Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01855


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Full Text
*MO XXX. N. 73.
**
N
QUINTA FEIRA 30 DE MASCO. DE 18
ENGARRE!
Recife, o proprilarloTMrF. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Jlartins; Bahia, o Sr. F.
Dapd; Hacei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donoa; lai-atiba, o Sr. Jos Rodrigues d Costa; Na-
' Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Ani lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
!; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
S; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 2 3/8 d. por i?JOO
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companMa de Beberibe ao par.
da companhi de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 de rebate.
i|
METAS.
Ouro. OnQas hespanholas. 2855500 a 299000
Moedas de 6S400 velhas. 16S000
de 69400 novas. 165SOOO
de 49000. ..... 99000
Prala. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caroar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria* e Natal, as quintas feiras.
. PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 horas e 6 minutos da manhSa. .
Segunda as 6 horas e 30 minutos da urde;
EXTERIOR.
mo-nosabslidoat aqu de entreter os nossns
com o Conflicto, em nossa opniao muito la-
ivel, que rompen, nos primiros dias do mezde
, enlre o goverrio do grao-ducado de Bade
3>ann da Vicari, arcebispo de Fribourgo.
nos que elles chegassero a um accordo, e
por um momento perturbada, se rcslabe-
m breve entre o soberano e o prelado. In-
nle as cousat u3o se passaram desle modo : a
ingou-se. Renhio-sea dispola, o governo e
arcebispo alacaram-se e defenderam-se cun actos
que lalvez nao fossem sempre inspirados pela pru-
dencia e pela moderado. O governo invocou em sen
apoto regnlamenlos e leis de salvaco publica, que
nunca forara applicadas seqao em circuroslancias
extremamente penosas; o arcebispo responden com
icommunhao; appellou mesmo para o juizo do pu-
alholico, com risco de alear urna agitarao que
ejiva de exlinguir-se, e quo mlo'tardaria cm lor-
i mais revolucionan., que religiosa. Ha nessas
m germen de graves perlufbaroes, enra que
a te aflligem os, homens sensatos e prevden-
les. Era Roma, o papa as enuncien noseio detun
consistorio que eoovoeeu a 19 de dezeuibro, e o re-
geule-entreleve.falioudeltas aos eslados do grSo-duca-
do i discurso que pronunciou a 12 de Janeiro por
abertura de sua sessilo. O negocio lomou
proporc,es inesperadas ; elle nao esl cir-
os limites do paiz, em que nasceu ; lie
nteresse mais geral, on por causa das
B suscitara ou em razo das paixftes que
>*$bo grao-ducado, sonao lambem nos
que constiluem com o paiz de Bade
ncia ecclesiastica de Fribourgo.
'comslancia da agglomerarilo de muilos es-
siodpeodenles unsdosoulros. osquaes
le da confederacao germnica e eslao igual-
collocadas sob ajorisdeo do arcebispo de
>, acrescenla nova comnhejrao As que na-
decorrem do debate empenhido per M.
Eis aqui como :
>ari he um anciao respeilavcl evhohra-
omeadp em 18*3 para a sede de Fri-
fuando eraja maior de70 annos.
piciode suas altas funecoes, lem-se feito
lente notar peta simolicidade e moderado
'M, dando a todos o eiemplo das vir-
as que modestamenle pralica -. lia rrals
as que necupa cargos ecclesaslicos. 'Vemos
lo servio da igreja, diz elle cm urna de
es ; ha quasi meio seculo que enlraroos
odebispadode Conslnnca. Todava s
1851, inoslruu elle o designio d reco-
sua igreja a independencia de que adia-
da, lia muilo lempo. Neses ltimos an-
i sabio prelado, <*s grandes estados da
lizeram i igreja a justica que por muilo
sido recusada. I.evaulamo-nps lam-
irosdireilosdenusso igreja. F--
o objeclo do conflicto. A sede
Ibourgo comprehende treshispa-
^^^BcJo : o Rispido de Rollen-
Wurtemberg ; o bispado de
ica, no grao-ducado de Hesse, e o bispado de
ducado de Nassau. Desle fado nasce
necenidatte de dirigirse a todos os
t-com elles para alcanzar ao mes-
arlas concessoes e para fazer inlroduzirna
^Be civil, e nos regulamenlos admi-
ta as mudanzas que julga necessarias. M.
ri quer man tsr a onidade em toda a exlnsao
;"o',quer apossar-^e dos direitos a prere-
us predecessores perdern),pelo que he
|ue obre iniullaneamenle junio dos
'urlemlierg, de Bade, de Hesse e d
amo modo c com o mesmo successo.
ernos, alera de serem iudependeules
j esteosubmellidos ao mesmo re-
Wurtemberg, de Bade e de Hesse sao
a que nao he o governo de Nassau ;
ifficil ebegar a um perfeito accordu
(que estes governos eslao pouco dis-
.
stados sao cora elTeilo povoados de ca-
lantes que vivera habitiralinenle cm
funda, grabas i prudencia dos governos
autoridades religiosas ; mis e ou-
ordem estabelccida ; os maisdescon-
am resignando-se ; mas as dispulas se
um dos dous cultos quizetse mudar a
o, porque o oulro nao deixaria de ver
^^HMo de atacar os seus privile-
Na circum^cripsao melropuli-
En
FOLHETIM.
^JiamiOfELACIO. (*)
ir Amadeo Acbard.)
XVI
i OJLIZO DESAI.OMAO.
fContinnacilo.)
issas cousas se passavam em casa de
r-e em, casa de madama do Fltie os
Utos da partida. Os meninos am'on-
inquedos de que qeriam for^a que se
carruagem; Jorge queimava papis em
l camaristas remetiam as gavelas, fe-
; e enchiam o veslibulo desses in-
liuhos, que ;is moflieres costumam
fn vlagem.
haramande, que bata de ir com a fillia,
rdim esperando que ella acordasse. i
onclienot ehegou conriuzida pelo
mdo-o no quartn de Mr. de Flize,
Helena ; mas os meninos rotiveram-na
lia primeirasala.
ilguns instantes de espera, vendo que'
madama d Flize nao acordavav e que a hora da par-
imava-se. Carolina entrn no quarlo da
a dbil claridade, que penelrava pelas
janellas, allumiava o quarlo. Carolina
chegovao teito e cliaraou baixinho :
Helena I Helena !
o silencio que, a rndeava, afailou as
ou. A cabera do Helena nem linha
amni ivesseiro.
Carotina leve coma um deslumbramcnlo, e poz as
ntos sobre os lencoes: estavam frios. Tornou a le-
vantar-se. Sua alma linha a consciencia de urna des-
raca, todavU ella nSo queria anda crer no que
Todo o sapgue de Carolina relirra-se para o co-
rafao._ os joetho Iremiam-the ; mas arrai.cando-se
sua immobilidade lanrou-se as-cortinas das janel-
la, |-ndeu-as as placas, abriu a* vidra^as e re-
pellaa-w celosas.
A claridade illuminou n quarlo. Carolina, tendo-
se xolladu. ollioo em torno de si; seus ollios inves-
canlos, lornavam iiicessanlemeii-
rrcn.lo para o lo.ucador
i, achon-o \3s\oj
ladama de Monchcnol esperava a cada instante
applicava o ouviijo ao
|.nno: encontrar o cada-
n canto, airas de
m seos ollios, e
ella si haaiuva tocar, nem chamar, nem qneslionar.
Rspdwinameule deparou com duas cartas escrip-
ias ambas sobre o
ilraslava com'a cr
e leo seu nome em orna
la eslava junto; Madama
oocheoot rompen
dizia a car-
ta ; pois Ifnho soffrid quantu |iil soffrer-se. No
() Vide Diario o. 72,
lana de Fribourgo, os calholicos sao menos numero-
sos que os proleslantes; mas no grao-ducado de Ba-
de, os primiros cobrem o numero dos segundos,
contam-se ah dous calholicos por um protestadle.
No reino de Wurlemberg, pelo contrario, em Hesse
e uo paiz de Nassau, os protestantes cobrem o nume-
ro dos calholicos. Com semelhanle estado de cou-
sas, as quesies que dizem respeilo i independencia
das religifies c do livre exercicio dos cultos, nao po-
dem ser discutidas eresolvidas senao com mnilapre-
caucjlo.
Acresce a islo que as qualro casas soberanas pro-
fessam a rcligiao-prolcstanle. A antiga e Ilustre ca-
sa de Wurlemberg he considerada na Allemanha co-
mo urna das columnas mais firmes da Reforma, e o
nomo do duque de Nassau iiga-se a historia das lulas
'mais gloriosas que a r protestante sustentara noa se-
clos XVI e XVII. Sao outros lanos obstculos
rcivindicacao que M. de Vicari quer exercer. Por
ora basla-nosindica-los. .Consideremos todava que
os governos protestantes dos qualro paizes, nao sao
completamente livres em sua accao ; que sao obriga-
dos a contar com. os dous partidos religiosos, e que,
quaesquer que sejam as disposicoes pessoaes do
prncipes, seu prmeiro de'ver he conservar sua aulo-
ridade no meio desses interesses to conlrarlos. es>
for^and-soporconcilia-lospor iransaccOes recipro-
cas. '
Foi em toes circamslaocias que M. de Vicari pro-
jectou ma reforma importante : elle eslava conven-
cido quo as prerogativas da igreja calholca eram des-
conhecidas, que seus direitos eram violados no grao-
ducado de Bade ; e como sem xito algom liaVia pe-
dido sua resluirn ao governo. rcividicou-os com
a propria autoridade. Assim o governo hava-sear-.
rogado a vigilancia e a inspeccao dos exames de the-
ologa. Estes exames nao podam azer-se senao em
presenta de um commissano civil designado pela au-
loridade superior. O arcebispo acabou violentamen-
te com este modo consagrado por um Uo longo uso,
un da foi o goveruo informado.de que se proce-
da a esses exames sem a interferencia de seu com-
mssaro. O governo determinara que as nomea-
COes para as parochias vacantes fossem submettidas
sua approvaoao ; e isto pralcava-se assim, lia 50 an-
nos. M. de Vicari penDu que a autoridade civil de-
via limitar-seao caso, cm que a parochia queso Ira-
lasse de prover eslivesse snbmellida a -um certo di-
reito cannico de padroado*cm'proveilo,do principe
reinante, e fez directamente nomcaroes, que iiao cs-
lvam nesse caso especial. O governo despertou-se,
e julgando reconliecer nesses aclos da autoridade ar-
ctiiepiscopal invasdes sobre a sua autoridade, quei-
xou-scM. de Vicari, lomou al medidas para que
estes aclos se oo rnovassem, e o arceliispo respon-
deo-lhc com a ameaja de excommunhao.' Nao que-
remos discutir nest'e arligo as pretenroes contrarias
lo qrao-duquee do arcebispo, nem investigar quem
linha ou uno razan ; lembraremos todava que a lon-
-ra.posse de gm fado crea urna especie de direilo, e
que o direitn fundado sobre a posse he tambem res-
peilavel. O respeilo por orna louga posse hesempre
nma das condirOes da ordem publica e muitas vezes
tima Volecraopara interesses privados.
O facto da lomja posse pode ser' contestado? Cro-
mos que nao, porque H. de Vicari o reconheceu em
sua pastoral de 11 de novembro.
o lie notorio quo no cun\e{ desle sculo, por oc-
casiso da confederajao. do Rheno, nos dias das
maioces humilhacoes, a igreja na Allemanha,.per-
deu pela queda do imperio a proteceo' que o di-
reilo geral asseguriiva-llie pelo imperador e pelo im-
perio..'... Nessa poca, a organisac-So ecclesiaslica
dependa de facto e inleiramenle da vontade arbitra-
ria dos governos particulares. -Foi ento que em 11
d feverciro de 1803 appareceu no paiz de Bade o
tereciro edicto de organisarUo com referencia reli-
aiao, eem lt de mais de 1807 o edicto de conslilui-
to ecclesiastica ; ciles dous facto? dspunham igual-
mente de um.modo soberano da igreja catliolica e da
f prolslanle. Em 188. a organisacao gerat dopaia
altriliuio ao estado ama tao grande parte no governo
la grja, que nao ficou maisao bispo do que urna Ira-
ca porfo de autoridade ecclesiastica, de sorte que
ao linha mais que aquella que Ihe era necessaria
para governar a igreja segundo as prcscripcOes'can-
nicas e os deveres da consciencia. As queixasque a
igreja apreseulou ao congresso de Vienna nao foram
esculadas.
, Estas ultimas palavras sao bem graves ; pnde-se
concluir vista delias qne as feclamagdes que foram
apresenladas ao ceugresso de Vienna nao pareceram
fundadas; ora a autoridade desse congresso li gran-
de, porque he sabido que as luzes que ahi ahunda-
vam,' e que a directa que se dera as suas delbera-
AUDIECIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras.
Relajao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tanjas c sextas feiras as 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas as 10 horas,
l.'varadocivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas c sabbados ao meio dia.
6 Quarto crescenteas4 boras, 41 minu-
tos e 48 segundos da larde.
1 La clieia as 4 horas, 14. minutos e
. 48 segundos da tarde.
21 Quarto minguanie as 3 horas 43
minntos e 48.segundos da tarde.
28 La nova as 2, horas, 20 minutos e
48 segundos da larde.
27Ser
28 Ter
29 Quaria.
30 Quinta.
31 Sexta. ^
1 Saibado. S. M;
2 Domingo da Pa
cao de S. Ped
Oes nao deixava de ser hostil ao espirito c aos inte-
resses da igreja calholca.
M. de Vicari continua a historia do sua igreja.
Em 1818, reuniram-se os governos para tratar de
um prpjeelo de concordata ; a corte de Roma regei-
tou-o; para o dianle o papa erigi a provincia ec-
% clesiaslica do Rheno superior ; e de sua parle os
a muilos arlos governos da provincia publicaran! um
decreto que reduzo a autoridade episcopal e a
' constiluicao da igreja calholica a um estado inlei-
raroenle insuficiente. A Santa-S protestou con-
Ira esse decreto ; porm o governos o executaram
sem attender s reclamarnos do soberano pontifi-
ce... Submellemosonosso memorial de 5 de fc-
vereiro de 1851 aos altos governos, que ncs'resp.m-
a deram com as ordenancas conhecidas o,mez de
mar5odel8>3. Essas ordenancas rep.llem o pe-
te dido dos bispos em todos os- pontos essenciaes e
a manleem as antigs condic,6es.... -Nos porm que
fomos constituido por Dos, guarda da conslitui-
c3o da igreja, nao podemos deixar de cumprir o-
o nosso dever ecclesiaslico em face do governo que
perturba de fado os deveres da igreja... A med-
te da dos insultos e dos dainos que a igreja soffre ha
meio seculo, da parle de urna bureaucraceu, que
nao quiz aproveilar-se de ensino algnm, transborda
ha muilo.
Em verdade n5o se poderla pedir ao arcebispo de
Fribourgo um reconhecimento mais formal da longa
posse do governo. He ccrlo pos, que durante meio
seculo, desde 1803 al boje, a autoridade soberana
(em iilervimlo sem inlernipco na collac.lo dos cu-
ras e dos heuelicios, e nos exames dos aspirantes s
funccOes tlieologicas. Esta longa posse, em nossa
opio o, mereca algumas a l le nene-. Seria melhnr
lalvez continuar a negociar do que vindicar por urna
sorle de execuejo cssas prerogalivas, que nao se t-
nham conservado em outros tempos. He cssa preci-
samente, permilla-se-nos dize-Io, a primeira e a ver-
dadeira caus da disputa suscitada entre as duas auto-
ridades.
Os predecessores do arcebispo de Fribourgo lize-
ram como muilos oulros; nao dependern) sempre os
direitos e as prerogalivas da igreja ;cederamas ideas
de oulro lempo, e foi preciso que os excessos da revo-
luto franceza Ihesdessem numerosos e sanguinolen-
tos avisos. Os governos foram mais vigilantes e mais
habis, e por issochegarama apoderar-sede attribui-
eoes que tem exercido com o consentimento, e pde-
se quasi dizer, com o concurso tcito dos bispos. M"-
daram-se porm os tempos ; parece que acorda o es-
pirito religioso, e o poder ecclosiastico julga eucofl-
Irar hojo no movimenlo da opinio publica um auxi-
lio com que nunca conlou. Foio qne muilo bem
disseo arcebispo de Fribourgo: a Nenhum poder
terrestre suspender a correntesagrada que ueste mo-
mento atravessa o mundo. A occasiao pareceu pois
excelleule, e prisso prelendeu-se a prove la-la.'
. Pelo que lhe dizrespeto, o governo do aro-iluque
nao fiepu sem defeza. O prncipe enviou um de
seus ministros junto do arcebispo para que lhe desse
a relacao daquellos de seus aclos, era que julgasse vir
urna desobediencia s leis do estado. Naufragando
estatebtaliva.de negociarlo, baixou o grao-duque
um decreto em que prohiba : no grao-ducado a pu-
blicarlo e a execucaodas decises tomadas pelo arce-
bispo ou em seu nome, salvo sendo expressamenle
sanecinnadas o rubricadas por um commissario espe-
cial nomeado para curar dos direitos soberanos do
principe. Os contraventores seriara punidos nos ter-
mos de urna lei toita em 1852 para punir os autores
dasperturbacoesconlra a Irauqulldade e ordem pu-
blica. Essa lei nao havia af aqui sido ap'plicada,
sonao durante o rgimen do estado de sitio. O de-
creto do principe regente nao'excede medida de
urna poltica sabia e prudente. O governo do gro-
duqu no^xpoz-se fgualmentes censuras de usor-
pataoc de violencia ? '
hava porm razao para que as negocian" es fossem
i n ler rumpidas ; ellas a foram (odavia por parle do ar-
cebispo, que por seus ltimos actos violou directa-
mente as leis e as ordenanjas, ha muilo vigentes, as
quaes elle proprio havia sempr execulado. A sua
conducta he porlanto inpompativel com a ordem le-
gal; pelo que nao deva ser tolerada. O decreto de 7
era justamente motivado, porquanto fundava-se no
edicto constitucional de 1807, que autorisa o governo
a tomar cnnhecimcnlo de todos os actos, mesmo inte-
riores, da autoridade ecclesiastica, e a velar em que
elle nao seja interpretado por esta autoridade em
prejuzo do estado, por meio de disposicao geral ou
de disposrq particular. Accresce a islo que o minis-
tro do grao-duque fez as seguales declararles: nao
se pretende obstar ao arcebispo no exercicio de sdas
altas futicces. seno manle-lo smente no'circulo
tratado pela lei. No se pretende sublrahir o clero
calholico i sua autoridade; o clero calholico lhe deve
sempre o mesmo respeilo o a mesma obediencia. O
clero deve, como sempre lem acontecido, suhmetler-
sessuas ordenanzas, comtanto que estejamcom as
leis, em cujo caso eslarao as que levarera a rubrica do
commissario especial do grao-duque.
Conhecemos, qae o decreto lie 7 de novembro, que
dealguma sorle assimila o arcebispo de Fribourgo a
um insurgente, he fundado na legislado de 1807;
diremos porm que esta legislarlo be muilo auliga e
est muilo pouco em harmona com os-principios de
iiberdade poltica, civil e religiosa, que nnguem
contesta hoje ; assim persuadimo-nos que seria me-
llior, no interesse mesmo d5 governo do grao-duque,
que as-cousas n3o tivessem ido 13o tonge. O arcebis-
po nao encerrou-se nos justos lmites, em que devia
encerrar-se; ao decreto de 7 de novenlbro respondeu
com a excommunhao do commissario especial desig-
nado pelo governo para rubricar decretos do arce-
bispo, o qual lalvez nao liyesse entrado anda no
exercicio de suas funrjcOes, e igualmente com a ex-
communhao do conselho superior eccleiiattico ca-
lholico. A ordenanca que pronuncia 'esta dupla ex-
communhao foi proclamada na igreja melropolilana
de Fribourgo.
O que vem a ser porm esse Coiuelho tuperior
tao severamente tratado ? He urna commissao exclu-
sivamente composla de membros da igreja calholica,
por intermedio da qual exerce o soberano seu direilo
de proteceo e de superintendencia sobre esta igreja.
Enconlra-se frequentemenle esta instituicaonos pai-
zes povoados de calholicos e de proleslanles, cujo so-
berano protestante he todava investido pela consli-
tuiso do paiz de um direilo supremo de iospeccao
sobre a direcrjlo dos negocios do culto cathoBco :
ella existe no reino de Wurlemberg, no^gro-ducado
de Bade, e provavelmenle tambem em Hess e no
ducado de Nassau. Repufou-se necessario esse in-
termediario, e at o presente consderam-no sempre
como urna garamia para os calholicos. O couselho
superior de Bade cumprio dignamente as suas difli-
ces uncses, o o arcebispo lhe faz pouco mais ou
menos justica.
No areebispado de Fribourgo, o Comelho supe-
rior ecclesiaslico grao-ducal era em primeira linha
oorgoestabelecidoparaa reparasao das injuslicas
feilas a igreja. Todo compacto de calholicos eccle.-
siaslicos e de leigos, esse couselho era de tal orle or-
ganisado, que occullava sua tendencia e sua aejao
aoslhosdupovocaUolico. Fazendo parle da orga-
nisacao geral do paiz creada"era 1809, osla autorida-
de, cuja natureza primitiva atacava j a indepen-
dencia e autoridade d igreja, longe de mitigar essa
tendencia hostil mesma, augmenlou-a por occasiao
de todas as mudanjas orgnicas superiores. Nos que
temos o pasto das almas, e em nome de quem es-
se pasto se exerce no areebispado, lemos tambem o
O que parece certo he qae es-i direilo e o dever do desviar do peccado os membros
momento em que ia repoosnr de lanas mizerias,
um golpe lerrivel aniquilo ludo. Sa hora em que
receberes esla carta, met marido lera outra oue me
perde... Essa cu linha escriplo, bem sabes /quem !
Bttt fo perdidae adiada, e por quem, meu Dos 1
A- vergonha eslava por toda a parte. Que t direi'.'
Fujo'. NSo.sei para, mide vou... Se soubesses quanlo
sou desgranada, me lastimaras..... Eslive prestes a
morrer vnle vezes abracando minha filha.....Viga
sobre ella, vgia sobre meu Jorginho... Ama-os de
toda a la alma... Con(io-os a Ir... sobretudo ensina-
Ihes s nao me udiarem. Minh'a pobre fllha minha
pobre Qlhinha, que eu amava lano !.....Ha pouco
ella oru por mim... meu coracao desfazia-se em la-
crimas.....Ella adormeceu sobre os meus labios.....
Ensina-.llie o bem...., o bem conduz felicidade.....
Conserv ella sempre essa innocencia, que he um
reflcun do para i/o. Como vou chorar lonae del-
les... Hasile escrever-me, nao he'' has de fallar-roe
dclla e delle!... l)exo-le minha vida. Tenssido boa
sempre, sO-lo-has anda. Ah! querida Carolina, por
3ue nao le iinlc Conserva-le sempre no caminho
a honra Que torturas soffre quem cabe 1... Meus
olhos eslao seceos e ardenles... As lagrimas nao. po-
dendo mais correr, cahem-me sobre o coracao... Que
ser de mim? Adeos. minha amiga, conserva-me
sempre leu amor... Oeos te pagar la caridade em
ventura... Abra?o-le mil yezes... Quando te abra-
cei esla noilc nao sentiste, nao ouvste nada?.....
Adeos... S a mai desses pobres meninos, que licam
como orphaos .
A caria acabav ahi. Carolina cabio em urna pol-
trona depois de l-la, e chorou amargamente.
Os p'assos de muilos cavallos, cujas ferrad uras soa-
vam nas pedras do pateo, lraram-na do abalimenlo.
Ella curren janclla e vio os cavallos de posta que
os poslilhes mcltiam na berlnda. Umsuor friocor-
rcu-lhc pela fronte.
Baleram porta ; urna louca esperanja alravessou
o espirito de Carolina ; ella oi abrir, e achou-se em
face da camarista de Helena, que ia receber as or-
dena da ama. -
A filha de madama de Flize, que se i nlrnduzira
por Iras da camarista, exclamou saltando do quarlo:
Mamam, vmos!-^^^
* Madama de Monchenol tohwu-a nos' bracos, e le-
vou-a para fra.
Emquanto Carolina lia a caria "o\'Ie,ena' Pa
gem de FauAina entrava no palaciol^ra um rapa-
zola de dezescis ou de/.oilo annos, qoVpareci ler
quando inuito Ireze ou qualorze. arTetoVa Iodos os
servicos, leslo, tlrevido, curioso e maravillosamente
proprio para.ludo o-que requer urna cunscieihiajle-
licadae urna mflo rpida. Elle enlrou com o Fim-
pudenle de um macaco, quo vai fazer urna maligni-
dade; os cnailog reliveram-no ; mas elle insisti em
chesar n presenca de Mr. de Flize, dizendo :
Tenho ordem de enlregar-lho esla casia em
mi propria, e bel de entrega-la.
I.evaram-no ao quarto do conde, o qual acabava
de veslir-se para a viagem.
Jorge lomou a caria do pagem, e reconhceu-o
por l-to x'slo em cata de Fauslina. Rompendo o si-
jawiou pela vista as duas ou tres linhas que
1- attma esorevra i presa,. e reconhecendo no so-
brescripto da segunda carta, dirigida a Mr. de Van-
villiers, a ledra de Helena, empallideceulevemente;
mas, fiel a seus hbitos, lanrou a caria ho fogo sem
abri-la, c tiepns moslrainto' porla ao pgeiii, dis-
se-Hif: ,
r- Val, e conia o que vige, *
aaaaaBaaaaBBB^ ^BBBBBaajaaBBPK ^j.^>mb t# ... -
le decreto de 7 de novembro produzio no'paiz urna
impressao penosa, e que o governo capacilou-se de
que deva explicar publicamente os molivos e o fim
de seu procedmenlo.
O ministro do interior do grao duque fez lembrar,
em um documento offlcal, que as reanles da igreja
calholica com o governo sao reguladas, nos pontos
essenciaes, pelas leis de 1803, e de 1807, epela orde-
naosa de 1830. o baseada sobre urna concordata ce-
a lebrada entre os estados perlencentes provincia
ecclesiaslica do alio Rheno. Em 1851, leudo o
arcebispo de Fribourgo proposto de accordo com os'
bispos de sua provincia, diversas mudanzas na legis-
larlo existente, o goferno do grao duque julgou-se
na brigato de entabolar negocarees com os ooros
governos sobre a provincia ecclesiastica do alio Rheno.
No correr dessas negociarles salisfizeram-se muilos
pedidos do arcebispo ; outros foram espajads por se
repularem necessarios cerlos esclarecimenlos. Nao
O pagem sabio sem fallar.
Mas se Jorge acalma de aniquilar a prova docri-
me, eslava agora cerlo desse crime. Depois de seu
duelo com Adriano, elle o linha presenlido, e o que
vira das dures silenciosas da mulher lhe havia aug-
mentada a snspela ; mas sepullia esse pensamento
lio rundo do coracao; porquanto em Helena culpa-
da respeiliva anda a mai de seus filhos.
Todava dessa vez foi-lhe preciso todo o rigor de
seus principios em materia de uniao conjugal, e to-
da a lirmezu de seu carcter nara dominar a fervu-
ra interior, de sua eraoc,ao. Elle linha j dado um
passo para o quarlo da mulher alim de significar-
ihe, que se fleavara unidos em presenca do mundo
senam dalu em dianle separados no lar domesco,
quando madama de Monchenol enlrou.
, Carolina achou Jorge em p, e paludo como urna
morlall. Essa pallidez e o olhar, que elle lhe lan-
5011, fizram-na crer que sabia ludo.
Coragem! meu amigo! disse ella lomando-lhe
a mao.
Jorge comprehendeu enlao, que linha urna des-
grana maior que temer. .
Carolina eulregou-lhe a clrta que achara iunlo da
sua. ",
Ella leu-a e escondeu a cabeca entre as raaos.
A filha, que eslava agarrada ao vesldo do mada-
ma de Monchenol, subio-lhe aos joelhos, e com ess;i
doce violencia dos meninos, liruu-lhe as maos du
rosto para abrara-lo.
Mr. de Flize aperlou-a com amor sobre o coracao,
e depois disse:
Deixar-roe! ella podia faz-lo; mas deixar es-
ses pobres meninos I
Tal foi a nica aecusaco que lhe fez.
. Carolina levantando o pequeo Jorge, asseolou-o
junto da irmaa sobre os joelhos do pai. Nesse mo-
mento supremo, era que peida a paz e a honra de
sua casa, era essa a nica cousolacao de que Jorge-
podia gozar.
Entretanto Mr. de Charamande admirado do iso-
lamenlo em que o dexavam, vollra ao palacio. O
criados olhavam uns para os oulros, e fallavam-se
em voz baixa, conieeando a adevinhar, que alguma
cousa exlraordnaria se passava na casa.
Ninguom linha visto madama de Flize, madama,
de Monchenol entrara sosinha no quarlo da condes-
sa, e satura sosinha. Os cavallos rinchavam c cava-
varo no paleo, os poslilhoes eslavam monlados, e os-
amos nflo appareciam.
, Mr. de Charamande subi ao quarto 'do_gento e*
o espectculo do pai apenando os fflho^s^bTTTpei--
tocommoveu-o. Elle olhou alternativamente para!
Jorge e Carolina sem ousar inlerroga-los. Carolina
incapaz de fallar, apanhou a caria de Helena. s
deu-a ao velho.
Apenas a percorreu com avisla.Mr. de Chara -
mande exclamou com voz lerrivel:
Visla esses meninos de lulo, a mai delles tu
mora I
XVII
doconselho ecclesiaslico superior, de exhorta-tos e
puni-los se o merecerera... Elles nao se moslraram
doceis s nossas exhortares, e como nao fillavaihos
sonao sua?consciencia, as reiteramos mais i:,slanle-
mento; nao quizeram elles ouv-las, pelo que os
ameajamos com penas-cannicas, lornaram-se obsli-
nados, e forjaram-nos a pronunciar a pena, em que
ncorreram, a excommunhao.
No caminho cm-quo se linham laucado os dous la-
dos nao havia mais consierasoes a fazer ; a autori-
dade civil e a ecclesiastica devam levar as cousas ao
extremo ; foi juslaroenle o que acontecen. O arce-
bispo fulminou a excommunhao, o goveftio mandou
que fossem presos aquelles que a proclamaram ; o
arcebispo persisti era farer nomeates de curas para
as parochias vacantes ; o governo impedio a sua ins-
talIaco; em muiUs localidades os actos do arcebispo
e a resistencia das autoridades civis provocaram sce-
nas tumultuosas, que deram lugar aos escndalos
mais deploraveis; tendo o arcebispo ordenado que
se declarassem nas predicas, pur qualro domingos
consecutivos, os pedidos dos bispos e o estado do con-
flclo existente, explicando os me moran epscopes e
a caria de pastoral de 11 de.novembro, o governo
respondeu que nao se oppunha a que se dessem ex-
plica;oescalmas creflectidas ; mas que se algum ec-
clesiaslico ousasse, como infelizmente tem aconteci-
do, profanar as igrejas procurando excitar os Geis
contra o governo e.contra as autoridades, qaer alle-
gando a verdade, quer empregando termos que exci-
lassem o desprezo, o castigo quo merecesse lhe seria
infallivelmenle infligido...
Era impossivcl que ara conflicto que se linha tor-
nado tao grave nao tivesse brado em Roma : o papa
cousagrou-lhe um paragrapho da allociic-o que pro-
nunciou em um recente consistorio.' A linguagem de
Pi l\esl impregnada de urna dolorosa tristeza :
he severa para com o governo do grao-duque: mas
atrayes dessa severidade, descobrio-se um profundo
senlimenlo de pezar e um ardenlc desejo de acalmar
as paixes irritadas, concillando cm ipa justa me-
dida os direiios da igreja eos. da autoridade sobe-
rana.
Este mesmo desejo exprimib-o o principe regent
de Bade no discurso que dirigi aos estados do grao-
ducado : amigos, que eu me esforcarei inccssantemenl Sal-
vando com Indo a dignidde e os direitos da cora,
para acabar com as dispulas existentes por mein de
urna conciliaQo amigavel, e por assegurar aos depo-
sitarios da autoridade ecclesiastica a sua cathegoria e
posiQao, alim deque possam cumprir a sua benvola
mis-ao.
Nao duvidamos da sinecridade destas palavras, e
esperamos que a disputa que tao Inopportuuamente
empenhou-se em Bade termine em breve por um ar-
ranjo conveniente. ( S.'de Sacy.l .
so amado Brasil; j da bocea d'um anligo presiden-
te de sua poltica, ouvimos sahir a temivel mxima,
que anda assim seria favor se fosse executeda t jos-
lija recia aos contrarios e favor aos amigos.
De Extremos anda nao livemos melhores noticias
acerca dasfebres.
As chovas por aqui continuara escaseas. A fri-
nha esl a 40 palacas.
Se alguma cou3a vir em minha viagem que mereca
a pena, conlar-llie-hei ; ainda que temo desagradar a
um amigo, queja mecensurou pela descripcao da mi-
nha viagem a l.'linga: praza a Dos que por l en-
conlre eu os romnticos cMzeirosde que tanto gosia
o meu tium amigo.
Saude e ventura, longe de .miseraveis intrigantes,
que jiao he das melhores cousas, he o que particular-
mente lhe desejo, &C, &c.
PERYVMBtCO.
INTERIOR.
ARIANA E THESEO.
A crise, que u medico previra, eque havia de per -
der ou salvar a Jorge, appareceu no diaseguiulea
da- partida de Helena, Jorge cahio de cama, e su
vida esleve um dia em perigo; mas a ferida causad
pelbala de Adriano lornou a abrir-se, odoettl
foi salvo.
Eulre a queda da mulher e a cura do marido, Ca 1-
rollna receben noticias dos fugitivos. Elles ara de- i-
cer o Rheiio; lleleua rogava a amiga que lhe euvias -
se a resposla a Conslan^a, para onde iam directa-
mente antes de passarem Italia.
A carta de madama de Flize era triste como o in-
vern; senlia-se que sua alma perder toda a nioci-
dade e toda a esperanra. Ella fallava de seus fi-
lhos em termos maviosos. A lempeslade lhe passra
pela vida como sobre urna moila de flores, e mais
nada lhe reslava senao lembranras quebradas, e
crearas perdidas.
Depois de sua fgida ludo eslava triste na casa ;
os meninos, a filha sobretodo, choravam a mai que
julgavam mora; Jorge eslava silencioso; umagra-
vidade nova dava sua physionoma.oiilr'ora franca
e serena, um carcter desconhecido ; Mr. de Chara-
mande pareca lamentar ler vivido lanto lempo; el-
le envelhecera de dez annos emdez dias, e como um
carvalho fulminado, esperava que urna ventana o
derribasse. O riso linha abandonado o lumiar dessa
casa. O prsenlo eslava de luto, e o futuro fugia
com Helena.
Depois que a vida de Mr. do Flize ficou tora de
perigo, Mr. de Charamande enlrou urna mauliaa ves-
tido de preto no quarlo do genro. Seu semblante
moslrava 13o grande austeridade, e urna tristeza lao
solemne, que Jorge, ainda fraco, levanlou-se ao seu
aspecto. O velho linha urna pallidez mortal, os olhos
brilliavam-lhe extraordinariamente debaixo de suas
sobrancelhas cinzenlas, e as rugas que o pensamen-
to e os desgostos cavara nas frontes, estavam mais pro-
fundas e mais fechadas.
Mr. de Charamande forcou brandamenle o genro
a ssenlar-se, e dissc-Ihe:
Deixe-me esterera pe; pis he assim que um
culpado deve fallar a seu juiz.
Esse exordioespanlou e alllso a Jorge, qual
vira sempre em Mr. de Charamande um segund
pai, cujo carcter amava, e cojas virtudes respeilava.
Elle Jf meu um nstenle que o excesso da dr lhe l-
vesseTlIlcrado a razao; roas a expressao de suas fei-
ees conservava no meio de sua tristeza tanta luci-
dez, que elle afastou logo esse pensamento.
O senhor culpado! exclamou Jorge tomando a
mao do velho entre.as suas.
Sim, eu, lornou o- marqpez inflexivel.
E como o genro quera inlerrompt-lo, elle conti-
nuou com mais forra:
' O senhor veio a mim honrado e leal. Nflo ha-
via em seu passatlo, um passado de vinte o oito an-
nos, sendos desvos que revelara a impeliiosdade
.ngue, e nada dessas cousas, que nao podeni ser
,-illameote confesadas. Q senhor tinha lomado dig-
namente .1 espada, pagando ao seu paiz a divida de
sangue. Eslendcu-me a mao, e dei-lhe minha lillia.
Eis-aqui, senhor conde, de que me aecuso. Minha
adunca deshonrou seo nonu.>, deshourou o nome de
seus filhos, inlroduzio a vergonha em sua vida sem
macula, e o desespero cm seus diss pacficos. O se-
nhor era alegre ; eu o fiz triste... Melli a perturba-
cao debaixo de seu ledo, fiz a infamia senlar-sc em
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBTJCO.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 20 de marco de 1854.
Negocios quo pouco lhe imporlaria dizer-lhe, rae
cbamiim fora desla cidade, e para na'perder o cr-
relo de quarla-feira, vou deixar-lheesla.
Nao sei se por afluencia de materias em seu preln'
m porque lhe nao conviesse, ou se porque fosse bifa-
da pelo correio, com o qual nao cont hoje, porque
seacha (lenleo seu digno administrador,o cerlo he
que ehegou o Josepltina, e nSov puhlaadas as duas
que antecedentemente lhe ese-revi ; como quer que
seja islo, me lem incommodado alguma cousa, eQui-
mera ter urna certeza da razao dessa demora, para 110
caso de se realisar minhas previses fazer um prole
to solemne conlra as irauquiberas do curiSo desla
cidade.
'Noda 13 do correte, no disteicte de Goiaiininha;
no luaar das Pitoinbera, urna mulher malou com
urna mao de pilo a 1101 individuo qu lhe havia da-
do urna bofetada, e al a date desla, nao consta que
fosso anda presa : ora, enxugar-se assim as maos
nas faces d urna cdad3a,4iao he por certo orna accao
irrprcheiisivel, porm sem duvida que a recompen-
foi alem do merecimehlo. "
No-dia It, veio preso daquella mesma villa um
qudam que havia ha 7 annos pouco mais ou meDos,
morlo a oulro, e que gozava anda plena Iiberdade,
porem por. fim chegou-lhe a polica com seus embar-
gos, e*nterrompeu-lhe o privilegio.
Communcou o delegado dalli. que indo por duas
vezes prender a Jos Firmiiio de tal, criminoso de
morle, se enconlrou com elle, mas que nao o pd
prender, porque leve inedo que nao'corresse "Esla
por certo que he maravilhosa, e se eu no fosse, tao
incrdulo, por esla acreditara nos paluas e poder
invsvel, de que dizem se cercarem cerlos valenloes;
cu porem, creo mais na fraqueza do delegado.
Chegou-nos o vapor do sul e nada nos trouxe de
novo, o que muilo eslimei, porque quero antes estes
esterilidades de nolcias, do que a abundancia delias
desagradaveis.
O Exm. Sr. Passos acaba de exigir as informaces
necessarias para a execu,aodo rcgulamento c lei'das
medicoes das Ierras : crcio que lem de lular com a
dilllculdade de poder oble-las tees que possam salis-
razer a salular utenco da lei, o que me persuado
sera geral pela Talla de mcos de que dispoem as au-
toridades que as devora ministrar, que sem duvida
as terao de beber de fonles imparas.
Abusando afnda por um pouco de sua bondade,
permita que termine a resposta.ou autes o commenlo
da ultima caria do collega do Liberal, encelada nas
minhas penltimas, aproveilandoa occasiao para cer-
tificaran collega, que me nao darei mais ao Irabalho
de confutar suas repelidas accusac.8es, dirigidas a pes-
soas em quem'descubro toda a capacidade para re-
pclli-lo, pos que delles nao lenho procuraran.
Evailo-se no dia 10 do corrente da cadea da ci-
dade de S. Jos, o criminoso Filppo Nery, ha pouco
beatificado pelo collega correspondente do Liberal.
lenho notado que o collega se propaga um acrrimo
perseguidor do crime, quando o crimisioso nao lhe
cheira a gente sua, mas logo que lie protegido dos
seus, sao todos unsanjos. Oh! que pureza de pe'ns.-i-
menlos ; he doutrioa anliga entre os liberaes do nos-
seu lar. Minha fraqueza quebrou sua existencia pelo
meio. Venho, senhor conde, pedir-Ihe perdao por
lhe dado minha filha em casamento.
estes palavras, o conde senlio-se eslreme
a humilha^o de um velho, caja vida tora t
ler-lhe dado minha filha em casamento.
. A estes palavras, o conde senlio-se estremecer.
Esaa humlthaco de um velho, caja vida tora Inda
lura, encheu-o de enlernecimenlo edecoofusSo.
^-Jorge lancou-sc a elle para aperla-lo 6s; mas Mr. de Charamande repello-o, dizen-
do-lhe:
Tenha cuidado que sua generosidad n3o me
abaolva cora demasiada presta, quando minha jusli-
e condemna-me, AlUrmo-lhe quesou culpado I
O senhor culpado que squ eu cnlo ? Quando
o senhor deu-me sua filha, nab era ella innocente
como urna santa t Ella Irazia-me para casa a paz e a
randura. todas as alegras de um ror.iro onde niura-
vam a franqueza e a bondade. Ella loria embelleci-
do luda a minha vida e meu lar, se en a houvesse
merecido! Porm meu coracao j nao era mais1 digno
dessa caslidade clara como cryslal!... O senhor nao
sabe como vivemos nos lodos filhos da ociosdade,
enervados antes da idade. Ah para que nao repel-
lio-me !... Melhor fra para a honra e repens de
sua filha, que o senhor a tivesse dado a um hornera
pobre e honrado, que a tivesse amado corajosamen-
te, que a tivesse honrado com seu Irabalho, qute a
livesse protegido com sua virtude! Como vigiei eu so-
bre esse Ihesouro de sua velhice ? Enlreguei-a a tedas
as riladas da sedueco, a lodos os pericos do abando-
no. Fui por ventura ao menus um irrhan, um ami-
go para ella 1 Era um eslrauho, cojo nomo ella li-
nha por acaso. Crea-me, meu pai, porlei-me mai
para cum sua filha, fallei a lodos os daveres, e se
Helena cabio, foi minha mu que aerapurrou. Pu-
na-me, meu pai!
Lagrimas de desespero sallaram dos olhos de Jor-
ge, o qual nao India chorado, ha quasi dez annos.
Essa dor sincera enternecen o coracao do velho; elle
envorveu o genro com os bracos, e esses dous ho-
meiis, que aecusavam-se mutuamente, choraran)
junios o golpeque feria a ambos.
Dessa vez Jorge abrir seu curasao, lao longo lem-
po techado, as emocOes verdadeiras; o medo do ri-1
diculo nao lhe prendera os labios, c elle se mostrara
tal qual era. Mas se o esposo linha o perdao no co-
ra"fcl0> Pai lornou a erguer-se implacavel, e disse :
-^Arrauquei-a de meu coracao, ella nao entrar
mais nelle.
A duas pessoas em Paris noticia da fgida de
madama de Flize impressiouou uo mesmo grao, pos-
to que de maneira differenlc, Faustina 11 Felicidade.
Quando o pagem referi aclriz a resposla muda,
que Jorge dera sua denuncia, ella ergueu-se enmo
urna serpele machucada pelo p de um viajante.
A colera aperlou-lhe o corceo, esse receptculo ur-
denle de .todas as ms paixoes.
Em um instante, como o luzir de um' relmpago,
ella cnncebeu e comprehendeu o pensamento do cri-
me. S madama de Flize houvesse estado em suas
raaos, ella a leria morlo. Assim de urna vez perda
com a prova da falla a esperanca da vinganca. Quan-
do eslava cerla de Iriumphar, e linha todas as proba-
bilidades a seu favor, Faustina encontrara o desdem
supremo e a lealdade ravallcirosa de um marido.
Ha, pois, anda desses homens!... Que imb-
cil .disse ella.
Quando ella ia esjnagar debaixo do p urna dessas
lidalgas, contra as quaes seu odio se iuflammava des-
de a infancia, madama de Flixe escapava-lhe, e co-
mo ? Faustina vagava no quarlo como urna loba.
O prncipe de Zell ehegou, quando ella eslava soi
siuha e fechada no quarlo.
Nao entre, disse-lhe Julieta, minha ama esl
em suas horas brancas.
A criada dera esse nome s horas de colera, que
arrebalavam Fauslna em lembranja da livida pal-
lidez, que lhe cobria as faces nesses momentos.
O principe relirou-se logo; mas vollou noile.
Posse entrar-; pergunlou elle com o ar tmido
dos Jupilers, que Irrmem diante de suas I)
Asenhora etl mais calma, pode e
pondeu Julieta
ASSEMBIaEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sesiao' ordinaria em 27 de.margo de 1854
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
(Concluso. )
O Sr. brandan : Sr. presidente, eu rulo posso pres-
tar o meu assenlimenlo 4o arl. 4. do projecto, que
se acha era discuss.
O Sr. Pinto de Campos : Nem eu lambem. i
O Sr. Brandao ; ... e para i-so lenho razOes
muito valiosas, considerasoes da mais alia importan-
cia, que dizem respeilo nao s aos precedentes desta
assembla, mas lambem a disposic.r,es muito expres-
sasc lermiuanlesda nossa Icgislarto geral, que me
levam decididamente a negar o meu voto a esse ar-
ligo.
O escrivao do juizo dos felos da fazenda, senho-
res, j solTreu em 1846 urna dvisap de carlorio. Nes-
se auno, depois que o ministro da fazenda expedir
o aviso de 17 de agosto, a assembla provincial de
Pernambuco, entendeu que nos termos do mesmo
aviso podia separar os felos proviheiaes que se acha-
vam fazendo parle do carlorio da fazenda geral, e
manda-Ios distribuir pelos car torios do foro commu m.
iza esse amigo, que as assembla? provincia esla-
vam no seu direilo adoptando um dos arbitrios, ou o
de decrelarem.que os felosprovinciaes corressem pelo
carlorio da f fossem procesados pelos cscrivaes do juizo ordinario :
neste alternativa a.lein*16de 17 de novemhtu de
18*6 adoplou o ultimo arbitrio, e elle prevaleceu
perlo de tres annos at que a voulade legislativa re-
ceben urna modificacSo. Com effeiloem 18i9.aoaSS
de maio a assembla delerminou pela lei n. 237, que
os felos da fazenda provincial fossem jufgadse pro-
cessados peranle o juizo da fazenda geral, e assim
eslabeleceu o estado de cousas, que al o presente
lem subsistido.
Ora, se isto lem occorrido e se os diversos presi-
dentes que'se leem succedido, inclusive o actual,
lulo declarado nos su rellorios, que a arrecadarao'
marcha regularmente, se circunstancias exlraordi-
naras-no leem appacecido.que reclamem a adpsao1
de um novo arbitrio, dillerente do da lei 11. 237, co-
mo ha-de esta assembla revogar essa lei e sujeitar os
felos provinciaes a urna verdadeira cunlradansa ?
Senhores, urna les deve ser revogada, qumdo
motivos supervenientes de utilidade pqblica etigem
a sua revogac/10, mas no caso presente eu nao vejo
esses molivos. Aln deqneenlendo que a medida
que se quer adoptar, islo he, a creacSo de um carlo-
rio privativo para os felos provinciaes, he coulrrio Lj
a lei geral de 21 de outubrode 18i3, como vou pro-
var. Nessa le se decretou que Jicava, abrogada e de
nenhum elTeilo ama resoluto da assembla de Ser-
gipe, pela qual foi creado um juizo privativo para a
fazenda provincial: por consequencia reconheceu a
assembla geral, que as assemblas de provincia nao
podam crear um juizo especial e privativo, e como
este necessariamentc se compoe de juiz e escrivao,'
he claro que vedada se acha as d ilas assemblas a
crearao de um carlorio privativo para os felos da
fazenda provincial.
Crear um escrivao especial n especie de que se.
Irata, sena dar o prmeiro passo para a creacSo de
um juizo privativo, porque este he composto de juiz,
escrivao ecartes, mas he isto o qtie nao quer a lei
de 21 de oulubro pe 1813. que passo a ler. (Le.)
Um Sr. Deputado:. Correa Telles, d defiuico
dillerente.
O Sr. Brandao: Pois, Pereira a Souza, Souza
Pinte e oulros muilos escriplores, d3o a definieao
que eu acabo de enunciar. Portante, senhores, sea
assembla provincial, nao pode crear um juizo pri-
vativo, porque assim lh'o prohibe a lei, que acabas-
tes de ouvir ter, me parece que tambem nao tem a
faculdade de instituir um carlorio especial, devendo
confonnar-se com qualquer dos arbitrios consigna-
dos no aviso de 3 de.agoste de 1846, como ja por
duas vezes pralicou
arligo.
O Sr. Figueira de Ut
nobres deputados sgnala
responder ao meu nobre coOmi
que acaba de impugnar i
rio dos felos da fazenda. en
reservando-me para expor de
bem lenho para volar conlra o artigo,
so responder s observa cues dos honi
do projeelo.
O Sr. Aprigio :Pe jo a p
U Sr.. Figueira
quer fallar agora e^^B^
Sr. presidente, len
meu nobre amigo e e*
combaler o arligo 'i
mas oulras em suslenlaf
lacaodas queso dignou
de juslisa chil ecrimi
missao fallando ;
islo : ili\
Por eslaexposir
sao para a diviso do of(
primeira he lirada de ou
lende a. cominissaY
'em o sen procura^
ciaes priva li'.
segunda raz,
actual carlorio da faxend)
pode dar a li
A primeira razi
parece-me que nao
os argumentos de sem:
1o fracos, porque paca
ro, que a seraelhaura
circumslancias e parles i o
tea inculcada semelhancaJ
servo, que as decides dd
parar os lugares de
ofllciaes de justica gerae
ladpr e ofllciaes de jusii r
na real incompatibilida
desles empregos ; nab h
fiscal da fazenda geral nos caso!
les entre a fazenda geral c a |
tas vezes pode acontecer
porque necessariamentc
e nao ha de apreseU>si
lado o favor da fazen
depois para o oul
.mero, o requeiro q
faja islo ouquillo.
la-se eu'.re 6 oflicio
os de meirinhos, &
ce, (e a pralica do
quando o procura
aclivoe zeloso, e
estes smenle Ira
fazenda provincia1
seus deveres, conceriaB
ve pfejuizo desfa. (
pothes'e contraria, e pee i
que verdadeira -incora]
simullaiie dos luga|
dor e ofllciaes de juslii
cial e geral. O
peilo do oflicio de el
'Cao propria, s e-
olflcio, ou reque
dade iiteiramejaJ^^^^H
consequencia nao pode liaver i
guia em escrever^^^^^f^
geral, como nos
semelhanra a
lesse para o caso, eol
nao foi consequente
nesse argumento como de
igualmente, qm
ciiador e oflici
houvesse tauibem nao sm
vativo provincial comopi
privativo dos feld^^H
mente assim a sua semel|
suas conclusoes procedei)
recuou, o recuou
Ihanca, que reoorrel
visto senao dar incom
causas da fazcdda
tal iucompalibilid
como demonstre!, segue-stl
escriva. para os feilos pro!
fundamente apectr
illuslre commissao. ''
Asegunda razao
lual escrivao dos feilos,
miieu uncid. .nome 1 bao nome que lhe p
Fauslna eslava recostada em um/divan no quarb. ilou Fauslina, a quem a colpa j o dizia.
tendo a cabeca, os bracos e as espadoas rmas; eslava
pllida como urna v#la, e todava sufloc'ada.
Ah! veni dgora f disse ella ao principe lancan-
do-lhe umolhar mais acera'do, que a pona 'deum
punlial. Eslou triste, vnss ha ile ategrar-mc.
Joao Casemifo lera grande difficuldade em ale-
grar alguemasobreludo a Fausliua, cujo espirito ir-
nico desconcerlav-o incessantemente.
Elle volven a bengala enlre os dedos, sorrio como
qnem procura evilar a borrasca que presente, e
disse:
Voss esl triste, e porque'.'
Se eu soubesse^orque eslou triste, nao o esta-
ra mais, respondeu ella retirando a mao, que o
principe quera beijar.
Joao Casimiro lornou a sorrir como um hornera
que eulende, posto que nao enleudesse nada absolu-
tamente, e disse : "
Sem duvida he alguma phantasa ; diga-me o
que desrja, que le-lo-ha immediatamenle.
Fauslina deu urna risada secca e nervosa, e ex-
clamou :
S eu livesse om desejo, elle seria salisfeilo mes-
mo antes que voss o houvesse adevinhado.
O principe calou-se, qoasi'arrependidc de ter en-
trado.
Ab disse Fauslina rasgando com as unlias as
franjas do divn, voss nflo esl hoje agradavel. Vos-
s lem o habito da monotona... -lie um pessimo ha-
bito, c na verdade, meu charo, voss' devia perd-lo.
Isso he bom na Pumerania... Em que pois oceupa-
se voss, que julga-se sempre nas margena de um rio
prussiaho, estando nas margena do Sena!... Seja
menos patriota, laso he de pessimo goslo!... Se agra-
da-lheser principe, seja-o emquanto quizer; mas
nao.sempr... Assevero-lhe que as penas perpetuas
vilo ser abolidas.
Fadslina demorava-se sobre cada urna dessas pbra-J
ses, cujas palavras cahiam vivase rpidas como a
saraiva. O principa abaxavu a cabeca e Mipporlava
humildemente essa zombaria.
A proposito, disse repentinamente Fauslina in-
terrompendo-se, vio Mr. de Vauvilliers V
Um rejampaao de alegra illuminou a fronte hu-
milhada de JoSo Casemiro, o qual entrevia novas
perspectivas ronvcrsacto.
Armand'f respondeu elle com ar malicioso.
Sm, salvo se de honiem para c condece uro
segundo Vauvilliers.
Pois bem, parti.
Arfnand '.' exclamoo Fanslina tambem.
Sim, tornou o principe com um sorriso mali-
cioso, Mr. de Vauvilliers mesmo, salvo se do iionlem
para c...
Fauslina nao deu-the lempo de acabar a phrase.
Annand dase ella ; eu o vi honteui !
Parti esl noite.
Sosinho I
Acaso parle alguem soalnho I
Faustina adevinhoa Indo... Um relmpago de rai-
va sallou-lhe dos olhea, ella agarrn no braco de
Joao Casemiro. Seus dedos eram como ponas de
ferro.
Diga-me ludo exclamou ella.
Que I minha rica, nao ehegou a anella boje "
respoi m um lora indifferente. Nao
em/to nome! he nome que lhe pergn-
Madama de I
Iher desse pobre con
rece que ella fugio por cima]
Armaud a. esperava...
pliantasmas e das sedcese* 1
leria obrado melhor b^^H
moom vsudeviile de Mr. Se
esse Armaod! Ah-! ah !
Ajovialidade de Jo9o Caseil
de Faustina, a qual exclaafou
seus olhos inlUmmados
Ah I vots acha isto agrad
vem conlar as proezas de Artsai
cousas raaravilhosame *
ga-lheoquepensn
Sabe o que esse Mr. '
diasapenas, ah on
a mim amava., que s a
Jo2o Casemiro salten com
urna punhalada no pello.
Ah! j muda de r
la'da como um cavallo se!
ja aejao milito b t Er,
fazer a gente crer' ^^B
dias viiiha aqui dej^H
Ah I voss diz qui
fallava-me como Tari'
via-o !
O principe encaros Fausti
dos, e os labios abertos Iremiam-lb-
desse fallar.
Era entilo sea amante mun
Sim, que mais 1 dase ella'cruz
A lemerijlade de Faustina abaleo
Zell. Elle nao. pode sus
que penelrava-lhe <
abaixou acbela,
graca e pelo espin
sua audacia.
. Um instante el!
se e sacudir
mente ao pi
colerfl^^^^^^m
smenlo. <
brilharam e1
Essr
de es]
ludo.
saje-
lena i
dar-I h
avessn
(riz, ai
sameato. y v*J^r^-l
mao os
o prux
o desse -gUW.
Oh! Fauslina!
Fauslina franzio as sobr
Qoer dizer com isso que eslou presa
acaso qunao sou livre Oh! se o sou hei dedei-
xa-lo amanhaa s para provar-lhe que ainda ou li-
vre e qde o sere sempre!
Zell abaixou outra vea a cabeca: eslava v3SH
{ Conlinuar-

laccumulaf
provincial que sao
la presi-
1 ptOCU-
Jo nu-
scrivSo
; recorro
Jateada provin-
I alludio am ora
regados do
auxilio iDtelIfcen-
zeod* (Malta aar-
no. se t'
10 Kpanceiro
a coma ae-
lito Irabalhoso, e
lguiis muilo im-
abo de lar se diz clara,-
i a actividad? pos-
umprem os seas
erdade, cerno acredito
m emprego que he bem
m a aelivida-
injustica.
'-lia objeclar, que
^ro de feitos pro i ocia o ;
lo raesmo relateri* do procu-
rad nto : a As causas que
ode208conlinuam
M qis foram instauradas no prc-
lermos apexar de algnns cm-
rei. As causas ejecutivas, que
in> movidas no presen-
as causas sobem ao
torio ; a saber, 4 no pri-
o.^DO terceiro e 16 no
eeirpde 1852 a 1853 :
artorio onde se intentam
moda provincial, pode achar-
sobrecarregado tic grandes
E posto se diga, qae
IMS em andamento dos
todava advertir, qae ncm
tro do mino correte,
mpregidos dojui-
s por causa das clilliculdades
[pelas exeeulados, e nao pelo
l verdade nao posso jamis
torio, em que apenas se in-
>ss aehar-se sonrecarre-
i modo tal-qae seja-necessario
i a diviso do carlorio pele
(-me que o flicio de es-
bvineiat ria poda re-
irte pira dar os ecessa-
serventuiriu qae o exer-
I de ser juiz dos feitos da
o.arbilravao teodimento
I razonda provincial, em
uornarle) provincial den
. de ordenado, temos por
pcrgonlarel, serSo
lite para um escrivo
f provincial ? eu quero
l,rs.; mas anda assim
lentos sao muilo diminu-
ir orna casa para sea car
i est sujeito, e por
reta de nenhum modo di-
i feitos, porque os feitos
* multo diminuios c in-
da -do novo serventaario.
vultados os rendimentos do
. espectiva a fazenda ge-
iemos dividir esse carlorio,
^^^H3o nenhum va|or
~r lie crear um escrivo
f fazenda provincial,e urna
(estante para om carlo-
hum fundamento
o, ou antes para se
I provinciaes qae por
e, o honrado de-
> lagar, applcou-se
r a incompetencia
I de oro escrivo privativo
| aviso do governo de
e que afinal nao
o nobre deputado
Volando urna lei
ativo da fazenda,
a proposito, como
crear juizo priva-
t-para a thesoura-
(, ollciaes 'de jus-
rqae nao podemos ir
f crear um escrivo......
tonto a esses da-
p qae a questo oSo p-
I sim da conveniencia.
q: Nern eulrateida
epatado diz que achou
le semellianca, que nao
l firaqaeza natural dos ar-
oo tambem porque esse
ao seu fim lgico, qae
privativa dos feitos di
I ao aobre depulado que
^Hk" nosso aUkumen-
^^Rks, esta casa p-
livo, mas nao um juizo.
o escrivo dos' feitos da
r as obrigacffes deescri-
11 com as dos feitos
|ae falln em segando Is-
torio do procurador
|do rnenle 34 cansas no
Eu nao nlcudo muilo da
m nobre depulado, que julao
qae esses feitos eram os in-
atorio se nao fallava nos
_^Hp. tenlio sao, que no ex-
os deveilores da fazenda em
so o deste municipio....
- Peco a palavra.
[o que sejam smente dous
f Poaco mais eu menos.
Estes devedores pagam com
: extracto de sen-
rivo, e demanda
>alhos que se po-
lambcrn as multas da, Ihe-
Hto^0,> lettras, tras-
l o contra ella, .os
artorio fica mailo
*agerac di-
: :im homem?
i nobre de-
no qae concordo;
gaia);
lilla o nobre deputa-
! essa orle de mys-
0 Sr. Figueira de Mello Sr. presidente, pa-
ne que os argumentos que aprsenle! em refu-
taco das r zoes apresentodas pela nobre commissao
para divisio do carlorio .los feitos da fazenda, es-
tao oteiramento em p, porque o nobre depulado
nada disse na minha opiniao, que abalasse aforra
lia roe parece ler. Pelo que dizrespeiloaos
mentes, o nobre depulado depois de haver con-
cordado que o rendimento do carlorio dos feitos pro-
vinclael era de 400 de bracagens, e d mais 300
de ordenado, aprenntoa-nos ora calculo, pelo qusl
prafendeu que no juizo do feitos se passavam 3,000
mandados: mas o nobre depulado deve eelir que
anda quando este numero seja exacto, esse eicrivSo
tara de pagar a nm escrevente o Irabalho Be escrever
esses mandados, dando-lhe melada do.qae arrecada
por cada um; cada mandado cusa seu vinlens.e
melade he para quera o escreve.
Pelo qae diz respailo guias, nanea ellas sao em
fiumero igual aos mandados que e passam, porque
mullos destes nBo sao execuUdos, por^esUrem au-
senta odtedorts, por se exlraviarem', por se inu-
Ulisarem em virtudo de ordem legal, o por oulros
motivos; roas aiuda suppondo-se qae seja melade o
rendimento proveniente das guias, nao pode exceder
de 1803 a 200....
, O Sr. /Iprigio: Mil e quinhentas goias ? 1
. O Sr. Figurita de Mello: Quanlo se paga por
cada urna'.'
O .Sr. Aprigio: Creio que 500 rs.
< Sr. Figueira de Mello:. Julgo que nao exce-
de de 200 rs. por cada guia, jo que nao pode prodazir
mais de 1809|a 200; visto queuma parte do seu cusi
lambem he para a pessoa que as escreve. Emfim o
escrivo dos feitos, pelo que diz respailo ao provin-
cial nao percebe ludo aquillo queso conla para elle,
porque urna quarta parte he entregue ao escrevente
queo ajada, e assim os seis vene i montos nao sao Uu
elevados como er o nobrf depulado. A' vista disto
entendo, que o lugar deve ser conservado tal qnal
est.
Encerrada a discussio he o arligb approvado. '
Vo mesa e sao apoiados os se'guinles artigos ad-^
dilivos.
Artigo addilivo ao projecto n. 8, para ser collo-
cado aonde convier.
a O officio privativo de escrivo de capellas, resi-
duos a ausentes ser tambem dividido cm dous, cu-
jos servenluarios trabalharflolpor dislribaico, em lu-
do o qae Ibes disser respailo; sendo proporcional-
mente repartidos os feitos pendentes. S. R. A.
J. de Olivetra.
Artigo addilivo para ser collucado aonde convier.
a Ficam supprimido os dous labelienalos da San
Lonrenco eJaboaiao, creados pcloregulamenlo de
31 de Janeiro de 1837. A. de Olivrira.Paes Bar-
retb.ii
Vai mesa e he apoiado o seguinte requerimonto:
Requeiroqu o artigo addilivo do Sr. Oliveira,
destacado do projecto, soja remcltidp commissao
de justica, para sobre elle inlerpor o seu parecer.
ai Brrelo-----Franeiico Joao.n
O Sr. Paes Barrito quer que o artigo addilivo do
Sr. liveira v a commissao de justica civil, porque
bao sabe se coovm dividir o carlorio de ausentes;
entende que para somelharitcs divises he indispen-
sarcl saber se o servicp he mal feilo por affluencia
de trabalho; declarou que nao tem onvido reclama-
COes i esse res pe i lo, sendo que o mesmo se di a res-
pailo de mallos membros da casa ; est* persuadido
de qae o nuhrc aulur da emenda teria boas razes
para' propor a divisao do carlorio de ausentes, mas
que elle ignora essas razes, c nao esl disposto a
votar pelo artigo smente palo gosto de dividir cur-
inos; entende que convm sujeilar a materia i
commissao respectiva para examina-la, e i vista do
seu parecer a assembla dar am vol esclarecido, co-
ma se proceden 'respeiln do carlorio de orphAos.
Tratando do artigo que supprimc os tabelionalos
de Jabnalao a San Lonrenjo, observa que os serven-
luarios desses offciosos exercem incompetentemente
porque nao obtiveram nomaaro imperial, nao po-
dendo os presidentes "nomear tabelliaes; diz qu a
suppressjo-proposta traz a vanlagcm de regularisar
urna materia importante, acabando com esses cArto-
rios que csUlo fura de toda a inspecc.no. e da certo
rto preenchem os fins para que furam creados, pois
que he sabido que todas as escriplnras e actos m-
poriantes so lavrados nos cartorios dos tabelliaes da
capital,
V/ mesa e he apoiado o seguinle requerimento:
Requeramos que o artigo addilivo dos senhores
Paes Brrelo'e Augusto d Oliveira, sendo destacado
do projecto, v tambem commissio de justar;* para
inlerpor o seu parecer. Barro Brrelo. Luis
Filippe..
O Sr. Oliveira: Sr. presideule, sinto, que o
meu nobre amigo, o Sr. primeiro secretario, estoja
em opposicao idea/que Uve a honra de submelter
i coosideracao da casa. Voto contra o requerimen-
to de adiamento, por elle ^reseiilado, por jugar
desnecejisaria que seja ouvida a commissao de jus-
lija civil e criminal, a parecer-me que elle nao he
bem cabido, por quanlo, a ser approvado, creio, que
o projecto ficar lambem adiado.
O Sr. Paes Brrelo : Nao.
O Sr. Oliceira:Nao porque* poisho-dc fezer-
se dous decretos dislinrtos sobre materia idntica? Se
a commissao nao contempon no projecto o ofllcio da
escrivo de capellas, residuos, e ausentes, foi, sera
duvidt, porque Iheescapousemelhanle idea.
Cm Sr. Depulado : Oa porque a nao achou
conveniente.
O Sr. OUteira:Senhores.eston.inlimamento con
vencido, por informaces de varios magistrados, al-
gons dos quaes tem assento nesta cisa. de que he
argente a divisao daquelle carlorio. porque um so
empregado nao pwle dar andamento aos immensos
trabalhos, que por elle corrern.
O Sr. Francisco JoOo: Qucira cornmunicar-
oos as inrormajOcs que tem.
O Sr. Oliceira : O nobre depulado nao as ig-
nora. Sonbores, Foi dividido.ofllcio de escrivo de or-
phaos.porque etki bolado eni dous eoolos e quinlien-
tos mil reis.
O Sr. paet Brrelo: S por essa razao, nao.
, O Sr. Oliveira: Foi dividido o officio de escri-
vSo de orphaos, porque oslando o^eu rendimento
lolado em dous contse quinhontosrail reis.dividido,
pediacliegarparadoasserventoariose meisainda;ser
exacto o calculo feilo por am dos pobres deputados
(o Sr. Figueira de Mello.), na importancia de seto
oilo cnnlfls de reis.
Q Sr. Francisco Joao : Isso tambem he mailo.
OSr. Oliceira : .... alen?da conveniencia pu-
blica, resultante dessa divisao, por isso qae am s
escrivaonao pode dar vencimenlo Iodos os trabalhos
de um tormo, qae coroprehende 8 fregnezias...
O Sr. Paes Brrelo: Essa foi a verdadeira
razao.
O Sr", Oliveira : Tambem ha ontra, porque a
dar-so smenla a razao da utilidade publica, e n5o a
do rendhnonto cliegar para doas servenluarios, en-
lao creio que a assembla nao devia dividir o lugar,
sob pena de nao conscuir o lim a que se propuuha.
Sr. presidente, o officio do escrivo de capellas,
residuos, a ausentes he muilo anligo; c para' provar-
seqoe o' sea rendimento, se nao exceda, he igual ao
de orph-os, basta ver-se que na lotae.no primitiva
dosonVios de justica do Recife, foi elle avahado em
quinhenlos mitris,* o deorpbos em 650 rs.; sen-
do que os dentis.o far3o>m dazeuloamil reis.e me-
nos.
Na lotaeo, quo uUintmoiite se procedeu, a to-
ra julgadapnrsentenra,est o rcndimenlodesse officio
ido em dous eolitos e noveeentos mil res, mul-
ls que o de orphaos ; e#olom osnobres depa-
. que essa lolflfao foi fcita por individuos da
-e....
iicco Joo: Isso prova para todos.
nao he de presumir, qne
s escrivo lotassem o aflicto ein
ito tito rende. Muilos juizes,
no termo do Recife, me lem asseve-
Ucio herendoso... '
ulaio : lia muitas coasas rendosas
* mundo !
oteir: .... e que um s escrivo nao
damenlo a todos os Irabalhas, *4ue cor-
0 sinto que nao'esleja
embro da commissao.
oa a diviso
nada contra.
do officio de capaila ha neces-
iiento.a toilos o reconliecem,: epois,
deixar do fazer mais algamas coBsideracOes
ncilo : a maiorl da caa esl ao fado de ludo
quanlo tenho'dito.
O Sr. Paes"Brrelo: A maioria n8o se com-
p6e de advogados e juizes.
DIARIO* DE PERNAMBUCO, QUINTA FIRI 30 DE
O Sr. Olheira : De varias classes. Senhores,
cu nao posso deixar do volar pela divisao desse |offi-
co.e cnlondo que se a assembla recitar a mjnha
'dl tiras em idnticas eircums-
ttncias, dai -ouemsuppor.que tora par-
cial na presento questo.
{lieclamacSts.)
OSr. OUteira: -Os nubres depOlados sabem,
qne he principio da direjlo que onde se da ateesma
razao, da-se a mesmo opplicacSo.
O Sr. Pan Brrelo : He pereiso provar.
O Sr. Oliceira : Mas o nobre deputado no
quer aceitar a minha prova j lhe Bz vef, qae o ter-
vtoo, que corre por este carlorio, he boje lao aval-
lado, que um s serventaario nao pode dar venci-
menlo a elle...
Um Sr. Deputado : No^rovou, disse.
O Sr. Oliceira: E o que lem provado os no-
b'res deputados que me combatem ? se est demons-
trado por estas razes, que acabo de expender, que o
officio de escrivo de ausentes exige ser dividido por
qae um s serventuario nao pode fazer todo o ser-
vico, que lhe compele, se o sea rendimento da para
dous serventuarios; entendo que militan) neslc caso
as mesmas razes, qae se deram para a divisao do
officio de orphaos, e a assembla deve de ser cohe-
rente. ,
O Sr. Paes Brrelo : Como se dividi om, di-
vidam-sc lodos?
Sr. OUteira : lie o nobre deputado qnem o diz,
nao son en: tanto que o nobre deputado vio que eu
votol pela suppressao do artigo 3. do projecto, que
dividi o officio de contador. .
O nobre.deputado tralou lambem da incompeten-
cia da assembla em crear o lugar de labellio de
Jaboalo. ,
O Sr. Paes Brrelo: Nao disse tal.
O Sr.' Oliceira: Disse que tinha sido creado
por iim regulamento.
O Sr. Paes Brrelo: Nomeado, he que disse.
O'Sr. Oliceira:Senhores, pota lei provin-
cial de 9 de maio de 1836, foi antorisado o presi-
dente a distribuir e nrganisar os offcios de justica
desta cidade e provincia, inclusive os da relacao, co-
mo fosse mais conviuhavcl i boa administrac,ao da
jnslica. Em consequencia de tal autorisaco expe-
dio os regulamenlos de 26 de Janeiro de 1837, crean-
do, alcm de outros, dous tabelliaes de olas as
freguezias de Jaboalo e S. Lourenco ; c mandn
passar carta de serventa vitalicia aos que as nao li-
nham, fundando-se para isso no art. 18 Ma lei das
atlribuicoes da regencia, deUdejunho de 1831.
Depois de declarada a maioridade de S. M., entran-
do alguns desses serventuarios em duvida se os seus
titulas precisavam de confirmadlo imperial, consul-
lou-se o governo, c esto em aviso de 1841, assigna-
do pelo Sr. Paulino Jos Soares de Souza, entilo
ministro da justica, responder que nao luvia ne-
cessidade de confinnar-to, visto como o provimento
dado pelo presidente, era legal, e devo informar
casa que qaasi lodos os empregados da justica-do
termo do Recife lem cartas de serventa vitalicia
passadas pela presidencia, e nao reqaereram coutir-
maco.
O Sf. Paes Belo : Ha faclos em contrario.
O Sr. A. de Oliceira : E n escrivSo de Ouri-
enry, a quem o Sr. viscondo do Paran mandou cas-
sar a noaieaco?
O Se, OUteira : O facto he difireme. Em
consequencia das ultimas nslruccOes do governo,
offictou-se aos juizes de direilo para marcaren um
prazo, aos empregados que nao tiuliam ttulos vita-
licios, afira de os solititarem, e os presidentes, nao
l o Sr. viscojide de Paran, como oulros, passado
o prazo declararam aos juizes, qae considerasse'm de-
mitlidos aquclles que nao tinham apresentado as
carias imperiacs. _
O Sr. Paes Brrelo d um aparte. /
O Sr. Oliceira : Quid i'm/e? foi algum sujeilo
escrupuloso'dos que entendem que, quando o Ululo
na} lie assignado pato ponho imperial nao lem va-
lor,
fila frenos apartes.)
Eu emprazo ao nobre depulado para apresentar
documentos que provem o contrario.
.O Sr. Paes Brrelo: O nobre deputado nao
apresentou documentos, e acha qne s com elles se
decide.
O Sr. Oliceira: Aos nobres deputados com-
pre apresenta-los, porque sao os que me contestan).
Seubores, eu sinto que nilo estojara presentes p,
honrados membros da commissao, podendo porem3
colligir da sua retirada, que elles eslao de acord
coqaigo, e nao tem nada a accrescehtar.
m Sr. Depulado : Eu digo que he o con-
trario.
O Sr. Oliceira: Em conclsao direi que a as-
sembla adoptando o mea artigo, faz am importan-
te servico, boa administradlo da justica.
Encerrada a discussio he o arligo approvado, bem
como o requerimento do adiamento.
O Sr. Presidente designa para preencher a vaga
da commissao de commercio ao Sr. Mello Reg, e pa-
ra a de legislaco ao Sr. Francisco Joao, e levanta a
sesstto. <
------'-iDicaim- ------
Sewo' ordinaria em 38 de marco de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
Ao meto da feita a chamada, acham-se presentes
23 Srs. deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao. -
O Sr. 2. Secretario t a acta da sesso anterior
que he approvada.
O Sr. I.0 Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um requerimento de mbelina Wanderley Peixo-
to, directora de um collegio eslabelecido nesta cida-
de, pedindo so lite conceda urna loleria de cem ce-
ios de rcis'para occorrer ao costeiodo seu estabele-
cimento. A' commissao'de pelieoes.
Oulro do^iigarioaafregueziadaTaqnara, pedin-
do se marque urna quota para concert de su,a res-
pectiva igreja. A' commissao de orcamenlo pro-
vincial.
lio lido e apoiado o seguinte parecer :
Sevcriano Pinto e Antonio Aunes Jacnme Pires
requeren) a esta assemblii um privilegio exclusivo
por espaco de 20 anuos para estabelecerem urna
compauhiadehomenslivrcs, quo se empreguem no
servico de carrocas a trabalhos braraes, ficandu elles
isenlos do recrulamenlo a do servico da guarda na-
cional etc.
A commissao das obras publicas e industria a
qnem foi presento esto requerimento, julgando que
muitas das isencesque solticitam os peticionarios se
achara cima das atlribuicoes Jesla assembla, como
sejam dispensas de guarda nacional e do recrulamen-
lo, he de opioio que seja o requerimento indefe-
rido.
Sala dascommlssoes 27 demarco de 1854.
Manoel Joaquim Carneira daCunha. Souza
Cartalho.
Ilejutoadoobjecto do dctilieracao e mandado im-
primir o seguinte parecer o projecto.
A' commissao de pelicis s foram prsenles, um
requerimento da irmandade- do Nossa Senhora da
Cnceieo dos Militares, pedindo a concessaor de
quatro ioterias iguaes-as concedidas matriz da Boa
Visto, outro da de Santa Rita de Cassia, pedindo
urna lotera deccm conlos de nis, a oulro da do Se-
nhor Ilom Jess da Via-Sacra la Sania Cruz, da fre-
:uezia da Boa-Vista lamb(em pedindo Ioterias, etc.
Allegando as pelicionariasque necessitam do auxilio
de producto de toes loteras par a reparos de suas res-
pectivas igrejas; e consideran! lo a commissao, qae
naolendo ellas recursos sulfic entes de occorrer s
precisas despezas, he conveniente por amor do culto
publico auxilia-las por esto raeim como j tem-se pra-
licado para com oulras irmandades em semclhanles
circumslaucias, he de parecer q4ie se adopte a se-
guinte resolur.no:
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Art. 1. Ficam concedidas as seguintes loteras :
I. A' irmandade da Concele, So dos Militares duas
loteras decem contos de rciscala urna.
2. A' irmandade de Santa I lita de Cassia, o a do
Senlior Bom Jeus da Via Sacra da Santa Cruz, da
Boa'Visla, urna lotera d cada. ama.
Ar. 2. O presidente da provincia dar os respec-
tvos planos.
Art. 4. O beneficio da doze'p'or cenlo extrahtdn
do capital das referidas Ioterias, a bem assim o de
oito por cenlo de qae Irata o arli zo 12 da lei n. 580
de 7 deselemb)-o de 1850 serilo a.pplicados aos repa-
ros de qae necessitam as grejaS ein que esto erectas
as referidas irmandades; as quans dariio ao juiz de
capellas conla ajas respectivas desbezas. .
k PaQo da assembla legislativa provincial de Per-
nambaco 28 d margo de 4854. *-- uiz Filippe de
Sou;a Leiio.=Joaquim Pire Machado Portilla.,
Siqueira Cacalcanti.t
Vai mesa a seguinle indlcacao :
indico que pelos tramites competentes,seja en-,
deresadaem nome desta provincia, urna represeuta-
cao assembla geral legislativa, lollicilando em fa-
vor do collegio s artos ds cidade de Olinda, provi-
dencias legislativas qae habilitem a serem examina-
dos dentro do referido eslabelecimenlo as diversas
materias all ensinadas.os seus alumno*, de modo qae
eem a approvacflo dellas p>sam os mesmos ser con-
siderados com a sudlciencia legal para a matricula
xas diversas academias do imperio, cm que o exame
de toes preparatorios seja exigido.
vi Sala das commissoes 28 de marco de 1854.
Francisco Joao Carneiro da Cunha.
{Conlinuar-te-ha.)
Discursos pronunciados pelo Sr. depulado Meira
Henriques na sessao de 24 do torrente.
O Sr. Meira:Sr. presidente,souforjado a pedir
a palavra, porque quando este projecto se achava am
primeira discussao, eu o irapugnei nao s pela in-
competencia desta assembla, como pela inconve-
niencia da medida por elle adoptada. Quanto in-
competencia, disse eu que me recordava ler lide na
Ga;efa dos Tribunaes do Rio, ou em algum outro
jornal, ama decisao da presidencia a respeilo de hy-
pothese semelhanle, a felizmente pude achar esse
jornal que he o do Commercio de 28 de outubro do
anno passado. Com effeilo a hypolhese nao he ab-
solulamenle a mesma, roas permilla-me a casa dizer
que he a mesma qnanto aos fundamentos da impug-
naco, porque nao se referindo divisao de carlorio
de orphaos, trata especialmenle de sua suppressao;
e o acto addicional trata igualmente da divisao e
suppressao de empregos provinciaes; logo se a assem
bla he oroplente para dividir o carlorio de or-
phaos, como emprego provincial, lambem o he para
supprimi-loe viceversa; sendo queo mesmo se deve
dar quanlo a sua incompetencia. Esto hypolhese
he a seguinte. A assembla provincial do Rio de Ja-
neiro supprimio o cartorio de orphaos de Canlagallo
e o presidente da provincia, o Sr. Luiz Antonio Bar-
bosa, nao sanecionou essa lei, pelo fundamento de
ser a assembla incompetente e baseou-se no acto
addicional como se vede sua decisao que he a qoe
passo a ler:
o O officio de escrivo privativo de orphaos por-
lence a ordem dos empregos creados por leis geraes,
relativos a objectos sobre que nao podem legislar as
ssemblas provinciaes, conforme o disposto no arl.
3 da lei de 12 deroaio'de 1840: he por lano exor-
bitante das allribuic.es da assembla provincial esta
resolueao em quanlo supprime aquelle officio na vil-
la de Canlagallo e distribue suas funches pelus ta-
belliaes. Ao poder executivo compete exclusiva-
mente prover os offcios de justica, e d'esse provi-
mento deriva-se a competencia dos servenluarios pa-
ra exercercm as funejes que Ihes sao proprias, etc.
etc., em 10 de outubro d 1853.
A resolurao da assembla provincial, cen se v,
tinha dous lados por onde deyia ser encarada ; e a
presidencia os nao distingui e lhe recusou a saoc-
cao pelos fundamentos que acabo de ler,e donde col-
Hjo que, no sea entender, a assembla nSo he com-
petente para supprimir empregos de justica, logo
tambem o nao he para dividi-los.
O Sr. Augusto de .OUteira:Pois porque um
presidente o entondeu assim, he Isso razao?
O Sr. Meira :O nobre deputado apresenloo a
|.opiDiao do Sr. Honorio, en aprsenlo a do Sr. Bar-
bosa e creio qae com igual direilo.
O Sr. Pinto de Campos :.Felizmente nenhum
dclles he padre da igreja.
O Sr. Augusto de OUteira :Nao tera'compara-
eflo urna opiniio com a ontra.
O Sr. Meira :Eu nao me dou a esse trabalho
de comparares, e nem as aprecio agora; porque nao
venho aqu avallar capacidades. Creio pois ler pro-
vado, que lendo em mea favor a opiniao da prsi
dencia, quejara mim he lao valiosa, como para o
nobre deputado he a do Sr. Honorio, razao me as-
sisle para as davidas em que permanece a este res-
peilo. '
Ora, o primeiro e nico fundamento para susten-
tar-so a competoncia da assembla nesta quesUto foi
eainda he o acto addicional; mas o acto addicional
em minha opiniao he escasso a este respeilo; por
quanto sustentan) os nobres deputados qae as assem-
blas provinciaes s3o competentes para dividir o car-
torio de orphaos, porque o acto addicional diflinin-
do, oa classificando os empregos geraes, nao inclue
o officio de escrivo de orphaos, islo he, diz que sao
empregos geraes os que se acham n'elle especifica-
dos, e neste numero nao se acha comprehendido o
cartorio de orphaos, logo nao he elle emprego ge-
ral. Mas, digo eu, o acto addicional he escasso,
incompleto.' Primeramente porque, como bem disse
o nobre depulado que me preceden na impugnadlo
do projecto, ha empregos que nao se acham all cas-
sificados como geraes mas que nao sao provinciaes,
por xemplo os juizados de direilo, os munici-
pacs etc....
Cm Sr. Depulado:A astemola divide os juiza-
dos municipaes e de direilo.
O Sr. Meira :Mas nao nomeia os juizes; divi-
de sim o territorio em virtudc de lei geral.
Um Sr. Deputado :Lea o art. 2. do acto ad-
dicional.
O Sr. Meira:J li, e li lambem o art. 3. nao
do acto addicional, mas sim da le n. 105 de 12 de
maio de 1810, que o interprelou e a quesem duvida
se quer referir o nobre depulado em o sea aparte.
Esto artigo diz o seguinle:
O 11 do mesmo art. 10 smenle comprehende
aquclles empregados provinciaes, cujas tonecoes s8o
relativas a "objectos sobre os quaes podem legislar as
assemblcas legislativas de provincia, e por roaueira
nenhuma aqnelles que sao oreados por leis geraes
relativas a objectos da competencia do poder legisla-
tivo geral.
Deste 3.n.da lei citada, eu dedazo qae o acto ad-
dicional reconhece duas especies de empregados pro-
vinciaes; lano assim que dando-se n'elle por torca
do S II do arl. 10 aos presidentes das provincias o
poder de nomear, suspender e demiltir os emprega-
dos provinciaes, no citado art. 3." se explicara os ter-
mos em que deve ser entendido esse poder e a saa
rcsiricclo. Logo servindo-mc da analoga do 3.
daleiciladacomrelaf3oaoart.il, para argumen-
tar lambem com o g 2." da dita lei com relaro ao
7. do arl. 10 do acto addicional, posso mui bem
concluir que o escrivo de orphaos, com quanlo seja
empregado provincial he dn ordem d'aqucllcs que
se occapam em objectos sobre que nao podem le-
gislar as assemblas provinciaes, e por consequencia
esto assembla nao pode dividir o lugar de escrivo
de orphaos, porque he emprego de justija e da exclu-
siva competencia dos poderes geraes, e lano como
nao he das allrilniieocs das assemblas provinciaes
legislar sobre administrarlo da justica.
Demais, Sr. presidente, o escrivo de orphes co-
mo bem disse o nobre collega que mo preceden he
prvido peto governo geral, paga novos e velhos di-
reilo de seu titulo no eofr geral, e acerescentarei
ainda que elle se rege pelos regimenlos dos escri-
ves, feitos pelo poder geral. Qual he, senhores,
nesla provincia o cmpregad'o que se acha as mes-
mas circ.imstancias do escrivo de orphaos, e que se-
ja considerado rigorosamente empregado provincial 1
Eu observo qae os empregados provinciaes sao pr-
vidos pelo governo provincial, pagam novos e velhos
direitos de seus ttulos as reparlir,oes provinciaes,
percebem seus vencimentos pelos cofres provinciaes,
e se regnlam por leis provinciaes...
Um Sr. Depulado:E s quem recebe pelos co-
fres provinciaes, beque he empregado provincial! E
os promotores qae sao nomeados peto governo pro-
vincial?...
O Si: Meira :Quantaj-a esta anomala j se res-
pondeu.equando muilo he urna excepeo que justifi-
ca a regra.
Emfim, senhores, tenlio cxposlo as razCcs, pelas
qnaes de boa f podia dovidar da competencia d'eslaiosjaclos ocoorridos, as necesidades"do
assembla paia resolver a divisao do carlorio de or-
phaos d'esla cidade; t agora direi algoma consa pe-
lo que respeila a inconveniencia de semelhanle re-
coluco.
Sr. presdeme, ca n5o*eston muito a par da'eslali-
tica, e mesmo nao podemos fazer a lal respeilo juizo
completo e perfello; sao clculos de probabilidades,
e approximacdcs em ama palavra de poueo mais ou
rr.enos; porm se roe nao engao a populaen do
municipio do Recito, com nm sartorio de orphaos,
esto em proporco com a da corte, aonde existen)'co-
mo creio Ires escrivaes...
Um Sr. Depulado:L ha cinco.
O Sr. Meira :Aiad assim, pelo que re
aos lucros, j disse que nilo os posso calcular; mas
entretanto eu quero arbitra-loa sob ara dado muito
favqraveUquadPYoerer seguro; esta officio segun-
do sou informado, foi lolado em 2:400O0O rs. Sup-
ponhamos que rende 3 conlos de reis, e ainda mas-,
mo 4; esto rendimento dividido por dous reduze a
1:5008000 ale -2:000#000 rs. e ser este lucro extraor-
dinario e excessivo para um empregado onerado de
trabalhos e de familia?
Quanto ao cumprimento doedevere deste empre-
gado, tupponho quenada ha dizer em seu desfa-
vor e antes o considero zeloso, emal prompto no fiel
camprimenlo de suas nbrigaces. Nao sci roosmo
que haja morosidades no expediente, e por itto en-
tenda eu que para votarmos com melliores habilita-
S6es e conhecimento de cansa ,seria conveniente que
fosse ouvido n presidente da provincia, tanto mais
quanlo cumpre notar qae o escrivo nao trabalha
por si s, lem cicrevenles a quem paga para mclhor
salisfazer os trabalhos ao seu cargo e servir as partes
que a elle recorrer.
Tambem me opponho ao projecto porque parece
injusto,eatiniquoabsurdo,quando manda, dis-
tribuir os feitos existentes, islo he, aquelles cm -que
o actual escrivo J lem trablhado. Que novo es-
crivo tenha dircito aos feilos posteriores a divisao
do carlorio, Cu antes saa nomeagan e posse he f-
cil de comprehender ;,mas que entre najpartilha dos
anteriores cujo trabalho j foi iniciado por seu an-
tecessor, que algum direilo lem a sua conelusao, he
inadmissivel, entretanto que o prajecto determina
que essa dislribuicao se faga nao s dos feilos super-
venientes, como dos existentes o que parece absurdo,
por isso que importa relrahir-se poca anterior a
sua creacao. Finalmente como s esteja em discos-
sao o art. 1. do projecto limito-me a estas, reflexes
para justificar a opposicao, que de boa f lhe tenho
feito c fajo, negando-Ilie o meu voto. *
O Sr. Meira : Sr. presidente, ped a palavra
somente para dar urna resposta ao nobre deputado,
que me precedeu, a respeilo da argumentarlo que
elle entondeu deduzir contra as minhas refleifles,
da decido que eu apresehtei na casa, da presiden-
ciaWwlkTo de Janeiro. Disse o nobre depotado, que
a hypolliefc nao era semelhante, qoe havia muita
dilTercncal porque tralava-se de distribuir o ofilcio
de escrivo' de orphaos pelos tabelliaes, e aqu tra-
ta-so da divisao; mas entendo, Sr. presidente, qne
a hypolhese he a mesma no sentido em que ja roe
explique!...
O Sr. Figueira de Mello: O nobre depulado
disse que era quasi idntica. '
O Sr. Meira E o nobre deputado convencer-
me com a sua arguraentaco, de que era, a mesmis-
sima. Sr. presidente, digo que a hypolhese he a
mesma, como j disse, porque he em virlude do
acto addicional no seu art. 7., como pensarn os de-
fensores do projecto em discussao, que a assembla
provincial tem o direilo de dividir o lugar de es-
crivo de orphaos, e lambem a de crear e suppri-
mir ; logo, ja v o nobre depulado que o mesmo di-
reilo, o mesmo poder que tem a assembla para a
diviso, tem para a suppressao; e eu encarei a de-
cisao da presidencia pelo lado de suppressao...
O Sr. Figueira: Entao se houvessem dous of-
fcios em Canlagallo, segue-se qtie era a mesma hy-
polhese ?
O Sr. Meira : Agora nao lhe respondo, por-
que trato de am outro argumento, qae serve de
resposta ao seu aparto, como ver. Por tanto, o
que digo he, qne eu coasidero os fundamentos da
presidencia em quanlo suppressao, ao passo que o
nobre depulado somente se quer prevalecer dclles
pelo lado da dislribuicao das funeces do ofllcio pe-
los tabelliaes ; mas se o nobre depulado allender
perfeilamenle aos fundamentos pelos quaes a presi-
dencia nao sanceibnou o projecto, ver que elles se
preslam a defender o principio de que as assemblcas
provinciaes nao sao competentes para supprimir taes
offcios ; e a razao he obvia, pois qae 3 diviso no
caso vertentc importava um suppressao.'..
O Sr. Figueira de Mello : Depois de|lho mos-
trar o procedimento do governo geral, he islo extra-
ordinario I
O Sr. Meira :Eit s quero combater ao nobre
depulado quando nega a identidade que enxerguei
as duas hypot'icses em questo, e assim he este o
ponto para o qual clamo a sua atlcncao.
Dia o presidente, (l.)
Eis-aqui toda a decisao da presidencia, e as razes
porque ella nao sanecionou a resolacSo da assembla.
Ora, ha nada mais claro ? qual he pois o funda-
mento da presidencia "! he que a assembla provin-
cial nao pode supprimir o lugar de escrivo de or-
phaos c distribni-lo pelos tabelliaes, por ser isto ob-
jecto sobre qua s podem legislar os poderes geraes.
Em visto dislo pode-se contestar que este argumen-
to se presta a provar que as assemblas provinciaes
sao incompetentes para esta suppressao ? Eu com-
prendido mui bem que ha inleira diucrenca entre
supprimir o lugar e alterar as suas allribuices; isto
he, mandar que os tabelliaes exercam funecoes pro-
prias dos escrivacs de orphaos, e que a elles jamis
competer ; mas digo qae os fundamentos da de-
cisao da presidencia, de qae agora se trata, nao
se referen) somente a dislribaico* do ofllcio
pelos tabelliaes; roas sim e principalmente
saa suppressao. O nobre depulado certamento nao
pode deixar de concorJar qae estes fundamentos
toes quaes se acham aqu enunciados, consisten) em
que as assemblas provinciaes sao incompetentes pa-
ra legislar sobre o officio de escrives de orphaos,
porque perlence a ordem dos empregos geraes, crea-
dos por leis geraes, e relativos a ob|eclos sobre que
nao podem por modo algum legislar as assemldas
provinciaes, o que importa dizer que as assemblas
provinciaes nao podem crear, nem dividir e menos
supprimir o officio de escrivo de orphaos sem exor-
bitarera desnas altribuiroo*.
(Ha alguns apartes simultneos que nao podemos
transcrever.)
O Sr. .iprigio : E ludo islo por torga deste
evangelho, (referindo-se ao Jornal do Commercio.)
O Sr. Meira : Sim, he por este evangelho,
que est cm minhas mos, ja estove as do nobre de-
potado que me precedeu, o Sr. Figueira, e ha de
passar para as suas, pois que ja rae pedio lh'o ee-
desse. {Risadas.)
Por lano, he obvio qae os fundamentos da deci-
sao da presidencia nao selirailam a por em duvida
a competencia da assembla somenle pelo lado da
dUlribuicao, esim pela nalureza do emprego, e de
seu objecto ; e por consequencia contesto implcita-
mente o direilo de legislar sobre a diviso do lugar
de escrivo, que no seo entender he geral, e ex-
cntrico da esphera dos poderes provinciaes.
Um Si. Deputado: Mais torta lem o acto da
assembla de Pernambucn qae aboli o lugar de es-
crivo de orphaos por mora do serventuario.
O Sr. Meira: Islo he oulro caso, que para
mim nao vale tanto quanto pretende o nobre depu-
tado que sabe muito bem que as assemblas por
muilas vezes tem entendido de um modo contradic-
torio ; fazem urna rsolucao em um anno, a no se-
gaiote oalra cm conlyrio ; hoje cream, amanha
supprimem ; pelo que nao podem os seus preceden-
tes eslabelcccr regra certo, segura, e invariavel.
Por taulo, Sr. presdeme, pens ler demonstrado
ao nobre deputado, a quem respondo, que a hypo-
lhese sobre que versou a decisao da presidencia do
liiu de Janeiro he a mesma que se discuto, e lem
toda a analoga e valor para a questo aqu suscita-
da,, tanto mais quanto por torra do acto addicional
nao se pode separar o poder da creaco, divisao e
suppressao dos empregos provinciaes dado pelo arl.
7. as assemblas provinciaes.
-lanaiet------
Relalorio apresentado ao tllm. e Exnx. Sr. presi-
dente da provincia de Permambuco pelo enge-
nkeiro director das obras publicas em 31 de Ja-
neiro de 1851.
Illm. c Exm. Sr. Cumprindo o preccito do art
10. j. 0, da lei provincial n. 286, venho apresentar
a V. Exc. o rclatotio dos trabalhos a cargo desta re-
particao durante o anno civil do 1853 ; c no desem-
penho de lo ardua larefa, exporci succiiitamcnto
i servido, e os
diversas obras decretadas pelas l"'"v''^^^^^^^H^^Ii^^H
das quaes urnas, a foram postas em execucSo,
tras acham-se em prara para seren arrematadas
fallando apenasen
de Villa Bella que bre
exames dos parios, barra- ios ros da pnK car
vincia, cbjos trabalhos p lerem ser feilos
senao na estacao, do rerao liveram principio em no-
vembro prximo passado, e nao foi possivel acaba- -"
los em lempo, para serem presentados os aeni or- Escada, q
amentos. qu"-
Tambem foram estimados o organisados os respec- e ue -,
tivos orcamento* para coustraccao de todos os acu- P^'* "eV*
des decretados, e alguns outros que pareceram ne- ^ que
cessarios, dos qnaes unsj se acham execuUdos, e ,,^7
outro. estao em praca paro serem arrematados njW [om enlreg;/tedav
F.xou-se o systema geral para calcamento e esgoto ,he apeMs zXgamls
das roas d'eata cidade edividindo-a cm bacias ; pro- dg, ^igs j0Ils mezes
cedeu-se ao nivelamenl e nuda esludos precisos pa- uegU ^^3 prompna) j,
ra organisasao do orcamento de muitas roas, lendo- roj ae extenso total d 1 )jj
sej remeltido esse Exm. governo oda baca n. 1, do execatodas por arremaU(
que comprehende os pateos da Penha Ribera e bracas, qae esl posto em i
mais ruasadjacentes, formando todas essas ras urna lado.
superficie total de 4,550 bracas cuadradas. Este or- Por algum lempo fon lem
cemento acha-se era poder da commissao arbitra, desta estrada, Visto qne nao ,iv,
para fazer a dislribuicao das quotas pertencenles flcienle para se execularcm m
cada nm dos proprietarios. lempo em todas as estradas
Tambem calcou-se a parte do paleo da Penha em maior impulso as estradas d 1
frente da igreja, e toda a ra do aterro da Boa- Pr erem' as de maior trans
Vista. u"" provincia; porm como
lm-i
As obras ah regularmente ferias,
primeira parte do primeiro lauro
2,000 braca, qoe principia'no fim 1
ci, c termina no lugar do
cisa ser toda calcada de pedra para j
transito dos carros e conservar-seca^
segunda parto do primeiro tonco d&\
bracas c que termina junto a ponte I
muios que conven) empregar para bom andamento
de todos os trabalhos.
CAPITULO 1.
Do estado om geral dos diversos ramos de servi-
go cargo da reparlicao, e dos Irabalhos de orca-
menlos c despezas feltas durante o anno civil.
ARTIGO 1.
Estado em geral do scrciro.
Considerando-se o estado de todas as obras sob a
direccao desta reparlicao, a marcha do servico, e as
diversas jircnmslancias, que lhes dizem respeilo,
de que man odiante Iralarei particularmente, ve-sc
110 anno de 1853, todos os trabalhos progredi-
com bastante rapidez e rcgularidade, occorra-
do-se cada urna das neceasidades com prbmpti-
dio compalivcl com o estad da reparlicao.
Fieram-se 03 necessarios ludo* pa,'ev>ruc|o
A falta de pedras proprias pata estos obras, a dif- "asknuj adiantodas, e estobetee
ficuldade e elevado preco por que se pode oblar a a"^ entre esla "P""1' ,cida,fc
dopaiz, lem sido a caasa de nao se ter dado maior vi,,a d,e Po *Alho- Pr is!? '
desenvolvimento esto servico. ma)ordesenvolvimcnto as mal
Dea-se principio i construccao do cano para es- ^"""f tambem a "* *
ni 1- 1 n 1. -. ,. postes tres toncos em andamento no
goto dos pateos da Penha R.be.ra c ras adjacen- ^^ M J^ ^
tos^o qual ja se acha fc.lo na cxtcnslto do 280 pal- Faia ^ % ,
m0 reparos de que necessilava cada urna das obras Prl\ciPiano. f,m da "
famm ri. "orle da provincia, passando pelas cidX
IZtu cmlemPVa""'enin,e' Pe' qne ja se d oianPnai ,iUa'delguarass^Tdey"^
aTo! 2" em m CS,ad0' I^fi* de Pedras de Fogo, qae he
A conservara^ permanente das estradas, um dos aesla provincia. r^
principaes ramos do servico, c que mais atienen D'etre as antigs eslrada. proprian
ueve merecer do governo, acha-se regularmente es- nadas-caminhosesto lie sem duvida
lae ecida por admimstrarao, vai apresentondo boos* nao s por estar situada, com pequeas
rcsullados, evitando que se augmenten) os estragos na direccao mais conveniente, como ^
provenientes da accao do lempo e transito publico ; adiar na maior parle de sua extensta
donde resalta ftilidade e commodidade aos viao- de boa qualidade ; e por este motivo
dantes, e grande economa aos cofres pblicos. de preferencia as oalras estradas, se
Afira dse cnsaiar o systema de arrematarlo na "ar de so irfazendo nella alguns lao
conservacao permanente das estradas, conforme foi
determinado no arligo 13 da lei do orcamento vigen-
te, organisou-se o orcamento com as respectivas
clausula^ para a estrada da Victoria, c acha-se elle
em praca para ser arremaltado.
Existem presentomente quarcnla e oito obras ar-
rematadas, sendo quarcnla e seis provinciaes, e
duas geraes, nm grande numero de oulras aclia-se '""."89 c P-e termina junto a ponte i
em praca, e diversos remenlos j eslao promptos, "IJ?' nosullln>wdiasdo
e nao tem ainda sido presentados esse Exm/go- K^'k"^ %'
verno por falto de con^gnacao. Hi'f ^ ^ l -
b ,-... feverciro do anno prximo passado.
Foram feitos poradm.mstrar.3o: a parte decaes de extencao de 809 bracas, da ra da Aurora em extensao de 500 palmos junto ,nM M riacho Fragozo, em fferd3
a ponte da Boa-Visto, e osreparos de que precisava mesmo nome. Desde este oonlo at
o seguimento do raesmo caes ; comejou-se a parte rassu', apenas existe feita a ponte sm
pertencente ao governo do caes do principio da ra rassu', e "ahi al Goianua tem sido fl
de Capibaribe, qae esto quasi concluida, e os parli- do Bujary prximo cidade de ttoial
culares conlinuam a construccao do mesmo cies no acha eTbm. estado, a ponte sobre o
restante da ra. que esl s ^nddUodarecoostrard;]
As obras da casa de dclciiro progrediram bastan- Sao estas as obrasvnoe al o presenl
te durante o auno lindo, de mancira que, j se es- ~
l cobrindo o raio do Norte, c brevemente ser con-
cluida essa parte.
Fizeram-sc os oslados prwisos para ranalisacao
do rio de Goianna, e organisou-se o respectivo or-
camento, que acha-se em praca parajwr arremata-
do, e posto que osla obra seja de grande utilidade
para o commercio, e melhoramcntos da- navegacao
interior, todava ainda nao foi posta em execucSo
por falla de arrematantes.
As construrees das estradas qae c?nslitucm o
principal ramo de servico desta reparlicao, lem re-
cebidogrande impulso nesles ullirnos anuos, e prin-
cipalmente no anno prximo lindo. Existem actual-
mente 13,124 bracas correutes de estradas regular-
mente construidas, e em boro estado de conserva-
cSo, crois 18,128 bracas correules- cm execurao,
divididas em laucos, dos quaes a maior parte dever
flcar concluida durante o primeiro "trimestre do
correnle anno. Da parte que se achava prompto
29,514 bracas foram feitos desde 1836 al 1850;
10497 principiadas o concluidas desde 1850 1853, o
3,il3cxeculadas no anno d 1853. Das J8.128 bra-
cas que estao em andamento 14,311 bracas foram
principiadas no anno de 1853, c o restante no de
1852. Da execucao de todas estas obras em cada
urna das estradas, resalta (achar-se cada urna del-
tas no estado qne von referir.
'Estrada de Pao d'.tlko.
Principia esta estrada no lugar da Magdalena,
cm direccao aviUa de Po-d'Alho e Limoeiro, pau-
sando pela povoacao de S. Lourenco de Malta e
dando transito lodos os productos do valle do Capi-
baribe; acha-se construida al o cuguuhoTapcina em
extensao de 9,300 bracas : em cuja extensao tem-se
feito todos os reparos precisos-lano na estrada co-
mo as pontes. Desde o eogenho Tapema at a vil-
la de Po-d'Albo, existe a extensao de 7,815 ) bro-
cas, que est dividida em seto laucos e nma ponte'
das quaes, seis toncos e a ponto j eslao seudo eje-
cutadas por arremalacao, deverao ser concluidas no
correnle anno, e o ultimo tonco que he o da entra-
da ila villa, de extensao de 600 bracas, j esto esto- indemnisacoes precisas,
dado'e prompto o respectivo orcamento,faltando so- ? atorro dos Afosado*, que c'onstit
menle ser approvado por esse Exm. governo, para
ser posto em execucao por arremalacao.
Em toda a extensao da estrada que se acha con-
cluida, tem-se eslabelecido a conservacao perma-
nenlc poradmimslracao, empregando-sc ueste ser-
vico dous conservadores e nove guardas, aue sao
coadjuvados por outros tantos ajudantos, quando as "uXeZst
necesidades do servico assim o exigen,, pelo que ^stra [SSS^TJSP
conserva-sc toda a estrada era bom estado. mn;In ,__.:,' 7.'
A parte destoestradaide 1,000 bracas de extensao ^^ a ^^
comprebendida enlro o lugar denominado Chora ARTIGO 2.
Menino, e o principio da estrada nova, precisa ser Trabalhos de orcamentos feilos no dec
toda reparada fazendo-sc atorros cm alguns luga- ^^-/^^ a"no e 1853, -
res, e ealcaudo-se toda a extensao de pedra, enr-nC Alcm dos Irbj'nlW.Je inspeccao dai
da a saa largura por ser ella de graude,Jansito. matadas e administradas coWshHiteftji
Estos obras posto qae muito necesarias, todava guihtts, lizeram-s muilos estudos'gk
anda nao foram executodas por falto de fundos suf- mularam-se os seguintes projectos
ficienlcs. acompanhados dos respectivos oreante
Tenho procurado obtor dos douos dos predios la- nr^n rcmcltidos a esse Exm. go
teraes a esto parto de eslrada, que sao* em geral ri- < Projecto do 8 tonco da eslroi
eos proprietarios, o foruccimanlo da pedra neces- cm 6:6005 reis, o qual achava-J^H
saria para o seu calcamento, afim do governo con- arremalacao.
correr somente com a despeza de mao d'ohra e as- 2. Projecto do 9 lanro dn eslrada
sim tornar-so mais fcil a sua execucao ; porein at o presento ainda mo pude conseguir de todos essa arrematocSo.
coadjuvarao. 3. Projecto da ponte sobre o rio Capibaril
licnesla parle da eslrada, quo esl-sc reconstru- irada Je p d'Allio, em Ierras do ei
indo a ponte denominada da Magdalena, a qual vai rim- orado em 31:900 ris, o'qui
sendo executoda com bastante pcifcieao. posto que ecusito por arremalacao.
com alguma morosidade ; porem espero que sera Projecto do 16 tonco da estrada .
concluida no principio do iuverno. -or5ado em 15:914*970 reis, o'qua a
Eslrada da licloria. cn0o porarrematosao. I
Principia juntla igreja de S. Migue, da povoacao E^J^^^JJ5'
Jos Afogados,-2,000 brac.as dislante do ccnlro desla do por arrematar!
capital, e se dirije ao interior da provincia, passando 6. Projecto de um acude na povoacao .Jo I
rSadeZvttori rr,!o T**it oradem 3:3w w iHSu
clulhlf, ^c,or"'acl^ "Moas, toda con- estado em praca para ser arrematado, porm nao
duida ato a povoacao de lapacura cm extenso de lem apparocido lancadores,
Z ',ef r<19' aPCnaS lern"nar, ,9-' 6 &' ^J-*10 "C''d Pvoacao de Flore
laicos, dos quaes o pr.me.ro tom s.do demorado orcadon) 3:119 ruis, quetom estados pra
pela graude quanlidade de pedras que se enconlra- diversas vezes para ser arrematado, sem qof
ram as excavaces, c o scguudo ainda nao expirou apparecido licitantes.
o prazo do contrato ; porem espero que ot o prin- 8. Projecto do um aCudc na vUto do l|
op.o do ...verno csttyauflindM todas as obras, e a orSado era 2:354 ris, que acha-se j
eslrada seja franqueada ferr toda a sua extensao ao arremalacao.
tivre transito dos carros. 9, projec|0 dc coa.l%oi n de d
. TT-/?0 a"n0 Bd fCZ"S0 lodo empedra- oreado cm 550 ris, o qual por ,
ment do 17 lanCo, e mais de mtodo do 14 tonco, ido praca para ser arren.alado, sem
porem anda existen, nos diversos lugares, que pre- cfrecluasse por falta de licuantes,
cisam ser calcados, os quaes irao sendo-execntados 10. Projecto de pintura da ponte
proporcioiiatmeiite s consigna.cs, queso pode- oreado em 342(000 ris, que foi oteo
rem applicar estos obras, as quaes par nao se- rematoco. |
rom dc grande urgencia, aula no foram levadas a Projecto de urna ponto de madeira pa
cffoito. gar da j)onlc do Re:
Toda a parte concluida desta eslrada acha-se ge- SUD*"lu'Sa da actualmente cxislci
ramente em bom estado dc consmaeao, precisan- M:IW0!999 ris, o qual lendo sido approvado |
do apenas ue alguns reparos em divcisas bombas, e tTJ
do qu j se organisou oralmente, que foi apresen- rm,u,rt(foi 5U>
todo esse Exm. governo. Ahi achare syslemati- "** "mm "
camento.estobelecidaporadmi.ustracao.-. cooserva- ^ "=' .
cao permanento, no que se empregam ire, conser- de ^S
vadores, dezeseisguardase algunsajudantekjKgun- tjvamell,e ap0^
sstacaoc'as uecessidades do servico. ^
Desde a poyoacSo dc Tapacur at a cidade da Su|, comprehen
letona, ai>da existo por fazer-se um pequeo lan- Motowtom*
Coda esbyda, que anida nao foi executado, nao s em execucao por a'n
por la a,deconsignac5o, como poique este caminho
nao hellto nwo que-ja urgente eonstrui-lo, Sol, entro os marcos 4,000 e 8,000 |
gularmeute feitos nesla estrada.
/ Estrada do Sul.
Principia no lugar da povoacao <
segue/para o sul da provincia em dir)
Serinhaem, e cidade do Rio Formosi
regularmente construida at o
mo a povoacao da Pinte do*] "
sao de 11,920 bracas, lendo ein
te do^'irapama que dever aer_
o corfrule mez, eos 8, 9, 10 c 11 j
sao 2,541 bracas que estao seudo
rcmatocao. Existe mais feito jur
Rio Formoso um lanco do estrada de"
com nma ponte que d facilentrada
Em toda a parto concluida desl
eslabelecido por adminislrarao a L.
manenfe, dividindo-se em "tormos^
conservadores e dez guardas, que
por oulros tontos ajodantes. e em bom estado.
Durante o anno findo fizeram-sc 1
precisava a parte da estrada eoa^^H
ponte de Motocolomb-c a ponte
tambem embarrearam-se as parles que fi
tro os marcos 4,000 e 8,000 bracasj J_
nesla extensao duas bombas para: facilitar
das aguas de terrenos lalcraes, qne vinbam
estrada, o muilo a eslragavam.
namificacao da eslrada do Sul para a tiUa
Es|a estrada que parlindo da .poToacq'-"
dos Carvalhos segu o valle do Pirapama
pc|a villa do Cabo, cabeca da comarca
nome, acha-se concluida smeoto na
1,000 bracas, que forma o 1 lanco, e,
enrao c arremalacao os 2, 3, 4, e 5 toi
sao de 3,511 bracas, que vio termina
Cabo.
Eslrada dos Remedios e aterro do
Esta eslrada estobelec communicj
iyvoacfies da Magdalena e Afogados
total he dc 1,230 bracas, das quaes 850
mente construidas c o restanti
sou o projecto com o seu orean
executado, por nao se ter podU:
minada Imperial, he um lanco de^cl
labelece a eommunicacSo entre esli
voarao dos Afogados, donde parlem
geraes do Sul e da Victoria.
Nesles dous laucos de estradas
do a conservacao permanento por aun
occiioaudo-se ueste servico um c
obras.



/*
\\

r
-
em 3:1909 res, pial esla sendo executado por ar-
rematado.
H. Projeclo do 10 laneo da eslrada 9o Sui, or>
'.arlo em 8:8008 ris, que acha-se em execurao por
rrema(ai;ao.
15. Projeclo do *> laneo da ramiflcacao da eslrada
do Sol para a villa do Cabo, oreado em 5:170 res,
que est em execucio per arrematacjo.
16. Projeclo do cmpedramento do U Unco da
Irada da Victoria, oreado em 5:238750 rs o qual
- acha-se em cxccnciio por arrematadlo.
17. Projeclo do empedrameulo do 17 lanco da es-
la da Victoria, oreado em 5,445 ris, o qual cs-
a ja executado por arrematado.
o dos reparos precisos na cadeia da
nuns, oreado em 2:249*80 rcis, o
en. prara para ser arrematado.
17 lan^o da estrada de Pao d'Alho,
tO res, que achaco em execucao
I>or arremalacao
lo 18 lauco da estrada de Pao d'A-
cm 10*908 ris, o qual esla sendo exe-
cutado por arremalacao
21. Projeclo do 11 lauro da estrada do Sul orra-
-I" em 12:9609 res, que acha-se cm execra,, por
arremalacao.
-Tojeclo dos concerlos da cadeia da villa do
Bonito, oreado era 2009200 ris, que acl.a-se en.
execucao por arrematarlo.
Projeclo dos reparos da e-lrada da Victoria,
oreado em 3:850 ris, o qual esla em execurao por
arremataeao.
!jecto de urna casa para barreira da ponte
dos Carvalbos, oreada em 2:1289000 reis, que acha-
se em execurao por arrematado.
ecto de urna casa para barreira de Santo
eJaboalao, oreado cm 2:1289000 rs, que ex-
cuta-o por arreawtacao.
Projeclo de urna rampa para desembarque
ponte dos. Afogados do lado da povoarao
oreado em 1:380 ris, acba-so em execurao por'*-
rcmatacAo.
Projeclo dos reparos precisos na cadeia de
, oreado em 2:860 ris, que acba-sc cm
execurao por arremalarJo.
Projeclo do caes e rampa da ra da Aurora,
. oreado em 5:0009000 rs., e executado por admi-
nistrarse
Bfojeto do cano de esgoto da lacia n. l. do
oto da cidade, oreado em 10:8009000 ris,
que se execula por admiuislraro.
30. Projecfo dos reparos na aclual ponic do Re-
B.,oreadem 1:7009160 rs., que foi executado
por adninislracao. Projeclo do 19. |anco da eslrada de Pao d'A-
orcado*am l*83O000 rs., que aclia-se em exe-
cucSo por arremalacao.
Projeclo do 3. lanco da ramificacao da cs-
Lstvm, a,villa ''"Cabo- or*",ocm
9000 rs., que aeba-sc cm execucao rtor arre-
lataco. i .
ocio dos concertos precisos na cadeia de
Ja, oreado ...1:1249200 rs., que foi executa-
do por arremalacao.
co dos reparos e empedramenlo da pri-
parlo do I. lauco da estrada do Norte, o ca-
fc906S87 rs., o qual esta em praca para
ser arrematado.
lo do caes da na do Capibarbe, or{a-
*000 rs., que se execula por admiuis-
Irir/io. __ .
Projeclo do caitamente d'n 'ia parle da ci-
tormandoa haciahy^orcadocm Gt:913-J75:
rs:, que foi remoUido i commissao arbitra para la-
disu*ibuieao das quolas pelos propietarios.
Projeclo do 30 lauro da eslrada di Po d^-
t&o em 11:2209000 rs., que acl.a-se em
execucao por arremalacao.
todos concerlos precisos na cadeia da
ato, dreado em 8253000 rs., q,IC esla em
praca para.sor arremalado.
ecto do 4. laneo da eslrada da Escada,
M-6529556 rs., e acba-sc cin.exccuro
por arremataeao.
icto da canalisatao do rio de Goaoua,
dreado cm 50:6008000 rs., anda em prara ..ara ser
arremalado.
jilos concerlos precisos na cadeia da
; SerinhJem, oreado em 7509000 rs., que
foi posto em praca para ser arrematado.
lo da ponte provisoria do Recite, or-
eado em 53:0009000 rs. que esta sendo executado
por administraran. .
Ip para conservac-ao permaneule da cs-
clori, oreado em 5:5179600 rs. o qual
Se ero, praca para ser arremalado.
frojecto do 5.' lanco da estrada da Escada,
Jo em 15-1938360 rs., o qual foi arrematado no
mez prximo passado.
Projeclo do calamento, da ra da Aurora,
ido em 5:9009000 rs.o qual foi remellido cora-
r para rarcradislribuirao das quolas
pelos respectivos propriclarios.
(ecto da concluso da segunda parle do 2.o
da eslrada do Norte, .oreado em 1*9809000
qual foi arremalado nos ltimos dias do mez
prximo passado.
todc um acude na povoacao de Bezcr-
ros, oreado cm 3:8149500 rs. que acba-se cm praca
para ser arremalado.
Projeclo do 4. lanco da ramificacao da es-
;Sul para a villa do Cabo, oreado em
JO rs., que ser remellido a esse Exm. go-
verno por lodo o corrcnlc mez.
Projeclo das obras necessarias para se evitar
aJOcsque lem apparecido, no acude de Ca-
ra-, oreado em 1:9809000 rs. que esta em praca
para ser arremalado.
rojecto dos reparos precisos as ponles e
ida eslrada da Victoria, oreado m 4:8009000
remellido a esse goveruo, anda nao leve so-
lueao atguma.
Projeclo de um acude para a povoarao de
Salgoeiro, oreado em 2:3509000 rs. o qual foi remet-
esse governo eaindanao leve solurao'alguma.
lo de urna cadeia para a cidade do Rio
do em 33:0009000 rs. qu foi remet-
an, goveruo,-c anda nao levo solucao
alguma.
Projeclo do 6. lanco da estrada da Escada,
oreado cm 9:3269278 rs. que acba-sc cm praca pa-
ra ser arremalado.
54. Projectos dos coucertos precisos na cadeia da
la de Pao d'Aluo. oreado cm 2:8509000 rs., que
foi' posto em arremalacao.
Projeclo da pintura e alcatroamenlo da ponte
langa, oreado em 3859000 rs., esla cm execu-
cao por arrciaatacao.
frojecto de un acude na povoacao da Gloria
*|, oreado em 2:6239335 rs. que foi remellido
goveruo, e ainda nao tere solurao alguma.
57. Projeclo de um maladooro publico para o ga-
ra de ser consummido nesla cidade, oreado
M rs. o qual leudo, sido approvado por
m. governo, foi rcineUido a cmara munici-
pal para o maudar ejecutar.
Projeclo de um acude na povoacao de Villa
lia, oreado em 4:0049000 rs. o qual acha-se cm
praca para ser arrematado. '
58, Projeclo de pintura e alcalroamenlo da ponto
da Boa-Vista, oreado em 7719232 rs., acba-se cm
praca para ser arremalado.
Frojecto do 21. laoco da eslrada de Pao d' V-
llio, oreado em 14:9609000 rs. do qual eslao so ti-
rando copias para ser remellido a esse Exm. gd.
verno.
61. Projeclo do 5. lanco da ramificacao da es-
trada do Sul para a villa do Qiho, oreado em
19:8009000 rs., do qnal eslise lirando copias para
ser romettido a esse Exm. governo.
62. Projeclo do lanco de eslrada denominado
Tanquiuliojunio a cidade de (ioia ma na estra-
da dc'Pedras de Fogo, oreado cm 4:0! 129320 rs. que
aclia-se cm praca para ser arrematado.
Algunsoulrosoreameiitose projeclos foram con-
feccionados e rcmctUdos a esse Exm. goveruo, os
quaes deixei de mcucionar por sgrem de pequeua
importancia.
ARTIGO 3.
(Despaja feila
Toda a despeza flta durante o anuo civil de
853, com esta rparlirao, cba-e no mamia n. 2,
issifteada sgomlo cada nina das
os da lei .i que perlen ccui ; d'onde se
il eom este ramo do serVieo
ai de 243:5 380204 rs. Eta-
da-se est niappa com o do
o ao meu reUtori do anno
/a f> tita em virlude do
I n. 300 n o segundo semestre
o passado' foi de 11:7609116 rs.,
i de 12:32 78S3 rs, dispendi-
d aeird senieslre. forma a soturna lotl de
DURIO DE PERNUMBUCO, QUINT* FIM 30 DE MARCO DE 1854.
signaco produii diObrcuca de 3729001 rs. quejic
0 saldo reslanle desla verba. Tambem dispeudeu-
se no segundo semestre por conla do artigo 13 da
mesma lei do orcamento, a quanlia de 13:0199816
rs., que reunida de 10:4499689 rs. dispendida no
primeiro semestre profaz a quantia de 23:469535
., que comparada com a respectiva consignado
moslra ler havido o saldo de 16:530916.5 rs. Da mes-
ma sorte a despeza feila no segando semestre por
eonta do artigo 14 da mesma lei foi de 75:4369322
rs., que reunida quantia de 19:5699708 rs. dispeu-
dida no primeiro semestre soinma em 95:0069030
rs. qual addiccionado-sc 12:00091X10 rs. empre-
gados as obras do Hospital Pedro II, e comparando
com a respectiva consiguacao, obtem-se um saldo ila
quanlia de 32:9939965 rs. Toilos esses saldos que
se acham claramente demonstrados no mappa n. 3
junto, importam na quanlia de 73:469797 rs., e co-
mo seguudo a disposicao do artigo 38 da lei do orea-
mcoto n. 300, estes saldos e ouros quaesquer que
resuliassem das diversas verbas daquello orcamen-
lo, deveram ler sido applicados a obras das estra-
das, D3o leudo sido feilo no excrcicio lindo, vao
sendo no correte, o que be de grande ulilidade pa-
rase dar niaior impulso as estradas.
A despeza especialmente feila com as obras do
caleamcuto da cidade foi do 349560 rs. no primei-
ro semestre, c de 1:0839540 rs. uo segundo semes-
tre, e sendo a respectiva consiguacao de 16:0009000
rs., resullou o saldo de 14:8819900 rs., qoe passou
ao correute exercicio, por fer cssa consgnuc,ao urna
caixa especial.
Sobre as despezas feilas no primeiro semestre do
corrente excrcicio acliam-sc Unnbem detalladamen-
te mencionadas no mappa n. 2, c com quanto seja
pequea a quanlia dispendida, todava a consigua-
cao votada j se acha toda compromcllida cm con-
tratos de obras que lem sido poslas em execucao
por arremalacao.
CAPITULO 2.
Trabalftos fcilos por arremalarao.
As cousideracocs geraes, que leubo apresculado
em meus anteriores relatorios, sobre as vanlagcns e
inconvenientes resultantes das obras arrematadas,
cuja reprodcelo aquijulgo desnecessaria, mostrara
mu claramente, que com quanlo este systema de
execucao seja aparentemente mais econmico, toda-
va nao be elle semprc conteniente, c principal-
mente quaudo se traa de trabalbosquc exigcm mul-
la perfeicao. '
ARTIGO 1.
Odios recebida* definitivamente pela repartirn.
Poucas foram as obras rccebnbs definitivamente
no decurso do anno civil de 1853, as quaes cm nu-
men de dez sao as seguinles:
1. Caes do aterro dos Afogados.
2. Concentos da ponte do Anjo.
3. Poutesinba dos Arrombados.
4. Vigsimo tercero lanco da eslrada da Victoria.
5. Ponte c aterro da entrada da cidade do Rio
Formoso.
6. Dcimo Icrcciro laoco da eslrada de Pao-d'A-
1 lio.
' Empedramcnlo do primeiro lanco da estrada
da Escada,
8. Pintura da ponte da Boa Vsla.
9. Concerlos da cadeia de Olinda.
10. Grades de ferro para a casa de delcncao.
Sobre as sele primeiras dests obras, o mcu rcla-
loro do auno prximo passado fornece lodos os es-
clarecimenios precisos, nao Icndo occorrido parli-
cularidade alguma desde o recebimenlo provisorio.
Pelo que toca is tres ultimas, as suas proprias deno-
mmaeoes indicam quaes ellas sejam, e por isso julgo
desnecessario lralai;mas dellas, declarando somen-
te que por se acbarcm felas de conformidade com
os respectivos orcamentos, e nao havercm prazos
de responsabildade, foram recebidas dcfiniliva-
mentc.
ARTIGO 2.
Do estado das obras em execurao por arremalarao.
As obras provinciaes presentemente cm c\ecieao
por arrematadlo, acbam-se lodas reunidas no map-
pa numero 1 com lodos os csclarccimenlcs pica-
zos para se conbcccr os nomes dos arrematantes,
pocas e importancias das arromalacbes, prazos de
contratos, quanlias pagas c por pagar nos diversos
exerecios, as quaes em numero de quarenla c seis,
contera Irinla e urna arrematadas no anno de 1853
e quinze nos aunos anteriores. *
l)e todas cssas obras dez j csiao concluidas e re-
cebidas provisoriamente, c das oulras quasi (odas
deverao ser concluidas no corrente auno.
Imporlam todas cssas obras cm 395*239396 rs. ;
por conta desla quanlia j se lera, pago 147:2279013
rs., c provavclmcnte pagar-se-ba a inda no corren-
te auno financeiro a de 149/8429804 rs.", licando
para ser pago nos excrcicios fuluros a de 98:753519
rs. como ludo se vedo mappa numero 1.
Passa'rel agora a expor rpidamente o oslado de
adiaulamcnto em que se acha cada uraa,deslas p-
bras, e as ririucpaes circuraslaucas do seu anda-
mento.
1. Reparo da matriz de S. Amaro deJaboalao.
Esla obra arrematada cm fevereiro de 1846, (e
cuja historia de execurao acba-se minuciosamente
expendida no meu relatorio de 29 de jaueiro de
1853) foi conctuida em ti ns de novemhro ultimo, e
acba-se em estado de ser recbida provisoriamente,
conforme levei ao conhecimento desse Exm. gOver-
no em data de 26 de novembro ultimo.
2. l'onte dos Afogado.
Arrematada eo. 13 de jaoeiro de 1853, lem sido
mal exceulada, j pela srdida anibirao do respec-
tivo arrmala ule de nao ler querido pagar a um mes-
tre habilitado para llic dirigir o servieo, e j por ler
procurado dar um rpido andamento atim de mais
fcilmente Iludir as pessoas dola cucarregadas.
Tenddj recebido a priueira inclu;,lo quando
eu visitando esta obra rcconhcci os defeitos, que
ella conliuha, mande que elb; reparasse lodos os
defectos commcllidos, o que lbe fiz intimar pelo res-
pecfiVo eiigcnhciro dclla cncarregado, o dizendo
que nao se lbe pagara mais prestaeao alguma e
nem a obra seria recebida cm quanlo ello nao re-
parasse lodos aquelles dereilps ; mas elle zombando
dessa ntimacrio continuou na mesma marcha dos
trabalhos, embora nao recebesse prestaeao algu-
ma, e lendo agora concluido a ponte pretende
fazer a entrega provisoria sujeitando-sc a um aba-
to proporcional na importancia da arcematcao, cu-
ja questao tcm de ser brevemente affccla decisao
desse Exm. governo.
Em virlude de rcprcscnlacao dos habitantes da
povoa{aojos^ogados, e da ordem desse Exm. go-
verno, foi mamlaUaxiiisin'.ii- urna rampa de de-
sembarque jnnto ao muro d'encoslo da mesma pon-
te do lado da povoacao, cuja obra foi cmprcilada
com o arrematante da mesma punte.
O empreiteiro Irabalhou a principio com mui-
ta aclividade, porm agora acha-se essa obra para-
da por falla de caularia. O contrato nao marcou
prazo para sua couclusao, pelo que me parece devo-
ra ser ella entregue juntamente com a ponte.
3.. Reparos da eslrada do Sul entre as ponles dos
Afogados e Mocotolomb.
Esta obra, que consiste no Icvantamenlo do Icilo
da estrada para formar o ababulamcnlo preciso ao
esgoto das aguas, foi executada de conformidade
com o orcamento, e acba-sc ja concluida e recebi-
da pela rcparlicao.
4. Aprefeiroamento da estrada do Sal entre os
. marcos de 4,000 e 8,000 braras.
Consiste esta obra na conslruccao de dous arcos
de lijolios, um nos Duros c outros na Balalha, c
mais Ircs pequeos leos de cmbarrainento de
extencao do 600 bracas. O respectivo arrematan-
te tem trabSlhado regularmente n'cstas obras, e j
me communicou tc-las concluido, pelo que mandei
examina-las para sercm recebidas se estiverem con-
formes oo seu contrato.
,5. Casa da barreira da ponte dos Carealhos.
Esta obra arrematada cm 18 de agosto do 1853,
leve principio dentro do prazo marcado, porm o
arrematante lem trahalhado com muila morosidade,
do maneira que ainda nao fez a melado das obras,
pelo que nao tem podidtWeceber prcstacHo alguma
6. Stimo lanfo^Utlrada du Sul.'
Arrematado em 29 de'agosto'de 1850, c entregue
provisoriamente rcparlicao em 24 de novembro de
1852, ainda nao foi recebido definitivamente. O.
arrematante quando fez entrega provisoria desle
lauco comprometleu-se a execular no prMojtejlous
mezes urna bomba projectada em substiluicao de
um valado, que elle nao fuera, c nao o tendo fcito
foi ella executada por administracSo, sendo multado
o mesmo arrematante, o abrigado a pagar lodo o
excesso de despeza, do que se lirou a respectiva
onta corrente que foi remetlida a esso Exm. go-
verno, e (hesouraria provincial em dala de 26 de
agosto ultimo.
7. Conclusao da po)Ut sobre o Ppama.
Arrematada cm 2 de setembro de 1852, progre-
dio a principio com bastante rapidez, c o arrema
fonte recebcu duas prestacoes ;" porm de alguns
mezes para ca lem (ido muito yagkroso andamento:
entretanto a obra ten sido lieni eicWada, e j se
cxcula-
a
parada rom a r^pctiva ron-" v*\, a-enlindo o assoalho U ponte} pelo que be
provavol seja concluida dentro do prazo marcado -^
sera urna das melhor 8. Oitaro lanro da eslrada da Sul.
Esle lanco, de exteurao de (00 bracas, foi arre-
matado em 11 de agosto de 1853, c acbam-sc bastan-
te adiantado a obras de Ierra pelo que lem-se pa-
go a primeira peslacao, o ser paga a segunda logo
que fizeras de alveoaria: todava parece-meque
precisara d'alguma prorogacao.
!). .Xono lanro da estrada do Su),
Do extencjlo de 600 bracas, arrematado em 12 de
maio de 1853, tem sido executado regularmente
achando'sc as obras de Ierra bastante adanladas pe-
lo que ja recebou q arrcmalanlc a primeira pres-
taeao, porom he provavcl que nao seja concluido
dentro do prazo marcado no contrato.
10. Dcimo lauco da eslrada do Sul.
Tema exlencao de 600 bracas; fui arrematado
em 18 de agosto ullimo, o apenas tem-se feito a
ler.;a parle das obras, acbando-se algiima cousa em
alrazo, por ler sido toreado o arrematante a dcixar
de trabalbar em diversas pocas, era consequen-
cia da repreza do cngcuho Jurissaca, que torna di-
ncullosocssctrabalho ; pelo que provavclmcnte nao
sera concluido no prazo marcado.
11. Dcimo primeiro lanco da eslrada do Sul.
De exlencao de 741 bracas termnaudo no riacho
Ategadinlio, (engeubo Algodoaes) lem tdo baslanle
ad.anlamento, acl.ando-sc j fcito em mais da ter-
ca parte, pelo que tem o arrematante recebido a
pr.rac.ra prestaeao; c provavclmcple o concluir
vidad PraZ' C0,"'Uuar a ^raball"r ni acli-
t2. Segundo lauco da ramificacao da estrada do
Sul para a rilla do Cabo.
.Arremalado cm 30 de julbo ullimo lem esle lan-
CO a exlencao de 850 braras; acba-sc baslanle adian-
tado, no que diz respelo s obras de Ierra, pelo que
ja recebcu o arrematante a primeira prestaeao ;
mas nao he possivel que seja concluido no prazo
marcado. .
13. 7"ercero lanro da ramificacao ih.estrada do
Sul para a tilla do Calx
De exlencao de 620 bracas este lar foi arrema-
tado em 29 de setembro de 1853 ; as suas obras lera
progredido com alguma aclividade, porm o arre-
malantecsl dcixando passar o lempo mais favora-1
vcl para fazer os alccrccs da pontcsohre o rio Gur-
jau'; peto que scr-lbe-ha indispe savel urna proro-
gacao de prazo. Enlrclanlo nao tem ate hoje re-
cebido prestaeao algoma.
14. /leparos da eslrada da lMora desde a ra de
S. Miguel al o marco de 7,000 irora.
Esta obra tem sido exceulada regularmente c de
onformidade com as condicoes do conlralo>. O ar-
rematante deu-mc parte ltimamente de a ter con-
cluido, eu maudci cxamna-la minuciosamente pe-
lo respectivo engenheiro afun de rcccbc-la se est-
ver de todo acabada.
15. Casa da barreira de S. Amaro de Jaboalao.
Esla obra arrematada cm 21 de julbo de 1853 so-
mcnle pode ser principiada cm novembro ullimo
visto que gaslou-se mais de dous mezes cm desapro-
piar o terreno, em que ella tinba de ser feila. O
arrematante tem construido apenas os alicerces e
reunido alguna materiaes ; porm poder execu-
la-la em dosu mezes se quzer Ira bal liar com regu-
laridade.
16. Empedramcnto do dcimo quarto lanro da es-
trada da l'icteria.
Va i seddo executado rcsularmcnte; e leudo o ar-
rematante fcito mais de metade j recebcu a pri-
meira prcslacao, e brevemente o concluir, se con-
tinuar a trabalbar com aclividade.
17. limpedrametilo do decinio stimo lanro da es-
trada da l'itoria.
Arrematado cm 16 de junbo de 1853, foi
do c concluido com muila brevidade pelo que
cha-se entregue provisoriamente repartirao.
18. Dcimo nono lanco da eslrada da l-'icloria.
Posto que da eJtaejo de 714 bracas, e em execu-
CHo desde 2 de setembro do 1852, aida nao foi con-
cluido, em conseqencia da grande quanlidadjle de
lagedos, que se lem encontrado as excavacScs; toda,
va se o arrematante tivesse empresado mais foirae
aclividade ppderam as obras estar mais adantadas,
e no estado cm que ellas se acham somenlc podera
ser concluido lodo o lanco no prazo de Ires mezes.
19, Vigsimo lanro da estrada da Victoria.
As obras desle lanco lem sido exeruladas com acli-
vidade, e segundo communicou-me o respectivo ar-
remalamlc ja devem estar concluidas, porem espero
informaeoes do respectivo engenheiro para delibe-
rar-se sobre a entrega provisoria.
20. Vigsimo primeiro lanco da eslrada da Victoria
Acbando-sc concluido c em estado de ser recebido
provisoriamente, j o foi no da 10 do corrente mez.
21. Vigsimo segundo lanco da estrada da Victoria.
-Veste lauco de exlencao de 1,173 "bracas progre-
iliram as obras cm principio com muila aclividade,
porem depois de feila a terca parte Irabalhou o ar-
rematante com mais vagar, at que complclou os
dous tercos ; agora porem vai Irhbalhaudp regular-
mente: todava duvido que possa ser concluida no
prazo do cpntrato.
22. Vigesifio guari lanco da estrada da Victoria.
Foi esle lauco de estrada concluido e.entregue
provisoriamente repariicao em o dia 31 de maio de
1853, e acba-sc em bom estado de conservarlo.
23. Segundo lanco da eslrada da Escada.
Teodo sido concluidas as obras desle laneo, e re-
coollecendo-se estarcm de conformidade com o or-
camento, foi elle recebido provisoriamente cm de-
zembro prximo passado.
24. Tercero lanco da eslrada da Escoda.
A grande porcao de pedra e lagedos enpoatrados
em toda a sua exlencao muilo tem demorado a sua
execucao nao obstante ler o arrematante, semprc tra-
halhado regularmente. Tendo-se fiudado o prazo do
contrato, e juntamente o da prorogacao de seis me-
zes que,lhc foi depois concedida, requereu o arre-
matante segunda prorogacao, que obleve, segundo
me foi communicado.
25. Quarto lanro da estrada da Escada.
Tem a exlencao de 732 bracas, e o arrematante
apenas deu principio as obras de trra.'
26. Quinto lanro da estrada da Escada.
Foi este lanto de 868 bracas de exlencao arrema-
tado em 29 de dezembro ultimo; pelo que o arre-
matante ainda nao deu principio as obras, porem
devera faze-lo por todo o corrente mez.
27. Ponte da Magdalena.
Esta obra arrematada em 19 de asosto de 1852,
devia ser entregue, reparto-ao cm 19 de novembro
ullimo, porem a dificuldade de poder o arrematante
obler as madeiras necessarias para ella, por tcrein
faltado os scus remecedores com esse material, foi
causa de n'aquclla poca, somonte estrem feitos
os dous tercos da iwntc; em vista disso obleve o dito
arremantaote urna prorogacao de cinco mezes, que
ser suflicientc para concluir os trabalhos, que j
vao baslanle adianiados. Ten. sido esta obra execu-
tada como se pode esperar de um arrematante, pelo
que ser depois de concluida urna das mclhorcs ar-
rematadas.
28. Pintura e alcatroamenlo da ponte do Cachang.
Esta ohraj cuja denominae ao indica o que ella
seja, c que tcm por fim a consmaeao das pecas de
madeira c ferro da lita ponte, foi arrematada no da
29 de dezembro ultimo; e tendo o arrematante da-
do principio vai cxcculande-a regularmente.
29. Dcimo quinto lanco da estrada de Pao i'Alho.
- Este lanco de exlencao de 821 bracas, foi arrema-
tado cm ltj de junbo do 1853, c com quanlo o arre-
matante tenha Irabalbado com pouca torca,- todava
j tcm felo rcgnlarmeutc mais da terca parte das
obras, c recebido a primeira prestaeao. Com a
execucao desle lauco c do seguinle ser diminuida a
exlencao da estrada de mais de 150 bracas.
30. Dcimo sexto lanco da estrada de Pao d'Alho.
Vai terminar junio ao rio Capibaribe; cm trras do
engenho Camorim, c tem a exlencao de627 brdcas;o
arrematante j tem feito a raaior parta) dos alerros e
cxcavacOes; deu principio s obra* de alvcuaria, e
ja estara ra^is adiautada scuo livesse perdido urna
parle do servieo que ello fez, qnereudo assim des-
viar eslrada para eucontrar melior terreno.
31. Ponte do engenlto puuoim na estrada de
Pao d\itnol
Esla ponte de cxlcnsao\tojB0 bracas, comprc-
endendo mais um aterro de exIlnsSo dwWfifaeas.
he a mais imporlante obra em execucao da eslrada
de Pao d'Alho. O arrematante lem-se oceupudo at
o preseule cm ajuntar materiaes, csl fazendo o*
lijlos, lem reunido porcocs de pedra, o corlado par-
te das madeiras. necessarias.
32. Dcimo stimo lanro 'da eslrada de Pao d'Alho.
Tcm de extensSo 714 bracas, c principiando jun-
o do rio Capiliarbc vai terminar no mcio 'da malla
de S. Joan, encontrando semprc um terreno acci-
dental c difllcil de trabalbar. Esle e o seguinle sao
os mais necessarios e mais importantes de toda a
estrada de" Pao d'Alho. Os Irabalbos vao sendo ex-
eculados com- regularidade, e as obras de tersa a-
ibam-so bastante adantadas, pelo quej foi paga 8
primeira prestaeao.
33. Dcimo oitarn huiro dd etirada e l'o a", tiln.
De e\ten
malta de S. Joan c termina no principio das Capo-
eirns. Arroma" lado cm 4 de agosto do 1853, vai
sendo executado regularmente ; as obras de Ierra
estad j bastante adanladas, posto que o arrema-
tante tenha encontrado grandes eiubaracos no ar-
rancamonto das mullos troncos das arvores que cx-
istam n'aquclla direcrao. Acba-sc feila mais da
terca parte das obras, e o arrematante ja recebcu'a
primeira prcslacao.
31. Dcimo nono lanco da eslrada dd Pao d'Alho.
Principia este lauc no llm da malla do 8. Joao e
vai at o mcio das Capoeiras, lendo a ex tensa o de
2,008 bracas. As obras de terraja vao baslanle ad-
antadas, devito isio nao s a aclividade como que
trabalha o arrematante como tambem a boa quali-
dado e regularidade do terreno em toda a extensao
do lanco.
35. Vigsimo lanco da estrado de Pao d'Alho.
Principia no mcio das Capoeiras c val terminar
prximo a villa de Pao d'Alho, com a extensao de
1759 bracas. Arrcmatlada cm 27 de cutnbrodcl853,
apenas lem o arrematante dado principio aoS Ira-
balhos, mas he provavcl que o servieo progrida,
visto -que natureza do terreno se presta bem a
lodas as obras.
36. Segunda parle do Norte.
Este laneo da extensao de 262 bracas foi arrema-
tado em 29 de dezembro ultimo, c o seu arrema-
tante dever dar principio .s obras |>or lodo o cor-
rente mez. Ha muilo que se devera ler executado
cssa parte da eslrada mais prxima a esta capital, c
em lugar Uo concorrido ; era sem davina um dos
pciores laucos de eslrada, que tinhamos para os
carros.
37. Segundo lanzo da eslrada do Norte.
Posto que nao csvessc completamente concluido
como determinava o respectivo orcamento, todava
de conformidade com as ordens desse Exm. governo,
foi provisoriamente recebido cm 28 do fevereiro do
anno prximo passado ; obrigando-sc o arrematante
a fazer ludo quanlo faltara durante o anno da res-
ponsabildade, por isso qSic o Iransito publico ha
mais de um anno j era feilo por ahi ; mas ello tem
abusado dessa loneesso, e aleo prezcnlc ainda nao
concluio dilastobras, posto que para islo Icuha sido
intimado.
De conformidade com a rcsolucao da nsscmbla
legislativa provincial cm sessan do anuo prximo
passado, pagou-se a este arrematante nove deci-
mos da quantia cm que foi avahada a differenca dos
transportes das Ierras colre os perlis II. 1 e 12, Pi-
cando porm a dcima parle para ser paga quando
se clfcclua/se a entrega definitiva.
38. TerceirO lanco da estrada do Norte.
De conformidade com a orden, desse Exm. go--
verno foi provisoriamente recebido obrgando-se o
arrematante durante o anno de responsabildade, a
concluir perfeilaniculo todas as obras, o que de tac-
to nao o lera feilo, Umitando-se nicamente a fa-
zer alguna reparos, nao obstante ler sido intimado
por diversas vezes. '
39. Quarto lanco da estrada do Norte.
De extensao de 809 bracas, lem sido regularmen-
te executado, e segund me communicou o arre-
matante dever estar j concluido, porem ainda nao
foi recebido provisoriamente, por ter esiado o res-
peclivo engenheiro oceupado com ouros trabalhos
de grande importancia, c por conscguinle nao ler
tido lempo de minuciosamente examinar cssa
obra.
40. Concerlos da ponte de Tracunlem (estrada
do Norte.)
Examinaudo-sc cssa ponte cm juuho de 1852 or-
&anisAii-se o orcamento dos concerlos de que ella
careca, cujp orcamento tendo estado por diversas
vezes cm praca, somute foi ltimamente arrema-
tado cm 25 ile maio do 1853. Tendo essa obra sido
novameiilc examinado em Janeiro de e853, quando
as asnas do rio acbavam-sc completamente bailas,
reconheceu-se que alem daquellas ruiiias,.'dc que
j se tinha feilo o orcamenlo, havam grandes es-
tragos nos alicerces dos pilares, c principalmente
cm um dos muros Tenoslo. Em vsla disso orga-
nisou-se um segundo orcamento para cssas obras
supplelricnlares, cuja execucao foi contratada com
o mesmo arrematante dosprmeiros concerlos. Tcm
este j dado principio aos trabalhos e juntado ao p
da obra a maior parte dos materiaes, de maneira
qne trahalhando regularmente' .poder conclui-los
dentro do prazo.
41. Reparos da cadeia de Caruarii.
Consisten, ellos na reforma da distribuirn de
lodo o interior do edificio que nao olTerccia os com-
modos precisos aos difiercnlcs misleres para que
csl destinado, tacs como seguraura as salas das
pristes, arranjos para aquarlelaincnto do destaca-
mento, c acommodaces convenientes para as reu-
nios c archivo da cmara municipal, p arrema-
tante lem lrabalhailn regularmente, e parece ler j
feito metade das obras, seguudo me communicou, e
.cu mandei agora examina-las.
42. Concerlos da cadeia do Bonito.
Coirjlslem estes em reparar algumas parles-do
edificio que se achavam arruinadas, e fazer alguus
novos rcparlimentos para prscs de mulhercs.
Quaudo um ajudaute de engenheiro, por mandado
mcu, foi a cssa villa, o arrematante eslava traha-
lhando ; e conslaiid-me agora cslaretn elles con-
cluidos mandei examina-los : c espero ullcriore
informaeoes a lalrespeiio:
. 43. Acude da cilla de Caruarii.
Arremalado em 22 de abril de 1854; foi pelas
razSes mencionadas no meu relatorio do anno pas-
sado demorada a sua execncijo. Conefuie^se c foi
provisoriamente recebido pela rcparlicao em 27 de.
junbo ullimo. Logo que so cneheu d'agua esle acu-
de, romecaram a appareccr algumas verlenles na
margen, do norte um pouco abaisq do dique da re-
preza, e examinaiidn-.-e a causa couhcceii-se que
provnba de ser muilo pcrincavcl lodo o terreno
desla margem, na qual uao obstante entranliar'-sc
de 35 palmos o dique.todavia as agiwssc infillravam
pelo terreno de maneira que rirciilavam a Oxlremi-
dade do dique, o viiibam sabir abaixo da repreza.
Em coiiscqucncia disso organisou-scum orcamento
das obras supplcmeutarcs a fazer-sc para se evitar
osestrasos que podera causar cssas lill.acoes, o
qual orcamento foi aprovado por esse Exm. gover-
uo, c acba-sc en. praca para ser arrematado.
44. Acude na povoarao de S. Rento.
Foi executado regularmente, concluido de con-
formidade com o orcamento, e entregue proviso-
riamente rcparlicao era 20 de setembro ultimo.
Pouco lempo depois do recebimbulo acontecen a-
pareccrem algumas chuvas, que encheram o acude
e desde enUo nenhuma crcuinslancia tem occor-
rido que possa causar o menor receto sobre sua se-
gurjuea.
45. Acude da tilla do Lmoeiro.
Muito redamado pelos habitantes da villa do Li-
moero, pela grande talla d'agua quo ahi sejolTre
donte acstacao secca; foi regularmente feilo,
concluido, c recebido provisoriamente pela repar-
tirn em 31 de oiiTubro ultimo ; e juntando as-a-
guas logo que prueipicm as chuvas, dever prestar
grande utlidade a todos os habitantes daquclla vi-
/inbaura. Por occashTo de sua execucao vio-so que
era necessario abrir-so urna valla para dar esgoto
as aguas que lieavam empossadas n'um terreno bai-
xo pordelraz da cadeia da .villa o que foi telo pelo
arrematante, indemnisando-se-lhe da importancia
desle servieo que foi oreado em 1029400 rs.
46. Afufo da Lagoa da Estrema.
Situado na margem da estrada gcral do l.unoei-
ro para Kezerros, arba-se bem collocado rclalva-
menlc a distancia, lestas povoaces, por ser um
lugar de descanco dos combov'os que por ah pas-
sam, c onde somonte encuntra-sc agua a grandes
distancias. O arrematante Irabalhou com bastante
aclividade nessa obra, execulando-a regularmente
de conformidade com o orcamenlo, e fez a entrega
provisoria cm 31 de outubro de 1853. Na execucao
delta appareeer.im -algumas dlferencas das que j
havam>ajb>_ calculadas.o queproveio da natureza do
lcrreo nlcavcl no lugar, cm que se 'devia talero dique;
circumstaneiaque deu lugar a profundarcin-se mais
as fundarAcs, e a enconlrar-se grande porcao de po-
dras as excavaeoes de iuii vallado ; e sendo orea-
da (oda a despeza causada por csso execsw) de tra-
badlo, foi (Tulla indeiniiisado o arrematante.
(Conlinuar-se-ha.)
tantas da villa, c principalmente os donos de enge-
nhos, que vem em Monjnpe um chamariz para seus.
escravos, que preferem aolrabalbo oroubo, eo mor-
tecinio. O governo da proviuci mandou para
Monjope algumas oraras, que nada podero fazer,
porque he cousa aqu j experimentada, que a tarca
de llnba para casos semelhanlcs de pouco serve: se-
ra mais cocveiienle quo so engajassem homens co-
uhecedores do mallo, e acoslunudos a bale-ln em
lodas as dintccOcs; o govenio em minlia opinao
humilde nao deve ler eni pouco esta reuniaode es-
cravos, que pudendo agora ser delruida com pouco
Irabalho, pode ir augmentando cnlfle dar mais cui-
dados, quando j se lenlia de Imncular alguma des-
grara. Anda honlem andarn, alguns bom porto
da villa, e escaparan..
NSo sei se j uie fallei das obras do convenio
de San Francisco, d'aqui. A assemblea proviocial o
anno passado decrclou na le do orcamenlo a quan-
tia de um conlo de ris para seus mothoramenlos,
e esse dinheir^qoe em mos meos econmicas
pouco adianlaria, servio as do reverendo guardiao
Fr. Antonio Machado, para por o convento, seno
nleiramenle concertado, porque eslava muilo arrui-
nado, ao menos em muito bo/n estado,
Eu fallara ao dever de noliciador verdadiro, se
nao Ihe tallasse de S. Rvm. com o elogio de que
he merecedor. Com suas proprias mitos se prcslnu
o guardiao a diversos trabalhos, sempre presente cs-
leve aos que cram feitos por bracos mercenarios, e
toda a pintura do convento he de seu pihee). Quem
vio San Francisco ha ponen lempo e o vr hoje, nao
pode dcixar de Inuvar o acto do gnardeao.
O nosso guardiao, acabadas as obras, que permil-
lio a diminuta quanlia votaita peta assemblca, quiz
solemmsar o lempo da quaresma, e todos os domin-
gos rene urna mullidao de 'devotos, qui vo ouvir a
palavra de Dos pela bocea de seus ministros, e ver
representados os sofirimentos de Christo. o prj-
moiro domingo pregn o Rvd.'Fr. Caelano, capelao
da fortaleza de llamarae, contra o odio, o esleve lis
vistas dos devotos o passo do Senhor no Hurlo. No
segundo domingo pregou o Rvd. padre Florencio.
rapellao dasrecolhidas d( Noss.i Seuhora da Concei-
Co, rfspeloda preguica. e no fim do sermao offe-
receu o passo do Senhor preso para ros salvar. o
lercciro domingo pregn o mesmo Fr. Caelano, e no
final de suas observaces sobre a perversidade do se-
cuto, chamou a aenrfi.o dos ouvinles para o passo
do Senhor acuitado. Anles de honlem pregou o
RvvJ. guardiao, com sua voz forte, pintn vivamente
a murte doT>eccador, e ofiereccu as vistas dos chris-.
Uos, queoouviam, o passo Ao-ecce homo, em que
Plalos aprsenla o Christo ao povo, que em altas vo-
zes pede que'o cruciliquem. Depois do sermao ha o
exercicio da va-sacra, e nutras orafes. Dizem-toe
que a semana santa ser celebrada no dito convenio;
eu Ihe dre oquehouver.J
Commiinieo-lho que estamos sem subdelegado;
porque o snpplcnlc que ha anno e lano exerca
esse cargo o Sr. tenenle-coronel Francisco Cavalran-
ti Jaime Cal vao, pedio sua demissao, o os (o ni ros.
snpplentes nao querem entrar em excrcicio. Pedi-
mos ao Sr. delegado que quanlo antes pee a nomea-
C3o de um subdelegado c a de supplenles, propondo
a demissao dos que se negam ao servieo publico,
quando sao chamados.
.I-i com espanto o projeclo da commissao de es-
lalislca, tirando dcste termo uns poucos de ense-
nhos para dar a S.n Lourcncu, que perteuce ao Re-
cfe. Os membrosda asscmbla provincial tem bas-
tante illuslraco. e conheccm muilo melhor do que
en, as necessidades da provincia; mas me permil-
tro que diga algumas palavras cm psol do lurrao
que rae vio nascer. Os crculos judiciarios devem
ser feilos de maneira a mais igual possivel; deve-se
em sua dvsao ter muito em atlenrao a cammndida-
de dos povos, o como lirar de Ig'uarass enge'nhos
que lbe ficam a quatro leguas, para ligal-os as Rec-
fe, dequedistam lOe 12 leguas? As ovelhasdesses
lugares com mais facilidaa acham aqu e pasta espi-
ritual em razoile melhores estradas, do que em San
l.iHirenco. Alm do quo o Recite be um termo rico
e grande, e Iguarass acha-se Uo reduzido, que a
continuar a se lasquinha-lo pouco a pouco, melhor
ser que sa acabe com elle. Se os nossos l.ycurgos
querem completar a freguezia de San Lourero, li-
rando prtetelo territorio d'aqui, enlodem-nos para
o norte mais extensao; facam do rio ltapireina li-
mite desle termo con. Gianna, como j foi em al-
gum lempo, evitando assim o conflicto cm que vi-
vero as nossas autoridades com as d'aquella comarca,
que he bem grande. Eu estou bom convencido de
que os senliores depulados membros da commissao
de estatistca s leem era mira o bem publico; mas
muilo bem pode ser que sejam Iludidos. O Sr. Cas-
tor, que j aqu foi juiz, deve eslar bem a par ci
que be islo, e pode por tanto esclarecer seus colle-
gas. S. Exc. Rvm., primeiro pastor desse grande
rebanhb, solicito,icomo he, do seu bem estar, negar
sua annuencia a esse projeclo.
Honlem chuveu Indo o da e Ircvejcn^ o que
muito lem alegrado os matulos, que eslavam comen-
do farinha de sello e dous, e o mais em proporeau.
As planlaees eslavam bem precisas des
que as alimentar par esses viole das, anda nao
cliuveudo mais: por ora porirr*suppooho que o iu.-
verno est .seguro.
t Saudc e felicidades Ihe desejo sinceramente.
_P. S.Nao sei o que lem havido pelo inund ju-
dicaro, porque o Longunho nao me lem appare-
cido. {Carla particular.)
REPARTIRAO' DA POLICA.
Parte do da 29 de marco do 1854.
Illm. eExm,Sr.Participe a V.. Exc. quo dss
parles hoje recebidas nesla repartirao, consta tercm
sido presos: ordem do delegado do primeiro Mis-
(rielo desle termo. Pedro Marques de AIhayde, sem
deelaracao do motivo ; ordem do subdelegado da
freguezia de S. Fre Pedro Goncalves, o hbllandea
Welham UarI, a requisieaodo respcclivo cnsul;
ordem do subdelegado da freguezia de Sanio Amo-
nio, Antonio Jos, para correccao; e ordem do sub-
delegado de freguezia da Boa-Vista, a prela Clara,
escrava de Manuel Coelho Cintra, por andar fgida.
Dos guarde |a V. Ex. Secretaria da polica de
Pernambucb 29 do marco de 1851. Illm. eExm.
Sr. ciinselheiro Jos Benlo da Cunha e' I'igueiredo
presidente da provincia./.!'; Carlos de Paira
Teixeira, ebefe de polica da provincia.
vo; vosia mageslade imr,.erial decidir como
der mais justo.
Cidade do Recite 16 de marco de 1854.O juiz do
direilo do civel.Custodio Manoelda Silva Cui-
maraes.
Accordo.
Accurdao em relaeao ele. Qoaaggravado nio foi
o aggravanle pelo juizo a quo no despach:
aggrava,vislos os autos a reposla a folbasj portante
deuegam provimento, _,
Reelfe 21 de marco d
interino. z>o Peretra MonUiro
Ribeiroyttno).
Despi:
Cumpra-se o necordao c pague o aggravan
cusas.Recite 24 de mareo de 1854.Auca ul-
marUs.
E mais se nao contnbi no queme foi aponlndo;
aqu, ludo ficlreutc copiado dos proprios autos aos
quaes me reporto, c vai ns verdade sem cousa que
iluvda faca, conferida e concertada na forma do
eslylo, c puf mini eserivao subscripta e assignada
nesla cidade do Rcci fe aos 27 de mar(o,subscrevi e
assigne.Em de verdade c concertada.Ma-
noel Jos da Molla.
COMMERCIO.
ealen- de se exigir os signa;
depois do que lh:
Pela subdelega
termo do Recife, se faz
foi lomado a dous i i
com manleiga fr>
foi feriado,
proceder as ave
Coii
S?
PRAGA DO RECIPE 29 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Nao bouveram hoje cotaces.
ALFANDEGA.
Rcn.limcnlo do dial a 28.....230:7908183
Idemdoda29........17:151*353
247:9419535
Descarregam hojeffl de marco.
Barca francezaGustaremercadoras.
Galera porlucue/aM/iri/ariiladem.
liriaue inalezIVeslmerianddem.
Ilrigue inglezDaigbacalhao..
Patacho americanoBreezefarinha e bedachinhas.
Patacho brasileiroAlfredopipas e fumo.
Hiate brasileiroAmeliafumo e charutos.
* CONSULADO GERAL. *.
Rendmenlodo dia fa28.....54:927Ji201
Idom do dia 29........5r224882
60:152*083
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 28......6:156*937
dem do dia 29...... 523*274
6:680*211
Exportacao'.
Buenos-Ayres por Montevideo, polaca hespanhola
Raijmunda, de 212 toneladas, condutio o seguinle :
>0 saceos. 100 barriqunhas, 430 barricas e 200ditas
com o,538 arrobas e 13 libras de assucar, UO pipas
agurdenle, 17 dilas espirito.'
Falmout, brigue inglez Barkel, de 246 toneladas,
conduzo o seguinle.3,360 saceos com 16,800 arro-
baslle assucar.
fRECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 29....... 538*495
CONSULADO PROVINCIAL.
itendimenlododia 1 a 28.....44:522*829
Idetu do dia 29........3:061*362
47:5848191
do do .Norte a 1]
pata a companh*
pares, de
iledoJS'c
a 1*440 rs..
a 1*440 rs.,
a 1*440 rs., 3
ria a 1*440 rs.
dos de panu
cavados de dito pan
o 6>, 974^^^^|
rs.; o 7,.20ditos doj
385 varas de ij^^^i
de sola curtida a ", _'
conal da filcli de i
leneoes de cobre a 90>
praditos veudedores que de
de guerra os referidos ^^M
do corrente.
Secretaria do consclho '^^^^H
cimento do arsenal de guerra 28 4
Bernardo Pereiraa Car mi
secretario. '
MOVIMENTO DO PORTO:
Nados entrados no dia 29.
Parnhiha3 dias, hiate brasileiro Tres lrmaos,de
30 toneladas, meslre Jos Duarle de Souza, eqoi-
pagem 4,-carga loros de mangue ; a- Joaquina
Duarle de Azevedo. Passageiros, Antonio Jos de
Almcida, Francisco Jos de Pinito.
Ass9 dias, patacho brasileiro Bom Jess, de 170
toneladas, capilao Manoel Joaqun. Lobato, equi-
pasen. 11, carga sal e pal ha ; a Novaes & Contpa-
nhia. Veio largar o pralico e segu para o Rio de
Janeiro.
.Vacos sabidos no mesmo dia.
PhilailelphtnCorveta americana Jamesloten, com-
mandunle Downing.-
Rio de JaneiroEscuna brasilera Linda, captao
Jos Ignacio Pimeuta, cama assucar. Passegeiro,.
Antonio Jos dos Sanios Pernarabuco.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Camaeuam,
capilao Joaquim Monleiro de Meirelles, carga va-
rios gneros. Passageiro', Francisco Antonio de
Borja e Castro, 1 menor o 1 escravo.
LisboaBrigue porlugiiez Viajante, capilao Maooel
dos Santos, carga assucar. Passageiro, Miguel
Domiiigues.
Tendo
mandado en
fefra 29 de marco, >
de Pemamb
dxa de faia^^r
por engao
religiosa'devoeao.
SABBADO 1.
Representar-
a os^^H
ornada com muilas e
OPEfif
EDftAESr
DIARIO DE PEBNiMBlCO.
Honlem, depois de varios pareceres de commis-
ses, a assembla approvou em segunda discusso o
projeclo n. 4, qu crea caderas de primeiras
lettras para o sexo feminino em lodas as villas da
provincia, com a emenda do Sr. Francisco Joao, tor-
nando a medida extensiva a lodas as povoaces po-
pulosas.
A.ordem do dia para hoje he a lerccira discusso
do projeclo n. 8, e a coiitiuuacjo da.de honlem.
A PEDIDO.
A' memoria do man amtf o collera BXanoel
Gomes de Castro e Palva, fallecido ao Ca
ra' 21 de fevereiro passado.
Quero chorar urna vida preciosa, que dcsappare-
ceu da Ierra !...
Quero verter urna lagrima do saudade sobre a
campa do meu amigo e collega Manoel Gomes de
Castro e Paiva!...
Morrcu !... qiando vida era para elle urna nc-
cessidade, quando lodos Ihe auguravam um porvir
de venturas
Morreu I... quando a mai querida va nelle o fu-
turo esteio de seus dias de velbice, quando os ami-
gos em mor api eco lnbam as suas boas qualidades y
quando a pslra... sira, quaudo a patria para elle ia
aponlando comomais um dos predilectos seus !...
Morreu I...
Arcanos imperscruptaveis do Senhor I deixai-me
devassar-vos !
Decretos da providencia! palenleai-vos aos meus
olhos 1 .
Mysterios de Dos aclarai-vos!...
Impossivel!...
O Inuucni nada v ; nada sabe '....
Insecto" de um dia, passa, muila vez, adejando
apenas por sobre a superlicic da Ierra !
Como o insesto, pairaste, amigo, per um pouco
mundo !... hoje repousas na patria losjus-
O Dr. Custodio Manoel da Silva Giihnaracs, juiz (Je
direilo di primeira vara do civel nesla cidade do
Recife de Pernambuco, porS. M. 1. e C. o Seultor
D. Pedro II, que Dos guarde etc..
Faco saber aos que o presente edital viren., e delle
lvercm noticia, que na primeira audiencia desle
juizo, na casa delta, depois de meio dia, se ho de
arrematar por venda a quera mais der, com asssten-
cia do Dr. promotor publico dcste termo, as proprie-
dades denominadas Pitonga c Tabalinga. sitas na
freguezia da villa de Iguarass, perlencntes ao pa-
trimonio das recolhidas do convento do Santssimo
Coracao.de Jess daquella villa, cuja arremalacao
foi requerida pelas mesmas recolhidas om virtude da
liecnca qu obtiveram de S. M. I. por aviso do 10
de novembro de 1853 do Exm. ministro da juslica,
para o producto da arremalarao ser doposilade na
(hesouraria testa provincia at ser convertido em
apolices da divida publica. A propriedade Pitonga
em allenco as deslruicuesquc (cm soflrido suas mal-
tas, e a qualidade da matar parte das trras avahada
por 10:000*000 ; e a propriedade labalinga por ser
em urna eslrada que oflerece muila vanlagem com
um riacho permanente, e urna casa de lapa coberla
de telhas ainda nova avahada por 1:090*000, sendo a
siza paga vista do arrematante.
' E para que chegne a noticia de todos mandei pas-
sar o presente edital, que ser publicado pela impren-
sa e aflixado no lugar do cosime mais publico.
Dadoe passado nesta cidade do Recite de Pernam-
buco aos 27 do marco de 1854.En Manoel Joaquim
Baplista, escrivao Interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraet
Pela inspeccao da alfandega se faz publico, que
no dia 4 de abril prximo futuro, depois de meio dia,
se hao. d arrematar em hasta publica, porta da
mesma repariicao, com a condicao de serem pelo ar-
rematante reexportadas para fra do Imperio.de con-
formidade com a circular n. 14 de 21 de jtinho de
1853, os objeclosseguinles: 17 chapeos de sol caber-
lo com fazenda de seda, com estoques, avahado cada
um em 7*000 rs., total 122*000 ; 12 bengalas com
esloques, avahada cad urna em 2*000, total 21*000;
37 chlcntescom estoques, avahado cada umem 1*500,
total 55*500 ; 2 caivetes grandes em forma de pu-
niial, avahado cada um em 1*000, total 2*000 rs.;
20 duzias de ditos pequeos, avahada cada duzia em
60tX), (nial 120*000. Alfandega de Pernambuco 29
de marco de 1854.O Inspector,
Benlo Jos Fernanda Barros.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico, que
no dia 4 de abril prximo fuluro, depois do meio da,
se ha de arrematar em hasta publica, perla da mes-
ma repariicao, urna caixa com 3 Ihermomelros, ava-
hado cada um em 10*000, total 3OJO00; apprehen-
dida pelos escriplurarios encarregados da conferen-
cia do manifest da barca ingleza Seraphina. Al-
fandega de Pernambuco 29 de marco de 1854. O
inspector, Benlo Jos Fernanda Barros.
DECLARADO ES. ~
. Personagens.
Anaslacio, velh'o i
Carlota, sua ftlha
Rozaura, cunhada de Anasla-
cio. .
Generosa, crioola .
Molequc, escravo di
ci .
Manoel. felbr.
Henrque administrador
Um caixeirp deAu.
Um brigadei
Capilao, lillio do dito.
Um lenle. .
Um cadete. -. .
Um quartel-meslre .
Um soldado. .
Cazuza. -.
Maneco .
Andreza, mulher do le
Urna moca .
Convidados,' pesi
e criancfB.A acr
K primeiro aclo n
ia prxima mev
DENOM1N
i." Onegocii
2. A- partida.
3. O reconhecimemo.
Desnecessario e loma
esta comedia, que
sido applaiidida i
Confia o benefic'ut
vistas do seu aoli
les do Ibealro de Santa 1
Seguir-se-ha a represen
tarca.
Dar fim o esper
poesa do Sr. Conc.
0 PHILOSOP!
O PR
Cantado pelo bel
composicao urna di
por si s deu euchentei m|
A Sra. D.Mano
la Generosa cm oj^^^H
ter pelo seu contrato obrigii
les desle genero.
O beneficiado espera qi
dosions espectculos, Ihe d
esforcos quo tem empregal
Urna enchenle.
Os bilbeles acham
publico em casa dot
no dja do espectculo no;
Comecar s horas do cost
AVISOS MARI
nesle
los I
L recebe o men adeus....
descanca em paz.
Recite, 15 de marco de 1854.
mnha saudade! l
G. A,Souto. *
VILLA DE IGliAlUSSir.
38 de marqo de 1854.
Mcu charo. Depois da qne Ihe escrevi em 5 do
cadente, o quo mais tem occopade- a nossa allenrao,
be o quilombo de Monjopo. Uns seis ou sale ne-
gros desse engenho atacaram o feilor ; porm nao
podendo mala-lo, como era de sua intonfae, se re-
cnlheratn para as mallas, aonde se lem ido .-.juntar
escravos do diversos engenltos, e dzein-me que tam-
bem uns que mataram o senhor l para Goianna.
Este acontecimenlo no deiinu de assuslar os hab-
AO PUBLICO.
Diz Joaquim da Silva Mourao por seu bastante
procurador, que elle supplicanlc a bem de seu direi-
lo e juslica*, se lbe faz preciso que V. S. se digne
mandar que o.escrivao Molla, revendo os aulos de
--Jreforma da execucao, que cncamnlia contra Jos
warda Silva lhc passe por ccrlidao, ludo que Ihe
for aponalo em ditos aillos pelo procurador do sup-
plicanlc em termos e modo que faca f; porlanto pe-
de a V. S. Illm. Sr. doulor juiz de direilo do civel
seja servido assim deferir. E K. M.
Despacho.
Sim.Recite 21 de marco do 1851..S'ca Gii-
mares.
Manoel Jos da Molla, escrivao vitalicio do juizo
do civel desta cidade do Recite de Pernambuco
por S. M. I.e'C. o Sr. D. Pedro II, aquem Dos
guarde ele.
Certifico ser o Iheor do que me foi aponlado da
forma seguinle:
liiterlucloria.
Recebida a appellaco interposla no clfeilo devo-
lutivo smente alenla a natureza da causa,expessa-
sa-se no termo do eslylo com as precisas cilares.
? Recife 10 de marco'de 1854. .s'iico Guimares.
Resposta.
Senhor. Deprebende-se nicamente do asseuto
de 3 de maio de 1758 que para acautelar o direjlo
das parles as sea tencas sobre reforma' de aulos,
quando nestes ja tenha havido senlenca definiti-
va, so deve conceder appellarao, mas dahi nao se se-
gu que seus elfeilos dovam sempre ser suspensivos,
porque em ouros muilos casos dn-se tambem appel-
lacao mi sendo suspensivos os seus efleitos, como
as cauas summarias.e as oxecucos, salvas algu-
mas excepees em que por corto nao csl o caso de
que se trrfla, sem que praxista algoui delta fra
menrjo, caliendo a\\i\ por conseguinle ti regra fe-
ralmente ;sabida de ler somente o elfeito devolu-
Real companhia d$ paquetes ingleses a
vapor.
No dia 31 deste mez
espera-se da Europa
um dos vapores da
companhia real, o qual
depois da demora do
costme, seguir para os portes do Sul, para passa-
geiros irala-se com os aganles Adamson Howie &
Companhia.'
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconslho de direccao convida aos se-
nliores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 1 a 51 de marco do
corrente anno, mai 20 por 100 sobre o
numero de adrjoes com que tem dfr ficar,
para levar a.ell'eito o complemento ao ca-
pital do banco dedous mil contenderis,
conforme a resolucao tomada pela' assem-
bla geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
185.O secretario do conselliode direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pela admnistraco dos eslabeieeimentos de ca-
ridade, novamentese faz publico a todas as pessoas
que lem etpostos cm soa companhia de os apresenla-
rem na casa dos mesmos uo da 1. de abril, pelas 9
horas da mauhla, afun de poder a commissao de
gicne publica, proceder a exme sanitario; visto que
j de oulra occasiao nao o pode cnectuar pela taita
de compnrecimeulo.
AdmiuistraQSo dos eslabelecimenlos de caridade
22 de marco de 1854.O escriv da aiunRistracao.
Antonio Jos Gomes de Correio.
O vapor in-
glez La Plata,
que devia partir
de LiverpooLsa*
da 10 de marco,
espera-se nesle
porto por lod
semana que en-
Iracm2de abril;
dverte-eemais,
jue o vapor en -
trar para o raos-
wndada de passageiros que lenham
de.seg
tivo a appellacao de sentencas proferidas em execn-' freguezia da Ba-Visla.
rao. Fundado as razSes expeslas anlendi que ap- lermt se faz publico, mese acha* em de-
peilacao deveria ser recebida, como r*t peto despacho iposlto dous qearlos rucas quem se iulgar com di-
11.221, parecendn-meqnecomellase nfto tez aggfai raiio aos mesmos, conipur'eca nvta ^ubdclegacia.aon-

Vende-sca escuna liolIanr|
da peste porto, muilo y
cabolagem, de lote de ^^H
mais ou menos, forrada d
de marcha muito snper
qualquer viagem: os ni^^^H
signatarios, uo.Trapiche I
lario pode ser examinad
Para Aracaly em j
eos dias. por ler parle dar
sileiro Exallacao, meslre L
a tratar na ra, da Madr
Para a Baha sabe co
Olinda; para o resto da ca
maos.
Para a Bahia, vai
dias o hiate nacional
no mesmo q u izer carrefj
sagem, dirija-se ao mesti
consignatarios Novaes
ra do Trapiche 54.
PARA O RIO DE JANEIR
Sa.'ie com muita brevidade
CpnceicSo, por ter o teu coi
to quasi todo prompt
quizer carregaV- o i
ou embarcar escravo
captao na praca, ou
Maooel Alves Guerra Jume
Trapichen, li.
J. M. Warduc, cspi
Bay Cety, declara qoe nao se r
vida algoma que seja feila por g<
Cao.
Rio d Jan
Segu em poneos das portera
ga engajada o patacho nacional .
noel Gomes de Oliven*: para
e escravos a (rete, para o
aceonimodaces, trata-?
Baplista da Fonseca Jnior, n
primeiro andar, ou com o cap
PARA O RI
A barca nacional .,....
acaba de forrar de c o toa ;
seRue viagem para o Di.
por ler doosterreada ca
le, Irala-se com Bailar
Velha i.
i Para o Rio
tes 8 dias
ja' ter pti
quem no mesn
barcar tscravos, eoteuda-se coin
a bordo, u com i lario Manoel
Alves Guerra,! Trapiche
D. 1'!
RIO DE JANErRO.
fio dia.31 do corrente sahe a esecuna Sociedade Fe-
li; ; para passageiros e escravos afrete, Irata-se cora
Caelano Cariaco an C. M., aolado do Corpo Santo,
toja de massames n.
AVISOS DIVERSOS.
O Si*. Carlos-Gilain tem urna, car-
ta na livraria n. 6 e 8 da priu;.! da Inde-
pendenciti


i
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA
__ fjfl
O DE

MARCO OE 1854.
ucucz, casado, com
ade, paracafteiro derui, comendo c
"i,.,mim]
rmenlo a sua roodticla, o quanlo a ordenado nao se
quem precisar annuncie por csla
cilador dos audilorios
labelecido c
seu presumo
a lotl. ~e*. tanto no civel co-
mo ti' em suacasa no
alerce ls da ma-
_ Na coi rora, om urna das
casas do Sr. Amonto Jo alaga-.
se do o servido de
(MlcnCddc procura-la na ro-
se urna casa grande na Passagem da
Magdalena entre as duas pontes, oom duas alas, 6
-unha'for*, quintal murado com
!. 3.
ENCAO'-
ter lugar no da 2T do corren le
edades de que Irata o an-
dirflahodo Sr. l)r. jutz de di-
do civel desla cidade, (Icnu
i priraeira pragn que deve ler
sle mesmo mez.
> de propredades do recolhi-
mento de Iguarass
assigoado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do tecolhiraento das freirs do*
SS. Coragao de'Jews da tilla de Iguarass, faz sa-
ber qn jrgoproximo seguinle.lem de
ser arre da ero praca do juizo do c-
i cidade do Recife, 2 sitios de
quclla villa, sendo o pri-
inga, da extensao de lema
t da escriplura com
e telha, cujo ter-
lidades e offerece a venta-
I engenho ero alto ponto,
Musas para cannas, rio de ex-
io para aniutaes, boos al-
alias para o fabrico do ca-
er madeira constantemente,
esta.na distancia de duas le-
lUimo porlo de embarque,
Jidadcs da vida. O.segundo
Utega das Freirs, he sito
nga, meia legua distante
ma na lieira da estrada
tada pelo rio labaliuga de.fi-
u baixas para caana.e ca-
ira roga, milhn, feijao,
para criar vaccas para
xtm mosecostuma. O primeirn
i IO:OOSOO,e p segundo
^^^^^Kea os Illms. Srs. coronel
^^Kampcllo, e capitao Ma-
^B|iie I.ins, proprielarios
jussupinho, para cpja ven-
5a imperial. Quem
ega por si oo seus
;antecedentemen-
irijam-se villa de
-signado, mi com o
^^BfFericua Duro, c.o cs-
le Mello e Araujo,
e com ellas toostra-
^^fevereiro de 1854. O
Has de Albuquerque.
LICIA,
ira nao se pdereti-
^Hpa, conforme an-
io de 24 do corrente,
igar ao abaixo assignado
^^0, importe de tres
^feo sera' fcil desla
ito conforme o fez
59SG2, mportan-
mc tinlia coin-
ad(t a juixo para
ireveu-se a dar
que nada me de-
oda!854.
la e tantos cscravos por execucan de An-
s Ferreira o oulros, contra Luiz Pires Fer-
No dia 5 de abril do corrente anuo, se nao de
arrematar em praca publica, do Sr. Dr. juiz munici-
pal da segunda vara desta cidade, depois da audien-
cia, sessenl
Ionio Ptr-rs
reir, c deve ser cm ultima praca.
Oflerece-se un liomern casado para fcilor de
um sitio, do que lem muila pralica, tanto de plau-
lagcs como dq encherlar : quem pretender dirija-se
a ra do l.ivramenlo, loja rii^.
Joao Pedro Vogeley,
fabricante do pianos, alia o conceda com toda a per-
feleao, lendo chegado recenlerrlunle dos portos da
Europa, devisilar as melhores fabricas de pianos, o
lendo ganho nellus lodos os couhecinientos e pralica
de conslrufcnes.de modernos pianos, ofterecc o seu
presumo ao respoilavel publico para quidquer con-
cedo o afmaoes enm lodo o esmero, lendo toda a
certeza que nada ficar a destejar s pessoas que o in-
cumban! de qnatquer iraballm, tanto em brevidade
como ero mdico prego na ra Nova n. 41,' primei-
ro andar.
O r. Sabino Olegario Ludgero Pinito mu- _
dou-sc para o palacete da ra de S. Francisco {$
(mundo novo) n. 68 A. @
lotera de n. s. do livramento.
0 cautelisfa Salustiano de A([uino
Ferreira
avisa ao respeilavel publico, que os>seus billicresc
cautelas estilo exposlos venda nos lugares do cosa-
me,.e pagasob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o descoulo de 8 do imposto geral.
Bilheles inteiros 6,000 ; 5:O0O$0O0
Meios ........3,000 9:5008000
Quarlos.......t 1,500 1:2509000
Decimos........ 700 .. 5009000
Vigsimos ...... 400... 25O3O0O
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
HOMEOPATHIA.
RA DAS CtliZS N. 28.
No consultorio do proessor homopalh
Gosset Bimont, acham-sc i venda por-
CINCO MIL RIS.
Algumascartcirascom 24 medicamentos.
Os competentes livrns. 58000
Grande sortimenlo'd carteiras e caixas
de todos os tamanilos por preros commo-
dimmot.
1 tubo de glbulos avulsos 500
1 frasco de }% ouc.a de tintura a
escollia........ 19000

m
lotera de n. s. do livramento.^
As rodas desta loleria aildam a 21 de abril prxi-
mo Tuluro, c o resto dos billtctes achare a venda
nos lugares i conhecidus. na botica do Sr. JooMo-
reira roa do Oibuga, na ra do Queimado loja do Sr.
Mdraes.O lliesoi eiro. Joao Domingues da Silva.
Obras de ouro as mais modernas.
Na ra do Cbg, confronte ao paleo da matriz,
loja nova deou#esn. lt, de Saraphim i Innao,
franquea-se conslanlemenlc ao publico cm aeral um
grande sorlimenlo de obras de ouro de drflerenles
Snstos e precos muilo commodos; conliuua-sea pas-
saruina contacontresponsabilidade de (oda obra que
fdr vendida, especificando-sc a qualidade do ouro de
14 oh 18 quilates, ficando assim sujeitos osdonos da
dila loja por qualquer duvida que apparecer.
J- ^liardon, bacltarel em bellas lellras, I)r. em
dircilo, formado na universidade de -Pars, ensina
ernaiia casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que,faz a esquina da ra das Flores com a
ra da Concordia, a ler, escrever, traduzir e fallar
correclatneOle aiingua franrez*e lainbein d licoes
particulares em casa de familia.
Arrenda-se o engenho Le3o, silo na fteguezia
da Escada: os prelendenles pdemannareeer no aler-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segando andar, que
adiara com quem traiar.on na fregnzia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel (ioncal-
ves Pereira Lima.
Alnga-se um grande armazem, assim como um
grande terreno no fundo ci mesmo, e lem seu em-
barque, por ser na roa do Brum. ao p da fundicio
do Sr. lio man. do lado do sul : quem os pretender,'
talle a Jos Aulunes Guimar.les, na roa de Apollo
n. 30.
Pcrdeu-se no da 26 do correle, na eslrada de
Camaragm, unta carleira conlendn 11(19000 rs. em
sedulas de 103000 rs., e diversos papis de importan-
cia, que s poden) servir ao seu dono ; a pesoaque
adiar, podera entregar fia ra do Trapiche Novo n.
8, que ser generosamente gratificada.
.Deseia-se fallar como Sr. Bazilio Alvares de
Miranda Varejao, para o que pede-se, que auuuncie
a sua morada.
MOBILIASDE ALUGUEL.
Alugam-se elleclivamente mobilias
completas ou qualquer traste sepai^do a
vontade do alugador, e por preco commo-
do ; tambem se alngam cadeiras em gran-
de porc^ao, para bailes ou ollicios ; na ra
Nova,- armazem de trastes do Pinto,, de-
fronte da rua de Santo Amt ro. .
Bom e barato.
Na rua do Passeio, loja n. 9, de Albino Jos Lcilc,
vende-se um grande o variado sortimento de corles
de vestidos de cassa, c camhraias dejiarras. pelo di-
minulu pre.c.o de 39000, 39500, 4aOO0 e 49300 cada
um, ditos de dila a 3000 e 39*00; a elles, a ules que
se caben).
Vende-se uma batanea, pe serverrtpara uma pequea taberna, e utna casaca pre-
la, novaie bom patino, para pessoa secca do corpo:
no pateo do Terco n. 13.
Vende-se uma ir
n Filippe da Costa.
ira*'
igadioho um cavallo
miio calcados, cm nm
o tirado de orna enxua-
fui urH.ido uo dia 2
la.no meio do espinha-
bber o levo ao mesmo
rinandadc.do'
ia igreja de
i Militares,
par* que se
onsistQrio k
I do corrente,
raencorpo-
rocis8ao do Se-
espera, pois,
recer este ob-
ossel Isiinonl leudo d se reinar prxima- %
menlo para Europa, roga aos seus devedores S
o favor devirem saldar suas conlnsdadala
desle a oilo das, ltecife 17 de marco de J
854.
Aluga-se um sitio
na eslrada dos afilelos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivencia,
murado na frente e fundo, e com militas fructeiras :
quem o pretender, dirija-se Ponlede Uchoa em ca-
sa do Fraucisco Anloih'o de Oljveira Jnior, que tam-
bem o permuta por predio na prac.a,ou vende.
M8BBMS
----_ W^nIWRJWiI--.----
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIA!. DAS MOLESTIAS
NERVOSAS.
(Ilyslcria^epilepsiaou gola coral, rlteuma-
tistno, gola, paralysia. defeitos da falla, do
ouvido e dos olhos, melancola, ceplialalgia
ou dores de cabec.i, enxaqucca, dores, e ludo
mais que o pov conhecc pelo noroe genrico
de nervoso.)
As molestias nervosas requerem muitas ve-,
zes.'alcm dos medicamentos, o einprego de
oulros meios.'que despcrlemVuabalamasen- !
sibilidade. Esles meios posstio eu agora, e os
ponbn a disnosicao do publico.
Coii>ullas .lodos os ovas (de graca para os :
pobres), desde as 9 horas da manliaa al as 2 :
da tarde. Rua de S. Francisco (mundo novo)
n. 68 ADr. Sabino Olegario Ludgero
I Pinho.
Precisa-se alugar um preto l>om co-
zinheiro e liel : nn rua do Crespo, loja
n. 23. .
Precisa-sc de um homeni que saiba ler, e en-
tenda do servido do mar, para palrito de cscaler, pro-
vando boa conduela, apresenle-se ao arquiador do
consulado geral, para ser empregado nn escaler da
inesma repartirlo.
j. Precisa-se de un feilor para um engenho pedo
desla praca, e de uma criada : no aterro da Boa-
Visla, leja n. 18.
Irmandade das almas do Recife.
Tcndo a irmandade do Sr. Bom-Jcsus dos Passos
da fregnzia de S. Pedro (encalves do Becifc
convidado a irmandade das almas da mesma freguc-
zia para acompanhar a solemne procissao sos, o abaixo assipnado rosa aos dignos irinaos da re-
ferida iriiiaiiitade das almas, que anmiiudo aqucllc
convite, linjam le comparecer na inalriz do torpo
Sanio pelas 2 horas de larde do eia 31 do corrente,
para reuuidos aconipauharcm a referida procissao.
Padec Jos Leile Pilla Orligueira.
Jos Alves da Silva Guimares de-
clara pela ultima vez, que estando por es-
tes tres ou quatro dias a retirar-se para
Europa, enao tendo as pessoas que teem
penbores em suas mos os tirado, apezar
de ter nao s avisado particularmente a
cada, um, como tambem o tem feito ver
por varias vezes por esta fpllia ; elle pro-
testa por qualquer reclamacao que appa-
recer possa, visto que a nenhum destes
avisos os interessados se teem movido.
A pessoa que levou dosaliio do tbea-
tro de Santa Isabel na tarde de 23 do
corrente, um chapeo de sol verde, novo,
e de cabo de caima, deixando em seu lu-
5ar outro -rovo e uydo, tenha a bonda-
e de mandar levar a' casa da rua No-
va n*,41, segundo andar, para abi ser
destruido.
iro, di nm refinador e
de casa: as Cinco
vou da casa do Sr.
i corrente um chapeo no-
^^feando em seu lu-
favor de -mandar
50, segundo au-
ra casa de familia,
^^Hpr e faier ludo o
oom pretender dirija-se a1
lo Recife.u.3, pri-
iam do lugar do Frle
lo alcodo, um baldan :
; souber, ou tiver noticia,
Silva avisa-aquel-'el se-
seu poder, que os vao
contrario serao vendi-
reiB que se atienda recla-
Mto e quiolientos mil ris,
res e desembarazadas.
^^Kque convencioiai-se :
ja ou annuncie.
inoleca, bonita figura, de idade
de 7 a 8 annos : na rita Nova n. (">, segundo andar.
Vende-se um cavallo ruco, andador de baixo a
meio, esl bstanle gordo, he de bonita figura, e nao
temo menor achaque : na roa do Queimado n. 46,
loja de Iiezerra & Morcira, se dir quem vende.
Vende-se um palanqun) da Balitasen) coberla:
na rua do Hospicio, casa "terrea confronte o sitio da
viuva Cunta.
Vendem-se excellentes coberlores de cores a
13440 : na loja de4 podas n. 3, ao lado do arco de
Sanio Antonio.
Vendem-se exeellenlea, corles de chitas finissi-
mas. francezas, a 23000 rs. rada corle : na loja de 4
podas n. 3, ao lado do arco de Sanio Antonio.
Vende-se uma barraca de 35 caixas, nova, e
com Unios o- seus perlences, em muilo bum estado :
Irala-sc no Rccifc com Jos Teixeira Bastos.
Na ruada Pcnha n.2, primeiro andar, vende-
se um esrravo excedente, bonita figura, capaz de
lodo o servico do campo, a que esl ncoslumado, he
l>om carreiro e melltor serrador :. quem o pretender,
dirija-se a mesma casa a qualquer hora.
Vendem-se cortes de sarja de seda adamasca-
da, frea, os mais modernos : na loja de 4 podas
n. 3, ao lado do arco de Sanio Antonio.
ATTENCAO'.
Vendem-se 7 hois mansos, proprios para qualquer
snhor de engenho.por terent sido i desle trafico,por
preco commodo : a tratar na rua Direila, taberna l).
127.
_ Vendem-se muilo bons irreios para carro com
ricas alan ler nas, assim como excellentes chicles
inglczes: no armazem de M. Carnciro, na roa do
Trapiche n. 38.
-r Vcndm-se duas parelltas de cavallos novos e
bern carnudos, c j ensinados, sendo urna rodada c
nutra prela : a Ira lar na -avallar ice de Joo da Cu-
aba Res, rua de S. Francisco.
CHAPEOS DA MODA.
Na praca da Independencia ns.
25,26,28 e 30,
vondem-se superiores chapeos de castor preto, in-
glez, da inellior qualidade que. leni-virlilo ao merca-
do e igualmenlc hrancos, chapeos francezes de bo-
nitas Termas e melltor qualidade possivel, ricos cha-
peos amazonas para montana de senhora, chegados
do Havre no ultimo navio, bonetes para homes e
meninos de loJas as qualidades, ludo por presos mui
razoaveis.
Velas de carnauba.
Vendem-sc caixinhas comsuperiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por .roiiimodo
preco: na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
ATTENCAO!
Chegou i loja de miudezas da rua do Collegio n.
I, viudo da Italia, um grande sortimento lo- seguin-
le> objeclos: balaios para costura, ceslinhas para
meninas Irazerem uo braco, ditas para frutas, ba-
laios fingindo bandeijas, proprios para mandar mi-
mos ; ditos para fazer compras ; ditos fingindo assa-
falinhos; ditos para pao; ditos para snhoras Ira-
zerem na man ; assim como oulros muilus objeclos
que se dcixam de aniunciar.
OLEADOS PINTADOS*.
Praca da Independencia.
Joaqun) de Oliveira Maia, receben ltimamente
um .completo sorlitueiilo de oleados pintados, de Su-
perior qualidade e padrOea muilo modernos, de dif-
erentes larguras, e a precos muilo commodos.
Vende-se uma cadeiriuha em muilo bom esta-
do : na rua de Moras u. 114.
Deposito de algodo da fabrica de todos os
santos.
Em casa de Deane Youle Si Companhia. vendem-se
os algodcs desta fabrica : na rua da Cadeia Vcllia
o. 52.
Deposito de Xarinhas de trigo..
Acha-se fariulia de SSSF a mais nova no mercado,
como tambem um sortimento le farinhas americanas:
Na rua Nova n. 56, vende-se um prelo proprio
para o servico de urna casa, tcndo o mesmo preto urna
belide no olbo, e com a babilidade de cozinhar :
quem pretender, dirija-se loja cima annunciada.
Vend-se uma rica loalha loda aberla de laby-
rinilio, e de muilo goslo : quem a pretender, dirija-
se rua do Queimado, segunda loja n. 18.
Vende-se m preto que cozinha muilo hem o
diario, de uma casa : na rua do Crespo, loja da esqui-
ua que vira pare a cadeia. _.
Vende-se uma'cscrava, crionll, enm uma cria,
a qual sabe-cozinhar o diario de orna casa, lava de
sabao, enaomma liso c nao lem vicionlgum : quem a
pretender, dirija-se rua larga do Rosario' ti. 22,a
Iralardo pre<;o na loja de miudezas do mesmo nu-
iner.
Vende-se uma parle do silio denominado dos
Arcos, na Casa Forlo, com bstanles arvoredos de
fruclos : quem pretender, dirija-se ao silio da Pi-
(ombeira, casa do fallecido Espirito Santo.
CORTES DE VESTIDO PRETO.
@ Vendem-se corles de veslido preto, de clin- @
O malote e grosilenaple bordados, de superior
qualidade, c lindos desenhos: na .loja do so-
^ lirado amarello da rua do Queimado n. 29. O
PELOSR
JEOO
Moco Louro, Dous
^^Bia Pliantasina
i o Ceg, ede outras
merec ment,
^KvoLiiETin
Rape' Paulo Cordeiro.
Por confitar existir venda rap falsificado com o
Ululo de "oao Paulo Cordeiro, previne-se aos amado-
res de- (So aromtica quanlo excclleute pilada,* que
no eseriplorio n.'17 da ruada Cruz, nico deposito
ilo verdadeiro rap de Joao Paulo Cordeiro. do Rio de
Janeiro, nesta cidade, achafo sempre venda caixas,
e tambem se vender meias caixas e quarlos do cai-
xas, e a retal lio nas segoinles lojas: Recife, roa da
Cruz, Fortnalo Correia de Queirz, rua da Cadeia,
Jos Comes Leal Jnior, Jos Fortunato da Silva
Podo, Thomaz remandes da Cunha, Sanio AnIonio,
rua do Collegio Lima & Guimacaes, rua larga do Ro-
sario, Jos Das la Silva Cardeal, Manoel Jos Lo-
pes, Neves & Codito, roa dos Quarleis, Jos Looren-
S-o da Cruz, Pracinba do Livramento, Pedroso & Cos-
ta, Pedro Jos do Reg Maia, largo do Livramento,
Francisco Alves de Pjnho, rua Direila, Jos Viclor
da Silva Pmeutel, e Antonio Joaqun) Ferreira de
Souzn,,no pateo do Carino.
.marcineiro francez da rua Novan. 45, com-
*pra toda a qoalidade de mobilias, novas e usadas, as-
sim como lamben), troca por oulras, e lem para ven-
der toda a qoalidade de ferramentas para marciueiro
e entalhadur.
Precisa-se de um feilor que entenda de planta
caoe borlalice, que lenlia boa conduela : quem esli-
vei nesla circumslancia, dirija-se a rua do Vigario
o. 3, a Iralar.
LOTERA DO RJO DE JANEIRO.
Acbam-sea vendaos bilketes da lotera
15. do thesouro publico, cuja lista se es-
pera pelo vapor inglez ate 4 do proximo
mez de abril; os premios sero pafos a'
chegada da lista.
RIDOUX & GARNIER, LITHOGRAPHOS,
Rua da Cruzn. 24, primeiro andar,
parlicipam ao respeilavel publico, que lendo dado
extensao ao seu eslabelecimento, acham-se
no armazem de- Deane Youle e l-.ompauhia, uo bec-
co do Ooiicalves.
Buso
?, DE MARCO.
^^^Elta folha.por 3!) rs.,de
^^Bpres assignaules, alm
m folltetim, toda a vantagem
lgorinos coloridos e retratos;
los senhores conselbei-
i.RES DESOIZA
1EITE' PEREIRA
nenie mez, assim como a
^^H" da J'arahiba linda
Gojannu :
MOOOKS. PARA A CORTE E
YRAFORA
ilo, prac,a da Conslituico
ua de g. Jorge.
l de assigualura. lomar
empre de ijrara a
aiats anda (i.
6 em 6 mezes no escr|>-
i Cons(iluir,ao n. 64-, no
ulade b'vraria da;pfaja da
oillciaes de ta-
ido bons'; na
i a de Santa,
ISO.
.inlilolada Estrella!).19,
> dos melhores locaes.mui-
tiem de cooros, I
te diligente,
o orde-
ivo de
rendo, sen
mesma
Janeiro
ulade
I .
do Ros;
i-Ui por o dono ter d>
Pede-se aoSr.
V
para o Rio de.
e Quileria, de
^^^Bta rua
fundos,
hondade
)rs. que
i ora a
I que levou as
i Roulier, mo-
lorna-las a en-
ranceza. ua r
iimnedialain-
imperio. ^^^(B
Na co.-heira arna da Cadeia de Sanio Antonio
n. j, se deseta fallar aos Srs. J. F.M. A. e E (.. O.
se para fura do
promptos para execular com loda a hrevidade os Ira-
halbos que Ihcs forern encommendados.como sejain :
facturas, coalas, lellras de cambio e da Ierra, conlie-
cimenlos para navios, circulares, correspondencias
aulosraphadas, precos correnles, carines de casamen-
to e bilheles de visita, etiquetas para botica c oulras,
msica e ludo o que perleoce a sua arle.
Aluga-sc um hornera que se nucir sujeilar a
vender leile ; paga-se bem : a tratar ua rua do Ran-
gel n. 13, primeiro andar.
No dia 22 do correnle, em o armazem dcfronle
da alfandeaa, cntregaram-se :l() caixas com charutos,
com a marca no lampo J.R. F. Rocha, a um prelo
(cujo nome ignora-se) para as conduzr para a taber-
na-de Custodio Alves Rodrigues da Costa, na rua da
Aorora, e al o presente nao foram entregues ; por
iso roga-se a quem quer que as tiver guardado, ou
lellas souber, o favor de participar na referida taber-
na, quesera gratificado. .
Na fabrica de charutos da rua Nova n.5C, adia-
se um grande sortimento de chara I os de (odas as qua-
lidade*, viudos da Babia ; as qualidades ahi v3o pa-
tentes : paluscos. regala, primores, emilios, vare-
las, joven, yaya, laneeiros, famas, fama v a. fama
de Pernainbuco, philosophos, Irabuquillios, resplan-
decenles, cavalleiros do Havana, desfrucle da bou-
dade, regala de S- Flix, e oulras diversas qualida-
des, que'seraoapresenlada a todos os seus freguezes,
de quem espera todo acolhimenio.
P-se dinheiro a joros sobre penbores de ouro
e pralaJ na rua da Gloria n. 67, d 'ado da igreja.
(TOr. Jo3 Ncpomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem lima carta na
Itvraria n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
Pede-se a pessoa que comprou uma nloedade
ouro, libra.esterlina, com Jaco liso, proprio para cu-
liar cordao para bolar o p'cscoco de menino, ou sem
elle por baver sillo lirado a um alfaiale no dia 22 de
fevereiro proximo passado ou muilo pedo desle da,
dirija-se a rua das Flores n. 23, afim de averiguar
negocio que le-diz rckpeit?. Pode vir sem receioal-
gum, cedo dequooeuhuro prejuizo lera relativo a
este negocio da compra .referida, se vicr por este cha-
mado a casa indicada.
na jiEssii mm\ff
so exeeulam todas as encommedas com a.superiori-
dadeja conbocida, e com a devida presteza e comino-
didada em preco.
MECHANISMO PARA EHGE-
1W0S.
U FLMHCAO BE FERRO DO Ett.EMEIR
Bti'lD'W. m\\M%, %i RUA DO RRIH,
PASSVXDO a fiMAFARIZ,
lia sempre um grande sortimento dos seguintesob-
je'clos de meehanismos proprios para cnaeolios, a sa-
ber : nioerulas e meias moeitdas da mais moderna
conslruoso ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
denlitdas para aaua oti nnitnaes, de todas as propor-
c,ies ; crivos e boceas de foroallin e reuistrosde bnei-
ro.aguilluies.lirniizes parafusos e cavilbes, moinhoa
de inandioi-a, ele. ele.
nconvcnicnlcs faz-se publico, que a pro-
rissilo Jo Sr^Bom Jess tos Marlvriosde Olinda,'
he transferirla para Domingo de Ramos.
O provedor Gregorio Jos dos Patito:
Na rua da ('.loria n. 62 lem uma carta de im-
portancia vinda do Rio-Uraudc da Norlc, para o Sr.
Amaro de San-Tiago, a m'erce de seu innao Jos de
San-Tiago.
Vm dos crotlorcs do najor Jos Francisco de
Sottza. declara at> Sr. Francisco Manuel Culho, que
a Sra. Joanna Alaria da Conceirjilo aiiula nao pagou
as dividas que comprou aos crodores do', dilo mjor
Jos Francisco de Souza, c si ni licou de pagar cnt
lempo marcado, dando por garanta hvpotlicca ud
seu sitio e casa que Irftn na rua ta Trompe do bairro
da Hiia-visla; logo que se Iculta vencido esse prazo
e lonha pagopodeni a un iniciar queja pagou, o u3o
auto- que o (cuba feil.
Francisco Manoel Coelho faz ver ao publico,
que hav etido oulro de isual nome. le boje em dian-
le se assiguar por Francisco Manoel dos Passos Coe-
lho.
Alberl F. Itamo.n, citladao americano rclira-sc
para os Estados-Unidos, levando cm sua companhia
sua senhora, dous lilhos meitorcs c uma criada.
Dsapparcceu no dia 28 do corrale o escravo
Jos i ionio, idade 30 anuos, pouro mais ou menos,
estatura regular, rosto reto mo, cabellos carapinhos,
olhos prclos, nariz chalo, bocea regular, cor prela,
barba pouca, peinas um potico cambadas; fui escravo
dolllm.Sr. Jos Vieira Brasil proprielriodociisc-
nho Bom-Jcsus da malla; quemo pesar, ouder no-
ticias a bordo ou ao lati do Corpo Sailo loja de massames u. 2.3
ser recompensado.
Do engenho Coroal.i freguezia de Agua-Prela
fttgio .no mez de oulubro tle 1832 o crioulo de nome
I.uiz, de idade de 22 anuos rom os signaes seguin-
tes: lem a cr de taioca, boa altura, bem feilo do
corpo, ps e cara descarnados, cabello bem pegado,
olhos proporcionados, os denles da frente ja apodre-
cidos,na p do lado esquerdo, lem uma cicatriz de
um tallio, e no*mbigu para o lado direilo um ca-
rorinlio pomo visivel, he serrador e bom factor de
lelha e_ lijollo, c soppe-se andar para o Monleiro,
Casa Forte on no engenho Arariba: quem o pegar\
leve-o no dilo engenho, o ao reverendo Sr. Joao
David Madeira no engenho Formigueiro', com quem
se lem conlralado vender, c no Recife na rua do
Passeio Publico n. 19 que ser generosamente re-
compensado.
A pessoa que se quizer encarregar de Irazer duas
titulas decaramujos, os mais bonitos que seja possi-
vel arranjar, *n eseriplorio da Sra. viuva Amorim &
I- libo, rua da Cruz n. 4.), ser mui bem recompensa-
da, pede-se loda a prnmplido.
. Attenco.
Desappareceu no dia 28 do correnle mez, um pre-
lo da Cosa de nome Gabriel, vetulia pao da padaria
da passagem da Magdalena na freguezia ta loa-vis-
la, cojos signaes sao os segoinles: estatura regular,
cor vermclha, olhos vermelhos. lesla redonda, nariz
ctalo, beicos grossos, levou camisa de algodo da
Babia trancado e calcas do mesmo panno: quemo
pegar leve-o a padaria da Passagem da Magdalena,
quesera bem recompensado.
COMPRAS.
- Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da Iluminarlo, no caes do Ra-
mos, travssa do Carioca.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 10
a 20 annos, para se exportar; leudo boas figuras,
pagam-se bem : na rua Direila n. 66.
Compra-se orna esnava, rriotihi, que soja moja
e de boa conduca, que saiba engommar, cozinhar c
fazer o mais servico de urna casa : na rua do Apullo-
n.19. r
Compra-se toda a qualidade de trasles novos e
usados, e tambem se trocam trastes novos por velbos:
a rua Nova, armazem de trastes do Piulo, dcfronle
da rua de Sanio Amaro. .
i Compra-se um palileiro de prala que estojo
perfeilo : quem o tiver annuncie,. ou dirija-se a rua
Nova n. 41, segundo andar,
'Compram-seescravos de idade tic 12 a 33 an-
nos, assim como se receben) de comniissao : na rua
Direila n. 3.
Compra-se um oratorio de Ircs vidros cm segun-
da map quo esleja em bom eslado, sobre q gratule :
quem o liver dirija-se a na da Penda n. 27, sobiado
de um amlar que achara com quem Iralar.
Cdmpra-se um melhodo de Rodolpbo, anda
mesmo osado : quem o liver e quizer vender, dirja-
se aos qalro cantos, na Boa-Vista, sobrado n.'l.
Compra-se para uma encommend 30 acees
do Banco de Pernambuco : na rua do Queimado u.
12, segundo andar.
' Precisa-se comprar um escravo de idade : quem
liver, dirija-se a rua das Cinco Ponas n. 38.
Coinpra-se nove/ ou uzado um compendio de
chrunologia por Bernardino: na botica de Bartu-
lomcu, rua larga do Rbsario.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle & Companhia.
-i- Veinlem-sc em casa tle Deane Youle e> Compa-
nhia, rua da Cadeia Velha n. 52, aro de Milo ver-
dadeiro e carvao palenle, proprio para ferreiroe.
Vende-se um prelo coziuheiro: a tratar na rua
do Crespo n. 10.
No pateo do Carino, taberna n. 1, vende-se urna
mulata, propria para lodo o servico.
Vende-se n taberna do aterro da Boa-Visla n.
49, com pitacos foodos, oo mesmo sem a armacao, a
qual pode servir para oulro qualquer esta beln men-
t por :.er bem construida e de bom goslo ; afianza-
se a seguranca do Iraspasse da chave, com consenso
da dona da casa ; o alu'cucl be de 10J000 rs. por
mez, e ve.ude-se a dinheiro ou a prazo : quem a pre-
tender, dirija-se a mesma rua, taberna n. 42, que
achara com-quem Iralar.
Vende-se arroz de casca a >iH0 rs. o alqueire,
medida velha, e milho mullo novo a 3^520: na caes
do Hamos, a bordo da barraca Amizade.
Vendem-se 4 capas, sendo uma de gorgurao,
em bom esladb, e Ires de nobreza, novas, por barato
pre(o.: na rua do Encantamento n. II.
Vende-se sarja de la, velbulinas, badas, ga-
les e volantes, pela ihetade do proco que cuslaram,
por icreiti servido no funeral de S. Al. F. : ua rua do
Encanlameoto, armazem n. 11.
Vende-se um poda-licor novo, com a compe-
lenle caixa, e um realejo : na rua Direila n. 48, loja
de cubado.
' Vende-se sal em paneiros, feijao mululinho c
arroz de casca, por barato preco : uo armazem de-
roule da poda da allaudega.
Vende-se uma escrava moca, que cozinha, en-
gomla e lava, e he quilaudeira ; ua rua das Triu-
cheiras n. 48, segundo andar.
Fazendas baratas.
Vcndeni-se chitas de cores fizas a 120, 140. 160,
200 e 2M) rs, o cuvado ;di(as francezas de bonitos pa-
drees, a320 rs.; corlesdcdilas de barra, 2JJ00 e
35.U00 rs.; corles de cassas francezas, .1 5OIHJ rs. ;
ditos tle barra,a 2&200,29300 c 390OU, riscados fran-
cezes mullo largos, a 250'rs. ocovado ; cambratas a-
berlas,brancas e de cores, a 39200 o corle ; vestidos
de eanibraia de 1 c 2 bailados, a 49000 rs. ; dilos de
4 dilos, a 3900(1 rs.; cambraia de seda, a 129000 rs.
o corle ; capolinhos de gros de na pie prclos e de
cores, cun cu lie te e sem tile, a 12 c 139000 rs. ; ves-
tidos com capolinhos para rreaucas de 1 a 3 annos, a
29300 ; chales grandes de laa, a 19280 ; dilos de laa
e seda, a 20000. 39UOO e -'>0;> rs. ; meias finas pa-
ra cultoras, a :C-<)00 a duza ; lencos proprios para
meiiinava I9OOU rs. aduzi'a ; e oulras imillas fazen-
das baratas, dando-se amostras cinn penhor : na rua
Nova n. 16, bija de Jos Luiz Pereira & Filho.
Sarjas e setns.
Vende-se superior sarja prela bcspanhola.a 29000,
25200, 2j>300, 29cW0 e 39000 rs. o covatlo ; selini
prelo de Maco superior, a 29400, 29600, 29800
39200, 49OUO c 38000 rs. o covado : na rua Nova n.
16, loja de Jos Luiz Pereira \ Filho.
1 Pannos irnos e casetniras.
Vende-se superior panno fino prelo.a 2800,i000,
49301), 3.5000, 68000 e 78)00 rs. o covado ; a 33000, 49OOO o 59OOO rs. o covatlo ; ca'semira pre-
la franceza muilo elaslica, a 69-300, 79000, 89OOO,
109000 e I29OOO rs. o corle ; tlila tle cores padres
modernos, a S93(K), 59000. c 69OOO rs. o corle: na
rua Nova loja 11. 16, de Jos I.oiz Pereira & Pi-
lilo.
A lir
^a ra Jova n. 8, loja de Jos Joaquim
Moreira.
Vendem-se bellos pannos redondos de encerado
para mesas de meio de sala, e ambem para consolas
e caminadas, ludo j corlado e arraujado para cada
um desles objeclos, e hem assim encerado largo, pro-
prio para mesas do jamare que se vende a covado,
ludn por preco baralissimo para agradar os fre-
guezes. ,
Anda se vende a posse de algons terrenos ala-
gados em parle beneficiados por delraz da roa ta
Concordia, na primeira rua projeclada, e na (ravesa
do Monleiro, dila to Caltleireiro, com 160 palmos
de fundo, e a frcnlcqtte cada um quizer : os prelen-
denles pilein eiiieinler-se cerno Sr. Pedro A. Teixei-
ra Guimares, morador 110 sobrado novo, junto ao
mesmo Icrreno.queseacba aulorisado para ajusjar e
apresettlara planta do mesmo.
Vende-se urna nesrinha com idade de auno e
meio, mustio boa, j tildando, por preco commodo :
na rua l.ir;iWi Rosario 11. 28, segundo andar, se dir
quem vende!* y
. Na loja t... rua Nova, na esquina que volla para
o Carmo, vendem-sc palitos de panno lino de varias
cores ede boa qualidade, por preco mdico.
Vende-se a casa terrea, sila na rua do Moloco-
lomb n. 44, bairro dos Afogados : a Iralar na rua
da Concordia 11.2*. ,
Vendem-se grandes ps de alecrn) :'no beceo
do Peixe l-'rilo, taberna n. 3.
Vende-se azua das caldas da rainha, que he a
mdlior cura que ha para quem padece de molestias
do stomagii: quem quizer,. dirija-se a botica do Sr.
Ignacio Jos do Coulo, no largo da Boa-Visia.
Vendem-se mjssaes novos de boa encadernacao,
para missa, assim como uma caixinha para desenlio:
quem quizer comprar, dirija"-se rua do Cabug, lo-
ja n. 6.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por prego commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina'lo becco dos Peccados Morlaes.
SACCAS COM FAR1NHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior faci-
lilla da tena, por menos preco do que.
em outra (pialtruer parte: na loja 26
da rua da Cadeia- -, esquina do becco
lLargo. ; .
Vendem-se em casa de Timni Mom-
sen & Vinaass'a, praca do Corpo anton.
lo, os seguintes objeclos: obras de ouro,
como sejam : aderecos, meios aderecos,
pulceiras, anneis, correntes, rosetas, alli-
netes etc., tudo ebegado no ultimo vapor
da Europa ; charutos da Havana verdadei-
ros, canclieiros, castcaes, arados de ierro,
vaquetas de lustre para coberla de carro.
Saccas grandes.
Vende-se mllin novo, em saccas grandes, a 29500:
no armazem de Tasso Irmos, rua do Amorim n.35.
No palco do Carmo, taberna' n. 1. vende-se
o moito superior cha preto a 2.9OUO rs. a libra, c ale-
rraa240.
Vende-se superior farello em saccas muilo gran-
des, e por proco commodo ; na rua do Amorim n.
48, armazem de Paulo & Sanios.
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodflo, lem para _vender-sc feijao mulalinho
muilo novo, e em saccas grande* : a tratar na rua da
Cruz n. 15, segundo andar'.
Ao barato.
Na loja de Guimares Henriques: rna do Crespo-
n.5, vendem-se lentos de cambraia fina o tle puroi
lindo, pelo tralo prcc.o tle 59 9500 a duzia, setide]
cada d uzia. cm uma caixinha com lindas eslampas.
Caixas para rape.
Vcndem-se superiuresrainas para rap feilasna el
dade de Nazarellf, pelo melltor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pela diminuto pre(0 de i J280 :
ua rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes -
a rarij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle : na rua da Cadeia do
OS EXCELLENTES SLUMES M BOLOMIA
recen temen le chegados de Genova, vendem-se a prejo
razoavcl : na rua da Cadeia do Recite n. 23.
Depoiito da fabrica. de Todos o'Santo na Baha-
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aqnella fabrica,
muitoproprin para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec,o commoflo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado le Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farllo muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
d.e Lisboa em ftedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni Com-
panhia, na prat;a do Corpo Santn. 11,o seguinte:
vinho dcMarseilleein caixas de 3 a 6 duzias, linhas
cm'novellos ecarreteis, b'reu em barricas muilo
grandes, aro de inila surtido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecmento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapof, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os'tamaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr.' Eduar-
do Stoe em Berln, empregado nas co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo- de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pcrnam-
hoco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca uma. grande por-
rao de frascosede salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso, talismn, de cahir ntsle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos 'falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, quo anlepoem
seus interesses aos niales e estragos da bumanidade.
Porlanlo pede, para que o. publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; o aniiuiicianle faz ver que a verdadeira se ven-
de tnicamenteemsua bolca, na rua da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiloario cue acom-
panha cada frasco, lem cmbaixo da primeira pagina
eu nome impresso, ese achara sua firma cm ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
Velas de qamauba.
Na rua da Cruzn. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras c cotnposlas, feilas uo Ara-
caly, por menos preco do que em oulra qualquer
parte.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como : panno lino preto a 39000, 49O0O ,
59000 e6900ti 00D e58000, ca-
semira prela a 2#^^^^Hp"el" muilo superior ,
3*000 e4800i tnhola 2 e
2J500 r 1 vestidos de se-
de muitasqoa-
, por prego-gummi uado Crespo loja
n.6. "
Vendem-se cobertor ;odSo gran-
des, a 18440 ; djlos de des, a
19280, dilos de salpico de tape I na rua do
Grespo'loja0. I
Oleo de linhaca em botijas que re-
gulam dous e meio galfjes : vende-se no
armazem de Manoel da Silva Santos, na
rua do Amorim n. 56e58.
Vendem-se peneinM.de rame aman
lltor fabricante de Lisboa, e de um lamaoh
proprio pora padarias e refinagoes, s quae iw ven-
den) de 7 a 89000 rs., prego este muilo e
visla da boa qualidade: na rua DiWiia n. 7
Vendem-se licores de abtyntho e
Kirsch ein caixas, assim como
francez da mclhor qualidade qut
parecido, tudo chegado pelo ultil
francez, e por preco muito l
rua da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se muito bom caf de
mera qualidade, em saccas, como tam-
bem fardos de fumo da melhor qualidade
possivel para charutos, chegados ultima-
mente da Bahia, epor preco muit<
conta ; assim como uma porco de caixas
dp charutos, por preco baratissmo, que
he para se (inalsar contas : na rua da
Cruz n. 26, primeiro andar.
VINHO DA FIliUEIRA.
Vendem-se barris de'qoinlo de vinfao da Figoeira:
no armazem de Tasso Irmos.
Vende-se uma escrava mora, que cose muilo
bem e-letn boa conducta, uma dila de meia idade,
que cozinha o diario e engomma liso, dous escravos
mogos e um mualo bom Dar pagem: na rua Direila
n. 66.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de colarnos decottro jde lustre, bemfei-
los, peto I minuto prego de 28500 cada um.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, paitan-
do o chafariz continua baver
completo sortimento de taixas'de i
fundido e batido de a 8, palmos
bocea, as quaes,acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
enibarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza. ao comprador.
, Mohnos de vento
ombombasde repazo para regar herase baixas
decapim, nafundigadel). W. Bowman:ua ro
do Brum ns. 6, 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO
Vende-se s perior vi nho do Porto
barris de i., j. 8. : no armazem da
Ido Azeite de Peixe 1. 14, o a tra
escriptoro de Novaes & Companhia,
rua do Trapichen. 54.
/ Padaria.
(A Continua anda a vender-sc superior fart-
*2 nba de'maudioca, nova, chcijada de Santa
'tyl Calharina. a'bordo do palacho Clemcnlina,
/vj, por prego commodo; para grandes 'porgues ^
** far-se-ba um abalimcnlu em proporgo : "*
i0) Irala-sc no eseriplorio da rua da Cruz' n. (g!|
/i*. W, primeiro andar. >*
Vender sal do Ass, a bordo do
brigue Conceicao, fundeado defronte
do Forte do Mattos: a tratar a bordo com
o capitao do mesmo, ou no escriptoro de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na. rua do
Trapiche n. 14.
Veinlc-se tinin c.isinha no becco doCarcereiro
11. 8: a tratar na rua do Livramento n. 29.,
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barrica* de 15 duzias de po-
tes, em casa de James Crabtree 5 C, rua
da Cruz n. 42.
Pevoto Christa.
Sabio a luz a 2.= edigSo do livrinho denominado
Devoto Cbrislao.inais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. lie j da praga da In-
dependencia t 6S0 rs. cada exemplar.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quema pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
d Dos n. 22.
VENDAS
MELLO FREIR.
Vende-se o direito das pessoas, por Mel-
lo Freir, traduzido em portuguez com
notas, para o uso doterceuo auno jur-
dico : na praca da Independencia n.
6e8.
Vendem-se \-l escravos, sendo 1 ptimo molc-
que de idade 18 anuos, :\ escravas de bonitas finuras,
que epgoniniam, rosen), roziubsin e fazetn lalnrin-
A pessoa que annnnciou querer fallar Com Ba-1 Iho, 1 mulaliaha de iilade 17 a 18 anuos, 2 escravo-',
zilio Alvares de Miranda Varejo, dirija-se i rua eju I um delles carreiro e oulro cauoeiro, 5 escravas de lo-
Oueimado. loia n. 22. d<> servico : na rua Uireila n. 3.
|iiidacao esta a acabar.
As fazendas do ausente Joao Antonio tle Araujo,
por melado dos seus valores, na loja da estrella rua
do Queimado 11. 7, defroute do becco do Peixe l'rilu:
Pegas de cambraia lisas de (i), varas a 23600
Corles, de camhraias do seda de S500,
5900e........... 5000
Cortes de cmbralas de cores a 23OOO e -23500
Maulas de garga a ....... 5000
Luvas de relroz prelo sem dedos paca 320
Dilas de montara, par a....... ,00
Fil de algodo hranco e de cores, vara a 480
Lengos de cambraia fingindo linho a 180
Dilo* de chita linos, a duzia...... 23100
Chales de camhraias bordados a .... 800
Dilos dilos adamascados a ... 610
Dilos de lita muilo grandes a 1;>O00
Casnelas de laa mcscladas o covado a 720
Alpacas mcscladas o covado a..... 610
Camhraias tle cores organdiz vara a 480
Corles de meias casetniras de algodo bonitos
padroesa........... I928O
Meiascruas para Itomem o para ". 120
Dilas decores muilo boas o par a' 200
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior c verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris contem. o piso liquido
d quatro arrobas, tudo a preco rzoavel.
Redes acolchoadas,
brancas e de-cores de um s pimo, muilo grandes o
de bom goslo : vendert>-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se selm prelo lavrado, de moilo bom
cosi, para vestidos, a 28800 o covado: na rua do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba.
Vcndcm-secaixinTias corn superior velas de cera de
carnauba t>ura, fabricadas no Aracaly, c por commo-
do prego; ua rua da Crnz, armazem de cobros c sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vendc-sc em porgito e a relalho : na rua da Cruz,
armazem de couros e sola u. 15-
Ageneiade Ecwln Baw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmo
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
ini.'iilos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele., ditas para a rmar em madei-
ra do lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina liorisootal para vapor com forga de
4- cavallos, cocos, passadeiras. de ferro esUtnhado
para cqsa tle purgar, por menos prego que os tle co-
iire, csco veris para navios, ferro da auecia, c fo
Ibas de flandres ; tudo por barato prego.
Na fu da Cadeia do Recife n. 60, arma;
\ zem dellenrique Gibson,
vendeni-se rclbgios de ouro de sabonete, de palente
inglez, 1,1 mclhor qualidade, e fabricados cm Lon-
dres, por prego commodo.
^B Vendem-se relogios, de ouro, pa fcjs
^ ten-te inglez, por commodo pre- ,
rf co: na rua da Cruz'n. 20, casa de ^r
@ L. Leconte Feron & Companhia. @)
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta,'como
scjam.quadrlbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 15, armazem de Rastos Irmos.
l'ARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que evislem no mer-
cado.
Muita attehfao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2?i()0 a pera, corles de ganga amarella tle quadros
muflo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29800, dilos
com81|2 varas a 33OOOrs., cortes de meiacasemira
para calca a 33000 rs., e oulras muitas fazendas por
prego commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas "as qualidades.
Panno fino prelo a 33000, 39200, 4J500, 59500 e
63000 rs.,dilo azul a 29800, 33200 c 4J000 rs* dilo
verde a 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela entestada a 53500 o corte, dila fran-
ceza muilo lina e elaslica a 79500,83000 e 99OQO rs.,
selim preto maco muilo superior a 38200, 43000 e
53500 o covado, merino prelo muilo bom a 33200 o
covatlo, sarja prela muilo boa a 28000 rs. o covado,
dita hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de bobo, lavrados, muilo urantlcs. lil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom gesto;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
Vende-se uma padaria muilo afreguezada: I IraUr
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho. -
Cobertores scuros de algodflo a 800 r., ditos mu
lo grandes e encorpados a i400 : na rua do Crespo
loja da esquina que volla para a Cadeia. .
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em cas;
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4- rodas ; pode ser
vtslo na cocheira de Poirrier, no alerrb da Boa-Visla.
POTASSA.
Ko anillo deposito da rua da Cadeia da Recife,
ar,nazera '- lia para vender muilo nova potassa.'
ta Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e pregos mais ba-
ralos do que em oulra qualquer parle, se affiariram
aos que precisaren) comprar. No "mesmo deposito
latnbem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vendem-se lonas, brinzafi, brins e irieifrlo-
Stda Russia: no armazem de N. O.'Biebejr 4
moanhia, na rua da Cruz n. 4.
ESCRAVOS FGIDOST"
guezes podero couhcccr os diminuios
a vis I a ti
is pr>sj
porque
e oulras muilas fazendas que s coma visla dos fre-
iitezes podero) co
c estilo viniendo
Vndem-se saccas com mlho :
rua da Cadeia do Recife n. 13.
i Vendc-se um ierreoo foreiro a marinha o qual
lem as segoinles fren les : para a rua de S. Francisco,
para 1 de Saulo Amaro, fu.Bella, c rua d^'-tesou
do Sol na freguezia de Sanio Antonio desla ciibnle :
quem o pretender talle a Manoel Luiz da Vciga para
o ajuste.
Semen tes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na rita d/t Cruz 11. 62,'as melhores sementes re-
cenlemenle chegadas de Lisboa na barca purlugueza
Margarida, como seja : couve tronxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo do duas qualidades, ervilba
loria e direila. roenlro. salsa, nabos e rabaneles de
todas ns qualidade},
Venderse mu escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do alerto la Boa Visla 11. de 1 hora
,la larde em vaule al 6 da larde achara com quem
Iralar.
J POTASSA RRASILEIRA. J
(js Vende-se stiperior potassa, fa- 6
S bricada no Rio de Janeiro, che- 6
^, gada recentemente, recommen- g
S da-se aos senhores de engenho os S
2? seus b^ons eH'eitos ja' experimen- ^
' tados: na rua da Cruz n. 20, ai- W
'W .mazem de L. Leconte Feron ti $5
<(J) Companhia.
Vendem-se pregos americanos, m
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Deposito de vi 11 lio de cham-
fiagheVhateau-Ay; primeira.qua-
dade, \de propredade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinlio, o melhor
de toda a! champagne vende-
se a 36<000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente cm casa de L. Le-
__comte Feron t& Companhia. N. R.
AscaixAs sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azucs.
Fugio pelo amanhecer do dia 15 to correnle
margo, um mulato de nome Jojto, com os signaes'
guiles : idade 18 a 20 anuos, ainda nao buga, e*-
tatura regular, caiga curia e um lano larga, os ossos
das faces salienles.lesut eslreila.as orelhas de algnma
maneira acabaadas, cabellos meio carapinbailos,
bocea rasgada, um dos deules ta frente queb
nao l,e gordo, gagueja quando se assusla, 1
nz pequeo, o beiro superior curio e a lesla eslrri
lem de coslume nao abotuar a camisa no colarinh
roga-se as autoridades e capilaesde campo aceptara
dellc, quesera generosamente recompensado, pt
do ser entregue na cidade do Recife, ao Sr. G:
Antonio Alves Ferreira, na rua do Rangel n. (;
110 aterro la Boa-Vista, ao Sr. Francisco Ribeiro Pi-
res, ou ao engenho (iuerra de Ipojuca, ao sea senhor
Paulino Pires Faico.
No dia 24 do correnle desappareceu doabaiio
assignado um'seu escravo de nago por nome Sebas-
liSo, de idade de quarenta e tantos annos, alio, ebeio
do corpo, pouca barba, denles limados, ps e mitos
Krossos, andae falla muilo descansado, levou camisa
de algoilito trancado de lisia azul e caiga de 1
azul trancado, cujo escravo foi da senhora 1
nanita da (fcncegio Pereira, e ha toda certe
andar na Boa Viagein ou Santo Amaro dejaba
d'onde ha pinico chegou ta flila fgida, te
se conservado olio mezes dentro daquellas malas :
recomiiieibla-se as dignas autoridades laque
aar_e capilfles' tle campo a captura do mesmo, qup
serao senerosanietite recompensados, na rua do Crej-;
[io n. 10, Josc Concalces Malceira.
o meio dia lie 27 de margo do correnlt
anuo, fuaio da casa do abaixo *sit;nado,sua esenr
crtotila, ppr nome Angela, idade-30 annos, poi S|
tuaisou menos, com os signaes segoinles:coi
latileprcla, cabellos crescidos na frente, e cosh
abrtTao meio, faliuni-lhedous tlenles da fren!.
parle de cima, levou veslido de cassa.j^^H
de llores grandes, e levou mais un.a pequea Ireji
com roupa. Esla escrava foi pelo mesmo abaix
signado comprada cm 10 tle fevereiro prximo passa-
do ao Sr. Jos da Silva Loyo, o qual a ven
cotila e ordem do Illm. Sr. rapitao Antonio M
Castro Delgado : recommenda-se as pessoas (
la (enham noticia, leva-la 00 manda-la n loja fer-
ragens da rua d.a Cadeia do Recife n. 56 A, que se
gratificar generosamente.
Antonio Joaquim Vidal.
Na madrugada de 27 do correnle, ausenton-
o mualo de nome Fabricio, estatura- regular, olhos
caslanlios. e pouca barba, descarnado do rosto, levou
un. sumi de carneiro, chapeo tle couro e oulro de
palba, cujo mulato foi caplivo do fallecido Florencio
Antonio lUcliz, do riacho doSangue, lugar de- Cam-
pos Elisios,para onde se suppoe elle ter ido : quem o
pegar leve-o a rua Nova, cm casa de Jos Maa da
Cosa Carvalho, que promelte, gralificar generosa-
menle.
m
m
Na rua do Vigario u. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flauclla para forro dcsellins, chti-
id recenlemenle da America.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs. : na na do Crespo nume-
ro 12.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em poree de 00 saccas pa-
ra cima : para- ver, no armazem do For-
te dt) Mattos, defronte do trapiche do al-
godo, e para tratar, 110 escriptoro de
Manoel Alves Guerra, Jnior.
Vende-seh) engenho Limcirinha, situado a mar-
gen) do Tracttnhaem, com 600 bragas de lslada e
uma legua tic fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, coplima moenda, com bous partidos que
com 2 carros e quarlos podem moer at 2,000 pAes
o que he tle grande vanlagem para um principiante.
He do ptimo assucar c de boa produego, lano de
carina como de legumes : vende-se com algum di-t
nheiro vista, e o~ mais a pagamento conforme s
poder conveitcionar : os pretendentcs dirijam-sc ao
engenho Tamalape de Flores.
Na liotca da rua larga do Rosario
n. 5G, de Bartholomcu F. dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be 1'aH'ecteur verdadeiro, salsa, de Sands
verdadeira, vermfugo inglez ( emvidro )
verdadeiro,vidros de bocea larga com ro-
lha de 1 ate 12 lil S. O annunciante af-
lianca a quemintei'essar possa a veracida-
de cfos medicamentos cima, vendidos em
ua botica./-
/ Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar conlas: ua rua di
Cruz n. 10.
Planos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa tleBrunuPraegerfSiCompaitltia.ruadaCruz
n. 10, um grande sorlimeulo deoianos fortes o fortes
pianos.de difiranles modelIr^Tioa conslrucgo c bel-
las vozes, que vendem por/fnodicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ViuhoRordeatix.
Brunn Praeger Companhl*, rua da Cruz 11. 10,
recelieram ullimaineiile-Sl. Julieii e M. margo!, ent
caixas de uma duzia, que se recouiuiendau) por suas
boas qualidades.
Vende-se uma motera de bonita figura, de7 a
8 anuos, poucu mais ou menos : na rua da l'raia 11.
29, primeiro audar.
\
(0) I ugo no dia 27 de marco, da
^ Capunga, um escravo de nomej
^A Luiz, crioulo, de dade de 50 an-|
^* nos pouco mais 011 menos, com* s '
/gi. signies seguintes :estatura re-
W guiar, cor fula, falta-lhe bastan- I
W} tes dentes na frente, tem uma ci-
'^ catrizno pe direito, e uma mar-
fcft ca debgo no peito esquerdo, o h
&. dedo grande do pe diieito lira Ek
, iwstante separado dos outros: m, ,
L quem pegar, leve-o ao seu se- 2
W nhor Gustavo Praeger, na rua da '
(W Cruz n. 10, que sera' generosa- 1
@ mente recompensado. ^
Conlinna a eslar fgido o prelo da Costa de
nome Jas, de 3-i annos de idade pouco mais ou me-
nos, rom os signaes seguales : alio, ebeio do corpo;
nao lem Inlhos no roslo, cabera coinprida, umbigo
grande, peritas arqueadas, lera urna costura por rima
tle um tos calcanliare, proveniente de umi denla-
ila quesolfrcu de algum animal, a qual lie ulica,
bem fallitnle; consta que anda pelas nediagOes enlra
Olinda e Fragoso: quemo pegar leve-o a rua Direi-
la, padaria n. 21, que sera gratificado com 100)000
reis.
Desappareceu 110 dia 13- do corrente o prelo
crioulo, por nome Francisco, eslaluia haixa," chrio
do corpo, cor fula, lesla alta, com falla de algutts
denles ua frente; levou as seguintes roupas :
calca de brim com lislras rusias, camisa branca de
rnadapolo, chapeo de palba. ps bchenlos : quem o I
pegar leve-o i tua do Ratigel 11. 26, que ser bem reJ '
compensado.
Per..i*-T,p, de M. F. de T*rU.~ W*.


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