as que mais se pres
lam as localidades, .cm que as margens de rio saa
Baixas, e cm que he forcoso deixar o curso mais l-
vre possvel s aguas, nao sao convenientes para o
caso de que se trata. Por quanto o grande transito,
que boje se d na ponte to Recito, e que de futuro
tom de ser maior, exige que a nova lenha urna lar-
gura nunca menor de 50 palmos, condicao esla, que
nflo se poder realisar se nao por mcio de urna ler-
cera fila de cabos de suspensao, collocada na linha
do eixo longitudinal da mesma pinito,- formando
lima secunda, sendo destinadas, urna para os que
foremn'uma direccao, ea outra para os que vicrem
na outr, o que mulo altara o systema, produzndo
a cada momento movimenlos contrarios. Pede tam-
bem a. prudencia que se nao faca de Uto grande ex-
tensao, nma ponto em que a passagem lem de ser
em mui larga escala, por um systema sujelo a lao
vehementes oscitares, como a de que ora fallo;
arroscondo que a sua posirao na taz do rio Capiba-
ribe, em frente da costa, exposta aos fortes ventos
do mar principalmente aos dos quadranles de Nor-
deste e Suduesle, que sao os mais reinantes, nao po-
de deixar de dar lugar a essas oscilaces mais ou me-
nos vilenlas, que favorecidas pelo grande transito,
devem certamen te fazer nascer serios temores quan-
lo a estabilidade e seguranca da mesma ponte.
Alm disso como as piro les suspensas nao podem
ser calcadas, acontece que quando est o lempo h-
mido e chuvoso, lorna-se muito arriscado' o transito
accelerado sobre ellas, porque em laes occasics fi-
ta o assoallio muilo escorregadicp e tem-sc visto que
as ponles de pavimento de madeira acontecen)
muitas vezes grandes desastres pela queda dos an-
maos. Vem ainda contra as ponles suspensas a fa-
cilidadc com que se oxyda no nosso paiz o ferro
balido: c nao pudendo ellas ser construidas se nao
com barras de ferro ou fios d'arame, claro est que
nflo podem ter muito tonga duraran, atormento n'a-
qucllc lugar exposlo a mais forte e constante accao
dos ventos do mar, que aqui muito concorrem para
a rpida oxydarao do ferro batido.
A (odas essas razes accresceque a factura de urna
ponto suspensa para esse lugar, rom um ou dous pi-
lares no cenlro e amarras d'arame ou barras de fer-
ro para suslenla-la, sendeg de 22 palmos a larcura
para o transito dos carros c cavados, e de seis I-
mos para cada tira dos passeios laleraes, dever cus-
lar 325 con tos, inclusive a despeza para desmanchar
a ponle velha, e demolir os pilares exislcutos.
A despeza que animalmente ser necessario fazer-
se para boa conservacao dessa ponto ser termo me-
dio de 15:0009000 rs., por isso que o activo transito
nao pcruiillr no assoalho do pavimento urna dura-
cito maior de qualro annos, e alm de o.ulros repa-
ros, o alcatroamcnlo geral da madeira, e pintura de
(odas as ferragens ao menos urna vez no auno; sem
o qne nao podera ser defendida contra a acc-ao des-
truidora'da atmosphera.
Ora essa' despeza auual de 15:0009000 de rs.,
corresponde aos juros do capital de 250:0009000 rs
c esle reunido ao custo primitivo da ponte o elevar
n grande somma de 575:0009000 de rs sem atten-
dermos aos incommodos que sofTreni o publico'com
os reiterados reparos. -,
Por tanto allendendo a essas consideraces v-se
claramente que p systema de ponles suspensas nao
s nao he o mais apropriado para o lugar de que se
trata, como al nao convero ser adoptado.
O systema denominado americano, tle suslenfa-
rao das poutes por travs cranoslas, apoiando-se so-
bre alguns pilares de pedra, muito usados nos Esta-
dos-Unidos nao he admissivel naquelle lugar.
Com efleilo, as parles das travs compostas, que
interiormente a mesma ponle devem sustentar o as-
soalho ou pavimento nao pode ter urna altura menor
de 12 a 15 palmos, e para que a navegacao nao seja
iolerromptda no momento dapreamar, ser necessa-
rio que laes travs compostas liquen) collocadas pelo
menos 10 palmos cima delta, d'nnde resalta qae o
assoalho da ponte ficar de 22 25 palmos cima da
preamar. Ora he isso precisamente o que se nao po-
der conseguir, atientas as razes cima expendidas
relativamente as localidades, pelas quaes lica de-
mostrado que nao se poder obler as margens al-
tura superior 14 palmos cima da preamar. Por
ou lio lado a conslruccao de urna ponto nesle eysto-
ina com lamanha exlensao devera ser muilo dispen-
diosa, peta enorme quanlidado de madeiras que exi-
ge, e pela despeza de mao d'obra de tarpinlaria, que
ho muito consideravel no nosso paiz, onde ha nola-
vel taita dessa classe de operarios. Alm disto a
cxpcricucia de algumas ponles desle genero, aida
que pequeas, existentes nesta provincia tem mos-
trado que as madeiras expostas constantemente s
intemperies d atmosphera nao tem a mesma dura-
rao que nos Estados-Unidos e na Suissa, onde sao
ellas muito usadas por se conservrem bem, nflo
sendo oulras as causas desse ell'eilo, se nao a dilTe-
renea dos climas.
Ora una ponle construida, segundo este systema
americano, aislando graude somma, sem ter unta
tanga iliuarao, sujeita a reparos constantes mui dis-
pendiosos e algumas vezes difllceis, por certa nao
deve ser adoptada.
A lodas estas razoss se junta nma oulra de nao
pequea importancia, e vem a ser a falta de elegan-
cia em urna ponto desse genero para o eeu(ro de
urna cidade como ado Recito, a qual por ser muilo
baixa pritjkr que o observador quando collcado na.
taz do rio, possa gozar da bella prespecliva das mar-
gens do Capibaribe, e Bebcrhe c quando se adiar
riba a cima da ponte, possa ver o helio panorama do
do nosso porto. (Conlinuar-te-ita.)
Jnior ha lempo manda vir por lodo* res do,
Rio jiorcao de bhete* de lob
por encpmmenda. Pelo penltimo vnpofi^
rador, nao recebeu carta do correspondeiile;!
seguale 1:200*000 de biUicl
que ou o corresponde
para o Si
dicado m ez os premios;
que porventura algum hilbele lirasse.
Este, e outros tactos desla ordem v
perder toda a confianra, e f nos correios pblicos
que ainda ha pouco um jornal daaju denunciou a
Iraficauria de certa agente dominante, que tem
chayas de mallas dos correios, para abr-las,
as cartas, copia-las quando saliem daqui ; agora
da-se esto facto no correio da corte. Quem pode
confiar cm correio ?
lontem sabio o chefe de polica para CaRdc, e
dizem que vai ainda conhecer do morticinio eleto-
ral, que leve lugar naquella villa em selembro do
anno lindo. Acreditamos pumente que ainda Tiesta
vez nao lera resaltado o inquerito policial.
Escrcvem-uos de Queixaramobim eom data de 2
de marro o seguinto :
Muilo estimo o apparecimento das chova* pu.
l ; por aqui lambem j as temos tido; asas nio tem
havido com igualdade: aqui na villa e perto lam
chovido pouco, mas para fra em dfTerentes loga-
res o verdeja vai seryindo bem, enronl* ainda
est em principio. as serras tem se plantado, e ja
lia lecumes nascidos; algumaj pessoas menos pre-
venidas, ou fliais carecidas lem-se adiado com Taita
de sementes.
Na minha ultima fallei em ecea e fome ne
Iuliamnns; felizmente j chaveu tambem por alli j
na noite de 2 para 3 do. passado houve la} chava na
freguezia da Villa, que ao amanhecer do dia esla-
vam bem clieiosjos rio Fricj, que passa ao p aquel-
la (villa,) e Carrapateira que passa distante urna le-
gua leste; esto Carrapateira he o que vem a ser
propriamentc (secundo alli temos) as cabeceiras do
Jaguaribc, fazendo tambem em suas cabeceira* as
uascenras d'esle ulmo.
A fome anda continua ; porque a chova ufo
trz o remedio immediatmeule ; a 4 de fevereiro
escreveu-me do Tau ( S. Joao do Principe ) o yt-
gario do Ameirs haver noticia de terem morrido de
fome, as Marrecas, duas du tres pessoas; Marre-
cas he um novo povoado, que est comecando na
freguezia do Tana em consequeneia da edHicacSo de
urna capel la, que esl promovendo Manoel Goncalves
da Silva, da familia Guacara em um saa fazenda
d'aqnelle nomeno rio Puju'. No Inhamuns nao ha
fariiiha, honlem disse-me um portador, vi odo de
Arncirs, que quando por acaso apparece alguma a
vender-se he, em Arneirs, a razao de 409960 o al-
queirc, e na villa razao de 519200. Come pode
comer farnha um pobre jornaleiroT No lempo *o-,
bre dilo escreveo-mc o mesmo vigariq de Ameirs,
que do Inhamuns se haviam mudado omitas pessoas'
por causa da secca, e fome.
n Eslimo, passe'felizmente como bm Ihe dese-
jo.
Couros
Bacalh
Carne sec
Carvao de pedr*-
Farinha delrigo-
Vinlios.....
Maoteiga---------
COBRESPOJDESflA.
DIARIO DE PERMTOCO.
Depois de apreciar alguns pareceres de comniis-
soes, foi approvado na sessflo do 1. do corrente da
assemMa provincial em primeira discusso o pro-
jeclo de orcamento de 1854 a 1855, o o que autori-
sa o govecno a jubilar o professor -de primeiras lel-
tras de Bebiribe ; e em segunda o que crea cadeiras
de primeiras leltras para sexo femenino cm todas
as villas, Com a emenda do Sr. depulado Fraucisco
Joao, autorisaodo o presidente a fazer iguaes crea-
Ces uas povoaces mais importautes.
Hoje Iralar-se-ba em segunda discusso do pro-
jeclo n. 11 que marca o methodo das arreraalarcs
das obras publicas; do do n. 12, que orea a despeza e
lila a receita para o anno futuro ; e o de u. 13 que
concede varias loteras.
No dia 1. do corrente entrou dos porlos do norte
o vapor S. Salvador, Irazendu-nus gazelasdo Para
at 13 do passado, do Maraabab al 22, e do Cear
al 25. v v '
Pelo mesmo vapor recebemos as carias dos nossos
rorresponles as duas provincias ltimamente men-
cionadas, c lao bem as de Piauhy, Rio Grande do
Norte e Paraluba. Para ellas remellemos os leilores,
pois que nada mais adalttam as gazelas recebidas,
a excepcao do seguinto:
Chegra a Belcm no da 2 do passado, a bordo do
Marojo, o chefe de polica do Para, o qual fora em
eommissao ao inferior da provincia. ^
Segando refere o Globo, exista na caplRl do Mar-
nhao, no sitio do Sr. Casimiro de-Barros, urna ton-
ta de agua frrea mui abundante, queja foi eijic-
alidacom oche orna tintorade galha, tor-
naodo-se "quasi ti tinta'de escrever coro
^^Ksr d'c estancia*.
Do Cearensf evtrataioos as seguinles no.
Roubo, c..,;-.,., que o valha
0 neaocianle portuauez desta praca- o Sr, Rocb*|
.S'r, redactores.Seguindo boje para o Rio de
Janeiro no vapor.inglez TMmt, por se haver fin-
dado mcu contrato com o Sr. emprezario ao thcatro
de Sania Isabel, faltara um dever para miro sa-
grado, se nao niaiiifestassc publicamente,- pelo o-
gao do seu acreditado jornal, os meus sinceros e pa-
ros agratlecimentos ao publico desla cidade pelos im-
mcusos obsequios que se. digtiou prodigalisar-me,
sem que eu os merecerse; asseverando com a mais
cordial elTusao de um indelevcl reconhecimenio
que, em qualquer parte a que rae conduza o destino
artstico, nunca rae esquecere dos favores que rece-
bi na bella capital de Pernambuco. Igualmente
asradero em particular ao Sr. emprezario Manoel
Goncalves Agr as allencitas com que sempre me
tratan, filhas da sua educarlo e delicadeza. Nao
menos reronhecida son para com todos os meus cons-
panheiros artistas, que, sem excepcao, me Iribula-
ram tanta sympalhia c amisade, eso ambiciono ama
occasiao opporluna pera dar-Ibes urna prova de mi-
nha sincera gratidao.
Rogo-Ibes, Srs. redactares, a publicarlo destas li-
ndas em que me confesso para com (odos, a mais
obligada dasarlstas que felparle do Iheatr de
.Santa Isabel.Mariella Baerna.
Recito 31 de mano de 1854.
COMMEBCIO.
PKACA DO RECIFE 1. DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaccs olciaes.
Cambio sobre Londresa 27 3|4 d. 90 djv. a praza.
Dito sobre dito-a 28 d. 60 d|V. a dinhiro.
Dita sobre o Rio de Janeiro 1 1(2 e 2 J de des-
eo u lo.
ALFANDEG-A.
Rendimenlo do dia 1......13:6419496
Descarregam hoje 3 de abril.
Brigoe ingleziVcstmorclandracrcadoria*.
Brigue porlogaezTarty'o //f diversos gneros.
Patacho americanoflreercfarinlia de Irigu.
Importacao
Vapor nacional Imperalriz, viudo dos porlos da
Sol; manifestou o segoinle -.
1 caixo ; a F. M. Vinnassa.
2 ditos ; a Jos Joaqoim Amorm.
1 fardo ; a Antonio Sanios Vieira. '
1 cainita ; a Joaquim Jos da Sitveira.
1 pacole ; a Ferrera & Araujo.
1 caixa ; a L. l.econle Feron & C
1 caixole ; Jos Baptista Fouseca Jnior.
1 dito el barrica ; a ordem.
5 fardos'couros; a Joao Ptolo de Lemos J-
nior.
1 lata ; a Novaes & C.
1 caixole ; a Domingos Rodrigues de Andrade.
1 pacota ; a JoSo Francisco Araujo Lima.
1 caixa ; a Viuva Amorm & Filhos.
1 Uta; a Antonio AlvesBarbosa.
1 encapado; a Frederico Lopes Guimaraes.
1 chapeleira ; a Manoel Goncalves da'Silva.
1 pacole; a Eduardo F. da Silva.
1' caixa ; ao major Jos Joaqoim Rodrigues Lo-
pes
1 pacole; a Joaquim Baptista Rodrigues Silva.
1 embrulho ; a Jos Saporily.
Vapor nacional S. Salvador vindo dos porlos
do Norte, manifestou o seguinto:
50 rolos salsa; a ordem.
2saceoscastaohas; a Cintra Silva.
1 caixole ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
1 embrulho; a N. O Bieber & C.
1 saceo e 1 barril ; a Miguel JosJAlves.
1 garrafao; a Raymund Jos dos Santas. '
CONSULADO UEHAL.
Rendimcnto do dia 1......1*8798470
VIVERSAS PROVINaAS.
Rendimenta do dia 1 ... 40J4;
Exportacao'.
Rio de Janeiro, escuna nacional Socicdade Feliz,
de 422 toneladas, conduzia o seguate:150 barricas
bacallio, 123 barris azaita doce, 1 caixo (alendas.
1,001 volumes com 5,005 arrobas de assocar, 2 ana-
coretas mel.
Falmouth, barca por|ugueza Olimpia, de 361 to-
neladas, conduzio osegujnte: 3,802 saceos com
21,000 arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, brigue nacional Damlo, d 234
toneladas, conduzio o segoinle:2.2U volumes com
11,515 arrobas e 28 libras de assocar, 200 barricas
bacalho, 74 saceos cera.
UECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1.......1:2909411
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial...... 2:3009886
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE MAR CO DE 1854.
Direilos de 3 por cenlo do aisucar ex-
portado. .........37B
Ditos de 5 por cenlo dos mais gneros
Capa(azia.K.......
Derima dos*predios urbanos. .
Meiasiza dea escravos.....
Novos e velbou direilos......
Escravos despachados. .
Matricula das aulas de inslrueco su-
perior.......
Imposta de 3 por cenlo. .
Oito de 20 por cenlo du coi
agurdenle. .
Emolumentos de cassaoorta d
Mdltas. ...... S
Castas. ...
Descont* -
Fretes
Picaram no.
rieanas, 1 argenli__
3 franeczas,^^^^!
zas, 6 portng
Paria porlos ioj
1o 12 horas, M
dabte o prinj
Passageiros, |
eos Correa (3
Joaquim Pe:
radeSooi*.
Goes
Baptista da .
daS^H
Canh
Bii^^L
nto Francisco!
lenente-corol
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Marc.
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de afelio, w\
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panhia, esrc
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Rio de Janeirj-
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A. Cooti*o
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4. balafha
.da,.|
dor^
Silva
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Silva,]
r. Pedro
Honorio
nhora, i^^H
marialn, 26 reo
ta Tartas
O lito.
Klor da thesour.
as ordeuados a>
al o fim de julhu
bnco 1 de abril i
ferrrira da Annunciac,)
VES
3.* serro da
mareo de 1854.
PRAI

i'o*
-inenis a sen
noBvernement.il est ncessaire quelessujeis Belges
I rsldenls daos elle phrvioce, de compartilre sa


=at
OE ABRIL DE 1854.
--------------------------------------------
es jiisq
. Consulal de Belgi-
^flflerece-se um homem portugus, ensarto, com
25 ansns de idade, para caiieiro de ra, camendo e
dorrnmd cm sua casa, e se preciso for dar conhe-
cimenlo a sua conduela, e quanlu i ordenado nSo se
deixar de ajusiar: quem precisar annuncio por esla
follia para ser procurado.
CISCO,
lerceira de S.
Arrcnda-se o engenho LeSo, silo na fi pgnczia
da Escada: os prelendenles pdemnpparecer no aler-
rodaBba-Visla, morado n. 53, seguudo. andar, que
>or eu-
ira pipara o mos-
enham
i eme
r nesso d;
_
gedora com
os, espera a prl
culo.
dan seu escriplorio para a roa doQueimado, sobrado
. 2, que fax quina para o becco do Peixe Frilo, on-
de poder ser procurado das 9 horas da manha as 4
da tarde.
- Precisa-se alugar nma preta para o servico de
urna casa de pouerfamilia, excepto cozinhar : quem
iralugar, dirija-se ra larga do Rosario n
L DE 18S4.
BEIRO-
. principiar
nda comedia
SO ROCO
> papel de sapa-1
Maqnio u de estudaule.
^HhIh duelo do
O Dr.Thomassin, medico francez, dcon- '
,-mitas lodos os dias uleis das 9 horas da
manhaa at o nicio dia, cm sua casa ra da
Cadeia de S. Antonio n. 7.
Furtaram em marco do auno passado no lugar
chamado Po-Amaretlo, propriedade do engenho
Macuj, um quarlo perteneci ao Sr. do engenho
Conceicjio-Nova da freguezia da Escada, e seus sig-
naes sao os seguintes: rodado, claro, grande, muilo
bem feilo, novo e gordo, aoda baixo inuito pouco,
tem, alm de outros ferros, no quarto direilo, um G
nial feilo,c retorcido'no quarto esquerdo. Quem
rtelle der noticia certa ser recompensado ; e levan-
do-o o engenho Conceirilo-Nova ou no Becife na
ra do Livrameulo ao Sr. Joaquim Correa de Be-
zote lera lOjjOOO. A esle respeito j se fex an-
nuncio no Diario n. 97 do anno passado, mas al o
presente nenhuma noticia tem apparecido. SuppOe-
se ter sido negociado para o sul.
acharao com quem Iralar.on na freguezia da Escada,
noengenho Vicenle Campello, com Hanoel Genial-
ves l'creir Lima.
no dia 26 do eorrenle, na estrada de
Caraai ntendo 1108000 rs. em
npri.,
ida.
GEL.
-se efFectivamente mobilias
completas ou qualquer traste separado a
vontade do alugador, prpr^rjocommo-
do ; tambem'se alngamcadeirasem gran-
de poreo, para bailes ou officios ; na ra
Nova, armazern de traites do Pinto, de-
fronte da ra de Santo Amero..
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Precisa-se de um conlo e quinhenlos mil ris,
sobre hypotheca em casas, livres e desembaracartas.
a um por cenlo, pelo lempo que convencionar-se
na ra do Rangel n. 5, na leja ou annuncie.
DEMA.
imposto pelo beneDcia-
e a Sra. Pessina, inli-
IENNE.
t;ada
nons'
ORA PK L"M
OITICIAJ. FH.A.BCEX.
que este espectculo seja
ilosla eidade que tanto o
publico, que est
^^Ho, domingo, e se-
^^He matearas, cujos
do< em lempo, cont-
inado para as fa-
diverlimentos,
comprando asen-
euos de qualro
LRITIMOS.
HOMEOPATHIA.
MDASrRZESN.28.
No consultorio do Dr. Casanova, acham- |
se venda por
CINCO MIL RIS. !
. Algumas ctrteirascom 24medicamentos.
Os competentes livros .... 58000 '
Grande sorlimento de carleiras e caixBS, i
de todos os tamanhos por precos comraodis-
simos. I
1 tubo de glbulos avulsos. .- 500
1 fraseo de > onca de Untura a
escolha .........igOOO I
Urna mulher fiador da sua conduela, prppOe-se a ser ama de casa
de pnuca familia ou de homem solleiro, fazendo lodo
servico de cozinhar ou de engommar : pode ser pro-
corada no pateo do CarnW na asa n. 50, a
primeira a vollar para a Canil
Quem anir prar nma -nalalinha de
hons rostu! -a roa
Imperial n.
Uncas.
Bom e barato.
Na ra do Passeio, loja n. 9, de Albino Jos Leile, 1
vende-sc um grande e variado sorlimento de corles j
de vesl -ambrinas de barras, pelo di-1
minul

ceas muilo uran-
i ra ra do Amorim n.
Sanio*.
00. 49000 e 49500 c
?400; a elles, antes q
Novo ier ehova, qoer faja sol,
i. J. e chegSto ttos Eslados-
U/iidos, convida ao respeitavel public, a visitar o
seu cslahelecimenlo no (erro da Boa-Vista n. 4
casa em quo moroo o Sr. Lelarlr.
O Sr. Jolo Ncpnmureiin Ferreira de Mello,
morador na passagem. de Olinda, (em urna carta na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Pede-se a pessoa que eomprou urna moedade
onro, libra cslerlina, com Iae.o liso', proprio para en-
fiar'cordo para botar ao pescoco de menino, ou sem
elle por haver sido lirado a nm alfaiale no dia 22 de
fevereiro prximo passado ou muilo perto desle da,
dirija-se a roa das Flores n. 23, afim de averiguar
negocio que Ihe diz respeilo. Pdevirsom receio al-
um, certo de que nenhum prejuizo lera relativo a
esle negocio da compra referida, se vier por esle cha-
mado a casa indicada.
;CNEIRO.
ade o brigue
ve o seu carregamen-
j: quem nd mesma
ir'de passagem
i a rete, falle com o
a no escriptorio de
Jnior, na ra do
ra sabir em poucos
'< Ameba : quem
, ou ir d pas-
i bordo, oua
Companhia, na
^^De|S. Miguel,
jlende seguir
no quizer ear-
ue oflerece boos
Mirios T. de Aquinp
19, primeiro
leronyrao de
i idade o ltate .Voto
, lraia->e com lasso Ir-
uer americano
e responsabiliso por di-
r gente de sua lripola-
^^^marle da car-
^^^^^Heapilao Ma-
i-s'ageiros
'ai melhores
H^MrWlario Jos
^^Bfigario n.
^^^B boa marcha
costado fixo ;
poucos dias
ara oTeslan-
ua 'da Cadeia
rose
. :
ro
^e por e-
por
prompto:
regar ou em-
da-se como eapitao
nsigatajrio Manoel
i a do Trapicbe
m em poucos dias
ieirii: %qucm
n. dirija-se ae
^^^HE e Silva, que
o segujio dia
'mente: os se-
ra-s po-
ras da tarde.
P
ra do
haven
no-bem
lira do
camas
^'duna ditas de
Perdeu-so na noile de sexla-feira de Passos
urna pulceira de cabello do feilio de urna cobra, com
caneca o cauda de ouro, desde a praca da Boa-Vista
al o arco* de' Sanio Antonio : pede-se encarecida-
mente a pessoa que a liverachado, dea entregar na
ra do Queimado n. 25, loja do Sr. Joaquim Mon-
leiro da Crux, que ser recompensado.
0 abaixo asignado participa ao respeitavel pu
blico, e principalmente aocorpo do commercio, que
ac bou com o seu eslablecimento, loja de fazendas,
sila na roa da Madre de Dos o. 9, e pede as pessoas
que se julgarem seus credores apresentem suas
conlas na ra da Cadeia do Recite n. 40, que sero
pagas.Sczisnando Joaquim da Silo/ira.
O commendador Joan Jos de Azeveflo Mello
Pilada, regressando para o Rio de Janeiro no vapor
A". Saicador, enao podendo pela eslreleza'do lempo
despedir-se pessoalmcnle de todas as pessoas a quem
veio reeommendado, e de quem recebeu innmeros
obsequios, liies roga por muilo favor o desculpe des-
la falla involuntaria; MKonfcssando-se sumamente
gralo, oflerece a lodos afcu pequeo presumo.
Tributo de gratiduo.
Opadre Fr. Antonio de S. Elias, havendo mu es-
pontneamente exercido durante qualro annosu lu-
gar de commissario da veneravel nrdem lerceira do
Carmo desta eidade, v-se na actualidade sobremodo
impellido por seus padecimenlos pojeicos, a desone-
rar-se de tao eminenle cargo, para^iedicar-se como
reclama indispensavelmenle o seu morbo ; e lendo j
feilo a dila renuncia as mos do Rvra. padre meslre
provincial, seria marcado devidamenle rom o anallie-
ma de injusto e descenhecido, se por meio desle jor-
nal, n3o rendesse a mesa regedora da referida ordem,
e bem assim a lodos os seus charissimos- irmaos em
Eeral, aquellas homenagens e bem merecidas zum-
aias, pela maneira urbana e asss delicada com que
sedignaramsempre Irala-lo, pelo que cordialmente
lhescbnfessa a maispura e ingenua gralidao, sb-
misso Ibes solicita a tolerancia e desculpa de algumas
faltas, que iuvoluqtarjamenle podesse haver com-
meltido durante as bincees inherentes quelle hon-
roso lugar. O limitado presumo, achar.lo sempre, os
charissimos irmSos terceiros da veneravel ordem car-
melita, na voaide e desejos de
Fr. Antonia de Santo fc'/i'o*.
Aloga-se orna prela com ptimas habilidades,
propria para ama de casa :" a fallar das 2 al as 6 ho-
ras da larde, na ra da|A!egria, na Boa-Vista, n. 38.,
Lotera de Nossa Senliora do Livramento.
No di 2t do correte andam as rodas desla lote-
ra no consistorio da igreja da mesma Senliora, avis-
tada grande exlracQao que tem havrdo nao.resla du-
vida que a mesma corra no referido dia, e espera o
(hesoureiro que os amantes' desle jogo continen) a
comprar o resto dos bilheles, os quaes eslo venda
nos lugares J conhecidos. O Ihesoureiro,
Joao Domingues da Silva.
ATTENgAO.
Na tarde do dia 50. de marco prximo
passado, desappareceu de cima de urna
mesa, no segundo andar da casa n. 4, na
ra da Cruz, urna carteira de mogno,
tendo em cima "urna chapa de latao com
aslettras C F. Roeck, cbapeada tambein
de latao pelas quinas, cdntendo algu-
mas cartas escripias em allemao, e em
urna gaveta do lado um relogio antigo,
caixa de-ouro, um bolcinbo com urnas
moedas de oufo e prata, e outros peque-
nos objectos de nenhum valor; prometie-
se a quem levar dita carteira na casa ci-
ma mencionada urna gratilicacao.
' Est venda o -compendio de grammalica da
lingua nacional, organisado por Joaquim Anlonio de
CastroNunes, approvado pelo Exm. Sr. director Re-
ral de inslrucrao publica para as aulas de inslrucrao
primaria : no Becife, loja do Sr. Cardoso yres ; em
Sanio Antonio, loja de livros na ra do Coftegio ao
vollar para n paleo do mesmo.
abaixo assignado declara ao publicoquepade-
cendodehersypella chronicaemumaperna,
a ponto de dar-lhe lodosos quartos de la, e
sabendoquo o Sr. Benlo Barhoza.Cordeiro
morador nesla eidade no becco de Santo Amaro casa
n. 24, curava o mesmo mal, mandou chama-loe en-
trn em Irataoienlo com o dilo Sr. isto no auno de 1819,
e de enlao para c ficou inleiramenle bom sem mais
ser acommettido de semelhante mal: he o quanlu lao
tmente fajo para chegar ao cenhecimeulo do pu-
blico a capacidade do mesmo mesmo Sr. Bento que,
cura particularmente.Manoel Jos Carneirj.
Becife 3t de marco de 4854.
\5m anjigo co major Jos Francisco de Souza,
declara ao credor do msjno major, que no Diario
de Pernambuco n. 74, responden ao annuncio do
Sr. F. M. Cqlho, hija de declarar o seu nome para
se lhe responder a respeito, islo no prazo de Irs
dias,
Joo Hamillon deixou de ser caixeiro de Deaue
Youle & C, desde o ultimo de marco prximo pas-
sado.
. Precisa-se alugar um escravo para casa eslran-
geira: nesla lypographia se dir quem precisa.
Faco ver ao publico que fui recolhida a cadeia no
dia 31 de marco anegraMaria.diz ella que he Mara
tRita porque n9o declarou o seu senhor: foi presa pe-
lo eapitao mor de campo morador cm Fra de Por-
tase recomida por ordem do Sulxlelcgado do Becife
da freguezia deS. Frt Podro Goncalves, Jos Palri-
cio de Carvalho capiao-mr geral de campo.
Vluga-s urna casa com poucos commodo*, na
ra Velh "n. 31 : quem prefender dirija-se a ra do
i n. 19 que achara com quem tratar.
uizo de orplios vo a praca no dia
ior arreiidamento annual una
n. 2 na ra de S. Miguel da fre-
, avallada por SJjOOO rs. au-
la Piranga n. 1, coraofara e vi-
ra silio e casa de
ir denominado Caslilha-
nja praca he
jes filhos do
' flpcrinlo em
NOVO ROMANCE PELO SR.
DR. MACEDO
autor Ha Moreninha, JHoro Louro, Dous
Amores, Rosa, aa comedia. Phantasma
Branco, da tragedia oGego, ede outrns
composicoes de gosto e merecimento,
" PBIlVXIPioiI K0 tTOLHETIM
DA
MAH8TAIV.4S0
DE TEBCA FEIBA 7 DE MARCO.
Abrio-se urna assignalura desta folha.por :ij rr.,de
marco a junhol lendo os senhores assignantcs, dm
de V1CENTINA em folhelim, toda a vanlagra
sendo os primeiros desle os dos senhores conselhei-
ros
PAIMVO JOS SOASES DESOIZA
JOS CLEMENTE PEREIRA
queserSo distribuidos no eorrenle mez, assim como a
uova quadrilha Saudades da Parahita linda
inspirara* do Sr. J.J.Goyanno :
TliDO ISTO POR 3j000 RS. PARA A CORTE E
48000 PARA FORA.
na loja do editor PaulaBrilo, praca da Consliluicao
n. 64, e na loja do Cauto da ra de S. Jorge.
Os que quizerem em vez de assignatura, tomar
urna acrfio de 1009000 rs., lerSo sempre de grara S
Marmota, rom todos os seus avulsos, c mais anda
6 por \ em dinheiro, pagos de 6 em 6 me/es no es-
criplorio da empreza, praca da ConsliUJjrao n. 64,
no Rio de Janeiro, ou nesla eidade livraria da pra-
ca da Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de urna ama para casa de duas pes-
soas de familia, para cozinhar, engommar e fazer o
mais servico de casa, e comprar na ra: a quem con-
vier, dirija-se ra de Apollo n. 19, que'se dir
quem precisa. .
Precisa-se de nma ama porlogueza: na ra da
praiado CalJeireiro n. 3.
Guilberme da Costa Correa Leite
do
(insset BimouL leudo de se relirar prxima-
mente para Europa, roaa aos seus devedores
o favor devirem saldar suas conlas da dala
desle a oito dias. Recife 17 de marco de
1854.
Aluga-se um sitio
na estrada dos aducios confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e fundo, c com militas fruclciras :
quem o pretender, dirija-se Ponle de Uchoa em ca-
sa de Francisco Anlonio de Uiiveira Jnior, que lam-
hem o permuta por predio (ja prara.ou vende.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
lotera de n. s. do livramento.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilheles c
cautelas estilo expostos venda no lugares do coslu-
me, e pagasob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o desconlo de H % do imposto geral.
d:ii..i ni>ir. r. mu' 5:0009000
2:5009000
1:2509000
5009000
2509000
Bilheles inleiros
Meio*'* .
Quartos .
Decimos
Vigsimos
6.0UO
3,000
1,500
700
400
A:
mudou o seu escrptorio para a ra
Collegio n. 21, segundo andar.
Christiany & Irmio, com fabrica e loja
de chapeos,"na roa Nova n. 44, receberam
pelo navio Gustaro II, chegado uliima-
inenle do Havre, urna nova factura de chapeos pre-
tosdo bem conbecido fabricante Gibus Pere &Tils,
o melhor que al hoje se ha conhecido em Pars, c
por isso av|sa aos seus freguezes para vircm comprar
chapeos ainda nao apparecidos nesle mercado, lano
as formas por serem as da ultima moda, como pela
superior qualidade da fazenda.
O abaiio assignado faz scicnle a lodas as pessoas
que liverem letlras ou outros quaesquer dcumenlos
i seu rogo assignados, queiramos a presentar no pra-
zo de 15 dias, alim de-que sejam os mesmos rubrica-
dos por seu proprio puiiho ; assim.como serde hoje
emdianle nullo lodo c qualquer documento assigna-
do seu rogo, salvo a pessoa que fe adiar legalmen-
le auterisada para esse flm. Recife 30 de marro de
1854.Joaquim Pacheco da Silva.
Precisa-se alugar um' prelo ou moleque, qne le-
nlia principio de cozinha e seja fiel : na ra da Au-
rora n. 62, segundo andar.
No paleo do Carino, loja n. 7, eogomma-se com
promptidao e aceio.
Anlonio Curcalino relira-se para fra do im-
perio.
Perdeu-se na- noile do dia 28 do eor-
renle mez de marco (ou Curtaram) nma
cabrinha bixo, de cor amarella clara,
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico de
casa de urna pessoa ; na Iravessa de S. l'tdro o, 2,
segundo andar.
l'az-se qualquer negocio com a taberna sila na
ra do Rosario da Boa-Vista n. 53, com poucos fun-
dos, islo por seu dono ler de tratar de sua saude.
Anlonio Jos Nogueira, vendo os annuiicios dos
Srs. Joao Martins de Barrse Jos Jacome Tasso J-
nior, no Diario de Pernambuco n. 74 de sexla-feirs
31 de' marco, declara-I lies que sendo o dito Barros
depositario dos livros e crditos do exlinclo estabele-
cimenlo da firma de Francisco do Prado & Compa-
nhia de'que o annuncianlc (ui socio de industria, fi-
zeram arrematar o eslablecimento e embargaromes-
mo; penlioraram os crditos que chegam com sobejo
para o integral pagamento, de lodos os credores, de
cuja sociedade foi o anuuiiciante socio de industria,
e para a qual nao conlribui-o com fundos, e por isso
nao he responsavel por debito algum tendente a refe-
rida sociedade.
Precisa-se de urna negra que saiba cozinhar,
cnsaboar, fazer compras c mais arraujos de urna ca-
sa depouca familia, e sobrcludo de boa conduela :
no aterro da Ba-Visla n. 12.
todo o acoslnrD^^H
hort citrrtiro e melhor serrador:, quem o prcj^^H
dirija-se a mesma casa a qualquer hora.
Vcnde-se um terreno forefro a marinha^^B
tero as seguintes frente para a roa de S. Fraocisco,
par a de Sanio Amair, rua Bella, e ra do-Caes ou
do Sol na freguezia de Santo AoloOl desta eidade :!
quem o pretender talle a Manad I.uti da Veiga para
o ajuste.
Sementes novas.
Vcnde-se no armazern de Antonio Francisco Mar-
tins, na rua da Cruz n. 62, as melhores ementes re-
cntenteme chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margarida, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo de duasqualidades, ervilha
loria e dircila, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de
lodas as qualidades.
. ^ Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se aosobfado do atorro da Boa Vista n. de 1 hora
da larde em vanle al 6 da larde adiar com quem
tratar.
Velas de carnauba.
Vendcm-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Araeaty, por commodo
prero: na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar. .
A liquidarlo esta' a acabar.
As fazendas do ausente JoSo Anlonio de Araujo,
por melade dos seus valores, na loja da estrella rua
do Queimado n. 7, defranle da becco do Peixe Frito:
Pecas de cambraia lisas de 6 )i varas a 29600
Corles de cambraias de seda de 19500,
59000*e...........88000
Corles de cambraias de cores a 2)000 e 29*00
Mantas de garra a........29000
I.uvas de relroz prelo sem dedos par 320
Di las de montara, par a .. 400
Fil de alsoirao branco e de cores, vara a 480
Lencos de cambraia fingindo linlio a 180
Hilos de chila finos, a duzia.......29400
Chales de cambraias bordados a .- 8IX^
Dilos dilos adamascados a...... 610
Ditos de 15a muilo grandes a.....15000
Caisnelas de la mesclsdas o covado a -. 720
Alpacas meseladas ocovado a 640
Cambraias de cores organdiz vara a .. 180
Corles de meias casemiras de algodao bonitos
padres a......... 19280
Meias cruas para homem o par a 120
Dilas de cores muilo boas o par ... 200
e oulras umitas fazendas que scom a visla aos fre-
guezes poderao mohecer os diminutos precos porque
e eslo vendendo.
ae-
Vade-mecum dos bomopatbas ou
o Dr. Hering traduzido em por- ^
tugue/.. i
. Aclia-se a venda esla importonlissima o-r
bra do Dr. Hering uo consultorio ltomaro-' I
palhico do Dr.' Lobo Moscoslh-na do Colle- t
gio II. 25, Io andar.
Caixas para rape.
Vcndem-se superiurescaixas par rap
dade de Nazwelh, pele jnelhor fabrictnlc desj
ero naqurlta eidade, pelo diminuto prero oe f
na ruando Crespo loja n. 6.
Vendem-serelogios de onro e prata, mate
barato de que em qualquer outra parte:
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franceses
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prego que em outra parte : na rua da Cadeia do
Recito, n.17.
OS EXCELLEMES SALLAMES DE BOLONHA
receniemenie chegadosde Genova.vendem-seaprem
razoavel: na rua da Cadeia do Recito o. 23.
Seorito da labriea da Todo* M Sanio* aa Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na,rua
da Cruz ,n\ 4, algodas trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19", primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente nata
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello moflo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pe.lra, novissiina.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santo n. 11, o seguinte:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em noveltos ccairelis, breo era barricas muilo
grandes, aro de milasorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engehbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
COMPRAS.
tuiui pai
J
com urtia stra prela pelo espinhace, e una esbran-
quieada desde os olhos at o focinliQ, de cada lado,
sendo o fociuho mais escuro do que o corpO; tem
urna pequea mancha prela do peito, e as candas
tambem tem urna lista prela cm cada urna, e tem
um pequeo carocinho junio a um dos bicos dos
peilos que parece um outro Ideo. Quem a adiar c
icflb ou delta der noticia certa no principio da* rua
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazern da iiluminaco, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca;
Compra-se- lda a qualidade de trastes novos e
usados, e lamben) se trocain trastes novos por veiliosj:
a rua Nova, armazem de trastes do Piulo, defronto
da rua de Santo Amaro.
Compra-se nm lenco de lahyrinlho bem feilo,
de cambraia de liuho: na rua Dircila o. 82 primei-
ro andar.
Compra-se urna morada de casa
que nao exceda a um.cont de res, em-
bora nao seja no centro da eidade ;" nesta
typographia.
Compra-se urna escraVa, crioula, que lenha 30
e lanos aunos de idade, sabendo cozinhar e engom-
mar : na roa de Sania Rila, sobrado n. 85.
Compram-se escravos de ambos os sexos, lano
para a provincia como para fra della, paga-se bem
.agradando as pessoas : na rua da Gloria n.7.
VEND.
OLEADOS PINTADOS.
Praca da Independencia.
Joaquim de Oliveira Maia, recebeu ltimamente
um completo sorlimento de oleados pintados, de sn-
perior qualidade e padrOes muilo modernos, de dif-
iranles larguras, e a precos muilo commodos.
Deposito de algodao da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle & Companhia, vendcm-se
os algodOesdesla fabrica : na rua da Cadeia Velha
n.52.
Deposito de farinhas de trigo.
Acha-se farinha de.SSSF a mais nnya no mercado,
como lamben) um sorlimento de farinhas americanas:
no armazem de Deane Youle & Companhia, no bec-
co do Goncalves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle & Companlim.
Vendem-se em casa de Deane Youle & Compa-
nliia, rua da Cadeia Velha n. 52, ac de Milao ver-
dadeiro e carvo patente, proprio para fcrreiros.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inventjao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorami
assucar, acha-se a venda, em latas de 1
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARR1LHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca ama grande por-
co de frascos de salsa pardilla de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio'
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam Ira/.er os medicamentos falsifica-,
dos e elaborados pela m5o daqnelles> que ante
seus inleresses aos males e estragos da humanidad
Porlanlo pede, para que o publico se possa livn
desla fraude e dislingua a verdadeira-salsa parrill
de Sands da falsificada e reccnlemente aqui clieg;
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se vei
de nicamente em sua botica, na rua da Cnnceiciti
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario qne acorail
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagini
)AS
da" ledade, casa terrea de qualro jancllas que faz
quina para a estrada que entra para o Manguiuho,
ser recompensado com o valor da mesma cabri-
nha. .
Aluga-se um grande silio no lugar do Salgadi-
ulio, eslrada que vai para a eidade de Olinda, rom
boa casa de vivenda. e de farinha rom seus per len-
cos ; conlm muilos arvoredos e frucleiras, Ierras para
planlacao e grandes baixas para supprir o pasto de
20 a 38 vaccas : -quem o pretender, dirija-se ao se-
gundo andar do sobrado n, 18 da rua do Queimado.
Precisa-se de freguezia para 3 caadas de leile
puro, dando-se a quem o lomar lodo ou de caada
para cima a 160 rs. a garrafa: na rua da Cadeia do
Reciten. 9.
O Sr. Anlonio Jos Nogueira nao deve tirar
passaporle, sm que pague ao abaixo assignado a
quautia de rs. 2909539 saldo de gneros que lhe
comprou.J. J. Tasto Jnior.
Roga-se ao Sr. Jos Rodrigues que levou as
amostras de bicos da casa de madama Roulier, mo-
dista franceza, na rua Nova n. 58, de torna-las a en-
tregar inmediatamente.
Precisa-se de 200S000 rs. a juros,' garantidos
em duas assignaturas ou cm urna propriedade de
casa de pedra e cal: a tratar na Iravessa da rua das
Cruzcs n. 10.
Pede-se ao Sr. M. J. C. queira ler a bondade
de mandar ou ir pagar a quanlia de 12S000 rs. que
ha muilo deve c passou um vale, e nao ignora a
quem, se mo quizer ver seu nome por extenso:
Negocio vantajoso.
Odono da loja de calcados,intilulada Estrella n. 19,
rua do Livramento, em um dos melhores lucaes,mui-
lo afreguezada em calcados esnrrasem de couros, d
por balanco a qualquer pessoa habilitada e diligenie,
dando garanta no que receber, e tendo o seu orde-
nado nos lucros; faz-se esle' negocio por motivo de
molestia,' e tambem 'vender-se-ha, qiiercqdn, sem
fundos para quem tem pouco dinheiro: na mesma
loja achara com quem tratar.'
Quem quizer cncarregar-so de curar m mo-
li'cole que lem urna ferida na perna, precedendo um
ajuste, annuncie par;\ ser procurado.
O Sr. Antonio Jos Nogueira nao se pode reti-
rar sem que pague a Joao Marlins de Barros -a
quanlia de rs., 6359203 que lhe deve por saldo da
exlincla firma Francisco do Prado & C, d qual foi
socio gerente.
Charles Forsler Jnior, relira-se para fra do
imperio.
. Vende-se urna morada de casa de pedra e cal,
chaos proprios, na eidade de Olinda, ao pe da ladei-
ra da S, confronto o sobrado do fallecido conego
Carnciro : quem a pretender, dirija-se rua Augus-
ta, em casa de Antonio Nobrc de Almeida, que acha-
ra com quem tratar.
Yendeui-c duas moradas'de casas terreas, sen-
do urna no paleo do Carmo que faz quina para a cam-
boa do mesmo Carmo, aonde tem urna taberna, ou-
Ira oa rua duAragAoda Boa-Visla, ambas bem cons-
truidas ; os pretendeules poderao dirigir-se ao cu
proprietario, na rua da Concordia, emcasadoSr.
Francisco Percira da Silva Sanios.
Yende-se um escravo moco, de boa
conducta e bom cozinheiro, tanto de tor-
no como de fogao : na rua Direita n. 66.
MELLO FREIR.-
mor fabr
proprio' pora padaria \
dem de 7 a 8>00O rs.. (
visla da boa qualidade
Vendem-se co
Kirsch em ca
francez da melhor qu
parecido, tudo chegwj
Francez,'e'por prer^
rua da Cruz n. 26, pr
Vende-se mrttj
metra qualidade, em1
bem fardos de fumo 4
po.ssivel para
mente da Babia,
conta; assim como m
de chai-utos, por pil
he pai;a se iinalisar c<
Cntz n. 26, primeiro an ". H
VINHO DA FI<
Vcndem-se barridequin
no armazem de Tasas Irmaos.
Na rua da Cruz n. 15, segai
se 190 pares de coturnos de conro
(os; pelo diminuto prero de 29500 a
Taixas para engenl
Na fundicao' de ferr
Bowmann, na rua do B
do o chafaViz continua
completo sortimento de t?
fundido e batido de 5
bocea, as quaes acha
prer^o commodo \ com
embarcam-se ou carregam-i
sem despeza ao comprador,
Moinhos de ^^H
'ora bombas de repuxo para
"e capim, na fdndicaS de D.1
oBrumns.6,8el0.
VINHO DO PORTO l
j Vende-se superior vinhr)
bprrisde*., 5. e 8.: no j
do Azeite de Peixe n. 14J
escriptorio de Novaes Jt
ruado Trapichen. 54.'
Padaria.
Vende-se ama padari muiloj
com Tasso & Irmaos.
Ao senhore&.dQ
Cobertores e*"^TOS de
lo grandes e encorptUS a I
loja da esquina qne volt* para
Na rua da Cadeia Velha
Deane Youle
vende-se uro carro americar
vislo nacocheira de Poir
seu nome impresso, e
nuscriplo sobre o invol
freos.
erab
sefcl
oirar
rio impresso do mesn
\itmM
POTASSJ
No antigo deposito
har sua firma em ma armazem n. 12, ha para van*
Vende-se o direito das pessoas, por Mel-
lo Freir, traduzido em portuguez com
notas, para o uso do terceiro anno jur-
dico : na praca da Independencia n.
6e8.
Venderse um escravo cabra, de idade 39 an-
nos, bom meslre ca pina, e trabalha alguma cousa
de marcinciro ; pela quanlia do 3505000 rs : na rua
dg Collegio n. 23, primeiro andar.
Vcnde-se urna escrava com 30 anuos de idade,
i qual sabe coziohajLs diario de ma casa, lava mui-
lo bem, c he milito diligenie: na rua do I.ivramen-
^a rua do Crespo, loja ama- 3E
relia n.'.
Avisa aos amantes de luvas de Jovin, chega- jgj
! das ueste ultimo vapor, a 2$000 res o par.
Georgina8,
fazenda de seda e linho de qualidades escos- Wt
cesas,'ditos lizas furta-corcs para vestidos de j^
senhoras o meninas, a WO rs. o covado. ^
jg( Indianas,
Corles de vestidos para senhoras, com 15 co-
vados, fazenda de gosto novo, e ainda nAo
apparecidas nesle mercado a t 'i?-00U rs. cada
corte. .
. Cassas francezas,
a 480 e 500 rs. a vara, cambraias e cassas
pintadas com babadoes c de oulras cores mo-
dernas.
COKTES DE VESTIDO P
Vendem-se "corles de vestido prelo, de cha- f$
(g malote e grosdenaple bordados, de superior
qualidade, e lindos desenhos:_ na loja do so-
brado-amurello da rua do Queimado n. 29. @
ad@@ e
Ainda se yendo a ppsse da-algnns terrenos ala-
glos em parle beneficiados por detraz da rua da
Concordia, na primeira na projeclada, e na Iravessa
do Montein, dita do Caldeireiro, com 160 palmos
de fundo, e a frente que cada un quizer : os prebn-
denles pdem enlender-se com 0 Sr. Pedro A. Teixei-
rauimarcs, morador no sobrado novo, junto ao
mesmo lerreno,quc seftha an'lonsado para ajusiar e
apresentara planta do mesmo. .
,Vende-se a casa terrea, sila na rua do Moloco-
lombo' n. 44, bairro dos Afogades : a Iratar na rua
da Concordia n. 2C.
ATTENCAO'
Vende-se o verdadeiro fume de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco. commodo : na rua Di-
reita n. 76, esquina do becco des Peccados Mortaes.
Saccas grandes.'
Vende-se millm novo, em saccas grandes, a 2&5O0 :
no armazem de Tasso Irmaos, rua do Amorim n. 35.
Vende-se sal do Aas, a bordo do
brigue Conceicao, fundeado defronte
do Forte do Mattos: a tratara bordo com
'o eapitao do mesmo, ou ao escriptorio de
Manoel AlvesGuerra Jni or, na rua do
Trapicbe n. 14.
Vende-se a verdade
za n. 97, em barricas de
tes, em casa de James Cr
da Cruz ri. 42.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
E;ra\a ingle-
uzias de po-
ee&C, rua
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova mudnu-se para a rua'das
Cruzes n. 28, segundo andar.
fenho comprado
i taberna da rua
Manoel
antes.
tiva pa-
Devoto Cliti
Sahio a luz a 2. cdic.io do liv o denominado
Devoto Cbr se nicamente na livraria n. 6 ^_ da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemptar.
Redes colchoadas,
brancas e decores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua io Crespo, loja da
esquina que vulia para a cadeia. ,
Vende-se selim prelo lavrad, de muilo bom
goslo, para vestidos, a 2J800 o cenado: na rua Crespo, loja da esquina que voltoaara a cadeia.
Velas de carnailba.
Vendcm-se caixinhas com loperitr velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracjdy. e por commo-
do preco ; na rua da Crnz, rmaze* de couros e sola
n.-15.
Cera de carna >a.
Vendc-se em porcao e a relalho na rna da Crn,
armazem de couros e sola n. 15,
Agencia de Edwla Kaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se qonsta'tff nenie bons sorli-
raenlos de taixas de ferro coa/* l balido, lano ra-
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, riolao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scher
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da-Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 13, armazem de Bastos Irmaos.
FABINHA DE TBIGO.
Vendc-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Milita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2&400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo luidos a 1^500, corles de vestido de cambraia
de edr com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29800, dilos
com81|2 varas a 3)000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 39000 rs., e oulras militas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla'para a Cadeia.
PARAAQUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000, 39200, 49500, 59500 e
69000 rs., dito azul a 29800, 39200 e 49000 rs.. dilo
verde a 29800, 39600, *500 e 5*000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 59500 corte, dito fran-
ceza muilo fina e elstica a 79500,89000e9J000 rs.,
selim prelo maco muilo superior a 39200, 49009 e
59500 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja prela muilo boa a 29000 rs. o covado,
dila hespanhola a 29600 o ovado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrade
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom gosto;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
da Bussia, americana e brasile*
risde i arrobas; a boa qi
[ralos do que em outra qu
aos. que precisarem comprar,
tambem ha barra com c
mmente chegados.
Vendem-se lanas, brnzaO, bt^
nasda Bnssia : no armazem de N.
Comoanhia, na rua da Ou n.
Calqado a 72, 800, 2$000 i
no aterro da Boa-Vista lojj
. da boneca.
Troca.-se por sedulas a
vo c completo sortimento
toes dd Araeaty para todas as mtT
rs.; botins a 29000, sapaloes
39000rs.: assim como um novo j
ment de calcados francezes de
tanto para homem, como par
mininas, e nm complet soriimenl
tudo por preco muilo commodo^H^
dinheiro.
Vende-se um encllente. Ierren
deia de Santo Anlonio: traase na raj
n. 10, segundo andar.
CHAPEOS FRANCEZES A
Vendem-se chapeos fran
de, e formas elegantes, pelo baralissuj
mencionado : na rna Nora h. '
Vende-se a taberna d(
do Rosaran, 10, bem afrej
a tena, e com poucos funr*
tagem ao comprador:
dirija-se ao armazem
de Dos n. 22. -
endencia.
i/, odrigocs
FGrande do Sul ond
panhia a seu sorvi<;o os sen
quilino, Jernimo e Joaqai
crioulos Mi-
isiza i
ualq .
i eftcilo qualquer procurarno aae appa-
i data at 28 ile marro do crrante anno.
ia-sc alugar um prelo ou moleque que le-
nha principio de cosinha e seja fiel: na rua Nova
n. 22.
O abaixo assignado avisa ao respeilel corpo
do commercio e a quem inleressar possa, que em sua
ausencia para Europa deixa encarregado da'adminis-
traco de seus negocios ao Sr. Domingos' da Cosa
Dias, e como seus procuradores aos Srs. Manuel Jos
Dantas, Francisco Jos- Alves tiuimaracs, Joaquim
Monleiro da Cruz e Joaquim Marlrns da Silva.
, Jos Alves da Silva GuimarStt.
Toralo Jos Alves Guimarcs relira-se para
Europa.
Fu-mino de Farias Barroso e Silva, achando-se
habililado, Unto em lellra como em orlographia. of-
frece-se ao respeitavel corpo do commercio e foro,
para por qualquer escripluracao em dia, o isto rom
a msior brevniade : a quem convier, procure ni rua
das-Trincheira n. 25.
Francisco Jos Alves Guimaraes faz scicnle ao
publico, com especialidade do commercio, que desa-
parlou amisavelmente a sociedade que linlia com o
:o Chrisoslomo de Lima Jnior, na loja de
da rua do Queimado n. 16, cuja sociedade
i sobre a lirmn de GuimarSes & Companhia,
isostomo com a continuarlo do cs-
(abeler lire a sua firma cobrigado por todo
I o activo e pmBivo.
ii feilor no silio do Sr. Guerra
do Sr. Feulon: na passagem da
I alea no mesmo sitio, antea,das 9 horas da
iiiauhan. o depois das 4 horas da tarde.
l'rccisa-sp fallar ao Sr. Manoel Orla>iano de
Carvalho, e como se ignora sua morada, para se
lhe entregar urna eiicumuieiiila >inda de fina, roga-
sc-lho de aiiiiunciar sua morada com brevidudc, |ioi
o portador lew de relirar-se,
NAYILUAS A C0ME.M0 E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Becife n, 48, 1 andar es-
criptorio de Augusto C. de Abreu continnam-sc a
vender a 8,000 ris o par (preco fixo) as j bem co-
nhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas pelo
hbil fabricante que foi premiado na exposieflo de
Londres, as quaes alm de durarem extraordinaria-
le nao se sculcni no rosto na accao de corlar; ^eu-
dem-se com a condiclo de nao agradando poderem os
compradores devolvc-lasatc 15 dias ilepois da compra,
rcsliluindo-se o importe; na mesma casa ha ricas
tesourinhas para uuhas'feilas pelo mesmo fabricante.
ptimo vinho de Collares,.
em barris de T cm pipa: no escriplorio de Augusto
C. de Abreu ua rua da Cadeia do Recife n. 48, 1
auilar.
Chapeos pretos de castor,
t qualidade superior a de lodos qhaulns al agora
n apparecido: no escriptorio do Augusto C. de
Abren ua rua da cadeia do Becifen. 48, 1andar.
Vende-se um panto sapalciro e bolieiro, de boa
conduca, urna prela do idade) 16 annos e um mula-
linhu do idade 14 anno, ludo rior preco commodo', e
um moleque : na rua da Gloria n.'^
Veinte-se um escravo bom iiriabt.de leile
vaccas, Irabalha bem de enxada, fouce e-maota
na rua da Guia n. 42, segundo andar.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim,
na rua do Collegio n. 4, c na rua da Cadeia do Beci-
fe u. 17 ; vendm-se por prejo muilo commodo.
Vendem-se as obras seguintes : Pothiers obras
completas, Cheauvcau theoria do cdigo penal,-Or-
tolan instituas de Jusiiniano : a pessoa que preten-
der, dirija-so a loja de livros do Sr, Figueiroa, que
se dir* quem ai vende.
Vende-se urna negra ainda' mnea, que sabe la-
var de brrela e salmo, o tambem sali do servico de
campo por ler viudo do mallo : quem a pretender,
dirija-se rus do Crespo n. 6.
Vende-se um chronometro do me-
lhor autor e de mareba muito regular e
appi-ovada : vende-se por se ter vendido
o navio ao qual pertencia : nu rita do
Trapiche Novo i, 1G.
sacomo fundas, moendas inelfa
ra animaes, agoa, ele, dilas p' a
ra de lodos os tai na n I ios e mude.1
machina horisonlnt para vapv-
4- cavallos, cocos, passadeira
lodas de ferro pa-
rmar em madei-
os mais modernos,
com torca de
de ferro eslanhado
para casa de purgar, por meo,s preco que os de co-
bre, esco veus para navios, >ri"o da Suecia, e fot
llias de (landres ;tudo por ba Uo preco..
Na rua da Cadeia do Re! fe n. 60, arma;
1 zem deHenriqujGibson, -
vendem-se relogios de'ouro desabnele, de patento
inglez, da melhor'qualidadc,e fabricados em Lon-
dres, ppr preco commodo.
Deposito de vinli > de cliam- \
fingnc Chateati-Ay, nimeiraqua- i
idade, de propried'de do condi i
de Mareuil, rua da' Cruz do Re- ,
cife n. 20: este vinki, o melhor
de toda a champa'ne vende- !
se a 56#000 rs. cada caixa, acha- |
se unicamente_emc1sa de L. Le-
comte Feron & Com, fanhia.N. B. '
As caixas sao mrcalas a fq
idc de Mareuil -) e os i
garrafas sao azJ|
POTASSA BRASILEIRA,
Venderse superior potassa, fa- |
bricada no Rio de Janeiro, che- (
gada recentemente, recommen-,
da-se aos senhores de engenho o
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de. L. Leconte Feron 4j
Companhia.
mi CHAPEOS DA M]
" Na praca da Indepehd
-"^ 2*,26,28e30j
vendem-se superiores chapeos
glez, da melhor qualidade que
do e igualmente brancas, cli*L
ni las formas e melhor qualidade
pos amazonas, para moaj^^H
do Havre no ultimo navio,
meninos de lodas ai qualidades, td
razoaveis.
Vendem-se dous vehculos mi
rodas de carregar fazendas na all
modo preco ; a tratar ao cae*
Vendem-se 4 escravos. 1 m|
1 moleque de .17 annos, 1 pr
madeira, t pretode 41)
co : na roa larga do
Vende-se sal do Assu ;
Manoel Jos Dantas.
Vende-se. um escrava de nacSl
eis, boa quitandeira, a muito fiel:
Amaro n. 16.
--------------:--------
ESCRAVOS
idos
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de .assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, .,por precos commodos: na ru do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um carro coupc, de muilo hom gos
lo, e alguosobjectos da China, como sejam :_ venta-
rolas, toques de marfim, dilos de chara, livros de
eslampas, e um navio de marfim : na rua da Cruz n.
66, escriplorio de Jos Candido de Barros.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
pretas, como : panno lino prelo a 3SO0O, 45000 ,
59000- e 69000, dito azul 39000, 49000 e 59000, ca-
semira prela a 29500, selim prelo muilo superior ,
39Q00 c 49000 o corado, sarja prela hespanhola 2 e
29500 rs.. selim lavrado proprio para vestidos de se-
nliora a 29600, muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por preco cun>DU}d0 : na ruado Crespo leja
n.6.
Vende-se em casa de S. P. Jo'nh-
ton & Companhia, na rua da -Senzala Nos
va n. 42.
Ao meio dia de 21
anno, fugio da casa do abaixo
crioula, por nome Angelal
mais ou menos, com os sgeae*
Imite prela, cabellos ereseiV i
abrir ao meio, fallam-lhe
parle ds^bjia^-ievou
de floot grandes, e levon maisf
iupa. Esto escrava i
signada comprada em IO da lenNt
doao Sr. Jos da Silva
cotila e ordem do: Illm. Sr.' eapitao
Castro Delgado : recommen^^H
la lenham noticia, Jeva-la oo m.ndi
rigens da rua da Cadeia do
gralificarii generosamenle. i
Antonio J
Desappareceu no dia 28 do*]
Jos rrioulo, idade 30 annos, (w
eslalura regular, rosto redando,
olhos pretos, nariz chalo, bocea:
barba pouca, nenias um pouco el
do Illm. Sr. Jos Vieira Brasil l
nbo Bom-Jesusda malta; quem
lirias abordo da escunabrasileira
ou ao lado do Corpo Santo Jeja de'
ser recompensado.
Do engenho Coroabi
tosi no mez de outubro
Luiz, de idad de 22 anh>
tes: lem a car de laiocai"
corpo, ps e eara descarr'
Vinho do Porto, superior qualidade, en- $%$*&*
garrafado
ioflS
Na rua do VigarioWl9{' primeiro andar, lem
venda a superior llanella par torro desllias, che-
gada recenlemenlo Vendcm-se cobertores nfalgodo grandes a 640
rs. e pequenos a 560 rs.: na lia de Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE 1ANDIOCA.
Venderse em porn'it de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, noirmazern do For-
te do MnUos/defronte o trapiclie do al-
godao, e para tratar, ta escriptoi
Manoel Alves Guerra Snior.
Vinho Cbery)rem barris de quarto.
Sellins para/montara^ de homem e se-
nliora. i
.Vaquetasdelustre para coberta de carros.-
^e uro patente inglez.
01eoSe liiihnca em botijas.
Vendase na botn\!l d-8 Bw*Jt0"JA de Sonza
na rua larga do Rosa\r' "' 3
Obra\S deonro>
como sejam: aderecoa -V? los. bracelete, brinj
cos,ainnele, buSS??^- "enlesps,
etc. ele, do mais^ST ^os' : vend/'!
da Cruz n. 10,ra^SWniiPrac
0 uro de lustre
de boa qualidade ;,vende:se Por nlem" do q"el
oulra qualquer paro liquidar pnlai;: na rua
1U.
-se cxcellenles cobertores de cores
de portas u. 3, ao lado do arco
um lalbo, enoemK^H
rocihlio pouco vs
lelha e lijollo
Casa Forte on no
leve-o no dito enge
David Madeir
se tem c
Passeio Pu'


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