Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01856


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Full Text
ANNO XXX. N. 74.
SEXTA FEiRA 31 DE
>
&
mezes adianlados 4,000
Por Anuo ac
Pnrl,. f.
\ SL-BSCRIPCAO'.
. deFaria;Rio de ja-
?erera Martins; Baha, o Sr. F.
r Joaquim Bernardo de Men-
'an Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
pira Ignacio Pereira;Aracaty, o Sr/
tos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
rjjes: Maranhno.o Sr. Joaquim Marques
Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
I)u
doi
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 19000
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
a da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de ledras do 12 a ib de rebate.
5IETAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285*500 a 295OOO
Moedas de 6JW00 velbas. 165000
de 68400 novas. 163JOOO
de 49000. ..... 95000
Prata. '* Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos ......10800
1TE0FFICIAI.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 o 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
FREAMAR DE IIO.IE.
Primeira as 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AI.IM'jACIAS.
ISTERIO DA JUSTICA.
os da jostco. Rio de Ja-
i de fevereiro de 1834.
i. Sr. Foi presente a S. M. o Imper
o.deV. Exc. datado de 31 de'janeir0
iqoal remelten oulro do juiz de direito
2 do mesmo rae' consultando sobre a
uvida : Se o juiz formado- da culpa lie
ipelenle para na pronunciar ou reformar a pro-
nuncia em grao de recurso, a titulo de qVwo
zendo tambem aquello que Jhe competir no referido
b.italliao 9.. aoqual est addido.
3. Que de mauha se passe revista de mnslra jos
corpos do exercilo aqui existentes nos seus respecti-
vos quarteis, a saber: s seis horas companhia de
artfices; s seis e meia de cavailaria; ssele ao
batalhao segundo da infanlaria, eaosrecrulas em
deposito ; s sete c ,'!|i ao balalhao nono da mesnia
arma; c finalmente s nove ao batalhao quarto de
ariilharia a pe na cidade de Olinda.
O mesmo nrarechal de campo commandante das
armas determina outro sim, que amanh.la 31 do ex-
pirante mor de marco pelas dnas horas da tarde, O
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juiz de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civcl, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quarias e sabbados ao meio dia.
., ,. uo 4UC cU piranlc mcz ([e m
* icSo de pral.car ocrime, oa de te-.oprV bataIna-0 n. 2de nfanU fo
., cuse so.oiary pertecce dis-mando urna brigada ao mando do Sr^eneme-coont
rr ZZ ,,C,^~^,d, V'Ml,n0e,L0',esPcCe8''eiro- -* 1-rt.a- emnnha
cntaa manT* ,e'fqUe 7 "a Prasa Bos VisU' dand0 a di"a Sreja ma-
otdS T?lerH T ", ,rI' todeMomp.nh.r a procissao do Senhor Bom
gado no acto do mlerrogalono Jesus dos Pass09 que deve de hir da dila ja
irtigo 98 do cdigo do processo crroi- ra a do Corpo Santo
Wlo mesmo jantar os documentas que por Os PnlinrMlB..4.i-. -.i
pl! (nran in.m.c.j i- .- senhoresolnciaese cadetes sao convidados pira
ipreaejitados, como explicon o aviso de 17 ami.nm .- ., A F
fc-......,_:. acomPan,'rem a menc.onada procissao,
Assignado. Jos Fernandes dos Santos Pe-
reira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
rdensencarregado do detalhe.
brod1850; queso prohibe que se admt-
{3o de teslemunlias por parte do.indiciado,
do o juiz formador da colpa, tomar era con-
adeeta documentos, quq.nao nodendo
Otis, parece que todas as vezes, que dessa de-
smenlos resultar que o exime foi commelli-
> as circumslancias mencionadas em algnma
a eses do artigo 14 do cdigo criminal, ne-
fifSo inhibe b jaiz do despronunciar o
Armada e marinha da Sarcia.
A allilude tomada pela Suecia na crise actual,
ir .competencia do modo d un, erande nlercsse ao ar.tao seguale, o qiia
citado rtico 9R rtn rntloa msiirfs r, ti"'"1u"1
formador da culpa cabe re- ella deve sobrelndo ao sed exercilo o grande papel,
npT A Popnlaco sueca, com cffeito pela aceito physica e
^Djtfquanlo, moral, que pcrlence todas as nares hamuilo lem-
po livres, prcenchc todas as condicOes de um povo
guerreiro. O cxerciti sueco possue urna organisa-
o, que nao he possivcl em lodos os paizes ; ella
s de recurso; ir alera se divide em tres partes distinclas: o exercilo ndef-
odigo do processo de- ta, que 1* formado no centro do pajz como urna
D-----------T r ^m ..-
Icavcl; houve o mesmo aUgusto SenRorpor
i approvar a decisau de V. ,
a apreciacn'da defina e jaslificacrtoldl^-Times he da
liva competencia do jury^ftmu|ui7. do fado
nopodendo a jurisdicaoi^os joizes formadores
is juizes e Ir
da objeclu que a artigo
efislencia do.crime, e quem se- sorle de colopisacao mililar ; o warfeade, coraposto
rad
* ndo queao contrario sera dis-
eara e regular, nao prcenchidos os turnos
9u para o ampio conheciinento da
llSfJlrimes fleariam impunese abafados
seriam com prejuizo da instiinicuo
Ida de Ma competencia e jurisdjciio.
I a V.Exc^ Jos Thomaz fabuco
r Sr. presidente da provincia do Ciar.
I.-1341 DE 2 DE MARCO DE 185i.
Ttoiera entremeta a comarca de Soli-
,tda na provincia da amazonas.
m declarar de primeira enlrancia a co-
fmdes, oltimamente creada naprovin-
IMZ fabuco de Araujo.do raen conselho,
Mario de estado dos negocios da justi-
ilendido e faja.eiecular.
nw de Janeiro em -2 de maceo de 1854,
eiro(lainde|>eudencia e do imperio.
tadeS. M. o Imperador.Jos Tkpmaz
aujo.
MISTERIO DA FAZENDA.
1. 1343 DE 8 DE MARCO' DE 1854.
u> nicamente tem direito ao gozo da
tf favores concedidos pelo alear de 17 de
09, paragrapbos 8 e 9, os ascendentes
XetttnitrAes.
W dnvida na arrecadaro do sello de
los, i vtsla da le de 11 de agosto de
ascendentes e descendentes, a que a mes-
i refere, se acham ou nao comprehendidos
eslabelecida no 8." do alvar de 17 de
09; e tendo oavido a compel'cnlc scejo
le estado: hei por bera, emeonformi-
a minha imperial resolarflo de 11 de fevereiro
fe anno, declarar que unicamenle tem d-
o da isen^ao e favores concedidos pelo
!lvardel7dejuuhode 1809 8 e 9, osas-
e (1 escendenles que sao herdeiros necessa-
n: idos. .
b do Paran, conselheiro de estado, se-
mperio, presidcnle do conselho de myiis-
roe secretario de eilado dos negocios da
lente do tribunal do thesouro nacio-
i.assim entendido e.faja execiitar.
Rio de Janeiro em 8 de marro de 1851,
Bim da independencia e do imperio.
S. M. o Imperador. Visconde
tWOIDO DAS ARMAS.
1 d coouaando daa armaa de
ce, n*'cidade do Baclfe, em 30
reo da 1*.
oanfiiK) DIA X. 67.
:hal de campo^-ntrnandanle das armas
OS
uflETIM.
---------IWOagt

y

r
KWKHiAddaWi
Nda* Achara.) )
XVII
ARIANA E THESEO.
I Conlinuaco.)
Charpion nao soube da partida de Mr. de
dia seguinle, por Ihe dizer um
encarregra de urna carta. Ella correu
e conheceu toda a verdade-
| rpida.quapto violenta. Xanlo
inlo a deleStou. Pareca:lhe que
nigaeaonica que pozera olw-
^^^B|. I'elicidade fuera-lhe meias
a perlorbacilo em que. viva, He-
idra; mas madama Cliarpion
nadaraa de Flzp urna traigan,
iju-se dessa Iraicao para aecu-
V desconfianza enlrou ues-
liamma, e so deitou nclle cin-
e coraquanlo uo crsno na volla
icidadeobrou co-
. Ella enlregou os
aclivou as
fe tinham
oda- a viagem ne-
suas prenecupa-
do e feliz esfoiVtiva-
ii ex-
^^^^Kdas as sed ;iiriLo ;
ao roe-
I que
conheci-
ava por
eomlan-
i de Vau-
EXTERIOR.
de tropas pcrmaiicutcs reunidas pelo arbitramento
\oluntario j/malmenle 0 beccering, levantado por
meio da conscripro.
A' primeira visla, parece que a organisacao do
exercilo iniella ( devidido pelo solo ) he semcllian-
tc das colonias militares da Russia ; mas a seme-
Ihanca lie apparcnlc, e a idea de urna compararao
nao resisle primeira analyse. A intrluicao do in-
dclla remonta Garios XI; poder-sc-hia dizer' que
o sen principio hcUqan(go como a Suecia mesnio.
Aquelles que combatem, possuem ; a sociedade lhes
deve trras. Eis-aqui edmo csl foi applicada. As
nomerosas trras da coroa^ das quaes Carlos XI
consagren alm disto urna parle dotaeBo do clero,
das-escolas, das universidades, da magistratura, dos
corrcios, ele. servirn) para constituir una do!acao
pessoal c nao hereditaria, para os oiliciacs de lodas
as patentes, eoflieiacs inferiores do exereto. Ellas
foram divididas em un certo numero le dominios,
cuja renda forma o sold dos quadros de urna parte
do exercilo iudella. A dimcnso desses domin"os
he, bem entendido, medida em relaro lis paleles,
desde o oflkial inferior at ao general. Esses do-
minios receberamo nome de bostwlles. O bostalle
de um general, ou general de brigada he cal-
culado par| produzic urna renda de 8 a 10,000 fran-
cos, o do coronel de 5 a 6,000 francos, e assim pro-
porcionalmcnledescendo a escala da gerarchia. Os
odiciaes usufructurarios desses bostalles podem ar-
rendados, mas so depois de 1830 ; alm dislo, clles
gozam de um pequeo sold.
Qoanlo aos soldados, elles receliem do mesmo
modo uma quinla, conlcudo um terreno suflicicnle
para os alimentar, csse terreno lhes he abonado, nao
pela cora', roas pelo paiz, pelos proprietarios ter-
riloriaes. As provincias csiao divididas pjtra csse
lim em um grandissimo numero de districlos cha-
mados rote, os quaes sao subdivididos em pequeas
propriedades chamadas torp. Sao esses torps, que
constiUicm a habilaco do soldado. O torp he pr-
vido de uma casa c de lodos os instrumentos pro-
prios para a cultura ; o soldado recebe todos os dous
annos, dos municipios, que formam m role, uta
abatimento usual. Se o torp nao liega para as ne-
cessWadcs do soldado, o role occorre a ellas com
uma renda cm trigo. Em gem, existem ajustes en-
tro o pioprietario real do dominio, em que est si-
tuado o torp, c o soldado que he seu usufruclurario.
Por morlc do soldado, o rote cura da familia, c o
torp passa para outras mios.
Adiamos aqu alguma causa semclhanle ao que
lem lugar as colonias mililaresda Austria; cm lem-
po de guerra, o rote he obrigado a fazer cultivar
o torp, e a cuidar da familia do soldado, c este.
quando est em campanha, he soldado do estado,
l'azem-se exercicios annualmcnle; cada regiment
lem'o nonio, da provincia em que est eslabelarido,
, O exerciloindctla possue. cavailaria como infini-
tara. A ornan isa ra oda cavailaria funda-sc em um
principio mililar esscnciaUnenle feudal : un cerlo
n o meio de dominios tem a obrgaciio perpetua, de
jue no dianrimeiro^de^a^lpo^irno.vin
leclivasasseguintesdisposiroes: .
lenlal desla cidade, querr he forocer um cavalleiro e um cavallo com cquipa-
meuto complet; esses dominios tem o. nome de
iicsnm cirurgin, alferes do corpo "de a dar oulro 'mmem e outro cavallo, se for preciso,
Dr. Joi.Muniz Cordelr Gitahy 'p cm caso de morlc, montar elle mesmo a caval-
"eg no servico do mesmo hospital, fa-' "lo nao poder dar um que osubstitua.
VfiiWa*fo n. Ti
ge. Ella licou roorlalmente paluda ao lela, e seo
desespero augmenlou com. toda a forra do remorso.
Carolina nao eucobria-llie a gravidade dessa doenca,
que poda levar Jorge sepultura.
Arnfflntf-yio nisso a confirmara das palavras, que
sbrprendera7*Balegrou-se. Assim o caminho tortuo-
sa que elle seguir conduzia-o riqueza, que lanos
outros alcancam pelo trahallio e probidade. Elle af-
faguu seu destino futuro no silencio de seu orgulho,
e nresumido como lodos os liomens, cuja regra he a
audacia, exclainou coinsigo mesmo: O futuro he
meu I t
Alguns djas depois, Arraand receben uma caria de
Adriano, da qual vamos Iranscrever al jumas pas-
sagens:
a Que! Mea.charo Armand, comecasle como Dom
Juan, c acabas 'como I.ovclacio I liso he 'bello, he
grande^ he sublime Teu nome tem oceupado Pa-
rs durante estes oitn das; que Iriumpho em uma
cidade, onde as revolucOes duram tres Fi/.csle de
uma vez mil nvejosos Bravo I meu Riciielieu I nao
lia ceiiameole quem le iguale...
Perdoa-me fallar-te como no Ihealro francez ;
mas lem inteiramente a estatura de um hroe. Gra-
bas a ti as boas tradicOes da galanlara nao periga-
rao. Ressuscitast entre nos outros vellios francezes
consllucioiiaes os bellos coslumes de um seculo ebeo
de vaudevlles. Prepara-te para seres o leSo de Pa-
rs depois que passeiares Bastante cora la infanta.
Palavra de honra, mou charissfmo, has de ser o re
da prxima estaco. Que rapto Rloriosn! nada lhe
falta, ncm a perfidia, ncn a temeridade, nem a as-
lucia : lie a traico em partida trplice.
Fauslina vinga-so de la infidelidadesoWJoao
Casamirn IX. principe de Zell; mas iluvido que sua
vinganra ebegue a arruina-lo; poroire sua riqueza o
pOe ao abrmo das prodigalidades, He rico de resislir
i dez anuos de Parisienses -
Para puni-lo de lea abandono, ella acaba de
condemna-lo a sois mezes de buclicas, os quaes pas-
saraem uma quinta normanda povoada de uorestas
lagos, cujos Mulos de propriedade o principe
enlrcgmi-lhe. Cuidado I meu charo, aesIri.JT de
Vernon pode levar directamcule Constanca.....
Faustina he capaz de ir ; <*\
Sem dnvida js snuli^^^^H
estado muito doenle ilepoi
Vinos recios que se tinham c
\, sino boje disaipmlok', oco
valcsrenr i, e dizein qui
na por punco n.1.
Imalid, o qual leu Irj v
r. de Pllze (em
"a da mullier;
' ido pela sua
i cm plena
Ierras... n
S deAr-
arruin-
o O goverao sueco resolvcu, com a corporacao do
iudella, uma quesillo que, foi agitada pelos econo-
mistas, quando o socialismo nao liuha problemas
mais graves para lhe apresenlar ; os soldados assim
orgauisados sao empregados as obras publicas. A
canalisaeSo da Suecia lhe he devida em parte. Es-
te Irabalho nao he naturalmente gratuito ; mas o.
salario he pouco elevado, e nao excede apenas um
lermo medio de 10 sidos por da. O iudella se
compoe de 3S,00 homes pouco mais ou menos.
A segunda parte do exercilo he o werfeade ou
exercilo permanente, recrutado por alistamentos
voluntarios, ella se compoe dos corpos especiaes,
que fazem o setvic das guarnijOc, das fortalezas e
da corle ; ella he pouco numerosa ; compreheude
apenas 8,000 homcus. A tercera parle do exerci-
lo, o becaring, he a mais numerosa, porque pode
atiingir a 130,000 hoincns, porm nao he permanen-
te. Compreheude todos os Suecos de idade de 21 a
25 annos, he uma especie de reserva-parecida com
o Laudvchr prussiano, e leve elle originariamen-
te o mesmo nome. Seu servido cpnsiste, em lempo
de paz, em reunir-sc lodos os anuos no mez deju-
nho, e a lomar parlo em manobras militares, que
duram ordinariamente 14 dias. O beccering rece-
be sold, qnando esta em armas.
O exercilo nonveguense possue, assim como or-
denava sua cansliluicao, uma orgnisacjlo aparte.
Elle se divide cm duas partes : as forras permanen-
tes e o landvehr. As tropas permanentes formam
um cirectivo de 1 i,000 homcus, dos quaes, alguns
milhares se recrutam por coulralos voluntarios. O
landvehr se eleva acerca de 9,000 homens. Alm
disto ha na Norwega guardas cvicas as cidades.
A marinha da Suecia est cm relacao com seu
exercilo. Esle paiz possue o ferro e uma parte da
madeira e do cauhamo, que lhe sao necessarios para
as constructora. O svstcma de construccao adopta-
da na marinba sueca he, segundo a opiniao dos ho-
mcus da arte, mui sabiamente combinada. Carls-
crona, Stoebholm e Gottenbourg sao as estacos da
esquadra, a\pal nao conta menos de 10 os, 8
fragatas, 9 brigoes e corvetas, 6 escunas, 8 navios
com morteiros. e 22 transportes. A parte mais cui-
dada do syslcma mariimo da Suecia he a esquadri-
Iha, cranosla de chalupas cauhoneiras, das quaes
lodaslouvamacugenhosa conslruccao, e que, de-
mandando pouco agua, sao perfeitamenle apropria-
das defeza das costas semeadas'dc illras. O nu-
mero dessas chalupas he de 256.
.A esquadra norwcguense nao lem naviosde al-
to bordo ; compo-sc de 2 fragatas, 3 corvetas, 1
hrigue, 5 escunas, 1 vapores/e 132 chalupas cauho-
neiras. n
A marinha sueca conta 7 almirantes, 40 capilaes
le fragata e mais 200 officiaes. O numero dos mari-
nheiros disponiveis. constantes dos regislros, he de
30,000 pouco mais ou menos.
Amarraba nonveguense conta 28,000 marinhei-
ros disponiveis, dos quaes smenle o dcimo sacha
cm actividadedeserviro.
O que se sesue, po^to que nao lenha relacao com
o Ululo que temos dado a este artigo, mostra muito
bem o verdadeiro papel que a Suecia deve fazer
na poltica europea, para que nao tenha natural-
mente lugar aqui. He anda do Annuaire des
deux mondes que o extrahmos:
A importancia da Suecia em relacao aos ou-
tros estados, consiste na posica que ella oceupa, ao
norte da Europa, era presenc da Russia. as cir-
cumslancias graves, essatftuacao chamar sempre
sobre ella a aliento dos gabinetes. Os priraeiros
eugrandecimenlos da Russia, sua clevacao official
no mundo moderno, se tem feito custa da Suecia.
A fundacaodeSao Pelresburgo, a lomada da Filau-
dia e do archipelago de OEIand, dslaiile'algumas
leguas de Stockholm, vieram uma apos oulra dar
Russia uma influencia no Bltico, qne nao pode aug-
mentar mais hoje sera altentar contra a indepen-
dencia da Suecia. A Suecia, dizia Napoleao em
1807, sentir muito mais que a Tranca, a influencia
do augment do poder russo. Nao ha um sueco,
quenao-tcnhaaconscencia desla situacao critica.
. A boa intelligencia, que reinava em 1815 entre
o gabinete de Stockholm c o de Sao Petersburgo, e
de que a Franca leve degemer, nao tem desde en-
U arrefcculo um sdinstante; masa nacao sueca
nio parhlha nesle ponto os senlimeulos odiciaes de
seu governo. A poltica da Suecia lhe he dictada
por sua historia como pela sua psito geographica.
Se ella nao mais aspirar llitude offensva, que li-
nha no lempo de Gustavo Adolpho e de .Carlos
XII; se nao pode ser mais hoje nm instrumento de
ataque, ella he umu cdadella formada pela nature-
za; ella pode servir de barreira a uma expausao
maior do poder russo. Se a Suecia reuunciasse csse
papel, nao loria oulra cousa a fazer seuao enrolar
seu pavilhao, sea desuno teria acabado sem reme-
d'"n Pree.
FRANCIA
BeUtoro ao Imperador,
Scnhor,
Segundo as ordens de V. M., venjio dar-vos conta
dos resoltados Cnanceiros do anno de 1853, e apre-
sentar-vos a sHaac^o geral das finanzas do imperio.
Esses resullaflos sao muito favoraves^e essa situa-
cao exccllen le.
Resultados do anno de 1853.
O.budgetde 1853, eslabelecdo pela lei de 8 de
jnlhode 1852, apresenlava orna insnfflcienca de re-
Marco 6 Quarto crescenie as 4 horas, 41 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
14 La chela as 4 horas, 14 minutos e
48 segundos da tarda.
b. 21 Quarto minguanle as 3 horas 43
minnlos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 piis, 20.minutos c
4;8 segundos da larde.
30 0
31 fv
1 Scbbad.
2 Domin.'
cao de S
va seu plano ta hbilmente concebido, e sahio cheio
de perlurbacao.
Dous lias depois uma carta de Carolina confirmou
a carta de Adriano, e tranquillisou complelamenle
Helena sobre a saude do marido. Madama de Fiize
agradeceu a cos do fundo da alma. Armand ergueu
os hombros, c disse comsgo mesmo :
O que o salva perde-a. Seu partido slava lo-
mado,
Mr. de Vauvillirs nao era homem capaz de con-
sagrar a vida a uma mulher. Elle emprehendra es-
se rapio como uma especulacao, mallograda ella, na-
da mais lhe nlercssava. Passar uma existenciaibli-
laria em algnma cdadella italiana, tendo o enfado
por companheirn, esperar a velhce no isolame/ilo do
desterro e n aborrecmenlo de uma cada, culo peso
anqueza nao alhviava mais e enxugar lagrimas,
cuja fonle eslava no coracao', era um futuro, que de-
via agradar hem pouco a um homem do carcter de
Slr. de Vavilliers; por isso elle oao o aceilou.
Desde esse mesmo da, Armand fez em segredo
seus preparativos de partida, preferindo tristeza de
uma vida de dous a sorle de um duelo em Pars. El-
le encommendou uma carruaem e cayallos de pos-
ta, evoltou para jantar com Helena. /.
essa larde elle esleve Iranquillo erisonho como
sempre estrVera desde a fgida, acoipanhou-a em
um passeio pela cidade, reconduzio-a aoseu aposen-
to, enlrou no quarto, ecrevea ama carta, a qual en-
lregou a um criado do hotel, e par|io.
Pieahdo so. Helena debrucou-e a.var.indtTcna"
vista dominava e lago. A vclha cidade catholca es-
lava adormecida. O negro perfil da calliedral dese-
nhava-se no fundo claro do eco, o qual tinha a lim-
pidez de uma agua profunda. Assim como algumas
estrellas acesas por tris das vidracas scintillavam na
cidade sombra, assim algumas lembrancas iumiuo-
aas allumiavam-lhe as trevas do coraban. Percorren-
do com os olhos os ledos escaros deConstanca, He-
lena lembrou-se da opera, e desse coracao pillores-
co da Judia, que vira tantas vezes. Como eslava lon-
ae esse lempo I A lun banhava o espaco com uma
clariitade azulada, que refleclia no lago, agitado des-
se tremor eterno, que he como a respirado das aguas.
As graudes monlanhas erguiam no borisonle seus
cimos brancoa, ei.iquanto o negros pinlieiros assoni-
bravam-lhes os flancos mergulliados na noile Irans-
pareule,
Nao oiivia-sc onlro rumor que o das oscillac,oes
das ondas, que lambiam com sua escunia a areladas
praias, o o dos' mugidos longinquos dos febanlios que
vaeavam pelos naslos. Os lamneSe* prrania* da l.nr.
cursos de 3* milhoes <3i,192,79 fr.) isto he; as pre-
vses de despezas excediam 34 milhoes a estimativa
dasreceilas.
A segunda parte do anno, 1853, foi aueclada por
diversas preoecupa^et, que nenhuma prudencia hu-
mana podt^ prever ou impedir ; a coliieila tai m, e
sua insufficiencia diminuo as receilas do fhesouro,
augmentando seus encargos; todava, senhor, apezar
dessas circumslancias desfavoraveis nao s as previ-
sOes do budgel se realisaram, como al, apresso-me
em dize-lo a V. M., sarao felizmente excedidas.
Este anno de 1853 ha de chgar quasi ao equilibrio;
se suas receilas nao cobrirem inteiramente as despe-
zas, a dillerenca inteiramente insignificante, ser cer-
ca de 4 milhoes.
Este equilibrio raro entre as receilas e as despezas,
equilibrio ha tanto lempo esperado, e ao qual che-
gamos pela primeira vez, he um fado financeiro de
uma grande importancia. Tenho a confianza de que
elle oblcr a subida approyacao do imperador, ins-
pirando ab mesmo lempo Franca a salisfacao do es-
tado de suas finanzas e confanca em seas re-
cursos.
Para que esta sitaaro possa ser completamente co-
nhecida e apreciada, pee a V. M. permisso de lhe
expor circunstanciadamente lodos os elementos :
essas minuciosidades sito ridas, mas lem um grande
inleresse, porque a situacao do thesouro he o resumo
da siluacao do paiz.
Disse ha pouco que o budget de 1853 tinha si-
do votado cm uma insufficiencia de 3> milhoes
(34,192,795 fr.)
Abriram-se depois crditos. sup(ilemcnlarcs e
extraordinarios para ama somma de 64 mlhes
(63,900,646 fr.)
Oque levari a 98milhoes (98,093,210 fr.) o deficil
apparcnle de 1853. '
Mas este dficit desapparece quasj lolalmenle (lian-
te das abolieres de crditos, e sobretudo vista dos
augmentns de receilas, que so clevam somma enor-
me de74 milhoes.
Apezar do syslema de traspassos, que foi creado
pelo sealas.consultas de 25 de dezqmbro de 1852, e**'
permitlc fazer passar a nm servico, cuja dotar lio
insuflcienio, os recursos que oulro deixa disponi-
veis, todos os credilos abortos nao scrao consumidos,
e importantes abolieses terao lugar no fim do exer-
cicio.
Durante os ltimos dez nnos, as abolieses se ele-
varam, termo medio, a mais de 42 milhoes por anno.
Este anno ellas scrao muilp menos consideraveis, por-
que os traspassos de crditos d um captulo a oulro
j ltm consumido de anlc-mo uma grande parle 'dps
ominas, que a nao sef isso, teriam sido supprimi-
das. Os fadosennhecido* al hojepcrmillemavaliar
em 20 mi I lios as aboliroes a que dar lugar o excr-
cico de 1853.
Demais, nnguem se admirar de que, apezar da
faculdadc de traspasso, queja foi empregada para
ama smma de 15 milhoes (15,446,658 fr.) (1) crdi-
tos spplemnlares ou extraordinarios leniiam deviilo
ser abertos ao exercicio de 1853. Quando o systemj
dos iraspassds foi creado pelo senatus consultas de 25
tdezembro, o budget de 1853 j eslava votado, e
s credilos nao liiham do calculados de modo
que prevenisse a abertura de credilos spplemn-
lares.
O contrario dever acontecer nos annos seguales,
a'menos que sobrevenham casos extraordinarios eim-
previstos. A facaldade de traspa3sar deve, senao sup-
primir, ao menos reduzir cm uma grande prnprco
os credilos supplementares e extraordinarios. Com
esta condicae, a votado d budget por ministerio le-
ra concillado da maneira mais feliz o direito, que
pertence ao corpo legislativo de estatuir sobre os tri-
buios, que deve impor ao paiz, e o direitoj que so
pode pcrlencer ao chefe do estado, de repartir e de
applicar,conforme as necessidades de cada servco,os
recursos" postos i sua disposicao para o governo e ad-
minislracao do imperio.
V. M. vera alm dislo que, restrictos com uma se-
vera prudencia s necessidades as mais imperiosas,
os crditos supplementares ficafam inferiores era 10
milhoes asaugmentos de receilas; de modo que os
supplementos de despezas s foram aulorisados pelo
imperador nao s em casos de necessidades urgentes,
como ainda medida do augmcplo'progressivo dos
recursos do budget.
Para passar era revista estas augmente de recei-
las, comee poja mais importante, a que versa sobre
os impostas e rendas indirectas.
O anno de 1852 tinha dado, em impostas e rendas
indirectas 66 milhfies e meio mais que' o anno prece-
dente. Era um resultado maravlhoso ; exceda ru-
do que'se tinha vislq al cntao. Por isso, altribuin-
do uma parle desse augmenta, a que se poda cha-
mar o atrazado dos negocios e dos consomos, que
os annos precedentes liubam deixdo, algumas pes-
soas estavara dispostas a pensar, que esse desenvqM.-
menlo nao poda continuar, e que fra paradsejar
(1) Eis-aqui a semina dos traspassos
terio.
Ministerio do imperio......
Juslica...........
Negocios estrangeirns......
Fazenda...... ... .
Interior...........
Guerra. ...;... .^ .
Marinha ..........
Instruccao publica e cultos ....
Agricultura, commercio eobras publicas
por ininis-
francos.
618,000
7500O
3,098,007
160,000
7,059,000
2,669,770
521,181
1,245,000
Total......15,116,658
cas de pescadores flucluavam sobre as ondas, seme-
Ihanles a almas que se procurara. Seu reflexO tre-
ma na superficie do la"go, e fazia lurbilhfles de fas-
cas debaixo da proa ligeira, que corlava a agua si-
lenciosa. .
O olliar de madama de Flize vagn algum' lempo
da lorre monslruosa para as monlanhas serenas, do
lago pacfico para os campos,, dos lelos das casas pa-
ra as florestas longinquas, das luzes vermelhas se-
meadas peta cidade e pelas ondas para o co (inmen-
so onde brilhava a la. O espectculo magnifico des-
sa noile toda inundada de uma luz loura, o esplen-
dor dessa ualureza serena e forte, onde ouviam-se
brandnmente esses rumores, que nascem da trra,
encheram-na de uma emocao profuuda,' que dilala-
va-lhe o coracao.
Nessenmenlo uma carruagem saino da sombra
em que dormia a cidade, passou eslrepilosamenle di-
ante da varanda, e enlrou na estrada alva, cujas si-
nuosidades desapparecam na clardade* incerla do
hurisonle.
Helena seguio alguns instantes com a visla essa
berlinda, que fugia para o lado da Franca, o susp-
rou quando ella desappareceu. Por algum tempo-o
rumor das rodas soou-lhe nos ouvidos, e depois lu-
do extinguio-se. ^^
Essa imite foi a mais Irafjuilla qne Helena pas-
sra ha muito ternpe*- nao hav|asu.ccumbido, amorlsra-lhe o remorso no
coraj^aa^fla eslava como um doenle, que julga-se'
VTe depois de passado o accesso. Tinha qnasi dor-
mido.
Admirada de nao ver Mr.de Vanvilllers n hora do
alinoco, perguntou por.elle aos criado* do-hotel, um
dos quaes enlregou-llie uma caria. Recebando esse
papel, ella preseulio uma desgrac.
A carta de Armand era muito breve; elle dizia
em substancia que, arraslado por nma paixao que
sonlia nao le sabido dominar, aforrara a um acto,
do qual va j muilo tarde, que ella nao se consola-
ra nunca ; que depois de.lcr sido a causa de seus
sotlrimenlos nao quera sera cansa de sua desgrana
eterna ; qua a resliluia a seus filhos, e que aparia-
*a-se delta para dar-lhe algum repouso, de que bem
va que sua presenca a privava.
Junio de vosse, acrescenlou elle terminando, eu
nao lena saudades de nada; .mas'Vosa chora, e ha
ja mulos dias, que meu amor nao pode uxugar-lhe
as lagrimas, llevo deixa-la. Adeos. Heiena. seia h-
vre, seja feliz.
Estacarlo fez no coracao de madama de Frize a
OMMO 1,1 lina flrTn.;rt,.i......_ ...
que 1853 se conservasse a nivel de 1852 sem o ex-
ceder.
Porm assim nao acceden.
1853 deu 42 milhoes e meio (43,470,000 fr.) mais
que 1852; ese tirarmos umdiaa 1852, que foi bis-
sexlo, afim de que a compararao seja inteiramente
exacta, esle anno de 1853 tem produzido realmente
44 milhoes e meio mais que 1852 (44,507,000
fr.)(2) .
. Esta mnvimento ascendente da fortuna publica e
privada, das quaes as rendas indirectas ao a prova e
medida, lio extremamente nolavcl. .
Dorante os dezeseis annos comprehendidos entre
1831 e 1846 inclusivamente, o augmento dessas ren-
das tinha sido de 303 milhoes, ou, lermo medio, de 19
milhoes por anno. Durante esses dezeseis annos,
nenhuma modficasao imprtanle se tinha feito as
laxase tarifas, pode-se dizer por tanta qne, nesse pe-
riodo, o augmento da fortuna publica tinha sido de
19 niilhcs por anno. 1
Em 1852, o prjmeiro anno de vossa auloridade so-
berana, o augmento foi enorme, de 66 roilide e meio;
cm 1853, o primeiro anno do imperio, elle he de 42
milhfies e meio ; ou para o total desses dons annos,
109 milhoes,'ou, lermo medio, 51 milhoes e meio por
anno, isto he, quas o triplo do valor medio do reina-
do precedente. *
Obdos apezar das prenccupaocs que afJeetaram
uma parle do anno de 1853,'esses resultados, que nao
liubam precedentes cm nossa historia financeira, sao
devidos seguranza profunda que nspiram Fran-
ca a conscicncia de suas forjas, sua fe em vos, se-
nhor, e sua conanca as. inslilnicfies que ros Ihcj
leudes dado. .
No meio desse movmenlod prosperidade, todas
as adminislrncoes financeiras lem dado proras de uma
dedicarlo e de uma habilidade, que he de meu dever
leva-las aoconheciincnlo de V. M. Ellas lem asse-
urado ao Ihesonro as arrecadaif.es, que lhe erara
devidas sem vexar o conlribuinle e o consumidor com
exigencias nao opportunas; ellas os (cm ajadado com
todas aa tolerancias, que a le permitte ; tem sabido
aliar felizmente a moderarlo e o zeta.
O augmento de 42 milhfies e meio queem 1853apre-
senta, compralvamenle a 1852, he certamenle o
signal do desenvolv man lo gcral'dos negoeios e da
fortuna publica, porque versa ao mesmo lempo so-
bre qnasi lodos os seus elementos. O tegistro figura
ahpor lS.inilhfies e meio ; o sello por 2 mlhes; o
direito sobre o assucarpor6 mUioes, dos quaes mi-
lhfies e meio sao do assucar inamena, o. o restante se
divido quasi igualmente entre o assucar colonial e o
assncarestrangero; sal lem 2 mlhes, as behLis
mlhes, apezar da suacolheiia del8.>3, o labacMem
8 milhoes.; a laxa das cartas 2 milhoes e meio.
Como este augmento se divide por mez '.'"
MEZES
Comparafao com os me; es cor-
respondentes de 852.
Janeiro de 1853.
Fevereiro. .
Marco. ......
Abril. ..;..,
Maio.......
Junho.....
Julho. ......
Auo-lo......
Selembro.....,
Oulubro.....
Novembro .
Dezmbj-o .
Total. .
Augmenta.
Francos.
9,032,900
2,303,000
2,999,000
3*962.000
5,337,000
4,648,000
5,513,000
6.876,000
4,615,000
1,855,000
Dimiiuiiro.
"raucos.
1,321,000
3,379,000
. 47,170,000.. 4,700,000
Augmenta 42,470,000
A diminuiro de abril era devida a uma cansa
particular, os direilos sobre o assucar em abril de
1852 tinham sido excepcionalmente'elevados, cm
couseqnencia de abastecimentosantecipados, qne uma
modiGcarao prxima de laxa tinha occasionado' na-
quella poca. A diminuicao de dezembro he devida
era parle siluaco geral'do paiz, mas em parte tam-
liem grande elevaeao dos product,#eni dezembro
de 1852. '
Os impostas e rendas indirectas nao tinham sido
calculados para 1853 alm da somma de 803 milhoes
e meio (803,451,000 fr.,) sen producto foi de 852 mi-
Ihoese meio (3) (852,544,000fr.,) oque faz, cima
das provisoesdo budgel, uro. excesso de 49 milhoes
(49,093,000 fr.)
Esta parte do orcamenta dasreceilas nao he a ni-
ca, que tenha excedido as previses, o mesmo acon-
tece com todas as outras.
As vendas de dominios parecem fazer nma excep-
can, ellas produzijam cerca de 3 mhesdemenosdo'
que se tinha supposlo ; mas esta diflerenca nao pro-
cede deque o estado tenha vendido menos caro que
as estimativas ; ella provm nicamente de ter o es-
tado vendido menos : o que nofoi vendido cm 1853
esl por vender ; he um recurso que ha de sef reali-
sado mais tarde. A excepcao por lano he apparcn-
le, e comtudo as arrecadaces terao excedido as pre-
visfies.
As contribuiefies directas" darao dous miihfics e
meio (2,412,000 fr.,) demais do calculo, que se l-
nha feito. A arrecadaejio destas conlribuifies foi f-
cil e rpida em lodo o anno de 1853.
(2) Um dia de fevereiro de 1852, islo he a 29a par-
le de fevereiro, representa 2,037,000 francos.
(3) Para eslabelecer esta cifra junto aos816,804.000
francos, que foram arrecadados.duranle os 11 mezes
do anno de 1853, a sorama de 5,710,000 francos em
quesomrram os restos que se devem cobrar na se-
gunda parle do exercicio do 1553. .
a pelle viscoza e glacial de uma serpele. Foi enllo
que ella comprchendeu de uma vez quem era Mr.
de Vauvillers, e qual o carcter do homem a quera
se confiara, o qual depois de lela lirado aos seus,
depois de ter aberlo um abvsmo entre ella e a so-
ciedade, abandqnava-a sera hesitaran, e de repente
como quem sahe de urna hospedara.
Nenhuma palavra lhe satura do carcao, a mao
nao lhe tremer, uma lagrima nao molhra o papel
secco e liso como essa alma gasta pelo vicio. Elle
tinha fgido como um ladran nocturno, mysleriosa e
covardcmcule, sem ao menos perguntar a si mesuro,
que sefia derla sosinha, cem leguas tange de seu
p"a; fallava-llie framente em reslilui-la aos filhos
coiflaati^pffisada a porta. da casa conjugal, podesse
uma mulher vollar ainda a ella.
_Qanto ao desejo, pelo qual se lernjinava a carta,
nao era elle uma irania amarga, uma zombarie in-
sultante? I.ivre! feliz I poda ella jamis s-lo '.'
A crueldade premeditada desse abandono fez ma-
dama de Flize comprehender quam grande fra sua
falla. Ella era ferela da roesraa maneira porque fe-
rira um pai, um esposo e seus filhos. Aceilou seu
isolamento como una justa punicio, e resiguou-se
debaixo da mao1 de Dos. Estando sua vida acabada
aos viulee seis anuos, quiz ao menos que o futuro
expiasse o passado.
Quando dava ordens para sua partida, enlrega-
ram-lhe urna carta do marido. Helena eslava ero
uma dessas disposicoes de espirito, em qo lodos os
acontecimenlos impressionam. Essa approximacao
tocou-a : Mr. de Flize lembrava-sc delta no momen-
to era que Mr. de Vauvilliers esquecia-se.
xyni
O CAMINHO DO AI.TAU.
Helena abri a caria do .liarido siibmellendo-se
aniecipadamenie a ludo o que ello ordenasse. Eis o
que conliuha essa caria :
Conheo-te muito bem, Helena, para crer que
possas ser feliz na posican que aceitaste. I.aslimo-lo
mais do que le censuro. Seja qual fr a grandeza
de una (all que rnuba uma mai aos seus lilhos na
idade em'que sua presenca lhes he mais necessaria,
nao me compele condemnar-te. >
.a O grilo de minha cdnscienria dz-.ma que eu son
o mais culpado de mis dous. Tu me fosle confiada
para ser feliz. Como aceiti e essa misso ? Des-
prezei-te por creatnrasque nao podia estimar, e em
vez do ap.iio a que tinhas lauto direito, entreguei-
le a lodos os perigos da raocidade, da inexperiencia e
do solamente. Agora qu ealou sosinlu junio da
Em 31 de dezembro, as. arreotdacfies etfecloadas
excediam ja os leemos exigidos, islo he, os 11 mezes
vencidos, 13 milhj5cs e roco (13,579,100 fr.,) repre-
sentando 39 centesimos do duodcimo mez a vencer.
Nunca o andianlamcnta das arrecadaees tinha sido
maior. Antes de 1852, esta nao tinha jamis exce-
dido 11 cntimos, o anno passado nao tinha ainda
chegado a mais de 29 cntimos.
Este resultado foi obtido sem vexar os contrbuin-
tes, porque as despezas das exeeucOes uo se elevaran!
a mais de 2 francos, e 27 cntimos por 1,000 francos,
ou 49 cntimos de menos qne na mesma poca de
1852, cujas despezas todava ram ja inferiores s dos
7 annos precedente;.
Comparados estas dous resultados desejaves, ora
com o onlro, o adnlamenlo de arrecadaces e a di-
minuicao das deapezas de execac,es, pruvafn alta-
mente a boa vontade dos contribuntos, e tambem, o
que ser agradavel extrema solcilude do Impera-
dor, a moderacao dos agentes da arrecadaco.
Os productos das maltas e da pesca subiram a mai
de 1 milhao e meio (1,667,925 fr.,) cima da avalia-
ees, posta que uma parle das florestas tenha sido
aneciada a dolacao da coros.
,Ascumpanliias de caminhos de ferro pagaram e
enlraramcom 6 milhoes (6,402,316 fr.) mais do que
se l'mh calculado.
Os producios diversos do orramenlo deram 17 mi-
lhoes de mais que as previses (17,295,290 fr.)
O total desses accrescimos de receila.alm das pre-
vises de budgel, Se eleva a somma muito considera-
vel de 74milhoes (73,870,561 frj
A sluajao do budget de 1853 se aprsenla hojedo
modo seguinle:
O budget de 1853 tinha sido volado com sua in-
sullictencia de.recursos de'31 milhoes (34,192,749
fr.) os crditos suplembnlarcs o extraordinarios se
elevara a 64 mlhes (63,900,446-ir.,) o que fazia um
defficilde 98 milhoes (98,093,240 fr. ;) mas as abo-
liSes, que serao quasi de 20 milhoes, e o excesso de
rcceila, que he de 74 milhoes, reduziramesse defficit
a cerca de 4 mlhes.
Alos de terminar o que diz respeito ao anno de
1853, |>eco a V. M. permisso para chamar um ins-
tante a allencao de V. M. sobre as moedas.
O anno de 1853 lera renovado qnasi inteiramente
nossas moedas, e a Franca, tora a mais bella collcc-
eaoTle moedas, que existe no mundo.
A grande operacao da refundicao da moeda de
bronza se ejecuta sem a menor diflicaldade e com
grande salisfacao'depovo.lquevcom reconhecimen-
to substituirs moedas cminnuns e grosseiras, que
servan! s suaslrausacces, uma moeda leve, ele-
gante e admiravelmcnte cuuhada. Todas as moedas
de bronze cslo em emissao, e a 31 de dezembro pas-
sado ja se tinha emiltido cerca de 5 mlhes (4). ToT
maram-semedidas par que esta operajao se fizesse
rpidamente,fe he boje fra de dnvida que ella im-
por nenhuin cargS ao thesouro.
As moedas de prata com a efligie do imperador es-
(aoememissao, exceptnando-se naoeda de 5 fran-
cos, que Vai appareceri
As de 20 o 10 francos de ouro esta em emis^ao; a
de 5 francos podera ser cunhada brevemente. Vf^.,
decretando ullmamenleo fabrico de moedas de 5
francos em ouro. satisfez as necessidades da circula-
cao, e contribua poderosamente para acalmar as ap-
prehejises.que aahundancia d ouro linha feito nas-
cer em alguns espiritas.
Situacao geral.
No relatarlo linanceiro, que em uma poca igual
live a honra de submelter a vossa mageslade,' eu in-
dicava que no fim do exercicio de 1852, a somma. dos
dficits dos orcamentos sena de' 758 milhoes, com
prehendidos os 78 milhfies que o estado pagou aos ren-
diros em conequencia da conversan dos 5. por
cenlu.
Nesta somma dos dficits, a, parte do exercicio de
1852era, por pieviso, calculada cm 28 milhfies. O's
fados a rale respeito foram alm de minhas esperan-
Cas. O dficit de 1852 nao cheguu a 26 milhfics,d
que diminuio mais de 2 milhoes o total, dos dficits
anteriores ao exercicio de 1853.
(iraras aos felizes resaltados que acabo da assigna-
lar, b exercicio de 1853 nao augmentar nada ou
quasi nada a esses dficits; elle nao legar nenham
encargo nossa siluacao financeira.
O imperador sabe que a existencia de um dficit
consideravel tange de ser um embarac para the-
souro, he para elle uma necessdade, pbr causa da
obrigacao em que elle esl, e deve estar, de recebar
os fundos das cajxas econmicas dos eslabelecimen-
tos publicse multas outras coutas correules.
Nos lempos ordinarios o thesouro, com essas con-
las correles obrigalorias, esl exposlo algumas ve-
zes a ler em caixa -uma somma muito elevada.
Hoje, posto que algumas deslas tantas se exgolera,
e a penuria dos meios de subsistencia diminua as en-
tradas as caixas econmicas, e os municipios reli-
remuma parle de seus fundos para dar Irabalho du-
rante o invern, o thesouro lem ainda bastantes re-
cursos em caixa.
Acabamos de pagar o semestre dos 3 por cento';
estamos no mez do anno em que as arrecadaces slo
menos consideraveis, ase acham ainda no cofre 34
milhoes. A |
commercio, e
de deve
eobrig
de madeira, e
libias de can
piazos rr.ui p
1856 e annos
Portan
Fixado pela le
degel de 1854
receilas de 3
Necessidadi
mas pode-se
ruceita^^B
projecl;
emequi;,
O budget
deixoj
elevou-
milhe-
salvo algn*
de 1854 o eq
oancas, como det^
Tenho acabado,
cao financeira d I
Esta expo
quella que o
nha honra i
1852 e 1853,
toa poltica da
sua historia
i Nesses'do:
ordemeaau
tuna pnM^a*^jH
voonospar,
Cao do apo-:
ri(orial;sem emprl
annos quasi
diarlas, cuj
lancado aofn
cnverso e pag
21 milhoes el
Lcmbrai
pelir o reco i
a Franca por V. J
peridade e a
Sou com
(4) Moedas de 10 cntimos
de 5
d 2
de 1
.2,986,886 francos:.
1,810,896 ))
33,::11 ii
106,862
---------------o
4,937,975 o
te perdest porque eu me desencaminlici. Esta tris-
teza e, este luto qne me rodam sao obra de minhas
lilaos.
k O que madama de Monchcnol disse-me a teu
respeito e o que tu mesnia me escrevesle, prova asss
quanlo no meio de seu erro tna alma permaneceu
generosa. Enganaram leu coracao e perverleram
leus ins.tinclos. Mas como he que no momento de
executar uma resolurAo tao desesperada o pensaincn-
to de leus filhos nao le releve ? Se o pai nao tinha
bem merecido de ti, esses coiladinhos ram pbr ven-
tura culpados, e nao podas sacrificar aos deveres da
ma os resenlimentosda^csposa? NSo poderam seus
bracos reter-te ? Nao poatam sn visla, seas canV
nhos, ua innocencia inspirar-te a coragem de ficar
e de impdrsilencio as las dores? Ha sacrificios que
acarrelam comsgo sua recompensa. E eres qne en
tambem nao tenha soffrido Devorado militas an-
gustias I Feche os olltps para, nao ter de punir, e
nao quera adevinhar nada i para nao forjar a na
de niens filhos a ei(vergoriliar-se dianta de mim '
Cumpria qne amulhor permanecesse casta para que
a mai fosse honrada.
o Meu pezar eterno ser ter-le impellido. a esse
esquocinieulo de'ti mesma. O ml qae me lzesle he
nada emrelaco do pe nsa ment do mal a que tere-
duzi. Choro por (i mais anda que por mim, e pelos
nussps lilhos mais tambem que por nos. Que futuro
le reservaste, e quesera de ti, se esse homem que
nao te merece e que he agora .la nica proteo
abandonar'.' Prasa a Dos que naqlearrep
muito cedo de le-lo seguido '
a Foi quando eu volta\
nossos tacos. Dos nao
querimenlo dos deverc-
lianquillidade e o prazer
(ido jior onde pequei. Se me li
comopromtli a teu pai,
doqueaconteceu. Que
cinco anuos apos vaos pr;
a felicidade esperou-me
vnlle ella linha-se retir
Pobre Helena, o pensara
lame
dama i
guio- -i ;.-t" '
sBppe
lodas.as
Irs a ouvir i"
de
qOSRESPON
Haa^H
po;
com a i
As relai
d'uma .
glaterra.
O proced.
sa desta mu.
inleresses coi
para seuaux
seio Ba
tanto menos pode p
ameacadauoscus pro]
sensivel.
Ja haalgunvli
nopla se achava cu> p
provam a) existencia
jnracao enh
d a Russia.
Ao mesmo tem av
agentes! c graras
possivel'segu
qiiarlcl genera: :,
quia, immedialan
nabr; em Jah.ii:
rao P^
no mesmo ni
principados
cente, para a^^H
quia pass
da polica I
plano, e previ
lanlinopla, i
slm a fizeram sahir :
lempo determina,
frbnlcira do reino di <
gregos, pass. i
tarara aban.
macOes de liberd.
do as grandes le'
sorprender'
insurgenli
Seguudo coucor
lucio recruta i
habitantes das pr
reino da'Grecia, aonde
restabelecimento do ai
(5) Elles deram em 1"
O budget de 1854 os i
a Vou partir jproti
conlinuaroi a servir. (I
se torn.
algum tem
nao c acab
de partir regulare
ptiihei Clov
meu podido
s. recebera
trras que :
cujas renda:
adminislrac.
raras smeule ul
educa cao de
lado delta,
perdidos pal
destrua a pr
lempo e o
sua mai. He essa
nhora.
madama o
ffuem.
I
.i* ,;.,! r.H.
cira qc
o torna-
i lie feilo
i conisten o es-
mas em seus
Mr. de Flize


DIARIO DE KRNMBUCO, SSXTJ FIR 31 DE
=
D 1854.
i?eotes contra urna for-
is da tropa (urca se
.mos, o do Inda a parle a
sluga-

iliafail.
.lIIUIN u. rro i -!'.'.''."
Russia
o espeeiaintcnie da au-
issia, que ugora lem todo o
negocio.
laven obrigar a Austria a op-
ualquer revotacflb
os chrstScs s w*-
'.' explicar.
astri como
i i' habitantes
na Turqua, sem-
irem o grande ira-
0 o seu protector naci-
utb inleressc commum e
ilo gabinete Je Coiistautino-
qgalquer levanlamenlo nesse sen-
liara nSoer mais cedo
perder 9 suas maiores
i le verdada que a dplo-
sforco para de-
slavo como u-
M se havia tido cm Pe-
laramenle do
.-.-' a abe o que tem de
I ona fazer marchar
i, e de lhe fazer
om as potencia de oste ;
^Bomi cou\curio com
1 qual renuncou.a tomar
igaitdorie pelo con-
jmente, se preciso for, pa-
< amento uo interior da
Em conformidadc disso
triaco na fronteira da Ser-
i,000 homens. Em
lem de esperar da
ido-so tambero, solada
i que obrigaa estar alerta.
ue debati
uniera sustentar a
a Russia, que ao principio
'ibera se ana nic-
Inaotamentos slvos do que
rutilar como ella por muilo
isic^o indpcndenle
e as potencias do
ote' pbsico da Austria no
anglo-franceza no Bltico
lo norte. A iste se deve
I tambem comeca a pensar
^^^prra. Como sabe, cs-
dcclarar.3o de neutralidade.
^^Haiio de se contentar
dentis em sua an-
^^^^K julgava poder fa-
' 'sumas prescripoOes em sen
i Suecia deveria fechar'
duque os mencionados
altdade, os navios das
lie, s esquadras anglo-
mliido, oflendeu o or-
nao pode esquecer-se,
rs suas melhorcs provin-
is medidas pera respon-
prcleitres da Russia, se
n nao deixa de fazer prelen-
;o, entre oulras cou-
leclmcnto de dc-
a esquadra anglo-
le do Bltico, apc-
gcnles acerca dos
i- a laestslabclecimeu-
i; isso he urna fleii-
1 tanto mais sensi-
ble potencia, Islo
!ir a l'russia a urna
comtudo ledos os
nergicamcule nnta
i culada, Po-
mesmo,
sUtbeieccrn. Visto
o ministerio da
lo um plano (lea-
los exercilos, so-
i guardar o mais
ludo foi commu-
foi quem o aprc-
l evidente que es-
nada por urna pes-'
^^^^^n ao partido russo
c feila a esB"re#pcilo,
agora, porin a
1 Juda donde sa-
^^^Mnbalho que se (Uo bs
toda a importancia ao
reulbs superiores que
poderosa, recebeu um abalo
d Allcmaiilia, ha
-se insignijkanle
a poltica exterior.
-eguintc: na .lustrn o
'iiccza Elisabcthda
e abril. Na Prut-
te alguns pequeos trium-
dos regulainenlos das communas
: caotrario na Batiera foi
-usado de approvar
la organisarflo dos
a justica de Kleins-
e parece que haver
eagas mudancas po-
e nao para fazer mudar
agora seguido.
ahandonou por ora o ser plano
cerca de urna (le-
da AI lemanita total na ques-
itreada Austria.
questes religiosas.
bispo d Freiberg accr-
im se desfiteram: por
mostra porem bem
Oes, em breve ir um Sr.
rg o confelo continua, e
1 goveruoe o'bispo de Bo-
ca- do un proviso-
t. lo nflicialmente.
iviado para Roma
; nao tro use po-
papa mas snteute a pre-
ndera. -Va Hetse Eleito-
quepresereee aos oHiciae9
1 groja
o: he-lhcs prohibido dp.
kar para as seulioras pelas
ahir'da igrqja durante o
prohibido 4e ir aos
Em Hre-
constiluirjloi
trodur
nado c urna
^^^^^^Id'alfaiidcuis,
nuciosamcuto nota, afim do nada omillir de impor-
tante, chego immedialamcnto ao mais considcravel
de todos, e principio esta carta,"fillando-lho do dis-
curso que o imperador acaba de pronunciar ra aber-
tura da sessao legislativa. Uous pontos smente sao
examinados tiesse discurso : prirociro a Situacio da
Franca, que alravessa nesse momento um tnnn de
penuria, a NapolcSo III qm sabe quanlo interessam
i'< pnvosemelhaules queslflos, se necupou era de-
1 ar que eu rovento tirilla feilo ludo que ere
e\ fazer para mitigar ossoflrimonto pblicos,
as medidas tomadas por elle tinluro eonsegui-
eomplelar as provisoes em cereaes, maniendo a
liberdade das trsnsai-
Mas "ponto capital do discurso, squelle que cm
Franca e em toda a Europa, desperla a altencao o
infresse de todos no mais alto grb, he o que diz res-
peito guerra. Eis aqui como Napolcao 111 se ex-
primi :
u O auno passado, no meo discurso de abertura,
prometll fazer todos os meus csfon;os para raanter a
pafce animar a Europa'. Tenlto cumprldo minha pa-
lavra. Com o tm de evilar urna lula, lenho ido tao
longo quanto o permittia a honra; A Europa sabe
agora,a nao poder mais duvidnr, que se a Franca po-
sar pela espada,he porque'foi constrangida a faze-lo ;
sabe que a Franca nao tcm nenhuma idea de engran-
decimenlo, ellaqoer smente impedir as invasoes pe-
rigosas, por isso ap|tlaudo-me em dize-lo altamente :
o lempo dos conquistas passoit para Hito voltar mais,
porque nao he recuando os limites de seus territo-
rios, que urna rucan pode de hoje em diante ser
honrada e poderosa ; he pondo-se frente das ideas
generosas, fazendo prevalecer por toda a parle as ideas
do direilo e da justica. Por isto vede os resultados de
urna poltica sm egoismo e sem um pensamento
occullo. Eis-aquia Inglaterra, essa antiga rival que
estreita comnosco os lacns de urna allianca cada dia
\as ntima, porque as ideas que defendemos sao ao
mesmo lempo as do povo inglez. A Allemanha, que
a lembrinca das antigs guerras fazia aida des-
confiada, e que por esta razao dava ha quarenta ali-
os lalvoz, demasiadas provas de defererrcia poli-
tica do gabinete de San-Petersburgo, j recuperou
a independencia de seu procedimenlo, e v livre-
mente de que lado se acham seus interesses. A Aus-
tria sobretodo,' que nao pode ver com indifl'crenca
oftaconteeimentos que se preparam, entrar em nossa
allianca. c vira desle modo confirmar, o carcter de
moralidade e.de justica da guerra que emprehen-
demos..
Eis-aqul com eOeilo,a questan (al qual se discute.
A Europa preoecupada ha quarenta nnnos de guer-
ras intestinas, tranquilizada alm disto pela- mode-
rarlo do imperador Alexandre em 1815, como pela
de seu successor al hoje. pareca deseonhecer o pe-
rigo, com que poda ameacar a potencia colossa'
qoe, jior meip de invasoes successivas, abraca o norle
e o meio dia e possue quasi exclusivamente-dous
mares internos, donde lie fcil aos seus exercilos e lis
suas esquadras arremessarem-se sobre nossa civili-
sacao. Foi bastante nm pretexto mal fundado em
ConstanLinopla para despertar a Europa adorme-
cida.
n Com efTeito temos visto no oriente em meio de
urna profunda paz, um soberano exigir repentina-
mente de seu vizinho mais fraco novas vantagens, e
nao tendo nblido invadir duas de suas provincias.
Este fado sude va armar aquellos que a i niq nielado
revolta, mas .linhamos lambem outras razoes para
apoiar a Turqua. A Franca lem tanto e talvez mais
inleresse que a Inglaterra, em qoe a influencia da
Russia n3o se eslenda indefinitamente sobre Cons-
tantinopla, porque reinar em Conslantnopla he rei-
nar no Mediterrneo, e creio que lenhum de vos,
sciihorcs, lira que so a Inglaterra tem grandes
interesses nesse mar, que banha 300 leguas de nus-
sas costas. Demais essa poltica nao data de honlem,
ha muilos seculos, todo a governo nacional em Frail-
ea a tem sustentado; cu na"o a abandonare!.
Ninguetn nos diga, pois, que ides fazer em Cons-
lantnopla'.'Vamos com a Inglaterra para defender
allia causa do sulla, c entretanto proteger o direilo
dos chrisOos; vamos para defender a liberdade dos
cosluines e nossa justa influencia no Mediterrneo.
Vamos com a Alleinanha para ajuda-la a conservar
a posic.no, da qual pareca quo aqueriam fazer dcs-
cer; para assegurar suas Ironleiras contra a prc-
ponderaucia de um vizinho muilo poderoso. Va-
mos finalmente com todos aquellos, quo querem
o Inumpho do bom direilo, da Justina o da eivilisa-
co. Nestas circumstancias solemnes, senhores, co-
mr. :m todas aquellas cm que eu lorbrigado a ap-
pellar para o paiz, cont com vossa cooperado ;
porque tenho encontrado sempre em vos os senli-
menlos generosos, que animam a naco. l"or istp,
forte cora vossoapoio, com a nobreza da causa, com
a sinceridade de nossas allian^as, e confiando sobre-
ludo na proteco de eos, espero chegar logo a
urna paz, que ninguem poder mais perturbar im-
punemente, p
Eis-aqui as ultimas palavras, qua tem retumbado
cm. nosso paiz, para formular as quixas das poten-
cias occidcnlaes,'. e cssas palavras graves, solemnes,
supremo protesto do bom direilo, da civilisaco, da
justica precederlo pouco lempo os tiros do canhno.
Como me dirijo a seus leilores desinteressados em nos-
sas qnesloes europeas, quero inmediatamente enlre-
junr sua apreciajao a contra parte do discurso do
imperador dos Francezes, e p espcimen autentico
da poltica.russa.
Eis-aqui alguns eilractos da prociamac.no, com
que o imperador Nicolao, anuunda aos seus pnvos
seu rompimento cm a Europa occidental flzeinos
ja eonheccra nossos charos e fiis vassallos a causa da
nossa dcsinlelligcncia com a Porta Ollomana. As
duas potencias occidcnlaes, sem previa declaradlo de
guerra, lizeram entrar suas esquadras no Mar Negro,
proclamando, a resoluto de defender a Turquia, c
embararar alivre havegaco de nossos vasos de guer-
ra na defeza de nosso liluiral.
a Oepois desle modo de obrar inaudito as rela-
efies das potencias civilisadas, temos chamado nossas
legifBes de Inglaterra e de Franja e interrumpido
todas as relaces polticas com essas potencias; e a
Franja e a Inglaterra, eombatendo desle modo, con-
tra a Russia pela orthodoxia, se collocm ao lado dos
nimigos da christandade I
(i Mas a Russia nao fallar a sua sania vocacSo, e
8e sua fronteira for invadida pelo inimigo, estamos
promplos para llies fazermos frente com a energa,
de que nossos aolepassados nos deixaram exemplos.
N5o somos ainda hoje esse mesmo povo russo, cuja
valenta lie provada pelos fcitos memoraveis d anuo
de 1812? Ajude-nos o Allissimo a prova-lo em
-campo Ncsta esperanza, eombatendo por nossos
irmnos opprmidos, que professam a f de Chrsto, a
Russia. J lemos no' Mar-Negro urna esquadra
analo-francezft, que he bastante para paralysar a
esquadra russa, e cucher de Icrror lodo o littoral;
nas he 110 norte sohrcludo, he no Bltico que se
devem dar os golpes decisivos, porque he somente
quem pode atacar o orgullio do czar^ferido no co"
rarflo mesmo de seu poder. Nada so desprezar
para que assim soja. Urna esquadra formidavel se
est rcunindo ueste momento eni Spithead, debaixo
do cqraraandodo mais hbil marinhero da lngla-
lerra, Slr Charles Napier, o estar prompla para
partir uo primeiro momento. A Franca tem do seu
lado armado urna lerceira esquadra, eomposla de
dez naos de linha, qualorze fragatas a vela o a va-
por, c 15 corvetas a vapor, a qual levar aos arma-
mentos da Inglaterra um reforco poderoso. Nunca
os maresdo norte virant um semelhante apparato
de forras, c ludo he possivcl com laes meios dedes-
IruicAo.
Crt-se que a parlida das esquadras para o Bl-
tico lera lugar na ultima quinzena de marco. Es-
pera-sc para dar o signal, o cumprimento de sua
ultima formaliilade, a ilcclaraoao de guerra. Uc
um momento para outro, esta formalldadc ter si-
do preenchida; lia ji porto de tres semanas, que os
dous gabinetes de Londres o de Pars cuviaram a
Sao Pelcrsburgo em ulfimalum, intimando ao im-
perador da Russia a evacuar os principados daqui
a 30 de abril. Seis (lias lhe. serio concedidos para
responder a esla inlimasao, que deve ser entregue
ao Sr. de Ncsselrode pelos cnsules de Franca c de
Inglaterra; mas com as disposiefies que o czar ma-
nifesla, nao se duvida que elle responda immediata-
mente com urna recusa peremploria. Esla recusa
arrastrar a declaradlo de guerra, eos cnsules lo-
ni'aran immi'dialamcnte seus passaporlcs c doixarao
o territorio russo. Eis aqui como a lula se empe-
nliar.
A Frana e alnglalerra tcm tomado alm disto to-
das as suas precuees lima convenci foi assignada
entre as duas potencias, as quaesdo recprocamen-
te as garantas de allianca a mais solida, e'a Turqua
foi convidada para adiierira esta convenci, promet-
iendo expressamenlc a no tratar com a Bussia sem
o concurso cconsentimenlo de seus alijados; deve
promelter alrb. disto cstender cm proporr,es consi-
deraveis as inmunidades concedidas a todas as cora--
mu n lioes chrislAas sujelas ao su llao. Sahe-se ja que
esla conveneao foi recebida em Constanlinopla com
multa slisfacio e recuuhccimcnto, e nao so duvida
que ella seja promplamenlc revestida da assignatura
do sullo.
O que imporlz sohreludo, para que a guerra nSo
se complique e se prolongue, he que a Allemanha se
pronuncie to aludamente quanto he possivel, em
favor da Turquia edas potencias occdenlacs. Ora,
neslc ponto, as garantas lornam-so cada dia mais
precisas, de tal sorte que.lord Clarendon declarou,
que a Austria eslava de afceordo com a Inglaterra e
coma Franca. Muilo custa ao imperador Francisco
Jos romper com o czar, que ha 3 annos Ibe fez um
mmensoservir, maso inleresse de seuspovose a
honra de sua cora venecusuas sympalhias pessoaes,
e se devemos acreditar as noticias viudas da Allema-
nha,'elle fez saber de sua parle k Bussia que eva-
cuasseos principados antes do primeiro demaio. O
(pichecedo hoque un corno de exercito austraco
muilo cousideravel se rene na fronteira Serba,
prompto para impedir e reprimir qualquer movi-
mentodosCregos, que a Bussia excita com lodo o seu
poder revolta.
A Suecia e Dinamarca estaoresolvidas a manter e
neutralidade, posto que esta resolucao (culta irrita-
lado vivamente-a Bussia, que ameaca apoderar-so pe-
la forra do certas posicSes importantes no territorio
sueco, masa esquadra inglesa chegar 'a lempo de
impedir realisacao desla amo ac.
Nothealro da nufra, niio leve lugar nenhum
aconlecimenlo importante. As chuvas o as neves
tem tornado impraticaveis os caminlos na Valachia,
e iigscdem loda operarn militar importante. Omcr-
Pach, que tinlia estado gravemente enfermo, est
restabelecido, c o sullo acaba de augmenlar-lhe seus
poderes dando-lheo Ululo 'de generalsimo. Todos
os Ofliciaes. europeos, quo o lem visitado em seu
quarlel general de Schumba, admirara sua elevada
inteUgencia militar, e o consideram como em estado
de bem poder resistir aos Bussos e deosbater. O
Mar Negro he sulcado cm lodos os servidos por divi-
ses de fragatas i vapor, destacadas da esquadra
anglo-franccza ; om s navio russo nao lem nppare-
cido depois que policiamos esse mar. O sullo par-
le em breve para>Ahdrinople, onde se acha um ex-
ercito de reserva, mas antes de partir quer casar
sua filha mais vcllia com o filb.o de Rechid-Pach
em rralib-Pach. Nesle momelo todos eslo occa-
pados cm levantar em torno de Constanlinopla urna
mural ha fortificada; o general inglez Burgoyne e o
coronel de engenheiros francez Ardanl estao nesses
lugares e dirigem os Irabalhos. A guerra cusa caro,
e nao se pude pedir ao imposto os recursos necessa-
rios para fazer face s despezas que ella acarreta.
Por esla raz3o, o nosso governo lem procurado fazer
um cinprestimo de 250,000,000, e um projeclo de
lei nesle flm deve ser discutido lin e mesmo pelo cor-
pa legislativo. Sem duvida ha de ser votado imuie-
diatamenle. Em Inglaterra prepaca-se urna medi-
da anloga; X Bussia de seu lado tcm recorrido a
lodas as sorlos de expedientes financeiros; vendeu
os fundos nglezcs que lite perlenciam. e acaba de
decretar urna entissao de papel al a concurrencia
de 75 milltes de francos, mas estes recursos que
ella crea, nao serio bstanles.
A Franja perdeu, na ultima quinzena, dous ho-
mens eminentes, o almirante Ifoussin e o padre La-
da piniao publica, por causa das taes ciernas so-1
ringajOes. Nao se faz, nem se deixa' fazcz he a
a ordem do dia. A guerra do Oriente ha por c a
qneslo palpitante, c os palpitantes sao segund os
desejos de cada fociuho, legiliraisla, conservador,
republicano, etc., etc., etc., pois cada um delles
pensa ha guerra isso he j fura de duvida; porm a parle
que temos de representar nella, ainda he problema-
tica. A vizinha D. Ilieria d eu a sua mechidclla re-
voliicouari, porem mal sucredida.
Em 20 do passado sublcvou-se um regiment em
Snragoca, houvo muita musanla; porm o cora-
mandanle morreu atravessado de balas, e os re-
voltosos deram s de Villa Biogo. andando naquclla
meima uoife 20 leguas. L'ns foram prisioneiros,
oulros apresenlaram-sc, o cousa de quinltentos ho-
mens enlraram cm Franca fgidos. Segundo o lou-
vavcl coslume dos dcsccndenles de Cid e de Pelayo
nao bao de faltar fuzilamcnlos. No ctanto conli-
nuam as depqrlaccs de gcucraes o nutras notabili-
dades, c as competentes prisOcs daquelles de quem
o governo nao osla. A bicha rabeia l Faz-se
mysterio do grito da rcvolla;'porm correm ru-
mores de que fora.Viva Pedro V.I Diz-s tam-
bem que cm Madrid se prohibi a venda dos re-
tratos do nosso joven Pedro V, que naturalmente
so n3o fascina com n idea do ser imperador na Pe-
nnsula, c que de cedo olha para a uniao ibrica,
como um couto da carodiinha!..
Vamos vendo.
Lisboa 15 de maro de 1854. .
Os brincos deenlrudo dos esludantes de Coimbra,
vieram quebrar a monotona ero que vivamos aqui
em Lisboa, e desenfadar-nos do aborrimento que ha-
via causado a interminavel e fnlil discussSo da res-
posta ao discurso da cora na cantara dos nossos
lords.
Eis o caso que a principio nos pareeeu aqui um
cornejo de guerra civil. Ora, he verdade que o tu-
rajillo originou-se de um ovo, e ja de ovos tem sahi-
do grandes males. De um ovo naseen Helena, que
foi causa da guerra e incendio de Troya ; de um ovo
sabio Clylemueslra, inulber da Agamemnon, que foi
urna adaltera Uo infame que al mandou malar o
marido etc. Vamos historia.
Entre as mascaradas qne os esludantes deCoimbra
costumam fazer pelo entrudo.lembraram-se esleanno
do ama que leve sua novidade, e foi urna corrida de
louros. Parece que a mascara fui caraca de um dos
rapazes que figurava de louro, dava seus ares de um
sugeito da Ierra, cuja mulher nao he como foi a de
Ulysses. De mais a mais quando a mascarada pas-
sou pela porla do tal individuo, atiraram-lheccm um
ovo. Aqui he que comecou o bom c o bonito. O lio-
mem pegou n'um vaso de flores que linha a janella,
e lancpu-o sobre a rapaziadn ; elles apezar de nao
lerem sido feridos, julgaram-se insudados, e flzeram-
Ihc as janellas em cavaros. Os da trra acudiram,
houve ditos de parte a parle, mas apartou-se a des-
orden) sem consequencia. Isto foi no sabbado gor-
do. No domingo juntaram-se oulra vez os esludan-
tes : os da Ierra armaram-se para se acautelaren! de
algum ataque, e ousaram enUo ir em magotes passar
por onde eslavam os esludantes, deit ando foguetes, e
gritando por chacota : Vivam os Cales. Daqui re-
sultou Iravar-sc.um grande desordem, havendo ti-
ros de parle a parle, Tacadas, mas interveio a tropa, e
conseguio aparta-Ios, havendo alguns feridos e con-
ftusos, mas nenhum de perigo. A segonda-feira pas-
sou-se em socogo, mas na terca os da trra tendo fei-
lo espalhar que nao consenliriam que os esludantes
viessem jogar o entrado para o bairro baixo, fizeram
com que elles todos se reunissem, e fossem l de pro-
posito. Como era natural Iravou-se urna grande bri-
ga ; gritando os estudanles fraotfutricas (que as-
sim chamam sos fllios de Coimbra) e os da Ierra, fo-
ra ot CatBcs '. Vcio tropa, vieram as autoridades,
mas foram desobedecidas, sendo necessariu empregar
a-forja. Nao houve nenhum desastre ; mas os eslu-
dantes despeilados, rctraram em numero de -400 e
tantos para Condeixa. Os que ficaram em Coimbra
nao quizeram ir s aulas,
Em Condcixa fizeram conselho, e resolveramvir a
Lisboa, a p, de Indina, pedir ao governo que lhe
retirasse de 1 o governador civil, que he um Dr.
Ileurique Scco, pessoa antipathica aos esludantes,
e que sendo filho de Coimbra, pune mais pelos seus
patricios que pelos acadmicos. Tambem pmjecla-
ram pedir que se transferisse a Universidade para
Lisboa; mas niosc atroveram a lano. O governo man-
dn pelo lelegrapho intimar aos estudanles, queja es-
lavam em Tliomar, para que voltassem para Coim-
bra, porqu,se viessem em corporacioselbes nao de-
feria ao que pedissem. Ellesenlo mandarara aqu
urna deputacao representando quo se tinham retirado
de Coimbra, porque nao teriam l sega^anca pessoal
emquanlo eslvesse aquello governador civil, e outras
autoridades no districto. Os da deputajio vieram de
batina, assim foram a casadomarechal presidente do
conselho, e assim andaram pela cidade. m resul-
tado, o duque mandn a Tliomar onde pararam os es-
tudanles, um dos seas ajadantes d'ordcns, assegurar-
Ihes que. o governo ia dar providencias para que nao
fSscui maltratados, e que as autoridades seriam re-
movidas se assim se jnlgasse justo e necessario. Man-
dou marchar para Coimbra o regiment deinfantaria
8, e insinuou o governador a pedir a sua demisso
para evilar deste modo novos conflictos. Mandou-sa-
Ihes abonar as fallas a lodos at ao dia 25, cm que
devem vallar a Universidade, onde todava tem havi-
do aulas. Depois desle ullimalum, alguns foram ao
Porto, oulros a suas casas, e nns rento e tantos esli
aqui. Eis aqui cm que parou todo islo sobre que
pto c dlscorrido muilo sobre esle deploravel nego-
cio, mas b remedio nao he fcil, nem se qoer posi-
tivamente alalhar o mal.- Ora, como os cnsules
nos porlos do Brasil te proventos dos Portuguczes
qoe nlii vao desembarcar, e creio que a falla de
passaporle lambem elles a podem sanar, todos dl-
zenj que esses ponco podem zelar, ou anles pouco
zelam os Interesses do seus compatriotas. Mas de-
pois do caso do patacho irrogante, lem-je suscita-
do aqu urna inveneivel anirhadversSo contra o nos-
so cnsul em Pernambuco, e parece inevitavel 1
sua remoejio. Algoem atlribuio aqui a interesse
pessoal dos emlssarios viudos de Pernambuco, mas el-
les publcaram nos jornacs a seguiute caria que he
bem explcita.
a Sr. redactor.Os poucos defensores que o Sr,
Joaquina Baplista Moreira, actual cnsul porlnguez
em Pernambuco,conla nesla capital,lem-so esfurado
como hons amigos, em propalar a calumnia..alm de
oulras muilasque pretendemos a destiluico do
mesmo Sr. do emprego que oceupa, para ser om
dos abaixo assignados quo o subsliloa 1
a Duas vezes que livemos a honra de fallar ao
Exm. Sr. ministro dos negocios estrangeiros, lbe
manifestamos o desejo que a maiora do Portngue-
zes, residentes naquella cidade, nulre de ser all
collocado individuo alheio s causas que deram lu-
gar ao rompimento provocado pelo cnsul contra
seus compatriotas, o que se nao pode dar, recalan-
do a nomeaco em pessoa residente naquella cidade.
ii Sao do nos bem conhecdos os campeos defen-
sores 6 referido cnsul, b de mais sao elles capa-
zes.
o Aguardamos para em oulra occasio, e a seu
lempo refutarmos oulras mzerias semelhaotes, lan-
o mais quanlo ha muilo conhecemos a fonle pura
donde sahem.
Systema tal de defeza he bem proprio desses
cacalleiros, porque de outro modo, rio a podiam
fazer com decencia.
a Quando, annuindo aos votos dos nossos compa-
triotas, emprehenderaos urna viagem tao penosa e
longa, para solicitar remedio a sanar os males que
semelhante funecionario Ihcs ha causado, contamos
para logo encontrar embaraos que a mentira e a
protervia fcilmente produzem, e ainda oulros que
lem origem de coutat muilo mait teriat, que far
remos publico, se a lanloi cm desempenho do osso
dever, tormos obrigados.
o Dimos assim seguranza ao esforzados campees
que por tao honroto modo defendem o cnsul Joa-
qun! Baplista Moreira, de estarmos firmes no pro-
posito de nao deixar correr revelia a cansa da
maioria dos Porluguezes, residentes em Pernambu-
co, que se acha aflecla ao governo.
a"Lisboa 9 demarco de 1854.PVanriico Fer-
nandet T/tomas Francisco Jote de Magalhaet
Bailo.
ltimamente o depulado Antonio da Cucha in-
terrogou o ministro sobre o que tencionava fa>er a
respeito das accusac,es dirigidas ao cnsul de Per-
nambuco, o o ministro do reino responden em ple-
no por parto do governo,. que linha mandado ouvir
aquello funecionario, e que com a sua resposta, e
outras jnformajes asseverava cmara que havia
de fazer juslica inleira ; qi j tnha dado ordem
para que o commandanle do patacho Irrogante
fosse preso onde quer que se enconlrasse, para res-
ponder nos tribunaes pelos abusos que commetlra,
e que em brevc.apre6enlaria um projeclo para obs-
tar s desgranas que se lamenlavam quasi sempre
as cmigraees para o Brasil. Eis iqui em que pa-
ra ste negocio.
Entretanto a noticia vinda pelo ultimo paquete,
de que a Sr. J. B. Moreira se vira dbrigado a de-
miltir-se de vogal da commissSo para as exequias
de S. M. que Dos tem, fortificou muilo a convic-
co de que a sua desharmona com .os Porluguezes
o inhabilita para continuar no cargo que est exer-
cendo.
Corre agora o boalo de que o patacho Guerra,
um dos navios que tinham sabido do Porto com des-
tino para escravalnra fdizia-se) fura perseguido por
urna fragata do cruzeiro inglez, pedo de Demcrara,
c que nao querendo obedecer visita, a fragata
lhe fuera om tiro do que rcsultou ir o patacho a pi-
que !
Tambem consta que deu costa era Cabo Verde
um navio que Ievava 230 colonos para o Brasil, dos
Acores, e que s 100 lcvavam*passaporles verdadei-
ros, osmaiseram falsos. Chcgou islo aumeslado
de verdadeira piralaria.
P. S. O famigerado poeta e autor' do methodo
de leitura repentina A. F. de Castilho, vai ao Bio
de Janeiro, com licenca de 4 mezes, para naquella
capital dar provas publicas da excelleocia do seu
methodo.
." ->*&... m-,
Eu no quero, Sr. presidente, ex pondo essas l
consideraces, presumir que por amor del
dmenos por amor de miro, oulras nao possam ha-
ver de ordem mui superior, d merecmenlo muito
mais subido quo srvam a preterir meu pensamen-
to ; e em quinto essas conveniencias nao forem co-
nhecldas, ser-me-ha licito eenerw-me na piniao
que acabo de pronunciar. E, lermioando este pe-
queo apontoado de reflexoe, V, Ex. me perinittir
que ou ligue a ellas um pedido, que taco cata,
de descnlpa por ler por algum lempo oceupado a sua
atlencio. Eu no fiz sonflo um objeclo de reconhe-
cida ulilidade, e pela necessdado em que eslava
constituido-de explicar o meu pensamento, de mo-
do a poder ser elle convenientemente apreciado
O Sr. Presidente : Nflo ha nada em discusso,
a indicacao pela sua materia, parece-me que deve
ir enmmissiio de instrucrao publica.
Depois de al su mas breves reflexes dos Srs. Fran-
cisco Joio, e Paes Brrelo, n o sentido de ser a in-
dicaco remetlida commisso de consliluiqo e po-
deres ;.he a mesma remetlida a enmmissao de iut-
truccao publica.
OBDEMDODIA.
3.a discusso do projeclo que eleva cathegoria
de villa a povoarao da Escada.
O Sr. Augusto de Oliceira (Nao develvcu o sen
discurso }
O Sr. Franciico Joao combale o orador que o
precedeu, mostrando que embora fossa o seu exem-
pl%modelo tirado de urna provincia Ilustrada, co-
mo, o Bio de Janeiro, com ludo nao podia prevale
cer, alienta a disparidade de circumstancias em que
se acha relativamente a esta, a quem fallamos re-
cursos provenientes da riqueza c das grandes forlu-
iiis, de que alias pude dispor aquella ; de sorle que
urna medida que entre nos se torna onerosa, e exige
grandes sacrificios, all deixa deser lal,[e he recebida
como cousa fcil.
Ponderou mais o Ilustre depulado que se havia
necessidade de exemplos, alguns spresentava que
lhe parecan) ter preferencia, bem como os que of-
ferecem as legislarnos da Franca, dos Estados Unidos
e at a propria legislacio portogueza, as quaes todas
consideram' a elevaban de urna povoarao cathego-
ria de municipalidade, nao Como um objeclo de in-
teresse individual, mas sim como de ulilidade pu-
blica, nao se contentando por isso cora exigrem que
os particulares para elle concorram, salisfazendo as
: atlendido paquill
de Olit
cerda.
A commissSo
tendo examinado
Floren'
que se interpreto
miio de 1853, fln
e\cepc5o da mwma
nha de mandioea ; rr qj
nado reqneriinento rime
laco para defer-
Sala di cominissi
chado da Silea A.d
cerda, a
a A commissaod ordenad
mente o requerimento de Jo;
Anjos, escripturario da repar
e a informcao de director daquelte
ao mencionado requerimento, no qq
Joan Francisco augmento de ordem
mente percebe, se v embaracada p
nio bem fondada sobre esle a
se acha do conhecimento espet
fres provinciaes, incumbencia,
vamenlea cargo da commisaAo
lo, s por ella pude ser eonveui
e por isso he de parecer, que
commissao sobre o presente req
a Sala das commissea 29 de
ClementinoEpaninaniat.
OBDEM DO DIA.
Segunda discusso do projeclo u. i, dest
crea cadeiras de primeiras letlras para
no era todas as villas da provincia.
O Sr. AuguttaJle-OUteira, observa
Ir a esperanza de que as rellexua^^H
ira o projeclo, levem a casa 'volar
lo ter passado em primeira dt
grande maioria, o mesmo recon
projeclo he em si boa, para o que
lia os nomes dos dous Ilustres mi
naram.. Discorda porm quanlo aos
sar essa idea (derramar a instrucejio
porque pelo regulamenlo que actual
inslrucco publica se estabelecera
condires que laes.creaccs exigem. Fez ver alfr (fiei em 1" devem ser creadas as
disto que a contribuirlo ou os impostos i que os ha-
bitantes da Escada sao sujetlos, como lodos os mals-
ines davam direilo a gozarem das vantagens de que
estao privados sera outras condices ; eque sea me-
dida proposta era onerosa, como o confessava o seu
adversario, nao se devia 'recorrer para execula-la aos
sentimcnlos de dcvoc,o pelo bem publico, os quaes
por isso mesmo que se acham .cima do commum,
nao pdein ser exigidos como obriga(o e smente
aceitos quando voluntariamente offerecidos. Final-
mente, entrando na apreciaran da especie em ques-
lo, declarou que a argumentarlo do precedente
orador apenas poderia proceder, se fosse em abono
de um systema geral, em virtude do qual nao se
concedesse que povoarao algma fosse elevada vil-
la, senio verificando-sc taes etaes condices ; porm
nunca em abono de urna lei excepcional, nicamen-
te feila para a povoarao da Escada, pois que em lo-
dos os casos devia a assemhlea mostrar-se justa ese-
vera, c nunca contradictoria.
O Sr. Augusto de OicM'ra'nsisle na sua opiniao
contra o orador que o precedeu.
O Sr. Francisco Joao fez diversas consideraces
em resposta ao discurso antecedente; mostra em co-
mo a doulrina que expendeu era nicamente basca-
da na coherencia do procedimenlo que devia ter a
assembla, e na conformidadc com os usos velhos e
modernos; e agradece ao seu illuslre adversario os
elogiosqqe lhe prodigalisou, mas que elle orador jul-
ga immerecidos, e fetos nicamente no intuito de
dar asna argumenlaciio um brilhanlismo que servis-
se para mostrar que elle s fascinava por momentos,
nao sendo em si mesma verdadeira. .
Encerrada a discusso, he o projeclo submcltido
a votacao e approvado.
Sao lidos e approvados em3 discusso os projeclo
ns. 3 e5 desle auno; e primeiro que crea cadeiras
de primeiras ledras na pavoarao do Peres e em Qui-
pap, e o 2. que marca o subsidio e ajuda de costo
aos membros da assembla provincial na futura le-
gislatura. '-
Sao lambem approvadis em 1." discusso as pos-
turas addicionaes da cmara dp tiecife, do Ouricu-
ry, de Cimbres e do Brejo ; em 3.a as da Boa-Vista
e em 2>.as da Victoria al ao ttulo 5.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia ele-
van la a sessao.
meiras letlras, c calende que a passar
eslabelecer-se urna lula entre os poden]
e administrativo, que alias julga o mais
para acudir s necessidades d'esse ramcj
servico; e acha conveniente qoe seno r|
lnrisac.no dada ao governo para crea
primeiras leltras, cm quanlo praticamen1
conliecer que essa autorisasio nao h j
Tambem.nSo julga o projeclo conveni
determina elle que so creem ca
minino cm todas as villas da provincia
lu villas que pela sua decadencia nao,
de merecer senKjJianle favor; qne enl
feito a povoaes, cujo estado he prospi
as vas do progresso.
.Enlende, quo acbando-se as pis|
signataria do projtcto o regulamenlo
punto, e devendp a, mesma comr"
um IraWlis^esle anno que regule
materia, de^^aresente projeclo ser]
essa occasiio para eTi-ser melltnrm
e discutido, nao se ai -ando a apn
ment por. esperar qui /rearados
sentem ou relirem o seu nrojecli
00 caso contrario a negar o seui assenti
jeclo., a(---------
ifnuar
COMARCA DE S Al
PERN\MBI1C0.
inclinis, demagogo exaltado, porm um dos nossos
maiores osrr plore-.
Na Hcspanba houve urna revolta militar em Sara-
goja. Esle raovimenlo foi logo comprimido ; porm
lem havido um grande numero de 'prises em Ma-
drid.
Bolclimda Bolsa. Os 4 e,,' francezes suhiram a
99 francos e 10 cntimos, desceram a 95 fr., ficaram
a 9G Ir., e 25 cent.
Os 3 % subtram a 70 fr., e 40 cen., desceram a 65
fr., e 8 cent., ficaram em 67 francos* c 85 cent:
Fundos inglezes, subiram a 92 ,!,', descerara
90 3i8. ____
Porto 9 de marea de 1854.
Passaram os folgocdos do carnaval, que foram de
espavento e delirantes. Apezar de morrer obispo da
diocese na segunda feira de entrado, nao pararam os
bailes uos Ihcalros c sociedades, ncni nesse dia nem
na lcrr,a-fera apezar do dobre afinados em todas as
grojas, o qno contrastava' deum modo clebre com o
Kussa .lera smontc um corarlo e urna voz para bra-" blido das mascaradas. Por aqui est ludo aterrado
dar : Dos notso senhor que temos a temer 1 Res-
tuteite o Chritlo e morram us inimigot '. Dado
em S. Pelersburgo, &c. AssignadoSicolo.
Como Vmc. bem v, p czar, que nao pode invocar
nem o dlreito, nem a raziio, appella para'o fanatismo
[iloseu povo. Nao leya em conta a provocario, que
fez Europa, apoderndole das provincias do Da-
nubio, c dcstruindo urna parlo da esquadra turca,
que as nossas esquadras tinham misso de proteger.
Quando elle lemlira 18)2, nao he s para inflammar
seas soldados, he para ferir o mais que ella pode, a
Franca, ujos exercilos suflreram to rruois desastres
na campanlia daBusia. Masa historia ahi est para

.lid dci
voravel
trisar de fazer a
potencias alle-
ltO|g
Pars 7 de marco de 1854.
No meio dos fados da qtozciia, deque Inmo'mi-
dizer que, se o grande exercito de 1812 foi decimado
na Bussia, nu o foi pelas bajas dos russos, mas
sim pelos golpes dos elementos conjurados contra
'elle.
No estado das cousas, nao ha mais negociar, nem
ir, deve-se preparar para o combale, e he essa
efa,.emqrte csrao'cncrgieameiite oceupados os
avernosda Franca e da Inglaterra, tima par-
irn ingleza, que'' ser forlc de 20 a 25
is j se embarcou para Malta nos, vapores
co fretados pelo governo. Um regraen-
ulotros e do guardas da rainha figura nes-
11 gente. Lord Baclan he o general
junto de si, como major general, o
ge, primo da; rainha. A Franca
po de 30 a 40 mil homens, cuja reu-
ir com rapidez cm Toulonc na Algeria,
rompi para partir no meiado deste mez.
imiiiando em chefo do
nistro da guerra, que
ardeos urna dezena do nossos
rica. O principe NapoleSo,
-10, primo do imperador c
iresumplivo', pedio per-
ir parle na expedidlo, e. seu pedido
silo pelo imperador, que todava
ainda nao determinou as funcroes, que elle dever
proenclier. (Acabo de sabir agora, que se lhe dar o
commando de urna divisan.;
Nio he ludo, a fori;a naval he sohreludo chamada
para representar nm grande papel nesta guerra;
rom o lypho, que grassa cm grande escalla, dan-
do peremptoria c suitmariameuto passaporle pa-
ra outro mundo a quasi todos aquellos que ataca;
sendo por tal modo contagioso, que os facultalivos
quo tem tratdo (lenles de lypho, pouco lempo se
demoram alraz delles, e vio passando- para o livro
dos bitos. A cousa est seria, c se o .lempo nao
muda, apezar das fumigarnos que se fazem pelas
ras, c outras medidas sanitarias, os fainos c tragos
de luto lem de cucarocer muifb pela procura. Pas-
sa como cedo que vem para aqui transferido o his-
po do Algarve (Muir.): que he rcspcilavel pelo saber
e capacidade. Circula por aqui em abundancia, um
iiiipresso,- que se diz ter sido espalhado no Bio de
Janeiro, em que se diz que o eeosul portuguoz
Baplista Moreira, solicitando a assignatura.d'uma
mensagem de psames ao regeute de Portugal, pela
morlc da rainfta se prupunha aproveitar a dita as-
signalunt fiara unta representa^io ao governo por-
tuguez, pediudo sua conservadlo no lugar que oc-
eupa O tal mpresso que distrbuc amabilidadet,
sem medida, ao dito cnsul, nao poupa lambem o
embaixador portuguez, a quem capitula de'orgu-
Ihbso e incapaz, c o censura por nao comparecer as
assucac.dcs puramente porluguezas. Como eslon
c muto longc u3o se que|n tem razio; porm an-
da nio vi macho ou femea, viudo do Bio, que se
mostr afeicado ao Joao Baplista Pobre homein,
he forra de falalidade!.. O Uiealro-ly-ficodesta cidade
fot reforjado com mais unta dama (que dizem ser
da familia arislocralira, e quo tcm um physico mui-
to recrmimendnvcl) nm Icnr, e um bartono. Es-
le'j moslou a sua habilidade, c ria verdade nao
dcsacreditou o volumoso abdomen de quB he pro-
prietario.A companhia Luso-Braslcra procurou
houve inlerpellaces repetidas as cmaras, infinitos
artigos nosjornaes, e lanos discursos v3os como fo-
ram lodas esta cousas.
' A discusso na cmara dos pares findou depois de
mez e meio de durario, no dia 6 do corrate, vea-
cendoo governo por 35 volos contra 22. O ultimo
que orou foi o visconde de Almeida Garrell ainda
hostilisando o governo. Na dos depulados esl-se
disculndo o empreslimo francez feilo com a casa
Chabrol, que ser approvado por que lili tem o go-
verno maioria legara. Falleceu o depulado Castel-
joBranco, eonego da S, e agora que ha duas va-
cas por Lisboa, vao prcenehe-las, sendo elsilos por
candidatura do governo o ex-presidente da cmara
municipal desla cidade Alberto de Moraes e Carva-
Iho, e J. M. Latino Coelho, redactor da fevolur.ilo
de Selembro, que he o unicodos quatro daquelle jor-
nal que est fora da cmara. O duque de Saldanhi
nao est raelhor, e continua em casa.
Falleceu no da 10o conde de Barbacana, de nm
ataque d apoplexia. Era um dos maiores ornamen-
tos da anliga aristocracia porlugueza, e nesles uni-
mos annos o chefe do partido legitimista neste reino.
Quando se ac bou a guerra da pennsula, em 1814,
era coronel. Em 1828 linha o posto de raarcchal de
campo elfeclivo.'e fora chefe do estado maior, e
ministro de estado dos negocios daguerra.Tendo se-
guidla causadu)Sr. D. Miguel foi promovido a lenle
general,c em 1831 foi elevado ,1 marechal do exercito.
Foi elle quem tracou o plano de defeza contra os
pedristas, plano, que ou por defeiluoso ou por mal
exceulado, deu o resultado que lodos saboin. Firme
nos principios que adoptara por sincera conviccao,
pedio c obteve a sua demisso do servico militar cm
1834, leudo entao o poslo de marechal da campo,
garantido pela convonco de Evora Monte. Em
1817 recusou o importante c elevado cargo de con-
selheiro de estado; era doptado de encllenles qui-
lidados moraes ; sobresahindo entre as sas oulras
virtudes a da cari lulo: passava de quatro mil cru-
zados annuacs, a somma que dispendia com esmo-
las. Nao deixando filho, passa a sua casa parte pa-
ra o duque da Terceira, parle para o conde de I.u-
miares, parte para a Cora.
Ja ahi constar que em Snragoca houve urna re-
volta militar, que foi promptamen lo suObcaila, sen-
do modo no acto da sediro o commandanle do
corpo sublevado, o brigadeiro Hosce, e refugindo-
se o restante dos soldados com os ofliciaes~vm Fran-
ja, e sendo passado pelas armas o lente coro-
nel que os commandava na retirada, o que foi preso
ao alravossar a frouteira, Nao se sabe ao certo o
verdadeira filo de tal levanlamenlo; suppe-se que
leria rclario com o plano dos Ibricos? porque se
davam vivas ao general Concha (hoje demittido do
servico pelo governo da rainha) o qal be um dos
justificar a segunda metade do seu Ululo, annun- caudilhes mais decididos activos do partido da Uniao
ciando que por lodoo mez correittc eleve chegar a
Lisboa o seu novo vopor, para a carreira do Bra-
sil, j aplisado com o nomo de D. Maria II. J
se v qne he barco femea; ainda que femea real.
A poltica nacional, est reduznla aodizet, di-
rei cuu por oulra a poltica de Soalbeira, que
na cmara dos pergaininhos e dos arminhos foi
posta em scena pelo ronde de Tliomar. Os /undos
porque he s por mar que podemos accoitintetter a I moraes-do parlamentarismo teein baixadu na bolsa
Ibrica.
Anda que na minha antecedente lhe noticiei o
que se havia passado a respeilo dos emlssarios por-
luguezes que vieram dessa eidade a esla corte, pe-
dir a riesUloicio do cnsul J. B. Moreira, direi ago-
ra o mais que se tem passado.'
Aqui lodos dcploram o engauo que geralmenle
fazem aos emigrados para o Brasil, os carregadores
ou cnpilies dos navios que os levam. Tem- escri-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em 28 de mareo de 1854..
Presidencia do Sr. Pedro Cavatcanli.
' (Concluso.)
O Sr Francisco Joao : (Pela ordm.) Sr. pre-
sidente, tendo tido a honra de oflerecer 'conside-
rar_io desla honrada casa a'indcaco qoe acaba de
ser lida, de algum modi) me considejo abrigado a
dar as explicaces que servem de juslificac,ao ao meu
pensamento nella comprehendido. E anles que o
faja, V. Ex. me perrailtir que deposite a ingenua
confissao de que foi com alguma esitac,ao que a tan-
to me abalance!, nascendo naturalmente este meu
embarajo da magnilude do objeclo quo serve de as-
sumpto referida indicaco. E se hoje, vencendo
esses embarazos, aprsenlo ligeiras consideraces
que servem-lhe de apadrinhamenlo, reservando-me
para mais Urde produzir lodos os desenvolvimenlos
das roinhas ideas, lodo o alcance e abra mesmas, nao he seno porque me supponlio sobre a
impresso que roe assedia e me dominaa restaura-
ran da instrueco alta na minha provincia.
Sr. presidente, ereio que a esla casa nao ser des-
conhecido que em lodas aquellas cidades em que ex-
istem academias scientificas, quer de jurisprudencia,
quer de medicina, quer de mathematicas, quer de
outro qualquer ramo da vasta escala dos couheci-
mentos humanos, tambem se acham nos mesmos lu-
gares fondados estabelecimentos em que sao ensilla-
das as humanidades consideradas como preparatorios
para aquella segunda educacio classica. E he as-
sim que presenciamos que em Coimbra, cm Pars,
na Allemanha, na Italia, nos seminarios de prepa-
ratorios sao elles ensinados e ahi adquerida a sufli-
cieoca legitima para matricula das escolas superio-
res, aonde lem lugar a adnissao dos candidatos in-
dependeutemenle de novos exames. Assim nao se
proceda enlre nos, e nem se lem procedido al ho-
je, existindo apenas, como nica excepeo, a que he
feila em favor do imperial collegio Pedro II, esla-
belecdo na corlo do Bio de Janeiro, que tica dcsl'ar
le considerado em poscao superior a lodos os semi-
narios e cullegiadas do imperio. A' primeira vista
me pareeeu que urna tal excepto era creada pelo
governo em considerado inspeceo immediata que
exerce ello sobre tal cstabclecimento ; mas, atten-
dendo que a procedencia de urna tal argumculario
devia ser verdadeira, abrangendo lambem as acade-
mias scientificas aonde graos de iustrucco superior
sao concedidos, nada obstante, a fallcucia dessa
inspeccao vinha assim a concluir sem querer que
outra razo que uo essa servira a apadrinhar esse
favorecimenlo, razo qde nao podo ser denunciada
seno sobre titulo de favor; cu, Sr. presidente, sou
o primeiro a confessar-me respeilador da (o, e do
principio regulador da educacio publica superior, da
influencia immediata que deve exercer nella o go-
verno da uni'ormidade, na acejio que deve dirigir,
que deve ser urna e nica, o nem a indicaran por
miiu ollerecidh so oppe a taes ideas, apenas repelle
a da centralisa^ao da instrucsao que he o incnvc-
nienlo que retalla da distinecao creada exclusiva-
mente cm farvor, do imperial collegio Pedro II. E
tTcm-^u-lem/orario aventurando a proposirao de que
ha tal ou qual parcialidade. u -
O Sr. Mella llego da uro aparte.
O Sr. Prancitco Joao Eu nao duvidarei en-
trar nessa discusso.
O Sr. Pinto de Campos: Esse inconveniente
nao estar j removido na reforma do regulamenlo
da instrueco publica '.'
O Sr. Francisco Joao : Bem pude ser que as-
sim baja acontecido ; reas, de duas una : ou esla
elle remediado ou nao, se est, preeto-se a presente
indicarn a por em relevo o cuidada o sojicilude
desla casa em ohjeclos desla ordem ; c, se'por ven-
tara nao est prevenido, he a indicacio incentivo
poderoso a despertar a attenrao do governo obre es-
sa necessidade ; e, por tanto, em ambo os casos lia
ulilidade na moiic.au por raim apreseeUda.
Sesaao' ordinaria em 29 de margo de 1854
Presidencia do Sr. Carneiro da Ounha,
An meio dia feita a chamada, acham-se presentes
25 Srs. depulados.
O Sr. Prndente abre a sessab,
O Sr. 2. Secretario l& a acta da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. i. Secretario menciona o scguinlo
EXPEDIENTE.
Um requerimento do parodio da freguezia do Li-
mociro, pediudo que semarque urna quota para con.
tnuacao da obra daquella matriz.A' commissao de
orcamenlo provincial.
Outro ce Aodr Corsino de Araujo Pereira, coad-
jutor na freguezia de Nossa Senhura da Apreenla-
co da villa do Limoeiro, pedindo que se lhe marqne
quota, para pagamento da quanlia de 14j>i27 rcis,
que se lhe deve dos seus ordenados, que deixou de
perceber, por ter passado para exercios fiados. A'
commissao de orcamenlo provincial.
Umofllciodo secretario do governo, acompnhan-
do a informarlo do Sr. presidente da provincia, so-
bre o parecer da commissao decstalstca, acerca da
projectada crearlo de urna nova comarca cm Tacara-
t.A' commissao de cstalislica.
. Outro do mesmo, enviando ama memoria acerca
da inslrucco primaria.A' commissao de instrucro
pqblica.
Cma represenlacao da cmara do Limoeiro, en-
viando as suas posturas. A' commissao de postu-
ras. .
ns.
_ X*/se e approvam-se as redacriies dos. projectos 1
5e U desle anuo. ^_-7
He. lido e mandado imprimir o projeclo, de orna-
mento municipal. "~v \ .
Sao lidos e approvados os siguiles |>arece-'
res: ,
a A commissao de ordenados, quem foi pres
o requerimento de Hermenegildo Marcellino de M
Cidade. da Victoria W*dei
Esla comarca tem a vantagm
pre fecunda de noticias, porque ]
tao aconleccndo factos que nao se|
esquecimenlo ; o que he de graj
um correspondente : assim estn
vivo.'e dsposlo rfito deixar e
O que digo fac ; v vendo, ;
Existindo nesla cidade o patrimonio
so de N. S. do Bosario, muito an
mais parifcerlos litis, de qu par
gao. Tendo aqui estado varios ju1
leve a tebranca, que leve o actual
(Dr. Cirne Lima) o qual inlenlou p
los do patrimonio em prara, e cnsul
jniz de direito PireU, esle' approv
disloArdenou, qae isso tivesse luga
ment da correii;ao. Com (feito, graras i
Ira voz de algumas diftlculdades pude o juil
pal realisar o sea projecto : est poi
rendimenlo desse patrimonio com te
acabaram-se as ganancias : e me enrula
municipal vi proceder, urna demarc:<
dasusurparos de Ierras feilas ao n
nio. Deo permita que assim ac
de esperar.
Ha por aqui um sello de heran;.
cinco contos, sele ceios c tantos mil'
que se separaram hens depromptaexeert
o iivenlariante, nao lem quando paga-I
prejuizodo fazenda; lendo-se j empregado
(espara essa cobranca,ludo tem sidoilludido
sito : querem fazer o mesmo que ai^^H
se inventario, que combando em marte
havendo funeconado varios jaizes, *i
1853 foi ultimado esse .inventario eelebt
mente admire!. Dos queira, quo appa
providencia a respeito.
O Dr. juiz de direito ordenou,
arrecadacao ama lego) de Ierras,
sera, como bens de ausentes, e consli
vai promover muito breve esa arrecad
deve ser de muita ulilidade.
Era muito necessario, que. fossem 1
posturas da cmara desla cidad
rar-se ccrlos respeitos; mxime q
donde cedo capadocios daqui u^limc
este o nico meio de vida, qaeTeilA^ep
[pasmar.
, Se ja livessem sido approvadits a
nao acouleceria o qae lhe patao
um processo, que faz a nrdcn^tyii;
processo monstro, singuJirF.niro
ta decan^sFVLcIpjrtaT Um fno
ganar j)or um sabido no'jogo do Irun
ro,) e'este engaador esl preso.i
Hiede eslellonalo. Foi insli
perante um supplente de subdelegado,
"lachado diflicultosissmo; he proce
!
xou-se e\y
randa, amanuense do lyccu desla cidade, pediudo o,
, ; Ti,, tem,consumido uns poucos de das em inqueri
augmento deseit ordenado, julga preciso, para dar*\J*___....._ J:, ,.._____
seu parecer sobre o mesmo requerimento, que acer-
ca delle seja ouvidoo Sr. director da instrucro ptr-
blica, e por isso propc, que pelos meios competen-
tes se peca sua informcao sobre o assumpto do pre-
sente requerimento.
a Sala dascoramsses29demarc,o de 18ji!MfJl
noel ClementinoEpamihondas. o
Manoel Alves Pereira, professor do grammatica
launa da comarca do Limoeiro, allegando ser muilo
mesquiiho o ordenado de 1008090 res, que percebe,
requer, que seja esle igualado ao dos'oulros professo-
res.
A'prjmiss3o de inslrucco publica, enteoden-
do que Oexame deste negocio perlence especialmen-
te a commissao de ordenados ; hede parecer que lhe
seja remedido o mencionado requerimento :-
Sala das commisses 2i de marro de 1854.
Paes BrrelofarejaoPortilla.
a A commissao de ordenados, i quem se acha af-
fecto crequcrimenlo de fre Wfz da lincaruario Mo-
reira, pedindo augmento do ordenado que percebe
na qualidade de professor do canto plano e ly turgia
doseminario dcOliade ; he de parecer que seja in- .
deferido, tendo enreonsideraco a informcao wbre
elle dad>, pelo Exm. prelado diocesano, qne nao jul-
ga digna de allcnc/lo semelhante prelenc^to, depois
do-decreto do governo imperial, que uni as duas ca-
deiras de,can(o-plano e h turgia, daudo-lhc o orde-
nado ds'5OOO0O ris.
o Sala das cxunmisscs 29 de marco de 1851. A/.
ClementinoEpaminondas.
. Sao lidos e flcl)m adiados, por alguns senhores
depulados haverotu pedido a palavra, os seguintes
pareceres :
o A commissao Be con las corramento municipal,
quem foi presente orelatorio da cmara municipal
do Bonito, indicando a creaco de Urna nova comar-
ca, bem como, a abertura de estradas, e outros
melhoramono'- a'eriacs, para aquello municipio ;
considerando os "bjectos de quo trata esse relato-
rio, compe' ulrM eommisses da casa, requer,
que o me- uriu ^J" sulmiettido considera-
ciodasc rer."'-1- jdeeslalislicaeobras pu-
temunhas; um dia he pouco para cada teslemunha.
Para se desalar esto n gordio, se
grandes questes, c um dos procuraol
bc/Iigerante lemfeilo r i b&Iha 1
as (sobre o jogo) dormem'o son
tal supplente, (Justina Ilie seja feita'
loso, quando est 04 vara : demora o pi
ser bem averiguada, e pesquisada
salvar a sua illibada conscienc
o pteso purgue por algumas semanas si
peccadosl na cadeia. So houvessem i
nio hveria preso, e nem com lana fci
dnalo #0 jogo do Irumpho. Queira Dos'que o fe-
tigo nio caia por cima do feiticero.
Contina a polica do nosso digno delegado i
obrar .com toda a energa" e aclivldade, e
quencia (loque se lont ausentado JcV
guns apanliadores de papa-cap
aterrados eslo Dos por be
que recebara logo-o premio de s
Foram.presos, alem dos que ,
doAis desertores, e alguns
As febfes coulinnam, q
quando a cslc,ou aquellos
ser por ellas atacado.
Eslamos agora he'
vendo somente um
tro', que com o op;
adquerir fregueze
isso, e nao qucrcii
augmeulou, emelhnrnu tan. ter.
to pequeo, e as vezes 13o r
muito boa bocea,nao o podia[;
grandes, de boa fariuha ; nio
dessa capital nesle irti-
homens uo estao la mu
briguem embora.
Tem
vaci
aturar .
'com resigna^o, al qua
lembr
Os gneros de pimeira necesidad?, conlnuam na




riaha abiixou alguma
.es 230 cabcgas d-
solii
cmara, para que Tai no-

DE PERMMWJCO, SEXTA FE1RA
DE MARCO DE 1854.
.VWBM, >..,-m'i
ados, ibrio-
^i I seta da antece-
Mfuiota
'EDIENTE.
presidente dprovincia, man-
a coro a reaologo da assm-
aelal, que a cmara capedsse
^^^Ba subtlituirem aos depa-
ticisc de Almeida Catando,
e Oliveira Macicl, Silvino C-
rque e dctembargador Caelano
tfijae ainda uao linnatn com-
-Cumprio-se.
10, para quoacaman, de conformi-
solveu a mesma asscmblca, Hie in-
urgeucia,cobre o melhor meio do Cor-
ames verdea, propondo logo as medi-
das que julgatse niais acertadas.
ussao, duas ideas foram emillidas -
cerea : fosse a mnnicipalidade aulorisad'a
jo do genero, ficando livre a concor-
o-se eiemploo qnepralicou ultima-
> a polica na corle do imperio.
raqueessa (asa nlo fosse drecia, por i
Me! do primeiro de outubro de 1828 ;
indirecta ; islo he, que conlinuasse a ser
fornecimenlo das carnes por nm s pre-
!," permiltindo-se tambem a eoncur-
iteuma malla mdica em favor dos con-
lo ae podendo vender a carne nos achu-
lares por prego maior do que o conlra-
I esles peosamenlos se mandn ouvir ao
|ual eslava prsenle, e presenciou a dis-
lo mesmn, uulorisando a cmara i riispen-
pela verba de evnluaes, al o fim do cor-
lo municipal, a qnanliadc 1:0008000 ris.
da, ernandou-se farer as necesarias com-
i do Juiz municipal da segunda vara, commu-
cnlrado no primeiro do corrente, em
irfraeir vara dedireiln criminal desta
lualdade de segundo subsliluto, por
i primeiro.Inteirada.
advogado, dizendo respeilo da informa-
lector da thcsoraria provincial, relativa
Je que na sessao passada STfez mengo do
iry, que a mutiicipalidadc he lmente
Ugar as cusas em que he condemnado,
nido a justica publica, nos lermos do arl.
o. do proc.,c nao as dos traslados que o pe-
i estrahir.Qaese informa'sse a S. Exc.
cer do advogado. \**-^^~~-~
9 mesmo, infirmndola vsta'da tcgislarfio
provincial, sobre o requerinttTlo dos 'cnntraladorcs
ment dccamesjfelalvo a limites das fre-
a Boa-Vista e rogo. A* mesma delibera-
la direegao da companhia de Bebcribe, res-
I ao que se Ihe dirigi no 1. do corrente,
m dadas as providencias pra ser entupida
.tlenle oa povoaco dos Apipucos. Ib'
que m communicasse ao fiscal a res-
io procarador, enviando umanuva procura-
cmara assignar, subslabeleceudo os seas
?dvogado, o Dr. Alcoforado.Iuleirada e
se a procuracao.
icsmo, remetiendo o termo de avaliago
edn as porgues do terreno da estrada'
i Soledade a Manguinho, quo foi desapro-
i abertura da mesma estrada, ao cirur-
^Que, por intermedio do Exm. presi-
Beja, se pediste aulorisagao n assem-
iai, para se alhear cssas porgues de (erra
:er deltas utilisar, para chegar ao au-
la mesma estrada.
lo mesmo, remetiendo, em curaprimeulo da
8, do corrente, 3 religues das causas judi-.
i cmara, assignadas pelos ex-solicilador e
utndo que, quanto a queslao de Beroar-
Miraoda, nao linha sciencia^e o fal-
lo havia intentado nova acgaV"eanjia
dos documentos que a cmara dirccla-
lornecei
discussao, o Sr. Barata requereu
que te ordenaste ao solicitador, qucjia-
todos os autos das qaestOs de que fazmen-
. final da relagao por elle assignada, as quaes
(Smnm promovidas pelos scus antecessores e
n tido andamento, pelas razes que expoe, os
tregisse ao advogado, para examinando-os, propor
e fur conveniente ; islo he, se devem continuar,
sffdove desistir ; e bero assim, que se remet-
tetseaoadyogadn apeligao enm odocumenlo qao cita-
re mata do dito Bernardo Antonio de Miran-
da, e todo os papis existentes no archivo relativos a
Irucgao de servido publica praticadas pelo mes-
liranda, fim de iutentar nova aegao no icnti-
a rescindir a primeira scutehga quo elle obt'e-
seu favor no juizo municipal.
i administrador do cemiterio, pedindo per-
para, consentir que dous eslrongeiros exlin-
formigas que lili exislem em quanlidade,
>qoe se offerecem, mediante a quanlia do 408
.depois de. feito o trabalho. Ao vereador
igado dos negocios do cemiterio.
esmo, com'municando ter volla'do para
africano lv^denonjcJalr ^'ongYd^rospalde caridade..
app|
vendo
> engenlieiro coi-deador, participando -ler
^^Bplaoli da Capunga a'allerago approvada pe-
> da provincia, sob proposta da cmara.
\
lo engenlioiro cordeado'r;, dizendo ter pro-
ritos i velloria no oijtao do norte da ca-
n Marinho Cavalcanti.de Albuquerque,
do Pogo, o nao a presentar ella desapru-
obrigue^ sua demqligo. Intei-
deu-se todava licengaViara a recom-
odDoitao.
o Oscal da rreguezia do Pogcu confo
w i informagao sapra. Inleirlida.
Il^alde S. Jos, remeltendto o mappa do
) para consumo na semana dV s ti do
indo 434 rezes, inclusive 5i pelos p|arli-
c.i0in se archivasse.
b fiscal da Varzca, dizendo qac, para plkler
prir a portarla de 22 de fevereiro ultimo,
Lisie qoe a careara marcasse a distancia que
de mediar d'uwas oiitras arvores, qb o mencio-
rtigoobriga a plantar-senas eslraW Que
ae ao engenlieiro cordeador para\alisfazer
isnle reqaisigo
n remeltidos : commisso de edifica^
iodo da presidencia da commisso de
lea, pedindo jrovidenciasso S. Exc, fi%
(a odlagado que fica no leiteno
"! nm Alve's da Silva, e U
morir, proveniente d'aguas de ina'
o pur blixo da ponte do Mangui-
mosilar, para que dirigindo-sc a
m 6 engenlieiro cordeador, in-
-c o terreno alagado, e propo-
r:a commisso de polica,ou-
presidencia do chefe de
lodo do directordaso-
providencias contra a pra-
i lugares aoddaha1
io arrematante das
obr o contedo as pe-
na lesso- antece-
nj|wio nomeada para, por parle desla cima-
ao Exm. Sr. viscond de Olinda, pelos
r ella prestados ao imperio, e a osla pro-
u linver cumprdo a sua missao, diri-
S. Exc. que a tralou bem,o mani-
leminelra grato no voto da cmara, di.
^^V que riada tinha feito em beneficio do sea paiz
qae niio fosse do sea dever, acrescentando que dese-
java, que a cmara Iho proporcionases occaiiao da
poder corresponder a sua espcctaliva.
i Oespacharam-scaspetrgOesdo Dr. Francisco de As-
sis de Oliveira Maciel, do coronel Joaquim Cavalcan-
ti de Albuquerque, de joaquim l'inheiro Jacomo, de
Joao Pereira-Rodrigues de Alcntara, de Jos- Cesar
deMenezes, de Joaquim Marinho Cavalcanli de Al-
buquerque. de ManoelJos Mauricio de Sena, de
Thereza Goncajve de Jess Azevedo, e levantou-se
Eu Manoel Fsrreira Accioli a escrevi no impedi-
mento do secretario-Bario de Capibaribe, presi-
dente. Reg Albuquerque. I iannu. llego.
Barata.
REPARTIQAO' DA POLICA.
Parle do dia .30 de margo de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quo das
partes hnje recebidas nesta repartigao, consta terem
lido presos: ordem do Dr. juiz de direilo, Manoel
de Jess Cabeto, sem declarago do motivo; n or-
dem do Dr. delegado inpplento do primeiro districto
deste termo, Vicente Francisco Ferreira, por se adiar
pronunciado; o portuguez Joao Ferreira de Snuza,
eos cscravosLuiz, e Raphacl, todos por crime de
furto; ordem do subdelegado da frecuezia de San-
io Antonio, Baymundo Rodrigues do Nascimento,
para correegao ; ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Jos, o pardo Gongalo Borges da Fonseca,
por desnrdcm ; e ordem do subdelegado da fregue-
zia da Boa-Vista, o pardo Filippe Srvalo Cavalcan-
li, por ler dado urna Tacada em un individuo, e l.on-
rengo Jos de Moura para roer uta.
Dos guarde 'a V. Ex. Secretaria da polica de
Pernambaco 30 de margo de 1854. Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunba e Figueiredo
presidente da provincia.Luiz Cario de Paita
Teixeira, chefe de polica 3a provincia*.
DIARIO DE PERMBI]C0.
Fol hontem approvado pela assembla em primei-
ra discusso o projeclo n. 9, que concede urna grat-
ficagao professora de Goianna; e entrando em dis-
cussao oprojeclo n. 10, que concede ao governo o
crdito de 20:000-5, para auxiliar urna associagao de
agricultura na provincia, foi o mesmo rcmoUido i
commisso decommcrcio e industria, depois de ama
proliada discussao.
A ordem do dia de boje comprehende: a primeira
discussao do projeclo n. 13, quo concede loteras a
diversas irmandades; segunda das posturas da c-
mara do Rccife, ea continuadlo da de boje.
Pelo vapor T/iame,chejado hontem de Sonlhamp-
lon via Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicente, re-
cebemos as cartas de nossos correspondentes de Pars,
Hambargo, Lisboa e Porto, que ficam transcriptas
em oulro lugar desle Hiario, c bem assim gazelas in-
glezas, francezaseporloguezas, cuja leilura babili-
la-uos a acrescenlar o secnintc ao'que nos commur
nicam ditos nossos correspondentes.
A guerra entre a Resala e a Franga e Inglaterra,
reunidas, ainda nao se acha formalmeiito declarada,
bem que sepossa considerar como incvitavel. O im-
perador Nicolao.responden do carta qae Ihe dirigirs,
imperador dos Francezes, emprega urna lingaagem
firme e enrgica que bem moslra que est preparado
para ludo arrostrar.
Eis-aqol essa resposta :
S. Pclcrsnrgo 28 de Janeiro (9 de fevereiro ) de
1854.
Senlror.Nao poderla dar resposta mais adqcuada
a V. M. do que repeliudo visto que sflo minhas, s
proprias palavras com que V. M. conclu; a sua car-
ta. As nossas relages devem ser sinceramente ami-
gavis, casscnlar as mesmas i n tengf.es a coqscrva-
gao da orileni, amor da paz, respeilo aos lisiados c
reciproca benevolencia. Diz V. M. que lendo a-
ccitado esle programma como cu o Irarava, o cuni-
prira fielmente. Eu pens, e a ininha consciencia
m'o diz, que no me airaste dclle. Porque naques-
Uo que nos depara, o cuja origeui uao vem de mim,
exforcei-me semprc por manter benvolas relages
com a Franga, procure! cuidadosamente nao ir de
encontr, neste terreno, aos interesses da rcligiao
que V. M. professa, fiz manulengao da paz todas
as congesses, na forma e no fundo, que a minha
lionra me pcrmilti ; e reclamando para os meus
correligionarios ita Turqua, a coulirmaga dos di-
reitos e privilegios que baviam adquerido, ha raui-
. fci. 09 ann(>8, cusa Jo sangue rnsso, nicamente pc-
* da urna cousa que era o resultado dos< tratados ex-
islcnles. Se a Porta procedesse por impulsao pro-
pria, a qeslap que preoccuf.a a Europa, eslava j;i
resolvida. Urna influencia fatal, porcni. velo me-
ler-se de permeio.
Provocando suspeitas sem fundamento, exaltando
o fanatismo dos Tuteos, desva rando o seu governo
acerda das minhas inlenges e do verdadeiro alcan-
ce dos meus podidos, essa influencia deu questa
proporgOes 13o exageradas, que deram em resulta-
do a guerra.
l'crmilta-me V. M. quo me n5o alargue ceerca
das circumstancias expostas, segundo *a sua manei-
ra de pensar, e cujo scguimenlo V. M. desneve ua
sua caria. Muilos actos meus apreciados com
pouca exartidao, segando me parece, c alauns fac-,
tos invertidos careceriam de longo dcsenvolvinien-
lo para serem postos ua sua verdadeira luz pelo
menos como eu os comprehendo, o que. nao he
proprio de urna correspondencia cnlre soberanos.
Assim V.- M. atribue i oceupagao dos principados
a causa de ter passado a queslao do campo tfa dis-
cussao para o campo dos fados. Porm nao atien-
de a que essa oceupagao ainda simplcsmcnlc even-
tual, foi precedida, e em grande parlo determinada
por um gravissimo faci anterior ao apparecimen-
lo das esquadras combinadas as proximidades dos
Dardanellos, cumprndo advertir qac j antes,
"cfuaiulo a Inglaterra hesita va ainda em adoptar
urna posigan coniinuatoria contra a Russia, V. M.
tinha enviad? a sua esquadra para SalamTna. Es-
ta dcinonstragao offensiva indcava por cerlo pou-
ca confianga em m'mi. devia cos e paralysar antecipadamente c xito das nego-
ciagOes, fazendo-lhes ver que a Inglaterra e a Fran-
ga, estavam resolvidas a lomar a sua defeza em
todo o caio. Assim, tambem V. M. allribuc aos
commentarios explicativos do meu gabincle acerca
da nota de Vipnna, a impossibilidade em. quese
acharam a Franga e a Inglaterra para recommen-
dar a Porta a sqa aceitaran. Porm V. M. estar
lembrado de que os nossos{commcnlarios seguiram,
c n3o precederam a'regeigao pura e simples da no-
la, c cstoa persuadido de que s potencias se dese-
javam seriamente a paz, cumpria reclamar icm ler-
giversagao a adopgao pura c simples em vez de con-
sntirein que a Porta modificasse o quo aceitra-
mos sem allerago.
Demais so sobre alguns pontos dos nossos com-
mentarios haviam difliculdades, em Olmulz apre-
senlei para essas difliculdades urna solugHo salisfac-
taria que a Anstria e a Prussia assim classilicaram
tambem. Infelizmente, durante csse lempo, urna
parte da esquadra anglo-franccza linha j Iranspos-
lo os Dardanellos com o prolexlo de proteger a vi-
da o as propriedades dos subditos inglezes'e fran-
cezes, c para que a entrada de toda a esquadra po-
realisar-sc, sera offensa do tratado de 1841,
ter que o governo ottomano nos declarasse a
gueVa. He opiniao minha, que se a Franga e a In-
glalcfVadesejassem a paz, como eu a desejo, deviam
por toeafc^|8^iaiieiras, obstar a essa declarago de
guerra, ou dewl||jjja ella, pioceder de maoeira quo
nao passasse alm doWlHv>tos timiles, quo desejava
tragar-lhe no Danubio, para quVeu nao fosso obri-
gado a abandonar c sysloraa unictwneule defensivo
qae inlcnlava seguir. Porm, lesete o momento
que so permittio aos Turcos o ataca;
sia, arrebatare m-nos unp los na fronlcira (ainda antes do /razo marcado pa-
ta o rompimeulo das Iwslilididcs), bloquearen!
Akhallsickc e assolarem a provrtucia d'Armenia, des-
lmenlo quese cpnsentifo esquadra turca a
**'' inas ft mnnigOes de guerra
poderii i alguem confiar razoa-
Jin Iranquillidade o
melliante iptaliva 1 Nao era de
uegariamos towos os meius para a
uio-se o successo Je Sinopo : foi elle
uencia fofgada de atlHtudc que as duas
liaviam assumido, c o resviltado nao podia
recfr-lhe*i/esperatlo. I)V.'i larara eu dc-
i rniwervar rae ua defensiva, poi ni antes do
rompimeulo das hostilidades, emquanto a minha
honra eos meus interesses m'o consentan, c om
quanto a guerra se consrvasse dentro de certos l-
mite. PorvcntnraOBiprcgarnm-scos meios neces
sarios para que esses limites, nijofossem transposlos?
So o papel do espectador, ou demedianeiro no bas-
tava a V. M., se desejava ser o auxiliar armado dos
meus inimigos, ehtao, senlior, a lealdade
ilade de V. M. pediam que m'o dissesse franca
*e, declarando-me (rntc-mao a guerra. As nossas
posig6es ficariam assim definidas. Porm, imputar-
me os factosque nao quizeram evitar, ser porven-
tura um proceder justo ?
Se o cstrondo da arfilliariaf de Sinopo retnmbon!
dolorosamente no coragao do todos quantos em
Franga c na Inglaterra prezam a dignidade naci-
onal, pensa por ventura V. M., que a presonga
ameagadora das tres mil pegas d'arlilharia na entra-
da do Bosphoro, 'a que se refere, e o estrepito da
sua entrada no Mar Negro, nao se tenham repercu-
tido no coragao da nagao, cuja hoAra me compre de-
fender? Seide V. M., pela primeira vez (porque
as declaragocs verbaes nSo me tinham feito constar
cousa ?lgumn a este respeilo) quo pretegendo o ro-
nnnciamento das tropas turcasiio seu proprio terri-
torio, as duas potencias resolveram prohibir-nos a
navegacao'do Mar Negro, quer dizer prohibir
nos que municiemos as nossas tropas no nosso terri-
torio.
Deixo corisideragao de V. M., o dizer, se seme-
Ihanlc proceder he, como aflirma, lendenlc a facili-
tar a paz, e se, na alternativa que nie prope, me
he licito discutir ou examinar mesmo por um ins-
tanle, assuas proposlas de armislicio, edo imme-
diala evacuagao dos principados e de negociago de
urna convongao com a Porta, a qual seria submet-
lida a urna conferencia das quatro potencias. Vs
mesmo, senlior, eslando no meu lugar, aceitareis
semellianle posigao"? O vosso scntimcnlo de nacio-
nalidadc poderia permitlir-vo-lo ? Respondo confia-
damenteque nao Dai-me tambem agora o direilo de
pensar comovs. Qualqucrque sejaa resolugHo de V-
nunca ninguem me vera recar vista de urna
ameaga. Confiocm Dedse no meu direilo : e a Rus-
sia eu vo-lo'afliango moslrar-se-haem 1854 digna
da Russia de> 1812.
Se porm V. M. monos IndifTerentc para com a
minha honra, volve francamente an.meu program-
ma, se me eslende cordialmentc a mao, como eu o
fago ueste momento, esquecerei do bom grado, o
"que no passado houve de offensivo para mim. En-
13o, Senlior, mas s cntao, poderemos discutir, c
lalvez combinronos. Limile-sc a esquadra de V.
M. a impedir quo os Turcos conduzam novas forgas
para o thealro da guerra. Pela minha parle espon-
tancamcule prometi que nada devem recciar de
tentativas minhas,
Envicm-mc clles um plcuipoteni ario. Recebe-
lo^hei coiiveiiicutcniciiLe. As minhas rondigOes sao
sabidas em Vicnna : he a nica base que posso acei-
tar para qualquer discussao.
Rogo a V. M. que acredite na sinceridade dos
scutimentos nos quacs souDe V. M. O bom ami-
go; Xicolau.
l)irigindo-se narao sobre o estado em qac se a-
cha o paiz, o mesmo soberano exprime-seda manei-
ra seguate: .
Pela graga de Dos, Nicolao l. etc. fazemos sa-
ber a todos:
Ja fizemps chegar aoconheeimenlodos nossos cha-
ros e fiis subditos a causa da nossa questao com a
Porta Oltomana. '
Desde essa poca, apesar do rompimeulo dashos-
lildades desojamos sinceramcnlc, como aiuda hoje
desejamos, evitar o derramamcnlo de sangue. Con-
fiamosjinesmo que o te rapo ft a reflexao convencerara
o governo lurco de que o desvairavam as perficas
inspiragoe*coin que Ihe raziara ver as nossas justas
preicngoes, fundadas em tratados como urna aggres-
sao a sna independeucia, com reservadas inlonges
de predomiuio. Esperamos dcbaldc. Os goveruos
de Franga e de Inglaterra segairam o partido da
Turqua, e o apparccmcnlo das suas esquadras com-
binadas deu novos lirios q^ua obsliuagao. Final-
mente as potencias occideutaes sem previa declara-
gao de guerra, enviaram as suas esquadras ao Mar
Negro, declarando a intengao de defender os Turcos,
o de obstar a qu os nossos navios de guerra cru-
sassem livremente para proteger as nossas cosas.
Depois de scmelhanle proceder inaudito cnlre
nages civilisadas fizemos retirar as nossas cinhaixa-
das d Franca c de Inglaterra, e rompemos (odas as
relagoes polticas com casas 'potencias.
Assim a Inglaterra c a Franga lomam posigflo ao
lado dos inimigos da christandaVJe contra a Russia,
que combale pela igreja orlliodoxa.
A Russia, porcni, nao Irair a sua sant.t missao ,
se os inimigos invadirem o nosso territorio marcha-
remos contra clles com o valor e firmeza que herda-
mo dss nossos avos. Nao somos nos o mesmo povo
russo que deu tantas provas de bravura durante
osmemoraveis suedessos de 1812. QueiraoTodo
Poderoso ajudar-nos a prova-1 [las nossas aeros !
Animados com esla esperanga, eropunhando as
armas em defeza dos nossos irmaos opprimidos que
professam a religiao cluistaa, nos brdaremos un-
sonos com a Russia iuteira.
Senlior nosso, nosso Salvador que veneramos!
Qac Dos acuda para que os seus inimigos ic-jam
disperso!, a .
Dada em S. PcslcYburgo a 9121 de fevereiro no
anno 4854 do nascimento de Jess Chrislo e 29. do
uosso reinado. Nicolao.
O governo.francez eo nglez acliam-se animados
recentemenle de um espirito mais bellicoso que d'an-
les. Bem 100,000 homens de ambas as nacoes ti-
nham j partido para rcanirem-se s forgae turcas.
Urna esquadra composla de vasos inglezes'e Trance-
zes, ficara tambem prnmpta para roecuprr o Blti-
co, sendo a parle ingleza commandada por Sir Car-
los Napier.
Correios tinham tambem partido no dia 6 do cor-
rento margo para S. Pelersliurgo, levando inlima-
gpes dos dous governos, exigindp qae o imperador
Nicolao dentro de seis das contados da recepgao das
mesraas, declarasse que se corapromellia a evacuar
os pra-ipados danubianos at 30 de abril prximo
futnro, sendo no caso de recusa, declarada a guerra
contra elle. ,
Qoem allendcr para o carcter do czar, quem con-
siderar- que elle deliberadamente retirara seus em-
bajadores de Inglaterra e Frang, e pedir aos re-
presentantes deslcs jpizes era sua corle que sem de-
mora dexassem a Russia, nao poder entreter a me-
oordiwid de que desprezar soberanamente essa in-
timagao, ptincipaimeute depois da resposta que dera
cafla.do imperador dos Francezes a elle dirigida,
a qual Dea cima transcripta
Segundo toda as probabilidades, a guerra ser fa-
tal ao czar, por quanto a armada dos alijados no Mar
Negro o a que he destinada para o Bltico, sao for-
tes bstanle para acabar com todos os vasos russos na-
quellas aguas ; mas njo obstante isso, consta qae el-
le ordenara s suas esquadras nos ditos dous mares
que nSo procurassem urna coltisao, mas quelambem
noaevitassem. .
O sulliio assgnra urna convengo, pela qual se
comprometi a nao consentir em urna paz cora a
Russia sem a concurrencia da' Inglaterra e Franga.
A respeilo das operagftes as margens do Danubio,
eis o que se l no European Time* de 8 de margo :
a Omer Pacha, dizem que tem presentemente um
exercllo de 220,000 homens sobre o Daonbio, e os
Russos* ainda rtSo poderam fazer nenhuma impressao
sobre sua posigao cmKalafat. DemonstragOes csliio
sendo conlinuamenlc felas por ambos os exercitos
ao longo da linha do rio, porm urna aegao geral lera
sido impossvel por causa do ,'empo. Alguns ofli-
ciaes francezes e inglezei lera sido por fim nomeados
para commandos no excrcito turco, e quando a cam-
panhase abrir he inteiramcnlo inconccbivcl quo os"
Russos possam conseguir alguma cousa contra o excr-
cito alliado. So por acaso elles forgarcm a posigao
em Kalafat e atravessarem o Danubio, correm o ris-
co de serem inteiramente cortados pola retaguarda
por um excrcito anglo-francez. O principe Paskie-
wilsh foi nomeado generalissimo das forgas russas,
mas no excrcito expedicionario francez acham-se,
alm dos genenesSt. Arnnnd-e marcclial Vaillanl,
o principe Napoleao, Canrobert, Bosqael. Forej.
(TAIIonville; Booal, d'Aurolle, de PalmtineTlJnte-
marre d'Erville, De Lourmel Espnasse, De Mar-
lihfrey, Cassaignolles, Vinoy jue nSo Iho sao- Dfe-
riores.
O conde de Clareodon,ministro dos negocio! eslran-
giro9 da Inglaterra, espressou-so do modo sfguinle
na cmara dos lords sobre a queslao do Oriente : "
a dragas a 6 mezes de solTrimento e moderago
pode organisar-so. contra a Rsala orna rorga moral o
6 per-
o injejo-pra fixar Os direilos dos clu
plausos.) ii
No Diario do foterno da 13 d.
scgoinle obre ele mesmo respeilo :
Na sessflo da cmara doscomn.
guntuii Mr. Layard aos mnistros>qul
sentes, que resposta tinha.dado o gov
iutimago quo Ihe fora feila para a evacmgao doi!
principados al os principios de mnio por
tropas moscovitas : desojando tambem saber se os
tratados estavam ainda em vigor, c se as rclagei
entre Russia e a Turqua, e entre a Russia e as
potencias europeas econservavam ainda no anligo
p.Lord Jolin Rassell disse qne Mr. Layard nao
linha enmprehendido bem o que elle dissera n'uma
das passadas sessOes.Que, relativamente presen-
to questao, nao tinha referencia a tratado algumas
propostas feitas ao imperador da Russia. Temos
para nos, disse o nobre ministro, que perlencendo a
posso dos pj|ncipados ao sultao, occupa-los qualquer
oulra potencia lio praticar um mo acto,Quo por
csse motivo linha o governo britnico intimado o im-
perador da Rusaia para os evacuar al 30 de abril
prximo.Qae se ello acceder a esta reclamagao.nao
se pode dizer ainda se a guerra da Russia com a
Turqua dar em reiultade algam tractado entre es-
tas duas potencias.Mr. Layard replicou dizendo
que s portendia saber se esta era a proposla defi-
nitiva que habilava o imperador do Russia a reno-
var asnegociagesqueexistiam, em conseqaeucia do
que occorreu em Vienna e Constanlinopla; e sendo
slo assim, se se vollava ao tlalu\quoante bellum.
Lord John Russell replicou que nao sabia como ex-
plicar-se com o nobre depulado.Que o que o go-
verno britnico propozera era a evacugo dos princi-
padosQuese o imperador da Russia accedesse, se
abririam enln negociacies entre esle e o sullSo, e
as quatro potencias se far'am medaneiras, ou toma-
riam qualquer oulra parle nestas negociagSes.Mr.
Layard disse qae pedia licenga para n'oulra occa-
siao apresentar esle negocio n'oulros lermm pcranle
a cmara (oucam! oucam '.) O chanceller do exche-
quer depois de dcscrever, n'um longo discurso o ei-
tado finanoeiro do paiz, e a gravidade das circums-
tancias em que este se acha va, propnz a creagao de
1,750,000 em exchequer-bills, o que no cabo de mu
larga discussao foi concedido pela cmara, que ap-
provou tambem oulra proposla, precedida .de mal
largas considcragOes polticas e flnanceiras, para que
a camera decretasse que fosse dobrado o trbulo de-
nominado income-lax no primeiro semestre de 1854-
1BSS.
Houve em Saragoga na Hespanha urna insurrei-
go que foi logo supprmda. Corra em Madrid qae
urna desintelligencia so levantara entre a Inglaterra
e a Hespanha, e que o Sr. Isturitz, ministro hespa-
nho| em Londres seria chama'd a Madrid.
Relativamente a insurreigao da Albania l-se o sc-
gante no Jornal do Commercio de 14 de margo ;
a Os embnixadores francez e inglez mandaram
duas fragatas a vapor para ajudar os turcos a auflo-
car a revolta dos Grecos.
O embaixador inglez em Alhenas fez saber ao
governo, que a Inglaterra, inlervir, se- for misler,
para auxiliar o reslabelecimenlo da ordem.
O Observador & Alhenas, na parte nao officaj,
censura em lermos melifluos a commogao que bou.
ve na capital da Grecii, e depois d conla do princi-
pio da rovolla, que, segundo diz o jornal alludido,
que he iususpciio, comegou nos flus de oulubro,.por
desintelligencia de alguns bandos de la.Irnos dos Seal-.
trojaunis e Radovilzi da Albania cora a auloridade
turca, cujo servigo estavam, por causa do paga-
meolo do estipendio, que Ihe devia o aga; foi aqu
que se originou a revolta, qual foram adheriudo
outras povuagC.es.
Segundo diz o mesmo jornal, parece quo desde
que a revolta comegou al 3 do' fevereiro, os Turcos
tcm lido 150 homens morios. 40 prisionelrose 60 fe-
ridos, e da parle dos clirislios, s um morlo e pon-
eos feridos-!!
Eis urna proclamagao dos insurgentes de Al-
bania. .
Nos abaixo assignados, habitantes de Radtz,
provincia d'Arlas, vexados por enormes impostos, e
exasperados com os ultragcs feilos s douz'ellas do
nosso paiz pelos inusolmanos, nossos selvagens'e
barbaros conquistadores, recomegamos i guerra, que
em 1821 fizemos em coramom, jurando em nomc do
Alltssjrao e da nossa santa patria;, que, por nenbutn
motivo, largaremos as armas, sem que tenhamos re-
conquistado a nossa liberdade,
Confiamos-que aero por n* as sympathias de
lodos os Gregos livres, nossos irmaos, edaquelle
qae vivera- opprimidos pelo jago dos musulmauos,
confiamos qae, como nos, correrao s armas para de-
fender a nossa cansa cominam, corabaler pela f e
pela patria, e restaurar os nossos imprescriptiveis
diteitus.
He santa ejusta a nossa guerra: ninguem, at-
lendcndo pesada escravidao qu nos opprimci e
ao direilo das nages, poder censurar-nos ncn le-
vantar a voz em favor do nosso cruel Ivranno, edo
crescenle que campea sobre os nossos sagrados tem-
plos.
Aprcssai-vos, pois, irmaos, e vinde tomar .parle
nesta ol*a, que 'he de lodos; sacud o jugo da iy-
ranuia e proclamai comuosco, pcranle Dos ape-
rante o mundo inleiro, que combalemos pela pa-
tria : e Dos proleja os chrislOos. 15 de Janeiro., o
Juramento.
o Juro pelos Santos Evangelhos, pela Tfindade o
pelo Cruciflxo, quo nao largarei as armas que boje
empunho, sem que Icnha expulsado os Tarcos, meas
lyrannos, da Ierra de mciis pais, e restlaidn a li-
berdade minha patria. Juro miis iterante o Alls-
simo,- que.defenderei a minha bandeira, e derra-
mare! pelos meus compahheiros at ultima gota
do mea sangue, se assim Trnecessario.
' As noticias do thealro da guerra indican) que os
Russos -fazem grandes preparativos para passar o
Danubio.
A Franga e a Inglaterra tinham concordado em-
reprimir qualquer movimento revolucionario que
livesse lugar na Italia.
O governo austraco publicara um documento ofll-
cial, no qual faz conhecer suas ideas a respeilo das
diflereugas nlte a Russia e a Tur.;aia. Se a -guerra
romper, o Onico dever do governo austraco hemajx
ler os interesses das nacoes qae se acham jdetiaixo do
sceptro de S. M., interesses que nao estao em con-
fliclo.com os de nenlinma oillra naeao. A Austria
est preparada para aflronlar os perigos que possam
provir assim de urna grande guerra em um paiz vi-
zinho como da tendencias subversivas que possam
manifeslar-se as fronlciras do imperio durante a
continuagao dessa guerra.
Da Prussia dizem que o primeiro ministro conde
de MauteuOell dera sua demssao ; esse ravallciro
ora qoem mais combata uo gabinete prussiano a in-
fluencia russa, sua retirada, a ser certa, he pois de
grande vanlagem para o czar.
Na 11 "Ilauda o ministro da guerra propz i cmara
um acerescimo de um milhao de florns no orgamen-
lo de sna reparlgo para reparos de forllficagocs c
outros objectos de defeza. v
Na Dinamarca a dieta rejeilra por 97 votos con-
tra 1 a resolugao ministerial que dava ao govcrno'o
direilo de proclamar urna constituigo para loda a
monarchia sem a cooperario das cmaras.
Tinha chegado a Copenhague um correio de S. Pe-
lersburgo com despachos, nos quacs o governo russo
exige do dinamarquez que recuse supprir o esqua-
dro inglez e o francez com provisoes c car van.
As ncgociages entre os governos russo e sueco
aindjMiao se achavam terminadas, receava-se al
em.'^rkolmo que a Rassia faria urna deraonslragau
c enviar sua esquadra aquella capital afim de dar
maior peso a suas exigencias.
Das nolicias qOeVccebemos da India, China e A-
mrica septentrional,, uenhuma ha de grande impor-
tancia.
Em Londres os consolidados Acarara a 91, e os fun-
dos brasilciros, os novos, a 99.
Bocage, e eu digo com o povo: pelo dedo se conhece
o-gigante
Pego ao raspcilavel publico, suspenda o seu juizo
at amanbaa, que romperei a mascara ao hypoerita
que cora o mais inqualilicavclcynismu pretende il-
a bandado de n^^^H
calumniadores.
EDITA

I Bezci
O Illm. Sr. ronjadnr servindo de iuspctr da | A ai
iia provincial, em rumprimr
/.onda, mu;
27 de abril i a^
^HHjERGZC
piuca do recife \rco as 3
horas da-tarde.
Nao houveram boje colages.
ALFANDEGA.
Rondimcnto do da 1 a 29. 247:941 $535
Idem'dodia30........8:525|280
256:4868815
Deiearregam hnje 31 de marro.
Galera portguezaMarquridapedras.
Briguc ingle/./'e.s/mer/andmercadoras. -
Patacho americanoIlree:efamilia bolachinhas e
cha.
Patacho brasileiroAlfredoladrlho e pipas vasias.
H late brasileirome/amercadorias.
CONSULADO UBKAL.
Rendiraenlodo dia la29.....60:1528083
dem do da 30 ... 5:834761
65:9868844
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimentn do dia 1 a 29. .'. ^6:6808211
dem do dia 30.........5018062
7:1818273
Exportacao'.
Canal, brigue inglez Albano, de 297 toneladas,
eonduzio o seguiite :1,650 saceos com 23,025 ar-
robas de assacar*.
Pago de Camaragibe, hiato nacin;-! Noto Deslino,
de -1 i toneladas, zonduzio o scguinle :94volumes
gneros eslrangeiros, 28 ditos dilos nacionaes.
(iibrallar. brigue dinamarquez Agnes, de 316 to-
neladas, eonduzio o seguinle: 4,600 saceos com
25,000 arrobas de nssucar.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 30.......4259976
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dial a 29.....47:584*191
Idein do dia 30.......... 3:7068896
. 51:2918087
LISBOA, 14. DE MARCO DE 1854.
Preco corrente dos gneros do Brasil.
Por baldcago.
Algodao de Pernarabuco.
"Dito do .Marauli."i(........n
Dito dito de machina.....*.
Dito do Par..........
Dilo dito de machina.....
Giro..............
Caf do Rio primeira sorle. .
Dito dito segunda dita. ....
Dito dito tprreira dita :
Dilo dito esculla boa. .....
Couros espichados.......
Ditossalg. Babia c Para 28.a 32
Gnmnia copal .........
Ouruc ..'..'.......
Salsa purrilha superior.....
Dita dita mediana ........
Dita dita inferior.......
Captieos de direilos.
i!>
130
120
110
lio
110
1-5800
2&900
28K00
28200
120
35000
25700
29300
18700 28000
112 122
' 87 97
25000 58000
100 1&j
145600 1.58000
98600 108500
6>>00 88900
i
Assucar de Pernarabuco branco
Dilo do Rio .
Dilo da Baha.........
Dilo das Alagos....../
Dito do Para, brulo......
Dit niascavado.........
Despachado*.
Ail..............ij
Arroz do Marauhao e Para grd. ofl'
Dilo dito dito do melhor ....
Dito dito dilo superior. ....
Dilo do Ro...........o
b'arnlia de pa'o -do Brasil s Gy
(ioniina alcatiladal. sorle. <
Dila dila 2. dita........
Tapioca 1........... iS-
Preas cor rentes dos gneros di I''or11gal uu
. dita datai
Captivos de direilos.
Amendoa cm milo doce do Al-
gane.' .............(i! 58000
Amendoa cm casca couca alq. 1-200
Dila dila molar.....-... 850 900
Dila dila diirazia........ Falla.
Cera nacional branca...... Dila dila araarella. ...... d -295 300
Figos do Alsai-ve comadre. t 800 950
Ditos dilo brancos....... 400 500
15350 18700
18250 18400
18300 18450
183.50
18100 18150
18050 18250
18300
68000
8400
7S20f>
38001)
700
900
400
15I0U 18100
' Despacluulos.
n
alq.

1)
.

58600
3520O
600
600
140
480
550
2&20O
25OOO
4-8QOO
58800
38600
640
#
. 520
700
8i00
ranga alguma de paz. Remetteu-se um tratado pa-
ra aassignalurado sullao, antes do desembarque das
(ropas. Far-se-hn a guerra corfi \igof. Importa'11
seguranga e paz da Europa, que para! reprimir o po-
der aggressivo e ambicilo da Russia,! se conserve a
inleerdadedo imperio nlloniano. Aj|itnveilar-S- ha
-ESPOMNCIA.
Baralho nacional secco.
Dilo dilo fresco....... .
Fcijao BranoO dasilhas. .: '.
Dilo dilo do Porto e Fiueira.
Dito rajado........
Dito fradinho.........,.
Grao de bico. '. ...... .
Passas da Ierra. '......
Sarro de vinho liuio. .. .
Dito dilo branco...... .
A" bordo.
Agurdenle de30 gr. cncascada r.ip.2008000
Anule.............alm. 48500 48750
I.aranjauoce......... cax. 78000'
Sal rosso...........moio 15I5D 12(K)
Dilo redondo..........d 18000 18100
Dilo fino para a Ierra...... 18300 18400
Dito trigueiro grosso...... 181.50 18200
Corfiga n. 1 de 3 lamanhns do
grossura propria para rolbas. tfl 78200
Dita 11. 2 d tres tamaiihos. 68HN)
Dila n. 3 dilo dilo....... 49500
Dila n. 4 para pescarla.....11 2<00
Dita dila para fabricar..... 18800-
> inbo superior.........pipa 808000
Dito ordinario........ o 708000
Vinagre ............ 3O9OOO 408900
Trigo do reino rijo. ...... alq. 470 600
Dilo dito moli ,...... 560 640
Dilo dilo das illi....... 490 580
Cevada do reino........ 320 310
Dila das ilhas.......... 230 24Q
Milhodo reino......... 400 -410
Dito dasilhas.......... 340 360
Centeio do reino........ 340 360
ESTADO DO MERCADO.
Assacar. Algumas vendas nara consumo, mer-
cado frouxo. "
Arroz. Vendas regalares para consumo.
Algodio. As vendas foram para consumo das
fabricas.
Caf. Efiecluaram-se algumas do recentemenle
chegado do Rio.
Cacao. O mercado continua a ser escasso, oDtP'
cas vendas.
Cera. Ohtcm prnmpta yenda.
Couros. Nao ha allerago as vendas.
1 lomma copal. Algumas vendas para consumo.
Ouruc. Poucas vendas para consumo.
Tapioca. Algumas vendas para consuma.
Salsa parrilha. Poucas vendas do consumo.
NAVIOS ENTRADOS.
Fevereiro 27 galera porlugueza GratidSo, ca-
ptio B. S. Guimaraes, do Rio de Janeiro em 70
das.
^Idernidem patacho portuguez Cautela, capi-'
lao J. F. Valenga, do Para'em 48 das, com arroz.
dem 28 barca porlugueza Ilortentia, cap'ilSo
J. S. Machado, do. Rio de Janeiro em 63 dias.
dem dem barca brasileira Luzitania, capitao
A. F. Rosa, do Maranhao era 45 dias, varios g-
neros.
Margo 2 Patacho portnguez Rpido, capilo A.
B. de Mallos, do Par em 54 das, arroz,
dem 6 vapor inglez Brasileira.
dem dem patacho porluguez Deslino, capitao
J. F. P. Borges, do Rio de Janeiro em 97 dias, assu-
car e cafe.
dem 7 barca porlugueza Bella figueirense,
capitao M. I. P. Bastos, da[Babia era 57 dias, assucar.
dem 9 brigue portuguez /.age, capitao I. A.
Maciel, do Rio de Janeiro em87 dias, assucar e caf.
dem idem brigue portuguez londego, oapi-
lao I. P. Dias, da Babia cm 70 dias, assucar e caf.
dem 12 patacho portuguez Augusto, capitao
11. I. Gavinlio, da Baha em 73 dias, assucar e
hwfos.
' dem idem patacho porluguez Liberdade, ca-
pilaoA. M. de Agujar, do Maranhao cm 52 dias,
arroz.
dem idem vapor inglez treo/ Western.
NAVIOS. A' CARGA.
Babia brigue porluguez Fortuna pitao I. M. do Nascimento.
Ilio de Janeirogalera porlogueza Joven Carleta.
dem brigue porluguez lkeira. '
13 do margo. Nada ha que accrcsceutar.
Sis. Redactores.Estranbo s questoes polticas
que so discutem tiesta cidade, oceupado spraentc los
negocios familiares, s per accidens leio os jornae
que aqu se publicam; porm boje um amigo mos-
trou-ir* o Liberal n. 438 de lerga feira 29^d{> cor-
rele, o n'elle deparei com um artigo communica-
do assignado por um quo se dl^ inimigo de trafi-
cncias: a virulencia com que he escripto o tal ar-
c
ligo, as calumnias que sohreoaclual-.emprezario,
ptiysica sem exemplo. A Anstria e a Prussia fomam o dignissiiuo presidente da provincia lauca-o cqra-
poilo ao lado do Inglaterra e-Franga. NSo lia eape- iuunicadoir. bem claramente mostrara que he o seu
1 que
autor ;e;..o ler om tal complexo de alfiidade, a
que nuuc 1 escrevi para o publico, para ogo e re-
olvi a da r- umi cabal resposta, esclera
mentir ao mizeravel calumniador, qOe|
nos lera o tino preciso para ctillar-sA;
ineni o p.jicel e a ni.iq onlier moMai
MOVIMENTO DO PORTO.
Njitio entrado no dia 30.
Sutlraroplon e norlus inlermedios49 dias e mel,
vapor inglez Thames. commandanle Wm. Slrult.
Passageiro para esta provincia, o Dr, Jos Ferreira
Cantao.
Navios sahidos no mesmo dia.
CanalBarca ingleza Iris, capiaw John Hamon,
carga assucar.
Bucnos-Ayre por MomevidPolaca liespanhola
faynmndo, capiI3o Jos Bertrn, carga assucar o
agurdente.
Rio de JaneiroPatacho brasileira Bom Jess, com
a mesma carga que trouxe. Suspendcu do lamei-
rSo.
FalmoulhBrigue inglez Barkhill, capitao J. Ealem,
carga assucar.
I pela ParabibBrigue inglez Friends, cap-
W. Richards, era lastro.
CamaragibeH i ate brasileiro Not Destino, meslre
EMevlolaibero, carg varios g%naro>.
Scc
buco i
Ferreira da
Clausulas especiis para
1.3 Os colicortos da cadeia
far-se-hao do couformidade com o or-
provado pela directora cm canselbn, e a presea lado
a approvagfio do Exm. Sr. presidente da pruv
na importancia de 2:2498280
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes e dever tonclui-las no de seis
mezes.ambos contados na formado arl. 31 da le
11. 286.
3. O arrematante seguir nos seus traballios In-
do o quo Hies for determinado pelo respectivo en-
genlieiro nSo s para boa execuraldas obras, como
em ordem de nao iiiulilisar ao mesmo lempo para o
servigo publico Indas as partes de edificio.
4." O pagamento da importancia da arremataran
lerlugarem tres preslagfles iguaes: a 1, depois
de feila a metade da obra: a 2a, depois da entrega
provisoria; e a lerccira na entrega definitiva.
5. O prazo da respoiisabilidade ser de seis
mezes.
6.' Para ludb o que nao se achar delenninad
as presentes clausulas ncm no orgamcnlo, seguir-
se-ha o que dispoe a respeilo a lei provinrial n. 286.
Couforme.O. secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindode inspector da
Ihcsouraria provincial, em cumplimento da resolu-
g-ao da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro,-vai novauen-
le apraga para ser arrematada quem por menos fi-
zef a obra do agode dei'aje do Flores,avaliada en
3:1908000.ris
A arrematagao ser feila na forma dos art., 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio d#1851,
e sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas :
Aspessoasque se propuzerem a esta arremalagao,
comparegam na sala das sessoec da niesina junla uo
da ac_ma declarado, pelo meio dia compelenleraeD-
te habilitailasv,-E para constarse mandou.afflxar o
presente e pubmw pelo Diario. Secretara da
Ihcsouraria proviiShiLJe Pernarabuco 15 de mar-
go de 185*. O sccrei!ne_ Antonio Ferreira
a Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrttfatrUo.
1. As obras desle agode scrao feilasNlB confor-
midade com as plaas e orgamenlo apresefllados
approvagao do Exm. Sr. -presidente da proviBea,
na imporlaucia d 3:1908000.
2. Estas obras 'deverao principiar 110 prazo de
dous'mezes, e serio concluidas no de dz meies
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A imporlaucia desla arremalagao aera |iaga cm
tres proslarf.es da maneira seguate : a primeira dos
dous quintos do valor do orgamenlo, quando livor
concluido a melado da obra ; a segunda igual pri-
meira, depoi de-lavrado o termo de recebimenlo
provisorio : a terceira linalnu-nle.de um quinto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4. O arrematante ser abrigado a communicar
rcparligao das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia em que tem de dar principio a execu-
gao das obras, assim como Irabalhar seguidamente
durante quinze dias, afim de que nossa o engenliei-
ro encanegado da obra assislir aos primeiros tra-
ballios.
5. Para ludo o mais qne nao esliver especificado
"as presentes clausulas seguir-se-ha u que de termina
a lei proviucial 11. 286, de 17 de maio de 1851.
Conformo. O secretario, Antonio Ferreka da
Annunciacao.
O Illm. Sr. cantador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da resolugl o da
junta da fazenda, manda fazer publico que no .lia 6
do abril prximo vindouro vai novamunle a p raga
para ser arrematado a quem mais der o rendinienlo
do imposto do dizimo do gado cavallar uos munici-
pios abaixo declarados:
Linioeiro avaliado .anuualincnlc por 58sfl00
""jo B a 5OM00O
A arremalagao ser feila por lempo de tres anuos,
a bular do 1. de julho de 1S53 ao fim de junlio
de 1856.
As pessoas qae se propozerdm a es,Li arremal igao
comparegam ua sala das sessoes da liiesma junla;"no
da cima declarado pelo meio dia, competeulemiinle
habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thcsoraria provincial de Pernam^u-
co 4 de margo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Annunc\aran.,
O IUm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem Ao
Exm'. Sr. presidente da provincia de 9 do corrile,
manda fazer publico quo nos dias 4, 5 c 6 de al Vil
prximo vindonro, peranlo a junla da fazenda da
mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem isor
menos fizer a obra do 21." lango da estrada do l?o
d'Alhu, avaliada em rcis J4:9608000.
A arremalagao ser feifa na forma dos artigos24i' e-
27daleiproxincial n. 286 de 17 de maio de 1851* e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalagSo,
comparegam na sala das sesses da mesma junta net
dias cima declarados pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente po-i
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ikcsonraria provincial de Bernambu-
co.13 de marco de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira >?Annunciacao.
Clausulas especiaes para aarreinatacSo.
i. As obras do 21" lango da estrada do Pao u'Alhe
serao feitas de couformidade com o rgamento, plan-
la c perlis, approvados pela directorio em cnnSelbo
e apresenlados a approvagao do,Exm. Sr. presidente
da provincia na. importancia de 14:960^000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e serao concluidas no de 12 mezes, ara-
bos contados na forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3.a O pagamento da importancia da arreuiatagao
realisar-se-ha cm quatro prestagOes iguaes: pri-
meira depuis de fcilo o primeiro tergo das obras ; a
segunda depois de concluido o segundo tergo; a ler-
ccira na occasiao do recebimenlo provisorio ; e a
quarla depois da entrega definitiva, a qual realisar-
c-ha um anno depois do recebiinento proviso-
rio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as obras, de-5
ver o arrematante proporcionar transito publico ero
loda a extengao do lango.
5." Para ludo oque nSo acacha determinado na
presentes clausulas, nem no orgamenlo. seguir-sc-ba o
que dispoe a respeilo a lei provincial n, 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreiras
a" Annunciacao.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da.
Ihesouraria provincial, em eumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, de 7 do ct-
renle, manda fazer publico, que nos dias 4, 5 e 6 de
abril prximo vindouro, pcranle a jnnta da fazenda
da, mesma Ihcsouraria, se lia de arrematar a quem
por menos fizer a obra da cadeia- na cidade do Rio
Formoso, avaliada em 3:0008000 rs.
A arremalagao ser feila na forma dos arligos 24
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio do 1851,
o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. .
As pessoas que se propozerem a esla arremalagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junla, nos
dias cima declarados pelo meio dia.compelenlcmen-
le habilitadas.
E para constar se mandn aflixar present e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial dB Perndmbu-
co 13 de margo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao. 1
Clausulas especiaes para a arrematacao,
. 1.a As obras serao felas de conformidade cora o
orgami-nto e planta,nesta dala approvados pela direc-
toria em eonselho, c apresentados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
33:0008000 rs. ,
2.a O arrematante ser ojirigadoa dar pciaci,
obras ne- prazo de dous razes.B conclui-las no de 30
mezes, contados de conformidade com a disposicoi
do artigo 31' da lei provincial n. 286.
3. Para execugao das obras, o arremalanlai deve-
r lerum meslre pedreiro, e oulro carpiua'da confi-
anga do engenlieiro encarrgado da obra.
4.a O pagamento da importancia d'arremalago se-
r feila em seis prestagos da fiirma seCuiite: a pri-
meira da quanlia de um dcimo do valor da arrema-
lagao, quando esliverem feitas todas as pl
nivel do pavimento Ierren, e fuame
goto ; a segunda da quanlia de duu
esliverem feilos todas os parles
resal a altura dereceber o Ira
ro andar, e assenladar todas'as
janellns : a lerceira da quanlia d
do estiver assciitado lodo
ro andar, feitas todas a
Iicrta, c em
dou decimos, quando t-
aasentada o Iravcjamenlu
rebocado e guarne
quinta lamb
ctuidas todas
sexla fin 1 otar ivsstR>|
cabida
denota do
Cmpaahia
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Capitao. ADm d* 1
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Un quarlel-mesi
I'm soldado'. .
Cazaziy .
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Andreza, mulher
Urna mora .
Convidad.
e criangas.-
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esla eoniel
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U> (IU. pTOHll
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capitao.na praca,
tMsoiiraHa, ""W^Wt:
ra'ser arrematada a quera faprclie n. I .
w


PERNAMBUCO SEXTA FElflA 31 DE RIARfiO DE 1854.
a Bahia, val sahir em poneos
nacional Amelia : quem
Jto quizer carrejar, ouir de pas-
s. dirija-si! aomestre a bordo, ouaos
Jflao Pedro Vogeley,
fabricante ile pianos, afina o concerta com (oda a pcr-
l'eicao, leudo chegado fercntemunte dos porlos da
Europa, de vilar as meiliores fabricas de pianos, e
lendo ganho llas todos os conliecimcntos errtica
d"e conslrucc.ocs do modernos pianos, ofteroce o seu
ao rcspeitavel publico' para qualquer con
[ido fiiiiBiiBiiiiiiiiiit^^
cao de
. pouco
im'uso.
i para seguir
I ;jam-se os cnn-
loode o inven-
o hiato Aoce
,l-s com Tasso Ir-
pilSo do cter americano
5o se rosponsabilisa perd-
ripola-
maior parte da car-
io Ma-
sageifs
elhores
io Jos
-io n.4,
NEIKO.
la sua boa marcha
: fazer costado .fi\o ;
iro em pone
- ipta : para o rcslan-
na roa da Cadeia
! Janeiro segu por es-
i'O Hebe, por
nto prorrpto :
carrejar ou em-
com o eapitao
utario,'Manoel
a do Trapiche
HO.
na Snr.itdade Ft-
frele, Irala-se com
do Corpo Satito,
/ERSOS.
-------______L.
(Juimaraes faz sciqnle ao
^^^jjb commercio, que des,
mnciedade que tinhn
I embarca para o
crioulas de lime
i, futa, de idade
rar un mo-
ecdendo un
o se pode reli-
^^^Hriins de Barros
deve pos saldo .la
lo & C, da quai foi
'
DO L1VR AMENTO.
->alustiano de Acromo
Ferreira
vis a respeilavel publico, que os seus bilheles e
cautelas eslao expostos venda nos lugares do costu-
me, c paga sob sua responsabilidade os dous premios
grandes scm o descont de 8 % do imposto geral.
Bilheles- Inteiros 6,000 : 5:0008000
Meios..........3,000 2:5088000
Quarlos........ 1,500 1:2508000
UecimoS ... ... 700 .. 500*000 ,
v Vigsimos ...... 400 .. 23OJ000 '
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta lotera andam a 21 de abril prxi-
mo futuro, e o resto dos bilheles acha-se a venda
nos lugares j anhecidos. na bo.tica do Sr. Joan Mo-
reira ra do Cabug, na ra do Quci mado toja do Sr.
Moraes.O tliesoureiro, Joao Dominges da Silva.
C-nsscl Bimunl leudo de se retirar proxima-
meiilc para Europa, roga os seus devedores
o favor devirem saldar suas cuntas da dala
deste a oito dias. Recito 1T de marco de
185*.
Aluga-se un sitio
na estrada dos ailliclos confronte a groja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e futido, e com muitus fructeiras :
quem o pretender, dirija-se Ponte de Uchoa em ca-
sa de Francisco Antonio de Oliveir Jnior, que lam-
bem o*permuta por predio na praca.ou vende.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLE
NERVOSAS.
. (Ilysteria, epilepsia ou gouuMral, rheuma-
lismo, gola, paralvsia, jtoios da falla, do
ouvidoe dos ojhos,,.ieiancola, cephalalga
ou dores de cabera, enxaqueca, dores, e ludo
mais quij rrpovo conhece pelo nome genrico
de nertoso.)
As molestias nervosas requerem muilas ve-
tes, alem dos medicamentos, o empregu de ;
oulros meios, que despertem nu ahalamn'scn- '
sihilidade. Estes meios pvssueu agora, e os
ponho a.disposirao do publico.
Consultas todos os dias (de grasa para os !
pobres), desdeas 9 horas da manhfia al as 2 i
da tarde. Kua de S. Francisco (mundo novo)
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludyero
: Pinito.
ecihi-
I
dn corren te
^^HE ^^^R Sr. Pr.'juiz de d-
desla cidade, ficnu
praea qte deve ler
^^^^pa sala das audiencias de-
curador eadminis-
nto das freirs do
irossii, faz sa-
rao seguiote.lem de
Sa do juizo do i-
do,Recito. 2 sitios de
i. sendo o pri-
sao de legua
riptura com
lu, cujo ter-
offerece a vanta-
m alto ponto,
K* renas, rio de ex-
les, bonsal-
o fabrico do eu-
^^^Bjemcnie.
ia' de auasle-
de embarque,
O segundo
. hesito
a; ineia legua (listanle
^^B beira da estrada
^Bo Tabtinga de 11,-"
is para caunaeca-
uillin, feijao,
r vaccas pdra
na. O primeiro
K)8000.e o segundo
>s Illms. Srs. coronel
^p*. ecapitoMa-
l.ins, jiroprietarios
I ib, para coja ven-
a imperial. Qucrn
arera por" si ou seus
a antecedenlemei i-
, dirijam-se villa dignado, ou com o
i reir Duro, e o es-
de Helio e Aranjo,
com ellas mos'.ra-
e 1854. O
Pas de .llbuguerque.
na ofllcies de ta-
ido bons., na
i de fjajeta
oso.-
ladaEslreHan.19,
iiellioreslocaes.mui-
los esurraeem deeparos, di'
cssoa habilitada e diligente,
lo o seu orde-
nor motivo'do
rendo, sero
iolieiro :;na mesma
UVa
il embarca para o
jula.de uonie Qui-
^erfia, na ra
eos fundos,
^^Bndade
le i2$0OOrs. que
io ignora a
stenso.
iue levou a ulier, mo-
llm, dirija-
heo Joaquim Ma-
goeio
ranlidos
priedade de
i da ra das
LOTERA DQ RIO DE JANEIRO.
Acham-sea vendaos bilhetes da loleria
15. do tbesouro public, cuja lista se es-
pera pelo vapor inglez at 4 do prximo
mez de abril; os premios serao pagos a'
cliegada da lista.
RIDOUX & G4RMER,L1TH0GRAH0S,
Ra. da Cruzn. 24, primeiro andar,
parUeipm ao rcspeitavel publico, que lendo dado
maior extenso ao sen cstabelecimcnlt), acham-se
promplos para execular com leda a-brevidade os tra-
balhcs qu llios forein encominendados, como sejam :
facturas, contas, leltras de cambio c da Ierra, conhe-
cimcnlos para navios, circulares, correspondencias
aiiloirraphailas, precos correntes, carlees de easamen-
lo e bilheles de visita, etiquetas para botica e otras,
msica e ludo o que perlence a sua arle.
O'Sr. Joiin Nepnmuceuo Ferreira de Mello,
moraxlyr na |ssagem de Olin.la, tem urna caria na
livraria n. 6 c8 da.praja da Independencia.
Pede-se a pessoa que comprou urna moedade
ouro, libra esterlina, cbm lajo liso, proprio para on-
tuir cordo para botar ao nescoro de menino, ou sem
elle por haver sido lirado a oro alfaiate no dia 22 de
fevereiro prximo passado ou muito perlo deste da,
dirija-se a ra das Flores n. 23, afim de averiguar
negocio que Ihe diz respecto. Pode vir sem receio al-
gum, eerto de que neiilium prejuizo lera relativo a
esl.e neBocio da compra referida, so vier por esle cha-
mado a casa indicada.
/ CHRYSTALOraO.
Novo estylo de retratar, quer chova, quer faca sol,
J. J. Pacheco, "recenlemeule chegado dos Estados-
Unidos, convida ao rcspeitavel publico, a visitar o
sea eslabelecimenlo no aterro da Boa-Vista o. 4
ca em que moroo o Sr. Lelorle.
, J. Chardon.bacharel em liellas leltras, Dr. em
direilo, formado na universidaile de Pars, ensilla
em sua casa, ra das Flores n. 37. primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da rua das Flores com a
ra da Concordia, a ler. screver, traduzir e fallar
correclamente alingus francezae lambero da litoes
particulares em casa de familia.
da-seo engenhoLeao, silo na fieguezia
- prctendentes podemappat|cer no aler-
1 don. 53. se; lar, que
r.ou na fregoeii da Escadu,
Campello, com Manocl Goncal-
lo corrcnle, na estrada de,
eir conferido 1108000 rs. era1
diversos papis de trnpoi
odem servir ao sen dono ; a pessoa que
achar, podem eulregar na rua do Trapiche Novo n.
8, quesera generosamente gratificado.
MORILIASDE ALUGUEL.
Alugam-se elleptivamente mobilias
completas ou qualquer traste separado a
vontade d alugador, e por preco commo-
do ; tambem se alngam cadeirasem gran-
de porrao, para bailes ou oflicios; na rua
Nova, armazm de trastes db Pin lo, de-
frorite da rua de Santo Amsr.
?recisa-se de um fcilor para um engenho perlo
desta praca, e de urna criada : no aterro da Boa-
\isla, loja n.d8.
Irmandade das almas do Recife.
Tendo a irmandade do Sr. Bom-Jcsiis dos pnssos
da rresiiezia de S. Pedro Goncalves do Recito
convidado a irmandade das almas da mesma freguc-
zia para acompanhar a solemne procissao dos Pas-
sos, o abaixo assiguado roga aos dignos irinaos da re-
ferida irmandade das almas, que aiinuindo aquello
com itc, hajam de comparecer na matriz do Corpo
-anto pelas 2 horas de larde do eia :ll do crreme,
para reunidos acompanharem a referida procissao.
Padre Jos Leile PilfaOrUgueira.
O abano assignadn avisa ao respellavftofpv
do commercio e a quem iuteressar posa, que em sua
ausencia para Europa dixa encarregado da adminis-
Iracao de seus negocios ao Sr. Domingos da Costa
Dias, e como sena procuradArcs'ens Srs. Manocl Jos
Dantas, Francisco Jos Alvos Gimar3e. Joaauim
Monteiro da Cruz e Joaquim Marlins da Silva.

Tori
Europa.
para
da A ;
respeilosarl
imperial capaila deN. S.
^Hd" ilenriqnes Diast vem
kidaraos cliarissimosirmnos, que
Iril, peas 8 horas da mnha,
___nc insistorin m um pleno corihecimeillo a resuello "do nosso
imissii felto pelo nossf) advogadn. Joao Sil-
veslre Francifeo de Mello, esrriviio actual.
Firmino de Farias ISarroso e Suva, achaodo-se
habilitado, tanto em leltra como em ortographia. of-
ferece-seao respeitavel corpo do commercio e foro,
para pdr qualquer escriplurarao em dia, e islo com
a maior brcvidade : a quem convier, procure na rua
das Trincheiras n. 25. $
COMPRAS.
Jos' Alves da Silva Guimaraes de-
clara pela ultima vez, que estando por es-
tes tres ou quatro dias a retirar-se iart
Europa, e nao tedo as pessoas que teem
penlores em suas miios os tirado, apezar.
de ter nao s avisado particularmente a
cada um, como tambem o tem feito ver
por varias vezes por esta folba ; elle pro-
testa por qualquer reclamacao qu appa-
recerpossa, visto que a nenhum destes
avisos os interessados se teem movido.
A pessoa que levou do salfio do thea-
tro de Santa Isabel na tarde de 23 do
corrente," um cbapeo' de sol verde, rivo.J
e de cabo de canna, deixando em seu lu-
ar outro roxo episado, tenha a bonda-
e de o mandar levar a' casa da rua No-
va n. 41,-segundo' andar, para ah ser
destrocado.
Um dos credores- do major Jos Francisco de
Soiua, declara ao Sr. Francisco Manuel Colho, que
a Sra. Joanna Maria da Conceic,ao aiuda nflo pagou
as dividas que comprou aos credores do dito mjor
Jos Francisco de Souza, c sim licou de pagar em
lempo ii-.arcado, dando por garaulia hypolh'cca uo
seu sitio e casa que lem na rua" da Trompe do bairro
da Boa-vista; logo que' se tenha vencido e'sse prazo
e lenha pago poder annunciar que j pagou, .e no
antes que u tenia feito.
Francisco Manuel Coethp faz ver ao publico,
que havendo outro de igual nome, de boje em diatv-
tn se assiguan por Enneuca Manuel dos Passos Coc-
Uio. .
Albert F. Damon, cidadSo americano rctira-se
para os Eslados-Unidos, levando em sua compauhia
sua senhora, dous filhos menores c Hma criada.
A pessoa que se quizerencarregar de Irazerduas
dnzias de caraiqujoS, os mais bonitos que soja possi-
velarranjar, aoescriplorio da Sra. viuva Amorim/
F'ilbo, rua da Cruz n. 45. ser inui bem recompensa-
da, pede-se toda a promplidao.
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer .hura em sua casa
na rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
A! pessoa que por encano levou da casa do Sr.
Ilemeterio, no noile de 25 do corrcnle um chapeo no-
vo, de seda, com forro liranco. deiiaudo em seu lu-
gar oulro ja nsado,.pc(lc-se-lhe o favor de mandar
desfazer a troca, na rua Nova-n. 50, segundo an-
dar.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazm da Uuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
~ Compram-sc cscravos de ambos os sexos, de 10
a20annos, para se exporlar; tendo boas figuras,
pagam-se bem : na rua DireiU n. 66.
Compra-se urna escrava, crioula, que sej moja
e de boa conduela, que saiba engommar, cozinhar e
fazer o mais servi50.de una casa : na rua de Apollo
Compra-se um palileiro de prala que estoja
pericilo : quem oliverannuncie, ou dirija-se a rua
^ova n. 41, segundo andar.
Compram-se escravvs do idade de 12 a 35 ali-
os, assim como se recebem do cummissao : na rua
ireila n. 3.
Compra-se um cofre de bom lamanho : quem
liver para vender, annuncie para ser procurado.
Compra-se um oratorio de tres vidrs em segun-
da mSo que steja em bom estado, sobre o grande
quem o liver dirija-se a rua da Pcuha n. 27, sobrado
de um andar que achara com quem tratar.
Compri-se um methodo de Rodolpho, ainda
mesmo usado: quem o liver e qizer vender, dirja-
se aos quatro cautos, na Boa-Vista, sobrado n. 1.
Compra-se para urna eucommenda 30 acedes
do Banco de Peruambuco: na rua do Queimado u.
12, segundo andar.
Precisa-secomprar umescravode idade : quem
tiver, dirija-se a rua das Cinco Ponas u. 38.
Compra-se novo ou uzado um compendio de
chronolosia por Bernardino: na bolica de Bartho-
lomeu, rua larga do Rosario.
VENDAS
eir nao deve tirar
o abaixo asignado a
loros que Ihe
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-8e um completo sortimento
-de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em porr
coes, como a retallio," affiartcando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci ment
ahrio-se. de, combinacao com' a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rrancezas, allemuas e suis-
sas.para vender fazendas "mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro. qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publica em ge-
ral, para que veobam (a' bem dos,
seus intereses) comprar fazendas
baratas, no armazem drua do
Collegio n. 2, de
'Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Oflerecc-sc um homem porluguez, casado, com
25 annos de idade, para caixeiro derua, comendo e
dormindo em sna casa, e se preciso for dar conhe-
cimento a sua conducta, o quanto a ordenado nao se
deixar de ajuslar : quem precisar annuncie.por esla
falla para ser procurado.
' Frederico Chaves, solicitador dos auditorios
desta cidade. participa a seus consliluintes, e ao rcs-
peitavel publico, que se acha^de lodo restabelecidn e
de volta do campo, pelo quenOerece o seu presumo
a lodas as pessoas que precisarem, tanto no civel co-
mo nocrime, podendo ser procurado em sua casa no
atcrro'da Boa-Vista n. 17, das 6 os 9 horas da ma-
nlia, e das 3 da tarde eludanle.
Na continuado da rua da Aurora, em urna das
casas do Sr. Antonio Jos Gome do Cnrreio, aluga-
|*se mcnsalmenle nma escrava de lodo o serviro de
urna casa : quem a pretender pode procra-la ua re-
ferida casa.
Aluga-se urna casa grande na Pafeacem da
Magdalena entre as duas poules, com duas salas, o
qnorlos, sotao, cozmha fora, quintal murado com
banho para o rio : na rua Direita n. 3. '
Precisa-sede Urna ama, para casa de familia,
que saiba bem engommar, cozinhar e fazer todo o
mais servic.0 da mesma : quem pretender dirija-se a
rua do Encantamento, no bairro do Reciten. 3, pri-
meiro andar.
Desappareceu ou furtaram do lugar do Forle
do Mallos.junlo ao trapiche do algodao, um balelao :
qualquer pessoa que delle souber, ou liver noticia,
dirija-se a rua do Vigario n. 5.
Francisco-Lopes da Silva avisa aquellcs se-
ntares que lem.peuhores cmseu poder, que os vao
tirar no prazo de 8 dias, do contrario sero vendi-
dos para sea pagamento, sem que. se atienda recla-
maran alguma.
Precisa-se de um coiUo e quinhenlos mil rcis,
sobre hypolheca em casas, livres e desembarazadas,
a um por eenlo, pelo lempo que couvcucionar-se :
na rua do Rangel n. 54, na loja ou annuncie.
1 que maguera
Bereira Reg,
^pardo,
_ ados.

algadi-
1 boaca
" ees; ci
plantai;
20 a |tiem o pr,
Rondo andar do sobrado n. Queimado.
Preeisa-se de fregUeza para .TcanailasdeUiile
puro, dando-se a quem o lomar todo ou.de caada
Sara cima a 160 ri. a Arrafa: ua rua da Cadeia do
teoito n. 9.
A POLICA.
Antonio Jose'Nogueira nao se pode reti-
rar para lora da provincia, conformean-
nuncia pelo Diario de 24 do corrente,'
sem que venha pagar ao abaixo assignado
-a quautia de rs. -2703470, importe de tres
lettras vencidas. Poisnao sera' fcil desta
destruir est debito conforme o fez
com a quantta de rs. 15^462, importan-
de diversos eneros que me tinha com-
em[prado, que sendo chamado a uba para
esta divida, atreveu-se a qye-
uramento d'alma, que nada
ecife 27 de-marco de- 1854.
Joaqu'un Filippe da Costa.
gedora da irmandade do
1 Santo, erecta na igreja de
i^jjNojiaScii' ora da Cnceicaodos Militares,
rmaos,. para que se
isistorio da
o corrente,
rde, paraencorpo-
larem a procissao do Se-
nbor li Passos: espera, pois,
a mcsiii ste ob-
Prersa-se de um forneiro, de om refinado^ e
de um serava para o servieo de casa : as Cinco
Pontas n'. 106.
Charles l'orstor Jnior, relira-se para Tora do
iniiicrio.
, Na cocheira da rua da Cadeia de Sanio Antonio
n. 5, se Ueseja fallar aoi Srs. J. F. M. A. e E. C. O,
WW"
NOVO ROMANCE PELO SR.
DB. MACEOO
autor da Moreimilia, Moc Loro, Dous
Amores, Rosa, da comedia Pbantasma
Branco, da trjagdia o Ceg, ede outras
composicoes de gosto e merecimento,
rRUVCIPIOC BO FOL0ETIH
1U
M41SM0TAKJS0
DE TERCA FEIRA 7 DE MARCO.
Ahrio-se urna assienatura desla folha,por 3j> rs.,de
marco a junho, lendo os senliores assignantcs, alm
de VICENTINA em fnlhelim, toda a vanlagem
dos desenlies, msicas, figurinos coloridos e retratos;
sendo os primeiros deslcs os dqs senliores c.onselhci-
ros.
I'.LLIM) JOSSOARES DESOtZA
JOS CLEMENTE PEREIRA
que scrao distribuidos no corrente mex, assim como a
uov quadrilha Saudades da Parahiba linda
inspirajao do Sr. J. J.Goyanno :
TDO ISTO POR 39000 RS. PARA A CORTE E
4000 PARA FORA
na loja do editor Paula Brito, pr.i(;a da Constituico
n. 64, e ua loja do Canto da rua de S. Jorge.
Os que quizercm. em vez de assignatura, tomar
urna acc.ao de 100$000 rs., lerao sempie de grara a
Marmota, com lodos os eus avulsos, e mais aiuda 6
por % em dinbeiro, pagos de 6 em 6 mezes no escrip-
lorio da empreza, praja da Conslluirao 11. 6i, no
Rio de Janeiro, ou ne'sla cidade livraria da praca da
Independencia 11. 6 e 8.
Guilherme da Costa Correa Leite
mudou o sen escriptorio para a rua do
Collegio n. 21, segundo andar.
BRITISH CI.EBKS PROVipENT ASSOCATION.
n Salurday isl. of April Ihe Treasurer willalteud
al Ihe Rooms n." 11 praca do Corpo 8anlo,- belween
Ihe hours of 5aud (i l'.M. lo rceeive Ihe deposils due
o'n Ihat day.
N. B. The usual quarlerly meeling will belield
samo eveninz.it Ihe Rnomsorilic llrilish and Foreign
Library.Tilomas Blakelej- Hou, secrelary.
Chrisliany & Irmao, com fabrica e loja
de chapeos, na rua Nova n. 44, recebe rain
pelo navio Gutlaio II, chegado ltima-
mente do Havre, urna nova factura de chapeos pre-
tos do bem conhecido fabricante I i bus ere & Tils,
o melhor que at boje se ha conhecido eiiMtaris *
por 'uta avisa aos Seus freguezes para vrem compra?
chapeos ainda naoapprccidos nesle mercado, lano
mis furnias por serem as da 11Itima moda, como pela
superior qualidade (la fazenda.
' O abaixo assignado faz sciente a lodas as pessoas
que tiverem leltras ou outros quaesquer documentos
sea rogo assignados, queifamns apresentar no pra-
zo.de 15 dias, atim de que sejam os mesmos rubrica-
dos por seu proprio punho ; assim como ser de hoje
em diante nullo todo e qualquer documento assigna-
do i seu rogo, "salvo a pessoa que se achar lesalmen-
leaulorisada para esse fim. Kecife jM) de mareo de
185i.Joaquim Pacheco da Silva. /
mandade de N. S. d Rusa/io no
pretenda responder rpas sempre q*uer dai- urna
satisfacSo. Eu nao |rouie a igreja por palrim^io e
nem tambem por heranja, pois ella lie de Heos, n
mundo d qualqiter urna oulra' pessoa ; pde-se pir'
na varanda.ou na tribuna qurjseja irmab ou quer
deiie de ser ; poiseu eslava na qualidade de Irazer a
ininha familia como juiz desla irmandade : he o que
lenho a dizer ao Sr. annunciante.
Precisa-se alugsr um; preto.ou rnoleque, que te-
nha principio de coznbae seja fiel : na rua da Au-
rora 11. 62, segundo andar.
Quem precisar de urna ama secca, dirija-se
rua Augusta n. 3.
Pede-se o Sr. Costa, que na uoile de seu be-
neficia, no theatro de Santa-Isabel, leve seena a
aria do I'aivao, pelo Sr. Ribero e II. (ahriella.
O apreciador S. P.
No paleo d ('.armo, loja ii. T, engomma-se rom
proiuptldito e areio.
Antonio Curcalino relira-se para fra do 1ro-
"10,
MELLO FREIR.
Vende-se9.direito das pessoas, por Mel-
lo Freir, traduzido em portuguez com
notas,' para o uso do terceiro auno jur-
dico : na praca da Independencia n.
6e8.
. Vnde-se um cscravo cabra, de idade 39 an-
i'.os, bom mostr carpiua, c Irabalha alguma cousa
de marciner,o pela quantia de 3509000 rs : na rua
do Collegio n. -23, primeiro andar. v
Vende-se urna escrava com 30 anuos de idade,
i qual sabe cozinhar o diario de urna casa, lava ut-
i bem, c be mnilo diligente: na rua do Livrameu-
to n. i.
Vcndcni-se 12 cscravos, sendo 1 ptimo rnole-
que de idade 18 anuos, 3 escravasde bonitas figuras,
que Ibo, 1 mulaliulia do*idade 17 a 18 annos, 2 escravos,
um delles carreiro e Outro canoeiro, 5 escravas de lo-
do servieo : na rua Direila n. 3.
Na botica da rua larga do Rosario
n. 5G, de Rartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se piliilas vegetaes verdadeira, arro-
be l'affecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiixj.vidros de bocea larga com ro-
llia de 1 ate' 12 libias. O annunciante af-
lianca a quem nteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Bom e barato.
Na rua do Passeio, loja n. 9, de Albino Jos Leite,
vende-se um grande e variado sortimento de corles
de vestidos de cassa, o cambraiasde barras, pelo di-
minuto preco de 38000. 3900. 4$000 e $500 cada
um, ditos de dita a 38000 e 3$HX) ;.a elle;, antes que
se acabem. .
Vende-se urna balanca, pesos e medidas, que
sorvom para, nma pequea taberna,e urna casaca pre-
ta, nova, de bom panno, para pessoa secca do corpo:
no pateo do Terco n. 13.
Vende-se um cavallo ruco, andador de baino a"
meio, esl.i bstanle gordo, lie de bonita ligura, e nao
lem o menor achaque : na rua do Queimado n. 46,
loja de Bczerra & Morera, se dir quem vende. .
Vende-se um palanquim da Babia sem cobcrla:
na ruado Hospicio, casa terrea confronte o sitio da
viuva Cunha.
Vendem-sc encllenles cobertores de.cores a
13440 : na loja de4 portas 11.3, ao lado do arco de
Santo Antonio.
Vende-se urna barcaea de 35 caixas, nova, e
com lodosos seos perlenees. em muito bom estado :
Irala-se no Rccifc com Jos Teixcira Bastos.
Na rna da Pcnha n. primeiro andar, vende-
se um csrravn encllente, bonita figura, capaz de
lodo o servisn do campo, a que est acostumado, he
bom carreiro e melhor serrador: quem o pretender,
dirija-se a mesma casa a qualquer hora.
ATTENCAO'.
Vendem-se 7 bois mansos, proprios para qualquer
sonhor de eugenho.por terein sido j desle trafico.por
pr<;o commodo : a tratar na ru Direila, taberna n.
127.
_ Vendem-se muito ons rreios para carro com
ricas alaiilernas, assim como encllenles chicotes
inglezes: no armazem de M. Carneiro, na rua do
Trapichen. 38.
Vendem-se duas parelhas de cavallos novos e
bem carnudos, c j ensillados, sendo urna rodada c
oatra preta : .1 tratar na "cavallarice de Joo da Cft-
nha Res, rua de S. Francisco.
CHAPEOS DA MODA;
Na pra'ja da Independencia n^
24,26,28 c 30,
vndem-se superiores -chapeos de castor prelo, in-
glez, da melhor qualidade que lem viodo ao merca-
do e analmente brancos, chapos francezes de bo-
nilas formas e melhor qualidade possivel, ricos cha-
peos amazonas para montara de senhora, chegado*
meTrride lodas as qualidades, ludo por precos mui
razoaveis.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
preco: na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
ATTENCAO!
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
I, vindo da Italia, um grande sortimento dos seguin-
tesobjectos: balaios para costura, ceslinhas para
meninas trazerem no braco, ditas 'para frutas, ba-
laios finiiindo bandeijas, proprios para mandar mi-
mos; ditos para fazer compras ; ditos fingindo assa-
ratinhos; ditos para pao; ditos para senhoras tra-
zerem na mao ; assim como outros mu i los objeelos
que se deizam de annunciar.
A liquidacao'esta' a acabar.
As fazendas do ausente Joan Antonio de Aranjo,
por melade dos seus valores, ha loja da estrella rua
do Queimado n. 7, defrente do bceo do Pcixe Frito:
Pecas decambraia lisas de 6 f{ varas a -dOO
Cortes de cambraias de seda de 48500,
59OOO e........ ...
Corles de cambraias de cores a 25O00 e .
Mantas do garca a........
Lavas de retro/, prelo sem dedos par .
Ditas de montara, para.......
Fil de algodao branco e de cores, vara a .
Lencos do camhraia fiugino linho a .
Ditos de chita finos, a duzia. .
Chales de cambraias bordados a .' .
Ditos ditos adamascados a ....
Ditos de hla muilo grandes a '.
Caisnelas delfn inescladas o covado a .
Alpacas m'escladas o covado a.....
Cambraias ile cores Organdiz vara a .
Cortes de meias casemiras de algodao bonitos
.padrees a...........
Meiascruas para homem o para ... .
Ditas de cores minio bas o par a .
e outras muitas fazendas que s-om a visla dos fre-
guezes podero conhecer os diniinTfto>jirecos porque
so eslao vendendo. ^^^,
Vende-se urna molec, bnila figura, de idade
de 7 a 8 annos > na rua Nova 11. 65, segundo andar.
OLEADOS PINTADOS.
Praca da Independencia___
Joaquim de Oliveir Maia, receben ltimamente
um cmplelo sortimento de oleados pintados, de so-
perior qua modernos, de dif-
ferentes larguras, e pr< orpmodos.
Vende-se una cadeirinha era muilo bom esta-
do : na rua de Heras.n. 114.
Deposito de algodao da fabrica de lodos os
santos.
Em rasa dcDeane Voule & Companhia. vpndenMtt
os argodes desta fabrica : na rua da Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinlias de trjgo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nnva'ho mercado,
como tambem um sortimento de farinhas americanas:
no armazem de Deauc Ynulo & Companhia, no bec-
co do tioncalves.
Vende-so sarja de laa, velbutinas, baetas, ga-
les e volantes, pela melade do preco que cuslaram,
por lerem servido no funeral de S. M. F.: na rua do
Encantamento, armazem n. 11.
7- Vende-se' nm porta-licor novo, com a compe-
tente caixa, e um realejo : na rua Direila n. 48, loja
de calcado.
-* Vende-se sal em pnnein, feijao iriulalinho e
arroz de casca, por barato prejo : 110 armazem de-
fronte da porta da alfandega.
Vende-se urna escrava rno^a, que eozinha. en-
gomma e lava, e he quitandeira ; ua rua das Trin-
cheiras n. 48, segundo andar.
Vende-se a taberna do alerro da Boa-Visla n.
49, com poneos fundos, ou mesmo sem a armario, a
qual pode servir para oulro qualquer eslabelecimen-
lo por ser bem construida e de bom gosto; nlianca-
se a seguranza do Iraspasse da chave, com consenso
da dona da casa; o alueucl be de 103000 rs. por
mez, e veode-se a dinbeiro ou a prazo : quem a pre-
tender, dirija-se a mesma rua, .taberna n. 42, que
achara com quem tratar.
Vende-se arroz de casca a 4&480 rs. o alqueire,
medida velha, e milho mulo novo a 33520: na caes
do Ramos, a bordo da barcada Amizade.
Vendem-se 4-capas, sendo ama de gorgurSo,
em bom estado, e Ircs de nobreza, novas, por barato
preco : na rua do Encantamento n. II.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa -de Deane Voule & Companhia.
Vendem-se em casa de Deane Voule & Compa-
nhia, rua da Cadeia Velha n. 52, ac de Milo ver-
dadeiro e carvo patente, proprio pira ferreiros.
. Vende-se um preto cozinheiro: a tratar na rua
do Crespo n. 10.
No paleo do Carino, taberna n. 1, vende-se una
mulata, propria para todo o servieo.
Vende-se urna escrava, crioula, com urna cria,
a qual sabe cozinhar o diario de urna casa, lava de
sabao, engomina liso e nao tem vicio algum : quera a
pretender, dirija-se i rua laraa do Rosario n. 22, a
tratardo preco na loja de miudezas do mesmo nu-
mero. .
COK TES DE VESTIDO.PRETO.
Vendem-se corles de vestido prelo, de cha- @
malole e grosdenaple bordados, de superior
qualidade, ,c lindos descnhns: na loja do so-
hrado amarello da rua do Queimado n. 29. @
"?$@g@ @@
Ainda se vende a posse do algans terrenos ala-
gados em parle beneficiados por delraz da rua da
Concordia, na primera roa projectada, e na travessa
do Monteiro, dita do Caldeircirol com 160 palmos
de fundo, e a frente que cada Um qizer : ns preten-
dentes pdem entender-so com o Sr.PedroA. Teinei-
ra Guimaraes, morador no sobrado novo, junto ao
mesmo terreno,que seach.i aulorisado para ajuslar e
apresentar a planta do mesmo.
Vende-se a casa terrea, sita na rua do Moloco-
lomb n. 4i, bairro dos Afogados : a tratar ua rua
da Concordia n. 26.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo .de Garanhuns, de
primeira qualidade,'por preco commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina do tjecco'dus Peccados Mortaes.
Saccas grandes.
Veiide-sc milhn novo, em saccas grandes, a 23500 :
no armazem de Tasso Irmao?, rua do Amorim n. 35.'
No paleo do Carmo, taberna n. 1,- Vende-se
o muilo superior cha prelo a 2ft0OO rs. a libra, c ale-
iriaa210. .' *
i
Continna anda a vender-se superior'fari-
nha de mandioca, nova, chegada de Santa
Calharina, a bordo do patacho Clementina,
por preco commodo; para grandes porres
far-se-ha um abalimenlo em proporc'ao :
Irala-sc no escriplorio da rua da Cruz u.
40, primeiro andar.
Vende-se superior farello em saccas muito gran-
des, e por preco commodo : na rua, do Amorim n.
48, armazem da I' toa.
No armazem do Sr. Guerra defronte do trapiche I
do algodao, lem para feijao mulalinho
muito novo, Cruz n. 15,
Na loja de Guimaraes \
n..i, vendem-se lencos d< fina e de puj
lindo, pelo barato preco de 53
cada dfl^Mn ama caiiinha com lindas esla ni
Cai\a8 p ara rape.
Vendem-se snperiorescaixas para rap feilas na
azareth, pelo melhor fabricante di.
ero naquella cidade, pelo diminuto preco de
na rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer outra parte:
na praca da Independencia.n. 18 c 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas*qualidades por me-
nos prc;o que em outra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
OS EXCELENTES SALMES DE BOLONIA
recentemente chegadosde Genova.vendem-seapreco
razoavel : na rua da Cadeia do Recife n. 23.
Depoiito da fkbrioa de Todo* os Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muitoproprinparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prejo commodo.
Na rua do,Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado (le.i.isboa presentemente pela
barca Of impa, o segu ule: saccas de farello muilo
novo, cera em srtime c em velas com bom. sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
' Vendem-se em casa de Me. Calmont 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duziasi.linhas
em no vellos ecarreteis, breu em barricas muitb
grandes, aro de milaOsortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimejito de moeri-
das e meias moendat para engenho, ma-
chinas de vapor, e t'aixas de Ierro batido
e-coado, de todos os tamauhos,
dito.
iro Crespo loja |
para
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduaiv
do Stolle em Berln, erapregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o" melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicenle Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, fazjiu-
bjico que lem chegado a'esla praga-urna grande por-
t5o de frascos de salsa parrlha de Sands, que sae
vcrdndeirumeiilc falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir ueste
engao, lomando as funestas consequeneios que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquellcs, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o pubjico se possa livrar
desta fraude c disliugua a verdadeira salsa parrlha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; oannuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua bolica, ua rua da Cnceicao
do Recife n. Gl ; e, alm do receituario que acom-
panba cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e.se adiar sua firma em ma-
nuscripto 6obre o iuvullorio impresso' do mesmo
fracos. .
8SO0I)
28500
28000
320
400
480
180
400
800
640
I9OOO
720
filo
480
19280
120
200
Vendem-serelogios de ouro, "pa-
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
L-. Leconte Feron & Companhia.
Vende-se lal do Ass, a bordo do
brigue Cnceicao, fundeado defronte
do Forle do Mattos : a tratar a bord com
o eapitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnni.or, na rua do
Trapiche n. f$.
Vende-se urna casinha nobecco doCarcereiro
II. 8: a tratar na rua flo l.iv ramento 11. 20.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em bar riis de 15 dnzias de po-
tes, em casa de James Crabtre & C., rua
da Cruz n. 42.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edie.ln do livrinho denominado
Devoto Chrislao,mars correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n; 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a trra; e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
tde Dos n. 22.
DEPOSITO DE CtLEPOTASSV.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris conten o peso liquido
de quatro arrobas, fudo a preco razoavel.
Redes acolehoadas,'
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-sc na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
Vende-so selm preto latrodo, de muilo bom
aosto, para vestidos, a 28800 o covado: na ruado
Crespo, loja da esquina que vo.Ua para a cadeia.
Velas de carnauba.
Vendem-se caitinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas do Aracaly, e por commo-
do preco; na rua da Cruz, armazem de couros c sola
n. 15.
Cera de carnauba..
Vende-se em porcao c arctalho : na rua da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
Agenciado Sdwla Kaw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, .acha-se constantemente bons sorli-
mentos de luisas de ferro coado ebalido, lano ra-
sa como fundas, monidas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, goa, etc., ditas para armar cm madei-
ra de todos os tamnnlios e modelos os mais modernos,
machina borisonlal pam vapor .'com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslarihado
para casa de purgar, por menos pre^o que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flaudres ; ludo por barato preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma
zem dellenrique Gibson,
vendenvse relogios de ouro de sabonete, de patente
inslez, la melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19; primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e,flauta, como
sejam, quadriihas, valsasf redowas, sclic-
tickes, modinhas, tudo modernbsimo
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Ibor fsbr
proprio pqr^pctjria
tem de 7 a 83OOO rs., precfl
vista da boa qualidade: na
-Vendem-se lico
Kirsch em ca
'rancez da mcl
parecido, tudo I
'rancez, e por n
rua da Cruz n.
Vende-se mi
meira qualidade,
bem fardos de fumo
possivel para charutos,
mente da Bahia, e por
conta ; assim como urna
de charrftos, por preco
he para se nalisar con
Cruz n. 26, primeiro
VINHO DA FIGl
Vendem-se barris de quinto
no armazem de Tasso Irmos.
Vende-se urna escrava ri,
bem e lem boa conducta, urna:
que eozinha o diario e engomi
mocos e um mualo bom para
n. 66.
Na roa da Cruz n. 15, sel
se 190 pares de colurnos de
tos, pelo dminuto preso de
Tuzas para
Na fuhdicao' de
Bowmann, na rua d
do o chafariz con:
completo sortimento del
fundido e batido de 5 a
bocea, as quaes acham-se
preco commodo e com pj
embarcam-se ou carregam-se
sem despeza ao comprador.
Moinhosde vento
eombombasderepxopara r
de capim, na f nndira de D.
doBrumns.6.8el0.
VINHO DO PORTO MU
Vende-se superior vinho doJ
barris de 4.; 5. e 8.: no
do Azeite d Peixe n. 14
escriptorio de Novaes & Co*
rua oTra'pic^e n. 54-
~^^ Padapia.
Vende-se rima tiailaria^nuiloafregue]
com Tasso & Irmos.
Aos seuhores de en gen!
Cobertores escuro* de algodaoa80lj
lo grandes e encorpados a 19400 : na r
loja da esquina que volla para a Cadeia
Na rua da Cadeia Vellia
Deane Youle & Companl
vende-se um carro americano
vislo na cocheira de Poirn'er, nc
> POTASSA,
No antigo deposito da rua d-
armazem n. 12, ha'para Vender *
da Russia, americana ebrsileir;
ris de 4 arrobas; a boa qualidad,
ratos do que em outra qualquer
.aos que precisarem comprar,
tambem ha barris eorn cal de Lisboa1
ximamenle ebegados.
Vendem-se lonas, brinzaO, brm*{
as da Kussia : no armazem
Cemoanhia, na rua da Cruz n. 4.
Calcado a 720,800,'2,s
no aterro da Ba-Vist.
da boneca.
Troca-se por sedulas ainda mesmo V,
vo c completo sortimento dos bem eot
toes do Aracaly para lodas as medidi
bons a 2000, sapatOes de linl
r3000rs,: 1
Venae-se potassa da Russia e America- ment
na
superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais'. commodo que
todas
outra qualquer parte : na rua do Trapiw dinbeiro.
chen. 15, armazem de Bastos I rmaos. n k- v*0*-w uma arma%o de urna
c.o.v,,. i TO- Pu f"*>s. no lagar da Trempe'
FARINHA D TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
tsigo do lodas,as qualidades, qae.existem no mer-
cado.
Mita attnco.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2i00 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1]2 varas, muito larga, a 29800, dilo
com81|2 varas a 39000 rs., cortes de meiaeasemirn
para calc,a a.3900Q rs., e outras militas fazendas por
prec,a commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA. ,
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino preto a 3*000, 39200, 49500, 59500 e
69600 r.-., dito azul a 2&800, 38200 e 49OOO rs., .dito
verde a 2800, 35600, 49500 e 53OOO rs. o covado,
casemira prela enfestada a 59500 o corle, dita fran-
ceza muilo fina e elasiica a 7500,85000 eflJOOO rs.,
selim preto maciio mnilo superior n 3g200, 49000 e
59500 o covado, merino preto muito bom a 39200 o
covado, sarja prela muito boa a 29000 rs. o ovado,
dita liospanhola a 29600 o covado, veos pfelosde fil
de linho, iavrads, muilo grandes, fil prelo. lavrndo
a 480 a vara, e outras muilas fazenda de bom gosto;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
. Veridem-sesaetas com milho: na
rua da Cadeia do Recife n. 13.
Vende-se um terreno foreiro a inarinlia o qual
Ijem asseguinles frentes : para a rua de S. Francisco,
pa
no Sifl na freguezia de Sanio Anlouio dejla eidade :
quem o""r)retender falle a,Mnocl I.uiz da Vciga para
o ajuste..
Semen tes novas.
_ Vcnd:a-se no armaiem de Antonio Francisco Mar-
lins, naUua da Cruzn. 62,'as melhoressementes re-
cenlemeiite chegadas de l.lshna na barca portuguesa
Margarita, como seja : couve frontuda, morvarda,
saboia, feijo carrapalo de duasqutlida des, ervilba
tortee direila, coend, salsa, nabos e 1 abneles de
lodas as qiVildades.
Venw*e um estrave : quem prele nder dirja-
se aosobrjadodo Ierroda Boa Vista 11. ,|o 1 hora
da larde 111 vanle al 6 da larde achan i com quem
tratar. 1
Deposito de vinho de cliam- $)
iagne Chateau-Ay, primeira qua- ^
idade, de propriedade do condi &,
de Mateuil, rua da Cruz do Re- **
cife n. 20: este vinho,. o melhor .
de toda a champagne vende- W
se a 36$000 i-s. cada caixa, acha- *
se nicamente em casa de L. Le- ^
comte Feron $ Companhia. N. B. W
caixas sao marcadas a fogo (jw
{) Cortde deMaieil e os rtulos @
& das garrafas sao azues. 4
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro desellius, che-
gada recentemente da America.
Vendem-se cobertores de algodSo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
FARIXHA DE MANDIOCA,
Venilc-se em pon-oes de 50 saccas pa-
ra cima -. para ver, no nrmazem do Pin-
te do Mallos, defronte do trapiche do al-
godao, ejbara tratar, no esc-riptorif
Manoel Alves Guerra Jnior.
torio' de
Irados francezes de _
_ tara homem, como para senh
mininas, e um completo sorlimenlo
ludo por preco muito commodo
atim
POTASSA BRAS1LEIRA.
-.. Vende-se superior potassa x&-
bricada no_Bio de Janeiro, xhe-
gada recentemente>vrecommen- S
da-se aos senliores de engenho os X?
seus bons elleitos ja' experim^n-
tados: na rua da Cruz n. 20, ai- w
mazem de L. Leconte Feron & <$
Companhia.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para baericas de assu-
car, e alvaiade dzinco, superior quali-
dade,. por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um carro coup, de muilo bom gus:
lo, ealguus objertos da China, como sejam :'venia-
rolas, leques de mai liui, ditos de chara, livros de
estampas, e um navio de marlim : na rua da Cruz n.-
66, escriplorio de Jos Candido de Barros.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPAMIIA; Rl'A DO TRAPICHE 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C- -,'
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro'desalas.
Formas de folba de ferio, pintadas,
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortidp.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia^
Lazarinas e clavinVvjj#
Papel de puhfa^ inglez.
Bnm de & da Rlissia.
Relogios^ ouro palenle nglei,..
Oraxa inglesa e verniz para arreios.
Arreospara'w e dous cara los, guarne-
cidos de prvta e de latao
Chicotes e }ampu0espara carro e cabiiolet.
Couros de viaao dq lastre para cob'ertas.
Cahecadas para m ontaria, para senhora.
Esporas de aco.p rateado.
Vende-se um eo aregSTSlSrmtMo de fizendas
E&.'' P"y6Tno prelo a 350OO. SOOO ,
t*0< e 68000, dit#;ai 33001), 3000 e 53000. ea-
SSSl JJSi" -^F00- sc,im prelo muilo superior ,
-Sua! J^vado, sarja prela hespanhola 2 e
''^nlavr.ido proprio para vestidos de se
t muilas mais i.i/endas de mulasqua-
terKjer. dirja-se amesma.
vende-se um evcellente terreno 1
deia de Santo Antonio: Irata-se naru
n. 10, segundo andar.
' CHAPEOS I^RAWCEtES A L,
Vendem-se chapeos francezes de boa 1
de, e formas elegantes, pelo baralissime pi
mencionado : na rua Nova n. 44,
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio pelo manh*eer do dia
marco, um mulato de nome Joao, com m
guiles :idade 18 a 20 anuos, ain^^^l j
lalura regular, cal? curia c um la^^F
das facessalientes.tesla estrella,
mancira acabaadas, cabellos m*id
bocea rasgada, um dos denles da fr
nao he gordo, gagueja quanda 1
riz pequeo,o beiro superior curio c <
lem de coslume nao abotuar a enmisi
roga-se as autoridades e ca'pias de'
delle, quesera generosamente recomp____
do ser entregue ua cidade do Recife
Antonio Alves Ferreira, na rua do Rain.; ,
110 aterro da Boa-Visla, ao Sr. Fran
res, ouaocngcnh
paur^
-f No dia 2i do cerre%le desappareceu"
a-signado um seu escrave de nacao por noij
.1
do corpo, pouca barba,' dente limado, (
grossos, anda e falla ijuilo descansado, levj
de algodao trancado, de lista azul ^^^H
azul transado, cuj,scravo foi' da^^H
rianna da Conceifio Pcrera, rMfjH
andar na Boa Viagem ou Sanio Amaro
donde ha pouco chegou da dila fu~t-
se conservado oi|0 mezes dentro
recommend-se as dignas autorida_
gar c capilaes ye campo a qiptura \
serao generosamente recompensado, \
po n. 10, T-Jbs Goncalves Ata
Ao me|0 dia de 27 de
anno, fugio }ja casa do abai.o assigna
crioula, por/nome Angela, idade
mais ou mehos, com os siauaes se)
'''"tfcft"'^ cabellos crescidos ni L_
ir ao racio, fallam-lhe dous dente!,
le de cima, levou vestido de
ores grandes, e levou- mais urna pequen
roupa. Esta escrava foi pelo mes^H
.ad comprada em 10 de fevereiro pro.ii
"> #> Sr. Jos da Silva I.oyo, o qual a vcnde por
J.nli3 e ordem do Illm. Sr. capiljo AntonioMaijde
H-Iro Dedillo : rerommend-se-s pessoas que
"1 lenham noticia, leva-la oa manda-la 11 loja de
que se
pa*
del
oja
agen (a rua da Cadeia do Recife o. 56 A,
&n I i fierra generosamente.
Antonio Joaqun V
l')csappareceu no dia 28 do crrent
se.' crioulo, idade 30 anuos, pouco mais ou
slarfura regular, rosto redondo, cabellos car
Jijeos prelos, nariz chato, bocea rcgul
a'rha iioca, pernos nm poucocaml)
^olllm.Sr. Jos'A'ieira Brasil propr
nho Bom-Jcsusda malta,- quemo pe
lirias a bordo da escuna brasilea
011 00 lado do Corpo Santo loj,
ser recompensado.
Do engenho Coroat frecuezia
fugio no mez de outubro de i
I.uiz, Se idade de 22 annos con
les: lem cor de taioca, I
corpo, ps e cara descaro
olhos proporcionados, osdcnl
cidosrna p dotad
um lalho, e no em
rocinho pouco visiv|
lelhare lijollo, e 51
Casa Forle 01
leve-o no dilo enghll
David Madeira no
setejn' contratado veinler,!
Lf:_ hom faclor
lonleir
reverendo
no Reci
Psseio Publico n. 19 quo ser generosamente
compensado.
nhora a 25(101
lidades, por'
11. C.
jirero commodo : ua 1 ua do Uespo loja
. um pre-
1 "Hoa-vis-
lo da Costa do nome Cabrio
la Magdalena
cujos sienaet sfl^^^H
rorvcrmellia.
chalo, li
'Dabio trancado e c;
1 Bem recompensado
Pcrn.i Tjp. d. 1t. F, d* Porta.18M.


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